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  1. Saímos de São Paulo/SP, aeroporto de Guarulhos dia 09 de julho de 2016 às 05h55 rumo a Lima, Peru. ' alt=''> Chegamos no aeroporto Jorge Chavez International na cidade de Lima, Peru por volta das 9h. No primeiro dia (09/07/16) deixamos as bagagens no apartamento de uma amiga em Miraflores, onde estávamos hospedados e saímos para conhecer a cidade. Sentido Parque Kennedy passamos pela embaixada do Brasil, paramos para uma foto. Chegando no parque, foi surpreendente por dois motivos. Primeiro que o parque era maravilhoso, muito arborizado e contava com muitos canteiros de flores de todos tipos e cores. Segundo por tinham muitos gatinhos pelo parque, extremamente dóceis e faziam sucesso com os turistas. Depois de ficar aproveitando a beleza do parque fomos almoçar no restaurante La Lucha, os sanduíches são muito gostosos, possuem um bom preço (entre s/ 15 – s/ 18) e você pode pedir diversos molhos para acompanhar. Vale a pena tirar um dia para comer lá! Após o almoço fomos visitar o Parque do Amor, também em Miraflores. O Parque está localizado na costa, a vista para praia é maravilhosa! Assim como o Parque Kennedy também é muito arborizado e possui muitas flores. Ficamos um tempo turistando no parque e depois fomos buscar um mapa da cidade. Andando pela costa chegamos ao Shopping Larcomar. Se você está pensando em Shopping como algo que vemos aqui no Brasil, tire essa ideia da cabeça! O Larcomar é um shopping todo aberto com vista para praia, é incrível! Existem diversas lojas e restaurantes, o custo é bem mais alto do que o resto da cidade, mas mesmo que decidam não consumir nada lá, ainda vale a pena passar para passear. Depois do shopping decidimos voltar para o apartamento descansar e depois sair de noite. Acontece que acabamos dormindo e não conseguimos acordar rs. No outro dia (10/07/2016), pegamos um táxi de Miraflores para o Centro de Lima (s/ 10 - não esqueçam de negociar o preço do táxi antes de entrar no carro!), chegando lá fomos conhecer a Praça de Armas e o Palácio do Governo, turistamos um pouco, tiramos algumas fotos e fomos almoçar. Comemos um prato conhecido como “Tacu Tacu” em um restaurante próximo à praça, o prato consiste basicamente em arroz, feijão branco e carne, frango ou camarão. Eu escolhi o meu com camarões e molho de linguado. Esse foi COM CERTEZA a melhor refeição da nossa viagem toda. ' alt=''> O restaurante é um pouco caro em comparação a outros, pagamos em média s/ 45 por pessoa. Depois de almoçar retornamos à praça de armas e acompanhamos a troca de guardas, muito divertido. Quando terminou a troca de guardas fomos conhecer a catedral e alguns museus. Já no final da tarde fomos caminhando até o Parque da Reserva, também conhecido como Parque das Águas. Para entrar no parque é necessário pagar s/ 5 (estudante). Obs: São aceitas carteirinhas de estudante do Brasil. O Parque é todo arborizado e possui mais de 20 fontes, inclusive a maior fonte do mundo com mais de 60 metros de altura, uma mais linda que a outra. Tiramos muitas fotos e esperamos anoitecer. O que já era maravilhoso ficou ainda mais bonito quando escureceu. Todas as fontes foram iluminadas! Mais ou menos 19h começou o Show de Águas na fonte principal, foi incrível, uma das coisas mais emocionantes que eu já assisti em toda minha vida. O Show de Águas do Parque Ibirapuera no Brasil fica no chinelo rs. Depois do show retornamos a Miraflores, jantamos no Chillis e fomos para casa descansar, pois tínhamos um ônibus para Paracas de madrugada. Dormimos pouco e acordamos MUITO cedo para pegar o ônibus (11/07/2016). Pegamos um taxi (s/ 5) até a Companhia Oltursa. Nosso ônibus saia de Lima às 3h45 da manhã. Chegando a companhia fomos muito bem recebidos, despachamos as malas e embarcamos no ônibus. A Companhia Oltursa contava com acesso ao Wifi, televisão, ar e um snack. Já havíamos comprado todas passagens de ônibus ainda no Brasil. De Lima para Paracas pagamos s/ 50. Dormimos durante a viagem toda e chegamos a Paracas de manhãzinha no mesmo dia (11/07/16 – aproximadamente 7h30). Chegando em Paracas na porta do nosso ônibus já haviam diversas pessoas de agências oferecendo os passeios para as Ilhas Ballestas. Fechamos com uma agência que ficava, literalmente, do lado da Oltursa, pagamos s/ 35 + s/3 de taxa do que seria o Ministério da Cultura deles. Para realizar o passeio é necessário fechar com uma agência, pois eles que possuem as lanchas que saem para as Ilhas. Mas lembre-se, SEMPRE NEGOCIE TUDO NO PERU. Enfim, entramos na lancha e fomos em direção as Ilhas, passamos pelo “El Candelabro” e paramos para fotos. O El Candelabro é um desenho de séculos atrás nas dunas, como o nome já sugere, em forma de um candelabro. Nosso guia nos disse que não se sabe muito bem por quem e para que foi feito, existem teorias de todos os tipos, como por exemplo, que era uma marca para os navegantes usarem de localização ou até mesmo que foram os extraterrestres rs. Essa marca sofreu pouquíssimas alteração no passar dos séculos, por conta de não chover quase nunca e ter pouco vento. Bom, continuamos o passeio em direção as Ilhas, chegando lá era muito bonito. São formações rochosas onde se encontram vários animais, como pinguins e leões marinhos. Além disso existem muitas aves sobrevoando que dão um show no céu. Recomendo o passeio, é muito bonito mesmo! Obs: Leve casaco, lembre-se que apesar do calor, você vai estar em uma lancha e venta muito! Ainda no mesmo dia (11/07/16), após voltarmos do passeio, pegamos um ônibus, às 11h15, para a cidade de Ica. Também viajamos pela Oltursa e pagamos s/ 25. Chegando em Ica, pegamos um táxi, que custou entre s/ 4 – s/ 5 para o hostel, no caminho o taxista parou para que a gente pudesse trocar dinheiro de dólares para soles. A cidade de Ica não é nem um pouco bonita e o trânsito é louco! Existem muitos carros e muitas moto-táxis (depois conto sobre a nossa experiência em um desses) se cruzando e buzinando o tempo inteiro. Ficamos hospedados no Hostel Ollanta, os funcionários foram muito amáveis e nos ajudaram em tudo que precisamos. O quarto era simples, mas estava arrumado e limpo quando chegamos. Ocorreu que achamos que tínhamos comprado com café da manhã incluso como fizemos em todos outros hostels de nossa viagem, porém nesse em especial nos informaram que não estava incluso e que, apenas, poderiam nos fornecer caso pagássemos algo a mais. O hostel fica um pouco longe do centro, porém está relativamente perto do Oásis de Huacachina. Se eu não me engano, após deixar as malas no hostel fomos almoçar no mercadão da cidade, chamado La Palma. Pagamos s/ 8 em um prato gigantesco de arroz (com tudo que você pode imaginar misturado), frango e batatas, além de um chá de cevada. Após o almoço pegamos um moto-táxi até o Oásis de Huacachina. Bom, sobre os moto-táxis, podemos definir nossa experiência em uma palavra: medo. Primeiro que não havia uma porta, muito menos cintos. Você tira uns elásticos para se segurar e os motoristas dirigem como loucos. A vantagem é que os moto-táxis custam s/ 2 para andar pela cidade e s/ 5 ao Oásis. Chegando a Huacachina buscamos um instrutor que nos foi indicado chamado Angel para fechar o passeio de bug pelas dunas. Fechamos o passeio por s/ 35 por pessoa (preço especial pela indicação rs). Enquanto aguardávamos fomos finalmente conhecer o tão esperado Oásis de Huacachina. Uma palavra: UAU! Meu deus do céu, que lugar paradisíaco!!! Me arrependo MUITO por não ter fechado um hostel no próprio Oásis! O preço era quase o dobro, mas juro que valia cada centavo!! Enfim, não posso falar muito sobre o Oásis, só estando lá para entender o quão incrível é aquele lugar. ' alt=''> Quando deu a hora do passeio encontramos o Angel e outras pessoas que iriam com a gente. O passeio é sensacional, subimos e descemos as dunas em alta velocidade, a sensação de adrenalina toma conta! Super indico. ' alt=''> Depois dessa experiência ainda paramos para tirar algumas fotos e praticar sand-board! SENSACIONAL! Ficamos nesse tour até o sol se pôr e depois voltamos ao Oásis. Antes de ir embora tomamos uma Cusqueña (cerveja local) com o nosso queridíssimo guia. Obs: Eu odeio cerveja, mas a Cusqueña realmente me surpreendeu, eu gostei! MEU DEUS, eu gostei de uma cerveja! Tomamos a Cusqueña Blanca e a Dourada, as duas são muito boas. Pegamos um taxi (s/ 10) para a cidade de Ica e fomos jantar no shopping. É um shopping como qualquer outro no Brasil, comemos na praça de alimentação, eu comi comida chinesa, paguei aproximadamente s/ 18. Depois voltamos ao hostel e descansamos. No outro dia de manhã (12/07/16), fomos direto para Oltursa pegar um ônibus até Nazca. Nosso ônibus saia 9h e pagamos s/ 35. Chegando em Nazca, buuum, primeira decepção da viagem. Não iriamos conseguir fazer o sobrevoo as linhas de Nazca porque a manhã tinha sido muito nublado e todos os voos foram adiados para mais tarde, ou seja, não existiam mais voos para aquela hora e a gente tinha que pegar um ônibus no mesmo dia para outra cidade. Rodamos por muitas agencias na cidade e todas nos passaram essa mesma informação. Um pouco chateados, acabamos fechando um tour que íamos de carro até alguns mirantes que podíamos ver algumas linhas. No final conseguimos ver 3 desenhos, as mãos, a árvore e a lagartixa que está cortada pela rodovia que foi construída antes de saberem a existência das linhas. Depois disso ainda passamos em um museu dedicado a uma arqueóloga alemã que passou mais de 50 anos estudando as linhas de Nazca (sem descobrir quase nada rs). As linhas foram feitas por alguém (ou algo, também existem teorias rs) que separou todas as pedras avermelhadas deixando o chão branco exposto e formando os desenhos. Os desenhos são gigantescos e não se sabe ainda como as imagens podem ter sido feitas com tanta perfeição sem que os povos tivessem tecnologia suficiente para olhar de cima, ou seja, sobrevoar. As linhas estão lá desde 400 d.C – 650 d.C e sofrem pouquíssimas mudanças, pois chove de 2 a 3 vezes por ano e venta muito pouco. Voltamos para cidade de Nazca, comemos alguns pãezinhos na rua, por s/1 cada e aguardamos o ônibus para Arequipa. Nosso ônibus saia no mesmo dia (12/07/16) às 15h15 e também fechamos pela Oltursa, pagamos s/ 79. A viagem de ônibus é muuuuuito longa e tem muuuuuitas curvas. Passei um pouco mal. Chegamos em Arequipa aproximadamente 00h e fomos direto para o hostel descansar. Nos hospedamos no Sumaq House Backpackers, pagamos mais ou menos s/ 55 por noite. Sobre o hostel, é muito bom! Além dos funcionários serem muito agradáveis, principalmente o Francisco que nos atendeu, o café da manhã é ótimo, os quartos são limpos e aconchegantes, o hostel no geral é muito bonito! Super recomendo! Acordamos (13/07/16) bem cedinho com a intenção de fechar um tour para o Colca Canyon e passar nossa outra noite lá, ou seja, fazer o tour de 2 dias e 1 noite, por isso só tínhamos reservado uma noite no hostel. Quando fomos falar com o Francisco do hostel, descobrimos que tanto esse tour quanto o de um dia, saiam 3h da manhã do hostel e já não tínhamos mais essa opção, pois iriamos para outra cidade no dia seguinte à tarde. Com orientação do Francisco, decidimos ir para o Canyon por nós mesmos. Tentamos pegar um ônibus para Chibay, uma cidade próxima do Colca, mas não tinha mais horário (isso às 10h da manhã), então andamos pela cidade e achamos uma van que nos levaria para cidade. Pagamos s/ 15 por pessoa na Van, porém sem nenhum um tipo de conforto e com um motorista um pouco imprudente. Reparamos que não tinham turistas na van, apenas locais. Depois de algumas horas chegamos a Chibay, mais ou menos 16h da tarde. Chegando a cidade comemos os famosos pãezinhos de s/ 1 na rodoviária. Foi ali que eu provei pela primeira vez a carne de alpaca, que por sinal é muito boa, parecida com a carne bovina, um pouco mais forte. Conseguimos encontrar um dos locais que tinha uma van e disse que poderia nos levar ao Colca, pagamos mais ou menos s/ 60 por pessoa. Subimos, subimos, subimos, subimos e subimos mais um pouco. Nosso destino final era a Cruz del Condor, de onde se pode observar o Colca Canyon e os famosos Condores, os maiores pássaros do mundo, podendo chegar até a 3 metros de comprimento. Todos haviam nos dito que não iriamos poder ver os Condores àquela hora, porque eles só apareciam pela manhã, por isso os tours saiam tão cedo. Quando eu digo todos, são todos mesmo, o Francisco do hostel nos disse isso, a moça da rodoviária, os locais na Van... Chegando ao Colca Canyon, além da vista INCRÍVEL, uma surpresa, não tinha um Condor lá, tinham cinco! Cinco lindos grandes pássaros dando um SHOW! Não havia nenhuma alma lá, estávamos com o Colca só pra gente! Tiramos muitas fotos, curtimos a vista, absorvemos aquela energia (apesar do frio e da altitude rs). Mais tarde voltamos a Arequipa, fechamos mais uma noite no hostel, pelo mesmo preço (s/ 55 para os dois). Essa noite saímos com o Francisco e uns amigos dele para beber e ouvir uma música. Não muito tarde voltamos para o hostel e fomos descansar. No dia seguinte (14/07/16) acordamos e fomos conhecer a cidade. Arequipa é realmente maravilhosa! As catedrais, a praça de armas... É tudo muito bonito mesmo! Vale a pena tirar um dia para andar sem rumo por ali! Obs: Não gostei da cerveja Ariquipeña.... Às 14h da tarde do mesmo dia fomos até a Companhia de ônibus Cruz del Sur com destino a cidade de Puno. Sobre a Cruz del Sur, eu odiei a companhia! O wifi não funcionava, os assentos não eram nada confortáveis, o ônibus era bem mais velho que da Oltursa, a comida era pior, o atendimento era pior, maaaaas o preço era o mesmo. Então, viaje até onde der de Oltursa, deixe a Cruz del Sur sempre como segunda opção. De Arequipa para Puno era uma longa viagem, na qual pagamos s/ 62, e como eu não tinha passado bem na última, resolvemos comprar o SOROCHE, um remédio para o mal de altitude, vale a pena! Chegamos em Puno às 20h30 do mesmo dia. Puno é uma cidade minúscula e também não é muito bonita. Ficamos hospedados no Puma Backpacker Hostel, pagamos US$ 12,32. Bom, sobre o hostel, os funcionários são amigáveis, principalmente a Sra. Frida e seu marido. Quando chegamos fomos informados que nosso quarto não era matrimonial como esperávamos, a Frida nos informou que iriamos ficar em quarto compartilhado. Depois de insistir um pouco e mostrar algumas vezes que na nossa reserva constava Quarto Privado, ela nos colocou em um quarto com 2 beliches, porém sozinhos. O quarto e o hostel estavam limpos, porém o banheiro estava mais ou menos. Também achei um pouco desorganizado. Depois de pagar o quarto e resolver tudo estávamos morrendo de fome e fomos perguntar onde poderíamos comer. Fomos surpreendidos com a resposta de que AQUELA HORA (21h) não havia nada aberto. Tentamos pedir uma pizza, mas a única pizzaria da cidade estava fechada. Acabamos comendo salgadinho e bebendo água. No outro dia (15/07/16), acordamos cedo para ir conhecer a ilha de uros. Nós optamos por fazer o tour Ilha de Uros + Sillustani, fechamos no próprio hostel e nos custou mais ou menos s/ 60. Passaram para nos buscar no hostel e seguimos para as ilhas flutuantes. Chegamos de barco e descemos em uma das ilhas, eu achei interessante por ser algo completamente diferente de tudo que já vimos, mas confesso que esperava gostar mais. Os locais, junto com nosso guia, nos explicaram como eram feitas as ilhas flutuantes, como eram feitas as casas, o que eles comiam, como era a rotina do povo que vivia na ilha, etc. Bom, alguns pontos que achei interessante: 1) As ilhas são feitas de uma planta chamada Tutóia; 2) Essa mesma planta é usada como alimento; 3) Às vezes os ventos fortes fazem com que a ilha se solte (ela é presa com uma espécie de uma “âncora”) e saia flutuando por aí; 4) As crianças devem pegar um barco todo dia para ir à escola na cidade. Após a explicação os moradores nos convidaram para conhecer suas casas e colocar as vestimentas locais para tirar fotos. Entramos no clima e vestimos as roupas. Olha, posso dizer que pelo menos as femininas são bem quentes e confortáveis. ' alt=''> Depois nos levaram para ver os artesanatos, obviamente eu comprei várias coisas rs. Bom, o que eu de fato achei sobre Uros, tudo parecia muito forçado para mim, as famílias pareciam estar com uma falsa animação para agradar os turistas e conseguir receber algo com seus artesanatos e etc. No final o guia reuniu uma parte da família e eles cantaram pra gente em várias línguas, como quéchua, aimará, espanhol, inglês e até alemão. Sinceramente, eles pareciam muito infelizes fazendo isso. Por último fomos navegar até a outra ilha em um daqueles barquinhos locais, também feito de Tutóia. Pagamos s/ 10 por pessoa. Conhecemos a outra ilha, usamos um banheiro ao ar livre, tiramos algumas fotos e voltamos para cidade. Na cidade ficamos turistando pela Praça de Armas aguardando o próximo ônibus nos buscar para irmos até Sillustani. Enquanto aguardávamos fomos comer em um restaurante perto da praça. Um menu turista com entrada, prato principal e bebida por s/ 10. De entrada tinha uma sopa de champignons (MUITO BOA), o prato principal era carne de alpaca com purê de batata e legumes e a bebida eu escolhi mais chá de coca. AH, acho que não falei sobre o chá de coca, bebi todos os dias da viagem, é simplesmente maravilhoso! Ajuda muito com a altitude e para mim que tenho gastrite foi ótimo para o estômago! Enfim, depois do almoço aguardamos nosso ônibus e nos dirigimos para Sillustani. Bom, Sillustani possui algumas ruínas com torres funerárias onde os Inkas enterravam a classe mais alta. A maioria das torres está em ruínas, pois os espanhóis, sabendo que os Inkas eram enterrados com seus objetos pessoais, entre eles o tão procurado ouro, acabaram destruindo quase tudo. Cada torre abrigava mais ou menos 20 corpos. As torres iam subindo conforme alguém era enterrado lá, por exemplo, eles construíam a primeira camada da torre, passavam o corpo por uma mini portinha e jogavam pedras em cima, no segundo corpo quase a mesma coisa, construíam outra camada na torre, mas o corpo já não passava pela portinha e sim era jogado por cima das pedras e coberto por mais pedras, e assim por diante. Até que a torre possuísse mais ou menos 20 corpos e fosse fechada, pois estava completa. ' alt=''> O lugar é MUITO bonito, tem vista para um lago com uma ilha no meio que é simplesmente sensacional. Nesse mesmo tour passamos por um círculo formado por pedras e paramos para uma explicação. Segundo nosso guia, existe uma lenda que muito tempo atrás o sol havia desaparecido, então essa construção foi feita para que no dia que o sol voltasse eles o prendessem no círculo. Conforme a lenda, o sol voltou um dia e até hoje se encontra preso ali. Depois de passear bastante por ali voltamos ao hostel e decidimos pedir uma pizza antes que fosse tarde demais e a pizzaria fechasse rs. Como íamos embora nesse mesmo dia para Cuzco, pedimos a pizza 19h e marcamos um taxi para as 21h, e foi aí que começou nosso problema. Primeiro de tudo, a moça que nos recebeu disse nos deu um cardápio e escolhemos uma pizza por s/ 20. Ela fez o pedido e nos informou que seriam cobrados mais s/ 5 pela taxa de entrega da pizzaria. Sem problemas. A pizza demorou mais de 1h30 e começamos a ficar preocupados pelo horário do táxi. Quando a pizza chegou 20h40 mais ou menos, a moça do hostel insistiu MUITO que a gente desse o dinheiro pra ela e ela iria buscar a pizza lá embaixo. No final meu namorado acabou acompanhando ela e não existia a tal taxa de entrega da pizzaria, nos cobraram apenas os s/ 20. Decidimos não falar nada e fomos comer. Ao abrir a pizza, uma grande decepção. Uma pizza de 8 pedaços é como uma de 4 pedaços da pizza do Brasil, mas cortador na metade. Ou seja, a pizza era minúscula e o sabor não era tão bom também. Enfim, comemos rápido e ficamos prontos esperando o táxi que o hostel disse que havia marcado para às 21h. Esperamos, esperamos, esperamos e esperamos. No final falamos com as pessoas do hostel, eles ligaram de novo pro taxista, insistiram, brigaram, gritaram e nada. Então, como bons brasileiros fomos pegar um taxi na rua. Conseguimos achar um taxi, negociamos e quando estávamos colocando as malas no porta malas... o outro taxi chegou. A senhora do hostel começou a gritar lá de cima e mostrar que aquele era o taxi correto. Eu que já estava de saco cheio, respondi que ele havia demorado muito, que marcamos para as 21h e eu ia pegar o taxi que achamos na rua. Entramos no taxi e fomos até a rodoviária com medo do outro taxista estar seguindo a gente rs. No final deu tudo certo, chegamos na Cruz del Sur e pegamos o ônibus rumo a Cuzco. Nosso ônibus saia às 22h para chegar em Cuzco às 4h30 da manhã. Pagamos s/ 55 por pessoa. De novo a Cruz del Sur foi péssima. Mesmas reclamações, não tinha wifi, o atendimento horrível... Chegando em Cuzco (16/07/16) fomos direto para o hostel tentar descansar. Chegando no hostel descobrimos que não poderíamos entrar no quarto até às 11h, horário do check in. Tentei conversar com eles, pois eu tinha enviado um e-mail informando o horário de chegada e eles responderam dizendo que quando o quarto estivesse livre poderíamos ocupa-lo. Ocorre que, nosso quarto ficou livre às 6h da manhã e mesmo assim eles não quiseram liberar até o check in. Ficamos das 5h às 11h mais ou menos na cozinha do hostel com todas nossas bagagens aguardando o quarto. Quando finalmente entramos no quarto decidimos não dormir para não perder o dia. Tomamos um banho, nos trocamos, deixamos as coisas e fomos conhecer a cidade. Primeiro fomos trocar os dólares e depois fomos até uma agência programar nossos passeios por Cuzco. Pagamos mais ou menos s/ 280 por pessoa para todos os passeios em uma agência chamada Peru Gold. Algo que compramos e vale muito a pena é o boleto turístico. Esse boleto te dá acesso a entrada de diversas fortalezas, museus e entre outros. Pagamos s/ 70 por pessoa (estudante). No primeiro dia conhecemos a cidade e visitamos alguns museus. Mais tarde fomos até o mercado São Pedro comprar malhas de alpaca e outros coisinhas. No dia seguinte (17/07/16) tiramos esse dia para conhecer o famoso Vale Sagrado e as fortalezas de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. Me recuso a escrever sobre, só estando lá para sentir a energia do lugar e admirar a beleza. Apenas, digo que Pisac foi a que eu achei mais bonita de todas! Ah, e uma dica, no nosso tour tínhamos pouco tempo em cada fortaleza, como 15min – 20min, isso é frustrante porque você não vai conseguir conhecer tudo nesse tempo. No outro dia (18/07/16) iriamos fazer trilha da montanha colorida, por isso acordamos 3h. No final nos informaram que havia nevado muito e não tinha como subir a montanha, então trocamos os dias dos passeios e fomos fazer o tour de quadrimotos por Moray e as salineiras de Maras. O tour é bem legal, pegamos uma moto para os dois, porque eu não queria dirigir. A paisagem é linda! Chegando em Moray levamos uma bronca do guia porque estávamos em último e fomos ultrapassando todo mundo até chegar em primeiro rs. Ele brigou e disse que era perigoso e não estávamos em uma competição, então depois disso fomos mais tranquilos rs. Moray é muito bonito, são construções destinadas a agricultura dos Inkas. Onde eles usavam como um laboratório para testar quais plantações poderiam ser consumidas. O lugar está totalmente preservado! Tiramos algumas fotos e voltamos para os quadrimotos com destino à Maras. Chegamos em uns 25 minutos em Maras, pagamos s/ 10 para o ingresso e fomos ver as salineiras. Provamos a água e era realmente MUITO salgada, muito mais que água do mar. O lugar é muito bonito e tinham algumas salineiras que já estavam secas, ou seja, prontas para retirar o sal. Foi uma experiência totalmente diferente de tudo que já tínhamos visto. Depois voltamos ao local de partida das quadrimotos e pegamos uma van de volta para cidade de Cuzco. No caminho paramos em um restaurante para comer (estava incluso no tour) e como sempre, a comida era péssima. Voltamos a cidade no final da tarde, andamos um pouco, comemos Mc donald’s (bem mais barato que o Brasil, mas muito pior) e depois voltamos ao hostel para descansar. Acordamos de novo às 3h (19/07/16) para a trilha da montanha 7 cores ou montanha arco-íris ou cerro colorado. Nos buscaram no hostel e fomos de van até o começo da trilha, o que levou mais de 2h. Chegamos na trilha por volta das 5h30 da manhã, tomamos café da manhã, que estava incluso no tour, pão, geleia de morango, manteiga e chá de coca. No começo da trilha eu já tinha decidido que ia subir a cavalo, já o André decidiu ir caminhando, mesmo sabendo que eram quase 4h de trilha classificada como difícil. Como tivemos experiências diferentes, eu cavalgando e ele caminhando, posso contar apenas o que eu vivi. Eu queria subir cavalgando sozinha, mas pela dificuldade da trilha me informaram que não podia e iria um senhor guiando o cavalo. Conversei o caminho todo com ele, sobre sua cultura e educação de seus filhos. Ele me contou que eles comem muitos legumes que cultivam e algumas carnes como cuy (porquinho da índia), raposa (elas vivem nas montanhas e eles caçam para poder comer), alpaca, lhamas, etc. Além disso ele me disse que tinha dois filhos e que eles eram educados em casa. Aprendiam muito sobre a cultura dos Inkas para que ela não se perca com o tempo, inclusive a idioma Quéchua como primeira língua e o espanhol, como segunda língua. Em diversos momentos a gente parava para que ele e o próprio cavalo descansasse. Também tinham partes que eram muito estreitas e por segurança eu tive que subir caminhando. Bom, eu cheguei em aproximadamente 3h30 no começo da montanha, de onde eu me despedia de meu guia e deveria subir andando. Como o André veio caminhando, ele estava um pouco atrás, decidi esperar para subirmos juntos. Desse ponto, a vista já era espetacular, do lado direito a montanha arco-íris e do lado esquerdo uma montanha nevada e o glaciar. Quando o André chegou ele parecia bem cansado, mas ao mesmo tempo extasiado pela experiência. Subimos até o topo, andando e parando andando e parando, rs. UAUUUUU! LINDO DEMAIS! ' alt=''> Ficamos um tempo aproveitando a vista apesar do frio e do vento, o André tomou uma cerveja para comemorar, tiramos muitas fotos e resolvemos descer. Eu, infelizmente, tomei a “sábia” decisão de descer caminhando, afinal, para descer todo santo ajuda. Sim, me arrependo. Foi bom sentir que eu consegui, mas quando cheguei no fim meu corpo já tinha desistido de mim. Meu pé estava destroçado, eu não lembrava como se respirava direito, minha cabeça doía, ou melhor, cada centímetro do meu corpo doía. Depois de 2h30 descendo a trilha e mais 2h na van, finalmente chegamos ao hostel e como esperado, tomamos banho e capotamos. No outro dia (20/07/16) íamos ao Machu Picchu. Portando acordamos novamente às 3h da manhã e pegamos um taxi até a estação Pavitos (s/ 5), da estação Pavitos pegamos uma Van (s/ 10) para Ollantaytambo, de onde nosso trem sairia. Compramos o trem ainda no Brasil e pagamos US$ 134 ida e volta por pessoa. Saímos 7h45 e chegamos em Águas Calientes por volta das 9h. Nesse momento e eu já não estava me sentindo muito bem, estava um pouco mareada. Fomos comprar o ingresso do Machu Picchu e foi ai que eu descobri que lá era o ÚNICO lugar que não aceitava a carteirinha de estudante do Brasil e sim apenas a Carteira Internacional ISIC. Meu namorado, como já é formado levou essa carteirinha e conseguiu pagar meia entrada, eu infelizmente paguei inteira, algo como s/ 126 mais ou menos. Depois compramos o ônibus para subir até o Machu Picchu, US$ 24 por pessoa. Adentramos o ônibus e foi ai que eu comecei me sentir mal de verdade, estava muito enjoada e com meu corpo todo doendo. Chegando ao Machu Picchu eu já não conseguia caminhar, fomos até um mini “hospital” e me deram um medicamento para enjoo. Esperamos um tempo, mas eu não conseguia ficar melhor. Eu queria entrar, mas o André disse que eu não iria conseguir naquele estado. Enfim, fiquei do lado de fora do Machu Picchu das 10h até umas 14h mais ou menos. Até que eu tomei a decisão de forçar para vomitar. Consegui e depois disso me sentia renovada. Então finalmente entramos no Machu Picchu. Como eu ainda estava fraca sentados um pouco na grama e ficamos admirando a vista. Foi ai que conhecemos um menino de mais ou menos 10 anos que morava em Miami e também estava passando mal. Sua mãe, muito irresponsável na minha opinião, tinha deixado ele lá jogado sozinho para ir conhecer o Machu Picchu. Como bons brasileiros tivemos que ajudar. O menino precisava ir no banheiro, mas não conseguia andar, então o André o acompanhou enquanto eu achava a mãe. Depois de encontrar a mulher e entregar o filho para ela fomos almoçar porque eu me sentia muito fraca. Comemos no restaurante do Machu Picchu, não sei dizer o preço porque o André não quis me contar, mas sei dizer que é bem caro. Depois de comer fomos andar pelo Machu Picchu, já eram mais ou menos 15h30. Então subimos para conhecer o máximo possível. Conseguimos ver bastante coisa, mas como lá fechava 17h30 não pudemos ver tudo. Bom, apesar dos apesares, o Machu Picchu é realmente uma das maravilhas do mundo. Aquele lugar me despertou sentimentos e sensações que eu nunca havia sentido. O contato com a natureza, a magnitude das construções realizadas pelos Inkas. Minha única dica é, não turistem apenas, sintam um pouco, fechem os olhos, absorvam ao máximo a energia, deixe que seu corpo fique leve, sintam-se flutuando, enxerguem além do que seus olhos podem ver, reparem no que outros não reparam, vejam as cores, inspirem o ar e finalmente sintam o corpo inteiro arrepiar! ' alt=''> Voltamos ao hostel para descansar e foi a vez do meu namorado passar mal. No dia seguinte tínhamos uma viagem de ônibus com destino a Lima, o problema é que era nada mais, nada menos que 1 dia e meio no ônibus. Acordamos no outro dia (21/07/16) ainda mareados, então decidimos comprar uma passagem de avião para Lima, sendo apenas 1 hora de voo. Arrumamos as malas, andamos mais um pouco pela cidade e mais ou menos 16h pegamos o avião. Chegando em Lima, acabados, pegamos um taxi do aeroporto para o bairro de Miraflores (s/60). Somente após chegar no apartamento percebi que havia deixado meu celular no avião. Voltamos no aeroporto e ficamos algumas horas tentando resolver, mas infelizmente, não encontraram. Quando retornamos ao apartamento fomos direto dormir. Foi uma longa noite. Acordamos cedo no outro dia (22/07/16) e eu entrei novamente em contato com o aeroporto. Nenhuma novidade. Depois de chorar, chorar e chorar por ter perdido TODAS minhas fotos, decidi aproveitar meus últimos dias na cidade. Caminhamos um pouco e como eu sabia que a Apple era muito mais barata do Peru do que no Brasil decidi começar a procurar um telefone por lá mesmo. Essa tarde foi um pouco nula, pois passamos resolvendo os problemas do celular com a companhia aérea. Mais tarde resolvemos ir no cinema, afinal, para quem não sabe, os filmes sempre estreiam antes no Peru pra depois chegar no Brasil. Assistimos um filme péssimo de terror e depois fomos aproveitar a noite de Lima na Calle de Las Pizzas. Passamos por diversos lugares, entre bares, restaurantes e até baladas, mas acabamos ficando em um Lounge que acontecia um evento fechado, mas nos deixaram entrar porque somos brasileiros. Vai Brasil! Bebemos e dançamos reggaton até, literalmente, a cerveja acabar rs. Depois voltamos para casa e dormimos muito muito muito. Acordamos um pouco tarde (23/07/16) fomos até o Burger king, onde conseguíamos usar o wifi, buscamos na internet algumas lojas que vendiam Apple e fomos até uma delas. Não sei explicar muito bem onde fomos, mas chegamos até um outlet, onde tinha um pouco de tudo com preços muito bons. Acabamos fazendo umas comprinhas rs. Comprei finalmente meu celular e saímos para almoçar. Encontramos um restaurante brasileiro e não pensamos duas vezes antes de entrar. Sentamos, ouvimos um pouco de samba, sertanejo, comemos uma feijoada com tudo que tem direito e bebemos guaraná. Foi um sonho! Melhor refeição em quase 15 dias de viagem. Após comer bastante voltamos caminhando, paramos em um parque de cachorros para brincar um pouco com eles e depois fomos para casa. Voltamos ao apartamento para dormir um pouco e sair à noite. Esquecemos de colocar o despertador e por sorte acordei 00h. Saímos de casa com pressa em direção a Ponte dos Suspiros, no bairro do Barranco. UAUUUUUUU! Valeu muito a pena!!! O lugar é lindo, a vida noturna é incrível, realmente foi para fechar com chave de ouro. Fomos em um pub chamado “Santos” super indico, os petiscos são ótimos e a carta de bebidas melhor ainda! Ficamos até fechar rs. Finalmente voltamos para casa e fomos dormir. No último dia (24/07/16) acordamos, tomamos café da manhã e começamos a arrumar as malas, depois de algumas horas conseguimos deixar tudo pronto. Tomamos banho e fomos aproveitar nosso último almoço no Peru. Por ironia, nosso último almoço no Peru não foi nada peruano rs. Comemos no Friday’s, muito bom. De barriga cheia e malas prontas, fomos para o aeroporto para voltar ao nosso queridíssimo Brasil.
  2. Acabei de chegar de viagem e como peguei muitas dicas aqui vou tentar retribuir. Viajamos em 3 pessoas. A passagem foi comprada para Cusco na Avianca numa promoção por US$ 190 com direito a stop over em Lima. Todas as acomodações foram em quarto triplo. 13/05 - Sao Paulo - Lima pela Avianca, chegando em Lima as 9:00 Pegamos um taxi green com o Sr Luis por 60 soles ([email protected] ou 95527-2241). Deixamos as malas no Kingdom Hotel (R$ 176 pelo Expedia) e fomos direto para o restaurante Punto Azul em Miraflores, o ceviche Punto Azul é ótimo e serve bem 2 pessoas. Ah! No restaurante eles colocam na mesa para beliscar uns milhos fritos que são crocantes e deliciosos. Encontramos esses mesmo milhos no mercado Wong do Larcomar por 5 soles. Este mesmo mercado Wong do Larcomar vende sorvete 8 soles duas bolas, o de chocolate é ótimo. Em dois dias visitamos a praça Kenedy, o centro antigo, o Larcomar e os museus de antropologia (10 soles) e o museus Raphael Larco (30 soles), alem do circuito das aguas (7 soles). 15/05 - Lima - Cusco, chegando a Cusco as 10:05. Pegamos o taxi no aeroporto (20 soles) e fomos para o Munaycha casa de hospedagem (R$ 220 pelo booking). Bom, vale dizer que a pousada é maravilhosa, quarto limpo e agradavel, jardim interno maravilhoso e a Erica que nos recebeu é um amor de pessoa, preparou um cha de coca e deu varias dicas. Fomos caminhar pela cidade para almoçar e achar uma boa opção de tour pelo vale sagrado. Queríamos fazer Pisac, Maras, Moray e terminar em Ollantaytambo no final da tarde pois iríamos dormir lá. As agencias cobram em media 70 soles pelo tour basico que não inclui Maras e Moray, sem contar que Ollanta fica no meio do tour e depois passa em Chincheiro na volta para Cusco. Para um tour privado pediram 450 soles. Finalmente encontramos um taxista com uma carro novo (toyota yaris), que pediu 180 soles para fazer o tour que nos deixaria em Ollanta no final da tarde. O taxista se chama Carlos e o whatsap dele é +51 940 184 277. O cara é ótimo, pontual, dirige com calma e conhece todos os caminhos. 16/05 - Cusco - Ollantaytambo (passando pelo vale sagrado) Saimos as 8:00 de Cusco, fomos em direção a Pisac, no caminho Carlos parou num local de onde se ve as ruinas de Saqsaywaman, não entramos só vimos por fora. Depois paramos num local onde uma comunidade trabalha com lã de alpaca. Entrada gratuita, pudemos conhecer um pouco sobre as variedades desses animais nuns cartazes na entrada, tambem existem animais vivos que vc pode alimentar. Vimos como o pessoal trabalha a lã, havia mulheres fiando e tecendo com roupas tipicas. Claro que existe uma loja para comprar os produtos. Seguimos em frente e paramos no meio do caminho para tirar fotos do vale sagrado num mirante. Mais um pouquinho e as 9:30 chegamos em Pisac, compramos o boleto turistico (130 soles) na entrada. Rodamos pelas ruínas que são incriveis e saimos por volta das 11:30. Almoçamos em Pisac, quando se chega nas lojas de artezanatos e de prata tem um restaurante pequeno e simples, mas a comida era bem farta (15 soles). Rodamos mais de 1 hora para chegar em Maras, inclusive passamos por uns lugares onde umas senhores oferecem Cuy assado no espeto em plena rodovia. (bom pra tirar fotos) Maras é o local onde existe uma salineira, bem interessante, 10 soles pra entrar não faz parte do boleto turistico. Saimos de Maras as 14:00 em direção a Moray. Moray é um lugar bem interessante onde os Inkas faziam pesquisas de plantação, faz parte do boleto turistico. Saimos de Moray as 16:00 em direção a Ollantaytambo. Chegamos em Ollanta as 17:00, ficamos no Kamma Guest House (R$ 230 pelo booking). Vale acrescentar que o hostel é ótimo, quarto e banheiro limpo, café da manhã muito bom com omelete e o melhor, fica em frente a uma das melhores trilhas de Ollanta, gratuita por sinal. Jantamos no restaurante Uchucuta com 15% de desconto que conseguimos no hostel. Jantar maravilhoso com file de alpaca e risoto de quinoa. 17/05 - Ollantaytambo - Aguas Calientes (chagada a AC as 17:00) depois do café da manhã fizemos a 1a. trilha que por sinal fica em frente ao hostel. A trilha é gratuita e não tem placas, mas apesar de rustica é facil de seguir o caminho. Depois de 3 horas de trilha fomos almoçar e fazer a 2a. trilha pelas ruinas "oficiais". Essa ruina está incluída no boleto, é bem interessante tb, tem o templo do sol e das aguas, vale a pena. Pegamos o trem de Ollanta para Aguas Calientes as 15:37 (65 dolares cada). Chegamos em AC as 17:00 e fomos direto para o hostel Casa Machu Picchu (R$ 120 pelo booking). O hostel é barato e só. Fica ao lado da linha do trem, durante a noite os trens passam fazendo muito barulho e o hostel treme todo. O café é satisfatório. Vale a pena dizer que o espaço para o café da manhã tem uma linda visto do rio. Para jantar tem uma ladeira que começa na praça Manco Tapac que tem varios restaurantes um colado ao outro. Os caras ficam na porta te mostrando os cardapios e tentando te colocar pra dentro. Os preços são bons, menu turistico por 15 soles com direito a sopa ou salada de entrada e um prato principal. Se vc ficar parado na frente olhando por 1 minuto o cara vai te dar um pisco sour na faixa. Eu recomendo os restaurante Inti House (boa pizza) e o La Nusta. Ficam um do lado do outro no lado esquerdo da rua pra quem está subindo. 18/05 - Machu Picchu (ingresso Machu Picchu + montanha MP por 142 soles) Compramos o ticket do onibus (24 dolares cada) e fomos para Machu Picchu. Vale uma dica, a fila do onibus começa antes das 5:00, fica absurda lá pelas 6:30, mas diminiu muito por volta das 8:00. Machu Picchu é linda e impressionante, mas não vale a pena ir pra lá as 6:00 e voltar as 15:00 pq vc vai pegar muita fila na ida e na volta, então é melhor pegar o onibus as 8:00 e voltar as 16:30, super tranquilo. Chegamos em MP as 8:30, subimos Machu Picchu Montanha e foi uma trilha bem tranquila. Claro que tem muita subida e cansa, mas a escada é larga e com degraus de altura normal. Depois de tirar muitas fotos descemos para a cidade de MP, rodamos por lá e foi demais. 19/05 - Machu Picchu (ingresso Machu Picchu + Wayna Picchu por 142 soles) Pegamos o onibus mais cedo pq voltariamos para Cusco no final da tarde. Chegamos as 6:00, muita fila, mas as 7:00 conseguimos embarcar, chegamos na entrada de Wayna PIcchu as 8:00, subimos a montanha sagrada e a trilha é um pouco mais dificil, mas muito gratificante. Os degraus são estreitos e desiguais, mas da metade pra frente vc já vai vendo MP e parece que isso vai animando a gente. No topo da montanha sagrada tem uma pedra que parece um trono onde todos tiram fotos. Descemos da montanha e ainda deu tempo de dar mais uma volta por MP. Voltamos para Aguas Calientes a tempo de almoçar e tomar mais uns pisco sour (promoção 4 por 20 soles na maioria dos restaurantes da ladeira). Pegamos o trem as 16:45 direto para Cusco estação Poroy (85 dolares cada). Chegamos em Cusco as 20:25 onde nosso taxista e amigo Carlos nos esperava (30 soles ate o hostel). Ficamos hospedados no Feel At Home (R$ 180 pelo booking). O local é simples, a entrada é estranha pois fica dentro de uma galeria onde funciona uma feira de artesanato, mas a localização é muito boa a uns 200 metros da catedral e da plaza das armas, sem contar que o colchão e os travesseiros eram novos e muito confortaveis. O café da manhã é servido no Don Cafeone que fica quase em frente a pedra dos 12 angulos e foi muito bom. 20/05 - Cusco Depois do café, rodamos pela cidade a pé, fomos em Koricancha, no mercado de artesanato que fica na av do sol e tem por sinal os melhores preços, de lá passamos no mercado San Pedro que é muito rustico e assustador, mas depois de alguns minutos vc percebe que é onde os nativos vão. Muitas frutas, grãos e farinhas inclusive Maca peruana por bom preço. Saimos de lá e ainda deu tempo de passar na Cucharitas pra tomar sorvete e comer um crepe. Pegamos as mochilas no Hostel e partimos pro aeroporto (15 soles). Foi isso, se eu pudesse mudar algo, acho que trocaria meus 2 dias em Lima por mais tempo em Ollantaytambo. abs
  3. E ai povo mochileiro!! Buenos dias[emoji23] Estou nesse momento em Arequipa segurando o sono porque vou fazer o passeio ao Canon Del Colca as 3:00[emoji99]....entao resolvi compartilhar minha vinda com vcs. Pra comecar...planejei cada detalhe...tudo q qeria ver e fazer...ha 1 ano atras kkkkk. Virginiano e obcecado mesmo[emoji28] . Comprei as passagens em marco conforme abaixo: 5/9-RIO/LIMA 9/9-LIMA/CUSCO 19/9-CUSCO/RIO VALOR:R$1279,00(Parcelei em 3x s/juros) HOSTEL:1900 BACKPACKERS OPINIAO: hostel muito bem localizado....ha um quarteirao do shopping...limpo...calmo...staff educado...casarao muito bonito! Valores estarao na planilha. DIA 5/9-Chegada em Lima Apos os tramites no aeroporto pegamos um taxi do lado de fora e fomos para o hostel. Nao lembro o vlr do taxi...mas dividimos por 3! Fui bater perna...tomar desayuno...shopping...comprar passagens pro dia seguinte de bus...imprimir ticket de trem ...etc...dia muito corrido
  4. Dangoo

    Huayna Picchu

    Olá. Estarei indo a Machu Pichu no começo de setembro e estou com dúvida. Vale a pena subir Huana Pichu? Qto tempo para uma pessoa meio-sedentária? Dá tempo de subir indo de trem turístico bate-volta? Se não, qual o melhor esquema de chegar/sair do Machu Pichu? Grata!
  5. Capítulo 1 - Planejamento e Definição do Roteiro Essa era uma viagem que já queria fazer há muito tempo, mas sempre alguma coisa dava errado. Em 2015, estava quase certo que faria essa viagem, mas, como a galera não animou, acabei passando um tempinho na Colômbia com mais dois amigos, onde conhecemos outros mochileiros do mundo inteiro que estavam rodando a América do Sul e contavam de suas aventuras com tão entusiasmo que me deixaram com ainda mais vontade de conhecer o nosso continente. Com essa vontade, fechamos em três casais para fazer essa viagem, só galera de boa e do bem, o que já ajuda muito a viagem ser boa. O roteiro inicial era bem diferente do que de fato acabamos fazendo. A ideia era fazer o mochilão clássico por Atacama, Salar de Uyuni e parte do Peru, principalmente pra chegar a Machu Picchu pela trilha Salkantay. Quando começamos a pesquisar mais sobre o Peru, começamos a ficar sem saber o que fazer com tanto lugar legal pra conhecer, principalmente quando "descobrimos" Huacachina e Huaraz, duas cidades que de cara já despertaram grande expectativa. Já para o Atacama e o Salar havíamos reservado três dias para cada um, mas amigos próximos que fizeram essa viagem há pouco tempo nos falaram que apenas uma semana seria muito pouco tempo pra conhecer os dois lugares e acabaríamos deixando de conhecer lugares por lá que valem muito à pena. Com esse dilema, com apenas três semanas e tantos lugares legais pra conhecer, tomamos a difícil decisão: Cortamos Atacama e Uyuni e decidimos ficar as três semanas "apenas" no Peru, deixando os outros dois destinos pra uma próxima oportunidade que desse pra conhecer tudo direitinho. Decisão certa? Só vou ter 100% de certeza quando finalmente for ao Atacama e ao Salar, mas, em relação ao Peru, podemos afirmar que vale MUITO passar três semanas por lá. Vale tanto que não conseguimos fazer tudo o que gostaríamos de fazer no Peru, acabamos cortando alguns lugares, como a Rainbow Mountain, em Cusco, e o Colca Canyon, em Arequipa, e até mesmo cidades bem tradicionais, como Puno. Optamos por conhecer bem cada lugar e acabamos dando preferência a lugares de natureza. Para aproveitar mais cada dia e ainda ter uma economia com as diárias, decidimos fazer as viagens de ônibus sempre à noite, na opção mais confortável. Assim, podíamos economizar uma diária e não perdemos os dias, já que as viagens eram de cerca de 10h. A exceção foi Huacachina - Lima, que decidimos fazer durante o dia mesmo por ser uma viagem de apenas 4 horas. O lado negativo é que chegávamos um pouco cansados em cada cidade, mas ainda acho que valeu muito, pois, se tivéssemos ido durante o dia, perderíamos 4 dias de viagem (Cusco - Arequipa; Arequipa - Huacachina; Lima - Huaraz; Huaraz - Lima). Viajamos com as empresas Cruz del Sur e Outursa. A primeira tem um atendimento melhor, inclusive de entretenimento, mas a Outursa é bem mais confortável para dormir. De qualquer forma, as duas empresas são muito boas e bem melhores do que os ônibus interestaduais que vemos pelo brasil. Assim, nosso roteiro acabou sendo o seguinte: Dia 1: Cusco - Chegada à cidade e uma voltinha pra aclimatar Dia 2: Cusco - Vale Sagrado Dia 3: Cusco - City Tour Dia 4: Cusco - Feira de Artesanato e Qoricancha Dia 5: Salkantay Dia 6: Salkantay Dia 7: Salkantay Dia 8: Salkantay Dia 9: Machu Picchu Dia 10: Cusco - Salinas de Maras Dia 11: Arequipa - City Tour Dia 12: Arequipa - Casa Museo Mario Vargas Llosa e Mirante Yanahuara Dia 13: Arequipa - Mercado e Museo Santuarios Andinos Dia 14: Huacachina - Passeio pelas dunas Dia 15: Huacachina - Islas Ballestas, Reserva Nacional de Paracas e Bodegas Dia 16: Lima - Parque de La Reserva Dia 17: Lima - Centro e Parques de Miraflores Dia 18: Huaraz - Chegada à cidade Dia 19: Huaraz - Nevado Pastoruri Dia 20: Huaraz - Laguna 69 Dia 21: Huaraz - Laguna Paron Dia 22: Lima - Museu Rafael Larco Dia 23: Volta
  6. Olá pessoal! Estou postando o relato da viagem que acabamos de fazer. Vou organizar por períodos em cada local com custos. Inicialmente vou postar o roteiro pra terem noção do período e atividades. Roteiro 27/08 - Vôo Rio - Lima (chegada por volta das 9:15h)/Ida para Huaraz - Oltursa(chegada por volta das 21:00h na cidade) 28/08 - 30/08 Huaraz (Chavin, Pastoruri, Laguna 69) 31/08 -Repouso durante o dia (ida pra Lima às 22:50h) 01 e 02/09 - Dias em Lima 03/09 - Vôo Lima-Cusco (às 15h)/ Chegada por voltas 17:00h 04-05/09 - Cusco(Vale Sagrado, Mara e Moray) 06-08/09 - Machu Pichhu(ida no dia 6 e volta no dia 08) 09/09-Descanso e Comprinhas em Cusco e Museu Inca 10/09 - Vôo de volta. Taxas Aeroporto/Huaraz 1 real = 0,75 soles 1 dólar = 3,37/ 3,34 soles (Eu achei que a cotação pra real em Huaraz é bem ruim, então preferimos trocar dólares...) Cusco 1 real = 0,98 soles 1 dólar = 3,39/3,36 soles Quanto levamos: 600 dólares + 3.200 reais + 300 dólares pra emergência. Compramos antes: Passagens avião Avianca (Rio - Lima/Lima-Cusco/ Cusco - Rio) - 2.753,96 reais( para os dois - compradas em 03/2016) Passagens Oltursa: Lima - Huaraz-Lima - 240 soles(compradas no site em 26/08) Passagens de trem Olhantaytambo - Machu Pichhu - Olhantaytambo. 240 dólares(compradas 1 mês antes) Observações: A viagem não foi exatamente econômica, principalmente em função de ter comprado as passagens de trem para MP, o que impactou bastante o orçamento; porém essa escolha foi motivada por questões de saúde, pois o marido tem uma hérnia de disco na lombar e eu tive de remover um cisto pilonidal no ano passado, então ir de van significava também me expor ao risco de reincidência. Como já iríamos fazer os trajetos Lima-Huaraz-Lima de ônibus, resolvi ir de trem mesmo. O valor que levamos foi suficiente pra compramos os "regalos" pra alguns familiares e amigos e sobrou algo em torno de uns 400- 500 reais. Fizemos as reservas das estadias pelo booking. Apesar de algumas pessoas decidirem a estadia na hora, geralmente eu e o marido não gostamos de ficar rodando pela cidade com mochila pesada ou malas depois de 8-9 horas de viagem, como no caso de Huaraz, ou ficar tentando achar uma boa localização, como no caso de Cusco.
  7. DICAS RESUMIDAS 1. Garantam e comprem as entradas a Machu Picchu o mais rápido possível, realmente elas esgotam; 2. Use o site http://ingressomachupicchu.com/ caso tenha dificuldade de compra pelo site oficial do governo. É confiável. 3. Caso não tenha cartão Visa use PayPal nas compras online com seu cartão preferido. Em Cusco e Lima não sentirá falta do Visa, Mastercard é plenamente aceitado; 4. Se você não tiver muito tempo ou queira curtir com calma as principais atrações além de Machu Picchu, priorize Sacsayhuaman, Ollantaytambo e Pisaq; 5. Se puder contrate pacote de visitação privado e não o padrão, você ganhará tempo; 6. Levem Dramin, filtro solar e comprem bastante agua (nos mercados para economizar); 7. Não entrem em tentação e aceitem comer em restaurantes que estão embutidos almoço no passeio padrão; 8. Cuidado com a pimenta e comidas exóticas, escolham restaurantes bons; 9. Vá de Trem para Machu Picchu, um dos trajetos faça com um trem de classe superior se for possível, vale a pena (Vistadome da Perurail é uma boa pedida); 10. Em Lima calcule bem os valores dos Taxis, são bem caros (para os padrões do Peru e barato pelo padrão brasileiro) e no possível tente negociar. Opte por pegar taxi indicado pelo Hotel, que você consegue agendar e são mais baratos; 11. Evite pegar Taxi nos aeroportos dos primeiros que te abordarem, tem outras opções mais baratas; 12. Prepare sua paciência e tome Dramin se você costuma enjoar. No Peru de forma geral, uma coisa é certa, buzina, má educação e transito caótico são padrão; 13. Troque seu Dólar ou Real em Cusco, as melhores taxas encontramos lá. Real em Aguas Calientes esquece, somente achamos um local e estava R$ 0,80 sendo que em Cusco estava R$ 0,96 a cada Novo Sole; 14. Em muitos ATM (caixas 24h) você pode tirar grana com seu cartão de crédito, eu fiz isso e vale a pena no desespero (mas somente no desespero); 15. Deixe teu notebook, tablet e celular bem carregado e tenha paciência no aeroporto de Lima. Agua caríssima, não tem cadeira suficiente, tomada inexiste e wi-fi você precisa de cadastrar para tem míseros 10 minutos de acesso, uma vergonha total; 16. Leve um adaptador se teu notebook tiver as tomadinhas de 3 pinos nova, detalhe mas que faz a diferença. DICAS COMPLETAS COMPRA BOLETO ENTRADA MACHU PICCHU 1. Compra da entrada a Machu Picchu e montanhas: compre com a maior antecedência possível, com um mês de antecedência não consegui mais boleto para a “Huayna Picchu” e uma semana antes por curiosidade consultei e não tinha mais disponibilidade nem para entrar em Machu Picchu; 2. Caso você não tenha Visa ou tenha dificuldade de comprar o boleto de entrada a Machu Picchu (http://www.machupicchu.gob.pe/) você também pode usar o site http://ingressomachupicchu.com/ que acabei comprando e recomendo. Em menos de 24h já tinha meus boletos na caixa de Correios em PDF certinho. CARTÃO VISA / MASTERCARD / PAYPAL 1. Compre online com PayPal, principalmente se você não tiver cartão Visa Internacional. Lembre-se que você pode utilizar a Disputa para recuperar teu pagamento em caso de problema; 2. Compras físicas com cartão utilizei pouco mas não tive dificuldade alguma de utilizar MasterCard, portanto se você sobreviver sem Visa para compra online, não se preocupe quando estiver lá no Peru; COMPRA DE PASSEIOS 1. Pacotes turísticos: lá em Cusco tem 399 mil formas de comprar pacotes, eu optei em comprar em uma lojinha onde possuía mesinha, computadores, etc. na Praça de Armas, me pareceu mais seguro. No final das contas da tudo na mesma, porque eles juntam vários grupos e Vans lotadas, onde a maioria das pessoas chegam atrasadas e é aquela correria. Se você não fizer pacote particular, prepare-se para ter bastante paciência, pois os caras são bons em desorganização; 2. Guia ou sem guia / Particular ou não: comprei um pacote com guia em conjunto com outras pessoas, não me arrependo mas como mencionado acima, isso tem um preço. São desorganizados, o pessoal que vai com você não chega nos horários e como as atrações tem limite de horário (normalmente fecha as 17:00) no fim acaba não vendo ou vê na correria algumas coisas (foi o meu caso). Os valores são aceitáveis mas caso você queira fazer um passeio mais ‘roots’, bem mochileiro mesmo, tem várias formas de economizar (nas principais atrações tem Vans que são mais baratas). Mas se você tem dinheiro, recomendo fortemente que pague particular ou na pior das hipóteses, compre o pacote que fiz com guia, já e tudo desorganizado e o stress pode bater. 3. Pacote com almoço junto (é cilada Bino): Foi a pior experiência que tive. Alguns pacotes incluem almoço que são sempre uma cilada, sempre param em lugares ruins, com comidas ruins e com falta de higiene bem aparente. E outra coisa, NUNCA mas NUNCA caia na cilada de aceitar comprar almoço que o guia diga que é bom o restaurante e quer colocar como parada no passeio. Mais detalhes no item “comida / restaurantes”; 4. Boleto turístico: o boleto turístico que dá acesso ao Vale Sagrado, etc. deve ser comprado em Cusco pessoalmente portanto não tem como antecipar; 5. Desconto estudante: caso seja estudante, tem que levar a carteirinha e uma impressão da matrícula do semestre por exemplo, somente assim conseguimos desconto para o boleto turístico e bus para subir a Machu Picchu, restante não tem desconto; PASSEIOS 1. Visitar todos os pontos turísticos? Não há necessidade, sério. Se você tiver tempo disponível vale porque você aprende e cria aquela expectativa para o “gran finale” em Machu Picchu mas olhando você vê no final das contas que alguns são apenas para catar teu dinheiro. Se pudesse voltar no tempo, faria um outro roteiro. 2. City Tour (Catedral, Qorikancha, Sacsayhuaman, Q’enqo, Tambomachay e Pukapukara): o que vale a pena aqui mesmo é Sacsayhuaman. Lugar espetacular, grandioso, eu realmente gostei muito, os demais são dispensáveis. 3. Vale Sagrado (Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero): com exceção de Chinchero, vale muito a pensa fazer este passeio. O trajeto é lindo, montanhosos, as vezes com neve, enfim, é o ápice das visitas antes de Machu Picchu. 4. Moray e Salineiras: valem a pena, é bem interessante visitar caso você tenha tempo e dinheiro. 5. Vale Sagrado Sul (Tipón, Andahuaylillas e Pikillakta): gostei principalmente de Pikillakta pois tem construções pré-inca e é bem impressionante, Tipón é legal e vale a pena, porém Andahuaylillas nem deveriam colocar no roteiro. 6. Qual o roteiro ideal? Se você tiver dinheiro para fazer um passeio personalizado indico fortemente em fazer Sacsayhuaman, Ollantaytambo e Pisaq. Você vai ficar o tempo necessário onde realmente vale a pena. Cada segundo nestes lugares é muito, muito precioso. COMIDAS / RESTAURANTES 1. Escolha restaurantes bons: sério, em Cusco tem muito restaurante duvidoso, o cheiro na rua é ruim, tem muita sujeira na rua, pessoas nativas com higiene duvidosa e comida exótica, portanto escolha um restaurante bom. Isso não quer dizer caro, tem opções muito boas com um preço razoável e como o restaurante é bom você saberá se o sabor do prato novo que você está provando é o verdadeiro ou não. Sugestão minha é o restaurante “Incanto”, que é tipo... maravilhoso. 2. Cuidado com a pimenta: sempre pergunte se o prato é apimentado ou não, até em massas simples eles colocam pimenta. Peguei um prato típico como entrada e quase morri na primeira bocada. Vá com cautela. TREM A MACHU PICCHU 1. PeruRail não tem erro: escolhi o trem Vistadome para ir e voltar e foi uma bela escolha, vagões excelentes com atendimento muito bom. Lanches bons também. 2. Posição no trem: ai está a pegadinha, por azar pegamos tanto na ida como na volta as cadeiras que ficam do lado “do mato”, isso mesmo, do outro lado todo mundo vendo os rios, montanhas lindas e do nosso lado só mato. Ainda bem que o trem é panorâmico então pelo menos as montanhas dava para ver. Realmente não lembro se temos as opções de escolha das posições na hora da compra como se faz com voos de avião, portanto não se tem como contornar isso. Favor se informem. 3. Sugestão: vá de Vistadome e voltei com outra opção mais simples para economizar. Não consegui fazer isso pois os horários não batiam, mas é uma opção. 4. Cuidado na compra: no site da PeruRail na busca não funciona como os demais sites onde você coloca “De/Por” (origem e destino) e sim no primeiro campo é “Destino”. Ou seja, este descuido me fez perder 10% das passagens, pois coloquei errado e fui perceber bem depois. No fim tive que cancelar tudo e fazer tudo novamente Demorou quase 4 semanas para me reembolsarem (com multa de 10%). TAXI / TRANSPORTES / TRÂNSITO 1. São todos loucos: tanto em Lima quanto em Cusco os taxistas e o transito em geral são caóticos. Buzina e sinal de luz são as opções mais utilizadas no carro com certeza. De forma geral são todos mal-educados. A dica é solicitar apoio do Hotel que mantem uns contatos mais confiáveis e você pode reclamar depois. Enfim, tomem Dramin e preparem o coração pois não tem viagem sem emoção, ultrapassagem em curva é o mais simples das loucuras que se vê por lá; 2. Taxis mais caros: você será abordado por taxistas no aeroporto e estes são bem mais caros, se tiver paciência, escolha a melhor opção. Na ‘afobação’ pagamos na ida a Hotel em Lima 90 soles, na volta 60 soles (taxi do hotel e ainda de madrugada), em Cusco pagamos ida 40 soles ao Hotel e na volta apenas 20 soles. Tudo devido a afobação pois eles já chegam pegando tua bagagem as vezes. ENJOOS / MAL DE ALTURA / SOROCHE 1. Tomem Dramin. Se você tem enjoo em ônibus, carro etc., é importante tomar pois os passeios são em Vans e ônibus pequenos que fazem trajetos bem sinuosos, além do mais os Taxistas são muito loucos; 2. Tomem Dramin 2: em alguns locais na cidade de Cusco e alguns restaurantes de beira de estrada possuem cardápios exóticos e cheiros bem ruins. Sério, o que mais me incomodou em toda a viagem foi o cheiro da cidade de Cusco. Eles fazem sopa na rua, mijam na rua, tem vomito no chão, feira com cabeça de cavalo expostas, se você tem estômago fraco já era. 3. Mal de altitude: é real e incomoda um pouco: achei que fosse frescura, mas você sente sim um desconforto. No meu caso foi como se tivesse uma pressão na cabeça e ardência no nariz. Claro que cansa mais rápido mas nada que você não consiga sobreviver e curtir a viagem. Todo Hotel tem um cilindro de oxigênio. No último dia tinha uma Alemã no oxigênio pois estava caindo pelas tabelas. ROTEIRO COMPLETO Dia 1 (Lima) Avião até Lima. Lembre-se que você ganha duas horas, portanto se prepare para comer mais tarde e ter mais tempo para as coisas. Atrações: Plaza de Armas (com troca de guarda), passeio pela Plaza San Martin e restaurante. Comemos uns pratos muito bons, próximo a Plaza de Armas. A noite fomos no Parque das Aguas. Dia 2 (Lima) Atrações: Huaca Pucllana (que é legalzinho comparado ao que tem por vir) e Museo Larco (muito caro [30 soles por pessoa] e caso você vá para Cusco, achei mais interessante o Museu Inca), ainda fomos no parque do Amor e a noite fomos ao Bairro Barranco. Lima o mais legal é o bairro Miraflores, pois é lindo, bem cuidado e bem seguro. Só teme cuidado que o Taxi é bem caro. Dia 3 (Lima a Cusco – City Tour) Inicialmente tinha deixado o dia para descanso pois não sabíamos como seria a adaptação mas no fim todos ficamos bem e fizemos já a tarde o City Tour e morre o dia. Dia 4 (Cusco – Moray / Salineiras e Vale Sagrado) Disparado é o dia mais interessante em Cusco. Recomendo fortemente juntar Moray e Salineiras com o Vale Sagrado. Você ganhará um dia e precisará apenas acordar duas horas mais cedo neste dia (lembrando que teu organismo ainda está acostumado com duas horas a mais kk, então vai ficar igual ao Brasil). Dia 5 (Cusco – Vale Sagrado Sul) É um dia curto pois as atrações são rápidas, três horas da tarde você já está livre. Portanto, você pode ir na Plaza de Armas na volta e bater fotos, ir no Museu Inca ou ir comprar lembrancinhas. No meu caso fiquei vendo a final do Brasil contra a Alemanha. Dia 6 (Cusco – Aguas Calientes) Até então nossos pacotes incluíam translado. Para ir de Cusco a Ollantaytambo pagamos um taxi por 110 soles pois minha esposa pegou virose e estava bem ruim mesmo e caso precisássemos parar o carro devido ao enjoo seria mais fácil para nós. Pegamos o trem Perurail (Vistadome) a Aguas Calientes em Ollanta. Compramos o bus para subir Machu Picchu e o resto do dia foi para descansar. A cidade de Aguas Calientes foi demais, gostei mesmo, me senti muito mais em casa, a cidade não tem nada mas super organizada e respira juventude e aventura. Foi uma surpresa muito boa para mim. Dia 7 (Machu Picchu) Acordamos as 4 da manhã para tomar café e ir para a fila e ver o nascer do sol em Machu Picchu mas algo que não prevíamos aconteceu, a chuva tomou conta, os ônibus iniciam a subir as 5:30 mas somente parou de chover umas 7:30. Fomos para a fila e somente conseguimos pegar o ônibus umas 8:45. Tinha muita gente mas foi rápido se levar em consideração a quantidade de gente na fila. Descemos e nem almoçamos pois o trem era as 13:15 e o lanche é bom. Depois pegamos uma Van por 10 soles cada e voltamos a Cusco. Dia 8 (Cusco e Voo para POA) Pagamos 20 soles para ir ao aeroporto de taxi, quando chegamos em Lima ao passar pela fiscalização já nos deixou estressado pois confiscaram meu creme de barbear, a agua e pegaram o passaporte até tomar todo o sorvete kk! Que piada! O aeroporto não tem wifi grátis, você precisa fazer um cadastro e 10 minutos grátis e deu pra bola, tomada não existe e agua é 9,90 soles. Isso mesmo, uma fortuna. Mas enfim, ainda bem que no avião tinha comida boa e agua a vontade. CUSTOS PARA 3 PESSOAS
  8. Entre 17 de setembro e 3 de outubro, eu, minha esposa e mais dois casais de amigos tivemos ótimas experiências e sensações viajando pelo Peru. Conhecemos Cusco – de onde partimos para a Trilha Salkantay, um caminho de quatro noites e cinco dias, finalizado em Machu Picchu –, Arequipa, Ica (onde fica Huacachina e de onde partimos para o passeio até Islas Ballestas, Parque Nacional de Paracas e Ruta del Pisco) e Lima. Nosso cronograma foi o seguinte: Dia Local 16/set Voo Brasília-Guarulhos-Lima-Cusco 17/set Chegada a Cusco – familiarizando-se com a Plaza de Armas 18/set Cusco – Valle Sagrado 19/set Cusco – City Tour 20/set Cusco – Centro Artesanal Cusco; Qorikancha 21/set Trilha Salkantay – dia 1 22/set Trilha Salkantay – dia 2 23/set Trilha Salkantay – dia 3 24/set Trilha Salkantay – dia 4 25/set Trilha Salkantay – dia 5  Machu Picchu 26/set Cusco – Salinas de Maras; ida para Arequipa 27/set Arequipa – Mercado San Camilo; free walking tour 28/set Arequipa – nosso “Dia Mario Vargas Llosa”; Mirador de Yanahuara; concerto de violões 29/set Arequipa – Mercado S. Camilo; Museo Santuários Andinos; ida para Ica 30/set Huacachina – passeio de buggy pelas dunas 01/out Huacachina – Islas Ballestas; Parque Nacional de Paracas; Ruta del Pisco; 02/out Huacachina – ida para Lima; Parque de la Reserva 03/out Lima – Huaca Pucllana; Plaza San Martín; Plaza Mayor e entorno; Parque María Reiche; Parque Miguel Grau; Parque Yitzhak Rabin; Faro de La Marina; Parque del Amor; Lacomar 04/out Voo Lima-Guarulhos-Brasília Tentarei detalhar cada dia do cronograma acima, de forma a clarificar muitas das dúvidas que tivemos antes de viajar, o que pode ajudar bastante no planejamento de quem pretende visitar esse país tão legal. O mapa acima inclui Huaraz, para onde os outros dois casais do nosso grupo foram (eles ficaram uma semana a mais do que minha esposa e eu). Essa parte da viagem vocês podem conferir no relato do Pedro (ver link mais abaixo). Primeira dúvida: as passagens aéreas são caras? Não achei caro. É um pouco mais caro do ir para Buenos Aires, por exemplo, mas há uma oferta relativamente boa de voos, não sendo rara a existência de promoções. Para exemplificar, veja nosso voo: não fizemos uma “ida-volta clássica”, isto é, nosso destino na ida não foi nosso local de partida para a volta (pois, como se pode ver acima, nossos voos foram Brasília-Cusco; Lima-Brasília). Apenas esse fato, normalmente, já encarece as passagens. Mesmo assim, preferimos fazer esse voo, pois achamos que tinha uma boa relação custo/benefício. Pagamos por volta de R$ 1.650 por pessoa, com todas as taxas aeroportuárias incluídas. Mas já vi promoções Guarulhos-Lima-Guarulhos por menos de R$ 1.000 (sem as taxas aeroportuárias). É preciso visto? Brasileiros a turismo não precisam de visto (contanto que fiquem, salvo engano, menos de 90 dias no Peru). Basta um passaporte válido com pelo menos seis meses para o prazo de vencimento (esta dica vale para muitos países que não exigem visto; logo, nada de ir para o exterior com o passaporte vencendo mês que vem, por exemplo). Que moeda levar? Pela nossa experiência, vimos que dólar e euro são bastante aceitos. Nós levamos dólares comprados no Brasil e tínhamos alguns reais conosco, que acabamos não usando, pois não valia a pena. Mas não usamos dólares diretamente para nossos gastos diários; normalmente, trocávamos para Nuevos Soles (a moeda peruana, cujo símbolo é “S/”) e, então, gastávamos a grana. Algumas exceções foram alguns passeios e hotéis que pagamos diretamente em dólares, pois valia mais a pena. Sobre a troca de moedas no Peru: não é aquela putaria de Buenos Aires na Argentina Kishnerista, em que qualquer mendigo ou camelô trocava moeda, mas há várias casas de câmbio no Peru, inclusive casas de câmbio dentro lanchonetes, salões de beleza etc. Imagino que são todos legalizados, pois a propaganda é ostensiva, com milhares de placas. O negócio é dar uma pesquisada antes de trocar. Mas não se iluda: a diferença costuma ser pequena. E, como costumamos trocar de pouco em pouco, acaba não fazendo tanta diferença assim. Mas qualquer coisa já ajuda! Aí você pode perguntar: como vocês faziam a conta para saber o que valia mais a pena? Vamos lá. Primeiramente, vamos ver se valia a pena trocar dólares ou reais para nuevos soles. Você chega a uma casa de câmbio e descobre que estão pagando S/ 0,803 por cada R$, enquanto pagam S/ 3,201 por cada dólar. Nesse caso, é como se você estivesse pagando R$ 3,986 por cada dólar. Se você comprou dólares, no Brasil, por qualquer coisa abaixo de R$ 3,986 por $ (que foi nosso caso), é melhor trocar dólares por nuevos soles. E por que vocês pagaram algumas coisas em dólar? Bom, pense que seus dólares são mercadoria. Você sabe que as casas de câmbio estão “comprando” seus dólares por S/ 3,20 em média. Se algum passeio que pode ser pago em dólar “comprar” seu dólar por S/ 3,21, é melhor pagar em dólar, pois você está recebendo mais pela sua “mercadoria”. Por exemplo: o hostel em Cusco nos custou $ 12 por noite por pessoa; perguntamos quanto seria para pagar em S/; eles disseram que sairia S/ 42 por noite por pessoa (o que dá uma taxa de câmbio de $ 1 = S/ 3,5). Logo, valeu a pena pagar em dólares. Os nuevos soles vêm em moedas de S/ 0,05; S/ 0,10; S/ 0,20; S/ 0,50; S/ 1,00; S/ 2,00; e S/ 5,00. Já as cédulas são de S/ 10; S/ 20; S/ 50; e S/ 100. Parece que há uma de S/ 200, mas não chegamos a vê-la. Sobre o clima: em altitudes mais elevadas, como Cusco e Arequipa, o clima é mais ameno, com noites um pouco mais frias, chegando a temperaturas inferiores a 10ºC. Então, depende muito da pessoa. Eu gosto desse tipo de clima e fiquei bom com alguns casacos leves (raramente usei algo além de uma camiseta leve com um casaco fleece à noite), mas algumas pessoas no nosso grupo chegavam a usar luvas. Em Huacachina, a temperatura era mais quente durante o dia (eu diria que chegou a 25ºC), mas esfriava um pouco à noite (mesmo assim, não ficava frio como em Cusco e Arequipa). Em Lima era um pouco mais frio que Huacachina, mas menos que em Cusco e em Arequipa. O que nos leva às roupas que utilizamos na Trilha Salkantay: mesmo na época mais seca do ano (que foi quando fomos, em setembro), muito provavelmente vai chover em algum momento. Logo, é importante ter roupas impermeáveis. Todos estávamos com botas de trilha impermeáveis (mas respiráveis), usando dois pares de meia; uma calça como segundo pele e outra de segunda camada (isso nos primeiros dois dias; do terceiro em diante, eu fiquei de bermuda mesmo – de novo, isso é bem pessoal); camiseta primeira camada, casaco fleece (não tão pesado) e terceira camada corta-vento e impermeável. Usamos gorros e alguns usaram luvas. É recomendável que sua mochila seja resistente à água e que você tenha capa impermeável para ela. E o mal de altitude (ou soroche)? Bom, recomendo que os interessados em ir a locais com altitude acima de 3.000 metros acima do nível do mar (m.a.n.m.) leiam a respeito e se preparem. Depende muito da pessoa e de alguns fatores como condicionamento físico, mas os sintomas relatados vão desde leve mal-estar e alguma dor de cabeça a diarreia (o que pode ser perigoso, já que acarreta desidratação). Eu não senti nada do tipo, mas é nítido que se aumenta a frequência respiratória devido à menor concentração de oxigênio no ar. O que também faz que você se canse mais rápido. Na verdade, eu gostei muito da experiência (sempre fui muito curioso com essa história de ser mais difícil fazer as coisas na altitude) e não senti que deixamos de fazer algo por conta disso. Mas algumas pessoas que encontramos disseram que ficaram mal. Enfim, recomenda-se beber chá de coca ou mesmo mastigar a folha de coca (eu bebi bastante desse chá – na verdade, eu gostei dele, faz falta aqui no Brasil –, mas não mastiguei a folha. E não, você não vai ficar doidão. Alguns peruanos nos disseram para não beber o chá à noite, pois ele poderia dificultar o sono). O chá de coca, na verdade, é recomendado para isso e para várias coisas pelos peruanos. Há, também, um remédio chamado soroche pills. Pode ser que funcione para quem sentir os efeitos da altitude. Pelamordicristu, faça seguro-viagem! Não é tão caro assim, e, se precisar, pode salvar sua vida (ou, pelo menos, sua conta bancária) no caso de uma emergência. Para quem fala espanhol, não haverá dificuldade na comunicação. A maioria das pessoas envolvidas com turismo fala inglês. Só beba água se for engarrafada. Nunca beba diretamente da torneira ou de garrafas que não estivessem lacradas. As tomadas de energia elétrica são aquelas com dois pinos retos (semelhante à dos EUA), sendo que a rede é 220v. Essa primeira parte já está grande demais. Eventuais novos detalhes eu citarei mais adiante. Vamos encerrando por aqui. Mas, antes, não posso deixar de recomendar dois relatos muito bons. Este é do meu amigo Pedro, que fez parte do grupo dessa viagem, sendo que ele ainda foi até Huaraz (ele ficou uma semana a mais que eu). Segue link: http://www.mochileiros.com/peru-22-dias-por-cusco-salkantay-arequipa-huacachina-lima-e-huaraz-setembro-e-outubro-de-2016-t135079.html. O outro link é do blog da Marta, uma valenciana muito gente boa que conhecemos na trilha. Ficamos muito amigos (ela sempre se referia a nós como “mis brasileños”). Acho que ela conseguiu expressar muito bem as sensações dessa caminhada. https://danzarviajando.wordpress.com/2016/09/27/sensaciones-de-machu-picchu-i.
  9. Pessoal, tudo bom? Vou estar fazendo a trilha inca com a Marisol no dia 21 de outubro! Aeee!!! Então.. estou com algumas duvidas... quem já fez vê c me ajuda.. 1a. dúvida – Estou comprando a Mochila Curtlo Adventure 60 + 15 l, para a trilha inca de 4 dias.. estou pensando em levar apenas a mochila de 15 L.. daí para ir tranqüilo com ela?? Ela é pequena.. mas dá para levar umas 2 mudas de roupa.. o que acham? 2a. dúvida – Camel Back.. eu tenho um Camel Back de 1,5 L .. eu utilizo para fazer trilha de moto.. .ele é super útil.... A galera costuma levar Camel Back para trilha Inca ou não compensa???? 3a. dúvida – Purificador de Água.. Alguém já ouviu falar de Hidroesteril.. é para purificar agua.. me indicaram esse... falaram que é barato.. e é utilizado em competição.. vejam o link... o que vcs acham?? http://www.quasarlontra.com.br/dicas/dicas_hidratacao.php Fico no aguardo de informações. Att. Gustavo Angelo
  10. Segue abaixo o relato da viagem que fiz com minha esposa entre os dias 13 e 24 de junho de 2016. ROTEIRO Link do tópico do meu roteiro: peru-cusco-e-arequipa-13-06-a-24-06-t127774.html DIA a DIA Dia 14/06 Chegamos a Cusco às 5:00 da manhã, e já na saída do aeroporto estavam os taxistas, pediam entre 30 e 40 soles. Andando um pouco para a direita, logo após passar pela porta de saída do aeroporto, há outros taxistas com preços melhores. Paguei 20 soles para nos levar até nossa hospedagem. Como eram 5 horas da manhã e estávamos há quase 24 horas entre vôos e aeroportos, não tive saco para pechinchar muito o taxi, mas eu acredito que fariam mais barato facilmente. Chegando ao Kokopelli Hostel, nossa hospedagem, não havia quartos disponíveis para um early check-in e tivemos que esperar até meio-dia dormindo em um sofá na sala de TV. Tomamos um banho, arrumamos as coisas e saímos para almoçar e conhecer a cidade. Cusco é uma cidade bonita, mas ainda há muita pobreza. Na primeira tarde fomos ver a Plaza de Armas, a pedra dos doze ângulos e o mercado municipal, além de caminhar um pouco a esmo pelas pequenas ruas a fim de nos ambientar com a cidade e ir aperfeiçoando o nosso “No, gracias”, a expressão mais usada durante a viagem. Como já estava se aproximando do Inti Raymi (dia 24/06) a cidade já estava em clima de festa. Havia um palco montado em frente à catedral, muita música e gente dançando, e quanto mais se aproximou da data da festa mais movimentado ficou. Aproveitamos para fazer o cambio de moedas e conseguimos a cotação de 1 real para 0,90 soles em uma casa de câmbio na Av. El Sol . Há muitas casas de cambio em Cusco e algumas são pequenas cabines dentro de lojinhas. A cotação era bem parecida na maioria delas e as principais estão localizadas na Av. El Sol. Durante a caminhada também aproveitamos para parar em uma agência de turismo e ver os preços dos passeios. A coisa lá é meio tabelada por todas as agências. 20 soles o city tour, 30 soles Maras / Moray e 60 soles o Vale Sagrado. Como era o mesmo preço da agência que tinha dentro do nosso albergue, optamos por fechar com o pessoal do albergue. As agências vão vendendo os passeios e depois um ônibus sai recolhendo o pessoal dessas várias agências. Fechamos os passeios do City Tour e do Vale Sagrado. Dia 15/06 O City tour geralmente é feito durante a tarde, começando as 14:00. Mas nós optamos em fazer de manhã, que não tem o templo de Qorikancha incluso e, não sei qual a lógica aqui, custa 5 soles a mais. Mas queríamos fazer logo pela manhã para aproveitar o clima e depois ter o resto do dia livre. As 9:00 nos buscaram e partimos. Para quem não sabe, o city tour neste caso não é um tour dentro da cidade. Ao redor da cidade de Cusco há importantes sítios arqueológicos, e são esses lugares que se conhece. A primeira parada foi em Saqsaywaman, e lá mesmo já compramos o Boleto Turístico por 130,00 Soles, válidos por 10 dias, e que te dá direito a entrar em vários lugares turísticos. Recebemos as explicações do guia sobre a importância e as peculiaridades do lugar e saímos para caminhar e tirar fotos. Mesmo tendo grande parte de sua estrutura destruída pelos espanhóis, o lugar ainda assim impressiona. Gigantescos blocos de pedra encaixados perfeitamente. Lá também tivemos nosso primeiro contato com as simpáticas lhamas. Saindo de lá, paramos em Q’enqo. O local é pequeno, mas eu adorei. Foi um lugar de cerimônias e possui, dentro de uma galeria subterrânea, embaixo de uma grande rocha, uma sala de sacrifícios esculpida na rocha. Próxima parada, Tambomachay. Local dedicado ao culto à água, cheio de canais e cascatas. E logo ali do lado, também está Puka Pukara, última parada do nosso city tour. Este sítio era um forte militar utilizado para controlar o acesso à cidade de Cusco, e neste ponto já nos haviam ensinado que o correto seria Qosqo, o ‘umbigo do mundo’. Na volta para Cusco paramos em uma loja de roupas feitas com a lã de alpaca. Para compras não vale a pena, pois é tudo muito caro. O que vale é a explicação de como identificar uma peça de lã de alpaca, baby alpaca e ‘maybe alpaca’. Chegamos à cidade na hora do almoço, nos deixaram um pouco acima da Plaza de Armas, e ali perto já comemos um delicioso hambúrguer. Então fomos conhecer o templo de Qorikancha. Chegando lá, pagamos os 15 soles por pessoa pela entrada (não está incluso no Boleto Turístico) mais 35 soles para uma guia particular. Os guias ficam na porta de entrada, vão pedir mais, mas é só pechinchar. O tour com guia privado foi de +- 1 hora e foi muito bom e completo. Valeu a pena demais. Se eu soubesse e pudesse, teria feito todo o city tour com guia particular. A quantidade e qualidade de informações são muito superiores. Por isso, caso estejam em mais pessoas e com o orçamento folgado, recomendo que o façam. Segue o contato da guia: Gina Diaz F. - +51 984 335420 – [email protected] À noite fomos comer algo e voltamos para dormir, pois no outro dia faríamos o Vale Sagrado.
  11. Cusco vista do Cristo Blanco As fotos estão em https://goo.gl/photos/yLRe6zoPwb1n6JkS6. A caminhada que relato a seguir dura um dia e tem como recompensa a visita aos oito principais sítios arqueológicos da cidade de Cusco ao longo do caminho. Serve até como um trekking de aclimatação para quem está se preparando para uma caminhada maior, como Salkantay, já que inicia nos 3824m de altitude. Porém se você perguntar sobre essa caminhada por lá as pessoas tentarão dissuadi-lo da idéia dizendo ser perigoso fazê-la sozinho. Guias como Lonely Planet dizem ser perigoso inclusive visitar as ruínas do Templo da Lua, aonde muita gente chega de carro ou ônibus. Eu li e ouvi todos esses alertas e, estando sozinho, encontrei uma saída, que descreverei abaixo. Saí do Hostal Resbalosa, onde me hospedei nos primeiros dias em Cusco, às 8h52 e subi o restante da Rua Resbalosa até chegar à igreja de San Cristobal. Tomei a estradinha de asfalto à direita, sempre subindo. Numa das curvas mais acima me deparei com a portaria das ruínas de Sacsayhuamán, onde comprei o Boleto Turístico (se você não sabe o que é o Boleto Turístico de Cusco leia abaixo nas informações adicionais). Comprei o boleto integral pois pretendia visitar muitas outras ruínas e museus durante a estada na cidade. Passei pelo portão e subi o calçamento até o início dos altos muros de pedra do sítio arqueológico. Mas parei na placa que indica o Cristo Blanco pois pretendia deixar Sacsayhuamán para o final da caminhada. Peguei então a trilha à direita, desci um pouco e subi até o Cristo Blanco, que naquele horário, 9h30, estava vazio e tranquilo. A vista de Cusco e das colinas ao redor é espetacular. A altitude é de 3561m, 182m acima da Plaza de Armas. Desci na direção oposta e fui até a estrada de asfalto esperar o ônibus ou a van-lotação para Tambomachay, que veio em questão de minutos. Há um ônibus que vai só até a portaria de Tambomachay chamado Señor del Huerto e a van que vai para Pisac. Eu peguei essa última e paguei 1 sol. Viagem de apenas 6 minutos. Tambomachay está a 3824m de altitude e é o ponto mais alto dessa caminhada. Mostrei o boleto turístico, que foi devidamente perfurado. Às 10h subi pela alameda até as três fontes de água onde os incas praticavam seus banhos sagrados. Esse é o principal atrativo desse sítio, além dos muros de pedra com nichos. O lugar é interessante mas não há mais o que ver. Dei um tempo ali e vi um grupo caminhando por uma trilha acima dos muros de pedra, onde pensei que fosse proibido ir. Resolvi segui-los. Assim às 10h57 deixei as ruínas de Tambomachay por um caminho que acabou me levando à vila de mesmo nome, um pouco acima das ruínas. Do meio das casas encontrei a rua que me levou de volta à estrada de asfalto e já à entrada do segundo sítio arqueológico, Puca Pucara, bem maior que o primeiro e numa posição mais interessante, com ampla vista dos vales e colinas a leste. Boleto perfurado na entrada. Alguns painéis ali explicam um pouco sobre o lugar. Tambomachay Nos dois sítios perguntei aos guardas sobre a caminhada dali a Cusco por trilha e todos me desencorajaram dizendo que era perigoso ir sozinho, com risco de assalto. Saí das ruínas de Puca Pucara às 11h58 e resolvi caminhar até o início da trilha para Cusco, a apenas 200m dali, e esperar que aparecesse alguém para companhia ou algum grupo. Sentei ali na beira da estrada e esperei. Duas garotas apareceram, conversei com elas, porém ao saberem do risco resolveram seguir para Cusco pelo asfalto, numa caminhada bem longa e sem graça. Esperei mais um pouco e aquele grupo que vi inicialmente em Tambomachay se aproximou. Era uma família americana (pai, mãe e um casal de adolescentes) e estavam decididos a chegar a Cusco pela trilha conhecendo todas as ruínas do caminho. Perfeito! Passamos a caminhar juntos às 12h29 e eles eram ótima companhia. A trilha passou atrás do primeiro povoado que fica à beira da estrada, Huayllarcocha, com um lago e um campo de futebol. Depois acompanhamos uma plantação de eucaliptos à esquerda em descida suave. Logo após uma área arada para plantio, a trilha bifurcou. Seguimos pela encosta da direita mas o Paul (o pai) desconfiou que devíamos descer, mesmo sem trilha aparente. Porém não descemos. Da encosta, uns 300m após a bifurcação, avistamos lá embaixo umas ruínas que pareciam interessantes. Aí não teve jeito, descemos, sem trilha mas sem nenhuma dificuldade. Às 13h15 estávamos nas ruínas. Encontramos muros de pedra com nichos, canais de água, terraços, escadarias de pedra e um enorme e alto bloco rochoso com um recorte na base. Depois de algum tempo ali apareceram umas pessoas que vieram a cavalo e uma delas disse que o chamariz do local era a cara de um inca no perfil do grande bloco de pedra. Só descobrimos o nome do local na saída, ao ver a placa: Chuspiyoq. Às 13h51 passamos por outro grande bloco rochoso à direita e fomos averiguar só por curiosidade. Havia uma pequena gruta com um nicho, mas esse local não tem nome. Às 14h06 chegamos a um sítio mais visitado: Salapunco (ou Laqo, ou ainda Templo da Lua). Bem interessante por ser uma colina rochosa cercada por muros de pedra, escadarias e diversos recortes na rocha. Não exploramos mais por falta de tempo e de informação à mão. Descemos em seguida em direção a outras ruínas já visíveis dali através do largo Caminho Andino Antisuyu (que por sinal se estende para o norte). Essas outras ruínas chamam-se Kusilluchayoq ou Templo do Macaco, mas não descobrimos onde estava o macaco. Na verdade, nessa caminhada não há tempo para explorar cada pedra e cada parede das ruínas, é uma visita meio rápida. Nesses três últimos sítios não foi necessário apresentar o boleto. Às 14h50 continuamos descendo pelo Caminho Andino, descemos bastante, tanto que chegamos a uma rua com calçamento e tivemos que subir um pouco por ela (à direita) para chegar aos fundos do sítio arqueológico de Qenqo, à nossa esquerda. À direita as casas da Villa San Blas. Saindo da citada rua calçada, pegamos uma trilha que encontramos à esquerda e chegamos a Qenqo às 15h07 pela "porta dos fundos", mas imediatamente os guardas vieram pedir nossos boletos. Chuspiyoq Qenqo está dividido em Qenqo Grande e Qenqo Chico, e foi no Grande que chegamos. Num corredor sob o enorme bloco de pedra principal há uma mesa esculpida na pedra que provavelmente era usada para embalsamamento ou sacrifícios. Visita finalizada, saímos para a rua de asfalto e descemos 90m até a entrada para Qenqo Chico, onde não há guarda para pedir o boleto. Ali uma colina cercada por um extenso muro de pedras reserva uma surpresa: um blocão de pedra com cerca de vinte ângulos! Sobre a colina há muitas outras pedras esculpidas. A vista de Cusco é bem bonita também. Saímos de Qenqo Chico às 15h58 e em 12 minutos estávamos no Cristo Blanco, caminhando pela estrada de asfalto mesmo. A essa hora o Cristo estava bem movimentado. A partir daqui refizemos o meu caminho da manhã, porém dessa vez visitando o sítio arqueológico de Sacsayhuamán, ou melhor, parte dele pois é muito grande e o dia já findava. Os muros de pedra aqui são fantásticos, colossais, com intrigantes e perfeitos encaixes. As pedras mais recortadas que encontramos têm 11 ângulos. O local merece algumas horas de exploração, é muito bonito. Necessário o boleto para a visita. Às 17h25, com o sol quase se pondo, descemos o calçamento por onde subi de manhã, passamos pelo portão onde comprei o boleto e pegamos a estradinha de asfalto. Na passagem pela igreja de San Cristobal fomos atraídos pelas barraquinhas de festa. Na entrada da igreja uma bandinha tocava para alguns casais com roupas típicas dançarem. Mas a curiosidade mesmo foi ver o banheiro masculino instalado ali, uma calha comprida fixada na parede da escadaria da igreja para os cavalheiros se aliviarem sem sujar o recinto, mas a céu aberto e à vista do mundo todo... Descemos a Rua Resbalosa e chegamos à Plaza de Armas às 18h. Dali levei meus companheiros americanos para jantar num restaurante bom e barato que havia conhecido na Rua Cuesta San Blas, no centro de Cusco. Conclusão: com todos os alertas sobre o risco dessa caminhada eu fiz todo o trajeto bastante atento (ao contrário dos americanos, que pareciam bem despreocupados). Em nenhum momento me senti inseguro ou vi algo suspeito. A trilha segue grande parte em área rural, com plantações e reflorestamento, lugar bem tranquilo porém deserto. A proximidade com a cidade de Cusco e sua periferia deixa sempre uma preocupação... assim como temos aqui no Brasil. Total da caminhada: 11,5km, incluindo a visita a todas as ruínas. Muralhas em Sacsayhuamán Informações adicionais: O Boleto Turístico de Cusco é um passe necessário para visitar as ruínas mais famosas da cidade (como Sacsayhuamán e Tambomachay) e das redondezas (como Pisac e Ollantaytambo), além de alguns museus. Só pode ser comprado em determinados locais (veja abaixo), ele não está à venda na portaria de todos os sítios arqueológicos. Há quatro versões: 1. Integral, 130 soles (estudante 70 soles), com validade de 10 dias, dá direito a visitar uma vez os seguintes locais: Museu Municipal de Arte Contemporânea Museu Histórico Regional Monumento Pachacuteq Museu do Sítio de Qoricancha Tipón Pikillacta Sacsayhuamán Qenqo Puca Pucara Tambomachay Moray Chinchero Ollantaytambo Pisac 2. Parcial Circuito 1, 70 soles, com validade de 1 dia, dá direito a visitar uma vez os seguintes locais: Sacsayhuamán Qenqo Puca Pucara Tambomachay 3. Parcial Circuito 2, 70 soles, com validade de 2 dias, dá direito a visitar uma vez os seguintes locais: Museu do Sítio de Qoricancha Museu Histórico Regional Museu Municipal de Arte Contemporânea Monumento Pachacuteq Tipón 4. Parcial Circuito 3 (Vale Sagrado), 70 soles, com validade de 2 dias, dá direito a visitar uma vez os seguintes locais: Chinchero Ollantaytambo Pisac Moray Obs. Desde 01/06/16 o boleto não está sendo mais aceito no Museu de Arte Popular e no Centro Qosqo de Arte Nativo. Onde comprar: O site oficial (http://www.cosituc.gob.pe) não informa onde comprar o boleto, mas eu posso dizer com certeza que é vendido na Municipalidad del Cusco (Av. El Sol, 103) e no portão inferior das ruínas de Sacsayhuamán (no bairro San Cristobal). Percurso na imagem do Google Earth Rafael Santiago agosto/2016 http://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
  12. Dia 08/05 Chegamos em Cusco 12:30, saímos do aeroporto e pegamos um táxi fora do aeroporto 7,50 soles por pessoas estávamos em dois 15 soles até a Plaza de Armas. Andei alguns minutos e consegui um hostel com quarto de casal e banheiro privado (Inkas Hostel) bem localizado 50 soles o quarto. Como estava cedo e não sentimos nenhum mal estar, fomos bater pernas em Cusco, como era dia das mães não conseguimos comprar ingresso para Machu Picchu pois estava fechado, então compramos passeio para o vale sagrado. Compramos na Danys Peru na Plaza de Armas 120 soles por pessoa ( bilhete turístico+transporte+guia+almoço) . o almoço foi no peru juice : 14 soles o prato, jantar na tratoria Adriano 23 soles lasanha e suco. 09/05 Acordamos cedo e partimos para o vale sagrado, conhecemos Pisac, o almoço foi em Urubamba ( estava incluso no passeio), conhecemos ollantaytambo e Chinchero. O guia muito gente boa, sem pressa nenhuma, ficamos mais de 1hr em cada vale sagrado e apenas 15 minutos nos mercados de compra. Retornamos para Cusco 20:30. compramos os ingressos para Machu Picchu para o dia 11/05 e fechamos a van de ida e volta até a hidrelétrica por 60 soles na Danys Peru para o dia seguinte . Então fomos comer no Rock Rolls, muito bom , comemos uma pizza:14 soles e um Rolls :12 soles, sou pizaiolo no Brasil e gostei muito da PIZZA deles. (Recomendo) 10/05 A van pegou a gente no hostel 7:30 e Partimos para a hidrelétrica , paramos para comer em santa Tereza 15 soles o buffet, depois seguimos viagem chegando na hidrelétrica as1500hs. Depois de 2hrs de caminhada com muitas paradas para fotos chegamos em Aguas Calientes... Andamos um pouco e já consegui um hostel com quarto de casal e banheiro privado 50 soles (hostel payachita). Jantar foi 15 soles por pessoa menu turístico ( entrada+prato principal+suco) não me lembro o nome do restaurante, mas em águas Calientes os preços são bem parecidos em QQ restaurante. 11/09 Finalmente o grande dia, acordamos cedo 5:00h sai para comprar o ônibus para minha amada e já peguei a fila para ela, ela chegou na fila 5:30 pegou o ônibus e subiu... E eu subi correndo como planejado, 36 minutos do centro de Águas Calientes até a porta de Machu Picchu, e bem puxado a subida, mas dei conta de correr 80% dela. Conhecemos Machu Picchu tiramos muitas fotos e descemos caminhando por volta de 10:30, comemos em Aguas Calientes 15 soles o menu turístico, pegamos nossas coisas no hostel e partimos caminhando para a hidrelétrica, chegamos às 15:00 na hidrelétrica bem em cima da hora, mas a van estava atrasada e deu tudo certo. Teve um imprevisto de troca de pneu e chegamos em Cusco 23:30. Dia dos perrengue...van atrasou, furou o pneu e quando chegamos em Cusco o quarto em q tínhamos ficado estava ocupado, então no encaixaram num quarto compartilhado , e o misturador do banheiro não estava funcionando, tive q tomar banho na água gelada 1hr da manhã. 12/05 Ficamos o dia inteiro em Cusco, fizemos o city tour 20 soles , conhecemos os pontos turísticos, igrejas( conheci no horario de missa)fizemos muitas compras e aproveitei para comer todas comidas típicas: chicha num boteco a duas quadras no mercado são Pedro 1 sol a jarra, Cuy na calçada do mercado são Pedro 20soles, janta na praça tipo canja de galinha 3,50 e caldo de galinha 3,50. 13/05 Dia de partir embora, como nosso vôo era 17:00h , resolvemos conhecer moray e salineiras 25soles por pessoa na Dannys Peru com retorno às 15:00hs. Já fomos com nossas mochilas prontas, chegamos do passeio e fomos direto para o aeroporto, chegamos no aeroporto às 15:40 , fizemos o check in e saímos do aeroporto para comer, tem uma avenida de frente do aeroporto com muitos restaurantes, paramos no primeiro 6 soles entrada+ prato principal+suco. Café da manhã todos os dias na barracas (pão com ovo , pão com queijo, pão com abacate, ovvo cozido com batata, suco de quinua sempre pagando 1sol) Almoço entrada+ salada+ prato principal+ bebida 17 soles em média). Câmbio West Union 1real =0,90 sol na Plaza de Armas Passeios 120 vale sagrado , transporte+bilhete turístico+ almoço City tour 20 soles Machu Picchu 128 soles a entrada+ 60 soles ida e volta até a hidrelétrica. Moray e Salineiras 25 soles transporte + 10 para entrar nas Salineiras!
  13. Fala pessoal! Há poucos dias retornei da minha trip ao Peru e, como forma de agradecimento a todas as dicas e informações que consegui aqui, vou tentar deixar o meu relato da forma mais completa possível pra vocês. Bem, como eu meio que larguei tudo e fui viajar estou com muita coisa pra pôr em dia, então vou postando na medida em que sobrar um tempinho livre entre a facul e o trabalho. Então vamos lá, a começar pelo roteiro... Viajei com meu irmão e mais duas amigas. Achamos uma promoção pelo decolar.com e compramos uma passagem da avianca que na ida seria Recife - Guarulhos - Lima, e na volta Juliaca - Lima - Guarulhos - Recife. Sim, foi cansativo. Porém não me arrependo. Assim, montamos nosso roteiro baseado nestas cidades de chegada e partida. Para quem não conhece, Juliaca é uma cidade que fica à uma hora de Puno. Daí lá eles têm um aeroporto que aparentemente só tem um voo que é para Lima O que vou postar a seguir é a planilha do roteiro que foi de fato realizado, não o que planejamos. Até porque já estávamos preparados para imprevistos. Então acho que não é necessário postar o que não fizemos, os imprevistos vou explicando ao longo dos posts... Este foi o itinerário: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1ByhQyuo_rG2tSuAHfmIzC-ulFa2zxELNJT6MjnBldBY/edit?usp=sharing (este é um link compartilhável do google drive, não se preocupem, é seguro) *gente, eu não estou certa quanto aos horários, a maioria foi algo estimado, depois eu olho nos recibos e atualizo o arquivo, mas isso não interfere muito não! Este é o roteiro no google maps: https://www.google.com/maps/d/edit?mid=1Uoz6uw7QwbGKUIMYlYkKjJg-0XU&usp=sharing
  14. Saímos dia 26/02/2016. Transporte: - SP/LIMA/SP: TAM com 14.000 milhas por trecho. - LIMA/CUSCO/LIMA: Peruviam - U$ 120,00 - atenção, fiz check-in pela internet e não fui informado que o voo foi cancelado. Abram o olho com a Peruvian, - Trem Ollantayatambo - Machu Picchu: U$69 - Trem Machu Picchu - Pachar : U$86 - Atenção: acabamos descendo em Ollantayatambo, pq não tínhamos transporte contratado de Pachar para Cusco - perdemos a diferença do valor do trem. - Bus(Van): Ollantay - Cusco ; 10 soles/1,5h - melhor opção, não pegue taxi (caro e perigoso, os caras corem muito, estrada perigosa). Pachar são só 10 min de Ollantay e não tem nada. - Bus Aguas Calientes / Machu Picchu: U$ 25,00 (roubo) ida e volta; - Taxi Aeroporto / Miraflores: 50 soles, dá para conseguir por 40. - Taxi Miraflores / Aeroporto : 35 soles. - Taxi Centro Lima - Pueblo Livre: 10 soles - Taxi Centro lima - Mirafloes: 12 soles - Bus em lima: 2,5 soles - Taxi Cusco: Aeroporto - albergue (praça): 10 soles, não pague mais que isso, ida ou volta. Tours: (contratado no albergue Hitchhickers - NÃO recomendo, tem mais barato - desorganizado, muito perda de tempo e pouca informação - obs: foi minha segunda vez em Cusco, sei que pode ser muito melhor) City Tour 20 soles Vale sagrado: 30 soles Obs: cobram extra 25 soles para o almoço em pizac, na hora o almoço custa 35 soles. Outra vez, ver melhor opção, almoço nada especial. Tiquete igrejas cusco: 20 (10 meia) - recomendo Tiquete turítico: 130 adulto / 70 menor ou estudante - tem que comprar. LIMA: city tour com Free Walks Tours Lima: Recomendo muito! pagamos 25 soles Pontos turísticos: de 3,5(estudante) até 30 soles - inteira. Fique de olho em horários e dias que são de graça, demos sorte, economizamos sem querer (Os que ficam aberto até 21h, são free após 17h). Bus da praça do centro para o mirador: bem legal, 10 soles em bus panorâmico - compre na praça Albergue Hitchhickers: Cusco ou Lima: U$9 / Soles 30 - recomendo (o de Cusco é melhor , Lima bem localizado e não dá para ficar muitos dias - Em Lima, 3 banheiros para um monte de gente...mas vi que os outros hosteis são assim tb). Comidas (em soles): Big mac menu: 17 água super: 1,5 Gaytorede grande: 4 Refri em restaurantes: 5 - 7 Pizza grande 45 (2 -3 pessoas) Menu com carne de alpaca (cusco): 25 (mas acaba saindo com refri, gorjeta ... 40~45) CUIDADO: golpe..desconto do prato menu principal...mas na hora da conta vem 10 soles de serviço obrigatório! Ceviche : lima, praça das armas, 4 andar do prédio em frente ao palácio do governo, com terraço para a praça, 25 soles, recomendo. Café / doces: entre 4 e 8 soles Em cusco: café do DELIMONASTERIO (é do hotel, mas tem entrada separada): excelente, 8/12 soles sandubas ótimos e caprichados.
  15. Olá, galeraaaaaa... Demorei mais cheguei pra deixar meu relato... Viajamos no dia 8/8/15 e retornamos no dia 16/8/15 - Grupo de 5 pessoas Bora lá... 1º dia Aeroporto Galeão x Aeroporto de Lima... Chegamos em Lima e mesmo com tantos relatos para barganhar estávamos cansados e pegamos o primeiro que ofereceu...iriamos direto para Rodoviária da Cruz del Sur, trocamos somente um pouco de dinheiro para pagar o táxi, pois a cotação do aeroporto não é boa. Perguntamos para o motorista se próximo a rodoviária teria casas de câmbio e o mesmo disse que havia. Pagamos 70 soles em um carro grande para cinco pessoas. Sem barganha! Eis que surge nosso primeiro perrengue...os bancos próximos a rodoviária e as "casas de câmbio" só trocavam dólar....pronto andamos uns 4km atras de trocar reais e nada e a hora passando, pois o ultimo ônibus sairia as 13:30. Ainda tínhamos um pouco de soles então decidimos conversar com um taxista pra levar na av do sol para trocar mais dinheiro. Ficou eu e mais uma na rodoviária e os outros três foram trocar o dinheiro... Para nosso sofrimento eles chegaram as 13:45 ja haviamos perdido o ônibus, e a bondosa da menina me fala, senhora tem o ultimo onibus as 14, pulei de alegria e ja pedi as cinco passagens, e ela me diz sorrindo, mas senhora não temos mais vaga..kkkkkkk juro que ãã2::'> ãã2::'> ãã2::'> Porém ela nos ajudou dizendo que poderíamos pegar um ônibus de lima pra Pisco e um taxi para Paracas na rodoviária da Soyus (PeruBus) que sai muitíssimo mais barato que ir de Cruz del Sur Foi uma redução de quase uns 50% na tarifa Incluindo já o taxi. OBS: Nos táxis sempre andamos os cincos. O que barateava ainda mais...rsrs Enfim chegamos em Paracas onde nos hospedamos no Hostel Kokopelli...por sinal divinoooooo amei... Primeira coisa que gostaria de fazer, pois ja chegamos e estava escuro era fechar o passeio para as Ilhas Ballestas, porém devido ao El niño todas as embarcações estavam canceladas Sofri esse dia viu...rsrsrs o passeio mais esperado não iria se realizar, mas ja deixamos um taxi agendado para fazer o passeio na reserva no outro dia cedo... Saímos e comemos uma pizza, depois ficamos no hostel jogando pebolim e saboreando umas bebidinhas hehehe 2º Dia Passeio na reserva, só tenho uma coisa a dizer....Váaaaaaaaaaaaaaaa!!! Que lugar espetacular Nosso guia falou que lá pode se acampar, e que é comum no verão...fiquei tentadíssima a voltar lá e acampar rsrs Acabamos o passeio por volta de 11:30 sendo que saímos do hostel umas 9:00 voltamos e só pegamos as mochilas e fomos para Pisco, já que descobrimos uma forma mais barata de viajar hehehe, chegamos em lima ja noite a volta desses ônibus são chatinhas, pois eles vão parando pra deixar pessoas e subirem mais....é um entra e sai de gente vendendo as coisas... enfim, mas foi mais em conta srrs Em Lima ficamos hospedados no Hostel Condor's House, muito bacana tb...galera animada...rolou até xurras rsrs Tomamos um banho e fomos ver o Circuito mágico das águas... Saímos de lá e pedimos para o taxista nos levar até o barranco...todos aqui falavam muito do lugar... Mas acho que ele não nos deixou no lugar certo, estava numa má vontade...ficamos em uma praça e acabamos parando no primeiro restaurante com musica ao vivo... 3º dia Levantamos cedo e fomos passear por miraflores...passamos pelo Shopping Larcomar maioria das lojas fechadas devido ao horário, fomos até o Parque Del Amor e continuando a caminhada fomos até a Huaca Pucllana...não foi tão longe assim, só demos o mole de esquecer a carteirinha de estudante no hostel... Como já estava no horário de almoço...voltamos pro hostel de táxi pedimos pra aguardar pois queríamos almoçar perto do Monastério de San Francisco, nossa próxima atração. Eu simplesmente enlouqueci com a biblioteca...tudo lá dentro é perfeito...quem for a Lima tem que visitar... Ficamos rodando pelo Centro e acabamos em uma rua Estilo Saara para os Cariocas e 25 de março para os Paulistas rsrs queriamos achar um transformador pq as bonecas levaram secador e chapinha td 110 e lá a voltagem é 220. Enfim achamos, voltamos para o hostel pois seria dia de bbk e nessa vida de não entender nada de nada, quase colocamos fogo no hostel O secador era mais potente que o transformador e simplesmente pegou fogo que susto viu...mas td foi resolvido e só ficou o fedor e as cabeleiras rebeldes...hahaha Proximo dia será a ida para Cusco...volto contando mais um pouco depois do almoço...hehehe Beijos galera
  16. Bom galera, aqui vai mais um relato nosso, mas desta vez é o primeiro mochilão mesmo (mochila nas costas, nada de malas), mas ainda preferindo uns hotéis com um pouco de conforto. Esse relato é principalmente sobre o sul do Peru, de ônibus, tendo culturas pré-Inca, Inca e Coloniais, então aqui vocês encontrarão dicas sobre: Cusco (Tipon, Pikillaqta e Andahuaylillas), Rota do Sol Cusco-Puno (Andahuaylillas, Raqchi, Juliaca, Sicuani, La Raya e Pukara), Puno (Lago Titicaca e Ilha Uros), Arequipa (Museu Andino – Juanita, Canion del Colca em 01 dia, Convento de Santa Catalina e casa colonial de Moral), Nasca ou Nazca (aquedutos, los Paredones, El Telar, cemitério Chauchilla e voo sobre as linhas de Nazca), retorno a Cusco; tudo de ônibus. DICA: fizemos essa viagem graças a mais uma megapromo da TAM anunciada no site Melhores Destinos. Fechamos todos os trechos de ônibus comum pela CRUZ DEL SUR pelo site deles. Esta companhia é uma das melhores do Peru. Eles possuem dois tipos de ônibus (Cruzeiro e Cruzeiro Suite). Nos trechos Puno-Arequipa e Arequipa-Nazca fomos no ônibus Cruzeiro, este você pode comprar por dois valores: piso inferior (mais caro) ou segundo piso (mais barato). Em todos os pisos ha serviço de bordo (comida e entretenimento). O trecho Nazca-Cusco só possui Cruzeiro Suite (mais caro, mas com poltronas maiores e serviço de comida melhor). Sempre despachamos as mochilas, com meu netbook dentro e não aconteceu nada. Claro que, se for algo que quebre com facilidade, é bom levar na mão. A rota do sol Cusco-Puno fizemos com a companhia Inka Express, fechamos antes por e-mail e pagamos no dia anterior a viagem. Detalhe importantíssimo: os banheiros são apenas para urinar, não se pode fazer o número 2, independente do preço e tipo de ônibus, então é bom ter cuidado com o que se come hehehehehe. FOTO da ROTA Quase de véspera a dona TAM liga avisando que o voo FOR-REC-RJ tinha sido cancelado , então fomos remanejados ao voo FOR-RJ pela madrugada, ou seja, 10h no aeroporto do RJ para embarcar a Cusco. Chegando em Cusco na manhã do dia seguinte, por volta das 07h, fomos direto ao Sumac Wasi (fechamos pelo Decolar, como já conhecíamos na nossa primeira vez no Peru, gostamos do local, principalmente por ser a poucos metros na Praça de Armas, contudo estava mais caro, U$ 40). Já tentamos fechar o passeio de ônibus para Tipon, Pikillaqta e Andahuaylillas, que o funcionário viu se tinha vaga e confirmou saída as 09:30h (35 soles por pessoa mais 10 soles para entrar em cada local). Antes de sair do hotel um funcionário do Inca Express veio pegar o pagamento da Rota do Sol (U$60 por pessoa). Ônibus lotado de turistas partimos para Tipon. Não bastasse a altitude de Cusco, Tipon fica encima de uma montanha. Local lindo, de agricultura e caminhos d'água. Como tínhamos acabado de chegar, no primeiro lance de escada quase morremos hehehehehe . Ione passou mal e tivemos que parar várias vezes, em uma dessas, lá se vai a máquina pequena cair dentro de um dos caminhos de água. Minutos depois de eu ter que tirar tudo das costas e tentar pegar a máquina... pescamos a máquina novamente mas acreditávamos que “já era” . Tipon é um sítio arqueológico muito bonito e era praticamente para agricultura. FOTOS De lá fomos a um vilarejo conhecer a igreja colonial de Andahuaylillas. Belíssima igreja, com árvores de mais de 300 anos na praça. Aqui não se pode tirar fotos, mas achei uma pelo Google. No caminho passamos por Lucre. FOTOS De lá partimos para Pikillaqta (Cidade das Pulgas), local pré-inca do povo Wari. Já estávamos mortos pela altitude logo no primeiro dia. Interessante ver como eles já dominavam o gesso. Bem próximo a este sítio existe um paredão (portão) de controle de entrada e saída a época que merece umas fotos. FOTOS Retornamos a Cusco no comecinho da tarde. Almoçamos por Cusco, dormimos um pouco e curtimos a noite pela Praça de Armas. Manhã do dia seguinte tínhamos que estar as 07h no ponto de saída do ônibus turístico com destino a Puno. Primeira parada: Andahuaylillas (isso mesmo, paramos aqui novamente heheheheh ). Só que desta vez com a entrada já paga e ida ao museu (que fica ao lado da igreja e que o guia do ônibus simples, que pegamos no dia anterior, nem citou ). Esse museu é legal, tem um esqueleto que uma criança com o crânio alongado onde este crânio representa mais de 25% do corpo da criança. Aqui conhecemos nosso amigo e companheiro mochileiro Fabrício. Gente muito boa. Muita conversa boa pra passar o tempo. Adivinhem quem estava funcionando como se nada tivesse acontecido? Isso mesmo, a máquina batizada em Tipon funcionava normalmente heheheheheh . Geralmente ha vendedores durante a rota. Compramos um guia com fotos e explicações da rota por 10 soles. FOTOS Próxima parada: Raqchi. Simplesmente sensacional!!!. Templo ao deus Wiracocha que merece ser visto com calma. Novamente as entradas já estavam incluídas. O paredão continua em pé (com reformas) e aqui é o único sítio que tem torres redondas (uma única ainda está em pé). DICA: se for comprar artesanatos de barro compre aqui, Raqchi era conhecida pelas suas peças de barro e argila, considerado as melhores pelos Incas. FOTOS Nova parada: Sicuani para almoçar. Ótima música, comida divina, com sobremesa, quase tudo já pago (somente as bebidas geladas não estão incluídas). FOTO Parada seguinte: La Raya, o ponto mais alto (4335 metros de altitude). Pense na sorte, assim que chegamos começou a cair NEVE!!!! Isso pra quem mora em Fortaleza é simplesmente sensacional kkkkkkkkk . FOTO De lá passamos pela “famosa” Juliaca e, sinceramente, nada vale a pena aqui. O próprio guia avisa que tudo na cidade é informal, perigoso, muitos crimes, etc etc. Aqui vale uma DICA: no Peru, quando se conclui uma obra você paga impostos, sobre a obra acabada e sobre todo o material usado, então qual foi o jeitinho brasileiro, digo, peruano?! Não concluir a obra e informar ao governo que a obra ainda não está concluída. Você verá praticamente todas as casas e prédios com vigas de ferro sobrando pra cima e as laterais e fundos no tijolo ainda. Até hotéis, com a frente bonita e acabada, mas as laterais no tijolo. Sinceramente fica feio e não leva o governo a lugar nenhum. Deveriam rever essa lei. O problema maior é que, em Juliaca, tudo esta em “construção” (ruas e praças destruídas, parece um guerra). Próxima parada: Pukara, novamente uma cultura pré-inca. O nome veio da cor avermelhada da montanha e ainda da maioria das casas. Aqui os espanhóis “fizeram, goela abaixo,” a mudança da cultura da lhama pelo touro (é comum no Peru você cer um casal de touros nos telhados). O museu é simples mas vale a pena ver as peças. A igreja estava fria devido as paredes de pedras. FOTOS Chegamos em Puno a noite. Nos perdemos do Fabrício. Tínhamos que fazer um pagamento até as 18h no banco BCP (pois tínhamos feito a reserva do Cañion del Colca com a empresa Colcadina Tour pelo site mas eles informam que o pagamento tem que ser feito até o dia anterior). A Ione passou muito mal. Estava frio e a altitude ainda nos afetava . A praça de Armas é bem simples. Comi uma pizza na Pizzaria Andina, na rua ao lado da praça de Armas, onde fica os restaurantes (pizza boa por 20 soles). FOTOS Fechamos na mesma noite um passeio para as ilhas flutuantes de Uros na manhã seguinte (40 soles por pessoa). DICA: fechando com antecedência dá pra fechar por 30 soles ou até 20 soles. As 09h do dia seguinte foram nos pegar e levar ao passeio de barco. O Lago Titicaca impressiona. Totoras por todos os lados. Chegando nas ilhas flutuantes há toda uma explicação de como elas surgem. Aqui é tudo muito turístico e eles praticamente pedem pra você ajudar (comprando artesanatos, lembranças, passeios de barco, etc). Como não há agricultura na ilha e turistas não vão o ano todo eles precisam se manter. Passeamos por um barco de Totora e conhecemos Katerina, italiana que esta no Peru para trabalho voluntário com crianças. Chegamos na ilha de Utama onde se pode carimbar o passaporte (adoramos isso!). Esse passeio dura em media 3h a 3h e meia. FOTOS Fomos a rodoviária de Puno pela tarde rumo a Arequipa, onde chegaríamos por voltas das 20:30h. Viagem tranquila. Chegando em Arequipa logo notamos a diferença: Arequipa é enorme, cidade grande mesmo, muito bonita mas de transito um pouco caótico. Estávamos tensos pois não tínhamos recebido a confirmação do pagamento para o Canion, que chegou por volta das 22h por e-mail, informando que nos pegariam entre 2h e 3h da manhã, ou seja, pouquíssimas horas para dormir. Nos pegaram as 2h em ponto hehehehehe (muito sono) . A Topic saiu pegando turistas em vários hotéis e hostels (turistas de todo canto do mundo, inclusive Rodrigo, carioca que mora em São Paulo e Soimer, peruano, aos quais fizemos amizades). La pelas 3h estávamos pegando estrada, tão frio que a janela congelou pelo lado de dentro kkkkk . Entramos em Chivay (cidade que começou a ficar aberta para turismo por volta dos anos 70) e tomamos café por aqui (muito frio, devia esta uns 03 graus negativos ). Seguimos para a mirador Cruz del Condor mas fazendo várias paradas (paramos em Maca com sua igreja de espelhos; vários miradores com vista belíssimas do Canion; Yanque com sua igreja enorme; a passagem pelo túnel é bem divertida, etc etc). Quando chegamos ao mirador pense na alegria, era dia de voos. Demorou um pouco mas depois os condores começaram a voar, dando rasantes nas cabeças dos turistas; foi lindo. Tem gente que vai e não ver nada, tivemos a sorte de ver inúmeros voando. FOTOS, MUITAS FOTOS Almoçamos no Urinsaya e voltamos pelos Pampas Cañahuas até Arequipa. A Praça de Armas é uma das mais linda que já vimos. As vistas dos vulcões é algo sensacional. Arequipa tem tanta coisa pra se ver que o tempo se torna pouco. Sugiro uma olhada neste link para se programar http://www.minube.com/que_ver/peru/arequipa?page=1 FOTOS No dia seguinte tínhamos que aproveitar bem o tempo. Começamos pelo Museo Andino (Casa de la Cultura de la Universidad Católica de Santa Maria, não procure pelo nome Museo Andino nas paredes que você não vai achar, procure por Casa de la Cultura) e Juanita estava presente. Sensacional !!!! (pena não poder bater fotos). O documentário que passa antes é muito bom. As entradas são agendadas pela língua do documentário. De lá fomos para o Monastério de Santa Catalina (35 soles por pessoa). Muito interessante ver como as freiras dedicavam suas vidas enclausuradas aqui. Depois almoçamos em um restaurante argentino. Infelizmente não deu para conhecer as Picanterias (restaurantes típicos de Arequipa). Andamos pelos mercados e igrejas próximo a Praça de Armas. Fomos também a Casa del Moral (Casa Colonial, 05 soles por pessoa). De noite fomos a rodoviária para pegarmos o ônibus para Nasca. Noite inteira viajando, chegando em Nasca próximo as 07h. Como não tínhamos fechado nada aqui, saberíamos que os preços não seriam convidativos e tínhamos que fazer tudo no dia, pois a noite retornaríamos a Cusco. Existe alguns vendedores de passeios na rodoviária onde fechamos um passeio pelos Aquedutos de Cantalloc, El Telar, Los Paredones, Cemitério de Chauchilla, oficina de barro e ouro. Começou com um preço absurdo e foi caindo até menos da metade. Fechamos também um monomotor para 04 pessoas por U$95 (cada pessoa, mais 25 soles da taxa do aeroporto). FOTOS Passei muito mal no voo, enjoos e uma vontade de desmaiar, mas no fim deu tudo certo e foi inesquecível (apesar de nós imaginarmos outra coisa quando falávamos das famosas linhas de Nasca). A noite novamente na rodoviária para passar mais uma noite no ônibus, agora regressando a Cusco. A viagem estava quase perfeita mas faltava algo, quando, no meio do nada, o ônibus para em um local devido a obras, abre a porta e ouvimos: “papas rellenas y choclo com queso”... acordamos na hora e nos olhamos: “Choclo!!!” kkkkkkkkkkkkk ir no Peru e não comer Choclo é um crime. Compramos e comemos, ai sim, viajem perfeita kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk No aeroporto fomos informados que o voo de volta foi cancelado mas nos colocaram em outro mais cedo. Em Lima um atraso inesperado e nos colocaram em outro voo. Parece ruim mais no final foi até melhor, chegamos em Fortaleza 1h30min antes do esperado. Amamos o Peru, falta ainda mais duas mochilada por aqui: uma pelo norte e uma pra fazer a trilha Inca. Qualquer dúvida ficamos a disposição e lembrem-se: Mochilar é viver, então vá viver rapaz, não perca mais tempo! A&I
  17. Bom galera como os Mochileiros.com vivem me ajudando vou dar minha contribuição também. Essa viagem foi feito em janeiro de 2011, partindo de Fortaleza usando os pontos de uma companhia aerea (com escalas em São Paulo e Lima). Bom, a primeira dica é trocar seus reais por dólares aqui mesmo (converter lá vc sai perdendo, pelo menos na época em que fomos). Chegando em Cuzco pegue um taxi normal (custam por volta de 3 soles - moeda local). Cuidado para não dar bobeira com sua carteira ou máquina porque ha muitas queixas de roubo nos taxis, mas muitos são honestos. Ficamos no Sumac Wasi (hotelzinho bem barato, só pra durmir mesmo, como QG). Pegue logo o mapa gratis e compre o Boleto Turístico del Cusco ( 70 soles a meia e 130 a inteira). Se você já tem a carteira de estudante internacional ótimo, quase tudo tem meia entrada. Se vc não tem dá pra fazer lá (eu fiz lá e hoje tenho a carteira de estudante da comunidade andina ). Vc vai precisar da xerox da sua identidade e do histórico ativo de sua faculdade, além de pagar a taxa mas vale a pena. Voltando ao boleto turístico, ele lhe dá acesso a vários pontos, nós fomos nos seguintes: Museo de Sítio del Qoricancha, Moray, Saqsayhuamán, Písac, Q'enqo, Pukapukara, Monumento Pachacuteq e Tambomachay. Recomendo todos e não fomos nos outros devido ao tempo. Se o seu roteiro é de 10 dias, deixe 7 para Cuzco e 3 em Lima. Encontramos um taxista muito legal e fizemos todos esses pontos com ele. Uns desses locais são próximos (Ex.: Saqsayhuamán, Pukapukara, Q'enqo e outros), outros são bem mais distante e a caminho de Ollantaytambo (Ex.: Písac e Moray) onde sai o trem para Águas Calientes. Então recomendo 1 dia para esses pontos mais próximos e outro dia para os mais distantes a caminho de Ollantaytambo. Em todos os locais tem guias locais, ai vc negocia o preço (DICA IMPORTANTE: nunca aceite o primeiro preço, vc sempre pode baixar o preço e é importante ter os guias para entender bem a história) A culinária em Cuzco é fantástica e sempre pedíamos 4 pratos diferentes para provar de tudo. Lembre-se de deixar uma gorjetinha pois os 10% nunca vem na conta (demoramos para perceber isso). A gorjeta vc dar o que achar merecido mas eles sempre agradecem muito. Agências de viagens e casa de cambio tem muitas. Na agência do hotel que ficamos pagamos U$ 300 (e aqui não tem meia passagem ) para os 4 (passagens de trem ida e volta; e ônibus na volta entre Ollamtaytambo e Cuzco, a ida fomos com o taxista passando pelos pontos turísticos). Deixamos as malas grandes no Sumac Wasi e fomos só com mochila. Leve lanches de Cuzco pq em Águas Caliente e Machu Picchu as coisas são mais caras. No trem é ótimo, pessoas do mundo todo, muitos brasileiros mochilando, foi muito legal. Chegando em Águas Calientes não achamos nosso hostel e acabamos durmindo em outro (bem barato e confortável). Acordamos bem cedo pensando em ir a Wayna Picchu mas desistimos devido ao cansaço. Então durmimos mais um pouco e fomos pela manhã. Compramos as passagens dos ônibus que levam a Machu Picchu ( U$ 15,50 novamente sem meia passagem, ida e volta) e a entrada a Machu Picchu (63 soles a meia e 126 soles a inteira). Machu Picchu é simplesmente indescritível. Só estando lá para entender o que eu estou falando. Passamos o dia inteiro lá (fomos os últimos a sair, no último ônibus). Na saída não esqueçam de carimbar seus passaportes em uma casinha que tem na saída. Mortos de cansados voltamos a Águas Calientes, pegamos o trem e em Ollamtaytambo achamos nosso ônibus devolta a Cuzco. Um sonho realizado. Depois fomos passar 5 dias em Lima. Os taxis lá vc negocia o preço antes de entrar no taxi. Ficamos no Hostel Porta, em Miraflores, pra mim o melhor bairro (hostel barato e muito bom, recomendo). Em Lima fomos aos melhores restaurantes mas não ha muito o que fazer. Algumas Huacas (fomos na Huallamarca) e museus. Não esqueça de ir aos Polvos Azules, muita coisa boa e baratas (mas vc tem que saber o que é original e o que não é). Garanto que comprei Lacoste a 30 soles (cerca de R$13,00 ) Bom, fico a disposição e espero ter ajudado a quem deseja realizar esse sonho de conhecer Machu Picchu Att
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