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Encontrado 27 registros

  1. Qual é a melhor época para se viajar para a Patagônia fora da alta temporada (dezembro - março)?
  2. Agência Rumbo Sur é confiável?

    Desorganização e mau tratamento da agência Rumbo Sur.Pediram para caminhar 5 quadras ou perderíamos o passeio, 30 minutos antes do que escreveram no voucher e assim perdemos nosso café da manhã.Então ficamos nós e os outros turistas esperando o ônibus por cerca de 10 minutos na calçada debaixo de garoa, temperatura de 5 graus e de frente ao canal beagle, onde venta muito. Fiz passeio com outras 3 agências e a Rumbo Sur é a única empresa que não busca turista no hotel.Quando fomos reclamar do mau tratamento o guia deles não aceitou nossa insatisfação, gritou conosco no meio da rua para não voltarmos mais e nos obrigou a escutar um áudio com falsas desculpas sobre o porque de todos os transtornos, pedi que parasse o áudio ou sairia do passeio, não fui respeitado e tive que sair do passeio.No dia seguinte fui a empresa e aceitaram devolver o dinheiro do passeio. O triste é que não me procuraram antes e quando estive lá não quiseram saber nossa versão do ocorrido
  3. Extremos da América do Sul

    Olá amigos e amigas! Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar. Me chamo Will Gittens, tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco. Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta. Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos. Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível. Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
  4. Bom dia/noite, fala aí pessoal. Então, após a leitura de vários relatos decidimos fazer nossa aventura de carro até Ushuaia e retorno por El Calafate, El Chaltein, carretera austral, Bariloche. Primeiramente, agradecemos a todos os relatos postados aqui no Mochileiros que contribuíram para a realização dessa missão, possibilitando relatar e retribuir um pouco dessa aventura, apresentando nossas impressões desses 13.000 kilometros rodados em 22 dias, agora em Novembro de 2017. Preparação: Como já dito em vários relatos, efetuamos a aquisição de um cambão, segundo triangulo, kit primeiros socorros, seguro carta verde, seguro saúde, e o principal: Doletas. Roteiro: Saída de São Jose dos Campos/SP, Curitiba/PR, Rio Grande/RS, Chui/RS, Montevidéo, Colonia Del Sacramento, Buenos Aires (via Buquebus), Tres Arroyos/ARG, Puerto Madryn/ARG, Puerto San Julian/ARG, Rio Galegos/ARG, Estreito de Magalhães, Rio Grande/ARG, Ushuaia/ARG. Retorno: Ushuaia/ARG, Rio Galegos/ARG, El Calafate/ARG, El chaltein/ARG, Perito Moreno/ARG, Chile Chico/CHI, Cohialque/CHI, Futaleufú/CHI, Esquel/ARG, Bariloche/ARG, Neoquen/ARG, General Acha/ARG, Santa Rosa/ARG, Rosário/ARG, Paso de los Libres/ARG, Uruguaiana/RS, Erechim/RS, Curitiba/PR, São José dos Campos/SP. Abastecimento: Na Argentina, tem duas opcões nos postos YPF, a Super de 95 octanas a qual utilizamos na viagem inteira sem problemas nenhum, e Infinia de 98 Octanas mais cara. Em portunhol é só solicitar: Bom dia, Super, Cheno (lleno), Tarjeta, que voce vai e volta tranquilo, e paga depois, rss. Com exceção de Buenos Aires (Shell), só abastecemos na rede de postos YPF Full (tem alguns YPF sem Full, kkk), que consiste em combustível de qualidade, banheiros limpos, WIFI, loja de coveniência para café da manha e almoço. pagamento com cartão de crédito, perfeito. Alimentação: É cara, não tem muita opção. Esqueça aquelas bancas de milho verde, caldo de cana, frutas, pastel, buffet, nessas estradas que passamos, não existem. Opção de supermercado somente para bebidas, salgadinhos, bolos, o resto não compensa. Em resumo, voce vai pagar de 160 a 210 pesos em media (R$32 a 42) por pessoa pelo prato principal 50 a 80 pesos pela guarnição (R$10 a R$15), 55 pesos pela latinha de refri (R$11), e 25 a 30 pesos de cobierto (R$6) aquela cestinha de pão com manteiga que voce não pediu, tudo isso, por cabeça, e tanto faz a cara do restaurante, se simples ou luxuoso, o preço não muda (nos pratos básicos), somente a variedade e qualidade, não tem taxa de serviço, voce que colabora se quiser, a maioria aceita cartão de credito. Nos postos YPF voce vai ter a opção para o café da manha, de 55 pesos (R$11) café com leite e duas medialunas (croissant), para o almoço 160 pesos (R$32) um combo de hamburguesa, papas fritas e gaseosa 600 ml, e não adianta querer inverter a ordem, café é de manhã, e hamburguesa é no almoço. Hospedagem: Optamos a maioria pelo Booking a fim de não perder tempo com procura e ter um destino para o GPS e Aduanas (eles precisam preencher no sistema o seu próximo destino,então nas fronteiras é bom ter uma tela com endereço do hotel de seu próximo destino, e não correr o risco de ser deportado, rss). O Desayuno consiste em um café com leite, torrada com manteiga, e nos top vem um suco tipo tang, rss, então não fique dando preferencia por hotel com Desayuno incluído, não vale a pena, já na hospedagem a maioria NÃO aceita cartão de credito, tem que pesquisar bem, aproveitávamos na hora das paradas nos postos YPF. Rodovias: Agora em Dezembro estará liberado a duplicação da serra do cafezal, então até Porto Alegre tudo pista dupla, de Porto Alegre até Pelotas pista simples, Pelotas a Rio Grande pista dupla, Rio Grande a acesso punta del leste/URU pista simples, e após pista dupla até pertinho de Colonia del Sacramento/URU, ruta 3/ARG pista simples sem buracos ate Comodoro Rivadávia, após duplicação em andamento em Caleta Olivia, e após pista simples até Ushuaia (remanescem 15 km para liberar de pista asfaltada (cimentada, padrão Chile),e 25 km a fazer, de estrada no rípio na parte chilena, ou seja, falta pouquinho para 100% até Ushuaia. As rodovias são planas, rendem bem a viagem, anoitece pelas 20:00 21:00 hs, as cidades sãõ distantes umas das outras, portanto nada de deixar baixar de meio tanque de combustível, os postos só existem nas cidades, não se recomenda viajar a noite, pelas distancias das cidades e falta de apoio na rodovia (de assalto não se ouve falar nada, mas cuidado sempre é bom). Inimigo: O VENTO. o vento é extremamente forte, cruel e desumano, rss. Para se ter uma idéia, o volante fica aproximadamente 1 dedo de diferença para o lado esquerdo ou direito da centralização, dependendo do trecho, e de repente diminui o vento e voce tem corrigir rapidamente, pensa nos sustos. Quando voce para, o vento não te deixa abrir a porta ou quase arranca ela fora se não segurar. Nas aduanas guarde bem os papeis, pois ele está lá fora para voar a kilometro de distancia, sua autorização de ficar no país, rss. Ingressos: Acabou o negócio de Mercosul, ou seja, Argentino e Chileno pagam a metade em seus parques nacionais, e estrangeiros pagam o DOBRO, em resumo R$100 pila por cabeça, por parque, dinheiro em espécie. Aduanas: Basicamente há tres etapas, primeiro voce faz a sua imigração e dos passageiros (passaporte, Rg, endereço destino), depois a importação provisória de seu veiculo (DUT, carta verde, Soapex) e por último aquela vistoria para verificar a bagagem (nada de frutas, queijo, presunto, rss, e se tem mercadorias indevidas). Nas aduanas integradas, tudo isso é feito nas aduanas de entrada do pais. Então após tudo isso, certifique-se que voce tem os carimbos de entrada e saída de cada pais, e uma autorização de transitar naquele país, porque sempre tem muita gente e pode ocorrer de faltar algum detalhe. Pessoas: Todas as pessoas que conversamos, pedimos informação, sejam nas aduanas, policia, hotéis, restaurantes, supermercados, postos, ruas, sempre foram muito cordiais, educadas, prestativas, e tudo isso com nosso portunhol. O que pode-se observar na cultura, é que eles prezam pelos bons hábitos (bom dia, com licença, por favor, obrigado, sinalização, ordem de fila). Na medida do possível devo ir relatando os dias individualmente, e respondendo as dúvidas e perguntas, OK.
  5. Esta viagem teve início em NOV/2017 - Trilhas pela Patagônia, Torres Del Paine, El Calafate, El Chaltén e Ushuaia, a busca de um sonho! Este é um relato longo, que eu expresso após 11 anos sonhando com esta viagem aqui para todos vocês. Preludio Esta história começou em São Paulo, no Brasil, quando em algum momento de 2005, sim, há mais de 11 anos, eu li um relato sobre quatro amigos que em Novembro de 1998 saíram com dois veículos Renault e desceram rumo a Ushuaia de carro. Km e mais km de rutas, 3 e 40, a mítica 40, e a partir deste momento, despertava em mim o desejo de conhecer o tal fim do mundo de qualquer forma, e inspirado por este relato, e depois por outros, inclusive que aqui li, desenhei o que seria a minha aventura perfeita a esta tal de Patagonia. Eu devo ter lido e relido esta e outras histórias umas 2000 vezes, e não me cansava, a cada ano eu programava e desenhava roteiros, estudava mapas, um ano eu queria ir de carro, outro de moto, no outro carro, e com isso alguns anos se passaram e eu não havia conseguido completar esta jornada, de nenhuma forma, até então. Em 2013, ainda em SP - Brasil, ja casado então, eu e minha esposa decidimos que iriamos em algum momento de nossas supostas férias, Dez/2013 - Jan/2014. Começamos o planejamento, desenhamos rotas, compramos mapas, tínhamos o carro, minha irmã iria trazer alguns equipamentos do Canadá para nós, ou seja, tudo planejado, nada poderia dar errado, se não fosse uma “certa" jogada do destino… Resumo: Meu cunhado e minha irmã nos convidaram para morar no Canadá, indo em Fev/2014 e nós aceitamos, cancelando mais uma vez a tão sonhada viagem……….. Passa ano, vira ano e sempre falando da viagem, até que em Outubro de 2017, sentado em uma conversa com a minha esposa, chegamos em um consenso de que não conseguiremos ir juntos para a Patagonia, não até meados de Ago/2018…. E em um rompante, minha esposa diz, vai sozinho, e depois vamos de novo juntos. Isto era 21 de Outubro de 2017. Dia 22 eu comprei as passagens e sai do Canada dia 31 de outubro de 2017, exatos 9 dias após a conversa com minha esposa. Como acampamos bastante aqui no Canada, eu tinha quase tudo referente a equipamentos, e de certo, ja havia todo o planejamento mental do que eu gostaria de fazer. Como foi uma viagem sem antecedência, voei com a mente aberta, sem desenhar roteiros, sem reservas de hostel, sem nada, somente com as datas fixas dos vôos, o resto seria desenhado ao bel prazer dos ventos patagônicos, como vocês lerão abaixo. Este era o único roteiro planejado: 01/NOV - Toronto > São Paulo 04/NOV - São Paulo > El Calafate 06, 07, 08/NOV - Reserva de campings em Torres Del Paine 19/NOV - El Calafate > Ushuaia 25/NOV - Ushuaia > São Paulo Todo o resto fora acontecendo conforme meus passos eram dados, dava vontade, eu fazia, tava cansado? Descansava, dava vontade? Eu ia…. E assim começa este relato. Sábado 04/11/2017 - Dia 01 - BRA -SP - ARG BsAs - ARG El Calafate Primeiro dia de viagem, meu Pai me levou para o aeroporto GRU, despachei as malas e meu Vôo saiu de SP as 07:35am rumo a Buenos Aires, 2 horas de vôo, rápido e tranquilo com um pequeno lanche a bordo. A chegada em BsAs foi um pouco conturbada, pois o primeiro vôo saiu um pouco depois do horário programado, com 30 min de delay, que a Aerolineas já havia me notificado por e-mail um dia antes, e me deixado um pouco preocupado, pois a minha próxima conexão seria bem apertada, visto que eu deveria descer do primeiro vôo, pegar a mochila, trocar $$$, (falarei mais disso a frente), e achar o portão para o próximo vôo…. Mas no final deu tudo certo e tudo se encaixou como uma luva. Mochilinha na mão, portão de embarque localizado, mochilona despachada de novo e agora era só esperar…. Saindo de BsAs para El Calafate as 11:15am, vôo lotado, bem diferente do primeiro que veio vazio, do meu lado duas senhoras que estavam voando pela primeira vez… rsrsrs Estavam reluzentes com a novidade!!! Tirei umas 200 fotos para elas, pois eu estava na janela e elas não sabiam usar direito o celular!!! Lol O Piloto anuncia, “Srs passageiros, sugiro fotografarem e filmarem bastante, este tempo lindo e aberto, sem absolutamente nuvens não é tão comum aqui, então aproveitem!!!” Recado dado e aceito, fotos e filmagem a rodo do avião !!! Rsrsrs Chegada as 02:30pm, super tranquila, peguei a mochila, tirei a capa de proteção, embalei tudo e perdi uns 15 minutos em êxtase por ter chego a Patagônia, por estar dentro do meu sonho, e também observando o aeroporto e as pessoas sairem e pegarem taxis ou vans em sentido a cidade. Depois destes minutos de êxtase, dei-me conta que não tinha reserva de nenhum hostel ou similar, e que deveria procurar algo pra começar… kkkkkkk Tentei conexão com a internet do aeroporto de El Calafate, mas como vim a descobrir depois, a internet na Patagônia não é lá muito funcional… e a net do aeroporto não estava funcionando. Bem, pedi um taxi.... taxista: “Para onde sr?” Eu: Não sei, me leva para a cidade….. Taxista:”Como assim? Vc não sabe par onde vai? Não tem reserva?” Eu: Não, não tenho…. Me leva para a cidade q está bom… vc me indica algum hostel? Taxista:”Chê, você é doido…kkk vamos então! Batemos um papo durante os 16km de distância entre o aeroporto e a cidade e acabei parando no America del Sur Hostel, paguei os absurdos ARG$480 pelo táxi, o preço é tabelado, e fui para a porta do hostel. Recepcionista me pergunta, tem reserva? Digo, eu não, tem cama? Recepcionista, tá é doido….kkkk mas tem sim… cama comprada, lá vamos nós começar a passear pelo hostel e arrumar as coisas e pegar informações. O staff do hostel foi muito bacana, me ajudaram com todas as informações que eu necessitei, o hostel em si é muito bonito e bem infra estruturado, por sinal posso dizer que foi o mais legal/bacana que eu fiquei durante esta trip. Paguei CAD$ 20 pelo quarto, este com 4 camas beliche e locker espaçoso o suficiente para colocar a mochila inteira dentro. Você tera que usar seu próprio cadeado para tal, não se esqueça. Banheiros dentro do quarto e água quente ok! Bem, passagem para Puerto Natales no Chile comprada, agora é só curtir um pouco o hostel e descansar. Domingo 05/11/2017 - Dia 2 - ARG El Calafate - CHL Puerto Natales De acordo com o staff do Hostel o ônibus passaria na porta do hostel as 5:45am, acordei mais cedo, empacotei tudo que precisava e sai para tomar meu desajuno. Café da manhã incluso na diária, e bem completo, com direito a pães, ovos, cream cheese, dulce de leche, café leite, sucos entre outras coisinhas. Conversei um pouco com uma Californiana que também iria para TDP e pegamos o ônibus. Viagem tranquila e sem percalços, com uma parada no meio do nada para café e WC. Alfândega tranquila e sem novidades, leva um tempinho para passar para o Chile, mas nada fora do normal. Aqui, se você tem algo proibido, você será revistado, inclusive eles tem raio-x para verificar sua bagagem. Você não pode carregar nada de frutas-verduras, mel, carnes, etc… inclusive carne seca. Foram 352km rodados em 04h30m, chegada em Puerto Natales tranquila, fui caminhando até o Hostel Last Hope, uns 10 quarteirões da rodoviária… Hostel bem honesto, CHL$13.800 pagos, quartos com 4 camas tipo beliches, e locker pequeno, serve para guardar valores e pequenos itens, a mochila não cabe e ficou no chão. Banheiro e chuveiros compartilhados e fora dos quartos, banho quente ok. Larguei tudo pelo hostel e fui passear na charmosa cidade de Puerto Natales para buscar algumas coisas que eu precisava. Lembrando que, na Patagonia, tudo fecha para almoço e só abre a tarde, tipo 4:30pm…kkkkkk e par piorar, ainda chegue no Domingo!! Bem, achei um mercado aberto, comprei algumas coisas tipo amendoim e chocolates para levar, e comida para minha janta. PS: Não espere muito dos mercados de Puerto Natales, não tem muita variedade, e se você der azar como eu de chegar em um Domingo, vai pegar todas as prateleiras vazias…. Bem compras feitas, fui em busca de álcool para meu fogareiro, no mercado não tinha, então a próxima parada foi em um posto de gasolina. Bem, no chile não tem álcool combustível, mas o anti congelante para carros é basicamente álcool e serve como tal. Cheguei no posto e perguntei sobre para o frentista, e o mesmo me informou que o anti congelante estava no armário do posto, o rapaz que estava com a chave do armário so voltaria no dia seguinte… como embarco amanha as 7am não daria para esperar, fui em busca do plano C = Farmácia. Lembra que era Domingo? Pois bem, tudo fechado kkkk mas descobri que uma farmácia tem q estar sempre aberta, então me disseram para bater na porta. Foi o que fiz e alguém abriu para mim!!!! Aleluia! Fui direto na prateleira e achei a última garrafa de álcool disponível na cidade, acredito!!! Kkkkk Álcool comprado, voltei ao hostel para jantar e descansar. Comprei a passagem para TDP no Hostel mesmo, o preço é o mesmo que na rodoviária, então sem problemas. Fui jantar e descansar. Segunda-Feira 06/11/2017 - Dia 3 - CHL Puerto Natales - CHL Torres del Paine Camping Las Torres Levantei bem cedo para arrumar tudo e tomar cafe, também incluso no preço, com Paes, queijos, presunto, sucos, leite, etc. Acabei me atrasando e tive que correr 10 quarteirões de subida até a rodoviária para não perder o ônibus. Detalhe, 19.5kg de mochila!!!! Kkkkkkk Peguei o ônibus e lá fui para Torres del Paine. 116km rodados em 1h35m, viagem rápida e tranquila. O ônibus para na portaria, la pagamos as entradas e assistimos o vídeo explicativo sobre as regras, na sequência pegamos o ônibus que faz o transfer do pessoal da entrada do parque para o Camping Las Torres. Ao chegar na portaria do hotel Torres, caminhei um pouco até a entrada do camping, aonde fiz meu check in e fui procurar um spot para montar minha barraca. Barraca montada e pronta, pequei a mochila de ataque com agua e lanche, alem das roupas impermeáveis e fui a caminho “das torres”!!!!! Eu estava empolgado, muito empolgado! Empolgado ao extremo!!!! Eu ja falei que estava empolgado? Kkkkk Afinal depois de mais de 11 anos vendo fotos e lendo relatos, eu estava lá! Indo, caminhando em TDP!!! Não cabia em mim de tanta felicidade! Por isso comecei a trilha para as Torres empolgadíssimo, indo a milhão montanha acima! Primeiro erro, isso iria cobrar um preço, que logo vocês saberão. Clima perfeito, céu azul, quase sem nuvens, temperatura super agradável, calor rolando, subi a montanha como se não houvesse amanhã, parei para um brevíssimo descanso, segundo erro, no camping Italiano, tomei agua, comi um snack e continuei subindo. Como era de se esperar, cheguei no último km quase morto, cansado, e o último KM é o pior, com uma subida de pedra horrível e chata, que eu ja sabia, mas a empolgação me cegou ate este momento. Meus joelhos começaram a reclamar, e a energia havia acabado, cada pedra escalada parecia que meu coração iria sair pela boca. O que ajudou foram as pessoas que estavam descendo, te dão a maior força! “Tá chegando”, “Vai que você consegue!”, “Não desiste, você está quase” e por ai vai, te dá o maior animo, e realmente me ajudou a chegar lá! Quando cruzei a última pedra e visualizei as torres e o lago, meus olhos marejaram, não aguentei. Parei por um minuto em um choro interno. Mas um choro de conquista, de realização, da pura felicidade. É engraçado mas não me conti, passado um minuto, caminhei em direção ao lago das torres e caminhei sem sentido batendo fotos e fazendo vídeos. Me dei conta que precisava descansar um pouco, e ao mesmo tempo começou um vento forte com chuva, tive que por a roupa impermeável, sentei e descansei, comi mais um snack, tomei agua, respirei um pouco e aproveitei a vista e o momento. Bati mais fotos, filmei e comecei a me preparar para a descida, afinal no topo da montanha o clima não estava mais muito amigável. Do camping Las torres até a base do mirador foram 10.30km, 3h40m, 812m de acensão. Iniciada a volta, logo no começo da descida de pedras, tomo um belo de um escorregão e caio sentado, como se não bastasse, um dos bastões escapa da minha mão, cai, bate em um pedra e ricocheteia no meu nariz!!!!! Além de cair tomo uma bastonada no nariz!! Kkkkkkk Vou falar que ficou doendo por 3 dias essa pancada! Kkkk Me levanto e continuo, a volta ocorre sem problemas ate a barraca. No camping torres, toda a infra estrutura estava funcional, WC, chuveiros, agua quente etc, tomo um belo banho, e vou preparar minha janta, fico ainda um pouco caminhando pelo camping e vou dormir na sequencia. Desnecessário dizer que simplesmente desmaiei. Terça-Feira 07/11/2017 - Dia 04 TDP Camping Las Torres - Camping Francés Acordo cedo, não lembro a hora, mas era bem cedo, preparo meu café da manhã de ovos mexidos com bacon e café preto que eu adoro, empacoto tudo e me preparo para caminhar até o Camping Francés. Começo a caminhada empolgado, localizo o inicio da trilha e meto o pé! Bem, vocês se lembram que no dia anterior falei que pagaria um preço por um erro cometido, pois bem, o preço começou a ser cobrado aqui, a apenas 1 hora de trilha iniciada…. Começo a sentir um incomodo na minha perna direita, para ser preciso no músculo da batata da perna direita, não precisa dizer que a distensão leve chegou apenas alguns minutos depois……………… A partir dai tudo se complicou, mochila pesada, trilha de pedra com bastante partes de agua, e por ai vai…. 2 horas depois não conseguia apoiar meu pé direito completo no chão, a trilha se tornou um pesadelo. No mapa do parque, o tempo de trilha é de 6h30m do camping torres até o camping Frances, levei 8h50m para percorrer os 17.04km de trilha. Parei bastante para fotos e vídeos também! Cheguei no camping Francés morto, exausto, só cheguei pois estava com bastões de caminhada, que me permitiram caminhar sem ter que apoiar todo o pé direito no chão. Honestamente se não fossem os bastões não teria chego. Localizei o check in do camping, e corri o mais rápido que eu pude para armar a barraca e tomar banho. Banho quentinho tomado, higiene feita, fui preparar a janta. Emocional recuperado, estômago apaziguado, hora de cuidar das pernas e pés. Tomei um anti inflamatório para meu músculo distendido, cuidei dos meus pés e desmaiei pela segunda noite consecutiva. Sono dos anjos. Quarta-Feira 08/11/2017 - TDP Camping Francés - Vale Francés Acordei recuperado, energias mil, afinal eu estava na Patagonia, caminhando em TDP! E hoje o dia prometia, eu tinha reservado duas noites no camping Frances, então hoje eu caminharia leve pelo vale do Francés ate o mirador Britânico, e foi exatamente isso que eu fiz. Abro um parênteses aqui, quanto acordei, percebi que o anti inflamatório fez efeito, e eu me sentia bem melhor das dores, o que significa que eu estava sim sentindo dores ruins, mas eu conseguia caminhar sem a ajuda dos bastões. Por isso, como iria só com mochila de ataque, paguei para ver como seria o dia. E o dia foi ótimo, clima perfeito como nos outros dias, sensação a mil de estar em TDP e um incomodo em meu calcanhar esquerdo…… Percorri os 7.36km para o mirador Britânico em 3h40m, vale ressaltar aqui que o último km também é uma bela subida de pedras ao melhor estilo Mirador Torres, mas menos pior por assim dizer. Um ponto interessante é que no camping Francés voce escuta o som de avalanches, e que do mirador Frances e mirador Britanico voce com sorte conseguira ver alguma, eu vi!!!! Kkkkkk Voltei ao camping Frances e como de costume, tomei um excelente banho quente, jantei, bati um pouco de papo com os outros caminhantes, cuidei dos meus pés e capotei. Quinta-Feira 09/11/2017 TDP Camping Francés - Camping Paine Grande - Puerto Natales Lembram do incomodo no meu calcanhar esquerdo? Pois bem, levantei, WC, cafe da manha e preparação para caminhar até o Camping Paine Grande. Aqui a história tem um desfecho, eu descobri que tinha bolhas de sangue em meus calcanhares…. Sim terríveis bolhas… explico: eu nasci com as pernas tortas, e levei meus primeiros 9 anos de vida usando botas ortopédicas para tentar corrigir o problema. Por isso, tenho calos “cronicos" nos dois calcanhares, que camuflaram as bolhas!!! Como eu machuquei a perna direita, sobrecarreguei o calcanhar esquerdo, de acordo com meu amigo médico…. Aqui vale outra ressalva: Eu só tinha reserva para os campings feita até hoje, 1 noite torres, 2 noites francês, eu não havia conseguido as reservas da (Terrivelmente péssima empresa), vértice patagonico, eles não atendem telefone e muito menos respondem e-mail, eu liguei para eles mais de 200x sem brincadeiras….. e sem sucesso. Seguindo as indicações do gerente do hostel, se eu chegasse e pedisse eles são obrigados a te “liberar" para acampar, mediante pagamento em especie, lógico. Ressalva feita, eu discuti comigo mesmo e as opções seriam, caminhar ate Paine Grande e ver como minha perna + calcanhar reagiria, se estivesse ok, acampava no Paine Grande, se não, pegava o catamarã para Pudeto e consequentemente voltaria para Puerto Natales antes do previsto. Desnecessário dizer que mal consegui chegar em Paine Grande com a bendita distensão e as bolhas. 9.44km percorridos em 3h, Fui direto para a fila do catamarã e embarquei no das 11h30am sentido Pudeto > Puerto Natales. Cheguei na cidade e parei no primeiro Hostel na frente da rodoviária, não me lembro o nome, a dor não me deixava pensar muito, e paguei caro pois não tinha mais quartos compartilhados, somente single, a dona até tentava ser simpatica, a internet não funcionava e a casa toda de madeira rangia ao menor passo que você desse. Não era ruim, mas o fato de pagar caro, estar sentido dores, e não ter internet, me deixaram puto da vida e descontente, sem contar que foi o café da manha mais fraco de todos os hostels ate agora. O fato de ficar sem internet por si so não era um problema, mas como minha esposa estava em casa, falar com ela um pouco seria muito bom, visto que ela estava a 10.000km de distância, e também seria interessante pesquisar meus próximos passos/hostels durante os próximos dias. Ponto bom, ficar em um quarto sozinho me deu certa liberdade, lavei roupas no WC e sequei no aquecedor do quarto, dormi a vontade e tive a liberdade de cuidar das minhas bolhas tranquilamente. Ou seja, tudo tem o seu lado bom, e estes próximos dois dias de descanso seriam fundamentais para o resto da viagem. Sexta-Feira 10/11/2017 - CHL Puerto Natales - ARG El Calafate - El Chaltén Sábado 11/11/2017 - El Chaltén - Camping Poincenot - Laguna de Los Três Acordei cedo, fui até um café em frente ao hostel, comi um tostado de queso e jamon, café e ovos, terminei meu desajuno e fui até os guarda parques pegar mais informações e partir para trilhas, como as trilhas são relativamente mais curtas, não me preocupei em sair super ultra cedo. Após conversar com os guarda parques, decidi subir para o camping Poincenot, rumo a laguna de los três. A trilha começou e terminou super tranquila, sem graus de dificuldade, e relativamente plana e sem percalços. Como de costume, a última milha sempre é a mais difícil, pedras, subidas, mais pedras e tal, mas nada fora do padrão patagonico de ser!! Kkkk Foram 10.70km caminhados em 03h11m com 401m de ascensão até o camping Poincenot, e depois mais 2.27km caminhados em 01h19m com 351m de acénsão em pedras, do Poincenot até a laguna de los três. Voltei, armei acampamento, preparei tudo, jantei, descansei, conversei com um casal de argentinos gente boa, conheci outro argentino muito gente boa também, papeamos e entrei para a barraca para descansar. No camping Poincenot é somente uma área para acampar, não possui nada, somente uma “casinha" que nada mais é do que um buraco no chão para fazer as suas necessidades, não possui chuveiros ou qualquer outro tipo de serviço. Neste dia o banho foi de toalhinha…kkkkkkk Domingo 12/11/2017 - Camping Poincenot - Camping De Agostini - Laguna Torre Como de costume, acordei cedo, tomei café, arrumei tudo e parti rumo ao próximo acampamento. Fora uma noite muito tranquila, sem novidades, um descanso providencial. Caminhei por uma trilha transversal, que liga as trilhas da Laguna de Los Três com a Laguna Torre. Trilha calma e tranquila, 10.85km, em 03h14m com 151m de elevação, trilha super plana e sossegada, encontrei um grupo de brasileiros, conversamos um pouco e segui caminho até o camping. Como de costume, arrumei o acmpamento, fui passear até a Laguna, voltei e descansei, dia calmo e sem novidades. Segunda-Feira 13/11/2017 - Camping De Agostini - El Chaltén Acordei, como de praxe tomei café debruçado nos mapas das trilhas e desenhei o que seria os meus próximos dias. A ida a Laguna Toro e a sequencia O “Passo Del Viento” !!!! Obrigatóriamente eu deveria voltar para a cidade, não se pode fazer esta trilha sem prévia autorização dos guarda parques, sob pena de tomar uma bela e cara multa se você for pego. Foram 9.71km de caminhada descendo a montanha em direção a cidade, feitos em 2h52m. Como não era a minha intenção, planejei a volta para a cidade, e neste dia voltei para o Hostel, tomei um delicioso e merecido banho quente e cai na rua para providenciar tudo o que eu precisaria para meu próximo dia. Para fazer a trilha da Laguna toro + Paso Del viento, você necessita de uma cadeirinha de rapel, com as respectivas cordas e mosquetões, pois em um determinado ponto desta trilha, existe uma tirolesa para cruzar o rio Tunel, e você devera possuir tudo isso para faze-la, sem este equipamento, você não consegue a autorização. Já seabendo destes requisitos, fui até uma loja de aluguel de equipamentos, aluguei tudo o necessário e voltei para o hostel para arrumar tudo, jantar e descansar para a próxima trilha. Terça-Feira 14/11/2017 - El Chaltén - Laguna Toro Acordei não muito cedo, pois antes de entrar na trilha precisava da minha autorização, e os guarda parques so começavam atender as 9am. O bom é que a trilha começa atrás da casa dos guarda parques….rsrsrrsr De posse de todo o meu equipamento, me apresentei, preenchi todos os papeis necessários, você é obrigado a mostrar para eles todo o seu equipamento, como, cinto de rapel com linha da vida e mosquetões, fogareiro com comida, bastões de caminhada, mapa de papel das região, GPS (não obrigatório mas recomendado), Radio VHF, (não obrigatório mas recomendado), barraca e saco de dormir, etc. Basicamente tudo para um camping. Tudo mostrado o guarda parques me disse que não recomenda que eu fizesse esta trilha solo, mas me autorizou. Ele me explicou que legalmente não pode me proibir de fazer sozinho, mas definitivamente não é recomendado. Ele ainda me disse que provavelmente eu ficaria bem por possuir experiência anterior em rapel e resgate em cordas, mas me recomendou muita atenção e cuidado, com bastante precaução. Observação importante aqui: Você assina sobre sua responsabilidade que qualquer problema que você tenha é sua a responsabilidade, e se eles tiverem que te resgatar, você ira arcar com todos os custos necessários e pertinentes ao resgate. Lembrando que é uma região bem difícil de resgate. Burocracia cumprida, segui montanha acima em direção a Laguna Toro. 16.74km caminhados em 5h37m, 698m de elevação, com um pico de subida de 1040m de altitude. É uma bela e cansativa subida, com uma bela descida na sequencia. Nestes dois dias de descanso que antecederam o dia de hoje, eu tive uma recuperação excepcional da distensão na perna, e uma excelente melhora nos meus calcanhares, (bolhas), e extremamente motivado para fazer esta trilha, a fiz em tempo recorde, rsrsrs. Esta não é propriamente uma trilha fácil, muito barro e água, muitas de subida lisa, muita descida lisa, vacas selvagens e muito pasto, pasto até não acabar mais, e por todo este pasto, charco e turba, muito charco e muita turba encharcada. É muito fácil se perder nesta trilha, e muito fácil atolar também, em algumas partes, o pasto turba é fundo, e você pode se enrascar sozinho….rsrsrs Nada de ruim aconteceu e cheguei tranqüilamente ao acampamento Lagura Toro. Escolhi um belo spot para montar minha barraca e como a dita laguna fica um pouco depois do camping, fui caminhar um pouco. Como de praxe, jantei me arrumei e fui descansar… so que não! Rsrsrs 3:30 da madrugada, acordo ouvindo algo no arredor da minha barraca….humano? Não… Sim um animal, meio distante ele começa a circundar minha barraca, 1, 2 voltas em torno…. Minha mente calcula possibilidades: Vaca? Veado? Não, eles tem casco e o barulho é diferente, eles não são animais noturnos…. Lebre? Acho q não, elas não espreitam…. Zorro ou Puma? Talvez……. Minha mente estava a milhão… estou acordadissimo e alerta, minha faca na mão, continuo deitado em silencio completo, só pressentindo e avaliando….. O suposto animal dá mais uma volta mais perto da minha barraca e “encosta" o focinho na minha cabeça e “respira”…. Uma bela de uma fungada na qual senti até o ar quente!!!! A barraca é diminuta, minha cabeça estava encostada na parede, nesta hora com a minha faca em mãos, bati com toda força a faca em uma frigideira que eu tinha, fazendo um estridente barulho, imediatamente abri o zíper da barraca e olhei ao redor…. Como era de se esperar não vi nada…. Acabou que acordei quatro pessoas que estavam também acampando, e nada vimos. Não conseguia mais dormir, ficava pensando na sensação do animal encostando o “nariz” na minha cabeça, e um pouco depois comecei a sentir o famoso vento patagonico. Sim amigos, ele faz barulho igual ao Godzilla, e bate forte, muito forte. Depois que começou a ventar foi mais difícil ainda voltar a dormir… Quarta-Feira 15/11/2017 - Laguna Toro - El Chalten A barraca aguentou super bem toda a pressão, entortou, balançou, chacoalhou mas aguentou excepcionalmente bem!!! Mas o pior eu descobri ao amanhecer… este vento todo rugindo, levanta muita poeira, um pó extremamente fino, que entrou em tudo, barraca, mochila, roupa, saco de dormir… em resumo, tudo! Eu tinha 3mm de pó dentro de tudo!!! Kkkkkkkk Com muito custo consegui fazer um café com pó….rsrsrrr mesmo depois do vento arremessar meu fogareiro com água e tudo a mais de 200m de distancia!!! Kkkkk Sim, não estou brincando, mas no final deu tudo certo. Uma nota: Em El Chalten não tem previsão do tempo, o mais perto que existe é a previsão de El Calafate, o que torna impreciso, você pode consultar o windguru mas também não é exato, e eu sabia que o dia de hoje existia uma previsão de piora com aumento significativo de ventos e tempo fechado. Tal qual previsto, o dia amanheceu terrível, ventos fortíssimos, chuva, nuvens fechando tudo…. A idéia de ir ao passo Del viento era a de justamente ver os gelos glaciares patagonicos, um dos três campos de gelo do mundo, os outros dois estão no polo sul e na Groenlândia. No acampamento os ventos estavam na ordem de 100km/h, tudo fechado por nuvens, chuva… imagina no passo Del viento, so para chegar lá são 6 horas de caminhada em pedras para ir, e mais 6 horas para voltar…. Visto que teria 48 horas de mau tempo, eu não teria esse tempo livre, a prudência me fez abortar a ideia de visitar o passo Del Viento, o pessoal que estava no camping junto comigo até tentaram me convencer, mas não aceitei a idéia e no final todos decidiram descer comigo. Seria a melhor decisão tomada, visto o mau tempo. O tempo de fato não melhorou este dia, e voltamos para a cidade para desfrutar de um bom banho quente e descansar mais um pouco. Quinta-Feira 16/11/2017 - El Chaltén - El Calafate Acordei, arrumei tudo, almocei e embarquei para El Calafate novamente, este dia foi sem novidades, somente aproveitando para caminhar a esmo e descansar… aproveitei para caminhar pelas ruas de El Calafate, coisa que até então não havia feito ainda. Sexta-Feira 17/11/2017 El Calafate - Glaciar Perito Moreno Na noite anterior comprei um pacote no próprio hostel, America Del sur, de passeio para o Glaciar Perito Moreno, com um extra de passear em uma estancia local com apoio de guia. Foram ARG$700 pesos pelo passeio que me pegou na porta do hostel as 7am. Ida tranquila, conhecemos uma estrada de rípio muito bonita, o clima realmente ajudou aqui, céu limpo e muitas belas paisagens. Conhecemos uma bela estancia gaucha, com seus costumes e animais de criação, tomamos café, ouvimos um pouco de história, passeamos pela propriedade e voltamos para o ônibus. Durante todo o percurso, a guia e o motorista explicam coisas sobre historia local e as paisagens, inclusive parando para fotos, recomendo este passeio. Chegamos no Glaciar, ouvimos as instruções da guia e seguimos cada um para seu lado, a caminhar e apreciar o glaciar. Tínhamos basicamente 3 horas livre de passeio. Passeei, filmei, fotografei, observei, vi gelo caindo, e realmente o Glaciar é muito grande… valeu cada minuto apreciando. Não achei que vale a pena navegar. O barco não chega perto do glaciar por segurança, e em alguns pontos a plataforma fica mais perto do glaciar do que o barco, então não fiz esta parte do passeio e economizei uns pesos!!! Kkkk Na hora combinada, todos se encontraram no ônibus e voltamos para a cidade, lembrando que o glaciar fica a 80km de distancia da cidade de El Calafate. O Resto do meu tempo livre gastei passeando pela cidade. Sábado 18/11/2017 - El Calafate Aqui mais um dia aproveitando a cidade de Calafate e comprando lembranças para a família. Aproveitei o tempo para um tour gastronômico e experimentando sorveterias deliciosas! Rsrs Dia calmo e sem novidade, aproveitei para organizar muitas coisas do equipamento, falar com a família, organizar finanças e descansar mais. Para ir ao aeroporto no dia seguinte, contratei um taxi no hostel mesmo, caríssimos ARG$300, imagina? Preço tabelado… Domingo 19/11/2017 - El Calafate - Ushuaia Ushuaia é uma cidade impar, cravada no final de tudo, aonde o vento faz a curva, e os mares se encontram, ela tem um charme especial, magnético, ela é simples, cravada no pé das montanhas, mas com charme único. Como em Ushuaia decidi não fazer trilhas para acampar, mudo aqui um pouco o estilo do relato, deixando de lado o dia a dia e focando na cidade. Conheci no Hostel um brasileiro, Bruno, e dois argentinos, Nicolas e Julian, pessoal gente muito boa, fizemos amizade e combinamos um passeio os 4 no Parque Nacional Tierra ele Fuego, ARG$500 pelo transfer ida e volta + ARG$300 de entrada do parque, passamos pelo correio do fim do mundo, caminhamos pelas trilhas do parque, circundando o canal de Beagle, visitando a Laguna Roca e finalizando no “final” da Ruta 3. Quando cheguei na mitica placa do final da ruta 3, aquela mesmo que eu tinha visto tanto em fotos, um sorriso não saia do meu rosto, um misto de alegria e felicidade por tel alcançado um sonho. Nem parecia verdade, mas era… Neste mesmo dia, combinamos de jantar uma Centolla, (pronuncia-se cem-tô-ja), no Chiko Restaurant, típico carangueijo gigante da patagonia, também conhecido como King crab. Fomos ao restaurante e experimentamos um Chupe de Centolla, servido com um creme delicioso de batata e queijo parmesão, valeu cada centavo, comemos e bebemos muito bem, saiu ARG$750 para cada um dos quatro, um pouco caro mas experimentem, realmente delicioso! Em minha exclusiva opinião, eu achei a Patagônia um pouco cara, mesmo morando no Canada, e gastando em dólar, achei tudo muito caro, o que me fez optar por alguns passeios e pular outros. Caminhei muito a pé, economizando para comer outro prato que eu gostaria de experimentar, o salmão com centolla e batatas noissetes. Desnecessário dizer que estava delicioso! Experimentem. Fui visitar o Museo Marítimo y Del Presidio de Ushuaia, ARG$300 pesos e vale para dois dias se assim você quiser, basta ao final do seu passeio solicitar o carimbo para poder voltar no outro dia. Passeio tranquilo, aonde você aprenderá sobre a história local e da prisão e conhecera um pavilhão intocado, todo original, recomendo. Tambem fiz a navegação do Canal de Beagle, ARG$1700, aproximadamente 6 horas de passeio ida e volta, você sai do porto, conhece o canal de beagle, o farol do fim do mundo, pequenas ilhas pelo canal, vê muitos pinguins e lobos marinhos, para na beira de uma ilha cheia de pinguins e volta. Todo o passeio tem guias explicando tudo em espanhol e inglês. Passeio bem tranquilo e agradável. Como previsto bastante vento, chuva e frio, vá agasalhado. Eu e o Julian fizemos a trilha da Laguna Esmeralda, o Bruno e o Nicolas ja tinham partido, trilha cheia de lama e barro. A trilha em si não é difícil, o problema é escapar do barro e da lama, sem dizer dos campos de turba, terríveis. Vi muita gente afundando a perna até o joelho no barro ou na turba, inclusive ajudamos uma menina com o namorado a sair da lama, ela estava presa na lama acima do joelho. Como estávamos usando bastões, fomos tateando o terreno antes de pisar e nos demos bem!!! Fica a dica. O pessoal que não estava usando literalmente se afundou na lama…. Rsrsrs Linda Laguna, verde emeralda, dai o nome, mas voltamos logo pois o tempo não ajudou muito. Avistamos também as castoreiras, mas nenhum castor Fui passear no shopping center Passeo del fuego, visitei o Museo del Fin del Mundo, andei pelos “duty frees” da cidade, conheci todas as ruas e avenidas, fui jantar um “tenedor libre”, (rodizio) de carnes argentinas! Kkkkkk Esta foi uma atração a parte, o Julian fez questão de me levar a uma churrascaria de rodízio para que eu experimentasse todas as carnes argentinas, inclusive o tão famoso cordeiro patagonico de Ushuaia, uma delicia a parte. Provei todos os cortes e sabores, realmente uma delicia, me apaixonei por uma costela, que infelizmente não me recordo o nome, mas fica a dica, experimentem!!!! Sábado 25/11/2017 - Ushuaia - São Paulo Dia de voltar, a última parte da minha trip acabou. Ficou a vontade e acampar no parque nacional, o tempo não ajudou, mas a aventura foi maravilhosa, gosto de quero mais. Se eu planejasse não teria sido tão perfeito, tudo tão acertado. Aproveitamento máximo, agora é so planejar a volta com a esposa, quem sabe o ano que vem!!!!! Resumão de dicas Dinheiro / Cartões de Crédito Eu levei cartões de crédito e US$700, que troquei uma parte por pesos no aeroporto de Buenos Aires. As cidades pequenas não tem casa de cambio oficial, você poderá trocar dinheiro com os comerciantes, muitas vezes não vale a pena. Esteja preparado para isso. Nem todos aceitam dólares, principalmente na alta temporada, aonde tem muita oferta. Tanto no Chile quanto na Argentina, você encontrara bancos e caixas eletronicos, você poderá sacar e moeda local sem problemas, no Chile esta foi a minha única opção, precisava de peso chilenos em pleno Domingo e iria sair as 7am da segunda. Na próxima viagem levo um mínimo de dólares e saco tudo no local, não tive problemas com cotações ou taxas abusivas, na verdade foi bem prático e simples sacar no cartão. Hostel / Hotel Não reservei praticamente nada, chegava e procurava, usei o aplicativo Hostelword, magnífico e funcional, não tive nenhum problema, usei e abusei, imprecindivel para a viagem. So tome cuidado com a alta temporada, você pode não ter a mesma sorte. Dias livres Programe dias livres entre as trips/cidades/passeios, como eu expliquei acima, se algo te acontece, você tem tempo para respirar e se ajeitar, os dias de decanso foram fundamentais para a minha recuperação e aproveitamento da viagem depois. Não abra mão disso, ou diminua o numero de passeios/cidades. Não corra riscos desnecessários correndo entre cidades, deixe algo para depois, é uma excelente desculpa para voltar! Comida Não abro mão de experimentar a culinária local em minhas viagens, mas normalmente sai caro, por isso, nos outros dias usei e abusei da cozinha do hostel e comprei comida em supermercados locais, você gasta menos e tem a chance de fazer muitos amigos!!!! Segurança Em todas as cidades que visitei pela Patagonia, não me senti inseguro em nenhum momento. Andei sozinho por tudo e sempre muito tranquilo. No hostel use o locker para coisas de valor, passaporte e eletronicos. Eu deixei várias vezes celular carregando na tomada sem estar perto e não tive problemas. Inclusive todo o meu equipamento, como mochila cargueira etc, ficava sempre no chão do quarto. Aeroporto Hoje em dia voar é super tranquilo, mas a segurança no aeroporto e muito maior e rigorosa, evite itens proibidos nas malas de mão, leve uma mala pequena ou mochila pequena com você e despache a mochila maior. Leve uma garrafa de água vazia e deixe para encher no bebedouro depois do raioX. Quanto mais leve no aeroporto melhor, e sempre confuso e so piora com as pessoas demorando para embarcar com suas mochilas gigantescas que não cabem no guarda volumes do avião, evite fila, todos vão entrar na aeronave, sem excessão, normalmente quem esta no fim do avião embarca primeiro, então fila é inútil. Dica pessoal Vá leve, indepente se você esta indo para turistar, ou indo para trilhar, vá leve. O máximo que você puder. Corte peso de tudo, roupas desnecessárias, objetos sem uso para viagem, corte tudo, ainda mais se você estiver indo para trilhas, lembre-se que você vai carregar isso por todo o tempo, inclusive no aeroporto! Kkk Equipamentos que eu levei Barraca The North Face Stormbreak 2 Colchão Big Agnes Insulated AirCore Ultra 3 season Saco de dormir The North Face Aleutian -7C Mochila Deuter ACT Lite 65 +10 Mochila de ataque ultralight Fogareiro Trangia 27-4 UL (otimizado para uma pessoa só) Bastões de caminhada Black Diamond Trail Poles Aluminum 460GR Lanterna de cabeça Petzl Zipka 200 lumens Lanterna de barraca Coghlan’s Led Micro Lantern Canivete suíço Victorinox com faca, e mais algumas funções 100 metros de paracord 550 2 Sacos de compressão Outdoor Research UL (1 para saco de dormir, 1 para roupas) 1 Filtro de água Sawyer mini 2 garrafas de água flexíveis platypus 1L e 500m 1 pá cat hole 1 Powerbank 20.000 mAh Aukey Mosquetões variados para múltiplos usos Sacos plásticos diversos (lixo, etc) Fita adesiva Gorilla Tape / Silver Tape Câmeras video/foto 1 Gopro Session com SD Card de 64GB 1 Iphone SE 64GB Comida 15 pacotes variados de comida liofilizada incluindo refeições, carne seca, (Jerk beef) e cafés da manhã Café solúvel Starbucks VIA Instant, embalados individualmente Pelas cidades que passava comprava sempre algo mais, doces/chocolates, amendoins, macarrão, etc. Roupas 2 calças segunda pele, sendo uma ventilada especial para esportes 2 camisetas de manga longa, sendo uma especifica para caminhadas e transpiração 2 camisetas manga curta dry fit 1 shorts curto dry fit 1 calca/bermuda nylon Columbia 1  fleece fino Mountain Warehouse 1 jaqueta ultralight Columbia 1 colete ultralight Patagonia 3 pares de meia liner isocool Mountain Warehouse 1 par de meia Columbia para frio intenso 2 pares de tenis ultralight para trekking Columbia, de cano baixo 1 Chinelo 1 Boné 1 Gorro de lã 1 luva liner (Bem fina) 1 luva (mais grossa 1 óculos de sol 100% uvAB filter 1 jaqueta ultralight impermeável Columbia 1 calça ultralight impermeável Mountain Warehouse 1 Neck Gaiter/Pescoçeira de fleece Quechua 1 Neck Gaiter/Pescoçeira dry fit Nike Farmácia pessoal Antibiótico Anti inflamatorio Anti Diarreia Anti Enjoo Anti Gases Pomada antibiotica Gases + Esparadrapo Colirio Carvão ativado (Diarreia leve, intoxicação alimentar/veneno) Protetor solar (imprescindível) Super cola/Superbonder (Serve para fechar pequenos cortes na pele, sem sangue) Aquatabs (para purificar água) Alfinete de segurança e agulha Palito de dente + Pinça pequena (Meu canivete suíço tem e sempre uso) Kit de Higiene pessoal Escova de dentes Fio dental Pente Aparelho de barbear Sabonete liquido biodegradável multi uso (serve para banho, cabelo e roupas) Condicionador de cabelo Gel para cabelo Lencos humidecidos Mini espelho APPs usados no celular (Iphone) Gaia GPS - Este app merece um tópico a parte, mas resumindo, GPS com mapas topográficos e trilhas do mundo todo offline, pago a assinatura anual e foi sem dúvida o que eu mais usei para tudo. XE Currency Pro - Sem dúvida o melhor app para converter moeda offline, ele usa seu ultimo acesso a internet como ref. Bem preciso, usei muito nas confusas conversões de pesos x dolares Google Maps - Fiz o download de mapas offline das cidades que iria caminhar. Google Translate - Com línguas offline just in case Hostelword - Para reservar hostels pelo mundo Airbnb Trivago Netflix - Com uns filmes offline para assistir durante os voos kkkkkk Lastpass - Carteira de senhas digitais
  6. Olá meus amigos ! Estou planejando para segundo semestre de 2018 ( ainda não decidi as datas nem duração ), uma viagem de carro saindo aqui de Belo Horizonte com destino final Ushuaia. - Até chegar na divisa com a Argentina pretendo dormir em Mafra-Sc... - IDA- Irei fazer entrada por Itaqui-Rs / Alvear- Argentina ou por Uruguaiana descendo até Córdova : Córdova (ARG) ... Mendoza(ARG)... Valparaiso (CHI)... Santiago (CHI)... Los Angeles (CHI)... Puerto Montt (CHI)... Puerto Gualdal (CHI)... El Calafate (ARG)... Puerto Natales (CHI)... Ushuaia A volta será saindo de Ushuaia : Rio Gallegos (ARG)... Comodoro Rivadavia (ARG)... Baia Blanca (ARG)... Buenos Aires (ARG)... Montevidéu (URU)... Porto Alegre- RS (BRA)... Curitiba-PR (BRA)... Belo Horizonte- MG (BRA). Essas cidades relacionadas a cima ida e volta, são referências de cidades que considerei como hubs /bases para dormir e conhecer, necessariamente não será necessário fazer o trajeto direto entre esses pontos de cidades listados, se a viagem ficar grande ou cansativa entre esses pontos,posso parar para dormir entre elas em alguma outra cidade. Peço se alguém já fez essa rota ou alguma bem parecida que me dê sugestões. Estarei indo sozinho de carro, talvez um amigo vá junto, porem ele trabalha e necessita de férias aí não tem nada certo que ele vá, se alguém interessar em fazer essa aventura será bem vindo, se quiser ir no meu carro dividiremos os custos de combustível e pedágios, ou podemos ir em mais de um carro que acho mais interessante. Qualquer sugestão... conselhos... cia ... estou aberto. Obrigado !!!
  7. Feriado no Ushuaia

    Olá Mochileiros! Este é meu primeiro relato de viagem. Acho importante criar o relato para ajudar futuros viajantes, assim como li vários relatos antes de fazer a minha viagem. Bem, eu não tiro férias há um bom tempo, e para não ficar na seca, eu me aproveito de alguns feriados prolongados para fazer passeios interessantes. Ano passado fui para Santiago com minha família, mas como a maior parte do passeio foi por pacotes turísticos acho que não é interessante relatar num site de mochileiros. Esse ano fui para o Ushuaia, só eu e a mochila: algo mais próprio de um mochileiro. Desde 2013, quando passei um mês na Itália – realização de um sonho pessoal de anos – fiquei viciado em viagens. Quando acaba uma, já estou pensando na próxima. Quem aqui no site é assim levanta a mão! E essa viagem para o Ushuaia foi muito marcante para mim, apesar de ser relativamente rápida. Peguei os últimos dias de inverno do dia 6 a 10 de Setembro. Fiquei surpreso como o inverno da cidade mais austral do mundo não é tão rigoroso quanto se esperaria. Minha jornada já começou antes, quando comprei as passagens. Comprei pela GOL, uma viagem com conexão de 8 horas na ida e 10 horas na volta. Pouco depois de ter comprado o meu vôo foi cancelado. Fiquei muito decepcionado, e procurei outros lugares para ir. Quando apareceu um vôo da LATAM no mesmo dia e horário, por um valor um pouco mais caro. Estava decidido a ir, então aceitei essa mudança e comprei a outra passagem. Saí do trabalho na quarta-feira rumo à uma aventura. Trem até a estação Tatuapé, e de lá um ônibus para o aeroporto de Guarulhos. E de lá para Buenos Aires. Depois de muito pesquisar e pedir dicas a colegas, decidi por levar reais e trocar por pesos argentinos no aeroporto. E me dei muito bem, acabei comprando pesos por um ótimo preço. A noite que passei no aeroporto foi tranquila até, com outras pessoas como eu tentando dormir no chão frio, nas cadeiras azuis com encostos duros, usando de suas mochilas como travesseiros. Uma experiência cansativa, mas memorável. O vôo para o Ushuaia foi tenso. O avião tremulava bastante, mais do que o normal. Percebia que os passageiros ficaram assustados e começaram a reclamar. O próprio piloto tentou acalmar a tripulação, dizendo que aquilo era normal. Quando chegamos a vista era sensacional. O Ushuaia é uma cidade pequena entre as montanhas que encerram a cordilheira dos Andes. O aeroporto mais parece uma cabana de madeira. Não fiquei muito tempo lá, pois já me aguardava o meu transfer. Minha estadia foi na casa de um humilde senhor chamado Hugo, que contratei via AirBnB. Sua residência tinha vários quartos e era bem simples. Sou econômico, estava sozinho e não sou do perfil sociável, e por isso escolhi o local mais barato onde não precisaria dividir quarto. Apesar do local simples, tive transfer de ida e volta gratuito no velho Siena verde-esmeralda do senhor Hugo.
  8. Deixo aqui o link do video que fizemos de nossa viagem a ushuaia durante 20 dias, em Nov/Dez de 2016, passando pelo brasil, Argentina e Chile... Abraços a todos os viajantes...
  9. Viagem de 27/ Fev à 12/Mar de 2017 Primeira viagem sozinha e primeira vez que sai do país. EDIT: Consegui colocar fotoss Depois de tantos relatos que me ajudaram com a viagem, resolvi postar tambem. Comprei minhas passagens direto do site da Aerolineas e todas as passagens saíram por R$1500,00. Desculpa.. mas eu não anotei todos meus custos e acabei esquecendo , portanto os valores que citei abaixo são aproximados... Mas no total, com as passagens gastei por volta de R$6.000,00 Cambio: Fiz todo o cambio de Reais para Dolar em SP e troquei 1/3 por pesos no aeroporto de Buenos Aires e o restante no hotel Antartida(?) em Ushuaia, pelas recomendações aqui do site. ( chegando no hotel vc fala na recepção que quer fazer o cambio e eles te levam pra cozinha pra fazera troca) Roteiro: 27/02 - SPO/ Buenos Aires / Ushuaia 03/03 - Ushuaia/ El Calafate 06/03 - El Calafate/ El Chalten 12/03 - El Chalten/ El Calafate/ Buenos Aires/ SPO Não precisei trocar de aeroporto em Buenos Aires na ida, sobre a volta conto depois. Ushuaia - 27/02 Hostel Antarctica (super recomendado aqui no Mochileiros): Gostei do hostel, quarto grande com 3 beliches, tem bastante tomada, porem não perto da cama. Banheiro tem secador. Cafe da manhã tinha ovos (crus), paes, geleias, doce de leite e um suco que de maçã industrializado que tem em todo lugar. E o pessoal da recepção super simpaticos e prestativos. 4 diarias ficou por volta de 1500 pesos. O ruim realmente é a distancia entre o quarto e o banheiro que tem que passar pela area externa, cozinha e lobby.. Chegando em Ushuaia, peguei um taxi do aeroporto para o Hostel. Como ja era tarde, passei no mercado pertinho do hostel pra comprar umas comidinhas. (obs: atum em lata, maçã e nuts são super baratos) 28/02 - Tour Beagle Channel À pe, fui no pier onde tem varias "casinhas" que são as agencias que vendem o passeio de barco no canal Beagle, contratei o passeio em um barco menor que o catamarã, pra ter uma turma reduzida, ficou mais ou menos 900 pesos. Os passeios tem o horario da manhã e da tarde, dizem que à tarde se o dia não estiver nublado voce pega o por do sol. Fiz o passeio de manhã, são mais ou menos 4 ou 5 horas de passeio de barco onde vemos leoes marinhos, focas, o "farol do fim do mundo" e fazemos uma curta caminhada em uma ilha. Lembrar de levar um corta vento à prova d'agua, pois na parte de fora do barco faz um vento da desgrama e pode chover/ chuviscar no caminho. Na volta eles servem um cafezinho com bolachas dentro do barco. Conheci um brasileiro que disse que fez o passeio em um veleiro, que foi mais barato do que eu paguei, são menos pessoas no barco e chega mais perto da ilhas pra ver os animais. Então parece que vale apena dar uma pesquisada antes. Ah! o carimbo de Ushuaia pro passaporte fica no centro de informações turisticas do lado do pier onde vendem os passeios do canal Beagle, e é de graça! De volta ao hostel, peguei informações sobre transfer para o Paque Nacional Tierra del Fuego, e marquei para o dia seguinte às 09hrs (primeiro horario). Passei em um lojinha de esquina no centro que parecia uma conveniência de posto (sem o posto) pra comprar um chip de celular da Movistar, que funciona como um pre pago daqui. 01/03 - Parque Nacional Tierra del Fuego O transfer (300 pesos ida e volta) sai em varios horarios, mas pra fazer as trilhas tem que sair cedinho, pois ela sao extensas. Levei umas comidinhas pra passar o dia. Chegando no parque, tem que pagar a entrada de 100 pesos (Mercosul, levar passaporte) e eles te dão o mapinha do parque, então voce tem que decidir onde vai descer, pois dentro do parque tem varios pontos de onibus, e para voltar, voce aguarda em um desses pontos antes dos horarios que o motorista informar. ( Eu me perdi no parque e quase perdi o ultimo onibus que saia às 18hrs ) Desembarquei no ponto do "correio do fim do mundo" queria ter mandado um cartão postal, mas estava fechado . De la, comecei a "Senda Costera" pela Bahia Lapataia, que tem uma vista linda do lago mesmo em dias nublados. Passei pela "Passeo pela Isla", "Laguna Negra", a Castorera, " Mirador Lapataia", "Del turbal" que ficam todas no mesmo lado. Dizem que em dias de ceu aberto, as trilhas que sobem as montanhas como " Hito XXIV" e "Cerro Guanaco" são lindas, mas exige mais esforço fisico. Depois de passar pelas trilhas, andei em circulos umas 4 vezes e nao achava de jeito nenhum os pontos de onibus.. sou bem ruim em senso de direção e ja estava quase chorando achando que teria que passar a noite no frio de matar no Parque.. kkkk Finalmente achei o ponto e aguardei o bus de volta pro hostel, mortissima. Se tivesse mais tempo, com certeza voltaria mais dias no Parque pra fazer os outros senderos. O parque é lindo, pra quem nunca viu as paisagens da patagonia. Mas a melhor coisa é começar por Ushuaia e ir subindo pois a paisagens so vão ficando melhor!! À noite, achei que merecia ir jantar em lugar especial pelos perrengues que passei de dia rs, e fui comer a centolla em um restaurante que esqueci o nome que o hostel indicou. Perguntei à garçonete qual prato de centolla ela recomendava e ela me trouxe como se fosse um "escondidinho". Se voltasse, gostaria de comer a centolla por si só, aquelas que vêm inteira no prato pra sentir melhor o sabor. Lembro que o prato saiu caro.. por volta de R$80/ 70 o prato quando fiz a conversão na hora. 02/03 - Calvalgada/ Museo do Presidio Gosto muito de andar à cavalo, e ja tinha essa ideia fixa que o faria em Ushuaia, contratei o passeio no hostel tambem, e fui pela manhã. Tambem não me lembro do nome do lugar.. se nao me engano se chama estancia alguma coisa.... e o passeio passa no Monte Olivia, e em uma pequena praia e ourtas paisagens incriveis... Me senti em filme.. tudo muito lindo.. e com um grupo de 5 pessoas mais 2 guias. O valor foi por volta de 800 pesos.. À tarde, fui visitar o Museo do Presidio que fica do lado do hostel, lembro que tinha que pagar pra entrar, mas nada muito caro.. O lugar é interessante, pricipalmente uma ala que não foi reformada, então mostra direitinho como era antigamente, da ate uma melancolia. Tem tambem uma pequena galeria de arte, lojinha ( onde comprei um fleece que mem salvou do frio! Estava na promoção por uns 70 pesos e achei de otima qualidade!) e uma pequena parte com alguns aminais empalhados da região. Nesse ultimo dia tambem fui jantar a merluza negra, que parece que so tem la em Ushuaia, fui no rest. Tia Elvira que é "famoso" e tem aquele aquario na frente dos restaurantes com as Centollas vivas. 03/03 - Voo para El Calafate Tiveram varios lugares que nao consegui visitar em Ushuaia, como o Glacial Martial e Laguna Esmeralda. Mas mesmo assim fui embora contente, com o que consegui conhecer. Pedi pro Hostel chamar um taxi e fui pro aeroporto de Ushuaia para embarvar para El Calafate. Hostel America del Sur, que tinha fotos maravilhosas no Booking, e realmente a area de convivencia do Hostel era muito bonita e nova. (3 diarias +/- 800 pesos). O cafe da manhã mais completo dos hostels que fiquei, com ovos, pães, bolos, cereais e iogurt. Para o jantar eles tambem tinham um restaurante com preços ok. Talvez um pouco caro pro meu budget. Achei os quartos um pouco apertados, secador de cabelo no banheiro, tem que pagar para alugar toalha e tambem com 3 beliches e um banheiro dentro do quarto, outro ponto ruim é que ele é um pouco afastado do centrinho, talvez uns 15 min de caminhada pro mercado mais proximo que ficava no começo da av principal. Assim que cheguei, deixei a mochila no quarto e fui no mercado. Nessa viagem vivi de macarrão com atum, maçã e sopa Vono rs. Ja tinha reservado o Big Ice (caminhada mais longa) no Glaciar Perito Moreno com o hostel meses antes da viagem pra garantir o lugar, foi bom porque garanti o preço antigo antes da atualização da tebela de preços para 2017. (3100 pesos), eu paguei tambem um Kit de lanche do hostel para levar no passeio (sanduiche, agua, maça e um alfajor) mas nada que voce mesmo não possa preparar para levar. Até vi outros passeios que pareciam interessantes no Hostel, como kayak em que diziam que passariamos entre icebergs; mas o preço dos passeios em El Calafate são muito caros, então fiz só o Big Ice mesmo. 04/03 - Big Ice Perito Moreno Logo de manhã, umas 6 ou 7 hrs o transfer me buscou no hostel. Tinha lido em varios realtos que pra fazer o Big Ice precisaria de muito preparo fisico e tal. Fui morrendo de medo de não aguentar, mas no final acabei achando bem tranquilo. A parte mais dificil é a trilha antes de chegar no Glacial, por que é so subida. O onibus te leva pro Parque, onde vc tem que descer na "portaria" e pagar uma taxa pra entrar, não lembro exato o valor.. mas nao passava de 100 pesos. Entao te levam pras passarelas, onde voce pode ficar por uns 40min observando o Perito Moreno. Realmente é uma coisa que voce não acredita. Eu achei impressionante aquela parede enooorme de gelo, eu me imaginei na muralha "the wall" de GoT kk. Peguei um dia de ceu limpo e ensolarado, e estava achando que estava com super sorte, mas dizem que quanto mais nublado o dia, mais conseguimos ver os tons de azul do Glaciar. Mais legal ainda é ver e escutar os pedaços de gelo caindo no lago. E então voce sobe de novo no onibus que te leva no pier de onde saem os catamarãs. Ele atravessa o rio e te deixa no refugio de onde os guias passam as primeiras instruçoes. Apos alguns minutos da trilha dificil, vc chega na divisa do solo de terra e o gelo, lá eles colocam os "grampones" no tenis e dividem o grupo em ingles e espanhol. Cada grupo sai com dois guias. Achei legal que não existe um caminho demarcado para seguir no glaciar, a guia foi achando os pontos seguro de passagem e vamos adentrando no glaciar. Passamos por formações de cavernas, lagos, e uns buracos formados pelo vento. Alguns momentos precisavamso saltar uns "riozinhos" ou ate fendas, e mesmo eu com minhas pernas curtas conseguia pular com ajuda dos guias e dos pessoal do grupo. Como meu primeiro contato com esse tipo de ambiente, eu achei tudo maravilhoso rs. Na volta, eles servem whiskey com gelo do Perito Moreno "pescado" no lago, um alfajor e um chaveirinho de lembrança. 05/03 - Descanço e passear no centro Neste dia aproveitei para descarregar os fotos da camera, e passear na cidade. Tomei o sorvete de Calafate, que parece um blueberry, mas mal sabia que mais pra frente ia encontrar essas frutinhas in natura em El Chalten. Fui procurar lojas de roupas tipo Columbia e North Face achando que talvez seria mais barato. E realmente, convertendo, tinha alguma diferença de preço, mas nada que valesse muito a pena.. Passei no bar/ restaurente Pub Borges Y Alvarez Librobar que é famosinho pela decoração e pelas lojinhas de souvenirs e comi umas empanadas. Usei o google maps pra achar a rodoviaria de El Calafate pra comprar a passagem de bus para El Chalten, depois de me perder um pouco como de costume, comprei o bilhete (+/- 900 pesos ida e volta) e voltei para o hostel. 06/03 - El Calafate/ El Chalten Fui pra rodoviaria e peguei o bus, +/- 3hrs de viagem, ate chegarmos no centro de informações de el Chalten, em que temos que descer para ouvir algumas instruçoes sobre as trilhas e tal. Subimos novamente no bus para ir pra rodoviaria. Chegando perto de El Chalten, do onibus, se tem aquela vista do Fitz Roy no final da estrada que aparece em varias fotos na internet. Da rodoviaria, peguei um taxi para me levar ate o hostel. Hostel Rancho Grande: +/- 1800 pesos para 6 diarias. Quartos espaçosos com duas beliches, não tem secador no banheiro, e tem um restaurante 24hrs dentro do hostel. Ah! neste, não tem cafe da manhã incluso. Planejei em ficar mais tempo possivel em El Chaten por ter as "atrações gratis" tentei me informar sobre o clima pra planejar minha ida ao Fitz Roy. E parece que um dia antes de eu ir, o clima estava perfeito e a vista pro fitz roy totalmente descoberta... e que o restante dos dias seriam de chuva.. Então ja me planejei pro dia seguinte encarar a trilha de 20km rezando para que o tempo abrisse.. 07/03 - Sendero Fitz Roy (Laguna de los tres) Acordei às 5:30hrs pra sair ate ás 6hrs. A trilha fica bem perto do Hostel Rancho Grande., e ja no começo tem umas subidas que olha... kkk no meio, a trilha fica mais plana, o que ajuda bastante, e então chegamos à area de acampamento point cenot que ja indica que vc esta proximo da reta final. E no final... aquela subida super ingreme, que tem partes que vc tem que ir se apoiando com as mãos. Não me lembro exatamente, mas se não me engano são 2 a 3 Km essa parte da ultima subida... que levei umas 2 hrs pra terminar... Conheci uma argentina muuito simpatica que estava acampando em El Chalten há alguns dias com alguns amigos brasileiros. Ela me levou por um caminho onde tinham varios arbustinhos de calafate para comermos. Ela ja tinha subido pra ver o Fitz Roy no dia anterior e tinha fotos incriveis! E mesmo assim me acompanhou novamente naquela subida horrivel kkk E chegando lá! nadaaaaaa as nuvens e a neblina estava tao densos que nao conseguia enxergar nada a 1m de distancia... até tentei aguardar um pouco la em cima pra ver se as nuvem se dissipavam, mas nada.... e o frio cortante tambem me fez ir embora.. Na volta, passei pela Laguna Capri, que é bonita, mas nada muuito espetacular. Mas essa era a vista que esperava há 1 ano.. então ja voltava a trilha pensando que nao poderia ir embora sem ver o Fitz Roy.. Minha primeira "vista" do Fitz Roy.. Laguna Capri 08/03 - Salto del Chorrillo Como a preisão do clima estava ruim para os proximos dias, fui fazer as trilhas menores das redondezas. Conheci dois americanos no hostel e fomos visitar a cachoeira Salto del Chorrillo que ficava relativamente perto do hostel tambem. Talvez 5 Km de distancia. A cachoeira é bonita sim, mas nada espetacular.. No resto do dia não fiz nada de muito interessante... 09/03 - Mirador de los Condores Neste dia, resolvi ir ao Mirador de los Condores, trilha mais curta que fica perto da entrada da cidade. Nesta entrada tem a opçao de fazer outras trilhas mais longas que tem outros angulos do Fitz Roy, porem por causa do tempo, resolvi fazer o Mirador qua da uma vista panoramica da cidade de El Chalten. Do lado oposto da vista da cidade, se tem uma vista do lago argentino (não tenho certeza se é esse o nome do lago..) Mas a vista é impressionante! è um lago enoooorme que eu não conseguia nem ver o fim dele. Na volta parei pra tirar uma foto na placa de madeira da entrada da cidade, bem bonitinha com arbustos de lavanda em volta. 10/03 - Descanso Deveria ter aproveitado o dia pra fazer outras trilhas.. como o Loma del Pliegue Tumbado ou Laguna Torre/ Cerro Torre.. mas estava me guardando para o dia seguinte em que tentaria de novo fazer o Fitz Roy. E tambem ja estava meio desanimada por causa do clima chuvoso/ nublado.. Resolvi que faria a outra trilha para o fitz Roy, onde pegamos um transfer até a a hosteria Pilar, e de la fazemos a trilha para a Laguna de los 3 (Fitz Roy). Contratei o transfer no Hostel (+/- 300 pesos) para o dia seguinte às 7hrs que era o primeiro horario. 11/03 - Fitz Roy de novo! Ultimo dia em el Chalten, e eu PRECISAVA ver o Fitz Roy... se nao, nao ia embora daquele lugar!! kkkk O transfer veio me buscar no hostel, onde conheci duas veneluelanas super simpaticas! Eu achava que a hosteria Pilar ficasse mais proxima.. mas demoramos um pouco pra chegar. A hosteria é muito bonitinha e escondida no meio do mato! Fiquei pensando que seria legal ficar hospedado la por uma noite.. Olha... eu achei o caminho pela Hosteria Pilar muito mais bonita e até mais rapida (não sei se era psicologico, passa ate por um Glacial!) Mas não consigo te afirmar qual dos dois caminhos fazer, pois tanto a trilha tradicional quanto a da Hosteria são bem diferentes. E depois de mais uma vez subir (se não escalar) aquela subida torturante.. tenho a vista MARAVILHOSA e com o ceu totalmente limpo do Fitz Roy. Mas parece que todos viram na previsão sobre a melhora do tempo, o que acabou lotando a Laguna de Los 3.. Desci a trilha ate a laguna, e se da laguna, voce ir pra esquerda e subir um morrinho, voce tem a vista de uma segunda laguna com um glaciar entre as montanhas. Não é todo mundo que vai pra esse ponto, e acaba nao sabendo da existencia dessa segunda vista. Ai sim fui embora com o sentimento de satisfação daquele lugar.. O Glaciar que tem no caminho: 12/03 - El Chalten/ Aeroporto El Calafate/ Buenos Aires/ São Paulo Dia de ir embora Fui ate a rodoviaria a pé (pois agora sabia que era uma distancia andavel) e peguei o bus de El Chalten direto pro aeroporto de El Calafate que fica no meio do caminho. A passaegem ja tinha comprado junto com a ida em El Calafate. Voei ate Buenos Aires (AEP) e tive que ir ate o outro aeroporto (EZE) para pegar o voo pra SP. Contratei o transfer (+/- 50 pesos) em uns guiches logo depois da area de desembarque. E enfim cheguei em SP Espero ter ajudado alguem com esse relato meia boca kkk Qualquer duvida, fico feliz em ajudar!!
  10. Mochileiro ou não, todo mundo sonha em conhecer a Patagônia. E não é para menos. Se quando vemos as fotos, ficamos admirados, ir e ver com os próprios olhos e sentir na pele o vento cortante é uma das experiências mais incríveis que eu já tive. Eu estava com uma parte das minhas férias programadas para a primeira quinzena de setembro. Sempre monitorei preços de passagens aéreas para Ushuaia e El Calafate e eis que para a minha sorte, surgiu uma promoção aérea para El Calafate exatamente para o meu período das férias. Não pensei duas vezes e comprei a passagem em abril por R$1.193,76 com taxas. Depois que eu comprei e fui ler sobre roteiros, eu quase caí para trás com os preços. Sim, visitar a Patagônia é muito, mas MUITO caro. Muito mais do que eu imaginava. Mas assim como para qualquer outra conquista, você deve se planejar. Além disso, não encontrei muitos relatos de pessoas que foram no inverno. Das poucas informações que eu consegui, a maioria dos comenta´rios era de que tudo estaria fechado por causa da neve e que as temperaturas eram muito negativas no inverno. Pois bem, então aqui segue o meu relato com todos os meus perrengues, histórias e informações possíveis que possam te ajudar de alguma forma ou para que você possa viajar junto comigo. Qual a desvantagem de ir na Patagônia no final do inverno? Primeiro, o frio. Lembre-se que eu fui mais para o final do inverno do que no início, então já não estava tão rigoroso assim. No início do inverno, as temperaturas são quase todas abaixo de zero (me informaram temperaturas de até -17°C). Alguns lugares são mais frios que os outros. Em El Calafate a variação foi entre -1°C (6h da manhã e fim da noite) a +8°C (a tarde). Torres del Paine -3°C (na estrada às 9h) a +8°C (a tarde). El Chaltén -6°C a +3°C. Ushuaia -7°C a +3°C (um dos dias a máxima foi -1°C). As áreas internas dos estabelecimentos e de alguns transportes possuem aquecimento. Então toda hora você tira casaco e põe casaco (quase um treinamento do Karatê Kid! Hahaha!). Segundo, a neve. Algumas trilhas ou alguns passeios são interrompidos durante o inverno ou só abrem no verão. Mas mesmo com alguns lugares fechados, ainda há muito o que se fazer. Em El Calafate eu queria fazer a caminhada no Big Ice, mas ela só abriria a partir do dia 15 de setembro, data impossível para mim. Então fiz o minitrekking que é excelente e funciona o ano inteiro. Qual a vantagem de se visitar a Patagônia no final do inverno? Primeiro, a baixa temporada. As hospedagens e os passeios são mais baratos, além das cidades e atrações estarem mais vazias, permitindo encontrar hostels, contratar passeios diretamente nas agências de última hora e não disputar espaço nas atrações para as fotos. Li diversos relatos sobre a necessidade de se reservar o passeio do minitrekking com pelo menos 2 meses de antecedência. Até cheguei a entrar em contato com a empresa responsável alguns meses antes da minha viagem, mas como precisava pagar a reserva (e o câmbio do cartão pelo brasil + iof deixava ainda mais caro), resolvi arriscar a contratação do minitrekking na própria agência. E deu certo. O ônibus de 47 lugares estava com cerca de 30 assentos ocupados. Segundo, a neve. Ao mesmo tempo que a neve é ruim porque fecha alguns passeios, ela dá uma paisagem única. Além disso, você ainda pode pegar algum dia que vá nevar e se divertir com isso. E alguns passeios, como skis, snowboard, trenós com cães, obviamente dependem da presença de neve. Terceiro, ausência de vento. Apesar de ser muito fria, a Patagônia possui um clima temperado, e não ártico. Eu sempre fui MUITO friorenta e uma das coisas que mais me assombrava era o frio. É frio? Demais. Eu peguei entre -7 (geralmente noite/madrugada) a +8. Claro que a temperatura é problema, mas mais do que a temperatura, o maior vilão é o vento. Dói, literalmente. Principalmente as mãos. E olha que eu dei sorte de pegar pouco vento. Segundo um dos guias que eu conversei, a temporada de ventos é em outubro e novembro e no inverno (julho, agosto e setembro) venta pouco, mas quando venta, geralmente são ventos muito fortes. Praticamente todo o passeio no perito Moreno e em TDP foi zero vento. Claro que eventualmente tinha uma brisa leve, mas o vento patagônico mesmo foram poucos os momentos que vivenciei na viagem. Quando ele aparece, ele te desequilibra na caminhada de tão forte, torna a caminhada bem cansativa (pois vc precisa as vezes fazer força com o corpo) e a sensação térmica despenca muito e de uma vez só. Resumo da viagem: 02/09/17: voo BH - São Paulo 02/09/17: voo BH-Congonhas 03/09/17: voo Guarulhos - Buenos Aires 04/09/17: voo Buenos Aires - El Calafate 05/09/17: El Calafate (Minitrekking Perito Moreno) 06/09/17: Torres Del Paine (bate e volta de El Calafate) 07/09/17: El Calafate - El Chaltén (Trilhas Mirador dos Condores e das Águias) 08/09/17: El Chaltén (Trilha Laguna Los Tres-Fitz Roy) 09/09/17: El Chaltén (Trilha Laguna Torre) 10/09/17: El Chaltén - El Calafate (Museu Paleontológico e Lago Argentino) 11/09/17: El Calafate – Ushuaia (Canal do Beagle) 12/09/17: Ushuaia (Parque Tierra Del Fuego, Lago Fagnano) 13/09/17: Ushuaia (Parque Tierra Del Fuego, Trem do Fim do Mundo, Montanha Glaciar Martial, Presidio) 14/09/17: Ushuaia (Cerro Castor) 15/09/17: Ushuaia - El Calafate 16/09/17: voo El Calafate - Buenos Aires 17/09/17: voo Buenos Aires - Asunción - São Paulo - BH Mesmo no final do inverno, o dia era longo. Amanhecia por volta da 8h da manhã e anoitecia por volta das 20h. Tenha em mente que a Patagônia recebe gente do mundo inteiro. Além do espanhol, muitas pessoas falam inglês e algumas português. É fácil se virar com o portunhol (Há MUITOS brasileiros viajando por lá, então muitos restaurantes e guias falam português). Por ser um lugar muito turístico, associado à crise econônica na Argentina e serem lugares isolados para o abastecimento, as comidas também são caras. Uma comida simples você não pagará menos de 40,00 reais. Há opções de mercadinhos, padarias, sacolão e supermercado nas cidades. Uma forma de economizar bastante é você comprar as coisas e preparar sua própria comida, como eu fiz na casa das minhas CS ou nos hostels. Das vezes que eu comi fora, o valor de um prato barato era o valor do meu supermercado para 2 ou 3 dias inteiros. É imprescindível viajar com seguro viagem. Primeiro por causa de acidentes. A probabilidade de você escorregar e cair em algumas caminhadas é muito alta. Além disso o vento forte pode quebrar galhos e eles caírem em você. E segundo por causa do clima, que é muito instável e pode cancelar ou atrasar os voos (é muito comum). Não faça economia porca de menos de 200 reais e correr o risco de ter que gastar muito mais do que isso. Itens indispensáveis para se levar: Protetor solar (a incidência de UV é alta) Óculos de sol Protetor labial Gorro Protetor para pescoço Bota impermeável Luvas finas que possuam nas pontas um tecido que te permita usar o celular Luvas grossas Primeira e segunda pele (blusa e calça) Corta vento impermeável Todas as minhas roupas eu comprei na Decathlon. Por ser muito friorenta, comprei roupas superquentes, como roupas próprias para neve. Raramente as usarei novamente, mas não me arrependi em nada. Vi muita gente usando roupas mais simples e passando muito aperto. Eu não daria conta. Então depende do quão resistente ao frio você é. É importante você sempre ter várias camadas e que a maioria seja impermeável ou resistente a água para você andar na neve ou pegar neve/chuviscos sem se preocupar em ficar molhado depois. No meu caso, eu sempre estava com a primeira e segunda pele, um casaco pesado impermeável e que cortava o vento, além de segunda pele para as pernas e calça impermeável. As vezes usava mais do que isso. É importante também a primeira e segunda pele sejam respiráveis, pois em algumas caminhadas você vai suar MUITO, mesmo em temperaturas negativas (as camadas de roupa criam uma microsauna). Sobre as hospedagens, você encontra de todos os preços. Obviamente os mais baratos são os hostels (e que geralmente são incríveis!). Há vários, mas não vou listá-los pois essas informações e preços você consegue facilmente consultar na internet ou apps de reservas. O mais barato eu vi em El Calafate foi atrás da rodoviária, em que a diária pelo Booking.com estava saindo cerca de 10.00 reais! A média dos hostels era 30-50 reais e dos hotéis simples, 100 a 150 reais. Alguns com ou sem café da manhã (que geralmente era torrada, chá, suco e geleia). Meus 3 primeiros dias em El Calafate e o primeiro dia em Ushuaia eu me hospedei pelo couchsurfing. Geralmente eu sempre viajo usando o CS, especialmente quando viajo sozinha. Eu sou suspeita para falar do CS pois amo a proposta dele. E gente, tirem da cabeça que o CS serve para se viajar sem gastar com hospedagem. Claro que isso é bom, mas o CS é muito mais do que isso. O CS é uma proposta principalmente social, para se fazer novos amigos, ter companhia, apoio e boas conversas com pessoas que vivem no lugar diariamente. Isso é muito mais gratificante do que economizar 10.00 reais por diária. Eu já fiz amigos incríveis do mundo inteiro pelo CS e sempre usarei essa plataforma de troca. Domingo (03/08/17) - Sai às 13:40h de Guarulhos e meu voo estava previsto para aterrissar às 16:30h no aeroporto Newbery (mais conhecido como Aeroparque), em Buenos Aires. Porém devido ao mau tempo, tivemos que aterrissar no aeroporto Pistarini (mais conhecido por Ezeiza pelo fato de estar localizado no município de Ezeiza, região metropolitana de Buenos Aires), que fica cerca de 40km de distância. Como o meu voo para El Calafate sairia pelo Aeroparque, tive que seguir para lá de ônibus. Mas para isso acontecer, foi uma luta. Depois que aterrissamos ficamos quase uma hora presos dentro do avião porque não sabíamos se o avião voltaria para o Aeroparque ou como a Latam iria proceder. No meio da falta de informação, vários passageiros começaram a ficar nervosos e a histeria começou a ficar de tal maneira, que algumas pessoas tiveram ataques de pânico dentro do avião pensando na possibilidade de voarmos novamente para o Aeroparque (na tentativa de descer na chuva, o avião teve que arremeter e com muita turbulência. Aí a galera pirou! Foi tenso! Quando pousamos, parecia final de campeonato de tanto que as pessoas aplaudiam e comemoravam! Hahaha! Depois descobri que os argentinos sempre batem palmas depois da aterrissagem, mas nesse dia acho que comemoração foi digna de final de campeonato porque estavam todos vivos!! Hahahaha!). Enfim, decidiu-se que para passageiros em conexão, alguns teriam que ir para o Aeroparque (como é o meu caso) e alguns sairiam do Ezeiza mesmo, já que todos os voos haviam sido desviados para lá. O aeroporto estava um verdadeiro caos e os funcionários completamente perdidos. Quando desci do avião, havia somente um funcionário chamado Carlos para dar informações aos passageiros e ele me indicou procurá-lo no balcão do check-in da Latam (na verdade ele foi lá só para encontrar com uma das mulheres que deu ataque de pânico e não de fato orientar os outros passageiros, o que deixou muita gente sem saber o que fazer). Quando cheguei ao check-in, o Carlos não estava lá e os outros funcionários não sabiam quem era. Então uma funcionária falou que era para eu ir aos guichês ao lado do desembarque para pegar o ônibus que levaria ao Aeroparque, porém o ônibus custava cerca de 500 pesos! Voltei ao guichê da Latam e outro funcionário me indicou para pegar o ônibus direto para o Aeroparqie no terminal C e que era só apresentar o meu bilhete e eu não pagaria. O terminal C fica cerca de 5 min andando rápido do terminal A, onde foi meu desembarque. Fiquei lá esperando o ônibus uns 10 min. Ao conversar com o motorista, ele me disse que o ônibus custava 200 pesos. Me conformei que eu teria que pagar o ônibus, ainda que eu achasse que isso seria um problema da Latam. Fui então para o Banco Nacional (que fica no terminal A) trocar dinheiro e na fila chegaram duas aeromoças brasileiras do meu voo, que me falaram que a Latam estava levando os passageiros de graça para o Aeroparque e alguns ônibus com pessoas do meu voo já tinham saído e que o último já estava de saída. Saí correndo para o terminal 41, que era onde os passageiros deveriam se apresentar para pegar esse ônibus. Esse terminal era exatamente onde os outros dois funcionários estavam e que me mandaram pegar ônibus pagos. Fiquei completamente sem entender. Por que raios eles me mandaram pegar um ônibus pago se eu tinha direito ao ônibus da Latam e eles quem estavam organizando a fila?! Preferi não discutir e finalmente encontrei o tal do Carlos e ele me tranquilizou, me pediu para esperar e ainda conseguiu uma funcionária que falava português para conversar comigo e pegar meus dados para não haver erros de novo. Fiquei em frente ao guichê até a hora da saída do outro ônibus (previsto para às 19:30h, mas que só chegou às 19:50h - e pelo que parece eles não cumprem o horário), quando um dos funcionários me levou até o ônibus. Ao chegar ao Aeroparque, fui direto ao Banco de La Nácion trocar real: 4,37 pesos argentinos por real (dólar estava 17.00 e euro 20.50). Nem tentei trocar dinheiro em outras áreas do aeroporto (na verdade nem achei). Além do câmbio melhor no banco comparado com o comércio que aceitava pagamentos em real, o aeroporto estava lotado de policiais. Não valia a pena correr risco de trocar no câmbio negro. Não troque real por peso no Brasil. Você perderá dinheiro. Além de pagar iof, o câmbio é menor. Depois que trocar dinheiro, coma antes do embarque pois existem mais opções de restaurantes (que fecham às 22h). Achei pouquíssimos bebdouros dentro da área de embarque. A garrafa de água mais barata que achei era cerca de 40 pesos de 500 Ml (parece que assim como na Inglaterra, água se bebe diretamente da torneira, pois em toda a viagem, tirando os raros bebedouros do aeroporto, não há filtros de água). Economize bateria do telefone pois você praticamente não achará tomadas. Se achar, além de ter o padrão argentino (tão diferente quanto o brasileiro), provavelmente estará ocupada. O avião para El Cafalate não tinha tomada. É possível deitar e dormir nos bancos da área de embarque. Na imigração, você tem que fornecer o endereço de onde irá se hospedar. Então não adianta ir no mochilão no estilo mais roots de procurar hospedagem somente quando se chega à cidade de destino da primeira pernoite. Até porque é perigoso. Imagina que você chega à El Calafate e você não consegue hospedagem... você não conseguirá se abrigar em nenhum lugar e certamente vai morrer de hipotermia se dormir na rua. Segunda (04/08/17) - O voo saiu para El Calafate no horário previsto às 06h. O amanhecer obviamente ocorre no lado esquerdo do avião, mas recomendo que tente sentar do lado direito para observar a cordilheira, os lagos e as montanhas cobertas com neve. É possível ver os Cerros Torres e Fitz Roy em El Chaltén. É lindo!! Essa viagem eu não despachei mala - estava só com uma de mão (mesmo tendo comprado passagens no Brasil quando ainda existia franquia de bagagem de 23kg, o voo interno para Ushuaia exigia bagagem de até 10kg, então me virei para levar tudo o que precisava para uma viagem de 15 dias dentro desse limite de peso – e já adiantando, obvio que eu repeti muitas roupas). Assim, logo que desci do avião já fui direto para o saguão onde você pode contratar os táxis ou transfers para o centro (fica cerca de 20km). O táxi custa 480.00 pesos e carrega até 4 pessoas. Embora tenham muitas pessoas viajando sozinhas, não é tão fácil conseguir arrumar pessoas para rachar um táxi. A maioria das pessoas já vai direto para o guichê do transfer da Ves Patagônia, que é o mais barato e custa 160,00 (ou 240,00 se você comprar a ida e a volta). A vantagem de não ter que esperar a minha mala na esteira é que já fui direto para o guichê e não peguei fila (que ficou gigantesca depois), além de ter acesso fácil às roupas de frio (quando cheguei estava -1). O aeroporto de El Calafate é pequeno e muito simples. Vi somente duas lanchonetes por lá (uma dentro da área de embarque e outra fora). Aproveitei e comprei minha passagem de volta para o dia 16/09, onde a empresa me deu um voucher com o dia, local a sua escolha e horário que eles passariam para buscar (eles levam em consideração o horário do seu voo). Saindo do aeroporto, o transfer irá deixar você em algum hotel/hostel. Segui para o hotel que a minha couch me indicou como ponto de referência e de lá segui para a casa dela. Deixei as minhas coisas lá por volta de meio dia e saí para andar pela cidade. El Calafate não é uma cidade muito grande e se estiver com disposição, pode fazer tudo a pé. A rodoviária fica pelo menos a 20 min do miolo do centro. A cidade tem uma avenida principal (av. El Libertador), onde se encontra o maior número de restaurantes, agências e comércio em geral. É uma cidade completamente segura, organizada, muito limpa e na beira do Lago Argentino. Mas prepare-se para ver uma quantidade enorme de cachorros grandes soltos na rua (se vc estiver carregando comida, eles podem andar em bandos atrás de você) Na Argentina, o comércio geralmente fecha durante o horário do almoço e nos supermercados eles não fornecem sacolas (Em El Cafalte, El Chalten e Ushuaia tudo abria de 09 às 13h e depois das 17 às 21h.). Eu não peguei ônibus urbanos. Então não tenho ideia de preço das passagens. Se for alugar carro, há dois postos de gasolina. Um da Petrobrás (preço 16,40 pesos) e o YPF (preço 15,94 pesos). Ambos ficam na avenida principal. Fui direto para a agência Hielo y Aventura, que é a única que faz o passeio do minitrekking (3.200 pesos argentinos + 500 da entrada do parque) para reservar o passeio. Depois comecei orçar preços de outros passeios, como bate e volta em Torres del Paine e horários/preços de passagens para El Chaltén. Para trocar dinheiro, você pode ir ao Banco lá Nacion ou na Western Union. Não se pratica câmbio negro nos comércios e restaurante. O máximo que consegue fazer é pagar a conta com dólar, euro ou real (em El Calafate, o câmbio era o mesmo do banco). O Banco la Nácion funciona de 08 às 13h em El Calafate (Em El Chalten não tem e em Ushuaia funciona de 10 às 16h). A Western Union fechava às 18h e tinha a mesma taxa de câmbio que o banco (dólar 17.00, real 4.37, euro 20.50). Quando precisei, troquei dinheiro lá. Os Parques em El Calafate são pequenos e gratuitos. No centro tem a Intendência Parque Los Glaciares. Lá tem algumas esculturas e conta a história de quem foi o Perito Moreno e a importância do meu patrono, Charles Darwin. Segunda (05/09/17) - Há vários glaciares na Patagônia. O mais visitado e acessível é o Glaciar Perito Moreno que fica no Parque Nacional Los Glaciares, situado a 80km de El Calafate. O caminho até lá é todo asfaltado. Quando comprei o pacote do minitrekking, já estava incluso no valor o transfer (do contrário, você tem que ir até a rodoviaria e pegar um ônibus por conta própria. Se você for fazer o minitrekking, compre com o transfer. Do contrário, será muito complicado chegar ao parque a tempo do início do passeio (na verdade não sei se a agência vende o pacote do minitrekking sem o transfer, mas li na internet que sim e que não valia a pena). A comida não está inclusa e você tem que levar. Eles te buscam no hotel (embora no meu caso eu tive que ir até a agência pois não tava hospedada em nenhum hotel). Sente do lado esquerdo do ônibus para ver a paisagem do lago argentino e do glaciar quando estiver na área do parque. O minitrekking é muito tranquilo e achei pouco cansativo. Eles irão colocar os grampos no seu sapato para que você possa caminhar no gelo. Rapidamente você se acostuma a andar com eles (cada um pesa cerca de 1kg). Eles te darão instruções de segurança e te darão apoio o tempo inteiro. Eles prezam muito pela segurança dos caminhantes. Vale muito a pena fazer o passeio. A experiência é única. Ao final do minitrekking, você terá uma hora para andar pelas passarelas do parque e ver o Glaciar de frente. Assim como a agência pede, eu também sugiro que ande somente pela passarela amarela para curtir o visual com calma. As outras não darão tempo de serem feitas em apenas uma hora. Todo do passeio tem a duração de um dia inteiro. Você sai às 7h e retorna às 17h. Vá com roupas impermeáveis. O tempo é instável e pode chuviscar (quando chegamos para o minitrekking estava chuviscando e quando estávamos retornando do glaciar, voltou a chuviscar + associado ao vento que te desequilibra - foda de congelante! A temperatura caiu de +8 para a sensação de uns 0 de uma vez só). Quando cheguei em El Calafate, fechei o pacote de bate e volta para TDP pela agência Mondo Austral pelo fato deles terem folhetos mais detalhados sobre o passeio e o que incluía (como por exemplo o lanche e os valores corretos do parque). Mas pelo que parece, a Mondo Austral, assim como a Cal-Tur, é terceirizada (ou deve ser uma espécie de consórcio) por uma outra (Patagônia Extrema), que é a dona do ônibus. Além de preços iguais (2700.00 pesos argentinos), um casal que fez o passeio comigo no perito Moreno também foi para TDP comigo no dia seguinte e sei que eles fecharam pela agência Cal-Tur. Não procurei informações sobre a Patagônia Extrema. Na rodoviária, há somente uma empresa que oferece o passeio de bate e volta (Andesmar) mas custava 3000.00, além da entrada no parque (não sei se incluía comida). O bate e volta para TDP pelas empresas Mondo Austral, Cal-Tur e Patagônia Extrema saem somente às segundas, quartas e sextas (saindo às 06:45 e voltando às 21h). Não sei quais os dias da semana que a Andesmar oferecia, mas os passeios saíam em dois horários: saindo às 05:30h e retornando às 16:30h ou saindo às 11h e retornando às 22h. Quarta (06/08/17) - Como combinado com a agência Mondo Austral, o ônibus me pegou no ponto de encontro marcado (Hotel Mirador Del Lago) pontualmente às 06:45h. Era um ônibus de 32 lugares, dos quais 14 estavam ocupados. Depois que todos os passageiros foram recolhidos e pegamos a estrada, o guia entregou um mapa e explicou todos os detalhes e informações importantes. A alimentação está inclusa no pacote pois não se pode atravessar com alimentos frescos (como legumes e verduras), carnes e derivados de leite, ainda que industrializados (costumamos lembrar desse detalhe, ou eu pelo menos, somente quando viajamos de avião de um país para o outro. Mas essa regra de aplica também aos meios terrestres). Assim, se você levar algo do tipo, você tem que consumir antes da fronteira ou terá que deixar lá. A viagem é cansativa, pois anda-se no total cerca de 700km de ônibus. Saindo de Calafate, pega a ruta 11 e depois a famosa ruta 40 (que tem no total mais de 5.000km). O desnível até o parque TDP é pequeno, cerca de 500 m, que sobe-se gradativamente. A estrada é excelente e toda asfaltada, com exceção de uma parte em que o veículo anda sobre uma espécie de cascalho. É possível desviar pela ruta 5 e depois voltar para a ruta 40, mas o desvio é muito grande. Baseado no mapa, creio que aumentaria pelo menos 2 h de viagem. Não havia neve no asfalto, mas ao redor, muitos lugares tinham neve e algumas áreas da estepe estavam inteiramente cobertas por neve. Muitos carros possuem pneus adaptados para a quebra de películas de gelo que podem se formar no asfalto. Se você for alugar um carro, talvez seja interessante procurar informações sobre esse pneu (ele tem várias bolinhas de ferro ao longo da borracha), e considerar o lugar para onde irá viajar. No acostamento, haviam várias poças de água completamente congeladas (na estrada em si, eu só vi um riachinho muito estreito formado pelo escoamento de uma poça de água à outra). Embora o guia tenha falado que somente carros 4x4 passavam por lá, não é verdade. Carro comum de passeio passa normalmente e sem nenhum esforço. Acho que eles falam 4x4 só porque é cascalho. Inclusive só vi carros de passeio passando por lá. Apenas recomendo que faça seguro do parabrisas. A probabilidade de uma pedrinha acertar o vidro é grande, principalmente ao cruzar com outros veículos (muitos carros em todas as cidades que visitei tinham o parabrisas trincado). Outra recomendação é respeitar os limites de velocidade, pois o vento costuma frequentemente desviar ou balançar muito o veículo e sempre há guanacos (um animal parecido com lhama) atravessando a estrada. O guia irá te entregar o formulário da imigração para a entrada no Chile. Leve caneta para preenchê-lo no ônibus, pois o guia não fornece. Somente um passageiro tinha caneta e emprestou para todos, demorando para o preenchimento dos formulários. A primeira parada é na imigração da Argentina para pegar o carimbo de saída do país e o carro é vistoriado. No posto da imigração também funciona a aduana e o serviço de agrícola. No caso da minha excursão, nenhuma mochila foi vistoriada, mas se estiver de carro, provavelmente eles irão verificar. Eles verificaram o ônibus. Então depois você chega à imigração chilena. Lá você tem o passaporte carimbado de entrada no Chile (eles te darão um papel que você tem que guardar para entregar na saída do país), tem que entregar o formulário preenchido e passar todas as suas coisas no raio x. O ônibus foi verificado de novo. Além da imigração e aduana, lá também fica o serviço agrícola. Não arrisque entrar com os produtos proibidos que eu citei. Para se ter uma ideia, a multa para cada maçã, por exemplo, é 400 doletas. Então pense nisso se for atravessar a fronteira com alimentos para acampamentos. Caso vá viajar de carro, fique atento aos horários de funcionamento das imigrações. Não vi os horários da Argentina, mas a imigração do Chile funciona todos os dias do ano de 08 às 22h. Todo o processo nas duas imigrações demorou cerca de 40 min (considerando que só tinha o meu grupo de 14 pessoas. Na alta temporada com certeza você perderá um bom tempo lá pois não há muitos fiscais). Logo depois da imigração há uma cafeteria onde você troca dinheiro para entrar no parque TDP. A entrada é paga somente em pesos chilenos. Considerando as relações de câmbio do dólar, peso argentino e chileno e fazendo umas contas muito loucas com a minha matemática da área de biológicas (nada boa!), cheguei a conclusão que seria melhor trocar dólares (daria 18.33 dólares). A entrada custou 11.000 pesos chilenos. Porém eles não tinham troco para 100 dólares, então acabei pagando em peso argentino (440.00). Assim, leve dinheiro trocado. A cotação estava: 600 para dólar, 710 para euro, 25 para peso argentino, 170 para real (no dia seguinte quando estava na rodoviária, descobri que a empresa Andesmar também trocava dinheiro. Para pesos chilenos a cotação estava 600 para dólar e 160 para real. O câmbio de real para pesos argentinos estava 5,00, ao invés de 4,37). Além de parada para lanches e troca de dinheiro, a cafeteria também tem várias opções de lembrancinhas e alguns itens de acampamento, como coisas para higiene pessoal e gás para fogareiro. Depois da cafeteria, o guia indicou sentar do lado esquerdo para ver as paisagens. Como o ônibus estava vazio, todo mundo teve a oportunidade de sentar do lado esquerdo. Vantagens da baixa temporada! (Bem antes da fronteira é possível observar bem de longe as torres à direita por somente por uns 5 min. Então se o ônibus estiver cheio, recomendo sentar do lado esquerdo para garantir a visão quando estiver chegando no parque, que são emocionantes) A Cordilheira dos Andes é algo impressionante! E embora a previsão do tempo fosse muito ruim, não choveu dei a sorte de pegar as torres e as montanhas ao redor sem nuvens o dia todo. O tempo lá é muito variável e muito frio. Às 13h, quando paramos para almoçar estava fazendo +4 e todo mundo comeu dentro do ônibus (às 16h chegou a +8 e depois voltou a cair abuptamente. Às 18h já estava +3). Impossível comer do lado de fora, mesmo sem vento algum. Recomendo também levar um lenço de papel para enxugar o vidro para bater fotos, já que dentro do ônibus estará quente e a água irá condensar. Eles emprestam um rodinho de mão, mas não é muito bom, além de ser disputado. Na cafeteria tem Wi-Fi free, banheiro e uma tomada. O padrão é diferente do da Argentina, mas serve para aparelhos brasileiros de 2 pinos (antigo padrão). Não há banheiros nas imigrações. A primeira parada foi no mirador do Lago Sarmiento. Depois Laguna Amarga. Paramos na beira do rio para o almoço e seguimos para a entrada do parque, onde pagamos as entradas e pudemos usar banheiros. Depois passamos em mais um lago pequeno e fizemos uma caminhada de nível fácil por 1h. Embora a viagem seja cansativa, vale a pena demais para quem dispõe de pouco tempo para aproveitar o parque TDP. Chegamos em El Calafate às 20:30h. Quinta (07/09/17) – Há ônibus de El Calafate para El Chaltén todos os dias saindo da rodoviária por duas empresas. A empresa Cal-Tur oferece às 08h ou às 17h (450 pesos) e a Andesmar às 07:30 (475 pesos), 8h (475 pesos), 11:30 (475 pesos) e 18h (450 pesos). Acordei cedo para pegar o das 8h e estava chuviscando, então tive que esperar. Cheguei na rodoviária pouco antes das 10h e o atendente da empresa Andesmar me informou que havia uma van saindo do aeroporto e que eu poderia ir com eles antes das 11h. Essa empresa era a Las Lengas (não sei se a Andesmar era terceirizada por essa Las Lengas, pois não tinha nenhum guichê da Las Lengas na rodoviária de El Calafate). A viagem até El Chaltén dura cerca de 3 horas. Na ida o motorista fez algumas paradas na estrada para que pudéssemos tirar fotos das paisagens e dos lagos (por causa das paradas, gastamos quase 4h de viagem). Também foi feita uma parada no hotel La Leona na estrada. Esse hotel fica na beira de um rio, onde o célebre Perito Moreno foi atacado por um puma enquanto estudava a área e sobreviveu (e por isso o hotel é bem famoso). O hotel possui uma cafeteria, vende algumas lembrancinhas, tem várias fotos e reportagens históricas sobre a região e um minimuseu com fósseis. Eles oferecem alguns passeios também, como caiaque no rio. Cheguei em El Chaltén no início da tarde. Deixei as coisas no hostel, fui passear pela cidade e aproveitei para ir no terminal rodoviário para ver os preços e horários das passagens para El Chaltén. Lá há cerca de 5 empresas que fazem diversos trajetos (como a Cal-Tur e a Andesmar, que oferecem passagens nos mesmos horários das saídas de El Calafate) e há o guichê da Las Lengas, que é a que possui maior número de horários para transporte para El Calafate. Essa empresa também oferece transporte direto de El Chaltén para o aeroporto (ou vice e versa). Da rodoviária fui para a trilha Los Condores e Las Águilas. Ambas são bem fáceis, embora a subida seja um pouquinho cansativa. Fiz as duas em duas horas e meia. Em El Chaltén não há supermercados e sim pequenos mercadinhos. Assim, há pouca variedade de alimentos, especialmente frutas, verduras e legumes, além de serem de péssima qualidade (muitos estavam apodrecendo) e mais caros. Então a dica é levar alimentos de El Calafate, que além do supermercado La Anonima, tem um sacolão muito bom. El Chaltén tem muitos hostels. Eu me hospedei no Rancho Grande pela a indicação da minha couch em El Calafate. Fiz a reserva pelo app do Booking. O hostel é grande, muito bonito e organizado, além de possuir um bar/restaurante 24h. Os pagamentos de hospedagem em geral saem mais baratos se forem pagos pelo cartão de crédito pois sendo um cartão estrangeiro você não precisa pagar o IVA, que é um imposto argentino e que torna cerca de 20% mais caro o valor das hospedagens. Minha conta para 3 diárias ficou em 730,79 pesos (que no cartão foi convertido para 42,74 dólares + 2,73 de IOF). Não estava incluso o café da manhã. Sexta (08/09/17) – Levantei às 07h e olhei para a janela e voilá: estava nevando! Foi a primeira vez que vi! E é claro que eu comi! Hahahaha! Na noite interior, um argentino chamado Patrício chegou no meu quarto. Ele ficou apenas um dia em El Chaltén e queria fazer a trilha até a Laguna Los Tres (Sendero al Fitz Roy). Eu também estava planejando fazer essa trilha, então caminhamos juntos toda a trilha. Foi ótimo ter a companhia dele, pois além das conversas e risadas, o clima estava MUITO ruim para caminhar sozinho. Primeiro você deve evitar caminhar sozinho por causa de acidentes e segundo para evitar encontros com pumas que ocorrem na região (com mais pessoas, sua probabilidade de morrer é menor pq você pode empurrar o outro! Hahahahaha!!). Tomei um café da manhã reforçado no hostel (130.00 pesos - incluía suco, chá, torradas, geleia, manteiga e doce de leite para as torradas, 3 fatias de mussarela, salada de frutas e Sucrilhos). Saímos às 8h em ponto em uma temperatura de -4°C. Nossa sorte que não estava ventando pois o frio era intenso e a neve não parou de cair um segundo até às 13h. Então toda a trilha e todas as paisagens estavam completamente brancas. Até a laguna são cerca de 10.5km de caminhada, sendo o primeiro km uma subida forte e o último km de altíssima dificuldade. Entre os km 2 e 9 é praticamente tudo plano. Andar na neve é tão cansativo quanto andar na areia. Por causa do peso das roupas de frio e da mochila, além do frio intenso, a caminhada foi difícil. No último km o terreno era muito íngreme e a neve já estava cobrindo todo o pé. Além disso havia a formação de gelo debaixo da camada de neve, o que nos fazia escorregar demais. Faltando uns quinhentos metros para o topo, desistimos. Já estávamos praticamente engatinhando e agarrando em todos os arbustos para tentar continuar, mas o caminho estava muito perigoso. Subíamos um metro e escorregávamos dois. Seria fácil perder o controle do escorregão e despencar montanha a baixo. Praticamente todo mundo chegava no mesmo ponto que o Patricio e eu chegamos e desistia. Não vimos ninguém que conseguiu aquele dia (em dias normais esse trecho já é difícil, mas nesse dia em especial acho que só quem tinha grampos que conseguiria). Mas mesmo não conseguindo, o sentimento foi de realização. Até onde chegamos, a vista foi maravilhosa e o tempo estava começando a melhorar. Descer a parte íngreme também foi uma super diversão. Tivemos que descer de bunda em um super escorregador natural! Hahaha! Só tínhamos que tomar cuidado para não perder o controle da velocidade e sair da trilha. Na volta conhecemos algumas pessoas que nos acompanharam boa parte do caminho. A medida que o sol foi aparecendo, foi incrível ver a transformação da paisagem. A temperatura máxima foi +3°C, suficiente para derreter praticamente toda neve acumulada entre os km 0 e 8 e revelar a vegetação. Alguns lugares que passamos eram irreconhecíveis com tanta mudança. Porém o derretimento da neve deixou várias partes da trilha com muita lama, o que gerou vários escorregões também. Dicas: não leve muita água. Você pode encher a garrafinha em vários pontos ao longo da trilha. Bastões fazem muita falta para essa trilha, tendo neve ou não. Recomendo levar. Sábado (09/09/17) - O dia amanheceu lindo. Muito sol e o Fitz Roy ficou a maior parte do tempo descoberto, ao contrário das torres. Creio que a maior parte dos turistas foram para a trilha da laguna Los Tres e eu fui para a Laguna Torres. Eu achei a caminhada muito mais fácil. Dos 18km, somente o primeiro é puxado, mas particularmente eu achei menos do que o primeiro km da trilha do Fitz Roy. Os outros km são praticamente todos planos. E como o dia estava mais quente, fui com menos roupa, o facilitou muito a caminhada também. Tomei um café no hostel (80.00 pesos - incluía suco, chá, torrada e geleia, doce de leite e manteiga para as torradas) e saí às 9h com uma temperatura de -1. Alguns lugares ainda tinham neve do dia anterior, o que deixou algumas áreas escorregadias por causa do gelo e principalmente da lama. Mas foram poucas áreas. A maior parte do caminho estava seco e o acesso à água para beber também foi fácil. Não senti falta de bastão dessa vez. Ande de óculos. Por causa do vento, foi comum terra e pedrinhas caírem no olho ou rosto. Há duas entradas para a trilha: uma mais próxima ao início da trilha do Fitz Roy e uma outra mais em direção ao mirante dos condores (que é a entrada principal, com plaquinha e tudo mais). Eu comecei pela entrada mais perto da trilha do Fitz Roy e desci pela entrada principal. O primeiro km será puxado nas duas entradas, mas para mim a mais fácil foi essa mesma que eu subi, pois a entrada da subida principal tem muita escadaria de pedras e você precisa fazer força com as pernas. A que eu fui era mais uma subida constante. As trilhas em geral são bem marcadas, mas por ter muitas pedras, as vezes você pode se confundir, principalmente o primeiro km pela a entrada que eu subi. Mas é só ficar atento. Na ida eu fiz a trilha em cerca de 2 e meia e na volta 3h. O problema dessa trilha foi o vento (há muitas áreas de campo aberto). Até que na parte da manhã nem tanto, mas na volta, durante a tarde, eu literalmente lutei contra o vento nos últimos 3 km, o que me deixou extenuada e muito gelada. Cheguei no hostel às 15:30h com uma temperatura de +6°C, mas a sensação era de 0°C ou até menos. Fiquei tão cansada por causa do vento que dormi durante duas horas seguidas. A noite fui até a rodoviária comprar minha passagem para El Calafate, que custou 450.00 + 10.00 de taxa da rodoviária para às 17 do dia 10/09. Nessa trilha eu senti um problema da baixa temporada: falta de pessoas para fazer a trilha comigo. Por que? Simples. Como já comentei, em toda a região ocorrem pumas e outros animais de grande porte. A trilha estava recheada do início ao fim de marcas recentes de patas de puma, raposas e outros animais. Andei com o c* na mão o tempo inteiro pq fiz toda a trilha sozinha, ida e volta. Não havia absolutamente ninguém. Somente na volta que eu vi umas 8 pessoas, no máximo, que estavam indo em direção à Lagoa enquanto eu já estava voltando para a cidade. Domingo (10/09/17) - O dia também amanheceu lindo e com menos vento. A princípio tinha planejado de ir para a trilha Pliegue Tumbado, que dizem ser a trilha com melhor visão de todas e com vários fósseis ao longo do caminho. Porém ela é considerada de alta dificuldade e provavelmente teria neve no caminho, o que não daria para encontrar muitos fósseis. Mas resolvi não fazê-la. Estava com cansaço acumulado e eu teria que fazê-la muito rápido e preocupada com o meu horário de retorno para El Calafate às 17h (e eu não poderia perder o ônibus de jeito nenhum por causa do meu voo no dia seguinte). Então como seria um dia a toa perdido em El Chaltén uma vez que eu já tinha feito as outras trilhas do meu interesse, consegui adiantar minha passagem de ônibus para El Calafate para às 8h. Fui sozinha na van, assim o motorista só fez a parada no Hotel La Leona e chegamos em El Calafate às 11h. Ele me deixou no hostel America del Sur, que era um hostel bem recomendado aqui no fórum e pelo app do Booking. Realmente. O hostel foi demais. Café da manhã incluído, ambiente super legal, restaurante/bar disponível, ambiente legal e funcionários muito simpáticos e prestativos. Fui andando até o Lago Argentino e passei no Centro de Interpretação. A entrada custou 150 pesos. O museu é bem simples e pequeno, mas eu achei bem interessante pois além de ter alguns fósseis, réplicas de dinossauros e informações sobre eles, também tinha muita informação sobre arqueologia e geologia da região patagônica. Quando voltei para o Hostel, uma das recepcionistas entrou em contato com a Ves Patagônia para me buscar na manhã seguinte para me levar ao aeroporto, porém as passagens já estavam esgotadas. Assim, eles ficaram de ver outros hóspedes do hostel que iriam para o aeroporto também no dia seguinte para rachar um táxi. Segunda (11/09/17) – Apareceu somente uma pessoa (Dario) para rachar o táxi comigo, que ficou 150 pesos para cada um (pedindo o táxi pelo Hostel, o valor dos transportes saem mais barato. Se eu tivesse conseguido vaga no ônibus da Ves Patagônia, a passagem sairia por 100 pesos ao invés de 160 (valor individual do trecho, ou 120 caso tivesse comprado ida e volta), assim como o táxi saiu por 300 ao invés de 480). Tomei café da manhã (que incluía pão, bolos, biscoitos, geleias, doce de leite, suco, chá, leite e cereal) e peguei o táxi com o Dario às 08:30h. Ele também estava indo para Ushuaia no mesmo voo. Decolamos no horário previsto (10:10h) e pousamos em Ushuaia às 11:30h (eu tinha comprado a passagem área ainda no Brasil por R$900,00 pelo site das Aerolíneas Argentinas. Se você planejar com bastante antecedência e monitorar os preços, você pode conseguir passagens por até R$400,00. Lá em El Calafate, a única empresa que vi que fazia o trajeto terrestre foi a Andesmar, em que o ônibus saí às 08:30h e chegava às 20h (não sei se há saídas todos os dias). Preço 1360.00 pesos). Se comprar a passagem área, escolha a janela do lado direito. A paisagem é deslumbrante dos lagos e da cordilheira com neve. No aeroporto de Ushuaia não existe ônibus para o centro. Somente táxis, que custava 150 pesos para te deixar na região central (Dá pra ir andando para o centro também, mas a caminhada é de pelo menos 1h se o tempo estiver bom). Quando o Dario e eu estávamos indo pegar o táxi, escutei um outro cara (Marcos) falando com o taxista que estava sozinho e queria ir para o Centro. Então chamei ele para o nosso táxi e rachamos a corrida (50 pesos para cada) até o Hostel Torre del Sur, local onde o Dario e o Marcos ficaram hospedados nos dois primeiros dias. O meu primeiro dia em Ushuaia eu iria usar o couchsurfing. Então as meninas do Hostel me permitiram deixar minha mala lá até a noite, quando eu iria para a minha CS. O Dario e eu então saimos para andar e conhecer a cidade, além de orçar o passeio no canal do Beagle, que é um passeio de aproximadamente 3h. Diversas empresas oferecem o passeio e o preço é praticamente um cartel: 1300 pesos, mas se chorar consegue por 1200. A maioria das agências que oferecem especificamente o passei pelo canal ficam concentradas ao lado do porto em frente ao Centro de Informações ao Turista. Fomos até uma chamada, se eu não me engano, Navegando (a logomarca dela é uma gaivota alaranjada e é a primeira agência ao lado do porto), que haviam recomendado ao Dario. O vendedor, Rafael, é um senhor muito simpático e nos deu várias dicas sobre passeios mais baratos e restaurantes em Ushuaia. A empresa dele oferecia o passeio em um barco pequeno, com capacidade máxima de 12 pessoas (fuja dos catamarãs, que levam centenas de pessoas). O passeio incluía a ida até o farol e depois uma parada em uma outra ilha para uma caminhada de meia hora (uma bonita visão da cidade e das ilhas ao redor), além de incluir bebidas (água, chá, café ou achocolatado – mas é com água!! Horrível… - chop artesanal e alfajor de biscoito). A guia também foi muito boa. O Dario é um argentino muito simpático e tem uma boa lábia para negociação (ele mexe com imobiliária). Então essa habilidade dele de negociação, associado ao espanhol fluente, nos fez economizar bastante dinheiro ao longo da viagem em Ushuaia! O Rafael inicialmente nos ofereceu o passeio por 1300, depois 1200 e ao final das contas, ele fez por 1000! Hahaha! Todos os embarques são feitos pelo porto e você deve tagar uma taxa de 20 pesos. O passeio saiu às 15h e desembarcamos às 18h. Os passeios ocorrem duas vezes ao dia (manhã e tarde) e dependem da maré e dos ventos. A dica é fazer esse passeio logo que tiver a oportunidade por causa do clima. Se estiver ventando muito, chovendo e nevando, os passeios são cancelados e eles devolvem o dinheiro ou adiam o passeio para outro dia, se vc tiver disponibilidade. Quando chegamos estava ventando muito e não haveria o passeio, mas para nossa sorte o vento diminui até o horário de embarque (nos dias seguintes eu praticamente só peguei neve e estava previsto ventos muito fortes). Nas rochas há muitas aves e leões marinhos (não tem pinguins nesse época do ano lá). No barco conhecemos um casal de argentinos que estava de férias lá e havia alugado um carro de uma pessoa particular, após a indicação de outas pessoas que conheceram. Pegamos o telefone com eles e entramos em contato com o dono do carro, que nos alugou por 1000 pesos. Vale muito a pena alugar um carro. Depois do passeio, o Dario e eu rodamos o centro orçando os transfers para os locais que gostaríamos de ir e são muito caros. A média do aluguel do carro nas agências era de 1200 a 1400, sendo que algumas não tinham mais disponibilidade de veículos. A noite eu fui para a minha couch (paguei 100 pesos de taxi até lá, pois minha couch morava longe do centro e não dava pra ir andando com a mala e as compras do supermercado) e o Dario ficou de olhar pessoas no hostel interessadas em sair com a gente no dia seguinte de carro. O comércio também não pratica o câmbio negro, mas o real estava mais valorizado (5,00 ao invés de 4,00 ou 4,50) em Ushuaia caso vc quisesse pagar em real. O valor do dólar ficou entre 16,00 e 17,00 pesos. Terça (12/09/17) – Entregaram o carro para o Dario às 8h e ele foi me buscar na minha couch junto com o Marcos (o argentino do táxi no aeroporto) e o Gregor (francês) para ir para o Parque Nacional Tierra Del Fuego. Pelo fato de ser baixa temporada, a entrada no parque foi gratuita (no verão custa 130 para adultos residentes do mercosul). Na parte da manhã rodamos todo o parque de carro e fizemos algumas trilhas. No Parque é possível pegar um barco para ir até a Isla Redonda, que é onde fica a agência de correios mais austral do mundo e você pode pegar o carimbo no passaporte do “Fin del Mundo”, mas a ilha só abre no verão. Mas ainda assim é possível conseguir um outro carimbo (mais simples, mas ainda assim fantástico!) para o passaporte na entrada do parque. No Centro de Informação ao turista no centro de Ushuaia também é possível carimbar o passaporte com até 7 estampas diferentes. Dentro do Parque, não deixe de ir também ao final (que na verdade é o início) da Ruta 3, que é a rodovia mais austral do mundo também. A tarde fomos para o bonito lago Escondido (Lago Fagnano) na cidade de Tolhuin, que fica cerca de 1:30h de Ushuaia. Nessa cidade, que é super pequeninha, tem uma padaria bem movimentada e famosa entre os artistas, com uma variedade enorme de pães, rosquinhas e churros. E os preços eram bons (paguei 10 pesos no churros). Alugar o carro foi a melhor coisa que fizemos. Além de termos feito várias coisas, várias paradas para fotos, e horas de risadas garantidas, saiu MUITO mais barato que se tivéssemos contratado agências. No total, gastamos 1000 do aluguel + 380 de gasolina = 1380/4 = 345 pesos para cada. Somente o transfer para o Parque Tierra del Fuego sairia 350 pesos para cada um, sendo que gastaríamos o dia inteiro para percorrer a pé o que andamos em duas horas de carro. Nem sei quanto sairia uma excursão até o lago escondido, mas por menos de 1000 pesos para cada um, com certeza não sairia. No caminho para Tolhuin começou a nevar muito e várias partes Ruta 3 ficou com muito neblina. Quando já estávamos chegando em Ushuaia, a estrada estava muito escorregadia por causa da neve acumulada e o vento estava balançando demais o carro, mesmo pesado. Na volta, paramos nos centros de passeios de trenós com cachorros e motos para orçar passeios para o dia seguinte, já que estava nevando. Mas fomos informados que para funcionar, especialmente os das motos, o volume de neve deveria se bem grande para a formação de gelo e que naquele dia, mesmo tendo nevado bastante, ainda não seria possível falar se eles iriam funcionar no dia seguinte. Seguimos até o alto da montanha do hotel Arakur Ushuaia Resort (que possui singelas diárias a partir de 800 reais e é onde o Leonardo diCaprio ficou hospedado quando foi fazer as filmagens do filme O Regresso). Lá de cima tem-se uma visão 360° de toda cidade. Chegamos por volta das 20h e me hospedei no mesmo hostel que os meninos. Fechei 3 diárias por 852 pesos (pagamento só em dinheiro, embora eu tenha feito a reserva pelo app do Booking). O pessoal do hostel foi muito simpático, mas sinceramente me arrependi um pouco de ter ficado lá, pois eles possuiam algumas regras muito chatas. Primeiro que você não podia entrar de sapato, então vc tinha que tirar logo na entrada do hostel, sem lugar para sentar, em um lugar super apertado, e com várias pessoas transitando. Segundo, a cozinha fechava às 21h. Então você tinha que cozinhar até as 20:30h para dar tempo de limpar tudo até às 21h. Se você precisasse de qualquer coisa da cozinha, como um copo para beber água ou utensílios para comer qualquer coisa que não dependesse do fogão/microondas/geladeira, não tinha como pegar ou lavar as coisas, além de não poder comer em outras áreas do hostel. Terceiro, as tomadas elétricas só tinham na sala. Quarto e o pior de tudo: a água do banho estava fria. No primeiro dia eu tomei banho frio (na verdade a água começou quente e no meio do banho esfriou - o Gregor já tinha me falado que também tomou banho frio nos dois dias anteriores). Então reclamei sobre isso e a menina falou que iria olhar. No meu segundo dia o banho estava ótimo (mas não tinha ninguém tomando banho ao mesmo tempo), mas no terceiro dia a água esta friou de novo. Tive que colocar roupa de novo para ir na recepção reclamar. Elas arrumaram as válvulas lá, mas a temperatura da água ficou oscilando (a água só esquentava quando tinha uma pessoa só tomando banho). O café da manhã também foi super simples. Enfim, como já tinha pagado as diárias, não quis criar mais mal estar pra mim. Mas o Dario e Marcos não fecharam toda a estadia (pagavam por dia) e foram para outro hostel (mais barato e melhor). A noite, Gregor e eu conhecemos a Leila, uma francesa que tbm estava no hostel e saimos para jantar cordeiro e vinho patagônicos junto com o Dario e o Marcos (achamos um restaurante na Av. San Martin, que é a principal do Centro de Ushuaia, onde você podia comer a vontade por 380 pesos + 1 garrafa de vinho dividida para 4, ficou no total 420 pesos para cada um). Utilizamos o carro, pois estava -6 às 22h. Quarta (13/09/17) – Alugamos o carro por mais um dia por 1000 pesos. O Gregor foi embora para Ushuaia, porém a Leila assumiu sua vaga no carro e assim continuamos a dividir as despesas por 4. Saimos por volta das 10h do hostel e fomos para o Parque Tierra del Fuego novamente pois a Leila não tinha ido ainda e queríamos ver o Parque com neve, já que na manhã do dia anterior não havia neve lá (e as paisagens são muito diferentes!). Aproveitamos e visitamos pontos do parque que ainda não tínhamos ido, como alguns lagos, algumas trilhas e a estação do trem. Não fizemos o passeio do trem (que é muito caro – classe econômica: 690 ida e volta para adultos, 140 para menores de 6 a 17 anos, menores do que 5 é de graça; primeira classe: 1190 adultos, 690 menores, inclui um simples café da manhã; classe premium: 1540 adulto, 890 menores, incluindo café da manhã mais completo), mas demos a sorte de ver 2 locomotivas chegando à estação. Dentro da estação há uma ou duas cafeterias, banheiros, lojas de lembrancinhas e é possível ver, por um vidro, o pessoal da manutenção dos trens trabalhando nas ferragens ou montando peças. Vale umas fotos lá. Saindo do Parque, fomos para o Cerro Montaña, que é de onde começa a trilha para o Glaciar Martial. Porém a trilha estava fechada devido ao mau tempo e caminhamos um pouco nas áreas destinadas ao ski (que tbm estava fechada por causa do mau tempo), mas que nos deu uma visão também bem bonita da cidade. Nossa ideia era ir para o Lago Esmeralda a tarde, porém o tempo também estava muito ruim (nevando muito) e várias pessoas nos avisaram que o acesso estava muito difícil, com lama afundando pelo menos o pé todo e em alguns pontos até o joelho (o Dario e o Marcos chegaram até a alugar botas impermeáveis para fazermos a caminhada até o Lago Esmeralda. Mas como o tempo só piorava, tivemos que desitir. Retornamos para a Cidade por volta das 15:30h e fomos almoçar em um restaurante chamado Banana. Ele é bem bonito, mas não é um dos mais baratos. Comi uma pizza de 4 pedaços (que me encheu demais) por 128 pesos (+ 2 de gorjeta). Os gastos do carro totalizaram cerca de 290 pesos (1000 aluguel + 150 gasolina/4). Depois a Leila e o Marcos voltaram para os hostels e o Dario e eu fomos até o Museu de Ushuaia (entrada gratuita). Porém chegamos exatamente às 17h, horário que ele estava fechando. Então seguimos para o museu do Presídio. Confesso que não estava tão empolgada para ir e fui no espírito “já que estou aqui...”. Mas ainda bem que eu fui! Me surpreendeu demais. Aprendi muito sobre a história do presídio e histórias dos barcos das grandes explorações náuticas da patagônia e da Antártida, além de ter um minimuseu de animais empalhados. Paguei 150 pesos com minha carteirinha de estudante (o preço normal é 250 pesos). Jantei no hostel o restante das minhas do supermercado. Quinta (14/09/17) – Já estava nevando há mais de 24 horas e mesmo não sendo um tempo ideal, o Dario, o Marcos e eu fomos para o Cerro Castor, que é o maior centro para ski e snowboard. O Dario, com seu poder de negociação (hahaha!) conseguiu reduzir o aluguel para 850 pesos, que junto com a gasolina (70,00 pesos) totalizou cerca de 306 pesos para cada um. Novamente economizamos muito com isso, pois só o transfer para o cerro custava entre 350 a 500 pesos. Saimos às 9h para alugar skis e capacetes (eles alugam roupas para neve também) no centro, pois é mais barato do que alugar lá. Não lembro os preços dos alugueis dos equipamentos no Cerro Castor, mas os preços não eram tão diferentes assim e talvez compensaria alugar lá. Por que? Primeiro pela agilidade. O carro que alugamos era um Peugeot 208 e não tinha suporte para levar as pranchas de snowboard e skis no teto do carro e eles não caberiam dentro do carro. Então fomos para o Cerro e tivemos que esperar até meio dia a van da empresa levar os equipamentos para a gente (chegamos lá às 11h). Segundo pq se seus equipamentos sumirem, vc deverá pagá-los. Lá na estação tem muita gente e pode ocorrer de pessoas pegarem seus equipamentos sem querer (já que muitos se parecem) quando vc os coloca nas baias suporte em frente aos restaurantes (eu paguei o maior mico lá... é tanto equipamento estacionado, que eu olhei no lugar errado e achei que tinham pegado o meu por engano... fiquei doida e um tempão lá esperando “a suposta pessoa” se dar conta que pegou o equipamento errado e voltar. Até eu ver que eu tava enganada e meus equipamentos estavam lá em outra parte, uma funcionária já tinha ido lá, pegou as descrições no meu equipamento e passou as informações via rádio... aff... vergonha master! Ela achou que eu tava bêbada! Kkkkkk! E eu nem bebo! Enfim. Se vc alugar o equipamento lá no Cerro Castor mesmo, caso alguém pegue seus equipamentos de forma equivocada de verdade, eles te fornecem outro na hora para vc não ficar parado, pois ao final do dia a pessoa enganada obrigatoriamente entregará o seu original na saída e vc não terá que pagar por eles. Aluguei os skis+bastões por 360 pesos + capacete por 150 pesos na empresa Jumping. Os meninos alugaram pranchas de snowboard por 480 pesos cada. O Marcos tbm teve que alugar uma calça para neve, que custou 200 pesos. A entrada no Cerro Castor custa em um dia normal 1080 pesos, mas como o tempo estava muito ruim e a maioria das áreas da estação estavam fechadas, eles cobraram 750 pesos, o que foi ótimo para mim, pois fiquei só nas pistas de nível fácil. Se você quiser ir somente visitar a estação, sem praticar ski ou snowboard, vc paga 500 pesos, que te dá direito a pegar o primeiro teleférico uma única vez (ida e volta). Ainda na entrada da estação, ao lado da bilheteria há uma cafeteria muito boa, onde comi uma torta de doce de leite divina por 85 pesos. Todos os restaurantes lá, dentro ou fora da estação, possuem banheiros e wifi free. Para acessar as pistas de ski/snowboard vc precisa pegar o teleférico que te leva até o alto da primeira montanha. É muuuuuuito alto (nem sei como não morri do coração, especialmente quando a cadeirinha balançava com o vento. Pelo amorrrrr!). Logo após descer do teleférico, a pista mais fácil para iniciantes está à esquerda. Lá há muitos professores ensinando os princípios básicos (para contratar a aula é bem caro - mais de 1000 pesos). Eu aprendi mais na prática mesmo, seguindo os conselhos de um amigo meu que faz ski com regularidade e ouvindo de bico as instruções dos professores aos seus alunos. Depois de alguns tombos e ganhar confiança, fui para as pistas da direita do teleférico, que também é de nível fácil, mas com um desnível e um comprimento bem grande. Ao final dessa pista vc pega outro teleférico para ir para o topo de outra montanha, onde as trilhas são nível médio e difícil. Fazer ski foi muito, mas muito divertido. Mas também muito cansativo. Mesmo nas descidas, exige demais força nas pernas para freiar os skis. Com duas horas de brincadeira eu já estava muito cansada e ao final do dia eu comecei a sentir dor nos joelhos por sobrecarga. Tomei uma Pepsi (75 pesos) para repor um pouco a energia e desci a montanha pelo teleférico novamente (descer a montanha esquiando exigia experiência, coragem e energia!). O Cerro fechava às 17h e a van da Jumping já estava no estacionamento nos esperando para recolher os equipamentos. Curiosamente eles levavam somente as pranchas, capacetes e bastões. As botas não. Pq? Nem ideia, pois isso para mim não fazia o menor sentido. Com jeitinho, consegui convencer o motorista a abrir uma exceção e levar minhas botas, já que eu chegaria em El Calafate quase na hora do encerramento da loja (e no dia seguinte eu sairia cedo para o aeroporto antes da abertura da loja), além do desconforto de ter que ir na Jumping somente para entregar as botas. Sexta (15/09/17) – Tomei café da manhã e rachei um táxi para o aeroporto (75,00 pesos para cada) com um Japonês que estava no meu hostel. Saímos às 10h e meu voo para El Calafate estava previsto para às 12:20h. O tempo em Ushuaia estava ótimo, mas o voo atrasou mais de uma hora devido ao mau tempo em El Calafate, que estava chovendo e com muito vento. Voltei para o hostel America del Sur e por lá fiquei descansando até o dia seguinte. Lá no hostel a tarde eu comi um sanduiche (160 pesos), com uma coca (30 pesos) e a noite eu jantei legumes e salada com um copo de vinho por 290 pesos. Sábado (16/09/17) – A van da Ves Patagonia me pegou no hostel às 09:45h. Meu voo saiu atrasado em mais de uma hora do horário previsto (11:55h) para o Aeroparque, onde peguei um ônibus da empresa Arbus por 220 pesos até o Ezeiza, onde lachei, jantei e segui a viagem para conexão em Asunción (22:25h), onde madruguei e peguei o voo para Guarulhos às 05:30h, horário local. Eu queria muito ter passeado um pouco por Buenos Aires, mas devido aos atrasos dos voos, o meu tempo que já era curto, ficou menor ainda, pois vc deve levar em consideração o trânsito e que as cias aéreas solicitam para vc chegar 2 horas antes em voos internacionais (lembrem da fila na imigração que pode estar lotada e demorar muito!). Pelo pouco que eu vi de Buenos Aires de dentro do ônibus, eu achei uma cidade fantástica e não vejo a hora de ir conhecê-la! Em frente ao Aeroparque é possível caminhar um pouco pela Av. Costanera e ver o movimento das pessoas se exercitando e pescando. Cheguei a olhar um táxi para fazer uma espécie de City Tour comigo antes de me levar ao Ezeiza, mas me cobraram mais de 2000 pesos. Domingo (17/09/17) – O voo saiu de Asunción para Guarulhos no horário previsto e consegui adiantar meu voo para BH pela Azul em duas horas. Depois de mais de 24h de viagem, finalmente cheguei em casa! O que eu mudaria na viagem? Para aprimorar ainda mais o meu roteiro, o que eu mudaria: ao invés de ir para El Calafate primeiro, eu iria direto para El Chaltén. Mais para otimizar o tempo de deslocamento, pois em relação a preços é quase igual: aeroporto Calafate-Chaltén 600.00 + Chaltén-Calafate 460.00 + Calafate-aeroporto Calafate 160.00 = 1220.00 pesos/ aeroporto-Calafate 120.00 + Calafate-Chaltén 475.00 + Chaltén-Calafate 460.00 + Calafate-aeroporto 150.00 = 1205.00 pesos - dependendo do horário do seu voo na volta, você pode ir direto para o aeroporto de Calafate saindo de El Chaltén por 460.00, economizando assim 160.00 do deslocamento Calafate-aeroporto (eu paguei 150 pq não consegui vaga na Ves Patagônia e rachei um táxi com um cara do hostel). Nada no aeroporto de El Calafate funciona a noite, então não é recomendável dormir lá (Nem na área de embarque pode ficar). Então no meu caso, eu me vi obrigada a ir de Chaltén para El Calafate por causa do horário do meu voo para Ushuaia no dia seguinte. Também mudaria o meu voo de retorno para o Brasil a partir de Ushuaia. Economizaria muita grana e muito tempo. Mas como eu havia comprado as passagens de El Calafate por promoção relâmpago, só comprei a passagem e fui planejar os roteiros só depois. Então acabei dando bobeira sobre a questão da volta para o Brasil a partir Ushuaia. Além disso, o voo Ushuaia-Calafate estava previsto para às 12:20h (e com isso perdi a manhã). Pelo fato do voo ter atrasado em mais de uma hora, eu praticamente perdi a tarde também. Ou seja, gastei dinheiro com transporte e hospedagem para não fazer absolutamente nada em El Calafate no dia 15/09. Se meu voo tivesse saído de Ushuaia, eu teria mais tempo para fazer outras coisas que não tive oportunidade (como andar de moto ou com trenós de cachorros, já que esses passeios necessitavam de muita neve – e o dia 15/09 seria perfeito, já que os 3 dias anteriores haviam nevado muito e no dia 15 mesmo o tempo estava ótimo). Para uma próxima oportunidade e como dica também, eu tentaria encaixar Puerto Madryn no roteiro nem que fosse por um dia só. Setembro é o auge das baleias jubartes lá. Porém Puerto Madryn é bem longe das cidades que eu visitei. Melhor seria ir de avião para lá, mas obviamente as passagens são caras. Ainda sobre os voos, tente encontrar as opções de melhores preços o mais cedo possível e o mais tarde possível para você conseguir fazer render o dia para explorar as cidades ou passeios. Mas lembre-se sempre de deixar um tempo de segurança para possíveis imprevistos, especialmente climáticos. O tempo na Patagônia é maluco. Mesmo. Você pode sair do hostel com uma tempestade de neve e voltar com um sol parecendo verão (ou vice e versa). Você pode ver sol com chuva, sol com neve, não ver nada por causa de neblina e neve, dias muito escuros por causa de chuva, dias com ou sem vento... enfim. Nunca confie no tempo. As vezes a previsão era uma e em menos de 24h, era publicado uma previsão completamente diferente. Os meus gastos estão compactados na tabela em anexo. Claro que ela não está 100% fidedigna, mas tentei anotar o máximo dos meus gastos. Para facilitar calcular do total gasto, todas os valores em pesos eu calculei por real no câmbio a 4,37. Mas vc deve lembrar que eu comprei dólares também para levar, uma vez que nem todos os lugares aceitavam real (e dólar é aceito praticamente em qualquer lugar do mundo). Então quando o meu dinheiro em real acabou (troquei R$1850,00), comecei a trocar os dólares (comprei 600 dólares para levar ao valor de R$3,28 + IOF, mas acabei trocando na viagem somente 450). Isto é, leve isso em consideração para o cálculo do valor total gasto. Minha matemática da área de biológicas não me permite fazer um cálculo dessa magnitude! hahahaha! Daria para economizar mais? Claro. Principalmente com comida em Ushuaia, que foi o local onde eu mais comi em restaurantes. Mas também teria me privado demais de uma das melhores coisas do mundo que é o turismo gastronômico, além de conforto de se comer uma boa comida boa e sem esforço. Se vc conseguir otimizar os transportes, como eu mencionei, tbm poderá fazer uma boa economia. Já tive a oportunidade de conhecer muitos lugares paradisíacos e a Patagônia hoje situa-se no topo da minha lista de belezas que tiram o fôlego. Que região maravilhosa! Não vejo a hora de voltar, fazer passeios que não tive oportunidade e conhecer outras cidades além das que eu visitei. Não sei quando terei a oportunidade de ir novamente, mas que um dia eu volto, eu não tenho dúvidas! Gastos.xlsx
  11. Argentina 15 dias - São Paulo – Buenos Aires – Ushuaia –El Calafate – El Chalten Como a maioria das informações que vou postar aqui não encontrei aqui nos mochileiros ou em outro site, ou por estarem desatualizadas ou não corresponderem com a realidade de abril de 2017, especialmente algumas informações para quem vai mochilar mesmo, cozinhar no hostel e tentar economizar ao máximo. Viajei para Buenos Aires por milhas, então não sei o valor da passagem para lá, mas acredito que essa informação seja irrelevante, muito fácil encontrar em qualquer site. Meu planejamento foi ficar em Buenos Aires por três dias para conhecer toda cidade, depois pegar avião para Ushuaia, mais barato e mais rápido do que o transporte de ônibus. Depois de Ushuaia, subir de ônibus até El Chalten, que era o destino final e na volta de El chalten ficar por um dia El Calafate para visitar Perito Moreno. Eu decidi fazer esse trajeto, pois queria andar por boa parte da argentina, conhecer vários lugares incríveis e fazer uma parte da viagem de ônibus, mesmo sendo tantas horas, 11 horas no total e várias descidas no que ficou conhecido na viagem por “fiscalizacíon”...kkkkkkkkkkkk. Acredito que meu depoimento possa servir de base para outros que queiram fazer algo semelhante. Pensando durante e após a viagem eu não modificaria o roteiro que eu fiz. Tudo se encaixou perfeitamente no que eu tinha planejado e em nenhum lugar que eu fiquei pensei que poderia gastar mais tempo por lá, foi na medida dentro dos 15 dias que eu tinha. Na verdade pode-se fazer o mesmo trajeto em 30 dias ou mais. Vamos para o que interessa: A distribuição dos dias está no quadro abaixo: Fui com a Lan chile por milhas, mas gastei com taxa de embarque o valor de R$ 373,86. Cheguei dia 13/04 na parte da manhã, troquei um pouco de dinheiro no aeroporto, o cambio estava, 1 para 4,80 pesos, melhor cambio que encontrei. Na Rua Florida que é a rua dos cambistas não encontrei oferta melhor, só pelo mesmo preço de 4,80. Pode trocar cambio nesse lugar, mas pechinche, eles negociam e ficam gritando o tempo todo Câmbio, câmbio... Fiquei no hostel Milhouse, localizado no centro, lugar legal, cheio de gente jovem e tinha umas baladinhas. Como fui no feriado estava cheio de brasileiros. Não aproveitei a noite de Buenos porque meu foco e dinheiro estava direcionado para patagônia. Sair a noite lá sai muito caro para um mochileiro. Cozinhei todos os dias no hostel, sem problemas. 3 dias é mais do que suficiente para BA, como tem muito relato aqui no mochileiros de lá, única coisa que falaria é que compensa alugar uma bike na Ricoleta, alugamos por 160 pesos, bikes laranja do Itaú, metade do preço para clientes Itaú, e dar um super giro pelos lugares mais afastados, fiz no mesmo dia Ricoleta, o parque Reserva Costanera Sur o bairro de La Boca (não vá sozinho de bike) fui com meu irmão e mesmo assim apesar de vazio, sempre achava que alguém ia nos assaltar... talvez seja coisa de brasileiro e a parte central, além do parque onde tem a Floralis Generica. Enfim, nesse dia de bike deu pra aproveitar bastante. Ir no mercado San telmo também, lá é muito massa, bastante coisa antiga, mas tenta ir nele de domingo. No Sábado fomos para o Aeroparque de madrugada, quando chegamos lá fomos informado que a Aerolineas argentina havia mudado o vôo para o aeroporto que fica nos arredores de Buenos Aires. Sai correndo pela avenida em busca de um taxi, pagaria qualquer valor porque se eu perdesse o vôo a viagem toda iria por água abaixo e o que eu iria fazer mais 12 dias em Buenos Aires???? Entrei na frente de um taxi, quase implorei para o motorista levar e ele cobrou 600 pesos, o que aceitei na hora, faltava 50 minutos para embarque e pedi para que ele voasse na rodovia para poder dar tempo. Fiquem espertos com a Aerolineas, eles podem te foder fácil. Chegamos em tempo no aeroporto, a viagem foi tranquila e chegamos ao amanhecer em Ushuaia. Que coisa linda de se ver, aqueles picos congelados com aquela aurora, mesmo do avião foi bem bonito e eu estava no fim do mundo. Quando desembarcamos e saímos pela porta senti realmente como são os ventos patagônicos, ficamos um tempo olhando o tempo e sentindo o que é um frio de verdade. De lá peguei um taxi e fui pro hostel Yakush, lugar muito bom, super indico. Fomos passear de barco até a ilha da pinguineira, foi meio caro o passeio, mas vale a pena porque são 04 horas e é um passeio diferente, foi a coisa mais turística que fizemos. O restante fomos bem de mochilão. No mesmo dia fomos no pico Glacial Martial, fomos de taxi e voltamos a pé. No meio da estrada tem uma trilha que também chega a cidade, fomos por ela e nos perdemos. A trilha é realmente muito bonita, mas apenas vá por ela se você tiver tempo pra ficar perdido e não tiver medo de cachorros. No dia seguinte já partimos de ônibus para El calafate. Pegamos as 05 da manhã em um ponto perto do hostel (lá não tem rodoviária) e quando chegou o busão parecia esses Rural que leva a galera para trabalhar, pensei estamos fudido 11 horas dentro desse ônibus, mas assim que chegamos um uma cidade umas 02 horas depois pegamos um melhorzinho e seguimos a viagem. O saco de ir de ônibus de Ushuaia para El calafate é que você precisa descer do ônibus várias vezes para sair da argentina, entrar no Chile, sair do Chile, entrar na Argentina, subir na balsa (precisa descer), descer da balsa, trocar de ônibus, putz aí é foda a canseira. Pegamos outro ônibus na cidade de Rio Gallegos para El Calafate e outro de El calafate para El chalten que era o destino final, então imagina o role que é pra chegar lá por essa via. Em El Chaltén ficamos no hostel por 03 dias, fizemos todas as 03 principais trilhas, mas no último dia choveu, mas fomos mesmo assim. De frente com o hostel patagônia tem um pub com cerveja boa, de lá mesmo e comida melhor ainda. As trilhas judiam um pouco, eu perdi 06 kilos nessas viagem, meu irmão um pouco menos. As trilhas geralmente duravam de 08 a 13 horas, andando numa passada boa. Em El Calafate fomos no Perito Moreno, entrada $500 pesos para estrangeiros. Lugar bem massa, não compensa fazer passeio de barco, maior perda de tempo, melhor ficar nas passarelas mesmo. Depois fizemos a viagem de retorno para Ushuaia, lá comemos a tal da Merluza Negra, não achei nada de espetacular, só caro. No último dia em Ushuaia fomos a pé e voltamos do Parque Nacional e damos um giro por dentro dele nas trilhas, foi bem cansativo mas valeu a pena. Entrada $ 350,00 Basicamente é isso, curti muito a viagem, achei caro em relação aos outros países da América do Sul e com certeza voltaria para fazer um outra parte de lá. Valores de Passagem de Avião e ônibus – ida e volta. Passagem de Avião de Buenos Aires para Ushuaia R$ 1.225,99 por pessoa, Aerolíneas. Passagem de Ônibus, esse valor é para duas pessoas, no caso foi eu e meu irmão. Onibus Ushuaia - Rio Galego – 700 pesos (por pessoa) Onibus Rio Galegos – Calafete – 490 pesos (por pessoa) Onibus El calafate – El chalten – 360 (por pessoa) = 1550,00 TOTAL $3.100 pesos ida e volta. R$ 620,00 por pessoa. Valores dos hostels para duas pessoas: Valores em dólares, reais e só o primeiro em pesos, Abril 2017 Hostel em BA – u$ 12,42 + 1320 pesos = 307,47 Hostel USHUAIA YAKUSH U$ 39,10 – 122,00 Hostel CALAFATE U$ 38,00 – 145,00 Hostel CHALTEN PATAGONIA U$ 96,00 – 365,00 Hostel calafate AMERICA DEL SUR U$ 60,28 – 229,00 HOSTEL USHUAIA YAKUSH U$ 117,30 – 369,00 HOSTEL FLORIDA U$ 29,76 – 93,00 EM PESOS O VALOR TOTAL DE HOSTEL FOI DE 6.390,00 PARA DUAS PESSOAS Argentina.docx
  12. Minha esposa e eu tinhamos vontade de conhecer a patagonia, porém as férias dela seriam em Julho, inverno na América do sul. Pesquisando vimos várias coisas desmotivadoras sobre ir no inverno para a patagonia, mas algumas fotos nos convenceram e fomos com a cara e a coragem. 11/07 Sairiamos de Brasília com destino a El Calafate, o voo fez conexão em Guarulhos e em Buenos Aires, chegamos em Buenos aires 02 da manhã do dia 12 e nosso voo pra El Calafate sairia as 11 da manhã. Reservamos um hotel bem no centro pra que pudessemos cambiar cedo pela manhã na Calle Florida. Em Brasília não conseguimos cambiar nada de pesos argentinos e no aeroporto de Guarulhos as casas de câmbio cobram uma taxa de 50 reais pra trocar qualquer valor, fora o IOF. Resolvi tentar trocar no aeroporto de Buenos Aires ou achar um transporte que aceite reais. Acabou que uma das agências de Remis aceitava pagamento em reais, a corrida para o hotel ficou 75 reais (meio caro mas de madrugada e pensando bem eu ia olhar 50 reais só de taxa de câmbio em GRU hehehe). Hotel Vista Sol Buenos Aires: Chegando ao hotel tínhamos que pagar na entrada, mas ainda não tínhamos pesos. Tivemos que pagar no cartão de crédito, o que acabou sendo uma vantagem, pois nos tirou um imposto de 20% para hospedagem de estrangeiros. O hotel é bom e muuuuuito bem localizado. 12/07 Dormimos umas 4 horinhas e acordamos 07 e 30 pra irmos tomar café, cambiar, comprar um chip e um adaptador de tomada (argentina tem um padrão todo zuado). Tomamos café no próprio hotel, café OK. Quando saímos foi para encarar um dia feio com aquela chuva fininha bem chata e o pior: Aquele horário ainda estava tudo fechado. Continuamos andando pela Calle Florida quando vimos um homem anunciando "Cambio". Como já tinha lido sobre cambio paralelo não fiquei com muito pé atrás, perguntei a cotação e batia com o valor que olhei ainda no Brasil, 4.70. Fomos a uma lojinha, acho que meio de fachada, fui bem atendido, fizemos a transação e sai em busca do chip e do adaptador, depois voltamos ao hotel. Chegamos no hotel 10h, nosso voo era 11 e 50. Ligamos para a recepção pedindo um taxi e nos informaram que os taxis estavam demorando 50 minutos por conta da chuva, treta. Tentei usar o Uber, mas dava erro de conexão. Tentei o easy taxi e deu certo, ou parecia... 2 motoristas que aceitaram, Cancelaram a corrida alguns minutos depois. nisso já era 10 e 40, resolvemos encarar a rua com mala e tudo pra achar um taxi quando demos 2 passos parou um, uffa. Partiu aeroporto. Aeroparque Jorge Newbery, bom mas o ruim é que pra embarcar tem que pegar aquelas vans até a aeronave. O voo estava super cheio e por conta desse vai e vem das vans atrasou. Pegamos uma van da empresa VES, ela deixou cada passageiro no seu hotel. Custou 160 pesos. El Calafate hostel: O Recepcionista Patricio foi muito gentil e solicito. O quarto que alugamos é confortável e muito bem aquecido, inclusive o piso. Depois do checkin fomos procurar um lugar para comer. Muitos estavam fechados, acredito por ser inverno. Encontramos uma pizzaria, a pizza era ok mas o preço erq bem salgado (pizza grande com 2 bebidas deu 120 reais) Voltamos para o hotel, fechamos os passeios Perito Moreno para o dia seguinte e rios de hielo para o dia depois. 13/07 Saindo para o passeio perito moreno às 09 horas percebemos que o sol ainda não havia nascido e estava nevando. A van nos pegou pontualmente 09 e 30 e percorremos cerca de 80 km, rumo ao glaciar. Um frio tremendo e neve nos esperava mas valeu apena. Na primeira quebra de gelo ouvimos um barulho como de um trovão, realmente impressionante. Andamos nas passarelas por cerca de duas hora e voltamos para um restaurante que tem no início, tomamos um chocolate quente e esperamos a van para voltar para el calafate. Dicas: - O restaurante é caro e meio fraco, leve lanche! - É frio mas com as roupas apropriadas dá para aguentar tranquilamente. - Não fizemos o safari náutico e não nos arrependemos. O barco para muito longe do glaciar e é amontoado de gente. Voltamos ao hotel e pedimos ao Patricio para ligar para a rodoviaria e perguntar sobre os ônibus para puerto natales. Ele disse que não havia ônibus para puerto natales nesta temporada de inverno!!! Balde de agua fria, saímos para almoçar/jantar e depois passamos em algumas lojas de passeios, nenhuma oferecia torres del paine. Decidimos ir caminhando até a secretaria de turismo e a informação que nos deram foi a mesma. Andamos mais um pouco até a rodoviaria e falaram que a única opção seria pegar um ônibus até rio gallegos, de rio gallegos outro ônibus para punta arenas, e depois outro para puerto natales. Com isso perderiamos 2 dias, teriamos que arranjar um lugar para dormir em punta arenas... complicou. Olhamos passagens de avião de el calafate para ushuaia e percebemos que ficaria mais barato que a peregrinação para torres del paine. Resolvemos mudar nosso plano e deixar torres del paine para outra ocasião 14/07 A van do passeio de rios de hielo nos apanhou 08 e 30. Nos deixou no porto de punta banderas onde pagamos a entrada do parque e subimos a bordo do barco. O barco é bem confortável, tentem ser os primeiros a entrar para conseguir lugar na janela! Primeiramente o barco para na geleira upsala, para MUITO longe. Só da pra ver algo parecido com geleira no horizonte, fica a 5 km de distância, mas tem os icebergs que são bem legais. Depois o barco segue ao glaciar spegazzini, chega beeeem perto, muito legal. O barco cheio dificulta as fotos mas com paciência consegue algumas com angulo bom. Dicas: Leve lanche! Tudo que vende no barco é muito caro. A ida e a volta demoram umas 3 horas no barco, fica um pouco cansativo. É bom algo para entreter. Fora do barco é muito frio e venta bastante, quando o barco para alivia um pouco. Roupas apropriadas! Opinião geral: Achei meio turistão, curti mais as passarelas mas acredito que quem va para el calafate deve fazer ambos. Chegando do passeio queriamos ir ao bar de gelo e museu glaciarium, antes comemos empanada com chocolate quente e fomos esperar a van que leva gratuitamente ao local, um pouco afastado da cidade, no meio do nada. A van passa de hora em hora. Quando a van chegou o motorista nos informou 2 coisas chatas: A primeira era que o bar de gelo estava fechado para reforma e a segunda era que o museu fecharia em 40 minutos, ou seja,teriamos poucos minutos para a visitação. Resolvemos ir no dia seguinte, depois da estação ski. Fomos então na agência reservar o passeio para a estação de ski e outra surpresa: Não havia neve. Não nos restava fazer nada se não deixar o dia seguinte livre. Dia 15/07 Acordamos mais tarde, depois fomos cambiar e fechamos o passeio para el chaten para o dia seguinte. Por indicação de um casal de brasileiros que conhecemos fechamos na Criollos, pagamos em real e conseguimos uma boa cotação. Já no câmbio pra pesos nem tanto, trocamos em um restaurante chamado casemiro, melhor cotação que achamos. Comemos um churros com chocolate quente até dar a hora da van do glaciarium. Chegando lá... que decepção. Não chega nem perto de valer o preço da entrada (300 pesos). Ficamos uns 30 minutos e saímos com cara de arrependimento, porém brincando e rindo da situação. Quando a van chegou encontramos um outro casal de brasileiros que conhecemos no passeio rios de hielo. Eles estavam também decepcionados pois o bar de gelo estava fechado e nos perguntou se valia apena o museu, demos nossa opinião e eles decidiram voltar já na mesma van que nós. No caminho conversando eles falaram que havia um bar de gelo perto do cassino que era do mesmo dono do bar do museu. Estavamos com o dia livre e nós quatro resolvemos ir. Muuuuito legal, você paga cerca de 160 pesos e bebe a vontade vários tipos de bebida por 25 minutos a -10 graus e em um copo de gelo! Te dão luva e manta térmica e você curte lá dentro com as estátuas de gelo. Gostei tanto que ainda comprei uma camiseta do bar hahaha. Saí de lá meio boracho, nos despedimos do casal e fomos jantar no pietros, restaurante bom e com preço justo que achamos. Pedi um ojo de bife ao molho de pimenta, delicioso! 16/07 A van nos apanhou rumo a el chaten às 08 e 15. A guia e o motorista eram super simpáticos, contou tudo sobre a região da patagonia. Parou no caminho para vermos as vicuñas, depois em um bar/hotel chamado la leona que mantém a história dos antigos peregrinos viva. Até que chegando perto de el chaten o vimos pela primeira vez, o gigante flitz royz, o tempo estava ensolarado e não havia nenhuma névoa o tampando! Maravilhoso! Almoçamos na cidade (já incluído no passeio) pedi um cordeiro com purê de batata, muito bom! Depois seguimos por uma estrada de terra com neve e gelo. Paramos em uma cachoeira congelada, muito linda! Acho que se chama salto del anillo. Seguimos no carro até um ponto que fizemos uma trilha de uns 20 a 30 minutos, que termina um lago. Muito legal também. Retornamos pra el calafate por volta das 17h. 17/07 Acordamos por volta das 08, tomamos café e corremos para tentar achar alguma lembrancinha da cidade para nós (tudo muito caro, decidimos ver em ushuaia para amigos e família). Estava tudo fechado. Andamos até as 10h até as lojas começarem a abrir e então pegamos a van rumo ao aeroporto de calafate. O aeroporto não tem nada, nosso voo atrasou um pouco. Chegando em ushuaia no trecho onde tem as cordilheiras uma puta turbulência, todos com cara de medo mas deu tudo certo! Fizemos uma reserva às pressas em um hotel chamado Los Ñires, 5km da cidade mas tem uma van que leva e busca do centro de graça. Bom custo benefício, ponto negativo o wi-fi. Chegamos sem almoço e desvairados de fome na cidade umas 16h. Tudo fechado! Só abria umas 18h ou 19h. Encontramos uma lanchonete chamada banana, lanchamos lá. Meio caro e atendimento ruim mas na fome que estávamos... ok. Demos uma volta até dar hora de pegar a van. 18/07 Resolvemos conhecer o museu e a prisão. A cidade é bem diferente de El Calafate. Cidade grande e cheia de gente. Um pouco suja e cheia de carro demais pro meu gosto. Enfim, seguimos a pé ao antigo presídio, diferente do museu de el calafate super valeu apena! A parte das celas preservadas era até fria, dava pra sentir uma bad vibe pesada. Fizemos em duas partes, você pode carimbar e voltar depois seu ingresso. Almoçamos uma pizza na Dona Lupita, ótimo custo benefício, pizza boa e barata. Voltamos ao museu e depois demos uma volta para achar calça impermeável pata minha esposa, pois iriamos fazer trilha no parque nacional tierra de fuego no dia seguinte. Valeria mais apena no nosso caso comprar calça e luva do que alugar pois iriamos usar pelo menos em 3 dias. Depois das compras esperamos a hora da van no Dublin Pub. Maravilhoso o lugar, aconchegante... parece que você ta na europa hahaha. E muito barato também. É tão bom que pegamos uma filinha para entrar, olha que eu nunca havia visto fila pra entrar em um café. 19/07 Fomos para o centro 09 e 30 para pegar a Van Don Alejo que nos levaria até o parque nacional tierra del fuego. Chegando na van nos informaram que o horario de 10h já estaba cheio... iamos com o casal de baianos que conhecemos, como eles não haviam chegado informamos a eles que só teria van as 11h e fomos procurar um café para passar o tempo e o frio. No caminho vimos um taxi e resolvemos perguntar quanto custaria para nos deixar no parque, ela nos informou que ficaria 1700 pesos. Dividindo o valor por 4 ficaria mais barato que o valor da van (450 pesos). Isso por 3 horas, visitando os melhores pontos do parque (que é muito grande). Disse que falaria com o casal de amigos e ligaria para ela. O casal de amigos disse que poderia fechar e pediu para busca-los no botel. Voltamos e ela já não estava mais lá e não atendia o celular... o que seria azar se transformou em sorte, conseguimos outro taxi mais barato (1500) e super simpático. Buscamos o casal e passamos um dia muito agradável conhecendo os principais pontos do parque. Muito bonita as paisagens. Voltamos por volta de 14h e almoçamos num restaurante por indicação do taxista, valeu super apena! 270 reais prato com bebida, sobremesa e café. Continuamos o resto do dia passeando com o casal baiano, carimbamos o passaporte com os carimbos do fim do mundo e fomos fechar o passeio para o cabal de beagle pro dia seguinte. Depois fomos conhecer o hard rock café, comemos um hambúrguer (não curti muito a carne) mas ganhamos um copo! 20/07 Arrumamos as malas pois iríamos trocar de hotel hoje. Fizemos as malas mas deixamos as malas no hotel. No caminho que a van ia nos deixar, surpresa: Acabou o combustível! Caímos na gargalhada, o motorista disse pra todos pegarem taxis que o hotel iria nos reembolsar. O problema é que tinhamos que chegar até o local onde levaríamos o barco até 08 e 45, e havia muitas pessoas para pegar o taxi. Por sorte estava passando uma van de um outro hotel que parou para nos levar. Escolhemos um barco para o passeio do canal de beagle com capacidade para menos pessoas, pois ele chega mais perto das ilhas. O barco era ok, o capitão e o marinheiro/guia muito simpáticos e passeio foi muito legal, com direito a cerveja artesanal. Passamos pela ilha de lobos, ilha dos passaros e fizemos uma pequena caminhada na ilha bridge, tendo no final uma vista panoramica. Gostamos muito do passeio, valeu apena. Almoçamos e fomos trocar de hotel. De noite compramos umas lembrancinhas. Dica: Ushuaia bem melhor para lembrancinhas que el calafate. 21/07 Chamamos o remis do mesmo dia do parque para nos deixar no cerro martial. Chegando lá não havia neve, apenas gelo e o teleférico não estava funcionando... o único jeito de subir seria alugando grampones, porém na loja no pé do cerro já estava tudo alugado. Ficamos brincando um pouco no gelo, descendo de ski bunda e depois tentamos novamente ver se havia grampones: não havia. Resolvemos ir almoçar e acabamos "perdendo" esse dia. Aproveitamos de noite para alugar os equipamentos para fazermos no dia seguinte a trilha até a laguna esmeralda (grampones e bastones). 22/07 Saimos cedo eu minha esposa e o casal de baianos, 08h da manhã, até a entrada da trilha, esperavamos um pouco de neve e gelo mas não imaginavamos o que estaria por vir: MUITA neve. A paisagem era toda branca, mal acreditavamos. Logo no começo da trilha percebemos algo errado, não havia sinalização alguma no lugar que estavamos e eu havia lido que a entrada da trilha era por um centro invernal chamado valle de lobos. O taxista havia insistido que ali chegariamos na trilhs então seguimos. Depois de um certo perrengue chegamos na trilha. A verdadeira trilha realmente é bem sinalizada e você encontra com pessoas durante o caminho. Nosso caminho era pura neve, porém muito lindo. Tudo branco, inclusive a copa das arvores. Por vezes "nevava" quando o vento derrubava a neve das árvores, mas o dia era de sol. A trilha se tornou cansativa, acredito eu que por uma série de fatores: Nos perdemos no início, os grampones saiam várias vezes do pé e tinhamos que parar pra arrumar e a própria caminhada com os grampones era desconfortável. Chegamos então na laguna esmeralda e vimos ela toda branca e congelada. Fizemos um lanche na sua borda para recuperar as energias e senti que havia algo especial naquele lugar. Um gavião não parava de dar rasantes sobre nós enquanto um cachorrinho tentava pega-lo. O cachorro era uma simpatia só! Tiramos várias fotos e voltamos. O começo da trilha até a metade seguiu muito bem, ainda mais porque contavamos com a companhia do cachorro! Minha esposa e eu voltamos sem os grampones, eles eram úteis mas o preço a se pagar era muito alto. Tivemos que escorregar em algumas descidas ingremes de bunda o que foi muito legal, tirando isso valeu apena voltar sem os grampones. No meio dq trilha nos perdemos de novo... entramos em um descampado para tirar fotos e de repente percebemos qur havia algo estranho: a Neve estava até o joelho! Não poderia ter nevado então estavamos perdidos... stress e cansasso tomou conta do grupo. Resolvemos voltar a trilha até o ponto onde tinha sinalização, nisso começou a ficar muito tarde. Combinado com o taxista era 14:30 e já eram 16h. Mandamos um SMS para ele falando que nos atrasariamos. Ele entretanto disse que só poderia esperar até 17h. Apertamos o passo mas o grupo estava cansado e com a moral baixa. Eu insisti e tentei motivar todos falando que estava chegando até que bem perto do final o Luis estava muito cansado e com cãibras sugeriu que eu fosse sozinho e pedisse pro taxista esperar. Negativo, nos separar era a última coisa que deviamos fazer naquele momento. Faltando 15 pras 17h ele queria parar e eu tentando motiva-lo. Prometi que se em 10 minutos não chegassemos a gente pararia p tempo que ele quisesse. Chegamos! E o taxista ainda estava lá! Nessa hora eu senti uma gratidão imensa por esse ser humano. Retornamos para o hotel, jantamos e dormimos. 23/07 Resolvemos tirar o dia para descansar, depois da aventura do dia anterior. Domingo a cidade é bem parada, comércios todos fechados, abre apenas restaurantes. 24/07 Dia de fazer as malas e dar adeus a Ushuaia. Chegamos em mendoza por volta das 18h. Ficamos em um apart hotel que alugamos pelo airbnb. 25/07 Fechamos passeio para as vinícolas com um remis. Nos buscou pontualmente, carro novo e confortável. Conhecemos a bodega Chandon e 2 outras, além de uma olivicola. Na última almoçamos e terminamos um dia muito agradável. Foi o que mais gostei em mendoza. 26/07 Acordamos cedo e fomos procurar um loja para alugar um carro. Nossa intenção era ir para o parque provincial aconcagua e no caminho passar na estação de ski los penitentes. Tem uma rua em mendoza com várias lojas de aluguel de carro, chamada primitiva de la reta. Alugamos um up básico. Estrada: Sentido duplo e cheia de curvas, mas bem conservada. Não estava acostumado com o carro, menos potente que o meu e principalmente não estava acostumado a caminhões andando a 100km/h. Fui imprudente em uma ultrapassagem e quase nos demos mal, tive que jogar o carro para o meio de dois caminhões, me senti muito mal depois disso. Depois de uma hora dirigindo paramos em um lugar para tirar umas fotos na beira de estrada e surpresa: Dois caminhoneiros, os da ultrapassagem, vieram tirar satisfação comigo, um deles com uma chave de roda na mão! Pqp... eu mandei um lo siento e perguntei o que ele queria que eu fizesse além de me desculpar. Depois de um sermão seguimos viagem, mais na bad ainda. Como falei a estrada é cheia de curvas, cheia de caminhões e cheias de carros. Pra piorar a cada fronteira de municípios existe uma barreira policial que forma um engarrafamento de uns 20 minutos. O percusso todo é de uns 210km, não parece longe mas demora muuuuuuito por conta de estrada. Chegamos em los penitentes por volta das 14h, almoçamos um hambúrguer em um restaurante que tem na beira da estrada na frente da estação. Lá quase não havia neve. Apenas subindo o teleférico em cima da montanha tinha um pouco de neve, bem pouco. Fomos embora rumo ao aconcágua salvasse nosso dia... meio que não salvou. Fizemos a trilha inteira até a laguna horcones. A laguna estava congelada, o Aconcágua ainda parecia meio longe, pra mim não valeu a viagem. Talvez em outra época seja mais bonito, ou talvez estavamos com a expectativa alta por conta da patagonia. Voltamos por volta das 17h e tivemos que pegar a estrada maldita á noite. Chegamos em mendoza 21h. Fomos direto a um restaurante chamado azafran. Que delícia de restaurante! A melhor coisa do dia hahaha. 27/07 Nossa intenção nesse dia era ir até as thermas mas estava reservada todos os dias até 30/07. Então devolvemos o carro e compramos muitos vinhos, alfajos para levarmos pro brasil e curtimos um dia de preguiça. Á noite jantamos de novo no azafran (façam reserva). Arrumamos as malas pois voltariamos para o brasil no dia seguinte. Dica: Pode levar até 6 garrafas por pessoa na bagagem de mão. Para levar na bagagem despachada precisa enrolar a mala em plástico filme.
  13. Prezados amigos , mais uma vez retorno ao fórum Mochileiros para relatar uma experiência de viagem , desta vez para USHUAIA na Patagônia Argentina . Na verdade aqui existem poucos relatos atualizados de Ushuaia no Inverno , daí a dificuldade que tive em cotar preços e até mesmo de passeios; parece que a galera prefere o verão e foge do frio heheh. No meu caso eu fiz a opção pelas paisagens maravilhosas do frio e não me arrependi. Então, com certeza esse post vai auxiliar muita gente na tomada de decisão e no orçamento da viagem. Informo que meu perfil de viajante é o econômico , mas isso não quer dizer que não fique em bons hotéis por exemplo ,é uma questão de procura, pois existe boas opções a preços camaradas. Recomendo enfaticamente a leitura do excelente blog do Viajanet sobre Ushuaia , foi a minha bíblia para organizar o roteiro ( http://www.viajenaviagem.com/destino/ushuaia ). O primeiro ponto que deve ficar claro é que Ushuaia por ser uma cidade localizada no extremo do continente americano ( a cerca de 1000 km da Artártida... ) recebe praticamente todos seus insumos de fora principalmente alimentos , o que encarece o custo de vida e por conseguinte a vida do viajante. Outro ponto : passeios e esportes de inverno são caros pois exigem equipamentos específicos e mão de obra especializada , então ,com certeza este foi um dos passeios mais dispendiosos que já realizei , mesmo procurando economizar. Passagens Aéreas : A opção mais barata foram as Aerolíneas Argentinas , mas um detalhe : a opção de compra pelo site da empresa mostrou um valor superior ao Viajanet.com . Outra vantagem do Viajanet é que ele te dá a opção de mais de um destino ( várias cidades ) com o mesmo bilhete; assim fiz uma parada de 3 dias em Buenos Aires antes de seguir para Ushuaia. Paguei R$ 1.500,00 ( ida e volta ) , saindo do Rio de Janeiro. O trecho Belém –Rio paguei em parte com milhagens. A Aerolineas Argentina costuma trocar alguns horários de voos, o que me prejudicou ,pois chegaria a Buenos Aires ás 9 da manhã e só cheguei ás 13:30 hs ; no mais me pareceu um boa companhia com bom serviço de bordo ( sim, eles ainda servem bons lanches sem custo adicional...). Moeda e Câmbio : depois de muito pesquisar tomei a decisão de levar reais e trocar por peso argentino no aeroporto em Buenos Aires, nunca troque peso no Brasil você perderá dinheiro. Em ambos os aeroportos da Capital Argentina ( Aeroparque e Ezeiza ) você pode fazer o câmbio na chegada. Troquei na base de 1 R$ = 4,2 Pesos ( OficiaL = R$ 4,.... possivelmente encontraria melhor cotação no mercado paralelo , mas não quis arriscar . Em Ushuaia a cotação é de R$ 4,00 . A vantagem de Buenos Aires é que aceitam reais mas com uma cotação nem sempre vantajosa , pergunte antes. Para sacar em peso argentino vá ao caixa eletrônico de qualquer banco e procure um caixa do BANELCO ( menu em português ) ; o único inconveniente é que cada saque tem o limite de 2.000 pesos , e aí você ainda paga uma taxa de 99 pesos por saque Translado do Aeroporto Aeroparque : se ficar em Buenos Aires provavelmente descerá neste aeroporto que é bem central . Ao contrário do Ezeiza não existem táxis com corrida tabelada como no Brasil ; assim pergunte antes ao motorista o preço da corrida . Até o centro ficará em média a 300 pesos. Existem muitos relatos de motoristas desonestos na Argentina, inclusive trocando dinheiro falso. Dei sorte e não fui enganado , mas se você mostrar que tem idéia do valor da corrida as coisas ficam mais fáceis. Existe o remis , que achei super caro, passe longe ..Uma informação importante : se o seu voo ate o Brasil ou no sentido contrário tiver mudança de aeroporto você pode solicitar o transfer gratuito das aerolíneas argentinas . Para isso entre no site , forneça o número da reserva e imprima o voucher .. economize 230 pesos . Leve o voucher até o box da empresa Tienda León no aeroporto e pegue a autorização de embarque. Existe a opção de imprimir o voucher no próprio aeroporto pagando 25 pesos em um locutório ao lado do box da aerolíneas ( Veja abaixo os horários de saídas ) CuadroTransfernuevo.jpg Horário de transfers da Tienda Leon CuadroTransfernuevo.jpg (204.97 KiB) Viewed 11 times Hotel em Buenos Aires: pesquisei bastante , já que li muitos relatos de hotéis no centro com problemas . Fiquei no excelente 3 estrelas Hotel UTHGRA de las Luces (Alsina 525, C1087AAG Buenos Aires ) ; hotel novo , quartos e camas limpos, café muito bom, wifi , etc.. . Localização excelente, próximo de muitos pontos turísticos como a Casa Rosada e o Obelisco. Diária de um quarto triplo a R$213,00. Recomendo. Se pagar com cartão você fica isento dos 21% do IVA, imposto pago pelos turistas no país. Restaurante em BA : para comer um mini bife de chorizo com acompanhamento a 200 pesos ( especialidade argentina ) vá ao Café de Lá Ciudad ( av Corrientes ,999 ); suba para o primeiro andar e desfrute de uma vista panorâmica a poucos metros do obelisco . Aliás o bife de chorizo explica toda a fama da carne argentina... ele parece dissolver na boca ... imperdível !! Uma opção mais em conta é ir ao La Sonada ( Maipú , 841 ) e pedir uma Parrillada PREMIUM, outra especialidade argentina ; serve tranquilamente 3 a 4 pessoas ; normalmente vem com dois acompanhamentos a escolha ( salada/batata frita/purê/ arroz ) . Preço : 490 pesos , cerca de R$ 100,00 , uma pechinha , considerando a grande quantidade de diversos tipos de carne e chouriços. Estadia em Ushuaia : optei por ficar em um apt alugado , mobiliado e com um quarto , e que custou cerca de R$ 1. 600,00 para oito dias . A proprietária , a Sra Célia ,foi muito atenciosa e prestativa inclusive me forneceu opções de passeios e transfer bem mais em conta que o mercado local. Quem quiser contatá-la segue o zap : +54 2901631168 .Se a opção for ficar em Hotel , fique na Av, San Martin ou redondezas , no inverno isso faz muita diferença pelo deslocamento para outros bairros que ficam prejudicado pela neve , e o que é pior , pelo Gelo. Eu escapei, mas meus familiares levaram vários tombos antes de aprenderem a se locomover no gelo. Aluguel de carro : boa opção para quem viaja em grupos para dividir o custo e fazer alguns passeios por conta própria. Um carro básico tem uma diária média de 1500 a 1700 pesos em Ushuaia . A empresa Tiger é uma possibilidade , entregam o carro no aeroporto se for o caso. ( http://www.tigerush.com.ar ) Alimentação : Quem for no sistema econômico pode alugar uma apartamento que tem a vantagem de você poder fazer algumas refeições e economizar bastante . Para se ter uma idéia, o quilo de carne em Ushuaia fica em média o equivalente a R$ 35 reais a R$ 40,00 reais, então imagine que comer carne em restaurantes não é barato ... Assim se prepare para pagar em média uma R$ 50,00 por refeição , mas descobri algumas exceções : - Para comer excelente hambúrgueres vá ao GELIDO ( San Martin , 1207 ), fica na rua principal do Centro , a San Martin. Dependendo do pedido você não conseguirá comer um hamburgue completo, pois são enormes . Lá é possível um Hamburgue com fritas , ovos, salame e carne por R$ 35,00 ou 185 pesos. Um chocolate quente a 75 pesos é uma boa pedida para acompanhar. Na boa, provavelmente o restaurante mais em conta e de boa qualidade para você comer em Ushuaia é o EL TURCO ( San Martin, 1410 ) ; descobri isso perguntando a um nativo. Lá é possível um bife á milanesa com acompanhamento a 180 pesos. Também existem excelentes massas a 230 pesos . Se tiver com dinheiro sobrando pode procurar outros restaurantes e comer um cordeiro fueguino , especialidade da região a 530 pesos , se gostar de mariscos a pedida é provar a Centolla , uma espécie de caranguejo gigante . Você poderá fazer uma reserva no restaurante do hotel Arakur , famoso por ter servido de abrigo a Leonardo de Capri, durante as gravações do filme O Regresso ( sim parte do filme foi gravado nos bosques de Ushuiaia..) , o bufê sai por 560 pesos por cabeça. Passeios : Em Ushuaia as agências praticam preços muito semelhantes, quase um cartel. Para nós brasileiros existe a agência Brasileiros em Ushuaia ( http://www.brasileirosemushuaia.com.br/ ) , que possui um ótimo atendimento e pessoal muito solícito ;até me concederam um transfer gratuito em minha chegada. No entanto, eu tenho que informar que é possível encontrar passeios com preços melhores que os praticados na agência brazuca , em seguida mostrarei alguns exemplos. Selecionei os passeios , após uma análise de custo beneficio. Por exemplo, como não faria ski , não fui ao centro Invernal Cerro Castor que cobra ingressos de 500 pesos na alta estação. Preferi ir a outro centro onde faria alguma atividade. Os passeios : 1- Navegação no canal Beagle : obrigatório , até pelos leões marinhos que são avistados e pelas paisagens da baia em frente a Ushuaia. Fui pela agência Tolkeyen Patagonia( comprado pelo decolar ) a R$ 149,00 ( Brasileiros em Ushuaia : R$ 253,00 ). 2- Parque Nacional Terra de Fogo : Excursão que leva você por regiões deslumbrantes do parque . Também fui pela Tolkeyen por R$ 176,00 (Brasileiros em Ushuaia : R$ 228,00) 3- Valle de Lobos : estação invernal onde você pode andar de moto na neve , ter aulas de ski ou fazer um percurso com cães siberianos em um trenó ( esta foi minha opção) . O passeio em trenós sai a 700 pesos . Paguei ainda 600 pesos por pessoa pelo transfer . Para ser sincero achei um passeio caro pelo tempo curto de cerca de 20 minutos de duração , mas a paisagem ao redor é muito bonita. http://www.valledelobos.com/es 4- Glacial Martial : Passeio que você pode fazer sem agência ou guia ( se for por agência vão te cobrar R$350,00 ). Basta pegar um taxi ou um transfer . Preço do transfer : 600 pesos ida e volta . Note que dependendo da condição da trilha até o topo do glacial você poderá ter que alugar raquetes para neve ou grampos para os sapatos ;isso é feito na base do Glacial . No dia do meu passeio havia chovido no dia anterior e havia muito gelo, sendo impossível subir sem grampos no sapato. Vejam os preços na tabela abaixo. 5- Lagoa Esmeralda : Acho que foi o melhor passeio. Este é outro que pode ser feito sem agência ( vão te cobrar R$ 380,00 por um trekking) . A trilha sinalizada facilita , no máximo você pode contratar um guia que sai bem em conta . São 4,8 km de trilha na neve ( 9,6 km , ida e volta ) , muitas vezes com neve com 40 cm ou mais. O percurso pode ser feito em 2 horas ( 4 ida e volta ) mas vale cada segundo pois as paisagens são deslumbrantes , variando de um bosque fechado e vales abertos. Não é passeio para turistas acomodados..Alugamos botas e calças impermeáveis na loja Jumping ( 9 de Júlio, 129 ) ; para esta trilha as botas impermeáveis são indispensáveis. Neste passeio o nosso guia foi o paranaense Jesse; o cara está rodando a América do Sul a bordo de um fusca 1968 acompanhado do seu cão da raça Golden . Foi divertido pegar uma carona no fusquinha até a entrada da trilha ..
  14. Prezados amigos , mais uma vez retorno ao fórum Mochileiros para relatar uma experiência de viagem , desta vez para USHUAIA na Patagônia Argentina . Na verdade aqui existem poucos relatos atualizados de Ushuaia no Inverno , daí a dificuldade que tive em cotar preços e até mesmo de passeios; parece que a galera prefere o verão e foge do frio heheh. No meu caso eu fiz a opção pelas paisagens maravilhosas do frio e não me arrependi. Então, com certeza esse post vai auxiliar muita gente na tomada de decisão e no orçamento da viagem. Informo que meu perfil de viajante é o econômico , mas isso não quer dizer que não fique em bons hotéis por exemplo ,é uma questão de procura, pois existe boas opções a preços camaradas. Recomendo enfaticamente a leitura do excelente blog do Viajanet sobre Ushuaia , foi a minha bíblia para organizar o roteiro (http://www.viajenaviagem.com/destino/ushuaia). O primeiro ponto que deve ficar claro é que Ushuaia por ser uma cidade localizada no extremo do continente americano ( a cerca de 1000 km da Artártida... ) recebe praticamente todos seus insumos de fora principalmente alimentos , o que encarece o custo de vida e por conseguinte a vida do viajante. Outro ponto : passeios e esportes de inverno são caros pois exigem equipamentos específicos e mão de obra especializada , então ,com certeza este foi um dos passeios mais dispendiosos que já realizei , mesmo procurando economizar. Passagens Aéreas : A opção mais barata foram as Aerolíneas Argentinas , mas um detalhe : a opção de compra pelo site da empresa mostrou um valor superior ao Viajanet.com . Outra vantagem do Viajanet é que ele te dá a opção de mais de um destino ( várias cidades ) com o mesmo bilhete; assim fiz uma parada de 3 dias em Buenos Aires antes de seguir para Ushuaia. Paguei R$ 1.500,00 ( ida e volta ) , saindo do Rio de Janeiro. O trecho Belém –Rio paguei em parte com milhagens. A Aerolineas Argentina costuma trocar alguns horários de voos, o que me prejudicou ,pois chegaria a Buenos Aires ás 9 da manhã e só cheguei ás 13:30 hs ; no mais me pareceu um boa companhia com bom serviço de bordo ( sim, eles ainda servem bons lanches sem custo adicional...). Moeda e Câmbio : depois de muito pesquisar tomei a decisão de levar reais e trocar por peso argentino no aeroporto em Buenos Aires, nunca troque peso no Brasil você perderá dinheiro. Em ambos os aeroportos da Capital Argentina ( Aeroparque e Ezeiza ) você pode fazer o câmbio na chegada no Banco La Nacion . Troquei na base de 1 R$ = 4,2 Pesos ( OficiaL = R$ 4,.... possivelmente encontraria melhor cotação no mercado paralelo , mas não quis arriscar . Em Ushuaia a cotação é de R$ 4,00 . A vantagem de Buenos Aires é que aceitam reais mas com uma cotação nem sempre vantajosa , pergunte antes. Para sacar em peso argentino vá ao caixa eletrônico de qualquer banco e procure um caixa do BANELCO ( menu em português ) ; o único inconveniente é que cada saque tem o limite de 2.000 pesos , e aí você ainda paga uma taxa de 99 pesos por saque Translado do Aeroporto Aeroparque : se ficar em Buenos Aires provavelmente descerá neste aeroporto que é bem central . Ao contrário do Ezeiza não existem táxis com corrida tabelada como no Brasil ; assim pergunte antes ao motorista o preço da corrida . Até o centro ficará em média a 300 pesos. Existem muitos relatos de motoristas desonestos na Argentina, inclusive trocando dinheiro falso. Dei sorte e não fui enganado , mas se você mostrar que tem idéia do valor da corrida as coisas ficam mais fáceis. Existe o remis , que achei super caro, passe longe ..Uma informação importante : se o seu voo ate o Brasil ou no sentido contrário tiver mudança de aeroporto você pode solicitar o transfer gratuito das aerolíneas argentinas . Para isso entre no site , forneça o número da reserva e imprima o voucher .. economize 230 pesos . Leve o voucher até o box da empresa Tienda León no aeroporto e pegue a autorização de embarque. Existe a opção de imprimir o voucher no próprio aeroporto pagando 25 pesos em um locutório ao lado do box da aerolíneas ( Veja abaixo os horários de saídas ) Hotel em Buenos Aires: pesquisei bastante , já que li muitos relatos de hotéis no centro com problemas . Fiquei no excelente 3 estrelas Hotel UTHGRA de las Luces (Alsina 525, C1087AAG Buenos Aires ) ; hotel novo , quartos e camas limpos, café muito bom, wifi , etc.. . Localização excelente, próximo de muitos pontos turísticos como a Casa Rosada e o Obelisco. Diária de um quarto triplo a R$213,00. Recomendo. Se pagar com cartão você fica isento dos 21% do IVA, imposto pago pelos turistas no país. Restaurante em BA : para comer um mini bife de chorizo com acompanhamento a 200 pesos ( especialidade argentina ) vá ao Café de Lá Ciudad ( av Corrientes ,999 ); suba para o primeiro andar e desfrute de uma vista panorâmica a poucos metros do obelisco . Aliás o bife de chorizo explica toda a fama da carne argentina... ele parece dissolver na boca ... imperdível !! Uma opção mais em conta é ir ao La Sonada ( Maipú , 841 ) e pedir uma Parrillada PREMIUM, outra especialidade argentina ; serve tranquilamente 3 a 4 pessoas ; normalmente vem com dois acompanhamentos a escolha ( salada/batata frita/purê/ arroz ) . Preço : 490 pesos , cerca de R$ 100,00 , uma pechinha , considerando a grande quantidade de diversos tipos de carne e chouriços. Passeios em Buenos Aires : em função da mudança de horário do voo perdi meio dia , assim tive que maximizar o tempo para conhecer o básico. Do hotel onde fiquei era possível acessar a pé várias atrações ; para pontos mais distantes como Puerto Madero fiz de taxi, que são mais baratos que no Brasil. Como em qualquer capital, para vivenciar o modo de vida e pontos turísticos nada melhor que caminhar pelo centro histórico ; também fiz um city tour com guia em português em agência contratada pelo booking.com , paguei R$87,00 . Existe o ônibus amarelo que faz um city tour mais abrangente de um dia a 490 pesos. Estadia em Ushuaia : optei por ficar em um apt alugado , mobiliado e com um quarto , e que custou cerca de R$ 1. 600,00 para oito dias . A proprietária , a Sra Célia ,foi muito atenciosa e prestativa inclusive me forneceu opções de passeios e transfer bem mais em conta que o mercado local. Quem quiser contatá-la segue o zap : +54 2901631168 .Se a opção for ficar em Hotel , fique na Av, San Martin ou redondezas , no inverno isso faz muita diferença pelo deslocamento para outros bairros que ficam prejudicado pela neve , e o que é pior , pelo Gelo. Eu escapei, mas meus familiares levaram vários tombos antes de aprenderem a se locomover no gelo. Aluguel de carro : boa opção para quem viaja em grupos para dividir o custo e fazer alguns passeios por conta própria. Um carro básico tem uma diária média de 1500 a 1700 pesos em Ushuaia . A empresa Tiger é uma possibilidade , entregam o carro no aeroporto se for o caso. ( http://www.tigerush.com.ar ) Alimentação : Quem for no sistema econômico pode alugar uma apartamento que tem a vantagem de você poder fazer algumas refeições e economizar bastante . Para se ter uma idéia, o quilo de carne em Ushuaia fica em média o equivalente a R$ 35 reais a R$ 40,00 reais, então imagine que comer carne em restaurantes não é barato ... Assim se prepare para pagar em média uma R$ 50,00 por refeição , mas descobri algumas exceções : - Para comer excelente hambúrgueres vá ao GELIDO ( San Martin , 1207 ), fica na rua principal do Centro , a San Martin. Dependendo do pedido você não conseguirá comer um hamburgue completo, pois são enormes . Lá é possível um Hamburgue com fritas , ovos, salame e carne por R$ 35,00 ou 185 pesos. Um chocolate quente a 75 pesos é uma boa pedida para acompanhar. Na boa, provavelmente o restaurante mais em conta e de boa qualidade para você comer em Ushuaia é o EL TURCO ( San Martin, 1410 ) ; descobri isso perguntando a um nativo. Lá é possível um bife á milanesa com acompanhamento a 180 pesos. Também existem excelentes massas a 230 pesos . Se tiver com dinheiro sobrando pode procurar outros restaurantes e comer um cordeiro fueguino , especialidade da região a 530 pesos , se gostar de mariscos a pedida é provar a Centolla , uma espécie de caranguejo gigante . Você poderá fazer uma reserva no restaurante do hotel Arakur , famoso por ter servido de abrigo a Leonardo de Capri, durante as gravações do filme O Regresso ( sim parte do filme foi gravado nos bosques de Ushuiaia..) , o bufê sai por 560 pesos por cabeça. Passeios : Em Ushuaia as agências praticam preços muito semelhantes, quase um cartel. Para nós brasileiros existe a agência Brasileiros em Ushuaia (http://www.brasileirosemushuaia.com.br/) , que possui um ótimo atendimento e pessoal muito solícito ;até me concederam um transfer gratuito em minha chegada. No entanto, eu tenho que informar que é possível encontrar passeios com preços melhores que os praticados na agência brazuca , em seguida mostrarei alguns exemplos. Selecionei os passeios , após uma análise de custo beneficio. Por exemplo, como não faria ski , não fui ao centro Invernal Cerro Castor que cobra ingressos de 500 pesos na alta estação. Preferi ir a outro centro onde faria alguma atividade. Os passeios : 1- Navegação no canal Beagle : obrigatório , até pelos leões marinhos que são avistados e pelas paisagens da baia em frente a Ushuaia. Fui pela agência Tolkeyen Patagonia( comprado pelo decolar ) a R$ 149,00 ( Brasileiros em Ushuaia : R$ 253,00 ). 2- Parque Nacional Terra de Fogo : Excursão que leva você por regiões deslumbrantes do parque . Também fui pela Tolkeyen por R$ 176,00 (Brasileiros em Ushuaia : R$ 228,00) 3- Valle de Lobos : estação invernal onde você pode andar de moto na neve , ter aulas de ski ou fazer um percurso com cães siberianos em um trenó ( esta foi minha opção) . O passeio em trenós sai a 700 pesos . Paguei ainda 600 pesos por pessoa pelo transfer . Para ser sincero achei um passeio caro pelo tempo curto de cerca de 20 minutos de duração , mas a paisagem ao redor é muito bonita. 4- Glacial Martial : Passeio que você pode fazer sem agência ou guia ( se for por agência vão te cobrar R$350,00 ). Basta pegar um taxi ou um transfer . Preço do transfer : 600 pesos ida e volta . Note que dependendo da condição da trilha até o topo do glacial você poderá ter que alugar raquetes para neve ou grampos para os sapatos ;isso é feito na base do Glacial . No dia do meu passeio havia chovido no dia anterior e havia muito gelo, sendo impossível subir sem grampos no sapato. Vejam os preços na tabela abaixo. 5- Lagoa Esmeralda : Acho que foi o melhor passeio. Este é outro que pode ser feito sem agência ( vão te cobrar R$ 380,00 por um trekking) . A trilha sinalizada facilita , no máximo você pode contratar um guia que sai bem em conta . São 4,8 km de trilha na neve ( 9,6 km , ida e volta ) , muitas vezes com neve com 40 cm ou mais. O percurso pode ser feito em 2 horas ( 4 ida e volta ) mas vale cada segundo pois as paisagens são deslumbrantes , variando de um bosque fechado e vales abertos. Não é passeio para turistas acomodados..Alugamos botas e calças impermeáveis na loja Jumping ( 9 de Júlio, 129 ) ; para esta trilha as botas impermeáveis são indispensáveis. Neste passeio o nosso guia foi o paranaense Jesse; o cara está rodando a América do Sul a bordo de um fusca 1968 acompanhado do seu simpático cão Shurastey ,da raça Golden . Foi divertido pegar um carona no fusquinha até a entrada da trilha ..Passem no instagram do Shurastey para dar uma força , eles estão buscando patrocínio para continuar a jornada e o número de visualizações conta muito : @shurastey_
  15. Buenas Mochileiros, Gostaria de começar meu relato agradecendo a todos os mochileiros que já fizeram esse trajeto e deixaram aqui seus relatos, ajudou muito na preparação do nosso roteiro. Após extrair o máximo de informação dos relatos não poderia deixar de vir até aqui e escrever um pouco da nossa experiência nesses 5 dias incríveis. Abaixo um vídeo que mostra um pouco da viagem: Vou colocando as informações aqui caso não entendam alguma coisa me perguntem pois sou contador e tenho uma certa dificuldade em escrever ::lol4:: ::lol4:: 20/04 – Toledo – Foz do Iguaçu 21/04 - Foz do Iguaçu - Puerto Iguazu - Buenos Aires - Ushuaia 22/04 - Laguna Esmeralda e Canal Beglea 23/04 - Parque Nacional Tierra del Fuego 24/04 - Glacial Martial e Galeria Tematica 25/04 – Retorno Ushuaia - Cordoba - Puerto Iguazu Preparativos e a ansiedade aflorada ::hahaha:: GASTOS Acredito que essa é a parte que tira o sono de todo mundo e que assombra a minha cabeça, quanto levar? Será que vai dar? E se faltar? realmente me deixavam quase louco, organizamos nosso mochilão de Janeiro de 2017 até Abril de 2017, prazo pequeno e teve até não era esse o destino kkkkkkkk, chegou um momento que a ideia foi desistir, não ia ter grana, mas felizmente conseguimos toda a grana e continuamos focados kkkkk, levamos aproximadamente 24.800 pesos para duas pessoas (eu e minha esposa) e gastamos 10.689 isso é TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS, sobrou uma quantia boa até, não levamos nem 1 real se quer, mas levei 2 cartões de crédito Um Platinum e outro GOLD para alguma emergência. A aqui vale lembrar que no meu orçamento não estão as passagens de ida e volta, por um motivo bem especifico, moramos no interior do Paraná na cidade de Toledo, tem aproximadamente 120 mil habitantes, então as passagens áreas acabam se tornando mais baratas, sendo que para pegar o voo vamos para Foz do Iguaçu onde temos amigos, deixamos o carro lá, dessa vez não pegamos o voo em FOZ e sim na primeira cidade da Argentina que faz divisa com FOZ, Puerto Iguazu, como o voo seria Nacional acabou saindo muito mais barato, aproximadamente 1.250,00 Ida e Volta cada. Então aqui vai meu primeiro conselho, se você ainda não conhece FOZ, vale a pena pegar um dia para conhecer as cataratas e aproveitar para pegar o voo pelo lado argentino. CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO Não é obrigatório para entrar na Argentina, mas como tínhamos ainda vigente do mochilão do ano passado levamos. que quiser ver o mochilão do ano anterior vou colocar aqui o link da Mary Teles que nos conhecemos no comecinho na viagem e fizemos todo o mochilão juntos e somos amigos dela até hoje, bolivia-chile-peru-em-23-dias-abril-2016-por-1-300-00-dolares-na-viagem-t130253.html DOCUMENTOS Levamos o passaporte para poder ganhar os carimbos haha levamos o RG também porque vai que dá uma merda e perdemos os passaportes, melhor prevenir e não ter toda a dor de cabeça de ficar sem. Levamos também uma pastinha onde todos os documentos que eram nos dado íamos guardando lá, vai saber se e algum momento não íamos precisar kkkkkkkk SEGURO DE VIAGEM Dessa vez como era apenas 5 dias, resolvi não fazer o Seguro Viagem, por um motivo, se não morri com a comida da Bolívia, não morro mais kkkkkkkk, brincadeiras a parte se fosse com mais dias eu faria sem duvida alguma. RESERVAS No nosso primeiro mochilão não reservei nada kkkkkkkkkk, fomos na louco de conseguir o melhor preço, nesse queríamos fazer igual, porém os bons e baratos na Argentina são sempre lotados kkkkkkk, então reservamos 4 diárias no HOSTEL YAKUSH, ele é muito bem localizado, fica praticamente da RUA principal de Ushuaia a San Martin, é onde tem tudo, desde Mercado, Agência de Turismo, Farmácia, Restaurantes e por ai vai voltando ao Hostel, não me arrependo nenhum um pouco de ter reservado esse Hostel, pois foi desparado o mais organizado e limpo que eu já fiquei, todas as camas tinha tomada, banheiro tinha até papel para secar as mãos kkkkkkk e WI-FI o Hostel Inteiro O QUE LEVAR: abaixo vou colocar tudo o que levei: 1 – Bota Adventure Pelicato (tenho ela a 5 anos e usei ela no meu ultimo mochilão) 1 – Tênis de caminhada da Adidas (usei para caminhar na cidade e deixar a bota para trekking) 1 – Mochila Cargueira Chesson 50 Lts com capa de chuva. 1 - Mochila para Notebook da Icatu Seguros (ganhei no trabalho, supriu todas as necessidades) 1 - Almofada de pescoço 1 -Toalha de auto absorção - http://www.decathlon.com.br/natacao/acessorios/toalhas/toalha-em-microfibra-kingcham-g-80x130cm?skuId=2076374 1 – Calça primeira pele 1 – Blusa primeira pele 1 - Jaqueta Corta Vento Azul http://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/roupas-masculinas-de-trilha-e-trekking/camada-3-jaquetas-impermeaveis-leves/casaco-de-chuva-impermeavel-para-caminhada-raincut-fecho-homem-azul?skuId=1803677 1 – Jaqueta de Fleece – Peguei emprestada de um amigo 2 – Cadeado – Levem se quiserem sair do Hostel tranquilo é essencial 2 - calça jeans 4 - casaco moletom 5 - Camisetas (usei somente uma kkkkkk depois explico o porque) 1 - toca 7 - Cuecas 7 pares de meia 1 - Chinelo 1 - capa de chuva 2 – T para tomada, foi essencial ajudou bastante. 1 - pastinha para documentos 1 - câmera Soni Semi Profissional + carregador de pilhas 1 - câmera Go Pro + carregador + bateria extra (emprestada do cunhado) 1 – Iphone 6 + carregador 1- óculos de sol 1 - óculos de grau 1 - Pacote com 40 lenços umedecidos 1 - doleira 1 - fone de ouvido 1 – Carregador portátil para celular 1 – Desodorante 1 – Escova de dente e pasta 1 - Protetor solar 1 - Protetor labial REMÉDIOS: ASPIRINA ENO BEPANTOL (para criança pequena) Os preparativos foram praticamente isso, começo a contar a história dessa aventura no próximo capitulo.
  16. - Fim do Mundo- Ushuaia 2017

    Eu e meu esposo queremos dividir com vocês nossa experiência em Ushuaia. Descrever alguns passeios, valores, alimentação e as nossas impressões. Ficamos 09 dias em Ushuaia, num voo de São Paulo/Buenos Aires e de Buenos Aires/Ushuaia. Ao desembarcarmos, já nos encantamos com o aeroporto da cidade, construído em madeira...um charme só. No 1º dia conhecemos um pouco a cidade e passeamos pela orla no Canal de Beagle e procuramos agências de turismo para planejarmos nossos passeios. Escolhemos a agência Canoero para passear pelo Canal Beagle, essa agência tinha um diferencial: entrava 70 Km mar a dentro, passava pelo porto Willians (lado Chileno e que discute com Ushuaia dizendo ser o vilarejo mais austral que existe) e nos levava até a ilha dos Pinguins, além de passar pelos locais comuns a todos os catamarãs. Foi um passeio maravilhoso, muito frio (levem roupas apropriadas), uma sensação única de estar literalmente no Fim do Mundo. Outros catamarãs ofereciam chá (tê), chocolate quente, erva mate (chimarrão), mas optamos pelo Canoero pelos locais para onde ia e valeu muito a pena. Se quiser, no catamarã (que é um barco de 02 andares) tem lanchonete para comprar o que quiser.] Pagamos R$ 500,00 o casal ($2.400 pesos), sendo que o pagamento foi feito em cartão de crédito, em peso argentino, na cotação de R$1,00 = $4,80 (trocamos o dinheiro no aeroporto de Buenos Aires e foi a melhor coisa que fizemos) Quanto às refeições, normalmente fazíamos 02 ao dia: café da manhã no hotel, saíamos para os passeios, retornávamos por volta das 15:00 horas e íamos almoçar. Descobrimos na Rua San Martin um restaurante de nome Villaggio, tradicional, aconchegante, bom atendimento e bom preço. Na maioria dos dias pedimos um prato com bife à parmigiana, com presunto, queijo, tomates e guarnição à escolher (normalmente escolhíamos arroz) . Um prato grande que, dependendo das pessoas, um prato é suficiente para duas pessoas- valor $195 (pesos argentinos ou R$40,00) e tomávamos vinho tinto de fabricação na patagônia , muito bom (mui rico como dizem eles), no valor de $220 (R$45,00). A noite tomávamos um chocolate quente com medialuna, ambos por $70. Embora tenha muita água nascente em Ushuaia, em todos os passeios de caminhada na natureza você encontra água potável, provocada pelo desgelo, límpida e gelada, comprar água em Ushuaia é bem caro - $50 (R$10,00) por uma garrafa pequena - 500 ml. No próximo post continuo descrevendo os passeios, seus respectivos valores e sua belezas.
  17. Boa tarde pessoal! Estou indo para Ushuaia e El Calafate com minha esposa em Julho/2017. Ficaremos 4 dias em Ushuaia e 5 em El Calafate. Tenho pesquisado por passeios na região e estou achando muito caro. Os mais baratos custam quase R$300,00. Gostaria de saber se estando na região, é possível e vale a pena fazer os passeios por conta (sem receptivo ou guia), chegando aos locais através de taxi. Perguntar quais passeios são mais indicados é muito particular, mas gostaria de ouvir a opinião de vocês. obrigado.
  18. 15 dias pela Patagonia

    Ushuaia + Calafate + Chalten + Bariloche Faremos aqui um relato na nossa viagem de 15 dias pela Patagonia Argentina em dezembro 2016/janeiro 2017. 24/12 - Embarcamos com destino a cidade de Buenos Aires as 00:25 pela Aerolineas Argentinas. Foi um voo tranquilo e chegamos na cidade as 2:20 ja que la não tem horário de verão. Quando você desembarca na parte internacional e vai pegar outro voo tem que se deslocar até a parte de voos domésticos que fica em outro prédio. As 7:25 pegamos o voo que nos levaria até a cidade de Ushuaia, aonde chegamos as 12:10. Em Ushuaia Ficamos pelo AIRBNB na casa da Tamara a qual recomendamos pois é muito atenciosa e tem um espaço bacana para alugar. O único inconveniente é que o chuveiro não é dos mais quentes então exige banhos rápidos. Quando chegamos na cidade a temperatura estava cerca de 8 graus e com uma garoa mas mesmo assim fomos nos aventurar. Nossa primeira parada foi em um hostel na rua Rivadavia bem sinistro aonde um chinês troca reais por um preço bacana. Na época 1 real = 5 pesos. Trocamos uma parte do dinheiro e fomos para o centro de informações turísticas aonde eles carimbam seu passaporte com o carimbo da cidade. A cidade é bem pequena e o seu centro tem uma infinidade de lojas, restaurantes e docerias. Nos bairros também conseguimos achar esses serviços mas dependendo de onde ficar vai ter que enfrentar subidas para chegar como foi o nosso caso. Paramos para almoçar em um restaurante de massas na Rua San Martin gastando cerca de 100 reais o casal e depois antes de voltar para o nosso apartamento passamos no mercado La Anonima para comprar queijos e vinho para nossa ceia de natal. Indicamos o vinho Dada que é muito bom e la muito barato, cerca de 20 reais a garrafa. Os mercados de todas as cidades não tem sacolas plásticas então ou vc leva a sua ou vc compra a deles daquele tipo retornável. A cidade de Ushuaia é muito segura, cheia de cachorros e gatos pela rua e no veråo tem sol até as 11hras da noite o que é ótimo pois faz nosso dia render muito. A noite no verão a temperatura baixa bastante chegando a uns 4-5 graus mas os locais tem sempre ótima calefaçåo. 25/12 - Era natal de começamos a nossa primeira aventura, subir o Glaciar Martial. Saindo do apartamento a entrada para a estrada que leva ao inicio do Glacial era perto, levamos uns 15 minutos andando mas ai começa a subida e no meio dela fomos salvos por um alemão que nos deu carona até o inicio do glacial. Então se vc pretende ir vá de taxi até o inicio da trilha pq vale a pena e vc volta a pé pq a paisagem é bem bacana. No inicio da trilha vc ja se depara com uma subida forte e a trilha em si é puxada. Demoramos cerca de 1hra e meia para conseguir subir bem agasalhados e em alguns momentos até de luva e cachecol pois tem trechos de ventos muito fortes. A descida parece mais tranquila mas não é pois se vc não tomar cuidado estraga o joelho que foi o que aconteceu comigo. No meio da descida paramos para comer um lanche que tinhamos levado (pão com frios, bolinho recheado com doce de leite e água) e terminamos todo o circuito em 2:30 hras. La no inicio da trilha tem uma casa de chá maravilhosa a qual paramos antes de retornar a cidade...vale muito a pena, é maravilhosa e cara. De volta a cidade moídos ainda paramos no centro novamente para comer em uma pizzaria na rua San martin (era uma das poucas opções ja que era dia de natal) e voltamos para nosso apartamento nos lamentando com tanta subida. 26/12 - Resolvemos conhecer o Parque Nacional. Antes de irmos atrás de um transfer passamos novamente no chinês para trocar mais reais por pesos e fomos até o local de onde saem transfers para todos os passeios da cidade na avenida Maipu. Um transfer ida e volta custou 400 pesos por pessoa. La dentro do parque vc paga uma taxa de entrada de cerca de 120 pesos por pessoa se for mercosul e escolhe qual trilha vc quer fazer. escolhemos a trilha costeira pois era a mais recomendada e realmente vale a pena. Nela vc passa por diversos lagos maravilhosos e água cristalina. O transfer nos deixou na Enseada Zaratiegui aonde antes de começar a trilha vc pode pegar outro carimbo da cidade no passaporte mas esse tem custo de cerca de 30 pesos enquanto que o do centro de informações é gratis. Dessa enseada fizemos uma trilha de 8,6Km até o Rio Lapataia aonde tem um restaurante e banheiros (cerca de 3:20hras). No meio da trilha paramos para comer nosso lanche na beira de um dos lagos e no final, quase chegando ao restaurante eu ja estava chorando de tanta dor no joelho. Por conta do dia anterior meu joelho sentiu muito a trilha e tive que parar nesse restaurante e fiquei la esperando meu marido terminar os 5 Km de trilha que faltavam(ele demorou cerca de 3hras para voltar ao restaurante). Ele continuou e foi até a Laguna negra e depois a Bahia Lapataia ja na divisa com o Chile. Assim que ele retornou ao restaurante consegui ir com ele até o lago Roca que é maravilhoso para tirar fotos e ficar descansando com aquela vista e logo depois o transfer nos pegou no restaurante e voltamos a cidade. De volta a cidade voltamos para o ape e no caminho paramos em um restaurante local chamado Dieguito, fora da zona turísticar. Uma ótima experiência com preços bem pouco menores. Gastamos os mesmos 100 reais por casal mas comemos mais. De volta ao ape foi aquele banho rápido, pijama e cama ja que ja eram quase dez da noite. 27/12 - Na manhã desse dia acordamos muito cedo a espera do nosso taxi até o aeroporto, era dia de ir para El Calafate. O taxi já tínhamos deixado agendado e no horário combinado ele estava lá para nos buscar, Nos depedimos da mãe da Tamara que foi quem nos recebeu e chegamos no aeroporto com um custo de 120 pesos. O voo foi pela Tam e demorou cerca de 1h20. Tínhamos pensado em ir de ônibus para o preço era praticamente o mesmo e eram 17 horas de viagem. Chegando em El Calafate vc ja se deparara com a linda vista do lago Argentino, maravilhoso. Pegamos um transfer da Ves Patagonia que nos custou 160 pesos por pessoa e ele nos deixou no nosso hostel bem no centro da cidade. Fora do centro tem muitas opções de hostel mas não recomendamos pois tudo que é serviço está localizado no centro. Nosso hostel foi o Calafate Hostel aonde pegamos um quarto privativo duplo que nos custou 150 dólares + taxas por 3 diárias com café da manhã. O hostel é muito bom, além de bem localizado o quarto era ótimo (só um pouco quente demais), os atendentes eram ótimos e o café era ok. Para quem pretende cozinhar, a cozinha é super pequena então vc tem que ter paciência para esperar sua vez e achar um lugar na geladeira. O hostel tem um restaurante muito bom com preços ok tendo sempre o menu do dia por 150 pesos. Ao chegar na cidade fomos atrás de cambio e para nossa surpresa ele era pior que em Ushuaia, conseguimos 1 real = 4.50 pesos o que nos deu aquele arrependimento e aquela saudade do chinês. Esse cambio é em um restaurante chamado Casimiro Bigua localizado na Avenida San Martin. A cidade de Calafate é muito fofa e ainda menor do que Ushuaia. Na rua principal San Martin vc encontra lojas, restaurantes, bares, docerias, padarias e muitos brasileiros com frio. A temperatura da cidade é mais alta chegando a uns 20 graus durante o dia e 10 graus durante a noite, mas sempre com muito vento. Depois de dar uma volta na cidade, almoçar no restaurante vera Cruz que tinha uma massa gostosinha, experimentar o famoso alfajor Koonek que realmente é muito bom (custam 25 pesos cada e o melhor era o branco de doce de leite) e ir a rodoviária para comprar nossa passagem para El Chalten (400 pesos ida e volta por pessoa), voltamos para o hostel e fomos pagar nossos passeios. Depois disso dormimos para o dia seguinte. 28/12 - Nesse dia reservamos para fazer o mini-trekking no Glacial Perito Moreno. Fechamos tudo pelo hostel e ele nos custou 2040 pesos por pessoa mais taxa do parque. É um passeio extremamente caro, como tudo em calafate, mas que vale muito a pena. Primeiro vc passa por toda a passarela tendo várias vistas diferentes do glacial e podendo ver a todo momento ele se rompendo, nessa parte do passeio vc pode fazer um lanche que vc deve levar, no final das passarelas tem um restaurante mas bem caro. Cerca de 1h30 na passarela é suficiente para ver tudo e vc volta para o ônibus que nos deixa no porto, la embarcamos em direção ao glacial e depois de uns 30 minutos iniciamos uma trilha rápida. Chegando ao Glacial vc coloca grampones nos sapatos e começa o trekking sobre o gelo. Esse percurso dura cerca de 1h30 e no final é servido uísque com gelo tirado do glacial. O trekking é fácil e autorizado para pessoas de até 65 anos e não grávidas. Terminado o passeio voltamos para o hostel, jantamos um delicioso hambúrguer no restaurante de lá e fomos dormir. 29/12 - Também pelo hostel reservamos um passeio a Torres Del Paine que é um parque situado na patagônia Chilena. Esse passeio custa cerca de 2100 pesos por pessoa e além de caro sai às 5h da manhã. Saímos do hostel e depois de 1h pegando mais pessoas pela cidade iniciamos nossa viagem. Até a fronteira com o Chile são cerca de 6h de viagem, na fronteira temos que fazer a saída da Argentina, depois a entrada no Chile e isso leva mais 1h. Ao entrar no Chile tem uma cafeteria aonde vc deve trocar sua moeda por pesos chilenos para pagar a entrada do parque, 21 mil pesos chilenos por pessoa. A partir daí o guia chileno vai explicando toda a paisagem e localização e vamos fazendo paradas para fotos em lugares exuberantes. Ja no final do passeio paramos em uma hosteria onde é servido um almoço (horrível) que já esta incluso no passeio com bebida e sobremesa. Esse lugar fica na beira de um dos lagos mais bonitos que ja vi na minha vida. De volta ao ônibus fazemos todo o percurso de volta passando novamente por todas as imigrações e chegando de volta a calafate cerca de 11h da noite. O passeio tem com ctz as paisagens mais bonitas de toda a viagem mas não sei se faríamos de novo. Além de caro, demorado, desconfortável é muito cansativo. A comida do restaurante não me caiu bem e vomitei tudo na volta. De vd não sei se vale a pena. 30/12 - As 7:30 da manhã pegamos nosso ônibus na rodoviária com a empresa Taqsa para El Chalten. São 2h30 (220 Km) de viagem e chegando na cidade, antes de ir a rodoviária paramos em um centro de informações onde nos são dadas instruções sobre as trilhas da cidade (Todas grátis e muito bem sinalizadas). Da rodoviária andamos cerca de 15 minutos até nosso Hostel que ficava na Avenida San Martin. A cidade é minúscula, tem cerca de 1600 habitantes, mas é cheia de serviços, não faltam restaurantes, hospedagens, mercadinhos e tem um cambio horrível, la encontramos 1 real = 3 pesos. Ficamos na Hospedagem Lo de Trivi em um quarto privativo com banheiro e sem café por 256 dólares + taxas 4 diárias. O hostel era bacana, limpo, a cozinha era ótima mas o wifi não pegava no quarto além do chuveiro ser feito para pessoas magras e com até 1.70m de altura. Com um cambio tão ruim resolvemos cozinhar e fomos ao mercadinho que tinha em frente. Lá compramos macarrão, molho de tomate, queijo, pão, doce de leite, requeijão, carne, cocas e vinho de caixinha e nos viramos com isso pelos dias que passamos lá. 31/12 - Último dia do ano, dia de fazer a trilha mais dífícil. Nosso destino era a Laguna de Los 3 que fica aos pés do Fitz Roy. O começo da trilha é bem tranquilo, são 9 Km super de boa de fazer. No final desses 9 Km vc chega em um acampamento selvagem para quem curte mais aventura e lá passa um rio que tem água limpa e muito boa para beber, então não precisa levar muita água da cidade. Agora o último Km é de matar, eu que sou sedentária quase desisti várias vezes pois é uma subida animal. No fim deu tudo certo, consegui mas cheguei lá no alto podre. O que compensa é a vista que é maravilhosa aonde ficamos um tempo descansando e comendo. Depois de uma meia hra tinhamos que voltar tudo, o que foi um sofrimento para mim. Além da descida de 1 Km mto íngreme (novamente cuidado com os joelhos) eu estava muito cansada da ida e não via a hra de voltar ao hostel. Na volta paramos um pouco na laguna Capri que também é maravilhosa e aonde tem outro acampamento selvagem totalmente grátis. Chegando de volta a cidade depois de 10 horas de trilha quase chorei de emoção e paramos em uma vendinha (Che empanadas) de frios bem ao lado do hostel que tinha um atendente muito peculiar. Lá compramos muitos frios com um ótimo preço para prepararmos nossa ceia, jantamos, tomamos banho, abrimos o vinho e ficamos esperando para ver como seria a virada e simplesmente nada aconteceu hahahaha. A cidade não tem fogos e nem festa, tudo o que estávamos precisando. Sendo assim dormimos feito pedras. 01/01 - Dia de descanso e voltinha pela cidade. 02/01 - Saímos rumo a Laguna Torre ( 18 Km ida e volta, aproximadamente 6 horas de trilha) que foi uma trilha bem tranquila. Mas ao chegar na laguna presenciamos um vento que nunca tinha visto na vida. É tão forte que vc não consegue ficar por lá muito tempo, mas é bem bacana de conhecer. De volta ao hostel descansar para no dia seguinte partir. 03/01 - As 11horas pegamos um ônibus de volta a El calafate. Esse ônibus passa pelo aeroporto então vc pode já ficar por lá se quiser. Mas nós voltamos ao nosso hostel de antes ( Calafate Hostel) para passar apenas uma noite. Dessa vez em um quarto compartilhado com 4 camas também muito agradável que nos custou 31 dólares + taxas sem café. Nesse dia trocamos mais dinheiro já que em Chalten foi impossível e almoçamos em um restaurante chamado San Pedro onde experimentamos uma massa recheada com o famoso cordeiro patagônico, muito boa. Saindo de lá fomos conhecer a laguna Nimez que dá pra ir andando bem facinho e é bonita, também venta muito. Se vc quiser pode fazer uma trilha por ela mas como tudo em Calafate é pago. Andamos mais pela cidade e voltamos ao hostel. 04/01 - Dia de ir pegar um voo para Bariloche mas antes passamos no restaurante do hostel e comemos outro hamburguer, dessa vez de cordeiro que também estava muito bom. Pegamos um taxi e fomos para o aeroporto. Dessa vez de Aerolineas, também tinhamos pensado em ir de ônibus mas as 24 horas de viagem nos desanimaram. Chegamos em Bariloche quase noite já e como tínhamos optado por ficar em uma pousada mais afastada da cidade um taxi ficaria muito caro, sendo assim pegamos um taxi até o centro, lá compramos um cartão de transporte público, carregamos e pegamos o ônibus 20 que nos levou até a pousada. ( Bariloche tem transporte público até que bom) A pousada se chama Hosteria Katy e é maravilhosa. Os donos são uma família de alemães e a propriedade é simplesmente fantástica e aconchegante. Essa hospedagem nos custou 214 dólares + taxas por 3 noites com café. 05/01 - Acordamos, fomos tomar nosso café bem estilo colonial em uma sala que parecia casa de boneca. Logo após saímos para conhecer a cidade. Depois de tanto tempo em cidade pequenas confesso que estranhei aquela agitação toda já que Bariloche é muito maior e cheia de carros. Pegamos o ônibus 20 e fizemos uma parada no Cerro Campanario. A subida de teleférico nos custou 100 pesos por pessoa e não é nada demais, tem uma vista bacana mas é um passeio dispensável. Saímos de lá pegamos nosso ônibus 20 novamente e fomos até o Km 1 da Avenida Bustillo aonde tem o museu do chocolate ( Bariloche é muito famosa pelo seu excelente chocolate) mas tinha fila para entrar e desistimos. Passeamos pela cidade, conhecemos seu centro, paramos nas chocolaterias da rua Mitre e compramos um mundo de chocolates maravilhosos ( Recomendo Rapa Nui, pra mim a melhor) paramos para almoçar no El Chiringuito, um restaurante simples mas muito gostoso e com um preço bacana e voltamos para a pousada felizes e repletos de chocolate. 06/01 - Dia de fazer as trilhas que era perto da nossa pousada. Como eu disse optamos por ficar longe da cidade e perto dos bosques. Foi uma ótima escolha pois a região era muito bonita. Saímos da pousada e entramos pelos bosques que são até que bem demarcados e fizemos ao todo 18, 5 Km de trilha com várias paradas em praias muito lindas e que se vc conseguir pegar boas temperaturas vc pode até arriscar um mergulho. Dizem que lá chega a 28 graus mas nós ficamos nos 20. De volta a pousada depois de 4 horas andando paramos em um restaurante em frente a pousada e comemos uma massa maravilhosa, tomamos um banho, ficamos curtindo a pousada que é cheia de gatinhos e cachorros e tem um quintal incrível, pegamos uma pizza, comemos e fomos dormir. 07/01 - Dia de voltar para SP. Pegamos o ônibus 20 até a rodoviária de Bariloche e de lá um taxi ao aeroporto. No aeroporto também tem uma loja da Rapa Nui onde fizemos uma parada e compramos mais chocolates (mesmos preços da cidade) e voltamos pra casa. Foi tudo ótimo e maravilhoso....espero poder ter te ajudado no seu roteiro.
  19. Temos relatos lindos, interessantes e extremamente úteis como dicas para viajantes. Porém, o objetivo deste relato é mostrar que pessoas comuns, sem histórico de aventuras, sem preparo físico, sem muito dinheiro e sem estar com o peso ideal, podem viver e se apaixonar por esse mundo fantástico de trips em contato pleno com a natureza. Essa aventura foi realizada em outubro de 2016. Quando recebi o convite para essa viagem, nunca tinha feito nenhuma trilha, nunca tinha feito uma viagem internacional, minha atividade física era quase zero, estava acima do peso e não tinha ideia do que me esperava nessa viagem. Minha parceira de viagem e irmã de coração planejou tudo, li alguns relatos, mas de fato, a única coisa que eu sabia era que iríamos conhecer a Patagônia e que o nosso maior objetivo era fazer o Circuito W no Parque Nacional de Torres Del Paine. Então, farei um breve relato dessa aventura para provar a todos que é possível para qualquer pessoa viver essa experiência fantástica e se apaixonar por essa conexão com a natureza. 1ª Etapa – Ushuaia No início dessa trip, pegamos um voo Recife – São Paulo – Buenos Aires – Ushuaia. Ao chegar em Ushuaia, estávamos extremamente cansadas da viagem, porém antes de descer do avião já podíamos contemplar a beleza que nos esperava. Fomos recebidas por um nascer do sol avermelhado e um mar de montanhas cobertas de neve. Era tão lindo que finalmente tivemos a sensação de que a nossa viagem havia de fato começado. Chegamos ao Hostel Antarctica, porém ainda eram 9:00h da manhã e o check-in só era realizado as 13:00h. O hostel tem uma energia incrível. O recepcionista super simpático nos deixou guardar a bagagem no locker e nos convidou a tomar café da manhã. Durante o café da manhã conhecemos um casal de irmãos mexicanos que estavam indo fazer um passeio no Parque Nacional Tierra Del Fuego que fica a 20 km da cidade. Como ainda não podíamos fazer o check-in, resolvemos aproveitar a oportunidade e ir com eles. O Parque Nacional Tierra Del Fuego é maravilhoso e pôde nos dar um gostinho do que nos esperava em Torres Del Paine (Pelo menos era o que eu pensava). Caminhamos por cerca de duas horas e meia no parque. Paisagens incríveis, muito frio, poeira e o registro das primeiras fotos. Ao retornar, nossos amigos mexicanos optaram por ficar e fazer uma outra trilha e nós decidimos retornar pois ainda precisávamos comprar as passagens para Porto Natales em busca do nosso principal objetivo – Torres Del Paine. Eu apaguei na volta de ônibus e só acordei com o susto quando percebi que todos estavam descendo na cidade. Conseguimos depois de andar bastante, comprar nossa passagem de ônibus para Porto Natales e voltamos para o hostel, onde após quase 48 horas sem dormir e sem tomar banho, conseguimos finalmente descansar. No dia seguinte, com as energias renovadas, fomos conhecer melhor Ushuaia com os nossos amigos mexicanos. Caminhamos cerca de três horas, conhecendo a cidade de ponta a ponta, tiramos muitas fotos e sentimos as primeiras rajadas de vento da Patagonia, mas ainda não era nem de longe as rajadas que iríamos ver. O tempo em Ushuaia fechou e existia previsão de chuva com possibilidade de nevar. E eu, como boa brasileira, estava louca para ver a neve caindo, mas ainda não foi naquele dia. Deitamos cedo nesse dia, pois no dia seguinte iríamos ao nosso destino em Porto Natales. Acordamos cedo, descemos a pé até o ponto de ônibus e pegamos o chamado “ônibus semi cama” com destino a Punta Arenas / Porto Natales. Ao entrar no ônibus percebi que o semi-cama era mais apertado que os ônibus de linha urbanos do Brasil e fiquei preocupada, afinal, eram 13 horas de viagem pela frente. Como costumo enjoar em viagens de ônibus, tomei um remédio e acabei dormindo a maior parte da viagem. Mesmo assim, tive a oportunidade de viver algumas experiências como: atravessar a fronteira entre dois países via terrestre, fazer a travessia de balsa pelo Estreito de Magalhães e observar o comportamento de pessoas de diversas partes do mundo que se encontravam naquele ônibus. 2ª Etapa – Torres Del Paine Acordamos cedo, tomamos café e nos encontramos com um Português que estava no mesmo Hostel que o nosso em Ushuaia, veio no mesmo ônibus e por coincidência ficou hospedado novamente no mesmo Hostel que o nosso em Porto Natales. Ele também estava indo sozinho para Torres Del Paine. Então combinamos de ir juntos buscar informações e alugar equipamentos. Fizemos um pequeno planejamento de como faríamos o Circuito W e andamos pela cidade cerca de 10 horas fazendo as reservas nos campings, alugando equipamento, comprando comida, cambiando moeda, e buscando todas as dicas e orientações necessárias para nossa próxima aventura. A noite organizamos as mochilas para levar somente o necessário e deixamos o restante no locker do Hostel The Singing Lamb onde estávamos hospedados. Acordamos bem cedo, encontramos com nosso amigo português e seguimos para a rodoviária. Enquanto esperávamos pelo ônibus, finalmente começou a nevar e eu fiquei maravilhada com aquele espetáculo da natureza. Seguimos em direção ao Parque Nacional Torres Del Paine e nevou durante toda a viagem que durou cerca de 2 horas. Ao chegar no Parque fomos recebidos pela guarda-parque que nos orientou a começar pela entrada do Lago Grey, o que estava totalmente ao contrário do nosso planejamento. No entanto, seguimos a orientação dela, uma vez que devido as más condições do tempo a base das Torres estava fechada e não adiantaria iniciarmos por lá. Então, após registrarmos nossa entrada no Parque, voltamos para o ônibus até o Pudeto, onde pegaríamos uma balsa para o Acampamento Paine Grande. Ao esperar pela Balsa, sentimos as primeiras rajadas de vento verdadeiras da Patagônia. A sensação era que o vento iria nos derrubar e todos tentaram se proteger encostados em uma parede até a chegada da balsa. Após 30 minutos, chegamos ao Acampamento Paine Grande, foi tudo muito confuso e muito corrido. Deixamos nossas barracas e mochilas, colocamos nossos ponchos e mochila de ataque e seguimos em direção ao Lago Grey. O início da trilha para o Lago Grey era aparentemente tranquilo, porém, aos poucos começou a chover um pouco e as rajadas de vento eram muito fortes, a ponto de rasgar os nossos ponchos e nos deixar desprotegidas quanto a chuva e a neve, mesmo estando com os casacos impermeáveis. Lembrando que eu nunca tinha feito uma trilha na vida, e que não tinha praticamente nenhum preparo físico, comecei a ficar nervosa nas subidas pois o Português que estava conosco era muito rápido. Tinha muita chuva, muita neve, muito vento e confesso que pensei em desistir já nos primeiros 500 metros. Mas tomei fôlego, minha irmã do coração se mostrou tão parceira que resolvi tentar. Chegamos ao primeiro mirador. Era difícil até conseguir tirar foto pois os dedos congelavam sem a luva. Mesmo assim, valeu a trilha por ter conseguido tirar da minha irmã a melhor foto da viagem. Continuamos a trilha até o segundo mirador. As subidas e a trilha em si não são tão difíceis, a dificuldade realmente era o vento, a chuva e a neve que estavam intensos. Ao chegar no segundo mirador, minha irmã foi iluminada quando tomou a decisão de deixar o Português seguir e nós voltarmos, uma vez que, provavelmente não iríamos conseguir ver muita coisa com o tempo fechado, além do risco de escurecer e ficarmos no meio da trilha. Voltamos desse ponto, estávamos mais tranquilas em voltar, comemos, tiramos algumas fotos e percebemos o quanto já havia nevado em relação a ida, pois o chão estava completamente branco de neve. Já próximo ao Acampamento Paine Grande percebemos o quanto nossas roupas e botas estava encharcados e bateu um desespero de que pudéssemos perder nossos documentos, dinheiros, etc. Finalmente, após um total de quase seis horas de caminhada, chegamos ao acampamento, trocamos nossas roupas e observamos o caos que estava no local. Segundo um dos funcionários do Refúgio, aquela situação de tempo não era normal naquele período. Todos estavam disputando os aquecedores, tentando além de se aquecer, também secar as roupas que estavam todas molhadas, mesmo de alguns estrangeiros que víamos que eram experts nesse tipo de aventura. O frio era incontrolável, pois mesmo trocando de roupa ainda tinha algumas partes molhadas. A princípio tínhamos nos programado de montar nossa barraca, mas devido as más condições de tempo decidimos alugar uma barraca já montada do refúgio, pois assim iríamos nos sentir mais seguras. O alojamento do refúgio era muito caro, e estava fora da nossa programação financeira. Ficamos um pouco mais no refúgio e minha irmã decidiu nesse momento desistir de fazer o circuito W, voltaríamos no dia seguinte para Porto Natales, pois as previsões do tempo eram instáveis e não estávamos preparadas para seguir o circuito. Naquele ponto era possível retornar pela balsa, se arriscássemos seguir, teríamos que ir até o final, não tinha como retornar sem ser pela trilha a pé. Ficamos o máximo de tempo que podíamos no refúgio tentando nos aquecer, conhecemos alguns brasileiros e vimos várias pessoas tomando a mesma decisão que a nossa de não seguir adiante, com exceção do nosso amigo Português que optou por seguir. Finalmente fomos para nossa barraca, o frio continuava insuportável, mesmo no saco de dormir, com colcha, casacos, meias, etc... Passamos a noite praticamente em claro, com frio e com medo, pois o barulho do vento era assustador. Ao amanhecer o dia estava claro, sem chuva, sem vento, sem neve. Mesmo assim, continuamos com a decisão de retornar. Tomamos café, organizamos as mochilas, tiramos algumas fotos ao redor e pegamos a balsa/ônibus de volta a Porto Natales. Meu sentimento nesse momento era de frustração e profunda tristeza, principalmente pela minha irmã que tinha o sonho de ver as Torres. Estava me sentido culpada, pois pensei que ela só tinha tomado a decisão de retornar por estar preocupada comigo. Depois entendi, que ela ouviu o coração e teve a certeza de que ainda não era do nosso merecimento conhecer Torres Del Paine. Mesmo assim, o sentimento de frustração ainda persistia, pois aquele era o principal objetivo de nossa viagem. Retornamos a Porto Natales e nos organizamos para antecipar nossa ida para El Calafate. 3ª Etapa – Perito Moreno Chegamos pela manhã em El Calafate. A cidade é um charme, muito romântica, aconchegante e simpática. Deixamos nossas mochilas no Hostel e partimos para explorar a cidade. Compramos nossas passagens para Perito Moreno e fomos para o mirante ver o pôr do sol. A vista do mirante era linda, mas o pôr do sol ficou aquém das nossas expectativas, mas entendemos que cada lugar tem as suas belezas. No dia seguinte, seguimos para conhecer o Glaciar Perito Moreno. Um dos mais famosos do mundo. Ao chegar lá não consigo descrever para vocês tamanha beleza. O glaciar é cercado por passarelas gigantes, com muitas escadas e muitos turistas. Não existe nenhum lugar para onde se olhe que não seja incrivelmente lindo. As paisagens são fantásticas, o lugar é de uma energia incrível. Finalmente eu estava me sentindo confortável e maravilhada! O glacial é imenso, mas infelizmente podemos ver com nossos próprios olhos a ação do aquecimento global e a urgência de nós, seres humanos, nos preocuparmos com a preservação do meio ambiente. Tiramos muitas fotos, fizemos alguns vídeos, contemplamos imensamente aquele lugar com toda a sua magia e energia. O Glaciar é esplêndido, o barulho do gelo quebrando, o azul que avistamos nas frechas do gelo, tudo é incrivelmente magnífico!! Votamos para o hostel maravilhadas e dormimos com aquelas imagens lindas. Ao acordar, fomos comprar nossas passagens para El Chalten e explorar um pouco mais a cidade. Encontramos um parque das aves e resolvemos fazer o percurso de uma hora nele, onde era possível contemplar diversas aves da região, em um contato com a natureza de extrema contemplação. Voltamos para o Hostel e dividimos quarto com uma Alemã que tinha acabado de chegar de El Chalten e nos deu várias dicas de como eram as trilhas. Ela estava encantada e falou que nós iríamos amar. Tudo isso em uma tentativa de falar inglês já que ela não falava espanhol. Ah... nós também não falávamos espanhol, apenas Português e eu o básico de inglês. Mesmo assim, isso não nos impediu de curtir a nossa trip e de fazer novas amizades. 4 ª Etapa – El Chalten De El Calafate até El Chalten foram 03 horas de viagem. Ônibus super confortável, dois andares, leito e uma vista privilegiada. Mesmo antes de chegar na cidade, já conseguimos avistar o Fitz Roy, imponente e majestoso. As primeiras fotos começaram dentro do ônibus mesmo, e minha irmã estava emocionada por estar naquele lugar. Fizemos uma parada na entrada da cidade, na Administração do Parque Los Glaciares, para receber as devidas orientações sobre as trilhas e cuidados que devíamos tomar. O guarda-parque falou da dificuldade da trilha do Fitz Roy e eu fiquei mais uma vez bastante preocupada e angustiada. Mas nem de longe imaginava que o nosso merecimento estava ali naquele lugar. Descemos a pé da rodoviária até o hostel. A cidade é bem pequena e tudo é muito próximo. Almoçamos, fomos ao mercado, exploramos um pouco a cidade e fomos descansar pois no dia seguinte a primeira trilha seria exatamente a mais difícil: A Trilha da Laguna Los Três que fica na base do Fitz Roy. Eu estava muito angustiada, com medo de não conseguir, pensando nas dificuldades que podia encontrar na trilha. Entrei na internet, li vários relatos, e pedi para minha irmã prometer que se eu não conseguisse ela iria sozinha, pois não queria atrapalhar esse sonho dela. Ela me tranquilizou e disse que estávamos juntas e que tudo iria dar certo. Fomos dormir, mas eu continuava com receio da trilha. Afinal, eram 10 horas de caminhada, isso para quem era acostumado em fazer trekking, o que não era o meu caso. Iniciamos a trilha as 7:00h da manhã. O dia estava apenas amanhecendo. Na entrada da trilha rezamos, pedimos permissão a espiritualidade e proteção para nossa travessia. A primeira hora é de subida e se a pessoa não estiver na sintonia desiste ali mesmo. É uma subida cansativa, mas relativamente fácil, pois foram colocados troncos que formam uma escada e dão apoio. Fomos recepcionadas por dois Pica-Pau que faziam barulho bicando a madeira e eram lindos. A trilha é toda sinalizada, com indicativos de direção e quilometragem. Nos primeiros quilômetros encontramos meia dúzia de pessoas no sentido contrário. A partir daí até o acampamento Poicenot não encontramos mais ninguém. Nos 700 metros avistamos o 1º mirante que dá para o rio Los Curves. A trilha começou a ficar plana, andamos na mata fechada, ouvindo apenas o som do vento e dos pássaros. A trilha é linda e de uma energia indescritível. Passamos por vários portais, pontes feitas com tronco, caminhos estreitos dentro do bosque e chegamos no Mirador do Fitz Roy. A trilha vai ficando mais aberta, uma clareira, várias fontes de água até chegar em um bosque onde fica o Acampamento Paicenot. Esse camping não tem nenhuma estrutura, apenas um banheiro seco. Vimos algumas pessoas se alimentando e seguimos. A partir desse ponto a trilha passa a ficar mais pesada, mas no meu coração estava um sentimento de que mesmo assim eu conseguiria. Seguimos em frente, passamos por um rio que ficava no meio de uma pedreira. Senti uma energia tão forte que fiquei toda arrepiada. Chegamos na placa indicativa do último quilômetro. A placa era bem objetiva e dizia que era uma subida de alta complexidade apenas para pessoas com bom preparo físico. Mesmo sem preparo, o nosso desejo de chegar lá era tão grande que decidimos subir. No início parece apenas uma ladeira comum, depois vai ficando cada vez mais íngreme. A subida é muito difícil, mas eu me sentia segura, mesmo parando a cada cinco passos para respirar e retomar a força nas pernas que já estavam se esgotando. Estava todo tempo em oração, pedindo forças a espiritualidade para que me ajudassem a chegar até o pico. Nessa subida, de repente e do nada rsrsrs começou a aparecer um monte de gente subindo também, mas todos respeitando o tempo de cada um. Deixamos todo mundo passar na nossa frente e fomos subindo no nosso ritmo. Foi muito difícil e cansativo, mas finalmente chegamos ao cume. Lá vimos várias pessoas lanchando e tirando fotos. A paisagem era simplesmente espetacular. A Laguna Los Três estava completamente congelada e ao fundo, bem pertinho, víamos as torres imponentes do Fitz Roy. Tiramos várias fotos, encontramos por acaso com nosso amigo Português de Torres Del Paine, vimos uma raposa e após contemplar tanta beleza decidimos iniciar a descida que eu não fazia ideia de que seria milhões de vezes mais difícil do que a subida. O início da descida foi muito ruim, pois era uma descida com cascalho solto e ao tentar descer de lado acabei dando um jeito no joelho. Começamos a descer a parte das pedras, mas a dor no meu joelho já era insuportável. Minha expressão era de dor, angustia e desespero, mas não tinha o que fazer, tinha que suportar a dor e prosseguir, pois não tinha outra forma de retornar. Faltavam mais 5 ou 6 horas de caminhada. Na metade da descida paramos embaixo de uma árvore para beber água e nesse momento as lágrimas desceram de tanta dor. Continuamos a descida e conseguimos chegar ao final desse quilômetro que era o mais difícil. Lavei o joelho com água gelada do rio, comi um chocolate e continuamos. A dor tinha melhorado 50% e o caminho agora era mais fácil. Seguimos no nosso ritmo e na nossa contemplação, afinal de contas, fazer essa trilha correndo sem sentir e contemplar a natureza, para mim não fazia nenhum sentido. De vez em quando olhava para trás e via as torres nevadas e lindas. Sempre que tinha uma descida ou pisava de mau jeito meu joelho doía muito, eu fazia careta, gritava e me espremia para tentar suportar. Mesmo assim, estava o tempo todo em oração e agradecimento por ter conseguido chegar até lá. A energia do bosque na volta era ainda mais forte, senti a proteção de Deus e de toda espiritualidade de luz, e aquilo me deu forças para seguir adiante. A subida da primeira hora da ida, seria a descida da última hora da volta, e eu já estava usando os bastões praticamente como muletas, aliás, sem eles, provavelmente eu não teria conseguido. Minha amiga-irmã foi super carinhosa e paciente, conversava para me distrair e escondia que o joelho dela também estava doendo bastante. Fiz o último quilômetro praticamente arrastada pelos bastões e após quase doze horas de caminhada no total, chegamos a placa de início da trilha. Nesse momento, a emoção tomou conta de mim, as lágrimas desceram compulsivamente em gratidão por tamanha beleza, por tamanha superação. Me senti uma guerreira vitoriosa! Agora, já conseguia sorrir e achar engraçado o meu desespero anterior. Foram quase 12 horas de caminhada! A maior lição que tirei dessa trilha foi que o poder da mente e a força da natureza são inexplicáveis. Que o nosso merecimento não tinha sido em Torres Del Paine, e sim no Fitz Roy. E que, qualquer pessoa que tenha fé e disposição consegue fazer essa trilha, assim como eu fiz!!!! Ao chegar no Hostel não sentia meu corpo, só a dor no joelho. Mas a sensação era de vitória, superação e missão cumprida. Afinal de contas, eu que nunca tinha feito uma trilha na vida, consegui concluir uma trilha internacional com nível de alta complexidade. No dia seguinte, após muito analgésico, massagem e uma tala de proteção para o joelho, fizemos uma trilha bem leve. Apenas uma hora de caminhada para a Cachoeira Chorrilo Del Salto. Apesar de ser uma trilha leve, a recompensa e a beleza são igualmente incríveis. Contato com a natureza, sensação de paz e agradecimento por momentos tão incríveis. Voltamos e descansamos o resto do dia para recuperar as nossas forças, pois no dia seguinte faríamos a última trilha dessa viagem incrível. Novamente acordamos cedo e seguimos dessa vez para a Trilha do Cerro Torres. Uma trilha de média complexidade, com duração de mais ou menos seis horas. A trilha tinha umas subidas difíceis, mas depois do que passei no Fitz Roy, tudo era mais fácil. Cada trilha com sua beleza, durante o trajeto vimos paisagens incríveis, rios, cachoeiras, pássaros, tudo em perfeita harmonia. Ao chegar na Laguna Torres o encantamento foi imediato! A Laguna estava em degelo, com várias pedras de gelo boiando em sua superfície. O espelho d’água refletia as montanhas nevadas. Um verdadeiro espetáculo da natureza para fechar com chave de ouro essa viagem que marcou e transformou para sempre a minha vida. Com certeza não voltei para o Brasil a mesma pessoa que fui. Aprendi novos valores, mudei conceitos, aprendi a amar, aprendi a ter humildade, aprendi a ter respeito pela natureza, aprendi a contemplar, aprendi que o poder da mente é capaz de transformar o mundo. Aprendi que viajar renova todas as energias e nos transforma em pessoas melhores. Por isso, escrevi esse relato para encorajar as pessoas que como eu não são aventureiras de carteirinha, mas merecem a oportunidade de contemplar a natureza em sua mais sublime abundância!!! Se eu consegui, qualquer um consegue!!!!
  20. Saudações, galera! Estamos aqui, meu marido Diego e eu, para compartilhar com vocês a nossa experiência pela Patagonia (Argentina e Chilena) no final de Janeiro/2017. A viagem foi tomando forma uns 5 meses antes, aproximadamente, quando começamos a esboçar o que gostaríamos de conhecer. A vontade de conhecer a Patagonia vem de antes e, como para muitos, surgiu vendo as fotos das Torres del Paine . Depois de vários relatos e conversas empolgadas, decidimos que começaríamos com El Calafate, tentaríamos completar o Circuito W (TdP) e que estenderíamos a viagem por El Chalten e Ushuaia. Como tínhamos um limite de dias (e principalmente de orçamento! Hehehe!), tivemos que selecionar quais eram os passeios que iríamos priorizar e nosso roteiro ficou assim: 1º dia – 23/01: Voo Guarulhos – El Calafate. Tarde livre. 2º dia – 24/01: Mini Trekking no Perito Moreno. 3º dia – 25/01: Ônibus para Puerto Natales. Tarde livre. 4º dia – 26/01: TdP - 1º dia do Circuito W. 5º dia – 27/01: TdP - 2º dia do Circuito W. 6º dia – 28/01: TdP - 3º dia do Circuito W. 7º dia – 29/01: TdP - 4º dia do Circuito W. 8º dia – 30/01: TdP - 5º dia do Circuito W. Retorno para Puerto Natales. 9º dia – 31/01: Ônibus para El Calafate e, de lá, ônibus para El Chalten (*) 10º dia – 01/02: Fitz Roy 11º dia – 02/02: Laguna Torre. Ônibus para El Calafate. 12º dia – 03/02: Voo para Ushuaia. Tarde livre. 13º dia – 04/02: Navegação Canal Beagle + Caminhada na Pinguinera. 14º dia – 05/02: Parque Nacional Tierra del Fuego. 15º dia – 06/02: Voo Ushuaia – Guarulhos. (*) No início nossa ideia era dormir em El Calafate e seguir para El Chalten no dia seguinte, mas a viagem ocuparia a manhã toda, inviabilizaria fazer o Fitz Roy nesse primeiro dia e, se o tempo não colaborasse no dia seguinte, a principal trilha de El Chalten iria pro brejo . Decidimos encarar duas viagens no mesmo dia e ganhar o dia seguinte inteirinho em El Chalten. E, como vocês verão mais pra frente, foi uma decisão excelente! Roteiro definido, tínhamos duas grandes missões a seguir: fazer as reservas do que fosse necessário e pensar nos preparativos. RESERVAS: a) TORRES DEL PAINE – CIRCUITO W: * O Circuito W, em Torres del Paine, oferece dois modos de alojamento: camping ou refúgio. Para quem tem o hábito de acampar, os equipamentos e o costume de carregá-los nas costas durante todo o caminho, é a opção mais barata. (Os campings alugam barraca, isolante térmico e saco de dormir, mas para alugar todos os equipamentos já não fica tããããão mais em conta...). Como não temos nenhum destes e seria nosso primeiro trekking longo com mochila nas costas, decidimos pelo nível easy e optamos pelos refúgios. * É importante definir o sentido do circuito (fizemos o sentido normal: Torres → Grey), a quantidade de dias e fazer as reservas com muita antecedência. Geralmente as pessoas fazem o W em 04 dias/03 noites ou 05 dias/04 noites. Pelo mesmo motivo que escolhemos o refúgio, optamos pela segunda opção. * Os campings e refúgios são administrados por 02 empresas: a Fantastico Sur (http://www.fantasticosur.com/pt/) e a Vertice Patagonia (http://www.verticepatagonia.com/es). No site de ambas, elas oferecem o “pacote” do W completo, mas vai sair mais caro do que fechar cada noite diretamente na empresa responsável por determinado refúgio! Ou seja, entrem nos dois sites, vejam se as datas de disponibilidade para cada refúgio/camping casam e economizem uma graninha . Mais uma vez, façam isso com muita antecedência! Reservamos os refúgios em Setembro/16 e só conseguimos casar as datas em todos eles para o final de Janeiro/17! * Você só pode iniciar o Circuito W se tiver todas as reservas feitas. Caso contrário, corre o risco de ser barrado na entrada da Parque. * Preocupados com o peso da mochila e em dar conta de carregá-la sem sofrimento, fechamos a opção Full Board (jantar / café da manhã / box lunch). Nossas reservas, portanto, foram: El Chileno (Fantastico Sur) (US$ 137 / pessoa) Los Cuernos (Fantastico Sur) (US$ 137 / pessoa) Paine Grande (Vertice) (US$ 110 / pessoa) Grey (Vertice) (US$ 110 / pessoa) b) PASSAGENS AÉREAS: * Achamos a melhor opção pelas Aerolíneas Argentinas, comprando como múltiplos destinos: Guarulhos – El Calafate – Ushuaia – Guarulhos. (R$ 1.658,88/pessoa, com taxas). * Ao contrário do que pensamos no início, voar de El Calafate para Ushuaia não aumentou muito o valor gasto com as passagens e economizou boas horas de estrada. *Dica: Procure opções de passagens com tempo de escala considerável em Buenos Aires. Mais para frente falaremos sobre o câmbio e você entenderá o porquê isso é tão importante. c) HOSPEDAGENS: * A maior parte dos hostels que ficamos fechamos pelo Booking.com. Definitivamente, a hospedagem na Patagonia não é das mais baratas pelo que oferece, e quanto mais você enrolar para fechá-las mais caro e piores serão as opções (como foi o nosso caso). Mas já que quem está na chuva é pra se molhar… Os valores a seguir se tratam de quartos (casal) com banheiro privativo: El Calafate: Hostel Del Glaciar Pioneros (US$ 45 / diária) Puerto Natales: Hostel Arkya (US$ 51 / diária) El Chalten: Hotel Lago del Desierto (US$ 85 / diária) * Quando fomos procurar hospedagem em Ushuaia foi ainda pior! Tudo absurdamente caro, oferecendo ainda menos comodidade. E os mais baratos (que não eram nada baratos!) eram longe do centro e do porto. Já quase desesperados descobrimos sem querer o AirBnb. É uma plataforma onde as pessoas oferecem quartos em suas casas ou casas/apartamento para aluguel. Fechamos um studio (tipo kitnet) com a Verônica, por R$ 240,00 a diária. (https://www.airbnb.com.br/rooms/11618009) Nas próximas viagens com certeza usaremos mais o AirBnb! d) PASSEIOS: * Reservamos antes da viagem os dois passeios principais (Mini Trekking Perito Moreno e Pinguinera). Como teríamos o roteiro bastante apertado e iríamos na alta temporada, não quisemos correr o risco de perder a chance de fazê-los. * Mini Trekking Perito Moreno: A única empresa que pode realizar esse passeio é a Hielo y Aventura (http://www.hieloyaventura.com/). Eles ofertam o Mini Trekking e o Big Ice, que é a versão mais longa. Fechamos o Mini por AR$ 1800/pessoa. Contando a conversão por dólar e as taxas do cartão de crédito, saiu R$ 456,99/pessoa. * Pinguinera: Várias empresas oferecem duas opções diferentes de passeios: navegação no Canal Beagle ou Navegação Pinguinera (sem descer do barco). A única empresa autorizada a descer na Pinguinera é a PiraTour (http://www.piratour.com.ar/), que até algum tempo atrás também vendia esses dois passeios separados. A boa notícia é que a PiraTour agora juntou os dois passeios e você pode fazer a navegação no Canal Beagle (Isla de los Passaros, Isla de los Lobos e Farol Les Eclaireurs) junto com a caminhada na Pinguinera. Fizemos a reserva pela agência Brasileiros em Ushuaia (http://www.brasileirosemushuaia.com.br/), que revende o passeio da PiraTour pelo mesmo preço (fizemos contato com ambas!), mas com a comodidade de transferência em conta bancária da empresa no Brasil, em reais. Ok, a cotação que eles praticam para o Real é menor do que a oficial pelo Banco de La Nación Argentina, mas ainda assim compensa pelo fato de não converter pra dólar e não pagar o IOF do cartão de crédito. Saiu R$ 509,00/pessoa. e) ÔNIBUS: * A única passagem de ônibus que compramos com antecedência foi a de El Calafate para Puerto Natales, pois se desse alguma zica e não conseguíssemos comprar para o dia estipulado, furaria nosso roteiro inteirinho. No fim acho que nem teria sido preciso, tem muita oferta. Mas… Compramos ida e volta pela Bus-Sur por US$ 61,42/pessoa (http://bussur.com/). PREPARATIVOS: a) PREPARO FÍSICO: Para fazer esse tipo de viagem você não precisa ser maratonista ou atleta olímpico, mas isso não significa que você não precisa se preparar para a jornada. No nosso caso, ao final da viagem, foram aproximadamente 133km de trilhas, com desníveis consideráveis em alguns momentos. Meu marido tem um condicionamento melhor que o meu, que fui sedentária por muitos e muitos anos da minha vida. Mas em Maio/2016 havia começado a correr com o acompanhamento de uma assessoria esportiva e digo com toda convicção que fez toda a diferença. Comparo essa viagem da Patagonia com a subida ao Pico da Bandeira em 2013 e, uau, me sinto outra pessoa! Além dos exercícios, fizemos algumas trilhas com a bota de trekking para amaciar e fizemos uma trilha de 15km com a mochila relativamente pesada nas costas, para sentir como seria. Fica a dica: se decidir fazer uma viagem assim e não tiver o hábito de se exercitar, comece alguns meses antes a caminhar/correr, faça trilhas experimentais, carregue peso na mochila, amacie seu calçado. Vai fazer toda a diferença e vai permitir que você aproveite com muito mais satisfação a viagem! b) EQUIPAMENTOS: Se você não tem os equipamentos básicos para trekking, vai precisar investir neles antes da viagem. São itens indispensáveis: bota impermeável, meias para trekking, casaco impermeável/corta-vento, calça impermeável, segunda pele, mochila cargueira adequada e bastões de trekking. * Botas: Há várias marcas e modelos no mercado. O importante é que seja impermeável e respirável: isso vai impedir que seu pé se molhe em caso de chuva ou nas travessias de riachos/lama ao mesmo tempo em que permite que as gotículas de água/suor saiam. Pela internet geralmente você encontra melhores preços, mas é fundamental que você tenha experimentado antes. Uma bota confortável para uma pessoa não necessariamente será adequada para outra. Antes de comprar nós fomos até a Arco e Flecha, loja especializada em São Paulo, e provamos vários modelos. Diego escolheu um modelo da Salomon que no Brasil estava com o preço mais salgado, mas seu tio estava nos Estados Unidos e trouxe de lá pelo equivalente a R$500,00. Eu me adaptei à Snake Fuse Dry e achei no site Alta Montanha (https://lojaam.com.br/) por R$ 454,77, frete grátis. As duas botas foram sensacionais durante a viagem: confortáveis, impermeabilidade aprovada com sucesso, não sentíamos aquela vontade desesperadora de tirar a bota ao final do dia inteiro de caminhada e NENHUMA bolha ou machucado no pé. * Meias para trekking: Pode parecer besteira, mas não é. Também ajudarão a manter seus pés secos e evitam o atrito das costuras de meias normais. Compramos na Decathlon 2 pares por R$39,90. * Casaco impermeável e corta-vento: Esse foi um item que nos tomou bastante tempo. São várias as opções e algumas extremamente caras. Precisávamos de um casaco que suportasse um dia inteiro de chuva, se fosse o caso, e que fosse o mais respirável possível, visto que estaríamos em movimento e, portanto, iríamos suar. Em uma visita na Decathlon, o vendedor nos indicou um modelo específico para trekking e nos passou as dicas de um bom impermeável. Mas, considerando o tanto de coisas que precisávamos comprar, o valor ainda estava pegando (na faixa de R$ 280). Foi aí que comecei a fuçar opções e descobri que as jaquetas impermeáveis da seção de Vela e Esportes Náuticos tinham as mesmas características. Engraçado é que quando você pergunta pro vendedor a respeito, eles fazem uma cara de “não foi feito pra isso, não é a mais adequada...”. Mas pesquisei um montão a respeito e decidi que iria comprar (Raincoastal, da Tribord). Paguei R$ 190, uma economia de R$ 90 em cada! E obviamente funcionou! Cortava o vento suficientemente bem e pegamos vários momentos de chuva sem nos preocupar. * Calça impermeável: foi o último item que compramos, não estávamos dando muita importância mas tivemos a recomendação veemente de um casal de amigos que havia voltado do Circuito O. Comprei na Decatlhon por R$ 69,90. E vou dizer que foi bastante útil! Vimos muitas pessoas que chegavam no refúgio embaixo de chuva sem elas e, por isso, com a bota encharcada. Vale lembrar que a bota é impermeável, mas se você estiver usando uma calça normal e esta calça ficar muito molhada com a chuva, a água vai escorrer por dentro do cano da bota. Não vai adiantar nada ela ser impermeável… * Mochila: Diego já tinha uma de 78l da Trilhas e Rumos, mas eu precisava comprar uma pra mim. Se você também precisa, sugiro pesquisar fóruns específicos para saber mais. Em resumo, ela precisa ser o mais regulável possível, ter um bom costado e barrigueira, além da capa de chuva. Optei por um modelo da Kailash (58l + 23l) que achei em promoção na Orientista (http://www.orientista.com.br/) e paguei R$ 352,50. Também foi um bom investimento. A mochila é espaçosa, de qualidade e foi confortável carregá-la ao longo da viagem. Tem váááááários compartimentos menores internos e na mochila de ataque. * Bastões de trekking: Esse foi o item da discórdia. Eu batia o pé que precisava, Diego dizia que não. Eu falava que compraria pra mim e que não iria emprestar se ele precisasse e ele ria. Mas aqueles nossos amigos do Circuito O também recomendaram os bastões e no final, um pouco contrariado, Diego acabou concordando em comprar pra ele também. Na Decathlon, R$ 49,90 cada. E vou te falar uma coisa… os bastões foram os nossos melhores amigos! O Diego até deu o braço a torcer já no início da viagem… hehehehe. Além de aliviar para as articulações do joelho e ajudar (muito!) nas subidas e descidas, eles foram incríveis para atravessar os trechos de muita lama – tanto para “testar” a profundidade do rolê quanto para ajudar no equilíbrio quando o caminho possível era em cima de um pedaço de tronco. c) CÂMBIO Essa foi uma das decisões que mais nos gerou dúvidas. O que levar? Dólar? Real? Peso Argentino? Troca aqui? Troca lá? Em resumo: * Não vale a pena trocar Real por Peso Argentino no Brasil, a cotação é bem inferior. * O dólar estava alto na época da viagem, o que tornava essa opção também ruim. * A cotação de Buenos Aires (Banco de La Nación, no aeroporto) era a melhor possível, porém tínhamos receio se daria tempo de fazer o câmbio no período curto da escala (daí a dica de fazer uma escala maior em Buenos Aires...). * Se não desse tempo de fazer o câmbio em Buenos Aires, teríamos que fazer em El Calafate, porém, não chegaríamos no horário de funcionamento da agência do Banco de La Nación e não teríamos tempo nem no dia seguinte. Teríamos que trocar o dinheiro em algum hostel ou comércio (não há casas de câmbio em El Calafate) e a cotação seria pior que a do Brasil. Depois de muita pesquisa e cálculos em planilhas do Excel feitos pelo Diego ãã2::'> , decidimos que levaríamos uma parte relativamente pequena em dólar (US$ 350,00 / no câmbio de R$ 3,33) e que trocaríamos o resto lá, torcendo para dar tempo de fazer isso em Buenos Aires. d) ARRUMANDO A MOCHILA: Levamos basicamente: Roupas íntimas e meias 2 calças para trilhas 2 segundas peles 4 camisetas 2 fleeces Calça impermeável Jaqueta impermeável Calça de moleton para dormir Gorro, Luvas, Cachecol Chinelo Itens de higiente e de primeiros socorros (band-aid, antialergico, Dorflex). Castanhas (ficamos com receio de que o box lunch dos refúgios não fosse suficiente…) Antes do Circuito W, tiramos parte das roupas e deixamos em uma mochila de ataque no hostel em Puerto Natales para diminuir ainda mais o peso das mochilas. A verdade é que você vai usar a mesma roupa várias vezes. E todo mundo também usará, o que faz com que se sinta menos mal. Hahaha! Durante as trilhas não usamos o fleece nenhuma vez. Nosso “uniforme” básico era a segunda pele, camiseta e calça. No início das caminhadas (até esquentar), nos trechos de muito vento ou nos momentos de chuva, vestíamos a jaqueta impermeável e quando necessário, a calça impermeável. Em vários momentos, principalmente no Circuito W quando parávamos nos miradores, usávamos as luvas antes que as mãos congelassem! Não esqueçam do chinelo (ou crocs )! No final de cada dia eles serão bons companheiros . Reservas feitas, equipamentos comprados e mochila pronta, chegou a hora de partir! Vamos fazer um breve relato de cada dia de viagem, com algumas dicas de lugares para comer e passear, nossas impressões de cada passeio, valores atualizados e tempo gasto, ok? 1º dia – 23/01: Chegando em El Calafate Saímos 06h45 de Guarulhos e chegamos em Buenos Aires (escala) por volta de 08h40, horário local (lembrando que lá não tem horário de verão). Passamos pela imigração e enquanto o Diego foi despachar novamente as mochilas, fui na fila do Banco de La Nación para fazer o câmbio. Apesar da fila grande, tivemos tempo de trocar o dinheiro e pegamos uma ótima cotação: R$ 1,00 = AR$ 5,60. Embarcamos às 11h05 para El Calafate. Dica: Se possível, sente do lado direito do avião (de quem olha para a cabine do piloto), pois chegando em El Calafate você vai ver o lago Argentino e um rio ambos de um azul-coisa-mais-linda . Desembarcamos às 14h20. Fechamos o transfer do Aeroporto ao hostel com a Ves Patagonia no valor de AR$ 240/pessoa, ida e volta (eles já anotam a data de retorno e o horário do vôo e já deixam pré-combinado o horário aproximado que te buscarão no hostel). Check-in feito e mochilas no hostel, saímos para conhecer El Calafate. A cidade é linda! Tranquila, pequena e quase tudo acontece na rua principal, a Av. San Martin. Aproveitamos para passar na rodoviária e já comprar as passagens para El Chalten. Várias empresas oferecem esse trajeto, mas fechamos com a Taqsa por ser uma das mais em conta e que oferece o horário de retorno mais tarde. Como compramos a ida para o horário da tarde (quase todo mundo compra o horário da manhã), pagamos um pouco mais barato (AR$ 760 ida/volta). Também precisávamos fechar o transfer para o passeio no Perito Moreno do dia seguinte. Bem, a surpresa foi de que não havia mais transfer disponível. Explico: por conta do mini trekking, precisaríamos estar no local de encontro no parque às 9h45, porém já não tinham mais vagas no transfer da Hielo y Aventura, e todas as outras empresas que fazem o transfer saem em um horário mais tarde, que não chega a tempo do passeio. Portanto, se você for fechar o mini trekking com antecedência como fizemos, inclua o transfer! A única saída possível foi combinar com um taxi. Neste caso, outra dica: apesar de parecer tabelado, os preços dão uma ligeira variada quando você pergunta em lugares e taxistas diferentes. Fechamos com o Martín, que nos buscaria no hostel no dia seguinte, por AR$ 2.000. É caro, mas ele teria que esperar aproximadamente 4h enquanto estivéssemos no mini trekking e depois nos levaria às passarelas do parque por mais aproximadamente 2h. Com o final do dia livre, resolvemos passear na Laguna Nimez (entrada: AR$ 150), dica da recepcionista do hostel. Do ladinho do Lago Argentino, é um aviário natural com cerca de 80 espécies. Há um circuito de 2,5km para se percorrer e observar as aves, com alguns miradores e placas informativas. O lugar é bem bonito e nunca vimos tantas margaridinhas num mesmo lugar. Parecia que o lugar estava decorado para uma festa, com o tantão de flores que margeavam os caminhos! Lá foi nosso primeiro contato com o vento na Patagonia – pensa em um vento que não deu trégua! Esse passeio é uma opção para quem está com algumas horinhas livres e não tem outro passeio programado. Além deste existem muitas outras opções de passeios em El Calafate – passeio de caiaque, aluguel de bicicleta, outros glaciares para visitar… Maaaaas, como não tinhamos tempo nem orçamento, essa foi uma boa opção. Com fome, já que só tínhamos comido no avião, saímos da Laguna Nimez direto para o Don Diego, indicação que lemos aqui no Mochileiros. O lugar é aconchegante, boa música , chopp artesanal e um hambúrguer de cordeiro sensacional (AR$ 306/pessoa). Antes de voltar ao hostel passamos em uma lojinha na Av. San Martin e compramos um lanche já pronto (e enorme) para o passeio do dia seguinte (AR$ 120). Já era tarde, mas ainda era dia . No verão patagônico os dias são bem longos: 6h-6h30 já está claro e por volta das 22h parece ainda final de tarde. Sobre o Hostel Del Glaciar Pioneros: suficiente, porém simples. A cama não era a mais gostosa do mundo, mas confortável. Água quente, calefação funcionando, limpo. As paredes pareciam de papelão, o que dava a impressão que a pessoa do quarto ao lado estava sentada no pé da sua cama, mas tudo bem . Café da manhã simples: pão, bolo, leite, chá, café ruim, manteiga, doce de leite. Laguna Nimez by Paty Grillo, no Flickr Hamburguer de Cordeiro no Don Diego by Paty Grillo, no Flickr A noite na Patagonia by Paty Grillo, no Flickr 2º dia – 24/01: Perito Moreno Martín (o taxista) nos buscou como combinado e saímos rumo ao Perito Moreno por volta de 07h30. No caminho ele parou em um mirador do lago Argentino, nos contou algumas curiosidades sobre a geografia local e nos apresentou um arbusto de calafate, uma frutinha roxa que tem um gosto que lembra framboesa (pelo menos eu achei!). Enfim, foi um bom anfitrião! Entrada do Parque Nacional Los Glaciares paga (AR$ 250), nos aproximamos do primeiro mirador com vista para a geleira (Mirador de Los Suspiros. Imagine o motivo desse nome…) e foi nesse momento que o Perito Moreno começou a dar o ar da graça e a impressionar (e essa sensação só aumentou ao longo do dia!). Os glaciares são grandes depósitos de neve compactada, transformada em gelo e acumulada ao longo de milhares de anos. O glaciar Perito Moreno é imenso e uma das maiores reservas de água doce do mundo. Chegando ao ponto de encontro, embarcamos em um catamarã e partimos. O desembarque acontece em um local com uma estrutura legal, contendo um espaço para alimentar-se (na volta) e para você deixar suas coisas durante o mini trekking, além de banheiros (se você já foi pra Bolívia, você vai se sentir em um banheiro de hotel 5 estrelas!). A caminhada começa por passarelas, continua em terra firme, até chegar o momento mais esperado: colocar os grampões e andar no gelo! Não dá para descrever a experiência, nem o lugar: é incrível! O tamanho, a beleza, o silêncio, a textura! A sensação ao pisar pela primeira vez no gelo e perceber que os grampões funcionavam, subir, descer… E para ajudar tínhamos um céu muito azul. Para evitar pisar em lugares onde o gelo possa ceder, se caminha o tempo todo em fila indiana seguindo as orientações do guia. Em alguns trechos pisamos em partes mais “transparentes” que dão a impressão de que não suportarão o peso, mas suportam e causam curiosidade (e certo estranhamento). (Pausa para contar um “causo”: na metade do caminho, enquanto estávamos parados aguardando o guia definir por onde continuaríamos, Diego viu um desses lugares mais transparentes e foi dar um “pisãozinho”, ainda impressionado pelos lugares que caminhamos. E o que aconteceu? O gelo cedeu e ele afundou a perna até o joelho, até ter tempo de segurar na parede de gelo à frente e recuperar o equilíbrio . Pois é, a fila indiana não é à toa! Depois disso, pisávamos e-xa-ta-men-te onde a pessoa da frente pisasse também! ). Finalizamos o Mini Trekking com direito a surpresa final (nós já tínhamos lido em alguns relatos, mas se você ainda não leu, não somos nós quem vamos contar!) e a certeza de que cada centavo valeu a pena! É um passeio caro, mas na nossa opinião é um daqueles que não se deve abrir mão. De volta do catamarã, partimos para as passarelas em frente ao glaciar. São 4 circuitos possíveis, mas os principais são o amarelo e vermelho. Nas passarelas é possível se aproximar da zona de ruptura: onde você tem uma visão privilegiada do glaciar e pode acompanhar o momento em que pedaços de gelo se soltam e caem, fazendo um estrondo como se fosse um trovão. Demais! E se a altura do glaciar impressionou no começo do mini trekking, a extensão agora é o que mais vai chamar a atenção: é uma imensidão de gelo que se mistura com montanhas nevadas e um lago lindo. E você que achou durante o mini trekking que estava no meio do glaciar, se sentindo mega aventureiro, percebe que só andou na beiradinha-inha-inha-inha dele e que somos uma miniatura perto da grandeza da natureza. Voltamos a El Calafate por volta das 18h e decidimos que seria um bom dia para comer o famoso cordeiro patagônico. Pedimos indicação para o taxista e também no hostel e acabamos escolhendo a opção que a recepcionista nos deu: La Marca, “a parrilla del pueblo”. Bom… Pense em uma comida feia, onde você não conseguia identificar o pedaço de cada carne, extremamente gordurosa, com consistência de carne velha e sem gosto. Deixamos praticamente toda a comida intocada . Ficamos decepcionados e mais pobres (foi a refeição mais cara de toda a viagem! AR$ 352 / pessoa). Lição aprendida: confie nos taxistas e moradores e não nos vale-descontos de hostel. Resolvemos ir beber pra esquecer o desapontamento e fomos no La Zorra, uma cervejaria com várias opções artesanais e que também foi muito bem avaliada em outros relatos. Bem, lá recuperamos a alegria de viver . Cerveja boa, lugar legal, boa trilha sonora (cerca de AR$ 80 a 90 o pint, de acordo com o tipo da cerveja). No dia seguinte iríamos para Puerto Natales e achávamos que as coisas lá seriam mais caras. Passamos então no mercado (La Anonima, fica na Av. San Martin, como quase tudo) e compramos água, uns pacotes de batata e bolinhos. Importante: tanto na Argentina quanto no Chile não tem sacolinhas nos mercados. Se não quiser comprar uma, deixe espaço na mochila de ataque. A caminho de Perito Moreno by Paty Grillo, no Flickr Calafate by Paty Grillo, no Flickr Mini Trekking no Perito Moreno by Paty Grillo, no Flickr Mini Trekking no Perito Moreno by Paty Grillo, no Flickr Perito Moreno visto das passarelas by Paty Grillo, no Flickr 3º dia – 25/01: Puerto Natales Pagamos a taxa de embarque na rodoviária de El Calafate (AR$ 10 / pessoa) e partimos às 08h para Puerto Natales. O ônibus da Bus Sur era confortável, o funcionário simpático e recebemos um kit com suco, bolachinhas e barra de cereal para a viagem. É legal perceber a mudança da paisagem durante as viagens. Mais distante dos lagos e das montanhas nevadas a Patagônia se torna um grande deserto, com arbustos quase rasteiros e muita pedra. Passamos pela imigração do Chile (e durante toda a viagem digo que foi a mais criteriosa e demorada) e chegamos na rodoviária de Pt. Natales por volta das 13 h. Atenção: não tenha frutas ou qualquer outro alimento fresco na mala durante a passagem na imigração, ou elas ficarão de presente para os trabalhadores de lá . Puerto Natales é uma cidade pitoresca. Praticamente não há casas de alvenaria; algumas são pré fabricadas em madeira e muitas outras parecem um container. É uma cidade simples. Não sei ao certo se a achei bonita. Precisávamos trocar dinheiro, mas as casas de câmbio ficavam afastadas da rodoviária. Com preguiça de ir trocar o dinheiro e voltar na rodoviária para comprar a passagem para Torres del Paine, pagamos em pesos argentinos (e foi uma cotação justa) – compramos ida e volta pela Buses Goméz por AR$ 415. Deixamos as coisas no hostel e fomos conhecer a cidade e procurar a Câmbio Sur (todos os relatos dizem que é a que oferece a melhor cotação). Era uma quarta-feira, mas tinham muitos comércios (inclusive outras casas de câmbio) fechados. Ficamos preocupados que fosse algum feriado, mas a Câmbio Sur estava aberta e, no final da tarde, vários outros comércios que vimos fechados antes, abriram também. Não entendemos muito bem o motivo. O câmbio do dólar valia mais a pena, e trocamos US$ 1 = CH$ 640 (O Real estava R$ 1 = CH$ 160). Os principais restaurantes de Puerto Natales ficam ao redor da Plaza das Armas. Almoçamos no Espacio Nandú, um restaurante que fica “escondido” dentro de uma loja de souvenirs. Um prato e uma cerveja Austral sai por volta de CH$ 10.450. Não é uma comida deliciosa e inesquecível, mas é muito bem servida e vinha com arroz. Na Argentina/Chile o arroz é mercadoria rara, poucos lugares oferecem e vão ser sempre ruins e sem gosto. Hahahaha. Mas nosso hábito alimentar de brasileiro-que-sabe-o-que-é-comer-bem sentia falta do arroz e aproveitava quando ele estava disponível. De sobremesa entramos em uma sorveteria artesanal e pedimos um de doce de leite e outro que não lembro o nome, mas todo mundo pedia e resolvi arriscar (ruim, tinha gosto de chiclete! ) (CH$ 1.500). Há um único mercado grande na cidade, que é o Unimac. Compramos atum, queijo, tomate e pão para fazer o lanche do primeiro dia em Torres del Paine, além de Tang (mesmo sendo ruim, é uma opção bem prática para dissolver na garrafa de água e acompanhar as refeições!). Voltamos ao hostel para esvaziar o que fosse possível das mochilas e fazer os preparativos para Torres del Paine. Não estavámos com muita fome no jantar, então resolvemos ir em uma cervejaria e só pedir alguma porção pra beliscar. Fomos primeiro na Baguales. O lugar era legal, meio medieval e lotado, mas a cerveja estava em falta (só tinha a Negra) . Saímos de lá para a Cervezas Natales, outra cervejaria artesanal. Simples, o único tipo produzido era a Rubia que não era ruim, mas também não é nada de mais. Pedimos umas fritas pra acompanhar e gastamos CH$ 5.100 / pessoa. Sobre o Hostel Arkya: simples, mas os quartos eram bonitões e mais confortáveis que do hostel de El Calafate. Não podia cozinhar, mas podia usar a geladeira, microondas e os utensílios. O café da manhã poderia ser melhor: café, só solúvel. Banheiros limpos, espaçosos e com chuveiro bom. Calefação funcionava bem. Os recepcionistas eram simpáticos e deram boas dicas. Puerto Natales by Paty Grillo, no Flickr Espacio Nandú by Paty Grillo, no Flickr 4º dia – 26/01: TdP - 1º dia do Circuito W Pegamos o transfer pra Torres Del Paine às 07h30. Descemos na Laguna Amarga, onde pagamos a entrada (CH$ 21.000), assinamos um termo de compromisso informando o circuito que faríamos e assistimos um vídeo obrigatório com as regras do parque. Lemos em alguns relatos de que a entrada do parque só poderia ser paga em efetivo, porém tinha a opção de pagar com o cartão de crédito também. Como faríamos o W no sentido tradicional, da portaria do parque pagamos pelo transfer que nos levaria até o hotel Las Torres (CH$ 3.000). É uma opção interessante, pois economiza uma pernada, certa subida e uma paisagem que ainda não será nada de especial. Chegando no Las Torres foi dado início ao desafio! Comemos algumas castanhas, separamos os bastões, demos a última ajeitada na mochila e iniciamos a caminhada para o El Chileno às 10h30. O tempo estava bom e dali víamos, longe, as torres – lindonas! O caminho já vai se mostrando bonito logo de cara. Rios bem azuis, água limpíssima, montanhas deixando tudo ainda mais legal. Durante todo o circuito não faltarão lugares para encher a garrafa de água, portanto não é preciso se preocupar em sair com vários litros – e toda a água do parque é potável. Logo começamos a subir e, bem, foi um lembrete do desafio dos próximos dias: a mochila ainda era algo que se fazia perceptível e quando eu parava para recuperar o fôlego logo na primeira hora, pensava como seria dar conta de tantos km… Seguimos o caminho e quando a subida acabou estávamos em um vale lindo, com um rio abrindo caminho lá embaixo. Foi nesse momento que recebemos a segunda “boas-vindas” do vento patagônico. Ventava muito forte e, pior, na direção do barranco . Eram rajadas de vento que poderiam nos derrubar se déssemos bobeira. Quando ficava mais forte parávamos, “fincávamos” pés e bastões no chão, e quando diminuía seguíamos a caminhada. Foi um trecho curto e, passando por ele, chegamos ao refúgio El Chileno às 12h30. Lembra do tempo bonito do início? Bem, é a Patagonia. O tempo muda quantas vezes ele quiser durante o dia. Chegamos no El Chileno com o início da chuva e as torres, que deveriam ser vistas dali, já estavam boa parte encobertas. O refúgio é praticamente uma casa com quartos e banheiros compartilhados, um refeitório que também servia como espaço de convivência e uma sala com lareira onde as pessoas poderiam se esquentar ou secar o que estivesse molhado. Fizemos o check-in e a chuva lá fora apertando, as torres já totalmente encobertas. A ideia inicial era seguir naquela mesma tarde para a base das torres, mas dado o tempo abortamos a missão e decidimos deixar pro dia seguinte. Essa escolha tornaria o dia seguinte mais puxado, mas poderia nos dar alguma chance de ver as torres. Passamos o resto do dia no refúgio, sem muito o que fazer. Tomamos um banho (meu chuveiro demorou um pouco, mas esquentou. O Diego não teve a mesma sorte e tomou banho frio) e passamos a tarde jogando damas. Quando o tédio chegou no limite resolvemos beber. A cerveja no refúgio (e em todos eles) é caríssima, então compramos um litro de vinho por CH$ 7.000, que era a opção mais barata. Devo mencionar que o vinho vem uma caixa longa vida, tipo leite? Era zoado, mas pelo menos era seco – o que o tornou infinitamente melhor que qualquer Sangue de Boi . Não havíamos visto ainda nenhum brasileiro até então e reconhecemos o primeiro pela bandeira no chinelo Havaianas . Conhecemos o casal mineiro Daniel e Monica, que também fariam o W – ele estava comemorando seu aniversário de 60 e poucos anos . Os encontraríamos nos refúgios nos próximos 3 dias. A janta nos refúgios é servida em um horário pré-estipulado por eles (19h ou 20h) e vem em porções individuais. No El Chileno o menu foi uma sopa de legumes, arroz com uma carne de boi com molho tipo madeira e uma sobremesa de maçã e frutas secas. Vem em uma quantidade bem servida. Começo do W by Paty Grillo, no Flickr Indo para El Chileno by Paty Grillo, no Flickr El Chileno by Paty Grillo, no Flickr El Chileno by Paty Grillo, no Flickr 5º dia – 27/01: TdP - 2º dia do Circuito W Acordamos bem cedo, tomamos café às 07h e saímos para a subir até a base das torres às 07h40. Já não chovia e o tempo parecia que ficaria bom. O caminho até as torres é lindo. Você passa por um bosque bem legal e tem momentos em que a trilha é seguindo por um riachinho de degelo. Passando da metade do caminho o tempo voltou a fechar e a chover, mas bem menos que no dia anterior. Chegamos na placa do acampamento Torres e dali faltava pouco para começar a subida. O último km (aproximadamente) da trilha para a base das torres é só subida, em um “mar de pedras”. A trilha é bem demarcada por estacas, basta prestar um pouco de atenção e tomar cuidado para não pisar em pedras soltas. Os bastões ajudaram muito nesse momento. Li em vários relatos que essa subida era do mal, mas acho que me preparei para algo tão tão tão ruim que achei mais tranquila do que imaginava, apesar de cansativa. A neblina havia ficado bem mais intensa e quando chegamos na base das torres (às 10h)… cadê as torres? Não deu pra ver nada. Nadinha. Nem um pouquinho. Mas, ainda assim, a paisagem é espetacular: a cor da água é um tom de esmeralda incrível, mesmo com o tempo cinza. Tiramos algumas fotos e ficamos um certo tempo admirando a cor daquele lago, porém não demoramos muito pois teríamos uma loooonga viagem pela frente. Durante a decida para o El Chileno adivinha quem apareceu? Nosso grande amigo sol! Confesso que deu vontade de subir novamente às torres para ver se elas apareciam lá em cima, mas só de lembrar da subida e do quanto ainda teríamos que andar nesse dia, a vontade passou rapidinho. Chegamos de volta ao El Chileno às 12h30, descansamos um pouco e comemos o box lunch, que por sinal era bem mais caprichado do que imaginávamos. Nos box lunch de todos os refúgios que frequentamos vinham uma fruta, um lanche caprichadão, uma barrinha de cereais, um saquinho de castanhas com uva passas (eca, passas!) e um chocolate. Ou seja, na nossa opinião nem precisaríamos ter levado os alimentos a mais que levamos… era só peso extra. Saímos do refúgio às 13h20, passamos naquele vale do primeiro dia – novamente com muito vento – até encontrar a placa que nos direcionava para o Los Cuernos. A partir dali começamos a avistar o lago Nordenskjold, um lago imenso também de um tom esmeralda que impressiona. Nessa altura do dia o céu já estava bem azul e as montanhas praticamente sem nuvens, ou seja, a paisagem estava incrível. Mais adiante passamos por um trecho com muita lama, muita lama, muita lama (eu já falei muita lama?). Nessas horas era preciso se equilibrar em troncos e procurar os caminhos que afundavam menos. Esse trecho da viagem é razoavelmente tranquilo – tem algumas subidas, mas nada comparado com a subida para as torres. O que cansa realmente é a distância: do El Chileno para o Los Cuernos são cerca de 16 km. Depois de muito andar, sempre margeando o lago, chegamos ao refúgio às 18h20. Esse refúgio era mais bonitão, e dessa vez não faltou água quente para tomar banho . No jantar foram servidos uma sopa (essa era bem ruim), um salmão com purê (estava um pouco sem tempero, mas para quem andou o dia inteiro estava ótimo) e mousse de limão. Mais uma vez compramos o vinho da caixinha de leite (dessa vez CH$ 8.000) e, terminando o vinho, desmaiamos. Bosque by Paty Grillo, no Flickr Subida às Torres Del Paine by Paty Grillo, no Flickr Torres Del Paine... sem torres! by Paty Grillo, no Flickr De El Chileno para Los Cuernos by Paty Grillo, no Flickr De El Chileno para Los Cuernos by Paty Grillo, no Flickr Lama no caminho... by Paty Grillo, no Flickr 6º dia – 28/01: TdP - 3º dia do Circuito W Neste dia faríamos a “perninha” do meio do W. Saímos de Los Cuernos após o café (07h50). O inicio da trilha é ainda margeando o lago esmeralda, que estava especialmente bonito com o reflexo do sol, além de alguns trechos que formam tipo uma praia com pequenas pedras. Havíamos sido avisados por dois brasileiros que estavam fazendo o trajeto ao contrário que encontraríamos uma subida boa pela frente. De fato há um trecho bem íngreme antes de chegar no camping do Francês, mas vencida a subida, do Francês até o camping Italiano é um pulinho (chegamos às 10h). No camping Italiano há uma guarderia e, apesar da placa que dizia ser obrigatório se registrar com o guarda, o guarda apenas acenava para as pessoas que chegavam. Lá todo mundo deixa a mochila encostada em alguns troncos de árvores para poder subir o trecho do Vale do Francês sem peso. Colocamos a capa de chuva nas mochilas, achamos um lugar bom para deixá-las, comemos umas castanhas e começamos a subida às 10h20. No início da trilha o caminho é no meio das pedras e lembra um pouco a trilha de subida para a base das torres. Achei um pouco menos sinalizado: na verdade as estacas eram mais espaçadas e em alguns momentos pegávamos o caminho “errado”, tendo que procurar por onde continuar e acertar o trajeto. Depois do trecho das pedras o caminho segue por meio de um bosque, também íngreme. Chegamos ao mirador Francês às 11h50. O mirador Francês fica bem de frente a uma montanha com bastante neve e um glaciar, rodeado por outras montanhas nevadas e com uma vista bem bonita do vale do Francês. Ventava bastante ali. Tiramos algumas fotos, descansamos e acabamos decidindo (ou melhor, eu acabei decidindo...rsrs) não subir até o mirador Britânico. Achei a subida até ali mais puxada, minhas pernas doíam e teríamos novamente um longo caminho até Paine Grande. Muitas pessoas que encontramos ao longo do caminho diziam que não havia muita diferença nas duas vistas: no Britânico teoricamente você só veria o vale mais do alto. Vai saber né...?! Começamos a descer e chegamos no Italiano às 13h30. Aproveitamos o tempo de descanso da descida para almoçarmos (box lunch) e retomamos a caminhada às 14h15. Do Italiano ao Paine Grande são 7,5km, mas o trecho é tranquilo (inclusive no mapa do parque é classificado como nível fácil). No caminho há uma espécie de “cemitério de árvores”, com várias árvores cinzas (quase brancas) e sem folhas, resultado do incêndio de alguns anos atrás, e um lago mais acinzentado (Lago Sköttsberg) que também tem um visual bem bacana. Mais próximo de Paine Grande começamos a avistar o lago Pehoé, num tom de azul royal e também muito muito muito bonito. Chegamos às 17h no refúgio. O refúgio Paine Grande é enorme e o achei com a melhor estrutura de todos eles. Tem vários espaços de convivência – salas com lareira e jogos – além de um bar no mesanino com a vista linda do lago. Nos refúgios da Vertice há edredons bem gordos em vez de saco de dormir e os quartos são bem mais confortáveis. Depois do banho quente fizemos hora no bar (cerveja a CH$ 3.000 cada) até dar a hora do jantar. Achei que foi a melhor refeição do circuito W: sopa de legumes, frango com molho de mostarda, batatas e abóbora assada e strudel de maçã. Vale do Francês by Paty Grillo, no Flickr Vale do Francês by Paty Grillo, no Flickr Mirador Francês by Paty Grillo, no Flickr Vale do Francês by Paty Grillo, no Flickr Lago Sköttsberg by Paty Grillo, no Flickr Árvores cinzas by Paty Grillo, no Flickr 7º dia – 29/01: TdP - 4º dia do Circuito W Como esse seria o dia mais tranquilo de todo o circuito (o tempo previsto de caminhada era menor), estavámos exaustos e queríamos aproveitar o conforto do refúgio Paine Grande, decidimos não ter hora para acordar. Tomamos café tranquilamente e, assim como o jantar, foi o melhor café da manhã de todos os refúgios. Começamos a trilha em direção ao Grey às 09h10 e sob um tempo nublado, já logo no início tivemos que colocar os impermeáveis pois começou a chover – e não parou durante todo o percurso. O caminho até o primeiro mirador Grey é relativamente tranquilo, passando pelo lago Los Patos, e o que incomodou mais foi o vento gelado e o chuvisco no rosto . Do mirador se via parte do glaciar, muito bonito mesmo com o tempo nublado. Foi no mirador que voltamos a pegar um vento bastante forte, como o do primeiro dia, e ficar sem luvas era praticamente impossível. Dali até o refúgio o caminho começou a ficar mais cansativo: trechos de descida mais acentuadas com muitas pedras. Chegamos às 13h10 no refúgio Grey, deixamos nossas roupas para secar e comemos nosso box lunch. Dali até o segundo mirador são só mais 15 minutinhos e decidimos esperar um pouco para ver se o tempo melhorava – deu tempo de tirar até um cochilo. Como a chuva continuou durante toda a tarde, decidimos ir ao mirador debaixo de chuva mesmo. O caminho é tranquilo e curto e chegando lá tem várias trilhazinhas pequeninas para ver o glaciar de ângulos diferentes. Tiramos algumas fotos e voltamos ao refúgio. Depois do banho o sol saiu e o céu ficou azul – por 5 minutos! O jantar foi frango com batatas e mousse de pêssego (gosto de Tang!) e como nossos pesos chilenos estavam contados para o catamarã, a cerveja da noite foi em dólar mesmo (US$ 6). Aliás, em todos os refúgios era possível pagar em dólar. Indo para o Grey by Paty Grillo, no Flickr Glaciar Grey by Paty Grillo, no Flickr Glaciar Grey by Paty Grillo, no Flickr 8º dia – 30/01: TdP – Último dia do Circuito W Chegou o nosso último dia em Torres Del Paine. Há 5 opções de horários de saída do catamarã em Paine Grande, mas só 2 opções de horário de volta do ônibus em Pudeto – 13h ou 19h. Decidimos pegar o catamarã das 11h30 para depois pegar o ônibus das 13h, por isso saímos bem cedo do refúgio Grey. Lembrando das decidas que pegamos no dia anterior, estávamos cansados por antecipação pensando nas subidas daquele dia, mas até que foi menos exaustivo do que imaginamos. O tempo continuava nublado e chuvoso, mas ventava menos. Após aproximadamente 4h finalizamos o trajeto e chegamos ao Paine Grande. O horário previsto de saída do catamarã era às 11h35, mas ele saiu de fato quase 12h. Nâo é preciso comprar com antecedência e você paga o ticket lá dentro do barco mesmo (CH$ 18.000). Após cerca de meia hora o catamarã chegou em Pudeto, onde vários ônibus (de diversas empresas, inclusive o nosso) já aguardavam. Comemos nosso box lunch dentro do ônibus mesmo e aproveitamos para nos despedir das paisagens do parque: o caminho do ônibus de Pudeto até Laguna Amarga passa por lugares lindíssimos com uma visão panorâmica do parque. Chegamos em Puerto Natales por volta das 16h, voltamos ao hostel e à civilização . O jantar em Puerto Natales foi em um local indicado pela recepcionista do hostel: a pizzaria Mesita Grande (CH$ 9.700 / pessoa). Como o próprio nome diz, no lugar há uma mesa grande compartilhada e as pizzas são montadas na hora e individuais (e grandes!), além do chopp gelado. Na trilha sonora, MPB. . As pizzas eram bem gostosas e o lugar agradável, recomendamos! Além do mais, a mesa grande favorece a interação com outras pessoas. O assunto? Torres Del Paine, óbvio! Mesita Grande by Paty Grillo, no Flickr 9º dia – 31/01: Indo para El Chaltén Felizes e cansados com o término do circuito W, era hora de ir para a próxima parada da viagem: El Chaltén. Pegamos primeiro o ônibus para El Calafate (7h45) e chegamos 12h45, dentro do horário previsto, mesmo com a demora na fronteira. De lá, o ônibus para El Chaltén sairia só as 18h e tínhamos a tarde livre para nos despedir da cidade e… comer . Para não ficarmos carregando as mochilas, pagamos para deixá-las na Taqsa (a empresa de ônibus) na rodoviária (AR$ 20 cada). Almoçamos uma milanesa no La Lechuzita (AR$ 262) e fomos experimentar o tal sorvete de calafate de sobremesa na Acuarela Helados Artesanales (AR$ 70). Aproveitamos para passar no La Anonima novamente e comprar os ingredientes para fazer o lanche do dia seguinte em El Chaltén. Os ônibus na Patagônia são bem pontuais e o da Taqsa era semi-leito, espaçoso e mais confortável. Conforme o ônibus se aproximava de El Chalten avistamos o Fitz Roy, bem bonitão. Chegamos na rodoviária às 20h50, pegamos o mapa da cidade lá mesmo, no centro de informações ao turista e fomos ao hotel. El Chalten é um ovinho, mas é uma cidadezinha gostosa. Muitos bares, cervejarias, restaurantes e hoteis. E de plano de fundo, a vista do Fitz Roy. No próprio hotel reservamos o transfer para o dia seguinte que nos levaria até a hosteria Pilar (AR$ 150). *Há duas formas de chegar na Laguna de Los Tres: pela trilha principal (nesse caso você vai e volta pelo mesmo caminho) ou ida pela trilha que sai da hosteria Pilar e volta pela trilha principal. Quase todo mundo escolhe a segunda opção, pois você passa por lugares diferentes, além de economizar uma subida no começo.* Em El Chaltén não é preciso pagar nenhum tipo de entrada para as trilhas. Passeio planejado, saímos para jantar. Na esquina do hotel havia uma cervejaria que parecia um lugar legal e o recepcionista tinha dito que abriria às 22h. Resolvemos ir lá, mas ficamos esperando um pouco e nada da cervejaria abrir. Desistimos e fomos no Patagonicus, 2 quarteirões abaixo (AR$ 215 / pessoa). É uma pizzaria e tem a cerveja artesanal deles. O lugar é legal, mas tanto a cerveja quanto a pizza são ruins . Hahaha. Sobre o Hotel Lago del Desierto: ficamos em duas acomodações diferentes por conta de termos alterado o roteiro em cima da hora. A primeira parecia quarto de vó. Decoração velha e o banheiro cheirava mofo. A segunda foi mais confortável, com uma cama grande. Mas ambos os banheiros eram muito muito pequenos. Para lavar o pé você fazia a pose do flamingo, pois não conseguia se mexer no box . O café da manhã era bom. El Chalten by Paty Grillo, no Flickr 10º dia – 01/02: Fitz Roy / Laguna de Los Tres Acordamos cedinho, tomamos café e preparamos o tradicional lanche de atum para o almoço. Às 8h o transfer nos buscou, pegamos outras pessoas em outros hoteis e chegamos na hosteria Pilar às 9h. Bem, a paisagem dali já é bonita. Dali víamos o Fitz Roy de outro ângulo e várias outras montanhas legais. Iniciamos a caminhada e após algum tempo andando em meio aos bosques chegamos no mirador do Glaciar Piedras Blancas – bem bonito por sinal. Mais um tanto de caminhada e chegamos em um trecho descampado e colorido, um pouco antes do acampamento Poincenot. Até o acampamento (e pouco depois dele) o trecho foi bem tranquilo de se fazer e mal percebemos os 9km. Faltando 1km encontramos a famosa placa: a que diz que o trecho seguinte é de nível difícil, exige preparo físico e terá uma subida de 400m de altitude . A partir dali, pedras, mais pedras, subida, mais subida. Sobe mais um pouco. Pula mais pedras. Continua subindo . Para quem é do estado de SP, parece a Serra de Taubaté, versão a pé! Quando achávamos que já tínhamos subido um monte, escutamos um cara dizendo que “já foi metade” . No final, quando você acha que não tem mais onde subir e o terreno fica um pouco mais plano, é só pra descansar um pouco e continuar subindo mais a frente. Foi o km mais difícil da minha vida . Mas… foi o lugar mais incrível da minha vida também . Quando finalmente você chega na Laguna de Los Três (perto das 12h30), você mal acredita que aquela paisagem que está diante de você é real. A laguna é de um azul forte e lindo e o Fitz Roy é absolutamente incrível. Diferente das Torres del Paine, dessa vez o tempo estava perfeito, céu azul, sol e pouquíssimas nuvens – nenhuma delas em cima do Fitz Roy. Ficamos na beira da laguna por mais de 1h, admirando cada pedaço da paisagem e tirando muuuuuitas fotos. Almoçamos por ali também e o conjunto foi melhor que qualquer restaurante 5 estrelas . No caminho de volta, quando vemos o rio lá embaixo e as pessoas subindo com cara de cansaço, percebemos o quanto de fato subimos. E a descida também não é fácil, por causa das pedras: os joelhos doem, as pernas cansam muito. Passando pelo acampamento Poincenot o caminho voltou a ficar tranquilo e foi apresentando outras belezas e outras paisagens. A laguna Capri, no meio do caminho, é espetacular. Finalmente, chegando mais perto de El Chaltén, começou uma descida com a vista do vale e o Rio de Las Vueltas lá embaixo. A descida continuou por quase 2km até chegar na cidade e, depois de tanto descer, ficamos felizes em ter escolhido a opção de começar a trilha pela hosteria Pilar . Do final da trilha, cansados, até o hotel que estávamos parecia que tinha mais vários km. Aproveitamos o caminho para xeretar as opções de restaurantes e definir onde jantaríamos depois de um bom banho. Acabamos escolhendo um bar que vimos em outro relato, o Cayetano. Escolha excelente! Cerveja artesanal gostosa (Supay) e tinha happy hour, 2 pints por AR$ 100. Pedimos um hamburguer (AR$ 190) que era imenso e saboroso. Comemos tanto que no final do lanche estávamos derrotados. Voltamos nos arrastando pro hotel . Glaciar Piedras Blancas by Paty Grillo, no Flickr Subida do Fitz Roy by Paty Grillo, no Flickr Fitz Roy by Paty Grillo, no Flickr Senda Fitz Roy by Paty Grillo, no Flickr Laguna Capri by Paty Grillo, no Flickr Hamburguer do Cayetano Bar by Paty Grillo, no Flickr 11º dia – 02/02: Laguna Torre Depois do cansaço do dia anterior, decidimos que acordaríamos mais tarde e que só faríamos a trilha até o mirador del Torre. Tomamos café, preparamos novamente nosso lanche, fizemos o chekout e deixamos as mochilas guardadas no hotel. Saímos às 9h50. Até o mirador del Torre são 3km, com uma certa subida no início. Fizemos bem devagar por ser um trecho bem curto e tínhamos o dia todo à disposição. Chegamos nele em 50 minutos. O tempo estava meio nublado e o cerro Torre estava encoberto por nuvens. Ainda assim a paisagem era bonita. Tiramos algumas fotos, sentamos e… não aguentamos. Decidimos que iríamos andar os 6km que faltavam para chegar na laguna Torre. A caminhada foi bastante tranquila, a maior parte plana. Alguns trechos descampados, outros com árvores sem folhas e secas, alguns poucos trechos de bosque e mais próximo do final se margeava o rio Fitz Roy. É importante dizer que só nessa parte final é possível encher a garrafa de água, ou seja, lembre-se de enchê-la antes de começar a trilha. Completados os 9km chegamos à laguna Torre e, sinceramente, perto do Fitz Roy ela fica bastante sem graça. Mas como o caminho foi fácil, deu pra perdoar . Voltamos para El Chalten por volta das 15h30. Procuramos um bar onde o happy hour começasse às 16h e a cervejaria Don Guerra foi a escolhida (2 pints por AR$ 120 e uma porção de batata com bacon e cheddar – muito boa! - por AR$ 155). Antes de pegar o ônibus de volta para El Calafate iríamos jantar e cansados de comer lanche e pizza, procuramos um lugar que não fosse tãããão caro como quase todos de El Chaltén. Recebemos a indicação do Techado Negro, com pratos na faixa de AR$ 150 a 160. Diego escolheu um nhoque e eu comi um frango a milanesa com arroz (sem gosto, claro). Pegamos o ônibus da Taqsa às 19h30 e dormimos quase todo o trajeto. Chegamos embaixo de chuva em El Calafate, às 22h20, e fomos direto para o hostel. Caminho para a Laguna Torre by Paty Grillo, no Flickr Laguna Torre by Paty Grillo, no Flickr 12º dia – 03/02: Chegando em Ushuaia Acordamos um pouco mais tarde, tomamos café e fizemos o check out para aguardar a chegada do transfer da Ves Patagonia. Nosso vôo era 12h30 e a van iria nos buscar às 10h – na verdade ela chegou eram quase 10h40. Chegamos em Ushuaia às 13h50. Como havíamos fechado o passeio da pinguinera com a Brasileiros em Ushuaia tínhamos o transfer nos aguardando na chegada (isso é bastante comum e não foi preciso nem barganhar, eles próprios já ofereceram). Deixamos as coisas no studio que havíamos reservado no AirBnb e fomos dar uma circulada pela cidade. Ushuaia é a maior das cidades que visitamos, bastante movimentada, às margens do Canal Beagle e rodeada por montanhas nevadas. No dia em que chegamos o tempo estava nublado e chuvoso. Apesar de se vender como a cidade mais austral do mundo, Ushuaia na verdade não é. Puerto Williams (pertencente ao Chile) fica um pouco mais ao sul, mas os hermanos contam uma historinha de que “não é bem uma cidade, é uma base militar, blá-blá-blá” e não abrem mão do título de Ushuaia. Ainda assim, a sensação de estar na pontinha da América do Sul é muito legal! Fomos procurar um lugar para almoçar e acabamos escolhendo (pelo preço) o Marcopolo Freelife, um café-restaurante que fica em uma porta pequenina na Av. San Martin, no quarteirão seguinte da agência Brasileiros em Ushuaia. Lá, além das opções de café e lanches, existe o Menu do Dia. Você pode pedi-lo com bebida OU sobremesa por AR$ 180 ou com os dois por AR$ 200. Neste dia o menu era um bife (enooooorme, delicioso e muito bem feito! :'> ) acompanhado por uma salada de repolho, cenoura e maçã, com um molhinho também delicioso. A sobremesa você podia escolher entre salada de fruta, pudim de pão, flan, gelatina. Bem alimentados e felizes, fomos explorar Ushuaia. Passamos na central de informações ao turista, em frente ao porto, e pegamos um folheto com todos os horários dos “buses de linea regular”, que na verdade são vans que saem de um terminalzinho ali perto e vão para os diversos pontos turísticos, com preço tabelado. Antes de descobrirmos essa opção havíamos perguntado o preço dos taxis e, caso você consiga encher o carro, até acaba compensando. Como estava friozinho, fomos tomar um chocolate quente (tínhamos recebido um vale gratuito da agência) na Chocolates El Turista e aproveitamos para experimentar os chocolates em ramas que vimos em toda a Patagônia e pareciam super gostosos. Na verdade, eram mais bonitos que saborosos (achei muuuuito doce), além de caros. No studio que estávamos havia uma cozinha americana bem equipada, e considerando que comer na Patagônia não é barato, passamos no mercado e compramos, além dos ingredientes do tradicional lanchinho de trilha, um macarrão esperto para as nossas jantas e coisas para o café da manhã. Lá em Ushuaia tem o La Anonima e o Carrefour, fomos no La Anonima que era relativamente mais perto. Lá também compramos a cerveja Beagle por AR$ 32,50 (nas lojas da Av. San Martín você não achava por menos de AR$ 60!!!) e uns litrões da cerveja Patagônia, aquela que vende em vários mercados do Brasil, também por preços beeem baixos. Ao final do dia jantamos nosso macarrãozinho e bebemos bem! Sobre o studio: lindo, confortável, moderno, melhor chuveiro da vida. Vale muito a pena! A única coisa não tão boa é que ficava no alto e, apesar de perto da avenida principal de Ushuaia, era uma subida monstro pra voltar. Ushuaia by Paty Grillo, no Flickr 13º dia – 04/02: Navegação Canal Beagle + Caminhada na Pinguinera Acordamos cedinho e o tempo estava lindo! Depois do café e com as mochilas de ataque prontas, saímos a pé para o porto. Tínhamos que apresentar o voucher na Piratour (lembra que falamos que a Brasileiros em Ushuaia só revende o passeio?), pagar a taxa do porto (AR$ 20) e também a entrada na Estância Harberton (AR$ 240) – ambos não estavam inclusos no valor do passeio. Entramos em um barco grande e confortável (às 09h), com dois guias e a equipe de marinheiros. Durante a navegação ficávamos a maior parte do tempo dentro do barco e saíamos para a parte externa superior do barco quando chegávamos perto das diversas ilhas. Não que não pudéssemos ficar lá fora o tempo todo, mas pensem em um vento forte e um frio?! Quando o barco se afastou foi possível ter uma vista bem legal de Ushuaia e, com o tempo aberto, as montanhas ao redor estavam ainda mais bonitas. A primeira parada foi na Isla de los Pájaros, onde vemos os Cormoranes. São pássaros que de longe parecem pinguins (por conta da cor), mas que na verdade têm o pescoço bem mais comprido e voam. É impressionante a quantidade de pássaros na ilha! (E também o barulho e o cheiro de peixe!). Sempre que se aproximava das ilhas o barco desligava o motor e ficava um tempo lá, para a gente curtir. A parada seguinte foi na Isla de Los Lobos, com leões marinhos – lindos, fofos, gordos, todos amontoados uns em cima dos outros! Na ilha também fica o farol Les Eclaireurs, que alguns chamam erroneamente de farol do fim do mundo. O guia explicou que o verdadeiro farol do fim do mundo fica beeeeeeeeeeeem longe dali – e vimos no mapa depois que ele estava certo. A paisagem é incrível! Os animais, as montanhas de fundo, o reflexo na água… não é difícil tirar várias fotos sensacionais. Dali até a Estância Harberton é um bom tempinho de navegação. No caminho passamos por Puerto Williams e escutamos a história da estância Harberton, do Canal Beagle, da nevegação do comandante Fitz Roy… Estávamos mais ou menos na metade do caminho quando o guia nos convidou a sair para a parte externa e o barco desligou o motor… era uma baleia! Achei bem legal o fato do barco ter deixado de lado seu roteiro e ter desviado o caminho seguindo a baleia por algum tempo. Aliás, os guias e os marinheiros estavam tão empolgados quanto a gente. Rsrs. Parece que não é algo muito comum por ali. Chegamos na Estância Harberton e o nos dividimos em 2 grupos menores. Ficamos no grupo que iria primeiro à Pinguinera, enquanto o outro aproveitaria o tempo livre para comer. Entramos em um barquinho pequeno e lá fomos nós. No caminho o guia foi dando algumas orientações: basicamente deveríamos ficar todos juntos, não fazer barulho, não correr, não abraçar os pinguins e nem trazê-los para casa. Chegamos na ilha e, gente, é SEN-SA-CIO-NAL. São muuuuuuuuuuuuuuitos pinguins e eles não estavam nem aí pra gente. Ou seja, eles continuaram por perto e nós ficamos tão entusiasmados quanto uma criança que ganhou um presente legal. Hahaha. Lá na ilha é possível ver três espécies diferentes de pinguins: de Magalhães (em maior quantidade), Papúa (menor quantidade, mas ainda assim são vários) e Rei (de acordo com o guia, existem apenas 3 na ilha. Nós vimos 2.). Os pinguins de Magalhães são menores, branco e preto, os Papúa têm bico e pés laranjas e o Rei… Ah, o Pinguim Rei é a coisa mais linda e desengonçada do mundo! Eles são grandes (uns 90 cm?!) e tem um tom de amarelo muito intenso na penagem . Caminhamos por cerca de 1h na ilha, mas parece que durou 15 minutos. Não cansamos de vê-los e admirá-los. Esse também é um passeio beeeeeeeem caro, mas que na nossa opinião não se deve deixar de fazê-lo. A sensação e as lembranças depois são incríveis. E pinguins são… pinguins! Bichos legais! Voltamos para a Estância e, enquanto aguardávamos o segundo grupo, tivemos um tempo para comer. Lá tem um restaurante, mas nós já estávamos pobres da viagem e levamos nosso lanchinho mesmo. Com o retorno do segundo grupo da Pinguinera fomos ao Museu de Ossos de Aves e Mamíferos Marinhos Acatushún (ingresso incluso no valor do passeio). É um lugar pequeno, mas com um acervo legal e deu para aprender algumas curiosidades. Terminada a visita, entramos em um ônibus e pegamos a estrada de volta (pois é, a volta não é por navegação). No caminho ainda há uma parada para ver as árvores bandeiras, árvores que crescem para um único lado devido a força dos ventos patagônicos, que naquela região sopram sempre na mesma direção. Chegamos em Ushuaia pouco depois das 17h. Jantamos em casa e depois saímos para o Dublin Bar, para terminar o dia com uma cervejinha. O lugar é bem legal e cheeeeeeeeeeio. Chegamos e conseguimos sentar no balcão, mas uns 10 minutos depois já não tinha condições de achar um lugar. Tomamos a Beagle e experimentamos a cerveja Cape Horn de noz, beeeeeem gostosa, além de uma porção de salame para petiscar. A conta ficou AR$ 160 / pessoa. Canal Beagle by Paty Grillo, no Flickr Isla de Los Lobos by Paty Grillo, no Flickr Isla de Los Lobos by Paty Grillo, no Flickr Farol Les Eclaireurs by Paty Grillo, no Flickr Pinguinera by Paty Grillo, no Flickr Pinguinera by Paty Grillo, no Flickr 14º dia – 05/02: Parque Nacional Terra do Fogo e Laguna Esmeralda Bem, esse seria nosso último dia disponível para passeio e tínhamos reservado ele para o Parque Nacional Tierra del Fuego. Por conta dos relatos que lemos também tínhamos vontade de conhecer a Laguna Esmeralda, mas olhando os horários dos transfers achávamos que não iria dar tempo de conciliar e começamos a tentar nos convencer da nossa escolha – afinal ir à Ushuaia e não ir ao parque é tipo ir à Paris e não ver a Torre Eiffel. “Já vimos várias lagunas bonitas”. “Tudo bem, temos que priorizar o passeio”. “Não dá pra ter tudo na vida...”. Pegamos o transfer às 9h (AR$ 400 ida e volta) e uns 30 minutos depois já estávamos na portaria do parque. Pagamos a entrada (AR$ 130) e fomos para o início da trilha escolhida. No Parque Nacional Tierra del Fuego são 4 trilhas longas principais (Pampa Alta, Costera, Hito XXIV e Cerro Guanaco) e outras curtas (Paseo de la Isla, Laguna Negra, Mirador Lapataia, Del Turbal, Castorera e de la Baliza). Os transfers passam por três pontos principais dentro do parque e você pode pegá-los em qualquer um deles. Na noite anterior havíamos decidido fazer a Senda Costera, que vai da Ensenada Zaratiegui (onde fica o correio do fim do mundo) até o cruzamento da Ruta 3 com o Lago Roca. São 8km margeando a bahia Lapataia. Descemos então no primeiro ponto do transfer e antes de começar a trilha entramos no correio do fim do mundo. O lugar é muito legal, tem um ar meio mágico, mas qualquer coisa que você queira de lá obviamente você paga – inclusive para carimbar o passaporte (AR$ 30). Ok, o carimbo é tradicional e tal, mas passamos a vez. As fotos, a experiência e as histórias seriam mais lembradas que o carimbo no passaporte. Mas aí é de cada um, né?! A trilha é muito tranquila e, embora as pessoas digam que leva-se em média 4h para percorrê-la, nós fizemos em 2h30. O caminho é quase todo plano e, perto das trilhas que já havíamos feito, era quase como andar num corredor de shopping . Confesso que a paisagem me surpreendeu muito, não esperava que fosse ser tão bonita. As cores da água ao longo do caminho, as praias de pedrinhas e a paisagem no horizonte formavam um conjunto inesquecível. Mais uma vez o céu azul ajudou bastante . Terminamos a trilha perto de 12h e foi aí que olhamos um pro outro e decidimos: “vai dar tempo!” . Sim, não tínhamos conseguido superar o fato de não ir à Laguna Esmeralda. Hahaha! A questão é que, embora no papel com os horários das vans apareçam saídas de hora em hora, são empresas diferentes que oferecem o trajeto e se você fechou com uma, você só vai poder pegar o horário daquela (na teoria). Não tínhamos nos atentado a isso e a nossa empresa só sairia às 15h. Um rapaz no Centro de Visitantes Alakush sugeriu que fossemos até o outro ponto de ônibus, para tentar ver se alguém de outra empresa topava levar a gente de volta para Ushuaia. Fomos caminhando pela estrada de terra e decidimos cortar caminho pelo Paseo de La Isla, que sairia no lugar desejado e pelo menos iria tirar a gente da estrada, onde engolíamos poeira sempre que passava um carro. São 600m de trilha (aliás, um trajeto lindíssimo!) e a gente conseguiu se perder em uma bifurcação e voltar para o começo! Achamos então que seria melhor diminuir nossa expectativa e abrir mão da Laguna Esmeralda. Saímos cabisbaixos e fomos pedir carona para um micro ônibus que estava vindo. Demos um miguézinho se não poderíamos voltar para Ushuaia com ele e mostramos o ticket da outra empresa, mas o motorista num primeiro momento disse que não, mas que nos deixaria no ponto de ônibus. Masssss… ele mudou de ideia, não parou no ponto final (que não tinha ninguém esperando por ele) e começou a ir embora, com a gente. Perguntamos de novo se eles nos daria carona e então ele sorriu e disse que poderíamos ir com ele, sim . No meio do caminho ele cruzou com o motorista que havia levado a gente e que sabe-se lá por qual motivo estava no parque aquele horário e nos “devolveu” para a empresa certa. Rsrs. Chegamos no terminal de Ushuaia e acabamos fechando com o mesmo motorista para ir para a Laguna Esmeralda (AR$ 300 ida e volta). Ele saiu imediatamente com a gente e combinou que nos buscaria às 19h (não sem ficar realmente espantado que faríamos os dois passeios no mesmo dia! Rsrs). Começamos a trilha para a Laguna Esmeralda por volta das 15h. Tinham muuuuuitas pessoas na trilha, indo ou voltando, muitas crianças e muitos cachorros (!). O caminho é bem marcado e há sinalizações com plaquinhas azuis nos troncos das árvores, não tendo necessidade alguma de guia. Em relação à dificuldade do trajeto, pior que a subida com certeza é a quantidade de lama. Lembra quando falamos no Circuito W de um trecho com muita lama? Para a Laguna Esmeralda é dez vezes pior. Na primeira metade da trilha até que dava para se equilibrar em uns pedaços de troncos e raízes de árvores, mas chegamos em um trecho após a primeira subida que não tinha pra onde correr. Rsrs. Era lama suficiente para chegar na canela e só restava dobrar as calças e procurar alternativas de caminho em que o estrago não fosse tão grande . Mas nem tudo é desgraça e durante a trilha também é possível ver castoreras incríveis e andar em um solo de turba. A turba é um tipo de solo esponjoso formando pela decomposição de material orgânico e andar nela é muuuuuuuito legal! Parece que você está em um colchão de molas e tem vontade de sair pulando! Depois de 1h30 chegamos na Laguna Esmeralda. O tempo já estava nublado novamente, mas ainda assim a água é muito verdinha e vale a pena ir! As montanhas ao fundo completam a paisagem. Estávamos exaustos da correria que fizemos, fora o cansaço acumulado por ser o último dia de viagem. Ficamos cerca de 1h lá na laguna, descansando e curtindo a paisagem, para tomar coragem de voltar. Mais 1h30 de descida e estávamos prontos para aguardar o transfer, que chegou na hora certinha. Nossos pesos argentinos e dólares tinham acabado e quase ninguém aceita real por lá. Como ainda precisaríamos comer, pagar o taxi para o aeroporto e queríamos comprar alguns presentes, pedimos para o motorista nos deixar perto do final da Av. San Martín e fomos no Hotel Antartica fazer o câmbio. Dica: é Hotel mesmo. Fomos primeiro no HoStel Antartica e lá eles não trocam! O Hotel Antartica fica em uma travessa da San Martín e a cotação foi menor que a oficial, claro, mas melhor do que imaginávamos que seria: R$ 1 = AR$ 4,80. Paramos para comer um hamburguer no Banana Burger (AR$ 185. Lanche grande, mas nada de especial. Acho que não vale...), passamos em um mercadinho para comprar algumas Cape Horn (AR$ 74) e voltamos para casa, mortos. Correio do Fim do Mundo by Paty Grillo, no Flickr Parque Nacional Tierra del Fuego by Paty Grillo, no Flickr Castorera no caminho da Laguna Esmeralda by Paty Grillo, no Flickr Laguna Esmeralda by Paty Grillo, no Flickr 15º dia – 06/02: Volta para casa Enfim último dia, estávamos muito felizes por ter conseguido completar todas as trilhas e passeios que havíamos planejado, foram 14 dias de paisagens maravilhosas, experiências incríveis e uma grande sensação de dever cumprido. Nesse último dia pegaríamos o vôo de volta para casa às 15h40. Fizemos o check out às 10h e conseguimos deixar as mochilas na agência Brasileiros em Ushuaia até o horário do vôo. Aliás, o pessoal da agência é bem simpático e disponível. Indicamos! Fomos nos despedir de Ushuaia comprando alguns presentes (vinhos, alfajor, cerveja) e almoçamos novamente no Marcopolo, o lugar do almoço + sobremesa por AR$ 180. Neste dia o menu foi um bifão com molho branco e champignon, com batatas acompanhando. De novo estava deliciosamente bem preparado! Ganhou o título de melhor comida da viagem. Hora de partir e pegamos um taxi para o aeroporto por AR$ 115 (taxímetro), opção que fica mais em conta que fechar um transfer em agência (que se paga cerca de AR$ 120 por pessoa). Menu do Dia no Marcopolo by Paty Grillo, no Flickr Podemos dizer que valeu. Valeu cada paisagem, cada km andado, cada desafio cumprido e valeu até mesmo cada centavo que pagamos. A Patagônia é incrível! Voltamos cheios de lembranças e histórias. E, claro, muuuuuuuuuuuuuuitas fotos!
  21. Plano inicial: - Pegar o máximo de caronas possíveis. -Acampar o máximo de dias possíveis. -Fazer meu rango na panelinha. Praticamente as principais refeições. Porquê: - Para testar minha disposição. -Pegar carona pela primeira vez na vida e comprovar para mim(e agora para vocês) que pegar carona funciona. -Acampar e ficar mais em contato com a natureza. -Se sentir vivo, totalmente fora da zona de conforto. Planejamento: - Não tive algum, nem direções precisas, a Patagônia foi mostrando seu esplendor. Decidi muito em cima da data que iria até Ushuaia. O que vocês acham no relato: -Acampamento ; natureza ; neve ; comida no camping ; barraca ; viajar barato funciona ; frio ; pessoas de coração grande ; fotos ; câmbio ; caronas ; comida na panela ; O que eu levei: -Para cozinhar: -Espiriteira(fogo a álcool) -Uma panela média -Álcool desidratado ou de posto de gasolina, pode ser de cozinha também, mas demora pra aquecer. -Talheres: faca, garfo e colher -1kg de arroz -Temperos; orégano, gengibre em pó, sálvia -Lentilha -Massa No caminho comprava coisas frescas para cozinhar. Para a viagem: - 1 barraca Guepardo Everest 1, uma pessoa, queda d'água 2000mm -1 saco de dormir -1 isolante térmico, para colocar entre o chão e o saco de dormir. -2 calças, um jeans, uma calça moletom.(levar calça impermeável, eu não levei e fez falta). -4 camisas -3 cuecas -4 meias -1 bota -1 chinelo -2 bermudas -1 casaco grande -1 moletom -2 camisetas manga comprida -1 boné -1 toca de lã -óculos de sol -1 facão Se eu lembrar de algo mais coloco aqui, mas isso foi o essencial. Sobre medicamentos - Eu não levei nenhum medicamento, pra dor de cabeça, estômago ou qualquer dor que o pessoal diz que têm. Só levei carvão vegetal, que serve pra desintoxicação. E na viagem inteira não passei mal, nem xorrioo . Fiz um vídeo rápido mostrando um pouco da aventura. Início: De Feliz a capital Porto Alegre fui de ônibus, porque imagina aqui no interior se parar na estrada com duas mochilas e um cartaz escrito: Porto Alegre e um :'> do lado e segundo o que o povo aqui da minha cidade costuma falar: Meu deus, o filho do cara pirou, ta na estrada com 5 mochilas e uns 3 cartazes, me parece que perdeu o emprego e agora vai tentar a vida em Porto Alegre, vai vira mendigo, é uma pena, o guri é tão bom. Porto Alegre peguei outro ônibus para sair da capital, andei uns 27 km até Butiá, cidade pequena e isolada. Duas horas na estrada e nada, sol das duas fervendo meu crânio, estava totalmente decepcionado com o lance de pegar carona, mas não desisti, fui caminhando e conversando com o pessoal, até que me indicaram umas saída de caminhões adiante. Na guarita me ofereceram água e consegui minha primeira carona de uns 110 km até um posto de gasolina :'> :'> . No posto mais decepção, nada de uma carona parar, sol rachando. Sem esperanças e com medo de acampar a primeira vez perto de um posto de gasolina, comprei uma passagem até Uruguaiana. Chegando perto das 12:30am e acabado do dia inteiro, montei a barraca do lado de fora da rodoviária e foi ali que comecei a ter gosto pela trip. Pela manha o guarda me acorda e diz que já está na hora amigo ... levanto acampamento e começo a caminhar direção fronteira, atravesso a ponte de Uruguaiana até Paso de Los Libres, que no caso é proibido passar por lá caminhando ou de bicicleta. Como a funcionária da aduana me disse que podia, eu fui. Chegando os guardas me abordam e dizem que não posso passar caminhando que tenho que voltar e pegar o carimbo do lado brasileiro, ãã2::'> ...falei que não iria voltar e que eu só preciso do carimbo quando entro no país dele, e o cara queria que eu voltasse a pé . Tudo resolvido, passei minha mochila no detector de metais e o meu facão apareceu , o segurança me disse que não podia entrar com uma faca grande como aquela,hahaha, mas eu converti a conversa em acampamento e falei que precisava do facão e no final entrei na Argentina com todo meu kit acampamento, hahaha. Paso de Los Libres: Domingo, tudo fechado, não têm nem casa de câmbio na cidade, então tive que voltar pra aduana e cambiar e perder grana, foram $1.00 Dolar pra $13,00 pesos. Na cidade estava um pouco deprimido da viagem, acho que era cansaço. Ali na praça conheci um cara que viaja a uns 10 anos pela America do Sul sozinho e estava indo pro Brasil, agora nesse momento 13\01\2017 ele se encontra em Maceió, detalhe que ele só viaja de carona. Esse cara é o guru das caronas, me deu várias dicas e me passou contatos de amigos dele no sul da Argentina, em um contato desses acabei passando duas noites... Sem muitas forças para acampar depois de escutar os moradores dizendo que era perigosa a cidade, acabei mandando mensagem para um CS que eu havia feito contato um pouco antes da viagem e ele me hospedou na noite. Na manha seguinte o pai dele me levou até a Ruta 14 e alí começaram as caronas de los hermanos. Incrível, menos de 10 minutos para um caminhão e lá vou eu. Depois de alguns 100 km, desço em uma rotatória e continuo as caronas... 1:30h até um senhor parar com seu carro e me levar uns 95 km, uns 30 minutos até outro caminhão parar e me levar mais por uns 120 km, e depois rolou uma espera de umas 3:30h ou 4:30h, não fiquei contando certinho as horas. Ali fiquei um bom tempo fora da estrada porque o sol estava rachando, não dava pra aguentar. Pelas 17:30h, sem esperanças, com um cartaz feito a caneta, porque o outro bonito com letras grandes eu esqueci dentro de um caminhão na vinda ãã2::'> ... lá estava eu parado feito um beduíno, seco pelo vento e queimado pelo vento, me para um maluco de caminhão e me leva até uma cidade pertinho de Buenos Aires, foram 456 km. Ele me disse que ultimamente os caminhoneiros não param tanto porque teve casos que o pessoal usa caronas pra transportar drogas. Em um dia, fiquei das 7:00am até as 10:30pm, na estrada, chegando em um posto, durante a noite, e acampando atrás do posto, fiz minha primeira refeição na panelinha e ficou muito bom, e bora dormir neh. Detalhe, três da manha acordo com frio, saco de dormir mostrando primeiras falhas. Zarate: Dali peguei um bus até a capital, foram 53 pesos. Na capital de Buenos Aires, não tinha nada, nem hostel reservado e eu não queria acampar no centro da capital. Procurei hostel, bati em portas, até que achei um hostel barato, o Granado Hostel. Sobre Buenos Aires não vou comentar muito, porque é um destino muito padrão já. O câmbio ficou $1.00 pra 15 pesos, 2 pesos a mais por dolar comparado com a fronteira. Bahía Blanca: Depois de uma semana em BsAs, pego uma van da capital até Canuellas(140 pesos), para sair da capital e continuar as caronas. Dei uma volta enorme na cidade, pedi informações de onde pegar bus, ou trem e ninguém sabia informar direito. Fui revistado pelos policiais. Caminhei no sol do inferno do meio dia até chegar no ponto onde iria começar as caronas. Em poucos minutos para um carro e ando uns 180 km com um cara gente fina, viaja bastante também, mas têm um trabalho estável, é policial, e ganha uns 60 dias por mês de férias. Chegando na cidade do motorista, ele me deixa num posto de gasolina e oferece a casa dele para eu passar a noite caso eu não consiga carona até Bahía Blanca. Vendo um senhor na estrada pedindo carona, vou lá conversar e me informar se é fácil caronar por aí, e ele não me dá muita atenção e o outro amigo dele me diz pra eu ir em outro lugar pedir carona , toma guri, então me parei com a placa mais a frente, e do nada, um cara atrás de mim pergunta: -Hey amigo, donde vás? Bahía Blanca senhor, respondo eu. -Bueno, voy comprar una agua e una cosa para comer e vuelto. ...em alguns minutos vêm o senhor e me da uma carona até meu destino final, que faltavam alguns 430 km, insano. Agora imagina a cara que os outros fizeram quando me viram passar com minha carona ...foi lindo de se ver. Cheguei na cidade após lindas paisagens, pôr do sol, um céu imenso... Na cidade fiquei hospedado na casa de uma CS por quatro dias. Río Callegos: Em Bahia Blanca, tive uma vida muito boa, com chuveiro, comida boa, festa de aniversário e muitas risadas. E também fiquei quatro dias porque estava esperando uma carona que consegui no grupo do face( Viajar causa Adicción), de 1876 km, de Bahia Blanca até Rio Callegos foram outros 1876 km insanos em cima de uma cegonha lotada de carros. Dormi duas noites dentro de uma camioneta que estava no segundo andar da cegonha, e a paisagem foi se modelando ao longo da Ruta 3, o calor de Bahia Blanca foi se perdendo, e o frio da Patagônia abrindo as portas. No segundo dia eu já tive que usar o casaco, numa manha congelante de muito vento em alguma cidade perdida do meu roteiro vivo. Depois de dois dias e uma bunda em forma de banco, e também, a poltrona de caminhão saltitante, desci em Rio Gallegos, mais uma vez sem nada, somente com minhas coisas, a bunda de banco e os saltos do banco que me acompanhavam. Dei umas voltas na cidade, muito cansado, pés doendo, costas doendo, uma sensação de fome estranha. Bom, achei uma casa de câmbio e troquei 1 dolar pra 15 pesos mais uma vez, e tava bom esse câmbio. Tentei caronas na estrada, mas meu corpo não aguentava, dois dias viajando e dormindo no banco de trás de um carro não é fácil. Fui no mercado comprar uma comida fresca, me sentei no pátio e comecei a preparar meu almoço, com muito vento. No caso, minha espiriteira demorou muito pra esquentar a comida, mas no final saiu um rango barato, e meia boca. Caronas, sem chance do local onde eu estava, então, eu teria que sair da cidade e ficar na Ruta 3 , em algum ponto mais longe, e isso requer mais tempo e mais sofrimento no sol, vento e frio . Eu, cansado e acabado , decidi dormir na cidade mesmo e pegar um bus no dia seguinte até USHUAIA, Do lado do posto acabei achando um lugar com um pátio bacana e pedi pra vizinha se eu podia passar uma noite ali e deu certo. No posto eu paguei só 15 pesos pra tomar um dos melhores banhos da minha vida , depois de três dias sem banho, um chuveiro quente vira Oásis Claro, que fiz minha janta na panelinha neh, sempre. Dia seguinte, vou até a rodoviária e compro o ticket bem caro de Rio Gallegos até USHUAIA R$785,00 pesos. USHUAIA: Ao longo da viagem de ônibus deu pra refletir muito sobre a vida e sobre o destino, observando aquela imensidão de nada e de tudo, um sentimento único pela Patagônia, e já um pouco mais perto de Ushuaia, baldeamos o busão, no caso pra um pior, e o clima já estava muito frio, muito frio e vento acompanhado de chuva, uma bosta na real pra quem não sabe onde vai dormir quando chegar no lugar. Quanto mais ao sul, as montanhas foram mostrando sua beleza, os lagos, e a mata verde de Ushuaia. Cheguei pelas 20:30h, procurei um mercado e comprei algo pra cozinhar, achei uma praça pública e acampei nela mesmo, com uma vista da baia de Ushuaia e as montanhas de picos nevados, fiz minha janta e dormi tranquilo. Na manha seguinte, 6:00h da manha dois guardas me acordam e me expulsam do lugar. Muito frio e vento pela manha, desarmo minha barraca e sigo viagem. Minha intenção era fazer uma trip roots mesmo, então evitei pagar pra ir nos lugares mais turísticos. Conheci um pouco a cidade, acampei duas vezes perto de um riacho no meio da mata(onde acordava a cada uma hora de tão frio que tava, isso porque o saco de dormir que comprei não suportava tanto frio assim), que ficava perto das montanhas nevadas. Peguei um bus até o ponto máximo da cidade em direção ao Parque Nacional, e de lá fui caminhando. Saí pelas 21:00h e cheguei de madrugada pelas 1:30h, fui caminhando 18 km, com duas mochilas, e tudo isso porque não queria pagar a van até lá que era uns 450 pesos. Bom, me lasquei na caminhada, pés doendo, costa, cansaço bateu de frente mesmo, eu já estava disposto a dormir onde eu fosse cair. Cheguei no Parque Nacional, entrei e não vi guardas, então segui parque adentro, no meio do caminho passam eles de camioneta e me dão instruções. Beleza, faltava pouco pra chegar no camping, e eu estava no fim do meu esforço físico, estava prestes a descobrir meu potencial máximo naquela noite. Chego no acampas, cumprimento um grupo sentando em volta da fogueira e vou montar minha barraca para logo fazer minha janta e dormir(outra vez acordo de madruga porque o saco de dormir não segura o calor). Pela manha, vou até o ponto máximo da Ruta 3, deixo minha barraca sozinha no camping beira de estrada, deixo minha cargueira dentro e levo só a mochila pequena, com as coisas de maior valor. Bahia Lapataia, fim da Ruta 3. No dia seguinte, inicio a volta, e dentro do Parque Nacional uma família me da carona até o centro da cidade ... Chego no centro de Ushuaia outra vez, vou no mercado comprar comida e volto pro mato pra acampar e fazer minha janta com um bom vinho. Detalhe que até aqui eu não tinha gasto um pila em restaurantes. Detalhes que eu observei, que fizeram falta na trip: -Ter um bom saco de dormir(que aguente uma temperatura baixa). -Ter botas boas para caminhar(invista em botas). -Roupas Impermeáveis é totalmente Indispensável(choveu os 4 dias que fiquei em Ushuaia, plus outras cidades). Fechamento dessa parte: Agora saíndo de USHUAIA eu subi pela Ruta 40, passei por várias cidades famosas, turísticas, mas não visitei quase nada, porque o motivo da trip era não gastar muito e os valores das entradas de tudo é muito caro, pra conhecer tudo em uma trip só uma pessoa precisa desembolsar uma grana legal. Eu passei por Puerto Natales(Chile), Punta Arenas(Chile), El Calafate(Argentina), El Bolson(ARG), Barriloche(ARG), Villa La Angustura(ARG), San Martin de Los Andes(ARG) e depois voltei até fronteira de ônibus. Só essa subida pela Ruta 40 já vai gerar um novo relato, porque aconteceram muitas coisas também, acampei muitos dias também. Vou criar um novo post e agrego aqui. Tenho muitos videos, quero montar um vídeo curto pra vocês terem uma ideia mais viva da experiência, então quando terminar ele posto aqui o link pra vocês. Fiz um vídeo rápido pra vocês terem uma ideia. Espero poder fazer vídeos melhores em um futuro próximo para inspirar mais viajantes. Um Salve Mochileiros!
  22. Vou tentar detalhar as partes que quase não achei informação por aí e ser breve nas outras coisas. Todos preços são em peso argentino ($) ou real (R$). Se alguém quiser saber tudo sobre a viagem, pode ir no meu blog: http://seachandonaviagem.blogspot.com.br/search/label/Argentina Qualquer dúvida, pode perguntar aqui que eu respondo A primeira coisa que fiz foi achar a passagem Brasilia – Ushuaia com conexão em El Calafate no site da LATAM. Comprei com um stopover de 4 dias em El Calafate. Com os dias em cada cidade fechados, pesquisei o que fazer em cada lugar. O cronograma ficou mais ou menos assim: 8/11 voo saindo de Brasília 9/11 chegada em Buenos Aires (aeroporto Ezeiza) voo saindo de Buenos Aires (aeroporto aeroparque) Chegada em El Calafate Passeio 10/11 ônibus para El Chalten Trilha 11/11 Trilha 12/11 Trilha ônibus para El Calafate 13/11 voo saindo de El Calafate chegada em Ushuaia 14/11 Passeio 15/11 Passeio 16/11 Passeio voo saindo de Ushuaia Chegada em Buenos Aires (aeroporto aeroparque) 17/11 voo saindo de Buenos Aires (aeroporto Ezeiza) chegada em Brasília Para ir de um aeroporto a outro em Buenos Aires, reservei um transfer de ônibus no site Tienda Leon e paguei em dinheiro na hora ($200). Eles têm ônibus saindo a cada meia hora, durante o dia, e a cada hora durante à noite. O ônibus leva cerca de 1:20 (sem trânsito) entre um aeroporto e outro, fazendo uma parada em porto madero. Eu reservei pelo site para não correr o risco de ficar sem lugar, mas não precisava, já que o ônibus foi quase vazio (peguei de madrugada). 9/11 No aeroporto de El Calafate, que fica distante da cidade, os preços são tabelados. Taxi $480, ônibus $160. Acabei dividindo um taxi com uma americana e um alemão que também estavam viajando sozinhos. No meio do caminho, fechamos com o taxista para nos levar ao parque nacional Los Glaciares por mais $1800 ($600 para cada). A entrada do parque foi $250 (residente do Mercosul). O Parque Nacional Los Glaciares em El Calafate possui 4 passarelas de metal. As que possuem as melhores vistas do Glaciar Perito Moreno são as vermelha e amarela. A verde passa por um bosque e a azul passa pelo lago e vai até o restaurante e estacionamento. Depois de fazer o check in no hotel, fui à rodoviária para pesquisar ônibus até El Calafate. Uma empresa fazia ida e volta por $1200, com horários livres para pegar o ônibus, mas acabei fechando com a TAQSA, que fazia ida e volta por $1000, mas com horários fixos. 10/11 Saí no outro dia às 7:30 da manhã de El Calafate. Cheguei em El Chaltén por volta de 11:00. Logo antes de chegar ao terminal de El Chalten, o ônibus para no centro de visitantes do Parque Nacional (EL Chalten fica dentro do parque) e todos são obrigados a descer e escutar uma pequena palestra (inglês e espanhol) sobre o parque, as trilhas, os animais e o que pode ou não fazer. Deixei minhas coisas no hostel e fui fazer a trilha Laguna Torre. Comecei a trilha por volta do meio dia, cheguei na Laguna às 15:00, retornei às 15:30 e cheguei no hostel por volta de 18:00. Então foram praticamente 6 horas de trilha, com paradas para almoçar no mirador Torre e para apreciar as paisagens. O único tipo de infraestrutura que tem nas trilhas é uma espécie de banheiro. Na trilha da Laguna Torre há um a cada mais ou menos 3km. Para as caminhadas, aconselho a levar uma garrafa de água (não precisa mais do que isso, pois é possível enchê-la com a água dos rios e lagos do parque), lanches e um casaco para o vento. Não senti frio durante a trilha, mas ao chegar na Laguna, os ventos estavam muito fortes e só possível ficar lá porque levei um casacão. 11/11 No outro dia, estava com as pernas doendo e não tive coragem de fazer a trilha do Fitz Roy. Resolvi fazer as trilhas menores: Mirador de los condores e Salto del Chorillo. São trilhas fáceis e curtas. A primeira é excelente para se ter uma vista da cidade. De lá, pode-se ir ao mirados de las aguilas e ter uma vista do lago. A trilha para o Salto del Chorillo é a mais fácil de todas, mas a cachoeira não é lá grandes coisas (talvez por eu estar acostumada com as lindas cachoeiras aqui perto de Brasília). Só indico se você estiver com tempo sobrando ou quiser descansar das trilhas puxadas. 12/11 No dia seguinte, peguei o ônibus às 11:00 da manhã de volta para El Calafate. Simplesmente descansei. Deveria ter pego o ônibus que saía mais tarde de El Chalten, mas como já tinha comprado com horário fixo... Há muito mais o que fazer em El Chalten do que em El Calafate. 13/11 No outro dia, peguei um transfer do hostel ao aeroporto $100 e depois voei para Ushuaia. Como fechei 3 passeios com os Brasileiros em Ushuaia, eles foram me buscar no aeroporto (teve o transfer de volta também). Fiz check in no hostel e fui passear um pouco na rua principal (San Martin) e no porto. Comprei um pouco de pesos no Hotel Antartida (melhor cotação). 14/11 Fui ao porto pegar o ônibus para o passeio dos Pinguins. O ônibus leva 1:40 para chegar a estância. Lá há uma parada para ver umas árvores contorcidas pelo vento, depois o grupo é dividido em dois: um vai ao museu e depois aos pinguins e o outro faz as visitas na ordem contrária. Meu grupo foi primeiro ao museu. É um museu pequeno, basicamente com esqueletos de aves e mamíferos marinhos. Depois esperamos um pouco em uma cafeteria e pegamos um barco até a Isla Martillo. Lá caminhamos cerca de 40 minutos entre pinguins e outras aves. Chegamos em Ushuaia por volta das 15:00. Fui para o hostel descansar. À noite, saí para jantar. 15/11 Me buscaram cedo no hostel para ir ao Parque Nacional Tierra del Fuego ($130). Estava chovendo e muito frio. Não foi muito agradável ficar andando no parque. O bom é que estava em um grupo de excursão, então não precisei fazer as trilhas, a van deixava a gente já nos pontos de interesse. Falaram muito aqui no fórum e eu concordo, depois de ver as paisagens de El Chalten, as paisagens de Ushuaia não são tão impressionantes, ainda mais na chuva. Voltei para o hostel perto de 13:00. Passei numa lanchonete e comprei umas empanadas e uma cerveja e fui comer no hostel. Fiquei a tarde lá de bobeira porque estava chovendo. No final da tarde, começou a nevar! Foi lindo. À noite saí para um bar com um suíço que conheci no hostel. Dublin pub é praticamente na San Martin e foi o único bar bar que encontrei. Os preços das comidas e cervejas estavam no preço de outros lugares em ushuaia. Pedi um drink ($80) e batata frita ($100), estavam bons. O bar enche muito, então, se quiser sentar, chegue cedo. 16/11 Meu último dia de viagem. Acordei cedo, arrumei tudo e fui para o porto pegar o barco para fazer o passeio do Canal Beagle (taxa do porto $20). O passeio é muito bonito e interessante. O dia estava bonito, com sol. Vimos diversas aves, lobos marinho, o famoso farol. A tarde, peguei um taxi ($150) para o Cerro Martial que me deixou no final da pista, junto a uma casa de chá. Dá para ir a pé da cidade, mas não aconselharia (talvez a volta). Dali você tem que ir subindo a pé. O Cerro estava lindo, todo branquinho com neve. Depois de um tempo começou a nevar. Foi ótimo! Voltei para a casa de chá e tinha um casal esperando um taxi. Pedi para dividir com eles ($45). Enrolei um pouco mais na rua. Gastei meus últimos pesos no mercado (alfajors!!!) e fui para o hostel esperar meu transfer dos brasileiros em ushuaia. Peguei meu voo para Buenos Aires. Fiz o mesmo percurso de ônibus entre os aeroportos (Aeroparque – Ezeiza) ($200). E assim foi!
  23. instagram: https://www.instagram.com/fabiobs_photography/ Segue algumas dicas básicas e um relato simples do que eu e minha noiva fizemos em nossa viagem pela Patagônia Argentina em março de 2016. Fiz esse resumo durante a viagem no celular, me perdoem os erros de português e concordância, mas resolvi postar sem grandes revisões para contribuir com a comunidade. Qualquer dúvida que surgir irei esclarecendo. Foram aproximadamente 5 dias em Ushuaia, 2-3 dias em El Calafate e 5 dias em El Chalten. Como elaborar o Roteiro para a região mais ao sul da Patagônia? Ushuaia, El calafate, El chaten, torres de paine (TDP - Chile), o que fazer? Quantos dias para cada lugar? O que cortar? O que fazer? Você irá ler, ler, ler e só vai decidir depois que conhecer todos, Rs. Bom, li muito sobre os lugares, e cada um tem uma "pegada" diferente. Com 7 dias faria somente el calafate e el chalten ou TDP. Com 15 dias faria o mesmo roteiro que o nosso ou trocaria ushuaia por TDP. Com mais dias colocaria TDP. O nosso intuito era conhecer as lindas paisagens desses lugares e percebi que não queria e poderia ter a correria de dias contados, já que há grande probabilidade de mau tempo na região (pense nisso!). Outra dúvida, tinha que optar entre torres del paine ou el chalten, ja que ficaria muito pesado pra gente a quantidade de trilhas se optasse pelas duas na mesma viagem e não estávamos treinados e dispostos a isso. Após ler muito, decidimos por el chalten, primeiro pela possibilidade de fazer as trilhas mantendo o hostel como base, ja em TDP, pelas minhas pesquisas, seria mais caro que el Chalten, e para fazer o W teríamos que organizar para ficar nas hospedagens da montanha($) e não estava a fim de acampar no frio ou chuva (apesar de ter dado muita vontade com os dias de sol que pegamos). Acredito que ambas as cidades tenham potenciais parecidos de belezas naturais, sendo a combinação de sol e céu azul o segredo para a "vitória" de um sobre o outro. (Não fui a TDP). Relembro que em el chalten é possível fazer muitos circuitos acampando, na mesma pegada de tdp. (Achamos demais a pequena cidade e sua organização para o trekking - El Chalten). Em relação aos passeios: Caminhada sobre o gelo (empresa hielo y aventura). Queria muito fazer o big ice (caminhada 3horas sobre a geleira) que é mais completo e mais caro (Glacial Perito Moreno próximo a el calafate) ou combinar o minitrekking (1 hora e 30 - Perito Moreno) com icetrekking no Glacial Viedma (mais próximo a el chalten - Viva Patagônia ou Patagônia Adventure) aumentando a probabilidade de ver as cavernas de gelo e tentando gastar "menos" nos passeios. Chegando a el calafate não consegui vaga para o dia seguinte no Big Ice (vagas limitadas), não queria deixar para o final da viagem ja que tinha visto a previsão do dia seguinte e era de sol, fizemos o mini e valeu!!! Fiquei satisfeito com o minitrekking, dia de sol, perfeito, fomos o ultimo grupo a fazer a caminhada, foi tranquila e suficiente para sentir e viver o glacial Ushuaia é uma cidade muito turística, com a rua principal com Lojas e restaurantes chiques, com isso, muito mais cara. Apesar dos passeios terem sido ótimos e a cidade ser "estilosa", em nossa opinião gostamos mais de el chalten e el calafate. Em Ushuaia, vá ao centro de informações turísticas, próximo ao porto, Av Maipu, e informe-se de todos os horários e informações dos transfer para o parque, laguna esmeralda, etc. Pelas minhas pesquisas, vale a pena os transfer que são tabelados e de organização municipal (se não me engano). Ja para o Cerro Martial só taxi mesmo. Os cálculos tem como base duas pessoas. Deixe Ushuaia no inicio de seu roteiro, pois o visual de el calafate e el chalten farão as trilhas de ushuaia ficar menos grandiosas. Em ushuaia partem navegações para Antártida $$$$, imagina o visual? Em El calafate fizemos a Navegação Glacial Upsala e passeio terrestre na Estância Cristina, uma ótima surpresa!! Tinha lido sobre o passeio no trip, porém não havia visto fotos, em el calafate fizemos este passeio com a empresa Viva Patagônia ou Patagônia Adventure (talvez sejam a mesma empresa) que possuem a concessão para fazer o passeio terrestre na estancia e no glacia viedma (assim como a hielo y aventura no minitrekking perito moreno), e foi surpreendente! Vale a pena. Tanto a navegação entre pedaços de icebergs do glacial como a parte terrestre que consiste em ida de 4x4 até o mirante do glacial viedma (IMPRESSIONANTE), valeram a pena!!! O preço foi tão salgado quanto o minitrekking ou quanto seria o ice trekking! Estava muito em duvida se valeria a pena, e valeu cada centavo! Outro passeio que indico para quem esta com dinheiro para os tours pago seria o kaiak pelos glaciais upsala! Deve ser fantástico poder navegar entre os icebergs, mesmo que no estilo excursão (passeio da patagônia adventure, kaiak experience- não fiz). Não fiz e acredito que seja muito cansativo e pouco proveitoso fazer bate e volta para TDP ou para El Chalten, essas cidades devem ser vividas!!! O tempo, sol, céu, fazem toda diferença nos passeios e não podemos controla-los, então, tente programar-se com a previsão, principalmente para ida a laguna de los três em el chalten, estancia cristina e minitrekking (tops) Faça caminhadas longas antes de viajar, exercite-se! Treine em terrenos montanhosos, ou aclives e declives! Muitas pessoas chegam próximo ao final da trilha e desistem. A ida é metade do percurso, tente organizar uma trilha longa em um dia e leve em outro, ou um passeio no outro dia para se poupar, utilize bastões de trekking, ajudam muito, não compramos, utilizei cajados que achava nas trilhas, mas minha noiva foi na raça mesmo (joelho apitou), foi necessário tomar uns remédios (vale a pena levar) O que mais gostamos: - Laguna de los três: trilha mais bonita e completa, todo o percurso é bonito, a visão do conjunto fitz roy e lagunas depois de tanto esforço é recompensador. - Navegação no Glacial Upsala e Estancia Cristina: foi uma grande surpresa esse passeio , o mirante acessado na estancia em um dia de tempo aberto é algo indescritível! Não esperávamos ser surpreendidos no ultimo dia de viagem apos termos vistos tantas paisagens. O passeio é bem completo, a historia do lugar e a navegação no glacial tb foram legais - Minitrekking no Perito Moreno: tanto o visual da geleira quanto a caminhada foram fantásticos. Hotel: Reservamos a maior parte da viagem pelo booking, mas vale a pena entrar em contato com os hotéis e tirar a porcentagem do booking. Verificamos a disponibilidade pelo booking e fomos direto ao hotel nos últimos dias, sem reservar e com poder de barganha, mas ai vai do tempo e disposição e a questão se é ou não alta temporada em março tem bastante vaga nos hotéis. Ficamos em quartos duplos com banheiros privados em toda a viagem. Ushuaia: Hostal Malvinas- preço alto pelo booking, boa estadia, se entrar em contato sai mais barato El Calafate: EL CALAFATE VIEJO HOSTEL - FUJA, foi péssimo e caro. El Calafate: Hotel e Hostel Punta Norte: bom preço, otima estadia, muitas reclamcoes no booking devido ao barulho, as paredes são finas. Durante as 2 noites que estivemos por la não tivemos problemas pois não estava cheio, quarto otimo. El Chalten: Rancho Grande- Bom preço, boa estadia. Dinheiro e Câmbio na Argentina: Levamos um total de 9000 reias para duas pessoas. trocamos em BA 100 reais a $3,6 (banco de la nacion) O resto trocamos em Ushuaia com o oriental do hotel antartida, super seguro, possui a luz negra no proprio balcão, melhor taxa de cambio da cidade. Creio que ele tenha algum acordo na cidade pois ele trabalha com altas quantias. Trocamos todo o real: em 4 dias a taxa variou de 3,7 a 3,8 (trocamos aos poucos e equalizamos as perdas). Antes da viagem A cotaçao do dolar estava mais de 4 reais, agora voltou a baixar. Tanto o nosso cambio, quanto o da argentina totalmente instavel, entre em contato com o hotel antartida e pergunte a cotação, eles respondem no mesml dia! Faça o cálculo e verifique o que vale a pena, levar dolares ou real. Tentamos anotar (na medida do possivel) o dia a dia dos nossos gastos com mercado, jantar, etc. Trocamos com um brasileiro no aeroporto o que sobrou (aprox. 500 reais) Alimentação: Compre chocolates, barrinhas, carboidratos em gel e outros itens leves no Brasil! Encha a mala!!! Devido ao custo elevado na Patagônia, sempre compravamos paes, frios, frutas, sucos, snacks e afins no mercado para tentar economizar um pouco, mesmo assim era muito caro. É possivel tomar agua dos rios nas trilhas de el chalten, agua pura! A comida no geral não é boa. Comemos uma boa carne de "chorizzo" no pub estilo irlandes na san martin em ushuaia e no hostel rancho grande (as comidas e lanches do rancho são boas e bem servidas, dividiamos os pratos, vale a pena jantar por la.) O melhor da viagem e mais caro foi um prato de lagosta com king krab (caranguejo) no restaurante estilo moderno que possui um aquario de caranguejo na avenida san martin em Ushuaia. Recomendo. Experimentamos um pouco de king crab como entrada ao estilo natural. Somos fãs de frutos do mar, porém tem alguma coisa no tempero deles que não faz parte do nosso cotidiano, muito forte. (Agradecemos por não ter pedido o king crab inteiro, seria uma tortura se fosse no mesmo tempero, seria muito enjoativo), dica: experiemnte como entrada primeiro! Roupa Ha foruns específicos sobre botas, meias, blusas, etc, aqui no mochileiros, leia! Recomendo as meias de trekking, sem algodao!!!! Comprei um par das meias de caminhada sem aquecimento, as de inverno que estavam na promoção não tinham meu numero (decathlon, 40 reais). Não passeio frio nos pés, pelo contrario. Recomendo demais, os pés ficam mais secos e agradecem. Lavava no chuveiro. Levei capas de chuva da decathlon, não usamos, mas recomendo. Botas impermeaveis, recomendo, caminhar com os pés molhados não rola! As minhas são da columbia, peguei uma promoção no shopping center norte por 200 reais, e a minha noiva comprou na decathlon tb por 200 reais uma bota impermeavel da marca deles! Amaciamos antes da viagem. A media de preço das botas fica entre 500 e 800 reais, compre na decathlon. Como pegamos sol a maior parte do tempo, utilizei uma calça de trekking sem aquecimento, algumas vezes utilizei a segunda pele por baixo ( que tb comprei na decathlon por 20 reais) Utlizei uma blusa respiravel e impermeavel de neve (passava calor), apenas dois dias ventou o suficiente para passar frio... rs Segue as anotaçoes diarias da viagem: 27/02 Dia de aeroporto- chegada em Ushuaia $480 janta (chorizo e lamche) $26 agua $68 salada de fruta $60 Empanadas no aeroporto 28/02 Pegamos o transfer do parque nacional ao lado do posto de gasolina na Av. Maipu. Fizemos a Senda Costeira, no inicio da trilha há o carteiro do fim do mundo, figura, carimbamos os passaportes, selo bacana, trilha de 8km, tranquila, belo visual. Tempo mudava repentinamente de garoa e frio para sol e calor e vice versa por diversas vezes. Continuamos até a senda do lago rocca, andamos um pouco, porém decidimos voltar e ficar na "praia" do lago curtindo o visual e comendo alguma coisa que haviamos comprado, fazia muito sol ao fim do dia. $600 de transfer ate o parque nacional $200 de entrada $198 no mercado $115 de empanadas na janta $7530 hotel 29/02 Após ler relatos e refletir, decidimos fazer apenas o passeio de barco sem a Pinguinera( tudo muito caro), passando pela ilha dos passaros, ilha do farol, ilha dos lobos e Pinguinera, sem desembarcar na ilha. Valeu a pena, apesar de bastante gente no barco, todos querendo fazer fotos, foi possível curtir os lugares e ver os pinguins bem de perto, porém, se quer uma selfie com os pinguins, faça os passeios separados. Devera comprar a Pinguinera com a Piratur, e o passeio das ilhas com alguma das muitas empresas. Fechamos o nosso com a Canoeiros, consegui um desconto e o pessoal foi muito profissional. $1800 passeio barco farol $40 taxa $50 empanada e te com leche $15 mercado caneta e sabonete $53 doces $180 sopas $320 vinhos e cerveja 01/03 Pegamos o transfer na Maipu até a Laguna Esmeralda. Lugar muito bonito, caminhando pela lateral da laguna é possivel acessar uns diques em sua parte posterior, vale a pena! E se tiver na pegada subir ate o glacial na parte de traz. $500 transfer laguna esmeralda $60 empanadas $90 torta de maça $984 centolha janta 02/03 Pega os um taxi até o Glacial Martial e subimos andando até o Glacial Martial. O teleferico que tem ali até a metade do percurso não funciona ha alguns anos, então prepare-se para a subida. Muito legal o visual. $83 mercado $240 taxi ate glacial martial $80 lavanderia $410 janta $90 sorvete 03/03 Dia que iriamos para el calafate, andamos pelo centro, visitamos alguns museus, dia de curtir a cidade. $45 chocolate $95 de souvenirs $140 de empanadas $130 de taxi até aeroporto $240 de ves no aeroporto el calafate $292 de mercado $325 de pizza $740 de passagem até el chaten $3000 de mini trekking 04/03 Minitrekking Perito Moreno, visita de 2 horas nas plataformas do Perito Moreno, incrível, navegação até a lateral do glacial, caminhada de 20 minutos por terra até chegar ao glacial, grampones nos pés e 1h 30 minutos de caminhada sobre o glacial, perfeito! $400 entrada no parque U$104 de hostel $400 jantar $71 mercado 05/03 Dia de viagem, saída as 7:00 de el calate para el chalten via taqsa (empresa mais barata) . Chegamos cedo em el chaten, cidade muitooo pequena, muito agradável. Tentamos iniciar a laguna torre, porém estavamos cansados, andamos pela cidade e ficamos de bobeira para poupar os joelhos para os 20 km do dia seguinte. $60 torta e chocolate $205 empanadas $125 mercado $250 transfer hosteria pillar. $150 remedio $220 de janta e chopp 06/03 Trilha laguna de los tres via hosteria pillar, (aprox. 20km total), ida à laguna suíça que esta ao lado direito 5 minutos da laguna de los tres e retorno pela laguna Capri. Valeu o atalho pela hosteria pillar por passar pelo mirador glacial piedras blancas (lindo), e a trilha ser mais leve. Subida bem puxada no ultimo km até a laguna de los tres, coragem!!! Desça e va dar uma olhada na laguna suíça, muito perto para quem andou tanto. Escolha um dia de tempo bom!!! $250 de waffle 07/03 Ida a cachoeira chorillo del salto, 3km (6km total), tempo fechado, descanso, bonita cachoeira, trilha leve. $100 lavanderia $130 hamburguer $5472 de hotel $60 de torta e chocolate quente $80 de omelete $90 mercado 08/03 Trilha do ploma del pliegue tumbado, 12 km de subida (24km total), 4h30 ritmo lento de ida, 1000 metros de desnivel, vista 360 graus da laguna torre, torres, fitz roy e lago viedma. Necessita bom tempo. Vista do mirante antes de chegar ao topo muito parecida com topo. Linda.. Tempo aberto, muitos preferem este visual, mas em nossa opinião ficamos com a trilha da laguna de los tres sem duvida nenhuma. $305 de janta $60 de bolachinhas 09/03 Pensamos em fazer o icetrekking no glacial viedma, mas não tinha mais vaga para a tarde do mesmo dia, não fechamos antes porque queriamos garantir que seria um dia de sol. Trilha até mirante laguna torre (3km subida, total 6km), faltaram 6 km até a laguna (total de 12 ida e volta), estavamos cansados. O mirante tem um belo visual. $750 de passagem de onibus $120 de bolachinhas e lanche $340 de janta 10/03 Ida de el chaten para el calafate, de bobeira na cidade. Almoço na padaria e sorvetinho sabores dulce de leche e calafate na sorveteria aquarela (recomendo) $35 de docinhos $1200 de hotel em calafate $4540 de estancia cristina $160 de almoço la fonda! Muito bom! Na 9 de julio.. $100 de sorvete acuarela $128 de mercado $97 de cerveja no mercado $35 de hot dog. Muito bom! Na 25/05... $250 de green market 11/03 Passeio estancia cristina discovery, com 4x4. Glaciar upsala e Mirante incrível. Historia e a vida no lugar muito interessante. $398 jantar 12/03 Fimmmm dia de voltar... $260 taxi aeroporto $300 almoço aeroporto Estou postando sem revisão, caso tenha ficado algo confuso perguntem!!! Erros grotescos (rs), desconsiderem!!!
  24. Ushuaia - Vinciguerra

    Olá pessoal! Vim dar uma pequena contribuição com uma trilha super recomendada. Muito se ouve falar em Ushuaia, Patagônia, etc. Acabei de voltar de uma viagem à Ushuaia/El Calafate/Torres del Paine com minha namorada, e acabou que descobri muita coisa legal, e o que eu achei que seria uma viagem de passeio, se tornou uma das aventuras mais difíceis que já fiz. Como tem muita coisa na net sobre os pontos mais turísticos, resolvi relatar sobre uma trilha que não li muito: o Vinciguerra. O Vinciguerra, se não me engano, é um glaciar, uma das montanhas ali em Ushuaia. Vc sobe desde a base, o chão, o nível da cidade mesmo, e chega até quase o topo de uma das montanhas, aquelas que vc vê branquinha lá da cidade. São cerca de 850m de desnível, subida que exige muita perna e fôlego. Nós compramos o passeio pela agência Brasileiros em Ushuaia, que fica na av. San Martin, com um pessoal super prestativo (brasileiros). No dia da trilha, uma van te leva até o início da trilha, numa estradinha de terra. Lá vc recebe um lanche e um stick (um daqueles apoios de metal usado para esquiar), é uma santa ajuda. Como fomos no final de abril, quando o inverno está quase chegando, é preciso ir de bota de trekking impermeável, calça de trilha, se possível impermeável, e jaqueta impermeável. Além do mais, é bom levar gorro, óculos de proteção (pode ser de sol mesmo) e luva. Além do mais, eu recomendo que apenas vista uma camiseta manga comprida leve, transpirável, e uma jaqueta quente por cima, pois apesar do frio e vento, a subida cansa e esquenta o corpo, e fará vc transpirar tanto que vai ter de tirar a jaqueta. Portanto, vá com pouca bagagem na mochila, pois terá de carregar a jaqueta. Mas se vc não é como eu, que sente bastante calor, então vai ter de levar algo a mais para se manter aquecido. A trilha começa com cerca de uns 45min de caminhada no plano sobre a terra e uma vegetação fofa e encharcada, pois naquela região fria, o solo não absorve bem a água, então, em muitos lugares, há várias pocinhas de água, e mesmo onde não há poça e vc pisar na grama, ela afunda e a água sobe. Ao começar a subir a montanha, vc estará cercado de árvores altas, então não venta, e aí é que vc começa a sentir calor. A subida é interminável, tem que andar devagarinho, passinho de pinguim, numa inclinação que se bobear nem jipe sobe. O bom é que a trilha às vezes caminha de lado, então não é sempre subida. Uma coisa legal de se presenciar, é que, chegando mais acima, a neva começa a aparecer, a vegetação fica coberta de branco e vc percebe que está num lugar alto e frio, onde o gelo não derrete. Os sticks são muito úteis, pois se sobe com o apoio deles,e não somente com as pernas. São úteis também na descida, pois os escorregões são frequentes, pois como eu já comentei, o terreno está quase sempre molhado. Chegando mais acima, começa uma nova subida tão forte quanto a primeira, só que agora ao ar livre, sem árvores, somente pedra, e uma queda que faz vc pensar que, um escorregão, te leva ladeira abaixo em poucos segundos, ajudado pelas pedras soltas. Nessa época, há bastante gelo e vento, portanto, não se esqueçam do gorro ou capuz. Depois de algumas horas subindo, chega-se ao lago Los Tempanos. É um lago verde muito bonito, em que a borda estava congelada. Toma-se um tempo para comer o lanche que o guia te dá, mas lembre que, ao parar, o corpo vai começar a esfriar, e por isso a caminhada começará logo. Dali para frente é só neve e pedra. Subimos mais um pouco e vamos margeando este lago, onde a trilha é tão perigosa quanto, pois novamente, qualquer escorregão, vc cai direto para o lago. Dali para frente, a trilha fica mais difícil, pois vc pisará somente sobre pedras soltas e neve. A neve não atrapalha, e sim o gelo sobre a neve, que escorrega, além das pedras que se mexem. Porém o que vc encontrará é ainda mais compensador que o lago. Há cavernas com um monte de neve dentro, há inclusive uma caverna feita de puro gelo! Vc vê as bolhinhas de água congeladas, dá até para lamber a parte da caverna. É muito interessante! Há também lagos congelados onde pode-se brincar de pinguim, escorregando de barriga (é claro que ninguém teve coragem). Posso dizer que, nesse trekking, há algumas coisas muito interessantes, bonitas, até impressionantes, mas nada que vc possa dizer que é maravilhoso. O legal dessa trilha é o final, o que se encontra lá (lagos verdes congelados, cavernas de gelo e de neve, geleiras), e ela em si, ou seja, vc saber que subiu a pé uma das montanhas da Cordilheira dos Andes. Para efeito de comparação, para quem já fez a trilha para Las Torres, em Torres del Paine, eu diria que é mais difícil que TdP, e mais perigoso também, pois em vários momentos eu sentia que, um escorregão maior, poderia me obrigar a voltar de lá só de helicóptero (se não estivesse congelado). Eu escorreguei uma vez na margem do lago los Tempanos, e só vi as pedras rolando ladeira abaixo e caindo no lago congelado (e quebrando sua fina camada de gelo). Por outro lado, achei TdP mais bonito, per ser um parque nacional, por toda a paisagem que se vê e muda a cada hora, etc. Como não estou totalmente a par das regras do forum, quem quiser algumas fotos e mais dicas, mandem MP que mando o link das fotos. Abs
  25. Olá, amigos do fórum. Entre os dias 22 e 29 de abril, fiz uma viagem de uma semana em Ushuaia, na Tierra del Fuego. Obtive muitas dicas importantes na internet sobre esta viagem e muitas delas eu consegui aqui, no mochileiros.com Por tanto, quero deixar uma pequena contribuição, que na verdade são apenas mais dicas e um relatinho sem vergonha, mas com algumas informações que eu não consegui encontrar sobre “Campings”. Sim, talvez, estas pequenas dicas sejam mais úteis para quem quer fazer uma trip mais “roots”, onde possa otimizar o maximo de custos possíveis. As fotos ainda não foram editadas. Estão totalmente "crus", então não se importem com a exposição, enquadramento e etc. Bom, vamos lá. Mas antes: É possível acampar em Ushuaia e fazer uma viagem com pouca grana? Sim. Explico na última dica, então se vc só está interessado nessa informação, pule tudo e vá direto até o último tópico. ________________________//___________________________ 1° Dica: Câmbio Leve sua grana em Dollar. A cotação do dólar para Pesos está mais atrativa do que a do Real, e em todos os relatos que li, mesmo nos mais antigos, diziam a mesma coisa. Eu paguei R$2,39 no dólar, em São Paulo, antes da Viagem. Onde fiz câmbio: Em um Cassino chamado Cassino Status. Ele fica em uma rua chamada Cômod. Augusto Lassere. Não me lembro o número, mas é uma travessa da San Martín (como quase todas as ruas da cidade), subindo. Você deve entrar no hall do cassino e dizer que quer fazer câmbio. Eles vão pedir para você entrar dentro do salao e seguir até o final, onde você encontrará dois caixas, e será acompanhado de uma mulher com cara coronel e de poucos amigos. Real: 4 Pesos para cada 1 real. Dólar: 10, 50 Pesos para cada 1 dólar. (*_*) Maravilhoso! Não achei nenhum lugar com estes valores. A maioria, inclusive o taxista cobravam 8 Pesos para 1 dólar. ___________________//______________________ 2° Dica: Hospedagem Na minha pesquisa, eu queria muito saber sobre campings. Não apenas porque é mais barato, mas porque eu realmente queria ficar acampado em Ushuaia, pelo menos metade dos dias em que estive lá. 1° para testar minha barraca. 2° para passar um friozinho e testar minhas roupas e meu saco de dormir. 3° porque me parecia ser animal acampar no fim do mundo. No final das contas, desisti, porque minha mochila estava pesada e eu estava levando quase 4 kg de equipamento, sem ter a certeza se na cidade eu conseguira um lugar para ficar acampado. Optei por um hostel. É a segunda opção mais barata. Escolhi o Antártica Hostel, depois de descobrir que este era o que mais parecia ser adepto a ideia de colocar as pessoas para se falarem dentro do Hostel. Lá existe uma área comum, com sofás onde você troca ideia com outras pessoas que estão hospedadas e acaba descolando alguns amigos, ou um romance, se esta for sua intenção. Onde fiquei: http://www.antarticahostel.com Diária: 140 Pesos (Café da manhã incluso – Ovos, Pães, Geléia, Doce de Leite, Manteiga, Suco, Café, Leite, Cereais), Toalhas para banho inclusas. Internet em um PC e Wi-Fi incluso. *Se você considerar que a diária está saindo por R$35,00 na nossa cotação, vale realmente a pena pensar se você quer mesmo acampar. Isto porque este café da manhã (se você for monstro como eu), elimina a necessidade do almoço, que pode ser simplesmente trocado por um lanche simples e alguma outra bobeira. *Além do café comum, eu incluía nessa refeição 3 ovos mexidos, fritos na manteiga, o que tornava meu café-da-manhã literalmente um “pequeno-almoço”. Isso me dava sustento para fazer os meus passeios durante todo o dia, comendo alguma coisa pra enganar até que eu chegasse no Hostel novamente no fim da tarde e preparasse meu jantar. Observações sobre o Hostel: Na minha opinião, vale muito a pena, mas considere o seguinte: - Não espere uma cozinha com utensílios novos e totalmente livres de gordura, mas no geral é limpo. - Você compartilhará duas geladeiras com outras pessoas. Apenas deixe suas coisas em um saco plástico em um cantinho e ninguém vai mexer. - Os banheiros são como um vestiário. Os chuveiros são quentes. As vezes BEM quentes. Você controla a saída de água fria e quente ao mesmo tempo, mas as vezes ele tem uns surtos e ferve mais do que deveria. Então, quando tiver conseguido o “ponto”, relaxe e goze (mas não literalmente, porque existe o pequeno problema de que sua cabine será inundada alguns minutos após o início do seu banho (acho que os ralos devem ter pouca vazão ou serem entupidos de cabelo) e você ficará com os pés cobertos de água. (Só de pensar nessa possibilidade, eu tenho vontade de por meus pés de molho em um balde com cândida) - Você precisará passar por uma área aberta, ao sair do chuveiro ou se quiser levantar a noite para fazer um Pip`s feroz. Isso porque os banheiros ficam na parte de baixo e os quartos na parte de cima. A cozinha dá acesso a uma porta que dá em uma varanda que é aberta e te leva aos três ou quatro quartos que há no andar de cima. Isso realmente não foi um problema pra mim, já que fiquei no primeiro quarto e o tempo de exposição ao frio eram só 3 segundos - As camas são beliches (3 em cada quarto) e não fazem nenhum barulho quando você se mexe. - Os quartos possuem calefação e você não passa o mínimo frio lá dentro. Dá até pra dormir de cueca. Mas eu estava indeciso se a Argentina que estava na cama da frente iria gostar disso, então resolvi não arriscar. - Acho que o preço de R$35 Dilmas e todos os pontos positivos desse Hostel, incluindo a atenção bacana que o pessoal, inclusive o Gabriel, o dono, realmente compensam todos os pontos negativos. ___________________//______________________ 3° Dica: Comida Acho que não contei que comprei minhas passagens com milhas acumuladas no meu cartão de crédito e que estava sem grana e que planejei uma viagem qualquer muito rápido, apenas porque meus pontos iriam vencer e eu perderia 3 anos de acúmulo. Então, eu sinceramente não estava preparado para essa viagem e não tinha dinheiro suficiente para fazê-la. Por tanto, a possibilidade de comer todos os dias fora estava totalmente fora de cogitação. Por isso, eu fui com uma missão: sobreviver uma semana de miojo, já que eu nunca tinha cozinhado na minha vida e tão pouco criado interesse de aprender nos dias antecedentes à viagem. Eu pensei, de verdade, que eu poderia me garantir no Miojão maroto e naquele arroz semi-pronto e temperado, que você só precisa botar para cozinhar (tipo Arroz-Tio-João) ou qualquer coisa assim que eu já tinha visto por aqui. O problema foi chegar lá e descobrir que não havia nem miojo, nem arroz semi-pronto no supermercado. Maluco do céu, bateu um desespero e por um segundo e eu me arrependi amargamente de nunca ter visto minha mãe cozinhar um macarrão. Mas eu não sou tão idiota quanto pensei, e numa mescla de coragem e determinação, comprei algumas coisas pra tentar cozinhar uma gororoba qualquer pra não morrer de inanição em Ushuaia, confiando no querido Google para me ensinar a preparar os alimentos. Onde comprei: Supermercado La Anonima *Fica no quarteirão de cima da rua do Antártica. 4 minutos de caminhada. O que comprei (Que eu me lembre / em duas visitas ao supermercado) 1 kg de arroz 1 pacote de macarrão 3 bifes de carne de vaca (não sei dizer que parte do boi era aquela carne, mas era bem saborosa.) 1 caixa com 4 ou 6 ovos (dispense, tem no hostel – basta esconder alguns no seu canto da geladeira, após o café da manhã) Uns 8 litros de Água entre garrafa grande e pequenas 2 caixas de suco 1 Água tônica 2 Cervejas de 500 ml 1 tempero para carne 1 tempero para arroz 1 Sal (dispense, obviamente tem no hostel, assim como óleo e etc) 1 Desodorante e um sabonete (Fui só com um mochilão dentro do avião, então jogaram meu sabonete líquido e meu aerossol fora, porque o imbecil aqui se esqueceu de que isso não podia embarcar, sem ser despachado) Preço: Não tenho certeza, mas tudo custou mais ou menos uns 200 Pesos (R$50) Bom, eu sou totalmente sem noção de cozinha, então minha comida ficou horrível. O arroz duro e o macarrão sem sal. Haha Mas eu sou bem despreendido e não me importei em seguir as receitas ou tentar incrementar minhas refeições com coisas tipo salada, ou temperos diferentes e blá blá blá. Eu chegava morto no hostel, jogava o arroz na panela, tacava sal, o temperinho que comprei, fritava um bife e mandava ver. Ficou tudo “engolível”, por assim dizer e eu não passei fome, pelo menos. Reservei 2 dias para comer fora. Queria experimentar dois pratos típicos da região. O cordeiro patagônico e a Centolla (o famoso Caranguejo gigante). Acabei provando apenas o cordeiro. Muito gostoso, mas a carne de boi estava melhor (eu dividi com uma mexicana que conheci e decidimos pedir cada um, um prato e comer metade do outro). Acho que custou uns 140 Pesos, o meu prato, em uma das dezenas de opções na San Martín ou na Maipú. A Centolla, acabei não comendo. A mexicana foi embora e eu pensei que ir sozinho ao restaurante seria chato, então resolvi comer no hostel mesmo, já que era meu último dia. Este prato custava mais ou menos uns 200 Pesos na maioria dos lugares onde olhei. Observação: *Não deixe de experimentar as empanadas. Não achei o tal do dieguito (sim, você vai ouvir o pessoal falando sobre a tal empanada do Dieguito), mas sendo bem sincero, eu nem procurei direito. Comprei as minhas no El Vagon ($9 e $11, dependendo do sabor), um restaurante que parece um vagão do trem que levava os prisioneiros da cidade para trabalhar no parque nacional. Peça a de presunto e queijo (não me lembro como se chama, mas no final está escrito “queso”) Elas explodem um sabor delicioso na boca. Uhmmm, delícia! ___________________//______________________ 4° Dica: Transporte e Passeios. Sobre o taxi, do aeroporto até o centro, você vai gastar mais ou menos $60 Pesos, ou $5 Dólares. Não aconselho a ir a pé, mochileiro selvagem. Isso vai te custar tempo e pernas. Sobre os passeios, eu resolvi que faria os seguinte: 1° Dia Conhecer a Cidade Tirei esse dia para conhecer a cidade, decidi o que eu ia fazer, ir ao mercado, e dar uma andada a pé. /// 2° Dia Canal de Beagle. Onde comprei o tícket: Ushuaia Extreme Travel (http://www.ushuaiaextremotravel.com) Fica na San Martín. Preço: $450 (ui) Pesos (Valor praticamente tabelado para todas as agências) Duração: 2,5 h mais ou menos Você vai falar com a Janaína. Ela, o marido e um cachorro se mudaram para a cidade a três meses e têm uma página no Facebook chamada “Brasileiros em Ushuaia” (https://www.facebook.com/BrasileirosemUshuaia?fref=ts) Pode fazer perguntas a vontade pra eles, que são super gentis, te respondem e te auxiliam em tudo. Quando você realmente estiver pronto para ir, eles poderão te recepcionar, te buscar no aeroporto, fechar passeios e etc. Trabalham em parceria com essa agência Extreme. Recomendo que você feche tudo com eles, até para dar uma força porque eles realmente merecem só pela simpatia. Não conheci o Mario pessoalmente, mas a Jana é super gente boa e trocamos uma boa ideia durante um bom tempo. Foi engraçado, quando cheguei no aeroporto e vi um cara pegando dois brasileiros e conversando com eles, no caminho até o carro. Eu imaginei que fosse o Mário, mas só descobri que realmente era depois, ao perguntar para sua esposa. Por tanto, vale a pena você trocar ideia com eles, se quer ter um auxílio no seu planejamento e chegada na cidade. Observação sobre o passeio: O passeio para andar com os pinguins não estava disponível, porque em abril eles já se foram fugindo do frio, então eu decidi ir no tal do barco Catamarã e paguei. Poxa, cara, foi legal, mas não sei se faria de novo. Eu estava sozinho, então acho que isso influencia um pouco porque você vê um monte de velhinhos e de casais e talvez não curta vibe do rolê realmente. Eles te levam bem perto de uma ilha com lobos marinhos, e outra com comorones, que são pássaros que se parecem com pinguins. Além, é claro, do farol Les Eclaireurs, que não, não é o último farol do continente, ou o farol do fim do mundo, ou farol do livro do Júlio Verne e etc. e tal., como você descobrirá em suas pesquisas. As paradas são bem rápidas, por tanto, a maior parte do tempo você passa navegando. Ah, você também desce em uma ilha, para caminhar durante uns 10 minutos. O ponto mais positivo foi que lá, eu conheci a Mexicana, que também estava sozinha . Nota: *Agasalhe-se bem. Faz frio pra caramba, na parte de fora do catamarã. *A ilha dos lobos e dos comorones tem um cheiro horrível de coco. *Você ganhará uma cópia bem infantil de um certificado de que navegou pelo canal de Beagle. (ooooohhhh) e ganhará um vale brinde para ir em uma loja de artigos para presentes pegar um mapa da Terra do Fogo. Isso é realmente legal. /// 3° Dia Glaciar Martial Tome um taxi e peça para ele te levar até o Glaciar. Custa em torno de $60 Pesos. Também sugiro que você não suba a pé, porque a subida é bruta. Leve um lanche e um suco. Observações sobre o passeio. *Show de Bola. A visão lá de cima é animal! * Os teleféricos não estavam funcionando. *A subida é puxadinha, mas mesmo que você seja gordo ou velho, você conseguirá chegar até o final, devagarzinho. * Esqueci de tomar o chá que todo mundo fala pra você tomar, na hora que você desce (nem ligo), porque desci discutindo a política do brasil com um casal muito gente boa de argentinos, e como eram professores e estavam na pindaíba que nem eu, decidimos rachar o taxi para descermos juntos até o centro novamente. Por isso, nem tive tempo de lembrar do tal chá. * Não quis me arriscar pela neve lá no topo. Dizem que você pode subir durante mais 1 hora, eu acho. Não foi por falta de coragem, foi por preguiça mesmo. Estava cansado. Mas se tiver disposto e se sentir seguro, vá! /// 4° Dia Laguna Esmeralda - A entrada fica na única estrada que liga Ushuaia ao resto do mundo. - Você pode ir de Taxi, o que te custará bem caro (O preço oficial da cooperativa dos taxistas é tabelado $300 Pesos, e você poderá negociar), ou pegar um transfer por $110 ida e volta (com direito a uma rosca recheada e um copo de chá bem quentinho). Você pode solicitar no seu hostel, ou ir até a av. Maipú, não me lembro ao certo onde, mas você com certeza verá o ponto dos Transfers, andando por esta avenida. Eles ficam todos no mesmo lugar. A Laguna está localizada ao final de um trilha que começa no Vale do Lobos. Existe a possibilidade de você começar uns 200 mts antes do parque, por uma trilha em que você não precisará pagar os $20 Pesos, que é a taxa para passar pela propriedade, que também conta com um lugarzinho aconchegante para você comer e tomar um chocolate. Você receberá um pequeno mapa e algumas dicas sobre a trilha. Verá também os cães que no inverno puxam o trenó naquele mesmo vale. Coitados. Ficam presos. Observações sobre o passeio. *Indispensável. Obrigatório para todos que vão a Ushuaia. *O caminho não é fácil. Sugiro um pouco de preparo ou pelo menos força de vontade. O terreno, em alguns lugares, é um charco de terra molhada, onde você com certeza, em algum momento, afundará seus pés e talvez canelas. Por isso, sugiro uma bota ipermeável para não sofrer tanto. Contudo, acrescento que vi pessoas fazendo com tênis comum. É claro que não estavam se importando com a maneira como terminariam aquele passeio, com relação a sujeira e pés molhados. *Dê a volta do lago e veja a vista do outro lado. É lindo! /// 5° Dia Aluguei uma Bike. Nesse dia, eu acabei acordando mais tarde do que planejei e estava em dúvida se iria para o Parque Nacional e dormiria no abrigo que tem lá, ou se apenas iria e voltaria para retornar no dia seguinte. Fiquei procurando na cidade barraca para camping e saco de dormir para alugar. O saco de dormir eu encontrei, mas a barraca não encontrei, então resolvi pegar uma bike e ir até lá para ver como era. Aluguei a bike na mesma agência em que fechei o Canal de Beagle, a Extreme Travel Ushuaia. $140 Pesos meio dia ou $200 Pesos 24 horas. Acabei conseguindo negociar para ficar mais horas do que metade do dia. Fui até a entrada do Parque Nacional Terra do Fogo, para ver as paisagens até lá. O caminho é basicamente por uma estrada em sua maior parte de terra. Então localize-se, pergunte o caminho e depois é só seguir em frente. Você verá coisas incríveis e poderá fazer um desvio para ir até a estação do fim do mundo, de onde fazem o passeio pelo parque de trem. Tomei um chocolate por lá. Bem caro! Mochileiros, não invente de fazer o passeio de trem. Totalmente fora de cogitação pra quem quer economizar. Sem contar, que não faz sentido você ir a um parque daqueles pra andar de trem. Na volta, dei uma andada nos arredores da cidade, passando por lagos, praças e etc. /// 6° Parque Nacional Terra do Fogo No domingo, fui conhecer o Parque Nacional. Acordei bem cedo e pedi para Staff solicitar que o Transfer me pegasse antes das 9h, porque queria ir na primeira partida (Eles partem, de onde saem os Transfers na av. Maipú de 1 em 1h). Paguei meu ticket em aproximadamente 30 minutos estávamos na entrada do parque. Para minha deliciosa surpresa, o primeiro transfer aos domingos entra de graça. Então, essa é mais uma dica pra você economizar $100 Pesos, organizando este passeio para esse dia. Você receberá um mapa com as trilhas que pode fazer dentro do parque. Eu não fiz todas (não é possível fazer muitas em um só dia, porque os transfers estão voltando com a última van as 17h, então se você ficar lá depois desse horário, vai ter que dar uma boa caminhada de volta, ou pedir uma carona. Escolhi fazer a Senda Costeira, que é a maior trilha do parque, com duração aproximada de 4h. Você andará boa parte da trilha margeando o Canal Beagle. Observações sobre o passeio: *Trilha bem demarcada. Você poderá se perder, mas nada grave. É só retornar um pouco e reencontrar seu caminho, seguindo as estacas amarelas. A dificuldade é média. A paisagem é show! *Leve Água É no início desta trilha que você pega o tão famoso carimbo do fim do mundo no seu passaporte (você lerá todo mundo mandando você não esquecer disso). Por tanto, não faça como eu, que levou o passaporte e esqueceu de passar na pequena agência de correios da argentina e pedir o tal do carimbo. Para quem se esquecer, existe uma agência de correios na av. San Martín que também dão o maldito carimbo de graça (uffa!! Quase vim sem meu carimbo.) Quando terminar esta trilha, você sairá na estrada por onde circulam os carros, transfers, bicicletas, motos e etc. É a única estrada que corta todo o parque. Na verdade, esta é o final da rota 3. A famosa estrada que corta a Argentina e liga o fim do mundo à Rota Panamericana, aquela que vai até o Alaska por toda a América. Por isso, você verá vários cicloturistas nessa estrada em sua peregrinação até o fim do mundo, já que o fim da rota 3 em Ushuaia é onde está a Baía Lapataia, onde fica aquela placa Marrom que todo mundo tira foto (inclusive eu, veja aí embaixo). - Ao sair da trilha Costeira, continue pela estrada ou siga seu mapinha de trilhas para continuar parte do caminho por outras trilhas menores que desviam o caminho da estrada principal e passam por mais um pouco de mato (achei desnecessário. Não havia nada demais, e em dado momento precisei escalar um pequeno paredão de rocha para voltar para trilha. Então talvez, os mais preguiçosos não curtam. - Não deixe de fazer o pequeno desvio para ver a Laguna Negra. É realmente show de bola! Foi ao continuar na estrada que conheci a pessoa que mudou todo meu conceito sobre viagem roots (não que eu tinha um). Conheci a Marion, uma francesa maluca que está viajando por toda a América do Sul de carona e andando. Ela estava vindo desde São Francisco nos EUA, assim. Ela viaja com duas mochilas pesadas e acampa todo tempo. Foi assim que eu descobri que poderia ter acampado facilmente no parque. Existem pontos para camping independente (encontrei a Marion em um desses) e outros organizados, onde você provavelmente paga uma taxa para ter acesso a luxos como chuveiro, pia e etc. Não cheguei a ver, mas com certeza é barato. Um funcionário me disse que para dormir em um abrigo, custava cerca de $100 Pesos, então imaginei que o camping fosse bem mais barato. A Marion estava desarmando suas coisas por volta das 13h, quando eu acenei para ela e ela acenou de volta. Fui até ela e começamos a conversar (eu me amarro em mochileiros! Imagina em MOCHILEIRAS!!! ). Ela me contou sobre sua viagem. Eu dei meu últimos 200 ml de água para ela e ela me agradeceu com um abraço apertado e muito sincero. Assim, ficamos amigos, ajudei ela a montar seu acampamento e continuamos juntos até a Baía Lapataia. Eu levei sua mochila (Não sei como uma menina daquele tamanho leva um chumbo daqueles por tanto tempo.) Ela me deu várias dicas de como fazer uma viagem assim, sem gastar muito ou quase nada, já que eu tenho um desejo reprimido de viajar pela América de mochilão nas costas, pouca grana no bolso e muito pé na estrada. Fomos até a Baia Lapataia e ficamos de bobeira trocando ideia e dando muitas risadas. Conversamos sobre várias coisas lindas. Eram umas 16h e eu teria que esperar meu transfer até as 17h, pois lá seria um dos pontos onde ele passaria para pegar quem quisesse voltar para a cidade. A Marion cogitou a possibilidade de pular a cerca que delimitava o fim da área onde se podia ir e continuar por uma trilha que ia baía a dentro. Um motorista disse que era possível, mas que aquela trilha, mesmo estando no mapa, estava fechada e que se algo acontecesse com ela por lá, ninguém a iria encontrar. (Uouuuuu!!!) Mas para a surpresa do motorista, a francesa abriu um sorriso e disse que mesmo assim iria, porque seria uma aventura e tanto (*_* Que menina legal!!!) O motorista do outro transfer deu 2 litros de água fechados para ela. Vocês não imaginam a festa que a garota fez. Eu me cocei para ir com ela. Queria muito ter tido mais tempo para conversar com a Marion e fazer uma bela amizade com ela, mas infelizmente eu enão teria como voltar a tempo para o transfer. Ela disse que eu poderia dividir a barraca, mas ela temia porque não caberíamos os dois em um só saco de dormir e que o frio era terrível a noite... (Que figura, aquela garota!!!) Eu sabia disso obviamente e desde o início sabia que não daria pra mim. Ajudei ela a colocar o protetor de chuva nas duas mochilas (começou a chuviscar), coloquei o Mochilão em suas costas. Tirei meu alfajor e um chocolate (minhas últimas comidas) e dei pra ela (mais um longo abraço de agradecimento) e antes de nos despedirmos, me lembrei que não havia pago os $100 Pesos de entrada no parque e quis retribuir aquela benção, abençoando a garota com uma graninha para ajudar na viagem. Ela quis recusar, porque insistiu que era muito dinheiro e etc. Hahaha Eu insisti que ela deveria pegar, porque eu tinha planejado gastar aquela grana então pra mim não faria diferença alguma. Ela finalmente aceitou. Nos despedimos com um longo abraço e trocamos nossos contatos. Fiquei observando aquela garota incrível ir sumindo da minha vista e entrando na natureza, com toda aquela força e coragem exibida em duas mochilas. Ela olhava para trás de quando em quando para acenar mais uma vez e gritar: “Adeus Thiago!”. E assim, ela sumiu das minhas vistas, e eu me virei, com uma mistura de nostalgia e alegria por ter conhecido uma pessoa tão incrível com ideias tão incríveis sobre a vida, para caminhar até o transfer que já tinha chegado. Por todo o restante da viagem eu lembraria da garota e pensaria seriamente em chegar em Sampa, vender meu carro, e partir para talvez me tornar alguém tão interessante quanto a Marion. Voltei para meu Hostel e fui descansar. O outro dia era livre e eu pretendia ir aos Museus. Acabei desistindo, e só fui até a entrada olhar como era a Base Naval, já que ficava do lado do Antártica hostel. Acabei me arrependendo depois. Apesar de não ser um mega passeio, eu gostaria de ter visto alguma história de cidade e visto informações interessantes no Museu do Presídio, principalmente. Bom este dia foi meio perdido. Fiquei mofando o dia todo no sofá do hostel conversando com alguns amigos que conheci lá, depois só saí para dar uma volta, comprar umas empanadas e passar na loja de lembrancinhas. Prepare-se. São bem caras, as coisinhas. No outro dia bem cedo, pedi um taxi para o Staff, paguei minha conta, tomei um café e fui para o Aeroporto esperar o horário do meu voo que era as 9h. ___________________//______________________ 5° Dica: Reconsidere seus passeios Existem muitas coisas para se fazer em Ushuaia, que você não vê todo mundo falando. Geralmente, todos te indicam o mesmo passeio. Se você, ao contrário de mim, está com uma grana sobrando para esta viagem, considere pesquisar sobre outros glaciares, sobre ir de ônibus até a cidadezinha de Tolhuin, outra cidade da província, e passar uma noite lá, sobrevor de avião a cidade (isso com certeza, custará mais de $2000 Pesos) e até mesmo de mergulhar em Ushuaia (http://www.ushuaiadivers.com.ar). Também não é barato, mas deve ser massa! ___________________//______________________ 6° Dica: Como gastar menos e fazer uma viagem realmente “Roots”, no estilo Marion, a francesa (entenda, lendo o tópico 4) Bom, baseado nas minhas próprias percepções e no que a Marion me contou, aí vão algumas dicas. Acampe: (Isto, claro, considerando que você não viaje no inverno) • Você pode ficar acampado no Camping Andino. O único camping com estrutura na cidade, que eu consegui achar. O dono é um cara chamado Fernando. O problema é que esse cara não responde email e nem sei nada sobre o lugar, já que fica um pouco afastado do centro e eu estava sem coragem de ir lá perguntar. • Fique acampado quando for até a Laguna Esmeralda. Eu teria ficado. Teria sido muito bom! O lugar é simplesmente incrível! Arme sua barraca um pouco mais a dentro da floresta e seja feliz. • Acampe no Parque Nacional. Sobre tudo, porque você vai economizar a segunda ida ao lugar. Aliás, fique pelo menos dois dias no parque para aproveitá-lo bem. • Acampe em qualquer lugar. Sério. Se você se afastar um pouco mais da cidade, você poderá acampar em qualquer lugar. O mundo lá fora, não é todo como o Brasil. Ninguém vai te fazer nenhum mal, mesmo porque a percepção do pessoal sobre esse tipo de coisa é totalmente diferente da nossa. Na área mais rural, eu vi realmente vários lugares onde eu poderia chegar e montar minha barraca, se eu quisesse, sem que ninguém me incomodasse por isso. É claro que em seu planejamento, você precisa considerar em seu roteiro, alternativas para intercalar entre campings com estrutura e campings sem, se não você vai se dar mal. Você também pode intercalar com alguns dias no hostel. É realmente barato e considerando isso, acampar só é necessidade para quem quer curtir uma trip com essa vibe, especificamente. Economize: • Não use taxi de jeito nenhum. Para a maioria do lugares dá pra ir de Transfer (vãs com itinerários fixos), então não caia na bobeira de pegar um taxi e ser estuprado pelo taxista. Para o parque e para a Laguna Esmeralda, eu enxerguei a possibilidade de ir de carona. Carona em países como Argentina, Chile e Uruguai são bem mais comuns do que por aqui. Pelo menos é isso que tenho ouvido de pessoas que andam de carona por lá. Além disso, a estrada que liga Ushuaia ao Parque Nacional, é uma só. O mesmo acontece com a Laguna, então, todos que passarem por você, a partir do momento que você estiver na estrada, passarão pelo seu lugar de destino. Isso aumenta significativamente sua chance de conseguir uma carona. • No trajeto do aeroporto até o centro, tente dividir o taxi com alguém que esteja indo para lá. Eu fiz isso e economizei uma merreca. Se você estiver realmente disposto, vá andando, mas dá uns 4 km. • Não leve fogareiro. Você corre o risco de não encontrar o combustível correto para seu modelo por lá, já que você não vai poder levar daqui, se for apenas com uma mochila e não estiver a fim de despachar no avião e correr o risco de perder suas coisas no meio da viagem e chegar lá sem nada. Esse foi meu medo. Aprenda a fazer um fogareiro, utilizando apenas álcool, na internet. A Marion fazia seu rango e fervia água com um desses. • Programe-se para entrar no Parque Nacional no domingo, no primeiro Transfer. Você vai economizar $100 Pesos. • Não faça passeios como o Bus Tour, por exemplo. Você não precisa pagar para conhecer os principais pontos de Ushuaia. Uma busca no google e algumas pernadas vão te garantir isso, sem gastar um tostão. • Considere se realmente quer fazer o passeio pelo Canal Beagle. Acho um pouco caro demais pelo que é, para quem não está a fim de gastar tanta grana. Existem outros passeios que eu acho que seriam mais interessante, pelo menos pra mim, e custariam bem menos ou quase nada. A Marion, por exemplo, chegou em Ushuaia sem roteiro algum. Ela não planeja seus destinos. Simplesmente chega, e decide o que conhecerá. Ela gostou muito da ideia de navegar pelo Beagle. Mas quando ouviu o preço, na hora descartou a possibilidade. Já sobre a Laguna Esmeralda, adorou saber que era grátis e que podia chegar até a trilha andando ou de carona. Então, invoque esse espírito Marion e se desprenda dos custos. • Não coma fora. Isso é de lei. Se você quer economizar, não tenha esse luxo. Não é tão necessário assim. Você vai economizar uma boa grana fazendo teu próprio rango. Bom amigos, acho que é isto. Acabou ficando mais extenso do que eu imaginei. É que você começa a escrever e aí, acaba perdendo a noção do tamanho do texto.. Espero que sirva para alguém. No que eu puder ajudar, me coloco a disposição de todos. Um grande abraço e boas trips!!!
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