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Encontrado 36 registros

  1. Pretendo ir para Chapada Diamantina com a minha filha de 4 anos. Qual é a melhor época e roteiro?
  2. Ônibus de Salvador para Palmeiras?

    Boa noite a todos! Chego no aeroporto de Salvador às 21:10 e o último ônibus para Palmeiras é às 23h. Não conheço Salvador, acham que com esse tempo é possível ir do aeroporto a rodoviária? Levando em consideração que não irei despachar bagagem. Muito obrigado!
  3. Chapada Diamantina 01 a 08 de junho de 2017 01/06/2017: Vôo de Congonhas para Lençóis com conexão em BH e em Salvador. Cheguei em Lençóis às 14h. Havia uma van da agencia Chapada Adventure Daniel que levava do aeroporto até Lençóis por R$20,00. O aeroporto é minúsculo, nem tem esteira para entrega da bagagem, acho que só há vôos às quintas e domingos. Fica a 30 min de Lençóis. A outra forma de chegar na chapada seria com ônibus a partir de Salvador ou alugando carro. Aproveitar a promoção desse vôo foi a melhor alternativa! Fiquei num hostel bem simples (meu Canto Hostel), mas fui muito bem recebida pela Mary. Fiquei de ir à agência Volta ao Parque nesse dia às 19h, já havia reservado o trekking do Vale do Pati de 5 dias/4 noites. Passei no centro de informações turísticas e peguei o mapa da cidade. Naquela hora da tarde, o único passeio possível era o Serrano (cerca de 15 min caminhando) onde havia umas quedas d’água, “piscinas”. Na agencia, quando fui conversar sobre o trekking, fui apresentada ao guia que iria comigo (Tiago) e um outro guia fez um city tour cortesia por Lençóis (falou um pouco sobre a época do garimpo). 02/06/2017: Saí de Lençóis às 6h, demorou mais de 1 h de carro até o Vale do Capão onde encontrei o guia (Tiago) e a namorada dele que também iria no trekking (Gi). Fomos de carro até a entrada da trilha (Bomba). O vale do Pati pode ser feito de várias maneiras, entrada pelo Capão é a mais difícil. Caminhamos por uma região muito bonita com vista para o morro do castelo. Paramos no “Rancho” para tomar banho, descanso e lanche. De lá caminhamos mais, subimos o “quebra-bunda” e chegamos ao mirante do Vale do Pati. Vista linda!!!! Até ali havíamos caminhado mais de 5h. De lá se podia avistar a “Igrejinha” (onde já havia sido igreja e hoje é uma das casas para hospedagem), mas nós iríamos para a casa de D. Raquel. Descemos por uma parte bem íngreme, com pedras e que exigia 5 apoios. A mochila estava pesada, o que incomodava um pouco, mas foi tranquilo. O guia foi na frente correndo pois disse que teria que reservar jantar até às 17h, mas no trecho em que caminhamos sem ele não tinha erro. Chegamos na casa de D. Raquel umas 17:40. Tomei banho frio, mas regenerador! E a comida então...hum...tinha palma (lembra vagem mas é um cacto), batatinha com queijo, arroz e feijão feitos em fogão à lenha!!! 03/06/17: Após ótimo café da manhã na casa da d. Raquel, começamos a caminhada rumo ao Morro do Castelo. Tem várias escalaminhadas, mas o visual compensa todo o esforço. Passamos por dentro da gruta, fiquei com muito medo nesse lugar, mas o mirante no final foi “massa” como eles dizem por lá. Depois caminhamos até a cachoeira dos Funis (tem uma parte antes de chegar nela, mas não soube o nome). Caminhamos ao todo 5h40 min (14,89km), mas bem tranquilo pois só tinha a mochila de ataque. Outro banho frio e outro jantar maravilhoso na casa de D. Raquel. Acabei combinando com o guia ficar as 3 noites lá e não ter que andar tanto com minha cargueira que estava um pouco grande...o lado ruim foi não conhecer outros moradores, mas gostei de qualquer forma. 04/06/2017: choveu à noite toda, amanheceu chovendo também...Começamos a caminhada na chuva rumo ao Cachoeirão (parte de cima). Foram 3h30 de caminhada contando um trecho em que ficamos perdidos por causa da visibilidade...fiquei um pouco tensa nessa hora...Mas conseguimos chegar e ver a paisagem sob a neblina...Alguns minutos depois o tempo abriu e o visual foi maravilhoso!!! Tirei foto na pedra (lembra um pouco a pedra da Fumaça, que eu veria depois....mas gostei mais do Cachoeirão). Fizemos um lanche ali e logo voltou a chover. Andamos até uma toca que tinha no caminho e na qual muita gente faz pernoite (mesmo sendo proibido). Esperamos mais um pouco ali, mas durante quase todo o trajeto teve chuva e barro. Foram muitos escorregões! O bastão me salvou nessa caminhada. No jantar dessa noite teve godó de banana que é típico da chapada. Gostei! 05/06/2017: amanheceu chovendo de novo...esperamos até umas 10:30 para começar a caminhada para o Pati de baixo, ruma à casa do Sr. Jóia. O guia havia dito que seriam 2h de caminhada...mas foi 1h40 só até a prefeitura (onde havia sido prefeitura e atualmente é um ponto de hospedagem). Ali a hospedagem era 130,00 com meia pensão. Nas outras casas 110,00. Paramos um pouco para descansar e fiquei admirando a vista do Castelo dali...dava para ver a “janelinha”. Se algum dia voltar ao Pati quero me hospedar na prefeitura. Continuamos a caminhada até a casa do Jóia. Paramos numa ponte para comer e tirar fotos, lugar lindo! A caminhada durou 4h30 total. Deixamos as coisas e fomos ao Poço do Raí. Não entrei, mas o lugar é legal para tomar banho (tenho medo de água fria, uiiii!!!). Jantar bem gostoso também, fomos dormir cedo para acordar cedo no dia seguinte. 06/06/2017: choveu forte a madrugada toda. Acordei às 5h e estava escuro e chovendo. Descemos para tomar café da manhã e até sair já eram umas 6h15. Logo que sai da casa tem um descida bem escorregadia e depois é só subir a ladeira do Império. 6km de subida, mas chão de pedras, provavelmente colocadas lá pelos escravos. Essa subida demorou 1h27min. Não achei pior que a subida do morro do Castelo, acho que a expectativa de que fosse tão difícil fez até parecer fácil...só cansativa. Foi bom estar tempo fechado, com sol seria muito mais desgastante. Até chegar em Andaraí, caminhada totalizou 4h 40 min. Andaraí é uma cidade pequenininha, gracinha! Comi pastel e tomei sorvete de coalhada com calda de maracujina. De lá, o carro da agencia nos levou ao Poço Azul, onde eu faria a flutuação. São 20 min para ficar no poço, chegamos numa hora muito boa, em que os raios do sol entravam na gruta e mostrava todo o azul do poço! Lindo! Depois voltei para Lençóis. Para as próximas noites eu havia reservado quarto na Pousada Roncador (mais próxima na Praça central), bem perto da agência. É simples também, mas gostei. Caminhei pelo centro e jantei estrogonofe de palmito de jaca. Conversei na agência Volta ao Parque e queria fazer o passeio da Cachoeira da Fumaça com Morro do Pai Inácio no dia seguinte. Disseram que era possível. 07/06/2017: Fui à agência pensando que faria o passeio Cachoeira da Fumaça/Morro do pai Inácio. No carro estava eu e mais um casal. O motorista e guia era o Babal (só lembro o apelido...). O começo da trilha para Fumaça é no Capão. Paramos na cidade Palmeiras no caminho, para comprar lanche (1 pão de hambúrguer + 2 pães de queijo por 5reais!!!). A entrada da trilha também é entrada para quem vai fazer a travessia Capão Lençóis e para quem vai para a parte baixa da Fumaça (mas que precisa ser feita em mais de 1 dia, acampando). Todos registram sua entrada na trilha e para onde irá. Já houve muitos casos de desaparecimento e suicídios na Fumaça, triste...O começo é mais difícil por ser subida, mas depois fica um caminho plano quase por completo. Infelizmente estava chovendo e nublado. Na ida não conseguimos ver muita coisa. Mal consegui ver a cachoeira ao chegar lá, mas depois de lanchar, quando estávamos quase indo embora o tempo abriu novamente e o visual ficou incrível!!!! Essa é a segunda maior cachoeira do Brasil. A caminhada de ida demorou 2h 10 e a volta 1h30. Ao terminar temos que registrar a saída. A associação que cuida do local não cobra entrada mas pede doação para auxiliar no trabalho deles...eu não tinha nada trocado, acabei dando a bolacha que estava fechada na minha mochila e deu pra ver que alegrei a galera!!! No caminho de volta, descobri que o casal que estava comigo havia comprado o passeio Fumaça + Riachinho (que é o padrão de todas as agências). E a subida no Morro do Pai Inácio só pode ser feita até 17h...como ficamos mais tempo na Fumaça porque demorou para abrir o tempo e passamos na Riachinho, não consegui ir ao Pai Inácio ver o pôr do sol...o que me consola é que mesmo se tivesse dado tempo, eu não veria nada pois estava chovendo...mesmo assim fiquei um pouco chateada...de qualquer forma tenho motivos para voltar à Chapada! Jantei risoto de carne seca num restaurante na esquina da rua da pousada, um dos poucos que tinha espaço interno, pois estava chovendo e a maioria dos restaurantes coloca mesas nas ruas. Encontrei duas pessoas que também estavam no Pati no período em que eu estava, jantamos juntos e depois comemos sobremesa numa doceria muito fofa (D. Sonia). A filha dela também é guia, ficamos conversando, ela falou mais sobre a chapada e seus atrativos. Com certeza quero voltar para conhecer a cachoeira do Buracão, Igatu e grutas e Pai Inácio. Pelo menos o Pati que eu mais queria já fiz, mas voltaria de novo também, ficaria na igrejinha, casa do sr. Wilson e prefeitura. Gostei da agencia que contratei, o preço estava razoável por ser Chapada (infelizmente é preço para estrangeiro). Mas agora que já conheço um pouco, gostaria de ir de carro, sem pressa, parando nas cidadezinhas que gostar...aproveitando mais esse lugar encantador.
  4. Cronograma da viagem 29/06 - São Paulo > Salvador > Lençóis 30/06 - Lençóis (Serrano + Cachoeirinha) 01/07 - Lençóis (Cachoeira do Mosquito + Poço do Diabo) 02/07 - Lençóis (Pratinha + Gruta Azul + Morro do Pai Inácio) 03/07 - Lençóis (Cachoeira do Sossego + Ribeirão do Meio) 04/07 - Lençóis (Serrano + Cachoeirinha + Cachoeira Primavera) 05/07 - Lençóis > Guiné > Vale do Pati (trajeto Guiné > Igrejinha) 06/07 - Vale do Pati (Igrejinha > Cachoeirão por cima > Igrejinha) 07/07 - Vale do Pati (Igrejinha > Morro do Castelo -> Prefeitura) 08/07 - Vale do Pati (Prefeitura > Andaraí) > Lençóis > Igatu 09/07 - Igatu (Ruínas + Gruna do Brejo) 10/07 - Igatu > Ibicoara (Cachoeira do Buracão) > Igatu 11/07 - Igatu (Poço Donana + Cachoeira das Cadeirinhas) 12/07 - Igatu > Salvador 13/07 - Salvador > São Paulo Fiz meu primeiro mochilão pelo Brasil em julho deste ano. Depois de muitas pesquisas e mudanças de ideia, o destino escolhido foi a Chapada Diamantina. Muito por conta dos relatos que li por aqui e também pelas indicações de pessoas que já foram para lá. A viagem ao todo durou 15 dias, mas eu e minha namorada ficamos na Chapada de fato 12 dias. Todo mundo diz mas é sempre bom repetir. Não dá pra conhecer toda a Chapada Diamantina em 15 dias. Nem em 20, nem em 30. Quem conhece bem a região diz que pra conhecer tudo você precisa mais ou menos de 3 meses. Por isso selecionamos os principais pontos que queríamos ver e a partir daí fomos ajustando a programação e o roteiro a ser feito. Pelo fato da Chapada ser gigantesca (1520 km², maior até que alguns países do mundo) é uma tarefa trabalhosa planejar um roteiro. Também é difícil encontrar informações na internet, apesar dos milhares de sites que existem falando sobre a Chapada. Cada pessoa faz um roteiro e aí quase nunca você encontrará um roteiro igual o seu. O segredo é você listar os lugares que quer conhecer e ir tentando encaixar nos dias que tem para viajar. Muitos lugares não conseguimos ir por falta de tempo no roteiro (Cachoeira da Fumaça e Poço Azul, por exemplo). Mas no final das contas a viagem foi muito boa. Quem sabe em uma outra oportunidade dê tempo de fazer o que não conseguimos. O único ponto negativo da Chapada, em minha opinião, é o “ataque predatório” dos guias locais em cima dos turistas. A todo momento tentam te oferecer passeios e inventam histórias pra colocar medo, do tipo “semana passada uma menina foi sem guia e quebrou a perna nessa trilha” ou “ontem um pessoal sem guia ficou perdido aí e não conseguiu ver nada”. Nada contra o trabalho dos guias, muito pelo contrário. É o trabalho deles e é um trabalho honesto. Mas a abordagem sempre é de maneira incisiva e acaba sendo chato ficar falando tantos “nãos”. E se você estiver sem guia e cruzar com o guia de algum grupo em trilhas não espere nem um “olá”. Não espere também que eles te avisem se você estiver pulando uma pedra perigosa quando na verdade tem um caminho muito mais fácil para atravessar o rio. É mais ou menos assim: “não pagou, pode morrer que não tô nem aí”. A única experiência que tivemos com um guia durante a viagem foi terrível. Mas lá na frente eu conto em detalhes. De volta ao lado positivo da Chapada (e olha que são muitos), a principal dica é: vá! Segunda dica: baixe o Wikiloc no seu celular. Ele é um app de GPS para trilhas e funciona offline. A licença pra usar por 3 meses custa pouco mais de 7 reais, mas te faz economizar bons dinheiros com guias. É bem simples de usar: você busca a trilha que quiser e aí ele te dá uma lista de mapas de pessoas que já fizeram o trekking. Depois é só baixar algum deles e ir seguindo o caminho, igual o Waze ou Google Maps. A maioria das trilhas da Chapada está no app. Terceira dica: faz frio na Bahia. Se for em julho leve blusas. Chegamos a pegar uns 12 graus no Vale do Pati à noite. Gastamos por pessoa aproximadamente R$ 3000 para os 15 dias. Incluindo passagem aérea, aluguel de carro, hospedagem, alimentação e passeios. Os preços de restaurantes são geralmente baratos. Dá pra encontrar em Lençóis e Igatu um belo almoço por R$ 30 pra duas pessoas. Vamos ao relato!
  5. Olá a todos, esse é meu primeiro relato de viagem aqui no fórum. Eu digitei esse relato em parte da 19horas da viagem de carro entre Igatu e Vitória - ES ( cerca de 1100km de distância) e o foco principal fora relatar os passeios realizados na chapada diamantina e a logística entre esses passeios e as cidades que ficamos hospedados. Esse relato contém informações sobre os custos de entradas em parques e passeios guiados mas não constam despesas com hospedagem, gasolina e alimentação. A viagem foi realizada de carro, em 4 pessoas, saindo de Vitória, capital do Espírito Santo, no dia 26 de dezembro de 2016 as 8 horas. Nesse dia viajamos cerca de 500km até a cidade de Itabela, sul da Bahia, onde fomos recebidos na casa de um grande amigo nosso para um churrasco e pernoite, de onde sairíamos na manhã seguinte direto para a cidade de Lençóis - Chapada Diamantina - BA -Brasil. Na dia seguinte completamos a viagem, chegando em Lençóis as 19hrs do dia 27 de dezembro. Início dos passeios: 28.12 - passeio cachoeira do sossego: De carro do centro de lençóis até o estacionamento próximo ao acesso da trilha da cachoeira do sossego e ribeirão do meio. 10 minutos. Fomos sem guia, nos perdemos mas conseguimos chegar. Da pra ir sem, depende do pique, disposição, movimentação pela trilha... mas não é muito fácil. 1:20hrs de caminhada até um poço no leito do rio que vem da cachoeira do sossego, poço bom pra dar uma refrescada e sentir os peixinhos beliscando nossa pele, no que chamamos de "peixoterapia" e ficamos um tempão na volta só curtindo um pedicure total natura. Desse poço até a cachoeira gastamos mais 1:40hrs, mas nos perdemos no ponto em que a trilha segue pelo leito do rio, subimos pelos cânions até a trilha ficar ligeiramente perigosa e percebermos que haviam outras pessoas trilhando pelo leito do rio, quando vimos que estavamos errados, voltamos e achamos o caminho correto, perdemos +-35 min nesse erro, mas não foi nada demais e podiamos ter evitado esperando algum grupo guiado pra irmos no embalo. A cachoeira do Sossego é maravilhosa, agua fria mas não gelada, queda d'água boa que da pra se banhar em partes dela. A cachoeira é bem funda e rola um pulo de uma pedra a cerca de 5m de altura, onde varias pessoas pularam, inclusive nós ( apenas eu e meu amigo Vinicius, nossas namoradas não pularam na maioria das vezes). Acima dessa pedra ha uma outra a cerca de 8m de altura que não pulamos pois os guias nos informaram que o nível da agua estava baixo, e como era nosso primeiro passeio rolou um receio de arrumar alguma treta logo no inicio da nossa trip e deixamos passar essa, achando que realmente era muito alto. Volta tranquila sem nos perdemos muito, com aquela parada na peixoterapia pra repor as energias. peixoterapia vista cachoeira do sossego 29.12 - Passeio Gruta da Lapa Doce, rio pratinha, Gruta Pratinha e Gruta Azul De lençóis cerca de 1:20 de carro até o estacionamento na propriedade onde encontra-se a gruta da lapa doce. Gruta da Lapa Doce: R$30,00 por pessoa, desce em grupo guiado passa por um trecho de aproximadamente 800m por dentro da gruta, que é muito grande, alta, escura e com várias formações interessantes. o passeio dura cerca de 50 minutos e é interessante pra conhecer como é uma gruta por dentro e suas estalagmites e estalactites em diversas formas diferentes. 20min de carro até oestacionamento da pratinha. Rio pratinha e gruta Azul: R$30,00 entrada por pessoa. Paga a entrada e fica a vontade pra ir onde quiser, exceto a gruta pratinha onde a flutuação é guiada e custa R$40,00. Fizemos a flutuação e foi bem legal, a gruta possui uma água bem clara e fica muito escuro no interior. Acho que se fosse em baixa temporada a agua estaria mais limpa, tenho a impressão que haviam partículas suspensas devido a movimentação de pessoas na gruta, mesmo que em flutuação. O Rio pratinha é lindo, água bem azulzinha e transparente( diferente de todo o resto da chapada que possui a água meio vermelho bem escuro), mas estava hiper lotado. Tem um quiosque na beira do rio que serve bebidas e comidas e como chega de carro até bem próximo do rio, é um lugar bem cheio de gente. A gruta azul fica a 5min andando do rio pratinha e quando fomos estava apenas com parte do feixe de luz que a deixa mais impressionante, portanto, valeu ter conhecido pela experiência, mas não pegamos a melhor época. P.s.: ha uma pequena trilha próxima a parte lotada do rio pratinha que te leva a um trecho do rio que estava completamente vazio e tranquilo, só descobrimos isso no final e teria sido melhor se fossemos antes. Recomendo. gruta pratinha entrada gruta da lapa doce 30.12 - passeio cachoeira da fumaça (por cima): De lençóis até o vale do capão de carro gastamos cerca de 1:45hrs, a subida da trilha é bem sinalizada e tinham varias pessoas, não havia a necessidade de guia. Gastamos 2hrs na subida num ritmo bom. A vista de cima da cachoeira é incrível, ela possui 420m de altura e nos faz sentirmos como se fôssemos uma formiguinha no mundo. Na descida fizemos em 1:20hrs. Infelizmente nessa época a cachoeira estava quase sem água e ainda assim gostamos muito, voltaremos numa próxima trip com certeza. Na trilha tinham vários vendedores de sucos e agua, inclusive no topo da cachoeira. O vale do capão é bem legal, galera bem de boa, geral na rua, muita opção de comida( varias vegetarianas possivelmente devido a predominância da galera roots no local), ficamos lá a noite e voltamos pra lençóis. vista por cima da cachoeira da fumaça sentindo-se minusculo no topo da cachoeira da fumaça 31.12 - cachoeira Ribeirão do Meio e morro do Pai Inacio: cachoeira ribeirão do meio: 10min de carro e 1hr de trilha suave até a cachoeira. Bastante gente devido a facilidade do acesso mas também gostamos muito. Tem um escorrega natural na cachoeira com cerca de 30m de comprimento e uns 12m de desnível, muito divertido, geral desce escorregando o tempo todo( recomendo bermuda ou short resistente ou velho) e cai em um poço fundo que também rola uns pulos de duas pedras, uma a uns 4m de h e outra a uns 5,5m, mas em ambas encostei o pé quando pulei no chão e não recomendo pular sem antes se certificar que é de boa, na verdade não recomendo a ninguém pular sem nunca verificar antes e estar acompanhado e certo do que está fazendo, 10, 11 metros de altura causam um impacto fortíssimo nos pés e podem causar lesões se mal realizados. Morro do pai inacio: 50 minutos de carro até o inicio da trilha, R$6,00 por pessoa, trilha de 20 minutos fácil mas só subida, parece uma escada. Do alto do morro o visual é bem legal, e da pra ter uma vista única da chapada. Vimos o por do Sol e descemos. ( essa foi a unica trilha que a volta demorou mais que a ida por conta da fila de gente que formou-se na volta da trilha). Recomendo. escorregador - ribeirão do meio por do sol - morro do Pai Inacio 01.01 - poço do Diabo. O poço do diabo fica próximo a rodovia a uns 30min de carro de lençóis, depois desce a trilha bem sinalizada , facil e com bastante gente pelo leito do rio até chegar ao maior poço, que é o poço do diabo. Tinha uma quantidade boa de pessoas mas nao estava ruim, no poço rola tirolesa e rapel( R$30,00 e R$50,00 respectivamente por pessoa) mas nao fizemos nenhum dos dois, o que tínhamos de graça já era mais que suficiente. O poço é muito fundo, bem grande e a queda d,água, que deve ter uns 12m de altura, da pra se banhar e a agua nao é muito gelada. Nesse local tem 2 opcoes de pulo. A primeira que fizemos foi a que pula no poço abaixo do poço do diabo, tb nao recomendo pois encostei pé e bunda no fundo do poço na hora do pulo, tem uns 6m de h. A segunda foi uma proximo a queda d'água, deve ter uns 9m de altura e pular dela foi iradíssimo. Recomendo o passeio,. Do poço do Diabo retornamos pro capão pra passar mais um tempo lá, pois tinhamos gostado e queríamos mais daquele clima amigável e envolvente. preparando pro pulo - poço do Diabo. Continua...
  6. Em Janeiro de 2017 fizemos, mais uma vez, a travessia do Vale do Pati. Em 2015 tínhamos feito essa travessia, porém saindo de Andaraí com destino ao Capão. Dessa vez decidimos fazer a rota inversa. O parceiro Rambo estava na Vila me esperando, já que ele tinha feito a trilha da Fumaça por Baixo saindo de Lençóis e eu não pude ir devido ao trabalho. Então nos encontramos na Vila no dia 08 de Janeiro, passamos a noite no Camping e logo no ínicio da manhã pegamos moto táxi para a vila do bomba. Iniciamos a trilha por volta das 8hs. Nosso primeiro ponto de parada foi no Rancho, onde almoçamos e continuamos nosso caminho até a Igrejinha, já no Vale do Pati. Passamos uma noite muito agradável naquele lugar e como sempre fomos muito bem recebidos pelo João. Pela manhã continuamos nosso caminho e a aventura foi boa demais. Fizemos um vídeo com os principais momentos dessa travessia inesquecível! Confira! "> Você pode conferir também outras aventuras em: https://www.mochileiros.com/travessia-andarai-lencois-pati-capao-em-dose-dupla-t117936.html https://www.mochileiros.com/vale-do-pati-capao-debaixo-de-muitaaa-chuvaaaa-t127573.html https://www.mochileiros.com/desbravando-as-belas-paisagens-da-chapada-diamantina-t134428.html Tire suas dúvias em: ================================== Facebook: https://facebook.com/denisreis07 Instagram: https://instagram.com/denis.reis Email: [email protected] ==================================
  7. Relutei um pouco em escrever este relato, afinal, sabia que seria difícil descrever impressões tão pessoais acerca de tudo que vi e senti nestes dias de solitude pela Chapada Diamantina, mas muito do estímulo que tive para esta empreitada me veio de outros relatos que li, de depoimentos de verdadeiras transformações pessoais advindas de viagens, então, se este relato servir de inspiração para uma pessoa que seja, terá valido a pena cada palavra aqui escrita. Bom, em maio completei meus 30 anos. Não sei se é comum, mas nesta fase os já muitos questionamentos de vida que eu sempre trouxe comigo se aprofundaram, e eu senti uma imensa necessidade de organizar minha cabeça, tomar decisões, procurar respostas na minha alma, no meu íntimo, em um lugar que ainda não tivesse sido de certa forma corrompido pela sociedade que eu tanto questiono, mas que tanto me influencia, e eu sabia que o único jeito de conseguir este contato tão profundo comigo mesmo seria estando sozinho e em um lugar com pouco ou nenhum contato com outras tantas pessoas. O fato de já ter estado outras vezes na Chapada Diamantina e sabendo que eu não teria tanto tempo para organizar uma viagem, me levaram ao interior da Bahia. Baixei um app de localização por GPS no meu celular, baixei também os mapas dos quais eu iria precisar e li bastante sobre os roteiros que eu pretendia fazer, que inicialmente eram a travessia de Lençois para o Vale do Capão passando pela Fumaça por baixo e a travessia completa do Vale do Pati, entrando pelo vale do Capão, descendo por toda a extensão do vale, subindo novamente e saindo também pelo Capão. Fiz as malas escolhendo colocar pouquíssima roupa e dando preferência para as peças mais leves e também para um conjunto de roupas que me protegessem do frio, no caso de algum contratempo na trilha. Fiz também uma farmacinha com analgésicos e material para curativos. Indispensáveis também foram a lanterna, 4 pares de meias secas, além da minha barraca (que logo descobriria deveria ser bem menor), e meu saco de dormir. Dia 22.06 entrei no avião que me levaria de Recife, onde moro atualmente, até Salvador. Cheguei na capital baiana ainda cedo, por volta das 13h e, tendo em vista que meu ônibus para Lençois estava marcado para as 22:45, resolvi visitar o centro histórico de Salvador, que naquele dia dava início aos festejos juninos, com palcos onde a noite iriam ocorrer shows. Peguei um ônibus no aeroporto que por R$ 5,50 me levou até a praça de sé, por um roteiro que incluiu toda a bela orla da cidade e que durou pouco mais de uma hora. Chegando à Praça da Sé, não havia tanta gente assim pelas ruas, já que, pelo que o cobrador do ônibus falou, estava chovendo bastante nos últimos dias e também muita gente já tinha viajado para passar o são joão no interior. Fui direto conhecer o elevador lacerda, aproveitando que não chovia. De lá pude conhecer o mercado modelo e também perambular pelas ruas do centro histórico, subindo e descendo, passando pelo pelourinho e pelas belas igrejas. Todavia, o que mais me chamou a atenção foi o povo do lugar. Salvador é um retrato da desigualdade social que assola este país. A região do centro histórico parece ser bem pobre, o que expõe as pessoas que lá vivem a problemas com álcool e o crack, sendo que as mais afetadas são as de raça negra, um povo cujos antepassados construíram aquilo tudo e que deveriam estar em situação de protagonismo, mas não estão. Os bares, restaurantes e o comércio são dominados por estrangeiros e pessoas de outros estados, nada contra, mas acredito que a população local deveria ter subsídios para também se valer do lucro trazido pelo turismo. Antes de ir para a rodoviária, pude ver o primeiro show da noite, uma orquestra de sanfona que eu, como apaixonado pelas minhas raízes sertanejas, não tive como não me emocionar. Retornei para a praça da sé e peguei um ônibus para a rodoviária, pagando pouco mais de R$ 3. A rodoviária estava LOTADA. Retirei minha passagem no guichê e aguardei o horário da partida do ônibus. O tempo até que passou rápido, e um bom papo com um Francês que estava do meu lado ajudou a distrair. É bom trocar uma ideia, ver como pessoas diferentes enxergam as coisas te ajuda a melhorar a visão de mundo. Despedir-me do camarada da França e parti rumo a Lençois. Ao chegar em Lençois, ainda de madrugada, já preparei minhas coisas para a travessia para o Capão. A esta altura, após muito refletir, decidi fazer a travessia diretamente, abortando a ideia de fazer a trilha da fumaça por baixo. Eu não estava tão seguro, não tinha estudado a trilha o suficiente e não dispunha de fogareiro, além disso, uma estranha sensação me fez recuar. Dessa forma parti rumo ao Vale do Capão. A trilha não é tão fácil, em alguns pontos de mata e nos lajedos eu tive dificuldade de encontrar o caminho correto, mesmo com o gps. Tive que ir e vir algumas vezes para encontrar a trilha, além de ter que encarar um lamaçal horrível, também fruto de um erro meu durante a trilha. No fim da tarde, já chegando em águas claras, descobri que estava proibido o acampamento na região, então voltei um pouco mais na trilha e encontrei um lugar onde um guia levantou acampamento com um casal de turistas, decidi então montar minha barraca por ali tbm, já que era apenas uma noite e eu não precisaria de água, nem de comida, pois já tinha trazido suprimentos para aquela passagem da noite. No dia seguinte desfiz acampamento e segui para o Vale do Capão. Chegando ao Capão a ideia era ficar em uma pousada, pois eu estava bem cansado, mas por ser são joão, estava tudo lotado. Decidi, então, acampar no camping "Sempre viva", ao preço de R$ 20,00/dia. O Camping tem uma boa estrutura, com chuveiro quente e cozinha, além de ser um lugar tranquilo, silencioso e bem perto da vila. Ainda neste primeiro dia no capão fui fazer a trilha da Cacheira da fumaça por cima. Já tinha feito o percurso uma outra vez, sendo assim, dispensei o gps. A trilha é razoavelmente fácil, é bem batida, e por isso não tive dificuldade alguma. Por ainda ser cedo, tinha pouca gente na cachoeira, o que foi perfeito, pois me incomoda um pouco a barulheira. Ali eu percebi que tinha ido ao lugar certo para encontrar o que eu estava buscando. Aquela imensidão de beleza, o ar puro e o clima místico, tomaram conta de mim. Sim, ali estava eu mesmo, sem qualquer máscara, sem qualquer imposição social. A natureza não te exige nada, ela te deixa e te faz livre... Era a paz de espírito q eu tanto almejava! A noite fui com o pessoal do camping curtir um forrozinho na vila, que estava abarrotada de gente, porém, o frio e o cansaço me fizeram voltar cedo pra barraca... Segundo dia no capão e eu decidi ir até as cachoeiras da Angélica e da Purificação. Acordei bem cedo, pois sabia que se deixasse pra ir tarde corria o risco de ter gente demais no lugar. Fui a pé até o bomba, percurso que geralmente se faz de carro ou moto táxi, mas eu tinha tempo e disposição, então fui andando mesmo. A melhor das decisões, pois nessa caminhada vc consegue ver um pouco do estilo de vida dos nativos do capão e também das pessoas que resolveram viver por lá, mas de uma forma mais tranquila, longe da agitação da vila, recém descoberta pelo turismo de massa. A trilha para as duas cachoeiras tbm foi simples de percorrer com a ajuda do gps e, pra minha sorte, quando eu cheguei à purificação estavam lá apenas 5 pessoas! Meu coração se alegrou! Pude curtir tranquilamente a queda e até tirar um bom cochilo, relaxando com o som da água. Na volta encontrei MUITOS grupos se dirigindo até lá. Falo sem medo de errar, não menos de 60 pessoas eu encontrei se dirigindo para as cachoeiras. Retornei novamente andando para o camping, onde tomei banho e fui almoçar. Sobre o almoço, recomendo o "Pico do açaí", uma comida farta, deliciosa e vegetariana (apesar de ter opções para carnistas tbm), ao preço de R$ 20,00, uma pechincha em se tratando de Capão em época de feriado. Fui então comprar a comida que levaria para o Vale do Pati, nesse momento cometi meu maior erro nessa viagem! Comprei comida demais! Minha mochila, eu descobriria no outro dia, ficou demasiadamente pesada, e isso foi péssimo pra mim, pois no primeiro dia de travessia para o pati, de cerca de 23 km, eu sofri demais com o peso da mochila. A noite fui comer uma pizza com o pessoal do camping, fiquei mais um tempinho no forró e logo fui descansar. Dia de entrar no Vale do Pati. Como já falei, a mochila ficou pesada demais, já que além da comida eu ainda estava carregando uma desnecessária barraca para 4 pessoas, sendo que eu sou apenas 1, fora isolante e saco de dormir. Foi um erro pelo qual eu pagaria um preço. A trilha em si, do capão até a igrejinha, já dentro do vale do pati, foi fácil apesar da chuva e da lama que me acompanharam por mais da metade do percurso. Não me perdi hora nenhuma, o gps foi sempre certeiro. Levei cerca de 6:30h para percorrer os 23km. Ao chegar na igrejinha, capotei! Minhas pernas tremiam e eu começava a ter febre e uma imensa dor nas costas, devido ao peso da mochila. Decidi não acampar e paguei R$ 35,00 para dormir em uma cama na igrejinha. Tomei um banho e caí na cama. Acordei por volta das 17h, a tempo de ver um por do sol que me fez recobrar minhas forças. O céu estava de um alaranjado lindo. Sim, cada passo com aquela montanha nas costas havia valido a pena. Cozinhei meu jantar, o cardápio foi macarrão com sardinha e suco de laranjas q eu peguei ali mesmo. Nas casas de apoio no pati é possível comprar o café da manhã e o jantar, além da dormida, ao preço de R$ 110,00 o pacote completo, mas eu queria me virar, queria cozinhar, que provar pra mim mesmo que eu conseguiria fazer o que eu quisesse, e sozinho. No segundo dia acordei por volta das 7h, numa manhã bem gelada, Tomei banho, preparei meu café a base de frutas, mel e granola, e em seguida fui para o cachoeirão por cima. Também nenhuma dificuldade com a trilha ou com o gps. Quando cheguei lá, não havia mais ninguém, parece q só eu havia decidido encarar a trilha no frio. Chegando lá não dava para ver nada, tava tudo encoberto por nuvens. Sentei a beira do cachoeirão e decidi esperar. De repente o tempo começou a abrir e aquela imensidão de beleza veio se mostrar pra mim. Foi tão especialmente lindo! Depois da caminhada difícil um lindo dia, uma bela recompensa! Era Deus falando comigo! Me senti tão bem, tão agradecido por ter conseguido chegar até ali, por ter tomado essa decisão! Aquela viagem estava mesmo sendo um divisor de águas na minha vida! Retornei para a igrejinha, fiz o jantar e fiquei o restante da noite na fogueira, ouvindo as histórias do pessoal e trocando um pouco de ideia com os outros visitantes! No dia seguinte peguei a mochila e fui para a Prefeitura, outra casa de apoio dentro do vale do pati. Novamente nenhuma dificuldade com a trilha e a mochila já pesava menos, tendo em vista que eu decidi consumir boa parte da comida, pra não ter q carregar mais, e ir comprando mantimentos nas casas de apoio mesmo, apesar do preço mais salgado. Deixei minha mochila na prefeitura e segui para a cacheira do calixto, apesar do tempo frio. A trilha apesar da muita lama, é fácil, já que não tem bifurcações. Cheguei à cachoeira e acabei nem entrando na água, pois estava frio demais e não tinha sol, sendo assim, eu iria ficar encharcado e com frio. Dei uma cochilada enquanto o sol ia e vinha com constância. Umas duas horas depois resolvi voltar para a prefeitura. Na volta levei uma queda feia, caí em cima de um amontoado de pedras. Minhas costelas bateram em uma pedra pontuda. Fiquei sem ar, não conseguia me levantar, e como a queda foi dentro de um pequeno córrego, estava também todo molhado. Sentei por alguns minutos para recuperar o ar. Meu pulmão parece que não conseguia expandir direito e eu não havia levado qualquer analgésico, outro erro grave, tendo em vista q eu estava sozinho e deveria estar preoarado para coisas assim! Consegui levantar e terminar a trilha com certa dificuldade, já que a chuva ganhara força e o lamaçal exigia ainda mais esforço, mas cheguei bem à prefeitura, me mediquei, tomei um banho, fiz um risoto rapidinho e fui descansar. No dia seguinte a costela e o ombro doíam demais. Pra minha sorte tinha levado Tylex, um analgésico mega potente. Coloquei a mochila nas costas e segui para a casa do Sr. Eduardo. A parte baixa do pati é um pouco mais complicada que a parte de cima, já que tem mais trechos de mata, todavia, com o gps foi fácil chegar ao meu destino. Lá deixei a mochila, descansei um pouco a beira do rio e segui para fazer a trilha do cachoeirão por baixo. A mata estava bem fechada e as pedras escorregadias. Não tive dificuldades para me localizar, mas a trilha é difícil. Quando cheguei ao primeiro poço dei um mergulho e tentei seguir para o segundo poço, o do coração, mas não consegui encontrá-lo. O celular descarregou e eu tive q ir sem gps. Subi (muito) e desci pedra, perambulei um bocado, mas nem sinal do poço, então, visto que as pedras estavam bem escorregadias, eu decidi voltar, pois uma queda ali poderia acabar com minha viagem ou até me colocar em perigo. Voltei então para a casa do Sr. Eduardo já com tempo aberto. Eu estava leve e muito orgulhoso de mim, pois tinha descido todo o pati, e, mesmo com um certo receio por estar sozinho, não exitei e seguir. Bateu até um certo arrependimento por ter abortado a ideia da fumaça por baixo, já que eu teria conseguido sim concluir a travessia inteira, como havia planejado antes! A essa altura sabia que seria capaz de chegar onde eu quisesse. Comprei legumes na casa do sr. Eduardo ao preço de R$ 1,00 cada e fiz uma sopa para a janta, logo após, depois de um papo com um simpático pessoal de Brasília, fui dormir. Nesta manhã me dei ao luxo de acordar às 9h. Fiz um rápido café e iniciei a trilha volta para a igrejinha. A única dificuldade era a dor na costela. Chegando à igrejinha deixei a mochila e fui até a cachoeira dos funis. O acesso não é tão fácil, já que a lama e o desce e sobe pelas encostas dos morros dificultam um pouco nossa vida. Nesse dia, apesar do frio, me arrisquei a um bom banho (devia ter feito isto no Calixto tbm). Era meu último dia no Pati, mas eu estava feliz demais com aqueles dias. Estar sozinho me fez ver o quanto é bom poder estar consigo mesmo, se ouvir, pensar, repensar, tomar decisões, enfim... às vezes temos medo da solidão, não sei porque! Um outro homem, mais sagaz e corajoso, iria sair daquele vale, e eu sou de uma gratidão eterna à Chapada Diamantina por isso... Na manhã da sexta fiz a trilha de volta para o vale do capão, saindo da igrejinha. Agora sem o peso da comida e com uma enorme leveza na alma... Usei a noite da sexta para descansar. No sábado consegui uma carona com um mineiro que havia encontrado no Pati, que me levou até Palmeiras, com direito a uma parada no Riachinho. Também no carro conheci o Esdras, um mexicano que está há 6 anos viajando de bike. Um cara com jeito simples, uma história incrível e que, mesmo falando pouco, disse tudo que eu precisava ouvir naquele fim de viagem... Foi aí que percebi que estar sozinho é muito bom, mas que preciso sim aprender com outras pessoas e suas histórias de vida, e mais, que sou responsável por ajudar a construir um mundo melhor para [email protected], onde valia a pena viver, onde [email protected] possamos ser felizes. Um mundo com mais igualdade, amor e justiça social. Peguei um ônibus para Lençois, de onde, no dia seguinte, peguei um outro ônibus para Salvador e de lá um avião de volta para Recife. Bom, esse é o meu relato. Se você chegou até este final, espero ter te inspirado um mínimo que seja. Espero que vc saia da zona conforto, enfrente o medo e SIGA EM FRENTE... Deixo aqui meu WA para alguma ajuda de caráter técnico que alguém venha a precisar, caso deseje ir para a Diamantina, é o 87 99614 3984. Então, saudações mochileiras! Espalhe amor, seja luz! "Hasta a la victoria siempre!" (Comandante Che)
  8. Oi pessoal! Estava devendo o relato da minha viagem a Chapada Diamantina para vocês! Sempre amei estar em contato com a natureza, fazer trilhas e andar quilômetros de distância, e esse ano decidi conhecer o famoso trekking do Vale do Pati, saindo de Guiné até Andaraí e com duração de quatro dias (82km no total). Foi uma experiência incrível e faço questão de compartilhar com vocês! Levei duas mochilas, sendo uma de 50L e uma cargueira de 20L para levar nos passeios e não carregar tanto peso (parece pequena, mas cabe tudo). Vamos lá! Saí de São Paulo no dia 28/01 rumo a Salvador. Consegui uma boa promoção com a GOL uma semana antes da viagem, por R$ 170,00 (Congonhas) a passagem apenas de ida. Utilizei muito o App Decolar, colocando alertas de passagens e me ajudou muito, funciona mesmo. Cheguei as 17h00 no aeroporto de Salvador e fui até o guichê da Polícia Militar para saber de onde saía o ônibus até a rodoviária. Há duas opções, sendo transporte público e executivo. Como a diferença de preço era pouca e não estava com muita pressa, resolvi pegar o ônibus Executivo (passagem a R$ 5,50). O ônibus tem ar condicionado e super confortável! Não lembro o nome do terminal, mas é bem simples: saia do aeroporto pela lateral direita (beirando o estacionamento)e siga reto que você chega no terminal. Você andará uns 5 minutos, apenas. E caso você vá no mesmo horario que fui, será logo presenteado com um lindo pôr do sol! O ônibus é azul e sai de 40 em 40 minutos. Entrei no ônibus as 18h e em 35 minutos já estava na rodoviária. Ele para a um quarteirão da rodoviária, basta seguir reto na avenida. Chegando na rodoviária fui ao guichê da Real Expresso retirar o voucher, pois já havia comprado a passagem em São Paulo, através do site. Como iria para o Vale do Capão, comprei a passagem até Palmeiras. Paguei R$ 92,00 já com as taxas. O ônibus saiu às 23h em ponto e fez duas paradas na estrada, uma delas em Itaberaba, no posto Puma (também há uma pousada nesse posto). Chegamos às 6h da manhã em Palmeiras e, no próprio local, peguei a van que iria até o Vale do Capão (R$ 15,00 por pessoa). Depois de 40 minutos chegamos no maravilhoso Capão. Estava uma garoa bem chatinha, mas nada que atrapalhasse a beleza da vila. Como decidi fazer essa viagem sozinha, preferi contratar o guia (Vagner) que minha amiga havia indicado e marquei com ele de encontrá-lo na sua agência, a Tambori. A agência fica bem na frente da praça, a alguns passos de onde a van estaciona. Eles fazem todo tipo de passeio e o Val (apelido dele) conhece a Chapada Diamantina na palma da mão. Ele deve até conseguir fazer o Vale do Pati com venda nos olhos (juro, ele é o cara). Ele também trabalha na equipe de resgate de pessoas que sofrem acidente ou se perdem dentro do parque. Conversei com o Val e, como sairíamos apenas no dia seguinte para o Vale do Pati e ainda era 8h da manha, ele comentou que poderia me levar até a Cachoeira do Riachinho, que fica mais ou menos 15 minutos do Capão. Marquei com ele às 11h na agência e fui procurar um hostel para passar apenas uma noite. Li alguns relatos por aqui do hostel Sempre Viva e fui até o local para saber se havia vaga. Um homem simpático me recepcionou e comentou que infelizmente estava cheio, então decidi ficar no Pousada/Hostel Lakshmi, que também li ótimos comentários. No Sempre Viva pagaria R$ 35,00 a diária, sem café da manha. No Lakshmi paguei R$ 70,00 em quarto compartilhado, com café da manha (delicioso, com sucos naturais e comidas típicas árabes) e com direito a uma salinha de meditação aberta 24h. O preço é um pouco apimentado, mas a pousada/hostel é ótima, tem uma estrutura muito boa, fica ao lado do Morro Branco e perto do centro da cidade. Deixei minhas coisas, arrumei a mala de 20L e fui conhecer um pouco a cidade. Visitei a feirinha orgânica e admirei as artes do pessoal que mora lá. Uma mais linda que a outra! As 11h o Val me deixou na entrada da Cachoeira do Riachinho. A entrada custa R$ 6,00, mas vale super a pena, pois eles preservam muito o local e ficam sempre de olho caso alguém sofra algum acidente ou precise de alguma ajuda. Mergulhei, tomei sol, comi, meditei, etc. A cachoeira é incrível! Tive sorte pois o André (amigo do Val que trabalha no parque) estava lá e me chamou para descer a cachoeira, até o Terceiro Poço. I-N-C-R-Í-V-E-L. Você fica espantado como a natureza é perfeita. Logo de cara já fiquei hipnotizada com o lugar, a energia. Fiquei até as 17h (consegui ver o pôr-do-sol) e o Val já estava me esperando lá para ir embora. Voltei ao hostel, tomei banho, lavei algumas coisas e sai para jantar. Jantei no “Dona Beli”, comida caseira e ótimo preço (R$ 20,00). Pedi prato com feijão verde, arroz, farofa, carne seca, alface e tomate. Terminei de jantar às 22h, voltei correndo para o hostel e arrumei minha mochila para o dia seguinte, o dia mais esperado! Acordaria às 6h da manha. 30/01 (1º dia no Vale do Pati, 22km) Acordei às 6h da manha, tomei banho e fui ao café da manha. Depois de comer bastante terminei de arrumar as coisas, coloquei as mochilas nas costas e partiu! Para o Pati levei apenas a mochila de 20L, a maior deixei na agência. Cheguei na agência e conheci minha família de 4 dias. Havia um paulista, uma britânica, uma italiana, um espanhol. Era bem diversificado, e todos muito bacanas, simpáticos. Entramos no carro (fomos na parte de trás da Toyota personalizada da agência, sentindo o vento delicioso e abafado já) e fomos até Vila de Guiné, local inicial do Vale do Pati. Chegamos no ponto inicial e de lá subimos a trilha Ladeira do Beco pela Serra do Esbarrancado, até o plator dos Gerais do Rio Preto. Cruzamos a montanha por 2h até chegar no pico, na rampa do Pati. Lá vimos o visual paronâmico do Vale. Até agora não consigo descrever a sensação que senti naquele momento. Fechei os olhos e senti apenas o vento e a calmaria (sou paulista, já imaginou?). A descida foi de 1h para chegar até a Igrejnha, onde dormimos na primeira noite. Todos os alojamentos são de moradores locais, que construíram uma estrutura para receber todos os visitantes que passam por ali. Há opção de camping ou quatro. Nós dormimos todos em um quarto, bem confortável. Ah, ainda no primeiro dia deixamos as mochilas no alojamento e fizemos as Cachoeiras dos Funis, três cachoeiras grandes e três pequenas. Foi uma 1h para ir, e 1h para voltar. Todas cachoeiras lindas! Chegamos na Igrejinha e o Val preparou um delicioso jantar para nós. Comemos e fomos dormir. 01/02 (2º dia no Vale do Pati, 10km) Acordamos às 7h, sentamos todos para tomar café da manha e arrumamos as coisas para sair. Detalhe: o Val que prepara todas as refeições, e são uma delicia. Tem tapioca, pão, batata doce cozida, melão, manga, café, chá, muitas coisas! Arrumamos nossas coisas e saímos sentido Morro do Castelo. O percurso até o morro é meio a Mata Atlântica, sendo 2h para ir, 2h para voltar. No alto da montanha cruzamos a Gruta do Castelo (de um lado para o outro) para pegar uma vista privilegiada para o Vale do Pati. Novamente, sem palavras! Fotos podem resumir um pouco a vista incrível desse lugar. ] Na volta da montanha (descida de 2h), fomos sentido a casa de seu Miguel e seu Agnaldo, local que dormiríamos essa noite. Chegamos no alojamento e corremos para o rio que havia em frente, água limpinha e bem gelada. Aproveitamos para tomar um banho, e logo fomos jantar para descansar. O dia seguinte seria o mais puxado. [media][/media] 02/02 (3º dia no Vale do Pati, 30km) Acordamos, tomamos um café da manha delicioso que o Val havia preparado e saímos em direção a Serra do Sobradinho, fazendo o Cachoeirão por cima. Levamos mais ou menos 2h30 para chegar ao topo. Chegamos no primeiro mirante e ficamos admirando a paisagem. Infelizmente a cachoeira estava seca, não conseguimos ver a queda d’agua. Mas é maravilhosa mesmo sem água! Ela tem 280 metros de altura e é a segunda maior cachoeira da Chapada Diamantina. Há varias trilhas para descer a montanha, como voltar do Cachoeirão até a Igrejinha, de volta ao Pati, a opção de ir pela Guiné, opção de descer a fenda da Prefeitura, mas nós descemos a trilha do seu Eduardo (não é muito convencional, é uma trilha mais exclusiva), que é a trilha do Cachoeirão por baixo e por cima. Foi o dia mais difícil, totalizando 30km, 10h de caminhada, passando por um cabo de aço e um abismo de 200m de altura. Bebemos muito Tang de abacaxi, precisávamos de muito açúcar. Descemos o vale e compramos um saco de cerveja (foi a melhor da vida), cada uma R$ 7,00, e chegamos na casa da Dona Linda, onde iriamos dormir essa noite. Dona Linda é uma senhora que mora no pé da montanha. De lá iriamos para Andaraí, na Serra da Lapinha, nosso destino final. Comemos, bebemos e logo fomos dormir, pois acordaríamos às 3h da manha. Levantaríamos cedo para conseguir subir a montanha mais rápido (sem interferência do calor), e ver o nascer do sol. 03/02 (4º dia no Vale do Pati, 20km) Acordamos às 3h da manha, tomamos “café da manha” e saímos para subir a Ladeira do Império, que fica na Serra da Lapinha. A Ladeira do Império é toda feita de pedra e foi construída na época da escoação de café. Geralmente as pessoas demoram de 3h a 4h para subir até o mirante, pois o sol é muito forte e apenas subida. Como saímos de madrugada, fizemos em 2h até o topo e fomos presenteados com um incrível nascer do sol. Depois foram 3h de descida até Andaraí admirando a vista do pantanal dos Marimbus e do Cânion da Cachoeira do Ramalho. No caminho vimos muitas áreas de garimpo também, uma cobra Coral (venenosa) e uma abelha resolveu picar minhas costas (marcas da vitória). Às 9h chegamos em Andaraí, e a Toyota da agência já estava nos esperando para ir até o Poço Azul fazer a flutuação. O ideal é chegar cedo para não enfrentar muita fila. O Poço Azul fica localizado no município de Nova Redenção, a 46km de Andaraí. Ele tem 20 metros de largura e até 61 de profundidade. É possível ver absolutamente tudo, água transparente. Chegamos, o Val retirou nossos bilhetes e fomos aos vestiários colocar a roupa de banho. Coloquei o biquíni e fui correndo para a ducha na parte de fora para tentar tirar toda areia que estava em mim (fotos) e me refrescar do calor. Como já havia fila de 40 minutos, fomos almoçar no restaurante que há dentro do local. Não lembro quanto era o quilo, mas paguei R$ 15,00 no meu prato com suco (como relativamente bem). Após o almoço fomos até a entrada do Poço Azul e colocamos os coletes salva-vidas e as máscaras para mergulho (já está incluso no valor de entrada). Ficamos 20 minutos e saímos rumo casa. Após sair do município de Nova Redenção, fomos até Mucugê e deixamos a britânica e a italiana, que ficaram em um hostel/camping por R$ 20,00, no centro. Não fiquei hospedada nessa cidade, mas fiquei com vontade pois é muito bonitinha. Um fato interessante é que nessa cidade apareceram os primeiros diamantes da Chapada Diamantina, em 1844, e ela é tombada como patrimônio nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Vale a pena dar uma passadinha! Após Mucugê fomos até Lençois para deixar o resto do pessoal e, como era dia de Iemanjá, havia uma grande comemoração na cidade. Muita comida, bebida, dança, musica. Eu, o Val, a Bruna e a Bela decidimos parar um pouco e comer acarajé com cerveja na melhor barraca da cidade. A Bruna e a Bela trabalham com o Val, e são pessoas tão encantadoras e com uma energia tão incrível que já estou com saudades! Ótimas companhias. Comemos acarajé, tomamos uma cerveja e entramos no carro sentido destino final: Vale do Capão (2h de viagem). Cheguei no hostel/pousada Lakshmia meia-noite, e tive sorte pois ainda havia vaga no quarto (não tinha reservado nada). Tomei banho, lavei as roupas que estavam muito sujas e fui dormir. Que cama deliciosa! No dia seguinte acordei e fui tomar café da manha na rua para economizar no hostel (diária sem café da manha ficou mais barato). Achei uma casa com café da manha por R$ 10,00 (pão com ovo e suco de abacaxi). Comi e fui até a agência para busca minha mochila de 50L e saber onde poderia comprar a passagem para Palmeiras, sentido Salvador. Há uma lanchonete, bem na frente da praça, que vende o bilhete da van até Palmeiras e o ônibus Palmeiras/Salvador. Foi ótimo comprar dessa forma pois economizei R$ 10,00 (não cobram taxa do site). Comprei as passagens e, no dia seguinte, fui embora com o coração apertado, mas o próximo destino me chamava. É isso pessoal, espero que vocês tenham gostado e que os ajude a organizar a viagem para esse paraíso! Se tiverem alguma dúvida, podem enviar mensagem que ajudo com o maior prazer! Pé na estrada galera!
  9. Olá amigos do Mochileiros, no começo do ano - janeiro de 2017 - resolvi fazer uma viagem solo pro Vale do Pati na Chapada Diamantina, no último dia, conversando com um casal que também usou o fórum pra se preparar, resolvi que faria um relato pra postar aqui, seria uma forma de agradecer pelas muitas informações que tirei deste fórum pra passar uma semana incrível. Como já existem outros posts muito bons explicando as trilhas pro vale, eu vou falar bem pouco desta parte, neste relato vou focar na minha percepção sobre a aventura, o que senti e o que achei de toda a experiência... Ainda assim vou colocar algumas informações sobre preços, fotos e algumas dicas de roteiro pra quem pretende conhecer. Então vamos lá, pra começar você pode estar se perguntando o motivo do "desregulado" no título. Isso surgiu de uma brincadeira durante uma conversa logo no primeiro dia, numa pausa para descanso minha falta de preparo entrou em pauta. Após constatar que eu estava com praticamente nenhum equipamento apropriado pra trekking, vim sozinho, com nada mais que um mapa pra me orientar, sem experiência e preparo físico pra um desafio deste tamanho, o guia de um grupo olhou pra mim e falou: "Meu irmãozinho, tu tá todo desregulado". Além de engraçado, achei o termo perfeito pra me definir nessa viagem he-he. Quero deixar claro que meu intuito aqui não é incentivar ninguém a ser irresponsável. Minha intenção com este relato é mostrar que quase todas as desculpas que você possa encontrar não passam disso mesmo, são só desculpas esfarrapadas que encontramos pra nos conformar e não sair da inércia diante de uma tarefa ou sonho difícil de realizar. Se você está afim de conhecer este lugar incrível e tem encontrado dificuldades, cola aqui que eu vou te mostrar que com um pouquinho de coragem, um pouquinho de conhecimento, um pouquinho de dinheiro e muita atitude positiva você pode não só conhecer, mas também aproveitar, curtir e sair muito satisfeito do Vale do Pati. Minha passagem pelo vale durou 7 dias, fui embora quando achei que tinha feito tudo o que queria fazer. Se o primeiro mandamento do mochileiro desregulado é ter atitude positiva, o segundo é viajar com tempo. Não consigo me imaginar realmente desfrutando a viagem se estivesse com o prazo definido e apertado, também por isso nem me preocupei em procurar um guia, prezo muito pela liberdade de mudar os planos, pela flexibilidade. Além do mais, nem tinha grana pra pensar em contratar um mesmo... Comecei e terminei a jornada no povoado Bomba na Vila do Capão, não vou entrar em detalhes nesta parte porque embora seja simples é muito diferente pra cada um, preços e prazos vão variar bastante dependendo de onde você mora. Se não estiver de carro você só precisará pegar um ônibus pra cidade de Palmeiras e pegar uma van pro Capão (R$ 15,00), as vans saem da rodoviária mesmo, é só perguntar os horários lá que todo mundo sabe. Quando chegar na vila pegue um moto táxi pro Bomba (R$ 15,00) e o motoqueiro te deixará bem no início da trilha. Aqui a aventura começa de verdade, o primeiro trecho já é uma subida complicada para os despreparados, com muito peso ou com mochilas impróprias. Poucos minutos depois já conheci a primeira figura da viajem, um colombiano que ficou zuando minha camisa da Argentina, me disse que morou por lá um ano e que não gostou tanto do povo argentino, elogiou bastante o Brasil e falou que brasileiros e colombianos são irmãos. Me disse ainda que havia morado no Vale do Pati durante 2 meses e que a trilha é linda. Depois de mais de uma hora, já no final da subida, encontrei um pessoal descansando e pegando água num córrego, entre eles, um goiano -que já estava há um mês viajando de carona pelo Brasil- e duas argentinas que faziam a trilha também sem guia me convidaram pra juntar-me a eles. Passando do córrego a trilha vai entrar nos Gerais do Vieira, é um trecho bem tranquilo, o terreno é plano e você verá morros e serras até não querer mais, aqui é só se atentar pra pegar o caminho que segue à direita, beirando a Serra do Candombá. Pela esquerda é o caminho que vai entrar no Vale do Pati pela Cachoeira do Calixto -que foi o caminho que peguei pra voltar. Seguindo a trilha da direita, após andar por algumas horas a gente passa por alguns "córregozinhos", num deles -segundo ou terceiro se não me engano- vai ter uma trilha saindo pra direita, indo reto na direção da serra, essa é a trilha mais tradicional e que leva à famosa subida do quebra-bunda, passando direto no córrego dá pra perceber a trilha desviando um pouco pra esquerda e em poucos minutos uma bifurcação bem evidente, pegando à esquerda nessa bifurcação, rapidinho você chegará no Rancho dos Vaqueiros, um ponto de apoio que todos usam pra se refrescar, descansar e pegar água, à direita é a trilha das mulas, um dos caminhos pra chegar no Pati. Geralmente a galera fica alguns minutos descansando e comendo no rancho e logo segue pro Pati, acho que uma opção bem válida é acampar ali mesmo. Tem um bom poço de água gelada, árvores frutíferas, lugar pra cozinhar... Eu já estava bem cansado e preferi ficar acampado no rancho saindo cedo no outro dia rumo ao vale, assim dá pra chegar antes de 11:00 e evitar o sol forte no coco. Além do mais, é um lugar bem agradável pra acampar, uma salvação pra quem estiver sem pernas pra andar mais 3 ou 4 horas, pra mim foi uma experiência muito diferente, acampei sozinho lá, o último grupo que passou foi embora umas 16:00, daí em diante fiquei só com meus pensamentos e o kobo pra aproveitar uma leitura em paz. O guia do último grupo me disse pra tomar cuidado que aquele era um território de onça, não foi muito bom ele plantar essa ideia na minha mente, no começo da noite fiquei meio apreensivo e podia jurar que ouvi uma rugindo he-he. Depois que peguei no sono a noite foi bem tranquila, acordei cedo, comi e deixei o território dos felinos pra trás haha. Saindo do rancho a gente volta pro córregozinho pra pegar a trilha que segue pro quebra-bunda, existe ainda a possibilidade de pegar a trilha das mulas que é mais curta e mais fácil, porém, pelo visual menos atraente acho que é uma das menos utilizadas. Por falta de pernas foi essa a trilha que peguei, você entra nela pegando a direita naquela bifurcação poucos minutos antes do rancho. Achei o caminho bem tranquilo, a trilha é bem marcada e tem ótimas referências pra se orientar, caso escolha este caminho basta se certificar que a serra do candombá está a sua direita e que o morro branco está bem na sua frente. Seguindo assim, pode ir na fé que uma hora você chega no Pati. Chegando no vale, tem algumas casas de nativos pra se hospedar, banhar, comer... O preço é praticamento o mesmo pra todas e a estrutura pra falar a verdade é muito boa, há opções de cama (R$ 35,00), isolante (R$ 25,00) e camping (R$ 20,00), tem ainda a diária completa com jantar, hospedagem e café da manhã (R$ 110,00). Todas as casas em que fiquei possuem pequenos mercadinhos onde se encontra uma boa variedade de produtos. O jantar (R$ 40,00) estava ótimo em todas as casas e os pães (R$ 1,00) são maravilhosos. Fiquei bastante impressionado ao ver tanta coisa boa num lugar onde tudo que chega vai de mula. A primeira casa que fiquei foi a igrejinha, é a que fica mais próxima pra quem vem do Capão pela trilha das mulas ou pra quem desce a rampa - caminho usado por quem vem do Capão pelos gerais do rio preto ou de Guiné. Na igrejinha tirei um dia de descanso, foi onde reencontrei um grupo que conheci no rancho, comi um escondidinho de soja no jantar que estava ótimo, curti um som da hora que tocaram à noite e conheci um casal de mineiros dos quais me despedi algumas vezes durante a viagem e incrivelmente acabava reencontrando depois, foi assim até no dia de ir embora kkk. Essas felizes coincidências que às vezes acontecem deixam a experiência ainda mais gratificante. No dia seguinte levantei acampamento e segui para a cachoeira dos funis, que na verdade é um complexo de cachoeiras, a gente passa por várias quedas d'água de vários tamanhos até chegar na principal. Fica há uns 40 minutos de caminhada da igrejinha e chegando no rio o caminho fica muito divertido, precisa passar pelo leito, por rochas, trechos íngremes, subir e descer árvores... Aproveitei que estava um dia de pouco movimento e passei a manhã de boa na cachoeira, o barulho constante da água caindo me enche de paz, é perfeito pra ler, pensar, escrever e refletir, deve ser muito bom pra meditar também. À tarde segui pra casa do Agnaldo, é uma casa mais simples que a igrejinha mas igualmente aconchegante, inclusive foi a que mais gostei, o rio Pati passa bem na frente, a Dona Patrícia é muito gente boa e uma ótima cozinheira, o Mingau que é gato da casa é extremamente folgado, Agnaldo e Seu Miguel contam muitas histórias ao redor da fogueira durante a noite, além de tudo isso, é a casa que fica mais perto do morro do castelo, uma das atrações obrigatórias pra quem visita o Vale do Pati. Tudo isso me fez tomar a feliz decisão de ficar dois dias nessa casa, lugar onde passei ótimos momentos, conheci algumas pessoas, reencontrei as argentinas e o goiano que me acompanharam até o rancho no primeiro dia, também reencontrei meus amigos de minas, de quebra ainda tive a oportunidade de curtir o "forró da lua cheia", como foi carinhosamente apelidado o forró que teve lá perto, na casa de Raquel, que é mãe do Agnaldo. Até pensei em não ir e passar a noite descansando já que iria pro castelo no dia seguinte, mas aí pensei: Quantas vezes na vida a gente tem a chance de estar no Vale do Pati no mesmo dia em que duas bandas passavam por lá e resolveram se juntar pra fazer um som? Tudo iluminado pela lua cheia que saía lentamente de trás do morro do castelo? Com pessoas de várias partes do Brasil e até de outro país? Mesmo não sendo um fã de forró, não tinha como deixar essa passar... O dia seguinte começou nublado e com temperatura bem amena, clima perfeito pra subir o morro do castelo, a trilha começa bem perto da casa do Seu Agnaldo e é basicamente subida, pode subir sem dó que uma hora você vai parar na entrada de uma gruta, ela é bem curta, mas é preciso levar uma lanterna para atravessá-la. Saindo da gruta tem mais um pouco de subida, mas agora precisa meio que escalar umas rochas grandes, nada complicado, parte bem divertida até. Em poucos minutos cheguei no mirante, a paisagem é realmente muito bonita, destaque pra visão da cachoeira do calixto, lá de cima também dá pra ter uma boa noção da topografia do vale. Também imagino que assistir o pôr do sol dali seja incrível. Passei a manhã no morro e à tarde fiquei de boa na casa de Seu Agnaldo, relaxei bastante na água gelada do rio e fiquei descansado pro dia seguinte. O próximo dia foi o que saí da casa de Agnaldo rumo à prefeitura, que é cuidada pelo Jaílson, irmão do Agnaldo. Lá encontrei novamente o casal de minas que conheci na igrejinha. O principal destaque da prefeitura é a visão do morro do castelo de frente, impressionante! Tem um poço bem perto também, que aliás é um banho muito bom, água geladinha... Cheguei na prefeitura de manhã e à tarde fiquei no poço da árvore, como sugeri antes, é um lugar bem agradável. O Jaílson é muito hospitaleiro, no fim da tarde ficamos prosando na varanda com a vista do castelo no horizonte e à noite quase morri de tanto comer, a comida estava boa demais. Antes de dormir ainda passei alguns minutos olhando pro céu estrelado, como não há poluição luminosa lá as estrelas estavam bem destacadas, principalmente a constelação de orion. Belíssimo céu noturno, pena eu não ter uma câmera com qualidade para fotos de paisagens assim, dessa vez ficou registrado apenas na mente mesmo. No dia seguinte levantei cedo e segui pra cachoeira do calixto, só de pensar que quase desisti de passar por lá pra voltar pelo Guiné me dá calafrios. Se for no Pati não deixe de passar um dia nesta cachoeira, se precisar, adapte o roteiro, se estiver muito cansado fique descansando o quanto for preciso pra ir, pra mim foi o ponto mais alto da viagem, vale muito a pena. O plano inicial era passar o dia curtindo a cachoeira e no final da tarde seguir pro córrego do sebo, uma hora de caminhada adiante. Ainda bem que mudei de ideia lá, além da cachoeira imponente e do clima super agradável de mata atlântica, contemplei o que pra mim foi a vista mais incrível da viagem... Um pouco depois do pôr do sol, antes de ficar completamente escuro os vagalumes começam seu show. Lembro perfeitamente do momento, lá estava eu, sentado tomando um leite quente com café e atrás de mim tinha o barulho constante de água caindo da cachoeira, à frente dava pra ver o contorno dos morros, as estrelas começavam a aparecer e à esquerda vi um show de luzes verdes piscando, tinha bem pouca claridade, então só dava pra ver os contornos das árvores altas e as luzes piscando. Me veio à mente imagens de histórias encantadas, me lembrou uma daquelas florestas escuras, com elfos, fadas e outros seres imaginários que vemos em produções cinematográficas por aí... Após uma noite um pouco desconfortável - quando fui armar minha barraca os melhores locais já estavam ocupados - saí assim que acordei rumo ao Capão novamente, confesso que fiquei preocupado, pois o sofrimento que passei uma semana antes ao fazer um caminho tão grande ainda estava bem fresco na memória. Bom, não havia tempo pra deixar a insegurança tomar conta de mim, ainda mais ali perto do final. Além do mais, ninguém poderia fazer o caminho por mim mesmo, eu teria que encarar de qualquer jeito. Coincidentemente a camisa do último dia acabou sendo a mesma do primeiro, e lá fui eu, um maluco com a camisa da Argentina pegando sozinho um caminho completamente desconhecido, nos primeiros minutos encontrei um grupo bem alto astral chegando na cachoeira, conversamos um pouco e segui adiante. Pouco mais a frente passei pelo córrego do sebo e falei com um pessoal que estava acampado lá. Depois disso, acho que fiz o maior percurso sozinho de toda a viagem, não vi mais ninguém até chegar na toca do gaúcho onde parei pra almoçar. Neste trecho tive bastante tempo pra refletir sobre toda a minha aventura, pensei nas pessoas que conheci, nas coisas que aprendi, nos perrengues que passei... Também me surpreendi com meu desempenho físico neste último dia, cheguei no Capão e ainda tinha energia pra bastante coisa, incrível como nosso corpo se adapta rapidamente. No fim, o saldo foi super positivo, fiquei muitíssimo satisfeito porque conheci ótimas pessoas, aprendi a me virar em situações adversas, a reconhecer meus limites e principalmente a lidar com eles. Depois de tudo isso, sinto que posso realizar muitas coisas que eu nem imaginava ser capaz, descobri que tenho a capacidade de me manter calmo mesmo quando seria perfeitamente normal perder a cabeça e que é possível curtir uma viagem dessas sozinho. Sempre quis visitar o Pati, mas sempre esbarrava na falta de gente pra ir junto, por n motivos sempre dava uma zica pra alguém, quando apareceu essa oportunidade resolvi ir sozinho mesmo e ver no que dava... Fui muito feliz nessa escolha, pois saí bem satisfeito e senti que fiz tudo o que queria fazer, que não deixei nada inacabado... Trouxe comigo só boas memórias, a saudade e a certeza que um dia voltarei ao Vale do Pati pra mais uma grande aventura, pra mais um tempo curtindo paz absoluta e paisagens maravilhosas... PS: Ainda reencontrei o casal de Minas que conheci lá no começo, entraram na mesma van que eu no dia de ir embora, nem se fosse combinado tinha acontecido isso kkkkk.
  10. Visitei a Chapada Diamantina recentemente com mais 2 amigos e conseguimos fazer todos os passeios que queríamos. Contratamos um guia apenas na cachoeira do Buracão, onde dizem que o guia é obrigatório. Pra ir sem guia, todos nós tínhamos um bom preparo físico e alguma experiência em trilhas. Além disso, baixei a versão completa do app Wikiloc. Se não me engano, custou R$7,50. Frente à economia que você fará com os guias, tá de graça. Dá pra comprar um bom powerbank pra carregar o celular na viagem que você ainda sai no lucro (recomendo o zenpower da asus). Dito isso, com exceção da trilha da cachoeira da fumacinha todas as trilhas foram feitas tranquilamente seguindo o tracklog no celular (tracklog é o caminho que você segue com o GPS). São trilhas bem marcadas, muita gente passa por lá. Vez ou outra há uma bifurcação e você tira a dúvida com o app. Não vou detalhar todos os passeios que fizemos pois há uma infinidade de relatos que já fizeram isso melhor do que eu poderia fazer. Deixo apenas algumas observações: - Em Ibicoara conseguimos ‘sacar’ dinheiro numa loja de reparo de motos. O dono passa no seu cartão uma compra no valor que você quer sacar e te dá o valor em dinheiro. Pode ser uma boa alternativa, já que são poucos caixas eletrônicos e o correio fica cheio. Pegamos a dica no hostel ibicoara. - A trilha da cachoeira da fumacinha é bem pesada, mas vale a pena. Além do tracklog, baixe esse relato (http://www.oscacadoresdecachoeiras.com.br/2015/09/cachoeira-fumacinha-por-baixo-chapada.html?m=1) e siga-o. Alguns pontos parecem impossíveis, mas lendo o relato dá pra passar. - Se for fazer fumacinha e buracão, compensa dormir na vila do Baixão. Fale com o Luciano (https://www.facebook.com/luciano.guiabicho?fref=ts) ele é guia e recepciona pessoas na casa dele ou indica a casa de alguém da vila. Ficamos na casa da Biazinha, pagamos 100 reais por pessoa, com direito a janta e café da manhã, cada um de nós ficou em um quarto separado. Você economiza alguns km de estrada de terra e tem uma experiência bem legal. - Visite a cachoeira do buracão. Ibicoara fica um pouco afastada das outras cidades da chapada, mas vale muito a pena. A trilha é tranquila, a queda é enorme, o volume de água é bom, dá pra observar por cima e por baixo, há estacionamento, banheiros e colete salva vidas. Lemos em todos os lugares que é preciso de guia para fazê-la, mas vimos um casal sem guia na trilha e suspeitamos que essa história talvez seja apenas um boato muito bem difundido. -Passe uma noite em Andaraí. No hostel donanna. Melhor custo benefício da viagem, hostel limpo, banheiros bons, ar condicionado, ótimo café da manhã, donos super simpáticos. Fica perto da sorveteria Apollo, que é sensacional e tem um bom preço e também do bistrô da cidade, que parece ser a melhor opção para comer lá a noite. Tínhamos planejado passar só uma noite lá, mas gostamos tanto que resolvemos entrar e sair do Vale do Pati por Andaraí, ficando 3 noites no hostel. Andaraí fica próxima dos poços Azul e Encantado e também tem algumas cachoeiras. - Em Andaraí a única operadora que tem sinal é a Claro. Não perguntei nas outras cidades, mas acredito que seja mais ou menos assim no restante da região. - Se tivesse que cortar um dos poços do passeio, eu cortaria o Azul. É nele que se mergulha, mas o Encantado é bem maior e mais bonito, achei uma experiência mais interessante. É possível ir de um poço ao outro por estrada de terra, diferentemente do que recomenda o Google Maps. Pegamos essa dica com um guia no Poço Encantado. O trajeto aparece no Waze. Saindo do poço encantado, volte até a entrada pra fazenda chapadão, à sua direita. Siga por ela até uma bifurcação que indica poço azul à direita e borracharia à esquerda. Pela esquerda também se chega ao poço azul, mas é preciso pagar 10 reais para atravessar uma ponte dentro de uma fazenda. - O poço azul fica cheio e há fila para mergulhar nele. É bom chegar cedo, nós tivemos que esperar 2h na fila. -Em lençóis ficamos na pousada São José 2. 60 reais por pessoa, ar condicionado, café da manhã, boa localização. Recomendo. - O poço do Diabo é de fácil acesso mas não é imperdível. Eu deixaria como plano B. - Praticamente não existem placas indicando o caminho pra nenhuma atração turística de lá. Nem mesmo pro Morro do Pai Inácio que é um dos pontos mais conhecidos. Saindo de lençóis será a primeira entrada à direita depois da Pousada do Pai Inácio, numa estrada de terra. Sem placa alguma. A presença do guia em passeios como Morro do Pai Inácio, Pratinha, Poços Azul, Encantado e do Diabo é completamente dispensável. Ele meramente vai te indicar o caminho e fazer companhia durante os passeios. No Wikiloc você acha os tracklogs para chegar de carro até todos os pontos turísticos da chapada. - Fomos pra chapada em janeiro de 2017 e infelizmente havia pouca água em praticamente todas as cachoeiras. Vale a pena tentar conferir se os rios estão cheios antes de partir pra lá. - É verdade que qualquer carro enfrenta a chapada, mas ele vai sofrer um pouco. As estradas de terra são muitas, são ruins e com muito pó. Vimos alguns donos de Corolla receosos com seus carros por lá. Alugar é uma boa. -Na chapada há uma certa confusão com maracujá. O maracujá amarelo que vendem nos supermercados é chamado de maracujina, e o que chamam de maracujá é um maracujá do mato, de casca roxa e interior verde. Se você pedir um suco de maracujá e ele vier verde, já sabe o que aconteceu. - A cidade de Lençóis realmente possui a maior estrutura turística da chapada, com ótimas opções de bares e restaurantes, mas não recomendo passar todas as noites lá. A chapada é muito grande e as cidades menores também têm seus atrativos, além de serem mais baratas. SOBRE O VALE DO PATI -Têm-se acesso ao vale do Pati por 3 caminhos: Saindo do Capão, de Guiné e de Andaraí. Saindo de Guiné é o menor caminho, do Capão o mais longo, mas dizem ser o mais bonito. Fomos e voltamos por Andaraí, onde deixamos o carro. Encaramos a ladeira do Império, um caminho todo calçado por pedras. Gastamos cerca de 5h desde Andaraí até a casa de Seu Eduardo e umas 7h da casa de Dona Raquel até Andaraí. Recomendo fazer pela manhã, evitando o sol. - Não recomendo levar barraca pro Pati. A menos que você queira fazer camping selvagem (há algumas clareiras na trilha) e abrir mão de mordomias como chuveiro, banheiros e acesso às cozinhas comunitárias, não compensa financeiramente. As casas de apoio praticam os mesmos preços (20 camping, 25 pra dormir com saco de dormir e 35 pra dormir em camas, 110 a diária com janta e café da manhã). Ao meu ver, não vale a pena carregar o peso da barraca por essa economia. - As casas de apoio têm vendinhas com alguns alimentos, também vendem água, cerveja e Coca Cola. No Seu Eduardo a Coca era R$7,00 e geladíssima, na Dona Raquel era R$8,00, não tão gelada. - Não suba o morro do castelo sem lanterna. Há uma gruta lá em cima. Ao sair da gruta, ande para os dois lados. Indo pra esquerda há um mirante nas pedras e para a direita você encontra outra saída da gruta. Entre nela que você retorna ao ponto inicial - Alguns tracklogs para a cachoeira do funil têm um longo trecho andando pelo leito do rio, que é pegando uma bifurcação na trilha pro morro do castelo. Esse é o caminho difícil. Há como chegar até bem perto das cachoeiras por trilha, informe-se com os nativos. - Também existem dois caminhos entre a prefeitura e a casa de Dona Raquel, um em cada margem do rio. O caminho mais suave é o que fica à direita do rio, pra quem está indo pra Dona Raquel. Também fiz uma planilha com os passeios da Chapada, acho que pode ser bem útil. Vou deixar a edição livre, pra adicionarem ou atualizarem as informações https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_4-nOWQOdKMwG-fntIXCsLC3i_HlP8i9YeBz5Z_9VpQ/edit?usp=sharing Os relatos em que me baseei pra viagem foram esses: http://www.nathalyporai.com.br/2016/12/chapada-diamantina-raio-x-dos-gastos.html http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-vale-do-pati-t134101.html http://www.mochileiros.com/descomplicando-o-vale-do-pati-com-ou-sem-guia-fotos-t89310.html http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-guia-de-informacoes-t29075.html http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-em-07-dias-gastando-pouco-no-carnaval-2015-t109690.html Espero que as informações sejam úteis, aproveitem a Chapada.
  11. Chapada Diamantina Dicas (viagem a dois)

    Olá, primeiramente queria dizer que sou assalariado e escravo da faculdade. rsrsrs Por conta disso, estou planejando ir para a chapada em julho de 2017 (o único mês que tenho vida). Fiquei sabendo que essa época do ano é muito frio na chapada. e como sou cearense não tenho costume em bater os queixos. Enfim, eu e minha namorada pretendemos fazer um daqueles passeios de 3 a 4 dias pelo parque. Peguei alguns orçamentos e achei muito caro os serviços (média de 2040,00 Pilas por pessoa!). Mesmo sendo tudo incluso, achei absurdo. Será que é melhor chegar em Lençóis ou cidades próximas e apenas lá ir atrás desses passeios? Pagaria mais barato ou mais caro? Gostaria de saber como é a movimentação nessa época do ano e se alguém tem alguma dica de onde ficar (preferência por camping) e pra onde ir. Também estou aceitando indicação de tópicos sobre o local. Já li alguns, mas não tudo! Desde já agradeço!
  12. Roteiro Chapada Diamantina Setembro 2016

    Boa tarde! Estou indo a Chapada Diamantina pela primeira vez em Setembro/16 (11/09 a 18/09) e gostaria de algumas dicas de hospedagem e passeios e guias confiáveis. Alguém pode me ajudar? Estou em dúvida se é melhor me hospedar em Lençois ou Capão? E Gostaria de saber qual a média de gastos com os passeios por dia. Não pretendo fazer caminhadas muito longas ou pernoitar...apenas conhecer as cachoeiras e lugares mais famosos para uma principiante. Estou indo com mais uma pessoa, então talvez se nos juntássemos a algum grupo os valores poderiam ser mais interessantes. Enfim, se alguém puder me ajudar com algumas dicas agradeço antecipadamente. Abraços.
  13. Dicas: Chapada Diamantina

    Olá Pessoal!!! Irei pegar férias no final do ano e estou fazendo um roteiro para o Nordeste, e nele irei passar pela Chapada. Tenho família na cidade próxima que é LENÇÓIS, porém queria saber de dicas sobre as trilhas. Quais necessito de Guia e quais posso ir sozinha ... Se alguém quiser ir, sinta-se convidado !
  14. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros. ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE *********
  15. Olá pessoal, tempão que não escrevo aqui. Acabei de voltar de uma viagem incrível à Chapada e acho que vale a pena colocar meu relato aqui com algumas dicas. 1. Chegando lá (no meu caso, saindo do Rio) Essa minha viagem teve zero planejamento. Nem iríamos pra lá. Decidimos tudo uma semana antes. Ao entrar em sites pra procurar passagens verifiquei que o voo estava bem caro saindo do Rio, e que fazia escala em BH. Procurei por um voo direto de BH e estava beeeem barato, coisa de $250 ida-e-volta. Compramos a passagem e planejamos nossas férias por MG e pegamos o voo em Confins na data sem maiores problemas. Apenas após o fim de nossa estadia na Chapada é que descobrimos que esse é um trecho complemente novo da Azul e que pegamos o primeiríssimo voo CONFINS-LENÇOIS. Bom, pra quem não sabia, fica a dica. 2h de voo, diretão. Deixamos nosso carro em um estacionamento perto de Confins, por aprox $20 por dia. 2. Hospedagem Bom, aqui a dica não é beeem uma dica, pois claramente a hospedagem é uma questão de orçamento e não muito de "escolha". Optamos por gastar um pouco mais e valeu muuuuuito a pena. Ficamos no Hotel de Lençois, um dos mais antigos e considerado por muitos o melhor da cidade. Muito confortável, ótimas acomodações e o café da manhã mais recheado da vida. 3. Alimentação A cidade de Lençóis é muito bem servida de restaurantes para todos os gostos. Mas tem um porém. Como ela é a porta de entrada para conhecer a Chapada, ela meio que gira praticamente em torno desse turismo, e passeios na Chapada costumam durar o dia todo, o que significa que, durante o dia, poucos restaurantes ficam abertos. Eles meio que revezam entre si e você tem que escolher entre as poucas opções. A noite (todos os dias, a partir das 17h) algumas ruas são fechadas e colocam mesas na rua e todos os restaurantes abrem. Aí sim a quantidade de opções explode e a coisa fica bem mais animada. Como mencionei, a maioria dos passeios é de dia inteiro então provavelmente você não vai almoçar em Lençóis, mas se for, já saiba que não terá muita opção. Jantar é garantido. Recomendo o el Jamiro, o Absolutu (ótimos pratos vegetarianos), Talho Doce (pizza boa e barata) e Grizante (sempre abre de dia, apesar da aparência simples, a comida caseira é muito gostosa). 4. O que fazer Quando você chega em Lençóis, a primeira coisa que impressiona é a quantidade de agências turísticas. Chegam a ficar lado-a-lado na rua. Ao visitar algumas você vai perceber que a maioria oferece basicamente os mesmos passeios. E a partir daí você vai precisar montar um roteiro para sua estadia na Chapada baseada em quanto tempo você tem. Sempre que chegávamos numa agência e dizíamos que tínhamos 7 dias, a reação era a mesma: isso é bastante tempo, dá pra conhecer quase tudo. Foco no "quase". E eu imaginava que 7 era muito, que ia até rolar tédio. 4.1 Alugar ou não carro? Aqui cabe um comentário, pois essa deve ser a dúvida de muitas pessoas indo à Chapada e é uma dúvida muito pertinente. Primeiro: a Chapada é enorme! Não é como outros parques nacionais famosos que estamos acostumados (Itatiaia, Ibitipoca, Serra do Cipó, Chapada dos Veadeiros, etc) - em que você consegue conhecer tudo a pé. Nada é a pé na Chapada, nada! Ok, quase nada. Tudo é longe e algumas coisas são *muito* longe. Depois de pesquisar algumas agências chegamos a seguinte conclusão: alugar carro só vale a pena para 3 pessoas ou mais. Para um casal, não vale. Na ponta do papel, o custo do carro fica ou no pau-a-pau ou até mais caro que pagar pelos passeios quando você leva tudo em conta (aluguel + gasolina + guia, etc). Se for alugar carro, tente *não* alugar em Lençóis pois lá as opções são bem limitadas e caras. Vindo do Rio, por exemplo (ou de outros locais fazendo escala em Salvador) dá pra alugar o carro lá, por um preço mais honesto e dirigir até Lençóis. Perde-se um pouco mais de tempo nesse trecho mas economiza-se bastante no total. 4.2 Se você for de carro Mais uma vez vou ressaltar, a Chapada é gigante. Então não pense que Lençóis deve ser seu único destino se você for visitá-la. Se você estiver indo pra lá de carro, chegando seja de qual for a região do Brasil, seria interessante você tentar montar um roteiro para que consiga visitar tanto o norte quanto o sul do parque. No norte (onde fica Lençóis) está concentrada a grande maioria das atrações - muitas delas inclusive fora do parque nacional - mas no sul está o Buracão que eu considero imperdível. A cidade de Mucugê (dentro dos limites do parque nacional, ao sul) é bem legal também, de lá partem passeios, tem cachoeiras e outros passeios por perto. Voltando ao item 4, no primeiro dia lá você já vai meio que ter noção do que vai poder fazer com o tempo que você tem. Na internet tem bastante informação sobre cada um dos passeios então não vou me estender muito aqui sobre cada um. Mas pra dar uma ajudinha, vou colocar exatamente meu roteiro, pra ajudar os demais a criarem um próprio, vamos lá. Dia 1: chegada em Lençóis, nenhum passeio, só andamos pela cidade e pesquisamos bastante sobre tudo que acabei de falar acima pra resolver nossa vida Dia 2: Passeio chamado de "Roteiro 1" ou "Das Grutas" que é disparado o mais famoso, e que todo mundo faz. Inclui visitar ao Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Pratinha e Morro do Pai Inácio ao final (para ver o pôr-do-sol). Para ser sincero, eu achei o passeio meio corrido, afinal nada dessas coisas é perto uma da outra, tudo é de carro e longe. Se for fazer de carro esse roteiro, eu deixaria de fora o Rio Mucugezinho + Diabo, você pode ir depois, por que é perto de Lençóis. Dia 3: fomos ao chamado "Serrano", que é um parque municipal de Lençóis mesmo onde tem algumas cachoeiras e outras coisas. Chegar lá a pé é super fácil, mas achar as coisas nem tanto. Nada tem placa e você precisa contar com a boa vontade das pessoas, que em geral não são muito solícitas nesse quesito. Sempre querem lhe empurrar a contratação de um guia. A tarde (depois do passeio, que foi rápido) ficamos morgando na piscina do hotel. Dia 4: alugamos um carro na modalidade meia-diária, um valor mais em conta, e fomos por conta própria na Cachoeira do Mosquito e depois revisitamos o Rio Mucugezinho. Nos pareceu boa essa de alugar o carro, mas deve se atentar ao fato que a meia-diária só permite até 200km, ou seja, apenas passeios "perto". Dias 5 e 6: Passeio Poço-Azul + Poço Encantado + Buracão. Esse é um passeio de dois dias inteiros, o que demonstra o quão longe são as coisas na Chapada. Pernoitamos em outra cidade (Mucugê) para acordar e ir ao Buracão (para nós o ponto alto da Chapada, um dos lugares mais incríveis que já fui na vida, imperdível). Dia 7: volta pra casa Uma única dica de passeio que ninguém nos deu, mas acabou "encaixando" nesse passeio de dois dias que fizemos: Igatu. Tente encaixar uma visitar a essa cidade no seu roteiro. Foge um pouco do ecoturismo, mas é demais. O lugar transborda história e é lindo. Vale muito a pena. Fizemos passeios pela Cirtur e ChapadaAdventure (Daniel). Ambas são ótimas empresas e nos atenderam bem em todos os aspectos. Os guias muito solícitos e gente boa, os carros em bom estado e não houve qualquer intercorrência. Então fica a dica de empresas em que podem confiar. Espero ter ajudado. Qualquer dúvida, é só perguntar. =)
  16. Galera, segue o link da planilha com o nosso planejamento antes da viagem !!!! Tem roteiro, informações sobre as trilhas, hospedagens que ficamos e tb uns lugares que anotei, telefone de alguns guias... Enfim, vá navegando pelas guias da planilha!!!! Lugares Visitados: Itacaré Mirante do Xaréu (pôr do sol) Trilha 4 praias: Engenhoca, Havaizinho, Camboinha e Itacarézinho Jeribucaçu Prainha Boipeba Moreré Praia de Bainema (Moreré) Chapada Diamantina Cachoeira do Mosquito Rio Mucugezinho + Poço do Diabo Morro do Pai inácio Cachoeira do Sossego Ribeirão de cima e do Meio Pratinha + Gruta Azul Gruta Lapa Doce Cachoeira da Fumaça Cachoeira do Buracão Mirante do Campo Redondo Cachoeira da Fumacinha (por baixo) Poço Azul + Poço Encantado Hospedagem: Itacaré - Pousada Itaoca Gostei bastante. Os quartos são grandes com banheiro. Tem uma varandinha com uma rede p cada quarto. A moça da pousada arruma todos os dias. O café da manhã é ótimo também, bastante variedade. Tinha até ovo e salsicha com molho de cachorro quente (tipo americano!!!!) Além dos bolos! Recomendadíssimo, principalmente pelo preço que é R$30/diaria. Só não sei se é o mesmo preço no verão... Boipeba - Pousada da Vila A princípio era R$40 mas choramos muito e conseguimos por R$30/diaria. O quarto é bem pequeno e apertado. As camas são MUITO próximas umas das outras além de quase encostar na parece, sobrando um espaço mínimo pra andar. Mas tirando isso eu gostei. Dei uma olhada num quarto duplo que estava aberto e parece ser maior. Acho que era a disposição do nosso quarto que era pra 3. O café da manhã é bom mas sem muita variedade. Tem frutas, bolos e pão. A moça dá um pratinho com 1 queijo pra cada pessoa. Não sei se isso também ocorre no verão, em alta temporada, rs. Lençois - Pousada Violeiros Achei bastante cara (R$50 mas o dono fez por R$45) pro tamanho do quarto que é MUITO pequeno pra 4 pessoas. Muito pequeno MESMO. Quase não dá pra andar e nossas mochilas ficaram atrás da porta e outras entre uma cama e outra. Além de ter uma beliche no quarto. Porém o café da manhã acaba compensando pois é bastante farto. Vem muita coisa!!!! E quero deixar uma OBS aqui pois um dos dias eu e mari pegamos pão e uns bolinhos pra levar pra trilha e a moça falou que lanche pra trilha era 10 reais !!!! Não pagamos, lógico, mas achei ridículo, já que já estavamos pagando pelo café!!! Vale do Capão - Camping Seu Dai Essa é mais uma opção pra quem quer acampar (tem uma área bem grande de camping) pois os quartinhos são simples e bem sujinhos!!!! Felizmente não eram tão pequenos assim pois tem 2 andares com 1 cama de casal em cima e 2 camas de solteiro embaixo, mas o aspecto é meio sujo! O local é bem grande e não tem café da manhã! Ibicoara - Casa na Roça Acho que foi a melhor pousada que ficamos, na minha opinião!!!! Apesar do preço (R$60 mas fez por R$50), valeu muito a pena, pois foi tudo ótimo. O quarto tem 5 camas e é bem grande com banheiro privativo. O dono, Caio, é SUPER RECEPTIVO e muito atencioso!!!! Quando dissemos que íamos fazer a fumacinha ele fez questão de acordar 5h (disse que era a sua obrigação!) para preparar nosso café da manhã (só pro nosso grupo) e 5h30 estava tudo pronto, Ele serviu o café na cozinha da casa dele, inclusive. Nada a reclamar !!!! Adorei! Na pousada dele também tem opção de almoço ou janta. Ele tem um cardápio, porém acabamos comendo no centro mesmo. Mucugê - Pousada Casa da Roça Boa pousada. O quarto era relativamente grande, tinha uma cama de casal e 2 beliches. Com banheiro privativo. O café da manhã também estava gostoso ! O ovo podia pedir separado, mas não cobravam nada a parte. Tenho que destacar o iogurte caseiro que tomei la!!!!!! Acho que tinha açucar mascavo ou canela, não sei. Mas estava UMA DELÍCIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Muito bom mesmo! Gasto TOTAL (para 1) = R$2415 Passagem aérea Rio de Janeiro - Salvador = R$302 Aluguel do carro = R$700 (Alugado pela Movida para 9 diárias) = R$110 pra cada (Dividimos por 7 diarias pra 5) Combustível + Pedágios = R$140x2 (gasolina) + R$7,20 (pedagios) /5 = R$58 Lavagem = R$20 /5 = R$5 Hospedagem = R$452,50 Alimentação = R$715 Transportes = R$325 Passeios (entradas + guias) = R$258 1º dia (24/07) : Chegando em Salvador Cheguei em Salvador e já encontrei um cantinho pra me preparar pra dormir até o dia seguinte cedinho, com as mãos na mochila !!!!!! Eis que Larissa me manda uma mensagem (ela chegou mais cedo) e fala que consegue uma vaguinha pra mim na casa de um amigo dela !!!!!! Aproveito e logo vou pra saída do aeroporto procurar algum casal ou um grupo que queira dividir taxi pra barra !!!! Acho um casal que também está indo pra Barra e o taxi sai 95 até esse trecho. Li na internet que o taxi tabelado é por volta de 80 reais!!!! Dependendo do lugar que você for, sai mais em conta pegar o tabelado!! Pegamos com taxímetro e saiu um pouco mais caro!!!! Dormimos pra acordar no dia seguinte cedinho !!!!!!!!!!!!!! Gastos do dia: 2º dia (25/07) : Chegando em Itacaré A casa do amigo da Lari era relativamente perto do terminal de barcos para pegar o ferry pra ilha de itaparica! Então chegamos lá umas 6h20 com a expectativa de pegar o ferry das 6h30 de acordo com os horários da tabela que está no site, porém chegamos e a moça disse que sábados e domingos o primeiro horário era as 7h (não tem essa informação no site ou se tem eu não achei). Esperamos até as 7h e pegamos a barca. A idéia era pegar o onibus das 8h com destino à Itacaré, contudo pegando a barca das 7h já ficaria um pouco apertado. Quando entramos alguém falou que aquela era a barca demorada, que levava mais ou menos 1h pra chegar do outro lado. Então já perdemos as esperanças... Quando chegamos lá logo vimos que os ônibus partem exatamente do mesmo lugar que acontece o desembarque da barca. E o onibus das 8h estava lá, contudo tinha uma fila gigantesca pra comprar as passagens! Perguntei ao motorista se dava tempo de pegar esse onibus e ele disse que sim. Tinhamos então duas opções: Pegar o onibus das 8h (empresa cidade sol) que parava em várias cidades até chegar em Itacaré ou pegar o onibus das 9h (empresa aguia branca) que era um expresso, não parava tanto. Como o das 8h era mais cedo achamos que essas paradas não superariam o das 9h. Conclusão: Compramos pras 8h porém o onibus só foi sair lá pras 8h45 e parou em tudo quanto é canto. Era melhor ter pego o das 9h sem dúvida! Outra questão é que as pessoas no onibus não param de falar um segundo. Não parece que é um onibus de viagem (talvez eles nem tratem como) e sim onibus comum ! Foi horrível pra dormir! Assim que chegamos em Itacaré tinham uns garotos na porta do onibus falando sobre pousadas, transporte (tipo taxi), carregadores, etc.... Eu tinha algumas opções na planilha, mas fomos lá falar com ele! O menino tinha várias pousadas na camisa e perguntamos o preço de algumas e ele nos sugeriu a Pousada Itaoca que era R$30/diaria, contudo passaríamos por outras no caminho e poderíamos perguntar o preço! Ele disse que eles dão comissão à ele quando levam gente para as pousadas. Falamos que poderíamos ir por conta própria mas ele insistiu em nos levar prometendo que não precisaríamos pagar nada por isso. Até ofereceu um serviço de carregadores (pagando 5 reais cada uma) mas não quisemos. Nenhuma das pousadas do caminho (que é bem curto por sinal) nos interessou principalmente por causa do preço (a única que talvez ficaríamos era o hostel Che Lagarto que eu também cheguei a pesquisar, mas estava lotado!). Chegamos então na Pousada Itaoca, que fica na Pituba, rua principal das praias! Achamos a localização excelente! Fomos ver o quarto pra 3 e adoramos! Ficamos ali mesmo! Como já eram umas 16h, estávamos famintas, então fomos logo tratar de arrumar um lugar pra comer ! Esse mesmo menino tinha falado de um pf de 7 reais e perguntamos onde era. Ele nos indicou e fomos até lá pra saber se ainda tinha comida e tal... E tinha e existia!!!!!! Ficamos ali mesmo! Na verdade 7 reais eram apenas 3 opções de pratos e acabamos pedindo uma opção um pouquinho mais cara (14,99) porém veio MUITA comida!!!! Pedimos a carne e eles colocam os acompanhamentos na mesa. Eu pedi catado de siri e a Lari dividiu uma moqueca de peixe com a Luciana, afilhada dela. O dono do lugar que estava nos servindo e ele foi muito gentil pois veio bastante comida e além disso ele ainda acrescentou um pouco de bobó de camarão (AMO e este estava maravilhoso), vatapá e caruru para experimentarmos!!!!!! Sobrou um pouco de comida, confesso! Mas estava tudo delicioso! Valeu muito a pena! Após nosso almoço o sol estava começaaaaando a baixar e resolvemos aproveitar o dia pra ir até o mirante ponta do xaréu pra assistir o pôr do sol! É só seguir em direção à praia das Conchas para avistar o mirante. Tem placas no caminho Reservamos um lugarzinho e ficamos por ali aproveitando aquele pôr do sol incrível! Já amamos Itacaré só pelo primeiro dia! Hahahaha Pôr do sol Mirante Ponta do Xaréu : Até pensamos em entrar na água depois mas já estava começando um friozinho e tb nem tinhamos tomado banho ainda....Fomos p quarto descansar um pouco pra sair mais a noite!!!! Levantamos por volta das 20h (imaginamos que as coisas acabariam cedo pq cidade pequena é assim, rs) e nos arrumamos p comer algo. Achamos um lugar que vendia crepe e wrap em frente ao Favela (que é o barzinho mais popular lá!!!! Tem música ao vivo geralmente e toca reggae e as vezes rap!). Pedi um wrap (salada com peito de peru!) que estava MARAVILHOSO e um suco de abacaxi que era da poupa, mas estava muuito bom também. Acho que nunca tomei um suco de abacaxi tão bom! hahahahah Em geral os sucos vem com aquela camada de espuma em cima, pelo menos aqui no rio alguns lugares são assim, então apesar de eu gostar dos sucos não tomo aquela espuma! Mas esse estava maravilhoso e sem espuma nenhuma, porém não estava ralo, pelo contrário, bastante concentrado! Amei! Nesse dia tinha só um reggae (amo) tocando no disco então não ficamos muito tempo e fomos durmir p dia seguinte!! Restaurante do almoço (não anotei o nome, mas pela foto é fácil de achar) : Restaurante que comemos o wrap: Gastos do dia: 3º dia (26/07) : Itacaré (4 praias) Antes de sair da pousada conhecemos a Vanessa, uma baiana que mora em Salvador e tirou uns diasinhos pra conhecer Itacaré!!! Ela disse que estava indo fazer a trilha das cachoeiras e estava sozinha. Falamos que estávamos indo fazer a trilha das 4 praias com a cachoeira de Tijuípe no final !!! Ela então animou de ir com a gente já que não tinha feito esse roteiro ainda!!!! Era o último dia dela! Pegamos um onibus e falamos que íamos fazer as 4 praias e o motorista sugeriu que começassemos pela Engenhoca (que é a primeira) ao invés de começar por Itacarézinho (a última) por que a condução para voltar desde itacarezinho seria mais fácil !!! Seguimos a sugestão!!!! No caminho, ainda no ônibus, conhecemos o Edson e a Mariana!!!! Eles também acompanharam a gente na trilha!!! Como choveu no dia anterior, a trilha estava SUPER enlamaçada... horrível !!! Pensando nisso que resolvemos ir de tênis/botinha antes de sair e estávamos certas!!!! Vanessa e o casal foram de chinelo e tiveram um pouco de dificuldade pra andar na trilha e também sujaram o pé todo! Eis que surge a primeira praia, Engenhoca!!!! Que linda! E o encontro do rio com o mar dá todo um charme especial à praia, que sozinha não sei se seria tão bonita assim... Chegando na praia da Engenhoca - Encontro do Rio com o Mar : Ficamos um tempo e logo seguimos em direção à Havaizinho! No primeiro momento não soubemos identificar onde seria a trilha, mas estava passando uma pessoa e perguntamos. Voltando a trilha da Engenhoca, precisa achar uma tirlha alternativa à esquerda. Chegamos então em Havaizinho, mas não tinha nada de muito diferente da outra praia e não tinha encontro com o rio também, então seguimos direto para Camboinha!!!! Antes de chegar na praia chega-se à um gramado, que foi onde tiramos a foto das sombras, rsrsrs Depois tem uma trilha bem indicada, porém a princípio parece que ela não dá em nada, somente em pedras do outro lado... Mas andando mais um pouco chega-se à praia !!!! Pra descer das pedras e chegar na areia tem uma corda, mas nada de muito complicado. Camboinha: Como já estava começaaando a ficar tarde, acho que eram umas 14h ou 15h, resolvemos seguir direto pra Itacarezinho. Chegando em Itacarézinho........... UAU ! Que praia fantástica!!!! Muito lindaaaa !!!!! Segundo a Larissa, uma das praias mais bonitas que ela já viu!!!! Eu não sou dessa opinião, mas ela é realmente muito linda! Muitos coqueiros e parece infinita Realmente é um passeio que vale muito a pena e concordo com o motorista do ônibus! Não pelo fato de ser melhor pegar a condução em Itacarezinho, mas caso tivéssemos deixado Itacarezinho primeiro, capaz de nem termos conseguido chegar à Engenhoca ainda com sol por que provavlemente iríamos ficar muiiiito mais tempo em Itacarezinho!!!!! É linda demais! Bom, ficamos ali... Fizemos várias sessões de foto, descansamos.. Até que a Vanessa começou a falar que não podíamos demorar muito por que ainda tinhamos que ir na cachoeira do Tijuípe!!!!! PORÉM todos estavam super animados com a idéia de ficar giboiando ali naquela praia maravilhosa e ninguém quis abrir mão de ficar mais tempo na praia para conhecer a cachu!!! E também há essa altura já devia ser umas 17h... Até andar até a cachu, com certeza chegaríamos lá já sem sol ! Aí também não valeria a pena! E a própria vanessa já conhecia a Chapada Diamantina, que é onde tem as melhores cachus do Brasil!!! Não ia fazer muita diferença ir nessa do Tijuípe! rsrsrs Bom, saímos da praia e fomos até o local pra pegar o ônibus mas fomos informado que o ônibus tinha ACABADO de passar!!!!!!!!! PQPPPP ! Sendo que parece que demorava 30min p passar outro....Estavamos em 6 pessoas (Eu, Larissa, Luciana, Vanessa, Edson e Mariana) e eis que surge uma alma muito boa perguntando se queríamos carona!!!! Não me lembro qual era o carro da senhora, mas nos apertamos MUITO!!!!! Ela nos deu carona até a rodoviária de Itacaré!!! Agradecemos MUUUUITO! Que sorte!!!!! Então, fomos procurar algum lugar pra almoçar e infelizmente esse restaurante em especial eu não anotei o nome, mas a comida não estava muito boa! Ms também já 18h não dava pra exigir muito, rs Combinamos de nos encontrar mais a noite pra curtir um som!!! Antes de irmos pra pousada parei numa barraquinha que vendia cacau natural e comprei 1 barrinha pra levar pra minha mãe!!! Fomos depois p pousada, tomamos banho, demos uma cochilada e partimos pro bar Favela!!!!!!!! Encontramos o pessoal mas estávamos com uma fomezinha. Paramos no Só Deuses novamente e eu pedi um crepe dessa vez, que estava muito gostoso também e outro suco de abacaxi que amei! hehehe Ficamos no Favela um pouco e depois migramos pro Jungle tour que estava mais animado! E a nossa mesa também era de fato a mais animada! Os mais animados do Jungle bar! Gastos do dia: 4º dia (27/07) : Itacaré (Jeribucaçu) Pegamos o onibus sentido Itacarézinho e paramos num local (que nos informaram no ônibus) que seria o início da trilha!!!! Bem em frente à uma casa ! Atravessamos a estrada e nos informamos com o morador da casa que chegou com uma peixeira gigante na cintura! Ele confirmou a entrada e disse que mais à frente tinha um cão feroz, porém preso. Começamos a trilha passando ao lado de um portão Azul (que ele também disse).. Andamos andamos andamos e não tinha NINGUÉM conosco. Um lugar super descampado e que parecia uma roça ao invés de uma trilha para uma praia paradisíaca. Continuamos andando e o medo aumentando..rsss Até que chegamos no tal cão !!! Acho que era um pitbull que assim que aparecemos começou a latir muito e andar pra perto da gente. Ficamos em dúvida se ele estava realmente preso e ficamos desesperadas. Resolvemos passar BEM DEVAGAR e fingir que não estávamos prestando atenção nele !!!! Até que olhei de relance e ele estava sim preso numa árvore próxima num corrente !!! Seguimos mais um pouco até que chegamos num local próximo à uma casa (parecia abandonada) e não tinha nenhum sinal de que a trilha continuaria. As meninas já loucas pra voltar... Resolvi procurar ao redor pra ver algum vestígio de trilha e encontramos um caminho! Seguimos!!!!!!! Passamos por uma ponte e seguimos.... Até que chegamos na entrada de um vilarejo com algumas casas. Na hora que chegamos havia um garotinho brincando e perguntamos a ele se a entrada para a praia era por ali. Ele disse que erramos o caminho e que teríamos que voltar até o ponto do portão azul (oi?????????? O portão azul é aquele, no início da trilha! Não íamos voltar pra lá!). Então ele disse que tinha uma passagem passando por dentro do vilarejo, mas não se mostrou afim de deixar a gente passar! Até que apareceu uma moça na porta da casa que pareceu ser a sua mãe. Falamos com ela e explicamos o que aconteceu ! Ela então deixou a gente passar e mostrou o caminho ! Quando começamos a seguir aparece o garoto do nosso lado de bike falando que ia ser nosso guia ! Bom, deixamos ele ir com a gente !!!! Até que depois de muito andar chegamos próximo à um campo de futebol onde uma picape apareceu com um cara (gato) dentro e perguntou se queríamos carona até a praia (na verdade próximo à praia). Aceitamos a carona e demos um dinheiro (R$2) para o menino. A carona nos deixou em um estacionamento !!!! Dali o cara falou que também iria descer pra praia pra resolver alguma coisa e falou que poderia nos acompanhar !!!! Ufa !!! Ele era o dono de uma agência de turismo local ! E falou que se quiséssemos poderia nos trazer de volta, desde que encontrássemos ele naquele ponto do estacionamento. Ele não pressionou, apenas ofereceu! Ficamos conversando e pensando durante o trajeto que não acabava nunca e era uma descida gigantesca com um lamaçal enorme !!!!!! Diante disso resolvemos que iríamos fechar a volta com ele que cobrou R$20 pra cada, até que choramos e conseguimos R$17 pra cada. Marcamos um horário (17h no estacionamento se não me engano). Eu amo trilhar, então por mim voltaria até a pé e enfrentaria aquela trilha louca novamente, mas as meninas não quiseram ! kkkkkkk A trilha total durou mais ou menos 2h, desde o portão azul ! rs Assim que chegamos na praia pensei que valeu a pena o esforço !!! Ela é muito bonita! Tem umas casas do outro lado do rio que imagino que as pessoas devam chegar de barco! Jeribucaçu: Ficamos por ali de bobeira e comemos um peixe frito que estava uma delíiiiicia !!!!! Não saiu caro! Se não me engano foi R$50 e comemos nós 3. Acho que se pedíssemos 2 peixes com os mesmos acompanhamentos seria mais jogo. Achei que poderia ter vindo mais peixe!!! Mas deu pra satisfazer a fome! Na hora de voltar íamos seguir a mesma trilha de ida, porém o vendedor da barraca dos peixes falou que era melhor irmos por um outro caminho (me pareceu o caminho que os guias fazem por que vi algumas pessoas chegando na praia por ali). Ele disse que também iria embora por ali e que poderíamos ir com ele. Fomos com ele então!!!!!! Larissa foi mais na frente e eu fiquei com ele e com a Lu atrás. Ele contou várias histórias inclusive que tinha ganhado R$1mi na loteria e que conseguiu abrir um "restaurante" na praia (ele se referia à barraquinha dele ali em Jeribucaçu, rsrsrs), que conseguiu ajudar a família inteira. Comprou um sítio não sei onde, casa pra mãe dele e que nas horas vagas era cantor!!!!!! Eu, sinceramente, achei essa história pouco convincente, visto que ele ralava MUITO pra ir e voltar todos os dias com um carrinho de mão levando os pratos limpos e depois sujos para a barraca-restaurante na praia, mas não falei nada! Até que encontramos o nosso guia-gato e contamos a história pra ele. Ele riu muito e disse que era tudo mentira. Bem, suspeitei desde o princípio, mas seria ótimo se fosse verdade. Ele nos deixou bem na frente da nossa pousada. Tomamos banho, trocamos de roupa e saimos pra comer alguma coisa, mas não batemos perna por que estávamos cansadas da caminhada longa de hoje!!!!!!!! Gastos do dia: 5º dia (28/07) : Itacaré (Prainha) Nosso último dia em Itacaré, fomos para uma outra praia incrível : Prainha!!! Li em vários lugares de que era uma das mais bonitas também!!! Tomamos café e saimos em direção à trilha, quando de repente paramos numa loja de bikini MARA e acabamos dando um stop! rsrs Comprei 3 bikinis (1 fio dental e 2 sutiens basicos) por 60 reais!!!! Adorei A trilha começa na praia da Ribeira e é bem tranquila. No caminho tem algumas barraquinhas com água de coco e outras com suco!!! Paramos nas duas, rsrsrs Fica a dica: o suco de cupuaçu que tomamos na volta da trilha estava MARAVILHOSO! Muito bom mesmo! Natural e uma delícia! Quando chegamos na praia tirei uma foto da minha botinha, estava terrível! kkkkkkkkk Muita lama por causa da chuva de noite: A praia é linda mesmo!! Vale muito a pena fazer uma visita e sorte nossa que estava praticamente vazia.. Ficamos só por ali apreciando! Adoramos!!! Apesar de a areia não ser clarinha e não dar uma ótima impressão no início, é só andar um pouco que rapidamente ela fica linda !! No caminho: Prainha: E é claro aproveitamos pra fazer as maravilhosas fotos com o famoso coqueiro de Itacaré!!! Qualquer pose e você fica linda no coqueiro !!! Na volta da trilha estávamos famintas e paramos num restaurante vegetariano ali na pracinha mesmo. Não anotei o nome do restaurante, mas acho que é o único vegetariano ali no centro (onde tem as lojinhas)! Pedimos todas um prato de moqueca vegetariana (moqueca de legumes+farofa de abacaxi+pirão sem ser de peixe+salada+arroz integral).... QUE MOQUECA INCRÍVEL ! Sério, ela conseguiu superar todas as moquecas de peixe que comi na vida!!!! Estava muuuuito boa mesmo! Outra ótima dica: almoçar nesse restaurante! Vai amar e ficar super satisfeito! É uma delícia a comida! Pedi um mate da casa que não é nosso mate delícia de água suja do Rio, mas estava bom, hehehe E o melhor: Tudo isso por 23 reais!!!!!!!!!!!!!! Moqueca vegetariana MARAVILHOSA: Gastos do dia: 6º dia (28/07) : Itacaré > Boipeba Tomamos café e fomos direto para a rodoviaria de Itacaré. Pegamos o onibus pra Valença e quando chegamos na rodoviária de Valença já era 13h.. Resolvemos almoçar logo num pf que tinha lá. Uma das opções (além de carne, frango, etc) era Arraia!!!! E fato que resolvi provar pra saber como era e não me arrependi! É até gostosa, mas não tem um sabor forte... Mas vale a prova! Prato de Arraia: Chegando lá o cara disse que a última lancha rápida tinha saido as 14h (chegamos algo em torno de 14h10 hahaha) e a próxima e última era as 16h!!!! Ficamos então até as 16h bebendo uma cerveja (merecida) e esperando o horário! Por um lado foi até bom por que podemos pegar o começo do pôr do sol na lancha!!! Visual incrível! Pôr do sol chegando em Boipeba: Chegamos já anoitecendo então foi ruim pra rodar procurando pousada. A cidade estava relativamente vazia, então praticamente todas as pousadas que fomos tinha vaga. Escolhemos ficar na Pousada da Vila, bem em frente à pracinha!!!! Tinha até ar condicionado !! A moça estava fazendo por 40 reais a diária, mas nós queriamos pagar até no máximo 35. Até achamos uma opção de uma de 30 mas não tinha café da manhã... Então pechinchamos bastante e ela baixou pra 35. Até que a gente falou "Nós vamos pagar tudo agora" assim que puxávamos o dinheiro da bolsa, numa tentativa dela baixar pra 30. Nessa hora a mulher arregalou os olhos e vimos a felicidade estampada na cara dela!!! E na mesma hora ela falou "Ah claro! Posso fazer por 30 então!" Hahahaha Conseguimos!!!! Á noite ficam umas barraquinhas vendendo basicamente tapioca, pastel, acarajé e drinks! Todas as opções muito boas e os preços variavam de 5 a 7 reais! Vale a pena !!! Os pasteis e tapiocas estavam deliciosos e muito bem recheados! Gastos do dia: 7º dia (28/07) : Moreré Tomamos café e nos informamos sobre como ir pra Moreré e decidimos que iríamos a pé, afinal de contas não era tão longe assim !!!!! Foi uma caminhada deliciosa, com uma vista sempre incrível ao lado: a praia! Praia de Moreré - maré baixa: Na ida a maré estava super baixa, não dava pra mergulhar... Bem a não ser que fosse atéeeeee lá embaixo, mas não fomos. Acho que muito lá pra baixo deve ser perigoso por que é mais fundo, tem correnteza e tal. Bom, eu acho ! Chegando na última praia antes da praia de Bainema, paramos num barzinho pra beber e comer!!! Afinal, era tudo o que tinha ali: aquele bar e mais nada. Parecia que estávamos numa cidade fantasma na verdade! kkkk E isso em julho! rs Quando chegamos a maré já tinha subido um pouco, mas o dia estava nublado e ventava, além do fato daquela praia não ser muito propícia pra banho. Não pelo fato de ser suja (não era!), mas por que tinham muitos barcos ao redor além daquelas folhas e algas. Uma praia não muito convidativa à nadar, porém todas as anteriores que passamos dava tranquilamente pra estender uma canga e ficar de bobeira. Na realidade queríamos um mix de praia boa que desse pra mergulhar com algum bar pra beber e petiscar! Obviamente não encontramos isso e preferíamos ficar no bar por que era aniversário da Larissa, então serviu pra começar a comemoração!!! E a parte mais engraçada de todas: era aniversário da Larrisa e tudo o que ela falava repetidamente era "Meu deus! Estamos numa praia que não tem nenhuma estrutura, não tem um bar decente, não dá pra mergulhar. E logo no dia do meu aniversário!!! Parece praia fantasma!" Acho que esse dia ficou marcado pra ela nunca mais comemorar aniversário numa praia deserta!!! hahahaha Ela adora animação, então vcs podem imaginar como foi passar um dia inteiro num lugar que nada acontecia! Bom, ficamos no bar bebendo, conseguimos atrair os olhares do garçom pra nós que ganhamos uma caipirinha grátis (tudo isso por que com 100% de certeza que estaríamos no forró mais tarde pra dançar com ele kkkkkkkkkkkkkkk), fizemos até selfie com ele! Hahahaha Na volta resolvemos que voltaríamos a pé novamente, mesmo com o trator "a disposição". Afinal de contas somos roots! kkkk Então nos informamos do caminho (não dava mais pra voltar pela orla por que a maré já estava totalmente cheia e avisaram que era perigoso) e lá fomos nós no meio da lama e, pra tristeza total da Larissa chegou uma parte em que tinha uma poça (era quase um rio na verdade hahaha) que tivemos que atravessar pra continuar nossa caminhada. Acho que ela chegou a me xingar algumas vezes por causa disso ! Se não bastasse tudo isso, ainda era aniversário dela! Passando pela "lama" - arg Felicidade da Larissa após passar pelo rio nojento! kkkkkkkk Porém, pensando pelo lado positivo, conhecemos um argentino ou chileno, sei lá, que morava lá. Ele era gato, então as meninas já resolveram dar umas conversadas pra lá e pra cá! kkkkkkkk Mas o menino era tão 'as-coisas-acontecem-no-tempo-certo' que acho que ele não entendeu que o encontro tinha que ser naquele dia mesmo senão iríamos embora! kkkkk No final do dia fomos ver o pôr do sol na praia principal e encontramos esse argentino novamente. Ele estava brincando com umas crianças, filhas de uma moça que tb estava lá. Aí ficamos na dúvida se estavam juntos ou não. Mas achamos que ele estava mais animado com as crianças do que com a mulher, hahahaha Enfim, fica a dúvida! Ah, não posso me esquecer: No caminho da volta nós explicamos para o argentino que era aniversário da Larissa, etc e então ele nos levou num lugar MARA de doces. Compramos 3 fatias de torta que seria o nosso "bolo". kkkk Era algo como uma confeitaria. A dona era francesa então fazia as tortas e bolos no estilo francês. A noite tem várias barraquinhas mas também tem uma pizzaria bem em frente. E como hoje era dia de comemoração, achamos que valeria a pena investir nosso dinheiro em algo melhor!!!! Fomos jantar lá e o dono, pasmem, era carioca!!! Ele saiu do Rio e decidiu viver à vida numa cidade mais calma ! UAU! A pizza estava muito gostosa, vale a pena! No final colocamos a velinha e cantamos parabéns!!!!!!!!! Tenho certeza de que Larissa nunca irá se esquecer do incrível dia de aniversário dela na viagem! hahaha Gastos do dia: 8º dia (29/07) : Moreré (Praia de Bainema) Antes de ir passamos na farmácia pra comprar um repelente por que parecia que eu estava com catapora de tanta picada. Como comecei a tomar o complexo já na viagem, ele só começou a fazer efeito quando chegamos na chapada. E quando cheguei lá, já não tinha mais jeito, minha perna estava TODA mordida! E sou super alérgica! DICA: Quem for viajar pra lugares de cachoeira e for alérgica, comece a tomar complexo B umas 2 semanas antes da viagem (e continue até o final). Dessa forma vc realmente não vai voltar parecendo que está com catapora! rs Bom, dessa vez fui vetade e resolvemos que iríamos de trator até moreré. Chegando em moreré (no ponto da última praia), fizemos uma trilha rápida, atravessando umas árvores e chegando do outro lado: praia de bainema!!!! Essa praia era MUITO parecida com a de Itacarezinho. Aqueles coqueiros gigantes, extensão grande de areia, muito bonita mesmo!!!!! A diferença é que a de Itacaré é mais badalada... Quando chegamos não tinha absolutamente NINGUÉM na praia. Estendemos nossas cangas e passaram algumas pessoas. Algo como 1 pessoa a cada 30min...hahahha Moreré - Praia de Bainema: Passamos a tarde toda ali relaxando e como já estávamos famintas, resolvemos voltar. Não sei precisar o local (acho que um pouco depois de chegar na praia de moreré), mas paramos num restaurante/boteco que tinha ali e estava escrito "vendemos bolinhos de carne, queijo e polvo"...Algo assim..kkkk Então resolvi tomar uma água de coco e comemos os bolinhos! Estavam gostosos, apesar de gordurosos! Pegamos o trator de volta com uns turistas e o mais engraçado é que aquela "poça" de ontem virou um rio gigante. Tinha chovido no dia anterior à noite e uma boa parte da estradinha de volta estava cheia de água. Demos sorte de termos voltado de trator!!! Nessa hora fiquei feliz de ter sido vetada! hahahaha Posso imaginar a bronca que as meninas iriam me dar se tivessemos voltado a pé! Voltamos pra pousada, tomamos banho e fomos para a "night"!!! kkkk Bebemos as caipirinhas gostosas de lá, comemos as besteiras da noite e nos preparamos para ir embora no dia seguinte!!!!!!!!!! Gastos do dia: 9º dia (30/07) : Boipeba > Salvador Lari e Lu voltavam pra salvador nesse dia pois o vôo da Lu era amanhã cedinho. Elas dormiriam na casa do amigo delas e eu iria no dia seguinte e todos se encontrariam para seguir viagem para Chapada. Logo, passaria 1 noite a mais em Boipeba! Porém o dia amanheceu chovendo forte e não parecia que ia melhorar. Dado às condições e também o fato de ter que pagar mais 1 diária para ficar o dia todo na pousada, abortei meus planos e resolvi voltar pra Salvador com Lari e Lu. E foi uma idéia certeira: após acertar o horário de volta e chegar em salvador, nós lembramos que nossos amigos de Itacaré estavam em Salvador, então nos encontramos com eles pra passear pelo pelourinho e beber! Foi muito divertido! Depois da bebedeira os meninos nos levarão pra casa. Descansamos um pouco, tomamos banho, nos arrumamos pra sair novamente à noite !!! Voltamos pra casa por que amanhã teríamos que acordar cedo pra encontrar as meninas e o Júlio, nosso motorista paulista (que acabou virando um amigo!!! Já até marcamos novas viagens )!!!!! Mas passamos na farmácia antes por que eu estava começaaaaando a ficar com febre e minha garganta estava doendo! Comprei logo um ibuprofeno para não ter azar de piorar durante a viagem ! E para a minha sorte no dia seguinte acordei melhor e só melhorei depois. Ufa ! Gastos do dia: 10º dia (31/07) : Salvador > Chapada Diamantina Acordamos cedo e avisamos ao Júlio onde nós estávamos. Ele veio do aeroporto direto buscar a gente. Seguimos então para o porto para esperar pela Mari e Tais !!! Mari, coitada, chegou muito mal depois de ter vomitado na viagem. Elas estavam em morro de sao paulo e pegaram a barca rápida. Segundo elas, a barca corria tanto que deu muito enjoo. Decidimos almoçar logo em salvador pois já eram umas 14h. Então voltamos pro pelourinho, que ainda rendeu umas fotos com o dia claro! Na volta para o carro passamos por um batuque tipo olodum e foi ótimo!!! Ainda pudemos dançar um pouco e curtir o som, que por sinal é MUITOOOOOOO BOM!!!! Por fim pegamos estrada e RUMO A CHAPADAAAAAAA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E pra nossa felicidade, pegamos um pôr do sol MARAVILHOSOO, indicando que essa viagem iria começar/continuar do jeito que a gente queria!!!! Gastos do dia: 11º dia (01/08) : Lençois (Cachoeira do Mosquito + Poço do Diabo + Morro do Pai Inácio) Antes de começar a falar das nossas andanças na Chapada, devo dizer que nós tínhamos um GPS da Garmin e que Julio anotou as coordenadas de todas as cachoeiras (ou quase todas) então foi bem fácil nos achar por lá! Nós tínhamos o local exato das cachus! Deixo aqui também o mapa utilizado por nós durante toda a viagem (não lembro onde conseguimos, mas tínhamos ele em mãos, mas com certeza por lá acha-se): Pra quem quiser o mapa em alta resolução, aqui está o link do site oficial da chapada: http://www.guiachapadadiamantina.com.br/parque-nacional/mapa-do-parque/ Pra quem quer se achar no mapa da bahia, peguei esse aqui na net que facilita a visualização dos lugares. OBS: estávamos em itacaré, depois fomos para Boipeba, depois valença, depois Salvador. De salvador fomos para Lençois, depois para Capão, Ibicoara e Mucugê. Bom, começamos o nosso dia maravilhoso indo para a Cachoeira do Mosquito e, apesar de ser uma cachu bem pertinho de lençois, com uma trilha hiper fácil, muita gente não dá valor, mas ela é maravilhosa!!!!! Acho que essa palavra (e várias outras) será usada com bastante frequência e meu relato ficará muito clichê Mas mesmo assim ainda digo que é maravilhosa e que adorei por termos incluído-a no nosso roteiro !!! Acho que demos sorte pois o volume de água de praticamente todas as cachus que fomos estava bem grande e não foi diferente com a do mosquito. Antes de chegar de fato nela, tem um mirante (e ela parece ser bem menor do que é, vista de longe) e também umas quedas d'agua no caminho com uma vista bem bonita. Vale umas fotos por ali, o visual é show! Mirante Cachoeira do Mosquito: Quedas d'água antes da Cachoeira do Mosquito: A água é geladíssima, óbvio, mas quando vc consegue chegar pertinho da cachu, não tem mais jeito, já está todo molhado mesmo só com os respingos! Se não quiser não precisa nem entrar debaixo da queda! kkkk Cachoeira do Mosquito e água cor de coca-cola A parte que não gostei nessa cachu é o fato de não ter um poço bom pra nadar (AMO nadar), mas admirá-la e ficar relaxando embaixo de uma parte qualquer da queda é energizante! :'> Outro fato muito legal é o entorno da cachoeira. Tem uns paredões gigantes, falésias, que formam uma paisagem lindíssima. Repito: vale muito a pena incluí-la no seu roteiro, principalmente por ser tão pertinho e conseguir fazer um bate-volta relativamente rápido pra quem está com pressa ou com o roteiro apertado! De lá pegamos o carro e seguimos para o Poço do Diabo. A trilha também é bem fácil e a cachoeira também é linda! O melhor é que tem um poço incrível !!! Pra banho é uma delícia !!!!!!! O ruim é que nesse finzinho de tarde, começa a bater um ventinho então fez um frio de leve, mas claro que não poderíamos deixar de entrar naquela água deliciosa (e muito fria também)!!!! Nadar ali foi incrível ! :'> :'> :'> Poço do Diabo visto de cima: Poço do Diabo: De lá fomos para o local cartão-postal da Chapada: Morro do Pai inácio ! E o melhor: pôr do sol no morro do pai inácio! GENTE, esse é um MUST-GO definitivamente ! Quem vai à chapada TEM QUE IR no morro do pai inácio e assistir ao pôr do sol ! É completamente maravilhoso, lindo, incrível !!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Energia de outro mundo! Tem que ir! Aliás quanto mais pores do sol nós assistirmos na vida, mais nossa alma ficará serena!!! Todos são lindos, mas aquele foi espetacular! Uma boa é fazer essa pose top da Mari: Pedra de coração ♥ Hot dog legs Depois de um dia lindo, que nos indicou que a viagem ia ser ótima, fomos comer o tão famoso Godó com purê de banana verde! Apesar de ser um prato típico da região, não encontramos em todos os lugares não. Mas em lençol mais de um restaurante possui, só perguntar!!!! E tenho que dizer que gostamos tanto que pedimos outro depois! Muito muito gostoso!!! Vale a pena provar! É tudo misturado mesmo. Não tem uma cara muito boa (parece papinha de criança kkkk) mas o cheiro estava fantástico! Godó de calabresa com carne de sol e purê de banana verde + Arroz: E no dia era aniversário do Julio, então fizemos insistimos (ele ficou P da vida ) em pagar a conta toda! Ele decidiu que não iamos pagar de jeito nenhum a parte dele, e aí falamos que tudo bem, mas fizemos a conta entre nós e estrategicamente deixamos ele ser o último a pagar. E aí... Tcharaaaaan, não tinha mais nada a ser pago ! Ele falou demais! kkkkkkkkk Podem falar: as cariocas são demais!!!!! OBS: Quando estávamos voltando pra pousada passamos numa lojinha tipo tem-tudo e aproveitei pra comprar um ziploc pra guardar os lanchinhos para os demais passeios (pegamos do café da manhã kkkkk). Ficava tudo em saquinhos na bolsa, e aí acabava amassando (banana ou sanduiche, por exemplo). Por isso uma dica é : levem um ziploc de casa :'> Gastos do dia: 12º dia (02/08) : Lençois (Cachoeira do Sossego + Ribeirão do Meio) Hoje seria o dia de fazer a cachoeira do Sossego, que lemos em vários relatos ser um pouco puxada e forte recomendação para contratação de um guia. Portanto, fomos no dia anterior à noite reservar nas informações turísticas da cidade (é só perguntar, todo mundo sabe) para contratar um guia. Barganhamos e conseguimos um preço de 35 reais por pessoa . Eu tenho que ressaltar que não sou muito chegada a fazer trilhas com guias, principalmente por que aqui no rio muitos cobram caro por uma trilha de 20min, o que pra mim é um absurdo, mas ok. Entendo que precisam do dinheiro, muitos vivem disso, etc. Eu sempre fiz trilhas porém desde sempre tenho dificuldades na respiração (tá, eu sei que deveria fazer mais exercícios físicos diários! kkkkk), então acabo ficando pra trás as vezes. Não muito pra trás, mas um pouco... E na minha opinião, um guia tem que levar e se preocupar com o grupo todo e não somente com as pessos que estao junto com ele e, nosso guia não foi assim. Logo de início já fiquei com raiva por que ele simplesmente continuava andando e andando e não estava nem aí pra quem estava atrás. Salvo essa parte inicial, a trilha praticamente toda é feita caminhando sobre pedras, o que eu particularmente gosto mais e sou melhor. Tenho que dizer que é uma trilha puxada, principalmente pra quem não está acostumado. E, se você tem o joelho ferrado ou coisa assim, recomendo que não faça ou então seja bem cauteloso. Eu nunca tive problemas de joelho, mas ficar descendo e subindo pedra toda hora força bastante. Quando chegou a parte das pedras, eu acabei trocando de posição com o pessoal que estava na frente no início, ficando dessa vez ao lado do guia. Porém algumas meninas tiveram dificuldades nessa parte e, mesmo assim, o guia continuou fazendo a trilha como se não houvessem pessoas atrás dele. Ou seja, não foi paranóia minha, rsrs Infelizmente, eu não anotei o nome do guia de tão puta que eu estava! kkkkkk Mas devia ter uns 50 anos, cabelo grisalho... Durante a trilha encontramos com uma amiga que havíamos feito amizade aqui mesmo no mochileiros, Talita, e ela arranjou um grupo e estavam fazendo a trilha toda sem guia. Aí que eu fiquei com mais raiva ainda de ter pago aquele guia! hahahha Mas apesar dos pesares eu recomendo fazer com guia, é bem chatinha e não é sinalizada... Ou sabe ou não sabe o caminho, até por que a trilha toda é beirando o rio e em cima das pedras, não tem um caminho demarcado, rs Durante o caminho encontramos uma pedra gigante rosa (não dá pra ver muito bem na foto que é rosa) e amamos! Pedra rosa durante a trilha O caminho todo tem uns paredões lindos que vale a pena tirar foto!!! Bom, independente de guia, amei nosso dia, ainda mais depois de chegarmos à cachu, que é linda! Não tanto quanto às de ontem, mas mesmo assim muito bonita! Porém não acho que seja indispensável, tem outras que valem mais a pena. Mas nosso roteiro estava com uma certa folga, então acho que encaixamos bem. Cachoeira do Sossego: Lari na água geladíssima: O legal é que dá pra subir nas pedras pra pular na água!!!! É claro que eu não perdi a chance!!!!! Depois desse banho delicioso de cachoeira, seguimos para Ribeirão do meio ainda com o guia. E aquele lugar é muuuito reconfortante!!! Vale a pena passar por lá e assistir o sol se pôr atrás das pedras. É um clica ótimo! E pra completar, ainda tem um escorrega na pedra muito top!!!! E é nessa hora que bate aquele arrependimento por que eu simplesmente cheguei lá, me encostei numa pedra, comi meu sanduiche...Aí de barriga cheia, bateu uma brisa e dormi! hahahahaha Até me chamaram pra eu escorregar, mas estava tão bom o soninho, que fiquei por ali mesmo! Mas foi bom mesmo assim aproveitar o momento sem se preocupar com o resto! Ah, lá também tem um poço enorme pra banho, o pessoal adorou! Tais tomando um banho de cachoeira e de sol: Ribeirão do Meio: Voltamos da trilha famintos e entramos no primeiro PF que vimos! Era simples, mas a comida estava boa! De sobremesa optamos por um crepe de nutella , que é sempre bem vindo!!!! Não anotei o nome do lugar Fomos para o hostel e resolvemos voltar pra beber umas cervejas...Acabamos ficando de gordice e comemos uma salada ainda pra fechar o dia! kkkk Gastos do dia: 13º dia (03/08) : Lençois > Capão (Pratinha + Gruta Azul + Gruta Lapa Doce) Tomamos café, pagamos a pousada de lençois e fomos rumo ao nosso próximo destino: cidade do Capão! No caminho, como no roteiro, passamos pela famosa Pratinha e sua gruta!!!! Chegamos direto no mirante do lago da Pratinha e QUE VERDE maravilhoso!!!!!!!!! Gente, que água é aquela! Maravilhosa!!!! Linda linda linda! Tiramos as fotinhas clássicas e seguimos para fazer o passeio da flutuação. Confesso que eu não estava nem um pouco animada pra esse passeio por que lá dentro é tudo escuro então...... pois é. Mas as meninas queriam fazer e o carinha de lá também botou pilha e não quis ser a chata e fomos lá! Bléee.... Mega sem graça. Tudo escuro, não dá pra ver nada. Acho que é só mesmo pela sensação de ficar numa caverna kkk E as fotos então ficaram uma porcaria... O legal é que no final a gente pôde ficar nadando e tirando foto ali na beirinha do lago. Como é do ladinho da área de preservação, tem vários peixinhos e o cenário embaixo d'água é mais lindo ainda!!!! Depois da flutuação nós descemos e fomos para a beira do lago nadar ! Que delícia !! Almoçamos no barzinho que fica em frente ao lago mesmo com uma comidinha nordestina maravilhosa!!! nhmmm Seguimos para a Gruta Azul. Se bem me lembro o período em que a luz incide dentro da gruta é entre 14h e 14h30, algo assim.... Quando chegamos a luz ainda estava incidindo e tiramos algumas fotos, mas achei meio sem graça...kkk [/img]http://i131.photobucket.com/albums/p284/cleoxinha/Bahia%20Julho%202015/Dia%2013/foto%2013_11.jpg[/img] Depois fomos para a Gruta Lapa Doce. E eu também fiz um pouco de doce pra entrar. Queria mesmo ficar no carro pq saberia que não tinha nada demais lá dentro..kkkkkk E eu já tinha visto outras grutas antes. Ainda mais ter que pagar 20 reais pra ver uma gruta ! rsrsrs Mas não quis ser a chata de novo e fui lá com o povo ! Gente, é uma gruta! Nada mais !!!! Quem curte, é muito válido o passeio por que essa gruta é GIGANTE!!!!! Tem muitas estalactites e estalagmites (de baixo pra cima), algumas até se tocando. É bem legal ! Mas eu, particularmente não acho tão atraente! Mas valeu!! Dali seguimos para o Capão e logo que chegamos vimos uma pizza à lenha e deu aquela fome!!! Era tipo 1 fatia por 5 reais, algo assim... E as fatias iam sendo colocadas no balcão. Era só vc pegar a que queria e comer, simples assim!!! Muito legal ! Mas na verdade resolvemos ir até uma pizzaria que já tinhamos lido sobre que é uma pizzaria vegana/vegetariana (não sei) que só tem 1 sabor de pizza!!! Não anotei o nome do lugar mas se perguntar à qualquer pessoa, saberão te responder! É só falar pizzaria que só tem 1 sabor! hahahah E gente, a pizza é uma delícia!!!!! Aprovadíssima!!!!!! Vale a pena provar! E dividindo pra todos não sai caro pra ninguém! Nós nem chegamos a procurar muito lugar pra dormir por que já tinhamos a indicação do Seu Dai, fomos direto !! Gastos do dia: 14º dia (04/08) : Capão > Ibicoara (Cachoeira da Fumaça) Fizemos o check out no camping do Seu Dai, e fomos tomar café ! Compramos um pão pra comer lá em cima pois como iríamos direto pro Riachinho assistir o pôr do sol (isso se tivesse dado tudo certo!!!) kkkk Enfim, chegando lá temos que assinar o nome na recepção pois aquela área já faz parte do parque nacional da Chapada Diamantina, então teoricamente tem-se um controle maior. O responsável, Alexandre, perguntou se tínhamos guia e falamos que não. Ele nos aconselhou fazer com guia e aquele papo de sempre, mas subimos assim mesmo! O tempo estava péssimo, muita umidade, várias nuvens baixas, tudo branco.... Ou seja, provavelmente não iríamos enxergar nada! kkk Quando chegamos lá em cima o sol começou a aparecer bem de leve....e aproveitamos pra tirar as fotos. Foi engraçado por que assim que cheguei fiquei olhando ao redor e me perguntando "ué, cadê a cachoeira?"...E aí a gente vê várias pessoas se debruçando e entende tudo!!! Tem que dar uma esticadinha pra poder enxergá-la mesmo... rsrsrs Mas tem uma parte mais lateral que andamos depois que dá pra ver melhor!!! Ela é bem bonita... Pena que é só um filete de água e pelas fotos na net acho que o volume nem estava tão ruim assim kkkk ! Deve ser demais pega-la em tempos de cheia, deve ficar muito linda!!! Acho que não chega a sumir no ar...rsrsrs Então resolvemos voltar pra almoçar e depois partir pro Riachinho pra conseguir ainda pegar o por do sol na cachoeira (apesar de termos ouvido que naquela época do ano o por do sol não se punha na cachoeira, mas apostamos assim mesmo). Mari, Tais e Lari foram na frente (apressadas) e eu e Julio fomos mais atrás com calma!! Elas estavam ha uns 10 minutos de distância de nós... Chegamos, passamos na recepção e elas não estavam... Seguimos então para o barzinho e elas também não estavam ! Bom, resolvemos sentar e pedir o famoso pastel de palmito de jaca (que lemos na internet!!!) pra experimentar. Achamos estranho pois elas estavam na nossa frente, mas poderiam ter parado por algum motivo (apesar de que passariamos por elas...), ou foram ao banheiro.... Comemos o pastel e era gostoso, porém ão tinha gosto de palmito e nem de jaca..hahaha não sei explicar, só provando mesmo! hahaha Esperamos, esperamos, esperamos e nada... Resolvemos voltar na recepção pra perguntar se elas tinham ao menos anotado os nomes lá ou se alguém as tinha visto. Nada.. Começamos a ficar preocupados e avisamos ao cara da recepção, Alexandre. Ele começou a falar que elas provalmente se perderam e o pior seria se elas tivessem ido pra trilha que dá pra um morro lá (não lembro o nome). E o tempo não estava muito bom, ou seja, não seria uma boa idéia. Mas acredito que se elas vissem que estavam subindo mais e mais iriam perceber de alguma forma e voltar... Esse cara, Alexandre, começou a falar que elas só se perderam por que não estavam com o guia (de fato sim) e que por isso era aconselhável o guia. Ele disse que nesses casos o correto é ligar para a equipe de resgate para avisar do imprevisto, PORÉM ele não faria isso pois nós não tinhamos ido com nenhum guia !!!!! Só sei que fiquei puta, cheguei a discutir de leve com ele...Afinal de contas a escolha é nossa de ir com ou sem guia e, se o parque tem essa equipe à "disponibilidade" dos frequentadores e que serve exatamente para imprevistos como esse, por que não utilizar? São pessoas, independente de qualquer coisa !!!! Eles só "salvam" as pessoas se estiverem acompanhadas de guia? Que tipo de seletividade é essa? Será que ganhm por fora por essa decisão? Achei ridículo esse pensamento e fiquei extremamente revoltada e indignada. Por isso mesmo fiz questão de pegar o nome do cara. Ele aconselhar o serviço do guia é uma coisa, agora se recusar a ajudar pelo fato de não termos contratado guia é muito diferente, principalmente quando existe uma equipe de resgate (como em todo parque nacional). Isso só faz manchar a imagem das pessoas realmente competentes. Quanto a trilha confesso que tem algumas horas em que tem uma demarcação para o lado... porém, se vc seguir em frente chega na cachoeira! Não acho que PRECISE de guia por causa disso, a trilha é bem tranquila mesmo. Foi um erro delas... Sem contar que poderiam ter perguntado pra alguém, sei lá. E também.., se perdeu, volta! Bom, passou quase 1h e elas enfim chegaram !!!! E pelo que parece estavam indo em direção ao tal morro que o cara falou ! rs Abortamos a missão de assistir o pôr do sol no Riachinho e decidimos seguir direto pra Ibicoara. Foram muitas aventuras pra um dia só! kkkkkkkkkkk Gastos do dia: 15º dia (04/08) : Ibicoara (Cachoeira do Buracão) O dia do Buracão foi definitivamente um dos melhores dias da viagem, por que essa cachoeira é realmente incrível !!!!! Nós fechamos com o Guia Ian que fez por 115 a cachoeira do buracão e a da fumacinha no dia seguinte. Eu não lembro EXATAMENTE o valor que ele cobrou por cada uma, mas se não me engano foi 35 reais pelo buracão e 80 pela fumacinha. Choramos um desconto também, rsrs Um casal de amigos nossos já havia ido 1 ou 2 anos antes e falaram do valor que o guia deles cobraram, que tinha sido 80 reais pelo grupo todo para o buracão e 100 reais pelo grupo para a Fumacinha. Eu até entrei em contato com o mesmo guia e ele disse que a associação Bicho do Mato (na qual fazem parte) havia feito reuniões mais recentes e nelas foram acordados vários reajustes orçamentários, logo esse valor já era muito abaixo do que cobravam atualmente. Infelizmente ele estava "certo" pois eu entrei em contato com outros vários guias indicados e todos cobravam uma faixa parecida de valor. Ficamos então com o Ian que foi indicação do Caio, dono da pousada e nos ofereceu um valor legal se comparado com os demais. O início da trilha é um caminho paralelo ao Rio Espalhado, um visual bem legal pra tirar fotos! Tem várias opções de poços pra entrar após a cachoeira principal. Logo após uma caminhada curta (20min-30min) chega-se à Cachoeira do Recanto Verde, muito bonita também. Júlio até ganhou um repost no instagram de alguma página oficial da chapada diamantina com uma foto dessa cachoeira. Ficou todo animado! rs E então começa os preparativos para iniciarmos a trilha pela água direto ao poço do Buracão!! O guia separa nossos coletes, cada um com um tamanho adequado e estamos então prontos para nadar nos imensos paredões em forma de cânion!!! Tem a opção de ir caminhando pelas pedras, mas perde todo o encanto do passeio. Mari e Tais não sabiam nadar, então ele disponibilizou 2 bóias para elas e foi puxando-as até perto da queda. Elas amaram! Levamos nossas GoPro, mas confesso que as fotos não ficaram excelentes... Precisa de um bom estabilizador de imagens por que muitas saem tremidas ou com gotas d'água (até pensei em comprar aquele limpa vidros que indicam pra isso...). Infelizmente tem seus pontos positivos e negativos, rs. Não deixamos nenhuma câmera para o guia tirar fotos, então as que temos são as nossas da gopro mesmo. Mas mesmo assim, conseguimos alguns registros muito bons!!!!! Porém aqueles entre os cânions não ficaram tão legais pois estamos nadando a nos mexendo a todo instante, rsrs E aí eis que surge a incrível e impactante cachoeira do Buracão!!!!!!!!!!!!! E logo você entende o motivo do nome, pois é mesmo um grande buraco ao redor dos canions. Uma visão magnífica!!! Muito linda! A emoção de nadar entre os cânions somada com a beleza da cachoeira torna esse o melhor passeio da Chapada Diamantina, na minha opinião!!! Foi demais!!! O guia então nos dá a opção de entrarmos atrás da queda e é obvio que não perderíamos essa oportunidade!!! É uma sensação deliciosaaaa. Eu pulei depois de trás da queda para o poço, porém não recomendo colocar a cabeça ou se debruçar pra sentir a queda pois quando fomos o volume estava muito grande, senti uma dor enorme quando a água bateu, pensei que fosse perder a cabeça Nos despedimos desse espetáculo da natureza e retornamos à trilha, mas agora com destino à algumas quedas alternativas pra passar o resto do dia!!! Primeiro, porém paramos num mirante para tirar fotos lindas novamente da Cachoeira do Buracão!!! E então as quedas: E para fechar esse passeio incrível, paramos no Mirante do Campo Redondo pra tirar lindas fotos junto ao por do sol! Que dia maravilhoso!!!!! Gastos do dia: 16º dia (05/08) : Ibicoara > Mucugê (Cachoeira da Fumacinha) Esse dia eu diria que foi o segundo melhor da Chapada!!!! A fumacinha é incrível, muito imponente, diferente e completamente diferente das demais cachoeiras!! E pelo sacrifício que fazemos pra chegar até ela (4h de trilha ida+4h volta), podemos dizer que ela é muito preciosa! Acordamos MUITO cedo (5h) e ás 6h30 estávamos tomando café da manhã feito pelo Caio, dono da pousada, que foi super atencioso ao acordar bem cedo também pra preparar a mesa somente para o nosso grupo! A trilha da Fumacinha é bem parecida com a do Sossego, pois o percurso é praticamente todo plano, sem muitas subidas, contudooo tem uma quantidade ABSURDA de pedras grandes durante o caminho. Então, quem tem o joelho ferrado ou tornozelo, requer um cuidado extra. Eu nunca tive dores no joelho fazendo trilha ou qualquer outro tipo de exercício, mas na volta da fumacinha eu senti dor!!! Então se pra mim, que não tenho problemas, fiquei com dor, imagina pra quem realmente tem algum tipo de lesão!!! Leve gelol, tornozeleira, joelheira, o que vc tiver pra amenizar o impacto descendo e subindo nas pedras! Vc com certeza vai precisar! Eu particularmente prefiro trilhas com escaladas ou com pedras, no estilo da Fumacinha, então pra mim é melhor do que ficar subindo exaustivamente, me cansa bem menos. Porém de um modo geral o nível é pesado, sem dúvidas. A gente não chega a ficar ofegante, mas o cansaço bate depois de muito tempo subindo e descendo, rs Em diversos pontos da trilha temos que passar agachado entre uma rocha e outra beirando poços gigantes de água. Isso mesmo, um escorregãozinho e você cai na água, rsrs Pra quem não tem prática ou tem medo, não recomendo muito essa trilha. São verdadeiros precipícios que temos que passar. Um desses pontos é o Poço da Pedra Lascada, bem famoso pois passamos espremidos entre as rochas ao lado do grande poço de água geladíssima, rs Não tirei foto, mas peguei essa na internet pra terem uma idéia: Outro ponto crítico é a Cachoeira do Encontro: No final da trilha, depois de longas 4h de caminhada eis que vimos láaaa longe, entre 2 paredões de cânions, a nossa linda Fumacinha!!!! E aí a ansiedade pra chegar é maior ainda!!! Porém lá perto tem outro ponto super crítico, foi onde achei mais "perigoso/tenso", por que o espacinho é bem estreito MESMO!!!!! E temos que andar literalmente agachados se não não conseguimos chegar!!!!! Mas passado o perrengue, lá está ela!!! Incrível! Vale cada suor !!! E foi um parto pra subir nessa pedra!!! Pq afinal nós PRECISÁVAMOS ter uma foto em cima da clássica pedra da Fumacinha!!!! kkkkkkkk Eis que eu fico olhando pra cachoeira e ela fica me olhando... Está batendo um frio do cacete, mas eu penso "Cheguei até aqui, depois de 4h de trilha, e não vou mergulhar? MAS É CLAROOOOOO QUE SIMMMMMM!!!!" Tiro a roupa, morta de frio, mas entro assim mesmo!!! Pq não podia deixar de perder a oportunidade de mergulhar nessa água incrível, com toda essa energia!! E se valeu a pena? Nossa, valeu MUITO a pena! O guia me perguntou se eu queria ir até atrás da cachoeira e é claro que topei também!!!!! E lá fomos, entrei atrás da cachoeira e o volume de água é muito grande, eu já não enxergava nada.... Até que chega a hora que precisa subir na pedra pra então ficar realmente atrás. Nessa hora eu estava com a cabeça abaixada, quase sem respirar pq tinha muita água caindo... E eu desisti, me joguei pra trás... Eu estava realmente ficando sem ar, fiquei morrendo de medo nessa hora e imaginei a sensação de como deve ser morrer afogado! Mas enfim, foi só uma sensação e nada aconteceu ! Ele perguntou se eu queria voltar e tentar de novo, mas não quis!!! Acho que ele percebeu meu desespero e falou pra mim "fica boiando e olhando esses paredões incríveis"... e foi o que eu fiz! Eu me senti pequena diante dessa cachoeira me engolindo, mas preferi não arriscar e olha que não sou medrosa, não tenho problema de respiração, nada... Mas realmente não consegui Quem sabe na próxima eu crio coragem e tento de novo! rs E o guia então me fala após sairmos da água "Eu estava morrendo de frio, sem querer entrar na água... E fiquei até feliz por que relembrei a sensação muito boa que é entrar nessa água !!! A maioria dos grupos não entra, então nem tiro a roupa! rsrs" E aí ganhei o dia!!!! Fazer alguém feliz é sempre a melhor parte e nós fizemos ambos felizes! Pra voltar foi outro parto e acho que ainda pior por que a trilha não é mais rápida, é o mesmo tempo, só que vc já está cansado e querendo comer, etc! kkkkkk Mas enfim, valeu cada minuto, faria de novo com certeza! Pra finalizar a noite, só uma lasanha pra dar sustância mesmo! kkkkkkkkkk Gastos do dia: 17º dia (06/08) : Mucugê (Poço Azul e Encantado) Acordamos já tristes por que seria nosso último dia na chapada, tomamos aquele café maravilhoso da pousada e partimos para os poços!!! As únicas pessoas que queriam de fato conhecer era o Julio e a Mari e eu confesso que me arrependi de não ter ido. Na hora juntamos o fator dinheiro (20 reais do encantado + 15 do azul é carinho pra conhecer) mais fator "já conhecemos a tal gruta azul na pratinha e não tinha nada demais"... A gente meio que já "conhecia" os poços pelas fotos então optamos por não ir. Enfim, decidímos que não iríamos. Porém depois que voltei pro Rio fiquei pensando "Eu me dispus a fazer a viagem, estou lá com a oportunidade de conhecer uma atração e vou deixar de ir por causa de 20 reais? Por mais que eu não goste mesmo, mas é sempre bom conhecer primeiro pra depois falar com propriedade "não gostei". Fiquei com esse pensamento depois, então acho que se vc tiver a oportunidade, vá!!!! MAS se for optar por trocar esse passeio por outro, aí sim eu acho que não vale a pena, mas é uma opinião minha! Primeiro fomos no poço azul e ficamos num restaurante esperando Julio e Mari voltar !!!! A mari não me mandou até hoje as fotos desse dia ! Mas sei que eles adoraram !! E aí bateu um arrependimento na hora que eles voltaram super animados contando como foi ! hahahah Chegando no Poço Encantado, estacionamos o carro antes do Rio Paraguaçu e veio um barquinho (tipo uma jangada) com remo buscar os dois pra atravessar o rio. O visual do rio é lindo e dá pra mergulhar também!!! Super recomendo! Julio tirou altas fotos posando de galã ::otemo::::lol4:: Chegando lá precisaram descer uma escadaria grandona (óbvio que vc morre na volta, kkkkkkkk). E então chega-se ao poço. Eles disseram que é lindo demais !!!!! Julio nos deixou na cidade de Andaraí que foi onde almoçamos (dificil achar um restaurante bom por lá..kkk) e então pegamos o onibus direto pra salvador !!! Nossa viagem então chegou ao fim e ainda conseguimos adiantar nossos voos pois chegamos com antecedencia!!! E consegui pegar o mesmo voo da Mari e da Tais !!!!! Julio ficou mais 1 dia pois o voo dele era só no dia seguinte!!!! Gastos do dia: Considerações Finais :arrow: Alugar carro :?: Sim ou com certeza??? Por favor, faça essa viagem de carro !!!! Se passou pela sua cabeça fazê-la (pelo menos a parte da chapada) sem carro, esqueça! Você vai aproveitar MUITO mais, além de que vai sair infinitamente mais barato! Tudo com agências na chapada sai caro, acredite. Tenho uma amiga que se hospedou em Lençois e foi pro Buracão de agência fazendo bate-volta. Ela pagou 300 reais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ::putz:: Bom, se vc é rico e está disposto, ok, mas se não é seu caso, alugue um carro, troque ideia com as pessoas e feche um grupo de 5! É tão fácil fechar grupo por aqui pelo mochileiros! Com certeza vc tb conseguirá !!!!! Principalmente se tiver datas fechadas já! Faça isso ! :arrow: Hospedagem Não precisa reservar nada com antecedência !!! Não precisa mesmo! Conseguimos várias opções muito boas na hora mesmo ! É difícil alguém se hospedar durante 10 dias na mesma cidade, então a rotatividade é alta, logo vc consegue se hospedar facilmente sem reservas!!!! Aposte nisso pois se você mudar o roteiro na hora (como fizemos) não terá problemas!
  17. DICAS : Comprar o mapa caminhos e trilhas (da chapada diamantina) em qualquer agencia de turismo em Lençóis R$20,00. Se quer economizar alugue um carro (por mais que esteja em 2 pessoas), pois as agências cobram caro pelos passeios e você fica refém de um grupão. Alugar carro em Salvador é mais barato (na locadora MOVIDA há um desconto para quem possui aquele programa do Ipiranga km de vantagens, o carro que alugamos por 07 dias saiu por R$ 420,00). A gasolina em Salvador é bem cara, na estrada a gasolina costuma ser mais barata, mesmo em postos com bandeira de confiança (shell, texaco e etc), encha o tanque na estrada. Se puder planeje sua viagem pra Chapada entre maio e setembro (Maio é o mês do ano o qual a chapada encontra-se mais vazia) e entre estes meses os raios de sol entram dentro dos poços (azul e encantado) e na gruta azul que deixam a cena deles ainda mais perfeita. Leve sempre comida com você, pois costuma-se passar o dia fora. Carros pequenos e 1.0 andam muito bem na chapada! Não é necessário alugar 4x4. De 15/02/15 a 21/02/2015 1° DIA : LENÇÓIS -> PONTO TURISTICO: Ribeirão do Meio; NÃO NECESSITA DE GUIA, NÃO POSSUI TAXA DE ENTRADA. Hospedagem: 20,00 a diária no camping primavera, localizado próximo ao centro (possui cozinha, valor sem café da manhã, não possui luxo algum, há uma pagina deles no facebook com telefone), utilizamos bastante a cozinha do camping, no entanto em Lençóis há restaurantes dos mais simples (como tapiocarias e hamburguerias) aos mais luxuosos. Saída de Salvador por volta de 11:30 da manhã, chegamos a Lençóis 16:30 da tarde (média de velocidade 120 km/h). Como já era entardecer compramos o mapa e fomos direto à *RIBEIRÃO DO MEIO*, cachoeira que fica dentro de Lençois, com FACIL trilha, NÃO NECESSITA DE GUIA e nem possui taxa de entrada. Após retonar de Ribeirão fomos ao camping, ajeitamos a barraca e fomos conhecer Lençóis a noite (cidade bem movimentada, a mais desenvolvida da chapada). 2° DIA : LENÇÓIS -> PONTOS TURISTICOS: Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta do Pratinha, Gruta Azul, Lapa Doce e Cachoeira do Mosquito. NÃO NECESSITA DE GUIA, POSSUI TAXA DE ENTRADA. Acordamos 7:00, comemos (andamos com alimento na mochila – leite em pó, torradas, pasta de amendoim, biscoitos, queijo polenguinho, barra de proteína e etc) e fomos aos pontos turísticos e obrigatórios de Lençóis, pra ir neles você sai de Lençóis e vai em sentido Seabra (no mapa há a localização de todos os pontos, bem explicativo). Há um estacionamento para o carro R$ 5,00 e você anda um pouquinho até a primeira parada * RIO MUCUGEZINHO* lindo, bom para banho. No entanto seguimos andando (trilha fácil e curta) para a segunda parada *POÇO DO DIABO* lindo de se ver, possui tirolesa e rapel (não fizemos), é ótimo para banho, possui uma queda d’agua maravilhosa, lindo! Ficamos um pouco no poço, curtimos o lugar e quando começou a lotar saímos em direção ao nosso 3 ponto. Para a *GRUTA DO PRATINHA* é necessário pegar o carro novamente e continuar em direção a Seabra, deve-se atentar pois toma-se uma estrada de terra (com o mapa é tranquilo). Após seguir por essa estrada de terra chega-se ao pratinha VALOR DE ENTRADA R$ 20,00 (que inclui a gruta do pratinha, tomar banho no rio pratinha e a gruta azul- apenas visitação). Para quem quiser realizar flutuação na gruta do pratinha é cobrado um valor extra de R$ 20,00 (não achamos necessário, pois estava lotada e com uma fila de espera bem grande). A gruta é bem bonita, com a agua de um azul espetacular, após fomos ao rio pratinha mergulhar e nos refrescar pois era 10:00 da manhã e já fazia um sol de 15:00. Confesso que eu nunca vi um rio com uma agua azul cristalina, como há no pratinha! Sensacional... Após fomos a *GRUTA AZUL*e a agua também é tão azul que parece não haver agua! Os peixes parecem flutuar (De maio a Setembro entra sol na gruta por volta das 14:00 as 16:00). Após sair da gruta fomos a *LAPA DOCE*, pega-se o carro e segue pela estrada de terra. Taxa de entrada R$ 25,00. Lapa doce é uma gruta, com formações rochosas interessantes e pinturas da época pre-cambriana. Eles esperam formar um grupo de 8 pessoas para poder entrar na gruta e o passeio dura em torno de 40min. Quando chegamos não havia grupo formado e teríamos que esperar, então decidimos não entrar na gruta, pois conhecemos algumas e são até um pouco parecidas, então decidimos fazer algo melhor: pegar o carro e ir em direção a *CACHOEIRA DO MOSQUITO*, ponto obrigatório! Tomamos o carro e voltamos o caminho e fomos em direção a Salvador, não necessita de guia (apesar de todas as agencias em Lençois recomendarem um – HEY, NÃO É PORQUE ESTOU VIAJANDO QUE SOU RICA! APENAS ECONOMIZO BASTANTE OK? Rsrsrs ) Então com o mapa em mãos fomos. A cachoeira fica dentro da Fazenda dos Impossiveis – basta perguntar a direção, anda-se um bom pedaço pela estrada de terra. Ao chegar na fazenda há uma taxa de R$ 10,00, então estaciona o carro e toma-se uma trilha que possui dificuldade moderada (andando devagar é tranquilo fazer). Mosquito é lindo demais, todo o esforço pra conhecer vale a pena, foi capa da revista 4 rodas, edição chapada! Acrescente ao seu roteiro porque é uma das cachoeiras mais bonitas da chapada. No entardecer voltamos pro camping e dormimos cedo pois o 3° dia nos esperava. 3° DIA : VALE DO CAPÃO -> PONTOS TURISTICOS: Morro do Pai Inácio, Fumaça por cima e Cachoeira Riachinho. SEM GUIA, HÁ TAXA DE ENTRADA. Hospedagem camping Lashmiki R$ 20,00 a diária, sem café da manhã (Camping super organizado, bem limpo, com ótima cozinha, melhor estruturado que o primavera). Acordamos por volta das 7:00, fizemos check out e fomos direto ao *MORRO DO PAI INÁCIO* (ainda em Lençois), o ideal é ver o por-do-sol por la, no entanto como não tivemos tempo no dia anterior e teríamos que conhecer o morro, fomos assim que abriu (abre de 9:00 as 17:00) e o valor da entrada é R$ 5,00. Após o morro fomos direto ao vale do capão, em direção a *CACHOEIRA DA FUMAÇA POR CIMA*, não há taxa de entrada, o turista realiza uma doação de quanto quiser na portaria (eles te oferecem guia, falam que é melhor e bla bla, aquela velha historia, porém não é necessário!) a entrada na cachoeira pode ser ate as 13:00 e a trilha é bem difícil, como uma subida no começo que parece não ter fim, depois o caminho fica plano e ainda é mais 1hora caminhando (são 6km ao todo). A vista é linda, vale demais ver a maior queda d’agua do pais. É tão alto que a agua não chega ao chão, ela evapora ‘’ e so chega la embaixo sua fumaça’’ por isso o nome. Depois de muitas fotos descemos, pegamos o carro e fomos ao *RICAHINHO* que é ao lado praticamente (alguns kms), ver o por-do sol e nos refrescar após a longa caminhada da fumaça (não há banho na fumaça). Não há valor de entrada no Riachinho e é uma cachoeira deliciosa! Suas pedras são bem diferentes. Depois seguimos para o vale do capão de carro (mais alguns kms a frente), chegamos ao camping e arrumamos a barraca. Saimos a noite para conhecer a vila É APAIXONANTE, melhor que Lençois pra quem gosta de um clima bem roots. Comemos a famosa pizza do Vale (que é bem fina e super recheada) e o famoso pastel de palmito de jaca (saudades ). Dormimos e acordamos no dia seguinte bem cedo, fizemos check out e fomos em direção a Mucugê. 4° DIA : IBICOARA -> PONTOS TURISTICOS: Poço encantado e Poço azul. NÃO NECESSITA DE GUIA, HÁ TAXA DE ENTRADA. Hospedagem: Pousada Raio-de-sol, diária R$ 30,00 sem café da manhã. Saimos do capão por Guiné, atravessamos Mucugê e fomos em direção a Itaetê (onde ficam os poços), esse caminho é bem mais rápido e fácil, todo por estrada de terra. Primeiro fomos ao *POÇO ENCANTADO* com taxa de entrada R$ 20,00, é um poço de agua azul devido ao magnésio e cálcio que contem na agua, muuuuuuuuuuuuuito lindo. Não se pode mergulhar, apenas ver, tirar foto e conhecer a historia. Saimos do encantado, pegamos o carro e fomos em direção ao *POÇO AZUL* deixamos o carro na margem do rio e atravessamos o rio a pé mesmo (a agua não passou da coxa) mas se tiver mais cheio há barquinhos que fazem a travessia por R$ 2,00. O poço azul fica do outro lado da margem e realmente é um poço azul, tão lindo quanto o encantado, mas que permite o mergulho. Taxa R$ 20,00, eles te dão um colete (uso obrigatório) e ate fazem fotos se você adquirir esse pacote. É um banho revigorante e lindo demais. Como já falei a luz do sol só entra nos poços de maio a setembro e o horário da entrada dos raios no poço encantado é de 10:00 as 13:30 e no azul de 13:00 as 15:30. Fora isso os poços são escuros mas que ainda dão pra ver bem sua lindeza e o azul da agua. De la pegamos o carro e seguimos para Mucugê (pensamos num primeiro momento em dormir la, mas vimos depois que não era boa ideia por conta dos planos do dia seguinte), Mucugê é uma cidade histórica, muito preservada e bem bonita! Há um cemitério bizantino e uma praça bem aconchegante. Seguimos direto para Ibicoara então. Chegando em Ibico (19:30) fomos logo atrás de um guia, pois queríamos fazer a cachoeira da fumacinha no dia seguinte. Achamos o guia NARCISO, que é o melhor guia que poderíamos ter arranjado! Virou um amigo e nos contou inúmeras historias engraçadas, agendem com ele antes pois demos muita sorte de encontrar um guia disponível (071- 93755192 tim). Ele nos levou no topo das cachoeiras, nas fendas por tras das quedas d’aguas, um arraso! Então fomos para a pousada e descansamos, pois marcamos com o Narciso 6:00. 5° DIA : IBICOARA -> PONTO TURISTICO: Fumacinha. NÃO HÁ TAXA DE ENTRADA, NECESSITA DE GUIA. O valor do guia gira em torno de R$ 180,00 – 200,00 para duas ou três pessoas. Podendo ser negociável, dependendo do papo. As 5:00 acordamos, arrumamos todas as comidas e as 6:00 encontramos Narciso. Até a entrada da *FUMACINHA* são 33 kms, quase 1 hora de carro (estrada de terra), há um estacionamento do Mauricio, que é cobrado R$ 5,00 para deixar o carro, mas há um outro estacionamento que não é necessário pagar nada (pergunte ao guia). Deixamos o carro e começamos a andar. São 9 kms pelo leito do rio, atravessamos cachoeiras lindas, ótimas para banho, caminhamos entre cânions e o visual é impagável! A Trilha é difícil pois é longa e escorregadia (pedras), no entanto fizemos em 3 horas. A chegada na fumacinha é amor a primeira vista, a cachoeira mais linda que já vimos na vida, sem igual (já quero voltar :[), a agua é bem gelada, pois praticamente não bate sol no interior dos cânions, mas entre na agua sim! Leve toalha ou um casaco na mochila, porque faz frio! ficamos por la, curtimos bastante e tomamos os 9 kms de volta. Paramos na cachoeira do encontro dos rios (caminho) demos um mergulho e continuamos. Cansados, porem felizes demaissssssssssss, pegamos o carro e chegando na cidade ‘’almojantamos’’ no point dos amigos (comida a vontade- arroz, feijão, macarrão, frango ou carne e etc) por R$ 10,00. Vale muito a pena, porque a comida da dona é uma delicia. Fomos pra pousada e dormimos para o 6 ° dia. 6° DIA : IBICOARA -> PONTO TURISTICO: Buracão. HÁ TAXA DE ENTRADA E NECESSITA DE GUIA. Marcamos com o Narciso as 9:00 e fomos para o *BURACÃO* são 31 kms em estrada de terra e na portaria para a cachoeira paga-se uma entrada de R$ 6,00 por pessoa e a entrada com guia é obrigatória, o guia para duas pessoas custa: 80,00; para 3 ou mais 90,00. A trilha é curta e bem fácil, 2,5 kms e logo estavamos no buracão. Como lá é uma cachoeira do município e não do parque nacional chapada a estrutura é diferente, o uso do colete é obrigatório (pois a agua é bem gelada e a cachoeira bem funda). Até chegar no buracão passamos por 2 cachoeiras a das Orquídeas e Do maravilhoso em que são permitidas banho e a Dos verdes em que não se pode tomar banho para preservar a vegetação ao redor da mesma. A beleza do buracão é diferente da fumacinha, o buracão desagua entre cânions, é sensacional! Saímos do buracão e paramos na cachoeira das orquídeas (ainda na trilha), ficamos um pouco por la, curtindo a beleza do local e então fomos embora. No caminho de volta a Ibicoara tem o mirante do Campo redondo, uma pedra que forma a geometria de uma cadeirinha, tiramos bastante foto por lá. Chegando em Ibicoara fomos ao point dos amigos novamente, comemos a vontade, nos despedimos de narciso :,( e fomos dormir. 7° DIA : Acordamos cedo, arrumamos as coisas e fomos levar o carro para lavar (estava bem sujo de lama e as locadoras cobram uma multa se entregar o carro assim), achamos um lava-jato que abre as 8:00 e a lavagem completa foi R$ 25,00. Já havíamos feitos ckeck out, então com as coisas no carro após a lavagem fomos em direção a Salvador. Saímos 10:00 horas de Ibicoara e chegamos em Salvador as 16:30. Entregamos o carro no aeroporto mesmo, fizemos checkin e embarcamos, com muuuuuuuuuuuuuita saudade da chapada. Já querendo voltar um dia para fazer o vale do Pati! Espero ter ajudado, qualquer duvida estou à disposição PS 1: Não sei ao certo quantos kms rodamos, foram quase 2.000, contando com a ida e volta de Salvador. Gastamos 3 tanques ao todo, nosso carro foi um novo uno vivace 1.0, completo (pedimos o basicão e veio o completo, gloria!). PS 2: Ofertamos diversas caronas, pois imaginamos que poderíamos ser nós naquela situação. Seja solidário também PS 3: Se tiver tempo acrescente a cachoeira SOSSEGO ao seu roteiro, ela fica em Lençóis e todos falam que é muito linda! São 14 kms de trilha ao total e necessita guia. Como não tínhamos tempo hábil, deixaremos para a próxima..
  18. Fala galera, estou deixando o relato da viagem que fiz com o meu marido (lua-de mel, por sinal, rs) para a Chapada Dimantina em Agosto de 2014. Desculpem pelo atraso, mas acho que é sempre válido né. Primeiro eu queria deixar algumas dicas para os mochileiros: - A Chapada é enorme. A melhor coisa que você faz é alugar um carro para conhecer vários lugares (especialmente para Ibicoara). Assim você foge dos passeios de agências (nós odiamos), faz as coisas por conta própria e não é obrigado a andar em grupo. Alugar carro em Salvador é muito mais barato. - Você não precisa de guia para a maioria dos passeios. Só fizemos a Cachoeira da Fumacinha e Buracão com guia, que é obrigatório (apesar de que na Fumacinha não tem controle, mas aqui achei essencial). - Se puder, programe sua viagem para ver os raios de luz nos poços. Entre abril e setembro eles aparecem e é IMPRESSIONANTE. Vejam as fotos. Ficamos 5 dias inteiros lá e mais 2 de deslocamento. Saímos do Rio para Salvador (R$300 Avianca) dia 20/08 com reserva apenas do carro e uma diária de hotel em Lencóis. Alugamos um carro 1.0 sem nada com a Webloc Veículos por R$50 a diária. Só que chegando lá entregaram um Classic 1.5 completo! Sensacional! Então seguimos para a Chapada, uma viagem que parecia interminável. Saímos às 18h de Salvador e chegamos 1h, é bem cansativo. Havia reservado o Hotel de Lencóis (R$200) pelo Decolar. Esse valor era mais barato do que reservando diretamente com o hotel. Ficamos em um quarto muito grande, com certeza era um quarto bem mais caro (voltamos para esse hotel depois e o quarto mais barato era bem diferente). Os dias seguintes foram assim: Dia 1 – Cachoeira da Fumaça Nossa programação era seguir para a Pratinha, mas o tempo estava bem ruim, nublado e com alguma chuva. Aí a vantagem de não reservar nada, mudamos totalmente a programação. Fomos para o Vale do Capão para fazer a trilha da Cachoeira da Fumaça. Alguns lugares da Chapada não são muito bem sinalizados, pedimos orientação muitas vezes pelo caminho. A entrada para a trilha fica na Associação de Condutores e deixamos o carro próximo. Eles fazem um controle de visitantes e não permitem subir após 13 horas. Se você quiser um guia para te acompanhar pode conseguir lá mesmo. Fomos sozinhos, uma subida sinistra no começo (eu tenho problemas com subidas por causa de pressão baixa). Mas devagarzinho entrei no ritmo. Após essa subida o caminho é bem plano e tranquilo. Chegamos ao mirante principal e estava ventando bastante e chuviscando. Mas demos sorte, pois a cachoeira estava bem cheia. Com o vento ela subia formando uma “cachoeira invertida”. Muito incrível isso. Não ficamos muito tempo por causa do frio e não fomos ao outro mirante, embora eu quisesse ir. Voltamos e paramos para comer o famoso pastel de palmito de jaca. Gostamos bastante, não tem aquele gosto característico da jaca. Tem o pastel frito e o assado, fomos no primeiro pela dica do pessoal da Associação. Fomos procurar hotel no Capão. Como era nossa lua-de-mel queríamos ficar em uns lugares mais bonitinhos (porque estamos sempre economizando com isso, rs). Ficamos na Pousada Villa Lagoa das Cores (R$320). Tem muita coisa nesse hotel, a dona é muito atenciosa e preocupada, mas me arrependi um pouco depois. Achei muito caro e quase não ficamos no hotel para conhecer (não é nosso estilo de viagem). O que gostei muito foi do restaurante Arômata D´Lagoa, que qualquer pessoa pode ir. Dia 2 – Pratinha e Morro do Pai Inácio O dia amanheceu nublado, mas parecia melhor. É muito comum amanhecer nublado na Chapada e ir abrindo ao longo do dia. Seguimos para a Pratinha, pensando em conhecer a Gruta da Torrinha antes. Porém, havia uma carreta tombada na estrada sendo retirada. Vimos isso duas vezes lá, mas dessa vez ficamos presos na estrada por quase 1 hora. Por isso, nosso tempo ficou apertado e desistimos da caverna. Chegamos à Pratinha com bastante tempo para curtir e gostamos muito de lá. Primeiro fomos fazer a flutuação na gruta. Por favor, não seja muquirana deixando de fazer esse passeio. São R$15 a mais que valem muuuuuito a pena. Você entra com um guia na gruta e fica totalmente escuro. Achei incrível! O guia te leva até o final da gruta, onde há uma passagem submersa para a Gruta Azul. Na volta a cor da água fica impressionante! É muito lindo, com muitos peixes e plantas aquáticas. Depois fomos na tirolesa, que não é tão legal assim. Ficamos um tempão fazendo uma flutuação depois no rio (levamos nossas máscaras). Também é bem legal, poucas pessoas levam máscara e perdem essa oportunidade. Estava bem vazio e de tarde foram chegando muitos grupos (passeios de agência). Se você encostar no fundo do rio, suspende uma areia bem fininha e a água fica turva. Então se tiver muita gente no rio vai atrapalhar a flutuação. Almoçamos por lá e no final da tarde seguimos para o Morro do Pai Inácio. Por volta de 14h30 é um bom horário para ir na Gruta Azul que tem acesso por fora da Fazenda, mas bem pertinho. Não fomos na melhor época, mas deu para ver o reflexo azulado. Não dá para ter noção da profundidade e os peixes parecem voar! Vale a visita. Almoçamos no restaurante junto ao Rio Pratinha e no final da tarde seguimos para o Morro do Pai Inácio. Chegamos umas 16h40 (só pode subir a trilha até 17h). Tinha muita gente subindo junto e ficava meio congestionado. Mas acho que em 30min chegamos ao topo que é muito lindo realmente. Quando chegamos estava nublado, mas abriu pouco depois. Ainda bem porque sem sol perde a graça. Seguimos para Lençóis e ficamos novamente no Hotel de Lençois (R$150).
  19. * Passeios próximos ao município de Iraquara: Pratinha + Gruta Azul e Lapa Doce * Passeios próximos a Lençóis: Mucugezinho + Poço do Diabo, Morro do Pai Inácio e Cachoeira do Mosquito * Passeios próximos ao Vale do Capão: Águas Claras, Riachinho, Angélica + Purificação, Cachoeira da Fumaça por cima e povoado de Conceição dos Gatos - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 10 dias inteiros na Chapada Diamantina ou 12 dias, considerando os dias de ida, partindo de Brasília, e o de volta. No final, há dicas de restaurantes, os nossos gastos e os informações referentes aos locais onde nos hospedamos. - Chegamos em um período ainda de seca, com algumas chuvas fracas à noite e com várias atrações com baixo volume de água ou secas. Tivemos sorte no nosso oitavo dia na Chapada e pegamos uma chuva generosa. Com isso, no dia seguinte, pudemos ver a Cachoeira da Fumaça com água (antes estava completamente seca). - As informações no relato referentes ao tempo gasto nas caminhadas são baseadas em um ritmo tranquilo, nem rápido e nem devagar, e dizem respeito apenas ao trajeto de ida. - O nível de dificuldade que atribuímos às caminhadas vai de “muito fácil” a “muito difícil”. Essa escala é arbitrária e pode ser que não sirva para pessoas completamente sedentárias ou com problemas físicos. Itinerário resumido Dia 1 - Brasília-Seabra Dia 2 - Seabra - Pratinha + Gruta Azul - Lapa Doce - Lençóis Dia 3 - Mucugezinho + Poço do Diabo - Morro do Pai Inácio - Cachoeira do Mosquito Dia 4 - Vale do Pati: Travessia Guiné - Igrejinha Dia 5 - Vale do Pati: Morro do Castelo Dia 6 - Vale do Pati: Poço das Árvores e Cachoeira dos Funis Dia 7 - Vale do Pati: Cachoeirão Dia 8 - Vale do Pati: Travessia Igrejinha - Bomba/Vale do Capão Dia 9 - Águas Claras - Riachinho Dia 10 - Cachoeira da Fumaça por cima Dia 11 - Angélica + Purificação - Conceição dos Gatos Dia 12 - Vale do Capão - Brasília 1º DIA: BRASÍLIA – SEABRA Fomos pela BR-020, passando por Formosa e Posse e depois pegamos a BR-242 em Luís Eduardo Magalhães (BA). Tínhamos também como opção ir por Correntina e Santa Maria da Vitória via BR-349, porém fomos avisados que, apesar da menor distância, a estrada era mais tortuosa e estava em piores condições. Dormir em Seabra é uma boa opção para quem pretende conhecer Pratinha, Lapa Doce e Torrinha. - Distância e duração: 1060 km / 12h-12h30 * Dica de economia: o combustível fica muito mais barato a partir de Luís Eduardo Magalhães; diferença de R$0,20 no preço do litro. 2º DIA: PRATINHA + GRUTA AZUL – LAPA DOCE – LENÇÓIS Para chegar à Pratinha saindo de Seabra, pegamos a BR-242 e depois viramos à esquerda onde havia uma placa sinalizando o município de Iraquara. Depois há sinalização da Pratinha, que fica à direita e da Torrinha à esquerda da rodovia. Mais adiante a 2,5 km na mesma rodovia, fica a entrada para a Lapa Doce. Depois de conhecermos as atrações, seguimos com destino a Lençóis. Pratinha + Gruta Azul: as duas atrações ficam próximas e taxa de visitação paga na Pratinha dá direito a conhecer a Gruta Azul. A Pratinha tem água azul, ótima para banho, e no local há uma gruta onde se pode fazer flutuação interna com snorkel e pé de pato por R$20. Não fizemos, mas falam que a experiência é bem bacana. No período em que fomos o melhor horário para ver a Gruta Azul era entre 14h30 e 15h, quando o sol adentra na gruta. - Entrada: R$20. - Tempo e dificuldade do passeio: O carro fica estacionado próximo às duas atrações e não há dificuldade nos passeios. - Rota e distâncias aproximadas: Seabra a Pratinha: Seabra – entrada para Iraquara (21 km) – acesso a Pratinha na rodovia (12,5 km) – estrada de chão até a Pratinha (7 km) / total: 40,5 km Gruta da Lapa Doce: gruta que faz parte de um complexo de cavernas com mais de 17 km mapeados, o 3º maior do Brasil. A parte de visitação tem um percurso de aproximadamente 1 km, onde é possível ver diferentes formações geológicas em salões bem altos e amplos. - Entrada (incluindo o guia que fica na entrada da atração): R$25/pessoa para grupo de até 3 pessoas; R$20/pessoa para grupos maiores. - Tempo e dificuldade do passeio: 1h10 – 1h30 >>> muito fácil - Rota e distâncias aproximadas: Pratinha a Lapa Doce: acesso a Pratinha na rodovia – acesso a Lapa Doce na rodovia (2,5 km) – estrada de chão até a Lapa Doce (2 km) LENÇÓIS: cidade muito agradável, com alguns prédios históricos e um clima gostoso de cidade pequena do interior, mesmo recebendo turistas do mundo todo. A cidade tem boas opções de restaurantes e várias opções de hospedagens. As vias são estreitas e de difícil trânsito de automóveis. Deixe o carro estacionado e aproveite ao máximo à pé para evitar dor de cabeça. - Rota e distâncias aproximadas: Lapa Doce a Lençóis: 67 km 3º DIA: MUCUGEZINHO + POÇO DO DIABO – MORRO DO PAI INÁCIO – CACHOEIRA DO MOSQUITO Mucugezinho + Poço do Diabo: acesso por um restaurante à beira da BR-242. Ambos ficam no mesmo rio e a trilha é bem marcada, sem risco de alguém se perder nela. - Entrada: gratuita - Tempo total e dificuldade do passeio: 20-15 min >>> muito fácil - Rota e distâncias aproximadas: Lençóis (saída da cidade) – Mucugezinho: 19,2 km Morro do Pai Inácio: possui uma subida um pouco inclinada, porém é bem curta e sem grandes obstáculos. Vale muito a pena pela vista maravilhosa! - Entrada: R$5 - Tempo total e dificuldade do passeio: 15-20 min >>> fácil - Rota e distâncias aproximadas: Mucugezinho – acesso ao Morro do Pai Inácio (7,8 km) – estrada de chão até a base do morro (2 km) / Lençóis – Morro do Pai Inácio: 29 km Cachoeira do Mosquito: cachoeira muito bonita, porém a estrada para chegar lá não estava em boas condições e pode ainda ser pior na época da chuva. No retorno da cachoeira, não conseguimos subir um trecho inclinado da estrada com terra mais solta em um Peugeot 207. Depois nos informaram que esse problema é bem comum para quem vai em carro sem tração 4x4. Por sorte, na hora estavam passando 3 pessoas de bicicleta, que ajudaram a empurrar o carro e tirá-lo daquele trecho complicado. - Entrada: R$10. Compramos na entrada da propriedade onde fica a cachoeira, porém também é possível comprar a entrada na cidade de Lençóis. Recomendo fazer isto para evitar uma viagem perdida. - Tempo total e dificuldade do passeio: 30-35 min >>> fácil - Rota e distâncias aproximadas: Para chegar a cachoeira, saindo de Lençóis siga no rumo de Tanquinho, a direita na BR-242. Depois de 8,7 km entre em uma estrada de chão a esquerda, onde há uma construção com pintura da Brasil Gás. Depois de 3,6 km vire na estrada a esquerda. Daí até a entrada da propriedade onde fica a cachoeira são 10,6 km e depois mais 6,8 km até o estacionamento próximo à cachoeira. / Lençóis (saída da cidade) – Cachoeira do Mosquito: 41,2 km. 4º a 8º DIA: VALE DO PATI Há diversas opções de passeios no Vale do Pati com duração entre 3 e 5 dias ou até mais a depender da sua disposição e do programado com o guia. As saídas para os passeios geralmente ocorrem de Guiné, do Vale do Capão ou de Andaraí. Optamos por um passeio de 5 dias com saída de Guiné, 3 dias completos no Vale do Pati e término no Vale do Capão, explorando mais a paisagem perto de Guiné e Vale do Capão. É recomendável ir ao Vale do Pati com guia, porém encontramos algumas pessoas que estavam fazendo por conta própria. Alguns lugares são bem fáceis de se chegar, porém outros são um pouco complicados e neles é comum que pessoas sem guia se percam. Dia 1: Lençóis – Guiné – Igrejinha Saímos de Lençóis rumo a Guiné – total de 80 km, sendo 30 km em estrada de chão em geral em bom estado de conservação. - Tempo de caminhada: Travessia Guiné – Igrejinha (Ruinha): 3h30 – 4h de caminhada. Dificuldade: difícil, especialmente quando se está com uma mochila com mais de 15 kg nas costas. Primeiro subimos o morro do lado de Guiné. Esta é a parte mais dificíl da travessia. Depois atravessamos os gerais do Rio Preto, com belas paisagens, e chegamos ao mirante do Vale do Pati. Depois da maravilhosa vista, descemos rumo a Igrejinha (ou Ruinha). O local possui uma boa cozinha comunitária e um mercadinho, onde é possível comprar legumes, temperos, macarrão, fubá de milho, entre várias outras coisas. Deixar para comprar as coisas no mercadinho pode ajudar a reduzir o peso da mochila e facilitar a travessia, porém torna o passeio mais caro. No local, há opção de se pagar por quarto com colchão – R$30 por pessoa – ou de se acampar – R$ 15 por pessoa. Se a sua opção for esta, vc poderá ainda alugar colchão solteiro por R$10 ou de casal por R$20, com forro de cama, cobertor ou lençol e travesseiro inclusos nesses valores. Dia 2: Igrejinha – Casa da Dona Léia – Morro do Castelo – Casa da Dona Léia Desmontamos a barraca, tomamos café e saímos com todas as nossas coisas rumo à casa da Dona Léia (40 min de caminhada), que fica bem próxima do acesso ao Morro do Castelo. Lá deixamos as coisas e partimos para subir o Morro do Castelo. Passamos por algumas áreas de mata e depois iniciamos um subida bastante íngreme até o primeiro mirante do Morro do Castelo com vista para a parte do Vale do Pati de onde viemos (1h30-1h40 de caminhada). Depois o caminho rumo ao topo do Morro do Castelo fica um pouco mais plano até se chegar a uma caverna (importante levar lanterna!!!). Depois de atravessarmos a caverna, o que é bem tranquilo se estiver com lanterna, percorremos um trecho mais íngreme com umas partes um pouco complicadas de subir e chegamos ao topo do Morro do Castelo, onde apreciamos uma vista maravilhosa do Vale do Calixto. - Tempo de caminhada: Do primeiro mirante até o topo: 40-50 min. Tempo total de caminhada: 2h10-2h30. Dificuldade de toda a caminhada: difícil Na volta paramos na casa do seu Miguel (ou Pousada 2 Irmãos) para tomar um caldo de cana colhida na hora. Depois do caldo, fomos a casa da Dona Léia, onde pernoitamos. Dia 3: Casa da Dona Léia – Poço das Árvores – Casa da Dona Léia – Cachoeira dos Funis - Igrejinha Depois do café da manhã, fomos ao Poço das Árvores. Um local bem bonito e muito bom para tomar banho. - Tempo de caminhada: 1h30-1h40. Dificuldade: média. Voltamos à casa da Dona Léia, desmontamos a barraca e saímos. Tínhamos como destino final, a Igrejinha. No caminho passamos por uma série de cachoeiras, incluindo a Cachoeira dos Funis (segunda da série neste sentido). O caminho foi feito pelo leito do rio que estava com baixo volume de água por conta da seca. - Tempo de caminhada até a Cachoeira dos Funis: 1h20-1h30. Dificuldade: média. Depois da Cachoeira dos Funis, passamos por ainda três ou quatro cachoeiras, uma de tamanho expressivo e as outras pequenas, e depois seguimos rumo a Igrejinha, onde dormiríamos de novo. - Tempo de caminhada: 40-50 min. Dificuldade: média. Dia 4: Igrejinha – Cachoeirão – Igrejinha Neste dia, fomos ao Cachoeirão, local onde na época da chuva chega a se formar mais de 20 cachoeiras. Infelizmente como fomos em período de seca, não havia nenhuma cachoeira e tivemos que nos contentar com o exercício da nossa imaginação. hehehe Verdade é que mesmo sem água o Cachoeirão é maravilhoso e a ida até lá vale muito a pena também pela paisagem ao longo do trajeto. - Tempo de caminhada: 1h40 - 2h. Dificuldade: média. Dia 5: Igrejinha – Vale do Capão (por baixo) Último dia no Vale do Pati. Saímos cedo para uma longa caminhada (aprox. 20 km) até o Vale do Capão. Há duas opções de caminhos: um mais curto por cima e outro mais longo, porém mais fácil, por baixo. Fomos por este caminho. Ao longo dele, passamos pelos belos Gerais do Rio Preto e Gerais do Vieira e tivemos vistas maravilhosas dos morros e paisagens do Vale do Pati. A caminhada terminou em uma localidade conhecida como Bomba, que fica a 8 km do centro do Vale do Capão. Estava morto por conta do peso da mochila! Ainda bem que no local havia pastel de jaca, cerveja gelada e caldo de cana. - Tempo de caminhada: 6h-6h30. Dificuldade: difícil (ou “muito difícil” para quem está com mochila pesada) Depois de comer, beber e relaxar, pegamos o nosso carro, que já estava no Bomba nos esperando, e fomos procurar campings próximos do centro do Vale do Capão. O carro foi levado de Guiné para o Bomba por intermédio do guia Val (recomendo fortemente o Vale do Pati com ele!), que conhecemos no Vale do Pati e que pretendia finalizar o seu trekking em Guiné, de onde depois teria que ir ao Vale do Pati. Demos sorte demais! Se essa opção não tivesse surgido, teríamos que pegar um moto-táxi do Bomba ao centro do Vale do Capão, depois uma condução até Palmeiras e outra até Guiné. VALE DO CAPÃO: a vila ainda é meio rústica, porém está em processo acelerado de crescimento e eu como turista acho que em pouco tempo pode perder um pouco do charme e da simplicidade que ainda tem. Quando chegamos, fazia menos de uma semana que o sinal de celular da Tim e da Vivo havia chegado na vila. Na vila há algumas boas opções de restaurante, a maior parte com culinária vegetariana (para a nossa felicidade! hehehe). 9º DIA: ÁGUAS CLARAS E RIACHINHO Águas Claras: Fomos ao lugar com amigos que fizemos logo no nosso primeiro dia no Vale do Capão e que já conheciam o caminho. É bem tranquilo de se chegar e o guia, apesar de sempre recomendável, é dispensável para este passeio. Águas Claras tem bons poços para tomar banho e uma das coisas legais de se ir até lá é a vista que se tem do Morrão de diferentes ângulos. - Entrada: gratuita - Tempo de caminhada: 1h40-2h. Dificuldade: fácil, porém longa - Rota e distâncias: Saindo do Capão pela estrada de chão que vai a Palmeiras, percorra 2,1 km e entre a direita; siga por mais 2,6 km até uma bifurcação, onde deve entrar à direita; depois de mais 300 m, chegará ao ponto onde estacionará o carro para pegar a trilha atá Águas Claras. O caminho até Águas Claras é tranquilo. Siga sempre reto, beirando uma cerca, e não pegue um caminho à direita. A trilha passa rente ao lindo Morrão. Um dos amigos que estavam com a gente falou que já havia subido o Morrão com um guia, mas que o caminho era bem difícil e fácil de se perder, então nem arriscamos. Riachinho: Depois de Águas Claras fomos ao Riachinho, que fica a 5,4 km da saída do Vale do Capão na estrada de chão que vai a Palmeiras. O Riachinho estava completamente seco por conta da falta de chuvas. Em compensação a isso, pudemos descer pelo leito seco do rio e chegar a um local bem legal mais embaixo. Cuidado que essa descida é bem perigosa! Só recomendo ir pelo leito do rio se ele estiver sem água. - Entrada: gratuita - Tempo de caminhada (até a cachoeira do Riachinho): 5-7 min. Dificuldade: muito fácil 10º DIA: CACHOEIRA DA FUMAÇA POR CIMA Demos sorte e na noite anterior choveu bastante no Vale do Capão. Com isso, o rio que que antes estava completamente seco encheu e pudemos ver o espetáculo que é a Cachoeira da Fumaça com água! - Entrada: contribuição voluntária à Associação de Condutores. - Tempo de caminhada: 1h40-2h. Dificuldade: média. - Rota e distâncias aproximadas: Saindo do Vale do Capão pela estrada de chão que vai a Palmeiras siga 1,6 km até uma placa da Associação de Condutores e outra dos Chalés Terracotas; caminhe mais uns 300 m até o centro de recepção da Associação de Condutores, onde se inicia o caminho até a Cachoeira da Fumaça. Muitas pessoas fazem a trilha com guia, porém ela é bem tranquila e marcada. Basta seguir em frente o tempo todo que se chega a Fumaça. 11º DIA: ANGÉLICA + PURIFICAÇÃO – CONCEIÇÃO DOS GATOS Angélica e Purificação: ambas ficam no mesmo rio. Para chegar, vá até o Bomba (há opção de moto-táxi para quem não está de carro ou não quer andar muito), atravesse o rio e depois, a partir da placa do ICMBio, siga o curso dele acima. - Entrada: gratuita. - Tempo de caminhada: Angélica – 15 min, Purificação – mais 40 min. Dificuldade: fácil Conceição dos Gatos: À tarde fomos nesse povoado, a pouco mais de 11 km do Vale do Capão, basicamente para comer a deliciosa moqueca de jaca servida na casa da Dona Maria e do Seu Ivo (mais informação abaixo nas "DIcas de restaurantes"). Para chegar ao povoado, pegue a estrada no sentido Palmeiras e depois de quase de 10 km, vire à direita onde há uma placa indicando o povoado e do lado esquerdo há uma placa sinalizando Palmeiras. A casa fica na rua a esquerda no final da rua principal do povoado. É a última à esquerda antes do início de uma estrada de chão. É bom ligar lá na casa para fazer reserva ou então ao chegar lá, faça o pedido e depois vá à cachoeira de Conceição dos Gatos para passar o tempo necessário para tudo ficar pronto. Foi isto o que fizemos! Dá para chegar à cachoeira sem pagar nenhuma taxa. Basta pegar um caminho à esquerda a uns 20m do início do asfalto, atravessar um campo de futebol e seguir uma trilha que passa por uma matinha. Infelizmente, a cachoeira estava completamente seca, mas logo acima dela há um pocinho bom para tomar banho. p.s: Depois nos informaram que mais adiante, a uns 25 min de caminhada a partir da cachoeira, há um local bem bonito chamado Poço das Cobras. Depois de matar tempo no pocinho, voltamos para almoçar. O almoço ainda conseguiu ser melhor do que a gente esperava e olha que as nossas expectativas não eram baixas. hehehe 12º DIA: VALE DO CAPÃO – BRASÍLIA Último dia...Pegamos a estrada de volta a Brasília, já com saudades da Chapada Diamantina. - Distância e duração: 1100 km / 13h-13h30 HOSPEDAGEM Em Seabra Hotel São José – R$ 70 para o casal em quarto com ventilador ou R$90 em quarto com ar-condicionado, incluindo um farto café da manhã. Hotel localizado na entrada da cidade. Ótimo custo benefício! Em Lençóis Pousada da Rita – R$ 90 para o casal em quarto com banheiro compartilhado ou a partir de R$100 em quarto com banheiro próprio. Como a própria dona, Rita, diz: a pousada nãoo tem luxo, mas tem tudo o que vc precisa em uma pousada; cama confortável, roupa de cama e toalha limpas, um bom café da manhã... Além disso, a Rita foi super atenciosa e simpática com a gente. No Vale do Pati 3 pernoites em barraca na Igrejinha (Ruinha / Casa do Seu João) – diária de R$15 para cada um – e 1 pernoite em barraca na casa da Dona Léia – R$ 12 para cada um. No Vale do Capão Pousada Sempre Viva – camping R$10 por pessoa e quarto a partir de R$ 25 por pessoa. A área de camping é bem ampla e arborizada. Tem a disposição 3 chuveiros quentes e outros 3 banheiros com vaso e pia e uma boa cozinha comunitária. DICAS DE RESTAURANTES Lençóis Todos os Santos: Os dois responsáveis pelo restaurante - Daniel e Alessandra - são pessoas maravilhosas! A Alessandra faz uma ótima caipirinha e é super atenciosa e simpática com o cliente, aliás, a sua simpatia foi um dos motivos que nos levou a escolher o restaurante para jantar. Já o Daniel, faz comidas deliciosas! Recomendo fortemente tudo o que comemos lá: hamburguer de soja, que vem acompanhado de um molho delicioso; a deliciosa lasanha de banana da terra com 4 queijos (sim, isso mesmo! Uma delícia!); e de sobremesa, uma mousse com paçoca muito gostosa. Burritos y Taquitos Santa Fé: comemos um burrito super gostoso e diferente de palma com ricota. Os molhos de pimenta também são um delícia! Vale do Capão Massala: A comida é deliciosa, simplesmente a melhor que experimentamos no Vale do Capão! Cada dia tem um cardápio diferente. No dia que fomos comemos uma batata rosti recheada com cogumelos e ervilha e salada e de sobremesa, uma torta deliciosa de limão. O local é super bem decorado e o responsável pelo restaurante – Evandro – é uma atração a parte. Apelidamos-o carinhosamente de “Chapeleiro maluco”. O melhor de tudo é que apesar de servirem uma comida muito elaborada, o preço é muito acessível. No final gastamos menos de R$20, cada um. Pizza Integral Capão Grande – ou a pizzaria de dois sabores do Capão. Os dois sabores são bem gostosos e o atendimento é excelente! Vale muito a pena tomar aqui (e onde mais tiver) um suco de maracujá silvestre (ou selvagem), típico do Vale. Mediterrâneo – ótima casa de massas caseira! Comemos um delicioso ravioli recheado com ricota e espinafre e molho pesto. Muito barato também! Galpão – no geral, tem o melhor café da manhã do Capão. Tudo lá é bem gostoso! Só que é um pouco mais caro que o Licuri (abaixo) Licuri – ótimo custo-benefício no café da manhã! Tem pães e salgados deliciosos que comprávamos para as nossas trilhas. Arco-Íris – tem um beijú (tapioca) aberto muito gostoso! Buteco “do Lili” – não sabemos o nome certo, mas é o que fica no centro, do lado do mercado. Tem uma coxinha de jaca deliciosa! Conceição dos Gatos Casa da Maria e do Ivo: comida super deliciosa!!! Vale muito a pena a ida a Conceição dos Gatos só para comer as comidas da Dona Maria e os doces do Ivo. Por sinal, que casal simpático! Comemos moqueca de jaca (sensacional, mas pegue leve se não tiver acostumado com o dendê. hehehe), farofa de soja e outros acompanhamentos deliciosos, tudo feito com muito carinho e com um temperinho especial da Dona Maria. É bom ligar lá para reservar ou então chegar lá, fazer o pedido e depois ir à cachoeira de Conceição dos Gatos para passar o tempo necessário para tudo ficar pronto. GASTOS - Combustível (gasolina): R$560,00 - veículo Peugeot 207 1.4 - Km 0: R$ 70,00 - 22 L (R$3,15 / L) > zeramos mais especificamente na saída de Sobradinho-DF - Km 315: R$136,00 - 43,1 L (R$3,15 / L) - Km 851: R$105,00 - 36,2 L (R$2,90 / L) - Km 1051: R$45,00 - 14,6 L (R$3,09 / L) - Km 50,7: R$126, 23 – 42,6 L (R$2,95 / L) > zeramos na saída do Vale do Capão - Km 512,8: R$78,00 – 26,5 L (R$2,93 / L) - Alimentação (por pessoa): aprox R$300 - preparamos comida apenas no Vale do Pati e comemos apenas lanches que levamos no carro na estrada na ida e na volta; as demais refeições foram feitas em restaurantes e lanchonetes - Hospedagem (por pessoa): R$ 242 - 8 pernoites em barraca e 3 em hotel/pousada - Passeios (por pessoa): R$ 375 com guia no Vale do Pati + R$ 60 com entradas na Pratinha, Lapa Doce (entrada + guia), Morro do Pai Inácio e Cachoeira do Mosquito; os demais passeios eram gratuitos e foram feitos por conta própria, sem contratação guia Total por pessoa: aprox. R$1250,00.
  20. [li=Introdução]Fala galera! Segue o relato da viagem que acabei de fazer para a Chapada Diamantina com um pit-stop em Salvador. O relato até poderia ser dividido em 3 partes: Salvador + trekking no Vale do Pati + Chapada Diamantina "clássica", mas vou juntar tudo aqui mesmo. Vale lembrar que na parte "clássica" da Chapada, eu me juntei a um grupo incrível que se formou aqui no fórum (totalizando em certos momentos mais de 40 pessoas!) e que enriqueceu ainda mais essa viagem! Para mais detalhes, segue o link do tópico do Lucas que juntou a galera! Caso tenham dúvidas, fiquem a vontade de perguntar aqui nesse tópico e evitem MP pois a sua dúvida pode ser a de outros também![/li] [li=Roteiro]05/09/2014 - São Paulo - Salvador 06/09/2014 - Salvador 07/09/2014 - Salvador 08/09/2014 - Salvador - Palmeiras 09/09/2014 - Palmeiras - Vale do Pati 10/09/2014 - Vale do Pati 11/09/2014 - Vale do Pati 12/09/2014 - Vale do Pati 13/09/2014 - Vale do Pati - Lençóis 14/09/2014 - Lençóis 15/09/2014 - Lençóis 16/09/2014 - Lençóis - Vale do Capão 17/09/2014 - Vale do Capão 18/09/2014 - Vale do Capão - Ibicoara 19/09/2014 - Ibicoara - Andaraí 20/09/2014 - Andaraí 21/09/2014 - Andaraí - Salvador 22/09/2014 - Salvador 23/09/2014 - Salvador - São Paulo[/li]
  21. Olá, Segue meu relato da trip pra Chapada Diamantina e Salvador 2014 com uma amiga (Aruana). Sem roteiro, sem reservas . Saimos de SP as 06h do dia 17/08 com destino a Salvador BA. 17/08 Chegamos no aero, próximo as 08h e um amigo nos levou para um pequeno tour (Barra-Ondina, Farol da Barra) e as 13h pegamos o ônibus para Lençóis – BA na Chapada Diamantina, 7h30 de estrada. - Empresa aérea: Gol. Ida e volta por R$ 270,00 (pegamos uma promoção relâmpago) - Empresa de ônibus para lençóis: Real Expresso – R$ 63,19 No ônibus a maioria é mochileiro. Gente do mundo inteiro, nossas amizades começaram lá. Com duas francesas e Fernando, um mexicano engraçado e maluquinho. Chegando em Lençóis, logo na rodoviária ficam vários guias tentando te levar para as pousadas, mas eles ganham comissão das pousadas, sendo assim você paga 10% . Tivemos a sorte de conhecer o Luciano que também é guia, mas ele estava no mesmo ônibus que nós e nos levou até a Pousada Violeiros, pertinho do centro e da rodoviária. Chegando lá ele disse para a recepcionista que não precisava de comissão e que era pra nos dar em desconto. Pousada Violeiros: Quarto só para nós duas porém banheiro coletivo e café da manhã incluso – Diária R$ 35,00. O mexicano se hospedou conosco lá também. (ótima pousada, café da manhã delicioso e farto, atendimento maravilhoso) A vida noturna na cidade é praticamente nula. As coisas fecham no máximo 00h. 18/08 Conhecemos um casal paulista (Mari e Mi) no café da manhã, que estava no seu último dia de viagem. Fizemos trilhas sem guia, próximos de Lençóis. Serrano, salão de areias, cachoeira e cachoeirinha da primavera. No meio da trilha conhecemos Pedro, um argentino massagista e gente boa ao extremo. No fim de tarde voltamos para a pousada, tomamos banho e fomos jantar e beber. Pedro que estava lá fazia mais dias, nos indicou o restaurante: Beco’s Bar, comidinha caseira e saborosa da Dona Ivandira por R$ 11,00 – Comemos lá todos os dia!!! 19/08 Fechamos com um guia do hostel Zig Zag (onde Pedro e as francesas estavam hospedados) para fazer a trilha da cachoeira da fumaça. Formamos um grupo com 7 pessoas e ele fez R$ 80,00 cada. Este hostel eles não curtiram muito. Disseram que era meio apertado e o café ruim. Pagavam R$ 30,00 diária. Cachoeira da fumaça é bem pesada, subida e mais subida, 6km só pra ir e mais 6km pra voltar. Da umas 5 hrs de caminhada no total. Indicado levar lanche e bastante água. Passem protetor solar, pq eu me ferrei kkkk Essa trilha dá pra ir sem guia, se vc alugar um carro e for até o vale do capão e esperar um grupo com guia subir e descer, dá pra economizar este valor. Em seguidas fomos para cachoeira do riachinho, onde é permitido nadar e se refrescar após a trilha foda da fumaça. Chegando na pousada, tomamos banhos e marcamos de jantar e beber o grupo todo. (eu, aru, as 2 francesas, os 2 argentinos e o mexicano). Pedro voltou para Buenos Aires este dia, o outro argentino foi para o Vale do Paty e as francesas pra salvador. 20/08 Alugamos um carro na Lukdan (única locadora da cidade). Carro completo 1.0 meia diária (200 km liberados) por R$ 130,00 e R$ 40,00 gasolina. Dividimos Eu, Aru e o Mexicano. Roteiro do dia e sem guia: Rio Mucugezinho – Poço do diabo – Gruta da Lapa doce(R$ 20,00 entrada) – Pôr do sol no Morro do Pai Inácio. Jantamos e bebemos com a galera que conhecemos no Morro do Pai Inácio. Eu, aru, mexicano, 2 italianas e 1 inglês. 21/08 Neste dia o Fernando (mexicano) partiu para o Vale do paty. (Esse será meu próximo roteiro, quando for para Chapada Novamente. São 3 dias de trilha e com alimentação e hospedagem (nada de luxo) (em casas de moradores, a mais famosa é para a casa da Raquel, que é a galera mais jovem). Você acha grupos para essa trilha por R$ 600,00 tudo incluso. Alugamos novamente um carro, com km ilimitada por R$ 180,00 e colocamos mais R$ 70,00 de gasolina. Dividimos com outro casal que conhecemos no hostel zig zag no dia que fechamos o guia da fumaça. Chamam Mari (paulista) e Miguel (Argentino). Roteiro do dia e sem guia: Balneário Rio Paraguassu – Poço Encantado – Poço Azul e Pôr do sol e jantar em Igatu. 22/08 Acordamos, tomamos café, passeamos pela cidade de Lençóis e resolvemos ir no ônibus das 13h de volta para salvador. Chegamos em Salvador 20h30, dividimos um taxi ate o Rio Vermelho com um casal que estava no ônibus também. (Fiquem ligados, pois os taxistas adoram dar voltas e mais voltas pra ganhar mais, sorte que o casal guiou bem ele e não saiu caro pra nós) Nos hospedamos no Albergue Rio Vermelho (Rua Odilon Santos no bairro do Rio Vermelho), quase em frente ao restaurante famoso: Casa de Tereza (Famosa cozinheira Baiana, mas é bem caro!!) A rua é meio escura, tudo é trancado com cadeado, achamos estranho. Logo na porta do albergue um cara estranho nos rendeu vendo que éramos turistas, cheias de malas e perguntou se a gente queria ir pra balada que ele ia nos levar.. Bom a sorte foi que o recepcionista do Albergue abriu a porta correndo e nos entramos. O Albergue estava vazio, ficamos num quarto coletivo com mais de 10 camas e com banheiro no quarto. Mas ficamos sozinhas no quarto. Incluso café da manhã. Por R$ 40,00 a diária. Pegamos um taxi e nos encontramos com o nosso amigo num bar na Barra, onde estava rolando show da inauguração da nova orla. Fomos para um bar Farol Tropical (Lá comi Caldo de Sururu (um molusco de lá) extremamente delicioso!!! E um Caldo de camarão com polvo, bem gostoso mas o de sururu é sensacional. Bebemos e depois fomos dormir. 23/08 e 24/08 Acordamos e tomamos café no albergue (café bem mais simples do que o da chapada), passeamos pela praia do Rio Vermelho (lá é como SP, tomar cuidado com celular e etc) e tem WI FI grátis em quase todos lugares turísticos da cidade pra quem é cliente Claro <3, tomamos cervejas na orla e esperamos o nosso amigo chegar do trabalho para passear. Almoçamos e partimos para o city tour (Praça da Sé, Elevador Lacerda, Mercado Modelo. Pelourinho, Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, Sorveteria da Ribeira, Prédio da Ivete Sangalo, Casa de Yemanjá). Voltamos no ínicio da noite para o albergue, descansamos por 1h, arrumamos as malas, tomamos banho e partiu night. Comi o acarajé da Dinha, mais famoso da Bahia (R$ 7,50 com camarão no prato) e bebemos nos bares por ali até umas 03h da manhã. Tiramos um cochilinho no flat do amigo do nosso amigo e acordamos em cima da hora de ir para o aeroporto, nosso voo era as 06h30 kkk. Mas no final deu tudo certo. Chegamos em Brasília 08h30 para a escala e em SP 12h30. Congonhas não tem ônibus direto pra praia grande, pegamos um para santos e minha mãe nos buscou lá. Ai começou a deprê pós viagem.. Foi tudo maravilhoso, Chapada diamantina requer bastante dias e bastante preparo físico. Link das fotos: (ESTÁ EM CONSTRUÇÃO, POIS AINDA FALTAM AS FOTOS DA MAQUINA DA GALERA QUE CONHECI POR LÁ E AS DA GO PRO) SALVADOR - CHAPADA DIAMANTINA - Roteiros: 17/08 – São Paulo > Salvador (Barra – Ondina e Farol da Barra) > Lençóis 18/08 – Trilhas: Serrano > salão de areias> cachoeira >cachoeirinha da primavera. 19/08 – Trilhas: Cachoeira da fumaça > Cachoeira do Riachinho 20/08- Trilhas: Rio Mucugezinho > Poço do Diabo > Gruta da Lapa Doce > Morro do Pai Inácio 21/08 –Balneário Rio Paraguassu > Trilhas: Poço Encantado >Poço Azul e Pôr do sol e jantar em Igatu. 22/08 – Passeio no centro de Lençóis > volta para Salvador > Night na barra em salvador 23/08 – city tour: Praia do Rio Vermelho, Praça da Sé, Elevador Lacerda, Mercado Modelo. Pelourinho, Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, Sorveteria da Ribeira, Prédio da Ivete Sangalo, Casa de Yemanjá > Night em Salvador. 24/08 – De volta para realidade paulista. Indicações: Pousada Violeiros em Lençóis - Chapada Diamantina. Super recomendo, diárias com café top por R$ 35,00 Restaurante: Beco's Bar - Dona Ivandira, PF delicioso por R$ 11,00 Albergue Rio Vermelho em Salvador: limpinho e organizado, diária com café básico por R$ 40,00 A seguir vou colocar minha planilha de gastos ok, isso é o que eu gastei no total (menos a passagem aérea), dividindo as coisas, conforme contei acima. Salvador /chapada 17/08: 6,00 Pedágio 50,00 Ida sp 15,00 Café barra ondina 64,00 Passagem lençóis 9,00 Parada café bus 12,00 Lanche e cerveja em lençóis =R$ 156,00 18/08: Roteiro: Serrano, Salões de areia, Cachoeirinha e Cachoeira da primavera. 12,25 mercado, açaí e farmácia 12,00 jantar e cerveja - beco's bar dona ivandira =R$ 24,25 19/08: Roteiro - Cachoeira da fumaça e Cachoeira do riachinho. 80,00 guia cachoeira da fumaça 2,00 lanche pra levar 3,00 mercado antes de ir 3,00 coca na volta da cachoeira 16,80 jantar e cervejas 6,00 água e Coca na Pousada =R$ 110,80 20/08: Roteiro- Rio Mucugezinho, poço do diabo, gruta da lapa doce e morro do pai Inácio. 56,66 aluguel carro e gasolina 20,00 entrada gruta lapa doce 3,00 coca cola na lapa doce 5,00 entrada morro do pai Inácio 5,00 caipirinha na praça 8,50 batata frita e cerveja 11,00 jantar beco's bar =R$ 109,16 21/08: Roteiro- poço encantado, poço azul e igatu. 62,50 aluguel carro e gasolina 20,00 entrada poço encantado 6,00 pastel e coca no poço 15,00 entrada poço azul 16,00 jantar em igatu 6,50 Suco e água em lençóis =R$ 126,00 22/08: Roteiro: saída chapada para salvador. 175,00 por 5 Diárias Pousada violeiros 63,19 passagem volta para salvador 30,00 lembrancinhas chapada 3,00 água de coco 9,00 salgadinho e coca 17,00 almoço 12,00 taxi rodoviária até hostel 10,00 taxi até a barra 43,75 bar farol tropical. =R$ 362,94 23/08: Roteiro: Salvador 80,00 por 2 diárias Albergue rio vermelho 7, 00 cervejas no rio vermelho 43,00 almoço japa shopping 2,00 estacionamento pelourinho 10,00 lembrancinhas no senhor do Bonfim 2,00 água no Bonfim 6,00 sorveteria da ribeira 10,00 estacionamento 3,50 cigarro 7,50 acarajé 28,15 cada de cervejas no bar largo da dinha 4,00 queijo coalho com melaço e orégano 23,00 lanche no aero nathy 20,10 ônibus =R$ 246,25 Total =R$ 1.135,40
  22. Chapada Diamantina já estava nos meus planos faz tempo, faltava oportunidade. Planejamos esta viagem desde outubro de 2013, quando compramos as passagens aéreas Vitória x Salvador x Vitoria pela Azul com valor promocional. A Expedição de fato se realizou agora, em maio/14. A princípio iríamos em 3 amigos (Eduardo – Welder e eu) mas no último momento o Richard também se juntou ao grupo. Desde o princípio nossos planos eram conhecer a Chapada de maneira mais econômica, mas quando começamos a pesquisar verificamos que turismo na Chapada pode sair caro, muito caro. O Motivo? Os atrativos são distantes, são 70.548 Km2 numa faixa de 270 km de extensão. Não existe transporte regular. As agências cobram preços nas alturas. Fazer passeios com os guias locais pode baixar o custo, mas geralmente eles não têm transporte próprio. A ideia inicial era ir de ônibus Salvador x Lençóis e fazer os passeios, mas depois de muita pesquisa constatamos que seria uma péssima idéia, já que ficaríamos reféns dos guias ou engessados a fazer apenas os passeios próximos a Lençois. A solução encontrada foi alugar um carro em Salvador e fazer todo o passeio de maneira independente. Pela locadora Movida 7 dias com quilometragem livre saiu por R$ 440,00 e gastamos R$ 500,00 com combustível para rodar 2.100 km de estradas (Terra e asfalto). Custo por passageiro: R$ 235 para ter total liberdade e conhecer ate as atrações mais distantes. Não curto roteiro engessado nas viagens, mas ter um certo conhecimento das atrações que deseja visitar são importantes. Contei com a ajuda de muitos amigos que deram dicas preciosas: Alessandra – Dellano – Makita etc. Decidimos começar nossa aventura de sul para o norte da Chapada. Chegamos em Salvador às 9 da manhã e às 17 h já curtíamos o por do sol na Vila de Igatu ( Machu Picchu brasileira) encravada na encosta da Chapada, essa pequena vila já foi um próspero local de garimpo. Pernoitamos em Andaraí e no dia seguinte pela manhã já começamos a nossa aventura pela Chapada. Conhecemos o Balneário de Paraguassu, um rio de aguas escuras que é possível se banhar. Bem próximo tem a Cachoeira/represa Donanas, lugar muito bacana e ótimo para um mergulho nas suas águas geladas. Seguimos viagem rumo as principais atrações do dia: Poço Encantado e Poço Azul. Poço Encantado fica em uma gruta e as visitações são guiadas, não é permitido entrar na água. O Poço de ate 61 m de profundidade de aguas cristalinas quando recebe a luz solar reflete um azul intenso deixando qualquer viajante extasiado. Apenas de abril a novembro esta gruta recebe luz solar o que torna ainda mais bela. Seguimos para o Poço Azul, este sim, permite flutuação, acompanhado por guias e uso obrigatório de coletes. Assim como Poço Encantado este local quando recebe a luz do sol em suas águas é de uma beleza indescritível!!! Nosso destino final neste dia seria a cidade de Ibicoara e passamos por Mucugê, cidadezinha muito simpática, também reduto do garimpo no passado. Conhecemos o projeto Sempre Viva e suas trilhas levam a cachoeiras e é possível conhecer o ecossistema da Chapada e ainda assitir um vídeo. Também conhecemos o Cemitério Bizantino de arquitetura singular quando visitado a noite é bem interessante. Chegamos em Ibicoara por volta das 21h e já alojados numa pequena pousada, seguimos a procura de um guia para nos levar no dia seguinte a Cachoeira de Buracão. Combinamos com o Alessandro Guia para nos levar as 8 da manha. O dia começou chovendo e adiamos para as 10 h o inicio do trekking. Tivemos sorte o tempo melhorou e Buracão é uma das atrações mais incríveis da Chapada. Antes mesmo de chegar ate Buracão passamos pela Cachoeira das Orquideas, Recanto Verde e Parque do Espalhado lugares incríveis já nos anunciava o que vinha pela frente, Chegar nos cânions de Buracão provoca uma sensação de extase, parece um local único no planeta, relembra uma era pre histórica com seus paredões de pedra encaixados de maneira simétrica, o rio de aguas escuras e a curiosidade de visualizar logo a queda dágua. Para isso é necessário subir o rio aproximadamente 200 metros (opcionalmente se usa coletes) e percorrido esse trajeto pelo canion se depara com uma obra perfeita da natureza, jamais conseguiria descrever aqui com palavras a Cachoeira Buracão. Banhamos, tiramos muitas fotos e fomos até bem próximo a queda daqua num poço enorme e sem imaginar a profundidade dele. Dali seguimos para conhecer Buracão por cima. Ao chegar temos a perfeita noção e grandiosidade daquele lugar. O precipício é muito alto e o barulho das águas descendo a cachoeira torna o espetáculo ainda mais perfeito. Estavámos no terceiro dia da Expedição e nosso destino a cidade de Lençois. Almoçamos por volta das 16 h e seguimos viagem!!! Nossos próximos 4 dias tivemos como base a cidade de Lençois onde é possível conhecer muitas atrações. Algumas bem próximas se faz até mesmo sem carro, outras é necessário usar o veiculo. Pela manha seguimos com destino a Caverna Lapa Doce, 70 km de distancia de Lençois, O lugar é muito bacana e seus salões imensos são visitados com a presença de um guia, já incluso no preço da entrada (R$ 20,00) . Lá mesmo ficamos sabendo que nossa atração seguinte estava comprometida: A filha do dono da fazenda Pratinha havia falecido e o local estaria fechado. Mesmo assim seguimos adiante, afinal Gruta da Pratinha seria uma das melhores atrações do dia. Ao chegarmos na Pratinha, logo na entrada fomos informados do falecimento e que os passeios estavam suspensos naquele dia, mesmo assim recebemos autorização para conhecer o lugar. Ironia do destino, mas economizamos R$ 45 por pessoa, deu para conhecer tudo e 0800. O Rio Pratinha com suas aguas cristalinas e sua cor azulada é muito lindo. A Gruta Pratinha é de beleza única, local onde foi a abertura da novela Além do Horizonte da Globo é realmente espetacular. Ao chegar na Gruta estavam a disposição snorkels e mascaras sobre uma pedra. Por desconhecimento e nenhum aviso de restrições, banhamos, mergulhamos e só bem depois chegou um funcionário nos informando que não é permitido andar dentro da agua (apenas flutuação) , já era tarde, havíamos cometido a peripécia do dia rsrsrsrs. Famintos seguimos para o restaurante anexo ao Rio Mucugezinho, comida caseira muito boa, feita em fogão a lenha. Após almoçar seguimos caminhando um pequeno trecho para conhecer o Poço do Diabo e suas aguas escuras e com profundidade desconhecida. La ocasionalmente tem uma tirolesa mas neste dia não estava funcionando. O por do sol seria no Pai Inácio, cartão postal da Chapada, subida fácil e boa parte feita de carro sem nenhum problema. No ultimo trecho tem uma pequena portaria onde é cobrado R$ 5,00 tx de visitação. 15 minutos de subida numa pequena trilha e a paisagem da Chapada a seus pés. Pode-se explorar todo o topo do Pai Inacio onde é possível avistar o Morrao, Morro do Camelo e a bela vista da chapada. O por do sol é incrível e a peripécia do dia estava por vir... Eduardo havia planejado uma foto radical nos penhascos do Pai Inacio e eu incumbido de fazer a foto. Quando ele se dependurou a 120 m de altura apenas com uma mão foi o suficiente para me deixar bastante aflito e não fazer a foto perfeita, o que o obrigou a fazer essa loucura mais três vezes... O dia seguinte estava reservado para conhecer a Cachoeira da Fumaça a 75 km de distancia de Lençois. Seguimos cedo e a estrada bem sinalizada não é necessário guia. Um quilometro antes da cidade de Capão inicia a trilha de 12km (ida e volta) que não exige muito desde que esteja com um bom preparo físico. Ao finalizar a trilha deparamos com a Cachoeira da Fumaça e seus 400 m de altura, lugar incrivelmente belo e assustador, desafiar o medo e se aproximar do penhasco só para os corajosos. Conhecemos apenas por cima esta cachoeira, existe um treking de 3 dias onde é possível conhece-la também por baixo. Dizem ser um passeio fantástico!!!! Fomos ao outro lado da Cachoeira onde é possível avista-la de lado e ficar de frente ao imenso paredão de pedra se tem a noção da altura e grandiosidade daquele lugar. No caminho de volta conhecemos a Cachoeira Riachinho, muito bonita mas como estava tarde e um pouco frio não entramos na agua. Dia seguinte seria nosso ultimo dia na Chapada e acordamos cedo para conhecer Ribeirão do Meio, um grande tobogã natural é possível descer ate o poço, a trilha inicia bem próximo a Lençois, não necessitando ir de carro. A mesma trilha leva ate a Cachoeira Sossego, mas é bastante confusa e desistimos de ir. Nesta é sim necessário um guia para acompanhar. Seguimos para Cachoeira do Mosquito há 80 km de Lençois (ida e volta) , a estrada é bem tranquila e diferente do que dizem dá para fazer sem guia numa boa. Mosquito surpreende pela sua beleza, foi capa da Revista Guia da Chapada 2013 e merece o reconhecimento. Lembra vagamente Buracão mas são belezas bem distintas e nesta é possível chegar bem embaixo da queda dagua. As aguas não são profundas e rendeu muitas fotos. A despedida da Chapada seria uma nova subida ao Pai Inacio para o Eduardo conseguir a foto perfeita pendurado no abismo e assistir novamente o por do sol. Tudo planejado, aguardamos a melhor hora, onde não tivesse guia por perto ou turista prestes a entrar em pânico com a cena. Após aguardar quase meia hora surge o momento e Eduardo parte em disparada para a tão sonhada foto. Desta vez fiz varias de muitos ângulos, acreditando que dali sairia a foto perfeita, mas... as checar no display constatei que o autofoco estava desligado e seu rosto desfocado nas fotos. Putz uma quarta tentativa, o sol já posto, pouca luz, foi Eduardo na sua quarta tentativa da foto perfeita. É não foi desta vez que teve sua foto dos sonhos, mas graças a Deus correu tudo bem e não aconselho ninguém a fazer essa... digamos... loucura. Setimo dia da viagem seguimos para Salvador e às 12 h já estávamos em direção a Praia do Forte, Guarajuba e Aldeia Hippie de Arembepe, lugar muito bacana que nos surpreendeu com suas paisagens, historias e um por do sol magnifico. Voltamos para Salvador,onde fomos recebidos por meu amigo mochileiro de longa data, parceiro na Expedição a Huaraz (Peru) em 2013 e no Caribe (Los Roques em janeiro/14, Marcus Vinicius!!!! Gentilmente nos ofereceu cervejas geladas e depois de um bom banho nosso destino foi o Pelourinho curtir um pouco da noite de Salvador. Último dia, já sentindo saudade da Chapada, ultimo tour por Salvador, Farol da Barra, e o sol forte convidando para um bom banho de mar no Porto da Barra!!! Assim terminou nossa Expedição pela Chapada Diamantina com suas paisagens incríveis deixando certo uma oportunidade para voltar e conhecer muitas outras belezas daquele lugar!!!! Expedição Chapada Diamantina – Maio 2014 2.100 Km percorridos de carro 1° Dia – Vitória x Salvador x Andaraí – Por do sol em Igatu 2º Dia – Balneário Rio Paraguassu – Cachoeira Donana – Poço Encantado – Poço Azul – Sempre Vivas - Cemiterio Bizantino 3º Dia – Cachoeira Orquideas – Parque do Espalhado – Recanto Verde - Cachoeira Buracão – Ida para Lençois 4º Dia – Gruta Lapa Doce – Rio Pratinha – Gruta da Pratinha – Gruta Azul – Mucugezinho – Poço do Diabo e Morro Pai Inácio 5º Dia – Cachoeira da Fumaça – Riachinho 6º Dia – Cachoeira Ribeirão do Meio – Cachoeira do Mosquito – Morro Pai Inácio (de novo) 7º Dia – Ida cedo para Salvador – Praia do Forte – Praia Guarajuba – Aldeia Hippie de Arembepe – Recepção apê amigo baiano Marcus Vinicius – Pelourinho 8º Dia – Farol da Barra – Praia Porto da Barra – retorno para Vitória. Planilha suscinta de gastos – fora a passagem aérea Aluguel carro 7 diarias R$ 440,00 R$ 110,00 (por pessoa) Combustivel 500,00 R$ 123,00 por pessoas 6 noites pousada simples sem café manha R$ 150,00 Entrada Poço Azul 20 Entrada Poço Encantado 15 Guia Cachoeira Buracao (Obrigatorio) 100,00 25 Entrada Pai Inacio (2 vezes) 10 Entrada Lapa Doce 20 Entrada Gruta Pratinha com flutuação 45 (foi 0800) ----- Entrada Cachoeira Mosquito 10 Café da manha, almoço,lanche e muitas cervejas 317 TOTAL POR PESSOA 800 Informações de distâncias: Lençóis/Vale do Capão: 70km Lençóis/Andaraí:100km Lençóis/Mucugê:150km Lençóis/Ibicoara:230km Lençóis/ Poço Azul: 110km Lençóis/Poço Encantado: 150km Lençóis/Pai Inácio:30km Mucugê/Ibicoara: 80km Ibicoara/Buracão: 30km No link tem um video que resume o tão fantastica foi a nossa Expedição!!!!! MELHOR ASSISTIR OPÇAO HD Este link tem o album de fotos da Expedição: https://www.facebook.com/wesley.ribeiro.16547/media_set?set=a.10202062165898902.1073741873.1329519609&type=1
  23. A primeira coisa que uma pessoa que nunca fez trilhas longas pensa antes de fazer uma trilha de 5 dias é: “meu deus do céu, vou andar sem parar 5 dias, será que eu agüento? Nhe nhe nhe nhe”. Bem, tem trilha que é isso mesmo, kkkkk, andar sem parar o tempo todo! Eu particularmente adoro isso! Mas o Vale do Pati, não, você anda bastante nos dias de ir e de voltar, mas os dias que você fica no Vale as caminhadas são até os atrativos do local, e essas caminhadas, dependendo de onde você estiver, não são tão longas assim, e você pode tirar uns dias de descanso no próprio Vale. Já vive em uma agitação louca de tempo e horários durante a vida toda, na cidade, vai ficar na mesma nóia no PARAÍSO? Sai dessa, vamos descomplicar o Vale do Pati AGORA!!! Os preços praticados pelos guias na Chapada Diamantina são altos (principalmente se você é um mochileiro quebrado como eu). Para o Vale do Pati pratica-se o preço de R$ 150,00 por pessoa por dia, incluindo alimentação durante a trilha, estadia na casa de nativos, alguns guias cozinham e levam todo o peso bruto da comida, panelas, kit de primeiro socorros, neste caso o turista leva apenas uma mochila de ataque com seus itens pessoais e não precisa fazer nada além de levar seu próprio corpo, outra opção é sem nada incluso que custa cerca de R$ 80,00 por pessoa por dia, neste caso o guia apenas conduzirá o turista pelas trilhas, ficando a cargo do contratante pagar a estadia diretamente aos nativos e levar sua comida, o guia vai ajudar a fazer a comida, caso tenha que ser feita na mata. Levando-se em conta que o Vale do Pati oferece várias atrações naturais e cada uma exige um dia para ser visitada e gasta-se no mínimo um dia inteiro para chegar no vale e outro para ir embora, o passeio exigirá então, no mínimo, para conhecer muito pouco o vale, 4 dias, o que já custaria a apenas um turista a bagatela mínima de R$ 320,00 sem contar os gastos com comida e estadia, e ele vai ver muito pouco do Vale. Esse valor pode variar de acordo com a época do ano e quantidade de pessoas no grupo. Eu recomendo o mínimo de 6 dias no Vale, e ainda acho pouco, imagine que para um grupo de 4 pessoas esse passeio de 6 dias sairia um total de R$ 3600,00 com tudo incluso, um valor bem interessante para um guia fazer em apenas uma guiada de menos de uma semana, não é?! Imagine grupos grandes com 10 pessoas ou mais, neste caso o guia contrata ajudantes que carregam peso e ajudam os turistas durante a trilha, evitando que se dispersem do grupo e se percam, mas o valor sobe estratosfericamente e torna o trekking inviável para muita gente quebrada como eu. Outra opção é pegar a trilha por conta própria, sem guias e sem gastos exorbitantes. Essa opção é bem mais arriscada e exige algum preparo extra, além de resistência física (sempre vai exigir resistência, com ou sem guia), mas é perfeitamente possível se você já está minimamente familiarizado com trilhas e acampamento. Ou seja, se você já foi escoteiro, já pegou outras trilhas com pernoite na mata, sabe ascender fogo e cozinhar, enfim, se tiver noção do que está fazendo, vá sem guias. O guia sempre será uma segurança, além de conhecer a flora, a fauna e a história do lugar, o fator limitante aqui é grana ou vontade de se aventurar sozinho (os dois no meu caso). E para mim o próprio guia é um fator limitante, eu gosto de fazer o que me der na telha e não de seguir roteiros pré-programados que todo mundo faz! Agora se você for optar por um guia, exija da agência ou procure um guia NATIVO e converse com ele antes de fechar, pra ver se as personalidades batem, existem muitos guias de fora no Capão, alguns são muito bons, conhecem muito a mata, são boas pessoas e desejam o bem do turista, mas alguns são uns xibungos que falam abertamente que gringo tem mais é que se perder, que dão indicações erradas, que apagam marcações nas trilhas, que arrumam brigas com pessoas que vão sem pagar guias e só querem seu dinheiro, cuidado com esse tipo de guia, muitas vezes eles são os mais “descolados” que cobram mais barato pois não tem a quem guiar, normalmente. Cuidado com os muito doidos que dizem que são guias mas não sabem de nada do mato. Procure referências, peça para ver fotos, entenda a trilha que você vai fazer antes de fazer! As trilhas do Vale do Pati são algumas das trilhas mais movimentadas do Mundo e estão sempre cheias de turistas, trilhas dessas (pense bem) não podem ser pouco marcadas, e não são, dizem que as trilhas do Capão não são trilhas, são rodovias, de tão marcadas que são (kkkkk) e você provavelmente vai encontrar outros grupos caminhando na mesma trilha (hora perfeita para aproveitar para tirar dúvidas com o guia dos outros). Ao contrário do que dizem, as trilhas são muito fáceis de encontrar, embora sejam longas. Você só vai se perder se pegar uma trilha muito menor e menos marcada que a trilha principal, o que intuitivamente não vai fazer e se fizer, relaxe, você acabou de aprender um caminho novo para lugar nenhum e nunca mais vai entrar nele outra vez, volte por onde veio e encontre o seu erro, agora entendendo mais a geografia do lugar, sem se desesperar. Existem muitas trilhas que levam ao Vale do Pati, as mais famosas saem do Vale do Capão, de Guiné e de Andaraí. A trilha clássica e o visual mais bonito é uma das três que saem do Capão. A trilha mais curta, porém menos impressionante, leva o vale do Pati à Guiné. Uma linda trilha usada antigamente pelos mais de 2000 habitantes que existiam no Pati é a trilha que leva à Andaraí pela Ladeira do Império. Também existem trilhas que levam à Mucugê e Igatu, mas são bem mais roots e eu não conheço ainda. As 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati tem um bom trecho em comum, saem do “Bomba” (bairro do Capão) subindo em direção ao Gerais dos Vieiras, passando pelo Córrego das Galinhas, uns minutos a frente pode se ver um extenso caminho levando às montanhas do Pati, à direita se vê uma enorme serra (Serra do Candombá) que se estende praticamente em linha reta até o Pati, à esquerda se vê cadeias de montanhas que lhe fazem perceber que está no meio de um enorme vale onde se encontra o Gerais do Vieira (Gerais é um tipo de fito fisionomia, com solo raso e vegetação geralmente rasteira, muito sol na moleira). Nesse ponto, depois do Córrego das Galinhas existe a primeira bifurcação importante, existe uma grande trilha principal que segue aparentemente para a direita enquanto outra trilha, também bem marcada, segue para a esquerda. A trilha da esquerda é a trilha que leva ao Pati passando pela Cachoeira do Calixto, é uma trilha mais difícil, exige pernoite na mata (existe um lugar onde as pessoas usualmente acampam, se chama Toca do Gaúcho), passa por uma parte descampada e depois por uma floresta que me arremeteu à Mata Atlântica e à Mata Ciliar (do Cerrado), até chegar na fabulosa Cachoeira do Calixto, depois mais 3horas de caminhada na floresta, recheada de aves e palmito Jussara nativo, chega-se à “Prefeitura” ou “Casa de Jailson” que são, na verdade, casas de nativos que recebem os turistas, eles oferecem quartos com camas (R$ 25,00), alojamentos para isolante térmico (R$ 15,00) ou área para camping (R$12,00), também oferecem refeições (a combinar). Retornando à primeira bifurcação, viramos agora à direita, continuando a trilha principal por alguns minutos, passando por alguns córregos (nunca vire nas trilhas à esquerda a partir daí, siga a principal, pela direita), chegamos agora em um corregozinho bem impactado, com várias trilhazinhas para tudo que é lado. Esse é um momento de atenção!!! Explore as alternativas de trilhas do lugar para se localizar!!! Seguindo reto você vai subir um pequeno elevado onde vai haver uma bifurcação bem visível, à esquerda andando apenas alguns metros você vai chegar no “Rancho dos Vaqueiros”, é um ponto de apoio coletivo, trata-se de uma casinha de pau-a-pique que fica trancada, mas tem uma varandinha que pode ser utilizada para dormir e/ou cozinhar, existe uma piscina natural de água geláááááda e algumas árvores frutíferas (que se você tiver sorte vai estar na época), voltando à bifurcação, à direita é a “Trilha das Mulas”, só seguir reto e sem dó de ser feliz que essa trilha vai te levar direto para a “Igrejinha” ou “Ruinha”, tenha em mente que a Serra do Candombá estará sempre à sua direita e é só ir a seguindo ao longe que não tem erro. Vale lembrar que das 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati essa Trilha das Mulas é a mais curta, porém não tem o mesmo visual das outras duas e da vez que passei por ela estava chovendo e a lama mole da trilha fazia meu pé afundar até o tornozelo a cada pisada, as vezes até a metade da canela, sem contar as urtigas e samambaias que vão te queimando e arranhando durante o percurso, também é a trilha que tem mais sombra, acho que em época de pouca chuva é tranqüilo de fazer. Voltando ao riacho impactado, virando bruscamente à direita, no rumo da Serra do Candombá, está a trilha mais bonita e clássica do Vale do Pati, seguindo essa direita chega-se no pé da serra onde se inicia a subida do “Quebra Bunda”, é uma subida vertiginosa de uns 30 minutos, sobe até o “Gerais do Rio Preto” que é a parte superior da serra, a partir daí é só ir margeando a beira da Serra por quase todo o percurso, existem várias entradinhas à esquerda que levam a belíssimos mirantes, vale a pena entrar em todas para descansar e olhar. Permaneça na trilha principal e não entre nas bifurcações à direita, elas te levarão a Guiné. Seguindo a serra por algumas horas você chegará à beira da “Rampa” descida vertiginosa e tensa (que vira uma subida deliciosamente torturante caso volte por aí). Essa parte exige atenção pois se não perceber o lajedo da descida vai passar reto e errar a trilha, indo no rumo do Cachoeirão por cima ou Mucugê (acredite, você não vai chegar em Mucugê se errar essa trilha, é bem longe, só vai andar pra cacete e depois voltar tudo) . Do alto da Rampa se vê uma montanha com uma trilha bem marcada em um morrinho logo à frente, abaixo e à direita já dá pra ver a “Igrejinha”, se você estiver nesse ponto, procure a descida, vai ser fácil de achar, mas cuidado na hora de descer. Chegando em baixo, você vai ver que a descida cruza uma trilha, virando à esquerda você vai chegar em menos de 10 minutos na Igrejinha, seguindo reto você vai passar por uma pontezinha improvisada e depois subir a trilha do “morrinho” que você viu lá de cima, depois desce tudo e pronto, você estará dentro do Vale do Pati, vai passar pela casa de Dona Lea, seguindo depois para a casa de André e de Dona Raquel. Das atrações do vale destaca-se a convivência com os nativos, que habitam o lugar a algumas décadas, vivendo de modo tradicional, com o que eles tem lá, meio de transporte lá é cavalo e burro, fora a caminhada, constroem suas casas com madeira e barro locais, quase sem cimento, que é pouco utilizado apenas nas bases das casas mais novas, tem uma culinária peculiar, não deixe de provar o Palmito de Jaca e o Godó de Banana Verde, converse muito com eles, entenda mais do seu modo simples de viver, talvez você nunca mais volte a ser o mesmo! Dentro do Vale do Pati existem várias atrações naturais onde é possível a visitação, as mais conhecidas e visitadas são: Cachoeiras dos Funis, Morro do Castelo (ou Lapinha), Cachoeira do Calixto, Cachoeirão (por cima e por baixo), Poção (ou Poço da Árvore). Vou explanar um pouco como são atrativos tendo como ponto inicial a Casa de Dona Raquel, que é o lugar mais famoso onde a galera fica quando chega, além da casa de Dona Raquel, também tem a Igrejinha, Casa de Dona Lea, Casa de André, Casa de Agnaldo e Casa de Seu Wilson, que ficam no chamado “Pati de Cima” que é por onde a galera que vem do Capão normalmente chega. Ainda tem o “Pati de Baixo” onde tem a Prefeitura, Casa de Jailson, Casa de Seu Eduardo e Casa de Jóia que também recebem turistas. Procure ter um mapa que vai ajudar MUUUUITO, você pode conseguir um bem detalhado por R$ 20,00 na pousada “Pé na Trilha”, no Capão. Cachoeiras dos Funis: é um dos atrativos mais perto (ponto de referência Casa de D. Raquel), para chegar na primeira cachoeira é preciso pegar uma trilha subindo que passa ao lado da casa de Seu Wilson, depois desce tudo à direita até chegar na margem do rio Pati e vai subindo, a partir daí não tem erro. Chegando na primeira cachoeira que já pede um bom banho, vai seguindo pelo lado esquerdo do leito (esquerdo de quem vai subindo o rio) pelas trilhas, vai chegar na Segunda cachoeira, preste atenção do lado esquerdo tem uma “escalaminhada” sobe ela, passa pela cachoeira por cima, e continua pelo lado esquerdo as trilhas até a ultima cachoeira que tem um bom lajedo para tomar um solzinho no melhor estilo calango. Morro do Castelo: Fica de frente para a Casa de D. Raquel e o acesso é por uma subida íngreme, porém curta do outro lado do rio, pouco depois da Escolinha abandonada do Pati. Chegando lá em cima (aproximadamente 40min de subida depois) tem um mirante de onde se vê o Pati e as casas dos moradores, também da pra ver a ultima cachoeira dos Funis. Seguindo a trilha por mais 15 minutos você vai chegar à boca de uma gruta que atravessa para o outro lado da montanha, você vai ter que entrar nessa gruta, então leve lanterna, atravessou a gruta está do outro lado do Castelo, subindo umas pedras saindo por uma fenda. Virando a esquerda existe uma trilha que leva ao mirante mais espetacular da Chapada Diamantina, de lá se vê os dois vales, do Rio Pati e do Rio da Lapinha, no primeiro a ultima cachoeira dos Funis e no segundo a belíssima Cachoeira do Calixto, da até pra ouvir o som da água! Voltando para a fenda e v irando a direita a trilha leva a um novo mirante que dá pra ver o Pati de Baixo, seguindo a trilhazinha a esquerda passando pela mata vai chegar em um terceiro ponto de caverna chamado “Janela”, entrando lá e descendo para a caverna você vai dar em uma galeria subterrânea ainda maior que a primeira e percorrendo toda ela chega em uma fenda que vai dar bem no meio da primeira galeria por onde passamos na primeira entrada da gruta, vire a esquerda e vai estar de novo na boca da gruta, voltando a trilha. Não deixe de subir o Castelo se for no Pati, é sensacional! Pico mais lindo que eu vi na Diamantina! Cachoeira do Calixto: uma belíssima cachoeira, convidativa para um delicioso banho, saindo de D. Raquel passando pela prefeitura, atravessa o rio pelas pedras, contorna o morro do Castelo e o Morro Branco do Pati, chegou nela, uma andada de 3horas de duração, porém vale MUITO a pena, lá tem lugar para armar barraca, então se não quiser ir e voltar, programe bem seu itinerário para passar pelo Calixto quando estiver deixando o Pati. Mais no final vou deixar um roteiro interessante para se seguir no Vale. Cachoeirão: existem vários caminhos que levam ao cachoeirão, vou falar só dos mais simples, os outros descem fendas íngremes e perigosas, então se quiser saber desses caminhos, pergunte lá no Pati para algum nativo, ele vai te explicar melhor que ninguém, mas cuidado com o baianês deles! O Cachoeirão é como a Cachoeira da fumaça, um barranco de 300 metros de altura no final de um vale profundo de onde se desprendem mais de 20 cachoeiras com até 280 metros (na época de cheia), um lugar incrível. As trilhas por baixo e por cima são bem diferentes uma da outra, por cima tem que voltar de D. Raquel sentido Igrejinha, ao invés de subir o barranquinho, continue a trilha a esquerda, como se estivesse indo para trás da Serra do Sobradinho, vai passar por uma porteira, abra e feche a porteira, siga a trilha principal, atravesse o rio, suba uma ladeirinha, vai dar lá em cima do Candombá novamente, continue a trilha, vai passar por umas arvorezinhas onde a galera acampa e seguir direto, lá na frente, cerca de 1h30 de caminhada depois vai haver uma bifurcação, a esquerda é nosso caminho, a direita vai para Mucugê, não vá para Mucugê, é longe pra caralho (eu já me perdi aí e andei o dia todo sem ver nada, só sol quente e nenhuma árvore) pegando a esquerda vamos parar em um lajedo, olhando para frente tem uma descida e la na frente já da pra ver a trilha, siga as setinhas e a trilha mais batida. Nesse ponto é só lajedo, muita gente se perde aí, então preste muita atenção para não se perder na volta. Atravessa um reguinho d’água, à direita fica a Toca do Gavião, ponto de dormir, siga reto para o cachoeirão. Chegando lá tem um lajedinho e um pocinho do rio, do lado esquerdo do rio atravessa para um dos mirantes, do lado direito para o outro mirante, explore o lugar todo a partir daí, entre nas trilhazinhas e vá tirando suas próprias conclusões, não esqueça da máquina fotográfica, eu tenho muito poucas fotos daí pois acabou a bateria da câmera, das duas vezes q fui lá, não deixe o mesmo acontecer com você. Cachoeirão por baixo, siga de D. Raquel sentido Prefeitura, na prefeitura passe direto e vire a esquerda e vá caminhando até a Casa de Eduardo, no caminho você vai passar pela entrada do Poção que fica logo antes de uma ladeira à esquerda perto de uma grande pedra (Toca da Árvore). Chegando em Seu Eduardo provavelmente você vai ter que dormir lá, de D. Raquel até S. Eduardo são 3h de caminhada, e de Seu Eduardo até o Cachoeirão, mais 2 horas, então já viu, vai andar! Cuidado no caminho do cachoeirão por baixo, são muitas pedras escorregadias e boa parte do caminho é pelo leito do rio, não se arrisque demais, lembre-se que o socorro está bem longe! Chegando lá você vai ver o primeiro poço, suba as pedras e lá dentro da floresta procure um caminhozinho meio fechado à esquerda, vai dar no Poço do Coração, lindíssimo e geladíssimo! Com essas explicações, um bom mapa, noção do que está fazendo, aquela “boca de quem vai à Roma” e um pouco de coragem você vai conseguir curtir o Pati sem gastar rios de dinheiro e sem a rigidez de um guia por perto. Pura diversão! Roteiro MASTER 360 no Pati: Dia 1: Caminhada Capão – Casa de Dona Raquel (pernoite) Dia 2: Descanso na casa de D. Raquel ou pule para o dia 3 Dia 3: Cachoeiras Dos Funís e volta pra D. Raquel (pernoite) Dia 4: Casa D. Raquel – Cachoeirão por Cima – Casa D. Raquel (pernoite) Dia 5: Castelo de manhã, almoço em D. Raquel, caminhada até a Prefeitura (pernoite) Dia 6: Caminhada Prefeitura - Poção (Poço da Árvore) - Casa de S. Eduardo (pernoite) Dia 7: Caminhada S. Eduardo – Cachoeira do Calixto (pernoite em barraca) Dia 8: Cachoeira do Calixto – Vale do Capão Obs: É interessante deixar uns dias pra descanso, é bem intenso e o resultado é o mesmo de um SPA, mesmo comendo feito um touro você vai chegar mais magro. Esse roteiro dá pra adaptar de modo a passar a noite na casa de vários nativos. ATENÇÃO: Cuidado com seus pertences. Não deixe lixo em lugar nenhum, leve todo ele com você, inclusive o orgânico, ele se decompõe sim, mas também causa impacto, não existe farinha de trigo no mato, não existe sal, nem açúcar refinado, então não deixe eles lá. Use sabão de coco para se lavar e lavar os utensílios, sempre em água corrente. Não acenda fogueiras debaixo das grutas, muitas delas já estão pretas de tanta fumaça, ao invés de queimar madeira leve um fogareiro, ou no mínimo um litro de álcool e uma latinha de atum, você já consegue cozinhar assim. Não retire plantas e pedras. Deixe somente pegadas e leve apenas saudade e fotografias. Tenha consciência, outros passarão por ali depois de você. Use esse texto com responsabilidade. Não se arrisque demais! Quem gostou do texto e quiser seguir minha fanpage: http://www.facebook.com/TudoDeuCertoVireiHippie
  24. Antes tarde do que nunca, relataremos a seguir uma viagem que eu e B.G. fizemos de carro para curtir tranquilamente a Chapada Diamantina. Como já conhecíamos Lençóis e seus arredores, desta vez optamos por explorar outras paisagens e encontramos boas surpresas, como a vila de Igatu, um lugar encravado no meio das montanhas, com muitas trilhas e moradores cheios de histórias pra contar. A viagem durou 14 dias e começou em Brasília, no dia 13 outubro de 2012. Segue o relato, esperamos que ajude! Gastos prévios (todos os valores são para duas pessoas): - gasolina (32 litros) R$82,90 - lanche para estrada R$ 16,50 - lanches viagem R$52,30 Dia 1 - De Brasília a Ibotirama/BA Saímos de Brasília às 07hs30min, passamos por Posse/GO, Luiz Eduardo Magalhães/BA, Barreiras/BA e, depois de rodados pouco mais de 800km, chegamos em Ibotirama/BA, onde pernoitamos. Chegamos às 16hs e fomos direto para o Hotel Velho Chico (depois da ponte, à esquerda), pois tínhamos uma indicação de lá. O hotel é meio caído, o quarto estava sujo, mas valeu pela localização e saída direta para o Rio São Francisco: tomar uma cerveja gelada de frente para o rio e assistir ao espetáculo do pôr do sol não tem preço. Gastos do dia: - gasolina (27,47 litros) R$82,08 - 2 cervejas R$10 - isca de peixe R$23 Dia 2 - De Ibotirama ao Vale do Capão Pegamos a estrada às 7hs, rumo ao Vale do Capão. Passamos por pequenos vilarejos, à beira da estrada e em meio à paisagem árida, porém bonita. Mais bonito ainda é quando começamos a avistar os picos da Serra do Espinhaço, seus morros e chapadões. Depois de rodar pouco mais que 200km chegamos em Palmeiras, cidade que preserva algumas construções históricas e coloridas. Paramos, caminhamos um pouco e seguimos viagem. De Ibotirama até Palmeiras, a estrada estava toda asfaltada e em bom estado de conservação. De Palmeiras até a chamada Vila do Capão (ou Vila Caeté-Açú) são 28km de estrada de terra. Chegando na Vila do Capão fomos direto para a Pousada Pé no Mato, logo depois da ponte, na rua que dá acesso ao centrinho. A pousada é excelente: ótima localização, muito limpa e café da manhã farto. O local oferece diferentes tipos de acomodação: chalés individuais, suítes com varanda, suítes simples e quartos coletivos com banheiro compartilhado (tipo hostel). Optamos pelo chalé, com direito à rede na varanda e vista para a montanha. Tomamos uma cerveja no boteco da praça, experimentamos o delicioso pastel de palmito de jaca da Dona Dalva e jantamos um PF no restaurante da Dona Deli. Site Pé no Mato: http://www.penomato.com.br/ Gastos do dia: - hotel Velho Chico R$80 - gasolina (42L) R$124 - uma cerveja no boteco capão R$5 - 2 pastéis dona Dalva R$5 - 2 PF R$22 Dia 3 - Vale do Capão O café da manhã da Pé no Mato era servido a partir das 08hs, o que consideramos um ponto negativo. Mas vale a pena esperar, pois é muito bem servido: três tipos de suco, café, leite, frutas, granola, mel, queijo, pão quentinho, ovos mexidos, mingau de aveia, inhame cozido, banana da terra, beiju de tapioca, cuscuz de milho, tudo servido num ambiente super aconchegante. Partimos a pé para a trilha do Rio Preto e Cachoeira das Rodas, tínhamos algumas referências que encontramos no mochileiros. Caminhamos, caminhamos e eis que descobrimos que estávamos na trilha errada, quando encontramos um grupo que nos avisou que aquela era a trilha para a Serra do Candombá. Demos meia volta e pegamos a trilha “certa”. Após algumas subidas e descidas chegamos os poços do Rio Preto, que estavam bastante secos, devido à temporada de seca prolongada daquele ano. Demos um tempo e seguimos para a Cachoeira das Rodas. Chegamos num grande “escorregador” de pedra, pocinhos e banheiras naturais, mas com pouca água. À noite jantamos no café e restaurante natural O Galpão, na primeira rua à esquerda da rua da pousada (em direção ao centro). Comida saudável e gostosa, vale a pena. Gastos do dia: - cartão telefônico R$3,80 - restaurante O Galpão: suco, tagliarini e crepe R$24,50 Dia 4 - Vale do Capão Fomos de carro até a cachoeira Conceição dos Gatos, no povoado vizinho à Vila do Capão. Lá tem um poço gostoso, uma pequena queda d’água e bela vista para o vale. Na volta paramos para conversar com Zezão e Zenaide, que moram na entrada da trilha e cuidam do lugar. Batemos um bom papo regado a café, ambrosia e cocadas preparadas por Dona Zenaide. Jantamos na Pizzaria Integral Capão Grande, famosa por servir apenas dois sabores de pizza, um salgado e um doce. Local agradável e pizza gostosa. Gastos do dia: - 2 entradas cachoeira R$4 - doces R$10 - pizza e cerveja R$29 Dia 5 - Vale do Capão Fomos de carro até a comunidade do Bomba, de lá seguimos caminhando por uma trilha super agradável que leva ao Poço da Angélica e à Cachoeira da Purificação. Mais tarde lanchamos na Toca do Açaí, ao lado do restaurante O Galpão, lugar agradável e atendimento simpático. Comemos sanduíche natural e deliciosos pastéis assados recheados com palmito de jaca. Gastos do dia: - internet R$1 - cerveja R$3,20 - 3 pastéis e 1 sanduíche natural R$10 - cerveja R$5 - água 5L R$6,50 Dia 6 - Do Vale do Capão a Igatu Às 9hs45min deixamos a Vila do Capão, preferimos ir pela BR e não seguir por Guiné, pois o tempo estava meio chuvoso no vale. Passamos por Palmeiras, depois pelo Morro do Pai Inácio (estava bem nublado e já conhecíamos, por isso não subimos), pegamos trechos da BR 242 com intenso movimento de caminhões, seguimos por Andaraí e, finalmente, pegamos a estrada de pedra que leva a Igatu (6km). Estávamos ansiosos para conhecer Igatu e acabamos ficando lá por mais tempo do que o programado, mas menos tempo do que gostaríamos. A vila guarda histórias, gente e paisagens incríveis. Nos hospedamos na Pousada Flor de Açucena, bem na entrada da vila. A construção da pousada procurou preservar as características do local, de modo que grandes pedaços de rocha integram os quartos e demais ambientes. A pousada tem um lindo quintal, com muitas plantas e pássaros, sala de TV com aparelho de DVD, piscina, sauna, cozinha comunitária (os hóspedes podem cozinhar ali), área para barracas e acesso privativo ao Poço da Madalena. Recomendamos a Flor de Açucena! Fomos até o restaurante Água Boa e conhecemos o simpático Neo, que há oito anos administra o lugar. Experimentamos o godó de banana (prato regional) e comemos uma porção de carne de sol. Os preços das comidas não são muito amigáveis, mas o ambiente é agradável, o Neo é uma figura, a comida é boa e tem todo tipo de cachaça curtida em ervas e raízes. Conhecemos o Poço da Madalena e depois fomos até as ruínas da época do garimpo intenso em Igatu, passando pelo cemitério e pela igreja de São Sebastião, toda de pedra. Depois fomos à Galeria de Arte e Memória, próxima a igreja. As ruínas, o casario, as ruas de pedra, a comunidade, tudo faz de Igatu um cenário muito especial. Saímos caminhando pelas ruelas de Igatu em direção à praça central, vimos que o bar do Chiquinho estava aberto e fomos até lá. Chiquinho é um dos grandes personagens de Igatu e estávamos ansiosos para conhecê-lo. Durante as várias conversas que tivemos, Chiquinho nos contou que, alem de guia (“o mais famoso de Igatu”), ele é também raizeiro, grande conhecedor de plantas medicinais e seus usos, mestre de obras, “corretor” de imóveis, dono de bar, assistente de pesquisa (colaborou com vários pesquisadores que estudaram a região), caseiro, figurante de filme (aparece no filme O Homem que não Dormia)...enfim, muitas habilidades, mas sobretudo é trilheiro e montanhista! Seu bar fica na praça central de Igatu e abre apenas quando Chiquinho não está ocupado com seus outros afazeres ou quando dá na telha, pois ele não tem funcionários. Cachaças e infusões de ervas medicinais se misturam a objetos encontrados nas antigas “tocas” de garimpeiros espalhadas pela mata ao redor de Igatu, fotografias, livros, cartazes... Conversando com Chiquinho soubemos da grande queimada que deixou a Rampa do Caim em cinzas e que ele já havia combinado com outro casal de fazer a trilha da cachoeira da “Visagem”. Essa trilha tem partes que antigamente eram utilizadas pelos garimpeiros, mas estava fechada há muitos anos. Toda vez que avistava a Visagem, lá de longe, Chiquinho dizia: "ainda vou lá". Então conversou com um morador antigo da vila, pediu as referências e iniciou o processo de abertura e limpeza da trilha. Foram 31 dias de trabalho duro! Então lá fomos nós encarar essa “nova” empreitada. Site Pousada Flor de Açucena: https://sites.google.com/site/igatur/ Gastos do dia - 4 diárias da pousada no capão R$480 - taxa serviço pousada R$25 - gasolina (27L) R$77,55 - Restaurante Água Boa, almoço: 2 cervejas R$10; dose cachaça R$1; godó R$6; carne de sol R$16. lanche: 2 pasteis, caldo de feijão e cachaça R$10 - capuccino na galeria de arte R$5 - cerveja no bar do Chiquinho R$4 Dia 7 - Igatu Tomamos café da manhã na pousada, observando os pássaros que chegavam para comer as frutas nas árvores ao redor. O local onde é servido o café da manhã é muito agradável, dava vontade de passar horas ali. Conhecemos Alain e Juscilene, os donos da pousada, e logo depois chegou Chiquinho, com um ramo de arruda da serra, boa pra curar rinite e sinusite. Na noite anterior inalamos a infusão preparada por ele com a planta, mas nada se compara à sensação de cheirar a própria folha, após esmagada com os dedos e extraído o seu óleo: passados alguns instantes, os olhos ardem e lacrimejam muito, e ainda sentimos uma dormência se irradiar do topo da cabeça até a nuca. O efeito dura em torno de um minuto. *Trilha da Visagem Perto das 9hs iniciamos a “trilha da Visagem”. Valente, o cachorro do Chiquinho, também nos acompanhou. Iniciamos subindo a rua ao lado do bar do Chiquinho, passamos por algumas casas de pedra construídas e alugadas por ele. Logo saindo da vila já tem várias áreas reviradas em busca de diamante. Seguimos por meio de um dos canais de garimpagem até atingir a vertente da margem direita do Rio dos Pombos. No caminho, alguns pequenos poços, muitas bromélias, orquídeas, cactus e plantas medicinais que Chiquinho foi apresentando: “velame” é planta boa para curar infecção urinária; “pedestre” é bom para dores e “esquecimento”; “arruda da serra” é bom para rinite e sinusite, dentre outras. Também encontramos a “batata da serra”, que colhemos e trouxemos para comer. Nesse trajeto ainda há muitas tocas e nestas são encontrados utensílios utilizados antigamente nos garimpos. Continuamos subindo até chegar à toca do Chiquinho, onde descansamos, pois já estávamos caminhando por uma hora. Logo descemos para atravessar o rio e começar uma subida mais íngreme até contornar a primeira vertente na direção noroeste. Depois de subir e subir, ao atingir a passagem da vertente da margem esquerda, mais uma parada para descanso, onde já avistamos parte da baixada de Andaraí e logo continuamos mais a oeste, quando foi possível também ver um casal de águias. Mais adiante passamos por um lajedo e encontramos o que, segundo Chiquinho, seriam fezes de onça. Mais subidas íngremes, até chegar ao leito do rio, que estava completamente seco. Caminhamos por ele, contornamos um paredão, escalamos umas pedras ao lado do que seria a queda d'água da cachoeira seca (onde Chiquinho disse que ira colocar cordas, para garantir o acesso na época de chuvas), avistamos parte da “ladeira do império”, de um lado, e Marimbus e praias do Paraguaçu, para as bandas de Andaraí...se forçar bem a vista para o norte – diz ele – o que se vê é parte da crista da Cachoeira da Fumaça. Caminhamos um pouco mais e logo chegamos ao topo da Cachoeira da Visagem. A volta foi mais rápida, pois não paramos para descansar e já estava ficando tarde. O passeio durou o dia inteiro e terminou no poço das “cadeirinhas”, umas 17hs30, para um banho revigorante e um belo pôr do sol. Chiquinho nos contou que toda vez que percorria a Rampa do Caim avistava a Visagem e dizia que um dia iria até lá. Por ali, já passaram muitos garimpeiros e, no auge da exploração de diamante, comunidades viveram no que hoje são ruínas. Muitos caminhos antigos foram fechados pela mata densa e a idéia de Chiquinho é abrir e limpar alguns desses caminhos, fazer novas trilhas, mas para isso precisaria de mais apoio financeiro, inclusive dos donos de pousadas de Igatu, pois esse trabalho certamente estimularia o turismo no vilarejo. Fazer a trilha com Chiquinho é um privilégio! Pelas histórias, pelo conhecimento, pelo amor que ele tem pelas montanhas. Segundo Chiquinho, após a reabertura daquela trilha, apenas seis pessoas, contando com nós quatro, foram até lá com ele. Chiquinho é muito doido, se embrenha na mata, não tem medo de nada. Para acompanhá-lo é preciso disposição física e um bocado de cautela. O bom é que, na ida, ele vai parando, explicando tudo, mostrando as plantas, contando causos, sem pressa. No fim do dia, uma gelada no bar do Chiquinho e janta no restaurante da Edilurdes, o Xique-Xique, onde tem um PF bem servido, gostoso e com ótimo preço. Depois fomos conhecer o Seu Guina, outro “personagem”, dono do Bar Igatu, também na praça central, que funciona há 39 anos e onde vende-se de tudo um pouco. Gastos do dia: - guia R$50 - cerveja R$2 - 2 PF e 2 cervejas (lata) R$25 Dia 8 – Igatu O plano inicial era partir para Mucugê, mas era difícil deixar Igatu...Faltava conhecer outro grande personagem da vila: Amarildo dos Santos, que já foi professor, telefonista (quando Igatu tinha um posto telefônico), hoje trabalha no Centro de Atendimento ao Turista (quando está aberto), tem um pequeno comércio na sala de casa (ou “ponto do Amarildo”), é “fã número 1” da Xuxa e do Roberto Carlos e, sobretudo, é o guardião da memória de Igatu. Amarildo tem um verdadeiro arquivo público em sua casa. Fez, por conta própria, um censo da comunidade, que é atualizado constantemente ou conforme o transcorrer dos fatos em Igatu. Tem os dados exatos da população de Igatu: naquele dia 20 de outubro de 2012 moravam na vila 382 pessoas (até o dia anterior eram 386, mas 4 se mudaram para Mucugê). Os nomes de cada um dos moradores, sua idade e genealogia, estão registrados no caderno de Amarildo, e ele ainda classifica os moradores por gênero e se é nativo ou não-nativo. Há também o registro dos moradores temporários, dos carros e motos, dos turistas que visitam o seu “ponto” (são convidados a anotar o nome e a procedência em um dos cadernos). Amarildo também tem pastas organizadas por temas: pessoas famosas que visitaram Igatu, artistas que se apresentaram nos festivais de música de Igatu, meios de comunicação em que seu nome foi citado, dentre outros. Além disso, Amarildo é escritor, tem sete livros, que a cada ano recebem uma nova edição e são vendidos em seu “ponto”, todos manuscritos. As capas das edições de 2013 estavam expostas na parede e sobraram apenas dois exemplares de 2012 para vender, um sobre as atrações turísticas de Igatu e outro sobre a história de Amarildo. Compramos o segundo. Antes de deixarmos a sua casa, que fica bem próxima à praça, Amarildo ainda nos presenteou com dois lindos colares de semente de eucalipto, confeccionados por sua esposa. Passaríamos horas conversando com ele. Mais tarde encontramos Chiquinho na praça e ele abriu o bar para nós. Tomamos uma cerveja e conversamos um bocado. Chiquinho tem muitos causos pra contar sobre as trilhas, os amigos, os filmes dos quais participou, histórias de Igatu... Fazia muito calor e resolvemos tomar um banho no Poço da Madalena. O cenário estava lindo, com o sol batendo nas pedras e refletindo no poço. De lá fomos jantar novamente no restaurante Xique-Xique, na companhia de Valente, o cachorro trilheiro de Chiquinho – segundo ele, Valente “adora turistas”. Chegava a hora das despedidas...fomos até o bar do Seu Guina, trocamos idéia com ele, tomamos a última cerveja da geladeira, compramos um par de chinelos, um pacote de café e um requeijão de Jussiape. Voltamos ao bar do Chiquinho, compramos uma garrafa de infusão de Arruda da Serra e nos despedimos. Passamos no restaurante Água Boa, comemos mousse de limão e nos despedimos do simpático Neo. Em Igatu, as referências são as pessoas, as personalidades locais são as grandes riquezas daquele lugar. De alguma forma, Igatu nos fez lembrar de Remedios, em Cuba... Gastos do dia: - livro do Amarildo R$20 - 3 cervejas (lata) R$6 - 2 PF e uma lata R$22,50 - compras Bar Igatu: sandália R$10, café chapadinha R$3, requeijão R$15 e cerveja R$5 - infusão R$15 - mousse de limão R$4 Dia 9 - De Igatu a Mucugê Nos despedimos de Igatu. São 22km até Mucugê, 6 deles em estrada de terra. Lá chegando, nos instalamos na Pousada Pé de Serra e saímos para conhecer a cidade. Fomos até o Cemitério Bizantino, mas nem entramos, na verdade o que mais chamou nossa atenção foi a montanha que está atrás do cemitério, um belo paredão. Depois fomos até a Praça do Garimpeiro e ao Museu Histórico Municipal – o museu é bem pequenininho, mas gostamos de ver as fotos dos pioneiros, das pessoas que ajudaram a fazer a história da cidade e da região, boa parte delas descendente de escravos (quatro deles ainda estão vivos e com quase cem anos de idade). Almoçamos no restaurante da Dona Nena, uma simpática senhora, que serve deliciosa comida caseira no fogão à lenha da sua casa. Depois voltamos para a Pé de Serra e resolvemos subir no mirante, o acesso é privativo pelos fundos da pousada e a vista é linda! Foi muito impactante ver a fumaça provocada por uma grande queimada nas serras...muito fogo e a fumaça densa cobriu Mucugê naquela tarde. Caminhamos por Mucugê, que tem praças muito bem cuidadas, casario bem conservado e é emoldurada por lindas serras. Conhecemos a Pousada Refúgio da Serra e o Restaurante Cascalho, do simpático Zé Rubens. A pousada é muito bonita e os quartos parecem muito confortáveis, mas o preço não nos atraiu: R$160,00 (casal). Porem foi bom trocar uma idéia com o Zé, que nos contou um pouco sobre a história de Mucugê. Site Pousada Pé de Serra: http://www.pousadapedeserra.blogspot.com.br/ Gastos do dia - 3 diárias pousada R$300 - água 5L + refrigerante R$7,95 - restaurante Dona Nena (R$25/kg), duas refeições, cerveja e sobremesa R$33,50 - restaurante Sabor e Arte (R$34,90/kg) R$22,50 Dia 10 – Mucugê O café da manhã da Pé de Serra é servido num local aconchegante, com fogão à lenha e é muito gostoso: mandioca e batata doce cozidas, salsicha, cuscuz de milho, mingau de tapioca, ovos mexidos, pão, bolos, frutas, sucos, café e leite. A pousada tem uma área externa agradável, mirante e quartos simples, mas aconchegantes. Fomos para o Parque Municipal Sempre Viva, que conta com uma pequena exposição sobre as sempre-vivas e a história do garimpo na região. O forte do lugar são os poços e cachoeiras: a primeira, chamada Piabinha, estava bem seca; já o Poço do Tiburtino estava delicioso para um bom banho e formando pequenas quedas d'água com água morna. O lugar é lindo, dá para passar o dia inteiro ali. De volta à cidade, compramos doces e sequilhos na Vovó Ilza, ao lado da Pousada Mucugê e em frente à agência Trilhas e Caminhos, do Roberto Sapucaia, que tem bons mapas da região (envia pelo correio). Jantamos pizza bem fininha e crocante, no simpático Café.com, em frente à praça central. Depois tomamos uma cerveja no Bar, Restaurante e Lanchonete Central, situado num sobrado tombado como patrimônio histórico nacional. Sentamos no balcão, observamos o movimento e trocamos umas idéias com Zeca, o proprietário do bar. Site Trilhas e Caminhos: http://www.trilhasecaminhos.com.br/ Gastos do dia - 2 entradas parque R$10 - doces e sequilhos R$15 - pizza grande R$25 - cerveja R$5 Dia 11 – De Mucugê a Ibicoara Saímos de Mucugê às 08hs30, até Ibicoara são menos de 100km de distância e a estrada é toda asfaltada. Seguindo a recomendação do Neo, assim quem entramos na cidade fomos direto na agência Bicho do Mato e contratamos um guia, pois não é permitido entrar no Parque Municipal do Rio Espalhado sem estar acompanhado de um guia local. Para chegar até o Parque, a estrada é de terra e a Pousada Casa da Roça fica no caminho, então aproveitamos para deixar nossas coisas no quarto que havíamos reservado. Depois levamos quase uma hora para chegar até a entrada do parque, pois fomos devagar, conversando com o guia William e observando a paisagem. Além dos R$60,00 do guia pagamos mais R$3,00 para entrar no parque (cada um). Logo após a guarita atravessamos um rio (estava bem seco e deu para passar de carro) e paramos no ponto aonde começa a trilha (quando o rio está cheio os carros param antes). A trilha para a Cachoeira do Buracão é bem tranquila: passamos por pequenos poços, cachoeiras secas e cânions. Lá é área de transição entre o Cerrado e a Caatinga e fazia muito calor. Antes de chegar no cânion do Buracão temos duas descidas íngremes pela frente, que são os únicos momentos de trilha mais “puxada”. De repente estamos entre pedras, raízes enormes e árvores maiores ainda, um cenário muito bonito. Caminhamos até o Poço da Gameleira e ali nos trocamos, deixamos nossas mochilas, vestimos o colete salva-vidas (obrigatório) e nos jogamos na água escura do rio que desce a cachoeira e atravessa o cânion. Há também a opção de atravessar por uma pinguela e ir se agarrando no paredão de pedra até o poço maior, de frente para a queda d'água. Fomos nadando, flutuando por entre os paredões do cânion, não tinha correnteza. E eis que nos deparamos com a magnífica Cachoeira do Buracão, com seus 80 metros de queda d'água. O cenário é deslumbrante, um dos lugares mais lindos que já conhecemos. Nadamos até debaixo da cachoeira e ficamos lá por alguns instantes, depois ficamos sentados numa pedra, simplesmente contemplando tamanha beleza. Fizemos o percurso de volta e, no fim da trilha, ainda paramos para tomar um banho rápido nas piscinas naturais formadas no lajedo do Rio Espalhado e apreciamos o pôr do sol. Deixamos o guia na cidade e voltamos para a Casa da Roça. A pousada é super agradável: chalés rústicos e muito aconchegantes, muita área verde, excelente café da manhã e ótimos anfitriões. No momento da reserva combinamos a janta daquela noite e valeu muito a pena! Comemos deliciosas milanesas e tortilhas servidas na cozinha da casa e trocamos ótimas idéias com Bárbara e Daniel, os donos da pousada. Site Pousada Casa da Roça: http://www.acasadaroca.com/ Gastos do dia - 2 diárias pousada Pé de Serra R$160 - 2 entradas parque R$6 - guia R$60 Dia 12 – De Ibicoara a Rio de Contas Bárbara e Daniel cuidam de tudo na pousada, são eles que preparam as refeições e fazem questão de compartilhar bons momentos com os hóspedes. O café da manhã foi um dos melhores da viagem, tudo preparado na hora e servido numa acolhedora casinha de madeira. Éramos os únicos hóspedes naquele dia e tudo era muito farto: café, leite, chá, suco, cuscuz, panqueca, doce de leite, bolo, pão caseiro, bolinho de chuva, presunto, queijo, geléia, frutas...tudo delicioso! Passamos um tempão comendo e conversando com os dois, eles tem muita história pra contar. Depois do café conhecemos um pouco mais da pousada: muitas frutíferas, um roçado e um delicioso poço do rio que passa ao fundo. Deu vontade de ficar, mas partimos para Rio de Contas no fim da manhã. O caminho que pegamos para Rio de Contas, passando por Jussiape, é quase todo de terra, passando por uma serra cheia de curvas e que requer atenção, porém é um belo trajeto e vale o empenho, pois chegar ao sul da Chapada Diamantina possibilita avistar a Serra das Almas e os maiores picos da região, como do Barbado, do Itobira e o Pico das Almas. Nos hospedamos na Pousada Rio de Contas, que tem excelente estrutura: piscina, muitas redes, quarto muito limpo e confortável, além da excelente localização. Foi uma ótima pedida pra terminar as férias no maior “relax”. A cidade é uma gracinha, muito bem preservada. Nesse primeiro dia, além de aproveitar a piscina da pousada, caminhamos sem rumo pelas ruas, admirando o casario, as praças e as montanhas que cercam a cidade. Site Pousada Rio de Contas: http://www.pousadariodecontas.com.br/ Gastos do dia - 1 diária pousada Casa da Roça R$80 - janta para duas pessoas R$40 - geléia, banana desidratada, tempero e café orgânico R$24 - 2 cervejas R$8 - carne de sol, feijão e mandioca R$14 Dia 13 – Rio de Contas O café da manhã foi a parte fraca da pousada: pouca variedade e nada caseiro. Conhecemos o Museu do Zofir Brasil, que reúne obras curiosas do artista plástico local Zofir Oliveira Brasil, que transformava sucatas em arte. Depois passamos o resto do dia caminhando, tomamos uma cervejinha, compramos presentes...nada de mais e a idéia era essa. Gastos do dia - Museu R$4 - 2 cervejas e porção de mandioca R$19 - Café Serra das Almas R$8 - 2 kits de cachaça Serra das Almas (c/ 2 garrafas de 300ml em cada) R$36 - Sorvetes R$3,90 - Havaianas R$9 - Água 5L R$6 - Sopas, torradas, chá e bolachas R$15 Dia 14 – De Rio de Contas a Brasília Chegara o último dia de viagem...Pegamos a BR por Brumado, Bom Jesus da Lapa, Correntina e Posse, fomos direto até Brasília, gastamos umas 12hs de viagem. Gastos do dia - 2 diárias Pousada Rio das Almas R$220 - gasolina (Ibitira/BA - 42 litros) R$122 - lanche R$10 TOTAL (p/duas pessoas) : 2.675,73 Assim terminamos o relato da nossa viagem à Chapada Diamantina, lugar especial e cheio de surpresas...talvez a maior delas, para nós, tenha sido Igatu, não apenas pelas paisagens, mas pela história peculiar e, sobretudo, pelas pessoas especiais que conhecemos lá.
  25. Relato de viagem SÓ Chapada Diamantina de carro de 13/04/2013 a 27/04/2013 Mais um relato de viagem, deste destino espetacular que é a Chapada Diamantina - BA. Impressionante como nosso Brasil é deslumbrante! Passamos pelas cidades: Lençóis, Mucugê, Itaeté, Igatu, Ibicoara e Guiné (pelo que lembro) . Vou ser bem objetivo na descrição das viagens e custos para o pessoal ir se planejando. Fui acompanhado. Falo valores individuais e para os dois ao longo do texto. 1º dia – Salvador x Lençóis Estava na dúvida se alugaria um carro ou iria de ônibus, apesar de os relatos recomendarem ir de ônibus. Como queria ter mobilidade, alugamos o carro pelos 14 dias de viagem, usando o convenio da seguradora com a locadora do veículo. Custo da diária R$ 58,00 (km livre) R$ 812,00. A passagem foi comprada com as milhas da TAM e o retorno pela GOL. A pousada foi a “Casa da Helia” que realmente é a casa dela. Ela e o Sr. Trajano (esposo) são muito solícitos e atenciosos, com o café da manhã todo caseiro e preparado com muita atenção. Só uma observação sobre a limpeza do banheiro que pode incomodar os mais frescos. Rsrsrs Diária foi de R$ 95,00 para 2 pessoas. No mais, recomendo a estada lá. :'> Passamos em Feira de Santana para comprar coisas diversas para comer, para quem não quiser carregar peso no avião, até mesmo por ser no caminho. Compramos no Mercantil (uma loja atacadista) com preços bem atraentes. Tem a farmácia Pague Menos praticamente do lado, que pode ser útil para quem esqueceu de comprar algo. Chegamos à noite e não fizemos nada. 2º dia – Cachoeira da Fumaça e Riachinho Primeiro abastecimento de gasolina R$ 117,00 (R$ 2,93/litro) em Lençóis mesmo. A cachoeira é de uma beleza impar, mas só fomos por cima. Por baixo era uma trilha de 2 dias e não a fizemos. Indo de carro não é muito difícil de chegar, apesar de não ter muita sinalização do caminho. O mapa Caminhadas e Trilhas ajuda bastante (R$ 20,00) comprado em Lençóis mesmo. Vimos o por do sol no Riachinho, visual bem legal e fácil de chegar (logo antes da Fumaça). Jantar no Trattoria que achei normal (R$ 25,00/pessoa). 3º dia – Cachoeira do Diabo, Pratinha, Gruta azul e Morro do Pai Inácio Não contratamos guia para este dia, pois o caminho é muito tranqüilo de se chegar, ainda mais com o mapa acima. Este dia não tinha muito sol, mas mesmo assim deu pra aproveitar bem o passeio. A cachoeira do Diabo é bem legal pra banho e com um visual maneiro também. Depois, rumo a Pratinha (Gruta Azul é do lado). É de propriedade particular a um custo de R$ 15,00/pessoa. O almoço é muito bom e é a quilo. Comi 800g. hehehe (R$ 27,00/kg). A flutuação é obrigatória para quem vai lá! Muito maneiro!! R$ 20,00/pessoa. Abriu um sol na hora que facilitou ver a beleza do lugar. A Gruta Azul é bem legal também para fotografar, não se pode mergulhar. Lembra muito a de Bonito/MS, porém com menos descidas. Rsrs Para finalizar o dia, Morro do Pai Inácio. Realmente, o visual é de tirar o fôlego! Ainda mais para mim, pois tenho medo de altura. Hehehehe Por do sol imperdível! Jantar em lugar que esqueci o nome que fica do lado do Bodega que não gostei da moqueca de dourado.. Foi R$ 25,00/pessoa. Ahhhhh para quem gosta de dirigir como se estivesse em um rally dos sertões, é muito maneiro!! (Indo pra Pratinha, é uma estradinha de terra que tem uma entrada perto de uma placa de hotel no sentido Vale do Capão). 4º dia – Cachoeira do Sossego Contratamos o guia Lázaro da Associação para nos levar até lá por R$ 80,00 para 2 pessoas. Quanto mais gente, eles vão barateando o preço. Depois descobrimos que não nos levou ao mirante da cachoeira... Se puderem escolher outro ou cobrar a ida lá... Informação importante: Há guias não associados que realmente são guias e outros que não são (pilantras). A Dona Helia contou altas histórias de guias contratados de rua que nos deixou um pouco receosos de não contratar o associado. Então, ATENÇÃO. Esta trilha é bem técnica, apesar de não ser difícil (inclinação). Muita passagem em cima de pedra. Dia começou nublado, mas depois foi melhorando. O carro ajudou a cortar 1km de caminhada íngreme até a parte de cima. Rsrsrs A cachoeira é bem bonita e valeu ter contratado o guia. Não achei a trilha trivial (chegamos umas 15h40 do passeio) e me perderia com certeza lá. Hehehehe Tem passagem embaixo de pedra, por dentro... Quase um “Rambo”. Hahahaha JANTAR ESPETACULAR. Infelizmente só descobrimos a Comida da Dona Ivandira neste dia. O tempero é excelente e o preço... MUITO MELHOR! Hehehehe Prato a R$ 9,00 (peixe, bife grelhado) ou R$ 10,00 (carne de sol). Come-se muito bem. A Dona Ivandira fica ao lado direito da Igreja quando vista de frente, em uma ruazinha pequena com um letreirozinho. 5º dia – Cachoeira do Mosquito, Torrinha e Gruta Manoel Ioiô Para se chegar a Cachoeira do Mosquito (capa da revista Guia da Chapada) precisa-se comprar a entrada no Mercado Senna por R$ 10,00/pessoa. Fomos de carro, apesar de ter chovido bem na noite anterior. Para se chegar lá, saindo de Lençóis sentido Salvador, pega-se a entrada de terra a esquerda antes do povoado de Tanquinho e do Posto BR logo na estrada, onde tem a Brasilgás (já no percurso da estrada de terra), depois de 2.8km vira a esquerda e segue a estrada de terra. A estrada é boazinha, mas tava alagada... Foi um momento de MUITA emoção! É necessário atenção para se andar de carro para não atolar. Na dúvida, pega-se a direita. Hehehe Não tem sinalização, chegamos com a ajuda de pessoas que passavam no caminho. A entrada da fazenda não tem indicação alguma. Quando estava abrindo um portão pra passar pra outro canto, uma mulher perguntou aonde íamos... Aí que descobrimos que já tínhamos chegado à Fazenda Os Impossíveis. Hehehehe A trilha é tranqüila de se fazer sozinho, bem trivial e desenhada. Chama-se mosquito porque se encontravam diamantes bem pequenos lá... Então, não deixem de procurar. Hehehehe Depois, partimos para a Gruta Torrinha, a mais diferenciada da região. Lá tem formações únicas descobertas no mundo. Achamos bem interessante, apesar de ser bem carinha. Entrada de R$ 45,00/pessoa com direito a visita à sala dos cristais (que, para o leigo como eu, são as pedras brilhantes). Lá é gigante e bem interessante. O guia lá é profissional e tem tempo contado. Depois, ficamos curiosos para conhecer a Gruta do Manoel Ioiô, que tem um monte de placas falando que é lindo perto da Pratinha. Fomos lá conhecer por R$ 15,00/pessoa e foi muito mais maneiro em termos de diversão. O guia que infelizmente esqueci o nome (é diferente) foi o diferencial da Gruta. Brincou, explicou as formações com calma, minuto do silencio e gostei mais do conjunto que na Torrinha, apesar da beleza e gigantismo da Torrinha. Depois, retorno a Lençóis e jantar na Dona Ivandira, claro. 6º dia – Poço Azul, Igatu e Mucugê Saímos de Lençóis por volta das 9h após o 2º abastecimento de gasolina R$ 117,00. Pensávamos em passar no Poço Encantado também no mesmo dia, mas depois que chegamos ao Poço Azul descobrimos que deveríamos ter ido primeiro ao Poço Encantado para depois ter ido ao Poço Azul... Isto porque no Poço Encantado bate sol de parte de fevereiro a parte de outubro das 10h às 13h enquanto que o Poço Azul bate sol das 12h40 até umas 14h50. Como chegamos umas 11h ao Poço Azul e não daria para fazer os dois no mesmo dia, porque até se chegar ao outro iria demorar, ficamos esperando o sol das 12h50... IMPRESSIONANTE. Sem palavras para dizer como é surreal este lugar. Entrada de R$ 15,00/pessoa. O guia Juraci é O CARA. Ele tira fotos surreais de boa vontade e por prazer. Altas fotos lá. Demos um agrado para ele de R$ 20,00, pois as fotos ficaram iradas! Depois, pegamos uma balsa para cortar caminho e fomos a Igatu. Cidadezinha muito bonitinha e aconchegante. Muito pequenina. Possui 2 entradas. Uma delas é de pura pedra, feita na época dos garimpeiros. Lá fomos ao museu local que é bem bonito. Vale uma passada pela cidade e ao museu. Ao sair da cidade sentido Mucugê, fomos pela outra estrada, de terra, que é muito mais tranqüila. Em Mucugê, ficamos na Pousada Pé de Serra, R$ 100,00 para 2 pessoas. Pousada bonitinha, mas o atendimento não foi lá dos melhores... Também, eu até entendo... Chegamos no meio da novela. Hehehehe O jantar foi pizza no Café e Bar, onde tem pizza na pedra. Recomendo. 7º dia – Cachoeira do Buracão Cachoeira do Buracão fica em Ibicoara cerca de 1h de carro de Mucugê. A entrada no Parque é R$ 3,00/pessoa e é obrigatório o uso de guia local. A trilha é marcada e de fácil entendimento, mas sem o guia você não entra. Saiu R$ 20,00/pessoa. Como o carro era simples, achei fundamental ter o guia, pois iria passar sufoco na hora de passar um pequeno riacho que tava meio altinho. Comecei a fazer uma reflexão durante a trilha e a conversar com o guia... Impressionante nossa função social para a região. Passei a ver a função de guia como uma forma de divisão de renda... Fora que achei que valeu muito a pena ter ido com o Joábio (Associação de Condutores de Ibiocara)... Fotógrafo para todas as horas, melhores ângulos, etc... Demos até mais R$ 10,00 para ele, pois fará mais diferença para ele do que para gente. Sobre a Cachoeira.... SURREAL! Depois da chuva, ela tava bombada de água... Criando vento, fazendo chover... O atrativo mais bombástico até então. Fora que a trilha é tranqüila. Hehehehe 1 horinha andando... Depois de descer a trilha, tem como ir pelas pedras ou nadar 70m com o colete que é obrigatório. Realmente, muito imponente. Voltamos com muita fome e jantamos no Sítio Casa da Roça, porque tinha gente no grupo de subida hospedado lá, na própria descida da Cachoeira mesmo, por R$ 46,00 para 2 pessoas. Comida boa. Depois de passar um dia anestesiado após a cachoeira, voltamos para Mucugê que tem melhor estrutura hoteleira e ficamos na pousada Alto da Pedra, que eu achei com um custo-benefício melhor, R$ 40,00/pessoa. Como não faço muita variação no café da manhã, lá eu achei melhor. 8º dia – Cachoeira Encantada O objetivo era fazer o Poço Encantado, mas estava com muitas nuvens e os guias não tinham certeza se o tempo ia abrir. Comentamos da Cachoeira Encantada e recomendaram o Orlando, no Assentamento Baixão - Itaetê. Para chegar neste assentamento, basta seguir as poucas placas que tem e não virar para o lado em hipótese alguma. Somente virar quando vir a placa. Anda bastante, mas não tem erro. Partimos correndo para lá atrás do Orlando. Fomos à casa da Associação de Condutores do Baixão, casa dele e enfim o encontramos trabalhando em outro canto. Ao chegarmos, ele logo perguntou: “Vocês querem ir lá mesmo a essa hora (11h30)? Tem lanterna? A trilha é dura, voltam hoje? Acho que não dá pra fazer não” Falamos que estávamos muito empolgados com a cachoeira e que tínhamos lanterna e comida pra ir e voltar. Após a confirmação dele, fechamos por R$ 35,00/pessoa e partimos! A trilha é difícil! Sem guia eu não teria condições alguma de fazê-la. Hehehe A caminhada é dura, passando por muitas pedras, terra, embaixo de pedras, dentro do rio, por cima de pedras na água... A primeira trilha completa. Após 2h30 de caminhada intensa e técnica, avistamos! Realmente, uma encanto!! Honra o nome. A volta foi meio sofrida, chegamos já à noite (ótimo ter levado lanterna). O projeto de assentamento é algo espetacular, quando feito de boa-fé. Fiquei maravilhado com a humildade e simpatia do Orlando. Se pensarem em ir a esta cachoeira, procurem-no! O contato dele é: [email protected] tem facebook, fora o projeto do Baixão que é algo espetacular: http://www.assentamentobaixao.org Sr. Orlando é tão gente fina fez um remendo lá pra arrumar o protetor do cárter que tinha caído (já estava meio solto! Hehehe) Aí, demos mais R$ 10,00 tentando demonstrar uma forma de agradecimento. Ele nem queria aceitar, mas insistimos! Muita aprendizagem lá com ele de como ser um ser humano melhor. O tanque tava quase na reserva e botamos mais R$ 68,00 de gasolina (R$ 3,03/litro) em Mucugê. 9º dia – Poço Encantado x Lençóis Após o dia mega cansativo em Itaetê, voltamos ao Poço Encantado com Sol!! Realmente, visual espetacular. O Guia comentou que nos meses de junho e julho o raio do sol fica com diâmetro de 3m e 4metros! Imaginei como seria surreal. Rsrsrs Depois, retornamos para Lençóis e reparamos alguns detalhes do carro (protetor de cárter – R$ 20,00, roda – R$ 5,00, limpeza – R$ 15,00). Rsrsrsrs Parece novo! Completamos o tanque agora com álcool R$ 65,39 (R$ 2,25/litro) Almoçamos em uma comida a quilo do lado da boticário em Lençóis. Comida boa e sucos variados. R$ 20,00/pessoa. Para jantar... Ivandira! Sempre excelente! 10º ao 13º dia – Vale do Pati 10º dia (Lençóis x Vale do Pati – Guiné) Encontramos um guia mega extrovertido lá na Dona Ivandira e começamos a conversar. Ele falou que faria a diária por R$ 150,00 dia/pessoa e com tudo incluído (lanche durante a trilha e a passagem pela casa dos Nativos), com o nosso carro. Vimos agências cobrando R$ 200 dia/pessoa, então fechamos com o guia. Fizemos o passeio de Guiné até Andaraí de 4 dias e 3 noites. Guia: PARDAL. Cel (75) 8131-9685. O cara é sensacional. Extrovertido, brincalhão, atencioso... Achei o trekking mais divertido com ele. A única observação que faço é que ele fuma umas plantas lá. Ele só fuma quando faz parada ou quando tá afastado para não incomodar. O Pardal tem uma consciência ecológica impressionante. Carrega álcool pra fazer o fogo e não queima madeira. Fala sobre os vegetais e conta história dos lugares... Como é voluntário de salvamento, também tem várias histórias que fazem o tempo passar rapidinho. Saímos de Lençóis umas 7h30 e começamos pelo Guiné a caminhada. A paisagem é bem interessante e mutável. Subidinha boa e depois plano pra alegria. O Mirante do Pati é show de bola. Depois, fomos ao mirante do Cachoeirão e dormimos na casa do Sr. Wilson (no mapa e da Dona Maria). O jantar é impressionantemente bom!! Se tivesse balança eu ia passar vergonha. Hehehe Hospitalidade... Ninamos quase logo depois do jantar... Caminhadinha de 27km. 11º dia Tomamos o café que era bom também e subimos o Morro do Castelo. Subidinha íngreme e técnica, mas não é demorada. Visual bonito também. Depois, passada pela casa do Sr. Wilson pra fazer um lanche e partimos a Cachoeiras das Andorinhas e Funil pra passar o resto da tarde. Não fomos à terceira porque era parecida com a Andorinhas e a caminhada era boa (Depois da Cachoeira Encantada e Buracão, acho que as outras nem passariam perto... hehehehe). Jantar magnífica e direto pro berço. 12º dia A idéia inicial era fazer neste dia o Cachoeirão por baixo, mas como a trilha é puxada e tem muita subida e descida em cima de pedra e, juntando a isso, nosso joelho já tava pedindo arrego, o Pardal achou melhor não arriscar, então fomos direto pra Casa do Sr. Jóia. Além disso, tinha pouca água, né? Rsrsrs O visual não seria tão deslumbrante. IMPORTANTE: A foto irada na revista do Guia Chapada Diamantina não é mais a mesma.  A vegetação está mais alta, o rio possivelmente estava mais baixo... Não consegui chegar perto de fazer uma igual. Hehehehe Vacilo isso. A paisagem continua mudando no trekking... Isso achei um diferencial da trilha! Depois de chegar a casa do Sr. Jóia, devoramos o jantar. Igualmente espetacular! Não sei como cozinham tão bem! Hehehehe Em termos de estrutura, é um pouco inferior à casa do Sr. Wilson, mas de hospitalidade... Acho que o padrão lá é de 8 estrelas... Tenho muito o que aprender com eles... hehehehe 13º dia – Vale do Pati (Andaraí) x Lençóis x Arembepe Começamos a subida nada muito amigável pra chegar a Andaraí. Depois de tanta andança pela Chapada, estávamos querendo fazer nada um dia desses. Hehehehe Paisagem novamente em modificação até o tão sonhado carro que nos esperava! Hehehehe Tivemos que voltar pra Lençóis para poder pegar a mala e dar uma descansada antes de pegar a estrada de novo. Novo abastecimento de combustível, dessa vez Gasolina = 20 × 2.88 = 57,60 e Álcool = 1,11 × 2,25 = 25,00, total de R$ 82,60. 14º dia - Lençóis x Arembepe Como o Pardal era de Arembepe e ele falava tanto desse lugar, resolvemos conhecer a terrinha dele e ficar mais perto de Salvador. Ficamos na pousada que ele tem diversos conhecidos (não anotei o nome nem lembro rsrs)por R$ 60,00/pessoa que fica em frente ao mar! Agora entendi porque meus pais não moram de frente... Muito vento e maresia. Hahahaha Café da manhã muito bom e aproveitamos pra almoçar... Região pesqueira, né? Adianto que a moqueca lá é inesquecível! Ótimo para aproveitar o dia e relaxar... Novo abastecimento em Lauro de Freitas de R$ 92,39 (álcool a R$ 2,17). 15º dia – Arembepe x Salvador Depois de lá, fomos para Salvador e ficamos no hotel Portal da Cidade por R$ 60,00/pessoa. Hotel muito bom e com um preço excelente! Barganha total! Hehehehe Café da manhã bem regado para poder voltar de Gol, né? Rsrsrs Completando o tanque pra devolver o carro... (R$ 19,50, álcool a R$ 2,19) Comentários adicionais: 1. Queria também ter ido à Cachoeira do Mixila, mas não tínhamos dias suficientes. Perguntando ao Pardal, ele falou que a trilha não é fácil, mas dá pra fazer em 1 dia sim, desde que chegue cedo lá e de moto, pois há um percurso que o carro comum não chega, só 4x4. Mesmo ele tendo visto como eu dirigia, ele falou que o carrinho não ia agüentar. hehehe 2. Não fui a nenhuma cachoeira da cidade de Lençóis... Como tinha mobilidade, preferimos ir a outras cachoeiras que nos pareciam mais maneiras. 3. Ali também tem uma gruta perto de Lençóis, que não lembro do nome, que tem um visual bem legal da cidade que não deu tempo de fazer (os guias a conhecem). 4. O Pardal falou que a trilha do 21 é o bicho de aventureira! Fica a dica. 5. Íamos fazer a Cachoeira do Fumacinha por baixo (9 horas de caminhada ida e volta), mas tinha chovido bem nos últimos dias lá em Ibicoara, ai não a conhecemos. Conversando com o Joábio, achei até bom, porque se a Cachoeira Encantada já judiou da gente, imagina a Fumacinha... hehehehe Fica para a próxima viagem pra lá. 6. Fiquei imaginando a Cachoeira da Fumaça com água e por baixo. Maior queda d’água da Chapada... Se tiverem sorte... Apesar de ser 2 dias de viagem, parece que vale muito a pena! 6. Como o valor do aluguel do carro foi muito bom e com km livre, achei que valeu muito a pena ter alugado um, mesmo que tenha ficado parado por poucos dias na caminhada do Pati. Como os atrativos são muito longes um dos outros, o transporte fica muito salgado e você acaba dependendo de ter gente pra fazer número... Claro que se for bater perna todos os dias, o carro não vai ser muito útil. Rsrsrs 7. Rodamos um total de 2.734 km! Como a estrada estava (não sei se continua assim. ) muito boa na maior parte do percurso, nem sentimos a quilometragem. 8. A casa dos nativos não tem luz nos quartos, somente à luz de vela. Porém, para os fotógrafos de plantão, tem como carregar seus respectivos aparelhos porque possuem tomada à luz solar (chique, hein? Rsrs). 9. Galera que gosta de ir sozinho, há diversas trilhas que os guias mudavam porque tinha abelha africana por lá... Então, atenção! 10. Não custa lembrar das possíveis trombas d`água ... Atenção na hora de montar o acampamento. Eles tinham várias histórias de pessoas que não se atentavam pra isso e que passaram dessa pra melhor. Achei que foi pouco tempo na região... Fiquei maravilhado mesmo. rsrsrs Vou ficar devendo as fotos, mas tenham certeza que o lugar é espetacular. Hehehehe É isso pessoa, espero ter ajudado pro planejamento de vocês!
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