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  1. COMEÇANDO COM UMA DAS VISTAS MAIS LINDAS QUE TIVE A OPORTUNIDADE DE COMTEMPLAR. Tive a oportunidade de realizar esse trekking enquanto fazia um mochilão de 37 dias pela America do sul com um amigo brasileiro que conheci durante a viagem, o Luiz. Eu sou o tipo de pessoa que não curte muito passeios nem trekking guiados.... gosto do desafio de navegar solo, de sentir a dor da mochila nas costas....... além disso, como todo bom universitário, ando sempre com a grana contada e não acho justo ser privado de certas experiências apenas pq não tenho centenas de dólares para pagar em um guia. enfim, fica a critério de cada um. Aqui falarei um pouco de como foi essa jornada e tentarei passar o bizu para fazer o trekking solo. [*]PREPARATIVOS ANTES DO TREKKING (Ainda quando estava no Brasil achei poucos relatos de como fazer esse trekking solo, então, aí vai o bizu!) A trilha não começa em cusco e sim em uma cidade ali perto(Molepata ou Challacancha). Então como chegar lá?? Ao que me parece existe uma van do estado que sai de cusco até Molepata que não sei ao certo quanto custa mas acredito que seja por volta de 15 a 30 soles, porém, não me parece muito bizu.... (inicialmente cogitei essa possibilidade, mas o lugar que ela sai é meio longe da plaza... n achei uma boa), entretanto , Muitas agencias de viagens fazem esse trekking guiado onde na maioria das vezes sobram vagas as quais podem alocar para você. Esse sim é o bizu !!! Peguei "carona" na agência HakuTravel. Agora vem outro bizu! Não comece por Molepata e sim por Challacancha o próprio cara da HakuTravel me ofereceu essas duas alternativas, 25 soles até Molepata e 45 soles até Challacancha (uma cidade depois de molepata). Caso vocês escolha começar por Molepata não chegará a tempo de conhecer a laguna Umantay que, com certeza, foi uma das mais belas vistas que vi em minha vida ( a primeira ft do relato) . [*]1º DIA A van foi nos buscar no hostel por volta das 4:30. Saímos em direção a Molepata e em seguida a Challacancha, onde começamos. Na van basicamente tinha gringos, dois peruanos, eu e o Luiz. Ao chegar em Challacancha o grupo que estava guiado foi pela trilha e nos pela carretera. Preferia ter ido pela trilha, porém, não queria que o guia desse grupo pensasse que estávamos seguindo-os.... orgulho mesmo :'> kkk Levamos em média 4 hrs de caminhada leve para chegar em Soraypampa (primeiro acampamento) e assim que chegamos começou a chover. Obs: O valor do camping foi de 10 soles para os 2. Esperamos a chuva passar e partimos em direção a Laguna Umantay. Levamos em média 50 min pra subir e 40 min para descer. A distância não é longa, porém, começamos a sentir o efeito da altitude. A vista sem dúvida compensa todo o esforço!! Não resisti e tive que dar um mergulho!!! [*]2º DIA Após passar MUITO FRIO a noite, saímos por volta das 6:30/7:00. Esse segundo dia é DIFÍCIL. São 3 hrs de subida louca com a mochila pesando 12 kg a uma altura de 4000 metros (acredite, o ar rarefeito realmente influência) e depois são mais 6 hrs de descida muito cansativa !! Chegamos no segundo acampamento (Chullay) exaustos, porém, agora, mais do que nunca, estava com uma insana vontade de terminar salkantay! O percusso total durou 9hrs 40 min contando com o tempo de descanso. Ao chegar no camping, pagamos 10 soles por uma ducha caliente e 10 soles pela janta ( um prato de arroz com ovo) que estava muito bom, principalmente depois de misturar com uma sardinha que levamos, ficou top . Aí vai mais uma dica, não levar comida! no máximo snack . você sempre passa por vilarejos onde pode comprar algo para comer, assim evita levar peso extra na mochila .... Ah sim..... o camping nesse dia sai de graça caso você consuma algo :'> [*]3º DIA Apesar do dia anterior ter sido sofrido kkkk... acordamos inteiros !! Além disso era meu aniversario kkkk... O terceiro dia foi tranquilo! como acordamos dispostos, pegamos um rito forte chegando antes do previsto em Sahuaycu Playa. Lá paramos pra almoçar e conhecemos o Ricardo, dono da hospedagem El Sol de Sahuayacu Playa e de Santa Tereza, além de uma venda em cada uma dessas cidades, um verdadeiro empreendedor kkkkk!!! Ao conversar com o Ricardo, ele nos deu a ideia de passar por Llactapata, um lugar onde estão escavando novas ruínas incas além de ser possível avistar Machu Picchu por cima!!. Decidimos, então, ir até Santa Tereza e tirar um dia off, pois é uma cidade bem estruturada onde poderíamos tomar um banho de termas, comer de verdade e dormir em uma cama kkkk.. Em seguida, retornaríamos até Lucmabamba de van e subiríamos até Lactapata. Esse é o mapa da trilha, pra facilitar a compreensão. A partir de Sahuayacu Playa é que separamos os homens dos meninos kkkkkk.... Seguimos o caminho até Santa Tereza a pé enquanto a galera ( os grupos guiados), a partir desse ponto, começam a pegar van . Ahh... algo que não mencionei, os grupos guiados possuem mulas que levam 5 kg de cada pessoa, as barracas e a comida para toda a viagem! Ou seja, eramos dois malucos com cargueiras de 12 kg compartilhando a mesma trilha com pessoas que levavam 5 kg no máximo kkkkkk..... Parece meio louco, mas a cada van que passava por nos, lotada de pessoas as quais encontrei durante a trilha, me vinha uma sentimento de orgulho, Pq por mais que estivéssemos duas vezes mais cansados do que eles, devido a mochila, ainda continuávamos a pé e a sensação de fazer tudo apenas com seus pés é impagável. [*]4ºDIA DAY OFF Pagamos 15 soles pela diária no El Sol. A Camila, a chilena que conheci no deserto do Atacama, e que futuramente se tornaria minha namorada , me encontrou em Santa Tereza e a convenci a terminar o último dia de trilha comigo, ela mal sabia no que estava se metendo kkkkkk... [*]5º DIA Passado o Day off, é hora de continuar.... Agora eramos eu a Camila e o Luiz. Saímos as 5:30 de Santa Tereza em direção a Lucabamba com uma van ( do Ricardo, o empreendedor!! kkkkk) que custou 10 soles por pessoa. Pensei que esse último dia seria moleza! doce ilusão rsrsr começamos uma subida de 5hrs! tão pesada quanto o segundo dia, porém, o fator altitude não influenciava mais, pois estávamos a quase 2000 m a baixo do ponto mais alto que alcançamos no 2º dia. Chegar no topo foi muito satisfatório. Vê as ruínas Incas recém descobertas ainda em fase de escavação e ao fundo a montanha de Machu Picchu. Toda aquela dor é recompensada ! Depois descemos por volta de 4 hrs até a hidroelétrica onde almoçamos . Logo depois, mais 2hrs e 30min caminhando pelos trilhos do trem até Aguas Calientes, onde passariamos a noite p/ subir a machu Picchu no dia seguinte. Sem duvida umas das grandes experiências da minha vida conseguir chegar a Machu Picchu de uma forma bem diferente !!!
  2. Yakult

    Cusco e Valle Sagrado

    Prezados, Estou voltando de minha viagem Peru-Bolívia. Estou inclusive escrevendo da Starbucks do Aeroporto de Lima. Vi em vários guias (inclusive do Viajante Independente, na minha opinião, o melhor) que valia a pena comprar o boleto turístico de Cusco. Na minha modesta opinião, o boleto não vale de nada. A não ser que haja interesse em museus e obras de arte sobre a história do Peru, o boleto só inclui atrações toscas. As melhores atrações - as ruínas, principalmente Ollantaytambo podem ser vistas pelo lado de fora. Uma dica: as 4 ruínas ao redor de Cusco (a mais distante 11 km), que são percorridas pelo City Tour (USD 10) podem ser percorridas com um táxi, te deixando na mais longe, ou de bike (alugar em Cusco). Caso haja interesse em entrar nas ruínas, pode-se ficar de butuca e entrar pela saída ou mesmo pelos lados, já que são abertas. Aí é só filar um guia. Para ir a Ollantaytambo, o melhor jeito é de taxi (50 soles e 1 hora). Só ir pela manhã e entrar pela saída das ruínas - também fazem parte do BOLETO. Caso não haja interesse em dar o balão, do lado de fora também pode-se tirar boas fotos e a própria cidade é interessante e há umas ruínas na entrada. Dá pra perder umas 2 a 3 horinhas lá fácil. De Ollantaytambo, saiem dois trens à noite para Aguas Calientes (um quase 19h e outro às 20:30) e aí não tem jeito porque não tem estrada. Estou escrevendo isso porque achei este boleto um enganação, já que ainda é necessário pagar para as principais atrações de Cusco, como a Catedral (25 soles) e Qoricancha (10 soles). Pelo preço do boleto (130 soles), vale mais a pena entrar dois dias em Machu Picchu (122 soles), que tem o que fazer. Entrei em MP às 6:30 da manhã e saí as 16h e ainda tinha muito o que andar e acabei não voltando no dia seguinte porque o ingresso era caro. Lembrando que com carteirinha da ISIC, os preços caem pela metade. A referência dos preços é outubro/08. Quem quiser saber mais algo, estou a disposição. Meu roteiro foi Rio-Lima(Aéreo), Lima-2 dias, Lima-Cusco (Aéreo), Cusco-Ollantaytambo(Tour), Ollantaytambo-Aguas Calientes (Trem),Machu Picchu (ônibus),Machu Picchu-Ollantaytambo (trem), Ollantaytambo-Cusco(táxi), Cusco-La Paz-Cusco (Aéreo), Cusco-Lima(Aéreo), Lima-Rio(Aéreo). Preferi fugir do caminho tradicioinal por falta de tempo e também porque comprar os vôos de ida e volta sai o mesmo preço de comprar somente uma perna. Abraços Bruno
  3. Blog Macuxi viajante

    Huaraz - Peru parte IV

    Huaraz Depois do calor de Paracas, voltamos para o frio, dessa vez desembarcamos na cidade Huaraz. Chegar lá, não foi nada fácil, houve até pausa para decisão se a viagem seria feita ou não. O motivo da quase desistência? Leia-se: Não existe o trajeto Ica para Huaraz. Então, o desembarque em Huaraz só seria possível de Lima. Ou seja, teríamos que sair de Ica para Lima, o que nos rendeu quatro horas de viagem. Esperamos duas horas e depois voltamos para estrada direto para Huaraz, sendo mais 8 horas de viagem. Ao todo foram 14 horas de viagem, bem pouco se comparando com a viagem anterior. Mas, o item da grana e o cansaço da maioria, estava pesando sob a decisão. Fizemos o cálculo e no fim, se ficássemos em Lima, os gastos seriam os mesmo ou um pouco mais. Então, encaramos e fomos para Huaraz. O horário do trajeto era das 14h às 18h, sendo que às 17h nos serviram um lanche. E depois, chegando a Lima o trajeto foi 21h às 5:30 até Huaraz. Transporte: Cruz del Sur: Ica – Lima (49 soles); Lima – Huaraz (70 soles); Huaraz – Lima (70 soles). Huaraz nos recepcionou com um frio de arrepiar a espinha. Mais do que Cusco com toda a certeza. Huaraz é uma cidade pequenina com um pouco mais de 80 mil habitantes. É famosa por ser entrada do Parque Nacional de Huascaran, com suas cordilheiras brancas. Basicamente, a cidade vive do turismo, mas tem exportação de minérios e agricultura. Até pouco tempo era desconhecida pelos brasileiros, mais vem sendo parte dos pacotes turísticos, por suas lagunas e montanhas, principalmente por mochileiros que gostam de aventura e desafios. Ficamos três dias na cidade, mas a grana já curta, fez nos optarmos só por um passeio. Então descansamos no primeiro dia, passeamos no segundo e conhecemos a cidade no terceiro. SMLXL Ficamos hospedados no Hostel Akilpo. Por questões de logística e contratempos, ao definirmos o roteiro com datas, arrisca-se o fato de que nunca sabemos se tudo vai da certo, então, o pagamento de hospedagem antecipado, às vezes é obrigatório ou então reservar duas vezes o mesmo hostel com datas diferentes, como foi nosso caso (hehe). No caso, do hostel de Huaraz, chegamos no horário posterior do da reserva, então fomos obrigados a pagar a mais. A principio não gostamos muito, pois além do excedente, tivemos que pagar taxas extras. Estávamos cansados, e aquilo aumentou nosso mau humor, e tudo piorou quando soubermos que o grupo ficaria em quartos separados e o café não era incluso. Sentimos uma falta de organização tremenda e um pouco de falta de respeito. Mas, não tínhamos outra opção e no fim, sabemos lidar com a situação, tudo se organizou e no fim ficou tudo bem. continuação >> https://vivianln04.wixsite.com/macuxiviajante/single-post/2018/04/13/Peru-25-dias---Parte-IV
  4. Relato da minha estadia em Cusco e Matchu Pitchu. Irei descrever a minha experiência durante uma semana no país. E no final colocarei observação gerais. Dia 01 - Sábado Após 5 horas de viagem Rio de Janeiro x Lima e mais 01h30 de Lima até Cusco, finalmente desembarcamos. Perdemos duas horas procurando hotel, pois o que tínhamos reservado ao chegar lá estava sem internet e sem chuveiro quente. Porém, depois de nos alojar resolvemos caminhar um pouco para nos ambientar com a altitude. Fomos caminhando até a plaza das Armas, muito bonita diga-se de passagem. Mas um alerta, vá agasalhado, após às 17h a temperatura cai de forma assustadora. Aproveitamos para conhecer o mercado central. O local é muito barato, você consegue pechinchar e abaixar o preço de tudo que comprar, mas para comer não é muito recomendado, pois tem aparência de sujo. Nesse mesmo dia, fomos a diversas agências de viagens para ver os passeios para Vale Sagrado, City Tour, Salinas de Mara e Moray e Vale Sul. De todas que visitamos a mais acessível foi a Mapis Explores, cujo funcionário Ronaldo foi extremamente simpático e atencioso. Na agência fechamos os pacotes com os respectivos preços: Vale Sagrado: 50 soles por pessoa, com almoço incluído. Salinas Mara e Moray: 25 soles por pessoa. City Tour: 15 soles por pessoa Vale Sul: 25 soles por pessoa. Montanha Colorida - 75 soles por pessoa. Após fecharmos tudo, fomos comer e depois embora dormir, pois teríamos que estar 08h na praça para fazermos o City Tour e estávamos mortos por conta dá viagem. Gastos do Dia Táxi aeroporto x pousada 20 soles Táxi pousada x plaza das Armas 5 soles Plaza das Armas x Pousada 5 soles Almoço 10 soles por pessoa. Bilhete Turístico 130 soles por pessoa (recomendamos comprar o bilhete, pois vale por 10 dias e é muito mais econômico que comprar as entradas dos lugares que visitar a parte) Dia 02 Acordamos cedo e fomos para o ponto de encontro na Plaza das Armas. Ficamos preocupados porque não encontrávamos o Ronaldo, mas ele me encontrou no horário marcado. Partimos no ônibus com gente dos mais variados países, tinha chilenos, canadenses, americanos, austríacos e, claro, brasileiros. Paramos em uma feira artesanal, muito simples, porém deu para comprar as lembranças pros familiares. Nossa primeira parada foi em Pisac. A guia ficou uns 15 a 20 minutos contando a história do local e depois podemos andar para tirar fotos. Um pouco cansativo devido a altura, pois o ponto mais alto tem 3.500 metros, mas vale a pena fazer o esforço, já que a vista é sensacional . Antes de almoçar (o almoço estava incluído no passeio e valeu muito a pena, pois a comida é saborosa demais) paramos para ver pratas numa rua de comércio local. Nem perdemos muito tempo vendo, pois o preço não compensa e é igual ou mais caro que no Brasil. Após o almoço saímos para visitar Olhamtaytambo. Em Olhamtayambo a vista é acompanhada dá guia o tempo todo, que vai contando a história do local e as curiosidades. Ficamos 1h apenas lá e o ideal seria ficar ao menos duas, devido as histórias que o local abriga. Mas, apesar do pouco tempo, deu para tirar bastante fotos, que colocaremos abaixo. Nossa última parada do dia foi em Chinchero. O local é bem simples, só tem uma feira artesanal e uma igreja do século 16. Retornamos para Cusco, onde chegamos por volta de 19h30. Ainda paramos para comer no MC Donalds, onde compramos um balde estilo KFC com 6 frangos + 3 refris e 3 batatas por 35 soles. Neste dia gastamos pouco, pois o passeio tínhamos pago no nosso primeiro dia na cidade e estava incluído almoço: Gastos do dia : 2 águas - 2 soles cada 1 inca cola - 3 soles 1 Saxo de bala de cola - 2 soles 1 milho - 4 soles Lembranças pra família - 50 soles 1 pipoca - 2 soles 1 boneca pra minha afilhada - 10 soles Comida - 35 soles Dia 03 Acordamos, tomamos um reforçado café na pousada e partimos para o ponto de encontro na Plaza das Armas. Saímos exatamente as 09h em direção a Moray. Paramos numa feira de artesanato onde as mulheres explicaram o processo de produção e fabricação dos tecidos originários da pele das Alpacas. Valeu a pena, pois entender o processo é válido, já que muitas vezes não valorizamos os trabalhos artesanais. Em Seguidas fomos para Moray, onde nosso guia contou a história do local por aproximadamente 15 minutos e depois liberou o pessoal para fotos. No local ele nos disse que ali era um local de produção de batatas, que se produzia 21 tipos diferentes. E que a mesma é um produto de origem peruana. Ainda de acordo com o Guia, no Peru existem mais de 50 tipos de batatas diferentes. Ao sair de Moray fizemos uma parada para ir ao banheiro e seguimos para as Salinas de Mara. Foi sem dúvida o melhor programa do dia. O visual é encantador, as histórias, ver famílias que vivem das Salinas foi uma lição e aprendizado. Ao colocar a mão nas águas e colocar o dedo na boca depois você já sente o forte gosto de sal. Caminhar entre as minas e conhecer o processo deve produção do sal foi muito interessante. Após mais ou menos 1h retornamos para o ônibus com destino a Plaza das Armas, em Cusco. Chegamos lá por volta das 15h e fomos almoçar. Após o almoço caminhamos até o ponto dos ônibus para ver preço e horário do trajeto Cusco x Olhamtayambo, pois no dia seguinte pegariamos o trem em Olhamtayambo para ir a águas calientes. Após fazer tudo isso fomos para a pousada descansar já que a noite iríamos descer para jantar e caminhar na Plaza das Armas. Descemos para comer e passear pela Plaza das Armas, após rodamos bastante escolhemos uma pizzaria que a bebida era grátis. A pizza muito saborosa e o atendimento excelente. Após comer andamos para conhecer um pouco mais e tirar fotos da cidade a noite. A noite é muito agitada, com pubs, bares e praças lotadas. Gastos do dia 3 águas - 2 soles cada 2 mirabal - 2 soles cada Almoço - 50 soles Jantar - 50 soles Dia 04 Neste dia acordamos cedo e fomos pra Plaza das Armas procurar uma agência que nos levasse a Rainbown Montain na quinta-feira. Após nossa pesquisa fechamos com a agência que fez o pacote por 75 soles por pessoa. E no pacote estava incluído café da manhã, almoço, kit de oxigênio e serviço de transporte e guia . Após resolver as coisas fomos para o hotel arrumar as malas, pois pegariamos o trem em Olhamtayambo com destino a Águas Calientes as 15h30. Fomos de van e pagamos 10 soles cada pelo trajeto de 2h. Chegamos em Olhamtayambo com antecedência e paramos em um bar para beber Cusquenha. Partimos para Águas Calientes, o trajeto do trem é ao lado de um rio e de diversas montanhas. A vista não é nada demais, porém é melhor que do as comunidades que cortam a linha férrea no Rio de Janeiro. Ao chegar em águas calientes tivemos uma surpresa agradável: o local é muito mais que um pequeno vilarejo. É muito bonito e aconchegante. Ótimos restaurantes, ruas limpas e povo receptivo e acolhedor. E o melhor, os hostels, tem preços bem acessíveis. Já chegamos e fomos comprar as passagens do trem que leva para Matchu Pitchu, o trajeto de ida e volta por adulto estrangeiro custa 24 dólares ou 75 soles. Compramos logo os dois trajetos e fomos informados que não tem horário, basta chegar na estação e embarcar no ônibus. A noite fomos comer em um restaurante chamado ........ Brasileiros têm 20℅ de desconto no local. E os funcionários merecem um destaque aqui. O tempo todo os mesmos iam até nossa mesa perguntar se estava tudo bem, se precisávamos de algo e, toda vez que a gente começava a tirar fotos, eles perguntavam se a gente queria que eles batessem as fotos. Terminamos de comer e voltamos para o Hostel, pois iríamos pegar a van as 05h30 no dia seguinte e tínhamos que acordar cedo. Gastos do dia: Almoço: 30 soles p casal 2 águas: 5 soles Van para Águas calientes 10 soles de cada Jantar 90 soles Dia 05 Acordamos por volta de 04h, pois no restaurante nos avisaram que a partir de 04h já teria gente nas filas dos ônibus, que começariam a sair às 05h30. Chegamos no ponto as 04h30 e já tinha umas 30 pessoas em nossa frente. E conforme o tempo ia passando a fila só aumentava. Antes mesmo das 5h já deveria ter umas 100 pessoas na fila. Compramos duas águas, dois biscoitos e partimos no ônibus rumo a Matchu Pitchu. O caminho demorou uns 30 minutos . E quanto mais próximos ficávamos, mas a emoção e ansiedade aumentava. Ao chegar foi um misto de alegria e emoção. Vontade de rir, de chorar, ficamos parados admirando o local. Encontramos com dois brasileiros (Guilherme e Andréia) que tínhamos conhecido na fila do trem, em Olhamtayambo, e partimos para desbravar a montanha. Matchu Pitchu é extremamente lindo e fascinante. Cada detalhe chama muito atenção e a vista é encantadora. Como compramos também a entrada para montanha Hayuana Pitchu e, no primeiro horário, no qual tínhamos que subir as 07 ou as 08h, andamos por Matchu Pitchu por 01h30 aproximadamente e fomos subir a montanha. Trilhas estreitas, muitos degraus, calor, suor, mas tudo vale a pena. A paz que você tem ao chegar no ponto alto da montanha é sem comparação. O sentimento de prazer que por completar a escalada é único. Tudo valeu muito a pena. O lado ruim dá montanha são que muitas pessoas ao chegar em determinados locais com vista bonita paravam para tirar fotos e não saiam mais. Em alguns momentos tive que falar para irem andando e em outros perguntei quanto eles cobravam pra deixar outras pessoas tirar foto do terreno deles, o que os deixavam sem graça e assim saiam. Voltando a viagem, após chegar no topo dos 2.500 e poucos metros relaxamos, tiramos fotos na companhia de nossos amigos e iniciamos a descida. E a cada instante parávamos para admirar a vista, aproveitar o momento único e claro, tirar fotos. Saímos dá Montanha, passeamos mais um pouco por Matchu Pitchu e as 11h30, após 5h30, saímos do parque. Eu e minha noiva pegamos o ônibus para Águas calientes e fomos para estação de trem tentar trocar nossa passagem. Nossos trem de volta estava marcado para 18h20 e trocamos para o de 13h37, porém cada um precisou pagar 8 dólares, que era a diferença de valor . Após a troca, tínhamos uma hora para comer e fomos procurar um local perto. Encontramos um que ofereciam 20℅ de desconto para estrangeiros. Comemos, a comida não estava tão saborosa, e na hora de pedir a conta uma surpresa: o tal valor dos 20℅ é cobrado como taxa de serviço. Logo me recusei a pagar e Lara minha surpresa, minha conta com valor total, sem os 20 % deu 12 soles mais barato que a primeira conta que o garçom me deu O garçom me fez a seguinte conta, o que estranhei: 29 reais cada prato (foram dois) o valor passava de 40 para 29 12 soles o suco 6 soles o refrigerante O que dava 76 + 15 de 20% e minha conta deu 90 soles. Ao falar que não pagaria os 20% já que não era obrigatório, ele me tirou os 20% e pra meu espanto, minha conta deu 78 soles. 30 cada prato (no cardápio estava 39) 12 suco e 6 da coca, dando 78 soles. Resolvido o problema fomos para estação de trem e embarcamos para Olhamtayambo. Ao chegar em Olhamtayambo pegamos uma van, na qual pagamos 10 soles cada e migramos para Cusco. Ao chegar fomos descansar, pois no dia seguinte íamos acordar às 03h para irmos a Rainbown Montain. Por volta de 20h desci para comprar uma pizza e duas coca colas. Paguei 30 soles por tudo. A pizza foi muito saborosa. Gastos do dia Almoco 78 soles Água 4 soles Diferença do trem - 50 soles Pizza + coca - 30 soles Dia 06 Com certeza nosso pior dia no Peru. Acordamos 02h30, pois a van nos buscaria entre 03h e 03h30 para irmos a Rainbown Montain. Ficamos quase 4h sentados dentro de uma van ouvindo música peruana. Ao chegar lá tomamos café dá manhã (estava incluído no pacote) e começamos a andar em direção da montanha. O trajeto é cheio de lama, rios, e muuuuito cansativo. No trajeto pegamos chuva de granizo (todas vezes que choveu foi somente gelo). Após todo trajeto de chuva, frio, vento, lamas chegamos ao cume da montanha. Ao chegar lá tivemos uma frustração, pois o tempo estava muito fechado e com isso a montanha não estava tão colorida. Sem falar na temperatura que estava próxima de 0 grau. Tivemos somente 30 minutos para ficar lá em cima e tivemos que iniciar o trajeto novamente, só que agora pra descer. Vale destacar aqui que no caminho ficam uns locais com cavalos cobrando 70 soles pelo trajeto de ida e volta. O que foi feito por diversas pessoas dos grupos que lá estavam. No trajeto da volta também pegamos chuva de granizo e muito frio. Ao chegarmos no ponto de encontro, paramos para almoçar (também incluído no pacote de 75 soles por pessoa). O almoço teve uma entrada de sopa e o prato principal foi arroz, frango e batata. Após o almoço pegamos o trajeto de volta para casa e demoramos mais 4 horas. No final das contas perdemos quase 8h na van, 6h subindo e 30 minutos apenas no topo da montanha. Chegamos em Cusco por volta das 18h e fomos para o hotel descansar. A noite descemos para comer e fomos comer o balde de frango com nuggets, batata e refrigerante e pagamos 37 soles. Gastos do dia Água - 4 soles Suporte pra subir trilha - 5 soles Balde do MC - 37 soles Dia 07 Nosso último dia no Peru. Acordamos cedo e fomos comprar algumas lembranças pros amigos e familiares. Compramos mochilas, chaveiros, blusas, canecas, casacos, camisas, pães, cervejas, pina colas e imãs de geladeira e bonés. Gastamos aproximadamente 500 soles com presentes. Após as compras retornamos para o hotel, para terminar de arrumar as malas e fomos embora. Pagamos 8 soles para ir até o aeroporto de Táxi. E embarcamos em Cusco com destino a lima às 12h00 pro nosso voo sair às 12h50. Chegamos em Lima 14h15 e fomos comer e fazer hora, pois a gente só ia pegar as nossas mala no Brasil e o voo estava marcado para sair de Lima com destino ao Rio as 21h30. Embarcamos no horário certo e chegamos no Brasil no sábado às 06h da manhã. Observações: O tempo todo as pessoas te oferecem as coisas. Após um certo tempo você vai para de responder e começa a ignorar. Se for pagar em soles ou dólar, chore preço. Eles sempre dão desconto para você quando compra em espécie. Todos os dias nos ofereceram maconha, principalmente a noite na praça das armas. As pessoas ouviam a gente conversar em português e falavam: olá brasileiros, querem maconha?". Os passeios sao muito bons e os locais lindos, porém o deslocamento sempre é muito longo o que acaba tornando tudo mais cansativo. Se puder ir a águas calientes vá, é a parte mais bonita de toda a viagem. E não precisa reservar hotel lá. Procure ao chegar, muitos não estão no booking e o preço médio é de 60 a 80 soles por noite/casal. Sempre que for descer para a praça das armas, vá a pé. É prático e você aproveita pra conhecer os becos e vielas da cidade. Já para subir, prefira os táxis. Custam em média 4 soles e você evita subir ladeira na altitude. Repare bem nos restaurantes antes de entrar para comer. Muitos são bem sujos, com o chão engordurado e as mesas sujas. Experimentamos Folha de Coca Inca Cola Pisco Chá orgânico Alpaca Cordeiro Cusquenha
  5. Índice do Relato: [Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem [Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. [Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis. [Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas. [Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC. [Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama. [Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama. [Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama. [Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru. [Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa! [Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo. [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte] [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte] [Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina. [Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico. [Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica. [Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas. [Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes. [Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital. [Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno. [Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile. [Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana. [Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol. [Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz. [Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados. [Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte. [Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa. [Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos. Pessoal, criei recentemente um instagram só de viagens. Então se você também ama carimbar seu passaporte, segue lá: @queridopassaporte. Aproveita pra comentar que veio pelo Mochileiros hehe. Editado: Baixe o PDF com o relato completo: relato_rodrigovix_26dias_bolivia_chile_peru_abril2015.pdf (Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47) Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil! Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!! Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê? O ROTEIRO: O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz. 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre 02/04 Sucre x Uyuni 03/04 Salar de Uyuni 04/04 Salar de Uyuni 05/04 Salar de Uyuni 05/04 San Pedro de Atacama 06/04 San Pedro de Atacama 07/04 San Pedro de Atacama x Arica 08/04 Arica x Tacna x Arequipa 09/04 Arequipa 10/04 Cañon del Colca 11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica 12/04 Huacachina 13/04 Islas Ballestas + Paracas 13/04 Ica x Cusco 14/04 Cusco 15/04 Cusco (Vale Sagrado) 16/04 Cusco x Aguas Calientes 17/04 Machu Picchu 18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno 19/04 Puno (Uros + Taquile) 20/04 Puno x Copacabana 21/04 Isla del Sol 22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz 23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna) 24/04 La Paz (Downhill) 25/04 La Paz 26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar. De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei: - Bota Timberland Flume Mid Waterproof http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro). - Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá. http://www.decathlon.com.br/ - Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html - Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6 https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html - Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre. SOBRE AS MOCHILAS... Usei uma Forclaz 50L Quechua... http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478 E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque. http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo. Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma. Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa. Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem: 7 camisetas 1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada) 1 calça segunda pele (1ª camada) 1 casaco fleece (2ª camada) 1 casaco impermeável (3ª camada) 1 calça-bermuda 3 bermudas 8 cuecas 6 pares de meias grossas cano alto 1 toca 1 par de luvas 1 toalha microfibra (secagem rápida) 1 saco-lençol de dormir 1 money belt (doleira) 1 relógio 1 sabonete 1 shampoo médio 1 protetor solar grande 1 protetor labial 1 repelente 2 cadeados 1 escova de dentes 1 creme dental 1 barbeador elétrico 1 desodorante aerossol 1 perfume 1 cortador de unhas 1 canivete suíço 1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe) 1 bepantol creme 1 par de óculos de sol 1 pacote de lenços umedecidos 1 celular 1 carregador 1 par de fones de ouvido 1 máquina fotográfica 1 lente 18-55mm 1 lente 10-20mm 2 cartões de memória 32GB 1 tripé grande 1 mini-tripé 1 kit limpeza para câmera 1 caneta 1 bloco de anotações 1 capa de chuva para a mochila 1 pasta plástica para documentos 1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional NA PASTA DE DOCUMENTOS: Cartões de embarque Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu Cartão internacional de vacina (ANVISA) Certificado do Seguro Viagem Nota fiscal dos equipamentos fotográficos Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como: - Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe. - Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto. - Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é. - Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar. - Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um. - Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc. NO MONEY BELT: Dólares Reais Passaporte Chave reserva do cadeado O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem. Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado. PREPARATIVOS PARA A VIAGEM: Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco. As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru. Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”. Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada. Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO: Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.” Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!” Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...” Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1” Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não? PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
  6. Olá pessoal! Vim aqui falar a todos sobre minha viagem para o Peru em Abril de 2017! Vocês não leram errado, mas calma, resolvi antecipar meu relato, estou indo para o Peru agora no dia primeiro de abril e vou ficar lá até dia dezoito de abril. Minha ideia é começar o relato agora, para mostrar como foi a preparação e na volta continuar o relato falando o que se passou na viagem e fazendo comparações com alguns pontos aqui descritos inicialmente. Os planos de ir para o Peru começaram quando recebi minha notificação de férias em janeiro deste ano. O Peru não foi o primeiro país que pesquisei, gostaria de voltar para europa, mas depois de pesquisar preços resolvi ficar pela américa do SUL/Peru. Li muitos relatos aqui no Mochileiros para melhor escolher meu roteiro, tenho 18 dias para conhecer este lindo país, conforme o que achei de mais interessante. Como podem ver na planilha abaixo, meu roteiro passa em basicamente 5 cidades. O foco da viagem é Machu Picchu, fazendo a trilha inca, por isto coloquei esta parte logo no início e o restante da viagem é mais para aproveitar o país mesmo, provando de sua culinária e aproveitando suas paisagens. Como devem saber o El Nino Costeiro vem devastando a parte norte e central da costa do Peru, com suas fortes chuvas. É um pouco desanimador saber que você está indo fazer uma viagem para se divertir em um país onde as pessoas estão com sérios problemas, mas rezo por eles sempre que posso e espero aproveitar ao máximo minha estadia lá. Vamos aos tópicos: Dinheiro: estou levando cerca de 1500 dólares, vi vários relatos que vale mais a pena levar em dólar devido a desvalorização do real. Também estou levando 2 cartões de crédito de reserva. No caso do cartão, lembre de avisar sua operadora que está indo viajar para o mesmo não ser bloqueado quando utilizado fora do Brasil, para cartões internacionais. (acabei de receber um aviso do banco, um dos meus cartões foi clonado, assim estou levando apenas um... acontece) Seguro saúde: já fiz algumas viagens ao exterior e nunca precisei utilizar o seguro viagem, mas é sempre bom ter um para se sentir tranquilo. Escolhi o TRAVEL ACE ASSISTANCE – OURO. Fiz tudo por este site: https://www.seguroviagem.srv.br/?agency=463 Valor: R$ 148,50 Tralhas: tive que comprar muitas coisas para esta viagem devido a falta de acessórios e roupas para este tipo de aventura, já estou a algum tempo sem fazer isto, assim segue uma lista das coisas que estou levando: Item Quantidade Item Quantidade Camisetas 8 Batão Caminhada 2 Calças 2 Lanterna 1 Meias 8 Lanterna cabeça 1 Cuecas 8 Carregador 1 Bermudas 3 Cadeados 2 Toalha 1 Camera 1 Luvas 1 Leços, caixa 1 Capa Chuva 1 Pilhas 6 Casaco 1 Livro 1 Moleton 1 Boné 1 Colete 1 Diário 1 Saco de dormir 1 Repelente 1 Protetor Solar 1 Protetor labial 1 Bota 1 Chinelo 1 Remédios 1 Higiene 1 Remédios: quem já viajou e precisou de um remédio específico, sabe como é complicado de se conseguir, por isto fiz uma pequena farmácia para levar nesta viagem. Trilha Inca: depois de pesquisar algumas agências para fazer a trilha inca, optei pelo Marisol, seu preço e comentários positivos aqui no Mochileiros foram os dois itens decisivos. Outra coisa que ela fornece que não vi nenhuma agencia fornecer é o isolante térmico, faz muita diferença. Vi apenas um comentário negativo quanto aos serviços dela na trilha. Veremos como será e passo a vocês quando voltar. Valor: 480 dólares (50% de entrada, via westerunion) Segue contato dela: AMAZIN ADVENTURES CUSCO - PERU Msn. [email protected] Av. Collasuyo Nº 517 Urb. Miravalle,(perto da escola Von Humboldt.) TELEFONES: Celular 51 - 984791005 SAÚL ........Operações. Celular 51 - 984721899 MARISOL . Fixo 51 - 084237733 ....... Escritorio Acomodação: vou ficar apenas em hostels, todos escolhidos pelo site do HostelWorld. Em outras viagens que fiz foquei no preço, pois estava bem mais apertado, mas agora como disponho de uma grana a mais, fui muito mais pelos comentários das pessoas e a localização. A lista de todos está na planilha mais abaixo, no retorno passo uma avaliação de cada um. Já fiz a reserva dos hostels para toda viagem. Dica: se você é como eu, que gosta de deixar tudo organizado antes de sair de casa, cuide muito com as datas, confira duas vezes antes de confirmar as mesmas. Eu errei o mês em duas reservas e acabei tendo que pagar uma multa... lição aprendida. Gastos durante a viagem: como poderão ver na planilha fiz um cálculo por cima de quanto iria gastar por dia, com alimentação, passeios, transporte intermunicipal e acomodações para ter uma noção de quanto gastaria na viagem e assim fazer o cálculo de quando levar em dinheiro. Na volta conto se esta previsão bateu ou não. Passagem: comprei minha passagem logo no inicio de janeiro, sou de Porto Alegre e consegui pegar o voo direto para Lima: R$ 1.500,00 Porto Alegre – Lima – Cusco (tudo no mesmo dia, saio as 6 da manhã e chego em Cusco as 16:30) Vi que existem dois voos de Lima para Cusco em horários mais cedo, como vou chegar em Lima as 9:15 da manhã, vou tentar antecipar o voo para Cusco. Lima – Porto Alegre (voo sai de Lima as 22:00 e chego em Porto as 5 da manhã) Viajando sozinho: estou indo fazer esta aventura sozinho, isto se deve muito a ter marcado a viagem tão em cima da hora, na minha empresa não temos muita escolha das férias eles que decidem, nenhum amigo conseguiu tempo para ir junto. Minha namorada também não poderá ir devido a faculdade. Estou acostumado a explorar este mundão solito, sempre acabo conhecendo pessoas pelo caminho e fazendo muitos amigos. Não tenham medo de viajar sem companhia, viaje com a cabeça aberta para novas experiências e seja simpático, simpatia atrai pessoas, assim você nunca irá viajar realmente sozinho.
  7. Mais um relato do clássico roteiro e eu resolvi compartilhar com vocês tudo ou boa parte do que foi vivido nesses 25 dias de viagem, para começar irei deixar meu roteiro para que vocês possam se basear no que for escrito. Roteiro: 02/out São Paulo - Santa Cruz - Sucre 03/out Sucre - Uyuni 04/out Salar de Uyuni 05/out Salar de Uyuni 06/out Salar de Uyuni - San Pedro de Atacama 07/out San Pedro de Atacama 08/out San Pedro de Atacama x Arica 09/out Arica x Tacna x Arequipa 10/out Arequipa 11/out Arequipa - Ica 12/out Ica - Huacachina 13/out Islas Ballestas + Paracas - Ica - Lima 14/out Lima x Huaraz 15/out Huaraz 16/out Huaraz x Lima 17/out Lima x Cusco 18/out Cusco 19/out Cusco 20/out Cusco 21/out Cusco 22/out Cusco - Copacabana 23/out Copacabana 24/out Isla x Copacabana - La Paz 25/out La Paz 26/out La Paz - Santa Cruz 27/out Santa Cruz de la Sierra - SP Esse foi o roteiro seguido por mim e por minha parceira de viagem (Katarine) que eu conheci graças ao mochileiros.com e foi uma pessoa parceira/irmã em toda a viagem e a quem eu sou muito grato por tudo o que ela fez antes, durante e depois da nossa viagem. Muito obrigado Ka . Gostaria de agradecer também a todas as pessoas que compartilharam suas viagens aqui, rodrigovix, Mary Telles, Barbara e muitos outros, obrigado mesmo . Preparativos: Antes de viajar comprei algumas roupas para frio que me faltavam e não vou colocar isso aqui no custo final da viagem pois é algo que a maioria pode ter. O que foi comprado antes foi: Passagens Ida x Volta São Paulo x Santa Cruz - Passagem de avião de Santa Cruz x Sucre pela amazonas - R$ 130,00 - Passagem de avião Lima x Cusco pelo site da Avianca Peruana o que nos rendeu um frio na barriga enorme antes da partida, aguardem os próximos capítulos USD 38,00 - Passagem La Paz x Santa Cruz pela Boa R$ 205,00. Comigo levei 930 dólares e 300 reais, não levei cartão de crédito pois estava sem e não foi necessário em momento nenhum da viagem inteira. O que levei na mochila: 7 camisetas 3 calças jeans 2 terceira pele 1 capa de chuva 1 corta vento 1 moleton 8 pares de meia 1 chinelo 3 bermudas 1 bota 1 capa de chuva do mochilão 1 Canon sx510hs 1 Go pro hero 3+ 1 protetor solar 1 óculos de sol Alguns remédios para dor e alergia. O mochilão que eu usei foi um da Quechua de 50 litros que eu havia comprado no ano passado e que serviu tranquilamente, levei uma mochila de ataque de 20 litros que foi de uma serventia tremenda. Também levei uma pequena de 10 litros que usa para carregar a câmera, protetor, óculos e doleira pois eu não estava afim de andar com ela na cintura e não tive problemas. Pronto todas as coisas que antecederam a viagem estão aqui, caso eu lembre de algo irei adicionar e aviso vocês. Próximo capítulo - A partida para um grande sonho.
  8. Olá galera!!! Tudo bom? Eu sou a Paola, tenho 18 anos (sim, bem nova haha), sou da capital de São Paulo e vim retribuir toda a ajuda do site e dos relatos que eu li e que me incentivaram tanto a por uma mochila nas costas e ir com a cara e a coragem. Viajei para Bolívia, Chile e Peru por 29 dias com FUCKING 800 dólares (sim, eu sei que a maioria das pessoas- 99%- vai com mais dinheiro, mas fazer o que né ) e graças a isso passei vários perrengues e os melhores momentos da minha vida. Eu viajei com mais duas amigas, Carol e Yolanda. Viajamos do dia 11/12/17 à 09/01/18. Eu tenho muitas dicas para dar (coisas que ninguém conta haha), então espero que gostem e acompanhem . Roteiro: 12/12: São Paulo- Santa Cruz- Sucre 13/12: Sucre- Uyuni 14/12: Salar de Uyuni 15/12: Salar de Uyuni 16/12: Salar de Uyuni- San Pedro 17/12: San Pedro de Atacama 18/12: San Pedro de Atacama- Arica 19/12: Arica- Tacna- Arequipa 20/12: Arequipa 21/12: Arequipa 22/12: Arequipa 23/12: Arequipa 24/12: Arequipa (Já perceberam que moramos na cidade, né?) 25/12: Arequipa- Ica 26/12: Ica- Huacachina 27/12: Huacachina- Ica 28/12: Ica- Cusco 29/12: Cusco 30/12: Cusco 31/12: Cusco 01/01: Águas Calientes 02/01: Machu Picchu- Cusco 03/01: Cusco- Puno 04/01: Puno- Copacabana- La Paz 05/01: La Paz 06/01: La Paz 07/01: La Paz- Cochabamba 08/01: Santa Cruz 09/01: Santa Cruz- São Paulo Bom, fazia muito tempo que eu tinha o sonho de fazer um mochilão e acabou que me apaixonei pelo Salar de Uyuni e como não sou de ferro, fui colocando mais uma cidade e mais uma e mais uma, até que ficou três países haha demorou um certo tempo para conseguirmos o dinheiro, mas depois de muito tempo trabalhando duro, conseguimos, fomos, com pouco dinheiro, mas fomos. Então, se você quer vá lá e faça, foi nosso primeiro mochilão e aconteceu várias merdas- que fazem parte e deixam a viagem ainda mais legal- o que eu quero dizer é: SÓ VAI MANO! Com pouco dinheiro, com medo, mas VAI! O que levar: Eu não lembro tudo que eu levei, mas vou colocar os principais... Segunda pele: R$40 Fleece: R$20 Jaqueta Corta-vento: R$200 Duas luvas: R$15 (promoção) Doleira: R$8 Lanterna: R$10 Toalha Secagem rápida: R$35 Mochila de ataque: R$80 Mochilão 50L: 280 Calça segunda pele: R$40 3 pares de meia (grossas): R$25 Bota Impermeável: R$200 PS.: Fora a doleira e a lanterna, eu comprei tudo na Decathlon. Os preços lá eram mais em conta. Pra quem vai viajar mais pro final do ano, eu indico esperar até mais ou menos Setembro, porque já começa a aparecer umas promoções bem legais, por exemplo, a luva, paguei super barato nas duas e compensou muito o custo-benefício. 1 Touca 1 Cachecol 1 Calça jeans 1 calça legging 7 pares de meias 2 pares de meias (umas meias mais grossinha para os dias realmente frios) 8 blusas leves 10 calcinhas 2 sutiãs 1 short 2 vestidos 1 Moletom Biquini Chinelo Bandeira do Brasil (patriota que sou) Outras coisas: 2 Cadeados Batom de cacau Colirio Rinosoro escova e pasta de dente rolo de papel de higiênico (eu deveria inclusive ter levado o saco- mas não dava hahaha) (isso é muito importante, vai por mim) pote de shampoo, condicionador e hidratante lenços umedecidos (muito importante também, serve pra limpar qualquer coisinha) protetor solar e mais trezentas coisas PS.: Não se esqueçam do Certificado Internacional de Vacina da Febre Amarela, tecnicamente eles deveriam te pedir na fronteira, mas não pedem em nenhum momento. Mas sempre bom levar, afinal, você não quer voltar com febre amarela, né? PASSAGENS AÉREAS: Então, compramos nossa passagem com as milhas de um conhecido, saiu quase a mesma coisa, mas conseguimos economizar uns R$50, então foi válida a tentativa. Porém, nós acompanhamos os preços durante o ano todo esperando uma promoção. Pra quem vai viajar na mesma época que a gente ou até a partir de Outubro mesmo, fica esperando que lá pro final de Agosto começa a aparecer umas promoções muitos boas. Então, se puder, espere! Aguenta o coração. Porque, quando íamos pesquisar, geralmente estava mais de mil de reais e quando começou a surgir as promoções, estava lá pra R$850. Passagem de Guarulhos- SP para Santa Cruz- BO: R$823 Bagagens ida e volta (porque agora tem essa palhaçada ): R$70 Passagem de Santa Cruz para Sucre: R$130 (único luxo que nos demos ) Okay, chegou o dia 11/12. Tudo preparado. Coração a mil. Nosso embarque era o melhor horário: 23h30. Pegamos o transfer da Gol em Congonhas, depois de pouco mais de 1h30 chegamos em Guarulhos. Ficamos um bom tempo esperando o check-in, façam com antecedência, a fila da Gol sempre é enorme. Essa somos nós, ainda em Guarulhos, muito plenas antes da viagem No avião tivemos um lanchinho, recebemos o papel da imigração, cujo papel não entendi bosta nenhuma, mas só fui escrevendo na fé de que estava certo. Depois de 2h30 de viagem chegamos ao território Boliviano, chegamos por volta de 1h20, passamos pela imigração, carimbamos nossos passaportes, tudo ok. E o mochilão começou oficialmente!
  9. É obrigatória a vacina da febre amarela para entrar na Bolívia ou no Peru? Li em algum lugares que não é obrigatória, apenas uma recomendação...
  10. Pedro Luiz Laus Simas

    MachuPicchu Terrestre

    MachuPicchu Terrestre: . Um Roteiro mais barato (para os amigos que querem ir à Machupicchu). Saída de Cuiabá-MT (ou de qualquer outra cidade brasileira com aeroporto): . 1 - Aéreo Cuiabá-MT X Rio Branco-AC X Cuiabá-MT, somente com pontos do Smilles cartão de afinidade GOL, ou a companhia de sua preferência. . 2 - Terreste Rio Branco X Assis Brasil-AC, 330 km, fronteira com Perú. R$ 54,00 ônibus diário, saída de Rio Branco às 06:00 hrs, chegada na fronteira 13:00 hrs, estradas asfaltadas ruins; . 3 - Terrestre Assis Brasil-AC X Puerto Maldonado-Perú - Ao chegar na fronteira já existem Vans peruanas esperando para levar passageiros para Puerto Maldonado. cerca de 230 km de Iñapari (pequena cidade na fronteira com Assis Brasil). R$ 36,00. Duração 3 horas de viagem em estradas asfaltadas muito boas. . 4 - Terrestre Puerto Maldonado X Cusco-Perú - 465 km; Viagem noturna, com ônibus leito, R$ 72,00. Várias empresas e horários. Preferi sair mais tarde para chegar com dia claro em Cusco. 11 horas de viagem. Subida da Cordilheira dos Andes. Estradas com asfalto muito bom, mas muitas curvas acentuadas. Possibilidade de sentir efeitos da altitude que, num ponto da rodovia, chega aos 4.500 metros. . 5 - Terrestre Cusco X Aguas Calientes, também chamado de "Machupicchu Pueblo",vai-se de van por 186 km de estradas asfaltadas em bom estado, mas com muitas curvas acentuadas, até a localidade de Santa Maria. de lá, por estradas de terras em condições ruins e perigosas por cerca de 30 km até um lugar conhecido com Hidroelétrica. Da hidroelétrica se vai a pé pelos trilhos por 9 km até Aguas Calientes, ou de trem US$ 21,00. A outra alternartiva é ir de trem todo o trajeto US$ 230,00 Ao se chegar na rodoviária de Cusco já se deparam com inúmeros guias oferecendo pacotes para Machupicchu. Escolhi as pressas um pacote por R$ 900,00 com translado ida e volta de Van, almoço e jantar no primeiro dia, Hostel incluído, subida à montanha de Van, retorno à hidroelétrica de trem e ingresso no Parque Santuário Inca de Machupicchu. Paguei a descida de van R$ 49,00. As vans demoram cerca de 10 minutos na subida/descida da montanha e 6 horas para fazer o trajeto entre Cusco e a Hidroelétrica. Não existe possibilidade de ir de carro até Águas Calientes. Não existe tráfego nem estradas de acesso no local. Somente as vans que levam os visitantes da cidade, ao pé da montanha (2.200 m), até a portaria de entrada do Santuário de Machupicchu no alto da montanha (3.000 m). . RETORNO . 6 - para evitar as 11 horas de ônibus de Cusco até Puerto Maldonado, há a opção de avião, Star Perú, 45 minutos de vôo, US$ 65,50, diariamente às 10:00 da manhã. 7 - Puerto Maldonado X Assis Brasil, mesma van de ida por R$ 36,00 . 8 - Assis Brasil X Rio Branco, ônibus ou táxi lotação que cobra R$ 40,00 até Brasiléia e R$ 70,00 de Brasiléia até Rio Branco (há troca de táxi). . 9 - Tempo de ida Rio Branco X Cusco: 25 horas toda terrestre. Tempo de volta Cusco X Rio Branco com aéreo: 12 horas
  11. Olá, meu nome é Débora, tenho 32 anos, sou servidora pública. Fiz a viagem para Bolívia e Peru com meu namorado, Pedro, 30 anos, advogado. Nós moramos em Campo Grande/MS. Tínhamos o sonho de conhecer Machu Picchu, e queríamos experimentar o jeito mais tradicional (mochileiro). Confesso que eu esperava encontrar muito mais mochileiros nesse trecho, mas eles foram ficando mais frequentes somente após La Paz. Quisemos aproveitar o recesso forense (que são 3 semanas de folga no fim do ano), pois a viagem seria longa. Então saímos de Campo Grande/MS no dia 19/12/17, de ônibus, sentido Corumbá/MS, às 23h (passagem R$ 140). Chegamos em Corumbá às 5:30, tomamos um café na rodoviária e tomamos um táxi até a Polícia Federal brasileira para sair do Brasil e entrar na Bolívia. Esse táxi é caro, custou R$ 50 (uns 15 min de trajeto). Chegamos na Polícia Federal pelas 7h, sendo que ela abriu às 9h. Estava muito quente, Corumbá/MS tem temperaturas altíssimas (quase 40ºC), então trocados a calça pelo shorts. Na fila havia umas 300 pessoas. Desses, uns 20 no máximo eram mochileiros, o restante todos bolivianos. Só tinha 2 pessoas atendendo, então ficamos lá até umas 11h. Passada a fronteira brasileira, você vai a pé uns 100m e para no posto da polícia federal boliviana. Demorou no máximo 1h e então estávamos com nosso permisso para entrar na Bolívia. No Brasil havíamos tomado a vacina da febre amarela e estávamos com nossa carteira internacional de vacinação, mas, na viagem toda, que durou 16 dias, ninguém pediu. Nesse procedimento de saída, usamos somente o RG. Nossos RG’s tinham mais de 10 anos, também não teve problema. Eu levei meu passaporte, mas foi ótimo não ter usado neste dia porque, como contarei depois, na volta estávamos querendo chegar em casa o mais rápido possível e, chegamos na fronteira Bolívia/Brasil à noite, atravessamos de táxi sem passar pela aduana e tomamos o ônibus Corumbá/Campo Grande às 23:30 (algo assim). Depois nos informamos se havia problema nesta situação ocorrida e algum policial federal disse que não. Mas se eu tivesse carimbado o passaporte na ida sem o carimbo da volta, aí provavelmente eu teria mais problemas. Antes de ir ouvimos pessoas dizendo que era muito difícil fazer tudo no mesmo dia (passar pelas aduanas e tomar o trem). Mas dessa vez deu. Após passarmos pela aduana brasileira e boliviana tomamos um táxi para a estação do trem, que vai de Porto Quijarro a Santa Cruz de la Sierra (o antigo trem da morte). Este táxi custou somente uns 20 bolivianos (10 reais), num trajeto que durou uns 10min. Ali a pobreza da cidade já choca. Havíamos assistido à série Narcos e eu brinquei que me sentia na série. Chegamos na estação do trem por volta de meio dia e não havia sequer 1 passageiro lá, só os funcionários (eu imaginava que, por ser fim de ano, estaria agitadíssima). Estávamos nós dois, e mais 2 mineiros que viajavam juntos. O trem funciona assim: um dia sai o mais luxuoso (ferrobus – 35 dólares/140 reais), e no outro o intermediário (oriental? - 10 dólares/35 reais). Neste dia (20/12) era o dia do ferrobus às 18h. Compramos passagens numa boa, deixamos as mochilas aí com os funcionários e fomos almoçar perto. É uma região muito muito muito pobre. Almoçamos perto da estação por 12 bolivianos (6reais – arroz, feijão e carne). Era 14h, já estávamos sujos e, como o trem era somente 18h, fomos a um hostel quase em frente a estação para tentar tomar um banho e descansar um pouco. Cobraram acho que 50 reais pelo quarto duplo. O chuveiro estava caótico, foi difícil tomar banho (20 gotas), mas ok. Compramos água pela redondeza e fomos 17h para a estação. Havia umas 20 pessoas lá. Chegou o trem, era bonito, poltrona confortável (reclinava bastante e era bem larga), mas saiu com atraso de quase 1h. O trem só tinha 2 vagões e estava quase vazio. Tocava Talia no DVD (de uns 15 anos atrás). Todos os ônibus que pegamos daí em diante tinham essa poltrona massa (bem larga, reclina bastante), é o que eles chamam de ônibus 3 filas (2 poltronas de um lado e 1 do outro). E, da mesma forma, todos atrasam para sair (de 30min a 1h), eu ficava superestressada e reclamava bastante com eles. A viagem de trem foi agradável. Serviram um jantar por 20 bls (10 reais) com um frango delicioso (o frango deles é pequeno, tipo um galeto, de pele amarela, tipo frango caipira, é bem macio, nós adoramos), arroz e macarrão. Comemos porque não sabíamos quando comeríamos de novo, foi bom. À noite pessoas vão entrando no trem e fazem barulho, falam alto e ouvem música sem fone. O trem saiu “18h” de Porto Quijarro e chegou umas 10h (21/12) em Santa Cruz de la Sierra (15h de viagem). A estação onde chega o trem já é dentro da rodoviária. Então usamos el banho (banheiro) e já compramos a passagem de ônibus para La Paz, para as 14h. A viagem duraria 20h e já seria a terceira noite viajando, eu estava meio tensa. Tomamos um táxi para o centro de Santa Cruz (foi barato – 20bls), paramos num café, comemos, andamos pela praça, fomos ao mercado comprar água e comida, almoçamos no mesmo café (tipo um PF), pegamos um burguer king para levar e voltamos para a rodoviária. Tomamos o ônibus rumo a La Paz. Nesta viagem eu passei mal à tarde, tive enjoo (acho que almocei meio rápido e sem fome). Tomei remédio, coca, dormi e melhorei à noite. A Coca deles é muito boa, mais forte que a nossa, tomamos muitas na viagem. No meio da noite o ônibus parou num lugar muito feio para banheiro e lanche. Coisa muito simples, chão batido e molhado, comidas estranhas sendo assadas etc. Não compramos nada, fomos ao banheiro e partiu. O ônibus foi MUITO devagar e a viagem durou mesmo umas 20h ou mais. Chegando em La Paz (na parte alta), há muito congestionamento e demorou muito também. Aí já estava muito frio lá fora, mas dentro do ônibus fica super abafado (não ligam o ar), os vidros suam, é um horror (isso serve para todos as viagens lá rsrs). Chegando em La Paz eu senti sensação de sufocamento, falta de ar. Parecia que era o calor que estava me sufocando, até comecei a pedir que abrissem as janelas, mas era a altitude. Quase passei mal. A cidade, no primeiro momento, nos choca. É um buracão, com muitas casinhas sem reboco (ar de favela), de cara achamos feia. Chegamos na rodoviária de La Paz, trocamos dinheiro (toda rodoviária troca. Na época estava 100 dólares para 700 bolivianos, em regra. Levamos todo nosso dinheiro em dólar. Eu levei uns 400 reais também. O Pedro uns 200) e tomamos um táxi para o Hostel Copacabana, que haviam nos indicado, que fica próximo ao mercado das bruxas. Ficamos lá mesmo, era 150 bls o quarto de casal (75 reais – 38 para cada), com desajuno (café da manhã) e banho (banheiro) privativo. Banho é ducha. Aí tomamos um banho e fomos almoçar. A região é turística, há a rua Sagarnaga, que tem restaurantes, agências e hotéis há 2 quadras do hostel. O mercado das bruxas é uma rua cheia de vendinhas que vendem a mesma coisa (roupas e acessórios de frio, lembrancinhas, comprei tocas, luvas, cachecóis e presentinhos – tudo baratão). Almoçamos em um restaurante cubano na famosa rua Sagarnaga (30bls um PF de arroz, feijão, frango e banana – tava bom, feijão com tempero diferente, talvez cominho) e voltamos descansar. Em La Paz (4.300m de altitude) você sobe uma quadra de ladeira e parece que coração e pulmões vão pifar. rsrs Então você vai caminhando e descansando, sempre. Ali perto tem a igreja de São Francisco, que é bonita, e reúne muita gente todo dia em frente. No ano novo assistimos à missa lá. Gostamos de sentar e tomar uma cerveja e, embora a região ali seja muito turística, não há barzinhos lá, só restaurantes. Tomamos cerveja num pub inglês (The Lion King, algo assim). A cerveja é cara (chega a 32 bls), e a comida na Bolívia é muito barata (geralmente você come por 25-30bls). Ao lado do restaurante cubano (Sabor Cubano?) há uma pizzaria muito boa (Italian Pizza?), comemos lá várias vezes. Uma noite fomos ao Sol Y Luna (um restaurante/pub), o atendimento é bom, comemos o tradicional prato boliviano pique a lo macho, que leva carne, batata, cebola, pimentão, ovos, linguiça, e é bem apimentado. Nos primeiros dias eu tive azia, havia levado sachets de ENO e me ajudaram bem. Em La Paz, mesmo sendo verão, estava beeeeem frio (mais frio que La Pa só Cusco). A chuvinha frequente e mansa nunca foi problema na viagem (há muita gente que não recomenda a viagem em dezembro). O quarto do hostel era bem frio, eles têm cobertas boas/pesadas, mas eu passei um tanto de frio lá, em geral. Fomos com um mochilão cada, levamos mais ou menos isso: uma calça no corpo e uma na mochila, 6 camisetas, 2 casacos, boot no pé; tênis e chinelo na mochila, 1 shorts, só. Protetor solar e repelente são importantes, além de medicamentos para digestão, dor de cabeça, antiinflamatório. (Em Cusco lavamos as roupas, foi baratão, tipo 15 reais para cada). Em La Paz começamos a dormir mal por conta da altitude, é deitar e o nariz trancar. Compramos Vick boliviano, passávamos no nariz e boa. Tomamos chá de coca umas 3x na viagem e foi bom. Também tomamos um remédio contra altitude vendido em qualquer farmácia lá (mas não direto, imagino que tomamos somente uns 3 comprimidos na viagem toda). Outro detalhe marcante é que na Bolívia há muitos cachorros nas ruas; cachorros lindos, grandes, peludos, raças que não são muito comuns no Brasil; e eles não têm doenças de pele (acredito que por ser frio lá). No Peru reduz um pouco, mas também há. Na viagem devemos ter visto uns 500 cachorros ou mais. São umas graças, nos seguem. Ficam em frente aos comércios, casas; até os comerciantes têm cachorros ali. É muito comum. Nesta primeira tarde em La Paz fizemos essas coisinhas e fomos a uma agência ver um passeio para o outro dia. Todos falam superbem do passeio de bike; mas era o dia todo e estávamos cansados de 3 dias de viagem, abandonamos a ideia. Depois soube que era só descida. Mas, mesmo assim, não me arrependi de não ter feito. Optamos pelo Monte Chacaltaya e Vale de la Luna (sempre oferecem juntos). Não me lembro se foi 90bls para cada, acho que sim. Compramos em qualquer agência. Passam no hostel pegar, fomos de van, primeiro ao monte, subimos a 5.600 metros. O trecho de ida, que leva uns 40min, é bonito, vemos lagos e lhamas. Lá é muito frio; nesta época neva (tivemos essa sorte; nevou enquanto estávamos lá). Então podemos subir ao pico, que fica a uns 300m da base, acho. Mas é muito difícil, pelo ar rarefeito. Eu dava 10 passos e já precisava sentar. Sugeri ao Pedro de ficarmos só na metade, por sorte ele topou. rsrs Tiramos fotos lindas com a GoPro, apreciamos a paisagem e descemos. Na base há uma estação de esqui abandonada. Curtimos mais um pouco e a van voltou. Talvez 1h30 no Monte Chacaltaya. Aí a van volta para a cidade, atravessa ela toda e vai para o outro lado, para o Vale de la Luna. É um lugar lindo/impressionante, de formações vulcânicas, que antigamente ficava embaixo do mar. Você passeia por ali uns 40 min, tira muitas fotos e está pronto para vazar. Detalhes: no caminho eu cochilei, porque após o Monte Chacaltaya senti bastante estafa. E, ao contrário do frio do monte, o vale é quente e seco (impressionante). Então você deve ir com roupas frescas por baixo e casacos muito quentes por cima, e vai tirando feito uma cebola. rsrs Neste dia me queimei de sol. No caminho entre um e outro começamos a ver umas partes mais bonitas de La Paz. Adoramos o passeio. Na volta a van deixa todos na Igreja de São Francisco. Almoçamos na Italian Pizza e já fomos ver o roteiro do próximo dia, seria 24/12 (véspera de natal). Ao lado do nosso hostel havia um hotel chique com agência, então fomos ali mesmo e uma moça bacana nos vendeu a ida para Copacabana, de ônibus. Acho que foi 40bls para cada. (Detalhe: La Paz no natal e réveillon eles enchem as ruas de vendinhas e ficam trabalhando, tadinhos; senhores de idade, crianças, todos na rua). O ônibus saiu da rua Sagarnaga às 8 e fomos sentido Copacabana, passar o nosso natal. São aproximadamente 4h no total. Saindo de La Paz a paisagem já começa a ficar extraordinária. Vistas MARAVILHOSAS do Lago Titicaca; sem brincadeira, uma das coisas mais lindas que já vi na vida, deslumbrante. Você chega a um vilarejo para tomar uma balsa. Todos descem, o ônibus vai na balsa e as pessoas num barquinho beeeeem simples. A água do lago é azul marinho, mas transparente que você vê as pedras no fundo. Incrível, deslumbrante, perfeito. Então mais uns 40min de busão até Copa. Aí você desce do ônibus e tem umas 30 pessoas oferecendo pousada. Caímos nessa e fomos parar num hostel horripilante. Após dar o sim eu entrei em depressão. rsrs Fiquei com muito medo de falar pro Pedro que havia me arrependido, mas ele topou, avisamos que não gostamos do quarto e vazamos. Nem 30min no local. Ufa. Então precisávamos de outro hostel, almoçar, trocar dinheiro e buscar meu melhor casaco que esqueci no ônibus (socorro!). Uma das maiores lições que tirei dessa viagem foi: quando você já está cansado ainda vai demorar umas 3 horas, no mínimo, para você deitar na sua cama. Affe! Que trabalheira. Casaco recuperado, encontramos outro hostel muito simples (Hostel Sofia) e descansamos. Copacabana é muito simples. A orla é feia, um caos (ao contrário do que imaginávamos). Optamos por não ir à Isla del Sol (passeio quase obrigatório), para descansar e passar um natal tranquilo em Copa. A Igreja de lá é linda (tentamos ir à missa). Então compramos uma cerveja nas conveniências e ficamos andando por ali, conhecendo a cidade e vendo onde íamos cear. Há poucas opções. Encontramos somente uns 2 lugares legais, mas acabamos adorando o que escolhemos. Na Bolívia na noite de Natal comem um prato típico chamado Picana, que é um caldo ralo, com carne e um milho grande por cima. Não apeteceu. Então comemos qualquer outra coisa, bebemos e voltamos para o hostel que fechava às 23h (ninguém avisou, descobrimos na rua por sorte). Esse milho grande que eles têm lá é bem gostoso; comemos algumas vezes, sem medo de ser feliz. Outro prato típico de lá é o lomo saltado (que é carne grelhada com cebola e tomate). O Pedro comeu alpaca no Peru (a aparência é de cordeiro). Outros pratos típicos do Peru são cuy (porquinho da índia – não provamos por pena) e o famoso ceviche (provei e não gostei muito – de truta, nada de mais). Em Copa é tradicional comer truta (trucha), pescada do lago Titicaca. É gostosa como um salmão, mas comemos uma vez só; é meio pequena geralmente no prato. Ah, na Bolívia é tradicional comer saltenha também; nós já conhecíamos porque o MS faz fronteira com a Bolívia e em Corumbá tem muito. Tanto Bolívia quanto Peru possuem muitas variedades de batata (boas); prepare-se para comer muita batata; mas dá uma enjoada. Nessa noite o Pedro achou que ia morrer, não conseguia respirar. Passamos uns momentos de pânico e depois ficou tudo bem. rsrs No outro dia tomamos um ônibus sentido Cusco, com parada em Puno. Saiu de Copa pelas 13h, passa pela fronteira Bolívia/Peru (enroladinha), para em Puno e espera umas 4h e depois vai para Cusco a noite toda. Puno não estava no nosso roteiro, mas muita gente depois falou bem. Chegamos em Cusco de madrugada, tomamos um táxi e fomos a um hostel que haviam me indicado. Estava cheio, indicaram um ao lado, cheio também, então o taxista (espertão) indicou um lugar para ficarmos, a 4 quadras da praça das armas. Acabou sendo bom (Ccoscco House, algo assim). Era uma grande construção e uma das moradas era esse hostel, o lugar era feio, mas o hostel era ok. Com desajuno era uns 70 soles, acho. No Peru eles comem um pão muito fofo. Parece pão sírio, mas melhor. O café da manhã deles é: pão, manteiga, geléia e café preto (o café é muito estranho, um extrato que você mistura com água quente). Prepare-se para comer MUITO carboidrato e pouca proteína. Como a Bolívia é muito pobre e o Peru razoavelmente também, ovos, frios, carne são luxo. A moeda da Bolívia (bolivianos) vale a metade do real, aproximadamente. E a do Peru (soles) vale o mesmo do real, aproximadamente. Logo, o que antes era a metade do preço para nós, agora era preço cheio; logo, no Peru, você começa a gastar mais. Tivemos um choque também porque é raro aceitarem cartão na Bolívia. No Peru aceitavam um pouco mais, mas ainda nesse quesito o Brasil está muito bem, porque lá, em geral, é raro você usar o cartão. Nem passagem de ônibus geralmente você pode pagar com cartão. Logo, ande com dinheiro sempre. Cusco é maravilhosa, linda, charmosa. E muito fria, cruzes. Andamos pela cidade, conhecemos (principalmente ali ao redor da plaza de las armas) e já compramos o próximo passeio rumo ao supra-sumo “Machu Picchu” (S2). Em Cusco você já compra a entrada de MP, que custa, se não me engano, 50 dólares. O trem que leva de Ollantaytambo a Águas Calientes (cidade abaixo de Machu Picchu) geralmente custa 130 dólares. Naquele dia estava em promoção (75 dólares), mas acabou rápido. Então a única opção que nos sobrou foi: ir de van de Cusco até a hidrelétrica (aprox. 5h de van – demorou 6); aí você chega à hidrelétrica, almoça e encara 11km de caminhada até Águas Calientes, pelo trilho de outro trem. Esse é o jeito raiz. (Há um jeito mais raiz ainda de uma caminhada que dura 3 dias. Affe) Resumo: saímos de Cusco às 8h, pegamos muita chuva no trajeto de van (o que atrasa), chegamos à hidrelétrica pelas 14h, almoçamos e encaramos a caminhada. Nossa ida caminhando demorou 4h e me rendeu bolhas enormes nos pés. No restaurante do almoço compramos capas de chuva (5bls) porque garoava. Mas ali não é frio, graças a Deus. O percurso da caminhada é bonito e plano (quanto mais perto de AC, mais bonito). E ali a altitude é tranquila (2.600m). Centenas de pessoas vão caminhando. Se quiséssemos ir de trem da hidrelétrica até AC era 31 dólares o trecho (achamos caro). E a pergunta que todo mundo faz: e se o trem vier e me atropelar? Não acontece. Quando o trem vem todos vão para o lado e ele passa tranquilamente. Havíamos deixado parte da mochila em Cusco (no hostel guardam), mas ainda fomos com mochilas grandes. Detalhe: em Cusco você compra um pacote que inclui a entrada de MP, a van, o almoço na hidrelétrica, a hospedagem em AC com jantar e a van de volta. Isso sai por uns 100 dólares, se não me engano. Mas nós optamos por ir num dia, visitar MP no outro, dormir mais uma noite, e voltar no terceiro dia. Acho que saiu uns 20 dólares a mais, se não me engano. No fim foi uma ótima escolha, senão teríamos que conhecer MP correndo e voltar caminhando na mesma manhã. (Tivemos problema na hospedagem em AC porque a dona da pensão dizia que só havíamos pagado uma noite, quando na verdade havíamos pagado por duas noites. Foi complicado, ela causou algumas vezes – batia na nossa porta à noite, fiquei aterrorizada –, mas nós tínhamos um recibo e batemos o pé que havíamos pagado por tudo e ela que se virasse com o agente de Cusco – Chino – que era um cara bem enrolado. Quase perdeu meu permisso.) Chegamos a Águas Calientes pelas 19:30. Exaustos. A única coisa que queria era ir pro hostel. Mas, Débora, você está muito ingênua. Nos orientaram a chegar a AC e procurar a praça central. Lá fomos. Espera daqui, espera dali, um frio do cão se instalando, e você deve aguardar até seu guia chegar gritando seu nome. Cara, é aventura mesmo. Aproveitamos para tomar umas cusqueñas na praça enquanto isso. A guia chegou, nos levou para jantar e explicou que quem quisesse subir a MP de ônibus deveria comprar já, porque fechava 21:40. Então lá fomos nós. Bolhas nos pés, cansaço, peso, frio, mas ok. Já fomos decididos a não subir a MP à pé. Este ônibus, que sobe e desce várias vezes durante o dia custa 26 dólares o trecho. (É caro. Mas subir à pé é para os fortes. E, conforme um amigo disse, consertar o joelho depois sai mais caro ainda rsrs) De ônibus você leva meia hora; à pé talvez 1h30m (depende do ritmo). Mas não é caminho, é escada, só escada. É a própria escada usada pelos incas que habitaram MP. Quando você vai entrar no parque em MP você vê os pedestres chegando. É emocionante. Estão acabados, suados, vermelhos, exaustos, mas com cara de felicidade. Pedro e eu não aguentaríamos. Outro detalhe: Machu Picchu tem duas visitações durante o dia – ao comprar eles colocam você ou no turno da manhã ou no da tarde. O nosso foi da manhã. Então você precisa entrar em MP com um guia às 6:15. A fila do ônibus começa na rua às 4. O pessoal do micro-ônibus começa a checar os ingressos às 5. O ônibus começa a partir às 5:30. Resultado: nesta noite dormimos da meia noite às 3:20; e eu dormi de cabelo molhado, num frio de rachar (no dia mais importante, óbvio, ele não estava legal). Conseguimos ir no segundo ônibus. Neste dia foi punk pro Pedro; ele só conseguiu acordar de fato ao entrar em MP. É punk mesmo (para mim também foi). Quando entramos no ônibus, o Pedro tirou um cochilo e eu me emocionei. Não acreditava que havíamos conseguido chegar até ali, que enfim eu ia realizar o sonho de conhecer aquele lugar. Foi demais. Entramos em MP e a primeira volta você faz com um guia, que dura umas 2h. MP é impressionante de linda. As montanhas são muitas e altíssimas, e os vales são muito profundos. A paisagem chegando em MP já é muito peculiar e específica. Nesta primeira volta nós tiramos algumas fotos, mas eu quis prestar atenção mais no guia; pois poderíamos retornar em uma segunda volta e tirar mais fotos. Mas acabamos nos arrependendo, porque não queríamos dar uma segunda volta. rsrs Cansa. Eu imaginava que eu ia gostar de passar o dia todo em MP. Mas pelas 11 já estava suficiente e até eu quis ir embora. rsrs Levamos água e lanches, porque lá é precário. Dentro do parque não há banheiros ou estrutura de lanchonete, só antes de entrar no parque, e mesmo assim dizem ser caro pra caramba (o lanche). O banheiro é ótimo lá fora. Em MP estava frio de manhã (na tomada do ônibus etc), mas durante o dia ficou até que calor (daria para ficar de camiseta). Ah, a paisagem fica meio nublada (não são aqueles dias limpos do inverno), mas achamos que isso não interferiu na beleza do lugar e na experiência. Neste dia (apesar de somente visitarmos o parque) andamos uns 5km. No dia anterior uns 15km e no próximo também. Ou seja, nesta viagem anda-se muito. Voltamos a Águas Calientes, almoçamos e descansamos. Em AC você já pode usar mais cartão, há um café expresso aqui e ali (porque antes não havia); mas quiseram nos cobrar (e cobraram) 20% de taxa para usar o cartão. Absurdo. AC é um vilarejo bem charmoso e ali comprei uns colarzinhos de prata para levar de lembrança (colar e pingente saem uns 60 reais cada). Dormimos cedo neste dia porque estávamos exaustos e no outro dia haveria a caminhada de volta. Acordamos 8h, arrumamos a bagagem e vazamos. A caminhada de volta foi bem mais tranquila que a de ida. (Talvez porque já estivéssemos preparados psicologicamente) Fizemos em 2h, porque queriamos acabar logo com aquele sofrimento rsrs. No caminho encontramos um casal conhecido de Campo Grande/MS. É mole? Chegamos na hidrelétrica pelas 11, almoçamos no mesmo restaurante e aguardamos a van para voltar, que só sai umas 15h. Enquanto esperávamos a van fui picada por muitos pernilongos, foi bem ruim, picavam por cima da roupa (meu repelente havia deixado em Cusco). Na região da hidrelétrica é floresta amazônica no Peru, então é meio quente e úmido durante o dia. Tomamos a van e voltamos a Cusco, chegando à noite. No outro dia queríamos tomar o ônibus rumo a La Paz. Cedo arrumamos as coisas e saímos rumo à rodoviária de Cusco. Só havia ônibus para La Paz às 20h. Então deixamos a mochila na empresa do ônibus e voltamos ao centro, almoçamos, andamos, conhecemos uns mercadinhos, ficamos na praça, entramos num Starbucks usar a internet e tomar um café e voltamos tomar o ônibus (não acharam a mochila do Pedro – pensamos que haviam trocado, mas após 5min de tensão achamos). Em Cusco há nos mercadinhos uns produtos bons, importados, como não temos no Brasil. Mas, em geral, os mercadinhos são simples (tanto na Bolívia quanto no Peru). Outro detalhe é que em Cusco, na praça central (das armas), há umas crianças vestidas tradicionalmente carregando filhotes de alpacas para os turistas tirarem fotos. Somos contra essas coisas, mas como passamos muito tempo na praça nesse dia, quando assustei estavam elas perto de nós e colocaram a alpaca no meu colo. Tiramos umas fotos com elas (ficaram lindas) e demos umas moedas. A pobrezinha da alpaca só tinha 1 semana, chupou nosso dedo, morremos de dó. De Cusco a La Paz você passa pela aduana boliviana (umas 3h na fila sob o sol escaldante - sofrido). Chegamos em La Paz para passar o revéillon (31/12) e, para nossa surpresa, não havia ônibus para Santa Cruz no dia 1º, só no dia 2 às 13h e só no dia para comprar a passagem. Ficamos meio tristes porque não estava no roteiro perder um dia em La Paz na volta. E, além de tudo, era um dia em que praticamente nada abre, portanto nem poderíamos fazer um passeio ou algo assim. Mas ok. Fomos à missa na noite de 31/12 na Igreja de São Francisco e depois fomos na nossa pizzaria favorita passar o revéillon (italian pizza). Mas bateu a deprê porque só havia umas duas mesas ocupadas lá (nosso réveillon ia ser uma derrota rsrs). Então pelas 21h uns amigos do Pedro que estavam na cidade nos chamaram para ir no Hostel Lóki para passar a virada, pois lá haveria uma festa aberta a não hospedados no Lóki. Fomos. Estava SUPER legal. Uns 400 estrangeiros, música boa, bebida, animação, foi muito legal. Salvou nossa noite. No dia 1º saímos dar uma andada pela cidade e conhecemos uma parte mais bonita. Na avenida da igreja São Francisco, abaixo, há bastante docerias, gelaterias, fast foods, valeu a pena ter conhecido, porque ficamos um pouco assustados com a pobreza da região em que nos hospedamos (mercado das bruxas). No outro dia o Pedro foi bem cedo à rodoviária garantir as passagens do ônibus de Santa Cruz, que sairia às 13h. Chegamos cedo a Santa Cruz (no outro dia de manhã), tomamos café e já tomamos o ônibus para Porto Quijarro (fomos de trem e voltamos de ônibus, que é bem mais rápido). O trem dura 15h, o ônibus umas 6h. Um amigo teve azar nesta volta e o ônibus quebrou etc. Nós tivemos sorte, foi rápido e no fim da viagem a paisagem é bonita (já é pantanal). Mas não há lanchonetes no caminho (levem lanche/água). Chegamos a Porto Quijarro umas 20h, tomamos um táxi para Corumbá/MS e ao chegar na rodoviária compramos passagem para Campo Grande/MS às 23h acho. Neste ponto que disse que, se tivéssemos que passar pela aduana para sair da Bolívia e entrar no Brasil teríamos que dormir ali e esperar o outro dia. Como eu estava com muita pressa de chegar em casa, assumimos o risco para talvez termos que resolver isso depois, mas acabou não tendo problemas. Chegamos em CG às 6h da manhã, enfim em casa, após 16 dias. No fim das contas acho que gastamos cada um uns R$ 2.500,00 nesta viagem de 16 dias, contando tudo. Todos os preços e nomes de lugares são referentes a dez/2017. Todos os transportes atrasam. Eu dava uma causada. Valeu a pena? Muito. Foi inesquecível. Durante a viagem não tivemos a real noção do quanto foi legal (gostamos ‘médio’), mas hoje nos lembramos de tudo com muito carinho e saudade. Voltaríamos? Provavelmente não. Uma vez na vida está ótimo. Mas ficou a vontade de conhecer o salar Uyuni e o deserto do Atacama, para uma próxima oportunidade. Para os amigos indicaríamos ir de avião conhecer La Paz, Copacabana, Puno (que acabamos não conhecendo), Cusco, Águas Calientes/Machu Picchu. Como fomos pelo meio terrestre, não sentimos tanto a altitude; não sabemos como é quando se vai de avião. Também não conhecemos Sucre, que é a capital política da Bolívia e dizem ser legal. Indicamos que alguns passeios sejam cortados do roteiro sempre que o viajante estiver muito cansado. É bom avaliar as prioridades, caso contrário, fica estressante demais. Esperamos que este relato de viagem seja útil e/ou inspire alguém. =)
  12. Olá pessoal! Meu nome é Natália, tenho 21 anos e em janeiro desse ano fiz o clássico roteiro Bolívia-Chile-Peru durante 25 dias. Vim aqui compartilhar com vocês tudo que vi e vivi por aqueles lados e dar algumas dicas também! Primeiro de tudo tenho que agradecer a todos que postam relatos de viagem aqui, realmente ajuda muito. Eu li tantos relatos daqui que quando eu tava nas cidades era como se eu já soubesse onde ficavam as coisas, quais preços negociar com os taxistas.. kkk Deixo aqui meu agradecimento especial ao rodrigovix que escreveu o relato mais famoso aqui do mochileiros! Todos os brasileiros que eu encontrei estavam seguindo o relato dele, é realmente completíssimo. Eu baixei em pdf (tem o link lá no relato dele) e usava como guia quando eu tinha alguma dúvida, tipo: “ahh, cheguei em Arequipa.. Deixa eu ver quanto o Rodrigo negociou o táxi aqui”. Foi bom pra ter uma noção dos preços, recomendo o download! Agradeço também a todos que me inspiraram com seus relatos: leticia.amorim, barbara.fabris, nogy, guto.okamoto, tia poly e muitos outros. Valeu galera! Bom gente, essa viagem foi bem especial pra mim porque foi o meu primeiro mochilão e também a minha primeira viagem sozinha! Montei o roteiro baseado nos relatos daqui e fui adaptando de acordo com minhas necessidades e preferências. Comprei também um exemplar usado do Guia do Viajante Independente da América do Sul, é um livro muito bom pra ter informações dos lugares que você vai. Sobre os gastos: Antes de viajar montei uma planilha com os gastos que eu estava estimando. Fiz os cálculos com os valores que peguei nos relatos mais recentes que eu li. Peguei a planilha que a Maryana Teles postou aqui no fórum (valeu Mary!) e modifiquei ela, vou deixar linkada aqui. Essa foi a planilha com os gastos estimados! Mas os gastos reais foram menores. Estava planejando levar 1200 dólares mas acabou que não consegui juntar tudo isso.. E também o dólar aumentou muito depois das eleições nos EUA. Acabei levando só 1000 dólares + 300 reais que meu pai me deu de Natal (valeu pai!). Desse dinheiro gastei 900 dólares + 200 reais. E olha, com esse dinheiro deu pra fazer todos os passeios que eu queria, comprei muita coisa, fiquei em todos os Wild Rovers, não passei fome kkk Eu economizei bastante na alimentação e transporte, as vezes me dava o luxo de uma comida típica ou mais cara, mas a maioria das vezes comia nos mercados (adoro!) ou em restaurantes baratinhos, e no transporte sempre comprava o ônibus mais barato de todos kkk Ficava sempre em hostels no quarto mais barato, com exceção de Copacabana, onde eu passei muito mal e tive que pagar 2 diárias em um hotel mesmo. Dá pra fazer por menos? Com certeza! Quanto mais você controla seus gastos maior vai ser a economia. Ah, levei tudo em dinheiro mesmo na doleira. Troquei reais por dólares aqui em BH no começo de dezembro na péssima cotação de 1 dólar = R$3,57 Ressaltando aqui que nesse valor não está incluída a passagem para Santa Cruz, que deixei pra comprar em cima da hora (novembro) e paguei caro! De BH pra Santa Cruz paguei R$1644,00!! Conheci alguns mineiros de BH na viagem e eles me disseram que compraram em julho pra viajar em janeiro e pagaram metade do preço. Então tentem não deixar pra última hora.. Eu deixei porque só podia começar a pagar as parcelas em janeiro kkkk Outra coisa que não está inclusa é a passagem Santa Cruz - Sucre, que me custou 50 dólares. Essa passagem também é bom reservar com um mês mais ou menos antes viu. Olhei um mês antes e tava 30 dólares. Deixei pra uma semana depois e já estava 50! Não sei qual é meu problema em comprar passagens kk Seguro Viagem O seguro eu fiz pela Mondial e paguei 160 reais. Comprei na Black Friday com 30% de desconto. Não sei porque mas quando eu selecionava no motivo de viagem a opção mochilão o preço ficava absurdamente caro.. Então selecione como motivo lazer/turismo pra um preço mais amigável. Não utilizei o seguro nenhuma vez mas eu recomendo que vocês façam. Não foram poucas as pessoas que conheci que precisaram acionar o seguro! Sem contar que eu quase acionei também quando peguei uma intoxicação alimentar em Cusco. Compras pré-viagem Como falei antes, esse foi meu primeiro mochilão. Eu não tinha quase nada, só algumas roupas de frio, então tive que gastar um dinheirinho antes de viajar. Esses gastos não estão inclusos no gasto total da viagem, porque é uma coisa meio pessoal né. Segue a lista das coisas que comprei: Mochila 60 litros da Quechua- 330,00 na Decathlon - 2 meses depois estava 289,00 Capa de chuva pra mochila - 59,90 Conjunto segunda pele 100,00 Toalha de secagem rápida - 34,99 Bota impermeável - comprei usada no site enjoei uma da Quechua 2 cadeados - comprei em um camelô aqui em BH por 5 reais cada. A qualidade não é lá essas coisas mas deu pro gasto 1 lanterna - também no camelô por 8 reais Recomendo muito a compra de um óculos escuros também se vocês não tiverem.. Eu não consegui comprar e tive que usar um muito ruim desses que vendem na praia sabe? Péssima ideia kkk Documentos Os países que fui não exigem passaporte de brasileiros. Eu fui com meu RG e deu tudo certo. Só tem que tomar muito cuidado pra não perder os papéis que receber nas fronteiras dos países. Levei também o certificado de vacinação contra febre amarela que não me pediram em nenhum momento. Mas é bom fazer, vai que né.. Bagagem Fiquei com medo da mochila que comprei ser pequena demais (60L), mas cabe coisa demais viu gente? Eu levei muita coisa, não recomendo levar tanta coisa como eu porque fica pesada e eu comprava as coisas lá e ficava sem espaço pra colocar. Vou fazer a listinha daqui com as coisas que levei pra vocês terem uma noção e vou classificando se foi necessário ou não. No mochilão: -1 calça jeans (necessária) - 1 calça legging (necessária) - 2 shorts (apenas 1 é suficiente) - 1 moletom (usei pouquissimo, levaria só na época de frio) - 1 biquini (necessário) - 1 blusa de manga comprida (necessário) - 1 blusa segunda pele (necessário) - 1 calça segunda pele (necessário, usei muito, levaria 2!) - 4 camisetas sem manga (só 2 é suficiente) - 7 camisetas com manga (comprei algumas no meio da viagem, levaria só umas 5) - 4 sutiãs (necessário) - 2 toucas (não sei porque levei 2, só uma é suficiente) - 1 sandália (totalmente desnecessário) - 7 meias (necessário, levaria um pouco mais) - 10 calcinhas (necessário) - 1 blusa grossa impermeável (necessário, mas a minha era muito volumosa.. Levaria um corta-vento com menos volume) - 1 chinelo (necessário) - 1 bota impermeável (necessário) - 1 tênis (usei muito mas dava pra ficar sem) - 1 Capa de chuva (necessário) - 1 toalha de secagem rápida (necessário) - T de tomada (necessário) - jogo UNO (gostei muito de ter levado, usei em Uyuni) - 1 calça tailandesa (usava pra dormir) Na mochilinha: - 1 caderno pra anotações - 1 camera e carregador - carregador de celular - pastinha de documentos (RG, papeis da imigração, certificado de vacina, cópia de tudo) - protetor auricular (importante pra quem for ficar em hostel!) - óculos de sol horrível (necessário, mas comprem um bom) Algumas dicas: Se você for fazer trekkings recomendo a compra de meias próprias para trekking. Eu não comprei e me arrependi! Se forem na época de chuva não esqueçam de levar uma BOA capa de chuva, não peguei tanta chuva nas trilhas que fiz, mas peguei uma senhora chuva em Cusco e descobri que a minha capa de chuva não era tão boa, vazou água pro lado de dentro Comprem um bom óculos escuros. É um investimento que vale a pena. Saco de dormir é desnecessário no verão, inclusive no Salar. As mantas que forneciam nos refúgios eram suficientes, e olha que eu sou friorenta. É legal levar tênis pra andar pelas ruas da cidade, descansar os pés um pouco das botas! Necessaire*: Cortador de unha Desodorante Pente Sabonete Shampoo Condicionador Lixa de unha Creme de cabelo (explodiu na mochila e joguei fora) Protetor solar facial Protetor solar corporal Protetor labial Maquiagem (delineador, corretivo, base, pó, lápis de sobrancelha - usei quase nada) Pinça Escova + pasta de dente hidratante *É possível comprar tudo nos lugares, deve ser até mais barato. Eu preferi levar mas algumas coisas começaram a vazar/explodir. O creme de cabelo por exemplo nem usei, melecou minha bolsinha toda Remédios**: Paracetamol (dor de cabeça) Dipirona (febre) Dramim (enjoo - tomava pra dormir nos onibus) Multgripe (pra gripe) Salompas em gel (dor muscular) Imosec (diarréia) Band-aid dorflex **usei praticamente pelo menos um de todos que levei, menos dipirona e multgripe. Na doleira: 1000 dólares + 300 reais Cartão de crédito pra emergencias (não foi usado) Identidade (levei 2, uma velha na doleira e uma na mochila de ataque) Altitude Quase não senti os efeitos da altitude.. Senti um pouco de dor de cabeça quando estava no segundo dia do tour do Salar de Uyuni, uma amiga que conheci no tour me deu aquelas Soroche Pills, e rapidinho eu tava bem! Senti um pouco também quando estava subindo as montanhas coloridas, o guia me deu um pouco de água florada, muito boa também. Mas recomendo comprar algumas folhas de coca pra fazer o tour do Salar.. Câmbio O dólar estava mais vantajoso em praticamente todos os lugares que fui. A única exceção foi Arequipa, encontrei boas cotações para o real lá, tanto que troquei 200 reais. No resto compensa mais levar dólares. Tentem cambiar tudo em cidades maiores. As cotações nas cidades pequenininhas são ruins. Roteiro Meu roteiro sofreu algumas alterações durante a viagem. Cortei um dia em San Pedro, porque dava pra fazer os passeios que eu queria em 2 dias e também porque lá tudo era muito caro e adicionei mais um dia em Arequipa. Não incluí Ica no roteiro porque estava com medo do dinheiro não dar (bobagem) e também porque eu não queria um roteiro muito apertado de passeios.. Queria pelo menos um dia em cada cidade pra ficar tranquila e andar sem rumo pelas ruas. Recomendo que tentem fazer isso, deixem um dia pelo menos pra ter tempo de explorar Arequipa, Cusco, La Paz.. São cidades muito interessantes, diferentes, tem muita coisa pra ser vista. Segue o roteiro que fiz: 01/01 - BH -> SP -> Santa Cruz -> Sucre 02/01 - Sucre -> Uyuni 03/01 - Uyuni - Tour pelo Salar 04/01 - Tour pelo Salar 05/01 - Tour pelo Salar -> San Pedro de Atacama (Valle de la Luna) 06/01 - San Pedro de Atacama -> Arica (Piedras Rojas) 07/01 - Arica -> Tacna -> Arequipa 08/01- Arequipa (museus, mercado, etc) 09/01 - Arequipa (Canion del Colca) 10/01 - Arequipa -> Cusco 11/01 - Cusco (fechar passeios, mercados, andar pela cidade) 12/01 - Cusco (Valle Sagrado) 13/01 - Cusco (Montanhas Coloridas) 14/01 - Cusco -> Aguas Calientes 15/01 - Aguas Calientes -> Machu Picchu! 16/01 - Aguas Calientes -> Cusco 17/01 - Cusco (Free Walking Tour) 18/01 - Cusco -> Copacabana 19/01 - Copacabana 20/01 - Copacabana (bate-volta na Isla del Sol) 21/01 - Copacabana -> La Paz 22/01 - La Paz (andar pela cidade, teleférico, mirante, etc) 23/01 - La Paz (Downhill) 24/01 - La Paz -> Santa Cruz 25/01 - Santa Cruz -> SP-> BH Sobre mulheres viajando sozinhas Muita gente durante a viagem me perguntava por que eu viajava sozinha. Eu sempre quis fazer uma viagem assim e adorei! Não tive nenhum problema em relação a isso, pegava transporte público nas cidades, voltava pros hostels de noite sozinha.. Conheci muita gente durante a viagem, então nem ficava tão sozinha. Sempre tinha alguém pra conversar. Achei as cidades relativamente seguras. Mas eu tomava cuidado sempre. Vi algumas pessoas falando que foram furtadas, tiveram a mochila roubada, então é importante estar sempre atento a seus pertences. Eu não desgrudava da minha mochila de ataque, ela sempre ia no meu colo nos ônibus e sempre que eu saía, mesmo nos tours eu levava comigo (meus documentos estavam lá!). E a doleira ficava comigo o tempo todo, só tirava pra tomar banho kkk Então se você está insegura de viajar sozinha por esses países: não fique! É super tranquilo. Vi muitas gringas viajando sozinhas também, é mais normal do que pensamos. Só vai! Finalmente vou começar o relato do dia-a-dia. Anotei quase todos os gastos, deixarei os gastos do dia no final do post de cada dia. Qualquer dúvida podem me mandar por aqui, por MP, por e-mail: [email protected], por carta, etc. Vamos lá! Planilha da alegria: Mochilão Peru e Bolívia - estimativa.xlsx
  13. Uma das coisas mais emocionantes sobre viagens é planejar o roteiro, imaginarmos o lugar, ansiar o dia da viagem, e outra mais ainda, é viajar, é vivenciar tudo que você colocou no roteiro, é se surpreender com costumes, se maravilhar com novos sabores, é ser livre! O Peru é o lugar mais versátil que já pesquisei para viajar, tem para todos os gostos, e para os mochileiros de plantão, a dificuldade está em encontrar mais dias para planejar um roteiro completo, que faça com que conhecemos tudo, além do usual. Foi bem trabalhoso planejar meu roteiro, tinha muitas hipóteses e variáveis. Mas saiba que é possível fazer uma viagem sem comprar pacotes moldados e com tempo limitado. Para isso você só precisa de Paciência e gostar de ler! Para começar: - Comecei a pesquisar tudo com 1 ano de antecedência(desde passagens, agências de Passeios, mal de altitude, pontos turísticos, etc.). - Com a pesquisa, percebi que embora trabalhoso, seria mais vantajoso comprar tudo lá (com algumas exceções que explicarei posteriormente), cotando do Brasil tudo fica mais caro. Eles tem o costume de receber muitos Americanos, Franceses, Russos, etc., qualquer estrangeiro que tem uma moeda mais forte que a nossa! Os poucos brasileiros que encontrei foi em Cusco. (Isso não quer dizer que não haja Brasileiros nos outros lugares, somente que é mais difícil encontrá-los), assim tudo fica mais caro para nós mesmo. Mas eles costumam oferecer maiores descontos para o MERCOSUL. Planejamento: Decidi comprar com antecedência: - As Passagens de Avião - Ingresso do Parque Machu Picchu (pois ia subir a Huayna Picchu) - As Passagens de Trem - Por consequência (como já tinha os dias que ia visitar o parque) já reservei o hotel também em Águas Calientes. - Como estava em promoção também já comprei as passagens de ônibus para Huaraz. - Seguro Viagem (preços no decorrer do relato) Altitude Cidade que necessitam de aclimatação 3 050 m (Com 6768 m huascaran) Huaraz 3 399 m Cusco 3 819 m Puno 3 825 m Juliaca 2 335 m Arequipa Não subestime a Altitude e os efeitos que ela pode trazer, seja você sedentário, atleta, fumante, homem ou mulher! Sou sedentária, e fico feliz em dizer que não sofri o mal de altitude nos dias em que estive lá. Nem quando andei umas 6 ou 7 horas para conhecer o Cânion de Colca! Pesquisei e li muito sobre o assunto (até artigos científicos), tem vários remédios que ajudam, mas decidi que seria arriscado, pois vários deles tem uma lista enorme de advertências, interações, reações adversas, etc. E não queria tomar um remédio que nunca havia tomado, estando em viagem. Segue link para quem quiser ler a bula do DIAMOX, por exemplo, http://http://www.medicinanet.com.br/bula/1880/diamox.htm O que eu decidi fazer foi: 15 dias antes da viagem: Tomar 1 comprimido de ferro (vitamina) por dia, até o dia da viagem 7 dias antes: Tomar 1 comprimido de vitamina C por dia até o dia da viagem. (esporadicamente em viagem continuei com a vitamina c, por causa da troca de clima e por causa da rinite. 15 dias antes da viagem: triturei alho, isso mesmo, ALHO e comi uma colher por dia (puro). Sem contar o que usamos na comida. Em viagem: Muita água, pouca comida, e excesso de respiração profunda, somente pelo nariz! Nota: Comprei o OXISHOT (oxigênio) por vias da dúvida, e quando usei fiquei um pouco ruim, dinheiro jogado fora. Mas para quem realmente precisa deve fazer um bom efeito. -Para quem tem interesse, também tem a Saúde do viajante, no Instituto Emilio Ribas. Qualquer pessoa pode utilizar esse serviço, não precisa ser paciente do hospital. http://http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/ - Masque sempre folhas de coca durante as caminhadas Sintomas do mal de altitude: Leve: Dor de cabeça - Náuseas ou perda de apetite – Insônia -Vertigem Moderado: Cefaleia resistente a aspirina – Vômitos Grave: Falta de ar em repouso - Fadiga anormal - Oligúria (falta de urina) Clima Outra coisa que me preocupava era o clima, pois ia do inverno das Cordilheiras para o Deserto de Ica. Conseguimos levar uma mochila de 90 litros para duas pessoas e fomos usando as lavanderias pelo caminho. Foi maravilhoso levar pouca coisa, o que eu nunca imaginei, pois sempre levei muitas coisas em minhas viagens. Sabendo escolher bem os tecidos, não é necessário levar muitas blusas e calças. Os Lugares mais frios: Lagunas no parque em Huaraz (pode nevar), Puno (O lugar mais frioooo) e Cusco (menos frio que o restante, mas é frio também) O que levei e não deixaria faltar: 1. Blusa Segunda Pele (térmica que esquenta ainda mais) 2. Segunda camada (fleece e cacharrel) 3. Última camada (Jaqueta impermeável, corta vento, com forro de fleece e Balaclava acoplada, foi o que me salvou no vento gelado que doía o nariz) 4. Calça Segunda Pele ( meia calça, a mais grossa) 5. Calça (Fleece) 6. Meia (térmica e normal) 7. Luva (de lã e de Fleece touch) 8. Capa de chuva 9. Tênis impermeável e antiderrapante para trilhas 10. Bota impermeável com forro de lã acrílico, antiderrapante 11. Papel Higiênico e Lenços Umedecidos para usos diversos 12. remédios (diversos) 13. Protetor solar (Use e Abuse) 14. Hidratante corporal e labial ( O frio e a desidratação por conta da altitude judiam) 15. Óculos 16. Shampoo a seco( porque lavar os cabelos no frio do Brasil ninguém merece, imagina na cordilheiras !) e 17. Umidificador de nariz (no deserto o nariz fica muito seco, você respira poeira!) Nota: Não deixe de levar uma boa jaqueta impermeável e um bom calçado, é caro, mas invista, a falta de um desses itens podem te dar uma baita dor de cabeça, e não é de altitude! Em alguns passeios várias pessoas caíram ou escorregaram por não terem o calçado adequado, e outras tiveram que comprar aquela capa de chuva zuada por um preço abusivo, que nem duram. Como estava com a minha impermeável, nem sofri, as chuvas nesse período são passageiras, elas vão embora muito rápido, mas chega a molhar se não tiver com capa. E se nevar,o gelo escorrega que nem molha. *Esqueça roupas com tecido de algodão, no final você vai ficar molhado, porque esse tecido não exterioriza o suor. Prefira: lã, Fleece, Acrílico, veludo, etc. *Leve pouca roupa e lave numa lavanderia, em Arequipa pagamos 3 soles por kilo de roupa e em Cusco 2,50 soles! Link de lojas que vendem artigos diferenciados: http://http://www.arcoeflecha.com.br/meias-s10000226/ http://http://www.orientista.com.br/ http://http://lojasmundoterra.blogspot.com.br/2010/08/check-lists.html http://http://www.conquistamontanhismo.com.br/onde-comprar http://http://www.decathlon.com.br/ http://http://www.oficinadeinverno.com.br/ CÂMBIO Cada um tem sua preferência, assim não vou entrar no mérito da questão apenas vou falar o que eu preferi fazer de acordo com a realidade da minha viagem. Trocar aqui estava fora de cogitação, pois a cotação do novo sol estava ruim, assim como o dólar. Comprar aqui e vender mais barato lá não compensa. Mas precisava de algum dinheiro para sobreviver o primeiro dia em Lima, como ia chegar no domingo tudo estava fechado. Não queria ficar me preocupando com câmbio também e não queria andar com muita quantia no bolso. Assim troquei alguns dólares aqui, levei reais e cartões para emergência (lembre-se de desbloqueá-lo). E a maior parte enviei via Western Union. Para não ficar com muito dinheiro dividimos em duas partes. Abaixo demonstração de uma das transação que fizemos: http://economia.uol.com.br/cotacoes/">http://economia.uol.com.br/cotacoes/ Guia da Cotação http://www.guiadacotacao.com.br/ Cotação https://www.cotacao.com.br/ Melhor Cambio https://www.melhorcambio.com/ Western Union http://www.corretorawesternunion.com.br VET https://www.bcb.gov.br/rex/vet/index.asp Spmundi https://www.spmundi.com.br/ Treviso http://www.trevisocc.com.br/ SEGURANÇA Essa foi a questão que mais me preocupou, se eu ia voltar viva dessa viagem! Primeiro por causa das viagens de ônibus, as vias beiram o precipício, imaginem viajar a noite? Segundo por causa de roubo nas estradas e nas cidades em geral, porque né, não dá para esconder nossa cara de turista! Sempre procuro passar despercebida, mas é só hablar que ya, já sabem que somos Brasileiros. Li em algum lugar que os nativos de todo o mundo sabe quem é turista, fácil: são aqueles que estão de óculos ou com garrafa de água na mão. Prestei atenção, e não é que a pessoa tem razão! Fica a dica! Pesquisei sobre isso e não encontrei NADA. Realmente as estradas beiram o precipício, mas é mais tranquilo que andar de moto em SP, os motoristas andam devagar e tem um painel mostrando os KM/h. Os motoristas fazem teste de bafômetro, filmam as pessoas dentro do ônibus, não transportam pessoas embriagadas nem drogadas e em percursos longos há revezamento de motoristas. Há acidentes com turistas que alugam carros e não conhece os macetes para andar nas curvas e precipícios e ainda mais na altitude. E o transito é tão bagunçado lá que é melhor não arriscar. Ficamos com medo de andar com dinheiro, e eis que vimos muitas pessoas com bolos de dinheiro na rua do banco fazendo cambio, outras saiam do banco livremente contado o dinheiro que acabaram de sacar, enrolavam e colocavam no bolso e saiam livremente pela rua! Ri demais dessa cena, onde que podemos fazer isso aqui sem ficarmos desconfiados? As crianças brincando livremente na rua também, aqui se bobearmos roubam nossas crianças e vendem para outros Países... Somente duas cidades fiquei receosa, não aconteceu nada para isso, é só porque eram feinhas: ICA e PUNO. Parece que casas terminadas pagam mais impostos, por isso eles deixam inacabadas. Enfim, só posso dizer que me surpreendi com os peruanos, digo até que eles são mais evoluídos, dando mais valor a terra do que ao dinheiro (basicamente). SEGURO VIAGEM Contratei o da Porto Seguro, pois possuo o cartão e pagaria mais barato. Valor: 108,50 reais Abaixo o link para conhecer as avaliações dos seguros. Lembre-se que só tem avaliações de quem não ficou satisfeito com o atendimento, mas a resposta e a maneira que a empresa resolveu a questão é o que nos interessa. https://www.reclameaqui.com.br/categoria/seguro-de-viagens/ Nota: Verifique se o seu cartão já possui seguro viagem gratuito. ROTEIRO Idioma Espanhol Moeda Novo Sol Fuso horário Duas horas a menos que o horário de Brasília. Aeroporto mais próximo Aeroporto Internacional Jorge Chávez - Lima Voltagem 220 volts | Tomadas tipo A, B e C – 20 Amp. Vacina O Peru não exige Certificado Internacional de Vacinação Documentação Passaporte válido ou Carteira de Identidade original com foto recente que identifique o portador Consulado Avenida Jose Pardo, 850 | Miraflores Passagens de avião: Gosto de pesquisar em vários sites, mas basicamente, o que sempre dá certo é pesquisar na Decolar ( Clico em: ainda não defini datas, para ver o dia mais barato no mês que pretendo viajar, as vezes indo em um dia anterior ou posterior ao dia escolhido fica mais barato), e depois vejo no site da empresa correspondente, se está o mesmo preço ou ainda mais barato. Pretendia ir dia 13/05 mas o dia 14 estava muito mais barato e ainda era Avianca que eu gosto muito. O site Avianca internacional é um pouco confuso, mas se prestar atenção é possível comprar sem problemas. Assim comprei as passagens multidestino: SP>LIMA – CUSCO>SP (como ainda não tem aeroporto internacional em Cusco paramos novamente em Lima para vir a SP.) Valor da Passagem de avião por pessoa (Avianca): R$ 1157,40 NOTAS: Já há projetos para construção do Aeroporto internacional em Cusco (Chinchero), quando estávamos lá houve inclusive greve porque Lima é contra. Use uma aba anônima no seu navegador pressionando os comandos no seu teclado ctrl + shift + n para fazer pesquisas relacionadas a preço, às vezes fica mais barato! Abaixo disponibilizo os links de sites que uso normalmente para pesquisa e compra de passagens para qualquer destino: Nome Site Tipo Skyscanner https://www.skyscanner.com.br/ Comparar CVC http://www.cvc.com.br/index.aspx Comparar e comprar Decolar http://www.decolar.com/ Comparar e comprar Submarino http://www.submarinoviagens.com.br/index.aspx Comparar e comprar Tam/Latam https://www.latam.com/en_un/ Comprar Gol https://www.voegol.com.br/pt-br/paginas/default.aspx Comprar Azul http://www.voeazul.com.br/ Comprar Avianca Br http://www.avianca.com/pt-br/ Comprar Avianca In http://www.avianca.com.br/destinos/destinos_internacionais Comprar Copa https://www.copaair.com/pt/web/br Comprar Peruvian http://www.peruvian.pe/pe/ Comprar Viva Colombia https://www.vivacolombia.co/co Comprar Star Peru http://www.starperu.com/br/ Comprar Taca / Avianca http://brasil.taca.com/pt/ Comprar ViajaNet http://www.viajanet.com.br/ Comparar Tripadivisor https://www.tripadvisor.com.br/ Comparar Melhores Destinos http://www.melhoresdestinos.com.br/ Comparar Aerolineas Argentinas http://www.aerolineas.com.ar/pt-br Comprar Links para ajuda no roteiro: ROTEIRO Mochileiros http://www.mochileiros.com/ Informações sobre tudo Tripadivisor https://www.tripadvisor.com.br/ Informações e comparação Viaje aqui http://viajeaqui.abril.com.br/vt Informações sobre tudo Sunday Cooks http://sundaycooks.com/ Informações sobre tudo Viaje na Viagem http://www.viajenaviagem.com/ Informações sobre tudo Melhores destinos http://www.melhoresdestinos.com.br/ Informações sobre tudo O Melhor mês do ano http://www.omelhormesdoano.com/ Informações sobre tudo 4Pies http://www.4pies.com.br/ Informações sobre tudo Links para ajuda na escolha do hotel: HOTÉIS CVC http://www.cvc.com.br/index.aspx Comparar e comprar Decolar http://www.decolar.com/ Comparar e comprar Submarino http://www.submarinoviagens.com.br/index.aspx Comparar e comprar Skyscanner https://www.skyscanner.com.br/ Comparar Trivago http://www.trivago.com.br/ Comparar Rome2rio https://www.rome2rio.com/pt/ Comparar Hotéis.com https://www.hoteis.com/ Comprar Booking Booking.com - Hotéis no Brasil‎ Comprar Tripadivisor https://www.tripadvisor.com.br/ Comparar Melhores destinos http://www.melhoresdestinos.com.br/ Comparar 1. LIMA 14/05/17 ÀS 08:50 – Chegamos em Lima Lima é uma cidade (ponto), é interessante para quem viaja com foco em gastronomia, como em todo o Peru a comida é maravilhosa, bem pelo menos para quem gosta de tempero, batatas fritas e frango que tem em excesso, é o que eles mais comem (mas tem outras coisas, claro). Como o foco das minhas viagens é a natureza, planejei ficar só essas horas e deu para fazer tudo que planejei, assim, um dia foi mais que suficiente. Ao chegar na porta choveu taxistas, o que irrita bastante, conseguimos pagar em reais. Os táxis são baratos e o Uber funciona, para quem está sozinho, pode compensar pegar ônibus, achei bem organizado. Segue link: http://www.metropolitano.com.pe/ Fomos direto para Cruz del Sur, na Av. Javier Prado Este # 1109 Urb. El Pal. (guardar as mochilas, gratuitamente, pois iríamos para Huaraz á noite). Depois disso fomos ao Parque do Amor (Malecon de la Reserva | Miraflores, Lima 18, Peru ) e ao restaurante La mar (Av. Mariscal la mar, 770 – miraflores –lima), pois queria provar o verdadeiro Ceviche e Pisco Sour. Carooo ! Mas Valeu a Pena! Em seguida fomos a Huaca Puclana (Calle General Borgoño Cuadra, 8 | Miraflores, Lima, Peru) e ao Parque da Reserva (vale a pena conhecer e ver o Circuito mágico das Àguas na Madre de Dios, 15046) e partimos da Cruz del Sur para Huaraz. Outros lugares para Comer: Alfresco - Malecon Balta 790, Miraflores, Lima, Peru Costa zul Seafood - Jr. Berlin 899 | Miraflores, Lima Lima 18, Peru El mercado - Hipólito Unanue 203,Miraflores, Lima. Rafael - San Martín 300 Miraflores / Lima 18, Perú Tanta - Pancho Fierro 115 (próximo ao Parque El Olivar) Tanta Miraflores - Av. 28 de julio 888 Café - Enrique Palacios 329, Lima 15074, Peru Juan Valdez - Avenida Malecon de la Reserva, 610, Lima 15074, Peru Burguer king - Av Jose Larco 201, Miraflores - La Rambla, Av. Javier Prado Este 2050, San Borja Mc Donalds - Av. Javier Prado Este 130 Redes de supermercados Metro - Av. Benavides Nro. 620, Miraflores - Lunes a domingo de 7:00am - 11:30pm - Calle Shell Nro. 250, Miraflores - Lunes a domingos 24 Horas - Av. Canadá Nro. 654 (110) esq. con Av. Nicolás Arriola, La Victoria (perto da cruz del sur) Wong - Av. Santa Cruz 771 Urb. Los Sirius - Esq. Av. Benavides y Av. Republica de Panamá - Calle Arias schereiber 270 C.C. Aurora Ucello 162, San Borja 15036, Peru ( Perto da Cruz del Sur) Plaza Vea - Avenida Arequipa, Miraflores, Lima, Perú (perto de huaca puclana) Tottus - Calle Las Begonias 785, San Isidro 15046, Peru Links úteis: http://parquedelareserva.com.pe/ http://huacapucllanamiraflores.pe/horariosytarifas/ »Guia do bairro Miraflores em Lima http://www.tottus.com.pe/tottus/ (mercado) Gastos (para duas Pessoas): R$ 40,00 Taxi (até Javier Prado) S.16,00 Taxi (até parque do Amor) S/.12,00 Taxi S/. 220,00 Almoço na La Mar S/.16,00 Mercado (Água custa em torno de 3 soles) S/.8,00 Entrada do Parque S/.22,00 taxi S/. 16,00 Lanche 2. HUARAZ 15/05/17 ÀS 07:00 – Chegamos em Huaraz • As Passagens de Ônibus para Huaraz Comprei a Ida pela Cruz del Sur – Total por pessoa R$ 48,31 com IOF, pois comprei com antecedência do Brasil. Volta pela Oltursa – Total por pessoa R$31,08 com IOF. Abaixo disponibilizo os links de sites que uso normalmente para pesquisa e compra de passagens no Peru: (Alguns é possível comprar e ver horários) Empresas de Ônibus https://www.busbud.com/pt http://www.cruzdelsur.com.pe/ ormeno »Inka Express »Turismo Mer »Huayruro Tours »Soyuz »Civa http://www.oltursa.com.pe/ »Tepsa »Expresosocial »Linea »Emtrafesa »Moviltours »Chiclayo »Expreso Wari »Flores »Perubus »Transmar »Turdias http://www.4m-express.com/pasajes_es.htm Chegamos a Huaraz e fomos andando para o hotel, era perto da Plaza de Armas. (Em qualquer lugar que vá para o Peru, fique em hotéis próximo a Plaza de Armas, assim pode-se fazer tudo andando e encontrar tudo que precisa nos arredores: mercado, farmácia, etc.) A dona do Hotel nos ofereceu os passeios e acabei fazendo pelo intermédio dela mesmo. Resolvemos algumas coisas e ficamos aclimatando. 16/05/17 – Passeio ao Nevado Pastoruri a 5000m de altitude Todos os passeios são distantes de Huaraz, assim que demoram mais ou menos 2 horas só a ida. Para conhecer o Nevado você anda pouco, 45 minutos ida, o problema é a altitude e o frio, chegou a nevar um pouco quando fui, assim, vá preparado para o frio, leve e beba bastante água, não senti nada de dor, mas parecia que estava carregando um guindaste, chega até ser engraçado, você não conseguir correr, só andar e, lentamente.... também senti que respirei mais nesses 45 minutos do que meus 30 anos de vida! Sempre levei um rolo de papel higiênico, fiquei com coriza (rinite) por causa do vento gelado, só nos passeios. Dica: Quando pensar que não pode mais, beba água, e respire profundamente, somente pelo nariz! E ande um passo de cada vez, passos curtos e lentos, mas sem parar! E Não sente! 17/05/17 – Passeio a Laguna Llanguanuco e 69 Apesar de andar mais, muito mais, achei mais fácil que o Nevado, mas cansa muito e sou sedentária, as subidas são de matar, mas aqui consegui carregar meu peso mais fácil! E olha que era em torno de 4200m. Dica: A mesma de cima e vá com roupa de frio e impermeável, aqui neva mais e pode chover (quando fui não choveu, mas nevou na laguna) o percurso é mais longo, o sapato também (impermeável), além de ser antiderrapante. Não há banheiros! Antes, na ida, aproveite as paradas para usar, por que depois que começa a trilha só o matinho.... 18/05/17 – Passeio a Laguna Querococha e Chavin de Huantar Esse passeio é bem tranquilo, não há caminhada, tudo feito no ônibus. Mas é bem longe, e tem muita história, para quem não gosta de museu, esse pode ficar de fora. ÀS 22 voltamos para Lima Huaraz tem muito a oferecer para quem tem tempo. Eu gostaria de ter feito Parón e Churup, entre outras coisas.... Acredito que 5 dias, são suficientes para conhecer o básico.... Nota: comprei um chip da Claro, para usar internet durante a viagem pois ia fazer reservas e comprar passagens pelo celular, a internet é ótima, 4G. Gastos (para duas Pessoas): S/ 54,00 Mercado S.34,00 Jantar S/.44,00 Almoço S/. 33,00 Mercado S/.5,00 Balas de Coca/folhas de coca,etc S/.20,00 Entrada do Parque S/.70,00 Passeio Pastoruri S/. 37,00 Farmácia (oxi Shot) S/.30,00 Chip claro +crédito S/.37,00 Mercado S/. 100,00 Entrada parque e passeio 69 S/.72,00 Jantar S/.10,00 mercado S/.80,00 Passeio Chavin S/. 53,00 Almoço S/. 240,00 Hotel S/. 6,00 Taxi até a rodoviária 19/05/17 – Lima- Ica Chegamos em Lima cedo, íamos descer na Javier Prado para pegar o ônibus com destino a Ica mas não sabíamos se ia dar tempo. Então descemos na Plaza norte para Seguir a Ica. Como o Plaza norte é terminal do governo tivemos que pagar uma taxa de embarque que não possui na Cruz del Sur da Javier Prado, visto que o terminal é próprio da Empresa. Chegamos em Ica, e já reservamos o Passeio de Buggy, enquanto esperávamos passeamos pelo Oasis de Huacachina. À tarde fizemos o Passeio de Buggy e vimos o por do sol das Dunas, lindíssimo, e ainda fizemos o Sandboard, incluso no passeio. 20/05/10 Ica- Paracas Reservamos com a mesma agencia o passeio a Reserva Nacional de Paracas, não foi possível ir as Islas Ballestas, estava fechado há dias por causa da instabilidade do Mar. Venta muito na Reserva.... Gastos (para duas Pessoas): s/. 7,00 Táxi até o hotel s/. 4,00 àgua s/. 46,00 Almoço s/. 88,00 Passagem de ônibus s/. 90,00 Passagem de ônibus Nasca s/. 7,20 Entrada para Dunas s/. 218,00 Passeio Buggy e Reserva Paracas s/.20,00 Entrada Paracas s/. 25,00 Doces s/. 36,00 Café da Manhã s/. 63,00 Almoço s/. 59,00 Diária no Hotel 21/05/2017 – Ica – Nasca Chegamos á noite em Nasca e já reservamos via Whats o Sobrevoo as linhas de Nasca. Fantástico, super recomendo! Os horários dos ônibus são ruins para Arequipa,(cruz del Sur) assim, ficamos esperando até de noite para seguirmos para lá. Dica: Tome remédio para Enjoo se for fazer o Sobrevoo Empresas que fazem o Passeio: Linhas de Nazca »AeroParacas »Alas Peruanas »Aerodiana Gastos (para duas Pessoas): s/. 5,00 Táxi até o hotel s/. 3,00 àgua s/. 10,00 Camiseta de Nasca s/. 460 Passeio as linhas de Nasca (Voo) (com taxa de embarque) s/. 130,00 Passagem de ônibus Arequipa s/. 32,50 Lanche s/.39,30 Almoço ? Diária no Hotel 22/05/2017 – Arequipa Muitas opções de passeio para quem tem tempo, no nosso caso só estávamos interessados em conhecer o Cânion que parte de Arequipa e vai até Chivay. Não recomendo bate e volta! Escolhemos o Passeio de 2D1N com caminhada de 6 a 7 horas para descida do Cânion!!!! 23/05/17 – Chivay A van nos leva para tomamos café depois O primeiro ponto do tour é o Mirador Cruz de los Condores, depois começamos a caminhada. 97% descida,2% plano,1 %subida, há muito degraus, pedras, precipício e terras pelo caminho. Como tem muita descida o joelho e os dedos dos pés pode doer. Após 2:30 a 3 horas chegamos na parada para almoço, descansamos uns 40 minutos (aqui que é o problema, pois o corpo esfria e aí já sabe, a coragem vai embora e as dores começam a aparecer Junto com o cansaço) e seguimos caminhando.... Depois de muita descida, chegamos no final. Não espere muito conforto nos quartos, mas dão para o gasto... 24/05/17 – Chivay- Arequipa Acordamos de madrugada para começar a caminhada que começaria á noite, tivemos que levar lanternas (já levei do Brasil), foram 3 horas só subindo “degraus”, parecia que não acabava mais, algumas pessoas desistiram e contrataram mula, eu prefiro morrer de caminhar do que cair de cima de um desses. O caminho beira o precipício o que já dá medo de caminhar imagine em cima de um bicho desses. Há casos de pessoas que caíram do cavalo, literalmente. Cuidado! https://oglobo.globo.com/brasil/-5567253 Eu fiz muito esforço e consegui!!!! Um passo de cada vez, bem devagar e cheguei... E eu nem fui a última! Assim, tomamos café e seguimos para conhecer o Valle del Colca. Dica: Casaco corta vento, bota ou tênis para Trekking, Papel, muita água, protetor solar, manteiga de cacau,não fez muito frio, ainda mais porque caminhamos... Gastos (para duas Pessoas): s/. 10,00 Táxi até o hotel s/. 8,00 àgua s/. 26,50 Lavanderia s/. 46,88 Mercado s/. 7,50 pilha s/. 10,00 Crédito claro s/.45,20 Almoço Burguer King s/. 70,00 Diária no Hotel s/.200,00 Passeio ao Cânion (comida inclusa: 2 café,2 almoços e 1 janta para cada) s/. 80,00 Entrada parque para sudamericano s/.60,00 Passagem Puno s/.16,00 café s/.60,00 Almoço s/.20,00 Propina s/.6,00 Bastão de caminhada (cabo) s/. 20,00 Banho extra s/. 3,00 Toalha extra 25/05/17 – Arequipa- Puno Fizemos a besteira de viajar com a Econociva, não recomendo! Algumas pessoas vão para Puno de Chivay com a empresa 4M, 50 dólares a passagem, uma extorsão, preferi voltar para Arequipa e seguir para Puno. (também não tive que me preocupar, pois as malas tinha deixado em Arequipa. Com a empresa 4m, parece que você despacha sua bagagem em Arequipa, vai para o Cânion e depois pega o ônibus em chivay seguindo para Puno. Chegamos em Puno de Madrugada, e já tinha um monte de taxistas te oferecendo passeios e corridas. Fomos conhecer Uros e Taquile (Taquile não compensa, não tem nada de mais) e no mesmo dia seguimos para Cusco. Gastos (para duas Pessoas): s/. 6,00 Táxi até o hotel s/. 14,00 Café da manhã s/. 35,00 Móbile feito de Totora s/. 100,00 Passeio Uros e Taquile s/.140,00 Passagem Cusco s/.1,50 banheiro s/.40,00 Almoço s/.3,00 Embarque s/.5,00 Táxi 26/05/17 – Cusco Chegamos em Cusco muito em cima da hora e quase que não conseguimos fazer o passeio que tinha no roteiro, entrei em contato com uma agência mas já tinha completado a quantidade de pessoas no passeio, mas o rapaz foi legal e arrumou uma outra em cima da hora, e conseguimos fazer! Fizemos Maras e Moray e depois fomos na agencia do rapaz que nos arrumou o passeio para reservar o vale sagrado, claro que enfiou a faca! Nota: Precisa de um boleto turístico que dá direito a entrada, maiores informações em: »Bilhete Turistico Geral em Cusco 27/05/17 – Ollantaytambo e Aguas calientes Fizemos todo o passeio. Depois conhecemos ollanta, e assim nos deixaram na estação de trem rumo a Aguas calientes. • Ingressos Machu Picchu: Fiquei acompanhando a quantidade de ingressos que havia disponível no site, de repente tinha só 17! Para subir a Huayna, assim tive que comprar. - Comprei com cartão VISA International - Optei pelo horário das 10, pois teria menos risco de ter névoa (segundo relatos) e deu certo! http://www.machupicchu.gob.pe/ Valor do ingresso por pessoa: R$228,40 já com IOF 6,38% e taxa da Visa 8,06 soles Notas: Agora o parque não pode ser visitado o dia inteiro, eles dividiram em 2 turnos de 4 horas cada. Informações no próprio site. Se quer subir a Huayna, compre com meses de antecedência!!! • As Passagens de Trem Como já tinha comprado os ingressos comprei também as passagens de trem, para não correr o risco de não ter o horário que eu queria. Abaixo disponibilizo os links para pesquisa e compra das passagens de trem: Trens »PeruRail »IncaRail Valor das passagens de trem por pessoa: R$391,76 + IOF de 23,66 Notas: tem a opção de ir de van e caminhando, mas como iria perder muito tempo, preferi o trem. Chegamos em Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo) e depois de nos instalarmos no hotel, fomos comprar a passagem(outra) até o parque de Machu. (compre no dia que antecede sua visita), pois a bilheteria só abre as 5 e as 3:30 já tem gente fazendo fila para pegar as vans que começam a rodar acho que 5 também. A fila é imensa e você acha que não vai conseguir entrar no parque de tão grande, segue praticamente o povoado inteiro (ele é pequeno), então: Acorde Cedo! Tem pessoas que vão caminhando. Como ia fazer todas as trilhas que desse no parque, preferi ir de van. Dica: Leve casaco impermeável, use repelente e protetor solar. Não pode comer dentro do parque. Pode sair e entrar (3x contando com a primeira ida) depois. 28/05/17 – Machu Picchu Finalmente!!! Bom, não vou falar muito sobre como é Machu Picchu pois já tem milhares de relatos por aí. Mas sigam essa dica: deixem Machu Picchu pro final! Porque se não os outros lugares perderão a graça. Verdade! Como quase em todos lugares no Peru, aqui também paga-se para utilizar o banheiro (1 sol), a cada entrada carimbam seu ingresso, o limite são 3. Nota: Perto do banheiro você pode carimbar seu passaporte! Huaynna Picchu Estava com muito medo de subir, por causa dos relatos dizendo que é perigoso. Bom, se você tomar cuidado e usar o calçado adequado, é difícil acontecer alguma coisa, algumas partes beiram mesmo o precipício, portanto toda atenção é pouca! Cuidado com as Selfies! Dica: compre lembranças em Cusco, em Aguas Calientes é o dobro ou triplo, fique de olho.... As comidas também, peça desconto.... 29/05/17 – Ollantaytambo Pegamos o trem de volta até ollantaytambo, e pegamos uma van pública, no final da rua ao invés de pagar o transfer, até Urumbamba e mais outra (pega no mesmo local que desce) para Cusco.(muito mais barato) 30/05/17 – Humantay Façam esse passeio, apesar da altitude, vale o esforço, a lagoa é lindíssima. Dica: Faz muito frio nessa época, chegou a nevar, se protejam. 31/05/2017 – Montanha Colorida Quando estava pesquisando esse passeio, vi que é amado por uns e odiado por outros, de minha parte só saberia se ia valer a pena se eu fosse, e não me arrependi, a paisagem é incrível, neve por toda parte (nessa época), isso é claro, aumentou a experiência, mas ia gostar mesmo se não tivesse, pois é diferente do que eu já tinha visto. È muito mais frio que os outros lugares, a caminhada é longa, você fica com calor, mas se tira a blusa percebe que começa a congelar, então mesmo que sinta calor, não tire a blusa. È preciso tomar muito mais água e não se pode ficar muito tempo lá em cima, muitas pessoas passam mal e não é por menos, estamos a 5000m de altitude! ãã2::'> Há mulas para serem alugadas e banheiro químico ou um buraco no chão cercado por madeira para necessidades fisiológicas. Dica: Deixe esse passeio para o último dia, quando já estará totalmente aclimatado. 01/06/2017 – Cusco Não poderia ir embora sem antes, visitar um único museu: Machu Picchu – Casa Concha Recomendo mesmo para quem não gosta de museu, e foi no Parque Machu Picchu. Para completar Machu Picchu “The Experience”, veja as 360 peças que foram devolvidas pela Universidade de Yale. http://www.museomachupicchu.com/ E assim voltamos para SP... Dica: não leve, caso compre, o oxigênio na sua bagagem, nem folhas de coca. Lembrando que Lima via SP não pode embarcar com liquido também (nem água), apesar de deixarem em Cusco via Lima. Gastos (para duas Pessoas): Cusco s/. 8,00 Taxi s/. 66,00 Starbucks s/.90,00 Maras y Moray s/.20,00 Entrada s/. 140,00 Boletos Turísticos s/.47,00 Mc Donalds s/.120,00 Passeio Vale Sagrado s/.78,00 Almoço s/. 11,80 Mercado s/. 70,00 Gargantilha de prata Tumi s/. 200,00 hotel Machu Picchu s/.158,00 Van de águas calientes até parque Machu s/.8,00 Água s/.35,00 Lanche s/.85,00 Lembrancinhas s/.15,00 Van pública de ollanta até Cusco s/.5,00 água s/.380,00 hotel Cusco s/.90,00 Almoço s/. 300,60 Hotel s/.360,00 Passeio a humantay e Montanha Colorida (com refeições inclusas) s/. 20,00 Entrada montanha s/.50,00 Pizza s/.6,00 Água s/.40,00 Entrada museu s/.1,00 banheiro s/. 5,00 Aluguel bastão para caminhada (recomendo) s/.8,00 Agua s/. 54,00 Mc Donalds s/.36,00 Starbucks s/.47,50 Lembrancinhas s/.63,00 presentes s/. 35,00 Mc Donalds s/. 60,00 2 sueteres s/. 47,00 Mercado s/. 55,00 Presente s/. 15,00 taxi s/. 10,90 Mc Donalds s/. 3,50 Chicha Morada   Links de Agências/roteiros: http://www.go2peru.travel/spa/guia_turismo_peru.htm http://www.inkalandtreks.com/joing-a-group.html http://www.oscacadoresdecachoeiras.com.br/2012/11/cordillera-blanca-ancash-peru-huaraz.html http://turismoi.pe/ http://www.fabulousperutours.com/ http://www.colcaperu.gob.pe/ http://www.colcatrek.com.pe/ http://www.pacotesperu.com/pacote14.php Agência Madre Tierra – Whats 51 997 871 713 (Passeios Cusco) Alas peruanas – 51 956 640 619 (Nasca) First Class Huaraz – 51 945 337 550 (Huaraz) Scheler – 51 943 397 706 (Huaraz) Viajes Ica/Paracas – 51 994 307 771
  14. Alcides

    Huaraz

    Olá ! Há três anos tenho viajado com minha esposa pelo Peru e Bolívia. Parece incrível, mas a cidade de que mais gostamos fica meio fora dos esquemas mais vizitados. A cidade chama-se Huaraz e fique a 400 Km de Lima (8 horas de ônibus). As cordilheiras Branca e Negra formam um vale estreito entre si e Huaraz fica neste vale, mais conhecido como Callejon de Huaylas. Há passeios a sítios arqueologicos importantes (como os Chavin de Huantar - com piramides e passagens subterraneas), há dezenas de opções de passeios a picos nevados, glaciares, pistas de esqui (como Pastoruri, com 5.400 metros de altitude). Há passeios a lagoas coloridas, vilarejos vizinhos e muito mais). Olha, não é exagero, o local é repleto de turistas europeus e me admira não ser tão conhecido. Todos os que eu indiquei e foram até Huaraz tiveram a mesma impressão que eu tive. Vale muito mesmo a pena, se tiver tempo, ao menos uns 4 ou 5 dias são necessários. Grande abraço. (dê uma procurada na internet sobre Huaraz - no google mesmo - q há muita informação)
  15. Passamos 21 dias no Perú em Janeiro desse ano. Coloquei os preços em Soles, pois a cotação variava muito entre os lugares (a melhor cotação que encontramos foi em Miraflores). Como havíamos comprado dólares antes dessa última alta astronômica o cambio acabou saindo R$1 = S/1. O trajeto foi: Curitiba – Lima (R$ 900,00 pela Tam) Em Lima ficamos no Dragonfly (S/ 30,00 a cama no dormitório misto). O hostel é muito bom e bem localizado, a poucas quadras dele tem muitos bares na calle Berlin. Comemos o melhor ceviche da viagem na “Casa do ceviche” – S/20 com uma Cuzqueña grande – S/10 e chicha morada – S/3. Do hostel fomos a pé pro Huaca Puclanna e voltamos de ônibus por causa do calor, adoramos o lugar: Eu tinha lido aqui e em vários outros blogs o quão caótico e perigoso eram os ônibus de Lima, gente... mentira. Se vc pega ônibus em qualquer lugar do Brasil vai achar normal, inclusive pra ir de Miraflores até os terminais de ônibus dá pra ir tranquilo com o ônibus Metropolitano. Fomos no Enigmatik, um lugar em que você escolhe uma dentre três histórias e joga um “live action” por 1 h http://enigmatikperu.com/ . Lima – Huaraz (S/ 65.00 Moviltours – não recomendamos a Movil, minha mochila chegou inteira molhada em Huaraz...) *Todos os ônibus que pegamos no Peru tinham serviço de bordo, alguns até com wifi, a comida da Movil é muito boa, a da Soyuz é ok e a da Cruz Del Sur é só um sanduichinho.* Huaraz = Akilpo S/15,00 a cama no dormitório misto (https://www.facebook.com/akilpo.hostalenhuaraz?fref=ts) Ahhh Huaraz! Podia escrever um livro sobre Huaraz!! Sem dúvida um dos melhores lugares que eu já estive. Muito disso proporcionado pela família dona do hostel. Fomos com 2 noites reservadas pelo hostelworld e acabamos ficando 12 (DOZE!) noites! O hostel é um prédio e no último andar tem um terraço com uma cozinha e alguns sofás. Eu realmente recomendo Huaraz pelas paisagens, pela honestidade da família dona do Akilpo e pelo preço ^^ Adoramos o Trivio Café, fomos lá várias vezes, comemos Papas a lá huancaína (S/6), Causas limeñas (S/10) e vários bons cafés e cervejas artesanais! Pra comer na hora do almoço recomendo as trutas do Teo´s na calle Simon Bolívar, o Samuels na Av Luzuriaga e o la Mona (que fica na calle Lucar y torres entre a José de La Mar e a Raymondi). E não deixem de comer os Chochos (vendidos por S/1 na Plaza de armas e na Alameda Grau quase em frente a igreja) e os bolinhos de batata recheados de carne acompanhados de salada de cebola picante das Ricas papas de Daniela por S/1 também (esse fica na Luzuriaga do lado da passagem para o parque genebra)! No hostel os meninos também tem uma agencia de viagem, absurdamente barata e boa perto das outras que vimos. Fizemos muitos passeios com eles, lembrando que é preciso também pagar a taxa de entrada do parque nacional, os preços foram: Glaciar Pastoruri – S/ 30 Passeio super tranquilo, o carro chega a 2 km do glaciar e esse trajeto final é feito a pé em 40 min em media (por causa da altitude). Laguna 69 – S/90 - Eu não fui nesse, pois meu joelho estava explodindo... meu namorado foi e gostou. A van passa pelas lagunas llhanganuco, para em um ponto para tirar fotos e depois sobe até o fim do vale. Lá começa a caminhada de 3 h para subir e 3 h para descer. Chavín de Huantar – S/20 – Esse é um passeio sem caminhadas, e não vou negar, nós subestimamos Chavín. Pensamos que era mais uma ruína pré-inca caça turista e não poderíamos estar mais enganados. O lugar é impressionante e fomos com um grupo bom e acabamos ficando amigos do guia, se alguém quiser o contato posso passar! Lagunas LLanganuco – S/20 – Não fomos para lá com o tour tradicional dessa laguna, combinamos com os meninos do hostel que iríamos com o tour da laguna 69 até o momento em que a van para no fim do vale. De lá ao invés de subir com o pessoal da 69 descemos o vale, por uma trilha paralela ao rio. O lugar é opressoramente lindo! O vale é indescritível! O rio desemboca nas lagunas llhanganuco, então percorremos as duas lagunas pela estrada e chegamos no centro de visitantes. Dalí começa 1 h de descida no meio dos queñoales pela trilha Maria Josefa que desce o vale. A trilha acaba na estrada, então combinamos com o motorista da van um ponto de encontro na estrada no fim da tarde. Laguna Parón – S/40 - Esse passeio não é habitual e foi uma das razoes de termos ficado tantos dias em Huaraz, o hostel abriu uma lista de interessados e o passeio só saiu quando havia 12 pessoas. Também havia a possibilidade de termos ido a Caraz de van, subido até Pueblo Parón com outra van e de lá subido a pé 18 km até a lagoa, mas eu estava com o joelho estourado. Também tínhamos a opção de em Caraz pegarmos um taxi por aproximadamente S/120 a ida e volta até a lagoa com 1h de espera. Mas não tínhamos esse dinheiro e queríamos ficar mais tempo lá em cima e olha... Valeu muito a pena!! Além destes fizemos mais um “passeio” com outra agência, a Montrek. Fomos lá com um casal que tínhamos conhecido no pastoruri, pois eles queriam fazer um tour até algum lugar com neve e nós também. Acabamos escolhendo ir para a montanha San Mateo, foram S/ 120 por pessoa que incluíam a ida e volta, o guia e equipamentos de escalada em gelo/neve. Essa montanha é uma escola pra quem nunca pisou na neve e escalou no gelo. Saímos as 5 da manhã de Huaraz, entramos no vale de Ulta e fomos até o início do túnel que atravessa o fim do vale. Lá começamos a subir a montanha, não tem trilha nessa parte, a montanha desmoronou e dá pra subir por muitos caminhos. A subida é muito íngreme no começo e depois fica mais tranquila. Chegamos no começo da neve e como nenhum de nós tinha usado grampons e piolets antes, o guia ensinou, mostrou técnicas de segurança e começamos a subir todos encordados as 11h. Eu senti muito, muito, muito medo! Era uma parede ora de neve fofa, ora de gelo muito duro. Meus braços e minha panturrilha bombaram em menos de 5 min de escalada! Quando todo mundo já estava na parede (éramos em 5 com o guia) começou a nevar e cair granizo, o guia fez então a gente andar na horizontal na parede até chegarmos em um lugar um pouco plano pra ele cavar um buraco e armar nossa segurança. Ali tiramos algumas fotos e só, o tempo estava piorando e estávamos congelados já. Descemos desescalando a parede e chegando nas pedras aonde estavam as mochilas. A descida até o carro foi muito tensa, as pedras desmoronadas estavam muito escorregadias! Chegamos de volta a Huaraz as 19h! Huaraz – Lima (S/ 65.00 Moviltours) Lima – Nasca (S/ 73,00 Cruz Del Sur) - A Cruz Del Sur é absurdamente cara e o serviço é igual aos outros.. Em Nasca ficamos no Brabant hostel (S/40,00 o quarto duplo sem banheiro). Nasca parece uma cidade dos filmes de velho oeste, nós fomos direto ao aeroporto e conseguimos um voo sobre as linhas por U$S 60. Chegamos no aeroporto com U$S 50 cada um, pagamos isso na hora e depois eles nos levaram até a cidade para pagarmos o resto. Os voos nas agencias da cidade variavam entre U$S 80 e 90. A única coisa que eles incluíam a mais era o transfer até o aeroporto, que no nosso caso saiu S/5 a ida de taxi e a volta foi de graça. Não deixem de ir no planetário! É muito legal! Foi S/ 20 por pessoa! Nasca – Ica (S/ 12,00 pela Soyuz - serviço vip) - Adoramos a Soyuz, onibus novos, quase sempre vazios e é muito mais barato que todas as outras! Ica – Huacachina = S/5,00 no Motocar com mochilas (S/3,00 sem mochilas e pechinchando), no táxi pediram S/10,00 Em Huacachina ficamos no Casa de Arena (S/ 70,00 o quarto duplo sem banheiro), o hostel está em obras, e o clima é péssimo, ao menos a piscina estava super limpa e é grande =) acabamos mudando pro Casa de Bamboo (S/80,00 o quarto duplo com banheiro), esse hostel é novo e tem um restaurante honesto no piso térreo. Nós detestamos o oásis, o lugar é bonito e a paisagem impressiona, o problema são as pessoas e o clima de fim de festa (quando a festa é ruim). Pros preços peruanos o oásis é uma extorção, é coisa pra gringo ver. Huacachina – Ica = S/6,00 no Motocar com mochilas Ica – Paracas (S/ 8,00 Soyuz - serviço vip - não tá errado, foi barato assim mesmo!) Ficamos no Itchus (S/18,00 a cama no dormitório) O hostel é simples e limpo. Alugamos bicicletas por S/20 e fizemos o circuito turístico no deserto com elas! Foi a melhor coisa que fizemos em Paracas, saímos as 8h e voltamos as 14h. No total foram 35 km. Nesse blog tem um relato com o mapa da região: http://sylwiatravel.com/bicycle-trip-in-paracas-national-reserve-great-adventure-in-the-desert/ Em frente ao Itchus hostel, bem na esquina da rua principal tem um restaurante com piscina. Fomos lá umas 3 vezes, o menu da hora do almoço é S/10 com entrada, prato principal e bebida. A diária pra piscina é S/5 por pessoa =D A piscina é super limpa, não consigo entender como aquele lugar não estava lotado de turistas naquele calor insuportável de Paracas!! Fomos também as ilhas Balestras, foi S/30 direto na recepção do hostel. A ilha é muito, muito impressionante! Vale a ida com certeza, mesmo com a muvuca de turistas. Paracas – Lima (Soyuz - serviço vip)= S/ 35,00
  16. rogerio-matias

    Arequipa

    No intuito de aglomerar todas as informações sobre Arequipa em um único tópico estou tomando a liberdade de criar este. Não encontrei algo parecido e tenho algumas dúvidas a respeito apesar do Cañon del Colca já possuir tópico específico. 1 - Vulcão "EL Misti" - é aconselhável para iniciantes? qual o preço de sua subida e onde contrataram? roupas próprias para o frio que faz lá em cima são alugadas pelas agências? 2 - Li em um guia a respeito do Tour Campiña. Da mesma forma, o que acharam, valores e qual agência? Sei bem que essa coisa de agência não deve ser o espírito a preponderar mesmo pq sempre fica muito mais caro mas é que pelo lido visita-se algumas cidadezinhas perto de Arequipa em um único dia. abraço a todos!
  17. Essa viagem foi realizada em setembro de 2014 e apesar de já fazer tempo, gostaríamos de compartilhar com vocês nossas impressões e dicas sobre o Peru. Embarcamos no dia 11/09/2014 e voltamos no dia 24/09/2014. Nos conhecemos em um fórum da sessão de “Companhia para Viajar” aqui do Mochileiros e como moramos em estados diferentes, planejamos tudo conversando através do Messenger e Wpp. Só nos encontramos pessoalmente no desembarque em Lima. Planejamento pré-viagem: - Nossa viagem foi planejada com dois meses de antecedência. Planejamos o roteiro com os lugares os quais gostaríamos de visitar e que fosse viável em relação à facilidade de deslocamento. Após esse planejamento inicial, efetuamos a compra das passagens aéreas e os ingressos de Machu Picchu e do trem. - No segundo momento, fomos fazendo as reservas dos hostels, todas através do Booking, e compra das passagens de ônibus para Huaraz e Puno. As passagens rodoviárias foram compradas antecipadamente através do site das companhias de ônibus. Utilizamos a Oltursa para ir para Huaraz (e de lá voltar para Lima) e a InkaExpress para ir até Puno (e depois voltar para Cusco). Esta última possui um serviço de viagem guiada, onde se para em alguns sítios arqueológicos entre Cusco e Puno na companhia de um guia. Contratamos esse serviço apenas na ida. - Em relação ao câmbio, trocamos reais por dólares ainda no Brasil por medo de não conseguirmos trocar reais por soles no Peru, porém, no aeroporto, na própria área de desembarque, encontramos quiosques que aceitavam nossa moeda. Em Cusco também havia diversas agências que faziam o câmbio de reais por soles, portanto, se acharem que vale a pena deixar para trocar dinheiro no Peru, não se preocupem em levar Real. Impressões e dicas: - Ao pegar táxi em qualquer cidade do Peru é necessário combinar com o taxista o valor da corrida. Em Lima as corridas variam de 30 a 60 soles pelo que podemos observar, porém em cidades como Cusco e Huaraz não passam de 4 soles de dia e de 5 soles depois das 22h. Para o aeroporto normalmente são mais caras. - Achamos o espanhol falado no Peru bem tranquilo de compreender. Não tivemos dificuldades de comunicação e entendíamos bastante coisa do que os guias falavam nos passeios, que normalmente são guiados em espanhol e inglês. - Em relação à segurança, a única recomendação que tivemos foi para tomar cuidado com batedores de carteira no centro de Lima. Nas demais cidades que visitamos não nos sentimos inseguros em nenhum momento. No início da viagem ficamos um pouco desconfiados de tudo e de todos mas mais por neurose mesmo. O povo é bastante receptivo e solícito. - Visitamos 4 cidades (Lima, Huaraz, Cusco e Puno) e é visível que falta muito investimento ainda para atender à população. Cusco é a que me pareceu mais cuidada e estruturada, talvez por ser uma cidade mais turística, já Lima surpreendeu de uma forma não tão positiva. - Em todos os lugares que fomos, sempre havia algum lugar vendendo pollo (frango) a la brasa ou pollo de qualquer outra maneira e na maioria das vezes acompanhado com papas. Eles também comem bastante peixe. Não deixem de experimentar o Ceviche. Outro prato muito bom é o Lomo Saltado. A Inka Cola, Coca-Cola peruana, é icônica. Lá eles tem o costume de tomar as bebidas em temperatura ambiente, inclusive a “cerveza”. Não deixem de experimentar a Cusqueña, a cerveja mais tradicional do país. - O chá de coca é tipo café. Em diversos estabelecimentos é fornecido como cortesia. E pelo menos no nosso caso, funcionou para aliviar um pouco de enjoo que tivemos em Huaraz por causa da altitude. Mascar folhas de coca também funciona e é facilmente encontrada vendendo. - O mal da altitude ou soroche é um fator que preocupa muita gente que pensa em ir para o Peru. O que podemos falar sobre isso é que é bastante relativo de pessoa para pessoa. Com exceção do segundo dia em Huaraz, na visita ao Nevado Pastoruri (5.240 m) onde tivemos enjoo e dor de cabeça na estrada após a visita às geleiras, não sentimos mais nada no decorrer da viagem. - Existem muitas agências e agentes de viagem no Peru. Os serviços são oferecidos na rua e a todo momento você é abordado por alguém oferecendo passeios. Todos os nossos passeios foram contratados na hora e o preço é bastante acessível. Lá as coisas são bem informais, não espere receber algum tipo de recibo ou contrato como garantia, a vantagem é que a maioria das agências e guias aceitam o pagamento na hora do passeio. Nossa dica é que, para contratar esses serviços, se de preferência às agências com lojas físicas. - Nas rodoviárias, ao contrário do que acontece aqui, onde você leva sua mala até o bagageiro do ônibus, lá as malas são despachadas no balcão da companhia de ônibus. Ficamos um pouco enrolados com isso no inicio. Pelo que notamos, é comum a revista da bagagem de mão antes da entrada nos ônibus e em algumas situações utiliza-se cães farejadores e detector de metais. - Nas viagens de ônibus que fizemos eles ofereceram lanche nos ônibus já incluso no preço da passagem. Dependendo do horário, o lanche é substituído por refeição. Não há paradas durante as viagens e existem comissárias que distribuem esses lanches e ficam à disposição. - Pechinchar é fundamental para conseguir descontos no Peru, assim durante toda a viagem barganhe tudo o que você for comprar, principalmente artesanatos. Fale que é brasileiro e que adora o Guerrero que o desconto é certo. 1º dia: Lima No primeiro dia da viagem chegamos em Lima aproximadamente às 9h da manhã, horário local, na qual passamos somente algumas horas uma vez que à noite embarcaríamos para Huaraz. Do aeroporto pegamos um táxi para o terminal rodoviário Plaza Norte, de onde sairia nosso ônibus para Huaraz, para guardar nossas malas. Já havíamos pesquisado antes da viagem que no terminal existia esse serviço de guarda-volume. Foi cobrado 5 soles, mas varia de acordo com o tempo, e vale ressaltar que o local fecha relativamente cedo, lá pelas 21h, então é bom ficar atento para não ficar com as bagagens presas. Dentro deste terminal há um shopping que possui uma praça de alimentação com várias opções de restaurantes com valores acessíveis para quem quer economizar. Tanto o terminal quanto o shopping possuem uma estrutura muito boa. À noite existe uma feirinha com barracas vendendo comidas e bebidas típicas e música. Livres das malas, pegamos um taxi para o centro histórico de Lima, onde conhecemos apenas a Plaza de Armas onde está localizado o Palácio do Governo do Peru e a Catedral de Lima. Depois de algumas fotos partimos para Miraflores. Miraflores é o bairro mais badalado de Lima, lá existe diversas opções para apreciar a gastronomia peruana e experimentar o famoso pisco nos bares da região. Como estávamos bastante apressados, acabamos almoçando no KFC mesmo. Outro atrativo é o Shopping Lacomar que possuí uma linda vista para o oceano Pacífico e bem próximo a este Shopping está o ‘’Parque do Amor’’. Após nossa rápida visita pelo centro e Miraflores, já de noite, pegamos um taxi de volta para o terminal Plaza Norte para embarcarmos para Huaraz. Havíamos comprado as passagens de ida e volta antecipadamente pela internet (compramos na viação Oltursa). O ônibus foi com quase todos os lugares ocupados, logo não sei se seria uma boa ideia deixar para comprar na hora. A bagagem deve ser despachada no balcão da empresa de ônibus e para entrar na área de embarque é necessário pagar uma taxa de aproximadamente 3 soles. 2º, 3º e 4º dia: Huaraz A viagem durou cerca de 8 horas e o desembarque é feito na pequena rodoviária da cidade. Chegamos aproximadamente às 5h e logo fomos abordados por diversos agentes de viagem. Huaraz está situada ao norte do país, é uma cidade pequena, porém com bastante opções de comércio, restaurantes, hotéis/hostels e agências de viagens. Ao chegarmos, as principais diferenças que sentimos comparando a Lima foram no clima que é bem mais frio e seco por conta da região estar próximo à cordilheira peruana e na altitude que é de 3 mil metros acima do nível do mar, por isso é normal sentir cansaço no primeiro dia. Em Huaraz ficamos hospedados no Hostel La Casa de Zarela, o local é simples mas muito aconchegante. Há muitos lugares incríveis para conhecer em Huraz, como tivemos apenas 2 dias inteiros na cidade, escolhemos os passeios mais viáveis. Na agência que escolhemos para fazer os dois passeios, Laguna Chinancocha e Nevado Pastoruri, a contratação do serviço foi informal, apenas negociamos pessoalmente com o guia e assim na manhã seguinte eles passaram em um microônibus na rua do hostel em que estávamos hospedados para nos levar para o passeio e o acerto do valor foi feito somente no início do passeio. O passeio para a Laguna Chinancocha dura o dia inteiro. Saímos pela manhã de Huaraz e só voltamos já anoitecendo. No trajeto, visitamos também a cidade de Yungai, destruída em 1970 após um terremoto que fez parte do cume do Huascarán desmoronar e com isso uma avalanche de rocha, terra, água e gelo chegar à cidade soterrando tudo e matando milhares de pessoas. Só o cemitério, que fica num ponto alto, permaneceu. O trajeto para a lagoa é uma subida bem considerável, já que ela fica a 3.850m, e é uma ótima escolha para se familiarizar com as adversidades da região (altitude e o clima seco/frio). A paisagem é fantástica, ao redor estão as montanhas cobertas de neve e a água tem uma tonalidade verde azulada belíssima. No dia seguinte fomos para o Nevado Pastoruri, que faz parte do Parque Nacional Huascarán. Local que já é considerado parte da cordilheira peruana. No topo da montanha que dá acesso a trilha para as geleiras a altitude é de 5 Mil metros acima do nível do mar. O tempo de duração da viagem de carro saindo de Huaraz até o Nevado Pastoruri é de aproximadamente 4 horas, contando com a parada que é feita para almoço durante o trajeto de ida. A parte mais desgastante deste passeio é na estrada que dá acesso ao topo da montanha, estrada íngreme e com muita curvas fechadas podem provocar dor de cabeça ou até mesmo enjoo, uma sugestão é beber um chá de coca na pausa para almoço e consumir folhas de coca durante o caminho até chegar ao topo da montanha. Chegando ao topo da montanha, há uma pequena trilha para acesso as geleiras, são cerca de 25 minutos de caminhada. Ao chegar nas geleiras, é o momento de apreciar o lugar incrível e tirar fotos. O tempo permitido de permanência no local é de cerca de 20 minutos por conta da baixa temperatura, assim, por questões de segurança, este tempo é limitado a todos os turistas. No dia seguinte pegamos um ônibus com destino à Lima, dessa vez viajamos durante o dia, assim conseguimos apreciar as belas paisagens (os vilarejos, o deserto e a costa litorânea com direito a precipícios). 5º ao 9º dia: Cusco Chegamos em Lima depois de 8h de estrada. Desembarcamos no terminal Plaza Norte e em seguida pegamos um taxi até o aeroporto. Por conta de alguns imprevistos, acabamos dormindo por lá mesmo e embarcamos logo pela manhã para Cusco em um voo com duração de cerca de 1 hora. O aeroporto de Cusco é bem pequeno e logo ao desembarcar fomos abordados por agentes de viagem oferecendo ingressos para Machu Picchu e outros passeios pela região. Como já relatado no início, a compra dos ingressos para o parque e do trem foi a primeira providência que tomamos antes da viagem, não temos como avaliar a confiabilidade, preço e disponibilidade dos ingressos ofertados ali na hora. Do aeroporto pegamos um taxi até o Loki Hostel , localizado no bairro de Santa Ana, próximo ao centro Histórico da cidade e da famosa Plaza das armas. Reservamos o primeiro dia para nos habituar à cidade e descansar, assim também tivemos tempo para planejar os passeios que iríamos fazer em Cusco e conhecer a cidade. Machu Picchu – 6º dia No dia seguinte era o dia de conhecer Machu Picchu, para chegar até lá, para os mais aventureiros é possível fazer a trilha inca que leva 4 dias, a opção mais rápida e confortável é ir de trem que leva menos de 4 horas. Optamos por seguir nossa viagem de trem, o valor total gasto com as passagens de ida e volta foi USD 148.00, no entanto este valor pode variar de acordo com a demanda e a época da viagem. Para chegar em Poroy, contratamos o serviço de transfer em uma das agências localizadas no aeroporto para o trajeto do hostel em que estávamos hospedados até a estação de trem de Poroy (ida e volta). Acabou saindo por 60 soles para cada um e valeu muito a pena. Esse transfer também incluía um guia para visitação em Machu Picchu, esta visita guiada durava uma hora e era compartilhada com outras pessoas, e o ingresso do ônibus que se pega de Águas Calientes até os portões de acesso ao santuário. O motorista, muito simpático, veio nos buscar em um carro particular no hostel e nos levou até a estação de Poroy num trajeto de aproximadamente 30 minutos. Em seguida, embarcamos no trem com destino à Águas Calientes numa viagem de mais ou menos 3 horas e 30 minutos. A organização para entrar nos vagões é muito boa e a viagem tranquila, apenas não espere muita coisa da paisagem no trem. Desembarcamos em Águas Calientes e pegamos o ônibus que sobe até o Santuário Histórico de Machu Picchu, não havia muita fila. O primeiro ônibus sai de Águas Calientes às 5h30 e a partir deste momento partem quando cheio, geralmente cada 10 minutos. O tempo de subida é de 30 minutos, no máximo. Pela estrada vimos muitas pessoas subindo a pé, trajeto que dura mais ou menos 1h30. Para acesso ao Santuário Histórico de Machu Picchu é necessário apresentar o passaporte e o comprovante do boleto eletrônico fornecido pelo Ministério da cultura de Cusco. Chegando em Machu Picchu, muitos guias turísticos oferecem seus serviços e assim é opcional adquirir ou não. Identificamos nosso guia através da plaquinha que ele segurava e entramos no parque. Vale a pena lembrar que é bom levar uma mochila com uma água e um lanche, pois as coisas lá são mais caras. Assim que chegamos, o céu estava limpo e foi possível ter uma visão bem ampla do lugar, podendo visualizar também a Amazônia peruana. A paisagem de lá é incrível e é um lugar que você precisa conhecer pessoalmente pois não há como descrever. Após a primeira hora, o guia nos deixou e podemos explorar o lugar pro conta própria. Estivemos por 6h no local e achamos que, apesar de querer ter ficado mais, foi suficiente para conhecer um pouco e contemplar. Na volta, tivemos um pouco de dificuldade de achar a saída do santuário. Saímos de lá aproximadamente às 15h e pegaríamos o trem às 17h. Para pegar o ônibus de volta à Águas Calientes havia uma fila e tivemos que esperar um pouco. É bom se programar para sair de lá com certa antecedência por causa desses imprevistos. Após a descida, chegamos à estação e embarcamos no trem sem mais dificuldades. Em Poroy o motorista da ida já estava nos aguardando para nos levar de volta ao hostel. Observamos que a estação estava lotada de taxistas e motoristas que ofereciam transporte até Cusco para quem desembarcava. Boleto Turístico: 7º ao 9º dia Nestes dias reservamos nosso tempo para conhecer os lugares nos quais estão inclusos o valor pago do Boleto Turístico. Este boleto pode ser adquirido antecipadamente no site http://www.cosituc.gob.pe/ , ou em diversos locais em Cusco, inclusive nos próprios locais de visitação. Compramos o nosso antes de entrar em Saqsayhuaman. Pagamos 130 soles, com vigência para 10 dias. São muitas opções de atrativos para conhecer por meio do Boleto Turístico. Recomendamos Saqsayhuaman, Tambomachay, Pisac, Maras (que é uma salineira que não tem nada a ver com os Incas e não está incluso no boleto mas que vale a visita), Moray e Ollantaytambo. Todos estes locais que citamos ficam em pontos fora do centro Cusco, alguns mais afastados e outros menos. Por esse motivo é necessário transporte para se chegar até eles. Contratamos o serviço de transporte + guia em uma das agências que ficam na Plaza Del Armas. Nesses locais é importante a presença de um guia para explicar sobre a história, pois sem eles, muitas coisas interessantes passariam despercebidas ou não fariam sentido, e a história deles é muito rica e cada um possui uma particularidade especial que vale muito a pena conhecer. Com relação aos museus, os mais interessantes que visitamos foram o Museu Histórico Regional e o Museu Qoricancha, localizados no centro de Cusco. 10º ao 12º dia: Puno Pegamos o ônibus para Puno bem cedo, partindo de onde se localiza a loja da viação Inka Express, que conforme já citado no início do relato, possui serviço de viagem guiada. A viagem com este serviço tem duração de 10h com 6 paradas (sendo uma para o almoço) que eles chamam de Rota do Sol. Existem outras empresas que fazem esse trajeto e também a opção de viagem direta, sem essas paradas. As passagens foram compradas pela internet no site da Inka Express antes de embarcarmos para o Peru com antecedência de quase um mês e havia bastante lugares vagos no ônibus. A 1ª parada é em Andahuaylillase, um distrito localizado na região de Cusco, para conhecer a igreja de San Pedro, considerada a capela sistina da América com seus painéis revestidos com folha de ouro. O interior da igreja é bastante rico em detalhes. A 2ª parada é no templo de Checacupe, outra igreja no mesmo estilo da de Andahuaylillase, porém sem a possibilidade de apreciar o interior pois neste dia a igreja não estava iluminada o suficiente para poder ver as obras, sem contar a música fúnebre e sinistra que estava tocando. Tive a impressão que eles não estavam querendo receber visitantes. A 3ª parada foi em Raqchi, a 119km de Cusco, que é um parque arqueológico que abriga ruínas de uma muralha Inca e um templo, além de outras construções como aquedutos, túmulos subterrâneos e moradias da cultura pré-inca. A 4ª é para almoço num restaurante com Buffet liberado na beira da estrada e a 5ª é em La Raya Pass, o ponto mais alto da estrada entre Cusco e Puno (4.335m). O ônibus turístico faz uma pequena parada aqui para tirar fotos e comprar artesanatos locais. Por último, a 6ª parada, é no Museu Lítico de Pukara, já em Puno, que abriga todas as esculturas encontradas da cultura Pucará que se desenvolveu entre 100 A.C. e 300 D.C. No museu são exibidos pedestais e monólitos (talhado e esculpido em granito) de vários tamanhos, bem como de cerâmica, restos de ossos humanos, tecidos e fragmentos de vários objetos. Em todas as paradas o guia faz explicações sobre o lugar em inglês e espanhol. Após 10h de viagem chegamos na rodoviária de Puno. Pegamos um táxi até o Hotel Balsa Inn que reservamos pelo Booking e após deixarmos nossas coisas no hotel, fomos para a rua principal, indicada pela recepcionista, para fechar algum passeio para o dia seguinte. Puno fica a 3.821m acima do nível do mar, pelo que percebemos, a parte turística da cidade onde se concentra restaurantes, hotéis e agências de turismo fica numa área bem próxima uma da outra e às margens do lago, o que permite o deslocamento a pé pela cidade. Contratamos dois passeios para os dois dias que ficaríamos na cidade, Ilhas dos Uros e Taquile e Sillustani. Não lembramos do preço pago, mas os valores lá são muito acessíveis e varia com o tipo de embarcação escolhida que pode ser mais rápida ou não. O passeio das ilhas dava direito a almoço em Taquile. O passeio de visita às ilhas dura quase o dia todo. Pela manhã uma van veio nos buscar no hotel e nos levou até o porto para embarcamos. De lá até a primeira parada, em uma das ilhas flutuantes dos Uros, durou cerca de 30 minutos. As ilhas são feitas de uma planta chamada Totora, uma espécie de junco que cresce dentro do lago. As casas e canoas também são feitas dessa planta que também é comestível. A sensação de pisar no chão formado de junco é bem diferente pois é bem macio de andar. Ao desembarcarmos, fomos recepcionados pela família que vive na ilha, em trajes típicos, que nos faz um resumo sobre os costumes e cultura. O chefe da família nos conta a lenda do surgimento dos Uros, os motivos que os fizeram morar no lago e também demonstra como é trançada a Totora. Uma história interessante é que quando acontece alguma festa importante, como um casamento, as ilhas podem ser deslocadas e juntadas uma as outras. É possível andar pelo lago na canoa feita de totora por mais 5 soles e também comprar artesanato vendido pelos habitantes. Depois, navegamos para Taquile por mais 1h30. Taquile é uma ilha “verdadeira” dentro do lago e para se chegar até a vila em sua parte superior é necessário fazer uma caminhada de aproximadamente 3km. A subida é leve e a paisagem é fantástica, o cansaço da subida é recompensado pela vista do lago e das cordilheiras bem ao fundo. Quase próximo à vila fazemos uma pausa para almoço e mais uma vez os habitantes da ilha nos conta sobre a cultura, com direito a apresentação de dança. Depois, subimos mais um pouco para a parte principal da ilha, uma pequena vila. De lá descemos por uma outra trilha que vai para o porto onde está atracado o barco que nos leva de volta para Puno. No dia seguinte partimos para Sillustani, a apenas 34km de Puno, que foi um antigo cemitério utilizado pelas culturas Tiahuanaco, Colla e Inca. No local há ruínas de imensas torres de pedra que eram utilizadas como uma espécie de sarcófago, chamadas chullpas. O local fica num ponto elevado as margens da laguna Umayo, que possui em seu interior uma ilha de mesmo nome. Como fomos à tarde, pegamos o início do entardecer, e lá do alto se tem uma vista ampla da laguna. Não há palavras para descrever o por do sol naquele local, é inacreditável. Mesmo tendo sido um antigo cemitério, o que causa um pouco de desconforto em algumas pessoas, achamos que vale muito a pena a visita. Descemos bem antes de escurecer e paramos em um ponto da estrada para visitar uma pequena vila de moradores onde nos foi apresentado diversos tipos de batatas cultivadas na região com direito a degustação de batatas com argila. Na noite do mesmo dia voltamos de ônibus para Cusco. Ao contrário da ida que durou 10h por causa das paradas nos pontos turísticos, a volta teve “apenas” 6h de viagem. 13º e 14º dia: Volta a Cusco e fim da viagem Neste dia não programamos nada, como era o último dia no Peru, resolvemos andar pela cidade. Em Cusco existem ônibus turístico que fazem tour pela cidade por cerca de 10 soles. Já havíamos visto esses ônibus andando pelas ruas de Cuzco, mas só neste último dia resolvemos pegá-lo, uma vez que ele passa por alguns pontos como Saqsaywaman, mas sem fazer paradas. Existe um guia que fica falando pelo alto falante informando os lugares conforme o ônibus vai passando. O motorista corre muito e a única parada que ele fez foi no Cristo Blanco, um “mini Cristo Redentor” de 8m de altura. Esse dia foi engraçado pois o guia, quando foi nos cobrar a passagem, percebeu que éramos brasileiros e perguntou por quais times torciamos. No final da viagem agradeceu pelo alto falante a presença dos amigos brasileiros e soltou um “Vai Corinthians!”. No dia seguinte partimos pela manhã para o aeroporto de Cusco e fizemos conexão em Lima, de onde finalmente pegamos o voo para o Brasil.
  18. Amigos Viajantes, eu fui um ferrenho crítico dos Mochileiros que começavam seus relatos e demoravam meses para terminar (quando terminavam). E agora, eu estou aqui, começando meu relato CINCO MESES depois de minha viagem. Para ser bem sincero, eu nem iria fazer o relato, pois estava muito ocupado e quando tinha tempo livre, eu sempre procurava fazer outra coisa. Mas recentemente eu vi uma mensagem do Mochileiros.com no Facebook que dizia “Faça o relato de sua viagem e viaje 2 vezes”. Então, resolvi fazer esse relato para viajarmos juntos para o Peru, Bolívia e Chile. Desde já agradeço todos os mochileiros que dispuseram de seu tempo para fazer seus relatos, pois eles foram essenciais para o meu itinerário e planilha de gastos. Aliás, quem quiser minha planilha de gastos, basta informar seu e-mail para eu enviar. Eu farei um relato breve dos 24 dias que viajei, focando nos trajetos, passeios e valores. Minha esposa Gilci fala que fomos Mochileiros de Rodinhas nessa viagem, pois, como foi nossa lua de mel, nos permitimos determinados “luxos”. Se vocês tiverem alguma dúvida, estarei à disposição para ajudá-los. Pois bem!!! Nossa viagem durou 24 dias, percorremos Peru, Bolívia e Chile, e gastamos cerca de R$ 11.000,00 (fora nossas passagens aéreas e alguns hotéis que pagamos com antecedência). Nosso itinerário deu-se da seguinte forma: - 09.06: Manaus > Lima; - 11.06: Lima > Cusco; - 15.06: Cusco > Arequipa; - 19.06: Arequipa > Puno; - 21.06: Puno > Copacabana; - 23.06: Copacabana > La Paz; - 24.06: La Paz > Uyuni; - 27.06: Uyuni > San Pedro de Atacama; - 01.06: San Pedro de Atacama > Calama > Santiago - 02.06: Santiago – Manaus O que fazer antes da viagem: - Passagem Compramos nossa passagem de ida e volta pelo programa de pontos Multiplus. O voo de Manaus - Lima custou 36.000 pontos e o Santiago - Manaus, 38.000 pontos. MUITO mais barato do que comprar diretamente pela LATAM. Como conseguimos os pontos? Lá no Posto Ipiranga hehehehe. Eu e Gilci nos inscrevemos no programa KM de Vantagens e começamos a acumular pontos. Depois compramos milhas aéreas da Multiplus pela metade do preço. Hoje, por exemplo, você pode comprar 20.000 pontos por R$620,00. - Hotéis e Passeios Eu e Gilci ganhamos de presente de casamento as acomodações nos hotéis. É para glorificar de pé!!!!!! As reservas foram feitas pelo Hotéis.com, que dá a opção de pagar com antecedência e em até 10x sem juros. Quanto aos passeios, reservamos com antecedência apenas o passeio pra Machu Picchu, com a subida em Huayna Picchu, que contratei com a GO2MachuPicchu por USD 500, com todos os trajetos e ingressos incluídos. - Roteiro impresso com endereços Viajantes, vocês DEVEM ter impresso os seus roteiros, com o endereço detalhado do seu hotel ou hostel e demais passeios. Eu e Gilci passamos por um perrengue desgraçado em Arequipa, pois eu não tinha o roteiro impresso, meu celular (onde estavam todas as informações) havia descarregado e eu não sabia o endereço do nosso hotel, e para piorar, ele tinha acabado de ser inaugurado. Pegamos dois táxis, mas eles não sabiam onde era o hotel. A Gilci começou a ficar nervosa e aflita, e eu me senti um $#%@&, pois a culpa toda era minha. Mas ainda bem que encontramos um taxista que saiu perguntando pelas esquinas onde ficava nosso hotel. Deus abençoe esse santo motorista. - Aplicativos Antes da viagem, baixei estes aplicativos que foram essenciais em nossa viagem: Google Maps, Google Tradutor, TripAdvisor, Peru Travel, Moeda+, Rome2rio, Uber. - Estude antes de ir Para quem vai ao Peru, é imprescindível estudar sobre a cultura incaica, pois tudo, literalmente TUDO, envolve algo sobre era enorme civilização da América do Sul. Caso não faça isso, sua experiência será 50% menos valiosa. - Seguro Viagem Compramos nosso seguro pela Mondial Travel, por recomendação da maioria dos Mochileiros. Graças a Deus que não precisamos usar em nenhum momento de nossa viagem. - Passaporte Para visitar esses três países, você não precisa de passaporte. Porém, eu e Gilci preferimos tirar nosso passaporte, pois queríamos colecionar carimbos. E o bom é que, além dos carimbos da imigração dos países, também conseguimos o carimbo de Machu Picchu e Ilha dos Uros. - Vacina Eu li que, para entrar na Bolívia, precisávamos de carteira internacional de vacinação, comprovando que havíamos tomado vacina contra febre amarela. Porém isso não foi solicitado no momento da entrada no País. Entretanto, é melhor você ir com sua carteira devidamente atualizada, para não correr o risco de ser barrado. - Mala e o que levar nela Bem, eu e Gilci levamos malas e não mochilões. Literalmente, somos Mochileiros de Rotinhas. Hehehehe Mas graças a Deus que isso não nos causou transtorno, salvo o pequeno trajeto da parada de ônibus de Puno para nosso hotel, pois tivemos que arrastar nossas malas nas ruazinhas de “auto-relevo”. A Gilci ficou responsável por comprar nossas “roupas de frio” na Decathlon e gastamos uma pequena fortuna. Rsrsrsrs Compramos corta-ventos, segunda-pele, calças térmicas e fleeces. Algumas outras peças já tínhamos da nossa viagem ao Chile em 2015. Agora, peço que me perdoem, mas não lembro com exatidão o que levamos em nossas malas!!!! Acho que é só isso!!! Logo eu posto nosso primeiro dia em Lima – Peru. Até mais.
  19. Dia 01 – 20 de maio de 2017. Essa viagem foi uma daquelas planejadas por mais de ano. Na verdade, chegamos a comprar passagens pra essa aventura em outubro de 2015, mas por questões de trabalho tivemos que cancelar. Na época ficamos na maior dúvida do que fazer: manter as passagens guardadas ou pegar o dinheiro de volta. Acabamos optando por pegar o dinheiro de volta, pois assim poderíamos fazer uma viagem menor aqui no Brasil mesmo. No início de 2017, os planos dessa viagem foram retomados e aí, meus amigos... Vocês sabem como é. Por mais que você leia mil relatos, parece que ainda não sabe de nada. Começamos a ler e reler tudo de novo. Desde já agradeço aos depoimentos aqui dos Mochileiros, que contribuíram intensamente para o nosso planejamento. A primeira grande dúvida que surgiu: “Só” Peru ou o clássico trio (Peru, Bolívia e Chile)? Escolhemos o trio clássico, porque em 2015 já estávamos decididos quanto a isso. Resolvemos manter... A segunda grande dúvida: Avião ou ônibus? Nesse ponto, vários fatores devem ser considerados e os principais são dinheiro e tempo. Nós tínhamos 21 dias. Daria para fazer o percurso tanto de ônibus quanto de avião, mas sempre que tentávamos montar o roteiro de ônibus nos víamos presos na tentação de estender um pouquinho ali e aqui, conhecer mais aqui e ali... Financeiramente, considerando as passagens e hospedagens, a diferença seriam 200 reais (calculados na ponta do lápis, hein?). Outra coisa que pesou muito foi a unânime decisão de fazer a trilha Salkantay no Peru. Então, precisaríamos de mais dias no Peru e acabamos optando por um roteiro um pouco diferente do habitual descrito aqui no site. Começamos a viagem por San Pedro de Atacama, passando por Uyuni, Santiago, Cusco (Salkantay e Machupicchu). Ficamos praticamente 7 meses vigiando o preço as passagens aéreas. Pelo o que a gente viu, até 3 meses antes da data da viagem, o preço varia pouco... Dos 3 meses em diante, varia muito. Passagens compradas, seguro saúde comprado, equipamentos que não estavam bons comprados... Eu sempre digo que o melhor da viagem é esperar por ela e sua programação. Confesso que nessa viagem em especial, a etapa da programação passou muito rápida e logo chegou o momento do embarque. Atualmente, moramos em Juiz de Fora. O nosso voo saía de Belo Horizonte. Talvez muitos já se perguntem o pq de sair por BH ao invés do RJ, que é muito mais perto... Pois bem, além de estar bem mai barato, também temos familiares em BH e aproveitamos para dar aquele abraço. Entretanto, na volta da viagem, arrependemos um pouquinho disso. Viajar tanto tempo e ainda ter que dirigir mais 4 horas para chegar em casa não é brincadeira. Na sexta feira pela manhã partimos para Belo Horizonte. Tentamos descansar um pouco, mas como é que controla a ansiedade? E o medo de perder o voo (que eram 05:45 do sábado)? E a “pequena” família que tem que ver? A sexta voou e já estava na hora de ir para o aeroporto. Então tudo começou... Pegamos um voo para Guarulhos, onde fizemos o controle migratório. Foi tudo bem rápido e tranqüilo. Em seguida, pegamos o voo para Santiago. Nesse voo eu desmaiei de sono. Eu só acordei mesmo porque não podia perder o lanchinho da LATAM, que não verdade era um sanduíche, biscoitinho e uma saladinha de frutas... ahahahah Quando acordei pela segunda vez, já estava aproximando de Santiago e aí veio a primeira emoção da viagem. Linda e gigantesca, a primeira vista da Cordilheira dos Andes... Pra mim foi algo muito emocionante. Não imaginava que seria tão linda e tão grande. Lembro da aeromoça dizendo que estávamos em área de turbulência, devido a cordilheira. Apertei forte a mão do Átila e todo o resto sumiu. Parecia estar só eu e ele. A euforia foi muito grande. Descemos em Santiago (1 hora de diferença) e fomos para o controle migratório. A moça que nos recebeu não perguntou nada. Carimbou os passaportes e pronto. Então tivemos que despachar as mochilas novamente, agora para Calama. Importante ponto a ser dito: Fizemos uma capa para as nossas mochilas cargueiras. Na verdade foram capas simples, mas que mantiveram as alças das mochilas íntegras até o final da viagem. Chegando em Calama, já havíamos fechado o transfer para San Pedro do Atacama com a Licancabur, então lá estava a moça com uma plaquinha e nosso nome. Demorou um pouco até a van da Licancabur chegar e partir para San Pedro. Com todo esse vai e vai de novo de avião e a correria do dia anterior, estávamos muito cansados. Fomos ao Hostel Mamatierra, no qual já tínhamos feito a reserva pelo Booking. O Hostel é uma graça. É bem perto da Caracoles. Muito silencioso. Cozinha muito bem equipada e disponível. Tem café e chá disponível 24 horas por dia. O banheiro é compartido, mas muito limpo. O único problema é que a água quente não era muito constante. Tava quente e do nada, gelava. Depois descobrimos que se mais alguém estivesse tomando banho, dava esse problema... rsrsrs.. Então o lance era esperar quando a galera já tivesse terminado. A maior vantagem desse hostel era que tinha água mineral disponível para os hospedes. Gente, isso no deserto é um luxo. A água é um bem precioso para eles. Lembrando que no Atacama só chove de 3 a 5 dias por ano (mentira!)... Além disso, era uma economia gritante. Não ter que comprar a água todos os dias e simplesmente encher as garrafas era algo muito bom... Quem nos atendeu foi a Anita, uma moça muito simpática e super disposta a ajudar. De cara, já falou onde estavam os pequenos mercadinhos da região. Por sorte, haviam dois bem ao lado do Hostel. Como chegamos tarde e não havíamos almoçado, resolvemos fazer uma comidinha no hostel msm. Compramos batatas desidratadas e salsichas. Fizemos um purê e as salsichas. Delicia! Aí, descobrimos que o vinho era algo muito barato lá! Mais barato do que água . Claro que bebidas alcoólicas em altitude, atenuam os efeitos... Então, compramos um vinho de 1,5 L... Fomos dormir. No outro dia iríamos acordar cedo e escolher uma agência para realizar os passeios. Dia 02 – 21 de maio de 2017 Acordamos cedo e fomos tomar o café no hostel. Muito bom por sinal. Fomos andar pela cidade e conhecer as agências. Como era domingo, as agências abriam só após as 10 horas, então fomos até a Igrejinha da cidade para conhecer. Quando as agências abriram, fomos direto na World White Travel acertar o Uyuni (já havíamos reservado com eles) e acabamos fechando todos os outros passeios com eles mesmo. Quem nos atendeu foi a Melina. Muito simpática e fez um preço especial por estarmos fazendo todos os passeios com eles. Em seguida fomos trocar dinheiro. A taxa varia um pouco, então vale a pena olhar. A melhor que encontramos fica na Gambart, bem perto da esquina da farmácia. Embora tenha levado um kit de primeiros socorros muito bom, acabei esquecendo o soro fisiológico e precisei comprar . É cruel a secura daquele lugar, viu? Então levem o soro e o colírio! Fomos ao hostel e preparamos um hambúrguer caprichado como almoço. Em seguida, fomos para a agência e de lá, para o Valle de La Luna,um vale de formações vulcânicas e sal. O lugar é lindo. É bem perto da cidade e poderíamos ter ficado o dia inteiro lá admirando. Entretanto, o passeio com as agências é muito corrido. Pouco tempo para apreciar o lugar. Então eu deixo uma sugestão: alugue uma bicicleta e vá cedo pra lá. Se não puder ir de bicicleta, vá andando. É perto, sai mais barato, você fica mais tempo e vai onde quiser. Fomos ver o pôr do sol da pedra do Coiote. Eu preferiria ter assistido do próprio Valle de La Luna, mas também foi lindo. Voltamos para o hostel, preparamos mais um lanche e comemos. Nesse dia, ficamos acordamos até muito tarde. Conhecemos alguns brasileiros (Flávia, Raphael, Osvaldo e Thiago) e foi aquela festa... Os meninos iriam para Uyuni no outro dia e a Flavia iria na quarta, então trocamos as expectativas... rsrsrsr... Começamos a nos preparar para o tão esperado próximo dia: Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas. Dia 03 – 22 de maio de 2017. Acordamos cedo e recebemos um café da manhã em saquinho do Hostel para levar. Muito caprichado (pão com queijo e presunto, pêssego em caldas, iogurte e barra de cereais)! 07:00 horas, o pessoal da agência chegou para nos buscar. Fomos de van e paramos em um povoado para tomar café. Simples, mas gostoso... Depois fomos até a Piedras Rojas e para a nossa surpresa, estava congelado. Era possível caminhar sobre o lago. Chovia um pouquinho, mas nada que atrapalhasse. O frio tava tenso. Uma moça do grupo não suportou o frio nas mãos e voltou passando um pouco de mal para a van. Eu já tive problemas sérios com frio nas mãos em outra viagem e aprendi da pior forma que, se está frio, não pare de se movimentar. Eu não queria perder a chance de aproveitar o local. Então já desci da van me movimentando muito.. . Eu e o Átila nos divertimos muito, mas ficamos um pouquinho tristes de não ter aquela vista das Piedras Rojas. Estava com baixa visibilidade... De lá, voltamos para a van e fomos em direção às Lagunas Altiplânicas. Vai subindo, subindo e nunca chega. De uma hora pra outra, começou a nevar. Muita neve e aí já não se via mais nada na frente... Chegando na portaria do parque das Lagunas, Tam Tam!!!!!! As Lagunas Altiplânicas estavam interditadas devido a neve! Como assim????????? O surto foi geral. Tinha gente na van querendo o dinheiro de volta, tinha gente com raiva, tinha gente que sabia o que estava perdendo e tinha a gente! Que descemos da van mesmo assim e fomos aproveitar a neve, já que era a primeira vez que presenciávamos o fenômeno. Hahahaha! Muitas pessoas viajam para ver neve e não presenciam o fenômeno! Até aí decidimos curtir o que tinha, mas no fundo o coração tava num aperto só de não ver as lagunas. Decidimos que repetiríamos o passeio outro dia. Fomos almoçar no mesmo local em que tomamos café da manhã. O almoço não estava muito bom, mas havia mais de uma opção. Eu pedi frango. Mas provei o tal omelete de quinoa e achei melhor... No almoço, já sabíamos que o clima estava estranho, pois estava chovendo. Pensei que seria por causa da altitude... Depois do almoço fomos ao Salar do Atacama. Pra variar, também não tinha visbilidade de fundo que compõe o cenário exuberante do local... Foi batendo a decepção com o passeio e eu já não tava mais achando graça na tal neve. Antes de ir para San Pedro, ainda paramos em Toconao. Lá tinha artesanato e uma lhama. Nada diferente. Voltamos para San Pedro e aí veio a bomba! Chuva. Muita Chuva. As ruas de San Pedro eram lama. Não se via mais aquele tanto de turista andando para lá e para cá. Em todos os sites que eu li falam que o período de chuvas no deserto é de dezembro a março. Estava no final de maio. É o deserto mais árido do mundo! Chove de 3 a 5 dias por ano! Como assim? O que estava acontecendo? “No deserto não chove”. Chove sim! Eu imagino que para algumas pessoas que vivem ali a chuva deve ser mesmo abençoada, porque chove muito pouco. Mas se pensar que é uma cidade turística, imagino que deve ter sido o terror de todos. Vários turistas indignados e querendo o dinheiro de volta... Nós fomos até a World, que já estava atrás de nós para dar a notícia fatal: No dia seguinte, iríamos para o Uyuni e adivinhe só! A fronteira Boliviana estava fechada por causa de neve. Então foram dadas duas opções: Ir para o Uyuni, sem passar pelas Lagunas Verde e Blanca, atravessando por Ollague, ou pegar o dinheiro de volta e ficar em San Pedro. Detalhe: todos os passeios para o outro dia em San Pedro estavam cancelados devido ao mau tempo. Perguntamos ao pessoal da cidade se era comum essa chuva naquela época e pasmem!!!!!!!! Sim! Alguns falaram que nas últimas semanas de maio e primeiras de junho é comum chover um pouco e cair nevascas nos locais mais altos dos tours. Eu nunca tinha lido isso. Nos falaram o seguinte: de dezembro a março, chove. Os tours podem ser cancelados por causa da chuva. De maio a julho, neva! Os tours podem ser cancelados e ficar muito tempo fechados. A melhor época para ir ao deserto é de agosto a outubro... Também nos alertaram que ultimamente o tempo está muito instável na região. Vem ocorrendo alguns fenômenos climáticos fora de época... Então se prepare! Tudo pode acontecer quando você se dispõe a ficar perto da natureza... Depois de muito pensar, decidimos manter o cronograma e ir pro Uyuni . Vimos muitas pessoas desistirem... Deu um frio na barriga, mas a Melina nos garantiu que tudo seria feito com a maior segurança e que o tempo estava bom em Uyuni... Como retornaríamos para San Pedro, teríamos tempo de fazer os outros passeios. Nesse dia experimentamos as famosas empanadas por mil pesos e fomos arrumar tudo para a viagem do Uyuni. Dormimos cedo.
  20. Oi, Pessoal!!!!! Meu nome é Roberta e no fim de Dezembro de 2017 fiz meu primeiro mochilão. Fui para o Peru, Bolívia e Chile, num total de 20 dias viajando. Só a primeira semana do mochilão que eu estava acompanhada por uma amiga que já conhecia, o restante fiz tudo sozinha, conheci muitas pessoas, culturas e lugares sensacionais. Passei alguns perrengues, mas faz parte!!!!! Antes de ir fiz muitas pesquisas!!!! Muitas mesmo!!! Foram meses lendo relatos, conversando com amigos que já foram e tentando achar gente pra ir comigo. Quero deixar meu agradecimento para Laryssa Vivi que teve a maior paciência comigo, ela foi uns meses antes que eu e me deu muitas dicas, me ajudou muito com roteiro e me incentivou a não desistir mesmo indo sozinha. Valeuuuu Laryssa!!!!! Também agradeço o Jeff RUIM, ele foi uns anos antes, não fez o mesmo roteiro que eu, mas deu dicas super válidas e o maior incentivo!!!!! Valeuuuu Jeff. Meus pais me chamaram de louca por, primeiro, colocar todas as minhas roupas em uma mochila e, segundo, por ir sozinha para o "perigo e pobreza da América do Sul". Eu amei, recomendo e voltaria!!!! Meu roteiro foi assim: 21/12 São Paulo – Cusco 22/12 Cusco 23/12 Cusco – Vale Sagrado e Águas Calientes 24/12 Machu Picchu 25/12 Cusco 26/12 Cusco 27/12 Cusco – Arequipa 28/12 Arequipa 29/12 Arequipa 30/12 Arequipa - Puno 31/12 Puno – Copacabana 01/01 Copacabana – La Paz 02/01 La Paz 03/01 La Paz – Uyuni 04/01 Uyuni – 1º dia de Tour 05/01 Uyuni – 2º dia de Tour 06/01 Uyuni (3º dia de Tour ) – Atacama 06/01 a 10/01 – Atacama 10/01 Atacama – São Paulo Observação - Diminuiria um dia em Cusco, um em Arequipa e talvez um no Atacama, aumentaria talvez um dia e La Paz ou iria conhecer outra cidade do Peru. O que levei no Mochilão (60L Quechua): - 3 calças de ginasticas, 3 compridas e uma mais curta - 8 blusas (4 blusas eram daquelas de algodão da Hering, só mudou a cor kkkkk, 1 de ginástica que não amassava, 1 mais bonitinha e 2 de alcinha com pano mais bonitinho pra sair) – não levaria a blusa mais bonitinha porque amassou inteira e não consegui usar mais e só levaria uma de alcinha ao invés das 2. - 2 calças jeans – só levaria uma - 1 jaqueta moletom - 10 calcinhas - 1 par de chinelos - 1 pijama (usei uma calça de ginástica velha que ficou por lá e uma blusa de pijama) - 3 tops de ginástica - 2 sutiãs - 1 gorro - 1 par de luvas - 1 blusa segunda pele - 1 calça segunda pele (quase não usei, mas acho que foi mais de preguiça) - 1 biquini - 1 toalha de secagem rápida - 1 shorts (não levaria) - 1 rolo de papel higiênico - 1 pacote com 100 lenços umedecidos - 1 secador de cabelo (não levaria) - 2 tênis (um no pé e outro na mala – só usei um!) - 8 pares de meia (2 térmicas, 2 de trilha e 4 normais) - 1 shampoo pequeno - 1 condicionador pequeno (tive que comprar outro lá) - 1 sabonete em barras (tive que comprar outro lá) - 1 saboneteira - 1 desodorante aerossol - 1 gilete (não usei) - 1 alicate de unha (não usei) - protetores solares: corpo, rosto e boca - 1 repelente - 1 capa de chuva (não levaria, compraria lá) - 1 soro fisiológico Na mochila de Ataque: - jaqueta corta vento - minhas maquiagens (base, pó, corretivo, rímel, batom e pincéis) – peso totalmente morto!!! Não usei nada - 1 escova de cabelo - 1 escova de dente - 1 pasta de dente pequena - 1 fio dental - 1 pinça - 1 espelhinho - 1 lixa de unha - celular - carregador celular - carregador portátil de celular + carregador - adaptadores de tomada (não usei, porque meus carregadores já tinham saída em formato de bolinha) - 1 T - 1 pen drive (não usei) - lacinhos de cabelo - 1 fone de ouvido (não usei) - 1 caneta - 1 pasta com documentos: voucher passagem, ticket trem de Ollantaytambo a Águas Calientes, Vouches Passagem Todo Turismo de La Paz para Uyuni, Certificado de Vacinação Internacional, Passaporte, Confirmação de Hosteis, Roteiro e TODOS os papeis que me entregavam nas imigrações) - Capa de chuva para mochilão - Remédios (plasil, neosaldina, mioflex, amoxicilina, emosec, repoflor, eno,.... e um kit todo) - Band Aid - 1 óculos de sol Observações - Não levei bota, porque comprei uma muito ruim da Quechua na Decatlhon e machucou meu pé, dai levei um tênis waterproff da Quechua muito bom e no fim só usei ele. - Não levei, mas recomendo levar: Bepanthol (boca fica destruída!), cachecol, blusa mais fina de manga comprida, álcool em gel, colírio e remédio para o fígado. - PAPEL HIGIÊNICO É MUITO NECESSÁRIO! Comprei Antecipadamente - Passagens aéreas - R$2000 que podia ser parcelado até em 10x, entrando por Cusco e saindo por Calama. - Trem de Ollantaytambo para Águas Calientes – comprei só este trecho, porque fui de trem e voltei de trilha. Comprei pela Peru Rail (no site dele mesmo) na Black Friday e paguei 45 dólares, o preço normal para época era 62 dólares. - Ônibus da Todo Turismo de La Paz para Uyuni – R$133,00 semi leito, mas o meu era leito – indico fortemente que comprem as poltronas 10 ou 11 se não me engano, não senta ninguém na sua frente e elas descem mais que as outras! Certificado de Vacinação Internacional - Exigido pela Bolívia, não me pediram, mas eu tinha comigo, vai que... Hostels - Já deixei todos reservados pelo Brasil, como ia sozinha não queria ficar batendo de porta em porta pechinchando valor e vendo se tinha vaga. -Todos foram pagos no local e NÃO antecipadamente. Seguro Viagem - Fiz pela Mondial, paguei R$230,00 (podia parcelar até em 3x). Fiz o mais caro porque a diferença era de R$70 reais apenas e com cobertura maior, não precisei usar mas vi muita gente passando mal. Façam! Dinheiro Levei 1800 dólares (usei 1000 dólares) + 400 soles (levaria apenas 100 soles do Brasil para despesas iniciais, como táxi do aeroporto ao hostel) + R$300 reais + 3mil pesos chilenos (não levaria) + cartão de crédito para emergência (usei no aeroporto na volta apenas) Paguei no Brasil por 0,0062 no peso chileno e R$1,23 no sol peruano – super caro! Cartão de Crédito: tenho Mastercard do Banco do Brasil, desbloqueei um mês antes de ir. Dois dias antes de embarcar liguei no banco e fui informada que não estava desbloqueado porque no Peru tinha uma norma a ser seguida, deveriam informar não sei quem lá sobre meu possível uso do cartão e demoraria 72hs para confirmarem se deu certo. No fim deu certo! Veja certinho com seu banco... Táxi - Usei no Peru e na Bolívia – não tem taxímetro, portanto negocie antes. Não pegue qualquer táxi pela sua segurança. Hosteis que fechei (pelo Booking) - CUSCO Inka Wild Hostel: SUPER RECOMENDADO - cama confortável, banheiros limpos, comida muito boa e barata, tem bar pra quem quiser se divertir um pouco, excelente localização, próximo a Plaza de Armas, com café da manhã, tem agência no local com preços bem em conta, deixei mochilão no depósito para ir para Machu Picchu. - ÁGUAS CALIENTES Casa Paz Hostel: OK – tinha uma aranha na minha cama, mas vida que segue! Era o hostel mais barato que encontrei, bem próximo da pracinha e do ponto de ônibus para subir Machu Picchu, mas tinha que subir uma ladeira imensa para chegar até ele, tinha café da manhã super gostoso, quartos cheiravam um pouco de mofo, mas pelo valor e por uma pernoite eu voltaria. Sfatt acordou antes das 4hs da manhã para fazer nosso café. - AREQUIPA Los Andes Bed & Breakfast: SUPER RECOMENDADO – cama de solteiro super confortável e quentinha, quarto super limpo, com loker e criado mudo individual, café da manhã e localização muito boa, meio quarteirão da Plaza de Armas. - COPACABANA San Cristobal (reservei outro, mas me mudaram para esse...) NÃO RECOMENDO – sujo, banheiro sujo, sem café da manhã, staffs de mal com a vida. Única coisa que prestou foi a localização. - LA PAZ Loki: RECOMENDADO -.não achei o melhor hostel que eu fiquei, mas estava limpo, cama confortável e quarto quentinho, bar para se distrair e conhecer gente, boa localização, comida melhor que da rua, sem café da manhã. - SAN PEDRO DE ATACAMA: Ckappin: SUPER RECOMENDADO – hostel simples, com quarto pequeno e sem café da manhã, mas me senti em casa. Staffs muito legais e ótima localização, melhor valor que encontrei em San Pedro de Atacama.
  21. Olá pessoal... Venho contar um pouco dos 10 dias que estive em Cusco e contribuir para quem tem interesse de conhecer esse país com paisagens maravilhosas. 14/09/2017 - Saída de Curitiba para Guarulhos, tive que passar a noite no aeroporto de Guarulhos devido ao vôo para Lima só sair às 08h00 da manhã seguinte. Gastos: Passagem Aérea - R$ 1.450,00 15/09/2017 - De Guarulhos para Lima são 5 horas de viagem. O aeroporto de Lima não é grande, apesar de ser a capital, e achei bem confuso pelo tanto de taxistas na área. De lá peguei um vôo para Cusco. Cheguei em Cusco às 15h00. Saindo do avião você já sente o frio de lá. Dentro do aeroporto troquei o real por soles em uma quantidade pequena só para pagar o táxi, já que lá o câmbio é pior. Paguei 1 soles por 0,85 centavos. Os taxistas que ficam dentro do aeroporto geralmente são os mais caros, então saindo do aeroporto você vê uma cerca com vários taxistas atrás, negociei um por 20 soles até o hostel. Cusco é uma cidade bem movimentada, o trânsito é um caos e as casas mal acabadas. Reservei pelo Booking o hostel Eco Packers, fica localizada na rua Santa Teresa, uma quadra da Praça das Armas, não gostei do hostel devido ao piso de madeira fazer muito barulho, mas tem uma ótima localização. É importante reforçar que em Cusco existe muita ladeira, em alguns pontos até morro com escadarias, o que dificulta a caminhada. Por isso, ficar a uma quadra da Praça das Armas ou próximo av. El Sol é uma ótima opção. Logo que cheguei no hostel já comecei sentir de leve a dor de cabeça e tirei esse dia para me aclimatar, tomando chá e mascando coca, que é servido nos hotéis. Dica: No dia de aclimatação evite comida pesada, esforços físicos e principalmente bebida alcoólica. Gastos: Táxi - 20,00 soles Hospedagem para 9 dias - 360,00 soles 16/09/2017 - Pela manhã já estava melhor e sai para trocar o dinheiro, levei somente o real e paguei 0,94 centavos por 1 soles na av. El Sol. Existem várias lojinhas de câmbio nas proximidades da praça das Armas, pesquisei e todas estavam com a mesma cotação. Também nesta avenida El Sol e nas ruas Procuradores e Plateros se encontram várias agências de diversos passeios. Almocei no Los Portales, pedi um prato de lomo saltado (uma carne macia com molho de shoyo, cebola, tomate e cenoura, acompanha arroz e batata frita) e suco de chicha morada (suco de milho roxo, maçã, abacaxi e especiarias, uma delícia). O restaurante possui uma varanda com mesa em frente da praça Regozijo, mas me arrependi do lugar devido ao excesso de ambulante oferecendo coisas para comprar (eles vem de minuto a minuto e aquele vendedor que já passou por você volta a passar novamente na sua mesa, não consegui almoçar sossegada). Comecei com um passeio de leve, o City Tour (não tão leve assim porque tinha algumas subidas em alguns sítios), ele começa às 14h00 na Plaza das Armas e vai até 19h00 e a primeira parada foi a Catedral (opcional). Para entrar na igreja é necessário pagar 15,00 soles, eu não fiz pois já havia visitado durante a missa na manhã de sábado, após a missa a igreja é fechada e só é liberado com entrada paga. Então é bom visitá-la durante a missa, que até onde sei ocorrem nos sábados e domingos pela manhã (lembrando todas igrejas de Cusco não é permitido tirar foto e filmagem). A segunda parada foi em Qoricancha, lugar onde foi construído templos rituais dos Incas como Sol, Lua, Estrelas. As pedras são esculpidas de maneira que se encaixam perfeitamente sem o uso de argamassas, foram feitas de forma de trapézio e inclinada, suportando todos terremotos. Para entrar, também precisa pagar 15,00 soles. Na terceira parada era o sítio arqueológico Q'enqo, que possui uma parte em forma de labirinto e um templo para homenagear Pachamama, Deusa Terra (nessa parada é necessário ter o boleto turístico, você compra o boleto integral que é válido para 10 dias custando 130,00 soles ou compra o boleto parcial que é válido para 1 dia custando 70,00 soles, a cada local visitado ganha um furinho no boleto na entrada). A quarta parada em Sacsayhuamán é um centro de defesa do Império Inca, com pedras em bloco enormes com quase 5 metros de altura pesando mais de 100 toneladas, gostei bastante desse local. Na quinta parada fomos em Puka Pukara, que significa "forte vermelho", não conseguimos entrar no sítio, estávamos com tempo curto a parada foi rápida e visitamos apenas um mirante com vista do sol se pondo. A última parada foi em Tambomachay, uma construção Inca dedicada à Deusa Água, possui uma série de plataformas, nichos e fontes construídos em cima de uma nascente, mostrando a adoração pela água. Nessa parada não deu para ver direito pois já estava escurecendo. Paramos também em uma loja com produtos da lã de alpaca original, mas os preços eram absurdos. lá nos ofereceram chá de coca com hortelã (achei gostoso). Por fim retornamos a Cusco. Na janta escolhi uma pizza e refri Inka Cola perto do hostel. Dicas: Como o passeio é feito à tarde, não deixe de levar água, pois as duas primeiras visitas são feitas a pé. O boleto turístico pode ser comprado na primeira parada do sítio arqueológico ou você pode ir no escritório oficial COSITUC, algumas agências também vendem mas são poucas. Gastos: Mercado - 20,00 soles Almoço - 32,00 soles City Tour - 30,00 soles Entrada Qoricancha - 15,00 soles Boleto Turístico - 130,00 soles Janta - 20,00 soles 17/09/2017 - Solicitei no dia anterior um pacote para Machu Picchu de 2 dias e 1 noite (não saiu barato), com tudo incluso menos o ônibus de subida/descida. Deixei minha mochila maior no hostel e levei somente uma muda de roupa para um dia em uma mochila pequena (eles não cobram para deixar a mala no hostel). A van me buscou no hostel às 10h00 e fomos direto para Ollantaytambo, a viagem durou cerca de 1h40. Minha partida de trem era da empresa Inca Rail e saiu às 12h36. O trem é simples mas bom, serve chá, suco, café e snack, mas acho que o da empresa Peru Rail é melhor, pois tem vista panorâmica maior. Cheguei em Água Calientes às 14h00, saindo da estação estava o recepcionista do hostel me esperando com meu nome na placa, pedi para ele me levar até o lugar onde compra o bilhete para subir de ônibus até a entrada do parque Machu Picchu e comprei apenas subida (cada trecho do ônibus custa 12 dólar), é necessário já ter o ingresso de entrada do Machu Picchu e documento RG/passaporte. Não é possível circular pela cidade de carro, somente os ônibus circulam em uma rua para acesso a Machu Picchu. No fim da tarde o guia foi até o hostel explicar como seria o encontro no dia seguinte. Dicas: O tempo lá é doido então é importante estar com capa de chuva, eu já levei daqui pra lá. Não esqueça de levar repelente, é o lugar que mais tem mosquito. Compre os mantimentos e água em Cusco e leve na mochila. Gastos: Pacote Machu Picchu (inclui van ida/volta de Cusco/Ollantaytambo + trem ida/volta + hospedagem de uma noite + entrada Machu Picchu + guia) - 790,00 soles Ingresso de subida de ônibus - 12 dólar (39,00 soles) Mercado em Cusco - 40,00 soles 18/09/2017 - Cheguei na fila para pegar o ônibus às 04h30 da manhã e já estava gigante. Os ônibus começam a operar às 05h30, tem um atrás do outro. Chegando lá procurei o guia para podermos entrarmos juntos. É importante lembrar que sem o documento não entra no parque, pode ser RG em bom estado ou passaporte válido. Com poucos degraus você já vê a cidadela de Machu Picchu. O parque possui várias setas indicando o caminho e dependendo de onde você está não pode mais voltar, há guardas que monitoram os turistas que avançam em lugares proibidos ou tentam retornar no caminho. Você tem direito a entrar no parque apenas duas vezes com o ingresso. A primeira vez que entrei foi para ver a explicação do guia, ele nos mostrou os lugares para visitar. Como não é possível voltar pelo mesmo caminho, tive que sair do parque e entrar novamente para conseguir bater as fotos com mais tranquilidade. Vi que agora não é mais possível comprar o ingresso válido para o dia inteiro, será preciso optar pelo turno da manhã ou da tarde, mas não vi nenhum guarda fiscalizando a permanência, então quem vai no primeiro turno pode acabar ficando o dia todo no parque. Logo após a saída do portão do parque (perto da escada onde o pessoal sobe e desce a pé) tem um posto que você pode carimbar seu passaporte como lembrança de passagem. Para quem quiser subir a Montanha Machu Picchu e Huayna Picchu deverá comprar os ingresso pelo site com antecedência mesmo fora de temporada, pois as vagas são limitadas. Resolvi descer a pé, mas já adianto que não foi fácil descer todos os degraus, é cansativo. Passei no hostel pegar minha mochila que tinha deixado, "almocei" por lá e fiquei até dar o horário da partida do trem às 19h00. Chegando em Ollantaytambo às 21h00 a van já nos esperava para levar a Cusco. Gastos: Almoço no hostel - 20,00 soles 19/09/2017 - Reservei o dia de hoje para conhecer o sítio arqueológico Maras Moray e Salineras. O tour sai por volta das 09h00 de Cusco, a primeira parada começa com um povoado em Chinchero, fomos recebidos com chá de muña e as mulheres vestida com traje de quechua explica o processo artesanal da lã. Na segunda parada podemos nos deparar com a incrível vista do terraço de Moray, que fica a 45 km de Cusco. Para entrar é necessário ter o boleto turístico válido. Como são vários guias de agências diferentes, fomos seguindo o nosso por uma bandeirinha para ninguém do grupo se perder. Fomos seguindo enquanto ele explicava que que ali era realizada experimentação agrícola e que cada terraço possui temperatura diferente, os incas sabiam qual era exatamente a temperatura ideal para cada tipo de alimento cultivado. Após passarmos na cidade de Maras, há uma parada para compras de sal, chocolate com sal, milho e outras coisas que desejarem. De lá seguimos para as Salineras de Maras que fica aproximadamente 12 km de Moray, é necessário pagar 10,00 soles a entrada que não está incluso no boleto turístico. Existe cerca de 4.000 poças e cada família tem uma. Em época de seca a água salgada evapora e o sal forma uma crosta onde é refinado. O tour se encerra às 15h00 em Cusco. Gastos: Tour Maras Moray e Salineras - 40,00 soles Entrada na Salinera - 10,00 soles 20/09/2017 - Como não fiz o trekking de Salkantay, resolvi fazer a laguna Humantay. A van passou para pegar no hostel às 04h30, viajamos por 2 horas até a aldeia Mollepata, fizemos uma pausa para um simples café da manhã e continuamos por mais 1 hora de viagem rumo Soraypampa com 3.900 de altitude. Chegando lá a guia forneceu gratuitamente o bastão para trekking (lembrando que nem todas as agências fornecem, se informe antes de comprar o tour pois ajuda bastante tanto na subida quanto na descida). Antes de começar a subir o guia entregou folhas de coca para mascar pois chegaríamos a 4.200 de altitude. É possível pagar para subir à cavalo se não quiser ir a pé, pois a subida é BEM íngreme com duração de 1 hora e meia. Subi tranquila, um pouco mais devagar, com muitas paradinhas para conseguir respirar melhor. Quase não acreditei quando vi uma chinesa subindo com um bebê nas costas, até achei que ela subir de cavalo mas preferiu ir caminhando, passinho por passinho, até conseguir chegar. Logo atrás das montanhas você já se depara com uma paisagem deslumbrante. Ficamos cerca de 40 minutos admirando e, claro, tirando muitas fotos. Na descida é bom tomar cuidado com as pedras soltas, por isso o bastão é essencial para evitar queda. De lá fomos até a aldeia de Mollepata, paramos para o almoço e retornamos para Cusco. Já em Cusco fui comer empanadas com suco chicha morada e uma sobremesa torta de café na panificadora La Bondiet (amei o local e a comida). Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de entrar no parque no valor de 10,00 soles. Gastos: Tour Laguna Humantay - 100,00 soles Lanches em La Bondiet - 19,00 soles 21/09/2017 - Deixei minhas roupas na lavanderia do hostel e fui conhecer um dos pontos mais atrativos de Cusco, o Valle Sagrado dos Incas. Para entrar, tenha o boleto turístico válido. Saímos de Cusco às 09h00 e fomos direto para Pisac, situado a 22 km de Cusco. Chegamos lá e nos deparamos com os terraços utilizados para plantio de batatas de várias espécies e as ruínas no alto da montanha. Depois da explicação do guia ficamos 40 minutos explorando o local. A segunda parada foi numa loja que vende prata, ouvimos a explicação de como é fabricada e como identificar uma jóia. Tivemos cerca de 40 minutos para andar pela feira de artesanato. Seguimos para Urubamba, onde seria servido nosso almoço. O restaurante era muito bom com vários tipos de comidas servidas no estilo buffet, com sobremesa incluso, mas bebidas a parte. De lá fomos para Ollantaytambo, lugar onde muita gente abandona o grupo/passeio para pegar o trem para Machu Picchu. Ainda vale a pena entrar neste parque, mesmo que a construção seja parecida comas demais. Depois da explicação do guia, tivemos 40 minutos para explorar o parque. Depois, seguimos para nossa última parada, a cidade de Chinchero, que fica no alto de uma montanha. Subi a escadaria apreciando as casinhas típicas e a feira na praça principal. Entramos na igreja Virgem da Natividade e vimos o estilo da pintura da escola cusquenha, presente em várias igreja da época dos incas. Na volta comprei milho com queijo (a espiga é enorme, tem um sabor pouco diferente do nosso, mas é bom). Na volta levamos uma hora atá chegar em Cusco. Dica: Você pode comprar o Valle Sagrado sem o almoço incluso mas acredito que não valha a pena, pois a comida é muito boa!! Gastos: Lavanderia - 10,00 soles Tour Valle Sagrado com almoço - 60,00 soles Milho - 3,00 soles 22/09/2017 - Para conhecer mais um pouco do entorno de Cusco, fiz o Valle Sur ou Circuito Sur. A van saiu às 09h00, com a primeira para em uma "padaria" que tem um pão gigante e redondo (cerca de 30 cm de diâmetro), experimentamos e quem quisesse poderia comprar, até que era gostoso, mas grande demais para colocar na mochila. A segunda para foi Pikillacta, a única ruína pré-inca perto de Cusco, construída pela cultura Wari. A cidade era toda murada e restaram apenas restos das edificações. A terceira parada foi em Andahuaylillas, onde visitamos o pequeno Museo Ritos Andinos com entrada de 3,00 soles. Lá tem uma grande diversidade de milho e um estranho crânio maior que o normal que diziam ser de um Alien. Tomamos uma bebida diferente de boas vindas. Ao lado deste museu tem a famosa igreja conhecida como Capela Sistina do Peru, paguei 15,00 soles a entrada e vem um CD com livrinho. A igreja é linda, com uma incrível arte barroca, altares de ouro e pinturas espalhadas por toda a parte. Por fim, encerramos o passeio no sítio arqueológico em Tipón, onde foi construído terraços diante de um pequeno vale que servia para irrigar o plantio. Na volta a van fez uma paradinha para quem quisesse comprar "chicharrón", que nada mais é que o torresmo brasileiro só que em pedaço maior. Dica: nesse passeio não inclui almoço e o retorno é às 15h00. Gastos: Tour Valle Sur - 30,00 soles Entrada no Museu - 3,00 soles Entrada na igreja - 15,00 soles Lanches depois do passeio - 12,00 soles Mercado - 16,00 soles 23/09/2017 - Não podia deixar de fora o passeio da Montanha Colorida. Saímos às 04h30 do hostel, na van o guia nos ofereceu uma cobertinha pois a viagem seria longa e estava frio. Levamos cerca de três horas para chegar em um vilarejo para tomar café da manhã bem farto e delicioso. Seguimos mais uma hora de viagem. Quando chegamos o guia nos forneceu um colete do grupo e um bastão (caso a agência não forneça você pode alugar por lá mesmo). O bastão ajuda muito para quem vai subir a pé. Se preferir, tem a opção de subir a cavalo por 50,00 soles cada trajeto (diz que o preço é variável, dependendo da distância que você pega). O guia fica por último acompanhando aqueles que andam mais devagar. Já iniciei a subida mascando folha de coca com medo de passar mal e com passos normais. Mesmo com todo meu preparo físico chegou um momento que comecei a sentir minhas pernas tremendo e falta de energia. Parei, tomei água e comi barrinhas de cereais. Continuei subindo e logo comecei sentir dor de ouvido, deve ser por causa do vento forte. Olhava para o cume da montanha e meu cansaço gritava para desistir mas a vontade sussurrava "devagarinho você consegue". Parei de olha para a montanha e lá fui eu parando a cada cinco passos, hahaha. Levei mais ou menos cerca de três horas para chegar até a base, o primeiro mirante para a montanha colorida. Aproveitei para descansar e me hidratar, apreciando a beleza do lugar. Segui caminhando para chegar até o topo da montanha, o segundo mirante. O frio de lá é intenso, o vento é forte e gelado, mal conseguia tirar foto pois mesmo com luva a mão congelava, impossível ficar mais de 10 minutos. Comecei a descer e foi aí que percebi que o pessoal do grupo ainda estava chegando (tirando os três americanos do nosso grupo). Enquanto esperava, resolvi bater mais fotos. A descida foi tranquila, é cansativa, mas bem melhor e mais rápido do que a subida. Cheguei na van e esperei o resto do pessoal chegar. Vi muita gente passando mal durante o trekking, então cuidado! Voltamos para o vilarejo onde havíamos tomado nosso café e por volta das 16h00 almoçamos (almoço não inclui bebida). Encerramos a viagem com mais três horas de retorno a Cusco. Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de ingressar no parque. Gastos: Tour Montanha Colorida com entrada - 90,00 soles Coca cola no almoço - 5,00 soles 24/09/2017 - Reservei o dia para conhecer melhor Cusco. Acordei cedo porque não consegui me adaptar ao fuso horário. Tomei café e fui andar. Me deparei com um desfile na Praça das Armas e fiquei um tempo assistindo. Almocei truta com molho verde (truta é um peixe parecido com salmão) no restaurante La Trattoria e pedi de sobremesa um sorvete delicioso na panificadora La Bondiet. Passei no mercado de artesanato na av. El Sol já que o mercado San Pedro estava fechado (os mercados de Cusco são lugares mais baratos para quem quiser comprar lembrancinhas). Gastos: Almoço - 43,00 soles Sorvete em La Bondiet - 7,00 soles Lanches - 23,00 soles 25/09/2017 - Peguei um táxi às 04h00 para o aeroporto e infelizmente tive dois voos cancelados, o que fez com que eu perdesse conexões e atrasasse muito minha chegada. Achei a empresa Latam muito desorganizada no Peru, levei duas horas só para fazer o check-in. Fora isso, a viagem valeu muito a pena. Gastos: Táxi - 20,00 soles Dicas: Praticamente em quase todos os passeios a van passa ao lado de abismos, se tiver medo de altura prepare-se! Vale a pena pesquisar umas três agências (ou mais) para comparar preços, a maioria tem valores parecidos, mas sempre tem as careiras. Deixe para fazer os passeios com altitude mais elevada para o final, assim você estará mais aclimatado e não sofrerá tanto (ex.: Laguna Humantay, Montanha Colorida, Trekking Salkantay, Ausangate). Se for fazer um tour pela agência procure memorizar a placa da van ao sair do carro, isso facilita ao retornar para a van, afinal, são tantas... Praticamente todos os passeios contratados pela agência te buscam no hotel e te deixam próximo a Praça das Armas. Sempre tenha uma blusa ou casaco pois esfria ao anoitecer. Procure levar protetor solar e boné, pois dependendo do dia é sol o tempo todo. Leve também repelente. Leve alguns lanches, compre no mercado barras de cereais, chocolate, frutas, água porque em alguns passeios o almoço pode sair tarde. Total dos gastos: R$ 3.600,00
  22. Olá mochileiros e mochileiras ! Tudo bem com vocês ? Como estão os planos para a(s) próxima(s) viagem(s) ? Estes próximos posts são para quem está almejando uma viagem ao Peru, e para quem ainda não tem isso em vista, após conhecer esse pedacinho de mundo bem do nosso ladinho, vai querer passar na frente na lista de destinos! Estou aqui para compartilhar um pouquinho dessa experiência incrível que tive o prazer de me proporcionar nesse ano de 2017. O intuito é te ajudar! Da mesma forma que sempre recebo muita ajuda por essa galera sensacional desse grupo! Seja bem vindos à minha viagem ao Peru, em 16 dias, por 8 cidades, sozinha, de mochila nas costas, coragem, mente e coração abertos! Como tudo começou: Como todo mundo que passa por aqui, sou uma garota que ama viagens e viajar! Fiz algumas viagens fora do país a passeio e a trabalho no ano de 2014. Nos anos seguintes, 2015 e 2016 minha vida foi só trabalho, não tive tempo para planejar viagens internacionais, acabei optando por conhecer cantos do nosso Brasil (AMO!). Porém, é sempre bom esse contato com culturas diferentes, lugares diferentes, pessoas diferentes, então, estava faltando algo em mim, eu precisava "sair por ai". Depois dessas viagens que fiz, dentro de mim tinha que a próxima seria aqui na América do Sul, então no final de 2016 comecei a ler muito sobre isso. Passei por aqui muitas vezes, li muitos relatos. A princípio, estava lendo sobre fazer Peru, Chile e Bolívia na mesma viagem. Porém, como não teria mais que 20 dias, estaria sozinha e por sempre ter mais lugares no Peru que eu desejava visitar, acabei optando por somente Peru. Dica: Relato do Rodrigo (@rodrigoalcure) ! Muito bom! Preparativos: Como eu já sabia que seria uma viagem estilo mochilão, desde final de 2016 já comecei fazendo a lista das coisas que precisava comprar. Veja! Toalha de microfibra (Dechatlon) Bota para trecking (Bota Finisterre Vento) Mochila cargueira (Quechua Escape 50 litros) Mochila de ataque (A mochila Escape já vem com a de ataque) Power Bank (Asus) Óculos de sol polarizado (Speedo Voley) Roupa segunda pele (Dechatlon) Meias para trecking (Dechatlon) Blusa fleece (Dechatlon) Casaco corta vento (Dechatlon) Câmera (Troquei de celular, fiquei com a câmera do Zenfone 3, Asus) Como podem ver, a maioria das coisas adquiri na Dechatlon! Lá tem tudo e com um ótimo custo benefício. Os outros itens fora da Dechatlon foram alvo de muita pesquisa, com isso, após o uso, indico todos! Abaixo, outros itens importantes que adicionei na minha lista de coisas para levar: Capa de chuva Kit primeiros socorros (Com remédios essenciais, band-aid) Adaptador de tomadas Zip Lock Lenço umedecido Protetor solar Kit para sono (protetor auricular, tapa olho, suporte para pescoço) Cadeado Doleira Pinça Linha/agulha Álcool em gel Tesoura Fora isso, o básico, que seriam as roupas de frio (seguindo o protocolo de 3 camadas), cachecol, luvas, toucas. Dicas: Leve repelente! Eu não levei, porém, em Machu Picchu você vai precisar! Leve um relógio, pulseira, algo que te forneça o horário e seja de fácil acesso o tempo todo. Manter a pontualidade é de extrema importância! Eu utilizei a minha smart band o tempo todo "colada" em meu braço. A mochila cargueira da Escape não foi suficiente, pois era muito pequena. Precisei comprar outra mochila durante a viagem. Como fazer caber tudo na mochila? Leve somente o que você vai utilizar! Como por exemplo, não precisa do pote inteiro de shampoo, separe e leve em um recipiente o suficiente para o período que vai passar lá. Evite itens em vidros, pois pesa muito na mochila. Duas semanas antes da viagem eu já comecei a separar as coisas que iria levar em um canto. Isso te ajuda a não esquecer nada! Roteiro: O roteiro foi fruto de muitas pesquisas! É a junção de todos os lugares que me fizeram querer aproveitar para explorar dessa vez somente o Peru! Passarei por 8 cidades peruanas. Olhem só: Passagens: Comecei a busca por passagens por volta de 2 meses antes. Acompanhei por um bom tempo o vem e vai de preços. Com a ajuda do Google Flights, consegui acompanhar as promoções e peguei um bom preço e nas datas que eu precisava. Dica: No Google Flights é possível você cadastrar as datas, voos e horários que você quer acompanhar e ele te envia e-mails de notificação quando o voo aumenta ou diminui de valor. Muito, muito útil! Depois que conheci, não usei outro buscador. Acredito que já dei umas boas dicas nessa intro As próximas, vou passando conforme relato os dias. Bora pro Peru, partiu! ...Continuação nos próximos posts Beijos! Tabata Instagram: @tatablita
  23. Danielex

    Machu Picchu

    Olá pessoal … estou voltando de Cusco .. Algumas informações interessantes e atualizadas para os próximos viajantes : – Recomendo procurar pacotes a machu picchu lá em Cusco, na Plaza de las Armas, pois lá existem muitas agencias e uma cobre o preço da outra .. vale a pena pechinchar ! - O preço do ingresso de Machu Piccu tambem é mais barato quando comprado em CUSCO !! Na internet pagasse em dólares .. em media 37 dólares , em Cusco o preço gira em torno de 70 reais ! (60, 65 soles .. ) O preço de 37 dolares é de Machu Picchu para Estudante , fiz a carteirinha internacional ISIC . – Conseguimos por 95 soles por pessoa somente a IDA ate a Hidrelétrica, de Van , que demorou umas 8h e durante o trajeto parou em um restaurante onde pagamos 15 soles (em torno de 20 reais) o almoço.Incluso também uma noite no hotel com cafe da manhã. – Apos a van , teve uma caminhada de mais ou menos 2 horas , pelo trilho do trem, que dava acesso a então cidade de Aguas Calientes . No dia seguinte : – Para subir a Machu Picchu voce pode subir de onibus , custa 25 DOLARES ! subida e descida .. ou a pé ( Aviso : Uma subida muito íngreme e pessada ! ) – Quando retornamos de Aguas Calientes, optamos pelo Trem ( AVISO 2 : Quando comprado na hora , o trem é muuuuito mais barato! ) Paguei 155 soles ( uns 170 reais hoje) ; – O trem nos levou ate Ollantaytambo, pegamos uma van a 10 soles por pessoa ( uns 15 reais) e voltamos ate Cusco .
  24. Blog Macuxi viajante

    Peru 25 dias

    Primeiramente, é a primeira vez que escrevo na página. Resolvi relar, pois quanto mais informações e pontos de vistas diferentes, melhor. Eu tenho um blog chamado Macuxi viajante. Mas, como nao e conhecido, as vezes não chega nos sites de busca. Peru não era meu destino de fim de ano, eu iria para outro lugar bem diferente. Mas, como nem tudo é do nosso jeito, às vezes é até melhor, recebi um convite de uma amiga da época de faculdade para fazer um mochilao por esse País, com ela e mais cinco amigos. A principio fiquei com receio, não pelo lugar, pois eu topo tudo. Mas, sim por ser uma viagem em grupo, estou acostumada a viajar sozinha. Em grupo sempre tem divergências, mas ela me garantiu que o foco de todos era o mesmo - viagem boa, barata e diversão. Arrisquei minhas fichas e topei o desafio. Uma semana depois, já tinha comprado a primeira passagem da jornada, não tinha mais volta. A galera já tinha pré-definido os lugares do roteiro, só faltava questões de hospedagem, passeios e afins. Depois, de saber os lugares, fui pesquisar um pouco e comecei a ficar angustiada com essa viagem. Estava animada, mas preocupada, a ponto de pensar em desistir. Quanto mais lia sobre o lugar, me apaixonava, mas ao mesmo tempo eram tantos relatos de gente passando mal, por causa da altitude e que precisava de preparo físico. Que comecei a pegar mais pesado na academia e fazer alguns tipos de exames, como cardiorrespiratório. Eu tinha histórico de asma, rinite alérgica, gastrite, então tudo de ruim passava na minha cabeça, mas no fim deu tudo certo. Tanto a viagem em grupo, como a ótima adaptação do corpo ao local. Então, vamos embarcar nessa?! Let’s go! Nossa viagem seria de 25 dias. Como saindo de Boa vista direto para Cusco seria muito caro, nosso caminho era um tanto estranho, mas interessante e bem mais barato. Passaríamos por mais de 10 cidades e ficaríamos em 06. E 03 países diferentes. 1º PARADA – PORTO VELHO. Saímos de Boa Vista para Porto velho de avião com conexão em Manaus, dia 25 de dezembro. Chegamos à noite e fomos direto para rodoviária de Porto Velho (que lugarzinho mais feio, de Boa vista é bem melhor!!). Ônibus de Porto velho para Rio Branco: Empresa Amatur R$ 62,00 (Esse valor era promoção de natal, geralmente é quase o dobro!). Tempo de viagem: 8h. 2º PARADA – RIO BRANCO. Chegamos à rodoviária de Rio Branco 7 da manhã (Me impressionou a estrutura, achei que era ruim, mas o lugar é bem legal). De lá fretamos um táxi empresa Acre táxi com Josias até Brasiléia, por R$ 100,00/ pessoa. Tempo de viagem: 3h 3º PARADA – BRASILÉIA. Chegamos a Brasileia 11h e de lá pegamos outro táxi para Iñaperi (fronteira do Peru) com o taxista Mateus. O valor de R$ 100,00 que pagamos já inclui esse segundo táxi. Tempo de viagem: mais ou menos 1h. 4º PARADA – IÑAPERI. Chegamos a Iñaperi. O Mateus foi bem solicito. Passamos pela imigração brasileira para carimbar passaporte ou identidade. Ele nos levou para almoçar, pagamos em torno de R$ 10,00 para tomar uma sopa de sêmola (muito gostosa) com direito a refresco. E ainda provamos Res com maní (carne de boi com amendoim). Ele também ajudou no cambio, com a Noemi. Obs. Achávamos que o cambio estava 1 x 1, mas quando chegamos lá estava 1 sole por R$ 0,87. Era o melhor que tinha, perdemos uma quantia considerável. Mas, eu troquei mais duas vezes em Cusco e Lima, ambos por R$ 0,91. Um pouco melhor. Antes de sair de Iñaperi, precisávamos passar pela imigração peruana, dá entrada no País. Tinha uma fila considerável. A imigração é bem tranquila, você preenche o formulário e eles perguntam quanto tempo você vai ficar no País e carimbam com os dias que você pode permanecer. Se caso você, ultrapassar da data de saída, você pagará uma multa. Próximo destino seria Puerto Maldonado. O Mateus nos ajudou com carinha da Van que iria para Puerto por 30 soles/pessoa (até a rodoviária de Puerto). Eram 230km.Tempo de viagem:3h e meia. Contato: Mateus – (68) 99987 1091 5º PARADA – PUERTO MALDONADO. Mais uma vez nos impressionamos dessa vez com a dimensão de Puerto. Achei que era uma cidade bem pequena, mas não. É um mundo e bem congestionada. Se tivéssemos tempo e dinheiro, podíamos ficar lá para curtir pelo menos uma noite. Mas fomos direto para a rodoviária. Compramos nossa passagem para Cusco pela Cruz del sur – cruzeiro suíte. 77 soles com serviço de bordo + 3 soles da taxa de embarque. Saída 21h e chegada 7h. Obs.: O ônibus é barato para comodidade que temos e se comparado com as empresas brasileiras. A poltrona reclinável 160 graus, confortável, tem cobertor, tem travesseiro, tem televisão com filme/fones de ouvido, tem todas as refeições, é espaçoso, entrada USB, tem wifi (mas não funcionou). Como não tínhamos certeza do horário que iriamos chegar, então compramos na hora. E tinha bastante vaga. E outra observação é sobre despacho de bagagens. É da mesma forma que avião, eles pegam sua bagagem antes de entrar no portão, para despachar para o ônibus. Como minha mochila era pequena, não tinha necessidade. Isso funciona em todo o Peru e Bolívia. A estrada peruana é ótima! 6º PARADA – CUSCO. Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 7º PARADA – ICA/PARACAS Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 8º PARADA – HUARAZ Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 9º PARADA – LIMA Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 10º PARADA – SANTA CRUZ DE LA SIERRA. Saímos de Lima para Santa Cruz de avião no dia 15 de janeiro. Esse roteiro parece estranho, mas foi um meio de economizarmos em passagem aérea. Aproveitamos as oportunidades. Mas, não é um caminho que aconselho muito, é cansativo, mas não deixa de ser uma opção. O cambio foi de 1 sole para 1,70 bolívares. Trocamos no aeroporto de Santa. Trocamos pouco, pois ficaríamos só um dia. E eles não trocam moedas! Voltei com 10 soles em moeda para casa...^^ Chegamos 4 da manhã e pegamos um ônibus que saía do aeroporto para pontos estratégicos da cidade. O valor independente do destino. O funcionamento é de 6:30 – 22h. Todos os dias. Sai um ônibus a cada 20 minutos. O ônibus diurno é 6 bolívares e o noturno é 4 bolívares. Ele nos deixou em um local lá perto centro e pegamos um ônibus comum por 2 bolívares perto da rodoviária. Ficamos em um hostel em frente à rodoviária. O hostel 13 de dezembro. Dividindo o valor entre os sete, a hospedagem ficou 43 bolívares. O hostel era só para descansarmos um pouco. Então escolhemos pelo preço, pela disponibilidade mesmo. De modo geral, não era ruim. A comida precisa ter cuidado de onde comer. Enquanto o pessoal dormia, eu saí para comer aos redores, não comíamos direito há horas. Depois, de andar um pouco e sem opções entrei no restaurante e pedi um frango frito. A comida estava longe de ser boa, mas me ajudou a enganar a fome. Mas, esteja com remédio da verme em dias. Estômagos muitos sensíveis, podem não se adaptar. O almoço foi 14 bolívares. Santa cruz de la sierra é uma das cidades mais populosa de Bolívia. Mas, pela primeira vez eu queria embora cedo. A cidade é estranha. Muitos brasileiros moram lá para cursar medicina. Mas, particularmente não gostamos. Não sei se porque não a conhecemos mais, ou se fomos só na parte pobre. Mas, não temos o que elogiar. Os bolivianos de modo geral são grosseiros, mal te respondem. Eu achei cidade cara, sem pensar em conversão de moeda. Uma agua era 6 bolívares. Conhecemos a Plaza 24 de setembro, que foi o local mais simpático que vimos por lá. E limpo. Além da linda catedral basílica de st. Lawrence. Nós embarcamos de ônibus para Puerto quijarro/Suarez à noite e chegamos por volta de 7h da manhã lá. As passagens já tinham sido compradas pela internet uns dias antes. E lá na rodoviária só trocamos pelo bilhete. Empresa: não lembro o nome R$ 78,00. A empresa é desorganizada e o ônibus é bem ruim. 11º PARADA – PUERTO SUAREZ. Na rodoviária de Puerto Suarez, pegamos um taxi ate a fronteira com Brasil. R$ 5,00/pessoa. Chegamos cedo, mas já tinha uma fila enorme na imigração boliviana. Passamos a manhã toda na fila e sol quente. Na fila já nos ofereceram a van que iria direto para Campo Grande, sem precisar ir para Corumbá. E fechamos com eles. Carimbaram nossa saída da Bolívia. Os bolivianos pagam uma taxa para entrar e sair no Brasil. Quando andamos um pouco, pensando que já estávamos indo embora, deparamos com uma segunda fila enorme para da entrada no Brasil na fronteira brasileira. O que achamos uma burrice, por que brasileiro precisa da entrada no Brasil?! Depois, de muito tempo, um oficial da PF pegou os documentos de todos brasileiros e entrou para tentar facilitar as coisas. Saímos da fronteira para Campo Grande meio-dia e chegamos 18h (horário local). Em termos gerais, foi mais 4h de viagem. Empresa da Van até Campo Grande: Vanzella – R$ 120,00/pessoa. 12º PARADA – CAMPO GRANDE. Ultima parada da viagem e já não tínhamos dinheiro. Mas, o cartão salva (rsrs). A cidade é parecida com Boa Vista. Parece tranquila de se viver e fácil de dirigir na cidade. Mas, tem quatro vezes mais habitante que aqui. Passamos três dias. E foi mais para descansar. A cidade em si não tem muito que fazer. Os turistas vão para lá para visitar Bonito e o Pantanal. Que são as atrações do estado. Mas, em janeiro é alta temporada, então é muito caro. E não tínhamos Money. Andamos pelo centro, fizemos algumas compras. Conhecemos o Parque das nações indígenas que fica bem pertinho do Shopping campo grande. O parque é grande, legal para fazer piquenique, esporte. O aquário localizado dentro do parque ainda esta em construção. A noite uma opção que todos falam é Valley, tem três casas de shows, mas na quinta o dia que fomos só uma delas estava aberta. A casa de show é tipicamente sertaneja, hit de campo grande. A casa é bem decorada, até demais. Acaba diminuindo o espaço para as pessoas dançarem. As duplas que cantaram são boas, mas tocou também outros tipos de musicas. A entrada era R$ 25,00. E as bebidas são de 10 para cima. De modo geral é boa, mas, nada demais. Hospedagem: Pousada e camping Santa Clara – Rodrigo (67) 9695 4722 Endereço: Av Vitor Meireles, 125. Bairro Universitário. R$ 32,00/diária (reservamos pelo Booking). Pontos positivos – o hostel parece uma chácara, bem grande e ventilado. Os quartos são bons. Tem café e é gostoso. Você pode usar a cozinha e lavanderia quando quiser. Tem internet. Tem sinuca, piscina que pode ser usado à vontade. O proprietário é bem tranquilo e sem burocracia. Perto da rodoviária. Pontos negativos: não seria um ponto negativo, mas a localização não e pertinho do centro. Da uns 20 minutos de carro. Para algumas pessoas isso pode ser ruim. Como a viagem foi longa, não tem como escrever tudo em um post. Então, publicarei aos poucos. Além de falar sobre o que levei na mochila, quais remédios levar e etc.
  25. A primeira das Lagunas Llanganuco, chamada de Chinancocha A primeira dica muito importante que dou para quem for viajar ao Peru (ou qualquer outro país) é se informar a respeito dos feriados nacionais. Os feriados mais importantes no Peru são a Semana Santa e as Fiestas Patrias (28 e 29/07). Eu tive o azar de marcar férias e comprar as passagens aéreas exatamente na semana da pátria peruana, e isso me causou muito transtorno para conseguir passagens de ônibus, hospedagem e acabei pegando os preços todos em dobro. Huaraz tem uma oferta enorme de hospedagem, com centenas de hostels e hotéis de todos os preços, mas por incrível que pareça todos estavam lotados pelo feriado. Depois de enviar e-mail para 15 hostels um deles me respondeu dizendo que tinha uma vaga, mas para garanti-la tive de enviar o dinheiro pelo serviço Western Union, o que foi mais um transtorno na véspera da viagem. E o hostel ficava um pouco fora do centro (chama-se Santa Cruz Trek Hostel e não recomendo). Para conseguir uma passagem de ônibus Lima-Huaraz tive que entrar no site de todas as empresas a cada duas horas durante a semana toda para ver se aparecia uma poltrona vaga, até que por sorte apareceu uma e comprei imediatamente. Se soubesse do feriado da semana da pátria jamais teria marcado essa viagem nesse período. Foi uma grande dor de cabeça! Plaza de Armas de Huaraz DE SÃO PAULO A LIMA E HUARAZ Peguei em São Paulo o voo das 3h50 da madrugada da Lan para Lima, chegando às 7h15, hora local (duas horas a menos que no Brasil). Peguei minha mochila cargueira na esteira e ao passar pelo raio-x tive de entregar as duas maçãs que estavam na mochila de ataque. Ainda bem que não tive de pagar multa, como dizem que acontece no Chile. Troquei um pouco de dólares por soles só para pagar o táxi pois a taxa no aeroporto é muito ruim (estava 3,00 soles por dólar) e ainda cobram comissão de 3%. Várias empresas oferecem táxi logo na saída e acabei pegando um com a Green mesmo. O preço é tabelado. Foram 50 soles dali até o terminal da empresa de ônibus Linea, a única com a qual consegui uma passagem para Huaraz após uma semana inteira de tentativas (veja nas informações adicionais ao final do relato o site de todas as empresas que fazem a linha Lima-Huaraz). Eu cheguei a pesquisar uma forma de ir do aeroporto ao terminal da Linea por transporte público mas ninguém recomenda fazer isso por causa da falta de segurança nos arredores do aeroporto e da precariedade dos ônibus que circulam por ali. Observando o transporte público da cidade de Callao, onde fica o aeroporto, vi que seria mesmo uma aventura fazer esse trajeto de ônibus, pois eles são pequenos, muito velhos e superlotados. Cheguei ao terminal da Linea no Paseo de La República (bairro La Victoria, próximo ao centro de Lima) às 8h30 e aguardei o embarque às 10h30. Foram 8h de viagem com uma parada para almoço. Na chegada a Huaraz peguei um táxi (4 soles) até o hostel pois era noite, o hostel fica fora do centro e não sabia se era seguro ir sozinho a pé. Tinha que jantar, mas desisti de ir ao centro a pé e arrisquei o restaurante em frente ao hostel, chamado San Remo. A comida é muito boa, o atendimento feito pelos próprios donos é excelente, e o preço é justo para quem mora em São Paulo e um pouco alto para os padrões de Huaraz. Foram 22 soles por um filé de frango caprichado com batatas douradas e salada variada. Wifi excelente. No hostel comecei a minha dieta de mate de coca para ajudar na aclimatação. Não sei se foi bom, tem gente que diz que é placebo, mas sei que felizmente tive uma excelente aclimatação. Por recomendação médica, não utilizei os medicamentos Diamox e Decadron, que supostamente ajudam na aclimatação. Laguna 69 26/07/15 - 1º TREKKING DE ACLIMATAÇÃO: LAGUNA 69 (4603m) As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/Laguna69PqNacHuascaranPeruJul15. Com muito pouca informação de como chegar à Laguna 69 de forma independente, e por ter chegado a Huaraz na noite anterior, contratei pelo hostel mesmo o serviço de uma agência para ir à Laguna 69 no dia seguinte. Como disse acima, por ser semana da pátria paguei 70 soles, quando o normal é de 30 a 40 soles. Às 6h a van da agência Mony Tours passou no hostel para me pegar. Já havia algumas pessoas nela e no caminho subiram mais algumas. Pegamos a estrada sentido norte até a cidade de Yungay (onde completamos o grupo com mais 3 pessoas) e de lá estrada de terra serra acima. Paramos pouco depois das 8h30 para o café da manhã num Recreo Campestre. Logo chegamos à entrada do Parque Nacional Huascarán, onde pagamos 10 soles pela entrada de um dia (é possível comprar um bilhete de entrada válido por 21 dias por 65 soles). A partir daí entramos por um estreito vale entre altos paredões (uma quebrada) e temos nada menos do que os gigantes Huascarán (6768m) à nossa direita e Huandoy (6395m) à esquerda. O Huascarán é a montanha mais alta do Peru! Subindo mais, a próxima parada (bem rápida, só para fotos) foi na primeira das Lagunas Llanganuco, chamada de Chinancocha, lagoa feminina em quechua (a seguinte se chama Orconcocha, lagoa masculina em quechua). As cores dessas lagunas são impressionantes, com vários tons de verde e de azul. Nas margens as interessantes árvores queñuales, que desprendem a casca como um papel. Subindo mais um pouco com a van, a trilha para a Laguna 69 começa à esquerda da estrada de terra, na altitude de 3912m. Não havia um guia coordenando o grupo, apenas um sujeito que nos acompanhou e achava que estava fazendo algum serviço de guia. Com isso as pessoas se dispersaram completamente durante o trekking (algumas chegaram à laguna quando todos já estavam voltando). E não há mesmo nenhuma necessidade de guia já que a trilha é bem marcada e até sinalizada em alguns pontos. Começamos a caminhar às 10h12. A trilha desce até um grande vale, um local chamado Cebollapampa (3898m), onde havia algumas pessoas acampadas e até locais vendendo refrigerantes. Depois sobe suavemente pela Quebrada Yanapaccha (também chamada de Quebrada Demanda) em direção ao Nevado Chacraraju até que por volta de 11h vem a primeira subida mais forte. Ali o grupo se distanciou muito, com algumas pessoas mais aclimatadas disparando na frente e outras não aclimatadas e não acostumadas ao trekking ficando sentadas lá para trás. Por ser feriado nacional, muitos foram fazer esse trekking pensando ser um passeio qualquer, mas não é, a Laguna 69 fica a 4603m de altitude e o desnível desde Cebollapampa é de 705m. Por conta disso, vi muita gente passando mal, com enjoo, tontura e sangramento no nariz, consequências da não adaptação à altitude. Huascarán Norte (6654m) visto da trilha da Laguna 69 Nessa primeira subida encontrei uma fonte de água que parecia ser limpa e enchi meu cantil, consumindo-a sem nenhum tratamento (na volta fiz o mesmo). Não tive nenhum problema por causa disso. A primeira ladeira termina aos 4384m numa linda laguna de cor verde com as bordas transparentes. Segue-se uma pequena descida para um outro grande vale. Para trás (sul) a visão do Huascarán e à esquerda (noroeste) o Nevado Pisco. Próximo a algumas ruínas de pedra começa a segunda (e última) ladeira, que vai dos 4410m aos 4603m. Ao final dessa subida caminha-se por uma trilha entre blocos de pedra e à frente a paisagem é de um paredão coroado pelos picos do Nevado Chacraraju (6108m) à direita (norte) e do Pisco (5752m) à esquerda (oeste). No fundo a lindíssima Laguna 69, de uma cor azul inacreditável, com águas glaciais límpidas e transparentes. Cheguei às 13h10. Havia muitos e muitos grupos ali, com as pessoas se espalhando às margens da laguna, mas ninguém arriscou entrar nas águas geladas. Às 14h20 iniciei o retorno pelo mesmo caminho e às 17h30, depois de muitas fotos e até algumas curtas paradas para conversar com outras pessoas, estava de volta à van. Porém tivemos que esperar até 18h10 para que todos do nosso grupo estivessem de volta. O sujeito que se passava por guia não colocou um horário limite para a subida à laguna e muita gente chegou lá quando todos já estavam descendo de volta. Uma verdadeira bagunça! Pegamos estrada de novo e, depois de quase 3 horas de viagem de volta, chegamos a Huaraz às 21h. Pelo horário, já estava um pouco tarde para ir jantar no centro, então comi de novo no restaurante San Remo, em frente ao hostel. O mesmo prato, 22 soles por um filé de frango caprichado com batatas douradas e salada. Ao fim da viagem vi que foi a melhor comida que provei na cidade. E mais mate de coca! Como meu primeiro trekking de aclimatação para Huayhuash me senti muito bem e fiquei bem feliz com a minha fácil adaptação à altitude. Senti apenas um pouco de dor de cabeça na laguna, mas voltando aos 3090m de altitude de Huaraz isso logo passou. Custo do trekking de hoje: 70 soles por ser semana da pátria. O preço normal é de 30 a 40 soles através das agências de Huaraz, o que deve ser mais barato do que fazer por transporte público. Laguna Churup 27/07/15 - 2º TREKKING DE ACLIMATAÇÃO: LAGUNA CHURUP (4458m) As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/LagunaChurupPqNacHuascaranPeruJul15. Nesse dia começou a minha verdadeira aventura pela cidade pois dispensei os serviços caros e ruins das agências para fazer as caminhadas de forma independente. Fui procurar a kombi (assim eles chamam as pequenas vans) que leva ao início da trilha para a Laguna Churup e a encontrei na Avenida Gamarra, estacionada em frente ao número 311, ao lado de um grifo (posto de gasolina). Cheguei ali às 6h20 mas a kombi só sai quando lota, entre 7h e 7h30. O seu destino normalmente é Llupa (pronuncia-se iúpa), por 5 soles, mas se pelo menos cinco pessoas quiserem ir até Pitec (pagando mais 5 soles cada um) então eles esticam mais 11,6km até lá, deixando exatamente no início da trilha para a Laguna Churup. Como ainda era cedo, a senhora quechua (cobradora da kombi) me levou ao "mercado" mais próximo para eu comprar pão e queijo para o lanche de trilha. Na verdade era uma feira de rua bem pequena e modesta, mas que tinha todas as interessantes características de uma autêntica feira da serra peruana, com bancas vendendo frutas, legumes, verduras, farinhas, feijões, etc. E ao lado um casal vendia lanches de queijo, ovo e ainda bebidas quentes feitas com quinoa e maca. Claro que aproveitei a oportunidade para mergulhar de cabeça no modo de vida deles, tomando o café da manhã ali na rua junto com os peruanos. Viajar para mim é isso! De volta à kombi, com um saquinho com oito deliciosos pães e ainda um pedaço de queijo comprados no "mercado", esperamos completar a lotação. Parecia que mais ninguém ia aparecer, mas de uma hora para outra surgiu um grupo de cinco argentinos e vários outros turistas, inclusive um peruano muito comunicativo, o Juan, com quem fui conversando a viagem toda. Uma informação importante é que há apenas duas ou três vans que saem de manhã do centro de Huaraz para Llupa ou Pitec e retornam à tarde. Não soube de outra opção de transporte público além desse. No caso de as vans irem até Pitec ficam lá esperando os turistas voltarem. Se não houver quórum para irem a Pitec é preciso caminhar 4,2km de Llupa a Pitec por trilha ou 11,6km pela estrada poeirenta. A viagem durou das 8h10 às 9h10 e subiu dos 3090m de Huaraz até os 3864m de Pitec. Paguei novamente 10 soles pela entrada no Parque Nacional Huascarán e começamos a caminhada às 9h23 encarando já de início uma longa subida. Logo o Juan e seu filho ficaram para trás mas não pude esperá-los pois precisava caminhar no meu ritmo e testar a minha adaptação à altitude. Nessa trilha a subida é constante, diferentemente da Laguna 69. Obviamente não tínhamos guia nesse dia, mas o caminho é todo bem batido, sem nenhuma dúvida. Às 11h a trilha estabiliza por alguns metros e desce um pouco na direção de uma cachoeira. Do seu lado esquerdo se encontra a sequência de três cabos de aço que auxiliam na subida de uma parte mais vertical, mas onde todos passam sem grandes problemas, apenas reclamando um pouco da dificuldade inesperada. Após o terceiro cabo de aço são apenas 8 minutos até as margens da linda laguna, essa de cor verde transparente, aonde cheguei às 11h17 (nesse trecho enchi meu cantil num riacho de água aparentemente confiável e bebi sem tratá-la). Altitude de 4458m, desnível de 594m desde o início da caminhada. A Laguna Churup está encaixada também entre paredões de pedra, sendo que à esquerda do ponto de chegada (nordeste) se encontra o Nevado Churup (5495m), que pode ser visto da Plaza de Armas de Huaraz. Laguna Churup com o Nevado Churup ao fundo Havia também vários grupos por ali e alguns malucos se dispuseram a entrar na água congelante. Fiz meu lanche, conversei com pessoas de várias partes do mundo e esperei o Juan e seu filho chegarem. Às 13h32 começamos o retorno pelo mesmo caminho e chegamos à van às 15h20. Demoramos porque o filho do Juan, de 15 anos, começou a passar mal na descida por causa da altitude. Apesar de estarmos baixando ele continuava ruim, tendo dificuldade para caminhar e parando para sentar diversas vezes. Fomos os últimos do nosso grupo a chegar à van e quando chegamos, uma situação absurda: a cobradora nos disse que estava lotada! Ela não nos esperou e colocou várias outras pessoas no nosso lugar, gente que deve ter subido pela trilha desde Llupa. Havia um só lugar naquele aperto desgraçado da van e o Juan fez questão que eu fosse. Hesitei em deixá-los ali sem outra alternativa, mas entrei na van (10 soles). Fiz uma viagem terrível até Huaraz, num aperto horrível, sem poder me mexer um centímetro. E pensando como eles fariam para voltar à cidade, ainda com o rapaz passando mal. Infelizmente não peguei um contato dele para saber o fim da história. Acredito que tenha conseguido uma carona com um dos carros que estavam estacionados por ali. Bem, fica então outra dica muito importante: se pegar a van de linha até Pitec, não seja o último a voltar da laguna pois você pode nem encontrar mais a van lá. Nesse dia de aclimatação me senti ainda melhor, sem nenhuma dor de cabeça. O único cuidado é que é preciso caminhar lentamente pois um esforço a mais causa uma sensação bem ruim de falta de ar e faz disparar o coração. Custo do trekking de hoje: 20 soles (que pode cair à metade se a van for até Llupa e você fizer o restante do caminho a Pitec por trilha, são 4,2km). Tive ainda o resto do dia para finalmente caminhar pela cidade, conhecer um pouco mais de Huaraz, e jantar um lomo saltado por 8,50 soles num restaurante muito simples, mas com wifi perfeito para ligar para o Brasil via facebook. E mais mate de coca! Não posso deixar de comentar que Huaraz é uma cidade muito feia, suja e bagunçada. Agora, muito pior que isso são as benditas buzinas. Cada motorista sai com o carro na rua com o pé no acelerador e a mão na buzina. É um inferno! Todos buzinam o tempo todo sem o menor sentido, sem nenhum motivo, só pela mania de tocar a buzina como pisam no acelerador. Já tinha notado essa mania na rápida passagem por Lima, mas Huaraz foi o pior lugar que conheci em termos de poluição sonora nas ruas. Laguna Willcacocha e Cordilheira Blanca ao fundo 28/07/15 - 3º TREKKING DE ACLIMATAÇÃO: LAGUNA WILLCACOCHA (3742m) As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/LagunaWillcacochaCordilheiraNegraPeruJul15. Ao descer do meu quarto para a recepção do hostel pouco depois das 6h, encontro o dono explicando a um rapaz como chegar a algumas das famosas lagunas de forma independente e usando o transporte público. Começamos a conversar em portunhol até que ele perguntou de onde eu era. Dali em diante relaxamos e passamos a conversar em português pois ele era brasileiro também... risos. Disse-lhe que ia para a Laguna Willcacocha naquele dia e ele se interessou. Caminhamos até o centro e na esquina das ruas Antonio Raymondi e Hualcan (ao lado do Mercado Central) pegamos a kombi (van) de número 10 (1 sol). Pedimos para descer na Puente Santa Cruz, na localidade de Chiwipampa, 9km ao sul de Huaraz. Começamos a caminhar às 7h52. Altitude de 3183m. Em tempo: antes de partir para essa caminhada voltei ao "mercado" do beco da Avenida Antonio Raymondi para tomar meu desjejum de quinoa e pão com ovo, como no dia anterior. Cruzamos a ponte sobre o Rio Santa e iniciamos a subida, que seria constante até atingirmos a laguna. Cerca de 180m após a ponte abandonamos a estrada de terra em favor de uma trilha larga que sobe à esquerda. Aos poucos o Rio Santa vai ficando bem abaixo de nós. Passamos por um pequeno cemitério à esquerda e logo chegamos ao primeiro conjunto de casas. Ali um pequeno erro (que outras pessoas também cometem): o certo é voltar à estradinha de terra, à direita, mas continuamos pelos caminhos mais estreitos do povoado para a esquerda até percebermos que não estávamos mais subindo. Perguntamos e voltamos à estradinha de terra, subindo e atravessando o "centro" do povoado de Santa Cruz. O caminho principal para a Laguna Willcacocha é na verdade uma estrada de terra na qual sobem carros comuns e táxis. O caminho que nos foi ensinado é composto de atalhos em forma de trilha larga que cortam os longos ziguezagues da estrada, sendo bem mais curto e direto. Logo após atravessar o "centro" do povoado de Santa Cruz, não vimos a entrada da trilha à direita e continuamos pela estrada. Por sorte esse era o menor dos ziguezagues e logo tínhamos a trilha bem nítida atravessando a estrada. Pegamo-la subindo à esquerda às 8h43 e em 22 minutos atravessamos a estrada pela última vez. Às 9h27, depois de passar por lindas e douradas plantações de trigo, chegamos à Laguna Willcacocha. Altitude de 3732m, com desnível de 549m desde a ponte sobre o Rio Santa. Vale do Rio Santa e Cordilheira Blanca norte ao fundo A laguna, comparada às anteriores, é pouco atrativa, apenas uma lagoa com gramado ao redor. Porém o grande atrativo do lugar é a vista espetacular da Cordilheira Blanca. Uma grande placa colocada no final da trilha dá o nome de cada montanha da cadeia, sendo o Huascarán o mais alto, com 6768m, bem ao norte. Relembrando que ele é a montanha mais alta do Peru. Na porção sul da cordilheira o destaque é o Nevado Huantsán, o mais alto, com 6369m. A cadeia montanhosa onde se encontra a Laguna Willcacocha é chamada de Cordilheira Negra, por não ter cumes nevados, em contraposição à Cordilheira Blanca. Depois de muita contemplação (o dia estava espetacular!) e fotos, iniciamos a descida às 10h56 pelo mesmo caminho. Desta vez não perdemos a trilha que deixamos passar na subida. Às 12h05 estávamos de volta à Puente Santa Cruz e uma van que passava na rodovia parou sem que fizéssemos nenhum sinal (1 sol). Nessa caminhada não encontrei nenhuma fonte de água. Havia várias outras pessoas na laguna que devem ter subido de carro (havia vários carros estacionados bem próximo). Na descida cruzamos com muitas pessoas subindo, porém naquele horário o sol já estava bem forte, tornando a subida bem desgastante. Custo do trekking de hoje: 2 soles (teve uma agência de Huaraz que teve a cara de pau de me pedir 120 soles por essa caminhada). Como ainda era cedo, fomos para o segundo passeio do dia: as ruínas de Wilcahuain (ou Willkawaín). Na esquina das ruas Cajamarca e 13 de Dezembro, no centro de Huaraz, pegamos a kombi (van) para Wilcahuain (1,50 sol). Saindo da cidade, a estrada de terra sobe muito, cruza povoados até chegar às ruínas, numa altitude de 3420m. O sítio arqueológico está dividido em dois, numa distância de 750m entre si. Saltamos da van no primeiro e pagamos 5 soles pela entrada. Visitamos as construções por fora e por dentro, com corredores e passagens estreitas e baixas, e o museu. As construções datam de 600 a 900 dC, sendo anterior ao Império Inca. Depois voltamos à estrada e caminhamos 10 minutos até o segundo sítio, onde se entra com o mesmo tíquete. Lá mais quatro construções, porém suas entradas eram muito baixas e pouca gente tentava entrar. Fizemos um lanche. Voltamos ao primeiro sítio para esperar a van de volta a Huaraz (1,50 soles). Na cidade nos separamos e eu fui comer de novo o lomo saltado de 8,50 soles. Laguna Aguak 29/07/15 - 4º TREKKING DE ACLIMATAÇÃO: LAGUNA AGUAK (4551m) As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/LagunaAguakHuarazPeruJul15. Saí do hostel pouco depois das 6h e voltei à esquina das ruas Cajamarca e 13 de Dezembro no centro para pegar a kombi (van) para Wilcahuain (1,50 sol). Mas antes estiquei até o beco da Avenida Antonio Raymondi para tomar meu habitual desjejum de quinoa e pão com ovo no "mercado". Até a hora de a van sair só entraram moradores locais, o que significava que eu iria fazer a caminhada de hoje sozinho. No último instante entrou um gringo. A van subiu as estradinhas de terra pelo mesmo caminho do dia anterior até as ruínas e o rapaz pediu ao motorista que o deixasse no início da trilha para a Laguna Aguak, meu destino também. Saltamos juntos e nos apresentamos. Ele era alemão, chamava-se Stefan, e estava sozinho porque sua namorada havia torcido o pé na rua em Huaraz, sem condições de trilhar. Essa trilha pode ser iniciada pelo menos em três pontos distintos, pelo que pude constatar. Dois deles ficam muito próximos ao primeiro sítio arqueológico de Wilcahuain, porém por ali há uma subida forte logo de início. O motorista nos deixou 1,2km à frente das ruínas (à esquerda na primeira bifurcação), num local com subida inicial mais suave, na altitude de 3444m. Começamos a caminhar às 7h38 e a trilha é um caminho largo e bem marcado. Após um trecho plano vem a subida de verdade, montanha acima, num infindável ziguezague. Marcações da distância percorrida foram pintadas nas pedras a intervalos de poucos metros, o que nos deixa ansiosos por alcançar os 6000m, que é o fim da trilha e a chegada à laguna. A altitude é significativa, então paramos duas vezes para descansar e comer algo, a primeira na cota dos 4060m e a segunda aos 4428m. Às 11h06 chegamos enfim à Laguna Aguak, que repousa suas lindas e profundas águas azuis escuras a 4551m de altitude. O Stefan sacou da mochila o seu almoço e se sentou logo à chegada, eu fui explorar os arredores da laguna para registrar os melhores ângulos. Havia apenas três pessoas no local e elas estavam na margem à nossa direita. Voltaram rapidamente e eu fui andar pelo local onde estavam. Porém foi preciso descer uma parede rochosa bem vertical, não muito alta, mas com poucos apoios. Como eles haviam voltado rapidamente por ali achei que fosse fácil subir de volta. Grande engano! Depois de tirar fotos de todos os ângulos daquele lado da laguna, inclusive dos nevados mais distantes e de Huaraz bem abaixo, tentei voltar. Ao chegar à parede não conseguia subir ao topo, não havia apoio para mãos e pés. Nessa hora apareceu o Stefan junto com um suíço que havia acabado de chegar, e foi o suíço quem esticou sua mochila e, segurando na alça dela, consegui sair daquela enrascada em que me meti. Portanto, fica o aviso: calcule bem se vale a pena descer essa parede e se terá apoio para subi-la de volta. Laguna Aguak Das margens da laguna pode-se observar o cume do Nevado Vallunaraju (5686m) a nordeste, a pontinha do Nevado Churup (5495m) um pouco mais distante a leste, e o cume do Nevado Huantsán (6369m), o pico mais alto da Cordilheira Blanca sul, uns 20km a sudeste, na extremidade esquerda de um conjunto de nevados. Todas essas montanhas podem ser vistas da Plaza de Armas de Huaraz. Stefan e o suíço (Joel) foram explorar algumas lagunas que estavam escondidas mais acima, tomaram a continuação da trilha e desapareceram num segundo. Eu tirei fotos de um ponto mais acima e resolvi começar a descer já que não alcançaria os dois ligeirinhos. Iniciei o retorno às 13h43, pelo mesmo caminho, e só parei na altitude de 3878m para descansar um pouco as pernas de tanta descida por pedras soltas. Mais abaixo (3785m) o caminho largo bifurcou e segui para a esquerda. Logo alcancei a parte plana. Sem prestar atenção no gps, em algum ponto saí do caminho por onde viemos e acabei sem querer descobrindo um dos outros caminhos de acesso descritos anteriormente. Desci bastante por uma ladeira, a qual não deve ser muito agradável de enfrentar logo no início da caminhada, como disse, e alcancei um fim de estrada junto a uma grande caixa-d'água com cerca. Continuei pela estradinha deserta e constatei que esse é o caminho "oficial" já que a marcação de distância nas pedras continuou. Segui à esquerda numa bifurcação na altitude de 3465m, junto a uma casa (mas verifiquei depois que se seguisse à direita também sairia na estrada, próximo às ruínas), até que atingi o ponto zero das marcações ao alcançar a estrada de terra, ao final de uma rampa de concreto, pouco acima das ruínas de Wilcahuain, às 16h44. Altitude de 3424m. Nessa caminhada não encontrei nenhuma fonte de água confiável. Na descida encontrei apenas dois casais que me perguntaram ansiosos quanto faltava para chegar à laguna. Como se vê, o trekking da Laguna Aguak, apesar de ótimo para aclimatação e de custo muito baixo, é pouco conhecido. Dali esperei alguns minutos pela van (1,50 soles) e voltei a Huaraz. Percorri algumas agências de trekking do centro e finalmente apareceu um grupo saindo para Huayhuash, e já no dia seguinte logo cedo! Mas isso eu contarei no relato do Circuito Huayhuash que estou escrevendo. Custo do trekking de hoje: 3 soles. À noite resolvi jantar no restaurante Encuentro, que fica numa praça chamada Parque Periodista entre os prédios da Avenida Luzuriaga (há outro na Rua Julian de Morales). O prato de filé de frango que pedi custava o mesmo que no restaurante San Remo em frente ao hostel (22 soles) mas estava meio frio e com acompanhamento muito pobre. Bonita laguna na trilha da Laguna 69 Informações adicionais: As empresas de ônibus que fazem a linha Lima-Huaraz (e que têm site) são: . Cruz del Sur - http://www.cruzdelsur.com.pe . Linea - http://www.transporteslinea.com.pe . Moviltours - http://www.moviltours.com.pe . Oltursa - http://www.oltursa.pe . ZBuss - http://zbuss.com . Julio Cesar - http://www.transportesjuliocesar.com.pe Tanto Lima quanto Huaraz e Caraz não têm rodoviária. Cada empresa tem seu próprio terminal com o guichê de venda da passagem. A empresa Moviltours tem agência no centro de Huaraz mas o terminal fica no bairro Centenario. A cotação do sol para o dólar estava: . no aeroporto de Lima em 25/07/15: 3,00 soles = US$1 com comissão de 3% . nas casas de câmbio de Huaraz: 3,15 soles em julho e 3,18 soles em agosto sem comissão Rafael Santiago agosto/2015 http://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
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