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  1. ORGANIZAÇÃO/PLANEJAMENTO Moro em Salvador e, de férias regulares, não poderia ter melhor oportunidade para realizar essa trip. Não lembro exatamente quando pensei nesse trecho, mas já estava planejando havia um bom tempo e queria fazer pelo menos o trecho de Itacaré a Barra Grande, que não finalizei da primeira vez (https://www.mochileiros.com/topic/58177-itacaré-algodões-a-pé/). Quando defini qual seria o trecho, revisava o planejamento com frequência pra ter certeza de que nenhum ponto estava passando em branco. Inicialmente, o planejamento era de sair de Itacaré e ir até Morro de São Paulo, passando o réveillon em Moreré, que acabou sendo o destino final por causa de imprevisto (no dia 1 em Moreré, senti uma dor muito forte no tendão que se estendeu por alguns dias e mal conseguia andar. Não seria prudente continuar a travessia nessa condição). Voltei do natal no Rio e chegando em Salvador só troquei de mochila e segui para o ferry boat para iniciar a viagem. Digo iniciar a viagem, porque ainda na travessia do ferry boat encontrei um amigo e comentei sobre estar ansioso para a travessia, quando ele me falou "nem precisa, já está acontecendo", e me dei conta de que realmente eu já estava a caminho, a viagem já tinha começado. Estava usando uma mochila cargueira de 40 L com aproximadamente 15 Kg. Como pretendia passar o réveillon em Moreré e sairia de Itacaré no dia 27, teria que andar pelo menos 19Km por dia até o dia 31, pernoitando na praia. Como já disse em outros relatos, é importante lembrar que para caminhada em praia, tem que saber a tábua de marés para os dias planejados, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar, por exemplo, e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso. 1º DIA Como o ônibus de Bom Despacho (ferry boat) para Itacaré demora, cheguei em Itacaré já umas 15h, e acabei saindo tarde de lá. Não tinha mais nada pra fazer e saí da rodoviária já em direção à orla pra fazer a travessia de barco. Chegando lá, tem alguns barqueiros que fazem a travessia do Rio de Contas para a praia do Pontal por 5 reais. Cheguei do outro lado e só precisei me arrumar e iniciar a caminhada, que foi aproximadamente às 15h30. A praia do Pontal é pouco frequentada, e só tinha um grupo de umas 6 pessoas. Daí pra frente, como já esperava, só vi pessoas em frente a Piracanga. (travessia do Rio de Contas, Itacaré) Chegando em Piracanga, o rio me surpreendeu pelo nível. Tive que tirar a mochila e atravessar antes pra conferir o nível e caminho onde poderia atravessar "tranquilo". Depois de conferir, atravessei com água 5 dedos acima do umbigo, carregando a mochila na cabeça e 3 pessoas me assistindo do outro lado. Como eu queria essa cena registrada! 🤣 Segui caminhando e parei pra descansar já com tudo escuro e aproximadamente 13 Km caminhados, onde abri a canga, deitei e fiquei deslumbrado com aquele céu inteiro numa praia deserta, tudo só pra mim, contando inúmeros satélites e estrelas cadentes e acabei dando uma cochilada. Acordei recarregado e continuei caminhando, até fechar os 19 Km desse primeiro dia. No meio do caminho, dei de cara com um cachorro, que só vi quando estava a uns 3 m de mim, já latindo e vindo em minha direção, era um risco que eu não tinha previsto, mas me saí bem, só acendi a lanterna na cara dele, fui pra beira do mar e virei de costas pra água garantindo que não viria nenhum outro cão surpresa junto com ele, enquanto o afastava com um pedaço de pau (um "cajado") que tinha em mãos. Ele entendeu que eu não era uma ameaça, continuou latindo, mas ficou parado, e fui andando com a lanterna ainda acesa, vendo aqueles olhos caninos brilhantes se distanciando na escuridão Parei em um ponto mais pra frente, armei meu acampamento e deitei pra dormir. Fui acordado em algum momento no meio da noite por dois cachorros latindo, que acredito que era o de mais cedo com um outro. Só precisei espantar eles batendo em um pedaço de pau e continuar dormindo. Total percorrido: 19,5 Km 2º DIA Acordei bem cedo com um nascer do Sol que não assistia havia muito tempo. Contemplei aquele momento por um instante, tirei algumas fotos e voltei a dormir, acordando de novo já perto das 8h. Comi, tomei um banho (de mar, obviamente), arrumei as coisas e segui caminhando. Com cerca de 2 Km, cheguei a Algodões, local onde a quantidade de habitações, pessoas e barracas já chama a atenção, e foi onde passando por um caminhante na praia, ouvi um comentário sobre uma das minhas tatuagens: três diafragmas de lentes fotográficas, o bastante para reunir e dar assunto entre eu, um fotógrafo das horas vagas e amante dessa arte e ele, um estudante de cinema, que me acompanhou por uns 4 Km enquanto conversávamos sobre a minha caminhada, sobre fotografia, cinema, filmes e temas afins. Foi meu primeiro contato e interação em 24 Km, e durante a conversa eu nem vi o tempo e caminho passarem. (meu xará, estudante de cinema, com quem troquei algumas ideias) Daí pra frente segui caminhando e comecei a ficar atento ao GPS, porque tinha marcado um waypoint na entrada com menor caminho para a lagoa do Cassange, onde já tinha planejado uma parada de descanso com banho doce e talvez almoço. A lagoa é bem bonita, bem rasa (andei mais de 50 m em direção ao meio e a água não chegou nem na cintura), com água quente e cheia de peixinhos que ficaram mordiscando enquanto eu estava de molho. Após o banho, dei uma olhada no cardápio da barraca que fica na beira da lagoa para saber a possibilidade de almoçar ali, e os preços eram bem altos, mas nada surpreendente para Barra Grande em alta estação. Fiz um lanche com o que tinha na mochila, fiquei um bom tempo descansando e segui a caminhada. (Lagoa do Cassange) Essa parada na lagoa durou quase 2h, deu pra descansar bastante e passar o horário de sol a pino, além de dar o tempo de a maré secar toda, melhorando a área de caminhada na areia. Andei até um pouco antes de Taipus de Fora, e abri a canga pra descansar de novo, onde dei mais uma daquela cochilada revigorante e gastei mais um bom tempo observando o visual e o movimento na praia enquanto pensava sobre seguir para dormir mais a frente ou parar por ali, já que já tinha percorrido um total de 40 Km nesse ponto. O Sol já estava se pondo, mesmo assim resolvi pegar a mochila e ir andando devagar, mas logo que fiz a curva de Taipus de Fora já parei e fiquei olhando de longe: eram muitas casas, muita gente, festa, barraca...não seria legal dormir por ali, se é que acharia um lugar tranquilo e onde pudesse dormir. Fiquei olhando por uns cinco minutos e vi um casal, aparentemente andarilhos também, me olhando de longe, com mochilas, sentados mais acima da areia e fui falar com eles: -Estão vindo de lá de Barra? -Sim, estamos indo pra Itacaré -Maravilha! Estou vindo de lá, saí ontem à tarde. -Olha aí, mais um colega de caminhada haha -Pois é haha sabem me dizer se seguindo a praia a partir daqui é sempre assim com muita casa, cheio de gente? Estou procurando um lugar pra dormir na rede e virei aqui já desanimando com tanto movimento. -Nãão, se você apertar o passo, depois daquela ponta ali vai ter umas barracas com cobertura de palha que ficam armadas para o pessoal ficar durante o dia, mas à noite é bem tranquilo, não fica ninguém e dá pra armar a rede e dormir bem lá. -Ótimo, vou seguir! … A ponta que ele indicou ficava a aproximadamente 1 Km, e obviamente eu fui em busca das barracas com cobertura de palha para dormir, afinal, eu estava bem cansado, mas 1 Km não é tanto assim e dormir bem seria importante. Andei, passei da ponta, andei, andei, andei, andei e depois de uns 4 Km sem ver nenhuma estrutura semelhante ao que ele descreveu, decidi que qualquer estrutura que aparecesse, eu pararia, quando logo depois vi, na praia da Bombaça, ao lado da entrada de um terreno com casarões, uma armação de bambu com um tecido branco e algumas palhas de coqueiro por cima, era ali. Montei a rede, deitei e depois de observar a movimentação de algumas pessoas da casa pela praia observando o céu, apaguei, mas acordei algumas vezes durante a noite com carros, quadriciclos e motos passando, além do frio que fez na madrugada. Foi uma noite bem difícil porque eu não tinha mais recursos para me proteger do frio e fiquei lutando com ele por um bom tempo. Total percorrido: 45 Km 3º DIA Apesar de algumas nuvens densas se aproximando pelo Norte, mais uma vez acordei com um nascer do Sol maravilhoso, mas dessa vez não dormi de novo. Fiquei observando a praia e algumas pessoas já passavam por ali quando levantei da rede pra arrumar minhas coisas e iniciar minha caminhada logo em seguida, já às 6h40. Com menos de 1 Km de caminhada, vi as estruturas que o cara me falou no dia anterior e percebi que tinha dormido no lugar "errado". 😂 Passei a Praia dos três coqueiros, farol, Ponta do Mutá e cheguei no “centro” de Barra Grande com uma hora de caminhada. Logo que cheguei, fui ver como faria para atravessar para a Barra do Serinhaém, e o pessoal das empresas que operam as lanchas não tem esse trecho nos serviços deles, então é um pouco complicado. Não é tão fácil como poderia ser, mas dei sorte depois. Depois de terem me cobrado 250 (duzentos e cinquenta!!!!) reais para atravessar, resolvi tomar logo um café da manhã na padaria e voltaria pra resolver isso e, obviamente, achar outra forma (e outro valor) para atravessar. Caminhei até o final do píer e fiquei lá “queixando” carona para cada barco que encostava pegando ou deixando passageiros, sem sucesso em todos eles, já que a travessia era meio contramão para o caminho usual que eles costumam fazer. Depois de tentar em alguns, comecei a conversar com alguns caras que estavam no píer comigo, todos trabalhando, ajudando a carregar, coordenando ou ligados de alguma outra forma às movimentações de embarcações que aconteciam ali. Falei brevemente sobre minha viagem e para onde estava indo e um deles colou comigo e ficou conversando, quando me falou -não sei se para confortar ou para desanimar- que SE eu conseguisse a travessia, poderia ser no fim da tarde, quando alguns trabalhadores residentes de Barra do Serinhaém voltavam de Barra Grande pra lá e eu, com essa informação, ao mesmo tempo que pensei no tanto de tempo que perderia esperando até o fim da tarde, me confortei sabendo que pelo menos de uma forma eu conseguiria atravessar. Não se passaram cinco minutos e esse mesmo cara gritou: -Ó lá quem vai te levar pra Barra! Eeei! - gritava e acenava para um casal numa lanchinha saindo da praia - leva esse amigo nosso aqui pra Barra! Eu, atrás dele, pulava, balançava os braços, acenava e assobiava alto para chamar atenção do casal e não passarem direto😂. O piloto prontamente mudou a rota, encostou no píer e eu só desci a escada e embarquei, feliz da vida e agradecendo mil para o brother que arranjou a carona pra mim. Seguimos e eles não me cobraram nada pela travessia (afinal, ele já estava indo pra lá). Parei, e segui procurando a casa de uma amiga com quem já tinha falado previamente e estava à minha espera. Nessa parada, tomei banho de chuveiro com xampu e sabão, fui servido com um prato de frutas muito farto e ainda almocei uma moqueca deliciosa hahaha, não sei se ela e a família tinham noção disso, mas a recepção, cada gesto e ato de generosidade foram extremamente significantes pra mim, e agradeço demais por aquilo, saí de lá revigorado, muito bem alimentado e com disposição para continuar firme na caminhada. Depois de almoçar, descansei por uma hora e comecei a reorganizar minha mochila, para sair perto das 15h40, quando comecei a caminhada saindo da Barra do Serinhaém em direção à praia de Pratigi. (início da praia de Pratigi) Pratigi é uma praia bem extensa, toda dominada por plantações de coco, e depois de andar por uma boa extensão, logo após o pôr do Sol resolvi que iria parar porque meu saldo estava bom (tinha andado 26 Km no segundo dia, então a meta desse dia era menor, não precisava me estender tanto) e meus pés já doíam, entretanto, acabei sendo obrigado a andar mais quando subi a faixa de areia indo pegar materiais para montar um abrigo e fui surpreendido por um enxame de mutucas me rodeando. Como estava ventando, continuei andando na esperança de elas perderem meu rastro e eu poder parar logo, mas eu parava de vez em quando checando e ainda via algumas voando ao meu redor, e nessa história, tive que andar mais 4 Km com os pés doendo e no escuro até finalmente parar e não ver mais nenhuma mutuca. Parei, catei materiais, montei o abrigo e finalmente pude deitar e dormir. Estava a 2 Km da vila de Pratigi e apesar de não ter movimento na praia, as luzes da vila eram bem fortes. Total percorrido: 75 Km 4º DIA (abrigo montado no primeiro e terceiro dia) Acordei umas 5h, e se não fosse o abrigo eu certamente sentiria frio, já que tive que me cobrir durante a noite. Levantei e percebi que tinha parado exatamente no local onde acontece o Universo Paralello quando reconheci a estrutura ainda resistente da cozinha comunitária (era uma estrutura de barro, por isso devem ter deixado por lá do jeito que estava). Estive no festival no ano anterior e tudo aqui estava irreconhecível sem movimento, música, luzes, pistas e estruturas montadas. Iniciei a caminhada planejando a parada na vila de Pratigi para poder trocar dinheiro caso precisasse pagar para a próxima travessia de barco. Parei lá e rodei em algumas barracas até conseguir trocar uma nota de 100: início da manhã de um domingo, não estava fácil trocar uma nota de valor alto, mas consegui e segui. 1 Km depois da vila tem um riozinho raso com travessia tranquila com a água pouco acima do joelho e 4 Km depois cheguei na Barra do Carvalho. Nesse ponto, tirei a mochila e acenei para alguns barcos que passavam para saber se iriam atravessar em direção a Cova da Onça ou Ponta de Castelhanos, e nada. (Barra do Carvalho) Sentei e fiquei esperando por cerca de uma hora até decidir ir para a parte de dentro da ponta de areia que se formava ali e na mesma hora que levantei e comecei a andar, surgiu um pessoal vindo andando no sentido oposto. Fui andando, dei de frente com o grupo e perguntei como tinham chegado ali, quando me responderam e apontaram os barcos parados, meus olhos quase brilharam de felicidade. Fui direto ao barqueiro perguntar se faria a travessia para Cova da Onça e o mesmo prontamente me negou com a cabeça. Fui atrás do dono do outro barco, que estava com a família já preparando um churrasco naquela prainha enquanto comiam alguns petiscos e tiravam cervejas geladas dos isopores que tinham levado, e me disse que era uma travessia pouco feita, difícil e depois de pensar e enrolar um pouco, me cobrou 50 reais, ao mesmo tempo que me perguntou se queria comer alguma coisa, “que ficasse à vontade”. Ainda era cedo, neguei. Depois de pagar 5 reais para atravessar o Rio de Contas, 50 reais me soava um preço altíssimo e eu tive que negar, resolvi esperar por mais tempo. Sentei já com pouca esperança e imaginando ter que dar os 50 reais mais tarde mas, passado mais um tempo, chegaram mais dois barcos dos quais tive uma negação e uma oferta de travessia por 20 reais: o preço já tinha melhorado! Ainda assim, resolvi esperar mais um pouco e uma pessoa que estava com o barqueiro que me cobrou 20 reais chegou perto de mim e começou a conversar, perguntando sobre a viagem, o que eu estava fazendo, etc., perguntas que àquela altura eu já estava acostumado, e me ofereceu um prato de almoço, que pelo tempo que já tinha passado, eu não pude negar. Mais um tempo de espera, já olhando pro horizonte pensando em qualquer coisa, esquecendo por um instante que eu estava à espera de uma travessia, ouço uns gritos. Era o segundo barqueiro, chamando atenção de um barco que passava e me chamando pra ir até lá. O barco, no qual embarquei prontamente, era de um primo dele que estava de passagem indo para Cova da Onça só com o filho pequeno a bordo. As 2 horas e 40 minutos de espera compensaram o custo nulo da travessia e, durante o caminho, que durou uns 20 minutos, conversei bastante com o dono do barco, que me explicou - e mostrou, enquanto “zigzagueava” - o motivo de aquela ser uma travessia tão evitada: a batimetria ali é muito ruim para navegação porque além de ser raso, tem muitas rochas, bancos de areia e recifes e nem todo mundo conhece bem o local mas ele, com muito conhecimento do local e, claro, aproveitando a maré cheia, passava com maestria pelos locais que indicava perigo e eu, enquanto conversava com ele, ia debruçado na lateral vendo nitidamente o fundo passando bem raso. Chegando em Cova da Onça, ele me explicou por onde eu pegaria o caminho até Ponta de Castelhanos, meu próximo destino. Pedi água numa casa com duas senhoras na frente, que encheram minha garrafa de 1,5 L sem problema e segui ansioso por esse próximo trecho, afinal, eu já estava bem próximo do fim. A caminhada de Cova da Onça até Ponta de Castelhanos foi, sem dúvida alguma, onde mais suei e cansei. Por ser uma estrada de areia fofa que passa por trás do mangue, acaba sendo uma área protegida de vento, pior ainda considerando o Sol escaldante do início da tarde na areia fofa. Depois de pouco mais de uma hora de caminhada, cheguei à praia de Castelhanos, um dos paraísos na Terra. Não queria perder muito tempo e fui logo ver como era a travessia para pegar a trilha do mangue e chegar em Moreré. Depois de conversar com dois canoeiros, me disseram que existia a travessia de barco direto para Moreré, por 40 reais, e a travessia para o início da trilha do mangue, por 10 reais, que era a que eu estava procurando. Sentei um pouco enquanto conversávamos e depois subi na canoa para atravessar, enquanto um deles me levava dando orientações sobre a trilha. A travessia do rio dura 5 minutos, e a trilha, que é dentro do mangue fechado, iniciou com água acima do tornozelo e, para o meu alívio, o fundo era de areia sem afundar o pé, ao invés de lama que afunda até o joelho, como é comum em manguezais, o que seria bem ruim de lidar com uma mochila pesada nas costas😅. A trilha é linda, e segui sozinho por ela, passando por mangue, apicum, coqueiros e até uma pequena plantação de cana, até chegar na praia de Bainema, e depois, finalmente, na vila de Moreré. (Praia de Bainema, pouco antes de chegar em Moreré) Total percorrido: 100 Km OBSERVAÇÕES: -Acabei usando a rede só em uma noite, dormindo nos abrigos que montei na areia nas outras duas noites, então acredito que poderia abrir mão da rede (peso e volume) e dormir no abrigo todas as noites. -Um ponto importante que ainda preciso melhorar é a alimentação. De forma alguma passei fome ou me alimentei muito mal, mas investir em comida liofilizada é uma prioridade urgente para reduzir o peso e volume da mochila. -O GPS foi uma das melhores aquisições que fiz e realmente faz muita diferença, me possibilitando acompanhar meu rendimento com dados de quilometragem percorrida e velocidade média, além de poder marcar pontos de interesse como entradas de lagoas, possíveis pontos para acampamento, pontos de apoio, etc., e, claro, gravar o tracklog para compartilhar com quem tenha interesse em realizar o mesmo percurso. TRACKLOG NO WIKILOC: https://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?pic=hiking-trails&slug=travessia-itacare-morere&id=31923513&rd=en EQUIPAMENTOS USADOS: -Curtlo Highlander 35+5L -Camelbak Chute 750ml -Garmin eTrex 30x
  2. O Charyn Cânion se estende por 90 km ao longo do rio de mesmo nome, a 200 km de Almaty no sul do Cazaquistão e quase na fronteira com a China. Há 12 milhões de anos que o vento, a areia e as águas do rio vêm esculpindo as mais diferentes e intrigantes formas nas pedras avermelhadas do Cânion, formando um dos locais de natureza mais exuberante que visitamos no Cazaquistão. Chegamos tarde e tivemos que acampar no topo do Cânion, tendo sido surpreendidos no meio da noite por uma ventania das mais severas que já enfrentamos, que nos obrigou a fechar a barraca que ameaçava voar pelos céus e nos deixar desabrigados em pleno deserto, tendo ido dormir dentro do carro. Nos próximos 2 dias acampamos na beira do rio, dentro do Cânion, num local que mais parecia um oásis em meio àquela aridez toda, com muita vegetação e pássaros coloridos. Subíamos e descíamos os paredões e ficávamos horas admirando as formações rochosas e tentando adivinhar com o que se pareciam. Os cânions são mesmo surpreendentes, tendo ganhado o apelidado de “little brothers” do pop star Grand Canyon, no Arizona. Um lugar imperdível na sua visita ao Cazaquistão.
  3. Alguma sugestão de Réveillon para pessoas solteiras em local que tenha hostel e camping que não custe meus rins?
  4. Salve salve mochileiros! Segue o relato com as dicas para fazer trilhas, cachoeira e conhecer três praias em um bate e volta de 2 dias bem perto da cidade de São Paulo. Este relato será baseado na minha última visita a Prainha Branca porém contém dicas e fotos de todas as vezes que fui neste paraíso! 1º Dia: Ida - 29/04/18 - 11h00min - São Paulo x Bertioga x Guarujá - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Camping Tabajara R$30,00 Partindo de São Paulo do bairro de Perdizes, peguei o METRÔ de SP na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Azul) para baldear até a estação Sé (linha Vermelha) e depois até a estação Brás (linha Vermelha). Aguarda por alguns minutos pelo trem da CPTM com sentido a estação Guaianazes (linha Coral) onde acontece a troca de trens (se dirija ao primeiro vagão do trem, pois no desembarque você poderá ter problemas por causa do fluxo contrário). Feito a troca é só pegar sentido estação Estudantes (linha Coral) com tempo de aproximadamente 1h10min este primeiro trecho. Na estação Estudantes existe um terminal de ônibus com passagens para Bertioga por R$26,00 e com tempo estimado em 1h30min. A linha é a Mogi x Bertioga e o tempo de descida depende de como está o fluxo do trânsito no dia. Em feriados prolongados e datas festivas acontece muito fluxo por essas estradas e o tempo de descida pode demorar um pouco mais para chegar até Bertioga, então fiquem ligados. No mesmo terminal assim que você sai das catracas da estação Estudantes de trem, algumas pessoas vão te oferecer o mesmo caminho feito por carros ou vans pelo valor de R$25,00 por pessoa. É só aguardar por alguns minutos até fechar a quantidade de um carro (4 pessoas) ou van (10 pessoas) que acontece a descida (nos feriados, reveillon e carnaval a espera é bem rápida pois muitas pessoas fazem este percurso, então vale a pena esperar). Chegando em Bertioga fomos até a balsa para fazer a travessia até o lado do Guarujá, onde fica a trilha para a Prainha Branca. A travessia de balsa dura aproximadamente uns 15 minutos e chegando é só seguir poucos metros para o começo da trilha para Prainha Branca pois fica bem perto da balsa. A trilha de nível fácil hoje está calçada até a vila ficando de fácil acesso inclusive em dias de chuva, dando um tempo de aproximadamente 10 a 20 minutos. Pronto, chegando na vila da Prainha Branca onde tem toda infraestrutura da praia com padaria, mercadinhos, camping, pousadas e alguns restaurantes, tudo bem simples mas bem receptivos. Chegando na praia seguimos para o lado esquerdo e caminhamos por uns 10 minutos até o Camping Tabajara que fica quase no final da praia. Fechei o valor de R$30,00 por pessoa com banheiros, chuveiro quente, cozinha compartilhada (fogão, geladeira, mesa, cadeiras e alguns utensílios de cozinha), com Wi-fi e uma bela área para acampar. O camping fica a poucos metros da praia então você dorme com o som das ondas a noite quando o silêncio do lugar prevalece. www.campingtabajara.com/ Acampamento montado, mochila guardada bora curtir o dia na Praia Branca. Como era um feriado prolongado e muitos iriam trabalhar na segunda-feira, a praia não estava nem muito cheia e nem muito vazia, estava meio a meio. Ficamos o resto do dia nesta praia com um por do sol nas montanhas fantástico com cores muito fortes e assim que o sol se foi uma Lua digna de uma pintura se levantou no céu ainda azulado. Ela parecia que nascia de dentro do mar iluminando cada vez mais enquanto se erguia no céu. Horas de contemplação para esse momento pois era de uma beleza única! Fui informado que aconteceria um Luau na praia mais a noite, então fomos para o camping para pegar alguns drinks e bora pro luau que aconteceu no meio da Prainha Branca e foi sensacional, a lua iluminando toda praia ao som de uma banda que só tocava os sons que você mais gosta, foi muito boa a vide e o clima do pessoal. Na praia mesmo existem algumas barracas com porções de peixe, batata frita, calabresa, cervejas e drinks mas seus preços são um pouco salgados por estarem localizados na areia da praia, então vale a pena dar uma pesquisada antes. Após comer um belo peixe frito e tomar uma bela garrafa de vinho fomos para o camping descansar pois o dia seguinte teria que acordar cedo para fazer as trilhas para conhecer as outras duas praias e a cachoeira. 2º Dia: Volta: 30/04/18 - 21h30min - Guaruja x Bertioga x São Paulo - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Almoço Restaurante Lipe Point R$15,00 a R$20,00 Por volta das 6h00 da manhã com nascer do sol maravilhoso na Prainha Branca tomamos nosso café da manhã, aprontamos nossas mochilas com alimentos e água e bora trilhar. Andamos a Prainha Branca até o final e como ainda a maré estava baixa, teve a possibilidade de conhecer a ilha que fica bem pertinho da praia a pé mesmo atravessando pelo mar. Tem um trilha que corta a ilha atravessando do outro lado tendo uma vista muito linda. Voltamos e fomos em direção a entrada da trilha para a Praia Preta que fica no canto do último restaurante da praia. Ou se não encontrar é só perguntar pro pessoal do restaurante que te informarão onde fica. A trilha é de nível fácil também e leva aproximadamente uns 15 a 20 minutos até a Praia Preta. Quando estiver quase chegando, quando você conseguir ver e ouvir o mar, vai ser quando aparecerá uma bifurcação, vá para o lado esquerdo descendo a trilha, pois se continuar reto irá chegar na cachoeira que fica uns 20 minutos a frente. A cachoeira não é muito grande, mas da pra tomar um belo banho na sua queda para renovar as energias. Descemos a trilha e ficamos contemplando a Praia Preta que geralmente fica vazia pois não tem nenhuma infraestrutura na praia e nem se pode acampar por lei, mas algumas pessoas ainda sim acampam. Eu mesmo já acampei uma única vez na Praia Preta em uma outra vez e fui surpreendido pelo helicóptero da Polícia Ambiental que desceram na praia e mandaram desmontar a barraca imediatamente ou seria multado pelo crime previsto na lei ambiental. Ficamos algumas horas na praia preta e de lá fomos para mais uma trilha, agora para a Praia do Camburi. A entrada da trilha fica no final da Praia Preta, é de nível fácil e leva uns 25 minutos até a Praia do Camburi. A praia é cortada por um rio de água doce que faz um contraste lindo com o mar. A praia também não tem infraestrutura nenhuma porém existe uma casa de um senhor que dependendo do seu humor ele pode te arrumar um lugar para acampar, tudo bem barato. Mas lembre - se, isso só acontece se o humor do senhorzinho que reside lá estiver bom rsss. Contemplamos por horas esse pedacinho de paraíso, como chegamos de manhã na praia, ficamos com ela somente para nós. Esta sensação de estar sozinho em uma praia é maravilhosa, te dá a sensação de liberdade! Ficamos horas nesta praia contemplando cada pedacinho de paraíso ali. Pra voltar para a Prainha Branca onde estava o camping é só fazer o mesmo caminho, não tem erro. Chegando na prainha branca almoçamos em um restaurante que fica nas pequenas ruas da vila chamado Restaurante e Pousada Lipe Point, pedi um tipo de prato feito que vem em um bandejão por R$15,00 a R$20,00. Barriga cheia e pé na areia! Fomos direto para a praia, dormi algumas horas de frente para aquele mar fantástico, com um céu azul, um sol lindo ai foi só encontrar uma boa sombra debaixo das árvores para algumas horas de sono. Corpo descansado ficamos por alguns estantes na praia até o anoitecer, quando recebemos de presente o nascer da lua ainda mais linda que na noite anterior. Ela estava fantástica iluminando mais uma vez toda a praia e a vila da Prainha Branca. Foi emocionante! Após este presente da natureza retornamos ao camping para levantar acampamento e fazer a trilha de volta para a balsa para poder voltar a São Paulo. Assim que você sai do camping ao invés de retornar até a vila para fazer a trilha de volta, dentro do próprio camping já tem uma outra trilha que se encontra com a principal e corta um bom caminho, fazendo com que não tenha necessidade de andar nas areias com mochila nas costas, o que é muito cansativo. Então quando for sair do Camping Tabajara se informe com o proprietário do camping, o Marcelo, onde fazer a trilha para a balsa. A trilha é de fácil acesso e te leva até a trilha principal para retornar a balsa. Chegando na balsa é só aguardar alguns minutos para que a balsa possa ter o número de carros e pessoas para a travessia até Bertioga. Chegando em Bertioga é só caminhar até as feirinhas e perguntar onde fica os guichês da empresa de ônibus Viação Breda que sai de Bertioga até a Estação Estudantes pela Mogi-Bertioga. O valor da passagem é de R$26,00 e tem a duração de 1h30min dependendo do trânsito no dia. Sugiro que comprem as passagens de volta antecipadamente em feriados ou datas festivas pois corre o risco de acabar. Chegando na estação/terminal Estudantes (linha Coral) é só pegar o trem sentido Guaianazes (linha Coral), trocar de trem e pegar sentido estação da Luz, ai faz a baldeação para a Estação Paraíso (linha Azul) e de lá para a Estação Vila Madalena (linha Verde). Pronto nosso bate e volta de dois dias ao litoral saindo de São Paulo esta feito! Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  5. Poderiam me informar lugares onde posso acampar e/ou dormir de graça, principalmente praias, mas qualquer outros lugares são bem vindos, como matas, picos entre outros tantos lugares?! Agradeço desde já a todos!
  6. Hey, Sou natural de Manaus - Amazonas e atualmente moro no sul catarinense. Estou programando ir pra Bom Jardim da Serra no inicio da primavera pra fazer um camping (setembro). De forma bem roots. Sou uma pessoa simples e busco companhias agradaveis que por ventura tenham o mesmo destino em mente ou morem nas proximidades. Pontos a serem visitados: Serra do Rio do Rastro e Canion do Funil
  7. E ae galera! Recentemente cheguei de uma viagem de bicicleta pela Asia, foram mais de 10,000 km em 1 ano e meio. Este relato é referente a primeira parte da viagem que foi no sudeste asiático. Quem quiser pode ver mais fotos no meu Instagram: @ivangousseff Tailândia: A viagem começou em Bangkok, logo que cheguei fui atras de uma bicicleta, pois nao tinha uma e então preferi comprar lá, por aproximadamente U$ 100 comprei uma bike usada. Em Bangkok há muitas lojas Decathlon então pude comprar os acessórios ainda mais barato que no Brasil. Meu gasto total foi de U$ 135. Comecei a pedalar em direção ao sul da Tailândia, meu objetivo era chegar até Phuket. Logo no primeiro dia tive um pneu furado, parei em um posto de gasolina e ninguém falava inglês, nesse dia vi pela primeira vez como o povo tailandês é gentil, muitas pessoas tentaram me ajudar e como nao foi possivel consertar o pneu no mesmo dia, acampei no posto e no dia seguinte um funcionário veio de caminhonete para me lever até uma bicicletraria, tudo isso sem falar uma palavra em inglês e sem esperar nada em troca. Acampando no posto de gasolina A partir do segundo dia não houve mais problemas, pedalar na Tailãndia é muito tranquilo, as estradas são boas e tem muitos postos com restaurantes e lojas de conveniência no caminho, existem também umas maquinas para comprar água mineral, 1 litro custa entre 5 e 10 Baths, ou seja, menos de R$ 0,10. Na segunda noite na estrada dormi pela primeira vez em um templo budista, os monges saão muito recipitivos, além de autorizar a dormir muitas vezes me davam frutas e comida. Logo cheguei nas praias do sul do país, pedalava entre 80 e 100 km por dia, a única parada de mais de um dia foi na praia de TapSakhae, enquanto estava parado na frente de um lago comendo umas bananas, um senhor passou de moto e ao me ver me convidou pra passar uns dias em seu hostel de graça, para retribuir eu ajudava sua mãe na cozinha e com serviços de limpeza. No único dia que não achei um templo para dormir, parei em um posto da polícia e me deixaram acampar lá. Depois de 16 dias cheguei em Phuket, consegui um couchsurfing na casa de um casal, um espanhol e uma francesa que vieram de carro desde a Espanha até a Tailândia https://perromochilero.com/ Passei uns 10 dias entre Phuket e as Ilhas Ko Phi Phi aonde comemorei meu 34º aniversário CouchSurfing em Phuket Depois de Phuket voltei pra Bangkok pelo mesmo caminho, levei 15 dias para chegar, ainda em Phuket fiz a grande aquisição da viagem, um fogareiro a gás, a partir daí ficou muito mais facil comer bem e barato, principalmente para mim que não como carne Parada pro almoço Carona em dia de chuva!!!! Chegando em Bangkok descansei por 3 dias no Hostel OverStay, sem dúvida a opção mais barata e mais roots da cidade, recomendo! Agora vou começar a pedalar em direção ao norte do país, o caminho também foi super tranquilo, consegui alguns couchsurfings no caminho, chegando em Chiang Mai fiquei 2 semanas e mais 10 dias em um monastério praticando meditação Vipassana, depois fui ao extremo norte próximo a fronteira com Laos e Myanmar, ao final dos 3 meses de visto cruzei a fronteira para o Laos. Monastério Budista Fronteira Tailândia e Laos.
  8. Um relato de Guilherme e Thais, com nossos amigos de viagens e do interiorrrr de SP, Daniel e Dayane. Realizamos uma viagem de 03 dias completos para Chapada dos Veadeiros entre 19/06 e 23/06, durante feriado prolongado. Origem: São Paulo. Avião com destino Brasília e aluguel de veículo (Duster) no próprio aeroporto. Optamos pela Duster pra evitar problemas com buracos, maior espaço interno e em eventuais travessias de rios, apesar de que em época seca (junho) o nível é baixo. Hospedagem e Clima: Camping Pachamama. Durante a noite faz frio (+/- 13ºC), utilizamos sacos de dormir (10ºC) + Isolante Térmico, foi o suficiente. Objetivo do Relato: Apresentar um conteúdo que facilite uma viagem ao local, com as nossas impressões, planejamento, custos e dicas. Aplicativo para Trilhas e Locomoção: aplicativo Avenza Maps. Mesmo na ausência de sinal ou internet, com mapas georreferenciados, é possível se guiar em trilhas e rodovias, com a sua posição aparecendo no mapa. Os mapas georreferenciados estão disponíveis para download ao final do relato. Nem todos os mapas foram utilizados na viagem, creio que o mais útil seja referente à trilha para Cachoeira do Segredo, nas proximidades da vila de São Jorge. Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros contém parte dos atrativos da região, e é localizado cerca de 3 horas distantes de Brasília (244 km). A entrada para visitantes é localizada na vila de São Jorge, pertencente ao município de Alto Paraíso de Goiás. Outra cidade integrada à região é Cavalcante, onde é situado o quilombo Kalunga, que contempla boa parte de outras cachoeiras de interesse. Dessa forma, a vila de São Jorge, Alto Paraíso e Cavalcante constituem-se nos principais destinos turísticos da região, e opções de hospedagens. Uma vez que o nosso grupo (de dois casais) prefere a hospedagem em camping, distante de cidades, optamos por nos hospedarmos no Camping Pachamama, localizado entre a vila de São Jorge e Alto Paraíso. Roteiro: O roteiro foi baseado na distância entre os locais, sendo que os agrupamos conforme a distância entre eles e o Camping. Consideramos o período de 03 dias para realização dos mesmos. Sendo assim, nos baseamos em mapas com a localização dos atrativos (disponíveis na internet e outros, que criamos para um melhor planejamento) e informações sobre acesso e interesse. O resumo do roteiro está abaixo: Quinta-Feira: Cachoeira Candaru e Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga, município de Cavalcante) Sexta-Feira: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas (vila de São Jorge) Sábado: Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra e Jardim da Maytrea (Entre Alto Paraíso e vila de São Jorge) Quarta-Feira (19/06): Brasília - Chapada dos Veadeiros (Camping Pachamama) Chegada à Brasília (18:00) e trajeto (244 km) para o Camping Pachamama. Trata-se de uma estrada de boa qualidade e boa sinalização, realizamos o trecho em menos de 3 horas. Estradas: GO-030, GO-010, GO-239. A rodovia GO-10 é seguida até a cidade de Alto Paraíso, posteriormente é tomada à esquerda a GO-239, que liga Alto Paraíso à vila de São Jorge. O Camping Pachamama é localizado à beira da rodovia em questão. Caso o destino seja a cidade de Cavalcante, basta permanecer na GO-010. O Check in no Camping Pachamama ocorre até as 22:00, onde a recepção, assim como durante comunicação prévia via e-mail, fornece uma série de informações sobre as acomodações do Camping, orientações de convivência e dicas sobre as atrações da região. O Camping fornece espaços de convivência, como a fogueira, oferece churrasqueira, armários para acondicionamento de alimentos, cozinha, banheiros com chuveiro quente. As acomodações são todas bem equipadas, limpas e bonitas. No Camping, o silêncio é preservado e são realizadas atividades como observação dos astros, através de telescópios. A área de Camping é gramada e com ótima vista para os planaltos (Figura 1 e Figura 2), que representam principalmente a porção central do Parque Nacional, ilustrado, no caso do Camping, pelo Morro da Baleia. Figura 1: Área de Camping (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) Figura 2: Nós e o friozin de manhã cedo (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) Quinta-Feira (20/06): Cavalcante (Quilombo Kalunga) -> Cachoeira Santa Bárbara e Cachoeira Candaru Uma vez que se tratava de feriado prolongado, a estratégia para visitar a Cachoeira Santa Bárbara (a mais disputada da região), localizada no quilombo Kalunga, Município de Cavalcante, foi realizar esse passeio no primeiro dia, uma vez que parte dos visitantes ainda não estariam instalados na região. A estratégia deu certo, saímos às 06:30 do Camping em direção a Cavalcante. Por volta das 08:00 chegamos no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Cavalcante, onde acompanhados da Guia Ivana nos dirigimos ao Quilombo Kalunga. Quando a procura é grande, no Quilombo Kalunga são distribuídas senhas para acesso à Cach. Santa Bárbara (Figura 3), sendo que o local comporta 300 visitantes por dia (fomos a senha 257). Enquanto nossa vez não chegava, visitamos a Cachoeira Candaru (Figura 4). Para contextualizar o local, o Quilombo Kalunga contém 03 principais cachoeiras: Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira Candaru e Cachoeira Capivara. Ao menos em relação às duas primeiras, o acesso é feito através de uma carona em pau de arara, e que com certeza agrega ao passeio. Uma vez que o acesso é feito através dessa carona, o trecho de caminhada é curto. Alimentação: Tanto no CAT, na cidade de Cavalcante, quanto no Quilombo Kalunga é possível comprar lanches para um café da manhã. No Quilombo ainda é possível almoçar, por 30,00 R$, coma a vontade. Valores: Diária da Guia é cerca de 150,00 R$ por grupo. Carona sede do Quilombo - Cach. Candaru é 20,00 R$ ida e volta por pessoa. Carona sede do Quilombo - Cach. Santa Bárbara é 10,00 R$ ida e volta por pessoa. Janta: Ao retornar para região de Alto Paraíso, resolvemos fazer um churrasco no Camping. A estrutura do Camping é ótima, compramos gelo para a cerveja e nos foi gentilmente fornecido um isopor pela responsável do Camping. Utilizamos as mesas do Camping para jantar. Figura 3: Nós e a Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO) Figura 4: Dani e a Cachoeira Candaru (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO) Sexta-Feira (21/06): Vila de São Jorge -> Parque Nacional - Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros possui entrada de visitantes na Vila de São Jorge. São 04 opções de trilhas (http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html), e os caminhos são devidamente sinalizados durante todo o trajeto. A dificuldade é variável, sendo que é possível (com agendamento prévio) realizar a travessia do parque, com acampamento durante o percurso, ou mesmo trilhas simples, de poucos metros. Por conciliar cachoeiras favoráveis ao banho e paisagens bonitas, optamos pela Trilha dos Cânions (Figura 5) e Cachoeira Cariocas (Figura 6). Trata-se de 06 km de ida, e 06 km de volta, o desnível é baixo se comparado à Trilha dos Saltos, Carrossel e Corredeiras. A Geologia do PARNA Chapada dos Veadeiros se refere ao Grupo Araí (Mesoproterozoico, 1770 Ma.), formado em ambiente de rift (semelhante ao que se passa atualmente próximo à Etiópia, através da separação de duas porções da África) caracterizado por marés e ações de ondas (Figura 7), e predominam na trilha visitadas quartzitos com estratificações cruzadas que... traduzindo, indicam o sentido e direção do transporte de sedimentos à época. Alimentação: Na recepção do Parque é possível tomar café da manhã e lanches. Valores: A entrada do Parque é gratuita (junho/2019). Foram gastos 15,00 R$ de estacionamento, à frente do Parque. Janta: Ao sair do Parque fomos ao restaurante Rústico, ainda na Vila de São Jorge. O local apresenta cardápio variado (carnes, massa, hamburgeres), o hamburger realmente muito bom. Também tomamos uma Cerveja Local da Chapada dos Veadeiros (32,00 R$). O preço do local é salgado. Figura 5: Nós e o Canyon ❤️ Figura 6: Cachoeira Cariocas Figura 7: Marcas de Ondas nos quartzitos do Grupo Araí... Sábado (22/06): GO-239 (ligação Alto Paraíso - Vila de São Jorge) -> Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra (Cachoeira do Cordovil e Poço das Esmeraldas) e Mirante do Jardim de Maytrea Contextualização: O Vale da Lua e a Fazenda Volta da Serra são próximos entre si, e do Camping Pachamama. O Vale da Lua (Figura 8) apresenta grande beleza cênica e ao final do percurso há a possibilidade de nadar, inclusive entre as fendas na rocha. A caminhada é curta, poucos metros.Tem como atração as rochas conglomeráticas (Figura 9) de matriz carbonática (Conglomerado São Miguel, base do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica... traduzindo, de 1 a 1,6 bilhões de anos). A matriz carbonática é solúvel, assim como ocorre em cavernas de rochas carbonáticas, e apresenta feições cársticas. A alta solubilidade desse conglomerado faz com que o Ribeirão São Miguel escave a superfície rochosa, crie marcas que demonstrem o fluxo de água, e as chamadas "Panelas". Mais informações sobre a história geológica do Vale da Lua: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf Alimentação: É possível comprar lanches na recepção do local. Valores: A entrada no Vale da Lua é 20,00 R$ por pessoa. A Fazenda Volta da Serra tem como principais atrações a Cachoeira Cordovil (Figura 11) e Poço das Esmeraldas, optamos por iniciar o passeio pela Cachoeira Cordovil, e ao retornarmos fizemos pequeno desvio que nos levou ao Poço das Esmeraldas. O percurso é 4 km ida, 4 km volta até a Cach. do Cordovil, sendo que o caminho é por si só uma atração (Figura 10), onde a paisagem do das serras, de campos limpos e do cerrado com árvores retorcidas toma conta. A dificuldade de uma trilha varia conforme o relato, sendo que ouvi amigos que fizeram o passeio anteriormente afirmarem que o trecho final é extremamente difícil, com pedras escorregadias; realizamos a trilha com bota, em época seca, e a dificuldade da trilha foi baixa. O Poço das Esmeraldas possui águas cristalinas, esverdeadas. As camadas pelíticas (sedimentos finos) da Formação São Miguel parecem aflorar (no linguajar geológico... quando uma rocha aparece por aí), onde são claras as gretas de contração... traduzindo: sabem aquelas imagens famosas do nordeste, onde o fundo de lagos, rios secos ficam todos craquelados? isso é uma greta de contração! e no registro geológico, isso também permanece. Vemos, portanto, gretas de contração bem antigas (Figura 12). Alimentação: É possível comprar lanches e brindes na recepção do local. O Café da Fazenda Volta da Serra e o Mel, também produzido no local, são bem gostosos. Valores: 25,00 R$ por pessoa. Após sairmos da Fazenda Volta da Serra, e antes de ir a vila de São Jorge, nos dirigimos ao mirante do Jardim de Maytrea (Figura 13). Localizada na própria GO-239, que liga Alto Paraíso a vila de São Jorge. Trata-se de uma vista super famosa da Chapada dos Veadeiros, é um passeio rápido mas que vale a pena, ainda mais ao final da tarde. Janta: Provavelmente no melhor restaurante da Vila de São Jorge, o Restaurante Buritis. Há a opção de comer massas, ao estilo Spoleto, com diversos ingredientes e podendo repetir o prato. Ou pedir pratos individuais, fartos, com arroz, feijão, e carnes. O preço é camarada, a comida é muito boa. Nota 10. Figura 8: Nós <3, Aia, do Conto de Aia, e o Vale da Lua Figura 9: Clastos em Paraconglomerado São Miguel, pronto a ser retrabalhado (novamente solto e carregado) pelo rio atual Figura 10: Trilha na Faz. Volta da Serra, sede da fazenda - Cachoeira do Cordovil Figura 11: Cachoeira do Cordovil, Fazenda Volta da Serra Figura 12: À esquerda gretas de contração em rochas do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica (1 a 1,6 bilhões de anos) que margeiam o Poço das Esmeraldas na Faz. Volta da Serra. À direita, apenas para exemplificação, gretas de contração atuais, em algum outro lugar do Brasil rsrsrs Figura 13: Jardim da Maytrea... não me pergunte o porquê do nome Informações Geológicas: Mapa Geológico (Folha Cavalcante), ao norte do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: http://www.cprm.gov.br/publique/media/geologia_basica/pgb/mapa_cavalcante.pdf Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Sítio SIGEP 096): http://sigep.cprm.gov.br/sitio096/sitio096.htm (clique em ver Capítulo Impresso) Vale da Lua (Sítio SIGEP 077), informações geológicas: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf Mapas Georreferenciados (Abrir no app Avenza Maps): -São Jorge-Alto Paraíso - Trilha Cach. Segredo - Avenza Maps -Alto Paraíso - Trilha Couros e Muralha - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1x2q2qU7a2QSbn_5dj8L-4UswVcQZDuGN/view?usp=sharing -São Jorge - Trilhas Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1coEOgUTiXCTxjkwilzZcSzdEXHyKu16w/view?usp=sharing -São Jorge-Alto Paraíso (Trilhas na região de vila de São Jorge e Alto Paraíso) - Fotos Aéreas - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1dJ_KsofUVhLlGA0AQmvnkNz_-6Lvag2M/view?usp=sharing -São Jorge-Alto Paraíso - Topografico - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1kGxgt1PY9Xf1aP-RA2udc1kAAgfTfIPR/view?usp=sharing -São Jorge-Alto Paraíso - Ruas - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/19LslnGKD5ncxiFxWQJkCLAlcA9lcbiMp/view?usp=sharing -Cavalcante (Trilhas na região de Cavalcante) - Ruas - Avenza Maps https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1yZYagn1-lUD4Yuu3-Gjh8WtdwZtMKfhW/view?usp=sharing
  9. 3 dias de Camping na Paradisíaca Praia do Richelieu em Sales SP. Confiram o vídeo e o relato em texto com mais detalhes abaixo: 1º DIA De Taquaritinga até Sales a viagem durou aproximadamente uma hora e quarenta minutos, viajando em uma velocidade média de 90 Km/h, uma vez que fomos na companhia de um casal de amigos e compadres que decidiram ir com a sua kombosa Lucinda. Chegamos por volta das oito e meia da manhã e já nos deparamos com uma excelente notícia, como era baixa temporada não foi preciso PAGAR NADA! Isso mesmo, caso contrário, teríamos de desembolsar R$20,00 por carro mais R$35,00 do quiosque por dia, o que mesmo assim não ficaria caro se rateado por todos (sairia um total de R$27,50 por cabeça para ficarmos do sábado de manhã até a segunda feira até o horário de almoço). Organizamos todos equipamentos, montamos a barraca e iniciamos os trabalhos, seja na cerveja, no whisky, café da manhã ou o churrasco! Fiquei emocionado com a felicidade de nosso cachorro Frederico, ao ser solto no local correu muito feliz por toda área, nunca tinha visto ele assim, foi emocionante. Durante o dia jogamos dominó, UNO e somente eu fui nadar no Tietezão bravo! Água estava gelada, mas já tomei banho e nadei em locais mais gelados. Ponto positivo para a limpeza da água e do local, difícil encontrar em locais públicos, tenho tido sorte! Levamos o dia vagarosamente até a noite com mais churrasco e bebidas! Fizemos também um arroz com tomate cereja que ficou top! 2º DIA Dormimos cedo para acordarmos cedo e foi o que aconteceu. Eram sete da manhã e já estávamos de café da manhã tomado. Um pão com ovo imperial juntamente de um café de levantar defunto foram suficientes para nos animar a conhecer a cidade e seus pontos turísticos. Partimos em direção ao temeroso e Cemitérios dos Esquecidos e para a prainha da ferveção de Torres. O cemitério é um lugar curioso que guarda uma história e tradição bacana, é um cemitério indígena no qual os primeiros moradores der Sales foram enterrados. Na prainha do Torres o movimento era muito maior que na que estávamos e lá estava cobrando a entrada de veículos. Negociamos com o porteiro e ele nos liberou entrar a pé somente para conhecer. Diferente da praia do Richelieu, na do Torres havia restaurante, um QG da polícia, mesas de bilhar, entre outros adendos. No entanto, a praia em si é menor que a do Richelieu . Voltamos para a nossa praia e começou a segunda rodada de churrasco, desta vez um simpático senhor se aproximou, o seo Osvaldo, conversamos por bastante tempo, ele contou sua emocionante história regado a uma cerveja oferecida por mim. O que mais gosto nestes lugares é de conhecer as pessoas e suas histórias, eu amo ouvi-las! Nossos amigos foram embora a tarde, como era domingo o agito tomou conta da praia, uma vez que domingo é o dia oficial do churrasco, ou seja, todos quiosques ocupados e todo mundo ouvindo o seu funk e disputando com o quiosque vizinho. Fui nadar pra ficar longe do som e quando voltei joguei mais algumas partidas de dominó com minha esposa, no qual perdi quase todas. A noite não tinha uma alma, a não ser um casal de idosos de Catanduva, que iam ficar por lá UMA SEMANA fechada! Isso que é expectativa de vida ao lado de alguém, será que conseguimos chegar nesse nível? Contaram sobre um acidente feio na pista durante o trajeto até Sales. Os mantimentos estavam escassos, então improvisei, fiz meio pacote de macarrão com calabresa, sardinha, molho de tomate e o resto de carne que havia sobrado do churrasco, ficou uma delícia. 3º DIA No terceiro dia era hora de se despedir, desmontamos nossa segunda casa, preparamos pães na chapa com presunto e queijo, mais uma café levanta defunto e infelizmente partimos em retirada,tudo que é bom dura pouco, uma pena! Não existe terapia melhor que dormir ao som das águas com uma leve brisa chacoalhando suavemente sua barraca. Fui dormir no máximo as dez da noite os dois dias e acordei sem a necessidade de despertador bem cedo, perto das seis da manhã todos os dias acampados. Garanto que foi uma viagem que renovou as energias! Espero que tenham gostado deste relato e servido de incentivo para conhecerem esse tesouro guardado no interior de São Paulo em nosso rico Rio Tietê!
  10. "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos) Um novo olhar sobre o Mundo. Olá viajantes, Compartilharei com vocês meu mochilão que deu início em Dez/18. Irei compartilhar um pouco de como me organizei nos aproximadamente 45 dias antes do início da Trip, bem como, eu defini "roteiros", datas e claro, financeiramente a jornada. Já li diversos relatos, muitos serviram de inspiração, e um 'algo' que sempre tive em mente é fazer um mochilão roots - até também porque, no meu caso, a grana é curta. Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir. Por onde começar? - Questionei nas primeiras horas. - Até que comecei a levantar uma lista de possíveis lugares da América do sul e passei a linkar rotas, ver preços de deslocamentos, me joguei de cabeça na cultura Latino-americana. Foi aí que reparei como tudo hoje em dia é demasiadamente comercial, principalmente os valores. - Não posso procurar como se fosse um turista querendo férias, afinal, não sou um turista querendo férias. - Então a partir deste instante passei de fato a me portar e pensar como um Mochileiro. Passei a pesquisar as rotas de carona, pensar em acampar em qualquer lugar, maneiras de "salvar' dinheiro e como viajar sem grana. Resultado, Primeira semana de Novembro e eu já tinha todo um pré-roteiro definido: Sair do Brasil por foz, adentrar a Ruta 12 no início, caronar até chegar na Ruta 14, a rota que leva até Buenos Aires, tentaria levantar uma grana em Buenos Aires e continuar seguindo para o Sul sentido Patagonia, pois afinal, para voltar é só ir sentido Norte, subir pelo o Chile, cortando todo o País e continuar, Peru, Bolívia, Colômbia e por onde mais tiver de ser. Exatamente esse era meu ‘Pré-roteiro’ e confesso que não teve grandes alterações, pois ir caronando proporciona viver o local e a cultura, conhecer entre uma cidade e outra as histórias que há, bem como as belezas além - escondida do turismo comercial - e claro, salvar o máximo de dinheiro. Irei detalhar mais para vocês meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experiência na Trip e há diversas maneiras de mochilar, isso não diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma família, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar é se conectar com pessoas e lugares, é viver experiências únicas e incríveis, além de fazer do viajante cada vez mais, um cidadão do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser. Respeito e Gratidão para todos Vocês! Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava até Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. Não incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de ônibus da linha 'São Paulo - Foz do Iguaçu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para vocês. Ou seja, sai do país com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00. Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, não havia comentado nada com ninguém, ninguém mesmo. Planejava e organizava que acabei não comentando com familiares e amigos com exceção do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois morávamos na mesma casa. Foi na última semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e começar a viagem para me encontrar, pois é desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja lá onde isso for. Após comunicar familiares e os amigos mais próximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor à minha decisão, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade. Mochila e Meus itens 1 Isolante Térmico 2 Calça corta vento 1 Calça Jeans 1 Blusa de lã top (homemade) 1 Blusa qualquer 5 Camisetas 1 Camisa 2 Regatas 3 Shorts 1 Touca 4 Meias (descobrir que pode ser pouca) 1 Par de Luvas 1 Par de Chinelo 1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum) 1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.) 1 Toalha 1 Kit de higiene pessoal 1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo) 1 Canivete 12cm de Lamina 1 Prato e kit de talheres para acampamento 1 Garrafa de 1Lt para Aguá 1 Fogareiro boca unica 2 Lanterna 15M de corda para camping 2 Livros pequenos Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer) Meus Trabalhos** 1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc. 2 cadeados (2 mochilas) Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser. Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas. No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, lá terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como: 1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices) 1 Tenda 1 Isolante Térmico 1 Cobertor Térmico (passar frio nunca, Paulista passa é calor) DICA: Tem muita coisa que é realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletrônicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos lá, visto que o custo é menor dá pra economizar bem. Mas claro, só digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poderá economizar é incrível, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00. Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar. De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o início da viagem demonstrando ser uma pessoa incrível, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo só pra ele para contar brevemente algumas de nossas histórias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha após um jantar Inteiramente BR, com feijão, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha última noite no Brasil. Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um ônibus para Puerto Iguazú (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de ônibus, esse ônibus para na imigração e aguarda enquanto você dá a entrada no país. Uma vez dentro da fronteira ele te leva até a rodoviária de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas já sabia que por ela eu só passaria, então fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde começou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o dedão um pouco adiante da saída de um posto da YPF, nada aconteceu, então fui andando no acostamento até que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Oláaa natureza sua linda! Não foi muito tempo andando até que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele não iria para a cidade e me deixou mais a frente próximo à um posto policial onde disse ser mais fácil e melhor para caronar. Foi tão rápido que mal conversamos, mas agradeço novamente ao Senhor Érico! E não é que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona até Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando histórias de como é acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com você, é um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratidão total Hernan e Rafael. Wow, o dia está para acabar e não dá mais para pedir carona (por política pessoal, não pego carona de noite pois de longe é o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um silêncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que às vezes passavam, estava amando a experiência, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou até mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educação me convidou para desayunar com ele na manhã seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno! Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias são de fato aulas intensivas de viver. Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de começar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e não havia comido tudo. Bastante água, pois o nordeste argentino é bastante quente e úmido. Bora para estrada pois a próxima cidade é Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente até conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e já estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos. Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo. A Cidade de Eldorado é maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio à natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas vão para a praça central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira até umas 20h, ver aquela cena foi incrível, pois a cidade que até então era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como não tem muito o que fazer lá, os habitantes vão descontrair na praça, formando rodas de mate e deixando as crianças se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes não me recordo os nomes, pois foi uma conversa rápida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles é a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais família do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravagância de fogos de artifícios ou um jantar farto e rico, e não senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado. Estar na estrada mexeu comigo, pois até então eu sempre estive em um turbilhão de coisas e supostos deveres, no entanto, meu único dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a prática da paciência e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser possível! Okay, depois de muito meditar e renovar as forças, hora de pegar a estrada, Gratidão Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei pão, doce de leite e uma proteína, e umas coisinhas pensando em 2 dias, não gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas úteis para alimentação na estrada) Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá! Até então tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia versões melhores de nós mesmo, basta acreditar e querer evoluir. Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio à tantas transformações, minhas influências e contar um pouco de como foi o processo de mudança e adaptação, afinal, eu estava em meio á outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma. Começarei pelo idioma, eu pensava - Português e Espanhol são línguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua variações. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente não me entendiam! Não importa o quão devagar eu falasse e quão parecido fosse algumas palavras, eles não entendiam! Foi necessário criar ‘regras’ de lógica linguística baseada nas que eu sei de Português, para começar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo prático: Palavras no Português com ‘São’ como, Comissão; Televisão; Versão; Expressão, entre outras, eu substitui por ‘Sion’, como Comisión; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e começar a se virar no idioma é muito útil fazer isso, costuma funcionar, como isso não é nenhuma regra de gramática não é aplicável em 100% dos casos, mas é aplicável suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabulário. Logo pessoas começam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informação, muito aprendizado se adquire, mas é fato que sempre faço comparação com o português para fixar as diferenças, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo são os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Português que tem ‘o’ em Espanhol é ‘ue’ Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por aí vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que não tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente diálogos e poder criar conversas com nativos, é maravilhoso! A estrada é divertido! Se no dia-a-dia são haver risos e sorrisos, a vida é difícil para qualquer um. Então estar em harmonia com o espírito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer é se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas soluções, então manter-se leve e positivo é necessário, para que tudo flua da melhor maneira possível. “Nunca entre em pânico” Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial. Estrada vai, estrada vou. Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá. Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase não havia movimento na estrada sentido a próxima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade é bem arborizada e úmida, a sensação térmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra. Após comer e beber bastante água, voltei onde estava e o cenário não havia mudado, estava ainda com pouca movimentação de carros. Enquanto comia próximo ao terminal, não distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um ônibus para a cidade de São José muito barato, é basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses ônibus que vai de São Paulo até Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha água quente no ônibus, pude encher a termo e toma mate. Agora começa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de São José. Chorei. A cidade é distante demais da Ruta 14, porém, não havia movimentação nenhuma. Só tinha um estabelecimento aberto além da rodoviária e da Polícia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ninguém na rua, um ou outro cachorro que passava, mas só. Não achei posto de Serviço próximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro minúsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos é na intersecção de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta. Andar por uma estrada reta e no calor é péssimo, pior ainda é ficar sem água. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota até que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir água naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no início da rua havia uma família tomando Tererê em frente ao portão. Fui com minha garrafa D'água vazia até eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, não achei nenhum estabelecimento ou posto de serviço próximo e estou sem água, vocês podem me ajudar com um pouco de água por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Português pensando estar falando Espanhol, então eu entenderia se eles pedissem para repetir ou não tivessem entendido. Ao princípio ninguém falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - Não. - eu olhei para os outros como quem diz “ Não, o que?”. Eles entenderam, afirmaram, não temos água. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, só existiram. Eu não entendi foi é nada. Preferir não pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, já é algo. Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incrível, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez não foi diferente, não era nenhuma plantação ou campos agrícolas, era somente mato em um espaço loteado vazio, um não, dezenas. Depois de 4 km andando, a água definitivamente acabou. Até que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos próximo à estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, também tomando Tererê. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a última família, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de água gelada perguntando se eu só tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‘goles’ lá mesmo. Ela não falou muito, e claramente não era normal aparecer alguém por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante até o posto de serviço feliz da vida, como sempre. Devido à circunstância isolada da cidade, o pessoal do posto de serviço aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade além, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei também com alguns caminhoneiros que estavam lá, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que até então eu havia feito. Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil. Nessa cidade tudo aconteceu! Info: Irei postar a continuação e compartilhar todo o relato com vocês, incluindo Fotos, apenas não tenho datas e prazos, pois já estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever é algo que sempre que dá eu faço, tenho muito material desta jornada, afinal, já passei até por Buenos Aires e além. Mas dependo das condições favoráveis e tempo livre na Internet - O que confesso não ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratidão por ler e de algum modo fazer parte da minha história.
  11. Gostaria de saber de grupos de vendas de materiais para trekking e camping no WhatsApp... alguém pode ajudar??
  12. Trilha das Sete Praias - Ubatuba - SP Praias: Lagoinha, Oeste, Peres, Bonete, Grande do Bonete, Deserta, Cedro, Fortaleza. Dificuldade: Fácil Distância: 8,9 km Salve salve mochileiros! Segue o relato desta trilha fantástica situada na região de Ubatuba, litoral Norte de São Paulo onde iniciamos na Praia da Lagoinha que fica a aproximadamente 29 Km do centro da cidade e finalizamos na praia da Fortaleza 27 Km do centro de Ubatuba. A trilha é de nível fácil com poucos lugares de subida e com belas paisagens. Todas as praias contém água potável em nascentes que ficam no início das praias e existem alguns bares nas praias porém como fomos em baixa temporadas a maioria estava fechada. Partida - 06/06/19 - Ida 12:30pm - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$38,00 - Caraguatatuba x Praia da Lagoinha-> Ônibus R$3,80 Partimos do terminal rodoviário do Tietê em São Paulo Capital de onde combinamos com o motorista do aplicativo BlablaCar para sairmos ao 12:30pm. Saímos no horário marcado e fomos em 5 pessoas no carro, pois já havia uma pessoa fazendo o trajeto também. Viagem tranquila e segura de duas horas e meia de duração até chegarmos a Caraguatatuba já no litoral onde descemos na rodoviária e lá mesmo pegamos um ônibus do transporte público com sentido a Ubatuba e depois de aproximadamente 35 minutos descemos no ponto próximo ao supermercado Garotão. O ponto de ônibus fica na praia da Lagoinha e é onde se inicia a trilha das sete praias. Após descer no ponto é só caminhar poucos metros até a entrada do condomínio mais a frente e se informar com algum dos seguranças da entrada do condomínio onde fica a entrada da trilha que eles já estão acostumados a informar as pessoas que querem fazer a trilha. A trilha fica do lado esquerdo da praia da Lagoinha logo após um rio que corta a praia desaguando no mar, mas como chegamos com a maré já alta não conseguimos caminhar pela praia e atravessar o rio para começar a trilha. Com ajuda de um haitiano que encontramos na praia, o simpático Jean Pierre, nos informou onde seria o começo da trilha dando a volta para iniciar na entrada de um condomínio. Nos informou também onde teria um mercado mais próximo, o Mercado Garotão. Como entramos na praia não sabíamos da situação da maré cheia impossibilitando a travessia, então com a ajuda do haitiano conseguimos voltar e passar no mercado para comprarmos algumas coisas para passar a primeira noite e começar a trilha. Iniciamos a trilha já quase anoitecendo por volta de umas 17:00pm. Saímos do mercado e bem de frente atravessando a rodovia já se vê a entrada do condomínio Recanto da Lagoinha onde caminhamos poucos metros e logo após a guarita da entrada viramos na primeira rua a direita, a Rua Sabiá e caminhamos até uma outra guarita onde se inicia a trilha em uma entrada a esquerda que contém uma placa de área de preservação ambiental ao lado de uma cerca do próprio condomínio. Como a claridade estava ficando cada vez menor, passamos pela Praia do Oeste no escuro e caminhamos até a segunda praia, a Praia do Peres onde foi o nosso primeiro camping. Armamos acampamento já no escuro em um pier de pescadores que contém um gramado e um grande barracão de frente para o mar. Conversando com alguns pescadores que ali estavam fomos informados que logo de manhã um senhor que cuidava do local iria nos expulsar dali. Pensamos em caminhar mais adiante na terceira praia mas decidimos ficar e acampar por ali mesmo e apostar que o senhor não nos dê uma bronca muito grande de manhã por termos acampado ali rs. Acordamos por volta das 8:00am e quando estava saindo da barraca para lavar o rosto em uma queda de água doce próximo dali lá estava o senhorzinho que nos informaram que iria ficar zangado por causa das nossas barracas. Resolvi dar bom dia pra quebrar o gelo mas não obtive sucesso. Então acordamos fizemos um café rápido no fogareiro a gás desmontamos nossas barracas e seguimos para a próxima praia da trilha, a Praia do Bonete ou Bonetinho como é chamada pelos locais. Ficamos um dia na Praia do Bonete, havia uma bica com água potável geladinha localizada no começo da praia. A praia do Bonete tem areias claras e águas cristalinas muito convidativa a um belo banho de mar. Armamos nossas barracas bem no meio da praia em um banco de areia mais alta debaixo de algumas árvores. Nesta praia havia algumas placas proibindo a entrada e camping pois a área seria propriedade particular. Decidimos acampar na praia mesmo e não entramos mais a dentro da mata. Acordamos por volta das 8:00am e desmontamos rápido as barracas, tomamos um belo café da manhã a beira mar e ficamos um tempo contemplando a praia até partirmos para a próxima praia, a Praia Grande do Bonete. Caminhamos até a ponta da praia onde existe uma placa amarela com informações aos turistas. Iniciamos a trilha e alguns minutos depois já tínhamos um lindo visual da Praia Grande do Bonete. A trilha levou uns 15 a 20 minutos e logo estávamos na Praia Grande do Bonete. Chegamos e logo vimos que bem no começo da praia havia uma bica de água potável geladinha. Caminhamos um pouco e decidimos acampar quase que no começo da praia mesmo, do lado que não tem casas na beira da praia. Armamos nossas barracas na praia debaixo de algumas árvores e de frente para o mar. Fizemos uma fogueira para o almoço e janta e ficamos neste local por três dias. No primeiro dia conseguimos finalmente entrar no mar, conseguimos também tomar banho em um bolsão de água doce que tem atrás das pedras no começo da trilha e fizemos um belo jantar vegano pra fechar o dia com chave de ouro. No segunda dia acordamos um pouco mais tarde, colocamos as barracas pra tomar um pouco de sol, tomamos um belo café e fomos caminhar até a outra ponta da praia que olhando de longe parecia que tinha um movimento de pessoas por la. Caminhamos até lá e descobrimos que havia alguns bares abertos onde tomamos uma bela de uma gelada e carregamos nossos telefones. Retornamos ao camping e pegamos duas mochilas vazias e dois de nós retornamos a trilha até o Mercado Garotão para comprar umas geladas e alguns petiscos. Fomos e voltamos em menos de duas horas e passamos o dia neste paraíso. No terceiro dia na Praia Grande do Bonete acordamos por volta das 9:00am, tomamos café, entramos nas águas geladas daquele mar lindo de águas cristalinas iluminado por um lindo sol que contrastava com o céu inteiramente azul. Logo depois, dois de nós como combinado anteriormente, retornaram a trilha até o ponto de ônibus para aguardar mais um integrante da nossa trupe. E como iríamos passar perto do mercado já aproveitamos e compramos algumas bebidinhas, petiscos, um bom repelente, que foi para não faltar mais nada até o final da trilha. Recomendo o repelente de creme, pois o de spray não faz efeito nenhum para os mosquitos de lá hahahaha. Compramos um óleo ou essência de citronela que seria de colocar em lampiões para espantar o mosquito, mas ao invés de colocarmos em lampiões nós colocamos no nosso próprio corpo e deu muito certo ahuahauha! Este dia foi um dos mais divertidos, com mais um integrante fizemos um grande rango, bebemos algumas cervejas, bebemos algumas biritas e tomamos também o único, o verdadeiro, o legítimo, o melhor de todos, the best, o Drink do Gato. Um drink elaborado por um dos integrantes da trupe e que se tornou o sucesso durante toda trilha ahahuahuauah inclusive para alguns caiçaras. Mais informações só chamar que posso passar os ingredientes e a forma secreta de se fazer. Poucos conseguem tomar! Drink do gato! Pra vocÊ aprender! kkkkkkkkkkkkkkkkkk Não conseguimos imagens do drink pois as condições não eram favoráveis no momento após a ingestão do mesmo kkkkkkk. Ha alguns rumores de que alguns dos integrantes corriam loucamente na noite em direção do mar tentando loucamente se banhar nas águas "quentes" da praia hahauahuahua iluminado por uma lua fantástica. O integrante ainda tentava persuadir os outros a entrarem no mar com dizeres: "Gente vemmmm, ta quentinha, a água ta quentinha! Vemmmm gente! Uhuuuullll!" Hauhauhuhuah Foi sensacional! --> Drink do gato! Pra você aprender! kkkk Acordamos e mantemos o protocolo. Barracas ao sol, acender a fogueira, café forte pra acordar, ficamos algumas horas por ali aproveitando o lindo sol que fazia no dia, tomamos um belo banho de mar e logo partimos para próxima praia. A trilha fica no final da praia em um muro de pedras com algumas placas indicando o lado correto. Foi umas das partes um pouco pesadas desta trilha, talvez por causa do peso que estávamos levando, em alguns lugares a trilha se tornava um pouco ingrime dificultando um pouco nosso ritmo. Em alguns trechos também se abriam clareiras mostrando um lindo visual. A próxima praia que nos aguardava na verdade seriam duas em uma. A Praia Deserta fica junto com a Praia do Cedro e são divididas por algumas pedras, mas muito fácil de se atravessar por elas. Ou pra quem não gosta de se aventurar em pedras, existe uma trilha que passa por de trás delas muito rápida e segura também. Armamos nossas barracas na primeira praia, a Praia Deserta. Ficamos bem de frente para o mar do lado da placa da trilha das sete praias. O lugar é cheio de árvores e tem ótimas áreas para camping selvagem e proibido, como diz nas placas que encontramos novamente na praia. Acredito que não tivemos problemas com isso por causa da baixa temporada, pois a trilha é muito movimentada na alta temporada e a fiscalização talvez seja mais rigorosa. Ficamos por dois dias nestas praias, a segunda praia, a Praia do Cedro contém uma área de camping e um bar que ambos estavam fechados por causa da baixa temporada. Existe também uma bica d'água encanada bastante gelada que tanto usamos para tomar banho quanto para beber. A praia é pequena mas encantadora pela beleza. Após dois dias fantásticos nessas praias infelizmente com muita tristeza que caminhamos para a última praia da trilha. Desmontamos nossas barracas, retiramos todo o lixo, fizemos um café forte, arrumamos as mochilas e partimos para Praia da Fortaleza. Mas antes ainda tinha mais um lugar muito lindo pra conhecer, o Pontão da Fortaleza. Um lugar surreal e único que fica um pouco antes de chegar na praia da Fortaleza virando a esquerda na própria trilha. Chegamos por volta das 16:00am no Pontão da Fortaleza com um tempo de trilha de aproximadamente uma hora por causa do peso das mochilas, pois em alguns trechos da trilha o caminho se torna um pouco mais ingrime dificultando um pouco a trilha. Ficamos no Pontão por quase duas horas contemplando a beleza do lugar. Até cogitamos acampar por la mesmo, mas acabamos decidindo retornar a trilha e finalizar a Trilha das Sete Praias na Praia da Fortaleza. Andamos por alguns minutos nas areias da praia até entrarmos em umas das ruas onde se vê uma igreja. Caminhamos nesta rua e na bifurcação viramos a esquerda e caminhamos até o bar do Zé Mineiro onde fechamos nossa trilha e nosso dia com uma bela cerveja gelada. Retorno - 12/06/19 - Retorno 13:30pm - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$40,00 - Praia da Fortaleza x Praia da Sununga-> Ônibus R$3,80 Na própria praia da Fortaleza existe um ponto de ônibus indo tanto para Ubatuba quanto para Caraguatatuba. Aguardamos por alguns minutos e pegamos um ônibus sentido Ubatuba pelo valor de R$3,80 e descemos no ponto dos postos de gasolina. Este é o ponto mais próximo da praia da Sununga e da Praia do Lázaro. Ficamos por lá mais quatro dias no Camping Sununga e depois encontramos um BlablaCar por R$40,00 pra cada que nos levou até São Paulo e finalizamos assim mais um Mochilão pelo litoral norte de São Paulo. Vlw Mochileiros! Gratidão. ❤️ Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  13. Já era o quinto dia de acampamento e viagem. Acordei muito cedo, recomendação do Holandês do Mar, para procurar algumas conchas naquela imensidão deserta que é a Praia do Sol. Depois de uma hora de caminhada, Apolo (o deus do Sol) mostra-me o porquê do nome da Praia. Aos poucos as cores vão transitando por vários tons dourados, estarrecedores. Foi de esquecer até as conchas, hshs. Como não tenho espírito holandês, não tinha encontrado muitas mesmo. Retornando para o acampamento, e depois de uma pomposa refeição à base de frutas, o dono do camping apareceu, e lá fomos nós pelas areias. A primeira parada do dia foi na Ponta do Gi, uma graciosa elevação no meio da areia, coberta da cascalho e pedras, dá para imaginar um cenários daqueles que nos pintam da superfície de Marte - só que com plantas. Bem no ápice da elevação, fica a Pedra do Frade, uma beldade, completando o cenário extraterreno - parece que foi colocado minuciosamente uma rocha sobre a outra. Infelizmente um ponto negativo daqui fica por conta das pessoas sem juízo que sobem com seus carros e ficam perambulando sobre a paisagem, destruindo a graciosidade dos deuses. Na sequência fica a imensa Praia do Gi, deserta com 5 km até o início da Praia do Mar Grosso já na cidade de Laguna. Mar Grosso, não me pareceu muito interessante, sabe aquelas praias meio burguesinhas de São Paulo, tipo Maresias, então bem isso. Um resort à direita da rodovia com passarela e tudo até a praia. Ainda eram 10:00 e fomos direto para o Molhes da Barra onde, inocente, eu, com os vidros do carro baixados entrei feliz da vida. Poseidon me agraciou com suas agradáveis águas que rebentaram no molhes e entraram pelas janelas sem educação nenhuma, kkkkk. No molhes vimos muita gente pescando, era cada robalo; 😍. Muitos pescadores, de todos os lugares do sul. Na ponta um Farol, modesto mas simpático, contudo não ficamos muito à vontade, já que Poseidon insistia com suas graças. Fomos até o centro histórico, uma experiência indispensável. Visitamos o Marco de Tordesilhas, o museu de Anita Garibaldi, a Paróquia Santo Antônio do Anjos, A Fonte da Carioca, pena que a Casa de Anita estava fechada para reforma, e o Museu da cidade tinha sofrido um incêndio recente, então não tivemos acesso. Fomos depois ao Morro da Glória de onde podemos ver todo o molhes e boa parte da cidade. Antes de pegar a balsa, passamos na Fonte da Carioca reabastecer as águas e ver o a Casa Pinto D'ulysséia. Seguimos até a Balsa, esperamos 5 min e lá se fomos. Após a travessia, pegamos à esquerda e fomos procurar a Praia do Tamborete, uma teteia com se diz aqui no sul. Como Poseidon se desgasta no molhes, o Tamborete tem águas abrigadas e bem calmas, além de transparentes. A areia é limpinha e um morro rochoso faz a graça à direita. Um fato curioso é que em algumas rochas da lateral da praia emitem um 'eco' das ondas e um ruído das águas, acredito que possa ser o motivo do nome da praia. Outro detalhe curioso é uma espécie de oratório, parecendo aqueles dos Jesuítas que vemos nos livros, este fica um pouco antes da Praia do Tamborete. Na volta, pegamos mais à direita antes da rodovia, e fomos em busca da Praia do Gravatá. Depois de um bom trecho de vielas, subida acima, as casas acabam. Perguntei a um morador que me instruiu deixar o veículo no seu estacionamento e seguir a pé, não era recomendado deixar o carro no meio da mata, alguns roubos, segundo ele acontecem por ali. Pegamos a mochila e lá fomos nós, após 400 m na rua de paralelepípedos, entramos numa trilha pouco desgastada. Só a trilha já vale o esforço, por entre as colinas, algumas vacas e palmeiras retorcidas que lembram o nordeste do país. Nada mais que 30 min de caminhada, e a deserta Praia do Gravatá se descortina à nossa frente, indescritível, poderia dizer que é a mais incrível que encontrei nas minhas andanças. Na verdade são duas: a Praia do Gravatá e a do Maneloni, separadas apenas por uma elevação - mistura de areia e pedras coberta de grama. Com areias brancas e a água azul que se confunde com o céu. Ficamos um bom tempo por ali, antes de seguir. Nossa próxima parada foi a também isolada Praia da Tereza, uma vila com uma 10 casas. A praia não é muito bem conservada, mas conta até com um parquinho para as crianças. Logo em seguida fomos para a Praia do Ypuã, ao menos tentamos, kkkk. É uma extensão de areia enorme, e rapidamente encalhamos. Com algum trabalhos conseguimos desencalhar, e seguimos caminhando conhecer: a praia brevemente, só tinha gringo, e o nosso primeiro Sambaqui, o Sambaqui da Roseta. O final do dia já se aproximava, mas como o horário era verão, fomos conhecer a mais charmosa praia que já vi, a Praia da Galheta. Incrível, uma pequena vila, irregular. Casas de vários estilos culturais, sem muros ou cercas, emergindo da areia. Uma sinfonia perfeita com o grande Sambaqui que amortece as ondas. Ao norte do Sambaqui a Praia da Galheta, mas agitada, de areia branca e fina, com água azul carregada de 'carneirinhos' das ondas que quebram muito antes da margem; ao sul a Praia Grande, de areia mais grossa e água muito calma. Dá vontade de dormir ali, não fosse ter deixado o carro 1 km na estrada - depois do Ypuã preferi não me aventurar na areia - e estarmos de partida para o Farol de Santa Marta. Sigo com o final da trip no próximo post.
  14. Alguém conhece algum lugar bonito onde dê para acampar em Goiás, ou que tenha hospedagem barata? Gostaria de lugares com cachoeiras etc.
  15. Confira vídeo na íntegra: Motivação No caso foi o modelo indicado para 5 ou 6 pessoas. Ou seja, se você tem uma família (3 a 4 pessoas) e quer ter noites tranquilas e confortáveis de sono, essa é a barraca. Minha teoria é, se for comprar uma barraca, numere a quantidade de pessoas que vão dormir nela e sempre some uma ou duas pessoas a mais (incluindo você). Suas noites de acampadas agradecem. Preço R$600,00 fora o frete na Internet. Pontos Negativos A vareta que fixa o sobreteto pode causar confusão e dificuldade na finalização da montagem. Espeques muito fracas, passei por uma experiência no qual entortaram com uma ventania e chuva, mesmo bem fixadas, ocasionando o desprendimento das mesmas. Aconselho comprar outras de aço galvanizado mais resistentes a climas hostis. A sacola onde guardamos a barraca, espeques e varetas deveria ter alguma alça um pouco mais resistente, afinal estamos carregando quase 7 QUILOS! Da forma atual, é mais seguro carregar a sacola no colo. Pontos Positivos O principal, capacidade de 2500mm de coluna d’água. Outro fator a ser sempre verificado. O barato sai caro, barracas com menos de 1000mm devem ser sempre ignoradas, não frustre suas acampadas transformando sua barraca em uma banheira com apenas um chuvisco. Assim como os escoteiros, esteja sempre alerta, tanto para dias de sol como para chuvas, neste caso, se bem montada, pode ficar tranquilo! O acabamento e o tamanho são os atrativos, além de ser muto bonita, possui um espaço inenarrável. Eu com meus 1,80m fico de pé dentro dela, ou seja a Cherokee GT tem aproximadamente 1,85m de altura por 3,00m de largura e comprimento, uma barraca colossal. Suas varetas são de fibra de vidro com um diamêtro acima do padrão, muito resistentes. Possui dois organizadores de objetos internos, um prendedor de lanterna central no teto e o tecido da barraca não possui costuras, excelente, assim evita com as chuvas que as costuras vazem água para dentro da barraca. O habitáculo é completamente respirável, com o sobreteto montado não dá aquela sensação de claustrofobia. A porta principal de entrada possui um mosqueteiro também, ou seja, em noites ou dias quentes você deixa a porta da barraca aberta apenas com o mosqueteiro fechado! Resumo da Obra Pelo valor pago o custo benefício é perfeito. Eu recomendo. Uma marca já consolidada no setor, um produto de qualidade por um preço condizente com nossa realidade.
  16. Salve Salve Mochileiros! Segue o relato do nosso mochilão batizado de Trinca de Áries pelo litoral do Uruguai. 1º Dia: Partida - 26/12/17 - 19h30min - São Paulo x Porto Alegre - Empresa de Ônibus Penha - R$226,65 Partimos de São Paulo Capital do Terminal Rodoviário do Tietê às 19h30min do dia 26 de Dezembro de 2017 em direção ao sul do país para cruzarmos a fronteira do Brasil com Uruguay. Depois de uma chegada conturbada ao terminal do Tietê conseguimos embarcar sendo os últimos a entrar no ônibus com um pequeno atraso rs. A viagem seguiu tranquila com paradas de 3 em 3 horas de 25 a 30 minutos. Chegamos em Porto Alegre às 16h00. 2º Dia: 27/12/2017 - 23h00 - Porto Alegre x Chui - Empresa de Ônibus Planalto - R$145,45 - Guarda volumes R$8,00 - Banho R$15,00 Chegando na capital gaúcha na Estação Rodoviária Central fomos logo comprar as passagens com a empresa Planalto para o Chui. Passagens compradas encontramos um guarda volumes no terminal para guardar nossas mochilas por R$8,00 pois iriamos embarcar somente às 23h00 para o Chui. Decidimos andar um pouco pelos arredores da rodoviária, andamos por algumas praças visitamos o Mercado Público e logo fomos procurar as margens daquele imenso rio que cortava a cidade toda. E encontramos! Depois de andar um bocado pela cidade, comer e tomar a cerveja Polar famosa no sul, fomos para as margens das águas do rio Guaíba e encontramos um dos mais belos por do sol do mochilão, ficamos algumas horas contemplando aquele momento. Após esse espetáculo da natureza gaúcha retornamos para o terminal rodoviário para pegar as mochilas no guarda volumes e tomar um belo e merecido banho que encontramos no terminal rodoviário custando R$15,00 Reais por 8 minutos de banho quente. E acreditem, o tempo dá e ainda sobra rs! Banho tomado, celulares recarregados, barriga cheia é pé na areia, fomos para a plataforma de embarque aguardar o ônibus do nosso próximo destino, o Chui. 3º Dia: 28/12/2017 - 9h30min - Chui x Punta Del Diablo - Empresa de Ônibus Rutas Del Sol - $97,00 Pesos - Câmbio 8.30 - Taxi $150 Pesos - Camping $140 Pesos - Glamping $160 Pesos Desembarcamos no Chui por volta das 7h00 da manhã, a cidade ainda estava acordando e não havia muitas pessoas pelas ruas. Fomos a procura das passagens para Punta del Diablo com a empresa Rutas del Sol, mas antes teríamos que atravessar a fronteira rs. Andamos algumas quadras e chegamos nas avenidas Uruguay e Brasil sendo ali a fronteira Brasil e Uruguai onde atravessamos caminhando. Pronto agora estamos no Chuy com Y mesmo ahuahuah. Encontramos o guichê da Rutas del Sol e compramos nossas passagens por $97,00 Pesos para às 9h30min horário do Uruguai, pois não existe horário de verão como no Brasil, basta atravessar a fronteira que o horário altera, então lembre-se disso. Tomamos um ótimo café da manhã em um hotel restaurante chamado Nuevo Hotel Plaza localizado na Rua Arachanes, na mesma praça que se embarca pra Punta del Diablo. Pagamos R$20,00 Reais e comemos e bebemos à vontade depois fumamos nosso primeiro baseado em terras legalizadas ahahaha e o próximo passo seria fazer o cambio da moeda local, encontramos varias casas de cambio por ali mesmo nos arredores. Conseguimos uma cotação de 8.30 e trocamos R$250,00 Reais pois os próximos destinos não teriam casas de cambio. Embarcamos atrasados novamente, mas dessa vez pela confusão de horário que fizemos devido o horário de verão no Brasil e no Uruguay não ter. Saindo do Chuy após uns 20 minutos o ônibus irá fazer uma parada na ADUANA (Administración de Aduanas de Chuy) que é responsável pela fiscalização e imigração de fronteira. Como a empresa de ônibus é uruguaia o motorista irá gritar "imigracion" mas se não houver ninguém para firmar a entrada no pais ou seja os turistas, o ônibus seguira em frente. Foi exatamente o que aconteceu com o nosso ônibus, como ninguém quis firmar a entrada no país o motorista seguiu viagem sem ninguém ao menos precisar descer do ônibus. A dica é: exija sempre sua entrada no país que estiver indo na América do sul, nós não fizemos isso como todos no ônibus e pagamos por isso na volta, mas contarei essa situação mais a frente. Chegamos por volta das 11h00 em Punta del Diablo, o dia estava nublado um pouco fechado porém ainda assim não tirou a magia do lugar. Logo que desembarcamos fomos em uma barraquinha que tinha uma simpática senhora que vendia tortas de algas, compramos algumas pegamos um táxi pagamos $150 Pesos e fomos direto para o camping FLOR DE PEZ. Um pouco afastado do centrinho e do mar de Punta del Diablo o camping fica na Rua Nº1 e é muito aconchegante, limpo, com wifi, com opção de glamping $160 Pesos o dia e camping $140 Pesos o dia, com ótimos banheiros e chuveiro quente. Acampamento montado fomos conhecer as praias de Punta del Diablo. Descendo a rua do camping com uma caminhada de 10 minutinhos e chegamos a Playa del Rivero. De fácil acesso, praia movimentada, embora estivesse um pouco vazia este dia devido ao tempo nublado, mas logo surgiu um sol lindo e a praia lotou de turistas. Compramos os famosos bolinhos de algas que são vendidos nas praias mesmo. Eles lembram um bolinho de arroz ou um tempurá rs, mas são muito bons, recomendo que comprem os da praia e não direto dos quiosques, pois os da praia são mais baratos, pagamos $100 Pesos por umas 15 unidades e são muito bons. Ficamos perambulando pelos arredores e fomos conhecer o mercado das Pulgas no centrinho da cidade, mais a noite a vida noturna da cidade é bem movimentada. Existem diversos bares, barracas de artesanato, comidas, lojinhas e diversos artistas. Comemos o famoso Chivito com fritas por $300 Pesos e brindamos nosso primeira praia em terras uruguaias com a deliciosa cerveja Patricia pagando em torno de $100 Pesos. Voltamos para o camping para um bom e merecido descanso. ZZZzzzzZzzZzzz... Energias recarregadas bora conhecer outros lugares, fomos para Playa de los Pescadores e logo a frente o Monumento do General Artigas e vimos de longe a Playa de la Viuda que fica um pouco afastada. No Monumento do General Artigas conhecemos um casal de Blumenau que estavam indo para o nosso próximo destino, Valizas. Eles gentilmente ofereceram uma carona para nós, o que poupou o valor do transporte, combinamos de encontrar umas 16h30min. Fizemos nossas mochilas, erguemos acampamento, despedimos da galera do camping e fomos nos encontrar com casal de Blumenau para seguirmos para Valizas. 5º Dia: 29/12/2017 - 17h10min - Punta Del Diablo x Valizas - Carona R$0,00 - Camping $350 Pesos - Cuia, bombicha e garrafa térmica $118 Pesos Chegamos em menos de 1h em Valizas e fomos direto ao camping LUCKY VALIZAS para tentar encontrar vagas. Encontramos um Eco camping todo estruturado, com muitos animais, ótimos banheiros com água quente, boa cozinha, ótima área de camping, quartos compartilhados, suítes e localizado a algumas quadras da praia. Fechamos 3 dias por $1050 Pesos pois iriamos precisar de três dias para conhecer Valizas e fazer a travessia para Cabo Polônio para passarmos a virada de ano. Montamos nossas barracas novamente e saímos para conhecer as praias de Valizas. Caminhas uns 10 minutos com o sol ainda alto no céu e encontramos uma praia com uma faixa de areia extensa, com as dunas em direção a Cabo Polônio separadas por um estreito rio que quando a maré esta baixa pode se atravessar com a água nos joelhos. Decidimos ficar o resto da tarde na praia e fomos presenteados com um belo por do sol. Ficamos muito felizes com o camping que escolhemos, parecia q estávamos em uma fazendinha com vários animais ao nosso arredor rs, a energia do lugar era muito boa, fomos muito bem recepcionados neste belíssimo Eco camping. Quando a noite caiu fomos ao centrinho de Valizas, com algumas opções de restaurantes, bares, diversos tipos de artesanato e muitos artistas pelas ruas. Em uma rua encontramos varias apresentações feitas na rua livre pra todo mundo ver. Uma pena que chegamos bem no finalzinho das apresentações mas já dava pra notar que ali seria o nosso lugar! Entramos em uma loja das famosas cuias para se tomar chá que os Uruguaios tanto gostam. Compramos a cuia com a bomba mais a garrafa térmica por $118 Pesos, só faltava o chá que nos mercados locais achamos facilmente. Acordamos no sétimo dia um pouco mais cedo pois iríamos fazer o ponto mais alto do nosso mochilão, a travessia pelas dunas e pelo mar de Valizas até Cabo Polônio. Levamos 2 mochilas com algumas cobertas, blusas de frio, lanternas, água e algo para comer. Optamos dessa forma para poupar peso durante o trekking de 4 horas. 7º Dia: 31/12/2017 - 16h00min - Valizas x Cabo Polônio - Trekking 4hs - Travessia barco $50 Pesos - Chivito $200 Pesos - Cerveja Patricia $140 Pesos - Farol $25 Pesos Saímos do camping por volta das 15h00, fizemos uma boa alimentação antes, passamos bastante protetor e nos dirigimos a travessia de barco pois o mar este dia estava muito alto para atravessar a pé com as mochilas, pagamos o valor de $50 Pesos por pessoa e em 5 minutos estávamos do outro lado. A caminhada começa pelo lado direito seguindo o rio e alguns metros a frente começamos a andar nas dunas a esquerda, um nativo nos indicou desta forma pois o caminho seria menor. Andamos umas 2 horas e chegamos a um mirante que tem uma vista fantástica de Valizas e de todo caminho q iriamos percorrer até Cabo Polônio. Decidimos sair das dunas e caminhar pelo mar pois a terra era mais firme e não cansava tanto. O caminho pelo mar era incrível, caminhamos vendo um por do sol sensacional e já enxergando o farol de Cabo Polônio em nossa frente. Encontramos também alguns animais mortos pelo caminho, na maioria filhotes de lobos marinhos que provavelmente se separaram de seus pais e não conseguiram encontra los mais, triste porém é a natureza! Chegamos no farol por volta das 19h00 e fomos direto para colônia de lobos marinhos que existe atrás do farol. Foi lindo ver tantos lobos marinhos juntos, gritando, brigando e procurando um espaço nas pedras, ficamos emocionados e realizados por tudo aquilo que estávamos vendo. Assim que a noite veio fomos para o centrinho de Cabo Polônio, afinal de contas era o último dia do ano e tínhamos que encontrar algum local pra comer, passar a virada e dormir. Encontramos um ótimo local que servia chivito por R$200 Pesos e cerveja Patrícia por R$140 Pesos. Energias recarregadas ficamos perambulando pelas ruazinhas de Polônio onde se encontra diversos bares, restaurantes e lojinhas com maravilhosos artesanatos. Passamos a virada por ali mesmo com aquele céu lindo cheio de estrelas, assistimos diversas queima de fogos iluminando aquela pequena vila e nos mostrando um pouquinho do que iríamos ver quando o sol nascer, pois Cabo Polônio não existe energia elétrica. Após toda festividade de ano novo nos dirigimos para praia e encontramos uma cabana de salva vidas onde nos abrigamos da fina chuva que se iniciou na madrugada. Acabamos dormindo por ali mesmo. O sol nasceu pela primeira vez em 2018 nos mostrando a verdadeira magia daquele lugar, nos deparamos com uma bela praia com um céu muito azul e um belo farol que estava fechado pelo feriado mas tinha um valor de $25 Pesos. Andamos por toda a vila e fomos novamente para a colônia de lobos marinhos atrás do farol. Uma imagem quase que de Discovery Channel hahaha. Ficamos horas contemplando aquela fantástica paisagem. A volta para valizas foi um pouco cansativa, saimos por volta das 14h00 e fomos somente pelo mar fazendo o percurso mais longo mas muito bonito também. Paramos poucas vezes para tomarmos água e fotografar pois teríamos que chegar a tempo de conseguir transporte para o nosso próximo destino, Montevidéu. Chegamos no camping e tivemos a infelicidade de encontrar nossas roupas ensopadas dentro da barraca pois na noite da virada ocorreu um temporal no camping molhando quase todas as barracas que estavam por la. Tivemos que retirar toda roupa e colocar para secar no camping antes de partirmos. Roupas secas, mochilas prontas, levantamos acampamento e nos despedimos mais uma vez e lá fomos nós para o nosso próximo e ultimo destino, a capital do Uruguai Montevidéu. 8º Dia: 01/01/2018 - 18h00min - Valizas x Montevidéu - Empresa de Ônibus Rutas Del Sol $601,00 Pesos - Hostel $600 Pesos - Taxi $180 Pesos - Cerveja Patricia $104 Pesos - MSC - Museu da Maconha $200 Pesos - Ceda $100 Pesos - Maconha $200 Pesos a grama - Hamburguesas $200 Pesos - Câmbio 8.10 Conseguimos um ônibus em Valizas por $601 Pesos e somente lembro de sentar na minha poltrona fechar os olhos e abrir em Montevidéu pois o cansaço da travessia de 22km de ida e volta entre Valizas a Cabo Polônio naquela hora deu sinais de que iria nos derrubar. Já no Terminal Rodoviário Tres Cruces por volta das 23h00 decidimos pegar um táxi por $180 Pesos para irmos direto para o Hostel que um amigo tinha indicado, seguimos direto para o Bo! Hostel que fica na rua Canelones, 784 atrás do Teatro Solís. Fizemos o check-in pagamos $600 Pesos na diária com café da manhã incluso. A galera do hostel nos recebeu muito bem, o lugar é limpo, com quartos para casais e compartilhados, banheiros limpos, com ótimo wifi, salão de jogos, um lindo terraço, ótima cozinha e uma galera muito legal que nos deixou bem à vontade. Andamos quase toda capital a pé e com transporte público que é bem barato, conhecemos o Teatro Solís, a Plaza Independencia, o Mercado del Puerto, caminhamos alguns quilômetros pelas maravilhosas Ramblas onde fomos presenteados por paisagens que são de encher os olhos de lágrimas. O por do sol visto da Rambla é sensacional e emocionante. Foram momentos únicos de contemplação que fazem você refletir sobre diversas coisas na sua vida. Chegando nos dias finais do nosso mochilão, um de nós como previsto iria partir para São Paulo no dia seguinte. Saímos do hostel a tarde e fomos acompanhar nossa amiga e parceira de mochilão até o terminal Tres Cruces para retornar a São Paulo. Aproveitando que estávamos no terminal novamente fizemos o cambio por ali mesmo, vale a pena dar uma pesquisada em algumas casas de câmbio que tem do lado de fora do terminal também pois você pode encontrar melhores taxas de câmbios. Tarefas cumpridas, fomos atrás da famosa maconha do Uruguay e encontramos pelo valor de $200 Pesos a grama valendo muito a pena pois é de alta qualidade e pura, já a ceda achamos um pouco cara, um pacote de ceda compramos por de $100 pesos, em torno de R$15,00 Reais. No dia seguinte fomos ao Museu da Maconha de Montevidéu - MCM que fica na rua Durazno, 1784. O museu conta toda história da maconha no mundo desde o começo até os dias de hoje e conta também o processo de legalização no Uruguay. Pagamos $200 Pesos para entrar e ficamos um bom tempo la com os funcionários já que fomos os últimos a entrar no museu. A vida noturna em Montevidéu rola diversos bares e pubs, encontramos um que se chama Rock es la Cultura localizado na rua Sorlano, 952. O Pub é totalmente voltado para o rock com fotos de bandas por toda parte, televisões passando clipes e shows e um palco para bandas se apresentarem, o que não aconteceu aquele dia. Tomamos um ótimo vinho, ouvimos uma boa música e comemos uma pizza bastante saborosa e retornamos ao hostel. Compramos diversas tipo de alimentos em free shops que ficam espalhados pela cidade, um deles chamado Devotos Express encontramos ótimos preços para alimentos, bebidas, alfajores, doces de leite entre outras coisas, vale muito a pena comprar nestes lugares. Comemos também as famosas Hamburguesas por $200 Pesos pedindo pelo telefone no próprio hostel e ainda vem com várias batatas fritas e bem rápido a entrega, uma ótima e barata opção pra matar a fome. No penúltimo dia em Montevidéu fui até ao terminal garantir as passagens para São Paulo. La no guichê descobri que quando entramos no país deveríamos ter firmado a entrada na ADUANA (Administración de Aduanas de Chuy), sendo assim não conseguiríamos pegar um ônibus direto para São Paulo pois na ADUANA na volta iriam solicitar a entrada e como não tínhamos firmado seria cobrado uma multa de $2.800 Pesos. Por causa desta falta de informação decidi pegar um ônibus de Montevidéu para o Chuy e fazer a rota que eu fiz para entrar no país sendo aconselhado pela atendente da empresa de ônibus pois seria a melhor forma de voltar ao Brasil sem ter que pagar a multa. Então quando passarem pela Aduana lembrem se de solicitar a entrada no país pois na voltar se não estiver com a entrada será cobrado multa. Acordamos arrumamos nossas mochilas, fizemos o check-out no Bo! Hostel e fomos para o terminal de táxi para nos despedirmos, pois iríamos para lugares diferentes. Eu tinha que seguir para o Chuy e minha companheira de mochilão junto com seu novo companheiro alemão iriam para Santa Tereza. Nos despedimos e eles embarcaram primeiro, uma hora depois foi a minha vez de embarcar. Hasta luego Uruguay! 13º Dia: 06/01/2018 - 14h30min - Montevidéu x Chuy - Empresa de Ônibus Rutas Del Sol $701,00 Pesos - Hostel R$50 Reais - Churri R$8,00 - Cerveja Glacial R$5,00 Chegando no Chuy por volta das 19h30min recebi a informação que não havia mais passagens para São Paulo e nem para Porto Alegre para aquele dia, então comprei uma passagem para Pelotas-RS para o outro dia de manhã para não ter que ficar muito tempo no Chuy. Conheci um colombiano na mesma situação que a minha mas que iria ficar em Florianópolis, nos unimos para procurar um hostel barato para passar a noite até o embarque de manhã. Conseguimos depois de algumas tentativas encontrar um hostel barato, fomos orientados a procurar pelo Poseidon Hostel que fica na rua Chile, 1131 no lado do Brasil. Fomos recepcionados pela dona do local com muita simpatia e cordialidade. Fizemos o check-in por R$50,00 Reais para passarmos a noite em um quarto compartilhado. Tomamos um bom banho e fomos ao lado Uruguaio comer alguma coisa pois estávamos mortos de fome. Encontramos um Senhor que vendia churri, um tipo de sanduiche rercheado com linguiça, vinagrete e com um pouco de pimenta tostado em um tipo de churrasqueira, pedi um churri por R$8,00 Reais e uma cerveja Glacial latão por R$5,00 Reais. Acordamos por volta de 7h00 e fomos para o terminal de ônibus para embarcar para Pelotas, no caminho vimos que duas argentinas que estavam no mesmo hostel que nós iriam para Pelotas e depois para Florianópolis também como o colombiano. Bastou um pouco de conversa e estávamos todos unidos para o mesmo destino, Pelotas. 14º Dia: 07/01/2018 - 9h00 - Chuy x Pelotas - Empresa de Ônibus Expresso Embaixador R$61,00 Reais Desembarcamos em Pelotas por volta das 13h00, como meu próximo destino era Curitiba e o horário que consegui passagem era para 18h30min ficamos aguardando debaixo de uma bela árvore na rodoviária jogando conversa fora até dar nosso horário. 14º Dia: 07/01/2018 - 18h30min - Pelotas x Curitiba - Empresa de Ônibus Penha R$226,46 Reais Saímos de Pelotas as 18h30min e no meio do trajeto por volta das 05h00 de uma manhã com muita chuva em Florianópolis me despedi dos três amigos que desembarcariam na ilha da magia. Até Curitiba ainda restavam algumas longas horas. 15º Dia: 09/01/2018 - 14h00 - Curitiba x São Paulo - Empresa de Ônibus Cometa R$118,00 Reais Por volta de 13h00 desembarquei em Curitiba e fui direto ao guichê da Viação Cometa garantir minha passagem o mais rápido possível para São Paulo. Consegui para às 14h00 do mesmo dia. Comi alguma coisa no terminal rodoviário e embarquei para o destino final do mochilão chegando por volta das 21h30min do dia 9 de Janeiro de 2018 onde se encerra meu primeiro mochilão pelo Uruguay. Gastos totais: R$1.662,56 Muchas Gracias!
  17. Galera, estou planejando essa trip com meu irmão em julho/19. Viagem o mais econômica possível. Estou com uma barrada para 5 pessoas e por enquanto somos só nós dois. Vamos ficar em camping que custa R$30,00 a diária. O almoço temos a média de R$30,00 em pensão (o guia nos adiantou essas informações, indicou onde podemos comer em cada dia). Vamos levar fogão para não gastar muito com comida. Montamos uns roteiros e estamos pesquisando os que precisamos de guia ou não. O guia cobra em média R$40,00 por pessoa. Vamos alugar um carro em Brasília e partir para Goiás com mais ou menos 2h de viagem. O aluguel do carro fica mais ou menos R$150,00 por pessoa. O guia também nos informou os valores de entrada para algumas cachoeiras (Média de R$50,00). Alguém anima? Vamos partir de avião do RJ Abaixo o roteiro resumido: Dia 1: Cachoeira Loquinhas e Cristais / Dia 02: Cachoeira do Segredo / Dia 03: Catarata dos Couros / Dia 04: Cachoeira de Santa Bárbara, Cachoeira da Capivara e Candaru / Dia 05: Vale da Lua, Cachoeira do Abismo e Mirante da Janela / Dia 07: Complexo dos Macaquinhos / Dia 08: Bocaina do Farias / Dia 09: Simão Correia / Dia 10: Complexo do Rei do Prata Dia 11: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Saltos 120 metros e 80 metros, Carrossel e Corredeiras) / Dia 12: Canyons l e ll e Cachoeira Carioquinhas.
  18. Sua participação e contribuição é muito importante! Segue o link: https://chat.whatsapp.com/LmGi7g8M4Lc17EYT0KmU3M
  19. Boa noite galera, tudo bem? Dia 18 de Maio estarei indo para Pedra da Mina, pela fazenda serra fina! Li alguns relatos por aqui mas alguém te mais alguma dica algo pra agregar? Alguém estará indo pra lá também nessa mesma data? Abraços!!
  20. _______________________________ D E T A L H A M E N T O _________________________________________ Foram 10 dias de viagem cruzando o Chaco Argentino, a Cordilheira dos Andes, Salinas Grandes de Jujuy e o Deserto do Atacama, o mais árido do mundo. CUSTO TOTAL: R$1.800,00 (mil e oitocentos reais) ________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO ________________________________________________________________________________________________ HOSPEDAGENS 1º dia: NADA - Barraca no Posto em Foz do Iguaçu 2º dia: 400 pesos ARG - Hostel Catedral em Corrientes 3º dia: NADA - Barraca no Posto YPF em Taco Pozo 4º dia: 350 pesos ARG- Hostel Don Tomáz em Purmamarca 5º dia: 15.000 pesos CHI - Hostel Mirador em San Pedro de Atacama 6º dia: 6.500 pesos CHI - Hostel Pampaloja em Antofagasta 7º dia: 150 pesos ARG - Barraca no Camping La Reliquia em Purmamarca 8º dia: 400 pesos ARG - Hostel Catedral em Corrientes 9º dia: 28 reais - Hostel Beija Flor em Foz do Iguaçu ________________________________________________________________________________________________ ALIMENTAÇÃO Nessa viagem levamos diversas coisas e praticamente não comemos "na rua". Na nossa lista de comida tinha Arroz, Feijão, Atum, Salada Seleta, Salame, Macarrões, etc, etc, etc. Levei o fogareiro e nem terminamos a primeira lata de butano. Em todo Hostel tem uma cozinha. Segue uma lista detalhada: - Arroz - Feijão - Atum - Salame - Salsicha - Salada - Macarrões variados - Barras de Cereais - Bolinhos de Chocolate - Nescau - ClubSocial ____________________________________________________________________________________________ COMBUSTÍVEL E PEDÁGIO Infelizmente não registrei os abastecimentos portanto não sei quanto gastei com isso. Uma única vez consegui fazer a média e estava em 30km/L, porém um valor nada confiável... Lá os frentistas não abastecem até onde você quer. Eles decidem qual é o máximo e ai de você de falar alguma coisa. KKKKK. Alguns colocam até a "redinha", outros até quase vazar. O que posso dizer é que o preço médio na Argentina é de 48,9 pesos argentinos o litro e no Chile paguei 774 pesos Chilenos na 93 octanas e 817 pesos chilenos na 95 octanas. No Chile ainda tem pedágio, 900 pesos pra ir e 900 pra voltar à Antofagasta. No Brasil quase 130 reais apenas de pedágio. Acho que é isso. Qualquer coisa é só perguntar que eu respondo se souber. ______________________________________________________________________________________________ Mais vídeos de Viagens, Passeios, Cursos, Dicas, Acessórios e outras coisas mais: https://www.youtube.com/thiagoguido Outros detalhamentos: https://www.facebook.com/guidaodemoto/
  21. Olá pessoal! Bom dia, tudo bem? Recentemente adquiri uma barraca, a ARPENAZ 2 FRESH & BLACK | 2 PESSOAS - Quechua e gostei muito dela, preço ótimo, grande custo benefício, me atende muito bem. Sempre que faço alguma viagem/passeio, vou acompanhado da minha namorada, então cabe eu e ela + nossas mochilas (bem apertados pra ser sincero, mas cabe). Eu realmente gosto desta barraca, mas creio que posso investir em algo melhor. O que me levou a este pensamento? Pois bem. No AliExpress estão fazendo uma promoção, e um amigo me enviou este link da Cirrus - Naturehike e confesso que fiquei tentado a comprá-la. Segue o link, pelo preço de R$558,17 https://pt.aliexpress.com/item/NatureHike-Tent-Camping-2-Person-Waterproof-Double-Layer-Outdoors-Camping-Durable-Gear-Picnic-Tents-with-Free/32798013081.html?spm=a2g03.search0104.3.1.48a77d55LgEX0P&ws_ab_test=searchweb0_0,searchweb201602_2_10065_10068_10547_319_10059_10884_317_10548_10887_10696_321_322_10084_453_10083_454_10103_10618_10307_537_536_10902,searchweb201603_51,ppcSwitch_0&algo_expid=c919be4a-2926-4d02-ba18-20e2766d86f7-0&algo_pvid=c919be4a-2926-4d02-ba18-20e2766d86f7 A questão central é: Devo investir um valor mais alto e pegar a NatureHike ou não vale a pena? E já que vou investir um valor mais alto em uma barraca mais alto nível, pensei em pegar talvez a Barraca Nepal - Aztec pois dentre as de alto nível que conheço, é apenas a Nepal, já a NatureHike eu nunca ouvi falar.. O que me dizem? Quais indicam? Opiniões, dicas, experiências e afins serão muito bem recebidos Desde já agradeço aos colaborares.
  22. Olá pessoal, sou nova aqui, espero estar postando isso no lugar certo! Estamos fazendo um projeto para a faculdade a respeito de alimentação em esportes de aventura (camping, trilha, mochilão, trekking, montanhismo, escalada e etc). Por esse motivo criamos este formulário sobre o tema: https://goo.gl/forms/gIugs0iCSDBWheAt2 Ficamos muito gratos se puderem responder e compartilhar um pouco dessa experiência de vocês! As perguntas são bem simples e vão nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas. Se sintam livres para compartilhar o link com pessoas que também praticam esportes de aventura. Além disso, se alguém estiver disposto para uma conversa ou quiser compartilhar alguma experiência relacionado ao tema (seja ela boa ou ruim) não deixem de comentar aqui ou mandar uma mensagem para o meu e-mail: [email protected] Muito obrigada pessoal!
  23. Olá! Gostaria de indicações de camping selvagem em Santa Catarina. Agradeço.
  24. Gostaria que alguém tirasse uma dúvida. Alguém já foi a Cidade do Leste - Paraguai para fazer compras de mochilão? Barracas, Equipamentos, Mochilas, Peças de Bicicleta... É mais barato do que comprar no Brasil? Vale a pena ir lá fazer essas compras? Obrigado.
  25. Olá pessoal! Meu nome é Vilmar Coelho, após muitas buscas não consegui encontrar um grupo de pessoas que gostem de Trekking. Então quem se interessa por esse tema por gentileza se manifeste. Sou apaixonado por treeking com pernoite em montanhas para apreciar a natureza. Contatos: Site: https://vilmarcoelho.com WhatsApp: 62992470363 Instagram: @vilmarcoelho Facebook: https://www.facebook.com/vilmar85
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