Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''rio de janeiro''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
    • Destinos - Perguntas e Respostas
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Companhia para Viajar
  • Equipamentos
  • Trilhas e Travessias
  • Nomadismo e Mochilão roots
  • Outras Formas de Viajar
  • Outros Fóruns

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Ocupação

Encontrado 32 registros

  1. Vou fazer a travessia Petropolis --> Teresopolis agora em Agosto, e gostaria de saber se o parque está exigindo a presença de um guia obrigatório.
  2. Boa tarde colegas de mochila!! Em Outubro estarei voltando ao RIO, minha segunda vez na cidade maravilhosa, e meu segundo Rock in Rio!! Dessa vez estou indo com o modo econômico ativado, mas pretendo conhecer bastante lugares pois não voltarei lá tão cedo(não antes de rodar o restante desse brasilzão!) Por isso não irei repetir os lugares que já fui, e montei um pré roteiro de 6 dias.. Será que cês podem me dar dicas de algo pra mudar, acrescentar ou tirar do roteiro? Além disso, eu quero fazer a trilha da Pedra do Telégrafo, mas não sei bem onde encaixar nesse rolê, porque é bem longe de onde vou ficar! Confiram aí! :)) Dia 03/10 Quinta: Parque Municipal das Ruínas, Escadaria Selarón, Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio, Ilha do Fiscal, Aquario e a noite os Bares na Lapa Dia 04/10 Sexta: Descansar, tomar uns litrão, me organizar pro evento e depois ir pro Rock in Rio Dia 05/10 Sábado: Praias Leblon e Ipanema com por do sol na pedra do Arpoador e a noite os Bares da Lapa Dia 06/10 Domingo: Aldeia das Águas Resort(Dia inteiro), Bares da Lapa a noite Dia 07/10 Segunda: Parque Lage, Jardim Botânico, Cachoeira do Horto, Vista Chinesa e por do sol na mureta da Urca Dia 08/10 Terça: Um pulo em Niterói(Caminho Niemayer, Museu de Arte Contemporânea e Parque da Cidade) antes do Check-out e depois um Cinema e Bar antes de ir embora Eu vou de Mariana-MG pra BH e de lá vou de Buser (DE GRAÇA) pro Rio, e vou ficar hospedado no Massape Rio Hostel, no Centro. E a volta também vai sair de graça com o Buser! (Pra quem ainda não conhece esse app de fretamento coletivo de ônibus, cadastra lá: https://www.buser.com.br/convite/viajafree) Desde já agradeço ao que vierem a compartilhar experiências!! Depois da viagem eu volto pra contar comé que foi! Abraço e muitas viagens pra geral!
  3. Travessia do Parque Nacional do Itatiaia - junho/2019 Foram aproximadamente 70 km m 5 dias de caminhada passando pelos seguintes pontos: Dia 1- Travessia Rui Braga subindo - Maromba (parte baixa PNI) – Abrigo Massena Dia 2- Travessia Couto Prateleiras – camping Rebouças Dia 3 – Agulhas Negras – Pedra do Altar – Camping Rebouças Dia 4 – Travessia Rancho Caído – Cachoeira do Aiuruoca – Ovos da Galinha – Pedra do Sino de Itatiaia – Rancho Caído Dia 5 – descida do Rancho caído até a cachoeira do escorrega do Maromba Nossa aventura começa na rodoviária Tiete com destino a Itatiaia. Saímos as 11h45 e por volta das 16h chegamos em Itatiaia. No caminho vim observando os contornos da serra do Itaguaré, Serra Fina e já imaginando a próxima aventura. Na rodoviária nosso anfitrião já nos esperava, passamos pela portaria do parque para o check in e pagamento de ingresso, porem já tinham fechado e falaram para que fizessemos todo o pagamento e check in no posto do Marcão. Fomos nos hospedar no quarto Gaia já dentro do PNI da parte baixa, uma casa dos anos 40 que hoje os moradores alugam os quartos para hospedagem. Um lugar muito aconchegante e bacana em total contraste com os próximos dias de trilha, uma noite bem dormida e corpo descansado. Inclusive a trilha começa ali mesmo, começamos as 7h30 e pegamos já um caminho por entre a mata passando pelas ruinas de uma imponente casa de outrora, seguindo pela rua de terra até o posto do Maromba onde chegamos as 8h e haviam nos informado que ali teria um guarda para checar a autorização da travessia Rui Braga. O homem não estava lá. Tinha um pessoal de colete amarelo do ICMBIO que estavam roçando a trilha e nos disseram para seguir adiante. Quarto Gaia Posto Maromba Começo da Ruy Braga E assim fomos, por uma trilha bem aberta no começo e recém roçada, em pouco tempo a trilha foi estreitando, mas ainda assim muito limpa, chamou a atenção alguns “guard rails” de concreto que encontramos no caminho, ali passou uma estrada antigamente, muito provavelmente para descer madeira que viraria carvão para os trens do Barão de Visconde de Mauá. Era um sigue zague de pouco aclive e fomos contornando as curvas de nível por entre a mata e passando por diversos riachos nas veredas que desciam. Ao meio dia em ponto chegamos no abrigo Macieiras, vários pinheiros europeus e araucárias o circundavam, uma casa de madeira bem antiga porem mal conservada, ainda assim se mantinha em pé, dava para imaginar que lugarzinho bucólico foi antigamente, com montanhistas e aventureiros se hospedando na casa. Ali fizemos nosso lanche do almoço e um breve descanso. As 12h45 seguimos adiante e logo mais alcançamos os campos de altitude e a primeira visão do Pico das Agulhas Negras e da serra das Prateleiras e para o outro lado do vale do Paraíba e da cidade de Resende. Abrigo Macieiras Mais um pouco de caminhada chegamos no Abrigo Massena as 14h45. Uma subida muito leve e tranquila. Imaginava que fosse mais pesada. O abrigo é imponente todo feito de pedra e muito deteriorado, sobrando somente as paredes de pedra maciça e uma parte do telhado do que deveria ser a sala principal do chalé, pois ali havia uma grande lareira em perfeitas condições. Tratamos de montar a barraca em frente e explorar a casa. Logo atrás subimos uma trilha até uma outra casa também abandonada no topo do morro que parecia ter tido uma antena pois havia uma base de ferro cortada e muito entulho de ferro em um buraco por ali. Atrás dela tinha uma linda vista do vale, da represa, da Serra do Mar e da Serra FIna. Eu havia lido em um relato aqui no mochileiros.com que tinha ainda uma terceira ruina em um morro aqui perto e por ali também seria a fonte de água próxima do Massena. Seguimos a trilha adiante e uns minutos depois achamos um fio de água que cruzava a trilha. Fomos em busca das ruinas seguindo a trilha mas não encontramos, quando resolvemos voltar vejo a ruina logo acima de um morro com uma araucária solitária visto de quem desce a Rui Braga. E para lá seguimos. Toda de pedra e tijolo maciço sem o telhado e todas as paredes em pé, havia ainda uma pia e parte do fogão a lenha. Estava aos pés das Prateleiras. Massena outras ruina com as prateleiras ao fundo Serra Fina Depois da exploração retornamos ao acampamento. Preparamos nossas coisas para jantar e com alguns galhos fizemos uma pequena fogueira na lareira. A fome apertava e fizemos a nossa janta. Com a noite veio o frio e as estrelas que brilhavam além de uma lua cheia intensa no céu. Tinha algumas nuvens, mas nada que incomodasse. Deitamos cedo. No dia seguinte acordamos as 5h a barraca estava coberta por uma fina camada de gelo, na hora de desmontar chegou a doer as mãos de frio para enrolar a lona. Café tomado e mochila pronta saímos as 6h30 subindo ainda mais um pouco até alcançar o vale do Rio Campo Belo tendo sempre as Agulhas Negras nos acompanhando, essa na realidade foi uma constante, pois a imponência deste Pico era vista de todo o parque em todas as trilhas que fizemos. Nessa altura do vale nos encontramos com talvez a continuação da estrada, isso se elas se encontrassem no passado, ali havia até alguns trechos com asfalto e diziam ser a BR mais alta do Brasil mandada construir por Getulio Vargas. Passamos pela placa que marcava o inicio/fim da Rui Braga (seriam 21km entre este ponto e o posto do Maromba) e o acesso a base das Prateleiras, logo adiante a cachoeira das Flores e enfim o camping Rebouças onde chegamos as 9h, aproveitamos e já escolhemos um bom lugar para montar nossa barraca e deixar nossas coisas. Fomos conhecer o abrigo e os arredores do camping. Abrigo Rebouças camping Rebouças E logo partimos em direção ao posto do Marcão, passamos pela nascente do Rio Campo Belo. Ali na entrada fizemos os procedimentos de check in, o pessoal do PNI falou que havia abaixado de zero a noite anterior, e também pediu para guardarmos bem a comida pois havia um Logo Guará que estava rondando o camping durante a noite. Feito o pagamento de ingresso, fomos comunicar as trilhas que iriamos fazer, já passava das 11h e o pessoal do ICMBIO não autorizou fazermos a travessia do Couto-Prateleiras, somente o Morro do Couto, ficamos um pouco decepcionados. Ainda pela posto do Marcão tentamos fazer umas ligações para avisar a família que pela aquela área era a única que pegava celular. Falamos com a família para dizer que tudo estava bem e que ainda teríamos 3 dias sem celular pela frente. Lá pelo meio dia começamos nossa subida ao Morro do Couto, levamos mais ou menos 1h, chegando lá fizemos nosso lanche com a companhia dos tico tico sempre rodeando por uma migalha de pão. Ali decidimos seguir para as Prateleiras, mesmo sem autorização. Fizemos a travessia em 1h30min passando pelo Mirante, toca do índio, até a base do Prateleiras a 2450m, curtimos o visual por ali, apesar da neblina que vinha e ia. Depois uma esticada até a pedra da maça e da tartaruga próximo a pedra assentada. Depois retornamos e descemos a trilha para o camping Rebouças. Essa mesma trilha que tínhamos cruzado hoje cedo pela manhã. Passamos novamente pela cachoeira das Flores, mas agora descemos até ao poço e o Bernard arriscou um mergulho. Tava muito friiiio!! Eu me contentei com um banho de gato na quedinha de água. Morro do Couto Toca do Indio Base das Prateleiras Pedra Assentada e da Maça Cachoeira das Flores De volta ao acampamento nos preparamos para o jantar e de nos aquecer com algumas camadas de roupa. Fomos ate o quiosque e começamos a fritar o bacon e preparar um delicioso arroz com curry, cogumelos, tomate seco e claro BACON. Junto no quiosque conhecemos três caras muito bacanas de Passa Quatro – MG o Igor, Natanael e a esposa dele. Eles trabalhavam como guia de montanha no Itatiaia, Itaguaré e Serra Fina. Estavam fazendo um verdadeiro banquete, e junto bebemos uma pinga com mel para esquentar. O papo tava bom e ficamos um bom tempo contando os causos de montanha. Depois fui dormir, pois o dia seguinte estava reservado para o Agulhas Negras. A noite foi fria beirando os zero grau. De manha cedo acordamos e tomamos nosso café tínhamos combinado com o Guia Willian Gammino as 8h, ele iria nos levar para o Pico das Agulhas Negras já que não tínhamos equipamento e não conhecíamos a via. Logo que ele chegou partimos rumo ao 5° maior pico do Brasil. Uma trilha leve e bem bonita, passamos pela famosa ponte pênsil, logo depois a trilha bifurcava sendo a esquerda o caminho para a Travessia do Rancho caído que passava pela Pedra do Altar e Asa de Hermes, a direita seguia nosso caminho, logo em seguida um riacho para abastecer nossos cantis e mais adiante já começava a subida. Primeiro uma rampa de laje inclinado onde ia seguindo pelas “agulhas” canaletas de água, passamos por um degrau grande onde os guias colocavam uma corda para subir, outra rampa íngreme e depois passamos por uma fenda de uns 3 metros de largura com muitas pedras caídas e fomos escalaminhando até uma pequena gruta e subimos no topo desta. Ali os guias armaram uma corda guia para ir subindo, apesar de bem fácil havia uma certa exposição. Prateleiras visto das Agulhas Primeiro ponto de corda E logo acima já estávamos no topo das Agulhas Negras, uma visão de 360° de toda a região sendo possível avistar o vale do Paraiba, as cidades lá embaixo, a serra do mar, as Prateleiras, Pedra do Sino a nascente do Airuoca, vale dos Dinossauros, Rancho Caido, Serra Negra... porem ali ainda não era o ponto culminante, para chegar lá tinha que descer um rapel de uns 8 metros numa fenda se apoiar numa pedra e escalar outro monólito de pedra até o cume do Itatiaçu com seus 2791,50m de altitude, ali estava o livro cume. Levamos menos de 3h no total para subir. No topo fizemos nosso lanche, como era sábado tinha muita gente, nós fomos uns dos primeiros a subir, isso é uma vantagem muito grande, pois quando começamos a descer de volta havia uma fila enorme esperando para subir, nosso guia foi bem esperto e bacana e montou um rapel para desviarmos a galera e ir descendo ate a fenda que formava o corredor de acesso. Depois só descida livre chegamos no córrego devia ser umas 13h30min, como tínhamos a tarde toda, resolvemos ir até a pedra do Altar que estava ali a uns 30 min, um visual e tanto lá de cima e sua posição estratégica era possível avistar longe, inclusive o caminho do Rancho Caido que iriamos fazer no dia seguinte, e a Pedra do Sino de Itatiaia. Ficamos pensando se não teria como fazer a travessia pela crista, demos uma olhada, aparentemente sim daria para fazer, mas isso vai ficar para uma próxima tentativa. Subida do Itatiaçu Cume das Agulhas Negras Retornamos para o acampamento e o mesmo já estava lotado, bem diferente da noite anterior. Naquele momento vimos um resgate vindo das prateleiras, uma menina parece que havia quebrado o pé e estava sendo descida de maca da montanha. Nesse dia o banho foi de chuveiro do camping, mas pensa numa água fria, meu Deus!!! Foi aquele banho de gato, só para tirar o grosso mesmo. E em seguida vesti todas as roupas que tinha. O frio pegou neste dia. Nos reunimos novamente com os amigos de Passa Quatro, tudo que ofereciam e não oferecesse o Bernard aceitava, virou o tico-tico só rodeando e beliscando um pouco de cada um. Tomamos uma pinga com mel e neste dia saiu uma macarronada a carbonara. Neste dia não nos demoramos muito pois estávamos cansados e o dia seguinte prometia muita caminhada. Já na barraca fomos dormir, estava muito frio. Lá pela meia noite tive que ir regar uma moita, quando sai da barraca quase congelei, a lua brilhava no alto. Enquanto estava ali na moita escutei um barulho de panela em uma barraca próxima, percebi que não havia ninguém e vi um rastro de lixo espalhado, pensei, será que o tal do Lobo? Não deu outra vi um vulto saindo dos vassourões e mexendo de novo na tralha de cozinha, dei a volta para tentar interceptar o “gatuno” ou seria o canino? Não o vi, fui pelo outro lado e me abaixei e assim vi na contra luz da lua umas pernas indo e vindo, derrepente ele parou a uns 3m do outro lado da moita de vassouras, pensei se eu estiver abaixado e o bixo vir e der um bote, então levantei e dei de cara com o Lobo Guara, ficamos nos encarando, ele era enorme quase do meu tamanho, umas orelhas grandes, arredondas e apontadas para cima, permanecemos uns minutos assim até que ele rosnou para mim, ai pensei: “pode crê mano, vou te deixar em paz...” kkkkkkkk e voltei para minha barraca para dormir. Passado mais uns 30 minutos o Lobo começa a uivar, na realidade parecia um latido engasgado e lá de longe se ouvia outro responder, nisso acordou o acampamento inteiro, levantei novamente e o cara da barraca do lado havia sido “assaltado” e ficou preocupado, começou a conversar, fez fogo, ficou fazendo barulho... e eu voltei ao meu leito. Havia um casal com 2 crianças pequenas e os meninos começaram a chorar, pensa num choro. E assim foi nosso restante de noite.... uivos, choros, conversas... Acordamos cedo com todo o acampamento, havia uma fina camada de gelo nas barracas, tinha feito 1 grau negativo. Desmontamos a barraca com dificuldade pois ela estava congelada e gelava os dedos da mão. Logo depois fizemos uns pães de queijo de frigideira, um café nos arrumamos e as 8h com certo atraso do previsto começamos nossa trilha, na mesma direção das agulhas depois viramos a esquerda no rumo da Pedra do Altar e depois mantivemos a esquerda para o Aiuruoca. Ainda pegamos gelo na trilha e lá pelas 9h30 passamos num pequeno riacho e as 10h30 chegamos na cachoeira do Aiuruoca, tiramos umas fotos e já saímos 11h15 já estávamos nos Ovos de Galinha uma formação rochosa muito curiosa e interessante, exploramos o complexo de pedra, tiramos umas fotos e deixamos nossas cargueiras por ali e partimos rumo a Pedra do Sino de Itatiaia. Fomos subindo suas rampas de pedra seguindo os vários totens pelo caminho em menos de 1h alcançamos o topo. Tiramos as fotos de praxe, fizemos um lanche e já iniciamos nossa descida até a base para resgatar nossas mochilas e seguir rumo ao Rancho caído. Airuoca Ovos da Galinha Pedra do Sino de Itatiaia Logo subimos uma crista e no topo estava todo queimado, percebi que era um acero, fogo controlado, pois dava para ver que se estendia por toda a crista com uma largura de uns 20m e as laterais estavam roçadas. Logo abaixo estava o vale dos dinossauros, o pico do Maromba a frente as Agulhas a nossa direita. Fizemos uma curva em direção a Serra Negra e fomos descendo e contornando o grande vale abaixo, pois parecia um grande banhado. Passamos por uns charcos e encontramos um formoção rochosa muito curiosa que emoldurava o Pico das Agulhas Negras e parecia uma miniatura dela. Mais uma pequena subida e uma descida por entre bambus e uma matinha nebular, havia uma trilha bem erodida pela agua. Logo abaixo a nascente do Rio Preto, e logo ali o Rancho Caido, pensamos em pegar agua, mas ouvimos mais adiante mais barulho de água e decidimos ir até o acampamento. Lá procuramos por um bom lugar para acampar. Era 15h30 achei que estávamos bem adiantados do previsto. Barraca montada, saímos atrás do barulho de água e encontramos uma pequena gruta onde o riacho passava por baixo. Cantil cheio, decidimos explorar o local e ir um pouco adiante na trilha. O Rancho caído esta num pequeno morro numa área de mata com algumas araucárias perdidas naquela área. Logo acima do morro havia algumas grandes pedras e fomos até lá. Quando voltamos para a barraca, fizemos uma pequena fogueira, preparamos nossa janta. Logo depois o Bernard foi dormir, fiquei ainda um tempo por ali curtindo o fogo e a lua cheia. Logo fui dormir. Acordamos as 5h e 6h30 com café tomado e acampamento desmontado iniciamos nossa trilha, ainda caminhamos por uma mata na lateral abaixo da crista do Maromba e Marombinha até a crista conhecida como mata cavalo e de lá vimos o vale abaixo do Rio Preto e a Serra Negra. Começamos a descer, depois já alcançamos uma mata nebular e por fim uma mata mais densa com grandes árvores, passamos algumas vezes por um rio até que a trilha foi alargando como uma estrada e achamos uma casa. Mais uns minutos pela estrada chegamos na cachoeira do escorrega do maromba as 10h e ali terminava nossa travessia oficial. O ônibus saia as 11h da Vila da Maromba, perguntamos aos hippies que estavam ali vendendo seu artesanato e disseram que tinha mais 30min de caminhada até a vila. Não pensei duas vezes e resolvi tomar uma banho de cachoeira antes de continuar. Pensa num banho delicioso, agua gelada, mas foi ótimos para relaxar e se lavar bem antes de enfrentar o ônibus para são Paulo e Posteriormente para Itajai, ainda mais depois de 5 dias de banhos de gato. Enfim aqui termina nossa jornada. Foram 5 dias incríveis que superaram minhas expectativas em relação ao Itatiaia. Tive uma parceria muito bacana do Bernard, altos papos durante a trilha e um ótimo companheiro. Escalamos várias montanhas, sendo que algumas delas estão entre as 10 maiores do Brasil. Pegamos muito frio a noite e calor de dia, muito sol. Encontro com Lobo e conhecemos pessoas bacanas no caminho. Agora já estou planejando voltar e fazer os picos secundários e curtir um pouco mais deste lugar.
  4. Saudações meus colegas de mochila, vou pra Ilha Grande em julho, chegando no aeroporto SDU umas 2h30, isso mesmo, é inviável pegar ônibus nesse horário, e so me resta o transfer privado que é quase o preço da passagem de avião! Alguem conhece algum mais barato e confiavel?? (são dois passageiros)
  5. Olá!! Me chamo Cristiano, tenho 26 anos de idade e possuo formação em economia e pós graduação em auditoria fiscal e contábil. Papéis que não estão valendo de nada ultimamente, continuo desempregado só que com diploma rsrs. Assim como muitos de vocês, desde criança sonho em viajar conhecer lugares, culturas idiomas etc. e ter uma vida mais alternativa a essa realidade rotineira. Nos últimos anos tenho feito nada de bom da minha vida, mas de uns tempos para cá venho pensando em quão estou ocioso e não estou vivendo nada do que um dia eu sonhei, estou apenas sobrevivendo, e isso já deu! Procuro uma pessoa OUSADA , com espirito aventureiro, que tenha coragem e determinação de batalhar cmg por aí para fazer uma grana e viajar, de início pelo estado mesmo, para ir pegando jeito e adquirindo grana e experiência. Quero uma pessoa que não tenha vergonha e nem frescura, na qual posso confiar e juntos planejarmos algo foda que possa impactar não só nossas vidas mais como também nosso meio. Se vc está cansado dessa rotina chata e quer, assim como eu, mudar e dar um UP na sua existência , será um prazer conhecê-lo/a PS. Se tiver algum conhecimento musical, teatral, holístico etc etc, irá somar MUITO com nossa aventura, caso não sem problemas tbm ^^
  6. Estou cogitando fazer uma road trip pelo Brasil (de carro, talvez 4x4), por enquanto estou bem no inicio, ideia surgiu a poucos dias e comecei montar algumas coisas, qualquer ajuda, dica etc e bem vinda (ficar mais/menos dias, preço de hostel, hotel, camping, principais passeios e preços, praias, o que não/fazer em determinada cidade, etc..) (se alguém que fez algo parecido puder me mandar valores, roteiros, passeios dicas etc aceito tb) Roteiro que pensei 21 dias 1º Dia 7h00 São Paulo(SP) -> Búzios(RJ) (já conheço o RJ de cabo frio para baixo) 11h de viagem - 700km 2º Dia Passeio por Búzios 3º Dia (compensa ficar 2 dias por la ou um so e suficiente para conhecer o que dizer ser um dos lugares mais lindos do brasil?) Passeio por Búzios 4º Dia 6h00 Búzios(RJ) -> Vitória(ES) 8h de viagem - 500km Passeio a tarde/noite por Vitoria 5º Dia (um dia para conhecer o principal da cidade e suficiente?) Passeio por Vitória 6º Dia 7h00 Vitória(ES) -> Porto Seguro(BA) 10h de viagem - 650km Passeio a noite por Porto Seguro/Trancoso(BA) 7º Dia Passeio por Porto Seguro/Trancoso(BA) 8º Dia Passeio por Porto Seguro/Trancoso(BA) 9º Dia 7:00 Porto Seguro(BA) -> Salvador(BA) 10h de viagem - 600km 10º Dia Passeio por Salvador e arredores 11º Dia Passeio por Salvador e arredores 12º Dia (compensa ficar 3 dias por la ?) Passeio por Salvador e arredores 13º Dia 7:00 Salvador(BA) -> Chapada Diamantina(BA) 6h de viagem - 450km Passeio durante a tarde Chapada Diamantina 14º Dia Passeio Chapada Diamantina 15º Dia (sei q a chapada e gigante e 10 dias nao sao suficientes para conhecer tudo, mas sera q em 2 dias dou conta de laguns lugares principais ou seria melhor pensar em mais dias ?) Passeio Chapada Diamantina 16º Dia 6:00 Chapada Diamantina(BA) -> Montes Claros(MG) 13h de viagem -> 900km 17º Dia Passeio Montes Claros 18º Dia 7:00 Montes Claros(MG) -> Ouro Preto(MG) 7h de viagem - 550km 19º Dia Passeio por Ouro Preto 20º Dia 7:00 Ouro Preto(MG) -> Belo Horizonte(MG) 2h de viagem - 100km Passeio por Belo Horizonte 21º Dia 7:00 Belo Horizonte(MG) -> São Paulo (SP) 8h de viagem - 600km Qualquer ajuda e bem vinda galera, vou dar uma procurada pelos tópicos aqui também, se soubrem de algum me mandem o link pf
  7. Henriquecam

    CUBA JULHO/2019

    Olá, Gostaria de saber se há algum grupo do wapp em que a galera entre para se conhecer, marcar a viagem e tirar dúvidas sobre ida a Cuba. Caso não exista, e alguém esteja procurando companhia, favor responder o tópico com o telefone que eu entro em contato para nos conhecermos e ver se o Santo bate para talvez poder marcar algo Um abraço Sou do Rio de Janeiro
  8. Aí galera, sou nova aqui no mochileiros. Nunca viajei e tô sonhando em ir pro Rio, uma coisa rápida de um ou dois dias. E quero saber sobre hotéis mais em conta, os lugares pra ir, como agir lá,enfim essas coisas . VALEU!
  9. A Rodoviária Novo Rio é uma das principais portas de entrada do Rio de Janeiro. Localizada no bairro Santo Cristo, próximo ao Centro da cidade, a Rodoviária é um importante conector entre outros municípios e estados. Com a chegada do VLT, sair da rodoviária ficou muito mais fácil, mas para quem ainda têm dificuldades, nós ensinaremos como sair da rodoviária Novo Rio sem muitos traumas. Apesar de ser fundamental para o turismo carioca, turistas e moradores locais sofrem para se locomover nas redondezas. A rodoviária que antes causava muito medo e insegurança, por estar em um local “perigoso” e abandonado pelo Estado, ganhou novos ares. O local tem passado por constantes mudanças na estrutura das ruas e no trânsito, o que acaba afetando a locomoção e os itinerários dos ônibus. Mas não temas, jovem padawan. Nós te salvaremos! Como sair da rodoviária Novo Rio Saindo de ônibus comum Para sair da rodoviária de ônibus comum, você precisa sair pelo desembarque na Rua Equador e atravessar a via Binário do Porto até ao Terminal Henrique Otte. Dali saem ônibus para toda a cidade. Em frente ao Terminal há um ponto de ônibus para quem vai para a Zona Norte do Rio. Lá passam diversas linhas para vários destinos. Os ônibus comuns são recomendados para quem conhece o trajeto e apesar de serem a opção mais barata, não é muito confortável andar até o ponto para pegar um ônibus cheio de malas. Caso você insista em ir de ônibus, o aplicativo Moovit pode ser um bom companheiro durante o trajeto. Saindo de ônibus executivo (frescão) Se você está seguindo rumo à Barra da Tijuca, uma ótima opção é pegar o frescão dentro da própria rodoviária. É o melhor custo x benefício que você encontrará. Com uma tafifa de R$ 18 (ref. julho/18), o horário de funcionamento desse ônibus é de 5h30 às 22h. Itinerário: Av. Brasil / Linha Amarela / Ayrton Senna / Barra Shopping / Alvorada (ponto final). O guichê de atendimento fica no saguão do desembarque, da Rua Equador. O embarque nesse ônibus é em uma das plataformas do próprio saguão. Não é preciso nem sair da rodoviária. Saindo de VLT + Metrô Caso você ainda prefira economizar, mas não esteja muito seguro de pegar o ônibus. Uma ótima opção é mesclar dois meios de transporte: VLT + METRÔ. Essa combinação não tem erro e pode ser uma das melhores no quesito custo. Para pegar o VLT, você precisa sair pela Rua Equador e continuar andando na calçada pela esquerda. A faixa de segurança para atravessar para o VLT fica em frente ao terminal do ônibus executivo. Atenção: Não esqueça de validar seu cartão no guichê do VLT assim que entrar, pois há fiscais durante o percurso fazendo a validação do cartão. Caso você esqueça ou não ache necessário “pagar”, poderá ser multado em R$ 170. Compre o seu bilhete Riocard nos postos de atendimento para garantir mais comodidade na hora de pegar o transporte. Esse cartão dá direito a todos os transportantes públicos do Rio. Para adquirir basta comprar o cartão em um terminal e fazer uma recarga no valor desejado. O valor do cartão é de R$ 3 e a recarga mínima de R$ 3,80 (com direito a pegar dois ônibus em um período de 2h), mas como você pegará metrô também, precisará fazer uma recarga maior, já que o metrô custa R$ 4,30. Aproveite para recarregar seu cartão para toda sua estadia na cidade. Já que ele não expira, você pode guardar para as próximas visitas ao Rio de Janeiro. Só fique atento nas tarifas, que mudam de acordo com cada transporte. LEIA TAMBÉM: 7 DICAS PARA ECONOMIZAR NO RIO DE JANEIRO Se você vai para Zona Sul, pegue a Linha 1 (em direção ao Santos Dummont), e salte na estação Carioca. Ao desembarcar, siga pela esquerda, o metrô da Carioca fica em um vão entre dois prédios. Lá você pegará o metrô Linha 1+4 (sentido Jardim Oceânico), na estação Carioca. O tempo médio do trajeto é de 22 minutos. Já na estação, perceba que os metrôs passam seguidamente, você poderá conferir na telinha que fica nas estações se ele está indo sentido Botafogo ou Jardim Oceânico. Se por acaso, você pegar por engano o sentido Botafogo, não tem problema. Desça na estação final (Botafogo) e aguarde a chegada do metrô correto. Se você vai para a Zona Norte, pegue a Linha 2 do VLT (sentido Praça XV). Salte na estação Central. A viagem dura em média 9 minutos e você precisará andar até a estação Central do Metrô. Recomendamos que você vá por dentro da Central do Brasil. Onde você poderá avaliar também se faz sentido pegar o trem, dependendo de para onde você vai. Desça para a estação Central e pegue o metrô Linha 2 (sentido Pavuna). Clique para saber como sair da Rodoviária Novo Rio de Uber ou Táxi e escolha a melhor opção.
  10. Boa noite pessoal. Estou a um tempo pensando em fazer essa trilha e decidi fazê-la em 1 ou 2 semanas, eu e mais um amigo. Estamos praticamente no mesmo nível físico, temos certo conhecimento de trilhas e alguma coisa também de escalaminhada, nossas duas últimas foram Pedra da Gávea (carrasqueira) e Pedra do Elefante (Itaipuaçu). Não temos GPS (apenas o Wikloc no celular), vamos tentar levar o máximo de power bank possível para ocnseguir realizar essa trilha com o equipamento; mas apesar disso, vimos vários relatos, alguns dizendo que é necessário ter corda, outros não. Alguém que já tenha feito poderia dar algumas dicas? Ah, também aceitamos companhia, pretendemos sair do Rio de Janeiro, mais precisamente Copacabana na sexta feira, por volta de 17h, deixar o carro em Teresópolis (no fim da travessia) pegar um ônibus para Petrópolis e passar a noite lá em algum lugar por lá, acordar sábado cedo e ir direto iniciar a travessia. Toda ajuda é bem-vinda. Agradeço antecipadamente galera.
  11. #dicas #relatos Páscoa com pouco chocolate, porém com muita energia renovada. Eu e minha namorada decidimos conhecer um canto pouco explorado aqui no Rio, o Saco do Mamanguá. O local é um daqueles onde parece que o tempo parou e que o dia tem mais de 24 horas! Para quem gosta da série Crepúsculo, lá possui uma casa que foi set de filmagem para um dos filmes (não me pergunte qual hahaha). COMO IR: Saindo de carro do RJ vá até Paraty-Mirim, lá é só parar o carro em um dos estacionamentos e pegar o barco para o Saco do Mamanguá (o "caminho" para os barcos é a direita dos bares no início da praia). Saindo de ônibus: desça em Paraty e pegue um ônibus para Paraty-Mirim (http://paratyvip.com.br/horacolitur/). O restante é o mesmo esquema acima. O barco custa R$ 120,00 (mas dá pra negociar por R$ 100,00!) e a viagem dura cerca de 10, 15 minutos com vista privilegiada das águas verdes da Baía de Paraty. ONDE FICAR: A praia mais conhecida no Saco do Mamanguá é a Praia do Cruzeiro, onde tem o início da trilha do Pão de Açúcar. Lá também há o camping do Seu Orlando (024 999163532), sua casa e o seu restaurante. Os valores do camping não mudam em feriados, com a diária custando sempre R$ 30,00 (março/2018). O camping é simples porém com espaço considerável, 1 ducha com água quente e bastante espaço com sombra para por as barracas. Cozinha com fogão, geladeira e alguns utensílios básicos. Vale dizer que na Praia do Cruzeiro bem como em todas as outras (pelo o que me informei) não há atividade comercial, somente restaurantes e que só aceitam dinheiro! Então se a ideia é levar cooler e cartão de crédito mude os planos O PF no restaurante do Seu Orlando custa R$ 30,00 (março/2018) e serve muito bem 1 pessoa: 1 peixe inteiro, arroz, feijão, farofa e salada. Há também a opção com Omelete por R$ 25,00. O QUE FAZER: O atrativo principal do lugar sem dúvida é a trilha do pão de açúcar. São 492m de altitude em uma trilha de 1,5km, que pode ser considerada média, porém é bem cansativa pois todo o acesso é bem íngreme. Um ponto positivo é que toda a trilha é feita sob proteção da mata, então não há sol batendo na cabeça e isso ajuda bastante. Eu e minha namorada levamos cerca de 1h30 para subir, sem pressa e parando para descansar/beber água e uns 50 minutos para descer. Outras atividades: alugar um caiaque e passear por todo o Saco do Mamanguá. A área é de mar abrigado, sendo muito tranquilo remar por ali. Inclusive dá para acessar outras praias assim, uma forma bem mais rápida do que pelas pequenas trilhas que as interligam. Uma curiosidade interessante: Na praia do Cruzeiro (única que fiquei, já que minha estadia durou só 2 dias) a água bate no joelho mesmo após cerca de 50m.Então é uma boa pedida parar relaxar até mesmo com crianças. DICA IMPORTANTE: Os mosquitos do local não se intimidam com repelente "padrão". Sugiro levar algum destes de linha "aventura", pois reage de melhor forma., Agora a hora das fotos (a qualidade das imagens ficou meio ruim quando carreguei. Infelizmente...)
  12. Esse é um relato de uma volta quase completa por Ilha Grande. Primeiramente, queria agradecer o @Augusto por fazer o guia definitivo das trilhas de Ilha Grande (https://www.mochileiros.com/topic/1171-volta-completa-de-ilha-granderj-uma-caminhada-inesquec%C3%ADvel/). Salvei o relato e não tivemos problemas em realizar as trilhas. Então, esse relato não tem nenhuma pretensão em ser mais preciso ou descrever minuciosamente as trilhas, isso já foi muito bem feito pelo @Augusto . A ideia aqui é tentar transmitir as sensações que tive ao realizar a minha volta por Ilha Grande e tentar acrescentar algumas informações. Na minha visão, é possível realizar a volta (isso falando apenas da orientação no percurso) pela Ilha Grande tendo em mente apenas três coisas. A primeira é levar o relato do @Augusto , ele descreve muito bem as passadas das trilhas, os lugares e tudo mais. No meu caso, salvei o relato no celular e foi muito útil, principalmente nos dois primeiros dias, quando ainda não estávamos familiarizados com as trilhas. A segunda dica: no caso de dúvida siga à rede elétrica. A terceira, a mais importante, é interaja com as pessoas locais, em todas as comunidades da ilha haverá pessoas e todas elas conhecem as trilhas de acesso a comunidade em questão. Todas as pessoas que tivemos contato ajudaram-nos com informações e detalhes valiosos sobre as trilhas. Agora vamos ao relato! Desde a minha última viagem vinha pensando em qual seria o meu próximo destino, pois a data da viagem iria ser pelo final de ano. Queria algo não muito longe. Pensei na Serra da Canastra, Serra da Bocaina, Parque do Itatiaia e Paraty. Confesso que estava pendendo pelo Itatiaia, mas algumas lembranças vieram a tona e fizeram-me mudar de decisão. Agora estava decidido, seria Ilha Grande o destino e iria dar a volta na ilha. Das lembranças que alteraram o rumo da viagem, foram apenas vozes de uma amiga que sempre dizia-me para fazer a volta na ilha e naquele momento essas vozes me soavam como um chamado. Fazia alguns anos que eu viajava sozinho e mal planejava minhas viagens, apenas me deixava ir. Porém, final de ano é complicado, todos os destinos são invadidos por centenas/ milhares de pessoas, tudo fica mais escasso e os preços são todos mais altos. Ano passado já tinha me frustrado por não me organizar nessa data do ano e tive que mudar de última hora o meu destino. Dessa vez não cometeria o mesmo erro e teria que voltar a fazer algum planejamento antes de sair de casa. Como teria que me planejar porque não ter companhia? Fiz-me essa pergunta. A primeira pessoa que conversei sobre a viagem foi com o Vinicius, amigo que conheci no mestrado, e logo percebi que ele estava afim de fazer esse rolê por Ilha Grande. Depois entrei em contato com duas amigas que no primeiro momento tiveram interesse, mas com o tempo e outros planos não iriam conseguir embarcar nessa. Matheus é um velho amigo e está fazendo um mochilão de longa data pelo Brasil, falei com ele sobre a viagem e ele também animou de fazer parte da trupe. Assim, estava fechado o grupo: Eu, Vinicius e o Matheus. Dias antes de embarcar, pesquisei (no mochileiros.com) se haveria mais alguém fazendo a volta na mesma data e meio sem querer encontrei a Jordana. Ela estaria na ilha nas mesmas datas e estava procurando companhia para dar a volta na ilha. Entrei em contato com ela e consequentemente o grupo tinha mais uma nova integrante. Agora, éramos quatro. Confesso que não houve um super planejamento. O plano resumiu-se a levar comida para os primeiros dias, comprar as passagens para Angra com antecedência e ler alguns relatos. No entanto, é importante comentar que a decisão de fazer a volta na semana do Natal foi a mais acertada de todas, pois na semana entre o Natal e Ano Novo a maioria dos campings estavam trabalhando com pacotes e os preços aumentavam substancialmente devido a grande procura. Em questão de economia acho que o maior acerto da volta foi ser realizada entre os dias 20-27 de dezembro e não dos dias 27-02 como pensado inicialmente. Era uma terça-feira. Acordei cedo. Organizei minhas coisas, aprontei minha mochila e o relógio ainda marcava 09:00. A passagem para São Paulo era só para as 16:00. A ansiedade para mais um trekking era grande. Ouvi música, vi televisão e o tempo passava devagar. Às 13:30 decidi que era hora de partir, caminhei até a rodoviária. Lá fiquei esperando o tempo que restava. Sentei no ônibus que estava praticamente vazio. Li um pedaço do livro que eu levava comigo. Cochilei. Quando a marginal Tietê se tornou a paisagem na janela do ônibus percebi que, enfim, a viagem tinha começado. Na rodoviária de Sampa, logo encontrei o Vinicius. Vinícius é um amigo que conheci no meu mestrado. Ele faz parte do mesmo laboratório no qual eu trabalho e já está no final do seu mestrado. Essa viagem seria a primeira dele nesse estilo. Ficamos esperando e conversando até o Matheus chegar. O Vinícius e o Matheus não se conheciam até então. Foi feita as formalidades e saímos para achar algum lugar para jantar. Matheus é um amigo de longa data. Fizemos graduação, estágio e nossos primeiros mochilões juntos. Hoje em dia ele está em um período sabático viajando pelo Brasil e relata suas aventuras em seu blog (http://fazeraquelasuaviagem.com.br/). Às 22:00 embarcamos no ônibus. Eu, como sempre, levei um livro que eu sabia que não iria ler durante o percurso na ilha. Comecei a lê-lo e dez minutos depois desisti. Estava ansioso. Tentei dormir e não consegui. Depois me senti em viagem escolar, por causa que quase todos os outros passageiros do ônibus se conheciam e a viagem foi seguindo com música e violão. Isso até despertar a ira dos passageiros restantes. Enfim, mal dormi naquela noite. Quando consegui cochilar o ônibus tinha adentrado Angra dos Reis. Ficamos um tempo na rodoviária. Depois seguimos para TurisAngra e assim conseguimos a autorização para acampar na praia de Aventureiro. Logo em seguida pegamos um barco e navegamos até a ilha de codinome grande. Informação 1 - A TurisAngra fica no caminho para o porto. Saindo da rodoviária é só virar a esquerda e seguir caminhando na calçada até chegar na TurisAngra e depois no porto. Angra dos Reis Indo para Ilha Grande Já no barco ficamos fascinados pela cor da água, um verde bem escuro. Logo depois fomos margeando o trajeto de Saco do Céu até Abraão, que seria o percurso inverso do nosso primeiro dia. Atracamos no cais. A nossa espera estava a Jordana que havia chegado um dia antes. Antes da nossa chegada ela havia tentado a autorização no Inea para cruzarmos as praias do Sul e Leste para conseguirmos sair de Aventureiro e chegar em Parnaioca caminhando. Ela não havia conseguido a autorização e isso deu uma desanimada na hora. Jordana é uma guria tocantinense, estudante de medicina em Brasília e seria o seu primeiro trekking. Até aqui era tudo que eu sabia sobre ela. Conhecemos a Jordana e jogamos algumas conversas fora. Tomamos um café coado e logo seguimos para iniciar as trilhas (T01 e T02) até o Saco do Céu, onde iriamos dormir naquela primeira noite. O sentido do percurso foi determinado pelos relatos que consultamos antes de ir, pois todos falavam que o sentido anti-horário era mais tranquilo. Na minha opinião não existe muita diferença não, o principal ponto é entre Aventureiro e Provetá, onde no sentido horário a subida é numa tacada só, mas em compensação a maior parte do trajeto é descida. Enfim, acho que o sentido da volta não faz muita diferença na dificuldade do percurso. Informação 2 - Site com as informações oficiais das trilhas e suas nomenclaturas (http://www.ilhagrande.com.br/atrativos/atividades/trilhas-da-ilha-grande/) Bem-vindo a Abraão Nos primeiros metros vimos que seria difícil completar o dia. Levamos muita comida, o suficiente para uns quatro/cinco dias e assim, economizar o máximo com alimentação. Pra piorar fui na frente e segui a passos largos, sem perceber que estava forçando a passada do restante do pessoal que faziam algo do tipo pela primeira vez. Até o Aqueduto tudo estava tranquilo. Depois no caminho para a Cachoeira da Feiticeira o pessoal foi desanimando, até que o Matheus passou mal. Descansamos e depois fomos devagarinho. O clima entre nós era pesado, creio eu que ninguém além de mim estava curtindo caminhar naquele momento. A umidade também maltratava-nos. Quando chegamos na cachoeira da Feiticeira tudo mudou. Banhar naquelas águas renovou a energia de toda a trupe. Foi bom demais. À partir daí, começamos interagir como um grupo. Seguimos para a Praia da Feiticeira. A praia é bem bonita e muito movimentada. Tirei minha camiseta, torci ela e jorrou suor, parecia que havia acabado de lavar a camiseta. Ficamos por ali por um tempo, tomamos o primeiro banho de mar da viagem e depois seguimos caminhada. Aqui é importante ressaltar, voltando na trilha até uma bifurcação siga para onde continua a rede elétrica. Enfim, sempre siga a rede elétrica. A primeira foto do grupo - Matheus, Eu, Jordana e Vinicius Abraão Abraão Aqueduto Trilha T2 Mirante antes de chegar na Cachoeira da Feiticeira Cachoeira da Feiticeira Praia da Feiticeira Continuamos a caminhada. No meio do caminho tinha a indicação da Praia do Iguaçu, não fomos e seguimos adiante. A trilha desembocou na primeira praia da Enseada das Estrelas, a Praia da Camiranga. Já era final de tarde e a maré estava alta. Descansamos um pouco. Ao passar num trecho que a areia era toda coberta pelo mar, achei que conseguiria passar ileso (sem molhar o tênis) no momento em que a onda do mar recuasse, ledo engano, o trecho era grande demais para passar dessa forma. O resultado foi todos os tênis encharcados. Caminhamos descalços pelas praias de Fora e Perequê. A ansiedade de chegar logo no Saco do Céu era grande, caminhávamos lentamente e todas previsões de tempo que os nativos indicavam nunca confirmava-se em nossa passada. Chegar na Pousada Gata Russa foi um alívio. Próximo de Saco do Céu Eu tinha feito um pré contato com a Rilma, dona do lugar. O valor do camping é R$60 com café da manhã e R$40 sem café da manhã, logicamente ficamos sem o café e ainda demos aquela chorada básica e reduzimos o valor para R$35. Destruídos armamos as barracas e tomamos o merecido banho. Depois, como seria de praxe, cozinhamos bastante comida. Convidamos a Rilma para o jantar. Deitamos por um tempo nas redes. Fomos no cais tentar ver o céu, mas o tempo nublado não deixou as estrelas aparecerem. Logo depois fui para a barraca e desmaiei de sono. Gata Russa Gata Russa Na trilha até o Saco do Céu encontramos um bugio preto morto no meio da trilha. Foi meio chocante, nunca tinha visto um bugio e na primeira vez que vejo, vejo um morto. O Vinícius achou que era uma cobra que havia matado ele, mais especificamente uma jararaca. Eu fiquei preocupado com febre amarela. No entanto, comentei sobre isso com a Rilma e ela disse que o pessoal da comunidade havia falado que o bugio havia morrido eletrocutado. Isso deu um certo alívio. Não sou perito em coisa nenhuma, mas o bugio estava muito perfeitinho para ter morrido eletrocutado. Enfim, o que eu sei que foi triste ver aquela cena. Saco do Céu Na manhã seguinte, tomamos um café da manhã reforçado e assim aliviamos nossas costas com menos peso pra caminhada. Alongamos. Um pouco atrasado partimos, pois já tinha passado metade da manhã. Seguimos pela trilha T03 rumo a Freguesia de Santana. No início da trilha, do lado do campo de futebol, avistamos a diferente Praia do Funil. Particularmente, eu gostei bastante dessa praia, pois nunca tinha visto nada do tipo até então. O restante do pessoal não se encantou muito por ela. Acho que com a maré mais alta e o sol de fundo essa mini praia iria ficar demais. Praia do Funil Matheus e a Praia do Funil Depois seguimos para a Praia do Japariz e logo em seguida para a Praia de Freguesia de Santana. E assim, acabamos a trilha T03 que foi das mais tranquilas do percurso. Ficamos um tempo na praia. Mergulhamos. Tomamos uma coca gelada e descansamos. Praia de Japariz Praia de Japariz Trilha T03 Beleza de vista Trilha T03 Trilha T03 Trilha T03 Praia de Freguesia de Santana Preparando-se para partir de Freguesia Seguimos por detrás da igrejinha. Caminhamos um pouco e logo avistamos a placa indicando a trilha T04 sentido Bananal. A trilha começa com uma subida forte, porém nessa subida encontrei com a Dona Maria, ela mora na subida, e pedi algumas informações que ela prontamente respondeu e depois ela me disse que vendia sucos. Compramos os sucos. Escolhemos o de acerola. Cada um era R$5 e veio estupidamente gelado. Naquele momento senti que era o melhor suco que havia tomado na vida, era incrivelmente bom. Eu com minha mania de supor coisas, supus que haveria diversas Dona Maria pela volta da Ilha Grande, grande inocência a minha. Não surgiu em nenhum momento mais uma Dona Maria com seus sucos milagrosos. Não teve um dia que em nossas conversas não lembrássemos daquele suco de acerola gelado. Continuamos a caminhar. A trilha é cansativa. Quando avistamos o mar a nossa frente achamos que havíamos chegado em Bananal, mas era Bananal Pequeno. Paramos e descansamos um pouco. A praia de Bananal Pequeno é muito bonita e deserta. Voltamos a caminhar e depois de uns cinco minutos chegamos em Bananal, final da trilha T04. A igrejinha A Trilha T04 Bananal Pequeno Bananal Pequeno Chegando em Bananal Chegamos em Bananal - Na vendinha Bananal era um ponto de interrogação. Não sabíamos se passaríamos a noite aqui ou se seguiríamos para Matariz ou até mesmo para Maguariqueçaba. Resolvemos olhar o camping da Cristina, o espaço que ela tem no quintal da casa é bem bacana, mas o senhor que nos atendeu parecia meio confuso, dava informações contraditórias e resolvemos não ficar ali. Paramos numa casa para pedir informações e o dono da casa disse que poderíamos acampar no quintal da sua casa por R$30 (mesmo preço do camping da Cristina), ele com sua filha pareciam bem receptivos e então ficamos ali na casa do Juca Bala, na companhia do próprio e de sua filha Josi. Nos livramos das mochilas e fomos logo cozinhar o almoço. Pela primeira vez comi macarrão, molho de tomate e bacon. A fome é um bom tempero, mas estava muito bom esse rango. Depois fomos a beira mar. O Vinicius ficou no mar sozinho, como se fosse a primeira vez dele e o mar. Juntamos-se a ele e ficamos até a chuva nos expulsar do mar. Ficamos abrigado na vendinha. A chuva não cessava. A Jordana foi até a casa do Juca Bala e fez pipoca. Ficamos assistindo a chuva, que não tinha fim, debaixo da vendinha, de frente pro mar, comendo pipoca e bebendo as primeiras cervejas da viagem. Bananal Bananal Bananal A noite foi boa. Conversamos sobre tudo. Rimos demais. A Josi fez companhia por toda noite. Ela jantou conosco e a janta foi arroz com seleta de legumes, farofa e calabresa frita. A chuva não parou. Pedimos ao Juca se podíamos estender os sacos de dormir na área e dormir por ali mesmo, no relento. O Vinicius que estava sem saco de dormir montou a barraca na área e nós outros estendemos o sacos de dormir e dormimos com aquele ventinho frio que fazia na noite. Diferentemente do primeiro dia, nesse dia conseguimos desfrutar de todo o percurso, das praias, da comunidade, da nossa amizade e tudo mais. Esse dia foi um ótimo dia. A varanda Levantamos às 06:00. Tomamos o café e partimos para a trilha T05 rumo a Sítio Forte. A primeira parada seria a Praia de Matariz. Não sei ao certo o que aconteceu nesse percurso, foi o único no qual nos perdemos por um instante maior, apesar de ser pouco tempo. Seguíamos pela trilha e depois o caminho começou margear um mangue. O chão cada vez mais tinha buracos com ninhos de cobra. Quando os ninhos eram muitos decidimos voltar. Fomos voltando pela trilha e depois de uns cinco minutos avistamos uma ponte e a orla de Matariz. Creio que foi uma cegueira de olhar apenas pro chão que não nos deixou ver aquela ponte que estava logo ao nosso lado. Aliviados paramos um pouco em Matariz que estava deserta naquela hora do dia. Saindo de Bananal Rumo a trilha T05 Rumo a trilha T05 Trilha T05 Praia de Matariz Seguimos rumo a Praia de Passaterra. Cruzamos com uma gangue de cachorros. Quando chegou na bifurcação não fomos para a Praia de Jaconema e seguimos pela trilha principal. Chegamos em Passaterra e descansamos um pouco. O dia hoje seria o de maior quilometragem até então. Não perdemos tempo e seguimos a caminhada até Sítio Forte. Passamos pela Praia de Maguariqueçaba que estava vazia. Para mim Passaterra e Maguariqueçaba são praias bem parecidas. No final da praia seguimos pela trilha. Caminhamos por mais algum bom tempo e chegamos no final da trilha T05. Enfim, Sítio Forte. O lugar me agradou bastante, com um gramado amplo, alguns poucos moradores, um mar tranquilo, mas o melhor é o contorno da serra o fundo a quilômetros de distância. Ficamos abrigados em um sombra. Comemos, descansamos e enchemos as garrafas de água. O tempo parado ali foi grande. Trilha T05 Trilha T05 Praia de Passaterra Trilha T05 Trilha T05 Sítio Forte Sítio Forte Com as energias renovadas partimos para a trilha T06 com destino Araçatiba. Logo no início cruza-se a Praia da Tapera. Seguimos em frente. Caminhamos por mais uns trinta minutos e chegamos na Praia de Ubatubinha. Paramos só um pouco para descansar as costas e continuamos a caminhada que estava muito agradável. O dia estava nublado, em alguns momentos saiu algumas chuvas finas, mas sempre por pouco tempo. O clima facilitava a caminhada. O trecho entre as praias de Ubatubinha e do Longa é bem mais extenso e mais chato de caminhar. Porém, nada muito complicado. A trilha desemboca numa vendinha. Sentamos na vendinha e tomamos uma Coca 2 litros (R$10) bem gelada. Uma fato na Ilha Grande é que todas as bebidas, em qualquer lugar, vem muito gelada e isso me agradou muito. Ficamos descansando e vendo a bela Praia do Longa. Tínhamos combinado que de acordo com o horário e o clima seguiríamos ou não para a Lagoa Verde. Creio que era umas 13:00, portanto, tínhamos tempo de sobra e as nuvens de chuva tinham dado uma trégua. Resolvemos ir para a Lagoa Verde antes de ir para Araçatiba. Vendinha na Praia do Longa A trilha para a Lagoa Verde é tranquila. Acho que levamos uns quarenta minutos saindo da Praia do Longa. Chegar na Lagoa Verde é chegar em um paraíso. Desde do início do trekking já havíamos passados por muitos lugares de belezas ímpares, lugares muitos bonitos, mas agora a percepção de beleza estava num nível mais elevado, enfim, a Lagoa Verde é um paraíso. O verde da lagoa, principalmente pelo alto é encantador. Dentro de suas águas límpidas é possível ver cardumes e cardumes de peixes tão nitidamente como se estivessem em nossa palma da mão. Os peixes por lá são tão coloridos. Uma belezura de momento. Apesar de haver algumas pessoas no local somente nós estávamos nadando, portanto, por alguns minutos a lagoa foi nossa. Em certo momento fui queimado por uma água viva e o Vinicius pisou em um espinho. Assim, eu, ele e o Matheus resolvemos sair um pouco da lagoa enquanto a Jordana mergulhava com seu snorkel. Na saída, caminhando distraído eu pisei numa pedra. No ínicio achei que não havia cortado, mas depois de ver a poça de sangue que se formava debaixo de mim fiquei preocupado. Nesse momento surge o anjo, um anjo de dreadlocks, de nome Mari. Antes de eu esboçar qualquer reação ela já estava com o algodão na mão pressionando o machucado. Foi um corte bem grande na sola do pé. Com toda a paciência do mundo ela ficou ali esperando o sangue estancar. Ela me contou que é de São Paulo e sempre vem com seu pai e seu simpático irmãozinho para a Ilha Grande, mais especificamente a Praia do Longa. A Ilha Grande é sua segunda casa. Limpou o ferimento com álcool, aplicou os remédios que o Vinicius havia levado, fez o curativo e ainda ficou um tempo conversando conosco. Quanta gratidão. Fiquei tão feliz com aquela situação que nem mesmo lembrava do ferimento. Nunca irei esquecer a prontidão, a solidariedade e a doçura da Mari. Nunca é demais agradecer: Mari, muito obrigado! Lagoa Verde Lagoa Verde Lagoa Verde Lagoa Verde Depois de todo o ocorrido e a presença de nuvens carregadas decidimos partir. Ao colocar o tênis vi que seria difícil caminhar daquele jeito, mas seria suportável. Nos despedimos da Mari e fomos embora. Voltamos a trilha e na bifurcação subimos rumo a Araçatiba. Esse trecho de trilha é tranquila, porém pra mim foi difícil. A cada pisada do meu pé direito uma pontada de dor subia no corpo. O andar era complicado. Chegamos em Araçatiba. Iriamos ficar no camping Bem Natural. A praia de Araçatiba é bem grande e o camping fica no final da praia. Assim, caminhamos por mais uns vinte minutos debaixo de uma chuva forte até chegar no camping. O preço do camping é R$45 (caro!) sem café da manhã, mas é a melhor estrutura que encontramos em toda viagem. Ótima cozinha, muitos banheiros, alguns chuveiros quentes, locais cobertos para armar a barraca e tudo muito limpo. Conseguimos reduzir o valor para R$40. Montamos nossas barracas. Tomei o melhor banho da viagem. Chuveiro a gás com uma boa regulagem de temperatura, consegui massagear bem as costas. A Jordana refez o curativo do meu pé. Preparamos macarrão com molho de tomate, atum, bacon, milho e ervilha, fizemos suco e ainda ganhamos queijo parmesão ralado do Alexandre, um cara gente boa demais que estava acampado por lá também. Foi uma boa janta. Conversamos bastante com o Alexandre. Depois o Vinicius foi dormir. Eu, Matheus e a Jordana fomos beber umas cervejas num bar suspenso no mar. Antes das onze da noite estávamos de volta ao camping. Acordamos bem cedo porque queríamos chegar em Aventureiro o mais cedo possível. Fizemos café da manhã. Conversamos mais um pouco com o Alexandre e partimos para a trilha T08 rumo a Provetá. A trilha é bem agradável e as mochilas nesse momento já estavam bem leves em relação ao primeiro dia. Fomos em um bom ritmo. Chegamos em Provetá. Aqui é uma autêntica vila de pescadores. Não lembro de nenhum turista por lá. Paramos numa vendinha perto da igreja e compramos muitas frutas, destaque para a melancia que devoramos em instantes. Depois de uma dieta sem frutas era hora de comer frutas por todos os outros dias. Descansamos em uma sombra e por lá ficamos por quase uma hora. Finalzinho da trilha T08 Foto do grupo Provetá Provetá Provetá Provetá De Abraão até Araçatiba, caminhamos pela parte oeste da ilha que está voltada para o continente. O mar nesse trecho é caracterizado por suas águas plácidas e de coloração verde escura. Ao chegar em Provetá esse cenário muda drasticamente, pois agora inicia-se a caminhada pelo lado leste da ilha que está voltada diretamente ao mar aberto. O mar de Provetá até Lopes Mendes é mais bravo, com muitas ondas e sua coloração pende mais para o azul clarinho. Esse é um dos encantos de dar a volta na Ilha Grande conhecer dois tipos distintos de mar em um trecho tão pequeno de terra. Provetá Vinicius em Provetá Das muitas histórias que já ouvi nessa vida, talvez a melhor seja do João, morador de Provetá. João, um pescador com brilho no olhar e de fala mansa salvou um pinguim-de-magalhães, na qual deu o nome de Din Din, que encontrava-se machucado na orla de Provetá. Depois de meses juntos, Din Din partiu rumo a Patagônia. Depois disso, todo ano Din Din volta a Provetá para visitar o João pela gratidão e amizade, isso já ocorre por seis anos. Não tive o prazer de conhecer o João, mas teria sido imensamente gratificante dar um abraço nesse grande homem. Vou deixar o vídeo com ele contando a história que é muito melhor que minhas palavras: Gostamos bastante da Praia de Provetá, o clima menos turístico favorecia isso. Queria ter ficado mais tempo, talvez pernoitado, mas naquele dia queríamos chegar em Aventureiro. Pegamos a trilha T09 e seguimos a caminhada. No início da trilha é uma subida bem chata e sem vegetação, então há outro castigo aqui, além da subida, que é o sol. Difícil aquele trecho, e justo nesse dia o sol apareceu com toda a sua cara. Depois a trilha volta para a mata mais fechada, mas a subida nunca cessa. Sempre subindo. Com toda certeza, essa trilha é a mais pesada de todas. No final da subida, tem uns quatros bancos de madeira que de longe parecem troféus. Ficamos ali deitados por algum tempo. Resolvemos acabar logo com aquela caminhada e partimos para a descida. Nesse momento se desce em zigue-zague. Alguns escorregões e tombos. Descida até o fim. Víamos o mar, a descida estava no final e no fim estavam nossas energias. Depois de Abraãozinho, Bananal Pequeno e Araçatibinha, só faltava haver a praia de Aventureirinho antes de Aventureiro, falava o Vinicius enquanto dávamos risada, mas aquela risada com responsabilidade pois tínhamos um certo medo de haver mesmo uma praia de Aventureirinho. Pra nossa sorte não havia e pra melhorar o camping do Luís ficava bem do lado do final da trilha. Jogamos as mochilas no chão e pela primeira vez nos permitimos não cozinhar. Pedimos um PF (R$30) no camping. Início da T09 - Vista para Provetá Início da T09 - Vista para Provetá O fim da subida e a cara da derrota O início da descida Camping do Luís Camping do Luís Camping do Luís Camping do Luís Caminhei em direção ao coqueiro deitado que é o cartão postal da Ilha Grande. Não sei, coqueiro deitado não me parece um bom nome, o coqueiro está mais para sentado do que para deitado. Prefiro chamá-lo de coqueiro degrau. Entretanto, uma coisa que não tem como discordar que ele é lindo demais, merece o título de cartão postal. Aquele pequeno trecho de praia onde ele se esconde é de uma beleza ímpar. O coqueiro deitado O coqueiro deitado O coqueiro deitado Eu eu o coqueiro Jordana e o coqueiro Depois do almoço o Vinicius se sentiu mal. Ele ficou pelo resto do dia amoitado tentado recuperar-se. Fomos pro mar, ficamos nos divertindo com as ondas do mar que até então era novidade nessa viagem. O Matheus desfilou seu estilo de nado que mais parecia com um afogamento. A tarde naquele mar foi gostosa. Eu estava com certo receio de pisar em algo e abrir o pé novamente. Com isso sai do mar mais cedo que gostaria. Tomei banho. No resto do dia me encostei numa rede. Que delicia. Ficar de bobeira deitado numa rede me lembrava os dias viajando de barco pela amazônia. A noite veio e o lual em Aventureiro não aconteceu. O vento chegou e deixou a noite na rede mais delicia ainda. Só o Vinicius montou a barraca. De resto ficamos todos pelas redes do camping. Dormir na rede naquele cenário foi bom demais. No fim, até o Vinicius desistiu da barraca e se arranjou numa rede para dormir. Aventureiro Aventureiro Aventureiro Matheus e Aventureiro Matheus e Aventureiro Acordei, ainda tudo tava escuro. Caminhei a beira mar e fiquei ali a espera do nascer do sol. A Jordana juntou-se a mim. Pouco a pouco o sol ia erguendo-se e dando brilho aquela praia tão especial e de um mar de cor tão peculiar. Eu e o nascer do sol O nascer do sol em Aventureiro Jordana e o sol Senti muita vontade de passar o resto da viagem em Aventureiro. Desistir da volta e ficar ali em paz. Se algum dia eu voltar para Ilha Grande, será para ir direto rumo Aventureiro e ficar uma semana inteira ali, acampado à beira mar. Entre o céu, o mar, a areia da praia e uma sombra pra descansar. Que saudades de Aventureiro. Que saudades. Aventureiro O resumo de Aventureiro O Vinicius tinha acordado renovado. Tomamos um café da manhã reforçado com direito a pão e queijo deixado por um família que conhecemos no dia anterior. Tentamos uma conexão de internet (no camping tem wifi) para antecipar os votos natalinos com nossas famílias. Tentativa bem sucedida. Saímos era tarde da manhã. Fomos querendo ficar. Não tínhamos a permissão do Inea para atravessar as praias do Sul e Leste, mas fomos mesmo assim. Afinal, não tinha barcos para Parnaioca naquele dia. Logo no inicio da caminhada, no trecho em que caminha-se entre rochas até a Praia do Sul o momento de maior tensão da viagem. O Matheus distraído pisou na parte da pedra que tinha tipo uma cachoerinha, portanto estava molhado. E assim, foi descendo em direção do mar, escorregando pelo pedra que parecia um tobogã. Na hora que olhei bateu um desespero grande. Já estava tirando a mochila pra pular no mar quando o Matheus milagrosamente conseguiu travar-se num trecho inclinado da rocha. Fomos em sua direção, pegamos sua mochila. Ele saiu tranquilo, na visão dele ele nem tinha passado por nenhum perigo. Porém, eu e o restante do grupo ficamos em choque. Foi um grande susto. A caminhada infinita pelas também infinitas praias do Sul e do Leste foi de tensão inicialmente, mas a beleza do lugar logo nos fez esquecer do ocorrido. O Matheus ganhou o apelido de Quase Morte e a sobrevida que ele ganhou nesse dia fez ele disparar no percurso. Ele caminhou na nossa frente pela primeira vez e assim foi até não ser mais visível aos nossos olhos. Esse trecho judia, pois só se caminha pela areia e o sol estava forte demais. Eu me encantei pela travessia entre a praia do Sul e do Leste, na parte que atravessa-se pelo mangue. É de uma lindeza indescritível. Depois foi caminhar e caminhar debaixo de um sol escaldante, mas a beleza do lugar tornava tudo mais fácil. O trecho de pedra Praia do Sul Praia do Sul Belezura O Mangue O Mangue Praia do Leste Praia do Leste Fim de caminhada Praia do Leste Beleza é relativo. Direto eu digo que esse ou aquele lugar é o mais bonito que já vi em minha vida, para mudar de opinião cinco minutos depois. Sobre as praias de Ilha Grande isso também era uma verdade. Toda hora falava que essa ou aquela era a praia mais bonita da ilha. Porém, a verdade que para mim as praias do Sul e do Leste são as mais bonitas. Areia branquinha e mar límpido. Enquanto caminhávamos molhando os pés consegui ver uma raia que nos acompanhou por instantes nadando no rasinho. Lindeza. Naquela situação fiquei feliz demais em ver uma raia. A parte final da Praia do Leste em contraste com a vegetação é lindo demais e é a imagem que eu lembro quando recordo da ilha. Matheus no paraíso A imagem que grudou na retina - Praia do Leste Todas as trilhas que fizemos em nenhuma tivemos problemas com água, exceto essa. O trecho que caminha-se pelas praias do Sul e Leste era de se esperar que não haveria água. São quase duas horas exposto ao sol, então o consumo de água é alto. Ao chegar no trecho que liga a Praia do Leste a Parnaioca volta-se a caminhar em vegetação fechada. Entretanto, nesse trecho não há rios para encher as garrafas. No ínicio da trilha já estávamos sem água. Completar esse percurso foi um martírio, perdíamos muito água pelo suor e a boca estava seca. Quando avistamos o fim da trilha foi um alívio. Chegamos em Parnaioca não era nem uma hora da tarde, tínhamos todo o resto do dia para nós. Nesse dia era véspera de Natal. Seguimos para o camping do Silvio. Não tivemos o prazer de conhecer o Silvio que estava no hospital se recuperando de alguma enfermidade. Fomos recepcionados por seu filho Célio e sua família. Almoçamos. Organizamos nossas coisas e levantamos acampamento. Descansamos nos colchonetes do camping. Depois ficamos na praia. O dia estava ensolarado e Parnaioca estava linda demais. Pena que quase não registramos Parnaioca em fotos. No descer do sol voltamos ao camping. Tomamos banho e pedimos um PF para nossa ceia de Natal. Depois fomos convidados para uma fogueira à beira mar. Aceitamos. Ficamos pouco tempo, não entramos em sintonia com o outro grupo que estava em outra vibe. Voltamos para o camping e ficamos o resto da noite conversando e rindo. Foi boa demais aquela noite. Antes de irmos dormir, como um presente de Natal, o céu se abriu pela primeira vez durante a noite nessa viagem. Curto demais ver o céu estrelado e naquela noite o céu estava bonito de se ver. Fiquei admirando as estrelas até o cansaço me dominar. Parnaioca Parnaioca Acordamos cedo. Alongamos. Tomamos um café da manhã fraquinho, pois já não havia muitas coisas nas mochilas. Seguimos para a trilha T16 rumo a Dois Rios. No caminho para a trilha tirei as únicas fotos de Parnaioca que naquela hora do dia não estava nada bonita em comparação com a tarde anterior, na qual aproveitamos a Praia de Parnaioca. Essa trilha é chatinha apenas nos primeiros vinte minutos, mas depois é quase toda plana. Delicia de caminhar assim. A T16 é a trilha mais longa de Ilha Grande. Porém, nem de longe é a mais difícil. A trilha é cheia de bugios e ao atravessar algumas áreas de posse deles, eles gritam para espantar os invasores e os gritos de um bando de bugios é assustador, principalmente a primeira vez. Não consigo nem fazer um paralelo ou comparação. Acredite é assustador. Na terceira ou quarta invasão no territórios deles você acostuma com o barulho e começa até aproveitar aquele som peculiar. Quando avista-se a Toca das Cinzas a trilha está no final. Essa toca diz a lenda que era usada para deixar os presos mal vistos do presídio de Dois Rios apodrecendo até a morte. O final da trilha é em uma vegetação rasteira diferente de toda vegetação vista na ilha, não consegui identificar qual era essa vegetação, mas era bem bonita. O fim da T16 anuncia-se no mesmo momento que avista-se o presídio de Dois Rios. A trilha T16 A trilha T16 A Trilha T16 A Trilha T16 A Trilha T16 Comunidade de Dois Rios Dois Rios O presídio de Dois Rios é uma tentativa de isolamento e de dificultar a fuga dos detentos, como feito na ilha de Alcatraz nos Estados Unidos. Esse presídio abrigou alguns célebres prisioneiros. O caso mais famoso foi do traficante Escadinha que fugiu de helicóptero do presídio no seu banho de sol. O presídio era de segurança máxima e tal fuga vive até hoje no imaginário da sociedade, inspirando contos, livros e filmes. Porém, o preso mais famoso com toda certeza foi, o fora de série, Graciliano Ramos. Graciliano foi preso por subversão acusado de ser comunista no ano de 1936 no governo Vargas, que na época namorava com os regimes fascistas da europa. Como admitiu posteriormente, Graciliano na época não tinha afinidade com o comunismo, algo que foi só acontecer no pós guerra em 1945. Em Dois Rios, Graciliano terminou de revisar, que para muitos é seu melhor livro, o livro Angústia. Quinze anos depois (e pouco tempo antes de falecer) da sua prisão ele publicou Memórias do Cárcere em que conta seus dias na prisão em Dois Rios. Eu curto demais literatura e antes de embarcar nessa viagem li atentamente o livro Angústia do qual ainda não sei se gosto. Graciliano entrou na minha vida na época que eu prestava vestibular. Tive que ler pela primeira vez Vidas Secas nessa época. Esse foi dos melhores livros que já li. O livro foi muito importante na formação do meu caráter e na minha forma de ver e conceber o mundo em que vivemos. Portanto, estar de frente aquele presídio era estar de frente com uma parte da história de alguém que é importante em minha vida. Não foi especial estar ali, mas tinha que estar naquele lugar e ver um pouco da história. Hoje, resta apenas o paredão da entrada principal do presídio que foi implodido em 1994. O presídio O presídio Desde da caminhada até Aventureiro tomar uma água de coco gelada virou nossa obsessão. Não encontramos em Aventureiro e nem em Parnaioca. Chegamos em Dois Rios e tínhamos a certeza que naquele lugar conseguiríamos, por fim, tomar o coco gelado. Não rolou, nos lugares em que procuramos nada de coco. A comunidade estava meio deserta, afinal era dia de Natal. Tomamos outra Coca de dois litros estupidamente gelada e estupidamente cara, R$14. A comunidade de Dois Rios é bem estilo vilinha de cidade de interior. Eu gostei bastante, porque as casas ficam bem distante das praias. A comunidade é cheia de gramados, isolando a overdose de areia de todas as outras praias, areia que fica apenas na orla. Fomos pra praia e encontramos uma boa sombra. Ficamos na sombra. Dormimos. Almoçamos por ali. Passamos toda a tarde naquele lugar. Surgiu a ideia de montar acampamento, afinal aquela paisagem era demais. Mais uma vez o mar surpreendia por sua cor. Dois Rios não deve em nada em questão de beleza para nenhuma outra praia da ilha. No fim da tarde, o tempo já anunciava chuva. Já havíamos desanimado da ideia de seguir a volta da ilha por Caxadaço, Santo Antônio e Lopes Mendes e com aquele tempo decidimos cortar a pontinha norte da ilha e seguimos para a trilha T14 rumo a Abraão. Praia de Dois Rios Praia de Dois Rios Praia de Dois Rios Descanso na Praia de Dois Rios O almoço Cozinhando O contorno da Ilha Grande seria completo se seguíssemos pela T15 rumo a Caxadaço e terminasse a volta pela ponta norte da ilha. Para fazer isso teríamos que fazer um camping selvagem em Caxadaço. Não tínhamos informação de como era o reabastecimento de água por lá, a chuva viria muito forte naquela noite, tinha a questão da trilha entre Caxadaço e Santo Antônio que parece ser confusa e nossos corpos já começavam dar sinais de esgotamento. Decidimos assim, seguir a trilha T14 e ir direto para Abraão, e no dia seguinte faríamos esse trecho sem mochilas. E assim, partimos para nosso último trecho com nossos mochilões. A T14 na verdade é uma pista, a única que transita carros autorizados na ilha. A primeira metade é de subida e a outra metade é só descida. Já na descida tem um mirante bem bonito. A alegria do sucesso já dominava-nos e o cansaço parecia secundário. Demos bastante risada nesse trecho de caminhada. A maior parte dos assuntos eram recordações da volta. Quando chegamos em Abraão o alívio era o sentimento da vez. Agora era hora de comemorarmos. Fomos até o camping Cachoeira. Eu tinha feito contato, antecipadamente, com a Noé e conseguimos a diária de R$25 no camping, um achado por ser a semana dos preços caros. Arrumamos nossas coisas no camping e logo começou a chover. Chuva forte. Chuva que impediu de sairmos das barracas. Chuva que impediu nossa comemoração do final da volta. A chuva ficou até a manhã do dia seguinte, de maneira intensa. O que fez que a nossa decisão de cortar a ponta norte da ilha fosse acertada. O Vinicius nessa noite resolveu antecipar sua partida. Logo ao amanhecer ele partiu. A trilha T14 O mirante O grupo no mirante Abraão Abraão Volta completada O dia amanheceu chuvoso. Agora éramos três. Demoramos mais que o normal para sairmos das barracas, afinal, a volta estava dada e o descanso era merecido. Tomamos o café da manhã reforçado preparado pela Jordana e saímos caminhar por Abraão. O sonhado coco gelado surgiu nessa manhã, mas de forma melancólica veio em um copo plástico e não diretamente da fruta. Enfim, estava bom demais. Ficamos a olhar o finito mar com Angra ao fundo. De chinelos nos pés resolvemos ir até Lopes Mendes. Vinte minutos depois de entrar na trilha T10 bateu o arrependimento de ir, pois começou a chover e toda hora meu chinelo se desfazia, e ainda tinha a preocupação em machucar o machucado novamente (ou seria remachucar o ferimento existente?). Caminhamos em frente. Depois de uma hora de caminhada estávamos na praia de Palmas. A chuva cessou com a nossa chegada, avistamos umas espreguiçadeiras e ficamos por lá. As espreguiçadeiras em Palmas Almoçamos. Decidimos não mais avançar até Lopes Mendes, o tempo estava fechado e o sol já estava baixo. Ficamos por ali o resto da tarde. Quando a chuva iniciou-se, novamente, partimos rumo a Abraão. Apesar da chuva, essa trilha foi a mais tranquila, sem peso nas costas e por ser o último trecho de trilha que eu iria fazer naquele ano que se encerrava. Tive prazer em cada passo que dei nos últimos sessenta minutos de caminhada. A trilha escorregadia e a chuva incessante não atrapalhava em nada. E assim que avistei os primeiros telhados na enseada de Abraão a sensação de missão cumprida me dominou juntamente com a felicidade. Praia de Palmas Praia de Palmas O Pico do Papagaio é o segundo ponto mais alto da Ilha Grande com 982 metros. O ponto mais alto é o Pico da Pedra D’Água com 1035 metros. Porém, o Pico do Papagaio é acessível por trilha (T13) e sua vista é incrível. A trilha é considerada a mais difícil da ilha em questão de preparo físico. Queria fazer a trilha de madrugada para ver o nascer do sol de cima do pico. Não sei explicar a minha relação com as montanhas. Quando digo montanha, excluo a definição literal e jogo no mesmo significado morros, serras, pedras ou qualquer elevação territorial que se destaca no horizonte. Nasci numa cidade plana e por isso, que até onde eu saiba, tinha dos maiores índices de bicicleta per capita do país. Fui conhecer montanhas tardiamente, talvez isso fez eu ter essa fascinação. Só sei que do alto de algum pico, de onde a imensidão domina a paisagem, d'onde faça eu ver o quão pequeno sou é onde sinto-me melhor. Ali do alto é que eu acho o meu equilíbrio de tempos em tempos. Entre o mar e a montanha sempre irei ficar com a montanha. Por isso, o Pico do Papagaio para mim era o ponto alto dessa viagem. No início do dia quando tive a certeza que não daria para subir o pico naquele dia e nem no próximo (por causa das chuvas e da falta de visibilidade), achei que iria ficar frustado. A frustração não veio. Os dias a beira mar haviam compensado e de certa forma o mar me trouxe esse equilíbrio. Inicialmente iria partir no próximo dia no final da noite, mas com o tempo ruim decidi partir no início do próximo dia. Com ressalvas tinha conquistado o objetivo de dar a volta na Ilha Grande, estava satisfeito com tudo que eu havia vivido. Agora sobrava uma noite e era hora de comemorar. Saímos prum bar, comemos bem e bebemos até o inicio da madrugada. As recordações e as risadas deram o tom da despedida. A comemoração No outro dia acordei cedo. No escuro caminhei por Abraão rumo ao cais. O relógio marcava 06:00, sentei no cais e esperei. Na outra ponta havia um grupo - que imagino eu - que havia pernoitado lá e tocava alguma música. Me aproximei. Não reconheci a música. No momento que o sol se levantava acabei dormindo. Dois caras me acordaram e um deles me perguntou se eu estava procurando hospedagem, eu disse que estava partindo. Corri e consegui alcançar o barco que já estava saindo. Sentei no barco e dormi de novo. Acordei no porto. Novamente com pressa fui até a rodoviária. Subi no ônibus e mais uma vez dormi. Assim, me despedi de Angra e sua Ilha Grande, que facilmente poderia ser chamada de Ilha Bela ou, para evitar o plágio, melhor seria Ilha Linda. A última foto da ilha Para mim essa viagem foi muito especial. Reencontrar o Matheus foi muito bom, amigo que dividiu comigo tantas experiências, desde das aulas da época da universidade, passando pelo companheirismo nos projetos sociais nos quais nos envolvemos, nos dias de estágio no qual também dividimos o mesmo teto até chegar na nossa iniciação em mochilões, no mochilão pela América do Sul. Passar dias com o Vinícius fora do ambiente, por muitas vezes carregado, do laboratório e conhecê-lo de uma forma mais real também foi legal demais. Conhecer a Jordana de uma forma tão casual também foi muito bom, ela deu o toque feminino que faltava no grupo. Acho que formamos um belo grupo. Contornar cada canto da ilha foi surpreendente. Cada nova praia era uma beleza diferente. As trilhas são todas cheias de charme. Beleza não falta nesse trekking. Claro que existem os pontos altos como Lagoa Verde, Aventureiro e Parnaioca em que as belezas são mais gritantes e a paz prepondera nesses lugares tornando-os mais especiais ainda. Porém, caminhar esses dias sem a companhia da Jordana, Matheus e Vinicius fariam com que esses lugares não fossem tão belos. A soma dos lugares, do nosso grupo e das pessoas que cruzaram nosso caminho nessa jornada fizeram dessa viagem, uma grande viagem. Só tenho agradecer aos céus por mais essa oportunidade. Jordana, Matheus e Vinicius obrigado pela companhia e, principalmente, pelas boas memórias que teremos desses cansativos, porém incríveis dias. Muito Obrigado! E agradeço também os pacientes leitores que conseguiram chegar ao fim desse longo relato. Obrigado! Nos vemos pela estrada. Abraços, Diego Minatel
  13. Olá!!! Fiz um bate volta em Paraty e vim fazer um relato com minhas percepções para ajudar quem puder. Em menos de um dia consegui conhecer pelo menos os passeios principais e pretendo voltar o quanto antes para fazer outros passeios. Fui de ônibus, saí de São Paulo exatamente as 23h43 e cheguei lá exatamente as 5h50 da manhã. Seis horinhas de viagem, contando com uma parada que fizemos. Começamos o passeio com um city tour pelo Centro Histórico as 7h00, com guia turístico contando as histórias do lugar. Depois ficamos livres para comer, fazer compras e passear. - Sobre o City Tour: Não recomendo contratar pacote com guia pra isso. Vale muito mais a pena passear por conta e ir pesquisando as histórias no Google, você fica mais livre para conhecer o que quiser e economiza uma nota (em alguns lugares o city tour custa R$200 ). Faça o passeio bem cedo porque depois fica lotado de turista, principalmente no final de semana. - O Centro Histórico é realmente lindo, você se sente no passado e consegue tirar fotos ótimas. A única coisa desconfortável é o chão "pé-de-moleque", se estiver chovendo tem que tomar cuidado pra não tombar. - Tem vários restaurantes, lojinhas de artesanato e cachaçarias. Fui até o Armazém da Cachaça e recomendo pra quem gosta desse tipo de passeio! Tem vários tipos de cachaça, de todos os preços, e eles fazem degustação. Depois, escolhi fazer o famoso passeio de escuna, e achei bem legal! Infelizmente o tempo estava nublado, então a água do mar estava sendo refletida pelas árvores ao invés do céu azul, ficando esverdeada, o que não deixa de ser lindo. Porém, imagino que com sol fiquem ainda melhor. O passeio de escuna funciona da seguinte forma: Ela passa por diversas ilhas e praias, com parada em 4 delas: Praia Vermelha, Praia da Lula, Ilha Comprida e Lagoa Azul (algumas escunas podem fazer menos ou mais paradas, depende da agência). Nessas paradas você pode alugar snorkel para flutuação (paguei R$20). - O preço do passeio de escuna varia (o mais caro que encontrei foi de R$70). Isso depende do tamanho do barco, da quantidade de paradas etc. Fui até uma agência e reservei um passeio por R$45, PORÉM, detalhe: A guia me disse que esse era o valor e teria um pequeno valor a mais do couvert artístico (ela deu a entender que seria bem pouco mesmo) e do almoço, que é a parte. Só que o valor do courvet artístico foi de R$16 e as refeições ficavam entre R$35 e R$65. Sem contar as bebidas. Ou seja, cuidado na hora de escolher a escuna! As vezes você nem está economizando, só está pagando outras coisas a parte. - Pra quem gosta de tranquilidade, indico o passeio em escunas menores. No cais de Paraty tem várias pessoas vendendo o passeio por lá mesmo, imagino que sejam em escunas menores e mais baratas. Geralmente as escunas de agência comportam muita gente (algumas comportam mais de 100 pessoas) e tem música ao vivo, então você pode ficar frustrado se curtir algo mais relax. - As ilhas e praias são lindíssimas, só que estava tudo muito cheio. Imagino que em baixa temporada fique mais tranquilo!
  14. Procuro pessoas do Rio e Niterói que curtam viajar de carro. Com carro ou habilitadas para dividir custos. Viagens curtas e viagens mais demoradas. Marcaremos um papo conforme formos montando um grupo com química boa. Mandem msg pra add no whatsapp. Obs.: Não fumantes.
  15. Pessoa, tenho um dia para conhecer o Rio e gostaria de ir no cristo, museu do amanhã e escadaria selarón prioritariamente. Vi que tem vans e tem um trem que leva até o cristo. Estou na dúvida de qual é melhor? Tenho pouco tempo Obrigado!
  16. Na Patagônia fizemos o nosso primeiro trekking sozinhos, o Circuito W no Parque Nacional de Torres del Paine, e voltamos ao Brasil energizados para fazer o nosso primeiro em terras brasileñas. Só tinhamos um problema: qual? Qual trekking nós, mortais sem GPS, faríamos? Foi aí que nossos amigos Ádria e Hugo, também mortais sem GPS em busca do primeiro trekking no Brasil, lançaram o convite para fazermos a travessia de Petrópolis Teresópolis no feriado da Páscoa. E quer saber? Por que não? Demos uma olhada nas fotos do Google, Ádria fez as reservas das 2 noites de acampamento e as entradas do parque, e estava decidido, nossa aventura seria no Rio de Janeiro, dali 40 dias. Quer ver fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI E então, o perrengue a emoção começou O primeiro item do check list que apareceu foi o danado do GPS. Parecia noticiário "...no segundo dia em caso de mal tempo (neblina), o risco de se perder é grande. Utilize o GPS ou contrate um guia". Não queríamos contratar um guia, opção nossa, e não tínhamos um GPS, opção do nosso bolso. O segundo item era uma corda de 10 metros (eu aconselho 15 m) e essa nós tínhamos. Para todo restante acreditávamos estar preparados: comida, preparo físico, primeiros socorros, equipamentos (exceto o GPS) e navegação por carta. Chegando ao Parque Partimos de São Paulo às 22h e chegamos à rodoviária de Petrópolis às 6h da manhã seguinte em um ônibus repleto de aventureiros com o mesmo destino, a travessia. Neste ônibus haviam 15 pessoas de um grupo guiado e 5 de outro, também guiado. Todos aqui têm guia? Sim, menos nós 3. É verdade, não éramos mais 4 e sim 3, já que o Hugo se machucou escalando. Ele até viajou conosco, mas teve que ficar em Petrópolis conhecendo todos os restaurantes, cervejarias e museus, enquanto sua esposa, Ádria, nos aturava por 3 dias. Que pena dela... Da rodoviária é preciso pegar 2 ônibus municipais para chegar até a sede do parque de Petrópolis (Bonfim), um até o Terminal Corrêas e outro (número 616 - Pinheiral) até a Escola Rural do Bonfim. DICA: em feriados corra para as filas destes ônibus, pois lotam e você pode acabar tendo que esperar próximo. Na sede, às 9h assinamos os termos, checaram as nossas entradas e acampamentos (leve impresso!) e pronto. Pé na trilha! DIA 1 O primeiro trecho até a bifurcação para a cachoeira Véu de Noiva (ponto de água) foi bem tranquilo, cachoeira para esquerda e Castelos do Açu para direita. Para chegar até a cachoeira, é preciso atravessar um rio de pedras escorregadias e a trilha continua até ela, que é linda e vale a pena. Sou daqueles que entra na cachoeira por mais gelada que esteja, mas não entra em um chuveiro gelado nem com reza brava. Aquele dia de céu azul ainda estava começando. Voltamos até a bifurcação e tocamos para Pedra do Queijo, nossa parada para almoço e um lugar para sentar estava concorrido. Então, continuamos até o Ajax (ponto de água). No primeiro dia são mais de 1.100 metros de altimetria conquistados em 7km. Puxado! O trecho final de subida, conhecido por Isabeloca, foi desviado da rota original, portanto se você está com GPS, cuide para estar com seu tracklog atualizado. A rota original está preservada para restauração da vegetação. O final da Isabeloca, marcou o começo das vistas de tirar o fôlego. A caminhada neste trecho estava tranquila, mas durante o caminho para o Morro do Açu, o sol já estava se pondo, e agora? Corremos para aproveitar a luz do dia ou ficamos para ver o sol se pôr? Pessoas experientes diriam para aproveitar a luz solar e apertar o passo. Nós aproveitamos a luz solar, acompanhamos cada raio de sol se escondendo em um pôr do sol maravilhoso, e depois apertamos o passo. No primeiro dia não tem segredo! A trilha é muito bem marcada em meio à vegetação. A noite, chegamos ao Morro do Açu e lá, era possível acampar próximo ao abrigo ou à cabeça da tartaruga. DIA 2 Este era o dia! Navegar sem GPS, passar pelo "elevador", "mergulho", "cavalinho" e chegar até o Abrigo 4, da Pedra do Sino. 5h da matina, é hora de ver o sol nascer! Como um ritual, todos vão ao Castelos do Açu para este momento. Fez um bocado de frio a noite, mas não deve ter chegado a 0° C. Levantamos acampamento, enchemos nossas garrafas de água e partimos. Geralmente, o tempo que se leva no primeiro dia é parecido com o tempo do segundo. Neste dia, existem pelo menos 2 trechos que são por laje de pedra que em caso de neblina, só um guia ou GPS poderão te salvar. Tome cuidado! A travessia começou ao lado do abrigo, sentido Pedra do Sino. Depois de pouco tempo encontramos uma descida íngreme e então uma laje de pedra. Como o tempo estava bom, foi possível ver a continuação da trilha ao lado do vale. Continuamos e começamos a subir o Morro do Marco, na subida tivemos alguns trechos de trepa pedra e os primeiros escorregões e no final d a trilha (no topo) viramos para direita, caminhamos pela crista e a descemos pela laje de pedra em direção ao Dedo de Deus. Chegamos a um riacho na base do Morro da Luva onde tem sombra e água fresca, (estávamos precisando!). Conosco, haviam umas 10 pessoas e outras estavam chegando, então resolvemos sair para diminuir a fila da água. Sim, havia fila. Tocamos para cima, agora subindo o Morro da Luva. O começo é pela mata, mas a sombra durou pouco, seguimos com um sol do agreste de tostar a moleira. Quando chegamos a crista, transmitindo uma paz e maior do que as fotos podem representar, surgiu a Pedra do Garrafão. Que vista! A trilha continua pela crista, atravessando o morro. Terá um vale e o sentido é para direita, continuando entre lajes de pedra, trilha e atravessando outro riacho (ponto de água). Depois de um bom tempo atravessamos uma ponte de madeira e chegamos ao Elevador. Havia chovido nos dias anteriores e boa parte da trilha tinha lama e a Ádria que tomou todo cuidado para não molhar a bota a fim de escalar o "Elevador" sem o risco de escorregar, descobriu que ele inteiro estava molhado. Antes da subida, parada para almoço. E aí, grupos estavam chegando, a fila aumentando e o tempo passando. Vamos. A subida não foi tranquila, teve muita atenção e tensão. Ferros da escada soltos e outros faltando, todo cuidado era pouco (sem falar no peso da mochila te empurrando). Um pé de cada vez, sem pressa. Pronto, passamos. Como recompensa um cubinho de doce de leite doado pelo amigo da trilha, a Maiza (com a mão bem limpinha) não pensou duas vezes. Obrigado amigo! Após o elevador, seguimos até encontrar mais um trecho de laje, agora mais íngreme, onde era possível ver 2 pês cravados na rocha que podem ser muito úteis em dias de chuva forte. Por todos estes trechos onde caminhamos pelas rochas foi possível encontrar os totens (foto abaixo). Já as setas indicando a direção (amarela para Teresópolis e branca para Petrópolis) eram raras. Subimos a crista do Dinossauro, passamos pelo Vale das Antas (ponto de água), continuamos pela Pedra da Baleia, depois zizagueando pelas lajes de pedra chegamos ao Mergulho. O Mergulho é uma depressão (buraco) no final das lajes de pedra com uns 5 metros de altura. Quando chagemaos, um casal com corda, ajudava outros dois trilheiros, que não tinham. Então, começamos a nos preparar enquanto a fila se formava atrás de nós. Optamos por fazer um pequeno rapel pois achamos que era o mais seguro para aquela pedra úmida e escorregadia (imagine em dias de chuva!). No meio do rapel da Ádria, chegou um quarteto de cabras da peste, metidos a Indiana Jones, querendo passar rapidinho e ao mesmo tempo que a Ádria. - Amigo, quer passar, passa, mas não segura na corda que ela está pendurada né? Pois é, esses Indiana Jones estavam sem o chicote para lançar na árvore e usar feito cipó. Pronto, mergulho superado, então vamos para o próximo, o Cavalinho. Quando chegamos lá, adivinha quem estava travado com medo de altura e não conseguia passar pelo cavalinho? Um dos Indiana Jones. - É amigo, no filme era mais fácil, né? Assim como no Mergulho, tiramos as mochilas e passei primeiro para içá-las. No Cavalinho existe um "pê" para proteção que usei para içar um Indiana Jones, dois Crocodilos Dundee, a Ádria, a Maiza, quatro pessoas que não tinham corda, tampouco guia e onze mochilas, até que chegou o grupo guiado pelo Janio, que me perguntou: - Você é guia? - Não, estou mais para bom samaritano de trilha mesmo. - Eita, então pode continuar que ali em cima tem uma passagem pior que essa, e o pessoal deve estar te esperando . Dito e feito, dali 10 metros, a turma estava lá me esperando. Mais um trecho bem complicado com necessidade do uso da corda. Acredito que levamos mais de 1 hora, entre o Mergulho, Cavalinho e o último trepa pedra, pois foram trechos técnicos, com fila e ajuda aos desavisados. Dali em diante, a trilha foi tranquila e rápida até o Abrigo 4. Dica: chegando ao abrigo, a primeira coisa a se fazer é colocar o nome na fila do banho quente, caso você tenha comprado, pois a espera pode ser bem longa. Armamos a barraca, a Maiza fez um jantar sinistro, comemos e esperamos, esperamos, até que eu comecei a dormir em pé esperando a minha vez no banho. Quer saber? Já tomei um banho de cachoeira antes de ontem, vou dormir. A Maiza conseguiu revender o meu banho e o lugar na fila. DIA 3 5h da manhã, hora de acordar para ir ver o sol nascer na Pedra do Sino. Chegamos em 30 minutos, com tempo para andar pelo pico e escolher o melhor lugar para dar bom dia ao sol. Descemos, levantamos acampamento e seguimos morro abaixo. O caminho foi óbvio e tranquilo, com vários pontos de água. Chegamos à portaria da sede em Teresópolis realizados! Satisfeitos com cada minuto desta travessia e famintos. Andamos até o ponto de ônibus indicado pelos funcionários do parque, e próximo à rodoviária comemos um PF de respeito. Entramos no ônibus para Petrópolis, depois para o hostel e finalmente tomei banho. Quer ver mais fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI Vem acompanhar a gente no Facebook, Instagram ou nosso blog
  17. Cinco motivos para você fazer a incrível travessia de Petrópolis Teresópolis 1) O pôr do sol do Castelos do Açu é incrível; 2) A vista para Serra dos Órgãos é incrível; 3) O nascer do sol da Pedra do Sino é incrível; 4) A realização ao completar essa travessia difícil é incrível; 5) A história que você contará para o seus netos sobre ela, será incrível (esta foto ainda não temos). Quer ver TODAS as fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI Quanto tempo leva? A travessia da maneira tradicional é feita em 3 dias, sendo: DIA 1: da portaria do Bonfim até os Castelos do Açu. Duração: 7 a 8 horas; DIA 2: dos Castelos do Açu até o Abrigo 4 (próximo à Pedra do Sino). Duração: 7 a 8 horas; DIA 3: do Abrigo 4 até a portaria em Teresópolis. Duração: 4 a 5 horas. Qual a melhor época? Época com menor ocorrência de chuvas, maio a setembro. As chuvas podem tornar a travessia bem perigosa. Preciso contratar um guia? Se você está na dúvida, a resposta com certeza é sim! Se você está pensando em ir sem, saiba que a trilha exige experiência em navegação, muito preparo físico e técnicas com corda. Nós fomos sem guia, mas aconselhamos você a não fazer o mesmo. ☺ Nossas indicações: Janio de Oliveira - (24) 98812-5782 - [email protected]; Daniel Miller (Sherpa Adventure) - (21) 97222-7745 www.sherpaadventure.com.br Lista dos condutores cadastrados no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos); Quanto custa? Custos do Parque: consulte o site do Parque, pois os preços costumam variar de acordo com a data. Guia: os custos podem variar entre R$ 200,00 e R$ 400,00 por pessoa, variando de acordo com o guia e a quantidade de pessoas. Atente-se para a quantidade de pessoas por guia, não é indicado mais do que 10 por guia. Alimentação: é preciso levar toda a comida para os 3 dias. São 3 cafés da manhã, 3 almoços, 2 jantares e lanche de trilha para 3 dias, tudo ao gosto do freguês. Transporte: Ida (Petrópolis): - A partir da sua cidade até Petrópolis - RJ. Em nosso caso, saímos de SP (rodoviária do Tietê) de ônibus e custou R$ 125,00 por pessoa; - Rodoviária até a sede em Bonfim (Petrópolis): ônibus para o terminal Corrêas + ônibus até a Escola Rural do Bonfim (número 616 - Pinheiral), R$ 4,00 Volta (Teresópolis): - Nós voltamos para Petrópolis, para aproveitar o restante do feriado. Ônibus coletivo até a rodoviária R$ 4,00 e ônibus da Viação Teresópolis saiu da rodoviária e custou R$ 20,37. - De Petrópolis - RJ para SP (rodoviária Tietê), R$ 125,00. Nossos gastos (por pessoa): • Entrada do parque + taxa + camping no Açu + Camping no Abrigo 4 + 1 Banho Quente + Taxa de Conveniência = R$ 80,96 • Alimentação = R$ 80,00 • Transporte = R$ 278,37 ► Total = R$ 439,33 O que levar? Aqui, você pode encontrar a nossa checklist. Caso você contrate algum guia, confirme quais itens você não precisa levar. ! Leve os comprovantes dos pagamentos e reservas do Parque impressos. Quanta água é preciso carregar? Durante a trilha existem vários pontos de água, com um reservatório de 2 a 3 litros por pessoa foi o suficiente. Para todos os pontos de água precisamos purificá-la (Clorin, Água Sanitária, Hidrosteril, etc). Quer ver mais fotos desta travessia para se inspirar? Clique AQUI Vem acompanhar a gente no Facebook, Instagram ou nosso blog
  18. Depois de ter feito a Travessia da Serra Fina, no feriado de Carnaval de 2017, sob um tempo fechado e com chuva, repetido no feriado de Setembro com um sol de 28º Graus de dia e chegou a -12ºC no Vale do Ruah à noite. Faltava realizar no feriado de Outubro a Travessia da Serra dos Órgãos.Com a data programada desde de Janeiro de 2017, eu e mais os 15 participantes aguardaram com bastante ansiedade a data.Preparo, planejamento, muitas trilhas feitas antes e a data finalmente chegou. Dia 11/10/2017: A Partida Nos encontramos às 22:00 para podermos ganhar tempo e chegar bem cedo no Parque Nacional da S.O. Dia 12/10/2017: Primeiro DiaChegamos bem cedo no Parque, por volta das 6:00 já estávamos na portaria, fizemos todos os procedimentos e logo iniciamos a 'tão sonhada' travessia. Com trechos de bastante subida, a trilha não se mostra difícil, exceto pelo sol que pegamos, que ultrapassava a casa dos 30ºC. O tempo estava bastante seco, segundo os parque não chovia há algum tempo e por isso era possível que não houvesse banho no abrigo do Açu. De fato foi possível perceber a escassez da água pelo caminho, onde antes tinha bons pontos de água ou até mesmo as cachoeiras, nesse dia apresentam fios e quase não havia poço para entrar. Castelo do Açu ao Fundo Breve parada de descanso, paradas para lanches, paradas para abastecer a água e por volta das 15 horas chegamos no primeiro abrigo, finalizando a subida.Uma parte acampou perto do abrigo, outra dentro do Castelo do Açu e outros dentro do Bivake.Nessa parte erros de comunicação e logística do Parque foram fundamental para eu poder entender que tipo de pessoa, em sua maioria faz a travessia.O banho, no lugar dos 5 minutos comprados, foram disponibilizados 3 minutos. O quarto do Bivake esta com capacidade acima da descrita no site, no lugar das 18 pessoas que deveria ocupar o espaço, mais de 20 pessoas ali ficaram, provocando em um de nossos participantes falta de ar.A cozinha que deveria ser usada apenas pelo povo do abrigo, também estava sendo usada por 'algumas ' pessoas que estavam no camping. O banho gelado do lado de fora é gratuito, embora em alguns momentos, diversas pessoas conseguiram tomar banho quente, mesmo não tendo pago os R$ 15,00. Teve caso de pessoas bivakando dentro do abrigo, embaixo da escada. Haviam pessoas fumando onde outras foram impedidas de acenderem seus fogareiros. Isso fora outros casos que não convém a gente aqui ficar falando.Jantamos, tomamos nosso banho e dormimos....Dia 13/10/2017: Segundo diaAcordamos às 05:00 para ver o Nascer do Sol, que fora realmente muito lindo. Tiramos fotos, desmontamos todas as barracas e partimos depois de outros grupos para nao pegarmos os gargalos nos trechos técnicos. O segundo dia apresenta alguns trechos como o Elevador e o cavalinho, que podem apresentar certo grau de dificuldade para as pessoas. Como somos um grupo, fizemos tudo como manda o roteiro, um ajudando o outro, senão não teria o menor sentido estarmos ali juntos. Um ajudando o outro e os obstáculos foram vencidos facilmente. A corda que levamos não foi preciso usar.Antes do elevador, paramos para pegar a água, que de tão pouco que estava, tivemos que usar uma folha, para fazer a água escoar para dentro das garrafas.Fizemos parada para o lanche da tarde, com direito a café na cafeteira italiana e depois do Cavalinho e um pequeno trecho de caminhada, chegamos no abrigo 4.Todos deram seus nomes para os banho e eis que depois começou a grande confusão: alguns pessoas foram privilegiadas, tendo a fila cortada, tomando banho assim que chegaram, enquanto nos e outros que já tinham chegado bem antes, aguardaram. Uma de nossas integrantes esperou mais de 4 horas para poder seu banho. Podemos notar nesse dia um grande privilégio que foi dado à condutores conhecidos do Parque.Fizemos nossa janta e dormindo ' até acordar'.Dia 14/10/2017: Terceiro dia, o último Abrigo 4 ao fundo Seguindo o roteiro: Café, desmontamos as barracas e iniciamos a descida.O terceiro dia é o mais fácil, pois é praticamente todo uma descida, sem qualquer bifurcação, não apresenta trechos técnicos, subidas ou algo que dificulte a navegação.Menos de 3 horas já estávamos na portaria do parque.Fiquei surpreso com a estrutura do Parque em Teresópolis, apresenta bastante atividades, lanchonete, banheiros, centro de visitantes e uma boa estrutura para receber as pessoas da região.A turma foi chegando, trocando de roupa, comprando Cocas, quem não estava li desejando uma coca depois de 3 dias bebendo água praticamente morna, pois mal você enchia às garrafas, durante o dia, e logo já estavam quentes,Antes das 13h pegamos a rodovia e voltamos para São Paulo. Meu ponto de vista Não concordo com as opiniões de que a Travessia da S.O., seja a mais bonita do Brasil, ela apresenta no seu 2ª dia alguns trechos bonitos, mas nada que deslumbre a ponto de ser o mais belo de nosso País. Existem sim diversos atrativos na região, mas que fogem um pouco da trilha.Por ser mais fácil e ter tal título, pessoas ' poser ' que vão apenas lá para tirar fotos e ganharem Likes e seguidores, acabam estragando o passeio de quem realmente curte. Muito comum você andar pela trilha e ganhar olhares de desdém de diversas pessoas que estão acompanhadas de guias do Parnaso e Cadastur, que pagaram bem à estes para serem conduzidos.Fica evidente o privilégio dado à algumas pessoas nos abrigos.Se eu voltaria? Claro que sim, pois não fui lá para ficar me deslumbrando, exibindo ou para ganhar curtidas, fui conhecer, curtir e compartilhar com o grupo: conhecido, fortalecer a amizade, fazer novos amigos e ter a certeza de que podemos crescer e ser pessoas melhores observando as pequenas coisas que nos fazem felizes.Meu muito obrigado a todos os 15 participantes que contribuirão para que essa jornada fosse um grande sucesso e que de alguma forma, mudou algumas pessoas.Um grupo unido, permanece unido e cresce unido.Agradecimento Especial ao Edson Araldi que conduziu o grupo na ponta, informando e alegrando a todos com seu alto astral.Obrigado ao Marco Sobral pela ajuda que deu à turma. Parabéns equipe T&P!!!
  19. DEDO DE DEUS-RJ: A conquista que atravessou o tempo. 1997: Dois amigos de infância tentam alcançar a montanha mais lendária do Brasil, sem experiência nenhuma em escalada, tentando laçar pinos com uma corda de sisal, fracassam e fazem um juramento de um dia botar os pés no topo daquela montanha. Juntos, ganham parte do Brasil subindo outras montanhas, atravessando vales selvagens, desbravando lugares praticamente intocados e um deles também se aventura por outros caminhos do Continente Sul-americano. A vida vai passando, os filhos vão chegando e entre uma montanha e outra, sempre ficam remoendo o fato de ainda não terem cumprido a promessa que haviam feito. 2017: (junho) Por um golpe do destino, apenas um desses dois amigos consegue se agrupar com outros amigos em comum e numa tentativa de chegar ao cume da montanha, perdem a trilha, cometem alguns erros e são obrigados a enfiar o rabo entre as pernas e voltarem para casa sem chegar ao topo: mais um fracasso! Tendo já feito praticamente tudo em matéria de montanhismo clássico, subido todo tipo de montanha no Brasil e algumas fora dele, tendo me dedicado vários anos a exploração selvagem de vales e rios, tendo tido a honra e a oportunidade de, junto com alguns amigos, poder botar meus pés em montanhas onde outros jamais puseram, vi que havia chegado a hora de aprender os rudimentos da escalada. Quase que inconscientemente eu sabia que aquela promessa feito 20 anos atrás, jamais sairia do papel se uma atitude não fosse tomada. Mas há um porem: A escalada é um mundo fechado e diferentemente do montanhismo clássico, poucos são os praticantes que estão dispostos a perderem seu precioso tempo para ajudar novatos, muito porque esse é um esporte caro e por isso mesmo, o tipo de gente que o pratica costuma ser um pouco mais elitizada. Como, ainda bem, tudo na vida tem suas exceções, um convite de um casal de amigos para conhecer o esporte, fez com que eu tivesse esse primeiro contato com o mundo das paredes. Aprendi meia dúzia de procedimentos, mas foi o suficiente para eu voltar a sonhar com a promessa de 20 anos atrás. Num dia qualquer, sem nada para fazer em casa, tive uma “ideia brilhante”: Peguei minha velha corda de rapel, minha cadeirinha antiga e um freio da década de 90 e uns mosquetões de aço de construção civil e convidei meu grande amigo de infância e mais outros novos amigos de algumas roubadas memoráveis. e foi assim que 4 paspalhões se encaminharam para uma pedreira abandonada em Campinas, que virou palco de escalada com mais de 80 vias, no interior de São Paulo. A nossa chegada à Pedreira do Garcia acabou por se tornar um evento de bizarrices, os escaladores locais nos olhavam com cara de reprovação, alguns com cara de nojo, mas a gente estava feliz. Subíamos três ou quatro metros de paredes e nos divertíamos para valer com aquilo e pouco nos importávamos se tinha gente gostando ou não, a gente nunca esteve nem aí pra coisa alguma porque ao contrário do que os outros imaginavam, tínhamos plena consciência do que estávamos fazendo, porque não éramos garotinhos brincando pela primeira vez no balanço da mangueira e naquela mesma pedreira, mais de uma década atrás, a gente já tinha feito muito rapel e ficar pendurado numa corda não era nem de longe nenhuma novidade pra gente. Voltamos um outro dia na Pedreira, agora com uma corda de escalada conseguida pelo Alexandre e algumas costuras, estávamos evoluindo, no nosso conceito, porque no conceito de outros, continuávamos os mesmos merdas de sempre, rsrsrsrsrsr. Mas, como ainda é possível continuar acreditando em parte da humanidade, alguns escaladores se sensibilizaram com a gente e vieram oferecer ajuda, gente que hoje somos eternamente gratos, do qual acabamos nos tornando amigos também. Naquele dia, com uma corda de escalada, mesmo com o fiofó na mão, alguns de nós conseguiu guiar algumas vias fáceis, no caso, eu, o Vinícius e o Dema, porque o Alexandre mal conseguia se segurar a três metros, inclusive eu e o Dema comentamos que o Alexandre era um dos que não iria a lugar nenhum, não havia nascido para o esporte. Entre idas e vindas à pedreira, somente o “molenga” do Alexandre foi quem efetivamente começou a se dedicar verdadeiramente ao esporte, porque eu e o Dema aparecíamos esporadicamente, às vezes passávamos meses sem nem aparecer por lá. O Vinícius foi outro que procurou correr atrás, fazendo alguns cursos de técnicas verticais com a galera da espeleologia e começou a subir alguns degraus na escalada. Mas foi mesmo o safado do Alexandre que se entregou de cabeça, foi ele quem correu atrás de se especializar, fez cursos rápidos no Rio de Janeiro e adquiriu equipamentos mais modernos. Continuamos a nos encontrar para algumas vias de escalada, inclusive em algumas paredes de escalada clássicas, mas nada que exigisse muito da gente e sempre que estávamos juntos, lembrávamos que um dia havíamos combinado que escalaríamos o Dedo de Deus e que quando isso fosse acontecer, iríamos pegar firmes e treinar pelo menos uns três meses antes. Pois é, mas um dia o Alexandre me manda uma mensagem no meio da semana e me diz : -“ Se prepara Divanei, domingo vamos subir “sua montanha”. O Alexandre estava de brincadeira, não havia o menor cabimentos de nos metermos naquela enrascada de uma hora para outra sem uma preparação específica, mas ele não queria nem saber, era agora ou nunca e pior, o Dema não poderia ir nessa data, logo ele que havia jurado estar comigo no topo daquela montanha antes de morrer. Não era o que eu queria, mas era o que me restava e se eu não fosse, não aproveitasse aquela oportunidade, talvez jamais teria outra. Eu não estava pronto, mesmo assim aceitei o desafio. Chegamos em Teresópolis de madrugada e mesmo praticamente sem dormir, nos lançamos na trilha que nos levaria às paredes do Dedo de Deus, nos agarramos aos cabos e cordas e quando vimos, estávamos perdidos lá no começo da via Teixeira. Havíamos perdido a trilha de acesso à VIA LESTE e quando a reencontramos, tínhamos perdido várias horas, além de já encontrarmos outros escaladores congestionando a parede de escalada. Cometemos alguns erros, demoramos demais e quando a noite nos pegou, estávamos ainda a mais ou menos uma hora do cume e para piorar, perdemos a sequência da via e sem saber para onde ir, demos meia volta e descemos no escuro fazendo rapel e desescalando até depois da meia noite, FRACASSAMOS BONITO ! Voltei para casa arrasado, decepcionado, havia decidido que não queria nem escalar mais. Mas a raiva passou uma semana depois e caí na besteira de contar em relato como havia sido aquela aventura fracassada. Resolvi contar como se sentia um novato no mundo da escalada, os sofrimentos, as dificuldades, as agruras, os erros cometidos e os medos passados. Foi a deixa para parte da comunidade escaladora me bombardear sem dó nem piedade, destilaram ódio, não aguentaram ver novatos como a gente se meter sem um guia no solo sagrado do montanhismo nacional. Disseram que a gente havia subido nos cabos de forma totalmente errada e que agora havíamos comprometido a estrutura dos mesmos, colocando em risco a vida de todo mundo. Apontaram erros que eu nem havia mencionado nem em relato e nem em fotos, ou seja, aproveitaram a oportunidade para deixar bem claro que aquilo ali era feudo de meia dúzia de grupinhos constituídos. Não posso negar, fiquei puto com parte daqueles caras, mas também me serviu para correr atrás de aprender os tais procedimentos alardeados por eles, mesmo que outros escaladores tivessem me dito que isso não passava de um monte de mimimi, mas se havia algum procedimento específico, não custava nada aprender. Algumas semanas se passaram depois disso, ninguém mais tocava no assunto Dedo de Deus. O Alexandre até falava que poderia ir escalar a Agulha do Diabo com um escalador experiente qualquer dia desses, mas esse menino não se tornou amigo nosso de graça, só sendo um grande porra louca mesmo e num ataque de porra-louquisse desvairada, jogou logo no ar que voltaria na Serra dos Órgãos porque não aguentava mais ficar com aquela montanha entalada na goela. Aquilo assombrou todo mundo, porque ninguém nem sonhava em voltar lá tão sedo, inclusive o Natan e o Gersinho que estiveram lá na primeira investida, já sinalizaram que não poderiam ir na data estipulada. Para ser sincero, nem eu mesmo estava em condições de novamente fazer uma loucura daquela, de viajar em um bate e volta de 1200 km para o Rio de Janeiro, mas foi aí que o Dema me encostou contra a parede: “- Divanei, meu amigo, você esqueceu do nosso juramento? É chegado a hora, vamos lá amigão, a gente merece aquela montanha por tudo que já fizemos juntos em mais de duas décadas de montanhismo. ” 2017- (Agosto) Ali estávamos nós, depois de viajarmos por mais de sete horas, estacionamos novamente atrás do Restaurante Paraíso das Plantas, a pouco mais de 1 km da trilha de acesso ao Dedo de Deus. Alias, de onde estávamos era possível avistar o grande gigante de pedra tocando o céu, numa imagem assustadora. Já passava das duas da madrugada e combinamos em dormir até pouco depois das quatro da manhã ali mesmo, deitados no duro concreto de uma calcada fria e úmida, que faria qualquer mendigo ter náuseas. Quando o celular despertou-nos, eu que já havia dormido de bota e tudo, dei um salto, estava muito ansioso, mas não menos que o Dema , o Alexandre e o Vinícius. Arrumamos tudo nas pequenas mochilas e partimos. Uns 15 minutos de caminhada descendo o asfalto nos leva para a curva da Santinha, junto a uma pequena cachoeira e aí é só continuar descendo e ir se atentando para quando passar os dois próximos bueiros e depois do segundo, uns 30 metros à frente, entramos numa trilha, subindo o barranco à direita, que em mais alguns metros vai tropeçar numa cerca onde está a placa do Parque Nacional. Para não termos que ficar ouvindo bobagens de outrem e para não correr o risco de uma possível encheção de saco na volta, desta vez enviamos as autorizações com os nossos nomes para a sede do Parque, coisa que nem os próprios escaladores locais costumam fazer, como ficamos sabendo dos grupos que encontraríamos na montanha. Na cerca, adentramos para a esquerda e acessamos a trilha que sem nenhuma bifurcação vai nos levar em uma hora, direto para a grande parede rochosa da Toca da Cuíca, onde começam os cabos de aço. Diante da grande parede dos cabos de aço, que ainda não é a via de escalada obviamente, é preciso parar para uma breve reflexão: São quase 100 metros de cabos de aço, mas no início não existe cabo algum. São uns 10 metros de parede lisa, com uma sequência de chapeletas a cada uns dois metros. Tudo isso foi planejado para que nenhum montanhista desprovido de equipamentos de escalada pudesse acessar a montanha e segundo a comunidade escaladora, ir fazer alguma merda lá encima. Claro, isso é uma posição que eu como montanhista, apesar de entender os porquês, não concordo, mas é uma opinião exclusivamente minha, não sendo compactuada com o resto do grupo. Mas a questão nem é essa, segundo as “normas”, os cabos de aço devem ser subidos com uma corda paralela, como se a pessoa estivesse escalando de fato e usando os cabos apenas para ganhar terreno. Essa são as normas e foi por causa de contar que nós subimos apenas nos apoiando aos cabos com as mãos é que fomos “ameaçados” de morte e de linchamento pelos escaladores, mas não me contentando com essa cagação de regra toda, fui ler relatos e ver vídeos na internet e foi aí que me caiu a ficha. Praticamente todos os vídeos que eu vi e relatos que eu li, todo mundo subia o cabo de aço feito chimpanzé de circo e para minha surpresa, eram escaladores renomados, gente experiente, dono de agencia de escalada, que fazia esse procedimento inclusive guiando seus clientes. Diante do exposto acima, conclui que havíamos sido apenas vítimas de preconceito por nos colocarmos como iniciantes no esporte e querermos fazer algo que apenas os mais graduados se achavam no direito de fazer. Claro, não posso deixar de citar as dezenas de pessoas que entraram em contato comigo depois do primeiro relato, oferecendo nos guiar de graça e também agradecendo por eu ter tido a coragem de contar algo que parece ser um tabu na escalada, porque esse não seria um esporte para pessoas fracas e todo mundo que escala estaria acima desses “sentimentos mesquinhos “, o que obviamente não passa de uma grande bobagem. Bom, o certo é que a gente tinha combinado que da próxima vez que voltássemos lá, procuraríamos seguir todas as regras da ABCR (associação brasileira dos cagadores de regras), mas diante de tudo que havíamos visto, resolvemos somente subir pensando mesmo só na nossa segurança e para subirmos os primeiros 10 metros sem cabos, usamos 2 solteiras cada um. Escalávamos um misero metro, colocávamos uma solteira longa e quando alcançávamos a próxima chapeleta, instalávamos mais uma solteira e retirávamos a anterior e assim sucessivamente até ganharmos os cabos de aço. Nos cabos de aço apenas nos preocupamos em clipar as duas solteiras e ir subindo nos apoiando levemente. Claro, há a possibilidade de por qualquer descuido escorregar e despencar por uns 4 metros e a gente sabe que solteira não foi feita para receber impacto, mas como não se trata de uma queda livre, é quase impossível haver um rompimento. Mas também, se o sujeito não tem competência para se segurar num cabo tão grosso que é capaz de aguentar o peso de ônibus, então não há nenhum motivo para que esteja ali, que vá procurar outra coisa para fazer e além do mais, nós estamos acostumados a nos pendurarmos em paredões escorregadios de 200 metros na Serra do Mar apenas nos segurando em cipós, bromélias e cordinhas de varal e aqueles cabos são brincadeirinha de criança no jardim da infância. Não levamos nem quinze minutos e já nos livramos daquela parede, depois os cabos se alternam com algumas cordas e como dessa vez já conhecíamos a trilha, mais uns 15 minutos nos deparamos com a bifurcação à direita que vai nos levar direto para a via de escalada propriamente dita ( via Leste), seguindo a esquerda ou reto é a continuação da trilha para a via Teixeira, a via da conquista de 1912. Essa trilha para a direita vai beirar um grande paredão e também vamos ganhando altura e terreno nos valendo de alguns pedaços de cabos de aço e cordas velhas e não leva nem 15 minutos, já estamos no selado de conexão entre o Dedo de Deus e o Polegar. O caminho para a via de escalada segue para a esquerda, mas antes fomos até o Polegar para admirar o gigante de pedra. De cima do Polegar é possível vislumbrar toda a parede que iremos escalar a partir de agora e é a hora de sentir a grandiosidade daquela montanha lendária. Eu e o Dema estamos ansiosos porque é chegado a hora de nos lançarmos para aquilo que esperamos por vinte anos e agora é caminho sem volta, estamos prontos e resolutos a não cometermos nenhum erro dessa vez. Descemos ao selado entre o Polegar e o Dedo de Deus e adentramos logo na última escalaminhada até o início da escalada e ao chegarmos na primeira enfiada (lance) decidimos que não escalaríamos encordados, muito porque essa primeira enfiada tem somente um lance de escalada e o resto não passa de uma escalaminhada. Da outra vez, essa foi a única parte que cai porque entrei com o pé errado. Aqui muitos se enfiam dentro de uma pequena fenda a esquerda e vão ganhando altura até conseguir uma mão na pedra abaulada. O Vinícius subiu com a ajuda do Alexandre e amarrou a corda em um arbusto apenas para que a gente tivesse uma segurança psicológica. Logo em seguida o próprio Alexandre se pendurou e ganho o patamar mais acima. Eu e o Dema analisamos melhor a subida e concluímos que o melhor mesmo era subir pela direita, que é muito mais exposto, mas muito mais fácil e para não corrermos risco de despencar no vazio, providenciei um prussik de segurança e o amarrei à corda e subimos de Batmam mesmo e já nos encaminhamos para a segunda enfiada, onde os outros dois já nos esperavam, fim da brincadeira, hora de checar todos os procedimentos e começar a escalar de verdade. Dessa vez estávamos em quatro e não mais em cinco, mas não sei porque, acho que é pura perseguição, o Alexandre mais uma vez me colocou novamente como cú de tropa, ou seja, o ultimo de novo. A configuração se deu então com o Alexandre guiando e como ele é esperto, colocou logo o Dema para fazer a segurança dele, acho que no intuito de filar uns torresmos e umas mandiocas fritas de vez enquando, já que o Dema sempre carregava esses petiscos a tira colo. O Vinícius desta vez insistiu em ficar em terceiro para poder operar a câmera e a máquina fotográfica. Ancorados numa árvore e em um “P” sobre um platô de pedra, ficamos ali a acompanhar o Alexandre levar nossa corda para cima. Nessa segunda enfiada é preciso se enfiar numa chaminé de meio corpo, ganhar altitude e já sair dela. É um lance fácil para qualquer escalador, mas obviamente para alguns de nós que não tem lá tanta experiência assim, qualquer lance no Dedo de Deus vai ter que ser vencido na raça e nada vai vir de graça. A parada dessa segunda enfiada é lá encima já perto de uma rampa exposta que leva à gruta onde está a árvore e onde as vias se separam em duas. Quando o Alexandre chegou nela, já nos avisou pelo rádio (sim, a gente levou rádio) que poderíamos subir. O Dema foi o próximo e como ele era o único que ainda não havia subida aquele trecho, teve uma certa dificuldade no início e pagou o preço de ser o “debutante “da turma, mas como ele é um cara safo, não demorou muito, já se juntou ao Alexandre. O Vinícius nem perdeu tempo também, trepou na rocha e subiu feito um lagarto assustado e quando percebi, ele já havia sumido da minha vista. Quando chegou minha vez, desclipei minha solteira do pino e já me agarrei à rocha e me enfiei na fenda e fui subindo por dentro dela e logo a subi como se estivesse numa chaminé e assim consegui ganhar a parede do lado direito, que é meio arredondada, mas com várias agarras boas. Ao chegar ao fim dessa paredinha é preciso fazer uma espécie de travessia mais para a direita, se segurar numa raiz e ganhar um arbusto. Daí para frente é uma subida gostosa, cheio de grandes agarrar até finalmente dar de cara com a rampa que leva até a gruta. Essa rampa é meio exposta, mas a rocha é muito áspera e subir por ela desencordado é bem seguro e foi o que fizemos. Agora reunidos dentro da gruta, aos pés de uma grande árvore que teimosamente sobrevive ali naquele mundo hostil, havia chegado a hora de enfrentar mais uma vez a temida enfiada conhecida por MARIA CEBOLA. Na gruta, junto à arvore, a sequência da escalada se divide em duas: Temos a já citada Maria Cebola, que é uma curva tenebrosa na quina da montanha, bem na beira do abismo de centenas de metros e a outra variante é uma sequência de chaminés escuras conhecida como Blackout . A gente já tinha se fodido na Maria Cebola da outra vez e agora decidimos que iríamos “se foder” novamente (rsrsrsr). Mais uma vez coube ao Alexandre levar nossa corda, mas antes ligamos os rádios porque depois da curva do abismo, a comunicação fica bem prejudicada. Ver o Alexandre guiar ali é um motivo de orgulho para a gente, um cara que até esses dias mesmo tinha dificuldade para subir até pé de goiaba e agora estava escalando naquele nível, com aquela eficiência, é um avanço muito acima da média. E ele fez mesmo bonito, nem chegou a sofrer na curva e quando pisquei o olho, ele já estava no arbusto montando a parada e pedindo para o Dema subir, hora de comer uns torresmos e nos preparáramos para o show, de horrores. ( rsrsrsrsr) Eu e o Vinícius também já havíamos passado por isso na primeira vez e agora a gente ia se divertir vendo o inexperiente Dema passar pela Maria Cebola. Como todo mundo, ele já se pendurou na primeira costura e se jogou, pulando de cima da árvore direto para a parede e antes mesmo de se estabilizar, já tremeu as pernas buscando alcançar a nova costura à frente, onde já tratou de passar a outra corda que prendia ele a mim e ao Vinícius. Aos trancos e barrancos chegou à curva, aonde um escalador local contou que havia visto a sua vó e ali naquela curva de gente morta, o coitado pagou todos os seus pecados, desta e das vidas passadas. Esqueceu de retirar a corda que o prendia à costura e ficou preso na curva com o corpo pendendo para o precipício. Ficou gritando para liberar a corda e quando ela afrouxou um pouco, desesperado gritou para retesar. Fazendo a segurança dele, o Alexandre se cagava de tanto rir e compartilhava a sua zoeira com a gente falando pelo rádio. O Vinícius então, era outro que até caiu no chão de tanto rir de ver o Dema se lascando na curva. Eu fui o único que “se manteve firme|”, sério, como a situação exigia, afinal de contas era meu amigo de infância que estava ali se fodendo e eu tinha a obrigação de ir passando os betas, as dicas e não era conveniente ficar fazendo galhofa numa situação daquelas. (Só que não, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). O Dema chegou lá encima, junto ao Alexandre, sem saber nem onde estava, mas sobreviveu a passagem lendária. O próximo foi o Vinícius, que da primeira vez foi quem mais sofreu nessa terceira enfiada, mas vejam só, dessa vez passeou na via e enquanto eu conversava com um grupo de escaladores que acabara de chegar onde estávamos, ele já virou a curva e eu não o vi mais. Falando nisso, nos preocupou muito a chegada desse grupo e ficamos com medo de eles começarem a botar pressão encima da gente, o que poderia colocar todo o nosso planejamento em risco, mas felizmente os caras foram de boa e ficaram na deles, mesmo porque eu já tinha comentado que dessa vez não iria ter choro nem vela, não iríamos dar uma de Rubinho Barrichello e deixar nenhum Schumaker nos passar na curva final. Ainda em casa, o Alexandre havia me dito que eu guiaria a Maria Cebola dessa vez e eu mesmo cheguei a pensar nessa possibilidade e psicologicamente já fui preparado para isso, caso ele insistisse muito, mas como na hora ele já tomou à frente e nem disse nada, nem fiz questão em relembrar essa promessa que ele havia feito, as coisas estavam dando tão certo que preferi não ariscar em acabar levando uma queda e correr o risco de me machucar. Mas quando chegou a minha vez de enfrentar novamente a lendária Maria Cebola, decidi que o faria com a maior dignidade possível, provando para mim mesmo que eu seria capaz de guiar aquele lance e quando o Alexandre gritou pelo rádio que eu poderia ir, me posicionei rapidamente encima do tronco de árvore, junto a parede e liguei minha câmera instalada no capacete. Um dos grandes problemas é justamente o de ter que se jogar de cima da árvore direto para essa parede exposta. Ao lado da primeira costura até tem uma boa agarra do lado esquerdo, mas o fato de não haver um pé que lhe de segurança é uma situação difícil, porque se você der o bote e não se sustentar, vai despencar de cima da árvore e vai se ralar bonito. Então fiz igual a todo mundo, inclusive os escaladores graduados, me segurei na costura acima da minha cabeça e me grudei à parede. Uma vez equilibrado, retirei essa primeira costura e rapidamente encontrei uma ótima agarra para as mãos e outra para os pés e sem muitas delongas já consegui retirar a segunda costura. Minha intenção era passar todo esse lance sem “roubar” nenhuma vez, ou seja, sem tocar na corda, nas chapeletas ou nas costuras instaladas pelo Alexandre. Logo em seguida chego bem perto da curva maldita, onde até os escaladores experientes fazem uma prece. Estou diante de um diedro em curva, onde os mais medrosos tendem a se enfiar em baixo de uma grande quina de pedra para fugir do abismo e quando fazem isso, ficam entalados e começam a amaldiçoar o filho da puta que resolveu estabelecer uma via naquele inferno. Já tendo passado por isso na outra vez, não quis nem saber, peguei por baixo da rocha, me equilibrei na beira do abismo, me posicionei na curva, dei um bom dia para minha avó e fui ganhando centímetro por centímetro e vez ou outra, olhava para baixo somente para me sentir um coitado pendurado a uns 500 metros de altura. Claro, minha vontade era a de agarrar logo em tudo que é costura e sair vazado dali rapidinho, mas pela minha honra resisti bravamente e quando passei a curva já me joguei com a mão esquerda dentro do diedro e fui me arrastando pela rampa acima até que sem nem perceber, já me dei conta que estava na grande fenda que nos levaria para a sequência de chaminés, passei limpo, estava feliz, uma satisfação pessoal indescritível, adeus minha vó, adeus Maria Cebola, até nunca mais. ( rsrsrssrrs) Dentro daquela fenda monstruosa, fria e úmida, onde da outra vez o Alexandre não quis nem guiar, desta vez não nos pareceu tudo isso e o próprio Alexandre não perdeu tempo, se esgueirou parede acima e já montou a parada. O Dema se assustou no começo, mas bastou subir uns dois metros para ele se adaptar e rapidinho já estava apoiado a uma pedra entalada no meio da chaminé e estando lá, puxou nossas mochilas e já passou para o Alexandre. O Vinícius dessa vez, se disfarçou de calango, juntou as pernas curtas nas duas rochas e subiu cantando. Para falar a verdade, apesar desta ser apenas a segunda vez que a gente encara uma chaminé, vimos que se fosse preciso solaríamos de boa, mas como a corda já estava instalada, me apoiei na parede e fui subindo alternando os pés até alcançar a tal pedra entalada uns quatro ou cinco metros acima, aí é preciso ficar em pé encima dela e ganhar um grande facão diagonal do lado esquerdo e finalizar essa grande chaminé invertendo o corpo, passando a subir com as costas do lado direito até poder montar na rocha e passar novamente para o lado direito, onde está instalado o pino onde se coloca a parada e aí poder se deslumbrar com uma vista estonteante de todos os abismos dessa montanha, onde você se torna um nada diante da grandiosidade da pedra. Depois de subir essa chaminé gigante, a sequência da via vai prosseguir entrando- se em outra fenda horizontal obvia de uns 10 metros, porque não há mesmo para onde ir e adentrando até quase o seu final já é preciso subir mais uma chaminé de não mais de uns 4 ou 5 metros para conseguir sair da própria fenda. Dessa vez não teve conversa, subimos sem corda nenhuma, todo mundo solou. É uma subida fácil, uma chaminé estreita onde é pouco provável que alguém caia de lá, basta subir e ganhar uma rocha com ótima mão e se lançar para cima onde existe um amontoado de grandes rochas. Olha, foi justamente nesse ponto que dá outra vez a noite nos apanhou e tivemos que enfiar o rabo entre as pernas e sair correndo para casa, descendo tudo de rapel naquela madrugada fria e agora nem ao meio dia ainda havíamos chegado. Até agora havíamos feito um trabalho excelente, nenhum erro, tudo como havíamos planejado. Quando chegamos ao alto daquele amontoado de pedras gigantes, onde uma fenda monstro separa onde estávamos do estirão final para o cume do Dedo de Deus, não teve como não sentir um frio na barriga, e agora José, acharíamos a sequência da via? Não posso negar, a partir dali eu estava ansioso, com uma descarga de adrenalina que ia transbordando, sim, eu estava extremamente nervoso. Ali era o lugar que nos disseram que teria que fazer um pulo exposto para passar de onde estávamos para a outra sequência da montanha e veja bem, não demorou nada para eu bater o olho num pino “P” na altura do umbigo para me ligar que era ali o tal pulo, coisa que nem me passou pela cabeça na outra vez, não sabia se ficava feliz ou muito puto com aquela descoberta. O lance é o seguinte: É preciso passar uma costura no “P”, apoiar levemente a mão encima dele, colocar o pé direito na parede entre a fenda e dar um pulo e agarrar um patamar uns 2 metros e meio acima da cabeça com a mão esquerda. É um lance fácil, principalmente para quem é alto, mas para quem tem tamanho de toco de amarrar jegue, tem que ser um pulo com vontade e certeiro porque se não corre o risco de despencar dentro da fenda e cair no vazio. O Alexandre nem precisou instalar corda alguma, se apoiou na parede e já se jogou lá para cima, agarrou com vontade o bloco de rocha e montou nele como se tivesse subindo em um cavalo e antes mesmo de ir investigar, já puxou o Dema lá para cima, entraram em um arbusto do lado esquerdo e não deram mais sinal de vida por um bom tempo, deixando eu e o Vinícius mais agoniados ainda. Logo os caras do “outro lado do mundo” chamaram o Vinícius para fazer parte do clubinho deles e eu fiquei ali, largado para as cobras, criando uma úlcera no estomago de tanta ansiedade. Por mais de meia hora o tempo parou para mim, sentado naquela rocha exposta, meus pensamentos voavam longe e quanto mais demorava para saber o que se passava do outro lado da fenda, mas ansioso eu ficava, pensei em passar sem depender deles, mas achei melhor não, ali não era lugar para cometer nenhum erro. Quando o Vinícius me chamou, levantei-me rapidamente e me posicionei conforme o procedimento correto e avisei o meu amigo que pularia. Apoiei a mão direita no referido “P”, olhei para cima com vontade e determinação, coloquei meu pé direito em um regletinho (pequena ranhura) na base da parede e saltei feito um campeão olímpico disputando a medalha de ouro: -“Segura essa porra aí caralho, ai meu Deus do céu! Não alcancei o patamar e minha mão esquerda passou no vazio, despenquei no meio da fenda e fiquei pendurado na corda, feito siri no pau. O Vinícius fez um ótimo trabalho, foi tão bom que nem consegui esticar a perna para voltar a minha posição anterior, tendo que implorar para que ele afrouxasse um pouco a corda para eu me recompor. Na segunda tentativa só fiz elevar mais a minha perna direita um palmo mais acima e aí pulei tão forte que mais um pouco eu alcançava a Pedra do Sino, lá na Travessia Petrópolis x Teresópolis. Agarrei a patamar rochoso como se fosse um prato de comida, passeia aperna por cima dele e de me segurei no arbusto, longe do abismo. A esquerda desse arbusto existe uma fenda horizontal de uns 4 metros e a diferença dessa fenda para as outras, era que essa não tinha chão. Quando cheguei nela os meninos já não estavam mais, já haviam passado, mas como estavam perto de mim, eu podia ouvi-los muito bem e logo perguntei as dicas para onde seguir. O Alexandre já gritou: -“ Facin, facin, Divanei, é só entrar na fenda e pisar nesse patamar do lado direito e atravessa até o final e aí tu sobe a chaminé de uns 3 metros e pronto” Eu até encontrei o patamar que se referiu, mas como diabos esses caras passaram nessa fenda sendo que não havia chão pra pisar e em baixo dos nossos pés, um abismo monstro ficava rindo pra gente. Eu já estava nos cascos, meu coração já estava tamborilando faz tempo, respiração ofegante e eu mal estava conseguindo raciocinar direito. Olhei uma pedra entalada no meio da fenda sem chão, mas ela estava uns 3 metros de mim e já pensei logo; mas nem fodendo que eu vou conseguir pular lá naquela rocha e fiquei vendido naquele lance. Tentei me acalmar e prestar bastante atenção na dica que vinha do outro lado da fenda: Entendi qual era o lance: Na parede do lado direito existia uma rachadura que corria na horizontal bem embaixo dos pés e por incrível que parece o próprio pé cabia dentro da rachadura e aí o lance é colocar as costas na parede do lado esquerdo e os pés dentro da rachadura e simplesmente caminhar, um procedimento ridículo de fácil, mas extremamente exposto e ao chegar ao final, subir uma chaminé de uns 3 metros e se agarrar numa rocha pontuda que se não tomar cuidado , acaba furando seu olho. Subindo essa pequena chaminé, emergi dentro de uma grande gruta e já me dei conta de que o Alexandre já estava bem adiantado nos procedimentos para a última enfiada, porque reconheci a grande estalagmite de rocha que eu havia visto numa foto, onde é preciso amarrar uma grande fita em volta para poder colocar uma costura, estávamos sem sombra de dúvida no PASSO DO GIGANTE. O Alexandre levou a nossa corda , ancorou-se e logo pediu para que o Dema subisse. Nesse lance é preciso retirar as mochilas e coloca-las na solteira e subir com elas no meio das pernas, coisa que vai te jogando para baixo, mas ninguém reclamou e o Dema macaqueou para cima, se agarrou onde deu e sumiu na última rampa de acesso. Ajudei o Vinícius a ganhar a primeira rocha e esse foi outro que que se livrou rapidinho desse lance e foi se juntar ao Dema e ao Alexandre. Não sei porque, mas aos meus olhos, levou uma eternidade até que o Vinicius autorizasse a minha subida. Segurei em oposição na rocha que dava acesso ao início da subida e ganhei terreno em direção a estalagmite. Pouco consigo descrever como foi essa última enfiada, só sei que uma hora você tem que encostar as costas no teto e ir se elevando e aí passar para o outro lado para ganhar a rampa. Juro que não me lembro de nenhum passo de gigante, minha cabeça e meus pensamentos voavam no tempo, voltei para 1997. Eu já não enxergava mais nada, só me lembrava que não podia mais cair e aquela luz que vinha lá de fora era minha única direção. Minhas pernas já foram bambeando e quando meus olhos se acostumaram com a claridade e alguém lá de cima gritou: “ Olha Divanei, que maravilha, a escadinha do cume “. Lentamente levantei meus olhos e quando o metal brilhou, minha cabeça rodou e deixei aflorar toda minha fraqueza humana. Os caras estavam irradiantes, o Dema transbordava de alegria, mas eu desgraçadamente desabei a chorar. No meu caso e do Dema não se tratava somente da conquista de uma montanha, era muito mais do que é isso, era a promessa cumprida de nos mantermos vivos e ativos na vida desde a nossa juventude, era a consolidação de uma amizade que atravessou uma geração e que começou no nosso tempo de escola, 35 anos atrás. A gente sobreviveu ao tempo, ultrapassamos as agruras da vida para estarmos juntos ali naquele momento magico na vida de cada um. Nem estávamos no cume ainda e já nos abraçamos ali mesmo e chorando, fiz um discurso de agradecimento e muito provavelmente não disse coisa com coisa. Ainda faltava subir uns 4 metros de escadinha para chegarmos ao topo e fizemos questão que o Alexandre tivesse a honra de ser o primeiro do grupo, mas ele se recusou e pediu para que eu e o Dema subíssemos. A escadinha é um tanto exposta e eventualmente perigosa, tanto que a maioria sobe nela encordado, mas eu e o Dema estávamos pilhados demais para qualquer outro procedimento se não o de subir correndo e nos jogarmos no estirão final. Quando ganhamos o cume, tocamos juntos a pedra que marca o seu ponto mais alto, onde fica a caixa com o livro e mais uma vez deixamos as emoções aflorar. Éramos duas crianças a se esbaldar de felicidade no cume do DEDO DE DEUS (1692 m) e quando o Vinícius e o Alexandre chegaram, a felicidade se completou. De cima daquele Dedo Divino, que quase tocava o céu, era possível se maravilhar com as montanhas ao redor, além de uma vista linda da Baia da Guanabara, é um mundo de beleza e encantamento, que faz do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, um dos mais bonitos do mundo. Logo o outro grupo chegou e como não é possível ser feliz para sempre, vimos que era hora de descermos, porque o cume é apenas metade da conquista. Decidimos que faríamos o descenso pelo rapel vertiginoso e para achar os dois pinos é necessário caminhar como quem vai em direção ao Pico do Garrafão, já que o topo do dedo de Deus é surpreendentemente do tramando de uma quadra de futebol de salão, o que mostra a grandiosidade dessa montanha. Estávamos com duas cordas de 60 metros e amarramos uma a outra para descermos com ela dupla. O Alexandre desceu, montou a parada e deu o gritou para que o Dema fosse, já que o nosso rádio havia acabado a bateria. Depois do Dema, eu fui o próximo a me clipar à corda. Rapel é uma coisa que nunca me assustou, mesmo sabendo que é nesse procedimento que a maioria dos acidentes acontecem. A saída à beira do abismo é complicada, mas rapidamente montei o meu prussik e me lancei no vazio, mas infelizmente com o peso da corda é preciso fazer uma força tremenda para que se possa pegar alguma velocidade. Esse rapel de fato não tem mais que uns 50 metros, mas não leva o nome de vertiginoso atoa, porque mesmo que a parada seja em um patamar mais abaixo, a gente fica uns 500 metros pendurado no vazio, só vendo as árvores no fundo do vale e quem sofre de medo de altura vai cagar nas calças. Para desgraçar tudo, o Vinicius preocupado demais com a segurança, me fez dar umas 3 voltar no nó blocante e o resultado foi que ele acabou travando no meio da descida e como eu não estava com mais nenhuma cordinha, fiquei pendurado sem ter o que fazer. Só depois de várias lutas é que consegui derrotar o prussik e consegui chegar em segurança ao patamar, mas já é necessário ficar esperto para tocar o rapel sempre para esquerda, para não correr o risco de passar direto e ficar pendurado sem ter como subir, principalmente para o primeiro que vai descer. O patamar à beira do abismo até que comporta bem uma meia dúzia de pessoas. Nele temos um arbusto que serve muito bem para uma ancoragem, além de mais um pino instalado junto a ele e mais três pinos para a segurança do próximo rapel. Logo que o Vinícius desceu e juntou-se a gente, o Alexandre já se posicionou e despencou no próximo rapel. São mais uns 20 metros de descida, mas é necessário descer bem para a esquerda, junto à parede e instalar uma costura para evitar que a corda acabe pendendo para o lado do abismo. Esse procedimento é necessário apenas para o primeiro e uma vez no chão, é só ficar atento para direcionar a corda para os outros, tratando de não deixar que eles pendam para o vazio e cheguem ao chão em segurança, já que o segundo ao descer, já fez o procedimento de retirar e recolher a costura. O último e derradeiro rapel não tem mais que uns 10 metros e nenhum segredo aparente, finalizando esse, mais uns 20 metros de caminhada nos leva até a gruta onde há uma pequena placa que homenageia os escaladores brasileiros mortos no Aconcágua. E assim se finaliza a descida que vai beirando a lendária rota da via Teixeira, usada pelos pioneiros de 1912 para a grande conquista. Agora com os pés firmes no chão, mas nem tanto assim, vamos desescalaminhando um pequeno trecho de rocha, onde um cabo de aço todo enferrujado e nenhum um pouco confiável, ainda sobrevive. O tempo está incrível e a vista do Escalavrado e dos Dedinhos é arrebatadora. Descemos por mais um pedaço de cabo de aço até não ter mais jeito e termos que instalar a corda para descer de rapel. Todo mundo se encordou e deslizou rapidamente, menos eu que, só me agarrei a corda e desci esse pequeno trecho no braço mesmo. Daí para frente ganhamos a trilha e fomos descendo lentamente, hora usando alguns cabos, hora nos valendo de algumas cordas, até que antes do sol se pôr, tropeçamos no grande e derradeiro paredão dos cabos de aço. Eu e o Dema pensamos logo em nos agarrarmos nos cabos e deslizarmos até lá embaixo, no braço mesmo, mas como havia alguns guias descendo com uns clientes, o Alexandre montou logo um rapel com as duas cordas e assim evitamos de alguém nos torrar a paciência e agente ser obrigado a mandar a merda e rapidinho já nos vimos de volta à Toca da Cuíca, já na boca da trilha. Menos de uma hora, esse foi o tempo que levamos para novamente nos vermos de volta à civilização, agora totalmente em segurança. Desta vez não houve espaços para comemorações e cada um seguiu caminhando no seu ritmo naquela noite escura e agradável de primavera. Eu mesmo me pus a caminhar por último, minha cabeça ainda rodopiava e eu quase que levitava naquele último trecho de asfalto. Vez por outra eu me virava para trás e me punha a contemplar a silhueta do grande DEDO DE DEUS e eu poderia passar os restos dos meus dias olhando para aquela montanha e mesmo assim não me cansaria de contempla-la, parecia mesmo que o grande DEDO havia se curvado, como a me dar um joinha e a dizer: ” Valeu meninos, obrigado pela visita, nos vemos novamente daqui uns 20 anos”. Chegamos de volta ao carro antes das sete da noite e sem pensar muito, já pegamos a estrada para casa e oito horas de viagem depois, estávamos novamente de volta ao nosso mundo no interior de São Paulo. E esse não foi nem de longe um relato de grandes conquistas, de feitos memoráveis, realizados por grandes escaladores. Esse é um relato que fala de amizade, de perseverança, de aprender a não desistir, de saber esperar o momento certo. No meu caso e do Dema a espera foi de 20 anos e foi uma grande honra poder dividir esse sonho com esses outros dois grandes amigos, que calhamos de encontrar na curva do tempo. Estar no topo do Dedo de Deus foi ter a oportunidade de relembrar dos velhos tempos de juventude, tempos de espirito livre, onde o mundo parecia menos complicado e subir montanhas era apenas um ato de se libertar das mediocridades da vida, um tempo de montanhas sem donos, onde todo mundo tinha acesso livre e precisa apenas se preocupar em cumprir com as promessas feitas e no nosso caso: PROMESSA MAIS DO QUE CUMPRIDA! Divanei Goes de Paula – Agosto/2017
  20. RELATO TRAVESSIA SERRA FINA: No feriado do dia sete de setembro/17 eu criei coragem para realizar este desafio - A Travessia da Serra Fina trilha no Sudeste do Brasil uma travessia cobiçadas e que tbm e considerada uma das mais difíceis do Brasil. Localizada na tríplice divisa de SP/RJ/MG. Começa pelo Pico do Capim Amarelo (2570 m) e passa por diversos picos acima dos 2000 m de altitude e em duas das dez mais altas montanhas do Brasil: Pedra da Mina (4° 2798 m) e Pico dos 3 Estados (10° 2665 m). Estava com um grupo de 14 pessoas do Trilhas&Passeios ❤️❤️❤️. Começamos a Travessia da Serra fina, dia 07/09, às 5h30 pela toca do Lobo, tds os integrantes pegaram água 6 litros cada um,ai seguimos até o cume do Capim Amarelo, com aproximadamente 20 kg na cargueira, claro que qdo começou as cordas aí eu comecei a chorar e pensei não irei conseguir aí pensei já deu pra mim, pq já estava sem forças para subir, aí ao chegar na última corda nosso amigo Franco que ja estava ao Cume do Capim desceu e pegou há minha cargueira aí sim eu consegui chegar ao cume feliz da vida 😅😅😅 estava morta de cansaço aí o grupo fez a opção de não acampar, lá, eram as últimas Vagas e deixamos para outro grupo, avançando até o Maracanã, claro aí foi só alegria pq era só descida onde acampamos no primeiro dia. Tudo bem tranquilo, chegamos cedo, montamos acampamento e durante a noite, a temperatura chegou a -2ºC, e durante o dia, a mesma foi de aproximadamente 24 graus. Iniciamos o segundo dia, com a intenção de alcançar a Pedra da Mina e acamparmos no Vale do Ruah, claro que eu tbm sofri mas um pouco menos, pois estava só com 2 litros de água, pq lá na frente tem ponto de água e a subida era em zigue-zague. Ao chegarmos no Cume da Mina, a mesma já estava lotada, Pois bem lá estava eu na Pedra da Mina (4° montanha mais alta do Brasil). Após avistar o cupim do Boi, Pico dos três estados aí pensei borá terminar que agora falta pouco 😅😅😅 (se referindo ao Três estados), aí eu segui junto ao grupo com a logística de chegar no Camping. Chegamos a tarde no Vale do Ruah, montamos acampamento e às 18h já estava muito frio, claro eu não consegui dormir de maneira alguma, pois eu estava com uma mega friaca. Quando amanheceu todas as barracas estavam congeladas, águas dentro da barracas e mochilas, tudo congelado, um guia lá disse que a temperatura chegou a -12ºC. No terceiro dia, tínhamos como objetivo acampar no Pico dos Três estados, avançamos rapidamente até mesmo pq que tem muitos trechos de escalaminhada mas ao chegar ao local, já estava tudo lotado, porém conseguimos acampar pouco abaixo do mesmo, sem grandes problemas, claro uma subida bem puxada pq estávamos com 6 litros de água na cargueira claro na minha só deu para colocar 3 litros estava muito cheia aí eu levei na mão os outros 3 litros que no caminho nosso amigo Franco colocou na cargueira dele. No último dia o sol nasceu lindíssimo no alto do Pico dos Três Estados, e depois disso foi só descida 😅😅😅 antes fosse né , pois “a gente desce pra subir, e sobe pra descer”. Isso porque se passa por várias outras montanhas para se chegar ao sítio do Pierre, na BR-354 na cidade de Itamonte, onde termina a travessia. Passamos pelo Cabeça de Touro, Alto dos Ivos e outros, o nosso resgate estava marcado para ás 15h00, mas devido a nossa agilidade , felicidade, cansaço e etc estávamos em Itamonte às 13h00 🎉🎉🎉, claro que nossa amigo do resgate Alexandre e o Sr. Manoel já estavam lá. A experiência é única em que eu aprendi muito uma delas é que nessa travessia a água se torna o bem mais valioso, a parte física já estava pra lá de comprometida como dores nas pernas dor de cabeça devido ao sol muito quente o cansaço foram vencidos e superados, pois graças adeus eu não encontrei nenhum bicho já que eu tenho medo e isso me impedia de acompanhar em montanha claro que o psicológico conta muito e eu só tenho a agradecer a meu deus e a tds do grupo Trilhas&Passeios pela união e apoio uma energia magnífica que ficará em minha vida e para fechar eu FARIA td novamente. Travessia Serra Fina: da Toca do Lobo ao Sítio do Pierre – 30 km de extensão Pedra da Mina: 2.798,4 metros (4º ponto culminante) Pico dos Três Estados: 2.665,0 metros (10º ponto culminante) Pico do Capim Amarelo: 2.570 metros Alto dos Ivos: 2.519 metros Pico Cabeça de Touro: 2.649 metros Pico Cupim do Boi: 2.543 metros " Eu que decidi viajar, Eu que escolhi conhecer, Nada tenho a deixar Porque aprendi a viver..."
  21. Depois de muito planejar, resolvi tirar do papel e fazer essa viagem, confesso que não me agradava muito a idéia de ir para o rio, mas fui surpreendido, realmente vale o nome de cidade maravilhosa. O Rio tem muitos atrativos, dos mais diversos tipos e para os mais diversos gostos. Como o meu gosto é trilhas e montanha não tinha como ser diferente, hehe, e o meu objetivo principal era subir a Pedra da Gávea. Decidimos ir para o Rio de ônibus, e chegamos la Domingo de manhã, passeamos um pouco e conhecemos alguns lugares como Ipanema, Lagoa Rodrigo de Freitas, Leblon e a cada lugar que íamos nos encantávamos mais e mais. Depois de almoçar estava na hora de subir e iniciamos nossa empreitada em torno das 14 horas. A entrada para a Pedra da Gávea fica no final da Estrada do Sorimã, la tem uma praça, e uma rua com uma guarita, essa primeira guarita, acho que é do condomínio que tem ali, o caminho segue pela rua, por mais ou menos 1km, até que chegamos numa segunda guarita, essa sim sendo o início da trilha, e la deve ser registrado o nome para a subida. A primeira parte da subida é bem cansativa, e recomendo que esteja preparado para fazê-la, principalmente se estiver com uma mochila cargueira. São uns 40 minutos de caminhada até a Pedra do Navio e de la a subida torna-se pura escalaminhada. O próximo ponto conhecido é a Praça da Bandeira, que é uma clareira e um ponto onde muitos aproveitam para tomar um fôlego e comer alguma coisa. De la para a carrasqueira já esta pertinho, uns 20 minutos. Um pouquinho antes de chegar à temida carrasqueira, tem uma trilha que sai pela esquerda que leva no paredão, um lugar que rende fotos incríveis. Nesse ponto ja é possível tambem visualizar a face do imperador. Mesmo com todo o cansaço essa vista te faz puxar forças sabe-se la de onde. É impressionante hehe. A carrasqueira é considerada uma escalada de nível 1 e muitas pessoas optam por fazer com corda. Se você for de final de semana esteja preparado para enfrentar uma grande fila e possivelmente levar mais de uma hora na subida. Para quem optar por fazer sem corda, basta seguir a rota certa, são dois caminhos, esquerda e direita, você verá as fendas, o da esquerda oferece mais apoios, e fica mais fácil de subir. Quando for descer use o mesmo ! Esquerda de quem sobe, direita de quem desce. A carrasqueira é um trecho muuuito legal, mas não brinque com a sorte, acidentes realmente acontecem lá, e são graves, portanto, preste atenção e certifique-se de que seus pés estão bem apoiados e as mãos firmes nas agarras. Terminada a carrasqueira pode comemorar, ainda tem mais um pouco de escalaminhada, mas pode se considerar no topo rs. E uma vez que você chegar ao topo você terá certeza que cada pingo de suor valeu a pena. Mesmo no topo tem vários pontos para conhecer, a mesa, cadeirinha, pedra do raio, pedra do egito, admirar todas as visões que a pedra da gávea oferece. Coloque no seu cronograma pelo menos uma hora para ficar lá em cima. Uma informação interessante, eu procurei em muitos lugares qual seria a altura da pedra do raio, lugar onde você encontra algumas fotos insanas por ai, não achei. Mas deixo agora pra vocês, em torno de 5 metros é o risco pela foto, aos corajosos boa sorte ! A sensação de conquista é enorme ao chegar la em cima !!! Aproveitamos também para conhecer um lugar pouco explorado, a orelha do imperador, não existe trilha marcada para la. Então você precisa estar com alguém que conheça e saiba como chegar. Posso afirmar que é um dos lugares mais incríveis que ja fui !! Quando chega a hora de voltar a descida exige bastante dos joelhos, são em torno de 3 horas para a subida e umas 2 horas para a descida. Lembre-se de não deixar lixo na trilha e também de não pixar as pedras. Assim o parque continua aberto e os trilheiros agradecem ! RS Espero que vocês façam essa trilha e aproveitem tanto quanto nós aproveitamos. Deixo aqui também uma dica de guia. O Jhonny conhece muito la e é uma ótima opção. (21) 96894-4695
  22. Volta Ilha Grande O relato é da trilha de Volta a Ilha Grande, feito por mim e pelo meu namorado em junho. A trilha pode ser feita em mais ou menos dias, as trilhas são bem marcadas e há bastantes pontos de apoio, além de pontos de escape, caso precise desistir ou mudar de idéia. Espero que ajude quem esteja afim de realizar essa fantástica viagem Dia 1 – Sábado – 03/junho Chegamos a Angra às 6h da manhã, tomamos café na rodoviária e nos dirigimos a pé até o escritório da Turisangra, que fica na praia do Anil, no caminho para o cais. A Turisangra abre às 8h e nesse horário preenchemos uma autorização para pernoitar em Aventureiro. Na época em que fomos junho, não havia fiscalização alguma em qualquer lugar. Mas mesmo assim pegamos a autorização e a pulseirinha Fomos ao cais e a barca maior só saia às 13h, resolvemos então pegar uma lancha rápida que saia às 9h. Pagamos 80 reais ida e volta, com o ticket de volta aberto para qualquer dia com saída em Abraão. Às 10h já estávamos em Abraão e assim que chegamos já começamos nossa caminhada. A trilha começa no lado esquerdo da praia e há algumas placas de sinalização. Resolvemos ir primeiro à cachoeira da Feiticeira. Passamos antes pelas ruínas do Aqueduto e por um poço. Cerca de 1 hora e meia depois estávamos na cachoeira. A trilha até a cachoeira tem algumas placas no caminho e pra quem quiser ir direto ao Saco do Céu é só não entrar na última placa que diz que faltam 10 minutos e seguir direto. Depois da cachoeira fomos à praia da Feiticeira, são uns 15 minutos de caminhada, e também há placas. A praia da Feiticeira é pequena e bem bonita e de lá saem táxi boats de volta para Abraão. Nessa praia fomos adotados por uma cachorrinha que fez toda a volta conosco e demos a ela o nome de Lola. Saindo da Feiticeira é só voltar pelo caminho que fez para chegar a praia e na segunda bifurcação a direita entrar. À partir daí estará seguindo os fios de eletricidade e será assim até o dia de Araçatiba. Depois da praia da Feiticeira se chegará a praia de Fora, que é uma praia bem extensa e na qual tem que ser andar pela areia e com a maré cheia às vezes é preciso correr um pouco para não molhar as botas. No final da praia de Fora haverá uma trilha à direita que começará a passar pelo meio das casas, com alguns minutos de caminhada já se estará no Saco do Céu. O único camping que tenho notícia por lá é a Gata Russa, que cobra 60 por pessoa com café da manhã e 45 sem o café. Demos uma chorada e ela deixou por 35. No geral, achei o valor do camping caro na Ilha Grande. Depois de montada a barraca e banho tomados fomos comer em um restaurante. Há uns restaurantes bons (e caros) no Saco do Céu, fomos em um com melhor preço, mas bem gostoso, se chamava Gruta das Estrelas. Dia 2 – Domingo – 04/junho Saímos às 10h do Saco do Céu, a trilha começa na rua ao lado da pousada da Gata Russa, seguindo o fio de eletricidade e contorna todo o Saco. Perto de um campo de futebol há o começo de uma outra trilha, mais íngreme e que já é um corta caminho para quem quer ir direto ao Bananal. O que não era nosso caso. Depois de 50 minutos de caminhada estávamos na praia de Japariz, que é uma praia em que há restaurantes e na qual muitos barcos de passeio param para o almoço. Descansamos um pouco e logo partimos para a próxima praia: Freguesia de Santana. Chegamos na Freguesia em mais 1 hora de caminhada e por lá ficamos bastante tempo, esticamos um pouco a caminhada e fomos numa praia chamada Baleia, para essa caminhada, de 10 minutos, deixamos nossas mochilas com uma vendedora. Essa praia também é parada de vários passeios de barco. Depois de descansados seguimos caminhada, no caminho passamos pela igreja da Freguesia de Santana e por uma praia menor, praia de Araça. Seguindo caminhada por mais de uma hora chegamos a praia de Bananal Pequeno, que fica já ao lado da praia do Bananal e é melhor para mergulhar. Ficamos lá um bom tempo e depois fomos ao Bananal procurar nosso camping. Perguntamos aos moradores pelo camping da Cristina e nos indicaram onde ficava. A Cristina cobra 20 reais para acampar no quintal dela e também serve janta por 12 reais. Dia 3 – Segunda-feira – 05/junho Nesse dia conseguimos sair um pouco mais cedo e antes das 9h já saímos para nosso próximo destino: praia Grande de Araçatiba. Novamente começamos seguindo os fios de eletricidade e em 50 minutos de caminhada chegamos a praia de Matariz, que é uma praia não grande e não parece ter atividade turística, tem uma construção abandonada na beira da praia e um mangue atrás dessa construção e é por aí que continua a trilha, passando pelas casas e depois começando uma subida. Depois mais uns 40 min de caminhada chegamos a praia de Maguariquessaba, nessa praia havia restaurantes mas ainda estava cedo e não tínhamos fome então continuamos a caminhada. Depois de alguns minutos de caminhada chegamos em Sítio Forte que é uma praia em que há uma gramado bem próximo a praia, seguimos caminhando e em poucos minutos chegamos a praia de Tapera, nesse momento já tínhamos fome e questionamos umas pessoas que estavam na praia se havia restaurantes e a resposta foi negativa, mas que na praia da Longa (a próxima segundo eles) haveria restaurantes. Seguimos nossa caminhada e logo que saímos da praia e começamos nossa caminhada encontramos uma cobra! Ficamos ali olhando ela ir embora e seguimos nossa caminhada até chegar na praia de Ubatubinha, decidimos comer uns snacks e entrar no mar. Depois do merecido descanso seguimos rumo a praia da Longa. Não havia restaurantes abertos mas nos falaram que havia uma senhora que faria comida se fossemos lá conversar com ela. Como a próxima praia já era a de Araçatiba, nosso destino final, decidimos continuar nossa caminhada. Saindo da Longa pegamos uma subida grande e depois de uma longa caminhada, grande parte já atrás das casas de Araçatiba, finalmente chegamos à praia. E só víamos restaurantes fechados! Já no lado esquerdo da praia encontramos o restaurante do Carlinhos estava aberto e ainda servindo almoço (já passava das 15h). Depois disso nos dirigimos ao camping Bem Natural e montamos nossa barraca. Burrice nossa esquecemos de perguntar o preço do camping! Dia 4 – Terça-feira – 06/junho Esse dia estava reservado para o descanso e foi isso que fizemos: dormimos até tarde! E tomamos café no próprio restaurante do camping: acho que 35 a vontade, ou pode-se comprar os itens separados (tipo 10 reais a jarra de suco, 6,50 o misto quente, 1 real a fruta). Em Araçatiba há um senhor que vende vieiras frescas e ao perguntar a Nice, dona da Bem Natural, sobre ele, Louro, encomendamos uma dúzia (60 reais a dúzia) e combinamos que ela faria pra gente no jantar. Saímos para fazer a trilha para a Lagoa Verde. Para fazer a trilha volta-se sentido praia da Longa e depois que passasse das casas da praia de Araçatiba no lado esquerdo haverá um portão trancado, continue andando e logo depois desse portão haverá uma trilha que desce a esquerda. Há algumas sinalizações, mas sutis. A trilha é curta em 20 minutos se estará na Lagoa Verde. O dia estava meio nublado, mas ainda assim vi bastantes peixes. Na volta tínhamos a idéia de fazer a trilha para a Gruta do Acaiá, pois nos falaram que demoraríamos 1 hora para chegar lá (demoramos 2 horas quando fomos, o dia seguinte). Mas como demoramos fazendo o almoço, decidimos que no dia seguinte iríamos até lá. Fora de temporada tudo é mais vazio, mas há o complicador que alguns lugares estão fechados como restaurantes e mercados. E quando estão abertos faltam alguns itens. Fomos ao mercado do Gabriel que estava fechado, batemos na porta da casa, para comprar mistura, mas só havia ovos. Ok, nós nos viramos bem com isso  À noite comemos as vieiras, deliciosas! E nos deparamos com o preço do camping: 45 por pessoa! Mas como ficamos 2 noites ela deixou por 40... Dia 5 – Quarta-feira – 07/junho Às 8h já estávamos partindo para a trilha desse dia: chegar a Aventureiro com desvio pela Gruta. Nos informamos e havia uma trilha para Provetá saindo da praia Vermelha e fomos confiando nessa informação. Começamos a trilha e logo depois da praia de Araçatibinha, há uma bifurcação que está marcada com placa. Fomos direto rumo praia Vermelha e cerca de 50 minutos depois estávamos na praia Vermelha. Lá pedimos para um casal se podíamos deixar nossas mochilas enquanto íamos até a Gruta do Acaiá. A trilha para a Gruta começa no final da praia subindo uma escada, no final da escada, em um pé de jaca, há uma placa escrita Gruta, vire à esquerda e siga. A partir daí não tem erro é só ir reto nessa trilha, haverão outras bifurcações mas não as pegue. A trilha começa num subidão e depois fica subindo e descendo. 50 minutos depois chegamos num portão, o abrimos e fomos chamando. Aí apareceu o moço que cuida da Gruta que nos acompanhou lá dentro. O dia não estava com um super sol, mas ainda assim é espetacular o efeito da cor da água. Ele disse que da pra levar snorkel pra olhar os peixes que ficam ali, infelizmente não estávamos com o nosso. Novamente não perguntamos o preço na entrada e fomos apunhalados com a cobrança de 20 reais por pessoa! Ainda tentamos argumentar, mas foi esse o valor pago Voltamos para a praia Vermelha, lanchamos numa lanchonete que havia acabado de abrir e que fica na praia mesmo. Pegamos nossas mochilas e partimos para a praia de Provetá. Fomos alertados que a trilha era puxada e não nos mentiram: 45 minutos de uma subida íngreme! E mais 45 minutos de uma descida com pontos bem íngremes, e chegamos na praia de Provetá. Essa trilha começa depois das casas da praia Vermelha, há uma escada que leva a essas casas e depois já vira uma trilha. Todos lá conhecem a trilha, que está bem aberta. Em Provetá aproveitamos pra tomar um sorvete, comprar mistura (frango, que era a única coisa que tinha no mercadinho) e pães. Há uma padaria lá que vende vários tipos de pães e frios. Depois fomos para a parte mais aguardada: a subida para Aventureiro. Mas depois da subida da praia Vermelha essa aí foi fichinha: demorou uma hora de subida, mas era bem menos íngreme e às vezes tinha uma descidinha para aliviar. Depois de quase 2 horas de trilha chegamos à praia do Aventureiro com uma lua linda! Em Aventureiro há vários campings e ficamos no camping do Luiz, 25 por pessoa. Dia 6 – Quinta-feira – 08/junho A idéia inicial era ficar esse dia de boa no Aventureiro e no dia seguinte pegar um barco para Parnaióca, mas como nos falaram que estava tranqüilo atravessar a praia do Sul e do Leste, resolvemos que faríamos isso. Mas só depois de curtir um pouco a praia Primeiro queríamos já encomendar almoço, mas no camping do Luiz a cozinheira chegaria tarde e só serviriam depois das 14h e seria já tarde para irmos pra Parnaióca. Fomos então aos dois restaurantes que há na outra ponta da praia e nenhum estava aberto, por volta das 11h a dona de um deles chegou e conseguimos encomendar nosso almoço. Aproveitamos a manhã para entrar na água, fazer snorkel, ir ao Mirante do Espia (no canto da praia continuar o caminho e subir as pedras e continuar por cima delas, no final vai ter uma escada de canos de PVC. Fácil de ir e com uma visão muito bonita da praia. Depois do almoço seguimos rumo à praia de Parnaióca via Costão do Demo e praias do Sul e Leste. A caminhada toda durou 3 horas, sendo que uma hora foi a trilha entre as praias e a Parnaióca. O Costão do Demo foi muito mais tranqüilo do que achei que seria realmente é íngreme, mas apenas deve-se ter cuidado para não pisar nas partes molhadas para não escorregar, em 20 minutos havíamos o cruzado. Depois segue-se por quase uma hora na areia. No final da praia do Sul há uma ilhota que divide as duas praias. Há uma trilha que liga as duas praias, no dia em fomos haviam recolhido lixo da praia e havia um grande número de sacos de lixo a trilha começava bem ao lado desses sacos. Depois de fazer essa pequena trilha, cruza-se a praia do Leste e começasse a trilha que levará a Parnaióca. Depois de mais uma hora de trilha chegamos a Parnaióca. Na Parnaióca há três campings, ficamos no primeiro, de quem vem do Aventureiro, o do Silvio. Ele cobrou 25 por pessoa, e o achei bem simpático e solicito, inclusive forrou o chão com colchão para armarmos a barraca em cima! Antes de dormir fomos dar um mergulho na água gelada e vimos a lua mais linda da viagem nascer... Dia 7 – Sexta-feira – 09/junho Acordamos cedo e partimos rumo a Dois Rios. Para o inicio da trilha atravessasse o camping da Janete, e logo há uma placa indicando o caminho. São 3 horas de trilha com uma subida íngreme no começo e depois uma trilha suave terminando ao lado do Ecomuseu da Ilha Grande, que funciona onde ficava o presídio de Dois Rios. A entrada é franca e os funcionários atenciosos, vale ficar um tempo olhando e tentando conhecer um pouco da história da Ilha Grande. Depois de passar no museu fomos dar uma olhada na praia e passamos num restaurante em que estava servindo almoço. Depois do almoço, demos inicio a ultima parte do dia: a ida até Abraão. A partir de Dois Rios a trilha vira uma estrada de terra, mas no caminho até Abraão há dois atalhos para diminuir um pouco a caminhada. Depois de uns 30 minutos do inicio haverá uma placa indicando Abraão e uma pequena trilha pode seguir a trilha e sairá mais a frente. Depois que voltar a estrada e já estiver na parte de descida bem em uma curva haverá uma placa preta de metal a sua direita, na qual não se lê mais nada, ao seu lado há uma trilha bem íngreme. Esse caminho leva até Abraão, na parte mais a direita da praia. Esse atalho é antes da entrada para o Pico do Papagaio. Depois de 2 horas de caminhada chegamos a Abraão e decidimos que merecíamos uma pousada! Aí foi jantar e descansar. Dia 8 – Sábado – 10/junho A idéia era fazer a última parte da volta T10, T11 e T12, passando por Lopes Mendes e indo até o Farol de Castelhanos. Como resolvemos dormir mais e tomar um belo café da manhã resolvemos cortar uma parte da trilha e ir até Palmas de barco. Pagamos 40 ida/volta e como o preço para ir até Pouso era o mesmo fomos até Pouso  De Pouso até Lopes Mendes são uns 20 minutos de trilha e ainda dá pra conhecer a praia de Santo Antônio. Perguntamos há algumas pessoas na praia de Lopes Mendes sobre a trilha até o Farol e nos informaram que a trilha deveria estar muito fechada e que demoraria umas 2 horas, só a ida, e não tínhamos esse tempo. O tempo estava feio, ventava muito, e infelizmente acabamos voltando cedo. Mas na ida tivemos uma bela surpresa: vários golfinhos passaram por nós! Dia 9 – Domingo – 11/junho Para o ultimo dia de viagem o plano era ver o sol nascer no Pico do Papagaio. Para tal acordamos às 2h30 e às 3h saímos da pousada rumo a trilha. A trilha começa rumo a Dois Rios pela estrada de terra e uns 15 minutos depois do começo da estrada de terra haverá uma placa à direita indicando o inicio da trilha para o Pico do Papagaio. A trilha foi mais tranqüila do que achei que seria, demoramos cerca de 3 horas para chegar ao cume, sobe-se bastante, mas ela não é super íngreme o tempo todo. No final há uma corda, mas é trecho tranqüilo, talvez a corda seja mais útil em dias que teve chuva, pq deve ficar bem escorregadio. Durante toda a trilha há algumas placas indicando o Pico e na parte final há algumas setas feitas nas árvores e nas pedras. Conseguimos chegar a tempo de ver um lindo nascer do sol. E assim nos despedir dessa ilha maravilhosa! Em cerca de 2 horas fizemos a trilha de volta e ainda conseguimos pegar o café da manhã na pousada. Na parte da manhã descansamos e a tarde fomos a praia Preta, que fica em Abraão ainda. Pegamos a lancha das 17h e ficamos até às 22h esperando nosso ônibus na rodoviária de Angra.
  23. Fui a Ilha Grande no dia 2 de Janeiro, chegando pela manhã. Peguei a ilha em dias menos cheios que no ano novo, mas não estava vazia. Ela estava lotada de argentinos. Parti de São Paulo (Tietê) dia 1 as 22:40, e cheguei em torno de 6:30 em Angra dos Reis. Pegamos um Flex Boat no valor de 50 reais só ida, ou 80 ida e volta, e em 35 minutos estávamos em Ilha Grande. Paramos na Vila do Abraão, e fomos procurar o nosso camping. Ficamos no camping Raio de Sol, organizado, com wifi, 2 chuveiros masculinos e 2 femininos (quentes), mais dois frios, e 2 banheiros para cada sexo. Pagamos 30 reais a diária por pessoa no camping. Eles disponibilizam alguns ventiladores para alugar no valor de 10 reais a diária, nós pegamos um, pois o calor estava intenso. Montamos a barraca, arrumamos as coisas e partimos para conhecer a ilha. Na ilha não entra carros e nem motos, logo tudo é feito por barco, bicicleta ou a pé. Começamos pela trilha de Lopes Mendes, a praia que é divulgada como a mais bonita da ilha. Fomos com o intuito de conhecer muita coisa e gastar muito pouco, então não pagamos um barco (30 ida e volta) e fomos pela trilha que dizem durar 2:30 hs. Levamos 4 horas, parando bastante para ver a paisagem e para descansar. Eu não tenho reparo físico nenhum, e tenho um problema que meu pé dói quando ano muito, então fiz bem tranquilo, para apreciar mesmo, sem forçar meu corpo. No caminho você passa pela praia de Palmas, depois Pouso, e enfim chega em Lopes Mendes. Indo de barco, você ainda terá que fazer a trilha de Pouso até Lopes Mendes, pois eles não entram na praia, mas é curta (em torno de 25 minutos). Lopes Mendes Lopes Mendes realmente é muito bonita, uma água clara, cercada por árvores, areia clara, e com bastante gente. Não tem muita estrutura, somente alguns ambulantes que vendem água, cerveja e refrigerante. Ficamos em torno de uma hora na praia nadando, fiz algumas fotos e vídeos com o drone, e pegamos um barco para voltar até Abraão. Chegamos por volta das 18 horas, sem almoçar, e cozinhamos no camping, novamente na intenção de economizar. Comida na ilha é caro, inclusive no mercado, pois obviamente tudo chega de barco. Uma lata de atum custa em torno de 10 reais. A noite demos uma volta na vila, conhecemos algumas lojas, e demos uma olhada nos preços para um possível passeio de barco. No outro dia fomos até uma agência de passeios, e pegamos por 60 reais um passeio de escuna até a Lagoa Azul e mais duas praias A Lagoa Azul realmente é incrível, as fotos e vídeos mostram realmente como é, mas ao vivo é sempre melhor. Lagoa Azul pelo drone Passamos em mais duas praias, onde rolou um almoço (não comemos para economizar). Voltando ao caming em torno das 17 horas, cozinhamos e dormimos cedo, pois no outro dia pretendíamos fazer um passeio mais longo de barco. Acordamos bem cedo, compramos o café da manhã no mercado e preparamos no camping. Pagamos o passeio de barco (170 reais), e embarcamos as 10:30 para um passeio de lancha chamado Ilhas Paradisíacas. E esse foi um dos pontos altos da viagem. As ilhas são incríveis! Elas são mais próximas de Angra dos Reis, mas a água é tão limpa e cristalina, que parece que você não está perto do continente. Depois das Ilhas e das Praias que visitamos, paramos em uma delas para almoçar. As pessoas pagaram em torno de 40 a 50 reais em um almoço, nós novamente comemos o que levamos, o resto do café da manhã. Praia do Dentista Chegamos por volta das 18 horas, descemos da lancha e fomos em um bar/restaurante nos despedir do pessoal da lancha, fizemos o passeio pela Adventure Boat, e a Kelly (creio que é dona) foi super simpática, e no final foi tomar algo com todo mundo do passeio. Estávamos cansado demais para cozinhar, então fomos procurar um prato feito para comer, e o mais barato que achamos foi por 21,90. A comida estava boa, e depois dormimos cedo. No outro dia acordamos mais tarde, cansados. Em torno do meio dia saímos para fazer uma trilha de 1:30 hs, para a Cachoeira da Feiticeira e a Praia da Feiticeira. Trilha para a cachoeria A cachoeira é bonita, mas não vale a caminhada se você tem algo mais legal para fazer. Ela tem uns 15 metros de altura, mas é fechada por árvores, e estava lotada de argentinos, que inclusive levaram uma caixa de som pra lá. Vista da trilha Pra mim trilha na natureza não combina com barulho, nem na trilha e nem na cachoeira. Na trilha vimos vários animais, como o Tiê sangue, um pássaro lindo, e vários macacos Bugio. Macacos Bugio Descemos mais na trilha e fomos para a praia da Feiticeira, onde compramos por 20 reais a volta de barco. A cachoeira não vale tanto a pena, mas a trilha é linda, cheia de animais e árvores bonitas, me senti muito bem! No outro dia acordamos cedo, e fomos para a praia preta, e de abraão, para conhecer um pouco mais da vila que ficamos, mas que por querer conhecer outros praias não olhamos direito. Perto da praia preta, abraão é bem bonita! Uma água clara, algumas pedras, e muitos pássaros. Voltamos ao camping, desmontamos a barraca, e partimos rumo a São Paulo. Ilha Grande foi uma das viagens mais incríveis que já fiz! Custos: 30 reais a diária do camping 21,90 o PF mais barato que achei 80 reais ida e volta pelo Flex Boat de Angra para a Ilha 15 reais o barco de volta de Lopes Mendes 20 reais o barco de volta da praia da Feiticeira Passeio lagoa azul: 60 reais Passeio Ilhas Paradisíacas: 170 reais Pode parecer caro o passeio de 170 reais, mas vale cada centavo. Vejam o vídeo e tirem suas conclusões. (está no começo do post) Valeu!
  24. Dificuldade: Difícil - Categoria 2 Distância: 48 km Altitude Máxima:1.514 m Circular: Não Como chegar São José do Barreiro esta localizada aos pés da Serra da Bocaina, estando a 273 km de São Paulo e 214 km do Rio de Janeiro, São José do Barreiro está ligado à Rodovia Dutra pela Estrada dos Tropeiros que, agora reformada, oferece um acesso fácil e seguro aos visitantes. Como essa não é uma trilha circular, a não ser que vá até a cidade com mais alguém no carro que possa leva-lo embora o ideal é ir de ônibus. Existe um ônibus por semana saindo de São Paulo para São José do Barreiro, o melhor lugar para pegar um ônibus para a cidade é partindo de Guarantigueta/SP que possui mais horários de ônibus, a operadora de Ônibus é a Pássaro Marrom. A estrada que vai até a entrada do parque esta sendo toda reformada, já sendo possível um carro de passeio subir quase até a portaria do parque, caso não queira arriscar com seu próprio carro existem pessoas na cidade que fazem esse trajeto, alguns contatos são: Elieser: (12) 3117-2123 Reginaldo: (12) 99747-9651 Roger: (12) 3117-2050 O Elieser oferece o serviço de levar o seu carro até a cidade de Mambucaba para que você já siga viajem de lá, o Reginaldo faz o resgate no próprio carro também na cidade de Mambucaba. A logística para essa trilha não é das mais simples, vale a pena ligar para alguém da cidade antes de ir e também já combinar um resgate na saída da trilha para não ficar na mão. Planejamento É muito importante fazer um belo planejamento antes de iniciar essas travessia, isso pode reduzir o peso que vai carregar e seus joelhos e suas pernas vão agradecer no último dia. A travessia pode ser feita de 2 a 4 dias, considero 3 dias o ideal para aproveitar bem. É possível pernoitar em pousadas ou acampar em alguns lugares no próprio parque, abaixo algumas distancias para uma decisão de onde ira acampar. Portaria -- 8km --> Cachoeira das Posses -- 22km --> Cachoeira do Veado -- 18km --> Fim Portaria -- 18km --> Pousada Barreirinha -- 12km --> Cachoeira do Veado -- 18km --> Fim A Trilha A trilha é parte da história do Brasil, foi construída pelos escravos entre os séculos XVII e XIX, a partir de trilhas dos índios Guaianazes, ponto de passagem obrigatório, nos séculos XVII e XVIII, o caminho ligava Minas Gerais a Rio de Janeiro e São Paulo. No chamado "Ciclo do Ouro". Antes de tudo é preciso de uma autorização para entrar no Parque, para isso envie um e-mail para [email protected] solicitando tal autorização. Fizemos essa travessia pela primeira vez em fevereiro de 2012 e decidimos refazer ela agora com mais conhecimento, equipamentos e claro preparo físico, nessa segunda travessia acabamos pegamos uma bela chuva no segundo dia, por esse motivo mesclei as fotos da postagem com a primeira travessia afim de ilustrar melhor como é a trilha. Quem me acompanhou nessa trilha foram meu pai Mario, meu irmão Mateus e meu cunhado Luan, sendo que essa seria a primeira trilha da vida do meu irmão. Fizemos ela nos dias 15,16 e 17 de novembro. Nosso trajeto foi sair de Guaratinguetá no ônibus das 7h até São José do Barreiro e já havíamos combinado com o Reginaldo para nos levar até a entrada do parque, chegamos na cidade por volta das 9:30h e já começamos a subida com o Reginaldo, chegando na entrada do parque por volta das 11h. Durante a subida existem vários trechos que formam mirantes belíssimos, vale a pena pedir para dar uma paradinha rápida. Nosso planejamento era acampar o primeiro dia na cachoeira das Posses e o segundo dia na Cachoeira do Veado, dessa forma o primeiro dia é o mais tranquilo, partindo da portaria com 1,5km de caminhada se chega na Cachoeira Santo Izidro, ela fica a esquerda da trilha e é uma bela descida até chegar na base da cachoeira, dependo do preparo físico considere "esconder" as mochilas próximo da trilha e pega-las na volta. Voltando para a trilha, andando cerca de 1,5 km existe um atalho que reduz a trilha em 1,3 km, caso opte em não usar o atalho some essa distancia nos valores descritos acima. Bom considerando que você pegou o atalho, da cachoeira Santo Izidro até a cachoeira das Posses são cerca de 6,5 km em um caminho relativamente tranquilo. A Cachoeira das Posses fica do lado esquerdo da trilha, quando começar a ver as araucárias é porque esta bem próximo da entrada. Logo no começo da trilha em direção a cachoeira existe uma casa abandonada no lado direito, é um opção de acampamento fechado. Um pouco mais a frente existe uma boa área de camping para 4 ou 5 barracas. Atras dessa área existe mais uma casa abandonada, nós acampamos dentro dessa casa, na "cozinha" da casa existe espaço para 3 barracas, as paredes laterais caíram mas mesmo assim é uma boa proteção do vento e existe um fogão a lenha que pode ser utilizado para cozinhar ou apenas para fazer uma "fogueira" para esquentar a noite. Como dito o primeiro dia é o mais tranquilo, então caminhando bem você terá bastante tempo para curtir a Cachoeira das Posses, ao lado da casa e da área de camping existe uma trilha com uma placa indicando o caminho da cachoeira, cerca de 200 m a frente existe a primeira queda, nada muito grande, continue descendo a trilha por mais cerca de 600 m até a base da cachoeira. Para quem assim como nós decidiu não acampar na pousada Barreirinha, o segundo dia é o mais cansativo e longo, são 22 km até a cachoeira do Veado, sendo boa parte sem árvores e com algumas subidas pesadas se levar em consideração que estamos com peso nas costas. Acordamos cedo e demos uma última passada na primeira queda da cachoeira das Posses para "tomar banho" e saímos que a caminhada seria longa. Os primeiros 4 km são tranquilos, ainda estão protegidos pelas árvores e com poucas subidas e ainda com pontos de água no caminho. Depois disso começa o caminho por estrada de terra, sem árvores e com algumas subidas e descidas bem cansativas, caminhando em torno de 6 km encontrasse a Pousada Barreirinha, é um bom lugar para trocar a água e até mesmo para comer ou beber alguma coisa, de qualquer forma, corte caminho pela pousada que vai desviar de uma bela subida ingrime e curta. Saindo da pousada ainda faltam 12 km até a cachoeira do Veado, cerca de 8 km do percurso continua sem árvores e em estrada da terra, nesse percurso 2 km depois de passar por um pasto com uma pousada ao lado tem uma subida bem pesada, é praticamente o último trecho em estrada de terra, ou pelo menos estrada que aparenta ter condições de passagem de carro. Após essa subida já começa um pouco mais de vegetação com alguns pontos de bastante árvores e já alguns trechos com o calçamento real, desse trecho até a cachoeira do Veado faltam pouco mais de 5 km, quase chegando na fazenda central existe um rio com um pinguela para atravessar, considere um bom ponto para trocar de água novamente caso necessário. Desse ponto para frente falta pouco até a cachoeira, na primeira vez que fizemos a trilha acabamos chegando tarde nesse ponto e decidimos acampar ao lado da fazenda central por já estar escurecendo e existe uma boa área de camping ao lado de um lago. Passando a fazenda central falta bem pouco, porém, começam algumas descidas e o terreno é bem ruim, ainda mais se estiver chovendo(ou muito molhado), mesmo sendo um trecho relativamente curto leva uns 30 minutos para atravessar. Assim que terminar a descida, do lado esquerda existe uma "gaiola" para atravessar o rio, se trata de uma caixa de metal suspensa em um cabo de aço para fazer a travessia, do outro lado do rio existe uma pousada com área para camping, essa é uma parte bem divertida da trilha. Continuando a trilha sem pegar a gaiola é o caminho até a cachoeira do Veado e após um pequeno pasto já começam as áreas de camping próximo da cachoeira, nós decidimos acampar logo após o pasto. O ideal é acelerar a caminhada dos 22 km desde a Cachoeira das Posses para aproveitar a Cachoeira do Veado ainda no segundo dia e no terceiro dia já pegar a trilha logo cedo. A Cachoeira do Veado é a mais bonita da travessia, com duas quedas, totalizando 80m de altura, o acesso a última queda é bem tranquilo, já para chegar a segunda queda já é mais complicado. O terceiro dia são 18 km até a ponte de arame onde geralmente é feito o resgate, para continuar é necessário atravessar a gaiola e passar por traz da pousada para continuar a trilha. Cachoeiras a parte, o terceiro dia da trilha é o mais bonito pois é quase por completo dentro da mata e com o calçamento real, existem vários trechos de subidas e descidas pelo calçamento, as pedras estão muito lisas e com chuva o caminho se torna ainda mais difícil. Durante a descida existem vários pontos com água, não precisa descer carregado de água pois é muito fácil encontrar no meio do caminho. Em alguns trechos as pedras do calçamento já se soltaram e em períodos de chuva viram um barro só, por isso todo cuidado na descida é pouco. Faltando quase 4 km para o fim da trilha é necessário atravessar o rio Mambucaba, a ponte que corta o rio esta caindo, nas duas vezes que fizemos a trilha não tivemos coragem de atravessar a ponte, mas alguns grupos assim o fizeram, como no trecho onde a trilha encontra o rio ele esta mais raso é preferível cruzar pelo rio mesmo. Atravessando o rio, falta pouco, mais 4 km e é o fim da trilha, a trilha termina em uma estrada de terra e do lado direito tem a ponte que também cruza o rio Mambucaba, ela é conhecida como ponte de arame, existem algumas casas nessa estrada próximo da ponte, se você não deixou um resgate combinado existe a possibilidade de bater em alguma casa e com sorte achar alguém que te leve até a rodovia ou ir caminhando cerca de 20 km até a Rodovia Rio x Santos. Essa é uma trilha muito bonita e ainda tem o charme de ser parte da história do Brasil, com um bom preparo físico e Fé no Pé é um belo programa.
  25. Allan Nascimento

    Ilha Grande

    To interessado e vou kkk , para a ilha no feriado, gostaria de saber quem vai e fazer umas trilhas e explorar a ilha... abraços
×
×
  • Criar Novo...