Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''rio de janeiro''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
    • Destinos - Perguntas e Respostas
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Companhia para Viajar
  • Equipamentos
  • Trilhas e Travessias
  • Nomadismo e Mochilão roots
  • Outras Formas de Viajar
  • Outros Fóruns

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Ocupação

Encontrado 32 registros

  1. Depois de muito planejar, resolvi tirar do papel e fazer essa viagem, confesso que não me agradava muito a idéia de ir para o rio, mas fui surpreendido, realmente vale o nome de cidade maravilhosa. O Rio tem muitos atrativos, dos mais diversos tipos e para os mais diversos gostos. Como o meu gosto é trilhas e montanha não tinha como ser diferente, hehe, e o meu objetivo principal era subir a Pedra da Gávea. Decidimos ir para o Rio de ônibus, e chegamos la Domingo de manhã, passeamos um pouco e conhecemos alguns lugares como Ipanema, Lagoa Rodrigo de Freitas, Leblon e a cada lugar que íamos nos encantávamos mais e mais. Depois de almoçar estava na hora de subir e iniciamos nossa empreitada em torno das 14 horas. A entrada para a Pedra da Gávea fica no final da Estrada do Sorimã, la tem uma praça, e uma rua com uma guarita, essa primeira guarita, acho que é do condomínio que tem ali, o caminho segue pela rua, por mais ou menos 1km, até que chegamos numa segunda guarita, essa sim sendo o início da trilha, e la deve ser registrado o nome para a subida. A primeira parte da subida é bem cansativa, e recomendo que esteja preparado para fazê-la, principalmente se estiver com uma mochila cargueira. São uns 40 minutos de caminhada até a Pedra do Navio e de la a subida torna-se pura escalaminhada. O próximo ponto conhecido é a Praça da Bandeira, que é uma clareira e um ponto onde muitos aproveitam para tomar um fôlego e comer alguma coisa. De la para a carrasqueira já esta pertinho, uns 20 minutos. Um pouquinho antes de chegar à temida carrasqueira, tem uma trilha que sai pela esquerda que leva no paredão, um lugar que rende fotos incríveis. Nesse ponto ja é possível tambem visualizar a face do imperador. Mesmo com todo o cansaço essa vista te faz puxar forças sabe-se la de onde. É impressionante hehe. A carrasqueira é considerada uma escalada de nível 1 e muitas pessoas optam por fazer com corda. Se você for de final de semana esteja preparado para enfrentar uma grande fila e possivelmente levar mais de uma hora na subida. Para quem optar por fazer sem corda, basta seguir a rota certa, são dois caminhos, esquerda e direita, você verá as fendas, o da esquerda oferece mais apoios, e fica mais fácil de subir. Quando for descer use o mesmo ! Esquerda de quem sobe, direita de quem desce. A carrasqueira é um trecho muuuito legal, mas não brinque com a sorte, acidentes realmente acontecem lá, e são graves, portanto, preste atenção e certifique-se de que seus pés estão bem apoiados e as mãos firmes nas agarras. Terminada a carrasqueira pode comemorar, ainda tem mais um pouco de escalaminhada, mas pode se considerar no topo rs. E uma vez que você chegar ao topo você terá certeza que cada pingo de suor valeu a pena. Mesmo no topo tem vários pontos para conhecer, a mesa, cadeirinha, pedra do raio, pedra do egito, admirar todas as visões que a pedra da gávea oferece. Coloque no seu cronograma pelo menos uma hora para ficar lá em cima. Uma informação interessante, eu procurei em muitos lugares qual seria a altura da pedra do raio, lugar onde você encontra algumas fotos insanas por ai, não achei. Mas deixo agora pra vocês, em torno de 5 metros é o risco pela foto, aos corajosos boa sorte ! A sensação de conquista é enorme ao chegar la em cima !!! Aproveitamos também para conhecer um lugar pouco explorado, a orelha do imperador, não existe trilha marcada para la. Então você precisa estar com alguém que conheça e saiba como chegar. Posso afirmar que é um dos lugares mais incríveis que ja fui !! Quando chega a hora de voltar a descida exige bastante dos joelhos, são em torno de 3 horas para a subida e umas 2 horas para a descida. Lembre-se de não deixar lixo na trilha e também de não pixar as pedras. Assim o parque continua aberto e os trilheiros agradecem ! RS Espero que vocês façam essa trilha e aproveitem tanto quanto nós aproveitamos. Deixo aqui também uma dica de guia. O Jhonny conhece muito la e é uma ótima opção. (21) 96894-4695
  2. Período: 14 a 23/07/2008 e 06 a 15/07/2015 Cidades: Ilha Grande Ilha Grande, o paraíso dos turistas estrangeiros. Nunca vi tanto turista estrangeiro junto! O local é bem rústico, simples, sem carros e considero como principais atrações, as trilhas e passeios de barco. Bom para quem gosta de caminhar (muito!) e não tem enjôo de mar, mas a recompensa são praias lindas, de água muito clara, cercadas por mata. Acredito que não seja um destino bom para quem tem crianças pequenas, devido às características do local, como o acesso difícil às principais belezas da ilha. Também não é indicado para quem espera luxo, conforto e não vive sem as facilidades de uma cidade grande. Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Fiquei hospedada na Vila do Abraão, que é a maior vila da ilha e com mais infra-estrutura. Na segunda viagem para a ilha, dividi a estadia entre Araçatiba e Bananal. Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. O texto na cor preta se refere ao primeiro relato de 2008 e o texto na cor verde, às informações atualizadas ou ao novo relato de 2015. A cidade É uma das inúmeras ilhas de Angra dos Reis, a qual possui, em sua totalidade, cerca de 148mil habitantes (dados IBGE 2007) e área de 800 Km². Faz limite com as cidades de Bananal (SP), Cunha (SP), Mangaratiba, Paraty, Rio Claro e São José do Barreiro (SP). Apresenta clima tropical úmido com temperatura média de 27ºC. **************************************** Trilhas: Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté Relatos mais recentes: 3 dias em Monte Verde - dez/2014 21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro 11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo 21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
  3. Fui a Ilha Grande no dia 2 de Janeiro, chegando pela manhã. Peguei a ilha em dias menos cheios que no ano novo, mas não estava vazia. Ela estava lotada de argentinos. Parti de São Paulo (Tietê) dia 1 as 22:40, e cheguei em torno de 6:30 em Angra dos Reis. Pegamos um Flex Boat no valor de 50 reais só ida, ou 80 ida e volta, e em 35 minutos estávamos em Ilha Grande. Paramos na Vila do Abraão, e fomos procurar o nosso camping. Ficamos no camping Raio de Sol, organizado, com wifi, 2 chuveiros masculinos e 2 femininos (quentes), mais dois frios, e 2 banheiros para cada sexo. Pagamos 30 reais a diária por pessoa no camping. Eles disponibilizam alguns ventiladores para alugar no valor de 10 reais a diária, nós pegamos um, pois o calor estava intenso. Montamos a barraca, arrumamos as coisas e partimos para conhecer a ilha. Na ilha não entra carros e nem motos, logo tudo é feito por barco, bicicleta ou a pé. Começamos pela trilha de Lopes Mendes, a praia que é divulgada como a mais bonita da ilha. Fomos com o intuito de conhecer muita coisa e gastar muito pouco, então não pagamos um barco (30 ida e volta) e fomos pela trilha que dizem durar 2:30 hs. Levamos 4 horas, parando bastante para ver a paisagem e para descansar. Eu não tenho reparo físico nenhum, e tenho um problema que meu pé dói quando ano muito, então fiz bem tranquilo, para apreciar mesmo, sem forçar meu corpo. No caminho você passa pela praia de Palmas, depois Pouso, e enfim chega em Lopes Mendes. Indo de barco, você ainda terá que fazer a trilha de Pouso até Lopes Mendes, pois eles não entram na praia, mas é curta (em torno de 25 minutos). Lopes Mendes Lopes Mendes realmente é muito bonita, uma água clara, cercada por árvores, areia clara, e com bastante gente. Não tem muita estrutura, somente alguns ambulantes que vendem água, cerveja e refrigerante. Ficamos em torno de uma hora na praia nadando, fiz algumas fotos e vídeos com o drone, e pegamos um barco para voltar até Abraão. Chegamos por volta das 18 horas, sem almoçar, e cozinhamos no camping, novamente na intenção de economizar. Comida na ilha é caro, inclusive no mercado, pois obviamente tudo chega de barco. Uma lata de atum custa em torno de 10 reais. A noite demos uma volta na vila, conhecemos algumas lojas, e demos uma olhada nos preços para um possível passeio de barco. No outro dia fomos até uma agência de passeios, e pegamos por 60 reais um passeio de escuna até a Lagoa Azul e mais duas praias A Lagoa Azul realmente é incrível, as fotos e vídeos mostram realmente como é, mas ao vivo é sempre melhor. Lagoa Azul pelo drone Passamos em mais duas praias, onde rolou um almoço (não comemos para economizar). Voltando ao caming em torno das 17 horas, cozinhamos e dormimos cedo, pois no outro dia pretendíamos fazer um passeio mais longo de barco. Acordamos bem cedo, compramos o café da manhã no mercado e preparamos no camping. Pagamos o passeio de barco (170 reais), e embarcamos as 10:30 para um passeio de lancha chamado Ilhas Paradisíacas. E esse foi um dos pontos altos da viagem. As ilhas são incríveis! Elas são mais próximas de Angra dos Reis, mas a água é tão limpa e cristalina, que parece que você não está perto do continente. Depois das Ilhas e das Praias que visitamos, paramos em uma delas para almoçar. As pessoas pagaram em torno de 40 a 50 reais em um almoço, nós novamente comemos o que levamos, o resto do café da manhã. Praia do Dentista Chegamos por volta das 18 horas, descemos da lancha e fomos em um bar/restaurante nos despedir do pessoal da lancha, fizemos o passeio pela Adventure Boat, e a Kelly (creio que é dona) foi super simpática, e no final foi tomar algo com todo mundo do passeio. Estávamos cansado demais para cozinhar, então fomos procurar um prato feito para comer, e o mais barato que achamos foi por 21,90. A comida estava boa, e depois dormimos cedo. No outro dia acordamos mais tarde, cansados. Em torno do meio dia saímos para fazer uma trilha de 1:30 hs, para a Cachoeira da Feiticeira e a Praia da Feiticeira. Trilha para a cachoeria A cachoeira é bonita, mas não vale a caminhada se você tem algo mais legal para fazer. Ela tem uns 15 metros de altura, mas é fechada por árvores, e estava lotada de argentinos, que inclusive levaram uma caixa de som pra lá. Vista da trilha Pra mim trilha na natureza não combina com barulho, nem na trilha e nem na cachoeira. Na trilha vimos vários animais, como o Tiê sangue, um pássaro lindo, e vários macacos Bugio. Macacos Bugio Descemos mais na trilha e fomos para a praia da Feiticeira, onde compramos por 20 reais a volta de barco. A cachoeira não vale tanto a pena, mas a trilha é linda, cheia de animais e árvores bonitas, me senti muito bem! No outro dia acordamos cedo, e fomos para a praia preta, e de abraão, para conhecer um pouco mais da vila que ficamos, mas que por querer conhecer outros praias não olhamos direito. Perto da praia preta, abraão é bem bonita! Uma água clara, algumas pedras, e muitos pássaros. Voltamos ao camping, desmontamos a barraca, e partimos rumo a São Paulo. Ilha Grande foi uma das viagens mais incríveis que já fiz! Custos: 30 reais a diária do camping 21,90 o PF mais barato que achei 80 reais ida e volta pelo Flex Boat de Angra para a Ilha 15 reais o barco de volta de Lopes Mendes 20 reais o barco de volta da praia da Feiticeira Passeio lagoa azul: 60 reais Passeio Ilhas Paradisíacas: 170 reais Pode parecer caro o passeio de 170 reais, mas vale cada centavo. Vejam o vídeo e tirem suas conclusões. (está no começo do post) Valeu!
  4. laisalencar

    Ilha Grande - RJ

    Fui para Ilha Grande com meu namorado na semana passada. Não tenho nem palavras para descrever como amei o lugar. Tudo muito lindo, muito natural, me senti a vontade o tempo todo. Decidi escrever aqui para dar algumas dicas para que está indo. Espero que sejam úteis. - Para chegar até Ilha Grande você pode ir com a barca (R$ 4,50 e demora 1:30 hr pra chegar) ou com barcos particulares (mais caros). No cais ficam alguns homens gritando que tem barco pra Ilha por 20 reais, dizendo que eles chegam em 40 minutos e que a barca demora muito mais e bla bla bla. Caí na besteira de ir em um desses. HORRÍVEL. Super lotado e desconfortável, além de ser mais caro. Começamos já estressados. E detalhe: A IDA ATÉ A ILHA DUROU QUASE 2 HORAS, e não 40 minutos como eles dizem. Então, se você chegar em Angra após as 11 da manhã, não tenha pressa de chegar correndo até Ilha Grande. Vá de barca mesmo, o 1ª horário da tarde é 15:30 se não em engano. Ainda porque, não vai adiantar muito chegar na Ilha depois das 11, pq nesse horários todos os passeios de barco já sairam. -> Pousada - Ficamos em uma pousada muito boa chamada Mara e Claude. Fica poucos metros pra esquerda do cais de Abraão, na areia da praia mesmo. Pegamos um quarto com sacada de vista para o mar, com ar condicionado, ventilador, tv, frigobar, rede,cama de casal, banheiro e café da manhã incluso. Pagamos 150,00 a diária e gostamos tanto que ficamos um dia a mais. O dono (Claude) é um velhinho francês muito divertido. - A maioria das pousadas não serve almoço nem jantar. O que não tem problema pois no horário do almoço você vai estar nos passeios pela ilha, e na janta vai querer passear pela vila e jantar em um dos vários restaurantes que tem la. ->Aluguel de coisinhas - Alugamos máscara de mergulho e capinha a prova de água pra máquina todos os dias. VALE MUITO A PENA Não da pra ficar tirando foto dos passeios sem a capinha (alias, até dá. Mas você tem que tomar muito cuidado e não pode entrar na água com a máquina, nem filmar e tirar fotos em baixo da água. Aluguel da máscara: 10,00 por dia por pessoa Aluguel da capinha a prova de água: 15,00 reais por dia Sobre a capinha: Cuidado: tem várias barraquinhas perto do cais alugando por 25,00 reais. Não alugue! Você acha facilmente por 15,00 reais em outros lugares. E VALE MUITO A PENA ALUGAR. ->Comidas -Nós levamos vários lanchinhos de São Paulo para evitar gastos a mais na ilha. Principalmente nos passeios de barco você precisa levar algo pra comer. Os passeios duram por volta de 6 horas e só tem uma parada pra almoço, então é sempre bom levar um salgadinho ou bolacha, lembrando de levar um saquinho para jogar seu lixo. (Parece óbvio, mas acreditem, vimos pessoas jogando lixo no mar descaradamente. Triste.) Restaurantes: Ficamos 6 dias na Ilha e comemos em alguns lugares bacanas: - Restaurante Gabi Biel: muito bom e barato. Comemos 2 vezes lá. No ultimo dia pedimos uma picanha na chapa que acompanhava batata frita, arroz, vinagrete (que trocamos por farofa) e feijão. Pagamos 50,00 reais e comemos BEM!!!! -Pizza na praça: comemos 2 vezes lá. Na primeira pedimos pizza e nos arrependemos. Se você mora em São Paulo (conhecida por ter uma pizza muito boa) não vai gostar da pizza de lá, meio sem gracinha. Na segunda vez que fomos meu namorado pediu um macarrão alho e óleo (muito bom) e eu pedi um contra filé com arroz, fritas e farofa (que também estava muito bom). O lugar tmb é bem baratinho, nossa conta deu uns 50,00 reais também. - Padaria: acho que é a única da vila. Muito boa. Um dos poucos lugares que encontrei suco de laranja na ilha (um suco maravilhoso diga-se de passagem). Ela é um pouquinho cara. Um enroladinho de presunto e queijo custa uns 4,50. O suco custa isso tmb. Mas vale a pena fazer um lanchinho, e la tem Wi-fi. - Comida Japonesa: não sei o nome, mas fica do lado da padaria. Pedimos um hot holl que vinha 10 unidades por 24,00 reais. Quando chegou ficamos meio chocados, pois eles eram minúsculos. Mas estavam tão gostosos que até valeram a pena. -Restaurantes que paramos nos passeios de barco: todos muito caros. Pratos por volta de 70,00, 90,00 e até 130,00 reais. No primeiro que fomos não comemos nada. Em um outro passeio pedidos uma porção de peixe e uma de arroz. A conta ficou em uns 50,00 reais. -Carrinho de doces: quase na frente da Pizza na praça tem um homem com um carrinho grande de doces. Quem faz os doces é a mulher dele. Tem doces de tudo quanto é tipo: pavê, pudim, bolos, cocadas, pé de moleques.... e diversos sabores: Pavê de chocolate, limão, doce de leite, paçoca... Bolo de chocolate, limão.... Cada doce custa 5,00 reais e são muito bons! Comemos lá umas 3 vezes. Quando digo que 50,00 reais para o casal é baratinho é pq na ilha você dificilmente vai achar algo por menos que isso. Tudo la é muito caro, mas você acaba se acostumando. -> Internet -Algumas pousadas tem, a maioria não. Tem algumas lan-houses na ilha extremamente caras. 0,20 centavos por minuto. Fui algumas vezes bem rapidinho só pra ver meu e-mail. A internet é bem lerdinha, então cada vez que eu ia la ficava uns 3 reais, por mais que eu ficassem bem pouco e visse só algums e-mails. -> Passeios (com corações mesmo pois fiquei apaixonada) Não se preocupe em achar seus passeios. Tem MUITOS pontos de passeios pela vila. Cada portinha que você entra tem gente te oferecendo passeios. Conhecemos algumas agencias, mas passeamos todos os dias com a mesma, pois gostamos dela. Fica no comecinho da rua da padaria, do lado da lan house. O vendedor se chamava Lucas e foi MUITO prestativo, nos indicando muitas coisas bacanas. Passeios que fizemos: - Meia volta na ilha: muito bom. Começa 10:30 e termina 17:30 (mas você nem vê o tempo passar). Custa 90,00 e estão inclusos água, máscaras de mergulho e macarrões (pra boair). Fizemos esse passeio 2 vezes. O passeio é de lancha, então você chega muito rápido nas praias. O roteiro inclui, na ordem: > Lagoa verde: linda demais, ótima pra ver peixinhos e tartarugas. Vá para o lado oposto da onde os barcos param, depois das pedras. Lá tem menos pessoas e você vai conseguir ver mais peixinhos e quem sabe tartarugas e cavalos marinhos. Eu vi apenas peixes, meu namorado viu uma tartaruga. Ele sempre se afastava mais, eu tinha medo e ficava mais perto da praia. Mas se você quiser ver algo diferente não pode ser medroso que nem eu (também não vá fazer a loucura de ir longe demais ou ir pra onde é caminho dos barcos) > Helicóptero: acidente ocorrido em 1998 fez com que o helicóptero do empresário Eduardo Tapajós, dono do Hotel Gloria naufragasse. Ele está a 7 metros de profundidade. Na 1ª vez que fizemos essa meia volta na ilha a água estava muito escura e não deu pra ver nada. Na segunda, conseguimos mergulhar 4,5 metros (sem equipamento mesmo) e vimos o helicóptero bem de pertinho. Na mesma região (Praia do Bananal) é possível ver o local onde ocorreu o deslizamento no reveillon de 2010. > Parcel de Aripeba: Bacana pra mergulho. Tem uns corais com cavalos marinhos, infelizmente não vi nenhum. Vimos aranha do mar e 3 estrelas do mar enormes. A praia é do Willian Bonner. Mas ele não pode construir nada pq perdeu esse direito na justiça, já que ele estava tentando cercar a praia com cerca elétrica (what?). > Lagoa Azul: lindaaa. Onde finalmente vi uma tartaruga. Veio nadando na minha frente. Fiquei maravilhada. > Saco do céu: o saco do céu não é uma praia, é uma região. É um local onde dizem que o mar reflete perfeitamente o céu. Quando fui, não vi nada disso nenhuma das vezes. > Praia do amor: a praia é feia (se comparada às outras) e não tem nada pra se ver quando mergulhamos. Mas tem uma história bacana. Dizem que no passado um casal ia nessa praia pra namorar escondido. O pai da menina descobriu e matou o menino. Ela, por sua vez, acabou se matando. Hoje dizem que o casal que pular de mãos dadas do barco ou que escrever seu nome na areia, ficará junto pra sempre. Eu e meu namorados escrevemos nosso nome na areia, mas logo em seguida um urubu passou por cima... acho que é mal sinal né? hahahaha Alias, urubu é praticamente o único tipo de pássaro que você vai ver na ilha. TEM MUUUUITO URUBU! >Feiticeira: a ultima praia do passeio. A história do nome é devido á uma escrava velhinha, que logo que foi alforriada foi morar nessa praia. Dizem que ela fazia muitos rituais na beira do mar. Por isso o nome. Tem umas pedras na direita da praia que é muito bonito de mergulhar, em um determinado ponto você se vê entre dois paredões enormes. É lindo. Na praia tem uma cachoeira tmb, mas não fomos. Quem vai por esses passeios de barco não tem tempo de fazer as trilhas, pois ficamos 40 minutos em cada praia. - Ilhas de Angra: o MELHORRRR passeio de todos. Não tenho nem como dizer como é lindo. (120,00 reais por pessoa) São 4 paradas: ] - Cataguases: praia linda de morrer. Provavelmente o lugar mais lindo que já vi. Joguem no google. - Botinas: duas ilhas minúsculas e muito parecidas. Parecem aquelas ilhas de desenhos. 7 metros de profundidade e muitos peixinhos lindos. Amei! Joguem no google tmb. -Lagoa azul -Almoço caro em Japariz -Lopes Mendes (25,00 reias por pessoa) O barco nos deixa na Praia do Pouso e temos que fazer uma trilha sofrida até Lopes Mendes, que fica do outro lado da Ilha Grande. A trilha é rapidinha (uns 30 minutos), mas tem umas subidas que judiam. Eu cheguei na praia com as pernas tremendo. A praia de Lopes Mendes é muito linda e quase não tem ninguém. É como se fosse um paraíso só seu. Vale a pena andar até a ponta esquerda da praia, onde tem umas pedras e um barril enorme (mais alto que eu, que tenho 1,70 de altura) que caiu de um navio há muito tempo atras. A praia tem muito caranguejo. A areia toda é cheia de buraquinhos, e eles se escondem antes mesmo que você tenha tempo de admirá-los. Mas vimos bastante siris e caranguejos andando pelo mar. A areia é estranha de um jeito bom. Ela é fofa de um jeito diferente, não sei explicar. Faz barulho quando você anda. A praia é linda pra se ver e nadar, mas não vimos nada quando mergulhamos. No passeio diz que você pode fazer uma trilha pra Praia de Santo Antonio. Mas era muito mal sinalizado o local e não encontramos, ficamos com medo de entrar na trilha errada e acabar nos perdendo. A Praia do Pouso, que é onde o barco nos deixa e nos busca, tem um restaurante flutuante. - Taxi Boat Um dia eu e meu namorado caímos na ENORME BESTEIRA de dormir até mais tarde. Quando saímos da pousada, por volta do meio dia, já não tinha mais nenhum passeio pra sair e as lojas estavam TODAS FECHADAS (sim, eles fecham a tarde toda devido ao baixo movimento). Mas nem tudo estava perdido. Alugamos um taxi boat para conhecer a praia do Abraãozinho. Pagamos 10,00 reais cada. O taxi boat deixa a gente na praia e combina que horas volta pra nos buscar. A praia e quase deserta, mas é bonita (bonita, não maravilhosa). Na volta pedimos pro moço nos deixar na praia preta. É bacana, mas nada de mais. Tem umas ruínas de um presidio, mas as ruínas principais ficam em Dois Rios. Voltamos pra Vila do Abraão por uma trilha, de 20 minutos e super tranquila. Ouvimos falar que no shopping tem uma agencia que faz uns passeios diferenciados, para grupos pequenos com foco em ver os bichinhos mesmo (tartarugas, cavalos marinhos, peixinhos). Fomos la, a dona é uma estrangeira chamada Gigi, bem enrolada. Conversamos com ela e ela ficou de nos ligar na manhã seguinte dizendo se ocorreria o passeio mesmo (pq o tempo não estava muito bom). Acordamos sem chuva, sol bonito, não muito forte, mas o tempo estava muito bom. Ela não ligou e quando ligamos ela disse que não ia rolar o passeio pq tinham poucas pessoas. (Sendo que ela havia dito que o passeio ERA para poucas pessoas). Quando questionei ela meio que se embananou e disse que estava indo pra Angra. Depois a vimos no cais com um pessoal. Enfim, ficamos muito chateados. Nossa vontade era de ficar mais uma semana na ilha, para fazer todos os passeios que não fizemos. Com certeza voltaremos. O lugar é lindo demais. Espero ter ajudado quem pretende ir para lá. Importante! Na ilha não existem caixas eletrônicos. A maioria dos lugares aceita cartão, mas mesmo assim leve uma quantia em dinheiro.
  5. Relato ilha grande Resolvemos dar a volta na ilha grande, para conhecer o que ela tem de bom e de ruim, invés de ficarmos hospedados em Abraão fazendo pequenos passeios, pudemos conhecer e conviver um pouco com as pessoas que vivem lá, ver de perto como é o cotidiano, seus hábitos e costumes, além da aventura de cruzar o mangue, cachoeiras, trilhas (algumas em péssimas condições, mas tão belas quanto as outras.), pudemos sentir a energia real do lugar, que é incrível. Esperamos que ao descrever nossa aventura possamos tirar dúvidas e despertar interesse em todos vocês. Um Abraço, Espero que gostem!! Fernanda e Pablo Primeiro dia: Saímos Barbacena, um grupo de quatro pessoas: Pablo, Fernanda, William e Karen às 5 da manhã rumo a Angra dos Reis, chegamos as 12:30. Depois do almoço pegamos o Catamarã rumo à Ilha Grande, chegamos em Abraão por volta das 17:00 e fomos direto para o camping TOCA DOS GUAIMUNS. Depois de montar acampamento fomos curtir a noite de Abraão, onde rola música ao vivo em bares legais, artesanato e muita gente bacana. Não demoramos muito a voltar pro camping, pois o dia seguinte ia ser longo. Chegada em Abraão Segundo dia: Levantamos bem cedo e depois de um belo café fomos mergulhar DIVE CIA MERGULHOS na enseada do Bananal, foram momentos inesquecíveis, alem do mergulho um belo passeio de barco. No inicio da tarde iniciamos nossa caminhada na praia do bananal. Foi um caminhada um pouco complicada no começo, andamos 40 minutos na trilha errada devido ao deslizamento de terra que ocorreu no inicio do ano tivemos que descobrir/inventar uma trilha alternativa até chegar no que sobrou da principal.Foi um trecho muito ruim devido ao clima pesado e as mortes que o acidente ocasionou, passamos em meio aos destroços e pudemos sentir um pouco do sofrimento daquelas pessoas que estavam ali na noite do réveillon de 2010. Seguimos para a praia de Matariz ainda na enseada do Bananal e tivemos que acampar pois já estava escurecendo. Ficamos na casa de um senhora muito simpática, Dona Marilene, que nos cobrou apenas R$10,00 (pessoa) para ficarmos no seu quintal com um lindo gramado, muitos coqueiros, um riacho do lado e um coelhinho chamado “pena”. Mergulho no Bananal Inicio da trip Enceada do Bananal Destroços Bananal Praia do Bananal Praia da Matariz Camping D. Marilene Terceiro dia: Saímos de Matariz rumo a praia de Passaterra. No meio do caminho passamos por um figueira branca gigantesca que nasceu sobre uma enorme pedra. Uma parada pra um mergulho e descanso, logo depois seguimos em direção de Sito Forte. Passamos pelas praias de Maguariquessaba, Marinheiro, Praia de Sitio Forte e chegamos na Praia de Tapera, onde conhecemos um pescador chamado Zé Maia que permitiu que ficássemos acampados no seu quintal. Passamos boas horas conversando com ele e compartilhando um pouco da sua experiência. Trilha entre Matariz e Passaterra Praia de Sitio Forte Casa do seu Zé Maia praia de Tapera Quarto dia: Depois de mais de 6 Km de subidas e descidas, muitas árvores caídas pelo caminho e belíssimas paisagens, seguimos nossa viagem sentido a Praia Grande de Araçatiba. Depois de Ubatubinha encaramos um subida bem pesada chegamos na Praia da Longa, logo em seguida uma trilha bem fechada para a Lagoa Verde, mais uma parada para descanso e mergulho. Um lugar maravilhoso. Aprendemos que sempre depois de um trecho bem sinistro de caminhada a Ilha nos proporciona uma enorme recompensa. Seguimos em frente, rumo à Praia Grande de Araçatiba, onde ficamos o resto do dia, passamos a noite no camping do tio do Licon (um nativo muito bacana), luar na beira da praia na companhia de amigos. Chegada em Ubatubinha Vista da trilha Trilha Praia da Longa Praia da Longa Praia de Ubatubinha caminho para Lagoa Verde Lagoa Verde Quinto dia: Seguindo conselhos do Tio do Lincon acordamos bem cedo para tentar pegar carona com o barco que transporta os alunos para escola que fica em proveta, o que nos economizaria horas de caminhada, conseguimos a carona, o que foi muito bacana, economizamos 8Km de caminhada passamos na praia vermelha, GRUTA DO ACAIA e por fim chegamos em Proveta, que é uma cidadezinha onde 98% da população é evangélica, passamos próximo a ilha de meros e contornamos a ponta do Drago até chegar a praia do AVENTUREIRO. Chegamos por volta das 12:00 horas, e como a praia é maravilhosa resolvemos ficar e passar a noite, primeiro fomos atrás de um camping, a vantagem dessa praia é que tem 17 opções para campistas, nós, como estávamos cansados e um pouco ansiosos para mergulhar, ficamos em um dos primeiros campings, o da Dona Zuleica, armamos acampamento e depois fomos curtir a praia, mar de água cristalina e boas ondas, uma beleza pra quem pratica surf, ficamos encantados com tanta beleza reunida em um só local, com vista privilegiada para a reserva ambiental : Praias do sul e do leste, e a ponta da Parnaioca. Almoçamos no bar da Dona Zuleica, que preparou um peixe com batata delicioso, no fim da tarde fomos passear na Praia do Demo, onde as ondas quebram com força. A noite fomos relaxar no Bar do.Rafael, recente morador do aventureiro, o bar fica bem em frente ao tão famoso coqueiro torto, recomendamos o pastel de camarão e também o açaí. Praia Grande de Araçatiba Carona no barco da escola Comunidade de Provetá Ponta do Drago Praia do Aventureiro O famoso coqueiro Praia do Sul e do Leste vista do Aventureiro Sexto dia: Pensamos em sair bem cedo, por volta das 5 da manhã, pois teríamos muitos obstáculos pela frente, um seria atravessar o mangue e o outro seria o rio da Parnaioca, porém começou a chover forte, chuva que já era esperada, pois na noite anterior o tempo estava mudando, tivemos que desmontar as barracas as pressas, pois a enxurrada era muito forte, e no camping da dona Zuleica não havia lonas de proteção e as nossas lonas estavam em baixo das barracas, enfim, ficamos no prejuízo, as nossas coisas encharcadas, esperamos a chuva passar no banheiro, que era uma casinha coberta, pensamos em desistir, pois não daria pra continuar com as coisas molhadas, mas por sorte conhecemos uma figura do Aventureiro, um enigma pra falar verdade, chamado Serrão, que nos ofereceu sua casa. Sem muitas opções aceitamos o convite, colocamos as coisas pra secar no varal da casa, não podemos deixar de citar o surf, um labrador muito lindo que estava lá, também o BA outra figurassa do aventureiro, amigo do Serrão. Passamos a tarde olhando o mar revolto devido a chuva e o tempo totalmente fechado, o que deixava mais longe a possibilidade de concluirmos nosso percurso pelo menos nos próximos 3 dias, pois a previsão era de ressaca. Almoçamos no camping do Luis, que serve uma comida deliciosa e tem variedades de aperitivos e bebidas, depois voltamos pra casa do Serrão, onde passamos a noite. Aventureiro depois do temporal Sétimo dia: Acordamos cedo com murmúrios de que sairia um barco ruma a Angra dos reis, pois a guarda costeira passou um rádio informando que era para retirar todos os barcos dali, pois o mar há algumas horas estaria de ressaca, foi a oportunidade que vimos de encerrar o passeio, ficamos tristes, mas arrumamos nossas coisas rapidamente, para tentar pegar o barco, chegando no “cais” haviam outros turistas que também queriam ir embora devido ao mal tempo e no barco só cabiam 13 pessoas e já haviam embarcado 11, como não sabíamos por quanto tempo iríamos esperar ali no Aventureiro, decidimos que nossos companheiros Willian e Karen partissem, pois tinham compromissos em Minas, ficamos com medo por eles , pois o mar estava bastante agitado e o barquinho era muito pequeno, tanto que sumia entre as ondas, mais tarde recebemos a noticia de que chegaram bem em Angra, ufa. Ficamos felizes por não ter ido embora, voltamos para casa do Serrão, ficamos na varanda apreciando o espetáculo da natureza, ondas enormes, que deixaram a praia praticamente sem areia, a água que era cristalina ficou cinza combinado com céu, mas não deixava de ser uma bela paisagem. Ter ficado foi de tudo arriscado, mas não tínhamos pressa, almoçamos novamente no camping do Luis, fizemos amizade com um pessoal do Rio que também decidiu ficar, trocamos emails e tudo mais, conversamos com alguns moradores da vila, foi uma boa experiência. A noite voltamos pro bar do Rafael pra comer pastel de camarão depois fomos dormir na esperança de que o mar acalmasse e o tempo também. Will e Karen saindo no ultimo barco para o continente Barraca secando na varanda da igreja Oitavo dia: Acordamos cedo, o mar estava um pouco mais calmo e não chovia mais, vimos um pessoal indo surfar na parai do leste, local pra onde pretendíamos ir também, arrumamos nossas coisas para partir, o pessoal já estava longe, mas tinha uns meninos e uma moça que também estavam indo pra lá ver o pessoal surfar, a moça estava com uma prancha de bodyboard, o que nos foi muito útil, o BA nos acompanhou também. Passamos pela praia do Demo e sua pedras, atravessamos uma pedra enorme para chegar até a praia do sul, a pedra era escorregadia, pois estava molhada pelas ondas do mar ainda revolto, ficamos admirados coma a beleza real da praia do sul, que era extensa e nos gerou pelo menos 40 minutos de caminhada até o ilhote e o tão falado mangue que separava a praia do sul da praia do leste. Pegamos uma trilha até chegar no mangue, que estava cheio devido a maré alta e a chuva, porém um mangue de águas cristalinas, muito bonito por sinal, atravessar ele não foi nada assustador como imaginávamos, depois tivemos que atravessar nadando um rio que se formou com o encontro das águas da lagoa com as águas do mar, estava bem fundo e a correnteza um pouco forte, adrenalina subiu, amarramos uma corda na prancha de bodyboard e primeiro atravessamos as mochilas, depois o restante do pessoal, ficamos felizes por ter atravessado e conseguido chegar a praia do leste, lá encontramos com o restante do pessoal que já estava lá, despedimos de todos e fomos ruma a Parnaioca, recebemos uma ajuda do BA e do Serrão e também do surf (labrador), passamos por um atalho que nos adiantou um bom tempo de caminhada, sozinhos atravessamos o rio da Parnaioca que também estava misturado com águas do mar devido a ressaca, foi mais difícil porque estávamos sem a prancha, tivemos que amarrar a corda e passar cada hora com uma coisa, ficamos em média 30 minutos pra fazer isso, depois foi tranqüilo, chegamos ao camping organizadíssimo do Seu Silva, um senhor muito simpático e muito vascaíno, nesse camping tem tudo, banheiro separado pra homens e mulheres, cozinha, mesas, áreas de camping todas cobertas com lona, vamos dizer assim, é um camping 5 estrelas. Estávamos cansados da agitação do dia, arrumamos nossas coisas e depois fomos almoçar na casa de uma moça que prepara almoço pra turistas, uma delicia por sinal, depois passeamos na praia da Parnaioca e voltamos pro camping do seu Silva pra tomar o tão sonhado banho e descansar. Chegando na praia do sul O famoso mangue Encontro das aguas da lagoa com o mar Surf, nosso guia Rio da Parnaioca chegnado no mar Rio da Parnaioca chegnado no mar Praia da Parnaioca Nono dia Acordamos bem cedo, tomamos um café reforçado, baixamos acampamento, nos despedimos do Sr Silva e partimos rumo a Dois Rios, foi uma caminhada longa, pois a trilha estava molhada e com muitas árvores caídas no caminho, mas linda mesmo assim, podíamos ouvir os animais naquele silêncio, era tudo mágico, o mar de longe batendo na encosta, tudo perfeito, passamos pela gruta das cinzas, e também por outra figueira branca gigante, a trilha apesar de estar um pouco descuidada foi uma das mais belas de todo o trajeto e com muitas goiabas, andamos umas 4 horas até chegar em Dois Rios, que um vilarejo pouco movimentado, pelo menos na tarde em que chegamos, pois estava começando a chover, não tinha muitos turistas apenas os moradores do local, visitamos o presídio, ou o que restou dele, conhecemos um senhor que foi presidiário e acabou ficando na ilha após cumprir sua pena, uma figura lendária da região, fizemos um lanche, estávamos cansados, mas a nossa meta era chegar a Abraão no mesmo dia, pois não era possível ( permitido ) acampar em Dois Rios, e tínhamos poucas horas de luz do dia e o casal que estava conosco levou a lanterna embora, enfim, tínhamos mais 3 horas de caminhada, era estrada desta vez, o que facilitou um pouco, apesar de ser subida, passamos na piscina dos soldados, e depois seguimos por um atalho ( do bambuzal), o que nos adiantou 45 minutos de caminhada, em média. As mochilas pareciam cada vez mais pesadas, o corpo já não respondia direito, cansaço forte que foi superado ao ver a vista do mirante, dava pra ver toda Vila do Abraão, estávamos perto do fim. A estrada não foi muito bem planejada, pois dava muitas voltas, se houvesse trilhas talvez chegaríamos mais rápido, mas também estávamos ali pra curtir o momento e felizes por não ter ido embora e conseguir completar nosso objetivo. Chegamos no Abraão e fomos direto pro camping do Bicão, sabíamos que era o único que tinha lonas de proteção pra barracas, e como estava chovendo, era o mais indicado, a nossa esperança era que o tempo melhorasse pra ficarmos na ilha até o fim da semana, porém o tempo não colaborou, choveu a noite toda e chuva forte, a temperatura caiu, e como não seria possível, devido ao mau tempo, visitar os lugares que não estava no nosso trajeto, (Pico do papagaio, Lopes Mendes, caixadaço, Farol dos Castelianos, etc...), resolvemos ir embora pra Angra, pegamos a barca pela manhã e deixamos Ilha Grande, já com saudades. Foram 2 horas de barca até Angra, chegamos lá com chuva forte, fomos até o estacionamento pegar o carro, passamos no Shopping Piratas pra almoçar e depois 7 horas de estrada com chuva, chegamos em casa. Trilha de Parnaioca a Dois Rios Figueira gigante Chegando em Dois Rios Presidio de Dois Rios De Dois Rios a Abraão Piscina dos soldados Abraão vista do mirante Despedida da ilha Considerações Finais: Não se deve desistir de um objetivo ou meta traçada, enfrentamos algumas dificuldades nas trilhas e no acampamento, superamos medos, vencemos limites impostos pela própria natureza, porém fomos recompensados com momentos maravilhosos, pessoas maravilhosas, belas paisagem, e enfim voltados de alma limpa, prontos pra outra aventura. Ilha Grande é um paraíso, que temos perto de nós, as catástrofes que ocorreram lá devido as chuvas no início do ano, não foram capazes de diminuir a beleza e energia do local, além do mais, acidentes naturais acontecem em qualquer lugar do mundo, e para morrer basta estar vivo. Pretendemos voltar em breve. OBS: Aos que gostaram da idéia sugerimos que levem o mínimo de roupas possível, a bagagem ( as mochilas) devem estar equipadas apenas com o necessário. Utilizar tênis confortável e antiderrapante, levar capa de chuva, e o bom e velho miojo.
  6. Participaram desse trekking: Marcio Marques (eu), Valéria e Léo . Foram Nove dias e aproximadamente 100km, contabilizados pelo GPS. 1º dia (11/5) Tudo combinado e acertado, na madrugada do dia 11, peço a minha esposa para chamar um táxi e parto para a casa da ValériaDSC-0004 e Léo, chego lá as 5:15 e eles já me esperavam com as mochilas no carro. Partimos para Mangaratiba, onde iríamos pegar a barca das 8h. Chegamos com quase meia hora de antecedência, com tempo suficiente para estacionar o carro e irmos para a barca. Passagem comprada entramos e nos acomodamos. Foram quase duas horaDSC-0009 s até a ilha e não via a hora de chegar e iniciar a logo à tão sonhada volta. Já na ilha, uma breve parada para fotos e “pé na trilha” para o nosso primeiro destino, praia de Palmas. Demos uma passada no camping Paraíso na Praia Brava para dar um alô no João Pontes e resolvemos ficar por ali mesmo. 2º dia (12/5) DSC-0033Acordamos cedo e partimos para o Farol de Castelhano, passamos por Palmas, Pouso Mangues, Aroeiras e Praia de Castelhano, e com o adiantar da hora, resolvemos não ir ao farol. Na volta, pegamos uma estadinha de terra que leva a DSC-0049igrejinha de Lopes Mendes e pudemos apreciar aquela imensidão de praia, e não é a toa que é considerada uma das praias mais linda da ilha. 3º dia (13/5) Acordamos bem cedo, pois o nosso objetivo era Caxadaço, e teríamos que pegar a temida trilha Santo Antonio x Caxadaço. A VDSC-0058 aléria partiu na frente, eu e Léo ficamos desarmando o acampamento e nos encontraríamos com ela na bifurcação de Sto. Antonio x Lopes Mendes. Entramos na trilha para Sto. Antonio e logo na frente encontramos a bifurcação para Caxadaço, entramos e fomos seguindo as dicas do J. Bernardo (autor do livro Trilhas da Ilha Grande). A trilha esta bem marcada no início e depois somente algumas DSC-0062marcações antigas nas arvores, mas com calma e muita atenção, da pra fazer na boa (levamos aproximadamente 3h15m). Essa foi a trilha mais bonita que fiz na ilha. Chegamos a Caxadaço e deparamos com aquela praia pequena e maravilhosa, sua água azul e cristalina, e em minha opinião, a mais bonita da ilha, não resisti e fui logo mergulhar. 4º dia (14/5) Acordamos muito cedo para desarmar o acampamento, pois ali não é permitido acampar, tomamos o café da manha e partimos paDSC-0071 ra o nosso destino, a praia de Parnaioca. Fizemos uma parada em Dois Rios no Bar da Janete e ficamos proseando com o sr Pedro, escutando as historias da ilha e do “Calderão do Diabo”. Quase uma da tarde, “metemos o pé” para o nosso destino, chegando lá por volta das quatro horas, trilha um pouco longa, mas bem tranqüila, ela já sai atrás do camping da Janete. Acampamento armado, dia lindo e noite estrelada, com direito a bolo e parabéns, era aniversário de um IMG_6457dos hóspedes (André Cypriano, fotografo) e quando souberam que naquele dia era o meu aniversário e no dia anterior o da Valéria, nos convidaram para os parabéns, com direito a soprar vela e tudo mais. Fomos dormir com o céu estrelado, mas derrepente o tempo muda, estava entrando uma frete fria com previsão para sexta feira, mas ela se antecipou e tivemos que fazer três pernoites em Parnaioca por causa da travessia do costão do Demo. 7º dia (17/5) Com o acampamento desarmado, partimos por volta das 9h30m, com destino ao Aventureiro. Atravessamos o rio no final da praia eP1000928 calçamos as botas, pegamos a trilha para a praia do Leste, e na vertente do morro tinha uma placa informado que era proibido ir adiante, pois se trata uma reserva biológica, e lógico que fomos a diante e um pouco mais para frente já se tem uma linda vista das praias do Leste e Sul com o ilhote ao meio. Atravessamos toda a praia e chegamos ao ilhote, onde tem o mangue, e ai veio pergunta: onde é a pasP1000932sagem? Fui checar a profundidade e uma possível passagem, depois de confirmada, fizemos um lanche e partimos com sucesso para a praia do sul. Começamos a caminhar em direção ao costão do Demo, e confesso que fiquei um pouco preocupado, pois a visão frontal que tínhamos era que a pedra era bem inclinada, quase na vertical com o mar indo lá em cima. Chegando ao costão, vimos P1000936que era bem mais fácil que o imaginado, e passamos desviando das línguas negras, que são muito escorregadias. Cruzamos pela praia do Demo e finalmente chegamos ao Aventureiro por volta das 15h30m. Armamos acampamento no camping do Luis e não foi necessário pegar autorização por causa da baixa temporada. 8º dia (18/5) Partimos do Aventureiro quase 10h da manha com destino a Araçatiba, a Valéria saiu na nossa frente, e de cara pegamos uma DSC-0131subida muito inclinada, a mais íngreme de toda a volta e o esforço foi muito grande, me obrigado a dar algumas paradas para enxugar o suor que caia nos meus olhos, ainda bem que o trecho não é muito longo. Na descida para Provetá se tem uma linda vista da praia de tirar o fôlego, mar azul e transparente e chegando ao final da trilha, me deparei com uma IMG_6531ducha de água desviada de um rio, não resisti, dei um mergulho n o mar e fui fazer uma massagem naquela ducha gelada revigoraste. Pegamos a trilha, uma longa subida, no final passamos pela bifurcação para a gruta do Acaia, passamos por Araçatibinha e por fim chegamos no camping Bem Natural, o camping fica no alto, tem que subir uma enorme escadaria, mas a vista é compensadora. 9º dia (19/5) Partimos cedo e fomos tomar o café da manha no bar da Nena, que no dia anterior, já com o bar fechado e com a maior boa vontade, preparou um belo e suculento PF para mim. De Barriga cIMG_6542 heia partimos para o nosso destino, a praia de Bananal. Passamos pelas praias da Longa, Ubatubinha, Tapera - onde comemos um delicioso file de peixe com arroz - Sitio Forte, Marinheiro, Maguaraquissaba, Passaterra, Matariz e depois desse trecho, veio uma boa subida, acelerei o passo e acabei deixando a Valéria e Léo um pouco para trás, pois queria pegar o por do sol em Bananal. Cheguei no Bananal por volta de 17h30m, arriei a mochila o fui contemplar o sol morrendo por traz das montanhas de Angra e nada deles aparecerem, conheci um velho pescador que morava em frente, e ficamos batendo papo. ComoIMG_6446 eles não apareceram, achei que poderiam ter ficado em alguma pousada então toquei em frente, fui procurar o pescador Zeca na Praia de Bananal Pequeno, ao encontrar o Zeca ele me falou que não tinha como armar a minha barraca, pois não tinha espaço em seu terreno (uma pirambeira danada), então ele me sugeriu que fosse para a praia, ao chegar lá, vi um pequeno cais de madeira e resolvi fazer um “bivak” ali mesmo. Tudo pronto e arrumado fiquei deitado dentro do meu saco, contemplando as estrelas e acabei cochilando, ao despertar, olho para o céu e não vi mais nenhuma estrela, o tempo estava nublado, então achei IMG_6396 melhor armar a barraca para não ser surpreendido por alguma chuva. Ao terminar de armar a barraca, começaram a cair as primeiras cotas de chuva, ai pensei comigo mesmo, e agora, será que vai passar e amanhecer um lindo dia, ou ficaria chovendo o dia todo. A chuva ia e vinha e em algumas vezes muito forte, então tive que montar um plano para o dia seguinte, caso amanhece-s chovendo. Coloquei o equipamento fotográfico dentro da mochila, amarrei as botas na lateral e joguei a capa em cima de tudo, me preparando para o pior e o pior veio. 10º dia (20/5) Amanheceu chovendo bastante, só tinha dormido umas 2hs no IMG_6521máximo, então logo desmontei a barraca e partir para o Abraão por vota das 7hs. Fiquei um pouco receoso, pois estava só e sem poder me comunicar com ninguém, a trilha molhada e escorregadia, mas resolvi encarar, coloquei o papete e “meti o pé”, dei uma pequena parada no Saco do Céu para tomar um bom c afé da manha e prossegui o meu caminho. Chegando ao Abraão, foi uma felicidade só por ter completado a volta (nesse trecho foram aproximadamente 17km em 6h30m), mesmo com a queimada de algumas etapas (Gruta do Acaia, Sundara, Mirante Por do Sol em Araçatiba do Espia e outras praias que acabei passando batido, mas que estarão na minha próxima volta) e ao cruzar o centro do Abraão por volta das 13h30m, escutei alguém me chamando e quando olho, era a Váleria e o Léo, ai me contaram que tinham ficado em uma pousada, pegaram um barco de Bananal para o Abrão logo cedo, pois estava chovendo muito. Fui tomar um banho, comer alguma coisa e pegamos a barca para Mangaratiba das 17h30m, ficando a vontade de quero mais e quem sabe com toda a Camelada. E o que posso dizer mais, foi simplesmente muito SHOW!!!!!!!! hehehehe Fotos: Marcio Marques, Valeria e Leo. Volta na Ilha Grande realizada em maio de 2009 Fotos: http://mpmarques.multiply.com/photos/album/160/Making_off_da_Volta_na_Ilha_Grande http://mpmarques.multiply.com/photos/album/159/Volta_na_Ilha_Grande Mapa: http://www.everytrail.com/view_trip.php?trip_id=359665
  7. Pessoal, segue nem tão breve relato da minha 2ª passada pela Ilha Grande, agora em setembro/09. Segunda: Cheguei na rodoviária de Angra às 05:40. Fechei com o catamarã da IGT por R$20,00 para ir até o Abraão. Este catamarã é uma das formas mais convenientes de ir ao Abraão. Muito rápido, fez a travessia em 40minutos, saindo às 08:00. Se você comprar o ticket no próprio cais de Santa Luzia, vai pagar R$25. Comprando na agência da IGT na própria rodoviária se paga R$20. Chegando no Abraão, tudo muito molhado, porém ainda não chovia. Coloquei o pé na trilha às 09:00 e segui para Dois Rios, com destino final Parnaióca. A estradinha apesar do absurdo que tem chovido não estava muito lamacenta. Nesse caso, o tal atalho pela trilha no bambuzal a direita da estrada (utilizada para cortar caminho) não vale a pena, pois ali sim estava tudo muito escorregadio. Eu pequei essa trilhinha, mas tava brabo mesmo. A cargueira nas minhas costas (esqueci de pesar) atrapalhava bastante, mas cheguei a Dois Rios após 1 hora de subida e 1 hora de descida, às 11:00. A companheira no perrengue. Ainda sem chuva, dei um rolê bem rápido por ali, pois estava bem preocupado com o horário, pois os guardinhas me disseram que eu teria 04:30 horas de trilha muito escorregadia até Parnaióca. Dois Rios Recepção em Dois Rios pela belas palmeiras... Imagine esse lugar com sol.. Ainda enquanto conhecia as ruínas do presídio começou a chover, e CHOVEU MUITO MESMO. A trilha é bem legal, limpa, com algumas atrações, mata belíssima e perfumada, muitos pássaros, macacos e até algumas cobrinhas, ehhehe. Enquanto São Pedro lavava a ilha, eu cruzei a ensaboada trilha praticamente sozinho, tenho cruzado com apenas 3 pessoas voltando de Parnaióca. Bom, eu estava sozinho, e sozinho eu fico muito ansioso e ando que nem um cavalo. Cumpri a trilha quase 'submarina' de tanta água em 03:00 horas. Parnaióca é linda. É o tipo de praia que eu gosto, pouca infra, poucas casas e natureza bem selvagem. Parnaióca, into the wild... Maravilhosa praia No dia em particular, a 'natureza selvagem' estava praticamente hostil. A chuva caía sem dó, o mar estava numa ressaca monstruosa e o vento que via do oceano varria até passarinho. Mesmo assim, concluí meu objetivo e dei uma entrada na praia, quase congelando. Não havia mais nenhum turista em Parnaióca, em nenhum dos campings. Acampei (R$15) na própria cozinha do camping da Janete, sob recomendação do Rossi, gente boa que cuidava das coisas por lá. Aí foi tomar um banho, cozinhar um miojo com molho de tomate e proteína de soja, e relaxar vendo a chuva cair e tomando uma cerveja vendida no camping (itaipava lata r$3). Chovia tanto que até às 20:00, quando fui dormir pregado, não havia condição de sair para dar uma volta. Cheguei sim, a tomar um pouco de chuva e caminhar na praia à noite, mas o tempo não estava para brincadeira mesmo. Armando uma bivak da T&R sem specks: só amarrando tudo mesmo... Ah, importante dizer que nesse dia nenhum camping servia comida, e não havia qualquer barco na praia. Portanto, vá prevenido com comida, e ciente de que podem não haver barcos! Na terça feira acordei bem cedo, e com o tempo ainda sem chover, decidi voltar para o Abraão, pois as condições do dia anterior me assustaram, e achei melhor não encarar a travessia para o Aventureiro por causa das condições, principalmente pelo mar revolto. Deu tempo de passar bastante pela praia, maravilhosa, com esquilinhos brincando a beira mar, uma belíssima sinfonia de pássaros e para minha alegria um silêncio humano espetacular. Saí de lá com a certeza de que volto outra vez, mesmo se tiver mais gente. O Lugar é incrível mesmo. Mais uma vez, minha ansiedade me fez "camelar" voando baixo nas escorregadias trilhas. Cheguei a Dois Rios 02:30 depois. Apenas garoava fraco e parava, então aproveitei para curtir bastante, entrei no mar, no rio, no presídio, nas ruínas, conversei com os muitos urubus (que eram os únicos a me fazer companhia na praia) e aproveitei para 'comer' minha mochila, reduzindo peso. Quando eu saia de Dois Rios chegavam os primeiros visitantes do dia vindo do Abraão, isso já perto do meio-dia. Voltei ao Abraão sem passar pela trilha escorregadia, no mesmo tempo da ida, com alguma garoa na cabeça. Árvore descomunal, na trilha entre Dois Rios e Parnaióca No Abraão fiquei no camping do Bicão (R$10,00 a diária), muito bom, estava tranquilo com apenas mais 3 barracas. Aproveito para responder o que perguntaram no fórum, o hostel "Resta 1" estava R$20 com café, e o "Hostel do Bugio" estava R$20 sem café. Lembrando que era fora de temporada, durante semana e em época chuvosa. De tarde a chuva voltou a cair forte, e eu me entretive com várias cervejas que comprei no mercado e deixei na geladeira do camping. Ah, nessa noite a vila estava bem quieta, com muitos lugares fechados... Os poucos turistas eram gringos, e a opção mais barata para comer era PF de R$15. Portanto, nada melhor que usar a infra do camping, e cozinhei bonito umas abobrinhas com omelete. Quarta acordo bem cedo também, e ainda sob tempo nublado - mas sem chuva - fui trilhar até o saco do céu, ou até onde aguentasse. Parei em todas as bifurcações possíveis, com algumas surpresas legais como prainhas bacanas, muitas árvores frutíferas bonitas, conchas delicadas e tudo absolutamente vazio. Os macacos e esquilos estavam sempre por perto. Bom, quando ao saco do céu, que eu conheci de barco em fevereiro, realmente não recomendo que ninguém vá de trilha para esta atração. Contornar o local nada mais é que se enfiar num povoado desorganizado e sujo, em visualizar do mangue as belas águas desta protegida baía da ilha grande. Augusto, onde você ficou aqui? Cara, realmente não gostei do lugar, será que estivemos no mesmo lugar? hehehe Uma das praias entre a praia preta e o saco do céu... esses são 'taxi boats', para os cansados de trilhar... Como o sol não saia de jeito nenhum, fiquei algum tempo na praia da Camiranga, uma bem no meu estilo, acompanhado de pássaros mergulhões e alguns cachorros vadios, ehheehe. Adorei essa prainha de camiranga... várias pitangueiras carregadas de frutas... muito bom... Voltei para a vila, aonde ainda fui dar uma volta pelo circuito do Abraão, e acompanhar o anoitecer do mirante da praia preta. Em dias de sol, o 'poção' deve fazer a alegria da galera. Eu entrei aqui e meu queixo quase desmontou de tanto tremer de frio. O aqueduto é muito bacana! Por aqui, encontrei vários turistas, mas o pouco movimento me permitiu (principalmente quando já havia anoitecido) visualizar muitos bichos, corujinhas lindas, aranhas medonhas (que os olhos refletem na cor verde a luz da lanterna) e até uma bela e perigosa jararaca. Saco do Céu, quase um espelho belíssimo animal... Enfim, um dia como esse motivaria qualquer um, pois apenas garoou leve por um curto período. Mas lá pelas 22:00 entrou um vento fortíssimo, a madrugada foi de tempestade e ventos fortíssimos, que até me acordaram, mesmo com várias itaipavas na cabeça. Quinta feira amanheceu debaixo de muita chuva e vento, o que foi meu convite para embarcar no catamarã às 12:30 (novamente pagando R$20 na agência, ao invés de R$25 no barco) e seguir para Sampa no busão das 15:00. Enfim, o tempo realmente não ajudou a revelar as belezas da ilha, mas eu curti bastante o passeio, nada melhor que uma boa mochilada para te tirar da pressão da bolha paulistana. Abrãao, com uma brecha de bom tempo... Comi vááárias... Até mais!
×
×
  • Criar Novo...