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  1. Pessoal, Vou fazer um relato detalhado do Mochilão que fiz no comecinho deste ano, mas que lembrei só agora de postar aqui neste site. O legal de tudo isso é que registrei em videos, então estará bem fácil entender o passo a passo da viagem. Foram no total 32 dias de viagem e gastei R$ 13.560,00 para 2 pessoas, incluindo TUDO (hospedagem, comida, passagem aérea, passagem de ônibus, seguro viagem, passeios, transporte, taxi, mercado, museu, gorjeta, entrada de parques, etc)!!! Considerando que a cotação do dólar na época beiravam os R$ 3,85 posso dizer que em moeda americana saiu por US$ 3.522,00. Ressalto que se dividir o valor por pessoa, acabou saindo então por R$ 6.780,00 ou US$ 1.761,00 por pessoa aproximadamente. Então, acredito que saiu bem barato e aproveitei muito a viagem. Todos os episódios estão registrados no meu canal do Youtube, mas postarei um pouco mais detalhado aqui, já que o conteúdo é escrito. Mas quem tiver curiosidades, poderá assistir por lá. Canal Voando Alto Abs!
  2. Assista em Video no Youtube - Mendoza Vou comentar sobre dicas, curiosidades e os pontos turísticos visitados aqui na cidade de Mendoza, na Argentina. Como tinha somente 1 dia pra visitar o local, decidi focar somente no centro da cidade. Mas caso queira conhecer bem a localidade, acredito que sejam necessários pelo menos 3 a 4 dias. Mas o que fazer em Mendoza? Além do centro da cidade, o principal é realizar os passeios como, Tour de Vinhos, visita ao Aconcágua, a Cordilheira dos Andes, Termas e o resourt de Ski, se estiver no inverno. Existem outros tipos de passeios que não recomendo, pois você conseguiria fazer em qualquer outro lugar, como rafting, tirolesa, passeios à cavalo ou de bicicleta. Não vale a pena gastar dinheiro com isso, fora que estará pagando alto, por ser um ponto turístico. E aqui temos as ruas de Mendoza, tome cuidado ao caminhar, pois terá um monte de buracos na calçada, se você estiver descuidado ou utilizando o celular, com certeza vai tomar um belo tombo ou se machucar. Esses buracos ou caminhos, foram feito para irrigar as árvores da cidade, com a água que vem do degelo das montanhas. Então verá um monte de árvores ao lado desses buracos e o bom de tudo isso é ver que a cidade é bem arborizada. Estamos aqui na Plaza Carlos Pellegrini, que é o ponto de encontro do Walking Tour da Vivimza, que seriam passeios à pé, em troco de gorjetas. Não gostei muito desse grupo, pois achei um pouco tediante, já que passava muito mais informações técnicas da cidade, achei que estava mais numa sala de aula e por pouco não fugi no meio do trajeto. Outro ponto que não gostei, foi que ao invés de falar que o valor de contribuição das gorjetas sejam livres, meio que estipulava um teto mínimo que deveria receber, por exemplo: "O mínimo que geralmente as pessoas me dão é de US$ 5,00 ou US$ 10,00". Desculpe, mas eu dou o quanto eu achar necessário, se o serviço for bom. Bom! Voltando, posso dizer que tinha uma espectativa da cidade, talvez seja por isso que a minha decepção foi grande. Para quem já visitou a cidade de Gramado e suas vinícolas, lá no Rio Grande do Sul, que foi o meu caso, talvez se decepcione um pouco. Já que esperava algo próximo ou semelhante, mas não foi o caso. Já que a cidade era um pouco pacato, as construções eram bem simples, bem de cidades do interior e não estou desmerecendo isso. Não tinha muito policiamento na cidade, haviam alguns problemas sociais como mendigos e moradores de rua. E não era muito recomendado caminhar longe do centro da cidade ou quando anoitecer, isso era a dica da própria guia. Essa é um das 5 pracas principais da cidades, no fundo o Edificio Da Vinci, que tem 22 andares. E a Plaza Independencia que é a maior e a principal da cidade. Tive o azar porque quase toda a cidade estava em reformas, tudo fechado. E o porque eu mostrei um prédio de 22 andares aquela hora? Não é grande coisa, mas lembre-se que em Mendoza temos terremotos, já que fica na região próxima das placas tectônicas ou o círculo de fogo do Pacífico. Não é para espantar, mas fiquem cientes disso. Outra curiosidade em Mendoza, temos a famosa "Siesta" que é o famoso cochilo que o pessoal tem no horário da tarde geralmente vai das 13:30 até as 16:30. A grande maioria das lojas fecham todos os dias, menos Mc Donalds, alguns restaurantes, supermercados e vinícolas. Praticamente as ruas ficam desertas. Em relação à casa de câmbio, posso recomendar o Cambio Santiago, que fica na esquina entre as Av. San Martin e a Rua Catamarca. Recomendo lá porque era um estabelecimento seguro e confiável. Evite efetuar o câmbio diretamente com pessoas na rua, você pode até ter uma pequena vantagem na cotação, mas pode ter problemas com dinheiro falso, evite este risco. * Links - Walking Tour Vivimza ou Tours for Tips (Existem outros melhores) https://vivimza.com/ - Cambio Santiago em Mendoza Av. San Martín 1199, M5500 Mendoza, Argentina http://www.cambiosantiago.com.ar/
  3. Beleza?? Em Fevereiro/Março vou mochilar pela famosa Ruta 40! Vou chegar de sp em bus até Mendoza e de lá descer pela 40 até a Patagonia! Gostaria de saber se alguem já fez essa viagem e se tem algum povoado ou lugar que não posso deixar de conhecer!(Fora os já famosos!)...vou em uma viagem sem data marcada de volta...mas tenho que levar em consideração os 3 meses de visto que vão me dar...já que por essas cidades não vou ter extrenjeria para pedir mais 90 dias....(tenho como saída cruzar até o Chile e voltar) Aguardo opniões e dicas! Valeu!!! E espero que todos viagem muito em suas vidas!!
  4. Uma viagem de 5.470 km de carro para conhecer a Cordilheira dos Andes. Mendoza, Ruta 52, Cristo Redentor de Los Andes. PARTIDA PARA A GRANDE AVENTURA https://www.youtube.com/watch?v=uVHc7Qqjovw&t=24s “Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir. (Amyr Klink)” Dia 23 de dezembro de 2018, um domingo, foi o dia escolhido para o inicio da grande aventura, malas prontas, mapas impressos, veículo revisado, bike fixa no transbike e a ansiedade toma conta de nós. Primeiro dia percorremos quase 900 km, a parte mais longa de toda viagem, com estradas sinuosas, subidas e muito calor. Minha esposa Elizete, preparou os lanches e bebidas para passarmos o dia na estrada, e logo ao clarear do dia partimos de Blumenau rumo a São Borja no Rio Grande do Sul. Optamos em fazer pequenas paradas aproximadamente entre 200 e 250 quilômetros percorridos, para ir ao banheiro, abastecer e fazer nossos lanches. Cada quilômetro percorrido é possível ver a mudança de hábitos e costumes nos locais que vamos passando. Primeiro vem a subida para a região serrana com suas Araucárias exuberantes por toda parte. Quando paramos em Lagoa Vermelha já no Rio Grande do Sul, o sotaque gaúcho fica evidente, e apesar do muito calor, é comum ver os gaúchos com o tradicional chimarrão. Encontramos uma linda e sombrosa árvore na cidade de Lagoa Vermelha e nesta sombra paramos para fazer um lanche caprichado. Hora de conferir se a bike continua firme no transbike, ela vai ser essencial para eu conhecer lugares míticos na Argentina. Conforme vamos avançando em território gaúcho, muitas fazendas com plantações de um verde marcante vão surgindo, o vento faz um balançar nessas plantações parecendo pequenas ondas no mar. Muitas borboletas voam tranquilamente desafiando o trânsito, e infelizmente muitas acabam se chocando contra os veículos. A viagem segue tranqüila pela RS 285, pois muitos já estão no litoral nesse dia e o transito é abaixo do esperado. Chegamos fim da tarde em São Borja, local escolhido para nossa parada de pernoite. Hospedamos-nos na Pousada Hotel Imigrantes, bem na entrada da cidade, local singelo, mas tranqüilo e aconchegante. São Borja é uma das cidades mais importantes da histórica política brasileira. É onde nasceram os ex-presidentes da República, Getúlio Vargas e João Goulart. Fundado em 1682 pelos padres jesuítas, o município faz fronteira com a cidade de Santo Tomé, na província de Corrientes, Argentina. Ao cair da tarde o som das cigarras é estridente e o pôr do sol mais parece uma pintura, e majestoso o sol vai saindo dando lugar a uma noite estrelada. Para tirar o cansaço da viagem e esticar um pouco as pernas, pego minha mountain bike e dou uma pequena volta pela simpática cidade. A noite vamos de carro a procura de uma lanchonete, e logo em seguida voltamos ao hotel para descansar, pois o próximo dia promete, vamos entrar na Argentina. Partimos antes das oito horas, mas o céu azul e o sol raiando indica que teremos mais um dia de muito calor. Eu e minha esposa já saímos de casa com resfriado, causando um pouco de mal estar, mas não impedindo de desfrutar o lindo trajeto e descobrir nomes não comuns de algumas cidades que vamos passando, como a cidade de Não-Me-Toque no RS. Saindo de São Borja ficamos na dúvida se atravessamos pela ponte internacional e já adentramos em Santo Tomé na Argentina ou se continuamos em terras brasileiras até Uruguaiana, a distância é a mesma, mas com algumas informações colhidas na internet, decidimos ir por Uruguaiana. Os motivos que nos fez decidir por este caminho de 180 km foi os seguintes: * Por Uruguaiana não tem pedágio (na ponte Internacional em São Borja ouvimos dizer que o pedágio é de R$50,00) *Dizem que a policia no lado Argentino nessa região é tendenciosa a cobrar propina. Infelizmente a estrada de São Borja até Uruguaiana está em péssimas condições, muitos buracos e mal conservada, e se não bastasse isso, sobre o rio Ibicuí na divisa da cidade de Itaqui com Uruguaiana existe uma ponte que antigamente era ferroviária (imagina a idade dela) e foi transformada em mão única sua travessia, com controle de sinaleira nas cabeceiras para não dar problema de encontros inesperados. A espera para passar por ela foi pouca, o que nos deixou com medo foi verificar a deterioração desta ponte. Inclusive somente após passar por ela e que fomos pesquisar sobre a mesma, pois ficamos indignados com seu mau estado. Olha que encontrei em nota oficial no site da AMFRO. Ponte Ferroviária adaptada à rodovia BR 472, existente sobre o Rio Ibicuí, na divisa dos Municípios de ITAQUI e URUGUAIANA”, por unanimidade, decidiram encaminhar a V. Ex.ª o presente ofício, expondo e vindicando o que segue: 1 – Dado ao entendimento que é elevado o grau de degradação em que se encontram as partes de alvenaria e algumas peças metálicas que compõem a antiga Ponte, em especial, quanto a resistência dos materiais frente à demanda pelo tráfego de cargas pesadas. 2 – Temerosas com a deterioração, desgastes e ondulações (hoje observados a olho nu, inclusive por leigos), muitas pessoas entendem que é forte a possibilidade d’a Ponte repentinamente ruir, pela falência estrutural e de materiais. Olhando por este lado o pedágio de R$50,00 seria mais indicado...mas é um tanto duvidoso este valor, será que não estão explorando sabendo que por segurança a maioria dos veículos acabam passando pela ponte internacional de São Borja??? Já sobre a policia corrupta não temos mais informações, fomos parados muitas vezes até chegar em Mendoza, mas próximo a fronteira somente uma vez, e sem exceção sempre fomos abordados com educação pela policia. Na maioria das paradas era solicitado somente documento de identidade e documento do veículo. Em uma parada tive que fazer bafômetro, em outras pediam um dos itens de segurança, alguns ficavam curiosos com a bike em cima do teto, queriam saber por onde andaria, quantas marchas tem a bike, etc...Realmente não tivemos nenhum incomodo com a tal policia corrupta, que por sinal também tem no Brasil. ENTRANDO EM TERRITÓRIO ARGENTINO Após percorrer os caóticos quilômetros até Uruguaiana, finalmente chegamos a Aduana, iríamos cruzar a fronteira, para nós era tudo novidade. Uma fiscal da Receita Federal da Argentina que veio conferir os documentos do veículo me mandou encostar ao lado e solicitou uma declaração da bike que estava levando, lá fui eu atrás da sala da Receita Federal do Brasil, que ficava bem próxima solicitar a tal declaração. Chegando lá expliquei o que me pediram, levei a nota fiscal da minha bike, e a chefe do setor brasileiro disse que não faria, pois a nota não ultrapassava dois mil dólares na conversão da moeda, e abaixo deste valor não é necessário a tal declaração. Entendi como uma picuinha entre eles, mas não queria ser alvo desse desafeto. Pedi educadamente que ela explicasse isso para a fiscal argentina, e ela se levantou e foi mesmo lá explicar, e ficou entendido entre elas que poderia passar sem fazer a declaração, se por acaso a policia me questionasse era para mostrar a nota fiscal, mas em nenhuma situação precisei mostrar a nota fiscal. Fizemos a migração, guardamos os comprovantes para mostrar na saída do país, e finalmente percorremos os primeiros quilômetros em terras argentinas. A qualidade das estradas mudou rapidamente, melhorando consideravelmente na Argentina. Muitas vias de concreto, autopistas bem sinalizadas, com limites de velocidade bem diferente do Brasil, algumas com limite de 140 km. Começava as infinitas retas, muitos quilômetros de retas, planícies intermináveis, nem de binóculo você conseguiria enxergar algum morro mais distante. Trechos de até 100 km sem ter posto de combustível, por isso é muito importante não deixar baixar de meio tanque. O que nos deixou impressionado foi o pouquíssimo movimento de veículos, em certa parte da viagem, em uma pista simples que o acostamento era de gramado, paramos e fizemos algumas fotos e uma rápida filmagem bem no meio da pista, e durante estes minutos nenhum carro passou por nós. Muito interessante você num instante está falando com pessoas em português, passa uma fronteira, e muda a língua e costumes em questão de metros percorridos. Nosso objetivo nesse segundo dia de viagem era chegar até a pequena cidade de Saturnino M Laspiur, município de Córdoba. Mas antes de chegar lá passamos por alguns lugares interessantes. O Túnel Subfluvial Raúl Uranga, anteriormente conhecido como Túnel Subfluvial Hernandarias, é um túnel rodoviário submerso que liga as províncias de Entre Ríos e Santa Fé na Argentina, cruzando o rio Paraná entre a capital de Entre Ríos, Paraná, foi inaugurado em 1969. Em Santa Fé o GPS nos orientou pelo caminho mais curto, e nos levou a cruzar o centro da cidade até chegar na Ruta 158. Observamos muitos pedintes nas sinaleiras, inclusive muitos jovens, alguns mal encarados e duvidosos nas suas atitudes. Sem chances de parar, pelo menos na região que passamos. Diferente da região gaucha onde tinha muitas borboletas, começamos a encontrar muitas libélulas, a frente do carro e a bike ficaram com muito desses insetos grudados no fim do dia. Mais próximo do fim da tarde, começamos a observar muitos pássaros em revoada, saindo do meio das infinitas plantações ao lado da rodovia. Também é comum ver uma espécie grande de gavião que fica na beira das estradas. No fim da tarde chegamos na cidade de Saturnino, um pequena cidade agrícola, muito simpática e com uma bonita praça central. Ficamos na hospedaje Quique, que encontrei por acaso no Google maps. Eles não possuem site, consegui contato através do Facebook e tem uma boa recomendação, e realmente surpreendeu o aconchego desse lugar, com camas confortáveis e um bom ar condicionado, e claro um bom preço. O Sr. Quique é uma pessoa simples, querido e receptivo, e o mascote dele foi um show a parte, um cachorro que foi nos recepciona no carro com uma pinha na boca, é lógico que queria brincar, a Nadine jogou a pinha mais adiante e o cachorro foi buscar de imediato e voltou e largou a pinha nos pés dela pedindo mais....ele não cansava da brincadeira, mas nós estávamos exaustos. Para relaxar as pernas fui dar uma pequena volta de bike pelas ruas da cidade, que em poucos minutos foi possível percorrer toda cidade. Claro que não poderia deixar da fazer uma foto bacana na praça da cidade, ao lado de um antigo canhão de guerra com a bandeira da Argentina ao lado, meus primeiros quilômetros de bike pela Argentina. A Elizete e a Nadine também aproveitaram para caminhar na praça e fazer algumas fotos. O Natal mais diferente de nossas vidas, dia 25 de dezembro acordamos revigorados e prontos para pegar a estrada por mais 720 km até Mendoza, mas um pequeno imprevisto logo cedo. Ficamos esperando o Sr. Quique abrir a sala de refeição para o desayuno (café da manhã) e ele preocupado veio nos informar que somente durante dois dias do ano não é servido o café da manhã, sendo dia 25 de dezembro e 01 de janeiro, justo os dias que pernoitamos ali....que coisa!!! Mas isso não nos desanimou, apesar de não termos nada para comer seguimos viagem até encontrar um posto com conveniência. Algo que chamou nossa atenção é os lanches nas conveniências, que tem de vários formatos (quadrados, retangulares, duplos, triplos) mas sempre os mesmos sabores, queso y ramon crudo ou cozido (queijo e presunto cru ou cozido) Simplesmente não encontramos outros tipos de lanches. Outra coisa que presenciamos muito é cachorro por toda parte, comum ter dentro dos postos, da conveniência, no banheiro, nas praças. Seguindo nosso caminho, neste dia já na ruta 7 passamos pelo Arco del Desaguadero (Entrada San Luis - Mendoza) também conhecida como Tierra del Sol y del Buen Vino, e nos dias que estivemos em Mendoza pudemos presenciar o sol com todo seu esplendor, e claro que fomos conhecer uma Bodega (vinícola) e tomar o bom vinho. Após tantos quilometros de reta, a emoção foi tomando conta quando começamos a avistar uma silhueta de montanha, a Cordilheira dos Andes. Muitas vinículas foram surgindo pelo caminho, Mendoza estava próximo! Foi emocionante entrar na cidade, passando pela avenida San Martin, toda arborizada num contraste de construções antigas com outras mais novas, belas e bem cuidadas praças. Chegamos com facilidade no hostel e tratamos de descarregar o carro e fomos as compras no mercado bem em frente ao hostel. Optei por um quarto que tinha sua própria cozinha e banheiro, o hostel Departamentos Avenida San Martim nos agradou bastante. Ja a noite quando estávamos nos preparando para dormir, próximo das 22:00 horas começamos a ouvir galhos batendo contra o telhado e barulho de vento, e quando saio do quarto para verificar o que esta acontecendo, levo um susto com o tanto de vento e logo em seguida uma forte chuva desaba, e para deixar mais dramático, muito granizo acompanha a chuva. Nosso carro está estacionado na rua, e fico muito preocupado com o tanto de granizo que cai incessante. Saio catando os tapetes da entrada do hostel para por em cima carro, mas claro que não resolve muita coisa. Em uma cidade em que a quantidade de chuvas de um ano é pouco mais do que a de um mês no Rio Grande do Sul, Mendoza vive praticamente da água que vem do degelo da Cordilheira dos Andes. Por toda cidade se veem canais na calçada por onde circula água para hidratar as árvores e jardins, e a chuvarada que presenciamos acaba inundando alguns canais, e tenho que sair debaixo do granizo para muda o carro de lugar. Interessante que apesar do caos causado por tanta chuva, os mendocinos continuam circulando de carro e ônibus normalmente, como se nada estivesse acontecendo. Ao amanhecer levanto e curioso saio para dar uma volta de bike ao redor, e o que vejo é as estradas cobertas de folhas, que de certa forma protegeram um pouco o carro. O céu se pronuncia num azul de brigadeiro. Em toda a zona central da cidade existem árvores gigantes fechando as ruas por cima e criando um ambiente muito agradável de sombra, numa terra em que o calor é considerável. Refrescam o verão e, ao perderem suas folhas no inverno, deixam o fraco sol de inverno entrar pelas ruas largas, aquecendo os ânimos. Os mendocinos curtem a vida, um bom lugar para comprovar isso é a rua Sarmiento tomada por um mar de guarda-sóis coloridos e mesinhas nas calçadas, onde eles gostam de se reunir, seja para saborear uma empanada assada em forno a lenha com uma taça de vinho, ou para um almoço completo, ou ainda para tomar algo, como dizem por lá. No dia 26 decidimos não andar de carro, ficamos o dia todo caminhando pela cidade, assim conhecendo com mais detalhes esta linda cidade. Deliciamos-nos com muitos sorvetes, que são excelentes!!! Depois de experimentar muitos sabores, elegemos o de limon granizado como o mais interessante. Almoçamos na rua Peatonal Sarmiento, que tem muitas opções de restaurante. No transito de Mendoza encontramos alguns veículos bem antigos, alguns citroen 3CV, o pequeno motor bicilíndrico refrigerado a ar de 602 cm3 e pouco mais de 30 cv, também encontramos alguns Fiat 600 (igual o carro usado nos filmes do Mr.Bean) inclusive fiz uma foto ao lado de um, me senti um gigante perto do carro. Mendoza tem regras próprias, como a siesta e o horário do jantar, bem tarde, Em Mendoza existe a tradicional "siesta” que é das 13h00 às 17h00 onde todo o comércio da cidade se encontra fechando, retornando às suas atividades após as 17h00. Nesse horário a cidade parece abandonada, pode-se atravessar as ruas de olho fechado, ninguém circula durante a siesta. Achei bem tranqüilo pedalar por Mendoza, mesmo com trânsito, se mostrou mais seguro que na minha cidade de Blumenau. Também fizemos boa parte do cambio do Real para o Peso Argentino em Mendoza, bem próximo a Peatonal Sarmiento. O trecho de três quadras que liga a Plaza Independência à Avenida San Martín é um dos mais belos passeios de Mendoza. Ao longo de três quadras, com circulação apenas para pedestres, você poderá caminhar em meio ao verde das grandes árvores, sentar-se em gazebos aconchegantes ou simplesmente ver a vida mendocina passar. A rua é repleta de bares e restaurantes, com mesas ao ar livre, para todos os gostos. Lá o movimento vai do início da manhã ao final da noite. É difícil escolher onde sentar-se. Com sorte, você poderá ver um bom show de rua, sempre com boa música, que acontecem por lá, e nós paramos para apreciar uma linda apresentação de um violinista, que encantou nossa filha Nadine, que estuda música e toca violino. Voltamos ao hostel para fazer nossa janta, tomar a popular cerveja Quilmes e o delicioso refrigerante Pritty limón. Hora de dormir e aguardar o próximo dia, dia de explorar a cordilheira dos Andes. RUTA 52 – CORDILHEIRA DOS ANDES A Ruta Provincial 52 é uma continuação da Av. General San Martín, uma longa avenida que atravessa a cidade de Mendoza. Ao sair da área urbana a paisagem se torna desértica, com vegetação típica de climas áridos, e a estrada possui uma reta imensa, com cerca de 15 km de extensão. As únicas construções existentes neste longo trecho sem curvas são uma fábrica de cimento e a unidade engarrafadora da água mineral Villavicencio, uma das águas mais conhecidas na Argentina, cuja fonte se encontra na Reserva Natural que originou o seu nome. No meio do caminho há uma espécie de portal com pedras pintadas de branco, que são ruínas do Monumento Histórico de Canota, construído em 1935 em homenagem ao General San Martín, pois foi neste local que ele, em 1817, tomou a decisão de separar em duas partes seu exército de 5 mil homens para cruzar os Andes rumo ao território chileno. Pouco depois deste monumento termina a grande reta e a estrada, que se torna mais estreita e com um pavimento um pouco mais precário, começa seu caminho sinuoso rumo às montanhas da pré-Cordilheira. Este caminho, que antigamente era a única ligação entre Mendoza e Santiago, é popularmente conhecido como estrada das 365 curvas ou Camino de Las 365 Curvas. A Cordilheira dos Andes é uma vasta cadeia montanhosa, formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul. A Cordilheira dos Andes protege o continente Sul americano de todas as correntes marítimas, por isso influencia tanto em nosso clima. Seu relevo é abrupto, planalto e, na maior parte coberto de gelo. Há vulcões em atividades, é a maior cadeia de montanhas do mundo (em comprimento), e em seus trechos mais largos chega a 160 km do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4000 m e seu https://www.youtube.com/watch?v=uVHc7Qqjovw&t=24s ponto culminante é o monte Aconcágua, com 6 962 m de altitude. A cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até a Patagônia, atravessando todo o continente sul-americano. A expectativa era grande por esse dia, um dos principais pontos turísticos que estava em nosso roteiro. Saímos cedo para percorrer aproximadamente 40 km de carro até reserva natural Villavicencio, ponto onde eu continuei de bike até Uspallata, pedalando mais 57 km com 1.880 metros de elevação, e alcançando a altitude máxima de 3.000 metros, subindo ininterruptamente 25 km, a subida mais longa que já fiz na minha vida. Só para ter uma idéia, a serra do Rio do Rastro tem aproximados 16 km de subida. A medida que ganhava altitude, a vegetação ia diminuindo, a cada curva um suspiro de admiração, uma paisagem ímpar e maravilhosa, aos poucos a imponente Cordilheira dos Andes se mostrava mais. Elizete e a Nadine estavam encantadas com a beleza do lugar, e assim fomos avançando montanha acima, elas indo de carro e acompanhado minha saga de subir essa longa montanha de bike. Boa parte do trajeto é seguro e fácil de passar de carro, somente tem que ficar atento a alguma pedra que pode rolar montanha abaixo. Paramos várias vezes para contemplar a paisagem, muitas fotos para ficar registrado. Como diz o popular ditado, uma fotografia pode valer por mil palavras, assim pode-se definir as fotos desse lugar mágico. Mais ou menos na metade da subida surge um imprevisto, avisto de longe o carro parado e elas olhando para o pneu, uma pedra causa um rasgo no pneu traseiro. Mas isso não é motivo para reclamar ou desanimar, tivemos que tirar toda bagagem do porta molas para poder trocar com o pneu de reserva, mas fizemos a tarefa nos divertindo e rindo da situação, sabendo que seria um causo para contar posteriormente. Feito a troca seguimos viagem, e logo a frente avistamos os primeiro Guanacos. “O guanaco, assim como a lhama, é um mamífero ruminante da América do Sul. Ao contrário das outras espécies de camelídeos, este animal tem pelagem mais curta, podendo passar quatro dias sem água. Vive em grandes alturas, próximas aos 4 000 metros.” A medida que nos aproximamos dos 3.000 de altitude, á paisagem muda rapidamente, parecendo mais uma região de deserto, praticamente nenhuma espécie de vegetais. Paramos mais uma vez num local com uma vista espetacular da cadeia de montanhas, e ali fizemos um agradecimento a Deus por poder estar nesse lugar, ficamos escutando o som da montanha com o vento batendo, e a impressão que temos é que estamos mais próximos de Deus. A Nadine aproveita o momento para tocar seu ukulele e juntos cantamos a música Ousado Amor. “ ...Traz luz para as sombras, escala montanhas pra me encontrar, derruba muralhas destrói as mentiras pra me encontrar...” O cume da ruta 52 está a 3.000 de altitude, e nesse ponto apesar de estarmos em pleno verão a temperatura já é bem baixa e com a presença de um vento muito gelado. Ao redor a magnífica imagem de montanhas congeladas. Bem no topo tem um monumento denominado Cruz Del Paramillos, onde fizemos algumas fotos e iniciamos a longa decida até Uspallata. As meninas sentem com a altitude, a Nadine chega a pegar no sono sem perceber, e a Elizete também tem momentos de sonolência e um pouco de dor de cabeça. Nesse ponto a bike atinge facilmente 60 km e avança muito mais rápido que os carros, e diferente da subida que tinha 365 curvas a descida tem longas retas e curvas leves, o freio é usado somente para aliviar a velocidade e esperar que as meninas não fiquem muito distante, pois fico preocupado com o sintoma delas. Chegando na pitoresca e simpática cidade de Uspallata, vamos almoçar no restaurante El Rancho, comida deliciosa mas bem mais caro do que vínhamos pagando. A preocupação era arrumar o pneu do carro que furou no caminho, e por coincidência tinha uma borracharia bem ao lado do restaurante. Desse ponto em diante a bike volta para o transbike (mas deu uma vontade enorme de continuar de bike, quem sabe numa próxima...) e seguimos rumo a Las Cuevas, última cidade antes da fronteira com Chile. O caminho até Las Cuevas segue pela ruta 7 e com 84 km a serem percorridos, saindo de 1800 metros até alcançar 3200 de altitude. A paisagem é de tirar o fôlego, é impossível não nos sentirmos pequenos frente a tamanha magnitude da Cordilheira dos Andes. Impressionante a mudança de cores que se seguem em cada montanha, tons de verde, outros cinza, marrom claro e muitas outras tonalidades. O trajeto em si não é de extremo perigo, o trânsito é tranqüilo nessa época, mas exige muita atenção. Há alguns trechos em que um deslizamento de terra ou pedra perece iminente. No inverno por causa das nevascas é obrigatório ter correntes para passar nessa região. Atravessamos alguns túneis estreitos, e enfrentamos bastante vento, teve momentos que fiquei preocupado se o rack do teto iria suportar, ficava dando uns estalos fortes. Passamos por alguns cicloturistas com seus alforjes carregados, numa velocidade baixíssima, lutando contra o vento e as longas subidas. Para alguns isso pode parecer loucura, mas a sensação de liberdade e de conquista parece como estampado em suas faces, uma odisséia de respeito. Chegamos quase fim da tarde em Las Cuevas, o céu com um intenso azul, sombra em quase toda cidade que é encravada entre os Cerros Tolosa (5.432 m) e Navarro (4.547 m), o sol batendo nos picos das montanhas, muito gelo por toda parte, uma paisagem surreal. CRISTO REDENTOR DE LOS ANDES A poucos quilômetros da fronteira com a República do Chile, Las Cuevas é uma alternativa diferente, em uma paisagem imponente. Lugar ideal para ambientação de quem vai escalar o Aconcagua. Las Cuevas é um pitoresco povoado de alta montanha. Entre seus atrativos se destacam suas casas de estilo nórdico e escandinavo, feitas com troncos e pedras. Uma de suas construções mais características é um edifício com um grande portal que era caminho obrigatório para o Chile. Nós escolhemos ficar no hostel Portezuelo Del Viento, onde o Juan Pablo nos atendeu muitíssimo bem. Foi o local que mais gostamos de ter ficado hospedado, o atendimento nota dez, ambiente rústico mas acolhedor, fica de frente para a entrada do caminho ao Cristo Redentor de Los Andes. Assim que chegamos e descarregamos as malas, Pablo nos alertou que a temperatura cairia rapidamente ao anoitecer, e após tudo arrumado no quarto resolvemos ir para fora tirar umas fotos, e realmente já estava muito frio, um vento cortante que gelou o corpo rapidamente. O hostel é muito bem equipado com aquecedores, deixando super agradável o ambiente, sem falar as histórias que Pablo contava com muita empolgação, relatando algumas aventuras de escalada ao Aconcágua, no qual ficamos sabendo que ele é um conhecido e renomado guia de escalada. Arrependi-me de não ter ficado mais um dia nesse local e explorar um pouco as trilhas ao redor, mas mesmo assim conseguimos visitar o que tinha planejado. De manhã após o café subimos de carro ao Cristo Redentor de Los Andes. Este trajeto é fechado durante o inverno, pois acumula muito gelo, e tivemos sorte que a estrada estava transitável a veículos pequenos. È uma subida de 9 km bem íngreme, que precisa bastante atenção na direção. Nosso carro 1.0 sofreu um pouco, nessa altura é comum a perca de potência, mas isso não impediu que nosso valente chegasse aos 4.000 de altitude. Chegar ao topo dessa montanha foi surreal, foi o ponto mais alto que atingimos. Inacreditável poder chegar até a placa que limita a Argentina com o Chile. Durante a subida passamos por vários pontos com gelo, e quase chegando ao topo passamos por um corredor de quase 2 metros de gelo. “O Cristo Redentor dos Andes é um monumento na Cordilheira Principal dos Andes, a 3.832 metros acima do nível médio do mar, na fronteira entre a Argentina e o Chile. Foi revelado em 13 de março de 1904 como uma celebração da resolução pacífica da disputa de fronteira entre os dois países.” Junto ao monumento tem um alojamento militar de adestramento operacional brigada de montanha. Mesmo sendo pleno verão o frio é intenso nesse lugar, o vento chega a ser perturbador. Eu vi que era possível subir um pouco mais a pé, uma pequena trilha leva a um ponto mais alto, eu não resisti e encarei essa trilha pedregosa, e nesse momento foi possível sentir um pouco o ar mais rarefeito. O visual é estonteante, é possível visualizar uma parte do antigo caminho que levava ao Chile. Voltamos boquiabertos com tanta beleza natural, as montanhas me fascina. Chegando ao hostel a Elizete e a Nadine já sentiam os efeitos da montanha, com enjôo, tonturas e dor de cabeça. Eu então comecei a me arrumar para subir a segunda vez ao Cristo, desta vez de bike. Minha esposa me questionou se tinha certeza que faria isso, e sem hesitar um segundo respondi que não perderia esse momento por nada. Um motociclista que tinha pernoitado no hostel veio verificar minha bike, me questionou sobre minha relação de 36 dentes, duvidando que conseguisse subir a montanha sem parar. Isso de certa forma me instigou a tentar subir os 9 km sem parada, e claro que consegui, pena que ao voltar ele já tinha partido kkkk. Foi difícil no começo, pois não consegui me aquecer, e minha ansiedade era grande, mas assim que subi o primeiro quilometro fui ajustando o ritmo e curtindo o visual, passando a centímetros do peral e superando a difícil subida. Foi uma sensação indescritível chegar ao topo pedalando, uma turista americana veio me parabenizar e quis saber o tempo que levei para subir, mostrei no celular a marca de 1:16 hora. Claro que subindo esquentou bastante o corpo, mas em poucos minutos o corpo esfriou, bateu uma rajada de vento que tive que me segurar para não cair. Resolvi descer logo para não travar a musculatura, e pelo incrível que pareça a descida foi um pouco tensa, em certo momento precisei parar devido a força do vento, mas cheguei em segurança ao hostel, com a felicidade estampada na face. Lembrei de um dizer que li em uma garrafa térmica logo cedo...” Hoy vas a conquistar el cielo sin mirar lo alto que queda del suelo. (De la canción "Ella", de la cantante española Bebe) Terminamos de arrumar a bagagem e começamos a volta para Mendoza, agora eu também me sentia um pouco tonto, parecia que não tinha controle da altura da minha própria voz. Nossa intenção era parar em alguns pontos turísticos entre Las Cuevas e Uspallata, mas as meninas estavam bem enjoadas e sem ânimo para mais paradas. Fizemos somente uma parada, na entrada do parque provincial Aconcágua, a imponente montanha com 6.961 metros de altitude, o ponto mais alto da América. Por ser a montanha mais alta da América desafia todos os anos montanhistas de todo mundo a escalá-la Mais uma vez ficamos admirados com a beleza das cores da montanha, e a medida que vamos descendo o calor vai aumentando e o enjôo vai diminuindo. Fizemos uma parada no dique Potrerillos, que é uma barragem localizada no Rio Mendoza, com um grande lago verde-turquesa. A barragem foi construída entre 1999 e 2003 por um consórcio formado pelas Industrias Metalúrgicas Pescarmona e Cartellone para fornecer controle de inundações, hidroeletricidade e água de irrigação. ULTIMAS VISITAS E VOLTA PARA CASA De volta a Mendoza ficamos hospedados no hostel Restó del Teatro, um antigo casarão muito bem localizado para quem quer ficar próximo ao centro, e ao lado da Plaza Indepencia. O quarto deixou a desejar, já sabíamos que não teria ar condicionado (eu pensava que não faria falta) mas devido ao grande calor que fez nesses dias o ar condicionado fez muita falta, e o ventilador de teto funcionava precariamente, parecia que a qualquer momento cairia. Mas isso não nos desanimou, até porque o café da manhã servido foi o melhor de toda viagem. Aproveitamos para conhecer um pouco mais a cidade, e claro experimentar mais sorvetes. Uma sorveteria muito boa que conhecemos foi a da Famiglia Perin, com grande variedade e sabores deliciosos. Como é conhecido Mendoza, a terra do sol e do bom vinho, não poderíamos deixar de conhecer uma Bodega (vinícola), e a escolhida está localizada em Luján de Cuyo, a bodega Renacer. A visitação é possível somente com hora marcada, isso fizemos ainda no Brasil. Optamos por uma visita acompanhado de almoço, algo comum na maioria das bodegas. Uma refeição diferenciada com o chef Sebastián, com pratos deliciosos, montados de uma forma criativa, e claro servido com um bom vinho. Escolhemos no menu o prato de 03 passos com destaque para tiradito de novillo a la piedra e ao ojo de bife, foi de lamber os beiços. Muitos vinhos malbec argentinos são premiados internacionalmente, e realmente fica difícil escolher o melhor. Tivemos mais um dia livre em Mendoza, e nesse dia aproveitei para fazer mais um pedal. Pesquisando descobri um local muito freqüentado por esportistas, o Cerro Arco. Para chegar nesse local passei pela charmosa Avenida Del Libertador, adentrando por portões enormes ao parque General San Martin. “O Parque General San Martín é o mais antigo parque de Mendoza, fica próximo à Cordilheira dos Andes e é um dos maiores parques da Argentina. Foram plantadas árvores e plantas numa área de aproximadamente 307 hectares e o que era um deserto se tornou um enorme oásis, um verdadeiro jardim botânico. Feitos com ferro fundido, os portões do parque foram comprados em Paris em 1908. Um condor e um escudo de Mendoza tornam a estrutura ainda mais imponente. É um ótimo passeio para caminhadas e para apreciar o jardim que, por sinal, é muito bem cuidado. Os destaques do espaço são as praças, os lugares para piqueniques e churrascos, a bela Fonte dos Continentes, um Monumento ao Exército dos Andes em homenagem ao General San Martin, bem no topo do Cerro da Glória. Pela pista que circunda o grande lago artificial do lugar transitam ciclistas, corredores, patinadores e skatistas. Vários eventos gratuitos são realizados no parque, incluindo concertos públicos de orquestra, apresentações de bandas e grupos de danças folclóricas.Dentro do parque estão localizados, além do zoológico, o Museu de Ciências Naturais e Antropológicas, o anfiteatro do Teatro Grego Frank Romero Day, onde acontece a Festa da Vendímia, o Estádio Provincial Malvinas Argentina, a Universidade Nacional de Cuyo e até um clube de golfe!” Na parte alta da cidade tem vários condomínios luxuosos e logo a frente já era possível avistar o imponente Cerro Arco. Foi uma subida muito sinuosa e com muitas pedras soltas em 4,5 km. Fiquei espantado com a quantidade de pessoas treinando ou simplesmente praticando uma caminhada. Algo que nunca vi no Brasil, e olha que já tive o privilégio de subir várias serras e morros conhecidos em Santa Catarina. Pelo incrível que pareça, esse dia amanheceu gelado, isso que no dia anterior fez 38 graus. Acredito que a mudança de direção do vento trouxe o ar gelado da cordilheira dos Andes, mudando radicalmente a temperatura, mas o céu continuava azul sem nuvens. Voltando ao hostel com aquela sensação de ter conhecido mais um lugar espetacular, fui logo convocando as meninas para irmos ao parque General San Martin de carro. O parque é muito grande, e passamos um bom tempo nele. O Cerro da la Glória é visita indispensável, com um incrível monumento, uma merecida homenagem ao exército. A história de Mendoza vibra e se faz presente neste morro e em seu monumento. Ficamos muito satisfeito com o que conhecemos em Mendoza, procuramos sempre que possível conversar com as pessoas e aprender mais sobre a cultura deles. A conversa se deu desde com atendentes das lojas, dos hostels, outros turistas e até morador de rua. Claro que é visível a insatisfação da população com a política argentina, uma nação em crise econômica e política. Espero um dia voltar a Argentina e conhecer mais lugares, pois a Argentina tem um potencial turístico enorme, principalmente para quem gosta de aventura e paisagens singulares. Dia 31 de dezembro iniciamos a volta para casa, 03 dias de viagem. Optamos em voltar pelo mesmo caminho, inclusive paramos na mesma hospedagem do Sr.Quique em Saturnino Laspiur para passar a virada do ano. Algo muito diferente, uma cidade com aproximadamente 2496 habitantes a festa é bem singela comparando com nossas festas de virada. Ao anoitecer os moradores foram montando suas mesas e cadeiras na frente de suas casas em plena ruta 158 esperando para festejar o novo ano. Tentamos ficar acordados para participar com eles da virada, mas o cansaço nos dominou e cabamos dormindo. Graças a Deus todo nosso retorno foi sem percalços, mesmo pegando uma tempestade no segundo dia de viagem, causando um pouco de tensão. Ao passarmos na alfândega para fazer a migração, encontramos o pátio alagado de tanta chuva que caiu minutos antes. Assim que passamos para o lado brasileiro bateu uma certa nostalgia por tudo que vivemos na Argentina, um sentimento de satisfação por ter decidido realizar essa viagem. Tudo começou com um sonho, parecia distante, difícil de conquistar, mas com perseverança, economia, e muita vontade de experimentar algo novo, conquistamos nosso sonho. Lindolf Bell: Menor que meu sonho não posso ser LIVRO PRONTO mochileiros.docx
  5. Olá, pessoal, saio neste sábado, 13 de julho de Niterói, Rio de Janeiro, em direção a Santiago no Chile de mochilão. Quero descer até Montevideo, visitar Buenos Aires novamente, Mendoza, e seguir até Santiago. Queria chegar em Santiago até dia 22 de julho. Gostaria de dicas diversas, sobre o caminho a percorrer, segurança, banhos, tempo, também aceito ofertas para couchsurfing... Ah, preciso de seguro viagem pra cada lugar?
  6. Boa tarde, mochileiros! Pretendo fazer uma viagem em agosto de 4 dias a mendoza e não acho informação recente em lugar nenhum... Sabem dizem como faço pra ir de mendoza a las lenas? Se os pacotes disponiveis no site de las lenas inclui ja os equipamentos ou é so o valor de entrada? Como encontro guias para ir ao concaragua? Quais vinhedos tem melhor custo beneficio? Melhor forma de me locomover na viagem? Heeeelp!!
  7. Segue o curto roteiro saindo de Porto Alegre e passando por pontos no Uruguai e Argentina. No final tem o valor gasto com cada passagem. Vamos lá... chegou o grande dia, na verdade nem acredito ser tão grande assim, mas mudanças, troca de hábitos ou qualquer atividade que permita sairmos da rotina é sempre bom, pois é mais uma oportunidade de aprendermos com nossos semelhantes. A possibilidade de desfrutar um período mais longo fora do dia a dia de trabalho surgiu no início de Dezembro, mas como um bom procrastinador que sou comecei a arrumar as malas somente no final da tarde, algumas horas antes de pegar o primeiro de muitos ônibus que iriam definir essa aventura. Então, 8 horas da noite eu estava entretido com opções de malas e acessórios para registrar cada momento da viagem, mas é claro, bem devagar, pois afinal de contas eu estava oficialmente de férias. Tudo que tínhamos até o momento era uma passagem de Porto Alegre até o lado brasileiro do Chui saindo as 23:30 do dia 1 de março, e já no início surge a primeira confusão, antes mesmo de iniciarmos, pois nos mandaram imprimir as passagens de um lado da rodoviária, quando na verdade era em outro e ai já começa a correria (Bem vindo às férias). Tudo certo, fomos os últimos a embarcar no ônibus, mas ainda tínhamos 3 minutos sobrando. Chegando pela manhã no lado oposto do Oiapoque (Chui - lado brasileiro), aproveitamos que era cedo e fomos em busca de um local para tomar um café. Eu lembrava que havia uma padaria muito boa na frente do centro de informações, local que eu estava acostumado a pedir tudo que é dica antes das minhas aventuras no Uruguai. A padaria devia estar sob nova direção, pois a preço subiu e a qualidade e limpeza estavam no chão. Quanto ao centro de informações estava em reforma, curioso que sou perguntei qual era a previsão para para concluírem, e a resposta não podia ser mais simples: "Quando acabarem as obras", parece que as coisas mudaram, mas como disse antes, mudança sempre é sempre para o bem, pois encontramos um hotel servindo um excelente café da manhã ao público. De barriga cheia, fomos trocar nossos reais por pesos uruguaios e fazer algumas compras para a viagem. Chegando na parada já no lado Uruguaio agora Chuy, já havia um ônibus saindo para nosso próximo destino: "Punta del Diablo". Para nossa surpresa. não fomos chamados para descer na Imigração, que por algum motivo não nos demos conta, mas em algum momento isso iria acontecer... (De acordo com a máxima: a cada ação ou nesse caso a falta dela uma reação). Na rodoviária de Punta del Diablo, pegamos uma lotação até a praia, onde descemos no final da linha e de mochila fomos buscar onde dormir. Conhecemos o Pablo, que não era um Peruano que vivia na Bolívia e sim um Uruguaio que vivia ali mesmo. Ele tinha uns quartos arrumadinhos, bem simples, bem simples mesmo. Agora, providos de um teto, saímos para aproveitar tudo de bom que a natureza de Punta tem para oferecer com sua costa litorânea, dunas, noite, comidas e tudo mais que se pode fazer quando estamos despreocupados com o tempo. Foram quase 4 dias neste ritmo, claro que nem tudo são flores, pois me deu uma dor de barriga no primeiro dia e o resultado foi literalmente catastrófico, se é que vocês me entendem. Na terça-feira dia 5, no início da manhã, pegamos a lotação de volta a rodoviária de Punta de Diablo e a partir dai partimos para Montevidéu no terminal Tres Cruzes, onde compramos uma outra passagem até Colônia del Sacramento. Às 20 horas chegamos na nossa próxima estádia através do AirBnB em um hostel coordenado por Sebastian e sua mãe Roxana. Mal largamos as coisas e saímos para comer uma pizza Uruguaia em um restaurante local, o qual fomos surpreendidos pelo tamanho dos pratos. Na manhã seguinte, após um café delicioso saímos para desbravar todos o cantos da cidade com uma bike alugada na própria casa. Essa cidade pitoresca fundada por Portugal e disputada por quase 100 anos entre espanhóis e lusitanos, provavelmente devido sua privilegiada localização geográfica no "Rio de la Plata" e suas ilhas. Outros pontos em destaque é a famosa "Calle de los Suspiros" construída em cunha de pedra, "Ruinas del Convento de San Francisco" destruído em 1704. "El Faro" de Colônia que começou a construção em 1845 e levou 12 anos para concluir, "Basílica del Santísimo Sacramento", construída em 1699. "Muelle de Colonia" construído em 1866, que foi o antigo porto da cidade e aeroporto, já que chegavam hidroaviões para conectar com outros destinos. Um pouco mais distante também conhecemos a "Plaza de Toros", hoje desmoronado, podia receber até 10.000 espectadores e também a "Capilla de San Benito", e por fim a costa, com destaque a qualidade das areias brancas, água morna e rasas. A tarde já com as passagens à mão caminhamos até a estação de Ferry para imprimir os tickets, aguardamos em uma fila muito grande até a hora de mostrar os passaportes quando veio a pergunta da oficial da imigração que nos remeteu ao passado, lembram, quando disse que iriamos descobrir, pois aqui vai: "Por onde vocês entraram no Uruguai, pois aqui não encontro nada em seus passaportes?". Boa pergunta, pois como podemos sair de um lugar de não entramos, pelo menos é difícil de explicar nos tempos de hoje. Como foi uma longa história de argumentações na sala da imigração, vou encurtar dizendo que o conserto para prosseguir ao próximo passo nos custou 2.778 pesos. Concluído os tramites legais, embarcamos e percorremos o "Rio de la Plata" até "Puerto Madero" em Buenos Aires, caminhamos o suficiente para se arrepender, trocamos o dinheiro que não tínhamos e pagamos a taxa que não precisava para assim pegar um Uber até o "Terminal de Omnibus de Retiro", onde compramos as passagens até Córdoba. Chegamos de manhã muito cedo, e ali mesmo na rodoviária foi feito a reserva pelo Booking para um hostel a 200 metros do terminal "Hostel Mediterranea". Nos acomodamos em um quarto compartilhado para 8 pessoas, que no dia haviam um americano, alguns argentinos e uma russa, o que mostra que esse tipo de acomodação é excelente para quem está em busca de socialização e esse também tinha um chuveiro muito bom, limpo, cozinha completa, bar no local e um amplo espaço com pessoas muito receptivas. No dia seguinte mudamos para um apartamento, um pouco mais afastado, mas com maior comodidade, conforto, privacidade e pelo mesmo preço. É interessante perceber o resultado das nossas escolhas quando estamos abertos ao novo, pois neste caso, Córdoba não estava nos planos e talvez não tivéssemos uma outra oportunidade de conhecer esse local incrível o qual passaríamos os próximos 4 dias. Caminhamos muito por toda a cidade que possui uma lista cultural muito grande, sendo algum dos destaques a "Plaza San Martín", onde tudo começou, la "Iglesia de los Capuchinos" que é simplesmente incrível admirar o estilo Neogótico, o centro cultural "Paseo del Buen Pastor" que funcionou por quase 100 anos como asilo e presídio de mulheres, este lugar tem uma história triste, porém cheia de superações e inspiração, inciada em 1886 por monjas que perceberam a necessidade de recuperar mulheres, após diversos conflitos sociais, hoje neste mesmo espaço se encontra mostras de pintura, escultura, fotografia, espetáculos de danças, shows de artistas, apresentações de teatros e por ai vai. O templo com planta em formato de cruz grega é o único em Córdoba. Dentro da capela havia um senhor com um conhecimento histórico incrível o qual poderíamos passar tranquilamente mais de um dia conversando. O local também possui uma diversidade muito grande de Igrejas, museus, todos como muitas história como o caso do antigo "Palacio Ferreyra" que é um símbolo da "Nueva Córdoba". Importante lembrar também do "Parque Sarmiento", que de tão grande que é, possui inclusive um Zoológico. A noite desta cidade universitária chega a ser uma história a parte, saímos para conhecer o "Ganesha", que funciona como um bar para "happy hours" e jantares até a 1 da manhã e depois as mesas são recolhidas e o mesmo lugar é transformado em uma balada, o lugar fica lotado logo, se não for cedo melhor fazer reserva. Como havia dito esse é apenas uma das diversas opções, pois ao redor do "Paseo de las Artes" na rua Belgrano existe uma infinidade de opções. Veja o mapa com toda a lista. Antes de se despedir para o próximo ponto, alguns fatos curiosos desta cidade é a quantidade de sorveterias "Grido", que não seria exagero dizer que tem uma a cada esquina, e tem um sorvete bom e barato, por exemplo a casquinha com três bolas sai 65 pesos. Outro fato interessante é saber que o mesmo local onde tem gente vivendo limpando para-brisas de carros na sinaleiras também tem restaurantes com mesas na rua onde as pessoas pagam as contas deixando o dinheiro na mesa o qual é recolhido pelo garçon somente quando for atender o próximo cliente nesta mesa para fazer o pedido. Saímos de Córdoba pela empresa Chevalli por volta das 19:30 e chegamos em Mendoza às 6 da manhã seguinte o qual aguardamos a única cafeteria da rodoviária abrir, aproveitamos o tempo para uma leitura até as 9 e fomos para nossa próxima hospedagem. Pegamos uns folhetos e partimos para nossas próximas visitas turísticas: "Acuario Municipal", "Plaza Pedro de Castillos" e o "Museo del Área Fundacional" sendo esse último local, o que contém uma explicação cronológica de Mendoza desde a fundação em 1561 por Pedro Castillo, sua destruição em 1861 por um terremoto até os dias de hoje. Ao fim da tarde fomos comprar os ingredientes para o primeiro assado em parilla na Argentina. Nosso anfitrião Max, fez questão de nos acompanhar e sugerir 1kg de "Tapa de asado" e mais cebola e batatas para acompanhamento, além de uma boa cerveja. É impressionante que apesar da terrível situação econômica com a inflação nas alturas, é possível fazer um churrasco de boa qualidade para duas pessoas por R$ 60,00. No dia seguintes saímos para um "City Tour" com conexão a vinícolas. A escolhida foi "Hacienda del Plata" uma vinícola familiar onde cada garrafa recebe o nome de um dos responsáveis do resultado da vinícola. Por 250 pesos conhecemos um pouco da história de 4 gerações através de muita hospitalidade, onde ainda conservavam a casa de um pouco mais de 100 anos, conhecemos vinhedo de uva Malbec 15 hectares, provamos a uva, visitamos a área de processamento do vinho, com generosas doses de degustação. Continuamos nosso trajeto pelos 21 pontos, com uma parada na rua "Aristides Villanueva" para almoçar, foi difícil escolher uma diante tantas opções em uma única rua. Continuando o City Tour, é claro que as paradas dependem de gosto e tempo, mas eu diria que o "Cerro Gloria" vale a experiência. Terminamos o tour no final da tarde o qual o cansaço era tão grande que nossa única preocupação era comprar algo para o café, pois amanhã nosso próximo destino nos espera. Saímos cedo para pegar o primeiro ônibus para "San Rafael", para aproximadamente 3.5 horas de viagem. Como estávamos sem internet na noite anterior, não conseguimos avisar nosso anfitrião, logo chegamos e batemos com a cara na porta. Nossas opções eram falar com os vizinhos e tentar contactar o anfitrião, primeira casa nada, a segunda não conseguimos muito além de assustar o bebê e uma ligação que não completava. Como ainda não estávamos desesperados de fome e o local parecia seguro, resolvemos aguardar, mas menos de cinco minutos depois, a vizinha do bebê vem nos dizer que conseguiu o contato e ele estava chegando. Nosso anfitrião Gonzalo, chegou e já ofereceu uma carona até o mercado para nos prepararmos para o próximo assado. Comemos na companhia dos cachorros da casa, um coelho e o irmão mais novo, lavamos roupa, tomamos banho e saímos para conhecer a famosa avenida "Hipólito Yrigoyen". A rua possui alguns bares e sorveterias pelo lado Oeste da "Av. San Martin", ou lado direito caso sua referência de meridianos seja tão boa quanto a minha, ao lado esquerdo (Leste) já é avenida Mitre, onde ficam os estabelecimentos comerciais. Veja no mapa: Além de um parque gostoso de ficar, o recém construído "Parque Hipólito Yrigoyen", também tem umas lojas de vinho, bares um centro de informações bem estruturado o qual recebemos diversas informações, incluído sobre nosso passeio no dia seguinte. No dia seguinte antes da 7 da manhã já estávamos esperando o primeiro ônibus para "Valle Grande" que custou 436 pesos para duas pessoas, que era o lugar mais apropriado para visitar devido a infra-estrutura. Exploramos do Dique ao deserto, que aliás, diria para repensar sobre o conceito deserto, pois o mesmo pode oferecer experiências incríveis, foram muitas trocas de cenários (incluindo um submarino) e cada passo uma nova foto, lembrando que foram mais de 20.000 passos ~14km percorridos. Um aviso é para quem for em baixa temporada, levar o que comer, pois quase todos o local comerciais da suposta infraestrutura estavam fechados e os abertos não aceitavam cartão. Chegamos aproximadamente às 16 horas onde fomos almoçar e comprar os ingredientes para uma massa especial. E aqui uma outra dica para quem não costuma ler todas a regras da casa pelo aplicativo, é de perguntar para o anfitrião o que pode ou não pode fazer, pois descobrimos da pior forma que não podíamos utilizar a cozinha, logo guardamos os ingredientes e fomos comer fora. No final, tudo dá certo, pois encontramos o mesmo restaurante que comemos na capital Mendoza, o "Zitto", a franquia mantém o mesmo padrão de atendimento que preza a excelência e qualidade comprovados através do "Lomo" e uma "Salada de camarão". No dia seguinte estávamos pronto para pegar o primeiro ônibus, mas não havia mais vaga, logo aproveitamos o tempo para atualizar a leitura e pegar o próximo às 9 horas. Para experienciar todo o tipo de hospedagem, passamos a noite em um hotel com café da manhã e na manhã seguinte deixamos as coisa no hotel a aproveitamos a manhã de domingo para conhecer um pouco mais da maravilhosa Mendoza, desde um trecho da missa, apresentação de Jazz na rua enquanto acontecia a meia maratona, Memorial da Bandeira e por ai vai. Pronto para embarcar de volta para casa, serão dois dias de viagem pela frente, parece muito? Nahh, estou pronto para a próxima viagem. 🌎 E aqui segue os valores das passagens para duas pessoas para cada um dos destino que totalizaram R$ 2837 1 Saída Porto Alegre para o Chui (R$ 344,20) 2 ~ 4 Chuí Uruguai para Punta del Diablo (R$ 26,00) 5 ~ 6 De Punta del Diablo para Montevideo (R$ 167,00) Montevideo para Colônia del Sacramento (R$ 98,00) 7 ~ 10 Colônia del Sacramento para Buenos Aires (R$ 373,00) Buenos Aires para Córdova (R$ 216,00) 11 ~13 Córdova para Mendoza (R$ 228,00) 14 ~15 Mendoza para San Rafael (R$ 49,00) 16 San Rafael para Mendoza (R$ 49,00) Mendoza para Buenos Aires (R$ 332) 17 ~18 Retorno Buenos Aires para Porto Alegre (R$ 955,00) Na cotação do dia 2 de Abril de 2019 sendo: 1 Peso Uruguaio vale 0,12 Real Brasileiro 1 Peso Argentino vale 0,090 Real brasileiro
  8. Há tempos que eu maturava a ideia de conhecer Mendoza. Já estivemos em alguns cantos argentinos, Mendoza ainda não. Sabia que era terra do vinho e da alta montanha. E sabia também do espetáculo que é a estrada para Santiago do Chile. Daí comecei a bolar uma viagem que começasse por Mendoza e terminasse em Santiago, para justamente aproveitar o trajeto pela janela do ônibus. Tal roteiro cabia, portanto, no feriadão de 5 dias de Carnaval. Tentei isso no ano passado, mas não consegui promoção. Para este ano rolou. Viva! A Gol anda fazendo voos direto de São Paulo em alguns dias da semana, e, salvo engano, em temporadas específicas. Mas os horários não são muito convenientes, com voos no meio do dia. Pegamos uma ida de madrugada para Santiago, conectando para Mendoza pela manhã de sábado. E o voo de volta de Santiago de noite. Ideal para aproveitar ao máximo os dias. Fechada a logística, reservei a 3ª-feira para a viagem de busum para Santiago. Comprei antecipadamente as passagens, fomos na frente. Mas... tinha um raio de uma propaganda bem no vidro da frente, o que atrapalhava a visão frontal. De todo modo, a visão lateral, de onde quer que seja, é espetacular. Com a 3ª-feira bloqueada para a viagem, restaram dois dias cheios para Mendoza, mais duas partes – na chegada e na partida. Até considerei de fazer o tradicional passeio à Alta Montanha, mas logo desisti: era muito tempo de estrada, e na mesma estrada que percorreríamos na ida a Santiago. E tenho pra mim que o Parque do Aconcágua merece maior dedicação. Um dia espero voltar. Decidi então que os dois dias cheios seriam dedicados aos vinhos. Estamos muito bem habituados a incursões pelo Vale dos Vinhedos (e arredores), onde já degustamos alguns dos melhores vinhos do Brasil. É um ritual que muito nos agrada, de modo que a ideia era repetir em Mendoza. Um tanto perto da viagem (faltava pouco mais de um mês), fui buscar esquemas de transporte e descobri que tinha de reservar os locais, e com horários. Meio chato isso, mas imaginei que a demanda fosse grande. Em termos de logística, havia a opção de bicicleta (tour ou por conta própria), que a galera que foi comigo não iria topar. Havia o esquema guerreiro total, de busum. E havia o esquema patrão, com motorista dedicado e disponível para o dia inteiro. O esquema patrão ainda incluía a reserva nas vinícolas. Rapidamente achei o contato do Fernando Verá (+54 9 261 545 1540), recomendado por diversos outros brasileiros. Mandei msg para ele por whatsapp, e ele logo retornou me ligando, para saber melhor o que me interessava. Disse que preferia vinícolas menores, mais familiares, não famosas. Ele avisou que era alta temporada (juntava Carnaval, com brasileiros invadindo geral, com vindima). Pra dificultar ainda mais, nossos dias eram num domingo e numa 2ª-feira, dias em que algumas bodegas fechavam. Mas ele arrumou lugares ótimos para nós – nunca tinha ouvido falar de nenhum deles. E todos foram ótimos. Esquema-patrão é outra coisa! Em geral, os preços para esse esquema patrão são cerca de 130 USD por carro para as duas regiões mais próximas a Mendoza (Maipu, Lujan de Cuyo), e 160 USD se for para esticar para Valle de Uco, que fica mais afastada. São 3 degustações por dia, sendo a terceira já com almoço. Além do motorista, vc tem de pagar pelas degustações, diretamente às bodegas. Salvo engano, são ao menos 4 degustações. Dependendo do lugar, vc pode repetir, eventualmente recebe mais degustações do que o programa, etc. Escolados por diversas visitas ao Vale dos Vinhedos, eu bem que gostaria de redesenhar o formato, sobretudo cortando almoço e incluindo mais vinícolas. Mas aí eu teria que organizar logística e reservar bodegas, coisa que não fiz. Topei o esquema patrão completo. Depois de ajustar aceitar o roteiro proposto (pedi ao Fernando para retirar duas bodegas cujos vinhos eu já conhecia), recebi por whapp o roteiro com horários e preços. Muito bom! Nossa chegada a Mendoza já me proporcionou algo novo: viajar de dia. Estamos tão acostumados aos voos noturnos que até me esqueci de reservar assento na janela para observar os Andes no rápido trajeto aéreo entre Santiago e Mendoza. Mas pude ver o espetáculo ao longe, ao menos. O comandante sequer desliga o sinal de apertar os cintos, em função da permanente possibilidade de turbulência ao cruzar os Andes. Chegamos a Mendoza e logo pegamos um taxi (270 ARS, lembrando que esse valor rapidamente estará defasado em função da alta inflação argentina) para nosso albergue. Apenas deixamos as mochilas por lá e partimos para passear pela cidade. Ideia era andar um pouco e pegar o ônibus Vitivinícola, que percorre algumas vinícolas pela tarde. O céu estalava de azul. Fomos numa agência e não tinha mais ingresso para o Vitivinícola. Mas eles nos ofereceram um outro tour, de van, que tbm passaria por algumas vinícolas. Mais barato que o busão e já com o ingresso das degustações incluso. Pareceu ótimo negócio, e topamos. Sairia no começo da tarde. Fomos então fazer câmbio e forrar um pouco o estômago. Nosso tour começou pela vinícola Dante Robino. Lugar muito bonito. Mas achei os vinhos meio marromeno... Em seguida fomos na Don Arturo. Tbm achei tudo marromeno... Além de considerar que era pouco vinho para degustar. Fiquei com medo de aquele ser o padrão dos dias seguintes (mas na verdade era correspondente ao preço que estávamos pagando). Os vinhos tinham preços muito bons para quem quisesse comprar – não era nosso caso, queríamos apenas degustar mesmo. Dante Robino Um lugar muito bacana desse primeiro passeio foi a parada numa Olivícola, ou coisa parecida. Pasrai é o nome do lugar. Lugar de azeites. Uma bela e farta prova de sabores diversos. Galera saiu comprando azeites, que me pareceram muito bons (com a ressalva de que, se já mal conheço vinhos, imagine azeites). No fim ainda paramos numa vinícola especializada em vinhos doces, Florio. Azeites na Pasrai Vinhos doces na Florio Encerrado o tour, voltamos para nossa base. Ficamos bem perto da Avenida bacana da cidade, a Arístides. Com acento no primeiro i. É onde estão os bares e restaurantes, é onde rola o agito noturno da turistada. Muitas cervejarias artesanais, talvez para compensar os dias de vinho. Rodamos pela área e ainda demos a sorte de ter um evento naqueles dias, a Megadegustación. Várias bodegas traziam seus vinhos para que a galera experimentasse. Evento de rua mesmo. Não era grátis, claro, vc comprava uma cartela que dava direito a meia dúzia de provas. E ganhava uma taça. Tinha a degustação normal e a premium. Compramos a normal. Vinhos em geral marromeno, valia pela diversão e pelo evento, que era bem bacana. Tinha uma bodega que servia de graça, não marcava na cartela, então bati ponto por lá, ahahahah. O preço era de 350 ARS por 6 provas de 50ml cada. Ou 500 ARS por 4 provas premium, que, salvo engano, eram mais do que os 50 ml cada. Tinha algumas áreas para a galera sentar e relaxar, e recostamos numa delas. Um casal local puxou conversa e ficamos de papo por um tempo. Bacana ver que o evento não era para turistas somente. Jantamos muito bem (carne!) e depois voltamos. Era meia noite e o evento estava cheio. A Av. Arístides também cheia. Era sábado à noite! Mas fomos dormir. Dia seguinte encararíamos nossa empreitada vinícola. Domingo. Nosso motorista foi nos buscar no horário previsto. Primeira bodega a visitar foi a Benegas. Em todas elas tem a parte de contar a história do local, e na Benegas foi bacana. Provamos um suco do vinho ainda em fermentação, o que foi interessante. No fim do tour vem o que (nos) interessa, que é provar os vinhos. Tudo é feito com cerimônia e parcimônia, mesmo que vc não entenda muito de vinhos – como nós, que geralmente avaliamos de forma simplória: gostei, não gostei. E então eu finalmente tive aquela sensação de conforto: os vinhos eram muito bons! Estava com receio de que fossem meio nhé, tal qual os do dia anterior. Não eram, eram muito melhores. Chamada gama alta. Amem. A primeira visita atrasou um pouco, então chegamos atrasados na seguinte, que era longe. Levamos uma horinha até lá. A bodega agora era a Solocontigo, que ficava no meio de uma região bem árida, repleta de parreiras. Era uma construção moderna meio que isolada naquela área. Havia outras bodegas por lá tbm. Eu sei o seguinte: o lugar é muito bonito. Um jardim daqueles que vc quer passar uma tarde (um dia? uma temporada?) inteira, ainda mais depois de bebericar umas taças, e ainda mais com o céu azul que estalava novamente naquele dia. Nessa bodega já fomos direto para degustação. Um vinho melhor que o outro, um sommelier (ou guia?) que engrena uma conversa muito bacana (e que ainda nos trouxe extras!), aquele cenário, enfim, um momento de felicidade. Não tenho dúvidas de que o (bom) vinho, o álcool, influencia nessa avaliação. Dividimos a mesa com uma família brasileira de São Paulo que também conhecia os vinhos do Vale dos Vinhedos, o que permitiu uma rápida conversa entre supostos conhecedores de vinhos. Uma coisa que me angustiava era o sommelier jogando fora (restos de) vinho. Um pecador. Felizes da vida pelos bons momentos, e pelo vinho na veia e na cabeça, partimos para a terceira e última do dia. Com almoço. Outro lugar de visual estonteante, na Monteviejo. Primeiro curtimos o visual, depois fomos almoçar. No processo do almoço somos apresentados aos vinhos para degustar. A experiência é toda muito boa, mas eu preferiria experimentar os vinhos sem almoço. Minhas papilas (de?)gustativas são limitadas e têm as atenções divididas. Enfim, comemos bem, bebemos bem (e muito), e voltamos. Chapei na viagem de volta. Nesse dia demos um relax no albergue e depois fomos passear pela Arístides. Era domingo, último dia da Megadegustación, e lá fomos nós encarar mais provas de vinho, usando o restante da nossa cartela do dia anterior. Fomos dormir tarde novamente. 2af. Mesmo esquema do dia anterior, mas hoje em bodegas mais próximas. Primeira parada foi na RJ Viñedos. Desde que recebi o programa que fiquei na cabeça com essa coisa de RJ, que me remete imediatamente ao Rio de Janeiro. Mas no caso são as iniciais do patriarca da bodega, Raul Joffre. A bodega é pequena, familiar, bem do jeito que eu tinha pedido. Mesmo scrpit de outras, vc conhece a história e depois faz degustação. Nesse caso havia algumas opções de degustação, e todos escolhemos provar os malbecs. Foi ótimo. Nossa segunda bodega foi na Alandes, outra pequena e com um jardim muito aconchegante. Lá juntamos com um casal chileno com quem papeamos (eles passavam férias no Rio, mas desistiram nos últimos vários anos em função da perspectiva de guerra civil permanente que exportamos ao mundo). Novamente o script, agora com direito a prova do vinho ainda em ‘desenvolvimento’ no barril. E depois as provas, generosas eu diria. Um dos grandes baratos dessa coisa é deixar ser guiado pelo sommelier (guia?), em meio a conversas eventualmente de outros temas. Ótimo novamente, curtimos muito. A terceira do dia era a do almoço. Finca Agostino era o nome. Outro lugar belíssimo (um padrão da região). Salão de almoço estava mais cheio, e de alguma forma achei a experiência aqui melhor. O chef foi até nós se apresentar, comida muito saborosa, momento feliz (e consegui ao menos saborear os vinhos antes de comer!). A receita das degustações sucessivas e mais o almoço tem resultado direto: chapei na viagem de volta. Era coisa de meia hora, mas pareceu uma longa sesta para mim. Depois de um descanso no albergue, saímos novamente para passear pela Arístides. Fomos comer uma carne (sempre!) antes de dormir. Nesse dia não tinha mais a Megadegustación, fomos dormir mais cedo. Atividade na Arístides caiu bastante naquela 2ª-feira. 3af. Choveu bastante de noite, o que nos disseram ser incomum. Mendoza é tipicamente um lugar seco, inclusive com antigo e ainda utilizado sistema de irrigação que aproveita água das montanhas. Sem isso seria complicado para as bodegas. Amanheceu nublado e nossa programação para a manhã era passear pelo Parque San Martin. E assim fomos. O parque é bonito e grande, tem inclusive um mirante. Rodamos por lá, chuvinha chegou a cair fininha novamente. Depois de uma pausa para um café bem transado, partimos para a Rodoviária. Como falei, comprei com antecedência os tíquetes desse ônibus. Queria que fosse de dia, e queria ir na frente. Ideia era mesmo curtir o visual. Na rodoviária foi necessário fazer meio que um check in, afinal cruzaríamos fronteira. A viagem é mesmo um espetáculo. Logo em Potrerillos já tem um lago que é de cair o queixo. Melhor ainda foi ver o sol abrindo conforme avançávamos para o Chile. Vimos raros lugares com neve pelo caminho, por conta da temporada. Ao longo de boa parte do trajeto, trilhos de trem vão acompanhando (e eventualmente cruzando) a estrada. Estão abandonados, tal qual diversas (ou todas) as estações que vimos pelo caminho. Passamos por diversos túneis também. Vimos estações de esqui sem uso, teleféricos esperando pela nova temporada de inverno. A famosa Puente Inca, que faz parte do passeio da Alta Montanha, fica do lado esquerdo, mas não dá pra ver. Vimos cicloturistas fazendo o percurso – isso deve ser sensacional. Sobre lados, eu diria que no começo o lado direito é mais privilegiado. Depois muda para o esquerdo, se não me engano após Uspallata. De maneira que qq lado é bom. Num determinado momento, logo após a entrada no Chile, há uma longa sequencia de curvas que proporciona democraticamente um visual sensacional para ambos os lados. Lembrou muito a descida da Serra do Rio do Rastro (SC), outra estrada de beleza ímpar. Trata-se da famosa estrada de Los Caracoles. O ônibus era confortável, semi-leito (mas eu mal reclinei a cadeira). Servem um sanduba, café, suco e biscoitos. Infelizmente tem TV com filme e som. Coloquei um headphone como antídoto e melhorou. Carregadores USB não funcionavam. A aduana chilena é um ponto sacal da viagem. Não tivemos registro de saída da Argentina (ao menos não tive carimbo de saída), e a parte de imigração no Chile é tranquila. Mas a parte de aduana, PQP, segue a mesma de sempre. Já cruzei fronteira para o Chile em outras ocasiões (Torres del Paine, e voltando de Uyuni), e foi sempre um processo demorado e chato. Continua assim. Levou cerca de uma hora para vencer essa etapa. Chegamos a Santiago de noite, quase 21hs. Tínhamos partido de Mendoza às 13hs. Pegamos o metrô para nosso albergue na Bellavista, largamos as mochilas e fomos curtir a noite na região. 4af. Ficamos flanando pela cidade, revendo lugares onde já estivemos outras vezes, e conhecendo outros tantos. De tarde batemos ponto no sempre excelente Boulevard Lavaud antes de seguir para o aeroporto e encerrar a viagem. Mais um feriadão explorando algum canto do planeta! Dicas gerais de Mendoza: - Como em qq outro canto que conheço da Argentina, aproveite as happy hours! Os preços das cervejas caem bem, geralmente pela metade ou uns 40%. - Se eu voltar, ficarei novamente nos arredores da Av. Arístides, que é onde rola o agito noturno. Além de ser uma parte muito charmosa da cidade. - Em geral achei os preços mais baratos em Mendoza do que eu outros cantos argentinos, sobretudo Buenos Aires. Mas pode ser a corrosão da inflação também. - Não se engane: vinhos de alta qualidade (alta gama) terão preços correspondentes. O tour baratinho que percorre x vinícolas e que tem preço das entradas incluso vai ter vinhos mais guerreiros. - As degustações de vinhos, acho que em qq canto do mundo, partem geralmente do mais leve para o mais forte. - Preços variam conforme bodega e conforme programa. Eventualmente vc tem degustação simples, degustação somente de malbecs, degustação premium, etc. E cada uma tem um valor; você escolhe. A do almoço é preço fixo, e nos dois casos foi meio que bebida liberada (mas vc não dá conta, vai por mim). - Li isso em vários lugares e duvidei, mas agora atesto: depois do almoço vc não quer mais saber de vinho. - Faça o que eu digo, não faça o que eu faço: vc não precisa beber tudo nas degustações. Mas eu bebia. Era bom demais. - Para todas as dicas ref vnhos acima, levem em consideração o seguinte: não somos enochatos, queremos apenas diversão e bons momentos, somos fáceis de se conquistar (mas se o padrão de Mendoza fosse as bodegas do primeiro dia, seria decepcionante pra mim).
  9. Olá Farei uma viagem em julho/2019 por alguns lugares na América do Sul e gostaria de algumas dicas, sobre locais a visitar, transporte, estadia, etc. Viajarei de São Paulo no dia 30 de junho e chegarei em Buenos Aires as 2h do dia 1/7. Será uma viagem de 20 dias, sendo meu maior foco em Santiago, Chile. Passaremos também por Mendoza, Colônia do Sacramento e Montevidéu. O roteiro é mais ou menos o seguinte: 1 a 4/7 - Buenos Aires (saindo para Mendoza pela manhã) 4 e 5/7 - Mendoza (passagem e passeio local) 5 a 12/7 - Santiago 12/7 - saída de Santiago com destino a Colônia do Sacramento ou Montevidéu, porém, pensamos em ir até Mendoza e de Mendoza a Buenos Aires para então, ir ao Ururguai. 13 a 16/7 - Colônia do Sacramento 16 a 20/7 - Montevidéu 20/7 - São Paulo (Qual seria a melhor opção de valor? Ir até Buenos Aires e depois São Paulo? ou direto de Montevideo para São Paulo?) Se puderem me ajudar, serei muito grata. Grande beijo a todos. Mônica
  10. Olá, Já tinha ouvido relatos sobre a antiga estrada que ligava Mendoza(Argentina) ao Chile. Hoje a travessia é realizada pela Ruta 7. Eu, minha esposa e nossa filha embarcamos nessa aventura, partimos de Blumenau-SC até Mendoza-Argentina, foram percorridos no total 5490km (ida e volta). Partimos dia 23/12/18 pela manhã e chegamos a Mendoza dia 25/12/18 fim da tarde. Pesquisei bastante sobre procedimentos para este tipo de viagem, como kit primeiros socorros, cambão, carta verde, e outros mais. Primeira parte da viagem foi de Blumenau até São Borja (ficamos na hospedagem dos imigrantes) no outro dia fomos até a pequena cidade de Saturnino m Laspiur(ficamos na hospedaje Quique) e no terceiro dia chegamos a Mendoza. No dia 26 largamos o carro no estacionamento e caminhamos o dia todo pela cidade, que é bem movimentada mas tranquilo de caminhar, principalmente na Peatonal Sarmiento, um calçadão bem movimentado e com muitos restaurantes e cervejarias ótimas...e claro ótimas sorveterias. No dia 27 fomos de carro pela ruta 52 até a reserva natural Villavicencio, e dessa parte em diante fui de bike, minha esposa e filha acompanharam no carro. Foram 27km de subida, chegando a 3.000metros do nível do mar, e o pedal continuou até a cidade de Uspallata, totalizando 57km. O percurso é maravilhoso, paisagens fantásticas, muitos Guanacos...e não vimos o tal temido Puma. Não senti diferença de altitude, mas minha filha e esposa sentiram um pouco de tontura, e claro uma diferença de temperatura. O lugar é "hermoso" sem palavras para descrever tamanha beleza. De Uspallata fomos de carro até Las Cuevas, cidade fronteira com o Chile, o caminho é ótimo e sempre subindo. Um visual lindo demais, cercado de montanhas que ainda tinha muito gelo no topo. Ficamos no hostel Portezuelo Del Viento, um lugar muito aconchegante e um atendimento primoroso pelo (Juan Pablo). A noite faz muito frio, mesmo em pleno verão(deve ter chegado bem próximo de 0 graus) mas o hostel tem ótimos aquecedores. Pela manhã seguinte fizemos a épica subida ao Cristo Redentor de Los Andes, a 4.000 de altitude, fazendo divisa com o Chile. Subimos primeiro de carro, passando por várias encostas com gelo. Após voltar ao hostel, peguei a bike(mtb) e subi o morro, um sonho de muito tempo, são 9,5km de subida ingrime, com direito a muito vento e claro um pouco de dificuldade de respirar. Voltamos pela ruta 7 até Mendoza, a paisagem é magnifica! Paramos rapidamente em Potrerillos, um dique artificial com águas das geleiras. Ficamos mais 03 dias em Mendoza, conhecendo as lindas praças, mercado público, restaurantes, sorveterias, bodega Renacer... Ainda fiz mais um pedal para o cerro Arco, que é aos redores de Mendoza. Tem um mirante maravilhoso no alto dessa montanha. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que vão fazer caminha e treino nesse local. Os argentinos fazem muito treeking, aproveitando as montanhas ao redor. Foi uma viagem muito louca, ousada e tremendamente divertida e prazerosa.
  11. Olá, pessoal. Eu e minha esposa iremos ao Chile em setembro/2018. Apesar de eu já ter ido, fiz um roteiro diferente do que queremos fazer agora. Sendo assim, gostaríamos de ajuda de vocês para montarmos o itinerário mais adequado. Sairemos de Fortaleza no dia 16 de Setembro e chegaremos em Santiago às 18:10 do mesmo dia. Aí começam nossas dúvidas. Chegaremos justamente nas Fiestas Pátrias chilenas. Queremos conhecer essas festas, mas sabemos que muitos locais não abrem. Os lugares turísticos são afetados, como Plaza de Armas, museus, Palácio de La Moneda? Estamos pensando em fazer o seguinte percurso: Dia 16) Fortaleza - Santiago Dia 19) Santiago - Mendonza, ARG (por a passagem de avião ser mais barata) Dia 20) Mendonza - Bariloche (avião) Dia 23) Bariloche - Puerto Varas (melhor fazer o Cruce Andino ou viajar de ônibus e deixar pra fazer os passeios de barco em Puerto Varas?) Dia 26) Puerto Montt - Valdívia - Pucon Dia 29 tarde) Volta pra Santiago (ônibus) Dia 30) Santiago - Fortaleza Não separamos dias específicos pra cada lugar. Queremos curtir o ambiente e decidir se vale a pena ficar mais ou menos dias. Como iremos em Setembro e vai ser fim de inverno, sabem dizer se dá pra esquiar em Valle Nevado, fazer trilha na Cordilheira dos Andes, ir em Cajón Del Maipo? Indicam alguma vinícola mais rústica e/ou tenha viagem de trem? Desde já, agradecemos as respostas!!!
  12. Pois então galera, depois de uma boa estudada aqui no fórum e na internet, partimos... Irei detalhar os valores no final, anotei boa parte dos gastos. Nossa viagem se iniciou com um pouco de antecedência, as passagens foram previamente compradas, éramos 3. Fizemos câmbio aqui no RJ e levamos uma quantia em dólar, peso argentino e real. Por sinal, valor muito ruim, mas por questão de segurança, resolvemos dessa forma. (Dólar 1 = R$3,33 / Peso – R$1,00 = 4,17) A data da partida foi dia 05/02/18, à noite, GALEÃO (RJ). Logo no vôo o primeiro teste, a aeromoça já aplicou um espanhol, respiramos fundo e respondemos aquele portunhol padrão rsss. Chegamos em solos Hermanos rápido, fomos pela Latam, tudo ok. Na imigração, tudo tranquilo. Atendente só me perguntou onde eu ficaria. Antes de viajar, já havia entrado em contato com um transfer que tem uma cabine no próprio aeroporto de nome “Taxi Ezeiza”, e lá estava meu nome em um papel, cheguei e falei meu portunhol com o rapaz e nos entendemos, paguei e fui, vale muito a pena. No dia havíamos chego as 23:00, então imagina a comodidade de logo resolver essa questão que tanto dá dor de cabeça. Preço fixo, atendimento cordial, partimos rumo ao hotel. No trajeto para o hotel aquele encantamento bobo de navegante de primeira viagem rssss... tudo muito maneiro, até outdoor de hambúrguer, roupas, água... Chegamos no hotel, ele fica bem no centro, mais precisamente calle Parana 720, havíamos reservado pelo booking, Mayflower suítes. A primeira impressão da rua a noite foi meio sombrio, mas nada que uns dois dias no local não nos adequemos. Entramos, visual bacana na entrada, falamos com o atendente, após uma breve surra para entender o espanhol na prática, que os filmes e duolingos não te ensinam, tudo se acertou, já paguei na hora toda a estadia, parte em peso e o complemento em dólar (Olha a importância de levar uma quantia de ambos, obrigado aos que me informaram sobre tal atitude, pois os nossos cartões não estavam passando). O rapaz entregou o cartão-chave, foram dois quartos. Hotel com elevador, ficamos com um quarto no segundo andar e um no terceiro andar. Sistema bacana de entrada do quarto através de cartão, mas só isso mesmo... Entramos, BUUH, sabe esses filmes de terror?! Creio que já filmaram alguma passagem naquele quarto! Cama grande, macia, mas e a coberta.. É no mínimo de 1950, antiga mesmo. Fui ao banheiro, cade o box? Rssss. Não tem, o chuveiro na parede joga água pra frente e a pessoa fica dentro de uma banheira, se quiser molhar a cabeça, trate de se abaixar em direção a saída de água.Voltei ao quarto para encarar a primeira noite de sono, até porque precisava repor a energia, pois o próximo dia prometia. Passei perrengue pra dormir, o ar começou a chover, tínhamos uma cachoeira no quarto, isso na primeira noite, BINGO! Desci pra falar com o atendente e ele disse que só no dia posterior, (Como assim parceiro ?!)... Nessa novela, tentamos durmir, caramba... no meio da noite minha esposa acorda e sente um bicho na cama, era um parente de mosca, ou sei lá o que, pensa no estresse, durmimos. Dia 6/fev/2018 Curtimos um café logo em nossa esquina, e partimos para a caminhada. Primeiro, Obelisco. Logo em seguida procuramos o ponto de partida do ônibus turístico, bem próximo. Vale a pena, pois exploramos os locais mais distantes de nosso hotel com ele. A loja para comprar o bilhete fica ao lado de onde ele pára, ganhamos o mapa e um fone, no ônibus tem o local para o fone e tem a opção do idioma português 😉. Próxima parada LA BOMBONERA! A todos que curtem o futebol, é um local indispensável! Eles valorizam e muito a história do clube. Fizemos o Tour no estádio e museu, TOP! Na saída almoçamos em uma “birosca”, como conhecemos aqui no RJ. Local bem simples, mas com uma parilla show de bola bem na rua de frente a saída. De volta ao ônibus, partiu. Próxima parada, Bosques de Palermo, e nele o Paseo el Rosedal. Devido ao horário, tanto o Jardim Japonês, quanto o Planetário Galileu Galilei estavam fechados, por conta disso, ambos ficaram para outro dia. Dia 7/fev/2018 A parte da manhã toda ficou por conta de burocracia bancária. MUITO IMPORTANTE!!! Tenha o contato de alguém do Brasil que possa resolver algo para você caso necessite entrar em contato com o banco, no nosso caso tivemos a sorte e ajuda de uma amiga, graças a Deus. O cartão não estava passando em nenhuma máquina, após o procedimento, começou a funcionar. Como planejávamos ir a Mendoza no dia seguinte, fomos a rodoviária comprar as passagens. Retiro é o nome do lugar. Passamos pela estação de trem, muito bonito por dentro, por fora ? Horrível, feio... Entre a estação de trem e a de ônibus, tem uma favela. Muitos trabalhadores transitando, parecendo o centro do RJ com relação a quantidade de pessoas, mas também muitos mendigos, infelizmente um lugar mal conservado. Já dentro da rodoviária, que por sinal, mal cuidada também, identificamos o guichê e compramos a passagem, placa da Andesmar (Muito indicada aqui no fórum), mas fizemos a viagem com ônibus da empresa El Rápido. Passagens compradas, partimos rumo ao Museu Nacional de Belas Artes, mas antes disso, tenho que destacar um restaurante maravilhoso no qual almoçamos de nome “LIBER RESTO-BAR (Av. Del Libertador 690 – Esquina Libertad). Almoço, ARS270, Escalopinho, mix de saladas e batatas fritas, incluso guaraná, vinho ou cerveja e café após. O Museu Nacional de Belas Artes, imponente, com uma imensidão de obras de artes, muito válido e de graça... rssss Descanso, e cerveza por la noche, cerveza y cerveza rsssss. Conhecemos um barzinho bem alternativo, cerveja artesanal (Oohh maravilha...), um bom blues ao fundo, irado. Chegando no hotel, “cadê a bolsa mulher ?” BUHHH, deixamos no bar. Voltando lá, a atendente havia guardado, ponto positivo pros Hermanos e pro bar. Chega por hoje! 08/fev/2018 Acordamos com um protesto de trabalhadores na rua! Tomamos um café no IBÉRICO, top! E partimos pra Mendoza... 09/fev/2018 Chegamos por volta de 09/10:00hrs. Ficamos no Hostel Estacion Mendoza, gostamos muito e recomendamos. Os atendentes show de bola, inclusive tinha uma brasileira trabalhando por lá. Teve no próprio hostel, rateio para eles fazerem um churrasco (Pensa numa maravilha…) em outro dia rolou Choripan (TOP!!!). Viagem muito cansativa, mas o importante é que chegamos com saúde. Demos uma respirada no ar de Mendoza, almoçamos e partimos para fazer o reconhecimento da área. Passamos pela Plaza España, tem alguns monumentos. Parque General San Martín, gigante, não conseguimos visitá-lo por inteiro. Plaza Independência, muito bonita e com um chafariz maneiro. Museu de Ciências Naturais e Antropológicas “Juan Cornelio Moyano”, muitos animais em exposição, vale a pena! 10/fev/2018 Partimos nesse dia para conhecer a parte cívica da cidade. Passamos por todos os prédios governamentais que ficam próximos um do outro, Imponentes! E o melhor ainda estava por vir, fomos para a excursão do Vinho… INESQUECÍVEL! Saímos às 14:00hrs e voltamos 20hrs. Passamos por 3 vinícolas e uma fábrica de azeite. Bodega DOMICIANO, essa parece ser bem industrial, grande. No meio das bodegas fomos a fábrica de azeite e derivados, de nome PASRAI, rolou degustação de azeite e compras. A segunda não me recordo o nome, apesar de bem restritiva com relação a registros, degustação, no geral foi boa. Por último, passamos na FLORIO, fechou com chave de ouro. A atendente muuito simpática, nota 1000 além de que teve muita degustação, sai tonteado de lá rsrsrs. Em todos os locais tiveram degustações e muita explicação tanto das frutas utilizadas, como processos e os locais de armazenamento, uma experiência incrível, principalmente pra quem curte degustar um bom vinho. Voltamos ao hostel bem alegres por sinal, recomendadíssimo esse passeio! 11/fev/2018 Nesse dia fomos a excursão ALTA MONTANHA. Simplesmente IMPERDÍVEL, NÃO DEIXE DE IR!!! Seguimos a indicação de nosso hostel e compramos com eles mesmo o passeio. A equipe nos buscou lá e foram nota 1000 (Transporte ALEO), só não me recordo o nome do motorista e guia, mas eles são muito bons!!! No trajeto, aconteceu um problema na RUTA e ficamos um bom tempo parada na pista, mas logo seguimos. Passamos por diversos povoados. Almoçamos em um restaurante muito rústico, só o bife de chorizo devia ter uns 700grs, sem brincadeira rsrsrsrs… A estrada para chegar até o Cristo Redentor, na divisa entre Argentina e Chile na Cordilheira dos Andes, tem muito zigue-zague, doidera… Ao chegar lá em cima, muito vento e pressão, pensei que fosse estourar meus ouvidos por alguns momentos. Mas, muito lindo. Tivemos a felicidade de ver neve em algumas montanhas “próximas”. Na volta, passamos pela Puente del Inca. A história é muito maneira e o lugar é MÁGICO! Não posso deixar de frizar novamente a recepção e todo auxílio dado pelo guia, super gente fina, de fato conhece aquela região, e explicou tudo em inglês e espanhol, que por sinal, estava tranquilo de entender para quem não tem fluência (EU). 12/fev/2018 Ficamos por conta da cidade, conhecendo sem roteiro. 13/fev/2018 Dia de voltar a Buenos Aires. 14/fev/2018 Chegada em Buenos Aires. Saímos de taxi, até o “America Del Sur Hostel Buenos Aires”. Não tivemos problema algum, mas de qualquer forma, fui acompanhando com o gps. O Hostel fica localizado em ruas sombrias, principalmente a noite. Mas nada que atrapalhe muito. Ele em si, é um prédio, muito bonito e limpo. A área de socialização é no térreo, onde tem um espaço a céu aberto, e uma cozinha. Os quartos são impecáveis. 15/fev/2018 Conhecemos o Jardím Japonês, muito bonito. Passamos pelo Planetário Galileu Galilei, mas nao nos interessamos em pagar e ver as exposições. MALBA, com suas belas exposições! Floralis Genérica; Museu Nacional de Arte Decorativo; Jardim Botânico Carlos Thays; 16/fev/2018 Bioparque Temaiken, simplesmente SENSACIONAL!!! Muitos animais, parque bem organizado, lindo mesmo… Pegamos ônibus na Plaza Italia e soltamos “próximo”. Caminhamos por volta de 10minutos. Passeio pra curtir o dia todo, chegamos cansadíssimos ao hostel, muito bacana ! 17/fev/2018 Casa Rosada, agendamos quando já estávamos na Argentina. A visita é bem esclarecedora, os funcionários bastante atenciosos, recomenda a visita ! Museu da Casa Rosada, fica ao lado, vale a pena conferir também. Museu Fragata Sarmiento. Na região próximo a Fragata, tem muitos restaurante. Almoçamos em um, que infelizmente não me recordo o nome, onde se paga um valor fixo o come até não aguentar mais, o garçom explicou que lá funciona da seguinte forma, você come, deixa o prato usado na mesa e prepara outro, acabou?! Pega outro, come, e vai até encher rsrsrs, TOP! A noite fomos conhecer a boemia. Passamos por um barzinho de cervejas artesanais bem na esquina do hostel (America del Sur), e partimos pra frente da boate CLUB MUSEUM. É balada popular, cerveja ruim, pior do que Itaipava e cara. 18/fev/2018 Feira de San Telmo. Muitos itens artesanais e principalmente coisas antigas, não vi nada de interessante, mas vale a pena o passeio. 19/fev/2018 Ficamos de molho, sem compromisso. 20/fev/2018 A volta... *** OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: - Nos dias finais, quando já estava em Buenos Aires, meu olho direito começou a coçar, ficar vermelho e por vezes remelar. Não sei ao certo se era conjuntivite, ou devido ao clima seco. Comprei colírio por lá e parecia que estava jogando pimenta no olho, só melhorou 2 dias após chegar em casa. - Utilizamos muito o metrô, grande abrangência pela cidade de BA. - Cartão SUBE, tem muitos lugares para fazer recarga, assim como recarga de celular também. - Utilizamos a operadora CLARO, pegamos pacote de internet e foi válido. ABAIXO, SERÃO DESCRITOS ALGUNS GASTOS: *** LEMBRANDO QUE OS CUSTOS SÃO PARA 3 PESSOAS*** PASSAGENS AÉREAS: Rio de Janeiro x Buenos Aires R$3.203,01 CÂMBIO no Rio de Janeiro: Dólar 1 = R$3,33 (Trocamos R$999,61) / Peso – R$1,00 = 4,17 (Trocamos R$1.000,08) COTAÇÃO p/ SAQUE – BANCO SANTANDER: R$1 = ARS5,65 (Com as taxas inclusas) TRANSFER (TaxiEzeiza): ARS780,00 HOTEL MAYFLOWER -> *2 QUARTOS* (05 à 08/fev/2018) ARS4581 (ARS631 + US$200 – Cotação Hotel “US$1 = ARS19,75”) JANTA NO MAYFLOWER p/3 ARS910 (Menu executivo, suco e vinho) OBELISCO (0800) ÔNIBUS TURÍSTICO ARS670,00 (3 Tickets de 24hrs) LA BOMBONERA - MUSEU + ESTÁDIO TOUR p/3 AR$780 ALMOÇO DO LADO DE FORA “LA BOMBONERA” p/3 AR$450 (Parrilla, lá dizia que era pra dois, mas comemos em 3 tranquilos) ÔNIBUS B.A x MENDOZA ARS 4.052,20 (3 Passagens) HOSTEL ESTACION MENDOZA -> *2 QUARTOS* (09 à 13/fev/2018) AR$7.520 ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$800 (Bife de chorizo com salada ou fritas, vinho ou refrigerante e sobremesa) ALMOÇO MENDOZA p/3 AR$907 (Bife de chorizo, suco e sobremesa) EXCURSÃO DO VINHO “MAIPÚ” p/3 ARS1.560 EXCURSÃO ALTA MONTANHA P/3 ARS2.970 ÔNIBUS MENDOZA x BA p/3 ARS5065,50 HOSTEL AMERICA DEL SUR BUENOS AIRES p/3 1 quarto - 2 beliches (14/fev à 20/fev) US$248 JARDIM JAPONÊS P/3 AR$360 ALMOÇO BIOPARQUE TEMAIKEN P/3 AR$615 (Peito de frango frito com batata frita ou salada e refrigerante) Apesar de não ter 100% dos gastos detalhados, apurei que por pessoa, foi gasto R$5.250. Lembrando que os gastos são desde a saída de casa até a volta pra casa novamente, tudo incluso. Observa-se que foi uma viagem bem “folgada”, não passamos aperto, apesar de no penúltimo e último dia, termos que reduzir bem os gastos diários, inclusive com alimentação, porém em TODOS os outros dias comemos MUITO BEM, a culinária hermana é TOP, um bife de chorizo que maltrata quem gosta de uma boa carne, sem contar os outros pratos de carne, assim como o bom e velho vinho para acompanhar as refeições. Grande parte dos passeios em Buenos Aires foram gratuitos, mas os que foram pagos, em sua grande maioria eram valores simbólicos, se assim podemos dizer, e todos bem válidos. Já em Mendoza, os dois passeios que fizemos foram pagos, até por questões lógicas, já que nos foi ofertado o transporte e guia. A Alimentação no geral não achei cara, os pratos são bem objetivos, carne e salada ou batata frita. Normalmente vem um valor fechado para entrada, prato principal e bebida, vez ou outra sobremesa, um exemplo seria, pão de entrada, bife de chorizo com salada e vinho. O conhecido CAFÉ, não podemos deixar de falar. Tem por toda parte e lugar em BA. Paramos em vários e gostamos de todos. Desde os mais sofisticados, com seus funcionários muito atenciosos, respeitosos. Até os mais “caseiros”, com seu atendentes fazendo você se sentir um local, atendimento olho no olho, super válido. No mais é isso galera, caso eu venha lembrar algum fato ou até observar algum erro, vou comentar e/ou corrigir. Caso tenham alguma dúvida, podem falar que assim como fui muito ajudado pelo fórum, estou disposto a ajudar também. Grande abraço família e até a próxima.
  13. Este não é um roteiro pronto, mas acho que aqui ainda é o melhor lugar para postar. Por favor, me avisem se me enganei. Vamos de carro próprio (Ecosport 4x2) e pretendo evitar tours quando possível. Teremos 8-9 dias na região em outubro, antes de descer até Santiago onde ficaremos uns 4 dias antes de retornar. Nesta região o objetivo é fazer os passeios de SPA e Uyuni, porém um tour de 3 noites até Uyuni talvez complique o roteiro. Por isso pensei em roteiro alternativos: Uyuni de carro próprio: Entrar na Bolívia pela Argentina por la Quiaca?! Conhecer um pouco do Salar e no dia seguinte descer SPA passando por Laguna Colorada, Sol de la Mañana, etc. Como é a estrada (701) de Uyuni até SPA? E da fronteira até Uyuni? É preciso/possível reservar hospedagens neste trajeto? Partindo da vila de Uyuni, é possível fazer um tour de um dia apenas até a Isla del Pescado? Não pretendo colocar meu carro lá devido ao que que li. Ou curtir só o que der pra entrar a pé no salar? Acho que com este trajeto teremos mais folga nos passeios. Mas só acho… O que tenho que me preocupar nestes trajetos? Horários, imigração? É viável fazer este caminho? Bem roots! Se formos à Uyuni partindo de SPA com um tour fechado, então abre outras possibilidades: Entrar no Chile pela Argentina por Paso Jama e visitar Monjes de la Pacana (sem ir até Salar de Tara) ou em SPA pegar um tour incluindo Tara? Entrar via Paso Sico e visitar neste trecho Piedras Rojas, as lagunas altiplanicas e o salar Este trajeto fica mais flexível porém talvez fique apertado. É o que vejo o pessoal mais comentando (Paso Jama) Definindo por onde começar a viagem, o resto já vai ficando mais fácil Depois volto com outras dúvidas sobre os destinos/passeios também! Obrigado a todos que puderem contribuir.
  14. Minha esposa e eu tinhamos vontade de conhecer a patagonia, porém as férias dela seriam em Julho, inverno na América do sul. Pesquisando vimos várias coisas desmotivadoras sobre ir no inverno para a patagonia, mas algumas fotos nos convenceram e fomos com a cara e a coragem. 11/07 Sairiamos de Brasília com destino a El Calafate, o voo fez conexão em Guarulhos e em Buenos Aires, chegamos em Buenos aires 02 da manhã do dia 12 e nosso voo pra El Calafate sairia as 11 da manhã. Reservamos um hotel bem no centro pra que pudessemos cambiar cedo pela manhã na Calle Florida. Em Brasília não conseguimos cambiar nada de pesos argentinos e no aeroporto de Guarulhos as casas de câmbio cobram uma taxa de 50 reais pra trocar qualquer valor, fora o IOF. Resolvi tentar trocar no aeroporto de Buenos Aires ou achar um transporte que aceite reais. Acabou que uma das agências de Remis aceitava pagamento em reais, a corrida para o hotel ficou 75 reais (meio caro mas de madrugada e pensando bem eu ia olhar 50 reais só de taxa de câmbio em GRU hehehe). Hotel Vista Sol Buenos Aires: Chegando ao hotel tínhamos que pagar na entrada, mas ainda não tínhamos pesos. Tivemos que pagar no cartão de crédito, o que acabou sendo uma vantagem, pois nos tirou um imposto de 20% para hospedagem de estrangeiros. O hotel é bom e muuuuuito bem localizado. 12/07 Dormimos umas 4 horinhas e acordamos 07 e 30 pra irmos tomar café, cambiar, comprar um chip e um adaptador de tomada (argentina tem um padrão todo zuado). Tomamos café no próprio hotel, café OK. Quando saímos foi para encarar um dia feio com aquela chuva fininha bem chata e o pior: Aquele horário ainda estava tudo fechado. Continuamos andando pela Calle Florida quando vimos um homem anunciando "Cambio". Como já tinha lido sobre cambio paralelo não fiquei com muito pé atrás, perguntei a cotação e batia com o valor que olhei ainda no Brasil, 4.70. Fomos a uma lojinha, acho que meio de fachada, fui bem atendido, fizemos a transação e sai em busca do chip e do adaptador, depois voltamos ao hotel. Chegamos no hotel 10h, nosso voo era 11 e 50. Ligamos para a recepção pedindo um taxi e nos informaram que os taxis estavam demorando 50 minutos por conta da chuva, treta. Tentei usar o Uber, mas dava erro de conexão. Tentei o easy taxi e deu certo, ou parecia... 2 motoristas que aceitaram, Cancelaram a corrida alguns minutos depois. nisso já era 10 e 40, resolvemos encarar a rua com mala e tudo pra achar um taxi quando demos 2 passos parou um, uffa. Partiu aeroporto. Aeroparque Jorge Newbery, bom mas o ruim é que pra embarcar tem que pegar aquelas vans até a aeronave. O voo estava super cheio e por conta desse vai e vem das vans atrasou. Pegamos uma van da empresa VES, ela deixou cada passageiro no seu hotel. Custou 160 pesos. El Calafate hostel: O Recepcionista Patricio foi muito gentil e solicito. O quarto que alugamos é confortável e muito bem aquecido, inclusive o piso. Depois do checkin fomos procurar um lugar para comer. Muitos estavam fechados, acredito por ser inverno. Encontramos uma pizzaria, a pizza era ok mas o preço erq bem salgado (pizza grande com 2 bebidas deu 120 reais) Voltamos para o hotel, fechamos os passeios Perito Moreno para o dia seguinte e rios de hielo para o dia depois. 13/07 Saindo para o passeio perito moreno às 09 horas percebemos que o sol ainda não havia nascido e estava nevando. A van nos pegou pontualmente 09 e 30 e percorremos cerca de 80 km, rumo ao glaciar. Um frio tremendo e neve nos esperava mas valeu apena. Na primeira quebra de gelo ouvimos um barulho como de um trovão, realmente impressionante. Andamos nas passarelas por cerca de duas hora e voltamos para um restaurante que tem no início, tomamos um chocolate quente e esperamos a van para voltar para el calafate. Dicas: - O restaurante é caro e meio fraco, leve lanche! - É frio mas com as roupas apropriadas dá para aguentar tranquilamente. - Não fizemos o safari náutico e não nos arrependemos. O barco para muito longe do glaciar e é amontoado de gente. Voltamos ao hotel e pedimos ao Patricio para ligar para a rodoviaria e perguntar sobre os ônibus para puerto natales. Ele disse que não havia ônibus para puerto natales nesta temporada de inverno!!! Balde de agua fria, saímos para almoçar/jantar e depois passamos em algumas lojas de passeios, nenhuma oferecia torres del paine. Decidimos ir caminhando até a secretaria de turismo e a informação que nos deram foi a mesma. Andamos mais um pouco até a rodoviaria e falaram que a única opção seria pegar um ônibus até rio gallegos, de rio gallegos outro ônibus para punta arenas, e depois outro para puerto natales. Com isso perderiamos 2 dias, teriamos que arranjar um lugar para dormir em punta arenas... complicou. Olhamos passagens de avião de el calafate para ushuaia e percebemos que ficaria mais barato que a peregrinação para torres del paine. Resolvemos mudar nosso plano e deixar torres del paine para outra ocasião 14/07 A van do passeio de rios de hielo nos apanhou 08 e 30. Nos deixou no porto de punta banderas onde pagamos a entrada do parque e subimos a bordo do barco. O barco é bem confortável, tentem ser os primeiros a entrar para conseguir lugar na janela! Primeiramente o barco para na geleira upsala, para MUITO longe. Só da pra ver algo parecido com geleira no horizonte, fica a 5 km de distância, mas tem os icebergs que são bem legais. Depois o barco segue ao glaciar spegazzini, chega beeeem perto, muito legal. O barco cheio dificulta as fotos mas com paciência consegue algumas com angulo bom. Dicas: Leve lanche! Tudo que vende no barco é muito caro. A ida e a volta demoram umas 3 horas no barco, fica um pouco cansativo. É bom algo para entreter. Fora do barco é muito frio e venta bastante, quando o barco para alivia um pouco. Roupas apropriadas! Opinião geral: Achei meio turistão, curti mais as passarelas mas acredito que quem va para el calafate deve fazer ambos. Chegando do passeio queriamos ir ao bar de gelo e museu glaciarium, antes comemos empanada com chocolate quente e fomos esperar a van que leva gratuitamente ao local, um pouco afastado da cidade, no meio do nada. A van passa de hora em hora. Quando a van chegou o motorista nos informou 2 coisas chatas: A primeira era que o bar de gelo estava fechado para reforma e a segunda era que o museu fecharia em 40 minutos, ou seja,teriamos poucos minutos para a visitação. Resolvemos ir no dia seguinte, depois da estação ski. Fomos então na agência reservar o passeio para a estação de ski e outra surpresa: Não havia neve. Não nos restava fazer nada se não deixar o dia seguinte livre. Dia 15/07 Acordamos mais tarde, depois fomos cambiar e fechamos o passeio para el chaten para o dia seguinte. Por indicação de um casal de brasileiros que conhecemos fechamos na Criollos, pagamos em real e conseguimos uma boa cotação. Já no câmbio pra pesos nem tanto, trocamos em um restaurante chamado casemiro, melhor cotação que achamos. Comemos um churros com chocolate quente até dar a hora da van do glaciarium. Chegando lá... que decepção. Não chega nem perto de valer o preço da entrada (300 pesos). Ficamos uns 30 minutos e saímos com cara de arrependimento, porém brincando e rindo da situação. Quando a van chegou encontramos um outro casal de brasileiros que conhecemos no passeio rios de hielo. Eles estavam também decepcionados pois o bar de gelo estava fechado e nos perguntou se valia apena o museu, demos nossa opinião e eles decidiram voltar já na mesma van que nós. No caminho conversando eles falaram que havia um bar de gelo perto do cassino que era do mesmo dono do bar do museu. Estavamos com o dia livre e nós quatro resolvemos ir. Muuuuito legal, você paga cerca de 160 pesos e bebe a vontade vários tipos de bebida por 25 minutos a -10 graus e em um copo de gelo! Te dão luva e manta térmica e você curte lá dentro com as estátuas de gelo. Gostei tanto que ainda comprei uma camiseta do bar hahaha. Saí de lá meio boracho, nos despedimos do casal e fomos jantar no pietros, restaurante bom e com preço justo que achamos. Pedi um ojo de bife ao molho de pimenta, delicioso! 16/07 A van nos apanhou rumo a el chaten às 08 e 15. A guia e o motorista eram super simpáticos, contou tudo sobre a região da patagonia. Parou no caminho para vermos as vicuñas, depois em um bar/hotel chamado la leona que mantém a história dos antigos peregrinos viva. Até que chegando perto de el chaten o vimos pela primeira vez, o gigante flitz royz, o tempo estava ensolarado e não havia nenhuma névoa o tampando! Maravilhoso! Almoçamos na cidade (já incluído no passeio) pedi um cordeiro com purê de batata, muito bom! Depois seguimos por uma estrada de terra com neve e gelo. Paramos em uma cachoeira congelada, muito linda! Acho que se chama salto del anillo. Seguimos no carro até um ponto que fizemos uma trilha de uns 20 a 30 minutos, que termina um lago. Muito legal também. Retornamos pra el calafate por volta das 17h. 17/07 Acordamos por volta das 08, tomamos café e corremos para tentar achar alguma lembrancinha da cidade para nós (tudo muito caro, decidimos ver em ushuaia para amigos e família). Estava tudo fechado. Andamos até as 10h até as lojas começarem a abrir e então pegamos a van rumo ao aeroporto de calafate. O aeroporto não tem nada, nosso voo atrasou um pouco. Chegando em ushuaia no trecho onde tem as cordilheiras uma puta turbulência, todos com cara de medo mas deu tudo certo! Fizemos uma reserva às pressas em um hotel chamado Los Ñires, 5km da cidade mas tem uma van que leva e busca do centro de graça. Bom custo benefício, ponto negativo o wi-fi. Chegamos sem almoço e desvairados de fome na cidade umas 16h. Tudo fechado! Só abria umas 18h ou 19h. Encontramos uma lanchonete chamada banana, lanchamos lá. Meio caro e atendimento ruim mas na fome que estávamos... ok. Demos uma volta até dar hora de pegar a van. 18/07 Resolvemos conhecer o museu e a prisão. A cidade é bem diferente de El Calafate. Cidade grande e cheia de gente. Um pouco suja e cheia de carro demais pro meu gosto. Enfim, seguimos a pé ao antigo presídio, diferente do museu de el calafate super valeu apena! A parte das celas preservadas era até fria, dava pra sentir uma bad vibe pesada. Fizemos em duas partes, você pode carimbar e voltar depois seu ingresso. Almoçamos uma pizza na Dona Lupita, ótimo custo benefício, pizza boa e barata. Voltamos ao museu e depois demos uma volta para achar calça impermeável pata minha esposa, pois iriamos fazer trilha no parque nacional tierra de fuego no dia seguinte. Valeria mais apena no nosso caso comprar calça e luva do que alugar pois iriamos usar pelo menos em 3 dias. Depois das compras esperamos a hora da van no Dublin Pub. Maravilhoso o lugar, aconchegante... parece que você ta na europa hahaha. E muito barato também. É tão bom que pegamos uma filinha para entrar, olha que eu nunca havia visto fila pra entrar em um café. 19/07 Fomos para o centro 09 e 30 para pegar a Van Don Alejo que nos levaria até o parque nacional tierra del fuego. Chegando na van nos informaram que o horario de 10h já estaba cheio... iamos com o casal de baianos que conhecemos, como eles não haviam chegado informamos a eles que só teria van as 11h e fomos procurar um café para passar o tempo e o frio. No caminho vimos um taxi e resolvemos perguntar quanto custaria para nos deixar no parque, ela nos informou que ficaria 1700 pesos. Dividindo o valor por 4 ficaria mais barato que o valor da van (450 pesos). Isso por 3 horas, visitando os melhores pontos do parque (que é muito grande). Disse que falaria com o casal de amigos e ligaria para ela. O casal de amigos disse que poderia fechar e pediu para busca-los no botel. Voltamos e ela já não estava mais lá e não atendia o celular... o que seria azar se transformou em sorte, conseguimos outro taxi mais barato (1500) e super simpático. Buscamos o casal e passamos um dia muito agradável conhecendo os principais pontos do parque. Muito bonita as paisagens. Voltamos por volta de 14h e almoçamos num restaurante por indicação do taxista, valeu super apena! 270 reais prato com bebida, sobremesa e café. Continuamos o resto do dia passeando com o casal baiano, carimbamos o passaporte com os carimbos do fim do mundo e fomos fechar o passeio para o cabal de beagle pro dia seguinte. Depois fomos conhecer o hard rock café, comemos um hambúrguer (não curti muito a carne) mas ganhamos um copo! 20/07 Arrumamos as malas pois iríamos trocar de hotel hoje. Fizemos as malas mas deixamos as malas no hotel. No caminho que a van ia nos deixar, surpresa: Acabou o combustível! Caímos na gargalhada, o motorista disse pra todos pegarem taxis que o hotel iria nos reembolsar. O problema é que tinhamos que chegar até o local onde levaríamos o barco até 08 e 45, e havia muitas pessoas para pegar o taxi. Por sorte estava passando uma van de um outro hotel que parou para nos levar. Escolhemos um barco para o passeio do canal de beagle com capacidade para menos pessoas, pois ele chega mais perto das ilhas. O barco era ok, o capitão e o marinheiro/guia muito simpáticos e passeio foi muito legal, com direito a cerveja artesanal. Passamos pela ilha de lobos, ilha dos passaros e fizemos uma pequena caminhada na ilha bridge, tendo no final uma vista panoramica. Gostamos muito do passeio, valeu apena. Almoçamos e fomos trocar de hotel. De noite compramos umas lembrancinhas. Dica: Ushuaia bem melhor para lembrancinhas que el calafate. 21/07 Chamamos o remis do mesmo dia do parque para nos deixar no cerro martial. Chegando lá não havia neve, apenas gelo e o teleférico não estava funcionando... o único jeito de subir seria alugando grampones, porém na loja no pé do cerro já estava tudo alugado. Ficamos brincando um pouco no gelo, descendo de ski bunda e depois tentamos novamente ver se havia grampones: não havia. Resolvemos ir almoçar e acabamos "perdendo" esse dia. Aproveitamos de noite para alugar os equipamentos para fazermos no dia seguinte a trilha até a laguna esmeralda (grampones e bastones). 22/07 Saimos cedo eu minha esposa e o casal de baianos, 08h da manhã, até a entrada da trilha, esperavamos um pouco de neve e gelo mas não imaginavamos o que estaria por vir: MUITA neve. A paisagem era toda branca, mal acreditavamos. Logo no começo da trilha percebemos algo errado, não havia sinalização alguma no lugar que estavamos e eu havia lido que a entrada da trilha era por um centro invernal chamado valle de lobos. O taxista havia insistido que ali chegariamos na trilhs então seguimos. Depois de um certo perrengue chegamos na trilha. A verdadeira trilha realmente é bem sinalizada e você encontra com pessoas durante o caminho. Nosso caminho era pura neve, porém muito lindo. Tudo branco, inclusive a copa das arvores. Por vezes "nevava" quando o vento derrubava a neve das árvores, mas o dia era de sol. A trilha se tornou cansativa, acredito eu que por uma série de fatores: Nos perdemos no início, os grampones saiam várias vezes do pé e tinhamos que parar pra arrumar e a própria caminhada com os grampones era desconfortável. Chegamos então na laguna esmeralda e vimos ela toda branca e congelada. Fizemos um lanche na sua borda para recuperar as energias e senti que havia algo especial naquele lugar. Um gavião não parava de dar rasantes sobre nós enquanto um cachorrinho tentava pega-lo. O cachorro era uma simpatia só! Tiramos várias fotos e voltamos. O começo da trilha até a metade seguiu muito bem, ainda mais porque contavamos com a companhia do cachorro! Minha esposa e eu voltamos sem os grampones, eles eram úteis mas o preço a se pagar era muito alto. Tivemos que escorregar em algumas descidas ingremes de bunda o que foi muito legal, tirando isso valeu apena voltar sem os grampones. No meio dq trilha nos perdemos de novo... entramos em um descampado para tirar fotos e de repente percebemos qur havia algo estranho: a Neve estava até o joelho! Não poderia ter nevado então estavamos perdidos... stress e cansasso tomou conta do grupo. Resolvemos voltar a trilha até o ponto onde tinha sinalização, nisso começou a ficar muito tarde. Combinado com o taxista era 14:30 e já eram 16h. Mandamos um SMS para ele falando que nos atrasariamos. Ele entretanto disse que só poderia esperar até 17h. Apertamos o passo mas o grupo estava cansado e com a moral baixa. Eu insisti e tentei motivar todos falando que estava chegando até que bem perto do final o Luis estava muito cansado e com cãibras sugeriu que eu fosse sozinho e pedisse pro taxista esperar. Negativo, nos separar era a última coisa que deviamos fazer naquele momento. Faltando 15 pras 17h ele queria parar e eu tentando motiva-lo. Prometi que se em 10 minutos não chegassemos a gente pararia p tempo que ele quisesse. Chegamos! E o taxista ainda estava lá! Nessa hora eu senti uma gratidão imensa por esse ser humano. Retornamos para o hotel, jantamos e dormimos. 23/07 Resolvemos tirar o dia para descansar, depois da aventura do dia anterior. Domingo a cidade é bem parada, comércios todos fechados, abre apenas restaurantes. 24/07 Dia de fazer as malas e dar adeus a Ushuaia. Chegamos em mendoza por volta das 18h. Ficamos em um apart hotel que alugamos pelo airbnb. 25/07 Fechamos passeio para as vinícolas com um remis. Nos buscou pontualmente, carro novo e confortável. Conhecemos a bodega Chandon e 2 outras, além de uma olivicola. Na última almoçamos e terminamos um dia muito agradável. Foi o que mais gostei em mendoza. 26/07 Acordamos cedo e fomos procurar um loja para alugar um carro. Nossa intenção era ir para o parque provincial aconcagua e no caminho passar na estação de ski los penitentes. Tem uma rua em mendoza com várias lojas de aluguel de carro, chamada primitiva de la reta. Alugamos um up básico. Estrada: Sentido duplo e cheia de curvas, mas bem conservada. Não estava acostumado com o carro, menos potente que o meu e principalmente não estava acostumado a caminhões andando a 100km/h. Fui imprudente em uma ultrapassagem e quase nos demos mal, tive que jogar o carro para o meio de dois caminhões, me senti muito mal depois disso. Depois de uma hora dirigindo paramos em um lugar para tirar umas fotos na beira de estrada e surpresa: Dois caminhoneiros, os da ultrapassagem, vieram tirar satisfação comigo, um deles com uma chave de roda na mão! Pqp... eu mandei um lo siento e perguntei o que ele queria que eu fizesse além de me desculpar. Depois de um sermão seguimos viagem, mais na bad ainda. Como falei a estrada é cheia de curvas, cheia de caminhões e cheias de carros. Pra piorar a cada fronteira de municípios existe uma barreira policial que forma um engarrafamento de uns 20 minutos. O percusso todo é de uns 210km, não parece longe mas demora muuuuuuito por conta de estrada. Chegamos em los penitentes por volta das 14h, almoçamos um hambúrguer em um restaurante que tem na beira da estrada na frente da estação. Lá quase não havia neve. Apenas subindo o teleférico em cima da montanha tinha um pouco de neve, bem pouco. Fomos embora rumo ao aconcágua salvasse nosso dia... meio que não salvou. Fizemos a trilha inteira até a laguna horcones. A laguna estava congelada, o Aconcágua ainda parecia meio longe, pra mim não valeu a viagem. Talvez em outra época seja mais bonito, ou talvez estavamos com a expectativa alta por conta da patagonia. Voltamos por volta das 17h e tivemos que pegar a estrada maldita á noite. Chegamos em mendoza 21h. Fomos direto a um restaurante chamado azafran. Que delícia de restaurante! A melhor coisa do dia hahaha. 27/07 Nossa intenção nesse dia era ir até as thermas mas estava reservada todos os dias até 30/07. Então devolvemos o carro e compramos muitos vinhos, alfajos para levarmos pro brasil e curtimos um dia de preguiça. Á noite jantamos de novo no azafran (façam reserva). Arrumamos as malas pois voltariamos para o brasil no dia seguinte. Dica: Pode levar até 6 garrafas por pessoa na bagagem de mão. Para levar na bagagem despachada precisa enrolar a mala em plástico filme.
  15. (Alerta de relato gigante! rss Se não estiver com saco pra ler esse textão, fique à vontade pra me fazer perguntas específicas sobre a expedição ) Ainda em 2015 decidi que tentaria chegar ao cume do Aconcágua, e que seria em dezembro de 2016. Queria fazê-lo da forma mais independente possível, sem contratar porteadores, guias e expedições pagas. O primeiro desafio foi encontrar companhia, porque a maioria dos meus amigos nem considera a possibilidade de entrar num projeto desses. Mas quando um amigo me surpreendeu dizendo que animava, o plano começou a tomar rumo. Ainda queríamos encontrar mais uma ou duas pessoas pra formar um grupo, e encontramos aqui no mochileiros! Estava formada a equipe: eu, meu amigo Carlo, o Zaney e o Greison. O Aconcágua, com 6.962 m de altitude, é a montanha mais alta do mundo fora da Ásia. É também a segunda montanha mais proeminente do mundo, atrás apenas do Everest. Mesmo assim, por não exigir escalada técnica, alguns se referem à sua ascensão como um "trekking de altitude". Desde que seu cume foi alcançado pela primeira vez em 1897, mais de 130 pessoas morreram tentando chegar lá em cima. A temperatura no cume é geralmente por volta de -25° a -30° C, mas a sensação térmica cai facilmente abaixo de -50° C em dias de clima ruim, principalmente entre abril e novembro . Por isso, a ascensão é permitida nos meses próximos ao verão argentino, de meados de novembro até o começo de março, sendo a alta temporada centrada em janeiro. Nas últimas temporadas a taxa de cume tem sido entre 20% e 40% das tentativas. Mas com ou sem cume, é um lugar incrível. Em média, são necessários de 12 a 15 dias para alcançar o cume e descer (se vc tiver mais sorte que eu rs). As principais dificuldades desta montanha são o clima muito instável, com frio e vento extremos (principalmente no começo e fim de temporada) e, é claro, a altitude. Com a redução da pressão parcial de oxigênio no ar, podemos sentir não só fadiga e dificuldade pra respirar, mas também dores de cabeça, dor no estômago, tonturas, dificuldade pra comer e dormir, hemorragia nasal, inchaço nas extremidades e no rosto e diarreia. O metabolismo acelera muito, assim como os batimentos cardíacos. A desidratação é facilitada pela maior taxa de vapor de água perdida dos pulmões. Dependendo da pessoa, do ganho de altitude e da aclimatação, os sintomas podem evoluir para um edema pulmonar ou cerebral de alta altitude (HAPE ou HACE), situações mais graves que devem percebidas e tratadas logo. Planejei começar o treinamento no primeiro dia de 2016. Porém, um dia antes, lesionei meu joelho esquerdo em uma trilha. Precisava recuperar o joelho e também os tendões de aquiles dos dois pés, outro problema que já vinha de um tempo antes. O treinamento pro Aconcágua teve que esperar... e quando começou foi em ritmo lento. Comecei a fazer academia, mas pegando leve, quase uma fisioterapia... Os pés melhoraram com alguns meses, o joelho não. Fiz um raio-x e o médico pediu uma ressonância pra ver se precisava fazer cirurgia ou apenas repouso. Ignorei (digo, posterguei a ressonância e o repouso pra depois do Aconcágua). Tentei fortalecer os músculos das pernas pra poder começar o treinamento aeróbico sem piorar muito a lesão. Só faltando quatro meses pra viagem que deu pra começar a correr, 5 km, uma ou duas vezes na semana, quando conseguia. Sabia que deveria ter treinado com peso nas costas e com inclinação... mas tinha que poupar o joelho. E a inclinação forçava os tendões dos pés, que ainda não estavam 100%. Então continuei fazendo o que dava. Não pensei em desistir, mas tinha consciência de que com esses probleminhas a mais estaria assumindo riscos e dificuldades maiores. Somaram-se a isso os inúmeros desincentivos do tipo: “você deveria fazer várias montanhas acima de 6 mil antes de querer tentar o Aconcágua”; “sem guia?; “você devia pensar melhor antes de ir, gastar dinheiro e ter que desistir”; “Sem querer te desanimar, mas isso de ir sem guia me parece uma utopia”; “uma pessoa deveria tentar o Aconcágua depois de fazer, pelo menos, o Kilimanjaro e o Denali, necessariamente nesta ordem, pra ter chance de sucesso”; etc. Claro que esses "conselhos" nem sempre são pra desanimar, às vezes são pra te alertar, mas... às vezes o melhor é fingir que não ouviu/leu. E continuei adquirindo equipamento, planejando a alimentação, estudando a montanha e montando o cronograma.
  16. Depois de muito tempo resolvi postar alguns relatos... Enfim, depois vencer a preguiça e falta de tempo, aqui estou! Mendoza eh um estado da Argentina que deve ser visitado! Além do Aconcagua existem varios motivos para incluir essa beleza quando for passar pela Argentina. Não tenho info de passagem aerea do Brasil para Mendoza porque moro em Buenos Aires, então vou ficar devendo essa informação. Regra geral e chave de ouro> ficar na capital *Mendoza*, acordar cedo e ir pro terminal de onibus escolher para onde ir de forma rapida e barata Total> 8 dias Gasto *sem aereos> fazendo a conversão pesos para reais> 2 mil reais total para o casal, incluindo hospedagem, transporte e alimentação Rotreiro> Mendoza Capital, San Rafael, El sosneado, Godoy Cruz, Potrerillos, Cacheuta e Parque provincial Aconcagua Dia 1 Chegamos no aeroporto e tomamos um onibus até o centro. No terminal compramos passagem de onibus para San Rafael, super barata! Tem um site que dá para consultar os preços atuais, mas la na rodoviária é tranquilo de comprar. Eles aceitam todo tipo de pagamento, incluindo cartão de crédito. Deixo o site> http://www.plataforma10.com.ar/pasajes-micro?gclid=CN7Px5GVt9QCFVcGkQodXEYLAg Chegamos em San Rafael e ficamos de boa na cabana que reservamos pelo booking com um preço super economico. De Mendoza a San Rafael são 3 horas, mas optamos por não fazer nada nesse dia e descansar. Dia 2 Valle hermoso Pegamos um onibus que nos levou até o topo do vale e baixamos caminhando até a metade. A outra metade baixamos pelo rio fazendo rafting. Nesse dia gastamos tão poco que ficamos emocionados. Contando onibus, rafting e comida gastamos 150 reais para os 2! Dia 3 El Sosneado Acordamos tarde, tipo 7 da manhã e perdemos a chance de nos meter na unica excursão que tinha para visitar as ruínas do hotel abandonado em El Sosneado. Antes de deixar a depressão tomar conta de mim eu corri na secretaria de turismo e perguntei pra menina da recepção> se existe alguma forma de chegar la por minha conta me diga e eu o farei! Ela me disse que alguns taxistas se aventuravam com carros normais, porque normalmente somente veiculos 4x4 faziam o trajeto. Eu logo pedi o contato do doido que ia e chamei. O Miguel me atendeu e disse que me levava por 100 dólares, eu aceitei, claro! Foi incrivel, porque o Miguel viveu toda a vida em San Rafael e nos contou tudo sobre o lugar. Se alguém animar a fazer o mesmo é só ir na secretaria de turismo e pedir o contato de remis que vai a El Sosneado, perguntem por Miguel. Dados sobre o lugar> hoje existem apenas as ruínas de um grande hotel construído em 1938. Diz a lenda que por um mistério todos abandonaram o hotel. Dizem que Perón ia se encontrar com nazistas no lugar... Hoje além das ruínas estão as termas com agua que descem do vulcão Overo. Dia 4 Godoy Cruz Voltamos para o norte do estado e ficamos na cidade Godoy Cruz. Passamos por umas bodegas para provar e comprar vinhos. Depois ficamos dando voltas pelo centro e voltamos para casa. Ficamos numa casa super barata que se chama casa malbec e vocês podem encontrar por airbnb. Recomendo! A unica coisa ruim é que não tem toalha, mas como sempre levo pra mim não fez diferença. Essa cidade esta a 20 minutos da capital e eh mais tranquila. Tem ônibus e esta muito bem localizada. Dia 5 Potrerillos Pensa num dia que só gastamos 100 reais e nada mais! Lindo! Enfiamos lanche na mochila e pagamos o onibus. O resto> caminhar e observar a natureza. Do terminal é só pegar o onibus de linha e descer em Potrerillos. Tem um restaurante pra quem não levar comida e um senhor muito esperto que aluga o banheiro da casa dele kkkk Dia 6 Cacheuta Novamente, levantamos e fomos direto ao terminal de onibus. Passagem para cacheuta super barata outra vez... com 100 reais estávamos os 2 felizes na estrada. Entrada das termas uma piada> 100 pesos cada um, tipo 35 reais. Esse foi o dia para ficar o dia todooo descansando nas piscinas quentes! Dia 7 Parque provincial Aconcagua Muito sol! Pagamos 100 pesos cada um pra entrar e o mesmo de onibus dos dias anteriores... Levamos mate, agua e lanche leve só para passar o dia. Essa é a regra> ficar hospedado em Mendoza capital e ir para o terminal escolher para onde ir pagando barato kkkkk Dia 8 Dia de acordar tarde, tomar um lindo cafe da manha e voltar pra casa Se tiver aguma duvida é só perguntar e respondo!
  17. Eu e meu marido passamos 1 semana em Mendoza entre 14 e 21 de maio de 2017. Meu primeiro conselho para quem vai é: leia o fórum aqui do Mochileiros. Tem muita informação que ajuda a ter uma ótima ideia sobre como funciona a região. Vamos ao relato: 14/05 (domingo) – Rio x GRU x MDZ Fomos de Gol, saindo do Galeão às 8h da manhã e chegamos em Mendoza às 15h sem nenhum atropelo. A intenção era ir para Santiago e partir de ônibus para Mendoza. Acontece que a época que escolhi (outono) costuma receber nevascas na montanha e fechar o Paso. Como não tínhamos dias sobrando caso isso acontecesse, resolvemos não correr esse risco. Fomos direto de avião mesmo. Fomos com uma merrequinha de pesos argentinos no bolso que havia sobrado de uma viagem anterior. Não dava para pagar o táxi (que custou AR$ 160) e nós já sabíamos disso, então fomos buscar um local para câmbio e o cara do escritório de informações turísticas disse que não há como fazer câmbio ali. A saída era pagar o táxi com dólar mesmo. Bem, fomos em busca de táxi e não havia nenhum ali. No ponto já havia um casal de brasileiros esperando e nos juntamos a eles. Sugeri que pegássemos um táxi juntos para reduzir o tempo de espera e eles toparam. Em seguida chegou um táxi da cidade, aqueles pintados de amarelo e azul marinho, para deixar passageiros e fui logo perguntando se podia nos levar. Ele enrolou, disse que não cabia todo mundo, desconversou e logo em seguida chegou o táxi do aeroporto mesmo. Já veio abrindo a porta, colocou todas as malas no carro e partiu feliz da vida com todos nós para cidade. Uma curiosidade aqui é que as pessoas de Mendoza normalmente são simpáticas e solícitas quando você as aborda, mas os motoristas desses táxis pintados, meudeus, que mau humor! Fizemos check-in no hotel Villaggio Boutique que eu havia reservado pelo Booking. Aliás excelente hotel e excelente localização, recomendo o Villagio. Deixamos nossas coisas no quarto e partimos para a Praça Independência. O tempo estava ótimo, um pouco frio e a barriga começou a roncar de fome. Não conhecíamos nada ainda e caímos na Peatonal Sarmiento. Furada. Às 16h só tinha uma casa de doces e um café aberto por ali, mas nada que nos inspirasse. Foi quando vimos um Subway e resolvemos não inventar mais. Mas gente, como aquele teriaki deles arde. Credo! E olha que eu gosto de uma pimentinha heim... Depois do lanche fomos ao Carrefour comprar água, pasta de dentes e biscoitinhos (que acabaram ficando de brinde pro hotel porque come-se MUITO bem nessa cidade). Eis que me deparo com algo que quase me fez voltar ao mercado todo dia... Como não amar? Mais tarde saímos para jantar, afinal, era meu aniversário. O cansaço nos levou para a pizzaria mais próxima que a gente achou e entramos na Pizzaiolo, na Calle Sarmiento. Ótima pizza e ótimo atendimento. Não tomamos vinho porque no dia seguinte começaríamos uma maratona pelas bodegas, mas os preços dos vinhos nos restaurantes não é ruim. Por AR$ 400 tivemos um ótimo jantar: antepasto de berinjela com pãezinhos quentinhos, uma pizza grande deliciosa, dois refris e com a gorjeta inclusa. Ah é, não se esqueçam que a gorjeta lá não vem na conta e você dá o valor que acha justo. Fechamos a noite de barriga cheia e felizes da vida por estarmos em Mendoza. Normalmente a gente aluga carro pra ter mais liberdade, mas como não queríamos nos preocupar com a quantidade de vinho que bebíamos, resolvemos contratar um motorista e foi a melhor decisão que tomamos para essa viagem. Dei uma procurada em fóruns e blogs e cheguei no recomendo Leonardo Harth (tão recomendado que fiquei até desconfiada no início, mas a dica é quente mesmo). Fiz contato por e-mail, ele respondeu rapidinho, mandou infos sobre a cidade, sugeriu roteiro, fez o preço, chorei um descontinho e fechamos um pacote com 4 dias de passeio (3 dias de bodegas + Alta Montanha). 15/05 (segunda-feira) – Vinícolas de Maipú Às 9h o Christian (motorista enviado pelo Leonardo) nos buscou no hotel e pedimos que ele nos levasse a uma casa de câmbio onde trocamos alguns dólares (a AR$ 15,50) e, depois, partimos para Maipú. É bom lembrar que você vai sair da casa de câmbio com uma quantidade de notas de dinheiro 15 vezes maior do que quando entrou. Então, planeje-se pra ter onde enfiar essa papelada toda. As folhas amarelas e vermelhas do outono estavam tão lindas que eu queria parar toda hora pra tirar foto. Quase precisei de uma camisa de força pra conseguir resistir. Primeira bodega que visitamos foi a El Enemigo (do enólogo da Catena Zapata). Quando chegamos lá estavam colhendo azeitonas, que também é um forte da região. Pegamos dois tipos de degustação diferentes e trocamos as taças enquanto experimentávamos os vinhos. Foram 7 vinhos diferentes no total. A bodega é pequena e até um pouco exótica. De tempos em tempos eles escolhem um artista da região e adornam o local com as peças dele. Foi a primeira vez que vi desses tanques de concreto em formato oval que, de acordo com eles, dispensa a interferência externa durante a fermentação e o processo de remontagem (mistura), deixando os taninos mais polidos. Os vinhos dessa bodega são excelentes e nos apaixonamos pelo Malbec deles. Fazem ótimos Cabernet Franc também. Na El Enemigo provamos também a melhor empanada de toda a viagem, servida na degustação dos vinhos, junto com nozes, castanhas, passas e queijinhos. Lugar super agradável e pessoal simpático. Perdemos a hora e o nosso guia veio correndo nos buscar. Dali seguimos para a Trapiche, uma vinícola grande, bem industrial. Quando chegamos o tour já tinha começado, mas conseguimos acompanhar, fizemos a degustação (que eu achei fraquíssima), tiramos algumas fotos e fomos embora. O lugar é bonito, mas a Trapiche não nos conquistou, apesar de gostarmos dos vinhos dessa bodega. Pagamos aqui AR$ 150 por pessoa para degustar 3 vinhos e sem nenhum acompanhamento. Fomos almoçar na Casa de Campo. Ótimo restaurante com comida caseira muito bem elaborada. O dono é super simpático e muito atencioso. Nesse restaurante, se você quiser vinho, escolhe uma garrafa da adega com a ajuda do dono para acompanhar o almoço. A comida é muito boa, recomendo. Acontece que para acompanhar a sobremesa serviram um vinho doce e eu tomei. Primeira bola fora da viagem. De uma hora pra outra fiquei “borracha”. Cuidado, gente! Vinho doce é um perigo e se misturar lascou-se! A sorte é que dali fomos para o hotel e não deu tempo de fazer vergonha. Coloquei uma roupa mais confortável e fui com o marido caminhar (andar é bom pra curar pileque, viu?) na Praça Independência. Lá pelas tantas lembrei que glicose é bom pra essas coisas e fui comprar um algodão doce ali na praça mesmo. Nem quero saber o estado do meu espanhol naquela hora, mas no fim das contas saímos da barraquinha de algodão doce com dois algodões, um deles de graça, que o vendedor fez questão que levássemos. Insistiu muito repetindo sem parar que era presente pro meu marido “yo te regalo, estranjero”. Acho que no fim das contas a cara de bêbada não era só a minha... 16/05 (terça-feira) – Vinícolas de Luján de Cuyo O dia amanheceu nublado, muito frio. Dessa vez o Leonardo nos enviou o Alfredo, outro motorista que presta serviço pra ele. Adoramos o Alfredo também. Saímos do hotel às 8h30 e chegamos na Achaval Ferrer com o céu todo encoberto. Não deu pra curtir a vista da Cordilheira. O lugar é lindo, aconchegante, pessoal simpático e os vinhos são excelentes e experimentamos um dos vinhos direto da barrica. Peguei leve porque o estômago estava de mal comigo e não queria conversa. Mesmo assim foi uma ótima degustação. Na Achaval tomei o melhor vinho licorado da minha vida. Chama-se Dulce e é bem caro, assim como os outros vinhos da Achaval. O Finca Mirador deles também é um escândalo de bom. O atendente dessa bodega falava um ótimo português. Aliás, é muito comum o pessoal de Mendoza falar bem o nosso idioma, afinal, 80% do turismo da cidade é de brasileiros. Coitado do Alfredo, teve que parar um monte de vezes pra gente tirar fotos de tudo o que via. Ô paciência. Eu já estava com vergonha de pedir, mas ele parava feliz da vida, todo alegre e rindo das nossas manias. Mas, gente, como eu podia deixar de tirar foto disso? Nem morta... Saímos da Achaval e partimos para uma bodega pequena e pouco conhecida, mas que foi das minhas preferidas de toda a viagem no que diz respeito à qualidade do vinho: chama-se RJ (de Raúl Jofré). Fizemos a visita, que é bem rapidinha, partimos para a degustação e nos apaixonamos pelos vinhos dessa bodega. Lá pelas tantas o dono apareceu, conversou um tempão conosco, contou sua história e autografou as garrafas que compramos. Muito simpático. A fome já estava monstra e partimos para almoçar na Belasco de Baquedano. Almoço harmonizado com 5 passos. Gente, que delícia! Recomendo muito o almoço da Belasco. Além de tudo, o tempo estava bem melhor e almoçamos com uma vista lindíssima para a Cordilheira. Nem preciso dizer que depois do almoço rodamos pra lá e pra cá tirando fotos... Maravilhoso o lugar, ótimo atendimento e bons vinhos. A sala de aromas deles também é muito bacaninha. Foi a vez do marido cair nas garras do vinho e ficar um pouco borracho. Faz parte, né? Mais tarde fomos atrás de umas empanadas e entramos em um café na Peatonal Sarmiento. Bom atendimento, mas que empanada xexelenta! Eca! Chegando no hotel escrevi pro Leonardo pra confirmar o tour do dia seguinte para a Alta Montanha, conforme havíamos combinado. Mas, lamentavelmente, havia acontecido um acidente naquele dia com um caminhão e uma van. Nesse acidente morreram 4 turistas brasileiros e o motorista da van, que era argentino. Uma imprudência do caminhoneiro que fez uma ultrapassagem de risco em um local proibido. Bem, não insistimos na Alta Montanha e mudamos o passeio. Dia seguinte partiríamos para Uco então. 17/05 (quarta-feira) – Vinícolas do Vale do Uco Às 8h30 partimos com o Luciano, outro motorista do Leonardo, para o Vale do Uco. Essa é a região de bodegas mais distante da cidade e mais próxima da Cordilheira. São cerca de 1h30 de distância por uma paisagem muito bonita. Como nos outros dias, amanheceu nublado e a cordilheira coberta. Nossa primeira parada do dia foi a Bodega Andeluna. Nessa bodega tivemos a melhor explicação de toda a viagem. A visita foi guiada pelo enólogo Maurício e foi super show. Recomendo fortemente uma visita à bodega Andeluna. Maurício explicou detalhadamente o processo do vinho desde o plantio até a venda/exportação e armazenamento. A degustação também foi muito boa e os vinhos deles são ótimos. A Andeluna tem um Torrontés maravilhoso. Eu gosto muito dos brancos, mas não sou fã do chardonnay, acho o gosto amanteigado dele meio enjoativo, mas tive que abrir uma exceção para o chardonnay da Andeluna. Ótimo vinho. Saímos dali com peninha porque a visita foi muito boa, o lugar é lindo demais e queríamos ficar mais, mas era hora de visitarmos a La Azul. Bodega pequena, bem descolada, com uma história curiosa e uma vista linda para a Cordilheira. A degustação foi feita do lado de fora, no solzinho pra espantar o frio. Bons vinhos também, mas achei a visita um pouco corrida. Aliás, de uma maneira geral (tirando a Andeluna) achei as visitas bem corridas e as explicações meio superficiais. Dali partimos para a Tupungato Divino onde fiz uma amiguinha, tiramos muitas fotos e almoçamos. O esquema é o mesmo da Casa de Campo onde você tem que comprar a garrafa para acompanhar o almoço que, por sinal, estava divino mesmo. A sorte é que um casal de brasileiros com quem nos encontramos várias vezes nesse dia estava também lá. Almoçamos juntos e “rachamos” uma garrafa de Merlot. Nada de chegar no hotel borracho dessa vez. No fim da tarde fomos andar pela cidade e conhecer o Mercado Central de Mendoza. O lugar é pequeno, não tem nada de excepcional, mas essa visitinha me custou muito caro. Passamos pela seção de temperos (muito pó) e a minha rinite atacou feroz me azucrinando o juízo pelo resto da viagem. Então, aviso aos alérgicos: cuidado com o mercado central! À noite a fome era pouca e comemos umas empanadas sem brilho em um bar na Calle Sarmiento, ali perto do hotel mesmo. Dia 18/05 (quinta-feira) – Alta montanha. Só que não. Cuyo de novo. Acordamos cedo e às 8h estávamos prontinhos para conhecer a Alta Montanha. No entanto, chovia e o tempo estava uma porcaria. Ficamos felizes quando vimos o Alfredo entrar no hotel, pois ele foi motorista do ônibus da CATA que faz o trajeto Mendoza x Santiago x Mendoza pela Cordilheira durante 11 anos seguidos. Experiência é que não falta pra ele e num dia desses, pós acidente e chuvoso, vê-lo foi uma alegria. Mas a verdade é que não estávamos com ânimo de fazer esse tour longo e não poder ver nada. Perguntei se podíamos trocar e ele logo concordou. Ligou para o Leonardo, combinamos preço e locais (mais um dia de vinícolas não estava nos planos) e partimos para Luján de Cuyo. Foi a melhor coisa porque o tempo ficou ruim o dia todinho. Primeira visita do dia foi na Budeguer. Uma bodega recente (6 anos) com estilo bem moderno e, dizem, com uma linda vista para a Cordilheira. Infelizmente, as nuvens não desagarraram das montanhas e a gente perdeu a vista, mas a visita e a degustação foram boas. A Micaela, que nos recebeu para a visita, é uma figuraça. Nessa bodega experimentamos pela primeira vez um petit verdot e diretamente da barrica. Em seguida fomos para a Carmelo Patti e quando chegamos lá a visita já estava em andamento. O pessoal adora o Carmelo, que é um senhorzinho muito simpático e carismático, mas nós não gostamos muito dos vinhos dele. O lugar também não tem nenhum apelo, nada pra ver, é só um galpão industrial e uma salinha onde ele faz a degustação (a única gratuita que eu vi). Mas há quem se apaixone pelo Carmelo e pelos vinhos dele. No assunto vinho, tudo é muito pessoal. Dali fomos para a Clos de Chacras. Ainda chovia. Fizemos uma visita rápida e fomos comer. Escolhemos um almoço harmonizado de 4 passos (ou 5, não lembro direito). Delícia. É muita comida e muito vinho, gente. Acho que esse foi o almoço mais bem servido de todos, inclusive no que diz respeito aos vinhos. Eles quase enchiam as taças e dava o maior dó ver aquele vinho todo lá dando sopa e a gente não aguentar beber. Mas o fígado já estava pedindo “penico” e decidimos não abusar dele. Depois do almoço ainda rodamos por ali tirando algumas fotos. Essa bodega é muito aconchegante e tem um jardim lindinho com um lago muito fotogênico. O lugar é um charme. Uma pena que o tempo estava tão ruim. Mas enfim, valeu assim mesmo. Dali fomos pro hotel e não saímos mais. Afinal, a barriga estava cheia e ninguém merece andar na chuva. Dia 19/05 – Alta Montanha (será?) Acordamos cedo e ainda estava escuro mas, conforme a previsão havia prometido, o tempo parecia melhor. Novamente encontramos o Alfredo no hotel e partimos animados para a montanha. No trajeto vimos o sol iluminar aos poucos a cordilheira, pintando-a com seu amarelo ouro. Lindo demais. Esse passeio não tem uma atração específica, ele é, na verdade, uma atração completa. Todo o caminho é bonito. As formações rochosas, as montanhas, o dique, a estrada, o pequeno Rio Mendoza que nos acompanha durante todo o trajeto...um conjunto lindo! Paramos no dique de Potrerillos para umas fotos e fazia uma friaca danada. Tive que colocar luva e gorro pra aguentar ficar uns minutinhos ali. É um lugar muito bonito e Alfredo nos contou que eles estão fazendo outra estrada de acesso ao dique. Não paramos muito durante a viagem porque, de acordo com Alfredo, não é permitido parar em qualquer lugar. A estrada tem acostamento mas parece que já houve acidentes porque os turistas gostavam de parar onde bem entendiam. Enfim, seguimos viagem parando onde podíamos. Em Uspallata pedi ao Alfredo para dar uma paradinha e fomos ao banheiro do hotel colocar nossa calça de segunda pele. Fazia um frio de cortar. Aproveitamos e tomamos um café com alfajor no café do hotel e seguimos viagem. Para ser sincera, não achei a estrada em si tão perigosa quanto dizem. O perigo mesmo está nos caminhões. Há uma quantidade impressionante deles e quando acontece do Paso ficar fechado, eles se acumulam aos milhares e cruzam todos juntos no mesmo dia. Dizem que em um dia normal cerca de 13.000 caminhões fazem essa travessia. Coisa de louco. Por várias vezes vi Alfredo reduzir a velocidade no intuito de se afastar bem de um caminhão que ia à frente cometendo uma imprudência. Quem for dirigir por lá precisa ficar muito atento a eles. Paramos em Los Penitentes, a estação de esqui mais próxima a Mendoza e parecia uma cidade fantasma. Havia um pouco de neve aqui e ali, mas nada que justificasse o início da temporada. Penitentes normalmente abre no meio de junho e ainda tinha um mês pela frente pra neve chegar. Paramos enfim no Parque Aconcágua e a trilha maior até a laguna estava fechada por conta da neve. Nesse momento dei graçasadeus por ter colocado minha segunda pele e levado meus apetrechos de frio (casaco impermeável, luva, gorro). Não pudemos entrar no parque então ficamos por ali um tempinho e fizemos aquela trilha pequena só mesmo pra não dizer que não fizemos nada. O Aconcágua estava escondido atrás da nuvem e fazia um frio danado, -5 graus. Descemos porque no fim minha boca já não me obedecia mais e minha câmara estava dando chilique. Não fomos até o Cristo porque nessa época fica fechado por conta da neve. No retorno paramos em Puente del Inca. Pelas fotos o marido achou sem graça mas quando chegou lá adorou. O lugar é muito curioso, com uma formação rochosa diferente e super fotogência. Nada para se fazer ali além de apreciar a ponte, a paisagem, tirar umas fotos, comprar um artesanato e pronto. Começamos nosso retorno e paramos para almoçar uma boa truta no restaurante El Rancho em Uspallata. Depois só paramos no hotel. Adorei, mas há quem não goste desse tipo de passeio. Então é questão de pesquisar e ver se está dentro do seu perfil. O trajeto é lindíssimo e eu acho que vale muito a pena. Sobre ir de carro alugado, com agência ou contratar um carro particular, depende muito do que você quer e do valor que você tem. O carro alugado dá uma liberdade maior que a agência (que você também tem, relativamente, com um motorista), mas não aconselho pra quem tem pouca experiência no volante. Outra coisa a considerar é a neve. Se você for no outono/inverno, prepare-se para usar cadenas que, aliás, é obrigatório ter no porta-malas mesmo sem neve. Os guardas param os carros e perguntam sobre as cadenas. Se não tiver cadenas, mesmo que não haja neve, não passa. Se for dirigindo, não beba de jeito nenhum, você vai precisar de toda a sua atenção na estrada e nos caminhões porque é o tempo todo isso aí da foto: Um mendocino nos disse que quando o Paso fica fechado por alguns dias os caminhoneiros “enfiam o pé” e abusam nas ultrapassagens para tirar o atraso dos dias que perderam parados. Foi justamente o que aconteceu quando estivemos lá. O Paso ficou fechado 4 dias e logo depois houve o acidente. Fica a dica pra quem vai dirigir nessa estrada. Nesse dia ainda tentamos ver o pôr do sol no Terrazza Mirador, o prédio da prefeitura onde há um café e de onde se tem boa vista para a cidade. Acontece que no outono/inverno ele fecha às 18h e nós chegamos lá um pouquinho depois disso. Fica a dica pra não perder a viagem. Saímos para jantar à noite e comemos uma massa deliciosa no restaurante bacana Francesco Barbera. AR$ 700 (entradas com pãezinhos e pastinha, duas massas muito bem servidas, dois refris e + a gorjeta). Recomendo. Dia 20/05 – Offroad pelas cadeias de montanhas de Mendoza Gente, que tour! Achei a agência pelo Google, entrei em contato e só ganhei UAU do início ao fim. O guia que nos recebeu foi o Juan, um cara educado, super profissional e muito boa gente. O tour é feito em um 4x4 e passa por terrenos onde carros de passeio não passam de jeito nenhum. Avistamos vários grupos de guarnacos, várias aves, chinchilas e até uma raposa. Logo no início do tour o Juan parou o carro, montou uma mesinha e nos serviu um café da manhã caprichado ali, no meio do nada, enquanto observávamos o silêncio das montanhas. Um tempo depois ele abriu uma garrafa de vinho para nós, um Malbec argentino muito bom. Fomos subindo bem devagar, passando por locais incríveis até atingir o topo da 1ª e da 2ª cadeia de montanhas dos Andes. Lá em cima visitamos a Cruz de Paramillos, o Mirador do Aconcágua (que estava limpo nesse dia) e descemos para almoçar um churrasco em um abrigo de montanha perto das Minas de Paramillos. Que lugar bacana: gente simpática e comida deliciosa, com vinho, claro. Depois partimos para o bosque petrificado, identificado por Darwin e, dali, para as Minas propriamente ditas. Não entramos, ficamos só pelas ruínas observando a paisagem. No retorno pegamos o caminho das 365 curvas de Villavicencio. A paisagem salpicada de neve estava uma coisa de louco de tão linda. É uma região muito bonita. Paramos pra fotos e para um café quentinho, servido pelo nosso guia, em plena estrada de Villavicencio. Chegamos no hotel à noite felizes da vida com esse passeio espetacular. O guia é ótimo, as paisagens são lindas, a comida é maravilhosa e o dia estava perfeito. Show! Esse é um passeio mais caro porque é exclusivo, mas vale cada centavo. Fechamos a viagem com chave de ouro. Deixo o link para o post desse passeio que já publiquei, com várias fotos: http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/'>http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/ Dia 21/05 – Retorno Compramos caixas de isopor para transportar os vinhos para o Brasil (AR$ 400 para 8 vinhos da Sol y Vino, calle Sarmiento), embalamos tudo direitinho, almoçamos na mesma pizzaria do primeiro dia, pegamos um táxi com um motorista mal humorado até o aeroporto e pronto. Adeus Mendoza. Voltamos com vontade de ficar por lá, de visitar mais bodegas e de conhecer mais montanhas. Sobre os vinhos, você consegue embarcar com 4 garrafas na cabine. O resto tem que despachar... A cidade é bem organizada, tem muito comércio e restaurantes pra todos os gostos e bolsos, muitas praças e é relativamente segura. Todos os mendocinos que perguntamos disseram que não abusássemos com câmaras penduradas no pescoço e coisas de valor dando mole. A cidade não é violenta, mas há furtos e não é legal dar sopa pro azar. Outra dica importante é: tome um café da manhã beeeeem reforçado para não ficar enrolado nas degustações. Especialmente nas mais simples o acompanhamento é nenhum ou fraquinho (nozes, passas e amêndoas). Algumas acrescentam pedacinhos de queijo e outras servem pedacinhos de pão com azeite. Varia. Uma coisa que achei ruim em toda a área mais afastada do centro de Mendoza foi a sinalização. Fácil se perder por lá. Se for dirigir, leve um GPS porque você vai precisar. Na Praça Independência há sempre uma feirinha no estilo hippie. Sobre câmbio, não há casa de câmbio no aeroporto, mas você pode pagar o taxista com dólar, por exemplo. Na cidade há várias casas de câmbio e é comum ter pessoas na porta oferecendo câmbio “informal” e nem sempre a taxa de conversão compensa. Na Calle Sarmiento há vários restaurantes, um ao lado do outro, com mesinhas ao ar livre e por toda a cidade há vários outros restaurantes dos mais variados tipos. Táxi para andar dentro da cidade é baratinho, tornando-se uma boa opção de locomoção. Não experimentei ônibus e trem, mas me parece que funcionam muito bem. Para compras achei que não compensa. Dei uma olhadinha nos preços de botas de caminhada e estão parecidos com os praticados no Brasil. Além das bodegas e das montanhas de carro há outras opções em Mendoza: rafting, tirolesas, cavalgada, caminhadas, minas, esqui, parapente etc. Vi alguém no fórum perguntando sobre balão e descobri que a Bodega Zuccardi faz um passeio de balão pela sua vinícola, mas ele fica amarrado e precisa agendar com bastante antecedência porque parece que o balão não é deles. Bem, é isso, pessoal! Resumindo, adorei Mendoza e recomendo muito a cidade. Pra quem quiser mais detalhes sobre cada lugar que mencionei, estou postando aos poucos no meu blog, é só acompanhar lá: http://www.viagenseandancas.com.br Boa viagem! []’s Camila
  18. Ever

    Mendoza

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de Mendoza. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Mendoza, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de Mendoza por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre Mendoza Procurando companhia para viajar para Mendoza? Crie seu Tópico aqui! Mendoza - Tópico de Perguntas e Respostas Relatos sobre Mendoza: Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de ônibus à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Robson Cesar Relato sobre viagem de dezesseis dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Furuta Relato sobre viagem de vinte e dois dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Rafael Xavier Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Serneiva Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Alex Melo Relato sobre viagem de vinte e quatro dias à Argentina, incluindo Mendoza pelo mochileiro Duke[/linkbox] Em Mendoza tem uma estação de esqui chamada Los Penitentes - http://www.penitentes.com - mas não abriu este ano por falta de neve. Estive lá em Agosto e fiz uma subida até o topo com teleférico. Tinha neve mas não o bastante para cobrir as pistas e poder esquiar. Mesmo assim o passeio valeu a pena, fiz a tour que eles chamam de Alta Montaña ($50 Pesos) - você passa pela cidade de Uspallata, e visita Los Penitentes, Puente del Inca e Las Cuevas que já fica na boca do tunel para o Chile. De Mendoza até Santiago são apenas 5 horas de ônibus. De Mendoza você pode ir a Las Leñas e a Portillo (Chile), mas mesmo lá não sei se tem esqui em fevereiro... pouco provável. Mendoza é uma cidade legal e bem tranquila. Muito bem arborizada com casas bonitas e um parque muito legal - San Martin. Tem uma universidade e por conta disso alguns barzinhos interessantes na Avenida Collon proximo ao parque. Os preços no geral são mais baratos que Buenos Aires. As agências tem um leque de passeios tradicionais e radicais. Os vinhos de lá são os melhores da Argentina e bem baratos ... aproveite ! Tem várias empresas que fazem o trajeto Mendoza-Chile, uma delas é a Andesmar - http://www.andesmar.com.ar. Veja outras nesta mensagem copiada de outro forum: . . . . -- Departure From Santiago: Terminal Sur AKA Terminal Santiago (Terminal South ) Updated November 6, 2003................Exchange rate is 620 pesos= 1 dollar US Company,..Destination,..Approximate Prices,..Departure Time,..Duration Tur Bus, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 9:00 and 22.30, 6-7 hrs Tur Bus, Cordoba,18000 pesos=$24 US, Only Friday 12:30, 16 hrs Fenix, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 9:00,11:30,22:00,-- 6-7 hrs Fenix, Buenos Aires,30000pesos=$40.5 US, Wed,Thurs,Sat,Sun 10:30, 22 hrs Andesmar, Mendoza,8000 pesos = $11 US, Every Day 9:30, 6-7 hrs Andesmar, Buenos Aires,28000 pesos=$37 US, Every Day 9:30, 22 hrs Andesmar, From Osorno to Bariloche,8000 pesos, Every Day 10:20, 6-7 hrs El Rapido, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 8:00,9:30,13:30,23:30,-- 6-7 hrs El Rapido, Buenos Aires,25000 pesos=$36 US, Same Bus To Mendoza at 9:30, 24 hrs Tas Choapa, Mendoza,7000 pesos = $10 US, Every Day 8:30, 23:30, -- 6-7 hrs Tas Choapa, San Louis,8000 pesos=$11 US, Tues. and Sat. 9:00, 11 hrs Tas Choapa, Cordoba,15000pesos=$20 US, Tues. and Sat. 14:30, 18 hrs Ahumada, Mendoza,7000 pesos =$10 US, Every Day 9:00,11:30,22:00, -- 6-7hrs Ahumada, Buenos Aires,30000pesos=$40 US, Wed.,Thurs.,Sat.,Sun., 10:30, 20 hrs Pullman Del Sur, Buenoa Aires,25000pesos=$36 US, Mon. And Fri. 13:00, 19 hrs TAC, Mendoza,7000 pesos =$10 US, Every Day 8:30,12:00,21:30, -- 6-7hrs TAC, Buenos Aires,25000pesos=$33.5 US, Every Day 10:00, 20 hrs CATA, Mendoza,7000 pesos= $10 US, Every Day 7:30,10:15,23:00, -- 6-7 hrs CATA, Buenos Aires,23000pesos=$31 US, Same 10:15, 20 hrs CATA, Cordoba,20000pesos=$27 US, Same 10:15, 18 hrs O´Higgins, Mendoza,7000 pesos=$10 US ,--Every Day8:15,10:30,14:45,22:00,-- 6-7 hrs Chi-Ar Mendoza,12000pesos=$16 US, 6-7 hrs Nevada, Mendoza,8000 pesos=$11 US,-- Every Day 8:30,10:30,12:30,14:30-- 6-7 hrs Nevada has three different size mini buses-10,14 and 16 passenger Coitram, Mendoza,7000 pesos=$10 US, Every Day 8:30,12:30,14:30, --- 6-7 hrs Coitram has 12 passenger mini buses Alsa also has a new service and they are running a special for 6000 pesos to Mendoza, I seen it today when I was at the bus terminal!! ---
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