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  1. De volta ao Piauí. Um ano antes, no mesmo feriado de 12 de Outubro, conhecemos um dos maiores tesouros nacionais que é a Serra da Capivara. Este ano conseguimos novamente preços aceitáveis para curtir o feriado no Piauí, e dessa vez escolhemos o litoral. Conhecer o Delta do Parnaíba, percorrer o menor litoral brasileiro, conhecer a vibe de Barra Grande (do Piauí, para não confundir com o homônimo da Bahia), As praias de Luis Correia, etc. Era o que estava nos planos. E, novamente, além de uma viagem de avião (Rio-Brasília-Teresina), teríamos uma longa viagem terrestre pela frente. Chegamos em Teresina de madrugada e apenas fomos dormir mais algumas horas num hotel nos arredores. Partimos para o litoral logo cedo no dia seguinte. O fluxo de carros era grande dessa vez, bem maior que na direção sul que pegamos no ano anterior. Ok, é sabido que muito mais gente visita o litoral que a Serra da Capivara. A viagem terrestre até Barra Grande do Piauí levou pouco mais de 5hs. São 400 km. Escolhemos Barra Grande como base por ter lido que era tida como a “Jeri do passado”, com ruas de areia e boa vibe. Acho que foi ótima escolha, é bem agradável passear pelo centrinho de noite. E bem badalado. A praia é ótima, e linda. Pousadas são relativamente caras – depois soube que a elite de Teresina adotou a região, daí os preços mais elevados. Nesse dia da chegada ficamos de relax na praia de Barra Grande por toda a tarde. Conseguimos uma barraca bacana (kyte), depois fomos curtir um pouco o mar (maré estava alta) e o espetacular pôr do sol numa barraca (capucho) um pouco mais afastada (menos gente!), em frente às pousadas de luxo de beira de praia que tem por lá. Vale repetir: o pôr do sol de lá é um momento sublime. Ah, e o vento. Constante, forte. Por isso as dezenas de kytes na água, o que dá uma beleza especial ao pôr do sol. Parecem pássaros ao longe. Não tem muito o que falar e descrever. Vale sentir e apreciar. Curtimos ainda uma piscininha noturna. De noite batemos perna no centrinho, esbanjamos num jantar finesse (restaurantes tinham longa filas por lá!) e fomos dormir. Vida boa. Sábado era dia de explorar o litoral. Usei como referência o ótimo relato da Érica Martins (https://www.mochileiros.com/topic/74878-relato-delta-do-parna%C3%ADba-litoral-do-piau%C3%AD-jericoacoara-7-dias/) e partimos no sentido inverso ao dela. Na viagem que fizemos para a Capivara encontrávamos sempre animais na estrada. As estradas são geralmente muito boas (para o litoral pareciam um pouco piores que para o sul), perigo maior são mesmo os bichos que de vez em quando cruzam. Entre as estradas do litoral, sobretudo em Cajueiro da Praia (Barra Grande), tinha muito bicho. Era galinha, porco, cachorro, gato, burro, bode, pato... praticamente um safari. Nesse dia (sábado) nossa primeira parada foi na Praia de Macapá, em Luis Correia. Praia de rio que desemboca no mar. Fomos seguindo a estradinha até nos depararmos com ônibus de turismo estacionados e carros fazendo manobras. Sinal de que é melhor voltar dali! Lotado de gente. Como a região é bem grande, recuamos para o primeiro bar de praia que vimos e fomos curtir a praia. Sublime. A Praia de Macapá, sobretudo naquela hora de maré baixa, é daquelas que eu posso estacionar e curtir durante longas horas. Vasta, cheia de curvas que são formadas pela combinação entre vento e maré baixa, belíssima. Muito pouca gente na região onde estávamos. Logo do lado tinha a maior galera num dos bares – aquele dos ônibus parados. Sempre tinha alguém curtindo um kyte também. Ficamos lá por um tempo e partimos. Nossa meta era explorar o litoral. Olhando para trás, eu teria ficado mais tempo por lá. Antes de partirmos vimos dois carros atolados na areia sendo resgatados. Areia onipresente em região de dunas e muito vento. Havia pontos na estrada com avanço das dunas (e máquinas trabalhando para retirar). Parada seguinte foi na árvore penteada, que lembra a árvore da preguiça de Jericoacoara (que, aliás, soube que tombou recentemente). É bacana, um ponto fácil para fotos. Acesso fácil e sinalizado. Dali em diante enfileiramos algumas praias para conhecer, mas acabamos apenas passando por elas. Praia do Farol (vazia, sem qualquer infra), as praias seguintes à do farol (algumas tem infra), a famosa Praia do Atalaia, urbanizada, e naquele dia beeeeeem cheia. Muita gente, muitos ônibus, flanelinhas, etc. Digo bem cheia, mas a praia também é bem ampla. Tem espaço de sobra para todos. Decidimos não parar. Ainda estiquei até a Praia do Farol Velho, mas que ficava numa região bem largada, parecia fantasma. Logo voltamos e seguimos viagem. Próxima parada foi a Lagoa do Portinho. No caminho, a duna literalmente tomou conta da estrada. Chegando lá... ainda bem que eu já tinha lido o relato da Érica. A Lagoa praticamente morreu, parece estar secando. É um lugar ainda bonito, eu diria, mas bem largado. Muita coisa abandonada. Tinha praticamente ninguém por lá. Um barqueiro veio oferecer passeio de barco, mas recusamos. Enfim, logo partimos. Fomos para Parnaíba, na zona do porto, para fechar um passeio ao Delta. Minha ideia era fechar com algum barqueiro para o dia todo, mas Katia vetou solenemente a ideia, ainda traumatizada com o barco pulante de Alter do Chão (não é nada terrível, ela que tem medo mesmo). De modo que, então, nos rendemos ao passeio habitual com a galera. Fechamos o nosso (70 pp) para 2ª feira. Naquela região tem a Sorveteria do Araújo, que é MUITO saborosa. Simples, e saborosa. Aliás, se tivéssemos nos hospedado por lá, acho que ali era o ponto de curtir a noite. Naquela hora, com o sol a pino, não tinha praticamente ninguém. Partimos para a Praia Pedra do sal, a única de Parnaíba. Galera diz que o pôr do sol de lá é bem bacana. A praia é bem grande, e dividida pelo farol. Embora houvesse bastante gente, havia espaço de sobra para todos. Ficamos um tempo por lá, mas não até o pôr do sol, que era o plano original. A praia é interessante, mas Barra Grande é melhor! (Macapá também – e aí me dei conta de que poderíamos ter ficado mais tempo por lá). Disparamos de volta para curtir ainda o pôr do sol em Barra Grande. O litoral piauiense é relativamente curto, mas a viagem da Pedra do Sol até Barra Grande leva coisa de 1,5 hora. Não é pouco. Chegamos em Barra Grande a tempo de curtir o pôr do sol, mais um. E mais um espetacular. Na mesma Barraca do Capucho, que se tornou nosso ponto final obrigatório de cada tarde. Tal qual o Restaurante o Nain, em Canoa Quebrada, semanas antes. De noite fomos compensar a esbanjada de ontem e fomos num restaurante mais guerreiro, no centrinho mesmo. Pagamos nada menos que ¼ do valor da conta anterior. Excelente custo-benefício! De resto ficamos batendo perna no centrinho, comendo tapioca doce e uma limonada com rapadura que era uma delícia. Domingo tiramos para ser um dia mais relax. Para curtir Barra Grande mesmo. Pouco carro. Amanheceu meio nublado. Partimos para Cajueiro da Praia, para conhecer o (outro?) Maior Cajueiro do Mundo, que (também?) fica lá. Tem mais estrutura do que eu imaginava. Não tinha ninguém, mas vc pode entrar numa boa. É interessante. Cajueiro é uma cidade bem menor que as outras (Parnaíba, Luis Correia), e mais pobrezinha. Rodamos rapidamente, ainda era cedo de manhã e havia pouca gente. Tem um projeto Peixe Boi por lá, mas estava fechado. Conhecemos a praia local de Cajueiro da Praia, que é bacana. Mar calmo. Mas havia bares, já de manhã, com aquelas aparelhagens de som nas alturas. Isso espanta. Fomos retornando em direção à Barrinha, parando nos mirantes pelo caminho. Passamos o resto da manhã na Praia da Barrinha, de relax. Aproveitamos para caminhar até a foz do rio que divide a Barrinha de Barra Grande. Se tem foz de rio, eu quero conhecer. Mais um belo lugar. Na verdade, no google maps consta como Lago da Santana. Seja o que for, belo lugar. Aliás, é possível (e fácil, na maré baixa, cruzar da Barrinha para Barra Grande. De tarde fomos para Barra Grande. Fazia aquele calor sinistro que faz na região quando não tem nuvem para proteger. Logo arrumamos um bar para estacionar e curtir a praia, a sombra, a cerva, e tudo o mais. A maré estava baixa, o que permitir entrar MUITO mar adentro. Vegetações e pedras cravejadas de mariscos surgem centenas de metros adentro. Fui lá conferir e curtir. Quando voltei a maré já estava em pleno trabalho crescente, o que requer atenção redobrada (para não esfolar o pé numa das pedras cheias de mariscos!). Curtimos nosso fim de tarde no mesmo lugar de sempre. Mas dessa vez uma nuvem fechou o tempo e não rolou pôr do sol. Chegou até mesmo a pingar. Coisa rara na região em outubro. Jantamos muito bem no Manga Rosa, repetimos as tapiocas e limão com rapadura, e fomos dormir mais cedo. Nossa última noite na área. No nosso último dia partimos logo cedo. A viagem até Parnaíba leva cerca de 1 hora. O passeio sai pouco antes das 9hs, do município vizinho de Ilha Grande. O barco segue o rio, passa por um igarapé, mostra caranguejos (e faz uma encenação de um tal homem lama...). E chega num braço de areia que na verdade é uma praia no delta. Ou uma ilha: Poldros. É onde param os barcos de passeios organizados. Curtimos um tempo por lá, com céu fechado. Na volta, o barco para numa área de dunas belíssimas, onde também serve caranguejo para a galera. Subi as dunas e fui entrando por elas. Na minha frente tinha um cara ainda mais explorador. Visual extraordinário. Tudo seco, tal qual quando visitamos os Lençóis Maranhenses. Andei por uma lagoa seca, mas ainda relativamente úmida. A natureza é bela de diversas formas. Depois de um tempo, voltei e fui curtir um pouco de banho de rio. Sempre uma delícia. O passeio leva +- umas 6hs e acaba no mesmo ponto. Pegamos o carro e partimos direto para Teresina. Mais 4,5hs dirigindo. Como era 2af, a o São João Carne de Sol estava fechado. Paramos numa pizzaria guerreira logo adiante para matar a fome antes de devolver o carro e dormir algumas horas. Nosso caminho de volta ao Rio começaria de madrugada e dia seguinte era novamente dia de batente. Mais um feriado desbravando algum canto do Brasil!
  2. Fala mochileiros! Cheguei recentemente de um passeio no chamado "caribe brasileiro" (nome mais do que merecido, diga-se de passagem), ou Alter do Chão, para quem não conhece, e, como me surpreendi com a experiência que tive lá (principalmente em relação a gastos, uma vez que destinos exclusivamente turísticos acabam sendo por vezes temidos pelos custos de viagem), nada mais justo do que compartilhar. Então, partiu!!! Alter do chão lá de cima, com a ponta do cururu bem definida. Acreditem, caminhei tudo isso aí de praia A época escolhida foi a segunda semana de novembro, logo após o agito derivado do tradicional Sírio de Nazaré em outubro. As passagens deram uma aliviada, e consegui pegar uma ida e volta de 400 mangos (com barco, de Manaus, você gasta quase esse mesmo valor, só de passagem, e fica de um dia e meio a quase três dias nos rios dos trechos, enquanto que o vôo dura nem uma hora). Fato rápido: as praias do norte costumam estar mais bonitas na segunda metade do ano em virtude da seca, mas, diferentemente do Amazonas, certos rios do Pará secam menos e mantêm sua beleza natural em virtude da proximidade geográfica com o oceano. E com o belo rio Tapajós não foi diferente. A propósito, Santarém tem seu próprio encontro das águas, assim como Manaus, só que é Tapajós e Amazonas, ao invés do Rio Negro e Solimões (não a dupla sertaneja) da minha terrinha Bando de copião, pegaram o encontro das águas amazonense e fizeram uma versão deles kkkkkkkkk é brincadeira, mas é igualmente impressionante e belo Estamos em um período de calor intenso, então acreditei que iria encontrar um sol de rachar cuca no Pará, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, houve uma grande frente fria e transição de massas de ar e pressão atmosféricas (aqueles papos de previsão do tempo, não vou entrar em detalhes) que preencheu a maior parte do país com chuvas e tempestades os cariocas sentiram isso na pele, infelizmente, e em outros estados o estrago foi menor. Mas exatamente nessa semana pegaria umas chuvas no Pará. Pois bem, vida que segue.... Cheguei no aeroporto de STR no domingo (4), após deixar Manaus embaixo de um toró, por sorte as nuvens de chuva estavam mais no Amazonas, e no Pará ainda tinha um pouco de sol. Mais perdido que cego em tiroteio, tratei de procurar um jeito de me deslocar para Alter. Tinha apenas 5 dias disponíveis para conhecer os lugares, uma estadia boa, a meu ver, para conhecer as principais atrações, mas dessa vez não fiz um roteiro rígido para ser seguido. Conhecia uns lugares e simplesmente iria na cara e na coragem pq acredito que as viagens ficam mais interessantes assim, e é bom você saber lidar com imprevistos. Levei apenas 500 bonoros para essa viagem, e acreditem, deu e sobrou. Fato do aeroporto de STR: os taxistas chegam em cima de você que nem urubus numa carcaça, e os preços deles não são muito convidativos (50 pila para ir ao centro de Santarém, 100 a 120 para ir para Alter). Mas fica a dica do tio: esperem passar o bus para Santarém, pois tem uma linha que faz essa integração, ou rachem o táxi com alguém, que com certeza vai ter gente afim. De santarém tem ônibus para alter, mega fácil de pegar, e barato, vale esperar um pouquinho. Mas como não sabia desse fato, resolvi rachar o táxi com uma família que iria direto para alter Pessoalmente acho massa ter uma ciclovia entre a cidade e a vila turística, em Manaus não temos isso O táxi rachado me custou apenas 34 reais, o que foi uma boiada e tanto! Desci perto da famosa ilha do amor, já na orla da vila. O "centro" é ali mesmo, e você não vai se afastar muito dali, a não ser para os passeios para os lugares distantes. Tem pousada pra dedéu, hotéis, e redários com camping, que era o que eu estava procurando (eu prefiro acampar e ter o desconforto e privacidade da minha barraquinha ). Não lembro de ter visto hostel, mas creio que tenha sim. Não andei muito e logo de frente pra ilha achei um camping com redário, rústico, bem localizado, além dos donos serem bem receptivos, e com um preço MEGA em conta, considerando a sua localização. Altas vibes naquele lugar (estilo roots, espere encontrar hippies e pessoal alternativo, se você tem algum preconceito com esse tipo de gente, não recomendo o camp, mas não achei nem um pouco ruim). Le acampamento base Honestamente pensei que só ia chegar no domingo com tempo de achar um lugar para ficar, mas estava no meio da tarde, e não queria perder o dia, então conheci a dona, fechei as diárias, e tratei de dar um rolê pelo lugar. A vila até parece meio feinha com o rio seco, mas vai por mim, lá na frente é a coisa mais linda de se ver. Detalhe para a conhecida serra da piroca A vila é tranquila, mesmo nos fins de semana, confesso que achei bem vazia de gente, e desconheço a alta temporada de lá, apesar de ter chutado o mês de outubro. O lugar é cheio de moradores e visitantes latinos, no camp mesmo haviam argentinos e chilenas de passagem. O cajueiro parece ser o capim de lá, de tanto que tem, existem ruas onde você passa e sente o cheiro gostoso, de tanto caju (e cajuí) que tem no chão. Curiosamente não encontrei nenhuma bebida específica feito dele na vila. Se eu tivesse vontade de comer caju, era só olhar para uma árvore e colher. Caju hoje, caju amanhã, caju sempre Andando pela praia da ilha do amor (que na seca pode ter seu curso d'água atravessado a pé, só tomar cuidado pq dizem que tem arraia lá), decidi ir a pé para a conhecida ponta do cururu. Quando os rios secam, faixas de areia são descobertas pela água e ficam em contato com a parte mais funda e bonita do rio, em Alter há várias pontas, sendo as do cururu, pedras e muretá as mais conhecidas. Na cheia não dá para chegar nelas a pé, ou simplesmente nem dá pra acessar (por já não existirem!), sendo obrigatório pagar barqueiro para levar lá. Li que os valores não são dos melhores, fora que eu não estava afim de fazer um passeio regrado com hora para ir e voltar, e como você deve ter visto na foto lá de cima, tinha uma mega praia formada em todas as margens da região, então resolvi botar as panturrilhas para trabalhar e ir a pé. Partiu ponta do Cururu A "andada" leva mais ou menos uma hora e 20 minutos, de alter até chegar lá, e você fica com aquela ansiedade de estar vendo o horizonte, e não chegar perto dele, mas deu para me distrair com os achados da praia. Corais, peixes mortos e muitos mexilhões se faziam presentes na margem (de noite é possível achar caranguejos). Ah, nas praias também é possível achar MUITOS sapinhos, eles são um símbolo da vila, e representados na cultura local por esculturas e amuletos com o nome de muiraquitã (embora não seja o nome certo pro sapo em si, apesar de tentarem te convencer do oposto). Sapo na areia, embaixo de sol, durante o dia nunca tinha visto, então isso me encantou. Eu desconheço o gênero e espécie, mas lá parece haver pelo menos 3 ou 4 espécies de diferentes cores e tamanhos, até sapinho de meio centímetro achei Chegando na ponta, vi na pele o porquê de chamarem aquele lugar de caribe brasileiro. Nossa, que praia sensacional! Água semelhante à do mar (transparente e azul-esverdeada), agitada, e areia branquinha. Agradeci à Deus e à minha mãe por estar naquele momento e naquele lugar tão únicos, e com o sentimento de conquista de mais um lugar paradisíaco de nosso Brasil Recadinho básico pra mandar pra patroa em casa É vontade de ficar aqui e não sair mais, difícil imaginar uma paisagem dessas que não é no litoral A minha foto favorita dessa viagem. Depois das altas fotos, um bom banho Engraçado que só eu tinha vindo a pé, todos os demais presentes estavam nos seus barcos de passeio ou particulares, fiquei pensando no quanto que devo ser louco para fazer essas proezas, mas sem problemas. Dizem que pôr do sol é perfeito nessa ponta, mas infelizmente, em virtude desse clima de nublado e chuvas, o céu não ficou legal para o crepúsculo em nenhum dia da minha estadia. Fica para a próxima. Uma história engraçada: não ajustei meu relógio para o fuso horário do Pará, e por isso saí bem tarde da praia, achando que ainda era uma hora mais cedo os demais barcos indo embora e eu sobrando na praia, e com mais de uma hora de caminhada no breu total. Mas como uma pessoa precavida vale por 2, tinha levado minha lanterna na bolsinha, então o "passeio noturno" foi mais divertido que frustrante. Adorei achar caranguejos na margem, nesse processo. Que que foi, maninho, tá olhando o q? Já me vu.... Apesar da caminhada ter sido ótima, andar na areia dá uma fadiga aos músculos do pé, batata da perna, calcanhar, etc., e cheguei em alter pedindo um torsilax para não amanhecer com as patas doendo. Armei a barraca, fui procurar o que jantar e depois, dormir. 2o. dia: Tsunamis aéreos e a tentativa de subir a careca A segunda iniciou com temporais, com direito a raios de minuto a minuto e eu, desde a madrugada dormindo com aquele barulho gostoso de chuva batendo na barraquinha. Como a chuva estava forte durante a manhã toda, não tinha como procurar uma panificadora e comprar itens pro café, o povo do camp estava todo em off nas suas redes tbm então o jeito era me acomodar na barraca, e planejar o que fazer pro dia, caso a chuva não parasse mais. Teve uma hora que precisei sair para improvisar uma "vala" pra água acumulada vazar, ou minha casinha provisória seria inundada Depois de meio-dia, a chuva finalmente deu uma trégua, e estava na hora de andar na vila e procurar algo para comer. A falta de paciência para cozinhar algo na cozinha do camp me fez apelar para o bom e velho PF, que veio numa quantidade generosa, me fazendo dividir ela com o Robervaldo (um vendedor de arte e viajante que conheci lá, gente boa, inteligente e bom de papo, com esse deu pra conversar até sobre política sem haver atritos). Como o sol estava ainda tímido, mas querendo aparecer, achei que o melhor seria ir para algum lugar próximo da vila, então resolvi subir a piroca, literalmente March!!!!!! Esse lugar é diferenciado Sim, é isso que você leu. Um ponto conhecido de alter, que está em praticamente todas as fotos turísticas e artísticas é a chamada serra da piroca (que está mais para morro a meu ver, mas vai da sua interpretação). A etimologia do nome é justa: significa algo como "vegetação rala" ou "careca", que tem a ver com a vegetação do alto do morro e o nosso falo masculino A trilha é sussa, vc leva uns 40 minutos andando até chegar ao topo. Infelizmente, nesse dia, não deu pra chegar no topo, topo mesmo, por causa de insetos, não precisa ser biólogo(a) para saber que depois de grandes chuvas certos insetos como cupins e formigas saem para namorar aos montes na mata e no céu. Pois bem! Tinha uma espécie de "muquitinho" que resolveu fazer uma verdadeira suruba galáctica bem no alto da piroca (!), não é exagero amigos, o bicho é do tamanho de um mosquito, mas eram enxames de enxames, tantos, que dava pra ouvir alto e claro o barulho das asas deles da base do morro, e o céu escurecia um pouco lá no topo. Mosquito grudando no meu corpo suado, batendo nos olhos e ouvidos obviamente incomodava bastante, além de eu não saber se eram bichos nocivos de alguma forma, então me vi obrigado a descer. A trilha é super de boa e demarcada na subida, mas não recomendaria para pessoas de idade e com problemas cardíacos ou de locomoção O máximo que deu pra subir. Ahlá a vila, o lago verde e a ilha do amor no fundo Como ainda haviam umas três horas de luz do dia, resolvi ficar no lago verde de bubuia, curtindo o final da tarde. Ele é bem raso por tipo, um quarto de quilômetro na seca, então pra criança brincar é mais de boa, e a água é igualmente gostosa. Tem aluguel de caiaque também. Fiquei brincando de caiaque por uma hora, e depois apenas boiando na água Até aqui e ainda está bem raso Com tempo de sobra, em comparação com o dia anterior, resolvi andar e conhecer a vila de noite. Achei o lugar relativamente tranquilo e seguro (apesar de não ter visto policiamento, o que sugere que não é bom ficar dando sopa nas ruas até tarde da noite). Além da orla para passear existe a praça central, onde tem wifi gratuito (quando está pegando), várias lojas de lembrancinhas e uma praça de alimentação. Em algumas ruas próximas há restaurantes, lanches e moradores que fazem refeições prontas a um valor ok. Particularmente não sou um "gourmet", então não fiz questão de provar as especiarias locais (até pq já provei a maniçoba num festival paraense de Manaus, uma vez, e não gostei muito, fiquei com receio de gastar muito num prato que não me agradasse), então comprar um prato do bom e velho vatapá já estava de bom tamanho 10 pila num pratão desse vale cada mordida!!! 3o. Dia: Ponta do Muretá e mais caminhadas na praia Segundo dia consecutivo em que amanhece com as altas tempestades, não tinha muito a ser feito a não ser aguardar na barraquinha a chuva passar, e dormir ao som da chuva. De madrugada, um visitante inesperado no meu quartinho: Mas ein??????? Bom, tinha conhecido a ponta do cururu, a ilha do amor, morro da piroca e lago verde, hoje poderia ser uma nova atração. Como tinha visto anteriormente no "gugrou maps", a ponta do muretá fica próxima da vila (em termos pq é mais uma hora de caminhada na praia), então não vi o motivo de não fazer essa atividade. Estava decidido. Dessa vez o povo do camp se juntou pra fazer um frango guisado MA-RA-VI-LHO-SO (Parabéns ao Robervaldo, nível master chef já ). De tarde dei mais um rolê na vila, a procura de lembrancinhas para levar para casa, e após isso segui rumo à ponta. Não é complicado, só seguir a margem do rio pela cidade, não pela ilha do amor. A ponta do Muretá é curiosa pq ela tem um lago atrás que tem um formato triangular, assim como a ponta. Fonte: google maps, 2018 A caminhada foi sussa, tirando o esforço óbvio nas pernas e pés por andar na areia, mas o segredo é ficar mais perto da água onde a areia é mais firme. A ponta do Muretá também é linda!!!! Com ondas batendo o tempo todo, e dessa vez, sem sinal de vida, salvo pelos barcos de passeio que passavam (mas não paravam) e botos que brincavam perto da praia (sim, vi botos na superfície, mas era difícil registrar os danados). A praia era só para mim naquela tarde Por essa tarde, declaro a ponta do Muretá território Stanlístico! Detalhe: no horizonte é a serra da piroca e mais à direita da imagem fica a ponta do cururu Praise the Sun! O pôr do sol também ficou impedido pelas nuvens, mas foi melhor do que no cururu. Lindo demais, uma pena que tinha que voltar logo para a vila antes que anoitecesse. Só a nível de curiosidade, os gastos foram mínimos nesses dias: tirando as diárias do camping, só gastei um pouco com comida, leite-achocolatado-pão-queijo-presunto-ovo para café + lanche, e as lembrancinhas nesse dia, estava bem alimentado e com um espaço seguro para acampar, que pra mim era o principal. Poderia ter gasto mais, poderia, se eu quisesse fazer os passeios, mas optei por não fazer pelo medo de chover e fazer o passeio não valer a pena (fora que sempre gosto de fazer as coisas de forma mais independente). 4o. Dia: despedida de Alter do chão Esse seria meu último dia na vila, até porque queria conhecer Santarém, um pouquinho. Me recomendaram para ficar em Alter pq valia mais a pena e tal, mas acabei seguindo meu coração das cartas. O dia seria para visitar lugares previamente visitados. Sei muito bem que deixei de visitar a ponta das pedras, que meio mundo diz ser o lugar mais bonito da região. Os valores dos barcos não estavam justos, a meu ver (prefiro não informar), e a praia infelizmente é bem isolada, sendo necessário um transporte próprio para chegar lá, se não for contratando barqueiro. A pé, pelas praias, até é possível, mas levaria o dia inteiro, fora o cansaço, então penso que essa atração serviria para me motivar mais ainda a retornar (pensando seriamente em trazer a mãe aqui em 2020). Esse foi o primeiro dia em que não amanheceu chovendo, pelo contrário, fez até um solzinho forte que duraria o dia todo, então com esse tempo bonito, imaginei que daria para chegar ao topo do morro sem me deparar com os insetinhos (descobri que as chilenas que estavam acampando foram lá de noite, e chegaram no topo sem problemas, me arrependo de não ter pensado em fazer essa trilha noturna ) Tomei um café reforçado, pois só iria retornar no meio da tarde à vila, então comecei o dia na trilha do morro. E dessa vez deu tudo certo, apesar de lá haver um outro inseto chatinho (que lembra uma abelha sem ferrão), deu para ficar lá em cima por um bom tempo, e tirar altas fotos para matar os amigos de inveja. Melhor vista. Reconhece aquela ponta ali? Agora posso dizer pra família e amigos: subi a piroca, minha gente!!! Após terminada essa trilha, como eu tinha gostado bastante da ponta do cururu, e como eu tinha chegado lá no final da tarde de domingo, imaginei como estaria bonita em plena quarta ensolarada. E acertei em cheio! As águas estavam bem agitadas, e com uma cor maravilhosa aquele local digno de cartão-postal havaiano. E a melhor parte: novamente estava com a ponta só para mim Que água transparente é essa, cara? O calor não faz muito bem pros anuros, então o jeito é procurar uma sombrinha, ne Ah, o paraíso Perfeição base montada, passei umas horinhas brincando na areia, nadando, ou simplesmente boiando nas ondas, e era uma felicidade sem fim! Um cabra de quase 30 com a alma de 10 brincando na praia, mas como alegria de pobre dura pouco, a fome estava batendo, e precisava retornar para a vila. Umas 13:00 me despedi daquele cantinho do céu e tratei de retornar. Recadinho para o povo que iria assistir o pôr do sol, antes de ir embora Almoço devorado, era hora de enfim me despedir do pessoal do camp, agradecer à anfitriã pela hospitalidade, e pegar o rumo à Santarém. Existe uma única linha que faz a interação Santarém-Alter, que passa pelas paradas de ônibus sinalizadas nas ruas. Então é só ir, comprar um chopão geladinho, e esperar, pq se não me engano é de meia em meia hora que passa. Ah o Rober na breja se depedindo de mim. Obrigado a todos presentes nesses dias! Cheguei em Santarém no final da tarde, no centro, e fiquei perambulando pela famosa orla, procurando possíveis lugares para pernoitar (enfim, dormir numa cama!! ), até que encontrei o hotel alvorada. Uma casa no melhor estilo do início do século passado,um pouco rústica, comparando com o padrão de hotel e pousada atual, porém receptiva e com um ótimo custo-benefício (paguei nem 100 reais por duas diárias, isso com café e wifi incluso), com vista pro rio, e ainda localizada no centro da cidade. Definitivamente acertei em cheio e recomendo, se você está numa estadia em Santarém, e não faz questão de muito luxo, ou quer uma experiência de vivência do homem do norte autêntica, e uma ótima localização. Le orla com a área recreativa A cultura do sapo presente também em STR. Com isso, só restava arrumar as coisas, tomar um banho merecido, e dormir. 5o. Dia: conhecendo um pouquinho de Santarém O dia foi resumido a simplesmente conhecer alguns dos principais pontos da cidade. A mãe estava sempre mandando mensagens para eu tomar cuidado com isso e aquilo, mas confesso que dificilmente me senti inseguro em alter e STR. A cidade é razoavelmente policiada, e a impressão que tive é de que a criminalidade lá é pequena, comparando com Belém e outras regiões do estado. Além do mais, a cidade tem vários pontos em comum com Manaus, então, de certa forma me senti familiarizado ao andar por ali Alguns pontos que você precisa saber se quiser conhecer a cidade: * Santarém, como já disse, tem um centro comercial colado com a orla, onde a maioria dos ônibus passa (incluindo o ônibus para alter). Se você se hospedar no centro, tem um retorno garantido. * No centro, a melhor referência de parada de ônibus é a praça Barão de Santarém (também chamada de praça São Sebastião). Lá tem museu e uma catedral, também. * O encontro das águas pode ser visto do início da Orla, nessa data que fui estava em reforma, mas, diferente de Manaus, onde você precisa pegar uma balsa ou um barco particular para ver a atração, o encontro dos Rios Amazonas e Tapajós é mais de boa para ver e registrar. * Uber não existe lá. Mas particularmente não vi como um problema, uma vez que a cultura de mototáxi é forte, e passam muitos ônibus nas avenidas principais da cidade. * A orla é bem movimentada de noite, porque tem uma parte da praia que é destinada para o lazer, atividades físicas, fora o calçadão, onde as pessoas comem e fazem caminhada. Super de boa. * Há um zoológico legal para visitar, mas que é de difícil acesso, é altamente recomendado você ter transporte próprio para chegar nele. * Há Wifi gratuito nas principais praças da cidade, é só se registrar e usar, se estiver disponível. Pela tranquilidade das pessoas usando, deu a entender que o receio de assaltos era mínimo. * O parque da cidade fica próximo do centro, dá para ir até a pé, mas vai de cada um. * O melhor horário para visitar a Orla, a meu ver, é do fim da tarde até umas 21 ou 22 horas, pelo fluxo de pessoas. Na área do conhecido bar do mascotinho tem uns restaurantes, pizzarias e bares bacanas. O primeiro ponto que fui conhecer foi o parque municipal, gosto de espaços naturais para o convívio e prática de exercícios e ações sociais, fui me orientando pelo localizador + google maps, vi que dava para ir andando, e logo cheguei ali. A pista de cross para quem curte uma bike marota. Uma coisa que achei muito legal do parque é a preocupação com a educação, ali existem inúmeros avisos de conscientização, e uma pegada forte para o cuidado com o meio ambiente, com foco no reaproveitamento de pneus, os mesmos foram utilizados para a trilha de mountain bike, e confecção de animais e plantas de pneus. Simplesmente show de bola! Viveiro de quelônios, de plantas, e até um minhocário foram pontos interessantes de se ver. O parque pega pesado (num bom sentido) na pegada ecológica, além de ser bem arrumado. Parabéns! Idéias que viram inciativas que embelezam o lugar Espaço saúde para caminhadas e trilhas Depois do passeio, o próximo ponto de interesse era o Zoológico da UNAMA. Este fica praticamente na zona rural da cidade, foi meio tenso o mototáxi me deixando numa rua de terra e me dando as direções mas o maps estava indicando que era ali mesmo, e os moradores confirmaram a direção. O zoológico estava passando por uma reforma e ampliação, nessa semana em que estava indo, mas deu pra curtir. É cobrado um valor simbólico de entrada, e um valor adicional para visitar o "berçário" dos peixes-boi, segundo o rapaz que estava me atendendo era uma taxa para ajudar na compra de material para fazer o leite "manipulado" dos filhotes, pessoalmente pagar os R$ 3,00 de entrada mais os R$ 3,00 de manutenção dos viveiros dos peixes-boi vale MUITO a pena, pelo prazer de colaborar para o desenvolvimento de um espaço de lazer e conhecimento. Que gutyyyyy As araras-vermelhas estavam livres no espaço, eu não sei se podia fazer algo além de tirar foto com elas (até porque uma delas quase rouba minha bandana e belisca minha orelha ), mas achei isso legal, pois promove uma interação maior com os visitantes, além de dar uma liberdade maior para os animais (só as araras, no caso). De resto, haviam algumas gaiolas com espécies nativas, algumas vistas no Pará e não no Amazonas, acho sempre válido conhecer elementos da nossa fauna. Infelizmente não haviam tantos animais, comparando com outros zoológicos que visitei, mas gostei bastante do espaço (trilha no meio da mata), e como já disse, o zoo está em expansão, então provavelmente no ano que vem já existirão mais espécies em exibição. Era o animal mais próximo dessa visita Saí do Zoo na hora do almoço, então peguei dois ônibus em direção ao Shopping da cidade (acho que o único), mas não cheguei a ver nenhum restaurante bacana, então fiquei por pouco tempo lá. Creio que era melhor ter ido de tarde, até para assistir um filminho, mas sem crise!!! Retornei para a pousada no meio da tarde, descansei um pouco, e de noite, fui dar mais uma volta na orla, para beliscar uma besteira ou outra, e curtir a vibe noturna da cidade. No dia seguinte seria apenas para dar uma voltinha no centro comercial, ver se tinha algo que valia a pena comprar, e pegar o vôo para Manaus, então não entrarei em detalhes. Então é isso. A viagem foi extremamente prazerosa, feita na base dos improvisos, em alguns aspectos, mas valeu cada segundo aproveitado. E ao contrário do que um ou outro pode achar ou pregar, não é um destino caro. Alter é um lugar para todos os bolsos, penso que se a pessoa consegue fazer contatos, ou se dedica um pouquinho a pesquisar sobre os lugares, ela se programa tranquilamente, e honestamente, isso nem é necessário. A corrente da boa vibe do lugar por si só te carrega sem maiores problemas. Só seguir a onda =D Agora às informações básicas, como de praxe em meus relatos: Melhor época para ir: semelhante ao Amazonas, Pará possui um período de cheia (que é mais evidente nos primeiros meses do ano e vai até o mês de Junho, mais ou menos, as águas estarão mais cheias, chuvas se farão mais frequentes), e um período de seca (de junho a novembro, onde chove bem menos e os rios dão uma secada, mas como disse, as praias ficam melhores nesse período, peguei chuva nessa semana por puro azar mesmo). Acredito que entre Agosto e novembro seja a melhor época, se você quiser evitar o movimento do final de ano. Em alter existe a famosa festa do Çairé, um grande e importante festival da região, que vale a visitada pela importância cultural. custos: cara, levei R$ 500,00 e gastei aproximadamente R$ 390,00, e pude ficar super de boa lá. Tomava café, almoçava, lanchava, jantava e/ou comia besteira quase todo dia, acampei em 3 dias e fiquei hospedado em um quarto próprio de hotel em 2, pude comprar lembrancinhas, e se quisesse teria comprado mais. O que realmente dói no bolso do visitante são os passeios de barco ou o transporte alugado, pois muitas atrações são de difícil acesso por terra, ou estão um pouco longe, ou mesmo em outras vilas. Penso que você vai gastar mais em alter mesmo. O que fazer lá: Só a vila de alter por si só possui a ilha do amor e as praias próximas como referência (atrações 0800), a trilha para a serra da piroca, o lago verde e suas adjacências. As pontas, como mostrei, podem ser acessadas por terra, mas somente durante a seca, e exige um esforcinho, então o melhor jeito de chegar nelas é de barco. Há passeios com preços variados. Existem atrações ainda mais distantes como a FLONA (que pessoalmente não me interessa por eu já ter muito contato com a floresta amazônica), a tal cidade das casinhas dos americanos, etc. Dinheiro ou cartão: leve ambos, porque há sinal de cartão em alter, e alguns bancos. Como me senti seguro andando na vila e na cidade, para mim bastou levar o dinheiro muito bem escondido e uma parte na carteira, de uso imediato. O cartão de crédito sequer foi utilizado. Transporte: recapitulando, em Santarém existem ônibus que circulam pela cidade quase toda, uma linha que vai para o aeroporto, e uma linha comum que vai para alter. A menos que você realmente não goste de ônibus, existem pontos de táxi e mototáxi em alguns lugares da cidade. O mototaxi é mais frequente. Em alter não vi taxi de nenhum tipo, então basicamente você se desloca por barco para certos lugares. Hospedagem: Tanto em Alter quanto em Santarém, lugar para ficar não falta, e tem para todos os bolsos. Pessoalmente não gostei dos preços dos estabelecimentos encontrados no booking, então penso que vale a pena andar um pouco e encontrar um lugarzinho bom e barato. Sejam felizes, e curtam bastante a vibe paraense! =D
  3. mcm

    Feriado em Canoa Quebrada

    Feriado de 7 de Setembro + promoção para Fortaleza = não recusar. Eram 3 dias, e algumas áreas ainda estavam por explorar. Ubajara era uma delas, Canoa Quebrada era outra. Desde que fomos a Jericoacoara pelo litoral que fiquei na memória que voltaria a Mundaú. No fim das contas, elegemos Canoa Quebrada para o feriado relax de 3 dias. Chegamos em Fortaleza na quinta de noite, apenas para dormir num hotel econômico e partir logo cedo na manhã seguinte. A estrada para Canoa Quebrada está muito boa para os padrões nacionais. E com muitos radares, dentro dos padrões nacionais. Pegamos algum trânsito no caminho (saída de feriado!), mas fomos numa boa. No planejamento eu identifiquei um lugar um pouco antes de Canoa que era encontro de rio com mar. Adoro locais com foz de rio, e esse parecia valer a pena conhecer. Trata-se de Fortim. Foi nossa primeira parada. Chegamos com a maré ainda baixa, mas já crescendo. Curtimos o resto da manhã e o começo da tarde naquele cantinho bacana. Fomos caminhando até perto da foz, passamos por uma pousada isolada à beira-rio, perto do mar, dedicada a esportes de vento. Bem bacana. Local ótimo para quem pratica. Antes de seguirmos para Canoa, ainda entramos mais na cidade para conhecer o Pontal de Maceió, onde já é praia de mar. Apenas conferimos, não era ideia ficar lá. Chegamos em Canoa, largamos o carro na pousada (e só pegamos para ir embora) e fomos conhecer... as falésias! Descemos para a praia, vimos as várias e sucessivas barracas de praia instaladas num patamar mais elevado para “sobreviver” à maré alta. A maré estava alta. Vimos no alto uma passarela que, presumo, enseja um belo visual da área. Mas... está interditada. Visivelmente deteriorada. Enfim, aquele Brasil de sempre. Curtimos o logo de Canoa Quebrada na falésia (tem outro num ponto mais distante) praticamente sozinhos (um raro momento naquele feriado!) e fomos curtir o pôr do sol no Restaurante O Nain, que foi nosso ponto de fim de tarde, em todas as tardes. Das melhores lembranças que tenho desse feriado é o visual do gramado e o mar ao fundo com cervejinha ou água de côco no Restaurante O Nain. Voltamos, piscinamos um pouco, e fomos jantar e bater perna no centrinho, a famosa Broadway. É bem bacana, com diversas opções de restaurantes, lojinhas, bares, showzinhos, etc. Dia seguinte foi dia do tradicional passeio de buggy. Fomos andando até o centrinho, pouco antes da Broadway tem o ponto dos buggys. Preço e roteiro são tabelados, então nos descolamos de ficar pesquisando. Passeio para Ponta Grossa custa 350 por buggy. Eu queria esticar até a Praia Redonda, mas não rolava por causa da maré. Ok, então. O passeio dura pouco, umas 3 ou 4 horas, e proporciona belíssimos visuais. Extraordinários mesmo. Pelo caminho vc vê falésias (claro!), para na Garganta do Diabo (onde tem uma fonte de água, mas o que mais curti lá foi o visual), apenas passa pela Lagoa do Mato, passa num mirante estonteante, e segue até Ponta Grossa. Lá há uma parada geral dos buggys, e é onde vc pode curtir o mar (rola um snorkel), ou tentar subir as dunas. Depois de um tempo lá, é hora de voltar. De tarde ficamos de relax na praia, vendo a maré engolir a areia e a área dos banhistas. Tinha a dica da barraca Lazy, mas tava lotada. Ficamos onde havia lugar, até que o mar chegou e acabou com a festa. Galera sobe para as barracas, que ficam lotadas (era feriado!) com a maré alta. Nós fomos para o nosso O Nain, novamente curtir aquela vibe de fim de tarde com visual, paz e cerveja. Nesse dia ainda fomos curtir um voo de parapente (270 para 2 pessoas), que curtimos demais. Eu não voava em algo parecido havia 20 anos (tinha voado de asa delta algumas vezes). Maior paz, maior tranquilidade. E maior visual. Recomendo muito. É outra coisa que levarei na memória durante muito tempo, espero. Ainda deu tempo de curtir o por do sol na duna, delicioso programa tradicional de fim de tarde por lá (vá a pé!). De resto, seguimos o roteiro Broadway, piscina, Broadway de novo. Tava mais cheio nesse dia. No último dia, fomos fazer uma caminhada pela praia seguindo para leste. Passamos pelo outro logo de Canoa Quebrada. Ainda fui até a praia seguinte, Majorlândia, depois voltei. É um longo trajeto, acho que de 1h, entre uma praia habitada e outra. Galera voltou antes e estacionou numa barraca de praia mais tranquila, um pouco distante do burburinho. Curtimos a praia na maré baixa e novamente ficamos curtindo a maré crescendo e tomando a areia. Galera de kyte, de surf. De tarde batemos nosso ponto no O Nain (lembrei-me do Bar Utopia, de Luang Prabang, achei a vibe semelhante). Só no relax com o mar à frente. E o gramado mega aconchegante de lá. Voltamos para Fortaleza de noite. Pernoitaríamos perto do aeroporto para embarcar de madrugada de volta ao Rio – dia seguinte já era novamente dia de trabalho! E assim foi mais um feriado desbravando algum canto do Brasil. [Todas as fotos são do Instagram da Katia]
  4. Marcus Martins

    IBITIPOCA - set2018

    Já a algum tempo Ibitipoca, distrito do município de Lima Duarte, estava entre os destinos que eu tinha como prioridade para fazer uma visita, ou melhor, para conhecer o lugar e ver se era tudo aquilo que falavam em relação as belezas naturais do lugar. Estava focado nas trilhas do Parque Estadual do Ibitipoca. Após fazer uma pesquisa sobre as pousadas, resolvi ficar na Pousada das Bromélias (R$150 com bom café da manhã), que é a que fica mais próxima da entrada do parque, cerca de 10min caminhando. Então no dia 28set18 saí de casa, do bairro de Realengo RJ, às 06:00h, após tomar um farto café da manhã, pois pretendia chegar a pousada e de imediato seguir para o parque para fazer dois dos três circuitos.Eu faria o Circuito das Águas e o Pico do Pião, que eram os menores, e no dia seguinte faria a Janela do Céu, que é uma trilha maior que as outras duas. Eu disse que faria e fiz, mas, alguns contratempos atrapalharam e dificultaram um pouco. Como disse anteriormente, saí de casa às 06:00h e peguei a BR 040 (RJ/BH), paguei três pedágios de R$12:40, segui até a placa que indica "Lima Duarte, Caxambu,São Lourenço", cerca de 200km de onde saí. Como indicado na placa dobra-se a esquerda pegando a mesma BR voltando, mas logo a uns 200m a frente vira a direita na BR 267, que apesar de ser uma rodovia de mão dupla, é muito bem conservada e sem pagamento de pedágio. Cerca de 50km depois cheguei na cidade de Lima Duarte. Cidade pequena e com várias placas indicando o caminho para Ibitipoca. A estradinha de 27km estava em boas condições, tendo uma parte sem asfalto e outro trecho com lajotas. Cheguei ao centro da Vila de Ibitipoca, que resume-se a uma rua com cerca de 200m onde fica todo o comércio do local, ou seja, barzinhos, restaurantes, padaria, mercado, etc. Três km a frente fica a entrada do parque. Cheguei pouco antes de 11:00h, fiz o check-in e pretendia fazer um lanche na própria pousada e partir de imediato para o parque. O primeiro problema: a pousada não serve refeições e nem lanches. Sem problemas. Lembrei que no interior do parque tem um restaurante e resolvi que lancharia lá. Este foi o segundo problema. Ao comprar o ingresso (R$20,00) o porteiro informou que o restaurante estava sem funcionar a algum tempo com problemas de licitação. Outro fato que me chamou a atenção foi quando pedi um mapa no Centro de Visitantes, com o roteiro das trilhas, e o atendente falou que não tinha, que tinha acabado e não foi reposto. Este atendente foi muito solícito comigo, tentando me explicar em um mapa na parede o roteiro que eu faria. Cheguei a conclusão que o parque, assim como outras coisas públicas, encontra-se sem recursos para manutenção. Resumo: estava sem lanches e somente com o café da manhã. Mas, como gosto de desafios, resolvi fazer o Circuito das Águas e ver minhas condições físicas para fazer o Pico do Pião, que é uma trilha bem mais puxada em subidas e mais longa. Estava levando somente uma garrafa de 1,5l de água. Como as atrações do Circuito das Águas são bem próximas umas das outras, ainda eram 13:00h, e eu estava empolgado, falei; "_ Nada como um bom desafio, vou subir o Pico do Pião." Subi. Não me arrependi, mas também não é tão legal como eu imaginava. É um local sem muitos atrativos, com muitas subidas bem íngremes, sendo os principais atrativos a ruína de uma capela e a visão 360º. Quando estava chegando lá, comecei a sentir os efeitos da falta de alimentação e fiz a última subida na raça. Fiquei no cume uns 15min tirando fotos e descansando. Como para descer dizem que "todo santo ajuda", pode até ajudar mas meus joelhos dizem que não, rsrsrs, cheguei a portaria sem maiores problemas por volta das 16:30h. Como a pousada fica bem próximo ao parque, cheguei rapidamente, assim como rapidamente tomei um banho, peguei o carro e fui para o centro (3km) para almoçar, estava morrendo de fome. Tem algumas opções, mas escolhi o lugar onde você se serve a quantidade desejada, com direito a dois pedaços de carnes (frango, peixe, carré), ao preço de R$18,00. Comi como se fosse um rei. Boa comida com preço honesto. Passei no mercadinho e comprei uns petiscos para comer a noite na pousada, bem como água para a trilha do dia seguinte. Não consegui dormir muito bem como de costume, apesar do conforto da cama, mas deu para descansar bastante. Acordei cedo, tomei um bom café da manhã na pousada, com bastante variedades, e segui para o parque, que abre as 07:00h. Minha missão era fazer a trilha da Janela do Céu, cerca de 15km ida e volta. A temperatura estava agradável, levei meu 1,5l de água, e o sol sumia constantemente entre as nuvens. Na primeira metade do percurso é só subida, com alguns atrativos (cruzeiro, grutas), depois tem uma descida acentuada constante, que logicamente vai se transformar em subida na volta. Fiz esta trilha calmamente e antes das 10:00h já estava na Janela do Céu. Lugar lindo. Transmite uma paz inimaginável. Deve ser porque eu estava lá sozinho, só escutando o barulho das águas e o canto dos pássaros. Deu para refletir muito sobre como faz bem você estar num lugar desses, curtindo a simplicidade e beleza da natureza em contraponto as pessoas, que cada vez mais, e por mais tempo, se colocam na frente de um computador, sem nem pensar em interagir com a natureza. Após a Janela do Céu você não pode deixar de seguir um pouco mais a frente e encontrar a Cachoeirinha. Vale muito a pena. Passei um tempo na cachoeira e depois dei início a volta. Agora o sol estava inclemente. Como abasteci minha garrafa de água na cachoeira, a volta foi tranquila. Na volta foi que encontrei alguns casais que estavam indo para lá. Cheguei na pousada perto das 13:00h. A tarde fui ao centro para almoçar, comprei o tradicional pão de canela da região, que várias residências vendem e voltei para pousada. No dia seguinte após o café da manhã, fiz meu check-out e segui rumo a Teresópolis onde faria as trilhas baixas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, mas isso é outra história...
  5. Fernando Alvares

    Tailandia + Frankfurt + Xangai 18 dias. (fotos)

    Olá pessoal! Fui pra Thailandia março passado, demorei um pouco pra escrever esse roteiro por que estava criando coragem... já que eu acho que vai ficar bem grande, mas eu vou tentar resumir ao máximo ok! Primeiro, comecei a pesquisar passagens desde Setembro de 2017 pra viajar em Março de 2018 (Uma das partes mais chatas da viajem já que você fica tetando sempre escolher o vôo mais barato, tentando mudar hora do vôo, data, dia... já que é uma das partes mais caras da viajem né... no final depois de meses e meses comprarmos uma passagem por 3.600 reais no Submarino Viagens, tinha passagem de quase 5000 reais na época, foi o melhor preço que achamos. E com a vantagem de ter conexçoes longas em Frankfurt (8 hrs) e em Xangai (13 horas) eu sempre prefiro quando voo pra fora pegar a conexcão maior que tiver... assim não corre o risco de perder o voo seguinte por causa de atraso... e ainda deu pra conhecer dois paises heheh! Esse foi o trajeto: Beleza, como eu moro em São Luis e o voo era de Sp, peguei um de quinta pra sexta, cheguei 9 da manha em Sp e esperei no aeroporto até as 7 da noite pra pegar o voo pela Lufthansa.. Rapaz o que foi esse vôo? Meia hora depois em embarcar já estavam servindo comida....e muito boa por sinal....Ae pensei beleza, agora vamos dormir..... que nada síô! 1 hora depois veio um lanche com vinhos e queijos... beleza... vou dormir agora... que nada rapa! 2 horas depois veio mais um lanche.....engraçado que a aeromoça da Lufthansa era portuguesa, nos tratou super bem.... agora era hora de dormir por 11 horas até chegar em Frankfurt.... que nada rapa!!! Ainda trouxeram um chocolate Kitkat gigante! pela foto parece pequeno mas era grande... ! Esse pessoal deve ta querendo deixar a gente de bucho pesado pra poder todo mundo dormir a viagem toda e não dar trabalho pra eles só pode... ok chegamos em Frankfurt 10 da manhã e sairíamos umas 8 da noite, claro que a gente não ia ficar no aeroporto esse tempo todo... fomos procurar a imigração pra pegar o visto temporário pra pegarmos o metro.. Oha eu tava achando que os alemâns com toda aquela historia de guerra e tal seriam um povo rude, mas muito pelo contrário, foram bem simpáticos.... sair do aeroporto pra pegar o metrô foi muito fácil... você procura a imigração, depois vai sair em uns totens eletrônicos onde digitaliza o passaporte, tira foto, fala o motivo da viagem (tudo muito fácil pra quem sabe inglês) e depois vai no guichê da alfandega pro guarda conferir tudinho e é liberado... Depois descemos as escadas e fomo pegar o metrô, a máquina não queria ler os Euros que a gente trocou no aeroporto, então tive que usar meu cartão internacional pela primeira vez...tsc... Como estávamos em grupo e ainda achamos mais brasileiros no trecho, compramos o que da direito ha 4 pessoas ida e volta.. Chegamos na praça em 20 minutos, saímos, fomos em um shopping só pra ver umas coisinhas.... tiramos algumas fotos, visitamos uns prédios históricos e a ponte que liga as cidades lá.. Não vou detalhar como ir do aero pra praça, na net você acha um monte de site explicando se não vai ficar imenso mesmo o texto... Como eu estava solteiro na época nem precisei levar meu cadeado pra por na ponte uhuhhu! Ok, Frankfurt visitada! Chek! Comprar lembrancinhas e voltar pro aero pra ir pra Xangai! Quanta diferença do voo Alemão pro Chinês... Claro que eu fui pedir o café da manha chinês para experimentar... Olha só comi por que tava curioso mesmo...mas o negócio é tendo viu? O br do meu lado entrou em desespero quando viu... pediu pra eu não comer huaauha... mas eu queria ter a experiencia autêntica...então engoli... (graças que não passei mal depois) uhahua... Tirando isso eu fui tirar sarro com as aeromoças... fui procurar me distrair pedindo pra me ensinarem a falar algumas palavras em chinês.... engraçado que eles tentavam e caiam na gargalhada quando eu tentava falar...mas juntou uns 5 chineses tudo perto de min ...devia ter tirado uma selfie com eles...foi um momento engraçado.... no mais achei eles muito divertidos e educados uhahua. Chegamos no aero de Xangai... um dos lugares mais tensos da viagem, por causa da burocracia tanto pra entrar quanto pra sair do aeroporto.. (Quem for fazer rota passando pela china eu recomendo pegar o voo com uma escala realmente grande entre os voos... por que além do formulário que você preenche no avião (Devia ter tirado foto mas como é uma aréa que não pode usar celular não quis na hora...mas depois usei e foi de boas) tem outro no guichê do aeroporto...e não tem caneta não viu? levem suas canetas!!! Ok 13 horas na China...hora do Stopover.... bem antes disso fomos pegar o visto chines de 72 horas... bem tranquilo...a gente não precisou nem falar quase nada nem em inglês... o guarda lá só pediu nosso itinerário de passagem, conferiu e aprovou o visto... coisa de 10 minutos... então hora de pegar o Magleve (trem bala que 'flutua"), rapaz... vc nem sente o bicho andar...e é rápido... no dia tava a 385km/h mas já chegou há 400... Ok finalmente Xangai e comer algo sem ser comida de avião.... Claro que o menu era todo em chinês....e tudo comida apimentada... pra quem não entende tem um gráfico com fotos de pimenta (um icone na verdade) que pode variar do 1 ao 5... eu ia pedir com 2 de pimenta...mas alguém da mesa me atrapalhou e não vi que mudei o pedido....e veio um prato com grau 5 de pimenta.. mas eu já tinha pago né.... era uma colherada, uma enxuga testa suada... uma colherada uma enxuga testa suada... Alías bem onde a gente foi tinha a loja da Disney de Xangai... quem for fan deles vai gostar.... crianças vão pirar... Beleza vou ter que sair agora mas continuarei ...ainda tem muita coisa pra falar....;P Ok! Depois de 3 dias de viajem.... 3 dias sem tomar banho... , dormindo todo desconjuntado... com inveja do pessoal da primeira classe...(Acho que vou morrer e nunca voar de primeira classe ;( ) chegamos na Tailandiaaaaa!!! Corre pra comprar um chip de internet.... no aero embaxo no 1º piso tem um monte de vendas de chips... compramos na True alguma coisa... não lembro o nome direito...devia ser True Internet...8g por 56 reais....era um stand todo vermelho. ..ok instalar Uber e Grab (Um "Uber' da Asia") e vamos chamar o motorista......como era 3 da manh não teve muito trânsito pra chegar no hostel,, o que foi bom já que estavamos cansados... chegou o carrono andar de baixo e a gente no andar de cima perdidinhos...depois de procura de lá, procura de ka achamos o motorista....e lá fui eu entrar pela porta direita esquecendo que o volante era desse lado... Alias aqui vai uma foto (Eu tenti por video, mas não acertei video com exemplos de comida de lá que você acha na 7 Eleven...(Tem em todo canto, em todo lugar)... 50 bht...5 reais praticamente... Certo....primeiro templo pra visitar....e um calor tao grande que eu não tive coragem de sair de calça do hostel.... resultado comprei uma na praça em frente (tem um monte de vendedor) por 10 reais.....ok entra em fila...gente pra caramba...chines pra caramba...mas nao assim, como em um show que você anda tronbando nas pessoas....mas mesmo assim cheio... e tira foto com Buda (Buda tem de dar a pau lá...deve ter mais estatua de buda do que mosquitos..) .hahaha alías falando em mosquito eu nem usei nenhum repelente.... nem quando fui pra selva pro santuário dos elefantes... certo...termina de visitar o templo e vai pra praça ver algo pra comer.... quando de repente.... poof!! lembra do calor de lascar? pois não é que a mulher do meu lado desmaiou? Corre, junta gente em cima, deixa ela respirar, pega água...chama tuc tuc e manda pro hospital.. o calor é brabo mesmo nessa época do ano. (Março 2018)... Eu vestido com a "calça' que comprei... tecido bem leve....é até legal de comprar pra dar de lembrança pra alguém... Certo... e lá fui eu comprar um sorvete de Durian (Pense em uma fruta fedida e cara) pra provar o sorvete já que não tinha coragem de comer a fruta in naruta (Tem cheiro de corpo em decomposição) mas até que o sabor não era tão ruim não... Há lembrei! Esqueci de comentar que na saidas do aero deixamos nossas malas e mochilas nos aeroportos mesmo...você paga uma pequena taxa pra deixar lá e ir visitar a cidade... se não me engano na Alemanha foi 8 euros...e em Xangai 25 Yenes... e quando a gente foi pro local dessa torre em Xangai: Nos tivemos que pegar metro além do trem bala... pra chegar foi fácil...mas pra voltar complicou...a gente ão sabia nem como comprar nem como como marcar o trajeto que queríamos pra voltar pro aeroporto (ja que lá você comprar a passagem pela distancia percorrida...) e eu comecei a ficar preocupado que todo chines que eu abordava pra ver se ajudava não falava nada de inglês... a nossa sorte foi que acabei achando uma brasileira que tava fazendo intercambio lá no meio daquele povo todo e assim consegui pedir pra ela comprar as passagens pra gente...ufa.. Ok depois eu continuarei...P Aff escrevi um monte e não salvou....tsc...outro dia continuo então... me desanimei hoje... Ok deixa eu ver onde eu parei.... acho que foi na chegada em BKK... Ok! Chegamos praticamnete 3 da matina e fomos comprar nosso chip de internet que se não me engano foi 60 reais (600 tailandeses) por 20 dias de Net com 8gb disponível....o que deu bem pra suprir os 15 dias lá...e olha que ainda sobraram quase 2gb.... e o mais incrivel era que no meio do oceano lá nos barcos a internet pegava que era uma beleza... alias pegava em qualquer lugar lá...o quiosque da net era um vermelho chamado True Net se bem me lembro. Ok chama Uber se toca pro Hostel... como foi de noite o trânsito tava vazio... mas se você for chegar de dia lá prepare-se pra pegar um longo engarrafamento até seu hostel/hotel... Melhor pegar o metrô que fica dentro do aeroporto e tentar ir ao máximo perto de onde vais ficar e depois pegar o Uber ou Grab (Que é o Uber asiatico, tudo pode ser baixado pelas stores da net). Ok! Primeiro dia em Bkk... acordamos, pomos o pé pra fora do nosso maravilhoso quarto com ar condicionado e fritamos literalmente..... nessa época não é quente lá não, o capeta deve sair de viagem de lá pra poder pegar um friozinho em algum lugar.... melhor ter um boné, chapéu, até guarda chuva pra proteger do sol viu? Tava tão fresco que logo no 1º dia lá uma turista do nosso lado desmaiou...e corre e chama Tuk Tuk pra levar ela pro hospital, coitada. Ok, lá fomos nós visitar o Templo Esmeralda, O templo do Amanhecer e mais um lá que esqueci o nome... praticamente pra você visitar os templos da pra ir andando, só tem que atravessar o rio pra poder ver o do Amanhecer... que custou miserios 20 centavos de Bath... mas vá cedo por que esse fecha cedo... Alias templos é o que você mais vai ver lá, tem os famosos e tem uns pequenos mas também bonitos em praticamente todo lugar da Tailandia... tanto templo que eu nem tava fazendo muita questão mais de visitar eles.... (O principal que eu queria fazer nessa viagem era mergulho e visitar o templo dos elefantes). Há sim, se você não for de calça pra visitar os templos pode comprar uma calça que eles vendem lá por 10 reais (100 Bath) tem um monte de vendedor na praça em frente ao templo vendendo várias... é até legal de trazer da viagem como lembrança para você ou amigos, pena que eu só me toquei disso depois e comprei só uma mesmo.... tipo essa da foto embaixo: Outra coisa, lembrem de beber só água de garrafa ok? Isso você pode comprar nas 7 Eleven da vida lá que tem em todas as esquinas de lá praticamente... Falando em água e comida eu levei 1200 USD pra passar esses 18 dias lá.... mas eu me lasquei um pouco no fim da viagem por que tive que pagar um hotel em Kho Pipi que achava que já tinha pago os dias todos mas faltava 1 diária... e lá as coisa são meio caras.... então tive que entrar no cartão internacional... uiiii... mas tudo bem, tinha dia que eu nem almoçava pra poder economizar... voltei 2.5 kilos mais magro dessa viagem uhahuauha! Bom que tirei o bucho (Mas depois recuperei tudo no Brasil já que fui direto pra uma churrascaria rodizio quando voltei...) kkkk! Certo e de noite o que fazer? Khaon San Road né... onde você pode ver vários tipos de comida..(Lógico que comi escorpião e não desses pequenos, o médio... o gosto não é ruim confesso, me lembrou o camarão... o ruim são as garras que ele usa pra se defender que são duras pacas. tentei comer mas tava quase quebrando os dentes então cuspi fora...) e graças que não senti nada... alias pesquisando eu nunca li ou ouvi ninguém falar que passou mal por ter comido escorpião de lá... também tem massagens (claro) lugares pra comprar roupas, bares pra beber com show ao vivo.... o mais interessante mesmo são as comidas.... Agora se você for sensível vai ficar enjoado é com o cheiro da comida de lá... não tenho como descrever mas seria enjoativo e nauseante.. (Bem acho que são as mesmas coisas essas palavras..) Bom tem Mac Donalds lá, mas viajar pra Tai pra comer em Mac?? Namm! Uma das primeiras comidas que comi lá, lula na brasa com pimenta (Pimenta Everwhere, então cuidado): Pior que esse negocio parece um pinto huauhauha. E aqui a foto do preço de alguns tipos de massagem que vocês podem encontrar lá: Confesso que eu cometi o pecado de não fazer nenhuma massagem nessa viagem.... acho besteira gastar dinheiro com isso, preferi gastar com comida... vai de cada um e suas prioridades... mas dizem que é muiiiiiito bom a massagem tai. Quanto a questão de segurança lá... a gente ia andando do hostel pra Khaon San de madrugada de boas.... 2 horas da manhã por ae e tudo tranquilo.. . só teve um começo de briga la pro meio da madrugada mesmo mas acredito que foi efeito da cerveja em uns americanos malucos que estavam por lá.... No último dia fomos pro shopping MKB Center... se tiveres que comprar alguma Go Pró ou câmera pra viagem, deixe pra comprar aqui... um amigo meu comprou uma por 1000 reais de diferença em relação ao brasil.... também comprei meu PS Vr por 1400 mas esse não achei um preço tão diferente se bem que olhando agora na Saraiva por exemplo ele ta 1.800... No MBK você encontra de tudo, desde coisa caras como Ouro e lojas de produtos caros até câmelo tudo no mesmo lugar...e é enorme o prédio... 4 andares praticamente... tem que reservar 1 dia inteiro pra tentar conhecer tudo se a sua vontade for de torrar dinheiro lá... Tambêm fomos no Siroco (Aquele prédio onde foi gravado o filme "Se beber não case).. tranquilo pra entrar, mas tem que ir bem arrumado... preços claro que são mais caros.... vale pela vista panorâmica da cidade... mas fora isso não achei nada demais... meio espirito é meio largadão, me sinto desconfortável em lugares xiques demais...) Certo, hora de ir pra Ayutthaya conhecer as 7 cachoeiras dos 7 niveis de dificuldade pra subir até a última.. Espera estou pulando partes.. como fomos de Bkk pra lá? Iamos de trem mas chegamos atrasado na estação e perdemos o dito cujo... a gente foi pra estação errada.... a sorte é que como estávamos em grupo conseguimos uma van pra levar a gente e compartilhando o preço não saiu caro pra ninguém... Ok chegamos no hostel depois de quase 1 horinha de viagem.... sem ver 1 buraco no asfalto.. (eta Brasil) e já que estávamos no interior qual seria o jeito mais econômico pra se locomover pela cidade? alugar motinhas claro (Se bem que eu fiquei com o cú na mão, já que fazia mais de 20 anos que eu não andava de moto, e cair e se quebrar na Tailandia? mas se todos os outros iam pegar eu não podia amarelar...) Pra alugar as motos é muito fácil, você pede pro gerente do hostel ligar e eles te levam elas no horário combinado... só vão pegar alguns dados com você e um calção que pode variar de 2000 há 3000 bath depende... e são aquelas faceis sem marcha... só acelerar e frear.. (Mas tem grande de marcha se você souber pilotar) aqui vai uma foto com o preço do aluguel da moto em vermelho... e são alugadas por 24 horas: Certo.. motos alugadas... cú não mão...e sair pras cachoeirias.... que ficavam há 60km de distancia (40 minutos praticamente) indo pela estadual... graças que o trânsito no interior não é tão ruim como na cidade.... pense em um rapaz duro e tenso pilotando a moto... uhahuau) chegando lá paguei 30 bath pra poder ir nas cachoeiras... que são divididas em 7 levels... se você conseguir chegar na última parabéns ;P há sim não fique com medo dos peixes que tem lá... eles são o mesmo que são usados pra fazer massagem nos pés em aquários em shoppings.. a diferença que lá eles são adultos, então pode incomodar um pouquinho a bocada deles nos seus pé... mas nada que tire pedaços.. (Mas as meninas pegaram um susto e saíram correndo da água uhahuahu) Lá também da pra ir visitar a Ponte do Rio Kwai se você for um curioso sobre guerras que nem eu... a ponte já é toda moderna, mas visitar ela pra quem curte historia de guerra é legal. Tem um filme bem antigo sobre a historia dessa ponte, um clássico de 1957: Que diferença hein? ;.P Continua.... Beleza .. em Ayutthaya você pode visitar também o Buda deitado (Buda do street Fighter) no dia que eu fui tinha um guarda mala lá que não tava deixando fazer poses dos lutadores do Street Fighter.. tsc... mas tem amigos que fizeram sem problema nenhum.... Pra visitar os templo lá são um pouco mais distantes do que na cidade lógico... então a gente encontrou uma senhora em uma Kombi e fomos lá perguntar quanto ela fazia pra nos levar para visitar os principais templos.... acabou saindo 250 bath pra cada que no total foram 1000 bath... 25 reais pra cada... acho que foi um bom preço. Certo... lembrei, até agora comendo de boas a comida da tailandia.... bem pra dizer a verdade comia de dia e ia pro banheiro de madrugada e isso foi só por causa da pimenta que não estava acostumado e foram só umas 3 vezes na viagem.... (Pior foi uma amiga que comeu um hambúrguer e acho que o ovo não tava legal e ela for parar no hospital mesmo coitada.... acabou perdendo nosso dia de mergulho por causa disso...) Hora de ir de Ayutthaya para Chiang Mai! Fui de trem de primeira classe comprando os tickets com 3 meses de antecedencia pelo site http://www.thailandtrainticket.com/ (Na net tem sites explicando o passo a passo, posso adiantar que não é nada complicado) e você pode escolher pegar o ticket lá no escritório deles ou pagar 10 reais para deixaram no hostel... (O que eu fiz e foi de boas) . Agora confesso que se soubesse como era a 1º classe tinha pedido pra ir de segunda... por que meu espirito aventureiro ficou triste com essa decisão quando cheguei lá.... ok você vai em uma cabine perfeita com ar condicionado e privacidade, mas a segunda classe era bem mais animada e as pessoas ficavam tipo no corredor de frente para as outras em seus beliches conversando, eu adoro poder bater papo com pessoas de outras nacionalidades ou apenas observar mesmo... o que não da pra fazer na primeira classe... bem agora já foi.... Ha sim a viagem foi noturna o que nos economizou 1 dia de hospedagem.... Na primeira classe tem banheiro separado onde dá até pra tomar banho, da até pra saber se o banheiro ta ocupado de dentro da sua cabine, como podem ver pela foto abaixo tem alguém no cagador: Também da pra pedir e escolher comida por essa tela... mas como as coisa são um pouco mais caras e já tínhamos lanchado na 7 eleven nem testei o sserviço.. Um das estações que o trem para antes de Chiang... bem bonitinha a estação por sinal.. Se você estiver na dúvida sobre o trem, do lado de fora dele tem um letreiro eletrônico: Ok, o principal passeio de Chiang Mai era ir em algum santuário de elefantes... depois de muito pesquisar e ler relatos, resolvemos ir no https://elephantjunglesanctuary.com/.. Li sobre toda a historia de apoiar ou não um passeio desses, que os elefantes podia ser mal tratados e tudo mais.... pelo que eu percebi eles não são mal tratados... mas também hoje em dia com o homem avançando desenfreadamente contra a natureza eu acho que seria pior pros elefantes não terem esse suporte que eles tem nos santuaríos... pelo menos a comida de todo dia deles está garantida... não sei, vai de cada um isso. Ok tickes comprados no Brasil e só esperar passar o povo pra pegar a gente e levar pro parque... agora vou lhe contar uma coisa, se você passa mal indo atrás das vans quando o trajeto é cheio de curvas se prepare! Por que o trajeto até lá é subindo uma serra cheia de curvas mesmo... o lance é tentar controlar a respiração e olhar pro horizonte até lá... Certo chegamos no parque, pegamos nossas roupas do parque que dão lá pra quem faz o passeio (No caso foi de 1 dia e meio) praticamente no meio da selva..e sem mosquito nenhum pra encher o saco) e tivemos nossa aula introdutória sobre o parque e elefantes... e depois eles nos dão pedaços de cana de açucar e banana pra gente dar pros bichos comerem... Na foto abaixo o gordinho procurando as bananas e eu escondendo de sacana hahahah: Eu com minha camisa sexy que dão no parque (também deram pra gente novas no final do passeio, mas eu acho que tava incluído no pacote que compramos, só tinha esquecido esse detalhe...) As atividades foram... dar comida pra eles, dar um banho de lama (Se bem que isso eu não fiz certo por que eu comecei foi uma guerra de bola de lama contra as outras pessoas uhauhauha) depois levar eles pro rio pra tirar toda a lama acumulada e mais algumas fotos... também apreendemos a fazer um tipo de bola de comida pra elefantes... que eles tem poem pra socar a comida deles com o pé em uma alavanca ... você sai morto de cansado depois uhahua).. Olha o moedor ae em ciima... Ok depois voltamos pra cidade grande.. se é que pode se dizer que é cidade grande... e no outro dia a policia me pegou. calma que eu não tava fazendo nada de tão criminoso assim, só caímos em uma blitz com as motinhas.... e como estávamos sem habilitação morrermos em uma multa de 500 bath...(50 reais por pessoa) duas coisas foram engraçadas nessa situação... eu parei a moto antes da blitz e a talandesa lá do restaurante disse pra eu sair correndo com ela na contra mão de volta... claro que não fiz isso... a segunda é que você paga a multa e depois eles te liberam pra andar com a moto, mesmo sem carteira.... só tem que ficar com o documento que eles te dão... inclusive te permite pilotar por 3 dias e se te pararem em outra blitz nesse tempo é só mostrar o documento: Não da pra entender bulhufas uhahuauha! Como não roubar seu carro em estilo tailandês: Ok mais templo, hora de ir pra Krabi.. que é Crab que é Caranguejo... Nossos trajetos de longa distancia voamos tudo pelas Low Cost asiaticas..... achei que seria mais barato do que pensei que ia achar o preço, mas também não foi nada tão caro... o problema era aquele medo de ter que pagar taxa por bagagem que na Asias as vezes sai mais caro do que a propria passagem... pra vocês terem uma idéia eu estava assim: Uma mochila mais o saco do PS VR que eu fui burro de comprar no começa da viagem e tive que carregar ele a viagem inteira praticamente.... não cometam esse erro.. Em Krabi não tem muito o que fazer realmente... mas tem aquele templo que tem as duas cabeças de dragão em uma escadaria enorme.... que você pode ir de motinha subindo a serra com o cú na mão de novo huahuahua... pense em um cara tenso pilotando,, pior que pra subir a pista é larga, mas pra descer ela é mais estreita.... então os carros passam pertinho de você e não tem acostamento... tem um vão de onde desce a água da chuva.... só rezei até chegar lá embaixo kkkkk! Em Krabi da pra comprar um tênis nike oficial por 38 reais: Sqñ! hauhahua... olha que ese tal de jack é mais caro que o Nike... Continua.... Bem continuando...Ok quase chegando ao final já... depois de Chiang fomos para Kho Pipi visitar as famosas praias da Tailândia... (O governo tailandês fechou o acesso a Maia Bay se não me engano.. o turismo estava alto demais lá e acabando com o ecossistema da natureza... parece que vão fechar por 3 ou 6 meses então veja antes de resolver ir pra lá..) se você gosta de loucuras tipo aquelas festas onde tem malabarismo com fogo, um monte de gente bebada e várias casas de show uma do lado da outra tocando o som mais alto que tiver pra atrair clientes você vai adorar a algazarra... se não ainda pode fazer mergulho com o Rodrigo (Brasileiro que tem empresa lá). Uma das coisa engraçadas ta Tailandia.... os chineses que lá visitam não é raro pedirem pra tirar fotos com você... selfie mesmo... ainda mais se você tiver barba... se for negro então ae que é festa.... eles adoram tirar foto auhahua.... no fim da viagem pra me vingar eu quando via um monte de chineses tirando foto eu ia lá pro meio deles e entrava de gaiato mesmo nas fotos deles uhahuahua... eles até gostavam.. ;P Em Kho Pipi também fiz minha primeita Tattoo na vida... em Bambu... acho que não dava pra ir até lá e voltar sem uma... não fiz com os monges, fiz em uma casa especializada mesmo na praia de K.pipi.. (Alias tem um monte de casa de tattoo lá... doeu um pouco quando o cara sem empolgava e pensava que sua pele era um pano onde podia dar várias agulhadas rápidas de uma vez... mas foi menos dolorido do que arrancar um dente por exemplo ;P Não tive nenhuma reação alérgica nem nada... inclusive fiz exames laboratórias mês passado e tá tudo sossegado... Face deles: https://pt-br.facebook.com/profundivers/ Sobre a experiência de mergulhar.... confesso que estava meio receoso... por tinha ouvido relatos de uma mulher que se apavorou em um mergulho e quase morreu afogada no grupo de wats que eu estava participando antes de viajar. .. o tubo saiu da boda da dita cuja e ela não soube por de volta e deu esse problema todo... meu medo também era esse... me apavorar e acontecer a mesma coisa... Só que na verdade era um medo sem saber das medidas de segurança antes de mergulhar... o seu instrutor vai lhe passar todos os macetes do que pode acontecer dentro da água... como desembaçar a mascara... como recuperar o bocal de ar se ele sair do lugar... como fazer pra água sair de dentro do bocal se entrar água dentro dele... você vê que é tudo muito fácil,. só achava que era um monstro de 7 cabeças por que não conhecia essas medidas antes... mas foi uma das coisas mais legais que já fiz na vida, se quiser ir, não perca a chance!!! Pra não dizer que foi tudo as 1000 maravilhas só teve um momento que eu não consegui equalizar a pressão do ouvido direito... conseguia do esquerdo mas nada do direito... foi coisa de inexperiência mesmo... depois de uns 10 minutos passou... Dependendo da época do ano você vai ver várias espécies de peixes... eu vi algumas bem legais... pena que não vi tartarugas... mas alguns tubarões também.. esses que comem plânctons... então não se preocupe de ser mordido. Dicas finais... na volta não conseguimos fazer o chekin de Xangai antes de sair da Tailândia... .. pedem hoje em dia 3 horas de antecedencia para voos internacionais certo... então chegamos com 1:30 certos no cronograma mas pense em um sufoco... imagine sair do avião e dar de cara com o aero mais lotado do mundo que você já viu até hoje na sua vida... tivemos literalmente que correr pra fazer o chekin... sorte nossa que uma das pessoas que trabalha na empresa pôs um guichê só para o nosso voo, mas mesmo assim lembram no começo o lance te ter que ter uma caneta pra escrever os dados no papel e entregar pra eles? Agora imagine isso em uma fila com um voo internacional com mais de 300 pessoas na fila com dois guichês funcionando somente? A nossa sorte foi que um cara da fila saiu e foi lá chamar uns guardas pra ocupar os outros guichês e fazer a fila andar.... depois disso ainda tivemos que correr pra passar as malas no raio x de todos... e sem falar que ainda barraram uma amiga minha por que quando ela veio na foto dela estava com a orelha coberta pelo cabelo........e quando voltou estava com a orelha descoberta... além de ter que achar as malas em uma infinidade de esteiras... esse foi o maior sufoco da viagem. Considerações finais, o povo tailandês é muito sorridente e eles sempre vão tentar lhe ajudar se precisarem. A comida pode ser um desafio para quem é sensível a cheiros e temperos mais fortes, tome cuidado. Falando em comida lá é coisa barata de se encontrar... se for comer na rua tente escolher o lugar com o aspecto mais limpo, ou mais cheio... Respeite a cultura deles e os templos e nunca fale mal da realeza. Bom acho que é isso...se eu lembrar de mais alguma coisa eu volto a editar aqui, boa viajem a todos. Há ia esquecendo... em todas as prais tem placas indicando pra onde correr em caso de Tsunami... então já sabe pra onde correr: Bem agora me vou.. espero ter ajudado! Boa Viagem povo! Há lembrei, se você for fazer o mergulho, pelo mor de Deus, esvazie sua bexiga antes de mergulhar.... aquele mundaréu de água vai deixar sua bexiga explodindo, e a roupa de mergulho é tão apertada que não da pra você fazer xixi nela nem se quisesse. Também não esqueça o protetor solar nas praias ok?
  6. Oi pessoal, acabei de voltar da Nova Zelândia. Viajei com mais duas pessoas agora em agosto e fizemos: 1 semana de carro pela ilha norte e 2 semanas de campervan pela ilha sul. Coloquei o arquivo com o roteiro e o relato de viagem anexado pois acabei escrevendo muita coisa. No final do arquivo escrevi também todos os gastos/custos da viagem. Se eu puder ajudar com alguma dúvida farei de bom grado! Bjs! roteiro NOVA ZELÂNDIA atualizado.docx
  7. https://rotasetrips.blogspot.com/ Três Passos.RS: Retornando do salto do Yucumã, decidi visitar uma atração que havia encontrado por acaso no facebook, o Jardim Temático Rücker -Thal. Pela internet as fotos eram interessantes, mas não dava para ter ideia da grande surpresa que estava nos aguardando. O Jardim é idealizado por Mauro Rückert, e fica localizado na rua Silva Jardim, 385, localidade de Padre Gonzales, na cidade de Três Passos.RS, um pouco afastada do centro da cidade. Saímos do asfalto e entramos por ruas de terra, na localidade, até chegarmos em frente a casa. Que de pronto já chama atenção, repleta de arbustos em forma de esculturas e estatuas de concreto, dentre outras obras de arte. Batemos palma em frente a casa, e fomos atendidos pela simpática esposa de Mauro, senhora Teresinha Rückert, que foi nossa guia pelo fantástico mundo criado pela imaginação do artista. Se o Jardim já encanta pelas belas esculturas, super detalhadas, a visita guiada nos surpreende levando a um mundo de sonhos e pura criatividade. Mauro com sua percepção e genialidade de artista, foi cobrindo cada canto do terreno, com esculturas, que vão contando um pouco da história de sua família, seja de sua origem ou fatos engraçados vividos. Então ao vermos a estatua de um coelho, não é apenas isso, e sim uma história em forma de estatua, onde nos é explicado que remete a um episódio, onde Mauro colocou feijões dentro dos ovos de pascoa para pregar uma peça em uma tia. E assim cada peça vai criando vida, e nossa imaginação viaja por esse mundo de sonho. É impossível descrever tudo que existe no local, mas dentre as muitas atrações existe um labirinto verde; uma cabana de faroeste, um museu que conta um pouco da genealogia da família, e da imigração alemã. A visita durou quase uma hora, mas não vimos o tempo passar, pois a cada passo é um mergulho que mistura história e fantasia. Ficamos encantados com o preciosismos e requinte das obras, onde por exemplo a réplica de uma igreja, possui até os bancos e altar em seu interior. Se formos nos ater a cada detalhe e histórias, da para passar um dia inteiro no local, mas como já estávamos cansados dos mais de 500 km de estrada e aindatínhamos uns 300 pela frente a visita foi rápida, mas maravilhosa. Nessas mais de 200 cidades visitadas no RS, dentre várias atrações e museus, o Jardim Rückert-Thal, foi sem duvida uma das melhores surpresas, e a cereja do bolo dessa nossa aventura na Rota do Yucumã. Então se cruzar por Três Passos, não deixe de visitar. Fica o nosso parabéns ao Mauro e sua família que presentearam o Rio Grande com esse grande atrativo. Mais Fotos: Rota:
  8. Boa tarde galera , vou contar sobre meu primeiro mochilão bem resumido , mas se quiserem alguma dica , só perguntar ok ? , fiz esse mochilão sozinho , a princípio eu tinha feito a compra de passagens aérea pela gol , mas devido a greve dos caminhoneiros ouve mudança de datas , então cancelei, peguei a grana e decidi ir de ônibus mesmo , o que foi incrível , saindo de São José do Rio Preto em uma sexta a noite com destino a Campo Grande -MT , chegando em Campo Grande já peguei para Corumbá logo em seguida , no sábado por volta do 12:00 já estava em território boliviano , e foi na fronteira que bateu um pouco de medo , pois estava sozinho e não sabia espanhol , só portunhol kkkk , mas acabei conhecendo uma família de brasileiros que foram verdadeiros anjos , me deram dicas , passei na casa deles em Santa Cruz para tomar um banho e um café , fui muito bem tratado por eles , de Santa cruz peguei um vôo para Sucre , para adiantar minha viagem , mas ali mesmo em Santa Cruz de la Sierra, me apaixonei pela Bolívia , quando cheguei em Sucre esse amor aumentou ainda mais , que cidade linda , limpa e tranquila , fiquei 3 dias , depois fui para Uyuni , fazer o tão esperado Salar , optei pelo tour de 3 dias , fui em várias agências , inclusive indicadas pelo pessoal do mochileiros , estava variando de 1200 bs para 400 , mas acabei confiando em uma pouco conhecida , Kantuta Tours , fica ao lado da Skyline que ainda estava fechada , paguei 700 bs , e posso dizer que foi a melhor escolha ,foi tudo ótimo ,ótimo motorista , podíamos até colocar nossas músicas via Bluetooth , ótimas refeições , hospedagem , infelizmente estava nevando muito , muito mesmo , mas eu nunca tinha visto neve , então fiquei feliz por ver , alguns pontos mais conhecidos não havia como chegar , mas fomos em outros lugares , que foram incríveis , o Salar é indescritível , é perfeito , o motorista se chamava Sandro , muito gente boa , encontrei alguns brasileiros com algumas agências bem conhecidas , reclamaram dos motoristas ,o motorista realmente faz diferença , eu tive muita sorte com o grupo também , canadense , colombianos e chineses kkkk, acabamos pegando amizade , ah uma dica para alguns brasileiros , tenham mais humildade com outros brasileiros , humildade sempre , depois desse lugar incrível que é o salar , fui para La paz que também amei , muito louca , depois Copacabana que também é incrível , a princípio eu iria fazer só a bolívia , mas meti o louco e fui para o Peru , visitei Arequipa e Puno , até dava para fazer machupichu , mas seria corrido , então deixei para a próxima , passei 15 dias curtindo cada lugar , comi muito lá kkk, provei lhama assada , nunca provei uma carne tão gostosa , entre muitas outras coisas , eu não tive nenhum problema , e não me senti inseguro nenhuma vez , fui muito bem tratado , até fiz um rolê a noite em La paz para curtir um rock em um pub kkkk, nascido em São Paulo , então de boas , mas é só ter cuidado como temos aqui , mas achei super tranquilo , vou postar poucas fotos , pois é o que mais tem em grupos , comprei equipamentos da quéchua e fiquei impressionado pela qualidade , principalmente blusa para temperaturas abaixo de zero , muito boa , peguei a cotação na fronteira Real para Boliviano 1,74 , foi o melhor lugar , em sucre consegui 1,72 bem chorado , o dólar 6,90 a 6,95 , levei 3.600 reais e 200 dólar , gastei 1800 reais e 150 dólar , e olha que dava para ter gastado menos , agradeço ao @nicollasRangel pelas dicas , se alguém está pensando em visitar a Bolívia só vai...
  9. Faz tempo que não apareço por aqui, mas vou tentar lembrar todos os momentos da minha ultima viagem, fui pra Jeri sozinha, nossa que lugar incrível, achei meio cansativo ate lá, mas depois que cheguei valeu todo sacrifício. Sai da minha cidade no dia 20 de Fevereiro, às 5 da manhã, fiz uma escala em Guarulhos, mas foi rápido, antes das 11:30 já estava em Fortaleza, assim que cheguei chamei um Uber e fui para pousada, agora não vou lembrar o nome, mas era perto da praia de Iracema. Fiz meu check-in, deixei as malas no quarto e sai para almoçar, fui caminhando até a praia, almocei em um quiosque perto da praia e fiquei admirando a beleza do local, uma praia urbana, mas estava bem vazia, caminhei pelo calçadão e voltei pra pousada. À noite resolvi ir conhecer a feirinha, famosa no calçadão, mas preferi ir de uber, em um lugar estranho, melhor não arriscar, olhei as barraquinhas, comprei umas coisinhas, até que fui abordada por uma moça, para ir assistir um show de piadas, resolvi ir, afinal eu estava no Ceara, dizem que os melhores comediantes são daqui, dei risada, comi, incluía pizza no show de comedia, assim que acabou de novo chamei um uber e fui pra pousada, precisava dormir, tive um dia cansativo. No dia seguinte bem cedinho, segui viagem para Jeri, de van já tinha contratado junto com a hospedagem de Jeri, o transfer para lá, nossa foi o dia todo praticamente, fomos até Jijoca, às vans só podem ir até esse ponto, descemos almoçamos, ha tem que pagar uma taxa por dia para ficar em Jeri, fizemos tudo isso na parada, e seguimos em uma caminhonete 4x4, pensei que nunca mais ia chegar muita areia, já na pousada mesmo procedimento, check-in, ir para o quarto deixar as malas e fazer reconhecimento do local, andei bastante, achando tudo muito diferente, as ruas todas de areias, com famosos "becos" que atravessam de uma rua para outra tudo meio que perto, mas eu confesso que me perdi. Na praia sentei na areia, fiquei observando até o por do sol, eu estava pertinho das dunas do Por do sol onde todos sobem até la para ver melhor atração, mas não me animei para fazer isso. Voltando para a pousada fiquei mais admirada ainda, com lugar que não existe iluminação publica, que a luz das pousadas, bares é o que ilumina as ruas, de volta em "casa" fui curtir a noite quietinha no meu canto, essas viagens que eu faço, eu gosto muito de passear conhecer novos lugares, mas as noites eu prefiro ficar mais de boa, mas como toda regra a uma exceção, uma ou outra eu ainda saio. Acordei cedo pra ir conhecer Jeri, já que estava por la, vamos conhecer tudo, que der tempo, tomei café e na pousada mesmo peguei um buggy para conhecer o litoral leste dividi o mesmo com duas paulistas ,foram ótimas companhias, nos divertimos, rimos, valeu a pena cada minuto. Acredito eu que é o lado mais conhecido, onde passamos os principais pontos turísticos, como a Pedra furada, mas só observamos de longe, resolvemos não parar, combinamos com o guia onde iríamos parar mais tempo, ai seguimos para a Árvore da Preguiça, com muita aventura nas dunas de areia, tem esse nome devido a dificuldade que árvore teve em se erguer, parece até que está se rastejando, seus galhos se estendem por cerca de 4 metros e isso aconteceu devido aos fortes ventos que tem em Preá, não se vê nada ao lado a não ser dunas, o mar e a Árvore da Preguiça. Em seguida passamos pela praia do Preá, apenas para fotos e seguimos para a Lagoa Azul, uma lagoa simples, tem redinha na água tiramos fotos, ficamos por um tempo e continuamos, mas não se compara com a lagoa do Paraíso, que é realmente um paraíso, onde existe dois pontos de apoio o The Alchymist Beach Club, esse você paga para entrar, há estudante paga meia, e um outro um pouco mais a frente onde nós ficamos, sensacional valeu a pena cada minuto da aventura de buggy até la, tomar caipirinha nas redes sobre as águas não tem como explicar, eu estava no paraíso. No próximo dia não tinha nada marcado pra fazer, então o que fazer, uma das meninas do dia anterior me ligou e me chamou para ir caminhando até a famosa Pedra furada, eu tinha que ir, pensa em uma caminhada exaustiva, debaixo do sol quente, pedras, gramas, mas nós fomos, nossa que sensacional, esculpida pela natureza via ondas do mar, a Pedra Furada fica na praia de Jericoacoara, e é o cartão postal do Ceará, dizem que no mês de julho dá pra ver o sol se pôr pelo buraco da pedra, deve ser lindo, fomos pela estrada e voltamos pelo mar com a maré baixa da para fazer isso, foi cansativo mas valeu muito a pena. À tarde voltamos para a lagoa do Paraíso, pegamos uma caminhonete 4x4 e rumo ao paraíso dessa vez ficamos no ponto de apoio The Alchymist Beach Club, nossa valeu muito a pena voltar, é lindo de mais, a estrutura é sensacional, as redes, só indo pra saber. De volta na vila paramos para um lanchinho e refrescar com uma gelada, já à noite peguei um dos "becos" e fui dormir, teria uma nova aventura no dia seguinte. Passeio de Buggy logo cedo litoral Oeste agora da vila, fomos com dois buggy, eu uma família que não me recordo da onde era, mas muito legais, pessoas que conhecemos assim são os melhores, não te julgam, e acabam fazendo com que sua viagem se torne incrível, esse passeio inclui uma parada no delta do Guriú, onde você pega um barquinho de madeira para ver cavalos marinhos, eu não fui ver, devia ter ido pois eu já estava la mesmo, mas não acho graça nisso, depois disso, o buggy atravessa o delta numa balsa, passa pelo mangue seco até chegar na velha Tatajuba (vila que foi soterrada pelas dunas) e pela nova Tatajuba, que tem uma vista deslumbrante do mar, que passeio sensacional, fiquei admirada pelos mangue seco. Curti cada momento, logo em seguida, está a duna do funil, onde é possível fazer sandboard e esquibunda e, por fim, o passeio termina na lagoa Torta, onde há um ponto de apoio para comer e beber com os pés na água, lugar bacana, redinhas sobre água com uma caipirinha não tinha coisa melhor naquele momento. À noite tive que sair da minha zona de conforto fui conhecer a vila, era minha ultima noite por lá, aproveitei pra fazer umas comprinhas, tirar fotos, beber uma caipirinha, tinha uma rua com tantos quiosques de caipirinha, nunca tinha visto nada igual, aproveitei também e fui no forro da Dona Amélia, ponto de encontro em Jeri, para quem curte uma boa musica vale muito a pena, e na hora de ir embora começou a chover, muita chuva e pra ir não tinha como, parei para comer um lanche e a chuva caia legal, era até bonito de ver as areias das ruas tudo sendo carregada pela fortes correntezas de água, o jeito foi encarar a chuva, tirar o chinelo e seguir, chuva no Ceara, tava uma delicia, valeu cada momento nesse lugar, posso dizer que aproveitei, eu fui feliz nesses dias, só um detalhe vai de chinelo, nada de muito luxo, as ruas de areias, nada melhor que o bom e velho havaianas. Continuando a minha aventura pelo Ceara, logo cedo o meu carro chegou, mas uma vez rumo a Lagoa do Paraíso, dessa vez para almoçar e seguir para fortaleza, nossa a volta foi mais cansativa, o dia todo até chegar na pousada, o que eu fiz quando cheguei deitei e dormi, quem lê pode achar estranho que eu não curto as noites, mas eu prefiro assim. Como eu ia ter poucos dias em Fortaleza então optei em fazer logo no primeiro dia o passeio três praias, conhecido assim pelas agencias, para quem tem pouco tempo, mas bom para conhecer três praias em um dia a de Morro Branco, das Fontes e Canoa Quebrada. Este Tour tem duração de um dia inteiro, inicia pelo litoral leste às três principais praias da região onde a primeira parada foi em (Morro Branco) distante cerca de 85Km de Fortaleza, de buggy, eu fiz o passeio onde conheci as principais características de Morro Branco, as falésias abertas pela erosão do vento e da chuva nas quais surgem as areias coloridas, ainda com o buggy já passei também na segunda praia (Praia das Fontes) eu tive sorte nesse passeio como tava todos em grupos eu fiquei sozinha no buggy, pela praia foi sensacional, logo em seguida voltamos para o ônibus e seguimos para a terceira praia (Canoa Quebrada), adorei o passeio meio cansativo mas vale a pena para quem ta com o tempo "apertado", Canoa quebrada é bonito, quem sabe em um futuro próximo eu volto com mais tempo, enquanto aguardava no ponto de apoio meu almoço, conheci um menino que faz aquelas garrafinhas com areias coloridas, ele fez uma copo bem bacana para mim, foi bem legal, super simpático ainda me levou para tirar foto no famoso letreiro de Canoa Quebrada. E meu passeio continua hoje, será para onde? Não podia deixar de ir ao Beach Park é um complexo turístico na praia de Porto das Dunas, município de Aquiraz, a 26 quilômetros de Fortaleza, foi sensacional, a infraestrutura do parque é de primeiro mundo, e a praia nem se fala é linda e os brinquedos muito divertidos, o parque não é muito barato não $220 a entrada, ainda bem que consegui usar minha carteirinha, detalhe não é todas que eles aceitam, nesse passeio conheci um pessoal de BH foi de mais, andamos em todos os brinquedos, ainda bem que eu fui em baixa temporada, conseguir andar em todos, e ate repetir os que mais gostei, mas um dia de férias e viajem que segue. Praia de Lagoinha, meu ultimo passeio em Fortaleza, fica a 130km da capital do Ceará, a praia é muito bonita e conta com um ponto de apoio bem estruturado, com ótimas opções de almoço, é opcional mas tem que fazer um passeio que inclui buggy, catamarã e “pau de arara”, que vale muito a pena, pois mostra outros lugares tão bonitos quanto a praia, como esse passeio acontece na parte da manhã, é possível aproveitar a bela praia a tarde toda, tem uma duração aproximadamente de duas horas passeando pela cidade e conhecendo outros locais próximos a Lagoinha com esses três meios de transporte, o ônibus de turismo vai até a praia e de lá fizemos a primeira parte do trajeto de "pau de arara" até um ponto de apoio que fica na Lagoa das Almécegas onde eles fazem uma parada de cerca de meia hora pra banho, de la seguimos de catamarã e atravessa a lagoa, ao chegar do outro lado você continua o restante do passeio de buggy que te leva pra algumas paradas e fotos em diversos locais, dunas, praias e o local do famoso cartão postal da Praia de Lagoinha. De volta em Fortaleza, à noite fui novamente à feirinha, comprar umas lembrancinhas, inclusive comprei um vinho de caju, que até hoje eu não experimentei para ver se é bom, isso porque deu trabalho para eu trazer, no aeroporto não queria me deixar despachar, mas eu dei meu jeitinho de brasileiro. Despedindo-me de Fortaleza, fui para o aeroporto, mas as minhas ferias, ainda não tinha terminado, ia seguir para Recife, de lá seguiria para Porto de Galinhas, mas Porto era mais para descansar mesmo, nada de passeios, só ficar de boa curtindo a linda praia de Porto de galinhas, me sinto bem lá por isso todo ano eu volto, voltei para casa no dia 07 de março, com escala em Viracopos, a volta foi mais demorada sai de Recife as 13:00 cheguei em casa as 19:30. O que dizer da minha viagem, sem muitos detalhes, porque eu demorei muito para resolver escrever, espero que eu tenha conseguido transparecer como foi a minha aventura pelo Ceara, eu sempre viajo sozinha, não sei se é por escolha ou por falta de opção, mas o que eu posso dizer que não me arrependo nenhum momento das minhas decisões, eu sou/fui feliz assim. Às vezes somos julgados, mas nem tudo que aparenta ser é o que realmente é, espero que as pessoas que me julga, um dia consiga perceber, que eu sou apenas uma menina que quer ser feliz.
  10. Quem nunca sonhou em conhecer a Europa? Quem nunca sonhou em visitar lugares como Itália, França, Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal e dezenas de outros países surreais desse pedaço de mundo? Sempre tão presentes em livros, filmes, séries, artigos e principalmente no imaginário dos viajantes, desde os tradicionais até os mais aventureiros, e comigo não poderia ser diferente. Depois de tanto planejar e esperar pela oportunidade perfeita, finalmente o dia chegou. Como todos dizem, a viagem começa antes mesmo da partida, no planejamento. Foram meses estudando passeios, trajetos, transportes locais, acomodações e imaginando e vivenciando cada aventura para que eu conseguisse otimizar o tempo disponível (exatos 35 dias) e conhecer o máximo de lugares possíveis. Até que então, finalmente cheguei na ambiciosa e desafiadora “Jornada dos 16 países”. Apesar do tempo curto, eu não poderia ser mais agradecido por ter tido a chance de passar pelo menos um dia nos lugares que sempre almejei conhecer. Tomado pelo sentimento de gratidão, me aventurei por Marrocos, Portugal, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Holanda, França, Suíça, Alemanha, Áustria, Croácia, Eslovênia, Itália, Vaticano, Grécia e Turquia. Vivi todos os dias intensamente. Experimentei o legítimo Pastel de Belém em Lisboa, admirei as curvas e cores da sempre jovem e pulsante Barcelona, tomei chuva em Londres como se fosse nativo, apreciei o verdadeiro chocolate Belga, aproveitei Amsterdã em todos os seus aspectos, me encantei e chorei diante da magnifica Torre Eiffel, cheguei no topo da Europa subindo os Alpes Suíços, completamente congelado, mas deslumbrado com tamanha beleza. Como o topo não foi o limite, não parei por lá. Bebi cerveja até não aguentar mais na legitima e animada Oktoberfest em Munique, me aventurei na densa natureza da Croácia, explorei uma das maiores cavernas do continente europeu em Postojna na Eslovênia, conheci os encantos de Veneza e voltei no tempo entre as ruínas de Roma e de Atenas. Caminhei pela cratera do vulcão em Santorini, mergulhei no incrivelmente gelado e azulado mar de Egeu e, enfim, expandi minha concepção de mundo tendo contato com uma cultura tão diferente na Turquia. E durante toda a jornada aprendi a lidar melhor com o medo, afinal de contas, estava viajando sozinho por países que nem sequer falava a língua local. Perdi ônibus, trem e facilmente acabava me perdendo. Dormi noites em aeroportos e rodoviárias, mas independente da situação, estava agradecido por poder estar vivenciando a experiência mais doida da minha vida. E para minha feliz surpresa, descobri que sou mais corajoso do que esperava, superando todos os desafios diários e entendi que quando realmente se está disposto a fazer algo, o universo conspira a seu favor. As coisas simplesmente acontecem! Mas sem dúvidas, o melhor de tudo da jornada foi ter a chance de ver que o mundo é bom, muito diferente da imagem que muitas vezes é transmitida pelas mídias sensacionalistas. Ter a chance de ver que, para cada pessoa que quer o mal, existem outros milhares que querem o bem. O mundo é generoso, é receptível e acolhedor, as pessoas te ajudam por apenas quererem ajudar, sem esperar nada em troca. Quantas vezes estive perdido e alguém aparecia para mostrar o caminho, perguntar se eu estava bem ou se precisava de algo. Claro que em um breve relato jamais poderia expressar como foi transformador cada lugar que passei e as pessoas que conheci pelo caminho mas posso dizer que valeu muito a pena. E se tiver a oportunidade de viajar, vá sem hesitar, vá com medo, sem dinheiro, sozinho. Não deixem que os “obstáculos” te impeçam de se aventurar. Prezados, o mundo está aí só esperando criarmos coragem para desbravá-lo.
  11. Pode parecer meio louco acampar em uma praia deserta no litoral da Bahia(Pratigi) por 8 dias equipado somente com seu mochilão e uma barraca mas se você procura uma experiência realmente diferente esse é um preço muito tranquilo de se pagar. Sai de joão pessoa em uma excursão com mais 50 pessoas, todas desconhecidas, rumo a Bahia. 24 horas de viajem mas bem tranquilo. Cheguei na entrada do Universo paralelo(UP14) 23:30 e peguei uma fila de 4hrs, tudo meio confuso, muita gente sem informação de como tava funcionando a entrada, porem todos incrivelmente tranquilos e educados. Nesse primeiro momento, apesar da aparente desorganização, pude perceber o quanto o público era educado e só estava alí para relaxar e curtir aquela experiencia incrível. Logo que entrei na praia onde rola o UP ja tratei de procurar onde armar minha morada desses próximos dias e escolhi o primeiro lugar que encontrei por conta do cansaço da viajem junto com 4 hrs de fila. fiquei de frente para o mar, perto de banheiro e bar porem muito próximo a uma das tendas onde rolava festa 24hrs, todos os dias.(Esse foi o meu primeiro erro, som 24hrs a 50 metros da barraca. tinha dias que dificultava o descanso) Dica: Nunca acampe perto das tendas, procure uma sombra um pouco afastada do barulho pois vai fazer grande diferença quando você tiver a fim de descansar. Depois de um leve sono já saí para conhecer tudo que o festival oferece e logo me surpreendi com tamanha estrutura e organização sem contar que a praia de Pratigi é uma perfeição longe de cidades, bem preservada, limpa... Praia de Pratigi Tenda principal UP club Chillout O UP provou ser mais que uma festival de música e arte. É o tipo de experiencia que parece sair dos anos 60 com a onda hippie mas com outra roupa mantendo conceitos fundamentais como a extrema liberdade e respeito pelo próximo. Foram 8 dias que passaram voando conhecendo muita gente nova interessante de diversas partes do Brasil e do mundo. Experiências loucas tem sobrando para quem for curioso e mente aberta. O evento oferece boa estrutura de restaurantes a um preço meio salgado porém com boa qualidade. Os banheiros estavam na maior parte do tempo sempre limpos e sem mal cheiro e a parte de banho( unissex mas todo mudo se respeitando muito) poderia melhorar um pouco. Voltei para casa com uma boa impressão do UP já sabendo que voltaria na próxima edição com toda certeza. Esse é o tipo de evento que temos que ir e entrar na vibe totalmente para aproveitar de verdade, não tendo espaço para julgamentos e preconceitos. Dicas: 1 - Interaja com todos sem receio pois todos estão incrivelmente abertos a novas amizades. 2 - Seja amigável e generoso que tudo vem de volta para você. 3 - Leve muito protetor solar e não esqueça de passar(EU) pois o sol castiga bonito. 4 - Invista em um bom colchão pois são muitos dias e um bom descanso ajuda muito. 5 - Só coloque no mochilão oque for realmente necessário 6 - Tente conhecer todas as tendas, cada uma tem ponto forte, um estilo e um público diferente. 6 - Vá sem medo de ser feliz, curta oq quiser e esqueça celular. Vai ser uma experiencia incrível! CUSTOS: INGRESSO UP14: 700,00 EXCURSÃO: 450,00 COMIDA/BEBIDA E OUTROS : 2000,00
  12. Denise Sicari

    relato Islândia no Inverno? Dá sim!

    Oi pessoal, Fui sozinha para a Islândia no inverno de 2016 e passei para explicar como eu montei a minha viagem, e dizer que dá sim para realizar o sonho e ver as luzes do norte. Abaixo, tudo o que eu aprendi, e coisas que eu tive que descobrir por lá que vão ajudar muito no seu planejamento. 1. Passagens , moeda e Hostel Não existem vôos diretos para a Islândia, você vai ter que fazer ao menos uma escala. Eu uso muito o edreams e o google vôos para compor vôos baratos para a Europa. Compro na terça-feira de madrugada, normalmente, e comparo o preço direto no site da operadora. Caso tenha algum amigo/parente que possa pesquisar para você com um IP de fora do país, provavelmente conseguirá preços melhores. Para a Islândia, eu encontrei um vôo barato até Londres pela british airways, e de lá usei um vôo da Iceland Air até Reykjavik (que me custou em torno de EUR52, com a bagagem). Você pode comprar também um vôo da empresa Wow, que tem preços bons. O que eu faço é achar uma promoção até alguma capital, e vou me locomovendo por lá. Troquei euros por coroas no aeroporto, a cotação não foi das melhores, mas você não encontrará muitas casas de câmbio espalhadas pelo país. Peguei um ônibus (empresa Grey Line) do aeroporto até o centro, com parada na Lagoa Azul inclusa no itinerário (lá existe uma sala para guardar as malas, por uma pequena taxa). Já tinha comprado meu ingresso da Lagoa Azul pela internet, com horário programado, e foi muito tranquilo, fiquei até o horário do último ônibus para o centro. Hospedei-me num hostel chamado Hlemmur Square, muito bem localizado numa das ruas principais (fui atendida inclusive por um brasileiro!). O lugar me custou uma média de U$38 por noite nos quartos coletivos (dormitório misto). Era simples e muito bem organizado, mas a higiene dos banheiros e da copa era questionável. Deu para fazer muitos amigos, ir com grupos aos pubs, e comer razoavelmente bem. Tem um supermercado bem em frente, com opções de lanches para café da manhã e um outro mais barato, descendo a rua. Como fiz passeios de múltiplos dias, intercalei os passeios da agência (com hospedagem inclusa) com noites no hostel, para não pesar no orçamento. Ao final, falarei mais sobre os passeios. 2. Luzes do norte Para ver as luzes, você precisa ir para a Islândia de setembro a fevereiro. Parece-me que as estações estão um pouco atrasadas, porque esse ano deu para ver as luzes até no início de março. Eu escolhi novembro, e depois de várias noites tentando, consegui ver as luzes no final da minha viagem. Os islandeses têm instrumentos de medição que permitem saber mais ou menos se será possível ver a aurora, mas é tudo bem incerto. O clima lá muda muito rápido, e você precisa de um céu limpo para ver as luzes. As medições vão de 0 a 9 (com 2 ou 3 você já tem chances de ver, 0 sendo nada de visibilidade e 9 sendo o fim do universo como o conhecemos). As luzes podem durar 5min, como podem durar horas. No ano que eu fui, teve uma medição em 7 que aconteceu no final de setembro, na qual a cidade toda apagou as luzes, num evento muito bonito, justamente para que a aurora pudesse ser vista na cidade. Acredito que o nível 7 aconteceu só 3 vezes nos últimos 10 anos. Na prática, você terá que sair da cidade para um local afastado (uns 40min) sempre que houver chances, e esperar algumas horas olhando para o céu, no frio e no vento. Normalmente as luzes são visíveis das 22h às 0h e depois umas 4h ou 5h da manhã. O vento judia, falarei das roupas necessárias logo mais. No final da minha viagem, depois de até ter recitado as poesias dos elfos, quando menos esperava (e cedo, umas 9:30h), eu vi luzes lindíssimas bem próximo de Reykjavik, nível 5 (isso significa que eu tive muita sorte), e tudo durou cerca de uma hora. As minhas tentativas na costa Sul e na peninsula foram frustradas. O que eu oriento aos mochileiros é: fiquem mais noites. Economizem na hospedagem, e tentem ficar mais noites em Reykjavik ou em outro lugar. Auroras grandes acontecem duas ou três vezes no mês, em regra... às vezes em dias seguidos. É como procurar por um arco-íris... eles aparecem quando não se espera muito. Você se sente um idiota sentado no relento por horas olhando para o céu até que, quando já está perdendo as esperanças, acontece. Quem fica poucos dias corre o risco de sair de lá muito triste. Vai da sorte, é um fenômeno da natureza. E aos fotógrafos, aviso: é difícil pra caramba de fotografar com a câmera profissional. Tem que ser tudo no manual, os sensores da minha nikon não reconheceram nada, e a bateria congelava rapidinho (10-15min), tem que levar duas e ir trocando. Operar o tripé com muito vento e as funções com aquela luva grossa é muito complicado. Pratique fotografar estrelas com o foco no infinito antes de ir. Você pode acompanhar a previsão das luzes nesse site (http://en.vedur.is/weather/forecasts/aurora/), mas não se engane: o branco significa céu limpo, e o verde significa céu nublado. Por quê raios eles pintam de verde e não de cinza até hoje eu não entendi. 3. Roupas. Sobre as roupas adequadas, são dois os segredos: material impermeável e camadas. 3 camadas, precisamente: a primeira vai ser a térmica, direto na pele, a segunda vai ser a lã ou o 100% poliéster, para esquentar, e a terceira tem que ser impermeável e corta vento (plástico!). Sobre a lã, não serve a daqui, a ovelha brasileira passa calor, é diferente da ovelha de lá. Opte pelo poliéster que não tem erro, quanto maior a gramatura, mais quentinho você fica. O impermeável de fora é indispensável em tudo, incluindo as luvas. A neve bate de lado, e gruda. E não precisa gastar uma fortuna em casaco da north face, você encontra tudo numa decatlhon qualquer. O calçado precisa ser uma bota de trekking, tipo timberland ou bull terrier, mas opte por uma com pele de carneiro na parte interna, solado de borracha bem grosso, e inteira impermeável. Se seu pé molhar amigo, você estará em apuros. A calça deve ser aquela tipo "dupla camada", quente por dentro e impermeável por fora, com opções de botões ou cordinha embaixo, para vedar sobre o sapato. Não adianta levar touca de lã, o vento passa pelos buraquinhos... Se for usar tem que colocar a touca do casaco por cima. Para quem é muito friorento, procure na internet um negócio que chama "warm patch": você coloca por dentro do sapato ou da luva e ele te esquenta por 8 a 12 horas. É descartável, mas ajuda bastante. Não pode colocar direto na pele, tem que ser entre camadas de luvas ou meias, porque você pode se queimar. Jornal dentro da bota também ajuda. No centro você pode comprar uma blusa de lã para usar por debaixo do seu casaco, próximo da igreja Hallgrímskirkja, ou Igreja de Hallgrímur, você encontra a Handknitting association of iceland, é uma loja de blusas de lã tradicionais do país. Não é muito barato, uma blusa grossa não sai por menos de U$ 250 dólares. Mas assim... depois que a temperatura baixa de zero, você passa um pouco de frio, mesmo com a roupa adequada... não tem muito jeito. Nós brasileiros não estamos acostumados, como eles. Eu cheguei a pegar -7C à noite, final de novembro. Faria de novo? Com absoluta certeza. 4. Agência ou carro? Viajar sozinha na Islândia é muito seguro, mas devido às condições climáticas, eu recomendo contratar uma agência de turismo local para atravessar o país. Você pode alugar um carro com facilidade, mas a gasolina é muito cara, e o clima muda muiiiito rápido (é assustador). Para quem está sozinho não vale a pena. Fora que não é um país muito habitado, então você anda muito sem ver ninguém pelo caminho. As estradas são ótimas, não tem radares, mas o problema é o vento, isto é, as tempestades de vento. Num dos meus dias eu fiquei presa no hotel na costa leste por conta de uma tempestade de vento, a estrada não estava em condições para voltarmos. Se eu estivesse de carro, certamente não saberia disso, e poderia facilmente sofrer uma acidente grave. O vento chega a tirar o carro da estrada, e a neve cobre rapidamente o veículo, numa situação de clima intenso. Não é a neve gente, o problema é o vento. Os islandeses tem aplicativos nos seus celulares e acompanham o clima o tempo todo. E não se engane: na Islândia existem muitos vulcões ativos, e você passa pertinho de vários deles. Os islandeses sabem onde estão pisando, você não. Existem condições especiais de seguro que você precisará contratar por conta de risco das cinzas dos vulcões. Eu pretendo voltar, e certamente contratarei a mesma agência de turismo que utilizei da outra vez, por questão de segurança. Alerto, aliás, que não é qualquer carro que te leva para qualquer lugar... pelas montanhas você tem que ter um jeep modificado e um sistema de GPS próprio/independente. Turistas que se perdem correm um sério risco de morte por conta da sua própria arrogância. Não, não dá para sair e explorar “de boa” no inverno. No golden circle e na busca das luzes à noite você roda sem maiores problemas, mas é importante acompanhar o clima e tomar muito cuidado com acidentes, porque os turistas (como eu) param no meio da estrada para fotografar. Em resumo: se for ficar perto da capital, é tranquilo alugar um carro, mas não se aventure demais: fique na estrada e siga a sinalização. E cuidado para não dirigir com sono porque ficou à noite toda acordado caçando luzes no céu. Por outro lado, se quiser atravessar o país no inverno (e visitar lugares incríveis) é melhor ir com um grupo e com um guia experiente. 5. Passeios Eu contratei a agência Extreme Iceland para fazer os passeios abaixo listados. Foi certamente a parte mais cara da minha viagem, mas valeu cada centavo. Você encontra os preços e as opções no site da empresa, de acordo com a estação do ano, e as descrições das atividades incluídas em inglês. Eu contratei e paguei tudo com antecedência, e consegui um pequeno desconto com um sujeito chamado Carlos. A empresa Grey Line também oferece passeios com um preço muito bom, principalmente na região do golden circle. - Blue Lagoon - 1 dia ou 2 dias. Absolutamente imperdível. Você pode colocar na ida e na volta do aeroporto usando a Grey Line, e deixar as malas no depósito. Basta acompanhar os horários do ônibus. - South Coast (Costa Sul) - 2 dias mas eu faria novamente em 3, passando por Skógafoss, Seljalandsfoss e a Jokulsarlon Glacier Lagoon. Você chega às cavernas de gelo no segundo dia, e depois volta para a capital. Para ir até o avião abandonado, você precisa fazer uma boa caminhada de umas 4 horas (ida e volta), e depende da agência e das condições climáticas. Eu parei também na Black Beach na ida e na volta. - Landmannalaugar - 3 dias, inclui alimentação e hospedagem. Poucas pessoas fazem, eu adorei. Você explora as montanhas, lagoas e cachoeiras num 4x4 modificado e dorme numa cabana de madeira ao lado de um vulcão. O islandês fez até churrasco de carneiro para gente, embaixo de neve forte. Tomei banho numa lagoa de água quente ao lado da cabana, em temperaturas negativas. A região é a do vulcão Hecka, é uma aventura para conhecer a cultura local, vc ouvirá falar sobre as “pessoas escondidas” que vivem nas montanhas. - Golden Circle - 1 ou 2 dias, dependendo do pacote. Você passa por Gullfoss Falls, The Great Geysir, Thingvellir (para quem gosta de game of thrones). Dá para fazer compras e parar em piscinas locais também. O Eyjafjallajökull eu vi bem de longe. - Snaefellsnes Peninsula - 2 dias, mas faria novamente em 3 dias - costa leste, lindíssimo, imperdível. Hvalfjordur, Skorradalur, Deildartunguhver, Raudfeldsgja. - Íshestar Horses: Passeios a cavalo. Eu fiz a lava tour (para iniciantes, a passo e trote) e Viking Tour (mais avançado, a galope). Como já tenho experiência, faria novamente só o viking, que é uma cavalgada de um dia inteiro pelas regiões vulcânicas próximas ao centro hípico. Tem um “Viking express” que é a mesma coisa, só que metade de um dia. Cavalguei um cavalo islandês com uma guia alemã, que falava inglês. Os cavalos islandeses são pequenos mas extremamente fortes, e com uma personalidade muito doce. Você não poderá usar as suas roupas e capacete que usou para montar outros cavalos de outros países, porque os cavalos de lá não tem resistência a doenças de outros lugares do mundo. Eles irão te fornecer um macacão e um capacete adequado. A empresa só contrata jovens mulheres para adestrar e cuidar dos cavalos, acompanhar os visitantes e fazer os passeios. Eles têm 180 cavalos, e fazem revezamento daqueles que participam das caminhadas com turistas, metade trabalha enquanto a outra metade descansa. De toda forma, você verá muitos pastos e cavalos pelo caminho. - Whale watching - passeio de metade de um dia para ver as baleias. Não é garantido, é um passeio de barco em que você tem que ir até o porto no horário agendado e pode ou não ver as baleias. Vale a pena se você tiver tempo. - Aurora bônus: o legal desses passeios da Extreme Iceland é que a agência oferece incluso o passeio à noite para ver as luzes. Um ônibus te pega no hotel e te leva para um local onde possivelmente você verá as luzes e fará bonitas fotos. Se as luzes não estiverem visíveis, a agência repete o passeio gratuitamente no dia seguinte, até que você consiga ver as almejadas luzes do norte. O motorista fica dirigindo “entre os continentes” procurando as luzes. Na América está ruim? Tudo bem, é só ir até a Europa e tentar por lá. Não se esqueça de recitar as poesias e cantar os cânticos em islandês para os elfos e gnomos locais, só eles podem “autorizar” o visitante a ver as luzes do Norte. Deixe alguns dias livres no seu roteiro para refazer algum passeio ou outro. Às vezes você não consegue apreciar um local por conta do clima, e poderá voltar no dia seguinte e tentar novamente. Os cenários não são estáticos, a natureza é extrema e tudo muda o tempo todo. As cores e a paisagem serão outras no dia seguinte. A agência se esforça para garantir uma experiência agradável aos viajantes, mas como tudo depende da natureza, nenhuma promessa é feita e algumas coisas precisarão ser adaptadas na última hora. 6. Preço Quanto eu gastei? Meu orçamento era de R$10 mil reais em 2016, e nem preciso dizer que eu estourei, um pouco. Gastei pouco mais de R$ 12, mas fiquei 18 dias, boa parte no hostel. Com o euro mais caro, eu estimo que uma viagem dessa hoje custe em torno de R$ 15mil. Tudo depende, é claro, do número de pessoas e do nível de conforto que você escolhe. Minhas impressões A Islândia é um lugar mágico, com uma cultura incrível. É, certamente, uma viagem difícil, mas muito especial. O inverno é duro, mas o sacrifício tende a ser recompensado. Espero ter ajudado Denise
  13. Welington Cabral

    relato BAHIA DE CARRO (PARTE I)

    Rodamos exatos 4.254km a bordo de um Ford ka 2015 1.0 foram 20 dias e essa foi nossa primeira parte da viagem. Iniciamos nossa viagem saindo do Rio De Janeiro como primeiro destino a Chapada Diamantina. Fizemos duas paradas pelo caminho uma pouco antes de Governador Valadares e outra em Vitória Da Conquista, passando por dois pedágios R$18,10 e R$5,10. foram 6 dias na Chapada, trilhas e lugares mágicos. NOSSO ROTEIRO: CACHOEIRA DO BURACÃO: (obrigatório guia, a entrada custa R$6,00 por pessoa, trilha leve e bem tranquila para quem é sedentario. aprox 50min) CACHOEIRA DA FUMACINHA: (indicado guia, entrada 0800, a trilha tem aprox um total de 20km e sobre o leito do rio que a torna bem técnica) **FIZEMOS ESSAS DUAS TRILHAS COM O GUIA LUCIANO E SUPER INDICO: @GUIABICHO / CEL.77 99130-0392 / EMAIL. [email protected]** POÇO ENCANTADO/ POÇO AZUL/ OLHO D'AGUA: Todos com trilhas bem tranquilas e de fácil acesso. agora vamos aos valores na ordem. R$30,00 ( crianças ate 10 anos paga meia) / R$30,00 (ate criança) / pagamos um guia local para nos levar até olho d'agua R$50,00 dividido para 3 pessoas. GRUTA LAPA DOCE / FAZENDA PRATINHA / MORRO PAI INÁCIO: Existe várias grutas na chapada, optamos por essa por ser uma das mais famosas e mais extensa. R$30,00 (criança ate 10 anos paga meia) na fazenda pratinha paga-se o valor de R$40,00 (criança ate 10 anos não paga) e você pode usar toda a estrutura da fazenda, flutuação com snorkel, mergulho, fotos subaquaticas e tiroleza são pagos a parte dentro da fazenda, para visitar as grutas da fazenda não tem taxa extra. A trilha para o pai Inácio é de aprox 30min e o visual e incrível, o valor é cobrado no início da trilha R$6,00 (criança ate 10 anos não paga) CACHOEIRA DO MOSQUITO / POÇO DO DIABO: Trilha de aprox. 50min de nivel leve, o valor é pago na portaria da propriedade R$15,00 ate criança. Já a trilha para o diabo é parte sobre algumas pedras mas bem tranquila, trilha de 20min no máximo e o melhor 0800. RIBEIRÃO DO MEIO: Trilha dentro da cidade de lençoes de fácil acesso, aprox 1h de triha e você se depara com um poço maravilhoso e um tobogã natural incrível. e adivinha é 0800 também. * * * * Super indico ir de carro ou alugar um em Salvador pois os atrativos são longes e as agências cobram um valor absurdo. Se curtiram o relato não deixem de acompanhar os outros locais, para fotos e vídeos só olhar no Instagram e youtube. @andarilho_alemao Canal: andarilho_alemao
  14. Olá aventureiros e aventureiras. Vou fazer um relato do meu mochilão Peru e Bolívia, contar cronologicamente como fiz a trip e dar dicas atuais (2018). Por ser um relato detalhado, o post ficou um pouco extenso, então, em algumas partes, eu o fiz de uma forma mais dinâmica para facilitar o entendimento. Lembrando que vou abordar apenas o trajeto terrestre de Rio Branco (Acre) x Cusco (Peru) e de Cusco x Santa Cruz de la Sierra (Bolívia). Esse roteiro foi o que melhor compensou em custo x benefício segunda minhas pesquisas. O trajeto começou com o único voo que fiz. >Avião no aeroporto de Guarulhos-SP para Rio Branco-AC< 380 reais com taxas. + 40 reais para bagagem. / 6:45horas com escala em Brasília. Ao chegar em Rio Branco, eu precisava esperar um amigo que chegaria no próximo dia, então fui pegar minha mochila na hora do desembarque, mas ela havia sido deixada em São Paulo, e só chegaria no próximo dia. Foi um momento tenso para mim, mas tudo se resolveu, a empresa Latam pagou uma estadia com alimentação para mim em um hotel da cidade. Desse acontecido já pude tirei uma lição > tudo tem seu propósito, se acalme e mantenha suas emoções sob controle durante suas viagens! Passei o dia conhecendo a cidade de Rio Branco e no dia seguinte meu amigo e mochila chegaram. Realmente começamos a trip. Na primeira etapa, o incrível trajeto é feito pela Estrada do Pacífico, que inicia no Brasil, em solo amazônico aos singelos 153 metros acima do nível do mar. Durante o percurso você verá a paisagem se transformar de florestas a montanhas surreais e geleiras, sentira o clima tropical dar lugar ao clima árido e frio dos Andes, chegará a 4.725 metros e irá parar em Cusco. Fomos de táxi para a rodoviária e pegamos um ônibus que ia para Assis Brasil, cidade que faz fronteira com Iñapari, no Peru. Chegando lá, caminhamos um pouco até a imigração e demos entrada no Peru, também passamos pela alfândega Brasil – Peru. Esse ponto de imigração é tranquilo, foi rápido e pouco rígido. >Táxi aeroporto de Rio Branco x Rodoviária< 50 reais por pessoa. Uma facada! >Ônibus da rodoviária de Rio Branco x Assis Brasil< 40 reais, passagem comprada na hora. Ao adentrarmos no Peru, ainda próximo a imigração, fizemos o câmbio do dinheiro e fomos de van para Puerto Maldonado. Onde iriamos tomar um ônibus direto para a mágica cidade de Cusco. Em relação à estrada, a parte brasileira é de qualidade mediana, há trechos com buracos e asfalto ruim. Já a parte Peruana é de ótima qualidade, um ''tapete'' de asfalto bem sinalizado. >Van Iñapari x Puerto Maldonado< 30 Soles Peruanos. / 4:30 horas de duração. >O câmbio na fronteira foi o mais barato que achamos, na data 06/18 trocamos o Real por 0,80 céntimos (centavos)< Nesse momento já notamos a grande diferença de preços entre Brasil e Peru, ônibus e van foram baratos se comparados com os mesmos serviços no Brasil. Quando chegamos em Puerto Maldonado era noite e conseguimos as passagens para Cusco com facilidade. >Ônibus Puerto Maldonado x Cusco< 42 Soles Peruanos + 3 Soles de taxa do terminal. / 8:00 horas de duração. Depois de 3 dias e meio desde que havia chegado em Rio Branco, finalmente eu estava em Cusco (ou Cuzco). Essa cidade tocou minha alma. Cusco está a 3.400 metros acima do nível do mar e foi fundada no panorama da civilização ocidental em 1534, pois ela já existia há muitos anos, construída por mãos Incas. É uma cidade linda. Algumas ruas, casas e alguns estabelecimentos são feitos com pedras e a cidade é extremamente limpa, dificilmente você verá lixo nas ruas. Ainda hoje existem construções feitas pelos próprios Incas, pois essa era a capital da civilização. A energia lá é rica e acolhedora. Existem simbologias Incas e desenhos espalhados por todos os lados, é incrível! A população é bastante animada, são pessoas honestas, bondosas, simpáticas e muito carismáticas, sem falar na cultura vívida que eles preservam de seus antepassados. E para melhorar, há pessoas do mundo todo passando por lá. É realmente apaixonante. Ficamos 2 dias em Cusco, nos hospedando em hostels (a maioria de boa qualidade com média de 30 Soles Peruanos). A comida Peruana é muito gostosa, há bastante diversidade e Cusco tem todo tipo de restaurantes, para todos paladares e todos os ‘’ bolsos’’. Existem desde restaurantes caros até restaurantes de comida caseira, feitas nas garagens ou mesmo os ambulantes. Também há restaurantes de outras culturas. Nesses dois dias conhecemos a principal Plaza de Armas, algumas ruas, igrejas maravilhosas - há muita coisa em estilo Barroco. Também participamos das festas que estavam sendo feitas nas ruas, pois como fomos no mês de Junho, os Cusqueños estavam em época festiva. Nesta época acontecem as festas de Solstício de inverno, uma tradição secular dos Incas. É maravilhoso ver as comemorações nas ruas, com muita música, cores, danças, alegria e celebração. A segurança, organização e limpeza de Cusco são impecáveis! Uma dica, o meio do ano é o melhor período para conhecer a capital, por ser inverno, o gelo é preservado. A única coisa incômoda é que diversas pessoas te oferecem milhares de coisas na rua, desde chip para celular até artesanatos. Isso pode ser inconveniente porque na maioria das vezes você não precisa, ou não está afim de comprar nada no momento, e esses vendedores ambulantes sempre estão ali. Teve casos do ambulante passar mais de 3 vezes me oferecendo seu produto. Cusco me fez clarear a ideia de que a diversidade é a coisa mais bela do mundo. Sermos e nos sentirmos diferentes e ao mesmo tempo semelhantes, nos une em um pensamento evolutivo, um propósito enquanto espécie. Cusco me proporcionou uma sensação de paz que nenhum outro lugar pôde me proporcionar. A união e a simplicidade daquele povo os torna enormes! A partir desse momento, no início da minha jornada, decidi que iria viver de viagens. Saindo de Cusco, fomos direto para o Vale Sagrado, onde iriamos participar do Arkana Festival, um festival multicultural de música eletrônica, mais precisamente de Psytrance e Techno. Pegamos um micro ônibus no centro de Cusco que nos levou diretamente para Ollantaytambo, uma das províncias do Vale Sagrado (Sacred Valley of the Incas). Esse trajeto demorou em torno de 2 horas em uma estrada de tirar o fôlego, cheia de curvas, montanhas, penhascos e incríveis montanhas com gelo, as famosas Cordilheiras dos Andes. Chegando na bela Ollantaytambo eu me apaixonei novamente. É um lugar extremamente lindo, e de fato, é um vale. O vilarejo é cercado por montanhas enormes que proporcionam uma atmosfera única para as províncias do Vale Sagrado. Me senti em um enorme caldeirão divino! >micro ônibus Cusco x Ollantaytambo< 15 Soles Peruanos. / 2:00 horas / o micro ônibus não era dos mais confortáveis, mas o momento e a paisagem tomavam conta das emoções. Então nos hospedamos em outro hostel, uma hospedagem sensacional por sinal, deixo aqui até uma indicação para vocês. Em Ollantaytambo, busquem por ‘’Casa Quechua Camping e Hostel’’ aquele famoso bom e barato. Pagamos 25 Soles peruanos na diária. Fomos para o festival, que ficava a 2 quilômetros da cidade e ele nos tomou 3 dias. Para fazer esse trajeto, fomos a primeira vez a pé, e as outras vezes usamos os famosos ‘’Tuc-Tuc’’ que são motos adaptadas com uma estrutura em forma circular. Eram baratos também, pagamos cerca de 4 Soles peruanos. Machu Pichu O festival era localizado a 2 quilômetros de Machu Pichu e foi uma experiência intensa para mim, repleta de evolução espiritual. Depois do festival andamos um pouco pelo vilarejo de Ollantaytambo e no outro dia pela manhã fomos para Águas Calientes, o vilarejo de entrada para Machu Pichu. Nesse percurso optamos pela van da hidrelétrica, que é a opção mais barata. Seu trajeto leva em torno de 7 horas até a hidrelétrica e nos deixa em uma parte da linha ferroviária e é necessário andar cerca de 10 quilômetros até Águas Calientes. Para os aventureiros é uma ótima escolha, pois a paisagem é bela e extremamente diversificada. Também há um trem que sai de Cusco, passa por Ollantaytambo e outros locais e tem como destino Águas Calientes, porém é uma opção cara, cerca de 130 dólares. (não me lembro se é possível paga-lo em Soles Peruanos) Chegando em Águas Calientes me surpreendi um pouco devido aos altos preços, de tudo! Contudo o vilarejo é extremamente encantador, cheio de lindas construções, com luzes cintilantes durante a noite e, para variar, cercado por montanhas ‘’hermosas’’. Nos hospedamos no hostel escolhido e dormimos, para no próximo dia antes do sol nascer, irmos para Machu Pichu. Aqui a trip tomou um patamar maior de experiência. Machu Pichu é simplesmente indescritível, aquele típico lugar que só se compreende estando lá. É fato que é um dos passeios turísticos mais caros da América Latina, porém cada centavo vale a pena. A história e a energia dessa cidade Inca me renovaram, transcenderam a vida que eu havia vivido todos esses anos... diversos pensamentos maravilhosos adentraram minha mente e eu me senti vivo e realizado, afinal, estava vivendo um sonho de muitos anos! Dicas: Compre os bilhetes pela região de Cusco, pois pela internet o preço se eleva em quase 30%, exceto se você for na alta temporada entre Junho - Agosto; Acorde o mais cedo possível para estar preparado as 05:30 para o ônibus que leva de Aguas Calientes para Machu Pichu; Leve comidas, água e agasalhos, lá as coisas são caras; Van hidrelétrica< 65 - 70 Soles / 07:00 horas de duração Ônibus Águas Calientes x Machu Pichu< 50 Soles Peruanos só ida. Trem Águas Calientes x Cusco< não me lembro o preço exato, mas era algo em torno de 60-80 Dólares. Após a extraordinária experiência em Machu Pichu, voltamos de trem até Cusco e ficamos mais dois dias na bela cidade. Então aproveitamos para conhecer o lazer noturno, fomos em alguns bares e curtimos com nossos amigos brasileiros e de outras nacionalidades. Também fomos até as salineiras de Maras, uma cidade vizinha de Cusco. Deixamos de fazer muitos passeios como as montanhas coloridas, as lagunas, e diversos pontos do Vale Sagrado, como Machu Pichu Pueblo que é encantador. Tivemos que fazer isso pois tínhamos pouco dinheiro. Porém levo como aprendizado a paciência e esperança, porque certamente voltarei ao Peru, mais preparado e familiarizado. Estava chegando a hora de partirmos do Peru sentido Copacabana na Bolívia. Nesse ponto da viagem, percebi que ser mochileiro é muito mais do que só viajar! É diferente de ser turista, porque para o mochileiro não é uma questão de conhecer o lugar, e sim de viver e aprender o lugar... aprender costumes, crenças, pensamentos comuns de cada destino, é realmente se integrar na cultura dos destinos escolhidos. Mochilar é literalmente fazer a faculdade da vida. Tudo que se aprende e conhece devido à liberdade de fazer um mochilão não tem preço, mas tem muito valor. Indo para Bolívia Nesse momento eu me separei do meu amigo, e comecei uma nova jornada ‘’solamente’’. Para chegar até a Bolívia, peguei um ônibus no terminal terrestre de Cusco, que fica não muito afastado do centro da cidade, pude ir a pé do hostel. O passagem que escolhi iria fazer transferência em Puno, ainda no Peru, então trocamos de ônibus nessa cidade, para então seguir sentido Copacabana na Bolívia. Os ônibus foram baratos e eram de ótima qualidade, me senti super confortável. Para atravessar a fronteira foi tranquilo também. As pessoas descem do ônibus, passam na imigração e andam cerca de 200 metros para fazer a baixa na polícia federal da Bolívia, depois entram novamente no ônibus para ir até a cidade de Copacabana. Nesse percurso, de Cusco até Copacabana eu vi uma incrível massa de franceses, e já tinha encontrado muitos outros na viagem. Acho que os franceses estão adorando a América do Sul Cusco-PE x Copacabana-BO< 80 Soles + taxa de 1,50 soles do terminal. / em torno de 12-15 horas Copacabana tem hostels e alojamentos de vários preços, é bom dar uma olhada no maior número possível, pois por ser uma cidade bem pequena é possível economizar nas estadias. Chegando em Copacabana, adivinhem... me apaixonei mais uma vez! A cidade é pequena e bem simples, fora os estabelecimentos comerciais, as casas são na maioria feitas com blocos aparentes e bem humildes. Por ser rota turística entre Peru e Bolívia haviam dezenas de viajantes de distintas nacionalidades e alguns deles trabalhando em hotel ou hostel e também em restaurantes lá (muitos viajantes trabalham enquanto viajam). Copacabana é recheada de história, tanto pré-hispânicas quanto hispânicas. Há três grandes igrejas e muita arte cristã na cidade. Lá também estão localizadas as duas ilhas da Bolívia, Isla del Sol e Isla de la Luna, lugares onde nasceu a civilização Inca. Vale cada minuto de visitação às essas fantásticas ilhas, que até hoje são habitadas e preservam aspectos da cultura Inca, como os idiomas Aymara e Quechua. É possível se hospedar e passar noites na Isla del Sol. Fiquei dois dias em Copacabana e tive bastante contato com a população local, fiquei amigo do dono de um restaurante – o restaurante chama-se Km 21 – e também fiquei amigo dos agentes turísticos da região. Em Copacabana está localizado o lado Boliviano do lago Titicaca, o lago mais alto do mundo. Esse lago é encantador, na verdade, ele mais parece um mar devido a sua extensão. Uma curiosidade é que esse lago foi formado devido à água descongelada das Cordilheiras dos Andes. Outra curiosidade é que a Copacabana brasileira é uma ‘’filha’’ da Copacabana boliviana, sua nomeação tem influência desse lugar. Após Copacabana, direcionei minha trip para La Paz, a capital política da Bolívia, e também a maior cidade desse País. Para chegar em La Paz é fácil, muitos ônibus partem de Copacabana por preços variados e baratos. Copacabana x La Paz< 35 Bolivianos / 04:00 horas. Dicas: Deixe para fazer a maior parte do câmbio de dinheiro no centro de La Paz, onde está o Mercado de Las Brujas, lá é mais barato. Em La Paz me senti deslocado e ao mesmo tempo situado em ambiente conhecido. Essa cidade é uma loucura, muitos carros, muita gente transitando, diversos ambulantes pelas ruas, muito comércio, prédios e aquele clima de cidade grande. Me senti como em São Paulo, porém Boliviano (kkkkk). Nesse lugar as pessoas são bastante ocupadas, percebe-se que cada um fica ‘’na sua’’ e não há muita beleza, além das grandes construções hispânicas, igrejas, praças e museus, e o famoso Mercado de las Brujas que é o centro comercial turístico de La Paz. Nesse mercado se encontra de tudo, desde bares e agências de turismo até variadas lojas de artesanato e roupas. Tudo muito barato e de qualidade, vale a pena para aqueles que desejam fazer compras. Algo que desgostei na Bolívia é que eles não são tão preocupados com o meio ambiente, têm bastante lixo nas ruas e estradas – se comparado com o Peru – e também as pessoas não são muito simpáticas e hospitaleiras, mas isso é um assunto que não deve ser generalizado, pois me deparei com amáveis Bolivianos também. Mas para equilibrar, algo que amei foram as belezas naturais que esse país tem. As montanhas, penhascos, lugares secos e outros nevados. É uma mistura de vegetações, climas e relevos de tirar o fôlego. Nesse período, fui conhecer o Vale de la Luna, uma região com milhares de formações de rochas vulcânicas que desenham uma paisagem singular, diferente de tudo que já tinha visto antes. Também estive em Chacaltaya, a grande montanha nevada que tinham uma estação de sky, fechada há 15 anos. É um lugar lindo, extremamente frio e alto – 5380 metros acima do nível do mar. É possível e eu recomendo ir ao Vale de la Luna por conta. Outro passeio que marcou minha viagem foi o dia de tour por Tihuanacu – a cidade onde estão as ruínas da antiga civilização Tiwanaku que foram os precedentes dos Incas. É um passeio histórico-cultural muito rico e com diversos monumentos do passado. O passeio incluía transporte até a cidade, ingresso ao museu, guia durante o roteio e um almoço. Ainda em La Paz eu participei da atividade mais louca da viagem, um mountain bike na cordilheira dos andes, mais precisamente, na Death Road. Esse passeio foi insano, são 62km de descida nas cordilheiras, sendo 22 na estrada asfaltada, 8 com a van e mais 32 na estrada de terra, que é a verdadeira Death Road. Esse foi o atrativo mais caro que participei, muito bem investido. Passeio por conta Vale de la Luna< ônibus ida e volta 8 Bolivianos + 10 Bolivianos entrada Passeio por Chacaltaya< 120 Bolivianos ônibus, guia. Não incluía entrada Passeio por Tiwanaku< 210 Bolivianos Passeio death road< 450 Bolivianos No fim do período da viagem, eu estava saindo de La Paz para ir até Santa Cruz de la Sierra, a capital econômica da Bolívia, onde mais acontecem as inovações. Então peguei um ônibus em La paz que iria direto para Santa Cruz, comprei a passagem no Terminal terrestre de La Paz para uma viagem de 16 a 17 horas. É fácil encontrar passagens pelos terminais no dia da viagem. Ao chegar em Santa Cruz, me acomodei na casa da minha prima que está morando na cidade, e aproveitei para fazer uns passeios urbanos e conhecer a moderna cidade de Santa Cruz. A cidade é grande mas a modernização ainda predomina o centro, contudo se vê muitas construções em direção aos lugares mais afastados. Nessa cidade há muitos latino-americanos estudando em universidades, e também há presença de muitos brasileiros, inclusive nas atividades econômicas. Fiquei dois dias na cidade voltei ao Brasil. Foram 2 ônibus, um de Santa Cruz para Corumbá (cidade no Mato Grosso do Sul que faz fronteira com a Bolívia), e outro de Corumbá para São Paulo, os dois foram comprados horas antes da viagem nos terminais. A Bolívia é um país em desenvolvimento ascendente e têm muita diversidade gastronômica, cultural, musical e artística. Sua cultura, alimentação, vestimentas e alguns hábitos são semelhantes ao dos Peruanos, devido à ancestralidade Andina. São dois ótimos países para se conhecer, principalmente no que se refere à história das Américas. Se você gosta de aventura unida à natureza e muito alto astral, esses destinos são perfeitos. ônibus La Paz x St. Cruz< 80 Bolivianos + 2 bolivianos de taxa do terminal ônibus St. Cruz x Corumbá< 70 Bolivianos + 2 bolivianos de taxa do terminal ônibus Corumbá x São Paulo< 280 Reais. Esse foi o depoimento do meu primeiro mochilão, pela América latina, também o depoimento que marca a decisão de conhecer mais, compreender mais e buscar o infinito conhecimento que o mundo pode nos oferecer. Por ser meu primeiro relato postado na web, peço desculpas por possíveis erros, falta de informação ou dificuldades de entendimento. Espero que esse relato possa ser útil para os mochileiros de plantão que ainda não visitaram esses belos países.
  15. Expedição Lima x Nazca x Deserto do Atacama x Salar de Uyuni x Sucre 18 Julho a 02 Agosto 2018 LIMA 18 de Julho Saída Brasil, chegando em Lima as 23:00 hs. Ida para o 151 hostel em Miraflores. Dia 19 saida para o centro de Lima. Conhecendo as atrações. Não fui no Cerro San Cristovam devido o mesmo estar fechado em função de um acidente que aconteceu . Onde 10 turistas morreram. Ainda pelo centro comemos o famoso CEVITE. Que por sinal é muito bom. Rodamos e no final do dia me desloquei para o Malecon ( calçadão) a beira do mar do pacifico. Dia 20 foi o dia de conhecer bem Miraflores que por sinal é o melhor lugar para se ficar em Lima Suas ruas e calcadoes são top. Mais segurança etc... O point de Mirafloes é sem Dúvida o Lacomar Lugar que é o ícone local. Neste mesmo dia fui para Nazca, chegando lá as 23:00hs. Onde me hospedei no Braban Hostel NAZCA Dia 21 manhã acordei e tomei café e parti para o tão esperado vôo para ver as linhas de NAZCA. Foi sensacional poder ver as linhas de Nazca. Parece coisa de ETS. poder ver estas linhas são uma dádiva, pois são extremamente surrealistas. Tinha pessoas de todo o mundo. Dia 21 Tarde. Contratei um tour no próprio Hostel por 80 soles. Embarcamos numa espécie de aranha, estes carros que só tem motor e estrutura. Foi alucinante. Passamos pelo Aqueduto Ocangalla, Piramide cahuachi, Cemitério Cahuachi , Sandboard em Cahuachi em dunas na areia. Iradooo. Voltamos para Nazca a noite. Dia 22 fiquei descansando e a noite embarquei num ônibus para Tacna. Arica e são Pedro do Atacama. TACNA E ARÍCA Parti as 21:00 h e rodamos a noite toda e parte do dia, chegando em Tacna em torno do meio dia. Durante a viagem pude observar o quão é deserto entre cidades. As estradas são perigosas demais. Precipícios gigantes estão a todo instante aparecendo. O ônibus da Cruz del sur é muito confortável. Tem cama e semí cama. Servem refeições e desaiuno. Dia 23 Chegamos em Tacna as 12:00 h. Logo paguei um microonibus par Arica,o qual levou cerca de 01:30. SÃO PEDRO DO ATACAMA Comprei passagem pela www.turbus.cl para São Pedro do Atacama as 21:00 hs, chegando as 08:00 hs do dia Seguinte. Dia 24 . A cidade é muito legal. Povo acolhedor. Fiquei no hostel la florida, que por sinal é muito legal. Tem um Jardim interno. Cozinha etc... Dia 25 descansei e fiz um tour na parte da tarde. Laguna Cejar. Laguna Piedra e laguna Baltinache, todas salgadas. Lagunas Ojos del salar, Tebenquinche Pela Agencia volcanoaventura DESERTO DO ATACAMA Deixamos de conhecer laguna Verde, Águas Termales e Geyser devido ter nevado muito e interrompeu a estrada. Dia 26 saímos as 04:00 hs da manhã em direção ao então alvo da trip, o DESERTO DO ATACAMA. Logo atingimos 4000 mts de altitude. Atravessamos a fronteira do Chile e da Bolivia. E chegamos ao mirante do Vulcão Ollangue. Muito frio neve etc... Seguimos em frente e pararmos na lagoa Hedionda, onde ficamos maravilhados com os Flamencos. Eles deram um show a parte. Almoçamos e partimos para a lagoa de Canapa., lagoa Chiarkota e Lagoa Honda que é um show. Logo atingimos ó Arbol de Piedra, um ícone do desero do Atacama. Continuamos e alcançamos a lagoa Colorada cheia de Flamencos. Pernoitamos no Arbol de Piedra Hostel. Estas Lagoas situam-se a +- 4500 mts de Altitude e o Mal da Montanha ataca rápido. Dia 27 acordamos tomamos café e partimos para o segundo dia da expedição. Detalhe ninguem do grupo tomou banho, pois estava a -5 ° c. Kkkkkkk. Poder conhecer o deserto do atacama é uma oportunidade. Diferente de todos os desertos que já fui. Semi árido e seco, é importante que todos bebam bastante água, usar bastante protetor labial e principalmente fazer uso do remédio para o mal da montanha. Saimos e atingimos o povoado de Villa Mar, Rocas ( Itália Perdida), Laguna Vinto. Chegamos na laguna Catal local onde almoçarmos. Mais adiante chegamos ao Canhão de Anaconda , lugar fantástico, destes que parece que foi criado pela queda de um meteoro. Logo depois adiante chegamos em Sora. Lugar magnífico onde se tem uma visão surrealista do Atacama. A frente chegamos em San Augustin. Cidade pacata. O engraçado é que todas as cidades os cidadãos pagam para passar, uma espécie de pedágio. Logo chegamos ao Salar de Chiguana. Paramos para lanchar e adiante chegamos no Hotel de Sal Tambo Loma. Um hotel difefente onde as paredes são de Sal. Saímos do hotel as 05e30 da manhã e logo atingimos o Salar de Uyuni. De repente furou o pneu do carro. Feito o reparo partimos e logo chegamos na ilha Incahuasi, uma ilha irada no meio do deserto de sal. Repleta de Cactus gigantes. Estava muito frio algo em torno de 0 °c. Saímos e logo chegamos no Dakar, o primeiro HOTEL DE SAL do Salar. Logo próximo na saída do deserto chamado Colchani, lugar onde se compra artesanatos etc... Na parte da tarde fomos ao Cemintério de Trens. Interessante que eles guardam esta memória. CIDADE DE UYUNI Di 28 Logo apos o cemintério de trens chegamos na Cidade de Uyuni, lugar legal porem meio sem nada para fazer na cidade, já que ela é porta de entrada do salar. Me hospedei num hostel , já que não tinha reserva. Dei um rolê para descansar. Dia 29 viagem BUS até Sucre passando por Potosi. Cheguei em sucre no dia 29 noite. SUCRE Dia 30 acordei e dei um rolê pela cidade que se mostrou interessante com seus monumentos, parques e Jardins. Sucre é a quinta cidade mais populosa da Bolívia. Dia 31 Ida a Santa Cruz de La Sierra pela Amaszonas, uma cia aérea, pois só tinha ônibus a noite e eu estava cansado da trip. Sai as 15:25 e cheguei em Santa Cruz de La Sierra as 16e30 hs. Pernoitei Dia 01 Agosto Santa Cruz de La Sierra. Conhecendo a cidade que não tem muito a oferecer. Dia 02 ida para o Brasil Pela Gol Dicas: -Se prepare para as altitudes. -Leve remédio para dor de cabeça, pois a Sorose (Mal da Montanha Ataca). -Se prepare para baixas temperaturas.
  16. Salve, salve galera mochileira... na terceira semana de julho fiz um mochilão entre Belém (PA) e Barreirinha (MA). Consegui uma promoção da GOL e fiz o Trecho RJ X Belém e São Luis X RJ. Eu comprei as passagens e iniciei o planejamento sozinho, porém uma mochileira Elizabeth me encontrou pelo facebook e então começamos a montar a viagem juntos, ambos somos do RJ. Como aqui a gente sempre pega super dicas e muitas informações sempre válidas e atualizadas, estou fazendo minha parte e contribuindo um pouquinho para o acervo do site. Meu roteiro foi o seguinte: 1º dia - 16/07 – Segunda - RJ X Belém 2º dia - 17/07 – Terça - Belém 3º dia - 18/07 – Quarta - Belém X São Luís X Barreirinhas 4º dia - 19/07 – Quinta - Barreirinhas 5º dia - 20/07 – Sexta - Barreirinhas 6º - 21/07 – Sábado - Barreirinhas 7º dia - 22/07 – Domingo - Barreirinhas X São Luís 8º dia - 23/07 – Segunda - São Luís X RJ
  17. Se tiver afim de trocar informações, fotos e energias positivas: - www.instagram.com/guiint Pedra da Macela (1840 metros) • Trilha Fácil • Cunha/Paraty Reunida a galera partimos subir a Pedra da Macela durante a madrugada para ver o céu estrelado enquanto o Sol nasce no horizonte atrás de Angra dos Reis e Ilha Grande. Apesar do frio de 10°C e do ventinho gelado da Serra, a subida íngreme e asfaltada (mas um pouco esburacada) foi tranquila, mais fácil do que a descida, talvez pelo efeito psicológico que andar a noite nos proporciona, ao não vermos o caminho a frente temos a sensação de que o percurso é bem mais curto que realmente é, ou na verdade o nosso cérebro só está aí pra pregar uma peça na gente ? Hehehe Chegando no topo vi o mais lindo céu aberto e estrelado, o maravilindo Sol nascendo e iluminando toda aquela beleza natural única. Não estávamos sozinhos, dezenas de pessoas também puderam contemplar esse momento enquanto acampavam ou namoravam, registravam suas selfies e até mesmo formavam grupos de orações, tudo muito significativo pra cada um. Descemos e aproveitamos o resto do dia em uma bem cuidada plantação de lavanda do Contemplário (de quebra trouxe um hidromel da região pra tomar enquanto assisto Vikings e alguns biscoitos de lavanda, mais exótico do que gostoso ); almoçamos e comemos umas frutas do pomar do próprio restaurante (economia total na sobremesa) enquanto na TV passava a surra da França em cima da campeã moral Croácia; conhecemos a Cervejaria Artesanal Wolkenburg e tomamos umas cervejas feitas sob a Lei da Bavária, alemã, assim como os donos carismáticos do local; faltou conhecermos a Cachoeira do Pimentas, mas fica pra uma certa próxima visita a Cunha... Quem fizer a trilha para a Pedra da Macela faça um duplo favor pela natureza: recolha o seu lixo e os demais que puder ver pelo caminho.
  18. Oi pessoal! Acabei de voltar das minhas férias e vim relatar para vocês. Meu foco era o Parque Nacional Sajama, na Bolívia. Como a passagem a La Paz estava cara, alterei minha rota e fui acrescentando alguns destinos: 15 a 18/7 - Atacama, Chile 19 a 21/7 - Potosí, Bolívia 22/7 - Uyuni, Bolívia 23 a 26/7 - Parque Nacional Sajama, Bolívia 27 a 28/7 - Arica, Chile Custos A viagem para 2 pessoas (eu + namorado), 15 dias, custou cerca de R$8.800, sendo: R$4.130 de passagem de avião Guarulhos > Calama e Arica > Guarulhos, no site da Decolar. Eu só posso tirar férias de julho, e para encaixar os destinos que queríamos tivemos que comprar por trechos só de ida, sem volta. R$1.400 de hospedagem. Ficamos em Air BnB em todos os lugares com exceção de Sajama. R$1.200 em alimentação. Alternamos fazer comida em casa, lanches e restaurantes. R$900 de transporte, entre transfers, ônibus, trens e táxis. R$500 de seguro viagem pela Porto Seguro. R$400 em presentes e lembranças. Valores aproximados. Se você for somar, os valores não batem, isso principalmente devido às conversões de moeda Real > Dólar > Peso Chilena > Boliviano. Como alguns câmbios foram realizados sem a chance de pesquisa de preços ou em locais turísticos, perdemos bastante dinheiro na brincadeira. Dicas/Curiosidades: Na Bolívia, os terminais de ônibus cobram taxa de embarque diretamente do passageiro. Tenha moedas de 1 e 2 bolivianos sempre à mão para esses casos. Alguns povoados são pequenos e possuem apenas comidas locais. Eu sou vegetariana e tive alguns percalços por causa disso, inclusive tive de "pinçar" a carne de algumas refeições... paciência. Banheiros nas ruas e praças são os "Baños publicos", e são pagos (1 ou 2 bolivianos). Há regiões que bares e restaurantes não tem banheiro, nem para cliente. Não sei se é uma coisa momentânea, mas muitos banheiros estão sem água, nem para descarga. Aconselho sempre ter lenços umedecidos e alcool gel na mochila. Vale lembrar sempre: guardem o papel que a imigração entrega! Vamos ao roteiro: Atacama É a segunda vez que vou para o Atacama, pois na primeira tivemos problemas, como conto nesse meu relato de 2016. Fizemos passeios, trocamos dinheiro e compramos suprimentos, além de aproveitar a vista de nossa casa, para o vulcão Licacanbur. Compramos passagem no terminal de ônibus em San Pedro > Uyuni, sai todo dia às 3h da madrugada. Obs.: Essa é a rota não-turística, então não tem Salar, o objetivo é chegar na Bolívia. Potosí Descemos em Uyuni (o terminal é uma rua) e já subimos em um ônibus para Potosí. A viagem, além de ser longa, é cheia de curvas e dependendo do horário e do ônibus, é bem abafada. A cidade fica a 4000 metros de altitude. Como viemos do Atacama, tínhamos folhas de coca para mascar e mesmo assim, compramos Soroche pills para aliviar a altitude. Pontos turísticos: igrejas, sendo que para entrar é necessário pagar ingresso e geralmente, há um guia para te acompanhar. Eles te levam até o mirante da construção, o que geralmente inclui escadas estreitas, escuras e d degraus irregulares… prepare os pulmões! Em lanchonetes e comércios em geral, vão exigir dinheiro trocado. Eles preferem não vender se você não tiver “soltito”. Uyuni Ficamos em Uyuni apenas para pegar o trem até Oruro. A cidade tem uma avenida na qual param todos os ônibus (não há terminal) e a praça central é lotada de agências de tour para o Salar e de dinossauros (para fotografar no Salar hehe XD ) Como tem muito turista, eles fazem vários tipos de culinárias atendem vários tipos de restrições alimentícias. Sajama Para chegar no Parque Nacional Sajama, pegamos o trem noturno para Oruro, descemos na estação e pegamos um táxi para o terminal antigo de Oruro. Ali, tem vans para Patacamaya, que partem assim que a van lota. De Patacamaya, pega-se uma van da Trans Sajama, que para dentro do parque. A cidade é pequena, com uma praça principal e uma praça da igreja. Há mapas nas saídas da cidade, indicando quais passeios turísticos podem ser feitos por aquela direção (geisers, lagunas, termais, sítios arqueológicos, escalar o Sajama, etc). Não tem internet no local. Zero de comunicação com o mundo. A cidade é um povoado que está se desenvolvendo turisticamente. O que eu garanto é que dá para ir para lá sem fazer reservas e procurar por um Hostal, também chamado de Alojamiento. Você também pode ir na praça da igreja, na Tienda America, e perguntar para a Dona Benigna por hospedagem. Arica Combinamos um horário com o motorista da Trans Sajama para ir à Tambo Quemado. É na divisa Bolívia/Chile e ali são cerca de 10 ônibus diários de origem La Paz, e tem que parar na divisa para vistoria. Nesse momento você procura um ônibus que tenha lugares vazios e paga direto ao motorista. Conseguimos pegar o primeiro, bem confortável (ainda bem, pois a estrada é cheia de curvas e um sol lascado). Dá para andar a cidade toda a pé. Como é praia, tem muitas lanchonetes à beira mar e atividades da areia. O aeroporto é como se fosse Guarulhos, fica longe, na verdade fica na divisa do Peru, o que me está me dando ideias de roteiro para minha próxima viagem... Bom, é isso. Se quiserem alguma informação extra, meu e-mail é [email protected] .
  19. Rafa_mochileiro

    relato Mochilão roots sul do Brasil

    bom pessoal venho relatar meu mochilão pelo sul do Brasil. Meu mochilão começou exatamente no dia 24 abril 2018 , onde por volta das 10 horas da manhã sai sentido a rodoviária de minha cidade . Itumbiara Goiás , para esperar minha amiga ( patricia ) chegar ela me faria companhia no mochilão , então por volta das 10 e 30 ela chegou . E logo saímos sentido a saída de minha cidade sentindo sul do Brasil passamos em um mercado para comprar alguns mantimentos e ( lembrando só tínhamos 100 reais para os dois ) . Mas tbm estavamos levando barras de cereal para alimentar na estrada . Então ficamos lá na saída da cidade acenando para todos que passavam , logo passou um caminhoneiro buzinou para nós mas não parou então continuamos a tentar logo vimos que aquele caminhão que buzinou parou mas a frente , então pensávamos que teria parado para nós decidimos ir até lá chegando lá falamos com motorista . Ele até brincou vocês não me derao sorte estragou caminhão perguntamos para onde ele iria ele disse para o sul . Logo pensamos seria nossa carona perguntamos se poderia nos levar ele disse que se conseguisse arrumar o caminhão poderia nos levar até mais adiante ou até o sul ele nos pediu para olharmos o caminhão dele até procurar mecânico assim nos fizemos logo mecânico chegou . Realizou o concerto por volta das 16 horas e como ele disse nos deu a carona . A primeira noite São José do Rio preto . saímos às 16 horas , e percorremos até São José do Rio preto já era umas 21 horas da noite , paramos em um posto logo seu Valmir que nos deu carona ofereceu um lanche como janta , tinha pouco de tudo, pão com chimia e coisa de gaúcho leite , café . Lanchamos . por volta das 23 horas eu e Patrícia montamos nossa barraca para dormimos logo de manhã por volta das 6 horas saímos sentido sul . Andamos cerca de 15 horas direto sem parar no caminhão então logo pela 20 horas da noite paramos e mais uma vez eles nos ofereceu comida assim passamos a nossa segunda noite . No dia seguinte sedo por volta das 5 e 30 saímos guando logo por volta das 12 horas chegamos no sul do Brasil mas precisamente na cidade de maravilha SC . Oeste do estado logo fomos em uma lanchonete minha amiga e viciada em café . Nem aproveitamos muito a cidade logo subimos para próxima cidade . Aí começava o perrengue não conseguimos carona era muito difícil oeste do estado tem grande concentração de alemão por incrível que pareça ainda existe muito preconceito no mundo , e olha que nos dois somos brancos , mas como não éramos de olhos azuis e não erao alemão . Por fim dicidimos ir caminhando até a próxima cidade era perto cerca de 8 km da cidade onde nós estávamos assim fizemos fomos subindo caminhando encontramos uma riacho logo tratei de tomar um banho gelado mas revigorante , logo chegamos em cunha Porã SC . Já pertinho da Argentina , descansamos o máximo que deu logo pensamos onde dormir pedimos alguma informação em uma oficina e nos diserao que no restaurante em frente poderia nos deixar montar nossas barracas , chegando lá pedimos para passar a noite fomos muito bem recebidos nos ofereceu um chalé no segundo andar , com luz , wi-fi melhor de tudo . E logo ficamos conversando até mais tarde eu e Patrícia e assim o dono do restaurante nos ofereceu uma janta bem tradicional do sul . E ali ficamos conversando e jantando teve até sobremesa . Dormimos por volta das 00 horas . Acordamos em cedo 7 horas já estamos com tudo montado para partirmos . Logo o dono nos ofereceu um café da manhã bem caprichado até torresmo de café da manhã, meio redondo achei que era bolo . Logo fomos embora esperamos lána estrada por muito tempo e nada de carona estavamos cansados por ter andado muito nesse tempo que estávamos por lá e logo passou um policial federal que nos carona até Pinhalzinho SC nisso já decidimos voltar para casa por esta difícil carona até nosso destino Uruguay . Chegando em Pinhalzinho logos fizemos amizades com alguns rapazes que nos hospedarao , fizerao churrasco para nós cantavam . Foi um dia muito bom . Logo cedo saímos e por sorte conceguimos uma carona bem rápida fomos sentindo parana . Então passamos algo breve em Curitiba continuamos subindo até Marília SP logo por estar cansados decidimos pedir dinheiro para famíliares para voltarmos assim fizemos . Lição não vá para oeste do sul do Brasil preconceito muito grande mesmo sendo branco só de vc não ser alemão te olhão como bichos . Mas foi muito bom . Desculpas pelo relato faltou muita coisa mas para não ficar tão grande .
  20. Moro em Porto Velho/Rondonia e sai com destino a fronteira entre Brasil e Bolivia a 350km da minha cidade. chegando na cidade de Guajará-Mirim (Brasil), cruzei a fronteira atraves do Rio Mamoré e cheguei em Guayramerin (Bolivia) em alguns minutos. ainda no porto nao foi dificil arrumar taxi para a rodoviaria. eu comprei uma passagem de ida para La Paz em uma jornada q duraria mais de 30h de curso. a estrada para La Paz é em sua grande totalidade no chao. comi mta poeira, o onibus nao tinha ar condicionado e a viagem era com janelas abertas. sol escaldante e com poucas paradas. é recomendavel levar sua agua e pequenos lanches. o problema é levar mta agua... pq os onibus geralmente nao tem banheiro. como nao terá mtas paradas, automaticamente vc nao poderá se "esvaziar" com frequencia. talvez a comida deles nao lhe agrade mto. eu experimentei alguns pratos e o q mais m agradou foi o cordeiro. nao espere tratamento vip e nem atendimento gourmet enquantovc estiver a caminho de La Paz. as cidades do interior sao pobres, escassas de equipamentos e o padrao de higiene deles tambem pode assustar um pouco. porem a parte mais assustadora para mim foi ter q atravessar "La Carretera Los Yungas", ou "Los Yungas" ou simplesmente "La Estrada da Morte". manos, é impressionante como os veiculos trafegam em estradas estreitas (alguns pontos com media de 3 metros de largura) e altas!! trechos da estrada atingiam 200m de altura. vc literalmente estava andando nas montanhas. na estrada tive uma parada de 3h30m por conta de um deslizamento. as maquinas reparam esses acidentes e tudo volta ao normal. chegando em La Paz o onibus nao m deixou na rodoviaria da cidade e isso foi surpresa p mim. entao tive q pegar um taxi para o "Terminal Central de Buses". lá eu procurei por uma passagem que m levasse a Uyuni. no mesmo dia eu consegui um horario para a noite e entao parti para mais 9h de estrada ate a cidade de Uyuni. Lá, de cara fui abordado por uma pessoa q me ofereceu pacote ao Salar. negociei e no mesmo dia ainda pela manhã a agencia me levou ao Salar. comprei um pacote de 2 dias, porem, eles sao opcionais entre 1 a 4 dias. o meu pacote incluiu 1 noite em um hotel de sal em um povoado q ficava ao redor do Vulcao Tunupa. depois de um breve tour pelo Salar e pontos dentro dele, a agencia m deixou no hotel p pernoitar. a noite é tudo mto lindo, mto legal o céu o vento frio.... mas nao tem nada p fazer. nada msm!! sem sinal wifi (dar sinal de vida p sua familia e postar suas fotos lindas) ou outro tipo de distraçao, entao vc terá q levar algo p se distrair e passar o tempo. o povoado tem um mercado onde vc comprar bebidas, cigarros e outras coisas. uma pracinha rústica, mas nao passa disso tambem. pela manhã voce pode comprar alguns serviços nesse povoado. como trilhas com guia para o vulcao e visitaçao as cavernas. uma caminhada pela montanha em algumas horas m renderam boas fotos. no salar nao variava mto a rotina, entao na volta para a cidade tivemos mais algumas paradas pelo deserto de sal e uma ilha de terra em meio ao sal. o frio é constante msm com sol tudo pode mudar em questao de minutos. fiquei 4 dias apenas e para voltar fiz o caminho inverso. minha cidade facilitou a ida ja q moro em regiao de fronteira. foi uma experiencia incrivel, conheci mtas pessoas, apesar de ter viajado alone,e trouxe boas energias de um país q eu conhecia apenas superficiamente. Valores: passagem Guayaramerin / La Paz: Bs 200 La Paz / Uyuni: Bs 100 Pacote 2 dias no Salar: Bs 450 story_vid_2_20180717_180911.mp4 story_vid_1_20180720_083914.mp4
  21. A alguns anos conheci o livro "Walden", do Thoreau. No livro, Thoreau narra uma declaração de independência pessoal, uma experiência social, uma viagem de descoberta espiritual e um manual para a autossuficiência. Ele se isolou na floresta, construiu uma casa, e viveu 2 anos na beira do lago Walden. Reflexões sobre a sociedade, sobre o consumo, e sobre as pessoas e as regras que elas criaram. Me apaixonei pelo livro. A alguns dias encontrei esse lugar, um sítio de 500.000 m², e nele está o "Projeto Walden XXI". Permacultura, casas feitas de barro, respeito pela natureza, hortas, e natureza preservada. Acampamos na beira do lago, sozinhos. Vivemos por dois dias, um pouco do que Thoreau viveu por dois anos. Vídeo da viagem: Gastos: 30 reais por pessoa a diária do camping. 50 reais de gasolina (Saindo de São Bernardo). Levamos comida, gastamos em torno de 60 reais e comemos muito bem. No camping não tinha panelas nem talheres, levamos tudo. Conheci uma construção em barro que está acontecendo no sítio, e conversei com o dono sobre o assunto. A estrada para chegar até o sítio é de terra, mas tranquila mesmo em dia de chuva. O Local se chama Sítio Pirambas, e a experiência é para ser o mais próximo possível de um camping selvagem, mas com o intuito de conhecer a permacultura e outros assuntos. Ne realidade, eu fui principalmente por esse tema, pois me interesso muito. Dá pra fazer fogueira no camping. Lá cabem no máximo 5 barracas, para ser algo bem intimista.
  22. Olá, pessoal. Amo este site e digo que ele muda vidas, já conheci muita gente que tomou coragem para se aventurar após relatos por aqui. Tenho uma filha de 3 anos e ainda não saí muito com ela, principalmente pq sou sozinha com ela e não tenho carro, então quando uma amiga me chamou pra fazer bate-volta eu pensei duas vezes mas amei a ideia, afinal, a Helena (minha filha) não conhecia a praia. Compartilho a experiência pois sinto falta deste tipo de relato por aqui. Previsão do Tempo: Vi no dia anterior e o previsto era que até as 14h estaria 25º e as 16h estaria 20º, então minha intenção era ficar na beira do mar até umas 14h e depois ir para algum quiosque, nos trocaríamos e ficaríamos esperando minhas amigas decidirem ir embora. Acredito que é importante combinarmos antes ou estarmos dispostos, se eu estivesse sozinha não me importaria em ir embora umas 22h mas com criança é diferente, então ao chegarmos - seria interessante esta conversa ter ocorrido antes de descermos - perguntei quando pretendiam subir, a resposta foi que iriam esperar o pôr-do-sol, achei que seria um bom horário para subir, caso contrário subiria antes. Bagagem: Minha mochila - Um vestido para mim (eu desci com calça jeans, camiseta e blusa de frio - que seria minha roupa na volta) Para Helena: -Um vestido infantil, Uma camiseta, um shorts, um macacão, duas camisetas de manga longa para molhar na praia (como foi decidido de última hora não deu tempo para comprar roupa apropriada), uma calça legging com moleton e uma camiseta de manga longa (subiria com estas roupas, desceu com um kit igual e uma blusa de moleton), duas calcinhas, um chinelo, a parte de cima do biquini dela (já desceu com a parte de baixo pois não sabíamos se teria um lugar para trocar) Outras coisas: -Toalha "grande" para mim", duas toalhas infantis, aquelas de bebê mesmo - achei que ocuparia menos espaço e secam mais, uma delas tem um lado de fralda, uma canga, kit de balde para praia (paguei R$ 12,00 - lá estaria mais caro - fiz surpresa, só dei pra ela lá), um livro para mim (Tinha um sonho: ela dormindo na canga, na sombra do guarda-sol, eu tomando uma cerveja gelada lendo um livro rs) Na lateral da mochila levei uma garrafa de 2L de água, do outro lado coloquei umas 5 sacolinhas plásticas para trazer meu lixo, peças sujas e molhadas Uma outra bolsinha - chamo de "Kit mãe", antes de ser mãe não levaria estas coisas rs (foi dentro da mochila) - Dipirona (adendo: me salvou... Tive uma dor de cabeça, coloquei 40 gotas na tampa da garrafinha de água - 20 min depois eu estava renovada), Nasojet (soro fisiológico para o nariz também serviria - A Helena começou uma tosse no final do dia anterior e eu não sabia como ia reagir ao tempo praiano. Usei muito lá), cotonete, protetor solar fator 60, creme de corpo (principalmente se queimasse demais), repelente, pente, misturinha de água e Yamasterol (Uso em casa mesmo, cacheadas entendem rs Nós não usamos mas a minha amiga acabou sendo beneficiada rs) A mochila que a Helena leva pra escola: - Uma canga menor , garrafa de água pequena, 2 mexericas, 2 maças, 2 bananas, 1 pacote de amendoim, 1 pacote de pipoca doce, minha carteira 5:30 am Nos encontramos na rodoviária do Jabaquara e compramos a passagem para 5:45 (primeiro horário) Empresa: Ultra Linha: São Paulo - Santos Ponta da Praia Tarifa: R$ 27,80 (achei o ônibus bem confortável, sou obesa mórbida com uma criança e não fiquei apertada nem com medo de alguém sentar do meu lado, tinha banheiro e wifi) 7:00 am Chegamos na Rodoviária de Santos mas o ônibus nos deixa na ponta da praia, então esperamos mais um pouco (acho que uns 10 min, por isso o horário é aproximado). Muitas pessoas descem na ponta da praia, descemos junto e descobrimos que pegamos o ônibus errado rs A intenção era pegar o para São Vicente, que passaria no Canal 1 - local final do nosso destino. Descemos no Canal 5 (depois vendo no google uma distância aproximada de 4,5 km que caminhamos), e começamos a caminhada.... Tomamos café da manhã no Joca - Minimercado e padaria, lugar pequeno, aconchegado, os preços são um pouco mais altos mas nada absurdo. 9:00 am Decidimos curtir um pouco a praia. Paramos na barraquinha "Margarido e Márcio", nos ajeitamos, dei o presente para a Helena, passa protetor, arruma canga.. to o roteiro materno kkkk Quando sentei a Helena quis ir conhecer o mar, minha amiga a levou, ela ficou com um pouco de medo da água mas satisfeita. 10:00 am Começou um vendaval muito grande, areia subindo. Como não sabíamos quanto tempo ia demorar embalamos a Helena na minha blusa de frio, ela sentou no colo da minha amiga que estava contra vento, joguei a toalha grande por cima e ela ficou quietinha, até acabar dormindo. 10:47 am Desistimos de esperar e fomos para um quiosque. Descobrimos que já estávamos no Canal 1. Os quiosques que ficam me frente são muito bons, tem banheiro perto (sempre limpos e até com papel higiênico) e o melhor: Parquinho, fez a diferença quando a Helena acordou. Mudamos de quiosques mas ficamos na região. 16:00 pm Andamos 450 metros até o posto de vendas de passagem, compramos para 18h pois eu queria comer uma porção de camarão e pedindo com antecedência podemos escolher melhor nossos assentos. Fomos para um barzinho na rua anterior - Alameda Rivaldo Justo, nossa, parece o Oásis. Tocando rock, cerveja gelada, caipirinha aprovada, uma porção de camarão muito boa e não muito mais caro de que nos quiosques, paguei R$ 60,00 reais, um bolinho holandês... nossa, maravilhoso. Atendimento muito bom, pedi um pouco de morango pra Helena, foi oferecido na hora, sem custo adicional. Achei que o home era "Pé na areia" mas não achei na internet agora, tem um parquinho público do lado mas por causa do frio nem passamos lá. 17:50 pm Fomos para o ponto do ônibus, nem 100 metros. Pegamos um trânsito monstro e chegamos em SP só as 20:50, Helena veio dormindo o tempo inteiro. Perto do Canal 1 tem local com bicicletas infantis, fiquei triste por não ter visto antes, então fiquei devendo. Bem, apesar da chuva de areia e de água rs o importante é que a Helena se divertiu, tanto na areia quanto no parquinho, comemos porquinho, camarão e bolinho holandes rs serviu como experiência... eu achei que encararia sozinha mas é muito difícil, também por causa das coisas, até pra brincar eu ficava com olho nas nossas mochilas. É isso aí, primeira vez ela na praia, nossa primeira "aventura" e em breve teremos outras.
  23. Introdução Fala galera! No fim de 2017 fiz uma das melhores viagens da minha vida pela Nova Zelândia, que contou inclusive com companhias de pessoas que conheci através do Mochileiros! Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum! Roteiro Resumido 3 dias em Auckland 1 semana de Campervan pela Ilha Norte 4 dias na Great Walk Tongariro Northern Circuit 5 dias na Great Walk Abel Tasman Coast Track 3 dias na Great Walk Routeburn Track 3 dias na Great Walk Kepler Track 1 semana de carro pela Ilha Sul Roteiro Detalhado 10/11/2017 - Voo São Paulo - Auckland 11/11/2017 - Voo São Paulo - Auckland 12/11/2017 - Auckland 13/11/2017 - Auckland 14/11/2017 - Auckland 15/11/2017 - Auckland - Coromandel 16/11/2017 - Coromandel - Tauranga 17/11/2017 - Tauranga - Matamata - Rotorua 18/11/2017 - Rotorua 19/11/2017 - Rotorua - Taupo - Waitomo 20/11/2017 - Waitomo - Auckland 21/11/2017 - Auckland - Tongariro 22/11/2017 - Tongariro 23/11/2017 - Tongariro 24/11/2017 - Tongariro - Wellington 25/11/2017 - Wellington - Nelson 26/11/2017 - Nelson - Abel Tasman 27/11/2017 - Abel Tasman 28/11/2017 - Abel Tasman 29/11/2017 - Abel Tasman 30/11/2017 - Abel Tasman - Nelson 01/12/2017 - Nelson - Queenstown 02/12/2017 - Queenstown - Routeburn 03/12/2017 - Routeburn 04/12/2017 - Routeburn - Te Anau 05/12/2017 - Te Anau - Kepler 06/12/2017 - Kepler 07/12/2017 - Kepler - Te Anau - Milford Road 08/12/2017 - Te Anau - Milford Sound - Queenstown 09/12/2017 - Queenstown - Wanaka 10/12/2017 - Wanaka 11/12/2017 - Wanaka - Mt Cook 12/12/2017 - Mt Cook 13/12/2017 - Mt Cook 14/12/2017 - Mt Cook - Arthur’s Pass 15/12/2017 - Arthur’s Pass 16/12/2017 - Arthur’s Pass - Christchurch - São Paulo
  24. Primeiro dicas de Viagem: - Levar o dinheiro e documentos importantes como RG, passaporte e outros numa pochete intima. Procure leva-los 100% do tempo com você. - Vá ao supermercado local e compre sucos, e algo para fazer lanches, principalmente a noite. - Leve uma mochila com garrafa de água e algo para comer, como chocolate, biscoito e etc. - Fazer uma boa pesquisa sobre o lugar pra onde vai viajar, para evitar grande surpresas. - Fazer suas reservas de Passagens, hotel, hostel, passeios com bastante antecedência assim consegue algum desconto. (Reservo e compro as passagens com 6 a 8 meses de antecência) - Site e APP para pesquisar e receber promoções: APP: Melhores Destinos (todo dia tem promoção de viagens) Site: https://www.skyscanner.com.br/ (deixo alertas de preço de passagens) Chile - Santiago Se vai ao Chile, então prepare o bolso pois tudo é muito caro, desde comida, passeios e transportes. Fui para Santiago e fiquei no RQ hotel, na Avenida San Martin, 55 - Centro. Otimo hotel, próximo de tudo, a maioria dos pontos turisticos fica num raio de 3 a 4 km desse hotel, e ainda tem o metro ao lado, chamado La Moneda. Recomendo muito esse hotel, mas fique a vontade para pesquisar. - Primeiro dia, me concentrei em conhecer os principais pontos turisticos, Palácio de La Moneda, Praça das Armas, Museo Pré-colombiano, mercado central e Costanera. VOce pode marcar uma visita no Palacio nesse site: http://visitasguiadas.presidencia.cl/ Usamos o Wifi do hotel, shopping e Starbucks, optei por não comprar o chipe da claro. Dica: Tome muito cuidado nos metros e aglomerações pois tem muitos batedores de carteiras. Tinha a intenção de conhecer o Funicular e Teleférico porém de segunda feira ele não abre. - Segundo dia ja tinha agendado uma Visita a Vina del Mar e Valparaiso. Vina tem o relógio de Flores, a Praia Renãca e a visita no Moai original da ilha de pascoa. Em Valparaiso conhecemos a casa de Paulo Neruda e passamos por algums ruas histórica da cidade. Mas confesso nada de muito interessante. Mas para quem quiser ir, vá com uma agencia que te leve as ruas históricas de Valparaiso com calma, a agencia que escolhi fez o tour muito rápido e não tivemos muito tempo para conhecer. Essa agência foi a Ticket Tour, para Vina e Valparaiso não recomendo. Almoçamos num restaurante na praia de Renãca, da qual foi muito caro e nada de especial. Comida muito simples, e o prato mais barato paguei para 2 pessoas a bagatela de 260,00 reais, e sinceramente não valeu a pena. Desse passeio só valeu por ter conhecido a estátua do Moai, nesse passeio paguei 24.000, aproximadamente 150,00 por pessoa. Dica: Opte por uma agencia que mostre todo o roteiro em detalhe e veja outras dias de agencia nos grupos de facebook. Se for comprar artesanato do Moai, compre no mesmo lugar da estátua.... deixei para comprar no centro achando ser mais barato e me arrependi. No centro e Pátio Bella Vista é mais caro, principalmente nesse segundo. - Terceiro Esse concerteza foi o melhor dia.... Fomos ao parque Farellones, paguei 51.000 para subir e descer a montanha + entrada no parque (24.000 + 27.000 entrada), também fomos pela agencia Ticket Tour, para esse passeio recomendo o serviço pois o motorista/guia foi muito prossifional. Farellones é com certeza o melhor custo benefício dos parques. Para quem tem crianças e não sabe esquiar ou fazer snowboard e quer aprender, ou apenas brincar na neve, ao redor de lindas paisagens..... Tem muitas atrações e as melhores e essenciais são, skibunda, teleférico, tubing (descida numa boia), trineo (desce a montanha numa carinho de ski) e a tirolesa para os mais aventureiros.... Chegamos quando o parque abriu as 9h e ficamos até às 15h(melhor horário pra descer a montanha, sem trânsito), fomos com a Ticket Tour, paguei 51.000 pesos por pessoa, subida e entrada no parque (li em vários posts, que muitas empresas só levam até a porta do parque por 15 a 40 mil pesos e não incluí a entrada no parque... Essa empresa foi indicação do próprio parque, por isso acreditei ser uma das melhores.... e realmente precisa ser experiente para subir a montanha, muitas curvas perigosa e em alguns pontos, não tem proteção, só o abismo... A roupa de neve você precisara apenas da Segunda pele, uma blusa e calça de moletom, uma jaqueta e calça impermeável, uma toca, luvas impermeável, meias grossas e a bota para neve, que é essencial.... No meu caso comprei tudo no Brasil...mas ao passar pelo aluguel de roupas no caminho para o parque, por ser parada obrigatória... Vi que o melhor custo benefício teria sido comprar apenas a segunda pele, uma toca e luvas, o moletom eu já tinha....e lugar o resto, pois é muito mais barato alugar nesse lugar onde paramos, que tem kit completo por 25.000 peso, roupas limpas e semi novas...(alguns lugares não lavam as roupas) do que comprar... principalmente se vc vai apenas por 1 dia... Dica: O ideal seria ir em 2 dias para brincar e conhecer todo o parque, porém é muito cansativo, então indico ir em 2 dias diferentes, mas tire um dia para descansar pois subir e descer a montanha é em média 1 hora de subida e mais 1 hora de descida, e leve remédio para enjoo pois tem muitas curvas. - Quarto dia Primeiro resolvemos conhecer o museo pré-colombiano que no primeiro dia estava fechado. Esse realmente vale a pena, se você for amante de culturas antigas e da série alienigenas do passado da History, com certeza não vai se arrepender....Paguei 10.000 pesos para entrar nesse museo, mas valeu cada centavo. Logo depois fomos ao museo nacional do Chile que fica na praça das armas... de graça, vale o passeio. Então depois de 2 museos, fomos conhecer o famoso Funicular e Teleférico, porém foi pura frustração... a fila estava kilometrica, saindo do parque, então resolvemos ir caminhando até o teleférico, para nossa surpresa, não era apenas 15 minutos caminhando conforme orientação do guarda local, era 1 hora e meia, entorno de quase 8 km de distancia. Encontramos uma familia voltando e que ja estavam caminhando, que nos contou sobre essa subida a pé, então como ja tinhamos passado um ótimo dia no parque Farellones e muito cansado, resolvemos não topar esse desafio. Visitamos o Pátio Bella Vista, que é um ponto interessante e boemio a noite.... mas tudo muito mais caro que nos outros lugares...ficamos só de passagem. Voltamos para o centro, no mercado central.... compramos algumas lembranças e resolvemos não almoçar lá.... pois o cheiro de peixe é insuportável e muito sujo... Com isso encerramos nosso ultimo dia no Chile, muito bom apesar do alto custo de vida com certeza recomendo ir e conhecer esses lugares.... Deixo aqui minha experiência e opniões, fique a vontade para concordar ou não...
  25. Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho. Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas. O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo. Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões. Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né? Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas. O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares. Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul. A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros. O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser. Post original em https://www.lljj.com.br/ Imagem em Pixabay
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