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  1. Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente. Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai. Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma: 1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Minhas Considerações. Após isso o Índice dos posts dessa viagem; E por fim o relato propriamente dito! 1) Alguns dados interessantes do Uruguai O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul. Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos. Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar. Mate uruguaio. O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul. Fonte Pesquisada: http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai 2) Por que estudo Espanhol? Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim. Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador. Touradas, na Espanha. Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio. Festa dos Mortos, no México. Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia. 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol. Montevideo, capital do Uruguai. Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!]. Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio. Praça Independência, Montevideo. Monumento Los Dedos, em Punta del Este. Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol. Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai. Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país. E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira. Milanesa Pollo Napolitana con fritas. "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão. Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente. O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo... "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro." Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua. Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto 4) Minhas considerações: Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante. Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem! A seguir: - Índice do Relato dessa viagem; - Relato propriamente dito.
  2. Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho. Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas. O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo. Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões. Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né? Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas. O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares. Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul. A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros. O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser. Post original em https://www.lljj.com.br/ Imagem em Pixabay
  3. Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia! Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta. Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem. A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena. Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo. Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias. Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito! Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa. Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos. Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia. O melhor ainda está por vir! Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo. Até logo, aventureiro!
  4. 01/05 a 01/06 – EURO = R$ 4,41 Oii galera ! Minha primeira postagem aqui ! Resolvi compartilhar com vocês a minha primeira eurotrip ! Fiz a viagem em Maio/2018 . Vou deixar bem curtinho os posts com os valores e um pouco de cada cidade e algumas fotos , mas antes um resumo porque sempre tem os zé preguiça kkkkkk Quem quiser acompanhar essa e outras viagens : @emanuelle_ec GASTOS : Passagem aérea : - Joinville – São Paulo : 5.770 milhas – GOL - São Paulo – Dubrovnik : R$ 1.478,47 – Turkish Air (Promo 123 milhas) - Bruxelas – São Paulo : R$ 1443,72 - TAP - São Paulo – Joinville: 4.000 milhas + R$ 31,27 – GOL Total : R$ 2953,46 - Transporte (ônibus, blablacar,tram,etc) : € 269,44 - Hospedagem : € 475,41 - Alimentação e extras : € 651,21 Total : € 1396,06 Total em reais : R$ 6156,62 TOTAL DA VIAGEM : R$ 2953,46 + R$ 6156,62 = R$ 9110,08 Como essa iria ser a minha primeira viagem pra Europa eu não estava muito afim de fazer o clichê Paris, Roma, Barcelona e tudo mais, então resolvi ir para o Leste Europeu . Eu não tinha nada planejado, tinha pesquisado claro algumas cidades que queria ver, mas não comprei NADA antecipado (fora as passagens de ida e volta claro kkk) , ia reservando ao longo do caminho os hostels e comprando as passagens de ônibus via FLIXBUS pelo app deles mesmo e as passagens de barco na Croácia foi tudo direto no local. Consegui uma promoção de passagem pra Croácia na 123 milhas, fiquei com receio de comprar por milhas e pelo site ser novo e tudo mais, mas olha ! Deu tudo certo !!! Como a passagem era pela Turkish eu tinha um stopover em Istambul de 21 horas, não me perguntem se eu tinha direito a hotel ou qualquer outra coisa porque nem perguntei ( mals ai), mas é que eu tenho um amigo que mora lá então ficou combinado que eu ficaria na casa dele e ele me mostraria a cidade no dia seguinte. Cheguei em Istambul as 22hrs e meu voo pra Dubrovnik só sairia as 19hrs do dia seguinte então deu tempo pra ver os principais pontos da cidade. Não gastei quase nada em Istambul porque o maluco resolveu pagar tudo e ainda conseguimos umas pizzas free logo na noite que cheguei porque tinha sobrado e o cara da pizzaria não queria jogar fora, muita sorte !! ISTAMBUL (01/05 a 02/05): Troca : 30 euros = 141.30 liras Ônibus p/ aeroporto : 12 Liras Chocolate aeroporto : 8 Liras Lembrancinha: 3.50 liras Troca : 118 Liras = 22 euros Total Istanbul: 23,50 Liras - 8 euros Segui pra Croácia no dia seguinte. Cheguei em Dubrovnik as 21 hrs e peguei o busão do aeroporto pra cidade velha. Apesar de ser tarde já a cidade ainda tava lotada de turistas, coisa de doido mesmo, nunca vi tanta gente por m². Fiquei pouco tempo em Dubrovnik, porque pra mim foi a cidade mais cara da croácia. Passeia pela cidade, subi na muralha, tentei não enlouquecer com a senhora do mercado que não queria me vender as coisas porque eu não tinha dinheiro trocado. O hostel que eu fiquei é super simples mas o dono é mega gente boa e já chegava recepcionando a galera com Rakia, uma bebida tradicional deles, forte do c* hahahha DUBROVNIK (02/05 a 04/05): Hostel (The City Place Guesthouse – 2 diárias 😞 31,44 euros ( cartão de crédito) Troca : 20 euros = 140 kunas Ônibus aero: 40 kunas Taxa turista : 2 euros Mercado – 26.81 kunas Almoço- 57 kunas Troca : 60 euros - 432 kunas Ônibus p/ Porto: 27 kunas Janta (Foccacia+Croissant): 20 kunas Ticket Muralha: 150 kunas Almoço:24 kunas Ônibus p/ Porto: 15 kunas Barco p/ Hvar: 210 kunas Troca : 10 euros - 72 kunas Mercado: 27 kunas Sorvete: 20 kunas Total Dubrovnik : 616,81 kunas = 90 euros dinheiro e 31,44 euros cartão = 121,44 euros
  5. EXPEDIÇÃOLENÇÓIS MARANHENSES EXTREME FASE III 27 de Junho a 06 de Julho de 2018 (Lua cheia) Guia: https://www.facebook.com/patricio.zelarayan.3 https://www.facebook.com/patricio.zelarayan.3 A expedição lençóis maranhenses começou em 2016, com a ideia inicial do nosso amigo Pedrão do Brasil, um amante da natureza como nós, que ao caminhar por essas dunas se apaixonou por sua trilha e suas historias. Em 2018 será a fase III, a primeira estivemos no deserto por 5 dias, a segunda travessia já ficamos 7 dias, e esta que virá a ser a maior expedição dos lençóis maranhenses com 10 dias e 9 noites. Na expedição lençóis maranhenses extreme fase III atravessaremos o parque nacional dos lençóis maranhense em 10 dias/ 9 noites. Serão 4 noites nos oásis onde ficaremos acampados nas casas de moradores locais para vivenciar os costumes e o modo de vida local. Os “oásis baixa grande” “queimada dos Britos”e “Queimada dos Paulos” , serão nossas moradas por esses dias no meio do deserto, e mais 5 noites com acampamento armado frente as lagoas de aguas cristalinas. Preparamos uma fantástica vivência pelos Lençóis Maranhenses, uma das mais singulares regiões do globo. Paisagens surreais serão observadas no “deserto” brasileiro. Visitaremos comunidades perdidas no tempo, rios intocados, dunas gigantescas e lagoas multicoloridas. Conheceremos de perto como é viver em uma área onde a natureza é quem dita as regras, vivenciando o modo de vida dos nativos. Uma experiência transformadora e inesquecível, indicadas apenas para os fortes de corpo e alma. As caminhadas exigem bom condicionamento físico, com alto grau de dificuldade e a vivência cultural e troca de experiências exige coração aberto e muito amor! Momento único para estar em contato de forma mais intima com essa natureza. É uma ótima oportunidade para conhecer este maravilhoso e inexplorado pedaço do Brasil, considerado por muitos uns dos locais mais bonitos do mundo. O parque nacional dos lençóis maranhenses é um paraíso ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais. raro fenômeno geológico, foi formado ao longo de milhares de anos através da ação da natureza. suas paisagens deslumbrantes em meio à imensidão das dunas de areias o tornam único no mundo. não perca esta oportunidade e venha se aventurar conosco. PONTOS DE INTERESSE -Curtir um passeio de barco pelo Rio Preguiças, com uma parada no Farol do Rio Preguiças. -Curtir Caburé -Apreciar a beleza de Atins, Canto do Atins, saboreando o famoso Camarão grelhado da região -Mergulhar e se refrescar nas lindas lagoas de água transparente, no interior -dos Lençóis -Descer e caminhar pelas gigantes dunas dos Lençóis. -Acampar no meio do deserto e ter a experiência de dormir diretamente nas dunas. -Caminhar por lugares em que poucos chegaram, explorando cada pedacinho no Parque Nacional. -Levar renda para as comunidades locais, gerando impacto positivo social, ambiental e econômico. -Interagir com as culturas locais e aprender com seu modo de vida -Se surpreender com a beleza dos Lençóis Maranhenses -Pernoitar em verdadeiros oásis no meio dos Lençóis Maranhenses -Vislumbrar o intenso céu estrelado, sem a interferência de qualquer iluminação -Fazer um dos trekkings mais incríveis do Brasil. INFORMAÇÕES TÉCNICAS: Duração: 10 Dias/ 9 noites Data: 27 de Junho a 06 de Julho de 2018 Idade mínima: 18 anos Ponto de encontro: Hostel e camping Paraíso do caju – Barreirinhas - MA Hospedagem do grupo no camping: www.paraisodocaju.com ITINERÁRIO Dia 27/06 BARREIRINHAS / VASSOURAS / CABURÉ. 08:30 embarcaremos em uma voadeira (lancha rápida) em direção a vassouras que vai ser nosso ponto de inicio para o trekking nos lençóis, uma acolhedora Vila de Pescadores dentro da área de proteção ambiental denominada de “pequenos lençóis maranhenses”. Desde barreirinhas vamos passar em vassouras para primeiramente visitar o farol de mandacaru, um povoado de barreirinhas próximo a foz do rio preguiças. Do farol podemos avistar e ter uma prévia da exuberância e beleza dos Lençóis Maranhenses. O percurso de lancha pelo Rio Preguiças é de aproximadamente 1 hora de duração, 45 minutos ate o farol de mandacaru e depois mais 15 ate vassouras. já em vassouras, teremos a manha livre para banhar nas lagoas dos pequenos lençóis e apreciar a floresta de mata atlântica rica em manguezais, aves e observar a colônia de macacos pregos que vive na região. Almoço em vassouras R$ 35 por pessoa descanso no redario em vassouras após o almoço. Inicio do trekk as 15:00, 10 km / 3-4 horas de duração. Chegada à praia de caburé no por do sol. Acampamento da expedição no restaurante do “Dudu” porto da lua. O restaurante oferece cardápio para quem quiser fazer a refeição do jantar, demais integrantes estarão a vontade para preparo individual de suas refeições. Noite livre com fogueira e horas livres para o grupo festejar o inicio da grande travessia. Obs: opcional levar comida para o dia e a noite, haverá pontos de apoio neste local. Responsabilidade individual de consumir ou levar sua alimentação. Dia 28/06 MANDACARU (FAROL) / ATINS / CANTO DE ATINS / PONTA DO MANGUE. Despertar às 04;00hs, desmontagem do acampamento e café da manhã em caburé. Travessia em barco desde a praia de caburé ate a praia de Atins. R$ 15 (duração 30 minutos). Chegada em Atins, e inicio do trekking as 07:00. 8 km / 2-3 horas de caminhada desde atins ate a vila de canto dos lençóis, o primeiro povoado já dentro dos limites do parque nacional leste/oeste. Já iniciaremos nossa caminhada em direção ao interior dos Lençóis Maranhenses. No começo do trekking caminharemos dentro da vila para conhecer o povoado e observar a atuação do turismo e influencia do parque nacional no modo de vida local. No caminho ate cantos dos lençóis, terreno arenoso, de restinga até o início do campo de dunas, de onde avistaremos o conjunto exuberante de dunas a perder de vista e o Oceano Atlântico. Durante o percurso cruzaremos dunas e lagoas de diversos tamanhos. Suas águas, com tonalidades de diversas cores, variam do verde esmeralda ao azul profundo. Na caminhada, faremos parada para banho. Chegada prevista para as 11:00. o descanso e o almoço será realizado do restaurante do sr. Antonio (morador, nativo da região e proprietário do restaurante mais famoso dos lençóis maranhenses apreciado por todo mundo por ter o melhor camarão e pescado grelhado da região. Prato típico do local! R$ 35 – 45.Demais participantes estarão a vontade para preparo individual de suas refeições. Logo as 15:00, preparação e inicio da segunda etapa do dia. Uma caminhada por dunas e lagoas desde o canto dos lençóis, ate uma região conhecida por nos locais de ilha grande ( uma pequena região de vegetações remanescente do processo de desertificação dos lençóis. Em media caminharemos 10 km , 3-4 horas de caminhada. Ao longo do caminho faremos pausa para banhos e apreciaremos o primeiro por do sol já no parque nacional dos lençóis maranhenses, um verdadeiro espetáculo da natureza. A noite na chegada, montagem de acampamento e jantar nas dunas. montaremos nosso acampamento próximo de alguma lagoa exuberante, onde poderemos tomar banho de lagoa refrescante a noite. Jantar no acampamento - Dentro dos Lençóis. Obs.: necessário levar comida para esta noite, não haverá pontos de apoio neste local. Responsabilidade individual de levar sua alimentação. Dia 29/06 PONTA DO MANGUE / LAGOA BONITA / DUNAS. Despertar as 04:00hs, após o café da manhã o grupo inicia a primeira etapa do dia que será feita pela manha. Serão 14 km ate o povoado lagoa bonita, na chegada teremos apoio para com sombra para almoço e descansar a tarde. Inicio da tarde as 15:30 partimos para a segunda etapa do dia, serão mais 6 km ate o interior dos lençóis, ali montaremos acampamento e passaremos mais uma noite do meio do deserto. Ao longo de todo o dia vamos apreciar as mais belas lagoas da região, e apreciar o belíssimo nascer do sol e se despedir do mais lindo sol que se põe no horizonte de dunas. Jantar no acampamento - Dentro dos Lençóis. Obs.: necessário levar comida para esta noite, não haverá pontos de apoio neste local. Responsabilidade individual de levar sua alimentação. Dia 30/06 DUNAS / OASIS BAIXA GRANDE. Despertar às 04 :00hs, desmontagem do acampamento e café da manha. Caminhada de 14 km ate o esperado oásis. A sensação de estar no meio do deserto começa a ficar mais nítido durante esse dia, a caminhada ate o oásis baixa grande (pequena vila de moradores dentro dos lençóis, são 2 oásis em todo o parque nacional e este será o primeiro que vamos visitar) se passa por longo campo de dunas livres, durante a caminhada vamos fazer pausas para descanso e banho numa das regiões mais linda dos lençóis maranhenses. A chegada ao oásis baixa grande é prevista para o almoço. A tarde montaremos nosso acampamento próximo da base familiar onde teremos acesso a agua encanada, banheiros, luz, eletricidade para carregar telefones, câmeras fotográficas e outros equipamentos eletrônicos. Taxa de contribuição para área de acampamento, agua, luz e banheiros R$ 15 Cada refeição no oásis baixa grande R$ 35 por pessoa. Obs.: opcional levar comida para esta noite, haverá pontos de apoio neste local. Responsabilidade individual de consumir ou levar sua alimentação Dia 01/07 OASIS BAIXA GRANDE As 06:00 desmontamos acampamento, logo após o café da manha partiremos para uma pequena caminhada onde iremos visitar uma outra casa familiar no mesmo oásis baixa grande. O intuito disso é aproveitar para conhecer uma outra região do oásis, além de conhecer uma outra família local e com isso ter novas experiências reais. Uma caminhada de cerca de 1 hora apenas, porem dificultosa pelo volume d’gua encontrado no meio da vila. O acesso é difícil e desafiador mas a coragem deve ser maior. A tarde é livre para que todos possam descansar e aproveitar o oásis por mais um dia. Obs.: opcional levar comida para este dia, haverá ponto de apoio neste local. Responsabilidade individual de consumir ou levar sua alimentação. Dia 02/07 OASIS BAIXA GRANDE / OASIS QUEIMADA DOS BRITOS. As 04:00 desmontamos acampamento, logo após o café iniciamos mais um dia de caminhada, seguindo os dias anteriores um dia leve . O destino é o oásis queimada dos britos, ultrapassando os limites de barreirinhas já adentramos no município de santo amaro do maranhão. O oásis queimada dos britos é realmente o coração dos lençóis, neste dia serão 10 km, de muitos rios cruzados e muitas lagoas gigantes para percorrer. Ao longo do dia faremos pausas para se refrescar em lagoas azuis e profundas no interior do parque. É sem duvidas umas das paisagens mais linda do trekking nos lençóis. A chegada é prevista para o almoço, no local vamos poder armar acampamento para descanso e noite no oásis. Tarde e noite livre para desfrutar do oásis . Taxa de contribuição para área de acampamento, agua, luz e banheiros R$ 15 Cada refeição no oásis baixa grande R$ 35 por pessoa Obs.: opcional levar comida para este dia, haverá ponto de apoio neste local. Responsabilidade individual de consumir ou levar sua alimentação. Dia 03/07 OASIS QUEIMADA DOS BRITOS Neste faremos o mesmo como no oásis baixa grande, vamos visitar uma outra parte da região do oásis. Dentro do oásis queimada dos britos vamos passar o dia na região conhecida como “queimada dos paulos” ou “queimada de baixo”, ficaremos numa outra casa familiar a fim de aumentar nosso grau de envolvimento e experiência com os nativos da ilha. De uma casa ate a outra são cerca de 20 minutos de caminhada, faremos isso pela manha. O restante do dia, tarde e noite ficam livres para atividades que vamos desenvolver. Taxa de contribuição para área de acampamento, agua, luz e banheiros R$ 15 Cada refeição no oásis baixa grande R$ 35 por pessoa Obs.: opcional levar comida para este dia, haverá ponto de apoio neste local. Responsabilidade individual de consumir ou levar sua alimentação Dia 04/07 OASIS QUEIMADA DOS BRITOS / DUNAS As 05:00 levantamos acampamento e logo após o café iniciamos mais uma etapa da travessia nos lençóis. Obs.: opcional levar comida para o almoço neste dia, haverá ponto de apoio neste local durante a manhã. Responsabilidade individual de consumir ou levar sua alimentação. A tarde segue as 15:00 com mais uma caminhada para interior dos lençóis, mais 5 km de percurso ate uma região repleta de lagoas e dunas gigantescas que fazem dessa paisagem um lugar especial para poder admirar e compreender a imensidão do campo de dunas no parque nacional. Montaremos acampamento próximo a uma lagoa, onde teremos oportunidade para banhar em lagoas durante a noite. Jantar no acampamento - Dentro dos Lençóis. Obs.: necessário levar comida para esta noite, não haverá pontos de apoio neste local. Responsabilidade individual de levar sua alimentação. Dia 05/07 DUNAS / BETHÃNIA / DUNAS Desmontamos acampamento as 05:00, logo após o café iniciarmos mais uma etapa da travessia em direção ao povoado Bethânia, um paraíso dos lençóis. Nesta manhã serão 6 km ate o povoado, durante o caminho inúmeras lagoas para banho. Chegada prevista para o almoço no local terá eletricidade para carregar equipamentos eletrônicos. Obs.: opcional levar comida para este dia, haverá ponto de apoio neste local. Responsabilidade individual de consumir ou levar sua alimentação A tarde seguimos com mais uma parte da caminhada, agora serão mais 6 km, partiremos para nossa ultima noite no deserto maranhenses. Neste vamos montar acampamento na região mais bonita de santo amaro, vamos poder aproveitar ali os últimos momentos nas dunas. Esperamos que seja uma noite bem feliz e de muita descontração com todos do grupo. Montagem do acampamento no final da tarde Jantar no acampamento - Dentro dos Lençois. Obs.: necessário levar comida para esta noite, não haverá pontos de apoio neste local. Responsabilidade individual de levar sua alimentação. Dia 06/07 DUNAS / LAGOAS / SANTO AMARO (RESGATE NAS DUNAS PARA SANTO AMARO). Desmontamos o acampamento as 05:00, já vamos poder assistir ao ultimo nascer do sol da expedição nos lençóis maranhenses. Agora serão mais 6 km ate o final do trajeto proposto inicialmente, a chegada é dentro da cidade de santo amaro. Durante o caminho será feita pausa para banho nas ultimas lagoas dos lençóis e também as ultimas para todos que finalizam a expedição lençóis extreme. No total de quase 120 km percorridos durante 10 dias/ 9 noites, cruzando o parque nacional dos lençóis maranhenses por entre dunas e lagoas a expedição lençóis extreme termina aqui. Expedição"Lençóis Maranhenses Extreme" Fase III 118 km 27 Junho a 06 Julho 2018 10 dias, 9 noites 118 km percortidos Roots nas Dunas 1 dia Barreirinhas Vassouras Pequenos lençóis Parque eólico Caburé 12 km 2 dia Caburé mandacaru farol Atins Canto de atins Ponta do mangue 21km 3 dia Ponta so mangue Lagoa Bonita Dunas 22 km 4 dia Dunas Baixa grande Casa do Sr moacir e dona Odete 10 km 5 dia Baixa grande Pernoite sr Moacir Lagoas e Dunas 3 km 6 dia Baixa grande queimada dos Britos Sr Bagardo 12 km 7 dia Queimada dos britos Sr Mansur Lagoas e Dunas 10 km 8 dia Queimada dos britos Pernoite nas Dunas Dunas 12 km 9 dia Dunas Bethânia Pernoite na lagoa das Gaivotas 13 km 10 dia Lagoa das Gaivotas Santo Amaro 3 km Transportes de são luis/barreirinhas/são luis Informações para quem precisa de transportes para chegar em barreirinhas desde são luis: Onibus na rodoviária em 4 horarios distintos, diariamente as Ida : 06:00, 08:45, 14:00 e 19:30. Volta: 06:00, 09:00, 14:00 e 18:45 http://www.cisnebrancoturismo.com.br/mobile/compre.asp telefone: (98) 3243-2847 - Rodoviária Coopcart (cooperativa de taxi são luis/barreirinhas) (98) 32589239 Van: tigrão turismo (98) 996113331 – messias Van : levatur (98) 9 999694544 – Jorge GOPR9617.MP4 GOPR9618.MP4 GOPR9647.MP4 GOPR9658.MP4 GOPR9701.MP4
  6. mcm

    São João em São Luís

    Há algum tempo eu tinha ideia de conhecer o Bumba Meu Boi do Maranhão, especificamente o São João de São Luís. É a maior festa da cidade e do Estado do Maranhão, e é daquelas manifestações culturais regionais brasileiras que o Brasil (ou que o Sudeste/Sul do Brasil) pouco ou nada conhece. Pegamos o fim de semana que seria Dia de São João. Nós chegamos na madrugada de sexta para sábado. Era bem tarde, 3 da manhã, não rolava mais boi. Então fomos direto dormir. Ficamos num hostel bem barato no centro histórico. Cedo pela manhã saímos a desbravar novamente aquele centro. Eu tenho fascínio pelo Centro Histórico de São Luís. Acho que escrevi isso em relatos anteriores. De alguma forma aquela beleza largada e destruída, com algumas relíquias restauradas ou em restauração, mexe comigo. Adoro andar por aquelas ruas e admirar cada construção. Estranhamente as degradadas me atraem ainda mais. Algumas precisam ser escoradas para não desabar. De outras só resta a carcaça. Várias cimentaram portas e janelas, provavelmente para evitar invasões e/ou vandalismo. Algumas estão restauradas. Os fundos da escola de música, por exemplo, fica num meio termo; não está tão largado, nem restaurado. E é das coisas mais bonitas que conheço naquela área. Se vc der a sorte, como demos, de ouvir alguém praticando canto, ou qualquer instrumento mais leve, por ali, torna-se momento cinematográfico. A Casa do Nhozinho estava fechada. Museu de Artes Visuais também. Como falei, tinha muito mais gente visitando o centro histórico do que nas vezes anteriores em que lá estivemos. Tanto no sábado quanto no domingo. No domingo, aliás, rolava uma feirinha na Praça Benedito Leite (ao lado da Igreja Matriz) com apresentação de alguns bois. Dessa vez conhecemos também o Espigão e o Forte que fica logo em frente. O forte é bacaninha, tem dois museus por lá. Um mostrando alguns barcos (salvo engano, era praticamente a mesma coisa que vi na Casa do Maranhão), e um de imagem e do som. Grátis, guiada e rápida. O espigão é bacana também, mas tava bem vazio. Provavelmente fica mais cheio do fim de tarde, quando o calor arrefece. É pena que as praias são impróprias, tem muita extensão de areia para curtir. Foi um fim de semana relax. Curtíamos o centro pela manhã, pausamos para beber/comer, curtíamos algo mais pelo começo da tarde, descansávamos no fim de tarde (assistindo ao jogo das 15hs --- época de Copa do Mundo!), e saíamos à noite para curtir algum arraial. Na madrugada de domingo para segunda-feira voltamos. Os bois Uma boa referência que li antes sobre como é o São João por lá (para leigos) foi via Ricardo Freire, aqui. Os bois têm “sotaques”, que entendi como diferentes tipos/estilos. Zabumba, Costa de Mão, Matraca, Baixada e Orquestra. Alguns, como o Costa de Mão, estão cada vez mais raros. O de Orquestra, mais musical, anda em alta. Os melhores lugares para vc conhecer melhor os bois na teoria são a Casa do Maranhão e a Casa da Festa (Centro Cultural Domingos Vieira Filho). Na Casa do Maranhão vc conhece os diferentes estilos dos bois e até a disposição deles no espaço. Tem vídeos também. E tem um belo visual do rio. Além de diversas outras festas e manifestações culturais do Maranhão. Vale muito a pena. É grátis. Das outras vezes que fomos lá, não estava aberta. Na Casa da Festa tomamos um banho de conhecimento da Alice, estagiária que daria aulas para muitos profissionais. Foi das melhores apresentações que eu já vi, mesmo que tenha levado duas (!!) horas. E não era mera reprodução de cartilha, Alice sabia do que estava falando e respondia na lata às várias perguntas que fazíamos. Era muita coisa para apreender em meras duas horas, aquilo foi um curso. No sábado fomos no Arraial do Ipem. Galera do albergue disse que era arraial dos ricos (mas a entrada é grátis!) e sugeriu um tal de Maracanã. Fomos no Ipem mesmo, era mais perto e conhecido. Com mais tempo, iria em todos que pudesse, mas a ideia -- para um fim de semana -- era conhecer um pouco. Tem muito arraial, todos os dias, em toda a cidade. E estou falando dos programados. Tem ainda aqueles que surgem do nada no meio da rua. No trajeto de uber para um dos arraiais acabamos bloqueados por um desses que surgem do nada na rua. Queria ter curtido um desses. Fica para uma próxima. O Arrial do Ipem fica numa área fechada. Num determinado horário eles fecharam a entrada, de tanta gente que tinha lá dentro. Chegamos um pouco antes das 20hs, mas a primeira atração estava programada para as 19hs. A última estava marcada para 1 da manhã (mas fomos embora antes). Tem um palco grande, que é para as maiores atrações musicais. E outro palco menor, que é onde rolam as apresentações dos bois. Foram os que curtimos mais. Tem várias barraquinhas de comidas e bebidas. Tem outras áreas também, com outras atrações musicais (uma delas era a do forró), tinha uma Igreja de Santo Antonio, tinha área para a galera brincar de estalinho, bombinhas e fogos de pequeno porte, tinha área para as crianças. Mas chegou uma hora em que estava difícil circular – foi quando fecharam a entrada. Felizmente o entorno da apresentação dos bois não fica cheio, vc chega perto do palco facilmente. O que fica cheio mesmo é a área das barracas de comes e bebes. Demos a sorte de um dos bois contarem a história inteira da saga de Catirina e Chico. Foi bem legal. Se eu bem me lembro, foi o Boi de Sonhos. No dia seguinte, a Alice (da Casa da Festa) nos falou que tem sido cada vez mais raro os bois contarem a história toda. Notei que a galera não fica dançando ao som dos bois, ficam mesmo é admirando. Claro que tem gente que se sacode, mas é exceção. Ao menos do que eu vi naqueles dias. Eu admirava também. É interessante, é bonito. Uma coisa que eu notava era a cara de alegria das pessoas que se apresentavam. Nem todos, mas a maioria parecia curtir muito estar ali. Os grupos são grandes, algumas dezenas de pessoas, e geralmente com sorriso estampado no rosto. Que legal! Os bois estavam atrasados nesse dia (vários deles provavelmente se apresentam em lugares diversos na mesma noite, então o risco de atrasar deve ser grande mesmo), o que gerou necessidade de acelerar alguns. Percebi isso pelo discurso do Mestre de Cerimônias. Enfim, conhecemos, curtimos, e voltamos para dormir. No domingo fomos no Arraial Maria Aragão. Fica a uma distância caminhável do albergue, e já estive naquela praça antes, mas de dia. De noite preferimos pegar um uber. Lá o arraial é aberto, é uma enorme praça. Tem ainda a praça Gonçalves Dias, que fica logo acima, de onde vc pode ver as atrações. Maior galera fica na escadaria vendo lá de cima, nós ficamos um pouco também. Tem barracas, mas lá tem muito ambulante também. Tal qual no Ipem, o entorno do palco é tranquilo, dá pra chegar perto e admirar os bois. Nesse dia tivemos a sorte de ver um Boi Costa de Mão, que é raro. Mas que, a bem da verdade, não empolgou muito. O seguinte, de Orquestra, mexeu mais com a galera. Lá também tinha dois palcos, a mesma coisa do Ipem. Show no maior, bois no outro. O espaço por lá é maior, então vale ir na praça de cima e curtir o visual. Ver o boi de cima, ver da escada, ver de perto, vc escolhe. Novamente conhecemos, curtimos e voltamos. Eu realmente gostaria de curtir mais e por mais tempo, mas o dia seguinte era de trabalho, então valia a pena dormir algumas horas antes de encarar o voo de volta. E assim foi!
  7. Olá pessoal, tudo bem? Recentemente voltei da minha viagem de férias pela Europa, e como descobri o fórum justamente pesquisando sobre a viagem, e inclusive fiz um post aqui que me ajudou com muitas dicas e dúvidas, nada mais justo que retribuir com um relato de como foi minha viagem. Espero que gostem e que possa ajudá-los também! Se tiverem qualquer pergunta, estou à disposição para responder Pretendo focar mais nas informações que normalmente não encontramos nos blogs por ai, aqueles detalhes que nos fazem perder mais tempo durante a viagem, ou as dúvidas "bobas" para as quais não encontramos resposta facilmente... sobre as atrações de cada cidade eu vou falar bem por cima, sem explicar o que é cada uma, pois isso é fácil de encontrar. Uma contextualização antes de tudo... tenho 28 anos e optei por viajar sozinha, como fiz nas férias anteriores e já tinha gostado muito da experiência! Essa foi minha terceira vez na Europa, sendo a segunda sozinha. Viajar sozinha é uma experiência maravilhosa que eu recomendo a todos! Além de ter passado por lugares maravilhosos e me divertido muito, eu pude me conhecer melhor, entender o que realmente gosto de fazer, conhecer pessoas incríveis em lugares inusitados. Viajar sozinha é se abrir mais ao mundo, à troca de experiências, a enxergar as outras culturas com mais empatia, é aprender o tempo todo... é não estar exatamente sozinha quase nunca – a não ser que você queira, e esse poder de escolha me encanta! 💗 Sobre a escolha do roteiro: Eu queria muito ir pra Amsterdã desde as férias anteriores, e depois de tanta gente me recomendar Budapeste e Praga, eu dei um jeito de incluir tudo isso num roteiro. Alguns podem me questionar por que eu não passei pela Alemanha entre Praga e Bruxelas, evitando um vôo... Bom, eu pesquisei sobre Munique, que ficaria logisticamente bem localizada no roteiro, mas não me empolguei muito (quem sabe em outra viagem, em época de Oktoberfest). Berlim eu já fui há 8 anos atrás e não queria repetir agora. E outras cidades não me interessaram. Por isso pulei a Alemanha e fui direto pra Bélgica... a qual eu quaaaaase tirei do meu roteiro, e hoje sou muito grata por não ter feito iso! Roteiro planejado antes da viagem (claro que teve algumas pequenas modificações durante a viagem... vou contar sobre elas mais a frente):
  8. No dia 27/01/2018 realizamos uma excursão bem legal para Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais. Compramos ela pela Ouro Preto Turismo e tivemos o turismo receptivo pela Uai Brazil Tours. Confira agora como foi o relato dessa viagem. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique num dos links abaixo: http://tudorocha.blogspot.com/2018/01/ouro-preto-e-mariana-mg-27012018-parte-1.html Essas são as partes desse relato: [PARTE 1] [PARTE 2] [PARTE 3] Em algum dia qualquer, estava lá a Lu navegando pelo Facebook e acabou que alguém compartilhou algo bem legal em sua linha do tempo, sobre uma empresa chamada Turismo Ouro Preto. Ela achou interessante e resolveu mostrar isso para mim. [Clique na imagem acima ou AQUI para acessar o site deles] Eu estava com vontade de começar o ano realizando ao menos um passeio, nem que fosse de apenas um dia, e essa proposta da Turismo Ouro Preto caiu como uma luva para mim, já que gosto de fazer excursões e acho que passeios guiados enriquecem muito a viagem. Então procurei mais informações sobre a empresa pelo Google e combinei que faríamos o passeio para as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana no dia 27/01/2018. E esse dia chegou... A partir de agora estarei colocando o relato de como foi esse incrível passeio: Sábado [27 de Janeiro de 2018] Acordamos pouco antes das 6:00h, nos arrumamos e perto das 6:30h solicitamos um Uber. O motorista chegou rapidamente e num pulo já estávamos quase na metade do caminho, mas ele pediu para dar uma parada rápida próximo de um posto de gasolina para ir ao banheiro porque estava apertado demais. Ele chegou até a pedir desculpas e nos informou que havia andado de carro levando passageiros de um lado para o outro durante toda a noite, mas que não teve oportunidade de parar para ir ao banheiro porque muitos passageiros não gostam disso e não querem parar. Falei que não tinha problema nenhum e que não incomodava com isso, afinal, se o corpo pediu é melhor cumprir isso para não sofrer sequelas depois. Quando o motorista saiu do carro aproveitei para tirar uma selfie com a Lu e rapidamente continuamos com o nosso percurso. [Quando ele voltou avisei que ia fazer um passeio e que por isso tirei uma selfie com a Lu ali] Chegamos ao Othom Palace BH, que fica próximo do Parque Municipal, às 7:12h e logo entramos na recepção, que estava razoavelmente cheia de gente. Por ali ficamos esperando um bocadinho até alguém chegar. Nesse momento a Lu estava bem de mau-humor, calada e não queria papear. Parte da sua irritação era porque estava usando uma pomada nos olhos para se curar de um bonitinho, uma espécie de bolinha que dá logo abaixo dos olhos, o que cansava a sua vista e ainda fazia com que ela sentisse um pouco de dor e coceira nos olhos, além também de embaçar um pouco a vista [felizmente, durante o resto do passeio ela já ficou normal e mais animada]. Nosso passeio estava marcado para às 7:30h, mas até esse momento não haviam nos chamado, pelo contrário, um pessoal da Uai Brazil Tours direto chamava grupos diferentes e rapidinho a recepção foi esvaziando, até sobrar nós dois e mais algumas poucas pessoas. Às 7:43h um guia dessa mesma Uai Brazil Tours nos chamou e entramos num micro-ônibus bem apertado. [Depois de conversar com o pessoal de lá entendi que a Ouro Preto Turismo também vendia passeios para eles, que realizavam o turismo receptivo no local] Dali o ônibus foi andando pelo centro de Belo Horizonte para recolher mais turistas que estavam hospedados em outros hotéis. Após reunir todo mundo o guia se apresentou [não prestei atenção e esqueci o nome dele, então apenas o chamarei de guia nesse relato mesmo] e nos explicou algumas coisas, em especial o porquê de irmos com um ônibus pequeno e apertado como esse. [Motivo: Ônibus maiores do que esse não poderiam andar pelas ruelas apertadas de Ouro Preto e nem conseguiria se desviar dos carros] E seguimos na estrada por mais algum tempo. Avistamos muitos ciclistas pelo percurso, todos indo para a mesma direção. Em um determinado ponto do caminho o guia pediu para o motorista diminuir a velocidade e avisou para olharmos para a direita que ele ia mostrar algo bem legal. Bem ao longe, o que presenciamos foi uma enorme nascente de água natural bem no meio da mata, que mais se parecia com uma cachoeira. Eu já havia passado por essa região em alguns dos meus passeios, mas nunca tinha reparado isso por ali. [Uma boa dica para quem realizar a excursão com eles e estiver partindo de Belo Horizonte é escolher o lado direito para sentar no ônibus, quase tudo de legal pelo caminho está desse lado] Às 9:10h paramos para ir no banheiro e lanchamos no Restaurante e Lanchonete Tripuí, que era bem arrumadinho e estava num ambiente super bem arborizado e bonito. Apesar de ter muitas coisas interessantes no local, inclusive vinhos e cachaças, queijos e uma boa variedade de doces, nos limitamos a comprar apenas um pastel de angu com carne e suco de latinha para cada um. Eis aí mais fotos desse estabelecimento, que conta até com um lago ao fundo: Às 9:25h voltamos para a estrada novamente. Passamos debaixo até de uma ponte realmente enorme. E atravessamos mais algumas cidades como Nova Lima e Itabirito. E finalmente chegamos em Ouro Preto, que é uma cidade realmente enorme. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Ouro Preto, MG Ouro Preto é uma cidade de Minas Gerais famosa por sua arquitetura colonial e está localizada numa altitude média de 1.179 metros. Abriga uma população de pouco mais de 70.000 habitantes. Foi fundada em 1711 por meio da fusão de diversos arraiais, fundados por bandeirantes. Voltada para mineração no período colonial, a antiga cidade de Ouro Preto é caracterizada pelas ruas de paralelepípedo e pela arquitetura barroca bem preservada. A cidade é considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. Ela se tornou conhecida durante a era do ouro brasileira, no século XVIII, pela concentração de minas de ouro e por sua prosperidade. Hoje, a cidade é um destino turístico popular. Fontes Pesquisadas: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ouro_Preto https://www.tripadvisor.com.br/Tourism-g303389-Ouro_Preto_State_of_Minas_Gerais-Vacations.html - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - O ônibus foi se embrenhando pelas ruelas estreitas, desviando dos carros quando precisava e ainda fazendo muitas manobras para chegar até o percurso que eles queriam. Às 10:10h descemos do ônibus e andamos até a entrada da Mina de Santa Rita, que estava bem pertinho dali. Ali o guia da mina começou a contar várias coisas interessantes sobre o período colonial e como funcionava a sociedade dessa época, de maneira bem divertida e interessante, inclusive abordando a origem de algumas expressões que utilizamos hoje, como "feito nas coxas", "sem eira nem beira" e por aí vai. Observe alguns exemplos: Sem eira nem beira Antigamente, as casas das pessoas mais abastadas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira, parte mais alta do telhado. As pessoas com menos condições não conseguiam fazer esse sofisticado telhado, construindo apenas a tribeira e ficando assim “sem eira nem beira”. Por isso, hoje utilizamos essa expressão para designar pessoas destituídas de bens e de posses. Santo do pau oco Hoje utilizamos a expressão “santo do pau oco” para designar pessoas dissimuladas, mas a origem dessa expressão é histórica e subversiva. No auge da mineração no Brasil, no período colonial, os impostos sobre o ouro e outros metais e pedras preciosas eram altíssimos. Para burlar esse esquema, imagens santas de madeira oca eram produzidas e depois recheadas de bens preciosos, como o ouro em pó. Desse modo, era possível passar pelas Casas de Fundição sem pagar os abusivos impostos à Coroa. Não é à toa que uma imagem sagrada que esconde vil metal virou sinônimo de falsidade e hipocrisia. Feito nas coxas Esse termo supostamente deriva dos tempos da escravidão, onde os escravos moldavam as telhas das casas nas coxas e dessa forma como alguns tinham as coxas mais grossas, outros mais finas, as telhas não saiam perfeitamente iguais, o que causava goteiras nas casas, quando chovia. Fontes Pesquisadas: https://www.fatosdesconhecidos.com.br/de-onde-vem-a-expressao-feito-nas-coxas/ https://super.abril.com.br/blog/superlistas/veja-a-origem-de-10-expressoes-da-lingua-portuguesa/ ... Voltando ao relato... Enquanto contava a história o moço utilizou várias expressões e explicou a origem de cada uma delas, mas estou deixando apenas as citadas acima mesmo. Outro ponto bem interessante abordado por ele era um pouco de como funcionava a sociedade da época. Na foto acima está um bom exemplo disso. Membros mais ricos e a senhoria da casa possuíam posições mais ao alto, enquanto mais pobres ficavam em cômodos menos privilegiados. Já os escravos ficavam no porão, onde não havia nenhuma saída. Sinhazinhas jovens e ricas utilizavam escravos até para andar pela cidade, já que as ruas eram de barro e pessoas que se sujavam para deslocar de um local para o outro precisavam raspar o sapato numa espécie de ferradura que ficava no chão, por isso eram consideradas como "pé-rapados". Castigos para açoitar os escravos eram muito comuns nessa época, e os que fossem pegos com ouro escondido entre as unhas, no cabelo ou nas orelhas recebiam punições severas, que iam desde serem açoitados no tronco até sofrer fortes cortes nas áreas utilizadas para roubar, de modo que não poderiam mais utilizar esse membro para isso. Após sabermos um bocadinho sobre a história do lugar eles nos dividiram em dois grupos e entramos de fato na mina. Numa parte do caminho paramos para ter mais algumas explicações, onde o guia da mina colocou um material na mão da Lu e o mesmo ficou com uma tonalidade mais amarelada, e quando colocou na mão de uma outra mulher do grupo, mais branca do que ela ficou com um tom bem alaranjado. Na hora o pessoal estava achando até que era por conta da cor da pele de cada uma, mas a verdade era porque a concentração de cada elemento era diferente. Dadas as explicações seguimos mais ao fundo pela mina, que ficou bem mais escura e estreita. Tínhamos até que abaixar bastante o corpo para não bater a cabeça no teto. [aliás, coisa que eu não fiz direito, se não fosse o capacete que tinha recebido na entrada minha cabeça estaria até machucada, de tanto que bati o capacete no teto enquanto andava!] No final demos de cara com uma área fechada e bem estreita, em que o guia da mina pediu para nos reunirmos e aproximarmos. Quando juntou todo o grupo ele começou a bater picareta de mineração na parede por alguns segundos, o barulho era ensurdecedor e todos ficamos incomodados com isso rapidamente. Ali ele nos explicou que os escravos ficavam batendo a picareta o dia inteiro, de forma estressante, com fome e com sede, num barulho ensurdecedor, desde de manhã cedo até tarde da noite, em condições precárias e terríveis, sem sequer algum equipamento de proteção. A situação era tão precária e absurda que muitos ficavam cegos, surdos, incapacitados ou pereciam com doenças como a silicose [doença respiratória que causa fibrose pulmonar pela inalação de partículas contendo dióxido de silício e poeiras minerais] e às vezes não passavam de 7 anos de vida nessas condições e que por isso a substituição de escravos nas minas era constante e ininterrupta. Existia até um caminho para seguir, mas ele era muito baixo e totalmente escuro e por isso todos voltamos pelo mesmo lugar do qual viemos. Ao chegarmos na recepção da mina a Lu aproveitou e comprou um brinco de pedrinhas da lua. Saímos do passeio mais ou menos às 11:15h e depois da Lu comprar os brincos conversamos um pouco com o guia da nossa excursão. Quando o segundo grupo terminou seguimos para o micro-ônibus e continuamos nosso passeio. Ouro Preto é repleta de ladeiras com ruas bem estreitas, por isso exigiu muito esforço do motorista, que toda hora tinha que parar para manobrar e se desviar dos carros, principalmente os que vinham pelo sentido oposto. Da mina seguimos até uma área próxima da Igreja Nossa Senhora do Pilar, que mesmo ao longe já chamava atenção devido ao seu enorme tamanho. Então descemos do ônibus, compramos os ingressos e entramos na igreja. [Dica: normalmente essas igrejas funcionam como museus, então quem for estudante paga apenas meia entrada-entrada. O mesmo vale para diversas outras das atrações da cidade. Para esse caso de ainda ser estudante não deixe de levar a carteirinha quando for visitar Ouro Preto] [Não se pode tirar fotos de dentro da igreja por motivos de preservação, por isso estarei colocando aqui algumas fotos que peguei da internet] [E vale ainda citar o seguinte: Por fora a igreja pode parecer simples, mas por dentro possui uma riqueza espetacular, com obras de arte incríveis e muitas de suas decorações foliadas a ouro - Obs.: Não coloquei nenhuma delas aqui para não estragar a graça desse passeio] Aqui o guia nos contou um pouco da história dessa igreja, sobre a participação de Aleijadinho e outros artistas importantes nas obras e também como a sociedade da época se comportava nesse local sacro. - Para se ter uma ideia, as missas eram celebradas em latim e o padre ficava de costas para as pessoas, indo até um local mais próximo somente quando precisava dar um recado para elas. Os mais abastados ficavam no alto, numa posição péssima para se ver o culto, o que queria dizer que eles queriam mais aparecer e demonstrar status do que qualquer outra coisa. Os homens comuns ficavam de um lado e as mulheres do outro e não se misturavam. Depois dali seguimos direto para o Restaurante Conto de Réis, local escolhido para o nosso almoço. O guia frisou bastante conosco que ali era apenas uma sugestão e que estávamos livres para comer onde quiséssemos, mas preferi ir lá mesmo, pois já tinha visitado Ouro Preto há muitos anos atrás [quando ainda estava no Ensino Médio] e sabia que a culinária da cidade era excelente. O almoço estava muito gostoso, o meu único erro mesmo dessa vez foi ter posto "menos comida" do que eu "costumo" colocar no prato quando estou almoçando. Aproveitamos ainda para comer uns docinhos que também estavam muito bons. Como o relato já está ficando muito longo, resolvi dividi-lo em três partes. Confira agora a próxima parte desse relato.
  9. Depois de alguns meses sem conhecer nenhum lugar novo, uma colega da Dona Graça [mãe da Luciana, minha noiva] reuniu um pessoal pra fazer um passeio em Congonhas. Dito isto, aqui estou eu contando como foi o relato desse passeio para essa interessante, surpreendente e mega-abarrotada cidade histórica de Minas Gerais. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique num dos links abaixo: http://tudorocha.blogspot.com/2018/01/congonhas-mg-10092017-parte-1.html Essas são as partes desse relato: [PARTE 1] [PARTE 2] [PARTE 3] Eu e a Lu combinamos assim: ela viria da casa dela junto com a sua mãe, a Lorrayne [sua cunhada] e o Lolô [seu sobrinho], enquanto eu e minha mãe esperaríamos em frente ao ponto do Carrefour, que razoavelmente próximo a minha casa. Por esse motivo tivemos de arrumar tudo no sábado, pois sairíamos bem cedo no dia seguinte. Custei a dormir porque por algum motivo acordei várias vezes no meio da noite [não sei se é impressão minha, mas direto isso acontece quando estou para fazer algum passeio interessante - talvez seja um pouco de ansiedade]. Dia 11/09/2017, Domingo Acordei bem cedo, às 5:30h e me arrumei totalmente, subi e fui para chamar a minha mãe, que já estava totalmente arrumada e até usando cachecol e toca de frio [a gente achava que a cidade seria bem fria]. Aproximadamente às 6:50h estávamos totalmente prontos, então nos despedimos do meu pai e seguimos andando a pé até chegar ao ponto do Carrefour. Dali a Lu me avisou pelo celular que às 6:10h o pessoal já tinha se reunido e a van estava partindo do bairro de lá. Pouco tempo depois entramos na van e seguimos nossa viagem rumo a Congonhas. Fomos numa van escolar bem simples, mas confortável. O caminho era quase todo reto e havia poucos carros no trânsito, então não tivemos nenhum problema para nos locomover durante o percurso. Aproveitei até para comer alguns biscoitos. Pode parecer o buraco mágico do mundo dos biscoitos, mas na verdade é a sacola dos biscoitos aberta no colo da Lu: E diga-se de passagem, estava super gostoso! Depois de sair do centro de BH à nossa volta havia muito mato, algumas construções que víamos pelo caminho e também algumas lagoas. O motorista parou apenas uma vez para pagar o pedágio e dali seguimos direto até Congonhas. Às 8:00h chegamos na cidade, mas como ela estava muito lotada de carros o motorista ficou na dúvida de onde parar, e após conversar com o guarda do local resolveu nos deixar na parte em que descemos para que continuássemos o restante a pé enquanto o motorista procurava por algum lugar para estacionar. Além de nós ainda tinha mais umas 6 pessoas e o grupo resolveu se dividir em dois. No meu estavam os meus conhecidos: Eu, a Luciana, minha mãe e a Dona Graça, a Lorrayne e o Lolô e a Aninha, uma vizinha da Lu. Esse foi o morro que nós subimos. Seguimos a orientação da mãe da Lu porque ela já tinha visitado Congonhas umas duas ou três vezes, por isso resolvemos subir o morro para ir direto para uma das igrejas principais da cidade, e dali seguiríamos com o nosso passeio. Orientações: Quem visita Congonhas deve ficar atento ao tipo de calçado que está utilizando, jamais venha para essa cidade utilizando salto alto ou algum sapato que dificulte o movimento, porque por aqui o que mais existem são ladeiras, ladeiras e mais ladeiras, todas cravadas em pedra cascalho. Também não esqueça do protetor solar e de levar bastante água. Existem vendedores por todos os cantos, mas se já tiver algo de beber é possível fazer ao menos uma pequena economia. [Notas: Eu e minha mãe somos muito brancos e não usamos protetor solar e ficamos expostos ao sol durante quase todo esse dia. Com isso ficamos bem avermelhados. Mais um pouco e até poderíamos ter pego uma insolação.] Voltando ao relato, subimos... Vista do que estava a nossa frente. Vista do que estava para trás. Subimos mais. Subimos mais um pouco. A dona Graça até parou para fazer uma pose! E chegamos nas proximidades da Igreja do Bom Senhor Jesus, lugar que virou uma de nossas principais referências por aqui. Eu ainda estava um pouco desorientado e sem saber o que fazer, então a Dona Graça perguntou o que o povo queria e resolvemos subir para ir nas barracas da feira, que por sinal nessa cidade são quase infinitas. A quantidade de vendedores era tanta que chegava a ser praticamente incontável. Até antes de chegar a essa igreja não parecia que a cidade estava tão cheia, mas a partir desse momento percebemos que na verdade ela realmente estava super-mega-blaster abarrotada de gente. Minha mãe que é esperta não perdeu tempo e tirou uma foto sua junto a essa igreja que é um dos marcos da cidade. Como eu tinha reservado algum dinheiro para as compras antes de vir até aqui a gente pôde comprar bastante coisa [na verdade eu comprei pouquíssima coisa para mim, já a Lu fez a festa e o que ela via e gostava estava levando mesmo]. Em Congonhas havia todo tipo de coisas a venda: flores, vestuário em geral [normal, religiosos e de times], coisas para o lar [como talheres, copos, panelas], bijuterias de todos os formatos e tipos, artigos religiosos como terços, cruzes, santos e por aí vai, além de centenas de brinquedos de todos os tipos e até coisas mais diferentes, como uma raquete para matar pernilongos, por exemplo. O Lolô que é criança não resistia, via as coisas e ficava doido, o que ele mais gostou mesmo foi do caminhão do bombeiro. O primeiro ele não usou muito porque infelizmente a escada era fixa e não podia ser movida, já o segundo ele apaixonou para valer, já que além da escada ser móvel o caminhãozinho ainda podia andar sozinho e fazia o barulho da sirene dos bombeiros. Aquele ele não largou de sua mão até que terminou o passeio. E continuamos a subir, tinha hora que ficava difícil até de andar devido a enorme quantidade de pessoas que estavam visitando a cidade nesse dia. Eu já tinha começado a sentir um pouco de fome e queria comer algum salgado, mas a maioria dos ambulantes que passavam estavam vendendo água, vela ou algum doce. Até cheguei a encontrar um lugar facilmente, mas a fila estava muito abarrotada e desorganizada, por isso preferi seguir mais pra frente pra ver se achava algum outro lugar melhor para comer. E claro, se a gente encontrasse alguma coisa legal ou que servisse para a nossa nova casa [que ainda estou reformando] já adicionávamos para a nossa lista de coisas compradas em Congonhas. Como dito por diversas vezes, o que não falta aqui são opções de compras dos mais variados tipos. Eu e minha mãe fomos até uma padaria que avistamos no caminho e compramos um salgado com refrigerante [R$ 7,00]. Se tivéssemos comprado com algum ambulante o preço subiria ao menos para uns R$ 10,00 [valores de 2017]. Depois da padaria em diante a medida que subíamos a quantidade de gente no caminho ficava menor, o que facilitou bastante na locomoção. Já a quantidade de barracas e ambulantes permaneceu mais ou menos estável por boa parte do caminho. Panelas, bandejas, raladores e coisas do tipo eram coisas que não podiam chegar aos olhos da Luciana que ela comprava para a nossa casinha. [E ela ainda foi muito esperta, pois quando ficou pesado entregou tudo pra eu levar - Rammmmmmm - Mulheres!!!] Para quem precisa realizar o número 1 não tem problema, em diversos pontos estratégicos de Congonhas existem esses banheiros químicos que podem realizar suas necessidades. Já para o número 2, o ideal é pagar cerca de R$ 2,00 [valores de 2017] e utilizar o banheiro de algum morador que disponibilize esse serviço. Para mim, algo que faltou e fez muita falta por aqui foram as lixeiras. Em toda cidade haviam pouquíssimas lixeiras para a enorme quantidade de pessoas, o que fazia com praticamente todas as ruas ficassem muito sujas. A gente demorava para se deslocar porque sempre tinha de encontrar algum perdido pelo caminho que estava em alguma barraca. Só paramos de subir a rua às 9:50h, quando a Dona Graça nos disse para parar, porque mais para frente teriam mais residências dos moradores do que lojas. Então imediatamente começamos a descer tudo de novo, dessa vez entrando em menos barracas, mesmo assim a locomoção estava terrível porque em alguns momentos tudo ficava ainda mais lotado do que durante a ida. Mais ou menos às 10:00h conseguimos voltar para onde estava aquela igreja que usávamos de referência. Dali todo mundo foi para a área sanitária, já que não havíamos usado o banheiro nenhuma vez durante todo o percurso. Algo curioso desse dia [não sei se é sempre assim] é que havia uma quantidade consideravelmente maior de mulheres se comparada a de homens, por isso consegui utilizar o banheiro rapidamente enquanto as companhias femininas do meu grupo demoraram um bocado, pois a fila para elas estava realmente longa. E seguimos mais um pouco até chegar a praça, e logo uma coisa chamou bastante a nossa atenção: as estátuas humanas. O Lolô não conhecia isso e ficou curioso, então a Luciana deu alguns trocadinhos para o homem para ele ver o que acontecia: Infelizmente eu dei bobeira e o mais legal eu não gravei! O moço começou a brincar com o Lolô e fez alguns sons bem legais, como se estivesse tímido, ficou bem interessante. Mas mesmo com todo o esforço do homem quem estava faturando mesmo era a Santa, que a todo momento recebia alguns trocados e agradecia com um gesto e entregava para a pessoa um papelzinho. De acordo com algumas pessoas que conversei por lá, eles me informaram que essa moça viaja por todo o Brasil realizando esse mesmo trabalho. Seguindo mais a frente era possível ir a uma área chamada Romaria, que tinha a sede da prefeitura da cidade e também uma ampla praça de alimentação. Mas preferimos não almoçar ali porque também estava muito lotada. Já à nossa esquerda haviam apenas árvores e mato, e à direita [sentido cidade] tinha ainda mais barracas dos vendedores que ainda não havíamos visitado. Dessa área da direita era possível ver toda a cidade de forma bem panorâmica, então aproveitamos para tirar algumas fotos com o pessoal reunido. Mulheres do grupo: Faltou a Lorrayne que estava cuidando do Lolô nessa hora. Luciana e a Dona Graça: Eu e a Lu: Já um pouco descansados descemos a escadaria e seguimos pela rua para ver se a gente encontrava um bom lugar para almoçar. Um lugar que chamou a nossa atenção foi esse escrito Restaurante Paladar, um restaurante caseiro que funcionava no porão de uma casa. Apesar de simples, a comida era bem gostosa e muito barata, então valeu a bem a pena. Terminamos de almoçar às 11:35h, e o pessoal decidiu que enquanto uma parte iria esperar na praça, a outra [eu, a Lu e a Lorrayne] iríamos até onde a van estava estacionada para guardar o excesso de coisas que a gente [a Lu] tinha comprado. Continue acompanhando, pois ainda faltam duas partes para terminar esse relato.
  10. Em novembro deste ano [2015] tive a oportunidade de viajar a trabalho pelo Museu Itinerante da UFMG para a cidade de Pato Branco. Estarei contando aqui como foi o relato dessa viagem, que certamente, foi a pior das que fiz até o momento. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique num dos links abaixo: http://tudorocha.blogspot.com/2015/11/bom-dia-tive-oportunidade-de-viajar.html Lista de Partes: [PARTE 01] - [PARTE02] - [PARTE 03] [PARTE 04] - [PARTE 05] - [PARTE 06] Antes de começar, vamos compreender melhor onde está localizada essa cidade e qual a sua importância para essa região do Paraná. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Pato Branco - PR Pato Branco está localizada no Sudoeste do Paraná. Possui cerca de 80 mil habitantes e índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,849. Coloca-se como a terceira melhor cidade em qualidade de vida do Paraná e 113ª no Brasil. A cidade se destaca na microrregião como um centro de serviços com ênfase nos setores da saúde e da educação. A partir de 1996, Pato Branco buscou variar sua economia através de incentivos fiscais a empresas dos setores de informática e eletroeletrônico, o que resultou na criação de um pequeno centro tecnológico industrial. A agricultura também representa uma importante fatia na economia do município. A existência de uma instituição federal de ensino superior, a UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná (antigo CEFET - Centro Federal de Educação Tecnológica) enfatiza o caráter de "centro provedor de serviços" regional de Pato Branco. Fontes Pesquisadas: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pato_Branco Como opções de entretenimento, o pessoal daqui costuma aproveitar sua proximidade com a Argentina (100km) para fazer compras, mas ao aproveitar algum feriado, também é possível visitar Foz do Iguaçu e o Paraguai (cerca de 300km) ou até mesmo Curitiba (cerca de 500km) ou mesmo aproveitar a praia, que não fica tão longe assim de Curitiba. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - A partir de agora estarei contando como foi minha experiência em Pato Branco. DIA 01 - Segunda-feira [02 de Novembro de 2015] Às 4:10h da madrugada já estava de pé, pois nosso avião partiria às 6:20h [nós deveríamos estar no aeroporto às 5:00h] e para isso tive que sair cedo pacas, mas ainda dei sorte porque um dos meus irmãos se prontificou e me deu uma boa carona de moto até o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Fizemos uma viagem bem tranquila e quase sem trânsito e conseguimos chegar lá por volta das 4:50h. Meu irmão que me deu carona. Minha mala, que de alguma forma coube dentro do baú da moto! Assim que entrei já vi boa parte do pessoal do Museu Itinerante, então esperamos o resto chegar e fizemos nosso check-in do aeroporto. Após entrarmos na Sala de Embarque ficamos esperando dar a hora e às 6:20h nosso avião decolou rumo a Viracopos, em São Paulo. A medida que o avião ia subindo já dava para ver a incontável quantidade de imóveis de Belo Horizonte e também alguns pontos turísticos importantes, como o Mineirão e a Lagoa da Pampulha, além de já estarmos começando a passar das nuvens. Lagoa da Pampulha e Mineirão. O avião continuou subindo até ficar por cima das nuvens, aí a aeromoça distribuiu o lanche para tomarmos o nosso café da manhã. Comi tudo porque nossa viagem seria um pouco longa, mas não estava com fome porque já tinha comido alguns biscoitos antes. O mais legal desse lanche foi as balinhas em formato de avião. Perto das 8:00h já estávamos aterrizando no aeroporto de Viracopos. Dali fomos para a Área das Conexões e ficamos esperando nosso próximo avião, dessa vez com destino a Chapecó, em Santa Catarina, mas como o voo só sairia às 10:50h tivemos que esperar um bocado na sala de espera. Ali fiquei navegando na internet pelo meu laptop e boa parte do pessoal ficou conversando ou mexendo no celular [com internet, claro!]. Nesse meio tempo deu até pra aproveitar e tirar uma foto de todo mundo junto: E até fizeram o concurso de óculos Lucas Moura, para ver quem ficava mais legal usando esses óculos: Eu ganhei 13 curtidas no Facebook, mas o ganhador mesmo obteve 39 curtidas no Facebook. Dado a hora decolamos novamente, dessa vez num avião maior do que o da primeira viagem. Como acordei muito cedo e estava um pouco cansado [mais devido a acontecimentos anteriores, como muito serviço e eventos numa data muito próxima uma da outra, que fizeram com que eu trabalhasse bastante e tivesse pouquíssimo descanso], acabou que dormi por boa parte desse voo, mas deu ao menos para comer umas batatinhas que a Aeromoça nos ofereceu. Às 12:40h chegamos no Aeroporto de Chapecó e estava chovendo um bocadinho. Achei muito legal a estrutura que os funcionários do aeroporto utilizaram para não nos deixar molhar: emprestavam um guarda-chuva para cada um dos passageiros e pegavam de volta na portaria, ajudou bastante a evitar a água gelada caindo sobre nós! Minha Mala. Apenas esperamos o pessoal se juntar novamente e pegar suas malas e fomos até a portaria. Ali já avistamos o motorista da prefeitura, que não demorou muito e nos levou de van rumo ao nosso destino final. Após pouco tempo na estrada, resolvemos parar para almoçar. O Motorista nos indicou a Churrascaria Samuara, que além de ter uma comida excelente, era muito barata. E assim continuamos seguindo a estrada rumo a Pato Branco. Por essas bandas há dos mais variados tipos de plantações. Finalmente, às 16:30h chegamos na cidade, mas tivemos que esperar por mais algum tempo antes de entrar no hotel porque o pessoal da coordenação estava conversando com eles e tentando resolver algum problema. Com tudo resolvido, finalmente pudemos entrar no Regente Hotel, que seria o nosso lugar de descanso durante toda essa semana. Fiquei em um quarto-triplo com mais dois colegas. Mas antes disso olhe como é a Sala de Recepção desse hotel: E uma das Salas de Espera: E agora o nosso quarto: Aqui tinha até uma mini-varanda, bem legal para curtir um ventinho no rosto! Depois de tanto esforço finalmente estava no meu quarto, onde pude descansar bastante. Só saí de lá às 20:00h para me reunir com o resto do pessoal e um dos organizadores do evento, que nos mostraria a cidade e também nos levaria até um rodízio de pizza. Em muitas avenidas existem esses vasos de flores, que deixam a paisagem muito bonita. Ele nos levou até a Pizzaria Thaberna Pizza e Grill, que além de ser incrivelmente barata, tinha excelentes opções de cardápio. Depois de comer e papear bastante, chegou a hora de voltar. Ao chegar no hotel fiquei descansando novamente, até que findou o dia. No próximo dia começaríamos a montar os experimentos do Museu na Tenda disponibilizada pelo evento.
  11. Nesse relato contarei sobre a viagem que fiz com o Museu Itinerante da UFMG para a cidade mineira de São Sebastião do Paraíso em outubro desse ano [2015]. Conheça um pouco mais dessa cidade e também como foram os meus dias por aqui enquanto participava desse evento. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique num dos links abaixo: http://tudorocha.blogspot.com/2015/10/sao-sebastiao-do-paraiso-mg-04-10-de.html Lista de Posts: [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03] [PARTE 04] - [PARTE 05] Par começar, por hora, vamos conhecer melhor essa cidade: São Sebastião do Paraíso - MG São Sebastião do Paraíso é uma das cidades mais desenvolvidas da região Sul de Minas Gerais. A cidade de 64.980 habitantes se destaca na produção de café, laticínios, fruticultura, citricultura, indústria têxtil e material médico-cirúrgico. Possui uma história de quase 200 anos que se traduz em monumentos como a Igreja Matriz de São Sebastião, a Igreja Bom Jesus, a Cooperativa de Café e a Casa da Cultura. Suas águas termais podem ser apreciadas nas Thermas Água Azul e em Termópolis. Em São Sebastião do Paraíso os visitantes podem conhecer as Cachoeiras do Itambé e dos Marquês, os Parques da Lagoinha e Ecológico da Serrinha, além do Morro da Mesa e do Mirante do Morro do Baú, de onde pode-se admirar o pôr do sol e a vista da cidade, respectivamente. Possui ainda uma diversidade de grutas que merecem ser visitadas pelo turista que se interessa por espeleologia. São as Grutas da Figueira, do Bosque, da Toca do Alexandre e da Nova Olinda. Todas as grutas são de propriedades particulares e antes da visita é necessário pedir autorização. As manifestações folclóricas são muito importantes para o povo da cidade e por isso em dezembro acontecem as festas de Congada e Moçambique. Distância das Capitais do Sudeste: - Belo Horizonte: 556 km; - São Paulo: 590 km; - Espírito Santo: 701 km; - Rio de Janeiro: 979 km. Acessos: - Aeroporto Tenente Coronel Aviador César Bombonato. - A cidade é ligada a Belo Horizonte pela BR 452 e pela BR 262; a São Paulo pela BR 459 e pela BR 381; ao Rio de Janeiro pela BR 354, pela BR 262 e pela BR 040; a São Paulo pela Rodovia Anhanguera e pela BR 050; e a Brasília pela BR 050. Para se ter uma noção de como é a cidade, veja ela do alto: Fonte Pesquisada: http://www.minas2016.mg.gov.br/pt/cidades/sao-sebastiao-do-paraiso.html A partir de agora estarei contando como foi minha experiência em São Sebastião do Paraíso. DIA 01 - Domingo [04 de Outubro de 2015] Madruguei nesse dia. levantei às 4:30h, escovei os dentes, peguei minha mala e a mochila e fui até o ponto de ônibus, ali esperei por pouco tempo e peguei o coletivo, que foi até o metrô. Eu tirando meu Self no Metrô Fiquei ali e esperei um bocadinho, até que passou das 6:00h e o bus que eu precisava ainda não tinha aparecido. Como teria de chegar a UFMG às 7:00h, fiquei preocupado e preferi seguir até o centro de Belo Horizonte usando o metrô. Dei sorte e cheguei em BH próximo das 6:40h, mas estava ocorrendo o evento da Corrida do Galo, que fechou a rua que eu precisava pegar o bus e fiquei por um tempo sem saber o que fazer. Então pensei em seguir para a rodoviária, mas antes avistei uma cabine do MOVE c/ cartão Ótimo disponível, peguei o 511 e dali segui direto até a UFMG. Lá na portaria encontrei mais um colega e segui até onde precisava. Então nos reunimos com os outros membros do Museu Itinerante, esperamos mais alguns chegarem e às 7:30h partimos rumo a São Sebastião do Paraíso (MG). Depois de seguir estrada por um bom tempinho, paramos em um Posto Policial de Divinópolis (MG) para pegar o membro que estava faltando. E prosseguimos a viagem, passando por alguns pedágios até que deu próximo do meio dia e paramos na Churrascaria Brazinho, em Piumhi (MG) para almoçar. Pedi um prato bem caprichado, mas sem exagerar [já que estou gordinho e fora do peso e ainda por cima a comida era cobrada a quilo!]. Almoçamos bem rápido e voltamos para a estrada outra vez. O caminho era super tranquilo, bem sinalizado e com uma estrada muito boa, então não tivemos nenhum contratempo, e às 14:10h chegamos ao BM Palace Hotel, em São Sebastião do Paraíso (MG). Dali rapidamente fizemos o check-in e cada um foi para o seu quarto fazer o que queria. Ao chegar no meu quarto, a primeira coisa que fiz foi tirar fotos dele, claro! [Já meu colega de quarto preferiu apenas deitar e dormir!] Essa era a visão ao olhar da janela do nosso quarto: Após descansar um pouquinho, resolvi dar uma passeada pelos entornos e segui a pé até o centro da cidade. Meu objetivo ali era observar se tinha muitas lojinhas, verificar o movimento e também procurar pelo meu devido souvenir que representaria essa viagem. Fui perguntando as pessoas e vez ou outra aproveitava para tirar fotos de coisas interessantes que achava pelo caminho, todas as informações me levaram ao mercadinho da cidade, apelidado carinhosamente de camelódromo. Ao chegar lá só tinha uma lojinha aberta, mas ao menos o moço me avisou que durante a semana tinha uma pessoa que fazia o tipo de souvenir mais ou menos como os que eu coleciono, o que já achei uma excelente notícia [agora faltaria apenas dar sorte e conseguir ir lá em pelo menos um dos dias da semana]. Duas curiosidades muito interessantes que vi por aqui foram esse semáforo bem legal em que havia um contador e o bonequinho ia andando quando o sinal ficava no verde e esse Cristo ao lado do que acredito ser de uma igreja. Quando voltei pro hotel descansei um pouco, fiquei na TV assistindo filme do Disney Chanel. "Up Altas Aventuras" [A menina da recepção teve algum problema e só conseguimos pegar o controle depois da janta, mesmo assim valeu porque ainda não tinha assistido esse filme e achei ele muito bonitinho e interessante]. Às 19:00h eu e meu colega de quarto nos reunimos ao restante dos membros do Museu Itinerante e fomos jantar na Chopani Choperia, que é um estabelecimento bem completo e é uma espécie de mistura de restaurante, bar e pizzaria. Ali comemos um bocado e papeamos bastante, e de buxo cheio regressamos ao hotel, onde descansamos. No outro dia começaria o processo de montagem das coisas e também o primeiro dia das exposições em São Sebastião do Paraíso. DIA 02 - Segunda-feira [05 de Outubro de 2015] Após dormir bem, acordei cedo e fui ao refeitório tomar o café da manhã. Às 7:30h pegamos a van e fomos até a Praça dos Imigrantes, que fica ao lado da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia, Educação Profissional e Ensino Superior de São Sebastião do Paraíso [Sigla SECTEPES], local onde ocorreria o evento. Ali ajudei na montagem das exposições externas do Museu Itinerante, que na verdade estava dentro de um espaço fechado que eu ainda não tinha reparado. A primeira coisa que fizemos foi trazer algumas mesas, banquinhos e materiais mais leves do caminhão do Museu Itinerante para a tenda em que realizaríamos as exposições. Como ainda estávamos esperando os carregadores para pegar as coisas mais pesadas, paramos um pouco e demos uma olhada rápida na lagoa próxima dali. Além do Museu Itinerante, também haviam várias outras atrações interessantes nessa praça. Entrada principal da SECTEPES. Observe como essa lagoa é bonita: Algo bem interessante nos entornos dessa lagoa eram esses orelhões personalizados: - Um peixe dourado e uma arara? Esses orelhões ficaram bem estilosos mesmo! Quando os carregadores chegaram, voltamos a trabalhar e continuamos com a montagem das exposições externas do Museu Itinerante, e enquanto isso um pequeno grupo aproveitou e limpou por dentro do caminhão. Agora já dava para ver como estava ficando e faltava apenas alguns pequenos ajustes. Realizando um pequeno giro com a câmera dava pra ver como tudo estava ficando: Quando estava praticamente terminando com a montagem fiquei um pouco desocupado porque tinha feito tudo o que precisava fazer, então resolvi tirar uma foto dos murais e das caricaturas dos grandes inventores e descobridores da história. Será que você conhece todos eles? Tivemos até um visitante inusitado, um Mergulhão [pássaro da foto abaixo] que tentou pousar no teto dessa tendinha, mas acabou não conseguindo e preferiu passear por ali a pé mesmo! Às 11:40h a organização do evento resolveu os problemas que precisava e já estava praticamente tudo pronto. Então pegamos a combe para almoçarmos no centro da cidade. Comemos no Minas Grill. Meu Deus!!! Que comida mais gostosa a desse lugar!!! Tava bão demais sô!!!!! De bucho cheio e muito satisfeitos, o pessoal voltou até a combe [Sendo que metade deles deveria descansar no hotel ou fazer o que quisesse pela tarde para trabalhar de noite e a outra metade voltou para trabalhar, sendo que descansariam à noite, isto é - dividimos o grupo em dois para não ficar tão cansativo]. Ao invés de voltar para a van, preferi me despedir do pessoal e segui novamente para o camelódromo, já que estava bem pertinho dali. Não achei bem o que queria com o lojista que me indicaram ... mas ... vi um bule que me interessou, já que a cidade é uma grande produtora de café, então tentei negociar com o vendedor, que queria me empurrar tudo [um conjunto c/ o bule e mais algumas xicrinhas por R$ 30,00 de qualquer jeito] ... e fui negociando. Falei que não tinha interesse nos outros itens e não iria levar o resto, apenas o bule que me interessava. Acabou que fechamos por R$ 20,00 apenas o bule [Saí perdendo muito na negociação porque achei esse valor caro para o souvenir que comprei, que foi até meio forçado, porque também tive de adquirir um canetão para escrever o nome da cidade, pois pensei que não vendiam esse tipo de lembrancinha por aqui] - Tudo bem porque pelo menos adquiri algo que se encaixava com minhas regras de colecionador. Não sou um bom artista e minha letra é bem feiinha, então o souvenir ficou assim: Dali voltei para o hotel, tomei um banho, descansei e escrevi a outra parte desse relato [até chegar nesse bule acima]! Próximo das 17:00h resolvi sair um pouco e fui até o Chopani para comer um hambúrguer. Assim que comi, voltei para o hotel, desliguei o laptop, enchi minha garrafinha de água e parti a pé até onde estava ocorrendo as exposições externas do Museu Itinerante. Fui o primeiro a chegar e esperei o resto do pessoal [na verdade o Museu Itinerante também tinha ficado aberto durante a parte da tarde, mas nesse momento estava fechado e só abriria novamente às 19:00h] e após o pessoal se reunir as exposições foram abertas para receber novamente os visitantes. Giro bem rápido que fiz para mostrar como estava o movimento [quando ainda estava fraco]: Ao menos de noite, o movimento começou bem fraquinho e modesto por uma parte do tempo, mas do nada, de repente, encheu bastante de uma só vez e o movimento continuou assim até que chegou próximo das 22:00h. Trabalhei explicando os visitantes em diversos experimentos, mesmo com o movimento um pouco maior como o que estava nessa noite, para os padrões do Museu Itinerante o movimento ainda estava baixo [o que é normal, visto que não teve agendamento de escolas nesse dia e também que os primeiros dias costumam ser um pouco menos movimentados mesmo!] Em algum ponto tirei uma foto muito legal de uma família que nos visitou: E trabalhamos ali por mais um bocadinho, até que deu a hora de fechar a lona da tenda e partir. Pegamos a van e chegamos rapidinho ao hotel. Ali descansei mais um pouco e dormi até o outro dia. Como esse relato já ficou bem extenso, continuarei com ele no próximo post.
  12. Tive a oportunidade de viajar a trabalho pelo Museu Itinerante da UFMG no evento da SBPC que ocorreria em São Carlos (SP) em julho deste ano [2015]. Achei muito bom porque pude conhecer uma nova cidade de outro Estado até então desconhecida para mim [nunca tinha ouvido falar sobre essa cidade, apesar dela ser famosa]. Confira agora como foram meus dias por aqui e também o que aconteceu nesse evento. Se desejar ir direto para as Dicas de Roteiro sem ver o relato da minha viagem em si, clique no botão abaixo: Caso queira acompanhar diretamente pelo blog clique em algum dos links abaixo: http://tudorocha.blogspot.com/2015/09/67-sbpc-em-sao-carlos-sp-11-17-de-julho.html - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03] [PARTE 04] - [PARTE 05] - [PARTE 06] - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Sem mais delongas, vamos começar com o relato propriamente dito. RELATO DA VIAGEM DIA 01 - Sábado [11 de Julho de 2015] Levantei bem cedo, às 5:00h, porque tinha de chegar até a UFMG antes das 8:30h, horário de partida do nosso ônibus. Então, após acordar, escovar os dentes, guardar o laptop e dar as últimas mexidas na mala, despedi da minha família e fui para o ponto de ônibus. Curiosamente, minha maior preocupação não era o trajeto em si, nem o tempo que ia demorar, e sim não ser assaltado no ponto, porque de acordo com minha mãe algum bandido [ou quadrilha de vagabundos] passou a atuar na região por esses dias e chegaram a assaltar três dos nossos vizinhos, todos antes das 6:00h, nessa mesma semana. Felizmente não tive nenhum problema e pude seguir viagem normalmente, primeiramente pegando um ônibus até a estação de metrô do Eldorado e depois o MOVE até chegar à UFMG, em Belo Horizonte. Ali fiquei mexendo no computador do meu trabalho até dar a hora de partir. Com os membros do Museu Itinerante reunidos, nosso micro-ônibus partiu e seguiu viagem rumo a São Carlos. De acordo com o pessoal do museu o trajeto demoraria cerca de 9 horas. O micro-ônibus seguiu viagem por cerca de três horas. Quando deu quase meio dia demos nossa primeira parada para almoçar no Restaurante Bianchini Mar de Minas, em Formigas, MG. A comida era cobrada a quilo, por isso não coloquei tanto. O que mais gostei foi que o pudim de sobremesa era cortesia da casa! Aproveitei e fiz questão de enviar uma mensagem pra Lu dizendo assim: - Estou comendo um pedaço de pudim pensando em você! Após almoçar saí dali e fui dar uma olhada de como o lugar era por fora, também tirei a foto ao lado da estátua da águia, mas acho que ela não estava querendo tirar foto comigo naquela hora, por isso virou a cara! Assim que todo mundo encheu o bucho seguimos viagem por pouco mais de meia hora e quando estávamos passando por Pimenta (MG) o pneu do micro-ônibus estourou, por isso tivemos que parar por pouco mais de 40 minutos para trocar o pneu pelo estepe [demos sorte porque perto dali havia uma borracharia]. O pessoal até aproveitou para sentar e descansar um pouco, tinha gente que queria comprar água, ir no banheiro ou comprar alguma coisa, mas não foi possível porque simplesmente não havia nada nas proximidades dali além de residências. Depois que o borracheiro trocou o pneu pelo estepe, seguimos viagem novamente e às 15:50h demos nossa segunda parada, no Iguatemi Restaurante & Lanchonete, localizado no povoado de Iguatemi, até então desconhecida para mim. Aproveitei para comprar um pão de queijo e uma água [tinha esquecido de comprar uma água quando saí de casa]. Achei a paisagem muito bonita e a colina ao fundo do restaurante um esplendor da natureza. Pelo que vi essa região é turística e possui muitas trilhas e cachoeiras. Poucos minutos depois partimos novamente, dessa vez seguindo direto até São Paulo. Quando deu aproximadamente umas 19:30h chegamos em São Carlos (SP), mas aqui houve uma pequena confusão, pois o motorista não conseguia localizar os hotéis, então foi uma verdadeira labuta, demos voltas e mais voltas pela cidade, chegamos à portaria da UFSCAR [Universidade Federal de São Carlos, onde ocorreria o evento], fomos de um lado para o outro e do outro para um e rodamos, rodamos e rodamos ainda mais, mas o motorista não conseguia encontrar os hotéis onde o pessoal iria se hospedar. Por sorte quase todos os meus colegas possuíam GPS e foram ajudando os motoristas, que depois de bastante persistência acharam o primeiro hotel, e assim foi indo e foram entregando o povo em seus respectivos lugares, [eles desceram no Hotel Nacional Inn, Hotel Perea e também no alojamento da UFSCAR]. Desci do bus quando deu quase 21:00h e entrei no Hotel Slaviero. Ali encontrei o meu companheiro de quarto [O Jason, que também ajuda na coordenação do Museu], tomei meu banho, escrevi o esboço do relato desse dia, fiquei mexendo no laptop e conversando com a Lu pelo Facebook e depois fui dormir. Assim, terminou o dia, no próximo dia seria o dia da montagem dos experimentos do caminhão. DIA 02 - Domingo [12 de Julho de 2015] Acordei mais ou menos às 7:30h, aproveitei para tirar algumas fotos do meu quarto [minha cama está muito bagunçada porque não consegui dormir direito por algum motivo e mexi demais enquanto dormia]. Vista da janela do quarto: E então fui ao refeitório lanchar. Achei o refeitório muito luxuoso [aliás, tudo nesse hotel sempre estava brilhando e todo o mobiliário era super confortável e lindo]. Além de tudo isso ainda contava com tantas opções de lanche que deu para variar bastante meu lanche matinal no decorrer dos dias em que estive hospedado por aqui. Como ainda estava com tempo, resolvi tirar algumas fotos do hotel e de seus entornos. O Slaviero é tão chique que possui até esse avião [foto abaixo], que futuramente será uma suíte de luxo para os hospedes mais endinheirados. Infelizmente a parte de dentro ainda está em construção. O pessoal havia combinado de esperarmos às 8:30h na frente do hotel, mas o motorista ficou perdido novamente [realmente é bem complicado andar por essas bandas, as pistas são bem confusas e existem muitas rotatórias, como o pessoal do Museu Itinerante estava distribuído por 4 hotéis diferentes, complicou bastante pro motorista acertar ao certo todos os locais, e pra ajudar tiveram algum problema com o óleo do micro-ônibus, o que contribuiu ainda mais para o atraso]. Quando deu 10:00h partimos de bus até a UFSCAR. Achei o Campus da universidade gigantesco, ao ponto que é bem custoso alguém resolver andar a pé até chegar ao prédio que deseja dentro do campus. Depois de descer do micro-ônibus começamos a ajudar na montagem da exposição da SBPC. Abaixo coloquei uma foto aérea para se ter um pouquinho de noção do tamanho dessa universidade: Antes de prosseguir com o relato da montagem vou explicar um pouco sobre o evento da SBPC. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - CONHECENDO A SBPC A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência [SBPC] foi fundada em 1948 com o objetivo de unir o pensamento científico brasileiro, motivado pela chegada de grandes cientistas europeus, trazidos ao país para implementarem as universidades brasileiras, em particular a Universidade de São Paulo (USP), criada em 1934, na cidade de São Paulo. Desde 1949 a SBPC realiza as suas reuniões anuais com a presença de mais de dez mil cientistas, pesquisadores, professores e estudantes de todos os níveis, em diferentes partes do Brasil. Mesmo com as dimensões continentais brasileiras, anualmente participantes de todo o país, e muitos estrangeiros, se deslocam para participar da principal reunião científica brasileira. Já está na sua 67ª reunião anual e o Museu Itinerante da UFMG foi um dos convidados a participar dessa feira. Como de vez em quando ajudo o Museu fui convidado a trabalhar ajudando eles nesse evento. Fonte Pesquisada: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Brasileira_para_o_Progresso_da_Ci%C3%AAncia Veja o vídeo abaixo sobre o Tema da 67ª Reunião da SBPC - Luz, Ciência e Ação: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Trabalhei muito no processo de montagem das exposições, isto é, tiramos tudo que tínhamos de tirar de dentro do caminhão e colocamos essas coisas dentro de um dos estandes da SBPC Jovem, uma tenda que estava um pouco longe, porém foi bem tranquilo porque o evento disponibilizou dois carregadores para ajudar a transportar as coisas mais pesadas. Vídeo ilustrando um pouco como é o processo de retirada das coisas de dentro do Caminhão do Museu Itinerante: Basicamente o processo funciona assim: primeiro se abre a tampa lateral do caminhão, e depois as duas portinhas [uma próxima da cabine e outra no fundo do caminhão], mais uma rampa de acesso aos cadeirantes, que é aproveitada para transportar as caixas e a gente vai tirando os experimentos, um a um e os levando para o local desejado. Nosso objetivo era ir dispondo aos poucos os experimentos externos que foram trazidos de dentro do caminhão do Museu Itinerante para ficar de um jeito em que não atrapalhasse o fluxo de visitantes e fosse mais ou menos dividido por categorias, que para essa feira ficou disposto assim: - Experimentos de Biologia e Vida; - Experimentos de Física, Energia e Luz; - Desafios para os participantes. Demorou realmente um bocado porque o eletricista do evento não estava conseguindo ligar a eletricidade do caminhão no início, por isso perdemos quase três horas sem poder fazer muita coisa, somente depois de todo esse tempo perdido é que o "grosso" do processo de montagem foi realmente feito. Agora já estava dando para perceber um pouco como estava ficando. Quando estava dando umas 14:30h resolvemos ir almoçar. Todo mundo pegou o micro-ônibus e seguimos até o Shopping Iguatemi, único Shopping da Cidade, que estava bem cheio nesse dia. Por dica da Edna da coordenação do Museu Itinerante, resolvi comer um Gnocchi no Spoleto, que estava muito gostoso. Também aproveitei para comprar água e mais um ou outro biscoito [normalmente quando viajo acabo comprando muitos biscoitos para baratear um pouco nos custos de alimentação]. Ao sair ainda aproveitei para tirar uma foto dos prédios ao longe. Dali pegamos o bus de novo e voltamos até a UFSCAR, onde continuei a ajudar o pessoal do Museu Itinerante na montagem das exposições externas. Em um dado momento ajudei um pessoal que estava passando nesse pedacinho [que toda hora eu passava] e pedi ajuda para que tirassem uma foto minha nesse mural da SBPC. Continuamos com esse processo de montagem até que deu umas 18:00h [tirei essa foto aí porque sempre que passava por esse pedaço observava os visitantes tirando Selfie, aí pedi para que tirassem uma foto minha com esse painel ao fundo]. Assim, esperamos o micro-ônibus [que foi cedido pelo Coltec para facilitar nosso transporte pela cidade]. Peguei o bus junto com o restante do pessoal. Alguns colegas resolveram dar uma ida no bar e cada um fez o que desejava. Como estava cansado preferi ficar quietinho no hotel novamente. Infelizmente o processo de montagem demorou demais devido aos vários problemas que tivemos [atraso do motorista, falta de energia por mais de três horas durante a montagem e por aí vai], e isso me impediu de ir até o Museu da TAM e ao Parque Ecológico de São Carlos, que eu desejava tanto conhecer e para mim esse seria o único dia disponível. O centro da cidade funciona praticamente até as 18:00h e depois disso boa parte da cidade para. Por isso preferi ficar quietinho novamente no hotel e outra vez fiquei conversando com a Lu pelo meu laptop. Outro ponto que me ajudou a gastar muito pouco nessa viagem é que eu precisava juntar dindo para resolver algumas pendências pessoais [cobrir gastos outras viagens pessoais, gastos com meu curso e intercâmbio num futuro próximo]. Também aproveitei para assistir um pouco da TV Local enquanto descansava. Finalmente chegou ao fim do nosso segundo dia em São Carlos, no próximo dia a feira a SBPC começaria a receber o público em seu primeiro dia de exposições.
  13. Trabalho em Belo Horizonte e surgiu a oportunidade de ajudar o Museu Itinerante da UFMG na 11ª SNCT [Semana Nacional de Ciência e Tecnologia], que aconteceria em Brasília dos dias 12 a 19 de Outubro de 2014. Como gosto muito de conhecer lugares diferentes e ainda teria a chance de andar de avião [algo que ainda não tinha feito até esse momento], estava muito ansioso para fazer essa viagem. Agora contarei conto como foi o passo-a-passo de minha ida para Brasília e também mostrarei como foi o evento da 11ª SNCT [Semana Nacional de Ciência e Tecnologia]. Estarei dividindo esse post em dois pedaços: O relato da minha viagem, que contarei agora e possui 3 partes e as Dicas de Roteiro, para quem pretende saber o que existe de interessante em Brasília, que você pode clicar no botão abaixo: Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique num dos links abaixo: http://tudorocha.blogspot.com/2015/08/11-snct-em-brasilia-df-12-19-de-outubro.html Brasília - DF [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03] ... E finalmente chegou a hora de ir até Brasília! DIA 01 - Domingo [12 de Outubro de 2014] Acordei muito cedo e peguei um ônibus que foi da minha casa para a rodoviária de Belo Horizonte. De lá peguei outro ônibus que seguiu até o aeroporto de Confins. [Obs.: Fica bem mais em conta pegar um ônibus comum da rodoviária do que entrar em algum do MOVE Conexão Aeroporto, que costuma passar de R$ 30,00 por trecho- nos valores de 2014]. No aeroporto realizei os trâmites de embarque necessários e finalmente fui para a sala de pré-embarque, onde encontrei outros funcionários do Museu Itinerante que iriam viajar conosco e lá aguardamos até dar a hora do nosso voo. No final da manhã embarquei num avião da TAM que seguiu até Brasília. O voo foi bem tranquilo, durando pouco mais de uma hora e tirando os trancos que ocorriam a todo momento não ocorreu nada demais! Desembarquei no aeroporto Juscelino Kubitschek, corri para pegar minhas malas e rapidamente já andei até a portaria para me reunir ao resto do pessoal. Após boa parte dos funcionários estarem reunidos nos dividimos em alguns grupos e pegamos um táxi até o hotel onde nos hospedamos, o Bittar Inn. Demoramos uns 20 minutos para chegar próximo ao nosso destino e a primeira coisa que percebi foi uma enorme quantidade de prédios muito altos. Enfim, chegamos ao nosso hotel que era um pituquinho se comparado ao tamanho dos outros prédios. Tivemos que ficar na recepção do Bittar sem poder adentrar nos nossos quartos até de tarde porque o recepcionista não queria liberar os quartos para nós de jeito nenhum. Entretanto, quando a diretora do Museu Itinerante chegou, ela conseguiu conversar com esse atendente e assim resolveu todas as pelejas fechando as hospedagens de todos os funcionários ali presentes. Como a maioria de nós ainda não havia almoçado e estavámos com muita fome, resolvemos procurar algum lugar para almoçar e o local mais próximo dali era o Brasília Shopping. Cada um escolheu algum restaurante de sua preferência, e eu, para comemorar esse dia tão especial resolvi almoçar Filé Mignon a Parmegiana no Premiatto, que estava muito gostoso. Voltamos para o hotel e descansamos mais um pouco. No final da tarde me juntei a mais umas três pessoas e seguimos de táxi para o Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, e fomos até o Estande da CAPES, que era quem havia chamado o Museu Itinerante nessa Feira. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - A Impressão Inicial que tive de Brasília é que ela é realmente plana e simétrica, sendo que quase tudo possui referência como Asa Norte e Asa Sul. A cidade possui um sistema de táxi excelente e com preços muito em conta, onde ao juntarmos 3 ou 4 pessoas no táxi para fazer a vaquinha, raramente o valor passava de 5 reais, mesmo para as distâncias que eram um pouco maiores. Já o sistema de transporte coletivo era bem ineficiente e mesmo quando precisei dele não consegui usá-lo. Os poucos ônibus que cheguei a ver estavam sempre mega abarrotados de gente. Achei o custo de vida muito alto e me senti seguro por quase todos os lugares que passei, com exceção das proximidades da rodoviária, que senti o clima por lá um pouco estranho. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Ao chegar no Pavilhão de Exposições, fui direto para o estande da CAPES e ajudei na montagem dos experimentos externos do Museu Itinerante. Não precisamos de fazer tanta coisa porque os caminhoneiros tinham chegado antes e ajudaram bastante na montagem. Saí um pouco mais tarde porque fiquei para ajudar os motoristas. Terminado tudo, quando já estava para anoitecer resolvemos voltar a pé para o nosso hotel. Tivemos que andar realmente um bocado, mas valeu a pena porque demos uma paradinha num McDonald's que avistamos em nosso caminho e cada um comeu o que mais queria. Ao chegar no hotel descansei até virar o dia. DIA 02 - Segunda [13 de Outubro de 2014] Apesar de pequeno, achei o Bittar In muito gostoso. Fiquei hospedado em um quarto triplo junto aos dois motoristas em todos os dias da feira. Eles são muito legais e não tive nenhum problema. Nosso quarto era climatizado e ficava sempre limpo e arrumado. A única coisa que não gostei era ter de pagar mais de R$ 18,00 fora algumas taxas por dia para poder usar a Internet do hotel, então fiquei praticamente desconectado durante toda a semana. Lanchei bem cedo e já me juntei a alguns companheiros na saída do Bittar Inn. Alguns dos nossos colegas foram de táxi, mas preferi ir a pé até o Pavilhão de Exposições junto a mais três pessoas. No caminho deu para apreciar a fonte jorrando e um letreiro escrito "EU AMO BRASÍLIA", que ficou muito legal! Uma curiosidade interessante é que não existe o letreiro somente nesse ponto [Praça das Fontes]. Também há mais dois: Um no Zoológico de Brasília e outro no Ermida Dom Bosco. Ao observar a foto em que estão os prédios vê-se uma torre. É a Torre de TV de Brasília e um dos pontos turísticos mais visitados da Capital [Explicarei ela com mais detalhes na quarta-feira, dia que subi nessa torre]. Continuamos nosso caminho juntos e após pouco mais de meia hora [andamos bastante mesmo] chegamos ao Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade e começamos a trabalhar no estande da CAPES, nosso local de trabalho durante esse evento. Esperamos a feira abrir e começamos a atender o público. Já no começo atendemos muitos trabalhadores da própria feira que entravam para ver como eram as exposições do Museu Itinerante da UFMG e assim que se iniciou a 11ª SNCT [Semana Nacional de Ciência e Tecnologia] começaram a chegar mais e mais visitantes que se espalhavam por toda feira, chegando também ao nosso Estande. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Cheguei a tirar 2545 fotos de todo o evento [sendo centenas e mais centenas do Museu Itinerante], entretanto colocarei poucas fotos e de pouco a pouco para que o relato não fique carregado demais e cansativo. Meu objetivo é divulgar toda a extensão da 11ª SNCT que pude perceber e mostrar que nós como brasileiros temos muito potencial, independentemente da área envolvida. Além também de mostrar o que vi e percebi de Brasília e seus pontos turísticos mais importantes. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Começarei a divulgar a feira pelo estande em que eu estava trabalhando: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Estande do Museu Itinerante Ponto UFMG: É um museu que possui uma unidade móvel, um caminhão, que circula por diversas cidades de Minas Gerais e do Brasil. Esse caminhão possui seu interior adaptado em 6 ambientes - Sala do Útero, Sala dos Sentidos, Sala dos Biomas, Sala de Projeção 3D, Sala do Submarino e Sala das Cidades - além de contar com diversas exposições externas que são levadas dentro do próprio caminhão e desmontadas nos lugares onde ocorrem as exposições. A proposta desse Museu é interligar essas exposições e oficinas externas as mais diversas áreas do conhecimento e da Ciência. - Tudo nele é interativo e não há problema em tocar as peças, tanto das exposições externas quanto as do caminhão. Entrarei em mais detalhes sobre a estrutura interna do Caminhão mais para frente. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Como o estande não podia ficar vazio nos dividíamos em turnos para almoçar. Resolvi almoçar com meu grupo no restaurante que estava dentro do próprio Pavilhão de Exposições. Então andamos por um corredor enorme até chegar ao local, enfrentamos a fila e comemos por ali. Não gostei muito porque não sou fã de comida a quilo, acho que acaba que comemos muito pouco pelo valor que a gente paga e foi o que aconteceu! Tomei o maior cuidado para comer o mínimo possível [ao ponto de nem saciar minha fome direito] e mesmo assim o preço ficou um pouco salgado. - Sorte que vim equipado com estoque quase infinito de biscoitos da região metropolitana de Belo Horizonte! - Assim que almocei já tivemos de voltar ao nosso estande. E em algum momento chegaram a entrevistar a diretora do Museu e alguns funcionários: Eu não sabia que teríamos entrevista da TV e muito menos que esse cara engravatado aí era o Ministro da Educação, e trouxe ele normalmente para o nosso estande e estava bem na boa explicando as coisas para ele até que a equipe de TV inteira chegou, então o encaminhei para a nossa chefia. Nessa entrevista, a diretora explicou um pouco do Museu Itinerante e alguns dos experimentos externos que o Museu possui. Nessa foto, por exemplo, está o Arco Catenário, em que o objetivo é montar esse arco e retirar esse suporte verde que está segurando as peças. Se a pessoa fizer tudo corretamente poderá retirar o suporte que as pedras não irão cair. É muito interessante! Por todo o relato estarei colocando diversos vídeos, além de mostrar um pouco sobre o Museu Itinerante. Também fiz questão de mostrar um pouco sobre outros estandes que também são bem legais! E após isso exposição continuou normalmente... até que tive um tempinho livre para poder visitar alguns estandes da feira. Ao perambular sem rumo pela feira, o primeiro estande que chamou a minha atenção foi o do Exército. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Estande do Exército Brasileiro: Nesse Estande demonstravam alguns equipamentos utilizados pelo exército, principalmente na área da comunicação. Tinham algumas maquetes de aviões utilizados por eles e até um jogo interativo que era utilizado para treinar os soldados. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Ao sair dali, dei de cara com essas belezinhas: Não acreditei nos meus olhos, eram realmente vários veículos de guerra do exército e ainda era possível entrar neles. Abaixo estou colocando as fotos de alguns dos que achei mais legais: E o campeão dos veículos de guerra: Esse realmente saiu um arco-íris da minha boca quando o vi: Eis aí a prova de que realmente a gente podia entrar neles: E finalmente, o meu preferido. O Caveirão da Polícia Militar: Poder entrar num Caveirão utilizado pelo BOPE ( Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar) e ainda segurar um escudo a prova de bala e um cassetete que se acertar alguém a pessoa vai sentir dor intensa por uns 2 ou 3 dias seguidos ... não tem preço!!! Pra quem curte da área militar segue-se algumas explicações sobre esse veículo (Caveirão): https://pt.wikipedia.org/wiki/Caveirão http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-funciona-o-caveirao Pertinho dali estava o Estande da Marinha, que aproveitei para dar uma boa conferida: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Estande da Marinha Brasileira: Aqui possuíam algumas maquetes de veículos usados pela marinha, como barcos, navios e até um submarino, além disso também haviam diversas coisas citando sobre a vida marinha. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Mas o que achei mais legal foi poder subir nesse veículo: Apesar de se parecer com uma lancha, na verdade isso é um veículo que anda sobre o gelo. Pra quem não sabe, o Brasil possui uma base na Antártica, então esse veículo não chega a ser tão desnecessário assim para nós! [E para ficar mais curioso ainda essa base pegou fogo uma vez!]. Quem tiver interesse pode se aprofundar no assunto lendo o link abaixo: http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/ciencia-brasileira-ressurge-na-antartida/ E pra fechar a Marinha com chave de ouro deixei outro link que fala um pouco do que a Marinha Brasileira possui: http://noticias.r7.com/brasil/fotos/marinha-do-brasil-tem-porta-avioes-submarino-e-ate-tanque-de-guerra-que-vira-barco-20120905.html E aproveitando a deixa, visitei o... - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Estande da Força Aérea Brasileira: Aqui disponibilizaram maquetes de robôs com materiais recicláveis e tinham até um Simulador de Gravidade Zero. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Pra se ter uma ideia um pouco melhor de como foi o Estande da Aeronáutica e da abertura da SNCT é melhor visualizar o vídeo abaixo: Abaixo o Simulador de Gravidade: Apesar de eu não ter podido apreciar o estande deles com calma e não ter conseguido entrar nessa máquina [afinal, estava no horário de almoço e dei uma passada bem corrida pelos lugares], estou colocando o vídeo abaixo para que entendam melhor como o Simulador de Gravidade funciona: Terminado o meu período de almoço, continuei a trabalhar normalmente na CAPES. Nessa feira haviam alguns momentos em que ela enchia muito de pessoas e outras em que ficava mais vazia, algo que foi ocorrendo durante toda a semana. Em certas horas realmente tivemos grandes picos, mas a organização do evento foi bem eficiente e agendou a maior parte das escolas de modo que raramente a feira ficava muito sobrecarregada. Portanto, apesar de termos trabalhado bastante ainda deu para perceber bastante do evento. Em um dos momentos que nosso estande estava mais vazio aproveitei e fui conferir o estande dos nossos vizinhos, a SAGA, que estava bem em nossa frente e direto também ficava cheio de gente. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Estande da SAGA: É uma escola de games, arte digital e computação gráfica. Durante toda a feira deixaram diversos jogos à disposição dos visitantes para que pudessem jogar a vontade. Percebi alguns jogos como Mario Kart, Naruto e outros que não sei o nome de cabeça e direto passavam algum filme que tinha algo a ver com ciência, espaço, aventura ou tecnologia. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Eles também faziam manipulação digital nas fotos de pessoas famosas [o que não chamava muito a atenção do pessoal] ou dos próprios visitantes [nessas horas lá realmente enchia de gente]. Dá para se tirar fotos mais ou menos assim: Infelizmente um dos experimentos que trouxeram não funcionou, acredito que servia para fazer algo relacionado a realidade aumentada. Outro que consegui visitar nesse dia foi o Estande do Espaço Virtual de Desenvolvimento Social, que não gostei muito, pois não entendi como ele funcionava e não vi absolutamente nada lá além de banquinhos vazios e propagandas no teto. Entrei achando que era um planetário e não vi o que queria, então saí dali rapidamente. Nesse dia trabalhamos bastante, até aproximadamente o início da noite. Então fechamos a exposição do Museu Itinerante e aguardamos a chegada do táxi para voltar ao hotel [em Brasília - ao menos enquanto estávamos aqui - se você chamar um carro pelo telefone do Sistema de Táxis consegue um desconto de 20%, mas tem que ficar de olho porque alguns taxistas omitem isso ou então inventam taxas - por exemplo, quando se guarda alguma mala no bagageiro do táxi alguns cobravam um adicional]. Como o Táxi estava demorando muito aproveitei para comer um cachorro-quente. Após muita espera pegamos nossos táxis e fomos até o hotel. Lá banhei, descansei um pouco e fui a pé até o Brasília Shopping para procurar alguma lembrancinha de Brasília [Sou um colecionar nato de Souvenir de Viagens e acho muito legal levar ao menos uma lembrancinha de cada cidade que consigo visitar] e andei por todo shopping, mas não tive sucesso, tinha procurado no lugar errado. Pelo menos deu para ver de relance que o Dr. Dráusio Varela estava dando palestra nesse shopping. Saindo dali segui a pé até outro shopping, o Shopping Conjunto Nacional, que também era muito amplo e tinha de tudo, exceto o souvenir que eu procurava. Novamente não tive sorte, então tive que adiar minha procura do souvenir para outro dia. Depois disso voltei a pé para o Bittar Inn, onde me pus a dormir até o outro dia para preparar o corpo para outro dia da SNCT de Brasília. DIA 03 - Terça [14 de Outubro de 2014] Acordei cedo e fui lanchar no refeitório do hotel. Me uni ao resto do pessoal e esperamos os táxis chegarem. Dali peguei um táxi junto a mais três pessoas do Museu Itinerante e fomos novamente para o Pavilhão de Exposições de Brasília, para outro dia da SNCT. Ao chegar voltei a trabalhar no nosso estande até perto da hora do almoço [Ralei pacas porque toda hora chegava alguém, nem deu pra passear pela feira direito na parte da manhã]. Esse experimento em que há a bola é bem legal, chama-se Tubo de Bernoulli e serve para explicar um pouco o porquê de como um objeto tão pesado [como o avião, por exemplo], se mantém voando no céu. Quando se aproximava da hora do almoço normalmente o movimento caía bastante [porque além do público em geral recebíamos dezenas de escolas por dia]. Assim, quando esvaziou aproveitei para dar uma passada em um estande próximo de nós, o da Galois. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Estande da Galois: Acredito que se pronuncia Galoá. É um dos melhores colégios de Brasília. Ali eles demonstravam diversos experimentos, sempre usando objetos comuns e ainda assim mostravam que seus experimentos eram super interessantes! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Testei alguns como a cama de pregos, que realmente não machuca, muito legal! [Explicação científica simples: quanto maior a área menor a pressão, como estão dispostos centenas de pregos de forma uniforme, isso resulta numa grande área e faz com que não se machuque a pessoa que deita nessa cama de pregos] Em outra vi testarem algumas propriedades do magnetismo, resultando em um efeito visual bem interessante: Até fogo usaram em um dos experimentos, na foto abaixo vê-se um palito sendo queimado por um maçarico: Em uma das experiências, eles esfregavam um balão em algum lugar para gerar eletricidade estática e depois de aproximar uma latinha. Assim a mesma era atraída pelo balão por um tempo. Experiência bem simples e que pode ser feita em um trabalho escolar, por exemplo. Em alguns momentos colocarei vídeos que estarão espalhados pelos diversos dias da feira, dessa forma se poderá ter uma explicitação melhor de como foi a SNCT desse ano. Voltei a trabalhar no nosso estande até que chegou a hora do meu turno do almoço. Procurei um lugar diferente porque detesto comida a quilo e tinha comido pouco no dia anterior, então resolvi almoçar numa barraquinha do lado de fora da feira mesmo. Paguei apenas R$ 10,00 e a comida estava simples, mas gostosa! Como ainda tinha algum tempo sobrando, resolvi andar mais um pouco e visitei mais alguns estandes. E entrei no da Fiocruz, da Fundação Oswaldo Cruz. Apenas vi de relance porque estava bem vazio na hora e os guias não me explicaram nada [o foco deles era o público infanto-juvenil e eu já estou bem grandinho!]. Então acabou que não pude perceber a profundidade da coisa. Me esclareci totalmente quando assisti ao vídeo abaixo [depois que cheguei em casa e comecei a editar esse relato], que explica como funciona o estande da Fiocruz: - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Estande da Fiocruz: Possuem como objetivo promover a saúde e o desenvolvimento social, gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico, ser um agente de cidadania. Nessa feira o objetivo deles era ensinar às crianças um pouco de como é o corpo humano por dentro. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - O que fiquei mais curioso e não entendi na hora foi esse aqui [quem viu o vídeo acima saberá na hora que se trata do Nariz Gigante!]: Outro que dei uma passada super rápida foi o da ABIPTI . Só entrei tirei algumas fotos e fui embora - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Estande da ABIPTI: Essa é a sgla para Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação. O foco deles nessa feira era a previsão de tempo e estudos climáticos. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Outro que visitei foi o da FBX [Fundação Brasileira de Xadrez] e até arrisquei jogar com um dos feras que estava lá. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Estande da FBX: Aqui o foto era ensinar e divertir o público com esse jogo tão inteligente e interessante: O Xadrez. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Ao jogar com esse fera... fui massacrado, é claro! Em um dos dias que estava indo [ou voltando] do almoço vi crianças jogando num tabuleiro gigante, pra quem gosta de xadrez deve ser algo muito emocionante! E no caminho de volta entrei no último estande que pude visitar durante o meu horário de almoço. O do SESC. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Estande do SESC: Mantido pelos empresários do comércio de bens, turismo e serviços, o Serviço Social de Comércio (SESC) é uma entidade privada que tem como objetivo proporcionar o bem estar e qualidade de vida aos trabalhadores deste setor e sua família. O SESC está presente em todos os Estados brasileiros e promove ações no campo da educação, saúde, cultura, lazer e assistência. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Nesse estande havia dezenas de coisas interessantes, separadas nas mais diversas áreas, como ciência, eletricidade, avanços da tecnologia [mostrados de forma cronológica], áreas sociais e doenças do corpo humano. Eu apenas me limitei a tirar fotos porque deveria voltar rápido ao estande da CAPES, mas para quem pôde ir com tempo, tenho certeza que gostou de dar uma passada pelo estande do SESC. Porém, de todas as fotos que tirei os meus preferidos foram esses aqui [os vírus, super fofinhos! - Dá até vontade de levar pra casa, mas não aconselho porque os vírus trazem doenças!] Terminada a hora do almoço voltei ao nosso estande e continuei a trabalhar normalmente. Teve horas que encheu um bocado nesse dia. Mesmo alguns experimentos do Museu Itinerante que não costumam ter muitas pessoas estavam cheios! Entretanto ainda achei essa terça-feira bem calma, porque apesar de muitos momentos de pico, sempre estava suportável e em um dos momentos que a CAPES estava mais vazia consegui até dar uma conferida no estande da Mostra Leonardo Da Vinci. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Mostra Leonardo Da Vinci: Aqui, na Exposição maravilhas mecânicas de Leonardo Da Vinci, o visitante fez um passeio por todo o caráter inventivo do renascentista (1452 a 1519), onde foram expostas invenções como uma ponte móvel, churrasqueira automática, para-quedas, dentre outras. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Abaixo estou colocando algumas das invenções que achei mais interessantes: Ele era realmente um gênio e inventou muitas coisas legais, abaixo deixei um link para quem quiser ler um resumo sobre a história de sua vida: E agora um vídeo para explicitar a Mostra do Leonardo Da Vinci com chave de ouro: Voltei ao estande da CAPES novamente e continuei a trabalhar. De tarde o caminhão do Museu Itinerante também foi aberto e começou a receber os visitantes da feira. [Não foi possível abrir o Caminhão antes porque um dos eletricistas do evento cometeu um erro na hora de ligar um dos fios no caminhão e isso fez com que todos os Ar-Condicionados queimassem. Então, para resolver o problema tiveram de trocar todos os Ar-Condicionados, o que demandou certo tempo]. Aproveitando a deixa, chegou a hora de explicar um pouco de como é o caminhão do Museu por dentro: Sala do Útero: Simula o útero materno, possui um vídeo que mostra o passo a passo da gravidez e todo o envolto desta sala é feito com um material espumoso, que tenta imitar o útero de uma mãe. Essa sala ainda conta com uma cadeira que tenta imitar um pouco os barulhos que o bebê ouve dentro do útero. Sala dos Sentidos: Faz com que as pessoas utilizem alguns dos sentidos humanos, como a visão, o tato e a audição, fazendo com que elas tenham uma visão geral sobre isso. [Essa sala é ainda mais especial para àqueles que possuem alguma limitação maior. Uma vez vi um cego entrar nessa sala e a reação dele foi algo único de se ver!] Sala dos Biomas: Ensina um pouco como são alguns dos principais biomas: o cerrado, a Floresta Tropical e a Antártica. O que acho legal dela é que em cada sala há uma luminosidade diferente, representando a intensidade da intensidade do sol no respectivo bioma. O ar condicionado do bioma da Antártica é mais potente e ali os visitantes realmente sentem frio. Se tiver vontade de conhecer cada um deles, veja os vídeos abaixo: Cerrado: Floresta Tropical: Antártica: Sala 3D: Nessa sala se experimenta a tecnologia 3D numa viagem ao fundo do mar para explorar o ambiente marinho e entender um pouco sobre a importância do equilíbrio desse ecossistema para a vida humana na Terra. Sala do Submarino: Essa sala tenta imitar um submarino, mostrando um pouco de como são as criaturas de 2.000 a 6.000 metros de profundidade, a chamada zona abissal, uma das partes mais inexploradas do mar já explorada pelo homem e que possui capacidades peculiares e animais diferentes de tudo o que estamos acostumados a ver. O programa usado pelo Museu Itinerante é bem simplesinho e também um pouco interativo [mas infelizmente esqueci de tirar as fotos], então - Para que conheça um pouco melhor as criaturas do fundo do mar, que tal ver um dos dois vídeos abaixo? - Seres Abissais: - Top 10 as mais incríveis criaturas abissais: Sala do Google Maps (ou Sala das Cidades): Nessa sala o visitante deve tentar descobrir alguns lugares que são bem conhecidos, seja no Brasil ou pelo Mundo. Terminada a visitação do caminhão os visitantes descem pela outra escada e voltam para a feira. Abaixo coloquei um vídeo que explica mais um pouco sobre o caminhão do Museu Itinerante e também alguns de seus experimentos externos: No início da noite, quando já estava encerrando o evento pudemos apreciar um lanche de luxo oferecido pela organização da SNCT, com direito a camarão e outras coisas que nunca comi na vida. Brasília realmente está em outro nível! Mas o mais legal foi ver esse robô interagindo com a gente e com os outros convidados. Show de Bola! Com tudo finalizado, aguardamos nossos táxis novamente e fomos embora até perto do Bittar Inn. Mas ao invés de descer do táxi, continuei mais um pouco junto ao motorista para darmos uma passada rápida ao centro do poder de Brasília. O taxista foi bem gente boa e deixou a gente parar aos poucos e tirar fotos, até que descemos em frente a Praça dos Três Poderes. Dali andamos um pouco e tiramos algumas fotos, mas ficamos pouco tempo porque meu colega estava muito cansado e assim resolvemos ir embora e descansar para outro dia da SNCT. [Notas: Tentamos pegar um coletivo pra voltar mas desistimos porque não aparecia de jeito nenhum, acho que o forte de Brasília são os táxis mesmo, e não os coletivos!] Coloquei poucas fotos porque voltei a esse mesmo lugar com mais calma no sábado, onde andei por boa parte do centro de poder de Brasília e tirei várias fotos. Quando chegar nesse dia explicarei cada construção mais detalhadamente. A qualidade das fotos está péssima porque minha câmera não é muito boa para tirar fotos à noite e o flash estava ligado. Não sabia que isso atrapalhava na qualidade das fotos. Felizmente consegui descobrir esse problema a tempo! Continue acompanhando, pois ainda faltam mais duas partes.
  14. Em maio, surgiu a oportunidade de ajudar o Museu Itinerante da UFMG, que estaria em Conselheiro Lafaiete (MG) entre os dias 11 e 15/05/2014. Confira agora como foram os meus dias durante esse evento. Caso queira acompanhar diretamente pelo blog clique no link abaixo: http://tudorocha.blogspot.com/2015/08/museu-itinerante-em-conselheiro.html - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Museu Itinerante da UFMG Esse museu possui uma unidade móvel, um Caminhão, que vai de cidade em cidade e expõe seus experimentos externos [que são levados dentro do caminhão e descarregados no local do evento] e internos [o caminhão é adaptado em seis salas ambientes: Sala do Útero, Sala dos Sentidos, Sala dos Biomas, Sala de Projeção 3D, Sala do Submarino e Sala das Cidades]. A ideia desse museu é apresentar uma proposta inovadora para o Brasil, interagindo com pessoas de diversas regiões do Brasil e trazendo conhecimento científico e cultural para toda a família, em especial às crianças. A entrada é sempre gratuita, então não haverá nenhum custo. Já passou por diversas cidades mineiras, como Teófilo Otoni, Uberlândia, Ituitaba, Ouro Branco, e também de outros Estados, como Recife (PE), Rio Branco (AC) e outras que não sei citar de cabeça. Fonte: http://museu.cp.ufmg.br/index.php?optio ... icle&id=71 "Como gosto muito de viajar e conhecer novos lugares, achei essa oportunidade perfeita para conhecer uma cidade que jamais imaginei que iria colocar os meus pés! Afinal, uma das formas de conhecer novos lugares é viajar trabalhando, em suma, Ossos do Ofício!" Achei o povo de lá muito acolhedor, incrivelmente educado e percebi que os organizadores da cidade foram muito compromissados com o evento, por isso não tivemos nenhum problema relevante durante todo o tempo que ficamos hospedados em Conselheiro Lafaiete. Primeiramente estarei explicitando um pouco sobre a cidade, e em seguida estarei contando como foi minha visita a trabalho a essa cidade. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Conhecendo Conselheiro Lafaiete Conselheiro Lafaiete é um município mineiro com localização estratégica, fica a poucos quilômetros dos centros consumidores do Sudeste e próximo dos corredores de exportação de Santos (SP), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ). Se encontra à 96 km de distância de Belo Horizonte e possui pouco mais de 120 mil habitantes, o que o torna o 22º município mais populoso do estado. O comércio da cidade é referência nacional, já tendo sido destacado pela Revista Veja. A cidade conta com um grande comércio local além de filiais das maiores redes do país, como Casas Bahia, Ponto Frio, Ricardo Eletro, Magazine Luíza, Pernambucanas, Apolo Moveis, Itapuã, Bob's, Subway, Carmen Steffans, Spatiffilus, Arezzo e muitas outras. Há ainda um projeto de implantação de um Mega Shopping Center na cidade. [Quando fui até lá ainda não tinham inaugurado esse Shopping e não sei dizer ao certo se ele saiu do papel ou não] Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselheir ... 3.ADtrofes Algo muito curioso é que quase não consegui avistar coletivos enquanto estive por lá. Acredito que isso ocorreu principalmente pelo nosso horário de trabalho e os lugares em que estávamos estava longe das linhas de ônibus, mas nunca vi tantos carros em uma única cidade em toda minha vida. Quem é de fora e vai até lá tem a impressão que cada habitante de Conselheiro Lafaiete possui carro próprio. Por ser um pólo econômico, acaba que a cidade é bem estruturada para o Turismo de Negócios. Se não possuir carro e estiver vindo de Belo Horizonte, basta pegar um Ônibus na Rodoviária de BH e em aproximadamente 1:50h você chegará a Conselheiro Lafaiete. Um dos Pontos Turísticos mais interessantes é a Praça do Cristo. Esse espaço conta com pistas de skate, cooper, 2 quiosques, playground infantil, área de musculação, quadra de areia, concha acústica para apresentações culturais e um vagão doado pela Rede Ferroviária Federal, e também com um monumento do Cristo Redentor, com altura de 29 metros, que pode ser visto por vários ângulos da cidade. Fonte: http://conselheirolafaiete.mg.gov.br/portal/ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - DIA 01 - Domingo [11 de Maio de 2014] Tive uma manhã normal na minha casa, almocei e pouco depois do almoço peguei um coletivo até o metrô, e de lá outro ônibus até a UFMG. Acabou que cheguei muito cedo e fiquei esperando o motorista por mais de 2 horas. De tarde o Motorista chegou, então ajudei ele a manobrar o caminhão e após uma série de manobras conseguimos chegar na portaria da UFMG, e a partir da avenida seguimos viagem rumo a Conselheiro Lafaeite. A estrada que liga Belo Horizonte a Conselheiro Lafaiete é muito bem pavimentada e com exceção dos trancos que a gente sentia na cabine de vez em quando [devido ao grande peso das coisas que ficam dentro do próprio caminhão] não tivemos nenhum problema e seguimos normalmente, até chegar próximo do destino. O Percurso de Ônibus de Viagem a partir da Rodoviária de BH até Conselheiro Lafaiete costuma durar cerca de 1:50h, mas como viemos da região da Pampulha e o caminhão é mais lento do que um ônibus, demoramos cerca de 3 horas para chegar até lá. Quando chegamos no centro da cidade já havia uma viatura da Guarda Municipal nos esperando. A partir dali eles nos guiaram e ajudaram na escolta por dentro da cidade, o caminho exigiu muita habilidade do motorista porque tivemos de subir por morros, realizar diversas curvas e caminhar por ruas bem estreitas. Somente nesse processo ficamos do final da tarde até parte da noite, até que chegamos perto da Praça do Cristo [local onde ocorreria o evento], e mesmo assim foi trabalhoso porque um dos fios do poste estava praticamente encostando no caminhão. Depois de toda labuta paramos na praça e ajudei o caminhoneiro [chamado por nós de Carlinhos] a nivelar o caminhão no solo. Esse processo é feito porque nem sempre o terreno é totalmente plano e fazendo isso a gente consegue consertar o desnível do caminhão [que precisa ficar totalmente nivelado para fazer com que o sistema hidráulico funcione]. Ali fomos recepcionados pelos organizadores do evento, que foram bem educados e gentis conosco. Uma das organizadoras, que acredito se chamar Márcia [não tenho certeza do nome dela, mas a chamarei de Márcia para facilitar no relato] ainda ofereceu carona e nos levou até o hotel que ficaríamos hospedados. O Hotel Lafaiete. O Hotel possuía uma estrutura super simples, mas confortável. Jantamos no Restaurante Sobrado, que tem a comida muito gostosa, mas acho que oferece comida demais para os clientes. Em nenhum dia conseguimos comer tudo, mesmo pedindo várias vezes para diminuir na quantidade de comida que nos ofereciam. Então voltamos para o Hotel Lafaiete e descansamos até o outro dia. DIA 02 - Segunda-feira [12 de Maio de 2014] Acordamos cedo e comemos alguns biscoitos, a refeição desse Hotel era bem pobrezinha, então mal deu para matar a fome. Após esperarmos um pouco, pegamos uma carona com a Márcia [uma das organizadoras do evento] que nos levou até a Praça do Cristo. Ao chegar na praça recebemos alguns funcionários da prefeitura [eletricista, carregadores, montadores da tenda] e também os outros funcionários do Museu Itinerante, que vieram de van com outro motorista. Enquanto o pessoal da prefeitura montava a tenda onde ficariam abrigados os experimentos externos do Museu Itinerante, eu e o pessoal do Museu ajudamos a descarregar os experimentos do caminhão e montá-los em seu devido lugar. Dá muito trabalho porque tem alguns experimentos que são muito pesados ou difíceis de carregar, sem contar que tudo é bem frágil. Em algum momento, pude subir no alto do Cristo e dali tive a vista 360º de Conselheiro Lafaiete: Também já dava para ver a tenda começando a tomar a sua devida forma e onde o caminhão do museu ficou estacionado: E claro, o Cristo de Conselheiro Lafaeite: Mesmo assim ainda faltava muito serviço pela frente, então aproveitamos a van e almoçamos no restaurante Sobrado, descansamos um pouco e voltamos ao trabalho. Como agora a tenda já estava praticamente pronta [faltando apenas alguns pequenos ajustes, mas pelo menos com todo o espaço delimitado], dava para organizar os experimentos por todo esse local. Trabalhamos muito na Praça do Cristo e só terminamos tudo mesmo no início da noite, onde passamos a fita zebrada e fechamos o local. A partir desse momento seria a guarda municipal que tomaria conta de tudo. O resto do pessoal foi descansar, mas eu e o motorista andamos pela cidade a procura de uma loja elétrica para arrumar um material que seria necessário. Algo que notei por aqui é que as lojas costumam ser bem estreitas, mas extremamente compridas. Então voltamos ao Hotel Lafaiete novamente, cheguei até a ajudar alguém da chefia com as malas, mas ela ficou muito insatisfeita com a qualidade do kotel [o quarto que eu fiquei com o motorista, que era triplo, estava perfeito, mas o dela realmente estava cheirando a água sanitária, e uma das funcionárias foi deitar na cama e a mesma quebrou com ela]. Devido a isto nos encaminhamos para o Hotel Rhuds, que era bem melhor se comparado ao Hotel Lafaiete. Jantamos no Restaurante Sobrado [como o Museu Itinerante é um órgão do governo, acaba que faz tudo por licitação, por isso tivemos que comer no mesmo restaurante em quase todos os dias]. Voltamos para o Hotel Rhuds e descansamos, pois no próximo dia as exposições estariam abertas para o público. DIA 03 - Terça-feira [13 de Maio de 2014] Depois de acordar, lanchamos no próprio hotel, dessa vez o lanche estava bem mais atraente! E dali seguimos até a Praça do Cristo para outro dia de trabalho, dessa vez atenderíamos o público da cidade, que consistia basicamente de estudantes oriundos de diversos pontos de Conselheiro Lafaiete [eles foram o maior público alvo do evento e sempre vinham de ônibus escolar], transeuntes e frequentadores dessa praça. Assim que romperam as fitas zebradas da entrada começamos a trabalhar. Mesmo cedo já estávamos recebendo muitos visitantes. Abaixo citarei dois experimentos que são muito interessantes: Caixa Tátil: Aqui o visitante devia "enfiar" sua mão dentro da caixa e tentar descobrir o que havia ali através da textura do material. Como os olhos não estão vendo a pessoa fica mais sensibilizada ao toque e a sensação varia bastante de acordo com o material que está lá dentro, é bem legal! Tubo de Bernouli: Esse é um dos meus preferidos. Quando ligamos o tubo de vento e colocamos a bola ela flutua e não cai devido há algumas leis da física, entretanto, mesmo se inclinar bastante o tubo a bola ainda não cairá, esse experimento serve para explicar porque um objeto mais pesado do que o ar consegue voar. Mas o legal mesmo é ver a reação das crianças e também das pessoas mais velhas ao presenciar o que acontece na hora! Os Organizadores não brincaram na hora de chamar os estudantes para o evento, tinha horas que a exposição ficava até mais cheia do que isso: Quando aproximou de meio dia a exposição ficou fechada temporariamente para podermos almoçar, pegamos a Van que estava estacionada na praça e almoçamos no Restaurante Sobrado [de novo! :O]. E continuamos com as exposições do Museu Itinerante. Como tivemos serviço demais e não parava de chegar mais visitantes, eu emprestava minha câmera para algum funcionário que estivesse livre no momento, algum organizador do evento ou outro indivíduo que pudesse nos ajudar. Mas acho que a pessoa que tirava as fotos de mim era um mestre em acertar os piores ângulos possíveis! O Museu Itinerante dividiu os funcionários e mediadores da cidade [pessoas que os organizadores do evento escolheram para nos ajudar, a maioria do pessoal de Conselheiro Lafaiete era especializado na área da saúde]. Então eu fiquei ajudando mais no Tubo de Bernouli [foto acima] e no Globo de Plasma [foto abaixo]: Esse globo de plasma também é bem interessante: Serve para explicar um pouco de como é o comportamento do "Plasma", nesse caso as partículas dos elétrons ficam procurando um lugar para sair mas não conseguem porque tem gás dentro desse globo. Quando alguém põe a ponta dos dedos verá um feixe de eletricidade indo em direção ao dedo porque os elétrons tendem a seguir pelo caminho mais curto. O efeito visual é bem interessante e o pessoal de Conselheiro Lafaiete gostou muito desse experimento. Continuamos com as exposições do Museu Itinerante até por volta das 19:00h. Ali as autoridades maiores da cidade e a Diretora do Museu Itinerante realizaram a abertura oficial e as "solenidades" do evento. Não gostei da atitude da TV Lafaiete, acho que eles agiram de forma totalmente politizada, apenas filmaram essas solenidades sem sequer preocupar com o evento que estava acontecendo na cidade, então não consegui achar sequer um único vídeo da vinda do Museu Itinerante para Conselheiro Lafaiete na internet. Mas nosso trabalho ainda não tinha acabado - ainda continuamos por pouco mais de 1 hora antes de fechar o evento. Finalmente finalizamos nosso trabalho naquele dia! O pessoal que estava dentro do caminhão do Museu também trabalhou a todo vapor enquanto estávamos nas exposições externas, deram até um bom sorriso de missão concluída! [Explicarei mais sobre a parte de dentro do caminhão no dia posterior] Após isso eu e algumas pessoas fomos de van até o Restaurante Sobrado para jantar [a comida já estava até começando a perder o brilho, independentemente de ser boa ou não, comer sempre no mesmo lugar acaba sendo um pouco cansativo], já outros funcionários foram direto para o hotel porque estavam cansados demais desse dia de trabalho. Terminado tudo, descansamos e nos preparamos para outro dia de exposições. DIA 04 - Quarta-feira [14 de Maio de 2014] Nesse dia acordamos mais cedo porque o evento abriria cedo, então almoçamos e seguimos de van até a Praça do Cristo. Lá começamos a trabalhar e receber os visitantes da quarta-feira. O carro-chefe do Museu Itinerante é o seu caminhão equipado em 6 salas ambientes: Sala do Útero, Sala dos Sentidos, Sala dos Biomas, Sala de Projeção 3D, Sala do Submarino e Sala das Cidades. Abaixo estarei mostrando como é cada uma das salas por dentro: Sala do Útero: Simula o útero materno, possui um vídeo que mostra o passo a passo da gravidez e todo o envolto desta sala é feito com um material espumoso, que tenta imitar o útero de uma mãe. Essa sala ainda conta com uma cadeira que tenta imitar um pouco os barulhos que o bebê ouve dentro do útero. Sala dos Sentidos: Faz com que as pessoas utilizem alguns dos sentidos humanos, como a visão, o tato e a audição, fazendo com que elas tenham uma visão geral sobre isso. Se você olhar fixamente para a parede terá o efeito visual de que os círculos estão se movimentando. Sala dos Biomas: Ensina um pouco como são alguns dos principais biomas: o cerrado, a Floresta Tropical e a Antártica. O que acho legal dela é que em cada sala há uma luminosidade diferente, representando a intensidade da luz do sol no respectivo bioma. O ar condicionado do Bioma da Antártica é mais potente e ali os visitantes realmente sentem frio. Se tiver vontade de conhecer cada um deles veja o vídeo abaixo: O Cerrado: A Floresta Tropical: A Antártica: Sala 3D: Nessa sala se experimenta a tecnologia 3D numa viagem ao fundo do mar para explorar o ambiente marinho e entender um pouco sobre a importância do equilíbrio desse ecossistema para a vida humana na Terra. O visitante usa óculos 3D para enxergar as imagens do vídeo de modo mais dinâmico. Sala do Submarino: Essa sala tenta imitar um submarino, mostrando um pouco de como são as criaturas de 2.000 a 6.000 metros de profundidade, a chamada zona abissal, uma das partes mais inexploradas do mar já explorada pelo homem e que possui capacidades peculiares e animais diferentes de tudo o que estamos acostumados a ver. [Pessoalmente não gosto muito dessa sala porque acho bem difícil de prender a atenção dos visitantes e o programa usado nela é meio fraquinho, parecendo mais um joguinho 3D. A tela é interativa e você pode chamar os bichos tocando na tela, mas nunca dou sorte e os mais legais quase sempre vão embora antes de chegar os visitantes, o que me frusta um pouco. Se passassem o vídeo de divulgação no lugar desse joguinho ia ficar muito mais interessante e a experiência seria inesquecível de se ver] Se quiser entender um pouco mais sobre as criaturas das profundezas do oceano, sugiro que assista aos vídeos abaixo: Seres Abissais: Top 10 as mais incríveis criaturas abissais: Sala do Google Maps (ou Sala das Cidades): Nessa sala o visitante deve tentar descobrir alguns lugares que são bem conhecidos, seja no Brasil ou pelo Mundo. Obs.: Muitas vezes o programa acaba não carregando tudo porque na maioria dos lugares brasileiros a conexão Wi fi não costuma ser muito boa. Em todos os dias a fila para visitar o caminhão do Museu Itinerante ficou bem cheia, mas tinha horas que ela realmente ficava enorme! Nessa quarta o evento realmente lotou, mal dava tempo para respirar, trabalhamos tanto que tivemos de nos dividir em dois grupos para almoçar no Restaurante Sobrado. Eu já não estava aguentando mais olhar para a comida deles, não tenho nada contra o restaurante, mas parece que eles variam o cardápio semanalmente e como estava almoçando e jantando todos os dias no mesmo lugar desde o domingo, isso fez com que enjoasse da comida de lá mais rapidamente. Até que vi um caldo preto diferente e resolvi colocar na comida. Nussa! A comida que aos meus olhos antes não estava interessante de repente ficou gostosa demais! Dali tivemos que pegar um táxi porque o motorista dessa vez não pôde almoçar conosco e já estava levando o segundo grupo para almoçar. Trabalhamos até o final da tarde e finalizamos outro dia de exposições. A Guarda Municipal cuidava da segurança e ficava vigiando tudo sempre que terminávamos de trabalhar. Voltamos de van para o Hotel Rhuds e descansamos. À noite, não só eu como alguns dos meus colegas que também estavam cansados de comer no mesmo lugar resolvemos ir em outro restaurante e elegemos o Nova Geração Pizzaria, que possui um espaço muito amplo, mas com a comida realmente gostosa. Cada um escolheu o que queria e eu resolvi jantar um caldo de feijão, que estava porreta! Ao voltar eu também comprei um bolo na Confeitaria Marshmallow [próximo da rodoviária], mas só comi quando cheguei no hotel. Descansamos e nos preparamos para nosso último dia em Conselheiro Lafaiete. DIA 05 - Quinta-feira [15 de Maio de 2014] Nesse dia levantamos bem cedo, lanchamos e seguimos de Van para o nosso último dia de exposições em Conselheiro Lafaeite. Trabalhamos demais porque o Museu Itinerante realmente estava abarrotado de visitantes, tanto nas exposições externas quanto dentro do caminhão, que estava com filas realmente imensas. Como não parava de chegar mais e mais visitantes sequer tivemos tempo de almoçar no Restaurante Sobrado. Então na hora do almoço, simplesmente entramos na van que estava parada em algum ponto da Praça do Cristo e comemos um marmitex providenciado pela Organização do Evento [tinha muita comida também e mal dava para comer tudo]. E já voltamos a trabalhar. Algo que acho bem interessante no Museu Itinerante são os cartazes espalhados por toda a área do evento. Eles são feitos de forma que cause uma ilusão óptica na pessoa. No de cima temos a impressão de que as linhas estão tortas, o que não é a realidade. e no de baixo todos os círculos na verdade são do mesmo tamanho. Outra coisa bem interessante são as caricaturas dos inventores, acredito que boa parte de nós [inclusive eu] não sabe quem são todos eles. Quando estava para dar as 17:00h, os funcionários do Museu isolaram a entrada e ali fomos atendendo todos os visitantes restantes até o último. Assim, nos despedimos dos organizadores do evento, entreguei as cópias das fotos que tinha para a Márcia e começamos a desmontar as coisas para colocá-las de volta no caminhão. Na montagem, os carregadores do evento tinham pisado na bola porque fizeram o horário de almoço exatamente no horário que mais tivemos de trabalhar, mas desse vez acertaram o passo e nos ajudaram direitinho, o que quebrou bastante nosso galho! Eu, o motorista, os carregadores e os outros homens costumávamos pegar mais as coisas mais pesadas, enquanto o resto das meninas ia ajudando nos experimentos mais leves, e pouco a pouco colocamos as coisas de volta no caminhão. Até que de noite chegou a van com o outro motorista e buscou o resto dos funcionários do Museu, com exceção de mim e do Carlinhos [o motorista do caminhão]. Se você se pergunta como aquele tanto de coisas que vocês viram nos experimentos vão dentro do caminhão, as fotos abaixo poderão esclarecer um pouco a sua dúvida. Cada experimento externo tem a sua devida caixa, e depois de colocada no caminhão elas são amarradas com uma corda e finalmente presas em alguns ganchinhos que estão em posições estratégicas, por isso a carga não se move. Já experimentos com formatos mais diferenciados, como a Orelha Gigante ou o Coração Gigante por exemplo, são envoltos em tapume e depois amarrados da mesma forma que fizemos abaixo. Nós dois continuamos guardando as coisas que restavam, fechamos as portas e só faltava agora a rampa lateral do caminhão para seguir viagem ... mas ... A maledita emperrou de vez! A danada da rampa só subia um pouco e não fechava de jeito nenhum, por mais que o Carlinhos tentasse não dava em nada. O sistema do caminhão é totalmente hidráulico e por isso é difícil de encontrar uma solução quando acontece algum problema. O motorista tentou ajuda do eletricista, pediu dicas de conhecidos experientes e nada disso adiantou, por mais que tentássemos nada dava certo. Até que no final da noite, quando estávamos quase desistindo, ele rezou para algum santo [infelizmente não sei dizer qual era] e dessa vez deu certo e a tampa realmente fechou. Com isso, partimos dali. A Guarda Municipal de Conselheiro Lafaiete escoltou o caminhão e o guiou pelo centro da cidade e após o motorista mostrar toda a sua habilidade e peripécia manobrando por aqui e ali conseguimos chegar em uma avenida, então ele agradeceu os guardas e seguimos nossa viagem de volta. DIA 06 [Extra] - Sexta-feira [16 de Maio de 2014] Nossa estadia por Conselheiro Lafaiete tinha acabado, mas o caminho ainda não, por isso continuamos nossa viagem de volta pela madrugada e acabou que convenci o Carlinhos a não darmos nenhuma parada para descanso [grande falha da minha parte, pensei com o bolso e meu interesse mesmo era não ter de pagar uma diária adicional] e após pouco mais de três horas de viagem chegamos em Belo Horizonte e finalmente na portaria da UFMG. Nos identificamos ao vigia e entramos na universidade e novamente o Carlinhos teve de usar toda a sua habilidade para manobrar ali por dentro, até paramos próximos do estacionamento. Ele dormiu na parte de trás da sua cabine, num colchão, e eu dormi no próprio banco da cabine porque não havia nenhum outro lugar que dava para dormir. Tirando um grilo que estava cantando bastante, o frio que fazia e a falta de conforto que eu estava não tive nenhum problema maior, até que dormi. Acordei cedo no outro dia, mas estava um verdadeiro bagaço, sentindo um cansaço absurdo e dor por todo o corpo, meus olhos mal conseguiam abrir e nem pareceu que eu tinha dormido. Então ajudei o Carlinhos a manobrar o caminhão para dentro do estacionamento, liguei para a chefia e pedi permissão para regressar para o meu lar [aproveitei que tinha algumas horas na casa]. Me despedi dele e fui a pé até o ponto, dali peguei o primeiro bus e o segundo, até que finalmente cheguei em minha casa. Após tomar um banho bem gostoso e descansar um pouco editei as fotos no computador e as salvei num álbum do Facebook. Viagem Finalizada! Se tiver gostado desse Relato e deseja conhecer outros, clique na Coleção abaixo e veja os que você achar mais interessantes: Segue abaixo o Souvenir adquirido: Será que se eu enviasse a foto abaixo para algum set de filmagem ou peça do corcunda de Notre Dame eu conseguiria a vaga? Algumas fotos minhas nessa viagem saíram bem feias, mas essa de longe superou todas as outras! Boa sorte e boas viagens a todos! - Se passar por essa cidade ande sempre com uma blusa de frio, por mais que a temperatura esteja amena do nada esfria e venta bastante.
  15. Dia de sol lindo na Serra Gaúcha, e o destino escolhido é Jaquirana/RS, acerca de 130 km de Caxias do Sul. Uma das cidades que compõem a região dos Campos de Cima da Serra, próxima a Cambará do Sul e Bom Jesus. Não fazia muita ideia do que me esperava, sabia que os atrativos da cidade são: Cachoeira Princesa dos Campos, Passo do "S", Cristo Libertador, Cachoeira dos Venâncios e Rio Tainhas (segundo o blog:pesquisandocidades.blogspot.com.br). O caminho até Jaquirana é tranquilo, e 99% asfaltado, primeiro pela RS 453 e depois mais 48 km pela RS 110. As paisagens na RS 453 já são bem bonitas, caminho para São Francisco de Paula, coxilhas e cercas de pedra. Mas na RS 110 a coisa aumenta de nível, as paisagens a beira da estrada são embasbacantes, vales, morros, abundantes florestas de araucárias, e várias outras arvores, um cenário de filme realmente. Pena não conseguir registrar direito, pois, se fosse parar a cada quadro lindo que visse, não conseguiria chegar nunca ao destino. Indo a Jaquirana realmente a atração principal é o percurso, um verdadeiro paraíso verde. E no caminho avisto uma placa Passo do "S" a 7 km. Por quê ir? Por quê não ir? Vamo-lo. Estrada de terra, com muitas pedras, mas muitas pedras mesmo! Me fez lembrar a cidade de Mata, onde trabalhei por 9 anos, a cidade da pedra, mas Jaquirana não perde muito. Os 7 km são dos grandes, parecem 10 km ou mais, muito buraco, barro e pedregulhos. As paisagens são bonitas, mas é difícil se concentrar quando seu carro esta sendo triturado pelas pedras. Percurso para fazer de Jeep, e não num 1.0 popular (meu caso). Quando parecia que não ia chegar nunca, mais um pouco e chego, uffa! O lugar é deslumbrante, um bonito percurso d'agua, e uma cachoeira, que estava jorrando água forte e abundante. Que lugar! Valeu o sacrifício. Fico um tempo admirando o local, e volto o caminho tortuoso rumo a Jaquirana. Mais uns 35 km de asfalto, repleto de belas coxilhas verdejantes e chegamos. Logo na entrada da cidade, fica o Cristo Libertador no alto de um morro, mais de 100 degraus, é bom estar em forma para subir. O monumento é bem interessante, e da para tirar boas fotos de lá. Mais umas voltas pela pequena cidade, com bonitos casarões de madeiras, uma bonita praça, um igreja de madeira em frente a praça, curiosíssima. A cidade rende boas fotos, e parece fazer parte de um tempo distante, por sua arquitetura e calmaria. A fome bateu e fui fazer um lanche, como não havia muitos lugares, fui no primeiro bolicho que achei, lugar meio insalubre, com um individuo sentado tomando um latão de cerveja, mas mesmo assim, me arrisquei a pedir um pastel duvidoso e uma água. E esse foi meu passeio por Jaquirana, repleta de campos verdejantes, colinas, coxilhas, florestas, morros, um lugar incrível pra quem gosta de um programa mais hots. Outras Imagens: Rota: Blog:https://rotasetrips.blogspot.com/
  16. Salve galera, resolvi fazer esse relato porque quando fui procurar informações para montar meu roteiro encontrei bastante dificuldade. Nunca fiz mochilão, e esse vai ser o primeiro. Mas vou chamar de “mochilinha” porque são poucos dias! Ahahah. E esse é meu primeiro relato, desculpa se não estiver muito bom! E espero que ajude alguém! Eu e meu namorado (Felipe) encontramos um vôo de R$850 que era muito rolê, mas como estávamos com a grana curta, foi esse mesmo. Fomos 26 de junho e voltamos dia 3 de julho de 2018 (a época de temporada é julho a agosto); do dia 3 ao 7 ficamos em Buenos Aires. Saímos de Congonhas as 9h10, pousamos em Curitiba, fomos para Buenos Aires (BA) e terminamos em Jujuy as 21h30. Como passaríamos o dia todo no aeroporto, compramos vários snacks pra comer ao longo do dia e não gastamos com alimentação nos aeros. Para entrar na Argentina (para +18 anos) só aceitam RG ou passaporte (dentro da validade). Não aceitam CNH! Fizemos nosso câmbio no aeroporto de B.A no BNA (fica dentro do aeroporto mesmo) e estava 7 reais a cotação - tomem cuidado porque não aceitam notas rasgadas ou coladas com durex, deixamos de trocar R$200 por isso - não aceitam moedas - não cobram tarifas pelo câmbio - existe o câmbio paralelo, mas como existem altas chances de haver notas falsas, por isso optamos por não fazer! JUJUY Como estávamos cansados desse troca-troca de vôo, resolvemos tomar um chopp no hardrock que fica na área de embarque (2 chopp patagônia: 120 cada + 10 gorgeta) Chegamos em Jujuy e pegamos um remis AR550 (é um táxi, só que não tem placa de táxi). Fomos do aeroporto ao Airbnb que alugamos (Próximo a Plaza Belgrano) Quando for pegar remis aqui, sempre procure pessoas pra fechar o carro com 4. Por exemplo do aeroporto podiamos ter divido com outras pessoas para baratear. Recomendamos fortemente o local que ficamos, Nano nos explicou sobre tudo! Indicou um restaurante onde jantamos, chamado Viracocha bem próximo da casa. É excelente a comida, sendo o tamales sensacional! (Empanadas de carne,Tamales, Lomo de llama, Água, Couvert (cestinha de pães e molhos) (AR 435 jantar + 45 gorjeta) - Casa do Nano: https://abnb.me/JBJUH2WdbO JUJUY > TILCARA > HUMAHUACA Segundo dia de Argentina, saímos para comprar comidas no mercado (AR160), tomamos café com nosso querido Nano e sua amiga e logo partimos pra Tilcara. Nessa região é muito comum esse “uber pool”(remis). Na Rua Iguazú, próximo ao “Terminal Velho” (de onde saem os ônibus municipais), ficam várias pessoas gritando os destinos (purmamarca, tilcara, até la quiaca - divisa com a Bolívia) esperando para completar o carro ou minibus. Esperamos uns 5 minutos e já partimos! O preço compensa bastante se comparado com o ônibus (quase o mesmo preço e o remis é bem mais rápido) Jujuy > Tilcara (AR100 cada pessoa) O remis nos deixou no terminal, meu namorado quis usar o banheiro e foram cobrados AR5. Próximo ao terminal existem MUITOS hostels, um mais fofo que o outro. Mas já haviamos alugado um Airbnb, que ficava um pouco afastado do centro. Deixamos nossos mochilões na casa e voltamos para o Terminal onde compramos passagens para Humahuaca (AR45 na evelia; existem varias empresas que fazem esse trecho no dia e remis também. Não há necessidade de comprar antes) Nos ofereceram um passeio de remis até El Hornocal (que era o destino final), somente eu e meu namorado de Tilcara mesmo, porém o preço era AR1800. Então optamos por arriscar ir até Humahuaca que demorou 40 minutos de terminal a terminal. Chegando em Humahuaca, perguntamos sobre El Hornocal e na hora já apareceu um remis perguntando, haviam 3 meninas, e fomos apertados mesmo, era uma Hilux (AR250 pessoa) Na entrada do Hornocal precisa pagar AR10 (por pessoa) para a comunidade. Sério! Bizarro de bonito. Não tenho nem palavras ! Porém é muito muito frio, não consegui ficar sem luvas; não senti tanto o efeito da altitude, apesar de ser 4350m. Ficamos aproximadamente 1h30 e voltamos a Humahuaca. Andamos um pouco por lá, a cidade é pequena, os pontos principais são a praça da independencia e o comércio local, com bastante artesanato. Voltamos a Tilcara de onibus as 19h (era pra ser 18h30; sempre atrasam; AR45 cada) e fomos jantar em um restaurante no centro (La Cheba) que gastamos AR800 (tamales, prato principal, agua e vinho local). TILCARA > PURMAMARCA Terceiro dia, ainda em Tilcara, dia de conhecer o Salar Salinas Grandes (o 4 maior salar do mundo) e Cerro de Los Siete Colores. Saímos mais tarde porque o passeio que conseguimos (explicarei a diante) sairia 12h. Aproveitamos para acordar mais tarde, comemos empanadas (2 por AR25), tamales (AR30 cada) e compramos água (AR30). No dia anterior, havíamos conhecido uma mexicana que também não tinha ido. Ela conseguiu no Hostel (Tierras Andinas) que estava hospedada uma pessoa que havia oferecido o passeio. Foram AR500 por pessoa, com ida até o Salinas Grandes, passando na frente do Maimará/Paleta del Pintor, Cuesta Lipan e na volta parando em Purmamarca. Fomos eu, meu namorado, ela e o motorista num doblô. Sobre o Salar: sensacional! dá pra tirar varias fotos brincando com a perspectiva; para entrar na Salinas tem que pagar uma taxa por carro AR200 (onde entra um guia e vai explicando o caminho e contando da história) existem comerciantes locais que vendem empanadas e artesanatos de sal na entrada do Salar Depois fomos a Purmamarca, onde nosso guia nos perguntou se queríamos fazer o Cerro de los Siete Colores andando ou de carro, e optamos ir a pé mesmo, e foi a melhor opção da vida. Muito diferente de tudo que já vi. Muitos comparam com o Hornocal e dizem que lá é mais bonito, mas discordo. São experiências totalmente diferentes. O Hornocal já está no nome “Mirador Hornocal”, é muito contemplativo. Já a volta no Cerro você está dentro de toda aquela formação rochosa gigante, além das cores das rochas. É lindo demais! Sobre Purmamarca, a cidade em que se localiza o Cerro, é muito pequena, cerca de mil habitantes. É bem parecida com todas as outras, com feirinhas e hostels. Quando fui montar meu roteiro disseram que é um pouco mais cara que Tilcara, mas não pesquisei os preços. Na época que eu vim (antes da temporada), foi tranquilo de encontrar hostels para ficar, tanto em Purmamarca quanto Tilcara. Saímos 12h30 e voltamos 19h, mas o guia (Kevin) foi muito solícito, se quiséssemos ficar mais ficaríamos, mas foi suficiente! Assim que chegamos em Tilcara, no Terminal, já fomos jantar no Hostel Puerta Verde que Kevin havia nos indicado. Comemos uma pizza cada (AR150 cada; são pizzas de tamanho normal, mas somos brutos ahahah) e tomamos 2 cervejas Salta (120 cada). Gostamos bastante! Só vi uma casa de câmbio em Tilcara, entrei para perguntar por curiosidade e o vendedor até deu risada dizendo que era muito baixo, sendo 1 peso = 4 reais, sendo que pagamos 1 peso = 7 reais. E também não vi ninguém vendendo paralelo. Então não deixem para comprar lá! TILCARA > SALTA Nosso quarto dia, partimos de Tilcara cedo, arrumamos as coisas e fomos a rodoviária. Nesse horário (9h) existem muitos remis a Jujuy (AR100 cada). Chegamos e já encontramos um remis para Salta (AR250 cada). Nesse dia não tínhamos nada confirmado, sem Airbnb, sem saber de fato pra onde iríamos. Chegamos na Rodoviária e pedimos informações sobre Tolar Grande, queríamos muito visitar, mas haviam poucas informações na internet (vou fazer um post somente sobre isso com todas as informações que encontrei). Para ir a Tolar Grande você precisa chegar a San Antonio de Los Cobres (SAC), e existe uma empresa de ônibus que faz isso (Ale Hnos AR230 e saem somente de salta - os horários também vou colocar no post de Tolar Grande) A nossa dúvida era se somente empresas de turismo fazem esse roteiro mesmo, ou se íamos encontrar “remis” pra lá, ou guias locais que fizessem por um preço mais barato (porque as empresas giram em torno de AR 6 a 10 mil/pessoa). Então, não existe. Hahahahahah Procuramos um lugar com Wifi para comer e bookar um Airbnb ou qualquer coisa pra poder descarregar os mochilões (AR 280, 2 prato principais). Ah, se você precisa de internet free tem na “Informação de Turismo”, próximo a Praça 9 de Julio. Não sei se todos sabem, mas na Argentina existe uma lei para turistas que se você paga no cartão de crédito os hotéis (não é válido para Airbnb, não sei sobre Hostels), eles ressarcem os impostos, cerca de 21% Então encontramos um hotel para passar somente a noite e tentar ir a SAC pela manhã seguinte. Conversamos com uma agência (muito boa por sinal; recomendo fortemente se desejam ir a Tolar Grande, chamada Incañana) que tentou encontrar outras pessoas para podermos ir juntos, porém sem sucesso. Então, a Carolina (a mocinha da agência), muito muito muito fofa nos disse que existem pessoas que vão/voltam todo dia de Tolar Grande a SAC para fazer as coisas do dia a dia, já que lá é uma cidade muito pequena. Ela nos passou o contato de locais para tentarmos guias locais e hospedagem. Bom, passamos o resto do dia em Salta, que é uma cidade muito fofinha. Não foi a toa que apelidaram de “Salta, La Linda”; a Plaza 9 de Julio e seus arredores lembra bastante Campos do Jordão. É uma cidade grande, tem casas de câmbio em toda a praça e também os “doleiros” (câmbio paralelo - perguntei quanto estava para vender o real e disseram 5,5; achamos bem caro). Lá também tem restaurantes muito fofos, saímos para jantar no Doña Salta. É bem típico salteño; comi um Locro, meu namorado comeu um Chorizo com batata frita e tomamos um vinho (AR800). A comida e o atendimento são excelentes. SALTA > SAC Quinto dia! Já começamos muito errados! Iriamos a SAC, confundimos o horário do ônibus e perdemos. Nossa sorte foi que a atendente da Ale Hnos, Yanel, foi muito boazinha, pediu para o motorista esperar a gente chegar no local, e chamou o irmão dela (Gaston, que é taxista) para levar na próxima parada do ônibus (AR400 por esse vacilo, mas foi muito barato! Porque ela pediu para fazer um desconto). Chegamos lá e conseguimos embarcar no Puerto Quijano (AR 200 cada). E a estrada, porra! Maravilhosa! Tem uma parada do ônibus que chama “Ingeniero Maury” que pararam e pediram nossos passaportes (eu estava com RG então precisei mostrar aquele papel que dão na entrada do país). Eles fazem uma parada em Santa Rosa de Tastil de 5 minutinhos só pra ir no banheiro (AR5). A estrada toda é de asfalto e bem conservada, creio que dá pra fazer tranquilamente de carro. Chegamos em SAC, aqui não tem terminal, então se pretende voltar de busão, pergunta pro cobrador de onde ele sai. Bom, saímos perguntando na rua como que poderíamos fazer para ir a Tolar (ajudou muito o fato do Fê falar bem espanhol), mandaram perguntar numa rua sobre um cara que faz isso e conversamos um pouco (remis). A cidade é muito pequena então todo mundo se conhece. Falaram também de um restaurante que as pessoas param lá antes de seguir viagem para o Tolar (Huayra Huasi). A viagem só pode ser feita com veículos 4x4, então ficamos abordando as pessoas que entravam nos seus veículos (geralmente são mineiros, ou de empresas que tem que ir/vir; alguns falaram que nos levariam mas estava muito cheio; já outro disse que isso é proibido, e se pegarem carro de empresas transportando pessoas que não tem uma autorizaçao por escrita pela empresa, podem ter muito problema). Havíamos combinado com o remis de se encontrar na praça pra decidir se iríamos mesmo com ele ou não; como já não tínhamos mais opções, aceitamos. Ele disse que em 1 dia da pra conhecer todo o Tolar (saindo as 4h e voltando 22h de SAC; a viagem demora umas 4h a 5h). Então fechamos com ele mesmo, por AR6000 para nos levar a Tolar e fazer os passeios por lá. Ele nos deu carona pra um hotel de um amigo (Amanhecer Andino) com wifi (AR600/dia). Não recomendo, o dono (José) é bem escroto. O quarto em si é bom, mas sempre que vai sair/voltar depende dele para abrir a porta da hospedagem (e na maioria das vezes estava dormindo, então ficamos esperando do lado de fora no frio), fora que tivemos problema com o pagamento. Saímos para conhecer SAC, ir a famosa estação do Tren de Las Nubes (está funcionando, pelo que perguntei saia nas terças). E o pico lá é bem bonito! Principalmente o por do sol. Ah, sentimos um pouco do mal da altitude, compramos umas folhas de coca (AR30), os locais (todos muito simpáticos) nos ensinaram como fazer. Depois fomos num mercadinho onde compramos muita comida pro dia seguinte (AR340) e empanadas no mercado artesanal (AR300) já que as coisas em Tolar são mais caras. SAC > TOLAR GRANDE O dia mais esperado da viagem! Sexto dia. Acordamos as 4h e o remis veio nos buscar; o do dia anterior teve um problema com sua caminhonete e mandou seu amigo, que foi muito prestativo. A estrada é toda de pedra com curvas bem fechadas e costelas de vaca, tinha vezes que eu olhava pro lado (estava escuro ainda) e só via um penhasco e só cabia o carro. Não recomendo alugar carro e vir por conta. Acho que o mais adequado mesmo é contratar alguém, já que eles conhecem o caminho (fizemos em menos de 4h). Ah, e não é a mesma rota que mostra no google maps! Chegamos e ainda nem tinha amanhecido! Fomos direto pro Cono de Arita (60km), que fica dentro do Salar de Arizaro. O salar é bem diferente do Salinas Grandes e Uyuni, não é aquele tapete branco. E também não é sal, é salitre que tem no solo. Chegando no Cono paramos pra tirar umas fotos, e cara, aqui é muito frio! Venham preparados! Mas é bonito demais, o Cono fica sozinho no meio do nada, com todo o solo meio branco do salar! Mais pra frente tem a Mina “La Casualidad” mas é muito mais longe e optamos por não ir. Fomos no El Arenal, que são dunas no meio das montanhas. E pra fechar, fomos no “Ojos del Mar”. Pra esse lugar toda foto é pouca! Não tem comparações, sério. A viagem inteira foi muito boa, mas isso foi a cereja do bolo! É lindo demais, o azul turquesa é de tirar o fôlego! Saímos as 4h de SAC, chegamos as 8h em Tolar, visitamos esses 3 pontos e as 13h já estávamos indo embora. A cidade tem uns 40 habitantes, no domingo ainda, as ruas estavam desertas e todos os comércios fechados ahahah. Paramos no caminho de volta para tirar umas fotos (Salar de Pocitos e umas paisagens lindas congeladas) e chegamos em SAC as 16h30. Aproveitamos e tomamos uma cerveja (AR38 cada) e comemos amendoim na praça (ideia do Felipe! Estava muito frio e ventando demais!) Voltamos para o Hotel e fomos descansar. Jantamos o resto de comida que compramos pro Tolar. O passeio mais barato que encontramos foi por AR6mil cada um no Incañan (se tivéssemos em 4 pessoas; com hospedagem e todas refeições inclusas). Nosso rolê todo (ônibus ida e volta de SAC, refeição, passeio no Tolar) daria uns AR9mil para os dois (remis exclusivo). Dando uma economia de 3mil. Se você quer fazer esse passeio e não tem gente suficiente para sair de Salta, ou se tem mais pessoas para dividir o remis (porque ele cobrou pelo carro, não por pessoa), ou se esse dinheiro te faz muita diferença, recomendo o Remis Whatsapp do remis (Jorge Olmos): +54 3875199112 - ele cobra pela ida ao Tolar e pelos passeios que querem fazer, quanto mais distante, mais caro. Se quer mais tranquilidade, com um guia parando nas cidadezinhas de Salta ate Tolar, e tem tempo para convocar mais pessoas, recomendo que faça pela agência SAC > SALTA > JUJUY Sétimo dia de hermanos. Acordamos cedo para pegar o ônibus de volta de SAC (AR230 cada; só tem 3 na segunda! Se quiser a tabela de horários, estará no post de Tolar Grande). Chegamos as 6h40 e o ônibus já estava lá! Entramos e o ônibus partiu, mas nem tinha dado 7h (que era pra ser o horário). Aparentemente ele fica dando voltas pela cidade para as pessoas não esperarem no frio. Então recomendo que cheguem antes, porque não sei onde ele passa de fato! tem um hostel (de las nubes) na entrada da cidade que parece ser bom, tem wifi. Voltamos a Salta, fomos assistir o jogo do brasil (ainda é copa!) em um barzinho da Plaza 9 de julio, tomamos 3 cervejas e comemos uma duzia de empanadas e 2 tamales (AR640). Voltamos ao terminal para pegar um remis para Jujuy (AR250 cada), e depois fomos no mercado onde compramos algumas coisas pra comer em casa (já que o dinheiro estava acabando! AR330). Optamos por voltar pra casa do Nano mesmo, já que nosso vôo partiria de Jujuy para BA no dia seguinte. Sobre a melhor época do ano a visitar eu acho bom evitar épocas de chuva, já que tem muito deslizamento de terra nessa época (dez e janeiro). E no começo de fevereiro tem o “carnaval de tilcara”, quero voltar pra visitar. Acho que sobre o NOA é isso! Qualquer dúvida fico aí a disposição, se quiser pode mandar msg no meu insta também (ma.eguchi) que eu olho sempre. Estou terminando o post de Tolar Grande e já coloco também! Espero ter ajudado! 😊
  17. Dessa vez não estarei falando sobre um relato de viagem próprio meu, e sim do meu irmão mais novo, o Fernando [apelidado carinhosamente por nós de Nando ou Nandinho]. Confira como foi a sua espetacular viagem em sua moto Yamaha Ténéré 250cc saindo de Contagem (MG), seguindo do Brasil até a América do Sul com rumo a Antofagasta, no Chile. Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo ou em uma de suas respectivas partes: http://tudorocha.blogspot.com/2018/02/viagem-tenere-250cc-pela-america-do-sul.html Lista de Episódios: [PARTE 1] [PARTE 2] [PARTE 3] [PARTE 4] [PARTE 5] [PARTE 6] [PARTE 7] Infelizmente ele teve um ano de 2017 muito difícil e passou por muitos perrengues, por isso, para compensar tantos problemas ele resolveu realizar uma verdadeira aventura em 2018, pra já começar o ano de forma diferente e mais inspiradora. Sua meta era chegar a Antofagasta, no Chile, passando também por Foz do Iguaçu [PR] para conhecer as Cataratas pelo lado brasileiro e em seu caminho ele ainda queria encontrar a Mão do Deserto no Deserto do Atacama [Chile] e o maior Salar do mundo, que fica em Uyuni, na Bolívia. A moto que ele utilizou para essa aventura foi uma Yamaha Ténéré 250cc, já bem rodada e com sua manutenção em dia. Yamaha Ténéré 250cc. [Para que sua leitura fique fluida e confortável, a partir de agora começarei a contar como foi essa viagem em 1ª pessoa] Dia 1: Sábado, 20 de Janeiro de 2018 Após andar por quase 200 km em minha moto, uma Yamaha Ténéré 250 [que diga-se de passagem, está rodando pela América do Sul pela 2ª vez] resolvi fazer minha primeira parada no atendimento da concessionária de Formiga (MG), às 7:19h. Por enquanto estava tudo tranquilo, friozinho, de boa e com a moto boa, em suma, tudo funcionando bem! Continuando... Segui viagem por pouco mais de 2 horas e nesse meio tempo deu pra ver alguns cânions. Nossa! É bonito pra caramba, deve ser muito doido andar de lancha lá, entre eles, pena que não parei pra tirar fotos nessa parte do caminho. Após isso resolvi parar para tomar mais um cafezinho. MG-050, entre Furnas (MG) e Passos (MG). Às 9:48h fiz mais uma parada na concessionária para tomar água e um cafezinho. Acho que passei por uns 6 pedágios de R$ 2,90 cada um, caro pra caramba! Pensei em vir por aqui para economizar, mas ao que parece era melhor ter vindo por São Paulo. Uma coisa legal que fiz nessa viagem, ao menos enquanto estava no Brasil, era avisar de tempos em tempos a minha família o que estava fazendo para que eles ficassem mais tranquilos, já que essa aventura foi realizada totalmente sozinho. Às 10:14h passei por Itaú de Minas (MG). Até esse momento já tinha rodado uns 318 km. E a gasolina por aqui é bem cara, simplesmente R$ 4,50 o litro. Finalmente, às 13:46h, após simplesmente 505 km rodados no mesmo dia, cheguei em São Sebastião do Paraíso (MG), praticamente na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Parei para almoçar e segui pela estrada novamente. Dei conta de fazer todo esse trajeto porque a estrada estava boa e eu ainda tinha muita energia. Fui tão no embalo que segui direto por mais quase 4 horas e acabei chegando em Sertanópolis (PR), praticamente na divisa entre São Paulo e o Paraná, às 18:31h. Minha ideia era passar por Londrina, mas acabei passando direto. O pessoal da minha casa já estava louco e quase que suplicava para que eu parasse de andar na moto. Feito tudo isso chegou a hora de descansar, pois amanhã tinha mais estrada para percorrer nessa aventura! Também não valia a pena andar mais porque estava bem escuro e chovia muito: Vídeo 01: Dia 2: Domingo, 21 de Janeiro de 2018 Estando aqui preferi mudar a rota para seguir rumo a Foz do Iguaçu. Já passei por lá no passado, mas tinha visto as cataratas apenas pelo lado argentino e dessa vez resolvi conferir como ela era pelo lado brasileiro. [Um dado não muito bom que descobri por aqui era que tinha previsão de chuva para todos os dias] Perto das 11:40h parei em Corbélia (PR) para almoçar e conversar um pouco com a minha mãe pelo zap. Ela disse que meu pai deu azar e teve um pane na moto dele. Nada sério, mas quer era algo chato de se resolver. De bucho cheio continuei com minha viagem e passei por Matelândia, no Paraná. Já em Foz do Iguaçu, às 13:25h procurei por uma pousada para ficar, ajeitei as minhas coisas e saí para dar uma volta pela cidade. Saí depois das 15:00h e cheguei próximo de lá perto das 18:30h. Vídeo 02: Com eu muito feliz com as expectativas! Vídeo 03: Com eu meio triste depois da realidade! E a família não perdoou! Eu tinha visto que estava chovendo e protegi o celular e a carteira, mas esqueci da doleira e acabei molhando tudo. Mas o que importa mesmo é que consegui avistar as cachoeira pelo lado brasileiro, e percebi que é muito mais bonito do que o lado argentino, é realmente incrível! [Então, bora ver o que pude ver nesse meio tempo: Entre os vídeos da Expectativa e da Realidade!] Coisas interessantes vistas pelo caminho: Vídeo 04: Vídeo 05: Vídeo 06: Esse é um quati, um animal típico dessa região: Vídeo 07: Vídeo 08: Vídeo 09: Dessa vez o som das cataratas estava tão forte que nem deu para ouvir o que eu estava dizendo. Vídeo 10: Vídeo 11: Mais fotos de Foz do Iguaçu: Só tenho uma coisa a dizer sobre esse lugar, é um verdadeiro espetáculo da natureza, uma maravilha natural do mundo que fica no Brasil. Cara de conquista realizada: Lembrando em, essa era a minha lista de lugares a serem visitados: - Cataratas do Iguaçu, PR - Brasil [Visitado] - Salar del Uyuni, Bolívia - La Mano del Desierto, Deserto do Atacama - Chile - Antofagasta, Chile :: Ao menos o primeiro destino dessa lista já estava completo. Ainda faltavam mais três para se conhecer:: Depois disso voltei para a pousada e dei um jeitinho como um autêntico brasileiro para resolver o problema das coisas molhadas enquanto eu aproveitava para fazer meu lanche noturno. Vídeo 12: Após toda essa aventura descansei um bocado e aproveitei para conversar com meu pai e um dos meus irmãos pelo zap. Também tracei a minha rota para o outro dia e estudei como fazer o seguro da carta verde, mas apesar de chegar no local já estava tarde e lá estava fechado. Vídeo 13: Esse foi o resumo da minha noite: E ainda teve o Templo Budista que estou afinzão de ir. Não pude por causa dos contratempos... e que amanhã não irá abrir! Ainda com aquela labuta de colocar minhas coisas para secar dos temporais daqui! Vídeo 14 [Parte 1] [Vídeo 15 - Parte 2] Nada que um elástico não resolva! Terminado o dia, a meta para o próximo seria ir para Assunção, no Paraguai, mas como já estendi muito esse relato, continuarei na próxima parte. E antes de ir embora, meu trajeto ficou assim até o momento: Continue acompanhando, pois ainda tem muito mais relato para se contar!
  18. ekundera

    3 semanas no México - do DF a Cancún

    Minha viagem ao México foi de três semanas em maio de 2018, período distribuído entre seis cidades, de onde fiz alguns bate-volta essenciais para conhecer algumas atrações imperdíveis no país. Chegando no aeroporto da Cidade do México, fui cuidar de três providências para o meu tempo de estadia no país. 1. Câmbio: como eu havia pesquisado antes de embarcar, o câmbio feito pelas financeiras do aeroporto da Cidade do México é equiparado ao que a gente encontra em outros lugares da cidade. A moeda que levei foi o dólar, mas as casas de câmbio trocam também euros. Já fui com o propósito de trocar boa parte do valor que eu usaria por um bom tempo, de forma a evitar fazer isso novamente, a menos que eu fosse muito gastador. 2. Chip para celular: também comprei no aeroporto o chip que eu usaria durante todo o período. No próprio aeroporto me indicaram uma lojinha chamada Mobo, onde vendem chips de diversas operadoras, além de acessórios para telefonia. Escolhi um da AT&T com 2GB de internet com validade para um mês ao preço equivalente a 40 reais. Funcionou muito bem em todos os lugares e foi muito útil quando eu não tinha wifi disponível. 3. Passagens de ônibus: como o meu roteiro já estava todo planejado e eu já sabia o dia certo que eu ia sair de uma cidade para outra, já fui no guichê da empresa de ônibus ADO no aeroporto para comprar os trechos. Comprar as passagens com antecedência proporciona descontos, enquanto que comprando no dia da viagem, o valor acaba sendo maior. Eu havia tentado emitir os tíquetes pela internet no Brasil, mas o site não aceita pagamento com cartão que não seja do México, informação que foi confirmada no guichê durante a compra. Na Cidade do México usei metrô o tempo todo e achei muito prático, já que tem uma boa malha que leva à maioria das atrações. Os vagões são estreitos e meio abafados, além de sempre cheios praticamente o dia todo. Como o valor da passagem é o equivalente a 1 real, é uma forma de deslocamento que vale muito a pena. Desde o dia que cheguei na cidade, saindo do aeroporto, até o dia em que parti, usei sempre o metrô. Um inconveniente é que as estações possuem muitas escadas (nem sempre rolantes), daí carregar mala não é muito fácil. Além do metrô, usei ônibus e vans na cidade e achei os motoristas de transporte público sempre muito mal educados e imprudentes no trânsito, ouvindo música alta, falando ao celular, discutindo com passageiros. Até mesmo nos ônibus intermunicipais da ADO os motoristas gostavam de colocar música alta e eu desisti de sentar na frente e fui pro fundo. Foi uma experiência que podia ter sido melhor. Por outro lado, os moradores locais foram receptivos e educados nas vezes que eu precisei de informações na rua. Teve uma mulher que insistiu em pagar minha passagem quando eu não tinha moedas trocadas suficientes para dar ao motorista do ônibus. Foi uma experiência gratificante. Quanto à comida, experimentei muitos pratos do país e de modo geral são bem apimentados, e ainda colocam umas tigelinhas de molho na mesa para quem gosta de elevar a picância. E a pimenta acompanha a comida a qualquer hora do dia, mesmo no café da manhã os cardápios já trazem muitas opções de ‘desayuno’ que têm mais cara de almoço ou jantar. Na maioria das vezes, comida com molho tem grande chance de ser bem apimentada. Quando eu não queria pimenta, eu escolhia comer ‘tacos’, que são simples e saborosos e o molho vem à parte. Cidade do México – 5 dias/6 noites Dia 1 Museu Nacional de Antropologia: o lugar é imenso e é dividido em uma quantidade sem fim de salas em dois andares. A indicação é conhecer o museu antes de partir para as demais atrações da cidade, porque assim a gente se contextualiza sobre as histórias dos lugares e suas peculiaridades, permitindo que os passeios sejam mais fluidos por causa das referências. Já na entrada do museu há uma escultura monumental, com uma grande coluna central decorada sustentando todo o teto do pátio, chamada ‘el paraguas’ (o guarda-chuva). Em um lugar tão rico de informações como esse, acaba que passamos muitas horas por lá. No entanto, senti falta de bebedouros com água, já que não é permitido entrar com garrafa de água ou mochilas, devendo ser deixados nos guarda-volumes próximo da entrada. A região onde fica o Museu de Antropologia é no Bosque de Chapultepec, um espaço bem cuidado e bem popular para os mexicanos. Eu fui em um domingo e nesse dia a rua principal (Paseo de la Reforma) fecha uma parte para permitir que as pessoas possam andar de bicicleta, patins, fazer caminhadas, levar animais, enfim, se divertir no parque. Do lado de fora do museu, acontecia uma feirinha com diversas barracas de comida e artigos variados. No meio do gramado, pessoas faziam piquenique, esquilos roubavam alguns tecos de comida, crianças corriam em meio à apresentação dos ‘Voladores de Papantla’, que consiste em um grupo de homens tipicamente vestidos e girando de cabeça para baixo, pendurados por cordas presas a um poste muito alto, enquanto vão gradualmente soltando a corda e se aproximando do chão. A contribuição do público na compra das lembrancinhas vendidas ou em ‘proprina’ aos ‘voladores’ é o que sustenta os seus espetáculos. Andando um pouco mais pelo Paseo de la Reforma, chegamos ao ‘Monumento a la Independencia’, conhecido como ‘El Angel’, erguido em comemoração ao centenário da independência mexicana. O monumento fica no meio de um cruzamento com diversas ruas, numa região com bastante policiamento, com ruas bem cuidadas, calçadas largas e prédios enormes e bonitos. Dia 2 Pirâmides de Teotihuacán: como muitas das atrações na Cidade do México são fechadas na segunda-feira, este dia é ideal para ir ao sítio arqueológico. Sendo um lugar longe e descampado, com muita exposição ao sol, melhor ir logo cedo, ainda mais porque a turistada vai chegando e enchendo o lugar à medida que o dia avança. É bom levar bastante água, um lanchinho e protetor solar. As distâncias entre uma pirâmide e outra são grandes e tudo embaixo de sol forte, nada de sombra. Para chegar lá, é necessário ir para o Terminal Norte, comprar a passagem (ida e volta) para a Zona Arqueológica de Teotihuacán e pegar um ônibus que faz o trajeto em cerca de 1h15min. Após andar um pouco e passar pela entrada, já se avista a imensidão de construções pré-colombianas ligadas por um caminho chamado de ‘Calzada de los Muertos’, cheio de sobe e desce de escadas, iniciando na Cidadela, passando pela Pirâmide do Sol e terminando na Pirâmide da Lua. Há vários vendedores de lembranças no caminho entre os monumentos e também em barracas próximas da entrada/saída e da Pirâmide da Lua. A maior construção do complexo é a Pirâmide do Sol, que dizem revigorar as energias positivas. Para chegar ao topo, é necessário fazer várias paradas para tomar fôlego, enxugar o suor e, claro, tirar as fotos do alto. Os degraus são difíceis e bem irregulares, mas só ter cuidado e calma. São vários níveis da base ao topo e o patamar mais alto, bem em cima, é bem desgastado e não tem os encaixes perfeitos de pedras que é possível ver mais abaixo. Mais adiante, a Pirâmide da Lua se destaca como a segunda maior do sítio arqueológico, mas ainda assim um monumento imponente por ter sido construído em uma posição um pouco mais alta do terreno. Segundo a crença, a Pirâmide da Lua descarrega as energias negativas das pessoas. Ao lado dela há várias outras pirâmides em tamanho menor e de frente para um altar numa praça central, onde se acredita que eram realizadas cerimônias religiosas. Andando um pouco além da Pirâmide da Lua, um pouco além do estacionamento, existe um museu que pode ser acessado usando o mesmo ingresso do complexo, onde existem várias informações e objetos preservados de Teotihuacán, mas tendo passado um tempo subindo e descendo monumentos tão imponentes, fica um pouco mais difícil se impressionar com um pequeno museu. Para retornar, basta voltar ao início e esperar o ônibus no mesmo lugar da chegada. O retorno pode ser mais demorado porque o trânsito chegando na Cidade do México não é tão fluido. Dia 3 Dia de explorar a região central da Cidade do México. El Zócalo: a grande praça principal da cidade é onde está o centro político e religioso, com uma enorme área aberta disponível para os transeuntes contemplarem os prédios majestosos ao seu redor. Ali está a Catedral da cidade, construção do século 16 logo após a conquista espanhola. A Cidade do México foi construída sobre uma região pantanosa que foi aterrada anteriormente à chegada dos espanhóis. Com o tempo, alguns prédios e monumentos foram apresentando sinais que estão afundando pouco a pouco. A Catedral é um deles, e em seu interior há registros das mudanças de posições que a torre da igreja foi tomando com o passar dos séculos. Templo Mayor: ao lado da Catedral está o sítio arqueológico que já teve dimensões gigantescas, inclusive ocupando em outra época a área hoje ocupada pela igreja, onde estão os vestígios de um templo asteca. O templo foi quase totalmente destruído pelos espanhóis e ficou por muito tempo soterrado. A sua nova descoberta só ocorreu no final dos anos 1970, com muitas áreas perdidas para várias construções próximas devido à sua localização central, onde sempre funcionou o poder político. Após percorrer as fundações do Templo Mayor, visita-se um rico e bem organizado museu com vários andares. Um destaque é a parede de crânios dos vários sacrifícios humanos feitos pelos astecas. Palácio de Belas Artes: alguns minutos andando pela rua de pedestres que inicia em frente ao Zócalo, chega-se a esse belíssimo edifício de Art Nouveau em mármore branco. Ali está o Museu do Palácio de Belas Artes, com exposições diversas, mas o que chama a atenção, além da beleza do prédio, são os murais enormes nas paredes internas dos vários andares que é possível percorrer. Torre Latinoamericana: a torre está quase em frente do Palácio de Belas Artes e é um arranha-céu que, por fora, não tem atrativo, mas lá do alto tem uma bela visão por cima do Palácio de Belas Artes e dos prédios vizinhos, além de avistar vários outros pontos importantes da cidade. O ingresso pode ser usado para subir de dia e voltar à noite no mesmo dia para contemplar a cidade em diferentes momentos. Museu Mural Diego Rivera: pouco adiante está a mais famosa obra do marido de Frida Kahlo, um pequeno museu com o mural que ocupa uma parede enorme trazendo ilustres e outros tantos personagens da cultura mexicana. Quando fui, não havia mais nenhuma exposição, somente o mural mesmo, então é uma visita relâmpago. Praça da República: próximo dali, está uma grande praça com fontes de águas orquestradas em um balé contínuo, abrigando um enorme arco. O governo da época queria erguer uma obra inspirada no Capitólio de Washington, mas a Revolução Mexicana interrompeu a continuidade da obra. No subsolo do arco há algumas exposições, além de um elevador que leva até a sacada lá no alto, onde é possível dar uma volta completa ao redor da cúpula. É também possível percorrer o interior da cúpula através de escadas vazadas, que dão um pouco de medo porque a gente consegue ver tudo embaixo. Em horários definidos (verifique com os funcionários lá em cima), o mesmo ingresso dá direito a uma visita guiada pelo interior da cúpula. Há muitas informações, detalhes, objetos de arte e personagens históricos que fazem essa visita valer muito a pena. Dia 4 Castelo de Chapultepéc: depois que se desce do metrô para o Castelo de Chapultepéc, o próprio caminho é uma atração – o lugar está localizado no agradável bosque onde as pessoas se reúnem. Para acessar o castelo, há uma longa ladeira pavimentada somente para pedestres que vai subindo em volta da colina. No início da subida, os guardas revistam os pertencem e impedem levar garrafa de água. Há armários onde podem ser deixados objetos mediante o pagamento de alguns poucos pesos. O caminho não é difícil, sempre há praticantes de atividades físicas passando, bem arborizado e com bebedouros em vários pontos. Recomendo não chegar tarde, porque quando eu já estava saindo tinha bastante fila. Eu cheguei pouco depois do horário que abriu (9h) e não esperei nada para entrar. O castelo é onde funciona o Museu Nacional de História. O espaço é cercado de jardins com fontes e terraços, com exposição de acervo de diversas obras da cultura mexicana, sobretudo os vários belos murais que ocupam cômodos inteiros, retratando importantes passagens históricas. Como também já foi usado como palácio imperial e residência presidencial, podemos ver ambientes preservados retratando outras épocas, com seus móveis, utensílios, decoração finamente expostos para o público visitante (algo como o Grand Trianon de Maria Antonieta em Versailles). Basílica de Guadalupe: no santuário há algumas igrejas e capelas, tendo destaque as duas basílicas: uma mais antiga, do século 17, pequena por dentro e, portanto, sem tanto espaço para um grande público; e outra mais ampla e moderna, de meados dos anos 1970, sendo a basílica mais visitada das Américas. Dia 5 Museu Frida Kahlo: comprei o ingresso pela internet porque havia lido que sempre há filas. O museu abre às 10h, mas o ingresso online só libera a entrada a partir de 10h30, então quem compra lá na hora acaba entrando antes. Sacanagem! Outro absurdo é ser preciso pagar uma taxa para poder tirar fotos. O museu na verdade é a casa onde a artista viveu e morreu, então pode ser percorrido em pouco tempo. A ‘Casa Azul’, como é conhecida, mostra obras de Frida Kahlo, algumas inacabadas, além de móveis e objetos de uso pessoal usados pelo casal de artistas. O quintal do terreno é bem espaçoso e possui jardins, uma lojinha de souvenir, além de algumas esculturas de arte pré-colombiana que pertenceram aos famosos moradores da casa. Não muito longe (a pé), está a Casa Museu de León Trotsky, onde se refugiou o russo. Ele foi perseguido e assassinado a mando de Stalin e a sala onde ele foi morto é preservada exatamente igual ao dia desse acontecimento. O museu é bem pequeno e pode ser interessante percorrer os cômodos se houver uma contextualização da vida do líder russo refugiado. Do contrário, pode não ser muito proveitoso. Mercado de Coyoacán: no mesmo bairro onde estão as duas casas museus, recomendo visitar o Mercado Coyoacán, onde se pode comer pratos mexicanos, além de encontrar produtos locais e ‘regalos’ com bons preços. Após andar um pouco pelo mercado, chamei um Uber (já que não tem metrô) para o museu diferentão do ilustre senhor Frida Kahlo, Diego Rivera. O prédio do museu Anahuacalli é inspirado em uma pirâmide pré-colombiana, todo construído em pedras, com um acervo de peças pré-hispânicas reunidas pelo pintor. No último andar, há alguns esboços de murais que o artista não chegou a concluir. Canais de Xochimilco: numa região bem mais distante, ao sul da cidade, cheguei as canais ‘estilo Veneza’, com barcos super coloridos, as ‘trajineras’, que levam turistas em um passeio diferente. Vários vendedores flutuantes oferecem desde comida a ‘regalos’ e acoplam os seus barcos com os turísticos para os interessados em consumir os seus produtos. Como é uma região um tanto afastada, acabei contemplando rapidamente os canais e voltando em seguida. Puebla – 2 dias/2 noites A cidade de Puebla fica a apenas duas horas de ônibus da Cidade do México. Da rodoviária peguei uma van para a região próxima do centro histórico. Fiquei hospedado perto do Zócalo, a grande praça principal e melhor região para turistar pela cidade. Achei tudo uma graça, um lugar muito gostoso de andar e com muitas opções de roteiro para fazer. Centro histórico: o Zócalo é o coração da cidade e o ponto de partida para conhecer tudo ali. Ao redor da praça estão a prefeitura, a grande catedral, prédios administrativos e um comércio bem organizado. A partir dali, começa a Avenida 5 de Mayo, uma rua somente para pedestres muito agradável de percorrer, mesma rua onde está localizada a Igreja de Santo Domingo e o seu anexo, a majestosa Capilla del Rosario, com sua bela cúpula abundantemente decorada em ouro. Outros pontos próximos são: Museo Amparo, bem grande e com um ótimo acervo, além de um terraço no último andar de onde se tem uma boa visão da cidade; Plazuela de los Sapos, uma feira de antiguidades e souvenirs no fim de semana, além de barzinhos bem agradáveis; Mercado de Sabores Poblanos, pequeno e organizado, onde se pode experimentar a culinária local. Eu tinha intenção de ir a um parque chamado Paseo Bravo, mas o recepcionista do hotel não recomendou, por ser mais afastado e ter sempre ocorrências de roubos. No segundo dia, peguei um ônibus próximo ao Mercado de Sabores para ir à cidade vizinha Cholula (cerca de 30min). Ali existe uma igreja no alto de uma montanha, em uma subida cansativa mas com uma linda vista da cidade. A igreja é pequena, mas linda por dentro, e lá do alto podemos ver ao longe um vulcão que ainda está ativo. Ao longo do dia o vulcão fica coberto pelas nuvens, então se chegar cedo é mais fácil para vê-lo. Descendo a extensa escadaria da igreja, ao pé da montanha está a entrada para o sítio arqueológico de Cholula. A grande montanha na verdade se trata de uma pirâmide de proporções gigantescas, que havia sido coberta por mato e terra com o tempo. Na impossibilidade de escavar sem trazer danos à igreja, apenas algumas partes da pirâmide estão visíveis, com acesso por um longo e estreito túnel, por onde os visitantes entram para explorar o lugar. Já perto da saída, há uma pequena amostra da pirâmide que foi restaurada e onde se pode subir até o alto. O mercado de artesanato está bem em frente e, entrando pela cidade de casas coloridas pela rua principal, ainda tem o Zócalo e um comércio bem agradável para um almoço. Na parte da tarde, incluí uma atração indicada pelo educado recepcionista do hotel: a ‘Feria de Puebla’, que é um grande parque de diversões localizado bem no alto da cidade. Mas a intenção não era de entrar nos brinquedos, e sim subir o teleférico para completar a experiência de ver a cidade por um outro ângulo e me maravilhar ainda mais com o lugar. Além de uma quantidade enorme de brinquedos, a ‘Feria’ ainda tem jardins lindos e cheio de esculturas, palco com dança caribenha, comidas, bares, em um lugar com segurança e organizado. No teleférico é possível comprar o tíquete de ida e volta, mas eu comprei só de ida para descer mais próximo da cidade e fazer o caminho de volta ao centro a pé (cerca de 30min). Oaxaca – 3 dias/3 noites De Puebla para Oaxaca de ônibus são cerca de 5h. Peguei táxi de madrugada para ir ao terminal de ônibus. Como nas outras cidades, o ponto de partida é o Zócalo, onde está a catedral, uma feirinha de artesanato, o comércio mais arrumadinho, com restaurantes e turistas transitando. Em um dia é possível conhecer as atrações do centro histórico, como o Mercado 20 de Noviembre, onde se encontra a culinária local; Mercado Benito Juárez, onde há bastante artesanato; Calle Macedônio Alcalá, rua para pedestres com opções de restaurantes; Igreja e Templo de Santo Domingo, que tem o convento onde funciona um museu com bom acervo e com vista para o jardim botânico; Museo Rufino Tamayo, que é pequeno mas bem simpático; Museo de Arte Contemporaneo de Oaxaca (Maco), que achei uma perda de tempo porque o que estava exposto parecia trabalhos de alunos na escola. Para o segundo dia, reservei um passeio diretamente na recepção do hotel e a van me pegou pela manhã. O ‘recorrido’ consistia em: Árbol del Tule, uma árvore de mais de 2 mil anos e com o caule gigantesco que fica numa cidade vizinha; Mitla, um sítio arqueológico com construções pré-colombianas que ainda preservam muitos detalhes apesar do tempo; Hierve el Agua, piscinas naturais no alto de uma montanha que ficam bem na borda do precipício e foram sedimentando e formando um desenho como cascatas de pedras nas suas bordas. Aproveitei as barracas de comida ali e já comi uns tacos, que foi uma decisão acertada porque a van parou para o almoço cerca de 15h e num lugar caro e com comida nada demais. O passeio passou ainda por uma fábrica de tapetes, mantas e roupas artesanais e terminou em uma fábrica de ‘mezcal’, que é uma bebida parente da tequila, só que um pouco mais forte e com uma larva dentro da garrafa para consumir quem bebe o último gole. Como os lugares são distantes um do outro, achei que vale a pena contratar o transporte (equivalente a cerca de 50 reais), além de ter um guia turístico para auxiliar com informações. No terceiro dia, fui por conta própria ao Monte Albán. Para ir é bem simples: compra-se o ingresso em um escritório um tanto decadente na Calle Mina 518, mesmo lugar de onde sai o ônibus a cada hora a partir de 8h30. Cerca de meia hora é o tempo para chegar ao Monte, em caminho que vai serpenteando a montanha com um pouco de emoção por causa do precipício a poucos centímetros das rodas do veículo. Comecei pelo museu, que é bem pequeno e dá pra ver em poucos minutos, para depois ir para o complexo arqueológico, que é enorme e debaixo de muito sol e calor, por isso é bom não esquecer de levar água, lanchinho e protetor solar. São muitas construções em lugares altos, onde é possível chegar por enormes escadarias de pedras e ter uma bonita vista de todo o lugar, além de ser possível ver a cidade do alto. Mérida – 3 dias/4 noites De Oaxaca para Mérida, peguei um voo pela Volaris com conexão na Cidade do México. Viajar pela companhia é parecido com viajar dentro do Brasil, nada demais, nada de diferencial. Finalmente chegando em Mérida, pude voltar a usar o Uber saindo do aeroporto, já que não tinha essa opção nas duas cidades anteriores, somente táxi. O que diferencia a cidade das anteriores é o excesso de calor e umidade que incomodam bastante. Da mesma forma, o ponto de partida é o Zócalo, com uma praça simpática, a catedral em frente e um comércio intenso ao redor. Os museus da cidade são bem pequenos e dá pra ver tudo em poucas horas, não achei muito interessante. O bom é que não cobram entrada. Os passeios dentro da cidade incluem o Museu de Montejo, Museu Macay, Museu da Cidade, Palácio do Governo, Paseo Montejo. Já no dia em que cheguei, fui providenciar no terminal de ônibus (TAME) a compra das passagens para os passeios nos dias seguintes. O interessante em se hospedar na cidade é poder visitar alguns sítios arqueológicos normalmente cheios de turistas que vêm de Cancún, mas sem pagar os preços vultuosos que cobram em Cancún. Uxmal: sítio arqueológico que fica a cerca de 80km de Mérida. Ao chegar, o lugar em que o ônibus para é no meio da estrada, sem dar muita pista de que é ali o meu destino final. Mas como há algumas placas, a gente vai andando e avistando a entrada. Bem próximo da entrada há um restaurante e hotel, além de barraquinhas de souvenir, água e lanches, mas tudo muito caro. Por isso é bom levar bastante água e algum lanche para o tempo em que estiver lá, e prepare-se para muito calor. Depois de passar pela bilheteria e andar um pouco na direção do sítio arqueológico, a bonita ‘Pirâmide do Adivinho’ vai se revelando. Não é permitido subir, mas o complexo arqueológico é tão grande e tem tantas construções, que dá para explorar bastante as demais estruturas espalhadas por lá. Uma delas é a ‘Grande Pirâmide’, que fica mais distante e num ponto mais alto do terreno, onde se pode subir as escadas muito íngremes e contemplar a beleza do local. Para retornar à cidade, basta esperar o ônibus do outro lado da pista, que passa em alguns horários específicos. O que eu esperava era o das 15h, mas ele só foi passar cerca de meia hora depois disso, enquanto o ponto ia enchendo de gente, mas acho que ninguém fez a viagem em pé no caminho de volta. Campeche: saí bem cedo para conhecer e ainda tomar café em Campeche, cidade a 180km de Mérida. Trata-se de uma cidade litorânea, onde os espanhóis se instalaram pela facilidade de escoamento de mercadorias. O intenso comércio na região portuária passou a chamar atenção de piratas, por isso foi construída uma muralha ao redor da cidade para proteção dos saqueadores dos mares. Ainda hoje existe parte dessa estrutura de pé, e as casas coloniais dentro da cidade murada estão perfeitamente conservadas. Da rodoviária para o centro histórico, peguei uma van que passa próximo da muralha. Como o calor é intenso, quando vai se aproximando do meio do dia, é um pouco difícil andar pelas ruas. Por isso, logo depois de almoçar, procurei pegar o ônibus de volta para Mérida. Chichén Itzá: a 120km de Mérida e 200km de Cancún, este é o sítio arqueológico mais cheio de turistas, com muita gente vinda de Cancún para conhecê-lo. Por esse motivo, se chegar mais cedo, fica mais fácil perambular com tranquilidade. Considerada uma das 7 maravilhas do mundo moderno, Chichén Itzá envolve um grande terreno com uma série de construções pré-colombianas, com destaque para uma grande pirâmide que chama atenção logo na entrada, ‘El Castillo’, muito bem conservada e onde não é permitido subir. Eu comparei um pouco o lugar com Uxmal e tive a impressão que Uxmal é maior e com mais construções espalhadas no terreno. Há uma quantidade sem fim de vendedores ambulantes oferecendo as mais diversas lembranças com um preço bem parecido. Se pechinchar um pouco, dá pra levar alguns artigos que valem a pena. O discurso dos vendedores é sempre o mesmo: ‘Como é a primeira venda do dia, então pra você eu vou fazer esse preço.’ Ao sair de Chichén, se estiver sozinho, dá pra compartilhar com algum outro turista a corrida de um táxi até o 'Cenote Ik-Kil', distante menos de 10min. Os cenotes são piscinas naturais formadas em cavernas ou em buracos bem abaixo da superfície do solo. O lugar é lindo e profundo e dá até pra aliviar o calor entrando na água. Para isso, há aluguel de armários para guardar os pertences e, se preferir, pode também alugar coletes de flutuação na água. Antes de entrar na água, é necessário usar os chuveiros do lado de fora. Na volta para Mérida, o ônibus do meio da tarde estava cheio e tinha muita gente em pé, mas ao longo do caminho alguns vão descendo e deu pra todos sentarem um tempo antes de chegar. Playa del Carmen – 3 dias/3 noites Fiquei hospedado do lado da 5ª Avenida, que é onde acontece tudo na cidade, uma rua só para pedestres com intenso comércio de todo tipo e uma quantidade enorme de turistas de todo o mundo. Cidade de praia com muito turista = preço altos. Comparado ao interior do país, a Riviera Maya (região caribenha) explora bastante o turista e nivela tudo a dólar e euro, precisando de uma quantidade enorme da desvalorizada moeda local. Cobá: pela manhã, peguei a van no terminal de ‘colectivos’ da cidade, para Tulum, onde peguei outra van para Cobá (50km). Acho que dei sorte, porque parece que os ‘colectivos’ que vão para Cobá passam em horário muito específico. Por causa dessa restrição de horário, é mais comum ver gente visitando o local de carro. As ruínas de Cobá estão bem espalhadas no meio da floresta, por isso é vantajoso alugar uma bicicleta por lá. Há também opção de ‘bicitaxi’, que é uma bicicleta adaptada com um banquinho para até duas pessoas na frente, guiada por um funcionário do local. Também é possível conhecer o lugar a pé, sem problema, só vai levar mais tempo e suar mais, porque o calor ali é muito forte. O principal templo de Cobá é a Pirâmide de Nohoch Mul, onde se pode subir seus inclinados degraus até o topo, que é bem alto. Lá de cima, tem-se uma bela vista da floresta, coisa totalmente diferente dos demais lugares que visitei, porque ficavam em terrenos sem tanta vegetação. Como cerca de 13h eu já estava pronto para sair, mas a van só partia às 15h para Tulum, me juntei a um grupo de pessoas para diluir o valor de um táxi. Tulum: almocei em Tulum e peguei o ‘colectivo’ para a zona arqueológica da cidade, que fica bem próxima. Um pouco antes da entrada, existe um serviço pago de transporte em um trenzinho que leva até a bilheteria. Acabei pegando para evitar o sol intenso do caminho, mas achei a distância pequena e perfeitamente possível a pé. As ruínas de Tulum estão espalhadas na beira do mar do Caribe e isso é o seu diferencial, um pano de fundo muito fotogênico. A maioria das construções ali estão bem desgastadas pelo tempo e ainda há algumas que sobrevivem de pé, mas não se pode aproximar muito, apenas contemplar à distância, sem interagir. Para entrar no mar, normalmente há bandeiras que indicam se é ou não recomendável, e nesse dia a bandeira vermelha estava levantada, com a água um tanto agitada e cheia de algas, infelizmente. Para o último dia na cidade, eu havia comprado pela internet um ingresso para o parque Xcaret para passar o dia. Peguei o ‘colectivo’ no terminal e desci na rodovia entre Playa del Carmen e Tulum, onde há um ponto de espera para o ônibus oficial (grátis) do parque. Para quem comprou o ingresso pela internet, a fila para trocar o voucher é diferente da fila geral, mas parece que levou o mesmo tempo para ser atendido. A vantagem é apenas o desconto por antecipação da compra. O Xcaret é um parque aquático que oferece diversas formas de entretenimento, muitas delas pagas à parte, como mergulho, passeio de balão, nadar com golfinhos ou tubarões, mas eu fiquei só com o ingresso básico mesmo e até que achei divertido, mas ainda assim superfaturado. Dentro do parque há vários caminhos para seguir com um mapa em mãos ou usando as placas espalhadas. Há aquário, borboletário, aviário, apresentações cinematográficas de cerimônias pré-hispânicas, e, claro, um mar lindo ao fundo. O passeio que eu curti muito e repeti foi o do rio subterrâneo. Dá pra guardar os pertences em uma bolsa, que depois eles levam na saída do rio pra gente pegar de volta, e também ganhamos um colete flutuante para o percurso, que é bem cansativo. Às 19h é apresentado o show de encerramento ‘México Espectacular’ em um ginásio, mostrando vários elementos da história e da cultura, grandioso, bem feito, organizado, demorado, pra família toda se divertir. Cancún – 3 dias/3 noites De Playa del Carmen para Cancún é cerca de 1h30 de ônibus, rápido e tranquilo. Fiquei hospedado no Ibis no Centro, que fica próximo a um shopping com bastantes opções de compras e refeições. Há também vários ônibus e vans que param na frente do shopping e levam para todo lugar. Um dos passeios que escolhi fazer na cidade foi atravessar a balsa para Isla Mujeres. Peguei uma van para Crucero e depois outra para Puerto Juarez, de onde sai a balsa. Deixei comprada a ida e a volta, podendo escolher na hora da compra se prefere voltar para outro porto, que foi o que fiz, voltando por Playa Tortugas. Partindo de Puerto Juarez, a travessia é rápida, cerca de 20min, deslizando sobre uma água em vários tons de azul muito límpida. Isla Mujeres tem praias muito gostosas, água com temperatura agradável e mar calmo e raso. Muita gente aluga carrinhos de golfe para percorrer a ilha toda, mas há praias ali pertinho da balsa que já compensam. Em Cancún, existe uma torre panorâmica giratória que revela uma linda vista da cidade do alto. Para quem visita o Xcaret, o ingresso na torre é gratuito, basta guardar a pulseira utilizada no parque e apresentá-la para ter direito ao ingresso. Dali se avistam as mais bonitas praias da cidade, com destaque para a mais famosa, Playa Delfines, praia pública com mar cristalino e com ondas. Nesta praia está o letreiro colorido de Cancún, onde sempre há uma fila imensa de turistas para tirar fotos. As praias em Cancún de modo geral são de propriedade particular. São poucas faixas de areia aberta ao público, a maioria é explorada exclusivamente pelos hotéis instalados em cada área. Por isso acaba sendo mais difícil para o turista encontrar muitos passeios para fazer na cidade, e muitos pagam o preço de ficar em resorts para terem disponível para si uma ‘praia particular’. Mas a beleza do lugar, a mistura do calor com aquele mar infinito que chama para um mergulho são capazes de hipnotizar o visitante, que fica exigente com outras praias depois de uma experiência como essa.
  19. Como o ano de 2016 foi muito difícil e puxado e praticamente não viajamos, resolvi começar 2017 com uma viagem especial para Campos do Jordão, em São Paulo. Fomos na baixa temporada, já que ainda era início de janeiro e a alta temporada por aqui costuma ser em meados de junho. Mesmo assim o passeio foi muito especial. Confira como foi o passo-a-passo dessa incrível viagem. Caso queira acompanhar o relato diretamente pelo blog clique no link abaixo ou numa das Partes abaixo: http://tudorocha.blogspot.com/2017/01/campos-do-jordao-sp-04-08-de-janeiro-de.html - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Lista de Partes: [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03] [PARTE 04] - [PARTE 05] - [PARTE 06] [PARTE 07] - [PARTE 08] - [PARTE 09] - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Para que o conteúdo não fique massivo estarei dividindo o relato em várias partes menores, e caso você queira apenas saber o que Campos do Jordão e Aparecida têm a lhe oferecer, clique num dos links abaixo, onde coloque suas respectivas dicas de roteiro: Dicas de Roteiro: [Campos do Jordão, SP] Dicas de Roteiro: [Aparecida, SP] E antes de seguir com o relato, no final das contas meu roteiro ficou assim: Meu Roteiro DIA 01 - Quarta, 04 de Janeiro de 2017 [Parte da Noite] Viagem de ônibus do Terminal Turístico JK (Belo Horizonte) para Campos do Jordão, SP. DIA 02 - Quinta, 05 de Janeiro de 2017 [Início da Manhã] Chegada em Campos do Jordão, SP [Parte da Manhã] Visita ao Palácio Boa Vista [Início da Tarde] Visita ao Auditório e Museu Felícia Leirner [Parte da Tarde] Compras nas galerias próximas à Ducha de Prata [Parte da Noite] Passeando pelo Centro Comercial da Vila Capivari DIA 03 - Sexta, 06 de Janeiro de 2017 [Manhã e Tarde] Visita a Aparecida, onde conhecemos os seguintes lugares: - Teleférico, Torre do Mirante, Galerias, Cine Aparecida e Museu de Cera [De volta a Campos do Jordão] [Parte da Tarde] Missão Fondue! [Parte da Noite] Missão Pastel do Maluf! DIA 04 - Sábado, 07 de Janeiro de 2017 [Parte da Manhã] Visita aos Jardins Amantikir c/ direito à pedido de casamento [Parte da Tarde] Compras na Galeria Vila Capivari e na Vila do Artesanato [Final da Tarde] Ida ao Parque dos Elefantes e Mirante do Morro do Elefante [Ainda no Final da Tarde] City Tour na parte residencial de Campos do Jordão em um trenzinho da Alegria [Quase no Início da Noite] Visita a parte de baixo do Morro do Elefante, incluso suas galerias DIA 05 - Domingo, 08 de Janeiro de 2017 [Parte da Manhã] Visita ao Portal da Cidade [Restante do dia] Viagem de volta de ônibus para Belo Horizonte [Quase no Início da Noite] Chegada no Terminal Turístico JK Dito o que precisava, vamos começar! DIA 01 - Quarta-feira [04 de Janeiro de 2017] Indo de BH até São Paulo de ônibus Ainda em meados de Junho de 2016 a Lu tinha me mostrado uma super promoção da São José Viagens, que achei bem em conta, pois teríamos a oportunidade de conhecer Campos do Jordão, um lugar frio de São Paulo que possui um chocolate super gostoso [foi isso que ela ouviu dos outros, então resolvemos ir lá pra conferir]. Achei o preço tão bom que paguei o pacote inteiro à vista pra nós dois. E o tempo passou, passou mais e ... finalmente... no dia 10 de Janeiro deste ano [2017], com nossas malas já arrumadas partimos pra Belo Horizonte, rumo ao Terminal JK, que é um dos pontos de partida da empresa. Às 19:30h partimos da minha casa e pegamos um coletivo que foi tranquilamente até o Terminal JK. Chegamos ali próximo das 20:20h, fizemos o check-in e ficamos aguardando dar o horário, deu tempo até de comer alguns deliciosos biscoitos de queijo comprados no Carrefour. Parece que houve algum tipo de desorganização na hora da compra, e muitos turistas tinham chegado antes das 19:00h, já que o passeio estava marcado com horário errado para eles, por isso estava um alvoroço e o pessoal estava realmente estressado, mas nada que fosse nos atrapalhar. Luciana toda estilosa esperando a nossa vez de entrar no ônibus! Às 22:00h entramos no ônibus da São José, mas ele não saiu na hora prevista porque outro turista do nosso grupo atrasou demais. Ao que parece ele [ou eles] estavam vindo de Ipatinga e agarraram no trânsito, e o bus só partiu mesmo às 22:20h, com destino a São Paulo. A mãe da Lu fez até umas excelentes almofadas de pescoço pra nos desgastar menos nessa viagem. Se você é mineiro [ou está na região metropolitana de Minas Gerais] e deseja conhecer boas agências de viagens da região, clique no link abaixo: Conhecendo Agências de Turismo Interessantes de Belo Horizonte e Região Metropolitana http://tudorocha.blogspot.com/2015/08/conhecendo-agencias-de-turismo.html DIA 02 - Quinta-feira [05 de Janeiro de 2017] Demos nossa primeira parada às 1:00h em algum Graal da beira da estrada, que não consegui descobrir qual era ao certo porque estava chuviscando de leve e não queria molhar a câmera ou o meu óculos. Nesse lugar a parada foi bem rápida, menos de meia hora, apenas pra usar o banheiro e esticar um pouco as pernas, o legal é que o estabelecimento ainda estava decorado com algumas coisas de natal. Assim que o pessoal voltou continuamos nossa viagem de ônibus. Passado mais algum tempo, às 4:00h da manhã fizemos nossa segunda e última parada do percurso até Campos do Jordão. Dessa vez até que eu tinha conseguido dormir bastante no ônibus. Havia até um pequeno laguinho com alguns peixinhos que infelizmente tinham um espaço muito limitado pra ficar nadando. O Graal Bela Vista é muito grande, mas eu e a Lu nos limitamos apenas a ficar um pouco sentados no banco de fora porque ela já estava com as pernas doendo de tanto ficar sentada no ônibus sem poder esticar os pés. E partimos novamente depois de mais algum tempo. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Campos do Jordão, SP Campos do Jordão está localizada no interior do Estado de São Paulo, mais precisamente na Serra da Mantiqueira e fica à altitude de 1.628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro. Possui uma população de pouco mais de 50.000 habitantes e está a 173 km da cidade de São Paulo, a 350 km de distância do Rio de Janeiro e a aproximadamente 500 km de Belo Horizonte. Sua principal via de acesso é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro. A partir da década de 50 Campos do Jordão começou a consolidar-se como um dos principais destinos de inverno do Brasil e passou a ser apelidada por muitos de "a Suíça paulista". Fonte Pesquisada: https://pt.wikipedia.org/wiki/Campos_do_Jordão - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Voltando ao nosso passeio... Chegando no Hotel Chegamos pouco depois das 8:00h no Parque Hotel, de Campos do Jordão, que por sinal é muito bonito por fora e por dentro, e ainda por cima está numa excelente localização. Nosso quarto estava localizado no terceiro andar e para chegar até lá a gente sempre preferia subir pelas escadas estilosas do hotel, que iam afinando aos poucos conforme a pessoa chegava perto das pontas. Para quem possui dificuldades de locomoção não há problema, pois o hotel conta também com um elevador para os hóspedes. Nosso quarto era lindo, organizado e bem espaçoso, contava ainda com cobertores para os dias mais frios [que não precisamos usar] e o colchão era muito bom. Então conseguimos ter boas noites de sono em todos os dias. Outra coisa boa era que tanto o chuveiro quanto a pia do banheiro tinham opção para água quente e fria. A única coisa que não gostei do Parque Hotel é que o WiFi só ficava disponível na área da recepção e não tinha nenhuma internet nos quartos, e a TV também era bem pequetita [nada importante, já que quem veio aqui deve é passear fora do hotel mesmo!]. Essa era a vista da janela de nosso quarto: Nosso roteiro do dia seria um pouco extenso. Então só tivemos tempo de lanchar e de nos arrumar, pois dentro de pouco tempo já sairíamos novamente. O restaurante do hotel contava com uma boa diversidade de coisas para se comer, mas que se repetem ao longo da semana, então acabou que na maioria dos dias a gente comia praticamente as mesmas coisas em nosso lanche matinal, e como o primeiro dia não estava incluso no passeio, tive que pagar a bagatela de R$ 40,00 [R$ 20,00] para cada um, somente para esse lanche. Algo que com certeza aprendemos por aqui é que comer em Campos do Jordão é algo que sempre saía bem caro para o nosso bolso! Visita ao Palácio Boa Vista Ás 9:00h entramos no ônibus da São José e seguimos até o Palácio Boa Vista, que é considerado como a residência oficial de veraneio do governador de São Paulo, e está localizado no Alto da Boa Vista, ainda dentro de Campos do Jordão. Andamos um pouco de ônibus pela cidade e enquanto isso tanto o guia da São José, o Adilson, quanto a guia da cidade explicavam algumas coisas interessantes da cidade para gente. Como o fato da cidade já ter ficado com -8ºC de temperatura, chegando a ter uma leve geada, e só não nevou porque o clima dessa região é bem seco. Mostraram um pouco da parte pobre da cidade e citaram sobre alguns de seus problemas, mas nos informaram que o lugar não era perigoso ao ponto da pessoa entrar e não sair com vida, como se acontece em algumas favelas do Rio de Janeiro. E ainda sobre algumas lendas locais, como a das árvores canadenses. As pessoas acreditam que se uma folha cair em sua cabeça você poderá se tornar milionário [mas claro, não vale retirar a folha da árvore à força e colocá-la em sua cabeça!]. Essas árvores foram plantadas na cidade como um símbolo do frio dessa região. E chegamos. De longe percebia-se que o lugar mais se parecia com um castelo por fora, mas por dentro era realmente um palácio. Tivemos que esperar realmente um bocado na fila antes de poder entrar no palácio, e como eles não deixavam tirar fotos ou fazer gravações lá de dentro tivemos de guardar todas as nossas coisas num guarda-volume da entrada. Ao procurar pela internet essas foram as únicas fotos que encontrei desse local: Por dentro o palácio é super luxuoso e interessante. Possui o piso totalmente revestido em madeira. Conta com dezenas de salões e todos eles com móveis luxuosos, alguns até importados de outros países e em sua grande maioria os objetos são bem antigos, datando das décadas de 60, 40, e até mesmo contando com algumas peças do Século XVIII. Existiam espelhos de origem belga, alguns móveis folheados a ouro, outros de latão dourado e muitas, muitas obras de arte espalhadas por todos os cômodos, que iam desde estátuas e obras antigas a diversos quadros nas paredes, com destaque especial para a artista Tarsila do Amaral. Essa mulher foi uma grande pintora e desenhista brasileira e era uma das figuras centrais da primeira fase do movimento modernista no Brasil, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro, "Abaporu" [essa coisa de pernas grandes na foto acima] inaugurou o movimento antropofágico nas artes plásticas brasileira. Eu, em especial, não sou tão fã nem de artes nem de história. Mas achei interessante passear um pouco por esse local e a visita até que foi bem rápida. Quando saímos aproveitamos e tiramos mais algumas fotos do pátio interno, onde ainda deixavam que as pessoas tirassem fotos. Capela de São Pedro Saindo dali fui na Capela de São Pedro, que estava praticamente do lado do palácio, já a Lu não quis entrar nesse local. É uma estrutura íntegra de concreto armado, com as paredes de vidro, que permite que se visualize a paisagem da região. Entrei rapidamente apenas para tirar fotos dessa capela. Se afastando um pouco dali e descendo a rua ainda existia uma lojinha, e juntos aproveitamos pra dar uma olhadinha no que havia ali, mas acabou que não compramos nada. Bem ao ladinho havia um jardim e mirante muito bonito, então aproveitamos pra dar uma olhada neles também. Essas flores são chamadas de hortênsias e são um dos símbolos da cidade. Para praticamente qualquer lugar que se olhe em Campos do Jordão nessa época do ano é possível ver ao menos algumas flores destas. Outro ponto interessante é que a cor delas muda de acordo com o PH da terra, por isso elas existem em cores variadas por toda a cidade. E voltamos novamente para o ônibus da São José para continuarmos o nosso passeio. Continue acompanhando, pois ainda se tem muito mais relato para contar!
  20. A cidade de Contagem ganhou mais um atrativo bem interessante que certamente vale a sua visita. O Ita Park. O parque já possui mais de 30 anos e por muito tempo foi itinerante, proporcionando diversão e momentos inesquecíveis para toda a família em vários lugares da região metropolitana, mas agora se fixou em Contagem. Saiba mais sobre ele e não deixe de fazer uma visitinha! [ATUALIZAÇÃO DE 2018 - O Ita Park não está mais em Contagem, mas nem por isso deixará de ter o seu devido relato enquanto esteve por aqui - Além disso acho que vale a pena citar esse porte porque a estrutura dos Ita Parks pelo Brasil costumam ser muito parecidas] Caso queira acompanhar o relato diretamente pelo blog clique no link abaixo: http://tudorocha.blogspot.com/2016/11/ita-park-em-contagem-mg-dicas-de-roteiro.html O Ita Park possui algumas dezenas de brinquedos que são divididos em: Infantil, Para a Família e Radicais. Estava localizado na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, nº 76 - Contagem - MG, próximo à Estação Eldorado. Assim que descer do metrô não tem como não enxergar a montanha russa e a roda gigante [foto da capa] que chamam para si toda a atenção, e se estiver nos dias que o parque está em funcionamento ainda é possível ouvir os gritos constantes que vêem dos diferentes brinquedos radicais do parque, o que contribui ainda mais para achá-lo facilmente. Se estiver de carro ou for de ônibus as referências mais próximas são o Shopping Itaú e a própria estação Eldorado do Metrô, que é um dos lugares mais próximos do parque. Dia 23/07/2016 Notas: Como Eu e a Lu fomos para um parque e rodamos muito por lá, preferi deixar esse relato em formato de Dicas de Roteiro, assim, se houver um Ita Park próximo de você [independentemente de onde estiver pelo Brasil], será possível conferir mais ou menos o que é possível se fazer nessa franquia de parques. Sem mais delongas, vamos começar... Na hora de entrar você tem duas escolhas: Pagar pelo passaporte, que lhe dá o direito de utilizar todos os brinquedos quantas vezes você quiser no dia de visita, ou pagar um valor menor a cada vez que usar um brinquedo. O Ita Park conta com diversas atrações como a montanha-russa Looping Star, o Evolution, o Terminator do extinto Playcenter, Tapete Mágico, Music Express, Crazy Dance, Barca Viking, Fly Zone, Auto Pista, Roda Gigante, Speed Mouse e Área Infantil. Um repertório de atrações que dão inveja em muitos parques! Brinquedos Infantis Existem muitos brinquedos infantis, entretanto eles chegam a ser bem parecidos e repetitivos, o que não atrapalha muito já que são para criancinhas bem pequenas. Todos eles são super seguros e é muito difícil de alguma criança se machucar ao brincar neles. Brinquedos para a Família Para toda a família podemos citar vários brinquedos, como o Bate-Bate, Pirat, Samba, Roda Gigante, Crazy Dance, Music Express e Flayvende Taeppe. Conheça com mais detalhes cada um deles. Carrinhos Bate-Bate Um dos brinquedos mais tradicionais de qualquer parque, o Ita Park possui muitos carrinhos e uma pista razoavelmente grande, o que garante muita diversão! Roda Gigante Outro dos brinquedos mais tradicionais de qualquer parque, também não deixa de ser interessante. Dá para aproveitar para ver todo o parque do alto e apreciar o tamanho do imponente loop da Montanha Russa do Ita Park. Crazy Dance O Crazy Dance é um brinquedo que consiste em bancos suspensos sobre plataformas que giram estando essas apoiadas numa plataforma maior que gira em sentido contrário, fazendo com que os bancos girem para lados diversos a todo momento. E ainda tem um detalhe adicional: Os bancos giram para diversos lados e se cruzam, dando a impressão de que vão se bater. Na verdade essa é a graça, a impressão de que vai bater que dá a adrenalina. Claro que a maneira e a velocidade com que os bancos se movimentam também contribuem para sentir esse efeito. Se pelas explicações ficou difícil de entender, é assim que esse brinquedo funciona: Obs.: Esse vídeo foi feito em outro parque, mas o brinquedo do Ita é exatamente igual. Pirat Nesse brinquedo já é possível sentir um pouco de adrenalina, já que ele vai muito alto e ainda volta de costas. Dá um certo frio na barriga, mas as crianças também podem ir nele se tiverem o tamanho necessário para entrar no brinquedo. Samba Esse é um brinquedo com carinha de inocente, mas que é muito divertido e apesar de não parecer, também é um pouco radical! É formado por um pandeiro gigante, com assentos em sua borda, que se movimenta conforme o ritmo da música e você fica basicamente balançando de um lado para o outro, quase caindo! O brinquedo não te segura, você tem que se segurar bem as barras de ferro que há no brinquedo, deixando a adrenalina mais forte. Este brinquedo é muito radical. Um dos melhores brinquedos para se divertir com a família! Para entender bem como ele funciona veja o vídeo abaixo: Obs.: Esse vídeo foi feito em outro parque, mas o brinquedo do Ita é exatamente igual. DICA IMPORTANTE para os casais apaixonados: Segure a barra, somente a barra de ferro, nunca seu parceiro, fazer isso é pedir para machucar o nariz do seu companheiro e estragar a sua diversão! Music Express Outro brinquedo inocente a primeira vista, que quem vê de fora acha que é muito bobo: Mas que irá surpreendê-lo e lhe dar um bom susto! A pessoa que está no Music Express quase não consegue se segurar no banco devido a sua velocidade e as ondulações que o trenzinho faz e quando você acha que acabou, ele começa a andar de ré com muita velocidade. É um brinquedo bem legal e super divertido para se conhecer! DICA: Cuidado para não esmagar [ou ser esmagado] pela pessoa que está do seu lado na hora que o Music Express estiver girando. Quem já foi nesse brinquedo entenderá o que eu quero dizer! Flyvende Taeppe Outro que parece muito fofinho e tem um bocadinho de adrenalina escondida no brinquedo. O Flyvende Taeppe gira para um lado e para o outro, em um divertido loop invertido que pode dar um bom friozinho na barriga. Quiosques Além das atrações normais, que fazem parte do passaporte também existem quiosques separados. Alguns de alimentação e outros de brincadeiras. Tiro ao Alvo Como o próprio nome indica, o objetivo é atirar nos objetos para acertá-los e derrubar no pano. Um bom conselho é tentar atirar nas coisas mais leves primeiro, pois elas são mais fáceis de serem derrubadas e com isso você aumentará a chance de ganhar alguma prenda. Pescaria A Pescaria é mais ideal para crianças pequenas, mas também pode ser um bom lugar para arrumar um presentinho para a namorada ou o companheiro! Pega-se alguns peixes e depois o somatório lhe dará direito a uma prenda. Obs.: Tente ir pouco antes de sair do parque para não ter de ficar carregando as prendas por todo o lugar. Quiosques de Alimentação e Praça de Alimentação Em alguns lugares do parque existem quiosques onde se pode comprar um lanche rápido, como doces, maçã do amor, cachorro-quente, refrigerante e outras coisas. Claramente, por se tratar de um parque onde a maioria de seus brinquedos são bem radicais o ideal é comer um lanche mais leve para não passar mal e estragar seu passeio. Em um dos lugares ainda há cobertura para proteger as pessoas da chuva. E perto dali existe um playground para as crianças bem pequenas. A infra-estrutura é completa e também há o devido lugar para os banheiros no parque. E agora é hora de conhecer as melhores atrações do Ita Park, os brinquedos radicais! Brinquedos Radicais Montanha Russa e Terminator Saiba mais um pouco sobre o Parque nessa reportagem do Maicon JF e conheça mais de perto a Montanha Russa e o Terminator, dois brinquedos radicais do Ita Park. A montanha russa é bem rápida, mesmo assim não deixa de ser emocionante, principalmente em uma hora que o carrinho quase vira de lado e também quando dá o loop. Já para enfrentar o Terminator prepare seu coração para tomar grandes sustos. E para fecharmos com chave de ouro, esses são os dois brinquedos mais radicais do Ita Park Contagem! Flyzone Esse é um verdadeiro desafio para corajosos, enquanto seu acento gira e pode te deixar de cabeça para baixo a qualquer momento o brinquedo dá uma enorme volta que sai do chão ao céu rapidamente enquanto todos continuam girando. Difícil de entender escrevendo? Assista ao vídeo abaixo e entenda: Evolution À primeira vista pode até se parecer com o Flyzone, mas os dois são brinquedos com foco muito diferente, observe como é o movimento do Evolution por exemplo: Engana-se quem acha que esse não é um brinquedo radical, somos virados de cabeça para baixo a mais de 40 metros de altura enquanto o brinquedo gira e em tem hora ele nos deixa de cabeça para baixo, a sensação de adrenalina vai as alturas! Obs.: Esse vídeo foi gravado no Ita Park de Goiânia, mas é o mesmo brinquedo do Ita Park Contagem. Se apenas o fato de ver esse brinquedo em funcionamento já é incrível, imagina sentir tudo isso do ponto de vista de quem está nessas cadeiras, pode ter certeza, você sentirá muito medo porque há momentos em que pensamos que iremos cair lá de cima, e quando parece que vai terminar o Evolution se torna ainda mais radical. Se você mora na região metropolitana de Belo Horizonte ou simplesmente está passando por essa região e está sem saber o que fazer para passar o tempo, certamente uma boa opção para passar o dia é conhecer o incrível Ita Park. Se tiver gostado e quiser ver mais postagens dessa mesma Coleção, clique no álbum abaixo: Ou então nesse mapinha, que te levará a uma espécie de índice onde estão citados todos os destinos do Blog: Fontes Pesquisadas: https://www.facebook.com/pg/itaparkbrasil/about/?ref=page_internal http://www.oguiadadiversao.com.br/posts/setembro_2016/0709/ita-park-inaugura-em-contagem.html https://pt.wikipedia.org/wiki/Crazy_Dance https://pt.wikipedia.org/wiki/Samba_(brinquedo)
  21. Com as merecidas férias, fiz uma viagem do estilo Sol e Praia para Porto Seguro junto da Luciana, entre os dias 09 e 16 de Janeiro de 2016. Confira agora como foi o nosso passeio. Caso queira acompanhar o relato diretamente pelo blog clique no link abaixo: http://tudorocha.blogspot.com/2016/01/porto-seguro-ba-09-16-de-janeiro-de-2016.html - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Lista de Partes: [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03] [PARTE 04] - [PARTE 05] - [PARTE 06] - [PARTE 07] - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Caso não queira conferir como foi o meu relato e deseje apenas saber o que é bom para se fazer em Porto Seguro, confira as dicas do botão abaixo: Sem mais delongas, vamos começar... DIA 01 - Sábado [09 de Janeiro de 2016] Depois de ter uma noite bem dormida e já com as malas arrumadas [tinha deixado ela pronta na quinta-feira ainda], mais ou menos às 9:00h fui até a casa da Luciana para filar a comida da sogra. Minha ideia era partir de lá já alimentado e junto com ela. Minha bagunça. Bagunça da minha mãe, na cama ao lado [e a cama nem é dela!] Depois de esperar um pouco peguei o bus que ia pro Alvorada. Por lá fiquei esperando a Lu se arrumar, ela estava doida porque deixou tudo pra última hora, então arrumou uma correria danada! Após almoçar chegou a hora de partir rumo ao metrô. Já no metrô, fomos até a Estação Lagoinha para dali entramos na rodoviária de Belo Horizonte e pegamos o ônibus da Unir que vai pro Aeroporto, que aliás, sai muito mais barato do que pegar um táxi ou o MOVE Conexão Aeroporto que o pessoal gosta de usar. E agora sim, finalmente estávamos realmente a caminho do aeroporto de Confins! Depois de pouco mais de uma hora [ou duas, não sei ao certo] chegamos em Confins. Obs.: Parece estranho minha mochila ficar pra frente, mas acho melhor ficar feinho do que ter os pertences furtados de bobeira no centro de BH. Já no local certo bastava apenas esperar o horário do nosso voo, que saiu no horário certo e sem maiores problemas. Dada a hora, então bora pra Porto Seguro... Já acima das nuvens pudemos ter o nosso lanchinho e seguimos uma viagem tranquila até o aeroporto de Porto Seguro. No pacote que fiz com a Master Turismo estava incluído a viagem de ida e volta para Porto Seguro e o translado até o nosso hotel. Então ali já nos encontramos com um dos guias da Coconut Tours, que ficou encarregado de nos levar até lá. Como não estávamos muito longe do aeroporto, chegamos bem rápido ao Hotel Márlim, que seria a nossa estadia por toda essa semana. Nosso quarto dessa vez era bem simples, mas tinha o que precisávamos: um frigobar vazio pra guardar as águas! A cama era confortável [apesar de no primeiro dia terem colocado dois colchões como improviso - depois disso deixaram um colchão de casal], o ar-condicionado era muito bom e os hóspedes também são agraciados com uma piscina que fica no centro do hotel. Outra coisa que gostei bastante daqui era a localização, no centro, próximo de bons restaurantes com o preço bem em conta e também da Passarela do Álcool [também conhecida como Passarela do Descobrimento], ótimo local pra quem curte muita cerveja e também compras de tudo o que você pensar, seja de artesanatos, roupas, acessórios e muito mais! Aqui tive um imprevisto que não estava contando [claro, quando a gente conta não é imprevisto!!!], dei a bobeira de deixar pra transferir o dinheiro que tinha guardado da poupança para a conta de débito somente aqui porque estava com preguiça de fazer isso em Belo Horizonte e em Porto Seguro simplesmente não existe nenhum Santander [nunca imaginei isso, já que viajei até para Pato Branco, no Paraná, 300 km depois de Judas ter perdido as botas e lá também tinha Santander] e como fiquei muito preocupado em não poder fazer nada por ter pouco dinheiro do débito fechei o pacote todo no Crédito com a Coconut Tours. Notas: De certa forma acho que falhei um pouco aqui, primeiro por ter dado essa bobeira de não ter feito o que devia em minha própria cidade, e depois por ter fechado muitos passeios focando somente nas praias, já que achava que outros passeios interessantes, como o de chalana, eram feitos somente na praia. Acho que uma boa dica para quem quer usar agências de turismo pra ter mais comodidade é não fechar tudo na hora como eu fiz. Se estiver no centro dê uma passada em outras agências e feche pacotes diferentes [como por exemplo, passeio de chalana, mergulho de cilindro, passeio de quadriciclo], pra que o roteiro não fique muito repetitivo ou engessado. O que nos salvou foi que os guias da Coconut são todos excelentes e apesar de estarmos mais nas praias deu pra fazer outras coisas muito interessantes. Nosso Roteiro [que sofreu algumas mudanças no decorrer da semana], acabou ficando assim: NOSSO ROTEIRO Sábado, 09 de Janeiro de 2016 - Translado de ida da região metropolitana de Belo Horizonte para Porto Seguro; Domingo, 10 de Janeiro de 2016 [Parte da Manhã] City Tour no Centro de Porto Seguro; [Parte da Tarde] Barraca Barramares, na Beirada da Praia; Segunda, 11 de Janeiro de 2016 [Parte da Manhã] Praia de Pitinga, em Arraial d'Ajuda; [Parte da Tarde] Centro de Arraial d'Ajuda; Terça, 12 de Janeiro de 2016 [Manhã e Tarde] Praia dos Espelhos; Quarta, 13 de Janeiro de 2016 [Manhã e Tarde] Trancoso; Quinta, 14 de Janeiro de 2016 [Parte da Manhã] Praia de Santo André; [Horário do Almoço] Oficina do Sabor e Berimbau Park; [Parte da Tarde] Coroa Vermelha [Aldeia dos Índios Pataxós]; Sexta, 15 de Janeiro de 2016 [Parte da Manhã] Recife de Fora; Sábado, 16 de Janeiro de 2016 - Translado de Volta de Porto Seguro para a região metropolitana de Belo Horizonte. Continuando com o relato... De noite resolvemos comer uma boa pizza no Mama's para comemorar a nossa chegada na cidade. O que achei mais legal aqui é que eles usam esses mini-forninhos pra deixar a pizza aquecida, além disso a massa é muito fina e a pizza é realmente deliciosa e pra ajudar o preço é muito baixo. Vale a pena comer aqui! Após comer resolvemos andar um pouco [na verdade um bocado] pelo centro da cidade, o que mais tinham eram opções de vestuário e restaurantes para todos os gostos, além de dezenas e mais dezenas de lojas de souvenirs. Quem é colecionador como eu pode ficar tranquilo que certamente tem alguma coisa bem legal que se adequará ao seu gosto. Fiquei tão entretido comprando que até esqueci de tirar mais fotos, mas não tem problema porque em quase todos os dias demos uma passada no centro da cidade pra passear ou para comer alguma coisa. Os enfeites de natal decorando a cidade ficaram tão legais que acho que a prefeitura quis deixar eles aqui por mais algum tempo ainda. Terminado tudo o que queríamos fazer fomos dormir, no próximo dia começaríamos com os nossos passeios por Porto Seguro. DIA 02 - Domingo [10 de Janeiro de 2016] Já acordados, a primeira coisa que fiz foi tirar algumas fotos do hotel. Não esquecendo, claro, de tomar nosso café da manhã. Nosso primeiro passeio seria para o centro histórico de Porto Seguro, e a Coconut enviou uma van para nos buscar e levar até lá. Uma das coisas que reparei é que os baianos realmente amam sua terra, são dedicados e mesmo nas coisas mais simples fazem todo o possível para agradar os turistas. A primeira coisa que o guia Jackson nos mostrou foi de onde era tirado o cacau da fruta. Sempre achei que era usado a polpa para fazer o chocolate, mas na verdade é usada essa semente, que é torrada e nela são realizados outros processos até chegar no chocolate que conhecemos atualmente. Perto dali também tinha um vendedor vendendo sementes que ajudam no tratamento de várias coisas. Acabei não prestando muita atenção, pois nossas atenções se voltaram mais para o índio vendedor de brincos, que estava ali perto. A Luciana gosta muito dessas coisas que usam penas e não resistiu, já fez a sua comprinha! E após algumas explicações, começamos com nosso passeio pelo centro histórico de Porto Seguro. Achei muito legal a história daqui, que é basicamente o começo da história do Brasil: As casinhas eram feitas coladas umas as outras, sempre dando um espaço no meio para a rua, que dividia os vilarejos em dois, e ao fundo era construída uma igreja. Além disso, entre todas as casinhas havia uma porta. Isso ajudou os primeiros portugueses a se prevenir dos ataques constantes dos índios que não queriam eles nessa região. Falando em índios, os das costas brasileiras eram amigáveis com os portugueses e aceitavam permutas de objetos europeus em troca de comida e outras coisas que eles possuíam. Já os das matas fechadas eram hostis e atacavam os portugueses sempre que tinham oportunidade. Outro detalhe interessante era que esses vitrais utilizados nas torres das igrejas vinham diretamente de Portugal, e como os vidros quebravam sempre durante o percurso colocavam esse vidro do jeito mostrado acima. Isso era bom porque o sol forte ajudava o vidro a brilhar e isso facilitava a vida dos marinheiros, pois conseguiam ver onde estava o vilarejo mesmo estando distantes da costa. Após as explicações do guia andamos mais pelo local, tiramos muitas fotos e compramos mais algumas coisinhas pelas lojinhas. Também tiramos fotos dos mirantes bonitos que estavam nessa área. Após voltar esperamos um tempinho, até que chegou o ônibus que nos levaria para a Barraca Barramares, na beirada da praia. No caminho até avistamos a Transilvânia! Chegamos na Barraca Barramares, que já de cara mostrou uma entrada bem elegante! Fomos direcionados a ficar na parte onde havia areia e muitas mesas, o estabelecimento estava lotado e quase não haviam lugares disponíveis, mas após olhar os preços absurdamente caros, pedimos licença para um casal que estava realizando o Tour com a gente, saímos dali e voltamos na entrada da Barramares novamente para procurar outro local, mas caímos na realidade ao perguntar para os transeuntes, essa barraca estava bem isolada do comércio local da cidade. [Aliás, esse é um dos pontos negativos que percebi em Porto Seguro, aqui prevalece um sistema de monopólio das barracas, o que encarece consideravelmente os preços das coisas ao comer nas praias, e nem tem como fugir disso já que a maioria dessas barracas ficam em lugares mais isolados, o que faz com que você nem tenha opção de escolha, e se houver mais de uma barraca próxima da outra os comerciantes não deixam que você compre livremente por elas, somente na barraca que você está com suas coisas] Então tivemos que voltar e pedi a refeição mais simples do menu, que ainda assim saiu caro, já que nem carne tinha no prato. Como a comida não nos sustentou, resolvi fazer uma gracinha e comprei um açaí na barraquinha ao lado, que também pertencia a Barramares. Mas aqui aconteceu o impensável, sim ... uma lagarta preta, do tamanho de uma mão, daquelas de coqueiro, subiu na perna da Luciana ... que tem o maior pavor de lagartas, até mesmo daquelas pequenininhas ... O resultado foi catastrófico! Obs.: Não coloquei a foto da Lagarta original para não traumatizar ainda mais a Lu!!! Ela deu o maior grito, pulou assustada, quase pediu socorro, ficou toda tremendo, não conseguiu comer mais o açaí e chorou demais, fiquei até desconsertado na hora porque não sabia o que fazer. Ela se acalmou somente quase uns 20 minutos depois desse ocorrido. O pessoal que estava frequentando essa barraca estavam muito animados, curtindo muito, brincando e até dançando Kuduro! Passado o susto e com a Lu um pouco mais calma andamos um pouco pela praia. E até consegui tirar uma foto dela mais animada. Se você gosta de diversão com agito, por aqui é possível praticar o Banana Board e se jogar de vez no mar, como eu estava fora de forma no nado e a Lu não sabe nadar e não gosta desse tipo de atividade preferi não arriscar. Até tentamos escrever o nome do meu Blog, Tudo Rocha, pra ver se ficava legal escrito na areia da praia de Porto Seguro. Dessa vez ainda não tinha ficado boa, também tentamos em outras praias e deixamos com um efeito bem mais legal! Perto dali também existe um pequeno rio, onde as pessoas aproveitam pra andar de caiaque ou apenas brincar na água. Às 15:00h tínhamos que voltar para o ponto combinado, então, como estava perto do horário resolvemos voltar. [Pode até parecer que na maioria dos passeios ficamos pouco tempo na praia, mas o calor e a intensidade do sol por aqui é fortíssimo e é melhor ficar um tempo menor na praia e assim evitar queimaduras - eu na verdade, durante toda a semana tive que ter muita atenção, pois meus ombros e a nuca chegaram a queimar um pouco] Ao sair não deixamos de tirar fotos bem legais em lugares estratégicos feitos especialmente para os turistas. [Obs.: Nós estamos com olho de peixe-morto porque a intensidade da luz aqui é muito forte, eu por exemplo demorei quase 3 dias para conseguir abrir meus olhos completamente.] Algo que achei bem legal foi algumas frases de baiano citadas pelo nosso guia da Coconut: - Braço cruzado é ritual baiano de chamar chuva! - Vamos-nus todos, mas todos vestidos! Outra coisa que nos informaram foi para não fazer tatuagens de rena, dessas que oferecem na praia, pois não sabemos nada da higiene utilizada nesse tipo de produto. Chegando o ônibus fomos em direção ao nosso hotel novamente e deu até pra ver de relance a praia de Toa Toa, que também é muito boa! Depois de chegar no Hotel descansamos bastante e de noite fomos comer algo mais apetitoso no Theta's, já que não demos muita sorte na hora do almoço. O garçom foi muito educado e prestativo e até nos ajudou a tirar uma boa foto. Depois de jantar e certamente ter andado mais um pouco pela Passarela do Álcool pra levar mais alguma coisinha, voltamos pro hotel e descansamos mais um pouco. No outro dia teríamos mais passeios divertidos para se fazer. Continue acompanhando, pois tem muito mais a ser contado!
  22. A Viagem – Resumo, equipamentos, alimentação, dicas, etc O Trekking da Serra Fina tem como uma de suas características a pouca oferta de água durante o percurso, então é normal você reabastecer sempre com 5 L em média. Isto posto, sabíamos que deveríamos levar uma mochila leve, mas sem descuidar ou ignorar nenhum equipamento de segurança e proteção contra o fio ou intempéries. Seguimos algumas filosofias do “Lightweight Trekking” e conseguimos fechar as mochilas com cerca de 11,5 kg (sem a água). Bem, saímos do Recife as 6:00 am do dia 29/08/17 em um voo da Gol. Chegamos em Guarulhos às 9:30, onde o Taxista Amaury estava nos aguardando para nos levar até Passa Quatro. Se fossemos de ônibus seria um pouco mais barato, porém não tínhamos tempo suficiente no cronograma da Viagem, pois nossa ideia era começar a caminhar por volta das 14:30. Chegamos a Passa Quatro às 12:40, almoçamos em uma churrascaria na beira da estrada. Fizemos um almoço farto e tomamos muito líquido para reforça a hidratação. Ainda levamos uma garrafa de água de 1,5 litro para ir bebendo no carro no percurso até o início da Trilha. Nosso resgate ( Patrícia 35- 99133-7585 / (https://www.facebook.com/adventuretransfer/?fref=ts) nos pegou as 13:40 e seguimos para o início da Trilha. Dia 1 - Do ponto de Partida antes da Toca do Lobo até o acampamento anterior ao Capim Amarelo. Ficamos no final da estrada, a cerca de 20 minutos da Toca do Lobo. Começamos o Trekking rumo a Serra Fina as 14:40, apenas 10 minutos depois do previsto, e fizemos o caminho até o Capim Amarelo em 3:40h. Fizemos algumas pequenas paradas a cada 1 hora para lanchar ou tomar um carb up. Em cerca de 1:30h estávamos cruzando a crista da Serra onde as fotos mais famosas da trilha são tiradas, e de onde provavelmente vem o nome da Travessia: Serra Fina. O tempo ajudou, o céu estava lindo e o vento confortável. Seguimos subindo com o Sol se pondo a nossa esquerda , nos sentindo agraciados com aquele espetáculo de tanta beleza. O que nos chamou atenção foi a rapidez com que a temperatura despencou após o sol se por. A temperatura estava na casa dos 18ºC, e em questão de minutos caiu para cerca de 12ºC. Acampamos no último local antes do Cume, pois já estávamos caminhando há cerca de 1 hora com a luz das Headlamps e resolvemos não arriscar o último trecho á noite, pois sabíamos que haviam alguns trechos mais técnicos e expostos de escalaminhada. Paramos as 18:30. Montamos acampamento, jantamos, ligamos para casa( A Vivo pegou bem lá) e fomos dormir. A noite dentro da Barraca a temperatura chegou a 6ºC. Resumo do Dia 1 – 29/08/17 Distância: 7,5 km Tempo de Caminhada: 3:50 h Dia 2 - Do acampamento anterior ao Capim Amarelo até o Cume da Pedra da Mina Acordamos as 5:30 am, desmontamos o acampamento, apreciamos o nascer do sol, comemos e iniciamos o segundo dia da Travessia da Serra Fina as 8:20. Em 20 minutos chegamos ao cume do Capim Amarelo, assinamos o livro do Cume, curtimos o visual e seguimos a trilha. Embora estivéssemos atentos as dicas dos relatos que lemos sobre pegar a trilha da esquerda, erramos e pegamos a trilha errada que desce de forma íngreme levando a lugar nenhum. Percebemos o erro e retornamos, achamos a trilha correta e seguimos o rumo descendo. Embora o Dia 1 (Subida para o Capim Amarelo) tenha a fama de ser o mais difícil, achamos o trajeto do Capim Amarelo a Pedra da Mina mais puxado, foi muito sobe e desce. Muito sobe e muito desce mesmo. Neste dia o sol castigou muito, fiquei bem feliz em estar usando uma Blusa com Proteção Solar e um Chapéu Legionário. Paramos para almoçar um pouco antes do cume do XJ (diz assim no mapa) e seguimos o rumo. O ponto de água conhecido como cachoeira vermelha fica realmente na Base da Pedra da Mina, chegamos nele depois de cerca de 6h de caminhada. Tomamos o resto da água que existia nas garrafas e reabastecemos com 3 Litros cada. A Subida para a Pedra da Mina é bem puxada, levamos cerca de 2 horas para chegar ao Cume. Neste momento já sentíamos o cansaço acumulado da longa caminhada, e para nós que saímos do Recife (Nível do Mar), sentíamos também o efeito do ar rarefeito, o que deixava a respiração um pouco mais ofegante. Após 8:40 h de percurso, chegamos ao cume da Pedra da Mina. Ô lugar lindo! Que Astral! Que Vibe!!! Montamos o acampamento rapidamente, assinamos o livro do cume e paramos para curtir o Pôr do Sol. Em seguida organizamos o jantar (rapidamente apareceram alguns ratinhos para tentar comer do nosso strogonoff), curtimos um pouco a visão do céu estrelado e fomos dormir mais cedo. Havíamos conversado sobre a possibilidade de acordar mais cedo no dia seguinte, e combinamos que se chegássemos no Pico dos 3 Estados até as 13h do dia seguinte, tentaríamos esticar e terminar a Travessia naquele mesmo dia caminhando até o começo da noite. Resumo do Dia 2 – 30/08/17 Distância: 7,7 km Tempo de Caminhada: 8:40 h Dia 3 - Do Cume da Pedra da Minha até o Sítio do Pierre Coloquei o despertador para as 4 am. O termômetro marcada 3ºC e o vento era fraco. Após passar a preguiça, levantamos, desmontamos o acampamento e paramos para apreciar o Nascer do Sol. Muito lindo realmente. Vale muito a pena acampar no Cume da Pedra da Mina para apreciar aquele espetáculo da natureza. Tomamos nosso café da manhã e iniciamos o último dia do Trekking da Serra Fina ás 6:50 am, rumo ao vale do Ruah. Os relatos são bem claros quando a dificuldade de navegação no Vale. Na descida na Mina o mato parece mais um pasto, porém ao chegar lá você se depara com um mato alto que tem mais de 2 metros de altura. O tempo estava aberto e fomos seguindo em direção ao “V” conforme explicado nos relatos. Achamos o Rio e seguimos a orientação de caminhar com ele a nossa esquerda. Em certo ponto existe uma pequena cachoeira e o rio forma uma espécie de Poço onde é possível tomar um banho gelado e gostoso. Porém paramos apenas para pegar água (5 Litros cada. Este é o último ponto de água) e seguimos em direção ao Cupim de Boi. Passamos por mais um Cume (não fala o nome no Mapa), descemos e iniciamos a subida para o Cupim de Boi. Este trecho tem uma parte mais exposta a direita com um belo Visual de belos paredões rochosos. Passar ali com o vento forte deve ser um pouco assustador. Passamos pelo cume do Cupim e descemos até uma matinha na base dos 3 Estados onde paramos para almoçar e descansar um pouco. Recuperamos as energias e atacamos o Pico dos 3 Estados. O trajeto estava seco, e ficamos pensando como deve ser subir aquilo com o terreno molhado e escorregadio. A subida é bem puxada, a medida que subíamos as nuvens da montanha iam chegando e cobrindo o visual atrás de nós. O Cupim de Boi já estava todo encoberto. Passamos na hora certa, seguimos em frente com as nuvens chegando e encobrindo nosso percurso. Chegamos no cume dos 3 Estados as 13:30. Curtimos o cume um pouco, assinamos o livro e seguimos em direção ao Alto dos Ivos. A descida é íngreme e todo cuidado é pouco. Nesta hora eu lembrava constantemente do conselho do meu filho Henrique de 5 anos (“Papai, cuidado para não sofrer um acidente”). Nos momentos que eu esquecia um pouco disto, Filipe e Bruno estavam lá para nos lembrar disto. (rsrsrs). Antes do Alto dos Ivos, vimos uma parede de rochas e o que parecia ser uma fita vermelha. Pensamos: “Não é possível que seja por ali, aquilo deve ser uma flor”. NÃO ERA! De longe assusta um pouco mas este paredão tem agarras bem generosas e com calma e cuidado é possível atravessar aquele ponto com bastante segurança. Antes de iniciar a subida para o Alto dos Ivos o trajeto faz uma longa descida. Chegamos na base do pico e estávamos no gás para terminar naquele dia. Pensamos na Cerveja gelada que iríamos tomar naquela noite em Passa Quatro, e subimos voando o Alto dos Ivos. Chegamos lá por volta das 16:00h, curtimos o cume por uns 30 minutos, fizemos belas fotos e ligamos para o nosso resgate ( Patrícia – Adventure Transfer) e combinamos as 19h no sítio do Pierre. Ainda faltavam 3 hrs de caminhada. Iniciamos o trajeto de descida, mais uma vez atravessando as nuvens que passaram a nos acompanhar no período da tarde, e adentramos na mata. Headlamps acesas e uma caminhada rápida e intensa, até que às 18:40, exatamente 12:00h após o início da nossa caminhada encontramos a Patrícia no Sítio do Pierre e encerramos a aventura. Fizemos o percurso em 2 dias e meio, o tempo ajudou. Valeu muito a pena ter feito a Travessia da Serra Fina! Dever cumprido! Hora de iniciar o planejamento para a Próxima Aventura. Dia 3 – 31/08/17 Distância: 18 km Tempo: 12:00 h O que levamos: Roupas/Equipamentos: 2 Camisas com Proteção Solar FPU 50+ UV action (https://uvaction.com.br/) 1 Legging Emana UV action Boné Legionário UV action 1 Calça Bermuda Tactel Poliamida 1 par de Luvas para usar durante a trilha 1 Par de Botas 1 Anorak 1 Calça Impermeável 2 Cuecas Calça + Camisa Segunda Pele Casaco Fleece (apenas a parte de Cima) Gorro Fleece Balaclava (Máscara Ninja) Luvas de Fleece Óculos Escuros Capa de Chuva para Mochila 3 Garrafas de Água de 1,5 L + 1 Garrafa de 500 ml Kit Higiene Pessoal(Escova de dente,desodorante,papel higiênico, lenço humidecido, Desidin,etc) Mochila Cargueira 40 L Cobertor de Emergência Isolante Térmico Saco de dormir -4C Headlamp Canivete 1 Bastão de Caminhada(servia também como bastão para Selfie) GoPro + 2 Baterias Extras Celular + PowerBank de 10.000 ma Clorin Protetor Solar + Protetor Labial Bússula + Mapa (http://www.extremos.com.br/download/2015/0616_serra_fina/) Apito Barraca de Camping Para Alimentação: Fogareiro + Gás 1 Chaleira 1 colher 1 copo 1 tupperware com tampa (servia de prato) · Optamos por não cozinhar no café da manhã, com isto a gente ganhava tempo, e carregava menos peso pois não precisava trazer nenhum outro utensílio de cozinha como uma frigideira para Tapioca por exemplo. · No jantar, o próprio saco da Comida Liofilizada servia para esquentar/cozinhar a comida. Desta forma a Chaleira era suficiente para atender nossas necessidades. Alimentação: Fizemos um cardápio de aproximadamente 3.600 calorias por dia, tentando balancear Carboidrato/Proteína/Gordura. Um dos critérios principais usados para escolher os alimentos foi do fator Calorias/Grama(Peso). Tentamos sair o mais leve possível então levamos em consideração quantas Calorias a alimentação oferecia por cada grama(g) carregada. Neste ponto a comida Liofilizada leva uma grande vantagem. Cardápio: Café da Manhã Granola + Nesfit + Leite em Pó + Açaí Liofilizado Banana + Maça Liofilizada Suco em Pó Almoço Rap10(tipo tortilha) + Polenguinho + Salame Italiano + Suco em Pó Jantar Arroz/Purê/Strogonoff de Carne Liofilizado + Suco em Pó Lanche durante a trilha 4 Carb Ups por Dia 1 Barra de Proteína Abacaxi Liofilizado Chips de Batata Doce Liofilizado 1 Chocolate A Travessia da Serra Fina foi realizada por Igor Santos (EU )(37 anos) , Bruno Guimarães(37 anos) e Filipe Cabral(36 anos). Somos todos do Recife, casados e com filhos pequenos (Igor – 2, Bruno -3, e Filipe – 1). Links Interessantes: (http://www.mochilandocomelas.com.br/2016/06/29/serra-fina-itinerario/) (http://coconomato.com.br/serra-fina/) (https://www.facebook.com/adventuretransfer/?fref=ts) (http://ecoviagem.uol.com.br/blogs/ecofotos/boletins/travessia-serra-fina-6157.asp) (http://www.seumochilao.com.br/travessia-da-serra-fina-um-trekking-de-gente-grande/)
  23. Dimitri Stolle Figueiredo

    Nossa viagem ao Chile

    Olá amigos e amigas da rede Globo, digo digo dos mochileiros rsrsrs. Vou fazer uma post com descritivo de tudo q rolou, acredito que vai ajudar quem quer vir em julho que é alta temporada. 🚦Saimos do Brasil as 16:00 horas embarcamos no voo La817 da LATAM e um vou quase q diário da cia, porém nosso voo atrasou ele teria q ter saído 13 e pouco, mas sem problemas voar em uma avião praticamente novo boieng 787-9 e fabuloso! 🔛 Dicas: esse voo e bom pq além da aeronave ser mais nova ele tem refeição isso refeição mesmo uma massa dois tipos de vinho, depois um lanche com café wisky ! Quem.quiser posto fotos. ✅ Dicas para o voo assento né posição na aeronave: se você tiver mais sorte q eu vc verá as cordilheiras logo no seu por do sol e o elbalse que é lindo de perto imagine de cima, para que você. Consiga ver essa passagem sente na janela do lado esquerdo da aeronave. Observação nao sente lá na 41A caso voe de 787-9 pq não tem janela e um tampão. 🛄 Chegada: chegamos em volta das 19:20 com o papel de declaração que recebemos no voO, descemos na imigração um fila grande após isso pegamos as malas fomos para uma fila que vez um Scan de suas malas e fazem perguntas básicas o q traz e segue (Assim vale a pena trazer coisas do brasil). Logo na saí já tem milhões de taxistas NAO PEGUEM TAXI! nós jsá símos de Curitiba com a agência #Chilepremium insta @chilepremiumtours marcada, que fez nosso transfer até o Airbnb.(Suoer vale a pena Airbnb, muitos vao falar não tenho tempo e não quero cozinhar limpar lavar fazer café, você vai preferir fazer seu café pq das pessoas que convivemos aqui é que estavam em hotéis todas reclamaram do café e da comida, além do Airbnb ser mais barato é bem mais atrativo pelo fato de você receber visitas, fizemos varias amizades com brasileiros e não brasileiros e convidamos oara virem e tomar um vinho aonde nós hospedamos. 💶 Dinheiro/pesos: não troque pesos no aeroporto, troque no centro.... Há mas estou longe do centro pessa para seu transfer para um pouco ali a diferença chega a ser de até 10mil pesssa dependendo do lugar e no centro varia de 1mil a 2 mil apenas. 🚌🚎🇨🇱 agências: como já disse saímos do Brasil com a chilepremium já contratada, adoramos não temos o que reclamar nosso passeios transfer saiu 780 reais 2 pessoas, mas vimos que aqui e meio cruel a disputa de empresas de turismo fazendo os passeios. Então achamos umas coisas mais em conta que a que contratamos, mas não nos arrependendo pq chegamos a empresa já estava lá com nossos Chips da wom operadora local nos levaram para o centro trocamos pesos nos deixaram no AP depois. 🚠⛷🍷 passeios: fomos para Serro Santa Lucia Serro San Cristovão farelhones embalse Caio del ... Um mais lindo outro Farelhones pegamos um dia com sol sem vento, ali nos arrpendemos de ter alugado roupas pesadas pq daria pra ter ido sem 1/3 da roupa q locamos Cajon não íamos alugar e graças a deus alugamos pq nevou e fez mt vento. ✅ dicas: se for usar 2 dias ou mais compensa comprar roupas impermeáveis no Brasil na Decathlon te coisas muito baratas, pq aqui e 8 mil (em reais da quase 50 pila nesta época q eu fui junho 2018) pesos cada peça alugada. Serro Santa Lucia tem arteaantado preparem uns 80 mil pesos para gastar lá é bem atrativo. E fomos a pé e bem perto do centro não compensa pegar Uber nem metrô. Mais tarde posto demais vão perguntando que eu vou falando além de alimentar aqui os demais acontecimentos
  24. O Nando é um motoqueiro nato e aventureiro nas horas vagas e de vez em quando sai por aí pelo Brasil e nos mostrar paisagens impressionantes de nosso país. Confira como foi o passeio dele e de seus colegas pela impressionante travessia da Lapinha, na Serra do Cipó (MG). Sem mais delongas, vamos ao vídeo: ********************************************************************************* ANTES DE ASSISTIR, CONFIRA PRIMEIRO SE A QUALIDADE DO VÍDEO ESTÁ NO MÁXIMO. ********************************************************************************* E pra fechar, observe essas imagens e repare que a Serra do Cipó é realmente um lugar de belezas, abençoado por Deus e apreciado pelos homens. Boa sorte e até o próximo post!
  25. O Nando é um motoqueiro nato e aventureiro nas horas vagas e de vez em quando sai por aí pelo Brasil e nos mostrar paisagens impressionantes de nosso país. Confira num vídeo rápido como foi a passagem dele e seu grupo por Itabirito, Glaura, Ouro Preto, Mariana, Bento Rodrigues, Morro da Água quente, Catas Altas e Barão de cocais. Sem mais delongas, vamos ao vídeo: ********************************************************************************* ANTES DE ASSISTIR, CONFIRA PRIMEIRO SE A QUALIDADE DO VÍDEO ESTÁ NO MÁXIMO. ********************************************************************************* Pouco vídeo para tantos lugares? Isso aconteceu porque dessa vez eles fizeram um tipo de trilha raiz, em que priorizaram a aventura e por isso o vídeo ficou tão pequeno. Itabirito Glaura Ouro Preto Mariana Bento Rodrigues Morro da Água quente Catas Altas Barão de Cocais Mesmo assim não deixa de ser interessante, não é? Boa sorte e... ... até o próximo post!
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