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  1. A oportunidade de viajar para a Itália veio com a “promoção” da Ibéria no final de junho, com a qual pagamos R$1.250,00 na passagem ida-volta com as taxas, com saída de Foz do Iguaçu e destino a Roma. Tivemos pouco mais de um mês para programar tudo. Os hotéis foram reservados ainda do Brasil, pelo Booking.com, depois de muita pesquisa aqui e no tripadvisor. O Roma Pass, ingresso para o Museu do Vaticano e os bilhetes de trem para viagens longas (entre cidades) também foram comprados do Brasil, pois viajamos em alta temporada e tínhamos receio do preço subir. Li aqui no fórum que agosto não é um bom mês para viajar para a Itália pois é o mês em que os italianos saem de férias e as cidades ficam desertas. Mas constatamos isso em poucos momentos, como em Verona num domingo de manhã, e em alguns momentos em outras cidades, mas no geral tudo funcionava normalmente. Para quem ficar receoso de viajar em agosto para a Itália, para nós isso não foi um empecilho, o que incomodou mesmo foi o clima, pois estava muito quente. Ah, nunca esqueçam de validar os bilhetes de trem antes da viagem, seja dentro da cidade seja para fora. Nos trens entre cidades eles conferiram nossas passagens, e quem não validou tem que pagar multa. E quem não se importar, dá para andar com garrafinha de água porque em todas cidades tem fonte com água potável. Assim dá para economizar uma graninha com água e abastecer as garrafas na rua. Aqui segue o relato dos nossos 15 dias na Itália, com informações sobre os passeios, pontos turísticos, hotéis e gastos diários. Espero que ajude na programação da viagem de vocês! Preparem-se para comer muito bem e ver lugares maravilhosos! DIA 1 – Roma Chegamos no aeroporto Fiumicino às 14 horas e, após pegar as bagagens, fomos até a loja do Roma Pass para validar nosso passe, pois já tínhamos comprado pela internet e depois compramos os bilhetes de ônibus no guichê da empresa Terravision para irmos do aeroporto até a estação Termini. O serviço do ônibus é bastante desorganizado, tinham muitas pessoas aglomeradas e nenhuma fila e não tinha ninguém para colocar sua mala no bagageiro. Foi um empurra-empurra, mas colocamos e subimos no ônibus e em 40 minutos estávamos na Termini. Reservamos o Hotel Ferrarese, que fica à 3 quadras da Termini. É um hotel bem simples, o banheiro estava um pouco sujo, mas o sinal da wifi era bom e gostamos bastante da localização, porque facilitava muito pegar trem/metrô a parti dali, além de terem vários restaurantes e lojinhas de souvenir na região. Após um banho, saímos para comer nosso primeiro prato de massa italiana e conhecer a Igreja Santa Maria Maggiore e a Piazza Vittorio Emanuelle. A praça é bem simples, nada demais! Gastos do dia (individual): - 1 água 750ml: 2,10 euros. - 1 bilhete de ônibus terravision: 5,00 euros. - Roma Pass 3 dias: 34,00 euros. - mapa da cidade: 3,00 euros. - frutas, água e suco: 5,50 euros (para os dois). - jantar (massa muito boa - restaurante elettra, ao lado do hotel Ferrarese): 10,00 euros. DIA 2 – Vaticano Pegamos o metrô na Termini e fomos até a estação Otaviano e de lá caminhamos até o Museu. A fila para quem não tinha ingresso era imeeeeensa, todos embaixo do sol numa fila interminável! Por sorte havíamos nos programado e comprado no Brasil os ingressos para o Museu do Vaticano para às 09h (primeiro horário de visita). Começamos nossa visita pelo caminho mais curto, porque queríamos aproveitar para entrar na Capela Sistina quando ainda não estivesse lotada, então fomos direto até lá e deixamos para olhar as obras que estavam no caminho depois de visitar a Capela Sistina (ou seja, saímos da Capela e refizemos o caminho, mas agora olhando e tirando fotos). Quando chegamos na Capela Sistina já tinham algumas pessoas, mas estava praticamente vazio perto do que ficou depois. Conseguimos sentar e ficar admirando a obra, muito encantador! Depois fizemos o caminho completo pelo Museu. Em seguida fomos à Praça de São Pedro, almoçamos e aguardamos nosso passeio à Necrópole do Vaticano (reservas feitas com antecedência através do email: [email protected]; enviar email com nome, nacionalidade, número de participantes, dia de disponibilidade e idioma do tour – esse passeio evita a fila para entrar na Basílica). Foi muito legal esse passeio, com dados históricos interessantíssimos, e o término dele é dentro da Basílica de São Pedro. Optamos por não subir e apreciar a vista devido ao calor escaldante e ao cansaço que já nos consumia (estava insuportavelmente quente neste dia). Após visitar a Basílica fomos até o Castel Sant’ Agnello. De tardezinha (só escurece mesmo às 21h) fomos ao Coliseu ver o pôr do sol, foi muito bonito! Gastos do dia (individual): - Ingresso Museu do Vaticano: 20,00 euros. - Internet e impressão do ingresso Necrópole do Vaticano: 0,75 euros. - Ingresso Necrópole do Vaticano: 13,00 euros. - Jantar: 9,00 euros. DIA 3 – Roma Outro dia com muito calor, no qual foi indispensável carregar uma sombrinha para se proteger do sol. Visitamos o Coliseu logo cedo, depois o Palatino e o Fórum Romano. Para esses três pontos turísticos o Roma Passa valeu a pena demais! As filas eram muito longas e ficar esperando com aquele sol não deve ter sido fácil.. Nós chegávamos e já entrávamos no local. Passamos bem rápido pelo Palatino, estávamos exaustos por causa do calor e os locais que queríamos conhecer com mais atenção estavam fechadas para reforma! Após o almoço fomos até a Igreja Santa Maria in Cosmedin onde fica a Boca della Veritá (conta a lenda que a boca mordia a mão dos mentirosos) e depois fomos para as Termas de Caracalla, onde me decepcionei muito! É preciso muita imaginação para recriar o que foram as Termas com as poucas ruínas que sobraram lá. No final do dia fomos para a Fontana di Trevi e tinha muuuita gente! Ficamos um tempão lá apreciando e tirando fotos! Eu me surpreendi, achei que a Fontana fosse bem menor, é enorme e linda! E conforme foi anoitecendo as luzes da fonte foram ligando e deixando o monumento ainda mais bonito! Ali perto tem a sorveteria que aparece no filme Comer, Rezar e Amar: Il Gelato di San Crispino. Para fechar a noite fomos até a Piazza Spagna, que tinha um clima bem gostoso com música ao ar livre. Na volta (22H) passamos na Fontana Di Trevi novamente, que continuava lotada. Gastos do dia (individual): - Almoço: 10,00 euros. - Jantar: 7,00 euros. DIA 4 – Roma -> Veneza No final da tarde iríamos para Veneza, então levantamos, tomamos café e arrumamos nossas malas. Fomos novamente à Fontana di Trevi, que estava menos lotada de manhã mas também estava menos encantadora (gostei bastante do efeito das luzes). Em seguida fomos para a Piazza Veneza conhecer o enorme monumento Vittorio Emanuele, depois fomos para o Pantheon, que tem entrada gratuita, e para a Piazza Navonna, bem lindinha com exposição de telas e restaurantes bonitos. Almoçamos em um dos muitos restaurantes espalhados pelas ruas, que tinha promoção de massas. Seguimos caminhando pela Via del Corso, onde estão várias lojas bacanas (Zara, Ferrari, GAP, Nike, Adidas, H&M..), e depois fomos até a Piazza Giuseppe Garibaldi. Não lembro até onde pegamos o metrô, sei que descemos na região do Vaticano e caminhamos rápido por uns 40 minutos até chegar na praça! Como a praça fica num lugar bem alto, a vista de lá é muito bonita, é um lugar gostoso para relaxar, mas nós tínhamos que pegar o trem para Veneza e não pudemos ficar muito. Na volta pegamos o ônibus 64 até a Termini. Fomos ao hotel buscar as malas e de lá pegar o trem para Veneza-Mestre. A viagem durou cerca de 3 horas e foi bem confortável, tinha restaurante e wifi no trem. Para ficar tranquila, levei uma corrente tipo de bicicleta para prender as malas, pois li relato de pessoas que tiveram as malas furtadas. Gastos do dia (individual): - Hotel Ferrarese (3 noites com café da manhã + 12 de imposto + 15 de ar condicionado): 207,00 euros para os dois (quarto duplo). - Almoço: 5,00 euros. - Sorvete: 2,50 euros. - Frutas e água no trem: 5,60 euros. DIA 5 – Veneza Ficamos em Mestre, nosso hotel era mais uma pousadinha, chamado Vila Teresa. Fica à 3-4 quadras da estação de trem e a recepcionista foi bem atenciosa. Avisamos por email que iríamos chegar após o horário do check-in e a recepcionista foi até o hotel no horário combinado. Comi dois croissants de chocolates muito gostosos em uma padaria perto do hotel e depois pegamos o metrô para Veneza. Veneza é linda! Achei muito encantadora! Caminhamos muito por lá, fomos até a Piazza San Marco, subimos no Campanário e vacilamos por não termos entrado na Basílica de San Marco e no Palácio Ducale! Ficamos pensando e o tempo passou, mas todos falaram que a Basílica é incrível por dentro! Fomos até a Ponte Rialto, Ponte dos Suspiros, a Academia e fizemos o passeio de gôndola completo de 50 minutos com um casal e duas crianças russas, estávamos negociando com o gondoleiro um passeio de 30 minutos mas eles chegaram e resolvemos ir juntos e fazer o passeio mais longo. Depois fomos atrás de souvenirs legais (comprei uma máscara pequena, mas linda) e voltamos para Mestre. Gastos do dia (individual): - Café da manhã: 3,00 euros. - 2 bilhetes de metrô: 2,80 euros. - Hotel Vila Teresa (2 noites sem café da manhã + imposto): 123,60 para os dois (quarto duplo). - Ingresso Campanário (torre): 8,00 euros. - Almoço: 6,00. - Passeio de gôndola: 30,00 euros (130 no total). - Souvenirs: 15,00 euros. - Mercado (jantar): 4,20 euros. DIA 6 – Veneza -> Verona -> Florença Enquanto meu irmão foi para Modena conhecer o Museu e Fábrica da Ferrari, eu fui para Verona. Já tínhamos as passagens de trem, e saímos bem cedo de Veneza. Eu cheguei em Verona +- uma hora depois. Era um domingo e estava deserto, tudo fechado. Comecei a visita pelo Castelvechio e ponte do castelo, depois visitei a Arena, que achei meio decepcionante para quem já entrou no Coliseu, a casa de Julieta, onde coloquei o cadeado com a minha inicial e do meu namorado no mural dos cadeados. Também visitei a Piazza Bra, Piazza Erbe, andei uns 30 minutos procurando o jardim e não encontrei (e não tinha ninguém na rua para dar informação) e desisti de entrar no local para ver a tumba da Julieta porque custava 7 ou 8 euros e não achei que valesse a pena. Meu trem para Florença era às 19h e eu tinha deixado a mala na estação de trem. O depósito de bagagem é grande e espaçoso, coube minha mala de rodinha nada pequena tranquilamente. Cheguei em Florença já era noite e fui a pé da estação Santa Maria Novella até nosso hotel, chamado Novella House. Gastos do dia (individual): - Café da manhã: 1,80 euros. - Almoço: 3,40 euros. - Ingresso Arena: 6,00 euros. - Tortelete de morango: 3,00 euros. - Souvenirs: 2,00 euros. - Mix de frutas: 2,70 euros. - Depósito de bagagem: 8,50 euros. - Banheiro estação do trem: 0,80 euros. DIA 7 – Florença + Pisa O Hotel Novella House é muito bom! Quarto bem espaçoso e com afresco no teto, a localização é ótima (perto da estação SM Novella), só o café da manhã que é fraquinho: um croissant e uma bebida, servido num bar perto do hotel. Nosso primeiro dia em Florença foi uma segunda-feira, em que os museus e outros atrativos estão fechados. Começamos o dia com visita à Ponte Vecchio e queríamos visitar o Palácio Pitti, que estava fechado. De lá fomos para a fila gigantesca da Duomo (na qual ficamos por 2 horas, no solzão) e aqui vai um conselho: só entre se não tiver claustrofobia e bom condicionamento físico; são quase 500 degraus em escadaria circular. Eu achei a cúpula muito bonita, mas as 2 horas na fila tinham me animado para ver mais! Quase em frente da entrada para a cúpula fica a loja da Lindt! Experimentem o sorvete, é bom demais! Não entramos no Batistério, já ficamos satisfeitos com a cúpula e a catedral, e não subimos no Campanário porque vimos Florença do alto da cúpula. O cansaço era tanto que almoçamos ali na praça da Duomo – onde não era tão barato, mas achei Florença mais cara que Roma para alimentação – e depois compramos uma passagem de trem e fomos para Pisa. Caminhamos meia hora até a Torre de Pisa. Eu adorei, acho que de perto parece mais inclinada! É legal ver o desnível na base da torre. Depois de muitas fotos, aproveitamos para comprar uns souvenirs e voltamos para a estação para voltar para Florença, e chegamos lá bem de noite e fomos procurar um lugar para comer. Ah, o Firenze Card custa 72 euros, não compramos porque não valera a pena para nós, mas para aqueles que pretendem visitar várias e várias atrações e que vão em alta temporada pode ser uma boa ideia por causa das filas! Gastos do dia (individual): - Hotel Novella House (4 noites + café da manhã + imposto): 292,00 para os dois (quarto duplo). - complemento do café da manhã: 2,00 euros. - ingresso para a Duomo: 8,00 euros. - chocolate Lindt: 2,00 euros. - almoço + suco: 10,00 euros. - sorvete Lindt: 2,50 euros. - passagem de trem para Pisa: 8,00 euros. - passagem de trem para Florença: 7,90 euros. - souvenirs: 3,00 euros. - jantar: 11,00 euros. DIA 8 – Florença Neste dia o objetivo era visitar a Academia e a Uffizi, mas as filas eram imensas! Então meu irmão comprou ingresso para visitá-las no dia seguinte e nós fomos conhecer a Santa Croce, que abriga o túmulo do Galileu, Maquiavel, Michelangelo, dentre outros. Fomos à Piazza San Marco pois a bilheteria da Academia fica bem pertinho, Piazza do Palácio Vecchio e no final do dia fomos caminhando (mas para quem quiser visitar a longa escadaria recomendo ir de ônibus – nº12 ou 13 do ponto de ônibus na estação de trem) até a Piazza Michelangelo para ver o pôr do sol. Vale muito ir até lá! A vista é linda demais, a mais bonita de Florença na minha opinião. Para jantar fomos ao Restaurante Zázá, recomendado por uma brasileira que vive em Florença. Gostamos muito!! Fica próximo à Capela Médici, tem um ambiente super agradável e comida deliciosa. 1kg de bisteca fiorentina custa 38,00 euros. Gastos do dia (individual): - Croissant (café): 1,00 euro. - Ingresso Santa Croce: 6,00 euros. - Capa para cobrir as pernas na Santa Croce: 1,00 euro (estava de shorts). - Almoço: 10,00 euros. - Sorvete: 3,00 euros. - Souvenirs: 27,50 euros. - Frutas: 2,00 euros. DIA 9 – San Gimignano + Siena Como meu irão tinha agendado os ingressos para a Academia e Uffizi para o dia 15/08, aproveitamos para fazer um passeio pela Toscana. Para ir à San Gimignano é preciso pegar um ônibus ou trem até Pogibonsi e de lá outro ônibus para San Gimignano. Optamos por fazer tudo de ônibus e compramos as passagens na hora, o terminal de ônibus fica ao lado da estação de trem, mas como a estação é gigantesca é bom pedir informações lá, pois é difícil explicar. San Gimignano é uma gracinha! Um clima apaixonante percorre aquela cidadezinha. Chegamos perto da hora do almoço e sentamos em um restaurante na Piazza Cisterna. De sobremesa tomamos sorvete na Gelateria Dondoli, em que foi eleito o melhor sorvete do mundo (tem mais de uma sorveteria que anuncia ter o melhor do mundo, mas a correta é essa que eu indiquei; na entrada da sorveteria está escrito os anos em que ganharam o prêmio de melhor sorvete; é muito bom, tomei um de nutella incrível!). Passeamos mais um pouco pelas ruelas, passamos pela Piazza Duomo e fomos até o jardim da cidade para apreciar uma vista muito bonita da paisagem da Toscana. Compramos as passagens de ônibus para ir a Siena em uma padaria logo na entrada da cidade. Não é difícil achar a rua pois San Gimignano é toda murada e a entrada à cidade é por uma única rua. Chegamos em Siena e fomos direto para a Piazza del Campo, em seguida fomos conhecer a Duomo e lá aconteceu algo muito legal: começou um desfile com trajes medievais e bandeiras e de repente percebemos que era um dos eventos que antecede o Palio de Siena (nós estávamos em Siena numa quarta e a corrida ocorreria no domingo). Seguimos o desfile até a Piazza del Campo, onde já se aglomeravam muitas e muitas pessoas, e resolvemos ficar por ali para ver o que ia acontecer. Todas as sacadas estavam lotadas, assim como as praça e as arquibancadas. As contradas também estavam espalhadas pela praça, vestindo as cores da respectiva contrada, com bandeiras e gritando hinos. Depois chegaram os cavalos e teve uma espécie de corrida. Esperamos mais de uma hora e durou 60 segundos, mas eu amei participar dessa tradição tão importante! Não sei explicar muito bem o que foi esse evento, mas foi emocionante! Já era bem tarde quando terminou e fomos a pé (cerca de 30min) até a estação de trem e compramos nossas passagens. O trem pára em Empoli e é preciso trocar de trem lá para chegar em Florença. Gastos do dia (individual): - Ônibus para San Gimignano: 6,80 euros. - Almoço: 8,00 euros. - Sorvete: 3,00 euros. - Vinho de San Gimignano: 16,00 euros. - Ônibus para Siena: 6,00 euros. - Trem de Siena para Florença: 8,60 euros. - Jantar: 7,50 euros. DIA 10 – Florença -> Napoli -> Sant’Agnello Acordei sem hora para levantar, primeira vez nos últimos 10 dias, arrumei as malas e dei uma última volta pela cidade enquanto meu irmão foi conhecer a Uffizi e a Academia. De tardezinha partimos, de trem, para Napoli. Ao desembarcar, seguimos as placas que indicavam a linha “Circumvesuviana” e compramos nossas passagens para Sant’Agnello. Como bem alertado, é um choque andar com esses trens (sujos, velhos, pixados e sem ar-condicionado), depois das viagens com a Trenitalia, mas 2 horas de viagem não matam! Hehe Em Sant’Agnello, fomos caminhando até nosso hostel, que ficava a 15 minutos de caminhada da estação. Sorrento é a última parada da linha, mas escolhemos Sant’ Agnello como nossa base para visitar Capri e a Costa Amalfitana, principalmente porque não encontramos hotéis dentro do nosso orçamento em Sorrento. Ficamos no Hostel Seven Rooms e eu recomendo! Estávamos em um quarto para 6 pessoas e era bem organizado. O Hostel é muito bonito e decorado, no último andar tem um terraço onde fica o bar e “restaurante” que proporciona uma vista linda. É um lugar bem gostoso para fazer uma refeição no final do dia. Também adorei o café da manhã, o melhor dentre os que tivemos nos outros hotéis. Gastos do dia (individual): - Hostel Seven Rooms (3 noites + café da manhã + imposto): 192,00 euros para os dois (dormitório para 6 pessoas com banheiro dentro do quarto). - Almoço: 9,50 euros. - Sorvete: 3,50 euros. - Chocolates Lindt: 3,00 euros. - Lanche mc donalds: 4,35 euros. - Passagem Napoli-> Sant’Agnello: não anotei. DIA 11 – Costa Amalfitana Após um café da manhã com muito croissant e nutella, pegamos o trem até Sorrento e logo na saída, do outro lado da rua, vimos uma fila para aguardar o ônibus que faz uma espécie de tour pela Costa Amalfitana: pára em várias cidades ao longo da Costa Amalfitana, assim é possível descer em uma e conhecer e depois pegar o ônibus para a próxima. Dica: sentar do lado direito na ida e esquerdo na volta para apreciar a vista. Compramos as passagens que nos davam direito a circular pela Costa o dia todo e nossa primeira parada foi Positano. Foi a cidade que eu mais gostei, onde aproveitamos para tomar banho de mar mediterrâneo (é lindo demais)! Em seguida fomos para Amalfi, que eu achei menos charmosa. A praia estava lotadíssima, assim passeamos um pouco e seguimos para Ravello. Demos uma volta bem grande em Ravello, tanto que visualizamos Amalfi de dois sentidos opostos e depois disso pegamos o ônibus para voltar para Positano, mas a viagem foi tão cansativa (ficamos de pé uma boa parte do percurso e o ar condicionado não funcionava) que acabamos indo direto para Sorrento, só que tinha muito congestionamento (estávamos lá no feriadão de Ferragosto – 15/08) e acabamos chegando no hostel bem mais tarde do que o previsto. Ah, em Amalfi me informei sobre o passeio à Gruta Esmeralda, que fica um pouco antes de Amalfi. O passeio de barco até lá 10,00 euros + 5,00 euros para entrar na Gruta. Gastos do dia (individual): - Passagem de trem Sant’Agnello-Sorrento: 1,30 euros. - Água: 2,00 euros. - Almoço: 7,00 euros. - Jantar: 6,00 euros. DIA 12 – Capri Outro passeio para o qual estava animadíssima: conhecer Capri. Pegamos um trem até Sorrento e de lá fomos caminhando até o porto, é perto, uns 10 minutos de caminhada, a parte ruim é subir a escadaria que dá acesso ao porto na volta! Compramos na hora as passagens do ferry para Capri e 40-60minutos depois estávamos lá. Logo que você desembarca tem uma banquinha vendendo o tour em Capri por 17,00 euros. Li recomendações para comprar ali mesmo e foi ótimo! A dica que dou é para sentar no fundo do barco, nas laterais, posição estratégica para tirar fotos. O passeio começou pela gruta azul e quem quisesse entrar era só trocar para um barquinho menor, além de pagar a taxa de entrada na gruta. Nós fomos e foi lindo! A cor do mar é incrível, parece que tem um canhão de led no fundo do mar. E os barqueiros ficam cantando músicas, é muito legal. Quem não quer fazer o passeio de parco pode ir até a gruta de ônibus (não lembro qual) e descer uma escadaria que dá até na gruta e dali você pega um barquinho. Em seguida passamos pela gruta branca e gruta verde e o barco ia bem pertinho para tirar fotos. Eles indicaram outras atrações menos importantes que esqueci de anotar.. Depois passamos pelos faragliones e voltamos para o porto. O passeio durou em torno de 1 hora. Depois de almoçar ficamos um pouco na praia pública, ao lado do local em que compra as passagens de funicular e depois pegamos o funicular (o trenzinho vertical) para subir em Capri (a cidade mesmo) e de lá um ônibus para anacapri. A dica é ir até o Monte Solaro, a vista é alta mas muito bonita. Depois pegamos um ônibus para marina picola, tem uma praia privativa lá, mas fomos para apreciar a vista dos faragliones. Enquanto em Anacapri a vista é beeem do alto, da marina picola é como se fosse no “térreo” e as rochas estão bem a vista, relativamente perto. Rodamos mais um pouco e já era hora de voltar para Sorrento.. Gastos do dia (individual): - Passagem de trem Sant’Agnello-Sorrento: 1,30 euros. - Ferry ida/volta Capri-Sorrento: 27,90 euros. - Tour de barco em Capri: 17,00 euros. - Taxa de entrada na gruta azul: 12,50 euros. - Gorjeta para o barqueiro: 2,00 euros. - Almoço: 11,00 euros. - Funicular: 3,60 euros. - Ônibus: 5,40 euros. - Sorvete: 2,50 euros. - Salada + iogurte (foi o jantar): 4,20 euros. DIA 13 – Pompeia e Napoli Chegamos em Pompeia era quase meio dia e fazia muuuito calor. Nossa ideia era de visitar as ruínas em 2 horas, mas acabou passando de 4. Indispensável levar sombrinha ou boné para quem vai no verão. É tudo aberto e muito calor. Até a água que saía da fonte vinha fervendo. Apesar disso eu adorei o passeio. É uma história muito triste, mas foi a tragédia que nos permite conhecer e recriar na nossa imaginação o que era aquele lugar antes do Vesúvio derramar suas cinzas por ali.. Para organizar nossa visita pegamos um mapa que eles dão na entrada e circulamos o que achávamos mais importante (e foram várias coisas) e depois é caminhar! Chegamos no local e pegávamos o guia para saber exatamente o que era aquilo, para poder entender melhor. Para quem não vai alugar um áudio-guia, acho bem interessante ter um guia completinho em mãos. Para almoçar tem um restaurante para cima do Fórum, preços normais, nada de exorbitante. Em seguida fomos para Napoli e me assustei ao chegar lá! A cidade é muito feia, fiquei com bastante medo. Nosso hotel ficava bem perto da estação, pq só paramos lá para dormir, no outro dia iríamos cedinho para Roma. Gastos do dia (individual): - Passagem de trem Sant’Agnello-Pompeia: 2,20 euros. - Depósito de bagagem em Pompeia: 3,00 euros. - Ingresso Pompeia: 11,00 euros. - Almoço + água: 5,50 euros. - Trem para Napoli: 2,90 euros. - Jantar: 10,00 euros. - Hotel Ideal Napoli (1 noite com café da manhã + imposto): 41,00 euros. DIA 14 – Roma Tiramos esse dia para comprar souvenirs, passar mais uma vez pelo Coliseu e aproveitamos para visitar o Campidólio (mas o Museu Capitolino estava fechado – era segunda), fomos conhecer o Fórum de César, de Augusto e o Mercado Trajano. Queríamos ir para o outlet Castel Romano, li várias indicações de que tem várias marcas legais com preços bons, chegamos a comprar a passagem de ônibus para ir e voltar (compra em frente ao terminal Termini, na mesma rua em que ficam os ônibus da Terravision, mas do outro lado da rua), mas desistimos depois que o ônibus chegou e as pessoas estavam brigando para conseguir entrar! O ônibus já estava lotado e só deixou uns 3 passageiros subirem. A desorganização me desanimou e passamos o dia caminhando sem rumo e comprando suvenirs. Gastos do dia (individual): - Hotel Ferrarese (1 noite com café da manhã + imposto): 69,00 euros para os dois. - Almoço: 9,50 euros. - Trem: 2,50 euros. - Jantar: 12,00 euros. - Sorvete: 2,00 euros. DIA 15 Era hora de voltar para casa! Adeus massas e sorvetes deliciosos! Como nosso voo era de tarde, passeamos na região ao redor do hotel para comprar mais umas coisinhas, comemos uma bela massa na hora do almoço e fomos para o aeroporto Fiumicino de ônibus, pegamos ali na Termini mesmo. Tinham ônibus de 2-3 empresas ofertando o transporte até lá por 4-5 euros, muito acessível. Com isso encerramos nossos 15 dias muito bem aproveitados na Itália! Espero que o relato ajude vocês a se programar, e qualquer dúvida é só perguntar! Tive o cuidado de anotar tudo durante a viagem para passar para vocês. Gastos do dia (individual): - Almoço: 10,00 euros. - Ônibus para o aeroporto: 4,00 euros. - Jantar aeroporto em Madrid: 6,00 euros. - Café da manhã em São Paulo: 12,00 reais.
  2. CAPÍTULOS POSTADOS: PAG 1: CAPÍTULO 1: 06-08/05/2018 - Santa Cruz, voo cancelado, Sucre fechada e planos indo pro ralo; PAG 1: CAPÍTULO 2: UYUI 09/05: Não rolou a foto espelhada, mas nosso primeiro dia foi incrível; PAG 2: CAPÍTULO 3: UYUNI: 2º dia - 10/05: Lagunas e mais lagunas; PAG 2: CAPÍTULO 4: UYUNI: 3º dia - 11/05: Geysers, -15º graus, banhos nas termas e despedida de Uyuni. PAG 2: CAPÍTULO 5: SPA: 1º DIA: 11/05: Perrengues que vem para o bem. PAG 2: CAPÍTULO 6: SPA: 2º DIA: 12/05: Caverna de Sal e o incrível pôr-do-sol do Valle de La Luna. PAG 3: CAPÍTULO 7: SPA: 3º DIA: 13/05: A exuberância do Salar de Tara PAG 3: CAPÍTULO 8: SPA: 4º e último DIA: 14/05: Altiplânicas e nossa despedida de San Pedro de Atacama. PAG 3: CAPÍTULO 9: SPA x AREQUIPA: 14-15/05: Viagem que não tem fim. PAG 3: CAPÍTULO 10: 16-17/05/2018: A incrível Arequipa, Valle del Coca e o voo dos Condores. PAG 3: CAPÍTULO 11: 18/05: Chegada em Ica, bate volta em Huacachina e ida para Cusco. Chacaltaya - La Paz - Bolívia Para qualquer mochileiro de primeira viagem, a grande dificuldade é escolher o destino, até começar a ler relatos e mais relatos sobre o roteiro basicão e que inúmeros viajantes fazem: Bolívia, Peru e Chile. Você começa a se apaixonar pelos lugares e histórias e já era: Tá lá você lendo tudo sobre: Atacama, Uyuni, MacchuPicchu e afins. Melhor ainda quando você encontra pessoas como o Rodrigo e Maryana (Dispensa apresentações) que te entrega um monte de coisa de mão beijada. A Maryana foi uma das grandes incentivadoras e é uma pessoa incrível e sempre disposta a ajudar. Sigam ela no Instagram: @vidamochileira. Obrigado Mary!!!! ❤️ Tentarei postar o mais rápido possível os relatos para que vocês consigam pegar as informações atuais e está planejando fazer essa trip. Todos os meus gastos foram convertidos em reais segundo a cotação atual de cada lugar, tendo em vista que cada pessoa consegue o dólar com um valor diferente. Um conselho que dou de antemão: Levem uma parte em dólar e outra em real. Percebi que em diversos lugares a cotação estava muito ruim e não valia a pena o real. Nessas horas o dólar salva, pois é sempre mais valorizado frente ao real. Algumas casas de cambio não aceitam real, então no sufoco, não fica na mão, desesperado.Vários passeios você também pode pagar com dólar na própria agência que fechar o passeio, REAL não! Inicialmente vou falar um pouco sobre os preparativos da viagem e depois vou postando sobre a experiência em cada lugar de pouco a pouco, os gastos e os passeios que escolhi fazer. Quem tiver interesse em seguir no instagram: @diegomoier > DECISÃO DE VIAJAR SOZINHO: Uma coisa é certa: Você nunca estará sozinho em uma viagem. Claro que o medo e a incerteza bate a todo momento, mas depois que você começa a panejar percebe que as coisas podem ser mais fáceis do que imagina. Inevitavelmente a vontade de desistir vem a todo momento e levar o plano até o final envolve persistência, coragem e determinação. Quando postei aqui no mochileiros dia 23 de janeiro 2018 o interesse em fazer essa trip, diversas pessoas me procuraram com o mesmo interesse e através de um dos membros: O Salgado, pude ingressar em um grupo de whatsApp e conhecer diversas pessoas que me ajudaram ali. Um salve especial para Ana, que ma ajudou pra caraio (@anacris_ms), Nath, Salgado e tantos outros que são ativos nos grupos e ajudam muito. Vou deixar alguns links de grupos que faço parte e que foram muito úteis antes e durante a viagem: Mochilão 2018: https://chat.whatsapp.com/A3esrzk2CyDJgu2jjJ9fbb TRIP BOLÍVIA, PERU E CHILE: https://chat.whatsapp.com/Bfq6ZSxxD9P5PmNMiKByce Trip Bolívia, Peru e Chile: https://chat.whatsapp.com/5hxFBEPWBzKBhe7WlISX4K Companhia para o Uyuni: https://chat.whatsapp.com/EszhFEPfvEkKtCmUExFqDZ Tem diversos outros grupos de outros destinos, mas deixarei apenas esses que são os principais para o mochilão que fiz. Através da postagem pude conhecer duas pessoas maravilhosas de SP: O Eri que faria apenas a Bolívia e a Angéllica que resolveu seguir até o final da viagem comigo. Um obrigado especial para essas duas pessoas que me aturaram. Mais para frente vocês irão vê-los em fotos comigo. Agradeço a companhia de cada um e com certeza foram essenciais para que se tornasse uma viagem inesquecível. No decorrer do relato vou falando de outras pessoas que se tornaram mega especiais e que já são parça do coração também. > VIAJAR PARA A AMÉRICA DO SUL: Uma coisa que precisa ficar bem clara quando você decide fazer esse roteiro: Você pode levar rios de dinheiro, não vai ter para onde fugir: Você vai respirar poeira horrores, vai passar um frio do cão, dormir em lugares não muito confortáveis, topar com comidas não muito simpáticas, pessoas simples, humildes, lugares sujos, assadura na pele por conta do frio, ou nariz ressecado, sol escaldante, etc. Para quem não está acostumado, desprenda-se do luxo e conforto da sua cama, tenha certeza que acima de uma viagem, é um aprendizado para a vida. Respeitar as pessoas, o seu espaço e costumes se torna uma obrigação. A HUMILDADE é uma das qualidades essenciais para essa viagem. > O QUE É PRECISO PARA VIAJAR PARA A AMÉRICA DO SUL: SEGURO VIAGEM: Coloquei como primeiro item da lista, não por ser uma obrigação, mas por ser algo essencial para a sua viagem. Fiz meu seguro viagem com a Alianz (Plano Básico): R$ 158.88. Site: www.Allianz.com.br / Telefones: 55 114331-5445 - 0800704 3840 Não precisei usar, pela glória, mas na minha primeira viagem para a Argentina, uma amiga deu dengue durante a viagem, precisou, não tinha e passou altos perrengues com hospital público, além de ser tudo muito caro lá fora. Nessa viagem também a Angéllica, que estava comigo deu infecção alimentar e precisou usar em San Pedro de Atacama. Ela pagou as despesas do bolso e vai pedir reembolso para a seguradora. Nunca sabemos quando vamos precisar, por isso é essencial precaver-se e fazer um seguro viagem para que possa ir com a cabeça tranquila. DOCUMENTAÇÃO e VISTO: Desde junho de 2008, os turistas dos países que compõem o Mercado Comum do Sul, podem apresentar apenas a cédula de identidade nas viagens realizadas nos locais que formam o bloco. Não é preciso levar passaporte nem visto de entrada. Os documentos de identidade devem ter fotografia atual, não podem ser plastificados e, caso gerem dúvidas, pode ser solicitado outro tipo de identificação, também com foto. Fonte: Ministério das Relações Exteriores Obs: Se você tem passaporte leva pois vai receber vários carimbos em diversos pontos turísticos pelos países. EMISSÃO DE PASSAPORTE: Para emitir seu passaporte deverá entrar no site: http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/requerer-passaporte e seguir os passos descritos no próprio site. Ao concluir o pagamento da GRU, agende e compareça ao posto da PF escolhido, no dia e horário agendados (recomenda-se com 15 minutos de antecedência) munido da documentação original exigida , boleto GRU, comprovante de pagamento e comprovante de agendamento. Somente menores de 3 anos devem levar fotografia. Para todos os outros, a fotografia coletada no momento do atendimento. O passaporte será entregue pessoalmente a seu titular, no horário e local indicados no dia da solicitação, mediante apresentação de documento de identidade, conferência da impressão digital e assinatura do documento. CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINA: quais países exigem? Acima de uma exigência da ANVISA, não se preocupe somente com a obrigação e sim com a sua saúde. Cada país vive uma realidade e se proteger é de extrema importância para que a viagem não se torne um pesadelo. A única obrigatória é a da Febre Amarela e o não cumprimento pode impedir que você entre no país. Portanto por mais que as pessoas em relatos e grupos falem que nunca pede na fronteira, FAÇA, SEM PENSAR DUAS VEZES. Como saber se a vacina é obrigatória para onde vou? Para a viagem que fiz entre os países: Bolívia, Peru e Chile, o único país que exigia era a Bolívia. Os demais era aconselhável. "A apresentação do certificado internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP), documento que comprova a vacinação contra a febre amarela, é necessária somente se você vai viajar para países que exigem tal comprovação. A lista dos países com risco de transmissão da febre amarela e dos países que exigem a vacinação preventiva é publicada e atualizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é sujeita a alterações periódicas. Embora haja, até o presente momento, 135 países que exigem o certificado do viajante, países como Estados Unidos, Reino Unido e Portugal não demandam o porte do CIVP. Se você não planeja viajar para países que exigem o certificado, não precisa solicitar a emissão do Certificado. É importante observar que, se sua viagem tem conexões em países que fazem a exigência, você também precisa do CIVP. Os Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa e serviços credenciados executam a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP e demais atividades de orientação aos viajantes sobre cuidados com a saúde. No entanto, os Centros da Anvisa apenas emitem o CIVP e não realizam a vacinação. A vacina pode ser encontrada em um posto de saúde público ou em serviços de vacinação privados credenciados. Após a vacinação, o viajante brasileiro poderá realizar o pré-cadastro no site da Anvisa e agilizar o processo de emissão do certificado quando este comparecer ao posto". Acesse o site da ANVISA: http://portal.anvisa.gov.br/rss/-/asset_publisher/Zk4q6UQCj9Pn/content/id/3339724 Lá você encontra todas as informações necessárias. Na minha cidade, tomei a vacina e no mesmo local já tinha um posto para emissão do certificado, onde eles mesmo agendaram e já emitiram. Foi bem rápido. IMPORTANTE: - Atentar-se se já tomou a vacina anteriormente. Se já, passe para o posto o local e data para que possam resgatar o registro da sua vacina e assim emitir o certificado; - A vacina não pode ser fracionada e sim a dose completa; - A vacina deve ser tomada no mínimo 10 dias antes da viagem. Não deixe para última hora, pois o certificado só poderá ser emitido apenas de esse prazo for respeitado. - Ao tomar a vacina informe que é para emissão do Certificado, pois no comprovante precisa constar a data e o lote da vacina. > PREPARATIVOS PRÉ-VIAGEM: Você vai precisar de muita organização, pois é um turbilhão de coisas que você precisa ver antes de sua viagem. Claro que algumas pessoas já viajaram, outras tem mais facilidades de organizar tudo. Vai de cada um. preparei uma lista das coisas que vi antes da viagem, porém por ser homem pode ficar faltando algumas coisas específicas para as mulheres. A ideia é acrescentar, portanto sempre faça o seu planejamento pessoal de acordo com a sua necessidade. 1 - Descobrir o clima de cada local na data que irá viajar; Assim você evitará levar coisas desnecessárias em sua mochila e não passará calor ou frio. 2 - Saber aproximadamente a cotação de cada país para a moeda que você tem disponível; Sabendo as cotações, poderá programar quanto deverá ter no mínimo para não passar sufoco e ficar sem grana tendo que pegar carona para chegar em casa (Quase tive que fazer isso!!! kkkk). 3 - Pontos turísticos de cada cidade que tem interesse em conhecer e valores aproximados de cada um; Nessa etapa você precisará ler muito, muito, mais muito. Pergunte nos grupos de whatsApp, leia relatos e mais relatos, mande e-mail para as agências e depois disso monte uma média (sempre para mais) dos valores de cada passeio e os custos envolvidos (Se tem alimentação no pacote, entrada dos pontos turísticos que são pagos a parte, tempo que leva, etc). 4 - Tempo que leva de deslocamento de cidade para cidade e qual tipo de transporte que vai te atender com o preço que você tem como pagar (Avião, ônibus, barco, a pé, jegue, etc.); Eu priorizei sempre andar de ônibus por conta do valor, mas vai de cada um e alguns preferem economizar tempo e pagar um avião. Procurando com antecedência pode encontrar uns valores promocionais. Sites indicados: https://www.rome2rio.com / http://www.cruzdelsur.com.pe / https://www.ticketsbolivia.com 5 - Tipos de hospedagem que quero ficar e preço aproximado; Eu preferi reservar hostel antecipadamente apenas em lugares que chegaria pela madrugada ou que a procura é maior, para não ter que ficar pela madrugada procurando hostel e não correr risco de ficar sem vaga no hostel que queria. Decida se você vai querer quarto privado, com ou sem banheiro compartilhado, localização desejada, etc. Eu novamente, pobre fufu que sou, preferi os mais em conta com pontuação e localização boa, porém em quarto compartilhado sempre. O Café da manhã incluído pode ser uma vantagem, ou não, pois alguns passeios (muitos deles) tem desayuno (Café da manhã para ales), ou saem muito cedo e não dá tempo você tomar o café da manhã no hostel. Ou seja vai pagar atoa pelo café. Verifique no hostel se tem diferença do valor com ou sem café. App/site indicado: Booking.com (Algumas hospedagens podem reservar sem cartão e sem taxa de cancelamento). Quase sempre, quando você reservar o hostel na hora, pagará menos do que reservar pelo booking por conta das taxas envolvidas. Aconteceu diversas vezes comigo. 6 - Aplicativos que podem ajudar na sua viagem; Tem diversos aplicativos que podem ajudar na sua viagem. Os que mais indico são: Booking e Navegação e mapas Offline (Maps, GPS e Navigation). Esse último você baixa o mapa do país quando tiver com internet e quando estiver offline pode navegar sem problemas, marcar favoritos, traçar rotas, achar hospedagens, hospitais, bares, etc. Vale muito a pena e me salvou diversas vezes. Vou deixar abaixo a imagem do app para quem tiver interesse em baixar. Detalhe: Funciona dentro do avião. Mostra qual a velocidade do avião. Se tem outros iguais, não sei, mas achei incrível e fácil de usar. Confesso que não sou muito antenado nessas paradas. kkkk 7 - índice de violência e assalto na cidade de destino; Qualquer lugar é perigoso, mas não custa dar uma sondada para ver o índice de assalto e violência no lugar. É sempre bom manter o alerta nos lugares mais perigosos. Uma coisa que sempre fazia quando estava andando pela cidade, era sondar com moradores locais, se aquele lugar era perigoso para andar a pé ou a noite. 8 - Prepare a sua saúde; Tendo em vista que você vai topar com todo tipo de pessoas, pegar temperaturas muito baixas em um dia e no outro muito altas, altitudes elevadas, climas secos, dormir em diversos lugares, comer na rua, é essencial preparar o seu sistema imunológico para aguentar tudo isso e não correr o riso de ficar doente. Eu comecei a tomar complexos vitamínicos, vitamina C e D 2 meses antes da viagem, além de reforçar minha alimentação. Uma consulta a um médico para ver como tá a sua imunidade é bastante válido também. > LEVAR DÓLAR ou REAL? Essa dúvida é frequente em diversos grupos e tópicos, então vamos lá: O Dólar sem sombra de dúvidas é mais valorizado que o real nos 3 países, mas o real é aceito na maioria das casas de câmbios pelas cidades, porém dificilmente outros lugares aceitam, tipo agências de turismo. Por experiência, para mim o melhor foi ter levado as duas moedas. Tudo vai depender da cotação para compra do dólar, se conseguir barato, vale muito a pena ir trocando de pouco a pouco. Algumas casas de câmbio não aceitam real, ou querem pagar muito pouco por ele. Nessa situação ter o dólar é uma escapatória para não levar prejuízo, por mais pequeno que seja. Centavos fazem toda a diferença em uma viagem quando somado o valor total. Diversos lugares aceitam o pagamento em dólar (Agências de turismo, restaurantes, hostel), então é só fazer uma conta rápida e ver o que vale mais a pena. Deixe o real para trocar em cidades que estejam pagando um valor melhor. Resumindo: - Leve Real e Dólar é uma boa pedida sempre (Se quiser levar tudo em dólar tudo bem também, só cuidado para não trocar muito caro aqui e levar prejuízo); - Dê preferência ao dólar em casos onde o prejuízo vai ser grande pagando/trocando por real; - Sempre procurem saber de alguém (grupos principalmente) quanto tá a cotação para as duas moedas na próxima parada, assim você consegue se preparar e trocar na cidade anterior, se compensar mais. - Se você for uma pessoa RIKKAAAA e tiver Euros ou Libras (Nem sei como é a nota), vai fundo, ahahahaa. > O QUE LEVAR PARA UMA VIAGEM DE 27 DIAS? Reforçando, a ideia da postagem é apenas auxiliar e acrescentar. Cada pessoa tem sua particularidade e necessidade, portanto sempre faça o planejamento de acordo com as suas necessidades. A ideia sempre vai ser eliminar coisas desnecessárias para que não fique uma mochila muito pesada, pois você vai ter que carregar ela nas suas costas por um bom tempo. rsrs Vou deixar uma lista do que eu levei, o que foi válido ou não: DOCUMENTOS: - RG / Passaporte; - CPF; - Cartões de embarque impressos; - Ingresso Macchu Picchu (Caso compre antes); - Cartão Internacional de Vacina (ANVISA); - Certificado do Seguro Viagem; - Nota fiscal de equipamento fotográfico; - Reservas de Hostel impresso; - Todos os documentos foram escaneados e enviados por e-mail também. ROUPAS - 8 cuecas - 8 pares de meia - 1 sandália havaiana - 2 tênis leves e confortáveis - Tente ver um que seu pé já está adaptado. (Não me arrependo de ter levado 2, pois 1 eu acabei com ele na trilha para Macchu Picchu e abriu todo. O outro me salvou); - 6 T-shirts de algodão - Dê preferência para as escuras. (Levaria menos, pois usei apenas a metade. Na maioria do tempo era roupa de frio); - 2 camisetas regatas; - 1 camisa flanelada; - 2 camisas abertas de botão (Que usei muito) - 1 casado corta vento impermeável; - 1 moletom de capuz (Usei bastante). - Uma calça segunda pele - Dê preferência a uma térmica (A minha não era, mas fiquei de bouas); - 1 Cachecol; - 1 Touca; - 2 Calças Jeans; - 1 Calça mais leve de linho (Usei muito); - 2 Bermudas - 1 Jeans e uma de tecido (Usei muito pouco); - Uma bandana (Usei muito para colocar no rosto para não respirar muita poeira e proteger do vento gelado); - Um cinto; - 1 Toalha de banho - Prefira as mais leves e de rápida secagem (Levei uma de casa mesmo surrada e foi de boa). ROUPAS que comprei durante a viagem; - 1 Luva (Em San Pedro de Atacama); - 1 casaco bonito fechado de lã (Cusco); - 1 Cachecol grande que era bem quente e bonito também (Cusco). O que não levei, mas que é bom pensar na possibilidade de incluir: - 1 bota impermeável; - 1 Camisa térmica; MEDICAMENTOS Qualquer medicamente usado foi baseado no meu organismo e nas minhas limitações. Cuidado com a automedicação e sempre consulte um médico para ver o que é viável para você levar. - Diamox (Salve para o Diamox, usei sempre e me fez muito bem); - Rinossoro (Tenho rinite e sinusite e me salvou); - Nasonex (Específico para mim que tenho problema com sinusite); - Doril enxaqueca (Me salvou 2 vezes); - Band-Aid (Me salvou também); - Luftal; - Histamin; - Dipirona; - Dramin; - Eno; - Sonrisal; - Esparadrapo e Gaze; - Imosec; - Epocler; - Ibuprofeno; - Torsilax; - Remédio para gripe; - Vitamina C para ir protegendo o sistema imunológico; - 1 vidro pequeno de alcool 70; - Algodão; - 1 Pomada Minancora (Sou viciado em Minancora. kkkk) OBJETOS - 1 Mochilão trilhas e rumos - 50L; - 1 Mochila de ataque; - 1 agenda de anotações; - 1 caneta; - 1 pochete (Comprei outra em cusco, pois sou pocheteiro); - 1 Money Belt (Doleira); - 1 bolsa para a Câmera; - 1 Câmera T6; - 1 Lente 18-55mm - 1 Carregador para câmera - 1 Cartão de memória 32; - 1 Celular; - 1 Carregador para celular; - 1 Carregador portátil; - 1 Lanterna; - 1 Capa de Chuva (Acho que isso deveria estar em roupa); - 1 par de óculos escuros; - 1 Fone de ouvido; - 1 Adaptador de tomada (Que comprei em Buenos Aires e foi bem útil); - 1 Extensão (Bem útil); - 2 cadeados; - 1 isqueiro (Fumante controlado, mas pode ser para colocar fogo no hostel caso algo meu sumisse também, brinks!!!!) PRODUTOS DE HIGIENE PESSOAL - 1 Shampoo; - 1 Sabonete; - 1 Hidratante Nivea (Essencial); - 1 Protetor solar; - 1 Desodorante; - 1 Rolo de papel Higiênico; - 1 Manteiga de cacau para boca; - 1 Protetor solar para a boca; - Fio Dental; - Repelente (Essencial, principalmente para trilhas); - 1 Pasta de Dente; - 2 Escovas de dente - Sempre gosto de ter uma reserva (Tenho medo de cair no vaso sanitário); Posso ter esquecido algo, mas vocês organizados que são, vão lembrar e incluir na lista de vocês. Claro que há muitas outras coisas no planejamento de uma viagem, mas tentei unir o máximo de informações possíveis para ajudar, caso tenham esquecido alguma dessas coisas. Planejei com bestante antecedência, li muitos relatos, pesquisei bastante, perguntei.. Isso tudo é essencial para te dar mais segurança ao chegar nos lugares. Durante toda a viagem você vai topar com pessoas ótimas e dispostas a ajudar (algumas nem tanto, mas faz parte). Se apegue as pessoas do bem, sejam abertos a novas amizades e ajude quando for necessário, quem quer que seja. Respeite as pessoas e lembre-se sempre de sorrir e ser educado. O universo nos devolve sempre que tentamos ser pessoas melhores e fazer o bem. Em breve começo a postar cada lugar que passei, o trajeto, os custos e perrengues e estou aberto para tirar qualquer dúvida que tenham. No mais, tenham todos um bom planejamento de viagem e em breve você estará desfrutando do que o mundão tem a nos oferecer. Tenha certeza que sua recompensa será enorme, portanto vai em frente e não desista dessa trip incrível. Bju pocês!!!!
  3. Agradecimentos Eu não tenho como começar esse relato sem antes agradecer todos aqui do mochileiros.com! Daqui tirei todas as informações e inspirações que precisava, por isso o meu mais sincero e profundo MUITO OBRIGADO!!! Planejamento Comprei minha passagem com destino a Cusco em setembro (3 meses antes da data programada), confesso que deveria ter esperado um pouco mais porque alguns dias depois de eu ter comprado, vi passagens por 500 reais mais barato e com escalas muito melhores que as minhas... Paciência! OBS: Uma dica que encontrei no momondo.com, durante o planejamento, foi que as passagens são mais baratas 56 dias antes do embarque, as terças e no período da noite. Por que não vi isso antes?! Testarei essas dicas na próxima. A entrada de Machu Picchu, comprei no site do governo peruano, com um mês de antecedência mais ou menos, principalmente porque queria subir a Huayna Picchu. Aconselho fazer o mesmo. Na semana anterior à viagem, decidi já comprar o dinheiro peruano. Tinha calculado que 1500 soles seriam suficientes para minha viagem (nascimento do perrengue 1, aguardem os próximos capítulos), então fui numa casa de câmbio aqui no Brasil e comprei R$2000 em soles, o que deu s./1600. Talvez não tenha sido um bom negócio, mas não queria ficar me estressando em procurar a melhor cotação no Peru. Dia 10 (Sábado) - Jornada dos Aeroportos Lembra que disse que uns dias depois de eu ter comprado a passagens, surgiram outras com escalas muitos melhores...vcs vão entender o porquê Saí de Guarulhos (SP) num sábado, mas só chegaria a Cusco na manhã de domingo. Isso porque, fiz duas escalas, ambas com 5h de espera, uma em Foz do Iguaçu e a outra em Lima (lembram que disse que deveria ter esperado um pouco mais para comprar as passagens?), mas enfim... Depois de alguns episódios de Sense 8 em Foz, e cochilos desconfortáveis no chão do aeroporto de Lima (detalhe: em algum momento da madrugada, o pessoal da limpeza acorda todo mundo e faz todo mundo sair do corredor para limpar o chão! Ok, motivo nobre, mas fiquei meio puto rsrsrs). Cheguei em Cusco as 5h do Domingo dia 11, o dia estava clareando, e o sorriso estampado na cara! Dia 11 (Domingo): Primeiro dia em Cusco Peguei um táxi do aeroporto até o Pariwana, por s./20, (Hostel que recomendaria até para o Papa se ele visitasse Cusco – e se eu conhecesse o Papa. Simplesmente um hostel incrível. Comfortável, bem localizado, seguro, tem agência de viagem, café da manhã, festas e muitas outras coisas. Nota 10). Depois de fazer o check-in, tomar um banho, café-da-manhã, e deixar a cargueira no depósito do Hostel; foi andar pela cidade. Era cedo ainda, e a cidade estava vazia e calma deu para andar tranquilamente pela cidade, observar o cotidiano dos cusqueños. Estava adorando tudo aquilo! Passei horas andando... Sentava num banco qualquer quando estava cansado, comia quando tinha fome, passei o dia assim e foi incrível! Como era domingo, ocorreu uma cerimônia de hastear a bandeira de Cusco e do Peru na Praça das Armas, alguns batalhões do exercito peruano vinham desfilando, se reuniram na Praça para hastear as bandeiras. Conversado com um senhor peruano ele me disse que eles faziam isso uma vez por mês (que sorte a minha). Muito legal ver o patriotismo e amor dos peruanos pelo país (sentimentos que percebi em todos os dias seguintes). Nesse dia tinha decidido que fecharia os passeios que faria nos próximos dias e fui procurar agências. Perrengue 1 da viagem: ao pesquisar os preços, percebi que a conta não estava fechando. Eu sabia quanto dinheiro eu tinha e estranhamente, para fazer o que tinha planejado não teria dinheiro suficiente. Começou a bater o desespero! Fui para o Hostel, refiz algumas contas, vi as anotações que tinha levado de qual era o preço médio por passeio e realmente... Não tinha dinheiro suficiente! Faltavam pelo menos uns s/300!!! Até hoje não entendi o que aconteceu – devo ter esquecido de somar alguma das células da minha planilha de custos do excel (pelo menos foi a explicação que mais me agradou). Ok...teria que me virar com 300 soles a menos. Essa hora já estava tudo fechado (deviam ser umas 16h), então teria que fechar os passeios no dia seguinte. Andando pela Praça das Armas vi, perto da fonte no centro da praça, um senhor com uma camiseta escrita “Free Walking Tour”, era o Humberto. Conversei com ele, esperamos mais um pouco e reunimos um grupo de 5, eu, um casal de Santos, uma francesa e uma russa e saímos andando pela cidade! Passeio muito legal! Andamos por umas 3h, ele nos explicando muitas coisas sobre a cidade, a história de Cusco, curiosidade, dicas de restaurantes e tudo mais. Infelizmente não vou lembrar os pontos que passamos, mas recomendo. No fim do tour, demos algum dinheiro para o guia (dei s/10), e ele me disse que tinha uma agência de turismo também. Fomos eu e a russa para a agência que fica numa galeria perto da rua que tem a pedra de 12 ângulos. Ela fecharia o trekking (1D) para a Rainbow Mountain e conversando com ele, acabei fechando os passeios de todos os dias seguintes, mas com alterações. Por causa do problema com o dinheiro, tive que adaptar meu roteiro, tirando algumas coisas e colocando outras (mudanças que no geral foram muito bem-vindas!). Vou contando no decorrer do relato sobre as alterações que fiz. Acabei fechando todos os passeios por 430 soles. Show! Tinha conseguido fechar os passeios no primeiro dia e voltei para o hostel feliz da vida com o primeiro dia! Cansado, e depois de uma cerveja e uma pizza de vegetais, na companhia de um casal de australianos no hostel, fui dormir. Dia 12 (Segunda-feira): Maras e Moray Pelos planos originais, esse seria o dia do City Tour, e embora quisesse muito ter feito, acabei não fazendo, por dois motivos (1) economizar com o boleto turístico, e (2) estava satisfeito com o walking tour do dia anterior. Acordei cedo, e depois de um café da manhã reforçado (para não dizer que fiz um prato de pedreiro), fui me encontrar com uma pessoa da agência na Praça das Armas. Perrengue 2: a mulher que deveria me encontrar começou a demorar..cheguei 8h30 – hora marcada, e nada, 8h40 e nada, 8h50 e nada, comecei a ficar preocupado... 9h e nada, com medo de ter sido enganado, fui até a agência. Estava fechada. “Fudeu!” eu pensei! E voltei para a Praça das Armas, sem saber o que faria, quando lá no meio uma senhora gritava “Sr. Gabriel! Sr. Gabriel!”... UFA! Rsrsrs Segui essa senhora até um ponto de onde saem vários ônibus de passeio e bora para Maras e Moray! Primeira parada foi em Chinchero (ué?! Fazia parte e não sabia rs), num centro de produção têxtil. Muito interessante ver como as roupas eram e são produzidas e tingidas. Achei meio teatral (até as falas das senhoras eram as mesmas..já tinha visto isso num programa de TV e se confirmou no dia seguinte quando visitamos Chincero de novo), mas valeu a experiência. Comprei um cachecol (s/20). Segunda parada foi em Moray! Que lugar incrível! Adorei Moray! Era onde os Incas faziam estudos sobre cultivo e onde adaptavam as sementes, para os diferentes microclimas dos terraços de agricultura. O guia nos explicou sobre as técnicas de cultivo, sobre a drenagem do solo, sobre as diferentes temperaturas e umidade, sobre os incas, sobre Pachamamma, sobre os Apus, foi sensacional! OBS: na entrada de Moray, comprei o Boleto Turístico Parcial. Custa 70 soles e é válido por 2 dias. Ele dá acesso aos sítios de Moray, Chincero, Ollantaytambo e Pisac. Foi a melhor opção para o meu novo roteiro. Depois fomos para Maras. Local e onde o povo extrai sal. O guia nos explicou rapidamente sobre o processo, numa espécie de mirante perto de umas lojas e deixou um tempo livre para fazermos compras! O caramba que ia perder meu tempo fazendo compras! Desci até as poças e fiquei andando por lá. Bonito ver as poças onde, se acumula a água quente e salgada que saí da montanha (Realmente é quente e bem salgada... Experimentei lógico! Estava ali e não ia perder a oportunidade), mas estava tudo meio marrom por causa da lama, tinha chovido. Retornamos para Cusco e fiquei de bobeira o resto do dia. Decidi visitar a pé o Cristo Blanco! É uma bela subida rsrs primeira fez que senti de fato o efeito da altitude de Cusco. Cheguei lá em cima muito, mas muito ofegante, mas valeu a pena. (Para chegar até lá a pé, basta seguir a rua Tanda Pata, até uma escada com um corrimão verde e seguir o corrimão até o fim, depois vai ter uma trilha pequena no meio do mato e você chega até lá!) Voltei para o hostel, tomei uma cerveja, comi e capotei. Dia 13 (terça-feira): O Valle Sagrado Mesmo esquema do dia anterior, encontrei a moça da agência (atrasada de novo) na Praça das Armas, entrei num ônibus e partimos. Primeira parada foi em Pisac, um antigo povoado inca muito bem conservado. Com cenários lindos e muita história por trás.Era muito legal (em todas ruínas) imaginar como seria vida lá, na época do império inca... Fiquei andando e viajando... Mas viagens à parte, depois de visitar as Ruínas de Pisac, fomos até ao povoado de Pisac, onde o guia nos levou para uma oficina onde eles trabalham com prata e confeccionam jóias. Depois de uma explicação sobre como diferenciar prata verdadeira, da falsa, e como eles fazem as jóias, “tempo livre para compras”... Saí fora! Fiquei conversando com um argentino, dois ingleses e com um finlandês que estavam no mesmo ônibus. Próxima parada foi em Urubamba para almoçar. Não tinha o almoço incluido, então procurei um restaurante simples na cidadezinha e almocei o melhor pollo com papas da viagem! Seguimos para Ollantaytambo. Sítio fantástico também! Enorme, nunca terminado, perfeito como todas as construções incas. Nos meu planos originais, eu ficaria em Ollantaytambo e pegaria o trem para Águas Calientes, mas abandonei esse plano, por conta do preço da passagem do trem. Na volta para Cusco, paramos em Chinchero no sítio arqueológico, praticamente todo destruído pelos colonizadores espanhóis e construído à maneira deles. E visitamos (de novo) um centro de comercio têxtil, vi a mesma explicação, com as mesas palavras e piadinhas, mas ok... Não comprei nada. Voltamos para Cusco e fui dormir cedo, o dia seguinte seria puxado! Dia 14 (quarta-feira): Ida para Águas Calientes Esse dia foi a parte 1 das mudanças feitas no roteiro que foram excelentes. Foi uma alternativa muito mais legal e econômica do que pegar o trem para Águas Calientes. Fiz o check-out no Pariwana (4 dias = 140 soles), uma mulher da agência passou no hostel e nos chamou, eu e duas americanas que se tornariam grandes parceiras de viagem, e que estavam no Pariwana também, pegamos um ônibus para a Hidrelétrica. Já havia lido relatos que essa viagem de ônibus e bem desconfortável e perigosa, mas não achei nenhuma das duas coisas! Pelo contrário, foi uma viagem bem agradável, com paisagens maravilhosas e as maiores altitudes da viagem (4800m), a um preço mais acessível. Saímos de Cusco a 7h e chegamos em Hidrelétrica as 14h, depois de um almoço reforçado. Comecei a caminhada para da hidrelétrica até águas Calientes. Minhas amigas americanas foram na frente. Foram 11km de caminhada seguindo os trilhos, pela floresta e margeando o Rio Urubamba. Gosto muito de trilhas e trekkings, havia cogitado fazer a Trilha Salkantay durante o planejamento da viagem, (não me escapa da próxima) e embora as duas nem se comparem, fiquei contente com as 3h andando rsrs. Cheguei em Águas Calientes as 17h, procurei o hostel que a já havia sido fechado com a agência em Cusco. Depois de um merecido banho, saí para jantar com o guia e o pessoal que faria o mesmo que eu no dia seguinte, comprar comida e o ticket do bus para a subida. Águas Calientes é uma cidade pequena, mas muito charmosa, adorei a cidade! Voltei para o hostel e fui dormir ansioso pelo dia seguinte, o grande dia estava próximo! Dia 15 (quinta-feira): Machu Picchu Ah... Machu Picchu! O Sonho de todo mochileiro que visita o Peru! Peguei o ônibus as 5h30 e as seis chegamos na cidade perdida do incas! Juro que não tenho como descrever a emoção de estar ali, ao entrar e me dar conta de que realmente estava ali, pisando naquele chão, respirando aquele ar, vendo aquelas construções que estiveram no meu plano de fundo durante os últimos meses, foi simplesmente INCRÍVEL, meus olhos encheram de lágrimas (e olhem que não sou uma pessoa tão sentimental rsrs). Fiz um tour guiado por duas horas (achei meio incompleto para ser sincero... Acho que ele explicou 60% das coisas da cidade). As 10h fui para a entrada da Huayna Picchu, onde encontrei minhas amigas americanas e subimos juntos! Degrau ou degrau, expectativa aumentando e o tempo fechou, ficou nublado e começou a chover (chover para valer rsrs), uma hora de subida até o topo. Óbvio que não conseguimos ver nada... Uma neblina só, e chuva, mas nada que tirasse nosso sorriso do rosto. Durante a descida a Christine (uma das americanas), me perguntou se eu sabia onde era o Templo do Sol. Elas não tinham guia, a Christine tinha apenas o livro escrito por Hiram Bingham (The Lost City of the Incas – 1948), foi quando eu falei meio que na brincadeira que poderia ser o guia delas pela cidade. Imaginem... eu, sendo guia de duas americanas em Machu Picchu... Hmm que idéia! Foi quando a Maria (a outra americana) fico super feliz e disse que seria ótimo! “Eita”, pensei... Mas, “Ok! Let’s go!” A chuva tinha diminuído. Descemos e ficamos andando por Machu Picchu, fui explicando para elas o que tinha aprendido no tour e... puta que pariu como foi legal!!! Nunca tinha sequer imaginado uma coisa como dessas! Eu, sendo o guia improvisado, por um dia, em Machu Picchu... EM MACHU PICCHU!!! Foi sensacional! Umas 15h nos despedimos, elas voltariam para Cusco na mesma noite, eu passaria uma noite em Águas Calientes ainda. A cidadela já estava bem vazia. Fiquei ainda andando por Machu Picchu sozinho, perdido nos meus pensamentos, ouvindo aquele silêncio e envolvido por aquela energia, até umas 16h30. Desci a pé para Águas Calientes (a passagem do ônibus é cara uns 12 dólares – 40 soles), fui para o hostel tomei banho e saí para o meu jantar especial de comemoração. Com direito a pisco sour, coca-cola e a maior e melhor pizza da viagem, fechou o dia com chave de ouro! Dia 16 (sexta-feira): Retorno para Cusco e ida a Puno Acordei tarde em Águas Calientes, e depois de comprar suprimentos e andar pela cidade, comecei a caminhada de volta para a hidrelétrica. Foi o mesmo caminho da ida, mas agora com um detalhe fantástico, que não tinha reparado na ida. DICA ESPECIAL: Em Machu Picchu há um lugar onde fica uma espécie de relógio solar, da lá de cima pode-se ver uma ponte de aço com cor de ferrugem. É uma ponte que se cruza durante a caminhada, então fica a dica! Quando estiverem fazendo essa caminhada seguindo os trilhos (indo ou voltando de Águas Calientes) e atravessarem uma ponte grande, de aço e com cor de ferrugem (vou colocar uma foto da ponte), olhem para o topo das montanhas ao redor, e em cima de uma delas vc poderá ver algumas construções, que é onde fica o relógio solar de Machu Picchu! Chegando a hidrelétrica, almocei por 10 soles no mesmo restaurante e peguei o mesmo ônibus para Cusco. Cheguei em Cusco umas 21h, passei no hostel, tomei um banho (mesmo não estando oficialmente hospedado, havia deixado só o mochilão – ponto positivo (mais um) para o Pariwana), encontrei a Maria e a Christine (que coincidência), falei para elas sobre a ponte, que realmente era a ponte que vimos de lá de Machu Picchu, nos despedimos de novo, mas não pela última vez. E fui para a rodoviária para pegar o ônibus noturno para Puno. O ônibus era confortável, mas fez muuuuuito frio, não consegui dormir direito. Dia 17 (sábado): Lago Titicaca Ao amanhecer cheguei na rodoviária e tinha um senhor de uma agência me esperando com uma plaquinha com meu nome, fui com ele até a sede da agência onde reunimos o grupo, tomamos um café da manhã bem meia boca por s/10 (primeiros ‘10 soles muito mal gastos da viagem’), partimos para o cais e embarcamos. O barco era confortável, lento e fazia frio, o guia foi nos explicando sobre o Lago Titicaca, as lendas do surgimento dos primeiros incas, da cidade de cristal que supostamente existe no fundo do lago (quem acredita em alienígenas vai adorar), e tudo mais. A primeira parada foi nas ilhas flutuantes de Uros, é interessante ver como os habitantes trabalham com a Totora (uma planta que nasce lá no lago) e como eles fazem tudo com totora, comem totora, fazem barcos de totora, fazem casas de totora, amam a totora. Não gostei. Tem gente que adora, mas eu achei tudo muito teatral e forçado. Duvido muito que os habitantes da ilha, nesse momento, eles estejam fazendo as mesmas coisas que mostram para os turistas (não gosto desse tipo de turismo forçado). Mas enfim... Resumindo, não gostei. E só para contar, como não queria comprar nada, decidi ajudar de alguma forma, e fui dar uma volta naquele barco de totora que eles têm e me dá raiva só de lembrar do barco! Foram os segundos ‘10 soles muito mal gastos da viagem.’ Saindo as ilhas de uros, fomos para Taquille. A terceira maior ilha do lago Titicaca, de alguns pontos pode-se ver a Bolívia. Essa foi legal! A ilha é considerada patrimônio cultural da humanidade pela ONU. O povo da ilha ainda mantém as tradições de seus antepassados e vendo algumas pessoas jovens da ilha, foi que tive um belo choque de realidade. É difícil explicar, mas tentei imaginar como aqueles jovens (da mesma idade que eu possivelmente) passam os dias? Com o que eles sonham? O que eles almejam para o futuro? Choque de culturas natural, inevitável e enriquecedor, essas reflexões fizeram valer a pena a visita à ilha. Terminando a caminhada pela ilha, e voltando de barco (foram 3h de barco) para Puno, fiquei enrolando na cidade até dar a hora de pegar o ônibus direto para Cusco. Umas 21h peguei um taxi da Praça das Armas até a rodoviária (s/5). As 22h peguei o ônibus, e me preparei para a noite gelada que teria pela frente. No meu roteiro original, eu passaria dois dias em Puno. No primeiro dia, faria o passeio que fiz, e no segundo visitaria as Chullpas de Sillustani (as fotos do visual tinham me convencido a ir), mas pelo problema com o dinheiro, tive que abandonar esse segundo dia em Puno, e ainda bem que fiz isso! No geral, não gostei da visita à Puno. Acho que não vale a pena o bate-e-volta a não ser que você tenha muitos dias no Peru e/ou queira muito conhecer o Lago, mas se eu soubesse antes o que sei agora, teria escolhido fazer outra coisas, provavelmente o trekking de 1D para a Rainbow Mountain, (minhas amigas americanas fizeram, e disseram que foi incrível), ou alguma outra coisa. Paciência... Mas essas são somente minhas opiniões e conselhos, talvez com você seja diferente. Tem que ir para descobrir! E isso é uma coisa legal também, mesmo que você não goste de um local, pelo menos você foi e tirou suas próprias conclusões. Dia 17 (domingo): Último dia em Cusco. Cheguei em Cusco as 6h, fui para o hostel, tomei um banho, encontrei minhas amigas americanas no hostel por coincidência (de novo), elas iam para a Rainbow Mountain, num esquema diferente do comum (geralmente o pessoal que faz o trekking de um dia saí as 3h e volta a noite. A Maria tinha arranjado um outro esquema que infelizmente não vou saber explicar, mas que não era preciso sair tão cedo), nos despedimos pela última vez (na viagem), e eu saí para a aproveitar meu último dia em Cusco. Acho que fiquei tão preocupado com a história do dinheiro, que fui meio de vaca a viagem inteira, até que me sobrou uma boa quantidade de soles no final, e não iria voltar com soles para o Brasil, então, esse últimos dia foi livre para comprar presentes para todo mundo e comer o famoso ceviche. Aproveitei minha pequena fortuna e fui onde me disseram que tinha o melhor ceviche da cidade (num restaurante na Pracas das Armas, perto do McDonalds). Não gostei rsrs. Achei um prato ardido, mas enfim... Entra a história de ‘tirar suas próprias conclusões’ de novo. Fiquei de bobeira na cidade, andando sem rumo e sem preocupação, comprando uma coisa aqui, outra ali até a hora de ir para o aeroporto. As 17h fui para o Pariwana, peguei minha mochila, arrumei as coisas e peguei um taxi para o aeroporto. As 19h decolei com destino a Lima e me despedia de Cusco, cidade que em poucos dias tanto me maravilhou.”Adeus Cusco, até uma próxima com certeza”, falei baixinho, olhando pela janela quando o avião decolou. Cheguei em Lima as 21h e me preparei para uma longa escala de 12h pela frente (lembram da história das passagens... pois é) deitei no conforto do chão do aeroporto e munido com o livro do Amyr Klink (Mar Sem Fim), entre sonecas, episódios de Sense 8, e expulsões pela equipe de limpeza do aeroporto, o tempo passou. Dia 18 (segunda-feira): Volta para o Brasil Já no salão de embarque, aproveitei para gastar meus últimos soles, e as 9h (horário local), o voo com destino a Guarulhos decolou, e as 17h (horário local), estava de volta no ponto de inicio da viagem. O local era o mesmo, mas a pessoa que pisava ali, não. O Peru é um lugar mágico e toda a experiência de um primeiro mochilão sozinho e primeira viagem internacional, foram de grande aprendizado e crescimento pessoal. Recomendo para todos que estão lendo isso agora, e que tem esse desejo de ir, que vá! Não se prenda, não se limite! Abra a mente e o bolso, e simplesmente vá! Valerá muito a pena! Roteiro executado: Dia 1: Dia livre em Cusco Free Walking Tour Noite em Cusco Dia 2: Maras e Moray Boleto Turístico Parcial (s./70) Noite em Cusco Dia 3: Valle Sagrado Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero Noite em Cusco Dia 4: Ida para Águas Calientes Ônibus de Cusco até Hidrelétrica (7h-14h) Caminhada da Hidrelétrica até Águas Calientes (11km – 3h duração) Noite em Águas Calientes Dia 5: Machu Picchu com Huayna Picchu Noite em Águas Calientes Dia 6: Volta para Cusco e ida para Puno Caminhada de Águas Calientes até a Hidrelétrica Ônibus da hidrelétrica até Cusco (14h - 20h) Ida para Puno: ônibus as 22h Dia 7: Lago Titicaca Ilhas Flutuantes de Uros e Ilha de Taquile Retorno para Cusco: Ônibus às 22h Dia 8: Último dia em Cusco Dia livre Gastos da viagem: R$1500: passagem R$ 2000: sendo R$410 nos passeios, R$140 no Pariwana e o restante em táxis, alimentação, presentes e outras coisas. Espero que tenha sido útil e que tenham gostado. Fico a disposição para esclarecer qualquer dúvida! Muito obrigado!
  4. Em Maio de 2017, passei 7 dias no Equador e 14 dias na Colômbia, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, por isso, resolvi fazer um também! Eu vou focar nas dicas de passeios e trajetos para chegar nos lugares, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia por lá(até porque tenho péssima memória). Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais lá no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato/ Equador A viagem começou em Quito, e fui fazendo os trajetos internos apenas de ônibus, as estradas lá são bem tranquilas. O roteiro foi Quito > Quilotoa > Baños > Cuenca. O gasto total que tive por 7 dias foram de $400 dólares, com hospedagem/passeios/comida/transporte, tentei ser econômico, só fiquei em hostel, e fazia uma refeição mais completa por dia, ou almoço ou janta, o resto era lanche ou comia pela rua. Dicas: Andar de táxi no equador é bem barato, e você ainda pode combinar o valor antes da corrida. ônibus então? muito barato, tu gasta por volta de $0,20 na passagem, já os ônibus para outras cidades custam por volta de $3,00. O clima, por causa da altitude e por ser no mês de maio, é como aqueles dias frios porém com sol, alguns minutos na sombra e você coloca a blusa, daí dá uma caminhada no sol, e tira ela, para um poupo pra comer, coloca de volta(clima de São Paulo no inverno), porém durante a noite o frio era bem intenso. Levei dólares que comprei aqui no Brasil, e acredito que compensou, pois consegui uma cotação boa no começo do ano, de R$3,21 por cada dólar, não consultei as casas de câmbio por lá. No geral, achei o Equador bem seguro, em Quito e Cuenca tem algumas áreas mais afastadas que é melhor evitar, mas no centro era bem tranquilo, muitos policiais em cada esquina, Baños e Quilotoa eram pequenas de mais e muito dependente de turismo para ter esses problemas. Quito Mitad del Mundo: Reserve o dia inteiro para esse lugar, caso resolva ir num final de semana, vai estar bem cheio, já que os moradores gostam de passear por lá, em compensação, terá uma apresentação de dança e música que acontece apenas nesses dias. Para chegar de ônibus(ele fica à 30 km de Quito), primeiro procure por um "metrobus" que vá até o terminal Ofelia, e de lá, pegue outro ônibus para Mitad del Mundo, basta perguntar no terminal. Sobre o lugar, achei bem bonito além de seguro para caminhar, e tem várias atrações para visitar. Compre o ingresso integral($7,50 se não me engano) para ter acesso aos museus, e a torre central(que tem muita coisa interessante dentro, desde uma exposição da história dos povos do Equador até um tipo de "feira de ciências" sobre gravidade e rotação da terra). Uma outra dica é fazer o passeio para Pululahua, é um bate e volta de poucas horas, para ver uma cidadezinha que fica no meio da cratera de um vulcão, a van custa apenas $4,00 e você compra numa loja ali atrás de onde tem a mesa para equilibrar o ovo, mas vá cedo, depois das 12:00 é provável que não dê pra ver nada por causa da serração. Free walking tour, Sempre faço esse passeio quando viajo, melhor maneira de conhecer a cidade, e pagando pouco(ou até nada), o que fiz tem ponto de partida no Community Hostel, esqueci o nome do guia, mas o apelido dele era Bob Marley, o passeio foi ótimo, ele sempre dando aquelas dicas de lugares que dificilmente você conseguiria ter de outra forma e contando a história de Quito/Equador, as dicas de segurança dele também ajudaram, com turista fica difícil saber quais áreas evitar em determinados horários. Terminado a caminhada, vale dar uma esticada até a Basílica do Voto Nacional, enorme e muito bonita, se você subir até as torres vai ter uma boa vista. Teleférico, ou melhor, TeleferiQo, pelo que li, é o mais alto das américas(é o que eles dizem), tem a melhor vista da cidade, ingresso por $10,00, e você sobe muito alto, muito mesmo, para quem tem medo de altura vai ser uma aventura hehehe. Lá em cima existe uma trilha de 5km para o Vulcão Pichincha, leva umas 5 horas pra fazer. Eu não fui preparado, mas tentei mesmo assim, e acabei desistindo quando estava quase chegando lá… nem tanto pelo esforço, é uma trilha até que fácil, o problema foi o frio e a altitude, que faz seu corpo cansar mais rápido, estava num ponto que só via serração para todo lado, pra quem curte fazer trilha, vale a pena, pra quem não curte, existe umas trilhas mais rápidas, de 40 minutos que já dá pra ter uma boa visão daquela região. Quilotoa Existem muitos tour's de bate-e-volta de Quito pra lá, mas achei todos bem caros, então resolvi fazer de ônibus, e como eu já iria para Baños na sequência(que fica nessa direção), ficou mais barato e poupei tempo. Fui de táxi até o terminal Quitumbe de Quito(dá pra ir de ônibus mas estava com pressa), e de lá peguei um ônibus para Latacunga, umas 2 horas de viagem depois, cheguei no terminal da cidade, nele você pode pegar um ônibus para Quilotoa, caso não tenha um que vá direto, pegue algum para Zumbahua e de lá outro ônibus para Quilotoa(ou um táxi por $5,00 e tem um transporte mais barato, que é um tipo de pau de arara, mas não vi por lá) . Chegando em Quilotoa, dá pra ir no lago com uma caminhada até o final da cidade(que é bem pequena), a primeira vez que você vislumbra aquele lugar… é pra lembram para sempre! As opções de como aproveitar são várias, você pode dormir por lá(tem muitos hostels), para acordar de manhã e caminhar em volta da cratera, leva umas 5 horas(e devido à altitude a dificuldade aumenta), se não tiver tanto tempo e/ou fôlego, caminhe pela esquerda até um mirador feito de madeira e com uma proteção de vidro, vai levar 40 minutos apenas para ir até lá. Também vale descer e ver o lago de perto, e se prepara, pois para subir é bem puxado (altitude de novo), pague para ir de burro, são $10,00 mas vale para evitar o esforço. É possível fazer um bate e volta no mesmo dia se você quiser só tirar fotos de lá, já vale a pena, o lugar é muito bonito. Para ir embora, mesmo trajeto, para meu caro, o destino era Baños, então do terminal de Latacunga, existe duas formas de ir: a primeira é ir para Ambato, e de lá ir para Puyo, e pedir para o motorista te deixar em Baños, a outra é de Latacunga pegar um táxi até "Paso Lateral" (só $3), que é um ponto na avenida onde os ônibus param para pegar mais passageiros(deveria ter um terminal ali, mas como não tem, o pessoal para no meio da avenida mesmo), nessa avenida você consegue pegar um ônibus direto pra Baños. Baños Uma cidade que vive apenas do turismo, nas ruas você encontra: restaurantes, agências de passeios, lojas, restaurantes, agências de passeios, lojas e por aí vai rs. Aqui é onde você encontra muitas atividades radicais na água , como rafting, canoagem, rapel em cachoeira, tirolesa, e muitos outros, a média era de $10,00 á 30 por passeio, achei os valores OK, até mais baratos se comparados por exemplo com Brotas aqui em São Paulo. Eu fiz o passeio chamado "The chiva tour to the waterfall trail", em um daqueles ônibus de turismo com a parte de cima aberta, que faz várias paradas nos lugares mais interessantes da cidade, escolhi esse principalmente porque eu queria ver a cachoeira Pailon del Diablo, que era última parada do tour, já as outras paradas antes dela consistiam em ir dentro de uma cabine presa num cabo para um ponto bem alto, e voltar... pois é, apenas isso... e te cobram $1,00 a parte, não chega a compensar tanto, nem é emocionante nem nada. Nas outras paradas, tiveram dois passeios com tirolesa(que lá eles chamam de zipping), o único que compensou foi o último, pois você faz o trajeto duas vezes(ida e volta) em direção a uma cachoeira. No outro dia fiz o Rafting na parte da tarde, demora umas 2 horas pra chegar no lugar, mas compensou, e muito! a correnteza é bem forte em algumas partes, sem dúvida o melhor passeio do lugar. La casa del Arbol, tente ir de manhã, pra encontrar menos pessoas, e evite ir no final de semana, pois o lugar fica bem cheio, para chegar lá penas pegue um ônibus que sai da esquina da rua Pastaza com a rua Rocafuerte, e custa $1,00, a entrada custa outro $1,00, e vale totalmente, é um lugar muito bonito, a casa em si não tem nada de mais, só pela posição onde ela está que permite tirar ótimas fotos, vale a ida. Cuenca Do terminal de Baños, tem um ônibus noturno que vai pra Cuenca, são umas 7 horas de viagem e custa $10,00, as estradas são boas, dá pra dormir tranquilo, apenas não esqueça da blusa, pois o ar condicionado vem no modo "Era Glacial". Cuenca é uma típica cidade histórica, com arquitetura colonial, tem praças bonitas, muitas igrejas, o melhor lugar para passear é o centro histórico, onde tem alguns museus, cafés a catedral e outros lugares interessante tudo ali. Peguei o ônibus turístico para circular na cidade, só compensou pois ele te leva até o Mirador de Turi, um pico que tem uma boa vista cada Cuenca, uma igrejinha, e uma loja de lembranças com preços bem melhores que os de Quito(deixei pra comprar aqui).
  5. Junto-me ao "coro" de agradecimento aos relatos que li aqui e que me ajudaram a evitar perrengues e tomar decisões quanto ao roteiro e afins. Juntamente com o meu namorado, fui pro Peru do dia 06/06 à 15/06. Comprei as passagens GRU X Lima (meu namorado mora no Vale do Paraíba, eu moro no RS), na primeira semana de Dezembro, por 8500 pontos Multiplus o trecho para cada um + R$ 500 no total das taxas (4 trechos). Compramos as passagens de Lima X Cusco no site da LCPeru por 180 soles peruanos, cada trecho, diretamente no site da Cia. Não deu para comprar pelo cartão de crédito, daí foi feito pelo SafetyPay. Esta compra foi feita no mês de abril, quando havíamos definido totalmente as datas do roteiro da viagem. Estava decidida a comprar as passagens internas com Cia Peruana pq os preços da Latam e da Avianca eram muito maiores. Sabia que corria pouco risco dos vôos serem atrasados/cancelados (como é a fama quando se voa por estas Cias) em razão da época (inverno ser mais seco) e pelos horários dos vôos (li aqui, e em vários outros blogs que o problema é no aeroporto de Cusco - se pousar ou decolar após às 17h, a chance de ter alteração é enorme). Eliminei a Viva Air (Viva Colômbia), pois vi que era a pior dentre as nacionais. Pelo o que li, a Peruvian seria a melhor, mas não tivemos stress com a LCPeru. Voamos nos 2 trechos com aviões Boeing 737, com direito a uma mala despachada de 30Kg para cada um (a minha deu exatos 10Kg). Lanches bem básicos (pacotinho de nuts variados) com direito a Inka Kola. Passeio para o Valle Sagrado: fizemos o tour completo (Chinchero, Maras, Moray, Ollanta e Pisac +Salineras) mas SEM ALMOÇO por 40 soles por pessoa. Levamos lanche! Ida para Machu Picchu: acabamos indo e voltando com o trem Vistadome da PeruRail por US$ 40 o trecho (Cyberday promotion), comprados no final de Abril. Ida para Huaraz: fomos pela MovilTours na opção "Ejecutivo Vip" por 45 soles peruanos o trecho, para assento de reclinação de 160 graus. O preço normal para este tipo de assento/serviço é 65 soles, mas comprando com certa antecedência consegue-se encontrar alguns assentos promocionais. Terminada a informação sobre o investimento financeiro, irei tecer brevemente sobre o nosso roteiro e outras dicas e percepções, mas procurando evitar o óbvio. DIA 06/06 Vôo GRU X Lima: saída às 7h40min (aguardamos em torno de 30min dentro do avião para poder decolar em razão do FLUXO aéreo, cfme explicação do piloto). Resultou em 1h de atraso na chegada: pousamos ao meio-dia em Lima. Avião super confortável ( poltronas no formato 2-3-2). Vôo Lima x Cusco: saída às 14h40min (atraso de alguns minutos no portão de embarque - fomos de bus até o avião). "PERRENGUE": Reservei todas as minhas hospedagens pelo Booking, que informava que a hospedagem de Cusco ofereceria transfer. Escrevi mensagem para eles ainda em SP. Acessando os 30min de wifi free do Aeroporto de Lima, e não haviam respondido. Chegamos em Cusco e... Não tinha wifi free e nada de transfer. Pagamos 25 soles para um taxista fazer a corrida até o bairro de San Blás. "RECOMENDO": Jantamos no SUMAQ II, na Calle Siete Angelitos - nosso restaurante em Cusco. Barato, sem movimento, pizza em forno a lenha. Pão de alho e massa da pizza feitos artesanalmente e de forma excelente. Wifi bom tb. 07/06 Compramos os ingressos para Machu Picchu no "escritório" do Ministério da Cultura do Peru em effectivo (em soles, sem taxa extra nenhuma). Fiquei monitorando pelo site oficial a disponibilidade dos ingressos e, deu certo. "RECOMENDO": Mês de Junho é cheio de comemorações em Cusco. Pegamos vários eventos tri em razão do Corpus Christi, concurso de dança das escolas infantis de todo o Valle (ainda tem o Inti Raymi no "solstício do inverno"). Passeamos por Cusco mas sem entrar nas opções pagas de museus,etc. Só compramos o boleto parcial (70 soles por pessoa). "DETALHE IMPORTANTE": Fizemos a carteirinha internacional pq estudante paga metade no boleto "general" (o mais completo), mas tem a mesma regra que M.P.: só até 25 anos! pqp!!!! E tem outra: li aviso lá no Cosetur, que a carteirinha da ISIC (que nós fizemos) não teria mais validade nos próximos meses! 08/06 Fizemos o tour pelo ValleSagrado, mas sem entrar no Parque A. de Ollanta, pois pernoitamos naquela cidade, daí curtimos o acervo na manhã do dia 09/06 com toda a calma do mundo! Pq como vários relataram, é pouco tempo para contemplar e tirar fotos durante o tour grupal. Fora que, de manhã estava vazio!!!! (além dos tours grupais serem de tarde, a Copa do Mundo diminuiu mtooo o movimento lá na região! "DICA": se puderem ir lá pra Cusco/M.P. durante algum evento mundial importante (Copa/Olimpíadas) será ótimo! Nada de empurra-empurra, tumulto, dificuldade pra enquadrar fotos... oh maravilha!!!! 09/06 Ollanta de manhã, e de tarde pegamos o trem às 14h. Ollanta é muito agradável, mas bem pequena, com poucas opções de gastronomia (após às 21h, ao menos). De tarde pegamos o trem - confortável, pontual, etc. Ao chegarmos em Águas Calientes, encontramos a galera que reserva hospedagem por agência aguardando ser chamado... Meio ruim isso! Jantamos o prato menu (como em quase todos os dias no Peru) por 12 soles apenas! E com direito a Pisco Sour dupla gratuita! Pq? Copa do Mundo! Poucos turistas, vários restaurantes... É galera do "mete a faca no turista"! Nos mercadinhos os preços se mantinham exorbitantes, mas estavámos bem preparados. Só queria ter comprado BANANA (plátano) pois li no blog ApureGuria, que isso atraia as ilhamas em M.P.! Mas 1 sole por 1 plátano.. não! 10/06 Subida pela escada inca: mais do que dor nos joelhos pelos quase 35 anos "de velhice", senti minhas coxas "ficando pelo caminho". Me apavorei comigo mesma, ao ter que parar várias vezes para descansar, mas conseguimos fazer o trajeto em 1h10min! Não pegamos guia, segundo informações que colhi, só o pessoal dos grupos das agências não conseguem escapar. Se fez falta/se foi melhor, acho que é questão de opinião pessoal. Pesquisamos sobre a historia de M.P. antes da viagem. Enquanto a galera dos grupos guiados tinha poucos minutos para tirar fotos dos lugares, quase zero de tempo para contemplar a energia "em paz", nós tivemos, e muito! Saímos às 10h40min, tendo feito as 2 voltas no parque. Sentado um pouco para lanchar. Explorado tudo o que tínhamos à disposição (não pegamos nenhuma montanha). Na saída começou a chover. Uma garoa, mas constante. Não descemos muito rápido para evitar escorregões na escadaria, mas deu uns 45-50 minutos. Só na estação do trem é que fui ao WC. Ah! Sou alérgica a borrachudos, passei repelente, mas não senti nada de mosquitos querendo incomodar. Como pegamos o trem às 13h30min, chegamos cedo em Ollanta e fui tranquilo voltar de "colectivo" até Cusco (10 soles). "SOBRE AS VIAGENS COM O TREM": é disponibilizado wifi... Que era ótimo, rápido! 11/06 De manhã compramos alguns souvenirs e de tarde pegamos nosso vôo para Lima. Gastamos aproximadamente 5h no aeroporto de Lima (bus para Huaraz era às 23h30min - coloquei baita margem de segurança), usando o wifi do Starbucks, e tb resolvendo um PERRENGUE! "PERRENGUE": no dia anterior à saída do Brasil (05/06) recebo e-mail automático da Latam - nossa volta teria um atraso de 12 HORAS!!!! (vôo da volta seria às 23h30min de 15/06 com escala de uns 40min em Assunção). Só que o vôo "novo" sairia às 24h de Lima. E vôo saindo de Assunção às 5h40min não "existia" mais, e sim, só às 3h da madrugada (o que era inviável), ou às 17h - resultando numa chegada às 8h DA NOITE, quando inicialmente seria às 8h DA MANHÃ do dia 16/6. Escrevi no Twitter, no Facebook da Latam... expliquei que só teria wifi e em poucos momentos durante a viagem... Esperei por 1 semana para que tivessem a competência de resolverem. Nada! Escrevi minha reclamação no ReclameAqui. Entretanto, usei o tempo ocioso para buscar o guichê peruano da Latam. As atendentes alegavam que não poderiam remarcar os vôos por ter comprado por pontos. Mas, com mta insistência, e mostrando os e-mails de confirmação da época da compra com essa diferença absurda, elas resolveram o problema! Pegamos vôo direto, saindo às 24h30min de Lima! Então, salvem sempre suas negociações com print de tela e tal para estarem munidos!!!! 12-14 de Junho Chegamos em Huaraz às 7h e o Scheler (Artizona Trekking) nos buscou e levou até o nosso hotel. O check-in só seria permitido a partir do meio-dia, mas em razão do Scheler ter bom relacionamento com os donos do hotel, pudemos fazer check-in mais cedo e comer o desayuno. Assim como em Cusco e Ollanta, espirrava muita água do chuveiro (ducha) e emporcalhava o chão sem pano/toalha. Ficamos espantados, negativamente, com a sujeira vista pelas ruas de Huaraz. Nosso hotel ficava localizado na Av. 27 de Noviembre, a umas 2 quadras da avenida principal (da Plaza de Armas), tinha muiiito movimento de motocars, collectivos, carros, buzinas... Consideramos a cidade de Huaraz tb a mais barulhenta em relação as milhares de buzinadas ouvidas enquanto se caminha pelas calçadas (todo mundo parece ser Uber com seu próprio carro lá - não vimos bus pelas ruas da cidade). Tirando isso... nossos 2 passeios feitos - o Glaciar Pastoruri e a Laguna 69 foram maravilhosos! A caminhada até o Glaciar é curta, mas por causa da altitude, e pelo nariz escorrendo pelo friozinho, foi "puxadinho". A caminhada para a Laguna 69 é bem mais longa, mas é muiiiito bonito o caminho, e não possui apenas pontos de subida. Mas cansa bastante! Na volta tomamos banho no hotel (pagamos 10 soles por pessoa pelo "late check-out"), jantamos e fomos para mais uma viagem de bus com assentos reclináveis de 160 graus. Ah! Jantamos guacamole (com feijão preto junto - delicioso!) e um sanduíche quente para cada um no Café Andino (Jirón Simón Bolívar). Foi indicação de outros brasileiros que conhecemos durante o hiking, pois havíamos comentado sobre nossa avaliação "mediana para não-boa" dos restaurantes de Huaraz que havíamos pesquisado). Como estávamos extenuados pelo hiking, nesta viagem dormimos até Lima "apagamos"! SEGUE IMAGENS DO CAMINHO ATÉ A LAGUNA 69 Em Lima, "matamos" umas 5h no aeroporto, até que pudemos despachar as nossas malas, e daí partimos para Miraflores para explorar um pouco a cidade. Comemos Ceviche e um Arroz com Mariscos delicioso por 40 soles (Calle Berlim, ao lado da Casa de Ceviche, um restaurante que nem aparece no Google... Tapadita/Tarapadita... a atendente foi muiiiito atenciosa explicando os pratos!). Além disso, comemos este combo para 2 pessoas (um combo para 2! perfeito!). Fomos a pé no Parque del Amor e no Larcomar. Na volta...ninguém queria nos levar para o aeroporto... tudo em razão do alto tráfego! Com muita súplica, consegui um "Uber" por 40 soles (ele queria 70). Tinha alguns que nem faziam preço, ao informarmos que queríamos ir ao aeroporto já negavam a corrida! "DICA": evite ao máximo os horários de pico para se deslocar em Lima! (era uma sexta-feira, 19h). No vôo de volta ao Brasil (Lima x GRU) tivemos a desagradável surpresa do avião ser um usado nas rotas nacionais - assentos no formato 3-3-3, que reclinam pouco, sem tela de entretenimento... E a janta/lanche era "alguma coisa parecida com um tabule" e frango - frio (!!!!), um pedaço de bolo, 3 torradinhas e um potinho de cream cheese. OPINIÕES FINAIS/ "DESCOBERTAS": *** Se quiseres fugir dos custos do cartão de crédito, boa notícia: em todos os lugares aceitava pagar em dinheiro - alguns em dólar, inclusive. *** Alguns restaurantes/lojas/hospedagens e o Scheler (passeios em Huaraz) cobravam uma taxa de aproximadamente 5% se usasse o cartão de crédito!!!! *** Não sei como foi para os outros mochileiros que contrataram os passeios com o Scheler em Huaraz. Mas para nós, foram outras 2 agências que noas levaram (no mesmo esquema do tour do Valle Sagrado - turistas de várias agências). Inclusive, na volta da Laguna 69, o guia/agência não deixou a galera nas suas respectivas hospedagens. Todos tiveram que descer em frente da "oficina" da agência, a uma quadra da Plaza de Armas. Pra nós até era perto do nosso hotel, mas pra quem estava longe, foi uma baita sacanagem depois do cansaço físico do hiking!!! *** Vários relatos me ajudaram na montagem do roteiro, mas para mim, o melhor foi do Ronald Zirbes ( *** Levei R$ 500 que troquei em Cusco, mais US$ 580. Já havia comprado antecipadamente as passagens GRU X Lima (pontos Multiplus- 8500 pontos por trecho+R$ 250 de taxa para cada um), os trechos Lima X Cusco por SafetyPay, as passagens de trem e de bus (Huaraz) por cartão de crédito mesmo (direto nos sites). Só paguei em cartão de crédito algumas hospedagens (uns R$ 400) e restaurante (uns R$ 150), porque ficamos com receio que acabasse a nossa grana em espécie. No final, voltei com 100 dólares e 25 soles peruanos! *** Considerei muito satisfatório o nosso roteiro, apenas em Huaraz e em Lima saiu um pouco fora do imaginado. Dormimos mal no ônibus (não conseguimos descansar), daí a ideia que era, ir no dia 12/6 "direto" pro Glaciar, fazer a Laguna Churup por conta dia 13, teve uma pequena alteração. Dia 12/6 para descansar, dia 13 o Glaciar. Em Lima tb modificamos um pouco. Eu tinha comprado o bus com a opção de parar na "rodoviária" da MovilTours que fica no distrito de "La Victoria", que é o mais perto de Miraflores. Mas meu namorado não estava afim de perambular com a mala dele, daí descemos na "rodoviária" Tomás Valle, e de lá fomos pro aeroporto, esperando o horário para poder despachar as malas. Até existe um guarda-volumes no aeroporto, mas era por hora/$ e ficaria caro... *** O aeroporto de Lima não tem mais terminais, como GRU e vários outros aeroportos brasileiros, assim, tinha muita gente para poucas mesas na praça de alimentação. E sem opção de salas de "espera" fora da área dos portões de embarque. Era difícil encontrar mesa/cadeiras. ***Fiz minhas reservas de hospedagem pelo Booking e não tive nenhum estresse com as acomodações. *** Nos sentimos seguros andando pelas áreas turísticas. Um pouco menos em Lima e Huaraz, mas na região do Valle Sagrado foi mto de boa! Isso que, dia 08/06 - dia do Valle Sagrado Tour, ficamos uns 30 minutos num paradero em Pisac (isso após às 18h, e já escuro), e em torno de 1 hora no paradero em Urubamba aguardando locomoção. A locomoção entre Pisac e Urubamba foi uma van lotadaça por 4 soles. Já o deslocamento entre Urubamba e Ollanta (onde pernoitamos antes de ir para águas Calientes) foi de "Uber" compartilhado por 3 soles por pessoa!!!!!! *** Repito a dica de que, se puderem visitar a região de Cusco/M.P. durante um evento mundial, aproveitem, porque a muvuca é bem menor! E Junho é um mês de comemorações em Cusco! *** O guia do passeio para o Glaciar repassou uma dica que seguimos à risca, e reproduzo aqui: COMA CHOCOLATES PARA REPOR ENERGIAS GASTAS PELO ESFORÇO FÍSICO. MASSSSSSS, NA VOLTA! Ou, ao menos, quando estiveres no local destino (lá na contemplação da Laguna, por exemplo), PARA EVITAR ENJÔOS! *** Não achamos "tudo aquilo" Miraflores! Nada do que um bairro de bom padrão, assim como há em SP, em POA... Ah, lá o trânsito não era caótico. Aliás, que trânsito mais agressivo!!!! Trancam cruzamentos, carros/motos/ônibus/caminhões...vão "cortando a frente"... e isso é "normal" para eles! Fora a "proliferação" de ubers autônomos! Sinal de luz/buzinadas...quanta poluição sonora! *** Os peruanos são maravilhosos, conseguem entender e se fazer entender com o Português, mas para pechinchar... algumas palavrinhas em espanhol ajudam bastante!!!! Acho que é isso, AMEIII o Peru! Quero voltar o quanto antes!
  6. Na Patagônia fizemos o nosso primeiro trekking sozinhos, o Circuito W no Parque Nacional de Torres del Paine, e voltamos ao Brasil energizados para fazer o nosso primeiro em terras brasileñas. Só tinhamos um problema: qual? Qual trekking nós, mortais sem GPS, faríamos? Foi aí que nossos amigos Ádria e Hugo, também mortais sem GPS em busca do primeiro trekking no Brasil, lançaram o convite para fazermos a travessia de Petrópolis Teresópolis no feriado da Páscoa. E quer saber? Por que não? Demos uma olhada nas fotos do Google, Ádria fez as reservas das 2 noites de acampamento e as entradas do parque, e estava decidido, nossa aventura seria no Rio de Janeiro, dali 40 dias. Quer ver fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI E então, o perrengue a emoção começou O primeiro item do check list que apareceu foi o danado do GPS. Parecia noticiário "...no segundo dia em caso de mal tempo (neblina), o risco de se perder é grande. Utilize o GPS ou contrate um guia". Não queríamos contratar um guia, opção nossa, e não tínhamos um GPS, opção do nosso bolso. O segundo item era uma corda de 10 metros (eu aconselho 15 m) e essa nós tínhamos. Para todo restante acreditávamos estar preparados: comida, preparo físico, primeiros socorros, equipamentos (exceto o GPS) e navegação por carta. Chegando ao Parque Partimos de São Paulo às 22h e chegamos à rodoviária de Petrópolis às 6h da manhã seguinte em um ônibus repleto de aventureiros com o mesmo destino, a travessia. Neste ônibus haviam 15 pessoas de um grupo guiado e 5 de outro, também guiado. Todos aqui têm guia? Sim, menos nós 3. É verdade, não éramos mais 4 e sim 3, já que o Hugo se machucou escalando. Ele até viajou conosco, mas teve que ficar em Petrópolis conhecendo todos os restaurantes, cervejarias e museus, enquanto sua esposa, Ádria, nos aturava por 3 dias. Que pena dela... Da rodoviária é preciso pegar 2 ônibus municipais para chegar até a sede do parque de Petrópolis (Bonfim), um até o Terminal Corrêas e outro (número 616 - Pinheiral) até a Escola Rural do Bonfim. DICA: em feriados corra para as filas destes ônibus, pois lotam e você pode acabar tendo que esperar próximo. Na sede, às 9h assinamos os termos, checaram as nossas entradas e acampamentos (leve impresso!) e pronto. Pé na trilha! DIA 1 O primeiro trecho até a bifurcação para a cachoeira Véu de Noiva (ponto de água) foi bem tranquilo, cachoeira para esquerda e Castelos do Açu para direita. Para chegar até a cachoeira, é preciso atravessar um rio de pedras escorregadias e a trilha continua até ela, que é linda e vale a pena. Sou daqueles que entra na cachoeira por mais gelada que esteja, mas não entra em um chuveiro gelado nem com reza brava. Aquele dia de céu azul ainda estava começando. Voltamos até a bifurcação e tocamos para Pedra do Queijo, nossa parada para almoço e um lugar para sentar estava concorrido. Então, continuamos até o Ajax (ponto de água). No primeiro dia são mais de 1.100 metros de altimetria conquistados em 7km. Puxado! O trecho final de subida, conhecido por Isabeloca, foi desviado da rota original, portanto se você está com GPS, cuide para estar com seu tracklog atualizado. A rota original está preservada para restauração da vegetação. O final da Isabeloca, marcou o começo das vistas de tirar o fôlego. A caminhada neste trecho estava tranquila, mas durante o caminho para o Morro do Açu, o sol já estava se pondo, e agora? Corremos para aproveitar a luz do dia ou ficamos para ver o sol se pôr? Pessoas experientes diriam para aproveitar a luz solar e apertar o passo. Nós aproveitamos a luz solar, acompanhamos cada raio de sol se escondendo em um pôr do sol maravilhoso, e depois apertamos o passo. No primeiro dia não tem segredo! A trilha é muito bem marcada em meio à vegetação. A noite, chegamos ao Morro do Açu e lá, era possível acampar próximo ao abrigo ou à cabeça da tartaruga. DIA 2 Este era o dia! Navegar sem GPS, passar pelo "elevador", "mergulho", "cavalinho" e chegar até o Abrigo 4, da Pedra do Sino. 5h da matina, é hora de ver o sol nascer! Como um ritual, todos vão ao Castelos do Açu para este momento. Fez um bocado de frio a noite, mas não deve ter chegado a 0° C. Levantamos acampamento, enchemos nossas garrafas de água e partimos. Geralmente, o tempo que se leva no primeiro dia é parecido com o tempo do segundo. Neste dia, existem pelo menos 2 trechos que são por laje de pedra que em caso de neblina, só um guia ou GPS poderão te salvar. Tome cuidado! A travessia começou ao lado do abrigo, sentido Pedra do Sino. Depois de pouco tempo encontramos uma descida íngreme e então uma laje de pedra. Como o tempo estava bom, foi possível ver a continuação da trilha ao lado do vale. Continuamos e começamos a subir o Morro do Marco, na subida tivemos alguns trechos de trepa pedra e os primeiros escorregões e no final d a trilha (no topo) viramos para direita, caminhamos pela crista e a descemos pela laje de pedra em direção ao Dedo de Deus. Chegamos a um riacho na base do Morro da Luva onde tem sombra e água fresca, (estávamos precisando!). Conosco, haviam umas 10 pessoas e outras estavam chegando, então resolvemos sair para diminuir a fila da água. Sim, havia fila. Tocamos para cima, agora subindo o Morro da Luva. O começo é pela mata, mas a sombra durou pouco, seguimos com um sol do agreste de tostar a moleira. Quando chegamos a crista, transmitindo uma paz e maior do que as fotos podem representar, surgiu a Pedra do Garrafão. Que vista! A trilha continua pela crista, atravessando o morro. Terá um vale e o sentido é para direita, continuando entre lajes de pedra, trilha e atravessando outro riacho (ponto de água). Depois de um bom tempo atravessamos uma ponte de madeira e chegamos ao Elevador. Havia chovido nos dias anteriores e boa parte da trilha tinha lama e a Ádria que tomou todo cuidado para não molhar a bota a fim de escalar o "Elevador" sem o risco de escorregar, descobriu que ele inteiro estava molhado. Antes da subida, parada para almoço. E aí, grupos estavam chegando, a fila aumentando e o tempo passando. Vamos. A subida não foi tranquila, teve muita atenção e tensão. Ferros da escada soltos e outros faltando, todo cuidado era pouco (sem falar no peso da mochila te empurrando). Um pé de cada vez, sem pressa. Pronto, passamos. Como recompensa um cubinho de doce de leite doado pelo amigo da trilha, a Maiza (com a mão bem limpinha) não pensou duas vezes. Obrigado amigo! Após o elevador, seguimos até encontrar mais um trecho de laje, agora mais íngreme, onde era possível ver 2 pês cravados na rocha que podem ser muito úteis em dias de chuva forte. Por todos estes trechos onde caminhamos pelas rochas foi possível encontrar os totens (foto abaixo). Já as setas indicando a direção (amarela para Teresópolis e branca para Petrópolis) eram raras. Subimos a crista do Dinossauro, passamos pelo Vale das Antas (ponto de água), continuamos pela Pedra da Baleia, depois zizagueando pelas lajes de pedra chegamos ao Mergulho. O Mergulho é uma depressão (buraco) no final das lajes de pedra com uns 5 metros de altura. Quando chagemaos, um casal com corda, ajudava outros dois trilheiros, que não tinham. Então, começamos a nos preparar enquanto a fila se formava atrás de nós. Optamos por fazer um pequeno rapel pois achamos que era o mais seguro para aquela pedra úmida e escorregadia (imagine em dias de chuva!). No meio do rapel da Ádria, chegou um quarteto de cabras da peste, metidos a Indiana Jones, querendo passar rapidinho e ao mesmo tempo que a Ádria. - Amigo, quer passar, passa, mas não segura na corda que ela está pendurada né? Pois é, esses Indiana Jones estavam sem o chicote para lançar na árvore e usar feito cipó. Pronto, mergulho superado, então vamos para o próximo, o Cavalinho. Quando chegamos lá, adivinha quem estava travado com medo de altura e não conseguia passar pelo cavalinho? Um dos Indiana Jones. - É amigo, no filme era mais fácil, né? Assim como no Mergulho, tiramos as mochilas e passei primeiro para içá-las. No Cavalinho existe um "pê" para proteção que usei para içar um Indiana Jones, dois Crocodilos Dundee, a Ádria, a Maiza, quatro pessoas que não tinham corda, tampouco guia e onze mochilas, até que chegou o grupo guiado pelo Janio, que me perguntou: - Você é guia? - Não, estou mais para bom samaritano de trilha mesmo. - Eita, então pode continuar que ali em cima tem uma passagem pior que essa, e o pessoal deve estar te esperando . Dito e feito, dali 10 metros, a turma estava lá me esperando. Mais um trecho bem complicado com necessidade do uso da corda. Acredito que levamos mais de 1 hora, entre o Mergulho, Cavalinho e o último trepa pedra, pois foram trechos técnicos, com fila e ajuda aos desavisados. Dali em diante, a trilha foi tranquila e rápida até o Abrigo 4. Dica: chegando ao abrigo, a primeira coisa a se fazer é colocar o nome na fila do banho quente, caso você tenha comprado, pois a espera pode ser bem longa. Armamos a barraca, a Maiza fez um jantar sinistro, comemos e esperamos, esperamos, até que eu comecei a dormir em pé esperando a minha vez no banho. Quer saber? Já tomei um banho de cachoeira antes de ontem, vou dormir. A Maiza conseguiu revender o meu banho e o lugar na fila. DIA 3 5h da manhã, hora de acordar para ir ver o sol nascer na Pedra do Sino. Chegamos em 30 minutos, com tempo para andar pelo pico e escolher o melhor lugar para dar bom dia ao sol. Descemos, levantamos acampamento e seguimos morro abaixo. O caminho foi óbvio e tranquilo, com vários pontos de água. Chegamos à portaria da sede em Teresópolis realizados! Satisfeitos com cada minuto desta travessia e famintos. Andamos até o ponto de ônibus indicado pelos funcionários do parque, e próximo à rodoviária comemos um PF de respeito. Entramos no ônibus para Petrópolis, depois para o hostel e finalmente tomei banho. Quer ver mais fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI Vem acompanhar a gente no Facebook, Instagram ou nosso blog
  7. SOU DO ESTADO DE MINAS GERAIS, BRASIL, MEU NOME É FERNANDO, E MINHA ESPOSA ANDREA, E FOMOS PARA PUCON PARA FAZER A ESCALADA NO VULÇÃO VILLA RICA, ANDAR A CAVALO E IR NO TERMAS. FECHEI O PACOTE COM A EMPRESA TRANCURA, COM OTIMAS PROMOÇÕES E ATE PORQUE ATENDIA AOS NOSSOS INTERESSES TURISTICOS, PAGAMOS 30.000 PESOS NA ESCALADA POR PESSOA E 16.000 A CAVALGADA E O TERMAS. SO QUE AS VEZES O BARATO SAI CARO...E FOI ESSE O DITADO QUE EU NAO QUERIA QUE ACONTECESSE COMIGO, APESAR DO GERENTE DO HOTEL ONDE FIQUEI (NAO VOU COLOCAR O NOME DO HOTEL E DO GERENTE PARA EVITAR PROBLEMAS PARA ELE) JA TENDO ME ALERTADO, QUANDO DISSE QUE TINHA FECHADO COM A EMPRESA TRANCURA A ESCALADA NO VULÇÃO VILLA RICA. NO INICIO PENSEI QUE FOI COM INTERRESSE LUCRATIVO, TIPO QUE ELE TERIA UMA COMISSÃO SE EU FOSSE NA EMPRESA QUE ELE ME INDICASSE. BOM ESSE EMAIL TEM O OBJETIVO PRINCIPAL RECLAMAR DO GUIA TURISTICO NO QUAL NOS ACOMPANHOU NA ESCALADA DE NOME RODRIGO E ALERTAR A TODOS, QUE O QUE VAI TE LEVAR AO CUME DO VULCAO NÃO É TAO SOMENTE A SUA CONDIÇÃO FISICA, MAS PRINCIPALMENTE O GUIA QUE SE CONTRATA. O GUIA CRISTIAN, QUE NOS ACOMPANHOU NO INICIO DA ESCURSÃO, MUITO ATENCIOSO, GENTIL, NOS DEU TODA A ATENÇÃO E ESCLARECIMENTOS SOBRE A ESCALADA, SO QUE ELE TEVE QUE FICAR COM MINHA ESPOSA, QUE NAO TEVE CONDIÇÕES DE PROSSEGUIR, E QUANDO RETORNEI, ELA ME DISSE DE TODA A ATENÇÃO E PREOCUPAÇÃO QUE ELE TEVE EM SER SOLIDÁRIO E ATENCIOSO EM SUAS DIFICULDADES. BOM UMA PENA, PORQUE O QUE ACONTECEU COMIGO FOI O CONTRARIO E SO NAO TERMINOU EM CONFUSAO COM O GUIA RODRIGO, PORQUE SOU UMA PESSOA TOTALMENTE COMEDIDA E RAZOAVEL. PARA CHEGAR NA PRIMEIRA PARADA TIVE QUE ANDAR MAIS RAPIDO, POR UNS 150 METROS, POIS TIVE QUE DEIXAR MINHA ESPOSA COM O GUIA CRISTIAN PARA TRAS E ALCANÇAR O GRUPO QUE ESTAVA COM O GUIA RODRIGO. FOI AI QUE TUDO COMEÇOU, QUANDO EU CHEGUEI NO PRIMEIRO DESCANÇO, JA ATRASADO, POR TER ACOMPANHADO MINHA ESPOSA, TODOS JA ESTAVAM DESCANÇANDO, E MAL PUDE TOMAR UMA AGUA E ELE JA DISSE, "VAMOS PARTIR", EU TINHA ACABADO DE TIRAR A GARRAFA DE AGUA, QUANDO ELE, O GUIA RODRIGO, SE VIROU NO MEIO DE TODOS E ME DISSE, QUANDO EU DISSER PARTIR, É PARA PARTIR...ENTENDEU... NEM NAS FORÇAS ARAMADA É ASSIM, QUANDO UM GRUPO PARA PARA DESCANÇAR, SE FALA O TEMPO QUE SE VAI DESCANÇAR...E QUANDO FALTA UM MINUTO PARA ENCERRAR O DESCANÇO SE DIZ "PREPARAR PARA PARTIR", SO DEPOIS DE UM MINUTO, TODOS PARTEM. NA ANTEPENULTIMA PARADA ANTES DE CHEGAR AO TOPO DO VULÇÃO, ONDE TINHAMOS QUE COLOCAR OS CAPACETES E COLOCAR NAS BOTAS UMA SOLA COM PONTAS DE METAL PARA ANDAR NO GELO. O GUIA COLOCOU NAS DUAS PESSOAS QUE ESTAVAM NO NOSSO GRUPO, UM HOLANDES E UM NORTE AMERICANO, QUANDO CHEGOU MINHA VEZ, ELE SAIU DE PERTO E FOI ATENDER UMA OUTRA MENINA QUE ESTAVA COM OUTRO GUIA, QUE ESTAVA COM DIFICULDADES PARA POR O SUPORTE NA BOTA. INCLUSIVE, PERGUNTEI AO OUTROS DOIS, O HOLANDES E O AMERICANO SE O GUIA NAO ME AUXILIARIA A COLOCAR A SOLA DE PONTAS EMBAIXO DA BOTA, TENDO AMBOS FEITO UMA PIADINHA DE QUE EU NAO PRECISAVA... DEPOIS DE ALGUM TEMPO, É QUE O GUIA RODRIGO VEIO ME AUXILIAR A COLOCAR O SUPORTE NA BOTA, NAO TENDO ME DADO A MENOR ATENÇAO, OU PERGUNTADO SE EU PRECISA DE DESCANÇAR MAIS UM POUCO, POR EU TER ME ESFORÇADO ANTERIORMENTE, E AINDA PARTIMOS PRIMEIRO QUE OUTROS DOIS GRUPOS QUE JA ESTAVAM DESCANÇANDO QUANDO CHEGAMOS. EU FALO UM POUCO INGLES E ESPANHOL, E AO TENTAR ME COMUNICAR COM O GUIA, ELE DISSE NAO FALAR E NAO ENTENDER PORTUGUES, O QUE ACHEI ESTRANHO E INCRIVEL PARA UM GUIA, POIS TENHO CERTEZA QUE AQUI EM PUCON HA MAIS BRASILEIROS QUE NORTE AMERICANOS E HOLANDESES. ELE SE COMUNICAVA EM INGLES A TODO O MOMENTO COM OS OUTROS DOIS QUE ESTAVAM NO GRUPO, O NORTE AMERICANO E O HOLANDES. PELO QUE PUDE NOTAR, OS OUTROS GUIAS, EXPLICAVAM A TODO O MOMENTO COMO CAMINHAR NA NEVE, COMO USAR O SUPORTE DE MAO, ENTRE OUTRAS COISAS, INCLUSIVE PERGUNTAR SE TODOS ESTAVAM BEM, ANDANDO SEMPRE JUNTOS E ACOMPANHANDO OS SEUS CLIENTES. O GUIA RODRIGO, ANDAVA A TODO O MOMENTO A FRENTE, NOS DEIXANDO PARA TRAS, E POR DUAS VEZES DISSE PARA ELE PARA QUE FOSSEMOS MAIS LENTO, OU QUE PELO MENOS ELE FICASSE PROXIMO DE NOS, COMO TODAS AS OUTRAS EQUIPES., TENDO INCLUSIVE O HOLANDES DITO A ELE TAMBEM, PARA QUE FOSSE MAIS DEVAGAR NA PRIMEIRA PARADA, PARA DESCANÇO, ERAMOS QUASE A ULTIMA EQUIPE A CHEGAR E QUANDO CHEGAMOS NO ULTIMO DESCANÇO ERAMOS A SEGUNDA EQUIPE, OU SEJA, TINHAM MAIS OU MENOS 7 EQUIPES DE ESCALADA. EM UM MOMENTO CHEGUEI A COMENTAR COM O HOLANDES QUE O NOSSO GUIA ESTAVA MUITO RAPIDO, QUE AQUILO NAO ERA UMA COMPETIÇÃO E SIM TURISMO, QUE ELE NAO PRECISAVA IR TAO RAPIDO NOS DEIXANDO PARA TRAS A TODO MOMENTO. QUANDO EU CHEGAVA NO LOCAL DE DESCANÇO,ELE JÁ ESTAVA LA A APROXIMADAMENTE UMS 10 MINUTOS, OU SEJA EU DESCANÇAVA 5 MINUTOS E ELE JA PARTIA. DETALHE, OUTRAS EQUIPES QUE CHEGARAM PRIMEIRO QUE A GENTE, DESCANÇAVA MAIS, E NOS PARTIAMOS. A UNS 20 METROS DO ULTIMO PONTO DE DESCANÇO, QUE DEVE FICAR A UNS 100 METROS DO TOPO, TIVE UMA CAIMBRA, E DISSE AO GUIA RODRIGO PARA ESPERAR UM POUCO PARA DESCANÇARMOS, TENDO ELE ME DITO QUE EU NAO MAIS SEGUIRIA. DISSE A ELE PARA DESCANÇAR QUE EU CONSEGUIRIA SUBIR, TENDO ELE DITO QUE NAO. O GUIA RODRIGO DISSE QUE IRIA COM OS DEMAIS (HOLANDES E AMERICANO), QUE EU TERIA QUE FICAR ALI ESPERANDO ELES VOLTAREM. ENQUANTO EU ESPERAVA ELES VOLTAREM, VI MAIS DUAS EQUIPES PASSANDO POR MIM, UM GUIA COM DUAS GAROTAS, SUBINDO BEM LENTAMENTE E CONVERSANDO COM ELAS A TODO O MOMENTO, E OUTRA EQUIPE COM DOIS RAPAZES E UMA GAROTA TAMBEM BEM LENTAMENTE, TOTALMENTE DIFERENTE DO NOSSO GRUPO. ESSAS DUAS EQUIPES TINHAMOS PASSADO POR ELES A DUAS PARADAS PARA BAIXO DA MONTANHA, E PUDE PERCEBER A ATENÇAO QUE OS GUIAS ESTAVAM COM ELES. AS DUAS EQUIPES ANDAVAM MUITO MAIS LENTAMENTE QUE A NOSSA EQUIPE, PARA SE TER IDEIA, QUANDO ELES PASSARAM POR MIM A MINHA EQUIPE JA ESTAVA QUASE NO TOPO. O GUIA RODRIGO PARECIA QUE ESTAVA COMPETINDO COM OS OUTROS OU COM ELE MESMO, ELE NAO TEM O MENOR PERFIL PARA GUIA, POIS NAO SABE TRATAR COM AS PESSOAS, ELE PODE SER UM BOM ESCALADOR, MAS NAO TEM DIDATICA PARA LIDAR COM AS PESSOAS. DEPOIS DE ALGUM TEMPO O GUIA RODRIGO FEZ CONTATO COMIGO, JUNTAMENTE COM O HOLANDES E AMERICANO PARA INICIARMOS A DESCIDA, TENDO O HOLANDES PASSADO MAL, E NOS A TODO O MOMENTO TIVEMOS QUE FICAR ESPERANDO ELE (HOLANDES) DESCANÇAR, TENDO EU DESCIDO NORMALMENTE. NAO ESTOU FAZENDO ESSA RECLAMAÇÃO POR ELE NAO TER ME DEIXADO TERMINAR A SUBIDA, POR EU TER TIDO CAIMBRA EM UM MUSCULO DA PERNA ESQUERDA, MAS SIM PELA FALTA DE TRATAMENTO QUE DEVERIA TER SIDO DADO A MINHA PESSOA E DAS DEMAIS QUE ESTAVAM NO GRUPO. E AINDA SEI QUE SE TIVESSEMOS DESCANÇADO E NAO FORÇADO TANTO A SUBIDA, SEI QUE TERIA CHEGADO AO TOPO, E O HOLANDES NAO TERIA PASSADO MAL NA DESCIDA, POIS A ULTIMA EQUIPE PASSOU POR MIM A APROXIMADAMENTE 40 MINUTOS APOS O GUIA RODRIGO TER PARTIDO E ME DEIXADO PARA TRAS, OU SEJA, NAO HAVIA PRESSA E O CEU E O TOPO DO VULCAO ESTAVAM TOTALMENTE LIMPOS. FERNANDO
  8. Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva leve ou moderada só peguei na 3.a feira (02/05) quando estava indo para Caverna da Torrinha, depois de sair de lá e na viagem de volta para Salvador na 4.a feira (03/05). As temperaturas também estiveram bem razoáveis (para um paulistano), chegando em média a 28 C ao longo do dia (com picos de 30 C) nas áreas mais baixas e ficando por volta de 25 C nas áreas mais altas, mas caindo até 20 C à noite. A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil :'>. Havia na área também muitas pessoas de fora da região e estrangeiros. As paisagens da Chapada agradaram-me muito, principalmente a vista a partir de pontos altos, as cachoeiras, as grutas e as cavernas ::otemo:: . As trilhas no geral foram tranquilas. Mesmo as que me disseram que seriam inviáveis sem guia, como a do Sossego, consegui fazer sozinho sem problemas e não achei complicada, mas pesquisei informações na Internet antes. A trilha para a Cacheira da Primavera e o Mirante foi a em que eu mais me atrapalhei, mas por ter pego a entrada errada para a trilha. Pegando a entrada certa foi tranquila. Durante muito tempo estive só nas trilhas, que em boa parte estavam desertas. Às vezes cruzava com algum grupo com ou sem guia. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada). Alguns estabelecimentos comerciais aceitaram cartão de crédito (principalmente empresas de ônibus). Paguei a guesthouse em que fiquei e os passeios turísticos com transferências bancárias. Quando fui tentar sacar dinheiro do caixa eletrônico do Bradesco, este estava sem dinheiro. Gastei na viagem R$ 1.766,70, sendo R$ R$ 74,42 com alimentação, R$ 240,00 com hospedagem, R$ 115,72 com transporte durante a viagem, R$ 159,86 com as passagens de ônibus de ida e volta entre Salvador e Lençóis, R$ 516,00 com pacotes turísticos, R$ 257,00 com entrada para atrações, R$ 343,90 com passagens aéreas de ida e volta e R$ 59,80 com as taxas de embarque correspondentes. Sem contar o custo das passagens entre Salvador e Lençóis, das passagens aéreas e das taxas de embarque, o gasto foi de R$ 1.203,14 (média de R$ 120,31 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (desta vez até que nem tanto, devido aos 2 pacotes que comprei ). A Viagem: Minha viagem foi de SP (aeroporto de Congonhas) a Salvador em 24/04/2017 pela Tam (http://www.tam.com.br). O voo saía às 08:10 e chegava às 10:33 horas. A volta foi de Salvador a SP (Congonhas) em 03/05/2017 pela Tam. O voo saía às 18:04 e chegava às 20:35. Paguei R$ 343,90 pelas passagens e R$ 59,80 pelas taxas de embarque de ida e volta parcelada em 4x usando cartão de crédito. Para ir ao aeroporto, peguei um carro pop da 99 (http://www.99taxis.com) que estava com promoção de ser de graça até R$ 15,00. A corrida deu R$ 12,73, então nada paguei. Durante o voo de ida pude apreciar uma magnífica vista da Baía de Todos os Santos próximo ao pouso . Ao chegar fui até o ponto de ônibus atrás do estacionamento do aeroporto e peguei o ônibus urbano S037 para a rodoviária (http://www.meubuzu.com.br/linha.php?id=S037-00) por volta de 11:15. O ônibus custou R$ 5,30 em dinheiro e tinha wifi. Cheguei à rodoviária perto de 11:45 e comprei a passagem para Lençóis por R$ 79,93 parcelada em 6x com cartão de crédito, pagando uma taxa de embarque de R$ 1,70 em dinheiro. Fui pela Rápido Federal da empresa Real Expresso (https://www.realexpresso.com.br). Aproveitei então para ir comprar 8 esfihas de queijo no Habibs do Shopping Iguatemi por R$ 7,92 com cartão de crédito, na promoção de R$ 0,99 cada. O ônibus saía às 13 horas e estava previsto para chegar às 19:05, mas chegou perto de 19:30. Nele conheci 2 argentinos de Ushuaia, belgas, argentina que vivia no Brasil e moça grávida de 5 meses com barriga enorme, jogadora de futsal, muito simpática, que me deu muitas informações sobre a Chapada. Além das paradas nas localidades, paramos uma vez para lanche ou jantar. Após chegar fui caminhando em direção à Casa MangaMel, que havia pesquisado pela internet. No caminho fui procurando outras opções, mas ela realmente era a mais barata. Encontrei Gustavo enquanto caminhava e ele me disse que morava na Casa MangaMel e me orientou sobre como chegar lá. Fiquei lá todas as noites, menos uma, pagando R$ 25,00 por diária fora do feriado e fim de semana e R$ 30,00 de 6.a feira a domingo do feriado de 01/05. Paguei através de transferência bancária. Betina e Douglas eram os donos e Gustavo trabalhava para eles. Lá estavam morando uma peruana e um rapaz que era guia e fazia ioga. Betina disse-me que eu poderia pegar maracujás do quintal, pois estavam perdendo, visto que a árvore dava muitos. Saí para fazer compras para o jantar, comprei pão na padaria por R$ 2,40, e legumes e frutas (4 bananas, 2 tomates, 1 berinjela, cenoura, cebola e pepino) na quitanda por R$ 6,60, ambos em dinheiro. Depois passei na agência Diamantina Trip (http://diamantinatrip.com.br), que Betina havia indicado como tendo bons preços e comprei um pacote para as Grutas por R$ 185,00 à vista (já contando as entradas para as atrações), a ser pago via transferência bancária posteriormente. Atendeu-me muito cordialmente Cláudia, argentina dona da agência e mais tarde Júlia. Falei com os argentinos que havia conhecido no ônibus para tentar formar grupo para passeio para o Buracão de 2 dias, mas eles só iriam ficar 1 dia. No dia seguinte, 3.a feira, 25/04, chegou perto de 6 horas da manhã ao quarto em que eu estava sozinho a Kelly, que era do Amapá, mas morava em São Paulo. Ela foi procurar por pacotes para fazer logo de manhã e eu depois de acordar fui tomar café. Lá conheci Valéria, que era de Imperatriz e já havia feito alguns passeios. Conversamos um pouco sobre a violência naquela área no passado, política do Maranhão e os passeios da Chapada. Ela saiu para o seu passeio e logo depois eu fui para o Hi Hostel, de onde saía o passeio das Grutas, que envolvia o Poço do Diabo, a Gruta da Fumaça, a Caverna e Gruta da Pratinha, a Gruta Azul e o Morro do Pai Inácio. Participaram do passeio a inglesa Sarah, 2 paulistas, 1 suíço, 1 alemã e o guia, de que muito gostei e cujo nome esqueci de anotar e não me lembro (acho que era Nenê, nativo, negro e alto). Achei a vista nos locais altos perto do Poço do Diabo interessante e boas a cachoeira de baixo e a cachoeira principal :'>, sendo que a de baixo me pareceu melhor para ficar em baixo simulando hidromassagem, pois tinha uma boa base para entrar e firmar os pés. Gostei da Gruta da Fumaça e de suas diferentes formações :'>. Foi necessário usar toca e capacete para entrar. Era obrigatório uso de calçado fechado (não se podia usar chinelo). O grupo almoçou no restaurante ao lado da gruta, enquanto eu fui explorar uma estrada da região para tentar conhecer um pouco mais da realidade social local. Interessante ver as plantações de palma (que o guia disse que eles usavam para matar a sede do gado na época de seca, além de servir de alimento para eles). Cheguei até a entrada da Gruta da Lapa Doce e voltei. Quando cheguei estavam no fim do almoço, conversamos um pouco e retornamos para o carro para prosseguir o passeio. Dali fomos para o Rio e Gruta da Pratinha e Gruta Azul. Eu aproveitei para almoçar os sanduíches que havia levado. Achei a Gruta da Pratinha interessante :'>, com suas pedras bonitas e grandes e a água transparente que a permeava. Gostei do Rio Pratinha, com sua água clara e fresca :'>. A vista dele a partir do alto também me pareceu bela. Andei por um caminho lateral à sua margem que achei interessante. Voltei quando cheguei a uma curva maior. Ao entrar na água alguns peixinhos pequenos mordiam os dedos dos pés, nada sério, mas dava para sentir. Por volta de 15 hs fomos para a Gruta Azul, momento em que a luz do sol iluminava a água e aparecia uma faixa azul turquesa brilhante. Agradou-me a gruta e principalmente este espetáculo . Para encerrar o dia fomos para o Morro do Pai Inácio. Subimos uma pequena trilha e pudemos apreciar a vista lá de cima em várias direções, cobrindo o Vale do Capão, vegetação, montanhas, estrada e todo o ambiente natural . Apreciamos o pôr do sol de lá. Depois daí voltamos e chegamos perto de 18:30 a Lençóis. Comprei 4 bananas, 2 cenouras e tomates na quitanda por R$ 3,45, beterraba, pepino e chuchu no Restaurante que vendia legumes crus por R$ 3,70 e 15 pães integrais na padaria por R$ 4,50, todos em dinheiro. Ainda consegui viabilizar o desejado pacote de 2 dias para o Buracão na agência Ecotur (http://www.ecoturchapada.com.br), que incluía os poços, por R$ 458,00 pago à vista via transferência bancária (já contando as entradas para as atrações), sem seguro, nem lanche nem hospedagem. Voltei ao albergue, jantei, conversei um pouco com Kelly sobre os passeios passados e futuros, conheci um casal de austríacos que estava hospedado na guesthouse e fui dormir. No dia seguinte, 4.a feira, 26/04, após o café e conversar com Valéria, que disse que faria o mesmo passeio na 5.a feira, só que em ordem inversa, esperei pelo guia Osvaldo que me pegou para ir para o Buracão. No grupo comigo foram o casal Eduardo e Virgínia de Campinas. Fomos até Ibicoara. Durante o caminho avistamos atrações da Chapada ao longo da estrada, como vegetação, rios, montanhas, vales, o Cemitério Bizantino e outros :'>. Ao chegarmos paramos numa agência de turismo local para pegar o guia Joel e rumamos para o Buracão. Gostei de ambos os guias. Aproveitei para comer sanduíches que havia levado no caminho. Chegamos no início da trilha perto de 12:30 e fizemos uma trilha curta de cerca de 20 minutos. Na trilha passamos pela Cachoeira Recanto Verde, que achei bonita :'>. Ao fim da trilha foi necessário vestir um colete e nadar por um cânion até um grande lago onde se avistava a Cachoeira do Buracão num paredão. Como não estou acostumado a usar colete salva vidas, não sei se o coloquei corretamente, mas me pareceu bem apertado, incomodando devido ao lanche que tinha comido. Achei a cachoeira e todo o local espetaculares . A água que caía nas costas era forte, mas suportável, permitindo uma forte hidromassagem . Para se chegar até ela era necessário nadar e atravessar o lago profundo, talvez por isso fosse obrigatório o colete. Depois do banho voltei para a outra margem, subi nas pedras e fiquei secando e tomando um pouco de sol. Devido ao cânion, não batia sol em muitos locais, o que fazia a temperatura ser um pouco mais baixa do que fora dali. Depois de 2 banhos e secar, voltei com o guia, agora pela lateral do cânion, sem nadar. No final era necessário cruzar o cânion através de um tronco de árvore estendido, mas que tinha uma corda paralela em cima para servir de equilíbrio. Na volta fomos apreciar a cachoeira a partir do alto, o que achei também muito belo :'>. Ainda passamos por uma queda de água em que entrei (os outros não quiseram), que me pareceu muito boa para hidromassagem nas costas :'>. Depois voltamos para dormir em Mucugê. O casal e o guia ficaram numa pousada que fazia parte de seu pacote e eu fui procurar um local barato para dormir. O guia me levou de carro da pousada até o centro (bem perto) e eu fiquei no Hotel Flor da Chapada, mais conhecido como Dormitório do Gordinho, por R$ 25,00 em dinheiro, num quarto compartilhado com TV, mas que só tinha eu, e banheiro fora. Comprei R$ 2,40 em pães na padaria em dinheiro e juntei aos legumes que tinha para jantar. Ainda fui dar uma volta pela cidade e encontrar o grupo que estava num restaurante jantando, mas apenas para conversar. Na 5.a feira 27/04 logo de manhã fui dar uma volta em Mucugê. Visitei o Cemitério Bizantino :'>, as praças :'>, o casario colonial :'>, o centro de eventos, a igreja por fora e andei um pouco pela estrada para observar a paisagem. Um cachorro quis brincar comigo na entrada da igreja e eu fiquei com medo dele me seguir e ser atropelado, mas ele logo desistiu de vir atrás de mim. Parecia carente de atenção. Aproveitei e passei na feira onde enchi minha sacola por R$ 20,00 em dinheiro. Comprei também 6 pães no supermercado por R$ 1,80 com cartão de crédito. Depois de tomar café desci para pegar o carro que já estava me esperando para prosseguir o passeio. Fomos para o Poço Encantado. Lá esperamos para começar a visita depois que começasse a entrada do raio de sol, que iluminava parte do poço. Descemos depois das 10 horas. Achei o poço espetacular , com todas as formações dentro da gruta, sua água transparente, sua profundidade e, para coroar, o raio de sol que iluminava parte dele. Esperamos um pouco sentados, pois o dia estava nublado, mas repentinamente as nuvens se abriam e o sol entrou, fazendo um efeito azul turquesa na água de que muito gostei. A grandiosidade do ambiente unida à sua serenidade e beleza chamou-me atenção . Dali seguimos por estrada de terra para o Poço Azul (http://www.pocoazul.com), num caminho que cortava bastante o percurso e era por locais mais próximos à Natureza. Provavelmente cruzamos com o grupo de Valéria na estrada (a van parecia ser da agência que ela usava). Atravessamos o Rio Paraguaçu por uma ponte em que havia muitas borboletas pequenas claras unicolores na margem. Para esperar o raio de sol entrar no poço e deixar a vista ainda mais bela, decidi retardar minha entrada. Enquanto o casal foi para o poço eu fui nadar no Rio Paraguaçu. O rio era bonito :'>, mas muito raso para nadar, com muitos bancos de areia. Raspava-se a barriga no fundo em vários pontos . Depois de nadar e o ficar contemplando por algum tempo, fui para o poço. Não precisei tomar a ducha porque o atendente viu que estava molhado do rio. Lá recebi colete, máscara e snorkel para flutuação. O casal ainda estava lá e entramos num segundo grupo. O raio de sol já o iluminava, clareando parte da água e do fundo e deixando parcialmente azul clara e azul turquesa. Eu aproveitei para explorar os vários cantos dele e admirar seu fundo, teto e entorno, além da água. Depois fiquei apreciando o ponto em que o sol entrava e iluminava . Após sairmos do poço (saímos juntos, o casal pode ficar pelo equivalente a 2 grupos), fomos para o restaurante almoçar. Lá comi meus sanduíches enquanto o casal e o guia almoçavam conforme seu pacote. Saímos de lá e voltamos para Lençóis, chegando por volta de 16:30. No caminho o guia Osvaldo indicou a barraca de acarajé de Zenaide como uma boa opção para quem desejava comê-lo. Após descermos do carro, quando nos despedíamos, Eduardo deu-me um pote de mel de presente. Voltei para a MangaMel, guardei minhas coisas, passei na padaria, comprei 8 pães por R$ 2,40 em dinheiro, voltei e usei um pouco o computador, conversei com a minha mãe por skype e depois conheci Tom, um israelense que havia chegado a Guesthouse. Ele me falou da situação atual para visitar israel e disse que achava perfeitamente viável ir a Israel como mochileiro, sem grandes problemas de segurança, mas que se eu tivesse perguntado há 1 ano sua resposta seria outra. Na 6.a feira 28/04 fui conhecer o Serrano e arredores. Saí após o café e ao perguntar a moradores locais onde era a entrada da trilha, perguntaram-me se eu iria sozinho e após a minha resposta de que sim disseram-me que não era prudente, pois poderia acontecer um acidente, por exemplo. Palavras proféticas . Indicaram-me 2 caminhos possíveis e eu resolvi ir pela avenida lateral à rodoviária, para dar a volta completa. Comecei simplesmente seguindo a avenida ao lado da rodoviária e quando ela acabou prossegui no leito do rio. Daí para frente prossegui perguntando às pessoas que encontrei no caminho e tentando encontrar as trilhas. Passei pelos Salões de Areia, que achei bastante interessantes e belos :'>, e depois cheguei ao Poço Haley. No caminho encontrei um casal com seu guia. No poço havia uma vendedora e duas biólogas de Feira de Santana que estavam de férias. Após uma rápida contemplação e um banho resolvi prosseguir. Perguntei à vendedora como achar os outros atrativos e ela me deu orientações. Fui rumo à Cachoeira e Poço do Paraíso. Durante todo o percurso encontrei várias pequenas quedas de água, que me pareceram muito boas para ficar embaixo :'>. A vista da cidade que ficava para trás e do leito do rio também muito me agradou :'>. Vi um pássaro com costas pretas, barriga branca e penacho no rabo :'>, diferente dos com que estava acostumado. Havia uma bifurcação no rio e eu decidi ir para a direita, para explorar a região, posto que o retorno e os outros atrativos estavam à esquerda. Seguindo pelo leito do rio, passando por pequenas quedas de água, cheguei a um poço e uma cachoeira maiores, onde havia um casal namorando. Eles me disseram que eram a Cachoeira e Poço Paraíso. Achei-os muito bons, tanto a cachoeira para ficar em baixo, como o poço para nadar, visto que era fundo . Disseram-me ainda que para cima não havia mais nenhuma atração famosa, mas que poderia subir para continuar conhecendo o leito do rio. Após aproveitar a cachoeira e o banho decidi voltar para ir à Cachoeira Primavera. O casal disse-me para pegar o outro ramo na bifurcação e seguir em frente. Desci o rio e fiz isto. Na bifurcação encontrei com uma família que estava chegando para aproveitar o local. Numa pedra, logo após a bifurcação eu me distraí, escorreguei e caí . Consegui proteger a cabeça com os braços, mas ralei um pouco o joelho e bati numa pedra a lateral das costas, provavelmente as costelas, que ficaram doendo por cerca de 2 semanas, e na hora e em alguns dias seguintes, doeram com razoável intensidade quando fazia determinados tipos de movimento, fazendo-me até a desconfiar que poderia ter ocorrido algo mais sério. Mas creio que não foi nada porque agora já passou por completo. Prossegui mesmo assim, mas sem saber peguei uma trilha alternativa, que me pareceu bem difícil, com pontos íngremes e até perigosos, e pouco usada. Num dos pontos dela meu chinelo caiu numa fenda entre pedras ãã2::'>, desci para procurá-lo e tentar pegá-lo. Gastei uns 15 minutos até encontrá-lo e pegá-lo. Depois de tentar várias alternativas de trilhas e ficar sem saída, desisti e resolvi voltar. Quando cheguei à bifurcação de volta, vi a mesma família da vinda e fui perguntar-lhes se havia a trilha e como pegá-la. O pai disse-me que existia, mas não era muito fácil de achar. A mãe disse-me que eu não iria encontrar, pois tinha passado por eles há 2 horas e não tinha encontrado ainda. Então o pai me disse que se eu descesse o rio e passasse uma grande pedra eu iria encontrar a entrada para uma pequena trilha que me levaria à trilha principal e aí era só seguir em frente que eu encontraria a cachoeira. Fiz exatamente isso, achei a entrada para a trilha secundária que me levou à trilha principal e, em pouco tempo, cheguei à cachoeira. Nada como pegar a trilha certa . Gostei da Cachoeira da Primavera :'>. Achei-a boa para ficar debaixo, aproveitando a hidromassagem, e também bonita a vista dela do alto do morro. Depois de apreciá-la e aproveitá-la fui tentar achar o mirante, que o homem disse que era bem próximo e a mulher disse que era mais complicado de achar. Subi a trilha e fui procurando trilhas para cima. Encontrei um morro com boa vista, porém havia árvores que atrapalhavam um pouco a vista da cidade. Fiquei na dúvida se era mesmo o mirante. Dias depois descobri que não era, mas a vista diferente de lá valeu, principalmente do lado da mata :'>. Desci pelo mesmo caminho da vinda, só que não peguei a trilha secundária para voltar ao leito do rio. Em vez disso segui em frente o que parecia ser a trilha oficial, que me levou até a Cachoeirinha. Gostei dela também :'>, embora tenha achado a Primavera melhor. De qualquer modo foi possível aproveitar um banho, ficar embaixo dela e apreciar a sua vista. Depois segui a trilha para ir embora. No caminho encontrei a vendedora Vanessa, muito simpática, com a família, voltando do trabalho, que me deu orientações corretas na trilha. Ainda parei perto do final para admirar o começo do leito em que eu havia entrado, agora visto de outro ponto, quase na hora do pôr do sol :'>. Voltei à guesthouse, ainda encontrei com Kelly que estava indo embora, saí para comprar 10 pães integrais na padaria por R$ 3,00 em dinheiro e conhecer a feira de artesanato, que achei interessante, especialmente os objetos de capim dourado do Jalapão e quadros de um artesão :'>. De volta à guesthouse, conheci 2 novas hóspedes argentinas, Florência e Clarice que estavam fazendo jantar e tiveram um pequeno problema com a panela de pressão, precisando liberar a válvula de segurança, que soltou vapor em forma de chuva e nos molhou. Comi um maracujá do quintal junto com meu jantar. Ainda pesquisei bastante o caminho para a Cachoeira do Sossego, pois a agência havia dito que não era possível fazer a trilha sozinho e outras pessoas disseram-me que eu teria grande dificuldade. Este relato http://www.oscacadoresdecachoeiras.com.br/2013/08/cachoeira-do-sossego-e-ribeirao-do-meio.html ajudou-me muito . No sábado 29/04 decidi tentar ir à Cachoeira do Sossego por conta própria. Achei que mesmo com alguma dor nas costas quando fazia determinados movimentos, seria possível ir com cautela. Com todas as informações que havia pesquisado na internet nos dias anteriores, após o café da manhã fui para a trilha. Na entrada encontrei um representante da Brigada Voluntária de Lençóis (http://brigadavoluntariadelencois.blogspot.com.br), que combate incêndios e realiza outras ações referentes ao meio ambiente e salvamento. Eu assinei uma lista de pessoas que estavam indo para a cachoeira, para terem o registro caso eu não retornasse, o brigadista foi muito gentil, deu-me informações sobre a trilha, explicou-me o trabalho deles e me convidou para conhecer posteriormente sua sede, no prédio onde ficava a rodoviária velha. Comecei a trilha então, tendo em mente os relatos e informações encontrados na internet. Ainda tinha um pouco de dor na lateral devido à batida do dia anterior, mas era só em alguns poucos movimentos e ia diminuindo com o aquecimento do corpo. Acho que fiquei tão preocupado pelas pessoas dizerem que não era viável fazer aquela trilha só, que acabei achando a trilha tranquila . No ponto em que havia a bifurcação para o Ribeirão do Meio, fiquei um tempo investigando as diferentes possibilidades, para evitar pegar o caminho errado. Acabei pegando o caminho certo e logo depois, numa curva da trilha, vi uma pedra grande, que me pareceu ter boa vista de cima. Subi e tive uma visão do trajeto quase completo a percorrer, o que me deixou mais ciente do tamanho da trilha e de sua direção. Além disso, a vista pareceu-me muito bela :'>. Encontrei pouca gente na trilha, alguns grupos e 2 casais por conta própria, sendo que um guia (eu acho) que retornava com dois homens recomendou-me muito cuidado na trilha. Ao longo do caminho a vista a partir de pontos altos pareceu-me muito boa. Em determinado ponto a trilha foi para o leito do rio, conforme haviam alertado nos relatos na internet. Foi exatamente num ponto em que havia uma pequena cachoeira dentro de um estrutura de pedras. Eu ouvi o barulho da água e fui investigar. Resolvi tentar chegar lá, passei por cima de uma pedra grande (uma pequena escalada com as mãos) e consegui chegar a ela. Achei-a muito boa para ficar embaixo :'> e percebi que ela tinha uma pequena abertura para o sol pelo mesmo ponto em que a água descia. Houve várias outras pequenas quedas de água na trilha e poços para se nadar, de que muito gostei :'>. Daí para frente prossegui pelo leito do rio e logo um casal de Feira de Santana alcançou-me. A seguir houve uma pedra bem escorregadia em que tentei subir para seguir em frente, mas os pés escorregaram vagarosamente levando-me de volta. Achei uma outra passagem pela lateral. Então apareceu um poço muito bom para nadar :'> e uma enorme pedra em que era possível passar por baixo. Fiquei nadando enquanto o casal prosseguiu. Depois de passar pela fenda na pedra havia outro poço que também achei muito bom para nadar :'>. Daí lembrei de um relato na internet dizendo que havia uma trilha do outro lado do rio. Vi uma entrada e resolvi segui-la. Andei uns 30 minutos, entre progresso e busca de continuação da trilha, mas sem sucesso. A trilha subiu bastante e a vista lá de cima pareceu-me muito boa, permitindo-me inclusive ver o casal lá embaixo no leito do rio. Valeu pela vista, foi quase um mirante . Como a trilha fechou achei melhor voltar por onde tinha vindo, até a pedra grande com o poço, e seguir pelo leito do rio. Segui pelo leito até a última curva, onde havia grupos retornando. Ali vi que eles vinham por uma rampa lateral e resolvi sair do leito e ir por ela. Havia uma trilha depois dela que me levou quase até o fim do percurso. Achei muito bela e boa para usufruir a Cachoeira do Sossego . Porém parecia com menos água do que nas fotos. Tinha um bom poço fundo para nado em frente :'> e era possível ficar embaixo dela para hidromassagem :'>. Na lateral havia pedras de onde se podia apreciá-la enquanto se ficava tomando sol e descansando. Lá conheci Jadílson, que me falou de sua vida, simples e em contato com a Natureza e da possibilidade de ir à Caverna da Torrinha de ônibus. Ele foi embora e eu fui mais uma vez entrar embaixo da cachoeira. Depois de ficar bastante tempo contemplando a cachoeira e usufruindo do poço e da queda de água, quando quase todos já haviam ido embora, exceto uma família de vendedores, eu resolvi ir embora. Logo depois os vendedores vieram e num ponto em que eu peguei um ramo alternativo da trilha eles me passaram. Mais à frente eu os encontrei tomando banho num poço que eu não tinha percebido na vinda, fui até lá e também tomei banho. Os 2 meninos pequenos nadavam muito bem, como nativos. Como tinha ficado muito tempo, acabei deixando para ir ao Ribeirão do Meio no dia seguinte. Retornei pela trilha e reencontrei o brigadista, que se lembrou de mim e perguntou se eu havia gostado. Voltei à guesthouse e ainda falei com minha mãe por skype. Resolvi ir experimentar o acarajé, porém não fui à Zenaide porque ela não tinha uma opção vegetariana. Gastei R$ 6,00 em dinheiro no Acarajé Point em um bolinho de acarajé vegetariano. Ainda procurei dar sugestões de locais a conhecer para o Tom (sugeri o Pelourinho) que iria embora no dia seguinte para Salvador. No domingo 30/04 fui conhecer os pontos nos arredores de Lençóis que tinham ficado faltando e repetir alguns de que havia gostado. Primeiramente fui dar um passeio pela cidade e conhecer os atrativos urbanos, incluindo praças, coreto, igrejas, Prefeitura, Câmara de Vereadores, casario colonial e outros, que achei belos :'>. Encontrei um ciclista ligado a uma agência e com suas informações desisti de alugar bicicleta por R$ 100,00 a diária para ir à Caverna da Torrinha, devido à dificuldade e ao preço. Achei e comi 3 mangas na rua :'>. Depois fui em direção ao Parque Municipal da Muritiba, onde fica o Serrano. Fui procurar o mirante que havia ficado em dúvida se tinha encontrado ou não anteriormente. Antes de entrar, ao perguntar, policial respondeu-me para não jogar caroços da manga no parque porque não era espécie nativa. Lucas, um artesão que morava numa casa ao lado da estrada, indicou-me detalhadamente caminho para mirante. Segui a trilha, passei pela Cachoeirinha, subi e encontrei o mirante. Realmente não era o que eu tinha encontrado antes. Não havia árvores na frente e a vista da cidade era ampla. Era possível ver também boa parte da área natural, mas a parte de trás tinha uma vista melhor daquele outro local em que eu havia estado antes. Como eu adoro vistas, fiquei bastante tempo lá apreciando . Depois fui até a Cachoeira da Primavera onde havia um grupo grande de visitantes. Esperei-os entrar um a um embaixo dela e depois fiquei com a água caindo nas costas. Entrei e saí algumas vezes, entre os momentos que eles também entravam e saíam. Realmente muito boa a cachoeira para ficar embaixo, com deliciosa hidromassagem . Voltei, perdi-me um pouco na trilha após a subida, mas logo me achei. Passei mais uma vez pelo mirante para apreciar a vista, até meditei um pouco, e depois desci para ir em direção ao Ribeirão do Meio. Quando passei na frente da casa do Lucas de volta, agradeci-o pelas informações. Seu filho de mesmo nome queria que eu ficasse lá, provavelmente brincando e fazendo companhia. Pegou-me pela mão e me levou para conhecer a casa e seus brinquedos. Depois acho que se cansou e se despediu . Logo depois de sair do parque, bebi água de uma espécie de bica enorme perto do início da trilha para o Serrano. Fui para o Ribeirão do Meio e achei a trilha bem fácil. A vista do Ribeirão a partir dos pontos altos da trilha agradou-me :'>. Após explorar um pouco o poço e arredores de onde ficava uma espécie de tobogã natural de pedras, resolvi descer. Desci 2 vezes, mas como principiante, não tive bom desempenho em nenhuma delas . Na primeira fui muito devagar no começo e acabei caindo na água desajeitado. na segunda fui em velocidade adequada, mas acabei virando de lado e caindo mais desajeitado ainda. Meu bumbum ficou doendo . Várias pessoas estavam descendo. Conversei com algumas delas, incluindo uma paulista que estava revisitando o local e levando dois amigos estrangeiros. Após apreciar o local mais um tempo, voltei e fui conhecer a sede da Brigada Voluntária de Lençóis. Emanuel (Manu) apresentou-me a sede, falou da história, de como foi fundada, dos incêndios passados, da dificuldade de obter apoio e recursos, mostrou-me alguns equipamentos usados e me contou que recentemente foram recebidos com tiros para o alto do proprietário quando foram apagar o fogo em uma área privada a pedido de algum órgão público, pois provavelmente fora o próprio proprietário que tinha colocado fogo para "limpar" a área para seus objetivos . Dali fui em frente até a rodoviária, por R$ 9,96 comprei passagem para Palmeiras para o dia seguinte e por R$ 79,93 comprei passagem para Salvador para a 4.a feira dia 03, ambas com cartão de crédito e parceladas em 6x. Quando voltei à guesthouse vi que haviam chegado australianos. Na 2.a feira 01/05, feriado, acordei perto de 4:15, tomei café e fui em direção à rodoviária onde peguei ônibus para Palmeiras às 5 horas. A viagem durou cerca de 40 minutos. De Palmeiras peguei van para o Vale do Capão por R$ 15,00 em dinheiro. Havia uma moça que trabalhava lá e um guia na van que me deram algumas informações sobre a trilha para Cachoeira da Fumaça e a região. A viagem durou uns 45 minutos porque ficamos parados um pouco num momento em que a van parecia estar com problemas. Assim que cheguei, antes de começar a subida, comi o pequeno lanche que tinha levado. Fui até a lanchonete onde se comprava a passagem de volta da van até Palmeiras e paguei R$ 15,00 por ela, além de R$ 0,50 de taxa de embarque, ambas em dinheiro. Havia um bolo de cenoura exposto e eu perguntei à atendente quanto era. Ela me disse que era R$ 4,00 o pedaço, mas que aquele estava velho e ela iria jogar no lixo. Então eu ofereci R$ 2,00 por pedaço. Ela não aceitou, porque disse que já não estava bom para vender, embrulhou e me deu de graça, mesmo comigo insistindo se não aceitava o que eu tinha oferecido. Eu acho que foi 1/4 do bolo. A atendente aceitou que eu deixasse meus poucos pertences (água e lanche) na lanchonete e pegasse quando voltasse :'>. Resolvi então ir até a padaria, comprei 6 pães integrais por R$ 2,00 em dinheiro para estar bem alimentado na subida . A padaria era muito frequentada neste horário, até os motoristas das vans estavam lá. Daí segui pela estrada para a trilha. Logo no início do caminho na estrada duas moças de carro pararam e me ofereceram carona. Aceitei e me levaram até a porta do parque. Eram cerca de 8 ou 8:30. Lá enquanto lia os cartazes e observava os arredores, chegaram Clarice e Florência, o casal de austríacos (Cristine e o namorado) e mais alguns argentinos que estavam com eles. Fui ao banheiro para não ter surpresas na trilha e começamos a subida juntos. Na subida inicial paramos em alguns pontos para observação da vista e descanso de algumas pessoas. Achei as vistas espetaculares . Fiquei para trás com os austríacos para tentar ajudá-los em caso de se perderem ou terem algum imprevisto. Havia um outro casal com guia subindo também. Vimos um beija-flor verde brilhante com pontos pretos muito belo :'>. Como muitas pessoas haviam falado que havia uma bifurcação em certo ponto, quando a trilha ficou menos clara no chão resolvi voltar para certificar-me de que trilha estava correta. Encontramos o casal e o guia disse que estávamos no caminho correto e que a bifurcação era mais para frente. Não identifiquei onde era. Fomos direto, sem grandes dificuldades e chegamos à cachoeira. Perto da chegada o grupo de argentinas deixou algumas setas riscadas no chão para nós. Achei espetacular a vista a partir do ponto de observação da cachoeira ::otemo::. Ela própria estava com muito pouca água, só um fiozinho. Mas todo o ambiente natural, as montanhas, a vegetação e o cânion agradaram-me muito . Uma por uma as pessoas iam em direção a uma pedra na ponta do paredão com queda quase vertical e altura de cerca de 400 m. Muitas tinham medo e ficavam nervosas ao se aproximar, nem querendo olhar. Eu gostei e fiquei um pouco apreciando. Depois, com a chegada de novos grupos, passou a haver uma enorme fila para se debruçar e olhar. Lá embaixo havia o poço da cachoeira e todo o cânion. Fiquei ali algumas horas e depois fui para o outro lado, de onde se podia apreciar outro ângulo. De lá era possível ver melhor quando o vento batia forte e a água da cachoeira ia para cima, fazendo uma espécie de chuva invertida . Depois ainda voltei para o ponto inicial de chegada e achei outro ponto de que podia visualizar o poço e o cânion. Fiquei lá por bastante tempo apreciando a paisagem. O guia de um grupo de paulistas contou-me histórias de suicídios (a mais famosa foi a de um francês, que várias outras pessoas comentaram) e de acidentes fatais, principalmente com chuva e aumento rápido do nível de água. Conheci vários grupos lá, de potiguares, paulistas, mineiros e outros. As argentinas e algumas outras pessoas pediram-me para segurar suas pernas e pés quando se debruçavam, pois isso lhes dava mais segurança. Na prática acho que esta segurança era mais psicológica do que real . Conversei também com o vendedor que lá ficava sobre como era ali. Após várias horas, tomei um banho no rio e comecei a voltar. Fui um dos últimos a sair. Vim devagar, agora sozinho, apreciando a paisagem. Quando comecei a descer parei no primeiro ponto que achei ser um mirante razoável e fiquei contemplando a paisagem do alto. Passaram por mim os poucos grupos que haviam ficado para trás. As paulistas pararam um pouco, conversamos e depois seguiram. Quando não havia mais nenhum, fiz uma meditação rápida. Continuei descendo e parei em outros pontos, alguns dos quais em que tínhamos parado na subida, mas não tinha tido tempo ou espaço para apreciar com vagar. Achei todas estas vistas novamente espetaculares , agora podendo aproveitar vários outros ângulos e locais. Cheguei na portaria perto de 17 h. Na volta passei por uma quitanda e por R$ 2,80 com cartão de crédito comprei tomates, cebolas, cenoura e pepino, e por R$ 1,45 em dinheiro uma goiabada no supermercado. Pensei em ir conhecer o circo, mas como eram cerca de 20 minutos de caminhada e já estava escurecendo, preferi ir jantar e conhecer a vila. Visitei a igreja, simples e bonita :'>, e fui ver o casario colonial na praça e nas ruas centrais, que faziam um belo conjunto :'>. Depois fui para a padaria, paguei R$4,00 em dinheiro por 9 pães integrais e 4 bananas na padaria, e fiz um jantar com o que comprei mais o bolo de cenoura que a moça tinha me dado de manhã. Depois de jantar ainda fui conhecer um atelier de fotos que achei interessante :'> e depois afastei-me um pouco das luzes para apreciar o bonito céu noturno estrelado ::cool:::'>. Perto de 8 horas saíram as vans para Palmeiras, lotadas devido ao fim do feriado. Chegando lá, como tinha visto uma placa convidando a conhecer o centro, fui dar uma volta e apreciar a praça, o casario colonial e a igreja, que me pareceram interessantes ::cool:::'>. O ônibus para Lençóis era às 22:30, mas atrasou para chegar cerca de 15 minutos. Custou R$ 9,96 no cartão de crédito. Cheguei em Lençóis perto de 11:30. Lá cheguei, tomei banho e fui dormir. Na 3.a feira 02/05 decidi ir conhecer a Caverna da Torrinha, devido ao que havia pesquisado dela, por ter formações únicas. Não havia passeios em grupo para ela e uma ida privada por agência seria muito cara. Então decidi ir por conta própria e esperar por um grupo lá, para poder ratear o valor do guia local. Não quis pegar o ônibus das 5 horas de novo ::lol3::. Dormi mais e saí cerca de 8:30. Inicialmente passei no Bradesco para sacar dinheiro, porém não consegui porque o Caixa Eletrônico estava sem. Então fui com destino ao posto de gasolina no início da estrada para tentar obter uma carona. Depois de algum tempo, um casal deu-me carona até o Tanquinho, que era no sentido oposto da BR. O homem disse-me que existia um ônibus que passava perto do trevo que ia para a Torrinha, mas que achava que já tinha passado. Para mim foi uma surpresa existir este ônibus, pois ninguém havia falado dele para mim. Quando chegamos ao posto de gasolina no Tanquinho o ônibus estava parado lá ::lol3::. Iria para Lençóis e depois para o trevo da Torrinha. Ou seja, eu tinha acordado mais cedo e pego a carona à toa ::lol3::. Peguei o ônibus da Emtram (http://emtram.com.br) até o Posto Restaurante e Centro de Serviços Carne Assada, que ficava no trevo para a Torrinha, por R$ 11,50 em dinheiro. Ali logo em seguida passou uma van para entrada da estrada de terra da Torrinha pela qual paguei R$ 3,00 em dinheiro. Depois de descer da van peguei uma pequena garoa na estrada de terra até a entrada da propriedade em que ficava a caverna. Lá havia vários guias esperando por visitantes. Fiquei conversando com o guia Paulo enquanto esperava por grupos para tornar o preço menor. Esperei por 4 horas. Comi bastante embu cajá ::cool:::'> de uma árvore apontada por Paulo enquanto esperava, o que acabou soltando meu intestino e me deu muita vontade de ir ao banheiro ::lol3::. Sentei no vaso sanitário e quando saí uma espécie de mariposa escura saiu de dentro dele. Ainda bem que não era outro tipo de animal, como uma cobra, por exemplo ::lol3::. Fiz passeio só na Torrinha com o guia Paulo. Por estar sozinho pude aproveitar muito melhor, ir no meu ritmo, ver tudo o que eu queria sem incomodar ninguém, porém custou muito mais. Paguei R$ 130,00 no cartão de débito, Eduardo (o concessionário da caverna) deu desconto, seria R$ 120,00 em dinheiro. O preço tabelado era algo como R$ 150,00 ou R$ 160,00 para 1 pessoa só para o passeio completo, incluindo todos os trechos. Demorei 2 horas para percorrer tudo com calma. Gostei muito das formações rochosas, algumas únicas no mundo ::otemo:: ::otemo::. Em especial as formações delicadas em cristal branco, as agulhas e a flor de aragonita agradaram-me muito ::otemo:: ::otemo::. Gostei do guia Paulo. Após a visita voltei andando até a estrada asfaltada (ofereceram-me carona de moto, mas preferi caminhar para apreciar a Natureza) e uns 20 minutos depois passou um ônibus da Emtram (http://emtram.com.br) até o trevo do Posto Restaurante Carne Assada pelo qual paguei R$ 3,80 em dinheiro. Lá conversei com os frentistas sobre poder pedir carona e disseram que não havia problemas e que me avisariam se alguém fosse para Lençóis. Começou a chover e a chuva gradativamente engrossou. Depois de razoável tempo, acho que mais de meia hora, e muitas tentativas minhas sem sucesso ::dãã2::ãã2::'>, o frentista disse-me que havia um carro que iria para Lençóis. Um dos rapazes do carro perguntou se eu estava de boa algumas vezes, ofereci mostrar minha identidade, ele disse que não precisava e que me dariam carona. Ofereci pagar minha parte como se fosse uma passagem de ônibus, mas ele disse que ele estava pagando. O carro estava com 3 rapazes da Igreja Mundial. No caminho falaram-me de acidentes recentes envolvendo ônibus e caminhões na estrada que não era duplicada. Houve bastante chuva na viagem, mas tudo correu bem. Chegando lá agradeci, ofereci pagar novamente, mas não aceitaram. Assim que desci do carro, um motociclista, provavelmente entregador, caiu numa curva na minha frente com um saco de pastéis, provavelmente devido ao piso de paralelepípedo molhado. Não se machucou. Peguei o saco do chão para tentar ajudá-lo. Voltei para a guesthouse e lá encontrei um belga que havia chegado e ia ficar alguns dias. Conversamos e depois fui dormir. Na 4.a feira 03/05 acordei cedo, tomei café e fui para a rodoviária para pegar o ônibus da Rápido Federal da empresa Real Expresso (https://www.realexpresso.com.br) que sairia para Salvador às 7:30. Estava uma chuva de leve a moderada. Peguei ônibus para Salvador perto de 8 horas, pois atrasou devido à chuva. Em determinado trecho o trânsito ficou lento e depois parou completamente, devido a acidente na estrada envolvendo caminhões e ônibus, o que atrasou mais ainda a viagem. Passamos pelo acidente e vimos um caminhão com carga (acho que de cereais) jogada na pista, um ônibus envolvido, outro caminhão e outros veículos. Pensei novamente na duplicação da estrada. Creio que o acidente e a chuva geraram um atraso de cerca de 2 horas pelo menos. Paramos para almoçar e eu perguntei ao motorista a que horas ele imaginava que chegaríamos e se havia outro ponto em que poderia descer antes para ir ao aeroporto. Ele disse que imaginava que chegaríamos perto de 15 horas ou 15:30. Eu havia estimado que 16 horas era meu limite para não perder o voo. Ele também disse que eu poderia descer em Simões Filho e pegar um táxi, pois o trânsito de lá até o aeroporto era bom e eu não pegaria todo o trânsito para chegar à rodoviária e depois para ir até o aeroporto. Eu não almocei, apenas comi o lanche que tinha durante a viagem. Com o transcorrer da viagem, a previsão de chegada à rodoviária de Salvador foi ficando mais clara e passou a ser por volta de 16 a 16:30, o que me fez optar por descer em Simões Filho, conforme orientação do motorista, para pegar táxi para o aeroporto. Perguntei aos taxistas e eles me disseram que o preço era de R$ 80,00, mas poderiam fazer por R$ 70,00 e chegaram a ofertar R$ 60,00 quando viram que eu estava procurando por outras opções. Como estávamos ao lado de uma comunidade de baixa renda, que muitas vezes é usada como escudo por criminosos, perguntei aos taxistas se poderia haver algum problema de segurança por ali se fosse procurar informações e eles me disseram que certa vez um homem havia ido até a venda próxima pedir informações e acabou sendo assaltado e eles também foram. Achei que era um risco e talvez alguma tentativa de intimidação e fui procurar alternativas exatamente na venda próxima ::lol3::, esperando que minha aparência de mochileiro não atraísse interesses por roubo. Conversei com as atendentes que me trataram muito bem, mas não acharam outra alternativa, tentei pessoas que dirigiam Uber numa oficina mecânica ao lado, mas nenhuma estava disponível. Acabei indo de mototáxi, mesmo com um pouco de chuva, com a mochila na mão, por R$ 40,00 (paguei R$ 20,00 com cartão de crédito para abastecer a moto num posto e mais R$ 20,00 em dinheiro). O mototaxista dirigiu cuidadosamente. Num determinado trecho ele parou e eu pensei que poderia ter entrado num golpe ou que a moto havia quebrado, mas era apenas para eu descer para que ele pudesse subir numa elevação de um canteiro e escapar do pedágio ::lol3::. Esta estratégia era bem popular, pois como eu demorei muito, porque fiquei desconfiado, quando olhei para trás havia uma fila de motos para fazer o mesmo. Falei-lhe que não precisava ter feito aquilo e eu teria pago o pedágio. Cheguei ao aeroporto com bastante tempo e ainda pude fazer tarefas no notebook. O avião saiu na hora, o voo na maior parte do tempo foi tranquilo e o pouso digno de piloto alemão ::lol3::. Cheguei em Congonhas perto de 20:30 e voltei para casa a pé.
  9. Salve, pessoal! Eis o relato resumido de 38 dias que passei mochilando em São Tomé e Príncipe, Gabão e Angola, incluindo um bom trecho de bicicleta nesse último. Isso ocorreu entre junho e julho desse ano. Quem quiser mais detalhes, pode conferir em meu blog de viagem Rediscovering the World. Preparativos Em agosto de 2017 surgiu a primeira de várias promoções no site Melhores Destinos para São Tomé e Príncipe (STP), o 10º país menos visitado no mundo naquele ano. Não perdi a oportunidade; logo comprei por 1690 reais a ida (02/06/18) e volta (09/07/18) saindo de Guarulhos pela TAAG. Nos meses seguintes tratei do planejamento. Fiz as reservas de São Tomé pelo Airbnb, pois além de estarem mais em conta, como o pagamento é antecipado eu não precisaria levar tanto dinheiro, já que não dá pra usar cartão de crédito em São Tomé e Príncipe (se precisar sacar, pode ir num hotel chique e pagar uma comissão). Desde 2015, brasileiros não precisam mais de visto para esse país, então foi uma burocracia e custo a menos. Como são 2 ilhas, precisei comprar os voos para a menor delas, Príncipe. Custaram 153 euros pela Africa's Connection, mas poderiam ter custado 102 pela STP Airways se eu tivesse tido sorte na escolha das datas. Outro país que visitaria durante esse tempo seria Gabão, pois há voos diretamente de STP, e o visto pode ser emitido pela internet previamente (85 euros), o que tentei no mês anterior junto com a compra das passagens aéreas (173 mil francos ~ 264 euros) pela Afrijet. Um dia antes da viagem o visto foi recusado sem motivos, então eu tive que fazê-lo no meio do caminho. Se fosse negado novamente, poderia ainda tentar na chegada. O último país a ser acrescentado foi Angola, pois tive sorte de um dos países mais fechados do mundo começar a processar pedidos de visto rapidamente pela internet (120 dólares) e sem necessidade de carta de indicação. Com sucesso, o emiti no mês anterior à partida, já que essa autorização deve começar a ser usada em até 30 dias de sua aprovação. As passagens desde STP até Luanda saíram por 345 dólares pela TAAG. Dia 1 Em 2 de junho de 2018, parti de Floripa a Guarulhos pela LATAM (129 reais), escapando por pouco da greve dos caminhoneiros. No fim da tarde, embarquei na estatal angolana para a longuíssima conexão em Luanda. O avião parecia novo, mas minha tela de vídeo não tava funcionando e a poltrona do lado não reclinava. Ao menos as refeições estavam boas. Dia 2 Dormi pouco no voo. Ao desembarcar no aeroporto, fui direto pra zona de conexão. O saguão melhorou um pouco em relação ao que vi há um ano, agora com ar e wi-fi, mas ainda não é o suficiente pra se passar 16h dentro dele esperando o voo seguinte! Só me restou dormir na cadeira e botar a leitura em dia no meu dispositivo Kindle, enquanto comia o que trouxe de casa, já que na cotação oficial o preço das refeições fica proibitivo. Dia 3 Assim que virou o dia eu desci em São Tomé, a maior das 2 ilhas do segundo menor país da África. Só que minha entrada não foi nada tranquila. Mochileiros não parecem ser bem-vindos por aqui. O dinheiro que eu tinha (600 euros) e as reservas feitas no Airbnb não foram suficientes pra comprovar que eu tinha vindo a turismo, então tive que me explicar pra uma carrada de gente diferente e ter a bagagem minuciosamente revirada num processo desgastante. O Maxime, francês que me hospedaria nas 3 primeiras noites, foi até chamado pra resolver minha situação. Depois que me livrei, ele me levou até sua casa, um lugar decente pra ficar. Dormi pouco novamente, sendo acordado por barulhos de crianças ao redor da casa. Tomei um café da manhã bem tardio e peguei um moto-táxi pra capital (15 dobras). Lá troquei um pouco de dinheiro, na cotação de 25 dobras por euro. Logo achei onde ficavam as vans amarelas que transportam a população local entre cidades de forma econômica. Rapidamente a que peguei encheu, e meia hora depois eu saltei na Lagoa Azul, pagando 20 dobras pelo transporte. Caminhei na praia vulcânica cercada por baobás, reparando nas poças de maré com corais, até subir um morrinho e ver porque possui esse nome. Havia poucas pessoas mais na praia quando larguei minhas coisas sem valor na areia (aqui já ocorreram furtos) e caí na água com o equipamento de snorkeling emprestado pelo Maxime. No mar, apenas peixes e corais simples, uma moreia, uma estrela e muitos trombetas. A única coisa mais interessante que vi foi o maior cardume que já presenciei. Deixei a praia e peguei uma van no mesmo sentido até Neves, por mais 10 mil. Dessa vez não fui espremido dentro, mas no compartimento de carga! Neves é uma antiga roça que foi tomada pela população quando se deu a libertação do país. É uma comunidade pobre. Lá eu comi num dos restaurantes mais famosos da ilha, pois servem as santolas, grandes caranguejos. São bons, mas dão um trabalho pra quebrar suas patas, e quem come que tem que o fazer. Custou 250 dobras. Ali também provei a única cerveja local, a razoável Rosema (20 dobras), produzida no mesmo vilarejo. Já com o sol baixando, peguei o transporte de volta, onde sofri assédio sexual - pena que a agressora era velha demais. Os sorridentes santomenses são muito simpáticos, no entanto, e o fato do idioma ser o mesmo ajuda muito na interação com eles. No caminho a pé até a hospedagem, parei no supermercado CKDO, o maior do país junto com o Continental no centro. Há apenas uma prateleira de produtos locais, pois quase tudo é importado. Entre o que é da terra, chocolate, cacau, café, chips de banana e fruta-pão, além da açucarinha. Esse é um doce feito com coco, mas que não apreciei muito. Nem um outro feito com banana. À noite troquei umas ideias com o Maxime e depois finalmente dormi. Dia 4 Para este dia acabei sendo convencido pelo Maxime a fazer um tour com ele em direção ao sul da ilha até o Ilhéu das Rolas, já que havia uma grande chance de eu não conseguir transporte para voltar de lá no fim do dia, caso fosse por conta própria. Paguei 60 euros por tudo, dividindo com sua amiga francesa Marielle. Primeira parada na Roça Água Izé. Ali vimos o hospital, a primeira das muitas ruínas do que restou das construções lusitanas abandonadas quando da independência do país em 1975. Todas as roças, fazendas com infraestrutura completa voltadas às maiores produções de São Tomé e Príncipe, como o cacau, foram entregues à população nativa, que sem instrução não soube como gerir. Como resultado, os prédios viraram algo como um cortiço e as plantações decaíram, então é quase tudo só na subsistência. Abaixo, paramos na Boca de Inferno, estrutura geológica no mar por onde as ondas violentas entram e fazem um show. Mais além, a estrada começa a piorar e a quantidade de veículos reduzir a quase nada, apesar de ser a única ligação ao sul da ilha. Enquanto ao redor da estrada só havia selva, eis que surgiu junto com uma plantação de palma (de onde se extrai uma bebida chamada de vinho) o fonólito Cão Grande. Este é um pico impressionante por seu destaque solitário na paisagem. Paramos na Praia Inhame, onde almoçamos na pousada chique que lá fica exclusiva. Lá mesmo tomamos um barquinho até o Ilhéu das Rolas. Achava que nessa ilhota havia apenas o resort da Pestana, mas há um vilarejo que já estava presente antes mesmo do hotel. O guia Pedro nos acompanhou, levando até o marco da Linha do Equador, onde há um monumento que marca o ponto exato onde a descarga muda de sentido horário pra anti-horário. Depois caminhamos até a Praia Café. A maré estava com uma correnteza fortíssima, o que infelizmente impossibilitou o snorkeling, que dizem ser bom ali. Com isso, ao final da tarde retornamos. No meio do caminho, policiais nos pararam para checagem. Não falaram nada sobre o motorista que estava sem cinto, mas implicaram porque eu estava sem camiseta, pode isso Arnaldo? A chegada foi à noite na capital. Depois do banho, fizemos uma degustação de vários licores artesanais com plantas típicas do país, como jaca, canela e até mesmo framboesa. Depois disso eu escrevi essas palavras meio alterado e fui dormir. Dia 5 Antes de tudo, fui à Embaixada do Gabão fazer meu visto de turista. Precisei apenas preencher uma folha, entregar meu passaporte, uma foto e 70 euros. Sem filas e sem incomodação. Visitei parte da capital pela manhã. Primeiro adentrei o Forte de São Sebastião (50 dobras). É um museu que através de artefatos conta um pouco a triste história da colonização portuguesa. Quase não há informações escritas, no entanto. De lá, segui pela orla da capital mais tranquila em que já estive. Há muitas construções do período colonial, mas a maioria está mal conservada, com exceção do imponente Palácio Presidencial e sua catedral vizinha. Almocei no recém-aberto restaurante Camões, onde comi um prato com búzios da terra (caramujos) por 120 dobras. Curti a ponto de repetir numa outra ocasião. Após, peguei minhas coisas e fui pro aeroporto, embarcando no voo para a Ilha de Príncipe com a Africa’s Connection, empresa banida de voar pra Europa devido à insegurança das aeronaves. Bom, mas a concorrente também está banida, e a viagem pelo mar não é mais segura que a de avião, então não tive escolha. Embarcamos num aviãozinho a hélice eu, coincidentemente outra brasileira com um português, e mais 2 turistas apenas. No final, tudo correu bem no voo de 40 minutos de duração. O que ocorreu melhor ainda foi que o casal estava indo para o mesmo caminho que eu, então consegui uma carona com eles de graça até a Roça Belo Monte, de onde peguei uma trilha na mata, ouvindo um monte de pássaros, até a Praia Boi, lugar em que estendi minha rede entre coqueiros e areia dourada. Achei que passaria a noite sozinho, mas a certa distância 2 jovens também pernoitaram pescando. Além disso, um número infinito de caranguejos também saiu da toca ao cair a noite. Os mosquitos incomodaram no começo, mas o repelente com icaridina que usei funcionou. Dormi ao som do mar, à luz de um farol e de milhares de estrelas. Dia 6 Não fui morto ou assaltado por humanos, mas os caranguejos malditos fizeram um estrago legal na camiseta que deixei fora secando. Deixei a Praia Boi e fui à seguinte, Praia Macaco. Aparência quase igual à anterior, exceto por um detalhe: há construções em ruínas de um antigo hotel abandonado que não resistiu ao baixo número de turistas. Subi o morro de novo até o Hotel Roça Belo Monte. No caminho, consegui fotografar os ariscos papagaios-cinza-africanos. Como não havia nenhum outro restaurante próximo, almocei nesse que é um dos resorts de luxo. Um prato simples saiu por salgados 15 euros. Admirei um pouco a beleza do hotel e logo mais desci até a praia particular, a Banana. Do mirante dá pra ter ideia do motivo do nome: a faixa de areia é no formato e na cor da fruta. A vista é espetacular. A melhor coisa ocorreu em sequência. Reencontrei o casal Mariana e Ricardo descansando num bangalô. Eles me deram um coco e me emprestaram o equipamento de snorkeling. Com isso, pude explorar o que dizem ser a melhor praia da ilha para esse fim. Entre as rochas à direita e uma praia de areia preta, há o que se ver. Além do interessante relevo submarino, alguns corais, esponjas e peixes pequenos e médios coloridos. Com a boa transparência da água, vi até mesmo uma tartaruga mais afastada. Coloquei um vídeo no meu canal do Youtube. Quando voltei à terra, fiquei sabendo que poderia passar a noite naquele bangalô na areia, com direito a uma ducha muito necessitada, segurança à noite e até mesmo um lanchinho na faixa! Não tinha como ficar melhor. Dia 7 Dormi mais tranquilo nessa noite. Ao acordar, deixei a praia e atravessei a Praia do Caju, onde as crianças corriam devido a uma atividade em comemoração ao Dia do Oceano. Na praia seguinte, a Burra, fica um vilarejo pesqueiro. Ali consegui um moto-táxi que por 50 dobras me deixou na capital, Santo Antônio. Fiquei na Santa Casa de Misericórdia, onde me hospedei. Um quarto simples com ventilador e banheiro compartilhado de chuveiro frio custa 300 dobras (ou 250 se dividir o quarto com outra pessoa), infinitamente menos que os hoteis luxuosos das praias e consideravelmente menos que as outras opções da cidade. Reserve com antecedência, pois há apenas 4 cômodos que lotaram assim que cheguei. Atravessei o Rio Papagaio onde os santomenses faziam suas tarefas diárias, até chegar ao Centro Cultural. Nesse momento só havia uma biblioteca por lá, com pouco livros escritos por autores de São Tomé e Príncipe. Li dois deles, por Olinda Bejo. Lá mesmo almocei um delicioso peixe grelhado com acompanhamentos por 100 dobras. O mercado que fica ao lado não tem quase nada além de peixes e algumas verduras. Continuando a caminhada, vasculhei cada rua do centro da pequena cidade, identificando algumas hospedagens, mini-mercados, restaurantes e demais comércios. Parte das construções é em estilo colonial e estão conservadas o suficiente para uma foto, como igrejas e o palácio do governo. Os demais edifícios governamentais (sempre casas, pois não há prédios de mais que 3 andares em Príncipe) ficam na orla da Baía de Santo Antônio e estão com aspecto decadente. Em busca de informações sobre a Reserva da Biosfera de Príncipe, que toma toda a metade sul da ilha, adentrei seu escritório. No entanto, seu material impresso é bem escasso. Mas aqui podes arrumar um guia, pelo menos. Eles são obrigatórios, ao custo de 25 euros para uma pessoa e mais 5 por adicional, além da taxa de 5 euros para ingresso no parque. Ao lado fica o banco, que em sua parte traseira possui uma biblioteca. Nela, há computadores com acesso à internet. Entre os livros, achei um interessante sobre a parte ambiental do país, o Paraíso do Atlântico - Carlos Espírito Santo. Como fechava às 5h, tive que deixar o ambiente refrigerado. Tomei um banho na Santa Casa antes que a água esfriasse e retornei ao centro para jantar. Parei no restaurante Fofokices, em que o prato do dia era 2 peixes chamados vadu, temperados e acompanhados por fruta-pão. O conjunto estava custando apenas 60 dobras. Como estava barato e eu comecei a conversar com um outro viajante sulafricano da mesa ao lado, resolvi tomar duas cervejas nacionais, por 30 dobras cada. Dia 8 Ao acordar, peguei uma carona de moto até o Hotel Bombom por 80 dobras. Na entrada, percorri um dos trilhos da Fundação Príncipe Trust, o da Ribeira Izé. Inicia-se atravessando um riacho e dali em diante é só mata, com algumas subidas, bastante lama e muitos mosquitos. Não está muito bem mantido. O final é uma travessia por uma árvore sobre a foz que chega à Praia Bombom. Eis outro dos resorts caros de Príncipe. Uma ponte liga à paisagem cênica do Ilhéu Bombom. Como o almoço em seu restaurante custava 30 euros, me contentei com uma barra de proteína que levei. Fiquei um tempinho usando o wi-fi liberado, antes de continuar por outra das trilhas, no próprio ilhéu. Essa caminhada é mais curta mas tão interessante, pois há algumas vistas, árvores enormes e até uma feição geológica submarina que espirra água. Passei através do hotel e peguei a moto para retornar. No que aparenta ser o mais completo “supermercado” da cidade, ainda muito aquém de qualquer estabelecimento brasileiro, comprei a coisa mais barata que achei para comer, já que estava com a grana a curta: um vidro de feijão cozido por 25 dobras. Depois disso, aguardei os 5 portugueses hospedados na Santa Casa para jantarmos fora. O problema de se andar em grupo é que tudo se desenvolve mais lentamente. Morto de fome, tive que aguardar 2 horas para eles se aprontarem. O resultado foi que os restaurantes já estavam sem comida, então só sobrou um com um frango de 150 dobras. Dia 9 De manhã fui até a entrada do Parque Nacional em Terreiro Velho na motoca (50 dobras). Chegando lá pensei que poderia entrar por conta própria, mas os guias estavam controlando a entrada, então tive que fazer um acerto, para me colocarem com um trio que havia recém iniciado a trilha. Até que foi bom, pois eles estavam mais interessados nos animais, mesmo os pequenos, do que na chegada, assim como eu. Um deles estava inclusive inventariando a fauna, e acredita que uma espécie de opinião (parente da aranha) minúsculo que eu achei possa ser uma espécie nova! Animados, seguimos morro acima, numa trilha tranquila, até avistarmos a Cascata Oque Pipi. Não havia muito volume na queda por se tratar do período seco, mas isso não tirou a beleza do cenário e a vontade de se jogar naquela água super refrescante. Meu tênis velho finalmente se desfez da parte da frente. Consegui grudar de volta com a cola para pneu de bicicleta que levei. No que sobrou de tarde, fiquei apenas conversando com uns nativos. Me reuni com os portugueses novamente para a janta, o que não foi uma tarefa fácil, pois muitos restaurantes estavam fechados, já que era domingo. Acabamos tendo uma refeição bem completa mas cara no Rosa Pão. O preço normal seria 250 dobras, mas como estávamos em um grupo maior e com voluntários de São Tomé, a Dona Rosa nos fez por 200. Comemos peixe, cabrito, lula, arroz, banana, obobó (feijão, farinha de mandioca e óleo de palma) e mousse de limão. Em seguida, tomamos uma gelada (25 dobras) com nossos novos colegas nativos Leo e Manoel num dos quiosques espalhados pela cidade. Dia 10 Voo de retorno a São Tomé pela Africa’s Connection. Paguei 30 dobras até o aeroporto. Tudo certo no céu. Ao desembarcar, recusei o taxista que queria me cobrar 10 euros (250 dobras) e optei por parar um motoqueiro na estrada, que ficou feliz em receber 25 dobras para me levar à Embaixada do Gabão. Lá eu fui ver se meu visto tinha sido aprovado ou rejeitado. E o resultado foi… aprovado! Para minha surpresa, no mesmo dia em que o solicitei, com direito a 15 dias de permanência (solicitei 8). Almocei novamente no lusitano Camões, dessa vez provando outro prato típico, a cachupa rica (carnes de segunda numa consistência pastosa com feijão, milho e temperos, acompanhada por farinha de mandioca), mais conhecida em Cabo Verde. Pra completar a comunidade portuguesa, o som ambiente era um funk carioca proibidão sem censura. Troquei uns dólares (cotação de 20 pra 1) e peguei um táxi compartilhado para Monte Café (25 dobras). Meia hora de subida depois, cheguei a um dos povoados mais elevados do país, a 700 metros de altitude. Boa parte fica dentro de uma antiga roça que produzia café, como aprendi no Museu do Café (3 euros). A visita guiada por uma das construções antigas lhe mostra através de máquinas, imagens e textos, como funcionava todo o processo do plantio ao grão pronto, por meio do trabalho semi-escravista. Ao final há uma prova da bebida. Já fazia décadas que eu não tomava uma gota de café, pois não gosto, mas abri uma exceção para esse. Peguei um da variedade Arábica, que é mais suave, mas mesmo assim foi difícil terminar uma xícara desse líquido amargo. Pelo visto, não vou provar outro café nunca mais. O resto do tempo foi passado conversando com os moradores locais, simpáticos como seus demais compatriotas, e avistando passarinhos e até mesmo uma cobra, chamada aqui de gita. Essa cruzou à minha frente como se desprezasse minha presença. À noite, a refeição mais cara da viagem, mas também a que me deixou com a barriga mais cheia, boa para que eu parasse de perder peso. Foi na Firma Efraim, produtora de café e cacau, também a hospedagem em que eu ficaria através do Airbnb. Liberei 250 dobras pra uma entrada de búzios da terra com pão, prato principal de uma montanha de feijão à moda da casa com arroz, e doces de maracujá e abacaxi de sobremesa. A respeito das instalações de hospedagem, há um bonito quarto cuja TV não funciona e um banheiro privado com água quente. Isso ao custo de uns 100 reais. Na hora em que fui dormir a eletricidade se foi e não voltou mais, o que é comum no povoado. Por isso há um gerador nessa casa. Dia 11 Depois do café da manhã, segui a trilha da Cascata do Vale do Rio D’Ouro. São 15 km de ida e volta pelo mesmo caminho, que se inicia em Monte Café, passa por uma estrada 4x4 na mata até o vilarejo rural de Novo Destino, e de lá vira para as quedas d'água. A ida foi uma descida bem tranquila. Passei por vários habitantes até o vilarejo. Vi e fotografei um tanto de bichos diferentes, principalmente invertebrados e aves. Ambos lados da trilha possuem uma faixa mista de cultivares, como banana e cacau, antes da mata fechada com árvores enormes surgir à vista. Cheguei na maior das cascatas sem ninguém por perto, e lá fiquei um tempo aproveitando a água gelada para um banho refrescante. A volta foi um pouco cansativa, pois a subida é um tanto íngreme e de vez em quando o sol equatorial saía por detrás das nuvens e castigava. O jantar dessa vez foi polvo, que eu adoro, acompanhada da erva lussua, banana, arroz com cúrcuma, bem como ceviche e escabeche de entrada. Fui pra cama estufado de novo. Dia 12 Tomei uma carona de moto até Bom Sucesso (70 dobras), onde fica a entrada do Parque Nacional Obô. Ali visitei seu jardim botânico. O passeio guiado que demonstra as espécies conservadas no jardim, entre orquídeas endêmicas, samambaias gigantes e outras flores e árvores de São Tomé e Príncipe funciona à base de doações. Em seguida, caminhei até a Lagoa Amélia, que na verdade é uma cratera vulcânica extinta. É recomendado fazer a trilha com guia, pois há bifurcações, a mata é meio fechada e há cobras-pretas, que são fatais. Mesmo assim, pedi permissão para ir por conta própria. O início é ladeado por plantios de hortaliças. Conforme a subida avança, o impacto humano diminui. Mas só vi passarinhos, um morcego e insetos, basicamente. Há trechos onde o tipo de formação vegetal muda, como mais para o final, quando há bambuzais. A uns 1450 metros de altitude fica o banhado da Lagoa Amélia. Não é muito grande, mas possui uma vegetação típica. Encharquei um pouco o calçado e voltei à sede do parque uma hora depois. Na entrada há um bar, onde pode ser que tenha almoço. No meu caso já havia acabado, então me contentei com os 3 sandubas de omelete com micocó, por apenas 10 dobras cada. Desci o caminho de alguns km de volta a Monte Café a pé, parando antes na bela Cascata São Nicolau. Mudei de hospedagem para outra anunciada no Airbnb, a casa de Brice, que fica próxima da anterior. Tem água quente e o quarto é espaçoso, além de ter internet, motivo principal da minha mudança. Dia 13 Meu tênis havia perdido a sola completamente na longa caminhada do dia anterior, mas consegui achar alguém no vilarejo que costurou na mesma hora. O custo foi tão ridículo (30 dobras pelos dois calçados) que até dei um pouco a mais. Regressei à cidade, troquei uns dólares, almocei novamente no Camões, comprei um salgado para mais tarde na Pastelaria Central (35 dobras) e fui até o aeroporto (20 dobras), onde aguardei pelo resto do dia. O avião turbo-hélice da Afrijet atrasou, então já era tarde quando descemos em Libreville, capital do Gabão. No desembarque a imigração foi tranquila, apenas algumas perguntas. Consegui sacar os francos na primeira tentativa (raridade) num dos caixas automáticos do aeroporto. Em seguida, consegui uma carona grátis de um santomense até o muito próximo Hotel Tropicana, onde eu havia feito reserva. Dia 14 Em frente à praia, por 25 mil francos (45 dólares) tive acesso a uma suíte com água quente e ar-condicionado. É um lugar movimentado. Pensei que o café da manhã estivesse incluído, de tão básico que foi, mas ele é pago à parte e custa 5 mil francos. Pior que isso só a internet, que é cobrada ao valor de 2 mil francos para 2 horas de acesso! Conclusão: esse país é caro demais, já que a moeda é atrelada ao euro. Paguei mais 2 mil francos para um táxi me deixar no centro da cidade, quase sem atrações e com pessoas antipáticas. Um fato curioso é que aqui os passageiros barganham o valor da carona, sejam turistas ou moradores. Ao entrar num dos dois conjuntos de lojas de artesanatos, descobri porque o centro estava quase parado: esse dia era Ramadã, feriado muçulmano, cuja presença em Libreville é marcante devido aos muitos imigrantes, pois a capital é mais desenvolvida e oferece melhores salários que seus vizinhos. Por 5 mil francos, comprei 2 máscaras pequenas da etnia Fang no único quiosque aberto. Segui para o escritório da SETRAG no centro, a companhia gabonesa de trem, já que li que o recomendado é comprar os bilhetes dois dias antes. Infelizmente não se pode mais comprar lá, então tive que pagar mais 2 mil francos pra outro táxi me deixar na própria estação de trem, que fica na cidade vizinha de Owendo. Lá levei mais de uma hora na fila para conseguir comprar os bilhetes para Lopé (15 mil cada trecho na segunda classe). Por que diabos não fazem a venda online? De volta ao centro, fui em busca de um lugar menos caro pra comer, já que os 2 restaurantes recomendados pelo Lonely Planet (La Pelisson e La Dolce Vita) estavam fechados a essa hora. Ao caminhar pela orla ao redor, parei pra tirar foto duma obra de arte que diz muito sobre Libreville, “L’esclave libéré”, pois a capital do Gabão foi fundada para receber os escravos libertos. Esse símbolo deveria ser um ponto turístico, mas não havia ninguém por ali, e só depois da foto eu descobri o porquê. Levei uma bronca de um dos militares que guardava o superfaturado palácio presidencial que fica logo atrás, pois não é permitido fazer qualquer registro, e ponto final! Bem que eu queria argumentar com o guarda, mas com uma arma praticamente apontada pra mim, segui adiante. Contudo, ainda consegui uma foto do seguinte prédio majestoso, da corte constitucional gabonesa. Enfim, decidi almoçar na zona dos hipermercados. Bem próximos do porto (Port Mole), o que explica o fato da maioria dos produtos nas prateleiras serem do exterior, principalmente França, já que Gabão era uma colônia desse país. Fiz um rancho de comida pra 3 dias por 16 mil francos no Géant CKdo, estabelecimento de boa qualidade. Depois voltei para o hotel. Como estava passando os jogos da Copa do Mundo de Futebol no bar, ali me sentei e os vi enquanto tomava uma gelada (1500 francos por 650 ml). Pretendia dar uma caminhada na praia entre as partidas, mas a maré alta, lixo e esgoto me fizeram desistir da ideia. Dia 15 Dei uma averiguada pela manhã no Instituto Francês, onde fica um prédio com biblioteca, exposições, cinema e apresentações, tudo relacionado ao idioma francês. De lá, eu e Massimo, um senhor italiano hospedado no mesmo hotel, dividimos um táxi, pagando 10 mil cada por 4 horas de condução. Pedimos para que nos levasse ao norte da capital, mais precisamente no Arboretum Raponda Walker. É uma floresta de restinga onde há algumas trilhas que podem ser percorridas sem o auxílio de guia, pois estão sinalizadas. Só vimos a vegetação diferente e invertebrados, mas ouvimos um ruído suspeito e depois descobrimos que há chimpanzés por lá! Depois da trilha, a decepção. Continuando para o norte, fomos ao recomendado balneário de Cap Estérias. Fiquem longe de lá! Primeiro porque num posto policial um agente corrupto nos cobrou 3 mil francos. Segundo porque a praia é feia e decadente. Só nos serviu para comer frutos do mar num dos restaurantes (4 a 6 mil o prato) e para saber que os pescadores podem levar turistas à Ilha Corisco pela bagatela de 150 mil francos (cerca de mil reais!) pela canoa, isso fora a propina que terá que ser paga na Embaixada da Guiné Equatorial para conseguir um visto pra lá… Ainda tive tempo de ver um jogo da Copa, antes da atividade seguinte. À noite, assistimos ao espetáculo de dança 007, apresentado por um grupo gabonês no Instituto Francês, por 10 mil francos. Até que foi proveitoso, mas eles não precisavam utilizar crianças que não tinham noção nenhuma de sincronia em metade do show de 2 horas. Antes de cada um retornar a seus devidos quartos, comemos espetinhos de gato quase em frente ao hotel, ao custo de 1500 francos cada um. Dia 16 Apenas fui ao aeroporto sacar mais grana pra poder usar em Lopé, já que lá não há caixas automáticos. Espero que as pessoas de lá sejam mais simpáticas, pois as maleducadas, malhumoradas e estressadas que moram na capital são o oposto dos santomenses. Almocei o resto dos sanduíches que montei da comida comprada no hipermercado. Depois rachei um táxi privado com Massimo (2,5 mil pra cada), que foi comigo à estação de trem. Ao contrário dele, não precisei despachar a bagagem. Para variar o trem atrasou o embarque, então já estava escurecendo quando entramos no trem Omnibus. Nenhum incômodo na estação e até mesmo a segunda classe é bem decente. O problema é que não apagam a luz e os assentos não reclinam, então não dá pra dormir. Dia 17 Na saída, o guia Ghislain, que eu e Massimo havíamos contactado previamente, estava a nossa espera. Dormimos num motel bem caído em frente à estação de trem, por 15 mil francos o quarto com ventilador e 20 com ar, só no Gabão pra pagar tanto por uma espelunca. Almoçamos no restaurante La Main D’Or, onde tivemos um prato de frango com arroz por 2 mil francos, bem mais em conta que na capital. À noite voltamos aqui para comermos peixe, a única opção. Conhecemos em seguida Nico, um espanhol que está atravessando a África de moto e fazendo um documentário. Depois, caminhamos pelo vilarejo até o Hotel Lopé, o mais chique. À beira do belo Rio Ogoué, é um lugar bem bacana. Eis que no seu entorno, onde fica a savana aberta, vimos dois grupos de elefantes! Meio escondidos e silenciosos, se afastaram lentamente quando nos viram. Marchamos para nossa hospedagem da vez, bem no meio dessa vegetação. Para tanto, tivemos que seguir numa rota pouco trilhada já no escuro. Até búfalos nós vimos no caminho. Dormimos no Lopé Lodge Chalet, uma casa só pra gente, aparentemente um lugar bom, mas onde o quarto fedia, havia ratos e nada de torneiras (aparentemente não há encanamento no vilarejo), então o banho foi com um balde de água fria. Dividimos um quarto por 15 mil no total. Dia 18 Ghislain da associação Mikongo Vision veio buscar nós 3 para quase 2 dias de imersão na floresta dentro do Parque Nacional Lopé, com foco no avistamento de gorilas, atividade sempre cara. Barganhamos usando a divulgação em nossos blog/documentário como ferramenta para chegarmos em 115 mil por pessoa. O preço normal seria 214 mil. Uma hora e meia numa estrada de terra comprometida, adentramos a base da Mikongo Vision, com cabanas cercadas por selva a perder de vista. Partimos para a caminhada na floresta fechada com 2 guias. No começo, vimos apenas invertebrados e marcas de elefantes, panteras e antílopes. Mais além, um pequeno grupo de colobos negros pairou no topo de árvores próximas a onde estávamos. Cruzamos um rio, onde me abasteci de água. Pouco depois, vimos o que mais almejamos, gorilas! Surpreendentemente, um macho (pelo claro) e uma fêmea adultos alimentavam-se de um fruto alaranjado (pintabesma) na copa de uma árvore, um dos poucos restantes na estação seca. Mas quando perceberam nossa presença, começou um escândalo que eu nunca havia presenciado. Ruídos amedrontadores, batidas no peito e até mesmo chegaram a jogar coisas em nossa direção. Quando o macho desceu da árvore, nos mandamos de lá antes que fôssemos atacados. De volta ao acampamento umas 4 horas depois do começo, tomei um banho no rio próximo e fiquei admirando outros macacos bochechudos e bigodudos que se alimentavam em árvores próximas a nossas cabanas. Pena que já estava escuro o suficiente pras fotos não ficarem boas. Enfim, jantamos a luz de velas. Prato da noite: frango com arroz. Com a fome que eu tava, devorei rapidamente. De sobremesa, fomos até o Rio, onde caminhamos com a água na altura do joelho para focalizar filhotes de crocodilo. Vimos 3 pelo reflexo de seus olhos na lanterna de cabeça, sendo que o guia capturou um deles para nos mostrar de perto. De bônus, encontramos alguns dos barulhentos sapos. Cada um de nós ficou com um projeto de chalé, dentro das quais foram postas barracas com colchão. Dia 19 Dormi legal, mas acordar 6 e meia pro café da manhã não foi tão interessante. Dessa vez, caminhamos por outra área florestada. Apesar disso, não tivemos sorte de ver mais gorilas. Mas já era o esperado, já que a chance de vê-los é em torno de 50%. O total trilhado foi de 6 h, sendo meia hora de descanso para uma refeição. Nesse tempo, avistamos colobos, pequenas aves, insetos e cogumelos interessantes. Por fim, visitamos uma pequena queda d'água, eu tomei um banho de rio, lanchamos e partimos. Ao chegarmos, tentamos localizar elefantes na savana ao redor do vilarejo usando o drone do Nico, mas os bichos não estavam lá. Do alto de um pequeno morro, apreciamos um pôr do sol belo. A noite foi passando junto com meus últimos momentos com as companhias, até que os trens finalmente chegassem. Dia 20 Nico continuou por mais um dia em Lopé, Massimo pegou o trem para Franceville, enquanto eu pro sentido inverso, Libreville. Com o trem atrasado, a chegada foi por volta das 9 e meia. O único lugar que visitei, fora os lugares para comer, foi o Museu Nacional das Artes e Tradições do Gabão. É um museu pequeno, com dezenas de máscaras, estátuas e instrumentos musicais mostrando os ritos e crenças de algumas das diversas tribos do país. Entrada de 2 mil francos ou 3 com guia. Esperei no Hotel Tropicana até o horário de fazer o check in no terminal separado da Afrijet, mas antes disso troquei francos por euros (cotação bem boa) e dólares (nem tanto) na livraria do outro terminal. Logo mais, retornei a São Tomé. Nessa noite dormi em uma nova hospedagem via Airbnb, a oeste do centro numa área popular. Mais uma vez, consegui uma carona gratuita com um santomense. Dia 21 Dormi bem no quarto. Antes de partir, conversei um bocado com a simpática dona da casa, Maria. Tomei coragem e vesti a camiseta da seleção brasileira de futebol, em pleno dia de jogo. Como esperado, enquanto caminhava pelas ruas as pessoas iam me parando, já que era o único brasileiro ou com a tal camisa nesse dia. Passei por dentro do Mercado Novo, junto aos táxis, onde se vendem produtos dos mais variados tipos, mas principalmente alimentícios, em barracas ou no chão. Depois fui até o restaurante Camões para usar internet. Lá mesmo vi o jogo. Ainda bem que o Brasil ganhou, caso contrário teria que arrumar um jeito de esconder a amarelinha. A seguir, fiz o tour na famosa fábrica de chocolate de Cláudio Corallo, reputado como um dos melhores (e mais caros) do mundo. São 100 dobras de entrada, mas a parte da consumação já compensa esse pequeno investimento. Provei um pedaço de 10 tipos diferentes, além de aprender sobre a história da firma e modo de produção. Retornei à casa e, já à noite, fui ao aeroporto, onde esperei o voo da madrugada para Luanda pela TAAG. Me incomodei com vendedores de artesanato insistentes e funcionários do aeroporto que queriam que eu enviasse bagagem por eles. Vê se pode? Dia 22 Cheguei em Angola ao nascer do sol. Fui o único a entrar no país pelo novo sistema de emissão de vistos online. Só tive que pagar os 120 dólares em papel. Foi preciso usar meus 3 cartões pra sacar dinheiro dos caixas automáticos, pois o máximo que liberam por vez é 25 mil kwanzas. O quanto isso vale em dólares é difícil precisar, pois a cotação muda constantemente e a diferença da oficial dos bancos pro paralelo dos kinguilas (como são chamados os cambistas das ruas) é grande.Estava nesse momento em torno de 200 kwanzas por dólar em um e 350 no outro. Comprei lá mesmo um chip de telefone local, pela primeira vez na vida. Paguei mil kwanzas pelo chip Unitel (mas encontrei por 300 posteriormente), e mais uma milhares para voz e dados. Ao deixar o terminal, a Paula e Pedro estavam chegando para me levar até seu lar anunciado no Airbnb. O preço é bem bom pelas facilidades, limpeza e localização, mas tem o inconveniente de ser no 9° andar de um edifício com os elevadores desativados. Tirei uma soneca logo. Depois, Paulino, um amigo de Pedro, me levou até o bairro Mártires, onde fiz o câmbio. Só que apenas as notas grandes de dólar e euro tiveram uma cotação próxima ao esperado. O lugar é meio assustador, não recomendo nem um pouco ir sozinho. Com a grana na mão, fiquei no hipermercado Kero, um gigante com tudo para se comprar menos barras de cereal. Aqui vasculhei entre as latas velhas à venda para comprar uma bicicleta chinesa por 50 mil kwanzas. Pela porcaria que ela é, não compensou muito, mas é o que tinha à pronta entrega. Pelo menos possui marchas. Fui testar a bendita na espetacular zona da Baía de Luanda, uma área de lazer à beira-mar com diversas atrações, edifícios bonitos e grandes, além de uma ciclovia. Ate mesmo uma competição internacional de crossfit ocorria ali. Bem diferente do que eu veria no resto do país. Tentei achar um lugar pra jantar, mas todos que adentrei eram caros, e a segurança das ruas à noite é bem baixa, então voltei pro apê e comi o que havia comprado no mercado. Antes de dormir, gravei o primeiro vídeo da série “Angola by bike”, a ser lançada em breve. Inscreva-se em meu canal do Youtube para ser notificado no lançamento. Pedalado no dia: 13 km. Dia 23 Pelas 9 e meia comecei a aventura. Pendurei a sacola no guidão e segui para o sul, sempre pelo litoral. O começo foi amedrontador, pois o trânsito nas vias principais que tomei era um tanto pesado, além de haver zonas de favela com pessoas suspeitas. Passada a metrópole, a única incomodação foi o sobe e desce dos morros, bem como um pneu furado logo no primeiro dia. Consegui remendar com o material que eu carregava e com o auxílio de uns angolanos que caminhavam a esmo. O Museu Nacional da Escravatura estava em reforma, apenas uma feira de artesanato operava por lá. Assim, apenas segui o rumo, contemplando a península de Mussulo, o Saco dos Flamingos e o relevo costeiro impressionante que surgiu com baobás, falésias e mar grosso. Destaque para a área erodida do miradouro da lua, atração turística aberta. Mais à frente, recarreguei de água não potável num posto de combustível em Barra Kwanza. Atravessei a ponte do rio de mesmo nome e entrei na província seguinte. A natureza começou a florir, pois até o momento só havia visto aves pequenas, mas ali já havia macacos. Um pouco adiante, planícies de inundação com aves maiores. E finalmente com o sol a se pôr, cheguei à portaria do Parque Nacional Quiçama, quase 82 km depois. O acampamento ao lado do Kissama Lodge, onde há restaurante e de onde começam os safáris, custa 6 mil kwanzas. Felizmente, cheguei tarde demais para ir até lá, já que fica a 35 km de terra da portaria. Por isso, os guardas me deixaram montar minha rede entre 2 baobás pequenos e usar seu balde de água pra um banho, sem pagar nada. O único problema foram os mosquitos incessantes, mesmo ao lado de fora do mosquiteiro da rede. O dia foi super cansativo, além de eu não ter comido quase nada por falta de tempo. Quando eu pensei que iria dormir, tive outro problema. O celular desligou por falta de bateria, e quando o religuei, eis que foi necessário inserir o PIN do chip, caso contrário nada de internet e telefone. Pra variar, eu havia jogado no lixo o cartão com o código, mas como isso foi no apê em Luanda que fiquei, depois de certo trabalho e ajuda de um dos guardas do Quiçama, deu pra resolver. Pedalado no dia: 82 km. Dia 24 Acordei cedo para tentar arranjar carona até o local de início do safári, no alojamento do parque, a 35 km dali. Nenhum turista entrou, mas consegui ir num carrinho que vem diariamente trazer água até ali. A entrada do parque custa 2500 kwanzas. Já o safári, 4000 por pessoa, mesmo que seja uma só, como no meu caso. Num caminhãozinho, partimos eu, o guia e o motora por trilhas de 4x4 na área confinada do parque. O Quiçama foi fundado na década de 50, mas sofreu demais durante a guerra civil angolana, quando ficou largado aos caçadores. Atualmente tem se recuperado, com a reprodução dos animais, quase todos importados. Na savana cheia de baobás e cactos arborescentes (na verdade, Euphorbia), tive sorte de ver quase tudo que havia por ali: girafas, gnus, elandes, olongos, zebras e até uma manada de elefantes à distância, numa área alagada. Duração de 1:30 a 2 horas. Havia encomendado um almoço no parque, pois apesar de caro, eu não havia feito uma refeição sequer desde a chegada na Angola, e não havia outra opção por perto. Ao menos foi um baita prato de corvina, barata e legumes, que me satisfez muito bem. Barganhando, paguei 3500 com uma água, sendo que o preço tabelado é 3800 seco. Como nenhum turista apareceu, combinei de pagar 2 mil kwanzas para o mesmo veículo que me trouxe da portaria me levar de volta. Já era 4 e meia quando peguei a estrada. Novamente muitas subidas, o que me fez pedalar na completa escuridão à chegada em Cabo Ledo. Parei num posto pra comprar algo e adentrei uma estrada de areia, por onde até uma cobra atravessou, para chegar na praia do Carpe Diem Resort Tropical. Só depois que descobri que era uma naja-cuspideira! Havia lido na internet que eles são bem hospitaleiros com “overlanders”, que são os viajantes que atravessam a África por terra. O que não contava é que além do espaço pra armar a rede e o banheiro pra tomar banho, ainda ganharia um jantar maravilhoso na faixa do gerente português Daniel! Ficamos conversando e tomando umas Cucas (cerveja nacional), enquanto assistíamos um jogo da Copa. Pedalado no dia: 39 km. Dia 25 Passei a noite muito bem, finalmente descansando. Meu corpo, porém, estava bastante desgastado. Como o gerente insistiu, decidi relaxar e passar outra noite ali. Nesse tempo, conheci um trio de argentinos e uma dupla de ítalo-ingleses que está a cruzar a África em veículos terrestres motorizados e também repousaram na área do resort. O espaço tem uma estrutura muito bacana, é limpo e estiloso. Em frente fica uma praia para surfistas, com formação de tubos. Já do outro lado, há uma vila de pescadores. Como o preço do almoço estava além do que eu podia pagar, fui com um dos grupos almoçar no vilarejo. O restaurante 120 na Braza é o único aparente nas redondezas. O prato de peixe e complementos saiu por 2500 e levou quase uma hora pra ficar pronto. De volta ao resort, fiz o único exercício do dia, uma caminhada solitária pela praia. Fui afortunado novamente com um jantar grátis, dessa vez espaguete, junto com os colegas argentinos que estão participando da série África 360 do canal OFF. Por fim, Daniel me levou para conhecer o novo hotel e camping que está sendo construído na vizinha Praia dos Surfistas. A vista do alto é espetacular. Acho que esse foi o primeiro dia na África em que eu não suei. Pedalado no dia: 0 km! Dia 26 Me despedi e pedalei até a agência da Macon, aparentemente a melhor empresa de ônibus do país. Há tantos veículos da cia nesse trecho diariamente que nem é preciso comprar antecipadamente. Paguei 2100 kwanzas, joguei minha magrela no compartimento de cargas e subi ao assento confortável e com ar condicionado. Um dos motivos que me fez trocar a pedalada desse trecho foi o que confirmei logo ao deixar Cabo Ledo: a estrada está uma porcaria. São muitos trechos em reparo pelos chineses, onde os veículos são obrigados a seguir por estrada de chão. Nota-se também uma grande quantidade de carcaças de carro nesse caminho. Mais de 3 horas de paisagens semi-áridas e alguns rios, o ônibus desceu um morro pela amarela cidade de Sumbe, capital da província de Kwanza Sul. A primeira vista não me agradou. Achei o barato Hotel Sumbe, onde por 5 mil (+2 pro café) lhe dá direito a uma suíte individual com ar, frigobar e tv. De contra, a água gelada no chuveiro, muitos mosquitos e limpeza inadequada do quarto. Pedalei ao redor da cidade, vendo pouca coisa de interesse. Ao menos a região central é mais desenvolvida que os arredores, ainda que haja muito lixo em certos pontos da praia. Comprei uma porção de comidas no supermercado da rede sulafricana Shoprite, com preços bem justos pela qualidade dele. Com o sol já baixando no horizonte, regressei ao hotel para ingerir esses alimentos, sobretudo uma quentinha de feijoada com legumes por 800 kwanzas, seguido por uma sidra e uma cerveja escura nacional; isso enquanto assistia ao jogo do Brasil na Copa do Mundo. Pedalado no dia: 13 km. Dia 27 Apesar dos mosquitos incomodarem, dormi bem. Com o tempo nublado e temperatura aceitável, subi na bina (gíria angolana pra bike) e pedalei morro acima até o desvio off road pras Grutas de Sassa. Amarrei a bike e desci a trilha a pé. Como o nome indica, é mais de uma cavidade natural, sendo que visitei duas delas. A que fica a leste é mais iluminada, tem uma vista pro Rio Cambongo abaixo e pra outros buracos no morro à frente. Investigava uma amontoada de fezes de morcego, quando mirei a lanterna de cabeça pra cima e vi uma infinidade de morcegos, que com minha luz abandonaram seu refúgio. Foi uma gritaria e revoada sem fim, e o pior é que enquanto fugiam eles me bombarbearam. Deixei essa e fui pra outra gruta um tempo depois. Uma família aparentemente mora do lado de fora, onde o rio passa, mas consegui passar sem ser percebido. Ao chegar na entrada, dessa que é provavelmente a principal caverna, fiquei de queixo caído: nunca vi uma tão alta quanto essa! Adentrei ela admirado. De formações espeleológicas, vi praticamente só estalactites, mas há várias no teto alto. Mas o que me interessou mais foi a fauna troglóbia, especializada em sobrevivência sem luz. Vi diferentes espécies de aranhas, baratas, centopeias, insetos não identificados e, pasmem, até mesmo sapos! Não sei como sobrevivem se não há água dentro. Passei horas fotografando antes de retornar. Já na cidade, apenas dei uma volta rápida na cidade, o suficiente pra me sentir incomodado com a cara que todos fazem ao me ver. Nunca viram um branco numa bicicleta antes? Voltei pro quarto do hotel pra dar uma limpa no meu equipamento e vestuário. Depois de tanto lavar a roupa na pia, a água já sai preta. Pedalado no dia: 29 km. Dia 28 Dia praticamente perdido. Fiz o check-out do hotel às 11, horário que me disseram que haveria ônibus da Macon até Lobito, meu destino seguinte. No entanto, já era 14 horas e nada do convencional aparecer. Com isso, tive que pagar um adicional pra ir no executivo (de 2400 pra 3100 kwanzas). Pode esquecer a consulta online dos horários, pois ela não serve pra nada. A estrada meio remendada passou por grandes extensões no interior sem presença humana, exceto por algumas plantações, Canjala e vilarejos bem rústicos. O sol estava à beira do horizonte quando o ônibus adentrou uma enorme favela árida. Para meu espanto, isso é Lobito. Pedi pro motorista me deixar o mais possível além do terminal da Macon, para eu escapar daquela zona temerosa. Desci ao nível do mar, peguei a bike e pedalei no escuro por alguns km em direção à península turística chamada Restinga. Ali a diferença na qualidade das construções e da infraestrutura é brutal. Pelo asfalto liso, atravessei até a ponta, chegando no Hotel Éden, o mais barato dali (7000 kwanzas o quarto de solteiro com café da manhã). A suíte, assim como a anterior, possui ar, tv e frigobar, mas é mais limpa. Como todas de solteiro estavam ocupadas, fiquei com um cama de casal por mil a mais. Caminhei até uma lanchonete próxima, a Take Away, pra jantar. Um massa com frango custou 2 mil, um preço justo. Foi a primeira refeição do dia. Como quase não havia luzes nas ruas, deixei o passeio pra manhã seguinte, me retirando pro hotel. Mais uma avaria na bike: o guidão se soltou. Me pergunto se alguma parte chegará intacta no final da viagem. Pedalado no dia: 8 km. Dia 29 O pequeno almoço foi suficiente. Pedalei pela Restinga, quase vazia naquela manhã de sábado. Passei por alguns bares e pelo barco Zaire, que o presidente da Angola utilizou para ir ao Congo lutar pela independência do país. Nas lagunas de Lobito, fiquei observando as aves. Vi garças, biguás, pernilongos, andorinhas e muitos pelicanos. Mas o melhor veio por último: flamingos! Ainda é possível encontrar as aves que são o símbolo da cidade, apesar de toda urbanização e poluição em torno dos corpos hídricos. As próximas dezenas de km foram quase uma reta só ao longo da rodovia e ferrovia até Benguela. Cheguei na referida cidade morrendo de fome, então só larguei minhas coisas na Nancy’s Guest House e almocei na Pensão NB logo atrás. Tive um prato delicioso de choco (parente da lula) por 2500 kwanzas e mini-cervejas Cuca por apenas 150 cada. Depois da refeição, dei um giro por Benguela, mais conhecida pela corrente marítima de mesmo nome, que traz águas frias e ricas em nutrientes para cá antes de retornar ao litoral brasileiro. Aqui há algumas obras arquitetônicas interessantes do período colonial, como a Igreja de Nossa Senhora de Pópulo. A cidade foi bastante importante no século 16, como entreposto de escravos. As ruas também são mais limpas e tranquilas que a média angolana, mas isso não impediu um certo número de pedintes de me incomodar. Comprei meu bilhete seguinte de busão, saquei dinheiro num dos caixas automáticos e segui à praia para ver o vermelho sol se pôr no oceano. À noite jantei no mesmo lugar, dessa vez na cia de Gerry, um senhor americano mais viajado que eu que recém havia aparecido na hospedaria. A respeito da Nancy’s Guest House, é tanto uma escola de inglês, gerenciada por uma senhora americana, quanto uma hospedagem de 6 mil kwanzas por quarto com banheiro privativo, ar condicionado e água quente. O ambiente é simpático. Pedalado no dia: 58 km. Dia 30 Pela manhã, eu, Gerry, o costa-riquenho Esteban e o funcionário Ari fomos na picape da Nancy conhecer as praias ao sul de Benguela. Primeira parada no mirante da Caotinha, onde fica uma indústria pesqueira chinesa. Na Baía Azul, enquanto um grupo de crianças jogava capoeira, arte trazida ao Brasil da Angola, tomamos um café no estiloso Rasgado’s Jazz Bar. O diferencial de lá são as pinturas dos grandes músicos do mundo, inclusive brasileiros. A praia quase vazia começou a ter gente enquanto caminhávamos em suas areias verde-amareladas de águas tranquilas, onde fui nadar em seguida. Não consegui ver nada por debaixo dela, nem mesmo os chocos pescados ali. Em seguida, fui até os paredões sedimentares expostos na lateral da praia. Conforme supus, encontrei fósseis por lá, mas muito mais do que poderia esperar! Eram tantas conchas e tubos transformados em rochas que eu poderia passar o dia inteiro escavando, caso tivesse as ferramentas necessárias. Ainda passamos de carro pela Baía Farta, uma mistura arenosa de construções novas vazias e lixo espalhado ao redor. Já estava quase saturado de sol quando voltamos a Benguela, atravessando as paisagens semi-desérticas, mas parando antes no complexo formado pelo Kero e Shoprite para comprarmos comida. Fiquem atentos na hora de pagar, pois o valor de mais de um produto estava mais caro que o anunciado. Já havia passado das 3 da tarde, então não havia tempo hábil para fazer outra coisa senão assistir os jogos da Copa. O primeiro do dia vimos numa praça central onde um telão foi colocado. Já o seguinte, foi no quarto do hotel mesmo. Pedalado no dia: 0 km! Dia 31 Com um pouco de atraso, tomei o ônibus até Lubango (5100 kwanzas), na serra angolana. O motorista sem noção botou música ruim no último volume e o ar condicionado no quente, então foi difícil relaxar na longa viagem. Se não levasse 4 dias de bicicleta, eu desembarcaria agora mesmo. Ainda bem que depois da primeira parada as questões foram resolvidas. As paisagens dessa viagem já apresentaram porte e densidade maior da vegetação que no litoral seco, conforme a altitude ia subindo. Às 15 h, horário em que o Brasil estava entrando em campo, o ônibus finalmente chegou na capital da província de Huíla, aos 1800 m acima do nível do mar. Corri pro quarto do hotel Amigo onde o assisti. O quarto mais barato é de 8500 kwanzas com café da manhã, água quente, ar condicionado e frigobar. Fiquei ainda com uma vista bacana do morro que contém a estátua do Cristo Rei (uma cópia do Cristo Redentor) e o letreiro da cidade (uma cópia de Hollywood). No intervalo entre os jogos eu caminhei no entorno, comprei uns sandes (sanduíches) de chouriço e jantei frango no restaurante do hotel (2700 kwanzas). Por um acaso conheci um dos responsáveis pelo hotel nesse momento, que me pagou uma N’gola, cerveja produzida aqui mesmo em Lubango. Pedalado no dia: 4 km! Dia 32 Foi preciso vontade pra sair da cama aconchegante no friozinho matinal. Mais vontade ainda se considerar o café da manhã insuficiente. Na bike, fui em direção à Fenda da Tundavala, só que na busca de um atalho eu peguei uma estrada de chão em reparos. A cada caminhão que passava ao lado, eu perdia um dia de vida por inalar tanta poeira. Sempre subindo, cheguei ao asfalto na altura da fábrica da N’gola. Mais além, uma vista do reservatório que fornece água à cidade. Ali mesmo, o piso mudou novamente, para calçamento. Um pouco adiante, passei o restaurante e o camping que ficam na cachoeira da Tundavala, uma queda de médio porte. Finalmente, 2 horas de pedalada subindo mais de 500 metros, cheguei à parte plana de rochas dispersas e vegetação rasteira que levam a uma das 7 maravilhas naturais da Angola. A Fenda da Tundavala, a 2250 metros de altitude, é uma falésia que divide o planalto central do país com a província de Namibe bem abaixo. A entrada é gratuita e há alguns mirantes por lá, mas nada a mais de estrutura. Comi meu sanduba de chouriço enquanto admirava a beleza singular deste local. A geologia e flora são diferentes do que eu já havia visto na Angola. Depois de muitas fotos eu desci facilmente. Isso até a parada no Shoprite para comprar comida. Quando saí de lá, notei que o pneu traseiro estava meio murcho. Logo percebi que ele havia furado novamente! Tive que empurrar a bicicleta pelos quilômetros restantes até o hotel… Além disso, acabei me queimando no sol e machuquei um pouco o traseiro, pois a bermuda de ciclismo não estava com o ajuste correto. A solução foi pedalar com a bermuda de praia e sem cueca por baixo. A baixa umidade do ar também já está fazendo efeito em minha pele, e não deve melhorar até eu pegar os voos de volta. Jantei (refeição de supermercado = refeição de restaurante / 2) e fiquei vendo TV até a hora de dormir, já que o sinal da Unitel não pegava aqui de jeito nenhum. Pedalado no dia: 45 km. Dia 33 Comi, remendei o pneu e fui conhecer o Museu Regional da Huíla. De entrada grátis, conta com salas temáticas e centenas de peças sobre a etnografia dos povos do sul do país. Continuando, subi o morro mais inclinado que encontrei até o mirante da cidade. Eis que enquanto procurava um lugar pra encostar a bicicleta, passei com o pneu sobre um galho com espinho, puts! Tive que descer tudo de novo até uma borracharia no meio da rua onde enchi meu pneu anteriormente, já que só com a bomba de mão não tava dando conta. Mas como há males que vêm para o bem, descobri o porquê: havia não somente um furo novo, mas 3! A câmara com 4 remendos ficou uma coisa horrenda, mas pelo menos funcionou. E os rapazes que deram um jeito não queriam nem cobrar pelo serviço, dá pra acreditar? E depois ainda tem gente que diz que não dá pra confiar no povo angolano… Aproveitei as ferramentas pra apertar o guidão e o freio, e bora empurrar a bike pra cima de novo. Um tempo depois, cheguei numa reta, no eucaliptal próximo à cidadezinha de Humpata. Ali descansei e bati um rango. Em sequência, comecei a mais descer que subir, enquanto passava por campos e cultivos. Quase no final da tarde, deixei a rodovia e cheguei na hospedaria e restaurante Miradouro da Leba, onde dormi no quarto mais básico até agora (só cama, luz à noite, chuveiro frio compartilhado) por 6 mil kwanzas com café. Antes disso, jantei churrasco, que na Angola é de galinha. Um pratão com batata e uma salada caprichada, graças ao dono do local, saiu por 2750. Mas antes de antes disso, tive nada menos que uma das mais belas vistas que já presenciei na vida toda. A hospedaria fica no melhor ponto de vista da Serra da Leba, uma Serra do Rio do Rastro melhorada. São falésias altíssimas, cachoeiras, terras verdes à distância, além da impressionante estrada em ziguezague. Ao pôr do sol o cenário ficou mais bonito ainda. Sob um céu estrelado, dormi satisfeito. Pedalado no dia: 47 km. Dia 34 Acordei cedo, tomei o mata-bicho (café da manhã) e, antes de partir, consegui vender a bike por 15 mil kwanzas, sendo que eu entregaria ela em Namibe. A descida na serra foi incrível. Asfalto liso, paisagem cênica e poucos veículos. Cheguei a 74 km/h e avancei rápido. No meio da descida, vi ainda um desajeitado camaleão verde no meio da pista. Reencontrei o jipe do grupo de gringos que eu havia visto dois dias antes, e eles me deram um bocado de água. Um pouco depois terminou a descida e iniciou uma subida leve. Com o calor do sol e tempo bem seco, vide os rios só com areia que passei, parei um pouco pra comer e descansar. Já estava quase na metade, quando o mal de sempre me afligiu: pneu furado! Dessa vez eu desisti, pois ao checar a câmara, constatei que havia várias fissuras nela, então teria que trocar por outra, o que não valeria o custo e tempo. Precisei esperar várias horas no lar de um nativo da etnia mucubal, que me cedeu um lugar. No fim da tarde, consegui uma carona pra mim e pra bike com João, um rapaz que conheci em Lubango e que me reconheceu na beira da estrada. Seguimos pelo deserto ao anoitecer. Fiquei na hospedagem 2 estrelas Pensão Nelsal, entreguei a bicicleta e me retirei. Dormi sobre molas num quarto duplo com banheiro compartilhado, ar, TV, água quente e frigobar. O normal seria 8500, mas eu chorei por um desconto de mil, já que meu dinheiro estava chegando ao final, assim como a pedalada, que infelizmente terminou antes do previsto. Aqui descobri porque os hotéis geralmente só possuem 3 canais simultâneos de TV: para economizar, apenas na recepção fica um decodificador para mudar entre as várias dezenas de canais assinados. Pedalado no dia: 61 km. Total: 400 km. Dia 35 Até que o café da manhã tava prestável. Depois dele me pus a caminhar ao redor de toda a região central. Namibe, agora chamada de Moçâmedes, que era seu nome na época da fundação, é agradável. As ruas são mais limpas, tranquilas e os edifícios bonitos, na comparação com os demais municípios angolanos. Há várias construções em arquitetura colonial preservados e coloridos como a estação ferroviária, ainda operante, e os prédios governamentais. Destaque também para a quantidade de policiais à vista. Mesmo para padrões angolanos é excessivo, o que me deixou intimidado para fotografar os prédios. Em relação à praia urbana, não é tão bonita e tem um bocadinho de lixo disperso. Há alguns quiosques e um parque de campismo bem caído, onde quase acabei indo dormir, por ter um custo menor (2 mil). Sobre a comida, nos restaurantes em média refeições custam entre 2 e 3 mil kwanzas. Como minha grana estava quase esgotada, optei por comprar uns salgados de peixe na rua (150 kwanzas) e marmitas de feijoada e macarronada no supermercado Shoprite (cerca de 600 cada). Há também um mercado público com vegetais à venda. O único museu (Museu Provincial do Namibe) está reabrindo, mas ainda possui apenas duas salas de artefatos e textos. Ao menos é gratuito. Numa das salas do mesmo prédio, encontrei souvenires para comprar, principalmente máscaras e estátuas, a partir de 500 pilas. Com boa parte da cidade mapeada, fui assistir os jogos da Copa. Dia 36 Já na manhã, liguei para meu chapa João, o que me deu carona no dia anterior, para irmos ao oásis da Lagoa dos Arcos. Paguei o combustível (2500 nas minhas contas) e fomos na picape 4x4 dele. A rodovia que corta o deserto está como nova, já que não chove por ali. Há umas feições interessantes no terreno, não apenas areia, nessa parte que está parcialmente protegida pela Reserva do Namibe. Sobre plantas, há grupos de herbáceas verdes e isolados arbustos ou árvores. Mas o mais impressionante são as Welwitschia mirabilis. Gimnosperma que existe exclusivamente neste deserto, o que cresce nessa planta são suas 2 únicas folhas e não o caule. Pode chegar até um milênio de vida. Na hora de deixar o asfalto, pegamos o caminho errado algumas vezes, pois as indicações e as estradas pela areia não são claras. Na primeira tentativa fomos parar num povoado no meio da areia, e na segunda num cultivo, ambos ao redor do oásis que ali fica. Precisamos pagar para entrar, pois há um bando que cuida da lagoa. O valor é negociável; No nosso caso, 500 por cabeça. Protegida por uma cadeia rochosa, no centro há uma lagoa que permite a vida ao redor: Passarinhos, patos e invertebrados, bem como plantas menores e até árvores como palmeiras. A atração que dá nome ao lugar é um conjunto de arcos nas rochas, cercado pelas águas. Vi até mesmo conchas fósseis infiltradas no relevo sedimentar. Um aracnídeo que estudei na biologia mas vi ali pela primeira vez na vida foi a diminuta aranha-camelo (Solifugae), que não é bem uma aranha. Retornamos, me despedi do moço e passei o resto do dia sem fazer muito. Dia 37 Antes do horário do check-out, caminhei na praia urbana, passando pelos naufrágios. O primeiro é composto apenas de umas máquinas aterradas, mas o segundo, do navio Independência de Cabo Verde, está com o exterior quase intacto. Achei que iria almoçar lagosta por 2 mil, mas o restaurante Django Mbazo não conseguiu uma pra cozinhar. Dessa forma, fui até o restaurante Ponto de Encontro, à beira da praia, para comer outro prato do mar: amêijoas (700 kwanzas) e caranguejo (600). Com o pãozinho extra, deu pra forrar o estômago gastando pouco. Com o resto do dinheiro, peguei uma moto até o Shoprite, onde comprei comida pras conexões intermináveis, e segui ao aeroporto (apenas 300 kwanzas de moto-táxi) que fica cercado pelo deserto. Na hora do check-in me incomodei, pois os funcionários insistiram que era proibido levar comida a bordo, restrição que não faz sentido e não está descrita para os passageiros em lugar algum! Pedi diversas vezes que me mostrassem onde constava essa proibição, mas no final acabei cedendo e despachei a sacola com as comidas e o resto. O primeiro vôo foi até Luanda. Ao chegar lá, me deparei com uma situação que não esperava: o terminal doméstico fica a certa distância do internacional, e é preciso ir pela rua até lá. Ainda bem que não era noite naquela hora. Esperei umas horas para o voo seguinte, até São Tomé. Dia 38 Algumas horas depois, na madrugada, retornei a Luanda. Por mais incoerente que isso possa parecer, foi mais barato comprar um voo à parte do que alterar o anterior, por isso tive que voltar pra capital angolana. Lá, tirei um cochilo no banco e depois passei o dia todo à espera do voo para o Brasil. Passei um pouco de fome, pois não tinha mais um centavo e meus cartões não foram aceitos. Na virada do dia o voo atrasado decolou, chegando na manhã seguinte. Eis o fim da proveitosa viagem! Curtiram as fotos? Então não deixem de conferir minha conta no Instagram, onde assim como em meu blog eu demonstro um pouco sobre cada um dos 92 países e territórios em que já estive, e o que mais vier. Até a próxima!
  10. 7 dias na chapada diamantina - de 2 a 9 de junho/18 Deixando meu relato de uma semana no paraiso, opss...chapada diamantina! vou tentar ser suscinto dessa vez...rs Bom , fui agora no inicio de junho-18..... sozinho, sem carro e sem cia Sai de sampa dia 1, voando latam, fiquei um dia em salvador ate pegar o busao pra lencois, que só sai as 23 hrs..chegando la por volta de 6 da manha !! vi muitos foruns, fiz contato com mochileiros, e vou ser categorico! Chapada diamantina sem carro = vc tem sim que contratar agencias se quiser fazer os passeios mais foda! eu pus na ponta do lapis, e sozinho e alugando carro, ficaria mais caro, mais cansativo e mais perigoso alugar carro, e isso uma semana apos a greve dos caminhoneiros no brasil, imaginao o preco da gasolina..inviavel Bem, apos muita pesquisa e whatssap, fechei meus 4 dias de tour com a CIRTUR turismo. Nao costumo fazer propagando de graça, mas essa agencia foi muito boa, e com um bom custo beneficio. A equipe é otima, os guias sao foda, a dona é uma pessoa muito atenciosa, os lanches e almoços foram impecaveis, enfim, so tenho uma nota a dar: 10 ! Vamos ao que interessa: DIA 1 - Cachoeira do buracao! sim, comecei minha aventura pela chapada pelo passeio mais foda, e realmente é ! Como eu fiz minha base em lencois, todos meus passeios sairam de la. a ida pra chegar ate a cidade que fica esta cachu dá quase 3 hrs de carro, claro que tem umas paradas pra banheiro e cafe, mas é um pouco cansativo. Apos chegarmos la, ainda tem mais uma trilha de quase uma hora, no qual passamos por algumas quedas dagua e outras cachoeiras maiores. A trilha em si ja é um atrativo a parte. Enfim, buracao! chegamos no fundo do canion e colocamos os coletes ( obrigatorio) e seguimos pelos paredoes do canion ate nos depararmos com a imensidao que é esta cachoeira ! simplesmente a cachoeira mais foda que ja vi ( em termos de volume força da agua). um espetaculo. tentei chegar perto da queda mas nao dá, venta demais e a fumaçeira de agua que faz , começa a atrapalhar a respiraçao. Ficamos ali quase uma hora e meia apreciando aquela maravilha e boiando naquelas aguas escuras...felizmente estava um sol legal e a agua nao tava tao gelada. Na volta, aproveitamos a correnteza e descemos pelo canion ate o ponto de entrada na cachoeira. Mais uma hora de trilha, e voltamos pra van, chegamos em lencois, quase 7 da noite. DIA 2 - *** hospital*** Tive que cancelar este dia de passeio, pois passei mal e fiquei de molho, dica importante ! deixem sempre uns 2 dias off pra nao comprometer a viagem. Uma torção no pé, uma dor de barriga, um mal estar, ninguem esta livre Dia 3 - poço encantado e poço azul um passeio tranquilo e nao muito distante, visitamos estes dois poços: no primeiro, o poço encantado, é apenas para contemplaçao, nao pode entrar na a´gua. na entrada da caverna tem uma lojinha com alguns souvenirs, doces tipicos, e muitos macacos interagindo com a galera. saimos de la , em direçao ao poço azul, neste sim, vc pode entrar e fazer flutaçao. há uma fenda na caverna por onde entra o sol que bate diretamente na agua, crianco um efeito incrivel. uma experiencia otima pra quem nunca fez esse tipo de coisa. obrigatorio uso de coleta e nadadeiras. agua cristalina, visibilidade 100% ate o fundo do poço, que dá quase 20 metros de profundidade, se nao me falha a memoria. DIA 4 - cachoeira da fumaça + riachinho A trilha para a cachoeira da fumaça é um pouco chatinha, os 800 metros iniciais sao de subida, entao tem que ter um certo preparo fisico e paciencia, porem depois desse trecho a trilha é plana, e com algumas areas alagadas, ate o joelho, bota é essencial.... depois de quase 3 horas chegamos no famoso e perigoso mirante. A vista é espetacular mas nao me senti nada a vontade em ficar sentado naquele precipicio, sao so 600 metros de queda livre...rs Depois de quase uma hora ali tirando fotos e apreciando a cachoeira, fomos pro outro lado , ver a fumaça de outro angulo, que a meu ver, era bem melhor e menos perigoso. o guia nos disse que a trilha para fazer a fumaça por baixo dura 3 dias....e dá quase 30 km. Mas deve ser bem interessante. Demos sorte por que pegamos a fumaça cheia, entao o poço la embaixo estava bem cheio. Hora de encarar quase 3 hrs de trilha e entao ir pra cachoeira do Riachinho, bem ali proximo, mas ficamos pouco, coisa de meia hora, que foi o suficiente. DIA 5 - DIA OFF no dia seguinte é que vc ve os estragos no corpo: meu joelho ficou doendo e de umas bolhas nos pés, nada serio, mas tirei um dia off pra ficar de boa e dar um role por lencois e dormir bastante. DIA 6 - MORRO DO PAI INACIO, cachoeira do diabo, gruta lapa doce Ultimo dia de passeio com a agencia....o passeio mais classico! (Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta da Pratinha, Gruta Azul e Morro do Pai Inácio) o dia começou feio e chuviscando, passamos pelo poço do diabo, mas devido as chuvas, a queda dagua estava muito forte e o guia nao recomendou que entrassemos, pq estava perigoso. tiramos fotos e ficamos curtindo a paisagem, e na volta, quase pisamos numa cobra na trilha...por sorte foi so um susto. saimos de la e ficamos comprando besteiras na lojinha da entrada, tem coisas boas e baratas. De la fomos pra gruta lapa doce. Realmente incrivel e gigantesca, com muitas formaçoes interessantes, e um silencio e escuridao incriveis la dentro. o percurso total dá cerca de 1 km, e dura cerca de 35- 40 minutos. apos, almocamos e fomos para a Fazenda pratinha. Uma propriedade particular com varias atracoes, sendo as principais a gruta da pratinha, onde vc pode pagar a flutuaçao e adentrar na caverna. foi legal, a agua cristalina, vc ve peixes de tamanhos e cores variadas e ate tartarugas. So que eu me senti um pouco desconfortavel, pq em alguns momentos, deu uma sensacao de claustrofobia, em certos trechos sua cabeca quase toca o teto da caverna, entao se nao curte essa situaçoes, repense. A flutuacao custa 40 reais,e dura cerca de meia hora. Depois fomos para o Rio, que tem um tom de verde sensacional, demos uma volta pela área verde, interagimos com macacos, etc. No final fomos na gruta azul, bastante similar ao poço encantado, porem nao pegamos o raio de sol adentrando na caverna, nem foto tiramos. Pra fechar os passeios na chapada, o cartao postal: Morro do Pai Inácio. Muito legal, a subida é tranquila, muito bom ficar curtindo aquele visual sensacional, com o barulho do vento ou apenas o silencio..... conseguimos ficar pra ver o por do sol, que visto de lá, é realmente muito bonito, conseguimos gravar... DIA 7 - ULTIMO DIA - CURTIR ATRAÇOES GRATUITAS NA CIDADE DE LENÇOIS os lugares mais foda da chapada, realmente tem que ir de carro ou via agencia, mas felizmente tem coisas perto pra fazer : cachoeira do serrano, cachoeirinha, cachoeira da primavera, saloes de areia, ribeirao do meio.....com excecao do ultimo , fiz todos em apenas um dia, e de graça. fica a poucos minutos do centro de lencois e nao necessita guia. Bom pra repor as energias e fazer uma pausa entre dois passeios que sejam muito desgastantes. Fim do dia, hora de arrumar as malas e esperar o busao as 23 hrs com destino a salvador *** DICAS GERAIS **** . REalmente a chapada diamantina e a mae das chapadas, tudo é muito grande, bonito, distante a natureza exuberante, e a diversidade de atracoes nao se ve em nenhuma outra chapada lencois e uma cidade pequena, eu achei que os hostels deixaram bastante a desejar, mas nem vou comentar quais eu fiquei....a cidade tem bons restaurantes e cafes, para todos os gostos e bolsos A chapada diamantina nao é um passeio barato - vc vai gastar uma boa grana, seja alugando carro seja contratando agencias, seja pondo gasolina no seu carro....as atracoes sao muito distantes entre si. Na chapada NAO rola essa cultura de carona, como existe em veadeiros. La, NAO espere encontrar outros turistas com vaga no carro pra oferecer pra vc, isso deve rolar, mas é bem raro, pq quem vai, ou ja vai com grupo pronto, ou ja contrata agencia. Vi uma garota la perdidinha,achando que ia rolar esquema de carona, nao levou grana e se fu***. Ficou sem fazer a maioria dos passeios tops. lencois tem uma estrutura basica, a cidade é pequena, se ocorrer algo grave, tera que ir pra cidade de seabra, uma hora e poquinho de carro dali, foi isso que aconteceu com uma colega nossa.... veja se sua agencia oferece seguro de vida e de acidentes, pq nao e dificil se machucar nesses passeios nao, por isso cautela, usar bota de trekking, bermudao, prestar atencao se nao tem cobra nas trilhas ( na cachu do diabo, quase pisamos numa cascavel...) enfim, todo cuidaod é pouco por que se precisar de socorro, lencois é uma cidade bastante limitada ! Gastos aproximados: Aviao SP- SSA= 340 reais acomodação ( hostel) = 350 reais alimentação = 300 reais passeios = 900 Reais ( 4 dias de passeio com agencias, conforme detalhado acima) bus- salvador lencois = 170 reais ( ida e volta) seguem os videos que fiz dos meus passeios, ficaram bem legais, espero que possa ajudar voces a ter uma ideia da beleza que é este lugar . bom passeio pra voces !
  11. Fala galera mochileira! Venho falar da minha trip de bicicleta que realizei nas ultimas semanas pelo litoral do Uruguai. Apesar dos medos iniciais e de desconfiança por todos as pessoas em volta, foi uma viagem sensacional, muito diferente de viajar de busão ou carro! O trecho é perfeito para quem quer estreiar no cicloturismo Ressalto que o viés da postagem é o cicloturismo, pois antes de viajar encontrei poucos tópicos sobre esse estilo de mochilagem. Acabei aproveitando pouco os pontos mais turísticos, pois ficava somente uma noite em cada cidade, mas a vibe nômade compensou, e muito. Antes que me perguntem, eu não tinha tanto preparo assim não! Eu fiz trechos de em torno de 50 km por dia, que era o que eu pedalava aos finais de semana na minha cidade. Então qualquer um pode, com um pouco de treino. Tentei levar pouco peso, levei pouca coisa, mas os utensílios da bike e a barraca (levei para emergência, pois só havia um trecho em que não eu não tinha reservado hostel, como veremos adiante) acabaram por gerar grande volume. Consegui alforjes de 8 litros de cada lado emprestados, usei meu mochilão por cima com a barraca dentro (opção do mochilão foi boa, deu estabilidade, e pude por nas costas quando fiquei sem a bike), protegida pelo transporte cover, e uma mochila de ataque nas costas, com a bolsa de hidratação e utensílios da bike. Acho que ao todo tinha uns 16 km de bagagem, mas uma das bolsas dos alforjes estava reservada para o comida (foi uma boa opção também, conseguia acessar os alimentos (leia-se: banana!) durante os pedais sem esforço. Meu bagageiro era de até 25 km, marca desconhecida (foto no final), mas vocês verão que mesmo com o pouco peso, deu merda! Resumo: Periodo: 25/07 a 03/08 ( 8 dias de pedal, um trecho por dia) Trechos: Montevideo – Atlantida – Piriápolis – Punta del Este – Laguna Garzón – La Paloma – Cabo Polônio – Punta del Diablo – Chuy. Gasto: R$ 1.000 (hospedagem em hostel barato, filando o “desayuno”, bananas de almoço e cozinhando no hostel a noite – a comida no Uruguay não é barata, mesmo com o câmbio de 1 real para 8 pesos, os preços são como de uma capital no Brasil, em todo trecho). 1º dia: Brasil (Pelotas) - Montevideo Fui de busão para Montevideo para diminuir tempo de viagem e custos (no fim, percebi que foi uma boa, pois pude fazer trechos pequenos e não me cansei muito). Fui pela empresa TTL (R$ 160), de Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, porque da minha cidade (Santa Maria/RS) nenhuma empresa faz. Poderia ter ido direito para a fronteira ao invés de ir pra Pelotas, e ter pego ônibus de empresas uruguaias, a passagem sairia pela metade do preço, mas as empresa Turyl, do Uruguai, disse por e-mail que só levava bolsa. Graças a minha linda e querida namorada Bruna (a quem remeto saudações), minha passagem foi comprada com uma semana de antecendência da viagem, por indicação do atendente (muito educado e solícito), e já não havia mais para Domingo 24/07, então ela comprou para segunda (25/07, 23h30) (eles tem a linha Domingo, Segunda, Quarta e Sexta). A viagem foi bem tranquila, tinha levado a nota fiscal da bike (como a minha eu comprei usada, o proprietário da loja me forneceu outra nota, o que me deixou tranquilo), mas nem sai do ônibus na Aduana, a própria empresa já faz o “permisso” para você na passagem, lá na migração. Tirei as rodas da bike e pus ela em uma caixa de carrinho de bebê, e as rodas em uma sacola, com proteção de plástico bolha nas partes delicadas (câmbios, freios e relação), ela foi deitadinha junto com as malas, chegou intacta. Bom, cheguei no terminal Tres Cruces, em Montevideo, fui até o Hostel La Tatuceria (perto praça independência) caminhando para curtir o centro, e choviscava. O hostel é pequeno mas bem localizado, e tem espaço para bike. Fiquei o dia na cidade, sai pouco por causa da chuva. 2º dia (1º de pedal) – Montevideo – Atlântida (45 km) Fazia um dia cinza, frio e ventoso, mas a chuva parou assim que sai, pela manhã. Passei na praça da independência para tirar umas fotos e segui pela “rambla” (espécie de calçadão, que me acompanhou até metade do caminho para Atlântida, as praias maiores todas tem uns 10 km disso, o que ajuda muito). Passei no Parque Rodó e atalhei pela Avenida Sarmiento para não precisar fazer uma volta pela Punta Carretas e segui pela Rambla (acabei não vendo o letreiro de Montevideo, que renderia uma bela foto). Depois da metade do caminho você pega a Av. Giannttasio, uma rodovia com acostamento ótimo algumas partes e ruim em outras. Parei em uma “marmoleria” para perguntar onde era a cidade, a cliente me informou que era uns 5 km dali, segui, chegando lá, adivinha? Meu hostel era longe do centro, em Fortin de Santa Rosa, exatamente onde tinha parado para perguntar! 10 km à parte, voltei e acabei tendo uma noticia boa: como o hostel estava fechado no inverno, o atendente me hospedou na cabana pelo mesmo preço. O hostel era muito legal, estilo rancho americano, dá pra ver o mar de lá, tem piscinas, La Ponderosa o nome, aconselho (foto). Não entrei na cidade, então não tenho condições de opinar. 3º dia: Atlantida – Piriápolis (55 km) Me preparei para um dia pesado, passei na Aguia (construção em forma de águia, ficava do ladinho do hostel – foto) peguei a ruta Interbalneária 1B e depois a ruta 10, cansei um pouco, mas cheguei pelas 16h. E valeu: que cidade maravilhosa! Simples, pôr do sol lindo, tem um morros para subir, mas quis me poupar. Fiquei no Hostel de Los Colores, bem bom, limpo, grande, tinha até videogame (um Play 2, mas tá valendo para ver um filme). Não consegui explorar muito, era muito tarde, mas peguei um por do sol espetacular (foto). 4º dia: Piriápolis – Punta del Este (40km) Deixei aquela linda cidade pela manhã pela Rambla Costanera, depois peguei a ruta 10 novamente e no meio da tarde estava em Punta del Este. Achei a cidade bem meia boca, sem graça, fiquei no Hostel del Puerto, bom hostel, então deu para pegar um pôr do sol legal no porto no fim do dia. Nesse dia eu estava um pouco preocupado pois tinha previsão de chuva para o outro dia, e meu próximo destino era La Paloma, mas eu não sabia se dava para passar pelo litoral na parte da Laguna de Rocha. Então teria de fazer mais de 120 km em um dia contornando a laguna, como não achei nenhum hostel nas cidades do percurso, a barraca estava ali para me dar um lar na fria noite uruguaia (e, segundo a previsão do tempo, chuvosa noite). Mas foi então que surgiu ele, o anjo, o salvador, o mestre dos mestres: Aníbal! Explico: Só tinha eu e ele no quarto do hostel ( e mais 3 brasileiros, no total, hospedados). Comecei a conversar com ele sobre a possibilidade de passar de bike pela laguna, pois ele era uruguaio. Eis que ele me dá uma boa noticia: ele tinha uma casa de inverno em Laguna Garzón, bem no meio do caminho. Nos primeiros 15 minutos de conversa ele já me ofereceu para acampar lá, depois de mais 10, ele simplesmente me ofereceu a chave de sua casa! Não é de se emocionar? Eu aceitei é claro, e fiz até a janta pro cara! 5º dia: Punta del este – Laguna Garzon (35 km) Esse dia me senti cansado. Deve ter sido pelo fato de eu ter marcado de encontrar o Aníbal em sua casa as 12h, e ter saído quase 10h de Punta del Este! Foi puxado, e tinha muita subida. Sorte que ele me encontrou no meio do caminho e recolheu minha bagagem. O trecho foi todo pela ruta 10, uma rodovia com pouco acostamento, bem perto do litoral. Ele morava no El Caracol, na beira da Laguna Garzón (onde tirei a tarde para ler o livro que ele escreveu e me deu – foto). Casinha bem simples, onde dormi na companhia de morcegos (dentro de casa mesmo), mas tava valendo! Ele me recebeu, e deixou a laguna em direção à Montevideo e me deixou na casa. Dormi mais um menos, os morcegos insistiam em defecar em mim, mas dormi! 6º dia: Laguna Garzón – La Paloma (45km) Foi um trecho bem legal, estrada de chão até a ruta 9, quando então em um sobe desce até rocha, e depois o trecho é perfeito para cicilismo! Nesse dia senti que estava mais forte, fiz o trecho em umas 2h30 min. La Paloma é uma cidade que não gostei, achei pouca estrutura, choveu e não consegui fazer nada. Fiquei no hostel Ibirapita, um dos poucos da cidade, bem mais ou menos, cozinha minúscula, mas o quarto é grande. O bom foi conhecer o Vandré e o Tiago, cicilistas que participam do projeto “Sobre Rodas” (procure no Facebook, foto do perfil anexa, e siga lá!) Eles saíram de Brasilia, vão até Montevideo, e depois até o Alasca! Achei que minha trip sofreu uma desvalorizada depois de saber disso... 7º dia: La Paloma – Cabo Polônio (40 km) Trecho muito tranquilo também, pela Ruta 10. Sem muito acostamento, mas pouco movimento e muito plano, deu pra manter um giro bom. Cabo polônio é um povoado cercado por areia, só se acesso por um caminhão 4x4. Os guris do Sobre Rodas passaram as dunas a pé, mas não aconselharam. Como eram somente 200 pesos ida e volta (uns 24 reais), deixei minha bike em uma sala privada que a moça da recepção da estação do caminhão me disponibilizou (cobrou, é claro, 70 pesos, achei barato e aceitei, não quis correr o risco, mas dava pra deixar amarrada no estacionamento, a estação tem uma estação boa, e o parque é mantido pelo governo nacional). Ali foi útil o mochilão, pois pus nas costas e consegui carregar os alforjes cheios. O cabo é sensacional, tem lobos marinhos em toda a costa, atmosfera maravilhosa! Fiquei no hostel Viejo Lobo, bom para as condições do cabo, com água quente e wi-fi! Mas um brasileiro que estava lá me disse que o Lobo, administrado por um brasileiro, era melhor, e de fora parecia mesmo. 8º dia: Cabo Polônio – Punta del Diablo (50 km) Esse trecho, pela ruta 10 e depois pela 9, tem um pouco mais de subidas, e achei mais monótono (talvez pelo fato de já estar em clima de despedida). Em Punta del Diablo fiquei no Hostel de la Viuda (top! Grande, limpo, pátio com churrasqueira, forno, cabana de jogos, cervejas e vinhos para vender, cozinha enorme). A cidade é pacata, fui até o farol na esperança de ver as baleias, só consegui a escuridão do retorno e me perder nas dunas. Mas o cenário das dunas é legal (vide foto). 9º dia: Punta del Diablo – Chuy (40 km) Saí de Punta del Diablo, passei no parque Santa Tereza, é logo depois. Dei muita sorte, como em toda a viagem, pois o parque só abria na Quarta-feira, e sim, eu nem sabia disso, e era Quarta. O parque é legal, vale dar uma conferida no mirador de aves e na Fortaleza de Santa Tereza (fotos). O trecho final foi tranquilo, mas monótono. Cheguei em Chuy no meio da tarde, comi um “pancho” na barraquinha da esquina do Free Shop Neutral e aguardei minha namorada chegar de carro para me buscar. Era o fim da trip! Quando já comemorava e lamentava (ao mesmo tempo, isso mesmo), percebi que meu bagageiro havia quebrado! Realmente estava ouvindo um barulho estranho no ultimo trecho, acredito que ocorreu neste ultimo dia. Mas não me prejudicou. Como eu já disse, a sorte estava comigo. Resultado: 1 tombo (inofensivo), nenhum pneu furado, nenhum problema mecânico, nenhum dia com chuva durante o trajeto (ô sorte), somente a sensação de ter feito uma viagem única e a vontade de repetir! Qualquer duvida peço que postem por aqui mas me avisem por e-mail: [email protected]!
  12. Olá, essa foi a minha primeira viagem sozinho com foco no turismo, apesar do motivo principal não ter sido este, não posso dizer nem de longe que foi um "mochilão", sequer uma "mochilinha" pois teve duração de apenas uma semana e meia, entre 15 e 25 de fevereiro de 2017, mas foi a experiência que despertou em mim a necessidade de conhecer novos lugares e principalmente pessoas, de um modo menos "luxuoso" e mais humano. Atualmente estou me preparando para um mochilão de verdade em Setembro 2018 (Peru, Bolívia e Chile), e a preparação, pesquisa e ansiedade dessa viagem me lembraram a de Manaus, por isso depois de passado mais de um ano, decidi postar esta experiência, espero que ajude de alguma forma alguém. O motivo principal para esta viagem a Manaus foi o Concurso Público TRT 11ª REGIÃO, onde a prova ocorreria na capital amazonense no dia 19 de fevereiro de 2017, como minhas férias cairiam no mês de fevereiro, vi no concurso a chance de tentar o cargo em arquitetura, que é minha área de formação, e na viagem, para conhecer a cidade de Manaus e relaxar um pouco, não vou falar do concurso porque foi o pior de toda a minha vida 😢😭, e com razão deveria ter estudado mais, mas essa é outra história. Um mês antes de chegar a data para a viagem, comecei a pesquisar mais sobre a cidade, locais para ficar, passagem, etc. Moro em Ji-Paraná-RO, estado vizinho ao Amazonas, de clima parecido e que também faz parte da Amazônia, apesar de estar em um nível de devastação bem mais avançado. Algo raro, mas consegui encontrar passagens aéreas saindo da capital do estado (Porto Velho) com preços razoáveis e sem escala (isso sim raríssimo), como queria conhecer um pouco da cidade, marquei a data de ida para a primeira quarta-feira antes da prova, que ocorreu no domingo (19), e acabei não marcando a volta, mesmo ficando mais barato que apenas a ida de avião, tinha em mente voltar de barco para Porto Velho, mas acabei deixando para decidir quando estivesse em Manaus, uma vez que tinha pouquíssimas informações sobre a viagem de barco (e as que tinha eram desestimulantes). A pesquisa para acomodações foi bem mais fácil, além dos hotéis com diárias na casa dos R$ 200,00, Manuas tem uma infinidade de hosteis na casa dos R$ 50,00 - 100,00 - como minha intenção era conhecer a cidade e não ficar fechado em um quarto estudando (tá explicado por que fui tão mal) preferi juntar o útil ao agradável e ir em frente na opção mais econômica de acomodação, fechei no Booking um hostel próximo ao centro, perfeito para conhecer tudo a pé, além do preço na casa dos R$ 60,00 com café da manhã e wifi, meu pensamento era tentar ficar o mais perto possível do local de prova, e por fim o cancelamento era grátis. Acabou que pesquisando mais um pouco conheci no TripAdvisor um outro local de hospedagem que parecia mentira de tão bom, A Place Near to the Nature, o preço super acessível, nos mesmos valores dos hosteis, só que ao estilo hotel, o que seria bom pra estudar um pouco (afinal o objetivo ainda era o concurso 😅) acabei cancelando o hostel e fechando com o Douglas, dono da pousada (vou chamar de pousada, mas as características é de hospedagem domiciliar), e foi a melhor escolha que poderia ter feito, mesmo sendo mais longe do centro e muito mais longe do local da prova, como vocês verão adiante. (Fiz uma avaliação completa do Place Near no site do TripAdvisor, se quiserem saber mais é só acessar o link, A Place Near to the Nature). A pesquisa pelos pontos principais de Manaus também é bem simples de fazer, a cidade tem como principais atrativos os locais históricos, e são muitos e riquíssimos, os locais de contato com a natureza e o pacote pelo encontro das águas dos rios Negro e Solimões, que inclui outros passeios pelo rio. VIAGEM - 1º dia - Chegada a Manaus. Sai de Ji-Paraná na madrugada de quarta-feira (5 horas de ônibus até Porto Velho - 374 km), o voo estava marcado para as 12:00 horas, minha primeira viagem de avião, primeira vez em um aeroporto, por acaso havia dado um problema de falta de energia no terminal de embarque, tudo uma bagunça e conseguimos embarcar com uma hora de atraso, tentei ligar para o Douglas avisando que iria atrasar (ele oferece o serviço de busca no aeroporto), mas não consegui falar com ele, então só bora, a viagem sem escalas de Porto Velho - Manaus tem duração de uma hora mais ou menos, e realmente viajar de avião é muito bom, quando nos aproximamos de Manaus é possível ver o mundo de água dos rios Negro e Amazonas e acidade encravada em meio ao verde da floresta, muito lindo essa imagem. O aeroporto de Manaus é muito maior que o de Porto Velho, mas ainda assim consegui me localizar sem problemas e fui ao ponto de encontro onde havia marcado com o Douglas apesar do atraso de uma hora e obviamente ele não estava lá, então segui para o ponto de táxi, liguei para ele e ele estava a espera em outro local, pois não podia ficar parado muito tempo dentro do aeroporto, dessa vez consegui encontrar ele e sua Kombi (abacatinho, por causa das cores verde e branco 🚎), também era a primeira vez que entrava em uma Kombi e apesar de não ser nada de mais, foi muito bacana haha, o Douglas é um jovem (na casa dos trinta eu acho) mas mais que a idade, ele tem a alma jovem, e internacional, ele já rodou toda a América do Sul na sua Kombi, e apesar da pouca idade conhece vários países do mundo (Europa, Ásia e África, além da América) e foi na Europa que ele conheceu sua companheira Rebecca, uma Austríaca que ele conseguiu arrastar para o Brasil e para suas andanças. De minha parte foi empatia na hora, apesar de ter levado uma bronca pela demora em achar a Kombi (ele já teve problemas com o pessoal do aeroporto por ficar parado lá dentro sem permissão), pedi desculpas pelo atraso e ele disse que já sabia, ele acompanha os horários dos voos de alguma forma, então não precisou esperar muito. A pousada fica bem próximo ao aeroporto em um condomínio fechado as margens do Igarapé Tarumã-Açu braço do Rio Negro, a região é a mais nova da cidade e também uma das mais valorizadas por estar próxima a região turística da Ponta Negra, acredito que em pouco tempo estará cercada de condomínios de alto padrão, prédios e hotéis (há toda uma infra estrutura urbana para isto), dentro do condomínio há alguns ancoradouros as margens do Igarapé além de flutuantes e a mata ciliar do rio, o que trás a natureza amazônica pra dentro do condomínio e para dentro da pousada que fica a uns 200 metros do Igarapé. Manaus é conhecida (até por nós de Rondônia) por ser muito quente e abafada, devido a umidade dos dois rios que margeiam a capital, confesso que a umidade realmente pega mais do que em Rondônia, mas não senti tanto o calor, certamente por já estar acostumado e porque nessa época estamos no chamado inverno amazônico, onde devido as chuvas e nuvens no céu a temperatura não sobe tanto, e durante os 10 dias de viagem pela região foi assim, um clima bem agradável, de modo que não usei o ar condicionado para dormir em nenhuma noite, apenas a janela aberta, e não se preocupe, não vai entrar nenhum pterodáctilo pela janela e lhe carregar (se tiver sorte é claro 🦅), ha, e por incrível que pareça, e dessa vez até eu estranhei, não tive problemas com mosquitos, um milagre verdadeiro. Voltando ao relato, após chegarmos na pousada, Douglas me apresentou a Rebecca, e de cara já me encantei pelo sotaque dela, é até engraçado, além da simpatia e beleza, o casal é muito jovem e auto astral, combinam de verdade. Depois fui para meu quarto que ficava em uma ala mais distante da sala e dos outros quartos, essa parte onde fui hospedado estava sendo ampliada para ter mais quartos futuramente, o quarto é super amplo e confortável, idem o banheiro, tomei meu banho e o Douglas me incentivou a conhecer o condomínio, o restaurante que sua mãe (Dona Mônica) comanda as margens do Igarapé e a visitar uma das marinas. O condomínio é super seguro e possui umas casas bem interessantes (coisa de arquiteto), depois fui ao restaurante mas estava fechado ainda, então fui apreciar o ancoradouro as margens do Igarapé até o por do sol entre nuvens, tudo muito bonito, voltei pra pousada e soube pelo Douglas que mais dois concurseiros iriam se hospedar pelos próximos dias, na pousada, já estava hospedado um gringo de algum lugar da Europa, quando encontrei com ele preparando sua comida para o jantar tentamos trocar algumas palavras, mas meu inglês se limita a perguntar o nome, de onde vinha e se estava bem e gostando do Brasil, (depois disso não entendia mais nada e foi frustrante pra ambos), a cozinha é livre pra usarmos mas como não estava com fome fiquei na sala a espera do Douglas e da Rebecca, eles oferecem alguns passeios para conhecer o centro histórico de Manaus, o encontro das águas e Presidente Figueiredo, fechamos Figueiredo para sexta-feira e reservei a quinta para conhecer Manaus por conta própria, eles me passaram algumas dicas do que ver e onde ir, alguns cuidados para tomar e a mais preciosa, andar de táxi em Manaus, sozinho, é muito caro, caríssimo. Fui para o quarto as nove da noite, baixei um aplicativo das linhas de ônibus da capital, os pontos turísticos no aplicativo de mapas do celular e fui estudar um pouco, depois cama, no outro dia cedo o Douglas me daria uma carona até a avenida principal que era servida pelo transporte público de ônibus. Ancoradouro as margens do Igarapé que fica junto ao condomínio da pousada, na outra margem estão embarcações e flutuantes. Vista do Igarapé a partir do ancoradouro. Vista do Igarapé a partir do restaurante da Dona Mônica.
  13. Oláaaa pessoal..... Bom, este site me ajudou muito na decisão da minha primeira viagem sozinha e tb com dicas sobre o destino, hospedagem, lugares para conhecer, por isso vim aqui contribuir e dizer como foi... Eu sempre tive muita vontade de viajar sozinha, mas algumas impediram que isso acontecesse antes, por isso só consegui ir agora... Primeiro, tenho que dizer que mesmo querendo muito senti sim no dia da viagem um friozinho na barriga, um medinho, rsrs...afinal td que é novo dá um medo, por ñ sabermos o que nos aguarda né e tb no meu caso pq eu ia de madrugada.... Bom, eu sai de SP no dia 04/01 ás 0:15hs em vôo TAM com destino a Natal...Eu moro há uns 20 minutos de carro do metrô Tatuapé, meu irmão me deixou lá e eu peguei um ônibus chamado Airport Service que fica na onde tem o Terminal de ônibus do lado do Shop. Boulevard, este ônibus custa R$4,40 e te deixa no setor de embarque do aeroporto de Guarulhos, gente fiqueiii assustada cheguei muitooo rápido, sei lá em 30 minutos no máximo já estava lá, adoreiii muito bom, tem uma parte para colocar as malas no ônibus, ótimo, rápido e baratinho.... Cheguei em Natal por cerca 3:30hs, meu vôo atrasou um pouco...eu reservei a hospedagem no Hostel Lua Cheia(o super famoso Castelinho, peguei muiiitas informações aqui, agradeço muitooo a galera que me ajudou), como era de madrugada reservei um transfer com o VanService, esta empresa tem uma lojinha no próprio aeroporto de Natal, saindo já dá para ver, como eu reservei tinha uma moça segurando uma placa com meu nome, como meu vôo atrasou eu iria pagar 30 reais, mas infelizmente paguei 40, pq eu dividiria o lugar com outras pessoas, mas elas já tinham ido, no final fiquei mais uns 20 minutos esperando o rapaz voltar para me buscar(fiquei sentada na Loja deles esperando, foi tranquilo), ahhhh uma observação e dica, minha mala novinha chegou lá todaaa preta e sem o broche da marca, uma dica para ir p o Nordeste, apesar q já fui e isso não aconteceu, mas enfim, envelope sua mala, mas não precisa ser aquela dos 20/30 reais do aeroporto, compra aquele rolo de embalar alimentos no mercado sabe e embala...Continuando, o rapaz da VanService dhegou para me buscar, super simpático, foi conversando cmg e td, me falando o nome dos lugares que passavamos, qdo chegamos levou minha mala até dentro do Hostel... Chegandooo, bom, foi meio ruim chegar lá mais de 4 da madrugada, mas vamos q vamos, o recepcionista me atendeu, me explicou td, foi super atencioso e depois me levou para o quarto q claro todas já estavam dormindo, entrei na escuridão, acendi a meia luz, coloquei meu pijama e fui dormir, o estranhoo mesmo é nem ver a cara de quem está na cama ao lado, mas enfim... 1º dia:Maior Cajueiro e passeio de Barco Pirangi Logo quando acordei, já conversei com duas moças do meu quarto, mãe e filha por sinal, super simpáticas já me chamaram para sair com elas e eu claro fui...Pegamos um ônibus coletivo na Rota do Sol que nos deixou na "cara" do Cajueiro, bom primeiro decidimos fazer um passeio de Barco pela Marina Badauê, pagamos R$25 cada, com desconto de 50% graças ao Lua Cheia...Andamos um pouco pela praia e pelas lojinhas até dar o horário para irmos....Passeio gostoso, descemos no mar com boias e com uma sandália(R$2 aluguel) pq como é nos Parranchos, machuca o pé, gostei achei a água limpinha, uma delicia....Quando voltamos fomos almoçar em um Self service por ali mesmo, pq já era mais de 15hs, paguei R$17 meu prato e estava razoavel, afinal não era nem um super restaurante, mas foi o que encontramos...Depois fomos no famoso Cajueiro, é td ali viu galera o Pirangi(praia), esse passeio de Barco e o Cajueiro, td perto um do outro....Pagamos 5 ou 10 reais, rsrs....nosssa, não lembroo, foram tantas coisas que esqueci, mas algo em torno deste valor, entramos lá primeiro vc vê a parte de baixo do Cajueiro, cheio de enfeites de cajus sabe, mas não vi muitos cajus mesmo não, mas legal, enormeee mesmo, um guia contou um pouco da história e td, depois subimos e vimos de cima, imensoo mesmo, bonitoo... Bom, voltamos para Lua Cheia já escuro e qdo chegamos lá ainda paramos para comer Açai, bem gostoso tb, depois fomos para o Hostel, tomar banho e td e a noite saimos para comer um lanche, a Edineuza(uma das moças) queria ir no Forró, Rastapé, mas eu estava podreee, dormi super pouco naquela noite e tb tinha reservado ir para pipa às 7:30 hs do dia seguinte...Elas tb iam para Pipa, mas para ficar uns dias(pensei em fazer isso, mas ñ deu, por isso reservei este passeio). 2º dia: Pipa com Marazul Meu primeiro dia efetivamente sozinha, neste dia as meninas foram para Pipa, uma outra que era de Salvador foi embora e chegaram duas argentinas muitoo loucas, rsrs no meu quarto, logo fiquei sozinha mesmo....No outro dia cedo, levantei, tomei café e fiquei aguardando a van da Marazul(R$60 o passeio),como não rolaria de me hospedar em Pipa e ir por conta iria acabar sendo ruim, pq eu não saberia andar, enfim, por economia de tempo mesmo fui assim.....O guia deste passeio, Luciano, muitooo gente boa, já me buscou dentro do Lua Cheia com um sorrisão no rosto e me cumprimentando super amistoso, vários casais e uma única família e eu lógico no passeio, de inicio me senti um ET, mas depois relaxei e pensei, vou curtir né, eu que quis estar aqui assim sozinha...Este passeio leva para Tibau do Sul e as praias de Pipa, primeiro fomos para Tibau e ficamoss em uma praia linda lá e quem quisesse poderia fazer passeio de lancha para ver os golfinhos(R$30, senão me engano) como era meu segundo dia eu não quis ir para não gastar, afinal ainda tinha almoço e td, fiquei na praia e fiz amizade com uma família de Brasilia, super gente fina o casal, as crianças e a senhora, tivemos uma conversa muito gostosa, sobre as cidades SP e Brasilia e tb sobre as belezas do Nordeste, no final deste momento lá, fomos para Pipa mesmo, passamos pelas praias do Amor e as outras que não lembro o nomes, mas só vimos, lindas....Paramos em um restaurante delicioso, Cangaceiro, self service tb, acho que foi R$30 meu prato, sentei com os casais,rsrs...RJ e PR, três casais e eu, rsrs....estranho, mas foi legal, todos super simpáticos, depois o nosso guia nos levou e deixou na praia, eu decidi que iria bater perna, mas qdo vi um dos casais estava atrás de mim e perguntando onde eu ia q eles iriam junto cmg, resumindo sentamos na areia e ficamos duas horas em um super papo e eu conclui, amooo os cariooocas, todos que conheci foram supeeer simpáticos, carinhosos e divertidos....Na volta para o Hostel, o casal do PR me chamou para ir para o Rastapé com eles, o forró, mas eu nem sou muito da noite e tb sair c casal não ia rolar e no outro dia eu já tinha outro passeio cedinho, gente só sei que fiz amizade com toda a galera do passeio e no final estavamos todos sentados na calçada no maior papo, foi bem legal... 3º dia : Maracajaú e Punaú com Marazul Novamente acordei cedo e fui em um passeio da Marazul, desta vez saimos às 7hs....De novo, sozinha, ahh e no meu quarto agora eram 3 argentinas e eu, legais e td, mas sabe nada haver cmg, então restou minha companhia, rsrs...Bom, no passeio desta vez fomos de ônibus e a guia não era tão legal quanto o do dia anterior, mas era simpática e fomos de ônibus, então não rolou de fazer amizade com todo mundo, novamente muitoooos casais, mas para minha alegria tinham duas moças muitoo legais do PR que fiz amizade e fiquei com elas o passeio todo, inclusive me deram superrr força no momento do mergulho que fiquei com um pouco de medo, rsrs...mas depois que pulei na água, ameiiiii, quem gosta de nadar, mergulhar, aconselhoo, porém prepare-se para dar altas braçadas e levar altas braçadas dos outros, rsrsrs...mesmo assim vale a pena, muitoo gostoso, mar lindooo, várioss peixes coloridos, corais, lindo mesmoo...E Punaú então, lugar para sentar, relaxar e curtir de fato as férias, uma delicia, lugar lindooo, cavalos andam soltos com seus filhotes, ameeii tb...ah, neste passeio paguei R$120... 4º dia: Praia de Ponta Negra e lojinhas de manhá e na parte da tarde citty tour Forte do Reis Magos, ponte Newton Navarro e Mercado Bom, como eu só fui na praia de Ponta Negra no primeiro dia à noite, decidi deixar um dia para ela, fui andar por lá , bem bonita a praia, mas não entrei neste pq meu tempo era meio curto 13hs eu ia fazer o citty tour pela Marazul novamente(R$50), almocei por ali tb, em um restaurante muitoo bom, que não lembro o nome, mas é dentro de uma espécie de Shopping na Avenida da Praia mesmo(R$19,90) aí é prato mesmo não é Self service....ah, a praia de Ponta negra, o morro do careca são bonitos, mas o calçadão da praia esta bem detonadoo, quebrado e td.. Na parte da tarde, então fui para o citty tour com um ônibus aberto, estilo os que têm em Londres(nunca fui, mas já vi em fotos), adorei este passeio, o guiaa muitooo gente boa, foram me buscar de van no Hostel e para minha surpresa era o Luciano, o guia do primeiro dia, super simpático e td e para variar já fiz amizade com um casal, mas desta vez mais velho, mas superrrr legais, de SP tb, mas do interior Campinas, muito atenciosos, o senhor um fofo, decorou meu nome de cara, alias o engraçado de estar sozinha é isso, todo mundo decora seu nome de primeira e vc já fica conhecida...Esta van nos deixou no Mercado de Ponta Negra e lá pegamos o ônibus, naquele sol escaldante pensei é hj que fico "azul", rsrs.....Fomos pela avenida onde o guia foi falando o nome de todos os lugares principais, mostrou farol, praias, aliás a Praia do Forte que é onde tem o Forte dos Reis magos é lindaaa, não tive a oportunidade de ir, mas me falaram que é ótima para banho...Chegamos ao forte e o ônibus para em uma rua e tem que ir andando, uns 10 minutinhos, mas valeee demaiiiis, a vista é FANTÁSTICAAAAAAAAAAA, ameiii, a ponte Newton Navarro, o mar, ahhh...TUDOO e chegando lá o guia do local muitooo simpático conta toda história do local e no final quem quer dá para ele um valor simbólico....Na volta fomos no Mercado do Turista, para turista mesmo, não vi nada demais, sem graça até, mas valeu p conhecer só, é lá que tem um tal Forró do Turista, que me falaram ser péssimooo, super caro e sem graça...Fim do dia, voltei para o Hostel(Ahh, galera Marazul busca e leva de volta no Hostel/Hotel tá) chegando lá minha mais nova amiga Elizabete, rsrsrs que eu conheci aqui no Mochileiros tinha chegado, superr fofa, ela estava em Pipa e ficamos a viagem toda trocando msgs e os fatos de nossas aventuras, bom enfim, ela então me falou que iria para o Taverna(PUB do Hostel Lua Cheia) com as meninas do quarto dela, resumindo lá fomos nós a noite, eu, Bete, Leticia(uma cariocaa super gente boa), Margarate e Adriana( duas fofasss e superrr legaiiis e minhas vizinhas praticamente, coincidências mil com essas duas), o Taverna é bem estiloso, pagamos 10 reais para entrar pq estávamos hospedadas no Hostel, muitaaa gente, muitoo homem, rsrs....foi legal, a banda boa, tocou rock anos 70, mas não foi um lugar propriamente para dançar e sim para ouvir boa música e papear....gostei... 5º dia: Genipabu de buggy Neste dia, a Bete já tinha agendado há alguns dias este passeio para nós com um bugueiro que indicaram para ela em Pipa chamada Kadman, gente pense em um homem super engraçado e gente boa, ele....Fomos nós duas com um casal, para variar, rsrs....Mas, para variar tb, casalll superrrr gente boa, muito simpáticos, divertidos, passsamos o dia com eles, olha fomooos em tantoooos lugares lindos, que nem lembro mais os nomes, mas todos absurdamente paradisiacos e tirando que fizemos o passeio com emoção, nosso bugueiro não nos deixou roucas não sei coomoo, resumindoo tivemos ótimas conversas, almoçamos em um delicioso Restaurante (R$40 á vontade) e rimos muito, ahh o Kadman nos levou para tomar suco de banana, eu não comprei, mas experimentei o da Bete, pasmen é bom, rsrs...foi tudo uma delicia e a noite chegou no meu quarto uma companheira brasileira finalmente, rsrs...de Brasilia, muitoo legal, afinidade de cara, já se juntou a nossa turminha e lá fomos jantar no Cipó Brasil, genteeee uma delicia a pizza de lá e tb tem uma casquinha que pedimos de entrada, muitoo boa, adoreii e tirando a conversa que foi ótima, boas risadas, voltamos para o Hostel e lá fomos para o Taverna, só que a noite era do samba ( está noite foi R$2 entrada, baratinho), está noite sim deu para dançar um pouquito e assim foi com algumas risadas e um novo coleguinha, um gaúcho super gente boa que saiu brincando cmg e a Ligia( minha companheira de quarto) fazendo uma aposta, que eu ganhei, ahahaha e depois ele e ela já combinaram de ir para Pipa no outro dia e td, ficaram lá de papo... legal esta noite.... 6º dia: Dia de ir "embora" Este era meu último e como meu vôo para Salvador, pq minha viagem sozinha tinha acabado, mas não minha "andança" pelo nordeste, agora eu fui encontrar uma amiga em Salvador(4 dias ) e depois partimos para Porto Seguro, mas para ficar em Arraial D´Ajuda(5 dias), depois relato esta outra parte da viagem.... Bom, neste dia eu levantei mais tarde, fiquei conversando com as minhas amiguinhas um pouco e depois elas foram passear cada uma para um canto, eu fui andar por Ponta Negra e depois almoçar no Praia Shopping, fácil de ir de ônibus, perto, mas o ônibus demoraaa horrores para passar e o pessoal de Natal não é muito bom de dar informação, mas paulistana da gema se vira em qualquer lugar né. Sai para o aeroporto 13:30hs e aí já começou outra deliciosa jornada :'> Bom, galera, vou dizer quais foram minhas impressões e sensações desta viagem solo: Primeiro eu decidi ir pq eu sempre quis ir sozinha para algum canto, escolhi Natal pq amo praia, amo Nordeste e sempre tive vontade de conhecer Natal... Achei dificil viajar de madrugada sozinha e para um lugar desconhecido e ainda por cima dormir junto com quem vc nunca viu e nem conhece a cara(eu ja tinha ficado em Hostel, mas foi durante o dia q cheguei, dá tempo de conhecer, entende), então dificilmente sozinha viajarei à noite de novo, não fiquei muito a vontade com isso.... Ir sozinha para praia tb pode ser um pouco complicado, diferente do litoral de SP que vc consegue estender sua canga/esteira e deitar sem pagar nada, em Natal eu achei isso mais complicado, sendo assim ficar pagando consumação em barraca sozinha é trash...A maioria dos lugares que fui foi com agência e isso acaba fazendo com que vc se depare com familias e casais, fiz amizades e td, mas me senti um pouco incomodada no começo, depois nem liguei, fiz assim pq eu queria conhecer os lugares mesmo e não ficar perdendo tempo esperando ônibus, procurando o lugar, porém isso te engessa um pouco, mas eu fui sabendo que teria que fazer assim, mas achei que acabaria conhecendo no Hostel pessoas que fariam os mesmos passeios e tirando dois dias que fui com alguém, nos outros os passeios das pessoas do Hostel não batiam com os mesmo, pq o q acontece é que cada pessoa chega em um dia, hostel é rotativo, logo o passeio q vc já fez a pessoa vai fazer, enfim nem sempre bate... Depois desta experiência que eu adorei, faria td de novo, mas teve seus pontos negativos e positivos, eu provavelmente, iria sim para praia sozinha, mas só se fosse em um lugar tipo RJ que acredito que vc tem a possibilidade de fazer a maioria das coisas com coletivo mesmo e as praias não são tão distantes dependendo de onde vc se hospede, acho que isso faz vc se sentir mais livre e viver aquilo mesmo... Quanto ao Hostel Lua Cheia, gostei bastante, achei limpo, meu quarto foi limpo todos os dias e deixavam a cama arrumadinha e td, o quarto é bom, fiquei em um com 6 camas e acomoda todas bem, dá para deixar a mala em um canto, tem um gavetão(eu separei as roupas que ia usar e deixei na gaveta para facilitar) é um pouco quente o quarto tem um ventilador, mas é muitoo calor não dá conta e é um pouco escuro, o banheiro tb é bom, mas escuro tb... O café da manhã bom, não é um super café, mas eu achei suficiente sabe, staff bem razoável, achei a galera da recepção bem fria, só responde o que vc pergunta, não achei isso muito legal, mas eu nem ficava no Hostel só ia dormir mesmo... Eu recomendo ficar neste hostel, não tive qualquer problema ou chateação sabe, acho que o principal que é organização, limpeza, segurança, um café da manhã razoável, um Pub(balada do lado) e uma ótima localização tem e tb um bebedouro de água gelada, isso eu amei, só comprei água um dia e depois enxia a minha todo dia, ótimaa essa iniciativa deles. Eu enviei minhas sugestões e criticas para o dono do Hostel e ele foi MUITO atencioso e me respondeu de imediato dizendo que esta providenciando todas estas melhorias que já foram solicitadas por outras pessoas tb... UFAAA...cansei, bom galera é isso, espero ajudar, assim como fui ajudada e se forem para Natal fiquem no Lua Cheia sem medo....e viajem sozinhos sim, vale MUITOO a pena é uma experiência única que com certeza só enriquece nossa vida, mas MULHERES principalmente sejam prevenidas sabe, não andem sozinhas por lugares desertos, façam amizades, saiam, divirtam-se, mas não vá confiando em todo mundo tb fique alerta, outra coisa para primeira viagem sozinho(a) talvez não seja bom exagerar sabe, fique uns 5 dias, não queira já ficar 20/30 dias, pode não ser bom logo de cara, vá treinando... Se joguem, sejam felizes e principalmente conheçam este nosso país que é LINDOOO DEMAIIIS.. beijoos
  14. Fala galera! Eu e minha namorada acabamos e chegar do lugar mais incrível do mundo, mais conhecido como San Pedro de Atacama e, como aprendemos muita coisa aqui, nada mais justo que repassar pra vocês toda nossa viagem num relato cheio de informações atualizadas. Estivemos lá de 14 até 20 de outubro de 2016. As fotos (muitas) não postadas aqui estão no nosso instagram: @ofiliperocha e @maragbreves Se puderem dar uma moral lá, ficaremos gratos! Então, vamos lá! Acho que dividindo por tópicos fica mais organizado: Passagens aéreas Primeiramente, devo alertar que você NÃO DEVE COMPRAR o trecho Brasil - Calama antes de pesquisar bem outras alternativas. Óbvio que tem seus benefícios, como a obrigatoriedade de a cia área te alocar em outro voo caso perca a conexão por atraso no primeiro voo e etc, mas nem sempre compensa. No nosso caso, o trecho Rio - Calama pela LATAM sairia cerca de 600 reais mais caro do que comprar os trechos separados. Compramos as passagens em agosto e o trecho Rio-Santiago e Santiago - Rio saíram por 2 mil reais (para duas pessoas) em voos diretos! Sobre o trecho Santiago - Calama, comparamos os preços e decidimos comprar no site chileno da SKY AIRLINES ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 1: Em todos os lugares que pesquisei, havia lido que para comprar as passagens no site da sky seria preciso enviar um e-mail mandando dados, uma burocracia só..Informo que conosco não foi preciso nada disso. Bastou entrar no site chileno da companhia (para isso entre no site da companhia: http://www.skyairline.cl/verChange.aspx e selecione o país como CHILE e o idioma espanhol. Caso não apareça a opção, entre no site da empresa, no canto esquerdo superior da tela clique no país que aparece, que a tela pra você mudar de país vai aparecer). Escolhidos os trechos, basta inserir o numero de um cartão internacional que a compra será feita na hora, sem e-mails e demais burocracias. Como documento coloquei meu passaporte e minha namorada a identidade dela. Interessante é que no e-mail eles não aceitaram um endereço brasileiro (.br), porém o hotmail fornece e-mail apenas ".com", o qual utilizamos sem maiores dificuldades. O trecho Santiago - Calama ida e volta saiu por 110 dólares já com as taxas, para duas pessoas ! 300 reais mais barato do que comprando no site chileno da Latam. ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 2: Os principais sites avaliadores de cias aéreas estão desatualizados quando falam da SKY. A companhia se tornou uma low cost e não possui serviço de bordo, apenas venda de alimentos e bebidas. Como o voo dura só 2 horas, não foi nada que me atrapalhasse. No que diz respeito à qualidade do serviço, os aviões são ótimos! Eu e minha namorada achamos inclusive mais confortável que o voo internacional operado pela LATAM. Partimos do Rio às 6:40 do dia 14/10 e chegamos em Santiago pouco antes das 11:30. Nosso voo para Calama partia apenas às 15:25. Achei importante deixar essa folga de tempo para passar pela imigração e se caso nosso voo tivesse atraso. Nesse meio tempo, aproveitei para: comprar um chip de internet no chile: No terceiro andar do aeroporto de Santiago, saindo do elevador basta ir na direção esquerda até uma loja chamada FOTOKINKA. Lá, adquiri um chip pré-pago da Movistar que vinha com 150mb de internet e 2.000 pesos de crédito. Ainda na loja, a moça me orientou a discar um número e gastar esse saldo em mais 200mb de internet. Por fim, pagamos 9 mil pesos pelo chip e ficamos com 350mb de internet móvel para a viagem toda. Essa quantidade eu diria que foi razoável (acabou no último dia, no aeroporto de Santiago). Compartilhava os dados com minha namorada e controlávamos o uso do 3G (não deixamos ligado o tempo todo). Vale dizer que a cobertura da Movistar é ótima em San Pedro e em quase todos os passeios. Chegada a hora, embarcamos rumo a Calama, num voo onde o visual é alucinante, parece que não vai ter aeroporto pra pousar e você se dá conta de que está no meio do NADA. Chegamos ao Chile! Vista na viagem para Calama: Transfer do aeroporto El Loa (Calama) até San Pedro Chegando em Calama após 2h de voo, você se depara com o modesto e bonito aeroporto de El Loa. Bagagens retiradas, é chegada a hora de ir pra San Pedro do Atacama, cidade base para conhecer o deserto! Para tanto, será necessário contratar um serviço de transfer ou ir de ônibus. Pela comodidade, ficamos com a primeira opção. Muito se fala na Licancabur, mas é bom deixar claro que ela não é a única empresa que faz o serviço. No primeiro andar do aeroporto de Calama, há diversos stands de empresas que fazem esse transporte, mas atenção: Na volta, chegamos a Calama perto das 7h e estavam todas fechadas, então se você vai chegar cedo, é bom reservar antes. Reservamos nosso transfer diretamente com o Hostel (assunto para o próximo tópico) e quando chegamos já estavam nos esperando no desembarque com uma placa. Seguimos viagem numa confortável minivan da Hyundai com ar condicionado e bancos de couro até a porta do Hostel. Digo isso não por ser fútil, mas por custo benefício mesmo: A Licancabur te cobra 20 mil pesos, te leva de ônibus e, pelo que sei, te deixa no centro de SPA cheio de malas. Esse transfer que pegamos te leva de carro, com no máximo mais umas 6 pessoas e te deixa na porta do hostel pelos mesmos 20 mil pesos por pessoa (ida e volta), já com horário marcado pra te pegarem na volta. Prometo que vou procurar o recibo que tem o nome da empresa e posto aqui. O melhor: o motorista Rodolfo ainda deu uma paradinha pra tirarmos uma fotos antes mesmo de chegar na vila! (prepare-se para o vento, às 18h30 o vento começa a pegar) Chegamos no deserto! Paradinha para fotos logo na chegada: Hostel: Pra nós, foi uma das escolhas mais difíceis. Como era nossa primeira viagem pra fora, passamos meses pesquisando onde ficar. Por fim, acabamos escolhendo o Hostel Mamatierra, número 1 de avaliações no TripAdvisor. Daria pra ficar num mais barato? Daria, mas não sei se compensaria, sinceramente. O hostel é sensacional ! A começar pela simpatia do cara que nos atendeu quando chegamos. Nos deu mapa de SPA, senha do Wifi, informações sobre a cidade e sobre os passeios. No último dia, quando minha namorada passou mal, nos ofereceu gratuitamente remédios para mal de altitude. Os demais funcionários também são super simpáticos, em especial um boliviano que vem pro Rio ano que vem passar o carnaval! Dentre os pontos relevantes do Hostel estão: 1) Café da manhã: Salada de frutas, sucos, chá de coca (e outros), pão, presunto, queijo, sucrilhos, leite, café, chocolate, iogurte..dentre outras coisas que não me lembro. É bem completo para um hostel, não tenho do que reclamar. E se em SPA você sai quase todo dia antes do horário do café, aí está: Você avisa eles no dia anterior e eles deixam um saquinho de lanche com o seu nome e quarto na cozinha pra você levar pro passeio! O lanchinho inclui pão, suco de caixinha, iogurte ou bote com pêssego e barra de cereal! 2) Água quente: Pegamos um quarto com banheiro privado e não nos faltou água quente, todos os dias, toda hora que precisávamos. 3) Bebedouro na cozinha: Nosso gasto com água em pelo deserto foi de 2 mil pesos em 2 garrafas de 1,5L quando chegamos. Isto porque o Hostel possui um bebedouro na cozinha onde você pode encher suas garrafas a hora que quiser, o que te faz economizar uma boa grana no deserto, tendo em vista o consumo intenso de água! 4) Mercadinho do lado: com água, vinhos, lanches, congelados, legumes, frutas e conservados em geral. Do lado mesmo, não não dá nem três passos. 5) Wi-fi: ponto negativo. Não pegava no quarto de jeito nenhum (talvez pq ficamos afastados da recepção). Na área comum pegava ok, nada demais o sinal. Poderia ser melhor, mas quem vai pra SPA não pode exigir uma "modernidade" dessas no meio do deserto e de fato não fará falta, o que não falta é coisa pra fazer. 6) Paredes de Adobe: que isolam a temperatura (e o wifi também hehe). Não passamos frio em momento algum. O quarto era quentinho demais, durante o dia fazia até calor dentro dele. Entrada do Hostel: Área comum: Cozinha: Ja já eu volto pra continuar contando!
  15. olá pessoal . estive em balneário camboriu e no beto carrero .. e achei legal postar aki os meios de transporte de lá .. e a melhor e mais barata forma de se locomover por lá ..a descendo do aeroporto de navegantes ... para ir pro beto carrero .. sai do aeroporto e siga em frente .... vc vai andar umas duas quadras até chegar na avenida Prefeito Juvenal Mafra 1570 ( dá uma olhadinha do google maps ) ... é um ponTinho de ônibus onde vc pega a linha Navegantes-Piçarras e só paga 3,00 .. ele para do lado do parque( passa de 30 em 30 minutos ) .. é só vc pedir para o cobrador quando tiver chegando .... ( o taxi ou transfer para o parque custa en torno de 80,00 a 100,00 ) Em Penha-SC , onde fica o parque , é impossivel usar o transporte público , pq é muito precário e quem comanda são os taxis, eu recomendo vc ficar perto do parque mesmo , pq tem restaurantes e lanches ...e se vc precisar de algum remédio ou outra coisa é só ligar no centro que eles entregam pra vc .....outra coisa ... lá não aceita cartão de nenhum tipo ,, só em algumas lojas dentro do parque e na entrada do parque ... na cidade só em dinheiro mesmo .... e no centro só tem o Banco do Brasil e a Caixa Economica Federal ...e na entrada do parque tem o Bradesco e a Caixa economica federal,,, se vc precisar ir no centro o taxi cobra en torno de 25,00 pra ir e mais 25,00 pra voltar .... leve dinheiro senão depois fica muito dificil lá ........ Pra voltar para Navegantes é só pegar o mesmo ônibus na Rua Alfredo Brunetti, 163 .. em fernte a pousada Gabriel.... a diferença é a linha ... é um ônibus azul , a linha Piçarras - Navegantes ... (não pegue o verde .. até gravatá) .....ai vc desce no mesmo ponto que vc pegou para o parque e anda duas quadras até o aeroporto ..e só paga 3,00 ( pra ir de taxi fica uns 80,00 a 100,00) Cuidado com os taxis de lá .. eles cobram em média r$ 6,00 reais por kilometro rodado .. .... isso mesmo .. 6 reais por kilometro rodado . Indo pra Balneário : Meu conselho sincero e que vc pegue um transfer ....não compensa ir de onibus , demora muito ,,(em torno de 4 horas) e fica quase o mesmo preço do transfer , pq vc vai ter que pegar vários ônibus ... mas mesmo assim vou ensinar dos dois jeitos , pq fui de onibus e voltei de transfer .. Transfer : vc pega em fernte do aeroporto de navegantes , chama Lufer , é só procurar www.luferviagem.com.br ...custa 35,00 e vai direto até balneário , dependendo do hotel , eles te deixam na porta (obs : não tenho nada de propaganda com esse transfer ,, só achei mais facil ... mas tb vou ensinar por onibus , ai vc que decide ) de Onibus : Vc vai descer no aeroporto de Navegantes e vai no mesmo ponto da avenida Prefeito Juvenal Mafra 1570 , só que do outro lado da rua ... em frente a uma casa de materias de construçao ... vc vai pegar a linha Piçarras-Navegantes e vai pedir pra descer no terminal rodoviário (custa uns 3,00 , linha de 30 em 30 min ) ... qdo chegar no terminal rodoviário do lado esquerdo tem uma rua ( Avenida Joao Sacavem ,,, não adianta ver no google pq eles omitiram o nome ) .. vc desce direto nessa rua .... tem uma agencia do Hsbc nA esquina ,,, ai vc vai descer aé o fim da rua ,,, qualquer coisa pergunta onde vc pega a balsa .... ai no final da rua tem a blasa .. que sai de 10 em 10 min .. custa 1,25 em média por pessoa ......depois de atravessar a balsa ... vc vai andando até o shopping de Itajaí , até a Rua Cônego Tomás Fontes 300 .. do lado do Shopping , é só ir reto depois da balsa .. e pegar o onibus ate o terminal rodoviário de Itajai ... todos os onibus vão pra lá .. uns vão direto como o 333/6 e o 335 , mas não fique esperando ,,as vezes eles demoram pra passar ,, pegue o primeiro e fala pro motorista parar no terminal rodoviário ...... quando chegar no terminal rodoviário de Itajai ,, não compre a passagem para Balneário na Catarinense ,, só se o onibus já estiver na hora de sair ,,, a viaçao Rainha tem onibus de 10 em 10 minutos e vai muito mais rápido ... a não ser que vc se importe em ir de onibus coletivo ...os preços são os mesmos ,, de 3,50 a 6,00 ..... ai vc chega em balneário camboriu na rodoviária ... se vc quiser ir pra praia , o ponto de onibus fica do lado da rodoviária .... ai tem um cobrador sentado no ponto ai vc pergunta que onibus passa onde vc quiser ir ......... depois dessa aventura eu acredito que vc vai querer voltar de transfer pq custa 35,00 e leva 45 minutos .. e vc vai gastar uns 20,00 e umas 4 ou 5 horas de ônibus .. depende do dia ... Pra voltar pra Navegantes .. pegue um onibus em balneário para Piçarras ....tem até coletivo no ponto da rodoviária .... e quando chegar em Piçarras ,, vc pega aquele onibus da linha Piçarras -Navegantes ,, e para no ponto perto do Aeroporto e pronto ... Se vc quiser ir pra Balneário de Penha por Piçarras .. tem onibus direto em Piçarras .. mas tem só 3 horarios por dia .....ai vc decide ... qualquer informaçao é so me perguntar ok espero ter ajudado ... abrçs ....
  16. Olá pessoal... Venho contar um pouco dos 10 dias que estive em Cusco e contribuir para quem tem interesse de conhecer esse país com paisagens maravilhosas. 14/09/2017 - Saída de Curitiba para Guarulhos, tive que passar a noite no aeroporto de Guarulhos devido ao vôo para Lima só sair às 08h00 da manhã seguinte. Gastos: Passagem Aérea - R$ 1.450,00 15/09/2017 - De Guarulhos para Lima são 5 horas de viagem. O aeroporto de Lima não é grande, apesar de ser a capital, e achei bem confuso pelo tanto de taxistas na área. De lá peguei um vôo para Cusco. Cheguei em Cusco às 15h00. Saindo do avião você já sente o frio de lá. Dentro do aeroporto troquei o real por soles em uma quantidade pequena só para pagar o táxi, já que lá o câmbio é pior. Paguei 1 soles por 0,85 centavos. Os taxistas que ficam dentro do aeroporto geralmente são os mais caros, então saindo do aeroporto você vê uma cerca com vários taxistas atrás, negociei um por 20 soles até o hostel. Cusco é uma cidade bem movimentada, o trânsito é um caos e as casas mal acabadas. Reservei pelo Booking o hostel Eco Packers, fica localizada na rua Santa Teresa, uma quadra da Praça das Armas, não gostei do hostel devido ao piso de madeira fazer muito barulho, mas tem uma ótima localização. É importante reforçar que em Cusco existe muita ladeira, em alguns pontos até morro com escadarias, o que dificulta a caminhada. Por isso, ficar a uma quadra da Praça das Armas ou próximo av. El Sol é uma ótima opção. Logo que cheguei no hostel já comecei sentir de leve a dor de cabeça e tirei esse dia para me aclimatar, tomando chá e mascando coca, que é servido nos hotéis. Dica: No dia de aclimatação evite comida pesada, esforços físicos e principalmente bebida alcoólica. Gastos: Táxi - 20,00 soles Hospedagem para 9 dias - 360,00 soles 16/09/2017 - Pela manhã já estava melhor e sai para trocar o dinheiro, levei somente o real e paguei 0,94 centavos por 1 soles na av. El Sol. Existem várias lojinhas de câmbio nas proximidades da praça das Armas, pesquisei e todas estavam com a mesma cotação. Também nesta avenida El Sol e nas ruas Procuradores e Plateros se encontram várias agências de diversos passeios. Almocei no Los Portales, pedi um prato de lomo saltado (uma carne macia com molho de shoyo, cebola, tomate e cenoura, acompanha arroz e batata frita) e suco de chicha morada (suco de milho roxo, maçã, abacaxi e especiarias, uma delícia). O restaurante possui uma varanda com mesa em frente da praça Regozijo, mas me arrependi do lugar devido ao excesso de ambulante oferecendo coisas para comprar (eles vem de minuto a minuto e aquele vendedor que já passou por você volta a passar novamente na sua mesa, não consegui almoçar sossegada). Comecei com um passeio de leve, o City Tour (não tão leve assim porque tinha algumas subidas em alguns sítios), ele começa às 14h00 na Plaza das Armas e vai até 19h00 e a primeira parada foi a Catedral (opcional). Para entrar na igreja é necessário pagar 15,00 soles, eu não fiz pois já havia visitado durante a missa na manhã de sábado, após a missa a igreja é fechada e só é liberado com entrada paga. Então é bom visitá-la durante a missa, que até onde sei ocorrem nos sábados e domingos pela manhã (lembrando todas igrejas de Cusco não é permitido tirar foto e filmagem). A segunda parada foi em Qoricancha, lugar onde foi construído templos rituais dos Incas como Sol, Lua, Estrelas. As pedras são esculpidas de maneira que se encaixam perfeitamente sem o uso de argamassas, foram feitas de forma de trapézio e inclinada, suportando todos terremotos. Para entrar, também precisa pagar 15,00 soles. Na terceira parada era o sítio arqueológico Q'enqo, que possui uma parte em forma de labirinto e um templo para homenagear Pachamama, Deusa Terra (nessa parada é necessário ter o boleto turístico, você compra o boleto integral que é válido para 10 dias custando 130,00 soles ou compra o boleto parcial que é válido para 1 dia custando 70,00 soles, a cada local visitado ganha um furinho no boleto na entrada). A quarta parada em Sacsayhuamán é um centro de defesa do Império Inca, com pedras em bloco enormes com quase 5 metros de altura pesando mais de 100 toneladas, gostei bastante desse local. Na quinta parada fomos em Puka Pukara, que significa "forte vermelho", não conseguimos entrar no sítio, estávamos com tempo curto a parada foi rápida e visitamos apenas um mirante com vista do sol se pondo. A última parada foi em Tambomachay, uma construção Inca dedicada à Deusa Água, possui uma série de plataformas, nichos e fontes construídos em cima de uma nascente, mostrando a adoração pela água. Nessa parada não deu para ver direito pois já estava escurecendo. Paramos também em uma loja com produtos da lã de alpaca original, mas os preços eram absurdos. lá nos ofereceram chá de coca com hortelã (achei gostoso). Por fim retornamos a Cusco. Na janta escolhi uma pizza e refri Inka Cola perto do hostel. Dicas: Como o passeio é feito à tarde, não deixe de levar água, pois as duas primeiras visitas são feitas a pé. O boleto turístico pode ser comprado na primeira parada do sítio arqueológico ou você pode ir no escritório oficial COSITUC, algumas agências também vendem mas são poucas. Gastos: Mercado - 20,00 soles Almoço - 32,00 soles City Tour - 30,00 soles Entrada Qoricancha - 15,00 soles Boleto Turístico - 130,00 soles Janta - 20,00 soles 17/09/2017 - Solicitei no dia anterior um pacote para Machu Picchu de 2 dias e 1 noite (não saiu barato), com tudo incluso menos o ônibus de subida/descida. Deixei minha mochila maior no hostel e levei somente uma muda de roupa para um dia em uma mochila pequena (eles não cobram para deixar a mala no hostel). A van me buscou no hostel às 10h00 e fomos direto para Ollantaytambo, a viagem durou cerca de 1h40. Minha partida de trem era da empresa Inca Rail e saiu às 12h36. O trem é simples mas bom, serve chá, suco, café e snack, mas acho que o da empresa Peru Rail é melhor, pois tem vista panorâmica maior. Cheguei em Água Calientes às 14h00, saindo da estação estava o recepcionista do hostel me esperando com meu nome na placa, pedi para ele me levar até o lugar onde compra o bilhete para subir de ônibus até a entrada do parque Machu Picchu e comprei apenas subida (cada trecho do ônibus custa 12 dólar), é necessário já ter o ingresso de entrada do Machu Picchu e documento RG/passaporte. Não é possível circular pela cidade de carro, somente os ônibus circulam em uma rua para acesso a Machu Picchu. No fim da tarde o guia foi até o hostel explicar como seria o encontro no dia seguinte. Dicas: O tempo lá é doido então é importante estar com capa de chuva, eu já levei daqui pra lá. Não esqueça de levar repelente, é o lugar que mais tem mosquito. Compre os mantimentos e água em Cusco e leve na mochila. Gastos: Pacote Machu Picchu (inclui van ida/volta de Cusco/Ollantaytambo + trem ida/volta + hospedagem de uma noite + entrada Machu Picchu + guia) - 790,00 soles Ingresso de subida de ônibus - 12 dólar (39,00 soles) Mercado em Cusco - 40,00 soles 18/09/2017 - Cheguei na fila para pegar o ônibus às 04h30 da manhã e já estava gigante. Os ônibus começam a operar às 05h30, tem um atrás do outro. Chegando lá procurei o guia para podermos entrarmos juntos. É importante lembrar que sem o documento não entra no parque, pode ser RG em bom estado ou passaporte válido. Com poucos degraus você já vê a cidadela de Machu Picchu. O parque possui várias setas indicando o caminho e dependendo de onde você está não pode mais voltar, há guardas que monitoram os turistas que avançam em lugares proibidos ou tentam retornar no caminho. Você tem direito a entrar no parque apenas duas vezes com o ingresso. A primeira vez que entrei foi para ver a explicação do guia, ele nos mostrou os lugares para visitar. Como não é possível voltar pelo mesmo caminho, tive que sair do parque e entrar novamente para conseguir bater as fotos com mais tranquilidade. Vi que agora não é mais possível comprar o ingresso válido para o dia inteiro, será preciso optar pelo turno da manhã ou da tarde, mas não vi nenhum guarda fiscalizando a permanência, então quem vai no primeiro turno pode acabar ficando o dia todo no parque. Logo após a saída do portão do parque (perto da escada onde o pessoal sobe e desce a pé) tem um posto que você pode carimbar seu passaporte como lembrança de passagem. Para quem quiser subir a Montanha Machu Picchu e Huayna Picchu deverá comprar os ingresso pelo site com antecedência mesmo fora de temporada, pois as vagas são limitadas. Resolvi descer a pé, mas já adianto que não foi fácil descer todos os degraus, é cansativo. Passei no hostel pegar minha mochila que tinha deixado, "almocei" por lá e fiquei até dar o horário da partida do trem às 19h00. Chegando em Ollantaytambo às 21h00 a van já nos esperava para levar a Cusco. Gastos: Almoço no hostel - 20,00 soles 19/09/2017 - Reservei o dia de hoje para conhecer o sítio arqueológico Maras Moray e Salineras. O tour sai por volta das 09h00 de Cusco, a primeira parada começa com um povoado em Chinchero, fomos recebidos com chá de muña e as mulheres vestida com traje de quechua explica o processo artesanal da lã. Na segunda parada podemos nos deparar com a incrível vista do terraço de Moray, que fica a 45 km de Cusco. Para entrar é necessário ter o boleto turístico válido. Como são vários guias de agências diferentes, fomos seguindo o nosso por uma bandeirinha para ninguém do grupo se perder. Fomos seguindo enquanto ele explicava que que ali era realizada experimentação agrícola e que cada terraço possui temperatura diferente, os incas sabiam qual era exatamente a temperatura ideal para cada tipo de alimento cultivado. Após passarmos na cidade de Maras, há uma parada para compras de sal, chocolate com sal, milho e outras coisas que desejarem. De lá seguimos para as Salineras de Maras que fica aproximadamente 12 km de Moray, é necessário pagar 10,00 soles a entrada que não está incluso no boleto turístico. Existe cerca de 4.000 poças e cada família tem uma. Em época de seca a água salgada evapora e o sal forma uma crosta onde é refinado. O tour se encerra às 15h00 em Cusco. Gastos: Tour Maras Moray e Salineras - 40,00 soles Entrada na Salinera - 10,00 soles 20/09/2017 - Como não fiz o trekking de Salkantay, resolvi fazer a laguna Humantay. A van passou para pegar no hostel às 04h30, viajamos por 2 horas até a aldeia Mollepata, fizemos uma pausa para um simples café da manhã e continuamos por mais 1 hora de viagem rumo Soraypampa com 3.900 de altitude. Chegando lá a guia forneceu gratuitamente o bastão para trekking (lembrando que nem todas as agências fornecem, se informe antes de comprar o tour pois ajuda bastante tanto na subida quanto na descida). Antes de começar a subir o guia entregou folhas de coca para mascar pois chegaríamos a 4.200 de altitude. É possível pagar para subir à cavalo se não quiser ir a pé, pois a subida é BEM íngreme com duração de 1 hora e meia. Subi tranquila, um pouco mais devagar, com muitas paradinhas para conseguir respirar melhor. Quase não acreditei quando vi uma chinesa subindo com um bebê nas costas, até achei que ela subir de cavalo mas preferiu ir caminhando, passinho por passinho, até conseguir chegar. Logo atrás das montanhas você já se depara com uma paisagem deslumbrante. Ficamos cerca de 40 minutos admirando e, claro, tirando muitas fotos. Na descida é bom tomar cuidado com as pedras soltas, por isso o bastão é essencial para evitar queda. De lá fomos até a aldeia de Mollepata, paramos para o almoço e retornamos para Cusco. Já em Cusco fui comer empanadas com suco chicha morada e uma sobremesa torta de café na panificadora La Bondiet (amei o local e a comida). Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de entrar no parque no valor de 10,00 soles. Gastos: Tour Laguna Humantay - 100,00 soles Lanches em La Bondiet - 19,00 soles 21/09/2017 - Deixei minhas roupas na lavanderia do hostel e fui conhecer um dos pontos mais atrativos de Cusco, o Valle Sagrado dos Incas. Para entrar, tenha o boleto turístico válido. Saímos de Cusco às 09h00 e fomos direto para Pisac, situado a 22 km de Cusco. Chegamos lá e nos deparamos com os terraços utilizados para plantio de batatas de várias espécies e as ruínas no alto da montanha. Depois da explicação do guia ficamos 40 minutos explorando o local. A segunda parada foi numa loja que vende prata, ouvimos a explicação de como é fabricada e como identificar uma jóia. Tivemos cerca de 40 minutos para andar pela feira de artesanato. Seguimos para Urubamba, onde seria servido nosso almoço. O restaurante era muito bom com vários tipos de comidas servidas no estilo buffet, com sobremesa incluso, mas bebidas a parte. De lá fomos para Ollantaytambo, lugar onde muita gente abandona o grupo/passeio para pegar o trem para Machu Picchu. Ainda vale a pena entrar neste parque, mesmo que a construção seja parecida comas demais. Depois da explicação do guia, tivemos 40 minutos para explorar o parque. Depois, seguimos para nossa última parada, a cidade de Chinchero, que fica no alto de uma montanha. Subi a escadaria apreciando as casinhas típicas e a feira na praça principal. Entramos na igreja Virgem da Natividade e vimos o estilo da pintura da escola cusquenha, presente em várias igreja da época dos incas. Na volta comprei milho com queijo (a espiga é enorme, tem um sabor pouco diferente do nosso, mas é bom). Na volta levamos uma hora atá chegar em Cusco. Dica: Você pode comprar o Valle Sagrado sem o almoço incluso mas acredito que não valha a pena, pois a comida é muito boa!! Gastos: Lavanderia - 10,00 soles Tour Valle Sagrado com almoço - 60,00 soles Milho - 3,00 soles 22/09/2017 - Para conhecer mais um pouco do entorno de Cusco, fiz o Valle Sur ou Circuito Sur. A van saiu às 09h00, com a primeira para em uma "padaria" que tem um pão gigante e redondo (cerca de 30 cm de diâmetro), experimentamos e quem quisesse poderia comprar, até que era gostoso, mas grande demais para colocar na mochila. A segunda para foi Pikillacta, a única ruína pré-inca perto de Cusco, construída pela cultura Wari. A cidade era toda murada e restaram apenas restos das edificações. A terceira parada foi em Andahuaylillas, onde visitamos o pequeno Museo Ritos Andinos com entrada de 3,00 soles. Lá tem uma grande diversidade de milho e um estranho crânio maior que o normal que diziam ser de um Alien. Tomamos uma bebida diferente de boas vindas. Ao lado deste museu tem a famosa igreja conhecida como Capela Sistina do Peru, paguei 15,00 soles a entrada e vem um CD com livrinho. A igreja é linda, com uma incrível arte barroca, altares de ouro e pinturas espalhadas por toda a parte. Por fim, encerramos o passeio no sítio arqueológico em Tipón, onde foi construído terraços diante de um pequeno vale que servia para irrigar o plantio. Na volta a van fez uma paradinha para quem quisesse comprar "chicharrón", que nada mais é que o torresmo brasileiro só que em pedaço maior. Dica: nesse passeio não inclui almoço e o retorno é às 15h00. Gastos: Tour Valle Sur - 30,00 soles Entrada no Museu - 3,00 soles Entrada na igreja - 15,00 soles Lanches depois do passeio - 12,00 soles Mercado - 16,00 soles 23/09/2017 - Não podia deixar de fora o passeio da Montanha Colorida. Saímos às 04h30 do hostel, na van o guia nos ofereceu uma cobertinha pois a viagem seria longa e estava frio. Levamos cerca de três horas para chegar em um vilarejo para tomar café da manhã bem farto e delicioso. Seguimos mais uma hora de viagem. Quando chegamos o guia nos forneceu um colete do grupo e um bastão (caso a agência não forneça você pode alugar por lá mesmo). O bastão ajuda muito para quem vai subir a pé. Se preferir, tem a opção de subir a cavalo por 50,00 soles cada trajeto (diz que o preço é variável, dependendo da distância que você pega). O guia fica por último acompanhando aqueles que andam mais devagar. Já iniciei a subida mascando folha de coca com medo de passar mal e com passos normais. Mesmo com todo meu preparo físico chegou um momento que comecei a sentir minhas pernas tremendo e falta de energia. Parei, tomei água e comi barrinhas de cereais. Continuei subindo e logo comecei sentir dor de ouvido, deve ser por causa do vento forte. Olhava para o cume da montanha e meu cansaço gritava para desistir mas a vontade sussurrava "devagarinho você consegue". Parei de olha para a montanha e lá fui eu parando a cada cinco passos, hahaha. Levei mais ou menos cerca de três horas para chegar até a base, o primeiro mirante para a montanha colorida. Aproveitei para descansar e me hidratar, apreciando a beleza do lugar. Segui caminhando para chegar até o topo da montanha, o segundo mirante. O frio de lá é intenso, o vento é forte e gelado, mal conseguia tirar foto pois mesmo com luva a mão congelava, impossível ficar mais de 10 minutos. Comecei a descer e foi aí que percebi que o pessoal do grupo ainda estava chegando (tirando os três americanos do nosso grupo). Enquanto esperava, resolvi bater mais fotos. A descida foi tranquila, é cansativa, mas bem melhor e mais rápido do que a subida. Cheguei na van e esperei o resto do pessoal chegar. Vi muita gente passando mal durante o trekking, então cuidado! Voltamos para o vilarejo onde havíamos tomado nosso café e por volta das 16h00 almoçamos (almoço não inclui bebida). Encerramos a viagem com mais três horas de retorno a Cusco. Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de ingressar no parque. Gastos: Tour Montanha Colorida com entrada - 90,00 soles Coca cola no almoço - 5,00 soles 24/09/2017 - Reservei o dia para conhecer melhor Cusco. Acordei cedo porque não consegui me adaptar ao fuso horário. Tomei café e fui andar. Me deparei com um desfile na Praça das Armas e fiquei um tempo assistindo. Almocei truta com molho verde (truta é um peixe parecido com salmão) no restaurante La Trattoria e pedi de sobremesa um sorvete delicioso na panificadora La Bondiet. Passei no mercado de artesanato na av. El Sol já que o mercado San Pedro estava fechado (os mercados de Cusco são lugares mais baratos para quem quiser comprar lembrancinhas). Gastos: Almoço - 43,00 soles Sorvete em La Bondiet - 7,00 soles Lanches - 23,00 soles 25/09/2017 - Peguei um táxi às 04h00 para o aeroporto e infelizmente tive dois voos cancelados, o que fez com que eu perdesse conexões e atrasasse muito minha chegada. Achei a empresa Latam muito desorganizada no Peru, levei duas horas só para fazer o check-in. Fora isso, a viagem valeu muito a pena. Gastos: Táxi - 20,00 soles Dicas: Praticamente em quase todos os passeios a van passa ao lado de abismos, se tiver medo de altura prepare-se! Vale a pena pesquisar umas três agências (ou mais) para comparar preços, a maioria tem valores parecidos, mas sempre tem as careiras. Deixe para fazer os passeios com altitude mais elevada para o final, assim você estará mais aclimatado e não sofrerá tanto (ex.: Laguna Humantay, Montanha Colorida, Trekking Salkantay, Ausangate). Se for fazer um tour pela agência procure memorizar a placa da van ao sair do carro, isso facilita ao retornar para a van, afinal, são tantas... Praticamente todos os passeios contratados pela agência te buscam no hotel e te deixam próximo a Praça das Armas. Sempre tenha uma blusa ou casaco pois esfria ao anoitecer. Procure levar protetor solar e boné, pois dependendo do dia é sol o tempo todo. Leve também repelente. Leve alguns lanches, compre no mercado barras de cereais, chocolate, frutas, água porque em alguns passeios o almoço pode sair tarde. Total dos gastos: R$ 3.600,00
  17. Andre_natrip

    De Uno Mille até Uyuni

    Olá mochileiro, essa é a primeira vez que escrevo por aqui... queria compartilhar com vocês minha ultima experiência de viagem. Como o titulo da publicação já diz, decidi fazer uma viagem de Uno Mille até o Uyuni, passando por Atacama e muitas comunidades no norte da Argentina. Eu sou curitibano mas atualmente vivo em Santa Catarina, Garopaba... uma linda e pequena cidade ao sul de Florianópolis. A algum tempo comecei a planejar uma viagem com meu Uno Mille por terras argentinas, chilenas e bolivianas... a ideia era desde inicio ser uma viagem de baixo custo, e a condição era de chegar até o salar de Uyuni, a data e saída marcada no meu calendário foi dia 25/de maio, por ironia do destino os caminhoneiros começaram uma greve e no dia 24 já estava difícil se encontrar gasolina, mesmo assim contrariando os pessimistas seguimos viagem, por sorte o Uno Mille é um tipo de carro que não consome muito combustível, isso contribuiu para que nós conseguíssemos deixar o Brasil. Estávamos indo em três pessoas, um amigo que conheço a mais de vinte anos, Peterson, e um amigo de poucos meses que Couchsurfing me apresentou,Roberto do projeto @ocatarinense, inicialmente seguimos até Catamarca onde ocorreria uma competição de Drift Trike ao qual o Peterson representou o Brasil. A viagem foi realmente incrível, o carro fez todo o percurso e nem água pediu, cruzamos o deserto do Atacama com ele, ficamos em San Pedro de Atacama em um hostel e conseguimos muitas dicas com os brasileiros que estão por toda a parte em San Pedro... Conhecer Volcan uma pequena comunidade ao pé de um vulcão, ter a oportunidade de falar com uma senhora que pastoreava umas ovelhas, e ela relatar sobre o ultimo acontecimento em que o vulcão derramou suas lavas sobre a pequena comunidade foi um dos momentos mais marcantes nesta viagem... a comunidade esta sendo reconstruída aos poucos, ela perdeu alguns familiares e teve sua casa inteira destruída, mesmo assim sorria e me deu um abraço apertado ao se despedir. Purmamarca e o Cerro Siete Colores, que lugar especial. Também tão pequena quanto Volcán, esta cercada por montanhas de muitas cores e tons, vale muito a pena conhecer... montanhas coloridas, cactos, pouca vegetação porém uma paisagem encantadora. Seguimos então a viagem passando por Salinas Grandes de Jujuy, até entrar no deserto de atacama em Paso de Jama fronteira Argentina/Chile. Já em San Pedro decidimos fazer os passeios de Termas de Puritana e do Valle de la Luna, ambos lugares incríveis, se eu pudesse morava dentro das aguas do termas, coisa mais boa do mundo. Tanto no termas como no Valle se cobra entrada, e se você estiver de carro simples como o meu pode chegar tranquilamente porque a estrada não tem risco de atolar ou coisa do tipo. Como nós tínhamos pouco tempo para concluir o roteiro chegando até Uyuni, no dia seguinte seguimos viagem, de San Pedro de Atacama até a fronteira com a Bolívia as estradas são otimas e a paisagem bem linda como sempre, porém da fronteira com a Bolívia até Uyuni a estrada é bem ruim, muito pó, muitos caminhoes e é realmente bem difícil, a paisagem é tão linda quanto o restante do percurso, mas as condições da estrada te fazem desejar chegar o quanto antes. Em Uyuni é tudo muito diferente, as pessoas e suas roupas, os restaurantes tudo me chamava muito a atenção. Chegamos no feriado então as ruas da cidade estavam lotadas, e tinha uma feira gigantesca com uma diversidade de coisas, caminhamos por ali, paramos para comer em um lugar que vendia carnes assadas. Experimentamos carne de llama, é bom... Para conhecer o Salar de Uyuni, contratamos um tour com uma agência, e ainda bem que fizemos isso, porque o salar estava com umas partes alagadas e talves não conseguíssemos sair de lá... desayunamos no mercado publico, bebemos chá de coca, eu particularmente não gostei, não gosto muito de chá. Foi interessante tomar café da manha no mercado publico, ao lado dos bolivianos, ver o que eles pediam para beber e comer... gosto dessa imersão Quero com essa publicação encorajar você, não importa se você tem um carro popular, vá, faça acontecer, viajar é bom demais... o medo é o pior sentimento que alguém pode ter, ele te diz não mesmo quando todas as coisas ao seu redor forem favoráveis.
  18. “Quero continuar vivendo, mesmo depois da minha morte!” — Anne Frank, 5 de abril de 1944. Como foi conhecer a história e casa de Anne Frank! Meses antes de eu imaginar ir para a Europa ou visitar Amsterdam, tive a oportunidade de ler o famoso Diário de Anne Frank. Já tinha ouvido falar sobre o livro e um pouco da história dela. Só que ao ler o seu diário, fiquei muito impressionada com os pensamentos e com a realidade vivida durante a guerra por Anne Frank e seus familiares. Então, quando planejamos ir para Amsterdam, visitar a Casa de Anne Frank para mim era essencial! Mas quem foi Anne Frank? De origem judaica, Anne Frank nasceu em 12 de Junho de 1929, em Frankfurt Am Main, na Alemanha. Ela foi uma entre as milhares de vítimas da perseguição aos judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Em nosso blog contamos tudo sobre como foi conhecer dentro do Museu Casa de Anne Frank e a visita no Anexo Secreto, local em que Anne Frank e sua família se esconderam por um pouco mais de dois anos. Além dos horários de funcionamento, valores e dicas para evitar filas durante sua visita!
  19. Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia! Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta. Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem. A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena. Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo. Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias. Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito! Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa. Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos. Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia. O melhor ainda está por vir! Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo. Até logo, aventureiro!
  20. Olá gente! Vim finalmente contar como foi a minha aventura, cheguei de viagem no dia 25/06/17, depois de 21 dias na Grã-Bretanha. Segue o link do roteiro dessa viagem, http://www.mochileiros.com/inglaterra-e-escocia-abril-ou-maio-2017-t127092.html Ali tem bastante informação do planejamento e também recebi várias dicas, pra quem quiser ver! Comecei a escrever esse relato na semana que cheguei, e ainda não terminei, olha que papelão! Mas já to quase terminando, e vou ir postando o que já está pronto! Vou começar dando uma noção geral do orçamento da viagem, e depois, durante o relato, vão ir vendo o que deu e o que não rolou. Eu viajei sozinha, parti no dia 03/06/17 e cheguei de volta no dia 25/06/17, foi uma viagem bem mochileira de rodinha mesmo... sem luxos no dia a dia nem nada, mas vim com uma lista de compra da família, então tinha uma reserva pra esse tipo de gasto. Meu roteiro era só Reino Unido mesmo, Inglaterra e Escócia, e foi a viagem dos sonhos! <3 Espero poder ajudar um pouquinho quem está precisando, porque nunca teria conseguido realizar essa viagem sem os cinco anos que passei atormentando o povo nesse fórum com perguntas! PASSAGEM AÉREA Comprei pelo Decolar, foi a única opção que me ofereceu a combinação de companhias que eu precisava (a Gol, com escala direto em Guarulhos, sem ter que trocar de aeroporto) e um parcelamento em mais vezes do que a maioria dos sites oferece (até 4x). Vinha pesquisando durante vários e vários meses, até que chegou a hora da compra! Minha passagem foi pela Gol + Air Europa saindo de Londrina, com escalas em São Paulo e Madri, chegando em Londres pelo aeroporto de Gatwick (na volta foi o mesmo esquema). A passagem saiu por R$ 3.200,00, com 2 malas de 32kg incluídas, porque comprei algumas semanas antes da mudança na lei, em março desse ano. Sobre a compra: foi tudo ok! O pagamento foi aprovado sem nenhuma encheção de saco da operadora do cartão (eu havia ligado 2 dias antes avisando que iria fazer essa compra), o ticket eletrônico chegou logo em seguida no meu e-mail com todas as informações do voo, nº do bilhete, código para check in tanto da Gol quanto da Air Europa e código para "rastreio" da passagem. Tentei fazer o check in online na sexta a noite (meu voo saía no sábado) com o código fornecido e não consegui, nem no site da Gol e nem no da Air Europa, embora com o código de rastreio eu conseguia encontrar minha passagem e, podia, inclusive, fazer a reserva de assento, se quisesse. Como sou gato escaldado, liguei na Gol na sexta pra perguntar se podia fazer meu check in pelo telefone, e a atendente me informou que para o trecho nacional com a Gol o check in só abre 3 horas antes do voo. Achei estranho, mas ok. Pedi pra ela confirmar se minha passagem estava lá, e ela confirmou, estava tudo ok e minha passagem estava certinha! Deu até aquele alívio, porque comprando por intermediadores a gente sempre fica com aquele receio né Sobre a companhia e o voo: Ouvi horrores da Air Europa enquanto pesquisava, mas quando fui comprar, o melhor preço com as melhores condições eram deles, então pensei "quer saber? São só 30 horas das minhas férias que vou passar voando, mesmo se for ruim, me levando até lá tá ótimo!" e encarei! Comprei com eles e não me arrependi nem um pouco! Na ida os aviões saíram pontualmente, a equipe foi super educada e prestativa, a comida tava até gostosinha (frango ou massa) e não, realmente não tinha entretenimento de bordo individual (nem nenhum, na verdade, já que os monitores só ficaram acompanhando o voo 70% do tempo, e nos outros 30% ficaram passando uns vídeos de pegadinha estilo Silvio Santos ). Mas como eu já sabia disso, carreguei um pen drive com filmes e séries, e levei meu tablet com bateria cheia, então meu plano era assistir isso durante o voo. Na volta, o voo Londres-Madri e Madri-São Paulo atrasaram. O de Londres atrasou 30 minutos, e o de Madri atrasou 2 horas (era pra ter saído as 23:20, saímos a 01:20), sem nenhuma explicação por parte da companhia do porquê dos atrasos, simplesmente ficamos no portão de embarque esperando até que decidiram abrir pra embarque. Já o voo da Gol vindo pra Londrina saiu até adiantado. Como minhas escalas eram relativamente longas (3h de espera em Madri e 7h de espera em Sampa) não chegou a interferir nada pra mim, mas quando descemos em Guarulhos, um funcionário do aeroporto estava na porta anunciando as "conexões perdidas" e chamando as pessoas pra um canto, então imagino que pelo menos já haviam tomado providências e não ficaram esperando as pessoas chegarem e irem reclamar pra se mexerem. O serviço de bordo na volta também foi bom, funcionários educados e prestativos - só um comissário que fez o voo Londres-Madri tava meio estressado, mas eu até entendi a irritação dele... naquele momento onde eles estão passando as informações de segurança e eles mostram as saídas de emergência e tal, tinha um grupo de garotas bem do lado dele falando e rindo alto, o que eu particularmente achei falta de respeito, não é porque poucas pessoas realmente prestam atenção naquilo que você tem direito a atrapalhar também né! Enfim, ele não chegou a dizer nada, mas vi na cara dele o mal humor chegando. O que ferrou na volta foi a comida, o jantar tava meio ruinzinho - era frango ou massa, eu peguei o frango, que foi minha opção na ida e deu certo rs - o frango em si não tava ruim, era com um molho de cogumelos, até saboroso, mas o acompanhamento era arroz, e parecia aquele arroz requentado no terceiro dia seguido? Meio desmanchando, empapado e parecendo meio oleoso? Sei lá, tava com uma cara horrível. E a sobremesa era um "mousse" de limão, que na verdade era um chantilly com sabor de limão, porque não tem outra explicação pra consistência daquilo... Aaaah, é importante dizer que as bagagens chegaram comigo em todos os pontos! Quando fui embarcar aqui em Londrina, o rapaz da Gol me disse que eu ia retirar elas direto em Londres, e não me deu mais nenhuma instrução. Chegando em São Paulo, fiquei sabendo que eu tinha que ir até o balcão da Air Europa pra "reencaminhar" a bagagem e pegar o Cartão de Embarque deles. Isso feito tava tudo certo. Na volta, o senhor que fez meu check in em Gatwick já avisou que eu ia ter que retirar minha bagagem em São Paulo e despachar ela pra Londrina direto no balcão da Gol, e foi o que eu fiz, daí no balcão da Gol eles substituíram meu Cartão de Embarque da Air Europa por um deles (aquele papelzim reba amarelinho que parece nota fiscal de mercado). Enfim, no geral, eles entregaram um serviço melhor do que estava esperando e o voo foi super tranquilo. Nunca tinha voado então não sei o que as pessoas consideram "turbulência", mas na minha percepção só tivemos um pouquinho na volta, já chegando em São Paulo, e, teve uma hora que eu acho que o piloto deixou o volante escapar, já em Sampa também, porque a gente tinha começado a perder altitude, e de repente foi de uma vez, se não fosse o cinto todo mundo teria caído, cheguei a sentir minhas pernas e minhas costas saírem da cadeira, e a mulher do meu lado começou a agarrar o marido e falar "Ai meu Deus do céu!". Agora já consigo rir disso, mas na hora, fí do céu... Não me passou pela cabeça "o avião vai cair" em nenhum momento, mas eu fiquei com medo de toda a descida ser na pancada daquele jeito. Mas no fim deu tudo cedo, cheguei vivinha da Silva e é isso que importa HOSPEDAGEM Já tinha reservado todos os hostels antes, porque meu roteiro já estava decidido. Londres - Palmer's Lodge Swiss Cottage, reservado pelo site do próprio hostel, £ 201.00 para 9 noites, quarto feminino com 14 camas. Pago na reserva £ 37.18, a pagar na chegada £ 164.82 - aceitam cartão. Eles possuíam um café da manhã estilo "buffet self service" que você podia comer a vontade e repetir, por £ 4.90, não tomei café lá nenhum dia, então não posso dizer se é bom. Café e chá estavam disponíveis gratuitamente durante todo o dia. O Hostel também possui um pub no andar “ -1 “ que funciona das 17h ás 00h, e lá eles também servem comida até as 22h. Tem um ambiente interno, que parece um refeitório hipster e um espaço externo bem legal. Eu gostava bastante desse espaço externo pra ficar sentada a noite, quando precisava ligar pra casa ou simplesmente pra sentar e conversar com alguém. Ele possui lockers de tamanho grande nos quartos, embaixo das camas, e você leva seu próprio cadeado. O acesso a área dos hóspedes e aos quartos é feita através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros são por andar, portanto, mistos, mas era bem tranquilo de usar, não peguei fila nenhuma vez pra usar o chuveiro. A ducha era muito boa, com bastante água e você ajustava a temperatura ao seu gosto. A lavanderia era lave-você-mesmo, e ouvi alguém comentar que uma maquinada saía a 6 libras, mas como não usei, não sei detalhes. Um adendo, a localização dele havia motivo de dúvida pra mim... porque olhando no mapa, parece longe do centro de Londres, mas, de verdade, não fez diferença nenhuma! Como fica a uns 2 minutos da estação de metrô Swiss Cottage, e ela é da linha Jubille (que vai até Westminster, além de baldear com quase todas as outras linhas), eu pegava o metrô todo dia pra ir até a região que visitaria no dia, fazia tudo a pé, e a noite pegava o metrô de volta. Nunca foi um problema, uma dor de cabeça, muito pelo contrário, o bairro era delicioso! E por não ser no fervo do centro de Londres, e sim uma área mais residencial, deu pra ter um leve gostinho de como seria morar por ali... amei muito mesmo! Acessibilidade: o hostel possui uma escada com 3 degraus logo na entrada, e na saída para a área externa do pub tem 2 degraus também. Dentro os corredores são todos planos e eles possuem um elevador que alcança todos os andares. Minha impressão: Gostei muito do hostel. O pessoal que trabalhava lá não me pareceu dos mais simpatiquinhos, mas sempre foram educados e o serviço era entregue de acordo, então tudo certo. Esse foi o quarto que dividi com mais pessoas, pois eram 14 camas, mas ainda sim foi o que senti que tive mais privacidade, em virtude de todas as camas terem cortinas em volta. Eu recomendaria todos os hostels na Terra a terem isso, porque é divino você poder fechar aquelas cortininhas e ter seu próprio espaço! A localização também é muito boa, porque embora não fique no centrão de Londres, fica muito perto de uma estação de metrô da zona 2, então é fácil ir pra qualquer lugar dali. A limpeza também é muito boa! O quarto não cheirava a nada, tudo era bem limpo e eu vi camareiras limpando os quartos duas vezes, quando voltei pro hostel no meio do dia. Os banheiros então... eram limpíssimos. Havia um aviso na porta falando que de tal a tal horário o banheiro ficava fechado pra uso para limpeza, geralmente uns 20 minutos, 4 vezes por dia! Enfim, de modo geral, eu daria 4 estrelas pro Palmer’s Lodge Swiss Cottage! Edimburgo - Castle Rock Hostel, reservado pelo próprio site também, £ 81.00 para 5 noites, quarto misto com 8 camas. Pago na reserva £ 15.00, a pagar na chegada £ 66.00 - aceitam cartão. O café da manhã deles custa £ 1.50 e consiste em uma tigela de cereal (haviam 4 tipos), um pão, uma fruta e um copo de suco. Parece um buffet, você vai lá e faz sua própria tigela com seu cereal de preferência, adoça com mel ou açúcar, coloca leite se quiser, pega seu pão (do tamanho de um pão francês) e recheia, pega sua fruta (de 3 opções) e coloca seu suco (de 3 opções). Eles tem café, chá e chocolate quente gratuitos disponíveis durante todo o dia. Os lockers nos quartos são de tamanho médio, e são abertos por chave, então não precisa de cadeados aqui. O acesso a área interna do hostel é feito através de um cartão laranja que eles te dão no check in, você tem que mostrar toda vez que for entrar, e o quarto é aberto com uma chave normal, no mesmo chaveiro vem a chave do seu armário. Eles pedem como depósito pela chave o valor de £ 10 ou um documento com foto, quando fizer o check out, eles te devolvem o valor. Os banheiros também eram mistos e por andar, bem grandes, peguei fila uma vez pra tomar banho. As duchas também eram ótimas, com muita água e você regulava a temperatura ao seu gosto. Eles possuem um serviço de lavanderia por £ 4.00! Você pode encher um saco, tipo saco de lixo de 50 litros, que eles lavam, secam, passam e dobram e te devolvem no mesmo dia até as 22h (se entregar pra eles até as 17h). Acessibilidade: o hostel possui 1 degrau na entrada, e, dentro, a área comum fica toda no andar da rua, sem degraus. Já para acessar os dormitórios que ficam nos andares acima e abaixo do nível da rua, só através das escadas, eles não possuem elevador. Minhas impressões: Amei o hostel! Desde o momento que cheguei – tinha passado um nervoso nesse dia, que verão mais pra frente – fui super bem tratada e recebida com muita gentileza e educação! O pessoal da recepção é demais, te ajudam no que precisar, são suuuuper prestativos e alguém que tava lá um dia no turno da noite tem o melhor gosto musical da vida hahahahahaa Achei o café da manhã deles incrível! Porque por £ 1.50 você não compra nem um copo de café, quem dera uma refeição inteira... achei muito bom mesmo! Aqui foi o único hostel onde fiquei num quarto misto, porque quando fui reservar o quarto só feminino já estava esgotado. Lembro de ter aberto a porta do quarto e ser recebida por um cheio incrivelmente forte de meia suja misturado com cueca suja e mais alguma coisa azeda. Pensei “fantástico, que agradável serão meus próximos 5 dias nessa delícia!” hahaha Mas acabou que quando você fica dentro do quarto por um tempo, você meio que se acostuma com o cheiro. Enfim. Não era isso que iria estragar meu dia. A localização do hostel é muito boa, fica do lado do Castelo de Edimburgo e, como mais central do que aquilo é impossível, dá pra andar pra qualquer lado da cidade com tranquilidade dali! Minha nota pro Castle Rock é 4 estrelas - só por causa do cheiro do quarto, que eu ainda acho que é um pouco de falta de limpeza haha Oban - Backpackers Plus, reservado pelo próprio site, £ 80.00 para 4 noites, quarto feminino com 6 camas. Pago na reserva £ 80.00. O café da manhã é incluído, bem simples, mas dá pro gasto. Cereal, leite e afins, pão, manteiga e geleia. Eles também tem café, chá e chocolate quente gratuitos durante todo o dia. Os lockers são bem grandes e ficam embaixo das camas também, precisa de cadeado próprio. O acesso a área dos quartos e ao lounge do hostel é aberto, com a porta principal do hostel só fechando as 22h. O acesso ao quarto é feito por chave, que você recebe no check in, a mesma chave pode ser usada para abrir a porta principal do hostel, caso você chegue depois das 22h. Eles pedem um depósito de £ 5 pela chave, que é devolvido no check out. A recepção aqui não é 24h, caso esteja chegando muito cedo ou muito tarde, entre em contato com eles para deixarem alguém te esperando. Os banheiros eram espaçosos, mas nem tanto. Aqui haviam 2 banheiros mistos e 1 estritamente feminino, não peguei ele ocupado nenhuma vez! Parecia que só tinha eu naquele andar, na verdade haha O único problema aqui eram as duchas... ela era com timer, igual as torneiras de shopping? Então você tinha que ficar apertando ela pra sair água, e mal você tinha tempo de fazer qualquer coisa, ela já parava de novo Sem contar que o espaço da ducha é pequeno, então, quando você dá os primeiros 3 pump's, a água sai super fria e não tem onde se esconder! Esse ia ser meu hostel favorito, não fosse o drama na hora de tomar banho Eles também oferecem um serviço de lavanderia igual o anterior, lavam, secam, passam e te entregam as roupas dobradas, mas aqui custava £ 6, se não me engano, e eles te entregavam de volta no dia seguinte. Acessibilidade: O hostel não é nem um pouco acessível, a própria recepção fica no segundo andar do prédio, junto com a área comum, e para chegar até lá somente subindo dois lances de escadas. Eles não possuem elevador. Minhas impressões: Aaaah, esse hostel <3 Quando cheguei eu quis odiar, mas depois ele acabou me conquistando, fazer o que >.< Ao chegar, exausta e carregando duas malas super pesadas, me deparei com uma escada enorme... já não acreditei “alguém tá tirando comigo, não é possível!”, mas quando eu ia começar a subir as malas, apareceu uma pessoa bendita e me ajudou com a mala mais pesada. Logo em seguida, descobri que o check in era só a partir das 15h e que até lá não teria ninguém na recepção, e que eu teria que ficar aguardando por praticamente 1h30m. Nesse ponto eu já estava preparada pra odiar aquele lugar... Mas, quando a moça da recepção chegou, me encaminhou pro quarto e eu vi aquele lugar todo fofo e aquelas pessoas todas legais... tive que amar, fazer o que! Hahaha O hostel tava meio vazio, porque a cidade enche mesmo durante os meses de julho e agosto, então eu dei sorte de ter um banheiro quase que só pra mim e o quarto pra 6 pessoas nunca ter mais de 3! O café da manhã aqui é incluído e é bem simples mesmo, tipo cozinha de casa, onde você pega sua tigela, pega seu cereal, esquenta o leite se quiser, pega o pão direto do saco... enfim, bem informal, mas suficiente (y) A única coisa que me estressou nesse hostel foi o chuveiro, não fosse isso, seria nota 5, mas como tem esse inconveniente... 4 estrelas para o Backpackers Plus! Londres (2ª estadia) - YHA London Oxford Street, reservado pelo Hostelworld, £ 36.05 para 1 noite, quarto feminino com 4 camas. Pago na reserva £ 5.33, a pagar na chegada £ 31.72 - aceitam cartões. O café da manhã é pago, £ 4.50 e consiste num buffet de café da manhã normal. Eles não possuem nada gratuito ou de cortesia. Os lockers são muito grandes, de tipo, caber uma mala G com tranquilidade, mas nem todos são verticais, alguns são embaixo das camas - também grandes, mas fica difícil enfiar a mala dentro haha, precisa de cadeado próprio. O acesso ao hostel e aos quartos é através de um cartão magnético que você recebe no check in. Os banheiros aqui são meio estranhos, porque são várias portinhas no corredor mesmo e algumas são com privadas e outras com duchas, daí você tem que entrar em várias até achar o que quer , mas tirando isso, os banheiros são ótimos e os chuveiros são incríveis... sai muita água, na temperatura que você ajustar, e o espaço dentro da ducha foi o maior de todos! Adorei de paixão Acessibilidade: O hostel tem um elevador que te leva do nível da rua até o 3º andar que é onde fica a entrada/recepção. Nesse nível fica a área comum. Para chegar nos dormitórios somente através de alguns lances de escada, pois eles não possuem elevador até eles. Minhas impressões: Esse hostel foi o mais ambíguo para mim haha Por um lado a localização foi incrível pro meu propósito – que no último dia eram compras – então estar do lado da Oxford Street foi a melhor pedida DA VIDA. Eu ia nas lojas, voltava pro hostel guardar, ia em outras, fazia isso de novo... Enfim, era super prático! Mas no restante... achei o Palmer’s Lodge melhor em quase tudo, menos os chuveiros haha O quarto era pequeno pra 4 pessoas, mal dava pras quatro ficarem em pé ao mesmo tempo. Os armários eram bem grandes, o que é ótimo, mas as camas rangiam bastante e nosso quarto estava QUENTE, QUENTE, QUENTE... O ventilador de “teto” do quarto estava quebrado, então trouxeram um pequeno portátil que não fazia vento nenhum! A só janela abria uns 2 centímetros, então mesmo sendo no 5º andar, não entrava ar! Na única noite que dormi lá, dormi mal pra caramba, porque acordei várias vezes soando bicas, com o lençol úmido e, simplesmente desconfortável por causa da situação! Não foi uma noite bem dormida nem agradável. E isso porque minha colega de quarto americana disse que aquela noite ainda tinha sido melhor, que as noites anteriores tinham sido bem piores! Outra coisa que me incomodou foi que, no momento do check out, a recepcionista ficou toda “ah, mas você viu como o nosso custo benefício é bom? Porque nossa localização é a melhor! E não sei mais o que...” Sabe, tentando vender o peixe pra gente deixar uma boa review no Hostelworld, Tripadvisor ou o que seja? Não me pareceu genuíno e eu não gostei disso. Especialmente depois da noite que tinha tido no quarto direto do inferno que a gente dormiu. Por esse motivo, dou 3 estrelas pro YHA London Oxford Street. TRANSPORTE Os trechos longos têm preços melhores quando comprados com certa antecedência, então foi isso que eu fiz. Londres – York, York – Edimburgo, Edimburgo – Oban, Oban – Glasgow e Glasgow – Londres foram todos comprados com antecedência de 3 meses. Todos os trechos foram feitos de trem, exceto Glasgow – Londres que foi num ônibus noturno. Já nas daytrips, algumas passagens foram compradas com antecedência (Bath e Cambridgde) e outras eu deixei para comprar na hora porque o preço era o mesmo (Stirling e Dunfermline). Sobre os meios de transportes: andei de metro e viajei de trem, ônibus e ferry, e o que dizem é a mais pura verdade – “pontualidade britânica” não ganhou sua fama sem merecimento. Se seu trem parte ás 11:00, ele vai partir as 11:00. Se seu ferry está marcado para as 09:00, ele vai sair as 09:00. É incrível de ver... e mais incrível de sentir na pele quando você perde por segundos haha O site que eu usei para pesquisa de trens foi o da National Rail, e pretendia comprar por lá também, mas não dava certo na hora de fazer o pagamento, então, utilizei o site The Trainline. Todas minhas passagens foram compradas por ele, as compras foram super tranquilas e fáceis de fazer, e o ticket ou código para coleta já chegava logo em seguida no meu e-mail. Recomendo! A única passagem de ônibus que comprei, foi pelo site da National Express. A compra também foi bem fácil de fazer e o ticket já chegou logo em seguida no e-mail. Todos os trens que utilizei tinham espaço para bagagem em algum ponto do vagão, fosse próximo da divisão com os vagões da frente ou de trás, ou no meio do vagão, perto das portas centrais. No ônibus, o espaço para bagagem também era bem grande, o ônibus foi quase cheio e todos pareciam ter pelo menos uma mala grande, e mesmo assim vi que sobrou bastante espaço. No ferry, aparentemente, não havia restrição de bagagem, acredito que seja “tudo o que conseguir carregar” haha Havia uma área que parecia propícia para se colocar malas, mas havia um aviso logo em cima que dizia algo do tipo “deixe por sua conta e risco” o que achei meio desencorajador, mas como não utilizei o ferry com malas, não precisei enfrentar o dilema haha Agora, uma aventura é utilizar o metrô com malas... sim, porque fiz a besteira de comprar outra mala no meio da viagem. Gente, chegou uma hora que eu tava a ponto de largar as duas em qualquer lugar e continuar a viagem livre leve e solta, de tanta raiva que tava me dando! Isso porque os londrinos ainda são muito educados e sempre me ajudaram quando eu tinha que subir ou descer escadas nas estações. Então, ficou uma grande lição para o futuro, pois embora você já saiba, existem coisas que só passando pela experiência te fazem realmente valorizar, então: UMA MALA SÓ PRA TODA ETERNIDADE! E se possível menor do que a mala que eu fui ainda, que era uma mala de média pra pequena... se der pra viajar só com a mala de mão ainda... perfeito! Pratiquemos o desapego! Rs No total, meu orçamento de transporte/viagens internas era £ 238.60. ATRAÇÕES Os lugares que já sabia que ia querer visitar, pesquisei para ver se haveria desconto caso comprasse o ingresso online com antecedência, alguns tinham, outros não, outros eu acabei esquecendo de comprar mesmo haha Acabou que as únicas coisas que comprei/agendei com antecedência foram os ingressos para a Abadia de Westminster, a Torre de Londres, o tour nos estúdios do Harry Potter (que, por sinal, precisa OBRIGATORIAMENTE ser agendado com antecedência), a peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (também, é necessário a compra antecipada), a visita ao Sky Garden e o passeio de Punting em Cambridge. Todas as outras atrações, passeios e tours comprei por lá mesmo. Todas as atrações vendem os ingressos na “porta”, então não tem erro. O único que comprei com alguns dias de folga foi o tour até a Ilha de Mull e Iona, que em alta temporada pode esgotar alguns dias antes, então se for tentar comprar na hora ou pro dia seguinte, pode acontecer de não ter mais vagas. Comprei no domingo para fazer o passeio na terça, custou £ 35 só a parte de transporte, sem nenhuma entrada incluída. O passeio que chegava até a ilha de Staffa saía a £ 55. No total, gastei com entradas £ 237.00. ALIMENTAÇÃO Lendo vários relatos e pesquisando bastante restaurantes bons e baratos no TripAdvisor, fiz uma média de £ 30/dia para alimentação. Que, para 21 dias, dava um total de £ 630.00. Não contei o dia da saída nem o da chegada no Brasil, então dependendo de onde vai sair e qual o tempo das suas escalas (se tiver que almoçar e jantar no aeroporto, por exemplo) tem que ter uma margem para isso também, porque se um cappuccino com um pão de queijo já sai R$ 20,00, imagina uma refeição completa... Nessa minha média de £ 30, eu coloquei o valor referente a uma refeição com comida mesmo e um lanche (torta, sanduíche etc), como não tenho costume de comer de manhã, não separei uma quantia específica para café da manhã, só para um cappuccino ou chocolate quente mesmo. Se deu? Saberão nos próximos capítulos hahahaha Mas posso afirmar, com alguma certeza, que esse valor por pessoa numa viagem econômica é suficiente pra comer sem ter que sacrificar tanto a qualidade, fazendo uma refeição, um lanche e um café por dia (também é uma boa opção fazer uma compra no mercado e deixar frutas, leite, bolachas no jeito, tanto pra tomar café e fazer aquele lanche esperto da noite, como para cozinhar mesmo, se tiver tempo/vontade/necessidade). Vou falar tudo durante o relato, mas só pra que tenham uma ideia, vou colocar aqui os valores de algumas refeições que fiz durante a viagem, para dar uma noção do custo: - Combo Whopper do Burguer King: £ 5.90. - Big Mac, batata frita e refrigerante: £ 4.90. - Hamburguer, fritas com queijo e limonada (Shake Shack): £ 11.20 - Restaurante italiano em Oban, macarronada com almondegas e suco de laranja: £ 10.90 - Restaurante indiano Massala Zone em Londres, prato de butter chicken com vários acompanhamentos (na minha opinião, serve duas pessoas tranquilamente) e 2 sucos de laranja + gorjeta, £ 25.00. - Chocolate quente + muffin num café perto do hostel, £ 4.20. - Pizza de pepperoni + suco de laranja 1 litro, comprados num mercado: £ 1.90 (e tava uma delíiiiiicia!) - Pizza de frango com bacon na Pizza Hut + gorjeta, em Edimburgo: £ 14.70 (a pizza do mercado tava mais gostosa! xD). - Sorvete de massa estilo italiana na Royal Mile, em Edimburgo: £ 2.50. - Chocolate quente, 1 croissant de manteiga e 1 croissant de chocolate no Café Nero (delícioooso) : £ 6.20. Enfim, dá pra ter uma ideia! Acho que o geralzão é isso... se eu lembrar de mais alguma coisa, adiciono aqui embaixo em vermelho gritante Maiores detalhes a respeito de cada tópico eu vou dando conforme for andando no relato. E já deixo avisado que sou detalhista e gosto de escrever, então, brace yourselfs, o maior relato já visto está chegando hahahaha Era pra ter postado antes do Natal, mas não rolou. Feliz Natal atrasado pra quem estiver por aqui e um ano novo cheio de viagens maravilhosas pra todos nós!!! Até logo! ADENDO EM VERMELHO GRITANTE: Esqueci de um detalhe básico desse relato... o roteiro! Como quando comecei a escrever esse relato o planejamento ainda estava fresco na minha cabeça e o link com o roteiro da viagem seria colocado aqui, nem me passou pela cabeça de colocar ele diretamente aqui! Mas, sem mais enrolação, lá vai! 03/jun - Saída Londrina 04/jun - Chegada Londres 05/jun - Londres 06/jun - Londres 07/jun - Londres 08/jun - Londres 09/jun - Londres 10/jun - Londres 11/jun - Londres 12/jun - Londres 13/jun - Londres - York - Edimburgo 14/jun - Edimburgo 15/jun - Edimburgo 16/jun - Edimburgo 17/jun - Edimburgo 18/jun - Edimburgo - Oban 19/jun - Oban 20/jun - Oban 21/jun - Oban 22/jun - Oban - Londres 23/jun - Londres 24/jun - Saída Londres 25/jun - Chegada Londrina Prontinho! Agora sim!
  21. Já pensou em fazer trabalho voluntário na África? A Dani fez, e eu chamei ela pra bater um papo sobre isso. Confira! (Foto disponibilizada pela Dani) Essa é a visão de uma pessoa que passou 3 meses fazendo trabalho voluntário na África, em Moçambique. Um país onde as pessoas vivem com o salário de 60 dólares, pouca infra-estrutura, educação e saúde. Com 20 anos, a Dani foi para o país fazer um trabalho educacional, dando palestras de conscientização sobre problemas sérios que afetam a população de Moçambique, como HIV e violência doméstica. Além disso, também ajudou no desenvolvimento das comunidades de maneiras mais práticas, ensinando o povo a cuidar da terra e cultivar o próprio alimento. Trabalhando no cultivo de alimentos (Foto disponibilizada pela Dani) Entre todas as experiências, Dani teve seu computador furtado, foi assaltada e contraiu malária, a doença que mais mata no país. Tive a oportunidade de bater um papo com a Dani, que falou como foi essa experiência, como vivem as pessoas em Moçambique e como isso mudou a sua perspectiva sobre o mundo. Elefante selvagem (Foto disponibilizada pela Dani) A série 10 Minutos no Sofá Com objetivo de transmitir a essência de sair da zona de conforto, quebrar preconceitos e conhecer novas culturas, surgiu a série 10 Minutos no Sofá. Uma série onde eu chamo uma galera pra bater um papo, pessoas que fizeram viagens transformadoras. Experiências que influenciaram o seu jeito de viver e seus valores. Deixe-se levar pela conversa e inspire-se a Tirar a Bunda do Sofá. 10 Minutos no Sofá com Dani Começamos a série com uma viagem fora do padrão, que vai fazer até você leitor, repensar sobre como vivemos atualmente. Assista ao episódio completo abaixo: Ou se preferir, ouça apenas o áudio através do link abaixo. Você pode inclusive receber o arquivo por email: Trabalho social em Moçambique – Uma experiência para mudar a sua vida Trabalho voluntário na África Confira abaixo os pontos principais desse bate papo incrível com a Dani. Você foi pra Moçambique né? Quando foi isso? Dani: Sim Moçambique. Eu fui em 2013, eu tinha 20 anos na época, tava fazendo faculdade e não tava curtindo. A faculdade entrou em greve e eu resolvi fazer um intercâmbio. Dani com seus colegas intercambistas (Foto disponibilizada pela Dani) Qual foi a reação dos seus pais quando você contou sobre o intercâmbio? Dani: Minha mãe ficou meio desesperada. “Pra que ir tão longe? Por que na África? Não é perigoso?”. E meu pai já foi bem mais tranquilo, disse que se tivesse a mesma idade faria o mesmo. E por que Moçambique? Dani: Justamente porque eu não via motivo em fazer trabalho voluntário em um país desenvolvido e que não falasse português. Um pessoa de baixa renda não vai falar inglês, e ai eu não conseguiria ajudar muito. Safari (Foto disponibilizada pela Dani) O que você fazia lá? Dani: Na verdade eu fui para ajudar numa ONG que faz visitas à comunidades, fazendo um trabalho de conscientização sobre HIV, violência doméstica e outros problemas comuns do país. Trabalho de conscientização (Foto disponibilizada pela Dani) Mas como esse trabalho não era feito todos os dias eu me juntei a outras ONG’s e grupos. Ensinei o povo a cultivar o próprio alimento, fiz visitas à hospitais e acompanhei aulas de danças. E como era a sua hospedagem? Dani: Então, eu fui pega de surpresa, fiquei em um prédio de 12 andares e eu estava no último. Tinha água corrente durante todo o dia apenas em uma torneira do primeiro andar, nos outros era só das 7 as 9 da manhã. Fogão (Foto disponibilizada pela Dani) A gente acordava e levava galões de água pra cima, e o elevador não funcionava. Eu tomava banho de caneca, lavava louça com água de garrafa e dava a descarga com balde. (Foto disponibilizada pela Dani) Teve alguma experiência ruim? Dani: Teve uma situação de assalto, mas foi vacilo nosso, a gente saiu de madrugada em um bairro perigoso. Aconteceria em qualquer lugar do mundo. Tive também meu notebook furtado, mas também foi vacilo. Eu emprestei pra um colega e saí, e ele deixou o notebook dando bobeira e cima da cama. Além desses dois eu ainda tive malária, que é a doença que mais mata no país. Quando fui fazer o exame o enfermeiro quis usar uma agulha usada em mim, e ali bateu o desespero. Conheci muitas pessoas que pegaram AIDS assim. Quais foram as coisas que mais marcaram a sua viagem? Dani: O choque de realidade. Por mais que você saiba como é, entre saber e vivenciar aquela realidade existe uma grande diferença. Ver a realidade e saber como eles encaram isso. Como eu vou falar que a maneira correta de fazer determinada coisa é assim, sendo que a realidade deles é completamente diferente. (Foto disponibilizada pela Dani) Não tem como apontar o dedo e querer julgar, eles fazem o melhor com o que eles tem. Eles não tem estrutura, não tiveram instrução nem capacitação. Olhar de fora é muito fácil. E aprender de fato a viver uma outra cultura. Nós fazíamos aulas de dança no telhado de um lugar, e agora imagina você aprender uma dança de gana com uma música local. Isso é muito legal! (Foto disponibilizada pela Dani) Esse foi o primeiro episódio da série 10 Minutos no Sofá, uma experiência fantástica que transformou a vida da Dani e serve de exemplo para quebrar preconceitos e abrir nossos olhos para a sociedade em que vivemos. A série terá mais episódios, sempre com o mesmo objetivo, mostrar o quão benéfico e transformador pode ser fazer uma viagem de imersão cultural.
  22. COMEÇANDO COM UMA DAS VISTAS MAIS LINDAS QUE TIVE A OPORTUNIDADE DE COMTEMPLAR. Tive a oportunidade de realizar esse trekking enquanto fazia um mochilão de 37 dias pela America do sul com um amigo brasileiro que conheci durante a viagem, o Luiz. Eu sou o tipo de pessoa que não curte muito passeios nem trekking guiados.... gosto do desafio de navegar solo, de sentir a dor da mochila nas costas....... além disso, como todo bom universitário, ando sempre com a grana contada e não acho justo ser privado de certas experiências apenas pq não tenho centenas de dólares para pagar em um guia. enfim, fica a critério de cada um. Aqui falarei um pouco de como foi essa jornada e tentarei passar o bizu para fazer o trekking solo. [*]PREPARATIVOS ANTES DO TREKKING (Ainda quando estava no Brasil achei poucos relatos de como fazer esse trekking solo, então, aí vai o bizu!) A trilha não começa em cusco e sim em uma cidade ali perto(Molepata ou Challacancha). Então como chegar lá?? Ao que me parece existe uma van do estado que sai de cusco até Molepata que não sei ao certo quanto custa mas acredito que seja por volta de 15 a 30 soles, porém, não me parece muito bizu.... (inicialmente cogitei essa possibilidade, mas o lugar que ela sai é meio longe da plaza... n achei uma boa), entretanto , Muitas agencias de viagens fazem esse trekking guiado onde na maioria das vezes sobram vagas as quais podem alocar para você. Esse sim é o bizu !!! Peguei "carona" na agência HakuTravel. Agora vem outro bizu! Não comece por Molepata e sim por Challacancha o próprio cara da HakuTravel me ofereceu essas duas alternativas, 25 soles até Molepata e 45 soles até Challacancha (uma cidade depois de molepata). Caso vocês escolha começar por Molepata não chegará a tempo de conhecer a laguna Umantay que, com certeza, foi uma das mais belas vistas que vi em minha vida ( a primeira ft do relato) . [*]1º DIA A van foi nos buscar no hostel por volta das 4:30. Saímos em direção a Molepata e em seguida a Challacancha, onde começamos. Na van basicamente tinha gringos, dois peruanos, eu e o Luiz. Ao chegar em Challacancha o grupo que estava guiado foi pela trilha e nos pela carretera. Preferia ter ido pela trilha, porém, não queria que o guia desse grupo pensasse que estávamos seguindo-os.... orgulho mesmo :'> kkk Levamos em média 4 hrs de caminhada leve para chegar em Soraypampa (primeiro acampamento) e assim que chegamos começou a chover. Obs: O valor do camping foi de 10 soles para os 2. Esperamos a chuva passar e partimos em direção a Laguna Umantay. Levamos em média 50 min pra subir e 40 min para descer. A distância não é longa, porém, começamos a sentir o efeito da altitude. A vista sem dúvida compensa todo o esforço!! Não resisti e tive que dar um mergulho!!! [*]2º DIA Após passar MUITO FRIO a noite, saímos por volta das 6:30/7:00. Esse segundo dia é DIFÍCIL. São 3 hrs de subida louca com a mochila pesando 12 kg a uma altura de 4000 metros (acredite, o ar rarefeito realmente influência) e depois são mais 6 hrs de descida muito cansativa !! Chegamos no segundo acampamento (Chullay) exaustos, porém, agora, mais do que nunca, estava com uma insana vontade de terminar salkantay! O percusso total durou 9hrs 40 min contando com o tempo de descanso. Ao chegar no camping, pagamos 10 soles por uma ducha caliente e 10 soles pela janta ( um prato de arroz com ovo) que estava muito bom, principalmente depois de misturar com uma sardinha que levamos, ficou top . Aí vai mais uma dica, não levar comida! no máximo snack . você sempre passa por vilarejos onde pode comprar algo para comer, assim evita levar peso extra na mochila .... Ah sim..... o camping nesse dia sai de graça caso você consuma algo :'> [*]3º DIA Apesar do dia anterior ter sido sofrido kkkk... acordamos inteiros !! Além disso era meu aniversario kkkk... O terceiro dia foi tranquilo! como acordamos dispostos, pegamos um rito forte chegando antes do previsto em Sahuaycu Playa. Lá paramos pra almoçar e conhecemos o Ricardo, dono da hospedagem El Sol de Sahuayacu Playa e de Santa Tereza, além de uma venda em cada uma dessas cidades, um verdadeiro empreendedor kkkkk!!! Ao conversar com o Ricardo, ele nos deu a ideia de passar por Llactapata, um lugar onde estão escavando novas ruínas incas além de ser possível avistar Machu Picchu por cima!!. Decidimos, então, ir até Santa Tereza e tirar um dia off, pois é uma cidade bem estruturada onde poderíamos tomar um banho de termas, comer de verdade e dormir em uma cama kkkk.. Em seguida, retornaríamos até Lucmabamba de van e subiríamos até Lactapata. Esse é o mapa da trilha, pra facilitar a compreensão. A partir de Sahuayacu Playa é que separamos os homens dos meninos kkkkkk.... Seguimos o caminho até Santa Tereza a pé enquanto a galera ( os grupos guiados), a partir desse ponto, começam a pegar van . Ahh... algo que não mencionei, os grupos guiados possuem mulas que levam 5 kg de cada pessoa, as barracas e a comida para toda a viagem! Ou seja, eramos dois malucos com cargueiras de 12 kg compartilhando a mesma trilha com pessoas que levavam 5 kg no máximo kkkkkk..... Parece meio louco, mas a cada van que passava por nos, lotada de pessoas as quais encontrei durante a trilha, me vinha uma sentimento de orgulho, Pq por mais que estivéssemos duas vezes mais cansados do que eles, devido a mochila, ainda continuávamos a pé e a sensação de fazer tudo apenas com seus pés é impagável. [*]4ºDIA DAY OFF Pagamos 15 soles pela diária no El Sol. A Camila, a chilena que conheci no deserto do Atacama, e que futuramente se tornaria minha namorada , me encontrou em Santa Tereza e a convenci a terminar o último dia de trilha comigo, ela mal sabia no que estava se metendo kkkkkk... [*]5º DIA Passado o Day off, é hora de continuar.... Agora eramos eu a Camila e o Luiz. Saímos as 5:30 de Santa Tereza em direção a Lucabamba com uma van ( do Ricardo, o empreendedor!! kkkkk) que custou 10 soles por pessoa. Pensei que esse último dia seria moleza! doce ilusão rsrsr começamos uma subida de 5hrs! tão pesada quanto o segundo dia, porém, o fator altitude não influenciava mais, pois estávamos a quase 2000 m a baixo do ponto mais alto que alcançamos no 2º dia. Chegar no topo foi muito satisfatório. Vê as ruínas Incas recém descobertas ainda em fase de escavação e ao fundo a montanha de Machu Picchu. Toda aquela dor é recompensada ! Depois descemos por volta de 4 hrs até a hidroelétrica onde almoçamos . Logo depois, mais 2hrs e 30min caminhando pelos trilhos do trem até Aguas Calientes, onde passariamos a noite p/ subir a machu Picchu no dia seguinte. Sem duvida umas das grandes experiências da minha vida conseguir chegar a Machu Picchu de uma forma bem diferente !!!
  23. Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo) Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5] Capítulo 3: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5] Capítulo 4: Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7] Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7] Capítulo 6: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8] Capítulo 7: Capítulo 8: Capítulo 9: Capítulo 10: (continua...) Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo? Então segue lá no instagram @queridopassaporte Faaala, meu povo! Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira. Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí. Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: Agradecimentos Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes: Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre. Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando. Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral. A viagem Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS! O Roteiro O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente. Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”). O roteiro ficou assim: 11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD) 13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK) 14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS) Indonésia (Bali) 15/10/17: Uluwatu 16/10/17: Ubud 17/10/17: Ubud 18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan 19/10/17: Nusa Penida 20/10/17: Nusa Penida 21/10/17: Nusa Penida 22/10/17: Nusa Penida x Kuta 23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN) Singapura 24/10/17: Singapura 25/10/17: Singapura 26/10/17: Singapura 27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK) Tailândia 28/10/17: Bangkok 29/10/17: Bangkok 30/10/17: Bangkok 31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX) 01/11/17: Chiang Mai 02/11/17: Chiang Mai 03/11/17: Chiang Mai 04/11/17: Chiang Mai 05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV) 06/11/17: Railay Beach 07/11/17: Railay Beach 08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi 09/11/17: Koh Phi Phi 10/11/17: Koh Phi Phi 11/11/17: Koh Phi Phi 12/11/17: Koh Phi Phi 13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK) 14/11/17: Bangkok 15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX) Quando ir? Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções). Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa. Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata. Indonésia (Bali) De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis. Singapura Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio. Tailândia Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro. O que levar? O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um. Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo. Equipamentos Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena. De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7). Câmera Nikon Dx D5300 Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6 Lente Nikkor 35mm f/1.8 Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6 Tripé 60-170cm GoPro HERO5 Black GoPro Dome 6’’ Spray repelente de água Bastão GoPro 3 Way Bastão Flutuador GoPro Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro Maleta de acessórios GoPro Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB Adaptador de tomadas Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha Precisa de visto? Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país. Indonésia O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias. Singapura Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”. Tailândia Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias. Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão. Documentos Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como: Cartões de embarque: Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais. Comprovantes, ingressos, reservas, etc: Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora). Certificado do Seguro Viagem: Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem. Cartão Internacional de Vacina (ANVISA): É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional. Nota fiscal dos equipamentos fotográficos: Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram. Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem: Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países. Como levar o dinheiro? Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado. Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado. Finalizando... Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc. Então, até breve! Próximo capítulo: Do sonho até lá.
  24. Sempre que viajo posto histórias no Instagram, caso alguém queira acompanhar: rsartorelli Já tinha um tempo que queria conhecer a região, e finalmente arrumei tempo... Tinha conversado com amigos que já foram e fui bolando as ideias, de certeza a única era que eu queria ir na cachoeira do tabuleiro, terceira maior do Brasil, que é "perto". Terceira viagem sozinho, bolei minha mochila, saco de dormir, isolante, comida e tralhas e fui de ônibus, dia 25 segunda de natal, peguei um ônibus da viação Serro saindo de Belo Horizonte perto de 13h. Primeiro dia: O ônibus parou quase em frente ao camping umas 15:30h, e desceram duas meninas no mesmo ponto que iam ficar em uma pousada perto do meu camping, fomos conversando e animamos arrumar as coisas e procurar uma cachoeira mais tarde no dia. Cheguei no camping Grande Pedreira (20,00 reais/dia), só tinha um casal lá, solzão tenso, montei a barraca suando pra caramba, quando terminei dou de cara com o campista me oferecendo um latão de Brahma gelada e uma tábua com carne que ele tava fazendo churrasco, cara, que início, sentei com eles e trocamos ideia, eles são de Aiuruoca que foi minha primeira viagem, prosa bateu bastante, eles trabalham em uma oficina e resolveram pegar a moto e ir pra estrada... Encontrei as meninas na porta do camping, e fomos na cachoeira que fica quase em frente, Cachoeira Véu da Noiva, 11 reais pra ficar por uma hora e 30 reais pra passar o dia, complicado... Pagamos a hora e entramos 17h, cachoeira bonita mas com fácil acesso ela fica meio farofada, então achei mais ou menos... Saindo bateu um chuvão do nada por uns 20minutos, ja preocupei com a barraca. Chegando no camping o estrago foi pequeno, só o saco de dormiu molhou um pouco. Arrumei meu fogareiro fiz meu miojo e fui dormir. Segundo dia: Combinei com as meninas de ir ver o sol nascer na parte alta do véu da noiva, trilha dos escravos... Acordei 5 da manhã, tomei meu café e comecei a arrumar, só que o tempo não tava ajudando, então falei que não ia rolar... Acabei ficando deitado na rede e umas 6h o tempo melhorou, então fui sozinho fazer a trilha, bem tranquila e legalzinha. Voltei umas 7:30, e iríamos pegar o ônibus 8:30 pra ir até o parque, na cachoeira da farofa. Paramos o mais perto na estrada, e fomos andando até a entrada, uns 2km. Chegamos na portaria 9:30, falaram que podia fazer a trilha de bike ou a cavalo, 40,00 reais pra alugar a bike, mas animamos ir a pé mesmo, Cachoeira da Farofa são 6km da entrada, e o Canyon das Bandeirinhas 11km, osso. Acho que éramos os únicos a pé. Foi tenso, tudo plano, mas mesmo assim bem cansativo, chegamos na farofa meio cansados já, cachoeira bonita demaaaaaaaais, fizemos uma horinha e saímos pro canyon, chegamos lá eram umas 3:30h, coincidência topamos com uns dinamarqueses que pegaram o mesmo busão nosso, trocamos ideia e eles seguiram rumo, de bike. Canyon bonito pra caramba, mas não chegamos até o final porque tinha que nadar e já estávamos cansados e pensando na volta... Chegamos mortos na portaria eram 18h, conseguimos uma carona com um cara do parque 19h. Esse rolê com certeza rola fazer de Bike, economiza muito tempo e aproveita bem mais. Conversamos e uma amiga das meninas chegaria no outro dia, e então elas animaram ir na cachoeira do tabuleiro comigo no próximo dia. Saindo 5:30h da manhã. Cachoeira da Farofa Canyon das Bandeirinhas Terceiro dia: Acordei 4:30h, tomei café arrumei e mandei mensagem... Nada delas... Deu 6h eu fui sozinho pra estrada pegar carona pra tentar chegar lá, meia hora de dedão consegui uma pra Conceição do mato dentro, cheguei umas 7:30h na rodoviária. Sabia que tinha ônibus pro distrito de Tabuleiro(onde fica o parque do Tabuleiro) as 15:00h, e demora por volta de 1:30h de viagem... O que nao daria certo pra mim porque ainda tinha que voltar pra Serra do cipó. Perguntei os taxistas e cobrariam 80,00 reais pela viagem, não rolava. Consegui um número de moto táxi, chorei o preço e ele fez por 40,00 reais até a entrada do parque, top demais. O cara foi falando e resmungando algo a viagem inteira e eu não ouvia nada, só sorria acenava e fala "é foda mesmo". Cheguei e tinha a trilha parte alta e baixa, que a moça disse que não rola fazer no mesmo dia. Parte baixa 2,5km, parte alta 6km. Objetivo era a parte baixa então fui, metade do caminho trilha e metade seguir o rio pelas pedras, pra mim é bom demais porque acho mais "divertido" andar nas pedras. Cheguei nela e já apaixonei de cara, uma baita cachoeira, 273m, terceira maior do Brasil, um piscinão com uma pedra no meio que da pra ficar de boa, e lugar pra ficar quase em baixo da queda, demais. Acho que nunca vou ver uma igual, a cachoeira fica num vale bonito demais, cercada de paredões, e como a água dispersa bastante na sua longa queda, quando bate um vento ela muda o curso e acaba "dançando" para os lados, parece mágico, as gotas de água começam a circular o vale, formando umas nuvens de água que as vezes dá até pra ver umas imagens... Cara, que cachoeira, me seguro pra não usar palavrões pra descrever com exatidão meu sentimento. Fiquei um bom tempo lá e já pensei em voltar porque ainda tinha que voltar pro meu camping e não tinha como voltar. Voltei e fiquei na entrada do parque, esperando alguém pra pedir carona. Primeiro rapaz que tava saindo, com a namorada, pedi carona e me ajudaram, me deixaram de novo na rodoviária de Conceição do Mato dentro, aí já estava quase em casa. Pedi carona por um tempo até o horário do ônibus mas não consegui, então peguei o ônibus de 16h. Cheguei no camping quase 18h, então foi um dia foda, curti bastante. Fiquei conversando com o Roberto, que toma conta do camping, me ofereceu cerveja e ficamos lá prozeando até mais tarde, e pedimos um lanche pra dar uma variada. Quarto dia: Último dia e tinha mais uma entrada do parque pra ir, acordei 6h, a distância total(ida e volta) do camping até a Cachoeira do Tombadouro(última cachoeira da trilha) eram 26km, metade fora do parque, então era bom ir preparado. Tomei café e saí 7h, fui andando e pedindo carona, bem cedo consegui uma que me cortou uns 3km, e daí fui andando até o parque, cheguei exatamente 8h, o primeiro a entrar no parque. E fui, primeira cachoeira bem bonita, Cachoeira das Andorinhas, grande parte andando nas pedras, duas quedas, dei uma nadada e fui pra próxima, cachoeira do gavião, bonita pra caramba, bem tranquila, que é possível escalar bastante até seu topo que encontra uma outra queda do outro lado, mas acabei fazendo só ate a metade, que minhas coisas tinham ficado tudo lá em baixo... Dei uma aproveitada e fui pra cachoeira do Tombador, cara essas trilhas são lindas, dão tudo uma visão do vale inteiro, você nem lembra que tá andando e nem das dores e bolhas no pé. Cheguei nela, absurda, muito massa, duas piscinas uma em cima da outra, duas quedas, fiquei lá por um bom tempo, todas eu sempre tava sozinho, mas nessa chegou um casal uma hora depois de mim, bom demais que me ajudou a tirar uma foto. Fiquei até 13h, que ainda tinha que desmontar minha barraca e ir embora. Muito mal pensado, trilha longa na volta e o sol TRINCANDO, foi sofrido mas foi, cheguei na entrada um pouco antes de 15:30h, consegui logo uma carona na saída e me deixaram no mesmo lugar do cara que me deixou na ida. Ainda longe do camping pedi carona por uns 20min e consegui. Achei que já tava perto do camping e pedi pra ele me deixar, que eu iria comer algo. Comi um PF 18 reais e um suco de incríveis 6 reais. Terminei e percebi que tava ainda um pouco longe, e tava muito cansado, então fui andando devagar e pedindo carona, consegui outra e me deixou na porta do meu camping. Cachoeira das Andorinhas Cachoeira do GaviãoCachoeira do TombadouroCachoeira do Tombadouro Tomei banho, arrumei as coisas, despedi dos amigos do camping e fui na estrada pra ir embora. O ônibus só passava as 19:25h, e ainda eram 18h, então pedi carona denovo... Deu meia hora e consegui uma, que iriam para venda nova mas podiam me deixar dentro de BH, bom demais! Parei perto da UFMG e peguei um busão para perto da rodoviária. Cheguei por volta de 20h, fui no guichê e unha ônibus as 20:15h pra Itaúna. Bom demaaaais fechando o rolê. Gastos: Ônibus ida: 33,00$ Camping Grande pedreira: 20,00$ diária, total 60,00$ Cachoeira véu da noiva: 11,00$/hora , 30,00$/dia Comida (4xCupNoodles, 2xBolacha, 4x pacotes barra de cereal, Pao de forma, leite em pó): ~~60,00$ Entrada parque tabuleiro: 10,00$ Ônibus porta do camping -> algum lugar mais pra frente na estrada: 3,00$ MotoTaxi Conceição do Mato dentro -> Portaria tabuleiro: 40,00$ Ônibus volta Conceição Mato dentro -> Serra do Cipó: 22,00$ Lanche camping: 18,00$ Almoço PF+Suco: 24,00$ Ônibus UFMG -> Rodoviária: 4,05$ Ônibus BH -> Itaúna: ~~ 25,00$
  25. top_dog

    Ilha Comprida/SP

    Ilha comprida Há tempos aguardava a oportunidade perfeita para conhecer o litoral sul de SP. A parte norte, com acesso mais fácil a quem mora no vale do paraíba, eu já havia “mapeado” muito bem: conheço cada cantinho. A travessia da Ilha Comprida, os muitos quilômetros de areia estavam no topo da lista. Saí de Taubaté na parte da tarde. Com os recentes acontecimentos, evito ao máximo andar em Sampa de moto, então desci ao litoral pela Mogi/Bertioga e rumei ao sul, passando por Guarujá, Santos, Peruíbe e etc. Chega-se à Régis Bittencourt e algusn quilômetros depois pega a saída sentido Iguape/Ilha Comprida. Ilha comprida é uma cidade espalhada, e muito calma e pacata. Chegando em Iguape, é só atravessar a ponte. Infelizmente parece a crise pegou lá de jeito, e além de quase todos os campings estarem fechados e com placa de “Vende-se”, mal há iluminação nas ruas a noite. Asfalto em meia dúzia de ruas fora a da orla. Depois de perambular pelo centro em busca de um camping, sem sucesso, segui rumo ao norte, onde alguns quilômetros pra frente encontrei a Pousada e Camping Beira Mar (que, diga-se de passagem, também estava com placa de “vende-se”), onde iria montar a barraca por R$30, até o dono oferecer um quarto por R$40... e ali fiquei. O percurso do dia era conhecer o norte da ilha pela manhã, chegar em Cananéia à tarde, para no próximo dia, durante o retorno, fazer a famosa trilha do despraiado na volta pra casa. Saí em direção às dunas, e resolvi que queria tomar café. Virei, voltei e alguns kms depois de passar na pousada, o pneu traseiro fura. Resolvi voltar pra pousada e tentar trocar a câmara sozinho, e, pasmem, com muito orgulho, posso dizer que pela primeira vez na vida consegui trocar uma câmara sem estragar ela. Mas como a fita de proteção que fica na cabeça dos raios se perdeu, sabia que era questão de tempo até furar a câmara nova. Isso me tirou um pouco o tesão. Fui calibrar direito o pneu pra assentar o talão, aproveitei pra abastecer e tomar um café, e voltei conhecer o norte. Me diverti nas dunas, um parque de diversões pra quem gosta de offroad. Só me faltava uns pneus melhores, já que com pneus lisos não havia tração pra subir nas dunas. Me diverti ali por um tempo. Fui conhecer a vila que fica no extremo norte da ilha, e voltei. Cheguei na pousada, arrumei as coisas pra ir embora e com tudo arrumado olho no relógio: ainda eram 11:00h. Resolvi seguir pra Cananéia, sem pressa. Fui pela avenida principal até acabar o asfalto, segui mais um pouco. De repente a estrada sumiu, só tinha grama. Aí não teve jeito, atravessei a faixa de areia fofa e cheguei a orla, onde já avistava alguns carros andando. Pouco tempo depois, passo um CrossFox parado. Antes de um riozinho, parei pra tirar fotos e ele resolveu atravessar o rio mais perto do mar. Mau negócio. Não sei o que aconteceu, mas o carro parou e não ligava mais. Consegui, às custas da minha enbreagem, puxar o carro pra areia seca. Como não conseguiria fazer nada, segui viagem. Nenhum vídeo que vi da ilha faz juz a sua beleza. É muito bonito! Também colaborou que o dia estava perfeito, com um belo céu azul. Segui sem pressa e logo me vi esperando a balsa. Ao olha no relógio, ainda eram 12:30h! Em Cananéia, almocei num restaurante lá e tentava pensar o que fazer. A moto já não me deixava confortável: a embreagem patinando, a câmara com grande possibilidade de furo e não ter uma câmara reserva, me deixava apreensivo. Enquanto almoçava, olhei no GPS e ele dizia: seis horas até casa. Resolvi seguir. Saí de Cananéia as 14:00h, cheguei em casa as 20:30h, cansado, e com vontade de voltar. Steve em ilha comprida!
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