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  1. Fala mochileiros, como vão?? Então galera, vim aqui para mostrar pra vocês como foi nossa primeira aventura como mochileiros... caronas, perrengues e tudo mais. Enquanto planejávamos nosso mochilão, buscamos relatos acerca de viajar de carona, como dicas e dificuldades, porém não encontramos muita coisa aqui no site. Então esse post é direcionado principalmente a pessoas que tem o interesse ou curiosidade de viajar de carona, por isso não vou focar muito nos lugares que conhecemos, mas sim no nosso dia-a-dia pedindo carona e como foi essa aventura. Os lugares que conhecemos tem bastante coisa aqui no site e o TripAdvisor salva todo mundo. Quando começamos a planejar o mochilão buscamos três principais coisas: a distância que iriamos percorrer diariamente, o lugar que passaríamos a noite e o custo envolvido. Nossos planos eram de certa forma ousados, pelo fato de nenhum dos dois já ter saído do país, nenhum dos dois saber falar espanhol e mesmo assim já nos jogamos em um mochilão de 5.000 quilômetros assim pedindo carona... nunca fui chamado de louco tantas vezes rsrsrs No final do post vou fazer um tópico com dicas valiosas na hora de pegar a estrada e pedir carona. Tempo esperado de viagem: 30 dias (leia e descubra o porque da nossa volta antecipada) Dinheiro: R$2.000 por pessoa Principais cidades percorridas: Lages, Porto Alegre, Cabo Polônio, Punta del Este, Montevidéu, Colônia del Sacramento, Buenos Aires, Rosário, Córdoba, Ciudad del Este e Foz do Iguaçu. Nosso roteiro: Urubici - Lages Lages - Pelotas Pelotas - Fortaleza Santa Teresa Fortaleza Santa Teresa - Cabo Polonio Cabo Polonio - Punta del Este Punta del Este - Montevidéu Montevidéu - Buenos Aires Buenos Aires - Rosário Rosário - Cordoba Cordoba - Foz do Iguaçu Foz do Iguaçu - Ciudad del Este Ciudad del Este - Urubici 19/12/2017 – Lages Saímos de Urubici rumo a Lages de carona com um amigo no final da tarde, nossa intenção era ir para Porto Alegre no ônibus das 23:30 para viajar a noite e ganhar tempo para pedir carona no outro dia, porém chegamos na rodoviária e já demos de cara com o primeiro perrengue, NÃO TINHA MAIS VAGA NO ÔNIBUS. Esse ônibus era indispensável, pois faríamos cerca de 500km e nosso roteiro estava com tempo programado. Acabamos passando a noite na casa de um amigo que mora em Lages e conseguimos uma carona pelo Blablacar para Caxias do Sul no outro dia as 7:00h. 20/12/2017 – Pelotas Caxias não estava no nosso trajeto, porém era a única carona para o Rio Grande do Sul naquele dia, nos obrigamos a ir assim mesmo. Pegamos nossa carona até Caxias do Sul logo cedo, dormimos praticamente a viagem toda, pois em Lages na noite anterior nós saímos para beber e fomos dormir tarde. O cara nos deixou próximo a um shopping que era na rota para Porto Alegre, sacamos dinheiro e fomos para a estrada pedir carona. Caminhamos um pouco até um lugar onde havia um pequeno acostamento e começamos a pedir carona. 1ª CARONA – 4 minutos depois Empresário super gente boa de Caxias do Sul que também já viajou de carona viu que nós estávamos em um lugar muito ruim e resolveu nos dar uma carona até um trecho mais para frente, até saiu da sua rota original para nos deixar em um ligar bom. Ficamos em um trevo próximo a cidade de Carlos Barbosa e começamos novamente a pedir carona. O tempo ameaçava chover. 2ª CARONA – 9 minutos depois Viajamos com um mineiro muito calmo e sangue bom que trabalhava com detonação de rochas, nos deu várias dicas sobre Porto Alegre, também saiu da sua rota para nos deixar em um lugar seguro, pois disse que o lugar onde a gente queria ficar era muito perigoso. Nos levou para Gravataí até um ponto de ônibus. Pegamos um ônibus metropolitano e paramos no centro de Porto Alegre. Uma das dicas desse mineiro era não passar a noite dentro da região metropolitana de Porto Alegre, pois a criminalidade na região está muito alta. Com isso acabamos decidindo pegar um ônibus até Pelotas, que era um trecho bom e o custo não era muito alto (cerca de R$60,00 por pessoa). Entramos no ônibus as 18h e ainda não tínhamos lugar para ficar em Pelotas, então começamos a mandar mensagens no couchsurfing e a segunda pessoa já nos aceitou. Arrumamos uma mãe pela estrada, Dona Marli, mulher super gente fina que nos acolheu com muito carinho. Fizemos uma janta e ficamos jogando conversa fora até tarde. Fomos dormir. 21/12/2017 – Fortaleza Santa Teresa Acordamos bem cedo e já fomos para a estrada começar a pedir carona. Ficamos em um posto cerca de 15 minutos pedindo carona, mas sem sucesso. Logo em frente havia uma rótula onde o fluxo de carros era bem maior, resolvemos ir para lá. 3º CARONA – 17 minutos depois (15 no posto + 2 na rótula) Carona com um representante da Petrobrás que passava por essa estrada quase todos os dias. Demos sorte, pois havia 2 pessoas um pouco a frente também pedindo carona. Ele nos deixou em um trevo próximo a cidade de Rio Grande, caminhamos até a saída que ia em direção ao Chuí, paramos em uma sombra e já começamos a pedir carona. 4ª CARONA – 12 minutos depois Viajamos com um senhor gaúcho que transportava fertilizante e ia até uma parte do trecho onde queríamos chegar. O caminhão andava a 60 km/h, foi uma viagem que exigiu paciência, mas não tem problema, o que importa é progredir no roteiro. Ficamos em um posto de beira de estrada no meio do nada, devia estar uns 35 graus, fomos para a BR pedir carona. Ficamos um tempo pedindo carona, porém demorava uma eternidade para passar algum carro ou caminhão, então voltamos ao posto e tentamos outra forma de carona, abordando pessoalmente as pessoas que paravam ali. 5ª CARONA – 35 minutos depois Era um caminhoneiro de Blumenau que tinha família em Ibirama (cidade onde estudamos), mundo pequeno esse em! Conversamos a viagem toda e ele nos deixou em um posto policial desativado em Santa Vitória do Palmar, ficamos ali por um tempo mas não conseguimos nada. Caminhamos uns 800 metros até um trevo mais para a frente e voltamos a pedir carona. 6ª CARONA – 10 minutos depois Carona com um homem que estava indo ao Chuy comprar peça para seu carro que estava quebrado em Santa Vitória. O carro que ele estava usando para ir buscar a peça era um gol 89 caindo aos pedaços que ele havia conseguido emprestado. Dessa vez deu medo, mas nossa meta era chegar no Chuy, então não temos escolha. Chegamos na fronteira do Brasil com o Uruguai, primeira meta atingida. Mandamos um sinal de vida para a família e já começamos a pedir carona novamente. Ficamos um tempo na divisa pedindo carona, porém não tivemos sucesso. Um casal que passava por ali disse que seria mais fácil conseguir se nós estivéssemos para frente da Aduana, local onde é feita a imigração. Então caminhamos cerca de 1km até lá (o sol estava insuportável), fizemos nossos papéis e fomos em direção a saída da Aduana. 7ª CARONA – zero minutos depois Nem precisamos pedir e um Uruguaio parou em nosso lado oferecendo carona. Perguntamos até aonde ele iria, e por sorte ele estava indo para a Fortaleza Santa Teresa, mesmo local onde também iríamos acampar. Essa até então foi a carona de ouro. Chegamos na fortaleza e fomos arrumar um lugar para armar a barraca. Após estarmos com o acampamento montado saímos para conhecer o lugar, caminhamos até a praia e ficamos lá por um bom tempo jogando conversa fora. Voltamos ao acampamento, organizamos tudo e fomos procurar um lugar para comer e beber algo. Já era noite e não fazíamos ideia de onde tinha algum bar por lá, até que encontramos duas argentinas que foram muito queridas e nos levaram até o bar (que por sinal era bastante longe). Chegamos lá e comemos uma pizza de tamanho médio, cerca de R$25,00 e tomamos uma Heineken 1L por R$21,00. Preparem-se, Uruguai é um país extremamente caro para brasileiros. Voltamos ao acampamento e fomos dormir. 22/12/2017 – Cabo Polônio Acordamos não muito cedo nesse dia, arrumamos nossas coisas com bastante calma e depois fomos para a praça dos mochileiros tirar algumas fotos. Feito isso, caminhamos até a saída da fortaleza (essa caminhada foi tensa, muito longa) e quando chegamos até o asfalto para pedir carona demos de cara com aquelas duas argentinas que nos ajudaram a achar o bar na noite anterior pedindo carona também, ferrou, concorrência. Ficamos um pouco a frente delas onde tinha um ponto de ônibus (sombra, amém) porém não tivemos sucesso por um bom tempo, assim como elas. Deu um tempinho e elas conseguiram carona, então agora era a nossa vez. Fomos para onde elas estavam e continuamos pedindo, mas o dia não tava sendo muito bom pra nós. Ficamos mais um tempo ali e resolvemos caminhar para mudar de lugar. Nós estávamos no meio do nada, não sabíamos o que tinha a frente, mas novos ares trazem novas oportunidades. Enquanto caminhávamos em direção ao nada, uma camionete com 3 mulheres que tinham ido até o Chuy fazer compras pararam. 8ª CARONA – 2 horas e meia depois As mulheres estavam indo até um acampamento 10 km para frente de onde estávamos e nos deixaram novamente na beira do asfalto. Faltavam 3 km para chegar até Punta del Diablo, resolvemos caminhar essa distância, pois carona nesse trecho estava quase impossível. Com certeza foi a caminhada mais desgastante e longa que fizemos em toda a viagem, mas fomos guerreiros e chegamos até o trevo de acesso a Punta del Diablo. Paramos em uma venda, compramos água e algumas frutas e descansamos um pouco, lá tinha wifi. Nosso destino do dia seria Valizas, onde iríamos acampar e fazer um bate – volta até Cabo Polônio. Na estrada principal para Valizas já havia dois rapazes pedindo carona também (concorrência novamente). Nossa ideia era esperar eles conseguirem e depois ir para o lugar deles, porém também não estavam conseguindo e resolvemos ficar em uma das estradas que davam acesso ao trevo. Pedimos carona cerca de uma hora até o primeiro carro parar, ficamos extremamente felizes, mas ao perguntar para onde iriam, responderam que estavam indo para o Chuy, detalhe, nossas coisas já estavam todas no carro. Mas tudo bem, voltamos ao lugar de origem. Estava arrumando as coisas que havia tirado da mochila para poder entrar no outro carro enquanto minha amiga pedia carona. 9ª CARONA – 1 hora e meia depois Dois uruguaios malucos (Sebas e Russo) que iam para Cabo Polônio nos deram carona, fomos tão apertados no carro que mal dava para se mexer, pois eles carregavam muitas coisas também. Ao conversar com eles durante o caminho, nos recomendaram ficar em Cabo Polônio, que era muito melhor que Valizas. Conseguiram uma casa para ficarmos por 300 pesos (cerca de R$38,00) pois em Cabo Polônio não pode acampar. Aceitamos a dica e resolvemos ir para lá então. Os dois eram donos de um bar em Cabo Polônio e passavam todos os verões lá, conheciam todo mundo. Cabo Polônio é uma reserva ambiental e o único acesso ao vilarejo é com caminhão 4x4, pagamos cerca R$14,00 para chegar até la. Nossos planos eram ficar apenas um dia e no outro seguir para Punta del Este, porém nos apaixonamos pelo lugar e acabamos ficando 4 dias. Tivemos que cancelar nosso hostel em Punta e pagamos 30 dólares por isso. Prejuízo, mas tudo bem. PS: Não recomendo Cabo Polônio para pessoas que são contra a cultura da maconha, pois o lugar é bastante hippie e todos fumam. 26/12/2018 – Punta del Este Para irmos a Punta del Este acordamos muito cedo para pegarmos o primeiro 4x4 de volta para a Puerta del Polônio, mas dessa vez decidimos ir de ônibus para Punta del Este pelo fato de termos apenas 1 dia para conhecer Punta, e se dependêssemos de carona talvez a gente chegasse muito tarde na cidade e nem pudesse conhecer os principais lugares pelo menos. Pegamos um ônibus até San Carlos e outro até Punta del Este, custou no máximo R$50,00 (não lembro exatamente). Reservamos o hostel no caminho para Punta, escolhemos o Hostel del Barcito, mas não recomendo muito, os banheiros não eram muito limpos e o café da manhã é super fraco. Turistamos o dia todo e a noite fomos para uma balada, e o detalhe, fomos de carona na caçamba de uma saveiro para essa festa rsrsrs a noite foi doida. 27/12/2018 – Montevidéu Acordamos não muito cedo, tomamos um café bem tranquilos e saímos para trocar dinheiro já com todas as mochilas. Depois de feito o que tinha para fazer, fomos até um ponto de ônibus para pegar um para fora da cidade. Conseguimos um que nos deixou numa distância bem boa e que saiu barata, uns R$10,00. Mais uma vez estávamos em um trevo no meio do nada pedindo carona, e o sol infernal nos acompanhando novamente. Paramos em um ponto de ônibus para aproveitar a sombra enquanto pedimos carona. Mas não tivemos sucesso nesse lugar, então resolvemos caminhar até um viaduto que unia mais duas estradas, cerca de 600m para frente de onde estávamos. Algum tempo depois passou um carro com 3 rapazes olhando muito para nós e pararam o carro, porém pararam muito longe, e por se tratar de um trevo, pensamos que poderiam ter parado para entrar em uma das vias. NÃO ERA, estavam esperando a gente, porém como não nos mexemos eles arrancaram e seguiram viagem. DROGA, perdemos nossa carona. Mas não tem problema, continuamos na batalha. 10ª CARONA – mais de uma hora depois Um senhor que amava o Brasil nos deu carona, o cara era meio maluco, mas salvou nossas vidas. Nos mostrou todos os seus filhos, todos os amigos do Brasil (me fez até conversar com um deles), até o cachorro que ele ia comprar para usar de cão de guarda em sua oficina ele mostrou, e o mais engraçado, fazia tudo isso dirigindo e mexendo no celular. Loucura. Esse senhor nos deixou bem na entrada de Montevidéu, pegamos apenas um ônibus e chegamos em nosso hostel. Isso já era final do dia. Estávamos exaustos, arrumamos nossas coisas no hostel, tomamos banho e saímos para dar apenas uma caminhada pelo bairro. Fomos dormir. 28/12/2017 – Montevidéu Caminhamos por todo o centro antigo de Motevidéu, pela rambla (um tipo de beira-mar, mas para quem conhece cidades tipo Florianópolis ou Balneário Camboriu não vai se surpreender) e depois fomos ao Mercado Agrícola. A cidade é bonita, mas não me encantou como as outras. Aqui no site tem bastante coisa falando sobre, e no TripAdvisor também, então não comentarei a respeito dos pontos turísticos aqui. 29/12/2017 – Buenos Aires Preparem-se, esse dia vai ser longo rsrsrs Acordamos cedo para tomar café no hostel e logo já fomos pegar o ônibus para fora da cidade. Dessa vez pegamos um até um pouco mais longe, Vila Maria se não me engano. Como sempre, ficamos no meio do nada. Encontramos uma venda, pedimos para usar o banheiro e se nos davam um pedaço de papelão para escrever nosso próximo destino: Colônia del Sacramento. Nossa ideia inicial era chegar o quanto antes em Colônia para podermos visitar a cidade e a noite pegar o barco para Buenos Aires. Porém nossos planos não deram muito certo, acabamos demorando um pouco para conseguir a primeira carona. Era com certeza o dia mais calor que já havíamos enfrentado, então caminhamos um pouco pela estada até encontrar uma sombra. Revezamos um pouco, cada um ficava um tempo pedindo carona enquanto o outro ficava na sombra. Em um momento eu tive que ir “ao banheiro” e deixei minha amiga sozinha pedindo carona, foi nesse espaço de tempo que um caminhão resolveu parar para dar carona, quando eu vi isso saí correndo do meio do mato em direção ao caminhão, e adivinhem?!?! O caminhão arrancou ao me ver. De duas, uma: ou ficou com medo de ser um assalto, ou interessava ao caminhoneiro apenas a presença feminina em seu caminhão. Mas tudo bem, continuamos na luta. Em um momento eu resolvi ir para sombra com minha amiga e ficar um pouco ali, nisso aponta um caminhão e eu falo, “nem vou pedir carona para mais um caminhoneiro, esses pelo tipo não são carona aqui”, porém minha amiga insistiu que eu fosse para estrada e levantasse a plaquinha. 11ª CARONA – inúmeros minutos depois Graças a Deus eu ouvi minha amiga e fui para a estrada, um caminhoneiro muito querido resolveu nos ajudar. Carregava madeira para uma fábrica de papel. Falamos para ele que estava difícil conseguir carona e ele nos explicou que as empresas proíbem os motoristas de dar carona, pelo fato de que se houver algum acidente, não poderíamos estar dentro do caminhão, e quem responderia por isso era o próprio caminhoneiro. O mesmo nos deixou em um trevo a uns 70 km de Colônia del Secramento. Fomos caminhando alguns metros em direção ao ponto de ônibus e minha amiga resolveu levantar a plaquinha enquanto caminhávamos. 12ª CARONA- 1 minuto depois Era um senhor, com um carro japonês super compacto que ia para Colônia e resolveu nos dar uma carona. Muito simpático, porém não conversava muito. Ele nos deixou exatamente na frente do local onde é feita a compra das passagens do barco para Buenos Aires, muito bom. Era umas 16:30h quando chegamos lá, minha amiga não estava bem, provavelmente todo aquele sol a deixou fraca. Então por isso acabamos não saindo para conhecer Colônia e compramos a passagem para Buenos Aires o quanto antes. Fizemos a travessia com a empresa Colônia Express, custou R$90,00, muito mais barato e rápido que as outras empresas que fazem a travessia com a Buquebus e a Seacat. Durou cerca de 1h e 15min e chagamos no final do dia em Buenos Aires. Tínhamos um lugar para dormir fora de Buenos Aires e só teríamos que pegar um ônibus para chegar la. Porém nos demos conta de uma coisa muito importante que complicou bastante nossa vida: não tínhamos NEM UM PESO ARGENTINO na carteira, e como já era tarde não havia nenhuma casa de câmbio aberta. Fomos em um mercado para ver se trocavam dinheiro, porém não nos ajudaram. Nosso principal problema era que em Buenos Aires os ônibus funcionam com o cartão SUBE, e não aceitam dinheiro de forma alguma. Tentamos falar com outras pessoas para eles pagarem para a gente, porém como não tínhamos pesos argentinos para pagar dar de volta, ninguém aceitou. Entramos em um ônibus rápido meio que para tentar andar um pouco sem pagar, porém, o motorista nos mandou descer cerca de 3 quadras para frente. Havia uma casa lotérica próximo de onde descemos e resolvemos ir lá tentar trocar dinheiro. O cara que trabalhava lá era MUITO, mas quando eu digo MUITO, é porque ele era MUITO gente boa rsrsrs vocês vão entender o porquê. Explicamos nossa situação para ele, que não tínhamos nem cartão SUBE nem pesos argentinos, e que precisávamos trocar dinheiro. Ele nos explicou que na lotérica não fazem câmbio, porém como nossa vida dependia disso, ele nos ajudou e trocou 20 reais. Deu 125 pesos. Porém ainda não tínhamos o cartão para andar de ônibus, então o cara da lotérica deixou um cliente lá esperando e nos acompanhou até o lugar onde vendiam o carão SUBE, mas...... NÃO TINHAM O CARTÃO, apenas para a outra semana. FUDEU. Mas a cordialidade do cara não parou por aí, ele nos deu seu cartão, isso mesmo, NOS DEU seu cartão para que pudéssemos andar por lá e ainda recarregou ele para nós. O cartão dele custava 50 pesos e ainda pode ser usado mesmo sem créditos, ou seja, caso acabasse nosso limite, poderíamos usar mais 25 pesos no “crédito”. Com certeza esse cara foi um anjo. Vamos lá, parte do nosso problema foi resolvido. Ao nos informarmos qual ônibus pegar, descobrimos que onde iríamos ficar era bastante perigoso e longe, muito longe. Levamos quase 1 hora de ônibus para chegar lá, já era quase 22h. Ao descer do ônibus e pegar o celular para procurar a casa, um homem nos aborda rapidamente perguntando se precisávamos de ajudar para nos localizar, porque onde estávamos era muito perigoso, então ele colocou o endereço no seu celular e nos levou exatamente até aonde iríamos ficar. Outro anjo, pois estávamos indo para o lado errado e não tínhamos internet. Chegamos na casa na menina, comprei uma coca bem gelada, conversamos um pouco e fomos dormir. 30/12/2017 – Buenos Aires Acordamos e fomos para a rua procurar um ônibus que nos levasse até o bairro Palermo, onde tínhamos nosso hostel reservado. Perguntamos a algumas pessoas e finalmente achamos um que ia para onde queríamos. Havia um casal la esperando outro ônibus e conversamos bastante, até que o ônibus deles chegou e a mulher embarcou, o homem não. Ele veio e continuou nos acompanhando no ponto porque disse que o lugar era muito perigoso (mais um) e ficou conversando com a gente até nosso ônibus chegar. Nossa estadia em Buenos Aires apesar de curta, já nos mostrava a cordialidade da população. Chegamos ao centro, procuramos onde trocar dinheiro, porém não tínhamos mais reais para trocar e tivemos que achar um banco que aceitasse a bandeira no nosso cartão. Sacamos 2.500 pesos e pagamos 191 de taxa (cerca de R$30,00) e a cotação no banco foi de 4,7 pesos por real, ou seja, NOS FERRAMOS nesse câmbio. Fomos ao hostel, arrumamos tudo e saímos tomar uma cerveja. Nesse dia teria a noche de los tragos no hostel, quando voltamos do rolê fomos para onde tava rolando as bebidas. A noite foi longa, ficamos bebendo e conversando com o pessoal do hostel até 6 da manhã. Eram pessoas da Inglaterra, Argentina, Estados Unidos e Brasil, valeu a pena. Ficamos até dia 02/01/2018 em Buenos Aires, mas como falei anteriormente, não vou focar no que fizemos nas cidades, mas sim nas caronas. 02/01/2018 – Rosário Nosso mochilão só tinha um roteiro até Buenos Aires, dali para frente, decidiríamos para onde ir a partir do dinheiro que nos restou e das dicas que pediríamos as pessoas. Tínhamos duas opões: Chile ou Salta, no norte da Argentina, acabamos decidindo ir para Salta, porque para o Chile a distância seria um pouco maior e ao conversar com alguns viajantes, nos falaram que está tudo MUITO caro lá, então tiramos do nosso caminho. Acordamos cedo um Buenos Aires e saímos em direção a rodoviária. Caminhamos um bom trecho até chegar lá e descobrimos que os horários dos ônibus para fora da cidade iam demorar muito e atrasaria demais a gente. Então caminhamos mais um pouco até achar um ponto de ônibus que nos levaria até outra estação que teria ônibus em outros horários. Porém ao chegarmos la, descobrimos que tinha um metro que nos levaria até um ótimo lugar, bastante afastado da cidade, rodamos 60km por R$5,00, muito bom. Chegamos de trem até Zárate e de lá pegamos um ônibus circular até a estrada, paramos em um pedágio. Lá começamos a pedir carona em direção a Rosário. 13ª CARONA – 5 minutos depois Caminhoneiro gente boa, tomamos vários mates com ele durante a viagem e conversamos bastante. Ele nos deixou a uns 80 km de Rosário em um trevo, caminhamos uns 800m até a estrada principal e começamos a pedir carona novamente. Não estava muito fácil, os carros passavam em alta velocidade por onde estávamos, o que acabou complicando bastante, mas fé que dá certo. 14ª CARONA – não sei quanto tempo depois, mas demorou Era um homem que viajava a trabalho pela região e estava indo para Rosário, deu boa. Nos deixou no centro, próximo a casa do couchsufing onde iríamos passar dois dias. Caminhamos até a casa do nosso couch, arrumamos tudo e saímos para jantar e tomar um chope a note. Fomos dormir. Passamos mais um dia em Rosário, cidade muito agradável, muitos parques e famílias fazendo piquenique por todos os lados. Vale a visita. 04/01/2018 – Córdoba Aqui começa um dia bastante difícil. Acordamos cedo e fomos para o centro em busca de um ônibus para a saída da cidade, mas acabamos pegando um tipo de táxi intermunicipal por um preço bom e nos deixou 60km de rosário. Ficamos em um posto, comemos algo, usamos o wifi e voltamos a estrada para pedir carona. Coloquei uma música no celular porque sabia que seria um dia difícil e esperamos. 15ª CARONA – muitos minutos depois Era um senhor em uma carreta caindo aos pedaços e carregava fertilizante. O caminhão não importa, queremos mesmo é rodar. Porém talvez não tenha sido uma boa escolha. Levamos 4 horas para percorrer cerca de 200km, foi uma carona tensa. E para piorar, ao estarmos chegando no local onde o caminhoneiro nos deixaria, comecei a procurar meu celular e adivinhem: NÃO ACHEI. Eu tinha usado ele dentro do caminhão, então tinha que estar ali, porém eu e o caminhoneiro reviramos o caminhão de ponta cabeça, mas não achamos. Coisa sinistra. Tudo bem, bola pra frente e sem celular. Entramos no posto, tomamos uma água e voltamos para a estrada. 16ª CARONA – 5 minutos depois O caminhoneiro iria até próximo a Córdoba e nos deu uma carona. Ele carregava uma colheitadeira monstruosa e também andava bastante devagar. Durante o trecho, o homem recebeu uma ligação: era seu patrão dizendo que vendeu a máquina. FERROU, ele teve que nos deixar no meio do caminho pois teria que fazer outra rota. Ficamos em uma cidade no meio do nada, de 8 mil habitantes, parecia uma cidade deserta. O calor era infernal, não tinha nenhum vento e não tínhamos água. Fomos até a rodoviária, esperamos uma hora e pegamos um ônibus para Córdoba, carona ali seria impossível. Chegamos em Córdoba e não tínhamos onde ficar, sabíamos que isso ia acontecer e já estávamos preparados para passar a noite na rodoviária. Foi uma noite longa e cansativa. Eu dormir 30 min, minha amiga não dormiu. 05/01/2018 – Córdoba Saímos cedo da rodoviária e fomos para o hostel que tínhamos reservado para aquele dia. Caminhamos muito, muito mesmo. Chegamos no hostel umas 9 horas, porém o check-in era apenas as 12:30, pedimos para entrar e ficamos no sofá, dormi em 5 minutos que cheguei a roncar rsrsrs até que minha amiga me acorda falando que tínhamos um problema, ela havia se confundido nas datas e fez a reserva para a noite do dia 04, aquela que passamos na rodoviária. Ela não gostou do hostel que estávamos, então conversamos com o dono e o mesmo não nos cobrou nada por ter feito essa reserva errada. UFA! Como ela não tinha gostado, acabamos encontrando outro no booking e fomos caminhando, longe pra [email protected]#$&%. Chegamos lá, tomamos banho, dormimos um pouco e saímos caminhar pela cidade. Voltamos ao hostel, comemos e fomos dormir. Estávamos destruídos. 06/01/2018 – Córdoba O dia começou com minha amiga perguntando até que hora queríamos dormir, era 8:30, falei para dormirmos até as 9:30. Dormimos, e um tempo depois ela acordou novamente e falou comigo: “Ferpa, tais com meu celular? “ “Não, usei ele ontem e deixei na tua cama” CARALHO, CADÊ O CELULAR DA MINHA AMIGA Pois não é que o filho da mãe que estava no mesmo quarto que a gente (era a única pessoa no quarto) roubou o celular dela enquanto dormia?!?! Ferrou, ferrou e ferrou. Eu já tinha perdido meu celular, agora era ela sem celular também. Para quem viaja de carona, é impossível andar sem um GPS. Ou seja, nossa viagem se encerrou mais cedo, não tinha como continuar viajando de carona assim. DROGA. Tentamos resolver tudo com nossa família, saímos do hostel e fomos para a rodoviária. Pegamos dois ônibus para chegar em Puerto Iguazu, custou R$450,00 por pessoa e durou 22 horas. 07/01/2018 – Foz do Iguaçu Chegamos em Foz do Iguaçu no final do dia e não tinha mais como irmos ao Paraguai. Temos um amigo que mora la e ia nos receber em sua casa, porém não tínhamos como ir naquele dia. Então tá, mais uma noite na rodoviária. Porém dessa vez a barra foi pesada, a rodoviária fechada as 23:30, ou seja, tivemos que passar a noite na rua. Estavamos com um argentino que conhecemos na rodoviária e depois apareceu mais um irlandês por la. Agora vem a parte foda da noite, esse irlandês foi dormir em um banco um pouco afastado de onde estávamos e pediu para nós o acordarmos as 4:00h da manhã. No relógio da rodoviária mostrava 3:57h, eu estava pronto para ir acordá-lo, até que um moleque de bike passa e rouba a mala do irlandês, olha que loucura. O coitado tinha tudo naquela mala, TUDO MESMO... roupas, celular, PASSAPORTE, documentos e MIL EUROS. Pra ele a noite foi pior que a nossa. Fomos para Ciudad del Este e ficamos por lá 3 dias fazendo compras. 10/01/2018 – Lages Pegamos um ônibus de volta para lages e assim encerra antecipadamente nosso mochilão. AGORA VOU DEIXAR ALGUMAS DICAS PARA QUEM QUER VIAJAR DE CARONA 1 - Andem sempre bem arrumados, vários pessoas que nos deram carona falaram que a roupa conta bastante 2 - Usem sempre uma placa para indicar o lugar onde querem ir 3 - Procurem sempre vias movimentadas 4 - Trevos são os melhores lugares para conseguir carona 5 - Sombra é a melhor saída para pedir carona, por algumas podem demorar horas 6 - Mudar de lugar quando não conseguem carona é uma boa ideia, sempre que fizemos isso ajudou bastante 7 - No Brasil é mais fácil do que vocês imaginam andar de carona 8 - Mulheres, não andem com roupas atraentes na hora de pedir carona 9 - Protetor solar é seu melhor amigo na hora de pedir carona 10 - Se forem fazer viagem de curta duração, levem sempre em reais todo seu dinheiro, a cotação é muito melhor do que se for sacar no banco. Espero que vocês gostem dessa aventura que fizemos, boa noite a todos.
  2. Eae pessoal blza? Dessa vez vou fazer um relato rápido da nossa última aventura de carro, viajamos em 4 pessoas a bordo de um VW Up! Tsi com destino ao Chile via Paso San Francisco. Fizemos um caminho diferente incluindo o Paraguai, onde visitamos Cidade de Leste, Caacupé e Assunção, depois cruzamos para a Argentina pela fronteira entre José Falcon e Clorinda, de lá seguimos para Pres. Roque Saénz Peña, Termas de Río Hondo, Taffi del Valle, Cafayate, Fiambalá para atravessar a cordilheira pelo Paso San Francisco para chegar em Copiapó no Chile e continuar por La Serena, Viña del Mal, Valparaiso, Santiago, Mendoza como trajeto de volta em aberto, podendo voltar por Buenos Aires, Montevideo ou seguir direto por Córdoba até retornarmos para casa. Infelizmente tivemos contratempos durante a viagem e acabamos modificando bastante o roteiro, retornando antes para casa, mas imprevistos fazem parte da aventura e apesar de não cumprirmos o nosso maior objetivo que era cruzar o Paso San Francisco (por pouco) aproveitamos muito bem a viagem. RELATO da nossa viagem ao Atacama + Machu Picchu de carro Dia 01 - 02/01/2018 - De Curitiba a Cidade de Leste Saímos por volta das 08hs da manhã do dia 02 de Janeiro, tudo parecia tranquilo até entrarmos no contorno de Curitiba, onde pegamos um baita engarrafamento logo de cara, confesso que nessa hora deu vontade de voltar pra casa. Depois de mais de uma hora e meia consegui sair da rodovia e peguei um atalho, saindo na BR 277 sentido Ponta Grossa. A viagem a partir dai foi tranquila, pouco movimento, estrada boa, mas pedágios exorbitantes. Paramos para almoçar perto de Irati e chegamos em Foz do Iguaçu já no final da tarde, depois de pegar chuva em parte do caminho. Não entramos em Foz, seguimos direto para a ponte da amizade e paramos na aduana paraguaia para dar entrada na migração. Tinha um ônibus de viagem e acabamos entrando na fila exclusiva para o ônibus, mas logo fomos direcionados a outro guichê e nos atenderam rapidamente. O funcionário carimbou o passaporte e nos liberou, perguntei se era preciso registrar o veículo no sistema e ele disse que não, perguntei mais uma vez só para ter certeza e ele confirmou. Ficamos com receio de na hora de sair do Paraguai dar algum problema, mas conto os detalhes mais a frente. Já eram mais de 18hs, então Cidade de Leste estava bem vazia, rapidamente chegamos ao Hotel Piazza que reservei pelo booking, fica perto da Av Principal a menos de uma quadra da Monalisa e todo o comércio, apesar das instalações antigas valeu a pena pelo custo benefício. Deixamos as coisas no hotel e resolvemos voltar até Foz para jantar no supermercado Muffato perto do terminal de ônibus no centro. Depois da janta voltamos ao hotel em Cidade de Leste, que fora do horário comercial é bem tranquila, nem parece a mesma cidade. Roteiro Chegando em Foz do Iguaçu Ponte da amizade
  3. Minha viajem durou 6 dias, porem dava pra fazer tudo em 3 ou 4 dias no máximo. Antes de mais nada, todos os ingressos podem ser comprados mais baratos no Ticketloko, coisa que só descobri no ultimo dia da viagem, ja o translado que o ticketloko ofere, achei caro. Ticketloko é um quiosque, ou loja bem pequena que existe em vários pontos de Foz. Na Avenida Brasil, frente do hotel Foz do Iguaçu. Obs.: Não ganho nada com isso, é apenas para informação mesmo, pois esse é o objetivo de escrever minha experiência. Passeios obrigatórios são Cataratas lado Brasil, Lado Argentino, Compras no Paraguai, Museu 3D, Museu de Cera e comer bife chorizo argentino, em Puerto Iguazu, também pode visitar o Parque das Aves e Duty Free. Passeios opcionais são: Itaipu, Bar de gelo, Macuco Safari, Jantar Noite Italiana, e outros passeios que são totalmente dispensáveis quando não se tem muito tempo. Passe repelente de insetos todas as vezes que forem aos passeios e ao Paraguai. Em Janeiro faz muito calor, em torno de 32 a 35 graus todos os dias. - Para Foz, se você for de carro, ou for alugar, então pode se locomover tranquilamente com a ajuda do Waze. Porem se for ficar de onibus, então siga essa dica, se hospede num hotel proximo ao terminal de transporte urbano, conhecido como TTU, que fica proximo a Avenida Brasil e a Avenida juscelino kubitschek, que é o Centro de Foz. Do TTU sai onibus para as cataratas do lado Brasil (numero 120), Itaipu (101 e 102) e na rua ao lado passa onibus para o Paraguai e Argentina. - Cataratas do Lado Brasil, no terminal TTU pegue o onibus 120, ele passa no Parque das Aves e termina no Parque Nacional das Cataratas que é do lado. Fiz primeiro as Cataratas e depois Parque das Aves... Comprei os ingressos na porta, mas pode comprar pela internet, ou ticketloko. Pegamos o onibus interno dentro do parque que demora uns 20 minutos até chegar na passarela que a maioria dos turistas percorre para chegar nas cataratas. Porem se tiver problema para se locomover pode esperar que esse mesmo onibus te leva ao ponto mais importante da Catarata. No parque tem vários bichos silvestres, como Quati, Macacos e até onça pintada, isso mesmo você pode se deparar com um onça no trajeto. No parque tem vários aviso e como deve se comportar com os animais. Nunca alimente, ou pegue o Quati ou filhote de Quanti, eles são acostumados com os turistas porém podem ser agressivos quando provocados. Ao chegar nas passarelas mais próximo as cataratas, não precisa de capa de chuva, ou guarda chuva, pois o melhor desse passeio é o visual e se molhar na chuva fina que faz na queda da agua. Aproveite e tire fotos, talvez uma capa para o celular, ou maquina, mas o meu celular aguentou bem... Ao final dessas passarelas, você sobe uma escada ou elevador e vai pegar o onibus para voltar a recepção do parque. - Parque das Aves, no mesmo dia que fizer as Cataratas pode fazer o parque das aves, tranquilamente. Esse passeio demora em torno de 2 horas. Compre os ingressos na porta, estudante paga meia... basicamente é um zoologico de aves, varias espécie em extinção... coisas interessantes são: você vai entrar no mesmo ambiente que as araras coloridas e tucanos, vai ver alguns jacarés... Vai ver de perto iguanas e outras aves interessantes. - Museu de Cera, esse museu de cera fica na Avenida das Cataratas, voltando para o centro de Foz. Onde tem alguns carros como Ferrari e Camaro amarelo na porta, se chama DreamLand. Queria comprar apenas o museu de cera, porém a recepcionista me disse que só tinha venda casada, o que é proibido pelo código do consumidor. Como não tive opção acabei comprando o ingresso Museu de Cera e o Maravilhas do Mundo (são maquetes ruins, imitando monumentos como torre eiffel em Paris). Só descobri depois que poderia ter comprado apenas o Museu de Cera, mas pode verificar melhor no ticketloko. Já os personagens do Museu de Cera, são muitos realísticos, valeu a pena! - Itaipu, comprei pelo site, o ingresso Visão Panoramica. Foi Legal, porém nada de extraordinário. Nesse passeio, você pega um onibus até o mirante, depois pega outro onibus que enfim vai fazer o passeio pelo muro, onde conseguira ver a represa e ver os tubos de agua, como falei nada do outro mundo. Quando for novamente irei comprar o passeio que vai por dentro da usina para conhecer os mecanismos e maquinas que fazem a usina funcionar, acredito que seja mais interessante. - Paraguai, impressionante como os produtos são baratos, inclusive mais baratos que o Duty Free. Porém tem que saber onde comprar, para não ser enganado. Quando for ao Paraguai, voce tem opção de ir de carro, pegar o transito de duas horas ou mais para atravessar a ponte da amizade. Ou pode deixar o carro em um estacionamento proximo a ponte e ir de moto taxi, 2 minutos para à travessia. Se for de Onibus pode pegar no TTU, o numero 101, 102, e descer na ponte da amizade e também pegar o moto taxi, em torno de 10 reais. Não deixe de visitar o Shopping Paris no Paraguai, la dentro tem o shopping China, com produtos originais e quase o mesmo preço que encontra nas lojas de ruas. Porem nas ruas tem que saber onde comprar, para não ser enganado. Dentro do Shopping Paris tem o Museu 3D, esse vale muito a pena a experiência, comprei na porta, mas o ticketloko vende o ingresso mais barato. Nas lojas de rua recomendo para eletronicos a loja www.casanissei.com E perfume recomendo a loja www.charmeperfumeria.com.br No site http://www.comprasparaguai.com.br/ também tem vários produtos e indicações. - Cataratas do lado Argentino, pega o onibus ao lado do TTU com destino a Puerto Iguazu, pede para o motorista avisar quando chegar no ponto, desce para pegar o carro, o "Taxi", ou onibus que vai para o parque das cataracas lado Argentino. Custa: 20 reais por pessoa no onibus ou carro, no meu caso juntamos 4 pessoas e fomos de "taxi". Ingresso no Parque Argentino não aceita real, apenas peso, você pode fazer o cambio nas agencias que ficam na Avenida Brasil, mas se esqueceu e ja esta no parque, procure um desses motorista e quem sabe ele pode trocar pra você. Ao entrar no parque peguei um mapa e me deparei com o enorme percurso e tantas opções de cachoeiras, porém apenas uma me interessou, a Garganta do Diabo, que é a Catarata mais impressionante do lugar, e a atração principal. Detalhe muito importante: Nesse parque também tem vários bichos e animais, então segue o mesmo exemplo de não mexer e nem alimenta-los. Vá de trem até a Garganta do Diabo, pois se for a pé pode topar com alguns animais pelo caminho, inclusive a famosa onça pintada. Agora se você quer aproveitar tudo e não tem receio, pode fazer toda a trilha andando, porém vá em grupo e não deixe as crianças sozinhas. Na primeira estação para pegar o trem, demora em torno de 40 minutos, vai até a estação Cataratas e depois pega outro trem, espera de 1h 30min. e então a estação da Garganta do Diabo. Desce e caminha por 1 km mais ou menos, por um passarela de ferro, a vista é linda. Enfim chega até a cachoeira mais famosa A Garganta del Diablo. Para voltar é o mesmo percurso, das duas estações de trem, até chegar a recepção. Não esqueça o repelente, tem muitos insetos e borrachudos. Chegue cedo no parque, cheguei as 9h, porém lá ainda era 8h da manhã. Leve agua, e algo para comer, tudo no parque é muito caro. 1 garrafa de agua de 500ml, 10 reais. Detalhe: para comprar o ingresso não aceita real, mas pra comprar comida, suviners aceitam em real, e ser for no cartão tem o IOF. Embora assuste o percurso, animais e até os valores, eu recomendo muito ir até lá, experiência única!!! - Puerto Iguazu, toda vez que entrar ou sair da Argentina, tem que mostrar os documentos. Aceitam RG, CNH e Passaporte, recomendo levar o passaporte pois é um carimbo a mais. Pegue o mesmo onibus ao lado do TTU com destino a cidade de Puerto Iguazu, desça no terminal de onibus, ponto final, na rua de cima tem uma excelente Panaderia / Padaria, com os maravilhosos doces argentinos, inclusive a famosa Medialuna, com creme. Nessa mesma avenida, ao lado do terminal existem alguns restaurantes, que servem o maravilhoso Bife de Chorizo, em torno de 75 reais, mas vale muito a experiência. Você pode procurar pela feirinha descendo a rua do terminal, se informe la mesmo como chegar. Nessa feirinha tem alguns artigos locais interessantes, como pimenta regional, salame artesanal e alfajores. - Duty Free em Puerto Iguazu: Apesar de ter a fama que é o lugar mais barato, para se comprar artigos importados, foi decepcionante. Fica ao lado da migração Argentina e você não precisa entrar com documentos, ou carimbar o passaporte para entrar no Duty Free, pois fica antes da imigração. Os perfumes em torno de 30% a 40% mais caro que no Paraguai, e outros produtos que se encontra no Brasil mais barato, como óculos de sol, roupas e eletronicos. Os unicos produtos mais barato que no Brasil, eram as bebidas, chocolates e petiscos. Essa viajem e todos esses lugares dá pra conhecer em 3 dias, se organize e vá. Valeu muito essa maravilhosa experiência.
  4. marcoscoelhomachado

    Cidade del Este

    Galera, estou indo para o Paraguay fazer compras. Vou buscar tudo para mim, não quero vender nada, apanas compras pessoais. Sei que a cota está em R$ 300,00, é muito baixo, pois quando vc chega lá, fica louco com os preços. Estou colocando aqui alguns sites de lojas, se alguem precisar saber os preços de itens, acho importante ter uma noção. Se alguem souber outros, favor postar aqui. Todos que eu tenho são relacionados a informática. Gostaria de ter alguns de perfumes, bebidas e outras coisas. Alguém sabe como está a fiscalização em Medianeira, vou de carro, são dois casais. Será que é arriscado trazer acima da cota?? Eles estão parando todo mundo?? Advance Informática Shopping Internacional, 1º Piso Salas: 102 - 120 Ciudad del Este - Alto Paraná - Paraguay Site: http://www.grupoadvance.com.br E-mail: [email protected] Telefones: (0xx45) 528-9230 - (0xx59) 561- 514472 Compubras Computers Av. Adrian Jara Y Ytaybate Shopping Internacional 1º Piso - Bloco B Ciudad Del Este - Paraguai Site: http://www.compubras.com E-mail: [email protected] Telefones: (0xx45) 573-7076 - (0xx59) 561- 501-286 ATT Computer Shopping King Fong Ciudad del Este - Paraguai Telefone: (00xx59) 561- 514-505 Site: http://www.attcomputer.com Digital Center Shopping Americana, 1° Piso Ciudad del Este - Paraguai Telefone: (0xx45) 523-0270 Site: http://www.digitalcenterpy.com Excell Informática Galeria Lai-lai Center - 4º Piso Ciudad del Este - Paraguai Telefone: (0xx45)- 9975-0524 Site: http://www.excellinformatica.com.br Infoshop Informática Shopping Vendome - 2º andar - Salas 204, 248, 250 e 252 Ciudad del Este - Paraguai Telefone: (0xx45) 523-7619 Site: http://www.infoshoptvgame.com k&B Computers Shopping Vendome, salas 427 e 429 Ciudad del Este - Paraguai Telefone: (0xx45) 524- 8880 Site: http://www.kebcomputer.com PC New Informática Shopping Lai Lai, 4º piso Ciudad del Este - Paraguai Telefone: (0xx45) 573-3745 Site: http://www.pc-new.com Valeu galera.
  5. Fernando Martinelli

    Compras no Paraguai

    Paraguai (Compras produtos Apple) UMA DICA IMPORTANTÍSSIMA A QUEM VAI FAZER COMPRAR NO PARAGUAI: SE FOR COMPRAR ELETRÔNICOS E iPHONES A MELHOR OPÇÃO É IR À LOJA COMPUBRAS. É A ÚNICA AUTORIZADA PELA APPLE NA CIUDAD DEL LESTE. ESTA LOJA FICA NO SHOPPING VENDÔME. NÃO CAIA NO PAPO DE VENDEDORES DE OUTRAS LOJAS QUE CARREGAM A MAÇÃZINHA DA APPLE EM SUAS PLACAS E COM DIZERES DE SEREM AUTORIZADAS. É PURA MENTIRA. A ÚNICA QUE REALMENTE É AUTORIZADA É A COMPUBRAS. http://www.compubras.com/
  6. estive em Foz do Iguaçu em Julho/2016 durante as feras escolares. Fiquei 4 dias. Saí de Vitoria/ES na sexta de manha, fiz escala em SP, e cheguei por volta de 11:30 da manha em Foz. Optei por ter fechado com uma empresa para fazer o trajeto aeroporto/hotel. Achei a cidade bem limpa, muito fácil de se locomover e por isso, optei por cancelar meu pacote turístico e viajar por conta própria. Honestamente foi a melhor coisa que fiz. Estávamos, meu marido, meu filho de 6 anos e eu. Fiquei hospedada no Iguassu Express na Av. das Cataratas. A localização é otima, a comida do hotel tbm. Porem a noite se ouve muito barulho de carro, pois e uma avenida bem movimentada. Na sexta pela tarde, fomos ao Marco das 3 fronteiras. Pagamos 14 reais por pessoa, e honestamente não valeu a penao nao. Nao tem nd pra fazer la. é simplesmente olhar o rio, e o marco do Paraguai e Argentina. tem uma lojinha, onde voce deixa um rim para comprar qquer coisa e só. Não quisemos visitar Itaipu. La existem 2 tipos de passeios. o interno, meu filho nao poderia entrar, pois so a partir de 12 anos a entrada e liberada. Entao nao fomos. Almocamos e fomos descansar. Achei a cidade bem parada a noite. Muita gente me disse que o point e Iguazu. E os brasileiros vao em peso pra la. Como estava com crianca, e minha viagem tinha outro foco,jantamos no hotel msm. No sabado fomos ao paraguai. passamos a manha lá. Pegamos a linha 120 na porta do hotel ate o mac donalds do centro e la pegamos o onibus da itaipu com destino ao paraguai. 5 reais a passagem. demoramos uns 25 min até lá; Mta mta mta muamba. a cada passo que vc da, vem 2 milhoes de vendedores emcima de vc. fomos bem a vontade, com tenis, calca, sem relogio, nada que pudesse ter problemas com assalto. conhecemo a mega, uma loja de produtos eletronicos bem legal. dizem q e uma das poucas que vendem produtos originais. nao achei muita coisa mais em conta que no brasil nao. o que vale a ena comprar. lustres (um mais lindo que o outro e mto barato), e muambas em geral.. luvas, cuecas e calcinha p criancas, meias, etc. achei umas malas com um preco bem legal tbm. todas as maquiagens que comprei foram p o lixo. horriveis. em uma galeria ao lado do shopping del este comprei mto doce de leite da havana. estavam mais baratos que na argentina. lugar fedorento, sujo e com um cheiro horrivel. Bem.. nao tenho a intencao de voltar. valeu como ex´periencia. para voltar peguei o msm onibus, sentido contrario, fui ate o TTU, pegamos o 120 e chegamos ao hotel. a tarde fomos ao museu de cera. Foi bem legal, me flho gostou mto. par quem ja foi em museus no exterior nao vao achar nd demais. o parque dos dinossauros e o mundo das maravilhas nao fomos. disseram que o parque estava bem deteriorado e n valia a pena. pela cara das pessoas qdo saiam de la, acho q foi bem decepcionante msm. lembrem se smpre de falar que sao doadors de sangue, militares, criancas especiais etc. ngm oferece desconto, ms se vc informar eles dao. a entrada p o museu de cera estava 48 reais. eu su doadora e paguei meia, meu marido tbm. meu filho e especial e nao pagou. ou seja, de qse 150 reais, gastamos apenas 48 no domingo fomos as cataratas lado brasil. gente.. inexplicavel. so vendo. e mto lindo. realmente um presente de DEUS para nossos olhos. para quem optar por pacotes de empresas de turismo, eles tiram um dia inteiro para o passeio. eu nao me imagino ficando la um dia inteiro nao. fiquei a parte da manha e foi excelente . nao ficaria a mais nao. a tarde passeamos por foz. na segunda fomos a puerto iguazu. pegamos um onibus em frente o hotel onde vem escrito argentina, e em 20 min estavamos la. Ao contrario do paraguai que e meio guerra na selva, la e mto organizacao e a imigracao funciona de verdade. o duty free fica bem coladinho. da pra descer na imigracao e ir la sem problemas. a passagem custou 5 reais tbm. pedi ao motorista o me avisar onde era o centro, proximo a feirinha. ela abre por volta das 10:30h. todos os motoristas e trocadores do brasil, paraguai e argentina falam portugues, espanhol e ate um poco de ingles. e bem facil pedir informacoes e sao bem solicitos. a feirinha e otima. apesar de fedorenta demais. mas a gt acha um azeite maravilhoso, azeitonas recheadas e mto doce de leite. alem da famosa quilme, e claro. comemos uma meia luna dos deuses la perto. na avenida principal, tem uma casa de cambio. e tbm um centro de informações para turista. e foi la que eu achei a informacao que nao encontrei em lugar nenhum na internet. qual onibus pegar para o Ice bar. do outro lado da rua e so pegar o km5. para na frente. so atravessar a rua. o motorista nos avisou onde descer. gnte, serio, o lugar e mto lindo. abre as 13:30h. chegamos esse horario. mas olha.. o lugar e mto lindo. aquilo a noite deve ser o maximo. qdo fui comprar as entradas (200 pesos cada), cobraram a do meu filho, mesmo no site dizendo que riancas so pagavam a partir dos 8 anos. achei melhor relevar. la dentro e mto legal. ficamos uns 25 min -11 GRAUS. O AMBIENTE E O MAXIMO. A bebida e liberada durante esse tempo, porem eles enrolam a metade do tempo p servir. n deixem de provar o sex on the ice. e muuuuuuito bom. no resto do dia descansamos. nao quisemos ir as cataratas lado argentino. valeu muito a ena a viagem. f uma delicia. pegamos em torno de 10 graus no inicio da manha, a tarde chegava a 20. vale a pena conhecer foz.
  7. Salve, mochileiros! Este é meu primeiro relato aqui no fórum, como forma de agradecimento aos tantos outros textos que me ajudaram. Na verdade, estou sendo um pouco "ingrato", pois estou devendo relatos de viagens feitas nos dois últimos anos, hehehe... Bom, pretendo descrever mais pra frente, msm sendo um pouco antigo, acho q ainda pode ser útil para alguém. Eu tinha 15 dias de férias, e queria viajar, mas sem gastar mto. Foi aí q me veio a ideia de ir ao Paraguai, pois gostos de fazer roteiros mais "alternativos". Mas eu não sabia quase nada a respeito do país. Comecei então a garimpar toda a Internet atrás de alguma coisa a se ver por lá. Aqui msm no Mochileiros têm poucos relatos, mas q me ajudaram. Encontrei outros blogs afora, mtos sites com informações desatualizadas... Encontrei algumas páginas de turismo no Paraguai tb, fiz um compilado de tudo e montei meu roteiro, q vou descrever na sequência. Meu cronograma foi montado da seguinte forma: 14/3 - voo de São Paulo a Assunção 15/3 - Assunção 16/3 - Assunção 17/3 - Assunção/ônibus noturno para Encarnación 18/3 - Encarnación 19/3 - Posadas 20/3 - Ônibus para Puerto Iguazu 21/3 - Foz do Iguaçu 22/3 - Foz do Iguaçu 23/4 - Foz do Iguaçu 24/3 - Ônibus para Cascavel/Voo para São Paulo Eu gosto de fazer viagens com rotas "lineares", evitando fazer bate-volta (a não ser q não tenha opção). Então consegui fazer algo no formato de "U", fazendo com q eu não precisasse passar pela msm cidade mais de uma vez (exceto Puerto Iguazu, q voltei qdo visitei as cataratas de lá). Comprei a passagem de ida pela TAM, usando milhas. Nisso eu já economizei bastante, mas se comprasse a passagem direto para lá, não sairia tão barato assim. Pensamos q por ser um destino pouco procurado sai mais barato, mas na verdade é o contrário. Pode sair caro justamente por ter q demandar algo fora do "normal". Enfim... A passagem de volta eu comprei para sair de Cascavel, pois sai mto mais barato do q Foz, quase metade. A cidade fica apenas a 2h de ônibus, então pensei valer a pena. Péssima escolha! No fim do relato eu conto oq aconteceu. Como um bom mochileiro, fiquei somente em hostel, e reservei todos pelo Booking, pela praticidade do site. Não fiz compra antecipada de nada, apenas das passagens aéreas. Levei alguns dólares e reais, e vi q o câmbio entre as duas não tem mta diferença. Qdo fui, o real estava ligeiramente mais vantajoso q o dólar. Em alguns lugares eu usei cartão de crédito, e não consegui fazer saques em caixas eletrônicos. É sempre bom verificar com o banco antes sobre esses serviços antes de viajar. Bom, sem mais delongas, vamos ao relato!
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