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Encontrado 46 registros

  1. Mochileiros, sem medo de soar clichê, começo meu relato agradecendo a todos as pessoas que aqui relataram sua viagem ao Peru antes da minha ida. Daqui tirei dicas valiosas e muita inspiração! E esse é um dos motivos pelos quais eu venho aqui hoje relatar a minha experiência: retribuir um pouco da ajuda que tive. O outro motivo? Fazer essa experiência tão legal de ir viajar durar mais tempo na minha memória (: Como tudo começou: Depois de 2 anos sem férias, eu tinha marcado 10 dias de férias para dezembro de 2017. Cerca de um mês antes, surgiu uma promoção de passagens para o Peru, 10 dias, exatamente o primeiro e último dia das minhas férias. O Peru já estava no topo da minha lista de destinos há tempos. Achei que era um sinal, lembrei que não acredito muito em sinais (talvez agora acredite mais haha). Queria ir, mas não tinha companhia. Resumindo: fui sozinha, minha primeira viagem sola e foi uma experiência linda (: Em um mês eu "organizei" o roteiro, reservei o hostel e fui. Minha maior dica: não organize tanto. Eu agendei apenas o passeio de Machu Picchu, o que eu recomendo por causa do limite de pessoas. O resto fui vendo lá. E, por mais contraditório que pareça, se vc está lendo meu roteiro em busca de um roteiro, minha maior dica é mesmo essa: vai com menos roteiro possível. Ou vai, se isso te faz dormir mais tranquila/o, mas se permite flexibilizar também. Vai ter imprevisto, vai ter gente legal cruzando seu caminho, vai ter uns rolês que vc nem imaginava e que vai querer fazer na hora. Então é isso, lê bastante, pesquisa, mas vai aberta/o. Vamos lá: 10 DIAS: CUSCO - ÁGUAS CALIENTES - MACHU PICCHU - PUNO - AMANTANI - TAQUILE - LAGUNA HUMANTAY Antes do relato mesmo, algumas DICAS QUE EU GOSTARIA DE TER LIDO ANTES DE IR (ou que eu li e não segui rsrs): 1) Compre os passeios lá: essa eu li muitas vezes, mas não teve jeito, o passeio pra Machu Picchu eu comprei aqui no Brasil antes e paguei mais caro. Se eu me arrependo? Não. Era a minha primeira viagem sozinha, eu sabia que lá seria mais barato, mas não quis arriscar. Então é isso, se vc vai dormir mais tranquilo, acho que vale a pena. Pra mim valeu rsrs. Comprei antes com uma agência peruana (Peru Travel Explorer- www.perutravelexplorer.com - Guia Adrian - Whatsapp: +51992862206 - atende em português), que eu recomendo. Super atenciosos, respondem rápido, me deixaram pagar lá na hora e sem taxa e personalizam os roteiros conforme a necessidade). Mas recomendo ainda mais: comprem os passeios em cusco, ainda que seja com eles. Ah, o que dá para fazer também é comprar antes apenas a entrada para Machu Picchu e aí já fica garantido. Esse site explica como comprar e tem MUITAS dicas boas sobre o peru: https://sundaycooks.com/ingressos-para-machu-picchu-vale-a-pena-comprar-antecipado/. Inclusive, se você vai subir uma das montanhas é mais importante ainda comprar antecipado! Todos os outros passeios eu comprei lá na hora e foi tranquilo e bem mais em conta. Cusco tem uma agência de viagem ao lado da outra, os caras adoram uma negociada, os guias são super atenciosos, vale a pena comprar lá. 2) REAL X DOLAR X SOLES: velha dúvida de sempre. Primeiro, soles nem pensar. Quase não tem para trocar no Brasil e o valor é bem alto. Minha dica é: ver com o pessoal que está por lá (aqui no mochileiros sempre tem gente, fiz isso e deu certo) como está o valor do real e do dólar para troca. Quando eu fui, em dez 2017, o real estava 0,93 soles (0,94 eu encontrei dentro da Agência Peru Travel Explorer, na Avenida El Sol, onde, aliás, estão as casas de câmbio mais confiáveis e vantajosas) e o dólar estava 3,22 soles (e eu paguei em média 3,40 reais). Como eu fiz: levei dólar para pagar os passeios e o hostel (por uma questão de menos volume - eita, que de humanas ela - e pelo booking). De resto, levei reais e troquei lá, facilmente. E também levei um cartão de crédito do Banco do Brasil e um Nubank desbloqueados para transações internacionais, caso precisasse. Teve um dia que precisei sacar porque viajei e a companhia de ônibus não aceitava cartão (fica a dica) e aí saquei usando o Nubank num caixa eletrônico normal que tinha na rodoviária. Paguei uma taxa, mas consegui sacar (to contando porque não sabia que o nubank dava para sacar, se isso já é algo comum para vc, perdoa eu e não desiste do meu relato). 3) Sobre valores: vou colocar aqui mais ou menos os valores principais para você poder se organizar sobre quanto de dinheiro levar e pra não ficar poluindo muito o relato de viagem. Sei que esse é um ponto super importante, viajar é um privilégio que envolve condições financeiras e planejamento, mas acredito que há vários blogs que podem fazer isso por vc melhor do que o meu relato (como, por exemplo, o site quantocustaviajar). Fiz muitos passeios de graça, comi em locais muito saborosos e baratos e fiquei em acomodações confortáveis e modestas. Mas o principal de tudo isso: era a viagem que cabia no meu orçamento e nos moldes que eu estava a fim de fazer e acho que isso é o que mais conta. Se é relevante (eu sempre acho relevante saber o perfil de quem tá relatando, especialmente da onde vem o dinheiro) o meu perfil é: sou servidora pública comissionada, 26 anos, pago aluguel e todos os boletinhos que quem mora sozinho tá acostumado. De modo geral, minha viagem foi o que se pode chamar de "low cost", algo entre o mochilão raiz e a viagem de quem nunca ouviu "transação não autorizada" hehe. Ou seja, não foi uma viagem luxuosa, mas foi confortável, me permiti pequenos luxos e também alguns gastos a mais para me sentir mais segura (como o hostel com quarto feminino (não misto) e o ônibus leito cama individual, sem ngm sentado ao lado). Ah, e de jeito nenhum comi fast food e comida congelada pra economizar (já fiz mochilão assim e foi legal também, mas desta vez não viajei com essa vibe, até porque as comidas no Peru são baratas, muito gostosas, e eu sou absolutamente apaixonada por gastronomia e culinária). Então é isso, você pode usar como uma base, seguir meus acertos e evitar repetir meus rolês errados e aí, de acordo com o seu perfil e o seu orçamento, gastar muito mais ou muito menos do que eu. Ou exatamente o mesmo e aí me chama prum café rsrs Quem precisar de mais detalhes pode me mandar mensagem que vou respondendo tb Preço médio das refeições: em Cusco, por 20 soles, equivalente a 20 reais você come muito bem!! Na verdade, quase todos os dias eu comi muito bem pagando menos de 20 reais. Os restaurantes têm a opção menu do dia, que consiste em sopa + prato principal e normalmente salada e bebida livre. E tb às vezes rola umas sobremesas de graça. Sou vegetariana e comi muito bem todos os dias (veganos também passam muito bem em cusco). Quem quiser mais dicas, é só falar. Fiz um puta roteiro gastronômico de vegetariano, tenho vários restaurantes bons e baratos pra indicar (só para não ficar muito grande aqui). Águas Calientes já fica um pouco mais caro: em média 50 reais, mas foram apenas 2 refeições e aqui eu comi muito bem, dá pra encontrar restaurantes mais simples. Puno: só fiz uma refeição em puno, gastei 20 reais. Hostel Cusco: 40 reais por noite (como eu disse, tem por menos, mas eu preferi um quarto não misto). Ônibus Cusco - Puno: 50 soles (praticamente 50 reais) - empresa Tour Peru, recomendo muito. Comprei ônibus leito cama individual, super confortável, dormi a noite inteira, o que faz muita diferença no outro dia de viagem. Na volta, comprei de outra empresa, que eu não me recordo o nome, e paguei 35 soles. Ou seja, se você olhar na rodoviária tem várias opções e aí pode escolher uma que seja adequada para o seu tipo de viagem. Como eu fui sozinha na ida, preferi essa empresa que haviam me recomendado e realmente gostei muito. Ah, uma dica é comprar as passagens na rodoviária mesmo, quanto mais perto do embarque, mais barato e eles negociam tb!! 4) Lavar roupa em Cusco é muito barato: se vc tá viajando com pouca bagagem ou tá há muito tempo na estrada, lavar roupa em Cusco é uma ótima opção. Custa entre 2 a 5 soles o kilo, fica pronto rapidinho e você economiza na bagagem e ainda dá uma força pro comércio local. Fiz isso uma vez durante a viagem e foi muito bom. 5) Seguro viagem: é importante fazer. Eu fiz, mas como não precisei não sei dizer se era bom ou não. Tem muitos sites que falam sobre isso e que dá para comparar. Acho importante porque conheci pessoas que ficaram mal lá e tiveram atendimento rápido. 6) Melhor época para ir: 99% dos blogs dizem para evitar os meses de novembro a março por causa das chuvas. Minha opinião? Se você pode ir nos outros meses, beleza, vai e ainda assim eu evitaria os meses de alta temporada porque fica tudo muito cheio (ex: maio). Mas se você não pode, a época do ano não é um motivo para você deixar de ir. Eu fui em dezembro, tenho amigos que tb foram em época de chuvas e todo mundo aproveitou muito bem. A chuva é aquela de verão, dura cerca de uma hora e depois passa. Tendo um pouquinho de paciência, é só achar um lugar abrigado, tomar um café ou mesmo colocar uma capa de chuva e seguir a vida. Achei uma época boa porque os locais não estão tão cheios, dá para aproveitar tudo com mais calma e também não é tão frio como nos meses de seca. Lembrando que essas épocas bem definidas de seca e chuva afetam mais a região de Cusco e de Machu Picchu. Lima, Arequipa, Lago Titicaca não são tão afetados, então não faz tanta diferença assim a época do ano. Outra coisa: se você planeja fazer a trilha inca, aí acho que seria melhor ir na época de seca mesmo, porque a chuva pode atrapalhar o acampamento. Mas assim, enquanto eu estava lá, havia gente fazendo a trilha normalmente e eu fiz o treeking da Laguna Humantay, que é uma parte da trilha Salkantay e não tive problema algum com a chuva (inclusive deu o maior solzão e voltei queimada rsrs). 7) Tempo em dezembro, o que levar na mala: O tempo é bem instável por lá, então a minha dica é levar um pouco de cada coisa e ir naquele esquema de camadas. Em Cusco, como fica a quase 4000 metros de altitute, é um pouco mais frio. De dia, uma camiseta e jaqueta já resolvem. Às vezes, uma camiseta e um blusão (peruano, pra ser bem turista haha). À noite esfria mesmo, um blusão e uma jaquetinha corta vento dão conta. Em Águas Calientes e Machhu Picchu normalmente é mais calor durante o dia. Não esqueçam o protetor! Lago Titicaca: é louco. Tem sol vc tá torrando, vem uma nuvem vc morre de frio haha Em Amantani passei o maior calor e o maior frio da viagem, com diferença de menos de 24 horas. Aqui a jaqueta corta vento e o blusão precisam de mais um gorro e se possível, uma luva ou mais uma jaqueta. Final do dia é frio mesmo. Minha mala para 10 dias (com uma lavação): umas 6 camisetas + 2 legs + 1 calça jeans preta + 1 jaqueta jeans + 1 jaqueta corta vento + 1 capa de chuva (Decathlon - recomendo, fica pequena na mochila, dá para usar várias vezes, ajuda a esquentar e é bem melhor que a de plástico!) + pijama de manga comprida (pra cusco é bem bom até porque assim, os cobertores peruanos são um pouco pequenos haha) e lá comprei 2 blusões peruanos que foram bem úteis e um gorro que usei na trilha de Amantani. De calçado levei uma bota de trilha, um all star e havaianas. Foi suficiente, na medida certa. 8. Chip da Claro: em Cusco, com mais ou menos 30 reais você compra um chip claro com 3 giga de internet (tem opções mais baratas, com menos gigas). Comprei e foi muito bom, a internet lá pega bem, inclusive nas montanhas e aí dava para usar o google maps e o tripadvisor de boa, além das redes sociais. Mesmo com o chip o seu número no whatsapp fica o mesmo e as pessoas conseguem falar com vc normalmente, não precisa nem avisar que mudou de número. Em cusco, a loja da claro fica na rua Ayacucho 227, pertinho da Avenida El Sol. 9. Não ignore o poder e o sabor do chá de Coca e de Muña. Eles ajudam na altitude e na digestão, além de serem mito gostosos. 10. Vão logo pro Peru. O restante das dicas vou colocando conforme for escrevendo o relato de cada dia. Por hoje é isso, espero que ajude alguém da mesma forma que me ajudou. Até mais
  2. Extremos da América do Sul

    Olá amigos e amigas! Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar. Me chamo Will Gittens, tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco. Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta. Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos. Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível. Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
  3. Que calçado usar pra fazer a trilha Inca?

    Vou fazer a trilha inca em maio deste ano, 4 dias e 3 noites, que calçado usar, tênis ou bota, precisam ser impermeáveis, posso ir com um calçado leve?
  4. Relato da minha estadia em Cusco e Matchu Pitchu. Irei descrever a minha experiência durante uma semana no país. E no final colocarei observação gerais. Dia 01 - Sábado Após 5 horas de viagem Rio de Janeiro x Lima e mais 01h30 de Lima até Cusco, finalmente desembarcamos. Perdemos duas horas procurando hotel, pois o que tínhamos reservado ao chegar lá estava sem internet e sem chuveiro quente. Porém, depois de nos alojar resolvemos caminhar um pouco para nos ambientar com a altitude. Fomos caminhando até a plaza das Armas, muito bonita diga-se de passagem. Mas um alerta, vá agasalhado, após às 17h a temperatura cai de forma assustadora. Aproveitamos para conhecer o mercado central. O local é muito barato, você consegue pechinchar e abaixar o preço de tudo que comprar, mas para comer não é muito recomendado, pois tem aparência de sujo. Nesse mesmo dia, fomos a diversas agências de viagens para ver os passeios para Vale Sagrado, City Tour, Salinas de Mara e Moray e Vale Sul. De todas que visitamos a mais acessível foi a Mapis Explores, cujo funcionário Ronaldo foi extremamente simpático e atencioso. Na agência fechamos os pacotes com os respectivos preços: Vale Sagrado: 50 soles por pessoa, com almoço incluído. Salinas Mara e Moray: 25 soles por pessoa. City Tour: 15 soles por pessoa Vale Sul: 25 soles por pessoa. Montanha Colorida - 75 soles por pessoa. Após fecharmos tudo, fomos comer e depois embora dormir, pois teríamos que estar 08h na praça para fazermos o City Tour e estávamos mortos por conta dá viagem. Gastos do Dia Táxi aeroporto x pousada 20 soles Táxi pousada x plaza das Armas 5 soles Plaza das Armas x Pousada 5 soles Almoço 10 soles por pessoa. Bilhete Turístico 130 soles por pessoa (recomendamos comprar o bilhete, pois vale por 10 dias e é muito mais econômico que comprar as entradas dos lugares que visitar a parte) Dia 02 Acordamos cedo e fomos para o ponto de encontro na Plaza das Armas. Ficamos preocupados porque não encontrávamos o Ronaldo, mas ele me encontrou no horário marcado. Partimos no ônibus com gente dos mais variados países, tinha chilenos, canadenses, americanos, austríacos e, claro, brasileiros. Paramos em uma feira artesanal, muito simples, porém deu para comprar as lembranças pros familiares. Nossa primeira parada foi em Pisac. A guia ficou uns 15 a 20 minutos contando a história do local e depois podemos andar para tirar fotos. Um pouco cansativo devido a altura, pois o ponto mais alto tem 3.500 metros, mas vale a pena fazer o esforço, já que a vista é sensacional . Antes de almoçar (o almoço estava incluído no passeio e valeu muito a pena, pois a comida é saborosa demais) paramos para ver pratas numa rua de comércio local. Nem perdemos muito tempo vendo, pois o preço não compensa e é igual ou mais caro que no Brasil. Após o almoço saímos para visitar Olhamtaytambo. Em Olhamtayambo a vista é acompanhada dá guia o tempo todo, que vai contando a história do local e as curiosidades. Ficamos 1h apenas lá e o ideal seria ficar ao menos duas, devido as histórias que o local abriga. Mas, apesar do pouco tempo, deu para tirar bastante fotos, que colocaremos abaixo. Nossa última parada do dia foi em Chinchero. O local é bem simples, só tem uma feira artesanal e uma igreja do século 16. Retornamos para Cusco, onde chegamos por volta de 19h30. Ainda paramos para comer no MC Donalds, onde compramos um balde estilo KFC com 6 frangos + 3 refris e 3 batatas por 35 soles. Neste dia gastamos pouco, pois o passeio tínhamos pago no nosso primeiro dia na cidade e estava incluído almoço: Gastos do dia : 2 águas - 2 soles cada 1 inca cola - 3 soles 1 Saxo de bala de cola - 2 soles 1 milho - 4 soles Lembranças pra família - 50 soles 1 pipoca - 2 soles 1 boneca pra minha afilhada - 10 soles Comida - 35 soles Dia 03 Acordamos, tomamos um reforçado café na pousada e partimos para o ponto de encontro na Plaza das Armas. Saímos exatamente as 09h em direção a Moray. Paramos numa feira de artesanato onde as mulheres explicaram o processo de produção e fabricação dos tecidos originários da pele das Alpacas. Valeu a pena, pois entender o processo é válido, já que muitas vezes não valorizamos os trabalhos artesanais. Em Seguidas fomos para Moray, onde nosso guia contou a história do local por aproximadamente 15 minutos e depois liberou o pessoal para fotos. No local ele nos disse que ali era um local de produção de batatas, que se produzia 21 tipos diferentes. E que a mesma é um produto de origem peruana. Ainda de acordo com o Guia, no Peru existem mais de 50 tipos de batatas diferentes. Ao sair de Moray fizemos uma parada para ir ao banheiro e seguimos para as Salinas de Mara. Foi sem dúvida o melhor programa do dia. O visual é encantador, as histórias, ver famílias que vivem das Salinas foi uma lição e aprendizado. Ao colocar a mão nas águas e colocar o dedo na boca depois você já sente o forte gosto de sal. Caminhar entre as minas e conhecer o processo deve produção do sal foi muito interessante. Após mais ou menos 1h retornamos para o ônibus com destino a Plaza das Armas, em Cusco. Chegamos lá por volta das 15h e fomos almoçar. Após o almoço caminhamos até o ponto dos ônibus para ver preço e horário do trajeto Cusco x Olhamtayambo, pois no dia seguinte pegariamos o trem em Olhamtayambo para ir a águas calientes. Após fazer tudo isso fomos para a pousada descansar já que a noite iríamos descer para jantar e caminhar na Plaza das Armas. Descemos para comer e passear pela Plaza das Armas, após rodamos bastante escolhemos uma pizzaria que a bebida era grátis. A pizza muito saborosa e o atendimento excelente. Após comer andamos para conhecer um pouco mais e tirar fotos da cidade a noite. A noite é muito agitada, com pubs, bares e praças lotadas. Gastos do dia 3 águas - 2 soles cada 2 mirabal - 2 soles cada Almoço - 50 soles Jantar - 50 soles Dia 04 Neste dia acordamos cedo e fomos pra Plaza das Armas procurar uma agência que nos levasse a Rainbown Montain na quinta-feira. Após nossa pesquisa fechamos com a agência que fez o pacote por 75 soles por pessoa. E no pacote estava incluído café da manhã, almoço, kit de oxigênio e serviço de transporte e guia . Após resolver as coisas fomos para o hotel arrumar as malas, pois pegariamos o trem em Olhamtayambo com destino a Águas Calientes as 15h30. Fomos de van e pagamos 10 soles cada pelo trajeto de 2h. Chegamos em Olhamtayambo com antecedência e paramos em um bar para beber Cusquenha. Partimos para Águas Calientes, o trajeto do trem é ao lado de um rio e de diversas montanhas. A vista não é nada demais, porém é melhor que do as comunidades que cortam a linha férrea no Rio de Janeiro. Ao chegar em águas calientes tivemos uma surpresa agradável: o local é muito mais que um pequeno vilarejo. É muito bonito e aconchegante. Ótimos restaurantes, ruas limpas e povo receptivo e acolhedor. E o melhor, os hostels, tem preços bem acessíveis. Já chegamos e fomos comprar as passagens do trem que leva para Matchu Pitchu, o trajeto de ida e volta por adulto estrangeiro custa 24 dólares ou 75 soles. Compramos logo os dois trajetos e fomos informados que não tem horário, basta chegar na estação e embarcar no ônibus. A noite fomos comer em um restaurante chamado ........ Brasileiros têm 20℅ de desconto no local. E os funcionários merecem um destaque aqui. O tempo todo os mesmos iam até nossa mesa perguntar se estava tudo bem, se precisávamos de algo e, toda vez que a gente começava a tirar fotos, eles perguntavam se a gente queria que eles batessem as fotos. Terminamos de comer e voltamos para o Hostel, pois iríamos pegar a van as 05h30 no dia seguinte e tínhamos que acordar cedo. Gastos do dia: Almoço: 30 soles p casal 2 águas: 5 soles Van para Águas calientes 10 soles de cada Jantar 90 soles Dia 05 Acordamos por volta de 04h, pois no restaurante nos avisaram que a partir de 04h já teria gente nas filas dos ônibus, que começariam a sair às 05h30. Chegamos no ponto as 04h30 e já tinha umas 30 pessoas em nossa frente. E conforme o tempo ia passando a fila só aumentava. Antes mesmo das 5h já deveria ter umas 100 pessoas na fila. Compramos duas águas, dois biscoitos e partimos no ônibus rumo a Matchu Pitchu. O caminho demorou uns 30 minutos . E quanto mais próximos ficávamos, mas a emoção e ansiedade aumentava. Ao chegar foi um misto de alegria e emoção. Vontade de rir, de chorar, ficamos parados admirando o local. Encontramos com dois brasileiros (Guilherme e Andréia) que tínhamos conhecido na fila do trem, em Olhamtayambo, e partimos para desbravar a montanha. Matchu Pitchu é extremamente lindo e fascinante. Cada detalhe chama muito atenção e a vista é encantadora. Como compramos também a entrada para montanha Hayuana Pitchu e, no primeiro horário, no qual tínhamos que subir as 07 ou as 08h, andamos por Matchu Pitchu por 01h30 aproximadamente e fomos subir a montanha. Trilhas estreitas, muitos degraus, calor, suor, mas tudo vale a pena. A paz que você tem ao chegar no ponto alto da montanha é sem comparação. O sentimento de prazer que por completar a escalada é único. Tudo valeu muito a pena. O lado ruim dá montanha são que muitas pessoas ao chegar em determinados locais com vista bonita paravam para tirar fotos e não saiam mais. Em alguns momentos tive que falar para irem andando e em outros perguntei quanto eles cobravam pra deixar outras pessoas tirar foto do terreno deles, o que os deixavam sem graça e assim saiam. Voltando a viagem, após chegar no topo dos 2.500 e poucos metros relaxamos, tiramos fotos na companhia de nossos amigos e iniciamos a descida. E a cada instante parávamos para admirar a vista, aproveitar o momento único e claro, tirar fotos. Saímos dá Montanha, passeamos mais um pouco por Matchu Pitchu e as 11h30, após 5h30, saímos do parque. Eu e minha noiva pegamos o ônibus para Águas calientes e fomos para estação de trem tentar trocar nossa passagem. Nossos trem de volta estava marcado para 18h20 e trocamos para o de 13h37, porém cada um precisou pagar 8 dólares, que era a diferença de valor . Após a troca, tínhamos uma hora para comer e fomos procurar um local perto. Encontramos um que ofereciam 20℅ de desconto para estrangeiros. Comemos, a comida não estava tão saborosa, e na hora de pedir a conta uma surpresa: o tal valor dos 20℅ é cobrado como taxa de serviço. Logo me recusei a pagar e Lara minha surpresa, minha conta com valor total, sem os 20 % deu 12 soles mais barato que a primeira conta que o garçom me deu O garçom me fez a seguinte conta, o que estranhei: 29 reais cada prato (foram dois) o valor passava de 40 para 29 12 soles o suco 6 soles o refrigerante O que dava 76 + 15 de 20% e minha conta deu 90 soles. Ao falar que não pagaria os 20% já que não era obrigatório, ele me tirou os 20% e pra meu espanto, minha conta deu 78 soles. 30 cada prato (no cardápio estava 39) 12 suco e 6 da coca, dando 78 soles. Resolvido o problema fomos para estação de trem e embarcamos para Olhamtayambo. Ao chegar em Olhamtayambo pegamos uma van, na qual pagamos 10 soles cada e migramos para Cusco. Ao chegar fomos descansar, pois no dia seguinte íamos acordar às 03h para irmos a Rainbown Montain. Por volta de 20h desci para comprar uma pizza e duas coca colas. Paguei 30 soles por tudo. A pizza foi muito saborosa. Gastos do dia Almoco 78 soles Água 4 soles Diferença do trem - 50 soles Pizza + coca - 30 soles Dia 06 Com certeza nosso pior dia no Peru. Acordamos 02h30, pois a van nos buscaria entre 03h e 03h30 para irmos a Rainbown Montain. Ficamos quase 4h sentados dentro de uma van ouvindo música peruana. Ao chegar lá tomamos café dá manhã (estava incluído no pacote) e começamos a andar em direção da montanha. O trajeto é cheio de lama, rios, e muuuuito cansativo. No trajeto pegamos chuva de granizo (todas vezes que choveu foi somente gelo). Após todo trajeto de chuva, frio, vento, lamas chegamos ao cume da montanha. Ao chegar lá tivemos uma frustração, pois o tempo estava muito fechado e com isso a montanha não estava tão colorida. Sem falar na temperatura que estava próxima de 0 grau. Tivemos somente 30 minutos para ficar lá em cima e tivemos que iniciar o trajeto novamente, só que agora pra descer. Vale destacar aqui que no caminho ficam uns locais com cavalos cobrando 70 soles pelo trajeto de ida e volta. O que foi feito por diversas pessoas dos grupos que lá estavam. No trajeto da volta também pegamos chuva de granizo e muito frio. Ao chegarmos no ponto de encontro, paramos para almoçar (também incluído no pacote de 75 soles por pessoa). O almoço teve uma entrada de sopa e o prato principal foi arroz, frango e batata. Após o almoço pegamos o trajeto de volta para casa e demoramos mais 4 horas. No final das contas perdemos quase 8h na van, 6h subindo e 30 minutos apenas no topo da montanha. Chegamos em Cusco por volta das 18h e fomos para o hotel descansar. A noite descemos para comer e fomos comer o balde de frango com nuggets, batata e refrigerante e pagamos 37 soles. Gastos do dia Água - 4 soles Suporte pra subir trilha - 5 soles Balde do MC - 37 soles Dia 07 Nosso último dia no Peru. Acordamos cedo e fomos comprar algumas lembranças pros amigos e familiares. Compramos mochilas, chaveiros, blusas, canecas, casacos, camisas, pães, cervejas, pina colas e imãs de geladeira e bonés. Gastamos aproximadamente 500 soles com presentes. Após as compras retornamos para o hotel, para terminar de arrumar as malas e fomos embora. Pagamos 8 soles para ir até o aeroporto de Táxi. E embarcamos em Cusco com destino a lima às 12h00 pro nosso voo sair às 12h50. Chegamos em Lima 14h15 e fomos comer e fazer hora, pois a gente só ia pegar as nossas mala no Brasil e o voo estava marcado para sair de Lima com destino ao Rio as 21h30. Embarcamos no horário certo e chegamos no Brasil no sábado às 06h da manhã. Observações: O tempo todo as pessoas te oferecem as coisas. Após um certo tempo você vai para de responder e começa a ignorar. Se for pagar em soles ou dólar, chore preço. Eles sempre dão desconto para você quando compra em espécie. Todos os dias nos ofereceram maconha, principalmente a noite na praça das armas. As pessoas ouviam a gente conversar em português e falavam: olá brasileiros, querem maconha?". Os passeios sao muito bons e os locais lindos, porém o deslocamento sempre é muito longo o que acaba tornando tudo mais cansativo. Se puder ir a águas calientes vá, é a parte mais bonita de toda a viagem. E não precisa reservar hotel lá. Procure ao chegar, muitos não estão no booking e o preço médio é de 60 a 80 soles por noite/casal. Sempre que for descer para a praça das armas, vá a pé. É prático e você aproveita pra conhecer os becos e vielas da cidade. Já para subir, prefira os táxis. Custam em média 4 soles e você evita subir ladeira na altitude. Repare bem nos restaurantes antes de entrar para comer. Muitos são bem sujos, com o chão engordurado e as mesas sujas. Experimentamos Folha de Coca Inca Cola Pisco Chá orgânico Alpaca Cordeiro Cusquenha
  5. Machu Picchu é, sem dúvidas, um dos destinos mais cobiçados pelos viajantes atualmente. Europeus, estadunidenses, chilenos e argentinos confluem em massa para o Peru para conhecer, sobretudo, sua maravilha do mundo. E não é à toa… A Velha Montanha ou Velho Pico (tradução livre do quéchua de ‘Machu Picchu’), um dos maiores legados Incas, é uma fonte inesgotável de mistérios e paisagens estonteantes. Machu Picchu, erguida provavelmente no século XV a mando de Pachacuteq, à beira do Vale do Rio Urubamba e a 2400m de altitude, abriga restos arqueológicos do que foi, provavelmente, uma cidade, com moradias, templos, sistema de escoamento de água, plantações e locais para criação de animais. A descoberta para o mundo, entretanto, só veio em 1911, em uma expedição do arqueólogo da Universidade de Yale Hiram Bingham. Pelo fato de ser um local isolado, o acesso a Machu Picchu não é dos mais fáceis. Mas não desanime: com a popularização do sítio o acesso tem se tornado mais fácil. E o melhor: as paisagens no caminho fazem valer qualquer possível perrengue. Nesse post vamos apresentar todas as formas de se chegar a Machu Picchu, desde as mais econômicas às mais, digamos, luxuosas. Do Brasil ao Peru O aeroporto mais próximo de Machu Picchu é o Aeroporto Alejandro Velazco Astete, em Cusco, mas infelizmente não há voos diretos do Brasil para Cusco. Os voos internacionais têm como único destino Lima. Há voos diretos para a capital peruana a partir das seguintes cidades brasileiras: São Paulo: voos diários operados pela LATAM e pela Avianca. O voo dura aproximadamente 5h. Rio de Janeiro: voos diários operados pela Avianca e quase diários operados pela LATAM. O voo dura cerca de 5:30. Porto Alegre: 1 voo diário operado pela Avianca. Duração de voo: 5h. Foz do Iguaçu: 1 voo quase diário operado pela LATAM. O voo é mais curto, dura cerca de 4:15. De Lima para Cusco Leia mais: http://filosofiadeviajante.com.br/2017/12/02/lixo-ao-luxo-tudo-que-voce-precisa-saber-para-chegar-machu-picchu/
  6. Escolhi o mês de setembro para ir para o Peru, pois havia lido que o período de chuvas vai de outubro a abril e chuva sempre atrapalha qualquer viagem. Na chegada no aeroporto de Lima, a primeira coisa que procurei foi um chip de celular para uso durante o período no país (2 semanas), mas, como eu havia lido antes, a lojinha da Claro do aeroporto não vende mais. O segundo passo no aeroporto foi trocar uns dólares por soles. Como a cotação é um pouco maior que as casas de câmbio, troquei inicialmente 100 dólares para os gastos mais imediatos. Por fim, para sair do aeroporto, era hora de ver o táxi. Muitos taxistas oferecendo o transporte por preços altos e em dólares, mas segui a recomendação de pegar o Taxi Green, que tem preços mais baixos, carros em bom estado e o pagamento é feito no balcão da empresa no próprio aeroporto. Pagamos 50 soles para Miraflores. Fui com amigos e nos hospedamos durante 5 dias em um apartamento pelo Airbnb bem próximo ao mar. Mas não pense que a praia tem a configuração que estamos acostumados no Brasil. Para conseguir chegar lá, é preciso transpor a região dos barrancos, descendo uma certa quantidade de escadas e passando por passarela sobre a rua que fica à beira mar, um tanto cansativo. E não espere encontrar uma praia com areia. Mas como a época em que fomos estava bem frio, a praia, que já não era convidativa, não parecia assim uma boa ideia. Para o primeiro dia na cidade, acabamos explorando a região próxima ao apartamento, já que já era perto da hora do almoço. Após deixar malas e resgatar a dignidade depois de uma noite passada em conexões de aeroportos, almoçamos uma comida deliciosa (lomo saltado) e com ótimo preço em um restaurante do lado do Parque Kennedy. E aproveitando o comércio ao redor, procurei uma loja da Claro para a compra do chip e do pacote de internet, já que os quiosques dentro dos shoppings e mercados também não vendiam. Não foi difícil encontrar a tal “oficina”, que é uma loja maior da operadora com muitos balcões de atendimento. Gastei 5 soles no chip e 20 soles em um pacote de 1GB de internet. Aproveitando o comércio intenso, descobrimos uma casa de câmbio também para trocar uma quantidade maior de dólares com preço mais vantajoso do que no aeroporto. É interessante também pedir notas de menor valor para facilitar na hora de pagar o Uber, por exemplo. Aliás o Uber foi o nosso meio de transporte durante todo o período em Lima. É uma cidade com trânsito intenso e grande quantidade de táxi em péssimo estado de conservação, daí garantir certo conforto no Uber e com o preço já conhecido de antemão é bem prático. Lima é uma cidade sempre cinza que raramente tem chuva ou sol. Mesmo assim, é indicado usar protetor solar porque a camada de ozônio que está sobre a cidade tem um grande buraco, deixando passar os raios mais nocivos à saúde. Mesmo com o frio que fez no meu período de viagem, esse cuidado é altamente recomendado. As páginas cupofthings.com e sundaycooks.com foram as que mais gostei de explorar e que indico para pesquisar sobre Lima. Há muitas dicas valiosas que usei e que poderão ser também úteis a outros viajantes. Dia 1 – Centro histórico de Lima Pegamos o Uber e paramos inicialmente na Plaza de Armas, uma grande praça no centro em torno da qual estão alguns dos lugares que visitamos no dia. A Plaza de Armas era um lugar já povoado antes da chegada dos espanhóis. Foi refundado em 1535 pelo conquistador Francisco Pizarro. No passado foi usado para touradas e execuções. Foi também onde aconteceu a proclamação de Independência do Peru. A Catedral de Lima está de frente para a Plaza de Armas. Sua construção iniciou em 1535 e sofreu com muitos terremotos. Sua arquitetura se inspirou na Catedral de Sevilha. Outro ponto também situado ali é o Palácio Arquiepiscopado. Bem ao lado da Catedral, tem fachadas com dois grandes balcões bem conservados apesar do tempo. Desde 1535 foi o local que Pizarro escolheu para acolher o clero. De frente para a praça, o Palácio do Governo, com soldados em guarda na sua frente, é a sede do governo peruano. Para sua visitação, é necessário agendar com 48 horas de antecedência. Andando alguns quarteirões, chegamos ao Convento de São Francisco. Fundado em 1546 e reconstruído pela última vez em 1642, sua grande atração são as catacumbas, onde muitos moradores foram enterrados para estar mais perto de Deus. Essa função foi desativada em 1810. Mais adiante, o Parque da Muralha é um lugar agradável para um rápido passeio durante o dia. Mas não senti muita segurança em afastar um pouco além do parque, ainda mais que já é possível avistar favelas ao longe. Em alguns pontos embaixo da estrutura do parque, é possível ver os muros construídos pelos espanhóis para proteger a cidade de ataques piratas ou invasões inimigas. Enquanto era colônia espanhola, a cidade era toda cercada pela muralha, por isso até hoje o nome do distrito é Cercado de Lima. Perto dali está o Convento de Santo Domingo, fundado em 1535 e reconstruído pela última vez em 1746, seu interior possui grande acervo de arte sacra. Finalmente, andando um pouco mais, chegamos na Plaza San Martín. No centro da praça está a imponente estátua do libertador San Martín montado em seu alazão. Ao redor da praça, estão o Teatro Colón e o Grand Hotel Bolivar, famoso como o melhor pisco da cidade. Dia 2 Pegamos o Uber para a Huaca Pucllana. A Huaca é um sítio arqueológico dentro da cidade, entre San Isidro e Miraflores. É uma construção em tijolos de barro, constituída de uma parte térrea e uma pirâmide reservada aos rituais sagrados. A disposição dos tijolos em pé e com pequenas brechas entre eles para suportar tremores de terra já mostra os avançados conhecimentos de arquitetura dos povos pré-incas séculos atrás. A pirâmide possui sete níveis, mas eles foram construídos em diferentes momentos da história e por diferentes culturas. Logo em seguida, fomos ao Mate, que é o museu privado de Mario Testino. A visita é curta por ser um lugar pequeno, mas faz a gente experimentar entrar numa revista de moda. São fotos enormes de personalidades nas paredes, inclusive com uma ala dedicada a Lady Di. Há também uma ala que causa impacto visual com fotos super coloridas de trajes típicos andinos que faz valer a pena a visita ao pequeno museu. Em seguida, perto da hora do almoço, chegamos ao Shopping Larcomar. Ao chegar ao shopping, achei estranho não o avistar da calçada. Isso porque ele fica uns níveis abaixo da rua, bem na encosta com uma bela vista para o mar. Seguindo a dica das meninas do site Cup of Things, anotei alguns restaurantes com bons preços para experimentar na cidade. Um deles, o T’anta, tem endereço no Larcomar e foi super aprovado, além do que almoçar com vista para o mar sempre vale a pena. Após, conhecemos o Mercado de Surquillo. Além dos artigos habituais de um mercado municipal, o Surquillo tem muitos produtos, como frutas, temperos e especiarias regionais, que são muito diferentes para nós. Apesar disso, o lugar não me cativou. Fica numa região bem feia da cidade e não tem muito ar de lugar seguro, com uma confusão enorme de veículos e entulho ocupando o mesmo lugar do lado de fora, que não agrada o turista. Finalmente, atravessando a ponte próxima do mercado, fica a Av. Petit Thouars, com vários mercados de artesanato, que é um paraíso para a turistada, com muitos itens para comprinhas. Dia 3 O dia começou com o Museu Larco. O Larco é um museu privado instalado em um palácio do século 18. Sua fachada e jardins são os pontos altos da visita. Bem arborizado e com flores que dão muita cor na parte de fora, há ainda esteiras disponíveis para os visitantes desfrutarem de um lugar tão belo. Em uma sala apartada do museu, uma parte do acervo que chama atenção é a galeria de cerâmica erótica. E completando um ambiente tão agradável, existe um café-restaurante com preços bem acessíveis e comida deliciosa (características que se tornaram de praxe na cidade). A maioria das mesas já estava reservada, mas como ainda não era meio-dia, conseguimos uma das poucas mesas disponíveis. Na parte da tarde, o Parque de La Reserva foi a escolha. O parque tem um conjunto de bonitas fontes de água no “Circuito Mágico del Agua” que dançam e se iluminam. É bom verificar o horário de abertura do parque, que acontece no meio da tarde. Há também um show holográfico à noite, mas acabamos não vendo porque chegamos cedo e a espera seria longa, além do frio que fazia. Dia 4 Pegamos o Uber para Parque Bosque El Olivar. O bosque das oliveiras é um lugar bucólico e agradável que fica no charmoso bairro de San Isidro. As árvores bem cuidadas e o laguinho com crianças brincando ao redor faz do lugar um ambiente bem gostoso de visitar. A vizinhança é também muito bonitinha, com casas mais arrumadas e lojinhas bem frequentadas. Como as distâncias ficam próximas, nesse dia exploramos tudo a pé. Como nessas proximidades fica o Restaurante Barra Chalaca (sugestão das meninas do Cup of Things), foi o dia de experimentar mais recomendação. É um lugar bem pequeno, com mesas do lado de fora, com uma comida deliciosa como sempre. São poucas mesas, mas chegamos cerca de meio-dia, então não tivemos problema de espera. Mas a fila se formou pouco depois e foi só crescendo. Andando um pouco mais por San Isidro na direção do mar/Miraflores, outra surpresa recomendada pelo Cup of Things, mas que acabamos chegando por acaso foi a sorveteria artesanal Amorelado. A loja é bem pequena, mas com decoração retrô que é um charme. E os sorvetes são produção própria e bem indicados. Terminamos o passeio pelo Malecón, a região bem cuidada que fica ao longo das falésias, formada por uma sequência de vários parques. É fácil encontrar muitas pessoas fazendo uso das suas estruturas, com quadras de esporte, pista de skate, bares, restaurantes, um passeio com bastante movimento e vista para o mar do Pacífico. O Parque del Amor é um desses lugares no Malecón, com paredes de mosaico ao estilo de Gaudí em uma área bonita e bem frequentada. A descida até a praia não é tão fácil, mas em algum ponto tem um caminho íngreme com escadas que cansam um pouco. Cusco No aeroporto de Cusco, fui saber o valor do transporte no guichê de táxi oficial e me assustei, porque além de bem caro, era cobrado em dólares. Como do lado de fora havia alguns taxistas oferecendo o serviço, pedi para o motorista me mostrar o carro dele para avaliar o tamanho e estado, e negociei por 15 soles o valor até próximo à Plaza de Armas. Como é indicado fazer a aclimatação por causa da altitude, deixamos o dia livre para apenas fazer o reconhecimento da cidade sem pressa. A melhor localização é próximo à Plaza de Armas, prestando atenção que tem lugares que estão em níveis mais altos, com acesso por ruas com escadas, que podem incomodar o viajante que leva uma mala, ou cansar mais rápido por causa da altitude, ou outro inconveniente. Uma ideia para saber os níveis das ruas pode ser se posicionando no mapa na Plaza de Armas, ficando de frente para a Catedral de Cusco. À frente é subida, atrás é descida e nas laterais é plano. Para os passeios, ao chegar ao hotel em Cusco, já fui abordado por uma agência de viagem, que me mostrou o catálogo dos passeios. Como eu tinha já anotado antecipadamente os que eram de meu interesse, bastou escolher os que eles disponibilizavam. Assim, já deixei tudo pago e agendado, preenchendo os meus dias que ficaria em Cusco. Deixei também pago o boleto turístico e, mais tarde no mesmo dia, a agência já deixou ele na recepção do hotel. Esse boleto contém a maioria das entradas nos passeios de Cusco. Para prevenir do mal da altitude, no hotel em que fiquei, havia na recepção uma garrafa com água quente e folhas de coca secas para fazer infusão e tomar o chá. Como é estimulante, o indicado é só tomar o chá durante o dia. Para o preparo da infusão, 3 ou 4 folhas são suficientes. O gosto é de qualquer outro chá, nada demais. Não sei se eu passaria mal sem ele, mas eu prefiri não arriscar, com risco de estragar o passeio. A página andarilhosdomundo.com.br foi onde peguei muitas informações sobre os passeios a partir de Cusco e vale a pena a leitura dos textos para se programar melhor. Dia 1 – Vale Sagrado A van nos pegou no hotel bem cedo para um passeio que duraria o dia inteiro. Com o boleto turístico em mãos, seguimos com mais uma porção de turistas de vários países diferentes. Primeira parada: uma casa em Chinchero de umas senhoras de roupas típicas que ensinam alguns costumes e tradições, criam suas lhamas ou alpacas no pequeno curral e possuem uma pequena exposição dos mais diferentes produtos de lã para venda no local. Em seguida, chegamos a Moray, o sítio arqueológico com os anéis concêntricos em vários níveis. Uma das teorias sobre o lugar diz que é provável que os incas aproveitavam a diferença de temperatura entre os diversos níveis para fazer testes de adaptação dos produtos que plantavam. Mais adiante, para chegar nas salinas de Maras, passamos por uma estrada à beira do precipício na descida da montanha, que dá até certo medo. Maras é uma área em que se produz artesanalmente sal em várias poças rasas em terraços de níveis diferentes, de onde corre a água salgada que vem da montanha. O almoço, que também deixamos pago junto com todo o passeio, foi em um buffet em Urubamba. Como o ônibus só pararia o tempo certo de almoçar, não daria para explorar a cidade. Após o almoço, chegamos a Ollantaytambo, uma das cidades mais charmosinhas do passeio. Como há estação do trem para Machu Picchu ali, muita gente acaba não voltando para o ônibus para pegar o trem depois de conhecer melhor a cidade. O passeio envolve a subida na montanha usando os degraus construídos pelos incas. É cansativo, mas é uma vista linda a que se tem lá de cima. A última parada do dia foi em Pisaq, mas dessa vez o ônibus fez toda a subida até a montanha, poupando o esforço físico dos turistas. Mais uma vez, a vista das montanhas é um espetáculo. Os incas cultuavam a natureza e viviam em harmonia com as suas formas, aproveitando os espaços naturais para favorecer a sua sobrevivência e a vida em sociedade. A conservação desses sítios arqueológicos dá uma grande amostra de como funcionava essa relação entre os incas e a natureza. Dia 2 – City Tour O city tour dura uma tarde e se inicia em frente à Catedral, na Plaza de Armas. No meio de uma multidão de pessoas (acontecia um casamento coletivo), foi um desafio saber o ponto de encontro com o guia para o passeio. Uma vez junto do grupo, era hora de explorar o interior da Catedral. Uma pena que não é permitido tirar fotos, porque os detalhes internos acompanhados das explicações do guia fazem valer a pena uma visita. Qorikancha ou Templo do Sol fica também bem próximo da Plaza de Armas e o grupo foi conduzido a pé pelo guia. Nesse local, a base da construção inca foi aproveitada pelos espanhóis para erigir um convento, mas é possível ver a estrutura construídas pelos incas em algumas paredes preservadas até hoje. Mesmo passando por alguns terremotos, a sólida estrutura inca se preservou, enquanto a espanhola precisou ser refeita. Saindo de Qorikancha, é hora de todos entrarem no ônibus para seguir para as demais atrações. Próxima parada: Tambomachay. A partir da recepção, o caminho é uma subida cansativa, já que este é o ponto mais alto no passeio, com mais de 3700 metros acima do nível do mar. Nesse lugar, os incas se dedicavam ao culto às águas, como um templo de purificação. Diz a lenda que tomar água desse lugar cura vários males. O próximo sítio arqueológico foi Q’enqo, um lugar também no alto, de onde se tem uma boa visão de Cusco. Ali existe um labirinto de rochas, onde acessamos os túneis para chegar a um espaço apertado com uma grande pedra em forma de mesa de sacrifícios, onde os incas realizavam rituais. O último lugar no city tour é Sacsayhuaman, ou, como o guia brincou, é mais fácil dizer como os americanos: “sexy woman”. Trata-se do maior templo de Cusco, onde funcionou uma fortaleza militar guardando a entrada do império. Sua estrutura é formada por pedras gigantescas, polidas e encaixadas de forma impressionante sobre como isso foi possível cerca de um a dois séculos antes da chegada dos espanhóis. Dia 3 – Vale Sagrado Sul Um ponto negativo nesse passeio foi que a van nos pegou no hotel já eram cerca de 9h da manhã e o passeio duraria até cerca de 15h, sem parada para almoço. No caminho de volta, algumas pessoas ficaram em restaurantes com comida típica que o guia indicava fora de Cusco, mas depois esses grupos desgarrados ficariam por sua própria conta para voltar para a cidade. Passamos primeiro por Tipón, onde existe todo um sistema de irrigação bem organizado, onde os incas faziam um uso bem otimizado da água para a sua agricultura. Ao redor de um lugar bem arquitetado e fértil, existia também um templo religioso, sendo ainda preservada parte da edificação no local. Mais adiante, as ruínas de Pikillakta são de sociedades pré-incas (wari) e ainda não foram totalmente exploradas pelos pesquisadores. Pikillakta era uma cidade branca, com as paredes das construções caiadas de gesso. As pesquisas nesse sítio avançam na medida em que é liberada verba pública, mas constantemente o orçamento não é suficiente, fazendo estagnar as explorações por longos períodos. O último ponto incluído no passeio foi Andahuaylillas, um lugarejo com uma igreja ornamentada de paredes e teto pintados com imagens religiosas e, por isso, conhecida como a “Capela Sistina das Américas”. Em alguns pontos nas paredes é possível ver uma sobreposição de pinturas por outros trabalhos artísticos, o que revela uma rixa entre as ordens religiosas que dominaram o local. Em frente à igreja, há uma feirinha de artesanato e algum lanche, que foi providencial porque já passava da hora do almoço e ainda tínhamos que fazer o caminho de volta para Cusco. Dia 4 – Explorando Cusco Esse foi o dia em que não marcamos passeio com guia e resolvemos andar pela cidade para conhecer outros recantos ainda não explorados. Guiados pelo Google Maps, subimos as cansativas ruas com escadas na direção de San Blás, um bairro mais alto e bem charmosinho. Ao lado da igreja de San Blás, há uma feirinha de artesanato, além de vários pátios com produtos para turistas. Ao longo das estreitas ruas, existe comércio de todo tipo. Entramos em alguns pelo caminho para os souvenires e fomos na direção da Pedra dos 12 Ângulos. Muitas construções na cidade foram feitas em cima das bases incas, restando muitas paredes ainda originais. O encaixe perfeito das pedras muitas vezes traz recortes formando desenhos bem diversos. Assim a Pedra dos 12 Ângulos é famosa por ter essa quantidade tão original de recortes. Seguimos para dois museus incluídos no boleto turístico e que ficam bem próximos um do outro e bem próximos do templo de Qorikancha: Museu Municipal de Arte Contemporânea e Museu Histórico Regional. São lugares pequenos, com algumas exposições culturais que poderiam passar desapercebidas, mas já estavam incluídos no valor pago pelo boleto, então não tinha nada a perder a não ser a sola do sapato. Andando um pouco mais, chegamos ao Museu do Sítio de Qorikancha, que não é o mesmo que visitamos no city tour. A entrada do museu é subterrânea em fica um pouco escondida, confundindo um pouco o visitante. É um museu bem pequeno, com exposição de cerâmica, algumas múmias e rituais usados pelos incas, inclusive mostrando como eram feitas cirurgias já naquela época. Um pouco mais distante, mas ainda assim fomos a pé, está o Monumento Pachacuteq. Esse é o mesmo líder inca que tem a estátua na Plaza de Armas, mas no Monumento a estátua é gigantesca e fica em cima de uma torre. A subida é através de uma escada interna em espiral, com vários andares com pequenas exposições sobre a cultura local. No último nível, chegamos nos pés da estátua e é impossível fazê-la caber em uma foto tirada de perto. Voltando em direção ao centro, chegamos na “25 de março” de Cusco, região com vários centros comerciais e uma quantidade enorme de lojas com preços populares e todo tipo de mercadoria. Perto dali, está o popular Mercado de San Pedro, com uma grande variedade de comidas expostas sem muita higiene. Vendem muita coisa estranha, inclusive vi uns recipientes com cérebro sem refrigeração. Não comprei nada ali, só uma visita foi suficiente. Machu Picchu Se não for fazer a trilha de quatro dias que leva a Águas Calientes (=Machu Picchu Pueblo), a outra maneira para chegar é somente por trem. É imprescindível comprar antecipadamente a passagem de trem de ida e volta, já que é arriscado não ter passagem disponível quanto mais perto estiver da data da viagem. O ingresso para a entrada de Machu Picchu também é bom comprar com certa antecedência, porque tem número limitado de visitantes por dia/turno. Compramos a passagem de trem saindo da estação de Poroy, que é a mais próxima a Cusco. O próprio hotel deixou reservado o táxi para nos pegar. Como voltaríamos para o mesmo hotel posteriormente, eles guardaram nossas as malas, assim poderíamos viajar apenas com mochilas, já que a estadia em Machu Picchu era bem curta. Viajamos pela Perurail, que tem trens que variam de categoria e preço. Nos horários que escolhemos, pegamos na ida o Vistadome e na volta o Expedition. O primeiro é mais confortável e tem um lanche mais generoso, enquanto o segundo é mais simples e oferece um belisquete estilo biscoito de avião, então melhor não viajar com fome. Os trilhos seguem as margens do Rio Urubamba até Águas Calientes, em uma viagem de cerca de 3 horas e meia, com lindas paisagens entremeadas por montanhas. O povoado de Machu Picchu é bem pequeno e lá não circulam carros. Os veículos desse tipo que existem por lá são somente as vans oficiais que levam os turistas para a montanha. Então é fácil circular para o reconhecimento da cidade. E também qualquer lugar que escolher para hospedagem fica perto de tudo. Eu até esperava que a cidade fosse um pouco mais bonitinha, em vez do aspecto de favela que se via em várias partes. Diferente do clima em Lima e Cusco, Águas Calientes é mais quente e já dá pra usar bermuda e camiseta. Na chegada à cidade, já fomos ao guichê das vans para deixar comprada a passagem para subir e descer a montanha. O preço é salgado e em dólares, mas eles convertem em soles na hora. No dia seguinte acordamos de madrugada, tomamos café na pousada (que servia desde às 4h) e fomos percorrendo a gigantesca fila para ver onde acabava. Demoramos cerca de 2 horas até chegar a nossa vez de pegar a van. Por isso eu recomendo não se enrolar e pegar a fila o quanto antes se for visitar Machu Picchu no turno da manhã. Existe a opção de seguir a trilha a pé, mas pode ser cansativo e demorado. É bom lembrar que tem que ter pique ainda para conhecer a montanha. Machu Picchu é o ponto alto da viagem. Como a sequência de passeios até chegar aqui é uma onda crescente, é recomendável deixar essas ruínas para o final, senão há risco de se decepcionar com os outros lugares se eles forem visitados após Machu Picchu. Como não há banheiro dentro da cidadela dos incas, use o que tem de fora antes de passar pelas catracas. Também não é permitido comer dentro do sítio. Mas leve alguma coisa para comer na saída antes de pegar a van de volta. Leve também água para as várias horas que permanecer lá. Além do filtro soltar, outra coisa que acho essencial levar é o repelente. Os mosquitinhos grudam na pele e deixam um vermelhão que coça muito. O espetáculo das ruínas de Machu Picchu se abre rapidamente tão logo a gente entra no parque. O deslumbramento é inevitável e a vontade é de conhecer cada impressão, cada cantinho, cada detalhe para guardar na memória algo tão precioso. E é uma integração linda com a natureza, parece muito natural a existência de um lugar que se encaixa perfeitamente ao cenário das montanhas ali naquele espaço. No caminho sempre há uma boa quantidade de escadas para subir e descer, mas a exploração das áreas edificadas que podemos ver ao nosso redor é fácil e não precisa de grande preparo. Talvez seja necessário um tanto maior de esforço para explorar as áreas mais distantes, como a Porta do Sol, ou para subir as montanhas compradas à parte do passeio mais simples. Alguns turistas são repreendidos vez ou outra pelos seguranças por se alimentarem ou alimentando as lhamas. Quando os bichos sentem o cheiro de comida, eles se aproximam mesmo. Por isso muita gente, para tirar foto junto com eles, buscam atraí-los com alguma guloseima. Atualmente o parque mudou as regras para acesso. Antes o ingresso valia para o dia inteiro, agora temos que escolher o período (manhã ou tarde) e não ultrapassar o horário limite. Outra alteração foi a exigência de ter um guia turístico junto dos visitantes. Eu fui poucos meses após essas mudanças e ainda não vi a exigência por lá. Li relato de turista dizendo que conversou com funcionários do parque e esses teriam dito que as regras passariam a valer a partir de 2018. Seja como for, é melhor estar preparado caso eles passem a colocar as novas regras em prática. É bom não ser pego desprevenido para a viagem ser memorável. Mas isso não é difícil em um destino desse porte. E por fim, não se esqueça de carimbar o passaporte na saída. É uma lembrança oficial para levar pra gente mesmo.
  7. Peru- Arequipa, Puno e Cusco. Nossa viagem finalizou em Cusco, Salkantay. Haviamos fechado um pacote no Brasil e decidimos ir por conta própria para Arequipa e Puno. Partimos de Porto Velho no dia 08/07/2017, pela noite. Fomos de ônibus até Rio Branco de onde tomamos um táxi até Brasiléia. Chegamos a Rio Branco por volta das cinco da manhã. E Ficamos esperando o táxi lotar pra nos levar. Estava eu e minha amiga e precisávamos de mais duas pessoas. Conseguimos lotar o táxi por volta das 7:30 e partimos rumo à Brasiléia. De lá o taxista nos colocou no outro táxi que nos levaria até Assis Brasil (ultima cidade antes da fronteira) para dar saída do país e entrar em Inapari- Peru. Nesse percurso, chegamos aproximadamente meio dia, não lembro ao certo. Mas decidimos seguir sem parar para almoçar para não perder tempo e não passar a noite em lugar inseguro. Antes, trocamos todos os reias por soles. Dica: ali em Inapari é o lugar mais em conta a se trocar. Dica2:Troque tudo. Na volta vc não perde dinheiro. È só trocar por real novamente.A cotação tava 1 real para 0,90 soles. Entramos apenas com RG bem conservado. Não pediram o certificado internacional de vacinação. Esse percurso todo deu, em reais: Passagem de ônibus Porto Velho x Rio Branco: 104 reais. Táxi de Rio Branco à Brasiléia: 70 reais. Táxi de Brasiléia Assis Brasil: 40 reais. Total: 114 reais. Pegamos a van de Inapari até Puerto Maldonado pagando 30 soles. Chegamos lá por volta das 15h. Um parênteses aqui para o calor insuportável da van. Eles não ligam o ar da van então, se prepare pra passar muito calor MESMO! Chegamos em Puerto Maldonado após 13 de horas de viagem. Meu pé inchou mas nada grave. Aproveitamos para comprar um chip peruano com uma peruana que conhecemos na van. Ela foi muito simpatica em fazer isso por nós. Apenas peruanos podem comprar chip e registrá-lo com seu documento. Tivemos a sorte de pegar um ônibus até arequipa por 60 soles. O ônibus tinha serviço de bordo, com jantar e café da manhã, cobertor e aquecedor (que só descobrimos mais tarde). A viagem até arequipa durou 13 horas. Foi tão confortável que não sentimos a demora. Outro parênteses aqui: Não almoçamos então o jantar do ônibus foi a salvação! E estava muito bom: arroz, bife e brócolis com refrigerante. Detalhe: nos serviram o jantar no momento em que subíamos bastante e o soroche começou a dar seus sinais. Mas, eu optei por trabalhar o psicológico, pois, a fome era maior. Logico, que fiquei enjoada por um bom tempo, mas de barriga cheia!rrsrsrs. Eu havia lido muitos relatos indicando tomar aspirina antes de sentir o soroche para amenizar os efeitos. Tomei e me senti enjoada. Nada grave. Fazia -4º na estrada mas o santo aquecedor do ônibus nos deixou tranquilas. Quando chegamos não estava tão frio. Em Arequipa é frio quando amanhece e anoitece. Na metade do dia vc fica até de regata. Chegamos a Arequipa na segunda-feira, por volta das 9h. Mas até descer do ônibus e chegar ao hotel foi mais uma hora. Reservamos o hotel pelo booking.com. E o hostel escolhido foi o Gran Hotel que fica a umas quatro quadras da Plaza de Armas. Ficamos três dias na cidade e gastamos nas diárias 147 soles. Quarto duplo sem TV (quem precisa de TV?) e banheiro compartilhado. Hostel limpinho com ambiente bem retro. Amamos! Ficamos os três dias indo e vindo para a Plaza de Armas e andando aos arredores pq o Canion Del Colca ficava inviável pra gente porque nos faltava tempo (e dinheiro..rsrsrs). Nesses três dias descobrimos uma espécie de 25 de março perto do nosso hostel, onde compramos muitas coisas para frio, muita coisa em conta mesmo. Eu paguei 100 reais no bastão de caminhada e quis matar minha amiga porque ela achou um por 20 soles. 20 soles gente!!! Fizemos em Arequipa um city tour por 20 soles cada uma. Ele ia no mirador de Yanahuara. De Yanahuara é a vista maravilhosa para o vulcão Misti. No Mirador de Carmen Alto temos a vista para os três vulcões: Chachani, Misti eo Pichu Pichu. E nos levaram tambem um lugar lá pra vc tirar foto com águias e alpaca (ou seria lhama)e andar a cavalo. Achamos essa parte desnecessária. Nos levaram para conhecer um centro sobre lhamas, alpacas e vicunas, onde nos explicaram a diferença dos três. Interessante também. Resumo de ARequipa: cidade muito linda! Fiquei encantada ao ver um vulcão. A cidade é linda!Arquitetura impressionante. Podíamos ficar horas e horas sentada na praça admirando cada lugarzinho! Detalhe para arequipa: O caminhão de lixo quando passa toca a musica da Pequena Sereia para alertar a população. Muito fofo! Alimentação em Arequipa era muito barata: Encontramos almoço por 8 soles, com direito a entrada, prato principal e refresco ( refresco não é suco! ) 12/07- Ida a Puno. Chegamos a Puno as 3h da manhã. Um frio terrível! Tão terrível que aceitamos (com medo) a ajuda de um senhor que estava na rodoviária oferecendo hotel a quem chegava. Não conseguimos reservar antes e estavamos sem internet. Devido ao frio, aceitamos, porque até então esperaríamos o dia amanhecer para ir atras de hotel. A diária era 50 soles, com café da manhã. Havia mais baratos? Com certeza! Mas a ocasião faz o ladrão e no nosso caso, a necessidade. Lá mesmo no hotel fechamos o passeio do lago. Nem imaginavamos que seria o melhor passeio mais bem pago na vida! Aproveitamos esse primeiro dia e andamos pela cidade. O nosso hotel ficava num lugar muito pobre. Não havia nada de bonito ou que chamasse a atenção, porém, o lago ficava bem próximo. Chegamos até lá e tiramos muitas fotos e ficamos contemplando-o. Nosso passeio saía no dia seguinte, às 8h e retornava no outro dia, às 16h. O Passeio custou 100 soles, com almoço e jantar do dia 1, café do dia 2 e para o almoço do dia 2, na ilha, pagamos antecipadamente 20 soles. Foi um passeio magnífico! O passeio começou nas Islas Flotantes, depois de uma meia hora na embarcação. Não achei a Isla bonita, mas a história por trás é muito interessante. Talvez por eu não me sentir a vontade a pisar numa ilha flutuante feita de plantas..rsrsrs Da Isla Flotante de los Uros fomos a Isla Amantani, a segunda maior do lago. A primeira é uma Isla boliviana. Em Amantani fomos divididos em grupos. Cada grupo de no maximo quatro pessoas ficava com uma familia. No fim do dia tem uma festa de recepção aos turistas. Não fomos devido ao frio. Mas a animação estava boa. Amantani é linda! Os nativos ainda possuem hábitos de seus antepassados, bem como a língua que usam. Eles tem dificuldade no espanhol. O guia nos falou que as crianças aprendem na escola mas, eu percebi que ainda assim, eles tem dificuldade. O filho da dona da casa que ficamos, me chamou para o café (desayuno) mas falou jantar (cena). Detalhe para Amantani: a casa que ficamos era a mais linda da ilha: toda florida! Um sonho! Detalhe dois: Não tem internet. Em algum ponto ela pega, mas cai rapidamente. Detalhe três:o 3g da claro pega muitíssimo bem no lago. Passamos umas duas horas navegando, no lago e na internet! Neste dia número um subimos ao topo da ilha. Uma subida sofrida de 4945 m. Na altitude, imaginem! Cada parada para respirar era uma parada também de contemplação. Lindo, mas sofrido! Chegando ao topo, fomos presenteados com um lindo pôr-do-sol...e frio! ( eu já falei frio?rsrsrsrs) Nessa subida temos dois lugares a conhecer: na dualidade inca, O templo a Pachamama ( mãe natureza, o feminino) e o templo a Pachatata ( o deus masculino). O templo que o guia nos deu foi o templo a Pachatata. Quem quisesse, teria que dar três voltas ao redor do templo com uma pedrinha pega por lá mesmo, e no fim da terceira volta, jogar a pedra dentro do templo e fazer um pedido. Lógico que fiz isso! Com muita fé! O templo nada mais é que uma espécie de ruínas cercada por um muro. O guia explicou muita coisa mas eu tava muito concentrada no frio. (novamente) No dia seguinte, fomos a Isla Taquile. Lá subimos até a praça principal da ilha. Foi uma hora mais ou menos de subida. Com uma vista linda. Tivemos o almoço numa casa onde nos apresentaram sua cultura. Danças, costumes, etc. Façam esse passeio! Vale muito a pena! Muita coisa perdemos por não falar inglês. Mas interagíamos como podíamos..hehehe Após o retorno a Puno, fomos conhecer a cidade. Plaza de Armas, etc. Nada tão bonito como Arequipa, mas vale a visita. Precisávamos estar em Cusco no domingo, 16/07 para iniciarmos o pacote para a trilha Salkantay. Fomos para a rodoviária e pegamos um ônibus noturno para economizar em hospedagem. Informaçao importante: Observamos em Puno, uns policiais pedindo documentação de todos, os locais e os turistas. Ficamos com medo por não estarmos com passaporte. Mas nos pareceu procedimento de praxe. Também não perguntamos nada. Dica: de Arequipa a Puno a passagem custou 15 soles, porém, o ônibus era muito desconfortável, mas pelo horário que a gente precisava, ou era esse ou não era. De Puno a Cusco também foi o mesmo preço, mas o ônibus era melhor. Dica 2: Não tenham medo!Mesmo sendo uma viagem de duas mulheres de ônibus ninguém, absolutamente ninguém mexeu conosco. Me senti mais segura que no Brasil. Em Cusco fomos a Machu Pichu via Salkantay. Muito do que li por aqui me ajudou bastante e voltamos completamente renovadas! Mais abaixo, segue foto de Salkantay e Machu Pichu!
  8. Janeiro Machu Picchu é uma boa época?!

    Ola pessoal, vou pra Cusco -Machu Picchu; alguém já foi nesta época e pode contribuir com as informações...
  9. Olá pessoal... Venho contar um pouco dos 10 dias que estive em Cusco e contribuir para quem tem interesse de conhecer esse país com paisagens maravilhosas. 14/09/2017 - Saída de Curitiba para Guarulhos, tive que passar a noite no aeroporto de Guarulhos devido ao vôo para Lima só sair às 08h00 da manhã seguinte. Gastos: Passagem Aérea - R$ 1.450,00 15/09/2017 - De Guarulhos para Lima são 5 horas de viagem. O aeroporto de Lima não é grande, apesar de ser a capital, e achei bem confuso pelo tanto de taxistas na área. De lá peguei um vôo para Cusco. Cheguei em Cusco às 15h00. Saindo do avião você já sente o frio de lá. Dentro do aeroporto troquei o real por soles em uma quantidade pequena só para pagar o táxi, já que lá o câmbio é pior. Paguei 1 soles por 0,85 centavos. Os taxistas que ficam dentro do aeroporto geralmente são os mais caros, então saindo do aeroporto você vê uma cerca com vários taxistas atrás, negociei um por 20 soles até o hostel. Cusco é uma cidade bem movimentada, o trânsito é um caos e as casas mal acabadas. Reservei pelo Booking o hostel Eco Packers, fica localizada na rua Santa Teresa, uma quadra da Praça das Armas, não gostei do hostel devido ao piso de madeira fazer muito barulho, mas tem uma ótima localização. É importante reforçar que em Cusco existe muita ladeira, em alguns pontos até morro com escadarias, o que dificulta a caminhada. Por isso, ficar a uma quadra da Praça das Armas ou próximo av. El Sol é uma ótima opção. Logo que cheguei no hostel já comecei sentir de leve a dor de cabeça e tirei esse dia para me aclimatar, tomando chá e mascando coca, que é servido nos hotéis. Dica: No dia de aclimatação evite comida pesada, esforços físicos e principalmente bebida alcoólica. Gastos: Táxi - 20,00 soles Hospedagem para 9 dias - 360,00 soles 16/09/2017 - Pela manhã já estava melhor e sai para trocar o dinheiro, levei somente o real e paguei 0,94 centavos por 1 soles na av. El Sol. Existem várias lojinhas de câmbio nas proximidades da praça das Armas, pesquisei e todas estavam com a mesma cotação. Também nesta avenida El Sol e nas ruas Procuradores e Plateros se encontram várias agências de diversos passeios. Almocei no Los Portales, pedi um prato de lomo saltado (uma carne macia com molho de shoyo, cebola, tomate e cenoura, acompanha arroz e batata frita) e suco de chicha morada (suco de milho roxo, maçã, abacaxi e especiarias, uma delícia). O restaurante possui uma varanda com mesa em frente da praça Regozijo, mas me arrependi do lugar devido ao excesso de ambulante oferecendo coisas para comprar (eles vem de minuto a minuto e aquele vendedor que já passou por você volta a passar novamente na sua mesa, não consegui almoçar sossegada). Comecei com um passeio de leve, o City Tour (não tão leve assim porque tinha algumas subidas em alguns sítios), ele começa às 14h00 na Plaza das Armas e vai até 19h00 e a primeira parada foi a Catedral (opcional). Para entrar na igreja é necessário pagar 15,00 soles, eu não fiz pois já havia visitado durante a missa na manhã de sábado, após a missa a igreja é fechada e só é liberado com entrada paga. Então é bom visitá-la durante a missa, que até onde sei ocorrem nos sábados e domingos pela manhã (lembrando todas igrejas de Cusco não é permitido tirar foto e filmagem). A segunda parada foi em Qoricancha, lugar onde foi construído templos rituais dos Incas como Sol, Lua, Estrelas. As pedras são esculpidas de maneira que se encaixam perfeitamente sem o uso de argamassas, foram feitas de forma de trapézio e inclinada, suportando todos terremotos. Para entrar, também precisa pagar 15,00 soles. Na terceira parada era o sítio arqueológico Q'enqo, que possui uma parte em forma de labirinto e um templo para homenagear Pachamama, Deusa Terra (nessa parada é necessário ter o boleto turístico, você compra o boleto integral que é válido para 10 dias custando 130,00 soles ou compra o boleto parcial que é válido para 1 dia custando 70,00 soles, a cada local visitado ganha um furinho no boleto na entrada). A quarta parada em Sacsayhuamán é um centro de defesa do Império Inca, com pedras em bloco enormes com quase 5 metros de altura pesando mais de 100 toneladas, gostei bastante desse local. Na quinta parada fomos em Puka Pukara, que significa "forte vermelho", não conseguimos entrar no sítio, estávamos com tempo curto a parada foi rápida e visitamos apenas um mirante com vista do sol se pondo. A última parada foi em Tambomachay, uma construção Inca dedicada à Deusa Água, possui uma série de plataformas, nichos e fontes construídos em cima de uma nascente, mostrando a adoração pela água. Nessa parada não deu para ver direito pois já estava escurecendo. Paramos também em uma loja com produtos da lã de alpaca original, mas os preços eram absurdos. lá nos ofereceram chá de coca com hortelã (achei gostoso). Por fim retornamos a Cusco. Na janta escolhi uma pizza e refri Inka Cola perto do hostel. Dicas: Como o passeio é feito à tarde, não deixe de levar água, pois as duas primeiras visitas são feitas a pé. O boleto turístico pode ser comprado na primeira parada do sítio arqueológico ou você pode ir no escritório oficial COSITUC, algumas agências também vendem mas são poucas. Gastos: Mercado - 20,00 soles Almoço - 32,00 soles City Tour - 30,00 soles Entrada Qoricancha - 15,00 soles Boleto Turístico - 130,00 soles Janta - 20,00 soles 17/09/2017 - Solicitei no dia anterior um pacote para Machu Picchu de 2 dias e 1 noite (não saiu barato), com tudo incluso menos o ônibus de subida/descida. Deixei minha mochila maior no hostel e levei somente uma muda de roupa para um dia em uma mochila pequena (eles não cobram para deixar a mala no hostel). A van me buscou no hostel às 10h00 e fomos direto para Ollantaytambo, a viagem durou cerca de 1h40. Minha partida de trem era da empresa Inca Rail e saiu às 12h36. O trem é simples mas bom, serve chá, suco, café e snack, mas acho que o da empresa Peru Rail é melhor, pois tem vista panorâmica maior. Cheguei em Água Calientes às 14h00, saindo da estação estava o recepcionista do hostel me esperando com meu nome na placa, pedi para ele me levar até o lugar onde compra o bilhete para subir de ônibus até a entrada do parque Machu Picchu e comprei apenas subida (cada trecho do ônibus custa 12 dólar), é necessário já ter o ingresso de entrada do Machu Picchu e documento RG/passaporte. Não é possível circular pela cidade de carro, somente os ônibus circulam em uma rua para acesso a Machu Picchu. No fim da tarde o guia foi até o hostel explicar como seria o encontro no dia seguinte. Dicas: O tempo lá é doido então é importante estar com capa de chuva, eu já levei daqui pra lá. Não esqueça de levar repelente, é o lugar que mais tem mosquito. Compre os mantimentos e água em Cusco e leve na mochila. Gastos: Pacote Machu Picchu (inclui van ida/volta de Cusco/Ollantaytambo + trem ida/volta + hospedagem de uma noite + entrada Machu Picchu + guia) - 790,00 soles Ingresso de subida de ônibus - 12 dólar (39,00 soles) Mercado em Cusco - 40,00 soles 18/09/2017 - Cheguei na fila para pegar o ônibus às 04h30 da manhã e já estava gigante. Os ônibus começam a operar às 05h30, tem um atrás do outro. Chegando lá procurei o guia para podermos entrarmos juntos. É importante lembrar que sem o documento não entra no parque, pode ser RG em bom estado ou passaporte válido. Com poucos degraus você já vê a cidadela de Machu Picchu. O parque possui várias setas indicando o caminho e dependendo de onde você está não pode mais voltar, há guardas que monitoram os turistas que avançam em lugares proibidos ou tentam retornar no caminho. Você tem direito a entrar no parque apenas duas vezes com o ingresso. A primeira vez que entrei foi para ver a explicação do guia, ele nos mostrou os lugares para visitar. Como não é possível voltar pelo mesmo caminho, tive que sair do parque e entrar novamente para conseguir bater as fotos com mais tranquilidade. Vi que agora não é mais possível comprar o ingresso válido para o dia inteiro, será preciso optar pelo turno da manhã ou da tarde, mas não vi nenhum guarda fiscalizando a permanência, então quem vai no primeiro turno pode acabar ficando o dia todo no parque. Logo após a saída do portão do parque (perto da escada onde o pessoal sobe e desce a pé) tem um posto que você pode carimbar seu passaporte como lembrança de passagem. Para quem quiser subir a Montanha Machu Picchu e Huayna Picchu deverá comprar os ingresso pelo site com antecedência mesmo fora de temporada, pois as vagas são limitadas. Resolvi descer a pé, mas já adianto que não foi fácil descer todos os degraus, é cansativo. Passei no hostel pegar minha mochila que tinha deixado, "almocei" por lá e fiquei até dar o horário da partida do trem às 19h00. Chegando em Ollantaytambo às 21h00 a van já nos esperava para levar a Cusco. Gastos: Almoço no hostel - 20,00 soles 19/09/2017 - Reservei o dia de hoje para conhecer o sítio arqueológico Maras Moray e Salineras. O tour sai por volta das 09h00 de Cusco, a primeira parada começa com um povoado em Chinchero, fomos recebidos com chá de muña e as mulheres vestida com traje de quechua explica o processo artesanal da lã. Na segunda parada podemos nos deparar com a incrível vista do terraço de Moray, que fica a 45 km de Cusco. Para entrar é necessário ter o boleto turístico válido. Como são vários guias de agências diferentes, fomos seguindo o nosso por uma bandeirinha para ninguém do grupo se perder. Fomos seguindo enquanto ele explicava que que ali era realizada experimentação agrícola e que cada terraço possui temperatura diferente, os incas sabiam qual era exatamente a temperatura ideal para cada tipo de alimento cultivado. Após passarmos na cidade de Maras, há uma parada para compras de sal, chocolate com sal, milho e outras coisas que desejarem. De lá seguimos para as Salineras de Maras que fica aproximadamente 12 km de Moray, é necessário pagar 10,00 soles a entrada que não está incluso no boleto turístico. Existe cerca de 4.000 poças e cada família tem uma. Em época de seca a água salgada evapora e o sal forma uma crosta onde é refinado. O tour se encerra às 15h00 em Cusco. Gastos: Tour Maras Moray e Salineras - 40,00 soles Entrada na Salinera - 10,00 soles 20/09/2017 - Como não fiz o trekking de Salkantay, resolvi fazer a laguna Humantay. A van passou para pegar no hostel às 04h30, viajamos por 2 horas até a aldeia Mollepata, fizemos uma pausa para um simples café da manhã e continuamos por mais 1 hora de viagem rumo Soraypampa com 3.900 de altitude. Chegando lá a guia forneceu gratuitamente o bastão para trekking (lembrando que nem todas as agências fornecem, se informe antes de comprar o tour pois ajuda bastante tanto na subida quanto na descida). Antes de começar a subir o guia entregou folhas de coca para mascar pois chegaríamos a 4.200 de altitude. É possível pagar para subir à cavalo se não quiser ir a pé, pois a subida é BEM íngreme com duração de 1 hora e meia. Subi tranquila, um pouco mais devagar, com muitas paradinhas para conseguir respirar melhor. Quase não acreditei quando vi uma chinesa subindo com um bebê nas costas, até achei que ela subir de cavalo mas preferiu ir caminhando, passinho por passinho, até conseguir chegar. Logo atrás das montanhas você já se depara com uma paisagem deslumbrante. Ficamos cerca de 40 minutos admirando e, claro, tirando muitas fotos. Na descida é bom tomar cuidado com as pedras soltas, por isso o bastão é essencial para evitar queda. De lá fomos até a aldeia de Mollepata, paramos para o almoço e retornamos para Cusco. Já em Cusco fui comer empanadas com suco chicha morada e uma sobremesa torta de café na panificadora La Bondiet (amei o local e a comida). Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de entrar no parque no valor de 10,00 soles. Gastos: Tour Laguna Humantay - 100,00 soles Lanches em La Bondiet - 19,00 soles 21/09/2017 - Deixei minhas roupas na lavanderia do hostel e fui conhecer um dos pontos mais atrativos de Cusco, o Valle Sagrado dos Incas. Para entrar, tenha o boleto turístico válido. Saímos de Cusco às 09h00 e fomos direto para Pisac, situado a 22 km de Cusco. Chegamos lá e nos deparamos com os terraços utilizados para plantio de batatas de várias espécies e as ruínas no alto da montanha. Depois da explicação do guia ficamos 40 minutos explorando o local. A segunda parada foi numa loja que vende prata, ouvimos a explicação de como é fabricada e como identificar uma jóia. Tivemos cerca de 40 minutos para andar pela feira de artesanato. Seguimos para Urubamba, onde seria servido nosso almoço. O restaurante era muito bom com vários tipos de comidas servidas no estilo buffet, com sobremesa incluso, mas bebidas a parte. De lá fomos para Ollantaytambo, lugar onde muita gente abandona o grupo/passeio para pegar o trem para Machu Picchu. Ainda vale a pena entrar neste parque, mesmo que a construção seja parecida comas demais. Depois da explicação do guia, tivemos 40 minutos para explorar o parque. Depois, seguimos para nossa última parada, a cidade de Chinchero, que fica no alto de uma montanha. Subi a escadaria apreciando as casinhas típicas e a feira na praça principal. Entramos na igreja Virgem da Natividade e vimos o estilo da pintura da escola cusquenha, presente em várias igreja da época dos incas. Na volta comprei milho com queijo (a espiga é enorme, tem um sabor pouco diferente do nosso, mas é bom). Na volta levamos uma hora atá chegar em Cusco. Dica: Você pode comprar o Valle Sagrado sem o almoço incluso mas acredito que não valha a pena, pois a comida é muito boa!! Gastos: Lavanderia - 10,00 soles Tour Valle Sagrado com almoço - 60,00 soles Milho - 3,00 soles 22/09/2017 - Para conhecer mais um pouco do entorno de Cusco, fiz o Valle Sur ou Circuito Sur. A van saiu às 09h00, com a primeira para em uma "padaria" que tem um pão gigante e redondo (cerca de 30 cm de diâmetro), experimentamos e quem quisesse poderia comprar, até que era gostoso, mas grande demais para colocar na mochila. A segunda para foi Pikillacta, a única ruína pré-inca perto de Cusco, construída pela cultura Wari. A cidade era toda murada e restaram apenas restos das edificações. A terceira parada foi em Andahuaylillas, onde visitamos o pequeno Museo Ritos Andinos com entrada de 3,00 soles. Lá tem uma grande diversidade de milho e um estranho crânio maior que o normal que diziam ser de um Alien. Tomamos uma bebida diferente de boas vindas. Ao lado deste museu tem a famosa igreja conhecida como Capela Sistina do Peru, paguei 15,00 soles a entrada e vem um CD com livrinho. A igreja é linda, com uma incrível arte barroca, altares de ouro e pinturas espalhadas por toda a parte. Por fim, encerramos o passeio no sítio arqueológico em Tipón, onde foi construído terraços diante de um pequeno vale que servia para irrigar o plantio. Na volta a van fez uma paradinha para quem quisesse comprar "chicharrón", que nada mais é que o torresmo brasileiro só que em pedaço maior. Dica: nesse passeio não inclui almoço e o retorno é às 15h00. Gastos: Tour Valle Sur - 30,00 soles Entrada no Museu - 3,00 soles Entrada na igreja - 15,00 soles Lanches depois do passeio - 12,00 soles Mercado - 16,00 soles 23/09/2017 - Não podia deixar de fora o passeio da Montanha Colorida. Saímos às 04h30 do hostel, na van o guia nos ofereceu uma cobertinha pois a viagem seria longa e estava frio. Levamos cerca de três horas para chegar em um vilarejo para tomar café da manhã bem farto e delicioso. Seguimos mais uma hora de viagem. Quando chegamos o guia nos forneceu um colete do grupo e um bastão (caso a agência não forneça você pode alugar por lá mesmo). O bastão ajuda muito para quem vai subir a pé. Se preferir, tem a opção de subir a cavalo por 50,00 soles cada trajeto (diz que o preço é variável, dependendo da distância que você pega). O guia fica por último acompanhando aqueles que andam mais devagar. Já iniciei a subida mascando folha de coca com medo de passar mal e com passos normais. Mesmo com todo meu preparo físico chegou um momento que comecei a sentir minhas pernas tremendo e falta de energia. Parei, tomei água e comi barrinhas de cereais. Continuei subindo e logo comecei sentir dor de ouvido, deve ser por causa do vento forte. Olhava para o cume da montanha e meu cansaço gritava para desistir mas a vontade sussurrava "devagarinho você consegue". Parei de olha para a montanha e lá fui eu parando a cada cinco passos, hahaha. Levei mais ou menos cerca de três horas para chegar até a base, o primeiro mirante para a montanha colorida. Aproveitei para descansar e me hidratar, apreciando a beleza do lugar. Segui caminhando para chegar até o topo da montanha, o segundo mirante. O frio de lá é intenso, o vento é forte e gelado, mal conseguia tirar foto pois mesmo com luva a mão congelava, impossível ficar mais de 10 minutos. Comecei a descer e foi aí que percebi que o pessoal do grupo ainda estava chegando (tirando os três americanos do nosso grupo). Enquanto esperava, resolvi bater mais fotos. A descida foi tranquila, é cansativa, mas bem melhor e mais rápido do que a subida. Cheguei na van e esperei o resto do pessoal chegar. Vi muita gente passando mal durante o trekking, então cuidado! Voltamos para o vilarejo onde havíamos tomado nosso café e por volta das 16h00 almoçamos (almoço não inclui bebida). Encerramos a viagem com mais três horas de retorno a Cusco. Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de ingressar no parque. Gastos: Tour Montanha Colorida com entrada - 90,00 soles Coca cola no almoço - 5,00 soles 24/09/2017 - Reservei o dia para conhecer melhor Cusco. Acordei cedo porque não consegui me adaptar ao fuso horário. Tomei café e fui andar. Me deparei com um desfile na Praça das Armas e fiquei um tempo assistindo. Almocei truta com molho verde (truta é um peixe parecido com salmão) no restaurante La Trattoria e pedi de sobremesa um sorvete delicioso na panificadora La Bondiet. Passei no mercado de artesanato na av. El Sol já que o mercado San Pedro estava fechado (os mercados de Cusco são lugares mais baratos para quem quiser comprar lembrancinhas). Gastos: Almoço - 43,00 soles Sorvete em La Bondiet - 7,00 soles Lanches - 23,00 soles 25/09/2017 - Peguei um táxi às 04h00 para o aeroporto e infelizmente tive dois voos cancelados, o que fez com que eu perdesse conexões e atrasasse muito minha chegada. Achei a empresa Latam muito desorganizada no Peru, levei duas horas só para fazer o check-in. Fora isso, a viagem valeu muito a pena. Gastos: Táxi - 20,00 soles Dicas: Praticamente em quase todos os passeios a van passa ao lado de abismos, se tiver medo de altura prepare-se! Vale a pena pesquisar umas três agências (ou mais) para comparar preços, a maioria tem valores parecidos, mas sempre tem as careiras. Deixe para fazer os passeios com altitude mais elevada para o final, assim você estará mais aclimatado e não sofrerá tanto (ex.: Laguna Humantay, Montanha Colorida, Trekking Salkantay, Ausangate). Se for fazer um tour pela agência procure memorizar a placa da van ao sair do carro, isso facilita ao retornar para a van, afinal, são tantas... Praticamente todos os passeios contratados pela agência te buscam no hotel e te deixam próximo a Praça das Armas. Sempre tenha uma blusa ou casaco pois esfria ao anoitecer. Procure levar protetor solar e boné, pois dependendo do dia é sol o tempo todo. Leve também repelente. Leve alguns lanches, compre no mercado barras de cereais, chocolate, frutas, água porque em alguns passeios o almoço pode sair tarde. Total dos gastos: R$ 3.600,00
  10. Visita realizada de 13/09/2017 à 22/09/2017. 2 dias em Lima, 3 dias em Cusco , 4 dias de trilha Inca Jungle e 1 dia Machu Picchu. Fomos em 5 pessoas, gastos por pessoa. DIA 13/09/2017 – QUARTA FEIRA Chegamos em Lima às 10:00. O transfer José já estava nos esperando no aeroporto. Fomos para Miraflores para o apartamento alugado pelo AIRBNB, o trânsito é muito intenso em Lima, todos os carros buzinando. Chegamos ao apartamento, deixamos as malas e fomos almoçar na Praça Kennedy, uma caminhada de 30 minutos, no caminho trocamos dinheiro numa casa de câmbio na avenida principal. Tem várias casas de câmbio no caminho, inclusive pessoas credenciadas na rua. Tem vários restaurantes na praça Kennedy, almoçamos no Rústica, um restaurante de esquina, comida muito boa e bem servida, pisco de brinde, cerveja boa e preço bom. Caminhamos um pouco pela praça Kennedy e fomos caminhando até Huacla Pucllana, um sítio arqueológico no bairro Miraflores, quase 1 hora caminhando. Fizemos uma visita em 50 minutos, 12 soles inteira. Na volta passamos num mercado para comprarmos nossa janta e café da manhã, chegamos no apt às 17:30h. Jantamos e fomos descansar. GASTOS: · TRANSFER – 5 DÓLARES POR PESSOA · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 39 SOLES POR PESSOA o MERCADO – 48 SOLES POR PESSOA · PASSEIOS o HUCLA PUCLLANA – 12 SOLES + 6 SOLES TOTAL : · 15 DÓLARES · 291 SOLES · TOTAL – 336,00 SOLES TROQUEI R$ 1.000,00 POR 900,00 SOLES - 1 POR 0,90 DIA 14/09/2017 – QUINTA FEIRA Tomamos café no apartamento e às 10h fomos em direção ao shopping Larcomar, passeamos pelo calçadão de Miraflores e Praça do Amor, local muito bonito e bem cuidado, com vista para o mar. Andamos um pouco no shopping Larcomar, bem bonito e com vária lojas de grife e vários restaurantes. Pegamos um taxi para o centro, 50 soles total, é um pouco longe. Chegamos ao centro e visitamos a Plaza das Armas, onde fica a Catedral de Lima, Palácio do Governo, estava havendo a troca da guarda. Ficamos “passeando” pelas lojas(comprando) por algum tempo e por volta das 14:00 fomos almoçar no Toque Crioulo, em frente ao Convento São Francisco, comida razoável, 14 soles o menu. Depois fomos visitar o convento São Francisco com as catacumbas, uma visita guiada de 01 hora, muito legal a visita, o guia era muito bom. Depois fomos andando por 01 hora até o Circuito das Águas, é um pouco cansativo ainda mais depois de andar o dia todo, estava frio e com uma garoa. Chegamos por volta das 18:30h. O circuito é muito bonito à noite, com várias fontes luminosas, mas como estava frio e estávamos cansados ficamos pouco tempo. Pegamos um taxi (30 soles) para o shopping Larcomar para jantar, o trânsito estava horrível. Jantamos no Mangos, um restaurante muito bom, comida muito boa, atendimento ótimo, porém bem caro. Pegamos um taxi para o apartamento (15 soles). GASTOS: · TRANSPORTES o TAXI LARCOMAR ATÉ O CENTRO – 10 SOLES POR PESSOA o TAXI CIRCUITO DAS ÁGUAS ATÉ LARCOMAR – 6 SOLES POR PESSOA o TAXI LARCOMAR ATÉ APT – 3 SOLES POR PESSOA · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 15 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 68 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 10 SOLES · PASSEIOS o CONVENTO – 10 SOLES POR PESSOA + 5 SOLES(MEIA) o CIRCUITO DAS AGUAS – 4 SOLES POR PESSOA · COMPRAS –150 SOLES TOTAL : · 503,00 SOLES DIA 15/09/2017 – SEXTA FEIRA Saímos do apt as 04:10 em direção ao aeroporto, chegamos às 04:40 sem trânsito, tem que chegar com 02 horas antes do voo. Transfer feito novamente por José Rebaza – 25 dolares. Voo de 01:20 até Cusco, na chegada já somos recebidos com folha de coca. O taxi de Carlos já estava nos esperando, muito simpático e já fechamos os passeios de sábado e domingo com ele e o transfer de volta. Chegamos no hostel as 09:40h, fizemos o check-in, mas só poderíamos entrar nos quartos as 13h, ficamos deitados nums pufs no hostel para aclimatar. O hostel é bem legal, o visual é bem colorido e com várias atrações programadas, almoçamos no próprio hostel, uma sopa por 10 soles, bem gostosa. No hostel há um bar com alimentação e bebidas. Depois de irmos ao quarto deixar as malas fomos passear pela cidade, muito bonita e interessante, mas estava bem frio. Fizemos umas compras e fomos tomar café numa padaria, Sabor Del Inca, com pães e salgado bem gostosos e um bom café. Andamos um pouco pela Plaza das Armas e voltamos para o hostel às 18:00. Fomos jantar numa pizzaria em frente ao hostel, La Divina Patrícia, pizza ruim e atendimento também ruim. GASTOS: · TRANSPORTES o TAXI AEROPORTO AO HOSTEL CUSCO – 8 SOLES POR PESSOA o TAXI APT LIMA AO AEROPORTO – 5 DOLARES POR PESSOA · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 10 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 12 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 37 SOLES · COMPRAS – 65 SOLES TOTAL : · 15 DOLARES · 192 SOLES · TOTAL – 236,00 SOLES TROQUEI R$ 1.000,00 POR 940,00 SOLES - 1 POR 0,94 DIA 16/09/2017 – SÁBADO Saímos para fazer o City tour por Cusco as 08:30 com nosso Guia particular Carlos. Conhecemos 4 sítios arqueológicos nas proximidades de Cusco, lugares bem interessantes e fundamental ir com um guia, Carlos é muito gente boa, tem muito conhecimento sobre a história Inca, fala Inglês e Espanhol. É necessário ter o Boleto Turístico para visitar as atrações O passeio foi de 08:30 até as 13h. Fomos de carro até as atrações, que ficam um pouco acima de Cusco. Almoçamos no The Point, perto da Plaza das Armas, menu de 25 soles, mas não é bom, comida ruim e atendimento médio. Voltamos para o hostel e fui descançar, pois estava passando mal, o pessoal foi fazer compras no mercado central. Acordei melhor e à noite fomos jantar no Fusion, comida boa e atendimento bom. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 29 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 35 SOLES POR PESSOA · PASSEIOS o CITY TOUR – 30 SOLES POR PESSOA o BOLETO TURÍSTICO – 130 SOLES POR PESSOA + 70 SOLES MEIA o TRILHA INCA – 145 DOLARES POR PESSOA(pagamento do restante) TOTAL : · 435 DOLARES · 605 SOLES TOTAL – 2.213,00 SOLES TROQUEI R$ 400,00 POR 372,00 SOLES - 1 POR 0,93 DIA 17/09/2017 – DOMINGO Saímos as 08:00 com Carlos para fazer o tour particular pelo Vale Sagrado. Fomos para Chinchero, a 3.800m de altitude, visitamos um lugar onde os artesões demonstram como são feitas as roupas e acessórios Incas, depois visitamos a parte arqueológica, muito bonita e interessante. Fomos depois para as salinas de Maras(10 soles), bem interessante tb. Seguimos para Moray, um lugar tb fantástico. Seguimos por uma estrada sinuosa para Olanntaytambo, passamos pelo hotel na via ferrata, são 3 cápsulas que ficam suspensas na encosta. Almoçamos em Olanntaytambo, num restaurante bom, com a comida boa. A cidade é belíssima, com vários restaurantes em volta da praça, valia um pernoite por lá. Após o almoço visitamos o sítio arqueológico por 45 minutos, bem grande e bonito. Depois seguimos para Pisac, chegamos bem tarde, as 17:07, o parque fecha as 17:00, mas Carlos deu um jeito de entrarmos, local tb interessante. Chegamos em Cusco as 19:00, tomamos um banho e fomos para o briffing no próprio hostel com o guia da trilha Inca Jungle, Leo. Após o briffing fomos jantar no Fusion, bom atendimento e comida, e voltamos para o hostel para arrumar as malas para a trilha. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 30 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 30 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 20 SOLES · PASSEIOS o VALE SAGRADO – 50 SOLES POR PESSOA o MARAS – 10 SOLES POR PESSOA · COMPRAS – 75 SOLES TOTAL –455 SOLES DIA 18/09/2017 – SEGUNDA FEIRA Saímos do hostel as 07:30 para iniciar nossa jornada para a trilha Inca Jungle, deixamos as malas guardadas no hostel de graça. Fomos de Van até Olanntaytambo para tomarmos um café, bem caro 70 soles para três. Após o café subimos em direção a Abra Málaga, uma serra a 4350 metros de altitude, chegamos no topo da serra e paramos para nos equipar, estava uma neblina forte e muito frio. Após o briffing, descemos, Eu e Caio, de bike por 50km em 02 horas , chegando a 1250 metros de altitude. O percurso é todo no asfalto, passando por alguns rios que cruzam a estrada com risco de molhar os pés, não precisa ter um preparo físico bom, pois é só descida, basta ter o controle da bike, as vans de apoio vão atrás dando suporte. No início estava muito frio e com muita neblina, depois de 40min a neblina acabou. O final da bike é logo após o término da descida, próximo a Santa Maria. Após a bike fomos de Van para almoçar, perto de 14h, o lugar do almoço era legal, comida razoável. Depois fomos para a hospedagem na cidade de Santa Maria, bem legal, apesar do banheiro compartilhado e só com um chuveiro com água quente e sem internet. Eu fui fazer o rafting, 100 soles por fora do pacote, fomos de Van até o rio e o rafting durou 45 minutos, por um rio tranquilo e sem perigo, água gelada, mas devido ao calor estava bem gostosa. Voltei para o hostel e fomos sair para jantar às 19:30, a pé, no mesmo lugar do almoço, comida tb razoável. A cidade é bem pequena e sem muitas opções. Nosso grupo é composto por 2 holandeses, 2 israelenses, 2 britânicos e 1 indiano, todos jovens e bem legais. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o CAFÉ – 23,30 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 20 SOLES · PASSEIOS o RAFTING – 100 SOLES TOTAL – 190 SOLES DIA 19/09/2017 – TERÇA FEIRA Acordamos às 05:45 e fomos para o café já com as mochilas, razoável. Deixamos duas mochilas para ir direto para o hostel onde iríamos dormir, por 17 soles, só levamos uma mochila para a trilha. Depois pegamos uma Van para ir até o início da trilha (3 soles), com isso economizamos 2h de caminhada. Às 08:30 iniciamos a trilha com uma subida de 30 minutos bem íngreme e paramos num lugar bem legal no meio da selva, onde havia um alojamento e lugar para comprar alimentação e vários animais silvestres. O guia ficou explicando a história Inca por quase 1 hora, muito interessante. Prosseguimos na trilha, um caminho bem sinuoso, por mais de 2 horas, a trilha é um pouco perigosa para quem tem medo de altura e pouco preparo físico, um amigo nosso passou mal e desmaiou, ficamos preocupados e ele fez o restante da trilha apoiado no guia. Paramos num outro lugar de apoio, nossos amigos ficaram e foram para a cidade de Santa Teresa de carro. Continuamos na trilha por mais 50 minutos até o local do almoço, um lugar bem legal, na beira do rio, com redário e comida boa, chegamos as 13:30, deu até tempo de relaxar um pouco nas redes. Às 15h prosseguimos na trilha, fomos beirando o rio, passando por paisagens lindas, cruzando o rio por pontes e por um carrinho numa tirolesa, atravessamos um túnel e chegamos às 17:40 no Hot Springs, um local com piscinas de águas termais (10 soles) e ficamos por 01:30 relaxando nas piscinas, nossos amigos já estavam lá esperando. No total foram quase 9 horas de atividades, com 22km e 06:30h de caminhada. Depois fomos para a hospedagem na cidade de Santa Teresa de van (5 soles), bem legal, quarto com banheiro quente e internet, às 20:00 fomos jantar num restaurante bem legal, comida boa e ambiente legal. Voltamos para a hospedagem e fomos dormir. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o EXTRAS – 60 SOLES · PASSEIOS o ÁGUAS TERMAIS – 10 SOLES POR PESSOA · TRANSPORTES – 8 SOLES POR PESSOA TOTAL – 114 SOLES DIA 20/09/2017 – QUARTA FEIRA Às 07:30 já estávamos no café com todas as mochilas, café muito bom. Após o café pegamos uma van e fomos até a tirolesa, são 5 tirolesas e uma ponte como desafios, local bem seguro, bastante adrenalina, todos fizemos. Depois pegamos uma Van e depois de 1 hora chegamos à Hidrelétrica, numa estrada bem perigosa, local de início da trilha, almoçamos num restaurante legal e com comida razoável. Nossos amigos decidiram não fazer a trilha e foram de trem até Águas Calientes. Fomos beirando a linha do trem por 02:50h, num percurso tranquilo, basicamente só plano, de vez em quanto passava o trem e todos saíam do trilho, este dia foi um pouco cansativo, devido ao cansaço acumulado e termos de levar todas as mochilas, paisagens lindas, muita gente fazendo o percurso, tanto indo quanto voltando. Chegamos à Águas Calientes as 16:00h e fomos para o hostel, bem fraco, o pior de todos. Compramos os tickets do trem para Machu Picchu (24 dólares ida e volta) e tentei trocar alguns dólares e comprarmos lanches para o dia seguinte. Às 19h fomos jantar, comida e lugar razoável, o guia nos deu um kit de alimentação para o café da manhã. Voltamos para o hostel para dormir. A cidade de Águas Calientes é bem legal, vários restaurantes, comércio bom, e tem até um local com águas termais, que não fomos. Não aceitam dólar com rasgos, num restaurante me passaram uma nota falsa de 20 soles. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o EXTRAS – 50 SOLES · TRANSPORTES o ÔNIBUS MACHU PICCHU –24 DOLARES POR PESSOA 50 SOLES 72 DOLARES TOTAL – 266 SOLES TROQUEI 60 DOLARES POR 189 SOLES – 1 DOLAR = 3,15 SOLES DIA 21/09/2017 – QUINTA FEIRA Acordamos às 03:15 e chegamos no ponto do ônibus às 03:50, já tinha mais de 200 pessoas e a fila só aumentando, a saída dos ônibus começa às 05:30, mais flui bem rápido. Na fila tem vários lugares para tomar café da manhã. Entramos em Machu Picchu às 06:10 e fizemos um tour guiado com nosso guia da trilha de 02h. Após o tour nos despedimos do nosso guia e dos nossos amigos de trilha, ficamos andando um pouco e pegamos a direção da saída para irmos ao banheiro, saímos às 09:30, fomos ao banheiro e entramos de novo, depois fomos caminhando até a porta do sol, uma subida de 50 minutos e com um visual incrível de Machu Picchu. Só pode sair uma vez. Pegamos o ônibus para retornar a Águas Calientes as 12:30, paramos para almoçar no Bijon, comida muito boa, mas o preço é bem caro, foi nos dado um desconto em alguns pratos, mas cobrou 19% do serviço, reclamamos e ele só cobrou 10%, mas estou desconfiado que no troco ele me passou uma nota falsa de 20 soles. Há outras opções mais em conta na rua de trás, mas não sabíamos, há vários restaurantes que parecem ser bons. Demos uma volta no comércio e fomos para o hostel pegar as mochilas, deixamos na recepção enquanto íamos para Machu Picchu, ficamos na recepção do hostel esperando a hora do trem 18:20), poderíamos ter ido nas águas termais para passar o tempo e conhecer. Foram 01:40 de trem até Ollanntaytambo, o trem é bem legal, confortável e com serviço de bordo, depois o transfer estava nos esperando e foram mais 01:50 até Cusco. Chegamos no hostel em Cusco às 22:30, saímos para comer uma pizza em frente ao hostel, até que a pizza era boa, não sei se era a fome. Voltamos para o hostel para dormirmos. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 40 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 7 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 10 SOLES · COMPRAS – 50 SOLES TOTAL – 201 SOLES DIA 22/09/2017 – SEXTA FEIRA Acordamos às 08:00, tomamos café e aguardamos o taxi do Carlos para nos levar ao Aeroporto, nosso voo era às 12:50, tem que chegar com 02 horas de antecedência. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 8 DÓLARES POR PESSOA o LANCHE AEROPORTO – 22 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 15 SOLES · TRANSPORTES o TAXI AEROPORTO –8 SOLES POR PESSOA · COMPRAS DUTY FREE – 26 DOLARES 105 SOLES 50 DOLARES TOTAL – 256 SOLES TROCA DE DINHEIRO TROQUEI R$ 1.000,00 POR 900,00 SOLES - 1 POR 0,90 – EM LIMA TROQUEI R$ 1.000,00 POR 940,00 SOLES - 1 POR 0,94 – EM CUSCO TROQUEI R$ 400,00 POR 372,00 SOLES - 1 POR 0,93 – EM CUSCO TROQUEI 60 DOLARES POR 189 SOLES – 1 DOLAR = 3,15 SOLES – EM ÁGUAS CALIENTES TOTAL SOLES: 2.401 SOLES RESUMO DAS DICAS LIMA · Cidade de Lima nesta época (SETEMBRO) é muito cinzenta, não tem sol e a neblina é constante, um frio de 15°, só faz sol durante 4 meses no ano · Vale 3 dias de visita, ficamos por 2 dias e faltou visitar algumas coisas · Cidade bem segura, não vimos nenhuma situação de perigo · NÃO alugar carro, o trânsito é caótico · Bairro Miraflores é bem bonito, seguro e perto de restaurantes, mercado, casas de câmbio e da praça do amor e shopping Larcomar · Transfer do aeroporto com José Rebaza - WhatsApp: +51955335089 E-mail: [email protected] – ficou 5 dólares por pessoa. Muito gente boa e pontual. · Chegar ao aeroporto com 2 horas de antecedência para voos local e 03 horas para voos internacionais · Apartamento alugado pelo AIRBNB, muito bom e bem localizado. Apt de Daniela, Calle Roma 441, apt 203, Miraflores · Almoço no Rústica, restaurante bom, preço justo comida boa e bem servida, média de 29 soles por pessoa · Sítio Huacla Pucllana, passeio legal para conhecer um pouco da história, são 50 minutos de visita guiada com preço de 12 soles inteira · Passeio a pé pelo bairro Miraflores até o Larcomar é muito bonito e seguro, um visual bem legal da praia, Praça do Amor, Farol. · Taxi Larcomar até o Centro – 10 soles por pessoa · Centro de Lima, Catedral, Plaza das Armas, Palácio do Governo, Convento São Franciso com as catacumbas e várias lojas. Ponto forte é o Passeio no Convento São Francisco com as catacumbas. É um pouco longe de Miraflores. · Dá pra ir andando do centro até o Circuito das Águas, 01h aproximadamente. · Restaurante Mangos no Larcomar é muito bom, mas é bem caro. CUSCO · Cusco é uma cidade muito interessante, bem fria nesta época, à noite chegando perto de 5 °. Está a 3.400 metros de altitude e é necessário a aclimatação, é aconselhável não consumir álcool. Há muitas lojas de artesanato local. Há vários restaurantes, de todos os tipos e preços, Cidade muito segura, apesar de ser pobre. · Guia Carlos Quispe é muito competente, pontual e responsável – zap – 051 940184277, fizemos o City tour particular(30 soles por pessoa) e o passeio do Vale Sagrado com Maras e Moray( 50 soles + 10 soles(Maras) por pessoa. Vale a pena fazer o passeio particular, pois vc faz seu tempo e com pouca gente, nós éramos 5. · Hostel Milhouse , local bem legal, bem localizado e com um bar e atrações diariamente, os quartos não são bons, com muito mofo. Perto da Plaza das armas e vários restaurantes. Bom custo benefício · O Câmbio em Cusco é melhor · City Tour é bem legal, um pouco cansativo, mas tem que ser feito com um Guia competente. Comprar o Boleto Turístico, 130 soles · Restaurante The Point não é bom · Restaurante Fusion é bom. · Passeio no Vale Sagrado é bem legal, todos os lugares são interessantes, mas demora o dia todo. Tem que ter o boleto turístico · Salinas de Maras e Moray não fazem parte do passeio no Vale Sagrado, nosso guia particular Carlos incluiu no pacote. Maras tem que pagar a parte, 10 soles. · Olanntaytambo é uma cidade muito bonita, há vários restaurantes em volta da praça, vale a pena um pernoite, podendo ser na volta de Machu Picchu. TRILHA INCA JUNGLE(empresa WILLKA TRAVEL) · 290 dólares por pessoa com direito a 03 almoços, 03 jantares e 03 cafés da manhã. 03 hospedagens, passagem de trem para Ollanntaytambo e ônibus para Cusco. · Percurso de bike é bem legal, curvas sinuosas, só asfalto, 50 km em 02 horas, descendo de 4350 metros para 1250 metros de altitude. Muito frio no início. · Rafting é bem legal, não é perigoso e equipe de guias competentes. · Almoço, jantar e café em Santa Maria, razoável · Hospedagem em Santa Maria boa, com quarto confortável e banheiro compartilhado, tem água quente em só um chuveiro · Cidade de Santa Maria é bem pequena e sem muitas opções. · Trilha total de 22km bem legal, alguns trechos perigosos, mas muito bonita a paisagem, NÃO RECOMENDADO PARA QUEM TEM MEDO DE ALTURA E SEM PREPARO FÍSICO · Almoço durante a trilha é bom, num lugar bem legal na beira do rio · Banho de águas termais muito bom, local organizado. 10 soles. No fim da trilha · Hospedagem em Santa Teresa bem legal, com água quente, banheiro no quarto e internet · Jantar e café bem legal, comida boa e ambiente agradável · Cidade de Santa Teresa é bem legal e tem várias opções de restaurantes. · A Tirolesa é muito legal, segura e com paisagem linda. · Almoço na Hidrelétrica é razoável · Trilha até Águas Calientes é tranquila, 12km em 02:50 com paisagens belas e pela linha do trem. ÁGUAS CALIENTES/MACHU PICCHU · Hostel em Águas Calientes bem fraco(fazia parte do pacote). Tem vários na cidade que são melhores · A cidade de Águas Calientes é bem legal, vários restaurantes e um bom comércio. · Não aceitam dólar com rasgos na cidade, em lugar nenhum. · Chegar cedo ao ponto de ônibus( antes das 04:00) para entrar entre os primeiros em Machu Picchu, os ônibus saem às 05:30, comprar passagem no dia anterior · Tem lugares que servem café da manhã na fila · Levar lanche e água para Machu Picchu · Só pode sair uma vez para ir ao banheiro · Cuidado ao andar em Machu Picchu para não pegar o caminho da saída, pois não tem como voltar · Há vários restaurantes na rua paralela a principal de Águas Calientes com preços bons. Não ir no restaurante BIJON, a comida é boa, mas o preço é bem salgado e desconfio que me passaram uma nota falsa de 20 soles · Caso não consiga o trem para à tarde, pode tentar ir passar o tempo nas águas termais em Águas Calientes · O trem é bem legal, 01:40 até Ollanntaytambo
  11. Olá! Em Maio de 2017, realizei um super desejo de conhecer Machu Picchu e para isso, dediquei horas e dias para pesquisar as diversas formas de se chegar até lá: indicações de agências, locais alternativos para conhecer, roteiros, câmbio, etc. E este site, os relatos de viajantes, me ajudaram MUITO e nada mais justo do que retribuir com o meu relato dessa experiência incrível que poderá ser útil para quem queira conhecer Machu Picchu de uma forma bem rústica, sentindo um pouco na pele, o que os Incas passaram em suas travessias até à contrução deste sítio arqueológico. Li vários relatos, mas um me chamou a atenção: o JUNGLE INKA TRAIL, por ser o meu estilo de viajar e gostar de aventuras. Curiosamente, não encontrei muitos relatos sobre o Jungle Inka, o que sugere que poucas pessoas aderem a este estilo de viagem... Então, vale a pena compartilhar esta trip e incentivá-los a se aventurar! Inclusive, nosso guia Guido comentou que são poucos os brasileiros que fazem o Jungle Inka e que sente falta de nós por lá! (No meu grupo de aproximadamente 18 pessoas, somente eu e meu amigo eram brasileiros, 01 casal de argentinos, 02 meninas do Canadá e o restante Europeus). Há diversas agências peruanas que fazem o Jungle Inka Trail (04 dias de aventura), pesquisei quase todas e fechei com a SOUTHERN PERU EXPLORERS http://www.southernperuexplorers.com/ Muito atenciosos, do início ao fim, gostei bastante do atendimento, da atenção dada e do nosso guia GUIDO que nos acompanhou desde o primeiro até o último dia. As atividades foram intensas, mas valeu cada esforço! Nosso grupo foi tranquilo, pessoas do bem, colaborativos e não tivemos quase problemas... Ninguém passou mal devido a altitude (pelo menos não vi...) e todos renderam muito bem! Cheguei em Cusco 02 dias antes da partida para Machu Picchu para conhecer a cidade e me aclimatar. Li muito sobre o "mal de altitude" e segui as recomendações de evitar esforço físico e fazer uma alimentação leve no primeiro dia. Por Cusco ser rico em grãos e alimentação saudável, não foi difícil encontrar algo light e bom. No centro histórico, há muitos restaurantes, hotéis e hostels por todo o lado! Mesmo assim, senti falta de ar ao caminhar pelas ruas frias noturnas, taquicardia e um pouco de dor de cabeça. Tomei Gingko Biloba por recomendação (cada um deve consultar seu médico para solicitar recomendações medicamentosas), mas normalmente os hostels disponibilizam chá de coca e oxigênio para quem necessitar. Mas nada de muito grave, foram sintomas leves e suportáveis. Fiquei hospedada no Hostel Hitchhikers Backpackers http://www.hhikersperu.com/cusco/ e recomendo. Quartos limpos, chuveiro quente, boa estrutura, funcionários atenciosos, mas café da manhã simples (leite com café, chá, pão, manteiga e geléia). Atendeu ao que eu precisava, um quarto cofortável para descansar e chuveio quente (rs) - Diária 115 soles – quarto privativo. Fechei o pacote ainda no Brasil, pois recomendam que feche com antecedência, devido a limitação de entrada de pessoas em Machu Pichcu e na escala das Montanhas Huayna Picchu ou Machupicchu (opcional). Queria escalar a Huayna Picchu por todos recomendarem muito, mas quando foi feita a confirmação da minha reserva, não havia mais vagas para fazê-la e então optei pela Montanha Machuppichu e não me arrependo! O valor do tour foi de US$ 320 (tudo incluso – translado, refeições, hospedagem, esportes radicais e entradas Machu Pichu e Montain Machupicchu – vide site - exceto cable line e entrada hot spring). A Southern Peru Explorers solicitou o pagamento de 50% para reserva e 50% restante a ser pago no dia. Acertamos tudo no dia anterior ao Tour e à noite, um guia da agência foi até o nosso Hostel para fazer um briefing e recomendações sobre nossa grande aventura. E de fato apareceu uma pessoa da agência, nos explicou como seria o nosso dia a dia, explicou cada atividade, fez recomendações do que levar na mochila e ficou à disposição para tirar nossas dúvidas. Achei super bacana, mas fiquei surpreendida ao ser informada que nos 02 primeiros dias não haveria chuveiro QUENTE! E estava MUITO FRIO em Cusco (o clima em Machu Picchu é mais quente do que em Cusco)... Pois bem, a aventura já havia começado....rs Recomendaram não levar muita coisa na mochila, pois teríamos que carregá-la o tempo todo. 02 blusas e 02 calças legg seriam suficiente (além de pertences pessoais, toalha...), já que não faz tanto frio e foi o que fiz... Mas faltou roupa pra mim, tive que repetir com roupas sujas e molhadas. Molhadas devido à chuva, rafting, biking e sujas devido à lama. Recomendo que levem roupas reserva, mas finas que não façam volume, pois levar uma mochila grande e pesada, judiará MUITO. PRIMEIRO DIA Conforme combinado, a agência foi nos pegar em nosso Hostel de manhã cedinho, porém com uns 30 minutos de atraso... já estava ficando preocupada, mas deu tudo certo. Subimos na van, já cheia com as demais pessoas do grupo e fomos abastecer a Van com as bikes para o nosso primeiro dia de aventura: DOWNHILL BIKING. Partimos de Cusco para Abra Malaga, com parada em Ollantaytambo (onde fica o Valle Sagrado). Lugar agradável para ir ao banheiro e tomar um cafézinho. Como tínhamos levado nosso "lanche", não consumimos nada no local. Aproximadamente duas horas e meia depois, chegamos em Abra Malaga, nos equipamos (eles forneceram todo o equipamento de segurança: colete, capacete, joelheira...) e nos preparamos para descer a estrada de bike. Estava MUITO FRIO, garoando forte e ventando absurdamente! (rs) E nem sabia se ainda sabia andar de bicicleta, mas encarei o desafio. Todos partiram juntos, um guia foi na frente e a van foi atrás para caso acontecesse algo, pudesse nos socorrer. Literalmente estávamos DESCENDO a estrada, com muitas curvas, chuva no rosto e eventualmente carros e caminhões passando por nós (frio na barriga...rs). Teve trechos de água formados por espécie de bicas naturais dando o gostinho de aventura na natureza. No meio do caminho, tivemos uma pausa num mirante para vislumbrarmos a paisagem maravilhosa e continuamos com downhill. Após umas 02 horas de descida, paramos num vilarejo para nos desfazer da bike e equipamentos, tomar água e ir ao banheiro. Subimos na van que nos levou até Santa Maria, onde almoçamos (recepção boa das pessoas locais – e todas as refeições tinham sopa como entrada e refeição principal – arroz, legumes, carne...foram muito deliciosas, mas simples). Após o almoço fomos até o hostel (na verdade, um fundo de quintal com vários quartos e um banheiro coletivo com chuveiro gelado (sem energia). Os casais poderiam escolher um quarto privativo e as demais pessoas foram distribuídas em quartos coletivos. Foi tempo de deixar as mochilas no quarto, ir ao banheiro e sair para o Rafting. Neste ponto, eu e meu amigo fomos separados do nosso grupo e fomos até o local do rafting sozinhos num carro com a operadora do rafting e nos juntamos a outro grupo. Recebemos todas as orientações e praticamos o rafting, com direito a parada e um momento discontraído de brincadeiras em grupo. Voltamos ao rio e encerramos o rafting já no anoitecer. Os guias foram muito divertidos e atenciosos. Vale lembrar que esta atividade é opcional. Voltamos para o “hostel”, não ia encarar o chuveiro gelado, mas como já estava ensopada do rafting, aproveitei o embalo e tomei o banho gelado do primeiro dia. Engraçado que todos que tomaram banho, abriram o chuveiro e esperaram um pouco com a esperança da água esquentar....rs Sem sucesso. Mas esta foi uma das partes mais divertidas e engraçadas da viagem. Sofrida, mas tinha a opção de me divertir com os perrengues ou estragar o dia com o mau humor, optei por me divertir! Depois fomos chamados para o jantar (no mesmo local que almoçamos e tomaríamos o café da manhã do dia seguite) e descansamos para o próximo dia. OBS: A parede do quarto parecia uma folha de papelão, dava para ouvir todos os sons do quarto do vizinho, inclusive qualquer movimento que fazia na cama. rs SEGUNDO DIA Dia de trekking pela Trilha Inca. Após o café da manhã, fomos orientados sobre a atividade do dia. Iríamos caminhar o dia todo, então tínhamos a opção de pagar para nossas mochilas serem transportadas até o próximo hostel de carro ou quem não quiser, teria que fazer o trekking com a mochila. Como a minha estava pesada, optei por pagar 15 soles (mochila grande) e caminhar livre, leve e solta (rs). E foi a melhor opção que fiz, senão, não sei se aguentaria os demais dias... Foi literalmente o dia todo de trekking - trilha ao meio da natureza com subidas, descidas, trilha estreita, caminho bem longo e cansativo, mas todo esforço foi compensado pelas paisagens incríveis e pelo conhecimento do Guia que nos contou sobre a história de cada lugar que passávamos, sobre a trajetória e cultura Inca, bem como pela vegetação local. Muito rico. Tivemos a primeira parada numa espécie de alojamento, onde descansamos um pouco, bebemos água e aproveitamos para ir ao banheiro. Caminhamos mais uns 30 minutos e chegamos na segunda parada, um viralejo onde experimentamos comidas locais e bebidas típicas como a tequila inca. Nosso Guia nos explicou sobre os alimentos que os Incas cultivavam e consumiam e nos explicou o modo original e correto de consumir a folha de coca. Fomos desafiados a experimentar o ritual, mastigando 5 minutos a folha de coca de um lado da boca e depois mais 5 minutos do outro lado da boca até iniciar a fermentação.... Só para os FORTES, pois é muito AMARGO! =( Após uma pausa de aproximadamente 01 hora neste vilarejo, onde pudemos nos mergulhar um pouquinho mais na cultura Inca, caminhamos mais um tanto para a parada do almoço. Foi bem delicioso, com direito a guacamole e 30 minutos de descanso nas redes espalhadas pelo local. Depois partimos para o segundo round de trekking ... ... até chegar na psicina termal (hot spring) de Santa Teresa. Pagamos 5 soles para entrar e relaxar nosso corpo nas águas termais que ajudaram bastante depois de um dia cansativo. Ficamos um bom tempo e conhecemos um grupo de brasileiros que vieram de outra agência a LOKI e falaram muito bem dela também. Como eu sabia que iríamos para a psicina termal, já fui preparada com biquini por debaixo da roupa e foi uma boa, pois não tinha levado a mochila. Mas tinha esquecido da toalha e tive que usar a toalha de uma das brasileiras que conhecemos lá, que gentilmente cedeu a sua. O local tem vestuários e chuveiro, e acredito que também aluguem toalhas, shampoo e sabonete, mas não fui atrás para saber direitinho. Depois me arrependi, pois no hostel não teríamos chuveiro quente novamente.... Da psicina para o hostel fomos de van e novamente, por não haver espaço numa van só, tivemos que voltar na van de outro grupo e fomos cobrados por isso, o que achei errado. Acho que foi cobrado 5 ou 10 soles a mais de nós... E o nosso guia lamentou pelo ocorrido e nos deu prioridade para ficarmos em quartos privativos nos hostels que passamos. Nos acomodamos no hostel, melhor que o do dia anterior, encarei novamente o banho gelado e descemos para o jantar. Jantamos num local parecido com um bar e como “sobremesa” ganhamos uma rodada de tequila inca. Depois o guia nos agitou para uma baladinha no ritmo latino peruano (ele acendeu as luzes de neon e apagou a luz do local...rs), salsa e ficamos até de madrugada, já nestas horas rolando Pisco Sour (caipirinha típica peruana) à vontade! TERCEIRO DIA Após o café da manhã, partimos para a tirolesa (opcional) e o grupo foi dividido em 2. Quem não optou pela tirolesa, fez uma caminhada até o local onde todos se encontrariam. Fizemos umas 5 tirolesas, incluindo a travessia de uma ponte suspensa (arvorismo), sempre muito bem recebidos e assistidos por instrutores atenciosos. Não consegui postar fotos, por serem pesadas demais, mas a vista é linda e "voar" sobre o rio e a natureza, trouxe uma sensação de liberdade incrível. Após a tirolesa, nos encontramos numa parada (Hidroeletrica) onde almoçamos e partimos para Aguas Calientes por trekking, pegando novamente a Trilha Inca. Atravessamos o rio principal por uma especie de cabine suspensa que é puxada manualmente por pessoas locais, na qual também tivemos que pagar separadamente (5 soles). Caminhamos praticamente a tarde tooooda, beirando a linha de trem, chegando a Aguas Calientes. Desta vez, optei por carregar a mochila, pois não estava afim de gastar mais para transportar a mochila e seria só algumas horinhas de caminhada (que para mim foi uma eternidade!!). Carregar peso nas costas faz uma grande diferença. Esforço e cansaço dobrado. AGUAS CALIENTES =D Foi uma longa e bela caminhada até nos acomodarmos no hostel, o melhor de todos e com chuveiro QUENTE! Me dei o direito de ficar quase 01 hora debaixo do chuveiro quentinho! rsrs (brincadeira, foram uns 20 minutos...) Acho essas trips legais, pois com os perrengues, passamos a valorizar muito mais a vida que levamos no dia a dia, na nossa casa, trabalho, relações... Tivemos tempo para conhecer a cidade até o horário do jantar que foi num restaurante local. Aguas Calientes é uma cidade maior, bem estruturada, pois recebe muitos turistas por ser o ponto de partida para Machu Picchu, inclusive para aqueles que vêm de trem de Cusco. Após o jantar, o nosso guia nos entregou a entrada para Machu Picchu (e o bilhete de trem da volta para Cusco) e nos orientou sobre como chegar a Machu Picchu, pois só encontraríamos com ele lá, já que ele subiria de ônibus e nós a pé. Foi um dos momentos emocionantes para mim, pois finalmente, depois de tanto esforço estava chegando no meu destino. Fora a gratidão pelo nosso guia, que esteve tão presente nestes últimos 03 dias, nos ensinando sobre a cultura Inca, nos informando sobre a história de cada lugar que passamos, nos recebendo tão bem. Parecia uma despedida. Mas na verdade, era um preparo emocional para o grande dia. Ele nos aconselhou chegar na portaria da entrada para subir Machu Picchu, bem cedo, às 04:30 no máximo (a portaria abre às 05hs), pois uma grande fila se formaria e nos atrasaria, pois combinamos de nos encontrar com ele lá em cima, ás 06hs, pois ele queria que víssemos o nascer do sol em Machu Picchu. Pelo rendimento do grupo, ele avaliou que conseguiríamos subir em 45 minutos, então daria tempo, caso ocorresse tudo bem. Neste momento, o grupo se uniu e combinamos de todos irmos juntos – Marcamos na frente do hostel às 04:00hs. QUARTO DIA - O GRANDE DIA Chegamos na “fronteira” umas 04:30hs e já tinha uma pequena fila (daquelas que subiriam a pé), mas não ficamos muito para trás. Estavam todos animados para subirmos os 1238 degraus até Machu Picchu em 45 minutos como nosso guia nos instruiu. A grande fila que já estava se formando depois de nós.... Não sei se foi devido à altitude, mas foi difícil subir os degraus, fazendo poucas pausas. Respiração ofegante, algumas paradas, mas continuei firme até chegar ao meu objetivo. A vista como sempre, espetacular! Quando estava bem cansada, comecei a sentir cheiro de croassant (rs) e presumi que estava perto, bem perto! Conseguimos subir Machu Picchu antes das 06hs (abre às 06hs), em 41 minutos! Fomos uns dos primeiros a chegar lá em cima... E depois foi ficando assim, também com a chegada crescente do pessoal que estava subindo de ônibus. Celebramos e esperamos até o restante do grupo chegar, todos muito felizes pela superação. Minutos depois, nosso Guia veio ao nosso encontro e parabenizou cada um, mais uma emoção! Ao abrir Machu Picchu, entramos observando cada detalhe para não perder nada. Guido nos conduziu para dentro e começou a nossa jornada ali dentro, tirando fotos, conhecendo a história, a construção, os mistérios, o povo Inca... uma descoberta e admiração atrá da outra. Pachacamac (Deus Inca) nos abençoou com o Sol lindo! (No dia anterior, tinha chovido em Machu Picchu). Depois de aproximadamente 02 horas nos guiando, Guido se despediu e nos deixou livre para conhecermos o sitio arqueologico com mais calma. Mas como eu tinha agendado a escalada da Montanha Machupicchu, tivemos que acelerar um pouco para dar tempo de chegar até lá! Isso porque, temos um horário para passar pela portaria e chegarmos lá em cima, pois há um controle de número de pessoas. Havia lido que escalar Montanha Machu Picchu é mais demorado que a Hyuana, pois ela é mais alta (3.061m de altitude), no entanto, mais segura. E depois de ter subido 1238 degraus, pensei por que raios fui comprar o bilhete para subir mais uma montanha...rsrs E começamos a escalada... bem mais íngreme, subidas mais agressivas e altitude elevada para ajudar. Quase MORRI. Tive que parar várias, estava com a respiração ofegante, minhas pernas tremiam, nunca chegava o CUME desta montanha... Para todas pessoas que desciam, eu perguntava se o cume estava perto e respondiam que não...rs Na foto abaixo, observem Machu Picchu lá em baixo, pequenininho.....=O Quando estava descansando um pouco já pensando na possibilidade de ficar por ali, um cara que estava descendo disse: “Só mais um pouqinho e estão prestes a vivenciar uma experiência única e a melhor vista da vida de vocês!!” E então me deu ânimo para continuar. Até que chegamos numa base, mas ainda não era o cume...Tínhamos que subir mais uns metros íngremes e então CHEGAMOS! Altitude: 3061,28m. 01h 20minutos de escalada puxada, íngreme e estava ali, entre as nuvens, numa paisagem MARAVILHOSA! Agradeci muito por ter conseguido chegar até ali e sentir na pele a brisa, o vento, visualizar as montanhas, a Huayna Pichu, Machu Picchu em miniatura, o rio principal, tudo muito lindo. Aproveitamos cada minuto ali em cima e só partimos porque fomos avisados que dentre 30 minutos, a visita estaria se encerrando. Foto abaixo: Vista de cima do sítio arqueológico e a Huayna Picchu logo atrás. Descemos, aproveitamos um pouco mais o sitio arqueologico e voltamos (a pé) para Aguas Calientes. Foi tempo de encontramos algum local para almoçarmos e pegarmos nossas mochilas no Hostel para partir de trem até Ollantaytambo e de lá, de ônibus até Cusco. DICA: Para quem escolheu voltar de trem para Cusco, pudemos deixar nossa mochila no Hostel e subir Machu Picchu sem peso. Quem optou por voltar para Cusco de ônibus, teve que levar seus pertences e fazer a subida (dobrando o cansaço, acredito eu), já que não voltariam mais para Aguas Calientes. Então, se quiser subir a pé Machu Picchu, sem o peso da mochila, opte por voltar de trem, na hora de fechar seu pacote. Voltamos de trem executivo, com direito a serviço de bordo. Foi bem rápido, porque capotei de sono e dormi o trajeto todo, então não sei quanto tempo fiquei dentro do trem...rs Descemos em Ollantaytambo e já havia uma pessoa para nos pegar e nos levar até Cusco – este serviço está incluso no pacote. Na estação é muito tumultuado, muitos taxistas oferecendo corrida, milhares de pessoas com placas na mão com nomes escritos. Guido já tinha nos avisado, que na volta haveria uma pessoa com uma placa com o nosso nome escrito. Encontramos o nosso facilmente, mas um casal que estava no nosso grupo, não estava conseguindo achar o seu translado e orientamos para que ligasse na agência onde fecharam o tour e não sei como ficaram, pois tivemos que partir. Chegamos em Cusco, quase às 23hs na praça central e caminhamos até o nosso Hostel, que era pertinho, super bem, cansados, mas satisfeitos e felizes com essa experiência inesquecível de pura aventura. Super recomendo! Beijos! Clá
  12. DE MACHU PICCHU AO SALAR DE UYUNI EM 15 DIAS. Por Dalberto Duro e Daniele Salvalagio Julho, 2017. Uma viagem com data de inicio em março de 2017, quando comprei minha passagem rumo ao Peru e Bolívia, data de embarque foi dia 30 de junho com retorno no dia 14 de julho. Vim planejando essa viagem desde o inicio do ano, roteiros, blogs, coletei o máximo de informações possíveis assim como todo viajante de primeira viagem faz, o que levar, cultura local, valores, aonde ir... Porém na prática tudo se intensifica ainda mais, e o orçamento se mostra extremamente útil. De início eu iria partir num mochilão sozinho, eu, minha mochila, minha barraca e Deus no comando, eis que começaram a aparecer interessados, meu primo, um casal de amigos e minha namorada, porém meu primo teve que desistir em cima do laço, então partimos para a aventura em dois casais. A ideia inicial sempre foi de conhecer Machu Picchu e o Salar de Uyuni, então montei um roteiro no qual me possibilitasse isso, com muitas pesquisas de passagens aéreas, vendo as datas na qual eu estaria de férias, consegui montar um roteiro de viagem que iniciaria em Cusco, passando por Aguas Calientes, retornando a Cusco, e seguindo para Copacabana, para enfim terminar em Uyuni. Abaixo colocarei os gastos totais, despesas e a quantia em dinheiro que levamos possivelmente isso ajudara alguém em seu orçamento numa possível viagem a esses destinos. (todos os valores do orçamento e dos gastos valem por duas pessoas, no caso, meu e da minha namorada). ORÇAMENTO PARA A VIAGEM: R$ 3.000,00 (CASAL) = U$ 882,00 + U$ 37,00 (doações de familiares) U$ 882,00 + U$ 37,00 = U$ 919,00 GASTOS ANTECEDÊNTES: - passagem aérea POA > CUSCO / SANTA CRUZ DE LA SIERRA > POA= R$1.300,00 + R$ 1.700,00 = R$ 3.000,00 – Empresa AVIANCA - passagem áerea UYUNI > SANTA CRUZ DE LA SIERRA = R$ 374,00 + 374,00 = R$ 748,00 - Empresa AMASZONAS - ingressos Machu Picchu: R$ 208,00 + R$ 208,00 = R$ 416,00 - Ajuda na gasolina/ pedágio (ate POA): R$ 132,00 - Estacionamento para 14 dias em POA prox. Ao aeroporto: R$ 124,00. + taxas no cartão de credito do comprador. CÂMBIO no PERU: Total: U$ 170,00 = Soles 540,50 Cota máxima a 3,23 CÂMBIO na BOLIVIA: Total: U$ 175,00 = Bs 1.169,50 Cota máxima a 6,85 Total: R$ 350,00 = Bs 675,00 Cota máxima a 1,95 Obs.: ATENÇÃO ao trocar as notas, notas de Dolar com a inicial em CB B2 dificilmente você conseguira trocar no Peru e Bolívia. - Casas de cambio não trocam notas de U$ 1,00. DIA 1 (29.06.17) Saímos de Itapema/SC conforme o combinado, as 16h30, viagem tranquila pela BR 101 e freeway chegando em POA as 22h30, deixamos o carro no estacionamento já reservado com antecedência, e fomos levados ate o aeroporto Salgado Filho. Madrugamos nos banquinhos do aeroporto ate a hora do voo (6h30). GASTOS: cafezinho R$ 9,00 DIA 2 (30.06.17) Chegada em Lima no Peru as 9h30 no horário local (2h a menos de Brasília), ficamos 5h no aeroporto por conta da conexão do voo ate Cusco. Pegamos o avião as 14h30 para enfim duas horas depois aterrissarmos em Cusco. Na chegada, já tivemos a primeira impressão em relação a folha de coca, que ela seria muito útil, pois fomos recepcionados com a mesma, já logo metendo na boca pra sentir qual é a dela. No lado de fora, taxista não falta, ofereceram 30 soles até o nosso hostel, eis que a Dani grita "5 soles", e um individuo, no impulso levanta a mão e ganhava novos clientes, então a dica é, pechinchar da resultado! Tivemos a sorte de o taxista, Luan, ter uma agência de turismo, a Luan Travels, então ele nos levou até o Hostel Sol Imperial(reservamos pelo ebooking) e depois a sua agência, nosso propósito era pesquisar em varias agências os valores dos pacotes, mas acabamos conseguindo fechar todos nossos roteiros planejados (Humantay Lake, Vinicunca, Vale Sagrado, ida e volta até Aguas Calientes, e a passagem de ônibus de Cusco para Copacabana, na Bolívia) por um valor muito bom, U$ 150,00 por pessoa, incluso o café da manhã, almoço e um guia em espanhol. Como já havíamos pesquisado na internet alguns valores, então este preço ficou abaixo do que tínhamos visto. Resolvido essa questão do Tur, fomos fazer uma primeira janta em Cusco, conhecendo a linda Plaza de Las Armas, ao lado encontramos uma pizzaria, Don Marcelo, pedimos duas pizzas médias e mais a famosa Inca Cola, bem parecida com a laranjinha no Brasil, não tomamos cerveja porque estava muito caro. Por fim terminamos a noite dando uma volta na Plaza e voltamos para o hostel. Lugares para jantar é o que não falta nessa região, porém o negócio é pesquisar preço, como não queríamos gastar muito, pizza foi a melhor solução para o momento! DICAS: 1- Troque o menos possível na casa de câmbio dos aeroportos, é mais caro. 2- Pechinchar com os taxistas é lei de sobrevivência. 3- Recomendadíssima a agência de turismo em Cusco Luan Travels. Cumpriram com todo o combinado e além de tudo ele fala muito bem o português! 4- Compras de artesanatos com as "tiazinhas típicas" nos arredores da Plaza de Armas sai muito mais barato do que comprar nas lojas, compramos até em R$. São ótimas para negociar. Link no facebook e numero do whats app do Luan Travels http://https://www.facebook.com/profile.php?id=100013806961975 +51 950 590 055 – Luan GASTOS: - Tour (incluso transporte, alimentação e guia) por pessoa U$ 150,00 - Pizzaria S 29,00 por casal - Toucas peruana, 2 unid. S 14,00 - Padaria S 10,00 DIA 3 (01.07.17) No primeiro dia de tour, fomos conhecer o Vale Sagrado, saímos as 6h40 do Hostel, pegamos um ônibus com vários turistas e locais, a guia foi a melhor possível, explicou tudo. O primeiro local de visita foi a cidade de Chinchero, lá conhecemos as mulheres típicas da região, onde produzem seus artesanatos a moda caseira mesmo, muito bacana, lá compramos algumas lembranças e casacos feitos de lã de alpaca. Depois fomos conhecer as ruínas de Morais, que eram usadas para a agricultura, uma arquitetura muito vista pela região, depois fomos até as Salinas de Maras, mas acabamos não entrando para ir conhecer de perto pois tem que pagar S 10,00 para entrar, porém ficamos aguardando na recepção e podemos apreciar a vista das Salinas. Depois fomos almoçar na cidade de Ollantaytambo, em um restaurante muito bom, buffet livre, que já estava pago (pelo Tur), pós almoço a gente conheceu as ruínas de Ollantaytambo, lugar lindo, cheio de história. Pisac foi outra cidade com ruínas que passamos, e para encerrar o 1º dia passamos em um local onde são produzidos joias de prata, compramos pequenos pedaços de pedras extraídas em Machu Picchu, e por fim retornamos para Cusco por volta das 20h. Vale muito a pena fazer esse Tur pelo Vale Sagrado, em cada lugar visitado uma nova história, uma nova cultura, uma nova lenda aprendida e sem contar as fotos maravilhosas que podemos tirar para guardar na lembrança. GASTOS: - Dois casacos de lã de alpaca em Chinchero S 100,00 - Dois lenços de lã S 20,00 - Milho Roxo + bala de coca S 8,00 - Pedras S 7,00 - Mercado S 24,00 - Souvenir S 15,00 - Garrafinha conhaque S 10,00 - Bebida no almoço S 10,00 DIA 4 (02.07.17) O dia começou cedo, as 4h30 estávamos a espera da van para nos levar ao Humantay Lake, uma laguna a mais de 4 mil metros de altitude, aos pés dos Andes, partimos durante 5h até o local, mas no trajeto já ficamos deslumbrado com as paisagens, curvas acentuadas, e também vimos o pessoal que parte para a trilha Inca de 3, 4 dias ou mais, interessantíssimo para a próxima vinda ao Peru! Tivemos o café da manhã numa casa local, o café não foi de muito agrado de todos, café frio, e tinha pouco conteúdo, mas vida de mochileiro tem dessas coisas. Em relação à laguna, lugar lindo, uma agua indescritível, pena estar nublado e não poder ver a montanha por traz dela. Digamos que sofrimento foi mais na subida, caminhada curta, mas a altitude pesa muito, caminhada de tartaruga, mas vencida, a trilha levou 1h30. O almoço, ao contrário do café da manhã, rendeu elogios de todos, preparado no alojamento aos pés da trilha, o chef de cozinha ganhou até gorjeta da galera. La conhecemos os primeiros amigos de trip, muito bacana. Voltamos para Cusco às 19h em uma van bem apertadinha, mas o cansaço matou a galera na van. DICAS: 1- Folhas e chá de COCA são fundamentais. 2- Muita água para hidratar e vale levar um lanchinho para repor as energias após a subida. GASTOS: - reservado mais uma noite no Hostel Sol Imperial U$ 12,00 (casal) - Gorjeta U$ 1,00 DIA 5 (03.07.17) Dia de partir para Aguas Calientes, a van nos buscou as 7h30, mas os motoristas de vans lá no Peru, tem a mania de pegar os passageiros, pararem no posto e ficarem "proseando", então saímos um pouco mais tarde. Depois disso paramos para almoçar e foi na casa de uma família, um dos melhores rangos que comemos, e pagamos barato. Depois de 6h de estrada, onde levamos vários sustos, neblina em desfiladeiros onde não se enxergava 3 metros a frente, e o nosso "motora" acelerando, coração na mão, mas tudo certo. O cara tinha falado que fazia o trajeto todos dias durante 11 anos, então estávamos com alguém que sabia onde estava, sãs e salvos chegamos a Hidrelétrica onde inicia a trilha para Aguas Calientes. Chegamos lá meio “zonzos” mas vivos, então começamos a trilha, onde se tem duas opções, ou de trem, ou a pé, e partimos na mais econômica é claro, levamos 3h caminhando pela trilha do trem até Aguas Calientes, fomos bem tranquilos, sem pressa e com peso. Chegamos na cidade já era noite, fizemos o check in no hostel e enfim, um banho, com dificuldade para regular a temperatura, mas conseguimos depois de muita luta! Saímos para conhecer a cidade, nos informamos sobre a trilha e o ônibus para subir até Machu Picchu, e optamos por subir de busão e voltar pela trilha, compramos os tickets próximos ao terminal, bem na beira do rio, depois saímos para jantar. DICAS: 1- Leve pouca roupa para Aguas Calientes, levamos muito mais do que o necessário, deixamos a metade das coisas no hostel em Cusco, mas poderia ter ficado mais. GASTOS: - almoço S 20,00 (casal) - parada na estrada, lanche S 14,00. - janta S 46,00 (casal) - passagem ônibus para Machu Picchu U$ 24,00 (casal) DIA 6 (04.07.17) Enfim o dia, mas esperado da trip, era dia de Machu Picchu! Decidimos ir para o terminal meia hora antes da saída do primeiro bus, pois queríamos ver o nascer do sol, grande erro, deveríamos ter madrugado na fila, chegamos lá e a fila parecia interminável, e não parava de chegar gente, loucura, mas tudo certo. Começaram a sair os ônibus e a fila vinha encurtando, até que entramos, chegamos lá em cima, na entrada, por volta das 7h, como tínhamos o ingresso de MP + montanha, nosso horário era até as 8h pra subir a montanha. Beleza, entramos, e quando vimos MP pela primeira vez, ficamos cego, era muita energia, sonho sendo realizado, tudo lindo e maravilhoso, fotos, até meditar nós meditamos lá em cima. Mas como nem tudo são flores, não enxergamos a placa para subir a montanha, mas nem nos tocamos nisso, pois achávamos que estávamos lá, por que a vista era aquela, mas fomos nos dar conta que a montanha era em outra trilha quando já passava das 10h, e não nos permitiram subir. Ficamos bem chateados, mas alguns turistas nos deram a dica de uma trilha paralela, onde se tem como destino o templo do sol, caminhamos até lá, realmente, vale a pena, dizem algumas pessoas, que nem é preciso subir a montanha (pago) se for subir essa trilha paralela, por que a vista é muito parecida, bom, passado esse contratempo, a cidade Inca é MARAVILHOSA, inexplicável, só realmente quem esteve lá sabe a energia que tem, meta concluída! Saímos de MP era passado meio dia, pois o ingresso só possibilita ficar por lá um turno, retornamos pela trilha, e tiro certeiro ter subido de busão, trilha com escadas altas, levamos 1h30 para descer, imagina subir e de madrugada ainda, complicado, mas vimos pessoas de varias idades subindo e descendo ela, nenhum bicho de sete cabeças. Durante a tarde, conhecemos mais a cidade e fomos as "compras", no outro lado do rio, onde se tem muito mais lojas, tipo um camelô e mais barato. À noite saímos para jantar novamente, e acabamos pagando um pouco mais caro, devido a falta de informação, nos cobraram uma taxa na qual se cobra em todos restaurantes lá, porém não havia sido cobrado na noite anterior em outro restaurante, feito isso, sentamos no banquinho lá na praça principal, cheio de turistas, e tomamos uma garrafinha de pisco com soda, pra finalizar bem o dia. DICAS: 1- Ao entrar em MP, fique atento às placas. 2- Se quiser entrar bem cedo em MP, madrugue na fila do bus. 3- Obrigatório trocar o ingresso comprado pela net de MP, na Casa da Cultura, que fica ao lado da praça principal em Aguas Calientes. 4- Não é obrigado a pegar um guia em MP, não pegamos, mas eles ficam iguais a um urubu na carniça insistindo, mas é de boa você consegue fazer o Tur sem eles, e tem alguns gente boa que se você tem dúvidas eles respondem! 5- Vale a pena subir até MP de bus, são U$ 12,00, mas você chega inteiro lá em cima, e a descida fica o seu critério. Sem contar que na cidade você vai subir e descer muitooo. 6- Compras saem muito mais barato no "outro" lado do rio, onde tem varias cabanas tipo um camelô, e da pra pechinchar a vontade. 7- Consulte se os restaurantes vão cobrar os 10%. GASTOS: - banana S 2,00 - compras no "camelô" S 80,00 - pisco + soda S 6,00 (casal) - janta S 52,50 (casal) DIA 7 (05.07.17) Ultima manhã em Aguas Calientes, hora de voltar para a trilha, acordamos sem pressa, preparamos uns sanduíches com manteiga e queijo, algumas frutas, até porque as frutas lá são vendidas por unidades, o que sai caro. Não conseguimos visitar as aguas termais, uma pelo tempo, mas principalmente pelo valor, que sai S 20,00 por pessoa. Saímos às 10h para a caminhada, para não ter pressa, pois tínhamos que estar lá no ponto de encontro, na Hidroelétrica no máx. as 14h30, pois as vans ficam lá esperando você, e é uma bagunça a chamada que os caras fazem, é todo mundo gritando, correria, turisitada perdida... Bom, na ida fomos com um motorista em uma van, na volta, outro motorista em outra van que nos chamou na lista dele, então muita atenção nessa hora. Durante a trilha, na beira do rio, avistamos algo que não fazíamos ideia que dava pra enxergar, Machu Picchu, lá do alto da montanha. Na ida para Aguas Calientes, iniciamos a trilha por uma entrada, porém descobrimos que se pode iniciar de outro ponto, mais fácil, pois a que a maioria vai tem subidas, e essa é menos intenso, fica logo após as vendinhas na beira do trilho, em frente ao campo sintético à direita. Levamos 2h30 para retornar a Hidroelétrica, foi menos intensa que a ida. Chegamos a Cusco eram 21h, só deu tempo de ir ao hostel tomar um banho e capotar, porque o ultimo dia em Cusco começaria as 3h30. DICAS: 1- ficar atento à chamada dos motoristas das vans na hora de retornar a Cusco, nem sempre é o mesmo motora da ida. 2- todas as vans começam a sair da hidroelétrica às 15h. GASTOS: - mercado S 15,00 (casal) - dois chapéus S 20,00 - pagamento das duas noites no hostel U$ 15,00 (casal) - fruta nas vendinhas anexa ao trilho S 3,00 - taxi em Cusco até o hostel S 6,00 (casal) DIA 8 (06.07.17) O dia em que mais madrugamos às 3h já estávamos de pé, mas a van só nos buscou as 4h no hostel, é dia de conhecermos a Raimbow Mountain, conhecida como Vinicunca, pelas fotos que vimos pela net, estávamos bem entusiasmados, viajamos cerca de 3h até o local que iríamos tomar o café da manhã, lugar aconchegante, café muito bem servido, ficamos bem satisfeito, junto houve uma explicação dos guias que iriam acompanhar toda a galera na subida, haviam mais de 40 pessoas no café, foi explicado todo o roteiro, guias bem atenciosos, e seguimos rumo a Vinicunca. Chegando no início da trilha, existem vários nativos, com cavalos, mulas, que ajudam as pessoas a subirem a trilha, aí já imaginamos onde estávamos nos enfiando, bastante frio e altitude pegando forte, mas era só o início, quem quiser pagar e pegar um cavalo, um nativo vai guiando, por questão de segurança, e durante todo o trajeto, eles passam por você, oferecendo o serviço. Foram pouco mais de 3h até o cume, muito sofrido, realmente chegamos ao limite nesse dia, um carregava o outro, cinco passos no máximo de cada vez. Ao final são 5 mil metros a cima do nível do mar o desgaste realmente é muito grande, principalmente para nós que moramos no nível do mal.. mas não desistimos, persistimos em meio as montanhas, e fomos recompensados ao instante que chegamos lá em cima, foi muita emoção, estávamos a 5.278 metros de altitude, é incrível, de um lado você avista Vinicunca, linda, um arco-íris e do outro lado, os Andes, muita neve nas montanhas, certamente um dia que jamais esqueceremos. Ficamos pouco tempo lá em cima, muito vento, e os guias já estavam retornando, tínhamos que seguir com o grupo, infelizmente, na decida, sentimos também os efeitos da altitude. Retornamos ao mesmo local do café, mas para o almoço, comida muito boa também, porém a Dani ficou mal durante o resto do dia devido a altitude, foi pesado, mas tudo ficou bem ao retornarmos para Cusco. Chegamos já era a noite, e tínhamos a passagem de ônibus para Copacabana já reservada para as 22h30, então nos despedimos de Cusco em uma pizzaria, tomando uma boa cusqueña, cerveja mais famosa na região. Pegamos as mochilas e fomos ao terminal de ônibus, embarcamos em um da empresa Huayruro, muito bom, confortável, e sentamos bem na frente no segundo andar, as pernas agradeciam. DICAS: 1- bastão de trekking ajuda, e muito, em Vinicunca. 2- folha de coca, e um líquido que os guias passam pra você inalar, são indispensáveis, feito de álcool e ervas. 3- se tiver dinheiro sobrando, ir de cavalo não é ruim, mas a emoção de subir aquela montanha nas pernas é fora do comum. 4- sempre peça a cerveja mais gelada, pois eles costumam vender em temperatura ambiente (fria). 5- se for viajar de Cusco > Copacabana, leve algum alimento e água no bus. GASTOS: - água S 5,00 - pizza S 45,00 (casal) - acetona, pros "cascos" da Dani S 2,00. - balinhas doces pra montanha S 1,00 DIA 9 (07.07.17) As 5h40 da manhã, chegamos a Puno, ainda no Peru, ficamos 1h30 no terminal, para continuar seguindo para Copacabana, vimos o nascer do sol já a beira do gigante lago Titicaca, seguimos viagem já com as folhas da aduana nacional da Bolívia e o registro de entrada (imigração) para preencher. As 11h chegamos na fronteira, descemos para dar entrada no lado boliviano, atravessamos a fronteira a pé, e pegamos o busão no outro lado, lá já fizemos o primeiro câmbio para os bolivianos (Bs), mais meia hora, chegamos em Copacabana, ainda dentro do bus, um tiozinho, entra cobrando a entrada para a cidade, já começa ali mesmo os gastos. Descemos e fomos em direção a praia na beira do lago, a primeira impressão já foi a que ficou, esperávamos mais da cidade turística, sabíamos que na Bolívia seria mais precário, mas não tanto. Enquanto os homens foram dar uma olhada no camping que se encontra lá no canto na orla, as meninas ficaram tomando conta das mochilas, mas optamos por passar a primeira das duas noites em Copacabana, em um hostel, Pizarro, fomos muito bem recebidos, e conseguimos um desconto (algo difícil lá), a programação para o próximo dia seria acampar na Isla del Sol. Demos uma passada em algumas agências, para comprar a passagem de bus para Uyuni, a passagem de barco para a Isla del Sol, e cogitar os valores do tour em Uyuni, fechamos com uma tia que tem uma agência na avenida principal, ônibus e barco no dia seguinte. Em relação à comida, nosso almoço, foi fraco, de certo pegamos o cozinheiro em um mal dia, em um dos vários restaurantes que tem por lá, mas a janta foi recompensada, fomos a outro restaurante, na rua principal, que dá acesso a praia, se chama Waly Suma, esse vale a pena ir, pós isso, conhecemos um pouco da cidade a noite, muita sujeira, e povo ruim de negocio viu, parecem que não gostam de vender. DICAS: 1- Pechinchar na Bolívia é ruim em relação ao Peru 2- Compre as passagens na mesma agência para melhorar no desconto. 3- Diferente do Peru, na Bolívia ficamos em "quartos matrimonial", cada casal em um quarto, pelo mesmo valor se fosse os quatro no mesmo quarto. 4- Se acaso você for fazer o mesmo roteiro, reserve um dia para ficar em Puno, para conhecer as ilhas flutuantes, muito tradicional na região, não nos organizamos para isso, mas lamentamos não ter conhecimo as ilhas em vez de passar um dia em Copacabana. GASTOS: - entrada na cidade Bs 4,00 (casal) - Pringles Bs 20,00 - mercado Bs 45,00 - almoço Bs 40,00 (casal) - janta + cerveja Bs 75,00 (casal) - passagem de ônibus para Uyuni + passagem de barco de Ida para Isla del Sol U$ 42,00 (casal) - uma noite no hostel Pizarro Bs 110,00 (casal) - souvenir Bs 10,00 DIA 9 (08.07.17) Acordamos no hostel e logo partimos para a orla para pegar o primeiro barco do dia, com saída para a Isla del Sol, em média dura 1h a 1h30, depende do carregamento do barco, como fomos em lotação máxima, durou um pouco mais, chegando na Isla, tivemos uma “surpresinha”, pagar uma entrada na Isla para os nativos, que mal deixam você sair do barco e já te atacam. A entrada da Isla é bem bonita, cheia de árvores e flores, já passa mais confiança do que Copacabana. Tiramos algumas informações sobre a volta no outro dia, e compramos os tickets de volta. Atenção, compre o ticket de volta a Copabana apenas no dia em que voltar, pois compramos com antecedência, e houve confusão entre eles na hora de embarcar, cuidado! Passando esse estresse, tudo maravilhoso na Isla, compramos alguns souvenires, e subimos até o topo, onde dizem ser muito bonito, e realmente, uma das vistas mais bonitas da trip, montamos a barraca bem no topo da Isla del Sol, uma vista panorâmica com visão do lago todo e os Andes ao fundo, ficamos bem ao lado de um “templo” que fazem o ritual local, uma energia muito boa. Para completar, céu azul, pôr do sol e nascer da lua cheia do outro lado, foram mágicos, o frio abaixo de zero a noite foi recompensado por aquele momento. Comemos, bebemos e partiu barraca. DICAS: 1- Nós nos arrependemos de não ter passado as duas noites na Isla del Sol, na nossa opinião, muito melhor do que Copacabana. 2- Comprem o ticket para voltar a Copacabana no dia do embarque. 3- Os melhores e mais baratos souvenir ficam na Isla, pelo menos conseguimos pechinchar melhor com as locais em relação à Copacabana. 4- A comida é mais cara na Isla. GASTOS: - entrada na Isla del Sol Bs 20,00 (casal) - tickets de volta Bs 50,00 (casal) - souvenir Bs 40,00 DIA 10 (09.07.17) Acordamos a tempo de ver o nascer do sol, desmontamos as barracas, e nos despedimos daquele lugar lindo. Chegamos lá em baixo da Isla para pegar o barco de volta era 8h foi quando o tiozinho do barco nos disse que não se deve comprar o ticket de volta no dia anterior, mas tudo certo voltamos em um barco sozinhos, onde durou 1h. Chegamos em Copacabana, retornamos ao hostel Pizarro onde tínhamos deixado algumas coisas, e muito simpáticos, os donos do hostel nos deixaram tomar um banho antes de pegarmos o bus para Uyuni, demos um valor simbólico para eles só para retribuir hospitalidade, pois não tínhamos feito outra reserva neste dia. Levamos as bagagens na agência onde compramos os tickets, e saímos para comer algo, voltamos aos Waly Suma, comer uma “hamburguesa” como dizem lá, e depois fomos pegar o bus. Saímos de Copacabana as 13h30, com destino final a Uyuni, porém tendo uma parada em La Paz, cidade louca, ficamos “de cara”, tirando a vista da montanha com neve ao fundo, nada nos atraiu lá, mas também só tivemos tempo de ficar 3h na rodoviária esperando o bus para Uyuni. DICAS: 1- Fique bem atento com suas mochilas/bagagens na rodoviária em La Paz. 2- Leve papel higiênico com você se for utilizar o banheiro da rodoviária. GASTOS: - almoço Copacabana Bs 40,00 (casal) - souvenir Bs 10,00 - banho no hostel Bs 5,00 (todos) DIA 11 (10.07.17) Chegamos a Uyuni com um frio de -5, estávamos virados em uns bonecos de neve, muito frio, o que esquentou foi à receptividade dos vendedores de pacotes para o Salar, eles atacam na hora que você desce do bus, e pechinche sem medo, essa é a hora, de varias mulheres que nos cercavam, uma conversou melhor, e fez um valor atrativo. Fomos até um café com ela para conversar melhor, ela nos levou até sua agência, a Yurajh Tika, que significa flor branca em quéchua, e explicou o roteiro de três dias e duas noites que queríamos, tendo uma variação em relação à maioria, o que gostamos. Fechamos por um bom valor, bem abaixo que tínhamos pesquisado na net e em Copacabana. Esperamos até às 10h, horário que saía o tour na maioria das agências, junto com nos quatro, tinha mais cinco brasileiros, uma chilena e um casal europeu, na qual iriam seis em um jipe e a outra metade em outro. No primeiro dia, passamos no cemitério de trens do sec. XVIII, depois em Colchani para comprar souvenir, onde mais se vê variedades em produtos, sua grande maioria feita de sal, depois saímos para o Salar, nosso guia, Denis, nos levou na parte alagada, pois no inverno não chove, e as partes alagadas são menores, mas valeu a pena, muita loucura você esta pisando no maior deserto de sal do mundo, tiramos fotos e depois fomos almoçar em um “restaurante” de sal no meio do Salar, onde se tem a placa bem grande da corrida automotiva Dakar e a Plaza das bandeiras. O dia seguiu com as fotos em perspectivas no meio do deserto, Isla Incahuasi, a ilha de cactos gigantes, que chegam a medir 10 metros, muito irado, e por fim o pôr do sol lindo no Salar. Após isso fomos para o hotel de sal, que fica em um roteiro deslocado aos demais, no qual só estávamo-nos da agência Yujajh Tika lá, hotel bem aconchegante, e realmente, tudo é de sal, muito legal. Podemos ficar em um quarto “matrimonial” também, o banheiro era compartilhado, e a ducha era quente, pois estava muito frio, a janta foi servida, e que janta, estavam de parabéns. DICAS: 1- A agência Yurajh Tika é uma agência nova em Uyuni, familiar, tudo o que falaram sobre o tour foi realizado, alimentação muito boa, café da manhã, almoço e janta, o jipe 4x4 bem confortável e o guia Denis muito gente boa, nos explicava tudo. 2- Os souvenires de sal que se compra em Colchani, são muito bonitos, mas o problema é que derreteram tudo aqui no Brasil, os Imãs já não existem mais, uma pena. 3- Por mais que tenham as refeições no tour, sempre é bom levar uma bolacha, agua, papel higiênico. 4- Pagamos para entrar na Isla Incahuasi, mas não foi nos pedido o ticket, apenas para o uso do banheiro. Link no facebook da agência Yurajh Tika http://https://www.facebook.com/Yurajh-Tika-Expediciones-1866163136965638/ GASTOS: - tour de 3 dias e 2 noites com a Yurajh Tika Bs 1.300,00 (casal) - mercado Bs 25,00 - Isla Incahuasi Bs 30,00 (casal) - souvenir Bs 27,00 DIA 12 (11.07.17) Acordamos por volta das 7h para tomar o café da manha, saímos para o segundo dia do tour, passando primeiro pela gruta das galáxias, tínhamos que pagar a parte, nós não entramos, mas dizem que é bem legal. Continuamos seguindo o roteiro, e começamos devagarzinho a encontrar neve pelo caminho, até que o deserto de areia se transformou e ficou tudo branco, muito lindo, descemos para brincar um pouco, primeiro contato com a neve, pensa! Continuamos o passeio, passando por algumas lagunas no meio do nada, avistamos vulcões, plantas petrificadas, a famosa Arbol de Piedra, e outras paisagens surreais, além de alguns animais silvestres no deserto. Almoçamos na beira de uma laguna, e tivemos que pagar para entrar na área das lagunas, no fim da tarde chegamos à famosa laguna colorada e depois partimos para o “refugio” onde passaríamos a segunda noite. Quando chegamos lá, era melhor do que imaginávamos, só não tinha calefação no quarto e agua quente, foi sem banho mesmo, fazia muito frio, enquanto jantávamos houve uma apresentação de crianças da região, bem engraçados, e depois fomos dormir, pois o dia seguinte começaria as 5h. GASTOS: - entrada na região das lagunas Bs 300,00 (casal) - gorjeta para as crianças Bs 2,00 DIA 13 (12.07.17) Ultimo dia de tour, mas não começou bem para mim, passei mal durante a noite, diarreia e vômitos, que bom que foi no ultimo dia né! Mas vida que segue alguns remédios para dentro e bora, primeiro ponto a ser visitado foram os gêiseres, estávamos a mais de 4 mil metros de altitude, muito louco e com um cheiro muito ruim, de ovo podre, mas pensa, aquele vapor vem lá do centro da terra... Continuamos a viagem, e passamos nas aguas termais, eu fiquei louco para entrar, mas estava muito mal, deixa para a próxima, o principal ponto turístico do dia era a Laguna Verde, porem não podemos ir, pois com a baixa temperatura ela estava congelada, e não se poderia ver muita coisa, uma pena, por fim começamos a fazer o retorno para Uyuni, passando por algumas lagunas, vilarejos no meio do nada, Denis fez questão de encontrar um medico em algum postinho de saúde para me atender, encontramos um sujeito, injeção tomada, alguns remédios para levar, e segue viagem, chegamos em Uyuni por volta das 17h30, com o efeito dos remédios já estava melhor, podemos dar uma saída para comer algo e ir ao hostel para passar a ultima noite em Uyuni. GASTOS: - remédios Bs 25,00 - banheiro Bs 3,00 - pipoca Bs 6,00 - uma noite no hostel em Uyuni Bs 120,00 (casal) DIA 14 (13.07.17) Tínhamos o avião para iniciar o retorno para o Brasil as 8h25, de Uyuni para Santa Cruz de la Sierra, Denis se comprometeu a nos levar, e assim fez, fizemos o check in no aeroporto de Uyuni e pegamos os voo, como tinha escala em La Paz, ficamos apenas 30 minutos no aeroporto, e já pegamos o outro voo para Santa Cruz de la Sierra. Chegamos as 11h30 e ficamos até as 7h30 do outro dia, um chá de cadeira, como estávamos com pouquíssimo dinheiro, não era viável deixar as bagagens em um guarda volumes, e pagar um taxi ou bus para ir conhecer a cidade, iria dar muito gasto, então ficamos por lá mesmo. DICAS: 1- Optamos por comprar uma passagem aérea de Uyuni para SCS pela questão do horário, pois o ônibus levaria 18h e o valor não compensava entre um e outro. 2- Se for fazer o mesmo esquema de volta (voo) planeje ter um pouco de dinheiro para dar uma volta pela cidade. 3- O aeroporto de SCS é tranquilo, armamos acampamento lá, em nenhum instante fomos incomodados. GASTOS: - taxa aeroporto Bs 22,00 (casal) - Almoço aeroporto Bs 65,00 (casal) - janta Bs 65,00 (casal) Dia 15 (14.07.17) Depois de 15h no aeroporto de SCS, pegamos o voo para Porto Alegre, com escala em Lima, sendo que iriamos ficar mais 11h em Lima, sendo assim, como já conhecia o aeroporto de Lima, logo pensamos, em Lima podemos dar uma volta, pois o aeroporto é mais próximo da cidade e tem umas lanchonetes no entorno, resposta errada!!! Chegamos as 8h30, horário local, mas como o voo era escala, tivemos que ir direto para a área de pré-embarque, ou poderíamos sair do aero, mas teria que pagar U$ 30,00 por pessoa, e lá se vai mais um chá de cadeira. Mas o pior é que na área de pré-embarque não tem câmbio, e nós sem nada de soles ou dólar, apenas um pouco de real e 21 bolivianos que nos sobrou, sorte que o casal que estava junto com a gente na trip, tinha um pouco de dólar ainda, e deu pra segurar as pontas até a vinda pra POA. Sorte ainda, que encontramos uma loja dentro do aeroporto que tinha amostra de chocolate, já ajudou a sustentar até o voo, depois a galera só estava pelo lanche do avião! Embarcamos rumo ao Brasil as 22h30, chegando a POA as 4h30 do dia 15. DICAS: 1- Se o seu voo for uma escala, tente trocar o dinheiro local em um câmbio antes de entrar na sala de pré-embarque. 2- Tentei trocar o real por soles ou dólar através de um funcionário do aeroporto, mas ele cobrava uma “propina” para ir ao cambio, já estava com pouco, não rolou. 3- As mantas da companhia aérea Avianca foram muito uteis na nossa trip, vale a pena pegar pelo menos uma. GASTOS: - lanche e agua no aeroporto em Lima U$ 11,00 E essa foi a nossa primeira trip de mochilão. Esperamos que nosso relato ajude mais mochileiros a desvendar esses lugares incríveis do Peru e Bolívia. Hasta Luego!!!!!
  13. Saímos de São Paulo/SP, aeroporto de Guarulhos dia 09 de julho de 2016 às 05h55 rumo a Lima, Peru. ' alt=''> Chegamos no aeroporto Jorge Chavez International na cidade de Lima, Peru por volta das 9h. No primeiro dia (09/07/16) deixamos as bagagens no apartamento de uma amiga em Miraflores, onde estávamos hospedados e saímos para conhecer a cidade. Sentido Parque Kennedy passamos pela embaixada do Brasil, paramos para uma foto. Chegando no parque, foi surpreendente por dois motivos. Primeiro que o parque era maravilhoso, muito arborizado e contava com muitos canteiros de flores de todos tipos e cores. Segundo por tinham muitos gatinhos pelo parque, extremamente dóceis e faziam sucesso com os turistas. Depois de ficar aproveitando a beleza do parque fomos almoçar no restaurante La Lucha, os sanduíches são muito gostosos, possuem um bom preço (entre s/ 15 – s/ 18) e você pode pedir diversos molhos para acompanhar. Vale a pena tirar um dia para comer lá! Após o almoço fomos visitar o Parque do Amor, também em Miraflores. O Parque está localizado na costa, a vista para praia é maravilhosa! Assim como o Parque Kennedy também é muito arborizado e possui muitas flores. Ficamos um tempo turistando no parque e depois fomos buscar um mapa da cidade. Andando pela costa chegamos ao Shopping Larcomar. Se você está pensando em Shopping como algo que vemos aqui no Brasil, tire essa ideia da cabeça! O Larcomar é um shopping todo aberto com vista para praia, é incrível! Existem diversas lojas e restaurantes, o custo é bem mais alto do que o resto da cidade, mas mesmo que decidam não consumir nada lá, ainda vale a pena passar para passear. Depois do shopping decidimos voltar para o apartamento descansar e depois sair de noite. Acontece que acabamos dormindo e não conseguimos acordar rs. No outro dia (10/07/2016), pegamos um táxi de Miraflores para o Centro de Lima (s/ 10 - não esqueçam de negociar o preço do táxi antes de entrar no carro!), chegando lá fomos conhecer a Praça de Armas e o Palácio do Governo, turistamos um pouco, tiramos algumas fotos e fomos almoçar. Comemos um prato conhecido como “Tacu Tacu” em um restaurante próximo à praça, o prato consiste basicamente em arroz, feijão branco e carne, frango ou camarão. Eu escolhi o meu com camarões e molho de linguado. Esse foi COM CERTEZA a melhor refeição da nossa viagem toda. ' alt=''> O restaurante é um pouco caro em comparação a outros, pagamos em média s/ 45 por pessoa. Depois de almoçar retornamos à praça de armas e acompanhamos a troca de guardas, muito divertido. Quando terminou a troca de guardas fomos conhecer a catedral e alguns museus. Já no final da tarde fomos caminhando até o Parque da Reserva, também conhecido como Parque das Águas. Para entrar no parque é necessário pagar s/ 5 (estudante). Obs: São aceitas carteirinhas de estudante do Brasil. O Parque é todo arborizado e possui mais de 20 fontes, inclusive a maior fonte do mundo com mais de 60 metros de altura, uma mais linda que a outra. Tiramos muitas fotos e esperamos anoitecer. O que já era maravilhoso ficou ainda mais bonito quando escureceu. Todas as fontes foram iluminadas! Mais ou menos 19h começou o Show de Águas na fonte principal, foi incrível, uma das coisas mais emocionantes que eu já assisti em toda minha vida. O Show de Águas do Parque Ibirapuera no Brasil fica no chinelo rs. Depois do show retornamos a Miraflores, jantamos no Chillis e fomos para casa descansar, pois tínhamos um ônibus para Paracas de madrugada. Dormimos pouco e acordamos MUITO cedo para pegar o ônibus (11/07/2016). Pegamos um taxi (s/ 5) até a Companhia Oltursa. Nosso ônibus saia de Lima às 3h45 da manhã. Chegando a companhia fomos muito bem recebidos, despachamos as malas e embarcamos no ônibus. A Companhia Oltursa contava com acesso ao Wifi, televisão, ar e um snack. Já havíamos comprado todas passagens de ônibus ainda no Brasil. De Lima para Paracas pagamos s/ 50. Dormimos durante a viagem toda e chegamos a Paracas de manhãzinha no mesmo dia (11/07/16 – aproximadamente 7h30). Chegando em Paracas na porta do nosso ônibus já haviam diversas pessoas de agências oferecendo os passeios para as Ilhas Ballestas. Fechamos com uma agência que ficava, literalmente, do lado da Oltursa, pagamos s/ 35 + s/3 de taxa do que seria o Ministério da Cultura deles. Para realizar o passeio é necessário fechar com uma agência, pois eles que possuem as lanchas que saem para as Ilhas. Mas lembre-se, SEMPRE NEGOCIE TUDO NO PERU. Enfim, entramos na lancha e fomos em direção as Ilhas, passamos pelo “El Candelabro” e paramos para fotos. O El Candelabro é um desenho de séculos atrás nas dunas, como o nome já sugere, em forma de um candelabro. Nosso guia nos disse que não se sabe muito bem por quem e para que foi feito, existem teorias de todos os tipos, como por exemplo, que era uma marca para os navegantes usarem de localização ou até mesmo que foram os extraterrestres rs. Essa marca sofreu pouquíssimas alteração no passar dos séculos, por conta de não chover quase nunca e ter pouco vento. Bom, continuamos o passeio em direção as Ilhas, chegando lá era muito bonito. São formações rochosas onde se encontram vários animais, como pinguins e leões marinhos. Além disso existem muitas aves sobrevoando que dão um show no céu. Recomendo o passeio, é muito bonito mesmo! Obs: Leve casaco, lembre-se que apesar do calor, você vai estar em uma lancha e venta muito! Ainda no mesmo dia (11/07/16), após voltarmos do passeio, pegamos um ônibus, às 11h15, para a cidade de Ica. Também viajamos pela Oltursa e pagamos s/ 25. Chegando em Ica, pegamos um táxi, que custou entre s/ 4 – s/ 5 para o hostel, no caminho o taxista parou para que a gente pudesse trocar dinheiro de dólares para soles. A cidade de Ica não é nem um pouco bonita e o trânsito é louco! Existem muitos carros e muitas moto-táxis (depois conto sobre a nossa experiência em um desses) se cruzando e buzinando o tempo inteiro. Ficamos hospedados no Hostel Ollanta, os funcionários foram muito amáveis e nos ajudaram em tudo que precisamos. O quarto era simples, mas estava arrumado e limpo quando chegamos. Ocorreu que achamos que tínhamos comprado com café da manhã incluso como fizemos em todos outros hostels de nossa viagem, porém nesse em especial nos informaram que não estava incluso e que, apenas, poderiam nos fornecer caso pagássemos algo a mais. O hostel fica um pouco longe do centro, porém está relativamente perto do Oásis de Huacachina. Se eu não me engano, após deixar as malas no hostel fomos almoçar no mercadão da cidade, chamado La Palma. Pagamos s/ 8 em um prato gigantesco de arroz (com tudo que você pode imaginar misturado), frango e batatas, além de um chá de cevada. Após o almoço pegamos um moto-táxi até o Oásis de Huacachina. Bom, sobre os moto-táxis, podemos definir nossa experiência em uma palavra: medo. Primeiro que não havia uma porta, muito menos cintos. Você tira uns elásticos para se segurar e os motoristas dirigem como loucos. A vantagem é que os moto-táxis custam s/ 2 para andar pela cidade e s/ 5 ao Oásis. Chegando a Huacachina buscamos um instrutor que nos foi indicado chamado Angel para fechar o passeio de bug pelas dunas. Fechamos o passeio por s/ 35 por pessoa (preço especial pela indicação rs). Enquanto aguardávamos fomos finalmente conhecer o tão esperado Oásis de Huacachina. Uma palavra: UAU! Meu deus do céu, que lugar paradisíaco!!! Me arrependo MUITO por não ter fechado um hostel no próprio Oásis! O preço era quase o dobro, mas juro que valia cada centavo!! Enfim, não posso falar muito sobre o Oásis, só estando lá para entender o quão incrível é aquele lugar. ' alt=''> Quando deu a hora do passeio encontramos o Angel e outras pessoas que iriam com a gente. O passeio é sensacional, subimos e descemos as dunas em alta velocidade, a sensação de adrenalina toma conta! Super indico. ' alt=''> Depois dessa experiência ainda paramos para tirar algumas fotos e praticar sand-board! SENSACIONAL! Ficamos nesse tour até o sol se pôr e depois voltamos ao Oásis. Antes de ir embora tomamos uma Cusqueña (cerveja local) com o nosso queridíssimo guia. Obs: Eu odeio cerveja, mas a Cusqueña realmente me surpreendeu, eu gostei! MEU DEUS, eu gostei de uma cerveja! Tomamos a Cusqueña Blanca e a Dourada, as duas são muito boas. Pegamos um taxi (s/ 10) para a cidade de Ica e fomos jantar no shopping. É um shopping como qualquer outro no Brasil, comemos na praça de alimentação, eu comi comida chinesa, paguei aproximadamente s/ 18. Depois voltamos ao hostel e descansamos. No outro dia de manhã (12/07/16), fomos direto para Oltursa pegar um ônibus até Nazca. Nosso ônibus saia 9h e pagamos s/ 35. Chegando em Nazca, buuum, primeira decepção da viagem. Não iriamos conseguir fazer o sobrevoo as linhas de Nazca porque a manhã tinha sido muito nublado e todos os voos foram adiados para mais tarde, ou seja, não existiam mais voos para aquela hora e a gente tinha que pegar um ônibus no mesmo dia para outra cidade. Rodamos por muitas agencias na cidade e todas nos passaram essa mesma informação. Um pouco chateados, acabamos fechando um tour que íamos de carro até alguns mirantes que podíamos ver algumas linhas. No final conseguimos ver 3 desenhos, as mãos, a árvore e a lagartixa que está cortada pela rodovia que foi construída antes de saberem a existência das linhas. Depois disso ainda passamos em um museu dedicado a uma arqueóloga alemã que passou mais de 50 anos estudando as linhas de Nazca (sem descobrir quase nada rs). As linhas foram feitas por alguém (ou algo, também existem teorias rs) que separou todas as pedras avermelhadas deixando o chão branco exposto e formando os desenhos. Os desenhos são gigantescos e não se sabe ainda como as imagens podem ter sido feitas com tanta perfeição sem que os povos tivessem tecnologia suficiente para olhar de cima, ou seja, sobrevoar. As linhas estão lá desde 400 d.C – 650 d.C e sofrem pouquíssimas mudanças, pois chove de 2 a 3 vezes por ano e venta muito pouco. Voltamos para cidade de Nazca, comemos alguns pãezinhos na rua, por s/1 cada e aguardamos o ônibus para Arequipa. Nosso ônibus saia no mesmo dia (12/07/16) às 15h15 e também fechamos pela Oltursa, pagamos s/ 79. A viagem de ônibus é muuuuuito longa e tem muuuuuitas curvas. Passei um pouco mal. Chegamos em Arequipa aproximadamente 00h e fomos direto para o hostel descansar. Nos hospedamos no Sumaq House Backpackers, pagamos mais ou menos s/ 55 por noite. Sobre o hostel, é muito bom! Além dos funcionários serem muito agradáveis, principalmente o Francisco que nos atendeu, o café da manhã é ótimo, os quartos são limpos e aconchegantes, o hostel no geral é muito bonito! Super recomendo! Acordamos (13/07/16) bem cedinho com a intenção de fechar um tour para o Colca Canyon e passar nossa outra noite lá, ou seja, fazer o tour de 2 dias e 1 noite, por isso só tínhamos reservado uma noite no hostel. Quando fomos falar com o Francisco do hostel, descobrimos que tanto esse tour quanto o de um dia, saiam 3h da manhã do hostel e já não tínhamos mais essa opção, pois iriamos para outra cidade no dia seguinte à tarde. Com orientação do Francisco, decidimos ir para o Canyon por nós mesmos. Tentamos pegar um ônibus para Chibay, uma cidade próxima do Colca, mas não tinha mais horário (isso às 10h da manhã), então andamos pela cidade e achamos uma van que nos levaria para cidade. Pagamos s/ 15 por pessoa na Van, porém sem nenhum um tipo de conforto e com um motorista um pouco imprudente. Reparamos que não tinham turistas na van, apenas locais. Depois de algumas horas chegamos a Chibay, mais ou menos 16h da tarde. Chegando a cidade comemos os famosos pãezinhos de s/ 1 na rodoviária. Foi ali que eu provei pela primeira vez a carne de alpaca, que por sinal é muito boa, parecida com a carne bovina, um pouco mais forte. Conseguimos encontrar um dos locais que tinha uma van e disse que poderia nos levar ao Colca, pagamos mais ou menos s/ 60 por pessoa. Subimos, subimos, subimos, subimos e subimos mais um pouco. Nosso destino final era a Cruz del Condor, de onde se pode observar o Colca Canyon e os famosos Condores, os maiores pássaros do mundo, podendo chegar até a 3 metros de comprimento. Todos haviam nos dito que não iriamos poder ver os Condores àquela hora, porque eles só apareciam pela manhã, por isso os tours saiam tão cedo. Quando eu digo todos, são todos mesmo, o Francisco do hostel nos disse isso, a moça da rodoviária, os locais na Van... Chegando ao Colca Canyon, além da vista INCRÍVEL, uma surpresa, não tinha um Condor lá, tinham cinco! Cinco lindos grandes pássaros dando um SHOW! Não havia nenhuma alma lá, estávamos com o Colca só pra gente! Tiramos muitas fotos, curtimos a vista, absorvemos aquela energia (apesar do frio e da altitude rs). Mais tarde voltamos a Arequipa, fechamos mais uma noite no hostel, pelo mesmo preço (s/ 55 para os dois). Essa noite saímos com o Francisco e uns amigos dele para beber e ouvir uma música. Não muito tarde voltamos para o hostel e fomos descansar. No dia seguinte (14/07/16) acordamos e fomos conhecer a cidade. Arequipa é realmente maravilhosa! As catedrais, a praça de armas... É tudo muito bonito mesmo! Vale a pena tirar um dia para andar sem rumo por ali! Obs: Não gostei da cerveja Ariquipeña.... Às 14h da tarde do mesmo dia fomos até a Companhia de ônibus Cruz del Sur com destino a cidade de Puno. Sobre a Cruz del Sur, eu odiei a companhia! O wifi não funcionava, os assentos não eram nada confortáveis, o ônibus era bem mais velho que da Oltursa, a comida era pior, o atendimento era pior, maaaaas o preço era o mesmo. Então, viaje até onde der de Oltursa, deixe a Cruz del Sur sempre como segunda opção. De Arequipa para Puno era uma longa viagem, na qual pagamos s/ 62, e como eu não tinha passado bem na última, resolvemos comprar o SOROCHE, um remédio para o mal de altitude, vale a pena! Chegamos em Puno às 20h30 do mesmo dia. Puno é uma cidade minúscula e também não é muito bonita. Ficamos hospedados no Puma Backpacker Hostel, pagamos US$ 12,32. Bom, sobre o hostel, os funcionários são amigáveis, principalmente a Sra. Frida e seu marido. Quando chegamos fomos informados que nosso quarto não era matrimonial como esperávamos, a Frida nos informou que iriamos ficar em quarto compartilhado. Depois de insistir um pouco e mostrar algumas vezes que na nossa reserva constava Quarto Privado, ela nos colocou em um quarto com 2 beliches, porém sozinhos. O quarto e o hostel estavam limpos, porém o banheiro estava mais ou menos. Também achei um pouco desorganizado. Depois de pagar o quarto e resolver tudo estávamos morrendo de fome e fomos perguntar onde poderíamos comer. Fomos surpreendidos com a resposta de que AQUELA HORA (21h) não havia nada aberto. Tentamos pedir uma pizza, mas a única pizzaria da cidade estava fechada. Acabamos comendo salgadinho e bebendo água. No outro dia (15/07/16), acordamos cedo para ir conhecer a ilha de uros. Nós optamos por fazer o tour Ilha de Uros + Sillustani, fechamos no próprio hostel e nos custou mais ou menos s/ 60. Passaram para nos buscar no hostel e seguimos para as ilhas flutuantes. Chegamos de barco e descemos em uma das ilhas, eu achei interessante por ser algo completamente diferente de tudo que já vimos, mas confesso que esperava gostar mais. Os locais, junto com nosso guia, nos explicaram como eram feitas as ilhas flutuantes, como eram feitas as casas, o que eles comiam, como era a rotina do povo que vivia na ilha, etc. Bom, alguns pontos que achei interessante: 1) As ilhas são feitas de uma planta chamada Tutóia; 2) Essa mesma planta é usada como alimento; 3) Às vezes os ventos fortes fazem com que a ilha se solte (ela é presa com uma espécie de uma “âncora”) e saia flutuando por aí; 4) As crianças devem pegar um barco todo dia para ir à escola na cidade. Após a explicação os moradores nos convidaram para conhecer suas casas e colocar as vestimentas locais para tirar fotos. Entramos no clima e vestimos as roupas. Olha, posso dizer que pelo menos as femininas são bem quentes e confortáveis. ' alt=''> Depois nos levaram para ver os artesanatos, obviamente eu comprei várias coisas rs. Bom, o que eu de fato achei sobre Uros, tudo parecia muito forçado para mim, as famílias pareciam estar com uma falsa animação para agradar os turistas e conseguir receber algo com seus artesanatos e etc. No final o guia reuniu uma parte da família e eles cantaram pra gente em várias línguas, como quéchua, aimará, espanhol, inglês e até alemão. Sinceramente, eles pareciam muito infelizes fazendo isso. Por último fomos navegar até a outra ilha em um daqueles barquinhos locais, também feito de Tutóia. Pagamos s/ 10 por pessoa. Conhecemos a outra ilha, usamos um banheiro ao ar livre, tiramos algumas fotos e voltamos para cidade. Na cidade ficamos turistando pela Praça de Armas aguardando o próximo ônibus nos buscar para irmos até Sillustani. Enquanto aguardávamos fomos comer em um restaurante perto da praça. Um menu turista com entrada, prato principal e bebida por s/ 10. De entrada tinha uma sopa de champignons (MUITO BOA), o prato principal era carne de alpaca com purê de batata e legumes e a bebida eu escolhi mais chá de coca. AH, acho que não falei sobre o chá de coca, bebi todos os dias da viagem, é simplesmente maravilhoso! Ajuda muito com a altitude e para mim que tenho gastrite foi ótimo para o estômago! Enfim, depois do almoço aguardamos nosso ônibus e nos dirigimos para Sillustani. Bom, Sillustani possui algumas ruínas com torres funerárias onde os Inkas enterravam a classe mais alta. A maioria das torres está em ruínas, pois os espanhóis, sabendo que os Inkas eram enterrados com seus objetos pessoais, entre eles o tão procurado ouro, acabaram destruindo quase tudo. Cada torre abrigava mais ou menos 20 corpos. As torres iam subindo conforme alguém era enterrado lá, por exemplo, eles construíam a primeira camada da torre, passavam o corpo por uma mini portinha e jogavam pedras em cima, no segundo corpo quase a mesma coisa, construíam outra camada na torre, mas o corpo já não passava pela portinha e sim era jogado por cima das pedras e coberto por mais pedras, e assim por diante. Até que a torre possuísse mais ou menos 20 corpos e fosse fechada, pois estava completa. ' alt=''> O lugar é MUITO bonito, tem vista para um lago com uma ilha no meio que é simplesmente sensacional. Nesse mesmo tour passamos por um círculo formado por pedras e paramos para uma explicação. Segundo nosso guia, existe uma lenda que muito tempo atrás o sol havia desaparecido, então essa construção foi feita para que no dia que o sol voltasse eles o prendessem no círculo. Conforme a lenda, o sol voltou um dia e até hoje se encontra preso ali. Depois de passear bastante por ali voltamos ao hostel e decidimos pedir uma pizza antes que fosse tarde demais e a pizzaria fechasse rs. Como íamos embora nesse mesmo dia para Cuzco, pedimos a pizza 19h e marcamos um taxi para as 21h, e foi aí que começou nosso problema. Primeiro de tudo, a moça que nos recebeu disse nos deu um cardápio e escolhemos uma pizza por s/ 20. Ela fez o pedido e nos informou que seriam cobrados mais s/ 5 pela taxa de entrega da pizzaria. Sem problemas. A pizza demorou mais de 1h30 e começamos a ficar preocupados pelo horário do táxi. Quando a pizza chegou 20h40 mais ou menos, a moça do hostel insistiu MUITO que a gente desse o dinheiro pra ela e ela iria buscar a pizza lá embaixo. No final meu namorado acabou acompanhando ela e não existia a tal taxa de entrega da pizzaria, nos cobraram apenas os s/ 20. Decidimos não falar nada e fomos comer. Ao abrir a pizza, uma grande decepção. Uma pizza de 8 pedaços é como uma de 4 pedaços da pizza do Brasil, mas cortador na metade. Ou seja, a pizza era minúscula e o sabor não era tão bom também. Enfim, comemos rápido e ficamos prontos esperando o táxi que o hostel disse que havia marcado para às 21h. Esperamos, esperamos, esperamos e esperamos. No final falamos com as pessoas do hostel, eles ligaram de novo pro taxista, insistiram, brigaram, gritaram e nada. Então, como bons brasileiros fomos pegar um taxi na rua. Conseguimos achar um taxi, negociamos e quando estávamos colocando as malas no porta malas... o outro taxi chegou. A senhora do hostel começou a gritar lá de cima e mostrar que aquele era o taxi correto. Eu que já estava de saco cheio, respondi que ele havia demorado muito, que marcamos para as 21h e eu ia pegar o taxi que achamos na rua. Entramos no taxi e fomos até a rodoviária com medo do outro taxista estar seguindo a gente rs. No final deu tudo certo, chegamos na Cruz del Sur e pegamos o ônibus rumo a Cuzco. Nosso ônibus saia às 22h para chegar em Cuzco às 4h30 da manhã. Pagamos s/ 55 por pessoa. De novo a Cruz del Sur foi péssima. Mesmas reclamações, não tinha wifi, o atendimento horrível... Chegando em Cuzco (16/07/16) fomos direto para o hostel tentar descansar. Chegando no hostel descobrimos que não poderíamos entrar no quarto até às 11h, horário do check in. Tentei conversar com eles, pois eu tinha enviado um e-mail informando o horário de chegada e eles responderam dizendo que quando o quarto estivesse livre poderíamos ocupa-lo. Ocorre que, nosso quarto ficou livre às 6h da manhã e mesmo assim eles não quiseram liberar até o check in. Ficamos das 5h às 11h mais ou menos na cozinha do hostel com todas nossas bagagens aguardando o quarto. Quando finalmente entramos no quarto decidimos não dormir para não perder o dia. Tomamos um banho, nos trocamos, deixamos as coisas e fomos conhecer a cidade. Primeiro fomos trocar os dólares e depois fomos até uma agência programar nossos passeios por Cuzco. Pagamos mais ou menos s/ 280 por pessoa para todos os passeios em uma agência chamada Peru Gold. Algo que compramos e vale muito a pena é o boleto turístico. Esse boleto te dá acesso a entrada de diversas fortalezas, museus e entre outros. Pagamos s/ 70 por pessoa (estudante). No primeiro dia conhecemos a cidade e visitamos alguns museus. Mais tarde fomos até o mercado São Pedro comprar malhas de alpaca e outros coisinhas. No dia seguinte (17/07/16) tiramos esse dia para conhecer o famoso Vale Sagrado e as fortalezas de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. Me recuso a escrever sobre, só estando lá para sentir a energia do lugar e admirar a beleza. Apenas, digo que Pisac foi a que eu achei mais bonita de todas! Ah, e uma dica, no nosso tour tínhamos pouco tempo em cada fortaleza, como 15min – 20min, isso é frustrante porque você não vai conseguir conhecer tudo nesse tempo. No outro dia (18/07/16) iriamos fazer trilha da montanha colorida, por isso acordamos 3h. No final nos informaram que havia nevado muito e não tinha como subir a montanha, então trocamos os dias dos passeios e fomos fazer o tour de quadrimotos por Moray e as salineiras de Maras. O tour é bem legal, pegamos uma moto para os dois, porque eu não queria dirigir. A paisagem é linda! Chegando em Moray levamos uma bronca do guia porque estávamos em último e fomos ultrapassando todo mundo até chegar em primeiro rs. Ele brigou e disse que era perigoso e não estávamos em uma competição, então depois disso fomos mais tranquilos rs. Moray é muito bonito, são construções destinadas a agricultura dos Inkas. Onde eles usavam como um laboratório para testar quais plantações poderiam ser consumidas. O lugar está totalmente preservado! Tiramos algumas fotos e voltamos para os quadrimotos com destino à Maras. Chegamos em uns 25 minutos em Maras, pagamos s/ 10 para o ingresso e fomos ver as salineiras. Provamos a água e era realmente MUITO salgada, muito mais que água do mar. O lugar é muito bonito e tinham algumas salineiras que já estavam secas, ou seja, prontas para retirar o sal. Foi uma experiência totalmente diferente de tudo que já tínhamos visto. Depois voltamos ao local de partida das quadrimotos e pegamos uma van de volta para cidade de Cuzco. No caminho paramos em um restaurante para comer (estava incluso no tour) e como sempre, a comida era péssima. Voltamos a cidade no final da tarde, andamos um pouco, comemos Mc donald’s (bem mais barato que o Brasil, mas muito pior) e depois voltamos ao hostel para descansar. Acordamos de novo às 3h (19/07/16) para a trilha da montanha 7 cores ou montanha arco-íris ou cerro colorado. Nos buscaram no hostel e fomos de van até o começo da trilha, o que levou mais de 2h. Chegamos na trilha por volta das 5h30 da manhã, tomamos café da manhã, que estava incluso no tour, pão, geleia de morango, manteiga e chá de coca. No começo da trilha eu já tinha decidido que ia subir a cavalo, já o André decidiu ir caminhando, mesmo sabendo que eram quase 4h de trilha classificada como difícil. Como tivemos experiências diferentes, eu cavalgando e ele caminhando, posso contar apenas o que eu vivi. Eu queria subir cavalgando sozinha, mas pela dificuldade da trilha me informaram que não podia e iria um senhor guiando o cavalo. Conversei o caminho todo com ele, sobre sua cultura e educação de seus filhos. Ele me contou que eles comem muitos legumes que cultivam e algumas carnes como cuy (porquinho da índia), raposa (elas vivem nas montanhas e eles caçam para poder comer), alpaca, lhamas, etc. Além disso ele me disse que tinha dois filhos e que eles eram educados em casa. Aprendiam muito sobre a cultura dos Inkas para que ela não se perca com o tempo, inclusive a idioma Quéchua como primeira língua e o espanhol, como segunda língua. Em diversos momentos a gente parava para que ele e o próprio cavalo descansasse. Também tinham partes que eram muito estreitas e por segurança eu tive que subir caminhando. Bom, eu cheguei em aproximadamente 3h30 no começo da montanha, de onde eu me despedia de meu guia e deveria subir andando. Como o André veio caminhando, ele estava um pouco atrás, decidi esperar para subirmos juntos. Desse ponto, a vista já era espetacular, do lado direito a montanha arco-íris e do lado esquerdo uma montanha nevada e o glaciar. Quando o André chegou ele parecia bem cansado, mas ao mesmo tempo extasiado pela experiência. Subimos até o topo, andando e parando andando e parando, rs. UAUUUUU! LINDO DEMAIS! ' alt=''> Ficamos um tempo aproveitando a vista apesar do frio e do vento, o André tomou uma cerveja para comemorar, tiramos muitas fotos e resolvemos descer. Eu, infelizmente, tomei a “sábia” decisão de descer caminhando, afinal, para descer todo santo ajuda. Sim, me arrependo. Foi bom sentir que eu consegui, mas quando cheguei no fim meu corpo já tinha desistido de mim. Meu pé estava destroçado, eu não lembrava como se respirava direito, minha cabeça doía, ou melhor, cada centímetro do meu corpo doía. Depois de 2h30 descendo a trilha e mais 2h na van, finalmente chegamos ao hostel e como esperado, tomamos banho e capotamos. No outro dia (20/07/16) íamos ao Machu Picchu. Portando acordamos novamente às 3h da manhã e pegamos um taxi até a estação Pavitos (s/ 5), da estação Pavitos pegamos uma Van (s/ 10) para Ollantaytambo, de onde nosso trem sairia. Compramos o trem ainda no Brasil e pagamos US$ 134 ida e volta por pessoa. Saímos 7h45 e chegamos em Águas Calientes por volta das 9h. Nesse momento e eu já não estava me sentindo muito bem, estava um pouco mareada. Fomos comprar o ingresso do Machu Picchu e foi ai que eu descobri que lá era o ÚNICO lugar que não aceitava a carteirinha de estudante do Brasil e sim apenas a Carteira Internacional ISIC. Meu namorado, como já é formado levou essa carteirinha e conseguiu pagar meia entrada, eu infelizmente paguei inteira, algo como s/ 126 mais ou menos. Depois compramos o ônibus para subir até o Machu Picchu, US$ 24 por pessoa. Adentramos o ônibus e foi ai que eu comecei me sentir mal de verdade, estava muito enjoada e com meu corpo todo doendo. Chegando ao Machu Picchu eu já não conseguia caminhar, fomos até um mini “hospital” e me deram um medicamento para enjoo. Esperamos um tempo, mas eu não conseguia ficar melhor. Eu queria entrar, mas o André disse que eu não iria conseguir naquele estado. Enfim, fiquei do lado de fora do Machu Picchu das 10h até umas 14h mais ou menos. Até que eu tomei a decisão de forçar para vomitar. Consegui e depois disso me sentia renovada. Então finalmente entramos no Machu Picchu. Como eu ainda estava fraca sentados um pouco na grama e ficamos admirando a vista. Foi ai que conhecemos um menino de mais ou menos 10 anos que morava em Miami e também estava passando mal. Sua mãe, muito irresponsável na minha opinião, tinha deixado ele lá jogado sozinho para ir conhecer o Machu Picchu. Como bons brasileiros tivemos que ajudar. O menino precisava ir no banheiro, mas não conseguia andar, então o André o acompanhou enquanto eu achava a mãe. Depois de encontrar a mulher e entregar o filho para ela fomos almoçar porque eu me sentia muito fraca. Comemos no restaurante do Machu Picchu, não sei dizer o preço porque o André não quis me contar, mas sei dizer que é bem caro. Depois de comer fomos andar pelo Machu Picchu, já eram mais ou menos 15h30. Então subimos para conhecer o máximo possível. Conseguimos ver bastante coisa, mas como lá fechava 17h30 não pudemos ver tudo. Bom, apesar dos apesares, o Machu Picchu é realmente uma das maravilhas do mundo. Aquele lugar me despertou sentimentos e sensações que eu nunca havia sentido. O contato com a natureza, a magnitude das construções realizadas pelos Inkas. Minha única dica é, não turistem apenas, sintam um pouco, fechem os olhos, absorvam ao máximo a energia, deixe que seu corpo fique leve, sintam-se flutuando, enxerguem além do que seus olhos podem ver, reparem no que outros não reparam, vejam as cores, inspirem o ar e finalmente sintam o corpo inteiro arrepiar! ' alt=''> Voltamos ao hostel para descansar e foi a vez do meu namorado passar mal. No dia seguinte tínhamos uma viagem de ônibus com destino a Lima, o problema é que era nada mais, nada menos que 1 dia e meio no ônibus. Acordamos no outro dia (21/07/16) ainda mareados, então decidimos comprar uma passagem de avião para Lima, sendo apenas 1 hora de voo. Arrumamos as malas, andamos mais um pouco pela cidade e mais ou menos 16h pegamos o avião. Chegando em Lima, acabados, pegamos um taxi do aeroporto para o bairro de Miraflores (s/60). Somente após chegar no apartamento percebi que havia deixado meu celular no avião. Voltamos no aeroporto e ficamos algumas horas tentando resolver, mas infelizmente, não encontraram. Quando retornamos ao apartamento fomos direto dormir. Foi uma longa noite. Acordamos cedo no outro dia (22/07/16) e eu entrei novamente em contato com o aeroporto. Nenhuma novidade. Depois de chorar, chorar e chorar por ter perdido TODAS minhas fotos, decidi aproveitar meus últimos dias na cidade. Caminhamos um pouco e como eu sabia que a Apple era muito mais barata do Peru do que no Brasil decidi começar a procurar um telefone por lá mesmo. Essa tarde foi um pouco nula, pois passamos resolvendo os problemas do celular com a companhia aérea. Mais tarde resolvemos ir no cinema, afinal, para quem não sabe, os filmes sempre estreiam antes no Peru pra depois chegar no Brasil. Assistimos um filme péssimo de terror e depois fomos aproveitar a noite de Lima na Calle de Las Pizzas. Passamos por diversos lugares, entre bares, restaurantes e até baladas, mas acabamos ficando em um Lounge que acontecia um evento fechado, mas nos deixaram entrar porque somos brasileiros. Vai Brasil! Bebemos e dançamos reggaton até, literalmente, a cerveja acabar rs. Depois voltamos para casa e dormimos muito muito muito. Acordamos um pouco tarde (23/07/16) fomos até o Burger king, onde conseguíamos usar o wifi, buscamos na internet algumas lojas que vendiam Apple e fomos até uma delas. Não sei explicar muito bem onde fomos, mas chegamos até um outlet, onde tinha um pouco de tudo com preços muito bons. Acabamos fazendo umas comprinhas rs. Comprei finalmente meu celular e saímos para almoçar. Encontramos um restaurante brasileiro e não pensamos duas vezes antes de entrar. Sentamos, ouvimos um pouco de samba, sertanejo, comemos uma feijoada com tudo que tem direito e bebemos guaraná. Foi um sonho! Melhor refeição em quase 15 dias de viagem. Após comer bastante voltamos caminhando, paramos em um parque de cachorros para brincar um pouco com eles e depois fomos para casa. Voltamos ao apartamento para dormir um pouco e sair à noite. Esquecemos de colocar o despertador e por sorte acordei 00h. Saímos de casa com pressa em direção a Ponte dos Suspiros, no bairro do Barranco. UAUUUUUUU! Valeu muito a pena!!! O lugar é lindo, a vida noturna é incrível, realmente foi para fechar com chave de ouro. Fomos em um pub chamado “Santos” super indico, os petiscos são ótimos e a carta de bebidas melhor ainda! Ficamos até fechar rs. Finalmente voltamos para casa e fomos dormir. No último dia (24/07/16) acordamos, tomamos café da manhã e começamos a arrumar as malas, depois de algumas horas conseguimos deixar tudo pronto. Tomamos banho e fomos aproveitar nosso último almoço no Peru. Por ironia, nosso último almoço no Peru não foi nada peruano rs. Comemos no Friday’s, muito bom. De barriga cheia e malas prontas, fomos para o aeroporto para voltar ao nosso queridíssimo Brasil.
  14. Bom, essa é uma viagem que programei por muitos e muitos anos. As rotas programadas foram diversas e as companhias também. Até que o grande dia chegou. Eu e minha irmã – parceria 100% ....saímos de Cuiabá/MT com destino Cusco/PERU – dia 08/06/2017 à 16/06/2017. Pegamos um vôo de Cuiabá/MT para para SP. De SP para LIMA. De Lima para CUSCO. Passagens de avião - ida e volta - aproximadamente R$2.000,00 (dois mil reais) para cada uma. DIA 01 - 08/06/2017 - Saída de Cuiabá/MT - Destino: Cusco. DIA 02 - 09/06/2017 - Chegada em Cusco. Chegamos na cidade e logo ao descer do avião, já dava para sentir o frio. Certa de 13 graus. Logo que saímos do aeroporto, vários taxistas nos abordaram e paramos para conversar com um que ofereceu 50 soles para nos levar até o Hotel. Achei um absurdo, pois, já tinha lido aqui no site dos mochileiros que até 20 soles era um bom preço. Fui tentar por menos e ele simplesmente disse: “atravesse a rua e encontrará mais barato”. E foi o que fizemos. Demos mais alguns passos e um taxista não oficial ofereceu 20 soles para nos levar até o hotel. Topamos na hora e entramos no Táxi. O caminho do aeroporto até o centro turístico não é bonito. A cidade não tem muita cor e o trânsito é PAVOROSO. Eles usam muito a buzina. Sempre tem congestionamento e o cheiro de poluição é grande. As ruas são estreitas e a quantidade de ônibus, taxis, carros tirando fino dos outros é imensa. Semáforo também não serve para nada, até porque sempre tem um guarda de trânsito direcionando o trânsito. O percurso do Aeroporto até o centro dura cerca de 20 minutos. Nosso hotel em Cusco foi o INCA WASI. Melhor custo benefício que encontrei. Sempre ficamos em albergues, mas, queríamos banheiro privativo e um pouco de calmaria. Encontramos este hotel e reservamos pelo booking com antecedência. ELE É MUITO CENTRAL. FICA NA PRAÇA DAS ARMAS. Só atravessar a rua e está na bagunça da praça. Custou 30 dólares a diária para duas pessoas. (aproximadamente 100,00 reais). O Café da manhã é bem simples, mas, gostoso. (ovos mexidos feitos na hora, pão, presunto e queijo, café preto, iogurte natural, geléias artesanais e suco de laranja). O pessoal do hotel foi bem receptivo. Sempre conversando e perguntando se precisávamos de algo. Foi ótima a escolha! Não é um hotel luxuoso. Como disse anteriormente, foi o melhor custo benefício encontrado. Hotel Barato e razoável acomodação pela localização. Chegamos ao hotel por volta das 11h da manhã. Neste dia estava tendo um ensaio para a festa que aconteceu em Cusco no dia 24/06 – Festa do SOL. Era uma sexta-feira e a Praça das Armas estava muiiiiiiito lotada. Uma confusão LINDA! Vários grupos fantasiados com roupas típicas, muita dança, música e o som dos tambores não parava. Mal dava para andar nas ruas e eu e minha irmã chegando com as mochilas naquela confusão. Tivemos dificuldade de chegar ao hotel, pois, os táxis, carros e ônibus estavam proibidos de transitar próximo a praça por causa das festividades. Então tivemos que andar boas quadras com as mochilas nas costas. Chegamos exaustas!!! Quando entramos no hotel, o recepcionista já nos ofereceu o famoso chá de coca – quentinho. Ajuda bastante pela altitude e eu adorei o sabor. Vejo muitas pessoas falando que odiaram o gosto ou que tomaram porque tinham que tomar por causa da altitude, mas, para mim que amo chá e bebo sempre....achei super agradável o sabor. Gosto é gosto e isso não se discute. Deixamos as mochilas no hotel e saímos para olhar a cidade e buscar algo para comer. Encontramos um restaurante bem próximo chamado Vitória e Glória e comemos muito bem. Meu prato com filé de frango, ovo, arroz e salada custou 13 soles e o da minha irmã com um hambúrguer de carne custou 10 soles. Ela tomou uma coca e eu uma água. Comemos e fomos para uma agência de turismo na mesma rua. Fomos andando e escolhemos aleatoriamente. Encontramos a agência Luna. FECHAMOS TODOS OS PASSEIOS NA MESMA AGÊNCIA. A DONA DA AGÊNCIA FEZ ÓTIMOS PREÇOS. Assim, no mesmo dia fechamos o City Tour para as 14h. Pagamos 15 soles por pessoa. Eu sei, Eu sei que dizem que é bom fazer a aclimatação primeiro para não passar mal. Mas, nosso tempo (roteiro) estava “curto” e queríamos fazer a maior quantidade de coisas por lá. A minha programação e roteiro estavam apertados. Encontramos o guia que nos acompanharia no City Tour na praça das armas. Andamos uns 04 quarteirões até o primeiro local que se visita. NÃO TÍNHAMOS COMPRADO OS BOLETOS TURÍSTICOS AINDA. O guia disse que na segunda parada desceríamos do ônibus para comprar. O boleto turístico pode ser comprado parcial (para um dia – com direito a 04 sítios arqueológicos) ou geral, que dá direito a visitações por 07 dias se eu não me engano. Custou 130 soles por pessoa. O boleto turístico é necessário para quase todos os passeios em Cusco. Acho que contempla 16 atrações em Cusco e ao redor. O primeiro lugar de visita foi o Museu de Qoricancha . Lá TODOS devem pagar 10 soles e não está incluso no boleto Turístico. O Museu é bonito e é necessário um guia para dar as explicações. É um museu que dispõe de várias “salas” – templos. O guia vai explicando o significado de cada uma e maneira como os antepassados viviam e no que acreditavam. Mostra inclusive uma evolução cronológica dos incas, pinturas, objetos. É bem legal e vale a pena pela história. Após sairmos de Qoricancha, seguimos a pé até um ônibus que ficava há uma quadra do local. Lá, entramos e fomos para Sacsayhuaman. O Lugar incrível. Estava um dia de bastante sol. São várias as teorias explicadas sobre o local. É como se fosse uma fortaleza Inca. O guia explicou que foi criada com propósitos de defesas. Talvez por militares, para defenderem-se de tribos invasodoras. Sacsayhuaman se encontra há mais de 3.000 metros de altitude e intriga a todos a forma como as rochas foram colocadas naquele local. Uma das teorias eram andaimes feitos de “lenha” e com mais de duzentos homens conseguiam movimentar as rochas e coloca-las no local. Ocorre que acreditam ser um lugar místico e outras teorias cercam essa história como uma engraçada que o guia contou.... De que havia uma “mágica” que faziam as rochas obedecerem seu “senhor” e se movimentavam até o local. Quando chegamos de volta no ônibus para irmos para o próximo local a ser visitado, tinha um cara vendendo umas fotos. Quando fui olhar....havia uma foto minha tirada no centro na cidade de Cusco. Eles tiram fotos do grupo indo para o passeio sem a pessoa perceber. Vão até a parada...provavelmente combinado o guia turístico e vendem as fotos tiradas. Comprei porque achei aquilo o máximo. Nem vi ninguém tirando foto, e derrepente aparece o cara lá com uma foto minha. Custou 05 soles. Bom, saímos de lá e a próxima parada foi um lugar chamado Qenko. É um complexo arqueológico. São pedras esculpidas. A história é bem legal. Mas, não tem muita coisa para se ver. Tem uma rocha esculpida que é quase um túnel. Passamos por dentro dela e o guia conta que ali era uma possível “templo” para sacrifícios para os deuses. Na volta, caminhando até o ônibus, compramos um milho gigante deles que não me lembro o nome. Custou 03 soles. É gostoso. Parecido com o nosso. Saímos de lá e fomos para lugar chamado PuKaPuKara. A história contada pelo guia é que quando um Inca da alta sociedade se preparava para visitar os banhos de em Tambomachay, outros se hospedavam em Pukapukara que era uma espécie de quartel para hospedagem. Disse o guia que a história explica que havia um acesso direto a Tambomachay, embora não esteja provado. Fazia muito frio e ventava muito. Só tirei umas fotos, ouvi um pouco a explicação e voltei para o ônibus. A Próxima parada, já estávamos exaustas e já estava escuro e muuuuuito frio. Chama-se Tambomachay. Logo que entramos no parque arqueológico já dá para ouvir o barulho de água, riachos. Repito, o frio era muuuuuuuuuito grande. Tinha que andar bastante e nós já estávamos cansadas. Tiramos umas fotos com as lhamas e voltamos pro ônibus. Infelizmente não tenho fotos e nada para contar de lá. Mas, em relação as fotos com as lhamas, vc deve pagar. As moças ficam GRITANDO: “propinaaaa”. “Propiiiiiiina”. Que significa gorjeta. Uma moeda pela foto e fica tudo certo. Só não vai fazer igual eu e dar uma moeda de 05 soles. Substimei a moeda achando que era só uma moeda e eram 05 soles. Cuidado! kkkk moeda achando que era só uma moeda e eram 05 soles. Cuidado! kkkk Após todos voltarem para o ônibus, voltamos para o centro de Cusco – Praça das Armas. Já eram umas 19:30 e fomos direto comer alguma coisa, pois estávamos pretendendo sair anoite e conhecer os bares noturnos. Fomos comer num restaurante e escolhemos comer uma pizza. A Pizza média para nós duas saiu 18 soles – sabor napolitano que é presunto queijo e tomate. Eu pedi um taça de vinho da casa que custou 10 soles (bem servida) e minha irmã uma Inka Kola que custou 4 ou 5 soles. Demos uns 02 soles de propina. Lá dentro era aconchegante e o mais importante.. Era beeem quentinho. Estava uns 5 graus lá fora. Muito frio para quem vem de Cuiabá/MT. Tinha Wifi e foi bom para postar algumas coisas no Instagram e nos comunicar com amigos de familiares. De lá fomos para o hotel e resolvemos dar um cochilo antes de sair anoite. Não deu certo né? Não acordamos e ficamos pelo hotel mesmo. Afinal era o primeiro dia e estávamos moídas. Não sofremos com a altitude neste primeiro dia, pois, tomamos SOROCHE PILLSS (CUSTA 44 SOLES UMA CAIXINHA) desde o aeroporto de Lima. Tomamos de 04 em 04 horas. Tudo correu bem. DIA 03 – 10/06/2017 – MORAY E SALINAS DE MARAS e CHINCHERO Gente, antes de começar, já tinha lido vários relatos e visto várias fotos dos locais. Já adianto que nada se compara mesmo. Os lugares e as vistas são incríveis. Vale a Pena. Pagamos na mesma agência que contratamos o City Tour – 25 soles por pessoa para Maras e Moray. Em Maras tivemos que pagar 10 soles a entrada, pois, não está incluso no boleto turístico. Quem administra é o próprio pessoal local das salinas. Saímos de Cusco as 08h da manhã. Primeira parada foi um local chamado CHINCHERO. Muito bacana. É um distrito, um povo local indígena. São várias casinhas que recebem os turistas, vendem seus artesanatos e nos contam um pouco sobre a tintura de seus tecidos. Inclusive com pigmentos extraídos da própria natureza. É fantástico. A moça local que contava as histórias era muito divertida. Mostrou também os bordados dos tecidos e a forma manual e como tudo é feito. É muito incrível. Pedi para tirar uma foto com ela e ela respondeu: “Eu tiro. Mas, agora vamos comprar algo minha amiga”. Kkkkk Ou seja, estava mais uma vez me cobrando pela foto. Confesso que as coisas vendidas lá são liiiiindas. E as blusas feitas de pele de alpaca não tem igual. Realmente é um trabalho fantástico. Mas, para presentear amigos e familiares sai caro. Se quiserem levar algo, busquem em Cusco o MERCADO SAN PEDRO (há 4 quadras da praça das armas) ou em um outro Mercado - (lojinhas) no Bairro San Blas, conhecido como o Bairro Artístico de Cusco...fica perto do Museu de Qrocancha, que é beeeeeem mais em conta. Inclusive, neste bairro, nesta rua das lojas existe uma PEDRA – que se chama Pedra de 12 ângulos. Essa pedra é fixada na parede sem o uso de argamassa. Ela possui 12 ângulos e nenhuma outra pedra da cidade possui essa quantidade de ângulos. Voltaaaando....Lá em Chinchero os preços são para turistas. Mas, produtos são de ótima qualidade. Em Chinchero ainda fomos ao banheiro antes de seguir, pois, nas próximas paradas o guia nos avisou que os banheiros são precários. Assim, seguimos rumo a MORAY. Quando chegamos lá, são muitos ônibus estacionados, muitos guias e turmas para “entrar” no local. Tem que estar atento para não se perder. Sempre atento nas bandeirinhas que os guias usam. Tínhamos um nome do nosso Grupo. Éramos o Grupo Puma. Tem uma descida bem íngreme e de lá o guia já começa as explicações sobre o local. MAIS UMA VEZ, SÃO MUITAS AS TEORIAS. Esse lugar sim, em termos de história vence de qualquer outro. Que lugar incrível! O guia explicou que a teoria mais explicada é que ali era uma estação de desenvolvimento agrícola. Um laboratório para o desenvolvimento da agricultura que possuíam microclimas diversos com diferença de até 1 grau de temperatura para cada tipo de colheita. Os incas possuíam diversos tipos de sementes, métodos de colheita e também de terra. O guia explicou que haviam mais 04 laboratórios daqueles ali em Moray, mas, que alguns são de difícil acesso e mais afastados. De lá, entramos no ônibus e fomos para SALINAS DE MARAS. Demoramos uns 25 minutos até chegar numa vendinha deles antes de chegar em Maras. Essa vendinha vende produtos locais. SAL - (diversos- sal normal, rosa, medicinal – chocolate com sal – água, refrigerante) etc. Produtos para turistas. Compramos 03 pacotinhos de sal (pequenos) 03 por 10 soles e 02 chocolates com sal de Maras por 05 soles. Voltamos para o ônibus...que nos levou até as salinas de maras – mais uns 5 minutinhos até chegar no local. Ao chegar lá, existe uma ladeeeeeeira que você deve descer caminhando até chegar nas salinas. O dia estava aberto e com bastante sol. Deixei os agasalhos no bus. O lugar é lindo. É um complexo de mais de 04mil piscinas de extração de sal. O guia explicou que as vezes uma só família possui mais de 30 piscinas e sobrevivem dessa extração. E que hoje esse sal é muito puro e lucram com a exportação pela pureza e sal de qualidade. O problema não é descer e chegar lá. O problema é a volta. Hahahaha Nada muito difícil, mas, logo a falta de ar vem. Voltamos para o bus, que nos levaria de volta a Cusco. Neste passeio não está incluso almoço, então você tem a opção de levar sua comida (foi o que que fizemos – passamos num mercado antes das 08h da manhã e compramos bobeiras- inka kola, doritos, pães – que deu 5soles e 30 para nós duas) OU comprar algo naquela vendinha que eles nos levam, que tem salgadinhos e bobeiras para quebrar o galho. Voltamos para Cusco e chegamos lá por volta das 16h. Fomos para o hotel, deixamos nossas coisas e fomos dar uma volta na praça e depois mais tarde fomos comer. Comemos num restaurante todo refinado (OQ NÃO SIGNIFICA QUE ERA BOM). Resolvemos pedir o menu turístico de 20 soles por pessoa, que era: Uma entrada: Uma sopa. Eu escolhi uma de frango e minha irmã uma de aspargos. (Horrível) Entendam... minha sopa de frango eram pedaços de frango cozido boiando na água. Água sem nada, sem tempero. Eu tinha pensado que era tipo uma canja nossa, uma caldo... sabe? Aquela coisa mais cremosa. Não ! Era frango na água. Enfim. Fica a dica para quem ler sopa de frango. Prato Principal: Eu escolhi um macarrão a bolonhesa e minha irmã uma carne de alpaca com legumes. (Estava mahomenos). Sobremesa: Panqueca de chocolate/doce de leite. Acompanhava bebida – Minha irmã pediu uma coca e eu uma água. Balanço da janta: Acho que não foi boa. Comemos mais barato e muito melhor os outros dias. Não compensou mesmo. Não é que foi caro. Mas, a comida não estava a contento. Voltamos para o Hotel, pois, hoje sim, iríamos conhecer o tão famoso bar chamado MAMA AFRICA. Era dia de salsa e estávamos animadas. Nos arrumamos e logo que saí do hotel quase morri de frio. Muuuito fio. Uns 5 graus. Sorte que o MAMA AFRICA ficava há alguns passos de distância do hotel. Entramos lá, escolhemos uma mesa e eu logo pedi uma tequila. Sim, eu precisava me esquentar e dar uma animada. Tomamos uma dose cada e minha irmã foi dançar com o pessoal do bar, porque estavam dando “lições de salsa”. Eu fiquei de boa na mesa e pedi mais 02 Piscos Sour, afinal, estava ali, sem fazer nada. O pisco é tipo uma caipirinha nossa. Só que ao invés de pinga, tem o PISCO, bebida local e muito saborosa. A conta deu uns 45 soles + 01 soles para a pintura no rosto..kkkkk. Um Inglês engraçado chegou na mesa, dançou, conversamos um pouco (comunicação nossa bem ruim). Rimos bastante e ele curtia outras paradas das quais eu não curto. Fiquei meio com medo e ele foi embora. Kkkkkkkkkk Minha irmã voltou para a mesa,...e logo saiu para fazer uma pintura no rosto. Esta aí a foto. Kkkkkkk Quando ela voltou, o bar “pegou fogo” com uma música brasileira. DANÇA DA MANIVELA. SIIIIIIIM MINHA GENTE. O POVO FOI A LOUCURA. TODO MUNDO DANÇANDO: “DiZENDO QUE AQUI TÁ QUENTE, AQUI TÁ FRIO.. MUITO QUENTE, AQUI TA FRIO”. HAHAHHA achei aquilo o máximo. Logo fomos embora porque no dia seguinte íamos para a montanha colorada e o passeio sai as 3:30 da manhã. Precisávamos dormir, ainda que pouco. Aí, fomos para o hotel. Chegamos no hotel, arrumamos as mochilas para o dia seguinte, com bolachas, pães, água, protetor solar, repelente...luvas, gorros...etc. e fomos dormir. DIA 03 - 11/06 – MONTANHA COLORADA – MONTANHA 07 CORES – O MAIS LINDO DIA DA MINHA VIDA E O PIOR DELES SEM SOMBRA DE DÚVIDA. Bom, o "comentário" tem duplicidade. Como assim o mais lindo e o pior? Vou contar. Foi UM DIA DE TERROR NA MONTANHA. Saímos as 03:30 da manhã em ponto. FOI O MAIOR FRIO DESDE ENTÃO. ESTAVA ABAIXO DE ZERO E VENTANDO BASTANTE. O GUIA NOS PEGOU A PÉ NO HOTEL E COMO NÃO PODERIA TRANSITAR NADA NA PRAÇA, andamos umas duas quadras até a VAN. O passeio custou 80 soles por pessoa mais 20 soles lá na entrada da montanha. Tem agências que já fazem um valor total com essa entrada lá na montanha. Mas, eu nem sabia desse valor na entrada da montanha. Entramos na Van e aquele alívio bateu. Estava realmente muuuuuuuito frio. Eu estava de gorro, com luva nas mãos e 04 blusas de frio e ainda assim não esquentava. O caminho até a montanha é bem longo. Umas 3h ou mais de van. Fui meio dormindo. No caminho, estávamos já no SOROCHE PILLS. Afinal, íamos subir mais de 5mil de altitude. Minha irmã já na van não se sentia bem. Não sei se pelo cansaço, ou pela noite anterior, não sei. Mas, seguimos em frente. Ela disse só que estava meio enjoada. Chegamos no primeiro ponto de apoio do Grupo. O FRIO ERA MUITO PIOR DOQ ESTAVA. O VENTO ERA ABSURDO E EU ACHEI QUE IA TER UMA CRISE DE HIPORTEMIA. ISSO, SÓ DE DESCER DA VAN E IR ATÉ O PONTO DE APOIO PARA TOMAR O CAFÉ DA MANHÃ. O PASSEIO É INCLUSO O CAFÉ DA MANHÃ E ALMOÇO. ENFIM, chegamos lá dentro das “cabaninhas” e eu tremia muito. Nos deram água fervendo para fazer chá de coca, chá de munha (para enjoo), pão e geléia. Peguei um copo com água fervendo para por o café que era solúvel e deixei minha mão queimar no copo para tentar me esquentar. Funcionou! Nessa “cabaninha” ficam diversos grupos. Umas 50 pessoas que subirão juntos a montanha. Cada um no seu tempo. Mas, digamos que juntos. No mesmo grupo. Nosso Grupo se chamava The Champions. Kkkkkkkk Se alguém ficasse para trás ou precisasse de algo... precisava se identificar como: “The Champions”. Comi , me esquentei um pouco e minha irmã tomou chá de coca, e não conseguiu comer nada. Ela continuava enjoada. Terminamos o café da manhã e fomos para o bus que nos levaria a entrada do “parque” da montanha. Lá neste local aluguei 04 bastões de caminhada. Dois para mim e dois para minha irmã. Custou 10 soles os quatro. DUVIDEI QUE FARIA DIFERENÇA HEIN? RI muito quando minha irmã quis alugar esse bastão. Paguei a língua. Faz uma diferença violeeeenta. Ainda mais quando você já está morrendo e o bastão te ajuda a subir. Enfim, aluguem bastões de caminhada. É barato e vale a pena. Eu sabia que subir essa montanha não seria fácil. Já li vários relatos dizendo que é PUNK, e bem cansativo, maaaaaas, estávamos ali para isso e já havíamos nos programado. (CONFESSO QUE É BEM PIOR DOQ EU LI). Começamos a caminhada e o frio cortava e queimava o meu rosto. Tinha no chão resquícios de gelo/neve. Fazia muito frio. Botei um cachecol para proteger o rosto ( envolvi meu nariz no cachecol), pois, já não sentia mais nada. Alguns metros de caminhada reta e eu já sentia os efeitos da altitude. Faltava-me um pouco de ar e ao puxar forte para respirar, sentia até dor no pulmão. Acreditem! Assim seguimos.... O percurso é longo e apesar do sol forte.....o vento estava judiando. A PAISAGEM É INCRÍVEL. FUI COM A MÁQUINA PENDURADA E TIRANDO MIL FOTOS. É MUITO LINDO MESMO. SENSAÇÃO INDESCRETÍVEL. FICAVA PARADA RESPIRANDO PARA TENTAR CONTINUAR A CAMINHADA E ANALISANDO TUDO AQUILO E PENSANDO EM COMO PODIA EXISTIR ALGO TÃO BELO....E AQUELA SENSAÇÃO DE QUERER TER TODOS QUE EU AMO ALI DO LADO COMPARTILHANDO AQUELE MOMENTO. No meio do percurso minha irmã começou a passar muito mal. Era fato que isso iria acontecer. Ela já estava ruim antes de chegar na montanha e sem comer nada. Complicou tudo! As subidas já estavam bem íngremes e já estava difícil puxar o ar. Mas, eu estava bem. Estava cansada...mas, me sentindo bem. Mais alguns passos, no meio da subida minha irmã teve o primeiro vômito. Não tinha comido nada. Saiu chá de coca. Caminhamos mais um pouco e ela vomitou de novo. Eu sugeri que voltássemos. Mas, ela quis seguir. Ela já não aguentava mais, quando o guia sugeriu que ela alugasse um cavalinho no meio do caminho para que a levasse “até o topo”. Coloquei entre as aspas para explicar depois... Porque o cavalo não sobe ate o topo. O cavalo se você alugar desde o começo da trilha custa 90 soles ida e volta. Se você alugar no meio do caminho, eles dão o preço de acordo com a distância...de 10 a 60 soles. Depende. São vários os cavalos disponíveis durante o percurso. Dá dó de subir em cima, afinal, eles também ficam cansados e ser ar. Mas, faz parte. Minha irmã pegou um cavalo e foi embora. Eu fiquei pra trás. Sozinha e sem dinheiro. (porque estava na mochila dela). Eu estava numa montanha, num lugar desconhecido, em outro País, há muitos km de distância do topo e....sozinha. Mas, vamos lá.... Fui caminhando e batendo papo com o guia que era muito divertido. Disse que de todos que passam pela montanha ou pelos passeios que ele guia, tem um apreço especial pelos brasileiros. Explicou que os brasileiros são os mais divertidos e contagiantes. Dizendo ele que ainda estava prevendo meu futuro... que eu iria me casar com um homem bom e ter dois filhos. Um Casal. Mal sabia ele que acabei de me divorciar. Mas, quem sabe né?kkkkkkkkkkkk Não quis estragar o papo com chatices de divórcio, porq se nem o casamento valeu a pena, quem dirá falar do divórcio?! No caminho....encontrei uma brasileira...Sabrina (divertidíssima) e um amigo dela – Edu ( Colombiano). Fomos conversando e cantando...ouvindo música pelo celular dela. Os passos eram lentos e a cada 3 minutos...5 no máximo, parávamos para respirar. Derrepente, rolou oq? DES-PA-CI-TO. “Quiero respirar tu cuello....despacito....Para que te acuerdes si no estás conmigo... kkkkkkk. DANÇAMOS E RIMOS MUITO. Afinal, não conseguíamos mais subir. Estávamos parados, cantando e esperando ter fôlego para continuar. O Guia começou a cantar Michel Teló – “Nossa, Nossa, assim você me mata”. Eles adoram essa música. Super sucesso! Outro estrangeiro gritou: TcheTcherere Tchêtchê – Gustavo Lima e você! E nisso fomos aos trancos e barrancos literalmente. Chegou em um ponto que eu me senti esgotada. Já estávamos perto do topo, mas, eu não conseguia mais! Peguei um cavalo. Ia demorar muito para subir, pois, eu estava parada já tinha um tempo e eu estava preocupada com a minha irmã que já estava beeem na frente e passando mal. Gente para tudo! Peguei um cavalo. A mulher que guiava o cavalo me cobrou 15 soles. Eu não tinha dinheiro. Fizeram uma vaquinha para pagar meu cavalo. Além disso, não compensou, andamos um pouco e ela disse que era o máximo que o cavalo poderia ir. Ou seja, me passou a perna. Tive que subir do mesmo jeito. Maior ladainha da história. Andei poucos metros. Que raiva! Cheguei no Topo. Sozinha. Encontrei minha irmã lá chorando e vomitando. Tiramos fotos bem rápidas. Não subimos no ponto mais alto e o guia mandou eu descer com ela. LÁ NO TOPO SÓ PODE FICAR 10 MINUTOS por causa da altitude. São 5.500 de altitude. Corre risco até de embolia pulmonar . E minha irmã que já estava passando mal há horas, ficou lá em cima me esperando. Ou seja, descemos “correndo”. Logo na descida, ela voltou a vomitar. Estava quase desmaiando. Eu estava desesperada. Precisávamos voltar e ela não tinha condições de andar. O guia tinha um frasco de uma “água com álcool” que eles usam. Chama água florada. ELES PEDEM PARA QUE VOCÊ PASSE O LÍQUIDO NAS MÃOS E LEVE O ROSTO ATÉ AS MÃOS RESPIRANDO O LÍQUIDO E PUXANDO O AR ATÉ O FINAL. ELES PASSAM TAMBÉM NO ROSTO/NA TESTA. A pessoa volta um pouco a consciência e o enjôo melhora. Minha irmã melhorou na hora. Muito rápido. Mas, não conseguia comer nada e cada vez que vinha a ânsia não saía nada. Andamos mais um pouco e os mesmos sintomas voltaram... E Sempre com a água florada para não desmaiar e perder a consciência. Na volta, foram umas 08 vezes isso. Ela pegou um cavalo para poder voltar. Eu estava muito preocupada e peguei um para seguir com ela. Eu estava bem para seguir caminhando, mas, se eu não pegasse o cavalo, eu demoraria mais de 02h para chegar de volta. Pegamos o cavalo e seguimos. E ELA tinha que descer toda hora porque estava passando mal. EU VOLTEI FAZENDO PROMESSA, REZANDO, CHORANDO. PORQUE EU VIA QUE ELA NÃO AGUENTAVA MAIS. NEM CORPO, NEM MENTE. E eu estava desesperada e ao mesmo tempo não tínhamos o que fazer. Eu olhava pra frente e eram muitos km a serem percorridos. Km de terra, pedra, riozinhos. Estávamos muito distantes. Uma hora descemos do cavalo. Era uma descida. E presenciei um cavalo caindo com uma mulher em cima. Por sorte ninguém se machucou..... ainda. A moça se levantou. Reclamou de dor. Mas, seguiu. Logo que descemos do cavalo e que vi a mulher caindo...minha irmã estava descendo a pé e eu achei que ela fosse desmaiar, corri para segurá-la.... foi quando eu caí nas pedras, machuquei o joelho e rolei. Rolei mesmo... barranco abaixo. Minha roupa ficou laranjada no chão de terra e minha irmã ria junto com o guia. Foi um tombo digno de ser filmado. Foi muito feio. Cortei o joelho e fiquei com uns roxos, que não hora nem foram sentidos. A bonita da minha irmã ria de passar mal. Ou melhor, ela já estava passando mal..... e por um minuto se esqueceu disso e caiu na risada. Eu dei um grito no meio do nada e disse: “PUTA QUE PARIU. FUI AJUDAR VC E ME FUDI. QUE ÓDIO. PARA DE RIR..EU NÃO VOU MAIS AJUDAR. OUVIU? NÃO VOUUUU!”. E O GUIA ESTAVA INCRONTROLÁVEL DE TANTO QUE RIA. NA HRA QUIS MATAR TD MUNDO E DPOIS EU RI MUITO LEMBRANDO. Eu consegui rasgar o solado da minha botinha neste tombo. Não vi na hora...só depois! Subimos de volta no cavalo e seguimos. Após horas...chegamos no final da trilha! Finalmente! Só precisávamos descer dos cavalos, pagar o pessoal e andar alguns metros até o bus. Porque já conseguia enxergar a chegada! Eu andava segurando minha irmã...ela andava cambaleando. Mal conseguia se sustentar em pé. Eu estava muito preocupada. Ela não tinha cor. Não falava. Só seguia.... Estávamos dando passos pequenos e eu chorando....Acho que de alívio por ter conseguido chegar.....E nisso, minha irmã parou e disse. Calma! Eu vou conseguir chegar. Eu não estou bem. Mas, falta pouco! Vou conseguir. Eu segurei nela e disse: “Vamos devagar! Vamos conseguir! Falta Pouco. Confio em vc. Vamos?”. Foi quando ela desmaiou. Faltavam pouquíssimos metros até a chegada. O ônibus estava próximo....e eu ali com ela no chão. Na hora a minha reação foi gritar. Eu gritava: “Alguém me ajuda. ...Por favor alguém me ajuda”. Logo veio um outro guia correndo....ele era de outra agência...Botou a água florada no nariz dela, levantou sua cabeça, tirou os agasalhos dela, foi conversando com ela..... até que ela voltou a consciência! Nessa de abaixar para ajudar, chorar, pedir ajuda.... acho que meu lindo Rayban original se foi. Prejuízo. kkkkkk Gente!! Que desespero. Eu chorava. Eu não sabia o que fazer. Até promessa de parar de comer chocolate eu já tinha feito no caminho. Era muito desespero. Na minha cabeça eu só pensava que estar ali era uma vontade minha. Um sonho meu. Não dela. Ela foi para me acompanhar. Por parceria. Então, me senti culpada de submetê-la àquilo. Eu estava chocada, cansada... e já sentia muita dor de cabeça. Era um conjunto de cansaço, desespero, altitude, sol, frio,.....já não me sentia bem também. Mas, estava firme. Porque ela estava pior... e eu precisava ajudar. Ela se levantou com ajuda desses anjos que nos ajudaram. Fomos até o ônibus. Deram remédios para enjôo e para altitude. Sentei com ela no bus e esperamos as demais pessoas retornarem da montanha. Esperamos por mais uma hra mais ou menos. Todos chegavam vomitando. Com dor de cabeça ou com sintomas diversos por causa da altitude. Teve uma inglesa que chegou chorando muito. A sensação que a altitude nos causa é impactante. TODOS dentro do ônibus e já podíamos voltar para o ponto de apoio para o almoço. Chegamos lá e minha irmã já não vomitava há algum tempo. Os remédios estavam fazendo efeito. E minha cabeça latejava de dor. O almoço era um caldo de legumes com COENTRO. ODEIO COENTRO, MAS, COMI FELIZONA, porque sentia muita fome. Um suco de milho roxo horrível e um prato tipo um PF de frango, arroz e legumes que estava bem gostoso. Minha irmã tentou comer um pouco da sopinha, mas, não desceu muito. Comprei em uma vendinha lá uma coca-cola para ela, um chocolate e um Gatorade para ver se ela conseguia botar algo na barriga, pois, desde cedo não comida nada....e ela foi “melhorando aos poucos”. Voltamos para o ônibus, rumo a Cusco. O percurso é bem longo. São horas intermináveis. Neste momento, já tinha tomado muuuitos remédios para dor de cabeça e nada melhorava. Comecei eu a passar muito mal. Mas, acredito que pela dor, o enjôo veio...e tudo piorou. Nunca me senti tão mal na vida. Muito mal mesmo. Mas, aguentei firme. Chegamos em Cusco e já eram mais de 20h da noite. Cheguei chorando, querendo vomitar, com dor e fomos para o hotel. Cheguei no hotel e pedi um chá de coca. Tomei e em 05 minutos a dor de cabeça sumiu. Já conseguia me sentir melhor e foi muito incrível. Eu chorando. Sentada no chão, tomando chá de coca e vendo que estava melhorando. Chorava de alívio por melhorar, chorava de alívio de ter chego ao hotel sã e salva e chorava de alívio da minha irmã passar bem. Conseguem visualizar o que foi este dia interminável? Tomei um banho. Já estava melhor. Nos arrumamos e saímos para comer. Voltamos naquele lugar da Pizza do primeiro dia. A conta deu 23 soles para as duas. Voltamos para o hotel e dormimos, porque no dia seguinte tinha o passeio para o valle sagrado e depois dormir em Águas Calientes e seguir Rumo a Machu Picchu. UM BALANÇO DO PASSEIO MUITO IMPORTANTE. SEI QUE NO MEU CASO FOI DIFERENTE, PORQUE MINHA IRMÃ PASSOU MUITO MAL. MAS, EU ACONSELHO AS PESSOAS QUE QUISEREM MESMO IR, SE PREPARAREM FISICAMENTE. Eu faço exercícios diariamente e não sofri tanto quanto minha irmã. É uma trilha que requer preparo físico. Não é fácil. É muito desgastante!! Os passeios são vendidos indiscriminadamente para qualquer turista. Sem qualquer alerta sobre as dificuldades, inclusive de percurso e altitude. Acreditem! É BEM DIFÍCIL. Quando eu lia aqui no mochileiros, as pessoas contando sobre a trilha.... achei que seria difícil, mas, nada comparado ao que foi. É DIFÍCIL SIM E AS PESSOAS DEVEM SE PREPARAR FISICAMENTE E PSICIOLOGICAMENTE PARA CONSEGUIR CHEGAR AO TOPO, DESCER E CHEGAR BEM NO FINAL. Que... na minha opinião é o mais importante! Foi um dia de superação. Em todos os sentidos. Pela caminhada, Pela trilha, Pelo sol, frio, pelas subidas, pela parceria, por todas as dificuldades de saúde da minha irmã. Mas, o que fica de lição é que é importante desbravar, conhecer, se superar, sem sombra de dúvidas! Mas, mais importante que isso é voltar bem pra casa, para as pessoas que amamos. DIA 04 – VALLE SAGRADO – 12/06 – DIA DOS NAMORADOS NO BRASIL No dia seguinte, acordamos bem. Tomamos café da manhã e nosso passeio para o vale sagrado saía as 08:30 da praça das armas. Quando fui colocar minha botinha de guerra...vi que a mesma estava rasgada...o solado estava saindo, devido ao tombinho que levei. Não dava tempo de mandar arrumar e o custo de uma nova á seria alto. Fui ao mercado e pedi algo que colasse. E me deram um SUPERBONDER – CHAMA TRIZZ. Tentei colar, mas, não obtive muito sucesso e fui rumo ao Vale Sagrado. Eu estava acabada. Kkkk Meu couro cabeludo queimado do Sol. Minha testa e meu nariz vermelhos e minha boca descamava. Essa montanha destruiu minha imagem. Kkkkk Sobre o passeio....Pagamos 25 soles por pessoa, sem almoço. Mas, sempre levamos comida na mochila e assim conseguimos economizar. Mas, há a opção de contratar o passeio com almoço incluso. (A maior parte das pessoas já pagam com almoço). O passeio é bem bonito. Entramos no ônibus e fomos para a primeira parada que é um mercado de artesanato chamado C´orai. A parada é rápida de 10 a 15 minutinhos, para comprar, tirar fotos, ir ao banheiro, etc. Depois, entramos no bus e fomos rumo a uma loja que vende PRATA. Lá, nos ensinam o que é prata de verdade. Como identificar uma jóia de prata e como ela é feita. No final, dão descontos aos turistas na peças da loja, que por sinal são lindas. Depois, seguimos às ruínas de PISAC. O guia começa explicando sobre o local e diz que a melhor teoria para a cidade de PISAC é que a cidade começou como um posto militar para combater invasores, mas virou um centro residencial e que pelas ruínas e pelos pontos dessas ruínas, verifica-se quem era da alta sociedade e quem não era.. Seu principal local é o Templo del Sol, um observatório astronômico, mas, as ruínas também demonstram a preocupação com solo, agricultura e plantações diversas. Ficamos sentadas lá em cima tirando fotos e desbravando o local. Após, seguimos para o bus para a próxima parada que seria Ollantaytambo. Chegando lá, o guia nos acompanha até as ruínas e explica um pouco sobre o local. Eu e minha irmã nos despedimos do grupo e ficamos livres em Ollantaytambo para tirar nossas fotos e depois seguir para a estação de trem, pois, nosso trem para águas Calientes estava marcado para as 16:10. De Ollantaytambo, pegamos um táxi e pagamos 1 sole por pessoa para nos levar até a estação de trem, pois, tínhamos trem comprado para as 16:10. Dá para ir a pé. Mas, além da minha bota estar descolada....02 soles não fariam mal a ninguém e evitaria a caminhada. Não é tão pertinho assim. Ainda tínhamos tempo antes de pegar o trem. Compramos as passagens de trem pela INKA RAIL (ACHEI BEM CARO). Compramos pelo site oficial deles. Compramos com antecedência. Custou 131 dólares ida e volta. Aproximadamente 419,00 reais. Como tínhamos um tempo ainda, paramos em um café para fazer uma hora e usar a wifi. (que a propósito não funcionou). Após, Pegamos o trem rumo a Águas Calientes. O percurso dura quase 2h. O trem serve um snack e uma bebida gelada como cortesia. Chegamos em Águas Calientes já anoite e subimos uma ladeeeeeeira até encontrar o albergue reservado e depois descobrimos que eles forneciam o serviço de transfer gratuito. Chegamos no Albergue - El Místico – 37 dólares para as duas.(aproximadamente 118,00 reais). Foi apenas uma diária. Só iríamos dormir para pegar o bus para MP no dia seguinte. O quarto era uma delícia e o banho muito quente. SUPER indico o albergue. Fomos muito bem recebidas. Mas, lembrem-se. Utilizem o serviço de transfer. Saímos para comer e ir ao mercado para comprar comidas para o dia seguinte em MP. Comprei também outro TRIZZ para tentar colar minha bota, porque ir à MP meio manca com a bota descolada não dava. Comemos uma pizza grande que custou 20 soles. Neste preço acompanhava uma bebida gratuita, que foi um suco de limão e eu pedi uma taça de vinho da casa que custou 10 soles. Presenciamos uma festa de um Santo na cidade que parecia como um carnaval nosso. Várias pessoas pulando em blocos, com bebidas na mão, tambores tocando e era tudo muito engraçado. Eles tinham galhos de plantas e folhas penduradas no corpo e na cabeça. Logo voltamos ao Albergue e dormimos. DIA 05 – 13/06 – MACHU PICCHU – O GRANDE DIA Acordei e fui ver se minha botinha tinha colado..e estava tudo ok!! Vivaaa! Ainda bem!! Acordamos para o café...Foi bem legal. Você avisa o horário que vai sair do albergue e seu café da manhã fica pronto no horário que você marcar. O Café da manhã foi gostoso. Simples e bom. Pão, geléia, manteiga, presunto e queijo, banana, café, leite, suco e chás. Fomos para a estação de bus as 05:30 da manhãaaa. Queríamos subir bem cedo e aproveitar o dia. Não tínhamos comprado as passagens de bus ainda. Fiquei na fila do bus que é beeeeeeem grande, enquanto minha irmã foi comprar os tikets (24 dólares ida e 24 dólares volta por pessoa). O frio de águas calientes é tranquilo. Nada comparado ao de Cusco. O dia estava amanhecendo e estávamos na fila do bus. Entramos no bus, que nos levou até a boca de Machu Picchu. (demorou uns 20 minutos até o topo). Chegando lá, estávamos com mochilas pequenas com nossos nomes e com a bandeira do brasil bordadas. Deixamos as mochilas grandes lá em cusco no hotel e fomos para o Valle Sagrado - Águas Calientes com mochilas pequenas, já que ficaríamos um dia apenas. O ingresso de entrada para Machu Picchu custou aproximadamente 158,00 reais para cada uma. Não tínhamos contratado guia para MP e lá na entrada quando passamos com nossas mochilinhas com a bandeira do Brasil, um casal de brasileiros ofereceu para dividirmos o guia que falava português. Iríamos com eles e mais um casal de brasileiros. A proposta era de pagar 25 soles por pessoa. Seríamos 06 pessoas, logo o total de 150 soles para o guia. TOPAMOS NA HRA e Entramos em MACHU PICCHU. O dia ainda estava meio escuro, mas, a sensação de estar ali era única. Sonhei muito com esse dia. E ESTAR ALI, daquele jeito, com aquelas pessoas. Tudo..tudo estava ótimo e meus olhos até encheram d’agua. Era um sonho realizado. Subimos alguns degraus e tchannnnn. A primeira vista é essa. Depois de algumas breves fotos, fomos tirar mais nos outros locais e ouvir um pouco sobre a história deste lugar. O dia estava muito lindo. Aberto! Sem nenhuma nuvem!!! Tiramos fotos, ouvimos o guia, rimos muito das histórias dos brasileiros e seguimos conhecendo a cidade de Machu PICCHU. A História dos incas, dos locais, dos sacrifícios, tudo...é realmente impressionante. Tudo lá é lindo e a cidade é cercada de uma misticidade inexplicável. MP é bem lotado....Eu tinha outra visão de lá. Tudo...tem que esperar para tirar foto...e muitas turmas e guias pela cidade. O guia contou que perto do dia 24 de junho é beeeeeem pior, por causa da festa do sol que acontece em Cusco e por ser alta temporada. Fizemos o Tour com o guia por toda a cidade de MP....tiramos muitas fotos! Depois nos despedimos dos brasileiros e fomos carimbar o passaporte... O carimbo do passaporte fica do lado de fora da cidade de MP. Na saída... Cada um que quer vai até o carimbo e carimba ali mesmo. Tinha que ter Machu Picchu no passaporte né? Saímos, sentamos lá fora para comer umas batatas chips que comprei no mercado em águas calientes, gatorade, bananas....e coisinhas que tinham na mochila. Após, Pegamos o bus de volta para Águas Calientes. Chegamos em Águas Calientes e esperamos o trem na estação por algumas horas. No trem, voltamos com um casal de brasileiros do RS, muito engraçados também. Casal jovem, viajando de mochila. Só que eles chegariam em Cusco e seguiriam para Nazca, então nos desencontraríamos nas rotas. O trem foi de volta para Ollantaytambo e quando chegamos lá, pegamos uma Van para Cusco. Custou 10 soles por pessoa. Pegamos na hora. Eu, minha irmã, esse casal de brasileiros e um pessoal que já estava na Van. Ai jesuissssss. Foi difícil. Essas pessoas que já estavam na VAN eram uns franceses que não deviam saber o significado da palavra banho e água há um bom tempo! Eles estavam conversando, rindo, puxando assunto comigo e eu enjoada com aquele cheiro tomando conta da Van. E eu abrindo as janelas desesperadamente...kkkkk Gente! Foi tenso! Os brasileiros estavam se acabando de rir de mim e quanto mais a gente ria....os franceses fedidos riam junto achando que era algo engraçado. Kkkkkkkkkkkkkkk Olha! Que perrengue! Depois de algumas horas voltando de Ollantaytambo para Cusco, chegamos bem em Cusco e já eram umas 19h ou mais e fomos buscar algo para comer. Estávaaaaamos tão cansadas e escolhemos o restaurante do hotel mesmo. Fica no piso de cima do Hotel Inca Wasi e é aberto para pessoas de fora. A comida é deliciosa, mas, a mais cara de toda a viagem. Comi um ravióli a carbonara e tomei uma taça de vinho. A conta paras as duas deu 66 soles. Valeu a pena! Saímos do restaurante e fomos para o Hotel dormir. DIA 06 – 14/06 – A PROGRAMAÇÃO ERA PUNO – LAGO TITICACA – MAS, FICAMOS EM CUSCO MESMO. Quando programei o roteiro. Iríamos para puno nesta data e só voltaríamos dia 16. Só que dizem que a Ilha de Taquiles em Puno é íngreme e minha irmã já não aguentava mais. Abrimos mão de Puno e curtimos a cidade de Cusco por mais dois dias. Fomos a recepção do hotel e perguntamos se havia como reservar por mais dois dias e assim ficamos. Tiramos o dia para passear sem compromisso. Acordamos tarde. Tomamos café da manhã e saímos para conhecer mais da cidade de Cusco. Andamos por todos os lados e fomos ao MERCADO SAN PEDRO. É um mercadãaaao. Tem de tudo. Artesanatos, comidas, flores. Vale a pena para comprar presentes. O preço é bacana e vale pechinchar. Comi um churros lá na porta do Marcado sensacionaaaaaaaal. Eu amo churros gente! E amo chocolate, mas, como fiz uma promessa de não comer mais chocolate por um ano no dia da montanha colorada.....comi um de doce de leite, que também estava ótimo. O churros custou 02 soles. Fizemos altas compras. Para todos aqui no Brasil. Depois de tanto andar pela cidade, gastar, tirar mil fotos, fomos em um café super fofo. Só gordices né? Minha irmã comeu um Cheesecake de Oreo e eu uma torta de limão e tomei um café. Custou 18 soles. Andamos a tarde toda e ficamos na praça das armas tirando fotos e gravando vídeos da festa de Corpus Christi deles. Teve comemoração e o batuque dos tambores estava lá batendo desde cedo. As festas deles são maravilhosas. As roupas, as cores. A Música...tudo muito contagiante. Jantamos anoite num restaurante muito bom. Comi um creme de tomate. Não era sopa hein? Creeeeeme.. bem cremoso e gostoso. Kkkk e tomei uma taça de vinho, enquanto minha irmã comeu um macarrão e tomou um suco. A conta deu 45 soles para as duas. Legal que lá as massas de macarrão, ravióli, pizza.... são todas artesanais. Fazem na hora. Tudo muito bom. Depois, fomos para o hotel dormir. Dia 07 – 15/06 - CUSCO NOVAMENTE. Acordamos no mesmo estilo, tardeeeeeee... tomamos café e fomos dar uma volta. Fomos na rua do Mercado San Pedro e vimos uma placa escrito tattoo. Entramos e perguntamos o preço. 70 soles por uma mini tattoo de cruz andina. Minha irmã topou e assim fez uma tatuagem no Peru. Kkkkkkkk Pegamos o boleto turístico e fomos olhar o que tinha pela cidade que englobava o boleto. Fomos então no Museu de arte moderna, que ficava próximo ao nosso Hotel. Bem legal. São dois andares e várias salas com peças de arte. Passeamos por todos os cantos da cidade, lojinhas típicas de bebidas que ainda não tínhamos descoberto e mercados grandes na cidade que nem sabíamos que existia. O dia terminou com uma janta gostosa no mesmo restaurante do dia anterior, que custou 56 soles para as duas. Voltamos para o Hotel e minha irmã saiu para night. Foi com um pessoal para um bar famoso chamado: MITHOLOGYC. Ela disse que adorou o lugar e que também tocava salsa. Só que não tinham tantos turistas...Era um povo mais local. DIA 08 – 16/06 – DIA DE VOLTAAAAR PARA O BRASIL. Acordamos, tomamos café da manhã, trocamos dinheiro, compramos umas últimas lembranças e tiramos as últimas fotos. Fizemos checkout e o pessoal do hotel foi muito bacana. Nos abraçaram e foram muito gentis. Pegamos uma táxi e fomos ao aeroporto.
  15. Olá Mochileiros, Primeiramente gostaria de agradecer aos usuários do fórum, pois seus relatos foram de grande contribuição para o planejamento da minha viagem, e nada melhor para retribuir do que fazer o relato sobre minha viagem para o Peru ocorrida em maio 2017. Após alguns meses de planejamento, no dia 29/04, eu e meu amigo Yukio colocamos nossas mochilas nas costas partimos para Cusco, nosso primeiro destino no Peru. Antes de entrar em detalhes, nosso itinerário foi o seguinte: 29/04 - Cusco 02/05 - Águas Calientes (Machu Picchu pueblo) 04/05 - Cusco 05/05 - Lima 08/05 - Huaraz 12/05 - Lima 13/05 - Paracas/Ica 14/05 - Lima 16/05 - São Paulo Itens fechados antes da partida [*][*]Transporte [*]Vôo Compramos três passagens aéreas pela Latam (São Paulo-Cusco / Cusco-Lima / Lima-São Paulo). Gasto ~R$ 1.500,00. [*]Trem Optamos em realizar o trajeto Cusco-Águas Calientes por trem, duas empresas fazem o trajeto, Peru Rail e Inca Rail, e oferecem diversos tipos de horários e cabines. Um detalhe importante na hora da compra é saber o local da partida do trem, há duas opções, estação de Poroy (30 minutos do centro de Cusco) e estação de Ollantaytambo (1 hora e meia do centro de Cusco). Para chegar nas estações é necessário pegar táxi ou vans. Fechamos nossas passagens com a Peru Rail, o preço é muito semelhante mas os horários nos agradaram mais, tivemos também a sorte de pegar uma promoção e compramos a passagem de ida num trem de categoria superior (Vistadome) pelo preço do trem mais simples (Expedition). As compras dos tickets foram realizadas pelo site da Peru Rail, sem dificuldades. É necessário buscar os tickets no Peru em algum dos muitos guichês listados no site, é importante não esquecer de levar o cartão de crédito utilizado na compra para pegar o ticket. Gasto ~R$ 450,00. [*]Ônibus Os trechos Lima-Huaraz e Huaraz-Lima realizamos de ônibus, dado que é uma viagem de aproximadamente 8 horas decidimos pernoitar no ônibus, por esse motivo pegamos poltronas bem confortáveis para melhorar a qualidade do sono. Fechamos a ida pela empresa Movil Tours e pegamos o assento premier. O assento reclina muito, reclina tanto que chega até a ficar desconfortável quando você desce no máximo. Empresa excelente, muito confortável, recomendo bastante. A volta foi pela empresa Cruz del Sur, fomos de assento vip, não é tão confortável quanto a Movil Tours, mas não tenho do que reclamar. Ambas as passagens foram compradas nos sites das respectivas empresas. Gasto ~ R$ 200,00 [*][*]Hospedagem Pesquisamos bastante na internet e decidimos concentrar nossas hospedagens pelo Airbnb para economizar. No entanto, em Lima ficamos hospedados na casa de um amigo e em Cusco pegamos um hostel pelo booking.com para o dia 12/05, esse hostel foi um grande erro que irei relatar mais para frente. Antes de começar meu relato, uma dica muito importante sobre o Peru que nos fez economizar muitos soles: Negocie muito! Nunca aceite o primeiro preço, conseguimos descontos substanciais negociando. 29/04 - Cusco - Partindo de São Paulo e primeiras impressões Transporte: Vôo Latam - São Paulo -> Cusco (rápida escala em lima) Hospedagem: Airbnb Embarcamos logo cedo em São Paulo com destino a Cusco, no aeroporto de Guarulhos apesar de chegarmos de madrugada e com bastante antecedência fomos surpreendidos por uma longa fila, acredito que tenha sido por conta do feriado prolongado. Na hora de despacharmos as malas fomos instruídos a despachá-las em outro local pois segundo o atendente os mochilões são "malas moles" que podem enroscar nas esteiras, despachamos elas no local correto para "malas moles" e partimos para a sala de embarque. O vôo para Lima foi tranquilo, chegando no Peru passamos pela imigração rapidamente, pouquíssimas perguntas e nada a mais. Uma dica: na sala de embarque do aeroporto de Lima há um quiosque da PeruRail onde é possível pegar os tickets de trem. Logo partimos para Cusco. Chegando em Cusco fomos abordados na esteira das malas por funcionários de uma agência de turismo, evitem eles, além de oferecerem passeios e tickets com custo muito mais elevado, eles tentam te convencer na base da mentira, eles chegaram a alegar que só restavam 5 tickets para Machu Picchu para a data que queríamos o que estava longe de ser verdade. A proprietária do Airbnb nos ofereceu um táxi por 20 soles para nos buscar no aeroporto, o motorista estava nos esperando na saída do desembarque com uma plaquinha. Há muita oferta de táxis no aeroporto, um ponto importante é que não existe taxímetro no Peru, portanto pergunte sempre antes o valor da corrida e dê uma bela negociada. Gostamos do taxista e resolvemos agendar com ele uma corrida até Poroy no dia 02/05, de lá partiria nosso trem para Águas Calientes, ele pediu 45 soles pela corrida, fechamos em 30. Ficamos hospedados muito próximos a Plaza de Armas (toda cidade no Peru tem uma Plaza de Armas, é a praça central da cidade), fomos muito bem recebidos pela dona da hospedagem, ela nos ofereceu chá de coca para ajudar na adaptação com a altitude (aproximadamente 3.000m) e nos deu muitas dicas do que fazer em Cusco. Na hora de ir para o quarto sentimos os primeiros efeitos da altitude, tivemos que subir 3 lances de escada e chegamos extremamente ofegantes. No primeiro dia o ideal é não abusar, tire o dia para aclimatação com a altitude. Deixamos as coisas no quarto e partimos para a Plaza de Armas com quatro missões: comprar os ingressos para Machu Picchu na loja oficial, trocar dólares por soles, fechar os passeios e jantar. A loja oficial do ministério da cultura é bem próxima a Plaza de Armas, lá é possível comprar os ingressos pelo preço correto e comprar ingressos de estudantes com desconto. Para adquirir o ingresso de estudante é necessário fazer a carteirinha internacional de Estudante da ISIC, quem ainda estiver estudando pode conseguir diversos descontos com essa carteirinha. Há diferentes tipos de ingresso para Macchu Picchu, mais detalhes serão mencionados mais adiante, porém a partir de agosto de 2017, o sistema de visitação para Macchu Picchu sofrerá modificações. Para fazer câmbio fomos para a Av. El Sol, próxima da Plaza também, lá há diversas lojinhas de câmbio, tudo muito informal, demos uma pesquisada e todas estavam com a mesma cotação, nessa data trocamos 1 dólar por 3,23 soles. Importante: as cédulas de dólares tem que estar em perfeito estado, se estiver minimamente danificadas eles não aceitarão ou não pagarão o câmbio integral. Quando estávamos fazendo o câmbio, conhecemos um brasileiro que atualmente é dono de uma agência de turismo em Cusco, sentamos com ele para ver as opções de passeios e fechamos 3: passeio de quadriciclo para Salineras Maras e Moray, City Tour e tour pelo Vale Sagrado, pagamos 205 soles pelas atividades. Há muitas agências que vendem esses serviços nas redondezas da Plaza de Armas, o negócio é dar uma pesquisada. Fomos jantar e após a janta começamos a sentir o efeito do Soroche (mal da altitude), estávamos andando na rua minimamente inclinada e começamos a perder o fôlego, minha cabeça começou a latejar, era hora de voltar e dormir. 30/04 - Cusco - Quadriciclo e City tour Hospedagem: Airbnb Acordamos cedo, a cabeça ainda doía um pouco, tomamos nosso café da manhã, mandamos um chá de coca caprichado e fomos para o nosso passeio de quadriciclo, saímos às 7:00 da Plaza de Armas. O passeio foi sensacional, os quadriciclos eram modernos e bem potentes, andamos por estradas de terra e por asfalto até nossos destinos. Retornamos às 13:30, comemos algo rápido e partimos para o City Tour às 14:00. Iniciamos o tour a pé, caminhamos até o Qorikancha (antigo templo Inca), de lá partimos para os sítios arqueológicos de ônibus. No primeiro sítio compramos o boleto turístico no valor de 130 soles (estudante de até 25 anos com a carteirinha ISIC tem desconto), esse boleto dá direito a entrar em diversas atrações na cidade de Cusco. Conhecemos os sítios Sacsayhuaman, Q’enqo, Pukapukara e Tambomachay. Os dois passeios valeram muito a pena, recomendados! 01/05 - Cusco - Vale Sagrado Hospedagem: Airbnb Às 7:00 da manhã já tínhamos tomado nosso chá de coca e estávamos na Plaza de Armas aguardando pelo tour pelo Vale Sagrada, as entradas das atrações estão no boleto turístico que compramos no dia anterior, esse tour dura o dia todo e o almoço está incluso. Partimos para conhecer Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero. Esse tour é o auge de Cusco, eu considero Pisaq e Ollantaytambo as melhores atrações da cidade. 02/05 - Águas Calientes - Trem e Cascata de Mandor Transporte: Trem - Peru Rail Hospedagem: Airbnb Nosso trem partia de Poroy às 8:25 com destino a Águas Calientes, o taxista do aeroporto chegou para nos buscar no horário combinado e partimos para a estação que levou cerca de meia hora para chegarmos. Viajamos com o Vistadome da Peru Rail, é um trem muito confortavel, serviram um lanche bom e bebida a vontade. A viagem é muito bonita com belas paisagens. Chegamos em Águas Caliente e fomos para o local que reservamos no Airbnb. Na realidade, o local era um hostel que disponibilizava os quartos pelo Airbnb, o quarto não era dos melhores, nada arejado e com um pouco de cheiro de mofo, mas tudo bem, prosseguimos pro almoço. Na hora de se alimentar outra dica importante, fomos instruídos a evitar saladas e frutas em Águas Calientes, a água da cidade não é de qualidade, muitas pessoas tem problemas ao comer esses alimentos. Depois do almoço fomos pesquisar o que fazer na cidade, encontramos relatos sobre a Cascata de Mandor, decidimos ir conhecer. Para chegar na cascata fomos até o trilho de trem e seguimos no sentido oposto a Cusco. Caminhamos muito pelos trilhos (1:30h), e acabamos passando da entrada da cascata, a sinalização não é das melhores, fique ligado em todas as placas. É necessário pagar cerca de 10 soles para entrar no local da cascata. Voltamos da cascata, jantamos, compramos o ticket do ônibus para subir até Machu Picchu e fomos descansar para o dia seguinte. 03/05 - Águas Calientes - Machu Picchu Antes de entrar em detalhes sobre a experiência em Machu Picchu vou explicar três pontos importantes: Primeiro, fomos informados que Machu Picchu será fechado em julho/17 para readaptar a forma de visitação, não sei exatamente como ficará. Atualmente, na hora de comprar os ingressos para Machu Picchu além de conhecer as ruínas é possível comprar a opção de subir uma das duas montanhas que ficam próximas a cidadela, Huayna Picchu (a montanha que geralmente fica ao fundo nas fotos de Machu Picchu) e a montanha Machu Picchu. A trilha para Huayna Picchu não exige tanto fisicamente para ser feita, ela exige que você não tenha medo de altura pois ela te expõe em algumas situações que podem realmente dar medo, no topo da montanha há algumas ruínas, porém a vista para Machu Picchu não é boa. A montanha Machu Picchu exige bastante fisicamente, o longo caminho é constituído quase integralmente por escada, essa montanha oferece a melhor vista para as ruínas. É importante mencionar que se você quiser subir Huayna Picchu, compre seu ingresso com bastante antecedência, pois é muito concorrido! O outro ponto é a forma de chegar de Águas Calientes a entrada de Machu Picchu. É possível ir de ônibus ou ir a pé, cada trecho do ônibus custa aproximadamente 15 dólares. Para chegar a pé é necessário subir uma longa escada até a entrada, esteja fisicamente bem se optar por esse meio. Optamos pelo ingresso com a montanha Machu Picchu inclusa e a subida de ônibus pois nosso horário para subir a montanha era às 7:00, então tínhamos que chegar bem cedo. A volta fizemos a pé. Chegamos na fila para pegar o ônibus às 5:00 e a fila já estava gigantesca. Entramos em Machu Picchu e estava muita neblina, não era possível ver nada, nos dirigimos para a entrada da trilha da montanha e aguardamos até às 7:00 para começarmos a subida. Subimos relativamente rápido, em cerca de uma hora, considerando o grau de dificuldade da subida . No topo da montanha estava frio e choveu em alguns momentos, ficamos aguardando a neblina sair para enxergar a cidade, demos azar e apenas por poucos segundos conseguimos ver parte das ruínas, o tempo não estava bom pela manhã, às 11:00 começamos a trilha de volta pelas escadarias. Agora era o momento de conhecer as ruínas, saímos do parque em busca de um guia, o ingresso dá direito a entrar 3 vezes, entramos num grupo e começamos a visita guiada, éramos em 6 pessoas, cada um pagou 40 soles para o guia. Eu recomendo o guia, senão você verá apenas construções e não entenderá o contexto das coisas. Após a visita guiada demos mais uma explorada e às 17:00 fomos convidados a nos retirar, pois o parque iria fechar. Seguimos a pé até Águas Calientes, levamos aproximadamente 50 minutos. Machu Picchu é realmente impressionante, foi o maior custo da nossa viagem somando trem e ingresso, mas valeu cada centavo, é só mais uma amostra de como os Incas foram grandiosos em um curto espaço de tempo. Outra dica, lá em cima só tem um restaurante ao custo de 40 dólares por pessoa e uma lanchonete bem cara, recomendo que leve alguma coisa para comer (e coma longe das lhamas). 04/05 - Cusco - De volta a Cusco Hospedagem: Hostel Real Cusco Por volta das 9 da manhã embarcamos no trem de volta, esse trem parava em Ollantaytambo. Chegando na estação você começa a ser abordado por muitos motoristas de vans e taxis para realizar o trajeto de volta para o centro de Cusco. Fechamos com um motorista de van por 5 soles, o trajeto leva cerca de uma hora e meia com bastante emoção, esses motoristas de vans e taxistas correm feito loucos, fazem ultrapassagens proibidas e etc… Chegando a Cusco almoçamos e fomos conhecer um pouco do centro, conhecemos os museus que estavam inclusos no boleto turístico e o mercado San Pedro, que eu particularmente não gostei, tentamos comprar algumas lembrancinhas lá mas era tudo de péssima qualidade. Uma opção melhor para comprar lembrancinhas em Cusco é uma galeria localizada na avenida El Sol. Já eram quase 23:00 e fomos para o hostel Real Cusco que reservamos no booking, escolhemos esse hostel por ser próximo ao aeroporto e oferecer transfer gratuito, pois como iríamos pegar nosso vôo às 7 da manhã pareceu uma boa saída. Chegando lá deu tudo errado, fomos recebidos por um atendente mal humorado, discutimos bastante com ele porque ele disse que não tinha o serviço de transfer (não é o que dizia o booking) e tivemos que trocar de quarto duas vezes pois os chuveiros estavam quebrados. Em resumo, um péssimo hostel… 05/05 - Lima - Uma folga da altitude Chegou o momento de partir de Cusco, pegamos bem cedo o vôo para Lima, chegando no aeroporto pegamos um táxi até Miraflores onde nosso amigo mora. Miraflores é impressionante, um contraste total dos locais que passamos de táxi, tem uma beleza e infraestrutura de primeiro mundo. Após acomodar as mochilas e almoçarmos partimos para a Plaza de Armas de Lima, lá estão os principais prédios públicos do país. Seguimos andando pelo centro até o Circuito Mágico das Águas, lá é um parque bem cuidado, onde encontramos muitas fontes de água. A noite acontece o show das águas, em uma das fontes eles fazem projeções sobre a história do Peru. 06/05 - 07/05 - Lima A culinária de Lima é muito rica, na maior parte dos locais que você vai a comida é muito boa e preço muito inferior ao do Brasil. No fim de semana, ficamos basicamente em Miraflores e arredores. Conhecemos o sítio arqueológico da civilização Lima, fomos até Barranco e surfamos. Negociando é possível alugar pranchas na praia por cerca de 25 soles Domingo pela noite fomos até a Movil Tours e pegamos o ônibus até Huaraz, nossa viagem atravessaria a noite e pela manhã estaríamos em Huaraz. 08/05 - Huaraz - Llanganuco e Yungay Hospedagem: Airbnb Chegamos cerca de 05:30 em Huaraz, logo fomos abordados por um funcionário de uma agência de turismo, como havíamos chegado naquele dia e o preço não estava ruim decidimos fechar o passeio do dia com ele mesmo. A ideia era fazer algo leve para aclimatar novamente com a altitude, Huaraz está a mais de 3.000m de altitude, optamos pelo passeio para laguna Llanganuco e conhecer a cidade de Yungay. Fomos para o hostel, comemos algo e às 9:00 uma van passou para nós buscar. Primeiro fomos para a cidade de Yungay, uma cidade que décadas atrás foi soterrada por uma avalanche ocorrida após um terremoto, até hoje a cidade está soterrada. Depois fomos para a laguna de Llanganuco, é uma laguna muito bonita com águas cor turquesa. Está localizada a cerca de 3.800 metros de altitude, mas a van para a poucos metros da laguna, portanto não é necessário esforço físico. Foi um excelente passeio para voltar a aclimatar com a altitude, mas não recomendamos a agência da rodoviária que apesar de ter um preço bom não oferece um serviço de qualidade: a guia falava muito baixo, pedimos para ela falar um pouco mais alto e não resolveu nada, ouvimos poucas palavras da guia. Além disso, a parada para o almoço foi em um lugar bizarro e a qualidade da van era bem questionável comparada com as demais que pegamos. Quando voltamos a noite fomos procurar uma nova agência para fechar os demais passeios, estávamos andando próximos a Plaza de Armas e conhecemos o Dário da Peruvian Classic Adventures, citamos os problemas ocorridos no passeio do dia e ele garantiu que não teríamos os mesmos problemas na agência dele. Ele pareceu muito mais profissional então decidimos fechar o próximo passeio, Glaciar Pastoruri, e se gostássemos deste, iríamos fechar os demais. Nossa ideia inicial era fazer nos próximos dois dias as ruínas de Chavin e Laguna 69, mas o Dario nos falou sobre um passeio diferente oferecido pela agência dele, subir até o cume do Pico Mateo. A princípio pareceu loucura, o cume do Pico Mateo fica a cerca de 5.200 metros, ficamos de pensar, mas estávamos certos que iríamos manter o cronograma inicial. 09/05 - Huaraz - Glaciar Pastoruri Umas 8:00 da manhã uma van nos buscou para o passeio para o Glaciar Pastoruri, a primeira impressão era muito boa, o transporte era um micro ônibus novinho e conseguimos ouvir muito bem o guia, boa parte de nossas queixas do dia anterior estavam resolvidas. O Glaciar fica a um pouco mais de 5.000m de altitude, nunca tínhamos ido tão alto. O guia nos passou instruções sobre o passeio para lidarmos bem com a altitude, ele disse que para chegar no glaciar é necessário caminhar cerca de meia hora em um caminho íngreme, nos instruiu a caminhar tranquilamente, tomar chá de coca e comprar balas de coca na parada que iríamos fazer. O caminho do micro ônibus até o Glaciar é muito bonito, fizemos algumas paradas para ver fontes de águas gaseificadas, pinturas rupestres, alguns poços de água com uma cor azul muito bonita. Quando chegamos na base para o início da trilha do glaciar tínhamos duas opções, subir a pé ou a cavalo, compramos um chá de coca para dar aquela calibrada final e seguimos a trilha. A altitude dificulta bastante, é uma constante subida, não muito íngreme, chegamos em cerca de 30 min, o negócio é ir tranquilamente, demos sorte no dia pois nevou em alguns momentos. O glaciar é impressionante, um grande bloco de gelo, infelizmente devido ao aquecimento global ele está sumindo, ele já é um quinto do que foi anos atrás, por esse motivo, para preservá-lo, não é mais possível acessá-lo. Ficamos cerca de 45 minutos no glaciar, e devido a grande altitude para evitar o soroche é melhor não ficar muito tempo. Voltamos para o centro de Huaraz e fomos para a agência definir os próximos dias. Depois de passar o dia pensando bastante decidimos subir o Pico Mateo e a Laguna 69. Para subir o Pico Mateo é necessário equipamentos especiais, pegamos emprestado na agência as botas para altitude, calça, luvas, capacete, casacos e óculos para montanha pois os nossos óculos de sol não conseguem nos proteger da radiação na montanha. Voltamos para casa para descansar, nossa aventura iria começar às três da manhã do próximo dia. 10/05 - Huaraz - Pico Mateo Estava rolando a festa do padroeiro da cidade durante a semana, mas nessa noite eles capricharam na festa, durante a noite toda lançaram fogos, tocaram flautas e bumbos, e simplesmente não deu para dormir praticamente nada. Às três da manhã passaram para nos buscar, nos falaram para tentar dormir porque levaríamos 2 horas para chegar na base da montanha. Chegamos a base da montanha, estava muito escuro ainda, saímos do carro e estava uma garoa e um vento congelante, colocamos a cadeirinha de escalada e a lanterna no capacete e partimos caminhando para a montanha. Pelo cenário do local e pela atividade que faríamos dava a sensação de estarmos indo para um caminho sem volta. O início da subida é em uma parte rochosa, o guia ia a frente mostrando o melhor caminho. Devido a grande altitude que já estávamos a subida exigia muito do corpo, íamos subindo devagar, a palavra “despacio” era a palavra mais falada pelo guia, tínhamos que dar os passos mais curtos possíveis. Após um bom tempo subindo na pedra chegamos na parte nevada da montanha, era hora de colocar os cravos de metal nas botas para possibilitar a caminhada na neve. Além disso, nós três ficamos amarrados por uma corda, caso alguém caísse os outros dois evitariam que a pessoa escorregasse montanha abaixo. Fomos subindo, subindo, subindo, o nível de exigência física é altíssimo. Subir uma montanha é difícil, subir uma montanha na neve para atingir 5.200 é muito mais difícil, a falta de oxigênio atrapalha muito, a cada 6 passos perdíamos o fôlego. Após algumas horas de subida conseguimos o que pareceu impossível em certos momentos, chegamos ao pico. Foi uma sensação incrível chegar lá, infelizmente estava uma nevasca muito forte no momento que chegamos ao cume, não tínhamos muita visibilidade, quando o tempo está aberto, do cume temos uma vista incrível, é possível ver adiante o Nevado Huascarán, que é a montanha mais alta do Peru. Devido a altitude e para não deixar os músculos esfriarem, ficamos um tempinho lá e era hora de descer. A descida exige bastante do corpo também, quando estávamos descendo comecei a sentir o efeito do soroche. Começou a doer bastante a cabeça e o estômago começou a ficar ruim, foi um mix entre altitude, cansaço e falta de sono. Foi uma experiência sensacional, mas se prepare muito bem fisicamente se quiser tentar fazer algo do tipo, tenho um preparo aeróbico bom e senti dificuldade. Lembro também que é uma atividade que te expoem a riscos altos. Voltamos aproximadamente às 17 horas para o hostel, banho tomado e fomos descansar, durante a noite a festa rolou novamente mas estava tão cansado que nem dei conta. 11/05 - Huaraz - Laguna 69 Um dos dias mais esperados da viagem, conhecer a incrível Laguna 69. Às cinco da manhã uma van passou para nos pegar, levamos cerca de duas horas para chegar na primeira parada, foi excelente para dar mais uma dormida para ajudar a nos recuperar do dia anterior. Paramos para o pessoal ir ao banheiro, reforçar o café da manhã e comprar mais alguma coisa para comer durante a trilha, afinal depois dessa parada não teríamos a oportunidade de comprar mais nada, seríamos só nós e a natureza. A próxima parada foi novamente na Laguna Llanganuco, dessa vez do outro lado, parada rápida para fotos e seguimos. Chegamos no ponto de partida do trekking para a Laguna 69, o guia nos passou todas as instruções, o caminho era dividido em três partes, uma plana, uma subida em zigue zague e uma subida bem íngreme no final. Teríamos três horas e meia para chegar na laguna, quem não chegasse nesse tempo teria que retornar. Fomos instruídos a andar tranquilamente que daria para chegar a tempo. A Laguna está a 4.600m de altitude, estávamos bem aclimatados com a altitude graças aos dias anteriores, mas fomos andando tranquilamente e constantemente. A trilha é bem puxada, muito tempo subindo, mas a vista é sensacional, com uma cachoeiras, lagos e pastos, o negócio é ir com calma apreciando a bela paisagem. Após duas horas e meia chegamos a Laguna 69, um dos lugares mais bonitos que vi na minha vida, realmente impressionante, só indo para entender o que estou dizendo. Hora de voltar, o caminho da volta é bem tranquilo pelo fato de ser praticamente o tempo todo descida. Retornamos, arrumamos as coisas e pegamos um táxi para o terminal de ônibus da Cruz del Sur (dentro do perímetro urbano de Huaraz qualquer corrida custa 3 soles). Pegamos o ônibus para retornar para Lima, compramos o assento vip, era confortável mas o da Moviltours é melhor. 12/05 - Lima Dormi a viagem toda e acordei em Lima umas 6 da manhã. Fomos para a casa do nosso amigo em Miraflores, ele conseguiu uma folga então tomamos café da manhã e resolvemos partir para mais uma tentativa de surf nas águas de Lima. Mais tarde fomos comprar algumas coisas e ficamos num dia mais tranquilo para nos recuperarmos do ritmo intenso de Huaraz e também porque no dia seguinte iríamos para Ica de madrugada. 13/05 - Paracas - Ica Fechamos numa agência em Lima um passeio de um dia para Paracas, Islas Ballestas e Ica por 125 soles. Incluso no passeio estava o transporte, guia, passeio de barco até as Islas e passeio de buggy pelo deserto de Ica com sandboard. Às três da manhã pegamos o ônibus rumo a Paracas e deu para dar aquela dormida. Umas sete da manhã chegamos em Paracas, fomos direto para a fila da lancha do passeio para as Islas Ballestas, no passeio podemos ver toda a fauna do local que é constituída de muitos pássaros, pinguins e leões marinhos, além disso as ilhas são muito bonitas. Após o passeio tivemos duas horas livres, tínhamos algumas opções do que fazer, optamos por andar de quadriciclo no deserto de Paracas. Seguimos para o oásis de Ica onde pegaríamos o buggy para nosso passeio no deserto. O passeio tem bastante adrenalina, o buggy pega bastante velocidade nas descidas. Fizemos uma parada para praticar sandboard, retornamos do passeio e tivemos um tempo livre para conhecer o oásis. Acredito que esse passeio bate e volta seja o suficiente para conhecer esses locais, não vejo necessidade de passar mais tempo por lá. 14/05 - 15/05 - Lima Seguimos mais uns dias em Lima antes de retornar para São Paulo, conhecemos museus, e tentamos ficar ricos no Cassino, compramos algumas coisas e comemos muito bem. Era o momento de dar tchau para o Peru e regressar… Conclusão: Peru é um país com muitas riquezas históricas, naturais e culturais, valeu muito a pena ir para lá, recomendo fortemente conhecer esse incrível país, além de ser financeiramente acessível. Gastos totais: R$ 4.500,00 Se tiverem perguntas é só falar. =)
  16. No mês de Maio tive alguns dias de férias e fui para o Peru, mas precisamente para a linda Cusco. Antes disso acontecer li muitos relatos o que me ajudou bastante a organizar esta viagem. Dessa forma resolvi compartilhar também um pouco dessa experiência. Como meu período de férias estava bem reduzido resolvi viajar sozinha já que a data de algumas pessoas que também foram não casavam com a minha. Algumas informações que passarei aqui sobre os custos da viagem referem-se ao período de maio/2017. Isso significa que poderão ocorrer alterações dependendo do período da viagem de cada um. Bem, tomei como base de cálculo para a organização dessa viagem o tipo de turismo iria fazer e inclui alguns sites que consultei. Como pode ser percebido não inclui Lima por questões financeiras já que não queria gastar tanto e de tempo também. Além disso queria passar mais tempo em Cusco, pois o leque para a exploração turística é muito amplo. PASSAGENS ÁREAS Comprei as passagens no começo de fevereiro por R$ 1.260,67 - ida e volta pela LATAM. O objetivo era comprar pela Avianca já que esta companhia possui as melhores conexões para chegar a Cusco. Contudo não achava por um valor acessível ao que estabeleci para gastos com passagens. Entretanto o tempo foi passando e com receio de aumentar o preço resolvi logo garantir a compra por este preço mesmo. Embora more no Rio de Janeiro escolhi partir de São Paulo, pois era muito mais barato que partindo do Rio e utilizei somente milhagens para ir ao SP. Faltando uma mês para minha partida recebo uma ligação da companhia dizendo que a volta havia sido cancelada aí o estresse começou porque só tinham as piores conexões! Tive de escolher (a melhor entre as piores) Cusco-Lima-EZE(Argentina)-Rio. Voltei da Viagem como... Bagagem de mão - Para a galera que costuma utilizar bagagem de mão acima da norma permitida: Durante minha espera em Cusco para voltar ao Brasil vi muita, mas muita bagagem sendo despachada no saguão do aeroporto porque estava fora dos padrões permitidos como bagagem de mão. As funcionárias mediam, em especial, as malas de rodinhas, incluindo cada uma dentro da caixa que eles utilizam para medição, e se não coubessem naquele caixa eram despachadas. É importante se atentar a isso, principalmente com a entrada das novas regras da ANAC sobre despacho de bagagem para que não haja o enorme transtorno que eu presenciei lá no Peru. Base para consultas das passagens: https://voopter.com.br https://quantocustaviajar.com http://www.avianca.com https://www.latam.com ESTADA EM CUSCO: Saindo de GRU e chegando a Lima passei pela migração e logo peguei um voo para Cusco. Chegando em Cusco providenciei o cambio e peguei um taxi lá mesmo no aeroporto. > Câmbio- Na ocasião da minha chegada o dólar estava a USD 3,05 e o real a R$ a 0,96 ambos no aeroporto. Em Cusco os valores praticados eram USD 3,24 e R$ 0,97 > Taxi- Quando saí do aeroporto havia uma muralha de motoristas oferecendo serviços de taxi. Negociei com um que cobrou inicialmente S/ 25.00. Perguntei se podia fazer por S/ 20.00 e ele aceitou. O taxista também prestava outros serviços turísticos e foi até Cusco me oferecendo tais pacotes. Não aceitei porque queria pesquisar em Cusco mesmo. Finalmente na cidade! Resolvi descansar um pouco e após o almoço fui dar uma volta na Praça Del Armas! Adaptação -Provavelmente todos que vão ao Peru sabem, Cusco fica a 3.400 metros de altitude, portanto o aconselhável é tomar bastante chá de coca, bem como mastigar a folha. Hidratar-se bem e descansar, também são fundamentais. Para cada pessoa há uma reação. No meu caso sofri um pouco com dores de cabeça que desapareceram no dia seguinte. CUSCO – No período em que permaneci por lá identifiquei Cusco como uma cidade acolhedora, limpa cujo povo cuida muito bem do patrimônio lá existente, enfim. É uma cidade turística e que recebe muito bem aqueles que lá visitam. Circulando pelos arredores encontrei uma vasta gastronomia (para todos os bolsos), Museus, igrejas lindas e históricas e, dependendo do dia, festividades que em sua maioria se concentram na praça principal. No 2º dia neste lugar, ao sair para procurar agências e programar meus passeios, presenciei um desfile do Colégio da Polícia daquela região na Praça de Armas. Tratava-se de um desfile infantil muito lindo e bem disciplinado. PASSEIOS No segundo dia já fui pesquisar as agências (lá você tropeça em várias). Já tinha em mente que iria fazer os mais tradicionais, pois estava sozinha e não queria algo muito complicado. Boleto Turístico - Comprei na Calle Mantas, 117-A. Estudantes tem desconto apresentando a carteira válida, e há também o boleto parcial (esse não lembro direito o funcionamento tão pouco o valor). Deixo aqui o endereço do site que consta no boleto turístico para melhores informações: http://www.cosituc.gob.pe/ a) Custo: Ticket Boleto Turístico – S/ 130.00 – válido por 10 dias consecutivos – incluso os três circuitos que pode ser consultados no site acima; b) O boleto Inclui: Saqsayhuaman, Q'enqo, Puka Pukara, Tambomachay, Pisac, Ollantaytambo, Chinceiro, Moray, Museu Histórico Regional, Museu de Arte Contemporânea, Museu de Sítio Quorikancha, Monumento Pachacuteq, Pikallaqta, Tipon. Obs.: Há lugares como, por exemplo, Salineiras, os ingressos são comprados à parte no próprio local. Neste caso custou S/10.00 a entrada. Vale Sagrado (Ollamtaytambo - Pisac - Chincheiro) - Adquiri este passeio no valor de S/ 30.00. É um passeio que dura o dia inteiro sendo, na minha opinião, vale mais à pena visitar Ollantaytambo e Pisac, pois há muito mais informações históricas e lugares para conhecer. O pacote que as agências vende destas três regiões se torna extensa a duração porque há paradas para compras (é o típico passeio para o turísta gastar mesmo) e almoço. Veja a logística: Primeiramente fomos à Pisac, antes de chegar lá paramos numa feirinha de artesanato; após o almoço seguimos para Ollantaytambo ( ficamos pouco menos que 1h quase não deu para aproveitar a merecida visita) e já a noite chegamos à Chinceiro. Se eu tivesse de fazer esse passeio outra vez negociaria um táxi incluindo apenas Ollamtaytambo e Pisac assim aproveitaria muito mais em pouco tempo. Acrescento que este passeio pode ser utilizado como rota para ir a Machu Picchu onde o turista pode descer em Ollantaytambo (aproveita muito mais tempo por lá) e por fim segue de trem para Águas Calientes. Não fiz isso porque minha logística para ir a a este lugar foi outra. Há uma outra opção que li em alguns relatos de pessoas que optaram por dormir em Ollantaytambo e, no dia seguinte, pela manhã, visitaram o parque. Soube, também, quando cheguei em Cusco que existe um ônibus que parte diariamente para Ollantaytambo, só não fui informada sobre o tempo que leva de Cusco até lá. Custos desse passeio: a) Custo: S/ 30.00*; b) Inclui: Guia e transporte. c) Almoço a parte – preço médio: S/ 25.00 a 45.00* d) Custo para o uso de cada banheiro: S/ 1.00 *Valores praticados em maio/2017 Maras-Moray-Salineira - Como fechei esse passeio também pela mesma agência paguei S/ 25.00 sem direito ao almoço. Iniciou-se quase às 9h e chegamos em Cusco por volta das 15h. Esse eu gostei 100%, pois em Moray, por exemplo, além de conhecermos as formas de produção agrícola carregados de muitos outros conceitos históricos, costumes da região obtivemos também valiosas informações sobre como variação climática influenciou na construção deste lugar incrível. Além disso, o caminho entre uma visitação e outra rende belíssimas fotos! Valeu muito a pena! Custos desse passeio: a) Custo: S/25.00*; b) Inclui: Guia e transporte; c) Duração: 6h aproximadamente *Valores praticados em maio/2017 MACHU PICCHU VIA HIDRELÉTRICA Santa Tersa - Águas Calientes - Machu Picchu - Para chegar a Machu Picchu optei por pegar uma van até Santa Teresa que custou S/60.00 (ida e volta). Acertei voltar em outra data com o motorista porque iria dormir em Águas Calientes para não tornar este deslocamento tão cansativo. É importante saber que esta viagem possui um trajeto quase que 80% em curvas. Para se ter uma ideia nossa van parou umas três vezes porque algumas meninas passaram mal. Portanto não coma muito antes de viajar e leve um remedinho para enjoo. Chegando em Santa Teresa a van deixou nosso grupo num restaurante bem simples para o almoço (Optei por tomar uma sopa (deliciosa) por apenas S/5.00!) e segui o caminho sozinha pela hidrelétrica. Durante o trajeto que durou duas horas e poucas encontrei muita gente indo e vindo o que me permitiu sentir um pouco segura. O tempo estava bom e a medida que caminhava fazia algumas fotos. Mais à frente observei um grupo caminhando no mesmo sentido que o meu, porém chegando a uma determinada estação faltando + ou - 1h para a chegada à cidade de Águas Calientes esse grupo desceu e seguiu pelo leito do Rio Urubamba. Olhei aquilo e pensei que eles iriam acampar por ali porque vi alguns turistas tomando banho nessas margens. De repente me vi só um bom tempo sem. Ninguém ía, ninguém vinha... Até que mais à frente vi um túnel Gente!!! Que medo. Passei correndo e mal me recuperei e vi logo outro!!! Coisa de terror passar naquele túnel escuro e cheio de goteiras! Passos depois após esses túneis vi o mesmo grupo continuando a caminhada pelo berço do rio. Foi quando percebi que eles na verdade cortaram o caminho para não passarem por este lugar sombrio Pense na sensação maravilhosa que senti quando cheguei a Águas Calientes!!! Gastos gerais deste trajeto: a) Custo: Van S/60.00 (ida e volta) – combinar a volta com o motorista que em geral busca os passageiros às 14h do dia combinado; b) Alimentação – Existe um restaurante simples na região com uma comida boa. No meu caso optei por tomar apenas uma sopa que custou S/5.00. c) Hidroelétrica até Águas Calientes – Aprox. 11 km / Tempo médio: 2h30min a 3h d) Banheiro: S/ 1.00 *Valores praticados em maio/2017 Machu Picchu – No dia seguinte já descansada da caminhada pela Hidroelétrica saí às 5h30min. da manhã para pegar o bus a MP. Segui o conselho que li em muitos relatos e optei pelos primeiros horários para subir. Realmente, pela manhã o parque não está tão cheio e você ainda consegue visualizar o pôr do sol que é muito lindo em qualquer lugar, mas em MP aparenta um toque especial! Logo na entrada do parque já é possível se deparar com vários guias oferecendo serviços. Como optei por não contratar não consultei o preço deste serviço. Optei por conhecer um pouco a história por meio de alguns documentários e alguns artigos que li pela internet antes de viajar. Caso interesse a alguém disponibilizo o link do documentário chamado: MACHU PICCHU AL DESCUBIERTO da National Geografic. Muito interessante para quem quer saber um pouco sobre a história deste lugar antes de conhecê-lo. Caminhei calmamente pelo parque, fiz várias, mais várias fotos porque é praticamente impossível estar num lugar deste sem tirar tantas fotos. Nesse sentido cabe deixar aqui um comentário: A bateria da minha máquina acabou antes de terminar este passeio de tantas fotos e vídeos e eu estava com um celular muito “mequetrefe” porque fiz o favor de perder o que tinha no meu primeiro dia de chagada a Cusco. Por isso deixei de tirar algumas fotos. Então não custa nada ter uma bateria reserva. Volta de MP para Águas Calientes: Voltei caminhando do parque. Foram quase 2h de descida onde cortei boa parte do caminho numa mata bem sinalizada que vai cruzando a estrada. Juntei-me ao grupo que descia e durante o trajeto quando conheci um brasileiro e conversando quase não senti o tempo passar. Quem opta por subir andando deverá preparar um pouco o fôlego porque é muito exaustiva esta ida devido a altitude e por ser 100% somente subida na estrada e por trilha. Obs.: Não é permitido comer no parque. Se quiser alimentar-se ou ir ao banheiro faça isso antes de entrar. Mas você poderá sair para comer ou ir ao banheiro e retornar. Neste retorno seu ticket será carimbado outra vez como ocorreu comigo. Além disso, sabe aquele famoso “pulinho” clássico para a foto? Não é permitido. A segurança por lá é muito intensa. Vi várias pessoas sendo advertidas por causa desses pulinhos . Custos desse passeio: a) Ingresso para MP: S/158.13 (comprei pela internet no site http://www.machupicchu.gob.pe – somente Machu Picchu); b) Ônibus para Machu Picchu – S/40.00 soles (somente a ida) ou $ 12.00 (ida e volta). Pensei que estivesse no Rio de janeiro quando vi o valor do ticket (ida e volta) deste ônibus que é quase o custo do ingresso para MP fato esse que também contribuiu para que eu comprasse somente a ida. *Valores praticados em maio/2017 para estrangeiros e sem descontos. CERRO COLORADO Cerro Colorado/Montañas de Colores/Rainbow Mountain - São os nomes que encontramos para este passeio lá em Cusco quando vamos contratar com uma agência. Este aqui foi brabo! Primeiro porque esta montanha fica a 5.100 metros de altitude. É possível ver a montanha a partir de 5.000 altit. , porém a chegada até lá requer um esforço muito grande. Quem não está habituado a prática de atividades físicas sofre muito (não subestime este lugar). Muita gente do grupo em que estava não conseguiu chegar ao fim. O percurso é de quase 80% subida. O passeio se inicia com a van das agências pegando os turistas nos hostels/hotéis por volta das 3h. Após isso partimos para um local (casa de nativos) onde tomamos café e recebemos as instruções sobre a caminhada. A partir daí já comecei a sofrer com o frio mesmo devidamente agasalhada. Leve também um bastão de caminhada porque ajuda muito. Eu não levei e tive de alugar um na casa destes nativos por S/ 10.00. Quando chegamos ao local para seguir à pé até as montanhas temos a opção de alugar um cavalo. Inicialmente cobram S/ 60.00 - valor este que reduz a medida que se aproxima do trajeto. Eu optei por não alugar. Na minha opinião acho que nem deveria utilizar esses bichos para isso. Tanto que chega a um determinado limite, os cavalos não podem mais seguir. Embora estejam habituados a elevadas altitudes não é difícil perceber também o quanto essa caminhada é difícil para esses animais ainda mais carregando cargas humanas. Esta foi a visão que tive. Seguindo o caminho e os caminhantes pude contemplar belíssimas paisagens, mas a minha ida foi tão exaustiva que só aproveitei o retorno quando o meu cansaço e a falta da ar resolveram dar uma trégua. Ao chegar a montanha nos 5.000 metros de altitude quase sem forças só consegui ficar por lá uns 10 minutos aproximadamente. Logo em seguida veio um nevoeiro que cobriu boa parte da paisagem, mas consegui tira algumas poucas fotos a tempo! Na descida, já no trajeto final, o tempo mudou e pegamos uma boa chuva. Portanto, não esqueça a capa de chuva! Voltamos à casa dos nativos para o almoço e retorno a Cusco. Custos desse passeio: a) Pacote: S/75.00** b) Inclui: Café da manhã na casa de nativos; almoço, guia, entrada*, transporte na porta do hostel; c) Distância aprox.: 12km d) Tempo médio – 3h (neste caso o guia informou que utilizaria uma rota mais curta o que reduziu o tempo médio de chegada) *Necessário negociar com a agência, pois nem todas inclui o valor da entrada que custa S/10.00**. **Valor praticado em maio/2017. AGÊNCIA: Contratei Valle Sagrado (Pisac, Ollamtaytambo e Chincheiro), Maras -Moray - Salineiras e Rainbow Mountain na agência Infoturismo Peru que fica na Calle Procuradores, 340 - Cusco. Não tive problemas com os serviços prestados. Considero todos realizados dentro da normalidade. Lá há muitos outros passeios também. HOSTEL Nesse período da viagem fiquei nos seguintes hostels: Mama Simona, SuperTramp e o Pariwana. O primeiro e o terceiro, ambos em Cusco, estão bem localizado sendo o Pariwana mais próximo da Praça de Armas. É possível, se não for em alta temporada, escolher o hostel por lá mesmo, mas eu resolvi reservar por aqui. Quanto ao custo benefício para mim o melhor foi o Pariwana e o que não recomendo é o Supertramp em Águas Calientes. No Mama Simona (Cusco) fiquei três dias e achei o ambiente bem limpo, organizado e calmo. Escolhi um quarto feminino sem suíte com armários amplos e luzes em cada dormitório o que facilita e muito ao deitar e levantar sem precisar ascender a luz principal. Possui cozinha, um local para acessar a internet, um telefone público e um depósito com armários onde é possível deixar a mochila caso precise ir para algum lugar após o check out e não possa levar bagagem. Para deixar a bagagem neste local é preciso ter cadeado. O único ponto negativo para mim foi o café da manhã que é pouco variado. Sobre o SuperTramp – Águas Calientes eu simplesmente não me adaptei. Achei a estrutura péssima, meu quarto ficava na frente do bar do hostel, quando cheguei no quarto senti um cheio insuportável de algo que nem sei descrever. Os banheiros disponíveis pareciam ser unissex. Tive muita vontade de trocar de hostel. Quanto ao Pariwana (Cusco) – Trata-se de uma local bem festeiro e eu que sou chegada a ambiente mais tranquilo fiquei um pouco preocupada em não conseguir dormir direito, mas que nada! Não se se era por causa do cansaço, mas quase não ouvia o som. Só para se ter ideia meu quarto era uma suíte feminina no térreo. Comparando com vários hostels que fiquei achei o Pariwana um dos melhores tanto em organização quanto em estrutura. O meu único problema por lá foi o depósito em que deixei a minha mochila, pois uma mão abençoada conseguiu estragar parte da minha alça, mas como estava numa pressa danada para pegar o voo deixei isso pra lá. Obs.: Sabemos que não há obrigatoriedade para nós brasileiros, contudo a apresentação do passaporte em todos os hostels que fiquei foi exigida. Assim como na agência em que contratei. Em alguns casos onde apresentei somente o RG tive uma demora no atendimento. Então para facilitar os trâmites acho aconselhável o uso do passaporte. COMPRAS: Comprei várias lembranças no Mercado São Pedro em Cusco. Vale muito comprar neste lugar pela variedade e preço. Embora tenha feito o básico pude observar que em Cusco há uma vasta possibilidade de passeios de acordo com o rítmo do turismo e o bolso de cada um. Vale muito apena visitar este lugar tanto pela variedade turística quanto histórica e gastronômica.
  17. Olá, mochileiros e mochileiras! A pedido de minha amiga, priscila dos santos, e também com a intenção de contribuir para quem tem vontade de ir ao peru, vou relatar a viagem que fiz do dia 18 de maio de 2017 até 28 de maio de 2017 a esse país maravilhoso, peru! Bom, primeiramente fiz uma pesquisa pela internet em diversos site, inclusive mochileiros.Com, obviamente, para encontrar atrações, preços de passagens, hospedagem, transportes no peru e como estaria o clima, pois isso já influencia nas roupas que vão na sua mochila. Após decidir o meu roteiro, que foi lima, huaraz, cusco e machu picchu, comecei a fazer as reservas das passagens e hospedagens. Ok, vou primeiro mostrar como foram gastos os r$3.000,00. Utilizei o site skyscanner para buscar as passagens aéreas mais baratas, e encontrei na empresa avianca. 04 (quatro) voos, são paulo-lima, lima-cusco, cusco-lima e lima-são paulo= r$1.345,00. Depois comprei as passagens de ônibus com destino a belíssima cidade de huaraz, ida e volta r$ 86,00, comprei pelo site do gran terminal terrestre plaza norte. Nessa cidade fiz um trekking a laguna 69, saindo um valor de r$ 45,00 já com a entrada no parque. Comprei o ingresso para a entrada a machu picchu com a subida à montanha waynapicchu, aquela montanha que aparece nas fotos clássicas de macchu pichu, por r$ 276,00, no site ingressomachupicchu.Com. Para ir a águas calientes, cidade onde fica machu picchu, fui de trem da empresa inca rail saindo da cidade de ollantaytambo, por r$206,00, somente a ida, pois a volta paguei apenas r$30,00 saindo da hidrelétrica e ficando em cusco. Fiz um tour saindo as 07:00 de cusco para conhecer um povoado em chinchero, posterior as salinas de maras e após moray, parando para almoçar em urubamba e após prosseguindo para o sítio arqueológico de ollantaytambo. Fiquei nessa cidade para ir de trem a águas calientes, o tour retornou para cusco, sendo que iriam passar em outro lugar chamado pisac. Esse passeio custou-me r$165,00, com um mega almoço incluso. Ahh pessoal, tenho como hobby corrida de rua, então corri a meia maratona em lima, paguei r$ 92,00. Como vocês viram, o valor está em r$2.245,00, os r$755,00 foi gasto com hospedagem em hostel, em média r$30,00 a diária com café da manhã excelente incluso, alimentação, que é super barata, pode comer bem por r$ 5,00, r$10,00, r$15,00 ou r$40,00, vai da sua preferência e visitas a museus que você se depara nas cidades. Muito bem, pessoal, agora um pouco da minha aventura. Saí de são paulo no dia 18 às 05:00 am, cheguei em lima às 08:00 am (lá é outro fuso horário são duas horas a menos). Peguei um táxi fora do aeroporto e paguei r$ 30,00 até o terminal plaza norte após uma pechincha, dentro do aeroporto era r$60,00. No peru os táxis não têm taxímetro, então você tem que negociar o preço antes, e se você pechinchar terá belos descontos, em tudo que for comprar. Chegando no terminal rodoviário plaza norte, almocei no mercado central, comi arroz com mariscos e ceviche, por r$ 5,00. Às 14:00 embarquei com destino a huaraz no ônibus da empresa oltursa, que até serviço de bordo tem, chegando ao destino final às 21:00. Aqui no brasil combinei o trekking à laguna 69 com o scheler (esse é o zap contato de +51 943 397 706), ao sair do ônibus lá estava ele com uma plaquinha com o meu nome, achei sensacional rsrs. Fomos para o hostel casa blanca e lá já paguei o trekking para ele e no outro dia ás 05:20 am na porta do hostel como combinado lá estava o ônibus que iria me levar ao início do trekking, que eu fiz na companhia da débora, uma brasileira de minas gerais que conheci logo no início da caminhada. Fizemos o percurso no total de 02h45m, paramos para tirar diversas fotos, mas algumas paradas para fotos era estratégia para descansar kkkkk, a altitude para quem não tá acostumado e complicado, mas chegando a laguna você esquece de todo sofrimento, o lugar é incrivelmente lindo, a cor da água é surpreendente e a neve na parte de cima deixa a visão mais encantadora. Façam o trekking laguna 69, não irão se arrepender. Retornei para o hostel às 19:00 pm, tomei um banho caliente, comi alguma coisa e fui para a rodoviária. Às 22:00 pm estava retornando para lima. Cheguei em lima no sábado às 06:00 am, paguei r$10,00 no táxi para me deixar no hostel, onde conheci mais um brasileiro e um chileno, que também iriam correr a maratona de lima, e um colombiano que esta na cidade a trabalho. Logo fizemos amizade, fomos juntos a pé até o parque das águas buscar o meu kit da corrida, de lá fomos de ônibus coletivo visitar o museo arqueológico de pachacamac, r$ 19,00 a entrada. Almoçamos lá mesmo e retornamos ao hostel às 19:00 pm. No retorno passamos no mercado para comprar uns ingredientes para o alan (colombiano), fazer uma bela macarronada (energia para a corrida do dia seguinte kkkk). Após jantarmos fomos descansar, pois iríamos acordar cedo para a corrida. Às 06:00 am já estávamos de pé se preparando para irmos a correr, no café da manhã já se juntaram a nós outros atletas, um uruguaio, um polonês e outro chileno. Fomos todos juntos até o local da corrida. O oscar (chile), correu 10km, eu(brasil rsrs), corri 21km e o adilson(brasil) correu 42km, quando nós três concluímos nosso percurso retornamos juntos ao hostel, acordar o alan que havia ficado dormindo rsrs. Depois de todos terem tomado banho, fomos almoçar em um restaurante ali perto do hostel, em san isidro, após almoçarmos retornamos para dá uma descansada da corrida. Às 17:00 pm estávamos com as "Baterias recarregadas" e fomo visitar uma pirâmide ali em san isidro, a pirâmide huala hallamarca, porém só conseguimos vê-la por fora da grade, pois já estava fechada a entrada. No retorno ao hostel, outra passada no mercado para o chef alan pegar alguns ingredientes para a nossa janta, dessa vez foram deliciosas " tortillas", acompanhadas de suco de laranja e a tradicional bebida peruana pisco sour. No dia seguinte nos separamos, o adilson voltou para o brasil, o oscar para o chile e o alan continuo em lima, pois ainda tinha trabalho lá, e eu fui para cusco, mais antes de embarcar (meu voo era às 15:00pm), fui conhecer a plaza de armas de lima, a catedral lindíssima, com suas passagens subterrâneas e as lojinhas. Cheguei em cusco às 17:30pm, paguei r$15,00 no táxi até o hostel inka wild, diária por r$18,00, muito aconchegante e café da manhã delicioso. Aproveitei para fazer um câmbio (em cusco é o melhor lugar para fazer câmbio, em lima paguei 0,94, águas calientes 0,90 e cusco 0,96), e fechar o tour chinchero-salinas-moray-ollantaytambo. No dia seguinte às 07:00am a van foi ao hostel me buscar para iniciar o passeio. Esses lugares citados são fantásticos, o guia sempre muito alegre nos dando uma aula de história, os cenários são incríveis. Chegamos em ollantaytambo ás 15:00pm e após visitarmos o sítio arqueológico de ollantaytambo, fiquei por essa cidade mesmo, pois no dia seguinte iria a partir dali para águas calientes. Assim eu fiz, às 11:30am embarquei no trem com destino a àguas calientes, chegando lá por volta das 13:00pm. Saí para almoçar uma deliciosa alpaca grelhada e depois conhecer a fantástica cidade, e como o nome já diz, águas calientes, fui conhecer essas águas termais, a entrada é r$21,00 e tem umas cinco piscinas com águas quentes, ótimas para relaxar. Retornei para o hostel e ao entrar no quarto compartilhado conheci o jasper, da bélgica, que iria também no dia seguinte a machu picchu, da maneira como eu iria, a pé, porém tem a opção de ônibus também, ida e volta r$85,00. Combinamos irmos juntos então, e no dia seguinte ás 07:00 lá estava a gente subindo os inúmeros degraus que dá acesso a cidade perdida, total desde a saída do hostel foi 01h30m de caminhada, mas conseguimos kkkk. Já em machu picchu combinamos um horário para nos encontrar de novo, pois cada um iria subir uma montanha diferente, eu waynapicchu e o jasper la montaña. A montanha waynapicchu eu subi em 40 minutos, o caminho é perigoso e cansativo também, mas tendo cuidado consegue realizar a subida e descida tranquilo. O visual lá de cima da montanha é fantástico, a cidade machu picchu fica minúscula, eu super recomendo essa subida a waynapicchu. De volta a cidade perdida reencontrei o jasper no lugar e horário combinado e terminamos de conhecer as ruínas de machu picchu. Na saída do parque tem um lugar para você carimbar o seu passaporte, então o leve para ter mais essa recordação. Retornamos a águas calientes, a pé, agora foi mais fácil porque era só descida. Já na cidade, fomos almoçar e como bebida para acompanhar pedimos uma cerveja da marca cusqueña, uma delícia! Retornamos exaustos para o hostel. Tomei um banho e fui dormir, porque no dia seguinte iríamos até a hidrelétrica a pé pelos trilhos do trem, para irmos a cusco de van. Então, no dia 26 de maio, eu o jasper às 10:00am fomos em direção a hidrelétrica, o caminho é super tranquilo, não há subida, você se depara com um monte de turista indo, a pé, para águas calientes, e encontra outros também indo para a hidrelétrica. O tempo aproximado para chegar a hidrelétrica são 02 horas caminhando tranquilamente, parando para tirar umas fotos. Chegando lá, você se depara com centenas de vans com destino a cusco, elas saem geralmente ás 14h:15m. O jasper já havia reservado a van dele para às 14h15m, porém eu comprei lá na hora e essa iria sair às 13h30m, o preço inicial era r$35,00, mas como eu falei que no peru você tem que pechinchar, saiu por r$30,00. A viagem é um pouco cansativa, um total de 06 horas de viagem até a plaza san francisco, em cusco. Cheguei por volta das 20:00pm, fui comer porque estava com muita fome, então fui num restaurante e pedi um grelhado de frango com arroz, batata frita, buffet de salada a vontade e suco de chicha, por apenas r$18,00. Retornei para o hostel, tomei um banho e fui dormir. No outro dia, acordei as 08:00, me deliciei com o café da manhã do hostel, e fui dar um giro pelo centro de cusco, almocei no mesmo restaurante da noite anterior e após almoçar retornei para o hostel para buscar minha bagagem para ir ao aeroporto, estava terminando minha estadia no peru (buáááá). Na frente do hostel dei com a mão para um dos infinitos táxi de cusco e perguntei quanto custava até o aeroporto, resposta: r$8,00. Embarquei para lima às 17:00 cheguei às 18:30 e embarquei para são paulo às 22:00, chegando em no aeroporto de guarulhos às 04:00am do dia 28 de maio, É isso aí, pessoal, espero que tenham gostado do meu relato, caso quiserem mais esclarecimentos ou tiverem alguma dúvida, podem perguntar! Abraço, fiquem com deus!!!
  18. Dividi o relato dessa viagem em 4 momentos (cusco, machu picchu, rainbow mountain e Lima), uma viagem de sete dias. É pouquíssimo tempo, foi bem apertado, alguns dias dormindo pouquíssimo meeesmo. Acontece que só tínhamos realmente uma semana, não tinha mesmo como prolongar, porém, não recomendo passar menos do que 12 dias. Se você resolver passar mais tempo, pode conhecer mais coisas legais e inclusive economizar em algumas coisas, como vou explicar mais pra frente. - Cusco - Já tínhamos reservado a hospedagem no Hotel Hantuquilhas, que fica a duas quadras da praça das armas (praça principal). Os hotéis que ficam nas ruas da praça são bem caros, então, pelo menos para mim, valeu a pena andar um pouquinho. A diária custou R$ 89,00 (mas pagamos em dólares) para duas pessoas, ele é bem bonzinho, arrumado e o atendimento é excelente! fica em frente a um supermercado e uma pizzaria muito boa e barata (pizza de S./20 até de S./10). Na mesma rua, mais em cima, tem um hostel Loki, onde rola uma baladinha muito bacana a noite! Cerveja a um preço razoável (considerando os bares/restaurantes da praça das armas, qe têm preços bem salgadinhos), um ótimo hambúrguer com batatas fritas (e outros tipos de lanche), mesa de bilhar, música ao vivo, mesmo pra quem não é hospede a entrada é free. Chegamos em Cusco pela madrugada, então não rolava arriscar no transporte. combinamos com o pessoal do hotel pra eles mandarem um taxi pro aeroporto, é caro, mas saiu mais barato do que pegar aqueles que ficam lá. foi S./25,00 É importante ter cuidado com os taxis, pra que eles não fiquem dando voltas com você e cobrem mais por isso (ouvimos relatos de que isso acontece na cidade). SEGURANÇA Cusco é uma cidade bem tranquila, tem polícia turística rodando o tempo inteiro. E vc pode ficar na tranquilidade que lá ninguém mexe com você. CÂMBIO O melhor local para trocar sua moeda por soles (S./) é na praça das armas; fizemos isso em uma casa de câmbio, lá na praça das armas, que fica de canto, com letreiro amarelo bem chamativo. Mas o grande lance é você comparar o preço entre elas e negociar. Em Cusco, você pode penchinchar absolutamente tudo. Várias pessoas chegam oferecendo por um ótimo câmbio, mas preferimos não arriscar e trocar em uma casa de câmbio, para evitar problemas. Você pode levar seu dinheiro em reais e trocar quando chegar, sem problemas (fiz isso com a metade da grana que levei). Se trocar aqui no Brasil mesmo, sairá muito caro. Você pode também colocar seu dinheiro em um cartão pra viagens (é tipo uma pochete eletrônica, em uma comparação bem tosca mesmo). Tem o Visa Travel e o Neon (fiz uma conta e levei a outra metade da grana nele), Neon é um banco sem agências, que funciona pela net, vc abre sua conta, pede seu cartão, todo pela net e ele vai direto para o seu endereço. É isento daquelas taxas e anuidades, mas você paga uma taxa fixa se for sacar o dinheiro (por isso não fiz nenhum saque kkk). Não tive broncas, foi tranquilo. O bacana de levar no cartão é que em muitos lugares, praticamente todos, aceitam cartão, além de ser mais seguro do que andar com muito dinheiro por aí, sai mais barato do que fazer o câmbio. Isso porque você vai estar comprando com o valor da moeda comercial, e não com o valor da moeda turística (que é mais cara). PASSEIOS Primeiro: se você for estudante, tire sua carteirinha de estudante internacional (ISIC). São muitos os lugares que aceitam a carteirinha e garantem a metade do valor. Segundo: compre um boleto turístico! Compramos o completo, que vale pra praticamente todos os passeios e sai mais barato do que pagar por tudo separadamente. ele é válido por 10 dias e custou S./70 (c/ carteira de estudante). ONDE COMPRAR: no ministério da cultura de Cusco (“municipalidad de Cusco”), fica na Av. do Sol. O assédio é muuuito muuito grande, mas não se renda. pesquise em todos os locais da praça das armas e só depois disso feche os passeios, negociando e pechinchando sempre (o que não inclui machu picchu, que vc deve comprar com o governo, já explico) Regra de ouro pra tudo em Cusco: PECHINCHE! Eles acabam diminuindo o preço consideravelmente. Fechamos todos os passeios com "César" - do "Grupo Peru" (na praça das armas), o city tour foi S./ 15,00 (uma van + guia que leva pro Templo do Sol - Qorikancha -, pra Saqsayhuaman, Tambomachay, Puka Pukara e pra Q'engo), sai às 14:00 e volta às 19:00, e tem também pela manhã. desses passeios, apenas o de Qorikancha não tem no boleto turístico - custou S./ 8 (pra estudante). O passeio pra Maras e Moray (van + guia) foi S./ 25, não inclui almoço . Moray tá inclusa no boleto turístico, apenas as salineras de Maras tem que ser pago a parte, pqe: não pertence ao governo, pertence à comunidade local, então elas cobram pela entrada - S./ 10. a saída é às 9:00 e volta às 14:00. Gnt, Moray é lindo! no final do passeio, vc vai subindo pra encontrar a van e de repente, pan: dá de cara com a imensidão da cordilheira dos andes. lindo! Maras também é um passeio muito maravilhoso pela imensidão do local; nas fotos que a gente vê por aí parece que é menor do que realmente é. E ainda, bem emocionante (para quem tem ou tinha medo de altura como eu). A estrada que leva até maras é muito estreita, só passa um carro de cada vez e se você olhar para baixo, pela janela da van, vai dar de cara com um precipício gigante bem pertinho. O passeio pra Pisac e Ollantaytambo (Vale sagrado) custou S./35 (van + guia + almoço). O almoço foi num restaurante de comida típica, com música ambiente (estilo local). Bem típica mesmo, então, pra falar a verdade não fazia ideia do que era aquilo que eu estava comendo, mas era saboroso, a bebida não estava inclusa. A saída desse passeio é às 9:00 e não retornamos pra Cusco, ficamos em Ollantaytambo, pqe é de lá que sai o trem pra Águas Calientes - Machu Picchu (mas ele retorna por volta das 19:00) É aqui que eu disse que se eu tivesse com mais tempo, poderia ter economizado mais. Como meu tempo era curto, tive que ir de trem pra Águas Calientes - Machu Picchu. O trem é bem caro mesmo e nem tem meia passagem :( O modo de ir mais barato é seguindo pela hidrelétrica, que vc só gasta o solado do sapato, são 4horas de caminhada. Comprei a passagem no Inca Rail, que é o mais barato, custou $125 (eles também recebem em Soles, o valor varia de acordo com o horário e temporada. esse foi o valor do horário mais barato e em baixa temporada), a loja do Inca Rail fica na praça das armas, perto dos restaurantes. Na volta, ganhamos um upgrade na hora, tomamos pisco ouvindo música ao vivo na primeira classe e pagando pela econômica rsr. BOLETO PARA MACHU PICCHU Vc pode comprar com antecedência, pelo site do governo com (apenas) o cartão visa travel. É, não tem outra forma de pagamento pelo site, isso é terrível. Existem duas montanhas que você pode subir em Machu Picchu (não pode subir as duas, deve escolher uma delas) - a Montanha Machu Picchu e a famosa Huayna Picchu; ou você pode também não querer subir nenhuma montanha e comprar o boleto apenas para as ruínas de Machu Picchu. Se você quiser muito subir a Huayna Picchu, compre antecipadamente! Ela sempre lota, até mesmo em baixa temporada, e tem grandíssimas chances de vc não conseguir mais comprar o boleto pra ela lá em Cusco. Nós compramos o boleto para a montanha Machu Picchu, a mais alta dentre elas, são 3h de caminhada até o topo. Imensa! Na metade dela você já olha as ruínas de Machu picchu bem pequenininha. É uma caminhada difícil, muito cansativa. Em alguns locais têm escadas de pedras (ou os retos dela) e os “degraus” são bem estreitos, em alguns pontos são extremamente estreitos, que até eu (com meu pé 35) tive que subir de lado. A montanha fica a 2.700m de altitude, o que faz vc ficar cansado mais depressa. A vista é magnífica, e você pode aproveitar a montanha de todas as maneiras, a vista, a caminhada, a vegetação, os pássaros. Na volta, fiz um piquenique em um ponto espaçoso, que dava para admirar a paisagem, aproveitando para recarregar as energias. Compramos o boleto em Cusco (lá aceita meia entrada com a carteira de estudante, diferente do site). -----> Eles não vendem mais o boleto no ministério da cultura da av. do sol, agora a venda é em um local próximo à praça do regozijo, na rua do museu histórico regional. O boleto (meia entrada) pra machu picchu + montanha machu picchu custou S./130 Em Águas Calientes ficamos no Hotel Angels, fica a 4 passos da parada do ônibus que sobe a montanha pra Machu Picchu e custou $ 32 (dólares) a diária pra duas pessoas. Como sairíamos bem cedo pra montanha, antes de servirem o café da manhã, pedimos que eles embalassem antes pra gnt levar e comer no caminho. Vc pode subir a montanha andando, ou pode comprar a passagem do ônibus lá mesmo (águas calientes), ou em cusco, no Banco Interbank, na avenida do sol (aceitam carteira de estudante), custa $ 12 (meia). MUSEUS EM CUSCO Além do museu Qorikancha, que visitamos no City Tour, fomos também no Museu Histórico Regional, Museu de Sítio de Qorikancha, Museu Municipal de Arte contemporânea e Museu Inka. Os três primeiros estão no Boleto Turístico. O último, Museu Inka, custou S./ 10 (não aceitam carteira de estudante) O Museu Inka é incrível! grande, com muitos artefatos, todos bem explicados, com vídeos, múmias muito bacana o passeio! Gostei de todos, mas meu preferido foi com crtz o Museu Inka. Rainbow Mountain (montanha colorida) Fechamos esse passeio também com "César" do "Grupo Peru", custou S./ 70 (van + guia + café da manhã + almoço + entrada da montanha). Eles passam no hotel por volta das 4:30 - 5:00 da matina, são 2horas até o local que tomamos café e mais 1hora até o local onde começa o trekking até a montanha colorida. Daí são mais 3 horas de caminhada até o topo, 2 horas só de uma subida muito íngreme a 5.100 metros de altitude. É cansativo, mas as paisagens ao longo de todo o caminho é demais! muito lindo. Quem quiser, também, pode fazer a subida a cavalo - ida custa S./50 e ida e volta custa S./ 70 -. O foda desse passeio é que quando você chega ao topo (tava -5c e chovendo granizo) você olha pra trás e a paisagem está com-ple-ta-men-te diferente! e daí na volta você vai babando tudo de novo, pqe a paisagem já é outra! DILEMA: O SOROCHE! Pra quem não sabe, "soroche" é "o mal de altitude". Vc fica com dor de cabeça, náuseas, etc. e pra isso nos hoteis e em praticamente todo lugar tem chá de coca pra tomar (é tipo o cafezinho aqui), vc pode comprar tbm balinhas de coca, comprimidos pra soroche, a folha de coca, etc. Se em cusco vc já sente isso (eu passei muito mal durante o city tour, mas deu pra segurar a onda) na montanha colorida então! por isso, leve alguma coisinha de coca. Se tiver com dificuldade pra respirar, dá um alô pro guia pqe ele carrega um líquido feito de plantas locais que faz melhorar rapidinho. COMIDA : se tiver procurando por uma comidinha boa e barata em Cusco, procure pelos “menus” nas ruas que ligam a praça das armas à praça do regozijo ou, mais barato ainda, na rua sentido mercado municipal. Em Aguas Calientes, na rua da praça das armas em direção ao rio. Esses “menus” custam de S./15 a S./30 e vem entrada, prato principal e sobremesa. Tem também desses “menus” nos restaurantes que ficam na praça das armas em Cusco. A regra de pechinchar tudo vale pra cá também! Lima O aeroporto de Lima na verdade não fica na municipalidade de lima, então é longe pra caracas! Os taxis que ficam no aeroporto são absurdamente caros, mas lá funciona o uber. Tem a opção dos coletivos. Lá também tem tuck tuck pela cidade, mas não vi nenhum no aero. A ida do aero até o centro de Lima é um trânsito muito louco. Já no centro de Lima, vc pode se locomover de ônibus ou tuck tuk mais tranquilamente, o trânsito já dá uma amenizada por lá. As catacumbas Fica bem próximo da praça das armas, na Basílica e Convento de São Francisco, é só seguir direto na rua do palácio do governo e, no final da rua, entrar pra direita. É incrível, mais de 20 mil esqueletos. Quando o local foi encontrado por um arqueólogo, os esqueletos foram separados para serem contabilizados (cabeça pra um lado, tíbia pra outro, etc.) e estão lá assim, separadinhos. Vc tem que andar o tempo inteiro corcunda (ou agachado) e não pode esquecer disso! Fede muito lá dentro, um cheiro desagradável para quem é alérgico. Lá também fica a biblioteca conventual, com 25 mil volumes (do sec. 16 a 20), com obras muito raras (como uma edição da bíblia de 1571), pergaminhos; a primeira obra impressa do Peru; atlas que data da chegada dos espanhóis na américa; o primeiro dicionário de espanhol, publicado pela Real Academia, dentre outras raridades e coisas fascinantes. A entrada vc compra lá mesmo, custa S./ 5 (meia entrada, com carteirinha). Daí vc aguarda formar um grupo e então acompanha o guia que irá explicar tudo dentro da basílica (que ainda está em funcionamento) e das catacumbas. Em resumo, é isso. Qualquer dúvida, tamo aqui
  19. Olá pessoal! Vim aqui falar a todos sobre minha viagem para o Peru em Abril de 2017! Vocês não leram errado, mas calma, resolvi antecipar meu relato, estou indo para o Peru agora no dia primeiro de abril e vou ficar lá até dia dezoito de abril. Minha ideia é começar o relato agora, para mostrar como foi a preparação e na volta continuar o relato falando o que se passou na viagem e fazendo comparações com alguns pontos aqui descritos inicialmente. Os planos de ir para o Peru começaram quando recebi minha notificação de férias em janeiro deste ano. O Peru não foi o primeiro país que pesquisei, gostaria de voltar para europa, mas depois de pesquisar preços resolvi ficar pela américa do SUL/Peru. Li muitos relatos aqui no Mochileiros para melhor escolher meu roteiro, tenho 18 dias para conhecer este lindo país, conforme o que achei de mais interessante. Como podem ver na planilha abaixo, meu roteiro passa em basicamente 5 cidades. O foco da viagem é Machu Picchu, fazendo a trilha inca, por isto coloquei esta parte logo no início e o restante da viagem é mais para aproveitar o país mesmo, provando de sua culinária e aproveitando suas paisagens. Como devem saber o El Nino Costeiro vem devastando a parte norte e central da costa do Peru, com suas fortes chuvas. É um pouco desanimador saber que você está indo fazer uma viagem para se divertir em um país onde as pessoas estão com sérios problemas, mas rezo por eles sempre que posso e espero aproveitar ao máximo minha estadia lá. Vamos aos tópicos: Dinheiro: estou levando cerca de 1500 dólares, vi vários relatos que vale mais a pena levar em dólar devido a desvalorização do real. Também estou levando 2 cartões de crédito de reserva. No caso do cartão, lembre de avisar sua operadora que está indo viajar para o mesmo não ser bloqueado quando utilizado fora do Brasil, para cartões internacionais. (acabei de receber um aviso do banco, um dos meus cartões foi clonado, assim estou levando apenas um... acontece) Seguro saúde: já fiz algumas viagens ao exterior e nunca precisei utilizar o seguro viagem, mas é sempre bom ter um para se sentir tranquilo. Escolhi o TRAVEL ACE ASSISTANCE – OURO. Fiz tudo por este site: https://www.seguroviagem.srv.br/?agency=463 Valor: R$ 148,50 Tralhas: tive que comprar muitas coisas para esta viagem devido a falta de acessórios e roupas para este tipo de aventura, já estou a algum tempo sem fazer isto, assim segue uma lista das coisas que estou levando: Item Quantidade Item Quantidade Camisetas 8 Batão Caminhada 2 Calças 2 Lanterna 1 Meias 8 Lanterna cabeça 1 Cuecas 8 Carregador 1 Bermudas 3 Cadeados 2 Toalha 1 Camera 1 Luvas 1 Leços, caixa 1 Capa Chuva 1 Pilhas 6 Casaco 1 Livro 1 Moleton 1 Boné 1 Colete 1 Diário 1 Saco de dormir 1 Repelente 1 Protetor Solar 1 Protetor labial 1 Bota 1 Chinelo 1 Remédios 1 Higiene 1 Remédios: quem já viajou e precisou de um remédio específico, sabe como é complicado de se conseguir, por isto fiz uma pequena farmácia para levar nesta viagem. Trilha Inca: depois de pesquisar algumas agências para fazer a trilha inca, optei pelo Marisol, seu preço e comentários positivos aqui no Mochileiros foram os dois itens decisivos. Outra coisa que ela fornece que não vi nenhuma agencia fornecer é o isolante térmico, faz muita diferença. Vi apenas um comentário negativo quanto aos serviços dela na trilha. Veremos como será e passo a vocês quando voltar. Valor: 480 dólares (50% de entrada, via westerunion) Segue contato dela: AMAZIN ADVENTURES CUSCO - PERU Msn. [email protected] Av. Collasuyo Nº 517 Urb. Miravalle,(perto da escola Von Humboldt.) TELEFONES: Celular 51 - 984791005 SAÚL ........Operações. Celular 51 - 984721899 MARISOL . Fixo 51 - 084237733 ....... Escritorio Acomodação: vou ficar apenas em hostels, todos escolhidos pelo site do HostelWorld. Em outras viagens que fiz foquei no preço, pois estava bem mais apertado, mas agora como disponho de uma grana a mais, fui muito mais pelos comentários das pessoas e a localização. A lista de todos está na planilha mais abaixo, no retorno passo uma avaliação de cada um. Já fiz a reserva dos hostels para toda viagem. Dica: se você é como eu, que gosta de deixar tudo organizado antes de sair de casa, cuide muito com as datas, confira duas vezes antes de confirmar as mesmas. Eu errei o mês em duas reservas e acabei tendo que pagar uma multa... lição aprendida. Gastos durante a viagem: como poderão ver na planilha fiz um cálculo por cima de quanto iria gastar por dia, com alimentação, passeios, transporte intermunicipal e acomodações para ter uma noção de quanto gastaria na viagem e assim fazer o cálculo de quando levar em dinheiro. Na volta conto se esta previsão bateu ou não. Passagem: comprei minha passagem logo no inicio de janeiro, sou de Porto Alegre e consegui pegar o voo direto para Lima: R$ 1.500,00 Porto Alegre – Lima – Cusco (tudo no mesmo dia, saio as 6 da manhã e chego em Cusco as 16:30) Vi que existem dois voos de Lima para Cusco em horários mais cedo, como vou chegar em Lima as 9:15 da manhã, vou tentar antecipar o voo para Cusco. Lima – Porto Alegre (voo sai de Lima as 22:00 e chego em Porto as 5 da manhã) Viajando sozinho: estou indo fazer esta aventura sozinho, isto se deve muito a ter marcado a viagem tão em cima da hora, na minha empresa não temos muita escolha das férias eles que decidem, nenhum amigo conseguiu tempo para ir junto. Minha namorada também não poderá ir devido a faculdade. Estou acostumado a explorar este mundão solito, sempre acabo conhecendo pessoas pelo caminho e fazendo muitos amigos. Não tenham medo de viajar sem companhia, viaje com a cabeça aberta para novas experiências e seja simpático, simpatia atrai pessoas, assim você nunca irá viajar realmente sozinho.
  20. Agradecimentos Eu não tenho como começar esse relato sem antes agradecer todos aqui do mochileiros.com! Daqui tirei todas as informações e inspirações que precisava, por isso o meu mais sincero e profundo MUITO OBRIGADO!!! Planejamento Comprei minha passagem com destino a Cusco em setembro (3 meses antes da data programada), confesso que deveria ter esperado um pouco mais porque alguns dias depois de eu ter comprado, vi passagens por 500 reais mais barato e com escalas muito melhores que as minhas... Paciência! OBS: Uma dica que encontrei no momondo.com, durante o planejamento, foi que as passagens são mais baratas 56 dias antes do embarque, as terças e no período da noite. Por que não vi isso antes?! Testarei essas dicas na próxima. A entrada de Machu Picchu, comprei no site do governo peruano, com um mês de antecedência mais ou menos, principalmente porque queria subir a Huayna Picchu. Aconselho fazer o mesmo. Na semana anterior à viagem, decidi já comprar o dinheiro peruano. Tinha calculado que 1500 soles seriam suficientes para minha viagem (nascimento do perrengue 1, aguardem os próximos capítulos), então fui numa casa de câmbio aqui no Brasil e comprei R$2000 em soles, o que deu s./1600. Talvez não tenha sido um bom negócio, mas não queria ficar me estressando em procurar a melhor cotação no Peru. Dia 10 (Sábado) - Jornada dos Aeroportos Lembra que disse que uns dias depois de eu ter comprado a passagens, surgiram outras com escalas muitos melhores...vcs vão entender o porquê Saí de Guarulhos (SP) num sábado, mas só chegaria a Cusco na manhã de domingo. Isso porque, fiz duas escalas, ambas com 5h de espera, uma em Foz do Iguaçu e a outra em Lima (lembram que disse que deveria ter esperado um pouco mais para comprar as passagens?), mas enfim... Depois de alguns episódios de Sense 8 em Foz, e cochilos desconfortáveis no chão do aeroporto de Lima (detalhe: em algum momento da madrugada, o pessoal da limpeza acorda todo mundo e faz todo mundo sair do corredor para limpar o chão! Ok, motivo nobre, mas fiquei meio puto rsrsrs). Cheguei em Cusco as 5h do Domingo dia 11, o dia estava clareando, e o sorriso estampado na cara! Dia 11 (Domingo): Primeiro dia em Cusco Peguei um táxi do aeroporto até o Pariwana, por s./20, (Hostel que recomendaria até para o Papa se ele visitasse Cusco – e se eu conhecesse o Papa. Simplesmente um hostel incrível. Comfortável, bem localizado, seguro, tem agência de viagem, café da manhã, festas e muitas outras coisas. Nota 10). Depois de fazer o check-in, tomar um banho, café-da-manhã, e deixar a cargueira no depósito do Hostel; foi andar pela cidade. Era cedo ainda, e a cidade estava vazia e calma deu para andar tranquilamente pela cidade, observar o cotidiano dos cusqueños. Estava adorando tudo aquilo! Passei horas andando... Sentava num banco qualquer quando estava cansado, comia quando tinha fome, passei o dia assim e foi incrível! Como era domingo, ocorreu uma cerimônia de hastear a bandeira de Cusco e do Peru na Praça das Armas, alguns batalhões do exercito peruano vinham desfilando, se reuniram na Praça para hastear as bandeiras. Conversado com um senhor peruano ele me disse que eles faziam isso uma vez por mês (que sorte a minha). Muito legal ver o patriotismo e amor dos peruanos pelo país (sentimentos que percebi em todos os dias seguintes). Nesse dia tinha decidido que fecharia os passeios que faria nos próximos dias e fui procurar agências. Perrengue 1 da viagem: ao pesquisar os preços, percebi que a conta não estava fechando. Eu sabia quanto dinheiro eu tinha e estranhamente, para fazer o que tinha planejado não teria dinheiro suficiente. Começou a bater o desespero! Fui para o Hostel, refiz algumas contas, vi as anotações que tinha levado de qual era o preço médio por passeio e realmente... Não tinha dinheiro suficiente! Faltavam pelo menos uns s/300!!! Até hoje não entendi o que aconteceu – devo ter esquecido de somar alguma das células da minha planilha de custos do excel (pelo menos foi a explicação que mais me agradou). Ok...teria que me virar com 300 soles a menos. Essa hora já estava tudo fechado (deviam ser umas 16h), então teria que fechar os passeios no dia seguinte. Andando pela Praça das Armas vi, perto da fonte no centro da praça, um senhor com uma camiseta escrita “Free Walking Tour”, era o Humberto. Conversei com ele, esperamos mais um pouco e reunimos um grupo de 5, eu, um casal de Santos, uma francesa e uma russa e saímos andando pela cidade! Passeio muito legal! Andamos por umas 3h, ele nos explicando muitas coisas sobre a cidade, a história de Cusco, curiosidade, dicas de restaurantes e tudo mais. Infelizmente não vou lembrar os pontos que passamos, mas recomendo. No fim do tour, demos algum dinheiro para o guia (dei s/10), e ele me disse que tinha uma agência de turismo também. Fomos eu e a russa para a agência que fica numa galeria perto da rua que tem a pedra de 12 ângulos. Ela fecharia o trekking (1D) para a Rainbow Mountain e conversando com ele, acabei fechando os passeios de todos os dias seguintes, mas com alterações. Por causa do problema com o dinheiro, tive que adaptar meu roteiro, tirando algumas coisas e colocando outras (mudanças que no geral foram muito bem-vindas!). Vou contando no decorrer do relato sobre as alterações que fiz. Acabei fechando todos os passeios por 430 soles. Show! Tinha conseguido fechar os passeios no primeiro dia e voltei para o hostel feliz da vida com o primeiro dia! Cansado, e depois de uma cerveja e uma pizza de vegetais, na companhia de um casal de australianos no hostel, fui dormir. Dia 12 (Segunda-feira): Maras e Moray Pelos planos originais, esse seria o dia do City Tour, e embora quisesse muito ter feito, acabei não fazendo, por dois motivos (1) economizar com o boleto turístico, e (2) estava satisfeito com o walking tour do dia anterior. Acordei cedo, e depois de um café da manhã reforçado (para não dizer que fiz um prato de pedreiro), fui me encontrar com uma pessoa da agência na Praça das Armas. Perrengue 2: a mulher que deveria me encontrar começou a demorar..cheguei 8h30 – hora marcada, e nada, 8h40 e nada, 8h50 e nada, comecei a ficar preocupado... 9h e nada, com medo de ter sido enganado, fui até a agência. Estava fechada. “Fudeu!” eu pensei! E voltei para a Praça das Armas, sem saber o que faria, quando lá no meio uma senhora gritava “Sr. Gabriel! Sr. Gabriel!”... UFA! Rsrsrs Segui essa senhora até um ponto de onde saem vários ônibus de passeio e bora para Maras e Moray! Primeira parada foi em Chinchero (ué?! Fazia parte e não sabia rs), num centro de produção têxtil. Muito interessante ver como as roupas eram e são produzidas e tingidas. Achei meio teatral (até as falas das senhoras eram as mesmas..já tinha visto isso num programa de TV e se confirmou no dia seguinte quando visitamos Chincero de novo), mas valeu a experiência. Comprei um cachecol (s/20). Segunda parada foi em Moray! Que lugar incrível! Adorei Moray! Era onde os Incas faziam estudos sobre cultivo e onde adaptavam as sementes, para os diferentes microclimas dos terraços de agricultura. O guia nos explicou sobre as técnicas de cultivo, sobre a drenagem do solo, sobre as diferentes temperaturas e umidade, sobre os incas, sobre Pachamamma, sobre os Apus, foi sensacional! OBS: na entrada de Moray, comprei o Boleto Turístico Parcial. Custa 70 soles e é válido por 2 dias. Ele dá acesso aos sítios de Moray, Chincero, Ollantaytambo e Pisac. Foi a melhor opção para o meu novo roteiro. Depois fomos para Maras. Local e onde o povo extrai sal. O guia nos explicou rapidamente sobre o processo, numa espécie de mirante perto de umas lojas e deixou um tempo livre para fazermos compras! O caramba que ia perder meu tempo fazendo compras! Desci até as poças e fiquei andando por lá. Bonito ver as poças onde, se acumula a água quente e salgada que saí da montanha (Realmente é quente e bem salgada... Experimentei lógico! Estava ali e não ia perder a oportunidade), mas estava tudo meio marrom por causa da lama, tinha chovido. Retornamos para Cusco e fiquei de bobeira o resto do dia. Decidi visitar a pé o Cristo Blanco! É uma bela subida rsrs primeira fez que senti de fato o efeito da altitude de Cusco. Cheguei lá em cima muito, mas muito ofegante, mas valeu a pena. (Para chegar até lá a pé, basta seguir a rua Tanda Pata, até uma escada com um corrimão verde e seguir o corrimão até o fim, depois vai ter uma trilha pequena no meio do mato e você chega até lá!) Voltei para o hostel, tomei uma cerveja, comi e capotei. Dia 13 (terça-feira): O Valle Sagrado Mesmo esquema do dia anterior, encontrei a moça da agência (atrasada de novo) na Praça das Armas, entrei num ônibus e partimos. Primeira parada foi em Pisac, um antigo povoado inca muito bem conservado. Com cenários lindos e muita história por trás.Era muito legal (em todas ruínas) imaginar como seria vida lá, na época do império inca... Fiquei andando e viajando... Mas viagens à parte, depois de visitar as Ruínas de Pisac, fomos até ao povoado de Pisac, onde o guia nos levou para uma oficina onde eles trabalham com prata e confeccionam jóias. Depois de uma explicação sobre como diferenciar prata verdadeira, da falsa, e como eles fazem as jóias, “tempo livre para compras”... Saí fora! Fiquei conversando com um argentino, dois ingleses e com um finlandês que estavam no mesmo ônibus. Próxima parada foi em Urubamba para almoçar. Não tinha o almoço incluido, então procurei um restaurante simples na cidadezinha e almocei o melhor pollo com papas da viagem! Seguimos para Ollantaytambo. Sítio fantástico também! Enorme, nunca terminado, perfeito como todas as construções incas. Nos meu planos originais, eu ficaria em Ollantaytambo e pegaria o trem para Águas Calientes, mas abandonei esse plano, por conta do preço da passagem do trem. Na volta para Cusco, paramos em Chinchero no sítio arqueológico, praticamente todo destruído pelos colonizadores espanhóis e construído à maneira deles. E visitamos (de novo) um centro de comercio têxtil, vi a mesma explicação, com as mesas palavras e piadinhas, mas ok... Não comprei nada. Voltamos para Cusco e fui dormir cedo, o dia seguinte seria puxado! Dia 14 (quarta-feira): Ida para Águas Calientes Esse dia foi a parte 1 das mudanças feitas no roteiro que foram excelentes. Foi uma alternativa muito mais legal e econômica do que pegar o trem para Águas Calientes. Fiz o check-out no Pariwana (4 dias = 140 soles), uma mulher da agência passou no hostel e nos chamou, eu e duas americanas que se tornariam grandes parceiras de viagem, e que estavam no Pariwana também, pegamos um ônibus para a Hidrelétrica. Já havia lido relatos que essa viagem de ônibus e bem desconfortável e perigosa, mas não achei nenhuma das duas coisas! Pelo contrário, foi uma viagem bem agradável, com paisagens maravilhosas e as maiores altitudes da viagem (4800m), a um preço mais acessível. Saímos de Cusco a 7h e chegamos em Hidrelétrica as 14h, depois de um almoço reforçado. Comecei a caminhada para da hidrelétrica até águas Calientes. Minhas amigas americanas foram na frente. Foram 11km de caminhada seguindo os trilhos, pela floresta e margeando o Rio Urubamba. Gosto muito de trilhas e trekkings, havia cogitado fazer a Trilha Salkantay durante o planejamento da viagem, (não me escapa da próxima) e embora as duas nem se comparem, fiquei contente com as 3h andando rsrs. Cheguei em Águas Calientes as 17h, procurei o hostel que a já havia sido fechado com a agência em Cusco. Depois de um merecido banho, saí para jantar com o guia e o pessoal que faria o mesmo que eu no dia seguinte, comprar comida e o ticket do bus para a subida. Águas Calientes é uma cidade pequena, mas muito charmosa, adorei a cidade! Voltei para o hostel e fui dormir ansioso pelo dia seguinte, o grande dia estava próximo! Dia 15 (quinta-feira): Machu Picchu Ah... Machu Picchu! O Sonho de todo mochileiro que visita o Peru! Peguei o ônibus as 5h30 e as seis chegamos na cidade perdida do incas! Juro que não tenho como descrever a emoção de estar ali, ao entrar e me dar conta de que realmente estava ali, pisando naquele chão, respirando aquele ar, vendo aquelas construções que estiveram no meu plano de fundo durante os últimos meses, foi simplesmente INCRÍVEL, meus olhos encheram de lágrimas (e olhem que não sou uma pessoa tão sentimental rsrs). Fiz um tour guiado por duas horas (achei meio incompleto para ser sincero... Acho que ele explicou 60% das coisas da cidade). As 10h fui para a entrada da Huayna Picchu, onde encontrei minhas amigas americanas e subimos juntos! Degrau ou degrau, expectativa aumentando e o tempo fechou, ficou nublado e começou a chover (chover para valer rsrs), uma hora de subida até o topo. Óbvio que não conseguimos ver nada... Uma neblina só, e chuva, mas nada que tirasse nosso sorriso do rosto. Durante a descida a Christine (uma das americanas), me perguntou se eu sabia onde era o Templo do Sol. Elas não tinham guia, a Christine tinha apenas o livro escrito por Hiram Bingham (The Lost City of the Incas – 1948), foi quando eu falei meio que na brincadeira que poderia ser o guia delas pela cidade. Imaginem... eu, sendo guia de duas americanas em Machu Picchu... Hmm que idéia! Foi quando a Maria (a outra americana) fico super feliz e disse que seria ótimo! “Eita”, pensei... Mas, “Ok! Let’s go!” A chuva tinha diminuído. Descemos e ficamos andando por Machu Picchu, fui explicando para elas o que tinha aprendido no tour e... puta que pariu como foi legal!!! Nunca tinha sequer imaginado uma coisa como dessas! Eu, sendo o guia improvisado, por um dia, em Machu Picchu... EM MACHU PICCHU!!! Foi sensacional! Umas 15h nos despedimos, elas voltariam para Cusco na mesma noite, eu passaria uma noite em Águas Calientes ainda. A cidadela já estava bem vazia. Fiquei ainda andando por Machu Picchu sozinho, perdido nos meus pensamentos, ouvindo aquele silêncio e envolvido por aquela energia, até umas 16h30. Desci a pé para Águas Calientes (a passagem do ônibus é cara uns 12 dólares – 40 soles), fui para o hostel tomei banho e saí para o meu jantar especial de comemoração. Com direito a pisco sour, coca-cola e a maior e melhor pizza da viagem, fechou o dia com chave de ouro! Dia 16 (sexta-feira): Retorno para Cusco e ida a Puno Acordei tarde em Águas Calientes, e depois de comprar suprimentos e andar pela cidade, comecei a caminhada de volta para a hidrelétrica. Foi o mesmo caminho da ida, mas agora com um detalhe fantástico, que não tinha reparado na ida. DICA ESPECIAL: Em Machu Picchu há um lugar onde fica uma espécie de relógio solar, da lá de cima pode-se ver uma ponte de aço com cor de ferrugem. É uma ponte que se cruza durante a caminhada, então fica a dica! Quando estiverem fazendo essa caminhada seguindo os trilhos (indo ou voltando de Águas Calientes) e atravessarem uma ponte grande, de aço e com cor de ferrugem (vou colocar uma foto da ponte), olhem para o topo das montanhas ao redor, e em cima de uma delas vc poderá ver algumas construções, que é onde fica o relógio solar de Machu Picchu! Chegando a hidrelétrica, almocei por 10 soles no mesmo restaurante e peguei o mesmo ônibus para Cusco. Cheguei em Cusco umas 21h, passei no hostel, tomei um banho (mesmo não estando oficialmente hospedado, havia deixado só o mochilão – ponto positivo (mais um) para o Pariwana), encontrei a Maria e a Christine (que coincidência), falei para elas sobre a ponte, que realmente era a ponte que vimos de lá de Machu Picchu, nos despedimos de novo, mas não pela última vez. E fui para a rodoviária para pegar o ônibus noturno para Puno. O ônibus era confortável, mas fez muuuuuito frio, não consegui dormir direito. Dia 17 (sábado): Lago Titicaca Ao amanhecer cheguei na rodoviária e tinha um senhor de uma agência me esperando com uma plaquinha com meu nome, fui com ele até a sede da agência onde reunimos o grupo, tomamos um café da manhã bem meia boca por s/10 (primeiros ‘10 soles muito mal gastos da viagem’), partimos para o cais e embarcamos. O barco era confortável, lento e fazia frio, o guia foi nos explicando sobre o Lago Titicaca, as lendas do surgimento dos primeiros incas, da cidade de cristal que supostamente existe no fundo do lago (quem acredita em alienígenas vai adorar), e tudo mais. A primeira parada foi nas ilhas flutuantes de Uros, é interessante ver como os habitantes trabalham com a Totora (uma planta que nasce lá no lago) e como eles fazem tudo com totora, comem totora, fazem barcos de totora, fazem casas de totora, amam a totora. Não gostei. Tem gente que adora, mas eu achei tudo muito teatral e forçado. Duvido muito que os habitantes da ilha, nesse momento, eles estejam fazendo as mesmas coisas que mostram para os turistas (não gosto desse tipo de turismo forçado). Mas enfim... Resumindo, não gostei. E só para contar, como não queria comprar nada, decidi ajudar de alguma forma, e fui dar uma volta naquele barco de totora que eles têm e me dá raiva só de lembrar do barco! Foram os segundos ‘10 soles muito mal gastos da viagem.’ Saindo as ilhas de uros, fomos para Taquille. A terceira maior ilha do lago Titicaca, de alguns pontos pode-se ver a Bolívia. Essa foi legal! A ilha é considerada patrimônio cultural da humanidade pela ONU. O povo da ilha ainda mantém as tradições de seus antepassados e vendo algumas pessoas jovens da ilha, foi que tive um belo choque de realidade. É difícil explicar, mas tentei imaginar como aqueles jovens (da mesma idade que eu possivelmente) passam os dias? Com o que eles sonham? O que eles almejam para o futuro? Choque de culturas natural, inevitável e enriquecedor, essas reflexões fizeram valer a pena a visita à ilha. Terminando a caminhada pela ilha, e voltando de barco (foram 3h de barco) para Puno, fiquei enrolando na cidade até dar a hora de pegar o ônibus direto para Cusco. Umas 21h peguei um taxi da Praça das Armas até a rodoviária (s/5). As 22h peguei o ônibus, e me preparei para a noite gelada que teria pela frente. No meu roteiro original, eu passaria dois dias em Puno. No primeiro dia, faria o passeio que fiz, e no segundo visitaria as Chullpas de Sillustani (as fotos do visual tinham me convencido a ir), mas pelo problema com o dinheiro, tive que abandonar esse segundo dia em Puno, e ainda bem que fiz isso! No geral, não gostei da visita à Puno. Acho que não vale a pena o bate-e-volta a não ser que você tenha muitos dias no Peru e/ou queira muito conhecer o Lago, mas se eu soubesse antes o que sei agora, teria escolhido fazer outra coisas, provavelmente o trekking de 1D para a Rainbow Mountain, (minhas amigas americanas fizeram, e disseram que foi incrível), ou alguma outra coisa. Paciência... Mas essas são somente minhas opiniões e conselhos, talvez com você seja diferente. Tem que ir para descobrir! E isso é uma coisa legal também, mesmo que você não goste de um local, pelo menos você foi e tirou suas próprias conclusões. Dia 17 (domingo): Último dia em Cusco. Cheguei em Cusco as 6h, fui para o hostel, tomei um banho, encontrei minhas amigas americanas no hostel por coincidência (de novo), elas iam para a Rainbow Mountain, num esquema diferente do comum (geralmente o pessoal que faz o trekking de um dia saí as 3h e volta a noite. A Maria tinha arranjado um outro esquema que infelizmente não vou saber explicar, mas que não era preciso sair tão cedo), nos despedimos pela última vez (na viagem), e eu saí para a aproveitar meu último dia em Cusco. Acho que fiquei tão preocupado com a história do dinheiro, que fui meio de vaca a viagem inteira, até que me sobrou uma boa quantidade de soles no final, e não iria voltar com soles para o Brasil, então, esse últimos dia foi livre para comprar presentes para todo mundo e comer o famoso ceviche. Aproveitei minha pequena fortuna e fui onde me disseram que tinha o melhor ceviche da cidade (num restaurante na Pracas das Armas, perto do McDonalds). Não gostei rsrs. Achei um prato ardido, mas enfim... Entra a história de ‘tirar suas próprias conclusões’ de novo. Fiquei de bobeira na cidade, andando sem rumo e sem preocupação, comprando uma coisa aqui, outra ali até a hora de ir para o aeroporto. As 17h fui para o Pariwana, peguei minha mochila, arrumei as coisas e peguei um taxi para o aeroporto. As 19h decolei com destino a Lima e me despedia de Cusco, cidade que em poucos dias tanto me maravilhou.”Adeus Cusco, até uma próxima com certeza”, falei baixinho, olhando pela janela quando o avião decolou. Cheguei em Lima as 21h e me preparei para uma longa escala de 12h pela frente (lembram da história das passagens... pois é) deitei no conforto do chão do aeroporto e munido com o livro do Amyr Klink (Mar Sem Fim), entre sonecas, episódios de Sense 8, e expulsões pela equipe de limpeza do aeroporto, o tempo passou. Dia 18 (segunda-feira): Volta para o Brasil Já no salão de embarque, aproveitei para gastar meus últimos soles, e as 9h (horário local), o voo com destino a Guarulhos decolou, e as 17h (horário local), estava de volta no ponto de inicio da viagem. O local era o mesmo, mas a pessoa que pisava ali, não. O Peru é um lugar mágico e toda a experiência de um primeiro mochilão sozinho e primeira viagem internacional, foram de grande aprendizado e crescimento pessoal. Recomendo para todos que estão lendo isso agora, e que tem esse desejo de ir, que vá! Não se prenda, não se limite! Abra a mente e o bolso, e simplesmente vá! Valerá muito a pena! Roteiro executado: Dia 1: Dia livre em Cusco Free Walking Tour Noite em Cusco Dia 2: Maras e Moray Boleto Turístico Parcial (s./70) Noite em Cusco Dia 3: Valle Sagrado Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero Noite em Cusco Dia 4: Ida para Águas Calientes Ônibus de Cusco até Hidrelétrica (7h-14h) Caminhada da Hidrelétrica até Águas Calientes (11km – 3h duração) Noite em Águas Calientes Dia 5: Machu Picchu com Huayna Picchu Noite em Águas Calientes Dia 6: Volta para Cusco e ida para Puno Caminhada de Águas Calientes até a Hidrelétrica Ônibus da hidrelétrica até Cusco (14h - 20h) Ida para Puno: ônibus as 22h Dia 7: Lago Titicaca Ilhas Flutuantes de Uros e Ilha de Taquile Retorno para Cusco: Ônibus às 22h Dia 8: Último dia em Cusco Dia livre Gastos da viagem: R$1500: passagem R$ 2000: sendo R$410 nos passeios, R$140 no Pariwana e o restante em táxis, alimentação, presentes e outras coisas. Espero que tenha sido útil e que tenham gostado. Fico a disposição para esclarecer qualquer dúvida! Muito obrigado!
  21. Segue abaixo o relato da viagem que fiz com minha esposa entre os dias 13 e 24 de junho de 2016. ROTEIRO Link do tópico do meu roteiro: peru-cusco-e-arequipa-13-06-a-24-06-t127774.html DIA a DIA Dia 14/06 Chegamos a Cusco às 5:00 da manhã, e já na saída do aeroporto estavam os taxistas, pediam entre 30 e 40 soles. Andando um pouco para a direita, logo após passar pela porta de saída do aeroporto, há outros taxistas com preços melhores. Paguei 20 soles para nos levar até nossa hospedagem. Como eram 5 horas da manhã e estávamos há quase 24 horas entre vôos e aeroportos, não tive saco para pechinchar muito o taxi, mas eu acredito que fariam mais barato facilmente. Chegando ao Kokopelli Hostel, nossa hospedagem, não havia quartos disponíveis para um early check-in e tivemos que esperar até meio-dia dormindo em um sofá na sala de TV. Tomamos um banho, arrumamos as coisas e saímos para almoçar e conhecer a cidade. Cusco é uma cidade bonita, mas ainda há muita pobreza. Na primeira tarde fomos ver a Plaza de Armas, a pedra dos doze ângulos e o mercado municipal, além de caminhar um pouco a esmo pelas pequenas ruas a fim de nos ambientar com a cidade e ir aperfeiçoando o nosso “No, gracias”, a expressão mais usada durante a viagem. Como já estava se aproximando do Inti Raymi (dia 24/06) a cidade já estava em clima de festa. Havia um palco montado em frente à catedral, muita música e gente dançando, e quanto mais se aproximou da data da festa mais movimentado ficou. Aproveitamos para fazer o cambio de moedas e conseguimos a cotação de 1 real para 0,90 soles em uma casa de câmbio na Av. El Sol . Há muitas casas de cambio em Cusco e algumas são pequenas cabines dentro de lojinhas. A cotação era bem parecida na maioria delas e as principais estão localizadas na Av. El Sol. Durante a caminhada também aproveitamos para parar em uma agência de turismo e ver os preços dos passeios. A coisa lá é meio tabelada por todas as agências. 20 soles o city tour, 30 soles Maras / Moray e 60 soles o Vale Sagrado. Como era o mesmo preço da agência que tinha dentro do nosso albergue, optamos por fechar com o pessoal do albergue. As agências vão vendendo os passeios e depois um ônibus sai recolhendo o pessoal dessas várias agências. Fechamos os passeios do City Tour e do Vale Sagrado. Dia 15/06 O City tour geralmente é feito durante a tarde, começando as 14:00. Mas nós optamos em fazer de manhã, que não tem o templo de Qorikancha incluso e, não sei qual a lógica aqui, custa 5 soles a mais. Mas queríamos fazer logo pela manhã para aproveitar o clima e depois ter o resto do dia livre. As 9:00 nos buscaram e partimos. Para quem não sabe, o city tour neste caso não é um tour dentro da cidade. Ao redor da cidade de Cusco há importantes sítios arqueológicos, e são esses lugares que se conhece. A primeira parada foi em Saqsaywaman, e lá mesmo já compramos o Boleto Turístico por 130,00 Soles, válidos por 10 dias, e que te dá direito a entrar em vários lugares turísticos. Recebemos as explicações do guia sobre a importância e as peculiaridades do lugar e saímos para caminhar e tirar fotos. Mesmo tendo grande parte de sua estrutura destruída pelos espanhóis, o lugar ainda assim impressiona. Gigantescos blocos de pedra encaixados perfeitamente. Lá também tivemos nosso primeiro contato com as simpáticas lhamas. Saindo de lá, paramos em Q’enqo. O local é pequeno, mas eu adorei. Foi um lugar de cerimônias e possui, dentro de uma galeria subterrânea, embaixo de uma grande rocha, uma sala de sacrifícios esculpida na rocha. Próxima parada, Tambomachay. Local dedicado ao culto à água, cheio de canais e cascatas. E logo ali do lado, também está Puka Pukara, última parada do nosso city tour. Este sítio era um forte militar utilizado para controlar o acesso à cidade de Cusco, e neste ponto já nos haviam ensinado que o correto seria Qosqo, o ‘umbigo do mundo’. Na volta para Cusco paramos em uma loja de roupas feitas com a lã de alpaca. Para compras não vale a pena, pois é tudo muito caro. O que vale é a explicação de como identificar uma peça de lã de alpaca, baby alpaca e ‘maybe alpaca’. Chegamos à cidade na hora do almoço, nos deixaram um pouco acima da Plaza de Armas, e ali perto já comemos um delicioso hambúrguer. Então fomos conhecer o templo de Qorikancha. Chegando lá, pagamos os 15 soles por pessoa pela entrada (não está incluso no Boleto Turístico) mais 35 soles para uma guia particular. Os guias ficam na porta de entrada, vão pedir mais, mas é só pechinchar. O tour com guia privado foi de +- 1 hora e foi muito bom e completo. Valeu a pena demais. Se eu soubesse e pudesse, teria feito todo o city tour com guia particular. A quantidade e qualidade de informações são muito superiores. Por isso, caso estejam em mais pessoas e com o orçamento folgado, recomendo que o façam. Segue o contato da guia: Gina Diaz F. - +51 984 335420 – [email protected] À noite fomos comer algo e voltamos para dormir, pois no outro dia faríamos o Vale Sagrado.
  22. O Peru é um país com paisagens lindas e um povo batalhador que sofre com terremotos, erupções e principalmente com governos corruptos. Possui uma diversidade cultural e geográfica riquíssima, preservando cidades e vestígios de civilizações pré-colombianas e da colonização espanhola. Um dos atrativos mais visitados da América do Sul está localizado no Peru, a cidade perdida dos Incas: Machu Picchu. O planejamento para conhecer o Peru começou no final de 2015 quando conversei com a amiga Edna e decidimos que em setembro de 2016 conheceríamos esse país. De lá para cá foram muitas pesquisas, muitas conversas, e em meados de junho fechamos o roteiro e compramos as passagens aéreas. Logo em seguida reservamos as hospedagens e compramos os tickets para entrar em Machu Picchu e subir a Huayna Picchu. Foram 12 dias no total, sendo 5 viagens de avião, 2 viagens de ônibus (8h cada), 2 viagens de trem, 2 dias de trilhas, alguns passeios de ônibus (city tours) e várias “corridas” de táxi. Conhecemos Huaraz, Lima, Arequipa, Cusco, Águas Calientes e Machu Picchu. Tentarei descrever resumidamente como foi cada dia. Cabe lembrar que não tenho a intenção de esgotar nenhum assunto sobre qualquer um dos lugares visitados. Há muitos sites que poderão lhe ajudar, caso você esteja planejando uma viagem para lá, inclusive citarei alguns que nos auxiliaram. A seguir o roteiro e uma foto de apresentação minha e da Edna. Informações e dicas importantes: *O dinheiro local é o Nuevo Sol, identificado pela sigla S/. Para sua viagem, leve dólar e troque nas casas de câmbio. Há muitas casas de câmbio em Miraflores, conseguimos trocar 1 dólar por 3,39 soles. Em Cusco também têm várias casas de câmbio e a cotação era bem parecida com a que conseguimos em Lima. *Brasileiros não precisam de visto para entrar no país. Entretanto, o prazo máximo de permanência é de 183 dias, sem prorrogação. *É necessário apresentar o Passaporte ou a Carteira de Identidade, desde que tenha sido emitida há menos de dez anos. Se tiver condições, leve o passaporte e aproveite para pegar o carimbo de Machu Picchu. *É recomendável viajar com um pequeno kit médico que inclui alguns medicamentos básicos, como antiácido, antitérmico, analgésico, anti-inflamatório e antialérgico. Outro remédio importante é paracetamol, pois a dor de cabeça é quase certa se você for para Huaraz ou outra cidade com grande altitude. *Se você não tem experiência com altitudes acima de 3.500 metros, não ignore algumas regras, pois muitos turistas sentem os efeitos do soroche (mal de altitude) na própria pele: dificuldade em respirar, dor de cabeça, enjoo e mal-estar estão entre os principais sintomas que podem te colocar pra baixo durante um bom tempo. *O que levar? Pelo menos em setembro o tempo estava bom e não choveu. Durante o dia fazia um calor normal, mas a noite sempre esfriava. Recomendo levar uma blusa mais leve para usar durante o dia e uma mais reforçada para usar caso visite o Glaciar ou saia a noite. *Realizamos as reservas das hospedagens pelo booking e não tivemos nenhum problema. *No Peru os preços cobrados pelos taxistas são bem mais baratos que no Brasil. Dica: antes de entrar no táxi pergunte o valor e negocie. Em quase todas as viagens negociamos e conseguimos bons descontos. *Tivemos dificuldade em comprar um chip pré-pago, pois nem todos quiosques de telefonia estão vendendo chips a turistas. Conseguimos comprar na loja de departamentos Ripley, localizada na Calle Schell, próxima ao supermercado Metro em Lima. Custa 6 soles e com 10 soles de crédito conseguimos usar a internet por uns 8 dias. Dia 1: 12/09/2016 - Deslocamento: SJC -> Guarulhos -> Lima -> Huaraz O primeiro dia de viagem foi somente de deslocamento. Saímos da rodoviária de São José dos Campos - SP às 22h00 e chegamos ao aeroporto de Guarulhos às 23h30. Por volta de 3h50 do dia 12-09 partimos para Lima. Depois de 5 horas de voo chegamos ao aeroporto de Lima, às 7h10. No Peru você deve atrasar o relógio em 2h. Antes de sair do aeroporto fizemos câmbio somente para pagar o taxi e um café da manhã. Saímos do aeroporto e fomos ao Distrito de Miraflores (preço do táxi 60 soles), o qual recebe inúmeros turistas o ano todo e possui excelente infraestrutura, com várias casas de câmbio, hotéis, restaurantes, lojas etc. Tomamos um café da manhã e fomos procurar uma casa de câmbio. Trocamos um pouco de dinheiro e ficamos passeando por Miraflores até dar o horário de pegarmos o ônibus para Huaraz. Às 13h saímos de ônibus rumo a Huaraz. A viagem foi realizada com a empresa Moviltours, a qual serviu almoço e café da tarde. O ônibus era de dois andares e escolhemos o segundo andar para admirar as belezas naturais que eram fantásticas. Chegamos em Huaraz por volta das 21h. Huaraz está localizada a cerca de 420 km ao norte de Lima e há 3052 metros de altitude. É uma cidade com aproximadamente 127 mil habitantes e possui muitas opções de hospedagem, alimentação e agências de turismo. Para saber mais sobre Huaraz, clique aqui. Dia 2: 13/09/2016 - Laguna 69 (4620mts de altitude) O primeiro dia de passeio em Huaraz começou bem cedo. Acordamos às 5h30, tomamos café e a proprietária do Hostel chamou um táxi para nos levar até o início da trilha para a Laguna 69. O táxi custou 190 soles. O taxista nos contou várias histórias interessantes da região e falou muito de política, inclusive que o Peru é um país corrupto e que isso tem aumentado a pobreza pelas cidades afora….hehehe. Antes de falar um pouco sobre a Laguna 69, precisamos saber um pouquinho sobre o Parque Nacional de Huascarán, quel é declarado Patrimônio Natural da Humanidade. Nele encontra-se a Cordilheira Branca, com lagos de origem glacial de intensa cor turquesa, assim como grande variedade de flora e fauna andina. Neste parque também temos os picos nevados tropicais mais altos do mundo, como o Huascarán, com 6768 metros acima do nível do mar, o mais alto do Peru. A área é um paraíso para os amantes dos esportes de montanhismo e ecoturismo. Para saber mais, clique aqui. A Laguna 69 está localizada no Parque Nacional de Huascarán e a entrada custa 10 soles. São aproximadamente 14 km de trilha entre ida e volta. Para se ter uma ideia, a trilha começa a ceerca de 3900 mts e a laguna encontra-se a 4620 mts de altitude. O início da trilha é bem batido e não tem erro. Inclusive começa numa parte plana, mas logo em seguida começa a subida. No começo tentei fingir que estava tudo bem e que era mais uma das caminhadas que fazia, mas logo senti uma leve dor de cabeça e uma dificuldade para respirar. A Edna sentiu enjoos e andava lentamente (tipo uma tartaruga - kkkk). Aos poucos fui me distanciando e tentando incentivá-la, dizendo que estávamos próximos. Mas era mentira, eu nem tinha ideia do quanto faltava. Por fim subimos uma parte extremamente difícil e chegamos numa parte plana, na qual eu achei que estava chegando e que a Laguna 69 ficava por ali. Ledo engano, ainda tinha uma subida FDP pela frente. Confesso que deu vontade de chorar quando vi que ainda faltava uma subida tão difícil quanto a que tínhamos acabado de vencer. A Edna abortou a missão e pediu que eu continuasse que ela ia me esperar por alí. Não pensei muito, apenas disse que continuaria e que retornaria o mais rápido possível. Se acompanhado é difícil vencer um desafio, imagina sozinho. Durante essa última subida devo ter parado umas 20 vezes, tive inúmeros taquicardias, pensei que não daria conta e fiquei com enjoo. Muitas pessoas estavam retornando da Laguna e me saudavam com uma palavra de apoio. Sou teimoso e não desisti. Dava dez passos, parava, respirava e assim consegui chegar na tão sonhada Laguna 69 de água cor azul turquesa. Quando você chega é uma sensação muito boa, pois você fica impressionado com a beleza do lugar e ao mesmo tempo se sente mais forte por ter vencido um desafio tão difícil. Foram 4 horas de caminhada. Tirei muitas fotos, comi umas bolachas e retornei. Depois de 2h andando num ritmo forte retornamos ao início da trilha, onde o taxista nos esperava para voltar à Huaraz. Dica: devido ao soroche, se puder, recomendo que use um dia ao menos para climatizar antes de fazer este trekking… ou até mesmo o da Laguna Churup. Dia 3: 14/09/2016 - Glaciar Pastoruri (5000 mts de altitude) Nesse dia tínhamos planejado fazer a trilha para Laguna Churup. Acordamos e devido ao cansaço do dia anterior achamos melhor “pegar leve” e fazer um passeio mais tranquilo. Conversamos e decidimos ir ao Glaciar Pastoruri, que fica a 5000 m de altitude e poderíamos ir de excursão pagando apenas 50 soles (40 da excursão e 10 da entrada). O Glaciar Pastoruri está localizado ao sul da Cordilheira Branca, dentro do Parque Nacional de Huascarán. De acordo com os guias esse glaciar é um exemplo da interferência do homem no clima da Terra, pois as geleiras vêm derretendo e a expectativa é que até 2030 todo o Glaciar já tenha desaparecido. No caminho até o início da trilha do Glaciar, pudemos ver um pouco sobre a flora (conhecemos as Puyas) e ter um contato com a fauna (onde conheci minhas amigas alpacas). A trilha para o Glaciar é relativamente curta, tem aproximadamente 4 km entre ida e volta. Mas como a altitude é de em torno de 5000 m é fácil sentir dor de cabeça, enjoo e dificuldade em respirar, que fica um pouco maior por ser muito frio e ventar muito. Tive grandes dificuldades nessa trilha e consegui ficar pouco tempo próximo ao Glaciar. Dia 4: 15/09/2016 - City Tour em Lima Saímos de Huaraz no dia anterior às 23h no ônibus da Moviltours e chegamos à Lima por volta de 7h da manhã do dia 15 de setembro. Fomos direto para o hostel, deixamos as mochilas e fomos fazer o City Tour em Lima. O City Tour é um passeio panorâmico de 3h30 partindo do Parque Kennedy em Miraflores para o Centro Histórico e outros distritos importantes de Lima. Entre os lugares para conhecer estão a Plaza de Armas, a Plaza San Martín, a Plaza del Congreso, o Parque de la Reserva, o Parque de la Exposición, o Paseo de los Héroes Navales, o Palacio de Justicia, entre outros. A saída foi às 9h30 e o retorno às 13h. Preço: 75 soles por pessoa. Para saber mais clique aqui. Após o término do City Tour, almoçamos e logo em seguida fomos conhecer o Museu Huaca Pucllana. Localizado no bairro de Miraflores, este sítio arqueológico data de 200 a 700 d.C e abriga uma pirâmide de 25 metros de altura construída com adobe - espécie de tijolos de barro. Historiadores acreditam que o espaço, criado por povos pré-hispânicos, era utilizado para cerimônias e rituais. Pagamos 12 soles pela entrada e a visita foi guiada. Para saber mais clique aqui. Saímos do Museu Huaca Pucllana por volta de 15h00 e fomos conhecer o Parque Raimondi, cujo principal atrativo é a prática de salto de parapente. É um lugar ideal para caminhar, praticar corrida, andar de bicicleta e contemplar uma bela vista para o mar. Depois, fomos conhecer o Parque Del Amor, que fica logo ao lado do Parque Raimondi. Este parque tem como grande destaque a estátua O Beijo, de Victor Delfín, com três metros de altura. O local também abriga jardins, mosaicos, mirante com vista para o Oceano Pacífico e locais para acompanhar o pôr do Sol. Do Parque Del Amor fomos caminhando até o Shopping Larcomar, o qual tem uma vista incrível para o Oceano Pacífico. Localizado em um dos pontos mais altos de Miraflores, o empreendimento também é ótimo para tomar uma cerveja gelada e apreciar o pôr do Sol. Dia 5: 16/09/2016 - Plaza de Armas de Lima - Museu do Ouro e Mercado Inka O quinto dia de viagem começou um pouco mais tarde. Acordamos umas 8h00 da manhã, tomamos café no Hostel e fomos de táxi para o centro de Lima. Caminhamos muito por lá, conhecemos a Catedral, o Palácio do Governo e assistimos a troca de guarda que ocorre todos os dias às 11h45. Infelizmente as fotos não ficaram boas e por isso não postarei aqui. Após o almoço fomos conhecer o Museu do Ouro, o qual expõe peças de ouro, prata e cobre da época pré-colombiana. Há objetos com vasos, brincos, braceletes e armas. Não é permitido fotografar dentro do museu. O preço da entrada é 33 soles. Saindo do museu passamos no Mercado Inka (também conhecido como Mercado Índio). Lá têm inúmeros produtos artesanais e objetos de lembrança. Vale a pena conhecer e pedir alguns descontos...hehehe. Nesse dia tínhamos planejado conhecer o Circuito Mágico das Águas, mas chegamos um pouco tarde no Hostel e não dava mais tempo. Para compensar, fomos conhecer as baladas de Miraflores. São inúmeras e todas lotadas de pessoas animadas. Dia 6: 17/09/2016 - Museu Larco Herrera Em nosso último dia em Lima aproveitamos para acordar um pouco mais tarde e passear pelo Parque Kennedy. Esse Parque também é conhecida como praça dos gatos e deve ter mais de 100 gatos que vivem por lá. Fiquei com vontade de colocar uns três na mochila e levar comigo, mas a Edna não deixou….hehehe. Almoçamos e fomos ao Museu Larco Herrera, o qual fica instalado em uma mansão do século 18 e guarda jóias, máscaras e pedras preciosas. Para saber mais clique aqui. Saindo do museu fomos direto ao aeroporto de Lima. Nosso voo sairia às 19h35 com destino a cidade de Arequipa. Chegamos em Arequipa por volta de 21h . Dia 7: 18/09/2016 - City Tour em Arequipa e visita ao Convento Santa Catalina Localizada ao sul do país e rodeada por três grandes vulcões (El Misti, Chachani e Picchu Picchu), a cidade de Arequipa teria sido fundada no dia 15 de agosto de 1543 pelo explorador espanhol Francisco Pizarro, no local de uma antiga cidade Inca, sendo a data ainda festejada pela comunidade local. Outras datas também ficaram na história da cidade, dada a sua localização numa área sujeita a fenômenos sísmicos e vulcânicos devido à pressão entre as placas tectônicas da América Latina e do Oceano Pacífico. Nos anos de 1687 e de 1868, ocorreram dois terremotos, destruindo grande parte da área construída da cidade, inclusivamente a Basílica Catedral de Arequipa. No ano de 2000, o Centro histórico da cidade de Arequipa foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO devido à arquitetura ornamentada, sendo grande parte dos edifícios construídos numa espécie de rocha vulcânica de cor branca, designada de "sillar". A morfologia da cidade é marcada pela Plaza de Armas, centro público de convívio, onde se encontra a Igreja Catedral de La Compañía, que constitui a área central do centro histórico da cidade e que é considerada a mais bela praça do país, revelando perfeita integração e cruzamento cultural entre as características nativas e o mundo europeu. Como ficaríamos apenas o domingo em Arequipa optamos por fazer o City Tour e conhecer os principais pontos turísticos da cidade. Neste tour conhecemos: o mirante de Yanahuara, formado por arcos gravados com frases de pessoas célebres de Arequipa e de onde temos uma vista bem legal do vulcão Misti; o mirante de Carmen Alto, de onde se tem uma ótima vista dos três vulcões e vimos um pouco sobre a gastronomia da cidade; uma loja de produtos de alpaca que possuía um mini zoológico nos fundos, onde conhecemos e aprendemos a diferença entre os “4 camellos de los andes”: guanaco, llama, vicuña e alpaca; o museu “Mansão do fundador” de Arequipa; e os Molinos Coloniales na região de Sabandía. No fim da tarde ainda deu tempo de conhecer o Convento de Santa Catalina, o qual data de 1580, onde cerca de 450 freiras viveram isoladas do mundo exterior. Uma verdadeira cidade, grande parte do convento foi transformado em museu que além de abrigar importante obras de arte, conserva os ambientes da época austera do monastério. Atualmente, o convento abriga 19 clausuradas. Pagamos 20 soles para realizar a visita guiada, foi muito interessante para entender o local, que é muito grande e conhecer a sua história, recomendo. Um passeio comum de quem vai à Arequipa é a visita ao Canyon del Colca, mas como tínhamos pouco tempo optamos por ficar somente na cidade. Dia 8: 19/09/2016 - Cusco Acordamos por volta das 6h e fomos ao aeroporto de Arequipa. O voo para Cusco saiu por volta das 9h00. Chegamos em Cusco às 10h00 da manhã de segunda-feira e o taxista nos levou diretamente numa agência de turismo. Lá fechamos os passeios dos dias seguintes. Em Cusco você pode chegar e contratar os passeios na hora, tem inúmeras agências. Por volta de 13h30 uma representante da agência passou no hostel para nos buscar para realizar o city tour em Cusco. Foi um dia intenso (uma overdose) de explicações sobre construções Incas, fortificações, cerimônias, templos religiosos, sistemas hidráulicos e muita cultura local. Para visitar os sítios arqueológicos você deverá comprar o Boleto Turístico de Cusco, que é pessoal, intransferível, custa 130 soles e permite a visita a 16 atrações. Em cada atração visitada é feito um furo no boleto em cima nome do local. Você pode comprar na Av Sol, no escritório de informações turísticas - COSITUC. Outra opção é comprar na entrada de alguns sítios arqueológicos. A seguir farei um resumo e apresentarei algumas fotos. Qorikancha (Templo do Sol): considerado o monumento Inca mais importante da cidade de Cusco. Foi usado pelos incas como observatório astronômico e para realização de rituais sagrados, adoração, oferendas e sacrifícios aos Deus Sol. No centro do pátio havia um disco enorme de ouro representando o sol que no solstício de verão iluminava todo o palácio. Em 1532 os espanhóis invadiram Cusco, saquearam e destruíram o templo e com as pedras construíram o Convento Santo Domingo sobre os alicerces do Qorikancha. Sacsayhuaman: foi construído entre o século XIV e XV. O trabalho durou mais de cinco décadas, sendo realizado por mais de 20.000 homens que foram requeridos na forma de pagamento de imposto (mita). É interessante notar que, assim como todas as construções Incas, as pedras se encaixam perfeitamente sem o uso de nenhum tipo de argamassa. De acordo com o guia, as pedras utilizadas na construção foram trazidas de mais de 3 km de distância. Q'enqo: Foi um templo espiritual utilizado como importante sítio de cerimônias e rituais. Possui uma câmara subterrânea feita inteiramente em uma gigantesca rocha, na qual era realizado sacrifícios humanos e de lhamas. Tambomachay: É um sítio arqueológico que foi destinado ao culto à água e para que o chefe do Império Inca pudesse descansar. Este lugar também é denominado "Banhos do Inca". É composto de uma série de aquedutos, canais e várias cascatas de água que correm pelas rochas. Aqui também houve uma espécie de jardim real, cuja irrigação provinha de um complicado sistema de canais especialmente feitos para essa função. Dia 9: 20/09/2016 - Ruínas de Maras e Salineras de Maras Em nosso segundo dia em Cusco fomos conhecer as ruínas de Moray e as salineras de Maras. Há diversas teorias sobre Moray. Uma delas diz que o lugar era um grande anfiteatro e a mais convincente é que a região representava um tipo de estação de desenvolvimento de agricultura, com seus terraços e plataformas. Salineras de Maras é um complexo de minas de sal que são exploradas desde os tempos incas como meio de intercâmbio econômico e de valores. Na região há uma nascente de água salgada, a qual é bloqueada em piscinas, e com o processo de evaporação o sal é depositado no fundo e é extraído para consumo. Dia 10: 21/09/2016 - Vale Sagrado dos Incas (Pisaq e Ollantaytambo) Nesse dia nosso passeio contemplou o Vale Sagrado dos Incas: Pisaq e Ollantaytambo. Pisaq: Muito conhecida por seus mercados de artesanato e por suas ruínas incas. Uma coisa curiosa por lá é que dá para ver bem os túmulos descobertos no topo da montanha que está em frente. Uma verdadeira cidade dos mortos, com centenas de “favos” de cerâmica, cada um contendo um esqueletinho. A gente só vê de longe, mas a infinidade de buraquinhos dá a dimensão do tamanho do antigo cemitério nas alturas. Ollantaytambo: chama a atenção pelos megalitos – imensas rochas esculpidas - demarcando os altares dos seus templos. Foi neste sítio que foram feitas as principais descobertas sobre o modo de vida e a cultura inca, como por exemplo, o encaixe perfeito entre as pedras nas construções. É possível ver os aquedutos que ainda estão em funcionamento. Ollantaytambo foi a última parada antes de partirmos para Água Calientes. O trem estava marcado para sair às 19h. Chegamos na estação com 1h30 de antecedência e a energia elétrica estava desativada devido a algum problema no fornecimento da cidade. Foi um caos, mas conseguimos embarcar rumo a Águas Calientes. Chegamos em Águas Calientes por volta das 21h, fomos até o hostel, guardamos as mochilas e saímos para conhecer o lugar e comer um lanche. Como era noite não dava para ver direito como era a região, mas era notável que logo atrás do hostel tinha uma montanha monstruosa. A expectativa estava nas alturas...hehehe. Antes de encerrar a descrição desse dia, preciso registrar uma situação muito engraçada (sob meu ponto de vista) e tensa (sob o ponto de vista da Edna). Retornamos ao hostel e logo que entramos no quarto a Edna viu um rato entrando no banheiro, a coitada ficou desesperada. Fiquei tranquilo, não tenho medo e qualquer coisa eu pegava ele pelo rabo e lançava pela janela. Pois bem, o cansaço e a expectativa para conhecer Machu Picchu eram tão grandes que pouco me importei com a presença do rato. Mas a Edna estava desesperada...kkkkkkkkk. Trancamos a porta do banheiro e apagamos as luzes. Eu deitei e logo notei que vinha um barulho estranho do banheiro, era o miserável do rato que estava roendo a porta. Nessa hora eu fui um sacana, ri muito do desespero da Edna e voltei a dormir. Sabia que lá do banheiro ele não ia sair, então disse a ela para ficar calma e desliguei. No dia seguinte que vimos o estrago que o rato fez. Ele roeu a porta de uma maneira que parece que alguém havia raspado a porta com uma faca. Devia ser um ratão. Dia 11: 12/09/2016 - Machu Picchu + Huayna Picchu Enfim chegou o dia mais importante, interessante e esperado da viagem. Depois de 10 dias no Peru, era a hora de “comer a cereja do bolo”. Acordamos por volta das 5h, nos ajeitamos em minutos, nos despedimos do rato (mentiraaaaaaaaa) e fomos para a fila pegar o ônibus para subir para Machu Picchu. Acreditem, a fila tende ao infinito (isso às 5h30), fiquei assustado. Mas havia mais de 20 ônibus fazendo o trajeto, então dentro de 1h chegou nossa vez. Ufa!!! A estrada para chegar até a portaria de Machu Picchu é sinistra. Além do ticket para entrar em Machu Picchu também compramos o que dá acesso a Huayna Picchu, montanha icônica das fotos de Machu Picchu e que se encontra a 2720 metros acima do nível do mar. O número de visitantes diários autorizados a subir a montanha é limitado a 400 (200 às 7h e 200 às 10h). Nós optamos subir no primeiro horário. A subida é bem cansativa, mas dá para fazer tranquilamente, basta vontade e um pouquinho de paciência. A princípio, quando fizemos a pesquisa, acreditamos que teríamos dificuldade para subir, mas foi apenas cansativa. Tiramos de letra...hehehe. E a visão lá de cima é sensacional, vale a pena! Ficamos um tempo na Huayna Picchu e por volta de 9h iniciamos o retorno. Estava combinado que o guia ia nos encontrar às 11h na portaria para fazer a visita guiada por Machu Picchu. Infelizmente ele não apareceu e tivemos que fazer o passeio sem guia mesmo. Machu Picchu, a "cidade perdida dos Incas", é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti e é provavelmente o símbolo mais típico do Império Inca. Foi descoberta em 1911 e apenas cerca de 30% da cidade é de construção original. O restante foi reconstruído. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas. São casas, templos, aquedutos, praças, mausoléus reais e degraus (terraços em que os incas praticavam agricultura), tudo planejado para a passagem do deus sol. Feita no meio das montanhas, possui estrutura totalmente impressionante, destacando a grande capacidade de planejamento e organização espacial daquela sociedade. Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque. Conhecer a cidade perdida dos Incas foi algo fascinante, um sonho realizado, minha mente “explodiu” em pensamentos. A todo momento observava as construções e ficava imaginando como e porque construiram uma cidade num lugar tão hostil. Se para chegar até lá de ônibus já achei complicado, imagina subir a pé...O cenário é estonteante e deixa qualquer um de queixo caído. Se algum dia tiver oportunidade, vá conhecer, vale muito a pena. Dicas específicas para Machu Picchu: Compre o ticket para entrar em Machu Picchu com antecedência. Se tiver interesse em subir a Huayna Picchu, compre com uns dois meses de antecedência, pois as entradas são limitadas. Em qual site compramos? http://www.machupicchu.gob.pe/. Este é o único site oficial de venda de tickets para Machu Picchu; Se você vai pernoitar na cidade de Águas Calientes acorde cedo (recomendo estar na fila do ônibus antes das 5h30 da manhã). A fila é tão grande que assusta; Abasteça-se de água e de lanches que não estraguem antes de subir. Lá os preços são exorbitantes; Leve filtro solar e repelente; Vale muito a pena contratar um guia. Ele explicará a história dos Incas e o significado de espaço; Não esqueça de carimbar o passaporte com a imagem de Machu Picchu. O posto fica próximo ao portão de saída; Antes de entrar no parque use o banheiro que fica na área externa. Não existem banheiros dentro do parque arqueológico. Depois de entrar, o seu ingresso ainda vale para sair e retornar duas vezes, caso precise comprar comida, bebida ou usar novamente o banheiro; Use calçados confortáveis e evite casacos que sejam difíceis de carregar (de manhã estará bastante frio, mas lá pelas 11h você talvez esteja somente de camiseta, mesmo no inverno); Ao retornar, tente entrar na fila do ônibus para retornar à Águas Calientes duas horas antes do seu trem de partida, para não ter problemas. Dia 12: 13/09/2016 - Retorno O retorno foi pela gruta que dá em São Thomé das Letras….hehehehe. Seria massa hein. O último dia foi praticamente de viagem. Acordamos cedinho e fomos direto ao aeroporto de Cusco. O avião decolou às 08h10. Fizemos escala em Lima e por volta de 20h (horário de Brasília) estávamos chegando ao aeroporto de Guarulhos. Essa viagem foi de muito aprendizado. Não vou me estender aqui porque o relato já deixa isso claro. Espero que algum dia possa retornar e conhecer outras cidades que não pude visitar nessa viagem. Para encerrar esse relato, agradeço a amiga Edna que fez parte dessa viagem e teve paciência para me aturar por 12 dias (gracias muy amable). Lembrando que nos últimos relatos ela foi a revisora do texto, mas nesse ela ajudou na elaboração e revisão. Agradeço também a professora Gabriela, que gentilmente aceitou o convite para revisar e propor melhorias no texto (gracias). Caso esteja planejando uma viagem parecida e necessite da planilha de gastos, entre em contato que encaminharei o arquivo assim que possível. Abraço e até a próxima trip!!!!!
  23. Passei décadas pensando em conhecer MP e com o tempo passando também fui ficando com receio de ser uma jornada muito puxada e cansativa. Após a viagem por trilha feita por meu filho, fui incentivado por ele a viajar para MP de trem e passei a considerar a visita. O empurrão final veio com o mochilão programado por minha filha e assim eu e minha esposa fomos encontrá-la em Cusco. Passei então a procurar relatos, selecionando aqueles que mais se aproximavam do roteiro que eu imaginei. Há excelentes histórias na Internet mas de uma forma geral no mochileiros tem muitos posts detalhados que ajudam no planejamento da viagem. Um dos relatos mais úteis e bem-humorados é o da Letícia. Já passando dos 60 anos, dei-me ao luxo de ficar em quartos privados, hotéis e hostels, e conhecer alguns restaurantes mais badalados para testar a culinária peruana. A viagem foi planejada para 7 dias entre Cusco, Machu Picchu e Lima, fora o primeiro dia de aclimatação. Tivemos que fazer uma mudança no roteiro, depois de chegar em Cusco, pois recebemos um comunicado da Peru Rail que haveria um bloqueio na estrada devido a protestos da população e eles não partiriam mais de Poroy para evitar riscos. Daí antecipamos nossa ida a Ollantaytambo para burlar o bloqueio e depois decidir como voltaríamos a Cusco. Há uma rota alternativa mais longa e tortuosa. A Peru Rail ofereceu-se para devolver o dinheiro, alguns aceitaram, mas não passou pela nossa cabeça perder a oportunidade de conhecer Machu Picchu. Nosso roteiro priorizou os sítios maiores para visitá-los com calma, sem a pressão das excursões coletivas. Isso requer o uso de táxi que é bem mais barato do que no Brasil. Este investimento vale a pena. Dia 0 - Chegada a Cusco e adpatação Dia 1 - Compra chip celular, compra boleto turístico, troca bilhete trem, passeio a pé pela cidade Dia 2 - Visita a Pisac e Sacsahuayman Dia 3 - Viagem a Ollantaytambo e Águas Calientes Dia 4 - Visita a Machu Pichu e retorno a Ollanta Dia 5 - Visita a Ollanta e retorno a Cusco Dia 6 - Cusco e viagem a Lima Dia 7 - Passeio em Lima Vou relacionar primeiro algumas dicas que eram dúvidas, foram diferentes do que eu imaginava ou sofreram atualizações. Depois irei detalhando cada lugar. Segue um resumo: Altitude: o efeito existe mas foi bem menor do que eu imaginava. Não sentimos nenhum desconforto além do cansaço mais acentuado em subir rampas e escadas. Tomamos chá e mascamos coca, isso deve ter ajudado. Não precisamos de oxigênio nem Soroche Pills. Mas observamos várias pessoas sentindo os efeitos. Tours: os coletivos são uma bagunça, há sempre os turistas atrasados e o tempo em geral é curto. Não vale a pena estragar o passeio por isso. Se puder consiga companhia para dividir e vá de táxi. Chip Claro: uma ótima surpresa, comprei um chip por 6 soles e carreguei mais 10 soles que me proporcionaram usar a Internet 3G por toda minha estada. Há uma promoção atualmente e Whatsup não conta como consumo de dados. Há inúmeras loja da Claro, o próprio vendedor configurou meu celular. Peru Rail: não é possível escolher o lado do trem, o assento é designado automaticamente. Veja a resposta deles: Seats are automatically assigned at the moment of purchase, unfortunately we can not know if the seats will be on the left or right side of the train, as it will depend on from where the carriage will be engaged to the locomotive, it is not always from the same side. Portanto torça para ficar do lado da janela do rio, que é bem mais bonito. Se necessário é possível mudar o horário numa loja da Peru Rail. Embora digam que há restrição de bagagem (5 kg) havia muitas pessoas com mochiloões e malas. Câmbio: 1 Real = 0.94 Soles 1 Dólar = 3.33 Soles Fotos: Sou apaixonado por fotos, então não economizei, foram mais de 2000. Difícil escolher as melhores. Usamos uma Canon SLR T3i, uma Nikon portátil e 3 celulares.
  24. Após uma semana no Peru (Cusco – Puno – Arequipa - Cusco) partimos para o tão esperado momento da viagem: a travessia Salkantay rumo ao Machu Picchu. Antes de irmos pra Puno já havíamos reservado pessoalmente o trekking com a agência Chaski Trek (numa daquelas portinhas duvidosas) que fica na Plaza de Armas e pagamos US$180,00 incluindo o trekking, entrada para MachuPicchu+montanha MachuPicchu, transfer para voltar de hidrelétrica para Cusco, todo o trekking e hostel em Águas Calientes. Também, nos primeiros dias em Cusco eu já passei mal por causa da altitude, já tinha ido a Puno e Ilha Amantani (mais de 4 mil metros de altitude) e portanto estava habituada com a altitude (ou pelo menos eu pensava). Chegado o grande dia, às 5 da manhã o guia foi nos buscar à pé mesmo no hostel e fomos passando por outros hotéis e hostels buscando outros integrantes do grupo até que chegamos no ônibus que estava estacionado na Plaza San Francisco. Estávamos em um ônibus e uma van (um total de três grupos diferentes) rumo a Mollepata, onde tomamos café da manhã ($10 soles) e pesaram nossa bagagem que seria transportada pelos cavalos (até 5kg por pessoa). Entramos novamente no ônibus que subiu bastante, por uma estradinha, nos deixando no início da trilha. Neste primeiro dia subimos até o primeiro acampamento, por uma trilha muito bonita, passando por cânions, pela colina de CH´ALLACANCHA, sendo sempre acompanhados por um riozinho canalizado. Lá pelas 3 horas da tarde chegamos a Soraypampa, onde acampamos a primeira noite. Nos acomodamos nas barracas, tomamos um chazinho e o pessoal que ia pra Laguna Humantay que fica no pé da montanha com o mesmo nome começou a subir uma ladeira pra chegar até a lagoa. Eu confesso que não consegui ir... estava muito cansada e com medo de não conseguir acompanhar o ritmo porque afinal de contas, era apenas o primeiro dia... Queria muito ir mas preferi descansar pros dias seguintes e também, fica um atrativo pra eu voltar pra lá um dia. Depois que o pessoal voltou da lagoa jantamos, e o guia deu o briefing pro dia seguinte, contando o que faríamos e dando a opção pra quem quisesse, subir até o pé da Salkantay a cavalo no dia seguinte. Ele botou uma pressão e colocou um pouco de medo em todo mundo, contando do quão difícil era e bla bla bla... Dá um medinho de não aguentar e a oferta do cavalo é tentadora mas afinal, eu tinha ido até lá pra isso né... Fomos dormir cedo (a noite mais fria de todas) e acordamos no segundo dia com um chá de coca na barraca (como todos os dias seguintes). Nos arrumamos, tomamos café e as 6:30 começamos a caminhada rumo a Abra Salkantay. A partir deste segundo dia, dividimos a trilha com os cavalos que levam as pessoas até o ponto mais alto bem como nossas barracas e comidas. Realmente, a subida não é fácil, tem horas que dá vontade de ficar por ali mesmo, seja pelo cansaço, seja pelo visual maravilhoso que faz tudo valer a pena. Mas com muito esforço e várias paradas para recuperar o fôlego, conseguimos chegar nos 4.630 metros de altitude no local chamado Abra Salkantay. Lá paramos por um tempo pra tirar fotos, apreciar tudo aquilo que conquistamos, ouvir as explicações do guia sobre a região, a história e cultura local. INESQUECÍVEL! Depois disso, neste segundo dia, começa a descida eterna, passando por mais lugares lindos, vimos um condor sobrevoando o local onde estávamos passando, rios de degelo, enfim, paisagens muito bonitas. No meio do caminho paramos para almoçar em Huayracmachay e após um pequeno intervalo voltamos a descer pela trilha. O guia havia dito que seria o dia mais longo das nossas vidas e realmente, foi bem cansativo mas ao mesmo tempo passamos por lugares com paisagens muito diferentes umas das outras, assim como o clima e a vegetação. No fim do dia chegamos ao local do nosso segundo acampamento em Colpapampa onde pudemos tomar banho (geladíssimo pois o gás tinha acabado L). Novamente, jantamos e fomo dormir cedo pra recuperar forças e os pés pro dia seguinte. Acredito que esse seja o dia mais cansativo por conta da grande subida e de mais de metade do dia descendo, que maltrata muito os joelhos e tornozelos. No terceiro dia, colocamos o pé na estrada novamente antes das 7 da manhã rumo a La Playa. Neste dia passamos por algumas pontes, trilha à beira de precipícios, mata fechada (santo repelente), muitas árvores frutíferas, vimos orquídeas, bromélias e toda a vegetação local. (quando forem, não deixem de comer o maracujá doce deles – granadilla. Almoçamos em La Playa e de lá pegamos um ônibus rumo a Santa Tereza. Pensa num ônibus lotado... Agora coloca mais umas 10 pessoas dentro... e assim pegamos aquela estrada estreita, cheia de curvas, com montanha do lado esquerdo e precipício do lado direito, passando por rios que corriam sobre a estrada (eu fiquei imaginando aquilo na época de chuva - MEDO). Enfim chegamos em Santa Tereza, deixamos nossas mochilas no camping e fomos aproveitar as águas termais. Ainda bem que tinha levado repelente porque ao sair da água todos eram atacados por mosquitos, muitos mosquitos mesmo! À noite, de volta ao camping, jantamos e fizeram uma fogueira pra aproveitarmos uma festinha em nossa última noite de acampamento. Muita música brasileira... Como os europeus gostam do ritmo! Hahaha Na manhã seguinte, fomos fazer a tiroleza, único problema que deu com a nossa agencia pois eles não tinha reservado para nós e tivemos que pagar mais $100 soles ou $30 dolares pra essa atração. Como queríamos muito ir, pagamos novamente. Super recomendo essa atração. Lá tem umas 3 empresas que tem a tiroleza e fomos na melhorzinha (cabos maiores e que passa mais credibilidade) a Vertikal zipline. Recomendo. Quem não faz a tiroleza tem que andar aproximadamente 11km até a hidrelétrica. Após a tiroleza encontramos o pessoal que foi a pé num restaurante em Hidrelétrica que é onde começa o trilho do trem rumo a Águas Calientes. Após o almoço começamos a caminhada de 11 km até Águas Calientes. O visual dessa parte também é lindo mas tava muito quente e também tinha muitos mosquitos e confesso que já estava bem cansada dos dias anteriores e neste dia minha canela parecia que ia quebrar no meio (valeu canelite!). Cheguei no hostel de Águas Calientes morrendo, super cansada e com muita dor da canelite. Fiquei com uma dúvida muito cruel entre escolher passar mais dor no dia seguinte pra subir pra Machu Picchu a pé ou pegar o ônibus pra subir e poder aproveitar melhor por lá... Até que nos últimos minutos antes de fechar a barraquinha onde vende o ticket pro ônibus eu resolvi pegar o tal do ônibus. Triste por não conseguir fazer tudo o que tinha me proposto mas decidi assim pra não piorar ainda mais meu estado físico. As 4 da manhã do dia seguinte, acordamos pra ir pra fila do ônibus enquanto o pessoal que ia subir a pé partiu rumo às escadinhas... Machu Picchu é lindo, lugar único mas esse trekking pra chegar até lá é maravilhoso!
  25. Olá pessoal! Estou postando o relato da viagem que acabamos de fazer. Vou organizar por períodos em cada local com custos. Inicialmente vou postar o roteiro pra terem noção do período e atividades. Roteiro 27/08 - Vôo Rio - Lima (chegada por volta das 9:15h)/Ida para Huaraz - Oltursa(chegada por volta das 21:00h na cidade) 28/08 - 30/08 Huaraz (Chavin, Pastoruri, Laguna 69) 31/08 -Repouso durante o dia (ida pra Lima às 22:50h) 01 e 02/09 - Dias em Lima 03/09 - Vôo Lima-Cusco (às 15h)/ Chegada por voltas 17:00h 04-05/09 - Cusco(Vale Sagrado, Mara e Moray) 06-08/09 - Machu Pichhu(ida no dia 6 e volta no dia 08) 09/09-Descanso e Comprinhas em Cusco e Museu Inca 10/09 - Vôo de volta. Taxas Aeroporto/Huaraz 1 real = 0,75 soles 1 dólar = 3,37/ 3,34 soles (Eu achei que a cotação pra real em Huaraz é bem ruim, então preferimos trocar dólares...) Cusco 1 real = 0,98 soles 1 dólar = 3,39/3,36 soles Quanto levamos: 600 dólares + 3.200 reais + 300 dólares pra emergência. Compramos antes: Passagens avião Avianca (Rio - Lima/Lima-Cusco/ Cusco - Rio) - 2.753,96 reais( para os dois - compradas em 03/2016) Passagens Oltursa: Lima - Huaraz-Lima - 240 soles(compradas no site em 26/08) Passagens de trem Olhantaytambo - Machu Pichhu - Olhantaytambo. 240 dólares(compradas 1 mês antes) Observações: A viagem não foi exatamente econômica, principalmente em função de ter comprado as passagens de trem para MP, o que impactou bastante o orçamento; porém essa escolha foi motivada por questões de saúde, pois o marido tem uma hérnia de disco na lombar e eu tive de remover um cisto pilonidal no ano passado, então ir de van significava também me expor ao risco de reincidência. Como já iríamos fazer os trajetos Lima-Huaraz-Lima de ônibus, resolvi ir de trem mesmo. O valor que levamos foi suficiente pra compramos os "regalos" pra alguns familiares e amigos e sobrou algo em torno de uns 400- 500 reais. Fizemos as reservas das estadias pelo booking. Apesar de algumas pessoas decidirem a estadia na hora, geralmente eu e o marido não gostamos de ficar rodando pela cidade com mochila pesada ou malas depois de 8-9 horas de viagem, como no caso de Huaraz, ou ficar tentando achar uma boa localização, como no caso de Cusco.
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