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  1. Sempre me perguntam o por quê fui ao Amazonas, a resposta é simples: eu percebi que nós, brasileiros, conhecemos muito pouco - ou nada - sobre a nossa própria cultura. Depois que me dei conta disso, busquei me informar mais sobre os povos indígenas que aqui vivem e também sobre a nossa floresta Amazônica, tão importante para as condições climáticas! E assim me aventurei durante 11 dias (fui em fev/2018), 7 horas de barco adentro do Rio Negro (partindo de Manaus) para conhecer duas comunidades indígenas/ribeirinhas do povo Baré. Dia 1 → cheguei no aeroporto de Manaus e já senti a receptividade de alguns manauaras quando fui perguntar como ir ao centro de ônibus (é só pegar o ônibus 306 e confirmar com o motorista para saber se está indo no sentido certo)! Segui o Local Hostel (recomendo muito mesmo) e depois saímos para almoçar. Fui para o Tambaqui de Banda, que é uma franquia de uma rede e que fica na praça principal, bem próximo do Teatro de Manaus. E lá foi sucesso total quando provei meu primeiro prato: Jaraqui Frito ❤ mais tarde, outra surpresa boa quando comi meu primeiro Tacacá de Camarão. Eita culinária sensacional!! Jaraqui Frito Tacacá de Camarão Dia 2 → acordei cedinho e saí em busca do Amazon Bus. Não rolou esse passeio porque o busao tava em manutenção, acabei conhecendo o Edson em um ponto de informações para turistas (esquina do teatro com a Eduardo Ribeiro - super recomendado para quem quer saber os horários de funcionamentos dos espaços culturais da cidade), um turismologo bem gente boa que me instruiu sobre o que fazer no centro de Manaus. De lá partimos para o Marco Zero, rua em fica o Centro de Pesquisas Medicinais Indígenas (super recomendo para quem tem interesse na cultura indígena). Depois parti para um tour no Teatro Amazonas com uma ótima guia e de lá fui para o Parque do Mindu. A medicina indígena merece respeito ! Teatro Amazonas Dia 3 → peguei uma carona para o Porto da Ceasa (não é o mais conhecido) e já com um grupo (não sei se valeria a pena ir sozinho) pegamos uma lancha para fazer o passeio do encontro das águas. Recomendo esse porto (que fica distante do centro se comparado com o porto de Manaus moderna) com esse passeio se você já está com um grupo de turistas, já que costumam cobrar por lancha e não por pessoa - se tiver um grupo razoável já sai bem mais barato que fazer o mesmo passeio pelo Porto de Manaus Moderna. Passamos pelo encontro das águas, passeio obrigatório pra quem vai para Manaus, depois visitamos um criadouro de pirarucus e até brincamos de pesca (sem anzol). Depois avistamos preguiças, macacos, jacarés e vitórias régias. O próximo passeio foi para o MUSA (fica um pouco distante, se tiver com pouco tempo não recomendo ir de transporte público), que oferece trilhas e uma vista panorâmica maravilhosa da reserva. Encontro das águas Pausa para a foto com a preguiça Ps: diferente do que parece, segurar a preguiça no colo NÃO é um ato inofensivo. Tempos depois da viagem descobri que as preguiças dormem 20h por dia, que esse tipo de atitude deixa a preguiça (e outros animais) muito estressados e que essa exploração do turismo com os animais tem consequências negativas bem graves. Fica o alerta e um texto para reflexão: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2017/10/reportagem-especial-animais-selvagens-sofrem-com-o-turismo-fast-food-na Vista Panorâmica da Reserva no MUSA Dia 4 → acordei bem cedinho, um pouco ansioso para o que viria pela frente. Comi meu primeiro x caboquinho (lanche de tucumã, que é uma fruta local), passei no trabalho do meu amigo pra pegar a rede emprestada (fundamental se vai fazer viagens longas com os recreios) e assim segui para o porto. Lá já dei logo de cara na entrada que saia o barco, comprei aquela farinha maravilhosa e um prato feito, segui viagem no recreio. Não demorou muito para eu conversar com o Nei, um pintor que passa uns tempos trabalhando na floresta e que me ajudou a recolocar a rede (acreditem, não é tão fácil quanto parece hehehe) para descansar nas ótimas 6/7 horas de viagem. Conversamos bastante enquanto caia uma chuva meio assustadora e, logo que ele saiu, comecei a interagir com outras pessoas até que, por coincidência, conheci a mãe do comunitário que iria me hospedar em uma das comunidades indígenas dos Baré. Chegando em Nova Esperança, Walmir me recebeu na entrada da aldeia e me deixou bem a vontade. Tomei um dos 4 banhos diários - #sqn - e fui jantar. Tive o grande prazer de conhecer o Peba Fopec, um estudioso e aventureiro que se mudou para a Amazônia porque se sentiu no dever de contribuir com o melhoramento da gestão ambiental na região. Conversamos um pouco sobre tudo e ele me contou das reuniões que estavam acontecendo horas antes entre os líderes comunitários sobre, por exemplo, a criação de um fórum para fortalecer a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista; me entusiasmei com a ideia e tomei a decisão de escrever esses depoimentos a partir desse dia para fortalecer um possível projeto de turismo de base comunitária. Comunidade Nova Esperança Cultivo de temperos Dia 5 → dormi bem mal essa noite mas levantei com muita disposição para meu segundo dia na comunidade, o mais importante até então. Tomei uma ducha gelada e sofrida pela manha, tomei o café da manhã e pude saber mais da atuação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Amazonas para a manutenção das unidades de conservação, além das divisões territoriais na RDS. E assim fui para escola, meio cansado mas muito animado para conversar com as crianças. Chegando na sala, uma surpresa: eram umas 20 crianças de 4 a 10 anos e outras de 12 ou 14. E assim improvisei nas explicações para conseguir dialogar com aquelas fofuras heheh e parece que eles gostaram, 2 (Renatinho e Andreia) pediram ajuda nas lições de matemática e juntos com mais 1 criança assistiram minha apresentação com outros adolescentes (14-22 anos). A professora se empolgou com uns alunos mais interessados e assim eu mostrei documentários, clipes e os materiais que eu havia trazido no pen drive. Escutei várias experiências pessoais e pude compreender melhor a pluralidade dos povos indígenas e comunidades ribeirinhas da região. Encerrada a aula as 17h, tomei outra ducha bem gelada e conversei mais um pouco com Walmir, Cesar e com o Peba. Ao fim do dia presenciei o encerramento do evento com umas brincadeiras como o amigo secreto que foram bem divertidas e mostraram muito das relações que tem se construído nesse grupo de líderes comunitários. Professoras da escola com o Renatinho e a Andreia Reunião de representantes do governo com os comunitários No pouco que participei das reuniões, pude perceber que há um desejo genuíno de estar em dia com a legislação ambiental, mas, para que isso aconteça, precisam ser instruídos e necessitam de investimentos para tal (público ou privado - ex: zona franca de Manaus como compensação). Outra pauta muito importante era quanto à centralização de serviços públicos para viabilizar um aporte não tão grande do governo, tendo em vista que é inviável manter estruturas de saúde e educação, por exemplo, em todas as comunidades (que são inúmeras com um número baixo de habitantes – por volta de 30 a 60). Dia 6 → comecei o dia com uma trilha na mata com Carlison, filho do Walmir. Encontrei várias cenas inusitadas como árvores gigantes tombadas e teias de aranha. Peguei o final da reunião da Reserva de Desenvolvimento Sustentável e depois do almoço fiz um trajeto lindo até chegar em São Thomé. Teia de aranha na floresta Trajeto de lancha privada entre Nova Esperança e São Thomé (rios Cuieiras e Negro) Chegando lá conheci os comunitários que me mostraram um pouco do seu trabalho e ainda ouvi Abilho e Miriam sendo muito sinceros quanto às dificuldades de revitalizar o Nheengatu (língua dos Baré). Ao fim do dia Miriam matou uma aranha cabeluda que estava perto do banheiro e assim fui dormir na rede, na expectativa de um dia de altas emoções na selva nos próximos dias. Caranguejeira picada ao meio Dia 7 → depois de uma bela tapioquinha pegamos a canoa e seguimos para a trilha. Pude aguçar meus sentidos no meio da floresta, conhecendo novas espécies e tendo mais noção do perigo. Chegando em casa batemos uma bela de uma pratada e fiquei bem pesado heheh. Conversamos mais e praticamos um pouco de arco e flecha. Ao fim da noite contei do drama vivido pelos guarani (aldeia do Pico do Jaraguá) em SP. Trecho de canoa no Igarapé Tomando água do cipó Raízes da árvore descolando do chão Brincando com esse mito da zarabatana! Dia 8 → tivemos uma manhã tranquila, conversei com Abilio e Manoel sobre as dificuldades de combater o desmatamento na região. Pela tarde, brincamos de zarabatana e arco e flecha com as crianças. E logo em seguida partimos para a canoagem para mover uma das árvores que estava caída no igarapé. Pela noite conheci a nova professora e depois montamos uma fogueira e conservamos sobre assuntos polêmicos heheh Dando um rolezin de canoa Dia 9 → depois de uns problemas com a lancha que nos levaria até a Anavilhanas, enfim começamos a pesca junto com o Alzemir. E depois de duas horas tudo que tínhamos era uma piranha pequena heheheh voltamos para o almoço, brinquei de futebol com as crianças e vi o Regi subindo a árvore, aliás, me diverti muito. Pela noite nós fomos em 4 homens para a Anavilhas para focar os jacarés. Foi uma experiência incrível, o céu estava maravilhoso e a adrenalina tomou conta nos momentos de tensão. Deu ruim na pesca Dando baile no fut Dia 10 → acordei cedinho e fiquei apreciando os sons da floresta. Comi 3 tapioquinhas na casa da Dona Nila, mulher guerreira e de coração muito bom. Tomamos o recreio lotado e seguimos a longa viagem de volta para Manaus. E, depois de algumas reflexões, o que ficou de Sao Thome? 1. A humildade e simplicidade da família e dos comunitários, muito diferente do que estamos acostumados nas grandes cidades. 2. Os perigos da floresta que apresentam mais um desafio para quem já vive com muito pouco. 3. As dificuldades para acessar serviços básicos de qualidade nas áreas de saúde (longas distâncias para acessar serviços), educação (falta de professores), segurança (roubos e impotência diante da exploração da floresta), saneamento básico (fossas), energia (limitada com os motores de luz), tratamento da água (potável) e resíduos sólidos (dependência da Fundação Amazonas Sustentável). Há o desconhecimento dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos. 4. O modo de vida nas comunidades ribeirinhas. As pessoas se casam e tem filhos muito cedo, o que dificulta ainda mais o acesso às oportunidades. 5. O desafio que fica de tudo isso é como superar essas privações e explorar a floresta de forma sustentável. 6. As incríveis paisagens, na terra, nos igarapes, no Rio Negro e nos céus; simplesmente apaixonante. Ficou curioso para conhecer São as comunidades? Acesse os sites abaixo: https://www.facebook.com/braziliando/ https://www.facebook.com/braziliando/ Dia 11 → acordei cedinho e parti para a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, depois do convite que recebi quando estava na comunidade. Chegando lá tive uma ótima recepção, conversei com os responsáveis por: monitorar a hidrosfera (Cris); gerir uma Unidade de Conservação (Yone); despachar os processos do Conselho (Taisa); proporcionar um treinamento para agentes ambientais voluntários (Abraham). Foi uma experiência muito interessante para compreender o funcionamento do Estado em um estado tão gigante como o Amazonas, ainda mais se tratando de uma pauta tão importante como o meio ambiente! Almocei por lá mesmo, tomei um açaí raiz e depois fui para o Centro Cultural de Povos da Amazônia, um espaço muito pouco visitado onde conheci mais das tradições dos povos indígenas e que tiveram menos influências da cultura branca. No fim do dia, sorvete de tucumã e peixe ! Manauss, até breve ❤️ Observações: -Tive uma experiência incrível, mas, não recomendo essa viagem para quem se apega muito ao conforto -Se atente aos dias que os recreios (barcos) chegam e partem dessas duas comunidades, já que não tem barco para ir e voltar todos os dias da semana -Sou um grande admirador da cultura indígena, se você também tem interesse deixo esses dois links pra você (o primeiro com aulas gravadas de uma disciplina optativa ministrada na EACH-USP e o segundo com uma séria de curtas-metragens e reportagens sobre cultura indígena): https://drive.google.com/drive/folders/0B7bmgiT1xyctNFNJNjY5cEN1YUU https://apublica.org/tag/questao-indigena/ -Caso você entre em alguma reserva, é necessário pedir autorização para o governo para publicar as fotos. As autorizações devem ser solicitadas por esse email: [email protected] -Folder com as atrações e horários (recebida em fev/2018):
  2. Segue abaixo o relato feito no meu blog de uma viagem a Serra do Tepequém -RR https://destinoamazonia1.blogspot.com/2018/01/viagem-serra-do-tepequem-rr.html Todo aventureiro certamente tem uma lista de lugares que querem conhecer, na nossa lista a um bom tempo já se encontrava a Serra do Tepequém em Roraima, um local ainda pouco conhecido pelos brasileiros sendo mais visitado pelos moradores do próprio estado. Como estávamos de férias no início de janeiro de 2018 e é verão no estado de Roraima saímos de Manaus-AM para desbravar a mística Serra do Tepequém e risca esse destino da nossa lista. Manaus / Serra do Tepequém Saímos de Manaus-AM no dia 03/01/2018 as 6:00 hs já estávamos na BR-174, fiz o trecho Manaus-AM / Serra do Tepequém – RR direto percorrendo aproximadamente 996 km em aproximadamente onze horas e trinta minutos de viagem. Não vou detalhar muito esse trecho vou apenas demonstrar como o fiz e depois faço algumas considerações. TRECHO KM (estimado) Manaus-AM / Presidente Figueiredo-AM 107 Presidente Figueiredo-AM / Entrada da Reserva Indígena-AM 101 Entrada da Reserva Indígena-AM / Divisa entre Estados 47 Divisa entre Estados / jundiá-RR (Abastecer e Banheiro) 74 Jundiá-RR / Rorainópolis-RR (Almoçar e Banheiro) 139 Rorainópolis-RR / Caracaraí-RR 157 Caracaraí-RR / Iracema-RR 47 Iracema-RR / Mucajaí-RR 38 Mucajaí-RR / Boa Vista-RR (Abastecer, Banheiro e Comprar Gelo) 58 Boa Vista-RR / Inicio da RR-203 101 Inicio da RR-203 / Vila do Paiva 105 Muitas pessoas na viagem param em Presidente Figueiredo – AM para tomara café da manhã, eu mesmo fiz isso na viagem a Boa Vista – RR no carnaval de 2017, mas perdemos quase uma hora de viagem, então dessa vez levamos algo para comer durante a viagem economizando tempo e dinheiro. Na ida completei o tanque de gasolina em Jundiá - RR e Boa Vista – RR onde também compramos mais gelo já que em Manaus-AM já tínhamos colocado gelo. Compre gelo em Boa Vista-RR pois fizemos amizade com um pessoal de Manaus-AM que não conseguiu comprar na Vila do Paiva (onde fica a serra), não sei se a falta é frequente. Se não tiver com vontade de ir ao banheiro, considere parar somente em Rorainópolis – RR (dependendo da capacidade do seu carro) para ir ao banheiro, abastecer e almoçar assim você ganha tempo. Nosso planejamento não incluía parada para almoço, porém a uns 30 minutos antes de chegar em Rorainópolis - RR comecei a suar frio e ter enjoo, quando cheguei no restaurante não consegui comer direito pois me deu um mal-estar muito forte, de Rorainópolis - RR até Mucajaí - RR minha esposa dirigiu com uma média de 95 k/h. De Mucajaí em diante eu voltei a dirigir, chegamos em Boa Vista – RR as 15:10 hs, compramos remédio, gelo e abastecemos o carro (devesse completar o tanque em Boa Vista-RR). Saímos de Boa Vista - RR as 15:50 hs, leve em consideração que a cidade é uma capital com um bom fluxo de carro. De Boa Vista – RR até a serra são aproximados 206 km de estrada, sendo metade do caminho pela BR-174 (101 km) e metade na RR-203 (105 km). Vale dizer que o estado de conservação da BR-174 estava ótimo em todo o trecho que andamos, já a RR-203 está em bom estado, porém próximo a serra assim que atravessar a ponte do igarapé do tucumã tem muitos buracos (Janeiro 2018). Considere fazer os 105 km da RR-203 em mais de uma hora de viagem, pois tem buracos, pontes estreitas onde só passam um carro por vez e a subida de 11 km da serra é pesada sendo possível subir apenas na primeira macha (Nosso carro era um Uno 1.0). Chegamos na Vila do Paiva - RR as 18:35 exaustos, ficamos no camping Picuá onde pagamos 20,00 por pessoa a diária, vou destacar o camping pois achei ele muito barato para a estrutura que oferece, recomento 100%. 04/01/2018 – Enfim o Tepequém No dia anterior assim que chegamos armamos o nosso acampamento e fomos tomar uma sopa, logo o mal-estar voltou mais forte, tomei um remédio mas não melhorou nada. No dia 04/01/2018 acordei as 07:00 hs passando mal novamente, as oito tomei um café e não melhorava nem um pouco, as 08:00 hs a dona do camping perguntou se a gente iria ficar mais de um dia, foi quando eu disse que não estava me sentido bem e talvez voltasse naquele mesmo dia para Boa Vista – RR, foi ai que ela me orientou a ir no posto de saúde que ficava a uns 200 metros de lá. No posto de saúde fui atendido por uma enfermeira que pegou meus dados e tirou minha pressão, depois fui atendido por uma médica cubana que me examinou e me deu dois remédios que foram a salvação da viagem. Sei que muita gente lendo isso pode dizer que isso talvez não seja interessante de relatar, mas acho que vale ressaltar que se você não se sentir bem por lá poderá contar com atendimento médico, já que nem sempre uma viagem sai 100% do jeito que a gente planeja. Voltamos do posto as 10:00 hs, depois que tomei os remédios comecei a me sentir melhor, resolvemos fazer nosso almoço e sair somente a tarde para passear, não queríamos forçar nada. A princípio tínhamos planejado conhecer a Cachoeira do Paiva de manhã, Lago das Esmeraldas a tarde, subida do Platô na manhã seguinte e Cachoeira do Barata por ultimo, porém como eu não estava bem, cancelamos o Platô pois exige uma caminha de quase 2 h de subida e nos falaram que o Poço das Esmeraldas estava muito seco. Cachoeira do Barata As 14:30 hs fomos conhecer a Cachoeira do Barata, o local é fácil de achar com varias placas e não precisa de guia, outra coisa legal é o fato de não pagar nada para conhecer esses locais. A trilha da cachoeira é um pouco difícil, mas nada impossível no local tinha crianças idosos, basta ter cuidado pois no local tem muita pedra sabão que fica muito lisa quando molhada. A Cachoeira do Barata tem uma água esverdeada com pedras sabão esbranquiçadas e muita floresta em volta deixando o local com um visual incrível. As 17:15 hs saímos da cachoeira e no caminho de volta tiramos algumas fotos ao lado da serra até umas 17:30 hs e depois seguimos para o nosso próximo destino para ver um dos por do sol mais bonitos que tive oportunidade ver na vida. Por do Sol no Abismo do Paiva As 18:00 hs chegamos no estacionamento da Cachoeira do Paiva e a temperatura já havia caído bastante, o local tem uma placa indicando a entrada da cachoeira e outra escrita “Abismo” com uma seta para a direita (fica a uns 10 m do estacionamento). O abismo é na verdade é um mirante natural onde você consegue ver a Cachoeira do Paiva do alto, no local só estavam eu e minha esposa e mais um casal com uma criança, parece que essa atração não é divulgada, a paisagem junto com o silencio é incrível. A noite tomamos um bom café, porém o mal-estar voltou, tomei os remédios e voltei a me sentir bem. 05/01/2018 – Segundo dia no Tepequém e Volta para Boa Vista - RR Na manhã do dia 05/01/2018 acordei cedo, pois não estava me sentindo bem, porém após o café da manhã voltei a me sentir melhor, definitivamente não havia condições de fazer a subida ao platô. As 9:00 hs seguimos para a atração mais visitada do local, a Cachoeira do Paiva. Cachoeira do Paiva A Cachoeira do Paiva também é de fácil acesso e não precisa de guia, pois na vila tem varias placas indicando o local. O acesso do estacionamento até a cachoeira é feito através de uma escada de madeira que dizem ter 200 degraus. A cachoeira é linda, tem que ter cuidado pois em alguns lugares as pedras são bastante lisas. Mirante do Paiva De quem está de frente para a cachoeira, do lado esquerdo tem uma trilha subindo que te leva até o Mirante do Paiva (Não é o mesmo do por do sol). A trilha é uma subida íngreme que tem que ter atenção, a paisagem do local vale todo o esforço. No local da para tirar fotos de ângulos que parece que você está na beira do abismo. Também é possível ter uma visão de outro ângulo da Cachoeira do Paiva. Saímos da cachoeira as 12:00 hs, voltamos para o camping Picuá onde fizemos o nosso almoço, arrumamos nossas coisas no carro, descasamos e conversando com os amigos que fizemos no camping até as 14:30 hs, depois seguimos viagem para Boa Vista – RR, na descida da serra ainda paramos para tirar uma foto no portal de entrada, já que na vinda chegamos a noite. No caminho para Boa Vista – RR ainda paramos na sede município de Amajari - RR para comermos alguma coisa, pois tinha comido pouco no almoço, chegamos em Boa Vista – RR as 17:00 hs. No plano inicial da viagem na volta iriamos dormir em Caracaraí – RR a aproximadamente 141 km depois de Boa Vista - RR no sentido a Manaus-AM, porém como eu ainda não estava 100% resolvemos encerrar o dia por ali mesmo e ter uma boa noite de sono para seguir viagem no dia seguinte. 06/01/2018 – Boa Vista – RR / Manaus – AM Na volta saímos de Boa Vista - RR as 7:30 hs depois de um bom café da manhã do hotel, abastecemos em Rorainópolis-RR e almoçamos Judiá - RR, as 16:00 hs chegamos em Manaus – AM.
  3. Sempre acompanho o fórum do mochileiros e uso os relatos que leio como guias pra iniciar minhas empreitadas, mas nunca tinha compartilhado o relato de nenhuma das minhas viagens antes. Geralmente procuro informação alternativa e nem sempre encontro. Por isso resolvi disponibilizar meu trajeto em Manaus. Vim pra cá a trabalho, mas tive duas semaninhas livres pra conhecer um pouco mais dos arredores e também da vida e culinária local. Minha chegada em Manaus tem um significado pessoal muito grande. Um ano antes, no mesmo mês que cheguei aqui, eu iniciava uma temporada de trabalho e novas experiências em Jericoacoara, no Ceará.

 O que eu não imaginava na época é que essas experiências me levariam a transformar completamente minha vida e que um ano depois me levariam para Manaus aprender a culinária amazônica e desbravar os caminhos da selva. E fui sozinha mesmo. Aqui está o que eu vi de melhor, e que recomendaria para outros mochileiros e viajantes também. 3 dias na selva, pela Iguana Tours (média de 160 reais por dia, com hospedagem e alimentação incluída) Dia 1: Encontro das águas, Rio Negro e Solimões. Chegada no Rio Juma. Pesca de piranhas, por do sol no rio (imperdível) e a noite observação de jacarés. Dia 2: Nascer no sol, caminhada pela mata, pesca no igarapé, almoço, banho de rio e acampamento na floresta. É engraçado que até esse momento você pensa "não vou entrar no rio, porque tem piranha, jacaré e sei lá que outro bicho estranho que pode me atacar." Aí chega o segundo dia, você esquece tudo isso e descobre a alegria que é nadar e relaxar nas águas quentinhas do rio. Quando você está na canoa não percebe, mas visto de cima, esse é o rio Juma. (um dos turistas que fazia o passeio tirou a foto com um drone) Dia 3: Visita a casa de nativos, almoço e translado de volta. Foi tão legal essa parte que eu esqueci de tirar foto da dona Raimunda e seu marido, donos do local. Eles plantam de tudo, pimenta, mandioca, abacaxi, cana de açucar, cupuaçu, manga, caju. É incrível. Quase fiquei lá uns dias com eles! Teatro Manauara Este já foi falado em outros relatos, vale a visita. É um dos mais antigos e belos teatros do Brasil. Ainda preserva detalhes do inicio da sua história. Pra mim, um dos melhores lugares para se estar em Manaus. Se programe para ir lá durante algum concerto ou apresentação que seja do seu interesse, a visita vai ser mais bem aproveitada. Fui duas vezes, uma delas para assistir Yamandu Costa e a orquestra de violões. Não deixe de ver a maquete do teatro feita com mais de 30 mil peças de Lego. Flutuantes Uma das coisas que mais gostei da Amazonia, além da gastronomia, foi utilizar barcos ou canoas para chegar nos lugares. Nesses momentos pude dar o descanso necessário do caos de Manaus e me conectar mais a natureza, que era um dos meus objetivos quando cheguei aqui. Existem vários flutuantes, esses dois foram os que eu mais gostei. Ferrugem: é um bar flutuante, relativamente novo. Abriu nao faz um ano e por não ter muita gente, acaba sendo um lugar agradável e tranquilo pra passar as tardes quentes de Manaus, com vista pra mata e banho de rio. Para ir até lá é so pegar um onibus para a Ponta Negra, na Marinha do Davi e lá as canoas fazem o transporte para o bar. Ótimo atendimento, boa música e uns petiscos também. ] Abaré: O abaré é um bar e hostel flutuante, é um dos mais conhecidos em Manaus. Oferece stand-up paddle e outros esportes aquáticos. Particularmente, gosto do Abaré quando eles abrem a noite para festas eletrônicas. As festas lá são sempre muito boas, musica de qualidade e gente bonita. Não é muito econômico, mas é um rolê que você dificilmente faria em outro lugar. Ao chegar na beira do rio, um barco te leva até o local, afinal o Abaré está flutuando no meio do rio. Vale a visita.
 Musa É o Museu da Amazonia, vale a visita para conhecer um pouco mais sobre a diversidade local. É fácil ir de ônibus, apesar de ser um pouco longe. Agendei a visita para ver o por do sol da torre. Cheguei antes porque queria observar as vitórias régias. Bares Bar do Armando, no centro e o Bar Caldeira, também no centro próximo ao teatro. São dois bares bem tradicionais de Manaus. O Caldeira era o bar preferido do Vinicius de Moraes na cidade, às quartas e aos domingos rola um chorinho finíssimo. Um dos meus programas preferidos: tomar um café/almoço na feira da Eduardo Ribeiro, que acontece todos os domingos e passar a tarde ouvindo um choro ou um samba no Caldeira. Feiras e Mercados Manaus tem muitas feiras. Tem muitos lugares especializados em café da manhã, a tapioca de tucumã e queijo coalho do Parque 10 foi um achado, ou um "xis caboquinho" na feira de domingo da Eduardo Ribeiro. Mercado Adolfo Lisboa tem todos os tipo de especiarias e ervas medicinais. Peixes frescos e locais, comida boa. Imperdível para quem gosta de se aprofundar na cultura e identidade local. Lá tem a famosa cachaça de jambú que amortece a boca, doces de chocolate de cupuaçú, suco de taperebá e um tanto de outras frutas que eram desconhecidas pra mim. (todas maravilhosas) Um pouco antes do mercado, tem a Feira da Banana, legal quem se interessa pela culinária local. Aí você verá que Manaus é um Brasil a parte e super curioso. Feira da UFAM - Acontece uma vez por mês, é a feira Livre do Agricultor Familiar da Amazônia. Os produtores trazem os mais variados tipos de produtos cultivados no âmbito familiar e de pequenas propriedades, tem de tudo, plantas medicinais e ornamentais, cafés, frutas, legumes, temperos, artesanatos, comidinhas, perfumaria da Amazonia e um monte mais de outras coisas. Praia da Ponta Negra Acho que é um dos poucos lugares de Manaus planejado para que os pedestres possam caminhar, também é localizado numa parte mais rica da cidade. Rola diversos festivais gastronômicos e outras festas por aqui. Na falta do mar e de água salgada, a boa é passar a tarde por aqui, areia não falta. Cachoeiras e Presidente Figueiredo: se comparado com outros lugares do Brasil com trilhas e cachoeiras não é tão surpreendente. Se tiver tempo sobrando vale a pena, senão minha sugestão é fazer outros programas de floresta e rio. Ponte Rio Negro Pra finalizar o relato: se tiver a oportunidade de atravessar a ponte Ponte Rio Negro, não deixe de fazer. Fui de moto com um amigo e cruzar a ponte foi outra experiência linda, pela vista panorâmica do Rio Negro e pela mudança de cenário que acontece lá em cima. Em 3 km o cenário muda completamente: de um lado, a cidade, prédios, caos, transito e confusão. Do outro, a floresta inundada e a natureza virgem. É a maior ponte fluvial do Brasil, e a segunda maior do mundo! Faltou a foto dos passeio da tribos aqui. Existem diversas etnias que podem ser visitadas, a maioria já está acostumada com a chegada de turistas. Fui na Funai para me informar sobre como conhecer outras tribos e etnias isoladas, que não tivessem muito contato com os turistas. É possível chegar lá, mas se torna um pouco mais complicado visto que para entrar em algumas reservas indígenas é necessário obter autorização de Brasília e a maioria leva cerva de dois dias de barco só para chegar lá. O preço acaba ficando bem alto. De qualquer forma, as etnias que abrem para visitação de turistas ao redor de Manaus ainda preservam seus hábitos culturais, vestimenta e idioma também. Insira no roteiro! Manaus é uma cidade mal compreendida. Muitos não gostam, afinal não é uma cidade planejada, é muito suja, tudo é muito distante e eu confesso que demorei pra entender o funcionamento dela, mas depois que aceitei o que que ela tinha para me oferecer, passei a ver esse Brasil a parte com outros olhos. Saio daqui com um sentimento de aprendizado, superação, consciência pela riqueza do nosso país e já um pouco de saudade disso tudo.
  4. ednacunha

    Amazônia

    Geral sobre a viagem Impressões Amazônia (selva): é realmente incrível e impressionante!!! Essa foi a minha segunda viagem à selva, mas não deixou de ser igualmente emocionante! Na minha opinião, todo brasileiro deveria conhecer o lugar.. quando você está lá consegue entender porque tantas pessoas (estrangeiros) viajam milhares de quilômetros para conhecer esse nosso imenso patrimônio... Se o seu voo chegar durante o dia em Manaus, escolha uma poltrona próxima a janela, assim, poderá apreciar a floresta e o encontro das águas. Manaus: a cidade é bonita e o povo, acolhedor e alegre. A região do Teatro Amazonas é belíssima. Não deixe de fazer o tour guiado no Teatro e, se tiver oportunidade, assistir algum espetáculo. O Mercado Público, o Porto e a Ponta Negra também merecem uma visita. Hospedagem: - Ocara Hostel: R$ 90,00 diária para casal. Fica no centro de Manaus, bem próximo ao Teatro Amazonas. É bem simples, mas o proprietário Fábio te recebe super bem e dá boas dicas da cidade; - Ariaú Amazon Towers: R$ 1000,00, pacote de 02 dias e 01noite para duas pessoas, com refeições e passeios incluídos. Dica: como todos os hotéis de selva que contatei estavam com o preço impraticável e tinha boas referências do Ariaú, liguei para a central de atendimento do hotel e consegui negociar um preço mais acessível. As instalações do hotel, no geral, são muitos boas e o atendimento é excelente, porém alguns setores estão desativados e precisam de manutenção... dá a impressão que o hotel está tendo que se reinventar: recebendo nacionais e locais, muitas vezes para passeios de um dia, ao invés de famosos e estrangeiros... Alimentação: A maioria das refeições foi no Ariaú, que serve bons peixes da região e muitas frutas típicas; - Tambaqui de banda: na Praça próxima ao Teatro, especializado em peixes, boa relação custo-benefício; - Sorveteria Glacial: com excelentes sorvetes de frutas da região. Há uma unidade na Praça próxima ao Teatro, mas a que dispõe de mais sabores fica na Av. Getúlio Vargas; - Bar do Armando: para cerveja gelada e bolinhos de pirarucu. Relato: 1° dia: Chegamos a cidade na sexta-feira à noite e como não havíamos reservado transfer, fomos pegar um táxi, que foi a maior furada... O táxi do aeroporto de Manaus é tabelado (não usam taxímetro), assim pagamos R$ 75,00 até o centro, que fica a uns 15km. Depois o Fábio (do hostel) comentou que poderíamos ter ido de ônibus, que circula até a meia-noite. Na chegada fomos ao bar do Armando, perto do Teatro, onde estava rolando música ao vivo... locais e turistas na maior animação, bem legal! 2° dia: No sábado, às 7h20, o tranfer nos buscou para levar ao Hotel de Selva. O trajeto durou aproximadamente 2h, entre van, ônibus e barco. Na chegada fizemos check-in e fomos para o quarto... incrível com um espetáculo de vista das instalações do hotel e do Rio Negro! Depois do almoço, fomos conhecer a casa de caboclos. Legal, eles mostram como é a produção de farinha de mandioca e goma de tapioca, além de servir tapioca com castanha (feita na hora) e suco de frutas. Na volta paramos num flutuante para tomar banho de rio. Excelente!! Curtimos o por do sol do barco! Cores maravilhosas do céu! À noite, depois do jantar, fomos na focagem de jacarés. O espetáculo ficou por conta do guia, o Cacheado, que se joga no rio para pegar o jacaré! Ah, sem contar a noite estrelada, no barco! 3° dia: Acordamos às 5h para ver o nascer do sol no Rio Negro, bem lindo! Depois do café, fomos fazer a caminhada na selva... o passeio de barco até a selva foi legal e a trilha, razoável. Como o local onde nós levaram era de mata secundária, não havia aquelas árvores enormes e símbolos da Amazônia, em contrapartida o guia nos falou sobre várias plantas medicinais e os usos na região. Voltamos para Manaus as 15h. À noite, fomos novamente ao Bar do Armando (animado). Depois, passamos no Bar do Caldeira, próximo da Praça, onde estava rolando um bom samba. 4° dia: Dia de passear por Manaus. Fomos caminhando até o Mercado Público, que foi todo reformado recentemente. Bem bonito. Lá encontramos alguns artesanatos típicos com preço mais em conta que os outros lugares que passamos. Passamos o Porto flutuante, nos ofereceram alguns passeios (mais baratos que o preço ofertado pelas agências quando você contata pela internet), mas decidimos ir à Praia da Lua. A espera do ônibus foi meio tensa (120 ou 126), rolou um furto de celular e os responsáveis foram presos próximos de onde esperávamos. O bus estava lotado, pois era feriado todos tiveram a mesma ideia: Praia. Acabamos descendo na Ponta Negra para nós livarmos do bus, mas não ficamos pois estava lo-ta-da!!! Fomos ao destino inicial, a Praia da Lua, pegamos um táxi da Ponta Negra até a Marina de Davi (se tivéssemos continuado no ônibus, teríamos ido direto até lá) e depois, um barco até a Praia. O local não tem muitos atrativos, é mais se refrescar no Rio Negro, mesmo. A estrutura para alimentação é bem precária (melhor levar lanches). À noite, jantamos no Tambaqui de Banda e quando estávamos voltando para o Hostel vimos uma fila no Teatro Amazonas. Descobrimos que era uma apresentação da Orquestra, decidimos aguardar... seria uma boa oportunidade de ir ao Teatro. Conseguimos! A apresentação foi excelente! Ótimo fechamento de viagem! No outro dia as 3h da manhã, fomos para o aeroporto. Dessa vez combinamos o tranfer no hostel (R$ 60,00).
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