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  1. beatrizz

    Monte Crista / Garuva-SC

    Saudações! Esse relato é sobre a subida ao Monte Crista em Garuva, que fica perto de Joinville. A chegada em Garuva foi na sexta dia 07 de Setembro, no fim da tarde. Optamos por passar a noite no Espaço de Vivência Monte Crista. Que não faz parte da trilha oficial pra montanha, mas fica a 2 km da recepção. Sobre esse espaço tem muito a compartilhar, é um lugar místico, onde acontecem diversas vivências, como meditação, temascal, e outros. Há chalés do ladinho do Rio que você pode passar a noite ouvindo o barulho da água. A comida (3 refeições) está inclusa na diária e é vegetariana, deliciosa. Fica em torno de R$ 350 pra 2 pessoas. O espaço compartilhado tem muitos pássaros comuns da região e um local de oração e Cerimônia construído por índios nativos, ali há uma energia muito clara. No sábado acordamos cedinho e tomamos um café reforçado, depois partimos até a recepção do Monte Crista. A entrada sem estacionamento é de 4 pilas. Logo no início você passa por uma ponte pênsil legal. A subida é pesada, porque o terreno é muito parecido em todo o percurso, subida íngreme e ganho de elevação rápido. Vários pontos com escadas de pedras construídas pelos jesuítas. É muito bonito. Diferente do Pico Paraná por exemplo, não há um grau de dificuldade tão grande com raízes e pedras, mas prepara o corpo pra resistência. Enfim chegamos ao cume após 4:30, é importante seguir a trilha principal porque não há placas, e é fácil se perder. No cume do monte encontramos vestígios de acampamento, porém não havia ninguém lá. Achamos estranho porque na recepção nos falaram que muitas pessoas haviam subido... Arrumamos nosso acampamento e o tempo estava fechado, não dava pra ver um palmo na frente, isso também dificultou pra tentar ver onde as outras pessoas estavam. Em função do horário decidimos ficar por ali mesmo. Não estava frio, nem tinha vento. Mais a noite o céu abriu e ficou maravilhoso, aí conseguimos ver as lanternas em um ponto um pouco abaixo de onde estávamos, depois descubrimos que lá encontra-se um marco do Monte Crista, que é onde deve acampar kkkk. Também é um lugar mais protegido do vento. Por sorte o tempo nos ajudou e não fomos lançados montanha a baixo. A noite o bixo pegou, a temperatura caiu muuuito de uns 15 graus para cerca de 4. E não estávamos preparados, ou seja, a noite foi tensa quase não dormimos de frio..... De manhã estava nublado, o sol não mostrou as caras, mas mais tarde alguns raios nos presentearam e deu pra fazer algumas pics. Arrumamos as coisas e descemos a montanha, com quase metade do tempo, em menos de 3 horas chegamos a base. Ps. Esqueci de levar panela, a caneca de metal de café, virou panela e chaleira, improvisos hehehe. Enfim, voltamos ao Espaço de Vivência e conseguimos ainda descolar um almoço antes de pegar a estrada. Ps2. Não é legal subir a montanha pelo espaço de vivência, primeiro pq há uma trilha por ali, mas pouco demarcada, a probabilidade de se perder é bem maior, segundo porque o espaço não tem controle e formulário de subida, e se algo acontecer será um transtorno para eles e para quem está na trilha. O objetivo do espaço é relaxar mesmo. Por isso sempre comece a trilha pela base. No final da experiência há sempre saldo positivo, qualquer montanha 🗻 tem algo a ensinar, cada uma é diferente, especial, única. Aprendemos o que fazer e o que não fazer. Vamos captando os sinais do universo, sobre nossa missão. Aprendemos a ouvir o coração, e não a personalidade. Quero voltar ao Monte Crista com objetivo de fazer a travessia do Quiriri. Mas esse é outro relato. Avante, viver o que precisa ser vivido.
  2. Oi galera! Estou aqui (depois de alguns poucos meses) pra compartilhar com vocês sobre a minha primeira (de muitas kkk) solo trip. Se me perguntassem há uns 2 anos atrás se eu teria coragem de viajar sozinho, eu certamente responderia que não faria isso (por medo+tensão+acho que não consigo). Até que a vontade de romper essa barreira passou a me consumir e comecei então a trabalhar a mente e me preparar aos poucos pra que eu realizasse isso que se tornou um sonho, uma necessidade. Minhas férias do trabalho venceram mas decidi que só as tiraria quando definisse um destino bacana, que tivesse praias lindas (e que eu acreditasse ser capaz de me virar sem companhia rs). Foi aí que decidi ir em abril para #Cartagena e #SanAndrés (aquele paraíso onde fica o famoso mar de 7 cores). Comecei então a olhar as passagens, lugares para me hospedar, definir rotas, pesquisar sobre a moeda e preços locais e assim fui me familiarizando com cada detalhe e adquirindo a segurança necessária pra embarcar na minha #primeiraviagemsozinho. Comprei minhas passagens de Brasília > Panamá > Cartagena / Cartagena > San Andrés / San Andrés > Cartagena / Cartagena > Panamá > Brasília... E FUUUI!!! Ao chegar no aeroporto de Brasília, bateu aquele leve medo de: é agora! Embarquei e durante o voo, devido a tensão, me lembro que tive até um pesadelo. Cheguei ao Panamá, celular sem bateria, sem adaptador de tomada mas feliz e empolgado, confiante e pronto pra continuar. Lá estava eu desembarcando no aeroporto de Cartagena arrepiado e sorrindo ao mesmo tempo. Sem celular e sem voucher de onde eu me hospedaria, fui até o balcão de informações e pedi pra que olhassem pra mim o endereço do hostel... deu certo. Que cidade linda, que energia boa, cheia de pessoas felizes, contagiante!!! Conheci lugares incríveis, conheci pessoas legais (sou tímido pra isso, mas estar sozinho e naquele lugar maravilhoso acabou mudando isso até sem eu percebesse). Dica: se hospedem no Bourbon St Hostel Boutique. Depois de 3 dias muito bem vividos, bora pra San Andrés conhecer o Caribe... Chegando no aeroporto (que tumulto!!!), eu só queria ver aquele mar das fotos que me fizeram chegar até lá... E WOOOOOOOOOW!!! Inacreditável! "P**rra, eu realmente tô no Caribe!" Dica: se hospedem no El Viajero. Depois de uma semana, de conhecer a beleza surreal da ilha e nadar bastante, partiu voltar pra Cartagena (com todo prazer!) por mais 3 dias. Em San Andrés, assim como em Cartagena, conheci outros viajantes que estavam viajando sozinho pela primeira vez também e compartilhar as experiências e momentos foi fundamental. Talvez se eu estivesse esperado alguém pra me acompanhar, eu não teria tido essa experiência sensacional, nem conhecido tais lugares e ainda estaria me questionando: será que eu consigo viajar sozinho? Sobre os lugares que visitei, recomendo e recomendo de novo. *A única coisa que me contrariou durante a viagem foi que comprei um sombreiro (esse das fotos) de um vendedor ambulante por 20.000COP e pouco depois achei numa loja por 7.000COP... aff, kkk... Se tiverem curiosidades ou quiserem dicas, é só me contactar :) Estou pronto pra próxima... a dificuldade agora é escolher algum destino dentre tantos maravilhosos pelo mundo... porque meu medo, eu já venci \o/
  3. Depois de algumas torrões de sol e algumas bolhas nos pés, sobrevivi para compartilhar (e tentar atualizar) informações sobre a nossa trip (marido e eu) nas férias. Bora lá: foram 14 dias de viagem pelas seguintes cidades: Los Angeles: 3 dias Las vegas: 2 dias Willian - Grand canyon: 02 dias Page: 1 1/2 dia Monument Valley: 1 dia Moab : 1 dia Salina: só pernoite Las vegas: 1/2 periodo compras + 1 noite Los angeles: 1/2 periodo compras + 1 noite. Total gasto: 22 mil para o casal (é minha gente o dolar tá qse um rim). Segue a planilhinha em anexo. Pessoal eu vou consertar uns valores aq e já posto de novo!!!
  4. Muitos me questionaram porque ir para Florianópolis que é a Ilha da Magia em pleno outono e a resposta foi bem simples: MEGA PROMO!! Tava um valor bom, então bora fazer desse limão uma limonada delícia. 😀 Floripa é muito conhecida por suas praias exuberantes e gente bonita passando para cima e para baixo. Mas por conta do período do ano (Outono) eu sabia que não daria praia, mas que poderia fazer muitas outras atividades como trilhas e bater perna por outras áreas. Época fria, mas tive a sorte de não pegar chuva nenhum dia, então, foram dias e noites bem aproveitados. Eu dispunha somente de um final de semana prolongado, então fiz muitas coisas nesses meus 3 dias e meio. Mais uma vez com a ajuda de alguns amigos desse site, consegui fazer a seguinte programação: 13.06.2018: Chegada em Floripa (à noite) 14.06.2018: Trilha Lagoinha do Leste 15.06.2018: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa 16.06.2018: Trilha da Galheta 17.06.2018: Jogo do Brasil e retorno para SP Dia 1: Chegada em Floripa Dentre as muitas opções que me foram dadas, optei em me hospedar na Lagoa da Conceição por ser o centro efervecente de Floripa, uma boa quantidade de hostels, restaurantes, bares, mercados, fácil acesso ao Sul e ao Norte. Enfim, localização perfeita! Me hospedei no Gecko´s hostel http://www.geckoshostel.com/ (RECOMENDO!!) e com um valor ótimo de diária R$ 30,00 sem café da manhã. Caso opte pelo café, paga-se R$ 10,00 a mais. 📌Sugestão: Faça suas compras nos mercados próximos. Há opções de orgânicos, sacolões, mercados grandes, mercados menores, padarias com pãoes quentinhos. É possível usar todos os utensílios da cozinha do hostel. Sai mais barato e você pode fazer um café mais reforçado, pois achei bem fraquinho o deles. Para o jantar, sugiro o mesmo, pois só tinha lanches disponíveis nos arredores e precisava de comida por conta da energia gasta nas atividades. Sendo baixissima temporada, muitos locais estavam fechados. Na ponta do lápis, foi uma ótima economia também!💲 Do aeroporto até o hostel o percurso foi de meia hora e custou R$ 26,00 com uber. Chegando lá, a recepcionista me perguntou se eu estava afim de ir numa festa numa balada onde a entrada era VIP até 23h30 e tinha um free shot de Catuaba pelo simples fato de estar hospedada com eles (ganharam pontinho positivo). Com meu colega de quarto (que tinha acabado de conhecer e topou meu convite) partimos para essa vibe underground chamada Santa https://pt-br.facebook.com/santalagoa/. O lugar toca um pouco de tudo desde funk a clássicos indie anos 2000. Tava meio vazio, mas o pouco pessoal que lá estava tocaram o terror e foi bem animado. Voltamos cedo porque no dia seguinte seria o único dia de sol daquele final de semana e queria fazer a melhor trilha de todas. Dia 2: Trilha Lagoinha do Leste De todas as dicas que recebi a mais indicada foi essa trilha. Ela possui dois caminhos: um fácil e rápido (sem vista) ou um mais longo e com vista espetacular. Optei pelo segundo. Usando ponto de partida como a Praia do Matadeiro: 📌Depois de passar pela praia e entrar na trilha depois das placas indicativas, mantenha sempre o lado direito. Pq uma hora as placas desaparecem e sobram trilhas no chão. Não tem erro. É tranquilo. Essa foi a única placa que encontrei no caminho, depois foi seguir esse esquema de manter a direita e deu tudo certo. Pelo caminho sempre se encontram pessoas que estão fazendo o mesmo trajeto e passada a parte de mata fechada, se abre um costão lindo, rende fotos espetaculares: E o lance de manter a direita faz todo sentido se chega nessa parte: se for para a esquerda você desce o costão que cai direto no mar, e não queremos isso, certo? Fiz uma parada para contemplação e lanchinho antes de continuar a caminhada e depois que retomei o caminho, vê-se do alto de um morro o destino: Praia da Lagoinha do Leste: Como se pode ver no canto direito da foto é realmente uma lagoinha que fica de frente para uma praia. Sendo baixíssima temporada, estava sem ninguém, por exceção de dois pescadores que parei para conversar e saber como ir embora (já que não seria o mesmo caminho da ida) e como faz para chegar no ponto alto do passeio: Morro da Coroa. Andando pela praia vê-se uma montanha e dizem que no alto dela a vista é sensacional, mas tem que ter disposição e pernas fortes para subir. Como não estava lá à toa, fui, é claro. É uma subida realmente bem íngrime e há pontos em que para ter mais segurança, você sobe literalmente de quatro, mas vale a pena e a vista. Os pescadores tinham dado uma dica boa por qual caminho seguir onde não há desprendimento de pedras no caminho e subi bem e em segurança. À medida em que se vai ganhando altura, consegue ver perfeitamente a Lagoa e a praia. Chegando no topo, estava receosa de estar sozinha no meio do nada e no alto de um morro, mas tinha um grupo de amigos lá e me juntei a eles. Foi ótimo pela cia, pela conversa, pelas trocas de fotos e principalmente pela cia no retorno, pois apesar de gostar de entrar no meio do mato, não gostaria de estar nele sozinha com pouca luz, afinal, segurança em primeiro lugar. Existe um ponto de foto clássica nesse morro, tipo Pedra do Telégrafo no Rio de Janeiro. Fiquei meio desengonçada, mas eu fiz a tal foto depois de milhares de tentativas. Ficou mais ou menos boa. Preciso de braços mais fortes para erguer as pernas, mas o que vale é a intenção. Esse foi o único dia de sol que realmente peguei nessa viagem então, a cor da água fica incrivel e rende ótimos flashs. Super recomendo. (Mesmo em dias nublados, porque a vista vale muito a pena, além do desafio de fazer uma trilha de tempo razoavelmente longo) Como tudo o que sobe, desce, fizemos com tranquilidade o caminho de volta e com atenção para não nos machucarmos ou sofrer qualquer torção. Porque sendo íngrime, certas partes na volta, também faz-se sentado. O retorno foi feito pela trilha do Pântano Sul que é bem demarcada, com pontos onde é possível encher as garrafas de água e não tem erro porque ela é fechada por mata e não tem bifurcações, mas diferente do caminho da Praia do Matadeiro, ela não tem vista, e consequentemente ela é mais rápida (45 mins mais ou menos) A saída por essa placa leva a uma rua que não sei o nome, mas que tem ponto de ônibus que roda por vários lugares, inclusive para a Lagoa da Conceição. Mas não pode ter pressa, porque o sistema de transporte de Florianópolis não me pareceu muito eficente: ele te deixa num terminal e depois desse terminal tem que pegar outro ônibus. É bem demorado, mas é o modo mais econômico. Chegando no hostel, fui fazer meu jantar e descansar, afinal a caminhada foi boa: 3h na ida e 1h20 na volta + o trajeto de buso que desisti de contar o tempo. Portanto, se forem à Floripa coloquem esse destino na lista, não vão se arrepender! 📌O que levar para esse passeio: Água: não há quiosques ou ambulantes pelo caminho (na alta temporada, talvez); Lanche; Protetor solar; Agasalho; Ao fazer a trilha pelo Matadeiro, sugiro estar com calça comprida para proteger as canelas da vegetação rústica que tem pelo caminho e não se machucar; Repelente; Câmera para fotos espetaculares; Disposição, muita disposição. Dia 3: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa Por meio do app Couchsurfing troquei contato com uma pessoa que mora em Floripa e estava disponível para me levar para passear. Esse novo amigo me perguntou o que eu gostaria de conhecer e respondi que parte histórica das cidades é algo me encanta. Então, fomos eu e uma colega do hostel que estava sem programação. Colocamos gasosa no carro do amigo e fomos rodar por aí para conhecer um pouco do passado para entendermos o tempo presente. Esse foi o nosso roteiro: Foi muito produtivo! Breve resumo histórico: "Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Os indícios de sua presença encontram-se nos sambaquis e sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4.800 A.C. Já no início do século XVI, embarcações que demandavam à Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecerem-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início a povoação da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região. Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada a categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna. A ilha de Santa Catarina, por sua invejável posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erguidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha. Nesta época, meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região. No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845). Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se, além das magníficas praias, as localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa e o próprio centro histórico da cidade de Florianópolis." Fonte completa: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/index.php?cms=historia&menu=5&submenuid=571 Santo Antonio de Lisboa: grande ocupação açoriana e portuguesa. Região que tem grande concentração de sambaquis que são vestígios indígenas. Igreja de Nossa Senhora das Necessidades: construção proximada em 1750. Considerada uma das mais belas expressões do barroco no sul do Brasil. Jurerê Internacional: a cara da riqueza com suas mansões estilo americanas. Casas sem muros e ruas largas. Muito chique. Fortaleza de São José de Ponta Grossa (1740): Ao Norte da Ilha de Santa Catarina, entre as praias do Forte e Jurerê, ergue-se um dos mais belos monumentos catarinenses do século XVIII: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Em conjunto com as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, formava o sistema triangular de defesa que deveria proteger a Barra Norte da Ilha contra investidas estrangeiras e consolidar a ocupação portuguesa no Sul do Brasil. (Fonte: http://www.fortalezas.ufsc.br/fortaleza-ponta-grossa/guia-fortaleza-de-sao-jose-da-ponta-grossa/) Fui muito bem recebida por um ser gracinha que estava no caminho😍 Barra da Lagoa: O bairro da Barra da Lagoa está localizado na costa leste da Ilha de Santa Catarina, entre o Rio Vermelho e a Lagoa da Conceição. Distante cerca 19,8 km do centro de Florianópolis, a Barra da Lagoa é uma comunidade tradicional, que ainda mantém viva a raiz cultural açoriana e madeirense, como a pesca e a produção de trançados, a confecção da renda de bilro e de redes para a pesca artesanal. (Fonte: http://www.guiafloripa.com.br/cidade/bairros/barra-da-lagoa) Ruelas estreitas, vida simples e com um paz que muita gente procura. Ótimo lugar para caminhadas. Dia 4: Trilha da Galheta Florianópolis tem muitas trilhas para serem apreciadas. Escolhi essa porque me falaram que era muito bonita a vista e daria tranquilamente para eu fazer sozinha. Sai na caminhada da Lagoa da Conceição e fui até a Praia Mole. Chegando lá tem uma entradinha de terra sentido praia que disseram que era caminho para chegar na Galheta. No final dessa estradinha realmente vira praia e como era um dia de semana, no outono e tempo nublado não tinha quase ninguém só raros gatos pingados. Não deu praia, mas deu para fazer a caminhada com muita tranquilidade e relaxamento: Da praia mole até a Galheta há um paredão de pedras que a gente segue uma trilhazinha e é bem demarcada e esse lado é realmente muito bonito. No meio do caminho encontrei um rapaz que fazia sua caminhada de boas como eu e conversamos. Como ele tb estava sozinho, eu disse que estava fazendo essa trilha da Galheta e queria sair na Barra da Lagoa, perguntei se ele tava afim de acompanhar e ele topou. Perguntamos a um local como fazíamos para subir a trilha pela mata e ele indicou uma faixinha de areia que passou desapercebida da gente e seguindo os conselhos do local deu tudo certo e tivemos essa vista: Tenho certeza que num dia ensolarado a cor da água deve ser sensacional. Infelizmente não há placas indicativas, mas depois que se entra na trilha é só seguir a demarcação no chão e seguir sempre em frente. No final saimos num bairro residencial e encontramos outro morador ilustre pelo caminho e não resisti, tirei uma fotinho: O final do nosso caminho nos levou até a Trilha Arqueológica também chamada de Trilha da Oração, é um santuário Arqueoastronômico. Nela encontra-se um conjunto de Monumentos Megalíticos, que são pedras que estão posicionadas de forma estratégica, que mostram exatamente quando ocorrem os fenômenos de solstício e equinócio, e também determinam a direção norte-sul. (Fontes: https://inspiralma.com/2017/10/11/trilha-arqueologica-fortaleza-da-barra/ https://arqueoastronomia.com.br/atividades) Infelizmente não pude conhecer esse lugar e estava rolando umas atividades muito boas e algumas gratuitas, mas como eu tinha caminhado uns 9km estava bem cansada e precisava almoçar em algum lugar. Deixo os links acima para quem tiver interesse nesse lado místico que eu achei sensacional e gostaria de me aprofundar, mas a natureza da fome foi mais forte. Tudo bem, mais um motivo para voltar para esse lugar incrível e como vocês podem ver, há muitas trilhas e caminhos para desbravar. Depois de comer algo, mais uns 3km desse local chegamos na Barra da Lagoa e é uma graça de simplicidade e beleza: Meu parceirinho de trilha precisava ir embora e eu estava cansada, mas aproveitando que eu já estava na Barra da Lagoa, fui conhecer uma trilha que leva para umas piscinas naturais Ela é bem curtinha e leva uns 30 minutos e é bem sinalizada. Reuni força, animo e vontade e fui. Valeu a pena! Depois de ver tudo o que gostaria, peguei um ônibus de volta para a Lagoa da Conceição. Jantei, estiquei as pernocas e vocês acham que fui dormir? Bem, era esse o plano original, mas quando você se hospeda em hostel, ainda mais naqueles que parece que você está em casa com seus melhores amigos, recebi o convite para um aniversário de uma moça que estava no mesmo quarto que eu numa balada mara em Floripa. Fizemos nosso esquenta no hostel e depois tocamos pra vibe! Já que temos espírito teen, ele baixou em mim e assim ficou...hehehe Pessoas sensacionais. E que noite!!! O dia seguinte era meu retorno a SP e pela primeira vez na trip me permiti dormir até a hora em que meu corpo quisesse. (Respeitando o horário do check out, é claro). Esses poucos dias foram lindos e intensos e conheci muita gente boa e especial pelo caminho. Muitas mulheres ficam com receio de sairem sozinhas por ai afora e posso dar a dica de ouro: SE JOGA!! Quando emanamos boas energias, boas pessoas e bons momentos serão atraídos até a gente. Não se limite a esperar cia, às vezes a sua agenda e de seus amigos podem não bater e você perde a oportunidade de fazer bons novos amigos pelo caminho. Ir para novos lugares é um prazer imenso e uma perfeita válvula de escape para mim, mas voltar para casa tb me alegra, e muito. Espero ter colaborado um pouco para o planejamento de algumas pessoas e mostrar que a Ilha da magia, mesmo em céu cinzento é linda e acolhedora. Qualquer dúvida que tiverem podem me perguntar que será um prazer ajudar. Tenho comigo a planilha de gastos dessa viagem, caso necessitem.
  5. Hoje aqui no aeroporto esperando a hora do embarque de volta ao Brasil. Há 2 dias a atrás estava extremamente ansioso para voltar para casa, saudade da minha cama meu quarto, feijão e café e família. Agora aqui no sentado bateu aquela tristeza boa de “queria viajar mais um pouquinho”. Nessa jornada de 25 dias conheci pessoas maravilhosas pelo caminho, algumas já vínhamos conversando a algum tempo e trocando informações sobre o roteiro em um grupo no WhatsApp, outras vieram pelo a caso como o Francisco que abriu a porta da sua casa para nós via AIR BNB e nos levou para conhecer Lima e nos deu muitas dicas sobre Lima, Algumas pessoas que vai ficar marcado e vou fazer o possível para mantemos amizade vai ser o casal Edson&Karina, e as meninas Yasmin, Eloa. Sinceramente faria o meu roteiro tudo novamente passando pelos mesmo lugares e explorando as mesmas coisas nas cidades de: Sucre, Uyuni, Atacama, Lima, Huaraz, Cusco, Copacabana & Isla Del Sol, e Lá Paz. Um país que pelos poucos dias que fiquei que quebrou todos os meus tabus foi o Peru que país mais surpreendente em todos os quesitos, belas cidades ótimas gastronomia “me apaixonei pelo “Ceviche” Desejo que todos um dia possam ter a oportunidade de conhecer esses e outros países e novas culturas. Obrigado a todos que me apoiaram e me motivaram a fazer essa viagem, a minha família amigos e meu amigo parceiro Namorado Alan Mendes. Mais um sonho de viagem conquistado! Que venha a próxima! Aeroporto de Viru Viru 22/01/2018 Insta: @alan4lan Introdução Referente a valores acabei perdendo muitas anotações mais me pergunte que tendo ajudar da melhor forma possível. Queria fazer esse relato anteriormente mais acabei não conseguindo. Algumas informações uteis sobre meu roteiro: Fotos vou colocar a partir de Sucre Hospedagem não fiquei em quarto coletivo, exceto a segunda noite do Salar* Optamos por quarto privativo e de preferência com banheiro (dica: pesquisem fazem as contas como estávamos em 2 pessoas a maioria dos hostel que vimos quando somado o valor de hospedagem para 2 pessoas ou dava o mesmo valor que o quarto privativo ou faltava muito pouco, então, se vai com mais alguém faças suas contas) Roteiro: São Paulo > Corumba > Santa Cruz > Sucre > Uyuni > Atacama > Arica > Tacna > Lima > Huaraz > Lima > Cusco > Copacabana > Isla del Sol > La Paz > Santa Cruz > São Paulo Hospedagem: Em Sucre ficamos em um hostel meia boca, eu particularmente não gostei tanto ao ponto de indicar mais pagamos 90 bolivianos por 1 noite em 1 quarto privado sem banheiro e sem café da manhã, acabamos ficando nele por conta de ser véspera de ano novo e achamos ele pelo Booking em quantos estávamos no aeroporto, Casa Residencial Maya inn B&B Atacama – ficamos hospedados em um hostel muito bom camas confortável banheiro ótimo com agua quente e café da manhã porem pagamos caro havíamos entendido que seria um valor e pagmos 25 mil pesos chilenos, Hostel Licancabur. Lima – Ficamos e um Air BNB sem sombra de dúvida foi a melhor escolha, nosso anfitrião foi nota 10 recomendo ( whats App +51 925 999 420) vão entender o porquê de eu indicar ele! Huaraz – Ficamos em um hostel ruim, pegamos um sem banheiro privado e tínhamos que sair para fora do quarto no frio do capiroto e em baixo de chuva/gelo 2 diárias quarto privado sem banheiro e sem café da manhã por 90 soles (acho que se pesquisar acha nesse valor ou mais barato e um melhor quarto ), Hostel Virgen del Carmen 1. NÃO RECOMENDO Cusco – Gostei do hostel e indico, quarto privado com banheiro, café da manhã, internet lugar limpo recomendo e volto a ficar nele, 60 soles a diária para 2 pessoas, fica próximo a plaza del Armas, Hostel Casa Koch. Isla del Sol – Não lembro o hostel lugar muito caro a hospedagem e sem muita opção de barganha! La Paz - Ficamos em um hostel, uma rua a cima do mercado de La Bruja, hostel simples quarto privado com banheiro, internet, sem café da manhã, 80 bolivianos a diária, Hostel Caminho Dourado. RECOMENDO Agencias de passeios Salar de Uyuni – Agencia Yura Tika (não sei se escreve assim) agencia nota 10 recomento. Foi pago 700 boliviano no passeio 3 dias 2 noites + transfer para Atacama. Vocês vão entender o porquê devem escolher ela! Huaraz – Fizemos 2 passeios que contratamos com a agencia Scheller Artizon Trek Nevado Pastoruri por 30 Soles + 12 entrada no parque e Laguna 69 foi 40 soles + 30 entrada no parque, recomendo trocamos mensagem por WhatsApp e chegando em Huaraz já estava com o passeio fechado. Cusco – Fechamos o passeio com um cara Machu Picchu com o Leonel sensacional o cara foi gênio, pagamos 320 sole para MP 3 dias 2 noites via hidroelétrica, hostel foi nota 10 (Dica fala que é indicação da Yasmin que ele dá desconto) WhatsApp Leonel +51 926 216 792 Dia 1 30/12/2017 Tamanha a ansiedade nem preciso falar que mau consegui dormir, sai de São Paulo rumo ao aeroporto de Viracopos fiz esse trecho de avião devido ter achado uma promoção da Azul linhas aéreas passagem por 280 reais, voo tranquilo sem nada de mais chegamos em Corumbá por volta das 14hs em um puta calor parecia uma sauna devia esta uns 35ºC fácil, pegamos um taxi fora do aeroporto ate a fronteira que não me lembro o valor. Passamos pela fronteira sem maiores problemas sem fila acho que gastamos 30 minutos no máximo para dar saído do Brasil e entrada na Bolívia. Assim que você sai da aduanda boliviana já tem vários lugares para fazer cambio troquei 1 real por 2 bolivianos (essa foi o câmbio que encontrei pela Bolívia - Santa Cruz, Copacabana, La Paz, Sucre). Eis que chega a hora de cambiar dinheiro, nessa hora estava conferindo o dinheiro e outro Alan (somos dois Alan’s pessoal) nota que tinha uns taxita nos encarando quando estávamos trocando o dinheiro, como estava de costa nem tinha percebido e fui em direção a eles perguntar o valor do taxi até a rodoviária de Puerto Quijarro, nessa hora o Alan alertou que eles estavam olhando para nós e rindo e gesticulando e etc e fomos pegar outro motorista. Pegamos um taxi rumo a Rodoviária para comprar a passagem para Santa Cruz, pegamos o taxi um senhor carrancudo que nos levou até a rodoviária ai sem problemas porem a bendita rodoviária fica no meio do nada a estrada é um puta matagal e o motorista andava mais lerdo que uma tartaruga, nessa hora pensei que iria ser assaltado coração disparou e pensei “Alegria de pobre dura pouco, mal começou a minha tão sonhada trip e já vai acabar” juro pensava que iria ser assaltado mais graça a Deus chagamos a rodoviária. Tem muitas empresas de ônibus que faz o trecho até Santa Cruz todos ônibus parte entre as 20 e 21:30 da noite tem ônibus para todos os gosto e bolso fomos de um chamado 25 de Marzo, antes de comprar o passagem fomos ver todos os ônibus que tinha disponível e achamos o dessa empresa que atendia nossas expectativas, Bus semi-cama com ar condicionado e pagamos na tarifa 110 bolivianos por passagem. Passamos o restante do dia na rodoviária até chegar o horário de embarcar conhecemos um brasileiro Adriano e ficamos conversando ate embarcar, ele estava levando uma bicicleta ele iria pedalar pela Bolívia. Nesse primeiro dia não tem muito o que contar foi um dia para deslocamento. Dia 2 – 31/12/2018 Chegamos em Santa Cruz por volta das 4hs da manhã, rodoviária feia sem nada nem lugar para comprar um agua, tivemos que esperar 7hs da manhã para fazer cambio e ir para o aeroporto para comprar a passagem para Sucre. Como era Domingo a casa de câmbio da rodoviária não abriu e tivemos que ir até o centro de Santa Cruz para achar um lugar para cambiar dinheiro, não trocamos em Corumbá porque achávamos que em Santa Cruz conseguiríamos uma valor melhor, #SQN pegamos um taxi e fomos para o centro da cidade acho valor do taxi foi 20 bolivianos, mais pensa em um carro ruim sujo tinha até um marmitex azedo mais chegamos no centro da cidade achamos um senhor que cambiava 1 real por 2 bolivianos. Dica: Em Santa Cruz possui dois aeroportos, Viru Viru que é o internacional que a BOA, Amazsonas entre outras cias operam e tem o Aeroporto Trompillo que parece que somente a CIA TAM Transporte aéreo militar opera. Como não tinha prestado atenção acabei indo ate Trompillo chegando lá ate tinha passagem para Sucre porem muito caro por volta de 900 bolivianos cada e formos para Viru Viru e lá conseguimos comprar passagem para Sucre para 2 pessoas por 926 bolivianos que era o preço que estava no orçamento da viagem. Chegamos em Sucre, aeroporto fica a cerca de 40 minutos de Sucre. Aqui vai uma dica muito importante: Não peguem o taxi ( em média custa 60 bolivianos) na porta do aeroporto tem ônibus da cidade que custou 15 bolivianos só não me lembro se foi para 2 pessoas ou para casa. Sucre me apaixonei pela cidade sem comentários gostei de tudo. Cidade muito limpa tinha tudo que precisava comida, ônibus, taxi, casas de cambio pode se considerar uma grande cidade. Não fizemos nenhum passeio devido ter ficado nela dia 31 de Dezembro e 1 de janeiro. Tinha festa pela cidade e tudo mais porem, estávamos tão cansado que só demos uma voltinha no dia 31 comemos e fomos para o Hostel com a intenção de cochilar e por volta da meia noite sair pela cidade algo que não aconteceu, capotamos de sono que acordamos no dia 1º com o barulho de uma banda passando pelas calles. Dia 3 - 01/01/2017 Nesse dia fomos derrubados da cama cedo, era por volta de 6:30 da madrugada, aproveitamos que esse dia que seria nosso último em Sucre e fomos conhecer a cidade, cambiar, tomar café comprar passagem para Uyuni. Serio, se um dia voltar na Bolívia colocaria Sucre no meu roteiro para passar uns 2 a 3 dias na cidade eu adorei ela, me fez lembrar Ouro Preto em tudo, uma coisa que me chamou a atenção em muitas cidades pela quais passei foi a limpeza e o cuidado das praças que eles aproveitam muito final da tarde e nos fins de semana. Cambiamos dinheiro e encontramos um casal de amigos que já estávamos trocando mensagem há alguns meses pelo WhatsApp Edson e Karina, casal nota 10 e fizemos o Salar e Atacama juntos e nos encontramos no final da trip em La Paz. Compramos passagem para Uyuni em um ônibus direto por 80 bolivianos, ônibus padrão Bolívia que foi cheio com gente em pé por incrível que pareça. Dia 4 – 02/01/2017 Saímos de Sucre as 20:30 e chegamos as 4:30 em Uyuni, o ônibus foi tenso pegamos a penúltima poltronas e o Edson e Karina pegam as ultimas até ai sem problema mais foi um cara no fundão em pé que dava medo não conseguimos dormir muito bem ate a cidade de Potosí onde esse cara desembarcou. Nossa chegada em Uyuni não poderia ser ao melhor nível mochileiros como li em tantos relatos, chagada as 4:30 da madrugada em uma temperatura de 5°C um frio tremendo ate que encontramos a Tia do Café já tão conhecida por nós do mochileiros. Café nem preciso falar sobre foi bom estávamos abrigado em um lugar quente e com Wifi ate as agencias abrirem que são por volta das 7:30 a 8hs da manhã. Dicas: Pesquisem a agencia e pegam a que vocês tiverem recomendação, pesquisamos em umas 5 agencias o preços variaram de 650 a 900 bolivianos por pessoa o tour padrão 3 dias 2 noites + transfer para o Atacama. Optamos pela Yura Tika não tem como não achar ela fica bem dizer de frente com o café da Nonis fechamos por 700 um tour diferenciado qua valeu muito apena, passamos por todos os lugares que as outras agencias passavam porem com um diferencial estava incluso o Salar Alagado, Por do sol e umas cavernas que acabamos não conseguindo ir devido esta fechado, Passeio comprado hora de partir para o tão esperado e sonhado SALAR DE UYUNI, passeios saem as 10:30 ouve um atraso e saímos as 11:30 mais nada que atrapalhasse nosso passeio esse atrado PRIMEIRA DIA NO DESERTO Tour que acredito que todos já sabem não vou dar muitos detalhes desse primeiro dia, fomos para o cemitério de trem que achei muito foda Salar de sal branquinho dispensa qualquer comentário é a coisa mais linda esplêndida que já vi na vida muito lindo mesmo, faria somente essa parte sem sombra de dúvida achei fantástico Almoçamos no salar alagado, comida muito boa o Deniz nosso guia / motorista montou mesa e tudo mais. Ilha de Cactos pagamos os 30 soles cada, no começo não queria mais quando subi nela achei muito legal, vista do Salar é espetacular porem se prepara para o vento porque é muito forte. Depois de um dia cansativo não via a hora de tomar um banho quente (aliais já fazia umas 36 horas desde o ultimo), comer uma comidinha e cair na cama e dormir já que no 2º dia de Deserto Iriamos acordar cedo por volta das 6 da manhã, já havia me preparado para uma hospedagem no meio do nada, sema nada de conforto, sem banho quente e comida ruim, eis que o guia mostra de longe a nossa Hospedagem e a primeira impressão foi “QUE BOSTA, ESTAMOS FUDIDO” serio era meio feio a imagem de uma casa de barro no meio do nada e um puta frio, mais isso mudou quando entramos dentro do hostel: IMG_7122.MP4 Hospedagem desse dia foi a melhor, hostel SOMENTE PARA NÓS, tudo muito novo banho quente e comida nota MIL serio, quartos privativos toda a mobilha novinha tinha TV de LED 50 polegadas, radio em fim tudo que se precisa em uma casa de muita boa qualidade. O hostel todo era de sal o chão era um tipo de são grosso. Dia 5 – 03/01/2018 SEGUNDO DIA NO DESERTO Depois de uma noite muito bem dormida acordamos por volta da 6 da manhã, café da manhã já estava sendo servido e preparado para as lagunas. Serio esse acho que foi o dia mais tenso no deserto, as paisagens são lindas mais passamos horas dentro do carro, tem hora que a bunda fica quadrada mesmo o carro sendo confortável. Nesse dia passamos por alguns lugares muito interessante uma plantação de Quinoa bem verdinha no meio do deserto, e paramos para almoçar em um restaurante muito bacana diga-se de passagem comida podia comer a vontade e com uma vista linda de um “Oasis” Abaixo as fotos desse dia. As lagunas devido o tempo não estava em suas cores linda bem vivas e com os espelhos d’agua mais mesmo assim são uma obra de arte. Nesse dia o hostel foi mais humilde mais, comida lembro que foi uma macarronada e deram uma garrafa de vinho, ficamos em um quarto compartilhado e só tinha o pessoal da nossa agencia e não teve banho, em quanto o jantar não ficava printo fizemos nossa farra e colocamos uns bolivianos para sambar kkk WhatsApp Video 2018-07-29 at 22.24.00.mp4 Dia 5 – 04/01/2018 TERCEIRO DIA DESERTO Nesse dia foi o que acordamos mais cedo por volta das 4:30 da manhã já estávamos todos tomando o café da manhã que não me lembro oque foi servido. Fomos primeiro para os Geiser, achei muito legal nunca tinha visto nada parecido o lado ruim é somente o frio de congelar Passamos nos Banhos Termales mais não estava muito afim de entrar então foi somente fotos e contemplar a paisagem. E assim nos despedimos do Sala de Uyuni... Quanto chegamos na fronteira Bolivia x Chile o guia nos explicou referente a taxa de 15 bolivianos, segundo ele tínhamos a opção de pegar a fila que estava quilométrica ou pagar a taxa e não ficar na fila, optamos por pagar e foi a melhor coisa em 20 minutos já estávamos todos na van rumo a San Pedro do Atacama. Dica: Quando vai dar entrada no Chile eles passam as mochilas/malas no raio X e todos tipo de alimentos orgânicos tem que se jogar fora, produtos industrializados passa sem problema. San Pedro não era digamos que um lugar que queríamos conhecer passamos mais por questão de logística a cidade é bem cara e optamos em passar somente 1 noite. Neste dia procuramos hospedagem, fizemos cambio, e ficamos de boa pela cidade e descaçar depois dos dias de travessia do deserto que é muito cansativo. Dica, compre o quanto antes a passagem para sair de San Pedro compramos com um dia de antecedência para um ônibus direto para Arica e pagamos 17.500 um casal de amigos Edson e Karina pagaram para 2 dias depois 13 mil pesos chilenos, não me recordo o nome da empresa mais todos os ônibus são de ótima qualidade pelo que vimos na rodoviária! No hostel conhecemos um casal de brasileiros Fred e Mariane que sofreram muito e foram enganos pela agencia Thiago Tous eles passaram muito mal devido a comida estragada e não foi somente ele mais todos do carro passaram 2 dias com diarreia e vômitos e falaram que o guia os trataram extremamente mal, nessa hora falamos do tratamento de nossa agencia e mostramos nossas fotos eles não acreditaram. Eles nos mostraram a foto do “Cemiterio de Trem” que levaram eles e foi em um lugar com um vagão de trem de carga, não entrar em detalhes mais foram muito enganados! BUSQUEM RECOMENDAÇÕES DE AGENCIA o Salar é um dos pontos autos da viagem e infelizmente dependemos da agencia que pode fazer que esse lugar supere todas as suas expectativas como se transformar em uma tremenda decepção. Dia 05/01/2018 Não fizemos nenhum passeio alugamos uma bike e andamos por um parque chamado Cartape e Pukara de Quitor. Indico fazer o passeio de bike gostei bastante se tivesse ficado mais alguns dias certamente tentaria chegar Vale de La Luna Nesse dia a noite pegamos o ônibus ruma Arica, ônibus no chile são muito confortáveis e tem para todos gosto a bolso, peguei o mais barato que achei no dia não me lembro o valor. Noite de sono tranquilo, capotamos todos e so acordamos em Arica no dia seguinte! Dica, chegando no Atacama já compre a passagem de saída você vai conseguir achar preços mais baixos. Dia 06/01/2018 Chegamos em Arica cidade me pareceu muito bacana pena esta com roteiro apertado e não te dado para ficar ao menos um dia. Na chegada no próprio terminal já procuramos o taxi para nos levar até Tacna, taxi lembro que foi barato algo próximo a 12 reais por pessoa e foi bem rápido e carro confortável. Poderíamos ter pego uma fila grande na imigração do Chile com Peru, mas o motorista e seus contatos agilizou tudo para nós e ganhamos alguns minutos, após todos os tramites e depois de ter que jogar minhas frutas fora na imigração chegamos em terra Peruanas e chegamos em Tacna. Pensa em uma cidade quente é Tacna, assim que chegamos no terminal já procuramos passagem para Lima, achamos por 60 Sol com “escala” em Arequipa e com direto a Janta, eu não tive coragem de comer era Arroz, frango frito e batata assada. Horário do ônibus era para as 14:30 e ainda era 9 da manhã e resolvemos irpara o centro de Tacna que é uma zona franca para quem não sabe. Galera para quem estiver passando por lá vale a pena ir as compras de Bebidas, Perfumes e Roupa eletrônico não vi tanta vantagem, comprei uma jaqueta para baixas temperaturas por 60 Soles que foi um dos melhores investimentos para viagem já que iria para Huaraz ♥. Após bater perna hora de volta para rodoviária e enfrentar as 22 horas de viagem de ônibus :(. Depois disso apredi que o melhor é ir de avião muito tedio dentro do ônibus, que teve somente a parada em Arequipa e depois foi direto ate Lima... IMG_7427.MP4 Dia 07/01/2018 Chegamos em Lima por volta das 13hs de um Domingo, em Lima não tem rodoviária o ônibus para em uma rua e descemos, para quem mora em São Paulo o “terminal” ficava em uma rua que parecia região da praça da Sé com Cravolândia cidade vazia. A essa altura da viagem já tinha perdido noção de qual era o dia da semana e precisava cambiar dinheiro, tínhamos somente alguns trocados e precisava urgentemente de uma casa de câmbio e advinha todas fechada, do nada apareceu um senhor que nos abordou oferecendo para cambiar, como não tínhamos outro lugar torcemos para PachaMama que aquele senha estivesse com boas intenções e não nos desse um golpe, negociamos e acabei trocando 1 Real por 1 Soles e cambiei mil reais. Cambio feito dinheiro dividido em bota, cueca e doleira fomos correndo pegar um taxi para ir para Miraflores e procurar um Hostel, oque mais queríamos era um banho cama já que fazia mais de 40 horas que não tomávamos banho rsrsrs, nunca sofri tanto para achar um taxi, nenhum taxista queria ir para Miraflores, achamos um que nos levou e cobrou o olho da cara mais infelizmente era Domingo atarde e era oque tinha pagos por volta de 30 Soles. Serio me apaixonei por Miraflores, que lugar lindo bem cuidado com tudo que uma cidade grande precisa. Devidos os preços dos Hostel serem caros optamos por ficar em AirBnB qua valeu muito a pena, o anfitrião foi muito atencioso com nós, durante todo o tempo que ficamos ele deu toda a atenção e fazia de tudo para nos agradar, no começa achamos que ele queria nos roubar tanto que na primeira noite escondemos todo o nosso dinheiro mais depois descobrimos o real interesse, ele estava aprendendo português e queria apenas conversar. Nesse mesmo dia ele nos levou para conhecer alguns lugares de Lima e fomos para Circuito Mágico del Agua, achei muito lindo foi um passeio pago mais nunca vi algo do tipo e já aproveitamos e compramos passagem para Huaraz pela empresa por 80 Soles ônibus noturno. Dia 08/01/2018 Nesse dia estava programado Conhecer Miraflores e ficar somente pela região e fazer um City tour, Não vou me cansar de falar que lugar incrível é Miraflores queria morar lá, uma pena é que nesse dia esta muita neblina Dia 09/01/2018 Nesse dia fomos conhecer o centro de lima, fomos de ônibus mesmo utilizamos o “BRT” deles que por sinal funciona muito bem parece o metro. Achei muito bom o centro histórico lá consegui comer o melhor Ceviche e. Dica: Lima foi o Melhor lugar para comprar lembrancinhas tinha mais variedades e os melhores preços. Nesse dia a noite fomos para o Terminal porque iriamos para Huaraz, viagem noturna em um ônibus de muita qualidade, dormimos a noite toda, acho que o ônibus saiu por volta das 22 horas e chegamos no dia seguinte por volta das 7 da manhã. Não vi nada do caminho dormir a viagem toda como sempre rs. Dia 10/01/2018 Cidade é muito fria, deveria esta por volta dos 10ºC cidade tem lindas montanhas coberta de Neve o que me impressionou muito já que nunca tinha visto algo do tipo. Como já tínhamos feito uma reserva pelo Booking em um Hotel que não recomendo diga de passagem, fomos direto para o Hotel ja que nesse já tínhamos acetado passeio para Glaciar Pastoruri, A van nos pegou por volta as 9 da manhã no hotel e retornamos por volta das 18hs, foram por volta de 3 horas para ir e 3 horas para voltar, viagem um pouco cansativo mais vale a pena. Serio a caminha pela trilha de onde a van deixa ete chegar no Glaciar é muito cansativo por conta da altitude e o frio e chuva gelo, tudo ao mesmo tempo Dia 11/01/2018 O principal lugar que queria conhecer, Laguna 69 que lugar foda muito legal mesmo pena que extremamente cansativo. Saímos do hoste as 5 da manhã e foram por volta de 4 horas ate o lugar que se inicia a trilha, o caminho é repleto de belas paisagens montanha cachoeiras picos nevado. Iniciamos a trilha por volta das 9:30 e foram mais ou menos 2:40 de subida, quanto sofrimento, quanta falta de ar, quantas vezes pensei em desistir é muito cansativos mais em fim conseguimos chegar, todo o sofrimento valeu muito a pena e sem sombra de dúvida faria tudo novamente, sem palavras para esse lugar. Video da trilha IMG_8222.MP4 Fotos Dia 12/01/2018 Hora de se despedir de Huraz, nosso ônibus partiria as 15hs para Lima. Aqui tivemos nosso primeiro perrengue da viagem onde quase tivemos que retornar para o Brasil... Saímos do Hotel ao meio dias e fomos para o terminal esperar da o horário de ir embora, como nesse dia não tinha passeio programado e a cidade em sim não tem muita coisa, chegamos no terminal e despachamos nossa mochilas ficando somente com mochilas de ataques como faltava muito para a hora do nosso ônibus resolver andar para matar o tempo e comprar agua e algumas coisas para comer, já que assim que chegássemos em Lima iriamos direto para o Aeroporto onde passaríamos a noite já que nosso voo sairia para Cusco as 6 da manha. Andamos para cidade, compramos nossos lanhes bolachas e etc, quando chegamos no terminal cadê nossas mochilas???? Embarcaram em outro Ônibus para Lima nessa hora gelamos um dos profissionais da empresa trataram nosso problema com estremo desdém falou somente “Suas mochilas vão esta em Lima” foram a 8 horas mais agoniantes da vida, estávamos somente com a roupa do corpo sem nada mais, só nos restava esperar. Não tínhamos sono, fome ou sede somente preocupação em achar a (Judite e Gertrudes apelido carinhoso de nossas mochilas) e para fechar na poltrona de trás tinha uma criança do demônio que não para 1 minuto se quer, ficava empurrando o nosso banco. Chegamos em Lima outa surpresa a Movil tours tem 3 terminais espalhado pela cidade e o ônibus que estávamos iria passar por 2, chegando no primeiro nossas bagagens não estava iriamos para o outro que ficava bem próximo chegando lá nossa bagagem também não estava e nesse momento não foi nos passado que tinha outro terminal, o Alan² nessa hora começou a fazer um barraco eu estava tão desanimado que sentei no chão do terminal e fui ver quantos tinha de dinheiro e oque o seguro viagem poderia ajuda para a volta pra casa já que ainda estamos no meio da viagem e não tinha como comprar roupa e ainda espera ate o dia 23/01 para o nosso retorno, um segurança muito bom amigo fazia de tudo para nos acalma e nos entender, oque o pessoal do terminal de Huaraz nãos nos deu apoio o de Lima ficaram de parabéns, localizaram a mochilas em outro terminal nessa hora confesso que bateu um emoção, porem o cara falou que o terminal fecha as 22hs e já era quase 23:30 ei foi hora de Desce do Salto Roda a baiana e mostrar oque o baiana tem... aprendi a falar espanhol fluente em 2 segundos, mostrei as passagens compradas de avião para Cusco as 6 da manha do dia seguinte e que não tinha como esperar ate as 6 para ir a rodoviária e que no o erro não foi nosso. Papo vai papo vem, decidiram nos levar de carro ate a outra rodoviária, juro que na hora que vi a Gertrudes e Judite bateu uma baita emoção e pude voltar a sonhar em conhecer Cusco e Machu Picchu S2 Continua...
  6. "At your own risk" será explicado no fim do relato! POR ACASO... ÁFRICA DO SUL Essa viagem pela África do Sul nasceu Europa, mas foi alterada por motivo de força maior (R$, kk) e hoje venho contar nossa aventura pelo quarto continente em que pisamos (só falta a Oceania)! Digo que ela nasceu Europa pq nos planos originais eu e o marido viajaríamos para o leste Europeu... uma viagem romântica, no verão europeu (agosto) pra comemorar nossos 10 anos de casados! Nesta viagem nosso filho João não iria nos acompanhar, combinamos de viajar só nós dois a cada 5 anos, reedição da Lua de Mel. Ocorre que o preço das passagens para a Europa estava ridiculamente alto, e não costuma rolar promoção pra Eslovênia, rs. E eu, overplanning que sou, estava meio nervosa sabendo que faltava só seis meses pra agosto e eu ainda não tinha passagens nem pra onde ir. Cotei outros destinos da Europa... tudo caro! Eu tinha menos de 5k pra comprar duas passagens, rs. Aí comecei a cotar destinos aleatórios... Rússia... Austrália... África... e achei passagens em preços bons para a África do Sul! Não estavam em promoção, estavam com preço pagável, coisa de 2 mil e poucos cada, saindo de Londrina, pela Latam. Eu nunca compro passagem saindo de Londrina pq sempre fica muito mais caro... mas desta vez como encaixava na grana que eu tinha disponível, e considerando que é bem melhor comprar a passagem inteira unida, bati o martelo. “Marido... a Lua de Mel vai ser na África”. Eu estava radiante! POR ACASO... COMPANHEIROS! Antes de fechar as passagens pra AS, conversei com o filho. Tá certo que era pra ser só eu e Gui, mas fiquei com remorso de deixá-lo pra trás em um destino tão diferente. As perguntas dele foram: vai estar frio lá? (Sim) Vamos acordar cedo todo dia? (Sim) Vai ter internet? (Não sempre)... “então mamãe, não quero ir não”. Confirmei se ele tinha certeza... que provavelmente íamos fazer safáris... e mesmo assim ele não quis. Quem leu meu último relato (CEARÁ, abril de 2018) viu que ele reclamou muito do frio do Japão em dezembro do ano passado (2017) e pediu pra ficar um tempo indo só pra onde fosse calor e tivesse água, rs! Ai essa adolescência... paciência! Mas aí temos um casal de amigos do peito... e desde o ano passado estávamos pentelhando eles pra viajarem conosco este ano! Eu tinha dito pra eles ano passado que se topassem ir pra Itália este ano nós desistiríamos do leste europeu... mas como eles iam se casar no início deste ano e estavam segurando grana, não toparam. Depois de comprar nossas passagens eu mandei “Tata... vamos pra África com a gente! Vai ser Lua de Mel de vcs tb... a gente precisa dirigir juntas na mão inglesa no meio da savana...” (obs. Nós duas somos biólogas!)... e depois de enrolar uns 2 dias, Thais e Ezequiel iam com a gente! Que feliz! PLANEJAMENTO O casal de amigos mora em Curitiba, então nos falávamos pelo whatsapp, pessoalmente quando dava e montamos uma pasta compartilhada no Drive. Foi a primeira vez que eu tive ajuda pra montar uma viagem, pois geralmente me encarrego de montar sozinha! Adorei! Decidimos que dividiríamos a viagem de 22 de agosto a 7 de setembro (17 dias) em 3 locais: Joburg (22 a 26 de agosto), Kruger (26 a 30 de agosto) e Capetown (30 de agosto a 7 de setembro). Queríamos muito fazer a rota jardins, mas achamos que ficaria corrido e ela ficou pra próxima! Com as datas decididas pudemos começar a pesquisar passagens internas, hospedagens, locomoção e etc. Documentação: passaporte, certificado internacional de vacinação contra febre amarela e seguro viagem Além do passaporte, é necessário o certificado internacional de vacinação contra febre amarela. Foi bem tranqüilo pegar, pelo site da ANVISA se preenche um pré-cadastro e na agência foi bem rapidinho pegar... cada cidade tem seu método. Embora não seja obrigatório, solicitamos seguro viagem do cartão de crédito (gratuito para platinum ou superiores). Não tenho coragem de viajar sem não, se seu cartão não oferece, procure comprar! Clima: inverno! Em agosto é inverno na AS, assim como no Brasil. É a melhor época para avistar baleias, mergulhar com tubarão e fazer safáris! E como a gente ama frio, achamos perfeito! Em Joburg pegamos dias ensolarados e noites frias, no Kruger idem, já em Capetown, o tempo muda a cada 5 minutos e faz vento com sol e chuva e frio e calor tudo ao mesmo tempo. Mais detalhes no relato da cidade. Deslocamentos internos: passagens aéreas internas e aluguel de carros Nossa passagem aérea foi multidestinos, chegamos por Joburg e saímos por Capetown, então tínhamos que decidir como ir de Joburg para o Kruger (26 de agosto), e como ir do Kruger para Capetown (30 de agosto). Depois de ler muita coisa e avaliar custos e liberdades, compramos passagem aérea pela empresa Mango (Lowcost da SAA) de Joburg para Capetown em 30 de agosto, e para o Kruger alugamos carro. Em Capetown tb alugamos carro pq não queríamos ficar dependendo de agências e queríamos andar muito pelos arredores! Então resumindo ficou assim: 22 de agosto – aéreo Brasil para Joburg 23-26 de agosto – a pé, de Uber e etc por Joburg 26-30 de agosto – de carro de Joburg para o Kruger 30 de agosto – de carro do Kruger para Joburg e aéreo para Capetown 30 de agosto a 7 de setembro – de carro em Capetown 7 de setembro – aéreo de volta pra casa. A passagem interna compramos direto pelo site da Mango (3200 rands para os 4, cerca de 200 reais por pessoa) e os carros alugamos na rentalcars. 110 dólares por 4 diárias em Joburg (Kia Rio automático na Bidvest Stnd – MUITO BOM) e 150 dólares por 8 diárias em Capetown (Ford Fiesta Ecoboost automático na Budget – MEIA BOCA). Sobre carros na AS: como alugamos os carros na rentalcars, site gringo, vem cobrado IOF. Diz que se alugar na rentacar, site nacional, não cobra, mas nem cheguei a ver. Outra coisa é que não coloquei nenhum adicional de seguro no site, e no balcão não odereceram nenhum outro seguro da empresa como de costume... e se vc tem um cartão platinum ou superior verifique se ele não oferece cobertura de seguro veicular. E por fim, preferimos gastar um pouco mais em carros automáticos pq ia ser a primeira vez que todos nós íamos dirigir na mão direita! Sobre a PID, há informações de que precisa e informações de que não precisa mas é bom ter. Pra não arriscar resolvemos fazer, até pq pretendemos usar de novo em breve. Mas não precisou. Devolvemos o primeiro carro muito sujo e com tanque pela metade, além de ter pedágios debitados... cobraram coisa de 50 dólares a mais no cartão. O segundo ainda não cobraram nada. Devolvemos limpo e com tanque cheio, e os pedágios foram pagos a parte. Mais detalhes sobre estradas, pedágios e direção na mão direita no relato de cada cidade. Hospedagens Muita pesquisa sobre melhores locais pra ficar depois, fechamos Joburg pelo Booking (hostel), no Kruger ficamos dentro do parque (detalhes no próximo tópico) e em Capetown pegamos uma casinha fofa pelo airbnb. Como sabíamos que a hospedagem dentro do Kruger ia ficar salgada, pegamos uma opção mega barata em Joburg, e deu tudo certo: Joburg: Westmoreland Lodge, quarto família (para 4) com banheiro privativo! 320 reais para 3 pernoites, que lindo! Cerca de 50 reais por casal por dia! Localização e internet ruim, mas por este preço valeu. Capetown: nossa casinha fofa, muito confortável e bem localizada, adoramos! Anfitrião super gente fina! Não foi baratinho, mas achamos um ótimo custo benefício! 2250 reais por 8 noites – 1125 reais por casal, o que dá uma média de 140 reais por casal por noite! https://www.airbnb.com.br/rooms/8403731 Gente, amo muito airbnb! Pra mim é como estar em casa, ter vizinhos, e ainda possibilita fazer algumas refeições em casa, ir ao mercado, e sentir mais o que é morar ali! Caso vc tenha vontade experimentar, faça o cadastro com o link abaixo que eu e vc ganhamos desconto na próxima hospedagem: www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3 Kruger National Park: hospedagem, games e self-drive Ai, que trabalho que deu esse Kruger. Tanto pras hospedagens quanto pras demais atividades! Mas antes, vamos introduzir o tema “Safari na África do Sul”! Informações gerais têm em milhões de blogs, não tivemos dificuldade em “nos situar”, mas fazer as escolhas é que pega! Existem muitas formas e locais para se fazer safáris na AS, vários parques privados e nacionais, vários tamanhos, vários preços. O Kruger National Park é o maior da AS, com uma estrutura gigante, e foi a nossa escolha. Mas tenha em mente que na região do Kruger tem várias reservas privadas que podem oferecer experiências mais “private”, como dirigir off-road pelas trilhas, safáris de luxo entre outros. Uma boa opção, me pareceu, pra quem não tem dias suficientes para se deslocar até o Kruger, que fica a umas 5-6h de Joburg de carro (tb tem opções de aeroportos próximos), é o Parque Pilanesberg, bem menor, mas bem mais próximo de Joburg. Tenho amigos que fizeram safáris guiados por lá e gostaram muito, só não sei se tem opção de self-drive. Se a sua viagem não inclui Joburg, próximo a Porto Elizabeth, pra quem vai fazer a rota jardins, tem o Addo Elephant Park que tb é muito bem recomendado! Opções é o que não falta! O site abaixo é o site oficial de todos os parques nacionais da AS, mas já adianto que é um pouco confuso! https://www.sanparks.org/ Mas, como já disse, escolhemos o Kruger! E escolhemos ficar dentro dele! Lemos muito sobre os tipos de acomodação, a localização dos camps, as regras do parque e tínhamos decidido alugar a opção “family cottage”, casinha para 4 pessoas, em 2 camps diferentes, um no sul e um próximo ao centro do parque! Só que quando fomos fechar as opções de campings escolhidos já estavam esgotadas 4 meses antes da viagem!! Apesar de imenso, muita coisa esgota rápido e com bastante antecedência, então não marque bobeira! Depois de reavaliar tudo pegamos 2 bangalôs para duas pessoas cada nos camps de Skukusa (sul) e Letaba (centro-norte). O preço ficou mais ou menos o mesmo da “family cottage”, mas quem disse que a gente conseguia reservar pelo site? Dava erro. Pedimos ajuda do suporte e já pedimos pra incluir todas as taxas de entrada e conservação aplicáveis, e no fim das contas deu cerca de 2000,00 reais por casal para 4 dias. Salgadinho né? Achei... mas enfim. Eles mandaram a “carta de reserva” e depois de mais alguns erros conseguimos pagar, mas foi cobrado duas vezes no cartão e tivemos que ligar lá no Parque (pelo skype!)... depois de alguma demora tudo resolvido! *Sobre as taxas: tem taxa de permanência diária, taxa de permanência do carro, taxa de tudo quanto é coisa, só de taxa foi mais de 1000 reais desse total de 4000 para todos! *Sobre os camps: tem vários, vc vai ter que entrar no site, olhar no mapa e ver as características de cada um. O parque é mais “movimentado” ao sul, e o Skukusa é o maior e melhor estruturado... se vc quiser algo mais exclusivo fuja dele. Ao norte tudo fica mais vazio, inclusive tem menos bicho dizem... então é avaliar o gosto de cada um. Quando se verifica a distância entre um camp e outro parece pouco, mas como a velocidade é limitada a 50km/h, 150km podem levar muitas horas. Além do que enquanto vc se desloca dentro do parque vc vai parando pra ver tudo né! Pra quem quer baratear um pouco, dá pra ficar fora do parque, há opções de hospedagem mais em conta. A parte ruim é que não se pode fazer as atividades que começam antes de abrirem e depois de fecharem os portões, limitando um pouco a experiência. *Sobre os games: independente de ficar dentro ou fora do parque, vc tem a opção de fazer os games guiados ou por conta. Nós, dentro do parque, resolvemos fazer dos dois. Com alguma dificuldade e novamente tendo que solicitar ajuda do suporte já que não conseguíamos fechar direto pelo site, decidimos por 4 games: night drive (dia 26/08), sunrise drive (dia 27/08), morning walking e sunset drive (ambos dia 29 de agosto). Tínhamos outras opções antes destas mas algumas atividades no Skukusa já estavam esgotadas faltando dois meses! Mais uma vez, atenção aos prazos! Vantagens dos games guiados: carros abertos, experiência dos guias, liberdade para fotografar, conhecimento. Desvantagem: preço, embora não sejam caros... os drives são cerca de 75 reais e o walking cerca de 125 por pessoa. Vantagens do self-drive: liberdade de ir onde quiser (desde que se mantenha nos locais pré-estabelecidos), frio na barriga, baixo custo. Desvantagens: vc não sabe onde estão os bichos, é bom seguir os carros guiados, e só pode andar das 6h da manhã as 18h. O relato de como foi a nossa experiência com os games guiados e os self-drives está no texto por cidade. O que comprar antes Verificamos que algumas coisas poderiam se esgotar antes da nossa chegada, mas não queríamos ficar amarrando tudo antes de ir! Dentre todas as atividades, destacam-se o passeio por Robben Island em Capetown e o mergulho com tubarão em Gansbaai. *Robben Island: é difícil comprar esta atividade pro próprio dia, mas é possível comprar pro dia seguinte, tanto presencialmente no V&A Waterfont, de onde saem os barcos, quanto pelo site. Não é necessário apresentar o voucher impresso. Deixamos pra comprar lá na véspera, deu xerto. *Mergulho com tubarão: pode arriscar reservar lá ou comprar antes. O preço por pessoa é cerca de 150 dólares, bem caro... mas em poucos lugares do mundo vc pode ter esta experiência. Fizemos uma super avaliação de empresas que oferecem o passeio e acabamos deixando pra fechar lá. Um casal fez, outro não, mais detalhes em Capetown. Internet Chip local comprado na chegada em Joburg com pacote de dados de 5GB (500 rands) roteado nos 4 celulares com foco em deslocamentos, mas usamos muito já que a internet do hostel era ruim. Em Capetown compramos mais 3GB (150 rands). E como nos separamos um dia acabamos comprando um outro chip com 1GB de internet, mais 150 rands. Total internet 800 rands, cerca de 200 reais, 100 reais por casal. Money... que é good nóis num have! Levamos 2000 dólares por casal e cartão de crédito para eventuais despesas extras. Para efeito de conversão, tome-se que 1 real = 3,50 rands (já descontados taxas e tarifas de conversões) Trocamos dinheiro duas vezes, uma no aeroporto de Joburg que cobrou taxas absurdas e uma em um shopping de Capetown que foi mais honesto. Como apertamos bastante o orçamento em Joburg, acabou sobrando 500 dólares de cada casal. No cartão foram pagos a subida da Table Montain que é carinha, as entradas da Robben Island que compramos pela internet na véspera, UBER em Joburg e a Tata e Eze pagaram parte do mergulho com os tubas! Arrumando malas Tínhamos franquia de 23k por passageiro na internacional pela Latam e 20k por passageiro na Mango, então não tivemos problemas com peso pq gostamos de viajar leves! Mas era inverno... levamos roupas de frio e impermeáveis. Para os safáris pedem roupas de cores neutras e é bom ter calçado impermeável pq pode molhar. Chegou a hora! Embarcamos em Londrina com destino a Guarulhos, onde encontraríamos nossos parceiros de viagem, e pontualmente às 17:55, horário de Brasília, decolamos em direção à mamaafrica! (FOTO 1) FOTO 1: os viajantes - eu, marido Gui e amigos Thais e Ezequiel! CONTINUA...
  7. Salve, pessoal! Segue um relato de uma viagem breve que eu e minha esposa fizemos ao Peru agora na primeira semana de setembro, aproveitando uns dias livres que conseguimos. Foi tudo decidido muito rápido, mas acho que funcionou bem, pois pegamos dicas de amigos que tinham ido e que nos ajudaram bastante a decidir o que fazer. Passagens Compramos as passagens no Submarino Viagens por pouco mais de R$ 1.500 por pessoa, com exatamente um mês de antecedência (compra em 1º de agosto, início da viagem em 1º de setembro). Em outros dias e horários conseguiríamos preços um pouco melhores - não parece ser impossível ir por R$ 1.300. Mas também pode sair mais caro (voltamos no sábado; se fosse domingo, passaria de R$ 1.700). Todas as pernas eram pela Latam, exceto a Lima-Cusco, que foi pela Peruvian. A compra não foi confirmada no cartão, e tive que ligar para o Submarino para confirmar. Não sei sei por erro, forma de compensação ou algo parecido, mas eles nos alocaram na classe executiva na ida. Experiência nova e muito positiva. Câmbio Como tínhamos dólares guardados e lemos muitos relatos de pessoas que falaram que não valia a pena levar real (valia mais fazer câmbio de dólar aqui e refazer lá), decidimos levar. Em média o câmbio fica entre 3,25 e 3,30 soles por dólar (exceção ao primeiro câmbio que fizemos, no aeroporto de Lima, para ter algum dinheiro para chegar à cidade. Lá foi muito pior, foi coisa de 3,05, talvez menos). Transporte Em Lima usamos transporte público (Metropolitano) quando fizemos um deslocamento maior. Barato, rápido e seguro. Do aeroporto para Lima fomos de táxi (40 soles). De Lima para o aeroporto, de van da Quick Llama (15 soles por pessoa). Em Cusco, contratamos transfer junto ao cara que nos vendeu os passeios para ir e voltar do aeroporto (15 soles cada perna). De resto, só andamos a pé ou nos veículos dos passeios. Hospedagens Em Lima ficamos no hotel Suítes Larco 656. em Miraflores. Excelente localização, ótimo café da manhã, quarto limpo e amplo, cama e banheiros muito bons. Nada a reclamar. Recomendo bastante. Pagamos R$ 394 para as duas diárias (preço final em reais, sem IOF, reservado pelo Hoteis.com). Quando chegamos a Cusco, ficamos no hotel Casona Quera. Também altamente recomendado. Pertíssimo da Praça de Armas. É um hotel simples (realmente é uma "casona"), mas limpo, com camas confortáveis, banheiro bastante ok, café da manhã bastante decente. Ainda ficamos em um quarto que tinha uma sacadinha, bem bacana. Pagamos R$ 257, também pelo Hoteis.com - mesmo esquema, sem IOF. Em Aguascalientes (Machu Picchu Pueblo) ficamos no Hostal Dalila. Como a cidade é simplesmente um dormitório, não colocaria nenhum problema nele. É extremamente simples e sem café da manhã. Porém, minha esposa achou sujo. Alguma coisa caiu debaixo da cama e estava cheio de poeira quando ela foi pegar. Além disso ela ficou com a impressão de que os lençóis não estavam muito limpos. Não recomendo, portanto. Pagamos US$ 20 (em dinheiro vivo na chegada). Reservamos pelo Booking.com. Voltando a Cusco, ficamos no Hatun Quilla, pois quando reservamos o Quera estava muito caro para estes dias. Também recomendo bastante. Mais um lugar simples e honesto, com cama ótima, banheiro decente. Perto da Praça de Armas, também. O quarto era bem amplo, com decoração simpática. O único porém é o café da manhã, que é bem mais ou menos: só pão, manteiga, geleia, café, chá e suco (refresco). Nem uma frutinha pra contar história. Reservamos pelo Booking e pagamos no próprio hotel (US$ 59, pagamos com cartão de crédito). Passeios em Cusco Muita gente falou para não contratarmos os passeios no Brasil, e sim pesquisarmos por lá, já que há dezenas de agências. Preferimos adiantar, já que tinha boas referências de preços, e não me arrependi. Ganhamos um bom tempo e tenho certeza de termos pagado preços justos. Se não foram os mais baratos, foi bem perto disso. Fechamos tudo com a Mapis Explorer, empresa do Ronald. Ele é extremamente atencioso e atende por Whatsapp: +51 976 919 696. Nos posts relativos a cada dia escrevo os preços de cada passeio. (Todas as fotos deste post foram tiradas com meu celular, um iPhone 5S. Portanto, são fotos ruins, mas é só pra dar uma ideia)
  8. Salve Galera! Dessa vez fomos fazer o comentado Poço das Esmeraldas... Aproveitamos a folga do feriado para fazermos esse confere! No sábado partimos cedo saindo da Vila de São Jorge para a fazenda Volta da Serra, quem vai da Vila para Alto paraíso cerca de 7 KM depois da entrada do Vale da Lua, existe uma Placa meio discreta com as informações! Entre nessa estrada de chão e percorra cerca de 7km a 8 km de carro... até chegar na entrada da fazenda, alí poderá estacionar ( um gramado show de bola) e a sua direita verá um parte para atendimento ao público e pagamento da taxa de entrada. Pagamos 25$ por pessoa e o atendente faz algumas orientações bem como lhe coloca uma fita no pulso para controle! Após segue de carro passando pela segunda porteira mantendo um caminho de mais uns 2km até chegar em um "estacionamento" ali começa a Trilha! SÁBADO POÇO DAS ESMERALDAS Antes é bom lembrar de levar água... caso tentem fazer o trajeto completo!!! São 3 Cachoeiras sendo uma de menor queda que resolvemos não ir pois logo no início de nossa trilha encontramos com um senhor que fazia o trajeto de volta e nos informou que a mesma estava sem queda d'agua, talvez pelo período de seca que estamos...resolvemos não ir! Partimos então para o Poço das esmeraldas que daquele ponto ( já tínhamos andando um bom pedaço em parte plana - a outra questão é que a maior parte do trajeto é descampado leve proteção para o sol) pela placa constava de mais 1.200 pela placa de orientação! Trajeto tranquilo... como partimos cedo 7:40 chegamos cedo no Poço e encontramos somente 3 pessoas .... ali ficamos um bom tempo! Aproveitamos para fazer algumas fotos legais e tomar nosso banho... optamos sempre por valorizar o local de forma tranquila, essa foi nossa sorte! As 12h o local estava lotado e sem a calmaria da natureza... seguimos então para a última... CACHOEIRA DO CORDOVIL Quase tiramos no par ou ímpar! Resolvemos seguir em frente... ( dica - em época de secar não vale a pena ir até essa última queda, pois o fio de água é pequeno e o local não favorece bem para ficar com muitas pessoas por haver muitas pedras e sem muitas sombras) Isso nos cansou um pouco a mais... ficamos pouco tempo e seguimos voltando, saímos mais ou menos por volta das 15h sol rachando... O caminho apesar de ser tranquilo, nesse último trecho para o Cordovil é um tanto atencioso por ter muitas pedras ( pedras de cachoeiras pois o caminho o leito do córrego de agua quando se esta cheio... ) como estava seco, fizemos o trajeto de boa.. meio com algumas subidas e descidas em alguns trechos... DOMINGO CACHOEIRA DOS CRISTAIS No domingo resolvemos não voltar cedo e fazer a Cachoeira do Label como era nosso plano inicial, por conta da seca e de algumas quedas sem agua... preferimos não arriscar... Saímos cedo novamente e partimos para a Cachoeira dos Cristais, saimos da Vila de São Jorge e fomos no sentido Cavalcante... a entrada fica cerca de 8 KM depois de Alto Paraíso, bem notável na estrada...entra-se mais uns 4 km de estrada de chão até a portaria... Confesso que fiquei muito surpreso com a estrutura do local, muito legal mesmo! O espaço conta com restaurante, banheiros e um espaço bem amplo com lojinha e etc... Passando dessa parte inicial começamos a trilha que começa com um poço pequeno e muito bom de banho... Ah a cachoeira dos cristais não é uma única cachoeira como imaginamos encontrar... e sim um complexo de várias quedas pequenas... que ao longo da trilha vamos observando e parando até chegar na última! Findamos nossa trip após almoçar no local onde servem um buffet por Kg e aceita cartão! Recomendo1 Terminamos após esse almoço pegando a estrada e voltando para Brasília! Até próxima e boa trilha!
  9. Travessia Chapada Diamantina Extreme (10 Dias, 176 km) (Ibicoara x Lençóis) Sul x Norte 01 a 11 Setembro 2018 Integrantes *Formiga (Guia) https://www.facebook.com/formigueiro.formiga *Pedrão do Brasil (Idealizador do Trekking) *Luciano *Karla Saída de Vitoria no dia 30 de Agosto de 2018. Chega em Lençóis as 14:20 hs. Ida para o Beco Hostel. (www.obecohostel.com.br) Dia 31 ida para Ibicoara. Saímos de Lençóis cedo e fomos para Ibicoara, local onde o trekking iniciou. Nos Hospedamos no Refúgio da Família X no Campo Redondo. Dia 01 de Setembro ida a Cachoeira do Buracão. Liga ímpar e a melhor e mais bonita cachoeira da Chapada Diamantina. Inicio 10:00 hs Término 16:00 hs Ida e volta 7 km. Dia 02 Setembro. início da travessia extreme. Ida ao Baixão, onde se iniciou o Trekking, fizemos Cachoeira da Fumacinha por baixo Chegada ao entroncamento as 12:00 hs. Fumacinha as 13:00 hs. Acampamento entroncamento, Próximo a fenda as 16:00 hs. Inicio 09:30 Termino as 16:00. 12 km Dia 03 Setembro Saída do entroncamento (canyon da Fumacinha.) As 07:30 hs. Subida da fenda. Trilha da Fumacinha por cima.. Trilha da toca do vaqueiro. Trilha do Gerais do Macho Bomba. Pernoite na trilha. (Cela de descida para o Rio Mucugê) Inicio 09:00 hs Termino as 17 hs. 24 km Dia 04 Setembro Saída da cela as 08 hs. Descendo até o Rio Mucugê, passando pela Matinha. Parada na Cachoeira da Matinha .Logo seguimos para Mucugê. Chegando por volta das 17:30 hs. Pernoitamos no (www.hostelmucuge.com.br) Inicio 08:30 hs Término 17:30 hs 22 km Dia 05 Setembro. Saída as 09:30 hs. Pegando trilha para o encontro dos Rios Mucuge e paraguassu, passando pela AABB. Logo em seguida paramos na lapa do caboclo. Logo e seguimos para cachoeira do tomba cachorro. Local de nosso pernoite. Inicio 09:30 hs Término 17:00 hs. 21 km Dia 06 Setembro Saída da cachoeira Tomba Cachorro as 09:00 hs. Chegada no cachoeirao por cima as 12:00 hs. Chegada na igrejinha a tarde, triha irada e com subida bem suave, pois a trilha do Gerais do Rio Preto é muito boa. Inicio 09:00 hs Término 17:30 hs 20 KM Dia 07 Setembro Fomos a Cachoeira do Funis já no Vale do Paty. Afinal a trip merece um bom descanso com Banho. Inicio 10:00 hs Término 15:00 hs e um merecido descanso. 10 KM. Dia 08 Setembro Saída igrejinha as 08:30 h. Subida rampa. Gerais Rio Preto . Descida ladeira quebra bunda. Rancho. Gerais Vieira. Córrego das galinhas.. Bomba. Capão Inicio 08:00 hs Término 19:30 hs 28 km Dia 09 Setembro. Capão Dia de descanso Dia 10 Setembro. Capão Subida fumaça. Águas claras Poney Inicio 09:00 hs Termino as 16 hs 16 km Dia 11 Setembro Poney Trilha lençóis x pai Inácio Gruta do lapão (Passando por dentro dela) Lençóis 16 km 176 KM Hard 20180910_123055.mp4 20180911_085808.mp4
  10. Escrevo este texto para falar de um lugar que me surpreendeu de uma forma muito positiva e que muitos brasileiros não dão bola, mas que deveriam colocar em sua lista de próximos destinos: o Paraguai, mais especificamente a capital Assunção. Assunção é a capital mais tranquila que já conheci. O trânsito não é caótico, há muitas praças e áreas verdes e as pessoas são extremamente simpáticas e prontas pra ajudar. Tem preços bons e comidas que vão agradar o nosso paladar, já que os temperos não são muito diferentes dos que usamos normalmente. Fiquei no El Hostal del Centro, que na verdade é uma casa super confortável com três quartos compartilhados e café da manhã incluído. Como são poucos quartos, a casa nunca fica cheia e, consequentemente, não rola aquela bagunça que às vezes enche o saco em hostel. O hostel está no Centro, perto de tudo. Tem supermercado, shopping, restaurantes, bares, cassino 24 horas (sim, no Paraguai eles são liberados) e mais uma porção de coisas. A zona é bastante segura. Por várias vezes caminhei de madrugada e não tive problema algum. O Centro, aliás, é a melhor zona para os turistas, já que os principais pontos estão localizados ali. E por falar nisso, um bom passeio pela capital pode começar pela Costanera, que é uma espécie de calçadão à beira do Rio Paraguai. Tem um clima de praia, onde as pessoas vão caminhar, andar de bicicleta (há algumas barracas onde se aluga), correr ou somente ver o pôr do sol no fim de tarde, sentadas em um dos muitos bancos que existem ao redor e desfrutando do Wi-fi liberado. Também dá pra passar pelo Palácio de Governo e fazer algumas fotos, mas só do lado de fora, já que as visitas não são permitidas. Por ali também estão a Manzana de La Rivera, um conjunto de 9 casas antigas restauradas e transformadas em museu; La Recova, uma feira que funciona de segunda a sábado, onde se pode comprar artesanatos e lembranças do Paraguai; a Iglesia de La Encarnación, o Museu da Memória, o Santuário de Auxiliadora e a Loma San Gerônimo, um bairro muito interessante que possui bares temáticos, entre eles um que fica num mirante com uma bela vista. Outro ponto obrigatório é a Calle Palma, a principal avenida do Centro. Em primeiro lugar, porque é o lugar mais apropriado pra trocar moeda em Assunção. Tem várias casas de câmbio e também cambistas que ficam na rua oferecendo seus serviços. As casas mostram a cotação do dia em painéis, por isso, é bom dar uma caminhada para ver os valores e trocar onde for mais vantajoso. Em segundo lugar, porque à noite, a rua se transforma no point da região central. Tem festa na rua, restaurantes e bares bem legais. Recomendo o Arsenal e o Poniente, que são descolados, com música boa, clima legal e cerveja gelada. Há também dois restaurantes que os turistas fazem questão de visitar: o Lido e o Bolsi, que está localizado na Calle Estrella (paralela à Palma) e é o único que funciona 24 horas. Nesses bares, se encontra a típica comida paraguaia, como a chipa, a chipaguazú, a sopa paraguaia e as deliciosas empanadas. COMPRAS Aquela fama de exportador de produtos duvidosos ficou pra trás. A realidade é que, em Assunção, dá pra fazer boas compras a bons preços. Dá pra comer bem pagando pouco, principalmente quando comparamos com os preços de Montevidéu, Buenos Aires ou Santiago. E um dos lugares mais legais na capital é justamente o Mercado 4, que é uma espécie de mercadão que começa na avenida Peru e se estende por mais de um quarteirão, também na região central. Lá dá pra comprar de tudo e com preços ainda mais legais do que no resto da cidade. Vale ir com tempo para percorrer todo o mercado, já que sempre tem um beco em que você entra e acaba dando de cara com um mundo de opções. AREGUÁ Estando em Areguá, a primeira coisa a se fazer é comer morango. Sim, a cidade é considerada a capital dos morangos e a fama não é a toa. As frutas são deliciosas: doces, suculentas, grandes. E todos os dias, nas ruas, há barracas que vendem diversos doces feitos com a fruta: como bolos, tortas, empanadas, sucos e mousses. Também dá pra comprar artesanatos produzidos ali. Uma ótima oportunidade pra levar lembranças da viagem. Se tiver tempo, recomenda-se visitar as cidades de San Bernardino e Ypacaraí. Não consegui ir, mas disseram que é muito bacana. Bem, é isso. Posso dizer que o Paraguai foi uma das mais gratas surpresas que tive em viagens. Por isso, fiz questão de escrever este relato (minha primeira contribuição aqui) e dizer que se você quer uma viagem boa, bonita e barata, Assunção deve ser o seu próximo destino. Abraços!
  11. Salve salve mochileiros! Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha azul seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico! A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado. Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos. Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs. Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90 - Metrô e Trem R$4,00 Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/ Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp ✌️
  12. FlavioToc

    Os incríveis Lençóis Maranhenses

    Eu tinha muita vontade de conhecer os Lençóis Maranhenses desde muitos anos. Havia visto em um Globo Repórter. Hoje sei, que na época nem havia estradas para chegar lá, muito menos estrutura com pousadas e restaurantes. Então até algum tempo temia por ser um destino de muito perrengue. Não foi, pelo contrário, tudo estava perfeito. Viajamos minha esposa e eu. Voltamos muito cansados porque tem muita atividade em todos os dias, mas extremamente felizes por termos ido e visto este destino único. Em Barreirinhas que é a principal ponto de partida para os passeios, atualmente tem uma boa estrutura de pousadas e para alimentação, com razoável custo-benefício. Outro ponto é Santo Amaro que fica mais perto das dunas. Nós escolhemos começar por Barreirinhas, depois Atins e por fim Santo Amaro. Realizamos esta viagem na primeira semana de julho de 2018. Chegamos a Barreirinhas vindo do Tocantins, porém o Google Maps e o Here conduziram-nos pelo caminho mais curto que foi pela BR 135 que vai por Vargem Grande, Urbano Santos e chegaria a Barreirinhas. Só que em Urbano Santos descobrimos que os últimos 100 Km não tinha asfalto e só passaria se fosse um 4x4. Então tivemos que retornar mais de 300 km e ir em direção a São Luís, passando por Itapecuru Mirim, Rosário seguindo até Barreirinhas. Quem vai de carro de São Luís não terá este problema. – Chegada pousada Toca dos Aventureiros em Barreirinhas a noite. 1º dia Barreirinhas -Sobrevôo nos lençóis, 7:00 da manhã. Empresa Voar. R$ 350,00 é melhor deixar reservado pela internet. http://voarfotografiaaerea.com.br/ Nos buscaram e deixaram na pousada. -9:00h – circuito Lagoa Azul. R$ 80,00 -À tarde circuito Lagoa Bonita R$ 80,00 Pernoite em Barreirinhas Toca dos Aventureiros 2º dia -Deixar o hotel em Barreirinhas -8:00 - Passeio do rio Preguiças. R$ 80,00. Almoço em Caburé Combinar com a pousada em Atins de nos buscar no porto. - Em Atins – No final da tarde 16:00h ver revoada dos guarás e os plânctons luminescentes. R$ 40,00. Não recomendo. Era um barquinho inseguro e navegar lá nos escuro na volta é perigoso. Os guarás passam voando muito alto e quase não se vê a cor. E os plânctons, desistimos porque estavamos muito cansados para esperar e inseguros com o retorno à noite naquele barco. Pernoite em Atins Pousada Flamboyant 3º dia -Manhã: Lagoa Tropical e Lagoa da Água Azul – R$ 80 -Tarde: Lagoa da Capivara e das Sete Mulheres – R$ 70,00 (era a o programa, mas teve o jogo da seleção, aquele que perdemos e fomos desclassificados, então, nem passeio nem jogo). Pernoite em Atins Pousada Flamboyant 4º dia -Deixar o hotel em Atins Pela manhã: -Retornar para Barreirinhas às 5:00h da manhã (Toyota Bandeirantes) -Ir para Santo Amaro. No meu caso fui de carro. Se não tem que procurar um transporte. À tarde: Lagoa das Andorinhas e Gaivotas. R$ 60,00 Pernoite em Santo Amaro Pousada Paraíso 5º dia -Manhã: Caminhada pelas Lagoas Emendadas -Tarde: Lagoas América 1 e 2 Pernoite em Santo Amaro Pousada Paraíso 6º dia -Dia inteiro: -Lagoa das Gaivotas e Betânia. R$ 80,00 Pernoite em Santo Amaro Pousada Paraíso 7º dia – Viagem de retorno Deixar a pousada em Santo Amaro Dicas -Não pense que é tudo igual. Que vendo uma ou duas lagoas basta. São milhares de lagoas de vários tamanhos e cores. Você não vai se cansar de querer ver mais e no fim, é sua escolha pessoal a mais bonita ou com a cor da água mais surreal. -As lagoas estão em seu nível máximo nos meses de junho, julho e agosto. E o tempo é bom. -Os preços acima são por pessoa. -Leve dinheiro em espécie para pagar os passeios e algumas refeições. -Se for ficar menos dias (até uns três), sugiro Santo Amaro que é bem próximo das dunas e lagoas. -Reservamos as pousadas pelo Booking e deixamos os passeios reservados com antecedência via tudo via Whats App. É mais garantido reservar porque podem não ter pessoas para o passeio ou não haver vagas. -Programe seus passeios. Porque se não fizer em um turno não há nada para fazer nas cidades. Bem, em Santo Amaro tem um rio para banho e Atins dá para fazer uma caminhada na beira mar que está cheio de placas para não nadar que é perigoso. -Em Santo Amaro: O asfalto está chegando até a cidade estava faltando apenas 1 km e a ponte para atravessar o rio. Então tem que deixar o carro em um estacionamento pouco antes da cidade e combinar o traslado. Valor R$ 10 por pessoa. Deixei no do sr. Calmito. -Os restaurantes encerram os pedidos as 21:00 horas, então tem que ir jantar cedo. As 22:00 já estão recolhendo tudo. -Almoço no restaurante Sol de Amaro. A pizza deles é tipo hóstia, muito fina, que eu não gosto. -Jantar Pousada Cajueiro -Sorvete da Dona Marineide. Em frente ao restaurante Sol de Amaro. -Em Barreirinhas: Os passeios costumam durar meio dia, logo você pode fazer dois por dia, mas é melhor deixar programado no hotel. -Não deixe de fazer o sobrevoo. É uma experiência fantástica. -Em Atins: Combinar com a pousada de buscar no “porto”, no final do passeio do rio Preguiças. -Para regressar à Barreirinhas seu Arquimedes faz o trajeto de barco (voadeira) entre Atins e Barreirinhas (exceto sábados). Veja com a pousada os dias que ele faz. Eu fiz de Toyota Bandeirantes leva 3 horas com muito solavanco e desconforto, mas vale a experiência. Uma aventura. Adoramos esta viagem que superou muito as nossas expectativas. As pessoas nas pousadas são muito atenciosas e agilizaram para fazer os programas. É só deixar com eles a responsabilidade, que é tudo muito organizado, funciona bem mesmo. Em Santo Amaro os passeios são através de uma cooperativa que é de um funcionamento perfeito. Em Barreirinhas são empresas e tudo funciona maravilhosamente, com valores padronizados. Pretendemos retornar e fazer a travessia dos Lençóis Maranhenses que é uma caminhada de 3 dias partindo de Atins e chegando em Santo Amaro. Dormindo nos povoados no meio do parque. Este passeio tem de ser feito com um guia.
  13. Dionathan Biazus

    Camapuã/Tucum

    Saudações mochileiros aventureiros!! É com uma enorme satisfação que volto aqui para relatar mais uma vivência feita com sucesso!! A expedição começou no dia 31/08/2018, saímos de Chapecó-SC por volta das 4:30h, nessa aventura embarcaram também a nossa querida amiga Silvia e meu maior incentivador do Highline, Felipe, tivemos uma viagem super tranquila até Curitiba-PR, chegamos aproximadamente 11:00h e fomos direto para a loja Alta Montanha retirar alguns equips que havíamos comprando pela internet. Nossa guia turística Silvia nos levou conhecer o restaurante Semente de Girassol, que produz produtos Veganos de qualidade e com preços menores ou iguais aos de origem animal. Foi onde conhecemos o cara mais sagaz de Curita, o Paulo, vulgo: nhoba.dolage kkkkk... O restaurante servia uma comida deliciosa!!! Passamos a tarde conhecendo alguns ginásios de escaladas e lojas de esportes da city, final da tarde curtimos um por do sol no parque Barigui junto com as capivaras, que não se incomodavam com nossa presença, e que fim de tarde pessoal!! A noite fomos jantar na feirinha gastronômica na praça da Ucrânia, evento que acontece toda Sexta-feira. Nos alojamos na casa da irmã da Silvia e descansamos até o dia seguinte. Finalmente chegou o tão esperado dia 01/10/2018, saímos um pouco depois do horário que havíamos planejado, mas isso era só um detalhe, estávamos mto felizes e empolgados!! Chegamos na fazenda Bolinha e o pessoal nos recebeu muito bem, fizemos nosso cadastro, conferimos os equipamentos, nos alongamos e enfim, BOTA NA TRILHA!!! A trilha começa logo depois de uma porteira, passamos por dois riachos e em seguida a nossa fiel companheira Silvia que já não vinha de uns dias bons, pois estava se recuperando de uma virose, não se sentiu muito bem e decidiu não continuar a trilha, conversamos e achamos melhor ela voltar para a base, pegar o carro e voltar para Curitiba. Seguimos a expedição e o Felipe, depois de quase duas horas de caminhada saímos da mata e paramos para almoçar um delicioso miojão com beterraba e cenoura, feito pelo nosso chef gourmet Felipe. Recuperamos um pouco da energia, descansamos uns minutos e seguimos a jornada subindo a montanha sem ver direito pois havia bastante neblina e nuvens que nos impossibilitava de ver o horizonte, durante a subida cruzávamos pelas pessoas descendo com um ar de felicidade estampado no rosto, falavam para nós continuar que não faltava muito. Passamos por pessoas de diversas idades, crianças, adultos e até um pessoal de mais idade, cada um no seu ritmo, isso só nos dava mais motivo pra continua... Enfim chegamos ao cume do Camapuã, primeira montanha conquistada!! Que coisa mais linda, as nuvens já começavam a se dispersar, liberando o horizonte para os nossos olhos contemplar tamanha beleza criada pela natureza!! Trocamos algumas ideias, apreciamos a paisagem, tiramos algumas fotos e continuamos a jornada, pois o objetivo era de chegar a montanha Tucum pernoitar lá e voltar no outro dia. Entre o Camapuã e Tucum tem uma bica de água, o ultimo ponto para reabastecer, foi o que fizemos, reabastecemos nossos litros e continuamos subindo a montanha, depois de mais uma hora subindo....Pico tucum conquistado!!! As nuvens tinham tapado tudo novamente, não dava pra enxergar nada em volta, procuramos um lugar bom para acampar, largamos nossas cargueiras e sentamos ali mesmo. É difícil explicar esse sentimento, apenas consigo sentir e ser grato por estar ali vivendo aquele momento, para muitas pessoas isso pode parecer bobagem, ter que levantar cedo, fazer o sacrifício de sair da cama quentinha, carregar uma mochila pesada cheia de equipamentos durante 5 horas ou mais, enfrentando alguns perrengues durante as trilhas, mas eu não ligo pra isso, é assim que eu me sinto realmente vivo, cada pessoa faz a sua escolha, independente de qual seja, você precisa respeita-la a cima de tudo!! Acredito nos meus princípios e me entrego ao ser que habita em mim. Depois de um tempo refletindo no que estava acontecendo, começamos a montar nosso acampamento, levamos não mais de uma hora para deixar tudo em ordem, assim que terminamos de montar tudo o tempo começou a limpar e começamos a enxergar tudo ao nosso redor, entre varias montanhas que nos cercava o Majestoso e Imponente Pico Paraná se destacava a nossa frente. Se sentir pequeno diante de tudo aquilo é o sentimento mais comum, fizemos um café, comemos bem, assinamos o caderno de registros e fomos curtir o por do sol. Assim que escureceu a temperatura caiu bastante, entramos na barraca fizemos aquela famosa tapioca de salame e queijo, em seguida de banana, uva passa e ameixa seca, ow coisa boa!!! Comemos super bem e acabamos dormindo até a hora em que eu acordei com um barulho de chuva, pulamos pra fora pra puxar a lona sobre a barraca e nos entocamos de novo. Quando parou a chuva, começou o vento, e que VENTO, muuuito ventoo!!! Passamos alguns apuros pois parecia que a barraca iria sair voando, fizemos uns ajustes que deu certo, e conseguimos dormir novamente... Assim que começou amanhecer já conseguíamos ver uma claridade no horizonte, estávamos com sono mas queríamos aproveitar os momentos, não me contive e tive que sair da barraca para contemplar o amanhecer... Fizemos um café e apreciamos o nascer do sol na montanha. O tempo parece que voa quando estamos em um lugar desses, já era quase hora de voltarmos, aplicamos uns movimentos de Yoga, agradecemos o dia que estava se iniciando, arrumamos nossos equipamentos e por fim nos despedimos desse lugar incrível, eu achei a volta mais tranquila, passo a passo refletindo tudo o que tinha acontecido e o que ainda estava acontecendo, chegamos a base e econtramos nossos queridos amigos, Paulo e Silvia nos esperando com um sorriso de orelha a orelha, e nos mais ainda por estar concluindo a missão salvos. Comemos alguns pasteis deliciosos que o pessoal da base preparava, recuperamos as energias mas não imaginávamos que da li iriamos direto para a base da estação Marumbi, o Paulo deu essa ideia eu quase que não acreditei na hora, mas topei logo de cara!! Fomos pela estrada da Graciosa na serra do Mar, lugar bastante lindo mas com uma história bem sofrida por trás... Depois de fazer um rali de 4x4 até chegar base da estação Marumbi, que até então só tinha visto em imagens e livros, foi como se eu entrasse na história, um sentimento único, encontramos um pessoal da escalada, conversamos um pouco, e fomos conhecer um riacho ali perto, o Paulo já chegou tirando a roupa e dando um mergulho naquela água gelada, o cara é sagaz mesmo!!! kkkkkk. Conhecemos o Bruno que faz parte do COSMO, grupo de resgate em montanha, o cara nos deu uma aula, explicou como funciona a equipe técnica e também alguns fundamentos... Ele acabou voltando com nós e trocando altas ideia sobre tudo, o mlk era meio esquisitão mas cheio de conhecimento e com muita experiencia na bagagem, chegamos em Curitiba na casa do Paulo, comemos uma deliciosa pizza como se não houvesse o amanhã. Tomei um banhão, e ficamos conversando quando vimos já era meia noite, hora de de descansar para viajar, no dia seguinte levantamos era umas 5:00h nos despedimos do nosso mestre nhobadolage e voltamos para o Oeste com mais uma missão completada cheio de histórias pra contar e com o coração transbordando de felicidade!!! Gratidão meu Deus por mais uma vez por poder vivenciar!!! Vida longa Mochileiros e até breve!!! _/\_ The mountains are calling!!
  14. Conhecida como uma das travessias mais bonitas do país, a travessia Petrópolis x Teresópolis é feita dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e conta com aproximadamente 30 quilômetros de trilha, que podem ser feitos em um, dois ou três dias, além de diversos desvios. Antes de mais nada, é preciso comprar os ingressos no site do Parnaso e, se for fazer a trilha em mais de um dia, pagar pela sua estadia, que pode ser em camas beliche ou bivaque dentro do abrigo, ou no camping. Vale lembrar que em feriados, principalmente no inverno, a travessia fica bem cheia e os abrigos esgotam rápido. Nós demos sorte e pegamos uma desistência, conseguindo fazer no feriado de 7 de Setembro. Para quem fica no abrigo, é disponibilizado panelas, utensílios de cozinha, fogão e banheiro com (pasmem!) água quentinha. Já para quem fica no camping, você também vai poder usar o banheiro para tomar banho, além de outro banheiro do lado de fora do abrigo e um ponto de água, onde dá para encher as garrafas e lavar as panelinhas e utensílios que você levar. No total, pagamos R$ 102,00 cada um, incluindo o valor da travessia (R$ 26 da trilha e R$ 26 de adicional de fim de semana), duas noites de camping (R$ 10 cada uma) e dois banhos (R$ 15 cada um). O próprio site do parque oferece informações oficiais sobre a travessia, sempre vale dar uma olhada. DIA 1 – Petrópolis x Castelos do Açu Distância: 8 km Tempo: 7 horas Ganho de altitude: 1.145 metros Saímos do Centro de Petrópolis um pouco antes das 8:00 e chamamos um Uber para adiantar um pouco as coisas. Para quem quiser ir de ônibus, primeiro você vai ter que pegar um para o Terminal de Correias e depois outro para um pouco antes da portaria do parque. Pagamos R$ 36,00 até lá. Chegamos na portaria, assinamos o termo de responsabilidade, enchemos as garrafas de água e começamos a subir às 9:20. O primeiro ponto depois da portaria é o Poço do Presidente e a Cachoeira Véu da Noiva. Como saímos um pouco tarde da portaria, fomos só até o primeiro ponto, enchemos as garrafas, comemos uma barrinha de cereal e seguimos. A subida até aqui ainda não é tão íngreme, mas depois do poço comecei a sentir as pernas avisarem que a declividade tinha aumentado (e eu achando que estava bem preparada). Chegamos na Pedra do Queijo às 11:30 e paramos para beber água, comer e subir na pedra para ver o visual. Pedra do Queijo Pedra do Queijo Visual de cima da Pedra do Queijo De lá, partimos para o Ajax, onde chegamos às 13:15. Essa, para mim, foi a subida mais puxada, até mais que a Isabeloca que vem depois e dizem ser a parte mais difícil do primeiro dia. Acho que o bastão de caminhada fez a diferença, já que subi essa parte sem ele, mas usei na Isabeloca. O Ajax é o próximo ponto de água depois do poço e o último antes do abrigo, além de ser também onde o pessoal costuma parar um pouco mais para almoçar (ou comer alguma coisa com mais sustância). Atenção para os períodos de seca, já que é comum o Ajax secar. Nós pegamos o ponto com pouca água, mas ainda deu para encher as garrafas. Até esse ponto, já havíamos caminhado por volta de 5 quilômetros, com mais 3 pela frente até o abrigo dos Castelos do Açu. Parada no Ajax De cara para aquele paredão que era a Isabeloca, saímos do Ajax às 13:55 e começamos a última subida do dia. Conseguíamos ver as pessoas lá em cima, com suas mochilas coloridas, já quase chegando ao topo. Depois de muito anda e para, chegamos lá em cima às 15:15 e paramos na próxima plaquinha para tirar um pouco as cargueiras, beber água, comer e tirar umas fotos. De lá, conseguíamos ver uma formação rochosa bem ao longe que parecia ser os Castelos do Açu, e que ainda estava distante para caramba. Subindo a Isabeloca Topo da Isabeloca Colocamos as cargueiras de volta e voltamos a seguir a trilha quando, de repente, os Castelos do Açu (agora de verdade) surgiram à nossa frente, imponentes e tão mais perto do que a gente imaginava. Ali a emoção bate de leve e você começa a fazer o balanço do que foi o primeiro dia. E se a emoção dali não bastasse, andando mais um pouquinho surgem o abrigo e a Serra dos Órgãos, que se faz ver pela primeira vez, com o Dedo de Deus em riste. Chegamos ao abrigo às 16:30, depois de aproximadamente 7 horas de caminhada. Depois de dar nossos nomes, o cara do abrigo informou que o camping poderia estar lotado e, se esse fosse o caso, poderíamos armar a barraca no próprio castelo (o que eu acho que já foi permitido um dia, mas hoje é proibido em dias normais). Subindo de volta para os castelos, encontramos um ponto perfeito, logo abaixo de outro casal que havia armado a barraca um pouco acima. Chegando nos Castelos do Açu Abrigo do Açu e a pontinha do Dedo de Deus Pôr do sol dos Castelos do Açu Barraca armada, seguimos de volta para o abrigo para um banho mais que merecido. Os banhos são de 5 minutos contados no relógio pelo responsável do abrigo, que fica do lado de fora do banheiro controlando o pessoal e batendo na porta quando o tempo acaba. Com um pouco de desorganização, conseguimos tomar banho (que no fim deu um tilt na água quente e o pobre do Marcello terminou na água congelante) e voltamos para a barraca para fazer o jantar, que seria um arroz Tio João com calabresa para ele e com tofu para mim. Alimentados, fomos aproveitar um pouco da vista dos castelos, de onde dá para ver toda a cidade do Rio de Janeiro e suas luzes cintilantes, e depois fomos dormir. DIA 2 – Castelos do Açu x Sino Distância: 7,5 km Tempo: 8 horas Tendo acordado um pouco de noite, uma das vezes com frio, acordei de vez por volta das 5:30 e comecei a ouvir as vozes murmuradas do pessoal que acordou para ver o sol nascer. Juntei todas as forças que eu tinha para encarar aquela friaca e saí da barraca. Mas caraca, como valeu a pena. O céu laranja começava a iluminar a Serra dos Órgãos à esquerda e a Baía de Guanabara à direita. Subi na pedra com a câmera preparada e os primeiros raios de sol começaram a sair de trás das nuvens. Acho que foi o momento mais mágico de toda a travessia (com direito à musiquinha do Rei Leão, cantada pelo casal da outra barraca). Os primeiros raios de sol iluminam a Serra dos Órgãos Nascer do sol dos Castelos do Açu A Serra dos Órgãos e a nossa barraca Abrigo visto de cima dos Castelos Com o sol já mais alto, tomamos café, desmontamos a barraca e seguimos para o abrigo, onde terminamos de nos preparar para o segundo dia. Saímos de lá às 9:00 (bem tarde!) e logo de cara vimos a primeira descida e subida do dia, que seria o Morro do Marco. Com pedras que formam uma escadinha, às vezes com degraus altos que vão precisar da ajuda das mãos, chegamos ao primeiro ponto às 9:30 depois de um quilômetro, onde só tiramos algumas fotos e seguimos em frente. De lá, já conseguíamos ver o próximo vale, bem mais profundo que o anterior, onde encontraríamos o primeiro ponto de água do dia. Saindo do Abrigo do Açu Visão do Morro do Marco com os totens que guiam o caminho Chegamos no ponto de água às 10:10, onde encontramos um grupo sentado descansando e comendo alguma coisa. Enchemos nossas garrafas, comemos umas castanhas e seguimos com a subida em mata fechada e bem íngreme, com raízes servindo de degraus. Nossa próxima parada era o Morro da Luva, onde chegamos às 11:25. Lá, avistamos o Garrafão pela primeira vez, que serviria de guia pelo resto do dia, virando sua cara carrancuda aos poucos até se revelar completamente na Pedra da Baleia. Mas calma que ainda faltava muito para isso (e bote muito nisso). No Morro da Luva, tiramos as cargueiras um pouco para aliviar o peso, bebemos água e tiramos fotos. Depois, seguimos atrás de um grupo com guia que disse que aquele ponto era muito fácil de se perder, já que a rocha abre muitos caminhos e não é tão bem sinalizado quanto o primeiro dia. Subindo o Morro da Luva Topo do Morro da Luva com os Castelos do Açu ao fundo Garrafão e o Dedo de Deus começando a ficar encoberto Depois de descer mais um vale, chegamos ao próximo ponto de água logo antes do Elevador, que estava seco. Descansamos um pouquinho e chegamos ao temido Elevador às 12:30. Com 67 degraus, ele é bem mais longo do que eu imaginava, e também mais cansativo. Subi usando a mochila de lastro, que nem o Corcunda de Notre Dame, para ver se ela me jogava para frente e não para trás. Contei três vergalhões faltando, mas a rocha dá um bom apoio nessas horas, e a tração da bota é essencial. Com 3,5 quilômetros caminhados (e escalaminhados) desde o Açu, chegamos ao topo do Elevador, onde tínhamos mais 4 quilômetros pela frente. Totens e Elevador visto de longe Elevador Depois do Elevador, a coisa começou a esquentar e nem tirei mais a câmera da mochila, tirando fotos só com o celular. Logo após o topo do Elevador, surge uma rocha com uma subida bastante íngreme, onde é preciso usar as mãos e confiar na bota, acompanhada como sempre de outra descida, também bem íngreme e onde me pareceu melhor descer meio de lado (as bolhas que eu ganhei depois não concordam muito com a minha teoria). Subindo mais um pouco, chegamos ao Morro do Dinossauro, onde paramos para beber água e descansar. O rosto carrancudo do Garrafão já nos observava, assim como a cabeça do elefante (indiano, e não africano, como disse um outro trilheiro também descansando por ali). Morro do Dinossauro Cara mal humorada do Garrafão De lá, tocamos para o Vale das Antas, onde chegamos às 14:30. Último ponto de água do dia, aproveitamos para comer e encher as garrafas. Um dos guias que encontramos lá ressaltou que essa água não é muito legal, já que muitas pessoas usam os arredores da nascente como banheiro, então não se esqueça de levar Clorin e talvez evitar esse ponto de água se sua garrafa ainda estiver cheia. Depois de dois belos pães com atum e castanhas, começamos a subida do Vale das Bromélias até a Pedra da Baleia, chegando lá às 15:10. O topo da Pedra da Baleia fica a 6 quilômetros do Açu, faltando ainda 1,5 quilômetro até o abrigo do Sino. Pedra da Baleia Quando começamos a descida em direção ao Mergulho, vimos no paredão do outro lado várias mochilas coloridas subindo a escadaria de pedra que daria no Cavalinho. Logo depois, vimos o Cavalinho. Uma rocha triangular um pouco mais clara que as demais que chegava a brilhar com o sol da tarde que começava a se pôr. Naquela hora, bateu um frio na barriga. Mas ali não tem o que fazer se não seguir em frente, e foi o que fizemos. Pessoal subindo em direção ao Cavalinho No Mergulho, tivemos a sorte de encontrar um grupo com guia que estava usando cordas para descer, que ele caridosamente nos deixou usar. Já vi vários vídeos de pessoas que fazem esse pedaço sem corda, mas com certeza seria mais difícil, sem contar que provavelmente nós teríamos que tirar a cargueira das costas. Logo antes da próxima subida, uma setinha de ferro fincada no chão (como muitas outras antes) indicava o caminho e fiz ali meu check point, no estilo Super Mario. Se caísse do Cavalinho, pelo menos eu não ia precisar voltar tudo! 😂 Chegamos no Cavalinho às 16:05 com uma pequena fila de pessoas para subir. O espírito de camaradagem que rola lá em cima foi o que nos fez conseguir subir aquele negócio. O grupo da frente nos ajudou a içar as mochilas e um dos caras ajudou a puxar o Marcello depois dele ter montado no Cavalinho, que então me ajudou a subir. Mas o Cavalinho era brincadeira de criança perto da próxima rocha, apelidada carinhosamente de “coice”. Nela, de novo ajudaram o Marcello a subir com a cargueira nas costas, oferecendo a mão de cima dela, mas quando chegou na minha vez, tive que tirar a cargueira e a menina atrás de mim ainda teve que empurrar meu pé para que minhas pernas dessem altura para subir (malditas pernas curtas!). Cavalinho Passado o desafio, ainda foi preciso subir uma escada de ferro (obrigada pessoa que teve que carregar esse troço nas costas para colocar ela ali) e caminhar mais um pouquinho até a bifurcação do abrigo e da Pedra do Sino. Chegamos lá às 16:40 e no abrigo às 17:10. Alguns grupos seguiram direto para a Pedra do Sino para ver o pôr do sol, mas nós optamos por descer para pegar um bom lugar no camping e deixar para ver o nascer do sol do cume. Bifurcação Pedra do Sino, Abrigo 4 e Travessia Montamos nossa barraca e fomos logo para a fila do banho, muito mais organizada que no dia anterior. E que banho! A água quente não desligou dessa vez e conseguimos tomar banho em até menos que os 10 minutos totais que nós dois tínhamos. Banhados, fizemos nosso sopão de macarrão e capotamos. DIA 3 – Sino x Teresópolis Distância: 11 km até a barragem, 14 km até a portaria Tempo: 4 horas até a barragem Acordei por volta das 4:30 com o burburinho do pessoal se movimentando para ir ver o nascer do sol na Pedra do Sino. Ponderei todas as minhas escolhas de vida até aquele momento e decidi que continuaria deitada ali, no quentinho, e que veria o nascer do sol da Pedra da Baleia que tem atrás do abrigo (que não é a mesma Baleia do dia anterior). Abri a barraca por volta das 5:40 e segui a trilha que sai de trás do abrigo. Consegui pegar os primeiros raios de sol da Pedra da Baleia, de onde se vê o pessoal no topo da Pedra do Sino. Nascer do sol da Pedra da Baleia, atrás do Abrigo 4 Pessoal vendo o nascer do sol da Pedra do Sino De lá, voltei para a barraca, sacudi o Marcello, tomamos café e seguimos para a Pedra do Sino enquanto muitos grupos já começavam sua descida. Saímos do abrigo às 8:40 e chegamos no topo da Pedra do Sino às 9:10. A subida não é muito íngreme e a rocha é bem sinalizada, com totens de pedra que indicam o caminho. E o que se pode dizer da diferença que é andar sem a cargueira? Ali eu consegui entender como um ser humano faz essa travessia em um dia só. Pedra do Sino com os Castelos do Açu ao fundo Visão da Pedra do Sino com Teresópolis ao fundo A Pedra do Sino é o ponto culminante da Serra dos Órgãos, com 2.263 metros de altitude e de onde se pode ver os três picos de Friburgo, a ponta do Garrafão, os Castelos do Açu e a Baía de Guanabara. Depois de muitas fotos, descemos para o abrigo, onde desmontamos a barraca e seguimos para Teresópolis. Começando a descida para Teresópolis O terceiro dia é praticamente só descida, quase toda ela em zigue zague e com a trilha muito bem marcada. Tendo saído do abrigo às 10:45, chegamos às ruínas do Abrigo 3 e ao Mirante de Teresópolis às 11:50 e na Cachoeira Véu da Noiva, já na parte baixa do parque, às 13:45. Lá, era como se a gente já tivesse chegado, mesmo faltando ainda 2 quilômetros até a Barragem e mais 3 até a portaria do Parque. Mirante de Teresópolis ao lado do antigo Abrigo 3 Quando vimos a porteira que dá para a Barragem, bateu a emoção de novo. Concluímos nossa primeira travessia. Quase 30 quilômetros de muita subida, descida, rochas e pirambeiras. O casal que desceu com a gente do Véu da Noiva até ofereceu carona, mas agradecemos e dissemos que queríamos fazer portaria a portaria. Orgulho besta. 😄 Chegamos! DICAS Se você pretende fazer a travessia durante um feriado, compre os ingressos com bastante antecedência. Os abrigos lotam rápido e não ter que carregar a barraca com certeza ajuda bastante. Uma boa bota (já amaciada!) ou tênis de trekking são essenciais, já que em muitos momentos você vai depender da tração dela para subir ou descer as rochas com segurança. Não aconselho fazer com tênis de academia ou de corrida, já que eles tendem a escorregar. Lembre-se que você vai ter que carregar sua mochila durante três dias, e que o peso dela vai se multiplicar com as subidas e o seu cansaço. Leve apenas o essencial. Com isso em mente, não subestime o frio. No inverno, as temperaturas podem ser negativas lá em cima e ninguém merece dormir com frio. Leve isolante, um bom saco de dormir, e roupas térmicas (tipo ceroula) se for acampar. Há diversos pontos de água no caminho, mas alguns deles podem secar no inverno. Nós levamos duas garrafas de Gatorade (totalizando um litro) e mais uma de 750 ml e foi suficiente, mas pegamos apenas o ponto do Elevador seco. O Ajax também pode secar, então leve isso em consideração. Mesmo com previsão do tempo boa, leve capa de chuva. O clima na serra pode ser imprevisível e bem diferente da situação na portaria. Leve um GPS ou celular com aplicativo de trilhas já instalado e o mapa e tracklog já baixados. Nós usamos o Wikiloc e seguimos esta trilha. Sobre a sinalização, ela é muito boa no primeiro e terceiro dia, e razoável no segundo, com pontos onde é possível se perder, principalmente se o tempo estiver fechado e com serração. Os totens de pedra ajudam bastante, já que são visíveis de longe, e há também setas pregadas na rocha e pegadas pintadas no chão. Mas mesmo assim, não deixe de levar algum tipo de GPS, já que no segundo dia há trechos em que essa sinalização fica devendo. Lembre-se que todo o lixo deve voltar com você e não pode ser deixado nos abrigos (e muito menos durante a trilha!), inclusive restos de comida. Então, não esqueça de levar saquinhos para o lixo. Já sobre as cordas, nós não levamos nenhuma, mas tivemos a sorte de sempre estar perto de grupos com guia que levaram e usamos as deles. Eu não diria que são totalmente indispensáveis, já o Marcello acha que seria quase impossível fazer sem elas, principalmente na hora de descer o Mergulho e içar as mochilas no Cavalinho. EQUIPAMENTO Mochilas: Quechua de 40l e Trilhas e Rumos de 48l Barraca: Quechua Arpenaz 2XL Sacos de dormir: Trilhas e Rumos Super Pluma (conforto +6°C e extremo 0°C) Isolante: Conquista 9mm Travesseiro: Quechua Air Basic Fogareiro: Guepardo Mini Fogareiro Compact Panelinha e utensílios: Quechua Cartucho de gás: Nautika 230g (de acordo com o que pesquisamos, dura por volta de 120 minutos) Lanterna de cabeça: Forclaz ONNIGHT 50 (30 lúmens) Bastão de trilha: Quechua Arpenaz 200 ALIMENTAÇÃO Para a principal refeição, que seria o jantar, levamos um arroz Tio João da linha Cozinha Fácil, Sopão Maggi de macarrão com legumes, uma calabresa e uma lata de atum (para o Marcello) e tofu defumado (para mim). Para o café da manhã, levamos pão integral, Polenguinho, Toddynho e o tofu. Durante o dia, comemos amendoim, castanhas, avelã, Club Social, torradinhas Equilibri, barras de cereal, salaminho, chocolate e pão com Polenguinho e atum. Levei também um pacote de cookies Jasmine que voltou fechado. DESVIOS Há diversas outras trilhas para se fazer dentro do Parque, mas eu diria que o principal desvio dentro da travessia é para os Portais do Hércules. Nós chegamos a ponderar se faríamos ou não, mas os relatos variavam de 40 minutos a 1h30 de trilha para ir e depois o mesmo para voltar, tempo esse que nós não tínhamos. Sem contar que disseram que é uma trilha de difícil navegação, muito fácil de se perder. Mas se você realmente quiser encarar, o que o pessoal normalmente faz é sair muito, muito cedo do abrigo (às vezes antes do nascer do sol) e esconder as cargueiras na mata perto da bifurcação para fazer a trilha sem elas. Só não vale esquecer onde escondeu a mochila. Ouvimos a história de um cara que não conseguia encontrar sua cargueira de jeito nenhum e, depois de uma hora procurando achando que havia sido roubado, desistiu e seguiu a trilha. Ele só conseguiu reavê-la esse ano, dois anos depois de ter feito a travessia, quando alguém fazendo a trilha a encontrou junto com sua carteira e documentos.
  15. Oi pessoal! Uma contribuiçãozinha pequena para os Mochileiros Viagenzinha de um final de semana em São Bento do Sapucaí 1º dia De minha cidade a São Bento são 3 horas, fizemos o calculo para chegar exatamente no horário do almoço lá. Passamo primeiro na Capelinha de Mosaico que é uma atração à parte, construída por artesão da vila, a capelinha atrai curiosos, romeiros e turistas, ávidos em fotografar a bela construção, colorida e abençoada. Endereço: Rua 13 de Maio, 217, Centro, das 9h ás 17h e finais de semana e feriados, das 8h ás 18h. Telefone: (12) 3971-1876 Logo em seguida fomos almoçar e paramos no Restaurante Taipa, que só abre no almoço. Comida deliciosa, que pode ser por quilo o pago para comer a vontade. Depois fomos fazer o check-in na pousada e deixar nossas coisas. Ficamos na Pousada 4 Irmãos (12) 99202-1314: fica a 7 minutos de a pé do centro e 2 minutos de carro – estacionamento, quarto e banheiro privativo – R$240,00. Gostei muito, a Lucia dona da pousada nos deixa super a vontade, entrega a chave do portão e tudo. Fora que ela antecipou nosso café da manhã no dia seguinte e ainda nos deixou fazer check-out mais tarde. Após ajeitamos nossas coisas no quarto, partimos em direção a uma segunda igrejinha, menor e menos conservada, na estrada do Paiol, sentido Campos do Jordão, em direção à Pedra do Baú. Na mesma estrada vale a parada em duas cachoeiras: a Cachoeira dos Amores e Cachoeira do Toldi. No caminho paramos na Cachoeira dos Amores que uma queda d’água sem muitas emoções, mas vale para quem quer dar um mergulho ou relaxar um pouquinho com o barulho da cachoeira. Dá para chegar de carro até ela, só é necessário pagar 5 reais por pessoa, já que a cachoeira dos amores fica em uma propriedade privada. No local também é possível fazer trilhas.Endereço: Estrada do Paiol Grande km 5 – B. Paiol Grande, das 8h ás 17h. Telefone: (12)3971-2675 Depois paramos no deck da Cachoeira do Toldi, que fica na estrada mesmo, no meio da Serra. É uma queda d’água linda! Vale a parada com carro mesmo para algumas fotos! Distante 25 km da cidade, a estrada de acesso é íngreme e cheia de pedras. Possui uns 20m de queda e a água é abundante e límpida. Está incrustada no meio da Serra do Baú, tem mais de 200m e é a mais alta de São Bento do Sapucaí. Endereço: Estrada do Paiol Grande km 13, das 9h ás 17h e finais de semana e feriados das 9h às 18h. Telefone: (12) 3971-8181 Finalmente seguimos em direção ao Complexo da Pedra do Baú é definitivamente o carro-chefe em São Bento do Sapucaí. É possível avistar a Pedra do Baúzinho, que tem um acesso bem mais simples, em 30 min de trilha.Saindo de São Bento são quase 40 minutos em uma serra cheia de curvas, nesta mesma estrada das cachoeiras. Você estaciona o carro dentro no Parque e anda por cerca de 10 minutos até a Pista de Pouso (asa deltas e parapentes) e depois mais 20 minutos até a Pedra do Baúzinho em uma trilha leve. R$10,00 por pessoa de taxa de preservação ambiental para entrar no parque . Ficamos lá para ver o pôr do sol e a vista é ainda mais linda. O sol deixa tudo laranja, maravilhoso! A noite jantamos no Restaurante Bistro. Muito gostosinho, foi lá que experimentamos pela primeira vez a linguiça de truta. 2º Dia Acordamos cedo neste dia, tomamos café da manhã e fomos para a agencia Baú Ecoturismo que fica junto ao Restaurante Pedra do Baú: Estrada do Quilombo, 1403 - Agência de esporte e aventura oferece serviços como caminhadas, passeio de bike, rapel, escalada guiada Pedra do Bauzão, trilhas, tirolesa e informações. R$100,00 por pessoa = R$200,00 o casal.Forma de pagamento 50% antes do passeio feito por deposito bancário, os outros 50% é pago depois do passeio realizado em dinheiro, cheque ou transferência, não trabalham com cartão.(12) 9 9737-5968/ 9 9623-1620 com Fabrício [email protected] - www.bauecoturismo.com.br Já havíamos reservado com a agencia e foi excelente, o guia Lello foi muito bacana conosco, não tivemos do que reclamar, só agradecer. Imprescindível levar: Roupa confortável, tênis ou bota de montanha, mochila pequena, lanche, barrinha de cereal ou fruta, agua Recomendável levar: Agasalho (blusa de fleece ou moletom), dependendo da época do ano, Anorak ou capa de chuva, Chapéu ou boné, Protetor solar, Lanterna. Não está incluso no passeio: Alimentação e bebida pessoal, para os passeios realizados pela face Norte do Mona (Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú) é cobrado uma taxa de R$20,00 de estacionamento no Restaurante Pedra do Baú, caso vocês almocem no local não será cobrado esta taxa, o restaurante Pedra do Baú só aceita pagamento em dinheiro. O passeio inicia na agencia, se precisar iniciar em outro local ou se precisar de carona até o início da trilha, poderá ser cobrado uma taxa de deslocamento do monitor. Como é o passeio: São cerca de 5 a 6 horas de passeio escalando a Face Norte da Pedra do Baú. O destino predileto de 95% dos escaladores do estado, apresenta perigos aos iniciantes que escalam sem equipamentos de segurança a pedra, por issoé importante ir com segurança, cordas, capacetes e etc, que te protejam em caso de algum deslize. Se você for durante o fim de semana, é melhor ir bem cedo para evitar muita gente na trilha. Aconselho sair no máximo as 8 horas da manhã, até porque o sol vai estar mais leve. A tarde não é aconselhável subir na pedra, se for um dia de sol, as escadas esquentam e o sol fica de rachar. Existem dois jeitos de subir a Pedra do Baú, pela Face Norte e Face Sul (porém a Sul está bloqueada devido a deslizamentos). Como é a Trilha: Depois de São Bento do Sapucaí até chegar na Face Norte são apenas 10 minutinhos de estrada de carro, e aí você vai em direção ao Restaurante Pedra do Baú. Além da vista maravilhosa que o restaurante tem, ele oferece brincadeiras para crianças como escalada, arvorismo, cama elástica. Dá para passar o dia por lá. De lá começa a trilha da Face Norte da Pedra do Baú. A trilha, depois de aproximadamente 1 hora de subida, você vai continua-la, mas agora escalando 300 metros verticais de pedra pelas 600 escadinhas presas nela. Então vem a Parada dos Medrosos: É o maior lance de escadas da escalada na Pedra do Baú. É lá que muita gente desiste, porque é um paredão vertical gigantesco só com as escadinhas como apoio. Ainda é possível ser mais radical e descer de rapel a Pedra do Baú. Leve lanche e se alimente lá em cima. Voltamos por volta das 12h e o caminho já começada e lotar de gente. Acabamos não almoçando no Restaurante Pedra do Baú para almoçar na Cantina Tio Giuseppe, massas e molhos caseiros deliciosos. R$35,00 por pessoa e dá direito a 3 pratos diferentes. Voltamos a pousada, tomanhos um banhão e voltamos para nossa cidade. É um passeio de final de semana que vale muito a pena. Recomendo!
  16. Quando estamos fazendo essas travessias, muitas gente pergunta se não temos medo. Claro que temos, são perigos reais: cobras venenosas, atropelamento, assaltos, hipotermia, insolação. .. mas a recompensa é muito grande, lindos visuais, ótimas comidas, ar puro, povo maravilhoso, e tudo mais. . Depois de fazer o caminho de Cora Coralina, resolvemos fazer outra parte da serra da Mantiqueira (alguns mapas informam que a serra da Mantiqueira vai até a Divinolandia), então fizemos uma parte do Caminho da Fé que também passa por essa serra. Acordar bem cedo, ouvir os pássaros, respirar ar puro e, ainda, conseguir ver e registrar uma cena dessa, não tem preço: Outra atração da serra da Mantiqueira é a pedra do Baú, subida em grampos de aço, forte subida até o topo. Recompensa: lindo visual 360° de toda região, não tem preço que paga!
  17. (relato em vídeo no fim do post) Na primavera desse ano, fui visitar a região de Trentino-Alto Àdige, para conhecer os Dolomiti, no norte da Itália. Me hospedei no Youth Hostel Bolzano, que era um dos únicos na região. Fiz 3 dias de trilhas, mas vou falar primeiro dessa travessia que eu registrei em foto e vídeo. No hostel, eu conheci 3 americanos que também tinham bastante experiência em trilhas, e fui com eles. Era primavera (4 de junho), um dia ensolarado com previsão de chuva para o fim da tarde, fazia uns 27 graus de temperatura. A chuva parecia inofensiva, mas se revelou uma tempestade assustadora no alto da montanha e deixou a temperatura NEGATIVA. Este foi um dos dias mais incríveis, bonitos e assustadores da minha vida. A ROTA DA TRAVESSIA Tomamos um ônibus circular de Bolzano para a bela cidade de Selva di Val Gardena, 1 hora de viagem ao preço de 5 EUROS, esse seria o único custo do passeio. PLANO A: pegaríamos o bondinho de ski Dantercepies (bandeirinha verde do mapa, abaixo do plano B) e a partir dali, daríamos uma volta no Monte Puez, um lugar com vistas incríveis, e desceríamos pelo vale de Valunga (trecho azul do mapa). PLANO B: começaríamos a trilha pelo final do Plano A, o vale Valunga, e ao chegar no ponto mais alto (o coraçãozinho do mapa), voltaríamos pelo mesmo caminho. EMERGÊNCIA: esta foi uma rota de fuga que precisamos tomar para fugir da tempestade RELATO O dia estava lindo, a previsão era de sol com nuvens para a tarde toda com uma garoa no fim da tarde. Infelizmente, o bondinho Dantercepies estava em manutenção, e por isso fomos seguir o plano B, começando pelo vale de Valunga, que começa nesta foto acima. Valunga é fantástico, se parece muito com o vale de Yosemite dos EUA. Inclusive, eu diria que esta rocha em primeiro plano da foto acima é parecida com o famoso "El Capitan". Já estive nos 2 parques nacionais para fazer esta comparação. Os americanos que estavam comigo concordaram, hahaha. O legal do Valunga é que não passa carros no meio. As vistas eram lindas em todos os sentidos. Enfim, começou a grande subida do fim do plano B, uma parte muito íngreme com bastante escalaminhada e alguns trechos de neve bem perigosos em que um escorregão poderia ser fatal. Mas fomos com calma e cuidado, e deu tudo certo. A vista dali era fantástica, mas já começava a dar sinais de chuva. Para nossa surpresa, quando chegamos no final da subida, que era uma passagem de montanha, avistamos uma tempestade assustadora que não era visível antes. Do lado de onde viemos, o clima estava razoável... mas do outro lado da montanha, as nuvens estavam bem escuras e já estava chovendo: PRESTE ATENÇÃO naquela cidadezinha no canto inferior direito da foto, este lugar se chama Colfosco e foi nossa salvação. Estávamos num lugar com pouca visibilidade dos arredores, subi num ponto mais alto antes que fosse tarde, para ver qual seria a direção mais segura para fugir da tempestade: Repare nas duas fotos acima que a chuva já havia mudado de lugar, use a montanha pontuda (monte Sassongher) como ponto de referência. Foi questão de 10 minutos para eu descer e a chuva pegar a gente. Daí pra frente, as coisas só pioraram. Nosso plano de voltar pelo mesmo caminho foi por água abaixo (literalmente), porque seria impossível descer aquele trecho íngreme de neve com chuva. Optamos por seguir a trilha do plano A até encontrar um dos abrigos de montanha da região, que estaria a mais ou menos 2 horas de distância. Porém, este plano também não deu certo. Começou uma tempestade de granizo muito forte com MUITOS RAIOS e nós tivemos que nos separar e abaixar, para diminuir a chance de tomar um raio. Estimamos que a temperatura baixou para -5 graus. A paisagem que antes estava verde e ensolarada, ficou cinzenta, coberta de neve e granizo. Estávamos todos com casacos corta-vento impermeáveis, bem protegidos, mas vestindo shorts, o que obviamente tornou a experiência bem fria, apesar de suportável (graças às jaquetas). O local era SUPER EXPOSTO, pois se tratava de um platô gigante. O melhor que podíamos fazer era tentar ficar numa parte menos alta. Na foto: eu em primeiro plano, Micky de jaqueta vermelha no fundo, Nathan de preto mais ao fundo, Elsa de preto no canto esquerdo da foto. Foi aí que traçamos a rota de emergência! Nós não voltaríamos mais para Val Gardena, porque as duas rotas (plano A e B) estavam extremamente perigosas, e eram os únicos caminhos de volta. A prioridade agora era encontrar um abrigo para salvar a nossa pele. Após a chuva diminuir, nós desceríamos para a cidade de Colfosco, que fica do outro lado da montanha e tem uma trilha quase plana cercada por montanhas, que era menos exposta aos raios, mas não menos desoladora. Tivemos que atravessar algumas cachoeiras de lama causadas pela chuva, mas não foi difícil e deu tudo certo: Esta descida pela rota de emergência durou aproximadamente 1 hora e meia, e apesar dos trovões assustadores e da garoa que não parava, essa rota passou segurança. Claramente, foi uma decisão sensata abrir mão de retornar a Val Gardena. Chegando em Colfosco, batemos na porta de uma casa que tinha luzes acesas e fomos recebidos por uma senhora MUITO hospitaleira que nos deu toalhas e preparou um chá para cada um. Rachamos um taxi para Bolzano, que saiu 30 euros por pessoa. Se não fosse isso, o passeio inteiro teria custado apenas 10 euros de ida e volta do ônibus. Ao fim, saiu 35 euros. Valeu a pena? Sim, hahahahahaha. Abaixo, o relato em vídeo, no meu canal, para vocês terem uma noção do que foi: Obrigado, espero que gostem. Qualquer dúvida, é só perguntar
  18. Fazer uma Eurotrip é um sonho da maioria dos mochileiros. Confesso que não planejava fazer uma Eurotrip por agora por ser uma viagem muito cara, ainda mais no auge do verão europeu, que é de longe o período mais caro para visitar a Europa. Além disso, todos os lugares estão lotados devido à alta temporada. No entanto, há festivais e eventos públicos quase todos os dias ou nos finais de semana dependendo da cidade que estiver. Mas o que fazer quando junta a fome com a vontade de comer?! A oportunidade de visitar a Europa apareceu com um casamento de uma amiga na Alemanha, e assim aproveitei para fazer uma Eurotrip. A Europa tem tanta coisa para fazer que 39 dias de viagem tornam-se curtos. Este relato está absurdamente longo (como se os meus outros também não estivessem! Hahahaha!). O tempo de viagem e o número de cidades visitadas foi o maior até hoje de todas as minhas experiências de mochilão e de longe essa foi a viagem que eu mais tive trabalho para planejar. Bom, então vamos do começo! Resumo itinerário (na tabela em anexo estão os preços de hospedagem e transporte, além de outros gastos) 24/jul voo BH-Lisboa (partida 16:55h, chegada 06:05h) 25/jul voo Lisboa-Frankfurt (partida 08:25h, chegada 12:35h) 26/jul Frankfurt > Fulda > Stockheim 27/jul Bad Neustadt (casamento) 28/jul Stockheim > Gersfeld > Stockheim 29/jul Stockheim > Fulda> Colônia 30/jul Colônia > Brémen 31/jul Bremen > Hamburgo 01/ago Hamburgo 02/ago Hamburgo 03/ago Hamburgo 04/ago Hamburgo 05/ago Hamburgo > Berlim 06/ago Berlim 07/ago Berlim 08/ago Berlin > Dresden 09/ago Dresden > Malerweg (Bastei Bridge) > Dresden 10/ago Dresden > Praga 11/ago Praga > Regensburg 12/ago Regensburg > Munique 13/ago Munique 14/ago Munique > Cortina d'Ampezzo > Caprile 15/ago Caprile 16/ago Caprile 17/ago Caprile > Cortina d'Ampezzo > Veneza 18/ago Veneza > Liubliana 19/ago Liubliana > Predjamski Castle > Postojna cave > Piran 20/ago Piran > Izola > Skocjan cave > Kanal ob Soci 21/ago Kanal ob Soci > Tolmin > Bled 22/ago Bled > Triglav National Park (Soteska Vintgar) > Liubliana > Florença 23/ago Florença 24/ago Florença > Nápoles 25/ago Nápoles > Vesúvio > Pompeia > Nápoles 26/ago Nápoles > Sorrento > Nápoles 27/ago Nápoles > Roma 28/ago Vaticano 29/ago Roma 30/ago Voo Roma-Lisboa (partida 17:05h, chegada 19:10) 31/ago Voo Lisboa-BH (partida 09:40h, chegada 15:25h) No início de 2017 uma das minhas melhores amigas anunciou que iria se casar no final de julho de 2018. Ela já morava em Hamburgo com o namorido havia algum tempo, mas o casamento foi na cidade de Bad Neustadt an der Saale, que é perto da cidade da sogra dela (Stockheim), no miolo do país. Sabendo a data do casamento, comecei a monitorar os preços das passagens e a simular DIVERSOS roteiros durante uns dois meses. Entrando pela Alemanha, saindo pela Alemanha, passando pela Alemanha no meio do período do mochilão... enfim, foi uma mega pesquisa, em que todo o esforço valeu a pena demais financeiramente. Em novembro de 2017 paguei R$1.509,69 no voo de ida (TAP BH-Lisboa-Frankfurt) e R$767,29 no voo de volta (TAP Roma-Lisboa-BH), totalizando incríveis R$2.276,98 com taxas! Dividi tudo ainda em 7x sem juros... foi lindo! Esse preço realmente foi muito bom visto que eu fui em pleno verão europeu. Esse valor poderia ser ainda mais barato se eu não despachasse uma bagagem de até 23kg (tive que pagar por ela em cada trecho). Depois da experiência do mochilão para Patagônia, eu queria muito repetir a façanha de viajar novamente sem despachar bagagens (tenham essa experiência!). Mas na patagônia eu fiquei duas semanas e com muitas roupas de frio, que davam para repetir, em sua maioria, praticamente todos os dias sem lavar. Mas na eurotrip foram cerca de 6 semanas. Daria para lavar por lá? Óbvio, mas além de dinheiro, custaria também tempo. Para mim uma eurotrip é impensável sem fazer um real planejamento. E olha que ainda planejando muito, gastei e perdi muito dinheiro. O verão europeu é de longe a época mais cara para uma eurotrip. E o câmbio do euro também não ajudou nem um pouco. Compre tudo com MUITA antecedência. Isso para mim foi realmente um desafio. Eu não gosto muito de viajar com passagens internas compradas, porque se eu quero ou preciso mudar o roteiro, fico presa. Fora a possibilidade de conseguir caronas (como por exemplo pelo BlaBlaCar ou grupos do Facebook), que podem sair muito mais em conta. Então tive que planejar um roteiro muito cedo. As empresas que vendem as passagens geralmente disponibilizam as vendas 3 meses antes (algumas 6 meses antes, outras 1 mês antes). Para pesquisar e comparar preços de passagens de trens, aviões e ônibus eu usei o site GoEuro, mas finalizei as compras no site da empresa vendedora. Na Alemanha, os trens mais baratos foram da DB Bhan e na Itália foram da Trenitália. Todos os ônibus que peguei foram da FlixBus. Para dicas sobre trens na europa, pesquise sobre esse tema o tanto quanto for possível. Foi realmente muito útil para entender como funciona, qual poltrona é livre para você sentar, etc. Sempre que possível, tente pegar passagens com o menor número de trocas de trechos possível. Se a primeira etapa da viagem atrasar e seu tempo para mudança de plataforma for curto, provavelmente você ficará desorientado com as línguas. Por mais que haja placas indicativas em inglês, elas nunca serão suficientes. Em diversos momentos eu fiquei desorientada (tente entender alemão, tcheco, esloveno e italiano para você ver! osso!). Lá não rola de embromar com portunhol... Sugiro mesmo que leia na internet informações sobre os tipos de transporte e dicas dos transportes. Se eu eu não tivesse pesquisado antes, teria me enrolado muito e ainda assim passei aperto ou fiz coisas erradas sem querer correndo o risco de tomar multas. São muitas linhas de trens, de diferentes tipos (S, U, T, Tram), não é em qualquer lugar que pode sentar, não é qualquer vagão que pode subir, tem que apertar os botões nas portas para elas abrirem, várias opções de bilhetes e em alguns lugares tem que validar o bilhete. Se você comprar um bilhete errado e a fiscalização te pegar (e vai pegar!), não terá perdão pela multa, pois teoricamente você deveria ter pesquisado na internet antes de viajar e nas máquinas dos bilhetes geralmente há informações sobre os tipos de bilhetes. A maior nota que as máquinas de autoatendimento aceitam são as de 20€ (em Munique aceitava até 50€). Então tenha sempre notas pequenas e moedas trocadas. O site da FlixBus cobra uma taxa de 2 euros para comprar as passagens. A dica é: compre todas as passagens de uma vez só (acumule os trechos no carrinho na hora da compra) para pagar essa taxa só uma vez. Se você comprar de uma em uma, você pagará a taxa para cada compra finalizada. Com um esboço do meu roteiro na mão, no início de maio fui simulando os horários de preços das passagens terrestres para realmente finalizar o roteiro e pagar mais barato nas passagens. Acontece que fui enrolando, imaginando outros roteiros... quando dei por mim, a primeira semana de julho já tinha chegado e comi mosca em algumas passagens, que aumentaram. A média de preços de aumento foi de 5 a 10 euros. Assim, acabei gastando cerca de 50 euros a mais pela minha procrastinação de apenas uma semana (compre com no mínimo um mês de antecendência). Parece pouco, mas quando convertemos, isso foi cerca de 250 reais, que se somar a outras perdas, pode chegar a um montante surpreendente. NUNCA deixe para comprar as passagens em cima da hora ou você pagará MUITO mais caro. Essa dica é unânime em toda a internet. Algumas passagens que não comprei com antecedência, como o trecho de Mellrischstadt para Fulda, paguei mais do que o dobro (49,90€) no dia anterior da viagem (duas semanas antes estava 23,90€). Isso também serve para as hospedagens. Em Veneza eu tinha olhado um hostel e na minha cabeça eu tinha feito a reserva, só que não. No dia anterior da viagem para Veneza quando fui olhar a confirmação do endereço na confirmação da reserva é que descobri meu erro. E ao invés de pagar 17€ (quando tinha olhado no Brasil), paguei 26€. Outra coisa que eu comi muita mosca, mas eu também não tinha como prever, foi o câmbio. Tinha de arriscar, mas diferente de outras ocasiões, dessa vez eu me lasquei. Logo que eu comprei as passagens aéreas, comecei a acompanhar as cotações do euro e do dólar. A menor taxa eu encontrei foi em fevereiro de 2018 (euro turismo por R$3,91 e estava caindo todos os dias). Achei que ele iria cair um pouco mais, mas de repente o cenário mudou por causa da instabilidade política no Brasil e em menos de duas semanas o euro estava R$4,63. Consegui comprar a R$4,54 após uma intervenção do Banco Central. Além disso, o seguro viagem é calculado em dólar. Com a loucura do dólar atingindo quase R$4,00 (em junho de 2018) o seguro ficou absurdamente caro. Essa situação causou um rombo gigante no meu planejamento financeiro e tive que replanejar o roteiro várias vezes, cortando alguns passeios, algumas cidades e dias de aluguel de carro na Alemanha e Itália. Eu sempre salvo no googlemaps as marcações das principais atrações turísticas que eu quero visitar. Isso me dá uma noção de espaço e facilita muito o meu deslocamento. Tento fazer o máximo de coisas a pé, o que me permite explorar melhor os locais e economizar dinheiro. Não esqueça de marcar o local da sua hospedagem e as estações de trens/ônibus no mapa também, porque caso você não tenha acesso à internet, você terá a garantia de ter um mapa offline com você, o que pode te salvar em diversas situações, como já aconteceu comigo em vários mochillões e nesse também não foi diferente. Falando em coisas offline, baixe os dicionários de línguas do google translator que você não conhece para o celular. Te salvará várias vezes também. Sobre internet, eu não comprei um chip europeu. Dependi apenas de Wi-Fi na rua ou dos lugares onde dormi. Fez falta um chip europeu? Claro, especialmente em cidades pequenas, na estrada ou parques nacionais. Em cidades grandes, não é difícil achar sinal de Wi-Fi aberto, especialmente no centro e em algumas estações de trem/metrô. Os trens do tipo ICE na Alemanha tem Wi-Fi e os ônibus da flixbus também. Na Alemanha, um jeito fácil de conseguir salvar um dinheirinho é guardar as garrafas plásticas pet para trocar no supermercado. Elas são retornáveis e os valores variam de 0,08 a 0,25 centavos a garrafa (preço de um pão!). Não cheguei a trocar, pois fiquei com a mesma garrafa o tempo inteiro da viagem (na Europa você bebe água da torneira da pia, então eu só enchia minha garrafa), mas você dificilmente verá uma a garrafa dando sopa na rua, pois todo mundo junta para trocar e pegar o dinheiro. Uma das coisas que eu estava preocupada era sobre segurança. As informações que recebemos no Brasil sobre a questão dos problemas causados pelos refugiados estava me deixando um pouco apreensiva por estar viajando sozinha em plena crise de refugiados. Mas ocorreu tudo bem. Não vi nenhum problema e a sensação de segurança ainda é imensa. Claro que você não pode dar mole, como em qualquer lugar do mundo, e não por causa dos refugiados em si. Aliás conversei com várias pessoas em diferentes lugares sobre o que eles estavam achando dessa questão e a maioria só falou coisa boa, que eles são muito bem vindos e a maioria dos refugiados são pessoas muito boas e esforçadas. Alguns crimes podem até ter subido um pouco, o que é natural até estatisticamente pelo volume de pessoas que os países receberam (especialmente a Alemanha). Mas definitivamente eles não estavam sendo um problema como as mídias mundiais estão noticiando. Mas na Itália me falaram demais sobre violência e estupros e me recomendaram a nunca ficar sozinha em vagões de trem. Bem, não foi o meu caso porque usei somente ônibus na Itália, mas fica a recomendação. Toda cidade turística cobrava uma taxa de visitação, que variou entre 1,50 a 4€ e elas não estão inclusas no valor da hospedagem durante a reserva pelo Booking. Dia 1 e 2 (24 e 25 de julho, terça e quarta): BH-Lisboa-Frankfurt Na TAP você paga para escolher o assento e se você não quiser pagar (cerca de 156 reais entre BH-Lisboa e 68 reais entre Lisboa-Frankfurt), sentará em algum lugar aleatório. Dei sorte de ir na janela nos dois trechos, mas no trecho Lisboa-Frankfurt tive que sentar na saída de emergência, o que é ruim pois o banco não reclina e para melhorar tinha um abençoado de um menino que não parava de bater na mesinha atrás do meu banco (atenção senhores pais!) Como eu entrei na Europa por Lisboa (leia sobre o tratado de Schengen) a entrevista de imigração foi no Aeroporto de Lisboa. Na verdade nem foi uma entrevista. O agente de imigração apenas olhou para a minha cara e para os outros carimbos no passaporte e liberou minha entrada. Não perguntou nem quando eu iria sair. Suas únicas palavras para mim foram "bom dia". Eu troquei todo meu dinheiro no Brasil a um câmbio de R$4,54 e casa de câmbio me deu somente notas de 100€, que são difíceis de trocar. Tentei nas casas de câmbio e no comércio do aeroporto de Lisboa enquanto esperava o meu outro voo, mas não consegui. Acabei comprando uma torta de maçã para comer e consegui o dinheiro trocado. O aeroporto de Frankfurt é gigantesco e ir de um lado pro outro pode demorar bastante. Se você for fazer troca de aeronaves lá, dependendo do portão pode demorar até meia hora de caminhada. Então se for pegar voos a partir de Frankfurt, chegue cedo. Após descer do avião, busquei as malas e peguei o metrô para ir para a estação central de trens. Dentro do aeroporto praticamente todas as placas estão escritas em alemão e em inglês. Basta seguir as placas de Luggage claim (recolhimento de bagagens) e S Bahn (metrô). Ao chegar na estação de metrô, fui para a plataforma A, onde passa o metrô S8, que leva até a estação central (sigla Hbf). Antes de embarcar, comprei o bilhete simples na máquina de autoatendimento (4,90€). A máquina de autoatendimento só aceitava moedas ou notas de 20 ou 10€. Não há guichês para comprar passagens e ninguém para te ajudar nas máquinas de autoatendimento. O povo alemão é muito correto e todos fazem a sua parte. Por exemplo, eles só atravessam a rua na faixa e só quando o sinal de pedestre está aberto (mesmo que isso signifique esperar um tempão no passeio no sol rachando e nenhum carro passando. Se atravessar fora da faixa ou com o sinal vermelho para pedestre eles chamam sua atenção, especialmente se tiver crianças perto), quase ninguém joga lixo nas ruas (que geralmente são limpíssimas) e todos compram suas passagens nas máquinas de autoatendimento ou internet. Se você não comprar e a fiscalização te pedir dentro dos transportes, você terá que pagar uma multa muito alta (60€) na hora, além de passar vergonha e ter seu nome na polícia. Aliás tudo é motivo para multas. A questão de atravessar no sinal somente no sinal verde para pedestres não é apenas uma questão de educação cultural, mas educação imposta também. Atravessar no sinal vermelho e fora da faixa pode te render multas a partir de 20€ (geralmente é de 60€ também). Chegando na estação Hbf em Frankfurt fui caminhando até o hostel (cerca de 20 min) em um sol escaldante de 36 graus. Nunca imaginei na vida que na Europa pudesse fazer um calor pior do que o verão do Brasil. Ainda que eu já tivesse escutado sobre o calor do verão na Alemanha, nunca botei fé do quão intenso era. E para piorar, parece que desde 2003 a onda de calor não era tão intensa. Estava insuportável. Segundo minha amiga, o verão de 2017 só deu uma semana de sol e o resto foi chuva e frio, enquanto essa onda de calor de 2018 já estava ocorrendo desde maio. No final de julho amanhecia por volta das 5h e anoitecia às 21:30h. No final de agosto já estava amanhecendo às 06:30h e anoitecendo às 20h. Deixei minhas coisas no hostel e saí para caminhar pelo centro da cidade. Visitei todos os lugares que queria, mas não consegui caminhar mais do que 3 horas porque o calor estava realmente muito sufocante e eu fiquei absolutamente exausta e inchada. Fui até a ópera e parques adjacentes, prefeitura, igrejas, casa da Goethe e ponte de ferro. Comprei algumas coisas para comer no supermercado Penny e voltei para o hostel, que não tinha ar condicionado nos quartos. Deixamos as janelas do quarto misto de 8 lugares abertas, mas mesmo assim a noite foi muito quente. Dia 3 (26 de julho, quinta): Frankfurt-Fulda-Stockheim Saí do hostel na parte da manhã e fui novamente caminhado até à Hbf, onde peguei o trem para Fulda. Foi super tranquilo para pegar o trem e ele é muito pontual. Ele chegou na plataforma cerca de 5 minutos antes da partida. Fulda é uma cidade pequena, mas super charmosa. Andei por todo o centro e suas ruelas, que me renderam várias fotos. Não vi lockers na estação de Fulda, então não sei se tinha. Andei carregando meu mochilão em um sol escaldante novamente, mas havia vários bancos pela cidade e daí fui fazendo várias paradas de descanso na sombra. Frequentemente alguém me cumprimentava. O pessoal da cidade é muito simpático! Teve um senhorzinho que me viu comendo em um dos bancos e simplesmente parou para bater um papo. Ele era professor de história e geografia e papeamos uns 10 minutos. O banheiro da estação cobra 1€ para usá-lo e é muito bom. Você precisa pagar o bilhete também por uma máquina de autoatendimento, que recebe moedas de até 2€. As lojas da cidade te dão um ticket de desconto quando você compra algo a partir de um determinado valor. Esse ticket tem o valor de 0,50€ e pode ser usado no banheiro ou nas próprias lojas. Por coincidência, tinha um ticket desconto sobre a máquina de autoatendimento do banheiro que alguém não usou e deixou lá. Assim, peguei e usei o ticket e o banheiro saiu pela metade do preço! Rs! O casamento da minha amiga foi em uma cidade chamada Bad Neustdat e fui para a casa da sogra dela na cidade de Stockheim. Em Fulda esperei um casal de brasileiros também amigos dos noivos para irmos juntos para Stockheim de carona com um outro amigo do noivo, que foi nos buscar de carro em Fulda. A viagem durou pouco menos de uma hora e passamos por diversas cidades pequenininhas, que eram umas mais charmosas do que as outras. Os campos e as árvores também eram exuberantes, compondo uma paisagem digna de filme. Dia 4 (27 de julho, sexta): Casamento em Bad Neustadt O percurso de carro entre Stockheim e Bad Neustdat foi aproximadamente de 50 minutos. O casamento foi super interessante (além de emocionante, claro!). Minha amiga e o noivo fizeram um casamento com um mix de culturas na cerimônia para agradar os dois lados. Na Alemanha não existem serviços de cerimonial de casamentos. Tudo é você quem tem que fazer e preparar. O casamento foi realizado no jardim de um hotel que mais parecia um castelo de tão lindo e duas cerimônias foram realizadas no mesmo dia, um às 15h (um casamento tipicamente alemão) e outro às 17h (o da minha amiga), mas as festas foram realizadas em locais diferentes do hotel. No casamento tipicamente alemão, os noivos ficaram sentados o tempo inteiro e as alianças de casados são colocadas no anelar da mão direita (noivado é no anelar esquerdo e namoro no dedo do meio esquerdo). Nesse casamento alemão, não teve uma festa e sim um jantar. Todo mundo sentado comportadamente, falando em um tom baixo. Enquanto esse isso o pau tava quebrando no quarto com as madrinhas e minha amiga, a noiva! Hahahaha! Depois da cerimônia, foi a festa, e nós PTBR fizemos várias brasileirices durante a festa! Hahahaha! Acho que os alemães nunca viram uma festa tão animada (alguns até nos disseram isso!). Foi demais!! O problema de não ter cerimonial é que da mesma forma que você precisa montar todas as coisas para o casamento, você também precisa desmontar tudo logo depois. Isto é, a festa acabou por volta de 5h da manhã e fizemos uma força tarefa para desmontar tudo e levar as coisas embora. Cansativo demais, mas extremamente recompensador. Depois de tudo resolvido, chamamos um táxi para voltar para Stockheim. Pedimos uma van para 8 lugares e ficou em 55€ o trajeto, dando pouco menos de 7€ para cada. Dia 5 (28 de julho, sábado): Stockheim e Gersfeld Depois que todo mundo acordou, várias pessoas foram para a casa da sogra da minha amiga. Tomamos um café tipicamente alemão juntos e fomos para Gersfeld, cidade que fica no meio do caminho entre Fulda e Stockheim. Lá tem um parque (Wasserkuppe) que funciona como estação de ski no inverno e um tobogã (como se fosse uma calha de metal no chão) no verão. Nesse tobogã você desce com uma espécie de carrinho de rolimã. A descida custava em média 3€, pois havia preços especiais para grupos acima de 5 pessoas. Muito divertido! Voltamos para Sockheim e ficamos papeando até o anoitecer. Dia 6 (29 de julho, domingo): Colônia O marido da minha amiga me deu uma carona até Mellrichstadt, onde peguei o trem para Colônia. As baldeações foram: Mellrichstadt bf > Schweinfurt Hbf > Würzburg hbf > Fulda > Frankfurt Hbf > Köln Hbf. Viagem cansativa, que totalizou cerca de 6 horas. O trajeto foi bonito, com várias casas e castelos de verdade ao longo dos rios que passei em alguns trechos. Saindo de Stockheim, fui para Mellrichstadt às 5 da manhã e estava muito cedo para tomar um café da manhã. Então gentilmente a sogra da minha amiga preparou uma marmitinha com pães, queijo, chocolate e bolo para eu levar durante a viagem e comer como café da manhã. Mesmo depois de ter esvaziado ela, ter andado com essa vasilha depois disso me ajudou demais. Sempre antes de sair dos hostels que incluíam o uso da cozinha, eu preparava algo para comer e colocava dentro dessa vasilha para comer ao longo do dia. Isso me fez economizar bastante dinheiro com comida, já que eu não precisava voltar ao hostel para almoçar (até porque geralmente o checkout já havia sido realizado) ou comprar algo na rua. A partir de agora sempre vou levar uma vasilha nos meus mochilões e aconselho você também a levar. Também guardei garfo e faca plásticos de refeições que comprei na rua. Também foram bem úteis. Chegando em Colônia deixei as coisas no hostel e fui caminhar pela cidade. Muito lugar interessante e a catedral gótica é impressionante. Estava tendo um festival de rock gótico e as pessoas fantasiadas estavam dando um ar mais gótico ainda para aquela cidade! Andei explorando a cidade cerca de 5 horas, mas chegou um momento que o corpo até começou a dar brotoejas por causa do calor e voltei para o hostel. A Europa definitivamente não está preparada para lidar com o calor. Todos os quartos dos hostels que passei eram infernalmente quentes, assim como os trens não tinham ar condicionado forte e as janelas não abriam. Nos hostels, geralmente, as janelas não abriam muito e não havia ar condicionado. Uma das noites mais quentes que eu já passei na minha vida foi em Colônia. Tive que ir para o chuveiro gelado ao longo da noite duas vezes para não passar mal. E olha que eu sou uma pessoa super friorenta. Dia 7 (30 de julho, segunda): Colônia e Bremen O checkin do hostel encerrava às 11 da manhã, porém meu trem para Bremen foi só às 18h. Assim, deixei minha bagagem no hostel e fui explorar o restante da cidade que ainda não tinha ido no dia anterior, inclusive a catedral, que tem a entrada gratuita, mas não pode entrar com roupas curtas e com os ombros de fora. O trem para Bremen atrasou 15 minutos e trocou de plataforma. Eles anunciaram somente em alemão e vi que tinha alguma coisa errada ao ver aquela multidão saindo ao mesmo tempo da plataforma. Então fique atento ao painel de informações. O marido da minha amiga me disse que atrasos a partir de uma hora podem ser reembolsados em até 20%, mas poucas pessoas sabem disso. Você deve preencher um formulário na estação (que está somente em alemão) e eles te pagam na hora. Cheguei em Bremen por volta das 22h, já estava escuro, a internet do trem/estação não estava funcionando e custei a encontrar a rua certa para ir para o hostel. Se Colônia era a cidade dos góticos, Bremen foi a cidade dos manos. Quando estava saindo da estação e andando em direção ao hostel (cerca de 20 min), senti o clima meio tenso para andar na rua. Quase nenhuma pessoa circulando, muito sem teto, muito bêbado, muito imigrante vendendo droga, sujeira e pichação para todo lado e muita gente olhando para mim de cima em baixo. Parece que a cidade tem um problema com assaltos, pois quando cheguei ao hostel tinha alguns avisos para tomar cuidado. Dia 8 (31 de julho, terça): Bremen - Hamburgo O clima da cidade durante o dia foi absolutamente diferente do que eu tinha passado na noite anterior, embora eu me sentisse realmente segura somente nas ruas movimentadas. O centro é muito maravilhoso e superou muito as minhas expectativas. A cidade também é cheia de grafites espetaculares. Algumas casas nas ruas me lembraram muito mais a Inglaterra do que a Alemanha. Cuidado para atravessar as ruas. Os alemães usam muito bicicletas e em Bremen praticamente todas as calçadas possuem faixas para pedestres e para bicicletas (geralmente as faixas de bicicletas eram avermelhadas). Frequentemente eu me pegava andando sem querer nessas faixas exclusivas de bicicletas, atrapalhando os ciclistas ou quase tomando guidãozada. A noite peguei um ônibus para Hamburgo da flixbus. As paradas dos ônibus eram em uma rua paralela à estação de trem Hbf. Embora minha amiga tenha se casado em Bad Neustadt, ela mora em Hamburgo, assim, fui para a casa dela. Tive um problema com o meu ônibus. Ele estava previsto para passar na parada às 19:10, porém não passou. Por volta das 19:40 outro ônibus para Hamburgo, seguinte ao meu, passou e por sorte o motorista falava um pouco de inglês. Ele disse que aquele não era o meu ônibus e que eu o havia perdido. Falei com ele que não, que cheguei na parada com uma hora de antecedência e que além de verificar o número e destino na frente do ônibus, eu conversei com cada motorista que parou para ter certeza que eu não estava enganada. No final das contas acho que o motorista ficou com dó de mim e são sabia o que me orientar a fazer, e me deixou embarcar. Cheguei em Hamburgo e peguei o metrô para ir para a casa da minha amiga. Quando eu cheguei, parte da sua família estava na casa dela. Então saímos para um parque de diversões gigantesco (Hamburg DOM) na cidade. Esse parque funciona durante um mês de cada estação, isto é, durante um ano, ele funciona no total apenas 4 meses em Hamburgo. Depois do mês de funcionamento em uma estação, ele fecha, é totalmente desmontado e vai para outra cidade da Alemanha. Quando chega outra estação, ele volta para Hamburgo durante mais um mês, e assim por diante. O parque fechou às 23h e vale totalmente a visita, ainda que você não brinque em nenhum brinquedo. O parque é digno de filme, super colorido, com várias coisas características da cultura alemã. É um ponto turístico para os próprios moradores da cidade. Depois do parque voltamos para a casa da minha amiga. Dia 9 (1 de agosto, quarta): Hamburgo Hamburgo é uma cidade espetacular! E tem coisa demais para fazer. Sugiro um tempo mínimo do mínimo de 3 dias. Andamos o dia inteiro, literalmente. Fomos em uma parte do porto, no museu do café, na Reeperbahn e no parque Planten und blumen. A Reepernahn é uma rua do bairro Saint Pauli, que é cheia de bares, sexy shops e puteiros, como em Amsterdã. É um lugar muito engraçado de ir e interessante de se visitar (e descobrir que os alemães possuem fetiches sexuais muito, mas muito bizarros! Hahahahaha!). No parque Planten und blumen todos os dias do verão às 22h ocorre um espetáculo gratuito de luzes e dança da água em um dos lagos ao som de músicas clássicas. MA-RA-VI-LHO-SO!! Dia 10 (2 de agosto, quinta): Hamburgo Ficamos muito cansados do dia anterior e saímos para passear por volta das 11h. Fomos até a Mönckebergstrasse (que é uma rua para compras) e jungfernstieg (que é um lago muito bonito próximo ao prédio da prefeitura). Na rua de compras estava rolando a Summer Sales, que é uma época específica de liquidações de até 70% de roupas de verão. Algumas roupas realmente estavam com valores muito atrativos, mas geralmente essas só tinham tamanho extra GG (mas ainda assim você encontra muitas coisas menores e boas). Essa liquidação também ocorre no final da estação do inverno (Winter Sales). Voltamos para casa no início da tarde pois estávamos exaustos pelo calor. A noite fizemos uma noite de vinhos e queijos. Dia 11 (3 de agosto, sexta): Hamburgo Saímos tarde novamente e fomos até a Prefeitura e a outra parte do Porto. A noite fizemos uma noite das meninas, e fomos para um striptease masculino (uh la la! Hahahahaha!) no Olivia Jones no bairro Saint Pauli. Esse bar só entravam mulheres e foi super engraçado de ir e a entrada custou 12€, o que foi bastante caro para o lugar, pois eu esperava muuuuuito mais. O bar era pequeno, 4 caras revezavam suas apresentações no palco, eles ficavam praticamente de jeans e sem camisa o tempo inteiro. De vez em quando eles subiam ao palco com fantasias e tiravam toda a roupa, mas usavam um pano para tampar seus meninos (Isso é, nada de pirocas! Hahahahaha!). Mas mesmo sendo caro e um pouco decepcionante para as expectativas que eu criei, ainda assim valeu a pena demais! Foi uma experiência super interessante, pois nunca me imaginei ir em um bar de striptease e é interessante ver que existe pelo menos um bar desse tipo voltado para o público feminino. Só na mesma rua do Olivia Jones, tinha pelo menos 10 bares de striptease feminino para o público masculino, fora os das outras ruas e os puteiros. Eu nunca fui a Las Vegas, mas a impressão que eu tive é que a Reeperbahn de Hamburgo é tipo a Las Vegas da Europa. Muitas luzes, prédios muito chamativos, sexo, drogas e rock'n'roll. Despedidas de solteiro e solteiras eram mato. Uma coisa péssima de todos os bares que fomos é que a maioria dos bares e baladas pode fumar dentro do ambiente, em todas as cidades, não apenas em Hamburgo. Total retrocesso. Eu odeio cigarro e saía dos lugares podre de tanto fedor. A vontade não era nem de lavar as roupas, e sim queimar. E é impressionante também quantas pessoas fumam na Alemanha! Eu chutaria uns 50% da população, ou até mais. Outra hábito ruim que percebi em vários lugares da Alemanha é sobre as garrafas de vidro. Muitas pessoas ao invés de colocarem as garrafas nas lixeiras, eles quebram e deixam os vidros espalhadas nas calçadas. Não entendi a razão disso. Durante a semana, o metrô de Hamburgo fecha 01 da manhã e nos finais de semana é 24 horas. É impressionante o tanto que as baladas na Alemanha começam tarde. Saímos do Olivia por volta das duas da manhã e no metrô tinha muito mais gente chegando à Reeperbahn do que indo embora. Dia 12 (4 de agosto, sábado): Hamburgo Fomos para o centro assistir o desfile da Parada Gay durante a tarde e à noite fomos para a Reeperbahn novamente. Os bares não cobram a entrada, apenas o consumo. Nossa ideia era fazer um pub crawl até a dar o horário da minha ida para a rodoviária, onde meu ônibus para Berlim sairia às 3:30 da manhã. Entramos em um bar chamado Mash Up, que estava tocando músicas muito boas e por incrível que pareça não era permitido fumar lá dentro! Acabamos desistindo do pub Crawl e ficamos só lá mesmo. Depois do bar, busquei minhas coisas na casa da minha amiga e fui para a rodoviária (fica ao lado da estação central de trens). Na verdade não é bem uma rodoviária. É somente um lugar onde os ônibus param. Minha passagem para Berlim eu comprei no site da DB Bahn, mas ao invés de trem, era um ônibus. O marido da minha amiga, que é alemão, nem sabia que eles ofereciam ônibus também. Cheguei lá por volta de 2:45h. Havia um ônibus da DB Bahn parado no ponto com destino a Copenhague às 3h e teoricamente o meu ônibus seria o vizinho desse, porém ele ainda não tinha chegado. Havia até a indicação no painel eletrônico da vaga do meu ônibus "Berlim DB Bahn 3:30". Pensei "ok, tudo certo, só falta o ônibus chegar". Porém o número do ônibus da minha passagem não coincidia com o número da viagem no painel eletrônico. Assim, perguntei para o motorista do ônibus de Copenhague se a plataforma seria aquela mesma, e para a minha surpresa, o motorista falou que na realidade o meu ônibus para Berlim era aquele dele. Que o destino final era Copenhague, mas antes iria para Berlim. Fiquei sem entender nada, pois tudo era diferente: o horário, a plataforma, o destino... Mas se o motorista falou que aquele era o meu ônibus, tava falado. Entrei no ônibus e segui viagem. Dia 13 (5 de agosto, domingo): Berlim Cheguei na cidade por volta das 7 da manhã. Deixei minhas coisas no quarto de bagagens do hostel e fui explorar a cidade. Berlim tem coisa demais para fazer e embora vários atrativos sejam próximos uns dos outros no mapa, na prática, esteja preparado para andar MUITO. Tudo tem tamanho monumental. Eu arrependi de não ter pego um free tour pela cidade, ao invés de fazer tudo sozinha, como fiz. Berlim tem muita história e na maioria das vezes eu passei por alguns lugares que não sabia o que era e que o free tour iria me fornecer informações. Praticamente todos os museus pagam e eu não fui em nenhum. Não usei o metro e andei demais nesse dia, cerca de 25 km. Embora esteja acostumada a andar longas distâncias, esse dia foi realmente exagerado até para mim, pois o calor fez parecer que andei muito mais. Voltando para o hostel, encontrei com alguns amigos que estão morando na Europa e que havíamos combinado de nos ver. Descansei no final da tarde e à noite fomos comer em um restaurante tipicamente alemão. Pedi um prato que era uma salsicha branca, mostarda doce e um pão pretzel. Engraçado foi o garçom chegando com um super ar de mistério para mim. Ele veio com a comida tampada dentro de um bule e perguntou se seria a primeira vez que eu iria comer. Respondi que sim e ele disse que aquele era um prato tradicional e que tinha o aspecto muito feio e nojento, mas que o sabor era muito bom. Fiquei até com medo que ele destampasse o bule! Hahahaha! Ele abriu e eram duas salsichas brancas e grossas boiando em uma água branca suja horrível. Realmente a aparência não era nada boa! Ele me falou para tirar a "pele" da salsicha, passar mostarda e comer com o pretzel. Não era ruim, mas não é um prato que eu gostaria que tivesse no Brasil para comer de vez em quando. Acho que ele deve avisar a todos os clientes antes que a aparência é feia para que eles não desistam do prato! Hahaha! Dia 14 (6 de agosto, segunda): Berlim Tirei o dia para explorar a cidade usando o metro. As próprias estações de metrô já são um atrativo turístico. Cada uma é diferente da outra e com designes muito legais! Comprei o day ticket (7€) e fui para o memorial do muro, checkpoint charlie e east side gallery. Se você quiser tirar uma foto no checkpoint segurando a bandeira dos EUA, terá que pagar 3€. Lá você pode carimbar o passaporte com carimbos turísticos, mas não sei se tinha que pagar. Recomendo demais a East side gallery! Os muros pintados com os grafites famosos estão lá. A visita rende fotos muito boas. Descansamos no hostel uma parte da tarde e no por do sol fomos para o memorial aos judeus e para o portão de Brandemburgo que é totalmente diferente à noite. A iluminação noturna deixa o lugar muito mais imponente do que já é (aliás essa recomendação serve para qualquer lugar com construções históricas: visitar os lugares durante o dia e a noite). De lá fomos comer um hambúrguer artesanal e voltamos para o hostel. Dia 15 (7 de agosto, terça): Berlim Meu amigos foram embora na parte da manhã e eu fui para o museu de história natural. Eu que já fui MHN de Londres não fiquei tão maravilhada. Comparado ao de Londres, o MHN de Berlim é pequeno e simples, mas valeu demais a ida. O ingresso custava 8€, estudantes 5€ e grupos a partir de 10 pessoas 5€. Apresentei minha carteira da UFMG e entrei com o desconto para estudante. De lá andei em mais algumas partes históricas da cidade perto do museu e fui para o hostel descansar. A noite, na área comum do hostel, conheci um brasileiro de São Paulo e que morou em Berlim durante 7 anos, e que estava visitando alguns amigos. Ele me deu algumas dicas de roteiros não turísticos na cidade e o que eu mais gostei foi sobre um parque de diversões abandonado no antigo lado oriental da cidade (Spreepark Berlim). Pelas imagens do Google, o lugar é uma espécie de Área de Chernobyl, com brinquedos abandonados e a vegetação tomando conta do lugar. Fiquei super curiosa para ir lá dar uma volta de bike, mas infelizmente essa visita teve que ficar para uma próxima oportunidade. Dia 16 (8 de agosto, quarta): Berlim - Dresden Cheguei em Dresden no início da tarde, fui andando para o hostel (longe demais da estação central), deixei minhas coisas no hostel e saí para caminhar. Dresden é uma cidade muito bonita e recomendo muito a visita. A cidade por si só já tem uma história impressionante (ela foi completamente destruída na segunda guerra e reconstruída), mas a arquitetura é demais. Se estiver disposto a fazer as coisas no modo hardcore que nem eu fiz (andando o dia inteiro e sem visitar museus), um dia cheio é suficiente, mas o ideal é pelo menos dois para aproveitar bem a cidade. Dia 17 (9 de agosto, quinta): Dresden - Bastei Bridge - Dresden Parques nacionais estão entre os meus principais objetivos durante os mochilões e muito próximo à Dresden tem um belíssimo parque com mais 400 km de trilhas sinalizadas e a famosa (pelo menos para mim! Hahahaha!) Bastei Bridge. Essa ponte foi construída na época medieval junto a um castelo (que não existe mais, mas tem alguns vestígios no lugar, como bolas de pedras lançadas de catapultas para proteger o castelo) em cima de umas formações rochosas únicas. O parque chama Elbsandsteingebirge e abrange a Alemanha e a Republuca Tcheca. A ponte Bastei fica na cidade de Rathen, mas várias cidades ao redor (que você pode visitar usando o trem) estão incluídas dentro do parque e tem coisas a oferecer de passeios. A ponte é a atração mais famosa e acredito que a de mais fácil acesso também devido ao volume de turistas. O que é uma coisa importante: chegue cedo à ponte. O lugar é lindo, e quanto mais vazio, obviamente, melhor. Dizem que o horário mais bonito é o pôr do sol, e pelas fotos que eu já vi deve ser mesmo. É possível ir para lá de train (S Bahn) e é super fácil o caminho. Saí às 7h do hostel e fui até a estação mais próxima do hostel, onde peguei o S1 na plataforma 2 com destino a Pirna. Em Pirna fiz uma baldeação para a plataforma 3 em direção a Schöna, mas desci em Kurort Rathen. Todo o percurso demorou cerca de 45 minutos. Embora eu tivesse lido a respeito de qual bilhete eu deveria comprar (www.dvb.de), eu comprei diretamente no guichê da BD Bahn na estação Dresden-Neustadt (que era a mais próxima do hostel) porque eu tava insegura de comprar errado no guichê de autoatendimento e tomar uma multa no meio do caminho (um amigo do meu amigo em Berlim comprou o bilhete errado para o aeroporto em Berlim e tomou a multa de 60€. Segundo minha amiga de Hamburgo, não basta pagar a multa, mas seu nome também vai para a polícia e isso pode te atrapalhar de diversas maneiras, como por exemplo inviabilizar um visto de permanência caso um dia pretenda morar na Alemanha). O bilhete custou 14€ (Day ticket que abrangia a área D). Em Hamburgo você compra o bilhete no guichê de autoatendimento e não precisa validá-lo, mas em Berlim e em Dresden sim. Você válida na própria plataforma em uma máquina azul. Se você não o fizer, toma multa também, ainda que esteja com o bilhete certo. Descendo do trem em Kurort Rathen, pegue a balsa 2€ (ida e volta) para atravessar o rio. Rathen é uma cidadezinha fofíssima! Queria passar o dia inteiro lá apreciando as paisagens. Comecei a caminhada para a ponte Blastei às 8:30 e em menos de 10 minutos de caminhada cheguei à escadaria que leva ao topo (cerca de 20 min a meia hora de subida cansativa dependendo do seu preparo). A paisagem já na escadaria é belíssima entre as árvores, pedras e mirantes do rio e da cidade de Rathen. Lá no topo a beleza é estonteante. As formações rochosas e a ponte compõem um cenário muito bonito. O acesso à ponte é gratuito, mas uma parte (que é onde ficava o castelo) é privada e o acesso vale a pena (pois tem visões diferentes, além do valor histórico) e custa 2€. Você pode ir de carro ou de ônibus também para a ponte, caso não queira subir a escadaria. Não sei onde pega o ônibus, mas as informações da linha no ponto indicava o número 237. O estacionamento para carros custava entre 3 a 11€, dependendo do tipo de automóvel. Desci a escadaria em pouco mais de 10 minutos e fui para a estação de trem. A volta para Dresden foi uma luta e demorou mais do que eu gastei em Rathen. Os trens passam em média a cada 40 minutos e estavam tendo várias reformas nas linhas. Assim, o trem era cancelado diversas vezes, mudavam de nome, mudavam de palataforma... Fiquei extremamente perdida, fui para outras estações e gastei mais de 3 horas para chegar ao hostel (guichês de informações da Db Bahn tinham somente em Pirna e Schöna. Não consegui Wi-Fi em nenhum lugar). Pelo menos valeu alguns passeios que eu fiz de trem! Hahahaha! (Como adendo, em Schöna (que é a cidade fronteiriça com a República Tcheca) tinha muitos mochileiros. Deve ter algo legal lá, além da cidade me parecer muito linda também). Chegando ao hostel, comi, dei uma descansada e depois fui para outras partes de Dresden que eu ainda não tinha ido. Dia 18 (10 de agosto, sexta): Praga Praga sempre foi um sonho antigo de mochilão e mesmo que o tempo tenha sido muito curto, eu não poderia deixar de incluir esse espetáculo de cidade no meu roteiro, ainda mais tão próxima a ele (cerca de 150 km de Dresden). Só existe uma expressão para definir Praga: Do caralho! Não posso simplesmente dizer que a cidade é muito boa, magnífica. Ela é do caralho! Fiquei apenas dois dias na cidade e andei DEMAIS para tentar compensar a falta de tempo. Eu sugiro um tempo mínimo do mínimo de 4 dias como roteiro se quiser explorar cada cantinho da cidade. Não existe uma rua, uma viela, uma esquina que não peça para bater uma foto. E em varias áreas eu realmente senti o que seria uma cidade na idade média. Só indo pra entender o tanto que a cidade é sensacional. Me senti de verdade submersa na cultura medieval. A República Tcheca não aceita euro e a moeda local (Coroa Checa - CZK) pode ser trocada em várias casas de câmbio pela cidade. Eu troquei 1€ por 24.50 CZK, mas vi taxas entre 22 (no comércio) a 26.69 CZK (em outras casas de câmbio). Comida em Praga e atrações gerais achei muito caras e acredito que tenham relação com a sobrecarga de turistas. É muita gente! Tenho lido recentemente vários artigos que falam sobre esse problema em cidades muito turísticas, como Londres, Veneza, Amsterdã e Berlim. A quantidade de turistas chega a incomodar. A impressão que eu tive é que Praga tinha muito mais turistas (porque as ruas são pequenas) comparado a Berlim (que as ruas são super largas). Essa superpopulação de turistas é sentida também na falta de educação de turistas que não respeitam as regras ou a cultura local (ainda mais com a cultura de filmar tudo e fazer selfies) e enchem o saco dos nativos, que às vezes perdem a paciência. E com razão. Imagina viver em uma cidade "mundial e cosmopolita", em que o que menos você escuta é a sua língua nativa, com uma poluição sonora e sem conseguir andar direito em algumas ruas, além de outros prejuízos. Sim, a cidade vive do turismo, mas o superturismo é muito problemático. Eu troquei somente 7€ para supermercado e as outras despesas eu paguei no cartão por achar mais prático, pois o comércio não dava troco em euro (além de câmbios desfavoráveis) e as casas de câmbio só trocavam valores "redondos". Existem alguns banheiros públicos espalhados pelas ruas da cidade velha e eles recebem moedas de euro também (média de 1€). O banheiro mais barato que achei foi o da rodoviária Florenc, que custava 0,40€. Na rodoviária também você pode guardar suas bagagens a partir de 60 CZK (eles aceitam euro também) entre às 06 e 22h. Comparado com a Alemanha, Praga é meio zuada. Comparada com o Brasil, Praga é pura organização. O trânsito lá é bastante caótico e é mais fácil você entender alemão do que tcheco. Não recomendo de maneira nenhuma que alugue carro em Praga. Na maioria das áreas com grandes atrações você não pode trafegar ou estacionar e os estacionamentos são muito caros. A maior diversidade de transportes para turistas que eu já vi na vida foi em Praga. Você pode alugar diferentes tipos de transportes de uma ou duas rodas, além da tradicional bicicleta. A maioria eu nem sei o nome pois eu nem sabia que existia tais tecnologias no mundo! Rs! É muito fácil você encontrar lojas nas ruas que vendem um doce chamado Trdekník. Por favor experimente isso! É uma massa assada em forma de cone (lembrando casquinha de sorvete) e com recheios diversos. O preço varia de acordo com a complexidade de recheios. Recheios simples custam a partir de 50 CZK, os super recheados até 180 CZK. Comprei um de sorvete de creme com chantilly, morango e brownies por 170 CZK (cerca de 33 reais no débito com IOF e câmbio do dia). É caro, mas vale como uma refeição de tão grande e é bom demais!! Além de ser típico. Outra coisa típica e que eu não sabia: drogas não são legalizadas, mas são regulamentadas. Achei super estranho ver em alguns mercados ou até mesmo lojas especializadas em vender drogas, especialmente maconha, e de todas as maneiras possíveis. Vi pirulitos, cookies, chás, doces em geral. Quando vi isso no comércio eu fiquei sem entender nada, daí fui ler na internet. Parece que tem alguns bares que até vendem as drogas, você pode portar determinada quantidade para consumo próprio, ter suas próprias plantas, etc. Particularmente eu não uso nenhum tipo de droga e nunca recomendarei por entender os prejuízos biológicos que elas podem fazer (exceto para terapias medicinais cientificamente testadas e comprovadas), mas para quem curte LSD, maconha, entre outros, você não precisa ir somente para o Uruguai ou Amsterdã para usar de uma maneira legalizada/regulamentada. Dia 19 (11 de agosto, sábado): Praga - Regensburg Tomei um super café da manhã no hostel, fiz o check out e deixei minhas coisas no locker da rodoviária. De lá abri o Google Maps para visitar outras partes da cidade e eis que pra minha surpresa o que estava prestes a começar? A Parada Gay de Praga! Que coincidência! Assim, andei um pouquinho pela cidade e fui para a Parada (para quem nunca viu, o Google marca o trajeto do desfile com uma linha colorida). Comparada com a de Hamburgo, a Parada de Praga foi bem menor e mais comportada (pelo que parece os tchecos não têm tantos fetiches estranhos quanto os alemães! Hahahaha!) Às 17h peguei meu ônibus (que era da flixbus, mas era preto e não tinha escrito flixbus - os ônibus da flixbus são verdes e com a logo da empresa) para Regensburg. Dia 20 (12 de agosto, domingo): Regensburg - Munique Em Regensburg eu fiquei na casa de uma outra amiga, que é natural da Alemanha e fez seu doutorado na UFMG enquanto eu estava no mestrado. Foi ótimo revê-la depois de mais de dois anos que ela já havia ido embora do Brasil! Na parte da manhã ela me levou em um dos lagos naturais (Roither See) próximo da cidade de Regensburg para nadar e passar a manhã. Lugar lindo e super agradável de passar o dia! Estacionamento custava 2,50€. À tarde ela foi comigo até o centro histórico de Regensburg onde passeamos por suas ruas e vielas e subimos na torre em frente à ponte principal, onde fica o centro de informação ao turista (2€ para subir na torre e ter uma visão da cidade). No centro de informação também tem um pequeno museu contando a história da cidade (que é patrimônio mundial da Unesco) e banheiros, todos gratuitos. O centro histórico de Regensburg é muito bonitinho! É como se fosse Praga em miniatura e você encontra coisas da idade romana, medieval e até uma rua reconstruída depois de uma guerra com Napoleão. Interessante também que lá tem o primeiro fast food da Europa. A construção é datada de 1320 e funcionava e funciona até hoje como uma salsicharia. As vielas são lindas e a catedral é maravilhosa (e gratuita!). Aliás achei a catedral muito interessante: ela é iluminada internamente somente por velas ou com a luz natural, o que deixa ela bem escura e te dá uma sensação mais real de como era na idade média. No seu subsolo tem algumas tumbas e os ossos do Regensberg (que deu nome à cidade) envoltos por fitas com ouro. Antes de andarmos pelo centro histórico eu deixei minha mochila no locker na estação de trem (4€ o dia) pois tinha um ônibus para Munique às 18:30h. O ônibus da flixbus novamente deu problema. Ele atrasou 45 minutos (o atraso previsto no app era de 30min) e o anterior a ele para Munique também (às 16:30h) não tinha passado e eles não avisaram os passageiros. Por conta disso acabei conhecendo um senhorzinho da Croácia (que estava esperando o ônibus que não passou) muito simpático e ficamos batendo papo durante todo o tempo de espera e viagem. Cheguei em Munique às 21h (a previsão era de 20:15h). Peguei o metrô (6,70€ o day ticket e tem que validar o ticket) e fui para a casa do cunhado da minha amiga de Hamburgo. Dia 21 (13 de agosto, segunda): Munique Embora Munique tenha também muita história, achei que um dia bem aproveitado foi suficiente para conhecer os principais pontos turísticos da cidade. Os principais pontos visitados foram Schloss und Park Nymphenburg e as áreas ao redor da Marienplatz. A visita interna ao Palácio de Nymphenburg custava 6,50€ e os banheiros eram gratuitos. Nesse dia eu sai com a minha camisa do Brasil e foi engraçado o tanto de brasileiros que moram na Alemanha que vieram conversar comigo! Alguns me deram várias dicas sobre a vida na Alemanha e de lugares para visitar, especialmente fora da cidade, como o castelo de Neuschwanstein (que inspirou a criação do desenho da Cinderela). Antes de voltar para casa fiz supermercado para levar comida para Cortina D'Ampezzo, pois não sabia como seria meus dias por lá, já que não tinha hospedagem garantida. Além disso, percebi que era melhor comprar comida em cidades grandes do que em cidades pequenas, pois as ofertas de produtos eram maiores e mais baratas. Como o volume de coisas que comprei foi maior, foi ótimo ter uma sacola plástica na mochila. Na Alemanha (acho que em toda Europa) a sacolinha plástica foi abolida e se precisar de uma sacola, você tem que comprar uma de papel no próprio caixa do supermercado. Então carregue sempre uma com você. Dia 22 (14 de agosto, terça): Cortina D'Ampezzo Fui para a rodoviária de Munique (ZOB) e deu tudo certo desta vez com o ônibus da flixbus. Lá na rodoviária tem banheiros a 0,50€. Você percebe que está chegando na Áustria por causa das cadeias montanhosas, que são maravilhosas por todo o caminho. A região das dolomitas, na Itália, então nem se fala! Pegamos bastante chuva na estrada, fazendo um pouquinho de frio no caminho e muito frio a noite nas cidades. Na estrada que pegamos entre Munique e Cortina, passamos por 3 pedágios: um na Áustria (9,50€ o carro) e dois na Itália (não vi os preços, mas quase certeza que eram 10€ o carro em cada um). Como já havia falado, eu planejei a minha viagem inteira. Do início ao fim as hospedagens, passagens, horários... Tudo estava resolvido. Exceto um lugar que a hospedagem não estava reservada: Cortina D'Ampezzo. Ir na região das dolomitas sempre foi um sonho muito grande e um dos meus objetivos de vida. Acontece que a região é basicamente para ricos, pois tudo é ABSURDAMENTE caro e não consegui muitas informações na internet pois o lugar é tão caro, que gente de renda normal não frequenta. Mesmo. Comecei a pesquisar hospedagens com pelo menos 5 meses de antecedência e a hospedagem mais barata que eu tinha achado era 380€ para três diárias em uma cidade a 24 km de Cortina (como comparação, em 3 semanas de viagem pela Alemanha e Praga eu gastei cerca de 500€ incluindo tudo: transporte, alimentação, hospedagem, compras pessoais e diversão). Resolvi então fazer uma tentativa muito arriscada. Ir para lá sem hospedagem e tentar achar algum lugar mais barato que não estivesse listado em nenhum lugar na internet (como já tinha ocorrido comigo em mochilões para a Patagônia, que também é uma região cara). Na pior das hipóteses eu iria pegar outro ônibus para ir para algum outro lugar ou dormir na rodoviária, já que eu tinha comida garantida para pelo menos a primeira noite. Se isso tivesse acontecido eu estaria MUITO FUDIDA. Mesmo. Primeiro pelo frio. A noite estava gelada pra caramba (pelo menos uns 10 graus) e eu não tinha roupa de frio suficiente para a intensidade do frio. Além de ser uma região alta, onde venta demais (o que diminui ainda mais a sensação térmica). Segundo, não há rodoviária. Os ônibus apenas param em um lugar todo aberto, então não teria lugar para me abrigar do frio (e da chuva). Terceiro, estava chovendo. Quarto, Cortina não é pequena e eu morreria de andar para procurar hospedagens. Quinto, toda a região, não apenas a cidade de Cortina, mas outras cidades também, é uma região de ricos e NÃO HÁ hospedagens baratas como hostels. Como disse, 380€ é o menor preço que consegui várias semanas antes da viagem (mas o preço médio das DIÁRIAS era 400€) e à medida que as hospedagens iam esgotando, os preços obviamente iam subindo. No dia da viagem pra Cortina, a hospedagem mais barata que eu encontrei pelo booking.com era quase 900€ para 3 diárias. Couchsurfing lá praticamente não existe (os usuários não acessam suas contas há muito tempo e possuem baixíssimas taxas de resposta). Não há hostels. Os B&B além de longes, são tão caros quanto os hotéis. E esse problema com os preços não é apenas em Cortina, mas em TODAS as cidades da região da dolomitas, que possui centenas e centenas de quilômetros. A região é tão cara que a Audi faz propaganda em toda região. Na entrada e saída de Cortina, por exemplo, tem o símbolo da Audi junto com o letreiro da cidade. No meu dia a dia eu costumo ser muito azarada, mas não sei o que acontece de mágico nas minhas viagens que puta que pariu da sorte de ter nascido literalmente com a bunda virada para a lua! Nem acreditei! No ônibus no meio do caminho, ainda na Áustria, subiu um senhorzinho italiano de 77 anos (Mario) e sentou ao meu lado. Não trocamos uma palavra durante umas duas horas. Na terceira parada no ônibus, já na Itália, ele falou algo comigo em italiano e eu respondi em espanhol. Prontamente ele começou a conversar comigo e parecia que nos conhecíamos há anos, de tanta afinidade que tivemos. Eis que para a minha surpresa, ele tinha uma casa em um vilarejo a 37km de Cortina. Contei a ele da minha situação sobre a hospedagem e pedi alguma dica. Ele sem pestanejar me convidou para me hospedar lá na casa dele e eu fui. Cara, que encontro foi esse! O couchsurfing mais inesperado da minha vida! Que surreal foram os nossos papos! O Mario é um professor de línguas aposentado (fala fluentemente italiano, francês, alemão, inglês e espanhol, e arranha algumas coisas de Quéchua), que viaja pelo menos duas vezes ao mês para várias partes do mundo com companhias low cost, mora em Málaga na Espanha e a cada duas ou três semanas vai até Caprile para verificar se está tudo certo com a sua casa, que tem 3 andares e fica em um lugar espetacularmente bonito. Caprile, que é um povoado da cidade de Alleghe, fica cerca de uma hora e 10 minutos de ônibus da cidade de Cortina D'Ampezzo. Para chegar na casa dele, depois do ônibus, ainda tivemos que pegar seu carro (que fica estacionado o tempo inteiro no centro de Caprile quando ele não está no povoado) e dirigir por uns 10 a 15 minutos. Fiquei no segundo andar em um quarto privado, ele no terceiro. Não deixou que eu gastasse as comidas que tinha comprado de jeito nenhum, nem que eu pagasse quase nada. Apenas meus próprios bilhetes de ônibus para o Tre Cime depois de eu tanto insistir (o primeiro bilhete ele me deu). Tomamos vinho, champanhe, comemos queijos, salames, presuntos e frutas de diferentes tipos. Eu já não aguentava mais comer de tão cheia que estava! Ainda preparamos comida para o dia seguinte, pois ele decidiu que iria comigo no Tre Cime di Lavaredo (contei a ele meu sonho de ir lá e ele estava disposto a fazer tudo para me ajudar a torná-lo realidade!). Me mostrou orgulhoso suas notas em todos os certificados e boletins escolares de toda a sua vida. Me apresentou a cidade de Cortina, me indicou os nomes das montanhas, me contou histórias das guerras na região e histórias da sua infância e adolescência. Cara, que fofo! Foi um grande amigo, pai e avô! Transformou a minha viagem e a minha vida para sempre e ele ganhou uma amiga também. E faço questão de ser também, pois gente com um coração e uma empatia iguais a dele são raríssimas hoje em dia no mundo. Gratidão eterna! Dia 23 (15 de agosto, quinta): Tre Cime di Lavaredo O dia amanheceu lindo, para a minha sorte de novo! Incrivelmente eu como costumo dar muita sorte com o tempo também em viagens. Estava chovendo todos os dias nas dolomitas, mas peguei chuva só no dia anterior. E pelo noticiário, estava chovendo na Itália inteira, exceto nas dolomitas no dias 15 e 16 de agosto. Tive sorte em Hamburgo também. Estava chovendo o tempo inteiro e durante a minha estadia não caiu uma gota, mas depois que fui embora começou a chover também. Em Florença a mesma coisa: chuva no dia anterior à minha chegada e solzão durante a minha estadia. Em Liubliana caiu uma tempestade depois que eu fui embora. Acho que eu levo sol por onde eu passo! Hahahaha! 🍀😀 Embora o dia estivesse aberto e ensolarado nas dolomitas, fez frio demais. Estava no máximo uns 13 graus às 8:30h da manhã, horário que pegamos o ônibus em Caprile para Tre Cime di Lavaredo. E o dia não passou dos 20 graus. Os ônibus levam até os principais pontos turísticos da região, que é o Tre Cime e o Lago Misurina, que fica no caminho para Tre Cime. Há outros ônibus que levam para outros lugares, mas eles são mais raros. Eu tive uma dificuldade tremenda de achar informações na internet sobre os tipos de transportes, preços, e outras informações, da região das dolomitas. Basicamente descobri tudo lá. E por isso não tinha noção do que esperar (Santo Mário que cruzou meu caminho para me ajudar!). A primeira dica para economizar é levar alguma coisa para comer, pois a oferta de mercados são limitadíssimas. Quase um monopólio. Era tudo muito caro, pelo menos o dobro de preço. Um simples pão de sal, por exemplo, que na Alemanha custava cerca de 0,14€, em Caprile e Cortina custava 0,30€. Ainda bem que eu comprei comida em Munique (embora o Mario não me deixou gastar nada e ainda me entupiu de coisas para levar no resto do mochilão! Hahahaha!). Uma refeição por mais simples que fosse, não era menos do que 20€. Eu estive na região praticamente na última semana das férias de agosto da Europa e a região das dolomitas estava abarrotada de gente, em todas as cidades que passei ou visitei (Segundo o Mario, já na semana seguinte tudo estaria como um deserto). Alguns lugares tinha congestionamento, os estacionamentos (pagos também!) e as ruas estavam lotadas. E foi impressionante como estavam! É tanta gente que há incentivos para que os visitantes usem o transporte público para ir a alguns lugares. Que tipo de incentivo? Que envolve dinheiro, claro! Quem nos disse isso foi o motorista do ônibus para Tre Cime (que era um conhecido do Mario): estão aumentando absurdamente os preços de pedágios e estacionamentos para limitar o número de carros. E a tendência dos preços é só aumentar. O problema é que a melhor maneira de ir para a região é de carro, que é a minha segunda dica. Se for de transporte público, como eu fiz, conseguirá ir apenas no Tre Cime e no lago Misurina. Só. Todo o resto não poderá ir, pois as distâncias são grandes demais para fazer a pé e os raros ônibus vão somente para as cidades maiores da região. O ônibus para Tre Cime saia do centro de Cortina a partir da 8:30h da manhã, a cada 45 minutos ou uma hora, sendo que o último era às 17:55h. Esse era o horário para o período de junho a setembro, que estava fixado nos quadros de funcionamento nas paradas do ônibus. Provavelmente a frequência de ônibus deve ser menor ainda nos outros meses e eles devem atualizar os quadros de acordo com o período. O nome da empresa que fazia os transportes era DolomitiBus. Ainda bem que havíamos pegado o ônibus para Tre Cime em Caprile, pois chegou em Cortina e ele encheu tanto que não cabia mais nenhuma pessoa. O que foi um problema para os passageiros que estavam em pé espremidos durante 1 hora de trajeto extremamente sinuoso, e para os outros passageiros que estavam nos pontos de ônibus ao longo do caminho fazia horas (ninguém entrava). Pouco antes de chegar no Tre Cime, havia um pedágio, que aceitava somente dinheiro: 20€ para motos, 30€ para carros, 60€ para vans, 90€ para trailers e 120€ para ônibus particulares. Os preços das passagens dos ônibus do transporte público variam de acordo com a distância a ser percorrida. O bilhete para distâncias de até 30km custavam 4€ (passagem que é comprada para a distância entre Cortina e Tre Cime, que se eu não me engano é 27km, mas o caminho é tão sinuoso - como em toda a região das dolomitas - que o ônibus demora cerca de uma hora para chegar). Como peguei o ônibus em Caprile, tive que comprar um bilhete de até 75km, que custou 5,50€, totalizando 11€ a ida e a volta. Assim, caso você vá de transporte particular, é mais vantajoso você deixá-lo em Cortina e ir para Tre Cime de transporte público, embora vá ter que ter paciência para provavelmente pegar um busão lotado a partir de Cortina (nada que não estejamos acostumados no Brasil!). O ônibus vai até a base do Tre Cime e o tempo de caminhada dependerá no tanto que quer andar nas trilhas para ver os diferentes ângulos das montanhas. Eu não andei muito porque o Mario estava comigo e cansava muito facilmente pela idade. As paisagens de toda a região são maravilhosas, mas lá da base do Tre Cime, é espetacular! O clima da região é rotineiramente muito frio por ser regiões muito altas (as cidades mais baixas estão na média de 1000 metros), e a base do Tre Cime está a 2344 metros. Então vá bem agasalhado, pois naturalmente frio e o vento é congelante demais. Além disso, o tempo na montanha muda muito facilmente e rapidamente por causa da proximidade das nuvens. Quando chegamos estava fazendo bastante sol, com menos de 40 minutos o tempo mudou completamente. Estava nublado, com cara de chuva e a temperatura despencou. Lá em cima há um refúgio de montanha, que é o mais famoso e fácil de chegar. Não sei os preços dele, mas os refúgios de montanha mais baratos que eu vi (cerca de 60€ a diária) eram de dificílimo acesso com carro, e impossíveis sem carro. Todos os refúgios possuem acesso remoto, que obrigatoriamente dependem de carro. Alguns, além do carro, depende de horas de caminhada. No Tre Cime, além de um refúgio, tem um restaurante (que não sei se oferece hospedagem também, pois ele era bem grande). No início da tarde, quando estávamos indo em direção ao ônibus para retornar a Caprile, paramos em frente ao restaurante para fazer um lanche, enquanto apreciávamos a paisagem. Enquanto lanchávamos, conhecemos duas mochileiros da Espanha que foram com as mochilas e barraca para tentar hospedagem no refúgio. Mas foram em vão. Estava tudo lotado e nem guardar as coisas delas enquanto elas caminhavam, eles não fizeram. Praticamente em frente ao restaurante havia banheiro gratuito. Esse banheiro era daqueles que não tinha privada. Era uma espécie de louça no chão, onde você faz suas necessidades agachado. Ainda que eu não sente em privadas de banheiros públicos, achei bem esquisito! Hahahaha! Pegamos o ônibus de volta no Tre Cime às 14h e chegamos em Caprile por volta das 16:30h. Antes de irmos para casa, o Mario me levou em Alleghe para ver o lago, em um lugar para ver o Monte Pelmo (que é maior montanha) e em alguns povoados ao redor, como o local onde sua avó morava. Como esse povoado era mais antigo, as casas eram todas de madeira e com estilos muito diferentes. Parecia que eu tinha voltado no tempo ao ver aquelas genuínas casas italianas de alta montanha! Chegamos em casa por volta das 19h, preparamos a janta, bebemos mais vinho e champanhe e fomos dormir. Dia 24 (16 de agosto, quinta): Caprile, Allegho e regiões O Mario passou toda a infância e adolescência na região de Caprile e Allegho e conhece a região melhor do que ninguém. Na parte da manhã fomos até uma oficina de carros pois a roda dianteira direita do carro começou a fazer um barulho quando estávamos andando no dia anterior (e realmente tinha um problema no disco de freio). Depois ele me levou até uma região chamada Belvedere, de onde se tem uma visão de várias cidades, e em alguns povoados (tantos que não sei os nomes). Um desses povoados tinha uma casa do ano de 1606. Em Caprile tem uma igreja de 1763. Voltamos para almoçar em casa às 13h, descansamos até às 17h e depois saímos novamente. Fomos até uma das várias estações de ski no inverno (são mais de 80km de pistas, mas todas são fechadas no verão pela ausência de neve, obviamente) e me contou diversas histórias de trabalhos que fazia com sua mãe (e suas duas vacas!!) quando era criança. Às 19h fomos comer uma pizza em um povoado de Caprile. As pizzas eram muito boas e gigantes, e com as bebidas, saiu por 25€ (e ele se sentiu extremamente ofendido ao me oferecer para pagar ou rachar a conta). Depois da pizza fomos para casa. Nas minhas andanças de carro com o Mario, vi apenas duas placas de camping, sendo que passei em frente a um deles. Não deu para observar muito, mas não vi barracas, muito menos os preços. Parecia que era um estacionamento para trailers. Dia 25 (17 de agosto, sexta): Veneza Meu ônibus para Veneza saiu de Cortina às 07h da manhã e o Mario me levou até lá de carro saindo de Caprile, pois não havia ônibus tão cedo. Quase perdi o ônibus se não fosse o motorista para nos avisar. Eu comprei uma passagem da flixbus, mas por volta de 6:40 da manhã (meu ônibus era às 07h) parou um ônibus da empresa Cortina Express. Nem me mexi pois não era a flixbus. Pouco antes de partir, o motorista veio até a mim e ao Mário falando que aquele era meu ônibus (ele supôs que eu iria pegar um ônibus por causa do mochilão). Argumentei que não, que meu ônibus era da flixbus, mas ele me disse que aquele ônibus era da flixbus, embora tivesse outro nome. Eu não entendi nada! Só sei que depois de todos os problemas com os ônibus que tive até então, me mostraram que a empresa não é muito confiável, e que eu deveria sempre conferir com o motorista, independente do horário, destino e logomarca da empresa. Cheguei em Veneza Mestre (que é a parte continental da cidade), deixei minhas coisas no hostel, peguei o trem e fui para a parte turística de Veneza (que são ilhas). A partir da estação Mestre, você pode ir de ônibus (linha 2, mas não sei o preço e dentro do ônibus não há venda de passagens - tem que comprar antes) ou de trem. Eu optei pelo trem, que custou 2,60€ (1,30€ a ida e 1,30€ a volta, sendo que se você voltar depois de meia noite é outro preço). Você precisa validar o bilhete nas máquinas nas colunas das plataformas. A partir da estação Mestre, você tem que ir em direção à estação Santa Lucia (que é a final). Peguei o trem regional na plataforma 1 e o tempo do percurso foi de 10 minutos (não há estações intermediárias entre mestre e Santa Lucia). Para voltar para Mestre, você pode pegar qualquer trem regional (Reg). Até entender isso (ninguém falava inglês ou espanhol para me ajudar), eu fiquei super perdida sem entender nada, pois no painel de aviso de plataformas não aparecia Mestre. Diferentemente da região das dolomitas (que é uma região alta e fria naturalmente), Veneza estava muito quente. Pensei que sentiria o famoso "cheiro de esgoto", mas não senti nada. E olha que o dia estava esturricante. Aliás, achei a água dos canais de Veneza super limpos e tinham uma coloração esverdeada. Somente no mercado do peixe é que o cheiro de peixe era muito forte, mas normal para o que se vendia lá, né. Veneza é realmente muito legal de visitar. E é impossível não se perder lá nas vielas, o que faz parte também da visita à cidade. Fui ao Museu de História Natural de Veneza (descobri que havia somente lá!). Entrei esperando um museu super simples e saí de lá maravilhada! Que museu magnífico! Sinceramente, me impactou muito mais do que o de Berlim. A entrada custou 8€. A maioria das igrejas (especialmente as grandes) ou museus pagavam para entrar e o preço variava entre 3 a 12€. Com exceção ao de história natural, eu não fui em nenhum outro, pois não é o tipo de atração que me atrai muito, além de eu não entender nada de arte para saber apreciá-la. Mas quem gosta e entende, Veneza é um lugar importante de se visitar. Alguns lugares exigem uma vestimenta adequada para entrar, especialmente igrejas. Não pode entrar de short, bermuda, saia e ombros de fora. Então se quiser entrar, terá que ir de calça e blusa de manga. Quase assei por causa do calor e da roupa mais fechada, mas consegui entrar em algumas igrejas gratuitas. Um dia em Veneza foi suficiente para mim, mas para quem gosta de arte e quer explorar muito bem todas as partes das ilhas, um dia será muito pouco. Então depende do estilo da sua viagem. Não andei de gôndola, mas vi que os preços eram tabelados: 80€ para passeios diurnos com duração de 30 minutos e máximo de 6 pessoas, 100€ para passeios noturnos (19h às 8h da manhã) com duração de 35 minutos e, provavelmente (não estava escrito isso nos quadro), máximo de 6 pessoas. As coisas em Veneza também são bem caras (nada comparado com as dolomitas. Acho que dificilmente outra cidade supera aquele lugar!) e existe uma variação grande de preços dependendo do lugar onde comer. As coisas mais baratas costumavam estar nas ruelas menos movimentadas. Uma pizza super simples (Margherita, que só leva queijo e massa de tomate) variava entre 6,90€ a 9,00€. Se quiser comer mais barato, fuja das ruas movimentadas e praças. Além dos preços mais caros, eles ainda cobram cerca de 12% pelo serviço. Observei essa variação de preços também nos artesanatos e lembrancinhas. Há algumas fontes de água pela cidade, que você pode beber sem medo. Um dos artesanatos mais comuns em Veneza são os trabalhos e bijuterias feitas com vidro murano (que eu duvido muito que seja murano de verdade. Tudo falsificado!), que é típico da região e extremamente tradicional. Umas peças mais maravilhosas que as outras. Comprei alguns brincos e colares para mim e para dar de presente (ao voltar para o Brasil ostentei com produtos falsificados da China, mas que pelo menos foram comprados em Veneza! Hahahahahaha!). Dia 26 (18 de agosto, sábado): Liubliana Fiz o meu checkout no hostel e fui para o ponto de ônibus da flixbus em frente à estação de trens Mestre. O ônibus estava previsto para as 10:15h, mas atrasou em meia hora. Dessa vez o ônibus tinha a logomarca da empresa e o destino final estava certo, mas não o número da conexão. Porém perguntei ao motorista e deu tudo certo. O atraso de meia hora acabou virando muito mais. A previsão de chegada era às 14:15, mas cheguei era era quase 16h. Caminhei uns 20 minutos até o hostel e mesmo sendo tarde para o checkin, o quarto ainda não estava disponível. Deixei minhas coisas no hostel e saí para caminhar pela cidade. A Eslovênia não é um país famoso entre os mochileiros brasileiros, mas eu sempre li tanta coisa dos parques nacionais e cavernas que eu nunca entendi a razão (é o país mais verde da Europa). E chegando em Liubliana eu fiquei ainda mais sem entender o porquê. O país bonito, bom e barato. Eu simplesmente amei Liubliana! As coisas e comidas são baratas comparadas com as outras cidades que eu passei, o povo é super amigável, os pontos turísticos não são tão cheios, a cidade é linda e tem uma atmosfera super descontraída. Fui até o castelo (entrada 7,50€), caminhei pela cidade até o por do sol e depois fui ver um jogo de basquete (era algum campeonato europeu de 3x3) que estava tendo em uma das praças. Depois de um tempo vendo o jogo, fui para o hostel, tomei um banho e saí para um bar, onde encontrei coisa franceses do Couchsurfing. Um deles entrou em contato comigo pelo CS depois de ver uma publicação pública minha. Marcamos de encontrar em Liubliana e ele tinha conhecido um outro francês que estava no mesmo hostel que ele. Assim, saímos os três para comer e beber e a noite foi recheada de bons papos e ótima companhia que só o CS proporciona. Comida em Liubliana foi a mais barata de todas as cidades que eu passei no mochilão inteiro. Com 10 a 15€ você pode fazer uma super refeição. Os sorvetes são maravilhosos e os mais baratos também. Lá no castelo estava tendo uma festa de um casamento em um restaurante. Todo mundo sentado, falando baixo e super comportado, como eu presenciei na Alemanha. No quesito animação realmente ninguém ganha de nós latinos! Hahahaha! Dia 27 (19 de agosto, domingo): Predjama, Postojama e Piran Fiz a reserva do carro pela internet quando eu estava em Veneza. Desde o início a minha ideia era alugar um carro, mas não havia ainda feito a reserva no Brasil, pois não tinha certeza sobre a viabilidade financeira. Como gastei só 13€ na minha estadia nas dolomitas (vou entrar no Guiness book por essa façanha! Hahahahaha! Santo Mario que cruzou o meu caminho!) e economizei muito em comida em toda a viagem, ficou garantido que alugaria o carro. Fiz buscas pelo aplicativo Rental cars, mas não sei porque ele começou a dar um pau e nem reinstalando o aplicativo vou a funcionar. Então fiz as buscas manuais nos sites das empresas indicadas por alguns blogs de viagens e relatos. O aluguel mais barato foi pela Sixt e reservar o carro pela internet foi muito rápido e simples. O valor do UP/Renaut Clio estava cerca de 23€ a diária. Contratei seguro de pára-brisas e de pneus como extra (quase 6€ a mais na diária). O aluguel com as taxas totalizou em 111.85€ para 4 diárias, retirando o carro na locadora às 8h do dia 19/08 e entregando no mesmo lugar às 17h do dia 22/08. A quilometragem era livre e tive que entregar com o tanque cheio (da mesma forma que eu recebi). Porém na agência (que fica dentro da estação de trem) resolvi contratar o seguro total da lataria, pois caso acontece algo mínimo, eu teria que pagar 800€. Assim, com o seguro total e os extras, o aluguel saiu por 187.44€. Esse preço não incluía para atravessar fronteiras. Eu olhei para ir para a parte noroeste da Croácia, mas teria uma taxa adicional de fronteira e o aluguel sairia com o seguro total por 243.71€. Eu não contratei GPS, pois iria usar meu iPad, mas eles "me deram de graça" um carro com GPS integrado, o que foi uma maravilha! Com o iPad teria sido difícil. Peguei um Renaut Captur. Carro muito confortável, estável e gostoso de dirigir. Embora o aluguel tenha saído por 187.44€, eles passaram no meu cartão (eles não aceitavam dinheiro) 290€ como um depósito de garantia e quando eu entregasse o carro eles iriam estornar imediatamente os 103€ adicionais (na verdade demorou 8 dias para que caísse na minha conta. Mandei um e-mail para eles, que falaram que era um problema do meu banco, mas não vi nenhuma pendência pelo app do Banco do Brasil). O fato deles não aceitarem dinheiro me pegou de surpresa e foi péssimo para mim, pois tomei muito prejuízo. Primeiro pelo pagamento do IOF no cartão. Mesmo se eles tivesse estornado certinho, eles não depositam o IOF né... Segundo que paguei no débito (o meu cartão de crédito é da ELO, que é aceito só no Brasil) e o valor do euro no dia estava quase 4,90 reais. Na hora da retirada não foi ninguém da locadora comigo vistoriar o carro. Eles me enviaram por e-mail o checkup do carro com os pequenos defeitos, mas eu fui ver só depois, pois não tive acesso ao Wi-Fi. Ou seja, se eu visse algo que não estivesse no checkup, eu não teria como reportar para ninguém da empresa e provavelmente eles me cobrariam. Saindo de Liubliana, fui direto para o castelo de Predjama ao invés de ir para Postojna primeiro. Melhor decisão que eu tomei. O castelo é relativamente pequeno e como eu cheguei cedo (máximo 9:30h), haviam poucas pessoas. Quando eu saí do castelo, a fila de entrada estava bem grande e deve ter sido difícil para esse pessoal andar lá dentro. Lá eu comprei o combo para 5 atrações, que incluía a entrada no castelo e a visita à caverna do castelo, e mais três atrações em Postojama (viveiro, exposição/museu e a caverna). Esse combo saiu por 48,50€ e achei que valeu super a pena. Cada atração valeu a pena visitar e o combo saía bem mais barato (se fosse comprar separado sairia por mais de 62€). Existem outros combos, mas realmente recomendo que tire o dia para conhecer tudo com o combo das 5 atrações. Esse combo de 5 atrações só é vendido no castelo. Em Postojna eles vendem somente o combo de 4 atrações (não incluem a visita à caverna em Predjama), e saia cerca de 45€. Então se você comprar o combo de 4 em Postojna na parte da manhã, for ao castelo na parte da tarde e quiser fazer o passeio na caverna do castelo, terá que pagar o passeio à parte, o que acabará saindo mais caro do que os 48.50€ que eu paguei no combo de 5. O castelo de Predjama é incrível! É muito interessante como eles montaram um castelo dentro de uma caverna e como eles aproveitavam dessa vantagem em conflitos. Show! Você pode visitar todas as áreas e eles te dão um áudio guia (espanhol, inglês, italiano, alemão ou esloveno) para você ir escutando as explicações para cada área do castelo. Depois fui visitar as cavernas do castelo. O passeio começou às 11h e teve a duração de uma hora. O guia falava em inglês com bastante calma e de forma clara, de forma que o sotaque dele não atrapalhou em nada o entendimento da explicações (aliás isso foi unanimidade para todos os guias das cavernas que eu fui). Aconselho a levar blusa de frio (isso serve também para todas as cavernas!) Dentro da caverna deve fazer uns 15 graus no máximo e ainda por cima venta em algumas áreas. A caverna tem cerca de 14km de extensão, mas visita-se somente cerca de 1 a 2 km. Ao longo do percurso podemos ver alguns morceguinhos fofos dependurados no teto. Segundo o guia, a caverna abriga cerca de 14 espécies em uma colônia de cerca de 20 mil indivíduos, mas essa colônia grande fica em áreas de acesso restrito aos turistas. A caverna de Postojama é completamente diferente. Enquanto a primeira é seca, menor e mais quente, a de Postojama é super úmida, imensa e bem mais fria, apesar de não ventar naturalmente. Que caverna maravilhosa!!! A beleza impressiona demais! Ela tem 27km de extensão. Não sei quantos quilômetros percorremos dela, mas certamente não mais do que 5km, contando com o trem. Nela você também entra com horário marcado e os turistas são separados por guias de acordo com a língua (inglês, alemão, italiano e esloveno). Meu passeio estava marcado para as 15h e teve a duração de 1:30h. O passeio começa pelo trenzinho, depois fazemos a caminhada e retornamos com o trem. A temperatura dentro da caverna é 10 graus. Na caverna de Predjama, além da temperatura ser um pouquinho maior, tivemos que subir muitas escadas. Assim, senti frio (não levei minha blusa de frio), mas na hora que tava começando a ficar difícil de aguentar, o passeio acabou. Em Postojama eu nem lembrei de pegar minha blusa de frio no carro e eu sofri bastante. Lá dentro não venta naturalmente, mas você toma muito vento no trenzinho. Não esqueça de levar blusa de frio!!! No final do passeio, minha mão já tava tão gelada que além de não tá sentindo mais os dedos, o meu celular já não aceitava mais o touch! Hahahaha! Por mais que eu apertasse a tela, não funcionava (no final para eu conseguir tirar fotos, eu tinha que esquentar meu dedo dentro da boca para conseguir usar o touch! Hahahahahaha!). Quando saí da caverna, tava um sol de 35 graus, que me esquentou em 5 minutos! Se você se esquecer de levar blusa, você pode alugar lá por 4€. As outras atrações inclusas no ingresso são o viveiro e o museu. No viveiro há alguns aquários com animais vivos cavernícolas (aquáticos e terrestres), incluindo a salamandra Proteus (que a bióloga aqui pirou!). Sobre os estacionamentos, em Predjama é gratuito, porém ele não é tão grande e você precisa chegar cedo para garantir vaga. Em Postojama o estacionamento era pago e tinha o valor de 5€ para o dia inteiro. Sobre os banheiros, em ambos os lugares eram gratuitos. Saí de Postojama para Piran por volta de das 17h. Chegando em Piran, dei uma volta pelo centro histórico e a noite fui dormir dentro do carro. Noite péssima. Além do desconforto, que já era sabido, a noite estava absurdamente quente (cerca de 28 graus) e com pouquíssimo vento. Assei dentro do carro. E ainda por cima descobri que lá tinha pernilongos (pensei que essa praga era só de país tropical). Dia 28 (20 de agosto, segunda): Piran, Izola e Skocjan cave Acordei cedo e fui direto para para a praia de Piran, onde fiquei até 9:30h. Depois fui para Izola, onde almocei, dei uma dormida no carro e saí para Koper às 15h. Chegando em Koper, eu me perdi e parei em um McDonalds para tentar Wi-Fi e ver onde era a praia. Mas descobri que havia uma caverna a meia hora de distância, a Skocjan cave. Então desisti de ir para a praia de Koper e fui direto para a caverna, chegando lá às 16:10h. E como valeu a pena essa mudança! A caverna é enorme!! Ela tem só 7km de extensão , andamos 2km, e o passeio durou 2h. Ela tem bem menos formações rochosas que as do dia anterior, mas seus salões são gigantescos. Se eu entendi direito, ela é a terceira do mundo em tamanho de salões. Lá infelizmente não pode tirar fotos, mas seu tamanho vai ficar para sempre na memória. Nessa caverna faz cerca de 12 graus (e dessa vez eu não dei orelhice e levei minha blusa de frio! Hahahaha!). Os passeios praticamente saem de uma em uma hora, sendo a última entrada às 17h. O estacionamento e os banheiros da caverna de Skocjan também eram gratuitos. Saí de Skocjan era 19:20h e fui dirigindo até Tolmin, onde a a previsão de chegada era às 20:30h. Porém parei no meio do caminho, na cidade de Kanal. Parei inicialmente para conhecer a cidade e ver de perto o rio Soca (que é o rio mais famoso pelo azul da cor da água e que eu já estava acompanhando pela estrada havia algum tempo. Aliás, que cenários deslumbrantes na estrada, uma pena que nelas praticamente não há acostamentos para parar e tirar umas fotos). Porém a noite chegou e eu resolvi ficar na cidade para depois seguir viagem pela manhã para Tolmin. Dormi novamente no carro, mas a noite estava bem fresca e foi super tranquilo. Pelo que parece a cidade de Kanal é famosa pelos saltos ornamentais da ponte da cidade sobre o rio Soca (é bem alto!) e pelas trilhas para bicicletas. Sobre as praias, eu gostei mais da cidade de Piran, mas mais da praia de Izola. Em Piran o vilarejo é antigo e interessante. Algumas ruas me lembraram Veneza (incluindo ficar perdido!). As praias da Eslovênia não têm areia. Toda a praia é de pedra e pedregulhos, o que deixa a água bem transparente (muito bonito!), mas é horrível para andar descalço. Na praia de Piran há chuveiros gratuitos de água doce para tirar o sal do corpo, mas em Izola não. Nem pago. Em Piran também há algumas fontes de água potável pelo centro histórico, o que foi importante para reabastecer minhas garrafas de água para deixar no carro. Em Izola as cadeiras eram alugadas ente 5 a 15€, guarda-sol por 3€ e o SUP por 25€ o dia, 50€ três dias e 100€ a semana. Dia 29 (21 de agosto, terça): Tolmin, Lago Bohinj e Bled Saí cedo para Tolmin, que é uma cidadezinha bem charmosa e oferece diversas atrações (ela também é conhecida como a cidade portal do Parque Nacional Triglav). Fiz as 3 principais atrações andando (meia hora a 45 minutos de caminhada para cada uma, partindo do centro de informações ao turista). Primeiro fui para as ruínas do castelo (Kozlov rob), depois fui para os cânions (Tolminska Korita) e depois para o encontro dos rios Soca e Tolminka. Prepare as pernocas para fazer esses atrativos! A trilha para o castelo é super íngreme e exige bastante do fôlego, ainda mais em dias quentes como estava (35 graus e sem vento). Nos cânions você subirá e descerá várias escadarias de pedra bem íngremes também. E para o encontro dos rios, eu já estava bem cansada, então a caminhada foi um pouco puxada pelo sol e pelo cansaço. Para ir nas ruínas do castelo, o acesso é somente a pé e nos outros lugares você consegue ir de carro e estacionar próximo. Em nenhum dos lugares paga para estacionar, mas nos cânions você pode permanecer estacionado somente por até 3 horas. Se estiver com disposição, sugiro ir andando pois o estacionamento enche rápido. Além disso, ao longo do caminho tem dezenas de macieiras e dá para ir coletando as frutas e ir comendo ao longo do caminho enquanto aprecia as paisagens. A entrada nos cânions custou 6€ e todo o percurso percorrido entre uma a duas horas, dependendo do seu ritmo. Lugar MARAVILHOSO!! Se precisar beber água, tem que pegar do rio. Não é permitido nadar, exceto na parte inicial. Mas precisa de muita, mas muita coragem! A temperatura da água do rio Soca é entre 5 a 9 graus. Gelada pra caramba!!! Depois dos cânions, fui direto para o encontro dos rios. Cheguei lá esturricada pelo sol e com muito calor, mas mesmo assim foi impossível entrar na água. Molhei só até a metade da canela e não consegui ficar nem dois minutos na água, pois era insuportável de gelada (a pele até queimou pelo frio). Para tomar um banho tive que usar uma garrafa de água (e quando deixava a água cair na cabeça ou no peito, faltava ar! Hahhaha!). Pelo menos o corpo desinchou todo! Saí de Tolmin em direção ao lago Bohinj por volta das 14h, um percurso de 65km, mas tão sinuoso que levei mais de duas horas para chegar. O lago é um espetáculo! Paisagem maravilhosa! O único problema era estacionamento, pois os gratuitos eram muito longe e lotados. Assim, paguei por uma hora (2.50€), o estacionamento faixa azul, que fica bem em frente ao lago. Saí de lá as 17h rumo a Bled, que acho que é a cidade mais visitada depois de Liubliana. A cidade também tem um lago muito bonito, com uma ilhota no meio do lago e um castelo no alto de um morro ao lado do lago. Dificílimo achar estacionamento na cidade. Eu parei muito longe do centro, em um estacionamento de um condomínio (nem poderia ter parado lá), mas foi o único lugar tranquilo para eu conseguir passar minha última noite no carro. Andei pela cidade de Bled e boa parte da orla, até anoitecer. O dia foi bem cansativo, mas valeu cada momento e cada paisagem! Dia 30 (22 de agosto, quarta): Soteska Vintgar > Liubliana A noite foi um pouco mais fria, e mesmo usando roupas de frio leves e com os vidros do carro quase fechados, eu senti um pouco de frio durante a madrugada. Pela manhã, arrumei minha mochila e por volta das 8:30h fui para o Soteska Vintgar (ou Vintgar Gorge). Assim como nas outras atrações, é importante chegar cedo. Eu saí de lá por volta das 10:20h e a fila para entrar era de uns 50 metros e os estacionamentos (que são gratuitos) estavam lotados. A entrada custou 5€ e ao final da trilha tinha um outro lugar (que dava acesso a uma cachoeira e algumas lagoas) que custava mais 5€. Eu só fui na primeira parte e os cânions são bem bonitos. Se tiver um dia mais friozinho, vale a pena levar uma blusinha leve de frio. Praticamente não bate sol dentro dos cânions e mesmo visitando o lugar em um dia com o sol escaldante, eu senti um pouquinho de frio. De lá fui para Liubliana. Peguei algumas partes da estrada com congestionamento, pois haviam alguns trechos com obras. Abasteci o carro e depois entreguei na Sixt. Dessa vez tinha dois funcionários para conferir o estado do carro na entrega. Depois de tudo certo, fui para o centro de Liubliana novamente. Sobre a gasolina, o preço médio era 1.34 o litro da S95, que é o nome da gasolina (não existe álcool, somente gasolina e diesel). O carro foi super econômico, fazendo quase 20km/L sem o uso do ar-condicionado. No total rodei 468,10 km e gastei pouco mais de meio tanque. Sobre o posto de combustível, frentista é coisa do Brasil. Em toda a Europa você mesmo abastece o tanque e depois paga no caixa, que fica dentro de uma lojinha de conveniência. Basta informar o número da bomba e pagar. Sobre a condição das estradas, elas são um tapete e em geral bem sinalizadas. O único ruim é que praticamente não há acostamentos nas estradas. Não há pedágios, mas você tem que ter obrigatoriamente um selo no pára-brisas (vignette) e o carro já saiu da locadora com esse selo. Aconselho muito a respeitar os limites de velocidade, pois eventualmente eu via uma placa que indicava a sua velocidade. Eu não sei se era um radar, mas se fosse, eles eram estrategicamente posicionados em lugares que não dava para você vê-los com antecedência. Nos locais que de fato tinham radares, eles eram por câmeras. Ou seja, não adianta a você freiar só em cima do radar, pois ele já estava te filmando há muito tempo. O pedestre tem total prioridade nas faixas em toda a Eslovênia (assim como em toda a Alemanha. Na Itália os carros não respeitam). Então pare. Eles nem esperar esperam, ou sequer olham. Simplesmente atravessam. Eu acho que em 4 dias eu consegui fazer o melhor do melhor na Eslovênia, mas a sensação que eu fiquei é que o ideal para mim (já que eu amo parques nacionais e atrativos naturais, ao invés de museus de arte) seria pelo menos 8 dias no total (isso para fazer as coisas de forma corrida e intensa) para visitar mais partes do Triglav e ir em algumas cavernas na parte oriental do país. Na estação de trem há lockers, mas os grandes estavam todos ocupados e tive que ficar carregando o mochilão para cima e para baixo. Fiquei bem cansada por causa disso, até que apareceu outra pessoa legal no meu caminho: o David. Ele é um funcionário de informações ao turista de Liubliana. Eu tinha acabado de sentar em um banco em frente ao posto de informação e ele foi descartar alguma coisa na lixeira reciclável ao meu lado. Ele me viu com o mochilão e vermelha de tanto calor (era umas 15h) e perguntou se eu estava bem e se precisava de alguma informação. Falei com ele que eu estava bem, que só estava descansando um pouco e que eu ficaria por ali algumas horas até que chegasse a hora do meu ônibus para Florença (que era as 23h). Ele me perguntou de onde eu era, falei que do Brasil e eis que para minha surpresa ele me respondeu em português! Hahahaha! Ele é de Liubliana, mas fez um mochilão no Brasil de ônibus por 3 meses, do litoral de fortaleza até Porto Alegre em 2015. E aprendeu um pouco de português viajando. Então ele me levou para dentro do centro de informação, onde tinha ar condicionado, e me deu uma cadeira para esperar lá dentro, ao invés de esperar no calor do lado de fora. Me deu chocolate, a senha do Wi-Fi (que não é para o público), ofereceu para carregar meus equipamentos eletrônicos... Enfim, foi um fofo! E ainda foi possível ver o quanto um centro de informação é movimentado. Impressionante! Ele e os colegas não paravam nem por um minuto sequer. Peguei o ônibus da flixbus para Florença às 23:30h. Dessa vez tudo deu certo e no horário. Dia 31 (23 de agosto, quinta): Florença A noite no ônibus foi horrível pois não consegui dormir nem um minuto por causa da posição desconfortável. Cheguei em Florença às 6h da manhã e nem o hostel estava aberto. Então fiquei andando pela cidade com a mochila e vendo sua movimentação dos trabalhadores ambulantes (como esse pessoal trabalha montando e desmontando os carrinhos todo santo dia!). Por volta das 10h fui para o hostel e consegui adiantar meu checkin para as 11h (era às 14h). Tava tão pregada de dormir mal (no carro e no ônibus) e fazer tanta caminhada, que eu desmaiei na cama até às 16h. Então levantei, tomei um banho e sai para conhecer de fato a cidade. Pelo horário, já não era possível visitar nenhum museu (eles fecham às 17/18h). Voltei para o hostel por volta das 20h e capotei de novo. Dia 32 (24 de agosto, sexta): Florença Fiz meu checkout do hostel às 10h, deixei minha bagagem no locker do hostel (5€) e fui andar pela cidade. A fila para entrar na catedral estava quilométrica. Nem perdi meu tempo. Não sei também quanto custava para entrar, mas não devia ser nada barato, pois tudo em Florença é caro também (e se eu não me engano, você tem que comprar o ingresso pela internet. Não vi nenhum lugar vendendo ingresso para a catedral, mas vi um cambista que me cheirava a golpe). Fui então para os museus do Leonardo da Vinci (7€) e do Galileu (9€). Eu recomendo demais o do Leonardo da Vinci, mas fiquei bem perdida no do Galileu. No primeiro há as réplicas das invenções (todas interativas) e pinturas do Leonardo. O museu do Galileu na verdade são vários equipamentos usados para astronomia e medicina não apenas só do Galileu, mas de vários cientistas na época. Foi super interessante também, mas senti falta de explicações de como alguns equipamentos funcionavam. Era até possível você escutar algumas coisas no áudio guia (você baixa o aplicativo do museu no celular), mas achei os áudios/vídeos pobres de explicações para a quantidade de material exposto no museu. Voltei para o hostel na parte da tarde, onde fiquei esperando na área em comum até por volta das 22h, para ir para o ponto do ônibus da flixbus, onde eu peguei o ônibus para Nápoles às 23:55h. Dia 33 (25 de agosto, sábado): Nápoles Tudo certo na viagem e consegui dormir um pouco no ônibus. Cheguei em Nápoles às 05:30h e fui para o hostel. Tive que esperar até as 8h para ter alguém na recepção e eu deixar minhas coisas lá. Saí então para ir para o Vesúvio. Eu já estava com a impressão que a Itália é o Brasil da Europa. E chegando em Nápoles eu tive certeza disso. A cidade é zuada demais. Pra falar a verdade, muitas partes da cidade são muito piores do que o Brasil. Muito lixo no chão, pichações em tudo que é lugar, o metrô antigo de BH era melhor que o metrô atual de Nápoles, as pessoas não esperam os passageiros saírem para depois entrar no vagão, os motoristas não respeitam o semáforo e a faixa de pedestre, o trânsito é uma bagunça e os motoristas correm demais, muita gente tem jeitão de malandro, não me senti segura nas ruas e a maior parte da cidade parece um cortiço. É engraçado que Nápoles tem muito má fama entre os italianos e todas as recomendações de segurança que eu recebi foram especificamente para Nápoles e Roma, especialmente Nápoles. Cheguei a essa conclusão também (que a Itália é o Brasil da Europa) a partir das minhas conversas com o Mario nas Dolomitas. Há muita corrupção no país (e de característica extremamente semelhantes à do Brasil), o povo é passivo e a Itália tem os piores índices educacionais na Europa. Eu achei a cidade muito ruim. Até que o centro histórico próximo ao castelo é melhorzinho, mas ainda assim é ruim. A região no entorno da estação central de trens dá medo. Para chegar no Vesúvio você deve pegar o trem/metrô linha Circumvenusiana e descer na estação Ercolano Scavi (da estação central até a Ercolano demorou cerca de meia hora, preço 2,20€). De lá você pega um ônibus para subir a maior parte do vulcão até a entrada do parque nacional. Logo que você sai da estação tem uma pracinha, onde algumas agências turísticas vendem passagens. Eu acabei indo em uma dessas agências. Eu não tinha certeza se tinha ônibus municipais para ir até a entrada do parque. Além disso, quando eu fui pegar o metrô, já dentro da estação, ao perguntar informações de como chegar ao Vesúvio, um dos nativos que me orientou falou para procurar ônibus nessa pracinha com alguma das agências. Assim, fui até a agência em que todo mundo ia e paguei 20€ (10€ de ônibus ida e volta e 10€ da entrada no parque). Não sei se o valor da entrada do parque estava super faturado pela agência, mas se sim, provavelmente era pouco, o que me fez pensar que não valeria comprar o ingresso lá no parque, pois não valeria a pena encarar uma possível fila lá na entrada e perder tempo com isso, já que o ônibus tinha horário curto para voltar. Parece que tem um ônibus público municipal para ir até a entrada do parque, mas a frequência não é tão grande quanto os transportes particulares e o ponto fica lotado. A subida do ônibus demorou cerca de 45 minutos em um zig-zag sinuoso e íngreme que nem as estradas das Dolomitas. Chegando no parque, havia uma fila de carros para entrar (muiiiitos carros estacionandos e não consegui ver se pagava o estacionamento), mas não havia filas para comprar ingressos (não olhei o verdadeiro valor para não passar raiva! Rs!). Assim que o ônibus estacionou, comecei a caminhar até a boca do vulcão. Caminhada puxada de 20/30 minutos. O tempo para curtir o visual foi cerca de 30 minutos e logo eu tive que começar a descer para pegar o ônibus no horário. Evite ir com calçados abertos ou brancos. O chão é de areia vulcânica (areia preta e cheia de pedrinhas) e você patina muito para subir, escorrega bastante para descer e o pé fica imundo de preto mesmo usando tênis e meia. Chegando na estação Ercolano Scavi peguei o trem novamente e fui para a estação Pompei Scavi, que é onde ficam as escavações da cidade de Pompeia (cerca de 10/15 minutos de trem, valor da passagem 2,00€). A entrada das escavações fica em frente à saída da estação e custou 12€. Lá dentro tem banheiros incluídos, e fontes de água potável em algumas antigas fontes da cidade. O lugar é gigante! Passei praticamente a tarde inteira andando apenas em uma das ruas das escavações. E é interessante demais! Mas não pense que você vai ver corpos petrificados o tempo inteiro. Poucos são os que estão expostos e em locais específicos. O lugar das escavações é tão grande que saí do sítio arqueológico por outra entrada, que é a que fica no centro da cidade atual de Pompeia. Muito bonitinho o centro da cidade, a comida é super barata (comi uma pizza margherita de 4 pedaços grandes + uma coca por 5€!) e a igreja (gratuita) é maravilhosa! Fui até a estação de metrô mais próxima e voltei para Nápoles (a estação se chamava Pompei - não confunda com a estação Pompei Scavi - e pertencia a uma outra linha, com uma diferença de 6 estações da Pompei Scavi, para vocês terem ideia do quanto a área das escavações é gigante. A passagem custou 2,80€). Dia 34 (26 de agosto, domingo): Nápoles > Sorrento > Nápoles No início do meu planejamento do roteiro, eu queria muito ter ido para a Costa Amalfitana. Daria para ir de transporte público, mas os relatos eram unânimes em sugerir ir de carro para a região. Com a alta do euro, eu tive que desistir da ideia de alugar um carro e replanejei de ir para a Ilha de Capri a partir de Sorrento (que fica cerca de 1h e 20min de Nápoles de metrô). Porém choveu muito durante toda a madrugada e o dia amanheceu bastante nublado. Cheguei em Sorrento por volta das 11h da manhã, e embora o tempo já estivesse abrindo, os passeios para Capri de lancha estavam suspensos por causa da agitação do mar por causa do mau tempo durante a madrugada. Apenas o Ferryboat estava operando (preço 38.90€), onde ele ia somente até o porto Marina Grande. Assim, achei que não valia a pena, pois para ir nos lugares mais interessantes da ilha, eu teria que ainda ver se tinha algum passeio disponível lá e pagar o passeio a parte. Além disso, já estaria tarde também para isso, já que o último Ferryboat voltava para Sorrento no final da tarde (os passeios de lancha saem de Sorrento às 08:30h da manhã e custam entre 55€ e 130€, dependendo do que estiver incluído). Vi que tinha ônibus públicos (além de privados) para Amalfi, mas as filas eram de dezenas de metros. Assim fiquei em Sorrento mesmo, que embora seja uma cidade litorânea, ela não tem praia. A cidade é praticamente um paredão rochoso de frente para o mar. Você desce uma escadaria danada para chegar até a água e 99% do espaço da "praia" é privado e você tem que pagar se quiser acessar. Coloquei praia entre aspas porque eu nem sei se aquilo podemos chamar de praia. O litoral é basicamente só pedras e nas áreas privadas (que pertencem a restaurantes) foram construídos alguns diques, onde tem algumas cadeiras e sombrinhas alugadas (preço médio 15€). Existe apenas uma estreita e curtíssima faixa de areia preta que é a praia considerada pública. Péssimo. Não tem nem 10 metros de comprimento (por uns 3 de largura), areia IMUNDA de lixo, e lotada de gente, que fica basicamente em pé por não ter espaço. Um amigo que já esteve em Capri me disse que todas as praias da ilha também são privadas. Voltei para Nápoles por volta das 14h e resolvi explorar a parte histórica da cidade. Valeu a visita, mas não recomendo perder tempo visita do Nápoles. Como falei, a cidade é muito horrorosa em vários aspectos. O centro histórico é até mais arrumadinho, mas realmente para mim não vale a visita na Itália. As pessoas costumam ficar em Nápoles por ser uma cidade mais barata (comparada com às outras, porque ela também não é nada barata) e de fácil acesso ao Vesúvio, à Pompeia e à Capri/Amalfi. No centro eu pelo menos consegui dar um mergulho no mar Tirreno. Também não tinha praia, mas tinha um dique depois do porto em que o pessoal costumava banhar e tomar sol. E a água era super limpa. Dia 35 (27 de agosto, segunda): Roma Cheguei em Roma no meio da tarde. Deixei minhas coisas no hostel e saí para caminhar pela cidade. Tem muita coisa para fazer na cidade. Andei até o anoitecer, visitando as principais fontes de água e Monumento Nacional a Vítor Emanuel II. Andei até as pernas fazerem bico! O over power turismo em Roma também incomoda demais e tem total reflexo no comportamento/educação do italiano. A grande maioria detesta os turistas. A falta de educação dos motoristas em Roma também é grande. Se você não se enfiar na faixa de pedestre (ainda que o sinal de pedestre esteja verde!), você dificilmente atravessará. O único lugar que o italiano respeita mais a faixa de pedestre é na região das Dolomitas, e olha que ainda vi muitos motoristas sem educação lá. Em Nápoles, estava atravessando na faixa com o sinal aberto para pedestres, um motoqueiro em alta velocidade quase me atropelou. Conseguiu parar a tempo, mas chegou a esbarrar o pneu na minha perna e ainda por cima me xingou. Eu apenas apontei para o sinal verde para pedestres e o cara que já tava puto, ficou mais pistola ainda. Pensei que ele ia descer da moto para me bater. É impressionante como níveis educacionais refletem o comportamento dos povos. Enquanto na Itália o trânsito era surreal de confuso e barulhento (para qualquer coisa eles pregam a mão na buzina, além de esgoelarem o acelerador), na Alemanha o trânsito é organizado, pacífico e calmo. Quando estava em Regensburg, eu fiquei impressionada com o senso de coletividade que eles possuem a partir de um comportamento da minha amiga alemã. Saímos de carro pela manhã cedo e a velocidade da via era 40km/h e ela e os outros carros estavam andando a 20km/h. Perguntei a ela se tinha alguma coisa errada para todo mundo estar andando naquela velocidade e ela disse que não. Que eles estavam naquela velocidade para fazer menos poluição sonora para não incomodar as casas no caminho, já que estava cedo (tipo uma 8h da manhã). Eu fiquei impressionada com isso. Dia 36 (28 de agosto, terça): Vaticano Acordei cedo e fui caminhando do hostel até o Vaticano (cerca de 50 minutos de caminhada). Ao longo do caminho e principalmente à medida que ia aproximando, vi vários ambulantes vendendo ingressos e pacotes. No dia anterior, o pessoal do hostel me disse que a melhor maneira seria comprar os ingressos do Vaticano e do Coliseu nos sites oficiais das atrações. Pois do contrário, eu pegaria muitas horas de filas para entrar nas atrações. Ao chegar na praça São Pedro, no Vaticano, fui até uma agência para buscar informações sobre os valores da entrada. Acabei fechando com eles um pacote que incluía a visita a todos os museus, à capela Sistina e um passeio de micro-ônibus com áudio-guia nos jardins do Vaticano por 34.00€. Foi um preço mais caro do que se eu tivesse ido para a fila para comprar diretamente na bilheteria. Mas em compensação pulei a fila de entrada. Se você encarar a fila, pagará 17.00€ (sustentar o clérigo é caro!) para visitar os museus e a capela Sistina e 8€ para visitar os jardins. Embora o jardim seja muito bonito e eu tenha escutado várias informações interessantes no áudio-guia, não achei que o passeio valeu a pena. Ficamos dentro micro-ônibus o tempo inteiro, sem poder descer para apreciar melhor ou tirar fotos. Esse passeio durou em torno de 40 minutos e parece que não é tão popular, pois praticamente não havia pessoas nos jardins. Uma coisa que você precisa ter para visitar os museus do Vaticano e a capela Sistina (tem outras capelas também, mas a Sistina é a mais famosa) é paciência. Tem muita gente. Você andará dando micropasssos o tempo todo e irá parar o tempo inteiro. Para dar uma ideia, da bilheteria até a capela Sistina, se não tivesse ninguém, com menos de 10 minutos de caminhada você chegaria. No entanto eu gastei cerca de uma hora e quinze minutos para chegar lá porque não tinha como andar de tanta gente. A visita aos museus e às capelas vale a pena demais. Tudo é maravilhoso. Todas as paredes, tetos e os chãos são pintados ou têm mosaicos ou outros trabalhos impressionantes. Dá vontade de tirar foto de cada cantinho. Infelizmente eu paguei muito caro nos meus ingressos na agência para pouco serviço oferecido. Por exemplo, eu não tive guia dentro dos museus e das capelas, o que fez falta demais. Na bilheteria do Vaticano você pode contratar um áudio-guia por, se eu não me engano, 8 ou 10€. O pacote que contratei na agência estava marcado para entrar no Vaticano às 11h da manhã. Como fui pela agência, eu pulei a fila, que era grande, mas não era de quilômetros como o pessoal do hostel me falou. Daria para ter encarado, mas não sei quanto tempo o pessoal teve que esperar em pé (e no sol) na fila (eu não sei porque a entrada do pessoal da fila não estava liberada nesse horário). Quando eu estava indo embora, por volta das 14:30h, não havia fila nenhuma. Voltei andando para o hostel e descansei o resto do dia. Dia 37 (29 de agosto, quarta): Roma No meu primeiro dia em Roma, eu andei demais e visitei praticamente a maior parte das áreas históricas gratuitas. Então ficou faltando somente o Coliseu e os Foros. Cheguei no Coliseu por volta das 10 horas e fiquei cerca de 5 minutos na fila para comprar o ingresso (custou 12€), que incluiu a visita ao Coliseu e aos Foros Romano e Palatino. Valeu a pena também a visita, mas mais uma vez eu senti falta de um guia. As vezes eu bicava as explicações de algum guia para enriquecer a minha visita. Voltei para o hostel no início da tarde, descansei a tarde, arrumei minha mochila para a viagem de retorno e saí para um jantar de despedida durante a noite. Dia 38 (30 de agosto, quinta): aeroporto Fui para estação central de trens, onde partem trens para o Aeroporto Fiumicino. A passagem custou 14€. Existe uma passagem mais barata com um trem regional (8€), mas pelo que parece ele não vai até o terminal do aeroporto e depois você tem que pegar um ônibus (ou vice-versa). Pelo menos foi isso que eu entendi. Então não confunda as passagens. Você precisa validar a passagem na plataforma (a multa é de 100€ se não fizer, com um desconto de 50€ se você pagar na hora). O avião saiu no horário e cheguei em Lisboa às 19h (horário local, que é uma hora a menos do que a Itália). Ainda pensei em ir até a Torre de Belém, mas era tão complicado para ir lá saindo do aeroporto que acabei desistindo. Ficou para a minha visita completa à cidade daqui alguns anos! Dia 39 (31 de agosto, sexta): aeroporto/chegada em BH O voo para BH foi super tranquilo, mas bem demorado, totalizando 9 horas de viagem, mas que você ganha tempo pois a diferença de fuso é grande (no fuso de Brasília são quatro horas a menos do que Lisboa). O que eu mudaria no meu mochilão? Difícil dizer, pois dessa vez a viagem foi muito planejada e o tempo foi muito corrido. E mesmo em cidades que eu fiquei muito pouco tempo, fiz tanta coisa para compensar a falta de tempo que não senti falta de nada. E as coisas que eu queria ter feito a mais me exigiriam mais tempo de viagem, o que era impossível para mim. Talvez o meu maior arrependimento foi não ter feito um free tour em Berlim. Em algumas cidades, como Veneza, Florença, Roma e Berlim deixei de visitar vários museus e igrejas, mas também não me arrependi. Eu sou muito mais bicho grilo do que apreciadora e entendedora de artes. Assim, visitar um museu de história natural, de ciências ou um parque nacional é muito mais importante e recompensador para mim. Quais foram os pontos mais impactantes para mim? As cidades que mais me marcaram na viagem foram Hamburgo (e o casamento da minha amiga, é claro), a Eslovênia inteira e as dolomitas. Mas isso é muito pessoal. Todas as cidades foram incríveis, mas como eu já disse, eu sou muito mais bicho grilo do que fã de arquitetura e artes em geral. Para quem é mais da área de Humanas ou aprecia muito história e artes, Berlim, Veneza, Praga, Florença e Roma são passagens obrigatórias na vida. Para finalizar, esse meu mochilão foi super longo, mas também super corrido. Conheci lugares espetaculares, fiz muito mais coisas do que inicialmente eu havia planejado, conheci pessoas magníficas e que mudaram profundamente de uma forma positiva as minhas experiências. Volto para casa e para o trabalho renovada, realizada e principalmente orgulhosa de mim mesma pela coragem de planejar e encarar toda essa empreitada sozinha. Quando coloquei as cidades no Google mapa do meu primeiro roteiro, construí literalmente a minha trajetória em forma de um ponto de interrogação, coincidentemente. O que me faz me perguntar: qual será o meu próximo destino? Roteiro e gastos.xlsx
  19. Com o feriado de 7 de Setembro se aproximando, eu e mais 3 amigos começamos a nos preparar para fazer a subida à Pedra da Mina via Fazenda Serra Fina, não fazendo ideia do que nos esperava. Moramos em Barbacena, e a viagem de carro até o pacato município de Passa Quatro (MG) demora em torno de 4 horas, mas o acesso à fazenda é por uma estrada de terra que nos toma mais 1h15min...enfim, saímos de Barbacena por voltas das 3h50 minutos, enfrentamos as precárias estradas do sul de MG, paramos em Pouso Alegre para tomar um café da manhã reforçado e seguimos para enfrentar a mais precária ainda estrada de terra que dava acesso à Fazenda Serra Fina. A estrada é bem sinalizada, então não houve grandes dificuldades para chegar até a fazenda, principalmente usando o GPS. Chegando lá por volta das 9h30, pagamos R$20,00 à senhorinha que mora na fazenda, assinamos um livro que é para controle de quem entra e sai da trilha, nos arrumamos e iniciamos a trilha por volta das 10h. A placa que marca o início do caminho passa uma ilusão gigantesca de que a subida até o pico leva 5h, o que nós realmente acreditamos veementemente e achamos inclusive que dava para abaixar esse tempo (iludidos 😓). A primeira parte da trilha é muito tranquila, basicamente um caminho por mata fechada (bem fechada, alguns pontos é até difícil ver a trilha), com alguns pontos de lamaçal e riachos, mas todos com algumas pedras que auxiliam na passagem. Após 30 min de caminhada tranquila, chegamos à cascata, com uma água cristalina e um visual sensacional. Após atravessar pelas pedras, bem escondido no canto esquerdo da outra margem do rio, tem um acesso à uma cachoeirinha que nos brinda com esse visual SENSACIONAL. Perdemos uns 20 minutos ali descansando, tirando fotos, hidratando e checando a trilha no WikiLoc (app que recomendo muito, inclusive, baixamos a trilha antes de sairmos de casa e nos ajudou muito). Na cascata também existem muitas abelhas pretas, que não têm ferrão, mas grudam no cabelo e tem uma mordida muito doída. A trilha a partir daí começa a exigir muito mais do físico, já que começa uma subida já com traços de escalaminhada, muito íngreme e muito longa (realmente parece que nunca mais acabar). É válido lembrar para levar um calçado adequado, pois a terra e o capim tornam a trilha muito escorregadia. Após esse primeiro "susto" com a necessidade física da trilha, chegamos num primeiro local de acampamento, onde paramos para almoçar e abastecer nossos recipientes de água numa bica que tem por lá (a água é geladinha e tem um gosto sensacional, a vontade era encher algumas garrafas para levar para casa), já que segundo o WikiLoc e alguns relatos, ali é o último ponto de água antes do cume (e a informação realmente procede, a travessia toda se destaca pela escassez de pontos de água). Ali tinham alguns grupos de trilheiros que almoçavam e conversavam, e todos eles nos disseram que a pior parte da trilha estava logo a frente (o que muitos relatos também confirmavam). Após uma parada de mais ou menos 1h para almoço, descanso e abastecimento de água, seguimos viagem já preparando o psicológico para enfrentar o temido "Paredão do Deus Que Me Livre", e o paredão faz jus ao nome ! Estávamos animados com o horário, já que segundo o WikiLoc, fizemos praticamente metade da trilha em questão de distância em 2 horas, mas ao observar o que nos esperava, vimos que a trilha mal havia começado. O subidão é praticamente do começo ao fim uma escalaminhada muito pesada, em alguns momentos exigindo inclusive uma certa experiência com escalada. É bom sempre ficar atento aos totens e às marcações reflexivas, pois alguns pontos da subida possuem várias bifurcações e é realmente muito fácil se perder. Sempre que possível, parávamos em algum lugar para descansar e hidratar, mas o cansaço bateu forte do começo ao fim, pensamos em desistir algumas (muitas) vezes. Terminando o subidão da Deus Que Me Livre, demos de cara com o Morro da Misericórdia, que era igual ou pior ao anterior. A essa altura, o psicológico bate forte, muitas pessoas montam equipamento ali mesmo, ou um pouco mais a frente, dentro da mata no vale, aonde tem uma área de acampamento em uma área de mata fechada; mas resolvemos continuar. Após chegar ao fim do Morro da Misericórdia, com as pernas e os ombros pedindo arrego, nos deparamos com mais uma caminhada considerável até chegar no pé do morro da Pedra da Mina, aonde montaríamos acampamento. Andamos devagar, ainda nos recuperando das duas subidas absurdas que havíamos acabado de vencer, mas chegamos à área de acampamento por volta das 17:10, montamos acampamento rapidamente e subimos ao morro sem mochila para acompanhar o por do sol, o que com certeza valeu muito a pena. Lá de cima é possível ver claramente o belo Vale do Rhua, o Pico das Agulhas Negras e alguns vários municípios da região, a vista é DESLUMBRANTE, por um instante até se esquece o esforço feito para chegar até ali. Após ver o por do sol, descemos para nos alimentar e ir dormir. Colocamos algumas roupas secas, já que as da trilha estavam encharcadas de suor e o frio já estava começando a dar as boas-vindas, fizemos um macarrão com frango desfiado usando o fogareiro a álcool, apreciamos o belíssimo céu estrelado com direito até a chuva de meteoros e fomos dormir. Nosso "rango", que deu uma sustância muito boa e ficou pronto rápido Acordamos por volta das 5:30, desmontamos acampamento e andamos um pouco até o pico do Morro da Misericórdia, para afastar-nos um pouco do frio. Lá no pico, tomamos café com uma vista deslumbrante do vale, e por volta das 7:00 começamos a descida da trilha, que é tão doída quanto a subida. O joelho dói muito na descida, já que boa parte da trilha é escalaminhada e descidas muitos íngremes, um bastão de caminhada é ESSENCIAL para a volta. Chegamos até a área em que almoçamos na subida, descansamos por mais ou menos 1h e repusemos a água na bica para continuar a descida. Chegamos à fazenda exaustos por volta das 11:30 e embarcamos no carro para a volta para casa e o merecido descanso. Nossa vista do vale durante o café da manhã A trilha exige MUITO preparo físico, equipamento bom (principalmente calçado, bastão de caminhada,barraca, isolante térmico e saco de dormir para -10ºC) e exige também muito preparo psicológico, mas com certeza valeu muito a pena. A vista durante toda a trilha é sensacional, o céu noturno no alto do pico é inexplicável e a experiência como um todo é sensacional. Da próxima vez, pretendemos fazer a travessia de 4 dia da Serra Fina, começando pela Toca dos Lobos, mas até lá ainda vamos nos recuperar por um bom tempo 😅😅😅. O frio castigou durante a noite ! ❄️❄️
  20. De dia 9 ao dia 14 de Julho, 2018. Passagem Azul de Poa a Salvador: 600 reais com uns 3 meses de antecedencia, meu amigo que foi comigo pagou 800 porque comprou depois Aluguel de carro: 687 reais do dia 9 ao dia 15 (fiquei 1 dia a mais com o carro em Salvador) Gasolina: 320 reais Guia Ibicoara, Joao 320 reais os dois dias com a entrada do Buracao incluido - recomendo Hostel Ibicoara - 160 reais os 2 dias com cafe da manha Guia Itaete, Orlando 300 reais os dois dias - recomendo Pousada Aconchego, 300 reais com almojanta e cafe da manha Dia 9 - DESLOCAMENTO SALVADOR IBICOARA - chegamos em Salvador de manha alugamos um carro e fomos direto para Ibicoara, chegamos por volta das 10h da noite, sao quase 500k e pegamos um acidente passando Mucuge. Ficamos no Hostel Ibicoara, com o Fabio, carioca gente boa, nos serviu cafe da manha as 6h30 nos dois dias que ficamos la, trocamos ideia sobre nosso roteiro e ele curtiu muito, vao pegar so as mais loucas da Chapada disse ele, roteiro brocador! Falamos com o guia Joao, lenda na cidade e otimo guia, e deixamos acertado passar na sua casa e pousada para sair as 7h, ele iria nos acompanhar nos proximos dois dias. Dia 10 - CACHOEIRA DA FUMACINHA - Saimos cedo e fomos de carro ate a entrada da trilha, estrada muuuuito ruim, em torno de 40 minutos ate o povoado do Baixao - ha opcoes de dormir la e evitar esse trajeto de carro cedo ate la -, depois uma trilha dificil de 18 km ida e volta, mas fizemos em menos de 3h ate a entrada da fenda da cachoeira, absurda, linda demais! Vale toda a caminhada ate la, sao mais de 100 metros a Fumacinha!! Ficamos umas 2h la, ate que chegou um novo grupo e ai voltamos, nos banhamos em mais uma cachoeiras menores e no rio na volta, e em torno de 2h30 fizemos o trajeto (o Joao nos levou por um caminho alternativo na volta, que tem uns pocos e atalha bastante, falou que nao leva todo mundo ali, so quem esta ´´bom de pulo`` hahaha). Chegamos no hostel antes das 6h da tarde (Fabio falou que fizemos muito rapido que normalmente o pessoal chega perto das 8h da noite), bem cansados, comemos algo e fomos dormir. Dia 11 - CACHOEIRA DO RIO NEGRO + CACHOEIRA DO BURACAO - Saimos tambem as 7h e fomos para a trilha da Cachoeira do Rio Negro, que e uma cachoeira nao muito explorada em Ibicoara, mas ela e muito top, tem 50 metros, um poco enorme e a trilha e tranquila, fizemos os 6km ida e volta em 1h20 a ida e a volta 1h. De principio nao iamos nela, mas valeu muito a pena, ficamos sozinhos la de boas. Saimos as 10h30 de onde deixamos o carro para a Buracao, que e a mais famosa da regiao, o Joao nos levou por cima dela, dois dois lados, animal! (Nao e todo mundo que o Joao leva ali tambem) Descemos a trilha que leva em torno de 3h ida e volta, trilha facil/tranquila de 8km ida e volta! Que lugar e que cachoeira!! Como voce tem que usar o colete nessa cachoeira que e bastante explorada na regiao, pode-se entrar pelo canyon nadando, ir atras da cacheoira, subir em algumas pedras, e uma experiencia incrivel!! Aproveitamos e por volta das 4h da tarde voltamos que teriamos em torno de 90 km de chao numa estrada pessima e mal sinalizada, nos informamos muito e usamos o gps, mas cuidado que essa estrada e bastante ruim, mas deu tudo certo. Chegamos Itaete por volta das 8h na Pousada do Aconchego, que fica na Colonia, um povoado no interior do interior Itaete, a dona Landinha, dona da pousada foi muito querida nos serviu um almojanta muito bom isso nos 2 dias apos voltarmos das cachoeiras, e tambem um cafe da manha otimo, com direito a cuzcuz e tapioca. Conversamos por telefone com o guia Orlando e deixamos tudo certo nossa saida para Cachoeira Encantada as 7h30 da manha do dia seguinte. Dia 12 - CACHOEIRA ENCANTADA - Saimos da pousada as 7h30 e deixamos o carro na entrada da cachoeira, o caminho e de dificuldade media, muito bonito e em torno de 5h ida e volta, pinturas rupestres, canyon impressionante e a cachoeira de 230 metros imponente, estavamos nos dando conta o privilegio de ser as unicas pessoas na Terra de estar ali na cachoeira naquele dia, unico! Umas da cachoeiras mais impressionantes que ja vi!! Curtimos e voltamos mais devagar, tomamos banho numa cachoeira menor na volta e voltamos para a pousada, almocojantamos por volta das 6h e descansamos apos os 14 km de ida e volta ate a Cachoeira Encantada. O Orlando foi muito parceiro durante o dia todo, otimo guia tomou uma ceva merecida com nos apos o dia irado!! Dia 13 - CACHOEIRA DO HERCULANO + CACHOEIRA DO BOM JESUS - Saimos novamente as 7h30 e fomos para o Herculano, trilha nivel media de menos de 4h ida e volta e 10km, tambem muito bonita a trilha, pedras enormes. Chegamos la e nao deixa a desejar a nenhuma das outras cachoeiras que fomos, impressionante, sao 3 quedas de mais de 100metros e um poco enorme acho que o maior de todas as que fomos, nadamos la, tomamos banho!! Na volta, Orlando nos apresentou um lugarzinho abencoado, banheira do Herculano, uma piscina natural num paredao, demais!! Ficamos ali relaxando um tempo! Tem foto abaixo. Saimos, pegamos o carro e fomos para a entrada da Cachoeira do Bom Jesus, em torno de 7km e 2h30 a ida e volta da trilha de nivel facil, estavamos cansados ja de todos os km dos dias anteriores, sem esperar tanto dela, mas nos surpreendeu, que cachoeira! O sol batendo forte nos seus 60 metros inclinado..tem pedra que da pe logo abaixo das quedas, muito top ficar ali, valeu demais ir em mais essa!! Na volta o Orlando, que conhecia o Fabio do Hostel Ibicoara, ficava zuando ele e falando como se fosse ele do nosso roteiro, "os caras brocaram!! hahahaha vieram la do sul pegaram so as monstruosas", uma figura! Almocojantamos na dona Landinha, tava de novo muito bom e descansamos, foram 63 km de trilhas em 4 dias! Dia 14 - POCO ENCANTADO + POCO AZUL - Saimos da pousada as 9h30 pois era nosso dia mais tranquilo, tinhamos a viagem da volta e sabiamos bem os horarios, chegamos as 10h30, melhor visibilidade do poco fica entre as 10h e 13h30, fomos la e ao entrar bateu o sol que estava querendo se esconder antes, muita sorte, nao se pode entrar mas e muito bonito apesar de ser uma contemplacao apenas de 15 minutos, vale a pena, sao 30 reais para ajudar na preservacao! Saimos de la e fomos para o Poco Azul, entrando as 13h, melhor horario era das 12h30 as 14h, entrao tava demais a agua, e possivel nadar e fazer snorkel por 20 minutos, que sensacao unica, muito top tambem. Tambem 30 reais justos para o lugar e para ajudar! Almocamos ali do lado do Poco Azul comida caseira bem boa e suco natural otimo de qualquer fruta que tu imagine! Saimos de la por volta das 3h e dirigimos os mais de 400km de volta ate Salvador com a sensacao de dever cumprido e dias incriveis!! O roteiro e pesado e exige disposicao, cuidado e preparo, mas e possivel e demaisss!! Segue fotos abaixo, em ordem: Cachoeira da Fumacinha, Cachoeira do Rio Negro, Cachoeira do Buracao, Cachoeira do Herculano, banheira do Herculano, Cachoeira do Bom Jesus, e Poco Azul.
  21. Fernando Alvares

    Tailandia + Frankfurt + Xangai 18 dias. (fotos)

    Olá pessoal! Fui pra Thailandia março passado, demorei um pouco pra escrever esse roteiro por que estava criando coragem... já que eu acho que vai ficar bem grande, mas eu vou tentar resumir ao máximo ok! Primeiro, comecei a pesquisar passagens desde Setembro de 2017 pra viajar em Março de 2018 (Uma das partes mais chatas da viajem já que você fica tetando sempre escolher o vôo mais barato, tentando mudar hora do vôo, data, dia... já que é uma das partes mais caras da viajem né... no final depois de meses e meses comprarmos uma passagem por 3.600 reais no Submarino Viagens, tinha passagem de quase 5000 reais na época, foi o melhor preço que achamos. E com a vantagem de ter conexçoes longas em Frankfurt (8 hrs) e em Xangai (13 horas) eu sempre prefiro quando voo pra fora pegar a conexcão maior que tiver... assim não corre o risco de perder o voo seguinte por causa de atraso... e ainda deu pra conhecer dois paises heheh! Esse foi o trajeto: Beleza, como eu moro em São Luis e o voo era de Sp, peguei um de quinta pra sexta, cheguei 9 da manha em Sp e esperei no aeroporto até as 7 da noite pra pegar o voo pela Lufthansa.. Rapaz o que foi esse vôo? Meia hora depois em embarcar já estavam servindo comida....e muito boa por sinal....Ae pensei beleza, agora vamos dormir..... que nada síô! 1 hora depois veio um lanche com vinhos e queijos... beleza... vou dormir agora... que nada rapa! 2 horas depois veio mais um lanche.....engraçado que a aeromoça da Lufthansa era portuguesa, nos tratou super bem.... agora era hora de dormir por 11 horas até chegar em Frankfurt.... que nada rapa!!! Ainda trouxeram um chocolate Kitkat gigante! pela foto parece pequeno mas era grande... ! Esse pessoal deve ta querendo deixar a gente de bucho pesado pra poder todo mundo dormir a viagem toda e não dar trabalho pra eles só pode... ok chegamos em Frankfurt 10 da manhã e sairíamos umas 8 da noite, claro que a gente não ia ficar no aeroporto esse tempo todo... fomos procurar a imigração pra pegar o visto temporário pra pegarmos o metro.. Oha eu tava achando que os alemâns com toda aquela historia de guerra e tal seriam um povo rude, mas muito pelo contrário, foram bem simpáticos.... sair do aeroporto pra pegar o metrô foi muito fácil... você procura a imigração, depois vai sair em uns totens eletrônicos onde digitaliza o passaporte, tira foto, fala o motivo da viagem (tudo muito fácil pra quem sabe inglês) e depois vai no guichê da alfandega pro guarda conferir tudinho e é liberado... Depois descemos as escadas e fomo pegar o metrô, a máquina não queria ler os Euros que a gente trocou no aeroporto, então tive que usar meu cartão internacional pela primeira vez...tsc... Como estávamos em grupo e ainda achamos mais brasileiros no trecho, compramos o que da direito ha 4 pessoas ida e volta.. Chegamos na praça em 20 minutos, saímos, fomos em um shopping só pra ver umas coisinhas.... tiramos algumas fotos, visitamos uns prédios históricos e a ponte que liga as cidades lá.. Não vou detalhar como ir do aero pra praça, na net você acha um monte de site explicando se não vai ficar imenso mesmo o texto... Como eu estava solteiro na época nem precisei levar meu cadeado pra por na ponte uhuhhu! Ok, Frankfurt visitada! Chek! Comprar lembrancinhas e voltar pro aero pra ir pra Xangai! Quanta diferença do voo Alemão pro Chinês... Claro que eu fui pedir o café da manha chinês para experimentar... Olha só comi por que tava curioso mesmo...mas o negócio é tendo viu? O br do meu lado entrou em desespero quando viu... pediu pra eu não comer huaauha... mas eu queria ter a experiencia autêntica...então engoli... (graças que não passei mal depois) uhahua... Tirando isso eu fui tirar sarro com as aeromoças... fui procurar me distrair pedindo pra me ensinarem a falar algumas palavras em chinês.... engraçado que eles tentavam e caiam na gargalhada quando eu tentava falar...mas juntou uns 5 chineses tudo perto de min ...devia ter tirado uma selfie com eles...foi um momento engraçado.... no mais achei eles muito divertidos e educados uhahua. Chegamos no aero de Xangai... um dos lugares mais tensos da viagem, por causa da burocracia tanto pra entrar quanto pra sair do aeroporto.. (Quem for fazer rota passando pela china eu recomendo pegar o voo com uma escala realmente grande entre os voos... por que além do formulário que você preenche no avião (Devia ter tirado foto mas como é uma aréa que não pode usar celular não quis na hora...mas depois usei e foi de boas) tem outro no guichê do aeroporto...e não tem caneta não viu? levem suas canetas!!! Ok 13 horas na China...hora do Stopover.... bem antes disso fomos pegar o visto chines de 72 horas... bem tranquilo...a gente não precisou nem falar quase nada nem em inglês... o guarda lá só pediu nosso itinerário de passagem, conferiu e aprovou o visto... coisa de 10 minutos... então hora de pegar o Magleve (trem bala que 'flutua"), rapaz... vc nem sente o bicho andar...e é rápido... no dia tava a 385km/h mas já chegou há 400... Ok finalmente Xangai e comer algo sem ser comida de avião.... Claro que o menu era todo em chinês....e tudo comida apimentada... pra quem não entende tem um gráfico com fotos de pimenta (um icone na verdade) que pode variar do 1 ao 5... eu ia pedir com 2 de pimenta...mas alguém da mesa me atrapalhou e não vi que mudei o pedido....e veio um prato com grau 5 de pimenta.. ☠️ mas eu já tinha pago né.... era uma colherada, uma enxuga testa suada... uma colherada uma enxuga testa suada... Alías bem onde a gente foi tinha a loja da Disney de Xangai... quem for fan deles vai gostar.... crianças vão pirar... Beleza vou ter que sair agora mas continuarei ...ainda tem muita coisa pra falar....;P Ok! Depois de 3 dias de viajem.... 3 dias sem tomar banho... , dormindo todo desconjuntado... com inveja do pessoal da primeira classe...(Acho que vou morrer e nunca voar de primeira classe ;( ) chegamos na Tailandiaaaaa!!! Corre pra comprar um chip de internet.... no aero embaxo no 1º piso tem um monte de vendas de chips... compramos na True alguma coisa... não lembro o nome direito...devia ser True Internet...8g por 56 reais....era um stand todo vermelho. ..ok instalar Uber e Grab (Um "Uber' da Asia") e vamos chamar o motorista......como era 3 da manh não teve muito trânsito pra chegar no hostel,, o que foi bom já que estavamos cansados... chegou o carrono andar de baixo e a gente no andar de cima perdidinhos...depois de procura de lá, procura de ka achamos o motorista....e lá fui eu entrar pela porta direita esquecendo que o volante era desse lado... Alias aqui vai uma foto (Eu tenti por video, mas não acertei video com exemplos de comida de lá que você acha na 7 Eleven...(Tem em todo canto, em todo lugar)... 50 bht...5 reais praticamente... Certo....primeiro templo pra visitar....e um calor tao grande que eu não tive coragem de sair de calça do hostel.... resultado comprei uma na praça em frente (tem um monte de vendedor) por 10 reais.....ok entra em fila...gente pra caramba...chines pra caramba...mas nao assim, como em um show que você anda tronbando nas pessoas....mas mesmo assim cheio... e tira foto com Buda (Buda tem de dar a pau lá...deve ter mais estatua de buda do que mosquitos..) .hahaha alías falando em mosquito eu nem usei nenhum repelente.... nem quando fui pra selva pro santuário dos elefantes... certo...termina de visitar o templo e vai pra praça ver algo pra comer.... quando de repente.... poof!! lembra do calor de lascar? pois não é que a mulher do meu lado desmaiou? Corre, junta gente em cima, deixa ela respirar, pega água...chama tuc tuc e manda pro hospital.. o calor é brabo mesmo nessa época do ano. (Março 2018)... Eu vestido com a "calça' que comprei... tecido bem leve....é até legal de comprar pra dar de lembrança pra alguém... Certo... e lá fui eu comprar um sorvete de Durian (Pense em uma fruta fedida e cara) pra provar o sorvete já que não tinha coragem de comer a fruta in naruta (Tem cheiro de corpo em decomposição) mas até que o sabor não era tão ruim não... Há lembrei! Esqueci de comentar que na saidas do aero deixamos nossas malas e mochilas nos aeroportos mesmo...você paga uma pequena taxa pra deixar lá e ir visitar a cidade... se não me engano na Alemanha foi 8 euros...e em Xangai 25 Yenes... e quando a gente foi pro local dessa torre em Xangai: Nos tivemos que pegar metro além do trem bala... pra chegar foi fácil...mas pra voltar complicou...a gente ão sabia nem como comprar nem como como marcar o trajeto que queríamos pra voltar pro aeroporto (ja que lá você comprar a passagem pela distancia percorrida...) e eu comecei a ficar preocupado que todo chines que eu abordava pra ver se ajudava não falava nada de inglês... a nossa sorte foi que acabei achando uma brasileira que tava fazendo intercambio lá no meio daquele povo todo e assim consegui pedir pra ela comprar as passagens pra gente...ufa.. Ok depois eu continuarei...P Aff escrevi um monte e não salvou....tsc...outro dia continuo então... me desanimei hoje... Ok deixa eu ver onde eu parei.... acho que foi na chegada em BKK... Ok! Chegamos praticamnete 3 da matina e fomos comprar nosso chip de internet que se não me engano foi 60 reais (600 tailandeses) por 20 dias de Net com 8gb disponível....o que deu bem pra suprir os 15 dias lá...e olha que ainda sobraram quase 2gb.... e o mais incrivel era que no meio do oceano lá nos barcos a internet pegava que era uma beleza... alias pegava em qualquer lugar lá...o quiosque da net era um vermelho chamado True Net se bem me lembro. Ok chama Uber se toca pro Hostel... como foi de noite o trânsito tava vazio... mas se você for chegar de dia lá prepare-se pra pegar um longo engarrafamento até seu hostel/hotel... Melhor pegar o metrô que fica dentro do aeroporto e tentar ir ao máximo perto de onde vais ficar e depois pegar o Uber ou Grab (Que é o Uber asiatico, tudo pode ser baixado pelas stores da net). Ok! Primeiro dia em Bkk... acordamos, pomos o pé pra fora do nosso maravilhoso quarto com ar condicionado e fritamos literalmente..... nessa época não é quente lá não, o capeta deve sair de viagem de lá pra poder pegar um friozinho em algum lugar.... melhor ter um boné, chapéu, até guarda chuva pra proteger do sol viu? Tava tão fresco que logo no 1º dia lá uma turista do nosso lado desmaiou...e corre e chama Tuk Tuk pra levar ela pro hospital, coitada. Ok, lá fomos nós visitar o Templo Esmeralda, O templo do Amanhecer e mais um lá que esqueci o nome... praticamente pra você visitar os templos da pra ir andando, só tem que atravessar o rio pra poder ver o do Amanhecer... que custou miserios 20 centavos de Bath... mas vá cedo por que esse fecha cedo... Alias templos é o que você mais vai ver lá, tem os famosos e tem uns pequenos mas também bonitos em praticamente todo lugar da Tailandia... tanto templo que eu nem tava fazendo muita questão mais de visitar eles.... (O principal que eu queria fazer nessa viagem era mergulho e visitar o templo dos elefantes). Há sim, se você não for de calça pra visitar os templos pode comprar uma calça que eles vendem lá por 10 reais (100 Bath) tem um monte de vendedor na praça em frente ao templo vendendo várias... é até legal de trazer da viagem como lembrança para você ou amigos, pena que eu só me toquei disso depois e comprei só uma mesmo.... tipo essa da foto embaixo: Outra coisa, lembrem de beber só água de garrafa ok? Isso você pode comprar nas 7 Eleven da vida lá que tem em todas as esquinas de lá praticamente... Falando em água e comida eu levei 1200 USD pra passar esses 18 dias lá.... mas eu me lasquei um pouco no fim da viagem por que tive que pagar um hotel em Kho Pipi que achava que já tinha pago os dias todos mas faltava 1 diária... e lá as coisa são meio caras.... então tive que entrar no cartão internacional... uiiii... mas tudo bem, tinha dia que eu nem almoçava pra poder economizar... voltei 2.5 kilos mais magro dessa viagem uhahuauha! Bom que tirei o bucho (Mas depois recuperei tudo no Brasil já que fui direto pra uma churrascaria rodizio quando voltei...) kkkk! Certo e de noite o que fazer? Khaon San Road né... onde você pode ver vários tipos de comida..(Lógico que comi escorpião e não desses pequenos, o médio... o gosto não é ruim confesso, me lembrou o camarão... o ruim são as garras que ele usa pra se defender que são duras pacas. tentei comer mas tava quase quebrando os dentes então cuspi fora...) e graças que não senti nada... alias pesquisando eu nunca li ou ouvi ninguém falar que passou mal por ter comido escorpião de lá... também tem massagens (claro) lugares pra comprar roupas, bares pra beber com show ao vivo.... o mais interessante mesmo são as comidas.... Agora se você for sensível vai ficar enjoado é com o cheiro da comida de lá... não tenho como descrever mas seria enjoativo e nauseante.. (Bem acho que são as mesmas coisas essas palavras..) Bom tem Mac Donalds lá, mas viajar pra Tai pra comer em Mac?? Namm! Uma das primeiras comidas que comi lá, lula na brasa com pimenta (Pimenta Everwhere, então cuidado): Pior que esse negocio parece um pinto huauhauha. E aqui a foto do preço de alguns tipos de massagem que vocês podem encontrar lá: Confesso que eu cometi o pecado de não fazer nenhuma massagem nessa viagem.... acho besteira gastar dinheiro com isso, preferi gastar com comida... vai de cada um e suas prioridades... mas dizem que é muiiiiiito bom a massagem tai. Quanto a questão de segurança lá... a gente ia andando do hostel pra Khaon San de madrugada de boas.... 2 horas da manhã por ae e tudo tranquilo.. . só teve um começo de briga la pro meio da madrugada mesmo mas acredito que foi efeito da cerveja em uns americanos malucos que estavam por lá.... No último dia fomos pro shopping MKB Center... se tiveres que comprar alguma Go Pró ou câmera pra viagem, deixe pra comprar aqui... um amigo meu comprou uma por 1000 reais de diferença em relação ao brasil.... também comprei meu PS Vr por 1400 mas esse não achei um preço tão diferente se bem que olhando agora na Saraiva por exemplo ele ta 1.800... No MBK você encontra de tudo, desde coisa caras como Ouro e lojas de produtos caros até câmelo tudo no mesmo lugar...e é enorme o prédio... 4 andares praticamente... tem que reservar 1 dia inteiro pra tentar conhecer tudo se a sua vontade for de torrar dinheiro lá... Tambêm fomos no Siroco (Aquele prédio onde foi gravado o filme "Se beber não case).. tranquilo pra entrar, mas tem que ir bem arrumado... preços claro que são mais caros.... vale pela vista panorâmica da cidade... mas fora isso não achei nada demais... meio espirito é meio largadão, me sinto desconfortável em lugares xiques demais...) Certo, hora de ir pra Ayutthaya conhecer as 7 cachoeiras dos 7 niveis de dificuldade pra subir até a última.. Espera estou pulando partes.. como fomos de Bkk pra lá? Iamos de trem mas chegamos atrasado na estação e perdemos o dito cujo... a gente foi pra estação errada.... a sorte é que como estávamos em grupo conseguimos uma van pra levar a gente e compartilhando o preço não saiu caro pra ninguém... Ok chegamos no hostel depois de quase 1 horinha de viagem.... sem ver 1 buraco no asfalto.. (eta Brasil) e já que estávamos no interior qual seria o jeito mais econômico pra se locomover pela cidade? alugar motinhas claro (Se bem que eu fiquei com o cú na mão, já que fazia mais de 20 anos que eu não andava de moto, e cair e se quebrar na Tailandia? mas se todos os outros iam pegar eu não podia amarelar...) Pra alugar as motos é muito fácil, você pede pro gerente do hostel ligar e eles te levam elas no horário combinado... só vão pegar alguns dados com você e um calção que pode variar de 2000 há 3000 bath depende... e são aquelas faceis sem marcha... só acelerar e frear.. (Mas tem grande de marcha se você souber pilotar) aqui vai uma foto com o preço do aluguel da moto em vermelho... e são alugadas por 24 horas: Certo.. motos alugadas... cú não mão...e sair pras cachoeirias.... que ficavam há 60km de distancia (40 minutos praticamente) indo pela estadual... graças que o trânsito no interior não é tão ruim como na cidade.... pense em um rapaz duro e tenso pilotando a moto... uhahuau) chegando lá paguei 30 bath pra poder ir nas cachoeiras... que são divididas em 7 levels... se você conseguir chegar na última parabéns ;P há sim não fique com medo dos peixes que tem lá... eles são o mesmo que são usados pra fazer massagem nos pés em aquários em shoppings.. a diferença que lá eles são adultos, então pode incomodar um pouquinho a bocada deles nos seus pé... mas nada que tire pedaços.. (Mas as meninas pegaram um susto e saíram correndo da água uhahuahu) Lá também da pra ir visitar a Ponte do Rio Kwai se você for um curioso sobre guerras que nem eu... a ponte já é toda moderna, mas visitar ela pra quem curte historia de guerra é legal. Tem um filme bem antigo sobre a historia dessa ponte, um clássico de 1957: Que diferença hein? ;.P Continua.... Beleza .. em Ayutthaya você pode visitar também o Buda deitado (Buda do street Fighter) no dia que eu fui tinha um guarda mala lá que não tava deixando fazer poses dos lutadores do Street Fighter.. tsc... mas tem amigos que fizeram sem problema nenhum.... Pra visitar os templo lá são um pouco mais distantes do que na cidade lógico... então a gente encontrou uma senhora em uma Kombi e fomos lá perguntar quanto ela fazia pra nos levar para visitar os principais templos.... acabou saindo 250 bath pra cada que no total foram 1000 bath... 25 reais pra cada... acho que foi um bom preço. Certo... lembrei, até agora comendo de boas a comida da tailandia.... bem pra dizer a verdade comia de dia e ia pro banheiro de madrugada e isso foi só por causa da pimenta que não estava acostumado e foram só umas 3 vezes na viagem.... (Pior foi uma amiga que comeu um hambúrguer e acho que o ovo não tava legal e ela for parar no hospital mesmo coitada.... acabou perdendo nosso dia de mergulho por causa disso...) Hora de ir de Ayutthaya para Chiang Mai! Fui de trem de primeira classe comprando os tickets com 3 meses de antecedencia pelo site http://www.thailandtrainticket.com/ (Na net tem sites explicando o passo a passo, posso adiantar que não é nada complicado) e você pode escolher pegar o ticket lá no escritório deles ou pagar 10 reais para deixaram no hostel... (O que eu fiz e foi de boas) . Agora confesso que se soubesse como era a 1º classe tinha pedido pra ir de segunda... por que meu espirito aventureiro ficou triste com essa decisão quando cheguei lá.... ok você vai em uma cabine perfeita com ar condicionado e privacidade, mas a segunda classe era bem mais animada e as pessoas ficavam tipo no corredor de frente para as outras em seus beliches conversando, eu adoro poder bater papo com pessoas de outras nacionalidades ou apenas observar mesmo... o que não da pra fazer na primeira classe... bem agora já foi.... Ha sim a viagem foi noturna o que nos economizou 1 dia de hospedagem.... Na primeira classe tem banheiro separado onde dá até pra tomar banho, da até pra saber se o banheiro ta ocupado de dentro da sua cabine, como podem ver pela foto abaixo tem alguém no cagador: Também da pra pedir e escolher comida por essa tela... mas como as coisa são um pouco mais caras e já tínhamos lanchado na 7 eleven nem testei o sserviço.. Um das estações que o trem para antes de Chiang... bem bonitinha a estação por sinal.. Se você estiver na dúvida sobre o trem, do lado de fora dele tem um letreiro eletrônico: Ok, o principal passeio de Chiang Mai era ir em algum santuário de elefantes... depois de muito pesquisar e ler relatos, resolvemos ir no https://elephantjunglesanctuary.com/.. Li sobre toda a historia de apoiar ou não um passeio desses, que os elefantes podia ser mal tratados e tudo mais.... pelo que eu percebi eles não são mal tratados... mas também hoje em dia com o homem avançando desenfreadamente contra a natureza eu acho que seria pior pros elefantes não terem esse suporte que eles tem nos santuaríos... pelo menos a comida de todo dia deles está garantida... não sei, vai de cada um isso. Ok tickes comprados no Brasil e só esperar passar o povo pra pegar a gente e levar pro parque... agora vou lhe contar uma coisa, se você passa mal indo atrás das vans quando o trajeto é cheio de curvas se prepare! Por que o trajeto até lá é subindo uma serra cheia de curvas mesmo... o lance é tentar controlar a respiração e olhar pro horizonte até lá... Certo chegamos no parque, pegamos nossas roupas do parque que dão lá pra quem faz o passeio (No caso foi de 1 dia e meio) praticamente no meio da selva..e sem mosquito nenhum pra encher o saco) e tivemos nossa aula introdutória sobre o parque e elefantes... e depois eles nos dão pedaços de cana de açucar e banana pra gente dar pros bichos comerem... Na foto abaixo o gordinho procurando as bananas e eu escondendo de sacana hahahah: Eu com minha camisa sexy que dão no parque (também deram pra gente novas no final do passeio, mas eu acho que tava incluído no pacote que compramos, só tinha esquecido esse detalhe...) As atividades foram... dar comida pra eles, dar um banho de lama (Se bem que isso eu não fiz certo por que eu comecei foi uma guerra de bola de lama contra as outras pessoas uhauhauha) depois levar eles pro rio pra tirar toda a lama acumulada e mais algumas fotos... também apreendemos a fazer um tipo de bola de comida pra elefantes... que eles tem poem pra socar a comida deles com o pé em uma alavanca ... você sai morto de cansado depois uhahua).. Olha o moedor ae em ciima... Ok depois voltamos pra cidade grande.. se é que pode se dizer que é cidade grande... e no outro dia a policia me pegou. calma que eu não tava fazendo nada de tão criminoso assim, só caímos em uma blitz com as motinhas.... e como estávamos sem habilitação morrermos em uma multa de 500 bath...(50 reais por pessoa) duas coisas foram engraçadas nessa situação... eu parei a moto antes da blitz e a talandesa lá do restaurante disse pra eu sair correndo com ela na contra mão de volta... claro que não fiz isso... a segunda é que você paga a multa e depois eles te liberam pra andar com a moto, mesmo sem carteira.... só tem que ficar com o documento que eles te dão... inclusive te permite pilotar por 3 dias e se te pararem em outra blitz nesse tempo é só mostrar o documento: Não da pra entender bulhufas uhahuauha! Como não roubar seu carro em estilo tailandês: Ok mais templo, hora de ir pra Krabi.. que é Crab que é Caranguejo... Nossos trajetos de longa distancia voamos tudo pelas Low Cost asiaticas..... achei que seria mais barato do que pensei que ia achar o preço, mas também não foi nada tão caro... o problema era aquele medo de ter que pagar taxa por bagagem que na Asias as vezes sai mais caro do que a propria passagem... pra vocês terem uma idéia eu estava assim: Uma mochila mais o saco do PS VR que eu fui burro de comprar no começa da viagem e tive que carregar ele a viagem inteira praticamente.... não cometam esse erro.. Em Krabi não tem muito o que fazer realmente... mas tem aquele templo que tem as duas cabeças de dragão em uma escadaria enorme.... que você pode ir de motinha subindo a serra com o cú na mão de novo huahuahua... pense em um cara tenso pilotando,, pior que pra subir a pista é larga, mas pra descer ela é mais estreita.... então os carros passam pertinho de você e não tem acostamento... tem um vão de onde desce a água da chuva.... só rezei até chegar lá embaixo kkkkk! Em Krabi da pra comprar um tênis nike oficial por 38 reais: Sqñ! hauhahua... olha que ese tal de jack é mais caro que o Nike... Continua.... Bem continuando...Ok quase chegando ao final já... depois de Chiang fomos para Kho Pipi visitar as famosas praias da Tailândia... (O governo tailandês fechou o acesso a Maia Bay se não me engano.. o turismo estava alto demais lá e acabando com o ecossistema da natureza... parece que vão fechar por 3 ou 6 meses então veja antes de resolver ir pra lá..) se você gosta de loucuras tipo aquelas festas onde tem malabarismo com fogo, um monte de gente bebada e várias casas de show uma do lado da outra tocando o som mais alto que tiver pra atrair clientes você vai adorar a algazarra... se não ainda pode fazer mergulho com o Rodrigo (Brasileiro que tem empresa lá). Uma das coisa engraçadas ta Tailandia.... os chineses que lá visitam não é raro pedirem pra tirar fotos com você... selfie mesmo... ainda mais se você tiver barba... se for negro então ae que é festa.... eles adoram tirar foto auhahua.... no fim da viagem pra me vingar eu quando via um monte de chineses tirando foto eu ia lá pro meio deles e entrava de gaiato mesmo nas fotos deles uhahuahua... eles até gostavam.. ;P Em Kho Pipi também fiz minha primeita Tattoo na vida... em Bambu... acho que não dava pra ir até lá e voltar sem uma... não fiz com os monges, fiz em uma casa especializada mesmo na praia de K.pipi.. (Alias tem um monte de casa de tattoo lá... doeu um pouco quando o cara sem empolgava e pensava que sua pele era um pano onde podia dar várias agulhadas rápidas de uma vez... mas foi menos dolorido do que arrancar um dente por exemplo ;P Não tive nenhuma reação alérgica nem nada... inclusive fiz exames laboratórias mês passado e tá tudo sossegado... Face deles: https://pt-br.facebook.com/profundivers/ Sobre a experiência de mergulhar.... confesso que estava meio receoso... por tinha ouvido relatos de uma mulher que se apavorou em um mergulho e quase morreu afogada no grupo de wats que eu estava participando antes de viajar. .. o tubo saiu da boda da dita cuja e ela não soube por de volta e deu esse problema todo... meu medo também era esse... me apavorar e acontecer a mesma coisa... Só que na verdade era um medo sem saber das medidas de segurança antes de mergulhar... o seu instrutor vai lhe passar todos os macetes do que pode acontecer dentro da água... como desembaçar a mascara... como recuperar o bocal de ar se ele sair do lugar... como fazer pra água sair de dentro do bocal se entrar água dentro dele... você vê que é tudo muito fácil,. só achava que era um monstro de 7 cabeças por que não conhecia essas medidas antes... mas foi uma das coisas mais legais que já fiz na vida, se quiser ir, não perca a chance!!! Pra não dizer que foi tudo as 1000 maravilhas só teve um momento que eu não consegui equalizar a pressão do ouvido direito... conseguia do esquerdo mas nada do direito... foi coisa de inexperiência mesmo... depois de uns 10 minutos passou... Dependendo da época do ano você vai ver várias espécies de peixes... eu vi algumas bem legais... pena que não vi tartarugas... mas alguns tubarões também.. esses que comem plânctons... então não se preocupe de ser mordido. Dicas finais... na volta não conseguimos fazer o chekin de Xangai antes de sair da Tailândia... .. pedem hoje em dia 3 horas de antecedencia para voos internacionais certo... então chegamos com 1:30 certos no cronograma mas pense em um sufoco... imagine sair do avião e dar de cara com o aero mais lotado do mundo que você já viu até hoje na sua vida... tivemos literalmente que correr pra fazer o chekin... sorte nossa que uma das pessoas que trabalha na empresa pôs um guichê só para o nosso voo, mas mesmo assim lembram no começo o lance te ter que ter uma caneta pra escrever os dados no papel e entregar pra eles? Agora imagine isso em uma fila com um voo internacional com mais de 300 pessoas na fila com dois guichês funcionando somente? A nossa sorte foi que um cara da fila saiu e foi lá chamar uns guardas pra ocupar os outros guichês e fazer a fila andar.... depois disso ainda tivemos que correr pra passar as malas no raio x de todos... e sem falar que ainda barraram uma amiga minha por que quando ela veio na foto dela estava com a orelha coberta pelo cabelo........e quando voltou estava com a orelha descoberta... além de ter que achar as malas em uma infinidade de esteiras... esse foi o maior sufoco da viagem. Considerações finais, o povo tailandês é muito sorridente e eles sempre vão tentar lhe ajudar se precisarem. A comida pode ser um desafio para quem é sensível a cheiros e temperos mais fortes, tome cuidado. Falando em comida lá é coisa barata de se encontrar... se for comer na rua tente escolher o lugar com o aspecto mais limpo, ou mais cheio... Respeite a cultura deles e os templos e nunca fale mal da realeza. Bom acho que é isso...se eu lembrar de mais alguma coisa eu volto a editar aqui, boa viajem a todos. Há ia esquecendo... em todas as prais tem placas indicando pra onde correr em caso de Tsunami... então já sabe pra onde correr: Bem agora me vou.. espero ter ajudado! Boa Viagem povo! Há lembrei, se você for fazer o mergulho, pelo mor de Deus, esvazie sua bexiga antes de mergulhar.... aquele mundaréu de água vai deixar sua bexiga explodindo, e a roupa de mergulho é tão apertada que não da pra você fazer xixi nela nem se quisesse. Também não esqueça o protetor solar nas praias ok?
  22. Pessoal, Como forma de retribuir o que li aqui, trago o meu relato, com as minhas visões, para auxiliar quem for visitar a Colômbia em breve. Passagem/Transporte Legenda: BOG - Bogotá / SMR - Santa Marta / CTG - Cartagena / ADZ - San Andres Pela Avianca: 18/08 RIO>BOG 19/08 BOG > SMR 1/9 ADZ > RIO (com escala em BOG) Para esses trechos da Avianca, paguei quase R$ 1.700,00. Paguei meio caro, pois eu estava monitorando a passagem antes e esses trechos estavam a R$ 1.500,00 e já vi gente pagando até menos que isso. Pela Viva air (antiga Viva Colombia) 25/08 CTG > ADZ Para esse trecho, paguei USD 57,33, na tarifa Super, que dá direito à fila rápida e bagagem despachada de 15Kg. A tarifa mais básica só dava direito a 6kg de bagagem de mão. As tarifas dessa cia, para o voo de 8h57, eram sempre as mesmas, pelo menos nas vezes que eu consultei (que foram várias rs). Para o trecho SMR > CTG, fui via terrestre, pelo serviço porta a porta*, pagando COP 50.000 pela Marsol (whatsapp +57 319 7601810). Recomendo muito o serviço! A van é bem nova e o ar condicionado funciona bem até demais (ficamos até com frio, mesmo em Santa Marta e Cartagena estarem um calor infernal). Cotei várias empresas de transporte e todas apresentavam um preço maior que esses COP 50 mil. *Várias empresas oferecem esse tipo de serviço, que te leva da porta do hotel de Santa Marta para o de Cartagena. Porém, o serviço que a Marsol faz não é exatamente porta a porta. Eles te pegam no seu hotel em Santa Marta mas te deixam em pontos específicos em Cartagena (não é bem na frente do hotel), dentro da rota da van. Eles dizem que você negocia com o motorista, vendo qual ponto da rota fica mais perto do seu hotel. No meu caso, me deixaram a 5 minutos andando de onde fiquei em Cartagena, achei que valeu a pena. Resumindo, paguei de transporte por volta de R$ 2.000,000, considerando todos esses trechos. Eu poderia ter comprado tudo pela Avianca, mas pegando esse trecho pela Viva Air me economizou uma graninha. Quando vocês forem fazer as suas cotações, considerem todas os arranjos possíveis para ver qual será o mais barato. Em relação ao voo da Avianca, não tenho o que reclamar, com exceção do voo de BOG para o RIO, que atrasou e nos deixaram dentro do avião com o ar condicionado desligado por cerca de meia hora antes de decolar. Em relação ao da Viva Air, achei tudo bem tranquilo, mas fui com receio já que os relatos aqui no Mochileiros são os piores possíveis para essa companhia. Não tive problemas, mas até porque tomei alguns cuidados. Quando for comprar a passagem, reparei que eles estavam me cobrando a escolha de assentos, impressão de cartão de embarque no aeroporto e outros são serviços adicionais PAGOS. Você tem que limpar a seleção que o site te faz te cobrando a mais, para que chegue à tarifa que você viu inicialmente. Se você chegar no aeroporto sem o cartão de embarque, vai ter que pagar uma taxa bem alta para imprimi-lo. Sugiro que, se você estiver em Cartagena, peça para seu hotel imprimir ou vá até um local que imprima (tem vários lá, eu mesmo paguei 500 pesos pela impressão). Outra coisa importante é a quantidade de bagagens. Quando eles falam que é UM artigo de bagagem de mão é só um mesmo! Não apareça com uma mala e uma mochilinha pois você vai ter que pagar adicional. Em relação ao tamanho da bagagem, as minhas estavam comportadas. Então, não pediram para eu colocar no modelo deles para verificar se a bagagem está fora do padrão deles. Caso estivesse, pagaria mais por isso. Câmbio Esse foi um dos pontos de mais atenção da viagem, considerando que o real anda muito desvalorizado pelo mundo afora. Quando viajo, para economizar, utilizo sempre o dinheiro vivo para realizar os pagamentos, já que as outras opções nos trazem um IOF maior (cartão de crédito, travel money etc), caso o dinheiro acabe, uso o crédito, como emergência. No caso da Colômbia a dúvida era: levar real ou comprar dólar aqui e levar pra trocar lá?. Para tomar essa decisão, consultei um site de casa de câmbio que mostra as cotações dessas duas moedas para peso colombiano (COP) em tempo real, esse: cambiosmultidivisas.com.co. Quando vi, o dólar estava mais barato que hoje (R$ 3,87) e valia mais a pena levá-los em detrimento do real, mesmo com duas trocas de moeda. E assim o fiz. Comprei US$ 1.000,00 e troquei US$ 800,00 (se eu precisasse de mais, trocaria os US$ 200,00 em San Andres) a uma cotação de 2.770 COP cada dólar, o que me gerou COP 2.216.000. Troquei o dinheiro na New York Money, no Avenida Chile Shopping Mall (ou Avenida Chile Centro Comercial y Financiero). Nesse shopping tem váááárias casas de câmbio, vale a pena entrar de uma em uma para perguntar a cotação da moeda que você está levando. Uns amigos meus estavam somente com reais e conseguiram a cotação de COP 670 por real, em uma outra casa de câmbio (a que eu troquei nem reais aceitava). Ou seja, trocando os dólares que comprei a R$ 3,87 cada um, isso me gerou uma cotação de 716 COP por real, superior aos COP 670 que eu teria por real se eu tivesse levado a nossa moeda. De toda forma, sempre faça os cálculos antes de levar. Hoje mesmo, como o dólar subiu muito (papel moeda a R$ 4,29 aqui no Rio), tá compensando levar reais mesmo. Chip Colombiano Para comprarmos o chip colombiano, tínhamos a indicação de ir a uma loja Claro também no Shopping Avenida Chile. Porém, depois de trocarmos o dinheiro, almoçamos e a loja fechou (era sábado e a loja fechava 17h). Encontramos outra loja, bem maior, na mesma avenida desse shopping, descendo-a um pouco. Lá, conseguimos obter os chips ao apresentar nosso passaporte. Pagamos COP 29.000 pelo chip e por um plano de 1Gb por 15 dias, com Facebook, Whatsapp e Twitter sem consumir nada do pacote. No final da viagem, sobrou saldo no meu pré pago e eu ainda ativei um pouco mais de internet pois os meus 1Gb haviam acabado. Vale lembrar que o chip funcionou bem em toda a Colômbia. Só senti uma variação negativa no sinal quando cheguei em San Andres, mas, mesmo assim, correspondeu às expectativas. Hospedagem (Booking) Bogotá: Hotel Casona Del Pátio (uma diária) - COP 138.375 em quarto privativo para 3 pessoas. Em função de termos viajado no dia, optamos por um lugar um pouco mais caro para relaxar. Gostei do hotel, a localização é excelente, no bairro Chapinero, a poucos passos do Shopping Avenida Chile. O café da manhã é bem simples, você tem que escolher as opções possíveis no cardápio e a atendente traz para você. O chuveiro é quente (essencial para o frio de Bogotá) e os atendentes são bem atenciosos. Santa Marta: La Sierra Hostel (três diárias) - COP 270.000 em quarto privado para 3 pessoas (duas camas estão em beliche). O hostel tem uma estrutura boa, uma piscina ótima e um ar condicionado potente. Como pontos negativos, considerei o café da manhã (só poderia comer UM pão, UM ovo, UM iogurte e um pouco de cereal). Nós mesmos preparávamos o café da manhã, já que o ovo oferecido estava cru, o que não considero um problema. Além disso, o ar condicionado do meu quarto pingou água nos dois últimos dias. Uma das recepcionistas (não foi nenhuma das duas que citarei mais à frente) disse que ia chamar alguém para resolver mas isso não aconteceu até o fim da nossa estadia. Além disso, achei que o varal do hostel poderia ser maior. Outro ponto negativo foi que, no primeiro dia, havia uma música muito alta do lado de fora e mesmo o quarto sendo meio distante da rua, a gente conseguia ouvir o barulho, além de ouvir a conversa do quarto ao lado. Como pontos positivos, destaco as recepcionistas Manuela e Carolina, sempre dispostas a nos ajudar e, muito simpáticas, nos deram várias dicas!! As camas eram grandes (cama de viúva) e a escada para a cama de cima da beliche era bem segura. O quarto parece bem menor nas fotos do que realmente é, foi uma surpresa positiva. O ar condicionado funcionava muito bem. Apesar de ter pingado, gelava em pouco tempo, essencial no calor infernal de Santa Marta. Cartagena: Santa Cruz Hotel (três diárias) - COP 442.800 em quarto privado para 3 pessoas. Foi uma odisseia encontrar uma hospedagem com preço bom e localização perto de tudo, para quarto privativo para 3 pessoas, em Cartagena e San Andres. Esse hotel fica muito bem localizado, dentro da cidade amuralhada (recomendo que fiquem nela, achei fora dela meio inseguro). Dias antes da viagem, fiquei achando que esse hotel não existia pois a reserva que fiz no Booking previa um pré-pagamento do valor total, coisa que não aconteceu. Chegamos lá e pagamos tudo na hora, em COP. De todos os hoteis, acho que esse foi o melhor. Boa estrutura, corredores cheio de plantas, café da manhã "a la carte", no mesmo esquema do de Bogotá. No quarto, havia espaço para cinco pessoas, pois havia uma cama de casal, uma de viúva e uma beliche. O banheiro era ok, apesar do box ser "cortininha", que acabava deixando o banheiro bem molhado. San Andres: Posada J & J Forbes 2 (sete diárias) COP 1.249.500 - Essa pousada diz na propaganda que é a "sua família em San Andres" e quando cheguei lá entendi o motivo: a "pousada", na verdade, fica numa vila onde há vários apartamentos que moram nativos de San Andres. Algumas acomodações são oferecidas para serem alugadas. Fomos recepcionados pelo Sr. Mário e pela Sra Salvadora, responsável pela limpeza, ambos extremamente simpáticos. Como ponto positivo, destaco as instalações do quarto, pois me parece que o tudo foi reformado recentemente já que está tudo bem novo. A localização é excelente! Cheguei lá andando do aeroporto (economizei COP 15.000 de táxi) e o centrinho comercial e a praia também ficam a menos de 5 minutos andando. Como pontos negativos, destaco a quantidade de pessoas circulando pela área em comum. Ao longo do dia, vários adultos e crianças ficam circulando pelo condomínio e fazendo barulho. Acho que isso só não incomodou mais porque o quarto que ficamos era bem recuado e também porque à noite era bem silencioso. Outro ponto que pode ser negativo, é a ausência de café da manhã. Porém, a cozinha era relativamente bem equipada e tem vários mercados colados na pousada, então não gastamos muito para "desayunar" todos os dias. Todas as hospedagens nós pagamos em dinheiro (COP), não sei informar se recebem em cartão ou outro meio de pagamento. Dia 18/08 – Bogotá – Câmbio e Chip Chegamos e trocamos um dinheirinho pequeno na casa de Câmbio do aeroporto de Bogotá para o táxi. Vá na casa de câmbio do lado de fora do embarque. Lá, pegamos a cotação a COP 650 para cada real. Depois de trocar dinheiro, fui pedir um Uber (que é um serviço ilegal no país) com medo dos relatos de táxi que li por aqui. Porém, a experiência não foi boa, de toda forma. Veio uma motorista chamada Margoh, que ficou toda atribulada com medo dos policiais nos verem e nos "molestarem". Depois de termos entrado, ela nos vendeu a ida e a volta para a catedral de sal (passeio que fizemos no dia seguinte) por COP 250 mil, um valor muito acima de um Uber normal (que daria uns COP 150 mil). Para nos convencer a aceitar, ela disse que tinham muitos ladrões no TransMilênio dizendo que seriamos assaltados (Ônibus parecido com o BRT - do Rio - e o tubo - de Curitiba). Óbvio que não quisemos. Mas, para piorar, o celular dela desligou totalmente e não queria ligar de jeito nenhum. Como ela, nem nós (muito menos nós) sabíamos o caminho, foi um sofrimento até ela achar a pousada pois a numeração das ruas de Bogotá é super confusa. Na hora de pagar, pagamos COP 30 mil, em dinheiro (o uber tem essa opção lá também). Na estimativa, tinha dado 27, mas como o celular dela não ligava e dividir 30 para 3 é mais fácil para conseguirmos troco, pagamos 30 mesmo. Ao chegar em Bogotá, em pouco tempo, já senti os efeitos da altitude: dor de cabeça leve, enjoo e falta de ar. Ao caminhar, não poderia conversar pois me faltava ar. Esses sintomas foram melhorando aos poucos, mas realmente é uma sensação bem ruim. Depois do check in na pousada, fomos ao Avenida Chile Shopping para trocar o dinheiro, almoçarmos e compramos o chip colombiano, como já expliquei acima. À noite, descansamos para acordarmos cedo no dia seguinte pois iriamos à Catedral de Sal. Dia 19/08 - Catedral de Sal em Zipaquirá, saindo de BOG Para irmos, pegamos a linha 8 do Transmilenio, com destino ao Portal Norte (Portal Del Norte). Cada passagem custa COP 2.300. Na estação que pegamos (Flores, da linha azul), compramos o cartão com as passagens, pagando em COP no guichê. Pegamos o ônibus cheio, mas não entupido. Chegando lá, basta seguir a indicação para as linhas intermunicipais, onde você vai ver o ônibus indo para Zipaquirá (linha ZIPA), cuja passagem custa uns COP 5.300 (não lembro ao certo, mas é quase isso). O primeiro bus leva uns 25 minutos e o segundo, por volta de uma hora. As viagens foram tranquilas, com exceções da quantidade enorme de pedintes que entraram no TransMilênio (vou falar de um probleminha que tivemos com um pedinte no tópico de Santa Marta). Ao descer do bus, basta caminhar em direção à Catedral. Tem gente que pega táxi, eu não achei necessário pois não anda tanto e você vai conhecendo a cidade. Esse é o caminho de entrada na Catedral Ao passar por esse caminho, você compra o ingresso básico de COP 55 mil (valor para não colombianos). Esse ingresso dá direito a áudio guia (tem em português-brasileiro), a assistir um filme sobre a história da Catedral e a entrada na Catedral, obviamente. Quando fui, estava tudo muuuuito cheio (era um domingo). Então, pegamos uma fila relativamente grande para comprar o ingresso e outra, menor, para pegar o áudio guia. Ainda havia uma terceira fila com uns serviços adicionais, que não quisemos comprar. Após entrarmos, vimos que a Catedral é realmente bem linda e grandiosa. Com sal por todos os lados, o percurso da catedral mostra toda a via crucis feita por Jesus Cristo. Incluído no roteiro, há o que eles chamam de espelhos d’agua, que é uma piscina com espelho no fundo que causa uma ilusão de ótica bem legal! Há, também, um filme 3D que passa numa sala estilo cinema, contando a história da Catedral (em espanhol com legenda em inglês). Ao final dela, tem uma lojinha com artesanatos lindíssimos feitos de sal. Vejam as fotos! Fiquei abismado com o tamanho da coluna (eu sou aquela sombra ali rs) E as lindas artes com sal!!! Decidimos levar mantimentos para comermos pois talvez não desse tempo de almoçarmos (nosso voo para SMR era às 20h do mesmo dia). Porém, dentro do complexo da Catedral tem alguns restaurantes e no caminho da catedral até o terminal da linha ZIPA tem vários outros com preços bem convidativos (por volta de COP 12 mil). Se eu tivesse almoçado, teria escolhido algum do lado de fora pois estavam mais convidativos e tinham mais opções. Voltamos para Bogotá e pegamos um táxi para o aeroporto, pelo aplicativo Easy Taxi, já que a experiência do Uber não tinha sido boa. Não adiantou nada... O motorista não seguiu o GPS e ficou dando voltas com a gente pela cidade, pegando um caminho mais longo, ao invés de entrar na avenida que leva direto ao aeroporto. No final da corrida, ele ligou o GPS, mas continuou não seguindo o percurso ali. Ficamos com um pouco de receio, mas ele nos levou ao destino e cobrou uns COP 26 mil, mais ou menos o que daria mesmo. Mas que deu medo, deu... Fora que o trânsito de Bogotá é caótico, buzina por todos os lados e parece não haver uma regra como temos aqui. Fizemos reclamação no aplicativo mas de nada adiantou... não recebemos resposta nenhuma da avaliação/comentário que eu fiz. Chegamos em Santa Marta e pegamos um taxi até o nosso hostel. O preço é tabelado em COP 30 mil e pegamos o táxi oficial mesmo. A corrida foi tranquila (o aeroporto não é perto do centro), o carro estava em bom estado e com ar condicionado bom funcionando, essencial em Santa Marta já que, mesmo à noite, fazia mais de 30 graus. 20/08 - Santa Marta Decidimos andar por Santa Marta para conhecer a cidade e fechar o passeio do dia seguinte. A cidade em si é meio feinha, com vários pontos de sujeira e buracos nas ruas. A orla era até bonitinha. A água é de um azul escuro, tinham umas pessoas tomando banho mas nem dá vontade de entrar, mesmo com calor. Orla SMR Porém, assim que começamos a andar, esbarramos em um problema: o calor excessivo. Por conta disso, decidimos procurar logo o passeio do dia seguinte, almoçar num lugar com ar condicionado e ficar à tarde na piscina do hostel. Fechamos um passeio para o Bahia Concha, por algo em torno de COP 70 mil, com a entrada no parque incluída e "aluguel de snorkel" (vou falar disso mais à frente). Não me lembro o nome da agência. Em relação à comida, gostei bastante dos restaurantes de Santa Marta. Comi um arroz com camarões maravilhoso com batata frita por apenas COP 19 mil, no restaurante La Cucharita, na orla. Tem vários pratos bons, baratos e muito bem servidos. Jantamos lá duas vezes, recomendo! 21/08 - Santa Marta - Bahia Concha A van nos pegou no hostel com um atraso de uns 40 minutos e nos levou até o Bahia Concha. Pelo caminho, vi que seria, realmente, muito difícil fazer por conta própria pois passa por uma estradinha de terra bem acidentada e eu não vi transporte público por ali. Chegando lá, tem umas barracas na praia principal, onde o guia nos mandou deixar nossas coisas lá e seguir com ele para pegarmos o barco para fazermos o snorkel. Ele insistiu, apressadamente, para que deixássemos tudo lá e fossemos pegar o barco, mais à frente, para o tal passeio de barco e que ele olharia as nossas coisas. Um dos meus amigos não quis ir (até para não deixar as coisas sozinhas) e eu o outro amigo fomos. Pegamos o barco e chegamos na parte de snorkel. Lá, os "snorkels" eram, na verdade, apenas a parte de cima (óculos do snorkel) que ficava em uma bacia com sabão, onde as pessoas ficavam largando e deixando os "snorkels" que usavam. Era meio nojento... rs. Nessa parte, era obrigatório o uso dos salva vidas. O lugar era bonitinho, foi possível ver vários peixes e nadar um pouco naquela área, que era bem limitada. Voltamos de barco, ficamos mais um pouco na praia e voltamos. Meu amigo que ficou na barraca me disse que o guia não ficou de olho nos pertences de quem foi fazer o passeio de barco, ou seja, se sumisse algo já era! Como não ouvimos reclamações, supomos que ninguém teve nada levado, mas basta dar sorte ao azar... À noite, andamos pela cidade e jantamos no mesmo restaurante da noite anterior. Praia de Bahia Concha Parte do passeio de lancha para snorkel do Bahia Concha. Uma pena eu não lembrar o nome da agência, pois eu não recomendo nadinha esse passeio com eles. O guia era meio mal humorado e eu não entendia uma palavra que ele falava, parecia mais um dialeto do que espanhol. Fora o atraso de 40 minutos para buscar a gente. 22/08 - Santa Marta - Playa Del Ritmo No dia 21/8, perguntamos à Manuela, recepcionista do Hostel, sobre o que fazermos em Santa Marta além do Bahia Concha e do Parque Tayrona em si (optamos por não ir pois leva duas horas para chegar, além do transporte. Por isso muita gente recomenda dormir no parque). Ela nos indicou uma praia chamada Playa Del Ritmo, que tem um acesso pelo Hostel que leva esse nome. Esse hostel tem uma estrutura de bar, com mesas e cadeiras que você pode usar mesmo não sendo hospede. A única limitação por não ser hóspede é não pode usar as espreguiçadeiras que estão na areia. Você não paga nada para entrar e é obrigado a consumir alguma coisa. Lá eles servem almoço e tem várias bebidas. Para comer, pedimos a famosa limonada de coco (uma das melhoras da viagem, por sinal) e eu pedi um hamburguer de falafel com maionese de alho, que estava divino. Ah, o restaurante é vegetariano. Não lembro os preços, mas sei que não paguei mais de COP 30 mil por tudo o que consumimos. Para chegar lá, pegamos um ônibus na orla de santa marta em direção ao aeroporto, que custa só COP 1.600. Fui acompanhando no GPS e, quando estava chegando perto, pedi para o motorista parar. Depois que descemos, andamos uns 5 minutos até a entrada do hostel. Na volta é que rolou emoção... Entrou um pedinte no ônibus que o motorista não permitiu e mandou ele descer. Assim que ele desceu, o pedinte deu um chute na roda do ônibus. Nisso, o motorista pegou um porrete e desceu para dar no cara, que saiu correndo. Logo assim que o motorista voltou, o pedinte voltou também e ameaçou tacar uma pedra enorme no ônibus. Por sorte, ele não jogou a pedra e voltamos com tranquilidade depois disso rs. Interior do ônibus da ida Estrutura do Hostel Playa Del Ritmo Playa Del Ritmo Banho na Playa Del Ritmo Sei que minhas fotos não estão muito boas, mas vocês podem buscar melhores no site do hostel. 23/08 - Santa Marta - translado para Cartagena A van da MarSol chegou na hora combinada e embarcamos para Cartagena. O trajeto demorou umas 5 horas, porque pegamos um engarrafamento no caminho. Paramos uma vez para descanso/banheiro de uns 15 minutos em Barranquilla e mais uma vez porque teve um problema com a outra van da Marsol que estava junto. Quando vi que estava chegando, negociamos com o motorista em relação a qual seria o ponto da rota mais próximo para nós. Descemos e andamos cerca de 5 minutos. 24/08 – Cartagena Tomamos o café no hostel e fomos em direção ao Castillo San Felipe de Barajas. Da cidade amuralhada é possível ir andando para lá, apesar de ser uma caminhada de uns 20 minutos, que foi sofrida por causa do calor excessivo de Cartagena. Sugiro passarem no mercado e comprarem água, pois o risco de desidratação é alto. Recomendo também usarem boné/chapéu, pois o Sol castiga muito, mesmo dentro do Castillo. Pagamos uma entrada de COP 25 mil. A construção é bem bonita e dá pra ter uma visão ampla de Cartagena. Vejam! Pela nossa sorte, começou a chover e o clima ficou bem mais agradável. Porém, pelo que notei nas cidades que fui, as chuvas não duram muito na Colômbia. Chove mas logo para, o que é ótimo pois fica menos calor e não prejudica as nossas andanças pela cidade. Saindo do Castillo, almoçamos em um lugar qualquer e fomos andar pelo muro da cidade, terminando no Café Del Mar para admirar o mar e o por do sol (meio prejudicado pelas nuvens). Teve arco-íris sim À Noite, jantamos no D’Alex Restaurante, que tem algumas opções de refeições a COP 12 mil. Tem outras opções mais caras, mas só esse menu do dia já era o suficiente. Ficamos andando um pouco pela cidade para conhecer a graça de Cartagena à noite. Tem umas coisas meio sinistras... mas, em geral, a cidade é bem iluminada e graciosa. 24/08 – Cartagena – Bendita Beach Eu queria um dia de praia para relaxar, meus amigos preferiram ficar na cidade. Então, fui sozinho para a Bendita Beach, que é uma opção menos lembrada pelos turistas em função do seu preço e da distância (não é tão perto quanto a Playa Blanca, por exemplo). Paguei COP 150 mil (negociando) + COP 16,5 mil de imposto no porto pelo passeio. Inclui tudo o que está aí nessa foto de um panfleto que peguei de outra agência que também faz esse passeio. Não me lembro a agência que fiz, prometo que da próxima vez eu anoto direitinho rs. No dia do passeio, fui ao ponto de encontro indicado pela menina com a qual eu fechei o passeio e encontrei o representante da empresa para irmos à Muelle (tipo um porto de onde saem os barcos). Ele me levou lá, andando mesmo, me deixou na fila para pagar o imposto e foi embora. Apesar dele ter me deixado na fila errada, consegui me achar e encontrar onde seria a saída para quem iria para a Bendita Beach. Pegamos uma lancha de uns 50 minutos e chegamos lá na tranquilidade da Bendita Beach. Fomos cerca de 36 pessoas na lancha, que tinha capacidade de 45 pessoas. E só tínhamos nós na ilha toda. Lá tem opção de fazer snorkel, SUP e jet ski. Vou só mostrar as fotos... O almoço eu não tirei foto, mas você tinha que escolher entre frango e peixe, e vinha arroz branco ou com coco, saladas à vontade e um refrigerante. Eu achei suficiente, mas para quem come muito, talvez seja pouco. Na volta do passeio, andei pelas ruas de Cartagena, até à noite. Engarrafamento de charrete 25/8 Ida à San Andres Nosso voo era cedo (umas 9h), então chegamos bem cedo no aeroporto de Cartagena. O hotel pediu um taxi, que rapidamente nos deixou lá. Não lembro ao certo, mas a corrida custou cerca de COP 25 a 30 mil. Chegando lá, despachamos as bagagens na Viva Air (Viva Colombia) e pagamos a taxa para entrar em San Andres (paguei para uma atendente da cia aérea). Essa taxa custa COP 108.600 mil e é obrigatória para todos que forem ficar mais de 24 horas em San Andres. Interior do avião da Viva Air Chegando em San Andres, fomos andando do aeroporto para a pousada que ficamos. Deu uma caminhada de uns 10 minutos, basta atravessar o estádio que fica em frente ao aeroporto. Depois de fazer check in na pousada, almoçamos num lugar qualquer e fomos andando para a praia, doidos para ver os tons de azul. E, realmente, é estonteante. Ficamos lá até o fim do dia. Passeamos pelas lojas da ilha e compramos as sapatilhas para andarmos nas pedras sem nos machucarmos e o snorkel para vermos embaixo d’agua. Paguei COP 12 mil pelas sapatilhas mais simples e COP 28 mil pelo snorkel da Intex. Pesquisem bastante, pois tem muitas lojas vendendo esses itens bem mais caros. Uma coisa curiosa é que os colombianos não usam sunga na praia. Todos (ou quase todos) os que estavam de sunga eram brasileiros. Inclusive, quando voltamos da praia, andamos pela parte comercial da ilha só de sunga e todo mundo ficou olhando como se fossemos extraterrestres. Até uns peões de obra ficaram mexendo com a gente (todos homens), depois disso, tivemos um aperitivo do que as mulheres passam no Brasil quando passam em frente a uma obra. 26/8 – Volta à Ilha de Mula. Alugamos uma Mula (um carro da Kavasaki) para dar a volta à ilha por COP 170 mil. Esse carrinho tinha espaço para umas 5 pessoas confortavelmente, mas vi alguns andando na ilha com muito mais que isso. Fora isso, ainda tinha que devolver o carro com o tanque cheio, que deu COP 16 mil, ao final do passeio. O trânsito na parte mais movimentada da ilha é bem bizarra, são muuuitas motos (transporte mais popular de San Andres), onde eles buzinam para tudo, não usam capacete, não tem limites para colocar pessoas em cima das motos e os retrovisores são artigos opcionais. Nas vias maiores (nas pontas das ilhas) tem bem menos motos e o trânsito é mais tranquilo. Além dessas mulas de 5 lugares, ainda tem a opção de alugar mulas de 2 lugares, motos e bicicletas. Estradas mais tranquilas em volta da ilha I love San Andres, um dos locais que paramos para fotos Outra parada obrigatória é o West View. Paga-se COP 5 mil para entrar lá e você ganha um pãozinho para dar para os peixes. Lá você tem um trampolim, um pequeno toboágua e a opção de fazer o mergulho com capacete (AquaNautas) e tirar uma foto com uma estátua de Poseidon, que fica pregada no fundo do mar. Esse mergulha custa COP 100 mil por 25 minutos. Eu não fiz pois achei caro demais por pouco tempo. De toda forma, tive um certo contato com Poseidon... Brincando com os peixes Meu contatinho com Poseidon Lá é meio muvucadinho, sugiro chegarem cedo para aproveitar bem e pegar o local mais vazio O West View tem restaurante dentro, serve comidas, bebidas e aluga colete salva-vidas (COP 5 mil). Do lado de fora também tem algumas opções de restaurante, vale a pena cotar cardápios e valores para decidir onde vão comer (se forem comer por ali). Um lugar que geralmente fazem na volta à ilha é o La Piscinita, que fica do lado de West View. Mas como fizemos esse passeio no domingo, a Piscinita estava fechada. Porém, li um relato que fala que o West View tem muito mais coisas que lá e que seria perder tempo fazer um lugar tão igual ao outro. Passamos pela Cueva de Morgan, e por um Museu onde tem umas dançarinas, mas não nos interessou entrar. Fomos até o Hoyo Soplador, mas não tivemos a sorte de pegar ele soprando. Lá no Hoyo, inclusive, que ouvi relatos daqui dizendo que os donos dos bares querem cobrar estacionamento por você parar o carro lá. Então, quando você for, estacione o carro um pouco mais à frente, para evitar esse abuso dos donos dos estabelecimentos. Voltando, passamos por algumas paisagens e fomos tirando fotos: Passamos também pela Playa San Luis, mas é bem sem gracinha, nem deu muita vontade de entrar. 27/08 e 28/08 – Praias do Centro O tempo fechou em San Andres... decidimos pegar as praias próximas para não gastar dia de passeio com tempo feio, considerando que ficaríamos sete dias lá. Ficamos na praia e chegou a chover em alguns momentos, parando logo depois. Apesar de ter parado, o tempo não abriu. Quase não tirei fotos... Nesse dia, encontramos um grupo de brasileiros de Fortaleza que tinham feito um passeio de lancha privativa. Eles disseram que, mesmo com tempo feio, foi bom pois lá no meio do mar San Andres continua sendo bonito. Pegamos o contato do dono da lancha (Diego Olsen Whatsapp +57 318 3762841) e fechamos com ele por COP 830 mil, com condutor e gelo incluído. A embarcação foi essa, chamada de ponton: A embarcação suporta 15 pessoas, porém, estávamos em um grupo de 10 pessoas. Nesse mesmo dia, à noite, o Diego foi até a nossa pousada e recebeu metade do valor, como sinal, e me mostrou onde era o ponto de encontro para o dia seguinte, onde sairíamos com a lancha. Algumas pessoas do meu grupo estavam fechando com o Diego o passeio do Parasail junto com Johnny Cay (ilha pertinho de San Andres), que ele fez por COP 145 mil + 5 mil de imposto de entrada em Johnny Cay. Eu não fechei, não quis ir no parasail, apesar de talvez estar arrependido até agora... rs 29/08 – Passeio de Lancha Privativa – Acuário, Arraias e muito mais Chegamos no ponto de encontro e Diego nos apresentou ao condutor da lancha. Vimos que a lancha era bem confortável, com assentos acolchoados, tudo bem novo. Tinha espaço para colocarmos nossa comida/bebida, que compramos no mercado no dia anterior. Pagamos a diferença ao condutor. Para a nossa felicidade, o Sol apareceu com força o que ajudou para que o dia fosse o melhor da nossa estadia em San Andres!!! Vejam as fotos!! Essa cor de água chega a dar raiva Ilha do lado do Acuário Arraias... Me cagando de medo das arraias https://vimeo.com/288555840 Video incrível do acuário https://vimeo.com/288556520 Vídeo da piscina-mar em San Andres https://vimeo.com/288556833 Nadando com os peixes 30/08 – Johnny Cay A ilha de Johnny Cay fica bem perto de San Andres. Você pega um barquinho de uns 20 a 25 minutos e já chega lá. Em geral, as pessoas fazem Johnny Cay junto com Acuário, mas como o Johnny estava fechado por 3 dias e só reabriu dia 30/08, fizemos ela isoladamente. Para ir, usamos os serviços da Cooperativa Multiactiva de Transporte Marítimo, ela fica na orla, na altura da praia, sentido boate Coco Loco (tem no google). Vejam a lista de preços deles: O preço só para Johnny Cay é de COP 15 mil + COP 5 mil de imposto que se paga para entrar na ilhota. Paga-se tudo no guichê da cooperativa e eles te dão uma guia que você tem que guardar para apresentar quando chegar à ilha. Chegando lá, não tem nada de muito surpreendente, ainda mais para quem passou por tanta coisa linda no dia anterior. O ruim é que a ilha estava extremamente lotada e não parava de chegar barco cheio de gente. Lá, tinham umas barracas para ser alugadas a COP 40 mil e o almoço custava COP 30 mil (decidimos não almoçar na ilha e voltar no barco de 13h). Além disso, tinha banana boat a COP 10 mil (é um passeio bem curto, mas vale muito a pena pois não é caro e você se diverte). Lá tinham várias iguanas sem medo de humanos E um amiguinho loiro... É lindo, mas lotado demais Ainda tinha uma pedra para tirar foto. O difícil foi conseguir exclusividade e uma foto “sem populares” rs Na volta, ainda pegamos um toró dentro do barco Deu medo, mas até assim esse mar é lindo Na volta, comemos no Kirikiki, tipo um KFC de lá. Preferi pois paguei COP 16 mil por um combo com refrigerante contra os COP 30 mil sem bebida lá de Johnny Cay. Vejam a cara dos pratos e os preços. Compras Em relação a compras, achei San Andres um pouco caro. Só os perfumes (alguns) estavam um pouco mais baratos. Como exemplo, comprei um 212 Sexy man 100 ml a COP 158 mil, que dá uns 236 reais. No Brasil, tá bem mais caro. Porém, cuidado com as falsificações! Lá tem lojas que vendem perfumes com o mesmo cheiro, “inspirados” nos mais famosos. Lá vendia One trillion (similiar ao one million), 717 (similar ao 212)... Eu senti o cheiro e era exatamente igual. Mas como é bem mais barato, alguma coisa de ruim deve ter rs. 31/08 – Volta à ilha de bicicleta Em função de termos muitos dias em San Andres e pela ilha ter só 25 km² de área, decidimos fazer a volta a ilha de novo, explorando outros cantinhos. Alugamos uma bike a COP 20 mil de 9h até 19h com uma senhora chamada Iris, que fica nas imediações da orla, perto da Lanchonete Sandwich Qbano. De bike a gente começa a reparar mais em coisas que passam batido Bem do lado do West View, tem um restaurante/bar chamado Reggae Roots, que tem uma estruturazinha de cadeiras, trampolim e acesso ao mesmo mar que West View, servindo almoço de frango (COP 25 mil) e peixe (COP 30 mil) com refrigerante a COP 5 mil. Se você consumir qualquer coisa, não precisa pagar nada. Deixamos as bicicletas lá, curtimos o local, descansamos e retomando nossa pedalada. Fomos de novo no Hoyo Soplador e ele seguia soprando fraco e não fazendo aquele efeito de soprar água do buraco. 1/9 – Volta para casa Nosso voo era às 17h, então tivemos bastante tempo para aproveitar a cidade ainda. Eu preferi ir em um restaurante melhorzinho, já que ao longo da viagem acabei optando por comer onde tivesse oportunidade. Meus amigos preferiram curtir um último dia da praia do centro, que estava assim: Já eu, fui atrás de um restaurante legal e encontrei o La Bong Del Sinu (ele fica entrando em umas ruas na altura do movimento que tem perto do quiosque do juan valdez, na praia). Lá, pedi um arroz com cerdo (porco) que tava bem temperado. O prato acompanhava aipim (mandioca) e uma torta doce de plátano (banana), que eu não gosto. De entrada, tinham os famosos pantacons, que acompanham várias (quase todas) as comidas colombianas. Pantacons são bananas verdes fritas que tem gosto de batata. Para beber, escolhi uma maravilhosa limonada de coco. Tudo isso por menos de COP 40 mil. Fui ao aeroporto para ir embora, fui no guichê da Avianca, despachei as bagagens e imprimi o cartão de embarque (eles não cobram como a Viva Air rs). Aproveitei e vi a cotação de moeda na casa de câmbio de lá: horrível! Cada real estava dando 570 pesos (conseguimos 670 em Bogotá) e cada dólar dava 2620, contra 2770 em Bogotá. No avião, fiquei no lado direito, na janela e pude me despedir de San Andres com uma vista aérea. Hasta luego, San Andres. E é isso! Me desculpem qualquer erro de português e os esquecimentos. Se tiverem alguma dúvida e eu puder ajudar, me avisem! Bjos
  23. Salve galera! Passando pra deixar meu relato de viagem bem detalhado – em termos do planejamento e da alimentação- para ajudar os demais colegas mochileiros e celíacos. Senti falta de relatos no inverno.. então vou deixar o nosso para aumentar a quantidade 😊 Peguei algumas dicas aqui e gostaria de retribuir. Algumas dúvidas foram só respondidas percorrendo o caminho. Esta foi nossa 3ª roadtrip pela América do Sul, totalizando agora 21.044km \o/ . Fomos de HB20x, 1.6. Nessa viagem fomos só eu e o meu marido Roberto rumo ao Atacama selvagem. Planejamento: Começamos a planejar a viagem com 2 meses de antecedência. A estimativa de gastos estava alta e não estávamos muito a fim de gastar tudo isso.. Mas com 1 mês e meio antes da viagem decidimos ir.. Então reservamos todas as hospedagens com 1,5 mês de antecedência.. e foi difícil achar as opções que gostamos a preços baixos. Priorizamos banheiro privativo, garagem e hostel com cozinha, então as opções mais baratex já tinham ido.. Conhecemos alguns viajantes no caminho que deixaram pra reservar chegando nos locais.. passaram sufoco. Quantidade de dias: Li relatos em vários sites e aqui no fórum sobre viagens à São Pedro de Atacama (SPA).. Com base nisso fui separando os passeios que nos interessavam e botava os pontos no google Earth. Os passeios foram divididos conforme a altitude, indo do menor ao maior, para facilitar a aclimatação. Ficamos 6 noites em SPA, saindo dia 05/07 e retornando dia 15/07 (no final, a cidade tava ficando bem muvucada por causa das férias escolares.. fomos embora na hora certa).. A viagem ficou assim planejada (com pequenas alterações): Aplicativos: Utilizamos 2 apps. essenciais! O Maps Me, que permite navegar off-line e indica vários pontos turísticos.. Assim se você está de carro é fácil chegar, só traçar a rota. Eu já tinha selecionado os pontos que iríamos visitar, salvei no google Earth (.KMZ) e abri no app.. aí fica bem em destaque. Vimos trocentos viajantes usando também.. Compartilho nosso roteiro em KMZ em anexo. Também usamos o app. HERE WeGo, de mapas off-line. Esse foi usado mais para a navegação no carro, para ir de uma cidade à outra. Usávamos os 2 apps. para traçar os percursos, mas o MapsMe dava umas falhadas, as vezes demorava pra carregar.. Aí o HERE salvava, ele tem interface mais simples, aí não demora tanto pra carregar. Também tínhamos um GPS, mas mal usamos.. Os 2 app. são ótimos! O marido baixou o app. dos postos YPF para verificar onde tinha posto.. em complemento aos 2 apps que tb mostraram onde tinham postos.Raramente usamos esse do YPF, tinha posto por todo o trajeto. Só evitar que o tanque baixe menos que a metade em trajetos longos. 😀 Alimentação Glúten Free: Não vou explicar sobre a doença celíaca, haja vista não ser local para isso.. mas todo celíaco sabe que não basta a comida ser ‘sem glúten’, não pode haver nenhum traço de glúten, então são muitos os cuidados na cozinha.. celíaco não pode comer em qualquer lugar.. O prejuízo pro corpo é gigante e pode até estragar a viagem (Passei sufoco em 1 dia, logo na subida do vulcão..). Dá para imprimir os cartões perguntando sobre os cuidados na cozinha no idioma do país ao qual se está indo: http://www.celiactravel.com/cards/ . Em geral, a Argentina é bem servida de opções e produtos, muitos restaurantes sabem os cuidados, ao contrário do Chile (principalmente no Atacama), onde o desconhecimento é maior. Levamos vários lanches, macarrão, tapioca.. compramos mais comidas/lanches no caminho. Isso foi essencial pois no caminho não tinha restaurantes, tinha mais aquelas espeluncas bem espeluncas (olha que meu sensor de qualidade é mediano). Aqui foi o principal erro na estimativa de gastos da viagem.. Eu havia estimado gastos de R$2234 com alimentação.. considerando todo dia comendo em restaurante e sendo generosa nos gastos, pois a comida na Argentina e SPA é mais cara. Gastamos R$1534. Os trajetos eram longos, então acabávamos ficando sem almoçar, comendo a comida sem glúten que tínhamos no carro. Por um erro meu, peguei um hostel sem cozinha em São Pedro de Atacama, mas foi bom para conhecer as possíveis opções sem glúten para compartilhar com os colegas celíacos. No relato falo mais sobre isso. Gastos: Estimei gasto total da viagem em R$ 11.364,57 (2 pessoas). Orgulhosa sempre das minhas estimativas próximas, errei feio nessa! 😜 Acabou ficando em R$ 8.410,09 (não considerando os extras, roupas, presentes, ímãs de geladeiras, etc). Ainda bem que não desistimos de ir! Estimei bem os gastos com gasolina (só ver total de km em cada país, consumo do carro e preço médio da gasolina no país), hotel (fiz o cenário pagando tudo em dinheiro, lembrando que esta forma de pagto tem taxas de ISS de 21% na Argentina e 19% do Chile). Na hora pagamos alguns em cartão de crédito, dando economia. Tem tb os gastos com pedágios.. Errei os gastos com alimentação e passeios (na verdade desistimos de ir em 2 passeios no Atacama e 1 na Argentina, senão teria dado mais próximo). Considerei o custo médio da gasolina na Argentina de ARS 24 e no Chile em CL751. Na realidade estava entre ARS 31-33 no nordeste Argentino e CLP830 em SPA.. mas a estimativa de gasto com gasolina ficou próxima porque sempre considero 10% de km. Câmbio: No planejamento consideramos a cotação de R$1 = ARS 7,69 e R$1=CLP166,66.. Fizemos um câmbio pior (R$1 = ARS 6,66 e R$1=CLP153). Trocamos a quantidade total de pesos argentinos que iríamos precisar na fronteira (Dionísio Cerqueira/BRA com Bernardo Irigoyen/ARG.). O resto levamos em reais e fizemos câmbio em SPA mesmo.. tem trocentas agências! Trocamos a quantidade de uns 4 dias e não precisamos mais trocar por causa das economias que fizemos.. Então valeu muito a pena não ter sido afoito e trocado todo o valor necessário da viagem de uma vez só.. Roupas: Como fomos de carro, não precisávamos economizar com roupas.. Então levei opções de camisas curtas e longas.. Usamos roupas curtas em somente 3 dias, no 1º e último dia na Argentina(05/07 e 17/07) e em um dia no Atacama.. Essa era nossa principal dúvida, se durante o dia fazia calor e se só a noite era frio.. Pesquisamos médias de temperatura por lá.. e parecia ser calor durante o dia. Na realidade era friozinho ou friozão a maior parte do tempo, principalmente nos passeios de maior altitude. No Centro da cidade, em SPA, usávamos 1 casaco mesmo durante o dia.. tinha gente que usava short ou camisa curta, mas geralmente era o pessoal que tava andando de bicicleta (oufazendo caminhada mesmo). A partir do meio da tarde já começava a esfriar.. um frio beeem gelado. Atenção aos passeios do geysers, tour astronômico e subidas de vulcões, é frio pra #### (descrição disso aqui no relato). Também levamos calças e blusas térmicas segunda pele, foi essencial! Eu cheguei a usar 2 calças térmicas. Levamos 2 botas de caminhadas cada um e foi ótimo.. íamos revezando o uso pra não acumular tanta poeira. Hostels/Hotéis: Como eu já disse, a escolha dos hostels foi feita com somente 1 mês e meio de antecedência. Sempre procuramos com cozinha, garagem e banheiro privativo(esse item acaba encarecendo um pouco). Nenhum dos hotéis ou hostels que solicitei alimentação especial, forneceram de fato algo preparado pra mim. No café da manhá comia só frutas ou minha comida própria. Descrição de cada hotel segue no relato. Itens obrigatórios: Carta verde (Argentina) e SOAPEX (Chile), pagamos R$124,82 e R$40,13 respectivamente. Fizemos o soapex no site: https://www.hdi.cl/ Também é obrigatório portar 1 cambão e 2 triângulos.. mas nenhum desses itens foram pedidos durante a viagem, ao contrário das nossas outras 3 viagens pela América do Sul. Também é obrigatória carteira de identidade (feita nos últimos 10 anos). Um item ‘quase-obrigatório’ é o seguro saúde, melhor ter para prevenir qualquer problema.. Fizemos a R$ 249,23 (valor para os 2 juntos!) pela TRAVEL ACE. Propina policial: Bem..como nunca mais havíamos lido relato aqui de propina em posts atuais.. e nem tivemos problemas nas outras viagens.. achei que a prática da propina estava aposentada.. Pra nossa decepção fomos parados pela polícia antes de Corrientes, na região de Entrerios.. Policial disse que estávamos a 60km/h e o limite era 50km/h (muito longe dali fica um policial escondido medindo a velocidade dos carros).. Ele falava isso olhando o tempo todo pra baixo, pros lados.. nunca nos nossos olhos. Disse que a multa era de 300 reais, mas que poderia ser gente boa e deixar a multa a R$100 para evitar burocracia, sabia até a cotação do dia para dizer o equivalente em peso. Pedi algum comprovante de que estávamos acima do limite, ele disse que não tinha. Eu e o marido nos olhávamos não acreditando que estávamos caindo na máfia das propinas.. nos deu tanta raiva, tanta raiva.. Pagamos o R$100 e só queríamos sair correndo dali.. naquele que era o 1º dia na Argentina. 😥 Viagem_atacama.kmz
  24. Bom dia, Neste tópico vou falar especificamente de valores, depois faço outro relato contando minha experiência sensorial, mas já aviso, o Chile é maravilhoso, podem ir sem medo de ser feliz, mal cheguei e já quero voltar lá pelo menos umas 10 vezes mais hahahaha. Passagem ida e vol Latam – 1170,00 Hostel Che Lagarto Santiago 10 Noites 340,00 Alimentação 600,00 Cajon del Maipu/Embalse El Yeso 160,00 Farellones (sem ski) 170,00 entrada + 130,00 transfer + 60 reais de alimentação Aluguel de roupas 120,00 (completo) Viña del Mar 60,00 City Tour Passagem ida e volta Tourbus – 100,00 Cambio $162,00 *Ida pra Santiago, comprei a passagem pelo 123Milhas, muito mais barato e bastante seguro comprar, não tive problemas, emitiu minha passagem 3 horas depois que confirmei o pagamento, por cartão de débito. Recomendo olhar bem os horários de conexão, porque eu não reparei e tive que ficar 10 horas numa conexão noturna em Rosário-AR e mais 10 horas na volta em Córdova-AR, na ida é até aceitável, porém na volta, muito cansativo e estressante. *Hostel eu reservei 6 dias pelo HostelWord, e depois comprei mais quatro dias lá mesmo. Quem paga em espécie a diária tem um acréscimo de 19%, então optei em pagar no cartão mesmo, mas é um risco, porque quando fui o dólar e estava a 3,89 e hoje a 4,31, então cada um vê o que melhor lhe convém. Hostel limpo e organizado, cozinha fica disponível das 7:00 da manhã até as 22:00 horas, tem a opção de café da manhã, staff muito bacana e gente boa, a limpeza do quarto acontece dia sim dia não. Mas o diferencial principal é a localização, fica bem no centro, tudo perto, passeio, mercado, pontos turísticos, metro, o ponto de ônibus é na frente. *Alimentação, caríssima e eu particularmente, não gostei da comida, mas o que é de gosto é regalo da vida não é, então depende do paladar, mas em média um prato de Pollo com papa Frita sai em torno de 30 reais, e isso em lugares populares onde os locais vão comer, o montante que eu gastei da pra ser menor sim, mas mesmo comprando em mercado ainda assim, não vai sair barato, até porque a nosso real está super desvalorizado lá. *Farellones, não tive sorte, o dia que eu fui não estava tudo branquinho, porém tinha uma quantidade razoável de neve, mas durante a madrugada caiu uma nevasca enorme, um grupo que estava no meu hostel foi no outro dia disse que estava tudo coberto de neve, então depende se São Pedro vai com sua cara ou não hehe. Não deixem de levar comida, lá tem pouquíssimas opções e tudo não sai a menos de 60 reais, levem sanduíches e água que da pra passar o dia e ser muito feliz, o valor da entrada inclui a tirolesa, a descida de boia, o ski bunda, o carrinho de gelo. Mas não inclui a aula de ski e o aluguel das roupas, não posso falar quanto a isso porque optei em não fazer. *Cajon del Maipo/Embalse el Yeso, fui no dia após a nevasca, vocês não podem imaginar o quanto é lindo, o valor citado, inclui o transfer e um comes e bebes no final do passeio, então levem comida também e muita água, lá não tem opção nenhuma para comprar. Paramos num local onde era uma passagem de trem e dizem que um rapaz se matou la por amor e tem muitas homenagens a ele, achei bacana. O meu transfer também fez uma parada em San Jose de Maipo, uma cidadezinha pequenininha, acolhedora, mas não vi nada excepcional, a não ser a cordilheira ao redor, mas isso tem em Santigo também, conto melhor depois, mas Cajon e Embalse El Yeso é daqueles lugares que todo mundo devia conhecer uma vez na vida. Cajon del Maipo é a rota que fazemos para Embalse el Yeso, eu fui achando que era um lugar específico, tipo um único ponto, mas não é não. *Aluguem roupas em Santiago, sai muito mais em conta, quase metade do preço, no bairro Bella Vista tem lugares mto mais baratos que a parada das vans no dia do passeio. *Viña del Mar e Valparaiso, primeiro um conselho, vão bem cedinho, pra conseguir aproveitar e conhecer tudo, eu não fiz isso, talvez por isso eu não curti muito o passeio, mas valeu a experiência, outra coisa, o clima de lá é muito diferente de Santigo, sai de Santiago na hora do almoço estava maior calor, cheguei em Viña estava bem frio, outra coisa, optem por chegar por Valparaiso, que os passeios pelas casinhas coloridas tem que ser de dia, porque a noite (hora que eu consegui chegar lá não da pra ver nada :/), em resumo, contratei um passeio na rodoviária mesmo, pessoal bem gente boa, pechinchei e o passeio saiu por 60,00 reais. Em suma, vou voltar um dia para Viña e Valparaiso, pra tentar tirar a impressão ruim que tive, porque não curti muito, mas acho que isso foi por culpa minha, mas Valparaiso parece uma grande favela, não estou dizendo isso no sentido pejorativo, mas porque parece mesmo, casinhas no morro uma em cima da outra. O transfer me levou a alguns lugares turísticos, ficamos por alguns minutos. Mas como eu disse, um dia vou dar uma nova chance àquele lugar. E não se iludam quando falam que da pra fazer a pé e tal, é tudo muito grande lá e muito longe uma coisa da outra, não da pra fazer a pé e eu acho que um dia é muito pouco, pelo menos durmam uma noite por la. Então é isso, vou escrever um novo post contando sobre a experiência em si, e as impressões que eu tive sem me apegar muito a parte monetária. Espero que tenha ajudado. Desculpem qualquer erro de português, digitei meio que correndo hahaha. Beijos e até a próxima.
  25. FlavioToc

    Jalapão de carro, uma aventura

    Faz um bom tempo que desejava ir ao Jalapão, mas me faltavam informações e também certo preconceito que tenho sobre destinos ecológicos ou de aventura, que é sobre explorarem o turista e não ter certeza de que iria realmente gostar. O fato de que é um destino fantástico e que deixou aquela sensação de quero mais. Só não é para quem tem frescura. E o que vi em todas as atrações eram adultos eufóricos, como crianças e adolescentes. Esta viagem aconteceu no início de agosto de 2018. Foram quatro dias no destino. Não contei o tempo em Palmas, mas creio que cinco seria melhor. Observei que poucas pessoas fazem por conta própria. Descrevo como nós fizemos e outras opões para quem não se atrever dirigir. Fizemos com uma pick-up 4x4, Nissan Frontier, alugada em Palmas e fomos entre quatro pessoas. Vejam que o motorista nunca tinha dirigido uma camionete, muito menos 4x4, que é necessário, pois as estradas são muito ruins mesmo e provavelmente as piores em que já andei e tenho longa experiência em estradas de terra. Não experimentem fazer com um veículo menor como Jeep Renegade ou Fiat Toro mesmo 4x4 porque vai danificar alguma coisa muito menos com 4x2 que até vi, porém não tem como acessar todas as atrações. Tem que ser um veículo mais robusto. Outro ponto positivo do veículo foi o controle de tração e de estabilidade. As estradas são brutas. Lá vendem camisetas com uma frase bastante original: “Jalapão terra bruta”. Como o aluguel de uma camionete é bastante caro fica mais em conta se dividir em mais pessoas. Devido à disponibilidade da pick-up só a pegamos no final da tarde e tivemos que fazer o primeiro percurso até Ponte Alta do Tocantins à noite. Evitem isso, pode ter animais na pista. O percurso do Jalapão é feito em semicírculo o que torna bastante prático. Fizemos em sentido anti-horário. Hospedagens Ponte Alta do Tocantins – Águas do Jalapão (R$ 170 casal por noite) – duas noites. Esta tem restaurante (R$ 35, mas tem que reservar a refeição). Mateiros – Pousada Monte Videl (R$ 150) – uma noite. Jantamos no restaurante do Bob ou Tempero Nosso (R$ 30), é só perguntar que é bem conhecido e o melhor, dizem. O Bob é o mesmo da operadora Jalabob (abaixo). São Félix do Tocantins – Pousada Cachoeiras do Jalapão (R$ 170) – uma noite. Também tem restaurante (R$ 35). Pode encomendar quando chegar ao final da tarde. A comida é simples mas farta e gostosa tipo self-service. Estas pousadas tinham um excelente café da manhã. Os valores das hospedagens foram negociados. Eles pediam um pouco mais. Primeiro dia Saindo de Ponte Alta do Tocantins em torno de 8 da manhã. - Lagoa do Japonês. As águas são cristalinas com pedras no fundo, refletem cores lindíssimas. Ótima para mergulho. Para segurança use sapatilhas de mergulho (tem para alugar no local). Almoço as 13:30h no restaurante da dona Minervina (falaram que era melhor), que é um pouco antes à direita é em sua própria casa muito simples. Tem que deixar reservado inclusive o horário e ela é precisa. A comida é bem gostosa e tudo bem limpinho. Lá na lagoa também tem refeições. -Pedra furada. A maioria fica para o por do sol. Vi até araras azuis (azul escuro, mais raras) lá. Retorno para Ponte Alta. Segundo dia Saindo de Ponte Alta em torno de 8 da manhã, levamos toda a bagagem (embalada) a hospedagem foi em Mateiros. Coma bastante no café da manhã, porque este dia vai ser bem pesado. Também leve o que comer porque provavelmente não irá almoçar. Também foram muitas horas andando de carro. -Canion Sussuapara -Cachoeira da Velha. Não deixe de ir. Alguns guias dizem que não vale a pena que é só para tirar foto. O fato é que eles evitam a estrada que é bem ruim e longa (29 km para ir 29 para voltar) mas é realmente impressionante. Depois vá para a praia que se forma rio abaixo e se refresque um pouco. Também tem um rafting bem emocionante. -Dunas. Todos vão para assistir o por do sol. Lembre-se que tem que chegar lá até as 17:00 horas, depois não entra. Cuidado com as abelhas. Para prevenir evite usar perfumes, roupas amarela, laranja e branca estas cores são atrativo. Terceiro dia Saímos de Mateiros às 8 da manhã. -Fervedouro do Ceiça -Fervedouro do Rio Sono -Fervedouro Buritis -Comunidade Mumbuca. Não achamos interessante. É mais fácil encontrar souvenires em Ponte Alta. -Cachoeira da Formiga. É muito bela. Pernoite em São Félix do Tocantins. Quarto dia Saímos em torno das 8 horas para os fervedouros. Se não forem os primeiros no Bela Vista corra para o Alecrim para não esperar. -Fervedouro Bela Vista -Fervedouro Alecrim Veja o vídeo no YouTube: Os fervedouros são tão impressionantes que parecem falsos, como em filme de fantasia da sessão da tarde. As cores são fantásticas. Nós fomos em cinco fervedouros, mas tem muito mais. E as águas em todas as atrações são de uma transparência incrível. -Cachoeira das Araras onde tem restaurante. A cachoeira achamos que não vale a pena. Encomendar o almoço ainda na pousada. -Serra da Catedral só uma parada para fotos. Saímos rumo a Palmas onde será o pernoite. Lembre-se que o tempo de viagem até Palmas (da cachoeira) são em torno de 5 horas. Cuidado o Google Maps errou na distância e tempo para menos. Dicas -Se alugar uma pick-up, embale toda bagagem em sacos de lixo daqueles bem fortes. Pois tem uma poeira e ficam rolando na caçamba. -Baixar mapas no Google Mapas para uso off-line. Já que tem internet somente dentro das cidades. Usei também o Here. -Levar máscara de mergulho ou óculos de natação. -Levar lanches, frutas, barra de cereais,etc e água. Em Ponte Alta dá para comprar alguma coisa para comer. -Levar uma boa quantidade de dinheiro em espécie pois são poucos lugares que aceitam cartão. -Para calcular as diárias de locação lembre-se do tempo de viagem até Ponte Alta do Tocantins que é em torno de duas horas e o retorno a partir da cachoeira das Araras em São Félix é em torno de 5 a 5 horas e meia. -Deixe pelo menos um dia inteiro para conhecer Palmas. E quando usar o navegador digite uma referência como o seu hotel ou Palácio Araguaia é bem mais fácil do que os endereço que são semelhantes aos de Brasília. Ou seja, digite onde quer ir e não o endereço. Para quem não quer dirigir Canela de ema Ecoturismo - (63) 99976-1968; email: [email protected] 40º no Cerrado - https://www.40grausnocerrado.com.br Deserto do Jalapão - http://www.desertodojalapao.com.br/home Jalabob Turismo - https://www.jalabobturismo.com/ Recomendo estes acima porque conheci as pessoas que foram com eles, todos muito contentes, e os guias que inclusive nos ajudaram com sugestões no roteiro e até permitiram que os seguíssemos. A Jalabob também tem a opção de camping e na ocasião ele levava um grupo assim. Todos eram bem flexíveis nos horários e nas atrações. A seguir as fotos: -Mapa -Lagoa do Japonês -Dunas -Pedra furada
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