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Encontrado 15 registros

  1. EuroTrip 2018 - Dezembro (com leste europeu)

    Fala galera, beleza?! Vou fazer minha primeira EuroTrip em Dezembro deste ano e gostaria muito das dicas e sugestões de vocês. No caminho vai ter o Leste Europeu. Parece loucura pelo fato do inverno, mas vamos lá! hehe Tenho 17 dias para passar (a contar do dia 24 ou 25 de dezembro) e planejei este roteiro (com os custos totais, incluindo hospedagem): Praga: 3 dias / 65,00 Euros / dia (contando refeições sem luxo, alguns passeios pagos e hospedagem) Budapeste: 3 dias / 65,00 Euros / dia (contando refeições sem luxo, alguns passeios pagos e hospedagem) Berlin: 3 dias / 75,00 Euros / dia (contando refeições sem luxo, alguns passeios pagos e hospedagem) Amsterdã: 3 dias / 65,00 Euros / dia (contando refeições sem luxo, alguns passeios pagos e hospedagem) Londres: 4 dias / 80,00 Euros / dia (contando refeições sem luxo, alguns passeios pagos e hospedagem) O que acham? Sabem se o roteiro que montei é factível com os custos que calculei? Não ligo para baladas, refeições em lugares chiques e etc... Curto um pub, com uma bela breja e um role bacana com os brothers! Um abraço e valeu!
  2. Olá pessoal, gostaria da ajuda de vocês. Quero fazer um mochilão para Argentina e Uruguai de no máximo 15 dias. Quero conhecer Rosário, Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este. Quero gastar no máximo 1.500,00 vocês acham que consigo? E se vocês teverem dicas de roteiros mais baratos entrem em contato comigo no email: [email protected] E quem quiser ir comigo, pretendo ir no dia 07 ou 08 de Fevereiro.
  3. TIA POLY - Nunca viaje sem seguro - **ALERTA**

    Fala galera mochileira!!!!! Que saudade da porra!!!! Bão ou não? Quem é das antigas, vai se lembrar de mim.. fiz um relato, um dos mais lidos em 2014 ( + de 70.000 acessos ), a respeito do meu mochilão. Até hoje, têm gente que menciona ele por aqui e eu fico muito feliz! Sou a Tia Poly, muito prazer! Muitas pessoas, até hoje me mandam perguntas sobre esse mochilão fodástico, o sonho de todo mundo que começa a mochilar! Hoje, eu estou aqui para alertá-los mais uma vez: Essa semana recebi mais um e-mail de uma menina, Tati, que estava no Peru e quebrou o braço, quando estava fazendo o passeio em Arequipa ( Canyon del Coca ). Viajou sem seguro, mesmo depois de ler tudo o que eu passei. Resultado: estava apenas no seu 9 dia de viagem, de uma viagem que duraria 30 dias, teve que ficar no hospital, pagou o total de 1.327 dólares para poderem engessar o braço dela e o sonho infelizmente acabou! Gente, não façam economia porca, pelo amorrrrrrrrrrrrrrrr! Já é o terceiro relato que recebo de pessoas que sofreram acidente e tiveram que pagar horrores, por um serviço bem meia boca. E se algo acontecer com você. reze para ser no Peru, pois se for na Bolívia, nossa senhora! E o pior de tudo, é que vocês leram o relato! Um rapaz que passou mal por intoxicação alimentar, pagou o equivalente a 370 dólares apenas para tomar uma injeção. Outra menina, que viajou com uma galera, quebrou o braço fazendo o passeio da Estrada da Morte, pagou 830 dólares para engessar o braço dela e eles fizeram errado, o braço ficou torto! Então, fica o meu recadinho pra vcs! Façam seguro viagem! Aqui tem o meu relato completo desse mochilão com acidente e perrengues, dia a dia: Eu tirei o relato do site, pois a pouco mais de 2 meses, eu criei o meu próprio site, então achei melhor centralizar tudo por lá: http://www.tiapoly.com.br/categoria/mochilao-2014/ Se quiserem ler apenas, o dia do meu acidente, esse é o link (tive coragem e coloquei até a minha foto escrota do acidente): http://www.tiapoly.com.br/18o-cusco-nunca-viaje-sem-seguro-saude-terca-feira/ Logo, postarei um novo relato nesse fórum incrível! Muitas saudades daqui.. estou ainda um pouco confusa com esse layout novo, mas logo estarei de volta! Saudades de todos vcs! Bjão! Tia Poly
  4. Viagem de carona de Curitiba para Chile

    Olá! =) Em junho/18 quero fazer meu primeiro mochilão viajando de carona (pelo menos a maior parte). Vou sair de Curitiba com destino ao Chile (Santiago e Deserto do Atacama). Gostaria de saber se alguém já fez esse roteiro de carona? Qual melhor caminho para ir? Por quais cidades passar? É fácil pegar carona até lá? Alguém pode me ajudar com essas informações? Pretendo apenas ir de carona, mas voltar para Curitiba de avião, pois terei apenas 19 dias de viagem. Muito obrigada! ^^
  5. ROTEIRO EUROPA MARÇO/ABRIL

    Olá pessoas, estou fechando o roteiro do meu primeiro mochilão pela Europa, entre março e maio; pretendo viajar por aproximadamente 55 dias. Estou aberto a dicas e opiniões, grato desde já!! Salvador --> Lisboa - 02 dias --> Barcelona - 04 dias --> Paris - 06 dias --> Londres - 03 dias --> Dublin - 03 dias --> Bruxelas - 02 dias --> Ghet - 01 dia --> Bruges - 01 dia --> Amsterdã - 03 dias --> Berlin - 03 dias --> Praga - 02 dias --> Cesky Krumlov - 01 dia --> Viena - 02 dias --> Bratislava - 01 dia --> Budapeste - 04 dias --> Zagreb - 02 dias --> Liubliana - 01 dia --> Veneza - 02 dias --> Verona - 01 dia --> Bolonha - 01 dia --> Florença - 02 dias --> Roma - 05 dias --> Salvador Ps.: Como podem observar, em algumas cidades vou passar apenas um dia pois o objetivo é fazer uma viagem mais exploratória, isso funciona legal?
  6. MOCHILÃO PELO BRASIL SENDO MENOR DE IDADE

    Boa noite. Como completarei o ensino médio, não vou querer festa de formatura e sim um mochilao com minha amiga pelo Brasil. Escolhi o Brasil pq é menos burocrático já que vou ser menor de idade com 17 anos. Gostaria de saber uma maneira de economizar bastante e um roteiro pelo Brasil com duração no máximo de 1 mês, e que dê pra ficar uns 4 dias em cada cidade. E tbm o que devo levar na mala e os documentos necessários para a hospedagem (partindo de Recife). Valeu desde já!
  7. Deuter: Futura Vario 50 + 10 OU Aircontact 55 + 10

    Olá pessoal! Darei uma volta ao mundo no ano que vem e estou em dúvida sobre qual mochila comprar! Escolhi a marca deuter pela qualidade e tradição, mas empaquei no modelo! Futura Vario 50 + 10 ou Aircontact 55 + 10? Qual das duas é melhor? Vocês sugerem alguma outra da Deuter? Obrigaaado!
  8. 14 dicas infalíveis para viajar gastando pouco!

    Por Lid Costa Ei pessoal, beleza? Quem acompanha o blog sabe que eu tenho PhD em fazer viagens baratas, economizar durante uma viagem e por aí vai... No post de hoje vou contar alguns dos meus truques para viajar gastando pouco dinheiro. São 14 dicas que irão te ajudar a deixar sua viagem bem mais barata. Dá pra economizar com acomodação, alimentação, transporte e tudo que você imaginar! Confira a partir de agora 14 dicas para viajar gastando pouco! #1 Fique em hostels Eu amo hostels! E não é só porque eles são mais baratos, adoro a vibe, a estrutura, o tipo de gente que se hospeda neles. Se você está planejando uma viagem e nunca ficou em um hostel antes, que tal tentar dessa vez? Clique aqui para acessar o booking ou no banner disponível em nosso blog e já comece a pesquisar alguns hostels para deixar sua viagem mais barata. Escolha um que seja bem localizado (dê preferência para aqueles perto de estações de trem ou ônibus) e que tenha uma área de convivência bacana ou um bar, pois aí a interação entre os hóspedes será maior. Continue a Leitura em https://partiuviajar.blog.br/14-dicas-viajar-gastando-pouco/
  9. E ai pessoal, tranquilo?? Eu to planejando de começar um mini mochilão em janeiro de 2018 porém eu sinto que preciso de um empurrãozinho pra pelo menos sair da minha cidade, não vou ter coragem logo de cara de ir a pé pra BR tentar pedir carona, então, alguém por aqui está indo pra santos??? ou pra qualquer cidade próxima? pode ser até Estado próximo, tipo RJ e que possa me deixar perto; Sinto que se for pra ter que já sair falando com as pessoas pra conseguir sair da minha cidade não vou conseguir e isso ta me bloqueando; Comenta aqui em baixo algo que possa me ajudar de qualquer forma, como como pegar carona com caminhoneiros, melhor trajeto pra chegar em santos saindo de curitiba e etc. Outra coisa, alguém aqui já pegou carona em trem de carga? entendo que deve ser ilegal, além de muito perigoso, mas sempre tive curiosidade e é algo que eu quero muito fazer. Eu espero a compreensão de vocês, porque entendo das complicações que podem surgir e outras que vão surgir durante a viagem, então peço pra evitar comentários do tipo "a melhor não ir" "é isso de ruim ou aquilo", eu desde já agradeço ESPERO QUE VOCÊS CONSIGAM ME AJUDAR, PORQUE ESSA VIAGEM TEM QUE ROLAR ANO QUE VEM SE ALGUÉM QUISER SABER POR ONDE QUERO PASSAR EU SAIO DE CURITIBA - QUERO IR PRA SANTOS (AS CIDADES NO MEIO DO CAMINHO NÃO IMPORTAM MUITO) DPS PRA SERRA DO RIO DE JANEIRO, ESPIRITO SANTO, MINAS GERAIS, DEPOIS TOCANTINS E POR ULTIMO NORDESTE (SALVADOR E OUTRAS CIDADES, OUTROS ESTADOS) ESPERO QUE ENTENDAM, PARECE SER UM MOCHILÃO DE VERDADE, MAS EU VOU CHEGAR ATÉ ONDE DER, SEM PRETENSÃO ALGUMA, SE NA METADE DO CAMINHO PRECISAR VOLTAR PRA CURITIBA É ISSO QUE IREI FAZER. PEÇO DESCULPAS POR SER UM TÓPICO MUITO ABERTO COM VÁRIOS TIPOS DE RESPOSTAS MAS É ISSO AI heheheh ESPERO DE CORAÇÃO TER ALGUM TIPO DE RETORNO <3
  10. Nunca tinha ouvido falar de Pancas, a primeira vez que fiquei sabendo da existência dessa pequena e pacata cidade, que fica encravada no meio do Pontões Capixabas, foi num artigo que listava os melhores lugares para acampar no Brasil. A minha primeira reação foi duvidar daquela imagem, afinal, aquilo de nada parecia as terras tupiniquins que eu tanto conhecia. Depois da dúvida veio um misto de desapontamento e ignorância, pois já havia margeado aquela região por algumas vezes e nada sabia sobre ela. De onde nasce o desejo? No caso de Pancas, foi amor à primeira vista. Foi amor assim que meus olhos pousaram na imagem de uma corcova do camelo de pedra vista do sítio Cantinho do Céu. O céu estava azul. Azul que somente era cortado por pequenos pedacinhos de nuvens, mas a beleza do céu era ofuscada por aquela pedra de forma peculiar. Era uma maravilha. Aquela fotografia aglutinou na minha retina e se fixou em meus pensamentos. Por fim, o desejo havia sido criado dentro de mim. Agora era questão de necessidade estar naquela diferente cidade chamada Pancas. Era uma quarta-feira de setembro, dia da minha qualificação do mestrado. Os sentimentos se misturavam. O medo da apresentação mesclava-se com a ansiedade de liberdade que teria nos próximos dias. A intermitência entre medo e felicidade me dominava. Os ponteiros iam passeando pelo relógio levando convosco o medo até ficar apenas a ansiedade. Agora estava eu de frente com minha companheira de tantas viagens e depois de um longo hiato de quase uma ano, estava com minha mochila e juntos estávamos prontos para conhecer novos lugares e novas pessoas. Sentei na poltrona do ônibus e a ansiedade esvaziou-se por completo. Enfim, na estrada novamente, que saudades! No escuro do ônibus em direção a Vitória eu repassava os planos da viagem. As ambições de roteiro era Pancas, subir o Pico da Bandeira e tomar um banho de mar. Nada muito ambicioso, mentalmente eu separei uma porção de dias para cada lugar dos meus 11 dias de liberdade. Essa divisão de dias e um contato rápido com o sítio Cantinho do Céu foram o máximo de planejamento que tive. Há algum tempo tinha migrado de viagens meticulosamente planejadas para apenas ir e acreditar que as coisas aconteceriam naturalmente. Ainda no ônibus conheci um aspirante a jogador de futebol. De início calado com o tempo foi se mostrando uma boa companhia de estrada. O centro de todas as conversas era o futebol. Ele é volante da base do São Bento, natural de Baixo Guandu (cidade vizinha de Pancas), e por suas palavras parecia ter um futuro promissor no mundo da bola. Mundo que eu tanto quis e que hoje me causa um pouco de repulsa, apesar de gostar demais de jogar e assistir os jogos do tricolor. Assim que o ônibus estacionou em Vitória corri pela rodoviária ao encontro de alguma viação que rumasse para Pancas. Era 07h00 e às 07h15 subo no ônibus da viação Pretti com destino Pancas. Era a minha primeira vez no estado do Espírito Santo. Da janela do buzão eu ia conhecendo o entorno que se anunciava das sinuosas pistas do caminho. Muito verde e diversas colinas, morros, montes, pedras e montanhas cruzavam em minha direção e, pela mesma janela, desapareciam rapidamente dando lugar a novos verdes, colinas, montes, morros e montanhas. Tudo era novo pra mim. A novidade não deixava os meus olhos dispersarem do trajeto. Quase no fim, cruzando Colatina vejo o imponente rio Doce que fora tão judiado nos últimos anos. A irresponsabilidade humana somada a falta de chuva na região fez eu presenciar um rio Doce seco, com uma coloração estranha e cheio de ilhotas de areia por todo seu curso. De imponente parecia impotente. A viagem prosseguia e depois de mais algumas dezenas de minutos estava eu, finalmente, em Pancas. Peguei um ônibus circular até o distrito de Palmital e caminhei uns vinte minutos até chegar o sítio Cantinho do Céu. Foto 1 - Primeira foto em Pancas Foto 2 - Caminho para o Cantinho do Céu O sítio Cantinho do Céu tem como dono o Fabinho e sua família. O sítio é muito grande e fica na base da pedra do camelo, dentro de um vale lindíssimo. A estrutura do camping é ótima tendo diversos banheiros, área para cozinhar, churrasco, fogueira e uma extensa área de camping. O Fabinho está construindo alguns Chalés para poder acomodar todo o tipo de público, as obras estão em fase inicial. O valor do camping é de trinta reais a diária com direito a café da manhã. No sítio é oferecido almoço e janta no valor de vinte reais por refeição. Todas as refeições são feitas por sua mãe que é uma gentileza de mulher. Caminhei bastante por todo o sítio. Só de se estar no Cantinho do Céu você tem paisagens suficientes para sorrir o tempo todo. Caminhar e se deixar perder pelo vale é ser surpreendido a todo momento, ora por um ângulo novo das gigantescas pedras ora por uma imensidão de flores de todas as cores. Tranquilidade e paz é o que se recebe a cada passo por aquelas terras. Foto 3 - Lar do lar Foto 4 - Redondezas do sítio Cantinho do Céu Foto 5 - Redondezas do sítio Cantinho do Céu Foto 6 - Redondezas do sítio Cantinho do Céu Foto 7 - Redondezas do sítio Cantinho do Céu Foto 8 - Redondezas do sítio Cantinho do Céu Foto 9 - Redondezas do sítio Cantinho do Céu Num dos dias fui fazer a trilha para o topo da pedra do camelo. O Fabinho também é guia, dos bons por sinal. Ele cobra o valor de dez reais por pessoa para um grupo de tamanho, razoavelmente, grande. Nessa trilha tive a companhia da Ju e do Rodrigues, dois cariocas. Na maioria das vezes dispenso guias, mas nesse caso não vale a pena, existem trechos difíceis, que dependendo da habilidade de cada um, é necessário utilizar equipamentos de rapel e escalada Além de ter mais segurança com a presença do Fabinho você será presenteado com sua camaradagem. O início da trilha é bem tranquilo. Caminha-se durante uns 30 minutos diante de uma vegetação agradável.até chegar ao pé da pedra. Já no começo da pedra tem uma parte em que caminha-se com o auxílio de corda, por causa da inclinação lateral. Depois é só subida. Ora com caminhadas com grandes subidas e ora com pequenas escaladas. Assim se vai pelo caminho. Subindo pela pedra do camelo. Primeiro se conquista a primeira corcova, na sequência a segunda corcova e por fim a cabeça daquele camelo gigantesco feito de pedra. Acredito que levamos umas duas horas pra subir. Ao chegar no topo acima do camelo, o esforço é compensado com uma das mais belas que você poderá presenciar nessa vida. Estando lá só resta sentir e agradecer. Ficamos uns quarenta minutos no topo. Depois descemos tranquilamente e no meio da descida ainda adentramos numa espécie de “janela” alojada em uma das corcovas do camelo. Depois seguimos mais lentamente até voltarmos ao sítio Cantinho do Céu, ponto de partida da trilha. Foto 10 - Trilha Pedra do Camelo Foto 11 - Trilha Pedra do Camelo Foto 12 - Trilha Pedra do Camelo Foto 13 - Trilha Pedra do Camelo Foto 14 - Trilha Pedra do Camelo Foto 15 - Trilha Pedra do Camelo Foto 16 - Trilha Pedra do Camelo Foto 17 - Trilha Pedra do Camelo Foto 18 - Trilha Pedra do Camelo Foto 19 - Trilha Pedra do Camelo Foto 20 - Trilha Pedra do Camelo Foto 21 - Trilha Pedra do Camelo Numa tarde, de moto o Fabinho me levou até a pista de voo. A pista fica uns 30 quilômetros longe do sítio, meio que impossibilitando ir caminhando. Ao estar na pista de voo se tem uma visão panorâmica do monumento dos Pontões Capixabas, lindo demais. Minha visão favorita de Pancas é essa. Pena que o dia estava nublado e não tive a melhor cena do lugar, mas nada que me tirasse a excitação de presenciar aquela beleza com meus próprios olhos. Acredito que voar de parapente ali deve ser das melhores experiências, pena que o pessoal não estava por lá nesse dia. Foto 22 - Vista Pista de Voo Foto 23 - Vista Pista de Voo Foto 24 - Vista Pista de Voo No meu penúltimo dia fui até a cidade de Pancas caminhando. A cidade fica uns 10 km do sítio. Todo percurso é belo. Primeiro avista-se a pedra do camelo e fica difícil de acreditar, por aquele ângulo, que dias atrás tinha conquistado o topo. A caminhada é tranquila. E cada novo passo, novos cenários, novas belezas. O ângulo de incidência da luz do sol nas pedras fazem elas mudarem de cor constantemente. Passei o dia caminhando e em tom de despedida olhava tudo atentamente. Naquela noite arrumei minhas coisas e decidi ir para Guarapari no próximo nascer do sol, e tomar o imaginado banho de mar. Foto 25 - Caminho Cantinho do Céu até a cidade de Pancas Foto 26 - Caminho Cantinho do Céu até a cidade de Pancas Foto 27 - Caminho Cantinho do Céu até a cidade de Pancas Foto 28 - Caminho Cantinho do Céu até a cidade de Pancas Foto 29 - Caminho Cantinho do Céu até a cidade de Pancas Foto 30 - Caminho Cantinho do Céu até a cidade de Pancas Foto 31 - Caminho Cantinho do Céu até a cidade de Pancas No dia seguinte, logo cedo, o Fabinho me deu uma carona até a rodoviária e fui embora rumo ao litoral. Meus eternos agradecimentos ao Fabinho e sua mãe pelo acolhimento, companheirismo, simplicidade e por fazer dos meus dias em Pancas os melhores possíveis. Muito Obrigado! Guarapari foi uma passada rápida de dois dias corridos. Fiquei próximo a praia do Morro. Tomei o banho de mar, o tempo não era dos melhores e a água estava gelada, mas nada que me desanimasse de entrar no mar. O que vale comentar desses dias é o Morro da Pescaria, fiz a trilha que leva até a praia do Ermitão e depois voltei margeando as praias da reserva. vale demais a pena aquele lugar. De resto, caminhei pela orla da praia do Morro. Foto 32 - Guarapari Foto 33 - Praia do Ermitão Foto 34 - Praia do Ermitão Foto 35 - Praia do Morro De volta a Vitória, conheci um pouco do centro histórico. Vi a mostra de cinema do Espírito Santo. Posteriormente, segui meu caminho para o Alto do Caparaó. A estrada era companhia novamente. Viajar pelas estradas do ES é garantia de boas paisagens. Entretanto, esta linha de ônibus tem como uma das paradas a cidade de Domingos Martins e dias antes um grupo de dança da cidade havia morrido num acidente rodoviário próximo a Guarapari, enfim, o ônibus estava cheio de parentes das pessoas falecidas nesse desastre. A tristeza pairava naquela viagem. Não consigo expressar em palavras a perplexidade daqueles momentos. Todos vinham conversar comigo achando que eu também havia perdido um ente querido, e assim, ficava sabendo histórias das pessoas que haviam partido, com isso a tristeza aumentava pois cada vez mais me tornava mais íntimo daquelas pessoas que eu não teria mais chance de conhecer. A garganta secava e palavras de conforto não saiam da minha boca. Depois de passar Domingos Martins e sua Pedra Azul o ônibus esvaziou. Dormi um pouco enquanto a placas indicavam a proximidade da fronteira com Minas Gerais. Finalmente, o ônibus estacionou em Manhuaçu e de lá já peguei outro ônibus para Alto do Caparaó. Parece clichê ficar falando das belezas do entorno do caminho, mas é lindo demais aquele pedaço de Minas até chegar, por fim, em Alto do Caparaó. Desci no ponto final do ônibus. Andei poucos metros até a pousada Serra Azul. Conversei com a Lani, gente boa demais, e consegui um quarto, com banheiro e café da manhã por cinquenta reais. Deixei minhas coisas no quarto e fui reconhecer a cidade e obter informações sobre a subida noturna que iria fazer até o Pico da Bandeira. Antes do início do dia já estava na cama pronto para dormir. Foto 36 - Vista de frente a pousada Serra Azul Acordei tarde. Desci para tomar o café da manhã e lá encontro diversos tipos de sucos e o melhor era o suco de couve com limão. O café colhido e moído no próprio cafezal da pousada é bom demais também. A região do Caparaó é famosa pela qualidade de seus cafés, sendo considerado os melhores do Brasil. Depois fui no mercado comprar comida para levar para o acampamento e para a subida. Refiz a mochila e logo depois do meio dia segui para o Parque Nacional do Caparaó. Para quem faz a subida ao Pico da Bandeira por Alto do Caparaó (a outra possibilidade é por Pedra Menina - ES) a trilha (só ida) tem cerca de 7,5 km, saindo do Terreirão. Por esse trajeto encontra-se duas áreas de campings: Terreirão e Tronqueira. Terreirão está no inicio da trilha e há um espaço grande para camping, além de dar acesso a trilha para o Vale Encantado e ficar do lado do mirante. No meio do trajeto encontra-se o camping da Tronqueira, que na atualidade é proibido acampar. Para acampar no parque é necessário entrar em contato e pedir permissão. Cheguei no Terreirão e logo montei a barraca. A ideia era sair umas 11 horas da noite rumo o pico da Bandeira. Aproveitei que era dia e fui conhecer o Vale Encantado e fiquei por lá um bom tempo. Na volta encontro com o Sairo, guia local que estava guiando um casal para o pico, ele já havia me dado todas as dicas possíveis para a subida anteriormente. Sairo é gente boa demais (vício de linguagem, mas não consigo me referir de outra forma). Ele ia fazer a subida noturna também e me disse para subir até a Tronqueira e ficar por lá numa casa de pedra junto com eles e assim, descansar mais durante a noite. Peguei meu saco de dormir coloquei na mochila e deixei minha barraca montada no Terreirão e comecei a caminhada rumo a Tronqueira. A trilha demorou umas duas horas, é relativamente tranquilo a orientação e a dificuldade é moderada. Cheguei na Tronqueira recepcionado por um trio de guaxinins. Vimos o pôr-do-sol do mirante, jantamos e logo nos esticamos no chão da casa de pedra, na tentativa de dormir para a subida que estava tão próxima. Foto 37 - Vale Encantado Foto 38 - Vale Encantado Foto 39 - Vale Encantado Foto 40 - Vale Encantado Foto 41 - Por-do-sol Tronqueira O barulho do roer dos ratos dá lugar ao som grosseiro do despertador. São 3 horas da manhã, embrulhado no chão vou retomando os movimentos do corpo. Sem os limites do saco de dormir retomo a liberdade. O frio aumenta. As luzes das lanternas cortam a escuridão. As mochilas levitam em direção de suas respectivas companhias. Tudo pronto, hora de sair do abrigo. No abrir da porta o vento frio anuncia-se. Cada partícula do corpo se agita em movimentos frenéticos na tentativa frustrada de aquecimento. À volta quase tudo é escuridão, exceto por uma linha de luz que segue na direção do meu nariz. O céu está limpo e infinitas estrelas pintam o céu. O pescoço começa a doer de tanto olhar para cima e a luz da lanterna se perde no brilho daquele céu tão povoado. Inspira. Expira. Nariz para a esquerda. Inspira. Expira. Nariz para a direita. Inspira. Expira. Nariz para a esquerda. Ufa!. O toco de madeira pintado de amarelo é iluminado. Caminho certo. Descanso. Muito frio. Inspira. Expira. Olha pro céu. Toco amarelo. Frio. Inspira. Expira... Enfim, o topo. O relógio marca 04:37. Acima de 2852 metros o frio intenso frustra qualquer sensação de alívio. De volta a proteção do sarcófago de pano. Somente os olhos estão nus e eles miram o céu, logo o sol chega e aquele céu cheio de estrelas se desfaz. São 05:10 e os primeiros raios de sol surgem no horizonte. Num ritmo frenético o sol vai avançando e eliminando a escuridão ao seu redor. O frio diminui. As nuvens vão se acumulando na medida que o sol vai subindo. Não há mais fôlego, mas não por cansaço e sim pela paisagem. Tira o fôlego aquela beleza de lugar. Foto 42 - Nascer-do-Sol no Pico da Bandeira Foto 43 - Nascer-do-Sol no Pico da Bandeira Foto 44 - Nascer-do-Sol no Pico da Bandeira Foto 45 - Nascer-do-Sol no Pico da Bandeira Foto 46 - Nascer-do-Sol no Pico da Bandeira Foto 47 - Nascer-do-Sol no Pico da Bandeira Foto 48 - Nascer-do-Sol no Pico da Bandeira Foto 49 - Nascer-do-Sol no Pico da Bandeira Foto 50 - Nascer-do-Sol no Pico da Bandeira O Pico da Bandeira é o terceiro maior pico do Brasil com seus 2852 metros de altitude, e diz a lenda que tem esse nome pois na época do império brasileiro D. Pedro II mandou colocar uma bandeira em seu topo, pois até então imaginava-se que o Pico da Bandeira era o ponto mais alto do Brasil. O ponto mais alto do Brasil é o pico da Neblina (2995 metros) que localiza-se próximo a fronteira da Venezuela na região amazônica conhecida como cabeça do cachorro (por causa da sua forma no mapa) perto da cidade de São Gabriel da Cachoeira. A fronteira entre Brasil e Venezuela também abriga mais dois dos dez pontos mais altos do Brasil, o Pico 31 de Março (2974 metros) e o Monte Roraima (2739 metros), segundo e sétimo respectivamente. Já o Caparaó abriga também o Pico do Cristal (2769 metros) sexto mais alto do Brasil. Sairo e o casal logo se vão. Em contrapartida uma família que subiu pelo Espírito Santo havia chegado, porém vinte minutos depois vão embora. Estou sozinho no topo. Mentira está eu, o sol, o vento forte e aquele mar de nuvens. E assim ficamos eu, o sol e o mar de nuvens por mais de quatro horas, pois o vento já não tinha mais força. Perto das 09h30 dou inicio a descida. Foto 51 - Descendo Volto lentamente. Aproveito tirar um cochilo na Tronqueira, até ser acordado por um guaxinim querendo roubar minha maçã. Continuo a descida. Sigo bem devagar. Chego no Terreirão e conheço um casal que está de passagem pela cidade e estavam atrás do mirante. Começo a desfazer o acampamento e vejo que existe outra barraca. Os donos eram outro casal, e por coincidência o Rafael é da mesma cidade que eu (Rio Claro-SP), eles iriam subir o pico naquela madrugada. Conversei um pouco com eles e segui rumo a cidade, uns 10 km me separavam de Alto Caparaó. No meio do caminho o primeiro casal estava voltando e me ofereceu carona. Aceitei. Eles tinham boas histórias, afinal eles cuidam de uma pousada de aventura em Socorro. Chegamos em Alto Caparaó. Agradeci a carona e segui para o primeiro bar aberto para tomar a tão desejada cerveja pós subida. Enfim, o troféu. Foto 52 - Mirante No dia da partida, segui para os recantos do café. Acordei bem cedo e fiquei toda a manhã caminhando entre cafezais. Olhava tudo com atenção. Na hora do almoço refiz minha mochila, me despedi da Lani e de um pessoal que havia conhecido na pousada e segui para Manhumirim. Ainda tinha que voltar pra São Paulo e depois para Rio Claro. Foto 53 - Redondezas Alto Caparaó Foto 54 - Redondezas Alto Caparaó Foto 55 - Redondezas Alto Caparaó Foto 56 - Redondezas Alto Caparaó Foto 57 - Redondezas Alto Caparaó Nesses poucos dias de mochilão tive a oportunidade de conhecer dois lugares fantásticos: Pancas e Alto do Caparaó. Lugares esses que já são dos meus favoritos. Recordar esses dias me faz reviver as felicidades daqueles onze dias de longas caminhadas. Vou encerrar esse relato com um trecho de um dos meus livros favoritos que traduz bem melhor o que eu senti nesses dias que relatei. "Assovia o vento dentro de mim. Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara." O livro dos abraços, Eduardo Galeano Nos vemos pela estrada. Beijos na alma. Diego Minatel
  11. Olá, meu nome é Mariana Christiano, tenho 24 anos e moro no interior de São Paulo. Neste ano, no mês de Julho, embarquei em Guarulhos destino ao aeroporto de Viru-Viru em Santa Cruz de La Sierra (BOL), para começar um mochilão de 27 dias pela Bolivia, Chile e Peru. O roteiro do meu mochilão é um dos mais tradicionais, sempre relatado aqui no mochileiros.com, mas por mais tradicional que seja o roteiro, cada relato é tão particular que as experiências compartilhadas aqui no blog são sempre válidas. Então, neste meu relato extremamente pessoal, resolvi contar a viagem que aconteceu dentro de mim, enquanto conhecia o mundo afora. Sou praticante a algum tempo de yoga e meditação, participo de retiros, chás e afins que englobam toda esta filosofia de vida que possui traços budistas, mas que prefiro não vincular com nenhuma religião, e sim chamar de um processo de espiritualização do ser, totalmente particular e único. Com isso, que fique muito claro, que as experiências e técnicas que irei relatar aqui podem não servir para todas as pessoas, mesmo que elas tenham o mesmo desejo que eu: se autoconhecer. É preciso começar esse relato desvendando os mitos que giram em torno da meditação. A meditação não é uma prática onde a pessoa fica sentada na mesma posição por tempos sem pensar em absolutamente nada, pois (se fomos parar para pensar, rs) só de se pensar em não pensar em nada já se está pensando. A meditação prega apenas que a pessoa se atente ao presente, sempre resaltando que na vida é apenas este momento que importa. Por isso esse tipo de vivência é muito recomendada para ansiosos, angustiados e depressivos, pois se exclui as preocupações com o futuro e as angústias do passado. Partindo deste principio, vários tipos de meditação podem se aplicar em um mochilão, como por exemplo, meditações ativas, contemplativas, observativas, etc. Depois de embarcar em Santa Cruz e passar por algumas cidades cheguei no primeiro lugar em que achei digno de uma linda meditação, o Salar do Uyuni. A primeira meditação que pratiquei no Salar foi a contemplativa, que nada mais é que contemplar a beleza do lugar. Pode parecer simples, porém experimente contemplar algo bonito sem que na sua cabeça estejas pensando no que vai jantar hoje, ou no dinheiro que já gastou na viagem, etc. Tente apreciar a beleza do lugar e apenas isso, viver o momento presente. Observei toda aquela imensidão, e após isso me permiti me observar. Assim, sentei no meio do Salar e comecei uma prática meditativa chamada Vipassana, ou atualmente muito conhecida como Mindfulness, a meditação da atenção plena. Nesta prática, fechei os olhos e aproveitei todo o conforto do silêncio para me observar, desde minha respiração, até meus arrepios, meus pensamentos; e é só isso mesmo, parar e se observar, sem julgamentos ou repulsas. Se estiver feliz pela viagem, observe esse sentimento e o que ele provoca em você, ou se estiver triste (o que acho difícil naquele lugar maravilhoso, mas pode acontecer) observe também, investigue-se. Depois me levantei, tirei fotos, conversei e deu tempo de fazer tudo, ou seja, apreciei com calma toda aquela experiência única. Por isso sempre recomendo para amigos interessados em conhecer o Salar do Uyuni o percurso que dura três dias. Vale muito apena e se tem um bom tempo para tudo. (Observação: em épocas que o Salar está coberto com uma camada de água, a meditação Vipassana pode ser feita em pé, o importante é apenas manter-se com a coluna ereta) As noites no Salar do Uyuni também são um espetáculo a parte. O céu é completamente límpido e a falta de luz ao redor permite que nossos olhos se acostumem com o céu e ao passar de cada minuto é possível ver mais e mais estrelas. Não preciso nem repetir que a meditação contemplativa aqui é fácil, mas além de contemplar as estrelas podemos usá-las como um objeto fixo de meditação. Muitas vezes quando estamos com a mente agitada, podemos escolher um objeto para observa-lo durante um tempo. Esse estado é para simplesmente focar a mente em um ponto fixo. Porém, é mais tedioso quando esse ponto fixo não oscila em absolutamente nada, por isso as estrelas e o fogo são ótimos objetos meditativos. Deite no chão próximo ao seu hostel de sal, aprecie e observe o que será, provavelmente, um dos céus mais lindos que verá em sua vida. Essa noite é um verdadeiro privilégio! Depois do espetáculo que foi o Salar, cruzamos a fronteira e chegamos ao Chile, mais precisamente na pequena e apaixonante "cidadezinha" de San Pedro de Atacama. O lugar oferece mil e uma opções de passeios, e em todos eles é possível contemplar, observar e investigar a paisagem e o eu. Desde um banho congelante na Laguna Cejar, que fará você descobrir dores nunca antes sentidas pelo seu corpo, até passeios de bike totalmente relaxantes. Como nesse último exemplo, tive o prazer de pedalar pelas formações rochosas da Garganta Del Diablo, uma verdadeira meditação ativa. A meditação ativa é simplesmente focar na atividade que esta sendo realizada. Posso exemplificar esse estado com uma atividade simples: lavar louças. Quando lavamos louça geralmente não prestamos atenção na atividade em si, estamos ouvindo o jornal, pensando no almoço, etc; Com isso na meditação ativa se propõe que prestemos atenção na atividade em si, e assim no passeio de bike me propus a viver o momento presente, observando meu ritmo, respiração, pedaladas e equilíbrio. Em uma atividade física o controle da mente é crucial, principalmente quando é necessário superar limites. Fazia no mínimo 15 anos que eu não pedalava, não foi fácil, mas foquei e fui. Creio que nossos limites são impostos por nossa própria mente, é preciso sempre focar em superá-los. Medite sobre suas dificuldades. Ainda no Chile, conheci a cidade de Arica, a única em meu roteiro que é banhada pelo oceano. Oceano este que eu ainda não conhecia, o Pacífico, e que prazer enorme foi vê-lo pela primeira vez. No centro da cidade existe o morro de Arica, um ponto com 130m de altura que conta com um mirante e uma vista do oceano lindíssima. Nem preciso dizer que contemplei muito aquele lugar, e senti toda a sensação maravilhosa que a brisa do mar provoca em nosso corpo. Fiquei na cidade apenas um dia, mas como sou apaixonada por água, confesso que essa parada fez toda a diferença para mim. Sensações que só quem tem mar até no nome, irá entender. Finalmente chegamos ao Peru, último país do roteiro, mas com muita coisa linda ainda para conhecer. Passamos por várias cidades, muitas horas de viagem dentro de ônibus e vans, por vários dias, conhecendo muitos pontos do país, sempre em direção a mística Machu Picchu. Chegando em Cusco, fechamos os pacotes mais básicos para conhecer as construções Incas. O que posso concluir com isso? Que todos os percursos que poderíamos fazer a pé, a fim de economizar, nós fizemos! E que lindo foi ir da famosa hidroelétrica até Águas Calientes caminhando, fico pensando como seria sem graça fazer todo aquela trilha em apenas 30 minutos de trem. Ar puro, barulhinho das águas do rio por todo o caminho, sombra e zero pressa. Com quase nenhum trecho de subida ou descida, é só caminhar, contemplar, sentir e ser feliz. Dizem que o importante na vida é realmente isso, não é? Não só buscar a felicidade, e sim ser feliz durante todo o caminho de busca. Eu estava indo de encontro a uma das 7 maravilhas do mundo, mas durante todo o caminho eu já fui privilegiada. No dia seguinte madruguei e segui também de trilha para Machu Picchu, e nesse percurso assumo, perdi o foco. A escadaria é de tirar o fôlego de qualquer maratonista olímpico, mas cada um no seu ritmo, todos conseguiram chegar. Completei o percurso em uma hora, cheguei antes até dos meus amigos que foram de ônibus e por um pouco não vi o nascer do sol lá de cima. Lembro-me que era uma segunda-feira, a menos monótona e mais desafiadora da minha vida até hoje. Machu Picchu em si é linda e mística mesmo, mas é uma verdadeira competição por espaço. É enorme, mas cheia de turistas por todos os cantos, e confesso que preciso de calmaria para apreciar, pois ao contrário observo mais as pessoas do que o lugar em si. Naquela manhã minha felicidade verdadeira foi descobrir, quase já na hora de ir embora, a trilha da Ponte Inca. Praticamente vazia, apreciei uma das vistas mais lindas (e altas) da minha vida. Ao som do vento e alguns pássaros, ali eu não sei explicar por que, mas chorei por um tempo. Uma mistura de gratidão e felicidade tomou conta de mim, e nos poucos, mas maravilhosos minutos que passei ali pude enfim agradecer por todos aqueles momentos que estava vivendo. Fui capaz até de me adiantar e já agradecer pelos próximos dias que ainda viajaria. Agradeci por quem veio comigo, por quem esbarrei no percurso, e até por quem o meu caminho não cruzou. Minha viagem, graças ao universo, foi sem contratempos sérios e isso era um enorme motivo para agradecer, principalmente para mim, mochileira de primeira viagem. Nesta manhã percebi que agradecer é meditar com amor, amor do mais puro. Depois de alguns dias retornei para casa, e assumo que foi difícil meditar no meu presente tão sem graça perto das lembranças que tinha no meu coração. Aos poucos fui me reacostumando com o ritmo calmo e um pouco entediante da vida normal porém, sinto que o golpe é mais brando quando se tem a sensação que todos os momentos foram vividos, contemplados e sentidos inteiramente. Dizem que a energia está onde nosso pensamento está, e hoje concordo com isso fielmente, pois minha energia foi conduzida certeiramente para cada lugar que relembrei neste texto, e sinto que isso também é emanado por cada relato que leio aqui no mochileiros.com. Por fim, meditar não é nada de mais, é apenas viver a vida nua e crua, seja aqui, na Bolivia, no Chile ou no Peru, em qualquer lugar desse planeta, ou até fora dele, quem sabe!? Medite, toda positividade precisa circular, ESPALHE!
  12. Como viajar de graça em troca de trabalho

    Viajar de graça talvez seja o sonho da grande maioria das pessoas. Você mesmo, não gostaria deviajar de graça pelo mundo? Aposto que a resposta foi sim. Não se preocupe, não estou lendo a sua mente, eu também responderia sim. Agora preste atenção: Sabia que é possível sim viajar de graça? Ou se não, gastando muito pouco! Quer descobrir como? Vem comigo que eu te mostro! Aliás, quem vai te contar o segredo de como viajar de graça vai ser o Gilmar. Esse é o segundo episódio da série 10 Minutos no Sofá, e nele eu conversei com o Gil sobre como ele passou 2 meses na Argentina e gastou apenas 2.300 reais, incluindo passagens! Bora viajar de graça? Obs: As fotos desse post são fotos minhas, que representam a ideia de viajar de graça. O Gil acabou perdendo todas as suas fotos do intercâmbio. A série 10 Minutos no Sofá Com objetivo de transmitir a essência de sair da zona de conforto, quebrar preconceitos e conhecer novas culturas, surgiu a série 10 Minutos no Sofá. Uma série onde eu chamo uma galera pra bater um papo, pessoas que fizeram viagens transformadoras. Experiências que influenciaram o seu jeito de viver e seus valores. Deixe-se levar pela conversa e inspire-se a Tirar a Bunda do Sofá. Ainda não viu o primeiro episódio? Caramba! Você não sabe o que está perdendo! Nele eu converso com a Dani, que com 20 anos fez trabalho voluntário em Moçambique. Ela trabalhou dando palestras e ensinando o povo a cultivar o próprio alimento. Foi assaltada, teve seu computador furtado e pegou malária. Uma experiência incrível que mudou a vida dela, e vai fazer você repensar em alguns pontos de vista. Quer saber mais? Clique na imagem abaixo: 10 Minutos no Sofá com Gil O gosto pela viagem veio no ensino médio, quando Gil teve seus primeiros contatos com intercambistas, que traziam experiências totalmente diferentes do que estava acostumado. Mais tarde, já na faculdade, sem grana e com muita vontade de viajar, Gilmar começou a procurar meios de juntar dinheiro, e também um meio de viajar gastando pouco. Descobriu em um livro a fórmula para viajar de graça, ou pelo menos gastando muito pouco. Basicamente a regra é a seguinte: Quanto mais valor você gerar para o meio em que estiver, mais barata será sua viagem. Trabalhando em troca de comida e hospedagem em Montenegro Mas o que significa isso? Você pode gerar valor de diversas maneiras enquanto viaja. Alguns vendem artesanato na rua, outros trabalham como voluntários em fazendas ou hostels, que foi o que eu fiz, e muitos trabalham em ONGs, que é o caso do Gil. O Gil já trabalhava como voluntário em uma organização, ou seja, já estava gerando valor. E dentro dessa organização, surgiu a oportunidade de fazer um intercâmbio sem pagar a taxa. Joelma e seu filho João, que me hospedaram na Alemanha Esse é só o começo da história. Um intercâmbio social e cultural de 2 meses na Argentina, gastando R$ 2.300,00 ao total, já com passagem. Não acredita? Então veja o video abaixo e descubra o segredo. Como viajar de graça (ou quase) Confira abaixo os pontos principais desse bate papo incrível com o Gil. Quando você descobriu que gostava de viajar? Minha vontade de querer viajar começa no ensino médio, quando eu comecei a ter contato com pessoas de outros países. Eu via que elas tinham uma visão de mundo bem diferente. E além disso, também nossos amigos que fizeram intercâmbio nessa época, voltavam trazendo histórias muito interessantes. Das tuas viagens, qual foi a que mais te marcou? Sem dúvida minha viagem pra Argentina. Eu fiz um intercâmbio de 2 meses lá, trabalhando em ONGs que ajudam pessoas com necessidades especiais. Você gastou apenas R$ 2.300,00 nessa viagem. Como? Eu queria muito viajar, mas na época ganhava muito pouco e não conseguia juntar grana, então comecei a pesquisar maneiras de viajar de graça ou gastando muito pouco. Almoçando com Anas, que me hospedou no Marrocos Acabou que achei um livro que dizia basicamente isso: quanto menos conforto e quanto mais valor você gera, mais barata sai a viagem. E ai existem diversas maneiras de gerar valor, você pode vender artesanato, trabalhar em ONGs e por ai vai. E como isso funcionou pra você? Em determinado momento eu tava com R$ 1.200,00 guardados, e decidi já fazer uma viagem menor com essa grana. Fui de ônibus para Búzios, foram quase 30 horas de viagem. E ai eu vi que se eu baixar meu nível de conforto eu poderia viajar muito mais. E no seu intercâmbio para a Argentina? Nesse caso eu estava trabalhando na AIESEC, e por ter liderado alguns projetos lá dentro, eu fiquei isento da taxa de intercâmbio. Ou seja, eu gerei valor para eles e acabou que a parte mais cara da viagem foi eliminada. Mochilão que fizemos para o Rio de Janeiro Mas o resto da grana? Então, mesmo assim eu achei que não daria, pois eu tinha só R$ 2.300,00 pra passar 2 meses lá. Mas ai um colega meu disse o seguinte: “Olha Gilmar, essa promoção não vai acontecer de novo, logo você vai trocar de curso na faculdade, vai começar a trabalhar, seus custos de vida só vão aumentar, você vai ter cada vez menos tempo e oportunidade.” E é isso mesmo, você vai criando vínculos com várias outras coisas e deixa as oportunidades passarem. Então eu fui e deu certo. E sempre vai dar certo, é só fazer acontecer. E qual era o seu trabalho na ONG? Cara na verdade o projeto não especificava o que cada um iria fazer. Você chegava lá, via a necessidade e atuava em cima disso. Algumas precisavam melhorar a administração, outras precisavam captar dinheiro e assim por diante. Zeid à direita, que me hospedou na Croácia Eu cai num projeto onde a ONG queria que o pessoal fizesse mais atividades físicas e manuais, pra que não ficassem de bobeira o dia todo. Uma das coisas que a gente fez foi desenvolver uma horta, e o mais legal é que depois a gente fez um banquete com as coisas que eles mesmo plantaram. Esses só alguns dos pontos desse bate papo fantástico com o Gil. Uma experiência enriquecedora que transformou a maneira de levar a vida, não só em como viajar de graça mas também no dia a dia. Em breve mais episódios, com pessoas inspiradoras que vão te fazer repensar o jeito em que vivemos. Tire a Bunda do Sofá.
  13. Resolvi escrever minha opinião sobre Gent após ser surpreendida positivamente pela cidade e por não vê-la (ou ver muito pouco) em destaque nos guias de viagem e nos relatos de mochileiros que vem pra Europa! Na Bélgica, o pessoal costuma ir pra Bruxelas e Bruges e acaba deixando Gent de fora! Estou tendendo a concordar com o guia Lonely Planet que Ghent é a cidade mais subestimada da Europa! Bom, vamos por partes. Morei na Europa em 2009 e visitei 12 países e várias cidades, incluindo Bruxelas e Bruges – esta última sempre citada por viajantes quando se trata de roteiros pela Bélgica. Voltei pra Europa agora em 2017 pra estudar e desde então estou morando em Ghent. Antes de chegar aqui, imaginei que fosse encontrar mais uma cidade histórica com universidades, como várias outras que vi nas minhas viagens em 2009. Um grande engano! Ghent é uma cidade medieval muito autêntica, mas que ao mesmo tempo respira modernidade e cultura. As fachadas de todas as construções históricas estão conservadas, então caminhar pela cidade te faz sentir que você voltou no tempo! Além disso, a prefeitura de Gent fez um projeto de iluminação muito bacana e, todos os dias, as principais construções históricas da cidade são iluminadas ao anoitecer. Gent ganhou vários prêmios internacionais por conta desse projeto de iluminação. Ou seja, andar de dia ou à noite pela cidade são coisas completamente diferentes e uma atração à parte! Pra mim, Gent é a cidade mais viva da Bélgica: mais de 20% da população é universitária, o que faz com que não falte agitação durante o ano todo. São bares, restaurantes, festivais, shows, concertos e toda sorte de opção cultural que enriquece os dias e as noites da cidade, tornando-a viva e agitada, com opção para todos os gostos e bolsos. Opções gastronômicas são infindáveis e atende todos os budgets: cervejarias, bistrôs, restaurantes sofisticados e fast food belga, além das inúmeras opções vegetarianas. Pra mim, que sou vegetariana há muitos anos, aqui é um paraíso. Quando cheguei aqui, descobri que Gent é considerada a cidade com maior número de restaurantes vegetarianos/veganos da Europa – é chamada de capital veggie da Europa! Sensacional! Além de todas as atrações turísticas, como moradora posso afirmar que a cidade é muito organizada e muito fácil de se locomover – seja de bike ou transporte público. O ambiente multicultural também é muito presente: os belgas estão acostumados com um clima internacional por aqui e recebem gente de fora muito bem. E é fácil de chegar de qualquer lugar da Europa de trem. A Bélgica fica no coração da Europa, isso facilita o acesso! Então, pra quem estiver lendo esse relato, considere adicionar Gent no roteiro se estiver vindo pra Bélgica ou viajando entre França e Holanda! Bom, pessoalmente eu preferi Ghent muito mais que Bruges. Se tiver tempo, coloque as duas no roteiro! Se não, eu ficaria com Gent! Ah, uma sugestão de lugar pra ficar: esqueça todos os hotéis que achar na net. Esse é o melhor lugar que você vai achar. Chama Bed in Gent. É um Bed and Breakfast super em conta mas com cara de hotel! Fiquei aqui por 19 dias quando cheguei na Bélgica porque meu flat ainda não estava disponível. O Tom é o proprietário, são dois quartos apenas mas muito bem mobiliados, espaçosos e confortáveis, com cama de casal e banheiro com banheira. Café da manhã muito gostoso e localização excelente: fica perto da estação de trem, poucos minutos de caminhada dos principais pontos turísticos e em uma vizinhança tranquila e silenciosa. O Tom é um belga sensacional, que me ajudou com tudo que precisei durante minha estadia. Tivemos boas conversas sempre ao som de bossa nova – que ele curte muito! Pesquisei bastante antes de vir e o custo-benefício de ficar no Bed in Gent é infinitamente melhor. Vou deixar o link e o email dele: [email protected] – www.bedingent.be Bom, é isso! Me senti na obrigação de compartilhar um outro ponto de vista sobre a Bélgica. Muitas vezes quem planeja uma viagem com um roteiro apertado – muitos lugares e poucos dias – pode acabar deixando de fora esses bons destinos que não são tão citados!
  14. 29 dias por Tailândia, Laos, Vietnã, Camboja e Indonésia (Bali) - Abril 2017 Vim deixar aqui mais um relato pra posteridade rs Dessa vez decidi fazer algo mais resumido, pq sinceramente acredito que já temos ótimos relatos dessa região. Meu tópico vai servir mais como um complemento: atualizar algumas infos já que fui esse ano (2017), adicionar detalhes que eu achei importantes e que não li nos outros relatos (coisas como Songkran no Laos e tatuagens com monges de domingo) e principalmente dar o meu ponto de vista dos lugares visitados. Sabe como é né? Uma mesma pessoa pode ter impressões muito diferentes sobre um mesmo lugar. Se vc procura algo mais completinho recomendo fortemente que leia o relato da Paula Yasuda e da Helen Pusch. [desabafo mode ON] Dessa vez não vou disponibilizar planilha de custos. Alguns arrombados simplesmente se apropriaram das planilhas que fiz em trips anteriores, atualizaram uma ou outra info e hospedam orgulhosos em seus blogs, sem citar fonte, dar credito nem porra nenhuma... tem página no face disponibilizando minhas planilhas mediante like... mano os caras são tão toscos que mantiveram nas planilhas até meus erros de português... o mais triste é que se não bastasse uma, aconteceu duas vezes... isso as que eu encontrei né... não tem problema usar, mais se tu vai de alguma forma capitalizar com o treco cita a fonte e etc, sei lá... Apesar de não ter planilha vou deixar aqui meu custo TOTAL - 7.120,00 por pessoa. Esse valor inclui TUDO que gastamos na viagem: Passagens aéreas, alimentação, hospedagem, compras, passeios, tatuagens, etc... mesmo alguns custos pré-viagem como vistos estão inclusos ai. OBVIO que vc pode fazer a mesma trip gastando menos ou o dobro, fica o valor apenas como uma referencia, pois é algo que muda muito de acordo com cada perfil de pessoa. Desculpem o desabafo... talvez seja a hora de montar um desses blogs de viagem... [desabafo /OFF] Agora vamos começar. Apesar de ser resumo é texto pá porra, vou dividir as postagens por pais. Então senta que lá vem historia Nosso roteiro é esse da imagem: Como vcs vão notar, sou incondicionalmente apaixonado por jogos de luta como Street e KOF. Então na viagem eu fiz questão de visitar todos os lugares que inspiraram cenários desses games ^^V Fiz a viagem com minha esposa. Foram ao todo 29 dias de trip passando por 5 países. Apesar de estar no mapinha nossa passagem por Kuala Lumpur dessa vez foi só uma escala mais demorada, não chegamos a sair do aeroporto. Não tivemos problema quanto a isso pois já havíamos visitado a cidade em 2016 assim como a Tailândia. Tu pode conferir nesse relato aqui: Tailândia Dessa vez passamos apenas por Bangkok. Usamos a cidade como porta de entrada e saída pro Sudeste Asiático pois conseguimos uma ótima promoção de passagens aéreas ida e volta pela Qatar por 2.373,00 (COM TAXAS) Foi um grande achado, fruto de pesquisas diárias e acompanhamento a sites como melhores destinos. É o tipo de promoção que não se pode pensar duas vezes quando aparece. Em 2016 também fomos em Abril que é considerado o mês mais quente, apesar disso não estava tão quente quanto o ano passado... tipo assim, estava bem quente, mais em 2016 foi algo absurdo, muito quente mesmo... então tenha em mente que de ano pra ano essas variações de temperatura/clima podem ocorrer. Vcs vão entender melhor esse meu comentário na parte do Laos. A principal diferença que notamos foi a quantidade gigante de homenagens ao falecido rei em outdoors, monumentos, oferendas, funcionários públicos trajando uniformes pretos, etc... Apesar de já fazer quase 6 meses da morte o luto ainda está bem evidente por lá, e é bem provável que quando vc for a coisa esteja na mesma pegada... mais nada que tenha alterado a rotina de quem vai ao pais em viagem agora. Li que esse luto vai durar 3 anos. Ficamos no mesmo hostel do ano anterior, um quarto de casal com banheiro privativo ficou 50 a diária (22,50 por pessoa). Eles não tem mais anuncio no booking nem no hostel world. O nome do lugar é Joe Guest House caso alguém se interesse é só jogar no Google e reservar por e-mail. Eu gostei e voltei. Joe Guest House Vamos ao que interessa: As tatuagens de bambu feitas por monges. Ano passado nós fizemos tatuagens de bambu, mais como estávamos com o tempo bem apertado fizemos em estúdio de tatuagem mesmo. Mais esse ano prometemos que íamos fazer com monges, com ritual e a porra toda. Durante a chegada não ia dar tempo, então deixamos isso pra volta, pro ultimo dia de viagem. Tatuagem em estúdio feita em 2016 O jeito mais simples de fazer sua Sak Yant é ir até o templo Wat Bang Phra. Fica a uns 50km de Bangkok. Esse dia não acordamos tão cedo como deveríamos, então descartamos a ideia de ir de transporte publico. De carro levou algo em torno de 1h. Chamamos o Uber pra ir pra lá, porem o motorista do Uber nos explicou que como esse templo fica fora do perímetro urbano é PROIBIDO pros motoristas de UBER fazerem esse trajeto. Então já sabem, não rola UBER pra lá. Negociamos um taxi ali mesmo na Khaosan Road pra nos levar, esperar e nos trazer de volta depois de terminada a tatuagem. Aqui deixo a dica de ouro de 1 milhão de reais... NÃO VÁ DE DOMINGO!!!! NÃAAAAAAAAO VÁ DE DOMINGO!!!!! O templo é frequentado unicamente por locais, não é como tudo na Tailândia que é lotado de turistas. Nesse dia mesmo lá acho que só vimos um gringo (o que pros padrões da Tailândia é MUITO pouco). O problema não é a presença ou não de locais, o problema é que a maioria do povo tailandês trabalha de segunda a sábado, então domingo acaba sendo o único dia livre. E domingão por natureza já é o dia clássico do povo ir pro templo.... então pensa... mano tinha muita gente pra ser tatuada, muita mesmo. Pra vc ter ideia chegamos as 10h da manha e só fomos embora ao final da tarde... isso pq o monge que fez a nossa nem parou pra comer. Tinha por volta de 6 monges tatuando, cada um em uma sala/espaço bem grande, o povo chega e vai sentando no chão ficando de próximo. A organização é bem tosca, então toda hora um acaba passando na frente do outro que chegou antes e tal... dai como é um ambiente religioso ninguém encrenca... muito menos eu, o “forasteiro”. E dai veio a triste surpresa... como vcs já devem ter lido as Sak Yant são sagradas pra eles, e os monges tatuam de graça, sendo que vc faz apenas uma pequena oferenda ao mesmo (logo na entrada já vendem os “kit oferendas”, com flores, incenso, etc)... e dai nessa oferenda vc faz uma contribuição espontânea em dinheiro do valor que quiser O problema é que não sabemos por que diabos nesse dia após a oferenda e escolhermos as Sak Yant que faríamos, simplesmente os monges queriam nos cobrar pelas mesmas. Como a Sak que escolhi era do Hanuman (consequentemente um pouco maior que as outras) o valor era ainda mais alto do que o da minha esposa... e quando eu digo cobrar não é pouca coisa não, convertendo o valor que eles estavam pedindo no Hanuman seria algo em torno de 300 reais. Eu fiquei bem puto com essa cobrança e decidi não fazer. Pra fuder tudo mais ainda, lá nesse templo ninguém fala inglês, só tailandês... então a comunicação é tensa Monge que eu carinhosamente apelidei de Buda Outra dica de ouro: Todos os caixas eletrônicos das redondezas não permitem realizar saques com cartão internacional. Como era o ultimo dia da viagem e achávamos que as tatuagens eram de graça nos estávamos com o dinheiro contado pro taxi... o monge cobrou, minha esposa resolveu fazer mesmo assim e eu fui atrás de ATMs... a sorte que o taxista foi me levando em vários e eu fui tentando sacar. O único que aceitou o cartão era beeem longe de lá... e olha que com esse cartão eu já saquei em tudo que é lugar. No final das contas minha esposa fez, teve ritualzinho, teve oração e a porra toda... foi legal, o valor cobrado na dela foi mais “justo”, mais foi uma surpresa bem desagradável essa cobrança em algo que lemos em todos os lugares que era de graça. Eu acredito que se não tivesse sido no domingo não ia rolar a cobrança, pq o próprio taxista disse que durante a semana é bem vazio. Eu acredito que essa “cobrança” tenha alguma relação com a quantidade de pessoas que estavam lá no dia e por sermos estrangeiros. Mais sinceramente até hoje não entendi. A cobrança não é feita diretamente pelo monge, eles tem uns auxiliares. O cara mostrou o desenho pro monge, apontou pra gente e o monge disparou o valor... eu não vi nenhuma das outras pessoas sendo cobradas dessa forma, só se foram em tailandês e passou despercebido por mim. Então sobre esse role tenham em mente: NADA de ir domingo e levem dinheiro caso algum arrombado desses invente de fazer cobranças “adicionais”. Pq assim como no caso da minha esposa, vc tá do outro lado do mundo, num templo com o caralho de um monge tatuador... vc acaba fazendo mesmo com a cobrança, não é todo dia que temos esse tipo de oportunidade. Eu me recuso por uma questão de princípios, vai cobrar na pqp. Pra mim as vezes parece meio obvio, mais vale lembrar que apesar do calor vcs devem ir vestidos de forma respeitosa pois é um lugar religioso e a sak yant pra eles é um ritual sagrado. Procurem ir com peças de roupas que vc posssa levantar e tenha outra por baixo pra que a parte exposta seja apenas onde sera tatuado. Tipo se for ser tatuado no braço vai com uma regata e por cima uma camiseta. Ai na hora da tatuagem vc só tira um lado da camiseta e ainda fica a regata sacaram? Principalmente as meninas, pois eles tem uma serie de regras em relação a tatuar mulheres. próximo capitulo ano novo (Songkran) em Luang Prabang no Laos
  15. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros. ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE *********
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