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  1. Saravá, mochileiros! Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato! Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz! Gastos Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão: Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00 Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00 Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00 Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00 Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00 Total com passagem aérea: R$ 3736,00 Total sem passagem aérea: R$ 2340,00 Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha! Câmbio Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz! Hostels Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo! Condicionamento Físico A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha. Roupas Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres! Roteiro A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro: Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires 15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno. Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo! Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola! No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado! Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta. Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/). Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê! Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre. A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas! Mirador de Los Condores! Mirador de Las Águilas! Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha) E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos! Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história! Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico! O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte! A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha! Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas Mergulho a 0º! Pensem num lugar da paz! Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue! Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando. Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo. Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue. Chorrillo del Salto! Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca! Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h. Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta. Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar! Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte! Pliegue Tumbado! "Pulo" Tumbado! Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria! E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén! A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê! Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre! Eu e Ellie no verão patagônico de 0º! Magnífica Chaltén! Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora! Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir! O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso. Conclusão Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018. Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza! Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
  2. Boa noite, colegas Após muitas viagens, esse é meu primeiro relato. Estou praticamente sendo obrigado a relatar, impelido por gratidão a todos e por achar que as informações pra esse destino estão um pouco confusas. Minha tentativa é ajudar um pouco mais aqueles que buscam informações sobre essa área, El Chalten e El Calafate, e quem sabe encorajar outros viajantes! Segue abaixo o relato da viagem realizada entre 10/10 e 19/10/2017. Somos um casal de mochileiros e viajamos com a economia sempre sendo uma premissa de viagem. Não temos metas restritas de gastar 1 dólar por dia nem nada muito radical, mas evitamos gastar dinheiro desnecessariamente. O orçamento é curto e exige sacrifícios, o nosso dinheiro não dá pra viajar SEM se preocupar com despesas. Portanto, sacrificamos alguns dedos para salvar a mão. Não fazemos questão de luxo em hospedagens nem em restaurantes e sempre que possível fazemos tudo por nossa conta. As passagens Rio – El calafate foram compradas através de uma promoção divulgada no Melhores Destinos, pagamos 1130 por pessoa. Vôo com escala – longa e fora de mão – em Buenos Aires. Levamos cartões de crédito Mastercard para uso excepcional e para pagar os hotéis, uma vez que cartões internacionais são isentos de um imposto de 21% cobrados pelos hermanos, e dólares. Compramos os dólares na DG Câmbio, em Niterói – RJ. Como preparativo, compramos calçados para frio no Amazon.com, que uma amiga trouxe para a gente dos EUA. Roupas específicas para frio compramos na Decathlon e na 91 Meias e Acessórios, ambas no RJ, e algumas acabamos nem usando pois demos sorte com o clima. Programamos a viagem com alguns dias a mais que o mínimo necessário para termos algum espaço de manobra caso o clima não cooperasse. Todos os preços listados são POR PESSOA ou POR UNIDADE, ao menos que explicitado em contrário. VOU TENTAR ADICIONAR MAIS FOTOS POSTERIORMENTE! Dia 1 - Embarque Embarque no Rio às 22:00 com destino a Buenos Aires, pela Aerolíneas Argentinas. Os quatro vôos foram tranquilos e sem intercorrências ou atrasos, lanches simples e nada a destacar nem positivamente nem negativamente. Nesse primeiro deslocamento o destino final era El Chalten. Dia 2 – Ida até El Chalten Chegamos em Buenos Aires às 02:00, no Aeroparque, que é próximo ao centro de Buenos Aires. Algo como o Santos Dumont no RJ. Nosso vôo para El Calafate era às 06:15 e gastamos o tempo assistindo a filmes no computador dentro do aeroporto. Wifi disponível e tudo ridiculamente caro, apenas uma prévia do que seria ainda pior na patagônia. Compramos uma garrafinha de água que custou 45 pesos (100 pesos estavam valendo 18 reais), cerca de R$ 8,20! Nosso primeiro problema de logística ocorreu por causa desse vôo. Originalmente o vôo para El Calafate seria às 08:20, mas foi adiantado para as 06:20 pela Aerolíneas. Reduziu o tempo de conexão, mas me atrapalhou por que o Banco de La Nacion do Aeroparque fecha entre 00:00 e 06:00, o que significa que não consegui fazer o câmbio dos dólares antes de chegar em El Calafate, por que no minúsculo aeroporto de lá não há casas de câmbio. Durante as pesquisas eu descobri que havia uma agencia do La Nacion em El Calafate e com uma ligação para lá confirmamos que eles também faziam câmbio. Como o câmbio no Galeão era ridículo, chegamos em El Calafate ainda sem pesos na carteira. Chegamos em El Calafate por volta de 09:30 e já estávamos com transfer ida e volta para a cidade marcado com a VES PATAGONICA. O valor foi 240 pesos por pessoa, cerca de 45, e tudo foi arranjado por e-mail. Como eu ainda estava sem pesos, paguei esse transfer em dólar e levei uma pernadinha na cotação e no troco, mas era algo que eu já sabia que aconteceria. Inicialmente, nós iríamos alugar um carro, mas como demorei a fazer a reserva não conseguimos boas tarifas e o conforto de ter um carro acabaria saindo muito caro, cerca de 3500 a 4000 pesos além do que gastaríamos com os transportes pela região. Deixamos o conforto e as vantagens do carro de lado pela economia e tranquilidade também, pois os policiais argentinos são conhecidos por acharcar motoristas estrangeiros. Não sei se é o caso na região da Patagônia, mas esse fator entrou na balança também quando desistimos do carro. Existem um transfer direto do aeroporto de El Calafate para El Chalten, nosso destino, mas tivemos que passar no centro de El Calafate primeiro para ir ao Banco de La Nacion trocar os dólares e marcar o Mini Trekking na Hielo y Aventura. A van foi pontual e prática e o motorista muito cordial e seguro dirigindo, sempre em baixa velocidade. Essa também foi a tônica nos transportes que pegamos, uma condução extremamente cuidadosa. A van nos deixou no hotel em que nos hospedaríamos em El Calafate quando retornássemos de El Chalten, Kalken Hotel by HS. Volto a falar dele depois. Fomos ao hotel contando com a boa vontade deles em manter nossa bagagem guardada enquanto resolvíamos as pendências e eles foram extremamente receptivos. Guardaram nossas malas, nos permitiram acesso à internet e nos ajudaram com o transfer para El Chalten. Fomos ao Banco de La Nacion e trocamos dólares em uma excelente cotação e sem taxas. O único inconveniente é que é um banco, então você entra na fila como um cliente qualquer. Nesse primeiro dia levou cerca de meia hora, mas na segunda vez que precisei aguardei quase uma hora na fila. De lá seguimos para a Hielo y Aventura, que é a única empresa autorizada a realizar passeios pelo Glacier de Perito Moreno. Os dois passeios principais são o Big Ice e o Mini Trekking, optamos pelo mini trekking por ser bem menos caro e por receio com o mal tempo. A idéia de gastar quase 2 mil reais no passeio e ficar à merce do instável clima patagônico foi o que nos fez optar pelo mini trekking. Minha esposa sente muito o frio e eu receei que o passeio mais longo poderia se tornar um martírio em caso de darmos azar com o tempo. Falarei em mais detalhes do passeio depois, mas já adianto que não demos azar com o tempo mas também não ficamos com a sensação de que mais teria sido melhor, o Mini Trekking saciou plenamente nossa vontade de passear pela geleira. Passeamos um pouco pela cidade para matar o tempo e com a ajuda da recepcionista do hotel, conseguimos marcar o transfer para El Chalten, ida e volta, 1150 pesos por pessoa, com a empresa LAS LENGAS. Precisamos da ajuda do hotel por que o terminal rodoviário de El Calafate, que era próximo ao hotel, foi desativado. Meu plano era ir direto lá e comprar as passagens, mas como ele foi movido para fora do centro da cidade, criou a dificuldade de ter que arrumar um táxi para ir até lá. A empresa Las Lengas busca e leva no hotel, o que poupou esse deslocamento até a rodoviária. Chegaram pontualmente e a viagem também foi muito tranquila. Fiz o pagamento diretamente ao motorista e ele mesmo me entregou o voucher para a volta, já com dia e hora marcados para nos buscar no hotel para o retorno ao aeroporto. O veículo tem um tacógrafo que apita se atingir 90km/h, o motorista fez todo o deslocamento sem qualquer sobressalto e nos deixou no nosso hotel em El Chalten por volta de 18:30 - a viagem levou cerca de 3 horas. O hotel foi o Cabanas Cerro Torre, logo na entrada da cidade a poucos metros do Centro de Informações Turísticas. Nossa estadia no Cabanas Cerro Torres foi bem mais ou menos. As cabanas são pequenos chalés, com uma pequena cozinha. Local espaçoso e acolhedor e com cama confortável, mas já muito velho e precisando urgentemente de melhorias. O vento forte provocava muito barulho nas instalações, além de se infiltrar pelas frestas. Tivemos alguns problemas com a calefação e a água quente, mas o frio não tava tão intenso a ponto de isso nos causar um grande transtorno. A calefação deu conta de deixar o quarto apenas um pouco frio, o que é até confortável para dormir. A limpeza também é precária, embora alguém limpe o quarto todo dia, a limpeza é muito superficial. Embaixo das camas, atras da geladeira, móveis, etc, estava tudo imundo. A diária custou 42,5U$, pagamos no cartão de crédito antecipadamente para evitar os 21% do IVA. Eles só aceitam VISA. Apesar do cansaço, ainda demos uma caminhada sem destino pela cidade. O sol só se pôs por volta de 20:00, com o céu ainda claro até quase 21:00. Temperatura na média dos 5 graus e o dia todo foi ensolarado. Transfer de ida e volta do aeroporto até El Calafate – 240 pesos Transfer de ida e volta entre EL Calafate e El Chalten – 1150 pesos Minitrekking – 2400 pesos Dia 3 – El Chalten Acordamos por volta de 8 horas e o dia estava ensolarado e com pouco vento. Nos arrumamos e seguimos direto para o Centro de Informações Turísticas para buscar recomendações de trilhas. Por conta do corre-corre do dia a dia, dessa vez chegamos ao destino menos preparados do que eu gostaria, e embora eu tivesse lido algumas coisas, não havia programado o que fazer. Teríamos 3 dias inteiros em El Chalten e queríamos fazer pelo menos as duas trilhas mais importantes, a da Laguna de Los Três e da Laguna Torre. Em conversa com a atendente, ela nos orientou a começar pela mais difícil, a da Laguna de Los Três, por que a tendência para o vento era piorar nos próximos dias e essa trilha era a que tinha o trecho mais desabrigado. Ela recomendou também o uso de bastões de caminhada, que eu planejava ter comprado antes da viagem mas acabei não conseguindo. Adotamos as recomendações da guia e seguimos em direção a trilha da Laguna de Los Três. A entrada do Parque Nacional é na outra ponta da cidade, mas não dá nem 1km de distância. Alugamos os bastões de caminhada retráteis por de 100 pesos cada par e eles valeram cada centavo. Iniciamos a trilha às 10:30. Não vou ser muito detalhista sobre as trilhas pois já existem postagens muito boas aqui mesmo sobre elas, portanto vou ser sucinto. Existem duas formas de fazer essa trilha, a melhor é pegando um transfer até a Hosteria Pilar, pois partindo de lá evita uma primeira subida cansativa e faz-se um caminho em uma única direção, em vez de ida e volta como foi o nosso caso. Mas já estava tarde para ainda procuramos alguma condução até essa hosteria e portanto seguimos pelo caminho comum. De cara já tem uma subidinha um pouco puxada até um pouco depois do primeiro mirante, cerca de 1 km. Daí até o km 9, já ao pe do Fitz Roy, é bem tranquilo, relativamente plano com uma ou outra subidinha sem qualquer dificuldade, com belas paisagens e vegetações diferentes do que costumamos ver. Vimos apenas pássaros pelo local, inclusive o famoso pica-pau presente em todos os relatos que li. No final que vem a pior parte. A placa diz que a última subida leva cerca de 1 hora, mas levamos mais de 2:00h! Não somos sedentários mas estamos os dois acima do peso e a subida cansa muito, principalmente quando você pensa que depois ainda tem que voltar todo o caminho. Os bastões de caminhada ajudaram muito! Começamos às 10:30, chegamos ao pé da montanha às 14:30 e no topo dela depois de 16:30. Ficamos lá em cima por cerca de 1 hora. Embora não tenhamos passado por neve no caminho, la no alto estava nevado e a Laguna de Los Três estava congelada e coberta de neve. Iniciamos o retorno já sabendo que só chegaríamos a cidade à noite, mas já estávamos preparado pra isso com uma lanterna na mochila. Foi cansativo pra caramba, mas muito gratificante. Chegamos à cidade quase 22:00 e fomos direto pro hotel. A janta foi miojo que levamos na mochila, cozinhado no pequeno fogão da cabana, e pão. Durante toda a caminhada a trilha estava muito bem sinalizada, com placas a cada quilômetro, em um ou dois lugares tivemos alguma confusão mas rapidamente achamos o caminho. Não vimos sequer um pedaço de papel ou plástico em todos os 25km ida e volta. Lindo lugar, muito bem conservado e sinalizado e respeitado pelos mochileiros. Existem inúmeros córregos de água potável pelo local, basta levar uma garrafa vazia que sede não será um problema. Bastões de caminhada retráteis – 100 pesos o par. O rígido custava 60. Pacote com 5 pães francês (equivalente hermano) – 25 pesos Garrafa de água 1,5l – 25 pesos Dia 4 – El Chalten O tempo fechou e entrou uma forte ventania com pancadas de chuvas o dia todo. Veio a calhar pois estávamos moídos da trilha do dia anterior, então tiramos o dia para descansar e assistir uns filmes curtindo a friaca. Descansamos até mais tarde e no almoço comemos as coisas que havíamos trazido para lanche. No fim da tarde andamos pela cidade, devolvemos os bastões de caminhada, compramos algumas coisas e jantamos no Rancho Grande Hostel. Comemos um bife a milanesa com papas e ovos, que deu pra dividir pra 2 e deixar dois glutões satisfeitos. Antes da comida eles servem uma cesta com pães e um molhozinho. Bom custo benefício. Estávamos com uma garrafa de água na mão e o garçom ofereceu copos para que bebêssemos nossa própria água, sem demonstrar qualquer desconforto, além de trazer outro cesto com pães quando o primeiro acabou. O atendimento foi muito legal e acolhedor. Antes de voltar pra casa compramos algumas coisas no mercado. Milanesa com papas – 200 pesos Pote de iogurte de 1l – 60 pesos Coca cola 1,5l – 65 pesos Dia 5 – El Chalten Acordamos mais cedo dessa vez e o tempo já havia limpado novamente, embora ventasse um pouco. Não podemos reclamar do clima nessa viagem! As calças impermeáveis que comprei foram comigo na mochila pra cima e pra baixo sem serem usadas. Alugamos novamente o bastão de caminhada e fizemos a trilha para a Laguna Torre. Embora sejam quase 20km ida e volta, não cansou nem metade do que a trilha da Laguna de Los Três, pois as subidas foram bem mais suaves e menores. A Laguna de Los Tres em si própria é bem feinha, mas as montanhas ao redor são muito bonitas. O caminho também é muito bonito, belas paisagens, córregos e rios, a caminhada sem dúvida vale muito a pena. Principalmente por que você se sente seguro, sem aquele medo e preocupação com que o carioca já se habituou, lá você se sente em paz e isso te permite curtir de verdade as paisagens e a caminhada. Vale muito a pena ir até lá pra fazer as trilha. Começamos essa trilha às 09:30 e às 17:00 estávamos de volta a cidade, sem pressa e separando bastante tempo para ficar apreciando a paisagem ao fim da trilha. Estava havendo uma vaquejada na cidade, demos uma passada pela festa comemos dois hamburgueres que estavam sendo vendidos lá, assistimos por alguns minutos mas depois fomos embora. Embora seja uma tradição, vaquejadas e eventos do gênero são muito covardes com os animais, não temos nenhum prazer em ficar assistindo. Os hamburgueres eram só o pão e uma carne normal como qualquer outra que compramos nos mercados por aqui, só que assada na brasa. Só o pão e a carne e custou 50 pesos cada. E esse era um evento local, não para turistas, e mesmo assim custou o equivalente a 9 reais. De la fomos no Chê Empanadas e comemos algumas empanadas antes de voltar para o hotel. Hamburguesia – 50 pesos Empanada – 25 pesos Bastão de caminhada – 100 pesos o par Considerações sobre El Chalten. Cidade pequena e cara. No mercado, uma garrafa de 2l de Coca-cola sai pelo equivalente a uns 12 reais, empanadas custam entre 25 e 35 pesos, garrafas de água de 1,5l cerca de 25/30 pesos, refeições para uma pessoa na casa dos 200 pesos em diante. Paraíso de trilhas e com opções de caminhadas para todos os gostos e condicionamentos, áreas para campings sinalizadas e organizadas, tudo limpo e impecável. Não é uma das mecas dos trilheiros à toa. Dia 6 – El Chalten/El Calafate Retorno para El Calafate. A van da Las Lengas nos buscou pontualmente conforme combinado e a viagem foi novamente tranquila até El calafate. Chegamos no Kalken Hotel por volta de 14:00, fizemos o check-in, guardamos as coisas no quarto e saímos para almoçar. Fomos ao restaurante Dona Mecha seguindo resenhas do Tripadvisor e pedimos o sanduíche de carne a milanesa (50cm) e duas “empanadas”. Foi o suficiente para nós dois. De lá fomos ao mercado e compramos pães e algumas outras coisas para fazermos sanduíches para levarmos no passeio de amanhã. Sanduichão de ½ m - 165 Empanadas – 20 cada, 185 se comprar 10. Não consegui encontrar a nota fiscal do mercado, se eu encontrar detalho os preços aqui. Compramos presunto, pães, tomates, alface americano, maionese e algo parecido com um requeijão. Dia 7 - Minitrekking Tomamos um café da manhã reforçado e aguardamos a chegada da van da Hielo y Aventura. A Hielo y Aventura também faz muito bem seu trabalho, nada mais justo levando-se em consideração o preço do passeio. Não fugiu muito do explicado no site, uma van nos buscou no horário combinado, nos levou até um ônibus. O ônibus levou cerca de uma hora até o Parque Nacional em Perito Moreno. Saímos de El calafate com céu aberto, mas próximo ao glaciar estava nublado. Um funcionário entrou no ônibus e cobrou pelos ingressos de todos, é necessário estar com pesos para o pagamento pois não aceitam cartão. Uma dúvida que eu tinha era se ainda havia desconto para moradores do Mercosul, conforme vi em alguns relatos, mas não há mais. Brasileiro paga 500 pesos pelo ingresso. Depois seguimos para um pequeno porto onde um barco fez nossa travessia até o outro lado do estreito, de onde o grupo parte para a caminhada no glaciar. Entre explicações e caminhadas, levamos cerca de 1h até o pé da geleira, onde colocamos os grampões e iniciamos a caminhada. Levou cerca de 1:30 a 2:00h, conforme prometido, e visitamos 4 vales diferentes além de outras coisas pelo caminho como fendas, buracos poças e etc. O glaciar Perito Moreno é uma das coisas mais incríveis que já vi, e falo com a autoridade de quem já rodou um bocado. Assim como as pirâmides ou o grand canion, as fotos não fazem jus ao local, não conseguem transmitir a imensidão que é o lugar. Em sua maior altura, o paredão de gelo chega a medir 70 metros, o que equivale a um prédio de uns 30 andares. A caminhada foi tranquila e sem muitas exigências físicas. Leve um cartão de memória grande, vai tirar centenas de fotos. Depois da caminhada, outro passeio de barco e o ônibus nos leva às passarelas. Num primeiro momento, eu achei que não teria muito mais o que ver de lá, mas estava redondamente enganado. Tanto na aproximação quando na caminhada em si, só visualizamos a frente da geleira e um pequeno pedaço, como as passarelas são no alto, da pra ver a vastidão da geleira, que literalmente vai até além do horizonte. É também espetacular. O céu limpou e o sol deixou tudo ainda mais bonito. Ficamos nas passarelas por cerca de 1 hora, mas não vimos nenhum grande desprendimento de gelo, o que é uma das atrações de lá. Durante a caminhada ouvimos alguns, que soaram como trovões tamanho o volume dos pedaços que caíram. Retornamos ao ônibus e em uma hora e pouco estávamos de volta à cidade. Tudo muito profissional e organizado, prestadores de serviço muito atenciosos e cordiais. Foi caro mas o serviço prestado foi à altura. Não há comidas nem restaurantes no local, o visitante deve levar seu lanche. Pra janta comemos os pães e complementos que compramos no dia anterior. Mini trekking – 3200 (quase 600 reais) Entrada – 500 pesos (90 reais) Dia 8 – El Calafate Dia livre. Tomamos café da manhã no final do horário e depois saímos para andar à toa pela cidade. Caminhamos por fora da avenida principal e turística observando as casas dos reais moradores da cidade, os jardins e árvores, os muitos cachorros, enfim, a real vida no local. Caminhamos algumas horas sem destino pela cidade e já no fim da tarde paramos no restaurante San Pedro para jantar. Pedimos o prato que estava em promoção anunciado na vitrine, cordeiro com batatas rústicas. O cordeiro patagônico é um prato muito característico da região, mas infelizmente eu não reparei nas letrinhas menores. O cordeiro anunciado era cozido de outra forma, com molho chimichurri. Estava bom, mas como minha intenção era provar o cordeiro patagônico, que é assado na brasa, saí um pouco frustrado. Cada prato custou 195 pesos. Rodamos um pouco para comprar minha lembrança de viagem. Desde minha primeira viagem que coleciono lembranças: um coliseuzinho de gesso, um gondolazinha, uma piramidezinha, essas bugigangas. Nunca foi tão difícil achar algo pra comprar, pois tudo custa um absurdo. Simples imãs de geladeira estavam custando 100 pesos (18 reais), qualquer besteirinha mais elaborada era 200, 300 pesos. Enfim, depois de muito procurar, achei um glaciarzinho sem vergonha por 60 pesos e me contentei com ele mesmo. Dessa vez improvisei nas bugigangas de viagem: trouxe uma pedrinha de El Chalten, uma pedrinha que peguei em Perito Moreno e um pequeno pinhão que retirei de uma árvore em El Calafate. Já trouxe pequenas pedras de outros lugares importantes, como Cairo, Petra e Jerusalem, gosto de verdade das pedrinhas, mas obviamente que o fato de elas serem 0800 ajudaram! Codeiro com papas – 195 pesos Lembrancinha chinfrim – 60 pesos Considerações sobre o Kalken Hotel. Hotel simples mas muito bom. Não é hostel nem guest house, é hotel com suas formalidades e características. O quarto é bem arrumado e espaçoso, com cama confortável carpete pelo chão, café da manhã buffet muito bom e pessoas muito prestativas na recepção. Eu diria que de 10 a nota deles seria 8. Recomendo. Tivemos problema com uma falta de internet que durou mais de 24 horas, o que nos dias de hoje é algo complicadíssimo, uma vez que era nossa única fonte de comunicação com o Brasil e também indispensável para as pesquisas de viagem. O café da manhã tem algumas opções de sucos, iogurtes, cereais e sementes, pães e croissant (chamam medialunas por lá), frios e a fruta da vez era abacaxi. Eu, como mochileiro, encaro um café da manhã já incluso no preço como uma oportunidade! Costumo dizer que a refeição mais importante do dia é essa, por que já está paga! Como feito um ogro e pulo o almoço tranquilamente. Recomendo este hotel. Diárias por U$47. Considerações sobre El Calafate. Cidade caríssima e base para passeios ainda mais caros. Muito bonita e arborizada, clima frio e agradável. A cidade por si só não vale a viagem, o que justifica tudo por lá é Perito Moreno. Talvez seja um destino bom pra quem não precisa economizar, deve ter bons restaurantes e bares, mas esse não é nosso foco em viagens. Dia 9 – Buenos Aires Retorno ao Brasil. Por volta de 10:30 a van da VES PATAGONIA que estava agendada desde a chegada no buscou no hotel e nos levou ao aeroporto. Duas horas e meia de vôo e chegamos às 16:00 em Buenos Aires, com o próximo vôo para o Rio apenas às 06:25 da manhã do dia seguinte. Nunca havíamos visitado a capital argentina e também não tive tempo de fazer qualquer preparação para visitar a cidade. Pegamos um Uber até o Hostel Reina Madre, fizemos o check in e pegamos um mapinha e algumas informações com a recepcionista e saímos para caminhar pela cidade, que era o que dava pra fazer. O hostel é na Recoleta. Em nossa caminhada passamos pelo Cemitério da Recoleta e seguimos até a Flor Metálica, que efetivamente foi a única atração que visitamos. Almoçamos no MacDonalds. Seguimos caminhando e passamos pelo prédio da faculdade de direito e fomos até quase o obelisco da Avenida 9 de Julho. Relâmpagos e um tempo se revirando fizeram com que encerrássemos a caminhada e voltássemos para o Hostel. Compramos sanduíches no Subway, um pote de sorvete de doce de leite num mercado e já debaixo de muita chuva chegamos ao Hostel. Uber - 108 pesos Trio Big Mac - 140 pesos Sanduíche do dia do Subway 15cm - 60 pesos Pote de 1 l de sorvete – 99 pesos Chuva e trovoadas com as capas de chuva esquecidas no hostel – não tem preço! Hostel Reina Madre. Barato. Pegamos um quarto com banheiro compartilhado, aproveitamos que ficaríamos apenas algumas poucas horas para economizar. O quarto tem ar condicionado, mas a recepcionista ligou em 24 graus e disse que não abaixava mais. Com o quarto sem janelas, o resultado é que fora do quarto estava mais fresco que dentro. Cama com colchão muito vagabundo, toalhas e roupas de cama encardidas. É só mesmo um lugar pra dar uma cochilada e só. Recepcionistas bem prestativas. 41U$ o quarto duplo com banheiro compartilhado. Dia 10 – Rio de Janeiro Acordamos às 4:00, nos arrumamos rápido e chamamos o Uber para retornarmos ao aeroporto. O motorista fez uma volta inexplicável para chegar e não só rodou muito mais como demorou o dobro do tempo. A corrida que tava orçada em 108 ficou em quase 180 pesos. Fuçando no aplicativo do Uber durante a fila pra checagem de segurança do embarque, vi que há uma aba específica para esse tipo de queixa e com dois cliques eu reclamei e automaticamente o aplicativo estornou o valor a mais se baseando no caminho que o motorista deveria ter feito. Ou seja, o hermano tentou me dar uma vuelta mas o sistema me protegeu e resolveu meu problema em alguns poucos instantes. E tem gente que ainda quer lutar contra... Fizemos o embarque e tivemos um vôo tranquilo de retorno ao Rio, mais 3 horas e aquele lanchinho sem vergonha de sempre e chegamos em paz e realizados com o final de mais uma viagem, o melhor investimento que o dinheiro pode fazer. Espero ter ajudado aos colegas! Quem quiser alguma ajuda, me contate no e-mail [email protected], terei prazer em ajudar se puder. Quanto tiver mais tempo dou uma melhorada no relato e anexo mais fotos.
  3. Prezados amigos , mais uma vez retorno ao fórum Mochileiros para relatar uma experiência de viagem , desta vez para USHUAIA na Patagônia Argentina . Na verdade aqui existem poucos relatos atualizados de Ushuaia no Inverno , daí a dificuldade que tive em cotar preços e até mesmo de passeios; parece que a galera prefere o verão e foge do frio heheh. No meu caso eu fiz a opção pelas paisagens maravilhosas do frio e não me arrependi. Então, com certeza esse post vai auxiliar muita gente na tomada de decisão e no orçamento da viagem. Informo que meu perfil de viajante é o econômico , mas isso não quer dizer que não fique em bons hotéis por exemplo ,é uma questão de procura, pois existe boas opções a preços camaradas. Recomendo enfaticamente a leitura do excelente blog do Viajanet sobre Ushuaia , foi a minha bíblia para organizar o roteiro ( http://www.viajenaviagem.com/destino/ushuaia ). O primeiro ponto que deve ficar claro é que Ushuaia por ser uma cidade localizada no extremo do continente americano ( a cerca de 1000 km da Artártida... ) recebe praticamente todos seus insumos de fora principalmente alimentos , o que encarece o custo de vida e por conseguinte a vida do viajante. Outro ponto : passeios e esportes de inverno são caros pois exigem equipamentos específicos e mão de obra especializada , então ,com certeza este foi um dos passeios mais dispendiosos que já realizei , mesmo procurando economizar. Passagens Aéreas : A opção mais barata foram as Aerolíneas Argentinas , mas um detalhe : a opção de compra pelo site da empresa mostrou um valor superior ao Viajanet.com . Outra vantagem do Viajanet é que ele te dá a opção de mais de um destino ( várias cidades ) com o mesmo bilhete; assim fiz uma parada de 3 dias em Buenos Aires antes de seguir para Ushuaia. Paguei R$ 1.500,00 ( ida e volta ) , saindo do Rio de Janeiro. O trecho Belém –Rio paguei em parte com milhagens. A Aerolineas Argentina costuma trocar alguns horários de voos, o que me prejudicou ,pois chegaria a Buenos Aires ás 9 da manhã e só cheguei ás 13:30 hs ; no mais me pareceu um boa companhia com bom serviço de bordo ( sim, eles ainda servem bons lanches sem custo adicional...). Moeda e Câmbio : depois de muito pesquisar tomei a decisão de levar reais e trocar por peso argentino no aeroporto em Buenos Aires, nunca troque peso no Brasil você perderá dinheiro. Em ambos os aeroportos da Capital Argentina ( Aeroparque e Ezeiza ) você pode fazer o câmbio na chegada. Troquei na base de 1 R$ = 4,2 Pesos ( OficiaL = R$ 4,.... possivelmente encontraria melhor cotação no mercado paralelo , mas não quis arriscar . Em Ushuaia a cotação é de R$ 4,00 . A vantagem de Buenos Aires é que aceitam reais mas com uma cotação nem sempre vantajosa , pergunte antes. Para sacar em peso argentino vá ao caixa eletrônico de qualquer banco e procure um caixa do BANELCO ( menu em português ) ; o único inconveniente é que cada saque tem o limite de 2.000 pesos , e aí você ainda paga uma taxa de 99 pesos por saque Translado do Aeroporto Aeroparque : se ficar em Buenos Aires provavelmente descerá neste aeroporto que é bem central . Ao contrário do Ezeiza não existem táxis com corrida tabelada como no Brasil ; assim pergunte antes ao motorista o preço da corrida . Até o centro ficará em média a 300 pesos. Existem muitos relatos de motoristas desonestos na Argentina, inclusive trocando dinheiro falso. Dei sorte e não fui enganado , mas se você mostrar que tem idéia do valor da corrida as coisas ficam mais fáceis. Existe o remis , que achei super caro, passe longe ..Uma informação importante : se o seu voo ate o Brasil ou no sentido contrário tiver mudança de aeroporto você pode solicitar o transfer gratuito das aerolíneas argentinas . Para isso entre no site , forneça o número da reserva e imprima o voucher .. economize 230 pesos . Leve o voucher até o box da empresa Tienda León no aeroporto e pegue a autorização de embarque. Existe a opção de imprimir o voucher no próprio aeroporto pagando 25 pesos em um locutório ao lado do box da aerolíneas ( Veja abaixo os horários de saídas ) CuadroTransfernuevo.jpg Horário de transfers da Tienda Leon CuadroTransfernuevo.jpg (204.97 KiB) Viewed 11 times Hotel em Buenos Aires: pesquisei bastante , já que li muitos relatos de hotéis no centro com problemas . Fiquei no excelente 3 estrelas Hotel UTHGRA de las Luces (Alsina 525, C1087AAG Buenos Aires ) ; hotel novo , quartos e camas limpos, café muito bom, wifi , etc.. . Localização excelente, próximo de muitos pontos turísticos como a Casa Rosada e o Obelisco. Diária de um quarto triplo a R$213,00. Recomendo. Se pagar com cartão você fica isento dos 21% do IVA, imposto pago pelos turistas no país. Restaurante em BA : para comer um mini bife de chorizo com acompanhamento a 200 pesos ( especialidade argentina ) vá ao Café de Lá Ciudad ( av Corrientes ,999 ); suba para o primeiro andar e desfrute de uma vista panorâmica a poucos metros do obelisco . Aliás o bife de chorizo explica toda a fama da carne argentina... ele parece dissolver na boca ... imperdível !! Uma opção mais em conta é ir ao La Sonada ( Maipú , 841 ) e pedir uma Parrillada PREMIUM, outra especialidade argentina ; serve tranquilamente 3 a 4 pessoas ; normalmente vem com dois acompanhamentos a escolha ( salada/batata frita/purê/ arroz ) . Preço : 490 pesos , cerca de R$ 100,00 , uma pechinha , considerando a grande quantidade de diversos tipos de carne e chouriços. Estadia em Ushuaia : optei por ficar em um apt alugado , mobiliado e com um quarto , e que custou cerca de R$ 1. 600,00 para oito dias . A proprietária , a Sra Célia ,foi muito atenciosa e prestativa inclusive me forneceu opções de passeios e transfer bem mais em conta que o mercado local. Quem quiser contatá-la segue o zap : +54 2901631168 .Se a opção for ficar em Hotel , fique na Av, San Martin ou redondezas , no inverno isso faz muita diferença pelo deslocamento para outros bairros que ficam prejudicado pela neve , e o que é pior , pelo Gelo. Eu escapei, mas meus familiares levaram vários tombos antes de aprenderem a se locomover no gelo. Aluguel de carro : boa opção para quem viaja em grupos para dividir o custo e fazer alguns passeios por conta própria. Um carro básico tem uma diária média de 1500 a 1700 pesos em Ushuaia . A empresa Tiger é uma possibilidade , entregam o carro no aeroporto se for o caso. ( http://www.tigerush.com.ar ) Alimentação : Quem for no sistema econômico pode alugar uma apartamento que tem a vantagem de você poder fazer algumas refeições e economizar bastante . Para se ter uma idéia, o quilo de carne em Ushuaia fica em média o equivalente a R$ 35 reais a R$ 40,00 reais, então imagine que comer carne em restaurantes não é barato ... Assim se prepare para pagar em média uma R$ 50,00 por refeição , mas descobri algumas exceções : - Para comer excelente hambúrgueres vá ao GELIDO ( San Martin , 1207 ), fica na rua principal do Centro , a San Martin. Dependendo do pedido você não conseguirá comer um hamburgue completo, pois são enormes . Lá é possível um Hamburgue com fritas , ovos, salame e carne por R$ 35,00 ou 185 pesos. Um chocolate quente a 75 pesos é uma boa pedida para acompanhar. Na boa, provavelmente o restaurante mais em conta e de boa qualidade para você comer em Ushuaia é o EL TURCO ( San Martin, 1410 ) ; descobri isso perguntando a um nativo. Lá é possível um bife á milanesa com acompanhamento a 180 pesos. Também existem excelentes massas a 230 pesos . Se tiver com dinheiro sobrando pode procurar outros restaurantes e comer um cordeiro fueguino , especialidade da região a 530 pesos , se gostar de mariscos a pedida é provar a Centolla , uma espécie de caranguejo gigante . Você poderá fazer uma reserva no restaurante do hotel Arakur , famoso por ter servido de abrigo a Leonardo de Capri, durante as gravações do filme O Regresso ( sim parte do filme foi gravado nos bosques de Ushuiaia..) , o bufê sai por 560 pesos por cabeça. Passeios : Em Ushuaia as agências praticam preços muito semelhantes, quase um cartel. Para nós brasileiros existe a agência Brasileiros em Ushuaia ( http://www.brasileirosemushuaia.com.br/ ) , que possui um ótimo atendimento e pessoal muito solícito ;até me concederam um transfer gratuito em minha chegada. No entanto, eu tenho que informar que é possível encontrar passeios com preços melhores que os praticados na agência brazuca , em seguida mostrarei alguns exemplos. Selecionei os passeios , após uma análise de custo beneficio. Por exemplo, como não faria ski , não fui ao centro Invernal Cerro Castor que cobra ingressos de 500 pesos na alta estação. Preferi ir a outro centro onde faria alguma atividade. Os passeios : 1- Navegação no canal Beagle : obrigatório , até pelos leões marinhos que são avistados e pelas paisagens da baia em frente a Ushuaia. Fui pela agência Tolkeyen Patagonia( comprado pelo decolar ) a R$ 149,00 ( Brasileiros em Ushuaia : R$ 253,00 ). 2- Parque Nacional Terra de Fogo : Excursão que leva você por regiões deslumbrantes do parque . Também fui pela Tolkeyen por R$ 176,00 (Brasileiros em Ushuaia : R$ 228,00) 3- Valle de Lobos : estação invernal onde você pode andar de moto na neve , ter aulas de ski ou fazer um percurso com cães siberianos em um trenó ( esta foi minha opção) . O passeio em trenós sai a 700 pesos . Paguei ainda 600 pesos por pessoa pelo transfer . Para ser sincero achei um passeio caro pelo tempo curto de cerca de 20 minutos de duração , mas a paisagem ao redor é muito bonita. http://www.valledelobos.com/es 4- Glacial Martial : Passeio que você pode fazer sem agência ou guia ( se for por agência vão te cobrar R$350,00 ). Basta pegar um taxi ou um transfer . Preço do transfer : 600 pesos ida e volta . Note que dependendo da condição da trilha até o topo do glacial você poderá ter que alugar raquetes para neve ou grampos para os sapatos ;isso é feito na base do Glacial . No dia do meu passeio havia chovido no dia anterior e havia muito gelo, sendo impossível subir sem grampos no sapato. Vejam os preços na tabela abaixo. 5- Lagoa Esmeralda : Acho que foi o melhor passeio. Este é outro que pode ser feito sem agência ( vão te cobrar R$ 380,00 por um trekking) . A trilha sinalizada facilita , no máximo você pode contratar um guia que sai bem em conta . São 4,8 km de trilha na neve ( 9,6 km , ida e volta ) , muitas vezes com neve com 40 cm ou mais. O percurso pode ser feito em 2 horas ( 4 ida e volta ) mas vale cada segundo pois as paisagens são deslumbrantes , variando de um bosque fechado e vales abertos. Não é passeio para turistas acomodados..Alugamos botas e calças impermeáveis na loja Jumping ( 9 de Júlio, 129 ) ; para esta trilha as botas impermeáveis são indispensáveis. Neste passeio o nosso guia foi o paranaense Jesse; o cara está rodando a América do Sul a bordo de um fusca 1968 acompanhado do seu cão da raça Golden . Foi divertido pegar uma carona no fusquinha até a entrada da trilha ..
  4. trotatorres

    El Chaltén

    Tópico para troca de informações sobre El Chaltén PARAÍSO DO MONTANHISMO E DO TREKKING...EL CHALTÉN Vai encarar uma travessia nos gelos continentais? Escalar o mítico Fitz Roy? Ou irá caminhar alguns dias pelas trilhas? O seu lugar é aqui!
  5. Pessoal, acabei de voltar de Ushuaia e El Calafate, na Patagônia Argentina. Vou fazer um relato aqui para vocês e espero que seja útil. Caso tenham dúvidas, me perguntem! PASSAGEM Eu achei a passagem meio salgadinha... paguei um total de R$ 2.453,00 para os trechos: 1) Rio de Janeiro para Ushuaia (com escala em Buenos Aires, no Aeroparque); 2) Ushuaia para El calafate (direto); e 3) El calafate de volta ao Rio (com a mesma escala da ida). Talvez a passagem seja cara (especialmente para Ushuaia) porque não tem ligação terrestre com o resto da Argentina. Se quiser ir de carro, parece que tem que colocar o carro em balsa em algum momento da viagem... fora que tem que passar pela fronteira com o Chile para depois entrar na Argentina de novo. Haja paciência para essa burocracia de entra e sai em país. Período: 19/02 a 23/02 em Ushuaia e de 23/02 a 26/02 em El Calafate. Comprei pelo Decolar (estava mais barato que direto pela cia aérea) e todos os voos foram operados pela Aerolineas Argentinas. Nunca tinha viajado com eles e achei bem fraquinho. O voo não atrasou nem nada, mas achei o lanche bem ruim (nuts, barra de cereal e um bolinho seco, além de refri e água) e as poltronas meio desconfortáveis. CÂMBIO Esse foi um tópico tenso. Decidi levar tudo em dinheiro (maior parte em reais e menor parte em dólares) e usar cartão de débito ou crédito somente para emergências. Minha intenção era chegar no aeroporto de Buenos Aires e cambiar pesos lá. Porém, para a minha surpresa, os bancos estavam de greve por dois dias, começando pelo dia que cheguei. Então, apelei para o plano B, sacando alguns pesos no ATM que tinha no aeroporto, só para pagar o taxi lá em Ushuaia. Quando cheguei em Ushuaia, vi que grande parte das lojas aceita reais, doláres e euros, além de pesos argentinos, claro. Na própria frente da loja já tem a cotação do peso em cada uma dessas moedas. Quando fui, a maioria das lojas estava cotando o real a 6 pesos, o mesmo da casa de câmbio Jupiter (Rua Pres. Bernardino Rivadavia 176, na região central), onde fui lá trocar meus reais. Porém, se eu tivesse ficado hospedado em Buenos Aires, poderia ter pegado uma cotação muuuuuito melhor de pesos no centro da capital. CHEGADA EM USHUAIA O aeroporto é bem pequenininho e, assim que você pega o táxi, você já percebe na estrada qual é a vibe da cidade: a simplicidade. Não tem nada de impressionante, é uma cidadezinha coerente por estar no fim do mundo! O aeroporto é perto da região central (acho que uns 8 km). O táxi rodou no taxímetro e deu uns 200 pesos (R$ 33). HOSPEDAGEM EM USHUAIA Eu fiquei em um hotel meio sofisticado por conta de estar com a minha mãe, já idosa. Ele fica muito bem localizado, na rua Gobernador Deloqui 198, que é paralelo à rua principal, San Martin. Se chama Hotel Tierra Del Fuego, um quatro estrelas. Porém, bem perto dele, tinha um hostel que me indicaram chamado Hostel Cruz Del Sur. Meio que me arrependi de não ter pegado um quarto privado nesse hostel (nem sei se tem) pois acho que valeria a pena ter uma cozinha disponível, conto o porque no tópico COMIDA. Nas minhas viagens, gosto sempre de estar perto de onde as coisas acontecem, para evitar, ao máximo, pegar transportes para chegar aos pontos de interesse. Esse hotel fica pertinho do porto, onde tem a saída de um dos passeios e bem colado à Rua San Martin, onde tem restaurantes, lojas e ag. de turismo. Paguei uns US$ 712 por 4 dias para duas pessoas. O quarto era enorme, dois em um, com uma cama de casal em um e duas de solteiro e outro. Achei que esbanjei demais, não precisava. PASSEIOS EM USHUAIA Dos passeios disponíveis, escolhemos fazer a Navegação no Canal de Beagle e o Parque Nacional Tierra Del Fuego. A navegação tem como opcional a caminhada com os pinguins (exclusivo pela agencia Piratour), onde você desembarca na ilha dos pinguins e anda ao lado deles, bem pertinho, separado por uma corda. Eu decidi não optar por isso por dois motivos: 1) acho invasão demais ao habitat dos bichinhos; e 2) a menina da agência me disse que os pinguins ficam mais perto do mar à procura de alimento e não da cordinha onde os turistas passam. Nesse passeio você vê o Farol do Fim do Mundo, Leões Marinhos, Pinguins, muitos pássaros. É bem legal! Uma dica: nesse passeio VENTA MUITO! Vá bem agasalhado, de preferência com um casaco corta-vento. Você tem a opção de ficar dentro do barco, que é envidraçado e climatizado, mas não é a mesma coisa, né? Outra dica: um dia depois que fiz esse passeio, estava ventando muito na cidade de Ushuaia. Tanto que a Marinha proibiu que esse passeio de navegação fosse realizado naquele dia. Umas mulheres que conhecemos depois falaram que perderam o dinheiro do passeio porque a navegação não foi permitida. Tivemos sorte por termos feito um dia antes, onde não ventava muito na cidade. Para começar esse passeio de navegação você tem que ir andando até o porto de Ushuaia (é pertinho do hotel e da zona central - rua san martin) e pagar uma taxa portuária (não lembro ao certo quanto foi, mas é baratinha, acho que uns 20 pesos). O barco que fomos não permitia que levassemos comida ou bebida. Mas eu levei assim mesmo e comi no banheiro e disfarçando pra guia não ver rs. Vendem coisas no barco, mas só a água custava 8 reais... imaginem o resto! E os lanches eram bem ruinzinhos. O Parque Nacional é bem bonito, vale muito a pena ir também. Tem o opcional do passeio de trem, que eu achei beeeeeeeem fraquinho. Quem não quiser, continua no micro onibus da agência e faz o trajeto do trem por ele. Acho que o que mais valeu do trem é que tem uma gravação com as histórias das paisagens em três línguas: inglês, espanhol e português! No parque, a nossa guia fez uma pequena trilha de uns 20 minutos com a gente. Essa trilha é opcional, quem não quis ou não pode fazer, ficou no ônibus e foi para o próximo ponto. O passeio no parque faz várias paradas, mas as que mais chamam atenção é a Laguna Verde (tava ventando MUITOOOOO no dia, levem casaco corta vento), que estava belíssima e o Correo Del Fim Del Mundo, onde eles carimbam o passaporte com um carimbo bonito de Ushuaia (óbvio que tendo que pagar 3 dólares). Esse correio é a última agência postal do mundo e funciona, efetivamente. Você pode mandar postais dali direto para quem você quiser. Obs: ao entrar no parque, você terá que pagar 350 pesos para entrar (valor para não argentinos), exclusivamente em dinheiro. Obs: Os dois passeios começam por volta de 9h e terminam umas 14h. Eu contratei os passeios pela ag. Info de Ushuaia (San Martín 775) e paguei 3.650 pesos (R$ 608) por pessoa, os dois passeios. Lembrando que nesse valor não estão incluídas a entrada do parque, a taxa portuária e qualquer tipo de alimentação e bebida. COMIDA EM USHUAIA Esse tópico é tenso! Achei a comida em Ushuaia e El Calafate cara e ruim, bem ruim. Minha mãe achou o mesmo. O melhor restaurante que comemos lá foi um que fica na Galeria Temática, na Rua San Martin. O prato era um frango recheado com espinafre e envolto em bacon. acompanhado de um purê de batatas com pedacinhos de bacon. Além disso, tinha um molhinho de pimenta sem gosto... rs. Para beber, tomei um suco gelado batido (eles chamam de Licuado), não era da fruta mas tava gostoso. A comida tava bem mais ou menos, esperava mais tempero no frango, mas era melhor do que já tinhamos comido até então. O preço? 75 reais a comida + suco, por pessoa. Pesadíssimo para o dia-dia da viagem e para um almoço, dentro do que eu estava disposto a pagar. Perguntamos para alguns locais, onde seria um lugar não tão caro para comer. Nos indicaram uns restaurantes que servem entrada+prato principal+sobremesa a 190 pesos. Quando a esmola é muita.... rs Tem dois desse tipo na san martin, eles ficam quase que um de frente ao outro e as opções e o preço são escritos de giz em um quadro negro na porta do restaurante. Minha mãe e eu entramos em um. Ela pediu um guisado (guiso) e eu uma milanesa (bife). O bife á milanesa de lá é super fino e eles fritam bastante. Então, o que eu comi taca suuuper duro. O guisado que minha mãe pediu, ela disse que nem os legumes, nem a carne tinham gosto. Ela acha que eles congelam e depois descongelam os alimentos, fazendo com que eles percam muito do seu sabor. Para acompanhar isso, tinha uma cestinha de massa folhada com um pouquinho de alface e meio tomate cereja. A sobremesa não tem como ser ruim, né? TEM! Eu pedi um pudim de pão e minha mãe, um sorvete. O pudim tava duro, mas tão duro que se tacasse na cabeça de um, matava. O sorvete da minha mãe tava até bom, mas era uma bola tão pequena que parece que foi tirada com uma colher de chá rs. Para lanche, gostei muito do Banana Café e Bar, na san martin. Os hamburgueres eram realmente deliciosos, mas bem caros. Cada hamburguer custava uns 230 pesos, em média. Dependendo da fome, dá até pra duas pessoas. Mas é o hamburguer puro, sem qualquer complemeno. No finalzinho da estadia em Ushuaia, achamos um restaurante "ok". É um restaurante de massas na San Martin que fica do lado de um corredor com uma galeriazinha recuada. Ele parece caro, mas não é. Comemos um macarrão lá bem razoável. Lá eles cobram a massa e o molho separado. Eu paguei 180 pesos para comer spaguetti ao molho branco e minha mãe comeu de bolonhesa. Não tava divino, mas em comparação ao guisado e o bife... tava ótimo! Por isso, se eu fosse fazer essa viagem de novo, ficaria em um hostel ou apto onde eu pudesse cozinhar. As coisas no mercado (La anonima, perto do hotel) não eram tão caras e eu poderia temperar as comidas bem mais. Acho que compensa. CHIP PRÉ PAGO Foi um parto achar um chip pré pago em Ushuaia. Rodei a san martin toda (tem várias lojinhas da Claro e da Movistar), mas tem loja que só faz recarga e onde vendia chip da claro, tinha acabado. Só consegui comprar na loja grande da movisar (Av. Maipú 215). Você mostra o passaporte, pega uma senha e espera atendimento, bem parecido com o que fazemos no Brasil. O chip da movistar saiu de graça e era possível recarregar em várias lojas pela san martin. A movistar dá o whatsapp de graça e te cobra 10 pesos por uma navegação diária de 50 mb. Acabou a franquia, reduz-se a velocidade ou se contrata por sms mesmo mais franquia, por 10 pesos. Achei a velocidade muito boa, mas acabou a internet acabou rapidinho rs. EM USHUAIA, CONTRATEI OS PASSEIOS DE EL CALAFATE Decidi fazer dois passeios em El Calafate, que considero serem os principais: Glaciar Perito Moreno (com ou sem navegação, optei pela navegação) e Rios de Hielo. Fui até a agência Brasileiros em Ushuaia, na San Martin, para negociar os passeios. Essa agencia tem site e cobra os passeios em reais, mas é muuuuito mais barato reservar lá, pessoalmente. Fechei os dois passeios de El Calafate + os dois transfers + o transfer de saída de Ushuaia de brinde por uns 4.650 pesos por pessoa (775 reais). Além disso, a gente tem que pagar 500 pesos de entrada no Parque Nacional Los Glaciares, por pessoa, a cada dia de passeio. Em El Calafate, eles terceirizam o serviço para a agência Criollos, que achei muito boa. Ambos os passeios são incríveis, imperdíveis MESMO. A cereja do bolo da viagem! Ver os Glaciares em movimento são espetáculos da natureza que nunca vi igual! Anexei fotos, vejam. Existe a opção de caminhar no Glaciar Perito Moreno. É bem caro, mas eu o faria se não estivesse com a minha mãe, que não pode fazer esses trekkings. Nos dois passeios, levem comida. Até tem lugar pra vender, mas pode demorar e vcs ficarem com fome. CHEGADA EM EL CALAFATE A cidade é muito bonitinha, bem mais desenvolvida que Ushuaia, sem dúvidas. Tem umas arvores enormes na rua principal, que traz um clima bem europeu à cidade. Fora que existem muito mais opções de restaurantes e serviços HOSPEDAGEM EM EL CALAFATE Fiquei hospedado na pousada kau kaleshen, reservei no booking e gostei bastante. Preço bom, localização excelente, confortável e bonitinha. As fotos que estão no booking correspondem à realidade. Paguei 245 dólares por 3 diárias para 2 pessoas com café da manhã. Como eu disse, gosto sempre de estar perto de onde as coisas acontecem. Em El Calafate, a rua principal é a Av. del Libertador Gral. San Martín. COMIDA EM EL CALAFATE Tão ruim quanto em Ushuaia rs. Comi um fondue de queijo a 500 pesos (para duas pessoas) lá que estava bem ruim... Parecia aquele fondue que a gente compra no mercado que nada mais é que um requeijão requentado. Vale muito a pena fazer mercado lá. Um pacote de 500 gramas de macarrão custava uns 2 reais, água de 1 litro também. Vários lanchinhos prontos para levar para a viagem a um preço camarada... O mercado lá é o La Anonima também, que fica no iniciozinho da rua principal. CÂMBIO EM EL CALAFATE Não existe casa de cambio lá, mas a Western Union (na rua principal) troca seus reais por pesos. A cotação estava pior que em Ushuaia (cada real custava 5,5 pesos). E não eram todas as lojas em El Calafate que aceitava reais. Em geral, só aceitavam dólar e euro. LEMBRANCINHA BARATA Para lembrancinha, sugiro comprarem um sabonete de Leche de Los Glaciares, o branco. Comprem na farmácia que é mais barato (100 pesos). Ele é cheiroso e esfoliante, bom para presentear com algo diferente. Obs: O café da manhã nas duas hospedagens era fraco. Um croissant melado, pão de forma, sucrilhos, manteiga, café, leite, iogurte (ruim), salada de frutas sem gosto... enfim, um horror! Vocês podem estar me achando um fresco para comer, mas eu juro que não sou! Como qualquer tranqueira mas comida sem gosto não desce! Obs2: Nessa época do ano, 21h ainda está claro!
  6. El Calafate foi nosso primeiro destino e com certeza parada obrigatória para conhecer o mais famoso dos glaciares, o Perito Moreno. A cidade fica à beira do lago Argentino, o maior do país e é uma graça com uma super infra estrutura para receber os turistas. No centro há várias agências de passeios e restaurantes para todos os gostos. Falando em passeio decidimos fazer apenas o que ia até o Glaciar. Contratamos o transfer da Cal tur que sai do terminal rodoviário de El Calafate as 8h e retorna por volta das 16h. O tempo é suficiente para conhecer todo o parque. Essa foi a opção mais econômica que encontramos, pegue somente o transfer sem guia. Até porque não é necessário um guia no parque. É super tranquilo de andar nas passarelas. Só o transfer custou em torno de ARS 450 ida e volta + ARS 500 da entrada do parque, por pessoa, fomos em outubro! Sobre a beleza do lugar, não tenho palavras. A cada passo uma paisagem de tirar o fôlego. Sem falar no deslocar da geleira que emite a todo momento um barulho e quando os blocos caem o barulho é ensurdecedor. Outra cidade que passamos e nos encantou a primeira vista foi El Chalten. Cidade muito pequena, mais muito acolhedora e com belezas naturais surreais! É nela onde você encontra um dos maiores picos, o Fitz Roy. El Chalten fica a 3h de El Calafate. Aconselhamos dormir ao menos 1 noite na cidade, mas para quem tem pouco tempo há ônibus de linha e transfer que fazem ida e volta no mesmo dia. Como não tínhamos muito tempo fomos e voltamos no mesmo dia também pela Cal tur que sai do Terminal rodoviário, dá para contratar direto lá. Estávamos ansiosos para chegar, pois uma das trilhas mais esperadas por nós em El Chaltén era a trilha para a Laguna de los Tres, uma lagoa que fica no pé do Cerro Fitz Roy e é um dos lugares de onde ele pode ser visto mais de perto. O visual no final da trilha é muito bonito e ela é considerada uma das mais pesadas da região por causa do comprimento e da forte subida que há no final. A estimativa de tempo de caminhada é de 5 horas cada trecho. Infelizmente não tínhamos tempo para fazê- la, então decidimos fazer a trilha da Laguna Capri são 4km de subida, no total 3h de trilha. A subida dá uma judiada, por conta da altitude começam a falta de ar e as dores na cabeça, mas todo o esforço é válido para ver o Fitz Roy. Por último fomos ao Ushuaia, fim del mundo! Por lá fizemos vários trekkings, vá preparado com roupas térmicas, botas, corta vento, impermeáveis, pois as trilhas são longas! Também só contratamos os transportes que podem ser pagos diretamente no seu hotel, conseguimos economizar muito dessa forma, até porque em nenhum lugar precisamos de guias e as trilhas são muito bem demarcadas. No passeio ao Canal de Beagle vai o comandante explicando tudo sobre a cidade, então nos outros passeios você não precisa escutar tudo novamente né? No fim pegamos muiiiita Neve no Glaciar Martial finalizando com glamour nossa incrível trip!..MAIS VIAGENS E DICA NO INSTA:https://www.instagram.com/travelfiless/#relato #dicas . Trilha para chegar ao Fitz Roy Fitz Roy tímido embaixo das nuvens - mesmo assim indescritível. Cerro Martial - Ushuaia em Outubro ainda tinha muuuita neve! Passeio super turístico pelo canal de Beagle, recomendamos! Fizemos o com Pinguinera que só acontece na primeira e verão. A caminho da Laguna Esmeralda em Ushuaia embaixo de chuva e muito lodo! Se não for pra ter aventuras nem vamos! haha Campo maravilhoso em El Chalten, cidade fica a 3h de El calafate, super indico! Último Farol do Mundo! Trilha para Fitz Roy, belíssima. Perito Moreno e sua beleza estonteante!
  7. Mochileiro ou não, todo mundo sonha em conhecer a Patagônia. E não é para menos. Se quando vemos as fotos, ficamos admirados, ir e ver com os próprios olhos e sentir na pele o vento cortante é uma das experiências mais incríveis que eu já tive. Eu estava com uma parte das minhas férias programadas para a primeira quinzena de setembro. Sempre monitorei preços de passagens aéreas para Ushuaia e El Calafate e eis que para a minha sorte, surgiu uma promoção aérea para El Calafate exatamente para o meu período das férias. Não pensei duas vezes e comprei a passagem em abril por R$1.193,76 com taxas. Depois que eu comprei e fui ler sobre roteiros, eu quase caí para trás com os preços. Sim, visitar a Patagônia é muito, mas MUITO caro. Muito mais do que eu imaginava. Mas assim como para qualquer outra conquista, você deve se planejar. Além disso, não encontrei muitos relatos de pessoas que foram no inverno. Das poucas informações que eu consegui, a maioria dos comenta´rios era de que tudo estaria fechado por causa da neve e que as temperaturas eram muito negativas no inverno. Pois bem, então aqui segue o meu relato com todos os meus perrengues, histórias e informações possíveis que possam te ajudar de alguma forma ou para que você possa viajar junto comigo. Qual a desvantagem de ir na Patagônia no final do inverno? Primeiro, o frio. Lembre-se que eu fui mais para o final do inverno do que no início, então já não estava tão rigoroso assim. No início do inverno, as temperaturas são quase todas abaixo de zero (me informaram temperaturas de até -17°C). Alguns lugares são mais frios que os outros. Em El Calafate a variação foi entre -1°C (6h da manhã e fim da noite) a +8°C (a tarde). Torres del Paine -3°C (na estrada às 9h) a +8°C (a tarde). El Chaltén -6°C a +3°C. Ushuaia -7°C a +3°C (um dos dias a máxima foi -1°C). As áreas internas dos estabelecimentos e de alguns transportes possuem aquecimento. Então toda hora você tira casaco e põe casaco (quase um treinamento do Karatê Kid! Hahaha!). Segundo, a neve. Algumas trilhas ou alguns passeios são interrompidos durante o inverno ou só abrem no verão. Mas mesmo com alguns lugares fechados, ainda há muito o que se fazer. Em El Calafate eu queria fazer a caminhada no Big Ice, mas ela só abriria a partir do dia 15 de setembro, data impossível para mim. Então fiz o minitrekking que é excelente e funciona o ano inteiro. Qual a vantagem de se visitar a Patagônia no final do inverno? Primeiro, a baixa temporada. As hospedagens e os passeios são mais baratos, além das cidades e atrações estarem mais vazias, permitindo encontrar hostels, contratar passeios diretamente nas agências de última hora e não disputar espaço nas atrações para as fotos. Li diversos relatos sobre a necessidade de se reservar o passeio do minitrekking com pelo menos 2 meses de antecedência. Até cheguei a entrar em contato com a empresa responsável alguns meses antes da minha viagem, mas como precisava pagar a reserva (e o câmbio do cartão pelo brasil + iof deixava ainda mais caro), resolvi arriscar a contratação do minitrekking na própria agência. E deu certo. O ônibus de 47 lugares estava com cerca de 30 assentos ocupados. Segundo, a neve. Ao mesmo tempo que a neve é ruim porque fecha alguns passeios, ela dá uma paisagem única. Além disso, você ainda pode pegar algum dia que vá nevar e se divertir com isso. E alguns passeios, como skis, snowboard, trenós com cães, obviamente dependem da presença de neve. Terceiro, ausência de vento. Apesar de ser muito fria, a Patagônia possui um clima temperado, e não ártico. Eu sempre fui MUITO friorenta e uma das coisas que mais me assombrava era o frio. É frio? Demais. Eu peguei entre -7 (geralmente noite/madrugada) a +8. Claro que a temperatura é problema, mas mais do que a temperatura, o maior vilão é o vento. Dói, literalmente. Principalmente as mãos. E olha que eu dei sorte de pegar pouco vento. Segundo um dos guias que eu conversei, a temporada de ventos é em outubro e novembro e no inverno (julho, agosto e setembro) venta pouco, mas quando venta, geralmente são ventos muito fortes. Praticamente todo o passeio no perito Moreno e em TDP foi zero vento. Claro que eventualmente tinha uma brisa leve, mas o vento patagônico mesmo foram poucos os momentos que vivenciei na viagem. Quando ele aparece, ele te desequilibra na caminhada de tão forte, torna a caminhada bem cansativa (pois vc precisa as vezes fazer força com o corpo) e a sensação térmica despenca muito e de uma vez só. Resumo da viagem: 02/09/17: voo BH - São Paulo 02/09/17: voo BH-Congonhas 03/09/17: voo Guarulhos - Buenos Aires 04/09/17: voo Buenos Aires - El Calafate 05/09/17: El Calafate (Minitrekking Perito Moreno) 06/09/17: Torres Del Paine (bate e volta de El Calafate) 07/09/17: El Calafate - El Chaltén (Trilhas Mirador dos Condores e das Águias) 08/09/17: El Chaltén (Trilha Laguna Los Tres-Fitz Roy) 09/09/17: El Chaltén (Trilha Laguna Torre) 10/09/17: El Chaltén - El Calafate (Museu Paleontológico e Lago Argentino) 11/09/17: El Calafate – Ushuaia (Canal do Beagle) 12/09/17: Ushuaia (Parque Tierra Del Fuego, Lago Fagnano) 13/09/17: Ushuaia (Parque Tierra Del Fuego, Trem do Fim do Mundo, Montanha Glaciar Martial, Presidio) 14/09/17: Ushuaia (Cerro Castor) 15/09/17: Ushuaia - El Calafate 16/09/17: voo El Calafate - Buenos Aires 17/09/17: voo Buenos Aires - Asunción - São Paulo - BH Mesmo no final do inverno, o dia era longo. Amanhecia por volta da 8h da manhã e anoitecia por volta das 20h. Tenha em mente que a Patagônia recebe gente do mundo inteiro. Além do espanhol, muitas pessoas falam inglês e algumas português. É fácil se virar com o portunhol (Há MUITOS brasileiros viajando por lá, então muitos restaurantes e guias falam português). Por ser um lugar muito turístico, associado à crise econônica na Argentina e serem lugares isolados para o abastecimento, as comidas também são caras. Uma comida simples você não pagará menos de 40,00 reais. Há opções de mercadinhos, padarias, sacolão e supermercado nas cidades. Uma forma de economizar bastante é você comprar as coisas e preparar sua própria comida, como eu fiz na casa das minhas CS ou nos hostels. Das vezes que eu comi fora, o valor de um prato barato era o valor do meu supermercado para 2 ou 3 dias inteiros. É imprescindível viajar com seguro viagem. Primeiro por causa de acidentes. A probabilidade de você escorregar e cair em algumas caminhadas é muito alta. Além disso o vento forte pode quebrar galhos e eles caírem em você. E segundo por causa do clima, que é muito instável e pode cancelar ou atrasar os voos (é muito comum). Não faça economia porca de menos de 200 reais e correr o risco de ter que gastar muito mais do que isso. Itens indispensáveis para se levar: Protetor solar (a incidência de UV é alta) Óculos de sol Protetor labial Gorro Protetor para pescoço Bota impermeável Luvas finas que possuam nas pontas um tecido que te permita usar o celular Luvas grossas Primeira e segunda pele (blusa e calça) Corta vento impermeável Todas as minhas roupas eu comprei na Decathlon. Por ser muito friorenta, comprei roupas superquentes, como roupas próprias para neve. Raramente as usarei novamente, mas não me arrependi em nada. Vi muita gente usando roupas mais simples e passando muito aperto. Eu não daria conta. Então depende do quão resistente ao frio você é. É importante você sempre ter várias camadas e que a maioria seja impermeável ou resistente a água para você andar na neve ou pegar neve/chuviscos sem se preocupar em ficar molhado depois. No meu caso, eu sempre estava com a primeira e segunda pele, um casaco pesado impermeável e que cortava o vento, além de segunda pele para as pernas e calça impermeável. As vezes usava mais do que isso. É importante também a primeira e segunda pele sejam respiráveis, pois em algumas caminhadas você vai suar MUITO, mesmo em temperaturas negativas (as camadas de roupa criam uma microsauna). Sobre as hospedagens, você encontra de todos os preços. Obviamente os mais baratos são os hostels (e que geralmente são incríveis!). Há vários, mas não vou listá-los pois essas informações e preços você consegue facilmente consultar na internet ou apps de reservas. O mais barato eu vi em El Calafate foi atrás da rodoviária, em que a diária pelo Booking.com estava saindo cerca de 10.00 reais! A média dos hostels era 30-50 reais e dos hotéis simples, 100 a 150 reais. Alguns com ou sem café da manhã (que geralmente era torrada, chá, suco e geleia). Meus 3 primeiros dias em El Calafate e o primeiro dia em Ushuaia eu me hospedei pelo couchsurfing. Geralmente eu sempre viajo usando o CS, especialmente quando viajo sozinha. Eu sou suspeita para falar do CS pois amo a proposta dele. E gente, tirem da cabeça que o CS serve para se viajar sem gastar com hospedagem. Claro que isso é bom, mas o CS é muito mais do que isso. O CS é uma proposta principalmente social, para se fazer novos amigos, ter companhia, apoio e boas conversas com pessoas que vivem no lugar diariamente. Isso é muito mais gratificante do que economizar 10.00 reais por diária. Eu já fiz amigos incríveis do mundo inteiro pelo CS e sempre usarei essa plataforma de troca. Domingo (03/08/17) - Sai às 13:40h de Guarulhos e meu voo estava previsto para aterrissar às 16:30h no aeroporto Newbery (mais conhecido como Aeroparque), em Buenos Aires. Porém devido ao mau tempo, tivemos que aterrissar no aeroporto Pistarini (mais conhecido por Ezeiza pelo fato de estar localizado no município de Ezeiza, região metropolitana de Buenos Aires), que fica cerca de 40km de distância. Como o meu voo para El Calafate sairia pelo Aeroparque, tive que seguir para lá de ônibus. Mas para isso acontecer, foi uma luta. Depois que aterrissamos ficamos quase uma hora presos dentro do avião porque não sabíamos se o avião voltaria para o Aeroparque ou como a Latam iria proceder. No meio da falta de informação, vários passageiros começaram a ficar nervosos e a histeria começou a ficar de tal maneira, que algumas pessoas tiveram ataques de pânico dentro do avião pensando na possibilidade de voarmos novamente para o Aeroparque (na tentativa de descer na chuva, o avião teve que arremeter e com muita turbulência. Aí a galera pirou! Foi tenso! Quando pousamos, parecia final de campeonato de tanto que as pessoas aplaudiam e comemoravam! Hahaha! Depois descobri que os argentinos sempre batem palmas depois da aterrissagem, mas nesse dia acho que comemoração foi digna de final de campeonato porque estavam todos vivos!! Hahahaha!). Enfim, decidiu-se que para passageiros em conexão, alguns teriam que ir para o Aeroparque (como é o meu caso) e alguns sairiam do Ezeiza mesmo, já que todos os voos haviam sido desviados para lá. O aeroporto estava um verdadeiro caos e os funcionários completamente perdidos. Quando desci do avião, havia somente um funcionário chamado Carlos para dar informações aos passageiros e ele me indicou procurá-lo no balcão do check-in da Latam (na verdade ele foi lá só para encontrar com uma das mulheres que deu ataque de pânico e não de fato orientar os outros passageiros, o que deixou muita gente sem saber o que fazer). Quando cheguei ao check-in, o Carlos não estava lá e os outros funcionários não sabiam quem era. Então uma funcionária falou que era para eu ir aos guichês ao lado do desembarque para pegar o ônibus que levaria ao Aeroparque, porém o ônibus custava cerca de 500 pesos! Voltei ao guichê da Latam e outro funcionário me indicou para pegar o ônibus direto para o Aeroparqie no terminal C e que era só apresentar o meu bilhete e eu não pagaria. O terminal C fica cerca de 5 min andando rápido do terminal A, onde foi meu desembarque. Fiquei lá esperando o ônibus uns 10 min. Ao conversar com o motorista, ele me disse que o ônibus custava 200 pesos. Me conformei que eu teria que pagar o ônibus, ainda que eu achasse que isso seria um problema da Latam. Fui então para o Banco Nacional (que fica no terminal A) trocar dinheiro e na fila chegaram duas aeromoças brasileiras do meu voo, que me falaram que a Latam estava levando os passageiros de graça para o Aeroparque e alguns ônibus com pessoas do meu voo já tinham saído e que o último já estava de saída. Saí correndo para o terminal 41, que era onde os passageiros deveriam se apresentar para pegar esse ônibus. Esse terminal era exatamente onde os outros dois funcionários estavam e que me mandaram pegar ônibus pagos. Fiquei completamente sem entender. Por que raios eles me mandaram pegar um ônibus pago se eu tinha direito ao ônibus da Latam e eles quem estavam organizando a fila?! Preferi não discutir e finalmente encontrei o tal do Carlos e ele me tranquilizou, me pediu para esperar e ainda conseguiu uma funcionária que falava português para conversar comigo e pegar meus dados para não haver erros de novo. Fiquei em frente ao guichê até a hora da saída do outro ônibus (previsto para às 19:30h, mas que só chegou às 19:50h - e pelo que parece eles não cumprem o horário), quando um dos funcionários me levou até o ônibus. Ao chegar ao Aeroparque, fui direto ao Banco de La Nácion trocar real: 4,37 pesos argentinos por real (dólar estava 17.00 e euro 20.50). Nem tentei trocar dinheiro em outras áreas do aeroporto (na verdade nem achei). Além do câmbio melhor no banco comparado com o comércio que aceitava pagamentos em real, o aeroporto estava lotado de policiais. Não valia a pena correr risco de trocar no câmbio negro. Não troque real por peso no Brasil. Você perderá dinheiro. Além de pagar iof, o câmbio é menor. Depois que trocar dinheiro, coma antes do embarque pois existem mais opções de restaurantes (que fecham às 22h). Achei pouquíssimos bebdouros dentro da área de embarque. A garrafa de água mais barata que achei era cerca de 40 pesos de 500 Ml (parece que assim como na Inglaterra, água se bebe diretamente da torneira, pois em toda a viagem, tirando os raros bebedouros do aeroporto, não há filtros de água). Economize bateria do telefone pois você praticamente não achará tomadas. Se achar, além de ter o padrão argentino (tão diferente quanto o brasileiro), provavelmente estará ocupada. O avião para El Cafalate não tinha tomada. É possível deitar e dormir nos bancos da área de embarque. Na imigração, você tem que fornecer o endereço de onde irá se hospedar. Então não adianta ir no mochilão no estilo mais roots de procurar hospedagem somente quando se chega à cidade de destino da primeira pernoite. Até porque é perigoso. Imagina que você chega à El Calafate e você não consegue hospedagem... você não conseguirá se abrigar em nenhum lugar e certamente vai morrer de hipotermia se dormir na rua. Segunda (04/08/17) - O voo saiu para El Calafate no horário previsto às 06h. O amanhecer obviamente ocorre no lado esquerdo do avião, mas recomendo que tente sentar do lado direito para observar a cordilheira, os lagos e as montanhas cobertas com neve. É possível ver os Cerros Torres e Fitz Roy em El Chaltén. É lindo!! Essa viagem eu não despachei mala - estava só com uma de mão (mesmo tendo comprado passagens no Brasil quando ainda existia franquia de bagagem de 23kg, o voo interno para Ushuaia exigia bagagem de até 10kg, então me virei para levar tudo o que precisava para uma viagem de 15 dias dentro desse limite de peso – e já adiantando, obvio que eu repeti muitas roupas). Assim, logo que desci do avião já fui direto para o saguão onde você pode contratar os táxis ou transfers para o centro (fica cerca de 20km). O táxi custa 480.00 pesos e carrega até 4 pessoas. Embora tenham muitas pessoas viajando sozinhas, não é tão fácil conseguir arrumar pessoas para rachar um táxi. A maioria das pessoas já vai direto para o guichê do transfer da Ves Patagônia, que é o mais barato e custa 160,00 (ou 240,00 se você comprar a ida e a volta). A vantagem de não ter que esperar a minha mala na esteira é que já fui direto para o guichê e não peguei fila (que ficou gigantesca depois), além de ter acesso fácil às roupas de frio (quando cheguei estava -1). O aeroporto de El Calafate é pequeno e muito simples. Vi somente duas lanchonetes por lá (uma dentro da área de embarque e outra fora). Aproveitei e comprei minha passagem de volta para o dia 16/09, onde a empresa me deu um voucher com o dia, local a sua escolha e horário que eles passariam para buscar (eles levam em consideração o horário do seu voo). Saindo do aeroporto, o transfer irá deixar você em algum hotel/hostel. Segui para o hotel que a minha couch me indicou como ponto de referência e de lá segui para a casa dela. Deixei as minhas coisas lá por volta de meio dia e saí para andar pela cidade. El Calafate não é uma cidade muito grande e se estiver com disposição, pode fazer tudo a pé. A rodoviária fica pelo menos a 20 min do miolo do centro. A cidade tem uma avenida principal (av. El Libertador), onde se encontra o maior número de restaurantes, agências e comércio em geral. É uma cidade completamente segura, organizada, muito limpa e na beira do Lago Argentino. Mas prepare-se para ver uma quantidade enorme de cachorros grandes soltos na rua (se vc estiver carregando comida, eles podem andar em bandos atrás de você) Na Argentina, o comércio geralmente fecha durante o horário do almoço e nos supermercados eles não fornecem sacolas (Em El Cafalte, El Chalten e Ushuaia tudo abria de 09 às 13h e depois das 17 às 21h.). Eu não peguei ônibus urbanos. Então não tenho ideia de preço das passagens. Se for alugar carro, há dois postos de gasolina. Um da Petrobrás (preço 16,40 pesos) e o YPF (preço 15,94 pesos). Ambos ficam na avenida principal. Fui direto para a agência Hielo y Aventura, que é a única que faz o passeio do minitrekking (3.200 pesos argentinos + 500 da entrada do parque) para reservar o passeio. Depois comecei orçar preços de outros passeios, como bate e volta em Torres del Paine e horários/preços de passagens para El Chaltén. Para trocar dinheiro, você pode ir ao Banco lá Nacion ou na Western Union. Não se pratica câmbio negro nos comércios e restaurante. O máximo que consegue fazer é pagar a conta com dólar, euro ou real (em El Calafate, o câmbio era o mesmo do banco). O Banco la Nácion funciona de 08 às 13h em El Calafate (Em El Chalten não tem e em Ushuaia funciona de 10 às 16h). A Western Union fechava às 18h e tinha a mesma taxa de câmbio que o banco (dólar 17.00, real 4.37, euro 20.50). Quando precisei, troquei dinheiro lá. Os Parques em El Calafate são pequenos e gratuitos. No centro tem a Intendência Parque Los Glaciares. Lá tem algumas esculturas e conta a história de quem foi o Perito Moreno e a importância do meu patrono, Charles Darwin. Segunda (05/09/17) - Há vários glaciares na Patagônia. O mais visitado e acessível é o Glaciar Perito Moreno que fica no Parque Nacional Los Glaciares, situado a 80km de El Calafate. O caminho até lá é todo asfaltado. Quando comprei o pacote do minitrekking, já estava incluso no valor o transfer (do contrário, você tem que ir até a rodoviaria e pegar um ônibus por conta própria. Se você for fazer o minitrekking, compre com o transfer. Do contrário, será muito complicado chegar ao parque a tempo do início do passeio (na verdade não sei se a agência vende o pacote do minitrekking sem o transfer, mas li na internet que sim e que não valia a pena). A comida não está inclusa e você tem que levar. Eles te buscam no hotel (embora no meu caso eu tive que ir até a agência pois não tava hospedada em nenhum hotel). Sente do lado esquerdo do ônibus para ver a paisagem do lago argentino e do glaciar quando estiver na área do parque. O minitrekking é muito tranquilo e achei pouco cansativo. Eles irão colocar os grampos no seu sapato para que você possa caminhar no gelo. Rapidamente você se acostuma a andar com eles (cada um pesa cerca de 1kg). Eles te darão instruções de segurança e te darão apoio o tempo inteiro. Eles prezam muito pela segurança dos caminhantes. Vale muito a pena fazer o passeio. A experiência é única. Ao final do minitrekking, você terá uma hora para andar pelas passarelas do parque e ver o Glaciar de frente. Assim como a agência pede, eu também sugiro que ande somente pela passarela amarela para curtir o visual com calma. As outras não darão tempo de serem feitas em apenas uma hora. Todo do passeio tem a duração de um dia inteiro. Você sai às 7h e retorna às 17h. Vá com roupas impermeáveis. O tempo é instável e pode chuviscar (quando chegamos para o minitrekking estava chuviscando e quando estávamos retornando do glaciar, voltou a chuviscar + associado ao vento que te desequilibra - foda de congelante! A temperatura caiu de +8 para a sensação de uns 0 de uma vez só). Quando cheguei em El Calafate, fechei o pacote de bate e volta para TDP pela agência Mondo Austral pelo fato deles terem folhetos mais detalhados sobre o passeio e o que incluía (como por exemplo o lanche e os valores corretos do parque). Mas pelo que parece, a Mondo Austral, assim como a Cal-Tur, é terceirizada (ou deve ser uma espécie de consórcio) por uma outra (Patagônia Extrema), que é a dona do ônibus. Além de preços iguais (2700.00 pesos argentinos), um casal que fez o passeio comigo no perito Moreno também foi para TDP comigo no dia seguinte e sei que eles fecharam pela agência Cal-Tur. Não procurei informações sobre a Patagônia Extrema. Na rodoviária, há somente uma empresa que oferece o passeio de bate e volta (Andesmar) mas custava 3000.00, além da entrada no parque (não sei se incluía comida). O bate e volta para TDP pelas empresas Mondo Austral, Cal-Tur e Patagônia Extrema saem somente às segundas, quartas e sextas (saindo às 06:45 e voltando às 21h). Não sei quais os dias da semana que a Andesmar oferecia, mas os passeios saíam em dois horários: saindo às 05:30h e retornando às 16:30h ou saindo às 11h e retornando às 22h. Quarta (06/08/17) - Como combinado com a agência Mondo Austral, o ônibus me pegou no ponto de encontro marcado (Hotel Mirador Del Lago) pontualmente às 06:45h. Era um ônibus de 32 lugares, dos quais 14 estavam ocupados. Depois que todos os passageiros foram recolhidos e pegamos a estrada, o guia entregou um mapa e explicou todos os detalhes e informações importantes. A alimentação está inclusa no pacote pois não se pode atravessar com alimentos frescos (como legumes e verduras), carnes e derivados de leite, ainda que industrializados (costumamos lembrar desse detalhe, ou eu pelo menos, somente quando viajamos de avião de um país para o outro. Mas essa regra de aplica também aos meios terrestres). Assim, se você levar algo do tipo, você tem que consumir antes da fronteira ou terá que deixar lá. A viagem é cansativa, pois anda-se no total cerca de 700km de ônibus. Saindo de Calafate, pega a ruta 11 e depois a famosa ruta 40 (que tem no total mais de 5.000km). O desnível até o parque TDP é pequeno, cerca de 500 m, que sobe-se gradativamente. A estrada é excelente e toda asfaltada, com exceção de uma parte em que o veículo anda sobre uma espécie de cascalho. É possível desviar pela ruta 5 e depois voltar para a ruta 40, mas o desvio é muito grande. Baseado no mapa, creio que aumentaria pelo menos 2 h de viagem. Não havia neve no asfalto, mas ao redor, muitos lugares tinham neve e algumas áreas da estepe estavam inteiramente cobertas por neve. Muitos carros possuem pneus adaptados para a quebra de películas de gelo que podem se formar no asfalto. Se você for alugar um carro, talvez seja interessante procurar informações sobre esse pneu (ele tem várias bolinhas de ferro ao longo da borracha), e considerar o lugar para onde irá viajar. No acostamento, haviam várias poças de água completamente congeladas (na estrada em si, eu só vi um riachinho muito estreito formado pelo escoamento de uma poça de água à outra). Embora o guia tenha falado que somente carros 4x4 passavam por lá, não é verdade. Carro comum de passeio passa normalmente e sem nenhum esforço. Acho que eles falam 4x4 só porque é cascalho. Inclusive só vi carros de passeio passando por lá. Apenas recomendo que faça seguro do parabrisas. A probabilidade de uma pedrinha acertar o vidro é grande, principalmente ao cruzar com outros veículos (muitos carros em todas as cidades que visitei tinham o parabrisas trincado). Outra recomendação é respeitar os limites de velocidade, pois o vento costuma frequentemente desviar ou balançar muito o veículo e sempre há guanacos (um animal parecido com lhama) atravessando a estrada. O guia irá te entregar o formulário da imigração para a entrada no Chile. Leve caneta para preenchê-lo no ônibus, pois o guia não fornece. Somente um passageiro tinha caneta e emprestou para todos, demorando para o preenchimento dos formulários. A primeira parada é na imigração da Argentina para pegar o carimbo de saída do país e o carro é vistoriado. No posto da imigração também funciona a aduana e o serviço de agrícola. No caso da minha excursão, nenhuma mochila foi vistoriada, mas se estiver de carro, provavelmente eles irão verificar. Eles verificaram o ônibus. Então depois você chega à imigração chilena. Lá você tem o passaporte carimbado de entrada no Chile (eles te darão um papel que você tem que guardar para entregar na saída do país), tem que entregar o formulário preenchido e passar todas as suas coisas no raio x. O ônibus foi verificado de novo. Além da imigração e aduana, lá também fica o serviço agrícola. Não arrisque entrar com os produtos proibidos que eu citei. Para se ter uma ideia, a multa para cada maçã, por exemplo, é 400 doletas. Então pense nisso se for atravessar a fronteira com alimentos para acampamentos. Caso vá viajar de carro, fique atento aos horários de funcionamento das imigrações. Não vi os horários da Argentina, mas a imigração do Chile funciona todos os dias do ano de 08 às 22h. Todo o processo nas duas imigrações demorou cerca de 40 min (considerando que só tinha o meu grupo de 14 pessoas. Na alta temporada com certeza você perderá um bom tempo lá pois não há muitos fiscais). Logo depois da imigração há uma cafeteria onde você troca dinheiro para entrar no parque TDP. A entrada é paga somente em pesos chilenos. Considerando as relações de câmbio do dólar, peso argentino e chileno e fazendo umas contas muito loucas com a minha matemática da área de biológicas (nada boa!), cheguei a conclusão que seria melhor trocar dólares (daria 18.33 dólares). A entrada custou 11.000 pesos chilenos. Porém eles não tinham troco para 100 dólares, então acabei pagando em peso argentino (440.00). Assim, leve dinheiro trocado. A cotação estava: 600 para dólar, 710 para euro, 25 para peso argentino, 170 para real (no dia seguinte quando estava na rodoviária, descobri que a empresa Andesmar também trocava dinheiro. Para pesos chilenos a cotação estava 600 para dólar e 160 para real. O câmbio de real para pesos argentinos estava 5,00, ao invés de 4,37). Além de parada para lanches e troca de dinheiro, a cafeteria também tem várias opções de lembrancinhas e alguns itens de acampamento, como coisas para higiene pessoal e gás para fogareiro. Depois da cafeteria, o guia indicou sentar do lado esquerdo para ver as paisagens. Como o ônibus estava vazio, todo mundo teve a oportunidade de sentar do lado esquerdo. Vantagens da baixa temporada! (Bem antes da fronteira é possível observar bem de longe as torres à direita por somente por uns 5 min. Então se o ônibus estiver cheio, recomendo sentar do lado esquerdo para garantir a visão quando estiver chegando no parque, que são emocionantes) A Cordilheira dos Andes é algo impressionante! E embora a previsão do tempo fosse muito ruim, não choveu dei a sorte de pegar as torres e as montanhas ao redor sem nuvens o dia todo. O tempo lá é muito variável e muito frio. Às 13h, quando paramos para almoçar estava fazendo +4 e todo mundo comeu dentro do ônibus (às 16h chegou a +8 e depois voltou a cair abuptamente. Às 18h já estava +3). Impossível comer do lado de fora, mesmo sem vento algum. Recomendo também levar um lenço de papel para enxugar o vidro para bater fotos, já que dentro do ônibus estará quente e a água irá condensar. Eles emprestam um rodinho de mão, mas não é muito bom, além de ser disputado. Na cafeteria tem Wi-Fi free, banheiro e uma tomada. O padrão é diferente do da Argentina, mas serve para aparelhos brasileiros de 2 pinos (antigo padrão). Não há banheiros nas imigrações. A primeira parada foi no mirador do Lago Sarmiento. Depois Laguna Amarga. Paramos na beira do rio para o almoço e seguimos para a entrada do parque, onde pagamos as entradas e pudemos usar banheiros. Depois passamos em mais um lago pequeno e fizemos uma caminhada de nível fácil por 1h. Embora a viagem seja cansativa, vale a pena demais para quem dispõe de pouco tempo para aproveitar o parque TDP. Chegamos em El Calafate às 20:30h. Quinta (07/09/17) – Há ônibus de El Calafate para El Chaltén todos os dias saindo da rodoviária por duas empresas. A empresa Cal-Tur oferece às 08h ou às 17h (450 pesos) e a Andesmar às 07:30 (475 pesos), 8h (475 pesos), 11:30 (475 pesos) e 18h (450 pesos). Acordei cedo para pegar o das 8h e estava chuviscando, então tive que esperar. Cheguei na rodoviária pouco antes das 10h e o atendente da empresa Andesmar me informou que havia uma van saindo do aeroporto e que eu poderia ir com eles antes das 11h. Essa empresa era a Las Lengas (não sei se a Andesmar era terceirizada por essa Las Lengas, pois não tinha nenhum guichê da Las Lengas na rodoviária de El Calafate). A viagem até El Chaltén dura cerca de 3 horas. Na ida o motorista fez algumas paradas na estrada para que pudéssemos tirar fotos das paisagens e dos lagos (por causa das paradas, gastamos quase 4h de viagem). Também foi feita uma parada no hotel La Leona na estrada. Esse hotel fica na beira de um rio, onde o célebre Perito Moreno foi atacado por um puma enquanto estudava a área e sobreviveu (e por isso o hotel é bem famoso). O hotel possui uma cafeteria, vende algumas lembrancinhas, tem várias fotos e reportagens históricas sobre a região e um minimuseu com fósseis. Eles oferecem alguns passeios também, como caiaque no rio. Cheguei em El Chaltén no início da tarde. Deixei as coisas no hostel, fui passear pela cidade e aproveitei para ir no terminal rodoviário para ver os preços e horários das passagens para El Chaltén. Lá há cerca de 5 empresas que fazem diversos trajetos (como a Cal-Tur e a Andesmar, que oferecem passagens nos mesmos horários das saídas de El Calafate) e há o guichê da Las Lengas, que é a que possui maior número de horários para transporte para El Calafate. Essa empresa também oferece transporte direto de El Chaltén para o aeroporto (ou vice e versa). Da rodoviária fui para a trilha Los Condores e Las Águilas. Ambas são bem fáceis, embora a subida seja um pouquinho cansativa. Fiz as duas em duas horas e meia. Em El Chaltén não há supermercados e sim pequenos mercadinhos. Assim, há pouca variedade de alimentos, especialmente frutas, verduras e legumes, além de serem de péssima qualidade (muitos estavam apodrecendo) e mais caros. Então a dica é levar alimentos de El Calafate, que além do supermercado La Anonima, tem um sacolão muito bom. El Chaltén tem muitos hostels. Eu me hospedei no Rancho Grande pela a indicação da minha couch em El Calafate. Fiz a reserva pelo app do Booking. O hostel é grande, muito bonito e organizado, além de possuir um bar/restaurante 24h. Os pagamentos de hospedagem em geral saem mais baratos se forem pagos pelo cartão de crédito pois sendo um cartão estrangeiro você não precisa pagar o IVA, que é um imposto argentino e que torna cerca de 20% mais caro o valor das hospedagens. Minha conta para 3 diárias ficou em 730,79 pesos (que no cartão foi convertido para 42,74 dólares + 2,73 de IOF). Não estava incluso o café da manhã. Sexta (08/09/17) – Levantei às 07h e olhei para a janela e voilá: estava nevando! Foi a primeira vez que vi! E é claro que eu comi! Hahahaha! Na noite interior, um argentino chamado Patrício chegou no meu quarto. Ele ficou apenas um dia em El Chaltén e queria fazer a trilha até a Laguna Los Tres (Sendero al Fitz Roy). Eu também estava planejando fazer essa trilha, então caminhamos juntos toda a trilha. Foi ótimo ter a companhia dele, pois além das conversas e risadas, o clima estava MUITO ruim para caminhar sozinho. Primeiro você deve evitar caminhar sozinho por causa de acidentes e segundo para evitar encontros com pumas que ocorrem na região (com mais pessoas, sua probabilidade de morrer é menor pq você pode empurrar o outro! Hahahahaha!!). Tomei um café da manhã reforçado no hostel (130.00 pesos - incluía suco, chá, torradas, geleia, manteiga e doce de leite para as torradas, 3 fatias de mussarela, salada de frutas e Sucrilhos). Saímos às 8h em ponto em uma temperatura de -4°C. Nossa sorte que não estava ventando pois o frio era intenso e a neve não parou de cair um segundo até às 13h. Então toda a trilha e todas as paisagens estavam completamente brancas. Até a laguna são cerca de 10.5km de caminhada, sendo o primeiro km uma subida forte e o último km de altíssima dificuldade. Entre os km 2 e 9 é praticamente tudo plano. Andar na neve é tão cansativo quanto andar na areia. Por causa do peso das roupas de frio e da mochila, além do frio intenso, a caminhada foi difícil. No último km o terreno era muito íngreme e a neve já estava cobrindo todo o pé. Além disso havia a formação de gelo debaixo da camada de neve, o que nos fazia escorregar demais. Faltando uns quinhentos metros para o topo, desistimos. Já estávamos praticamente engatinhando e agarrando em todos os arbustos para tentar continuar, mas o caminho estava muito perigoso. Subíamos um metro e escorregávamos dois. Seria fácil perder o controle do escorregão e despencar montanha a baixo. Praticamente todo mundo chegava no mesmo ponto que o Patricio e eu chegamos e desistia. Não vimos ninguém que conseguiu aquele dia (em dias normais esse trecho já é difícil, mas nesse dia em especial acho que só quem tinha grampos que conseguiria). Mas mesmo não conseguindo, o sentimento foi de realização. Até onde chegamos, a vista foi maravilhosa e o tempo estava começando a melhorar. Descer a parte íngreme também foi uma super diversão. Tivemos que descer de bunda em um super escorregador natural! Hahaha! Só tínhamos que tomar cuidado para não perder o controle da velocidade e sair da trilha. Na volta conhecemos algumas pessoas que nos acompanharam boa parte do caminho. A medida que o sol foi aparecendo, foi incrível ver a transformação da paisagem. A temperatura máxima foi +3°C, suficiente para derreter praticamente toda neve acumulada entre os km 0 e 8 e revelar a vegetação. Alguns lugares que passamos eram irreconhecíveis com tanta mudança. Porém o derretimento da neve deixou várias partes da trilha com muita lama, o que gerou vários escorregões também. Dicas: não leve muita água. Você pode encher a garrafinha em vários pontos ao longo da trilha. Bastões fazem muita falta para essa trilha, tendo neve ou não. Recomendo levar. Sábado (09/09/17) - O dia amanheceu lindo. Muito sol e o Fitz Roy ficou a maior parte do tempo descoberto, ao contrário das torres. Creio que a maior parte dos turistas foram para a trilha da laguna Los Tres e eu fui para a Laguna Torres. Eu achei a caminhada muito mais fácil. Dos 18km, somente o primeiro é puxado, mas particularmente eu achei menos do que o primeiro km da trilha do Fitz Roy. Os outros km são praticamente todos planos. E como o dia estava mais quente, fui com menos roupa, o facilitou muito a caminhada também. Tomei um café no hostel (80.00 pesos - incluía suco, chá, torrada e geleia, doce de leite e manteiga para as torradas) e saí às 9h com uma temperatura de -1. Alguns lugares ainda tinham neve do dia anterior, o que deixou algumas áreas escorregadias por causa do gelo e principalmente da lama. Mas foram poucas áreas. A maior parte do caminho estava seco e o acesso à água para beber também foi fácil. Não senti falta de bastão dessa vez. Ande de óculos. Por causa do vento, foi comum terra e pedrinhas caírem no olho ou rosto. Há duas entradas para a trilha: uma mais próxima ao início da trilha do Fitz Roy e uma outra mais em direção ao mirante dos condores (que é a entrada principal, com plaquinha e tudo mais). Eu comecei pela entrada mais perto da trilha do Fitz Roy e desci pela entrada principal. O primeiro km será puxado nas duas entradas, mas para mim a mais fácil foi essa mesma que eu subi, pois a entrada da subida principal tem muita escadaria de pedras e você precisa fazer força com as pernas. A que eu fui era mais uma subida constante. As trilhas em geral são bem marcadas, mas por ter muitas pedras, as vezes você pode se confundir, principalmente o primeiro km pela a entrada que eu subi. Mas é só ficar atento. Na ida eu fiz a trilha em cerca de 2 e meia e na volta 3h. O problema dessa trilha foi o vento (há muitas áreas de campo aberto). Até que na parte da manhã nem tanto, mas na volta, durante a tarde, eu literalmente lutei contra o vento nos últimos 3 km, o que me deixou extenuada e muito gelada. Cheguei no hostel às 15:30h com uma temperatura de +6°C, mas a sensação era de 0°C ou até menos. Fiquei tão cansada por causa do vento que dormi durante duas horas seguidas. A noite fui até a rodoviária comprar minha passagem para El Calafate, que custou 450.00 + 10.00 de taxa da rodoviária para às 17 do dia 10/09. Nessa trilha eu senti um problema da baixa temporada: falta de pessoas para fazer a trilha comigo. Por que? Simples. Como já comentei, em toda a região ocorrem pumas e outros animais de grande porte. A trilha estava recheada do início ao fim de marcas recentes de patas de puma, raposas e outros animais. Andei com o c* na mão o tempo inteiro pq fiz toda a trilha sozinha, ida e volta. Não havia absolutamente ninguém. Somente na volta que eu vi umas 8 pessoas, no máximo, que estavam indo em direção à Lagoa enquanto eu já estava voltando para a cidade. Domingo (10/09/17) - O dia também amanheceu lindo e com menos vento. A princípio tinha planejado de ir para a trilha Pliegue Tumbado, que dizem ser a trilha com melhor visão de todas e com vários fósseis ao longo do caminho. Porém ela é considerada de alta dificuldade e provavelmente teria neve no caminho, o que não daria para encontrar muitos fósseis. Mas resolvi não fazê-la. Estava com cansaço acumulado e eu teria que fazê-la muito rápido e preocupada com o meu horário de retorno para El Calafate às 17h (e eu não poderia perder o ônibus de jeito nenhum por causa do meu voo no dia seguinte). Então como seria um dia a toa perdido em El Chaltén uma vez que eu já tinha feito as outras trilhas do meu interesse, consegui adiantar minha passagem de ônibus para El Calafate para às 8h. Fui sozinha na van, assim o motorista só fez a parada no Hotel La Leona e chegamos em El Calafate às 11h. Ele me deixou no hostel America del Sur, que era um hostel bem recomendado aqui no fórum e pelo app do Booking. Realmente. O hostel foi demais. Café da manhã incluído, ambiente super legal, restaurante/bar disponível, ambiente legal e funcionários muito simpáticos e prestativos. Fui andando até o Lago Argentino e passei no Centro de Interpretação. A entrada custou 150 pesos. O museu é bem simples e pequeno, mas eu achei bem interessante pois além de ter alguns fósseis, réplicas de dinossauros e informações sobre eles, também tinha muita informação sobre arqueologia e geologia da região patagônica. Quando voltei para o Hostel, uma das recepcionistas entrou em contato com a Ves Patagônia para me buscar na manhã seguinte para me levar ao aeroporto, porém as passagens já estavam esgotadas. Assim, eles ficaram de ver outros hóspedes do hostel que iriam para o aeroporto também no dia seguinte para rachar um táxi. Segunda (11/09/17) – Apareceu somente uma pessoa (Dario) para rachar o táxi comigo, que ficou 150 pesos para cada um (pedindo o táxi pelo Hostel, o valor dos transportes saem mais barato. Se eu tivesse conseguido vaga no ônibus da Ves Patagônia, a passagem sairia por 100 pesos ao invés de 160 (valor individual do trecho, ou 120 caso tivesse comprado ida e volta), assim como o táxi saiu por 300 ao invés de 480). Tomei café da manhã (que incluía pão, bolos, biscoitos, geleias, doce de leite, suco, chá, leite e cereal) e peguei o táxi com o Dario às 08:30h. Ele também estava indo para Ushuaia no mesmo voo. Decolamos no horário previsto (10:10h) e pousamos em Ushuaia às 11:30h (eu tinha comprado a passagem área ainda no Brasil por R$900,00 pelo site das Aerolíneas Argentinas. Se você planejar com bastante antecedência e monitorar os preços, você pode conseguir passagens por até R$400,00. Lá em El Calafate, a única empresa que vi que fazia o trajeto terrestre foi a Andesmar, em que o ônibus saí às 08:30h e chegava às 20h (não sei se há saídas todos os dias). Preço 1360.00 pesos). Se comprar a passagem área, escolha a janela do lado direito. A paisagem é deslumbrante dos lagos e da cordilheira com neve. No aeroporto de Ushuaia não existe ônibus para o centro. Somente táxis, que custava 150 pesos para te deixar na região central (Dá pra ir andando para o centro também, mas a caminhada é de pelo menos 1h se o tempo estiver bom). Quando o Dario e eu estávamos indo pegar o táxi, escutei um outro cara (Marcos) falando com o taxista que estava sozinho e queria ir para o Centro. Então chamei ele para o nosso táxi e rachamos a corrida (50 pesos para cada) até o Hostel Torre del Sur, local onde o Dario e o Marcos ficaram hospedados nos dois primeiros dias. O meu primeiro dia em Ushuaia eu iria usar o couchsurfing. Então as meninas do Hostel me permitiram deixar minha mala lá até a noite, quando eu iria para a minha CS. O Dario e eu então saimos para andar e conhecer a cidade, além de orçar o passeio no canal do Beagle, que é um passeio de aproximadamente 3h. Diversas empresas oferecem o passeio e o preço é praticamente um cartel: 1300 pesos, mas se chorar consegue por 1200. A maioria das agências que oferecem especificamente o passei pelo canal ficam concentradas ao lado do porto em frente ao Centro de Informações ao Turista. Fomos até uma chamada, se eu não me engano, Navegando (a logomarca dela é uma gaivota alaranjada e é a primeira agência ao lado do porto), que haviam recomendado ao Dario. O vendedor, Rafael, é um senhor muito simpático e nos deu várias dicas sobre passeios mais baratos e restaurantes em Ushuaia. A empresa dele oferecia o passeio em um barco pequeno, com capacidade máxima de 12 pessoas (fuja dos catamarãs, que levam centenas de pessoas). O passeio incluía a ida até o farol e depois uma parada em uma outra ilha para uma caminhada de meia hora (uma bonita visão da cidade e das ilhas ao redor), além de incluir bebidas (água, chá, café ou achocolatado – mas é com água!! Horrível… - chop artesanal e alfajor de biscoito). A guia também foi muito boa. O Dario é um argentino muito simpático e tem uma boa lábia para negociação (ele mexe com imobiliária). Então essa habilidade dele de negociação, associado ao espanhol fluente, nos fez economizar bastante dinheiro ao longo da viagem em Ushuaia! O Rafael inicialmente nos ofereceu o passeio por 1300, depois 1200 e ao final das contas, ele fez por 1000! Hahaha! Todos os embarques são feitos pelo porto e você deve tagar uma taxa de 20 pesos. O passeio saiu às 15h e desembarcamos às 18h. Os passeios ocorrem duas vezes ao dia (manhã e tarde) e dependem da maré e dos ventos. A dica é fazer esse passeio logo que tiver a oportunidade por causa do clima. Se estiver ventando muito, chovendo e nevando, os passeios são cancelados e eles devolvem o dinheiro ou adiam o passeio para outro dia, se vc tiver disponibilidade. Quando chegamos estava ventando muito e não haveria o passeio, mas para nossa sorte o vento diminui até o horário de embarque (nos dias seguintes eu praticamente só peguei neve e estava previsto ventos muito fortes). Nas rochas há muitas aves e leões marinhos (não tem pinguins nesse época do ano lá). No barco conhecemos um casal de argentinos que estava de férias lá e havia alugado um carro de uma pessoa particular, após a indicação de outas pessoas que conheceram. Pegamos o telefone com eles e entramos em contato com o dono do carro, que nos alugou por 1000 pesos. Vale muito a pena alugar um carro. Depois do passeio, o Dario e eu rodamos o centro orçando os transfers para os locais que gostaríamos de ir e são muito caros. A média do aluguel do carro nas agências era de 1200 a 1400, sendo que algumas não tinham mais disponibilidade de veículos. A noite eu fui para a minha couch (paguei 100 pesos de taxi até lá, pois minha couch morava longe do centro e não dava pra ir andando com a mala e as compras do supermercado) e o Dario ficou de olhar pessoas no hostel interessadas em sair com a gente no dia seguinte de carro. O comércio também não pratica o câmbio negro, mas o real estava mais valorizado (5,00 ao invés de 4,00 ou 4,50) em Ushuaia caso vc quisesse pagar em real. O valor do dólar ficou entre 16,00 e 17,00 pesos. Terça (12/09/17) – Entregaram o carro para o Dario às 8h e ele foi me buscar na minha couch junto com o Marcos (o argentino do táxi no aeroporto) e o Gregor (francês) para ir para o Parque Nacional Tierra Del Fuego. Pelo fato de ser baixa temporada, a entrada no parque foi gratuita (no verão custa 130 para adultos residentes do mercosul). Na parte da manhã rodamos todo o parque de carro e fizemos algumas trilhas. No Parque é possível pegar um barco para ir até a Isla Redonda, que é onde fica a agência de correios mais austral do mundo e você pode pegar o carimbo no passaporte do “Fin del Mundo”, mas a ilha só abre no verão. Mas ainda assim é possível conseguir um outro carimbo (mais simples, mas ainda assim fantástico!) para o passaporte na entrada do parque. No Centro de Informação ao turista no centro de Ushuaia também é possível carimbar o passaporte com até 7 estampas diferentes. Dentro do Parque, não deixe de ir também ao final (que na verdade é o início) da Ruta 3, que é a rodovia mais austral do mundo também. A tarde fomos para o bonito lago Escondido (Lago Fagnano) na cidade de Tolhuin, que fica cerca de 1:30h de Ushuaia. Nessa cidade, que é super pequeninha, tem uma padaria bem movimentada e famosa entre os artistas, com uma variedade enorme de pães, rosquinhas e churros. E os preços eram bons (paguei 10 pesos no churros). Alugar o carro foi a melhor coisa que fizemos. Além de termos feito várias coisas, várias paradas para fotos, e horas de risadas garantidas, saiu MUITO mais barato que se tivéssemos contratado agências. No total, gastamos 1000 do aluguel + 380 de gasolina = 1380/4 = 345 pesos para cada. Somente o transfer para o Parque Tierra del Fuego sairia 350 pesos para cada um, sendo que gastaríamos o dia inteiro para percorrer a pé o que andamos em duas horas de carro. Nem sei quanto sairia uma excursão até o lago escondido, mas por menos de 1000 pesos para cada um, com certeza não sairia. No caminho para Tolhuin começou a nevar muito e várias partes Ruta 3 ficou com muito neblina. Quando já estávamos chegando em Ushuaia, a estrada estava muito escorregadia por causa da neve acumulada e o vento estava balançando demais o carro, mesmo pesado. Na volta, paramos nos centros de passeios de trenós com cachorros e motos para orçar passeios para o dia seguinte, já que estava nevando. Mas fomos informados que para funcionar, especialmente os das motos, o volume de neve deveria se bem grande para a formação de gelo e que naquele dia, mesmo tendo nevado bastante, ainda não seria possível falar se eles iriam funcionar no dia seguinte. Seguimos até o alto da montanha do hotel Arakur Ushuaia Resort (que possui singelas diárias a partir de 800 reais e é onde o Leonardo diCaprio ficou hospedado quando foi fazer as filmagens do filme O Regresso). Lá de cima tem-se uma visão 360° de toda cidade. Chegamos por volta das 20h e me hospedei no mesmo hostel que os meninos. Fechei 3 diárias por 852 pesos (pagamento só em dinheiro, embora eu tenha feito a reserva pelo app do Booking). O pessoal do hostel foi muito simpático, mas sinceramente me arrependi um pouco de ter ficado lá, pois eles possuiam algumas regras muito chatas. Primeiro que você não podia entrar de sapato, então vc tinha que tirar logo na entrada do hostel, sem lugar para sentar, em um lugar super apertado, e com várias pessoas transitando. Segundo, a cozinha fechava às 21h. Então você tinha que cozinhar até as 20:30h para dar tempo de limpar tudo até às 21h. Se você precisasse de qualquer coisa da cozinha, como um copo para beber água ou utensílios para comer qualquer coisa que não dependesse do fogão/microondas/geladeira, não tinha como pegar ou lavar as coisas, além de não poder comer em outras áreas do hostel. Terceiro, as tomadas elétricas só tinham na sala. Quarto e o pior de tudo: a água do banho estava fria. No primeiro dia eu tomei banho frio (na verdade a água começou quente e no meio do banho esfriou - o Gregor já tinha me falado que também tomou banho frio nos dois dias anteriores). Então reclamei sobre isso e a menina falou que iria olhar. No meu segundo dia o banho estava ótimo (mas não tinha ninguém tomando banho ao mesmo tempo), mas no terceiro dia a água esta friou de novo. Tive que colocar roupa de novo para ir na recepção reclamar. Elas arrumaram as válvulas lá, mas a temperatura da água ficou oscilando (a água só esquentava quando tinha uma pessoa só tomando banho). O café da manhã também foi super simples. Enfim, como já tinha pagado as diárias, não quis criar mais mal estar pra mim. Mas o Dario e Marcos não fecharam toda a estadia (pagavam por dia) e foram para outro hostel (mais barato e melhor). A noite, Gregor e eu conhecemos a Leila, uma francesa que tbm estava no hostel e saimos para jantar cordeiro e vinho patagônicos junto com o Dario e o Marcos (achamos um restaurante na Av. San Martin, que é a principal do Centro de Ushuaia, onde você podia comer a vontade por 380 pesos + 1 garrafa de vinho dividida para 4, ficou no total 420 pesos para cada um). Utilizamos o carro, pois estava -6 às 22h. Quarta (13/09/17) – Alugamos o carro por mais um dia por 1000 pesos. O Gregor foi embora para Ushuaia, porém a Leila assumiu sua vaga no carro e assim continuamos a dividir as despesas por 4. Saimos por volta das 10h do hostel e fomos para o Parque Tierra del Fuego novamente pois a Leila não tinha ido ainda e queríamos ver o Parque com neve, já que na manhã do dia anterior não havia neve lá (e as paisagens são muito diferentes!). Aproveitamos e visitamos pontos do parque que ainda não tínhamos ido, como alguns lagos, algumas trilhas e a estação do trem. Não fizemos o passeio do trem (que é muito caro – classe econômica: 690 ida e volta para adultos, 140 para menores de 6 a 17 anos, menores do que 5 é de graça; primeira classe: 1190 adultos, 690 menores, inclui um simples café da manhã; classe premium: 1540 adulto, 890 menores, incluindo café da manhã mais completo), mas demos a sorte de ver 2 locomotivas chegando à estação. Dentro da estação há uma ou duas cafeterias, banheiros, lojas de lembrancinhas e é possível ver, por um vidro, o pessoal da manutenção dos trens trabalhando nas ferragens ou montando peças. Vale umas fotos lá. Saindo do Parque, fomos para o Cerro Montaña, que é de onde começa a trilha para o Glaciar Martial. Porém a trilha estava fechada devido ao mau tempo e caminhamos um pouco nas áreas destinadas ao ski (que tbm estava fechada por causa do mau tempo), mas que nos deu uma visão também bem bonita da cidade. Nossa ideia era ir para o Lago Esmeralda a tarde, porém o tempo também estava muito ruim (nevando muito) e várias pessoas nos avisaram que o acesso estava muito difícil, com lama afundando pelo menos o pé todo e em alguns pontos até o joelho (o Dario e o Marcos chegaram até a alugar botas impermeáveis para fazermos a caminhada até o Lago Esmeralda. Mas como o tempo só piorava, tivemos que desitir. Retornamos para a Cidade por volta das 15:30h e fomos almoçar em um restaurante chamado Banana. Ele é bem bonito, mas não é um dos mais baratos. Comi uma pizza de 4 pedaços (que me encheu demais) por 128 pesos (+ 2 de gorjeta). Os gastos do carro totalizaram cerca de 290 pesos (1000 aluguel + 150 gasolina/4). Depois a Leila e o Marcos voltaram para os hostels e o Dario e eu fomos até o Museu de Ushuaia (entrada gratuita). Porém chegamos exatamente às 17h, horário que ele estava fechando. Então seguimos para o museu do Presídio. Confesso que não estava tão empolgada para ir e fui no espírito “já que estou aqui...”. Mas ainda bem que eu fui! Me surpreendeu demais. Aprendi muito sobre a história do presídio e histórias dos barcos das grandes explorações náuticas da patagônia e da Antártida, além de ter um minimuseu de animais empalhados. Paguei 150 pesos com minha carteirinha de estudante (o preço normal é 250 pesos). Jantei no hostel o restante das minhas do supermercado. Quinta (14/09/17) – Já estava nevando há mais de 24 horas e mesmo não sendo um tempo ideal, o Dario, o Marcos e eu fomos para o Cerro Castor, que é o maior centro para ski e snowboard. O Dario, com seu poder de negociação (hahaha!) conseguiu reduzir o aluguel para 850 pesos, que junto com a gasolina (70,00 pesos) totalizou cerca de 306 pesos para cada um. Novamente economizamos muito com isso, pois só o transfer para o cerro custava entre 350 a 500 pesos. Saimos às 9h para alugar skis e capacetes (eles alugam roupas para neve também) no centro, pois é mais barato do que alugar lá. Não lembro os preços dos alugueis dos equipamentos no Cerro Castor, mas os preços não eram tão diferentes assim e talvez compensaria alugar lá. Por que? Primeiro pela agilidade. O carro que alugamos era um Peugeot 208 e não tinha suporte para levar as pranchas de snowboard e skis no teto do carro e eles não caberiam dentro do carro. Então fomos para o Cerro e tivemos que esperar até meio dia a van da empresa levar os equipamentos para a gente (chegamos lá às 11h). Segundo pq se seus equipamentos sumirem, vc deverá pagá-los. Lá na estação tem muita gente e pode ocorrer de pessoas pegarem seus equipamentos sem querer (já que muitos se parecem) quando vc os coloca nas baias suporte em frente aos restaurantes (eu paguei o maior mico lá... é tanto equipamento estacionado, que eu olhei no lugar errado e achei que tinham pegado o meu por engano... fiquei doida e um tempão lá esperando “a suposta pessoa” se dar conta que pegou o equipamento errado e voltar. Até eu ver que eu tava enganada e meus equipamentos estavam lá em outra parte, uma funcionária já tinha ido lá, pegou as descrições no meu equipamento e passou as informações via rádio... aff... vergonha master! Ela achou que eu tava bêbada! Kkkkkk! E eu nem bebo! Enfim. Se vc alugar o equipamento lá no Cerro Castor mesmo, caso alguém pegue seus equipamentos de forma equivocada de verdade, eles te fornecem outro na hora para vc não ficar parado, pois ao final do dia a pessoa enganada obrigatoriamente entregará o seu original na saída e vc não terá que pagar por eles. Aluguei os skis+bastões por 360 pesos + capacete por 150 pesos na empresa Jumping. Os meninos alugaram pranchas de snowboard por 480 pesos cada. O Marcos tbm teve que alugar uma calça para neve, que custou 200 pesos. A entrada no Cerro Castor custa em um dia normal 1080 pesos, mas como o tempo estava muito ruim e a maioria das áreas da estação estavam fechadas, eles cobraram 750 pesos, o que foi ótimo para mim, pois fiquei só nas pistas de nível fácil. Se você quiser ir somente visitar a estação, sem praticar ski ou snowboard, vc paga 500 pesos, que te dá direito a pegar o primeiro teleférico uma única vez (ida e volta). Ainda na entrada da estação, ao lado da bilheteria há uma cafeteria muito boa, onde comi uma torta de doce de leite divina por 85 pesos. Todos os restaurantes lá, dentro ou fora da estação, possuem banheiros e wifi free. Para acessar as pistas de ski/snowboard vc precisa pegar o teleférico que te leva até o alto da primeira montanha. É muuuuuuito alto (nem sei como não morri do coração, especialmente quando a cadeirinha balançava com o vento. Pelo amorrrrr!). Logo após descer do teleférico, a pista mais fácil para iniciantes está à esquerda. Lá há muitos professores ensinando os princípios básicos (para contratar a aula é bem caro - mais de 1000 pesos). Eu aprendi mais na prática mesmo, seguindo os conselhos de um amigo meu que faz ski com regularidade e ouvindo de bico as instruções dos professores aos seus alunos. Depois de alguns tombos e ganhar confiança, fui para as pistas da direita do teleférico, que também é de nível fácil, mas com um desnível e um comprimento bem grande. Ao final dessa pista vc pega outro teleférico para ir para o topo de outra montanha, onde as trilhas são nível médio e difícil. Fazer ski foi muito, mas muito divertido. Mas também muito cansativo. Mesmo nas descidas, exige demais força nas pernas para freiar os skis. Com duas horas de brincadeira eu já estava muito cansada e ao final do dia eu comecei a sentir dor nos joelhos por sobrecarga. Tomei uma Pepsi (75 pesos) para repor um pouco a energia e desci a montanha pelo teleférico novamente (descer a montanha esquiando exigia experiência, coragem e energia!). O Cerro fechava às 17h e a van da Jumping já estava no estacionamento nos esperando para recolher os equipamentos. Curiosamente eles levavam somente as pranchas, capacetes e bastões. As botas não. Pq? Nem ideia, pois isso para mim não fazia o menor sentido. Com jeitinho, consegui convencer o motorista a abrir uma exceção e levar minhas botas, já que eu chegaria em El Calafate quase na hora do encerramento da loja (e no dia seguinte eu sairia cedo para o aeroporto antes da abertura da loja), além do desconforto de ter que ir na Jumping somente para entregar as botas. Sexta (15/09/17) – Tomei café da manhã e rachei um táxi para o aeroporto (75,00 pesos para cada) com um Japonês que estava no meu hostel. Saímos às 10h e meu voo para El Calafate estava previsto para às 12:20h. O tempo em Ushuaia estava ótimo, mas o voo atrasou mais de uma hora devido ao mau tempo em El Calafate, que estava chovendo e com muito vento. Voltei para o hostel America del Sur e por lá fiquei descansando até o dia seguinte. Lá no hostel a tarde eu comi um sanduiche (160 pesos), com uma coca (30 pesos) e a noite eu jantei legumes e salada com um copo de vinho por 290 pesos. Sábado (16/09/17) – A van da Ves Patagonia me pegou no hostel às 09:45h. Meu voo saiu atrasado em mais de uma hora do horário previsto (11:55h) para o Aeroparque, onde peguei um ônibus da empresa Arbus por 220 pesos até o Ezeiza, onde lachei, jantei e segui a viagem para conexão em Asunción (22:25h), onde madruguei e peguei o voo para Guarulhos às 05:30h, horário local. Eu queria muito ter passeado um pouco por Buenos Aires, mas devido aos atrasos dos voos, o meu tempo que já era curto, ficou menor ainda, pois vc deve levar em consideração o trânsito e que as cias aéreas solicitam para vc chegar 2 horas antes em voos internacionais (lembrem da fila na imigração que pode estar lotada e demorar muito!). Pelo pouco que eu vi de Buenos Aires de dentro do ônibus, eu achei uma cidade fantástica e não vejo a hora de ir conhecê-la! Em frente ao Aeroparque é possível caminhar um pouco pela Av. Costanera e ver o movimento das pessoas se exercitando e pescando. Cheguei a olhar um táxi para fazer uma espécie de City Tour comigo antes de me levar ao Ezeiza, mas me cobraram mais de 2000 pesos. Domingo (17/09/17) – O voo saiu de Asunción para Guarulhos no horário previsto e consegui adiantar meu voo para BH pela Azul em duas horas. Depois de mais de 24h de viagem, finalmente cheguei em casa! O que eu mudaria na viagem? Para aprimorar ainda mais o meu roteiro, o que eu mudaria: ao invés de ir para El Calafate primeiro, eu iria direto para El Chaltén. Mais para otimizar o tempo de deslocamento, pois em relação a preços é quase igual: aeroporto Calafate-Chaltén 600.00 + Chaltén-Calafate 460.00 + Calafate-aeroporto Calafate 160.00 = 1220.00 pesos/ aeroporto-Calafate 120.00 + Calafate-Chaltén 475.00 + Chaltén-Calafate 460.00 + Calafate-aeroporto 150.00 = 1205.00 pesos - dependendo do horário do seu voo na volta, você pode ir direto para o aeroporto de Calafate saindo de El Chaltén por 460.00, economizando assim 160.00 do deslocamento Calafate-aeroporto (eu paguei 150 pq não consegui vaga na Ves Patagônia e rachei um táxi com um cara do hostel). Nada no aeroporto de El Calafate funciona a noite, então não é recomendável dormir lá (Nem na área de embarque pode ficar). Então no meu caso, eu me vi obrigada a ir de Chaltén para El Calafate por causa do horário do meu voo para Ushuaia no dia seguinte. Também mudaria o meu voo de retorno para o Brasil a partir de Ushuaia. Economizaria muita grana e muito tempo. Mas como eu havia comprado as passagens de El Calafate por promoção relâmpago, só comprei a passagem e fui planejar os roteiros só depois. Então acabei dando bobeira sobre a questão da volta para o Brasil a partir Ushuaia. Além disso, o voo Ushuaia-Calafate estava previsto para às 12:20h (e com isso perdi a manhã). Pelo fato do voo ter atrasado em mais de uma hora, eu praticamente perdi a tarde também. Ou seja, gastei dinheiro com transporte e hospedagem para não fazer absolutamente nada em El Calafate no dia 15/09. Se meu voo tivesse saído de Ushuaia, eu teria mais tempo para fazer outras coisas que não tive oportunidade (como andar de moto ou com trenós de cachorros, já que esses passeios necessitavam de muita neve – e o dia 15/09 seria perfeito, já que os 3 dias anteriores haviam nevado muito e no dia 15 mesmo o tempo estava ótimo). Para uma próxima oportunidade e como dica também, eu tentaria encaixar Puerto Madryn no roteiro nem que fosse por um dia só. Setembro é o auge das baleias jubartes lá. Porém Puerto Madryn é bem longe das cidades que eu visitei. Melhor seria ir de avião para lá, mas obviamente as passagens são caras. Ainda sobre os voos, tente encontrar as opções de melhores preços o mais cedo possível e o mais tarde possível para você conseguir fazer render o dia para explorar as cidades ou passeios. Mas lembre-se sempre de deixar um tempo de segurança para possíveis imprevistos, especialmente climáticos. O tempo na Patagônia é maluco. Mesmo. Você pode sair do hostel com uma tempestade de neve e voltar com um sol parecendo verão (ou vice e versa). Você pode ver sol com chuva, sol com neve, não ver nada por causa de neblina e neve, dias muito escuros por causa de chuva, dias com ou sem vento... enfim. Nunca confie no tempo. As vezes a previsão era uma e em menos de 24h, era publicado uma previsão completamente diferente. Os meus gastos estão compactados na tabela em anexo. Claro que ela não está 100% fidedigna, mas tentei anotar o máximo dos meus gastos. Para facilitar calcular do total gasto, todas os valores em pesos eu calculei por real no câmbio a 4,37. Mas vc deve lembrar que eu comprei dólares também para levar, uma vez que nem todos os lugares aceitavam real (e dólar é aceito praticamente em qualquer lugar do mundo). Então quando o meu dinheiro em real acabou (troquei R$1850,00), comecei a trocar os dólares (comprei 600 dólares para levar ao valor de R$3,28 + IOF, mas acabei trocando na viagem somente 450). Isto é, leve isso em consideração para o cálculo do valor total gasto. Minha matemática da área de biológicas não me permite fazer um cálculo dessa magnitude! hahahaha! Daria para economizar mais? Claro. Principalmente com comida em Ushuaia, que foi o local onde eu mais comi em restaurantes. Mas também teria me privado demais de uma das melhores coisas do mundo que é o turismo gastronômico, além de conforto de se comer uma boa comida boa e sem esforço. Se vc conseguir otimizar os transportes, como eu mencionei, tbm poderá fazer uma boa economia. Já tive a oportunidade de conhecer muitos lugares paradisíacos e a Patagônia hoje situa-se no topo da minha lista de belezas que tiram o fôlego. Que região maravilhosa! Não vejo a hora de voltar, fazer passeios que não tive oportunidade e conhecer outras cidades além das que eu visitei. Não sei quando terei a oportunidade de ir novamente, mas que um dia eu volto, eu não tenho dúvidas! Gastos.xlsx
  8. Viagem de 27/ Fev à 12/Mar de 2017 Primeira viagem sozinha e primeira vez que sai do país. EDIT: Consegui colocar fotoss Depois de tantos relatos que me ajudaram com a viagem, resolvi postar tambem. Comprei minhas passagens direto do site da Aerolineas e todas as passagens saíram por R$1500,00. Desculpa.. mas eu não anotei todos meus custos e acabei esquecendo , portanto os valores que citei abaixo são aproximados... Mas no total, com as passagens gastei por volta de R$6.000,00 Cambio: Fiz todo o cambio de Reais para Dolar em SP e troquei 1/3 por pesos no aeroporto de Buenos Aires e o restante no hotel Antartida(?) em Ushuaia, pelas recomendações aqui do site. ( chegando no hotel vc fala na recepção que quer fazer o cambio e eles te levam pra cozinha pra fazera troca) Roteiro: 27/02 - SPO/ Buenos Aires / Ushuaia 03/03 - Ushuaia/ El Calafate 06/03 - El Calafate/ El Chalten 12/03 - El Chalten/ El Calafate/ Buenos Aires/ SPO Não precisei trocar de aeroporto em Buenos Aires na ida, sobre a volta conto depois. Ushuaia - 27/02 Hostel Antarctica (super recomendado aqui no Mochileiros): Gostei do hostel, quarto grande com 3 beliches, tem bastante tomada, porem não perto da cama. Banheiro tem secador. Cafe da manhã tinha ovos (crus), paes, geleias, doce de leite e um suco que de maçã industrializado que tem em todo lugar. E o pessoal da recepção super simpaticos e prestativos. 4 diarias ficou por volta de 1500 pesos. O ruim realmente é a distancia entre o quarto e o banheiro que tem que passar pela area externa, cozinha e lobby.. Chegando em Ushuaia, peguei um taxi do aeroporto para o Hostel. Como ja era tarde, passei no mercado pertinho do hostel pra comprar umas comidinhas. (obs: atum em lata, maçã e nuts são super baratos) 28/02 - Tour Beagle Channel À pe, fui no pier onde tem varias "casinhas" que são as agencias que vendem o passeio de barco no canal Beagle, contratei o passeio em um barco menor que o catamarã, pra ter uma turma reduzida, ficou mais ou menos 900 pesos. Os passeios tem o horario da manhã e da tarde, dizem que à tarde se o dia não estiver nublado voce pega o por do sol. Fiz o passeio de manhã, são mais ou menos 4 ou 5 horas de passeio de barco onde vemos leoes marinhos, focas, o "farol do fim do mundo" e fazemos uma curta caminhada em uma ilha. Lembrar de levar um corta vento à prova d'agua, pois na parte de fora do barco faz um vento da desgrama e pode chover/ chuviscar no caminho. Na volta eles servem um cafezinho com bolachas dentro do barco. Conheci um brasileiro que disse que fez o passeio em um veleiro, que foi mais barato do que eu paguei, são menos pessoas no barco e chega mais perto da ilhas pra ver os animais. Então parece que vale apena dar uma pesquisada antes. Ah! o carimbo de Ushuaia pro passaporte fica no centro de informações turisticas do lado do pier onde vendem os passeios do canal Beagle, e é de graça! De volta ao hostel, peguei informações sobre transfer para o Paque Nacional Tierra del Fuego, e marquei para o dia seguinte às 09hrs (primeiro horario). Passei em um lojinha de esquina no centro que parecia uma conveniência de posto (sem o posto) pra comprar um chip de celular da Movistar, que funciona como um pre pago daqui. 01/03 - Parque Nacional Tierra del Fuego O transfer (300 pesos ida e volta) sai em varios horarios, mas pra fazer as trilhas tem que sair cedinho, pois ela sao extensas. Levei umas comidinhas pra passar o dia. Chegando no parque, tem que pagar a entrada de 100 pesos (Mercosul, levar passaporte) e eles te dão o mapinha do parque, então voce tem que decidir onde vai descer, pois dentro do parque tem varios pontos de onibus, e para voltar, voce aguarda em um desses pontos antes dos horarios que o motorista informar. ( Eu me perdi no parque e quase perdi o ultimo onibus que saia às 18hrs ) Desembarquei no ponto do "correio do fim do mundo" queria ter mandado um cartão postal, mas estava fechado . De la, comecei a "Senda Costera" pela Bahia Lapataia, que tem uma vista linda do lago mesmo em dias nublados. Passei pela "Passeo pela Isla", "Laguna Negra", a Castorera, " Mirador Lapataia", "Del turbal" que ficam todas no mesmo lado. Dizem que em dias de ceu aberto, as trilhas que sobem as montanhas como " Hito XXIV" e "Cerro Guanaco" são lindas, mas exige mais esforço fisico. Depois de passar pelas trilhas, andei em circulos umas 4 vezes e nao achava de jeito nenhum os pontos de onibus.. sou bem ruim em senso de direção e ja estava quase chorando achando que teria que passar a noite no frio de matar no Parque.. kkkk Finalmente achei o ponto e aguardei o bus de volta pro hostel, mortissima. Se tivesse mais tempo, com certeza voltaria mais dias no Parque pra fazer os outros senderos. O parque é lindo, pra quem nunca viu as paisagens da patagonia. Mas a melhor coisa é começar por Ushuaia e ir subindo pois a paisagens so vão ficando melhor!! À noite, achei que merecia ir jantar em lugar especial pelos perrengues que passei de dia rs, e fui comer a centolla em um restaurante que esqueci o nome que o hostel indicou. Perguntei à garçonete qual prato de centolla ela recomendava e ela me trouxe como se fosse um "escondidinho". Se voltasse, gostaria de comer a centolla por si só, aquelas que vêm inteira no prato pra sentir melhor o sabor. Lembro que o prato saiu caro.. por volta de R$80/ 70 o prato quando fiz a conversão na hora. 02/03 - Calvalgada/ Museo do Presidio Gosto muito de andar à cavalo, e ja tinha essa ideia fixa que o faria em Ushuaia, contratei o passeio no hostel tambem, e fui pela manhã. Tambem não me lembro do nome do lugar.. se nao me engano se chama estancia alguma coisa.... e o passeio passa no Monte Olivia, e em uma pequena praia e ourtas paisagens incriveis... Me senti em filme.. tudo muito lindo.. e com um grupo de 5 pessoas mais 2 guias. O valor foi por volta de 800 pesos.. À tarde, fui visitar o Museo do Presidio que fica do lado do hostel, lembro que tinha que pagar pra entrar, mas nada muito caro.. O lugar é interessante, pricipalmente uma ala que não foi reformada, então mostra direitinho como era antigamente, da ate uma melancolia. Tem tambem uma pequena galeria de arte, lojinha ( onde comprei um fleece que mem salvou do frio! Estava na promoção por uns 70 pesos e achei de otima qualidade!) e uma pequena parte com alguns aminais empalhados da região. Nesse ultimo dia tambem fui jantar a merluza negra, que parece que so tem la em Ushuaia, fui no rest. Tia Elvira que é "famoso" e tem aquele aquario na frente dos restaurantes com as Centollas vivas. 03/03 - Voo para El Calafate Tiveram varios lugares que nao consegui visitar em Ushuaia, como o Glacial Martial e Laguna Esmeralda. Mas mesmo assim fui embora contente, com o que consegui conhecer. Pedi pro Hostel chamar um taxi e fui pro aeroporto de Ushuaia para embarvar para El Calafate. Hostel America del Sur, que tinha fotos maravilhosas no Booking, e realmente a area de convivencia do Hostel era muito bonita e nova. (3 diarias +/- 800 pesos). O cafe da manhã mais completo dos hostels que fiquei, com ovos, pães, bolos, cereais e iogurt. Para o jantar eles tambem tinham um restaurante com preços ok. Talvez um pouco caro pro meu budget. Achei os quartos um pouco apertados, secador de cabelo no banheiro, tem que pagar para alugar toalha e tambem com 3 beliches e um banheiro dentro do quarto, outro ponto ruim é que ele é um pouco afastado do centrinho, talvez uns 15 min de caminhada pro mercado mais proximo que ficava no começo da av principal. Assim que cheguei, deixei a mochila no quarto e fui no mercado. Nessa viagem vivi de macarrão com atum, maçã e sopa Vono rs. Ja tinha reservado o Big Ice (caminhada mais longa) no Glaciar Perito Moreno com o hostel meses antes da viagem pra garantir o lugar, foi bom porque garanti o preço antigo antes da atualização da tebela de preços para 2017. (3100 pesos), eu paguei tambem um Kit de lanche do hostel para levar no passeio (sanduiche, agua, maça e um alfajor) mas nada que voce mesmo não possa preparar para levar. Até vi outros passeios que pareciam interessantes no Hostel, como kayak em que diziam que passariamos entre icebergs; mas o preço dos passeios em El Calafate são muito caros, então fiz só o Big Ice mesmo. 04/03 - Big Ice Perito Moreno Logo de manhã, umas 6 ou 7 hrs o transfer me buscou no hostel. Tinha lido em varios realtos que pra fazer o Big Ice precisaria de muito preparo fisico e tal. Fui morrendo de medo de não aguentar, mas no final acabei achando bem tranquilo. A parte mais dificil é a trilha antes de chegar no Glacial, por que é so subida. O onibus te leva pro Parque, onde vc tem que descer na "portaria" e pagar uma taxa pra entrar, não lembro exato o valor.. mas nao passava de 100 pesos. Entao te levam pras passarelas, onde voce pode ficar por uns 40min observando o Perito Moreno. Realmente é uma coisa que voce não acredita. Eu achei impressionante aquela parede enooorme de gelo, eu me imaginei na muralha "the wall" de GoT kk. Peguei um dia de ceu limpo e ensolarado, e estava achando que estava com super sorte, mas dizem que quanto mais nublado o dia, mais conseguimos ver os tons de azul do Glaciar. Mais legal ainda é ver e escutar os pedaços de gelo caindo no lago. E então voce sobe de novo no onibus que te leva no pier de onde saem os catamarãs. Ele atravessa o rio e te deixa no refugio de onde os guias passam as primeiras instruçoes. Apos alguns minutos da trilha dificil, vc chega na divisa do solo de terra e o gelo, lá eles colocam os "grampones" no tenis e dividem o grupo em ingles e espanhol. Cada grupo sai com dois guias. Achei legal que não existe um caminho demarcado para seguir no glaciar, a guia foi achando os pontos seguro de passagem e vamos adentrando no glaciar. Passamos por formações de cavernas, lagos, e uns buracos formados pelo vento. Alguns momentos precisavamso saltar uns "riozinhos" ou ate fendas, e mesmo eu com minhas pernas curtas conseguia pular com ajuda dos guias e dos pessoal do grupo. Como meu primeiro contato com esse tipo de ambiente, eu achei tudo maravilhoso rs. Na volta, eles servem whiskey com gelo do Perito Moreno "pescado" no lago, um alfajor e um chaveirinho de lembrança. 05/03 - Descanço e passear no centro Neste dia aproveitei para descarregar os fotos da camera, e passear na cidade. Tomei o sorvete de Calafate, que parece um blueberry, mas mal sabia que mais pra frente ia encontrar essas frutinhas in natura em El Chalten. Fui procurar lojas de roupas tipo Columbia e North Face achando que talvez seria mais barato. E realmente, convertendo, tinha alguma diferença de preço, mas nada que valesse muito a pena.. Passei no bar/ restaurente Pub Borges Y Alvarez Librobar que é famosinho pela decoração e pelas lojinhas de souvenirs e comi umas empanadas. Usei o google maps pra achar a rodoviaria de El Calafate pra comprar a passagem de bus para El Chalten, depois de me perder um pouco como de costume, comprei o bilhete (+/- 900 pesos ida e volta) e voltei para o hostel. 06/03 - El Calafate/ El Chalten Fui pra rodoviaria e peguei o bus, +/- 3hrs de viagem, ate chegarmos no centro de informações de el Chalten, em que temos que descer para ouvir algumas instruçoes sobre as trilhas e tal. Subimos novamente no bus para ir pra rodoviaria. Chegando perto de El Chalten, do onibus, se tem aquela vista do Fitz Roy no final da estrada que aparece em varias fotos na internet. Da rodoviaria, peguei um taxi para me levar ate o hostel. Hostel Rancho Grande: +/- 1800 pesos para 6 diarias. Quartos espaçosos com duas beliches, não tem secador no banheiro, e tem um restaurante 24hrs dentro do hostel. Ah! neste, não tem cafe da manhã incluso. Planejei em ficar mais tempo possivel em El Chaten por ter as "atrações gratis" tentei me informar sobre o clima pra planejar minha ida ao Fitz Roy. E parece que um dia antes de eu ir, o clima estava perfeito e a vista pro fitz roy totalmente descoberta... e que o restante dos dias seriam de chuva.. Então ja me planejei pro dia seguinte encarar a trilha de 20km rezando para que o tempo abrisse.. 07/03 - Sendero Fitz Roy (Laguna de los tres) Acordei às 5:30hrs pra sair ate ás 6hrs. A trilha fica bem perto do Hostel Rancho Grande., e ja no começo tem umas subidas que olha... kkk no meio, a trilha fica mais plana, o que ajuda bastante, e então chegamos à area de acampamento point cenot que ja indica que vc esta proximo da reta final. E no final... aquela subida super ingreme, que tem partes que vc tem que ir se apoiando com as mãos. Não me lembro exatamente, mas se não me engano são 2 a 3 Km essa parte da ultima subida... que levei umas 2 hrs pra terminar... Conheci uma argentina muuito simpatica que estava acampando em El Chalten há alguns dias com alguns amigos brasileiros. Ela me levou por um caminho onde tinham varios arbustinhos de calafate para comermos. Ela ja tinha subido pra ver o Fitz Roy no dia anterior e tinha fotos incriveis! E mesmo assim me acompanhou novamente naquela subida horrivel kkk E chegando lá! nadaaaaaa as nuvens e a neblina estava tao densos que nao conseguia enxergar nada a 1m de distancia... até tentei aguardar um pouco la em cima pra ver se as nuvem se dissipavam, mas nada.... e o frio cortante tambem me fez ir embora.. Na volta, passei pela Laguna Capri, que é bonita, mas nada muuito espetacular. Mas essa era a vista que esperava há 1 ano.. então ja voltava a trilha pensando que nao poderia ir embora sem ver o Fitz Roy.. Minha primeira "vista" do Fitz Roy.. Laguna Capri 08/03 - Salto del Chorrillo Como a preisão do clima estava ruim para os proximos dias, fui fazer as trilhas menores das redondezas. Conheci dois americanos no hostel e fomos visitar a cachoeira Salto del Chorrillo que ficava relativamente perto do hostel tambem. Talvez 5 Km de distancia. A cachoeira é bonita sim, mas nada espetacular.. No resto do dia não fiz nada de muito interessante... 09/03 - Mirador de los Condores Neste dia, resolvi ir ao Mirador de los Condores, trilha mais curta que fica perto da entrada da cidade. Nesta entrada tem a opçao de fazer outras trilhas mais longas que tem outros angulos do Fitz Roy, porem por causa do tempo, resolvi fazer o Mirador qua da uma vista panoramica da cidade de El Chalten. Do lado oposto da vista da cidade, se tem uma vista do lago argentino (não tenho certeza se é esse o nome do lago..) Mas a vista é impressionante! è um lago enoooorme que eu não conseguia nem ver o fim dele. Na volta parei pra tirar uma foto na placa de madeira da entrada da cidade, bem bonitinha com arbustos de lavanda em volta. 10/03 - Descanso Deveria ter aproveitado o dia pra fazer outras trilhas.. como o Loma del Pliegue Tumbado ou Laguna Torre/ Cerro Torre.. mas estava me guardando para o dia seguinte em que tentaria de novo fazer o Fitz Roy. E tambem ja estava meio desanimada por causa do clima chuvoso/ nublado.. Resolvi que faria a outra trilha para o fitz Roy, onde pegamos um transfer até a a hosteria Pilar, e de la fazemos a trilha para a Laguna de los 3 (Fitz Roy). Contratei o transfer no Hostel (+/- 300 pesos) para o dia seguinte às 7hrs que era o primeiro horario. 11/03 - Fitz Roy de novo! Ultimo dia em el Chalten, e eu PRECISAVA ver o Fitz Roy... se nao, nao ia embora daquele lugar!! kkkk O transfer veio me buscar no hostel, onde conheci duas veneluelanas super simpaticas! Eu achava que a hosteria Pilar ficasse mais proxima.. mas demoramos um pouco pra chegar. A hosteria é muito bonitinha e escondida no meio do mato! Fiquei pensando que seria legal ficar hospedado la por uma noite.. Olha... eu achei o caminho pela Hosteria Pilar muito mais bonita e até mais rapida (não sei se era psicologico, passa ate por um Glacial!) Mas não consigo te afirmar qual dos dois caminhos fazer, pois tanto a trilha tradicional quanto a da Hosteria são bem diferentes. E depois de mais uma vez subir (se não escalar) aquela subida torturante.. tenho a vista MARAVILHOSA e com o ceu totalmente limpo do Fitz Roy. Mas parece que todos viram na previsão sobre a melhora do tempo, o que acabou lotando a Laguna de Los 3.. Desci a trilha ate a laguna, e se da laguna, voce ir pra esquerda e subir um morrinho, voce tem a vista de uma segunda laguna com um glaciar entre as montanhas. Não é todo mundo que vai pra esse ponto, e acaba nao sabendo da existencia dessa segunda vista. Ai sim fui embora com o sentimento de satisfação daquele lugar.. O Glaciar que tem no caminho: 12/03 - El Chalten/ Aeroporto El Calafate/ Buenos Aires/ São Paulo Dia de ir embora Fui ate a rodoviaria a pé (pois agora sabia que era uma distancia andavel) e peguei o bus de El Chalten direto pro aeroporto de El Calafate que fica no meio do caminho. A passaegem ja tinha comprado junto com a ida em El Calafate. Voei ate Buenos Aires (AEP) e tive que ir ate o outro aeroporto (EZE) para pegar o voo pra SP. Contratei o transfer (+/- 50 pesos) em uns guiches logo depois da area de desembarque. E enfim cheguei em SP Espero ter ajudado alguem com esse relato meia boca kkk Qualquer duvida, fico feliz em ajudar!!
  9. Olá pessoal! Depois de tantas viagens, sempre usando dicas daqui, finalmente tomei coragem para escrever um relato. Durante os meses de janeiro, fevereiro e março/2017, eu e meu namorado, Renato, conseguimos tocar um projeto antigo, que era percorrer a Huella Andina Patagonica, uma trilha de longa distancia (aprox. 550km) no norte da Patagonia argentina, pela zona da cordilheira. Informações gerais sobre a trilha A Huella Andina uniu trilhas já existentes, criando uma trilha de longa distancia, para valorizar a natureza e a cultura local e, com isso promover o turismo. As trilhas atravessam tres provincias, Neuquen, Rio Negro e Chubut, e cortam 5 parques nacionais, PN Lanin, PN Los Arrayanes, PN Nahuel Huapi, PN Lago Puelo e PN Los Alerces.O projeto era apoiado pelo governo e contava com a ajuda de voluntários. A sinalização da maioria das trilhas é impecável, e o projeto contava ainda com um guia de campo e um site que continha informações variadas, como por exemplo, a condição de cada trilha. Além disso tem também uma série promocional dividida em vários capítulos disponivel no youtube. Infelizmente, com as mudanças no governo da Argentina, o novo presidente decidiu descontinuar o projeto, tirando o site oficial e todo o material que ele continha do ar. Dessa maneira, a melhor forma de tentar saber as condicoes das trilhas é acompanhar as páginas dos Parques Nacionais e refugios no facebook. Existe um grupo no fb que se chama Huella Andina, onde tem sempre informaçoes atualizadas. É também sempre importante passar nas intendencias dos parques para receber informaçoes e se registrar! Sobre a viagem Tinha MUITA vontade de fazer essa trilha desde a primeira vez que ouvi falar sobre ela, em 2014. Foram então quase 3 anos juntando dinheiro, comprando equipamentos adequados e planejando. Eu lia, estudava, assistia e absorvia absolutamente qualquer informação que encontrava sobre a Patagonia! O plano inicial era percorrer a patagonia inteira, de norte a sul, chegando até Ushuaia. Mas como imprevistos sempre acontecem, o tempo disponível se tornou inviável, então decidimos dividir a viagem e chegar mais ao sul em outra oportunidade. Nós criamos um blog, onde pretendemos atualizar (estamos enrolando desde março rsrs) com informações mais detalhadas sobre as trilhas, sobre equipamentos, e como nos preparamos e pesquisamos tudo: https://napatagoniaa.wordpress.com ROTEIRO 16/01 – Rio – Santiago – Pucon O voo saiu às 7:20 do Rio e chegou às 11:10 em Santiago. Trocamos pouco dinheiro no aeroporto, apenas para pegar o onibus que nos leva a cidade. Pegamos o onibus e descemos um ponto depois do terminal rodoviários onde se compra as passagens para Pucon (metro universidad Santiago), já que a única casa de cambio na rodoviária tem cotações HORRÍVEIS e enche o saco na hora de trocar o dinheiro (as notas não podem ter um amassadinho, mas te devolvem notas de peso velhas e rasgadas). No ponto seguinte tem um shopping com uma casa de cambio Afex, onde trocamos o dinheiro suficiente para comprar as passagens para Pucon e chegar ao centro, e depois fomos andando para a rodoviária. Compramos o onibus noturno pela Turbus e deixamos os mochilões num guarda bagagens que tem lá. Pegamos o metro para o centro da cidade e descemos perto da Calle Augustinas, onde fizemos o cambio de todo o dinheiro que pretendiamos gastar no Chile, demos uma volta e almoçamos por lá. As cotaçoes em Santiago são muito melhores do que as encontradas ao sul. Daí pegamos um metro para o Costanera Center, onde compramos algumas coisas nas lojas e mercados, fizemos hora, jantamos e voltamos para o terminal de onibus para viajar para Pucon. 17/01 – Pucón Chegamos cedo em Pucón e usamos o wifi do terminal para reservar um hostel. Deveríamos ter reservado com alguns dias a mais de antecedencia, pois estavam quase todos cheios e acabamos ficando em um hostel caro e ruim (pelo preço), Hostel Nature. Pretendiamos comprar a ascensão do vulcão Villarica, mas estava muitos mais cara do que das últimas vezes! Desistimos por medo de comprometer o orçamento da viagem logo no começo e acabamos comprando só o passeio para as Termas Trancura para o dia seguinte e ficamos curtindo a cidade. 18/01 – Pucón Trocamos de hostel no começo do dia e fomos para o Hostal Monica. Tudo muito limpo, excelente custo benefício. De tarde fomos para as termas, que são demais! Com vista para o vulcão, vale muito a pena. Quando voltamos compramos as passagens para Junin de Los Andes para o dia seguinte. 19/01 – Pucón – Junin de los Andes - San Martin de los Andes Pegamos o onibus em Pucon, que saiu mais ou menos as 10h. A viagem é bonita e agradável. Os tramites de fronteira foram rápidos e 5h depois chegamos em Junin de los Andes, de onde pretendíamos seguir para Villa Pehuenia (início da Huella Andina). Entretanto, não havia nenhum lugar que fizesse cambio em Junin, por isso tivemos que pegar outro onibus para San Martin. A passagem é barata e a viagem dura uns 40 min. O problema é que o onibus que nos trouxe a Junin segue viagem até San Martin, então se soubéssemos teríamos economizado tempo e dinheiro. Em San Martin, passamos no centro de informações turísticas, que estava bem cheio. A cidade toda estava, por sinal. Perguntamos sobre cambio e sobre hostels, já que não tínhamos wifi disponível para pesquisar pelo booking. Quase todos os hostels estavam cheios. Conseguimos um quarto compartilhado em um hostel um pouco afastado, tudo bem limpo e com um bom café da manhã incluido, mas bem caro. Trocamos reais na única casa de cambio da cidade, a uma cotação bem mais ou menos. Comemos as melhores empanadas na loja Noninos, fizemos compras no La Anonima, passeamos pela cidade e passamos no centro de informações do PN Lanín. Lá pegamos panfletos e nos informamos sobre condições das trilhas e maneiras de se chegar. Descobrimos que a primeira etapa da Huella estava fechada, parece que nunca chegou a ser habilitada, o que gerou uma pequena mudança nos planos. 20/01 – San Martin - Junin - Alumine Acordamos, tomamos café e fomos para o terminal de onibus. O onibus de San Martin para Junin sai de hora em hora. Chegando e Junin, descobrimos que só tem um onibus diário para Aluminé, que sai as 17h30 e chega às 19h45. A viagem para Aluminé é bonita. O onibus é um pouco velho e a estrada bem empoeirada. Eramos os únicos turistas... Chegando em Aluminé, fomo nas informações turísticas e descobrimos que o onibus para Ruca Choroy só sai as segundas e quartas (era sexta)! A senhorita que nos atendeu foi bem prestativa e ligou para vários taxis e transfers, tentando negociar o preço. Por fim, conseguiu que um amigo dela nos levasse por um preço bem mais em conta. Lá anoitece tarde, mesmo assim chegamos em Roca Choroy já escuro e montamos acampamento. 21/01 – Lago Ruca Choroy - Vivac Pampa de Castro Essa trilha estava prevista para ser feita da seguinte forma: (1) Villa Pehuenia – Moquehue - (2) Moquehue - Vivac Puesto Viejo - (3) Vivac Puesto Viejo – Ñorquinco - (4) Ñorquinco - Vivac Pampa de Castro - (5) Vivac Pampa de Castro - Lago Rucachoroy. Entretanto, os tramos (1), (2), (3) não estavam habilitados, e não havia onibus para Ñorquinco, por isso decidimos fazer Lago Rucachoroy - Vivac Pampa de Castro, no dia seguinte um bate e volta sem as cargueiras par Ñorquinco e no terceiro dia retornar para Ruca Choroy. Tivemos que andar cerca de 3km beirando o lago Rucachoroy ate o começo da trilha. A trilha é bem empoeirada, com poucas sombras e os tábanos (tipo de mutuca) são insuportáveis. Esporadicamente passa um carro ou outro e as vezes passamos por casas. No caminho passamos por muitas araucárias (chamadas de Pehuenes) e por muitos papagaios. A trilha passa por áreas de pasto com muita ovelhas, vacas e cavalos. Cerca de 2/3 da trilha é plana e sem muitas dificuldades, mas o trecho final é uma longa subida. Cruzamos pequenos riachos, alguns com pontes e outros que não davam nem pra molhar o pé. Ao final chegamos em Pampa de Castro, onde a vegetação predominante é um capim baixo onde o gado pasta. Existe uma cabana de madeira bem rustica que é usada por quem cuida das vacas, com uma cama, espaço para fogueira, uma mesa e alguns utensílios de cozinha. A área de camping consiste em um gramado para montar a barraca na beira de um rio, onde é proibido fazer fogo. Camping em Ruca Choroy Vivac Pampa de Castro 22/01 – Vivac Pampa de Castro - Norquinco - Vivac Pampa de Castro Deixamos a barraca montada em Pampa de Castro e fizemos um bate e volta a Norquinco com mochilas leves. A trilha começa com uma subida intensa, de cerca de 3km com desnível de mais de 200 metros. Após a longa subida, chegamos a uma área de pasto, onde a trilha contorna uma área com uma placa indicando ser de uma comunidade mapuche (so vimos uma cabana). Apos esse trecho, seguimos por uma área de bosque e uma longa descida. Passamos por um riacho com uma pequena cachoeira, ótimo para um descanso e para encher as garrafas (agua muito boa e gelada). Entramos então em uma área mais aberta e extremamente linda, com uma infinidade de flores do campo te acompanhando ao longo do caminho. Pouco depois a vegetação começa a mudar e se torna mais seco. Pouco tempo depois, chegamos a cascada coloco, uma linda cachoeira que é avistada ao longe. A partir dai a trilha segue sem muitas novidades até o lago Norquinco. Não fomos ate a guardaria do PN Lanin por conta do tempo para a volta, mas a trilha segue fácil beirando o lago. Ao chegarmos de volta em pampa, conhecemos o Freire, um mapuche quase gaúcho que tomava conta do gado. Ficamos conversando e preparando nossas refeições na cabana e depois fomos dormir. Freire nos disse que no dia seguinte seu chefe viria busca-lo numa 4x4 para levá-lo a Aluminé, então combinamos uma carona. 23/01 - Vivac Pampa de Castro - Lago Rucachoroy Esperamos até quase 15h o chefe do Freire, que deveria chegar 12h. Ficamos com medo de esperar mais e acabar ficando tarde, e resolvemos arrumar nossas coisas e fazer a trilha de volta. O tempo estava mais agradável por ser mais tarde, e a trilha foi mais fácil por ser só decida. Chegamos antes das 20h em Rucachoroy, comemos uma pizza e acampamos. 24/01 – Lago Ruca Choroy Como saímos tarde, acabamos perdendo o ônibus de segunda feira e tivemos que esperar até quarta para voltar. Foi um dia de descanso. 25/01 - Lago Rucachoroy - Aluminé Pegamos o ônibus de Rucachoroy para Aluminé. O ônibus para Junin/San Martin só sai bem cedo, então tivemos que ficar em Aluminé. Ficamos no Camping La Anita, a 2km do centro. O Camping era bom, possuindo parcelas com um fogão a lenha, pia e eletricidade. 26/01 - Alumine - San Martin - Junin - Puerto Canoa Acordamos as 5h, arrumamos tudo e fomos para a rodoviária caminhando. Acabamos pegando o ônibus no caminho. Tivemos que ir a San Martin trocar reais. Chegamos, usamos o wifi gratuito da rodoviária, fomos cambiar e comemos mais empanadas deliciosas na loja Nonino. Voltamos para Junin e compramos as passagens para Puerto Canoa pela empresa Transportes Castelli. Os ônibus saem ou as 9:45 ou 16:25 para ir e 12:30 e 19:10 para retornar. Fomos no mercado La Anonima fazer compras, próximo a praça San Martin. Pegamos o ônibus pontualmente. A viagem demora um pouco. Ao chegarmos em Puerto Canoa, o motorista nos disse para ir ate o ponto final (2km mais distante), porque em Puerto Canoa não haviam campings. Confiamos nele, mas no caminho, poucos metro após Puerto Canoa (onde fica o inicio da trilha para a base do vulcão), vimos uma placa de camping livre. Questionamos e ele afirmou que esse camping era pago e era mais distante que o do ponto final. O do ponto final era pago e tinha que atravessar o lago, o que também era pago. Por conta disso, decidimos andar de volta Puerto Canoa e nos informarmos na Guarderia. A guarda parque nos disse que o camping livre que havíamos visto era de graça, tendo que pagar apenas para atravessar, mas não havia nada, nem banheiros, apenas um local para montar a barraca. Decidimos ficar no camping livre por ser mais perto do inicio na trilha. Sinalizamos para que o barqueiro nos atravessasse num barco a remo. A travessia era paga, e o camping era gratuito, mas contava com parcelas com local para fazer fogo, mesas e um banheiro de uso comum (sem chuveiro). 27/01 - Puerto Canoa Faríamos a trilha para a base do vulcão, mas acordamos muito cansados e decidimos ter um dia livre para descansar, lavar roupas e organizar as coisas. Fizemos amizade com um casal de Buenos Aires, Walter e Jorgina e sua filinha Milena. Walter é professor de historia, mas fez um curso de guia de trilhas. Caminha desde novo e conheceu Aila, um dos primeiros moradores da região, que ajudou na demarcação do parque. 28/01 - Puerto Canoa - Cara Sur del Volcán Lanín A trilha começa pouco após a casa do guarda parque e tem a entrada bem marcada. A primeira parte é plana e segue por uma área de bosque, alternando trechos de vegetação mais e menos densa. A trilha passa a margear um rio pela direita, até atravessá-lo. Começa a margeá-lo então pela margem esquerda. O trecho final começa com uma subida muito íngreme, que está sinalizada como a ultima subida. Também há uma placa dizendo para recarregar a agua, entretanto, não ha riachos no local, então é necessário pegar agua um pouco antes. Pouco depois a subida se suaviza, mas continua por um longo trecho, saindo do bosque para uma região onde predominam os arbustos e continua subindo, ate chegar a um descampado, a partir dai é so pedra ate a base do vulcão. 29/01 – (9) Puerto Canoa – Aila Caminhamos uma boa distancia até inicio da trilha, a maior parte do tempo por um caminho no pasto paralelo ao lago. A trilha começa com uma subida muito íngreme, vencendo um grande desnível. Se sobe por cerca de 1h, e logo se suaviza. A trilha é muito interessante e bonita, em algumas partes atravessamos o rio por pontes improvisadas de troncos. Ao chegarmos, descobrimos que a “Población Aila” era na verdade um sítio, com uma família morando. Apesar de o guia indicar que teria proveduria, eles tinham somente os produtos do sítio para vender, ovos e pão caseiro. Compramos mesmo assim e comemos um dos melhores macarrões com ovo da viagem. O camping era num local muito bonito, na beira do lago. Tinha somente mais um casal acampando. Pensamos que não tinha banheiro, entretanto vimos um num local um pouco mais adiante no dia seguinte, quando seguimos a trilha para Termas. 30/01 – Aila - Termas de Epulafquen Mais uma vez, a trilha era muito bonita, mas longa e cansativa. Logo no começo, haviam dezenas de lebres no caminho, que se afastavam saltitando assustadas conforme nos aproximávamos. Também vimos dois carpinteiros (pica pau de cabeça vermelha, bem grande) e ossadas de cavalos na trilha, além de um ratinho. Deveríamos ter visto uma antiga máquina abandonada, mas passamos batidos. A trilha segue suave por um longo trecho e começa a subir por mais um longo trecho no final, até chegar na estrada, onde percorremos cerca de 4km até a área de camping. Em determinado momento na trilha encontramos o guarda parque Franklin vindo na direção oposta, em busca de um casal de alemães que tinha desaparecido na região a alguns dias. Quando ele estava voltando, encontrou conosco mais uma vez e foi nos acompanhando ao longo da trilha, até a estrada. Era um homem muito simpático, que enriqueceu nosso caminho com informações sobre a fauna, a flora e a região em geral. Obrigada, Franklin. O camping de Termas foi um dos piores, pois era caro, na beira da estrada, não tinha wifi nem nenhum serviço que justificasse o preço e foi onde tomamos o “banho quente” mais frio de toda a viagem!! Tinha proveduria, onde nos reabastecemos. 31/01 – Termas de Epulaufquen - Laguna Verde Trecho de conexão, sem dúvida um dos piores da Huella! Era só estrada o tempo todo, um sobe e desce, sem paisagens ou qualquer tipo de coisa interessante na maioria absoluta do tempo, o que fazia com que o tempo não passasse. O ponto alto foi o escorial do vulcão. O camping em Laguna Verde era bem aceitável. O banho quente era bom, e o camping bonito, na beira do rio, com parcelas para montar a barraca, local para fazer fogo e proveduría. Achamos um pouco caro, mas depois vimos que estava na faixa de preço dos demais ao longo da Huella. 01/02 – Laguna Verde - Rincón de Los Pinos Trilha extremamente bonita! Começa contornando a Laguna Verde, logo depois começa a subir, subir, subir, até sair da linha das arvores e chegar na parte onde pequenas moitas, pouquíssimas arvores e muitas cinzas dominam a paisagem. A trilha é marcada majoritariamente por estacas de madeira, com a ponta pintada de azul e branco. Nesse descampado já é possível ver toda a região que foi percorrida nos dias anteriores e o vulcão lanin, sempre atras. A trilha é realmente muito bonita e é impossível não querer tirar fotos o tempo todo, o que fez com que fossemos em um ritmo mais lento. Após esse campo de altidude, entramos novamente numa parte com vegetação mais densa e começamos um longo trecho com muito sobe e desce, até chegar no campo aberto de capim alto, onde após algum tempo é possível ver o refugio. Chegamos muito cansados e fizemos o jantar. Demos uma olhada no refugio, mas preferimos montar a barraca do lado de fora por causa do rantavirus. Continua...
  10. Oi, gente! Essa viagem foi feita em outubro de 2016 (de 7 a 17/10), com 7 “dias líquidos” para passear por El Chaltén e El Calafate. Foi uma viagem surreal, de tanta paisagem linda, de tirar o fôlego! O objetivo da viagem foram as trilhas que essa região espetacular oferece, que não necessitam de guia nem taxas (as que eu fiz; com exceção do icetrekking). As trilhas em El Chaltén são bem demarcadas, dificilmente alguém se perderia...não vejo como! Tem várias bases de acampamento dentro do parque, mas como eu não me organizei pra acampar, optei por voltar todos os dias e dormir em El Chaltén. Deve ser muito legal acampar lá! Vou colocar o roteiro, os gastos e, no final, o relato. Eu já havia viajado sozinha antes, então, estava bem tranquila quanto a esse fato e devido à região ser convidativa a isso também, né?! Ah, eu não falo espanhol e isso não foi um problema. Qualquer dúvida podem perguntar que eu esclarecerei o que eu souber e lembrar! ROTEIRO "Dia 0" 07/out Deslocamento: partida às 21h BSB_GRU Dia 1: 08/out Deslocamento: Chegada às 16h30 em Calafate. Dia 2: 09/out El Calafate: Ice trekking no Glaciar Perito Moreno - Big Ice (+/- 12 km ao todo, dia inteiro) Dia 3: 10/out El Calafate: caminhada pela cidade (+/- 8 km, um turno). Deslocamento: Van para El Chaltén às 18h. Dia 4: 11/out El Chaltén: trilha Laguna Torre + Mirador Maestri (22 km ao todo, dia inteiro) Dia 5: 12/out El Chaltén: passeio pela cidade + trilha Mirador de Los Condores + Mirador de Las Águilas (6 km ao todo, um turno) Dia 6: 13/out El Chaltén: trilha Laguna Capri (8 km ao todo, um turno) Dia 7: 14/out El Chaltén: Trilha Laguna de Los Tres (22 km ao todo, dia inteiro) Dia 8: 15/out El Chaltén: trilha Loma Del Pliegue Tumbado (24 km ao todo, dia inteiro) Dia 9: 16/out Deslocamento: van de El Chaltén para El Calafate às 9h. Voo às 15h20 de El Calafate para Buenos Aires Dia 10: 17/out Deslocamento: Voo GIG-BSB, chegada às 9h Quilometragem total do trekking: 105 km Condicionamento físico: já estava acostumada a fazer trilha e pratico atividades físicas diariamente. Minha mochila de ataque não estava pesada, acho que uns 3 ou 4 kg (não sei estimar bem). Não senti necessidade de parar para descansar nas trilhas, pois quando chega no “fim” (que na verdade é metade do caminho) e você para pra comer e apreciar o local, acaba descansando também. No final da volta das trilhas longas, o joelho fica sobrecarregado, principalmente quando tem descida, mas não chegou a doer de ter que parar de caminhar ou de ter que sentar. Mas quem já tem algum problema no joelho, deve sentir mais. Os bastões ajudaram muito! O que mais gostei: Big Ice, Trilha da Laguna de Los Tres e do Loma del Pliegue Tumbado GASTOS resumidos (detalhes no final): Total 10 dias Patagônia Argentina (El Calafate/El Chaltén) R$ 3.630 Sem passagem aérea R$ 1.869 • Passagem aérea BSB-GRU-AEP-FTE-AEP-GIG-BSB R$ 1.761 • Alimentação (estilo trilha) R$ 340 (ARG 1469) • Translados Aeroporto/El Calafate/El Chaltén/Aeroporto R$ 324 (ARG 1400) • Ingresso Perito Moreno (Parque Nacional Los Glaciares) R$ 58 (ARG 250) • Ice trekking BIG ICE Perito Moreno com transfer R$ 717 (ARG 3100) • Souvenir (quase não comprei) R$ 64 (ARG 278) • Hospedagem em Hostel (quarto compartilhado) R$ 366 (ARG 1600) OBS: cotação da época 1 real = +/- 4,32 pesos. Fiz o câmbio real-dólar-peso, comprando 1 dólar a R$ 3,42 no Brasil e fazendo câmbio na Argentina de 1 USD por 15 pesos (ou 14,8 ou 14,0 pesos). Não paguei nenhuma taxa adicional nos câmbios que fiz na Argentina. É bom ver os valores para estimar se é melhor trocar real-peso ou dólar-peso. Dica para escolher casas de câmbio no Brasil com boas taxas é o ranking do Banco central: https://www3.bcb.gov.br/rex/vet/index.asp. Ler primeiro o post: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/05/26/quer-comprar-dolar-mais-barato-saiba-consultar-o-ranking-do-banco-central.htm Locais onde fiz câmbio: aeroporto AEP (Buenos Aires), hostel que fiquei em El Calafate (fez câmbio na “brotheragem” por eu ter pegado os bancos fechados por causa de um feriado lá...); Souvenir Patagônia e Casimiro Bar na Av. del Libertador Gral. San Martín. É bom levar dinheiro para El Chaltén, pois sacar lá pode não dar certo e os estabelecimentos podem não aceitar cartão. Planejamento: Antes da viagem, li sobre as trilhas que eu queria fazer (duração, distância, grau de dificuldade), mas a única coisa que necessitou reservar com antecedência foi o BIG ICE. O translado do Aeroporto para El Calafate eu havia combinado com o hostel e o resto fechei na hora. As trilhas em El Chaltén foram decididas a cada dia devido à oscilação do tempo ser muito frequente na Patagônia. Em relação à bagagem, eu já tinha várias roupas de frio, mas não tinha corta-vento/impermeável. Comprei na Decathlon e foi essencial para visitar a Patagônia com seus ventos fortes e frios, hehehe. Comprei também bastões de trekking. Sempre fiz trilhas, mas nunca havia usado bastões. Achei que viria a calhar por ser uma viagem de trilha em região montanhosa e de muitos km em poucos dias, e realmente foi super útil, tanto nas descidas/subidas como para ajudar nas partes com neve e, no final da trilha, quando o joelho já tá cansado. Reservei a hospedagem previamente também. O hostel que fiquei em El Chaltén era do lado da entrada das trilhas da Laguna Torre e da Laguna de Los Tres, então não precisei atravessar a vila ao ir para essas trilhas. Vi muita vantagem! Sites onde me informei sobre as trilhas: http://www.elchalten.com/eng/actividades/caminatas.php http://www.walkpatagonia.com/eng/destinos/el-chalten.php Sites para olhar Condições climáticas/duração do dia: http://www.timeanddate.com/worldclock/argentina/el-calafate https://www.windguru.cz/137603 (se procurar por “El Chaltén” nesse site, vai achar várias localidades pontuais). Os habitantes locais usam muito esse site para recomendar qual dia para fazer alguma trilha específica. Tem trilha que não sei se compensa fazer com nebulosidade e vento, tipo a do Loma del Pliegue ou da Laguna de Los Tres. É bom checar esse site diariamente quando estiver lá, principalmente a parte da nebulosidade e vento, e conversar com os locais, apesar do clima patagônico ser um tanto imprevisível. Informações sobre os Translados: http://taqsa.plataforma10.com http://www.transportelaslengas.com/es/ http://www.chaltentravel.com/main.php Relato Dia 0-1 (deslocamento): saí de Brasília às 21h, cheguei em São Paulo às 23h e dormi no aero. O voo para Buenos Aires saiu às 5h45 e chegou 8h10. Fiquei dormindo no aeroporto até dar a hora de ir para El Calafate (partida 13h15, chegada 16h30). Uma coisa chata foi que me informaram em Guarulhos que eu não precisaria pegar a mochila em Buenos Aires, somente no destino final. Eu vi mochila por acaso quando desembarquei, peguei e fui me informar. Imagina... Enfim. Chegando em El Calafate, fiz câmbio dos dólares que levei, comprei comida para levar para o Ice Trekking e jantei no Restaurante Isabel que todos recomendam. Gostei! Prato bem servido que me rendeu várias refeições nos outros dias (estava sozinha). Dia 2: Ice Trekking no Glaciar Perito Moreno (Big Ice). Chuto que foi uns 12 km +/- contando a trilha na margem + no glaciar. O passeio já estava pago com o transfer; é só a Hielo y Aventura que faz os ice trekkings, apesar de várias venderem. Eles buscaram no hostel por volta de 7h. A entrada no Parque Nacional Los Glaciares para habitantes do Mercosul foi 250 pesos. Fiquei nas passarelas de 9 às 10h. O grupo deve se juntar pontualmente no início das passarelas e seguir para a navegação; eu achava que a navegação chegaria perto do glaciar, mas nem chega. Deve ser porque pode cair blocos de gelo a qualquer hora, né?! Hehe. Umas 11h começou a trilha pela margem até entrar no glaciar umas 12h. A parte puxada é essa, na margem, com subidas e pedras, porque no gelo foi bem de boa, mesmo eu nunca tendo feito ice trekking, achei tranquilo de se andar com os crampones. Estava nublado e não fez muito frio, só quando ventava. Na hora da trilha pela margem, o calor foi tanto que fiquei só com a primeira camada. Deixei meu casacão na tenda, não levei ele pro glaciar e realmente nem precisei. Ficamos até umas 15h30-16h no glaciar e esperamos na Base por volta de 1h até o barco voltar; oferecem café e leite na Base. Na volta, serviram whisky no barco, achei que serviriam no glaciar... pelo que eu tinha lido. O ice trekking foi uma experiência única! Os laguinhos formados, as fendas de diversas formas, túneis! Surreais as paisagens e a experiência! Foi uma guia orientando o grupo e um outro guia, na frente, vendo os locais adequados para passar. Por mais que se passe de 3,5h a 4h no gelo, pareceu que foi muito rápido! Fiquei com vontade de fazer de novo em El Chaltén, no Glaciar Viedma (acabou que não fiz por causa do tempo). A noite fui ao Yeti Ice Bar (http://www.yetiicebar.com.ar), paguei 190 pesos por 30min dentro do Bar de Gelo com openbar. É muito frio, você mal consegue tirar a luva que eles dão para pegar direito as bebidas; é a maior correria para os bartenders te servirem; fica uma equipe do bar te convidando para tirar foto para vender depois. O espaço é pequeno e é pouco tempo, mas vale pela experiência diferenciada. Depois desse tempo, fica à disposição uma área externa de “bar normal”. Tem uma outra opção de ice bar mais afastada da cidade que é o museu/bar Glaciarium (http://glaciarium.com/). Eles sugerem passear pelas passarelas amarelas , já que é só por uma hora: Perito Moreno: BigIce: Diferença do trajeto do Big Ice e do Mini Trekking Yeti IceBar: Dia 3 (El Calafate + deslocamento): Anteriormente, tive dúvida se iria cedo para El Chatén ou se passava o dia em El Calafate. Decidi ficar e caminhei pela orla da Laguna Nimez e pela cidade, até o portal de entrada; deve ter dado uns 8 km de caminhada (aquecendo para as trilhas em El Chaltén, hehe). Fiz câmbio do que levei em reais por precaução, troquei na expectativa de fazer o ice trekking no Glaciar Viedma (que eu não tinha estimado previamente nos gastos). Comprei comida para os dias em El Chaltén; disseram que lá as coisas são mais caras, no geral. Dia 4: Laguna Torre (22km ao todo, 3h ida + 1h ao Mirador Maestri = 4h o trecho). Saída as 9h, retorno às 18h. Sai para a trilha com tempo bom, sol e céu azul, pouco vento. Cheguei lá após 3h e 9km, ao meio dia, com vento e um pouco de neve, parei por 1h na laguna para comer e ficar lá. O cerro Torre estava encoberto tanto no mirador Torre (após 1 h de trilha) como na Laguna, mas a laguna estava linda cheia de icebergs. Chegando lá foi essencial o corta-vento e proteção para os ouvidos. Após comer uns sandubas, segui para o Mirador Maestri às 13h e, após 2km, cheguei no fim da trilha às 14h (no que eu acho que era o fim da trilha). Voltei a El Chaltén, chegando às 18h. A primeira hora da trilha Laguna Torre é mais puxada por ser uma subidinha, depois é bem tranquilo e plano. Tem indicação a cada km, banheiros pelo caminho (latrina) e água potável para encher a garrafa pelo caminho. Se tiver no pique, vale a caminhada até o mirador, mas se quiser ficar só na laguna é de boa, porque você só vai ter uma vista mais de perto do glaciar (a não ser que a trilha continuasse até em baixo e eu não vi) e olhar a laguna de um outro ângulo (de lá a laguna nem parece que tem o tamanho de quando se vê de frente). Eu segui a trilha do mirador Maestri até não a ver mais. Não tem placa nessa parte. O dono do hostel que fiquei falou que antigamente tinha trilha até sobre o glaciar, mas ele tá retrocedendo e a conexão dele com a margem é instável, então não se faz mais trilha sobre ele por ser perigoso e imprevisível. Roupa: fui com duas leggings e o corta vento; usei duas camadas e vesti o corta-vento na lagoa; o casaco mais grosso que levei, usei brevemente na lagoa, quando ventava e nevava. Dia 5: Passeio pela vila + Mirador de Los Condores (1 km o trecho, 30 a 40 min) + Mirador de Las Águilas (2 km o trecho, 1h). A previsão não estava boa e acabei optando por não fazer uma das trilhas maiores, mas acabou que o tempo abriu ao longo do dia e até ficou sem nebulosidade por algumas horas e com pouco vento. Patagônia, né?! Devo ter caminhado uns 9km ao todo nesse dia. Enquanto andava pela vila, por acaso presenciei um evento na praça com a banda do exército, hino, discurso, dança. Quando perguntei a ocasião, era celebração do aniversário da cidade, legal! Essas trilhas curtas são tranquilas, apesar de ter uma subidinha no início. Tinha várias pessoas da 3ª idade ao longo delas. Do Mirador de Los Condores se vê um panorama de El Chaltén, rios, cordilheira e do Mirados de Las Águilas, se ve o Lago Viedma. Se tiver com tempo livre, vale a pena fazer essas trilhas. Mas se o tempo estiver curto, é dispensável, já que há várias outras trilhas com panoramas mais “de perto”. Passei na La Cerveceria na volta para beber um chopp e depois na padaria. Dia 6: Laguna Capri (8km ao todo, ida 2h, volta 1h). Saída às 10h, retorno às 13h40. Fiz essa trilha para não perder o dia, devido a nebulosidade/chuva/vento/neve. Eu passaria pela laguna Capri na volta do Fitz Roy, mas com o tempo ruim não tinham muitas opções e não queria ficar o dia todo no hostel. São 4km o trecho, levei 2h para chegar, com muitas paradas: tira e põe camadas, fotos, observação de pica paus, etc. e levei 1h para voltar. O mapa estima como 1h45 o trecho. Com uns 500 metros de trilha já tem o mirador Rio de Las Vueltas. Só esse início que é um pouco puxado por ser subida, o resto é principalmente plano e tranquilo. A laguna estava com muita neve, vento e visibilidade ruim, não deu para ver nada de lá, só o lago mesmo, mas a trilha em si, com neve, foi legal para não perder o dia. Fiquei uns 40 min por lá, comendo, e voltei. Meu dedinho do pé estava duro com o frio... Dia 7: Laguna de Los Tres (22 km ao todo, ida 4h, volta 4h30). Saída às 9h, Retorno às 19h40. Para essa trilha tem a opção de ir e voltar pela Laguna Capri ou fazer a ida pela Hosteria el Pilar para pegar caminhos diferentes na ida e na volta. Combinei com uma van no dia anterior (150 pesos) e buscaram no hostel às 8h10. A estrada para Hosteria El Pilar é de cascalho fino e vai beeeem devagar; o caminho tem uns 14 km e é muito bonito! Iniciei a caminhada às 9h da Hosteria, com céu azul, sol, sem vento. Passei pelo Mirador Glaciar Piedras Brancas com 1h de caminhada. Se quiser fazer um trecho adicional até ele, tem uma trilha numa bifurcação depois q atravessa o rio, tem placa indicando. Mas demandaria mais umas 2h para ir e voltar, se eu não me engano, e eu não teria esse tempo disponível... A trilha para o Fitz Roy é tranquila, no geral, com exceção dos últimos 500 metros. Cheguei no início da subida às 12h, após 3h de caminhada, e levei 1 hora para subir. Estava difícil por causa da neve do dia anterior. Pedras pequenas e médias, muito íngreme, a neve deixava tudo escorregadio, então demandava muita atenção (tem gente que, em dia “ruim”, pega vento na subida e desiste de continuar pelo perigo do vento derrubar ladeira abaixo...por isso é importante pegar um dia bom para essa trilha!). Os bastões ajudaram muito, muito mesmo. Ao longo da subida tem cotoquinhos indicando onde é para seguir. No total da ida, então, levei 4h a partir da Hosteria, é estimado em 5h. Fiquei lá em cima durante 2h, de 13h às 15h: lá de cima tem uma vista das Lagunas Madre e Hija e até do Lago Viedma; do lado esquerdo tem a Laguna Sucia. Desci até a Laguna de Los Tres e depois segui pela margem esquerda para ir ver a Sucia, depois subi para ver a Sucia de cima. Nesse caminho tem uma pedra convidativa para uma visão panorâmica das duas lagunas juntas. Ouvi que tem uma trilha não oficial para a Laguna Sucia, mas não teria tempo para fazê-la; e sozinha eu não animaria, já que li relatos (e o dono do hostel também falou) que é mal sinalizada e demanda um certo esforço para atravessar um paredão e tals. Com a neve então, nem se fala! Mas deve ser surreal essa visão de frente da Laguna Sucia. Para descer da Laguna de Los Tres, na volta, levei 70min, saí la de cima 15h10 e cheguei na base 16h20. É difícil se convencer a ir embora porque você não para de contemplar os picos! É muito, muito, muito lindo! Apesar do céu azul e sol, tinha hora que o topo do Fitz Roy ficava encoberto de nuvens e tinha hora que ficava tudo limpo. Na volta, passei na Laguna Capri, levei 80min da Base (antes da subida) até a Laguna Capri, ou se contar desde a Laguna de Los Tres, deu 2h30. Da Laguna Capri, dá para voltar pelo lado direito, passando por ela (caminho que fiz no dia anterior) ou pela esquerda para passar pelo Mirador Fitz Roy. No fim, os 2 caminhos se juntam a El Chaltén. Cheguei na Laguna Capri umas 17h40 e saí umas 18h10, parei no mirador, tirei várias fotos e cheguei em El Chaltén 1h30 depois, às 19h40 (estava anoitecendo por volta de 20h). Então, a duração da volta foi de 4h30 parando para comer na Laguna Capri e para fotografar no Mirador Fitz Roy. PS: imagino que dê para fazer a volta em umas 3h30 pois no dia anterior, gastei 1 h para voltar da Laguna Capri + o trecho de 2h30 lá de cima até a Laguna Capri, daria essas 3h30, se não ficar parando muito. Roupa: nesse dia não estava frio e praticamente não tinha vento; fui com uma legging e a calça corta-vento, blusa de 1ª camada e, depois do corpo esfriar do calor da subida, coloquei a jaqueta corta-vento só lá no topo; quando desci, tirei; no final do dia coloquei a blusa de 2ª camada. Laguna Capri na volta do Fitz Roy: Dia 8: Trilha Loma del Pliegue Tumbado (24 km ao todo = 20km da trilha + 4km ida e volta da vila). Ida 3h + volta 3h + 1h30 lá. Saída do Início da placa da trilha às 11h, com céu azul, sol, sem vento. Tem uma placa na metade do caminho avisando que faltam 2h (a trilha tem tempo estimado de 4h). Essa foi a primeira trilha que não vi marcações da quilometragem nem banheiro (latrina) e a que quase não encontrei gente; 90% do tempo era eu e o mundo! Nas outras trilhas, passava gente a todo momento. Essa trilha é só subida na maior parte do tempo, mas como é bem gradual, é uma trilha tranquila, apesar de longa. Só em poucos pontos que há subida íngreme (no início). A trilha é bem marcada apesar de não ter as indicações. Mescla região aberta com gramíneas, região de bosque e, no fim, é aberto com pedras pequenas. No bosque costuma ter troncos de árvore delimitando o caminho da trilha. Com acúmulo de neve que deve ser difícil de visualizar: tinha muita neve do dia/noite anterior mas o caminho já estava trilhado com pegadas e bem marcado, então não teve segredo. A quantidade de neve nessa última parte do bosque e das pedras dificultava a caminhada por exigir mais atenção para não escorregar. E no bosque ainda ficava enlameado. Na hora final, em direção à vista para a Laguna Torre, há cotoquinhos indicando onde é a trilha. Às 13h10 cheguei ao Mirador e às 14h10 cheguei no final, com vista para a Laguna Torre. Essa vista panorâmica é ótima, pois visualiza todos os principais picos e, de quebra, a laguna também. E, do outro lado, o Lago viedma. Tinha uma outra trilha mais para o alto, a esquerda, mas não vi os cotoquinhos indicando e disseram que é um esforço adicional “à toa”, pois é praticamente a mesma visão. Fiquei lá até 15h30, voltei e cheguei no início da trilha às 18h40 (parando para limpar a bota --entrou pedrinhas-- e para recarregar água). Dia 9 e 10: Deslocamento. OBS: Minha mochila de ataque tinha sempre câmeras + mapas + bastões de trekking + comida (1 L de água, 2 ou 3 sanduíches, chocolate, mix de castanhas e frutas secas) + “kit patagônico” com corta vento impermeável (calça e jaqueta ou capa), casaco 3ª camada, tapa ouvido, cachecol, gorro, luvas, óculos de sol (com proteção UV), protetor solar e labial + “kit precaução” com relaxante muscular, analgésico, band aid, algodão, micropore, antisséptico, lenço umedecido, meia extra. Não precisei de nada que levei por precaução. Ah, como uso lente, sempre ando com o potinho já com a solução oftalmológica e óculos de correção, caso haja a necessidade de tira-las, e colírio. PS: Bota de trekking é essencial, que cubra pelo menos o tornozelo. Não esquecer protetor solar e boné. Nos dias de sol fiquei um pimentão no rosto e nas mãos, mesmo passando protetor fps 50 . Nada mt ardido, mas um pouco. Leve sempre várias camadas, para tirar e por roupa quando precisar, pois durante a trilha passa por calor e frio em poucas horas! Não esqueça de, ao chegar em El Chaltén, passar no centro de Turismo para pegar mapa e se informar das previsões climáticas e se há alguma trilha fechada ou com recomendação. Passeios que exigem reserva com antecedência: Ice trekking no Perito Moreno: http://www.hieloyaventura.com/HIELO2015/index-port.html Ice Trekking no Glaciar Viedma http://www.walkpatagonia.com/eng/destinos/el-chalten-glaciar-viedma-ice-trekking.php ou http://www.patagonia-aventura.com/viedma-ice-trek/ acho que é só uma empresa que faz, mas várias vendem. Ice Trekking Com escalada http://www.walkpatagonia.com/eng/destinos/el-chalten-glaciar-viedma-pro.php Alguns relatos que li sobre Ice Trekking no Perito Moreno ou no Glaciar Viedma http://dicasroteirosviagens.com/2012/08/el-chalten-trekking-glaciar-viedma.html http://www.ottsworld.com/blogs/perito-moreno-viedma-glacier/ http://www.mochileiros.com/glaciar-perito-moreno-big-ice-ou-mini-trekking-t28109-240.html Curiosidade sobre os gastos (valores em pesos argentinos, outubro de 2016) o Translado do Aeroporto para o Hostel em El Calafate: 150 o Van Las Lengas de El Calafate para El Chaltén: 650 o Van Las Lengas de El Chaltén para o aeroporto de El Calafate: 450 o Van do hostel em El Chaltén para a Hosteria El Pilar: 150 o Duas diárias em El Calafate (Bla Hostel): 400 o Seis diárias em El Chaltén (Hem Herhu): 1200 o Sanduíche na barraquinha em frente do AEP: 90 (dentro do aero era uns 200) o Mercado La Anonima em El Calafate: 242 (suco, frutas, alfajor, ingredientes para sanduíche) o Restaurante Isabel em El Calafate: 400 (290 o cordeiro clássico, que dá para 2 ou 3 pessoas + 60 a taça de vinho + 20 cubiertos + tips). Me rendeu 4 refeições, hehe, sendo q nas 2 últimas fiz arroz para acompanhar. o Yeti Icebar em El Calafate: 190 (dá direito a open bar por 30 min dentro do bar de gelo) o Mercado La Anonima em El Calafate: 371 (comida para levar para El Chaltén: ingredientes para sanduíche, ovos, café, chocolate, frango, legumes, frutas, macarrão, requeijão, bolacha) o Chopp 385ml em El Chaltén (La cerveceria): 75/unid o Paes (Panaderia La Nieve): 50 (pacote de pão de forma 30 + quatro pães tipo hambúrguer 20 pesos) o Litrão Quilmes no DistriSur (mercadinho de El Chaltén): 51/unid o Gorro com extensão para os ouvidos (La Leona, comércio entre El Calafate e El Chaltén): 110 o Faixa para cabeça multiuso (La Leona): 90 o Geleia de calafate no aeroporto FTE (Mamuschka): 78 Hostels Bla Hostel em El Calafate (http://www.blahostel.com ): conhecia gente que já tinha ficado lá e recomendado. Reservei pelo próprio site deles, pois saia mais barato que pelo booking. Gostei muito de lá. Internet boa, equipe atenciosa e solícita. Localização boa. O quarto que fiquei tinha muitos beliches, mas era espaçoso e o armário cabia até a mochila (50 L). Na opção que peguei, o banheiro não era no quarto; tinha um banheiro com pias e duas duchas (água quente e ducha boa) e outro banheiro com pia, vaso sanitário e um chuveiro dentro de uma banheira (que não vi ninguém usando). Usei a cozinha para guardar alimentos na geladeira e para cozinhar. O café da manhã servido era simples, mas foi suficiente. Após o checkout deixei a mochila no hostel até a hora de partir. PS: a Marisol do Bla Hostel, que eu havia entrado em contato por email, reservou o BIG ICE para mim e eu paguei em cash para ela pessoalmente, pois a Hielo y Aventura pede o cartão de crédito para reservar e eu não queria pagar IOF hehehe, achei bacana da parte deles. Hem Herhu em El Chaltén: fiquei na dúvida onde ficar em El Chaltén e acabei optando por esse hostel por ficar perto da entrada das trilhas principais (300 m); tinha lido também muitos elogios ao dono do hostel (Hugo) e à internet de lá (dizem que é pessima a internet em El Chalten, lá no hostel estava boa). Fica a uns 500m do mercadinho DistriSur. O local parece uma mini-fazenda. Fiquei num quarto compartilhado com banheiro dentro, tinha 3 beliches; armários individuais são grandes (coube a mochila de 50L). A reserva não tinha café da manhã e isso não foi problema, pois eu já havia comprado mantimentos; sem falar que às vezes a pessoa quer sair mais cedo para uma trilha longa e não precisa ficar “preso” a horário de café da manhã. Nos primeiros dias fiquei em dúvida se o aquecedor funcionava, pois senti frio a noite. Vi q ele funcionava sim, só não era muito quente (pelo menos para o meu lado do quarto, hehe); nos outros dias peguei meu saco de dormir por debaixo do cobertor e senti foi calor! Talvez ele estivesse desregulado... A cama e travesseiro não são bons, tinha tipo um afundado no meio do colchão, o que para dormir de bruços era ruim, mas dormi bem todos os dias. Sobre a limpeza, só me incomodei quando olhei pelo chão do quarto procurando um brinco e vi bastante poeira de baixo dos beliches. Mas não tive nenhuma crise alérgica, hehe.
  11. Argentina 15 dias - São Paulo – Buenos Aires – Ushuaia –El Calafate – El Chalten Como a maioria das informações que vou postar aqui não encontrei aqui nos mochileiros ou em outro site, ou por estarem desatualizadas ou não corresponderem com a realidade de abril de 2017, especialmente algumas informações para quem vai mochilar mesmo, cozinhar no hostel e tentar economizar ao máximo. Viajei para Buenos Aires por milhas, então não sei o valor da passagem para lá, mas acredito que essa informação seja irrelevante, muito fácil encontrar em qualquer site. Meu planejamento foi ficar em Buenos Aires por três dias para conhecer toda cidade, depois pegar avião para Ushuaia, mais barato e mais rápido do que o transporte de ônibus. Depois de Ushuaia, subir de ônibus até El Chalten, que era o destino final e na volta de El chalten ficar por um dia El Calafate para visitar Perito Moreno. Eu decidi fazer esse trajeto, pois queria andar por boa parte da argentina, conhecer vários lugares incríveis e fazer uma parte da viagem de ônibus, mesmo sendo tantas horas, 11 horas no total e várias descidas no que ficou conhecido na viagem por “fiscalizacíon”...kkkkkkkkkkkk. Acredito que meu depoimento possa servir de base para outros que queiram fazer algo semelhante. Pensando durante e após a viagem eu não modificaria o roteiro que eu fiz. Tudo se encaixou perfeitamente no que eu tinha planejado e em nenhum lugar que eu fiquei pensei que poderia gastar mais tempo por lá, foi na medida dentro dos 15 dias que eu tinha. Na verdade pode-se fazer o mesmo trajeto em 30 dias ou mais. Vamos para o que interessa: A distribuição dos dias está no quadro abaixo: Fui com a Lan chile por milhas, mas gastei com taxa de embarque o valor de R$ 373,86. Cheguei dia 13/04 na parte da manhã, troquei um pouco de dinheiro no aeroporto, o cambio estava, 1 para 4,80 pesos, melhor cambio que encontrei. Na Rua Florida que é a rua dos cambistas não encontrei oferta melhor, só pelo mesmo preço de 4,80. Pode trocar cambio nesse lugar, mas pechinche, eles negociam e ficam gritando o tempo todo Câmbio, câmbio... Fiquei no hostel Milhouse, localizado no centro, lugar legal, cheio de gente jovem e tinha umas baladinhas. Como fui no feriado estava cheio de brasileiros. Não aproveitei a noite de Buenos porque meu foco e dinheiro estava direcionado para patagônia. Sair a noite lá sai muito caro para um mochileiro. Cozinhei todos os dias no hostel, sem problemas. 3 dias é mais do que suficiente para BA, como tem muito relato aqui no mochileiros de lá, única coisa que falaria é que compensa alugar uma bike na Ricoleta, alugamos por 160 pesos, bikes laranja do Itaú, metade do preço para clientes Itaú, e dar um super giro pelos lugares mais afastados, fiz no mesmo dia Ricoleta, o parque Reserva Costanera Sur o bairro de La Boca (não vá sozinho de bike) fui com meu irmão e mesmo assim apesar de vazio, sempre achava que alguém ia nos assaltar... talvez seja coisa de brasileiro e a parte central, além do parque onde tem a Floralis Generica. Enfim, nesse dia de bike deu pra aproveitar bastante. Ir no mercado San telmo também, lá é muito massa, bastante coisa antiga, mas tenta ir nele de domingo. No Sábado fomos para o Aeroparque de madrugada, quando chegamos lá fomos informado que a Aerolineas argentina havia mudado o vôo para o aeroporto que fica nos arredores de Buenos Aires. Sai correndo pela avenida em busca de um taxi, pagaria qualquer valor porque se eu perdesse o vôo a viagem toda iria por água abaixo e o que eu iria fazer mais 12 dias em Buenos Aires???? Entrei na frente de um taxi, quase implorei para o motorista levar e ele cobrou 600 pesos, o que aceitei na hora, faltava 50 minutos para embarque e pedi para que ele voasse na rodovia para poder dar tempo. Fiquem espertos com a Aerolineas, eles podem te foder fácil. Chegamos em tempo no aeroporto, a viagem foi tranquila e chegamos ao amanhecer em Ushuaia. Que coisa linda de se ver, aqueles picos congelados com aquela aurora, mesmo do avião foi bem bonito e eu estava no fim do mundo. Quando desembarcamos e saímos pela porta senti realmente como são os ventos patagônicos, ficamos um tempo olhando o tempo e sentindo o que é um frio de verdade. De lá peguei um taxi e fui pro hostel Yakush, lugar muito bom, super indico. Fomos passear de barco até a ilha da pinguineira, foi meio caro o passeio, mas vale a pena porque são 04 horas e é um passeio diferente, foi a coisa mais turística que fizemos. O restante fomos bem de mochilão. No mesmo dia fomos no pico Glacial Martial, fomos de taxi e voltamos a pé. No meio da estrada tem uma trilha que também chega a cidade, fomos por ela e nos perdemos. A trilha é realmente muito bonita, mas apenas vá por ela se você tiver tempo pra ficar perdido e não tiver medo de cachorros. No dia seguinte já partimos de ônibus para El calafate. Pegamos as 05 da manhã em um ponto perto do hostel (lá não tem rodoviária) e quando chegou o busão parecia esses Rural que leva a galera para trabalhar, pensei estamos fudido 11 horas dentro desse ônibus, mas assim que chegamos um uma cidade umas 02 horas depois pegamos um melhorzinho e seguimos a viagem. O saco de ir de ônibus de Ushuaia para El calafate é que você precisa descer do ônibus várias vezes para sair da argentina, entrar no Chile, sair do Chile, entrar na Argentina, subir na balsa (precisa descer), descer da balsa, trocar de ônibus, putz aí é foda a canseira. Pegamos outro ônibus na cidade de Rio Gallegos para El Calafate e outro de El calafate para El chalten que era o destino final, então imagina o role que é pra chegar lá por essa via. Em El Chaltén ficamos no hostel por 03 dias, fizemos todas as 03 principais trilhas, mas no último dia choveu, mas fomos mesmo assim. De frente com o hostel patagônia tem um pub com cerveja boa, de lá mesmo e comida melhor ainda. As trilhas judiam um pouco, eu perdi 06 kilos nessas viagem, meu irmão um pouco menos. As trilhas geralmente duravam de 08 a 13 horas, andando numa passada boa. Em El Calafate fomos no Perito Moreno, entrada $500 pesos para estrangeiros. Lugar bem massa, não compensa fazer passeio de barco, maior perda de tempo, melhor ficar nas passarelas mesmo. Depois fizemos a viagem de retorno para Ushuaia, lá comemos a tal da Merluza Negra, não achei nada de espetacular, só caro. No último dia em Ushuaia fomos a pé e voltamos do Parque Nacional e damos um giro por dentro dele nas trilhas, foi bem cansativo mas valeu a pena. Entrada $ 350,00 Basicamente é isso, curti muito a viagem, achei caro em relação aos outros países da América do Sul e com certeza voltaria para fazer um outra parte de lá. Valores de Passagem de Avião e ônibus – ida e volta. Passagem de Avião de Buenos Aires para Ushuaia R$ 1.225,99 por pessoa, Aerolíneas. Passagem de Ônibus, esse valor é para duas pessoas, no caso foi eu e meu irmão. Onibus Ushuaia - Rio Galego – 700 pesos (por pessoa) Onibus Rio Galegos – Calafete – 490 pesos (por pessoa) Onibus El calafate – El chalten – 360 (por pessoa) = 1550,00 TOTAL $3.100 pesos ida e volta. R$ 620,00 por pessoa. Valores dos hostels para duas pessoas: Valores em dólares, reais e só o primeiro em pesos, Abril 2017 Hostel em BA – u$ 12,42 + 1320 pesos = 307,47 Hostel USHUAIA YAKUSH U$ 39,10 – 122,00 Hostel CALAFATE U$ 38,00 – 145,00 Hostel CHALTEN PATAGONIA U$ 96,00 – 365,00 Hostel calafate AMERICA DEL SUR U$ 60,28 – 229,00 HOSTEL USHUAIA YAKUSH U$ 117,30 – 369,00 HOSTEL FLORIDA U$ 29,76 – 93,00 EM PESOS O VALOR TOTAL DE HOSTEL FOI DE 6.390,00 PARA DUAS PESSOAS Argentina.docx
  12. Prezados amigos , mais uma vez retorno ao fórum Mochileiros para relatar uma experiência de viagem , desta vez para USHUAIA na Patagônia Argentina . Na verdade aqui existem poucos relatos atualizados de Ushuaia no Inverno , daí a dificuldade que tive em cotar preços e até mesmo de passeios; parece que a galera prefere o verão e foge do frio heheh. No meu caso eu fiz a opção pelas paisagens maravilhosas do frio e não me arrependi. Então, com certeza esse post vai auxiliar muita gente na tomada de decisão e no orçamento da viagem. Informo que meu perfil de viajante é o econômico , mas isso não quer dizer que não fique em bons hotéis por exemplo ,é uma questão de procura, pois existe boas opções a preços camaradas. Recomendo enfaticamente a leitura do excelente blog do Viajanet sobre Ushuaia , foi a minha bíblia para organizar o roteiro (http://www.viajenaviagem.com/destino/ushuaia). O primeiro ponto que deve ficar claro é que Ushuaia por ser uma cidade localizada no extremo do continente americano ( a cerca de 1000 km da Artártida... ) recebe praticamente todos seus insumos de fora principalmente alimentos , o que encarece o custo de vida e por conseguinte a vida do viajante. Outro ponto : passeios e esportes de inverno são caros pois exigem equipamentos específicos e mão de obra especializada , então ,com certeza este foi um dos passeios mais dispendiosos que já realizei , mesmo procurando economizar. Passagens Aéreas : A opção mais barata foram as Aerolíneas Argentinas , mas um detalhe : a opção de compra pelo site da empresa mostrou um valor superior ao Viajanet.com . Outra vantagem do Viajanet é que ele te dá a opção de mais de um destino ( várias cidades ) com o mesmo bilhete; assim fiz uma parada de 3 dias em Buenos Aires antes de seguir para Ushuaia. Paguei R$ 1.500,00 ( ida e volta ) , saindo do Rio de Janeiro. O trecho Belém –Rio paguei em parte com milhagens. A Aerolineas Argentina costuma trocar alguns horários de voos, o que me prejudicou ,pois chegaria a Buenos Aires ás 9 da manhã e só cheguei ás 13:30 hs ; no mais me pareceu um boa companhia com bom serviço de bordo ( sim, eles ainda servem bons lanches sem custo adicional...). Moeda e Câmbio : depois de muito pesquisar tomei a decisão de levar reais e trocar por peso argentino no aeroporto em Buenos Aires, nunca troque peso no Brasil você perderá dinheiro. Em ambos os aeroportos da Capital Argentina ( Aeroparque e Ezeiza ) você pode fazer o câmbio na chegada no Banco La Nacion . Troquei na base de 1 R$ = 4,2 Pesos ( OficiaL = R$ 4,.... possivelmente encontraria melhor cotação no mercado paralelo , mas não quis arriscar . Em Ushuaia a cotação é de R$ 4,00 . A vantagem de Buenos Aires é que aceitam reais mas com uma cotação nem sempre vantajosa , pergunte antes. Para sacar em peso argentino vá ao caixa eletrônico de qualquer banco e procure um caixa do BANELCO ( menu em português ) ; o único inconveniente é que cada saque tem o limite de 2.000 pesos , e aí você ainda paga uma taxa de 99 pesos por saque Translado do Aeroporto Aeroparque : se ficar em Buenos Aires provavelmente descerá neste aeroporto que é bem central . Ao contrário do Ezeiza não existem táxis com corrida tabelada como no Brasil ; assim pergunte antes ao motorista o preço da corrida . Até o centro ficará em média a 300 pesos. Existem muitos relatos de motoristas desonestos na Argentina, inclusive trocando dinheiro falso. Dei sorte e não fui enganado , mas se você mostrar que tem idéia do valor da corrida as coisas ficam mais fáceis. Existe o remis , que achei super caro, passe longe ..Uma informação importante : se o seu voo ate o Brasil ou no sentido contrário tiver mudança de aeroporto você pode solicitar o transfer gratuito das aerolíneas argentinas . Para isso entre no site , forneça o número da reserva e imprima o voucher .. economize 230 pesos . Leve o voucher até o box da empresa Tienda León no aeroporto e pegue a autorização de embarque. Existe a opção de imprimir o voucher no próprio aeroporto pagando 25 pesos em um locutório ao lado do box da aerolíneas ( Veja abaixo os horários de saídas ) Hotel em Buenos Aires: pesquisei bastante , já que li muitos relatos de hotéis no centro com problemas . Fiquei no excelente 3 estrelas Hotel UTHGRA de las Luces (Alsina 525, C1087AAG Buenos Aires ) ; hotel novo , quartos e camas limpos, café muito bom, wifi , etc.. . Localização excelente, próximo de muitos pontos turísticos como a Casa Rosada e o Obelisco. Diária de um quarto triplo a R$213,00. Recomendo. Se pagar com cartão você fica isento dos 21% do IVA, imposto pago pelos turistas no país. Restaurante em BA : para comer um mini bife de chorizo com acompanhamento a 200 pesos ( especialidade argentina ) vá ao Café de Lá Ciudad ( av Corrientes ,999 ); suba para o primeiro andar e desfrute de uma vista panorâmica a poucos metros do obelisco . Aliás o bife de chorizo explica toda a fama da carne argentina... ele parece dissolver na boca ... imperdível !! Uma opção mais em conta é ir ao La Sonada ( Maipú , 841 ) e pedir uma Parrillada PREMIUM, outra especialidade argentina ; serve tranquilamente 3 a 4 pessoas ; normalmente vem com dois acompanhamentos a escolha ( salada/batata frita/purê/ arroz ) . Preço : 490 pesos , cerca de R$ 100,00 , uma pechinha , considerando a grande quantidade de diversos tipos de carne e chouriços. Passeios em Buenos Aires : em função da mudança de horário do voo perdi meio dia , assim tive que maximizar o tempo para conhecer o básico. Do hotel onde fiquei era possível acessar a pé várias atrações ; para pontos mais distantes como Puerto Madero fiz de taxi, que são mais baratos que no Brasil. Como em qualquer capital, para vivenciar o modo de vida e pontos turísticos nada melhor que caminhar pelo centro histórico ; também fiz um city tour com guia em português em agência contratada pelo booking.com , paguei R$87,00 . Existe o ônibus amarelo que faz um city tour mais abrangente de um dia a 490 pesos. Estadia em Ushuaia : optei por ficar em um apt alugado , mobiliado e com um quarto , e que custou cerca de R$ 1. 600,00 para oito dias . A proprietária , a Sra Célia ,foi muito atenciosa e prestativa inclusive me forneceu opções de passeios e transfer bem mais em conta que o mercado local. Quem quiser contatá-la segue o zap : +54 2901631168 .Se a opção for ficar em Hotel , fique na Av, San Martin ou redondezas , no inverno isso faz muita diferença pelo deslocamento para outros bairros que ficam prejudicado pela neve , e o que é pior , pelo Gelo. Eu escapei, mas meus familiares levaram vários tombos antes de aprenderem a se locomover no gelo. Aluguel de carro : boa opção para quem viaja em grupos para dividir o custo e fazer alguns passeios por conta própria. Um carro básico tem uma diária média de 1500 a 1700 pesos em Ushuaia . A empresa Tiger é uma possibilidade , entregam o carro no aeroporto se for o caso. ( http://www.tigerush.com.ar ) Alimentação : Quem for no sistema econômico pode alugar uma apartamento que tem a vantagem de você poder fazer algumas refeições e economizar bastante . Para se ter uma idéia, o quilo de carne em Ushuaia fica em média o equivalente a R$ 35 reais a R$ 40,00 reais, então imagine que comer carne em restaurantes não é barato ... Assim se prepare para pagar em média uma R$ 50,00 por refeição , mas descobri algumas exceções : - Para comer excelente hambúrgueres vá ao GELIDO ( San Martin , 1207 ), fica na rua principal do Centro , a San Martin. Dependendo do pedido você não conseguirá comer um hamburgue completo, pois são enormes . Lá é possível um Hamburgue com fritas , ovos, salame e carne por R$ 35,00 ou 185 pesos. Um chocolate quente a 75 pesos é uma boa pedida para acompanhar. Na boa, provavelmente o restaurante mais em conta e de boa qualidade para você comer em Ushuaia é o EL TURCO ( San Martin, 1410 ) ; descobri isso perguntando a um nativo. Lá é possível um bife á milanesa com acompanhamento a 180 pesos. Também existem excelentes massas a 230 pesos . Se tiver com dinheiro sobrando pode procurar outros restaurantes e comer um cordeiro fueguino , especialidade da região a 530 pesos , se gostar de mariscos a pedida é provar a Centolla , uma espécie de caranguejo gigante . Você poderá fazer uma reserva no restaurante do hotel Arakur , famoso por ter servido de abrigo a Leonardo de Capri, durante as gravações do filme O Regresso ( sim parte do filme foi gravado nos bosques de Ushuiaia..) , o bufê sai por 560 pesos por cabeça. Passeios : Em Ushuaia as agências praticam preços muito semelhantes, quase um cartel. Para nós brasileiros existe a agência Brasileiros em Ushuaia (http://www.brasileirosemushuaia.com.br/) , que possui um ótimo atendimento e pessoal muito solícito ;até me concederam um transfer gratuito em minha chegada. No entanto, eu tenho que informar que é possível encontrar passeios com preços melhores que os praticados na agência brazuca , em seguida mostrarei alguns exemplos. Selecionei os passeios , após uma análise de custo beneficio. Por exemplo, como não faria ski , não fui ao centro Invernal Cerro Castor que cobra ingressos de 500 pesos na alta estação. Preferi ir a outro centro onde faria alguma atividade. Os passeios : 1- Navegação no canal Beagle : obrigatório , até pelos leões marinhos que são avistados e pelas paisagens da baia em frente a Ushuaia. Fui pela agência Tolkeyen Patagonia( comprado pelo decolar ) a R$ 149,00 ( Brasileiros em Ushuaia : R$ 253,00 ). 2- Parque Nacional Terra de Fogo : Excursão que leva você por regiões deslumbrantes do parque . Também fui pela Tolkeyen por R$ 176,00 (Brasileiros em Ushuaia : R$ 228,00) 3- Valle de Lobos : estação invernal onde você pode andar de moto na neve , ter aulas de ski ou fazer um percurso com cães siberianos em um trenó ( esta foi minha opção) . O passeio em trenós sai a 700 pesos . Paguei ainda 600 pesos por pessoa pelo transfer . Para ser sincero achei um passeio caro pelo tempo curto de cerca de 20 minutos de duração , mas a paisagem ao redor é muito bonita. 4- Glacial Martial : Passeio que você pode fazer sem agência ou guia ( se for por agência vão te cobrar R$350,00 ). Basta pegar um taxi ou um transfer . Preço do transfer : 600 pesos ida e volta . Note que dependendo da condição da trilha até o topo do glacial você poderá ter que alugar raquetes para neve ou grampos para os sapatos ;isso é feito na base do Glacial . No dia do meu passeio havia chovido no dia anterior e havia muito gelo, sendo impossível subir sem grampos no sapato. Vejam os preços na tabela abaixo. 5- Lagoa Esmeralda : Acho que foi o melhor passeio. Este é outro que pode ser feito sem agência ( vão te cobrar R$ 380,00 por um trekking) . A trilha sinalizada facilita , no máximo você pode contratar um guia que sai bem em conta . São 4,8 km de trilha na neve ( 9,6 km , ida e volta ) , muitas vezes com neve com 40 cm ou mais. O percurso pode ser feito em 2 horas ( 4 ida e volta ) mas vale cada segundo pois as paisagens são deslumbrantes , variando de um bosque fechado e vales abertos. Não é passeio para turistas acomodados..Alugamos botas e calças impermeáveis na loja Jumping ( 9 de Júlio, 129 ) ; para esta trilha as botas impermeáveis são indispensáveis. Neste passeio o nosso guia foi o paranaense Jesse; o cara está rodando a América do Sul a bordo de um fusca 1968 acompanhado do seu simpático cão Shurastey ,da raça Golden . Foi divertido pegar um carona no fusquinha até a entrada da trilha ..Passem no instagram do Shurastey para dar uma força , eles estão buscando patrocínio para continuar a jornada e o número de visualizações conta muito : @shurastey_
  13. thalita.melo

    15 dias pela Patagonia

    Ushuaia + Calafate + Chalten + Bariloche Faremos aqui um relato na nossa viagem de 15 dias pela Patagonia Argentina em dezembro 2016/janeiro 2017. 24/12 - Embarcamos com destino a cidade de Buenos Aires as 00:25 pela Aerolineas Argentinas. Foi um voo tranquilo e chegamos na cidade as 2:20 ja que la não tem horário de verão. Quando você desembarca na parte internacional e vai pegar outro voo tem que se deslocar até a parte de voos domésticos que fica em outro prédio. As 7:25 pegamos o voo que nos levaria até a cidade de Ushuaia, aonde chegamos as 12:10. Em Ushuaia Ficamos pelo AIRBNB na casa da Tamara a qual recomendamos pois é muito atenciosa e tem um espaço bacana para alugar. O único inconveniente é que o chuveiro não é dos mais quentes então exige banhos rápidos. Quando chegamos na cidade a temperatura estava cerca de 8 graus e com uma garoa mas mesmo assim fomos nos aventurar. Nossa primeira parada foi em um hostel na rua Rivadavia bem sinistro aonde um chinês troca reais por um preço bacana. Na época 1 real = 5 pesos. Trocamos uma parte do dinheiro e fomos para o centro de informações turísticas aonde eles carimbam seu passaporte com o carimbo da cidade. A cidade é bem pequena e o seu centro tem uma infinidade de lojas, restaurantes e docerias. Nos bairros também conseguimos achar esses serviços mas dependendo de onde ficar vai ter que enfrentar subidas para chegar como foi o nosso caso. Paramos para almoçar em um restaurante de massas na Rua San Martin gastando cerca de 100 reais o casal e depois antes de voltar para o nosso apartamento passamos no mercado La Anonima para comprar queijos e vinho para nossa ceia de natal. Indicamos o vinho Dada que é muito bom e la muito barato, cerca de 20 reais a garrafa. Os mercados de todas as cidades não tem sacolas plásticas então ou vc leva a sua ou vc compra a deles daquele tipo retornável. A cidade de Ushuaia é muito segura, cheia de cachorros e gatos pela rua e no veråo tem sol até as 11hras da noite o que é ótimo pois faz nosso dia render muito. A noite no verão a temperatura baixa bastante chegando a uns 4-5 graus mas os locais tem sempre ótima calefaçåo. 25/12 - Era natal de começamos a nossa primeira aventura, subir o Glaciar Martial. Saindo do apartamento a entrada para a estrada que leva ao inicio do Glacial era perto, levamos uns 15 minutos andando mas ai começa a subida e no meio dela fomos salvos por um alemão que nos deu carona até o inicio do glacial. Então se vc pretende ir vá de taxi até o inicio da trilha pq vale a pena e vc volta a pé pq a paisagem é bem bacana. No inicio da trilha vc ja se depara com uma subida forte e a trilha em si é puxada. Demoramos cerca de 1hra e meia para conseguir subir bem agasalhados e em alguns momentos até de luva e cachecol pois tem trechos de ventos muito fortes. A descida parece mais tranquila mas não é pois se vc não tomar cuidado estraga o joelho que foi o que aconteceu comigo. No meio da descida paramos para comer um lanche que tinhamos levado (pão com frios, bolinho recheado com doce de leite e água) e terminamos todo o circuito em 2:30 hras. La no inicio da trilha tem uma casa de chá maravilhosa a qual paramos antes de retornar a cidade...vale muito a pena, é maravilhosa e cara. De volta a cidade moídos ainda paramos no centro novamente para comer em uma pizzaria na rua San martin (era uma das poucas opções ja que era dia de natal) e voltamos para nosso apartamento nos lamentando com tanta subida. 26/12 - Resolvemos conhecer o Parque Nacional. Antes de irmos atrás de um transfer passamos novamente no chinês para trocar mais reais por pesos e fomos até o local de onde saem transfers para todos os passeios da cidade na avenida Maipu. Um transfer ida e volta custou 400 pesos por pessoa. La dentro do parque vc paga uma taxa de entrada de cerca de 120 pesos por pessoa se for mercosul e escolhe qual trilha vc quer fazer. escolhemos a trilha costeira pois era a mais recomendada e realmente vale a pena. Nela vc passa por diversos lagos maravilhosos e água cristalina. O transfer nos deixou na Enseada Zaratiegui aonde antes de começar a trilha vc pode pegar outro carimbo da cidade no passaporte mas esse tem custo de cerca de 30 pesos enquanto que o do centro de informações é gratis. Dessa enseada fizemos uma trilha de 8,6Km até o Rio Lapataia aonde tem um restaurante e banheiros (cerca de 3:20hras). No meio da trilha paramos para comer nosso lanche na beira de um dos lagos e no final, quase chegando ao restaurante eu ja estava chorando de tanta dor no joelho. Por conta do dia anterior meu joelho sentiu muito a trilha e tive que parar nesse restaurante e fiquei la esperando meu marido terminar os 5 Km de trilha que faltavam(ele demorou cerca de 3hras para voltar ao restaurante). Ele continuou e foi até a Laguna negra e depois a Bahia Lapataia ja na divisa com o Chile. Assim que ele retornou ao restaurante consegui ir com ele até o lago Roca que é maravilhoso para tirar fotos e ficar descansando com aquela vista e logo depois o transfer nos pegou no restaurante e voltamos a cidade. De volta a cidade voltamos para o ape e no caminho paramos em um restaurante local chamado Dieguito, fora da zona turísticar. Uma ótima experiência com preços bem pouco menores. Gastamos os mesmos 100 reais por casal mas comemos mais. De volta ao ape foi aquele banho rápido, pijama e cama ja que ja eram quase dez da noite. 27/12 - Na manhã desse dia acordamos muito cedo a espera do nosso taxi até o aeroporto, era dia de ir para El Calafate. O taxi já tínhamos deixado agendado e no horário combinado ele estava lá para nos buscar, Nos depedimos da mãe da Tamara que foi quem nos recebeu e chegamos no aeroporto com um custo de 120 pesos. O voo foi pela Tam e demorou cerca de 1h20. Tínhamos pensado em ir de ônibus para o preço era praticamente o mesmo e eram 17 horas de viagem. Chegando em El Calafate vc ja se deparara com a linda vista do lago Argentino, maravilhoso. Pegamos um transfer da Ves Patagonia que nos custou 160 pesos por pessoa e ele nos deixou no nosso hostel bem no centro da cidade. Fora do centro tem muitas opções de hostel mas não recomendamos pois tudo que é serviço está localizado no centro. Nosso hostel foi o Calafate Hostel aonde pegamos um quarto privativo duplo que nos custou 150 dólares + taxas por 3 diárias com café da manhã. O hostel é muito bom, além de bem localizado o quarto era ótimo (só um pouco quente demais), os atendentes eram ótimos e o café era ok. Para quem pretende cozinhar, a cozinha é super pequena então vc tem que ter paciência para esperar sua vez e achar um lugar na geladeira. O hostel tem um restaurante muito bom com preços ok tendo sempre o menu do dia por 150 pesos. Ao chegar na cidade fomos atrás de cambio e para nossa surpresa ele era pior que em Ushuaia, conseguimos 1 real = 4.50 pesos o que nos deu aquele arrependimento e aquela saudade do chinês. Esse cambio é em um restaurante chamado Casimiro Bigua localizado na Avenida San Martin. A cidade de Calafate é muito fofa e ainda menor do que Ushuaia. Na rua principal San Martin vc encontra lojas, restaurantes, bares, docerias, padarias e muitos brasileiros com frio. A temperatura da cidade é mais alta chegando a uns 20 graus durante o dia e 10 graus durante a noite, mas sempre com muito vento. Depois de dar uma volta na cidade, almoçar no restaurante vera Cruz que tinha uma massa gostosinha, experimentar o famoso alfajor Koonek que realmente é muito bom (custam 25 pesos cada e o melhor era o branco de doce de leite) e ir a rodoviária para comprar nossa passagem para El Chalten (400 pesos ida e volta por pessoa), voltamos para o hostel e fomos pagar nossos passeios. Depois disso dormimos para o dia seguinte. 28/12 - Nesse dia reservamos para fazer o mini-trekking no Glacial Perito Moreno. Fechamos tudo pelo hostel e ele nos custou 2040 pesos por pessoa mais taxa do parque. É um passeio extremamente caro, como tudo em calafate, mas que vale muito a pena. Primeiro vc passa por toda a passarela tendo várias vistas diferentes do glacial e podendo ver a todo momento ele se rompendo, nessa parte do passeio vc pode fazer um lanche que vc deve levar, no final das passarelas tem um restaurante mas bem caro. Cerca de 1h30 na passarela é suficiente para ver tudo e vc volta para o ônibus que nos deixa no porto, la embarcamos em direção ao glacial e depois de uns 30 minutos iniciamos uma trilha rápida. Chegando ao Glacial vc coloca grampones nos sapatos e começa o trekking sobre o gelo. Esse percurso dura cerca de 1h30 e no final é servido uísque com gelo tirado do glacial. O trekking é fácil e autorizado para pessoas de até 65 anos e não grávidas. Terminado o passeio voltamos para o hostel, jantamos um delicioso hambúrguer no restaurante de lá e fomos dormir. 29/12 - Também pelo hostel reservamos um passeio a Torres Del Paine que é um parque situado na patagônia Chilena. Esse passeio custa cerca de 2100 pesos por pessoa e além de caro sai às 5h da manhã. Saímos do hostel e depois de 1h pegando mais pessoas pela cidade iniciamos nossa viagem. Até a fronteira com o Chile são cerca de 6h de viagem, na fronteira temos que fazer a saída da Argentina, depois a entrada no Chile e isso leva mais 1h. Ao entrar no Chile tem uma cafeteria aonde vc deve trocar sua moeda por pesos chilenos para pagar a entrada do parque, 21 mil pesos chilenos por pessoa. A partir daí o guia chileno vai explicando toda a paisagem e localização e vamos fazendo paradas para fotos em lugares exuberantes. Ja no final do passeio paramos em uma hosteria onde é servido um almoço (horrível) que já esta incluso no passeio com bebida e sobremesa. Esse lugar fica na beira de um dos lagos mais bonitos que ja vi na minha vida. De volta ao ônibus fazemos todo o percurso de volta passando novamente por todas as imigrações e chegando de volta a calafate cerca de 11h da noite. O passeio tem com ctz as paisagens mais bonitas de toda a viagem mas não sei se faríamos de novo. Além de caro, demorado, desconfortável é muito cansativo. A comida do restaurante não me caiu bem e vomitei tudo na volta. De vd não sei se vale a pena. 30/12 - As 7:30 da manhã pegamos nosso ônibus na rodoviária com a empresa Taqsa para El Chalten. São 2h30 (220 Km) de viagem e chegando na cidade, antes de ir a rodoviária paramos em um centro de informações onde nos são dadas instruções sobre as trilhas da cidade (Todas grátis e muito bem sinalizadas). Da rodoviária andamos cerca de 15 minutos até nosso Hostel que ficava na Avenida San Martin. A cidade é minúscula, tem cerca de 1600 habitantes, mas é cheia de serviços, não faltam restaurantes, hospedagens, mercadinhos e tem um cambio horrível, la encontramos 1 real = 3 pesos. Ficamos na Hospedagem Lo de Trivi em um quarto privativo com banheiro e sem café por 256 dólares + taxas 4 diárias. O hostel era bacana, limpo, a cozinha era ótima mas o wifi não pegava no quarto além do chuveiro ser feito para pessoas magras e com até 1.70m de altura. Com um cambio tão ruim resolvemos cozinhar e fomos ao mercadinho que tinha em frente. Lá compramos macarrão, molho de tomate, queijo, pão, doce de leite, requeijão, carne, cocas e vinho de caixinha e nos viramos com isso pelos dias que passamos lá. 31/12 - Último dia do ano, dia de fazer a trilha mais dífícil. Nosso destino era a Laguna de Los 3 que fica aos pés do Fitz Roy. O começo da trilha é bem tranquilo, são 9 Km super de boa de fazer. No final desses 9 Km vc chega em um acampamento selvagem para quem curte mais aventura e lá passa um rio que tem água limpa e muito boa para beber, então não precisa levar muita água da cidade. Agora o último Km é de matar, eu que sou sedentária quase desisti várias vezes pois é uma subida animal. No fim deu tudo certo, consegui mas cheguei lá no alto podre. O que compensa é a vista que é maravilhosa aonde ficamos um tempo descansando e comendo. Depois de uma meia hra tinhamos que voltar tudo, o que foi um sofrimento para mim. Além da descida de 1 Km mto íngreme (novamente cuidado com os joelhos) eu estava muito cansada da ida e não via a hra de voltar ao hostel. Na volta paramos um pouco na laguna Capri que também é maravilhosa e aonde tem outro acampamento selvagem totalmente grátis. Chegando de volta a cidade depois de 10 horas de trilha quase chorei de emoção e paramos em uma vendinha (Che empanadas) de frios bem ao lado do hostel que tinha um atendente muito peculiar. Lá compramos muitos frios com um ótimo preço para prepararmos nossa ceia, jantamos, tomamos banho, abrimos o vinho e ficamos esperando para ver como seria a virada e simplesmente nada aconteceu hahahaha. A cidade não tem fogos e nem festa, tudo o que estávamos precisando. Sendo assim dormimos feito pedras. 01/01 - Dia de descanso e voltinha pela cidade. 02/01 - Saímos rumo a Laguna Torre ( 18 Km ida e volta, aproximadamente 6 horas de trilha) que foi uma trilha bem tranquila. Mas ao chegar na laguna presenciamos um vento que nunca tinha visto na vida. É tão forte que vc não consegue ficar por lá muito tempo, mas é bem bacana de conhecer. De volta ao hostel descansar para no dia seguinte partir. 03/01 - As 11horas pegamos um ônibus de volta a El calafate. Esse ônibus passa pelo aeroporto então vc pode já ficar por lá se quiser. Mas nós voltamos ao nosso hostel de antes ( Calafate Hostel) para passar apenas uma noite. Dessa vez em um quarto compartilhado com 4 camas também muito agradável que nos custou 31 dólares + taxas sem café. Nesse dia trocamos mais dinheiro já que em Chalten foi impossível e almoçamos em um restaurante chamado San Pedro onde experimentamos uma massa recheada com o famoso cordeiro patagônico, muito boa. Saindo de lá fomos conhecer a laguna Nimez que dá pra ir andando bem facinho e é bonita, também venta muito. Se vc quiser pode fazer uma trilha por ela mas como tudo em Calafate é pago. Andamos mais pela cidade e voltamos ao hostel. 04/01 - Dia de ir pegar um voo para Bariloche mas antes passamos no restaurante do hostel e comemos outro hamburguer, dessa vez de cordeiro que também estava muito bom. Pegamos um taxi e fomos para o aeroporto. Dessa vez de Aerolineas, também tinhamos pensado em ir de ônibus mas as 24 horas de viagem nos desanimaram. Chegamos em Bariloche quase noite já e como tínhamos optado por ficar em uma pousada mais afastada da cidade um taxi ficaria muito caro, sendo assim pegamos um taxi até o centro, lá compramos um cartão de transporte público, carregamos e pegamos o ônibus 20 que nos levou até a pousada. ( Bariloche tem transporte público até que bom) A pousada se chama Hosteria Katy e é maravilhosa. Os donos são uma família de alemães e a propriedade é simplesmente fantástica e aconchegante. Essa hospedagem nos custou 214 dólares + taxas por 3 noites com café. 05/01 - Acordamos, fomos tomar nosso café bem estilo colonial em uma sala que parecia casa de boneca. Logo após saímos para conhecer a cidade. Depois de tanto tempo em cidade pequenas confesso que estranhei aquela agitação toda já que Bariloche é muito maior e cheia de carros. Pegamos o ônibus 20 e fizemos uma parada no Cerro Campanario. A subida de teleférico nos custou 100 pesos por pessoa e não é nada demais, tem uma vista bacana mas é um passeio dispensável. Saímos de lá pegamos nosso ônibus 20 novamente e fomos até o Km 1 da Avenida Bustillo aonde tem o museu do chocolate ( Bariloche é muito famosa pelo seu excelente chocolate) mas tinha fila para entrar e desistimos. Passeamos pela cidade, conhecemos seu centro, paramos nas chocolaterias da rua Mitre e compramos um mundo de chocolates maravilhosos ( Recomendo Rapa Nui, pra mim a melhor) paramos para almoçar no El Chiringuito, um restaurante simples mas muito gostoso e com um preço bacana e voltamos para a pousada felizes e repletos de chocolate. 06/01 - Dia de fazer as trilhas que era perto da nossa pousada. Como eu disse optamos por ficar longe da cidade e perto dos bosques. Foi uma ótima escolha pois a região era muito bonita. Saímos da pousada e entramos pelos bosques que são até que bem demarcados e fizemos ao todo 18, 5 Km de trilha com várias paradas em praias muito lindas e que se vc conseguir pegar boas temperaturas vc pode até arriscar um mergulho. Dizem que lá chega a 28 graus mas nós ficamos nos 20. De volta a pousada depois de 4 horas andando paramos em um restaurante em frente a pousada e comemos uma massa maravilhosa, tomamos um banho, ficamos curtindo a pousada que é cheia de gatinhos e cachorros e tem um quintal incrível, pegamos uma pizza, comemos e fomos dormir. 07/01 - Dia de voltar para SP. Pegamos o ônibus 20 até a rodoviária de Bariloche e de lá um taxi ao aeroporto. No aeroporto também tem uma loja da Rapa Nui onde fizemos uma parada e compramos mais chocolates (mesmos preços da cidade) e voltamos pra casa. Foi tudo ótimo e maravilhoso....espero poder ter te ajudado no seu roteiro.
  14. Buenas Mochileiros, Gostaria de começar meu relato agradecendo a todos os mochileiros que já fizeram esse trajeto e deixaram aqui seus relatos, ajudou muito na preparação do nosso roteiro. Após extrair o máximo de informação dos relatos não poderia deixar de vir até aqui e escrever um pouco da nossa experiência nesses 5 dias incríveis. Abaixo um vídeo que mostra um pouco da viagem: Vou colocando as informações aqui caso não entendam alguma coisa me perguntem pois sou contador e tenho uma certa dificuldade em escrever ::lol4:: ::lol4:: 20/04 – Toledo – Foz do Iguaçu 21/04 - Foz do Iguaçu - Puerto Iguazu - Buenos Aires - Ushuaia 22/04 - Laguna Esmeralda e Canal Beglea 23/04 - Parque Nacional Tierra del Fuego 24/04 - Glacial Martial e Galeria Tematica 25/04 – Retorno Ushuaia - Cordoba - Puerto Iguazu Preparativos e a ansiedade aflorada ::hahaha:: GASTOS Acredito que essa é a parte que tira o sono de todo mundo e que assombra a minha cabeça, quanto levar? Será que vai dar? E se faltar? realmente me deixavam quase louco, organizamos nosso mochilão de Janeiro de 2017 até Abril de 2017, prazo pequeno e teve até não era esse o destino kkkkkkkk, chegou um momento que a ideia foi desistir, não ia ter grana, mas felizmente conseguimos toda a grana e continuamos focados kkkkk, levamos aproximadamente 24.800 pesos para duas pessoas (eu e minha esposa) e gastamos 10.689 isso é TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS, sobrou uma quantia boa até, não levamos nem 1 real se quer, mas levei 2 cartões de crédito Um Platinum e outro GOLD para alguma emergência. A aqui vale lembrar que no meu orçamento não estão as passagens de ida e volta, por um motivo bem especifico, moramos no interior do Paraná na cidade de Toledo, tem aproximadamente 120 mil habitantes, então as passagens áreas acabam se tornando mais baratas, sendo que para pegar o voo vamos para Foz do Iguaçu onde temos amigos, deixamos o carro lá, dessa vez não pegamos o voo em FOZ e sim na primeira cidade da Argentina que faz divisa com FOZ, Puerto Iguazu, como o voo seria Nacional acabou saindo muito mais barato, aproximadamente 1.250,00 Ida e Volta cada. Então aqui vai meu primeiro conselho, se você ainda não conhece FOZ, vale a pena pegar um dia para conhecer as cataratas e aproveitar para pegar o voo pelo lado argentino. CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO Não é obrigatório para entrar na Argentina, mas como tínhamos ainda vigente do mochilão do ano passado levamos. que quiser ver o mochilão do ano anterior vou colocar aqui o link da Mary Teles que nos conhecemos no comecinho na viagem e fizemos todo o mochilão juntos e somos amigos dela até hoje, bolivia-chile-peru-em-23-dias-abril-2016-por-1-300-00-dolares-na-viagem-t130253.html DOCUMENTOS Levamos o passaporte para poder ganhar os carimbos haha levamos o RG também porque vai que dá uma merda e perdemos os passaportes, melhor prevenir e não ter toda a dor de cabeça de ficar sem. Levamos também uma pastinha onde todos os documentos que eram nos dado íamos guardando lá, vai saber se e algum momento não íamos precisar kkkkkkkk SEGURO DE VIAGEM Dessa vez como era apenas 5 dias, resolvi não fazer o Seguro Viagem, por um motivo, se não morri com a comida da Bolívia, não morro mais kkkkkkkk, brincadeiras a parte se fosse com mais dias eu faria sem duvida alguma. RESERVAS No nosso primeiro mochilão não reservei nada kkkkkkkkkk, fomos na louco de conseguir o melhor preço, nesse queríamos fazer igual, porém os bons e baratos na Argentina são sempre lotados kkkkkkk, então reservamos 4 diárias no HOSTEL YAKUSH, ele é muito bem localizado, fica praticamente da RUA principal de Ushuaia a San Martin, é onde tem tudo, desde Mercado, Agência de Turismo, Farmácia, Restaurantes e por ai vai voltando ao Hostel, não me arrependo nenhum um pouco de ter reservado esse Hostel, pois foi desparado o mais organizado e limpo que eu já fiquei, todas as camas tinha tomada, banheiro tinha até papel para secar as mãos kkkkkkk e WI-FI o Hostel Inteiro O QUE LEVAR: abaixo vou colocar tudo o que levei: 1 – Bota Adventure Pelicato (tenho ela a 5 anos e usei ela no meu ultimo mochilão) 1 – Tênis de caminhada da Adidas (usei para caminhar na cidade e deixar a bota para trekking) 1 – Mochila Cargueira Chesson 50 Lts com capa de chuva. 1 - Mochila para Notebook da Icatu Seguros (ganhei no trabalho, supriu todas as necessidades) 1 - Almofada de pescoço 1 -Toalha de auto absorção - http://www.decathlon.com.br/natacao/acessorios/toalhas/toalha-em-microfibra-kingcham-g-80x130cm?skuId=2076374 1 – Calça primeira pele 1 – Blusa primeira pele 1 - Jaqueta Corta Vento Azul http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/roupas-masculinas-de-trilha-e-trekking/camada-3-jaquetas-impermeaveis-leves/casaco-de-chuva-impermeavel-para-caminhada-raincut-fecho-homem-azul?skuId=1803677 1 – Jaqueta de Fleece – Peguei emprestada de um amigo 2 – Cadeado – Levem se quiserem sair do Hostel tranquilo é essencial 2 - calça jeans 4 - casaco moletom 5 - Camisetas (usei somente uma kkkkkk depois explico o porque) 1 - toca 7 - Cuecas 7 pares de meia 1 - Chinelo 1 - capa de chuva 2 – T para tomada, foi essencial ajudou bastante. 1 - pastinha para documentos 1 - câmera Soni Semi Profissional + carregador de pilhas 1 - câmera Go Pro + carregador + bateria extra (emprestada do cunhado) 1 – Iphone 6 + carregador 1- óculos de sol 1 - óculos de grau 1 - Pacote com 40 lenços umedecidos 1 - doleira 1 - fone de ouvido 1 – Carregador portátil para celular 1 – Desodorante 1 – Escova de dente e pasta 1 - Protetor solar 1 - Protetor labial REMÉDIOS: ASPIRINA ENO BEPANTOL (para criança pequena) Os preparativos foram praticamente isso, começo a contar a história dessa aventura no próximo capitulo.
  15. ESQUEL – PATAGÔNIA ARGENTINA P.N. LOS ALERCES – LAGOS FUTALAUFQUEN E KRÜGER Passei 20 dias na Patagônia Argentina fazendo trekking, 13 noites em barraca, 2 noites em refúgios de montanha, numa região muito bonita, compreendida entre Esquel, El Bolsón e Bariloche. As demais noites em hostel ou hospedajes, nas cidades. A ideia inicial era fazer Dientes de Navarino e Torres del Paine. Mas o incêndio em TDP me fez mudar de planos. Embora o circuito “O” já estivesse reaberto não queria caminhar por lá vendo a devastação causada pelo fogo. Deixo para o ano que vem, quando parte da vegetação (a rasteira) já deve ter regenerado. Dividi a viagem em 3 etapas: Esquel, El Bolsón e Bariloche. Para cada uma delas farei um relato. Iniciando as férias fui de Buenos Aires (BsAs) para Esquel. Não havia vôo para a cidade. Parece que o aeroporto não estava funcionando. Foram 26 horas de ônibus. Esquel é uma cidade pequena, de cerca de 32.000 habitantes, que fica exatamente na área de transição da estepe patagônica com os primeiros contrafortes dos Andes, na província de Chubut. Fiz amizade com outros passageiros do ônibus, dois irmãos argentinos, Luciano e Fernando, de BsAs. Saímos da rodoviária em busca de alojamento porque não dava para ir para o parque nacional devido ao adiantado da hora (cerca de 19 horas). O único ônibus diário para o Parque Los Alerces saia as 08 hrs. da manhã. Conseguimos um quarto com 2 beliches e uma casa de casal por 180 pesos para os três, no Hostel del Camiñante, a apenas 3 minutos de caminhada da rodoviária. Melhor, muito melhor, que pagar 60 pesos cada um para ficar num quarto coletivo com muito mais pessoas no mesmo hostel. Saímos para comprar algumas coisas como salame, pão e queijo, ruim para trazer no ônibus desde BsAs. Depois fomos jantar uma pizza e cerveja. O centro é pequeno. 27/02/2012 Dia seguinte, saímos para a rodoviária as 07:30 onde pegamos o ônibus para Villa Futalaufquen (AR$ 20), onde fica o Centro de Visitantes do Parque Nacional Los Alerces. Na fila da boletería conheci Luciano, paulistano, e Raquel, carioca. Olha o Brasil nos recantos da Patagônia! O ônibus levou quase 1 hora para chegar a Villa Futalaufquen, que fica numa das extremidades deste lago. Na entrada do parque a mesma descriminação que já observei em outros lugares na Argentina. Argentinos pagam AR$ 20 e estrangeiros AR$ 60. Aqui no Brasil não praticamos esta diferenciação. E, afinal, nós brasileiros somos estrangeiros ou cidadãos do Mercosul? Todo mundo foi na minha onda e quiseram fazer a trilha para o Lago Krüger. O guardaparque Emanuel nos deu boas informações sobre a trilha. O 1º pernoite na trilha só poderia ser feito no camping selvagem de Playa Blanca se tivéssemos calentadores (fogareiro). Para mim e para os argentinos não era problema, pois tínhamos. Mas Luciano e Raquel não possuíam. Disseram que comeriam comida fria. Mas o guarda foi conciliador. Sugeriu que já que estávamos em grupo os calentadores (meu e dos argentinos) poderiam ser utilizados pelos demais e assim todos obtivemos autorização para acampar em Playa Blanca. Começamos o trekking debaixo de leve chuva. O início é por uma estrada até porto Limonao ou numa trilha costeira ao lago, paralela a estrada. Cerca de uma hora depois estávamos passando ao lado de um hotel em Porto Limonao e começava a trilha de fato. Seguia ainda não distante do lago, nas fraldas de um morro quando, em determinado momento, virava a esquerda e subia o morro. O lago Futalaufquen lembra um “U” invertido. Começamos na ponta invertida direita (Villa Futalaufquen) e subimos direção Norte até quase a curva do “U”. daí cruzamos rumo geral Oeste para a outra perna do “U” invertido, subindo o morro. A subida estava molhada e um pouco escorregadia. A floresta era predominantemente Caña Colihue (espécie de bambu) e altos Coigües. Numa parada para descanso, uma coruja curiosa ficou nos mirando. No topo começamos a fraldear o morro no meio de uma vegetação bem mais baixa, boa parte composta de samambaias. Num ponto para descanso a chuva ficou mais forte. Emprestei o corta-vento para Luciano, pois ele não tinha um agasalho. Eu estava usando o meu abrigo de Gore, mais respirável. Recomeçamos e a vegetação molhada que roçava nas calças e botas rapidamente deixou-as molhadas e as pernas frias. A bota, de Goretex, rapidamente saturou e as meias ficaram encharcadas. Eu tenho uma grande desconfiança quanto ao Goretex nos calçados. Em minha opinião o material apenas ajuda o pé a transpirar melhor num dia quente, mas é ruim no quesito impermeabilidade. A água rapidamente entra na bota. Me arrependi de não ter colocado a calça impermeável e as galochas (gaiters) na parada. Sentia um frio desagradável nas pernas e pés, mas suportável. Nestas horas começo a andar mais rápido para gerar mais calor. Baixamos para um pequeno platô e finalmente avistamos o passo rochoso (1.050 metros) que indicava o ponto em que baixaríamos para Playa Blanca. A vista do passo é espetacular: a Playa Blanca linda, nosso destino, direto lá em baixo, as montanhas nevadas ao fundo. A llovizna tinha dado uma trégua. A descida é ingrime e escorregadia. Raquel descia lentamente com medo dos tombos. Fernando estava com o joelho detonado. Havia sofrido uma contusão no passado praticando caratê. Assim fomos a passo de tartaruga. Alguns tombos ocorreram. Chegamos a linda praia. Perto da água, os famosos arrayanes, árvores de tronco liso, parecendo a nossa jabuticabeira, só que de cor canela. Luciano, que é agrônomo, pensou se tratar da mesma família. Mas tarde soube por um guia que são da família do eucalipto. Armamos as barracas bem abrigadas, abaixo das árvores. Local muito bom para acampar, especialmente se o dia estivesse bonito, com sol. Luciano tinha uma tenda da Nautika e Raquel uma Cota 2 da Trilhas e Rumos. Fiquei preocupado com eles. Tomei um banho de lago apesar da garoa que recomeçava. Mesmo com a garoa e as nuvens baixas o lago e a praia estavam bonitos. Criava uma atmosfera intimista, mística. De calção de banho, descalço e com abrigo comecei a cozinhar e fiz uma sopa para Luciano e Raquel, para ao menos eles terem um prato quente. Raquel foi dormir cedo, cansada. Luciano logo depois. O Luciano argentino me ofereceu fideos (massa) que estava muito para ele e o irmão. Aceitei a gentileza. Eles estavam mal equipados. Durante a caminhada observei as mochilas deles e ficava condoído com a dor que deviam sentir nos ombros, pois não tinham o suporte de uma boa barrigueira. O peso estava todo nas alças dos ombros. As mochilas pequenas tinham várias coisas penduradas por fora, inclusive o saco de dormir. E estavam bem pesadas. Calçavam um tênis tipo kichute e um mocassim. Porém o mais importante eles tinham: garra e vontade de conhecer a belíssima natureza da Patagônia. Mais importante do que bons e caros equipamentos é a atitude mental das pessoas. E eram excelente companhia (buena onda), como a grande maioria dos argentinos que conheci nos quase 3 meses de Argentina. 28/02/2012 A manhã acordei sem pressa pois teríamos uma jornada de apenas cerca de 4 horas até o Lago Krüger. Foi Luciano paulistano que me acordou, perguntando por mim. Sua tenda estava meio que uma piscina. Muita água no chão. Não era produto da condensação. Parecia que o tecido e as costuras deixaram passar um pouco de água da chuva da noite. Minha tenda Ligthwave tinha também um pouco de água, mas era muito pouca, fruto da condensação da umidade da minha respiração durante a noite, o que ocorre especialmente em ambientes muito úmidos, como este, a margem de um lago e com chuva. O que me impressionou é que ele, apesar de tudo, conseguiu dormir a maior parte da noite. Só acordou praticamente pela manhã quando a água no chão alcançou o saco de dormir dele incomodando-o. Deve ser porque ele é um paulistano acostumado ao frio. Como baiano eu já teria acordado meia-noite, provavelmente. Raquel me disse que não teve problemas com sua Cota 2. Os argentinos, parece que também passaram frio de noite devido a algum vazamento na barraca deles. Saímos depois do café. Passamos por baixo de grandes troncos de árvores inclinadas e topamos logo depois com uma subida, menor e menos acentuada que aquela do dia anterior. Mas o chão estava bem mais molhado. Fomos lentos em respeito ao passo do Fernando, com o joelho avariado. O irmão, para ajudar, jogou a maior parte do peso na sua própria mochila e agora sofria com a dor nos ombros. Constantes paradas foram necessárias. Numa delas, as margens do Futalaufquen, tirei a foto do grupo. Luciano paulistano, que não tinha algo impermeável para por na cabeça, não vacilou. Improvisou uma touca com um saco plástico. Nada fashion, mas o que vale é o espírito de improvisação para proteção ao frio e a chuva. Cerca de meia hora antes do refúgio avistamos o lago Krüger entre as árvores. Mais adiante avistamos uma fumaça saindo do meio do bosque. Estávamos chegando! Ao chegarmos, vimos que o refúgio não é exatamente um refúgio. E um hotel com diárias de pensão completa a AR$ 550 por pessoa! O camping organizado custava AR$ 60/pessoa, incluindo o banho quente. Caro se considerarmos que um hostel, quarto coletivo, cobrava o mesmo. Em todo caso a área de bar/restaurante com lareira era bonito e podíamos usar e colocar nossas roupas molhadas penduradas em volta do aquecedor a lenha da sala. Até saco de dormir penduramos. Duas jornalistas (uma repórter e uma bonita fotógrafa) do La Nación, 2º maior jornal da Argentina depois do Clarín, estavam lá fazendo uma reportagem sobre a Patagônia que sairia numa edição especial em outubro. Fizeram perguntas e tiraram fotos do grupo. Pediram nossos e-mails para depois enviar a reportagem. O Luciano argentino, ao ser entrevistado, disse brincando que eu era o “macho-alfa” e guiei o grupo. Fiquei bastante encabulado e sem graça com esta declaração. Creio que não devem publicar isto! Seria engraçado a foto do grupo sair na reportagem. Tanta gente rica pagando uma grana para ter uma foto publicada na revista Caras, fazendo poses ridículas e nosso grupo saindo num jornal de graça, porque estávamos nos divertindo! Luciano paulistano e Raquel decidiram voltar no barco para Punta Matos, no outro lado do lago, onde passa o ônibus para Esquel as 19 horas. A passagem era AR$ 110/pessoa. Não é tão caro se considerarmos que são 40 minutos de navegação. O fato é que voltar pelo mesmo caminho, para Villa Futalaufquen, é muito cansativo. Sobretudo porque uma regra do Parque Nacional exige que não se acampe na Playa Blanca na volta, o que tornaria muito cansativa a jornada de dia inteiro (10 horas de trilha). Eu e os argentinos decidimos acampar e pegar o barco apenas no dia seguinte. O camping era arrumado e limpo, perto das margens do lago. Cada área correspondente a uma barraca tinha uma cerca de caña colihue que dava alguma privacidade, uma churrasqueira e mesa com bancos de madeira. Comemos no restaurante a pizza “Lago Krüger” (boa pedida), AR$ 60. 29/02/2012 Dia seguinte fomos para las Pangaranas, trecho muito bonito do rio Frey, a duas horas do refúgio. A trilha original ia até o lago da represa Amutui Quimei (8 horas ida-e-volta) mas por falta de uso foi fechada pela vegetação e não era mais habilitada pelos guardaparques. Seguindo para lá percebemos que a trilha era uma antiga estrada, que foi aberta na época da construção da represa. Trilha fácil e bonita. Las Pangaranas é um trecho do rio que forma um “S”. Local muito bonito. Luciano e Fernando aproveitaram para meditar em cima das pedras, a margem do rio. Fiquei impressionado como Fernando conseguiu fazer a posição do lótus, sentado, com o joelho arrebentado e meditar. Eu mesmo com o joelho bom não consigo esta posição! Ele disse que com a meditação esquecia a dor. Aproveitei para meditar um pouco também. Também tomei um banho de rio. Água fria, mas o dia estava bonito, com sol. Mas o horário da lancha não permitiu ficarmos mais tempo. Retornamos para o camping em cerca de 1:30 hrs e desarmamos rapidamente as barracas e fizemos as mochilas. A lancha saiu pontualmente as 18 hrs. Apenas nós como passageiros. Iríamos nos separar no ônibus, pois regressaria a Esquel e eles ficariam mais uns dias na área deste parque. No barco sugeri que eles visitassem o refúgio Cocinero nas montanhas, que tinha visto num livro, no que o piloto do barco se virou e disse-nos que o refúgio foi destruído a 2 anos atrás por uma avalanche. Os corpos de 3 andinistas que estavam lá foram encontrados dentro dos seus sacos de dormir. Um pesado silêncio caiu. Que sugestão ruim eu fui dar! Isto acontece volta e meia com os refúgios da Patagônia. Passamos pelo estreito Los Monstruos, que liga o lago Futalaufquen ao lago Krüger. Tem este nome devido as trutas de 12 kilos que pescavam ali no passado. Ao chegarmos a punta Matos, andamos 100 metros para atingirmos a estrada. O ônibus atrasou quase uma hora. Dentro dele, gente de todas as nacionalidades, especialmente franceses. Na sede do parque Luciano e Fernando saltaram e me despedi deles. Segui para Esquel. Lá decidi ficar num camping dentro da privacidade de minha tenda ao invés de num bunker dividido um quarto com troscentas pessoas. Devido ao adiantado da hora e ter parado para telefonar num locutório acabei encontrando o restaurante perto do camping fechado. Outro, só distante. Acabei jantando Miojo no camping. E eu que estava com vontade de comer um cordeiro patagônico na brasa.... Na manhã seguinte, ônibus para El Bolsón, seguinte etapa da minha viagem. Fotos: Partida do centro de visitantes de Villa Futalaufquen. Raquel, Fernando, Luciano argentino, Luciano paulistano. Vista do passo direção Oeste, para Playa Blanca. Lago Futalaufquen visto do passo, direção Norte. Eu e Raquel no passo. Playa Blanca debaixo de chuva, no entardecer. Luciano paulistano inventou a touca de montanha, nova indumentária técnica. Vista do lago Krüger da praia em frente ao refúgio. Caminho ao longo do rio Frey. Las palanganas - lugar muito bonito. Voltando para Esquel, rumo a Punta Matos. A frente o Estrecho Los Monstruos. Abraços, Peter
  16. Vou tentar detalhar as partes que quase não achei informação por aí e ser breve nas outras coisas. Todos preços são em peso argentino ($) ou real (R$). Se alguém quiser saber tudo sobre a viagem, pode ir no meu blog: http://seachandonaviagem.blogspot.com.br/search/label/Argentina Qualquer dúvida, pode perguntar aqui que eu respondo A primeira coisa que fiz foi achar a passagem Brasilia – Ushuaia com conexão em El Calafate no site da LATAM. Comprei com um stopover de 4 dias em El Calafate. Com os dias em cada cidade fechados, pesquisei o que fazer em cada lugar. O cronograma ficou mais ou menos assim: 8/11 voo saindo de Brasília 9/11 chegada em Buenos Aires (aeroporto Ezeiza) voo saindo de Buenos Aires (aeroporto aeroparque) Chegada em El Calafate Passeio 10/11 ônibus para El Chalten Trilha 11/11 Trilha 12/11 Trilha ônibus para El Calafate 13/11 voo saindo de El Calafate chegada em Ushuaia 14/11 Passeio 15/11 Passeio 16/11 Passeio voo saindo de Ushuaia Chegada em Buenos Aires (aeroporto aeroparque) 17/11 voo saindo de Buenos Aires (aeroporto Ezeiza) chegada em Brasília Para ir de um aeroporto a outro em Buenos Aires, reservei um transfer de ônibus no site Tienda Leon e paguei em dinheiro na hora ($200). Eles têm ônibus saindo a cada meia hora, durante o dia, e a cada hora durante à noite. O ônibus leva cerca de 1:20 (sem trânsito) entre um aeroporto e outro, fazendo uma parada em porto madero. Eu reservei pelo site para não correr o risco de ficar sem lugar, mas não precisava, já que o ônibus foi quase vazio (peguei de madrugada). 9/11 No aeroporto de El Calafate, que fica distante da cidade, os preços são tabelados. Taxi $480, ônibus $160. Acabei dividindo um taxi com uma americana e um alemão que também estavam viajando sozinhos. No meio do caminho, fechamos com o taxista para nos levar ao parque nacional Los Glaciares por mais $1800 ($600 para cada). A entrada do parque foi $250 (residente do Mercosul). O Parque Nacional Los Glaciares em El Calafate possui 4 passarelas de metal. As que possuem as melhores vistas do Glaciar Perito Moreno são as vermelha e amarela. A verde passa por um bosque e a azul passa pelo lago e vai até o restaurante e estacionamento. Depois de fazer o check in no hotel, fui à rodoviária para pesquisar ônibus até El Calafate. Uma empresa fazia ida e volta por $1200, com horários livres para pegar o ônibus, mas acabei fechando com a TAQSA, que fazia ida e volta por $1000, mas com horários fixos. 10/11 Saí no outro dia às 7:30 da manhã de El Calafate. Cheguei em El Chaltén por volta de 11:00. Logo antes de chegar ao terminal de El Chalten, o ônibus para no centro de visitantes do Parque Nacional (EL Chalten fica dentro do parque) e todos são obrigados a descer e escutar uma pequena palestra (inglês e espanhol) sobre o parque, as trilhas, os animais e o que pode ou não fazer. Deixei minhas coisas no hostel e fui fazer a trilha Laguna Torre. Comecei a trilha por volta do meio dia, cheguei na Laguna às 15:00, retornei às 15:30 e cheguei no hostel por volta de 18:00. Então foram praticamente 6 horas de trilha, com paradas para almoçar no mirador Torre e para apreciar as paisagens. O único tipo de infraestrutura que tem nas trilhas é uma espécie de banheiro. Na trilha da Laguna Torre há um a cada mais ou menos 3km. Para as caminhadas, aconselho a levar uma garrafa de água (não precisa mais do que isso, pois é possível enchê-la com a água dos rios e lagos do parque), lanches e um casaco para o vento. Não senti frio durante a trilha, mas ao chegar na Laguna, os ventos estavam muito fortes e só possível ficar lá porque levei um casacão. 11/11 No outro dia, estava com as pernas doendo e não tive coragem de fazer a trilha do Fitz Roy. Resolvi fazer as trilhas menores: Mirador de los condores e Salto del Chorillo. São trilhas fáceis e curtas. A primeira é excelente para se ter uma vista da cidade. De lá, pode-se ir ao mirados de las aguilas e ter uma vista do lago. A trilha para o Salto del Chorillo é a mais fácil de todas, mas a cachoeira não é lá grandes coisas (talvez por eu estar acostumada com as lindas cachoeiras aqui perto de Brasília). Só indico se você estiver com tempo sobrando ou quiser descansar das trilhas puxadas. 12/11 No dia seguinte, peguei o ônibus às 11:00 da manhã de volta para El Calafate. Simplesmente descansei. Deveria ter pego o ônibus que saía mais tarde de El Chalten, mas como já tinha comprado com horário fixo... Há muito mais o que fazer em El Chalten do que em El Calafate. 13/11 No outro dia, peguei um transfer do hostel ao aeroporto $100 e depois voei para Ushuaia. Como fechei 3 passeios com os Brasileiros em Ushuaia, eles foram me buscar no aeroporto (teve o transfer de volta também). Fiz check in no hostel e fui passear um pouco na rua principal (San Martin) e no porto. Comprei um pouco de pesos no Hotel Antartida (melhor cotação). 14/11 Fui ao porto pegar o ônibus para o passeio dos Pinguins. O ônibus leva 1:40 para chegar a estância. Lá há uma parada para ver umas árvores contorcidas pelo vento, depois o grupo é dividido em dois: um vai ao museu e depois aos pinguins e o outro faz as visitas na ordem contrária. Meu grupo foi primeiro ao museu. É um museu pequeno, basicamente com esqueletos de aves e mamíferos marinhos. Depois esperamos um pouco em uma cafeteria e pegamos um barco até a Isla Martillo. Lá caminhamos cerca de 40 minutos entre pinguins e outras aves. Chegamos em Ushuaia por volta das 15:00. Fui para o hostel descansar. À noite, saí para jantar. 15/11 Me buscaram cedo no hostel para ir ao Parque Nacional Tierra del Fuego ($130). Estava chovendo e muito frio. Não foi muito agradável ficar andando no parque. O bom é que estava em um grupo de excursão, então não precisei fazer as trilhas, a van deixava a gente já nos pontos de interesse. Falaram muito aqui no fórum e eu concordo, depois de ver as paisagens de El Chalten, as paisagens de Ushuaia não são tão impressionantes, ainda mais na chuva. Voltei para o hostel perto de 13:00. Passei numa lanchonete e comprei umas empanadas e uma cerveja e fui comer no hostel. Fiquei a tarde lá de bobeira porque estava chovendo. No final da tarde, começou a nevar! Foi lindo. À noite saí para um bar com um suíço que conheci no hostel. Dublin pub é praticamente na San Martin e foi o único bar bar que encontrei. Os preços das comidas e cervejas estavam no preço de outros lugares em ushuaia. Pedi um drink ($80) e batata frita ($100), estavam bons. O bar enche muito, então, se quiser sentar, chegue cedo. 16/11 Meu último dia de viagem. Acordei cedo, arrumei tudo e fui para o porto pegar o barco para fazer o passeio do Canal Beagle (taxa do porto $20). O passeio é muito bonito e interessante. O dia estava bonito, com sol. Vimos diversas aves, lobos marinho, o famoso farol. A tarde, peguei um taxi ($150) para o Cerro Martial que me deixou no final da pista, junto a uma casa de chá. Dá para ir a pé da cidade, mas não aconselharia (talvez a volta). Dali você tem que ir subindo a pé. O Cerro estava lindo, todo branquinho com neve. Depois de um tempo começou a nevar. Foi ótimo! Voltei para a casa de chá e tinha um casal esperando um taxi. Pedi para dividir com eles ($45). Enrolei um pouco mais na rua. Gastei meus últimos pesos no mercado (alfajors!!!) e fui para o hostel esperar meu transfer dos brasileiros em ushuaia. Peguei meu voo para Buenos Aires. Fiz o mesmo percurso de ônibus entre os aeroportos (Aeroparque – Ezeiza) ($200). E assim foi!
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