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Encontrado 97 registros

  1. Entre julho e novembro de 2017 parti pra uma viagem sem muitos planos, com pouquíssimo dinheiro, sem experiência e com passagem apenas de ida pra Bolívia. Foram quatro meses de viagem com muito aprendizado e muitos perrengues pra contar. Não sou muito adepto ao estilo "mochileiros" de relatar viagens. Nunca pensei em fazer este relato, mas acho que de alguma forma posso contribuir com alguma informação útil para os futuros mochileiros que passarem por onde passei. Sendo assim, não esperem fotos, preços (até porque nunca anotei essas coisas), tantos detalhes minuciosos do que comi, que horas fui no banheiro, qual papel usei. Enfim. Vou tentar ser bem objetivo na medida do possível. Destino: eu só queria viajar por algum lugar legal aqui na América do Sul pela proximidade e custos também (era minha primeira viagem assim, e sozinho). Então "joguei a roleta" e vi qual seria a passagem mais barata. Resultado: Santa Cruz de la Sierra, Bolíva. Com o destino definido, pensei no que fazer quando chegasse lá. Me cadastrei no Workaway e procurei um hostel pra trabalhar em qualquer cidade por lá. A primeira que me respondesse eu iria. Deu Cochabamba. Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso. Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco. Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades). Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que? Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz. Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá. Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil. Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando. Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível. Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
  2. Bolívia : La paz ou Santa cruz ?

    Boa noite galera , minha dúvida é o seguinte , vou fazer o Salar em junho , e gostaria de saber se saindo de la paz para uyuni é mais perto , do que sair de santa cruz ?
  3. Ônibus na Bolívia - Via site

    Oi, pessoas! Tudo bem? Estou indo fazer Bolívia, Chile e Peru em Janeiro de 2018. Iniciaremos em Santa Cruz, iremos de avião para Sucre e depois de ônibus para Uyuni. Já compramos o aéreo entre Sta Cruz e Sucre, e estamos querendo já garantir o ônibus Sucre - Uyuni. Vimos alguns relatos que citam o site Ticketsbolivia.com.bo, mas não achei muito confiável. Alguem aí já usou esse site pra comprar trechos de ônibus? Se não, é de boas chegar em Sucre de manhã e correr pra comprar passagen pra Uyuni partindo no mesmo dia? Obrigado!
  4. 20 dias na Bolívia

    Segue breve relato de locais que visitamos em um mochilão de 20 dias na Bolívia em março de 2015. Trajeto da viagem: i. Sugestão de avião: https://www.boa.bo/. Costuma ser o mais barato. ii. Sugiro pegar o voo que vai para La Paz (alguns vão para Santa Cruz, eu não conheci a cidade pois ela fica mais distante dos demais locais que visitei). iii. Em La Paz procure um hostel de no máximo 1-1,5 km da Igreja de São Francisco de La Paz (de preferência do outro lado da Avenida Ismael Montes). Achei um pouco perigoso as ruas atrás da Igreja à noite (embora eu tenha ido lá toda noite). iv. Em La Paz tem muitos locais interessantes de conhecer, entre eles: Museu Etnográfico, Plaza Murillo , teleférico (leva para a parte alta da cidade, passeio imprescindível para ter uma nova visão socioeconômica da cidade), na região perto da Igreja tem algumas ruas que vendem produtos para turistas. Por alí tem uma escadaria com um restaurante vegetariano bom (Tierra Sana, na Calle Tarija 21). v. Estive em La Paz durante o Carnaval. Este é um dos principais eventos culturais do ano do país e, se possível, sugiro ir neste período. Plaza Murillo Avenida Ismael Montes perto da Igreja de São Francisco de La Paz Entrada do Museu Etnográfico Foto do carnaval de rua vi. A cerca de 1h30 de La Paz fica a montanha Chacaltaya. Algumas agências realizam passeios para conhecê-la. O local é muito bonito (principalmente se o tempo colaborar, o que não foi o meu caso) e, se tiver com um dia de sobra, vale a pena fazer o passeio. Para ir ao local é preciso estar muito bem agasalhado, pois fica a cerca de 5 mil metros. Chacaltaya vii. Fazer o passeio de bicicleta na Estrada da Morte também foi uma das melhores experiências nos arredores de La Paz. O pacote que as agências oferecem é um dos passeios mais caros realizados no país (assim como os pacotes de Uyuni). Acredito que fiz o passeio com a agência Altitude e recomendo. O passeio na Estrada da Morte começa ainda na estrada em uma longa descida em alta velocidade. Esta região inicial do passeio é muito bonita por conta da cadeia de montanhas do local. Durante todo o trajeto é preciso muito cuidado para equilibrar a atenção entre a beleza do local e os riscos de andar em alta velocidade em uma estrada com poucos, mas grandes buracos. Menos que em São Paulo. viii. Após passar cerca de 4 dias em La Paz pegamos um ônibus na estação central em direção à Copacabana. O trajeto leva cerca de 3h30. Em Copacabana vale subir até o Cerro Calvario, conhecer a Igreja e caminhar até o final da ‘praia’. No final da ‘praia’ há um local para camping. De Copacabana partem os barcos que levam às ilhas do Lago Titicaca. ix. Sugiro ir para a Isla del Sol e por alí realizar a caminhada guiada e dormir no Refugio Ecologico Wiracocha. Sem dúvida este é o melhor local para se instalar, pois tem a melhor vista da ilha (entre os locais possíveis de se dormir), ótimos quartos e maravilhosa receptividade dos donos do local. O Refugio fica no topo da montanha, logo após chegar de barco ir para o lado esquerdo e subir a montanha até faltar ar. Chegada na Isla del Sol Vista do Refugio Fotos da Ilha x. Após ir para a Isla del Sol voltamos para La Paz e no dia seguinte pagamos um ônibus direto para o Salar de Uyuni. Compensa comprar antes esta passagem de ônibus para não correr o risco de chegar por volta das 22:00 e estar sem passagens ou apenas com as mais caras. De La Paz para o Salar são cerca de 9 horas de viagem. Recomendo realizá-la durante a madrugada. Assim que chegar na cidade haverá muitas agências oferecendo o passeio. Recomendo fechar um pacote que inclua o passeio no Salar e em todas as lagunas, de preferência com um motorista/guia simpático e responsável (o que não foi o nosso caso), pois ele irá guiar a turma por dois dias. O passeio nas lagunas é muito bonito, embora cansativo, pois boa parte do passeio é feita dentro de um 4x4. Dormir no deserto é uma experiência sensacional. Fotos do Salar de Uyuni Fotos do deserto, lagunas e geysers xi. Depois de conhecer durante dois dias a região do Salar e das lagunas fomos para Potosí. A viagem até lá é curta, demora cerca de 2 horas. Em Potosí recomendo o Hostal La Casona. A cidade é muito bonita. Recomendo fazer o passeio na mina. Potosí xii. Após Potosí fomos para Sucre. Esta viagem demora cerca de 3 horas. Em todas as cidades comprar os bilhetes de ônibus foi muito fácil e barato. Sempre tinham muitos horários para pegar os ônibus entre as cidades. xiii. O centro histórico de Sucre é muito bonito. Sugiro caminhar até a Praça da Recoleta e ver o pôr do Sol por lá. Ao lado da praça há uma feira de artesanato e um restaurante com a vista mais bonita da cidade. Este é o restaurante mais caro que estive na Bolívia. Mas o preço do prato com uma jarra de suco não passou de um prato feito em São Paulo. Vista de Sucre do restaurante (foto extraída da internet) Vista de Sucre da Praça da Recoleta (foto extraída da internet) xiv. De Sucre voltamos para La Paz. De lá fomos para Coroico. Esta cidade fica em uma cadeia de montanhas em uma região mais baixa que La Paz. A temperatura no local é mais quente que nas demais cidades que visitamos. Por lá fomos em uma cachoeira, pudemos conhecer um pouco esta região em que são realizadas muitas plantações de coca e fazer caminhadas.
  5. Olá! Fiz um relato sobre a minha viagem de 24 dias pela Bolívia, Chile e Perú. Vou deixar aqui também a planilha que usei para me organizar, exatamente como planejei, para que vocês possam ver como fiz. Espero que ajude vocês. Boa viagem! Bjs! Fernanda @nandaletsgo Relato_nandaletsgo_24dias_Bolivia_Chile_Peru.pdf Roteiro_planilha excel.pdf
  6. Dicas do Salar de Uyuni - Fotos e vídeos

    Estive no Salar em agosto e setembro deste ano e trago aqui meu relato para ajudar quem estiver planejando uma trip para lá. Além do Salar, passei por La Paz, Cusco, fazendo a Salkantay até Machu Picchu. No meu blog tem mais posts da trip toda - www.getoutside.com.br. Como chegar Em geral, o Salar de Uyuni é explorado a partir de duas bases: A cidade de Uyuni, na Bolívia, e também vindo do Chile, basicamente para as pessoas que juntam o Deserto do Atacama com o Salar de Uyuni. Vou relatar, aqui, as duas possibilidades: Terrestre: Eu cheguei em Uyuni vindo de ônibus de Potosí. Basicamente, cheguei do Brasil no aeroporto de Santa Cruz de La Sierra e de lá peguei um voo para Sucre. Do aeroporto de Sucre peguei um táxi para a estação rodoviária de Potosí, de onde peguei o ônibus para Uyuni. Como muita gente escolhe fazer esse trajeto, vou relatar em detalhes a partir do aeroporto de Sucre. Também existe um ônibus que sai de La Paz (maiores informações no site da empresa Todo Turismo) e um que sai diretamente de Sucre (empresa 6 Octubre), mas me parece uma melhor opção fazer Sucre Potosí de taxi e de Potosí pegar o ônibus. Sucre a Potosí: Para quem chega no aeroporto de Sucre, existem táxis que fazem o trajeto saindo do próprio aeroporto diretamente a Potosí, sem efetivamente entrar na cidade de Sucre. Na saída do aeroporto já indique que você procura um táxi para a estação rodoviária de Potosí que irão direcionar você. Paguei R$32, dividindo com mais 3 pessoas. O trajeto durou algo como 2h30, praticamente todo em vias asfaltadas e em boas condições. O carro não era lá dos mais modernos, mas deu para o gasto. Potosí a Uyuni: Na estação rodoviária de Potosí existem ônibus frequentes saindo para Uyuni. O ônibus sai por BSB 30 (algo como R$ 13). Você também tem que pagar BSB 1 de taxa por utilizar a estação rodoviária. O trajeto é bem tranquilo (em torno de 4 horas), em estradas asfaltadas, e o ônibus era relativamente confortável. Em termos de horário, pelo que apurei tem ônibus saindo a cada meia hora. Como falei, muita gente une o Deserto do Atacama ao Salar de Uyuni. Neste caso, existem passeios que saem de ambos os lados e você tem a opção tanto de voltar para sua origem ou ficar em outro destino. No meu caso, saí e voltei para Uyuni, mas fica aqui registrado que você pode começar o tour no Deserto do Atacama e terminar em Uyuni. Leia aqui os posts da minha viagem ao Deserto do Atacama. Aéreo: Uyuni possui um aeroporto pequeno, que é servido por empresas locais. Obviamente, não há voos diretos do Brasil, mas você encontra voos para as principais cidades bolivianas. Eu fui de Uyuni para La Paz saindo do aeroporto de Uyuni e paguei algo como R$ 300 pela empresa aérea Amaszonas. Apesar de mais cara, a opção aérea pode ser uma boa opção para quem está com o tempo corrido. Quando ir ao Salar de Uyuni Você pode visitar o Salar de Uyuni em todos os períodos do ano. No período de chuva, contudo, alguns lugares ficam alagados e você não poderá rodar por todo o Salar. Contudo, é no período de chuva que você vai conseguir ver o espelho! São aquelas imagens do Salar refletindo o céu como se fosse um espelho. Por isso que algumas pessoas entendem que o melhor período seria logo após o período de chuva (que é durante o nosso verão). Saiba que, em geral, a temperatura é baixa no Salar de Uyuni e em Uyuni também, já que estamos falando de locais com grande altitude. Foto: Isla Incahuasi, no primeiro dia do tour pelo Salar de Uyuni. Esteja preparado para o frio em qualquer época que você pretender visitar o Salar. Onde ficar no Salar de Uyuni Se você fizer viagens de 2, 3 ou 4 dias pelo Salar de Uyuni é bem provável que sua agência vá providenciar sua hospedagem, mas isso não significa que você não deve se preocupar. Li vários relatos de pessoas que ficaram em lugares bem ruins e que passaram muito frio à noite. Eu não tenho do que reclamar dos lugares que fiquei nas 2 noites que passei no passeio pelo Salar e região, então preste atenção e leia a respeito das agências antes de ir a Uyuni ou a San Pedro de Atacama, caso sua trip comece pelo Atacama. Como disse, eu saí de Uyuni, e fiquei hospedado no Hotel Bunker (paguei R$ 40 por um quarto duplo que dividi com um amigo). Simples, com um café justo e bem localizado (ao lado da estação de trem), porém não encontrei eles no Booking.com. Neste link aqui você tem uma listagem das melhores hospedagens em Uyuni, e as melhores avaliações são para o Hotel de Sal Casa Andina, Hotel Joya Andina, Hostal Quinua Dourada, Hotel Jardines de Uyuni e o Hostal Reina del Salar. Quanto gastei no Salar de Uyuni Sempre coloco que o seu budget é pessoal e cada um sabe onde a coisa aperta. Já passei dos tempos das vacas magras e hoje, apesar de curtir um perrengue de mochila por amor apenas, me dou alguns luxos, como quartos privativos e comida boas em alguns momentos. Foto: Local da parada para almoço no primeiro dia do tour pelo Salar de Uyuni. Dito isso, vamos aos números. Do dia que pisei em Uyuni ao dia que fui embora eu gastei R$ 701, da seguinte forma (valores em reais convertidos de USD e BSB com cotação do dia que viajei): R$ 40, diária de quarto duplo (dividi com um amigo) no Hostal Bunker, em Uyuni. R$ 408, tour de 3 dias e 2 noites com a Cordillera Traveller; R$ 24, galão de água de 5 litros, biscoitos e protetor labial em Uyuni; R$ 13, entrada na Isla Incahuasi (ilha de Cactos que visitamos no primeiro dia do passeio pelo Salar de Uyuni); R$ 2, banheiro no segundo dia; R$ 9, 15 min de internet na parada para almoço na Laguna Hedionda, no segundo dia; R$ 2, banheiro na Laguna Hedionda; R$ 69, entrada na Laguna Colorado (obrigatório); R$ 7, banho no alojamento da segunda noite; R$ 7, cookies em uma parada do terceiro dia; R$ 87, diária de quarto duplo (paguei sozinho) no Hostal Bunker, já em Uyuni, depois do passei pelo Salar; R$ 28, pizza e uma cerveja no Restaurante Jalisco, em Uyuni; R$ 5, táxi de Uyuni ao aeroporto. Os valores acima não incluem os valores de passagem para chegar e sair de Uyuni. Agências de Viagem Existem muitas agências vendendo passeis pelo Salar de Uyuni, tanto em Uyuni como em San Pedro de Atacama. Pesquisei muito antes de ir e li inúmeras recomendações e críticas a algumas agências. Você vai passar 3 dias ou mais rodando pelo Salar, em lugares remotos, com muito frio e condições precárias. Economizar demais pode ser uma má ideia, já que são inúmeros os relatos de carros em más condições, hospedagens ruins e com muito frio. Dito isso, minha dica é contratar apenas com as agências que você possui alguma referência segura. Vídeo: Vídeo da minha viagem por Bolívia e Peru, incluindo a passada pelo Salar de Uyuni. Eu fiz meu tour com a Cordillera Traveller, que possui uma loja em Uyuni e outra em San Pedro de Atacama também. Li boas referências sobre eles e minha experiência foi muito boa, seja pelo guia que nos acompanhou, pelo carro, tempo que tivemos para explorar, locais aonde ficamos hospedados e pela comida que foi fornecida ao longo de todo o passeio. Como falei acima, paguei algo em torno de R$ 408 pelo tour de 3 dias. As fotos do próximo item aqui deste post mostram o carro e as hospedagens que passamos. Por fim, não vejo necessidade de contratar com antecedência. Você conseguirá espaço em algum tour mesmo contratando no dia anterior à partida. Atrações do Salar de Uyuni Enfim, vamos falar do tour de 3 dias que fiz pelo Salar de Uyuni. Como disse antes, você pode contratar tours de até um dia, então depende do tempo que você tem para explorar por lá. Você também pode contratar tour saindo de Uyuni e terminando em San Pedro de Atacama e vice versa, e muita gente escolhe essa opção. Na realidade, apenas o primeiro dia é, de fato, no Salar. Os demais dias são explorando a região, que é muito bonita também. Dia 1 – Uyuni a San Juan Partimos do escritório da Cordillera Traveller às 10:30 da manhã. A primeira parada é em Uyuni mesmo, na atração conhecida como Cemitério de Trens. São locomotivas antes utilizadas na extração de carvão e que ficaram abandonadas na região. Depois do Cemitério de Trens dirigimos por mais alguns minutos até o povoado de Colchani, que vive da extração de sal e de artesanatos. É uma parada rápida para que você possa comprar algum artesanato e dar uma volta pelo povoado. De Colchani seguimos para o meio do Salar de Uyuni, diretamente para o local aonde paramos para almoço. Trata-se de um antigo hotel de sal que fica no meio do Salar e hoje é utilizado como área de parada dos tours. É aqui que ficam dois ícones do Salar de Uyuni, que é a praça de bandeiras e o monumento de sal ao Rally Dakar. O almoço é preparado pelo próprio motorista. Neste primeiro dia tivemos carne de lhama (um bife bem duro!), batata, arroz e salada. Existem opções vegetarianas também, basta você avisar com antecedência ao pessoal da agência. Depois do almoço você rodará por alguns quilômetros Salar a dentro, até se perder na imensidão branca. Em algum momento no meio do nada seu guia irá parar para você apreciar o Salar e tirar as famosas fotos de perspectiva. Depois desta parada no meio do Salar partimos para conhecer a Isla Incahuasi, que é a ilha de cactos que fica no meio do Salar. Se você quiser fazer a pequena trilha até o topo você deve pagar algo em torno de R$ 13. A vista lá de cima é bem legal, mas em razão da altitude a subida é um pouquinho cansativa, mas nada demais. Eu recomendo a subida! Tirei umas fotos bem legais de drone nesse lugar, dá uma olhada aí abaixo: A próxima parada será no local da primeira noite. Cada agência para em um local diferente. No meu caso, o lugar da primeira noite era uma casa no povoado de San Juan. Aluguei um saco de dormir para o frio, mas a verdade é que a casa era super aconchegante e confortável, com bom isolamento térmico e sequer precisei do saco. Dividi o quarto com um grande amigo que conheci no aeroporto de Sucre ao acaso e depois seguimos viajando juntos (Grande Thiagão!) pelo Salar e, depois, nos encontramos em Cusco. Viajar tem dessas coisas legais! Logo que você chega você será acomodado no seu quarto. Aos que quiserem tomar banho, existe a possibilidade de tomar banho quente (nesse dia matei o banho). Logo após, o jantar é servido. O jantar foi uma sopa e frango com fritas! Você pode comprar bebidas também nesta parada, como cerveja e vinho. Ah, recebemos uma garrafa de vinho boliviano como cortesia. Depois do jantar dei uma volta na rua, já que o céu estava limpo e as condições estavam ótimas para observar as estrelas. Dia 2 – San Juan a Huayllajara Depois do café da manhã, o tour do segundo dia parte lá pelas 8:30 da manhã. Já não teremos mais a paisagem branca do Salar de Uyuni, mas sim as demais belezas da região, como vulcões, montanhas, lagunas, flamingos e outros animais da região. Nesse dia você visitará o Salar de Chiguana (primeira parada do dia), que não tem nem de perto a beleza do Salar de Uyuni, se destacando apenas pelos trilhos do trem que o corta e é bem fotogênico. Depois, você vai até o mirante do vulcão Ollague. Aqui existe uma lojinha para comprar água e comida e também utilizar o banheiro (paga-se algo como R$ 2). A partir daqui você vai para a parte mais bonita do dia, que são as lagunas. Você visitará as lagunas de Cañapa, Chiarcote e Hedionda, aonde você deve parar para almoço. Depois do almoço você vai até o Deserto de Siloli, onde você vai conhecer a famosa Arbol de Piedra, uma formação rochosa muito curiosa. Por fim, a última atração do dia é a Laguna Colorada. Aqui, você deve pagar R$ 69 para ingressar. Como o tour segue pelo parque aonde fica a Laguna Colorada, você não tem a opção de não ingressar e não pagar. Da Laguna Colorada você parte para a hospedagem do segundo dia. Aqui sim faz frio, então esteja preparado. É aqui que você vai precisar do seu saco de dormir também, já que, apesar das acomodações serem boas, a noite é extremamente fria e pode chegar a -20 graus. Mas não se assuste: Você ficará bem com o saco de dormir. Aqui os quartos são para 6 ou mais pessoas, então é provável que seu grupo todo irá dormir no mesmo quarto. Nessa hospedagem também é possível tomar banho quente (neste dia eu não matei o banho!), que sai por algo em torno de R$ 9. Você também terá Wi-Fi, mas por tempo limitado. Ah, é possível carregar seus celulares, câmeras, etc. Como você pode ver, o povo aproveitou para atualizar o Instagram nesse dia! O jantar foi muito bom. Em primeiro lugar, a tradicional sopa. Depois uma massa com molho bolognesa. Muito bom! Tivemos até uma sobremesa dessa vez (pêssego em conserva). Depois do jantar a maioria das pessoas foi dormir, já que no dia seguinte teríamos que partir às 5:00 da manhã. Dia 3 -Huayllajara a Uyuni O terceiro e último dia começa bem cedo. Você deve estar pronto, com suas coisas arrumadas e café da manhã tomado às 5:00 da manhã. Isso porque a primeira parada do dia é uma visita aos géiseres, que ficam a 4.900 metros de altitude. Os géiseres são mais ativos logo ao nascer do sol, por isso a necessidade de se acordar tão cedo. A parada nos géiseres é rápida, e logo você parte para uma piscina de águas termais localizadas à beira de um lago. Ninguém do meu grupo encarou o banho, já que fazia bastante frio, mas haviam algumas pessoas aproveitando. Daqui partimos para visitar as Lagunas Verde y Blanca, de onde você pode avistar o famoso vulcão Licancabur. Você poderá parar aqui para tirar algumas fotos e caminhar pelas lagunas, que são muito bonitas. Essa é a última parada do tour, que daqui parte para a fronteira com o Chile para deixar quem vai seguir até San Pedro de Atacama. O pessoal que optou por ir ao Chile deve fazer a passagem pela imigração e pegar uma outra van da agência que segue até San Pedro. Os que voltam para Uyuni tem um trajeto de aproximadamente 7 horas pela frente, com uma parada para almoço no povoado de Vila Mar. Aqui você pode dar uma volta pelo pequeno povoado e ver um pouco do dia a dia do povo que lá vive. Quem segue o blog sabe que eu adoro fotografar pessoas, e aqui tirei uma foto que gostei bastante: Também aproveitei para fazer umas imagens de drone, já que paramos à beira de um córrego muito bonito. O almoço foi bem simples, com arroz, tomate e atum. Comemos na beira do córrego das fotos acima, ao lado do carro mesmo. Depois do almoço dirigimos até Uyuni, aonde nosso tour enfim terminou. O Salar de uyuni é um lugar espetacular e sempre esteve na minha lista de desejos. Como você pode ver pelas fotos acima, é, de fato, um lugar lindo com paisagens fantásticas, e o melhor de tudo é que é possível você visitar esse destino a um custo baixíssimo, como se vê pelos meus custos, e isso que me dei ao luxo de algumas comodidades, como quartos individuais, etc. Mais informações dessa trip no www.getoutside.com.br.
  7. Olá, meu nome é Mariana Christiano, tenho 24 anos e moro no interior de São Paulo. Neste ano, no mês de Julho, embarquei em Guarulhos destino ao aeroporto de Viru-Viru em Santa Cruz de La Sierra (BOL), para começar um mochilão de 27 dias pela Bolivia, Chile e Peru. O roteiro do meu mochilão é um dos mais tradicionais, sempre relatado aqui no mochileiros.com, mas por mais tradicional que seja o roteiro, cada relato é tão particular que as experiências compartilhadas aqui no blog são sempre válidas. Então, neste meu relato extremamente pessoal, resolvi contar a viagem que aconteceu dentro de mim, enquanto conhecia o mundo afora. Sou praticante a algum tempo de yoga e meditação, participo de retiros, chás e afins que englobam toda esta filosofia de vida que possui traços budistas, mas que prefiro não vincular com nenhuma religião, e sim chamar de um processo de espiritualização do ser, totalmente particular e único. Com isso, que fique muito claro, que as experiências e técnicas que irei relatar aqui podem não servir para todas as pessoas, mesmo que elas tenham o mesmo desejo que eu: se autoconhecer. É preciso começar esse relato desvendando os mitos que giram em torno da meditação. A meditação não é uma prática onde a pessoa fica sentada na mesma posição por tempos sem pensar em absolutamente nada, pois (se fomos parar para pensar, rs) só de se pensar em não pensar em nada já se está pensando. A meditação prega apenas que a pessoa se atente ao presente, sempre resaltando que na vida é apenas este momento que importa. Por isso esse tipo de vivência é muito recomendada para ansiosos, angustiados e depressivos, pois se exclui as preocupações com o futuro e as angústias do passado. Partindo deste principio, vários tipos de meditação podem se aplicar em um mochilão, como por exemplo, meditações ativas, contemplativas, observativas, etc. Depois de embarcar em Santa Cruz e passar por algumas cidades cheguei no primeiro lugar em que achei digno de uma linda meditação, o Salar do Uyuni. A primeira meditação que pratiquei no Salar foi a contemplativa, que nada mais é que contemplar a beleza do lugar. Pode parecer simples, porém experimente contemplar algo bonito sem que na sua cabeça estejas pensando no que vai jantar hoje, ou no dinheiro que já gastou na viagem, etc. Tente apreciar a beleza do lugar e apenas isso, viver o momento presente. Observei toda aquela imensidão, e após isso me permiti me observar. Assim, sentei no meio do Salar e comecei uma prática meditativa chamada Vipassana, ou atualmente muito conhecida como Mindfulness, a meditação da atenção plena. Nesta prática, fechei os olhos e aproveitei todo o conforto do silêncio para me observar, desde minha respiração, até meus arrepios, meus pensamentos; e é só isso mesmo, parar e se observar, sem julgamentos ou repulsas. Se estiver feliz pela viagem, observe esse sentimento e o que ele provoca em você, ou se estiver triste (o que acho difícil naquele lugar maravilhoso, mas pode acontecer) observe também, investigue-se. Depois me levantei, tirei fotos, conversei e deu tempo de fazer tudo, ou seja, apreciei com calma toda aquela experiência única. Por isso sempre recomendo para amigos interessados em conhecer o Salar do Uyuni o percurso que dura três dias. Vale muito apena e se tem um bom tempo para tudo. (Observação: em épocas que o Salar está coberto com uma camada de água, a meditação Vipassana pode ser feita em pé, o importante é apenas manter-se com a coluna ereta) As noites no Salar do Uyuni também são um espetáculo a parte. O céu é completamente límpido e a falta de luz ao redor permite que nossos olhos se acostumem com o céu e ao passar de cada minuto é possível ver mais e mais estrelas. Não preciso nem repetir que a meditação contemplativa aqui é fácil, mas além de contemplar as estrelas podemos usá-las como um objeto fixo de meditação. Muitas vezes quando estamos com a mente agitada, podemos escolher um objeto para observa-lo durante um tempo. Esse estado é para simplesmente focar a mente em um ponto fixo. Porém, é mais tedioso quando esse ponto fixo não oscila em absolutamente nada, por isso as estrelas e o fogo são ótimos objetos meditativos. Deite no chão próximo ao seu hostel de sal, aprecie e observe o que será, provavelmente, um dos céus mais lindos que verá em sua vida. Essa noite é um verdadeiro privilégio! Depois do espetáculo que foi o Salar, cruzamos a fronteira e chegamos ao Chile, mais precisamente na pequena e apaixonante "cidadezinha" de San Pedro de Atacama. O lugar oferece mil e uma opções de passeios, e em todos eles é possível contemplar, observar e investigar a paisagem e o eu. Desde um banho congelante na Laguna Cejar, que fará você descobrir dores nunca antes sentidas pelo seu corpo, até passeios de bike totalmente relaxantes. Como nesse último exemplo, tive o prazer de pedalar pelas formações rochosas da Garganta Del Diablo, uma verdadeira meditação ativa. A meditação ativa é simplesmente focar na atividade que esta sendo realizada. Posso exemplificar esse estado com uma atividade simples: lavar louças. Quando lavamos louça geralmente não prestamos atenção na atividade em si, estamos ouvindo o jornal, pensando no almoço, etc; Com isso na meditação ativa se propõe que prestemos atenção na atividade em si, e assim no passeio de bike me propus a viver o momento presente, observando meu ritmo, respiração, pedaladas e equilíbrio. Em uma atividade física o controle da mente é crucial, principalmente quando é necessário superar limites. Fazia no mínimo 15 anos que eu não pedalava, não foi fácil, mas foquei e fui. Creio que nossos limites são impostos por nossa própria mente, é preciso sempre focar em superá-los. Medite sobre suas dificuldades. Ainda no Chile, conheci a cidade de Arica, a única em meu roteiro que é banhada pelo oceano. Oceano este que eu ainda não conhecia, o Pacífico, e que prazer enorme foi vê-lo pela primeira vez. No centro da cidade existe o morro de Arica, um ponto com 130m de altura que conta com um mirante e uma vista do oceano lindíssima. Nem preciso dizer que contemplei muito aquele lugar, e senti toda a sensação maravilhosa que a brisa do mar provoca em nosso corpo. Fiquei na cidade apenas um dia, mas como sou apaixonada por água, confesso que essa parada fez toda a diferença para mim. Sensações que só quem tem mar até no nome, irá entender. Finalmente chegamos ao Peru, último país do roteiro, mas com muita coisa linda ainda para conhecer. Passamos por várias cidades, muitas horas de viagem dentro de ônibus e vans, por vários dias, conhecendo muitos pontos do país, sempre em direção a mística Machu Picchu. Chegando em Cusco, fechamos os pacotes mais básicos para conhecer as construções Incas. O que posso concluir com isso? Que todos os percursos que poderíamos fazer a pé, a fim de economizar, nós fizemos! E que lindo foi ir da famosa hidroelétrica até Águas Calientes caminhando, fico pensando como seria sem graça fazer todo aquela trilha em apenas 30 minutos de trem. Ar puro, barulhinho das águas do rio por todo o caminho, sombra e zero pressa. Com quase nenhum trecho de subida ou descida, é só caminhar, contemplar, sentir e ser feliz. Dizem que o importante na vida é realmente isso, não é? Não só buscar a felicidade, e sim ser feliz durante todo o caminho de busca. Eu estava indo de encontro a uma das 7 maravilhas do mundo, mas durante todo o caminho eu já fui privilegiada. No dia seguinte madruguei e segui também de trilha para Machu Picchu, e nesse percurso assumo, perdi o foco. A escadaria é de tirar o fôlego de qualquer maratonista olímpico, mas cada um no seu ritmo, todos conseguiram chegar. Completei o percurso em uma hora, cheguei antes até dos meus amigos que foram de ônibus e por um pouco não vi o nascer do sol lá de cima. Lembro-me que era uma segunda-feira, a menos monótona e mais desafiadora da minha vida até hoje. Machu Picchu em si é linda e mística mesmo, mas é uma verdadeira competição por espaço. É enorme, mas cheia de turistas por todos os cantos, e confesso que preciso de calmaria para apreciar, pois ao contrário observo mais as pessoas do que o lugar em si. Naquela manhã minha felicidade verdadeira foi descobrir, quase já na hora de ir embora, a trilha da Ponte Inca. Praticamente vazia, apreciei uma das vistas mais lindas (e altas) da minha vida. Ao som do vento e alguns pássaros, ali eu não sei explicar por que, mas chorei por um tempo. Uma mistura de gratidão e felicidade tomou conta de mim, e nos poucos, mas maravilhosos minutos que passei ali pude enfim agradecer por todos aqueles momentos que estava vivendo. Fui capaz até de me adiantar e já agradecer pelos próximos dias que ainda viajaria. Agradeci por quem veio comigo, por quem esbarrei no percurso, e até por quem o meu caminho não cruzou. Minha viagem, graças ao universo, foi sem contratempos sérios e isso era um enorme motivo para agradecer, principalmente para mim, mochileira de primeira viagem. Nesta manhã percebi que agradecer é meditar com amor, amor do mais puro. Depois de alguns dias retornei para casa, e assumo que foi difícil meditar no meu presente tão sem graça perto das lembranças que tinha no meu coração. Aos poucos fui me reacostumando com o ritmo calmo e um pouco entediante da vida normal porém, sinto que o golpe é mais brando quando se tem a sensação que todos os momentos foram vividos, contemplados e sentidos inteiramente. Dizem que a energia está onde nosso pensamento está, e hoje concordo com isso fielmente, pois minha energia foi conduzida certeiramente para cada lugar que relembrei neste texto, e sinto que isso também é emanado por cada relato que leio aqui no mochileiros.com. Por fim, meditar não é nada de mais, é apenas viver a vida nua e crua, seja aqui, na Bolivia, no Chile ou no Peru, em qualquer lugar desse planeta, ou até fora dele, quem sabe!? Medite, toda positividade precisa circular, ESPALHE!
  8. Viajei em novembro de 2017 para Santa Cruz de La Sierra, depois Sucre, Uyuni, fiz o passeio de um dia no salar e voltei para Santa Cruz.Estava só e fiquei em Santa Cruz na casa de uma amiga que mora lá, a Denise. Preparativos de viagem: Voo Rio de Janeiro – Santa Cruz -Comprei a passagem pela gol saindo do Rio de Janeiro com conexão em Guarulhos, se tivesse comprado a passagem com um mês de antecedência teria economizado uns 250 reais, mas estava verificando as datas com minha amiga, então acabei comprando na penúltima semana de outubro por R$ 1486,09 pelo Santos Dumont que é mais perto da minha casa.Esse valor inclui uma bagagem despachada de até 23 Kg. Se eu fosse somente a Santa Cruz, seria possível não levar mala no bagageiro, pq Santa Cruz é quente e abafada. Não usei nem calça jeans lá e olha que peguei uma frente fria..rs. Voo santa cruz –sucre - Comprei também passagem de Santa Cruz para Sucre ida e volta pelo site da Bolivariana aviacion –BOA por 571 BO (bolivarianos). A amazonas também oferece o mesmo voo. Os preços são semelhantes a diferença são os horários. Claro que usando o cartão de crédito, então tem IOF sobre esse valor. ATENÇÃO: Comprei o voo doméstico para o aeroporto Viru-Viru mas minha amiga me disse que deveria ter pesquisado se tinha voo para o outro aeroporto que é mais central, daí gastaria menos de transporte. Fiz as reservas de hotéis no booking.com. Os dois hotéis que paguei lá, então não teve IOF. Passagem ônibus sucre –uyuni - Eu li em um blog que vc pode comprar com antecedência no site: ticketsbolivia.com.bo. Eu tentei comprar mas meu cartão dava erro. Liguei para o banco mas mesmo assim não funcionou. Mal da altitude - Como planejei ir a lugares bem mais altos que Santa Cruz, tomei o Diamox, remédio para o mal de altitude uma semana antes, comecei com dois por dia e no final, três por dia e lá eu tomei 4 por dia. Não fui ao médico, peguei a dica aqui em uma viagem anterior à Bolívia, quando estive em La Paz e Copacabana. ATENÇÃO: Eu sou saudável! Não tome o remédio se vc tem problemas de saúde, especialmente de coagulação ou pressão alta. Essas duas doenças eu tenho certeza que o diamox não é recomendado pq os médicos da minha irmã e de uma amiga proibiram. Custo de transportes: R$ 1486,09 passagem gol rio –santa cruz de La sierra-rio R$ 289,25 passagem boa santa cruz-sucre-santa cruz (com 6,38% de IOF e 1R$=2,10 BO) R$ 114,29 passagem 6 octobre sucre-uyuni-sucre (1R$=2,10 BO) Hostel Solariega Sucre – suíte 125 BO Hostel Ciel de Uyuni – suíte 125 BO Dia 5/11 Meu voo era 6:25h para Guarulhos, mas a zebrinha pensou que voo internacional são 2h de antecedência, chegou no aeroporto antes dos funcionários! Pode chegar com uma hora tranquilamente. Tomei um caputino em Guarulhos por R$12,50 para matar o tempo da conexão que era 7:30h até 10:20h. Cheguei em santa cruz de La sierra 11:30h e minha amiga tinha tratado um motorista. O aeroporto Viru-Viru fica distante da cidade, custou 90 BO. Minha amiga disse que não conhecia nenhum lugar para trocar reais, mas eu lembrei que aqui já tinha lido relato de cambio de reais, então troquei 200 reais. 1R$=1,8BO. NUNCA FAÇA CAMBIO NO AEROPORTO! Deixei as coisas na casa dela, que fica em um bairro bem bonitinho, Equipetrol e fomos caminhando (ninguém caminha no bairro!) até um restaurante, Trivento, muito chique! Como taças, talheres...pedi um prato de 65BO e uma taça de vinho por 19BO. A conta não incluiu gorgeta (chamada de propina). Eu vou colocar aqui os restaurantes que estive com Denise, por mera curiosidade, mas que fique claro que eles fogem ao nosso estilo mochileiros. Depois descansamos um pouco e fomos ao teatro com os amigos dela, super legais Beth e Alex. Daí partimos para uns beslisquetes no LORCA perto da praça principal da cidade a 24 de setembro. Lá vc pode pedir um prato para dividir com 2 ou mais amigos por 150BO. 6/11 Chamei um uber para ir a Plaza 24 de setembro por 18 BO, pague no dinheiro para não ter IOF! Já levei uma garrafinha de água pq vc vai andar sempre com uma! Lá troquei reaias a 2,10 BO. Tem várias casas de cambio perto da praça e tem uns caras trocando na rua, mas sempre rola medo de notas falsas! Claro que usei aquelas bolsinhas de cintura que ficam dentro da roupa. Voltei no mesmo uber para a casa da Denise, peguei minhas roupinhas e fui para Viru-Viru, paguei 80 BO no uber. Tomei um voo anterior ao que tinha comprado. De novo a neura de perder o voo. Cheguei em Sucre 12:05h. o taxi local me cobrava 50 BO e diante da minha cara de “NO, gracias”, chegaram a oferecer 30BO, mas ai fui no balcão de informação e me disseram que poderia pegar uma van a 8BO. Claro que nem pensei, entrei na vanzinha. Se vc tiver com mala, eles colocam em cima da van, mas a minha era pequena. Detalhe não tinha wi-fi no aeroporto para chamar uber. O motorista da van me deixou em um ponto próximo do hotel, dizendo que eram três quadras. Na verdade seis quadras. Cheguei no hostel, onde reservei um quarto com banheiro privativo. O quarto era simples. Dava para ouvir o barulho das crianças de um colégio no Recreio. Do hostel descendo a rua, vc chega a pé na Praça principal da cidade. A localização é boa. Peguei um taxi para o terminal. Presta atenção que os taxis são lotadas! Esqueceram de me dizer isso e eu só notei quando entrou uma senhora no meu taxi. Perdi vários carros com passageiro. Custo 5 BO. No terminal comprei a passagem para Uyuni na 6 de octobre que fica no subsolo do terminal. A passagem é direto. Consegui convencer o vendedor a me vender a volta, pq ele dizia que teria que comprar em Uyuni. Imagina se não tem volta! Resolvi comprar a passagem mais cara, a tal de cama a 120 BO individual. O semi-leito era 80 BO. Achei que a diferença de 20 reais é pequena por um pouco de conforto. Afinal iria viajar de 22h até 5:30h. Notei que o vendedor me mostrou a foto dos dois ônibus vermellhos que eu iria pegar. Deve ter turista pegando ônibus errado. Voltei para o hotel e peguei 8BO pq estava cansada de andar, daí o taxi me deixou na porta do hotel. Sai para comer e achei um hostel perto da praça onde comi sanduiche de frango com batata frita e limonada e usei o wi-fi a 36 BO. Como era segunda muita coisa não abria. Então acabei indo conhecer a casa do tesouro com uma visita guiada em espanhol. Como tenho interesse em mineração, achei interessante. Não lembro o valor mas deve ter sido 20BO. Dormi um pouco no hotel – Isso também é férias! Dormi na sessão da tarde..luxo! Sai a noite para jantar, comi pizza em cone. Duas mais um refri de 600ml por 30 BO, essa pizza fica bem de frente para a catedral. Passei em uma farmácia na esquina da praça e comprei umas coisinhas para levar no busão: água, biscoitinhos, lenço de papel, bala...26,40BO. Uber equipetrol Plaza ida e volta – 40 BO Uber aeroporto viru viru -80 BO Transporte aeroporto sucre até hostel = 8 BO Taxi centro – terminal ida e volta = 10 BO/pessoa Sanduiche com refri – 36 BO Museu do tesouro = 20 BO Pizza com refri = 30 BO Dia 7/11 Sai bem cedo do hostel e fui ao terminal por 5BO. Lá vc precisa pagar uma taxa para embarcar no subsolo mesmo a 2,50 BO. Ao lado tem um balcão de informação para turista. Aproveitei para pegar um mapinha de Sucre e umas dicas, pq na véspera tava tudo fechado. O ônibus estava lá na plataforma 9. Bem tranquilo. O ônibus saiu pontualmente 9:30h, como minha bolsa era pequena, ela viajou embaixo de minhas pernas. O ônibus pegou poucos passageiros no caminho e deu uma parada em Potosi mas não pudemos descer. Estava preocupada pq Potosí é uma das cidades mais altas da mundo, mas fiquei bem. A parada do almoço é inacreditável. No meio do nada um restaurante familiar pequeno com comidas típicas e caminhoneiros. 20 min. Paguei 1 BO para ir ao banheiro com direito a papel higiênico fracionado. Depois de usá-lo uma senhora aponta um baldinho que vc tem que mergulhar em um galão para encher e jogar na privada. Não tem onde lavar as mãos. No restaurante eu não entendi o cardápio, mas não ouvi nada que parecesse vegetariano ou pollo (frango). Sei que tinha sopa e depois o prato principal. Comprei água a 5BO. Nenhum turista almoçou. Então leve biscoitinhos! Cheguei a Uyuni e a primeira impressão é bem típica da Bolívia: parece uma cidade de faroeste com muita poeira e ninguém na rua.Estava esfriando. Fui andando até o hotel que havia reservado, paguei os 125 BO pelo quarto com banheiro privativo. Subi então até o terceiro andar..aí o bicho pegou, parecia que estava levando uma tonelada nas costas, que tava fazendo uma maratona. Me joguei na cama até a cor voltar...rs. O quarto era limpo e amplo, uma cama de casal e uma de solteiro, quentinho e com vista para a cidade. Sai para comprar lanchinhos para o dia seguinte, água, achei mais caro que Sucre, mas é normal em cidade turística. Contratei o passeio com a esmeralda Tour, por conta de um relato na internet que recomendava a operadora. Custou 200 BO, mas já haviam me oferecido por 150BO. Para minha grata surpresa, o passeio de um dia não terminava as 17:30h e sim 19:30h pois incluía o por do sol! Voltei para o hotel, zap zap com a família, banho quentinho e sai bem agasalhada para pizza com refri a 51BO. A senha do wi-fi do restaurante não entrou de jeito nenhum. Muitos turistas comendo. Taxi terminal = 5 BO Taxa embarque = 2,5 BO Água =5BO Passeio salar = 200 BO Jantar = 51 BO 8/11 Acordei, tomei o café da manha que estava razoável. O café em si é bem ruim. Durante toda viagem não tomei nenhum bom como o nosso. O hotel não repõe os itens do café. Se ficar lá, recomendo acordar cedo para comer. Deixei minha mala na recepção e fui para o esmeralda tours. Na calçada do escritório tem muita lojinha de artesanato e restaurantes. Tudo no mesmo lugar. Comprei imãs, elástico de cabelo e água..lembrancinhas.No horário combinado me colocaram em um carro com outras pessoas que trataram em outras agências. Então contrata a operadora mais barata, pq no final eles trabalham de forma associada. A primeira parada é no cemitério de trens que é colado na cidade. Parada para fotos. O contraste dos trens enferrujados com céu azul e terreno cinza claro é bonito. Seguimos para o meio do nada, só sal e fotos. Daí seguimos para Cochani um povoado que vive de artesanato de sal e tem um museu. Não entrei no museu e achei os artesanatos carinhos. Parada de almoço no hotel de sal, onde o motorista coloca a comida que ele levou nas mesinhas com banquinhos, ambos forrados com tecidos coloridos. Comemos quinoa, batata cozida, legumes e carne de lhama, eu não comi esse ultimo. Coca cola quente ou água mineral. Bebi água. Banheiro a 5BO. Parada do vulcão extinto com lago onde tinham poucos flamingos e lhamas na vegetação verde. Achei bem bonita a paisagem, com diferentes cores. Daí a Ilha dos cactos gigantes, vc paga 30 BO para entrar e usar o banheiro. Não tem como vc usar o banheiro pagando menos, o que é uma boa razão para fazer a trilha da Ilha. Nem preciso dizer que parei diversas vezes para sentar nas pedras, beber água e recuperar o fôlego. Na saída perdi o ticket e queria usar o banheiro. Minha sorte é que o Ju, brasileiro que estava no mesmo carro comigo, me emprestou o ticket dele. Daí veio a melhor parte do passeio na minha opinião: o pôr do sol! Lindo mesmo. O guia Moisés foi maravilhoso, fez um vídeo do grupo aproveitando a perspectiva, tirou excelente fotos e acho que a melhor foto minha da viagem! Chegamos em Uyuni a noite e fui jantar pizza em um restaurante com wi-fi. Precisa dizer que estava viva e voltado para Sucre. Passei no hotel para pegar minha malinha, aproveitei para usar o banheiro, escovar os dentes, passar uma água no rosto e me preparar para esperar o ônibus. Fui para o terminal, que não é um terminal, apenas uma rua (uma depois da Calle Peru) com vários ônibus nas calçadas. Os restaurantes por ali só servem frituras e comidas bem típicas, mas a questão de higiene tem que ser observada, ok? Sentei para tomar uma coca cola. Na hora marcada lá estava eu no minha poltrona cama individual quando uma senhora exibiu sua passagem com mesma poltrona que a minha, mostrei a ela meu ticket e ela acabou ficando na poltrona a frente que por sorte estava vazia. Depois passou um funcionário que ficou com meu ticket e me deixou sem nada. Se aparecesse outro passageiro querendo meu lugar eu não teria nada para provar! Durante a madrugada o ônibus parou varias vezes na estrada e eu acordava estranhando a demora. Ilha de cactos gigantes =30 BO Banheiro no hotel de sal = 5 BO Jantar pizza = 60 BO (foi um pouco mais caro mas não lembro o valor exato) Coca cola =12 BO 9/11 Finalmente cheguei a Sucre e fui para o hotel, paguei uma diária a mais para dormir de 6h ate 12h. Estava muito cansada. Deixei minha malinha na recepção e fui tentar visitar Sucre mas esqueci que La tudo chega entre 12 -14:30h então restou o mirante perto do museu indígena de têxtil. Bem bonitinho o mirante com um café e uma feirinha de artesanato na rua do museu. Lá comprei umas lembrancinhas. Fui ao mercado central, lá so vende comida, mas ao redor tem lojas de artesanatos que achei tem carinhas. Perto desse mercado vi anúncios de cambio de reais, mas não olhei a cotação. Era cambio informal. Fui almoçar na rua mesmo do hostel, perto da praça, onde vi um anuncio na entrada. 18 BO e comi salada, sopa, espaguete com vegetais e frango, suco de laranja e ainda salada de fruta de sobremesa. Acabou toda minha grana. Daí voltei ao hotel para pegar a mala e pedi para pagar a estadia em dólares e me devolverem os bolivianos que havia dado. Deu 20 dolares e peguei 135 BO. Infelizmente conheci pouco de Sucre. Deveria ter ficado mais um dia. Peguei um taxi até as vans que vão para o aeroporto no final da Calle (rua) Camargo por 5BO, peguei a van por 8BO e lá no aeroporto paguei a taxa de embarque de 11BO. O taxi do hotel até o aeroporto seria 50 BO. A van so parte quando esta cheia e leva 40 min no maximo para chegar. O banheiro do aeroporto foi mo melhor fora o da casa da minha amiga..rs. Tomei um caputino a 18 BO no segundo andar, tava bom! Lá tem tb restaurante, caso vc prefira almoçar lá. O aeroporto, exceto pelo banheiro, parece uma rodoviária. Parei de tomar diamox! Em santa cruz paguei 80 BO para equipetrol o bairro da minha amiga. Foi difícil achar o uber, pq o aplicativo me mandava esperar em um lugar e o motorista ficou em outro. Taxi terminal hostel = 5 BO Almoço = 18 BO Taxi para van aeroporto = 5 Bo Van aeroporto = 8 BO 10/11 Taxi para a praça 24 de setembro 20 BO. Na casa de cultura em frente a praça peguei um mapinha e dicas para ir a Samaipata. Fui a catedral e no mirante, onde vc paga 3BO, mas não achei a vista bonita não. Fui então ao museu de historia nacional que gostei muito. Almocei no irish pub em um centro comercial ao redor da praça. Frango ao curry com arroz e salada a 60 BO refri a 5 BO. Como tudo fecha no almoço, isso te obriga a almoçar. Minha amiga disse que eu não conseguiria wi-fi no centro. No irish tem. Era aniversário da cidade de Potosi, então a associação das pessoas nascidas lá fizeram uma festa na praça com banda, discurso, coca cola, bolo, TV e dança. Fui a uma lojinha de artesanato e achei mais barato que Sucre, mas fiquei com a impressão de ser de acordo com a cara do cliente. Voltei para casa da Denise e encontrei com ela. Fomos ao zoológico aproveitar o fim de tarde, ingresso 10 BO, 14 BO de uber. A ilha dos macacos é bonitinha, mas a jaula dos felinos parece pequena demais para eles. Pegamos um uber para o supermercado por 19BO. Lá comprei vinho, chocolate e cerveja para trazer. Na volta chuvinha e tomamos um taxi 15 BO. Fomos a um restaurante chic: o Bistrô. Mesa para 5 pessoas, três pediram truta, eu frango e Denise polvo, vinho e água mineral e um carpacio de entrada. Deu 155 BO para cada. Taxi ida e volta equipetrol praça = 40 BO Museu indígena – grátis Almoço irish pub = 70 BO (com dois refris) Zoológico = 10 BO 11/11/17 Ficamos na piscina da casa da Denise conversando. Almoçamos no shopping por 30 BO ventura mall e a noite fomos ao Sark restaurante de frutos do mar. Uma mesa de 9 pessoas, pedimos 10 pratos para compartilhar e duas garrafas de vinho. Minha amiga me ofereceu o jantar, então não sei quanto foi. Recomendo a causa (me disseram que é comida peruana) de polvo. Almoço no ventura mall = 30 BO Taxi ida e volta 30 BO. 12/11 Voltando ao ritmo mochileira, sai bem cedinho de casa com uber para a av Omar Chávez Ortiz com a Calle Soliz Olguin, onde fica o transporte alternativo para Samaipata. O uber saiu por 21 BO. Segundo me informaram os ônibus tem horários limitados e as vans saem quando lotam. Como era domingo, achei que lotaria fácil. Só que não era uma van, era um carro em péssimas condições, com pneu meio careca. Custou 30 BO. Cheguei bem 3h depois em samaipata, onde vários taxis te oferecem para levar ao El fuerte. O motorista da van me disse que a ultima van para retornar era as 19h. Mas era domingo, então é bom vc perguntar. Achei melhor ir ao museu onde tem um centro de informação turística. Lá usei o banheiro de graça. Bem limpinho e sobre o El fuerte: o ingresso custa 50 BO e da direito a visitar tb o museu, Pode ir de taxi que custa 100 BO, para levar, esperar 2h e voltar ou mototaxi 50 BO pelo mesmo serviço. Como estava só e não tinha nenhum taxi lotando que eu pudesse dividir, encarei o mototaxi que fica na rua do mercado municipal. Preferi fazer a trilha cedo pq se houvesse algum imprevisto teria tempo para resolver e voltar para Santa Cruz. Claro que andar de moto na carretera me fez pensar que se houvesse um acidente, seria muito, muito ruim, bom...o motorista não achava que deveria ficar em uma pista só...então olhinhos cerrados na ida e na volta. Na entrada da trilha paguei os 50 BO e guardei o ticket com carinho. A trilha é de 2km, mas acho que é só ida..rs. No início, até o segundo mirante, é bem íngreme, mas depois fica tranquila. Leve água pq não a vende nada lá dentro. Gastei apenas 1h 30 min na trilha, parando para tirar fotos e observar. Bem bonita! A trilha é super bem sinalizada e limpa, mas só achei um guardinha no 5 honorários. Se tiver problemas de saúde não faça a trilha sozinha. Não achei perigoso pq só tem uma entrada e no domingo tinha muita gente. O calor era intenso. Então levei casaco a toa mesmo. Indo de Samapaita para El fuerte vc passa por um camping balneário Mama Pascuala com lama preta no fundo do rio. Voltei para a cidade com meu mototaxista, fui na feira nas ruas em volta do mercado municipal para observar as cores e as pessoas. Comprei uma água a 5 BO, uma toalha para Mami e percebi que as lojas de artesanato estavam fechadas pois era domingo. Fui almoçar no La chakana na praça mesmo: espaguete com molho branco e cogumelos a 40 BO, coca cola 10 BO. Durante meu almoço solitário tocou one do U2! Que dia perfeito. Carreguei meu celular lá mesmo e depois esperei até o museu reabrir. Fiquei lá um bom tempo. Peça para assistir o vídeo. Não achei um imã de Samaipata para vender! As 15:55h estava no escritório da cooperativa que fica bem pertinho da praça esperando a van. 30 BO e voltei em uma van, mas o motorista era doido nas ultrapassagens a prova de anjo da guarda. Desci no ponto final da van e peguei um taxi a 20 BO para a casa da minha amiga, onde encarei uns ovos mexidos de jantar. Estava cansada. Taxi equipetrol ponto van samaipata ida e volta = 40 BO Van samaipata ida e volta = 60 BO Entrada do El fuerte + museu = 50 BO Mototaxi ida e volta = 50 BO Almoço La Chakana = 50 BO 13/11 Acordei tarde, tomei café rapidinho e fui a Plaza 24 setembro comprar umas lembrancinhas que esqueci, daí 20 BO para o ventura mall, onde paguei 10 BO para o micro ônibus do parque guembe. Ele saiu do shopping pontualmente as 10:30h com muitos funcionários do parque. Ele fica bem perto do supermercado tia. Na bilheteria passei o cartão de credito 180 BO. Disseram que o ultimo ônibus de volta era 16:45h. Lá tem 14 piscinas. Estava calor e eu tive um dia de madame. Para não perder tempo, decidi não almoçar e beliscar na beira da piscina: batata frita e coca cola. 26 BO. Visitei o aviário, que é uma gaiola gigante onde vc entra e fica com os pássaros e também o borboletário. O orquidário tava feinho sem flores. Recomendo que vc vá dia de semana pq as piscinas são próximas e final de semana deve ser cheio. Paguei 10 BO para voltar ao shopping e de lá peguei o taxi para casa a 13 BO. A noite voltei ao shopping com Denise e comi a melhor pizza de cogumelos da minha vida na FAMOSA. Tomei uma caipivodka 88 BO. Ônibus parque guembe ida e volta do ventura mall = 20 BO Entrada do parque = 180 BO Lanche = 26 BO Taxi ida e volta do ventura equipetrol = 30 BO Pizza + caipi = 88 BO 14/11 Café da manhã e uber para o aeroporto. O voo era 12:05h. Não tem taxa de embarque. Nos taxis e ubers que peguei a maior parte tocava cumbia que eu achei que parecia bastante com as tonadas (será esse mesmo o nome?) de Parintins. Uber aeroporto = 80 BO. legenda das fotos na ordem: 1.Catedral da Plaza 24 Setembro Santa Cruz de La sierra 2. Plaza 25 Mayo Sucre 3. Vista cidade de Uyuni 4. Praça da cidade de Uyuni 5. Cemitério de trens 6. Hotel de sal parada almoço 7.Vulcão extinto 8. Ilha dos cactos gigantes 9. Pôr do Sol- foto cedida pela namorada do Ju. 10. Ilha dos macacos zoológico Santa Cruz de la Sierra 11. Pedra talhada de El fuerte Samaipata 12. Parque Güembe Santa Cruz de La sierra
  9. Amigos Viajantes, eu fui um ferrenho crítico dos Mochileiros que começavam seus relatos e demoravam meses para terminar (quando terminavam). E agora, eu estou aqui, começando meu relato CINCO MESES depois de minha viagem. Para ser bem sincero, eu nem iria fazer o relato, pois estava muito ocupado e quando tinha tempo livre, eu sempre procurava fazer outra coisa. Mas recentemente eu vi uma mensagem do Mochileiros.com no Facebook que dizia “Faça o relato de sua viagem e viaje 2 vezes”. Então, resolvi fazer esse relato para viajarmos juntos para o Peru, Bolívia e Chile. Desde já agradeço todos os mochileiros que dispuseram de seu tempo para fazer seus relatos, pois eles foram essenciais para o meu itinerário e planilha de gastos. Aliás, quem quiser minha planilha de gastos, basta informar seu e-mail para eu enviar. Eu farei um relato breve dos 24 dias que viajei, focando nos trajetos, passeios e valores. Minha esposa Gilci fala que fomos Mochileiros de Rodinhas nessa viagem, pois, como foi nossa lua de mel, nos permitimos determinados “luxos”. Se vocês tiverem alguma dúvida, estarei à disposição para ajudá-los. Pois bem!!! Nossa viagem durou 24 dias, percorremos Peru, Bolívia e Chile, e gastamos cerca de R$ 11.000,00 (fora nossas passagens aéreas e alguns hotéis que pagamos com antecedência). Nosso itinerário deu-se da seguinte forma: - 09.06: Manaus > Lima; - 11.06: Lima > Cusco; - 15.06: Cusco > Arequipa; - 19.06: Arequipa > Puno; - 21.06: Puno > Copacabana; - 23.06: Copacabana > La Paz; - 24.06: La Paz > Uyuni; - 27.06: Uyuni > San Pedro de Atacama; - 01.06: San Pedro de Atacama > Calama > Santiago - 02.06: Santiago – Manaus O que fazer antes da viagem: - Passagem Compramos nossa passagem de ida e volta pelo programa de pontos Multiplus. O voo de Manaus - Lima custou 36.000 pontos e o Santiago - Manaus, 38.000 pontos. MUITO mais barato do que comprar diretamente pela LATAM. Como conseguimos os pontos? Lá no Posto Ipiranga hehehehe. Eu e Gilci nos inscrevemos no programa KM de Vantagens e começamos a acumular pontos. Depois compramos milhas aéreas da Multiplus pela metade do preço. Hoje, por exemplo, você pode comprar 20.000 pontos por R$620,00. - Hotéis e Passeios Eu e Gilci ganhamos de presente de casamento as acomodações nos hotéis. É para glorificar de pé!!!!!! As reservas foram feitas pelo Hotéis.com, que dá a opção de pagar com antecedência e em até 10x sem juros. Quanto aos passeios, reservamos com antecedência apenas o passeio pra Machu Picchu, com a subida em Huayna Picchu, que contratei com a GO2MachuPicchu por USD 500, com todos os trajetos e ingressos incluídos. - Roteiro impresso com endereços Viajantes, vocês DEVEM ter impresso os seus roteiros, com o endereço detalhado do seu hotel ou hostel e demais passeios. Eu e Gilci passamos por um perrengue desgraçado em Arequipa, pois eu não tinha o roteiro impresso, meu celular (onde estavam todas as informações) havia descarregado e eu não sabia o endereço do nosso hotel, e para piorar, ele tinha acabado de ser inaugurado. Pegamos dois táxis, mas eles não sabiam onde era o hotel. A Gilci começou a ficar nervosa e aflita, e eu me senti um $#%@&, pois a culpa toda era minha. Mas ainda bem que encontramos um taxista que saiu perguntando pelas esquinas onde ficava nosso hotel. Deus abençoe esse santo motorista. - Aplicativos Antes da viagem, baixei estes aplicativos que foram essenciais em nossa viagem: Google Maps, Google Tradutor, TripAdvisor, Peru Travel, Moeda+, Rome2rio, Uber. - Estude antes de ir Para quem vai ao Peru, é imprescindível estudar sobre a cultura incaica, pois tudo, literalmente TUDO, envolve algo sobre era enorme civilização da América do Sul. Caso não faça isso, sua experiência será 50% menos valiosa. - Seguro Viagem Compramos nosso seguro pela Mondial Travel, por recomendação da maioria dos Mochileiros. Graças a Deus que não precisamos usar em nenhum momento de nossa viagem. - Passaporte Para visitar esses três países, você não precisa de passaporte. Porém, eu e Gilci preferimos tirar nosso passaporte, pois queríamos colecionar carimbos. E o bom é que, além dos carimbos da imigração dos países, também conseguimos o carimbo de Machu Picchu e Ilha dos Uros. - Vacina Eu li que, para entrar na Bolívia, precisávamos de carteira internacional de vacinação, comprovando que havíamos tomado vacina contra febre amarela. Porém isso não foi solicitado no momento da entrada no País. Entretanto, é melhor você ir com sua carteira devidamente atualizada, para não correr o risco de ser barrado. - Mala e o que levar nela Bem, eu e Gilci levamos malas e não mochilões. Literalmente, somos Mochileiros de Rotinhas. Hehehehe Mas graças a Deus que isso não nos causou transtorno, salvo o pequeno trajeto da parada de ônibus de Puno para nosso hotel, pois tivemos que arrastar nossas malas nas ruazinhas de “auto-relevo”. A Gilci ficou responsável por comprar nossas “roupas de frio” na Decathlon e gastamos uma pequena fortuna. Rsrsrsrs Compramos corta-ventos, segunda-pele, calças térmicas e fleeces. Algumas outras peças já tínhamos da nossa viagem ao Chile em 2015. Agora, peço que me perdoem, mas não lembro com exatidão o que levamos em nossas malas!!!! Acho que é só isso!!! Logo eu posto nosso primeiro dia em Lima – Peru. Até mais.
  10. Mais um relato do clássico roteiro e eu resolvi compartilhar com vocês tudo ou boa parte do que foi vivido nesses 25 dias de viagem, para começar irei deixar meu roteiro para que vocês possam se basear no que for escrito. Roteiro: 02/out São Paulo - Santa Cruz - Sucre 03/out Sucre - Uyuni 04/out Salar de Uyuni 05/out Salar de Uyuni 06/out Salar de Uyuni - San Pedro de Atacama 07/out San Pedro de Atacama 08/out San Pedro de Atacama x Arica 09/out Arica x Tacna x Arequipa 10/out Arequipa 11/out Arequipa - Ica 12/out Ica - Huacachina 13/out Islas Ballestas + Paracas - Ica - Lima 14/out Lima x Huaraz 15/out Huaraz 16/out Huaraz x Lima 17/out Lima x Cusco 18/out Cusco 19/out Cusco 20/out Cusco 21/out Cusco 22/out Cusco - Copacabana 23/out Copacabana 24/out Isla x Copacabana - La Paz 25/out La Paz 26/out La Paz - Santa Cruz 27/out Santa Cruz de la Sierra - SP Esse foi o roteiro seguido por mim e por minha parceira de viagem (Katarine) que eu conheci graças ao mochileiros.com e foi uma pessoa parceira/irmã em toda a viagem e a quem eu sou muito grato por tudo o que ela fez antes, durante e depois da nossa viagem. Muito obrigado Ka . Gostaria de agradecer também a todas as pessoas que compartilharam suas viagens aqui, rodrigovix, Mary Telles, Barbara e muitos outros, obrigado mesmo . Preparativos: Antes de viajar comprei algumas roupas para frio que me faltavam e não vou colocar isso aqui no custo final da viagem pois é algo que a maioria pode ter. O que foi comprado antes foi: Passagens Ida x Volta São Paulo x Santa Cruz - Passagem de avião de Santa Cruz x Sucre pela amazonas - R$ 130,00 - Passagem de avião Lima x Cusco pelo site da Avianca Peruana o que nos rendeu um frio na barriga enorme antes da partida, aguardem os próximos capítulos USD 38,00 - Passagem La Paz x Santa Cruz pela Boa R$ 205,00. Comigo levei 930 dólares e 300 reais, não levei cartão de crédito pois estava sem e não foi necessário em momento nenhum da viagem inteira. O que levei na mochila: 7 camisetas 3 calças jeans 2 terceira pele 1 capa de chuva 1 corta vento 1 moleton 8 pares de meia 1 chinelo 3 bermudas 1 bota 1 capa de chuva do mochilão 1 Canon sx510hs 1 Go pro hero 3+ 1 protetor solar 1 óculos de sol Alguns remédios para dor e alergia. O mochilão que eu usei foi um da Quechua de 50 litros que eu havia comprado no ano passado e que serviu tranquilamente, levei uma mochila de ataque de 20 litros que foi de uma serventia tremenda. Também levei uma pequena de 10 litros que usa para carregar a câmera, protetor, óculos e doleira pois eu não estava afim de andar com ela na cintura e não tive problemas. Pronto todas as coisas que antecederam a viagem estão aqui, caso eu lembre de algo irei adicionar e aviso vocês. Próximo capítulo - A partida para um grande sonho.
  11. 18 dias por Peru e Bolívia

    Bom dia, gostaria de deixar aqui a minha contribuição para os futuros e porque não atuais mochileiro, também é uma forma de agradecimento ao site pelas diversas informações que aqui eu encontrei! Bem Vamos la entao... Depois de muitas e muitas mudanças deixo aqui o roteiro utilizado, nada muito diferente, tendo em vista que esta foi a minha primeira viajem fora do país não tinha condições de fazer muitas coisas, então ficou assim: 27/09 Curitiba > São Paulo, 28/09 São Paulo > Lima, 29/09 Lima, 30/09 Lima > Huaraz, 01/10 Huaraz, 02/10 Huaraz, 03/10 Huaraz > Lima, 04/10 Lima> Cusco, 05/10 Cusco, 06/10 Cusco, 07/10 Cusco > Águas Calientes, 08/10 Águas Calientes > Machu Picchu > Águas Calientes > Cusco > La Paz, 09/10 La paz, 10/10 La Paz > Santa Cruz, 11/10 Santa Cruz, 12/10 Santa Cruz > Puerto Quijarro, 13/10 Puerto Quijarro > Corumbá >Campo Grande, 14/10 Campo Grande > Curitiba Saímos de Curitiba na quarta a tarde rumo a São Paulo, começando a viajem e já estava com aquele friozinho na barriga, chegamos em sampa la pelas meia noite e fomos pro aeroporto ( a ideia inicial era pegar o busao que sai de SP rumo a Cusco com 5 dias de viajem, mas como a viajem foi durante as aula eu necessitava ganhar um pouco de tempo, então resolvemos pegar um voo até Lima, a vontade de pegar o bendito busao continua e espero fazer num futuro não muito distante...), chegamos e nosso voo era só as 07:40 da manha, aquela cochiladinha marota do saguao do aeroporto foi muito boa, enfim embarcamos com 2 conexões, Assunção e Santiago... Por fim chegamos em lima, logo de cara aquela pressãozinha psicológica... a mochilão do meu amigo havia sido extraviada já deu aquele desespero ne... por sorte no voo conhecemos uma peruana que foi super gente boa e nos ajudou a falar com o pessoal do aeroporto... nada certo, só falavam que provavelmente a mochila havia ficado em Santiago, tentei acalmar o bichinho e depois dos tramites felei que era melhor e gente ir pro hostel e esperar que a mochila fosse enviada até lá como prometido pelos funcionários... fomos pro hostel com aquela tristeza , depois disso a caminho pro hostel logo veio a diferença cultural... aquele monte de carro como em toda a cidade grande... e buzina... a impressão que tivemos é que la tudo se resolve na buzina, esta num cruzamento é buzina, vai ultrapassar é buzina, muito loko... pedimos pra descer um pouco antes do busão para caminhar um pouco até o hostel e já ir conhecendo tudo, chegamos e o coitado triste, mas a vida continua vamos comer alguma coisa e tomar uma bera já chegamos perguntando da comida regional, não conhecia nada mesmo então foi pelo nome mais legal, e la veio o lomo saltado um tipo de carne de gado picado com muiiiita cebola e pimenta, bem saboroso tomamos uma cuscena e fomos andar... no hostel tinha um barzinho, socializamos com a galera e bora curti... se passou o primeiro dia e nada da mochila... segundo dia e nada da mochila, coitado do celinho ja estava querendo voltar pra casa, mas antes passamos no aeroporto uma ultima vez pra ver o que se passava... fomos na sala das bagagens e nada, ja estava fechada, fomos numa outra do lado e a guria não fez a menor questão de nos ajudar, sem jeito ja estavamos saindo que era só tristeza entao como ultima luz falamos com a galera do balcao de embarque... tinha uma abençoada pra nos ajudar e deu certo a bendita mochila estava lá já com mochila e alegria continuamos mais tranquilos com o passeio... proxima parada Huaraz os onibus no Peru são muito melhores que os daqui! serviço de bordo, tv e tudo mais, em huaraz o negocio era conhecer o nevado Pastoruri, laguna paron e a famosa laguna 69 fechamos os passeio com o Scheler por varias recomendações e porque no final das contas estavamos hospedados no seu hostel entao fomos pro nevado... lugar incrivel que esta acabando, tres anos e não teremos mais pastoruri para visitar no segundo dia fomos pra laguna Paron descemos para o desaiuno e como todo bom paranaense queria café, e veio café... um copinho bem pequenininho de café case como uma dose de pinga, olho pro celio, o celio olha pra mim e ue não aguentei e tramei na risada, o negocio é que la o café é mais concentrado, então vem essa quantia de café e depois tu completa com agua blz... e vamos pra paron, outro lugar sensacional do Peru, que lugar lindo... no outro dia não deu laguna 69 porque era o dia todo e tinhamos que fazer uma bendita pesquisa pra apresentar na facul... já que faltei em muitas aulas os professores nao perdoaram e pediram trabalho... vida que segue, vamo faze a pesquisa... proxima parada Lima e depois Cusco queríamos chegar em Lima de manha e ja ir pra Cusco, naaaada! busão pra cusco só a tarde então aproveitamos um pouco mais de lima ne, com a gente não tem tempo ruim mesmo Cusco é um espetáculo de cidade a antiga capital do império inca é realmente incrível, fico pensando que cidadezona da pohaaa devia ter sido! visitamos alguns lugares e cidade e procuramos o meio de chegar a Machu Picchu como não tínhamos nada fechado o negocio foi acertar tudo com o Washington, passeio pelo vale sagrado e passeio a Machu Picchu , os incas eram mesmo uns cara foda né, os cara entendiam astronomia, engenharia, agricultura... tudoooo depois dizem que os índios não sabem nada né é... visitamos o vale sagrado que é incrível e na minha opinião indispensável pra quem quer conhecer Machu Picchu e a história dos cara... Depois o negocio foi ir de van até a hidrelétrica, sim porque o trem é os dois rim de caro ta loko, sem falar que a emoção mesmo ta em ir de van... delhe subida, e curva, muiiita curva, e precipicio que você não faria em sã consciência (eu nao tenho!!) depois de 7 horas chegamos na hidrelétrica... mais 3 hrs de caminhada e la estava Águas Calientes, se tem um país loko é o Peru, você anda no meio do mato um tempão e quando ve tem uma cidade bem loka e cheia de gente blz jantamos e fomos dormir, para no outro dia beeem cedo pegar o bus pro parque, resolvemos subir de bus e descer a pé que é a coisa mais sensata a fazer, principalmente quando voce esta com uma mochila de 15 kg nas costas... visitando Machu Picchu tua mente buga... como que eles construiram uma puta cidade no alto de uma montanha sendo que "nao tinham nenhuma tecnologia" mais uma vez os cara eram foda!!! Nesse dia o negocio foi loko, de aguas calientes para a hidreletrica, então cusco e la paz, tudo no mesmo dia, deu certo, chegamos em cusco com tempo de bagar o busao pra La Paz, dae na hora de atravessar a fronteira eles entregam o papel da alfandega blz, dae os idiotas em vez de ja ir com o papel preenchido que nada chega no controle depois de uma fila dos inferno e o pepel em branco " tiene que rellenar la ficha" diz a boliviana da imigração, gente tongo tem que se lascar ne... passada a burrice chegamos em La Paz, muito cansado ambos... então não fizemos muita coisa... o negocio foi descansar... no outro dia visitamos Tihuanaku, outro lugar emblemático dos Andes quanta história temos aqui que não é valorizada ou sequer conhecida... agora que estão restaurando este sitio pré inca... Depois de La Paz chegamos em Santa Cruz, saimos da rodoviaria e fomos logo atras de comida para então ir atraz do trem ate Puerto Quijarro pensamos, pegaremos um taxi até o terminal do trem ne? Blz... Entramos no taxi " Hasta terminal de trem" e o motorista "Donde?" o celinho - "ii não sabe!" e eu "trenemos que sacar el Trem" e o motorista - "estamos en frente a terminal de trem!" estavamos em frente ao terminal mesmo! pouco burro esses dois não... vida que segue não conseguimos trem pro mesmo dia, tivemos que ficar em Santa Cruz, então visitamos a plaza maior, um mercadinho perto de onde ficamos, e no outro dia pegamos o famigerado trem da morte!!! Nada de mais, além da paisagem que não vimos porque era noite! Em Puerto Quijarro Tratamos logo de ir pra aduana, chegamos e não tinha luz, 3 horas na fila pra atravessar a fronteira... Agora no Brasilzão pegamos o bus pra Campo Grande em Campo Grande o plano era pegar outro bus para Curitiba... 18 hrs que nem celio nem eu aguentaríamos, resolvemos pegar um voo pra casa na manha seguinte... E assim foi a nossa primeira aventura fora do país. Viajar é magico, como dizem é a unica coisa em que você gasta e ninguém nunca vai te tomar... A experiencia, a vivencia, as amizades, isso é único. Viva o Mochilão, Viva as novas experiencias, Viva os amigos que fazemos e viva as viagens futuras! Agradeço ao site pelas informações que aqui consegui, e por fim deixo alguns números sobre a viagem bus de CWB a SP - 110, voo de SP a Lima 1090, gastos em Lima 150 Soles ou menos, busao até Huaraz 75, em Huaraz 200 S, bus ate Lima 35 S, de Lima a Cusco 145 S, em Cusco passeio pelo vale sagrado 60 S com almoço, guia e transporte, passeio Machu Picchu com Transporte eté Aguas Calientes entrada no parque, hospedagem em Aguas Calientes, Janta, café da manha e guia em MP 300 S, bus para subir eté MP 40 soles, bus até La Paz 80 soles, La Paz teve um gasto de 100 R$, bus até Santa Cruz 50 reais mais ou menos, em Santa Cruz uns 75 reais, trem 115 reais, bus até campo grande 120 reais, e agora o preço pelo cansaço 950 pelo voo até CWB e mais 65 do hotel... o gasto total foi de 4500 pra não esquecer nada! espero ter ajudado valew
  12. 12 dias pela Bolívia

    Fiz uma viagem de 12 dias pela Bolívia. Fiz o seguinte roteiro sai de SP de avião até Cochabamba, Oruro, Sucre, Uyuni (Salar de Uyuni), Copacabana e La Paz. De La Paz a Santa Cruz de la Sierra ponte aérea para SP. Fiquei em cada cidade 1 a 2 dias. De uma cidade para outra viagem só de ônibus (todos peguei nas rodoviárias)são mais baratos que as vans clandestina. Fiquei em hostel (escolhia todos no dia anterior a viagem pelo booking) Dicas - Leve um pouco de moeda de la somente para chegar e pagar um táxi,lanche .deixe para trocar pós lá é mais valorizado o real e não paga taxa de câmbio. 1 real e 2,09 Bol +/- - Sempre pergunte preço antes táxi,bus ,negocie também,táxi e barato e não tem taxímetro,mas andei mais de ônibus/van - Não leve muito roupa se quiser lavanderia e barato lá e se acha fácil. - Sempre que chegar no hostel peça o mapa turístico da cidade,não tem muito o que fazer nas cidades por isso fiquei 1 a 2 dias em cada,no salar fiz o passeio de 2 noites 3 dias e o suficiente pra aproveitar. Sucre e a cidade mais bonita que passei mais limpa TB.la paz e a maior e mais perigosa. - Fui dias 14/09/10/17 estava bem frio se quiser comprar roupas de frio lá tem preços bons.alimentacao também é barato só tem que ficar atento onde comer,a cultura deles é bem diferente em locais mais populares pegam as comidas com a mão. - Não preocupa muito com idioma guando eles querem falar devagar a gente entende,algumas palavras mudam,e o resto é com gestos e portunhol. Gastos Levei total de 3 mil sendo 1.400 em reais 500 dólares, voltei com 150 reais e 370 dólares hehe. Cartao internacional em caso de necessidade. ah fiz seguro viagem A média que paguei em hostel de até 35 reais ( sendo 1 quarto duplo a maioria com banho duplo) Comida tem pra todos os bolsos e gostos ,procurei não comer na rua e em mercados popular ,paguei uma média de 20 a 30 reais. Leve - Manteiga de cacau (protetor labial não ajuda contra o frio) - Hidratante pra pele seca,protetor solar,papel higiênico,lenço umedecido,soro p o nariz( o meu ficou muito ressecado) - Beba muito líquido,não senti mal de altitude,mas lá procure comprimido acho que se chama (saroche Pilsen) não acho que a folha de coca ajuda,só deixa a língua adormecida, remédio pra dor de cabeça. - Óculos escuro no Salar é fundamental. Qualquer dúvida se quiserem pergunta posso responder. Boa viagem. VID_20170921_070432098.mp4
  13. EPISÓDIO 1 - AQUELE DOS PREPARATIVOS E ai galera mochileira do Brasil, preparados para um novo relato dessa viagem FODA? Eu viajei no mês de julho de 2017, durante 26 dias pela Bolívia, Chile e Peru. Estava em dúvida se eu escrevia o relato, mas decidi que sim porque TUDO (sério, TUDO mesmo) que eu planejei da minha viagem foi com base nos relatos que li aqui, principalmente, da Mary Teles (@vidamochileira), rodrigovix, Bárbara Fabris, leticia.amorim e victorfimes. Então, espero que esse relato ajude as pessoas do mesmo modo que esses outros me ajudaram. (Vocês vão ver em algumas partes do relato que eu sou bem esquecido, entãoooo, eu não tenho o nome e foto de tudo tim tim por tim tim, mas to me esforçando ao máximo para lembrar.) Primeira grande coisa que eu queria falar é: viajei sozinho e foi perfeito! Desde sempre queria fazer esse mochilão com um amigo meu, mas ele não poderia agora em julho. Quase miei a viagem mas pensei: “Não vou deixar de realizar esse sonho por falta de companhia” . Claro que dá um medinho de viajar sozinho, mas juro você não vai ficar sozinho e vai ser a melhor experiência (PS: tem brasileiro em qualquer lugar do mundo. No Atacama tem brasileiro que chileno, hahahah). Além disso, quer companhia melhor do que você mesmo? Enfim, não deixem de viajar por estarem sozinhos !!!! Agora chego no segunda coisa importante que gostaria de falar: viajar sozinho foi a melhor coisa que fiz pois tive a oportunidade de conhecer pessoas que foram demais. Fica aqui meu agradecimento a Cindy, Tatiana, Ian, Janaína e Guilherme, Emily e Rafael, Katherine, Aline, Camila e Maju, Andreza e a um grupo de uns 15 brasileiros que encontrei em La Paz. E claro, um obrigado aos melhores companheiros de viagem: Du, Leo, Mis, Dani, Vini e Mat (eles aparecerão muito no relato). Roteiro Galera, o roteiro que fiz foi o clássico da américa do sul, mas acrescentei Huaraz, e foi a melhor coisa que poderia ter feito, o lugar é lindo. Optei por começar por Santa Cruz, Sucre e depois Uyuni para ir me aclimatando com a altitude. Além disso, é mais barato fazer o passeio do Salar saindo do Uyuni fo que saindo do Atacama. Eu vou colocar o roteiro que realmente aconteceu, porque durante a viagem, acabei fazendo umas mudanças em relação ao planejado (por exemplo, um dia a mais pra curtir melhor Arequipa, hahahha). 02/07 - SP - Santa Cruz - Sucre - Uyuni 03/07 - Uyuni - Salar de Uyuni 04/07 - Salar de Uyuni 05/07 - Salar de Uyuni - Atacama 06/07 - Atacama 07/07 - Atacama - Arica 08/07 - Arica - Tacna - Arequipa 09/07 - Arequipa 10/07 - Arequipa - Ica 11/07 - Ica - Huacachina 12/07 - Huacachina - Paracas - Lima 13/07 - Lima - Huaraz 14/07 - Huaraz 15/07 - Huaraz - Lima 16/07 - Lima - Cusco 17/07 - Cusco 18/07 - Cusco 19/07 - Águas Calientes - Machu Picchu 20/07 - Águas Calientes - Cusco 21/07 - Cusco - Copacabana 22/07 - Copacabana - Isla del Sol 23/07 - Isla del Sol - La Paz 24/07 - La Paz 25/07 - La Paz 26/07 - La Paz 27/07 - La Paz - Santa Cruz - SP PS1: No início de 2017, eu viajei para Arequipa por 6 semanas e depois 1 semana em Cusco e Puno. Então, acabei não fazendo alguns passeio tradicionais, mas explicarei como eles funcionam PS2: Cusco foi um lugar que passei uns dias mas não fiz NADA (sério, eu morguei demais) devido a vários motivos (explicarei no capítulo), mas, como eu já havia conhecido, vou explicar certinho todos os passeio que recomendo fazer lá. Coisas que levei Assim, esse foi meu primeiro mochilão e eu não tinha quase nada de roupas, sendo que precisei comprar tudo. A loja que me salvou (e me faliu) foi a Decathlon; sério, é demais a loja, tem tudo que você precisa e foi o local mais barato que encontrei. Quase tudo que comprei era Quechua (linha de produto da Decathlon) e gostei da qualidade. Sério, eu parecia um garoto propaganda da Quechua, só faltava usar as cuecas da marca (será que tem? hahaha). Mochilão - Forclaz 60L Quechua (https://goo.gl/B1vpzC) Olha, eu tava muito em dúvida de qual mochilão comprar, e acabei optando por esse de 60L. Eu, particularmente, achei ele um pouco grande para essa viagem e isso atrapalha, porque como tem espaço sobrando, você leva mais roupas que o necessário. Tipo, a Dani e a Mis estavam usando uma de 50L e deu tranquilo pra elas. Mas em geral gostei bastante do mochilão, é bem confortável. Mochila de ataque A minha mochila de ataque é uma que eu tenho há anos, uso ela pra ir pra universidade e qualquer viagem pequena. E sério, a mochila de ataque é MUITO importante: você vai estar o tempo todo com ela (juro, eu andava com ela sempre mesmo), carregar ela pra ir pra Aguas calientes, pra subir a laguna 69 e por ai vai. E dica: não leve uma muito grande, pois nela caberá mais coisas e, com isso, você vai ter que carregar mais peso nas trilhas. Bota - (https://goo.gl/fg3Pbm) Gente, uma botinha de trilha dessas é bem importante, mas não essencial. Tipo, daria pra fazer só de tênis, mas a botinha é mais segura, ainda mais pra pessoas como eu que tropeçam em quase tudo no caminho. Ah, e comprei uma semi-impermeável (a impermeável tava muito cara) e foi tranquila, mas não peguei muita parte molhada para testar até onde ela aguentava, hahaha. Câmera - SJCAM 5000X ELITE Eu queria muito uma câmera para tirar fotos diferentes e de aventura. A Gopro eu achei muito cara e acabei comprando essa SJCAM no Paraguai. Eu gostei bastante dessa câmera: ela tem quase todas as funcionalidades e qualidades da Gopro e é mais barata. Mas assim, é câmera de aventura, não é algo com muito zoom ou definição. E eu acabei usando bastante a câmera do celular também. Enfim, vou mostrar o que levei: No mochilão: 8 camisetas (achei muito, levaria 6) 2 camisetas de manga longa (poderia ser só 1) 2 camisetas de manga longa segunda pele 1 camiseta fleece 1 jaque corta ventos 1 calça segunda pele 1 calça fleece (EU não costumo sentir tanto frio e achei essa meio inútil. Mas isso vai de pessoa pra pessoa) 1 calça jeans CONFORTÁVEL (levaria 2) 1 calça-bermuda ( não gostei tanto) 1 calça moletom (usava muito em ônibus e pra dormir) 1 gorro 1 cachecol 9 cuecas (achei muito) 7 meias ( 6 de trilha + 1 normal) 3 bermudas (usei em arequipa, ica e para nadar) 1 toalha de microfibra 1 par de chinelos 1 par de tênis 1 sabonete líquido 1 shampoo 1 desodorante 1 capa de chuva para o mochilão Vários remédios, já que meus pais são farmacêuticos (mais importantes: dramin, advil e imosec) Na mochila de ataque: 1 moletom Cãmera e acessórios (pau de selfie, tripé e o de colocar na bike) Bloco de anotação e canetas 1 boné ( levei obrigado e não usei sequer um dia) Óculos de sol (importante) Fone de ouvido 1 protetor solar 1 escova e pasta de dente 1 fio dental 1 protetor labial (Bepantol salva vidas nessa viagem) 1 pente de cabelo 1 álcool em gel T para tomadas Powerbank Pasta para guardar papéis importantes ( Seguro viagem, passagens de avião e passagem de ônibus) Observações: O moletom eu levei na mochila de ataque pra já usar no avião e ter de precaução caso minha cargueira fosse extraviado. E recomendo levar, porque é mais confortável para usar nos hosteis, ônibus e afins. Olha, eu levei o tênis não sei o porquê, mas eu usei ele em cidades (Arequipa, Lima, Cusco) porque era um pouco mais confortável que a botinha, mas assim, ocupava bastante espaço, então não é nada essencial levar. Óculos de sol é essencial, principalmente, no Salar de Uyuni. Lenço umedecido é vida, ele serve para tudo. Levem 1 ou 2 pacotes Powerbank me salvou MUITO. Paguei 80 reais e ele durou dias e dias (umas 8 ou mais cargas do iphone), o que era ótimo, porque em geral, os hosteis não tem muitas tomadas. (Link do produto) Eu levei duas doleiras: uma maior em que eu colocava passaporte, cartão e um pouco do dinheiro do país; e uma outra menor, eu levava os dólares todos meus (levei tudo em espécie). Ouvi pessoas falando que existe uma palmilha que você esquenta e aquece seu pé por umas 6 horas. Não sei onde comprar, mas recomendo muito, pois quase perdi meu pé congelado, hahahhaha. Preparativos Eu sempre quis mochilar por algum lugar e nunca coloquei esse sonho pra frente até esse ano. Estava eu no início do ano em Arequipa, no Peru, fazendo um intercâmbio voluntário e comecei a pesquisar relatos de viagem para Cusco (já que eu ia pra lá depois). Então, achei os relatos de mochilão pela América do Sul e falei pra mim “vou fazer essa viagem o quanto antes” (eu tinha um dinheiro guardado para isso). Enfim, cheguei e comecei a planejar a viagem. Decidi por ir em julho por dois principais motivos: Eu só poderia ir em julho ou dezembro/janeiro, mas eu não estava afim de esperar até dezembro (hahahha, sim, eu estava surtando pra fazer essa viagem) Julho é inverno e época de seca, então a chance de eu pegar chuva era muito pequena, já a chance de pegar neve… (aguarde alguns parágrafos) Com a certeza de que ia viajar, comecei alguns preparativos para a viagem. Vou separar aqui alguns itens que julgo mais importantes: Passagem Aérea Eu comprei as passagens por milhas então saiu bem barato, mas com uns 3 meses de antecedência dá pra conseguir um preço bem barato. Eu comprei os seguintes trechos: GOL : Guarulhos (10:20) - Santa Cruz de la Sierra (11:15) - comprei por milhas Amaszonas: Santa Cruz de la Sierra (15:40) - Sucre (16:20) - R$ 96,06 Amaszonas: La Paz (08:30) - Santa Cruz de la Sierra (09:30) - R$ 200,79 GOL: Santa Cruz de la Sierra (12:05) - Guarulhos (16:55) - comprei por milhas Seguro Viagem Gente, esse tópico é muito importante!! Sei que pode parecer um pouco caro e desnecessário, mas é a melhor forma de se precaver. Conheci uma mãe e filha que estavam viajando e a filha passou mal em Machu Picchu, e o seguro pagou o trem para elas voltarem. Além disso, a Dani precisou ir para o hospital e o seguro cobriu tudo. Então, FAÇAM!! Eu paguei R$ 219,90 no seguro da Mondial (tive ótimas recomendações, mas felizmente não precisei usar) Carteirinha ISIC Então, eu sou estudante mas esqueci de fazer a carteirinha (hahahaha, como disse, sou esquecido). Mas tanto no início do ano quanto nesse mochilão, eu consegui comprar ingresso do Machu Pichu e o boleto turistico de Cusco pelo preço de meia entrada (só chorar um pouco que eles aceitam). Certificado Internacional de Vacina Teoricamente, para entrar na Bolívia é necessário apresentar o certificado de vacina da febre amarela, mas NUNCA ouvi uma pessoa dizendo que necessitou apresentar isso, inclusive não precisei. Então, não cancele sua viagem por esse motivo. Mas não custa nada fazer, só ir num posto autorizado da Anvisa que se pega o certificado, ainda mais que não é mais necessário tomar a segunda dose da vacina. Dinheiro (o que todos querem saber) Primeira coisa, eu levei praticamente só dólar e recomendo, porque é mais fácil de trocar e na maioria das vezes vale mais a pena que real, mas é claro que depende de cotação para cotação. Levei um pouco de reais por precaução também. Olha, eu gastei durante a viagem: 1470 dólares + 500 reais. No entanto, tive dois gastos grandes (trem voltando de Machu Picchu e um restaurante chique que fui) que foram exclusivos da minha viagem, então o normal seria: 1250 dólares + 500 reais. As melhores cotações que achei foram: 1 dólar - 6,94 boliviano 1 dólar - 660 pesos chilenos 1 dólar - 3,245 soles Uma outra coisa que não gostei foi levar dinheiro em cartão: eu levei 50 dólares em um cartão e só saquei no último dia para não perder. Cartão tem uma taxa muito alta para realizar saque, sem contar que a cotação de banco é sempre pior que a das ruas. Reservas As únicas coisas que comprei/reservei antes da viagem foram as passagens de avião que falei antes e a passagem de busão de Sucre para Uyuni ( recomendação da Mary Teles). Essa passagem de busão é essencial comprar antes, porque como julho era alta temporada, era muito provável que quando eu chegasse na rodoviária não teria passagem e eu perderia um dia no meu roteiro. Então eu comprei antes por esse site (11,68 dólares) e levei o comprovante impresso. Foi super tranquilo e recomendo fazer isso também. Fica aqui uma coisa importante, não reservem nada com tanta antecedência, porque isso pode engessar demais seu roteiro. O legal de viajar assim é poder mudar o roteiro de acordo com o que vai acontecendo, como foi meu caso em Arequipa, em que resolvi ficar um dia a mais para curtir com o pessoal que encontrei. Ou dos imprevisto que vão surgir, como foi o caso da greve louca que teve em Cusco. E relaxem, sempre vai ter hostel com vaga e agências fazendo os passeios. Tipo, é legal reservar hostels concorridos ou ingresso para o Machu Picchu durante a viagem mesmo, quando já tiver certeza do dia que chegará na cidade. Sério, ter essa flexibilidade na sua viagem e não se sentir preso ao seu planejamento é a melhor coisa de fazer um mochilão. Dias antes Galera, estava chegando o dia da viagem e eu estava morrendo de ansiedade, animação e, admito que um pouco de medo. Há umas duas semanas de eu embarcar, descobri pelo grupo dos Mochileiros que teve uma neve intensa e vários passeios e estradas no Uyuni e Atacama estavam fechados. Sério, me bateu uma bad isso, imagina perder as maravilhas que esses lugares oferecem?? Mas assim, liguei o foda-se para isso e finalmente PARTIUUUUU VIAGEM!!! PRÓXIMO EPISÓDIO COMEÇA O PRIMEIRO DIA DA VIAGEM
  14. Olá pessoas. agora começa o relato do mochilão feito em Maio de 2017 que durou 35 dias e que me custou R$ (ainda estou somando..). Antes de tudo essa viagem surgiu de uma enorme vontade de conhecer Machu Picchu. Anos imaginando que isso não seria possível, mas saiba que NADA É IMPOSSÍVEL. Basta vontade, planejamento e gritar SIMbora!!! Agradecimentos: Aos relatos de RodrigoVix, Mariana Teles, Bárbara Fabris, letícia.amorim do mochileiros.com e victor machado que deixou seu relato e me deu coragem e segurança de fazer o trekking Salkantay sem guia e sem agência. Ao grupo do WhatsApp que foi-se criando ao longo dos meses e desse grupo, sem desmerecer os demais, um agradecimento especial e representando os demais, à Ana, que viajou sozinha e foi relatando tudo o que ocorria ao vivo, seus choros de felicidades e seus perrengues durante a viagem, histórias que esperamos também outro relato. Com base nos relatos, analisando os roteiros e formas de locomoção, onde ficar, onde dormir, o que comer - ou não. O meu roteiro foi sendo desenvolvido. E a cada pesquisa, indicação de passeios e lugares ele foi sendo moldado. Claro que era mais para se situar, porque viagem assim, querendo fazer tudo o que for possível por conta, sem contratar agências (para economizar mesmo e realmente vivenciar cada momento), há sempre os imprevistos: informações desencontradas, passeios que não deram certos, mas que foram muitos divertidos porque tudo isso é válido, mente aberta para qualquer coisa que ocorresse antes/durante e depois da viagem. Tudo vira experiência e causos para contar na roda de amigos. Depois de tudo já "pronto". Pelo menos no papel, o roteiro inicial ficou assim: Sabendo que dia iria sair de férias, já comecei a pesquisar e acompanhar o preço das passagens. Pelo menos o trajeto até Uyuni - Bolívia eu já queria deixar reservado e comprado, pois seria mais só trajeto mesmo. E nas horas disponíveis nesse início e em todas as cidades que seriam mais para passagem seria para conhecer algo próximo. Acabei por saindo de férias dia 01 de Maio, logo, fiquei com 2 dias para rever o roteiro e organizar a Jacinta, nome de minha mochila cargueira. Sim ela se chama Jacinta. Daí vocês me perguntam: Por que Jacinta? E a resposta? Coisa de VISÃO: Olhei pra ela e vi Jacinta. Sabe aquelas coisas que não tem explicação, por mais que você procure uma? Então, Jacinta não tem explicação. Jacinta simplesmente é. Jacinta. Passou dia 1o, dia 2 chegou, o dia passou, a noite chegou, o sono não. Afinal, quem consegue dormir na noite anterior à uma viagem tão esperada, tão planejada? Mentira que você consegue. Se consegue, tu tem "pobrema meo irmão!" Antes de começar o relato em si, melhor dar algumas informações/dicas do que precisei/do que precisa antes de se viajar: PASSAPORTE OU RG? Para os países da América do Sul não é exigido o Passaporte. O RG estando atualizado (menos de 10 anos) já basta. Mesmo assim eu aconselho o Passaporte. Porque você vai colecionando carimbos e acho mais prático, acho 'mais bem visto'. Houve uma situação que só entramos em uma balada porque uma amiga estava com o passaporte. (logo: somos turistas e quiseram nos 'tratar bem'). PASSAPORTE: http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte VACINAÇÃO Tema simples que muita gente costumar dificultar e ainda ficar em dúvida. Vai viajar? Veja se o lugar exige alguma vacina específica. Nesse mochilão a Bolívia exigia a vacina contra a Febre Amarela. Deve-se tomar 10 dias antes de embarcar e ter a Carteira Internacional da ANVISA, essa que irá comprovar. Entre no site e verifique um posto mais próximo que emita o Certificado, pois ele será seu comprovante. http://portal.anvisa.gov.br/ Muitos ficam na dúvida "MAS ELES PEDEM?". Vá, toma, deixe suas vacinas em dia, essa é a resposta. Se o órgão que deveria fiscalizar isso funciona ou não é outra história, você faz sua parte. E vacina é prevenção, vamos deixar a saúde em primeiro lugar. Já aproveita e vê se não tem vacinas faltando. Eu tomei, além dessa, mais 2 com retorno pra uma 3a. (essa última, até o momento que escrevo, não fui ainda tomar...rs) TOMADAS/ADAPTADORES Uma dúvida de muitos quando se vai viajar. Nesse mochilão eu não precisei de nenhum adaptador. Todas as tomadas que precisei era as mesmas usadas aqui no Brasil. O que mudava era que elas estavam acabadinhas, arrombadinhas, muito utilizadas, coitadas. Daí não segurava o pino dos carregadores. Chegue a comprar um T chato em Sucre, mas me desfiz dele, acho que em La Paz, no final da viagem. (é, fui teimoso e na esperança de que iria precisar) SEGURO VIAGEM Há quem não utilize. Dê graças a isso. Mas é algo que eu aconselho: NÃO VIAJE SEM ELE Se tu não usar bem. Se precisar, acione já que está pagando. Li relatos de pessoas que passaram muito mal. E se você não tem seguro, espero que tenha uma boa economia debaixo do colchão, porque o custo de atendimento médico no exterior , meu amigo/minha amiga, é altíssimo. Eu poderia ter acionado no último dia, em La Paz, porque estava num dia de rei, mas teimoso, tomei tudo que me diziam ser bom, até chegar ao Brasil para tomar mais alguma coisa e, assim, terminar meu reinado. DINHEIRO/CARTÃO. O QUE/COMO LEVAR? Esse foi o meu 2o mochilão. Sempre dei preferência ao dólar. 1o É mais aceito que o Real 2o Mesmo convertendo para comprar e depois convertendo para vender, compensou. Mas isso é algo que tem que ser analisado, sempre. Nessa viajem só fiz câmbio com o real quando passei pela fronteira da Bolívia, em Porto Quijarro, porque, pelas pessoas que foram, o câmbio ali, vi que estava melhor. O restante da viagem, só utilizei dólar. Que ia comparando com quem já foi e o preço que estava quando ia cambiar. Já trocava o montante que iria usar na cidade, pra não ficar perdendo tempo com isso. Não é o certo, mas era o prático. O DESGRAÇADO DO SOROCHE (O MAL DE ALTITUDE) Muito cuidado com esse vilão. Ele aparece com uma dorzinha de cabeça, um mal estar, aquela falta de ar. E se você não fizer nada, pode acabar com tua viagem. Eu li muito sobre, mas na teoria é teoria. Na prática que a gente vai ver que o bicho te pega. Você pode mascar e/ou tomar chá de coca, tomar Soroche Pills para amenizar isso. Tem gente que não sente nada, mesmo não tomando, outras, como eu, acabam com uma cartela de Neosaudina fácil-fácil. CONECTIVIDADE/WI FI Conselho? DESAPEGA. Se liga somente na tua viagem, na natureza e nos costumes. Eu utilizava somente o wifi do hostel e dos restaurantes. Fora isso, celular era pra tirar foto. Perde-se muito tempo se tu ficar conectado sempre. HÁ muitos lugares bonitos nessa viagem. Melhor parar e meditar neles que mandar um post ou fazer um check in em sua rede social. TEMPERATURA Leve isso em conta ao fazer sua mochila. Fui em Maio. Era quente de dia e muito, muito frio a noite. Tive que usar todas as roupas de frio somente no Salar de Uyuni. Porque, meodeos, que frio é aquele? É desumano..kkkk Nos demais dias, jaqueta fleece aguentava, mesmo de bermuda. Mas, cada um cada um, porque eu sou daqueles que usa roupa de frio quando não tem mais jeito. O QUE LEVEI / USEI: EQUIPAMENTO 01 cargueira 60 + 10 litros 01 mochila de Ataque 45 litros 01 saco de dormir (usei 1x no salkantay, quase usei no Uyuni) 01 barraca - 2 pessoas(usei 1x no salkantay) 01 colchão inflável, de piscina (usei 1x no Salkantay) 01 par de bastão de caminhada 01 camel bag (não usei) itens para camping - fogareiro, panelas, lanternas, talheres ROUPAS 08 camisetas dry fit (daria par me virar com 5) 02 calça-bermuda (usei 1 várias vezes) 02 bermudas (poderia me virar sem, apesar de ter usado 1) 05 cuecas 06 pares de meias (03 de trekking / 03 de algodão, essas voltaram furadas) 01 camiseta manga comprida 1a pele (usei muito e sempre com uma dry fit por cima - para ir variando as cores) 01 poncho (comprei em cusco - usei muito no Salkantay e em alguns passeios) 01 jaqueta fleece (muito usada) 01 jaqueta mais quente 01 corta vento impermeável (usado muito também, mas não confiei em pegar chuva com ele) 01 par de luvas 01 touca 01 bota impermeável 01 par de havaianas (leve sempre) ACESSÓRIOS 01 câmera Canon semi profissional 01 recarregador 01 tripé (quase não usei para não falar que não) 02 baterias para ela também 01 câmera GO POBRE e acessórios (não usei, foi peso morto) 01 celular (usei muito para fotos) 01 carregador pen driver, cartão de memória (arrisquei e não usei - aconselho fazer backup de suas fotos - USE, ou mande tudo para "nuvem") OUTROS - shampoo - hidratante - pasta e escova de dente - lenços umedecidos (indispensável - é vida isso) - protetor solar - protetor labial - álcool gel - cortador de unha - barbeador elétrico - antitranspirante - repelente - papel higiênico (usei? opa...sempre)14 REMÉDIOS - neosaudina - dorflex - pomada para picadas (foi e voltou na caixa) - ENO (levei só 4, foi muito útil) Agora irei tentar, é difícil, por mais que você anote tudo. Eu reservei um caderno só pra isso, com mapas, rotas, dicas e fotos. Usei até o 10º dia da viagem, depois foi tudo em anotações pelo celular mesmo, guardando até guardanapo do churrasco de lhama, sim, comi churrasco de lhama e sim, guardei o guardanapo, afinal, ela ele o comprovante de compra do churrasquinho.... claro que não sujei em amassei porque já tinha premeditado que iria sequestrá-lo, e nem cogitei pedir resgate. Os gastos tentarei colocar, não quando eu comprei, por exemplo, as passagens, mas no dia que foram usadas. Porque já está difícil juntar as informações, separar com o que já comprei antes, melhor não complicar.
  15. Fala Galera, Tudo Bom? Oque vocês acham de juntar os amigos e viajar? Top né!!!! E viajar de Kombi, por quase 10 mil Km? Então! Muitos devem estar pensando que isso é até legal, mas uma verdadeira loucura e burrice. Mas nós somos loucos mesmo, por isso compramos uma Kombi ano 96 e decidimos ir nela para Machu Picchu/Peru. Nossa ideia foi sair de BH/MG, passar em Bonito/MS, Salar de Uyuni/Bolivia, Lago Titicaca (Bólivia e Peru) e finalizar em Cusco, ou melhor Machu Picchu/Peru. Depois voltar pelo caminho mais rápido possível. No inicio tivemos alguns problemas, pois nosso mecânico atrasou a entrega da Kombi em uma semana, ou seja, menos uma semana de viagem. Após muito trabalho e desgaste ela estava pronta. Como já estávamos atrasados, não dava para perder mais tempo, pegamos ela as 21:00 do dia 13/07/2017 e na mesma noite começamos a colocar os bancos, plotagem, bagageiro e trocamos as rodas, no final passamos a madrugada toda fazendo oque tinha que ser feito para começar a viagem. como estratégia, um de nós 6 ficou em casa dormindo, assim quando o trabalho de preparação terminasse, ele iria dirigir. Finalizamos tudo por volta de umas 09:30 do dia 14/07/2017. E as 11:00 após abastecer e lubrificar, saímos de BH rumo a Bonito/MS. Para não atrasar mais nossa viagem, fizemos um revezamento de motoristas, como já foi dito eramos 6, porem só 5 com CNH. Cada um dirigia um tanto bom e quando este casasse, outro assumia o volante. Ao longo do caminho tivemos dois problemas, após andar em torno de uns 900km começamos a sentir cheiro de gasolina, e vimos um rastro no asfalto. Bem! acredito que saibam que a kombi é famosa por pegar fogo,então assim que detectamos o cheiro saímos o mais rápido e analisamos no motor qual seria o motivo do vazamento. Ficamos olhando e especulando até que dois de nós, identificaram que havia uma braçadeira muito bamba, então apertamos ela e outras que estavam na mesma situação. Uma falha mecânica, que poderia dar fim a nossa viagem ali mesmo, mas consequência da nossa loucura, pois pegamos a kombi no dia em que seu motor tinha ficado pronto e colocamos na estrada, sem fazer antes um teste rigoroso. Bola pra frente! seguimos mais uns 100 km, até que o cheiro de gasolina voltou, novamente corremos para ver qual seria o problema, com uma nova analise, foi averiguado que uma mangueira não estava bem encaixada, por isso soltava gasolina quando acelerava. Neste momento alguns estavam com receio de continuar e a gasolina voltar a vazar, mas nosso ilustre capitão "Matchola Sparrow" nos afirmou que não iria acontecer, pelo menos não com aquela mangueira, pois ele viu como ela estava encaixada antes e como ficou depois, garantindo aos demais que não voltaria a acontecer. E de fato não ocorreu, vez ou outra achávamos que estava vazando gasolina, mas era só coisa de nossas cabeças. Vá me dizer que não iria ficar assim também??? Pois bem, chegamos em Bonito no dia 15/07/2017 em torno de umas 20:00, então não tinha como aproveitar nada, pois a noite em Bonito é bem parada, suas grandes atrações são seus parques naturais que funcionam de dia. Assim, só ficamos por montar as barracas, fazer um rango e dormir. Quando amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui viajar! (brincadeira!!!!)rsrsrsr. Fizemos uma analise e para nós que ficaríamos por pouco tempo, era vantajoso o passeio na Nascente Azul, além de ser muito top o lugar, poderíamos ficar na reserva aproveitando seus atrativos como piscinas, tirolesas e outros, mesmo após terminar o passeio principal que envolve flutuação na água. Ficou em uns R$ 200,00 para cada, não achei barato, mas... foi de fato incrível!!! Por volta de umas 17:00 horas pegamos a Kombi, voltamos para o camping e fizemos um churras. Bom por hoje é isso, depois irei postar a continuação e falar sobre nosso triste encontro com a policia boliviana, a quase perda da kombi para o governo boliviano, a fuga da Bolívia para não perder a kombi e o quase fim dela em uma estrada de terra em Goiás!! Ah!! Apelidamos ela de Judit-Kombroza!! https://www.facebook.com/judithKombroza/
  16. Si no tiene parô (paralisação/bloqueio/greve), no es Bolívia. Participantes da viagem : Maria Emília e Jailson César. Período : 11 à 25 julho 2017. Percurso : Campo Grande > Corumbá > Puerto Quijarro > Santa Cruz de la Sierra > La Paz > Copacabana > Isla del Sol e retorno pelo mesmo caminho. Transporte : Ônibus, trem, van, barco. Dinheiro : Real e poucos dólares. Valor : R$ 4.000,00 (para duas pessoas) Depois de + de 2 anos longe, era hora de retornar à terras bolivianas. Como agora moramos em Campo Grande (MS) a viagem foi via Corumbá. O melhor horário de saída de Campo Grande é às 23h59m, para chegar em Corumbá às 6h, a empresa Andorinha é única que faz esse trajeto (por isso a e$ploração). Em Corumbá, saindo da Rodoviária, ande seis quadras (caminhada tranquila em rua plana) até o Terminal Rodoviário Urbano, de onde saem ônibus para a Fronteira. Desde Campo Grande, estava viajando no mesmo ônibus, um casal de mochileiros do interior de São Paulo (esqueci de anotar os nomes, perdão). Chegando na fronteira, a imigração brasileira e boliviana ainda estarão fechadas, mais já terá fila, aguarde até 8 horas quando abrir, para dar saída do Brasil e entrada na Bolívia (além da fila imensa, ainda tem a concorrência de caminhoneiros que tem “direito” de furar a fila) Depois de cruzar a ponte que divide Brasil/Bolívia terá vários cambistas, sentados em banquinhas, na porta das lojas, faça uma pesquisa para saber qual oferece mais vantagem, agora em julho/2017 a variação estava entre 2,00 e 2,03 bolivianos para real. Importante : Se for cambiar, faça nesses locais, na Estação Ferroviária (na compra do bilhete aceita reais, em julho/2017 o câmbio era 1 x 2) e no Shopping China não tem câmbio. Procuramos um táxi para seguir até a Estação Ferroviária, não pague + que 10 bol. ou 5 reais pelo percurso, alguns querem cobrar até 30 bol. quando veem que é “turista”. Pagamos 10 bol. para duas pessoas. Na estação compramos passagens no trem Expresso Oriental para as 13h, pelo valor de 100 bol., embora na placa na entrada da estação o preço seja de 70 bol. Aqui quero fazer um comentário, esse trem para mim foi o “trem da morte” por uma simples razão, pagamos 100 bol. por uma passagem que vale 70 bol. e todos os brasileiros que estavam no trem foram colocados no vagão 1, logo atrás da locomotiva, esse é um vagão com poltronas “comuns” e uma única televisão. O vagão estava praticamente vazio, além de nós e do casal de mochileiros do interior de SP, também um casal de Santos, que tinha deixado o carro em Corumbá e seguiria de trem e ônibus até Cuzco e MP, uma senhora com o filho de 12 anos, que ia passar férias em Santa Cruz de la Sierra, dois amigos do sul e mais algumas poucas pessoas. Bom, o trem saiu no horário estipulado e lá pelas tantas resolvi ir até o vagão-restaurante que é o último, nesse “passeio” descobrir que os vagões 2 e 3 são super, hiperconfortáveis, com várias telas de led, além de cortinas em todas as janelas e poltronas mais largas e mais reclináveis e aire condicionado e quem tava ocupando, tinha pago “apenas” 70 bol. e sabe quem estava viajando nesses vagões ? ? ? à grande maioria, “cambas”, que raiva, mais serve como experiência para próximas viagens e para futuros viajantes. Apesar desse “contratempo” a viagem foi tranquila, com várias paradas e chegamos em Santa Cruz de la Sierra às 6h30m. Em tempo : o trem saiu no horário estipulado. Ainda em Puerto Quijarro depois de comprar as passagens, caminhamos até o Shopping China, que fica na mesma avenida, cerca de 500 metros adiante. Tudo muito caro, mas lá tem um restaurante que vende uma isca de jacaré que é uma delícia, a porção supergenerosa custa R$ 30,00, depois de almoçar e comprar outra porção para viagem voltamos para a estação, pois já era quase hora do embarque. Jailson, voltou no centro de mototáxi (5 bol. a corrida) para cambiar mais reais e aproveitou para comprar dois chips bolivianos da Tigo (10 bol. cada) que tem cobertura nacional e funciona até nas estradas “longe da civilização” Chegamos em Santa Cruz de la Sierra na quarta-feira, as 6h30m, era dia de jogo Palmeiras x Corinthians e resolvemos ficar na cidade para assistir (na Pizzaria Net Pizza de nossa amiga Cristiane, brasileira que mora lá a muitos anos). Não tivemos sorte com nenhuma partida da Copa Sulamericana, na terça-feira (11/07), enquanto estamos no trem, jogou em Santa Cruz de la Sierra, Oriente Petrolero x Atlético Tucumán, no quarta-feira (12/07), dia do jogo do verdão, jogou em La Paz, Bolívar x Universidad de Quito e na quinta-feira (13/07) em Potosí, Nacional Potosí x Estudiantes. Decepção total com o verdão, perdendo para os gambás, mas vamos em frete, nada nos abala (aqui é poooooorco) Em Santa Cruz, fomos até a plaza 24 de Septiembre, em frente ao Banco de la Nación Argentina, fazer câmbio, lá ficam vários senhores, aqui cuidado, o valor do câmbio é bom, mais esses senhores são todos “malas”, eles fazem uma aglomeração, para distrair sua atenção na hora de contar o $$$$$$, troquei R$ 1.000,00 (mil reais) por 2,03 bolivianos, o que daria 2.030,00 bolivianos, o senhor me passou o valor, o primeiro lote de mil bolivianos, com as notas todas abertas, o segundo lote, com as notas dobradas e mais 30 bol. contei e estava certo, saímos de lá e entramos na sorveteria Picolo, meu esposo que é desconfiado, mandou eu contar outra vez o dinheiro, nota por nota, e “pimba” estava faltando 300 bolivianos. Voltamos lá e meu esposo já foi para cima do “mala” falando que tava faltando dinheiro, ele “sabia” desse “detalhe" e foi logo devolvendo os 300 bol. Então, muito cuidado na hora da contagem das notas, conte nota por nota. Na quinta-feira cedo, seguimos rumo a Cochabamba pela Empresa Entre Rios, como sempre, o horário nunca é cumprindo, depois de rodar até quase a saída da cidade, o ônibus para e o motorista e o auxiliar tentam consertar a porta, conserto esse que não dá certo e o ônibus faz toda a viagem “sem porta”. Essa parada para conserto foi de quase uma hora, então começamos a ouvir ruídos de helicópteros voando baixo e pensei que era Evo Morales vistoriando as obras da double via de Montero, pois no dia anterior tinha acontecido uma inauguração de um trecho da via. Depois começou a “pipocar” as notícias de um assalto em uma joalheria no centro da cidade, com a participação de brasileiros do pcc, no qual morreram 5 pessoas. Chegamos em Cochabamba por volta das 18 horas e como sempre acontece nesse horário, devido a grande quantidade de ônibus, o “nosso” não conseguiu entra no Terminal e tivemos que descer na rua de acesso e caminhar até o Terminal. Compramos passagem para La Paz, no horário das 21h30. Flota Bolívar, ônibus panorâmico de três fileiras. Saímos para procurar um local para jantar e achamos uma loja de departamento com uma praça de alimentação no 3º andar, tinha pouca coisa aberta, mas, mesmo assim, comemos um pollo assado delicioso (será que foi a fome), na volta, compramos uma manta, pois o frio “prometia” e voltamos para o Terminal. Viagem tranquila, com chegada em La Paz por volta 6h30m. La Paz tava gelada, na entrada do Terminal tinham duas moças oferecendo hospedagem em um hostel próximo por 130 bol. recusamos, pois ficaríamos longe do “fervo” Fomos de táxis até a calle Sarganaga, minha opção era pelo Hostel Fuentes, mas nesse horário tava “fechado”, Jailson foi até o Hotel Sagarnaga, não tinha vaga e a habitaccion matrimonial com baño privado era 290 bol. Subimos a Sagarnaga rumo a Illampu e entramos no Muzungu B & B (já ficamos hospedados lá), 140 bol. por uma habitaccion matrimonial, com baño privado e desayuno (perfeito) e já pudemos subir para o quarto (114 no primeiro andar). Nesses dias em La Paz, quebrei alguns paradigmas, como não visitar o Mirador Killi Killi e Laikakota, não ir até a Mallasa e não tomar Pil (o Danone boliviano). Estávamos de férias das férias, sem planos e pressa. Andamos de teleférico, linea amarilla e verde até Irpavi e caminhamos até o MegaCenter. Aliás foi no Factory do Megacenter, que dia 19.07 assistimos ao jogo Palmeiras x Flamengo, jogão de bola, empate de 2 x 2, gritamos tanto que chamamos a atenção de outros clientes. Esse bar e grill é cheio de televisores e telões onde só transmite esportes, é só chegar e pedir para a gerente sintonizar no seu preferido. Aqui quero agradecer a Mariana, proprietária do restaurante de comida brasileira, Paladar, liguei lá para saber se abria no período da noite e transmitia jogos do Brasileirão, então ela informou esse local. Não conheci nem a Mariana nem o restaurante, fica para a próxima. No MegaCenter, na parte externa, além do Factory, tem o The Dubliner (pub irlandês) e está em construção a Hard Rock Café – La Paz (a original, pois a pirata fica próximo do Muzungu e cliente desse tem entrada free) Também andamos na linea roja e azul do teleférico até El Alto, aqui vai uma dica, se tiver oportunidade, procure andar nessa linha no domingo, do alto, a imensa feira ao ar livre, em que se transformam as ruas, é uma loucura. Alias, o teleférico está com uma promoção, para os meses de julho e agosto, utilizando a tarjeta, pode ser feita a integração de duas linhas pelo valor de 4 bol. enquanto a viagem avulsa custa 3 bol. O valor da tarjeta é 15 bol. Comprei uma, já fica para as próximas viagens. O domingo dia 16.07 foi de comemoração por toda a cidade, em alusão aos 208 anos da Revolução de Julio. Festa desde o sábado pelas ruas, com o fechamento para os carros da Ave Mariscal Santa Cruz. Às 00 do domingo, teve uma queima de fogos de artifícios na plaza Mayor de San Francisco. Durante todo o dia várias apresentações de Entradas Folclóricas. Tínhamos planejado ir até El Alto, assistir ao Cholitas Wrestlig (70 bol. comprado diretamente com as lutadoras entre as 13 e 16 horas na plaza de San Francisco de onde saí o ônibus, também pode ir independente, pela linea roja do teleférico), mas desistimos. Depois de vários dias em La Paz, na segunda-feira era hora de partir para Copacabana, arrumamos a mochila pequena para levar e guardamos as maiores no guarda-volume do hostel. Seguimos para a região do cemitério, por volta das 7h30m, chegando lá já tinha um ônibus pronto para partir. Viagem maravilhosa, chegamos em Copacabana por volta das 11h30m. Já compramos a passagem de barco para a Isla del Sol, com saída às 13h30m. Fomos procurar onde almoçar, pois já estava com “água na boca” por um trucha, as melhores, na minha opinião, são as vendidas nas barracas em frente a orla. Realmente não decepcionou, depois do almoço fomos comprar água e Jailson comprou um pack de Cusqueña para levar para a Isla. A travessia Copa x Isla nesse horário é melhor, devido não ter tantos barcos fazendo o percurso, então não tem tanta “marola”. A travessia está levando somente para a parte Sul (Yumani), devido uma briga com o povo do centro (Challa), quem quer ir para o lado Norte (Challapampa), alguns poucos barcos, no período da manhã levam do lado Sul para o Norte e também para a Isla de la Luna. Na chegada, pagamento de 10 bol. para a comunidade. Sempre tem comunitários oferecendo hospedagem, somos abordados por um senhor que ofereceu estadia em cabaña, com baño privado e água caliente (o chuveiro que é elétrico não dá conta de aquecer a água gelada), por 40 bol. por pessoa, é para o lado esquerdo de quem chega, subindo e subindo. Aceitamos e fomos olhar, gostamos e acertamos com a esposa. Pagamos + 15 bol. pelo desayuno. Guardamos as coisas e sentamos no pátio para tomar umas Cusqueñas e apreciar a paisagem do lago Titicaca e que paisagem. Depois saímos para fazer uma caminhada, fizemos uma trilha alternativa, que acho que é usada pelos pastores, subimos, subimos e subimos, mas a vista compensa. Já na parte “comercial” Jailson comprou uma blusa de alpaca e eu uma polaina, de uma menina que já visitou São Paulo e no próximo ano vai morar lá com a irmã e o cunhado para estudar, ela até conhece o Palmeiras. No final do passeio sentamos no terraço de uma pousada para tomar uma breja. A noite já caia e o frio aumentava. Voltamos para a cabana e fomos testar o chuveiro, tomamos um banho de “gato” rápido, pois a água estava geladíssima. Descansamos um pouco e por volta das 20 horas saímos para comer algo, procuramos e procuramos, quase tudo fechado, depois achamos um restaurante aberto, quase ao lado de nossa cabana, isso depois de ter descido e subido os caminhos. A Isla à noite é uma calmaria, silêncio e semi-escuridão, além do frio cortante. Onde estávamos o sinal da internet da Tigo era fraco, mas na praia e no topo, o sinal era “potente”, depois da janta, sem nada para fazer, era hora de dormir. Na manhã seguinte, depois do desayuno, resolvemos voltar para Copacabana e descemos ao porto para esperar os barcos. A passagem de volta é mais cara que a vinda, porque os barcos são da comunidade, que só levam os passageiros até Copacabana e voltam vazios. Entre San Pedro de Tiquina e San Pablo de Tiquina a travessia custa 2 bol. Em Copacabana resolvemos almoçar em um restaurante “chick” também na orla, comemos trucha outra vez acompanhada de cusqueña. Era hora de retornar à La Paz, Jailson comprou dois packs de cusqueña para trazer ao Brasil e eu aproveitei para comprar Inka Cola. A passagem de ônibus, Copa x La Paz também é mais cara que a vinda, 25 bol. Saímos de Copacabana às 14h30m e as 17m estávamos chegando em El Alto e “aquele” trânsito, então resolvemos descer na Estação Wana Javira (Ex-Tranca Río Seco), a primeira ou última de El Alto e utilizar o teleférico até a Estação Central, a primeira ou última da linea roja, de lá descemos a pé até o Muzungu. Desta vez ficamos hospedados no 2º piso, habitaccion 217, vista maravilhosa para o Illimani, que nessa época do ano se tem uma visão maravilhosa de toda a cidade. Quando estávamos no barco encontramos uma senhora de Aquidauana (MS) que estava viajando com a filha e um amigo e tiveram problemas na Imigração brasileira, pois a menina era menor de idade e estava sem a autorização do pai. Na realidade encontramos esse trio em vários locais da viagem, inclusive em Campo Grande, na chegada, haja coincidência. Na quarta-feira, fomos até o Terminal de Buses comprar passagens para Santa Cruz de la Sierra para a quinta-feira, compramos na TransCopacabana, bus-cama panorâmico de 3 fileiras, com saída às 14h30m e previsão de chegada em Santa Cruz às 8h do outro dia. Agora vem o “porém” na quinta-feira quando chegamos no Terminal, estava uma “calmaria”, então descobrimos que estava tendo um parô (bloqueio) da via em Colomi (depois de Cochabamba), realizado pelos plantadores de coca, que exigiam liberação para plantar coca dentro de um parque nacional, o que foi negado pelo presidente Evo Morales, estão não estava saindo ônibus para Santa Cruz, somente para Oruro, Potosi e algumas poucas empresas para Cochabamba, devolveram nosso dinheiro, então achamos passagem na El Dorado, ônibus panorâmico, semi-cama, 3 fileiras, para as 14 horas, compramos as passagens a aguardamos a partida. Na TransCopacabana a próxima saída para Cochabamba seria somente às 19h. Saímos às 14h30m, quando chegamos em El Alto, uma parada de + de 40 minutos. A double via La Paz x Oruro (para nós até Caracolo) está perfeita. Viagem sem contratempos, chegamos em Cochabamba às 22h. Como sempre o ônibus não conseguiu entra no pátio do terminal, então tivemos que descer na rua de acesso e fazer uma longa caminhada até a parte interna do terminal. No "caos" que é o Terminal, muitas empresas vendendo passagens para Santa Cruz de la Sierra, afirmando que o parô tinha sido suspenso. Bom, fazer o que, arriscamos, compramos as passagens, na Flota Carrasco, ônibus semi-cama, com saída às 23 horas. Partimos de Cochabamba com algum atraso (afinal aqui é Bolívia), ônibus lotado, depois de algum tempo dormimos e acordamos por volta das 2 horas já parados, tínhamos chegado no “bendito” parô em Colomi, que depois descobri, fica distante somente 52 km de Cochabamba. Ficamos parados até por volta de 6 horas, quando a estrada foi liberada, mas estava um caos, pois é descida e com trânsito pesado indo e vindo, então sem espaço para ultrapassagens. Gastamos cerca de 22 horas nesse trajeto de 480 km, tendo chegado em Santa Cruz de la Sierra por volta das 20h30m. Nossa sorte foi que em La Paz, tínhamos comprado muitas bolachas, batata frita e castanhas, além de água e sucos. Entre Santa Cruz e Cochabamba ou vice-versa, tem um paradero de ônibus, quando chegamos lá por volta das 14 horas, não tinha praticamente nada para comer, devido à quantidade de ônibus parados, pois com o parô, todos foram liberados no mesmo horário. O que encontramos foi um pollo “meio crú” que tinha acabado de ir para o carvão, quase nos agarramos a ele e comemos assim mesmo, para a nossa fome, estava “uma delícia”. Nossos planos era parar em Vila Tunari, pois na ida, como foi durante o dia, pudemos vê como é bonito o lugar, muita água, corredeiras, mais depois de tantas horas dentro do ônibus, resolvemos seguir direto. Vila Tunari, fica no final da descida da serra, entre Cochabamba e Santa Cruz. Em Santa Cruz, procuramos um hotel em frente ao Terminal Bimodal, ficamos no Hotel Ébano, habitaccion matrimonial, c/ baño privado, tv cable e desayuno, por 160 bol. Era hora de tomar um banho, depois de praticamente 24 dentro de um ônibus. Depois, apesar do cansaço, seguimos até o Ventura Mall, para "almojantar" e tomar umas paceñas. Ficamos em Santa Cruz até o domingo pela manhã, quando partimos para Puerto Quijarro, pela empresa Pantanal, ônibus leiro, panorâmico, 3 fileiras. Estrada com pavimentação ótima (muito melhor que muita estrada brasileira), chegamos em Puerto Quijarro por volta das 20 horas. Como a imigraccion já está fechada nesse horário, ficamos em um hotel próximo, habitaccion matrimonial, c/ baño privado, aire condicionado e TV cable. Na segunda-feira, fomos até o Shopping China, outra vez, comer isca de jacaré. Jailson comprou uma caixa de pacenã, no centro. Depois seguimos até a fronteira, para dar saída na Bolívia e entrada no Brasil (fila rápida nas duas fronteiras) e seguimos de táxi até a rodoviária de Corumbá, era cerca de 14 horas e só tinha passagem para as 7 horas do dia seguinte, compramos e fomos procurar um hotel. Na saída da rodoviária, para o lado direito, tem um hotel, que pela aparência é muito bom, mas está em reforma e com poucos quartos disponíveis, que estavam ocupados, seguimos para o lado esquerdo e encontramos o Hotel Corumbá, um “muquifo” de R$ 70,00, c/ ar, banheiro privado (que fedia mijo) e tv local, então fica a dica, só fique hospedado aí, se for muito, mais muito necessário, Jailson falou para o proprietário, que ia chamar a vigilância sanitária. No outro dia cedo, seguimos para a rodoviária de onde saímos no horário, chegando em Miranda, tivemos a notícia de um bloqueio na rodovia, depois de Anastácio, por parte do MST e que se a pista não fosse liberada o ônibus ficaria na cidade, graças a Deus a PRF liberou a via e a viagem seguiu normal até Campo Grande, onde chegamos por volta das 13 horas. Era hora de retornar ao "batente" pois só fã do lema "Trabalhar, trabalhar, trabalhar, viajar, viajar, viajar"
  17. Bolívia em 8 minutos : Dicas Rápidas

    Dicas referentes ao trajeto que fiz: Santa Cruz, Sucre, Potossi, Uyuni, Salar + volta. Outros trajetos podem ter diferenças Visto e passaporte: // Não é necessário nem passaporte nem visto. Pode ir de RG mesmo. // IMPORTANTE: Bolívia passou a fazer parte dos países que solicitam vacinação contra febre-amarela de brasileiros. Não nos pediram nada no aeroporto e nem em hora alguma, mas pode acontecer. Dinheiro: // Não troque real por dollar para trocar depois dollar por Bolivianos (bS). Você vai perder dinheiro. // Troque um pouquinho de real no aeroporto de Santa Cruz (para o táxi e comer algo) e depois troque mais perto da praça, com cotação melhor, nas casa de câmbio. // Em Sucre também efetuei troca. Roupas e acessórios: // "Posso usar as roupas de frio que tenho no armário?". Não. // Leve roupas adequadas compradas em lojas de esporte (segunda-pele de peito e pernas, luva grossa, bota, gorro, meias grossas, óculos escuros), além das suas roupas de frio. // Peguei -20 no inverno. Ir despreparado é se arriscar // Importante: levar lenço umedecido, papel higiênico, protetor/hidratante labial, protetor solar. Trajetos e transportes: ida: // De Santa Cruz a Sucre: fui de avião. BoA, Amaszonas e Ecojet fazem o caminho. Não comprem em cima da hora. Fui fazer isso e paguei mais caro por um voo com escala (Sta Cruz - Cochabamba - Sucre). // De Sucre a Uyuni: não fiz esse trajeto porque a via estava bloqueada. O que fiz foi: Sucre - Potossi - Uyuni // De Sucre a Potossi: rachei um taxi. Deu R$200,00 // De Potossi a Uyuni: tem ônibus que saem com certa frequência (tipo de 4 em 4 horas, aproximadamente) // De Uyuni ao Salar de Uyuni: ai você deve contratar uma agência volta: // De Uyuni à Potossi: peguei um ônibus. Tem uma empresa que sai às 11 e outra que disse sair de meia em meia hora, mas não sei se é real. // De Potossi à Sucre: peguei um "Velozes&Furiosos" (ironia, mas eles são "personalizados"). $60Bs por pessoa. São carros particulares que ficam do lado de fora da rodoviária // De Sucre à Santa Cruz: avião pelas empresas acima. Perto do centro de Sucre tem agências dessas empresas, não precisa ir até o aeroporto. obs: Tem ônibus direto de Uyuni à Sucre, só que eles saem durante a noite e não quis ficar esperando. Agências para o Salar de Uyuni: // Saem todos os dias do centro de Uyuni, pela manhã (aproximadamente as 10:00). // Me parecem semelhantes. Entre em umas e escolha // Fui de "Sandra Travell". Não recomendo. Não era ruim, mas também não era a boa a ponto de ser recomendada. // Pergunte sobre a idade do motorista. Preferi essa agência porque o motorista era mais velho e segundo a moça me garantiu, não bebia. (realmente não mesmo e era ótimo motorista, apesar de não atuar tanto como guia) // Paguei $650Bs Alimentação: // "Nossa, falaram pra eu comer só enlatado"... Honestamente, como pastel de feira, yakisoba na rua e etc... É a mesma coisa. Só fique esperto para não comer nada estranho. O guia nos ofereceu uma carne branca falando que era vaca. Como minha mulher é alérgica à porco, decidiu não comer na dúvida. // Meu guia fez sopa de repolho várias vezes. Tive gases na altitude e isso foi ruim mesmo (doeu). Fique esperto nesse tipo de alimentação. Eles carregam muito na cebola também. Cartão de crédito& ATMs: // Em Santa Cruz e Sucre encontrei bastante ATMs // Muitos restaurante não aceitam cartão de crédito. Ter dinheiro é sempre mais garantia. Mal-estar de altitude // Rola mesmo. Sintomas: dor de cabeça, falta de ar, nauseá, taquicardia. // Faça as coisas devagar: não corra tanto, ande em um ritmo mais lento para seu corpo acostumar. Respire devagar // Algumas pessoas tem grande falta de ar. Se acontecer com você, não se desespere. Simplesmente mantenha a calma e respira devagar e de leve // Para reduzir os efeitos: mascar folha de coca ou tomar chá de folha de coca. Evitar fazer durante a noite para não perder o sono // Soroche Pills: são uns remédios que vendem nas farmácias. Importante começar a tomar dias antes de ir para cidades altas. Não tomei, então não sei se são bons (vejam do que são feitos para não sofrerem de alergias) É isso ai, valeu!
  18. Olá pessoal, Estamos indo para Bolívia, Chile e Peru... Vamos para Santa Cruz depois pegaremos um voo para sucre, chegaremos lá por volta das 18:40 num domingo(06/08). A nossa dúvida é: SERÁ QUE CONSEGUIREMOS CASAS DE CAMBIO ABERTAS NUM DOMINGO AS 19h? Pensei em comprar bolivianos no Uyuni. Alguém que foi por agora sabe como está a cotação?
  19. Boa tarde. Parto amanhã pra Campo Grande em minha primeira viagem sozinha e primeira internacional. Foram 6 meses de idealização e planejamento. Criei um blog que pretendo atualizar todas as noites, com informações e fotos. A quem se interessar o link é esse: https://tatuviajante.wordpress.com Mas o relato do dia a dia (imagens só posteriormente), colarei nessa postagem do fórum. Quaisquer opiniões, dicas, sugestões são super bem-vindas. Abraços. ---x---x---x---x--- Dia 1 – Campo Grande / MS (07/07) Acordei às 7h30, porque minha vó me chamou. Não fosse por ela, eu teria perdido meu vôo que era às 9h40. Eu não sou a pessoa que mais ama acordar cedo, e acordar sozinha, então, impossível. Obrigada, vovó! ❤ Porém, por ter acordado no pulo, joguei de qualquer jeito dentro da mala as coisas que ainda estavam faltando, me troquei correndo, engoli meia xícara de café preto e o táxi já chegou na porta de casa. Mal deu pra me despedir direito da Ana (minha filha) e da dona Marina (minha avó). Optei pelo táxi, pois o trânsito costuma ser intenso na região onde moro, e o Uber não poderia pegar a faixa de ônibus. Cheguei ao aeroporto com uma boa folga, mas minha sorte foi ter feito o check-in online ontem à noite, pois a fila estava enorme, principalmente por causa dessa nova regulamentação do peso das bagagens. Agora a Gol tem um serviço de despacho de bagagem express (na real, eu não sei se isso realmente é uma novidade, mas é que eu raramente despacho mala, então nunca vi/usei essa parada). Na hora de pesar minha bagagem, achei que ia ficar em cima do limite mas, para minha surpresa, a minha pequena malinha só estava pesando 12kg. Poucos minutos depois embarquei no avião e às 10h20 cheguei a Campo Grande. Não, o vôo não durou só 40 minutos, é que o fuso horário de Campo Grande não é o mesmo de Brasília, é uma hora a menos, ou seja, em SP eram 11h20 quando eu desembarquei. Saí dos 16º que estavam em SP e cheguei aos 26º do Mato Grosso do Sul. Já fui tirando as blusas e me dirigi à Anvisa. Deixei pra última hora a vacina de febre amarela, que é exigida para quem vai entrar na Bolívia, e tomei na segunda-feira, mas ainda não tinha tirado o CIVP (Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia) e fiquei mais de 1h esperando atendimento, pois tinha um árabe com 6 filhos, cadastrando e tirando esse mesmo certificado pra família inteira. O meu atendimento não durou nem 10 minutos, pois eu já tinha feito o pré-cadastro no site da Anvisa. A quem vai viajar, pfv, ajudem no atendimento dos coleguinhas e façam também o pré-cadastro. Por mais que conste como “necessário”, não sei se é obrigatório pois, estou em contato com um rapaz que veio conversar comigo por causa de um fórum de mochileiros e ele tinha esquecido de tomar a vacina, entrou em desespero achando que não poderia sequer embarcar no Brasil pra Santa Cruz de la Sierra, mas foi tudo bem e tá lá sem a vacina mesmo mas, por via das dúvidas, é melhor tomar. Vai que, né? Enfim, enquanto esperava o atendimento, percebi que não podia ficar zanzando pela cidade com 12 kg nas costas e tratei de fazer uma pesquisa rápida no Booking. Peguei o contato do hostel mais barato, joguei no Google, entrei em contato por Whatsapp, pedi as informações necessárias no aeroporto e fui pro ponto de ônibus. Eu até pensei em chamar um Uber, mas decidi que só vou usar transporte particular em última caso, afinal, eu não tenho muito dinheiro pra ficar esbanjando, se existe transporte público. Daí, veio o primeiro imprevisto: entrei no site da Andorinha, pra reservar minha passagem pra Corumbá hoje à noite e, simplesmente, não tinha mais vaga. O único horário disponível era às 7h30 de amanhã. Lá tava eu pensando no gasto que ia ter com uma hospedagem de última hora ou que teria que, já logo de cara, no primeiro dia, ir pro plano C e dormir na rodoviária. Pra ajudar, nenhum ônibus de Campo Grande tem cobrador. Mas o motorista foi super gente boa comigo, entendeu minha situação, parou em uma loja de conveniência, explicou aos demais passageiros que ia me esperar comprar o bilhete, pra depois seguir viagem. Achei que ia ver várias caras feias mas, pelo contrário, todo mundo levou bem de boa. Desci no meu ponto (santo Google Maps), subi 100m de ladeira e dei de frente com o Hostel Vitória Régia. A dona Leda me recebeu com o maior carinho, me ouviu reclamar sobre a impossibilidade de viajar pra Corumbá nessa mesma noite pois as passagens já tinham esgotado e eis que, salvadora, ligou pra uma colega que trabalha em uma agência de viagens e conseguiu uma passagem pra mim e ainda vinham entregar no hostel. O único problema era que não aceitavam cartão de crédito, mas tudo bem, só um pequeno rombo de R$130, mas como meu planejamento é gastar, no máximo, R$50 por dia e vai ter dias que eu não vou gastar praticamente nada (em Corumbá, por exemplo, e em Santa Cruz), acho que talvez não tenha sido tããão rombo assim! Dona Leda me acomodou em um quarto, me apresentou o hostel, me orientou sobre algumas regras e depois me deu todas as informações que eu precisava para chegar na Av. Afonso Pena (principal avenida da cidade), onde eu já tinha pesquisado alguns lugares que queria conhecer. Primeiro fui à Casa do Artesão, pra já garantir os meus souvenires de viagem (em todo lugar eu compro um imã de geladeira e um bibelô de mesa), em seguida desci pro Mercadão, onde comprei uns docinhos caseiros e “almocei” um pastel de queijo com uma bela Tubaína Funada. A Tubaína Funada, apesar de ser produzida no interior de São Paulo, é um clássico aqui no Centro-Oeste, principalmente MT e MS e a primeira vez que eu experimentei foi no restaurante Sobaria, que eu, inclusive, recomendo fortemente. Daí peguei o celular pra ver se o Parque das Nações Indígenas estava perto e me deparei com um centro cultural bem na rua debaixo e fui lá. Com uma construção meio moderninha, meio retrô, o Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho me surpreendeu com o conteúdo. Dentro dele uma mini exposição de fatos e fotos sobre o homem que dá nome ao centro, o Museu de Arqueologia da UFMS (MuArq) e o Museu da Imagem e do Som (MIS). Pelo conjunto da obra, nesse lugar eu senti vontade de conversar com meu tio Eduardo que, além de comunista, é historiador, arqueólogo e músico. Acho que esse seria um lugar que ele gostaria de visitar. Saindo do memorial, dona Leda me mandou mensagem, avisando que o rapaz da agência ia entregar minha passagem às 16h30, e eu não tinha deixado o dinheiro com ela. Passei em um mercadinho e comprei meu “jantar”: um Cup Noodles e um suco de laranja de garrafinha, fiz o caminho todo de volta, paguei o rapaz e saí novamente. Dessa vez peguei um ônibus e fui até o Parque das Nações Indígenas. O parque não tem nada demais, é tipo um Ibirapuera menorzinho. Me lembrou o zoológico de Goiânia. Nesse parque estão alguns museus que eu queria muito muito ter visitado mas, só durante o trajeto, pesquisando no Google, que eu vi que fechavam entre as 16h30 e 17h30. Quando cheguei lá o sol já estava se pondo, mas ainda deu pra ver (e chegar pertinho) de umas capivarinhas lindas (eram muitas, mas muitas mesmo) e de ver o Monumento ao Índio: Na volta pro hostel passei por uma escola que estava tendo Festa Junina e rolando, adivinha o quê? A Ana já teria um rolê pra ir hoje, se tivesse vindo comigo. Emfim, Campo Grande não tem muitos atrativos, é mais uma metrópole, porém, é mais uma capital brasileira que risquei da lista. Agora é tomar um banho, tomar um Dorflex (minhas costas já estão me matando) e esperar a hora de ir pra rodoviária. Amanhã de manhã chego em Corumbá / MS, fronteira com a Bolívia. *** Gastos do dia: R$32 (táxi até o aeroporto) R$11,75 (passagens de ônibus) R$15 (hostel – 1/2 diária) R$10 (souvenires) R$6 (docinhos) R$8,50 (almoço no Mercadão) R$8,50 (Cup Noodles + suco) R$2,50 (garrafinha de água) R$128 (passagem CG X Corumbá) ---x---x---x---x--- Dia 2 - Corumbá / MS e Puerto Quijarro (BO) (08/07) Entrei no ônibus Campo Grande X Corumbá ontem à noite e, pasmem, estava tocando Raça Negra. Quase meia-noite e o pagodão anos 90 rolando solto (e alto) até o ônibus dar a partida. Em menos de 15 minutos, eu já estava enroladinha no meu cobertor e fechando os olhinhos. Não vi nem a hora que o ônibus parou em Miranda. Quando vi, já estava em Corumbá e eram 5h10 da manhã. Me falaram que chegaríamos às 6h30 e eu já fiquei desesperada, que ia ter que pagar meia diária por ter chegado tããão mais cedo do que tinha avisado. Verifiquei no mapa que era impossível ir andando até o hostel com os meus meros 12kg nas costas e, como de costume, já abri o Uber. Mas Corumbá não tem Uber! Oh, really? Como eu não pensei nisso antes, né?! Pois bem, peguei um táxi. Bem na nossa frente estava uma placa enorme, com os dizeres "Não deixe o motorista partir sem ligar o taxímetro". Olhei pra placa, olhei pro taxímetro desligado, olhei pro motorista e pensei "Ah, meu, nem 6h da manhã, a rodoviária lotada, o cara vai me botar pra fora" e deixei quieto. Em menos de 5 minutos estacionamos em frente ao Hostel Road Riders e lá me veio a facada: "20 reais". Abri o zóião bem grande e falei: "Rapaz, não pago isso nem em São Paulo por uma corridinha dessa, mas tudo bem, né, fazer o quê?" O bonito sequer me ajudou a tirar a mala do carro. Pessoas que vierem a Corumbá: NÃO PEGUEM TÁXI! A cidade é super quente, mesmo de madrugada, então fiquem um pouco na rodoviária e esperem os ônibus começarem a rodar. Assim que entrei no hostel fui me desculpando pelo horário e fui informada de que meu relógio estava errado. Não era 5h30, já era 6h30! De novo meu relógio estava fora do fuso horário. Me disponibilizaram um quarto, onde fiquei sozinha, pois não queria atrapalhar quem estivesse dormindo no quarto que eu realmente ia ficar. Pensei em tirar um cochilinho rápido, deixei o celular carregando e, quando levantei pra ir ao banheiro, já eram 11h. Abri o note pra comprar minha passagem pro Trem da Morte e, adivinhem? ESGOTADO! Meu mundo caiu! Eu queria ir pra casa! Um dos momentos mais esperados por mim era o Trem da Morte! NÃÃÃOOO!!! E aí apareceu um novo salvador pra mim, o David, que trabalha no hostel. Me falou pra atravessar a fronteira hoje mesmo e tentar comprar direto na Ferroviária. Joguei minhas coisinhas dentro da mochila, tomei um café da manhã rápido no hostel, pedi as informações necessárias e fui até o ponto de ônibus. Depois de uns 15 minutos de espera peguei o ônibus até a fronteira Brasil X Bolívia. No caminho, me senti indo a Paranapiacaba. Quem já foi, sabe qual é a sensação e a adrenalina, hahaha... O ônibus lotado, eu em pé, sendo esmagada, até o caminho era parecido: várias curvas, o motorista pisando no acelerador, mato, mato, mato e mais mato, por todos os lados. Chegando na fronteira já me meti na fila de imigração, documentos na mão, coração a mil, boliviano pra cá, americano pra lá, um alemão pra cá, aquele ali parece meio árabe, caraio, um japonês... Um só atendente pra umas 20 pessoas na fila, esperei quase 40 minutos pra fazer a minha saída, preenchi um papelzinho mixuruca (mas se eu perco e pedem no meio da viagem, tô fudida), andei 50m e, PÁ, tô na Bolívia, mermão! Cara, não tem ninguém fiscalizando. Nessa horas a gente pensa como é fácil entrar com droga no Brasil. Eu entrei em Puerto Quijarro, ninguém me parou, ninguém me perguntou nada. Se eu quisesse sair andando, foda-se, sabe? Daí já vi uma casa de câmbio, fui perguntar quanto tava valendo a troca de real por bolivianos e, mais cedo, tinha visto a cotação de hoje, 1Bs (boliviano, essa é a moeda boliviana) tava valendo em torno de R$2,10 e o cara me fez por R$2,02. Eu sei lá que que foi que aconteceu. Achei que ele estava me dando dinheiro falso, daí troquei só R$100, fui no vizinho comprar uma paradinha e tava tudo certo. Voltei lá e troquei o resto da grana... Milzão! Sim, eu não tenho mais R$1500, tava com R$1200, mas ainda precisava pagar o hostel e comprar coisas no Brasil e precisava de reais. Por fim, acabei com 2222Bs. E o medo de sair e ser assaltada? Paulista é foda, né? Desconfia de tudo e todo mundo. Meti a grana dentro de um livro, coloquei com todo cuidado dentro da mochila, olhei pros lados, pra trás, pra cima e pra baixo e quando saí andando, o rapaz que me trocou o dinheiro, perguntou se eu já tinha feito a entrada. Gente, pera, eu sou mochileira de primeira viagem, nunca cruzei nenhuma fronteira internacional e achei que fazendo a saída, automaticamente, ganhava a entrada. Voltei pro posto de imigração, mas esse era do outro lado de ponte, depois dos 50m que andei. Em uns 10 minutinhos peguei meu outro documento: o de entrada na Bolívia. Tinha um posto de câmbio lá também, mas o câmbio tava bem mais alto. Uma diferença de R$0,18. Eu realmente não sei como que pode uma diferença estrondosa como essa (sim, pra trocar R$1200, "só" 18 centavos é bastante. Façam as contas! Saquei o celular pra ver se a ferroviária era muito longe da fronteira, e é lógico que estava sem internet, né? Vivo, a maior cobertura do Brasil." BRASIL, não Bolívia. Comecei a andar, já procurando alguém pra pedir informação, e começaram a pular taxistas, oferencendo viagens. Perguntei pra um deles, que fui mais com a cara, quanto ficava até a ferroviária, e ele me saltou um "20Bs". Como já sei que na Bolívia tudo é negociável, disse: "En el hostal en Brasil me hablaran que son apenas 5Bs" (meu espanhol deve ter saído bem porco, eu tava me tremendo toda e suando frio, debaixo de um calor de 30º), e o taxista me faz a contrapoposta de 10Bs. Como não sei qual é a distância, aceitei e lá fomos nós. Puerto Quijarro é uma enorme cidadezinha dos interiores do Brasil. No meio da viagem descubro que é hora do almoço e as atividades da ferroviária só voltam depois das 14h30, então, ele me levaria até o Shopping China. Quando chego lá, descubro que esse shopping é a parte paraguaia da Bolívia: milhares de produtos americanos, tipo, cremes da Victoria Secret's, Pringles e Coca-Cola de manga, morango e abacaxi, com preços bem baixos. Eu compraria a loja inteira, mas repeti o mantra de "Não posso gastar muito". Resultado: não comprei nem um agulha. :'( Olhei pro relógio e era 13h30. Saí andando pelo shopping, entrei em outro, outro e outro. Começou a bater aquela fominha, parei em um restaurante e me vem um "brasiviana" (inventei agora, é um neologismo para "brasileira boliviana"). Eu realmente não consegui distinguir se ela era brasileira ou boliviana, porque ela falava um portunhol sem sotaque aparentemente boliviano. Conversamos sobre o preço, me levou até o buffet e foi dizendo o que era cada comida. Quando ela soltou um "Aqui é carne de jacaré" e continuou andando, eu pedi pra ela repetir e já coloquei uma porção no prato. Eu sequer imaginava qual era o sabor daquele negócio mas, mesmo assim, eu queria experimentar! Sinceramente? É igualzinho frango, só que um pouco mais adocicado. Sim, carne de jacaré é doce! E é muito gostoso. Meu Deus, eu comi CARNE DE JACARÉ!!! E eu devia ter registrado isso com uma foto, mas a aparência não era nada diferente de iscas de frango. Já era quase 15h, então paguei (podia escolher entre pagar com reais, bolivianos ou dólares) e meti os últimos reais que me sobraram depois do câmbio. Do shopping à ferroviária são 5 minutos de caminhada, então, no meio do caminho começo a escutar um bando de gente gritando uns negócios que eu não entendi bulhufas nenhuma e, quando olho pra trás, me deparo com uma pelotão de militares. É lógico que eu tirei foto depois que eles já tinham passado porque, é lógico, eu fiquei com medo de ser presa caso eles pensassem que era falta de respeito ou se eles descobrissem que eu sou comunista! Não sei como são os militares bolivianos, né, gente? Entro na ferroviária e tem um grupinho de funcionários saindo de um trem de carga. Quando eles passam por mim, só escuto sair do celular de um deles: "Vai taca, taca, taca, taca, taca..." Eu não acreditei naquilo! O funk brasileiro vai dominar o mundo, gente! É sério! Tinha de tudo: funcionário do trem,auxiliar de limpeza, tinha uns 3 trens, só não tinha billetero (bilheteiro) na cabine. Perguntei a uma das auxiliares e ela me disse que, como é sábado, os billeteros não tem horário fixo. Eles vêm e vão o dia inteiro. Eu tenho que ter paciência e esperar até alguém aparecer, o que pode ser daqui meia hora ou só no dia seguinte. WTF??? Eu não vou esperar até o dia seguintem, irmã. Decido a ir até um bar ali perto e, quando chego la, me deparo com uma placa enorme de propaganda da Tigo, uma das operadoras de celular da Bolívia. Olhei pro cel e pensei que o roaming da Vivo na Bolívia deve ser um absurdo e decido comprar um chip boliviano. Peço pro vendedor que, gentilmente, me ajudou a configurar o celular, me fez um recarga até que camarada (100Mb, por 2 dias, a 4Bs). e ainda registrou a linha no nome dele, porque senão eu teria que ir até uma agência da Tigo pra fazer meu registro de extranjero. Voltei pra ferroviária e fiquei lá, esperando alguém aparecer. Passa 10 minutos, 15, 20 e eu já pensando que tenho que voltar pra Corumbá e, de preferência, enquanto ainda é cedo. Meia hora depois aparece o chefe de limpeza (percebo pela diferença dos uniformes), me fala que dificilmente a billetera voltará do almoço, já que é sábado. Começamos a conversar e, então, meu terceiro salvador dessa viagem, ligou pra billetera e reservou um billete para mim amanhã. Por mais que não tenha mais disponíveis no site, eles ainda têm billetes para compra presencial. Quando disse que eu ia pegar "el trem de la muerte", ele sacudiu a cabeça e disse que o trem era super seguro e tive que explicar a ele que "nosottos, brasilenos aventureros, llamamos el Expreso Oriental de Trem de la Muerte" e que essa é um dos trajetos mais esperados durante uma viagem pela Bolívia/Chile/Peru. Eu quase dei um beijo naquele homem lindo. Saí toda saltitante da ferroviária e eis que me lembro que ainda tenho que voltar pra fronteira, mas não quero pegar outro táxi. Não dou nem 3 passos e um senhor em uma moto me pergunta pra onde estou indo. Me bateu o medo, quando percebo que ele tem um uniforme verde-limão escrito "MOTOTAXI". Perguntei o preço e era R$2. Gente, pera, eu não paguei 20Bs só pra ir??? :'( Subi na moto e o doidão sai em disparada. Atenção, crianças, não façam isso casa: SEM CAPACETE! Gente, eu andei de moto na Bolívia a toda velocidade sem capacete! Eu sou uma retardada, e a sensação foi parecida com a de voar de asa-delta! Hahahahaha... Enfim, cheguei à fronteira, andei, novamente, os 50m, e entrei no Brasil. O ônibus já estava esperando e lá voltei eu pra Corumbá. Já comprei o jantar dessa noite (mais um Cup Nooddles) e voltei pro hostel. O dono estava por lá dessa vez e informou que, à noite, teria uma festa junina e que eu deveria descer pra curtir um pouco. Só deixei as compras guardadas, escondi meu pequeno tesouro boliviano e desci uma ladeira íngreme de paralelepípedos (mais uma vez: Paranapiacaba!), até o porto, a beira do Rio Paraguay. Já passava das 17h e logo o pôr-do-sol começaria e já dava indícios de que seria maravilhoso. *.* Andei pela orla, comprei alguns souvenires, descobri que o Google me enganou e todos os museus, ao invés de fecharem às 18h e, os que ainda existiam, sequer abriam aos sábados. Resultado? Mais uma cidade que eu não conheci as coisas que realmente queria. Mas, por outro lado, fui compensada com uma arquitetura belíssima (apesar de mal cuidada) e uma pôr-do-sol fantástico. Quando estava já mais escuro do que claro, decidi voltar pro hostel, tomar um banho, descansar e depois descer pra festinha do hostel. Chegando lá troquei de quarto e, quando comecei a levar as bagagens pra cima, me deparo com o Louie, um neozelandês, que já começou me perguntando se falo inglês. Juro gente, que achava que meu inglê tava indo muito bem, mas foi começar a conversar com Louie, que percebi o quão merda meu inglês é. Você, migo, que acha que seu inglês é maravilhoso: ELE NÃO É! Kkkkkkkkkkkkk... Acabamos começando a conversar através do Google Translate, pois eu até entendia o que ele estava querendo dizer mas na hora de falar, eu tremi feio na base. Então chegaram os outros 2 hóspedes do quarto: Rodrigo e João, dois mineiros. Entre meu banho e as apresentações entre os meninos, Louie lança um vodka vagabunda que comprou por R$8 no Rio de Janeiro. Eu lanço o meu Guaraná Conti e começamos o esquenta pré-festa. Ninguém contou pro Louie que as bebidas mais vagabas eram vendidas em garrafas de plástico. Bebemos, conversamos (só eu capengando com minha insegurança no inglês, já que os outros meninos dominam bem o inglês) e descemos pra festa. Meia hora depois percebemos que é uma coisa bem de amigos mesmo, que estamos ali sobrando e voltamos pro quarto. Louie e eu trocamos Whatsapp, pois ele também seguirá pra Bolívia e, talvez, em um momento, podemos nos esbarrar novamente, já que ele é o único que sguirá o mesmo caminho que eu. Os brasileiros vão continuar a trip só pelo Brasil mesmo. Lá embaixo tá rolando um Falamansa. O Louie queria, de qualquer jeito, dançar comigo, mas só tocava Legião Urbana. Se estivessemos lá embaixo agora, talvez eu o ensinasse uns passinhos de fooró, mas já estamos todos deitados: os meninos dormindo e eu, a única menina do quarto, aqui escrevendo. Vou desligar logo isso aqui, porque dormir cm claridade é muita sacanagem. Amanhã, se tudo der certo, vou até o Cristo do Pantanal vem cedinho e sigo pra Santa Cruz de la Sierra com o Trem da Morte depois do almoço. Se a minha internet boliviana pegar bem entre as montanhas, eu conto sobre a aventura na Bolívia, que começa, efetivamente, amanhã. *** Gastos do dia: R$20 (táxi) R$ 6,50 (ônibus) R$2,00 (Garrafinha de água) R$17,60 (almoço Shopping China) R$2,00 (mototaxi) R$12,00 (mercadinho) 10Bs (táxi) 21 Bs (chip Tigo+ recarga) 1 Bs (pirulito) ---x---x---x--- Dia 3 - Trem da Morte (09/07) Acordei mais cedo do que imaginava, pois os meninos do quarto iam sair cedo pra pegar a Transpantaneira. Louie ia pegar o trem comigo mas desistiu quando soube do que se tratava o rolê que os mineiros iam fazer. Até eu desistiria se não tivesse um objetivo. Me convidaram, mas eu tive que recusar. Quando levantei decidi ir até o Cristo Rei do Pantanal (é tipo o Cristo Redentor de Corumbá) depois de tomar o café da manhã. Quando desci descobri que, devido a festa de ontem ter durado a noite inteira e acabado só perto das 4h, não tinha ninguém acordado pra fazer e servir o café. Aí tive que decidir se ia até o Cristo ou se procurava algum lugar pra comer e, lógico, a necessidade fisiológica veio antes. Saquei o Google Maps e fui atrás da padaria mais próxima. Fechada! Fui até a outra mais próxima e... fechada também. E assim se seguiram as outras 3 opções pra comer. Pleno domingo, 8h30 e nada aberto. Absolutamente nada! Já tinha andado bem uns 50 minutos quando desisti. Desci uma ladeira errada e fui parar na avenida do porto. Sentei um pouco e fiquei vendo os pescadores entrarem nos barcos e saírem pra trabalhar. Até os pescadores estavam começando tarde no domingo, pois já era quase 9h30. Voltei pro hostel, ajeitei minhas malas, joguei uma água no corpo e, quando desci, enfim, tinha um cafézinho. Assim como no dia da viagem, engoli uma xícara de café preto, fiz o check-out e saí. Do hostel até o ponto onde passa o ônibus pra fronteira são apenas 3 quadras, mas foram as 3 quadras mais longas da minha vida. Nunca mais eu viajo com 12kg nas costas. Até o momento a maior parte das roupas foi desnecessária, já que eu só peguei calor. E calor MESMO, de 28º pra cima. Por mais que eu saiba que vou pegar um frio do capeta em La Paz e Oruro, por exemplo, acho que 3 blusões são desnecessários. Um só tava é muito bom! Vivendo e aprendendo, né? Fiquei bem uma meia-hora esperando o ônibus, mas a viagem até a fronteira foi rápida. Quando vi a fila no posto de imigração percebi que tinha dado, pelo menos, uma dentro, já que estava com a documentação prontinha desde ontem. Peguei um táxi até a ferroviária e, quando o carro estacionou, desceu um senhor de uns 70 anos correndo a escada pra me ajudar com a mala. Eu contesei, mas ele estava muito determinado a carregar aqueles 12kg pra cima, então eu deixei. Com uma dor no coração, mas deixei. Começamos a conversar e ele me contou que era carregador da ferroviária, pois o que recebe de aposentadoria não dá pra viver dignamente na Bolívia. Ele tinha trabalhado durante 15 anos em Corumbá, na estação de trem que começava no interior de SP (Bauru) e ia até Santa Cruz de la Sierra que era o Tren de la Muerte original. Contei pra ele sobre o meu plano de viagem e ele ficou animadíssimo, disse que conhecia todos esses lugares e que se fosse mais jovem se juntava a mim nessa aventura. Comprei a passagem e tinha longas 2h de espera. Por mais que na placa esteja 70Bs, eu paguei 100Bs, pois esse é o preço para turistas. O lugar estava vazio, só tinha eu, o senhor carregador e meia dúzia de gato pingado. Troquei uma nota de 10Bs e dei 5Bs de gorjeta pro senhor carregador. Ele relutou um pouco mas, assim como ele estava determinado a carregar minha mala mesmo em meio aos meus protestos, eu disse que me ofenderia se ele não aceitasse aquele dinheiro. Minutos depois ele começou a me contar a mesma história de que trabalhou em Corumbá durante 15 anos... E depois de mais uns 20 minutos contou novamente. Aquilo me partiu o coração. Não demorou muito pra eu perceber que ele não era funcionário coisa nenhuma, pois nem uniforme ele tinha e aí, o senhor da limpeza que me ajudou ontem, sentou ao meu lado, perguntou se eu tinha conseguido comprar a passagem e me confirmou que aquele senhor vinha mesmo todos os dias, já há alguns anos, e todos os funcionários juntavam um pouquinho de dinheiro de cada e pagavam um pequeno salário pra ele no fim do mês. E toda pessoa que chegava cheia de bagagem lá ia ele descer correndo a escada pra ajudar. Resolvi desviar a atenção dele, antes que me batesse uma bad forte e abri um livro. Perto das 12h começaram a chegar as pessoas. Grande parte era de mochileiros e a outra era de numerosas famílias. Vi uma ou outra pessoa sozinha como eu. Mochileiros se reconhecem de longe, claro, e nos olhávamos e sorríamos uns aos outros, como se fosse um desejo de boa viagem silencioso. Eu estava me sentindo sozinha desde a sexta-feira mas, nesses últimos momentos antes de entrar no famigerado Trem da Morte, eu me senti acolhida, protegida, incentivada e motivada. O TREM DA MORTE Bom, vou começar sendo bem direta: NÃO TEM NADA DEMAIS. Eu fui com um hype bem alto pra essa parte da viagem e me decepcionei. O que eu vivenciei não é nada parecido com as descrições que li por aí. Eu não peguei o Regional, peguei o Expreso Oriental, mas já vi relatos sobre o Expreso Oriental que, agora, me soam como exageros ou mentiras mesmo. Bolivianos viajando com galinhas e cachorros? Exagero. Bolivianos andando pra lá e pra cá oferecendo bebidas e comidas das mais diversas? Exagero. Pode até ser que seja assim no Regional e aí eu não posso falar muito mas, o que mais interessa, que são as paisagens, é a mesma coisa nos dois! No vagão em que eu fiquei tinha, pelo menos, 5 crianças, que faziam barulho por 10, mas era só isso. Na TV só rodava filmes do Vin Diesel. A paisagem é um eterno matagal... Não há planícies, não há montanhas, enfim, não há paisagens. Pelo menos fiquei do lado certo do trem, de onde pude ver o começo do pôr-do-sol. O momento em que começa o trecho de montanhas que, provavelmente, valeriam à pena ver, já eram 21h, tudo escuro e eu só consegui visualizar os contornos pois estava uma Lua cheia gigantesca e super brilhante. Em algumas paradas existe sim a venda de comidas e bebidas e, desobedecendo às dicas, eu experimentei uma empanada (descobri o nome do que era só quando cheguei à Santa Cruz de la Sierra). Mas é uma empanada diferente das chilenas e argentinas, às quais já experimentei em restaurante em SP. A empanada boliviana tem uma massa adocicada e o recheio é de queijo. Por mais que pareça estranho, é uma delícia! Já quero encontrar alguém vendendo na rua pra comer novamente. Quanto a bebidas, só vendiam café e té de manzanilla (chá de maçã) e eu só desejando um té de coca! Na parada de Roboré, pudemos descer por 20 minutos pra esticar as pernas e aí sim eu vi um corre-corre de vendedores com marmitas de riz e pollo (arroz e frango) ou espeto de cerdo (espetinho de carne de porco). Eu queria muito mesmo chegar aqui e contar sobre a minha experiência incrível no Trem da Morte mas, infelizmente, não foi lá tudo isso. :'( Após longas 17h de viagem (é o trem da morte porue eu já queria morrer na metade da viagem), desci na Estação Bimodal de Santa Cruz às 6h, vi as mensagens da minha hostess Mirlla, uma paraense que veio à Bolívia pra estudar Medicina e fui em busca de um táxi. Sabe o que disseram que com boliviano sempr dá pra negociar? Ao que parece, aqui em Santa Cruz, não é bem assim. Chorei, chorei, chorei e não consegui nem um bolzinho de desconto. Cheguei à casa de Mirlla e, depois de muita conversa, um bom banho e um café da manhã bem brasileiro (Mirlla me fez umas tapiocas), vamos dar umas voltas pela cidade. *** Gastos do dia R$58,00 (hostel + bebidas) R$3,25 (ônibus até a fronteira) 10Bs (táxi até ferroviária) 5Bs (gorjeta) 100Bs (passagem Trem da Morte) 3Bs (cafézinho) 3Bs (empanada) ---x---x---x--- Dia 4 - Santa Cruz de la Sierra (10/07) Já tinha lido que por aqui não havia muito o que se fazer mas, ainda assim, foi uma boa oportunidade pra descansar e ter uma noção do que é a Bolívia. Minha hostess do Couchsurfing é Mirlla, uma paraense que veio pra cá estudar Medicina. Ambas estávamos cansadas: ela por ter ido dormir tarde (e eu cheguei muito cedo) e eu por ter passado 17h no trem, com as pernas encolhidas, dormindo de mal-jeito, acordando o tempo todo com os solavancos. ATENÇÃO! Se vc tem tendência a enjôos, nem pense em pegar o Trem da Morte. Ele sacoleja o tempo todo. Em alguns momentos é mais leve, mas em outros dá pra impressão de que o vagão vai tombar. Enfim, Mirlla fez tapiocas pro café-da-manhã e, enquanto eu terminava o relato sobre ontem, pra postar no blog, ela pensava onde poderia me levar pra conhecer a cidade. O zoológico, uma das poucas atrações daqui, fecha às segundas, o Parque Regional Lomas de Arena é muito longe (e se é pra ver areia e dunas, eu já vi recentemente em Floripa, hihihihihi), então sobrou a praça principal, com sua catedral mas, no calor de 27º que está aqui hoje, Mirlla achou melhor irmos mais pro final da tarde. No fim, ficamos até mais de 14h conversando, trocando experiências e eu postando as fotos que ainda não tinha feito desde sexta. Mirlla mora em um condomínio fechado, nenhuma das casas tem portão e tem uma área verde enorme, com um pequeno parque pra crianças e onde os cachorros da vizinhança também brincam. Sim, eles ficam soltos por aí! Quem dera podermos todos morar em lugares assim. Por volta das 14h30 fomos à um complexo comercial que fica bem ao lado do condomínio, com um pequeno pátio de comidas, supermercado, farmácia, bancos e lojas. Escolhi um lugar chamado Boccato Burguer, mas peguei um prato econômico com arroz, batata frita, banana frita (sim, bolivianos também adoram isso) e uma coxa de frango. Pra beber uma Fanta sabor papaya (mamão). Eu não suporto mamão, mas até que essa fanta é delicinha. Depois passamos no mercado, onde comprei algumas besteirinhas, já que amanhã pretendo pegar o ônibus das 8h pra Cochabamba e são, nada mais, nada menos, do que 10h de viagem. Então Mirlla me lembrou de um detalhe importante: sorojchi pills. Mas o que é isso? Sorojchi pills é um medicamente específico que previne o MAM (Mal Agudo de Montaña), também conhecido como mal de altura, mal de páramo, soroche, yeyo, apunamiento ou puna, ou seja, os sintomas desagradabilíssimos que a altitude elevada da Bolívia pode fazer ao desacostumados, no caso, EU! Quais são os sintomas? Dor de cabeça, náuseas, tontura, pulso acelerado, falta de apetite, fadiga, fraqueza, esgotamento físico, transtornos do sono (sonolência ou insônia) e falta de ar. Por que isso acontece? Falta de aclimatação ou adaptação do corpo a falta de oxigênio (hipoxia) e a pressão atmonsférica menor das alturas. Você, querido amigo, que um dia pretende viajar à Bolívia ou outros países cde altitude elevada (Peru, por exemplo), não deixe de ter esse medicamento em mãos. Você encontra, facilmente, em qualquer farmácia boliviana (acredito que nas peruanas também). Você pode aliar o sorojchi pills ao té de coca ou às folhas de coca pra mastigar. Não deixe sua viagem se transformar num mal-estar que pode ser contornado com facilidde. É só se informar com antecedência. E isso vale pra qualquer viagem. Até os aventureiros mais roots, que saem por aí com uma mochila nas costas, sem rumo, se informam sobre possíveis doenças e enfermidades. Ok, chega de lição de moral. Voltamos pro condomínio, Mirlla tirou um cochilo, enquanto eu lia um livro. Por volta das 16h30 Mirlla acordou e ficamos na dúvida se era melhor esperar o sol baixar mais um pouquinho, porém, perderíamos muito tempo e voltaríamos bastante tarde. Pegamos o minibus na porta do condomínio e Mirlla me explicou que não existem pontos de ônibus fixos, é só estender a mão que o motorista para pra você subir e, quando quiser descer, é só pedir pra parar, em qualquer lugar. Isso tem lá suas vantagens, mas também alguns contras. A vantagem é que você pode descer bem em frente ao lugar que vc quer, mas o contra é que, nessa de parar em qualquer lugar, a viagem acaba ficando mais longa, pois o motorista vai parando o tempo todo. O minibus custa 2Bs e o truffi 3Bs, o que eu achei um tanto quanto estranho, já que no trufi cabem bem menos pessoas. O tráfego na cidade é intenso e existem poucos faróis, o que faz o trânsito virar uma bagunça, em muitos momentos. Uma dica importante, que tanto o taxista que peguei na estação de trem, quanto Mirlla me deiram foi que não se deve dar bobeira com o celular nos minibuses. As janelas são baixas e estão sempre abertas, devido ao calor, portanto, sempre ocorrem furtos. Uma vergonha terem que explicar isso pra uma paulistana que já perdeu 5 celulares, né? Kkkkkkkkkkkkk... Descemos no centro da cidade e entramos em um complexo comercial só de artesanatos. Comprei mais uma ímã de geladeira pra minha coleção! <3 Depois, Mirlla me levou pra conhecer a Plaza 24 de Septiembre, que é a principal atração turística da cidade e, pelo jeito, a única, rsrsrs... A praça estava cheia, mas Mirlla me falou que aos finais de semana dobra o número de pessoas. Nessa praça também fica a Catedral de Santa Cruz. Eu não tomo leite, mas como raramente me recuso a experimentar coisas quando viajo, comprei um café com leche de alpaca. Mentira, não era de alpaca, mas eu não podia deixar passar a piadinha. Ficamos algum tempo sentadas tomando o café com leche, conversando e "cuidando da vida dos outros", como disse Mirlla. A praça é o grande ponto de encontro da cidade, o lugar onde parece que tudo acontece. Quando começou a escurecer, Mirlla me disse que ali perto tinha um cão da raça são-bernardo muito famoso e que o dono cobrava pra tirar foto. Andamos até lá e eu nunca tinha visto um são-bernardo ao vivo. Não tirei foto, porque estou na maior contenção de gastos, já que extrapolei nesses últimos dias e ainda tenho mais 20 dias pela frente. Demos a volta na praça e, chegando ao outro lado, um grupo de meninos ensinando e aprendendo passos de hip-hop. Vários, por todos os lados. Ninguém parecia dar muita atenção, mas eu estava encantada! Andando mais um pouco esbarramos em uma espécia de galeria de arte. Mirlla nem sabia da existência desse lugar e ficamos animadas com o nosso achado inesperado. Meu pai é artista plástico, então eu sempre tive uma queda por artes, de um modo geral. Não que eu seja grande entendedora e apreciadora, mas é algo que me chama a atenção e, como boa paulistana, museu, pra mim, é um puta passeio. Já era por volta de 20h e Mirlla me disse que pegaríamos o minibus lotado e muito trânsito, pois ainda era hora do rush (todo lugar tem, né?), então, enquanto andávamos em direção à rua em que o minibus passava, nos deparamos com uma portinha onde vendia charutos e pizza. Olha, se tem uma coisa que paulistano manja é de pizza e eu já comi muita pizza ruim nessa vida (fora de SP, obviamente) e não podia deixar passar logo uma pizza em outro país. Pedimos uma foccacia de entrada, que nem sabíamos o que era, mas estava baratinho e na foto parecia apetitoso e, depois, duas pizzas chicas de queso. Sinceramente? Pizza boa demais. Bem artesanal. Não me surpreenderia descobrir que até o queijo tinha sido feito ali naquele espacinho meio cubano (do lado tinha uma charuteria, com várias caixas de charuto cubano, umas poltronas de couro surradas e aquele cheirinho gostoso que só um charuto tem). Bem alimentadas, seguimos pra pegar o minibus. Santa Cruz que, a primeira vista, parece não ter muito o que se fazer, demonstrou ter potencial pra surpreender. Queria ter mais tempo pra ver se encontrava outro desses lugarezinhos escondidos (Mirlla também nunca tinha visto essa portinha da pizzaria cubana). E Mirlla, bom, fui sua primeira surfer oficial (ela já hospedou pessoas, mas nunca através do site). Espero que eu não a tenha decepcionado. Já combinamos dela me encontrar no fim do mês em Samaipata, nos meus últimos dias bolivianos. Vamos ver se eu realmente vou sobreviver até lá. *** Gastos do dia 30Bs (táxi até a casa de Mirlla) 15Bs (almoço) 25Bs (supermercado) 17Bs (4 Sorojchi Pills) 4Bs (microbuses) 5Bs (ímã de geladeira) 5Bs (café con leche) 23Bs (pizza) Tenho gastado mais do que planejava por dia, mas ainda há muito dias que eu passarei viajando e gastando pouco ou, até mesmo, nada. Ainda tenho por volta de 2000Bs até o fim do mês. ---x---x---x--- Dia 5 – autobús Santa Cruz X Cochabamba (11/07) Já há muitos anos, desde que eu ouvi o nome Cochabamba pela primeira vez, eu queria conhecer esse lugar. Sei lá, só pra poder dizer que eu tinha ido a um lugar chamado Cochabamba. Acho a palavra bonita, harmoniosa, gostosa de se falar. Cochabamba. Repitam aí, em voz alta e digam se não é gostosinho falar CO-TXA-BAM-BA! E agora eu tô aqui. Mas peraí que eu vou contar como é que eu cheguei. O despertador de Mirlla tocou às 6h15. Como eu já tinha armado o meu pras 6h30, virei e dormi por mais 15 minutinhos. Levantei, tomei um iogurte que tinha comprado ontem, me troquei rapidinho e joguei as coisas que tavam espalhadas dentro da mala. Chamei Mirlla que pediu um táxi e, às 7h, eu estava me despedindo da minha primeira hostess na Bolívia. Chegando no Terminal Bimodal, antes mesmo de terminar de tirar as malas do carro, vieram 4 vendedores em cima de mim gritando "Cochabamba, Cochabamba, Cochabamba". Ahá, exatamente o lugar pra onde eu ia. Um deles gritou "60Bs", o outro gritou "55Bs" e um terceiro pulou na minha frente, com a passagem em mãos, dizendo "50Bs". Sorri pra ele e saquei o dinheiro que eu já tinha deixado reservado no bolso do blusão. Eu sequer precisei falar uma palavra e a passagem veio assim, caindo no meu colo e já com "desconto", hahahahaha. Aos desavisados, não achem estranho se isso acontecer com vcs em algum terminal de buses na Bolívia. É assim mesmo, super normal. Eles vêm pra cima mesmo e, por mais que pareça bagunçado, tem um fiscal ali no canto observando, pra ver se nenhum aproveitador aparece só pra tirar dinheiro fácil dos outros, vendendo passagens falsas. O ônibus já estava prestes a sair e lá fui eu correndo, com 12kg nas costas, procurando a porta que me levava ao ônibus. Quando achei a catraca, fui barrada por estar sem o ticket de uso do terminal. Eu tinha esquecido completamente desse detalhe, então voltei à cabine indicada, paguei a taxa de 3Bs e voltei à catracas. Bem em cima da hora, pois o ônibus já estava fechando as portas. O motorista abriu a porta meio mau-humorado e a cara dele ficou ainda pior quando viu que eu tinha um mochilão enorme nas costas. Desligou o motor, desceu resmungando alguma coisa que eu não entendi, abriu o compartimento de bagagem e eu joguei a mala, de qualquer jeito, pedindo desculpas desajeitada no meu melhor portuñol. Na pressa de comprar a passagem e encontrar o ônibus, eu esqueci de pedir pra ficar na janela e, bom, eu me odiei durante toda a viagem por causa desse pequeno (grande) detalhe. A previsão do motorista era que chegássemos às 16h em Cocha e, quando eu olhei pro fundo do ônibus, vi que não tinha banheiro. Sim, eu peguei um autobús sem banheiro pra uma viagem de 10h. Naquele momento, eu percebi que as coisas não iam ser muito legais pra mim hoje. Começou com o detalhe da janela, depois o motorista bravão comigo, daí não tem banheiro na desgrama do busão e, pra completar tudo, esqueci meu cobertor na mala que estava no compartimento e, do meu lado, um adolescente de uns 13 anos, com o cabeção grudado na janela, o que atrapalhava totalmente a minha visão lá de fora. Então, já fiquem avisados que de, hoje, não teve foto nenhuma e, sim, eu quero morrer com isso, pois boa parte da paisagem entre Santa Cruz e Cochabamba é maravilhosa!!! Por outro lado, foi nesse ônibus que eu comecei a me sentir, efetivamente, na Bolívia. Acho que Santa Cruz de la Sierra é perto demais do Brasil pra eu me sentir fora do país. Assim que sentei, olhei em volta e comecei a perceber as coisas a minha volta: nos 2 assentos ao lado do meu, haviam 3 pessoas da mesma família se esmagando pra caberem juntas, pois só tinham pagado 2 passagens e não havia lugar em outra poltrona do ônibus pra pessoa sobressalente. Olhando pra trás, vi mais umas 4 situações iguais à essa. Também ouvi uns pintinhos piando e daí vi um senhor com uma gaiola no colo, com uma galinha e uns 10 pintinhos. E o cheiro, então? Não sei, era uma mistura de suor boliviano com um toque de frutas, flores, cigarro e naftalina. E, sinceramente, eu amei esse cheiro! De verdade mesmo. Amei o cheiro, amei a bagunça, amei o barulho, só não amei o cabeção daquele moleque desgramento tapando minha visão! EU ESPERO QUE ELE TENHA UM SOROCHE FUDIDO!!! As primeiras 5h de viagem não tem graça nenhuma. É um monte de cidadezinha e mato, mato, mato, cachorro, mato, porco (toda casinha tem um par de porcos) e, em cada fronteira de cidade, o ônibus para e entram alguns vendedores no ônibus, enquanto outros ficam gritando do lado de fora. E vendem de tudo: cana, mexerica, sorvete, pipoca, amendoim, café... E aí o cheiro do ônibus vai ganhando novas fragrâncias! Cara, é sério, era mais ou menos isso que eu esperava do Tren de la Muerte, mas foi o ônibus Santa Cruz X Cochabamba que me proporcionou. Eu comecei a gostar mais ainda de Cochabamba por causa disso. Ah, o que dizer dessa cidade que eu nem conheço e já considero pacas? Por causa da contenção de gastos, acabei não comprando nada dos vendedores das paradas e fui beliscando as coisas que eu tinha comprado no mercado ontem: chips de banana, bolacha maria (sim, bolacha, e bolivianos concordam, pois eu perguntei), bolacha wafer e suco de limão Wilson (que eu comprei em Corumbá). Eu não tinha ideia se o ônibus ia fazer alguma parada. Na Bolívia a gente pode esperar por tudo, né? Então fui dosando o líquido, porque não ia ter coragem de gritar "Baño", como alguns relatos que eu li disseram que era normal isso acontecer. Eu ia esperar a primeira pessoa gritar isso, pra ir no embalo depois. Foi só lá pras 13h que fizemos a nossa parada, numa churrascaria de beira de estrada, que o banheiro custava 1Bs, mas eu não tive coragem nem de lavar as mãos. Fiz uma nota mental de que preciso comprar álcool em gel. Meu suco de limão já estava quase acabando, então fui em uma das vendinhas que tinham ao redor da churrascaria e comprei uma agua de cereza (nada mais é do que tipo uma H2O sabor cereja) e não é que o negocim é bom? Pelas contas do motorista, chegaríamos a Cocha em 3h. Aham, claro, só que não, né? Foi só lá pras 14h30 que a paisagem começou a ficar estonteante mas, como já foi citado aqui, eu só pude olhar, e ainda por cima pescoçando pela janela do banco da frente e dos lados, porque a do meu assento mesmo, eu só via cabeça. Aaahhhh, que ódio!!! Primeiro começamos a subir a serra, e subimos, subimos, subimos e o autobús não parava de subir, e quanto mais subia mais estreita a estrada ia ficando, e tinha partes asfaltadas e partes só de terra, e precipício pra tudo quanto era lado e, quando era 16h, nós tínhamos acabado de chegar ao topo da montanha e eu desconfiava que ainda estávamos bem longe do nosso destino final. Aí pensei que fôssemos começar a descer, mas não. Andamos mais 1h bem devagar, devido a neblina espessa. Não conseguia ver nada além de um branco total. E quando a neblina começou a se dissipar, o paraíso! A paisagem mudou bruscamente de serra, montanhas e escarpas, pra um lindo vale amarelado, que parecia dourado, já que o sol tinha voltado a brilhar, do nada, novamente. Em um determinado momento, havia tantas nuvens no céu, e tão espessas, que parecia que o sol estava equilibrado em cima delas e cairia se elas se dissipassem. Eu queria demais mesmo ter tirado uma foto disso! Então passamos por um lago enorme, todo margeado por essa montanhas douradas e, quando consegui um pouquinho de sinal no celular, descobri que era Laguna Corani. Pretendo visitar esse lugar, famosíssimo, caso volte no fim do ano com a Ana, já que é verão, e dá pra se banhar, o que é impossível debaixo dos 14º que estava pela região hoje. Logo em seguida passamos por Colomi, onde pegamos um congestionamento de uns 40 minutos. Nesse momento eu tinha desistido de tentar tirar fotos, mas foi outro lugar que eu deixei marcado pra perder, pelo menos, 1 dia pra conhecer. Por fotos eu não imaginava que fosse um lugar tão encantador. Então, comecei a tentar entrar em contato com minha hostess em Cochabamba, a Carol. Acho que eu fui um pouco grossa com ela, sem querer, pois as mensagens estavam demorando a chegar e chegaram todas muito tempo depois. Eu achei que ela estava me ignorando e quase comecei a chorar, pois já era mais do que certo de que eu chegaria em Cochabamba muito depois das 18h, quando na Bolívia já está escuro. Eu me imaginei tendo que dormir na rodoviária, pra não gastar dinheiro com hostel que, assim, em cima da hora, só teria preços exorbitantes. Eu estava cansada, com fome, com sono e, pra piorar, abandonada??? Hoje não era meu dia!!! Quando entrei na cidade de Cochabamba vi de longe o Cristo de la Concordia e, logo abaixo dele, a Laguna Alalay. Impossível não lembrar do Rio, vendo o Cristo Redentor lá em cima do Corcovado da Lagoa Rodrigo de Freitas. A cidade é toda margeada por montanhas e as luzes são todas laranjas, o que deu um efeito bem acolhedor à minha chegada, já que eu estava quase entrando em desespero. Mas foi descer do autobús e as mensagens da Carol chegaram todas, com a ubicación (localização) de sua casa. O terminal de buses de Cocha estava lotaaado de gente e, ao que me parece, é assim todos os dias, o dia inteiro. Fui já pesquisar o preço da passagem para La Paz, para onde sigo viernes (sexta-feira) e já saí pra esperar um táxi. Eu até pensei em usar transporte público, mas eu já tinha passado quase 12h dentro de um ônibus e só queria chegar logo em um lugar seguro e menos frio do que a rua. O taxista não sabia onde era o endereço e ativei o GPS pra poder ajudá-lo. Ele pareceu maravilhado com essa nova invenção e disse que nunca tinha pensado em usar o celular com essa intenção. Gente, pera, para tudo! Será que ele tava tirando uma com a minha cara ou que eu vou ajudar a revolucionar a malha de taxistas de Cochabamba?! Só sei que cheguei na casa de Carol em menos de 15 minutos e fui recebida pela dona Miriam, mãe de Carol, pois ela ainda estava trabalhando (e deve estar até agora, pois ainda não a conheci). Dona Miriam me apresentou a casa, a gatinha Kati, a cadela Luna, me deu água, café, pão com manteiga e uma boa dose de conversa. Já peguei algumas dicas sobre a cidade e, ao que parece, amanhã vai ter manifestação nas ruas, em protesto contra o aumento da eletricidade. Ó lá, eu me metendo em política até no país alheio, hahahahaha... Dona Miriam também me deu muitas dicas sobre o soroche, e sobre Oruro e Potosí, e me disse que, no dia 16, está previsto neve em La Paz. Eu chego em La Paz no dia 15!!! Gente, eu vou ver neve? É isso mesmo? De verdade, assim, bem na hora que ela começar a cair? Aqui na casa de Carol me disponibilizaram um quarto só pra mim, com uma cama de solteiro queen size e muitas cobertas, pois a previsão pra madrugada é de 3º. Tomei um banho, ajeitei as coisas pra amanhã, pois pretendo sair cedo e passar o dia andando, já que, devido às manifestações, os transportes coletivos não funcionarão e lá vou eu conhecer a cidade de pé-dois e tô nem aí pra isso não. *** Gastos do dia: 20Bs (táxi até terminal de buses) 50Bs (passagem Santa Cruz x Cochabamba) 1Bs (banheiro) 6Bs (agua de cereza) 20Bs (táxi até Carol) Primeiro dia que gasto o que me propus a gastar diariamente. 100Bs, aproximadamente, 50Bs. Aaaeeewww!!! Ou eu economizo, ou posso esquecer Chacaltaya e o Downhill em La Paz! Bora lá diminuir essa conta amanhã. ---x---x---x--- Dia 6 – Cochabamba a pé (12/07) Hoje o dia foi bem cansativo. Armei o despertador para as 8h da manhã e nem o escutei. Desde que saí de SP, não tinha uma noite de sono longa e satisfatória, então, acabei desmaiando mesmo. Lá pras 9h30 acordei e Carol já tinha ido trabalhar, portanto, ainda não nos conhecemos. Olha que coisa, eu estou hospedada na casa dela e só nos conhecemos por foto, rsrs… Dona Miriam me serviu um café-da-manhã e me disse que, talvez, não teria transporte rodando hoje por causa da manifestação. E eu lá me importo em andar? Da casa até o centro da cidade são, aproximadamente, 5km. O dia estava ótimo, céu claro, um calorzinho de 23º, mas dona Miriam me fez colocar uma blusa na mochila, porque à tarde costuma baixar a temperatura. Coisa de mãe, né, gente? Então juntei minhas coisinhas na mochila, liguei o Google Maps e lá me fui até o centro da cidade. Cochabamba é tão encantadora como imaginei ontem à noite vendo suas luzes. As ruas são todas bem largas e limpas e, é lógico, as construções são todas muito coloridas. Depois de uns 40 minutos andando pela Avenina Galindo Blanco, uma das principais de Cocha, avistei uma simpática lagarta. Era um parque infantil, mas a entrada era 2,50Bs, eu só tinha uma nota de 100Bs e a moça não tinha como trocar, então voltei pro meu caminho. Passei por um pedaço da Avenida Aroma (é outra palavra que eu acho bonita, por isso quis comentar aqui: Avenida Aroma de Cochabamba) e cheguei ao Terminal de Buses. Do outro lado da rua vi uma movimentação de pessoas e várias barracas e já me liguei que estava em La Cancha. Não tive dúvidas, atravessei a rua, meti o celular no bolso e me perdi naquele mundáreu de barracas. La Cancha era um dos lugares que eu mais queria ir em Cocha e, com certeza, voltarei lá todos os dias até ir embora porque, gente, sem brincadeira, é um lugar fantástico. La Cancha é a 25 de Março dos paulistanos, é o Saara dos cariocas. Você encontra de tudo! Roupas, tênis, bolsas, brinquedos, frutas, flores, eletro-eletrônicos, ócuos de sol, modistas, até serviços de cabeleireiro, tatuagem (sim, tatuagem mesmo, não de henna, feita a céu aberto), manicure… Inclusive vou voltar lá pra fazer minhas unhas, pois a unha artística varia de módicos 10Bs e 30Bs (algo entre R$5 e R$15). Parei em uma barraquinha que me pareceu simpática, sentei com os bolivianos que dividiam uma mesa e pedi uma sopa de maní (amendoim) e uma Fanta (gente, boliviano adora Fanta e Sprite, é só o que eles tomam). Depois passei em uma barraca que vi uma jaqueta linda e quentinha, por 40Bs e só não comprei porque a mala já está abarrotada mas, como estou passando calor, comprei uma regata por 15Bs. E não pensem vcs que é uma porcaria qualquer não. Tecido bom pra caramba! Eu realmente devia ter deixado pra comprar roupas aqui na Bolívia mas, agora, com esse pouquinho de dinheiro que tenho, só vou ficar passando vontade mesmo. O lugar parece um labirinto e a primeira vista parece bagunçado, mas é organizadíssimo. Os produtos não são vendidos aleatoriamente. Há a parte só de roupa, a só de sapatos, a só de brinquedos, a só de utensílios de cozinha, a só de flores, e por aí vai.. E é uma feira mesmo, daquelas que o feirante grita um preço e o do outro lado da rua grita 1 ou 2Bs a menos, e de repente tem outro oferecendo 2 por 1. Depois de quase 1h30 me metendo em vários bequinhos aleatórios e saindo em lugares também aleatórios, saquei meu Google Maps e decidi ir até o Jardim Botânico, também a pé. Comprei um saquinho de “granola”, com as mais variadas sementinhas mas, quando abri, percebi que era tipo uma pipoca doce de saquinho, ou seja, ISOPOR. Hahahahaha… Mas, no meio do caminho, acabei dando de frente com o Museu Arqueológico, porém, estava fechado, então abri o mapa e vi que tinha vários museus e igrejas ali perto, então decidi ficar por ali mesmo hoje. Fui até a Plaza 14 de Septiembre, alimentei os pombos (que são infinitos nessa praça) e ia entrar na Catedral Metropolitana, mas ela também estava fechada. Olhei pro relógio e era 13h00. Perguntei a uma senhora que estava vendendo laranjas se não era permitida visitação à catedral e ela me disse que tinham fechado para o almoço e só reabririam às 14h. Um pouco mais pra frente fica o Museo La Casona Santivañez. O acesso era livre, porém, todas as portas estavam fechadas e havia um aviso para me registrar antes de visitar. Quando me dirigi à porta da recepção, estava fechada para almoço. Tirei só algumas fotos do pátio aberto e algumas esculturas que estavam ali expostas. Então andei até a rua detrás, onde tinha visto um pequeno restaurante chamado Pollos Pachita e foi ali mesmo que almocei. Bolivianos adoram pollo (frango). A maior parte dos pratos dele vai frango. Na Bolívia vc vai ver e ouvir a palavra “pollo” muitas, muitas, mas muitas vezes mesmo. E vai comer muito pollo também. Detalhe: na Bolívia não existe McDonald’s! Foi nesse restaurante que eu descobri que, por ter manifestação, muitos comércios, museus e igrejas não abririam e, gente, verdade mesmo: não abriu NADA! Eu não consegui entrar em nenhum igreja, em nenhum museu e até o shopping que passei na volta pra casa, só estava funcionando o pátio de comidas! Acho que isso é uma das coisas que nós, brasileiros, deveríamos aprender com os bolivianos. Não houve uma manifestação assim lá muito grande e cheia de gente, mas a cidade realmente parou. Quem não foi à manifestação, também não foi trabalhar. E eu não ouvi ninguém reclamando da falta de transporte ou chamando os manifestantes de vagabundos! Sério, eu moraria em Cochabamba com muita tranquilidade. Bom, andando sem rumo, novamente, pela cidade, dei de frente com um museu aberto. Êêêêê… Não era um museu muito grande e está bem descuidado, pra falar a verdade. Museo Martin Cardenas. Por ser um museu histórico, uma casa com móveis originais e tudo mais, deveria ter uma atenção maior por parte das pessoas que ali trabalham. Tinha toalhas de mesa secando na escada de madeira, da década de 40, quando a casa foi construída. Saí de lá até meio chateada. Então fui pra minha última tentativa: o Convento de Santa Teresa e seu museu. Já de longe, quando vi sua arquitetura, me arrepiei. E, ao fundo, dava pra ver o Cristo de la Concordia. No momento em que comecei a pesquisar sobre Cochabamba, me interessei, antes de mais nada, pelo Convento. Eu via as fotos e ficava maravilhada. Daí que, adivinhem? Fechado! Mas, como já haviam me dito que os lugares estavam fechados por causa da manifestação, ainda tinha a esperança de poder vê-lo amanhã. TINHA. Vi uma casinha ao lado da igreja, oferecendo pacotes turísticos e fui pedir informações sobre a igreja e daí, a moça fez uma cara super triste e me disse que a catedral está em reforma há quase 2 meses, sem previsão para término e reabertura. Disse que como a cidade está em festividade (não entendi muito bem o que ela me disse), talvez eu conseguisse ver um pouco durante a noite, quando eles abrissem para a missa mas, o museu, com certeza, estaria fechado. Eu quase comecei a chorar ali mesmo. Vendo a minha situação ela começou a pegar vários prospectos e me mostrar vários outros lugares que eu ia gostar de conhecer mas me confirmou que hoje seria impossível que alguma coisa estivesse aberta. Juntei os prospectos e peguei o caminho de volta pra casa. Já era quase 17h e eu resolvi não fazer o caminho inverso, mas um outro caminho. Abri o Google Maps, me localizei e saí andando. Quando cheguei em uma ponte foi que me dei conta de que Cochabamba é, realmente, toda margeada por altas montanhas. Chegando à Avenida Galindo Blanco comprei um helado cono doble (sorvete duas bolas no cone) de limão e cereja, depois parei em um shopping e subi até o último andar, de onde se tem uma vista panorâmica parcial da cidade, só pra tirar uma foto e continuar o caminho pra casa. Então, lembrei que não tinha pegado o telefone de dona Miriam, para visá-la quando estivesse voltando e pedi a Carol que falasse com ela. Minha última bateria estava acabando (lembrem-se que eu trouxe duas) e eu já não estava mais em condições de andar rápido, com os pés moídos. Quando, enfim, cheguei ao portão, Carol me avisou que dona Miriam tinha saído e que era para eu tocar a campainha e falar com seu abuelito (vovozinho), porém, ele também não atendia à campainha. Sentei na calçada e fiquei ali esperando minha bateria morrer. Alguns minutos depois chegou um carro, com duas tias e os abuelitos de Carol, que também tinham saído. Nos apresentamos, me deixaram entrar e fiquei um pouco na casa os abuelitos. Dona Miriam avisou que tinha deixado a porta aberta e, então, eu subi, tomei um banho e dei uma organizada na mala, que estava absurdamente bagunçada! Dona Miriam chegou a pouco, mas Carol ainda não. Será que vou embora sem conhecer, pessoalmente, minha hostess? *** Gastos do dia 9Bs (sopa de maní + Fanta) 15Bs (blusa em La Cancha) 6Bs (granolas) 18Bs (almuerzo) 1Bs (gelatina na plaza) 10Bs (cañapés) 10Bs (helado cono doble) ---x---x---x--- Dia 7 - Cochabamba com guia particular Carol chegou ontem, depois da postagem. Conversamos um pouco, mas ambas estávamos cansadas, pois já passava da meia-noite. Percebo que meu portuñol está se troando mais español do que português. Até que enfim. Mais uma vez armei o despertador para as 8h da manhã, mas só vou levantar, efetivamente, quando passava das 9h30. Carol não ia trabalhar cedo hoje, então me levou para tomar café da manhã em um lugar que eu nunca, jamais, conseguirei falar o nome: Wist'upiku. Comi uma empanada de queso ótima e um apí, uma bebida quente de maíz blanca e maíz roja, ou seja, nada mais, nada menos que MILHO. Sim, milho! Um suco de milho branco e milho vermelho, só que quente. Parecia, tipo, um vinho quente cremoso. Sem brincadeira, apesar de ser milho, o gosto era parecidíssimo com o de vinho quente. Carol e eu conversamos sobre nossas experiências de viagem e trocamos muitas informações sobre nossas respectivas culturas. Acho que agora estou começando a entender o que, realmente, o Couchsurfing proporciona, o que ele realmente prega e propõe aos viajantes. Quando Carol foi trabalhar, peguei um trufi até o centro da cidade, de onde iria recomeçar o mesmo caminho de ontem e, dessa vez, conseguir ver os locais que não consegui ontem. Minha primeira parada foi o Museu Casona Santivañez. Como já tinha visto as esculturas, já queria logo entrar na casa mas, antes, me direcionaram a um espaço com fotos antigas da cidade. Como já tinha passeado um pouco ontem e sempre presto muita atenção aos nomes das ruas, pra me localizar, sem precisar ficar ativando GPS o tempo todo (porque gasta uma bateria do caramba), reconheci alguns lugares e comparei com as fotos que eu tinha no celular. Quando saí, percebi que as portas da casa estavam todas fechadas e perguntei a uma funcionária se não havia forma de visitar o interior da casa. Ela me disse que a guia tinha acabado de sair, mas ia verificar com o chefe se podia liberar minha entrada. Então, se aproximou de mim um senhor e perguntou, em espanhol, se eu era turista, respondi que sim, que era brasileira e ele me respondeu em português. Não me contive e dei um abraço nele! Ele me explicou que não era brasileiro, mas falava português pois já tinha vivido no Brasil. Quando a moça voltou, disse que podíamos subir e conhecer a casa. O lugar é fantástico e o acesso é gratuito. Lauro e eu continuamos conversando e ele foi me explicando algumas coisas sobre a casa, sua arquitetura, obras de arte, a história e sobre como ela é usada para alguns eventos do governo cochabambino. Então, ele perguntou se tinha alguma problema se me acompanhasse e me mostrasse alguns lugares da cidade. Bom, eu sou desconfiada. Apesar de bastante sociável, eu sou extremamente desconfiada. Desconfio até das pessoas mais próximas a mim. Não confio nem em mim mesma, na maioria das vezes. Mas sei usar minha intuição e Lauro não me pareceu má pessoa. Durante nosso tour pelo museu, Lauro me contou muitas coisas sobre sua vida, tanto pessoal quanto profissional e isso me deu mais segurança. Em último caso, era só eu inventar uma desculpa qualquer e sair de fininho, né? Então, Lauro me disse que tinha que dar uma entrevista pra um dos canais locais e me convidou para ir junto e, depois, me levaria pra um tour pela cidade. Fui. Gente, é sério, eu tava num canal de TV boliviano, hahahaha... Tá certo, é um canal pequeno, da Univalle (uma universidade boliviana), mas eu nunca tinha entrado assim nos bastidores de um programa de TV e tive essa experiência, justamente, fora do meu país. Enquanto Lauro dava a entrevista, conheci Pedro, um colega de faculdade de Lauro, que também estava lá na emissora, pra dar uma entrevista sobre uma feira de produtos naturais que está rolando em Cocha. Pedro não falava absolutamente nada de português, mas conseguimos nos comunicar muito bem. Conversamos sobre cultura, sobre nossas profissões, sobre gramática espanhola e portuguesa, sobre Fórmula 1 (quando eu disse que morava próximo ao Autódromo de Interlagos) e, até mesmo, sobre o nosso atual cenário político brasileiro. Pedro demonstrou uma enorme admiração e respeito por Lula e Dilma e, antes mesmo de eu falar qualquer coisa, chamou o nosso querido "presidente" de golpista. <3 Então, Lauro me levou até o Museu Arqueológico, onde eu fiz amizade com a Mumi, mesmo depois do susto que ela me deu. Depois fomos ao Banco Central de Bolivia, que é um prédio fantástico, perto do Museu Arqueológico. Ele não faz parte do roteiro turístico, afinal, é um banco, mas Lauro me fez entrar e admirar a arquitetura do lugar, me mostrou alguns detalhes, contou de onde tinham vindo todos os mármores da construção. Lá dentro, óbvio, é proibido tirar foto, mas é um lugar centenário, que as pessoas não dão nem um pingo de atenção. Então, ele me convidou para almoçar, disse que iríamos de carro e aí, é lógico, bateu um pouco de medo. Mas o cara já tinha aparecido na TV, parecia conhecer todo mundo do banco, falava abertamente sobre sua vida profissional. Daí que eu fui começar a entender que eu tinha conhecido um famoso, tipo, um figurão da sociedade cochabambina. Lógico que, por ser mulher, a gente acha que, no fundo, existem segundas intenções, mas Lauro me deixou muito a vontade, em nenhum momento tocou em assuntos que pudessem me soar como assédio. Antes de ir ao restaurante, Lauro me levou a uma de suas lojas de queijo e experimentei um sorvete de queijo. Muito bom, por sinal. Depois demos uma volta por um bairro mais chique, Los Prados, enquanto ele ia me mostrando alguns locais que eu deveria conhecer antes de ir embora. Enquanto me descrevia, também, algumas opções de comida típica que poderia me levar para experimentar (uma delas era rins de vaca, e eu realmente me animei), optamos por um prato menos "pitoresco", um sillpancho. Embaixo dessa carne, tem arroz e batatas fritas. Eu não consegui comer tudo. Bolivianos comem bastante e bem. As comidas que experimentei aqui são, todas, sem excessão, deliciosas! Então Lauro me deixou no centro da cidade e voltei à Casona Santivañez e, dessaa vez, havia uma guia. Entrei novamente na casa, com algumas explicações adicionais, porém, o jardim estava inacessível, por causa de uma exposição que vai acontecer e todos os quadros estavam "guardados" (leia-se jogados) no tal jardim. Tá, né? Fazer o quê? Então saquei o Google Maps e fui entrando em todas as igrejas que estavam por perto: Eu queria ir ao Cristo de la Concordia perto do pôr-do-sol, mas quando fui pesquisar sobre o teleférico, vi a informação de que funcionava até as 18h e já era mais de 16h, o Jardín Botânico estava fechando em meia-hora, então segui até o Palácio Portales, que fica aberto a visitação até as 18h30. Fui caminhando devagar, pois meus pés ainda estavam doloridos de ontem. Cheguei, novamente, ao bairro nobre de Cochabamba. Parece até outra cidade, se comparada com onde estou hospedada e o centro da cidade. Tudo super modernoso, prédios enormes, shoppings, um cinema gigante... Me senti até meio oprimida e, pra falar a verdade, eu não curto muito lugares assim. Eu sou da perifa, né? Sempre fui. Apesar do meu sonho de infância ser Paris, rsrsrsrs... Quando estava chegando à rua do Palácio, fui abordada por um rapaz e, nesse momento, minha intuição apitou. Ele veio dizendo que tinha um perfil no AirBnB e alugava casas aqui em Cochabamba e em Tarija e que tinha me abordado pois percebeu, pela minha fisionomia, que eu era turista e queria deixar o contato dele caso, um dia, eu voltasse a Cochabamba ou algum amigo meu. Eu grudei no meu celular, parei num banquinha de doces e fiquei ali parada, conversando com ele. Ele perguntou pra onde eu estava indo e disse que poderíamos ir andando e aí eu disse que ia comprar algumas coisas na barraca antes de continuar, que ele podia me passar o contato ali mesmo. Foi tudo bem rápido, eu sequer anotei o nome completo dele, agradeci e logo me virei pra falar com a vendedora. Ele ainda ficou uns segundos parado, depois se virou e foi embora. Eu olhei no Google Maps e peguei outro caminho. Andei bem uns 10 minutos a mais, mas pelo menos me senti segura. Chegando ao Palácio pedi informações, perguntei se havia desconto para estudantes e, além de desembolsar 20Bs pra visitar o palácio, só depois fui informada de que não poderia tirar fotos lá dentro! O Palácio é fantástico. Lindo mesmo. Mas muito europeu pro meu gosto. Se eu quisesse ver coisas europeias, eu ia pra Europa. Nossa, que chata, né? O tour durou uma meia hora e então podíamos passear pelo jardim ou pela galeria de exposições de arte, e lá sim poderíamos tirar fotos, sem problemas. Mas já estava escurecendo e as fotos não ficariam lá grandes coisas. Enquanto eu olhava alguns quadros, chegou o guia perto de mim e começou a perguntar de onde eu era, o que estava achando daBolívia, quantos dias mais eu ficaria em Cochabamba... Não sei se foi só impressão minhas, mas achei mesmo é que ele tava querendo me convidar pra sair. Bolivianos não devem estar muito acostumados com loiras de cabelo azul. Aqui acho que eu sou meio exótica, sei lá... Dei uma volta rápida pelo jardim e fui pra rua, esperar o micro que me levaria ao centro. Hoje eu queria tentar entrar na Catedral de Santa Teresa e a missa já devia estar quase começando. Como já estava ficando muito escuro e eu estava bem longe, acabei pegando um táxi mesmo. E foi ótimo fazer isso, pois o taxista me falou sobre uma igreja em La Paz, que tem enormes murais baseados no Inferno da Divina Comédia de Dante, mas eu não perguntei o nome e ele também não me falou, portanto, pessoas, por favor, me digam se souberem que igreja é essa, pois eu quero e preciso muito ir nela. Chegando na praça da Catedral, vi algumas barraquinhas de comida e a porta semi-aberta. Ouvi vozes lá dentro e empurrei a porta só um pouquinho. Meu queixo quase caiu no chão! É a igreja mais linda que eu já vi em toda minha vida. Eu entrei olhando pra todos os lados e a emoção foi subindo. Quando eu peguei o celular pra tirar foto, o altar se acendeu por completo e eu comecei a chorar. Literalmente. Eu chorei de verdade. Como eu já disse, a Catedral de Santa Teresa era um dos lugares que eu mais queria conhecer e foi um banho de água fria descobrir que ela estava fechada pra reformas, junto com o museu e o convento. Quando todas aquelas luzes se acenderam, no instante exato em que eu ia tirar foto, pareceu como se fosse Deus ou seja lá o que vcs acreditem, que estivesse me dizendo pra não ficar tão triste por não poder conhecer aquilo que eu tanto queria. Eu me sentei um pouco, escutei um pouco da missa e agradeci por esses últimos dias que têm sido tão perfeitos. Não sou religiosa, nem tampouco católica, mas senti que precisava agradecer. Saí de lá ainda com os olhos marejados e parei na barraquinha, onde comi um pastel e tomei um copo de tojori (parece bastante com a nossa canjica). Pedi informações sobre onde pegar transporte a Quillacollo (o lugar onde estou hospedada fica no caminho para essa cidadezinha) e lá me fui. Eu tô sem óculos de grau, quebrei o meu no trem (da morte!). Os itinerários estão escritos em letras minúsculas e, com as luzes dos carros vindo direto na minha cara, eu não conseguia enxergar nada. Fora o trânsito caótico da cidade, também é aquela coisa de vc poder pegar o transporte onde quiser. Existem algumas esquinas em que as pessoas se juntam e ficam todas lá esperando os micros e trufis, mas eu posso subir e descer onde eu quiser. E passaram 3, 6, 10 e eu só enxergava quando já tinha passado a toda velocidade. Resolvi ir andando até um certo trecho e tentar pegar um táxi mas, da mesma forma que os micros e trufis, eles não têm lá uma marcação muito visível. Alguns têm luminosos escrito "taxi", mas a maioria só tem um adesivo de uns 20cm colados no vidro. Eu demorei uns 50 minutos até conseguir pegar um micro. Em 15 minutos cheguei em casa. Amanhã pretendo ir ao Cristo cedo e fazer minhas unhas em La Cancha. *** Gastos do dia 4Bs (microbuses – ida e volta) 13Bs (café-da-manhã) 20Bs (Palácio Portales) 10Bs (tojori + pastel) ---x---x---x---
  20. Breve passagem pela Bolívia

    Tenho sede por conhecer esse mundão espalhado pelo nosso planeta. E assim, de forma despretenciosa, meu irmão anunciou que iria tirar férias e gostaria de ir à Bolívia. Seu principal foco era conhecer o local de morte do Che Guevara. E logo surgiu um ímpeto de acompanhá-lo em sua aventura. Foi uma viagem gostosa, cada dia num lugar diferente, experimentando sabores, contemplando paisagens e conhecendo o povo boliviano. Saímos do Brasil por via terrestre, chegamos na fronteira da Bolívia via Corumbá/MS. Lá esbarramos no descaso, enquanto o lado do desembaraço do Brasil levava duas horas pelo seu serviço demorado e ruim, a Bolívia levava 10 min. Sentimos um certo descaso dos servidores brasileiros que atuam na fronteira, e a educação também passa longe. Mas do lado da Bolívia, tudo é muito desembaraçado. O que mais me encantou na Bolívia foi a hospitalidade do povo boliviano e a sua rica comida em grãos e raízes, por aí vão quinoa, trigo, linhaça, milho, batata. Algumas desses alimentados eles também preparam sucos e licores que são saborosos e nutritivos. As cidades por onde passamos foram conhecidas com a ajuda de mapas dispostos nas rodoviárias, casa de turistas e casas de hospedagem, tudo bem sinalizado e que divulgavam os pontos turísticas e as rotas pela cidade. Isso nos ajudou bastante na liberdade do deslocamento sem precisar estar contratando algum translado. O lugar que todos nos avisavam de perigo e eu achei a cidade mais ocidental da Bolívia, foi Cochabamba. Lá haviam bastantes supermercados, coisa não muito comum pelo país, já que o comum são os mercados de ruas, que eu particularmente acho muito interessante. E, retornando ao perigo de Cochabamba, todos que pedíamos informações sobre os locais que queríamos conhecer nos avisavam para tomar cuidado com assalto pelo mercado central de Cochabamba e também andar pela rua tarde da noite. Avisos dados e cuidados tomados não tivemos qualquer imprevisto ruim. Nosso roteiro foi intenso. Por todas as cidades que passávamos íamos ao encontro do mercado central, queria experimentar toda comida típica de lá. Experimentei chá de coca no barraca da chula, comi pão com natas, leite quente com chocolate, carne de alpaca e trucha em Copacabana, sopa de pollo, sopa de farinha, sopa de mani, muita papa frita, muito pollo e chuleta em todos os lugares, sonso de Santa Cruz, humintas, cuñape, chocolate com coca de Sucre, licores de coca e frutas locais, buñelos, api caliente, maiz, saltenhas e muitas empanadas de queso e de pollo, e muitos sucos de sabores variados. Não tive problemas de estômogo ou dores de barriga por conta de comer comidas de rua e de barracas. A Bolívia é encantadora, nossa rota iniciou em Puerto Quijarro e até os limites de Copacabana. Passamos por Santa Cruz e foi bom dar de cara com as Chulas e as suas vestes e sua graciosa praça 14 de Septiembre. Em Valle Grande foi legal andar pelas ladeiras, montanhas e precipícios até La Higuera. A bonita Cochabamba foi difícil de encontrar passagem, tivemos que ir de trecho a trecho até chegar porque tentamos partir de Valle Grande até ela, e para chegar até lá viajamos a noite, senti que a estrada era sinuosa e cheia de barro, o ônibus balançava muito, um balanço gostoso para dormir. Ainda, em Cochabamba tive uma impressão de estar em algum dos palácios europeus ao visitar a mansão do rei do estanho, o guia relata que a construção se deu pelo senhor Simón Patiño, um genuíno boliviano que de forma despretensiosa comprou umas terrinhas e que lá foram descobertos uma grandiosa mina, e assim, tornou-se um dos homem mais rico do mundo no início do século XX. Em La paz foi um divisor de águas até chegar, ela é a capital política, possui um trânsito intenso, barulhento e muito diferente para mim, mas não se vê nenhum acidente, isso demonstra que os motoristas são muito atenciosos; também, achei muito interessante as contruções, não são prédios muito altos mas que parecem ser muito bem construídos dada a irregularidade do terrento, acho que os construtores são ótimos. E a Copacabana linda e congelante, estar lá em julho e ver sua água linda sem nem conseguir molhar o pé no lago é difícil, contém beleza, frio e somados aos cachorros enormes, muito fofos e mais dóceis de toda viagem, eles te seguem, pedem carinho e cuidam dos visitantes. Mas tenho um desabafo para fazer, como é difícil achar banheiros pela Bolívia, tem que pagar para usar. Também a higiene dos banheiros não eram lá grande coisa e por muitas vezes água só no latão, fria e congelante. Água quente é luxo na Bolívia. Outro relato ruim é o acúmulo de lixo pelas ruas das cidades e pelas margem das estradas também. Isso é ruim! Gostei de lá e achei o povo boliviano feliz e hospitaleiro estão sempre a te receber com um sorriso dourado de ouro cravados nos dentes, gostam muito de festas e se ocupam muito de trabalhos pesados do cotidiano.
  21. 12 dias de viagem pela Bolívia Puerto Quijarro, Santa Cruz de La Sierra, Vallegrande, La Higuera, Cochabamba, La Paz (El Alto), Copacabana, Isla del Sol, Isla de la Luna, Sucre. Eu e minha irmã fizemos uma viagem pela Bolívia. O período total, incluindo os trajetos dentro do Brasil de chegar na fronteira e voltar para casa, levou 15 dias. Na Bolívia mesmo foram 12 dias. Fizemos a viagem falando português. Claro que aprendemos um pouco de espanhol nesses 12 dias de Bolívia. Os comerciantes e mesmo na rua as pessoas compreendem e conseguimos nos comunicar. Não tivemos problemas de comunicação para locomover, comer ou em reclamar do serviço prestado. Fizemos isso em português e na medida que aprendemos um pouco do espanhol, passamos a fazer no “portunhol”. A viagem começou pegando voo para Campo Grande. Depois de descer do avião, saímos do aeroporto para a rodoviária de Campo Grande, pegamos ônibus coletivo. Foi bem tranquilo, as informações recebidas das pessoas na rua facilitaram se locomover na cidade. Na rodoviária de Campo Grande pegamos o último ônibus do dia 1º de junho de 2017 para Corumbá. O ônibus saiu às 23:59. Parece difícil de acreditar, mas eu e minha irmã passamos frio na rodoviária. Foi uma noite com temperatura diferente da que esperávamos. Tivemos que tirar as roupas da mochila e vestir. Muito frio, o vento ajudou a esfriar mais. Pouco antes das 23:59 entramos no ônibus e acordamos no outro dia cedo em Corumbá. Em Corumbá andamos a pé e de ônibus coletivo. Tem um ônibus que leva até a fronteira, acho que a passagem custa R$ 3,25. Em Corumbá conhecemos a chipa, um biscoito que parece pão de queijo, mas com formato diferente. Na fronteira a demora maior é passar pelo desembaraço do lado do Brasil, depois disso, no lado da Bolívia, é mais rápido. Minha irmã trocou parte de seus reais logo na primeira banquinha de câmbio de Puerto Quijarro, logo que entrou na Bolívia. Eu pensei em trocar depois, sonhei com uma cotação melhor, porém não deu certo. Ela conseguiu trocar cada real por 2,08 bolivianos. Este câmbio foi o melhor durante toda a viagem. Na maioria dos lugares trocam 1 real por 2 bolivianos. O câmbio ajuda bastante, converter os reais em bolivianos. O custo das coisas na Bolívia, em comparação com os preços praticados no Brasil, sai em conta. A exceção fica por conta de alguns locais turísticos com preços em dollar. Em Puerto Quijarro andamos a pé e de táxi. Na Bolívia é bem tranquilo andar de táxi, os preços, se comparados com os do Brasil, são mais em conta, tenha atenção somente em combinar o preço antes da viagem. Outra coisa, os carros são mais velhos. De Puerto Quijarro para Santa Cruz de La Sierra fomos de trem, no Ferrobus. O preço da passagem de trem (Ferrobus) é a mais cara para sair de Quijarro e chegar a Santa Cruz, são 235 bolivianos. As outras opções, trem da morte ou ônibus, custam em média 70 bolivianos. Conversamos com um taxista de Quijarro, ele disse que há universidade na cidade com curso de medicina, que sua mulher faz o curso. Há também na cidade shopping China, mas não chamou nossa atenção, os preços estão em dólar. No final da tarde fomos para o terminal pegar o trem (Ferrobus). A maioria dos passageiros no dia que viajamos não eram bolivianos. A poltrona do trem é boa, dá para dormir, lá pelas 20:00 oferecem a janta – é vendida a parte - o prato é arroz e pollo com papas (frango com batata frita). Na manhã seguinte chegamos em Santa Cruz. Em Santa Cruz conhecemos a “Plaza 14 de Septiembre”. Há alguns cafés próximos, um museu com algumas exposições, tinha o kiosko e yarituses (artes bolivianas), há também uma casa de cultura próximo da praça com exposição de quadros e apresentação musical. Andamos na cidade para conhecer os mercados, feiras e biblioteca. Vimos uma rua que é movimentada à noite, há várias portinhas com “mariachi – músicos com estilo mexicano”. Na Bolívia o principal prato dos restaurantes visitados foi “pollo com papas” (frango com batata frita). É muito comum, se quiser ser rápido para receber o almoço ou janta, peça um. Depois de Santa Cruz fomos conhecer Vallegrande. Pegamos van em Santa Cruz, na praça Oruro. Desta praça saem vários para Vallegrande. O motorista da van corria, fazia ultrapassagem de forma um pouco perigosa, mas chegamos. Para chegar a Vallegrande passamos por Samaipata, disseram que há algumas ruínas, registros históricos, parece ser interessante conhecer Samaipata. Na praça principal de Vallegrande (Plaza 26 de Enero) tem internet com acesso livre, pode aproveitar para mandar mensagem. Nos lados da praça ficam uma igreja, a prefeitura, o centro cultural da cidade e um café interessante para beber chá de coca. Ficamos numa pousada bem legal em frente a praça. À noite fez muito frio, mas frio mesmo, e o chuveiro só caia água fria, minha irmã acabou deixando a torneira aberta esperando para a água esquentar, mas nada de “água caliente”. A casa da cultura é o ponto para quem quer pegar um mapa da cidade e orientações sobre a Rota de Che Guevara. Se quiser comer algo, o mercado da cidade é a indicação, tem Api e outros sucos, tem algumas opções de bebidas alcóolicas (não lembro os nomes, só sei que comprei e bebi com minha irmã uma garrafinha). A Rota de Che é feita uma parte na cidade, visitando o hospital, o antigo campo de pouso de aviões e onde estão os restos mortais dos demais guerrilheiros. A outra parte é conhecer La Higuera e a Quebrada del Churro (acredito que se escreva assim). Para ver a parte da cidade preferimos ir com guia para ouvir as histórias, foi cobrado 45 bolivianos por pessoa. Isso é acertado na casa da cultura, ao lado da prefeitura. O guia vai mostrar caminhando ou no táxi, se for no táxi ele cobra mais 30 bolivianos. Conhecemos a lavanderia do hospital, local que aparece nas fotos com Che Guevara já morto. O guia disse que depois de morto, já na lavanderia, os militares abriram para a população ver o corpo, aos fotógrafos e jornalistas. Há também o campo de pouso dos aviões para visitar, este local foi desativado para os aviões e hoje está um museu de recordações de Che. Foi muito interessante visitar, viver isso, passar por este local e sentir que ainda há chama acesa daquele pensamento de Che vivo. O local de enterro de Che Guevara, pelo relato do guia, foi descoberto 30 anos depois de sua morte, que ocorreu 1967. A descoberta se deu porque um militar que participou da operação de captura e morte falou que Che estava enterrado no campo de pouso, que não tinha sido levada para outro lugar. Vallegrande e La Higuera são locais de resistência e luta, pois em conversa com o guia, mesmo depois desses acontecimentos, de sua representação simbólica em monumentos de recordação na cidade, a região é muito de direita, mesmo com a eleição vencida por Evo Morales, e continua a prefeitura tendo alcalde (prefeito) de orientação de direita. Por outro lado, essa parte do turismo é aproveitada, porque vem comemorando a data da morte de Che e neste ano de 2017 vão promover o evento de 50 anos sem Che. O outro local a visitar são os túmulos com os restos mortais de outros combatentes da guerrilha. O local fica atrás de uma área do rotary club da cidade. A guerrilha teve participação de mulher, teve a guerrilheira argentina Tania. Para conhecer La Higuera acertamos com o taxista 250 bolivianos pela viagem. Ele nos levou e trouxe. No meio do caminho ele vai mostrando os locais que Che passou. Nós não fizemos a trilha da “quebrada del Churro”, por onde o grupo de Che passou. Acho que perdi nesse ponto, vale a pena fazer a trilha, todos que fizeram gostaram. Em La Higuera tem a escola que Che ficou preso com os demais companheiros e, por informação do guia, onde foi morto pelos militares. Essa escola não funciona hoje mais para o ensino, é hoje local para recordações e visitas. Foi erguida uma a nova escola. Ergueu-se também um monumento de Che bem na frente da pracinha de La Higuera e outro ao lado da escola nova, onde há o monumento da cabeça de Che. Dentro da escola nova há fotos de eventos com familiares de Che e de Fidel. Já na escola em que Che ficou preso há várias mensagens nas paredes, bandeiras, quadros contando parte da história e um que chamou a atenção, o de que Che e seus companheiros eram procurados e havia recompensa. Pelo relato do guia, Che veio para a Bolívia por causa do país estar numa posição geográfica central na América do Sul, já havia base do partido comunista, seria campo para fazer escolas de guerrilha. Porém, o serviço americano de espionagem teve informações da presença de Che na Bolívia e daí os guerrilheiros enfrentaram uma propaganda contrária forte com recompensa por informações e captura. O guia disse que os guerrilheiros se separaram em dois grupos, um com Che e outro com Joaquim. Por estas condições adversas, Che já não poderia aparecer, a propaganda também inflava o povo contra a guerrilha, pois dizia que vinham para tomar as terras, uma propaganda que ganhou forças visto o relato do guia de ter havido reforma agrária na Bolívia anos antes da chegada de Che. Outro fato dito pelo guia era que os exercícios de reconhecimento dos terrenos, nesta altura do tempo, eram feitos à noite, de madrugada. E numa dessas madrugadas, um camponês avistou o grupo de Che passar por suas terras e logo avisou o exército boliviano, que cercou o terreno e de emboscada renderam o grupo. Che levou um tiro na perna e foi ajudado a ir à escola de La Higuera por dois companheiros. A escola de La Higuera serviu de prisão até sua morte e dos companheiros. Há também o relato de que a captura do Che foi comunicada por telégrafo com a mensagem de “De buen dia a papa” (acredito que se escreva assim). Che recebeu a identificação de “papa” na comunicação dos militares. Voltamos para Vallegrande no meio da tarde. Na rodoviária da cidade tentamos comprar as passagens para Cochabamba, porém estavam os ônibus lotados. Daí nos deram ideia de pegar uma van até Mataral, cidade em beira de estrada, pois poderíamos pegar um ônibus para Cochabamba. Porém, não foi possível. Em Mataral, deram-nos outra ideia, ir para Comarapa, e de lá sim conseguiríamos ir a Cochabamba. Em Comarapa conseguimos as passagens para Cochabamba. As distâncias na Bolívia, a depender da região, são relativamente pequenas, mas leva-se muito tempo de viagem. Há muitas estradas sem asfalto (ou com trechos asfaltados), passa-se por encostas de morro (ou da cordilheira), do lado da estrada é um precipício, por pequenos córregos. Nesta viagem a Cochabamba sentimos o ônibus passar por estrada de chão, poças de água ou pequenos córregos, brincamos até que, se o ônibus pifasse ou ficasse preso num buraco, todos desceriam para empurrar, os gringos, as chulas, todos ajudariam. Chegamos em Cochabamba de madrugada, por volta das 4:00, muito frio, esta noite eu não consegui dormir, sentei do lado dum boliviano das ancas largas, ele não se comportava no assento dele. Procuramos um alojamento para terminar a noite. Encontramos um bem esculhambado e ficamos nele, não havia opção naquele horário, nem poderíamos correr o risco de ficar andando de madrugada. Em Cochabamba conhecemos um museu arqueológico de uma universidade local (San Simon), subimos até o Cristo de la Concordia por teleférico, visitamos mercados e feiras. Andar em Cochabamba é tranquilo, pelo menos no centro, há indicação dos nomes das ruas nas esquinas. Experimentamos a pamonha deles (huminta). No dia seguinte fomos para La Paz, chegamos à noite. Ficamos num hotel (diária de 160 bolivianos para duas pessoas, duas camas) na zona turística, próximo do mercado das bruxas e do museu da coca. Nesta noite, depois de deixar as coisas no hotel e seguindo as orientações do taxista, formo a um pub inglês próximo do hotel (The English Pub). Olha, eu como visitante da Bolívia, preferia ir num bar boliviano, confesso que não gostei do pub inglês. No outro dia fomos andar no mercado das bruxas e no mercado Camacho. Conhecemos o El Alto, lá convertemos mais reais em bolivianos, cada 1 real por 2,06 bolivianos. Andamos de teleférico para o El Alto. Lá no final da linha vermelha do teleférico tem uma feira, muita coisa é vendida lá. Peças usadas de carro velho, roupa, comida, equipamentos de celulares e o que costumamos a ver por aqui nas feiras de produtos chineses. No El Alto há terminal e uma rodoviária informal onde há saídas de ônibus para todo lugar. Em La Paz visitamos a Plaza Murillo, onde fica a sede do parlamento boliviano. Nós entramos na Assembleia dos Deputados no grupo visita das criancinhas das escolas. Foi divertido visitar o parlamento boliviano no meio dos chicos e chicas. Em La Paz comemos carne de Ilama. Não é servido a carne de llama em qualquer restaurante, onde nós encontramos foi em dois restaurantes próximos do mercado das bruxas. O preço é dado em dólar. O prato foi 95 bolivianos e veio com batata frita e poderia se servir do buffet com as demais opções. De La Paz fomos para Copacabana. Adoramos o lugar, ficamos pouco tempo. Em Copacabana ficamos numa pousada que da janela do quarto dava para ver o lago Titicaca. Comemos trucha com arroz e batata frita, assim que chegamos num conjunto de barraquinhas próximo ao lago. O peixe é muito bom. Andamos ali pela frente do trapiche, onde os barcos param, no final da tarde. Muito frio. Depois andamos pelas ruas do centro de Copacabana, é pequena a cidade. À noite comemos nas barraquinhas de comida da feira na rua. Minha irmã comeu carne de Alpaca, acredito que seja parente da Ilama. No outro dia visitamos as Islas de la Luna e del Sol. Tiramos fotos lindas. O local é lindo. Fizemos uma trilha na Isla del Sol. Cansamos bastante e com falta de ar, destaque para a altitude de algo em torno de 4 km acima do nível do mar. Quando termina a trilha tem a fonte da juventude, os turistas são quem param pra molhar as mãos, o rosto, alguns bebem a água. Depois, já na margem, tem uns bares. Comi trucha novamente e minha irmã pediu sopa, mas não gostou, ficou reclamando da sopa, pois tinha cabelo e reclamou ao dono do bar. Neste momento percebi que reclamar em português é compreensível ao boliviano, não precisa gastar o portunhol. O dono do bar entendeu perfeitamente a reclamação em português e minha irmã entendeu o espanhol dele. Depois de Copacabana, voltamos para La Paz. Estava acontecendo a festa do Gran Poder. No hotel, em La Paz, vimos um pouco do Gran Poder pela janela, as ruas cheias, muitos bêbados, assim como carnaval no Brasil. Chamei minha irmã para conhecer a festa, mas ela não se animou, também estava no final, logo depois acabou a música. A coisa chata que aconteceu comigo foi comprar um cartão de memória pro meu telefone numa dessas barraquinhas de coisas da china. Meu telefone estava cheio de fotos e vídeos, sem espaço para mais nada. O que aconteceu, no dia em que estava em Sucre, percebi que o telefone não reconhecia o cartão de memória, enfim, perdi minhas fotos e vídeos que tinha transferido para o cartão de memória. Essa parte foi a mais chata, perdi muitas fotografias e vídeos, com destaque para as paisagens de Copacabana, do lago Titicaca e das ilhas. Na programação que a irmã fez ainda faltava visitar Sucre e Potosi, mas o tempo era curto. Resolvemos comprar passagens de avião para ir de Sucre a Santa Cruz, com objetivo de conhecer pelo menos Sucre. Então, deixamos de conhecer Potosi. De La Paz fomos de ônibus para Sucre. Chegamos em Sucre bem cedo, procuramos por pousada, mas as opções boas eram muito caras e as outras eram de quartos compartilhados. Uma que tinha propaganda e indicações boas para ficar, não abriu as portas quando batemos. Ficamos num alojamento próximo da plaza 25 de Mayo, o banheiro era compartilhado, não havia fechadura na porta pelo lado de dentro. Encostamos a mesinha na porta, isso serviria apenas de sinal para acordar se alguém abrisse a porta à noite ou durante o dia. Em Sucre conhecemos o mercado central, o mercado negro, o parque Bolivar, a Ricoleta (aqui fica o museu indígena e barraquinhas de artesanato e roupas bolivianas). Indicamos conhecer o museu do Sombrero, há opções boas de chapéu, os preços são razoáveis. Eu e minha irmã compramos, cada um, um sombrero que custou na faixa de 110 bolivianos. Do lado do museu do sombrero fica a fábrica. Outro lugar para visitar é o cemitério, minha irmã que fez questão de conhecer. Em Sucre há bons cafés próximos da Plaza 25 de Mayo, há também o chocolate de Sucre, comemos um chocolate recheado de coca, bem gostoso. De Sucre voltamos para Santa Cruz de La Sierra por avião. O aeroporto fica distante da cidade de Sucre, pagamos ao taxista pela corrida 60 bolivianos. No retorno à Santa Cruz não visitamos nada de desconhecido, fomos na plaza 14 de Septiembre e ficamos por ali. Compramos mais alguns artesanatos ali próximo da praça, tivemos que converter mais reais em bolivianos. Minha irmã conseguiu converter cada real por 2,06 bolivianos, já quando fui converter os meus reais me deram 2,05 bolivianos por cada real, disseram que havia abaixado o preço naquela tarde. Fomos de Santa Cruz para Puerto Quijarro de ônibus (70 bolivianos cada passagem). Daí pra frente foi passar pela fronteira e chegar em casa. A única coisa que tem para contar de mais interessante é que em Campo Grande, enquanto esperamos o avião, fomos conhecer o parque da cidade (Parque das Nações Indígenas), do lado há o Museu de Cultura com nome da Universidade local, Dom Bosco (este museu estava fechado) e o Shopping Campo Grande. De mais, pegamos o voo em Campo Grande, eu voltei para Brasília e minha irmã para Palmas.
  22. Dia 01 – 20 de maio de 2017. Essa viagem foi uma daquelas planejadas por mais de ano. Na verdade, chegamos a comprar passagens pra essa aventura em outubro de 2015, mas por questões de trabalho tivemos que cancelar. Na época ficamos na maior dúvida do que fazer: manter as passagens guardadas ou pegar o dinheiro de volta. Acabamos optando por pegar o dinheiro de volta, pois assim poderíamos fazer uma viagem menor aqui no Brasil mesmo. No início de 2017, os planos dessa viagem foram retomados e aí, meus amigos... Vocês sabem como é. Por mais que você leia mil relatos, parece que ainda não sabe de nada. Começamos a ler e reler tudo de novo. Desde já agradeço aos depoimentos aqui dos Mochileiros, que contribuíram intensamente para o nosso planejamento. A primeira grande dúvida que surgiu: “Só” Peru ou o clássico trio (Peru, Bolívia e Chile)? Escolhemos o trio clássico, porque em 2015 já estávamos decididos quanto a isso. Resolvemos manter... A segunda grande dúvida: Avião ou ônibus? Nesse ponto, vários fatores devem ser considerados e os principais são dinheiro e tempo. Nós tínhamos 21 dias. Daria para fazer o percurso tanto de ônibus quanto de avião, mas sempre que tentávamos montar o roteiro de ônibus nos víamos presos na tentação de estender um pouquinho ali e aqui, conhecer mais aqui e ali... Financeiramente, considerando as passagens e hospedagens, a diferença seriam 200 reais (calculados na ponta do lápis, hein?). Outra coisa que pesou muito foi a unânime decisão de fazer a trilha Salkantay no Peru. Então, precisaríamos de mais dias no Peru e acabamos optando por um roteiro um pouco diferente do habitual descrito aqui no site. Começamos a viagem por San Pedro de Atacama, passando por Uyuni, Santiago, Cusco (Salkantay e Machupicchu). Ficamos praticamente 7 meses vigiando o preço as passagens aéreas. Pelo o que a gente viu, até 3 meses antes da data da viagem, o preço varia pouco... Dos 3 meses em diante, varia muito. Passagens compradas, seguro saúde comprado, equipamentos que não estavam bons comprados... Eu sempre digo que o melhor da viagem é esperar por ela e sua programação. Confesso que nessa viagem em especial, a etapa da programação passou muito rápida e logo chegou o momento do embarque. Atualmente, moramos em Juiz de Fora. O nosso voo saía de Belo Horizonte. Talvez muitos já se perguntem o pq de sair por BH ao invés do RJ, que é muito mais perto... Pois bem, além de estar bem mai barato, também temos familiares em BH e aproveitamos para dar aquele abraço. Entretanto, na volta da viagem, arrependemos um pouquinho disso. Viajar tanto tempo e ainda ter que dirigir mais 4 horas para chegar em casa não é brincadeira. Na sexta feira pela manhã partimos para Belo Horizonte. Tentamos descansar um pouco, mas como é que controla a ansiedade? E o medo de perder o voo (que eram 05:45 do sábado)? E a “pequena” família que tem que ver? A sexta voou e já estava na hora de ir para o aeroporto. Então tudo começou... Pegamos um voo para Guarulhos, onde fizemos o controle migratório. Foi tudo bem rápido e tranqüilo. Em seguida, pegamos o voo para Santiago. Nesse voo eu desmaiei de sono. Eu só acordei mesmo porque não podia perder o lanchinho da LATAM, que não verdade era um sanduíche, biscoitinho e uma saladinha de frutas... ahahahah Quando acordei pela segunda vez, já estava aproximando de Santiago e aí veio a primeira emoção da viagem. Linda e gigantesca, a primeira vista da Cordilheira dos Andes... Pra mim foi algo muito emocionante. Não imaginava que seria tão linda e tão grande. Lembro da aeromoça dizendo que estávamos em área de turbulência, devido a cordilheira. Apertei forte a mão do Átila e todo o resto sumiu. Parecia estar só eu e ele. A euforia foi muito grande. Descemos em Santiago (1 hora de diferença) e fomos para o controle migratório. A moça que nos recebeu não perguntou nada. Carimbou os passaportes e pronto. Então tivemos que despachar as mochilas novamente, agora para Calama. Importante ponto a ser dito: Fizemos uma capa para as nossas mochilas cargueiras. Na verdade foram capas simples, mas que mantiveram as alças das mochilas íntegras até o final da viagem. Chegando em Calama, já havíamos fechado o transfer para San Pedro do Atacama com a Licancabur, então lá estava a moça com uma plaquinha e nosso nome. Demorou um pouco até a van da Licancabur chegar e partir para San Pedro. Com todo esse vai e vai de novo de avião e a correria do dia anterior, estávamos muito cansados. Fomos ao Hostel Mamatierra, no qual já tínhamos feito a reserva pelo Booking. O Hostel é uma graça. É bem perto da Caracoles. Muito silencioso. Cozinha muito bem equipada e disponível. Tem café e chá disponível 24 horas por dia. O banheiro é compartido, mas muito limpo. O único problema é que a água quente não era muito constante. Tava quente e do nada, gelava. Depois descobrimos que se mais alguém estivesse tomando banho, dava esse problema... rsrsrs.. Então o lance era esperar quando a galera já tivesse terminado. A maior vantagem desse hostel era que tinha água mineral disponível para os hospedes. Gente, isso no deserto é um luxo. A água é um bem precioso para eles. Lembrando que no Atacama só chove de 3 a 5 dias por ano (mentira!)... Além disso, era uma economia gritante. Não ter que comprar a água todos os dias e simplesmente encher as garrafas era algo muito bom... Quem nos atendeu foi a Anita, uma moça muito simpática e super disposta a ajudar. De cara, já falou onde estavam os pequenos mercadinhos da região. Por sorte, haviam dois bem ao lado do Hostel. Como chegamos tarde e não havíamos almoçado, resolvemos fazer uma comidinha no hostel msm. Compramos batatas desidratadas e salsichas. Fizemos um purê e as salsichas. Delicia! Aí, descobrimos que o vinho era algo muito barato lá! Mais barato do que água . Claro que bebidas alcoólicas em altitude, atenuam os efeitos... Então, compramos um vinho de 1,5 L... Fomos dormir. No outro dia iríamos acordar cedo e escolher uma agência para realizar os passeios. Dia 02 – 21 de maio de 2017 Acordamos cedo e fomos tomar o café no hostel. Muito bom por sinal. Fomos andar pela cidade e conhecer as agências. Como era domingo, as agências abriam só após as 10 horas, então fomos até a Igrejinha da cidade para conhecer. Quando as agências abriram, fomos direto na World White Travel acertar o Uyuni (já havíamos reservado com eles) e acabamos fechando todos os outros passeios com eles mesmo. Quem nos atendeu foi a Melina. Muito simpática e fez um preço especial por estarmos fazendo todos os passeios com eles. Em seguida fomos trocar dinheiro. A taxa varia um pouco, então vale a pena olhar. A melhor que encontramos fica na Gambart, bem perto da esquina da farmácia. Embora tenha levado um kit de primeiros socorros muito bom, acabei esquecendo o soro fisiológico e precisei comprar . É cruel a secura daquele lugar, viu? Então levem o soro e o colírio! Fomos ao hostel e preparamos um hambúrguer caprichado como almoço. Em seguida, fomos para a agência e de lá, para o Valle de La Luna,um vale de formações vulcânicas e sal. O lugar é lindo. É bem perto da cidade e poderíamos ter ficado o dia inteiro lá admirando. Entretanto, o passeio com as agências é muito corrido. Pouco tempo para apreciar o lugar. Então eu deixo uma sugestão: alugue uma bicicleta e vá cedo pra lá. Se não puder ir de bicicleta, vá andando. É perto, sai mais barato, você fica mais tempo e vai onde quiser. Fomos ver o pôr do sol da pedra do Coiote. Eu preferiria ter assistido do próprio Valle de La Luna, mas também foi lindo. Voltamos para o hostel, preparamos mais um lanche e comemos. Nesse dia, ficamos acordamos até muito tarde. Conhecemos alguns brasileiros (Flávia, Raphael, Osvaldo e Thiago) e foi aquela festa... Os meninos iriam para Uyuni no outro dia e a Flavia iria na quarta, então trocamos as expectativas... rsrsrsr... Começamos a nos preparar para o tão esperado próximo dia: Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas. Dia 03 – 22 de maio de 2017. Acordamos cedo e recebemos um café da manhã em saquinho do Hostel para levar. Muito caprichado (pão com queijo e presunto, pêssego em caldas, iogurte e barra de cereais)! 07:00 horas, o pessoal da agência chegou para nos buscar. Fomos de van e paramos em um povoado para tomar café. Simples, mas gostoso... Depois fomos até a Piedras Rojas e para a nossa surpresa, estava congelado. Era possível caminhar sobre o lago. Chovia um pouquinho, mas nada que atrapalhasse. O frio tava tenso. Uma moça do grupo não suportou o frio nas mãos e voltou passando um pouco de mal para a van. Eu já tive problemas sérios com frio nas mãos em outra viagem e aprendi da pior forma que, se está frio, não pare de se movimentar. Eu não queria perder a chance de aproveitar o local. Então já desci da van me movimentando muito.. . Eu e o Átila nos divertimos muito, mas ficamos um pouquinho tristes de não ter aquela vista das Piedras Rojas. Estava com baixa visibilidade... De lá, voltamos para a van e fomos em direção às Lagunas Altiplânicas. Vai subindo, subindo e nunca chega. De uma hora pra outra, começou a nevar. Muita neve e aí já não se via mais nada na frente... Chegando na portaria do parque das Lagunas, Tam Tam!!!!!! As Lagunas Altiplânicas estavam interditadas devido a neve! Como assim????????? O surto foi geral. Tinha gente na van querendo o dinheiro de volta, tinha gente com raiva, tinha gente que sabia o que estava perdendo e tinha a gente! Que descemos da van mesmo assim e fomos aproveitar a neve, já que era a primeira vez que presenciávamos o fenômeno. Hahahaha! Muitas pessoas viajam para ver neve e não presenciam o fenômeno! Até aí decidimos curtir o que tinha, mas no fundo o coração tava num aperto só de não ver as lagunas. Decidimos que repetiríamos o passeio outro dia. Fomos almoçar no mesmo local em que tomamos café da manhã. O almoço não estava muito bom, mas havia mais de uma opção. Eu pedi frango. Mas provei o tal omelete de quinoa e achei melhor... No almoço, já sabíamos que o clima estava estranho, pois estava chovendo. Pensei que seria por causa da altitude... Depois do almoço fomos ao Salar do Atacama. Pra variar, também não tinha visbilidade de fundo que compõe o cenário exuberante do local... Foi batendo a decepção com o passeio e eu já não tava mais achando graça na tal neve. Antes de ir para San Pedro, ainda paramos em Toconao. Lá tinha artesanato e uma lhama. Nada diferente. Voltamos para San Pedro e aí veio a bomba! Chuva. Muita Chuva. As ruas de San Pedro eram lama. Não se via mais aquele tanto de turista andando para lá e para cá. Em todos os sites que eu li falam que o período de chuvas no deserto é de dezembro a março. Estava no final de maio. É o deserto mais árido do mundo! Chove de 3 a 5 dias por ano! Como assim? O que estava acontecendo? “No deserto não chove”. Chove sim! Eu imagino que para algumas pessoas que vivem ali a chuva deve ser mesmo abençoada, porque chove muito pouco. Mas se pensar que é uma cidade turística, imagino que deve ter sido o terror de todos. Vários turistas indignados e querendo o dinheiro de volta... Nós fomos até a World, que já estava atrás de nós para dar a notícia fatal: No dia seguinte, iríamos para o Uyuni e adivinhe só! A fronteira Boliviana estava fechada por causa de neve. Então foram dadas duas opções: Ir para o Uyuni, sem passar pelas Lagunas Verde e Blanca, atravessando por Ollague, ou pegar o dinheiro de volta e ficar em San Pedro. Detalhe: todos os passeios para o outro dia em San Pedro estavam cancelados devido ao mau tempo. Perguntamos ao pessoal da cidade se era comum essa chuva naquela época e pasmem!!!!!!!! Sim! Alguns falaram que nas últimas semanas de maio e primeiras de junho é comum chover um pouco e cair nevascas nos locais mais altos dos tours. Eu nunca tinha lido isso. Nos falaram o seguinte: de dezembro a março, chove. Os tours podem ser cancelados por causa da chuva. De maio a julho, neva! Os tours podem ser cancelados e ficar muito tempo fechados. A melhor época para ir ao deserto é de agosto a outubro... Também nos alertaram que ultimamente o tempo está muito instável na região. Vem ocorrendo alguns fenômenos climáticos fora de época... Então se prepare! Tudo pode acontecer quando você se dispõe a ficar perto da natureza... Depois de muito pensar, decidimos manter o cronograma e ir pro Uyuni . Vimos muitas pessoas desistirem... Deu um frio na barriga, mas a Melina nos garantiu que tudo seria feito com a maior segurança e que o tempo estava bom em Uyuni... Como retornaríamos para San Pedro, teríamos tempo de fazer os outros passeios. Nesse dia experimentamos as famosas empanadas por mil pesos e fomos arrumar tudo para a viagem do Uyuni. Dormimos cedo.
  23. Bom, galera, moramos em uma cidade na fronteira do Brasil com a Bolívia, chamada Guajará-Mirim, no Estado de Rondônia. Cruzando o rio, chegamos a Guayaramérin, cidade localizada no departamento do Beni, onde pegamos o voo, em um sábado, dia 08 de Abril de 2017. Pagamos R$ 692,00 pelas passagens de ida e volta para Cochabamba (R$ 346,00 cada). A estrutura do aeroporto de Guayaramérin é bem precária, resumindo-se à pista de pouso e a uma estrutura metálica coberta onde os passageiros são abrigados. Às 11h fizemos o check-in na sede da empresa Eco-jet; almoçamos e seguimos para o aeroporto, onde amargamos uma espera de mais de três horas, pois o voo atrasou. Chegamos em Cochabamba por voltas das 18h e rumamos para a casa de uns amigos, que nos hospedaram até terça-feira (11/04). Em Cochabamba, aproveitamos o domingo (09/10) para conhecer o mercado La Cancha, uma enorme feira livre cheia de brechós e diversas lojas com preços convidativos, onde aproveitei e comprei uma jaqueta de couro por R$ 135,00. No fim da tarde, visitamos o Cristo da Concórdia, o cartão-postal da cidade, onde assistimos a um belíssimo pôr do sol. Cochabamba é uma cidade cheia de opções para a noite, com barezinhos e restaurantes de excelente qualidade. Gostei mais de lá do que de La Paz, a qual conheci em outra ocasião. Deixamos a segunda-feira para acertarmos os demais detalhes da viagem. Compramos uma passagem, para o dia seguinte, de trem, o Expresso Del Sur, de Oruro até Uyuni. Esse trem só sai às terças-feiras e sextas-feiras, às 14h30min. A passagem foi adquirida antecipadamente por uma Agência de Viagens chamada Viccio Tours, super confiável, que também nos emitiu as passagens aéreas. Pagamos R$ 60,00 pela passagem, na classe executiva. Compramos, também, na rodoviária, uma passagem de Cochabamba até Oruro, com saída às 6h da manhã, pela qual pagamos cerca de R$ 17,00. Saímos de Cochabamba com destino a Oruro no horário marcado. A distância entre as duas cidades é curta, cerca de 215 km, mas como a estrada é só de subidas e de curvas sinuosas, levamos em torno de 4h30min até chegar ao destino. Lá chegando, pedimos a um taxista que nos levasse até a imagem da Virgen de Socavón, padroeira dos mineradores, maior imagem dedicada à Nossa Senhora erigida na América do Sul. Essa santa é cheia de mistérios e histórias a envolverem o sincretismo religioso dessa cidade, conhecida por seu exótico carnaval. Sacamos algumas fotos e o taxista nos deixou em um restaurante ao lado da estação de trem. Pagamos pelo almoço cerca de R$ 30,00 e, detalhe, no restaurante não tinha wi-fi. Às 14h30min o trem partiu de Oruro com destino a Uyuni. A distância entre as cidades é de cerca de 318km, mas como o trem se move em velocidade lenta, só chegamos ao itinerário às 21h30min. Você pode optar fazer a viagem em menos tempo, caso queira ir de ônibus. Há diversas empresas que fazem esse trajeto de Oruro; Não vale a pena comprar passagem de trem que não seja na classe executiva, pois é uma verdadeira muvuca e certamente você não terá sossego em ter de dividir um banco que não reclina com mais outras três pessoas por sete horas seguidas de viagem. O trecho de trem é lindo, com paisagens impressionantes. O trem não é luxuoso, mas fornece serviço de bordo e há um vagão climatizado onde se pode comer bem e tomar cervejas locais, como a deliciosa Wari. Chegando em Uyuni, fomos diretamente para o hostel, que reservamos pelo booking.com. Optamos pelo Reina do Salar. Pagamos uma diária, em quarto compartilhado e banheiro não privado, por R$ 60,00, por pessoa. Deixamos lá as coisas, tomamos um banho e fomos em busca de comer algo. A cidade tem uma rua principal com várias opções de restaurantes. Fazia um frio imenso, escolhemos uma pizzaria que tinha aquecedor e wi-fi e nos alimentamos. Amanhecemos o dia e fomos em busca de uma agência para fechar o passeio. O amigo da Viccio Tour nos indicou a Manager, com quem fechamos o passeio completo de 3 (três) dias, por R450,00, com quase tudo incluso (café da manhã, almoço, jantar), com exceção da taxa de R$ 75,00 para visitar a Laguna Colorada, a taxa de R$ 17,00 para a Isla Incauhasi, além dos banhos por onde passarmos, pelos quais devemos pagar cerca de R$5,00. Éramos um grupo de 6 (seis) pessoas, quatro brasileiros e dois venezuelanos. Voltamos para o hostel e às 10h30min o motorista veio nos buscar, em um 4x4. 1º DIA Iniciamos o passeio passando em uma tenda para comprar água e alguns lanchinhos. Recomendo que cada um compre cerca de 5l de água. É imprescindível que levem remédio para dor de cabeça, dor de barriga, enfim, primeiros socorros. Seguimos para o Cemitério de Trens, onde tivemos uns 30min para tirarmos algumas fotografias, depois seguimos para um lugarejo bom para comprar artesanato e onde almoçamos (quinoa, batatas, salada, banana cozida e carne de rês). Nosso motorista era ótimo e bem atencioso, um senhor muito educado chamado Hugo. Depois do almoço rumamos para o meio do Salar e em menos de uma hora chegamos ao monumento do Rali Dakar. A imensidão do Salar impressiona e nos deixa hipnotizado. Não conseguiria descrever com palavras a sensação de estar nesse lugar deslumbrante, mas as fotografias aqui anexadas dão um pouco da dimensão dessa beleza. Tiramos algumas fotografias também nesse lugar dedicado a diversas bandeiras de vários países e times de futebol e logo depois nos dirigimos a Isla Incauhasi, a Ilha dos Cactos Gigantes. Aqui ficamos em torno de duas horas. É uma caminhada íngreme, mas bela. Do alto temos uma visão perturbadoramente bela da imensidão branca de sal por trás dos enormes cactos seculares. Descemos a ilha e fomos dar um passeio pelo deserto, onde escolhemos um local ermo para tirarmos fotos em perspectiva. Depois, saímos em busca de um espelho d'água. Por sorte, nessa época ainda encontramos um trecho alagado, onde tiramos as melhores fotos e vimos o mais lindo por do sol da minha vida. Seguimos, por fim, para o alojamento. Um frio castigador já caía sobre o local. Os banhos só podiam ser realizados um por vez, pois o aquecedor era a gás e não tinha pressão para bombear por mais de uma ducha. Pagamos a taxa de R$ 5,00, tomamos o banho; serviram-no uma deliciosa sopa de legumes de entrada e depois um típico piquemacho (carne, ovos cozidos, salsicha, pimentão e tomate). Dormimos cedo, porque a saída do dia seguinte estava marcada para as 5h30min. 2º DIA O segundo dia foi reservado para visitarmos algumas lagunas, como a Canapa e a Hedionda, além de elevarmos a subida em altitude, passando por diversos vulcões inativos. Visitamos a famosa Árbol de Piedra e seguimos para a Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa, perto da fronteira com o Chile, onde está localizada a deslumbrante Laguna Colorada com seus tons rubros e diversos flamingos. Ficamos na Laguna Colorada até o entardecer e seguimos para o alojamento. Foi o maior frio de toda a minha vida. Não havia termômetros para medir a temperatura, mas ela certamente estava alguns graus negativos. O alojamento é nos mesmos moldes do anterior, com um detalhe negativo: só temos 2h de energia elétrica, das 19h às 21h, suficientes para carregarmos as baterias de câmeras fotográficas e aparelhos celulares. 3º DIA Acordamos 4h30min, pois sairíamos às 5h. Tomamos o café da manhã e seguimos rumo aos gêiseres, onde assistimos ao sol nascer. O frio não deu trégua, mas foi incrível ter contato com a terra viva emitindo aqueles vapores sulfurosos. Depois, seguimos para o Deserto de Siloli, ou Deserto de Dali, um lugar de beleza surreal, tal qual as pinturas do pintor catalão. Seguimos para a Laguna Verde, que não estava nada verde por conta do vento forte e voltamos para as Termas de Polques, um lugar lindíssimo e onde o banho é para os corajosos, pois tirar a roupa naquele frio, entrar na água quente e, depois voltar a enfrentar o frio glacial, não é tarefa fácil; mas me rendi ao desafio. Depois, recomeçamos o retorno ao Uyuni. Almoçamos em um pequeno lugarejo, passamos por uma Selva de Pedras e, por fim, chegamos a Uyuni às 16h da tarde. Às 18h compramos passagem de ônibus com destino a Oruro. Chegamos lá às 22h, onde compramos passagem para Cochabamba, com saída às 22h30min. Chegamos em Cochabamba às 3h e voltamos ao Brasil às 11h40min. Detalhes: As estradas de Cochabamba – Oruro – Uyuni são péssimas, pois estão sendo duplicadas. Não é um trajeto tranquilo, é bem estressante. Ouvi falar que a ida por La Paz é mais tranquila. Os valores aqui estão em reais. Um real estava valendo cerca de 2,15 pesos bolivianos. Fiz o câmbio em Guayaramérin. O câmbio em Uyuni estava em torno 1 real para 1,90 pesos bolivianos. Levem carregadores portáteis. O custo total da viagem foi em torno de R$ 1.800, com as farras de Cochabamba que não contabilizei. É, portanto, uma viagem barata, que mais exige coragem.
  24. Olá galera da mochila!!! Relato o passeio que fiz com amigos para a Bolívia no Carnaval de 2017 dando informações úteis e otimistas para aqueles que desejam chegar ao Salar de Uyuni e outras maravilhas bolivianas sem perrengues, gastando a partir de um valor bem razoável e viável para se hospedar em hotéis com quartos individuais, banheiro privativo e água quente e fazer os passeios durante o dia em um carro confortável, seguro, sem aperto, sem pressa nas paradas e com guia “gente fina”. (risos) A ESCOLHA DA AGÊNCIA PARA O PASSEIO Quando decidimos ir à Bolívia, lemos vários relatos de viajantes e mochileiros e ficávamos desanimados com o que contavam: pessoas se apertando em carros caindo aos pedaços, motoristas-guias ranzinzas, quartos coletivos de abrigos precários, banheiros coletivos sem água quente ou ter que pagar por ela etc. Raramente encontramos posts otimistas sobre o passeio em Uyuni. Sobre a viagem, primeiramente queríamos ir por Corumbá/MS, mas, em pesquisas por voos de Boa Vista a Campo Grande vimos que os preços estavam muito elevados e que a opção mais viável era ir por Rio Branco/AC, depois seguir para a fronteira (cerca de 240 km de Rio Branco) e na cidade boliviana de Cobija pegar um avião para La Paz pela BoA - Boliviana de Aviación (http://www.boa.bo) que tem saída diária para outras cidades bolivianas também. Sobre a agência, no mês de janeiro passado, fechamos o pacote para a Bolívia com a agência peruana Go2Inkas (http://www.go2inkas.pe), com quem fiz a Trilha Salkantay em julho de 2015, no Peru. Rodolfo, proprietário da agência, nos apresentou a proposta de passeios na cidade de La Paz (city tour, Calle de las Brujas, Valle de La Luna, Sitio Arqueológico de Tiwanaco) e na região do Departamento de Potosi (Salar de Uyuni, lagoas, vales rochosos, desertos, gêiseres, vulcões, entre outros) com 8 dias e 7 noites, entre os dias 24 de fevereiro a 03 de março de 2017. O valor acertado foi de 730 dólares (para um grupo de no mínimo 6 pessoas), incluídos ainda hotel em Laz Paz, translado aeroporto-hotel-aeroporto, passagens de ida e volta de ônibus de La Paz a Uyuni, hospedagens em Uyuni com banheiros privados, alimentação, água, transporte em carros 4x4 e entradas nos parques. Enviamos uma parte do dinheiro através do Western Union que foi recebido pelo Rodolfo sem problemas. Por este meio, enviamos também 207 dólares ao agente da Go2Inka em La Paz, Sr. Fausto Lopez, para que este comprasse antecipadamente nossas passagens de Cobija a La Paz, ida e volta, pela BoA, com partida para o dia 24 de fevereiro as 11h35min, no horário boliviano, e a volta para o dia 3 de março, às 10h da manhã. SAÍDA DE BOA VISTA/RR PARA LA PAZ Com tudo encaminhado, viajamos para Rio Branco no dia 23 de fevereiro passado, eu e uma amiga em voo da Tam e outra pela Gol. Em Rio Branco, outra amiga já nos aguardava, pois resolveu ir uns dias antes para conhecer a cidade. No grupo ainda foi um amigo, “o bendito entre as mulheres” (risos), que saiu de Humaitá, sul do Amazonas em seu carro particular e com quem viajamos até a fronteira Brasil x Bolívia. A sexta pessoa do nosso grupo desistiu. Saímos de Rio Branco no dia 24 de fevereiro às 7 horas da manhã – uma hora de atraso em relação ao horário que prevíamos sair. A rodovia tem trechos bons e trechos com muitos buracos. Por volta das 10h20min chegamos na cidade de Epitaciolândia (“colada” com a cidade de Brasileia) e fomos à Polícia Federal para registrarmos a saída do país. Na PF descobrimos que o fuso horário da Bolívia é diferente do Acre e que o voo que pegaríamos em Cobija sairia em alguns minutos! Nesse momento ficamos angustiados e corremos para Cobija na tentativa e na esperança do voo estar atrasado. Mas, tínhamos que passar na imigração boliviana e nosso amigo ainda tinha que ver um lugar para deixar seu carro com segurança... Tudo indicava que o voo estava perdido. (risos) Ao chegarmos no aeroporto de Cobija, descobrimos que o avião ainda não havia chegado e estava atrasado! Que Sorte!!!!!!!!!!!!! Com nossos bilhetes confirmados, a nossa preocupação foi com o carro do nosso amigo. Nenhum dos gerentes dos hotéis próximos do aeroporto quis se responsabilizar pelo carro nas garagens. E o estacionamento do aeroporto aparentava não ser seguro para deixar um carro por oito dias sozinho. Com os passageiros se preparando para embarcar, nosso amigo estava sem esperança e quase desistindo da viagem até que um mototaxista boliviano ofereceu seu quintal para guardar o carro por uma certa diária. Correndo contra o tempo, os dois saíram para deixar o carro e retornar ao aeroporto. (rss) Conseguimos embarcar no voo aos “quarenta e cinco minutos do segundo tempo”. Ou seja, só conseguimos chegar em La Paz nesse dia porque o voo estava muito atrasado (cerca de duas horas!). Foi muita sorte e todos os anjos estavam do nosso lado nesse dia (risos). Mas, é bom não contar com a sorte sempre e que fique de lição para nós. HOTEL E CÂMBIO DE MOEDAS O voo para a cidade de El Alto foi tranquilo e durou uma hora. El Alto é uma cidade metropolitana de La Paz que está a uma altitude de 4050m. No aeroporto estava Fausto nos aguardando com uma plaquinha de identificação! Fausto nos levou direto para o Hotel Eva Palace 3***, localizado no centro de La Paz. Um hotel aconchegante com quartos encarpetamdos camas de casal duplas, TV e frigobar em alguns quartos, próximo a lojas, feiras, praças, bancos, etc. Após acertarmos o restante do pagamento do pacote com Fausto e ele nos repassar a programação do dia seguinte, fomos procurar casas de câmbio para efetuarmos a troca de dinheiro. A cotação nesse dia estava o seguinte: 1 real por 2,16 bolivianos; e 1 dólar por 6,70 bolivianos. Almoçamos no terraço de um prédio com vista maravilhosa para a área central da cidade. Nesse primeiro dia em La Paz, sentimos um pouco de dor de cabeça, cansaço, mas, talvez a causa poderia ser a série de situações que vivemos nesse dia desde quando saímos de Rio Branco. Tomamos chá de coca após o almoço e depois fomos andar um pouco aos arredores do hotel. À noite demos um rápido passeio na Plaza San Francisco para prestigiar a abertura do carnaval por uma banda militar. CITY TOUR EM LA PAZ No segundo dia em La Paz, pela manhã, a guia Amara nos pegou no hotel de van e fomos visitar o Valle da Lua, que tem esse nome porque suas formações rochosas aparentarem o solo da Lua. Em seguida fomos conhecer uma parte do Teleférico de La Paz (Mi Teleferico), que tem 11 km de extensão e foi inaugurado em 2014 e é considerado o mais extenso do mundo. A título de informação, o teleférico venezuelano de Mérida é o mais alto alcançando uma altitude de 4765m. O Mi Teleférico liga La Paz (3600 metros de altitude) até a cidade de El Alto (acima dos 4000 metros). Há quatro linhas operando: Amarela (Amarilla), Vermelha (Roja), Verde e Azul (esta é recém-inaugurada). Demos uma volta no teleférico Verde, depois fizemos um city tour por diferentes pontos atrativos de La Paz, como Plaza Murillo, Palácio do Governo, Palácio Legislativo, Catedral Metropolitana entre outros. A título de esclarecimento, politicamente, La Paz é a sede dos órgãos executivo, legislativo e eleitoral, enquanto Sucre é a capital da Bolívia e sede do órgão judicial. La Paz é uma cidade de muitos contrastes: tem frio e calor é atual e ao mesmo tempo conservadora e é rica e pobre. É limpa e segura, de trânsito movimentado e um buzinaço ensurdecedor. As Cholas, mulheres que tentam manter a tradição indígena e estão por toda a parte envolta em tecidos de todas as cores alegram a cidade, se misturando aos bolivianos de terno e mulheres ligadas em moda atual. Em La Paz você encontrara uma rica vida cultural, importantes museus, igrejas, mercados e muitas outras atividades. Ao fim do tour, fomos almoçar num restaurante/pub próximo ao hotel e mais tarde fomos a um complexo de feira livre chamado Alasita, onde se tem de tudo: diferentes tipos de artesanato, restaurantes, parque de diversão etc. Enquanto isso, pelas ruas, a população pulava o carnaval, animadamente espirrando jatos de espuma uns nos outros. Até eu entrei na brincadeira!!! (risos). Achei o carnaval de La Paz genuíno, diferente e, claro, animado como todo carnaval. Havia até desfile de fuscas fantasiados!!! Muito legal!!! À noite, o comércio ainda estava aberto e aproveitamos para circular na Calle de las Brujas (Rua das Bruxas) e em outras ruas próximas ao hotel para fazer algumas compras. É um dos pontos turísticos mais visitados de La Paz. Lá são vendidos produtos indígenas que são usados na cultura dos Bolivianos, além das blusas, ponchos e roupas feitas de lã de alpaca, tecidos coloridos, objetos de prata, cerâmica, artesanato e uma imensidão de ervas, sapos e fotos de lhama dissecados. Esse mercado fica a poucos metros do Hotel Eva, onde ficamos hospedados. SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE TIWANACO E LAGO TITICACA No dia seguinte, fomos para o Sítio Arqueológico de Tiwanaco (também se escreve Tiahuanaco, Tiahuanacu e Tihunaco), Patrimônio Mundial da Unesco desde 2000, a 72 km de La Paz. É um passeio imperdível para quem visita a capital administrativa da Bolívia. Ir por conta também é possível. A viagem durou cerca de 1hora e visitamos os dois sítios arqueológicos e o Museu Nacional de Arqueologia de Tiwanaku. Tiwanaco está localizado a uma altitude de 3.850 m, um pouco mais alto que La Paz, fica próximo à margem do Lago Titicaca, mas do sítio arqueológico não é possível avistá-lo. A guia Amara nos contou a história da cidade de Tiwanaku, a capital de um poderoso império pré-hispânico que dominou uma grande área do sul dos Andes entre 1500 a.C. a 1000 d.C. e com o seu apogeu alcançado entre 500 e 900 d.C. Tiwanaku desempenhou um papel de liderança no desenvolvimento da civilização pré-hispânica nos Andes. Por isso, a visita ao sítio arqueológico de Tiwanaku é importante para entender também sobre a civilização Inca e encontrar semelhanças entre os dois impérios. No Museu de Arqueologia de Tiwanaku estão peças de cerâmicas, metais e cestaria descobertas na área do sítio arqueológico. O sítio arqueológico é composto por uma série de estruturas arquitetônicas de diferentes períodos, como o Templo Semi-subterrâneo, o templo de Kalasasaya, pirâmide de Akapana, Pirâmide de Pumapumku. A pirâmide de Akapana e a Porta do Sol são os maiores destaques. O outro sítio visitado no bilhete é Puma Punku, que não tem as construções tão bem preservadas quanto Tiwanaku mas é interessante para observar as estruturas arquitetônicas da civilização, como, por exemplo, o encaixe das pedras e como usavam metais para fortalecer as construções. No fim da visita às ruínas, fomos almoçar no terraço de um hotel, lugar muito agradável com vista para o Sitio Arqueológico. Fizemos um pedido a Amara para visitarmos uma parte do Lago Titicaca já que teríamos um tempo livre antes voltarmos a La Paz. Ela conversou com o motorista da van e ele concordou em nos levar o mais próximo possível do lago. No fim da tarde, voltamos para La Paz e enfrentamos um quilométrico engarrafamento por conta de ruas fechadas para o carnaval. Mas, não atrapalhou nossa chegada ao hotel para pegarmos nossas mochilas e partirmos para Uyuni. VIAJANDO DE LA PAZ PARA UYUNI A distância entre La Paz e Uyuni é de cerca de 550 km. Viajamos no ônibus da agência Todo Turismo (http://www.todoturismosrl.com) que partiu às 21h de La Paz e chegou por volta das 6 horas em Uyuni. A viagem foi tranquila e sem contratempos. Os ônibus da agência são relativamente novos e limpos com banheiro interno. As poltronas reclinam bem, têm encosto para os pés e mesinha de refeições. Há travesseiros e cobertas disponíveis, wi-fi (mas só funciona mesmo na parte inicial da viagem), serviço de bordo com janta, café, chá de coca, chocolate e desjejum com iogurte e biscoitos, embalados de forma padronizada com a logo da agência. O ponto de descida dos passageiros foi no escritório da referida agência em Uyuni, que por sinal é bem confortável, tem espaço para espera de ônibus, banheiro, lojinha de souvenir, wi-fi e chá de coca. Dona Rosa, nossa agente em Uyuni, nos recepcionou e nos levou para um local onde funciona sua agência, a Expediciones Incahuasi (http://www.expedicionesincahuasi.com), para deixarmos as mochilas e, em seguida, tomar um café da manhã num local bastante movimentado por turistas. Ali encontramos uma brasileira do Rio de Janeiro que acabara de chegar na cidade e estava aguardando seu companheiro que tinha saído para ver hotel e pacotes para o Salar em valores mais em conta. Depois voltamos para a agência de D. Rosa para aguardar os guias e iniciar nosso passeio que foi realizado em dois jipes 4×4 com capacidade para 6 pessoas cada um, além do motorista-guia. Um padre polonês entrou no nosso grupo que também tinha uma cozinheira especial, dona Bete. (Como se vê, nem sempre são os próprios motoristas que cozinham). Nossos motoristas-guias se chamavam José Carlos e Alex. Os dois foram muito atenciosos e prestativos conosco. José Carlos só não nos acompanhou no Salar, pois neste foi outro guia. A respeito de Uyuni, esta é uma cidade no departamento de Potosí, na Bolívia, capital da província Antonio Quijarro. Situada numa aérea de deserto, é pequena e rústica e muito movimentada por turistas de várias partes do mundo. É o ponto de partida mais frequente para a visita ao circuito de desertos e lagoas coloridas nessa região da Bolívia. Uyuni se encontra a 219 quilômetros da cidade de Potosí e aproximadamente 310 quilômetros de Oruro. Tem uma altitude de 3.676m e uma população aproximada de 11.320 habitantes. A temperatura média anual é de 10 graus com uma baixa precipitação e radiação solar intensa. CEMITÉRIO DE TRENS E SALAR DE UYUNI Uyuni é também um importante entroncamento ferroviário no meio do deserto por onde passam trens que exportam minérios para países vizinhos. Por isso, a primeira parada foi no Cemitério de trens, onde centenas de turistas se divertiam escalando as carcaças abandonadas ao lado da linha férrea. Estas locomotivas foram utilizadas no transporte de minério até a costa do pacífico, no início do século XX. Com a segunda guerra e o declínio do comércio, os trens foram abandonados no meio do deserto, criando um “cemitério”. Depois, seguimos para o vilarejo de Colchani, importante centro de extração e processamento de sal, com uma capacidade de produção de quase 20.000 toneladas por ano, dos quais 90% es destinado al consumo humano, segundo informações obtidas no local. Também se caracteriza por confecção de artesanato de sal. Tanto que na entrada da cidade há várias bancas e lojinhas que vendem artesanatos. Nossos guias nos deram vinte minutos para irmos ao banheiro ou fazer compras. Depois do tempo estimado, seguimos para o Salar e simplesmente foi tudo aquilo que imaginávamos e muito mais. A primeira parada no sal é fantástica e não tem como não tocá-lo e tirar fotos e mais fotos. Nossos guias nos deram botas de borracha para usarmos com a intenção de proteger nossas roupas. O Salar de Uyuni tem uma extensão de cerca de 12.000km² e é conhecido como o maior deserto de sal do mundo. Fica localizado no sudoeste da Bolívia, próximo das cidades de Uyuni e Potosí, distante cerca de 600 km de La Paz e com 3.663m de altitude. O Salar foi, há milhares de anos, um lago de água salgada que secou em um processo lento e resultou na paisagem no deserto que se vê hoje. A maior parte do ano o Salar fica seco, mas, tivemos a oportunidade de visitá-lo no período chuvoso (verão) e encontrá-lo alagado. Foi um espetáculo inesquecível! Alagado, o Salar é como um espelho que, reflete o céu, as nuvens e até as estrelas durante a noite. Numa certa parte do Salar, há um monumento do famoso RALLY DAKAR que tem passado por ali nos últimos anos. Mais adiante tem um antigo hotel de sal que está desativado e virou um museu, o Museo Hotel de Sal Playa Blanca (Por questões ambientais é proibido hotéis dentro do Salar). Não é cobrado taxas para entrar no museu, mas pode-se consumir alguma coisa. Eles vendem água, refrigerantes, bolachas, etc. Nosso consumo foi a ida ao banheiro que é pago. Ao lado do hotel fica o famoso monumento com bandeiras de vários países. Depois de ficarmos à vontade para conhecer o local e, claro, tirar fotos e mais fotos. Testemunhamos até um casamento sendo realizado naquele momento. Almoçamos ali mesmo, no meio do Salar, diante de uma paisagem espetacular. Inesquecível! Foi-nos servido linguiças e carne de lhama fritos, quínoa e legumes cozidos, além de frutas, refrigerantes e água. Depois do almoço, nos despedimos do Salar passando por amontoados e blocos de sal que estavam sendo preparados para a refinação. Voltamos para Uyuni para troca de um dos guias, inclusive de carro também. Com isto, infelizmente não tivemos tempo para retornar ao Salar e visitar a região dos cactos gigantes. Fica para a próxima. Partimos rumo a San Juan de Rosário, na região sul da Bolívia para janta e descanso. Durante a viagem para San Juan, observamos uma paisagem singular, linda e encantadora. Nos campos havia vários grupos de vicunhas e lhamas. E por falar em vicunhas, de longe elas se assemelham a veados, mas são camelídeos andinos ameaçados de extinção e cuja caça foi proibida, segundo o guia José Carlos. Chegamos no povoado de San Juan no fim da tarde e logo fomos acomodados no Hostal de Sal Los Lipez (https://www.facebook.com/turismoseldesierto). Nesse hostal, tudo é feito de blocos de sal: paredes, piso, a base da cama, mesinhas de apoio. Muito interessante!!! Ficamos em quartos com camas duplas e banheiro privado e água quente. Mas, esse hostel oferece também quartos com até 6 ou mais camas e banheiros coletivos. O vilarejo de San Juan se compõe de casas com vários albergues turísticos e foi um dos pioneiros a investir na atividade turística na região, além disso, seus habitantes vivem do cultivo de quínua e da criação de lhamas, entre outras atividades. Depois de nos acomodar nos quartos, a equipe nos serviu um lanche contendo café, chá, biscoitos, chocolate. E no jantar nos foi servido uma sopa como entrada e depois carne com legumes. SALAR DE CHIGUANA, LAGOAS CAÑAPA, HEDIONDA E HONDA No dia seguinte, após um bom café da manhã, às 7 horas e com uma temperatura de 4 graus segundo o guia José Carlos, seguimos nossa viagem pela rota das lagunas altiplanas, com destino final a lagoa Colorada. No trajeto observamos o Salar de Chiguana, na fronteira com o Chile avistamos o vulcão semiativo conhecido como Ollague e depois fomos para um mirante para uma melhor visão dele. Em seguida, passamos pelas Lagunas Cañapa, Hedionda, Honda e outras. Nestas lagoas, os inúmeros flamingos rosados compartilhavam o espaço com outras aves andinas, dando um charme especial à paisagem. Almoçamos na laguna Hedionda. Neste local havia banheiros ecológicos ou banheiros secos e por 15 bolivianos a internet era liberada por 20 minutos. RESERVA NATURAL DE FAUNA ANDINA EDUARDO AVAROA – ERA Continuando nosso circuito, entramos a Reserva Natural de Fauna Andina Eduardo Avaroa (http://boliviarea.com/ES/) localizada no extremo sul de Potosi, na fronteira com Argentina e o Chile. A Reserva Eduardo Avaroa (REA) ocupa a região vulcânica da cordilheira ocidental com uma superfície de 7.147 Km² e altitude que oscila entre 6.000 e 4.200m. Nessa região administrada pelo SERNAP (Serviço Nacional de Áreas Protegidas), a Bolívia mostra um lado selvagem apresentando uma geografia de cenários surreais, uma fauna se mostrando sem timidez e uma vegetação com plantas milenares. Os pontos mais visitados na região são: Árbol de Piedra, Sol de Mañana, Polques, Valle de Dalí, Avifauna, Laguna Colorada e Laguna Verde. As ameaças sobre a REA provêm de atividade de mineradoras dedicadas à exploração de Bórax, dos impactos negativos do turismo não regularizado, as intenções de explorar energia dos poços geotérmicos (por exemplo no Sol de Mañana), entre as mais importantes. DESERTO SILOLÍ, LAGOA COLORADA, ARVORE DE PEDRA Atravessamos o deserto Silolí (Pama Silolí) situado a 4550 m de altitude e por onde transcorrem algumas etapas do rally Dakar. Considerado como parte do deserto de Atacama (o deserto mais árido do mundo), o deserto de Silolí é caracterizado pelas suas formações rochosas, resultantes dos fortes ventos que a região tem. No trajeto, em uma parte de cânions, visualizamos uma vizcacha, espécie de roedor parecido com um coelho. Falando em animais, vimos também, além das vicunhas e aves, a fox, a raposinha do deserto. Muito fofinha!! rsss Na famosa Árvore de Pedra (Árbol de Piedra) e outras diferentes esculturas rochosas que a rodeiam, a beleza é cinematográfica. Essas impressionantes rochas foram lançadas a grande distância pelos vulcões e depois o vento e as condições extremas do lugar foram modelando pouco a pouco as enormes pedras. A Arvore de Pedra, que tem 5 metros de altura, é um dos ícones da reserva e foi declarada Monumento Natural da Bolívia. A força do vento no local é impactante, podendo chegar a 70 km/h. E o frio é de ranger os dentes! Não demoramos muito neste lugar pois a forte ventania e o frio nos incomodava um pouco. Seguimos nosso trajeto para a laguna Colorada a 18km dali. A laguna Colorada se encontra a uma altitude de 4278 metros, é a maior da região com uma extensão de 60 km e com profundidade de 80 cm mais ou menos. A laguna tem uma singular cor vermelha intensa e brilhante devido aos pigmentos de algas microscópicas vermelhas e sedimentos que muda a intensidade ao longo do dia. A lagoa se encontra rodeada por salares, vulcões nevados e águas termais. A paisagem é um espetáculo! Seguimos nossa viagem para janta e pernoite no acampamento de Huayllajara, que fica a 15 minutos dali. As acomodações no acampamento de Huayllajara são básicas. Eu e minhas amigas dividimos um quarto com quatro camas e banheiro privativo, mas também há a opção de quartos com mais camas e banheiros coletivos. O acampamento estava lotado de turistas. Fizemos um lanche reforçado e logo em seguida jantamos carne de lhama com purê de batatas. Depois do jantar tomamos um bom vinho boliviano para comemorarmos o maravilhoso passeio. Esse lugar é bastante frio. José Carlos disse que as temperaturas frequentemente ficam abaixo de zero grau. GÊISERES, ÁGUAS TERMAIS, DESERTO DE DALI, LAGUNA VERDE E VALE DAS ROCHAS Dando continuidade ao nosso circuito, no dia seguinte o passeio começou às 5 horas da manhã para podermos visualizar melhor o volume dos gêiseres que ocorre sempre antes das 6h. Vários outros grupos também fizeram o mesmo. O Sol da Manhã é uma das áreas mais altas da região com quase 5000 m de altitude. O lugar se caracteriza pela presença de crateras que produz uma constante atividade vulcânica desprendendo-se gases de enxofre e poços que produzem emissões verticais de vapor de agua que alcançam alturas de 10 a 50 metros normalmente e excepcionalmente de 80 até uns 200 metros de altura. De maneira prudente, os visitantes podem se aproximar até a uma certa distância para sentir a temperatura dos gêiseres. Primeiro visitamos os gêiseres artificiais e depois outros gêiseres originários de vulcões. Continuando o percurso, seguimos para Águas Termais de Polques para fazermos o desjejum e visitar a laguna Verde e o espetacular Deserto de Dalí. O Deserto de Dali é uma encosta de areia com pedras de formatos surreais e de montanhas de cores vibrantes. Os tons de cores das montanhas que cercam o deserto se dão devido aos minerais contidos na região advindos de atividades vulcânicas e energia geotérmica do lugar. Esse deserto se encontra a uma altitude média de 4750m e tem uma superfície aproximada de 110 km² e leva o nome do pintor espanhol devido as formações rochosas assemelharem-se com as paisagens dos quadros de Salvador Dalí. A laguna Verde é linda demais! A lagoa tem uma superfície aproximada de 17 km², localiza-se aos pés do imponente Vulcão Licancabur (5.868 m de altitude) e sua cor se deve pelo elevado teor de arsênio e cobre. A intensidade da cor verde da água depende do vento e no caso de não existir o vento é possível ver o reflexo do vulcão na Lagoa. O vulcão Licancabur indica o limite natural entre Bolivia e Chile. Sobre as Águas Termais de Polques, estas são resultados de atividades vulcânicas, a temperatura varia de 28 a 30 graus. Acredita-se que a grande quantidade de minerais presente na água pode aliviar sintomas de artrites e reumatismo. Finalizando o passeio, voltamos para Uyuni sempre nos deparando com paisagens incríveis. Vimos uma área com produção do Bórax e como isto avança pelo deserto. Almoçamos no Valle das Rocas, outra região com gigantes formações rochosas. Neste local uma espécie de planta conhecida como yaretas (Azorella compacta), que de longe parece um musgo gigante, chama a atenção. Essas plantas são antigas e algumas estão na região há milhares de anos. Após o almoço, visitamos uma cidade chamada San Cristobal, uma histórica cidade mineira. E por fim, ao chegamos no escritório da agência de dona Rosa, despedimo-nos dos nossos guias e depois fomos apreciar uma pizza como cortesia de D. Rosa. Nosso ônibus para La Paz partiu as 20h. FIM DA VIAGEM Chegamos cedo em La Paz e Fausto Lopez já estava a nossa espera. Chovia na cidade e fomos direto para o Hotel Eva. Quando a chuva passou, eu e uma amiga saímos para tomar café próximo à feira Alasita. A intenção foi de fazer comprar na feira, mas as tendas estavam fechadas. No local fomos informados de que quando chove na cidade, a feira não abre. Ou, dependendo do tempo de duração da chuva, pode abrir no mais tarde. Então, resolvemos voltar para o comércio próximo ao hotel para fazer as compras. E assim foi o nosso penúltimo dia em La Paz. Na manhã chuvosa do dia 03 de março, Fausto prontamente nos levou para o aeroporto, dessa vez não tivemos sustos!! rss. Em Cobija, meu amigo foi buscar seu carro na casa do mototaxista. Mas, fronteira estava fechada devido a uma manifestação. Quando a passagem foi liberada, resolvemos almoçar em Xapuri e conhecer um pouco a cidade. Depois seguimos para Rio Branco onde ficamos hospedados na casa de um amigo até o dia do voo de volta para nossas cidades. CONSIDERAÇÕES SOBRE O PASSEIO NA BOLIVIA Nosso passeio transcorreu de maneira pontual, rica de informações e que nos permitiu conhecer paisagens muito lindas como se fossem um quadro pintado de tão perfeitas que são. Quando se visita o Salar de Uyuni, por exemplo, normalmente se faz um passeio que abrange várias paradas, e apenas uma delas é o Salar propriamente dito. Ao longo do trajeto as paisagens são distintas e sempre surpreendentes. Nos deparamos com lagos coloridos cheio de flamingos e outras aves, gêiseres em pleno funcionamento, uma enorme lagoa com águas avermelhadas, montanhas, vulcões, pedras esculpidas pelo vento, animais silvestres e cenários que parecem como um oásis no meio do deserto. O passeio é, sem dúvidas, lindo e impressionante. Diversas agências turísticas oferecem o passeio ao Salar de Uyuni e outras atrações na região. O passeio tradicional é feito em carros tracionados, com capacidade para 6 passageiros cada, fora o motorista, que podem ser compartilhados com diferentes pessoas ou não. Ao longo da viagem, o motorista pode ser, além de condutor do veículo, cozinheiro, guia, mecânico e qualquer outra coisa que as necessidades exijam. Vale a pena incluir La Paz no roteiro. A cidade, que é a capital administrativa da Bolívia, tem diversas atrações para todos os gostos. É possível também fazer trekking na região de San Juan do Rosário e em outras localidades. Há um circuito de bike que os mais aventureiros podem realizar. As agências oferecem desde a bicicleta às vestimentas apropriadas. O lago Titicaca é outro passeio imperdível e pode ser visitado principalmente por Copacabana. Enfim, na Bolívia tem para todos os gostos! Visite Bolívia. Por fim, agradeço ao Rodolfo Hermoza por mais uma viagem linda e inesquecível, aos agentes Fausto Lopez e Rosa por serem muito prestativos e atenciosos, à guias Amara e aos guias José Carlos e Alex pelas excelentes informações sobre os pontos que visitamos e por parar os carros sempre que solicitávamos para fazer fotos, à cozinheira D. Bete, que preparava deliciosos pratos e me fez até comer a carne de lhama e foi uma delícia! Às amigas Elizene, Amanda e Roseli e aos amigos André pela coragem e determinação e ao Fábio e sua Sandra por mais uma acolhida em sua casa em Rio Branco, sendo mais uma vez apoio para nossas aventuras pelos lados de lá e a Deus por ter nos guiado nessa aventura de conhecer outras realidades e paisagens naturais. Foi um passeio inesquecível. O QUE LEVAMOS PARA UYUNI - uma garrafinha de água; - Protetor solar; - Óculos de sol; - Boné ou chapéu; - Toalha; - Papel higiênico; - Roupas de frio: segunda pele, casaco corta-vento, gorro, cachecol e luvas; - Tênis ou calçado de trekking; - Hidratante para o corpo, rosto e boca (principalmente); - Escova e pasta de dente; - Lenços umedecidos; - Mochila cargueira; - Remédios de uso costumeiro; - biscoitos, barras de cereais, chocolate, castanhas, etc.
  25. Olá pessoal! Meu nome é Natália, tenho 21 anos e em janeiro desse ano fiz o clássico roteiro Bolívia-Chile-Peru durante 25 dias. Vim aqui compartilhar com vocês tudo que vi e vivi por aqueles lados e dar algumas dicas também! Primeiro de tudo tenho que agradecer a todos que postam relatos de viagem aqui, realmente ajuda muito. Eu li tantos relatos daqui que quando eu tava nas cidades era como se eu já soubesse onde ficavam as coisas, quais preços negociar com os taxistas.. kkk Deixo aqui meu agradecimento especial ao rodrigovix que escreveu o relato mais famoso aqui do mochileiros! Todos os brasileiros que eu encontrei estavam seguindo o relato dele, é realmente completíssimo. Eu baixei em pdf (tem o link lá no relato dele) e usava como guia quando eu tinha alguma dúvida, tipo: “ahh, cheguei em Arequipa.. Deixa eu ver quanto o Rodrigo negociou o táxi aqui”. Foi bom pra ter uma noção dos preços, recomendo o download! Agradeço também a todos que me inspiraram com seus relatos: leticia.amorim, barbara.fabris, nogy, guto.okamoto, tia poly e muitos outros. Valeu galera! Bom gente, essa viagem foi bem especial pra mim porque foi o meu primeiro mochilão e também a minha primeira viagem sozinha! Montei o roteiro baseado nos relatos daqui e fui adaptando de acordo com minhas necessidades e preferências. Comprei também um exemplar usado do Guia do Viajante Independente da América do Sul, é um livro muito bom pra ter informações dos lugares que você vai. Sobre os gastos: Antes de viajar montei uma planilha com os gastos que eu estava estimando. Fiz os cálculos com os valores que peguei nos relatos mais recentes que eu li. Peguei a planilha que a Maryana Teles postou aqui no fórum (valeu Mary!) e modifiquei ela, vou deixar linkada aqui. Essa foi a planilha com os gastos estimados! Mas os gastos reais foram menores. Estava planejando levar 1200 dólares mas acabou que não consegui juntar tudo isso.. E também o dólar aumentou muito depois das eleições nos EUA. Acabei levando só 1000 dólares + 300 reais que meu pai me deu de Natal (valeu pai!). Desse dinheiro gastei 900 dólares + 200 reais. E olha, com esse dinheiro deu pra fazer todos os passeios que eu queria, comprei muita coisa, fiquei em todos os Wild Rovers, não passei fome kkk Eu economizei bastante na alimentação e transporte, as vezes me dava o luxo de uma comida típica ou mais cara, mas a maioria das vezes comia nos mercados (adoro!) ou em restaurantes baratinhos, e no transporte sempre comprava o ônibus mais barato de todos kkk Ficava sempre em hostels no quarto mais barato, com exceção de Copacabana, onde eu passei muito mal e tive que pagar 2 diárias em um hotel mesmo. Dá pra fazer por menos? Com certeza! Quanto mais você controla seus gastos maior vai ser a economia. Ah, levei tudo em dinheiro mesmo na doleira. Troquei reais por dólares aqui em BH no começo de dezembro na péssima cotação de 1 dólar = R$3,57 Ressaltando aqui que nesse valor não está incluída a passagem para Santa Cruz, que deixei pra comprar em cima da hora (novembro) e paguei caro! De BH pra Santa Cruz paguei R$1644,00!! Conheci alguns mineiros de BH na viagem e eles me disseram que compraram em julho pra viajar em janeiro e pagaram metade do preço. Então tentem não deixar pra última hora.. Eu deixei porque só podia começar a pagar as parcelas em janeiro kkkk Outra coisa que não está inclusa é a passagem Santa Cruz - Sucre, que me custou 50 dólares. Essa passagem também é bom reservar com um mês mais ou menos antes viu. Olhei um mês antes e tava 30 dólares. Deixei pra uma semana depois e já estava 50! Não sei qual é meu problema em comprar passagens kk Seguro Viagem O seguro eu fiz pela Mondial e paguei 160 reais. Comprei na Black Friday com 30% de desconto. Não sei porque mas quando eu selecionava no motivo de viagem a opção mochilão o preço ficava absurdamente caro.. Então selecione como motivo lazer/turismo pra um preço mais amigável. Não utilizei o seguro nenhuma vez mas eu recomendo que vocês façam. Não foram poucas as pessoas que conheci que precisaram acionar o seguro! Sem contar que eu quase acionei também quando peguei uma intoxicação alimentar em Cusco. Compras pré-viagem Como falei antes, esse foi meu primeiro mochilão. Eu não tinha quase nada, só algumas roupas de frio, então tive que gastar um dinheirinho antes de viajar. Esses gastos não estão inclusos no gasto total da viagem, porque é uma coisa meio pessoal né. Segue a lista das coisas que comprei: Mochila 60 litros da Quechua- 330,00 na Decathlon - 2 meses depois estava 289,00 Capa de chuva pra mochila - 59,90 Conjunto segunda pele 100,00 Toalha de secagem rápida - 34,99 Bota impermeável - comprei usada no site enjoei uma da Quechua 2 cadeados - comprei em um camelô aqui em BH por 5 reais cada. A qualidade não é lá essas coisas mas deu pro gasto 1 lanterna - também no camelô por 8 reais Recomendo muito a compra de um óculos escuros também se vocês não tiverem.. Eu não consegui comprar e tive que usar um muito ruim desses que vendem na praia sabe? Péssima ideia kkk Documentos Os países que fui não exigem passaporte de brasileiros. Eu fui com meu RG e deu tudo certo. Só tem que tomar muito cuidado pra não perder os papéis que receber nas fronteiras dos países. Levei também o certificado de vacinação contra febre amarela que não me pediram em nenhum momento. Mas é bom fazer, vai que né.. Bagagem Fiquei com medo da mochila que comprei ser pequena demais (60L), mas cabe coisa demais viu gente? Eu levei muita coisa, não recomendo levar tanta coisa como eu porque fica pesada e eu comprava as coisas lá e ficava sem espaço pra colocar. Vou fazer a listinha daqui com as coisas que levei pra vocês terem uma noção e vou classificando se foi necessário ou não. No mochilão: -1 calça jeans (necessária) - 1 calça legging (necessária) - 2 shorts (apenas 1 é suficiente) - 1 moletom (usei pouquissimo, levaria só na época de frio) - 1 biquini (necessário) - 1 blusa de manga comprida (necessário) - 1 blusa segunda pele (necessário) - 1 calça segunda pele (necessário, usei muito, levaria 2!) - 4 camisetas sem manga (só 2 é suficiente) - 7 camisetas com manga (comprei algumas no meio da viagem, levaria só umas 5) - 4 sutiãs (necessário) - 2 toucas (não sei porque levei 2, só uma é suficiente) - 1 sandália (totalmente desnecessário) - 7 meias (necessário, levaria um pouco mais) - 10 calcinhas (necessário) - 1 blusa grossa impermeável (necessário, mas a minha era muito volumosa.. Levaria um corta-vento com menos volume) - 1 chinelo (necessário) - 1 bota impermeável (necessário) - 1 tênis (usei muito mas dava pra ficar sem) - 1 Capa de chuva (necessário) - 1 toalha de secagem rápida (necessário) - T de tomada (necessário) - jogo UNO (gostei muito de ter levado, usei em Uyuni) - 1 calça tailandesa (usava pra dormir) Na mochilinha: - 1 caderno pra anotações - 1 camera e carregador - carregador de celular - pastinha de documentos (RG, papeis da imigração, certificado de vacina, cópia de tudo) - protetor auricular (importante pra quem for ficar em hostel!) - óculos de sol horrível (necessário, mas comprem um bom) Algumas dicas: Se você for fazer trekkings recomendo a compra de meias próprias para trekking. Eu não comprei e me arrependi! Se forem na época de chuva não esqueçam de levar uma BOA capa de chuva, não peguei tanta chuva nas trilhas que fiz, mas peguei uma senhora chuva em Cusco e descobri que a minha capa de chuva não era tão boa, vazou água pro lado de dentro Comprem um bom óculos escuros. É um investimento que vale a pena. Saco de dormir é desnecessário no verão, inclusive no Salar. As mantas que forneciam nos refúgios eram suficientes, e olha que eu sou friorenta. É legal levar tênis pra andar pelas ruas da cidade, descansar os pés um pouco das botas! Necessaire*: Cortador de unha Desodorante Pente Sabonete Shampoo Condicionador Lixa de unha Creme de cabelo (explodiu na mochila e joguei fora) Protetor solar facial Protetor solar corporal Protetor labial Maquiagem (delineador, corretivo, base, pó, lápis de sobrancelha - usei quase nada) Pinça Escova + pasta de dente hidratante *É possível comprar tudo nos lugares, deve ser até mais barato. Eu preferi levar mas algumas coisas começaram a vazar/explodir. O creme de cabelo por exemplo nem usei, melecou minha bolsinha toda Remédios**: Paracetamol (dor de cabeça) Dipirona (febre) Dramim (enjoo - tomava pra dormir nos onibus) Multgripe (pra gripe) Salompas em gel (dor muscular) Imosec (diarréia) Band-aid dorflex **usei praticamente pelo menos um de todos que levei, menos dipirona e multgripe. Na doleira: 1000 dólares + 300 reais Cartão de crédito pra emergencias (não foi usado) Identidade (levei 2, uma velha na doleira e uma na mochila de ataque) Altitude Quase não senti os efeitos da altitude.. Senti um pouco de dor de cabeça quando estava no segundo dia do tour do Salar de Uyuni, uma amiga que conheci no tour me deu aquelas Soroche Pills, e rapidinho eu tava bem! Senti um pouco também quando estava subindo as montanhas coloridas, o guia me deu um pouco de água florada, muito boa também. Mas recomendo comprar algumas folhas de coca pra fazer o tour do Salar.. Câmbio O dólar estava mais vantajoso em praticamente todos os lugares que fui. A única exceção foi Arequipa, encontrei boas cotações para o real lá, tanto que troquei 200 reais. No resto compensa mais levar dólares. Tentem cambiar tudo em cidades maiores. As cotações nas cidades pequenininhas são ruins. Roteiro Meu roteiro sofreu algumas alterações durante a viagem. Cortei um dia em San Pedro, porque dava pra fazer os passeios que eu queria em 2 dias e também porque lá tudo era muito caro e adicionei mais um dia em Arequipa. Não incluí Ica no roteiro porque estava com medo do dinheiro não dar (bobagem) e também porque eu não queria um roteiro muito apertado de passeios.. Queria pelo menos um dia em cada cidade pra ficar tranquila e andar sem rumo pelas ruas. Recomendo que tentem fazer isso, deixem um dia pelo menos pra ter tempo de explorar Arequipa, Cusco, La Paz.. São cidades muito interessantes, diferentes, tem muita coisa pra ser vista. Segue o roteiro que fiz: 01/01 - BH -> SP -> Santa Cruz -> Sucre 02/01 - Sucre -> Uyuni 03/01 - Uyuni - Tour pelo Salar 04/01 - Tour pelo Salar 05/01 - Tour pelo Salar -> San Pedro de Atacama (Valle de la Luna) 06/01 - San Pedro de Atacama -> Arica (Piedras Rojas) 07/01 - Arica -> Tacna -> Arequipa 08/01- Arequipa (museus, mercado, etc) 09/01 - Arequipa (Canion del Colca) 10/01 - Arequipa -> Cusco 11/01 - Cusco (fechar passeios, mercados, andar pela cidade) 12/01 - Cusco (Valle Sagrado) 13/01 - Cusco (Montanhas Coloridas) 14/01 - Cusco -> Aguas Calientes 15/01 - Aguas Calientes -> Machu Picchu! 16/01 - Aguas Calientes -> Cusco 17/01 - Cusco (Free Walking Tour) 18/01 - Cusco -> Copacabana 19/01 - Copacabana 20/01 - Copacabana (bate-volta na Isla del Sol) 21/01 - Copacabana -> La Paz 22/01 - La Paz (andar pela cidade, teleférico, mirante, etc) 23/01 - La Paz (Downhill) 24/01 - La Paz -> Santa Cruz 25/01 - Santa Cruz -> SP-> BH Sobre mulheres viajando sozinhas Muita gente durante a viagem me perguntava por que eu viajava sozinha. Eu sempre quis fazer uma viagem assim e adorei! Não tive nenhum problema em relação a isso, pegava transporte público nas cidades, voltava pros hostels de noite sozinha.. Conheci muita gente durante a viagem, então nem ficava tão sozinha. Sempre tinha alguém pra conversar. Achei as cidades relativamente seguras. Mas eu tomava cuidado sempre. Vi algumas pessoas falando que foram furtadas, tiveram a mochila roubada, então é importante estar sempre atento a seus pertences. Eu não desgrudava da minha mochila de ataque, ela sempre ia no meu colo nos ônibus e sempre que eu saía, mesmo nos tours eu levava comigo (meus documentos estavam lá!). E a doleira ficava comigo o tempo todo, só tirava pra tomar banho kkk Então se você está insegura de viajar sozinha por esses países: não fique! É super tranquilo. Vi muitas gringas viajando sozinhas também, é mais normal do que pensamos. Só vai! Finalmente vou começar o relato do dia-a-dia. Anotei quase todos os gastos, deixarei os gastos do dia no final do post de cada dia. Qualquer dúvida podem me mandar por aqui, por MP, por e-mail: [email protected], por carta, etc. Vamos lá! Planilha da alegria: Mochilão Peru e Bolívia - estimativa.xlsx
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