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  1. Resolvi escrever este relato pois não vi muitos parecidos. A minha viagem foi sozinho, sem alugar carro (mas alugando bicicleta e pegando caronas) e sem fechar nada com agências antes de ir, em abril de 2019. Essa parte é importante: não precisa fechar nada com agência antes. Pois bem, antes de ir, pedi orçamentos para várias agências que achara na internet e o que eles me mandaram me espantou, era tudo extremamente caro! Coisas como: Circuito das Cachoeiras por R$220 + R$180 do transporte; R$320 o trecho Cuiabá-Chapada (sendo que o ônibus urbano custa R$18), queriam cobrar até por passeio no parque que é de graça! Não tive coragem de reservar nada antes, até viajei desanimado para resolver tudo na cidade. Felizmente, tudo deu certo e saiu bem mais barato do que se tivesse fechado com agência. Chegando ao aeroporto, que fica em Várzea Grande, peguei Uber até a rodoviária de Cuiabá, R$25. Na rodo, peguei um bus urbano da CMT (tem da Rubi tbm) por R$18 até a Chapada dos Guimarães (este é o nome do município, não é só do parque ou da região). Os ônibus saem a cada 1:30h. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães fica antes da cidade com mesmo nome e desci lá, onde conheci três cachoeiras sem precisar de guia e sem pagar: Véu da Noiva (só mirante), dos Namorados e Cachoeirinha. A água estava barrenta, mas o poço era bom para banho e as quedas eram altas. Anda-se bem pouco para cada uma delas. Minha intenção era ir para cachoeira da Salgadeira, dali são 6km, mas achei arriscado andar pela estrada sem acostamento. Fiquei esperando o ônibus, pedi algumas caronas e quem acabou parando foi uma família que parou sem eu pedir, eles também estavam saindo do parque e haviam me visto lá. Pelo que percebi, pedir carona é comum lá, pois o parque fica a 12km da cidade. Fui pro hostel, onde me indicaram a guia Camila (65-996110587), entrei em contato com ela e com outras dos sites: http://www.chapadamt.com.br/guiasdeturismo.asp http://www.ecobooking.com.br/Relacao_guias_autorizados.php?XXtrE=v3vbnqw03mgj17ydlzef Isso foi bom, os preços direto com os guias eram MUITO mais baratos, inclusive se precisasse de transporte. Fiquei no Hostel Chapada, R$50 por noite, bem localizado, perto da praça. No dia seguinte, resolvi alugar uma bike na Bike e Cia, por R$30 o dia, para ir a cachoeira do Marimbondo e da Geladeira, que ficam próximas uma da outra e cerca de 15km, ida e volta, do centro. Pra ir foi tranquilo. Na cachoeira do Marimbondo, paga-se R$10 para entrar e anda bem pouco, uns 300 metros. Cachoeira larga, com um poço raso, mas gostosa. Fiquei 1h e fui pra da Geladeira, 1km dali, paga-se mais R$10 e anda uns 600m. É a cachoeira mais bonita que fui na chapada: água verde, queda gostosa, poço bom para banho. Fiquei um tempo. Pensei em ir até a Cachoeira Rica, mas descobri que, apesar do nome, não tem cachoeira! É só um vilarejo! Ainda bem que não fui, são uns 30km de lá. A volta foi um pouco cansativa mesmo nos pontos que não pareciam subida íngreme. Depois, ainda fui ao mirante Morro dos Ventos, tem uma bonita vista de campos e até uma cachoeira na lateral, entrada R$5. Rodei cerca de 20km de bike no total. Comi massa no Pomodori, muito boa (um pouco caro)! No 3º dia, peguei carona com um cara do hostel que havia alugado carro, aí baixou quinze reais no preço do passeio Circuito das Cachoeiras, no final, paguei R$85. Tinha agência cobrando R$220 pelo passeio mais R$180 pelo transporte! Transporte que era de apenas 12km! Este passeio, Circuito das Cachoeiras, ocorre no Parque Nacional (cuja entrada não é paga), mas só pode ser feita com guia. Consiste em 8km passando por várias cachoeiras (eles falam 7, mas acho que não...). A melhor é a última: das Andorinhas, super alta e bom poço pra banho. Vale a pena! Depois, ainda deu tempo de ir até a Salgadeira (R$15 por carro) de carona, esse lugar passou por uma demorada reforma e manipularam até a cachoeira concretando a parede dela. Comi pizza na Marguerita, muito boa, mas um pouco cara. Dia 4: no dia do Circuito das Cachoeiras, conheci um cara gente boa que também tinha alugado carro em Cuiabá. Aproveitei e fui junto com ele para a cachoeira da Martinha (R$10 o estacionamento). Neste caso, se não tivesse ido de carona, teria ido de ônibus urbano (o mesmo que sai de Cuiabá em direção a Campo Verde). Disseram que essa cachoeira é tipo um "piscinão de Ramos", farofada e tal, no dia que eu fui, sábado de manhã, estava bem vazio, mas parece quem muita gente faz churrasco lá, até porque é de graça. Cachoeira muito boa, grande, larga e super forte! Correnteza boa para boia-cross e para nadar. De lá, fomos para a cachoeira Jamacá (R$20 por pessoa), que no Glooglemaps aparece como Quilombo do Alemão. Esse alemão é o Mário, um naturalista que lutou pela demarcação do parque. A cachoeira é alta e forte com poço muito raso para nadar. Lugar bacana. Almoçamos, por volta das 14h, no restaurante Maná, comida bem simples, parece que o local nem abriu oficialmente. Esse dia terminou cedo. Jantei sozinho no Cavii, comi um ótimo hambúrguer com coalhada seca e pesto, entre outros. Domingo, último dia, fui até a bicicletaria e estava fechada. Resolvi ir a pé até a cachoeira gratuita do Nonhô (acho que é isso, se não, é Nhonhô), 5km, localizada próxima ao supermercado Pelé e a pastelaria Lhufas, entre a placa azul de "Bem-vindo" e um outdoor, a cerca está caída e tem uma trilha. Fui perguntando, perguntando e cheguei a trilha, desci até a cachoeira. É pequena e não muito alta, mas gostosa para se refrescar. Fiquei pouco tempo, pois queria ir até a cachoeira da Tartaruga. Na estrada, pedi carona e o segundo carro que passou parou prontamente. Ele passou pela bicicletaria, estava aberta (no domingo, ele abre quando liga pra ele), então resolvi descer. Mais R$30 pelo aluguel, andei 3,5km até a porteira do sítio (tem no Googlemaps), tive que passar a bike por cima e andar mais uns 3km. Obs: muitos guias me falaram que tem cachoeira em propriedade particular, mas pode pular a porteira, a cerca e ir tranquilamente, esta era uma delas. A cachoeira da Tartaruga fica quase no final da estrada de terra, quando começa o gramado, à direita. A cachoeira é alta, com pouco volume de água, poço bom para banho. Ainda deu tempo de comer no Trapiche Regionalíssimo, por kg, cerca de R$54, comida muito gostosa. Peguei bus para Cuiabá. De lá, peguei Uber para o aeroporto. A região tem muitas cachoeiras e muitas nem podem ser visitadas. Acredito também que algumas sejam pequenas e simples. Algumas que não precisam de guia e fiquei sem conhecer: do Segredo, da Bailarina, do Índio, Águas do Cerrados (trekking). Outros passeios que precisam de guia (mas não feche com agências antes, fale direto com os guias): São Jerônimo, Vale do Rio Claro, Cidade de Pedras, Águas do Cerrado, caverna Aroe-Jari. Se quiser ir para Nobres (bate e volta), aí tem que fechar com alguma agência, parece que custa R$250, ou se informar com guias.
  2. Estarei indo para Cuiabá no dia 20 de setembro, e retorno pra Sao Paulo dia 30 de setembro... alguem interessado em ir pra Chapada dos Guimarães, Serra do Roncador, Nobres e Pantanal? Esse roteiro não está fechado! Podemos conversar e combinar um roteiro q seja bom para todos!
  3. Decidimos eu e mais 04 amigas passar o feriado de Corpus Christi na Chapada dos Guimarães. Com antecedência na programação a viagem sai em conta. Dia 01: Chegada a noite em Cuiabá Pegamos um vôo saindo do Rio de Janeiro (SDU) as 18h55 e chegando em Cuiabá as 22h com breve parada em São Paulo (GRU). Optamos por não seguir viagem para a Chapada no mesmo dia por ser noite e não conhecermos a estrada. Então, pernoitamos em um hotel honesto na frente do aeroporto. Hotel Express. Alugamos um Jeep Renegade com desconto na Localiza ao lado, mas, para quem não tem desconto de empresa, aconselho o site Rent a Car para descolar vantagens em locações. Dia 02: Ida para a Chapada A viagem até a cidade da Chapada dos Guimarães é rápida (cerca de 80km) a estrada é boa, sem pedágios e dali já se ve o incrivel paredão de pedra. Chegamos na cidade e fomos direto para nossa pousada. A mais que simpática Pousada Charme. Fomos muito bem recebidas e paparicadas! Dali, seguimos para aproveitar o dia na cachoeira da Geladeira e em seguida na do Marimbondo. Na volta, pelas 15h30, paramos para almoçar no Morro dos Ventos, com uma vista impressionante do local. Tudo isso é possível fazer sem guia. A noite fomos à pracinha local onde descobrimos a Vila do Chocolate. Um inusitado café temático (Disney) super simpático. Dia 03: 07 Cachoeiras Aproveitando o sol, fomos fazer o passeio das 07 Cachoeiras com guia. São 6,5 km de trilha, com quedas d'água deslumbrantes e banhos de cachoeira maravilhosos. Pagamos R$ 50,00 por pessoa. Dia 04: Cavernas Mais uma vez, com guia, são 03 cavernas e quase 13 km de caminhada. Optamos por fazer a volta de trator, uma vez que apenas a ida nos duraria desde as 10h30 até as 15h. Na entrada da reserva onde ficam as trilhas tem um restaurante de comida regional que já reserva almoço. Aconselho. A noite jantamos em um restaurante na cidade que se chama Pomodori. Não vá esperando grande cantina italiana, mas, quebra um galho. Dia 05: Volta para Cuiabá / Rio de Janeiro Íamos visitar a Cidade de Pedra pela manhã, onde é possivel avistar todo paredão da Chapada. Porém, chuva, frio e muita neblina impediram o passeio. Voltamos então para Cuiabá em hora de almoçar na curiosa peixaria Lelis. É um rodizio de peixes tal como estamos acostumados aqui no sul / sudeste com carnes. Ali pode-se provar todos os peixes de rio do MT além do jacaré. Vale cada centavo! Pegamos um voo para o Rio no fim da tarde com parada e Brasília.
  4. Resumo: Itinerário: Porto Velho (RO) → Rio Branco (AC) → Xapuri (AC) → Sena Madureira (AC) → Ji-Paraná (RO) → Comodoro (MT) → Cuiabá (MT) → Chapada dos Guimarães (MT) → Poconé (MT) → Campo Grande (MS) → Aquidauana (MS) → Miranda (MS) → Passo do Lontra (MS) → Corumbá (MS) → Bonito (MS) Período: 03/01/2006 a 06/02/2006 Ida: Voo de São Paulo (Congonhas) a Porto Velho em Rondônia. Acho que a companhia era a TAM e a passagem foi paga com pontos. Volta: Ônibus da Viação Cruzeiro do Sul de Bonito a Campo Grande no Mato Grosso do Sul e da Viação Motta, saindo de Campo Grande e indo até São Paulo Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Em toda a viagem houve bastante sol. Estava no período chuvoso, mas houve pouca chuva. Em 2005 tinha havido uma seca muito forte na região amazônica, mas os rios já estavam com seu volume recuperado. As temperaturas também estiveram altas, chegando a mais de 35 C ao longo do dia, principalmente em Cuiabá e no Pantanal. A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por áreas de florestas, rios, cachoeiras, chapadas, áreas alagadas, montanhas e outros . Roubaram meu passaporte, provavelmente em Porto Velho 😧. Eu o deixei numa área visível dentro da mochila, não percebendo o valor que poderia ter para outros. Eu o havia levado para o caso de ir até a Bolívia na fronteira. Num dos trajetos de ônibus, pessoas que provavelmente estavam contrabandeando produtos, colocaram algo (acho que era um eletrônico) acima do assento em que estava. Mas pouco depois tiraram e desceram. Logo a seguir a polícia federal parou o ônibus, mas nada encontrou 😞. A viagem no geral foi tranquila. Houve duas companhias de ônibus que quiseram cobrar um pouco mais do que declarado na passagem, o que não me agradou e me fez fazer algumas reclamações a elas e a ANTT 😠. Alguns estabelecimentos comerciais aceitaram cartão de crédito (principalmente companhias de ônibus, mercados e agências de turismo), mas a maioria não aceitou. Fui de SP a Porto Velho (acho que era pela TAM), com pontos de milhagem. Iria até Rio Branco ou Cruzeiro do Sul, mas a companhia não tinha voos para lá. Voltei de ônibus de Bonito até Campo Grande pela Viação Cruzeiro do Sul e depois de Campo Grande até São Paulo pela Viação Motta. A Viagem: Esta foi minha primeira viagem após a morte do meu pai. Eu havia tido algum tipo de mal estar (queda abrupta de pressão e taquicardia) em São Paulo cerca de 1 mês antes e a última médica que me atendeu disse que poderia ser síndrome do pânico. Assim sendo, eu viajei um pouco preocupado que o quadro pudesse se repetir durante a viagem em locais que poderiam apresentar algum risco e em que eu poderia estar sozinho. Fui de SP (Congonhas) a Porto Velho em 03/01/2006 (acho que era pela TAM - http://www.tam.com.br), com pontos de milhagem. A saída estava prevista para às 8:30. Iria até Rio Branco ou Cruzeiro do Sul, mas a companhia não tinha voos para lá. Voltei de ônibus de Bonito até Campo Grande pela Viação Cruzeiro do Sul (https://www.cruzeirodosultransportes.com.br) e depois de Campo Grande até São Paulo pela Viação Motta (http://www.motta.com.br). Em Porto Velho fiquei hospedado perto da rodoviária. É bem provável que meu passaporte tenha sido roubado nele 😧. Para as atrações de Porto Velho veja https://www.guiaviajarmelhor.com.br/lugares-para-conhecer-em-porto-velho e https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/porto-velho. Os pontos de que eu mais gostei foram o Rio Madeira e o Museu Ferroviário, que incluía parte da história da construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, ponto emblemático da história do Brasil. No Rio Madeira perguntei a um homem que parecia trabalhar em algo referente a barcos se era seguro nadar e ele me disse que nunca é bom nadar em rios, pois sempre pode haver peixes que podem atacar. Ao perguntar a uma vendedora ambulante, ela me disse que qualquer lugar em Porto Velho a qualquer hora era perigoso em relação a assaltos. Eu não achei. Talvez a criminalidade estivesse crescendo e eles estivessem assustados por isso. Mas naquela época parecia bem mais tranquila do que São Paulo. Achei a cidade com características equatoriais, desde o clima até a aparência da terra. Fiz um passeio de barco pelo rio e fui a um povoado chamado Candeias, em que havia uma praia de rio. Fiquei lá até 5 feira 05/01 pela manhã, quando peguei um ônibus para Rio Branco pela Viação Jerontur (que nem sei se ainda existe). Paguei R$ 52,50 com cartão de crédito. A viagem durou boa parte do dia. Saí no início da manhã e cheguei do meio para o fim da tarde. Tivemos que fazer uma travessia de balsa em Abunã, em que se podia ver um braço de terra com a bandeira da Bolívia, mostrando que estávamos na fronteira. Conversei bastante com o ajudante do motorista ao longo da viagem. Em Rio Branco também não fiquei hospedado muito longe da rodoviária. Gostei bastante da cidade . Fiquei nela até domingo 08/01. Para as atrações de Rio Branco veja https://www.guiaviajarmelhor.com.br/lugares-para-conhecer-em-rio-branco e https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/rio-branco-2. Os pontos de que mais gostei foram a orla do rio, os parques e os museus, com a história da região e com histórias de pessoas simples, como a da mulher cuja avó (ou bisavó) denunciou que a máfia havia matado seu marido em Nova Iorque no início do século passado (se não me falha a memória), fugiu para São Paulo e foi aconselhada por parentes ou conhecidos a ir mais para o interior, pois disseram que São Paulo era muito perto de Nova Iorque. Foi a única que vez que experimentei o Daime. Achei bastante interessante 👍, mas deixei a mente voar muito e acho que perdi a oportunidade de uma experiência espiritual mais profunda. De qualquer forma gostei da experiência, que se usada buscando expansão de consciência, pareceu-me ser um bom veículo para espiritualidade, embora sempre ache substâncias desnecessárias. Se bem me lembro isso ocorreu na Igreja São José, que disseram ser a sede e ser conhecida em outros lugares por quem segue aquela religião. No final fui até o líder da celebração dizer-lhe que me pareceu que eles eram do Bem. No domingo 08/01 fui para Xapuri, terra em que viveu Chico Mendes, Fui logo de manhã de ônibus pela Viação Jerontur, pagando R$ 18,20 com cartão de crédito. Cheguei pouco antes do almoço. Para as atrações de Xapuri veja https://viagemturismoaventura.blogspot.com/2017/12/xapuri-acre-segundo-organizacao-mundial.html. Os pontos de que mais gostei foram os rios, os seringais, a floresta, a Casa com a história de Chico Mendes, onde ele foi assassinado e a Intendência Boliviana, importante na época da disputa da região entre Brasil e Bolívia. Gostei também das oficinas de madeira, que produziam os mais diferentes objetos com a madeira extraída da floresta. Achei interessante a foto em que apareciam Lula, então Presidente da República e Márcio Tomás Bastos, então seu ministro da Justiça, com semblante sério e pensativo olhando para seu túmulo. Pareceu-me que Lula estava pensando que aquele poderia ter sido seu destino. Conversei com a cunhada (se bem me lembro era a cunhada) de Chico Mendes sobre o assassinato, o que aconteceu depois e a vida por lá. Ela me falou que os assassinos já estavam livres após cumprir pena, um deles havia se transformado em pastor e estavam bem de vida. Pareceu-me um pouco indignada com esta situação. Uma outra mulher que havia trabalhado com Chico Mendes falou-me de como ele era, de suas previsões para o futuro (como a falta de chuvas), de sua simplicidade de usar chinelos mesmo nas ocasiões mais solenes, de como Lula o ajudou na organização sindical e de como após sua morte foram criadas as reservas extrativistas e a situação dos trabalhadores rurais havia melhorado muito na região. Isso vários outros trabalhadores me confirmaram. Como já faz 13 anos, não sei se esta situação se mantém até hoje. Passeei pelas áreas naturais, florestais, seringais, atravessei o Rio Acre a nado para ir conhecer o outro lado 👍. Fui bastante picado por mosquitos durante o tempo que estive andando por lá (cerca de 2 horas), porque fui só de calção. Na volta, já um pouco escuro, iria atravessar a nado também, mas pessoas me sugeriram para não fazer, pois poderia haver cobras ou peixes que poderiam me atacar. Não achei uma possibilidade muito grande, mas como já era quase noite, achei melhor pagar alguns centavos pela travessia de barco. Antes fiquei um bom tempo tirando areia dos olhos devido à travessia de ida. No dia seguinte, 2.a feira 09/01, fui para Sena Madureira. Queria ir até Cruzeiro do Sul, mas a estrada estava intransitável nesta época, devido às chuvas, que nem estavam sendo tão intensas. A passagem aérea achei muito cara. Então voltei para Rio Branco pela manhã e logo a seguir peguei um ônibus para Sena Madureira por R$ 17,20 com cartão de crédito pela empresa Real Norte. Na viagem, já escurecendo, o motorista passou do ponto em que uma mulher havia pedido para descer e deu marchar ré na estrada por razoável distância, numa manobra que me pareceu temerária. Depois ouvi o motorista conversando com outros funcionários da empresa e me pareceu que riram bastante do episódio. Na 3.a feira 10/01, fui até a prefeitura de Sena Madureira, onde duas jovens atendentes informaram-me sobre os pontos a visitar. Riram bastante das minhas perguntas sobre poder nadar em rios e visitar comunidades indígenas 😃. Para as atrações de Sena Madureira veja http://mochileiro.tur.br/sena-madureira.htm e https://www.guiadoturismobrasil.com/cidade/AC/221/sena-madureira. Os pontos de que eu mais gostei foram o rio e a floresta. Fiquei um pouco decepcionado por não ter visitado tribos indígenas. Numa ocasião, em Xapuri ou Sena Madureira (acho que era Xapuri) eu estava andando pela mata e começou a chover. Isso criou barro e meu calçado ficou cheio de barro. Aí eu vi uma capela rural em que eu achei interessante entrar para conhecer. Estava trancada e eu pedi para a responsável abrir para mim. Ela abriu a porta e a capela estava limpíssima. Como estava com o calçado inteiro cheio de barro, ajoelhei, levantei os pés, numa posição quase acrobática, para não sujar o chão e fui caminhando ajoelhado até o altar 😃. A mulher disse repetidas vezes que eu não precisava fazer aquilo, mas eu teria considerado um enorme desrespeito meu sujar aquele chão tão limpo. Na 4.a feira 11/01 voltei de ônibus para Rio Branco, almocei, conversei com uma comerciante sobre o clima da região e depois peguei um ônibus da empresa Real Norte para Ji-Paraná. Paguei R$ 90,00 com cartão de crédito. Desta vez atravessei a balsa à noite. Fiquei surpreso com a quantidade de cidades razoavelmente grandes existentes em Rondônia. Não tinha esta noção. Pareciam cidades médias do interior de São Paulo. Cheguei a Ji-Paraná no dia seguinte à tarde (5.a feira 12/01). Acho que foi neste trecho que houve o incidente com o possível contrabando e a polícia federal. Acomodei-me num hotel perto da rodoviária. No entardecer ainda fui dar uma volta pela cidade nas proximidades do hotel. Passei pela região central e por um museu, mas logo escureceu. Para as atrações de Ji-Paraná veja http://www.ji-parana.ro.gov.br/turismo.php e https://ecoviagem.com.br/brasil/rondonia/ji-parana. Os pontos de que mais gostei foram a história de Rondon e das comunicações na colonização inicial amazônica, a floresta, os rios e toda a vegetação. Ela fica dentro ou próxima da Chapada dos Parecis. Na 6.a feira 13/01 fui conhecer a parte histórica, principalmente referente ao Marechal Rondon e partes naturais relacionadas à floresta. Ao explorar uma área ao lado de um rio, passei por um ninho de marimbondos, que foram atrás de mim. Quando percebi saí correndo rapidamente e pulei no rio, de roupa e tudo 😃. Meu cabelo estava comprido e alguns ficaram grudados nele, mas os outros foram embora quando mergulhei. Levei só algumas poucas picadas. No fim do dia peguei um ônibus da Viação Andorinha (http://www.andorinha.com) para Comodoro no Mato Grosso, por R$ 48,85 com cartão de crédito. Cheguei no dia seguinte, sábado 14/01, no começo da manhã. Para as informações sobre Comodoro veja https://pt.wikipedia.org/wiki/Comodoro_(Mato_Grosso) e http://www.coisasdematogrosso.com.br/cidades/cidade.asp?id=150&cidade=Comodoro. Os pontos de que mais gostei foram as áreas naturais. Acho que foi meu passeio mais autêntico na Chapada dos Parecis. Após acomodar-me num hotel fui visitar a área. Perguntando para um morador sobre o horário, percebi que ainda havia confusão devida ao horário de verão. Fui caminhando pela estrada e, após perguntar a habitantes locais, entrei numa área rural, meio pantanosa, cheia de buritizais, para conhecer melhor a região. Andei por terrenos pantanosos, por campos, por mata (não fechada) e por alguns morros não muito altos, mas que proporcionaram boa vista. Isso tomou o dia inteiro e me deu uma boa impressão de como era aquele local. Gostei muito . À noite jantei na praça em meio a som de bares. No domingo 15/01, logo de manhã peguei um ônibus para Cuiabá pela Viação Andorinha. Paguei R$ 60,00 no cartão, mas na passagem veio impresso R$ 57,70 e não me foi dado nenhum comprovante de taxa de embarque (nem existia rodoviária). Quando perguntei, o representante em Comodoro me disse sorrindo que era daquele jeito mesmo e estava correto. Posteriormente fiz uma reclamação sobre o fato para a Viação Andorinha, que me devolveu a diferença prontamente, e notifiquei a ANTT. Chamaram-me atenção as plantações laterais às rodovias durante as viagens de ônibus, principalmente no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Cheguei a Cuiabá no fim da tarde. Hospedei-me no centro, perto da rodoviária. Algumas pessoas disseram-me que era uma área perigosa à noite e nos fins de semana e eu fiquei preocupado. O dono do hotel disse que era tranquilo. Depois de andar um pouco por ali, percebi que para os meus padrões de paulistano do que era uma área perigosa, ali até que era bem tranquilo. Para as atrações de Cuiabá veja https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/cuiaba, https://www.guiadoturismobrasil.com/cidade/MT/970/cuiaba e https://www.brasilturismo.com/mt/cuiaba. Os pontos de que mais gostei foram as igrejas, os rios, as áreas verdes e as características regionais. Visitei também seus monumentos e construções. Na 2.a feira 16/01 fui conhecer Cuiabá. Gostei da cidade 👍, mas achei muito quente 😓. Talvez uma das cidades que eu conheci mais quentes do Brasil. Foi necessário bastante água ao longo do dia. Aproveitei para passar também por Várzea Grande, uma cidade também bastante grande, que ficava ao lado de Cuiabá. Na 3.a feira 17/01 de manhã fui para Chapada dos Guimarães de ônibus. Cheguei lá ainda pela manhã e me acomodei num hotel no centro. Fui pesquisar como fazer passeios e me convenci de que precisava de uma agência de turismo para alguns deles, em especial para a Caverna e Lagoa Aroe Jari. Escolhi a Agência Chapada dos Guimarães (http://www.chapadadosguimaraes.com), que ficava na praça central. Falei-lhes do meu interesse na Caverna Aroe Jari, caso conseguissem um grupo. No dia seguinte falaram que haveria a escalada do Morro São Jerônimo e eu disse que provavelmente iria. Para as atrações da Chapada dos Guimarães veja http://chapadadosguimaraes.tur.br, https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/chapada-dos-guimaraes, https://www.feriasbrasil.com.br/mt/chapadadosguimaraes e http://www.chapadadosguimaraes.com. Os pontos de que mais gostei foram as cachoeiras, as estruturas de pedra, a vegetação, as montanhas e o mirante do centro geodésico. Foi um dos locais de que mais gostei da viagem . Aproveitei a tarde para passear pela cidade, passei e nadei numa espécie de balneário público (disseram-me que como a água era corrente não havia risco de doenças) e depois fui a pé até o Mirante do Centro Geodésico da América do Sul (centro geográfico da América do Sul), que alguns exotéricos dizem ter um caminho direto para Machu Picchu. Não procurei nem me preocupei com isso. Eram cerca de 7 km de distância a partir da cidade. Achei a paisagem muito bela . Aproveitei e fiquei um bom tempo contemplando e fazendo meditação. À noite fui a um restaurante de espetos, mas como não como carne, fiquei só nos complementos. Perguntei ao dono se isso não lhe daria prejuízo e ele disse que não e me receberia nos outros dias sem problemas. Na 4.a feira 18/01 fui para a agência para fazer o passeio ao Morro São Jerônimo. Paguei R$ 45,00 com cartão de crédito pelo passeio. Ao chegar lá sem uma garrafa de água, o dono me falou que eu iria entrar na água dos outros durante o passeio e que precisaria ir comprar uma garrafa antes de partirmos. Disse a ele que achava que não precisaria, mas ele não concordou. Fui então rapidamente comprar uma. Se bem me lembro, o grupo que iria para o passeio era formado pelo guia Aílton, um casal de brasileiros com etnia japonesa, dois amigos alemães, um casal com um carioca e sua namorada, o filho do dono da agência, uma mulher de uns 50 anos e seu neto (ou sobrinho ou algo semelhante) adolescente. Andamos bastante sob um sol forte. O guia me pareceu muito bom, embora eu prefira fazer meus passeios sem guia. Mas naquele caso teria sido muito difícil achar a trilha. Paramos em algumas quedas de água e pudemos aproveitar para nos banhar nelas e eu aproveitei para beber um pouco de água. Vimos araras. Apreciamos a paisagem natural. O guia ajudou-nos nas escolhas dos melhores modos de subir na trilha que já se encontrava na montanha. No alto fez questão de me dar alguns amendoins para comer, mesmo após eu recusar, porque achou que eu poderia não aguentar a descida se não me alimentasse (talvez devido a algum problema de baixa de glicemia). Eu comi dada a ênfase com que me deu. No geral, gostei bastante . Voltamos no fim da tarde. Dei minha garrafa de água sem abrir para o filho do dono 😃. Na 5.a feira 19/01 voltei à agência para fazer o passeio pela Cidade de Pedra e alguns outros pontos da chapada. Paguei R$ 40,00 com cartão de crédito por ele. O dono disse-me que havia visto seu filho com minha garrafa na volta e me perguntou se eu seguia a forma de ser dos camelos, tomava muita água antes de sair e depois não precisava de água ao longo do passeio 😃. Eu disse que sim e que tinha avisado. Neste dia fizemos o passeio de carro, pois as distâncias eram maiores. No grupo estavam novamente o mesmo guia Aílton e o casal com etnia japonesa, além de mim. Os outros não estavam, mas juntou-se a nós uma britânica (acho que era do País de Gales). Os paredões pareceram-me espetaculares . Gostei também das cachoeiras e das paisagens. Este passeio foi mais curto, pois de carro os deslocamentos, apesar de maiores, foram mais rápidos. No início da tarde já estávamos de volta e eu aproveitei para ir novamente ao Mirante do Centro Geodésico da América do Sul. Passei depois por algumas agências procurando por grupos para a Caverna e Lagoa Aroe Jari, mas não encontrei nenhum. Para ir só, se bem me lembro, o preço mais baixo que encontrei era de cerca de R$ 360,00. Ainda fui à pousada do casal de etnia japonesa para ver se queriam ir no dia seguinte ao parque para conhecer o circuito das cachoeiras por conta própria. Mas ficou no ar e acabamos indo separados. Na 6.a feira 20/01 fui conhecer as cachoeiras do parque (http://www.icmbio.gov.br/parnaguimaraes). Naquela época era possível ir sem guia. A sinalização era precária, mas era possível encontrar as trilhas. Eu me perdi um pouco em alguns locais, mas acabei conseguindo fazer o circuito completo. Cheguei perto da hora do almoço e encontrei o casal de etnia japonesa terminando o passeio. Disseram-me que haviam gostado e que provavelmente eu gostaria, pelo que tinham visto eu apreciar nos dias anteriores. Mas ressaltaram que acharam o parque muito mal sinalizado. Gostei bastante , cada uma de um jeito, mas todas possíveis de serem aproveitadas e apreciadas. Para ir à última, já perto do fim da tarde, tive um pouco de dificuldade de achar a descida, mas acabei conseguindo. Após sair dela, peguei uma trilha errada e fui sair fora do caminho principal. Mas depois orientei-me pela paisagem e consegui voltar ao caminho principal e retornar à portaria, ainda dentro do horário de visitação, quase no pôr do sol. Aílton falou-me de um barqueiro que fazia a travessia de Porto Jofre, no fim da Rodovia Transpantaneira, até Corumbá, cruzando o Rio Paraguai. Ele me deu o número de telefone. Eu liguei, mas sua mulher falou que ele estava em Corumbá e demoraria vários dias para voltar. Então eu desisti de ir com ele, mas fiquei com a ideia de poder fazer esta travessia com algum outro barqueiro. No sábado 21/01, voltei à agência para ver se existia algum grupo para a Caverna e Lagoa Aroe Jari. Em todos os dias eu perguntei e em nenhum houve nenhum grupo interessado 😞. Aí eu desisti, agradeci e peguei um ônibus para Cuiabá para começar minha visita ao Pantanal. Em Cuiabá peguei um ônibus para Poconé pela Tut Transportes (http://www.tut.com.br) por R$ 15,85 com cartão de crédito. Poconé ficava na borda norte do Pantanal e dava acesso à Rodovia Transpantaneira. Cheguei em Poconé no início da tarde e me hospedei no Hotel Tuiuiú (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g1191961-d2657293-Reviews-Hotel_Tuiuiu-Pocone_State_of_Mato_Grosso.html). Depois fui procurar por uma bicicleta para alugar no dia seguinte e ir pedalando até a Transpantaneira. Mas não consegui 😞. Não fazia parte da cultura das pessoas e elas até aceitavam alugar, porém o preço que pediam era de venda da bicicleta. Como a bicicletaria estava fechada, não tive sucesso. Mas obtive bastante informações sobre o passeio a fazer, com os moradores locais e com o rapaz do hotel. Algumas pessoas disseram-me para não ir a pé até Porto Jofre, que era no fim da Transpantaneira, às margens do Rio Paraguai, pois poderia haver onças no caminho depois de um determinado ponto. Falaram-me que um rapaz havia ido atravessar o Rio Paraguai de carona em troca de trabalho com um barqueiro mascate desconhecido e foi morto. Disseram-me também que não sabiam se seria possível achar uma acomodação em Porto Jofre com valores baixos para pernoitar. À noite fui a uma festa na praça e conversei com um vendedor de itens infantis estrangeiro de origem hispânica sobre a região. Explicou-me sobre a cidade e as pessoas. Falou de como havia gostado das mulheres de lá. Porém quando perguntei sobre o Pantanal, disse que lá no meio do mato não conhecia e poderia ser perigoso. No domingo 22/01 fui fazer um passeio na Transpantaneira. Fui sem a mochila, o que significava que tinha decidido não fazer a travessia do Rio Paraguai. Saí de manhã até um ponto no início da estrada que ia para lá e fiquei esperando carona com alguém que fosse. Após cerca de meia hora passou o dono de uma pousada e me deu carona. No caminho conversamos sobre hospedagem e ele me disse que R$ 100 a R$ 150 eram valores normais para aquela área e que eu tinha visto o mais caro que era o Hotel Porto Jofre, por mais de R$ 300. Mas mesmo R$ 100 era mais do que o triplo do que eu estava pagando em média. De qualquer modo ele me falou do pagamento pelo uso de um dia, se eu estivesse interessado, que saía por um preço próximo a R$ 20 e que seus empregados levavam os turistas para ver vários pontos, incluindo a “cobra”. Disse que se eu tinha ido até ali e não iria fazer este tipo de passeio era como se tivesse ficado em casa e visse um documentário. Deu-me um folheto da sua pousada, que eu peguei, mas após o dia que passei resolvi não visitar, pois achei desnecessário. Após eu perguntar sobre perigos, ele me falou para ter cuidado com abelhas na margem da estrada. Chegamos, eu agradeci e me despedi. Comecei a caminhada até o ponto mais distante que eu conseguisse, imaginando voltar ainda com claridade. Logo no início passei pelo pórtico de entrada da Transpantaneira e pouco à frente por uma estátua de São Francisco. Ao perguntar a pessoas que estavam se banhando como fazia para encontrá-la, indicaram-me e depois eu os ouvi comentando “Pode ser alguém fazendo promessa” 😃. Tentei algumas caronas para ir até um ponto mais distante, mas não tive sucesso. Vi muitos jacarés pequenos. Até avisei os banhistas para tomarem cuidado, mas eles disseram gargalhando que sua carne era ruim 😃, e portanto os jacarés não iriam gostar. Eu não entrei na água. Havia também araras, tuiuius e outras aves. A planície pantaneira pareceu-me muito bela . Pedi informações em vários estabelecimentos e me surpreendi com o número de estrangeiros nas pousadas. Passou um caminhão indo para Porto Jofre. Lamentei pois tinha decidido não ir para lá e uma possível carona até um ponto mais à frente já não era relevante. Perto do ponto de retorno, pois pelos meus cálculos se fosse além iria pegar parte do caminho na escuridão, o que poderia ser muito perigoso devido às onças, vi um cervo do pantanal bem perto da estrada. Ele não me viu e eu pude contemplá-lo bastante . Pena que depois de algum tempo em que eu estava parado, como eu estava suando muito, os mosquitos começaram a me atacar e eu tirei o boné para espantá-los, o que assustou o cervo e o fez correr para longe. Ainda assim deu para admirá-lo mais um pouco. Satisfeito após este avistamento retornei pelo mesmo caminho. Num determinado ponto parei para descansar um pouco e dois rapazes que estavam por ali me ofereceram cerveja. Educadamente eu recusei e começamos a conversar. Perguntaram se São Paulo, com todo seu asfalto, não era mais quente do que ali, ao que eu respondi decididamente que não (pelo menos até aquele ano). Disseram-me para voltar mais tarde, na época da cheia, pois teria maiores chances de ver animais. Despedi-me e continuei voltando. Perto já do ponto de fim, pouco antes do pórtico, vi árvores dormitório . Como estava anoitecendo, a vista dos pássaros na árvore pareceu mais bela ainda. Ali perto numa área alagada, um cavaleiro estava laçando um boi, numa cena típica da região. Parei para acompanhar, principalmente quando entraram na água . Ao chegar ao portal, fiquei esperando por carona, mas tive dificuldades de conseguir. Então, o guarda da guarita disse que iria pedir a um caminhão (ou caminhonete) que vinha com muitas pessoas para me levarem e que não teriam como recusar. Pediu e realmente concordaram. O pequeno e antigo caminhão estava lotado. Acho que era um passeio de vizinhos. Num determinado ponto o caminhão parou. Ficou sem combustível. Aí o motorista foi pegar na carroceria. Uma das integrantes disse gargalhando “Vamos aproveitar para fumar maconha”. O motorista, com um cigarro aceso numa das mãos, pegou o galão de gasolina com a outra. Ele não estava enxergando bem devido à escuridão e aproximou o galão e o cigarro do rosto 😲. Eu saí de perto, pois estava vendo o desastre acontecer, mas não quis falar nada, pois achei que não seria entendido, posto que ele parecia um pouco fora do estado de alerta. Ele conseguiu colocar o combustível. Continuamos um pouco mais, eu saltei (até um pouco antes do que pretendia), agradeci e voltei para o hotel. Contei ao rapaz do hotel que não tinha conseguido alugar a bicicleta e sobre os animais que tinha visto. No jantar contei ao dono do restaurante como tinha sido o dia e como tinha conseguido a carona para ir. Na 2.a feira 23/01 peguei um ônibus de manhã para Cuiabá. Lá estava um dos integrantes do caminhão do dia anterior, que me reconheceu e me cumprimentou. Eu sorri e achei interessante ele, que fazia parte daquela turma do dia anterior que parecia não se preocupar com o amanhã, estar no ônibus tão cedo, provavelmente para ir trabalhar ou estudar. De Cuiabá peguei um ônibus para Campo Grande (MS) pela Viação Medianeira por R$ 72,00 com cartão de crédito. Somando a passagem e a taxa de embarque deram-me comprovante de R$ 71,85. Em Campo Grande, mais pelo desaforo do que pelo dinheiro, reclamei no guichê, já que estava na rodoviária mesmo, e recebi a diferença. Cheguei no fim do dia e fiquei hospedado numa pousada ou pensão perto da rodoviária. Para as atrações de Campo Grande veja https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/campo-grande-2/ e http://campogrande.net/turismo. Os pontos de que mais gostei foram os parques, as áreas verdes, os museus da região, principalmente referentes a índios, o artesanato e as mangas. Na 3.a feira 24/01 e 4.a feira dia 25/01 fui conhecer a cidade. Já tinha estado nela em 1994 e 1995 a trabalho, mas não tinha tido oportunidade de conhecer tudo que queria. Desta vez pude ir ao vários parques, praças, centros de artesanato e museus temáticos, principalmente regionais e indígenas. Até repeti alguns museus e locais que já conhecia e de que havia gostado quando das viagens a trabalho. Num dos parques havia uma mangueira carregada e fiquei um bom tempo comendo mangas. O sabor natural, sem aditivos artificais, pareceu-me sem igual, muito melhor do que as frutas que eu conhecia das feiras e supermercados 😋. Passeei também pela área urbana, incluindo a região central e algumas áreas periféricas. Chamaram-me atenção a terra vermelha de cor forte, o grande espaço existente e as áreas verdes. Na 5.a feira 26/01 fui para Aquidauana, no início do Pantanal do Mato Grosso do Sul pela empresa Expresso Mato Grosso, pagando R$ 21,00 com cartão de crédito. Saí de manhã e cheguei lá na hora do almoço. Após me instalar fui procurar informações sobre como conhecer o Pantanal. Um homem de uma agência me disse que naquela região eu teria dificuldade em encontrar atrações naturais a preços baixos. Porém existia uma vila de pescadores chamada Passo do Lontra, na Estrada Parque, que era local de mochileiros, em que eu poderia encontrar hospedagem barata e ter acesso às áreas naturais por conta própria. Disse que existia inclusive um hotel barato lá em que eu poderia ficar. Guardei estas informações, que se revelaram utilíssimas 👍. Referente a Aquidauana então, fiquei um pouco decepcionado com as perspectivas, mas me preparei para caminhar por estradas rurais e tentar ver o que conseguisse. Neste dia ainda caminhei um pouco pela cidade para conhecer seus atrativos e resolver algumas questões burocráticas (se bem me lembro era algum pagamento). Na 6.a feira 27/01 saí cedo e peguei uma estrada rural que me indicaram. Novamente vi a vegetação pantaneira, tuiuius, garças, outras aves e jacarés, porém sem a exuberância que havia visto na Transpantaneira. Não consegui carona para poder chegar até um ponto mais distante e ter a chance de ver mais. Perto do meu ponto de retorno, vi um veado mateiro pequeno 👍, que não tinha visto ainda na viagem. Muito belo, porém bem menor que o cervo visto na Transpantaneira. Esta área me pareceu menos selvagem que a da Transpantaneira, mais ocupada pelo ser humano. Talvez por isso a vista de animais foi menor, mas mesmo assim houve vários. Não me lembro se foi aqui ou em Miranda, no começo do meu caminhar pela estrada rural cruzei com uma enorme boiada, que tomava a estrada toda. Fui para o canto para poder passar. Como parei por algum tempo, os mosquitos começaram a me atacar. Aí tirei o boné para espantá-los. No primeiro movimento brusco que fiz os bois se assustaram e começaram a querer correr. parei imediatamente. Os peões se assustaram e logo foram para cima dos bois para acalmá-los. Quase estourei a boiada sem querer 😲. Lamento pelo ocorrido. Ao passar a boiada levantou muita poeira e até me fez cantar a música da Ivete Sangalo (poeira, poeira, levantou poeira) 😃 No sábado 28/01 fui de manhã para Miranda. Fui pela mesma empresa Expresso Mato Grosso, pagando R$ 7,00 com cartão de crédito. Após me acomodar em Miranda fui me informar sobre como conhecer o Pantanal naquela área. Entrei numa agência de turismo procurando por um mapa, atenderam-me muito bem, mas como acho que não estavam acostumados a mochileiros, não conheciam detalhes de baixo custo. As informações acabaram sendo imprecisas. As do homem de Aquidauana foram mais fiéis à realidade. A dona disse que estava acostumada, mesmo nas viagens de ônibus, a observar animais pela janela. Falou-me que para a exuberância maior, realmente precisaria ir a fazendas ou pousadas que eram caras. Sugeriu-me pegar estradas de terra e observar a paisagem, as aves e tudo, como eu havia feito antes e lhe dito. Foi o que fiz ao sair dali, porém como já estava no meio da tarde, resolvi pegar um caminho pela estrada principal de asfalto e deixar a caminhada por estradas rurais mais longas para o dia seguinte. Após já ter andado um pouco, senti que não tinha me hidratado bem e estava começando a sentir um pouco de mal estar pela falta de água, quando caiu repentinamente uma chuva 🌧️, que usei para me hidratar, bebendo diretamente um pouco da sua água. Pude ver bastante garças e tuiuius e peguei um pouco mais de chuva na volta. No domingo dia 29/01 fui caminhar por uma estrada rural. Se bem me lembro, desta vez consegui carona mas já depois de haver andado bastante, o que aumentou um pouco a distância até onde pude ir. Vi novamente bastante aves, tuiuius, garças e jacarés (provavelmente caimans). A área parecia menos tomada pelo homem que Aquidauana, mas menos selvagem que a Transpantaneira. Foi um passeio agradável, mas esperava poder ver mais tipos diferentes de animais. Na 2.a feira 30/01 resolvi ir até onde o homem da agência de Aquidauana havia recomendado. Já perto do almoço, devido às restrições de horário, peguei um ônibus para o Buraco das Piranhas, que era o ponto da estrada em que se descia para ir até o Passo do Lontra. Chegando lá, ao dizer para o policial do posto de guarda que eu era de São Paulo, ele me perguntou se eu estava ali para fugir de algo 😮. Eu me surpreendi e disse que não, só tinha vindo conhecer as atrações naturais. Ele me perguntou se iria fazer um safári e logo completou “fotográfico” e eu disse que não tinha câmera e iria guardar tudo na memória. Falou-me para tomar cuidado com alguns animais e me mostrou um ferimento de jaguatirica que tinha sofrido na mão. Esperei um pouco por transporte e depois resolvi ir a pé os cerca de 8 km. O chão de terra estava meio pesado, provavelmente devido a alguma chuva anterior. Com isso, num dado ponto minha calça de moletom rasgou. Não dava para trocar ali no meio da estrada e fui com ela até a vila. Após chegar fui procurar um local para ficar e o caseiro de uma cabana de pescadores me disse que o preço era R$ 20,00 (ou R$ 15,00), mas que para mim faria por R$ 15,00 (ou R$ 10,00). Acho que isso foi devido ao estado em que cheguei, com barro e com a calça daquele jeito 😃. Após estar estabelecido procurei uma costureira que me emprestasse linha e agulha para consertá-la e consegui. Dei uma pequena volta pelos arredores, conheci o hotel que lá havia, que realmente tinha quartos não tão caros (acho que eram cerca de R$ 40,00) comparados aos outros e me informei sobre as refeições que serviam. A mulher do caseiro disse que o patrão só lhes dava dinheiro para a comida deles, então não poderia vender-me refeições. Informei-me sobre o caminho a seguir no dia seguinte para andar pela Estrada Parque. Na 3.a feira 31/01, após café da manhã no hotel e encher 2 garrafas de 1,5 litros de água saí caminhando pela estrada Parque em direção à Pousada Arara Azul, que me pareceu ser o ponto viável de retorno. Após caminhar um pouco, encontrei alguns habitantes locais que me disseram que as pegadas que víamos na estrada eram de onça e estavam frescas, talvez fossem do amanhecer. Pouco à frente consegui uma carona de uns 20 km, o que aumentou minha autonomia para ir mais longe. Acabei passando pela Pousada Arara Azul e fui quase até a Curva do Leque. Estava muito calor 😓. Pude ver muitos animais. Junto com a Transpantaneira, este foi o melhor trecho do Pantanal . Vi muitas aves, tuiuius, garças, araras e outras, vi uma comunidade de quatis, entocada em uma árvore. Pude chegar bem perto, mas procurei ficar pouco tempo muito perto (a menos de 1 metro de distância) para não assustá-los. Uma família de capivaras cruzou a minha frente na estrada. Não me viram e eu me aproximei vagarosamente. Quando o líder me viu eu já estava bem perto e ele começou a emitir sons e todos saíram correndo em fila para a área alagada. Tentei assustá-los o mínimo possível. Já perto da chegada, passou um homem com um pequeno caminhão e me falou "Olha a hora da onça!". Eu fiquei um pouco alarmado, mas como já estava perto da vila não me preocupei muito. Quando cheguei de volta, ouvi a mulher do caseiro falar, provavelmente para o marido, que eu estava chegando e parecia muito cansado. Realmente estava, pelo chão pesado e principalmente pelo calor. Ao chegar perto da cabana, um policial federal, pensando que eu era habitante local, perguntou-me se ele poderia estacionar seu carro ali. Aparentemente estava perseguindo alguém (talvez um contrabandista) que conseguiu escapar. Falou sarcasticamente que esperava que a onça o comesse. Disseram-me que havia um jacaré grande na lagoa do outro lado. Apesar de muito cansado eu fui ver. E valeu a pena. Talvez fosse um jacaré-açu ou um caiman enorme . Foi o único jacaré selvagem daquele tamanho que eu vi na viagem inteira. Ele estava do outro lado da lagoa e percebeu que eu tinha chegado. Só revirou o olho levemente na minha direção como quem diz “Mantenha distância”. Eu respondi para ele telepaticamente “Não precisava nem ter dito Seu Jacaré. Eu não atravesso esta lagoa por dinheiro nenhum” 😃. Depois retornei, fui jantar, admirar o céu estrelado e dormir. Lá não havia iluminação artificial nas ruas. Num dos dias à noite, ao sair para jantar, vi algo brilhante no chão refletindo a luz da minha lanterna. Ao iluminar melhor percebi que era uma cobra e desviei . Ainda bem que a vi, pois senão teria pisado nela e poderia ter ocorrido um acidente. Num dos dias, após o entardecer, já em boa parte no escuro, tomei banho no Rio Miranda. Antes perguntei a um morador local se não havia piranhas ou outros peixes que atacassem e ele me disse que não. Adorei a água 👍. Na 4.a feira 01/02, saí rumo a Corumbá. Antes tomei café da manhã no hotel, despedi-me e agradeci o casal de caseiros e fui procurar alguém para quem dar uma rede de deitar, que havia comprado em 2002 na minha primeira viagem pela Amazônia, e que levei por achar que iria precisar no Pantanal também, o que não aconteceu. Fui até a casa da mulher que havia me emprestado a linha e a agulha para a costura e lhe dei. Ela agradeceu e seu marido, que havia me indicado a casa dela quando eu tinha chegado procurando pela linha e agulha 2 dias antes, desejou-me boa viagem e me disse para ir com a Virgem Maria e todos os anjos ou santos. Fiquei impressionado como uma simples rede tinha impactado aquela gente tão simples e generosa 😊. Novamente caminhei pela estrada e fui até o Buraco das Piranhas pegar o ônibus para Corumbá. Não reencontrei o mesmo policial para falar das aventuras. Peguei o ônibus, cheguei em Corumbá, hospedei-me e ainda pude passear pela cidade. Para as atrações de Corumbá veja http://www.corumba.com.br/turismo/tur_ponto.htm, https://www.guiadoturismobrasil.com/cidade/MS/444/corumba e https://www.feriasbrasil.com.br/ms/corumba/. Os pontos de que mais gostei foram o Rio Paraguai, a história, os marcos e as ilustrações da Guerra do Paraguai. Num dos dias fui até a zona de comércio de Puerto Suarez na Bolívia para tentar comprar um tênis. Não precisei de passaporte. Após escolher um bem barato, antes de comprar pedi para experimentar. Quando experimentei vi que ficava muito apertado, embora o número fosse maior do que costumo calçar. Disse então que não iria levar e a dona da loja ficou muito brava. Como a cidade ficava a cerca de 6 km de distância e eu não tinha notícia de nenhuma atração de antemão, decidi não ir até lá. Um dos pontos de que mais gostei de Corumbá foram azulejos ou muros em ruas que ilustravam a Guerra do Paraguai. Havia várias cenas retratando a época e o conflito. Alguns detalhes específicos da guerra como violência contra mulheres eu não conhecia . A vista do Rio Paraguai, principalmente na ida e volta da Bolívia, pois se passava por uma via elevada, pareceu-me muito bela . O rio parecia grandioso e ainda relativamente mantendo suas características naturais, apesar do ambiente urbano próximo. Fiquei em Corumbá 5.a feira 02/02 e na 6.a feira 03/02 fui para Bonito. Antes ainda dei mais um pequeno passeio pela cidade, fui ao galpão regulamentado do comércio de ambulantes e comprei o tênis que queria. Peguei o ônibus perto da hora do almoço e cheguei em Bonito após o meio da tarde. Chegando em Bonito procurei informar-me sobre as atrações. Quase todos os pontos a visitar eram pagos. Boa parte exigiam guias. A maioria era distante e precisava de transporte. Não era exatamente o tipo de local que eu prefiro. Para as atrações de Bonito veja http://www.turismo.bonito.ms.gov.br/bonito/atrativos-turisticos e https://www.bonitour.com.br/bonito?lang=pt-br. No sábado 04/02 aluguei uma bicicleta e fui até o Parque das Cachoeiras conhecer as 7 quedas. Como fazia tempo que não pedalava, sofri um pouco para chegar lá, principalmente porque havia estradas de terra com pedrinhas que dificultavam a situação. Mas cheguei após algum tempo. Havia contratado o passeio sem almoço e cheguei já perto da hora do início. Gostei das cachoeiras . Fomos num grupo de várias pessoas que me pareceu animado, principalmente porque várias pessoas pareciam ser familiares ou amigos. Na tirolesa, após saltar, senti o impacto na água, mas ficou tudo bem. Uma menina chorou após cair 😢, pois acho que não estava preparada para o impacto. Na volta, duas moças que haviam ido sem carro pegaram carona com os outros participantes. Como eu estava de bicicleta, voltei pedalando. No meio do caminho parou um carro com algumas pessoas do grupo, onde estavam as moças de carona, e me deram um certificado por ter feito o passeio. Nunca tinha recebido algo assim e fiquei surpreso 😮. Voltei e devolvi a bicicleta. No domingo 05/02 novamente aluguei a bicicleta 🚲 e fui até a Gruta do Lago Azul. Gostei bastante da gruta . Compensou a que não conheci na Chapada dos Guimarães. Só achei que o guia ficou muito tempo dando instruções, o que reduziu o tempo de passeio e contemplação efetivos. O grupo era bem grande, muito maior do que o do dia anterior. O passeio durou bem menos também. Não se podia entrar na água para não se causar impactos. O aspecto da lagoa pareceu-me lindo. Após voltar de bicicleta à cidade ainda fui ao balneário municipal, onde pude nadar, mergulhar, ver peixes, principalmente dourados, contemplar a paisagem e descansar 👍. Não quis fazer mais passeios em Bonito porque pareceram-me caros 💰 e eu já havia visto quase tudo o que era oferecido lá ao longo da viagem de graça. Só a lagoa que realmente foi única. Na 2.a feira 06/02 de manhã peguei um ônibus para Campo Grande pela Viação Cruzeiro do Sul (https://www.cruzeirodosultransportes.com.br), pagando R$ 42,00 com cartão de crédito. Em uma parada na viagem ainda ajudei um grupo de estrangeiros que estava com dificuldades de se comunicar com os empregados da empresa de ônibus. De Campo Grande peguei outro ônibus para São Paulo pela Viação Motta (http://www.motta.com.br) por R$ 118,00 pago com cartão de crédito. A viagem foi pelo oeste paulista, chegando em São Paulo no início da manhã do dia seguinte.
  5. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
  6. Agora em Janeiro de 2019 eu e mais dois amigos fomos nos aventurar pela Chapada e escolhemos fazer o passeio Circuito das Cachoeiras. Passa por 7 cachoeiras (fotos abaixo), cerca de 8 km de trilha (ida e volta), mas é uma trilha bem fácil e tranquila. É obrigatório a contratação de guia, fizemos o passeio com a Joana, muito simpática e que foi explicando sobre a vegetação, as cachoeiras, recomendo (contato no final do post). Sem mais delongas, vamos as fotos * Véu da Noiva (contemplação) - 86 metros Cartão postal da Chapada e a mais linda do percurso. Não é possível mais descer até o poço desde 2008 quando houve um acidente. * Cachoeira 7 de setembro * Cachoeira do Pulo Tem locais para saltar, antigamente podia pular do topo da cachoeira, porém agora o poço não está tão profundo assim dai foi proibido * Cachoeira do Degrau O legal dessa cachoeira que tem um lugar na queda que forma uma hidromassagem natural, uma delicia * Prainha * Piscininha (contemplação) Pelo o que entendi existe a possibilidades de ter galhos de árvores e etc, então quando a água está mais clara é liberada para entrar. * Cachoeira da Andorinha - 18 metros Linda e imponente, ela por si só faz a trilha valer a pena. Em determinada época do ano as andorinhas veem à região e fazem seus ninhos atrás da cortina de água, protegendo seus filhotes nas pedras. * Gastos: Guia - R$50.00 por pessoa Contato - Joana: 65 81162672
  7. Menina

    Chapada dos Guimarães

    [t1]Cuiabá:[/t1] Localizada no centro da América do Sul, entre o Pantanal , a Amazônia e os Cerrados, Cuiabá tem hoje uma posição geográfica das mais privilegiadas, mas no passado pagou um alto preço por ser distante. Além disto, os interesses coloniais portugueses no continente sul-americano levaram para Vila Bela o centro da ação administrativa da nascente Capitania de Mato Grosso, transformando as fronteiras espanholas num inconcebível marco divisório da civilização naquela época. [t1]Chapada dos Guimarães[/t1]: Está localizada no Estado de Mato Grosso, no Brasil, na região central da América do Sul, mais precisamente entre as coordenadas geográficas 15º 10' - 15º 30' latitude Sul e 55º 40' - 56º 00 longitude Oeste, o município possui cerca de 6.000 km2, está situado na borda do Planalto Central Brasileiro, a cidade está 860m acima do nível do mar. Acesso rodoviário com transporte próprio: Para acessarmos Cuiabá vindos do Sul ou Sudeste, passa-se por Campo Grande - MS e mais 750Km até Cuiabá, ou via Goiás, por Itumbiara, Mineiros, Rondonópolis até Cuiabá. Do noroeste utiliza-se a estrada Porto Velho-Cuiabá. De Cuiabá para Chapada podemos optar pela MT 305 que liga a Capital de Mato Grosso, Cuiabá em 64 km de rodovia asfaltada em bom estado de conservação embora não tenha acostamento na pista. Para quem vem do sul,ou de Barra do Garças, pode chegar via Campo Verde passando pela BR 070, mas são 70Km de terra em razoável estado de conservação. Acesso aéreo: Existem muitos vôos saindo de todas as capitais brasileiras para Cuiabá em todas as companhias aéreas, a Varig possui 2 horários diários durante o dia, a Vasp e a Gol em vôos noturnos com descontos. A Tam possui diurnos e noturnos. Um taxi do aeroporto para a rodoviária de Cuiabá sai por volta de R$ 25,00. Na cidade de São Paulo a Ipa-Ti-Uá pode reservar os passeios e vôos com facilidades. Em Chapada não há aeroporto, apenas uma pequena pista de pouso em uma fazenda. Acesso de ônibus: Existem ônibus da maioria das capitais direto para Cuiabá, as companhias "Andorinha", "Mota", "Eucatur", "Colibri", "São Luiz", "Nacional", são algumas que operam na região, De Cuiabá para Chapada, a Viação Rubi, e o Expresso Chapadense fazem a viagem em 1 hora nos ônibus convencionais, e 1h 30m no tipo "urbano". [t3]ATRAÇÕES[/t3] Dentre os diversos passeios que a Chapada oferece estão: Caminho das Águas Este passeio de 4 km passa pelas principais cahoeiras do Parque. A primeira delas é a famosa Cachoeira Véu da Noiva, a maior do Parque com 86 m de queda. A seguir vem a sequência de sete cahoeiras do Rio Sete de Setembro, entre elas a Independência e do Pulo e Salto das Andorinhas. A presença de um guia é facultativa. Caminho das Pedras São 8 km de caminhada por um dos principais sítios arqueológicos da Chapada. Entre as atrações estão a Casa de Pedra, Jacaré de Pedra, Pedra Furada, Cogumelo de Pedra e Mesa do Sacrifício. Ainda dentro do sítio pode-se visitar o Morro São Jerônimo, o maior mirante do Parque com 836 m de altura. Cidade de Pedra A caminhada é curta (300 m) passando por formações rochosoas esculpidas pelo vento e pela chuva. Seus formatos lembram as ruínas de uma cidade. Os paredões tem mais de 300 m de queda livre. O acesso é a partir da estrda para Água Fria. Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul Com 1.400 m de extensão, essa caverna (uma das maiores de arenito do Brasil) conta com a presença de diversas cachoeiras. Em uma de suas extremidades encontra-se a Lagoa Azul, uma piscina natural de água azul cristalina. O acesso é pela estrada para Campo Verde e a trilha até a caverna dura cerca de uma hora. Portão do Inferno Deste mirante pode-se ver a Cidade de Pedra. O fato mais curioso desta atração é que ao subir a serra (antes da curva do portão) se você parar o carro em ponto morto ele sobe ao invés de descer. Igreja Nossa Senhora do Sacramento Na região central da cidade de Chapada dos Guimarães esse monumento histórico foi construído em 1779 por escravos da região. Completamente em estilo barroco, possui o altar pintado de ouro e ainda conservado. A Salgadeira Antigo caminho de tropeiros, nesse local, que na verdade é um terminal turístico, o viajante pode encontrar uma área de camping, restaurantes e a Cachoeira Salgadeira. Para chegar até lá basta pegar o acesso para Cuibá pela MT-251 (21 km). Atividades Noturnas Na cidade de Chapada dos Guimarães o turista encontra opções de danceterias, bares e restaurantes. Dicas para os viajantes Roupas Adequadas: Roupas leves, camisetas, bermudas, calçado firme no pé para caminhadas, e que possa ser molhado, capa de chuva (de outubro a maio), agasalho (sempre esfria à noite, principalmente de maio a setembro), uma pequena mochila para lanche e água durante as caminhadas, binóculos, máquinas fotográficas sempre são bem vindos, um boné ou chapéu, meias absorventes e grossas p/ não dar bolhas nos pés. Tempo de Permanência: O ideal é ficar pelo menos 4 dias no mínimo, existem uma série de passeios para serem feitos, com roteiros para pelo menos 10 dias, sem repetir programação. Se tiver mais tempo, recomendamos uma viagem para o Pantanal que é bem perto de Chapada. Vacinas: Para vir à Chapada dos Guimarães, não é preciso nenhuma vacina, apenas para quem vai para a região amazônica de Mato Grosso deverá providenciar a vacina anti-amarílica (febre amarela). Recomenda-se atualizar a vacinação anti-tetânica, e a vacinação anti-hepatite "B" apenas para quem vá para a região amazônica. Todas as vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis nos Postos de Saúde da cidade. Na Chapada não há malária ou qualquer outra doença transmitida por mosquitos. Mosquitos: Apenas no amanhecer e entardecer há próximo aos cursos de água a ocorrência do mosquito "pólvora", também chamado de "porvinha". Recomendamos o uso de repelentes apenas para as pessoas alérgicas, mas ficam proibidas de tomarem banho em cachoeiras, principalmente dentro do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. Protetores Solares: O sol de Chapada, principalmente no período da seca (maio à setembro), é forte, recomendamos o uso, sobretudo nas excursões com trechos de caminhadas, mas o IBAMA também exige que não se permita o banho em cachoeiras usando protetores solares, bonzeadores e óleos. Cobras e Animais Peçonhentos: Os acidentes com cobras e outros animais peçonhentos são raríssimos, em 11 anos de atividade, os clientes da ECO TURISMO CULTURAL nunca sofreram qualquer acidente com cobras, aranhas e escorpiões, embora os guias instruções de primeiros socorros enquanto vão diretamente para o Hospital Santo Antônio de Chapada. Hospitais e Farmácias: O Hospital Santo Antônio: Tel: (65) 301-1116 situado no centro da cidade possui médicos de plantão regularmente, com um pequeno cirúrgico para pequenas intervenções, um pronto socorro para emergências, um antigo aparelho de raio X, e algumas dezenas de leitos para internações, atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Possui duas ambulâncias para deslocamento para o Pronto Socorro de Cuiabá e demais hospitais da capital. A cidade possui três farmácias que ficam abertas até às 21 horas, duas no centro e uma no bairro São Sebastião, com razoável estoque de remédios. As principais referências para o ecoturismo nesta região são a própria cidade de Chapada dos Guimarães, surgida no ciclo do ouro do Século XVIII, e o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com suas cachoeiras, trilhas, formações rochosas, fauna e flora, além da Área de Proteção Ambiental (APA) em sua volta, também com atrações naturais e sítios arqueológicos. A cerca de 150km de Cuiabá está o município de Jaciara (MT), com dezenas de cachoeiras, onde se praticam esportes radicais nas corredeiras. Campings: CAMPING OASIS: há 50m da praça central, arborizado com banheiro com água quente e bico de luz, fogão à lenha e estacionamento. CAMPING ALDEIA VELHA: há 2 Km do centro no bairro de Aldeia Velha, arborizado, com banheiros, pias, com guarda camping, barracas p/ alugar, estacionamento, coleta de lixo, área iluminada, e chuveiro quente. Rogério Félix
  8. Faaaaaaala, [email protected]! Estou aqui de volta para contar mais uma Chapada na minha vida! Dessa vez foi a dos Guimarães. Como sempre, vou ser bem objetivo. Bom, antes de chegar na Chapada, eu estive num curso de Comportamento e Documentação em Selva, no Pantanal. Um curso muuuuuuuuito massa! Uma experiência sem igual. Quem quiser informações pode mandar uma mp ou acessar o site da galera que organiza: http://www.rotasverdesbrasil.com.br Então, de lá, vim com mais 3 amigos para a Chapada. Pegamos o ônibus na rodoviária de Cuiabá (+- R$ 17,00) e depois de um pouco mais de uma hora (60km) chegamos ao município de Chapada dos Guimarães. Chegamos lá à noite, temperatura de 6º !!!!!!! E de madrugada fez 2º!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! MUITO FRIO! Então quem for no inverno pode pegar temperatura assim, mas não é comum tão baixa. Foi o recorde em anos! O normal lá é clima de serra. Quente de dia, friozinho à noite. Mas depois de 3 dias, a temperatura subiu. Chegando la, pegamos um taxi naquele frio louco e pedimos indicação de pousada limpa e barata: Pousada Aurora Boreal (R$60 por pessoa). É bem simples: banheiro, ar, tv, frigobar, é limpinha, café da manhã sem variedade. Mas o melhor é sua localização: no centro, bem em frente ao restaurante popular (comida barata) e bem próximo à praça, à rodoviária e às lojinhas. Eu recomendo para quem não quer acampar ou dividir quarto em hostel, com um preço em conta. 1º DIA - CACHOEIRINHA, CACHOEIRA DOS NAMORADOS, CACHOEIRA VÉU DA NOIVA E MIRANTE ALTO DO CÉU Esse passeio é bem turístico, pois é um acesso muito fácil, para toda a família. O acesso a essas três atrações fica no mesmo ponto, a 12km do centro, na estrada em direção à Cuiabá. Banho de cachoeira só não pode no Véu da Noiva, que é para contemplação. Os horários são de 8h às 16h, porém para entrar na Cachoeirinha e Cachoeira dos Namorados, só até 12h. Então a dica é ir bem cedo para essas duas, depois contemplar o Véu da Noiva. E tudo isso é GRÁTIS, e sem guia! Se tiver um carro, melhor ainda, mas dá pra ir de ônibus por R$7,00 e desce bem em frente, ou táxi (R$50). Ou até de bike! Esse passeio pode durar um dia inteiro, se vc tiver tempo e quiser curtir bastante as cachoeiras, mas dá pra fazer esse passeio e terminar o dia com um lindo por do sol ali bem próximo, no Mirante Alto do Céu, voltando em direção ao centro. Que vista maravilhosa do por do sol! A entrada custa R$20 por pessoa, não precisa de guia, tem uma pequena trilha cheia de pássaros e um mirante de tirar o fôlego. Leve agasalho! Esse passeio total tem que levar lanche, água, protetor, repelente, chapéu, roupa de banho, etc. 2º DIA - MIRANTE MORRO DOS VENTOS E PASSEIO PELA CIDADE Nesse dia, uma colega já tinha ido embora, e os outros dois iriam ao meio dia. Decidimos então visitar o Mirante Morro dos Ventos. Esse mirante fica dentro de um condominio, custa R$20 o carro ou R$5 a pessoa. Dista 2km do centro em direção a Campo Verde, então fomos a pé (30min), tirando muitas fotos de pássaros. Uma vista espetacular!!! Lá também tem um restaurante muito chic, deve ser bem caro, mas muito massa. De lá voltamos antes do almoço, de carona. Eles partiram, eu fiquei. Aproveitei para conhecer cada rua da cidade, cada loja, observar a vida local. 3º DIA - CIRCUITO DAS CACHOEIRAS E PARQUE MUNICIPAL DA QUINEIRA No dia anterior, peguei o whatsapp de vários guias e mandei msg dizendo que queria conhecer esse circuito do Parque Nacional. Só consegui um guia, de última hora, e paguei R$80, já com o transporte. Lá encontramos uma família que faria o nosso grupo. Esse passeio precisa de guia e a entrada fica numa porteira antes de chegar na entrada do Véu da Noiva. A nossa guia falou com o ICMBIO (órgão federal que administra o parque) e nós pegamos um caminho alternativo, entrando por cima do Véu da Noiva, e não pela porteira, o que nos economizou 2km de chão e sol, além de um trecho quase inexplorado. O circuito são 6 cachoeiras: 7 de setembro, Pulo, Degraus, Prainha, Andorinhas e Independência (esta está fechada). Antes de acessar as cachoeiras, tem a opção de conhecer a Casa de Pedra. Nós não fomos por decisão democrática, mas nada que atrapalhasse o passeio. A trilha intercala momentos de muito sol na cabeça e mata fechada e cada cachoeira tem sua beleza única, com muito banhos para se refrescar. Tem que levar lanche, água, protetor, repelente, chapéu, roupa de banho. Retornamos por volta de 15:30. Como eu ia ficar de bobeira, fui visitar um parque que nunca tinha lido sobre aqui na internet: o PARQUE MUNICIPAL DA QUINEIRA. Fica bem próximo à rodoviária, tem uma trilha de pouco mais de 200m, e lá é onde se localiza o abastecimento de água da cidade. É possível observar muitos pássaros ali, então fiquei sentado só tirando fotos e apreciando a paisagem. É grátis, não precisa de guia. 4º DIA - CIRCUITO DAS CAVERNAS E CACHOEIRA DO RELÓGIO Esse é sem dúvida o passeio mais procurado e o mais caro de todos. Dista 47km do centro (36km de asfalto em direção a Campo Verde e 11km de estrada de terra, não precisa 4x4). Lá tem que ter guia (+- R$50 por pessoa), + entrada (R$65 por pessoa) + o trator (só ida ou só volta = R$20; ida e volta = R$ 25) ou a pé (6km o trecho no sol!!!). Tudo isso da pra pagar no cartão de débito! O guia vc pega na cidade mesmo. Então, consegui pelo whatsapp um grupo e fomos 9h para as cavernas. Ao chegar lá, eles fornecem as perneiras contra cobras e seguimos no trator. Ele para num mirante lindo! E continuamos até a primeira caverna: Pobo Jari. Imensa caverna de arenito. Depois vamos seguindo trilhas até a Kiogo Brado, depois Lagoa Azul (não pode tomar banho) e depois a caverna Aroe Jari, maior caverna de areia do Brasil. Tudo muito massa e muitos bichos! Esse passeio tem como melhor horário, saindo da cidade por volta de 11h, pois vc vai chegar na Lagoa Azul por volta de 15h, a hora que a luz do sol bate nela e fica tudo iluminado. Bom, depois de pegar o trator de volta, alomoçamos no restaurante de lá mesmo. Comida boa, à vontade, por R$30 no débito. De lá seguimos para a Cachoeira do Relógio, bem pertinho (2km), e lá pode tomar um belo banho, e é grátis. 5º DIA - TRILHA DO MEL Durante minha estadia, muitos guias me disseram que essa trilha estava fechada pelo ICMBIO e estava na justiça. Descobri depois que era balela. O que acontece é que na trilha do mel agora precisa de guia, e o guia tem que ser de lá. Cheguei lá de ônibus (R$7). Não tinha grupo formado, então o dono deixou eu ir sozinho (R$20). Se fosse com guia, era R$25. A trilha é muito massa, muitos pássaros, muitas formações rochosas e muito sol também. É bem sinalizada e tem 3km de ida e 3km de volta. Passei a manhã toda lá, comprei um mel maravilhoso pra garganta, e voltei de ônibus. De tarde eu capotei e dormi. 6º DIA - MIRANTE GEODÉSICO E CACHOEIRA DO MARIMBONDO Eu já estava beeeem cansado das duas viagens, com a garganta ruim, mas mesmo assim eu não desisti! Aluguei uma bike na Casa 1 (R$20 o dia) e pedalei em direção ao Mirante Geodésico, o ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico. Foram 8km de muita pedalada no sol! Chegando lá, uma vista maravilhosa, um ventinho muito bom. Tinha um pessoal vendendo água, lanche, etc., porque era domingo. De lá parti voltando em direção ao centro e entrei em direção à Cachoeira do Marimbondo e da Geladeira. São mais 8km de terra, estrada fudida pra bike. As vezes eu tinha que descer e empurrar, naquele solzão, cansado, gripado, hehehe. Mas eu não desisti! Chegando finalmente na entrada da Cachoeira do Marimbondo, paga R$10 e toma aquele banho maravilhoso! Lá tem estrutura de lanche e água. Bem ao lado, tem a outra Cachoeira, a da Geladeira, que são mais R$10, mas eu não fui. A volta foi muito sinistra, hehehhe. Muito sol, subida, sem conseguir pedalar. A sorte foi que conheci um grupo de atores, que voltaram comigo cantando e alegrando aquele cenário de peregrinação, kkkkkkk. Mas eu recomendo fortemente ir de carro! Cheguei na pousada, arrumei as malas, fui pra rodoviária e parti pra Cuiabá, depois Fortaleza. Algumas dicas: - Há varias atrações que dá pra ir a pé, de ônibus ou bike. Mas se tiver em grupo, um carro é um grande agilizo. Dá pra alugar em Cuiabá por R$80/dia. - A maior parte dos pontos ficam em duas direções distintas: a estrada sentido Cuiabá (Mirante Alto do Céu, Cachoeirinha, Cachoeira dos Namorados, Véu da Noiva, Circuito das Cachoeiras e Trilha do Mel) e a estrada para Campo Verde (Mirante Morro dos Ventos, Mirante Geodésico, Cachoeira do Marimbondo e da Geladeira, Circuito das Cavernas, Cachoeira do Relógio). Dá pra fazer roteiros combinando os pontos próximos. - Levar sempre água, lanche leve, máquina fotográfica, protetor solar, repelente, chapéu, roupa de banho (cachoeiras), agasalho (mirantes), disposição e respeito à natureza. - Quem curte arte e sustentabilidade, não deixe de visitar a loja CONFLUÊNCIA. Eles reaproveitam tudo e vendem artesanatos e presentes únicos na Chapada. - Lá tem Bradesco, Banco do Brasil e Lotéricas. - Pega todos os sinais de celular, inclusive em alguns pontos turísticos. Bom galera, essa foi minha viagem, muita natureza e energia positiva! Depois posto algumas fotos! Ficaram alguns pontos que não conheci: Cidade de Pedra + Vale do Rio Claro; Águas do Cerrado; Morro São Jerônimo. Voltarei em breve para tal. Um abraço de viajante a [email protected]!!!!
  9. Pessoal, postei alguns vídeos na sessão Cicloturismo mas não fiz o relato desta viagem que fiz à Chapada dos Guimarães. Fiquei dois dias neste lugar belíssimo, e relato aqui as minhas experiências. Primeiramente fiquei em dois locais; agendei um flat pelo Airbnb, mas não consegui efetuar o Check in no dia da chegada. Como fui de moto, saindo de Rondônia, rodei 1050km e cheguei às nove horas na Chapada. Assim, não consegui dar entrada no quarto. A anfitriã estava se comunicando por e-mail, e eu não estava recebendo os e-mails. Logo, tivemos um desencontro. Tive que procurar uma pousada. Encontrei a pousada Ribas, saída para Campo Verde, em frente a ciclovia. Indico a pousada pelo estacionamento, preço e café da manhã, bem como a cordialidade. Pernoitei na primeira noite, uma segunda-feira, dia 22 de janeiro. Logo pela manhã fui atrás de informações sobre passeios, principalmente de Bike, que era o objetivo inicial. Obtive algumas informações, mas ainda estava tudo indefinido. Estava confiante nas dicas do Tiago, o meu contato inicial desde a saída de Cacoal. O Tiago é ciclista e proprietário da Bikes Cia, uma loja de bike que também aluga bicicletas para trilhas. Mas mal sabia que nesse dia teria alguns problemas. Demorei bastante para encontrar o meu apartamento alugado. Tive que encontrar meios de comunicação com a proprietária, até conseguir; tão logo consegui encontrar o Flat já era 9 horas da manhã. Fiz o check in no flat e iniciei os preparativos para sair ao encontro do Tiago e iniciar os pedais. Preparei os apetrechos e saí caminhando até o centro. O local onde me hospedei é distante aproximadamente 1,4km do centro. Logo, uma caminhada é possível de dia, durante a noite é bom evitar, pois o local é ermo. Para a minha surpresa, a loja estava fechada. Imaginei que era o horário de almoço, pois já eram mais de 11 horas. Fui então almoçar em um dos restaurantes de frente à praça da Chapada, especificamente em frente a Igreja principal. Restaurante mediano, que agora não me recordo o nome. Comida burocrática mas barata: 19 reais comer a vontade. Comi e fui ao encontro do Tiago. Quando olho no celular, ele me responde dizendo que hoje não abriria, pois estava resolvendo questões familiares. Fiquei ainda um pouco mais na frente da loja, quando encontro o amigo Tito. Um professor de Alagoas que também queria alugar uma bike. Desolados, sem bike, saímos atrás de uma. Passamos a tarde andando pela Chapada para encontrar um local que aluga bikes. Infelizmente só o Tiago mesmo. Neste entremeio conhecemos o Naldão, um ciclista que conhece todas as trilhas da Chapada e costuma dar dicas de pedais. Foi muito bacana conhecê-lo. Com um dia quase perdido, saímos para conhecer o Mirante Morro dos ventos, um clássico local, que você paga 5 reais. Muito bacana. Depois fomos comer esfiras na Pomarola, um local bem bacana que serve boas esfiras. Nos despedimos e eu fui até o flat pegar a moto e conhecer o Mirante do Centro Geodésico. Foi maravilhoso. O local é mágico e fica a 7km pela ciclovia. Peguei o por do sol sensacional, com nuvens colossais. Encerrei o primeiro dia comendo no restaurante Popular, um espetinho bem simples que tem buffet de comida, que basicamente era a do almoço. O que eu faria no primeiro dia, se fosse hoje: quem pedala, locar uma bike no Tiago e seguir a ciclovia; conhecer o Mirante do Centro Geodésico; depois seguir para a cachoeira do Segredo, que é próxima e tem uma descida sensacional, segundo o Tiago. Retornaria, almoçava e seguia por 7km para conhecer as cachoeiras do Maribondo e Geladeira. Ambas cachoeiras que são pagas. Se quisesse, pegar o por do sol no Mirante Morro dos Ventos. Dia pago, com certeza. No segundo dia acordei e fui direto à Bikes Cia, finalmente conheci o Tiago. Cara muito gente boa. Enfim consegui locar a bike. E o resto pode ser acompanhado nos vídeos que seguem. O primeiro vídeo trata da conversa com o Tiago, início do Pedal conhecendo três cachoeiras. Véu da Noiva, Cachoeirinha e Namorados. Vídeo III. Mirante Alto do Céu. Pedal top demais. Vista memorável.
  10. Pessoal, inicio este relato já mencionando o título de um relato que li antes de abrir o meu. Chamou-me muito a atenção a frase "jornada de autoconhecimento". Sempre digo que toda viagem produz muito conhecimento. Mas as viagens de moto geram além disso, geram conhecimento de si mesmo. Dessa forma, esta pequena viagem também trouxe-me revelações, nas linhas que seguem, caso tenham paciência de ler. Minha viagem ocorreu entre os dias 22 e 26 de Janeiro. Saí de Casa, Cacoal, Rondônia, às 5:30, realmente pegando a estrada depois de abastecer às 6 horas da manhã. Da minha casa até a Chapada dos Guimarães são 1050km, que foram percorridos em um dia. Tudo transcorreu perfeitamente, dentro do cronograma. Apenas a dificuldade de andar em Cuiabá, que me fez atrasar quase uma hora. Cheguei na Chapada dos Guimarães às 21:00 horas, já bem cansado. Esta parte da ida da viagem deixo o resumo em um vídeo que fiz no meu canal PedalSemCompromisso. O vídeo está bem resumido e exprime bem a sensação maravilhosa da viagem. Assistam se puder. Mas o lance da viagem foi a volta, e esta lhes conto. Foi muito especial a volta porque tive dois grandes sustos e um pequeno problema que poderia ter acabado com a viagem. E especial também porque vi os Rios de Água mais cristalina do Brasil. Bem pessoal, indo direto para a volta da Chapada, saí da Cidade da Chapada à 6 horas da manhã em ponto. Meu objetivo era vir por Nobres, o que não passaria mais na cidade de Cuiabá. Mas aí tive o primeiro aviso de uma conduta que um motociclista NUNCA DEVE FAZER: NÃO TER CERTEZA DAS DISTÂNCIAS, OU SEJA, NÃO TER PLANEJADO ADEQUADAMENTE E "ACHAR" QUE SABE AS DISTÂNCIAS. E não foi por falta de aviso. Primeiramente "achei' que sabia a distância da Chapada até Nobres, e de fato não sabia. Quase fiquei sem gasolina. Detalhe que o tanque da HR Sportster só cabe 12 litros, o que me permite andar em média 150km antes da reserva. Eu já havia andado 150 e nada de Nobres. Sorte que mais alguns quilômetros achei o trevo que vai a Bom Jardim. Abasteci e respirei aliviado. Mas a lição não foi aprendida. Chegando em Nobres tomei café e fui direto a Diamantino, pela via duplicada que leva à Sinop. Em Diamantino abasteci bem o tanque, porque a placa declarava 73km do próximo posto de abastecimento. Fui embora. No caminho fui assediado por um Prisma branco. Como eu ando sempre na média de 120 e 130km por hora, tive que acelerar. Minha libido falou mais alto e esnobei o carro, acelerando e sumindo da sua vista à 160km por hora. Após esta babaquice cheguei no posto designado, e qual foi a minha surpresa. Estava fechado. Ora, o próximo posto estava a 120km de distância, em suma, não dava. Mas deixa que o pessoal do Prisma estava lá também e foi ao meu encontro para conversar. Galera jovem que parecia de Santa Catarina. O cara se prontificou a ficar atrás de mim, andando devagar, para caso desse problema de pane seca. Com muita sorte havia uma cidade a 60km dali, Lucianópolis, se não me falhe a memória. Assim pude abastecer e tomar aquela Coca KS. Mas agora a aventura começava. O pior estava por vir.
  11. Planejei um roteiro de 5 dias pela Chapada dos Guimarães, partindo de São Paulo Capital e chegando em Cuiaba, optei por alugar um carro pois em média sai mais barato para fazer os passeios do que contratar um transporte local, são aproximadamente 1 hora de viagem pela rodovia MT-251 até chegar na Chapada, neste tópico vou descrever o meu roteiro dia-a-dia e como fui muito bem guiado pelos profissionais de turismos. Guias: Marcia Fabiana Menezes (Marcinha) e Marcelo de Araujo Coutinho (Bota). Marcinha, conta com vários anos de experiência guiando na Chapada do Guimarães, conduz os turistas com muita responsabilidade e bom humor, além de conhecer as histórias de todos os pontos turísticos. Bota, guia formado recentemente mas já era bastante experiente na região, muito pontual e sabe planejar os horários dos passeios com primor. POUSADA: Cantos da Mata Excelente custo x benefício, ambiente limpo, café da manhã delicioso e receptividade nota da 10 da Sandra (Dona da pousada) Roteiro: DIA 1 - Cachoeira véu da Noiva e Cachoeira dos namorados. DIA 2 - Represa do Manso, Marina do Altair e Rio do Triste (Este último excelente) DIA 3 - Dia Livre DIA 4 - Cidade de Pedra, Vale do Rio Claro e Mirante Alto do céu (Por do Sol maravilhoso) DIA 5 - Carvernas Gruta Azul e Kiogo Brado
  12. Resolvi fazer um relato desta viagem, porque existem poucas informações sobre a serra do roncador, principalmente sobre valores e logísticas de passeios. Quando comecei as pesquisas encontrei muitas informações desatualizadas e não conseguia estabelecer algum tipo de roteiro. Então gostaria de ajudar os próximos mochileiros que forem para essa região incrível. A ida para a chapada dos Guimarães foi um plus na viagem, porém acho que não custa nada falar sobre ela também, pois é um local incrível. Mas, antes de qualquer coisa, eu queria agradecer a todas as pessoas que fizeram essa viagem ser mais especial e inesquecível e a todas as caronas que fizeram uma diferença enorme na vivência que tive pelos estados do Mato Grosso e de Goiás. ________________________________________________________________________________________ DIA 01 Então vamos lá, a passagem aérea de SP-GOIÂNIA custou R$252,36 , ida e volta. Comprei com pouco mais de um mês de antecedência ; A viagem começou no dia 23/02 do Aeroporto de Congonhas, e até o meu retorno dia 05/03, foram mais ou menos 3900 km rodados, sendo que 1970 km foram feitos via terrestre. Meu voo estava previsto para as 17h45, mas acabei decolando apenas as 19h20 e cheguei em Goiânia por volta das 20h30. Peguei um UBER do aeroporto para a rodoviária, com o Edimar (62.99204-4343), que me contou que Goiânia tem bares e baladas sertanejas OTEMAS, além de histórias engraçadas de cantores famosos! O trajeto durou mais ou menos 20 minutinhos e me custou apenas R$17,00. Ao chegar na rodoviária, encontrei a Patrícia(Pat), uma carioca que também gosta de viajar e come bixcoito! Hahaha Ela viu aqui no site que eu ia para lá e combinamos de nos encontrar e seguir viagem! Mas ela havia ido para Goiânia no dia anterior. INFOS ADICIONAIS: Barra do Garças é a cidade chave e mais estruturada para ir para a Serra do Roncador, fica na divisa entre MT e GO. Você pode chegar até ela por Goiânia igual a mim, ou por Cuiabá (fica um pouco mais longe). Minha impressão, por ser uma cidade na divisa de dois estados, era que seria uma cidade sem muita estrutura e pequena, mas me enganei e muito! Barra do Garças é uma cidade bem grande e estruturada, tem mercados grandes, lojas, hotéis (mais do que tem no booking), várias agencias bancárias, farmácia 24hs, etc... Lá você tem duas opções, se hospedar na própria cidade e contratar o guia para te levar nos passeios da Serra ou seguir viagem para o Vale dos Sonhos, este, que é um pequeno distrito que fica a mais ou menos 75km de Barra do Garças. O vale dos sonhos, é bem pequeno e pouco estruturado, tem uma rodoviária pequena, um mercadinho pequeno, lanchonete, boteco, etc. Mas tem alguns hotéis bem simples, que é uma opção de hospedagem, caso você queira ficar perto da Serra e não depender da hospedagem no Maurinho (A figura mais conhecida da Serra do Roncador) Eu não consegui pegar telefones para contato, mas quando eu fui pegar essa foto no street view, vi que tem uma plaquinha escrito: “POUSADA DOS SONHOS: (66) 3442-1051 / 3442-1109” , pode ser que esteja desatualizado, fica de dica. Prosseguindo com a história, após encontrar a Pat, fui ao guichê da companhia Xavante para pegar minha passagem, que nos levaria até Barra do Garças, ela custou R$ 65,00, com saída as 23hs. Existem diversos horários, companhias e valores de ônibus para BG, mas comprei esse horário pois não queria chegarno meio da madrugada. Acompanhei a lotação dos ônibus pelo site da rodoviária (http://www.rodoviariadegoiania.com) , tentei comprar a passagem antecipada mas não consegui por esse site; Por sorte, eu pedi para a Pat e ela conseguiu comprar por outro site (talvez netviagens) , pois o ônibus já estava ficando lotado e eu desesperada. rs Como eram mais ou menos 21h30 e na rodoviária tem um shopping (shopping mesmo, tem lojas, praça de alimentação, boliche), resolvi comer , gastei R$25 reais no combo (lanche, batatas e refrigerante). Após comer, fui atrás de tomada para carregar meu celular e adivinhem só, NÃO TEM UMA TOMADA na rodoviária. MAS, tem uma máquina que agente PAGA e carrega o celular. Estava com 0% e tinha a opção de R$2 por 20 minutos, então, deixei carregando um pouco. Exatamente às 23hs o ônibus saiu e partimos em direção a Barra do Garças. Nossos acentos eram o 1 e 2 e por sorte no compartimento superior tinha uma tomada Eu dormi praticamente a viagem toda, lembro que algumas chacoalhadas, mas nada demais. No próximo post eu conto como continua essa viagem que já começa cheia de emoções. TOTAL DE GASTOS ANTES DA VIAGEM PASSAGEM AÉREA = R$252,36 COMIDINHAS = R$ 46,32 -água de 1l, amendoin salgado e doce, 3 bolachas salgadas e 2 doces, cupnuddles, tapioca, suco em pó, etc GASTOS DO DIA 01 UBER = R$17,00 PASSAGEM ÕNIBUS GOIANIA- BARRA = R$65,00 LANCHE= R$25,00 CARGA NO CELULAR = R$2,00 Total = R$407,68
  13. Olá mochileiros. Segue um relato sobre a minha viagem com dois amigos para Bom Jardim/Nobres e Chapada dos Guimarães antes e durante o carnaval (período 10 a 17 de fevereiro). Parte 1: Bom Jardim 1° dia (10/02): Chegamos a Cuiabá 07:10 e fomos direto ao balcão da Movida para pegarmos o carro. Recomendo esta locadora, por vários motivos: pegamos um carro novinho, a diária da Movida tem três horas de tolerância para entrega e o preço também era o melhor entre as grandes locadoras. Para quem acumula KM de Vantagens, também pode obter descontos, nós, por exemplo, usamos 1200 km (200 por dia) e obtivemos 10% de desconto, mas os descontos podem chegar a 20% dependendo da sua quantidade de pontos. Seis diárias saíram por 550 reais, já incluso seguro do carro e proteção para terceiros. Seguimos para Bom Jardim, e a primeira cagada da viagem: passamos direto no trevo e fomos parar quase na Chapada. Para seguir para Bom Jardim, no primeiro trevo da rodovia BR-251 após o posto policial, deve-se entrar à esquerda (sentido Lago do Manso) e não ir direto! Chegamos à tarde em Bom Jardim, e a primeira missão foi achar algum lugar para ficar. Achei Bom Jardim caro para o padrão mochileiro. Não estávamos achando nenhum lugar que cobrasse menos de R$ 75 por pessoa, até conhecermos o Sr Silvano, também conhecido como Índio (contato 65 9639-8406 ou [email protected]). Ele tem uma pousadinha simples, e cobrou R$ 50 por pessoa. O quarto que ficamos possui ar condicionado e banheiro dentro do quarto. Resolvido esse problema, fomos ao Balneário Estivado, que é um piscininha natural com alguns quiosques em volta O lugar é pequeno, mas aproveitamos bem porque estava vazio. Imagino que com a cidade cheia, lá não seja uma opção tão interessante. Se paga R$ 10 para entrar. À noite jantamos na pousada do Índio mesmo, ele cobra R$ 15 pela refeição. Nesse dia tinha arroz, feijão, couve, salada, peixe frito e assado, bife e farofa (em outros dias o cardápio variou, com frango e arroz de pequi também). 2° dia (11/02): Tomamos café na pousada (incluso na diária) e partimos para o primeiro passeio em Bom Jardim: um combo com flutuações no Aquário Encantado e no Reino Encantado. Esse passeio custou R$ 75 (caso fossem feitos separados, sairia R$ 50 cada um). O Aquário Encantado é show! O local é pequeno, mas as formações rochosas são incríveis, com cavernas no fundo do rio. O Aquário Encantado fica no mesmo nível das melhores atrações de Bonito. Segundo a guia este passeio dura no máximo meia hora, mas como não tinha mais ninguém além da gente, ficamos 50 minutos. Partimos para a flutuação Reino Encantado, que fica na mesma fazenda do Aquário, separados por uma pequena trilha. Aqui o visual não é tão legal, o rio é raso, com a água ficando turva com certa frequência e praticamente só tem piraputangas, ao contrário da fauna mais diversa que vemos nas flutuações de Bonito. Mas vale a pena o combo dos dois passeios, recomendado. No período da tarde o primeiro perrengue em Bom Jardim: compramos um bóia cross, mas a fazenda em que é feito o passeio estava fechada. O Sr Silvano que nos vendeu o passeio, não entrou em contato antes para ver se estava funcionando, primeira bola fora dele. Como o passeio não rolou, fomos para o riozinho que banha o Balneário Estivado, mas ficamos do outro lado da ponte, onde não se paga nada. Enrolamos por lá e esperamos a hora de dormir. 3° dia (13/02): Segunda bola fora do Silvano . Em Bom Jardim o turista tem que comprar um voucher para fazer o passeio, e a agência que vendeu o passeio deve providenciar o guia que acompanha o turista. Para este nosso passeio para a Cachoeira Serra Azul (R$ 50), o Sr Silvano não tinha nenhum guia acertado, então foi um Deus-nos-acuda, ele e o meu amigo saíram de carro pela vila toda para achar algum disponível. Saímos com duas horas de atraso. A Cachoeira Serra Azul é realmente muito bonita e tem trechos mais fundos, e perto das bordas é mais raso, dá para todos curtirem. Nesse passeio os equipamentos apesar de parecerem novos, estavam com problemas: o visor dos snorkels entrava água e no meu a parte que você coloca a boca para respirar estava com gosto de alho (!). Na parte da tarde tínhamos o passeio pelas Grutas do Quebó (R$ 45), mas como atrasamos o passeio da manhã e ameaçava cair uma bruta chuva, pedimos o dinheiro de volta e fomos direto para Chapada dos Guimarães. Fizemos isso por segurança, pois a estrada é muito ruim, cheia de buracos, e não dá pra confiar em dirigir lá à noite. E mesmo assim, de dia e sem chuva, pegamos um buraco que não deu pra desviar: o resultado foi a roda direita traseira com amassados em três pontos diferentes. Chegamos na Chapada, desamassamos e roda e fomos para a casa em que alugamos um dos quartos. Custou R$ 200 por dia esse quarto, para quatro pessoas, Como estávamos em três, ficamos com um lugar sobrando. Contato da casa: Tamara 65 9986-9981 Resumo: Bom Jardim/Nobres é um retrato do Brasil - lindo, burocrático e ineficiente. De quatro passeios programados, fizemos apenas dois. Aqui a dica é comprar passeios somente em agências que possuem guias próprios, como a Agência Bom Jardim e a Anaconda. Parte 2: Chapada dos Guimarães 4°dia (13/02): Estava decidido a fazer dois passeios aqui, o Circuito de Cachoeiras e a Cidade de Pedra. Após pesquisar na internet, decidimos que faríamos tudo por conta na Chapada, nada de passeios pagos. As cachoeiras do circuito são similares a outras em que não se precisa de guia e a Cidade de Pedra não chegaríamos com nosso Uno 1.0 alugado de qualquer forma. Neste dia acordamos tarde e fomos dar uma volta na praça, ver a igreja histórica, tomar umas cervejas e sorvetes de frutas locais (o de taperebá é ótimo, parece manga mas mais azedinho)e ver o ritmo da cidade. Em seguida fomos ao Balneário Rio Claro. Fica na estrada voltando para Cuiabá, e paga-se R$ 10 para entrar mas 8 reais são convertidos em consumação. É um rio com diversos pontos para banho, uns mais rasos e outros mais fundos, alguns com pequenas quedas d’água, e em um dos pontos tem uma corda para você vir correndo e se jogar na água. Bom para descansar e relaxar, não é nada radical. Enrolamos boa parte da tarde lá, torramos nossa consumação com três Heineken de 600 ml (R$ 8 cada). Dali fomos para o centrinho da cidade onde em tese começaria o carnaval, mas acabou não havendo nada 5° dia (14/02): Saímos cedo e fomos para a Cachoeira do Marimbondo (R$ 7) que conta com uma queda d’água alta e bonita e uma piscina natural que dá pé para adultos e crianças. O visual do lugar é animal, e fica mais bonito quando bate sol e criam-se vários pequenos arco-íris. O bom aqui é chegar cedo, antes que comece a encher. Em seguida fomos ao Mirante do centro Geodésico. A paisagem é linda, mas arrisque-se a descer pelas trilhas, principalmente as do lado direito, e será agraciado por um visual ainda mais deslumbrante. Tem uma ponta de pedra que dá para tirar altas fotos, mas cuidado para não cair lá embaixo . O mirante não tem estrutura nenhuma, então não se perde muito tempo por aqui. Não pegamos o horário do pôr do sol, mas nos disseram que é maravilhoso. Saindo do mirante fomos para a Cachoeira da Martinha. Fica a 42 km do centro da Chapada e não paga para entrar. Que lugar legal! É um rio com muitos (mais de 20!) pontos para banho, pequenas quedas d’águas e alguns poços para pular lá do alto na água. Dá para passar o dia inteiro aqui. Voltando à Chapada, finalmente o Carnaval! Uma pequena charanga passou pela pracinha tocando as clássicas marchinhas, depois um bloquinho tradicional. Em seguida um blocão, com carro de som e tudo. Ao fim deste fomos para casa, não sei se teve mais alguma coisa. 6° dia (15/02): Cedinho fomos ao Balneário Salgadeira, que oficialmente deveria estar fechado para obras, mas em alguns dias da semana a porta dele aparece aberta, e então entramos. Não paga para entrar e é bem melhor que o Balneário Rio Claro. Vários pontos para banho, e logo no começo da trilha para o lado esquerdo tem uma cachoeira bem grande, o impacto da água no corpo chega a doer, embora o poço para banho desta cachoeira seja bem raso. Descendo um pouco mais pela trilha tem um ponto legal, com uma queda d’água de uns dois metros de altura, dá para ficar debaixo dela. Descendo mais pela trilha existem outros pontos para banho, mas não fomos mais além. Saindo do balneário fomos ao Parque Nacional de Chapada dos Guimarães e fizemos a pequena trilha sinalizada para o Mirante da cachoeira Véu de Noiva. Tiramos umas fotos e saímos para curtimos novamente o carnaval. Neste dia a folia estava animada demais, melhor dia do carnaval! Conversamos com uns hippies e eles deram uma dica que só poderei comprovar na próxima vez: eles disseram que tem uma Cachoeira da Tartaruga, que segundo eles é a única de água azul na Chapada. A Tamara que alugamos a casa confirmou a informação, pois o irmão dela é guia na Chapada. 7° dia (16/02): Como nosso vôo sairia bem cedo no dia seguinte (03:55 da manhã) e deveríamos entregar o carro no máximo 14:00 em Cuiabá, passamos apenas no Parque nacional para a Cachoeira dos Namorados. 1100 metros de trilha fácil (uns 20 minutos) e chega-se a uma cachoeira refrescante, mas com um visual menos alucinante que outras que vimos anteriormente. Seguimos para Cuiabá, entregamos o carro em cima do laço e fomos achar um lugar para comer e beber. Perto do aeroporto não tem nada RS, paramos num posto de gasolina na avenida do aeroporto e ficamos bebendo, tinha bastante gente e estava animado, pena que o som era aquele sertanejo dor de corno sofrível, mas deu pra curtir. Chegamos no aeroporto a noite e enrolamos até a hora do vôo. Uma coisa legal neste aeroporto é que você pode dormir no chão, debaixo ou atrás dos bancos que ninguém vem encher o saco para dizer que não pode! Pegamos nosso vôo para Guarulhos e aqui termina este longo relato! ãã2::'>
  14. Breve relato de uma viagem feita pela Chapada dos Guimarães e Pantanal por duas amigas 'Chapadeiras'...rs 30/08/13 - Chegada em Cuiabá. A ótima guia Márcia Menezes 65-9241-7582 nos encontrou no Aeroporto. Um rapaz da 'Cuiabá Locadora de Veículos ' também nos esperava e partimos em direção à locadora. Todo o processo da reserva do carro foi feito pelo http://www.mobicar.com.br/ , site que pesquisa várias opções de carros e locadoras e faz reserva sem depósito antecipado. Feito o contrato partimos em direção à Chapada dos Guimarães. Como a Márcia sabia do nosso orçamento 'apertado' ela nos deu a dica de parar e comprar provisões para as caminhadas em um atacadão no caminho. Essa parada rendeu duas coisas: uma boa economia pois os preços na Chapada são bem mais altos e um atraso na programação pois a fila para pagar foi muito demorada. No caminho avistamos a Chapada com seus paredões, a vista é fantástica. Continuamos até uma parada para banho no Rio Paciência e depois fomos a um dos cartões postais da Chapada: a Cachoeira Véu de Noiva. Em seguida fomos até o Alto do Céu (entrada 10,00) para ver o pôr do sol. Maravilhoso!!!! Jantamos no Restaurante Popular, preço 12,00 para comer à vontade. Achei o custo-benefício ótimo. Fomos então para a Pousada Paraíso do Cerrado onde tivemos vários problemas: não havia água mas prometeram que viria logo em seguida, não veio. Mudamos de quarto e minha amiga tomou banho, na minha vez, acabou novamente a água. De manhã a água chegou suja e a descarga disparou, na recepção não havia ninguém para nos atender. Resumo: mudamos de pousada. 31/08/13 - Perdemos muito tempo com a confusão de troca de pousadas, mudamos, enfim, para a Pousada Aurora Boreal http://pousadauroraboreal.blogspot.com.br/ . Feito o cadastro para entrada no Parque partimos para fazer o Circuito das Cachoeiras (necessário guia), que é formado por 7 cachoeiras com algumas paradas para banho: Cachoeira do Pulo, cascatas do Sonrisal, da Hidromassagem, do Degrau, da Prainha, da Independência e das Andorinhas. Na volta paramos para comer pamonha e depois jantamos pastel. 01/09/2013 - Terceiro dia na Chapada. A primeira parada foi no Mirante Geodésico, ponto equidistante entre os oceanos Atlântico e o Pacífico. O Mirante Geodésico é uma atração imperdível na Chapada dos Guimarães. Sem necessidade de guia, sem taxas, com uma vista belíssima. Pode-se descer um pouco para ter uma melhor visão dos paredões, mas tenha cuidado. Tivemos o privilégio de ver o voo de araras azuis magníficas. Sentamos e ficamos um pouco em silêncio contemplando a paisagem.Depois rumamos até a Caverna Aroe Jari (necessário guia), maior caverna de arenito do País (entrada 30,00). O uso de caneleiras é obrigatório neste passeio. O caminho intercala trechos de cerrado com mata amazônica e é muito belo. Próximo está a maravilhosa Gruta Azul e a Gruta de Nossa Senhora. Andamos mais um pouco e fomos até a Caverna Kiogo Brado que foi reaberta recentemente para visitação. Finalizamos com um banho na cachoeira do Alméscar. Jantamos peixe em um restaurante na praça, quase nada estava aberto por ser domingo. 02/09/13- Morro de São Jerônimo, fica dentro do Parque Nacional e é o ponto mais alto do parque, oferece uma vista fantástica da região. É necessário guia para este trekking puxado de 18km (ida e volta). Há momentos de escalada, com subida íngreme no trecho final de subida ao morro, este passeio é uma aventura e é preciso preparo físico e fôlego. No caminho passamos por várias formações areníticas curiosas, veredas, cerrados, entre outros. No topo do morro, uma visão 360º graus da Chapada, maravilhoso! A guia Márcia nos direcionou em todas as etapas e nos deixou seguras, apesar de ter trechos bem complicados de escalada. Voltamos a tempo de encontrar a guia Josi e trocar para o carro 4x4 dela e seguir para a Cidade de Pedra, local reaberto recentemente para visitação. O visual é impressionante, o mirante natural descortina vales verdes e escarpas de rochas avermelhadas que chegam a 350 metros de altura. Aqui sim senti a beleza e unicidade da Chapada dos Guimarães. Talvez porque já conheça a Chapada Diamantina e a dos Veadeiros, as cachoeiras e trilhas não tinham me impressionado tanto. Este lugar, entretanto,fez valer a pena conhecer Guimarães ! Voltamos para a cidade e acreditem, acabou a água na pousada nova também, ninguém merece. Outro jantar no restaurante Popular. 03/09 - Junto com o raizeiro e guia Hermes fomos até a Cachoeira do Sossego, gelada mas muito gostosa, paramos novamente no Mirante Geodésico e tomamos 'banho de vento'. Encontramos com a Márcia que nos guiou pela Trilha do Mel ou Trilha dos Dinossauros (10,00 entrada, necessário guia). Esta trilha não é muito comentada nos relatos, mas , junto com a Cidade de Pedra, foi um dos meus passeios favoritos na Chapada dos Guimarães. Trecho retirado de http://www.chapadamt.com.br/trilhadomel.asp : "A Trilha do Mel é considerada a 2º cidade de pedras a céu aberto, fantástico pelas formações de pedras deixadas pela natureza, alguns monumentos com formatos interessantes... no final nos deparamos com uma vista fantástica do vale inteiro com os paredões ...e a estrada 251 MT que liga Chapada a Cuiabá, ficando em uma altura de 200 metros." Simplesmente fechamos com chave de ouro!!! Comprei uns produtos à base de mel ao final da trilha e ainda deu tempo de 'correr' para comer no Morro dos Ventos (10,00 entrada), comida cara mas muito gostosa. Pratos fartos e bem feitos, pedimos o Peixe do Morro e foi a melhor refeição que fizemos na Chapada (e a mais cara..rs). O restaurante tem um salão muito amplo e bem decorado! De quebra ainda há um mirante muito legal. 04/09- A Márcia veio se despedir e o Hermes, por gentileza, nos guiou até Cuiabá. Antes paramos na Cachoeira Cristal (10,00 entrada) para um último banho na Chapada. Seguimos até a locadora de veículos e de lá para o aeroporto onde a van do SESC Pantanal nos pegaria. No caminho, gentilmente o motorista da Cuiabá Locadora parou para comprarmos guaraná ralado, que é famoso na região. Chegamos ao SESC e neste primeiro dia marcamos os passeios, jantamos e fomos descansar. 05/09 - Acordamos de madrugada para fazer o passeio chamado 'Alvorecer'. Tudo ainda estava escuro quando partimos para um passeio de barco. O guia ia parando e mostrando alguns animais como pássaros e jacarés. As cores do amanhecer iam aos poucos aparecendo e o espetáculo de um por do sol vermelho como fogo foi o auge do passeio, imperdível ! Voltamos para o café da manhã. Algumas pessoas do barco tinham feito um passeio pela Transpantaneira e comentaram que foi ótimo. Este passeio não é feito pelo SESC, mas os atendentes deram alguns contatos e combinamos o passeio diretamente com o Luis Fernando da LF Pantanal Tur. Passamos a manhã inteira arranjando 'quórum' pro passeio, pois o valor do passeio dependeria da quantidade de pessoas que iriam na van. Foi meio complicado, mas no final tudo deu certo e partimos as 15h para fazer o passeio da Transpantaneira, vimos muitos animais durante o trajeto: jacarés, capivaras, búfalos, lobinhos e diversos tipos de aves. A estrada merece cuidado e atenção devido ao mau estado e buracos, mas o passeio foi tranquilo e por volta das 20h chegamos de volta ao SESC. O ponto alto do passeio para mim foi ver os olhinhos dos jacarés brilhando no escuro com a luz da lanterna, parecia uma verdadeira cidade. 06/07/13- Após o café fizemos a 'Trilha do Tatu', que é uma trilha suspensa sobre palafitas, com mirantes, parada para alimentar macacos e passeio de barco. De volta ao SESC aproveitamos para conhecer o borboletário e o Centro de Interpretação Ambiental. Almoçamos e a tarde fizemos o passeio Corixo do Moquém. Creio que este foi o passeio que mais gostei no Pantanal. É um longo passeio de barco pelo rio Cuiabá onde pudemos ver de perto vários jacarés, tuiuius, entre muitas outras aves. No final, um deslumbrante por do sol com direito a revoadas de pássaros. A noite fizemos o passeio 'Focagem Noturna'. Saída em barco após o por do sol com navegação noturna pelo rio Cuiabá, baías e corixos. O guia mostrava com a lanterna as aves em repouso ou em atividade alimentar, muitas de hábitos apenas noturnos. O melhor foi quando o guia, que é guarda-parque, pegou um jacaré filhote para que pudéssemos tocá-lo e tirar fotos. Também paramos em silêncio para observar o céu estrelado, simplesmente fantástico. 07/07- Após o café da manhã ficamos lagartixando ao sol até o almoço, depois do qual nos despedimos do SESC. Chegamos em Cuiabá e como nosso voo só seria de madrugada, pegamos um ônibus e fomos ao Pantanal Shopping, assistimos um filme e voltamos. Nossa intenção era passear por Cuiabá, mas como era feriado, tudo estava fechado. Fim de nossa aventura. Observações: 1- Em quase todos os passeios da Chapada é obrigatório guia, indicamos a ótima guia Márcia Menezes 65-9241-7582 e ela pode passar os contatos dos guias Hermes e Josi (especialista em guiar pessoas com deficiências). Ela não 'pula' atrações, chega na hora combinada e faz tudo com você até acabar o dia, dá dicas de compras e te mostra detalhes em todos os passeios que passariam desapercebidos. É do tipo pau-pra-toda-obra! Há mais relatos com ela no Mochileiros. 2- Ficamos sabendo que muitos 'guias' estão se formando em uma escola com curso não reconhecido, muito cuidado! Procure o registro do guia no http://www.cadastur.turismo.gov.br/ ou na Secretaria de Turismo da região. Um guia não preparado corretamente ou sem responsabilidade pode acabar com a sua viagem! 3- Sobre o SESC - apesar do preço relativamente alto para quem não é comerciário (nosso caso), a qualidade dos quartos, as refeições e o ótimo atendimento do staff compensam. Todos os atendentes da recepção foram muito atenciosos e simpáticos, prestando informações e nos auxiliando em todas as dúvidas. O pessoal responsável pelos passeios também foi muito prestativo e profissional, nota mil para todos! O Sesc tem uma ótima área para descanso e recreação e as refeições sempre tinham muita variedade e sabor. Outras dicas e dados: Na Chapada dos Guimarães - guia Márcia Menezes 65-9241-7582 -Cuiabá Locadora de Veículos http://www.cuiabalocadora.com/ - atendimento muito cortês. -Cotação de locação de carros: http://www.mobicar.com.br/ -Pousada Aurora Boreal http://pousadauroraboreal.blogspot.com.br/ (65) 3301-3420 [email protected] , apesar da falta de água em um dia e de um 'problema' com o pagamento, este local foi indicação da Márcia e o gerente Domingos nos atendeu muito bem. -Restaurante Popular - ótimo custo benefício - 12,00 à vontade -Restaurante Morro dos Ventos - caro e delicioso, com um ótimo mirante! No Pantanal: -SESC PANTANAL - http://www.sescpantanal.com.br/ - tudo ótimo: hospedagem, passeios, atendimento e refeições!! -Transpantaneira: LF Pantanal Tur - Luis Fernando (65)9956-8158 / 8129-3031, [email protected]
  15. No dia 12/12/2016 fui a trabalho para Cuiabá e aproveite para conhecer a Chapada dos Guimarães. O tempo disponível era na parte da tarde, pois no período da manha estava trabalhando. Após uma busca aqui na comunidade sobre onde visitar, encontramos boas referencias da Guia Marcia, entramos em contato e ela nos guiou na trilha na cidade das Pedras e depois para ver o por do sol no Mirante do Altos do Céu. Tínhamos marcado mais dois dias de passeios com ela, porém o tempo mudou então tivemos que cancelar. No penúltimo dia em que ficamos lá, estava nublado e decidimos arriscar sozinhos, a Marcia deu as dicas e nos auxiliou pelo whatsapp para visitarmos os principais pontos turísticos da chapada: Cachoeira do Véu da Noiva e Mirante Geodésico. As fotos que postei não estão com filtro! O lugar é tao maravilhoso que dispensa Guia: R$150,00 a diária. (65) 992417582. Como estávamos com o tempo bem apertado valeu super a pena contrata-la, alem de nos levar nos lugares, ela nos ajudou a chegar nos pontos sozinhos e escolher lugares para almoçar/lanchar.Deu total apoio! Aluguel carro: Saiu R$88,00 a diária com km livre. Alugamos um Celta na Locadora Cuiabá((65) 3623-3019)- Demoramos para encontrar uma locadora por um preço bom,estava em média nas outras 120-180 a diária. O Celta é um carro que super atende a visita na chapada. Entrada para Cidade das Pedras: R$20,00 A trilha da ao todo 7km, achei ela leve porém lá é muito mais quente de onde moro, e isto foi o que dificultou , aconselho o uso de chapéu e bastante água. Mirante do Alto dos Céus: R$ 5,00 Vi o por do sol mais lindo . A trilha é bem leve , não chega nem uns 300m, porém, o pessoal que mora na chapada e estava lá disseram que aparece onças. O lugar mais encantador dos 4 pontos em que visitamos! O dono da propriedade é muito simpático e receptivo. Cachoeira do Véu da noiva: Entrada Gratuita Mirante Geodésico : Entrada Gratuita
  16. Pra quem tem apenas um final de semana disponível, não muito dinheiro, mas muita vontade de conhecer um lugar fantástico, aqui vai o meu relato de viagem para a Chapada dos Guimarães, no primeiro final de semana de "inverno propriamente dito" na Chapada, dias 28 e 29/junho. Com a Copa do mundo de futebol no Brasil, a Tam ofereceu umas promoções incríveis pra viagens dentro do país neste período: duas passagens de ida-e volta São Paulo- Cuiabá ficaram R$399,00! Chegamos na sexta-feira à noite no aeroporto Marechal Rondon que fica em Várzea, passamos a noite na casa de amigos e no dia seguinte partimos da Rodoviária de Cuiabá no primeiro ônibus (06:30) para a Chapada, empresa Rubi ou Xavante, valor R$ 15,00. (Nós não usamos, mas há ônibus do aeroporto em Várzea até a Rodoviária em Cuiabá por menos de R$3,00) Ao chegar na cidade, com chuva e muito frio, fomos direto para a Pousada Aurora Boreal, hospedagem simples, mas confortável, e bom atendimento, além de terem topado negociar as diárias, que em geral começam e terminam as 12h (entramos as 8h do dia 28 e saímos as 19h do dia 29) valor das 2 diárias- casal 220,00; há várias opções , mas por causa da Feijoada de Inverno as pousadas estavam todas lotadas. Vale lembrar que a maior parte dos passeios na Chapada só podem ser feitos com guias credenciados, depois de fazer os passeios, a gente entende por quê. Nossa guia, (maravilhosa!) foi a Márcia ([email protected]), que acompanhou por email todo o processo de programação da viagem, deu altas dicas e nos guiaria nos dois passeios previstos: Circuito das Cavernas (Aroê Jari, Kiogo Brado e Gruta da Lagoa Azul, fechando na Cachoeira do Alméscar); e Vale do Rio Claro (poços de água cristalina próximos à nascente do Rio Claro) mirante da Crista do Galo e fechando na espetacular Cidade de Pedra. Primeiro dia, jogo do Brasil, tempo chuvoso, fomos os únicos a entrar na trilha das Cavernas, o que considero um privilégio! A Márcia ia nos mostrando as belezas da mata nativa com uma familiaridade incrível, de quem tem 20 de experiência como guia na Chapada e um amor incondicional pelo que faz e pelo lugar fantástico que ela escolheu para viver. Infelizmente no segundo dia, a Márcia não pôde nos guiar, mas nos levou até a casa do Fabiano, que foi um excelente guia, junto com a Aninha que fez o transporte com a caminhonete 4x4 da Fora de Estrada Eco tour (https://pt-br.facebook.com/foradeestradamt). (Vale do Rio Claro transporte + guia 350,00 valor fechado do passeio podendo ser dividido com outros turistas) Depois deste fim de semana renovador, que foi quase uma experiência mística, cheia de aromas deliciosos ( o alméscar, o limãozinho do cerrado), cores surpreendentes das flores, banhos revitalizantes e visões incríveis dos paredões... bora, pegar o carro no Aeroporto de Guarulhos e cair de volta na Babilônia. Valeu!
  17. Olá Pessoal, Segue meu relato de viagem feita nesse Carnaval (2014), aliás meu e de mais 7 pessoas. Primeiro pegamos um voo de São Paulo para Cuiabá, como compramos a passagem em cima da hora, pagamos, aproximadamente R$580,00 cada um. Saímos no dia 28/02 de São Paulo e chegamos as 00h do dia 01/03 em Cuiabá. Chegando em Cuiabá, fomos na agência de aluguel de carro (Thrifty) pegar os dois carros, fomos andando do aeroporto até a agência, tivemos que andar em meio à várias reformas que estão fazendo por conta da Copa. O aluguel de carro ficou R$333,30 (período: 01/03 a 04/03). Dia 01/03 saímos de Cuiabá e seguimos para Vila Bom Jardim (Nobres). E ai está um cuidado, o lugar é conhecido como Nobres, mas os passeios ficam na Vila Bom Jardim. Agendamos os passeios com a Anaconda Turismo, por meio do Vicente, mas não recomendo essa agência não, pois o Vicente, foi bem desorganizado, pois ele não só organizou os passeios como também havia agendado a nossa pousada. Aliás a dona da pousada, a Sueli é uma graça e até a alertei para tentar não vincular a sua pousada à Anaconda Turismo. Para quem se interessar, os dados da pousada, que tem ar condicionado, está sempre limpinho e tem um senhor café-da-manhã (7h as 9h): Pousada Rio Cuiabazinho Telefone(65) 8401-5479 email: [email protected] Tratar com a Sueli Dia 01/03: Passeio da Lagoa das Araras, fomos no por do sol que é o horário que dá pra ver mais araras - R$15,00. O passeio é bem simples,e fica perto da avenida onde tem agências e pousadas. O passeio consiste em duas plataformas e vc simplesmente fica lá observando as araras o lugar é bem bonito. Ah NÃO ESQUEÇAM repelente. Dia 02/03: As 8h da manha estávamos na agência para pegar o voucher do passeio Cachoeira Serra Azul (R$50) o guia da agência já acompanha a gnt desde a saída da agência até o local do passeio. Chegando no lugar o pessoal te equipa e ai depois dá-lhe caminhadinha até a cachoeira. Demoramos cerca de 1h30min nesse passeio, esse tempo depende do grupo que está junto. Depois seguimos para o Balneário Estivado (R$10) mas o Vicente não havia nos dado o voucher e nem avisado os donos do lugar que passaríamos lá para visitar e almoçar no local. Então optamos por não fazer esse passeio, que não é muito interessante mesmo e fomos para a avenida principal procurar um lugar para almoçar. Depois de alimentados, fomos para o Rio Triste (R$65,00) o guia num era lá aquelas coisas, até porque ele quase matou a arraia que avistamos, com um galho. Mas o passeio é lindo, vale muito a pena, a água é bem clarinha. Dia 03/03: Como ontem, as 8h da manhã lá estávamos nós na agência Anaconda para pegar o voucher de lá, um dos guias nos acompanhou até uma parte do caminho, depois seguimos sozinhos até o Reino Encantado (R$65,00). Chegando lá o pessoal nos equipou com colete, snorkel e sapatilha. Alugamos uma câmera por R$50,00 (não esqueça de um memory card). O guia que nos acompanhou era do Reino Encantado mesmo, o nosso foi o Renato, super gente boa e bem diferente daquele que quase matou a arraia souber nos guiar muito bem, além de tirar algumas dúvidas também. Esse passeio foi muito bommm.... pudemos ver vários tipos de peixes e arraias e foi um dos que mais valeu a pena. Terminado o passeio você pode almoçar por lá (R$25,00), mas como já havíamos agendado almoço no passeio seguinte, acabamos não aproveitando o almoço do Reino Encantado (uma pena, porque no almoço do Recanto Ecológico acabaram com as carnes e tiveram que improvisar para poder nos servir). Seguimos para o Reino Encantado (Aquário + Rio Salobra) - R$65,00. O Aquário é azulzinho e super bonito, também tem a possibilidade de alugar cameras, por R$50,00, nos arrependemos de não ter alugado só no aquário, mas no rio salobra não, porque o passeio do rio salobra não é tão bonito como no Reino Encantado.Terminado esse passeio fomos almoçar, mas como disse a vcs eu trocaria esse almoço pelo almoço no Reino Encantado. De lá seguimos para o Duto do Quebó, para fazer o passeio do Boia Cross (R$45), cuidado porque tem outro Boia Cross, mas que não passa na caverna com morcegos. Fomos sem agendamento da agência. Chegando lá conversamos com o dono do lugar q deixou aproveitar o Boia Cross, que é bem tranquilo, mesmo na parte da caverna, além disso o pessoal, donos da propriedade, nos ofereceram café um queijo maravilhoso!!! Dia 04/03 pegamos a estrada para a Chapada dos Guimarães, saimos por volta das 7h da Vila Bom Jardim. A princípio havíamos agendado o passeio das cachoeiras com a Marcia (65) 9241-7582, mas no meio do caminho ela resolveu dobrar o preço, não concordamos com isso e ela simplesmente desligou o telefone e não nos atendeu mais. Péssima atitude para aquela que tem como profissão guiar os outros. NÃO INDICO! Fomos para o "centrinho" da Chapada dos Guimarães procurar uma agência que pudesse nos ajudar para ir ao passeio, pq sem guia, não tem como fazer passeio. Por sorte conseguimos falar com o Alberto Krebs da agência Chapada Explorer, que conseguiu pedir ao Julio para nos guiar. Aliás o Julio está de parabéns, guia show de bola, mostrou que conhece o lugar como ninguém!!!! SUPER RECOMENDADO!!!! Passamos por 7 cachoeiras, não eram todas que podiam entrar, mas as que podiam a gente aproveitou muito. Depois...bora pro aeroporto de Cuiaba e...São Paulo !!!
  18. Depois de uma semana à trabalho em Cuiabá, resolvemos esticar o final de semana para conhecer à Chapada dos Guimarães. Durante a estada em Cuiabá, pedi informações várias vezes, e sempre o pessoal de lá falava assim: “porque vocês não aproveitam e conhecem Nobres que é bem mais bonito?” Alugamos um Palio por 70 reais a diária, no aeroporto, e fomos em direção à Chapada dos Guimarães. O município da Chapada do Guimarães fica à 65 Km de Cuiabá. Na estada já se pode ver os encantos da chapada, com suas altas montanhas. No meio do caminho paramos em um mirante chamado “Portão do Inferno”. Chegamos no munícipio da Chapada, que é bem pequeno, ao anoitecer e hospedamos na Pousada Bom Jardim, que ficava na praça principal, Pagamos 30 reais cada um, pelo quarto triplo com café da manhã. Sábado pela manhã fomos conhecer o cartão portal da Chapada, a Cachoeira Véu da Noiva que fica dentro do parque nacional. A entrada é controlada pelo ibama e para nossa surpresa, o parque estava fechado pois houve um desmoronamento ano passado em que morreu uma pessoa e várias ficaram feridas. Tentamos insistir mas não deu certo. Fomos para outra cachoeira que tinha sido indicada pela recepcionista da pousada. Cachoeira das Andorinhas. Fica no caminho de volta, entro o Parque Nacional e a cidade. Paga-se 10 reais por pessoa para entrar. Tomamos um banho refrescante mas não achei grande coisa a cachoeira. Nesta cachoeira, conheci um guia que me indicou uma trilha alternativa que levava até a cachoeira Véu da Noiva, pelo meio do mato. O guia disse que era tranquilo e me levou sem cobrar nada até o início da trilha. 1 hora de caminhada estávamos dentro do parque nacional e passamos perto do posto do ibama, sem sermos avistados. Conseguimos chegar até o mirante da cachoeira véu da noiva, por esse caminho alternativo e sem pagar nada. Enquanto admirávamos a cachoeira no mirante, 2 funcionários do Ibama chegaram e solicitaram a nossa retirada. Foram educados, disseram que o parque estava interditado, mas não nos deixaram ficar mais nem um minuto. Portanto, nem sei se tem mais coisas para conhecer dentro do parque além da cachoeira. O pessoal do Ibama não nos deixou voltar pela trilha clandestina e tivemos que voltar pelo asfalto… resultado: andamos mais duas horas no sol quente até chegarmos onde estava o carro. Pegamos o carro e seguimos até a cidade de Chapada, para ver o por do sol no mirante. No mirante outras pessoas nos falaram de Nobres. Sendo assim, decidimos partir domingo de manhã e conhecer Nobres. Voltamos ao carro para ir à cidade descançar. Quando liguei o farol, uma cobra enorme na frente do carro. À noite comemos uma pizza na pizzaria da Chapada e fomos dormir cedo. Acordamos 6 horas da manhã, tomamos o café e fomos determinados a conhecer Nobres. Um nativo até nos disse a seguinte frase: “Nobres não é Bonito, Nobres é Lindo”. Fazendo referência às comparações de Nobres com a cidade de Bonito no Mato Grosso do Sul. Voltamos quase até Cuiabá e no trevo pegamos o caminho de nobres. Tem uma parte que é estrada de terra e passa por alguns rios. Vimos até algumas capivaras. Cerca de 9 da manhã chegamos em Nobres e encontramos uma agência de turismo. Não me lembro o nome da agência. Sei que fica em uma estradinha de terra, no arraial que fica próximo de onde são realizados os passeios. Depois de muito negociar, fechamos em 80 reais por pessoa a visista à cachoeira Serra Azul, a flutuação no Áquario Encantado / Rio Salobra e incluía almoço e equipamento para flutuação. Eles ainda nos emprestaram uma caixa estanque para colocarmos à maquina sony cybershot e tirarmos fotos sub aquáticas. Na hora, achei o preço salgado, mas depois vi que foi bem barato. Pegamos o equipamento e fomos de carro. O guia foi com a gente e nos levou primeiro até a Cachoeira, Cerca de 30 minutos de estrada de terra e mais 30 minutos andando. A cachoeira é realmente sensacional. A água é quente, azul e pode-se mergulhar com máscara e observar as milhares de Piraputangas – peixe local. Depois de conhecer a cachoeira pegamos o carro se seguimos mais uns 40 minutos até o Aquário encantado. Deixamos o carro na fazenda e seguimos a trilha, cerca de 15 minutos. Colocamos o equipamento e mergulhamos no aquário vendo diversos peixes e até uma arraia de água doce, que até então eu nem sabia que existia. Depois saímos do aquário, que é como se fosse uma parte mais larga do rio e descemos o rio salobra flutuando e vendo diversos peixes. O passeio é muito legal. Quando termina o passeio, caminhamos mais uma meia hora e um banquete nos esperava na sede da fazenda. Me surpreendeu em todos os sentidos o passeio, e na minha opinião Nobres superou em muito a Chapada dos Guimarães. Por fim, concordei com o que o pessoal de lá havia me falado… “Nobres não é Bonito, é lindo.”
  19. Foram 17 dias, 3.962 km rodados, 4 estados percorridos e muita satisfação e alegria no final. Vou relatar pra vocês a nossa grande saga do início de 2013: ir de São Paulo até a Chapada dos Guimarães/MT de carro. Antes de escrever aqui, dei uma lida nos outros relatos para a Chapada e optei por colocar dicas bem práticas e baratas (lembrando que viajamos em 7 pessoas, todas estudantes e com nem tanta grana assim! ) 1º dia [29/12/2012] Saímos às 09h14 de São Paulo sentido Ribeirão Preto e Uberaba. A estrada, como todas dentro do Estado de São Paulo, é muito boa e tem radar de velocidade. Portanto, tem muitos pedágios também. Aliás, só tem pedágio dentro de SP. Foram R$ 70,00. Ao sairmos do Estado já é possível notar a diferença de estrada, mas ainda assim ela continua boa e com fluxo bom. Como decidimos não dirigir à noite, ao escurecer paramos em Itumbiara, primeira cidade de Goiás com divisa com Minas. Como estávamos em bastante gente, conseguimos xavecar a pousadinha que nos fez um desconto e cobrou R$ 45,00 para cada um (o que é um preço caro, mas todas estavam mais ou menos a mesma coisa). Ficamos no Hotel Bahia, em frente ao Supermercado Reis. 2º dia [30/12/2012] Deixamos Itumbiara às 9h com 761 km rodados até então. Às 21h30 chegamos (cansadérrimos!) em Cuiabá (até que enfm!!! ) 1.673 km depois! Cuiabá é uma cidade grande e tem muitos hotéis perto da rodoviária. Tem uma senhora, que conseguimos contato dela na rodoviária mesmo, que tá começando uma pousadinha na casa dela, tudo ainda meio que construindo, mas ia nos cobrar R$ 15,00 para ficar por lá. Só não ficamos pois estávamos com câmeras fotográficas e computador e procurávamos um lugar um pouquinho mais seguro. Ficamos então no Hotel Cuiabá. O dono do hotel parece o Bukowski. É um velhinho simpático e engraçado. R$ 45,00 também para cada um. 3º dia [31/12/2012] Na hora do almoço nos encontramos com a Marisa, nossa amiga que mora em Cuiabá e tem uma casa na Chapada - que é onde ficaríamos por uma semana. Almoçamos numa deliciosa peixaria, a Peixaria Popular (Av. São Sebastião). Comida deliciosa, atendimento simpático e divertido. Comemos muito! Nos demos o luxo de gastar R$ 35,00 por pessoa, mas valeu muito a pena. Fomos então para a Chapada dos Guimarães. Para chegar à cidade da Chapada são 60km numa serrinha bem razoável. Mão dupla, pista única na maior parte do percurso mas com uma visão indescritível! Durante o persurso há paradas onde é posível encostar o carro e dar uma olhada naquele paredão todo que se forma na nossa frente. 4º dia [01/01/2013] Preguicinha pós-ano novo e pós horas e horas na estrada. No final da tarde fomos ao Mirante do Centro Geodésico. (Para quem não sabe, a Chapada se localiza no Centro Geodésico da América do Sul). Esse mirante fica há uns 2 km do condomínio em que estávamos hospedados (Cond. Jamacá). Por conta do ano novo, tinha bastante gente e um pessoal com o carro de som ligado... esse tipo de coisa que a gente não consegue entender e que acaba espantando a tranquilidade e os animais. A vista do mirante é linda. Uma imensidão de natureza à nossa frente. Vimos, pela primeira vez, um casal de araras vermelhas. 5º dia [02/01/2013] Fomos para a Cachoeira dos Marimbondos. Bem pertinho do centro da cidade, rola até ir de bike. É ótima para banho, um piscinão. R$ 5 para entrar. Depois fomos até a Cachoeira da Geladeira, menos de 1km pra frente. Boa para banho também, poço bem fundo. Só não tem uma parte mais rasa, mas há umas pedras onde dá pra ficar sentado, com o pé na água. A pedra que beira a cachoeira tem um tom azulado e solta uma argila cinza. Rolou uma pintaiada em geral!! Fomos de novo ver o pôr do sol no Mirante do Centro Geodésico, dessa vez munidos de câmeras. Estava mais vazio e sem o fuzuê do final de semana. Sem araras vermelhas dessa vez (acho que fomos muito tarde), mas com bastante gafanhotos e pássaros. Na parte mais baixa para o lado direito do Mirante tem uma pedra que parece com a "pedra do Rei Leão". Vista mais bonita do Mirante, com certeza. 6º dia [03/01/2013] Agendamos três passeios com a Agência Pantanal Turismo (65) 3301 2441, que fica bem próxima à praça, perto do mercado. O de hoje era para a Gruta da Lagoa Azul e a Caverna Aroe Jari. Esse passeio tem que ser feito com o guia. O nosso foi o Uiré (Jorge) - 065 9976 3522. Estávamos em 8 pessoas e ficou R$ 25 por pessoa por passeio porque estávamos em dois carros. Só que alguns passeios tem que pagar entrada e isso a agência às vezes não fala na hora. No passeio de hoje pagamos, além dos R$ 25, R$20 para entrar na fazenda + R$ 15 de almoço à vontade. A trilha é longa (mais ou menos 4 horas ida e volta) e muito bonita, passando pela vegetação típica do Cerrado. Para mim, esse passeio não vale muito a pena. A Gruta é mais um "miguézinho comercial" e a Caverna também não tem nada de espetacular. Vale realmente pela trilha, pela paisagem e pelos pássaros que vemos ao longo da caminhada. (Para esse passeio é importante ir de calça e tênis. Na entrada da Fazenda eles emprestam perneiras para se proteger de cobra. Aliás, essa trilha foi a única que vimos cobra. Uma cobra média, preta, mas que estava no canto, longe da nossa passagem.) No caminho da volta vimos gaviões, corujas, o tucano Araçari (foto). 7º dia [04/01/2013] Esse dia começou errado. Seria nosso segundo dia de passeio com a agência de viagens. Íamos ao Garimpo do Seu Salvador, mas, por conta de uma falha na comunicação entre a agência e o Seu Salvador (que mora numa vilinha onde nem celular pega) meio que perdemos o dia pois ele não estava no Garimpo. Uiré nos falou de uma cachoeira ao lado do condomínio Jamacá. Uns 200m depois do condomínio, indo em direção ao Mirante do Centro Geodésico. Estradinha longa e bem ruinzinha para um civic (carro nem um pouco apropriado para esse tipo de viagem! mas que não nos deixou na mão em nenhum momento :'> ). Não desista de chegar nessa cachoeira! Ande, ande... você passará em cima de um riachinho, andará mais um tantão. Passará por uma casinha do lado direito, que na frente fica uns caixotes de feira, anda mais um pouquinho. Aí a estradinha vai ficar fechada de vegetação. Chegou! Deixe o carro e siga a trilhazinha. Ótima para banho, bem escondidinha. Só cuidado que se tiver chovido um dia antes, ela estará beeeem esgorregadia. 8º dia [05/01/2013] Enfim, fomos ao Garimpo do Seu Salvador. Um dos rolês que mais vale a pena fazer! Seu Salvador é um senhorzinho muito ativo, divertido e de bem com a vida. Falador que só! Só que o agendamento tem que ser feito uns 3 dias antes, porque ele trabalha na roça. Custa R$ 10 por pessoa. Rolou um almoço especial por R$ 30 (pra todo mundo!) feito por sua esposa. No cardápio arroz com galinha caipira e pequi. Sobre a frutinha: pequi não se morde! Se rói!! Pedrenrique perdeu o aviso, mordeu e ficou com a boca cheia de espinhos. Passamos a tarde inteira no Garimpo. Seu Salvador dá uma aula de como é feita a extração do diamante, como acha, parari parari. Tudinho explicado de maneira divertida e de quem gosta do que faz. Fez muito sol e muito calor. Não tem sombrinha pra descansar. Leve bastante água, até um guarda-chuva para se proteger do sol é uma boa ideia. Tente fazer esse passeio cedo, umas 9h, que o sol é mais fraco. 9º dia [06/01/2013] Saímos da casa no condomínio onde estávamos e começamos o rolê camping na Chapada. Por conselho de uns amigos que encontramos em terras matogrossenses, fomos para o Camping Paraíso Alternativo , da Ana e da Tamara (é só perguntar para algum comércio ou mesmo para os hippies que eles conhecem). O cel é (65) 9302 5797. O preço é R$ 15 por pessoa, mas como estávamos em bastante gente, chegamos a R$ 10 por pessoa nos primeiros dias e depois meninos pagam R$ 10 e meninas R$ 15. Pagamos também, no final, mais R$ 5 por barraca pelo gás de cozinha que usamos bastante. O camping é novo, tudo meio que começando. Mas o espaço é bem bacana, com lugar para guardar o carro, uma piscinha, um gramadão e bastante árvore. Tem cozinha também. 10º dia [07/01/2013] Visira ao Circuito das Cachoeiras, dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com o guia Uiré. O "cartão postal da cidade", a Cachoeira Véu da Noiva é a mais sem graça de todas. Claro, ela é linda. Super alta, uma queda imensa. Mas não podemos chegar mais nem perto dela. O parque construiu um estrutura de madeira, um mirantezinho, para observarmos a cachoeira de muito longe. O que perde toda a graça. As outras cachoeiras só podem ser visitadas com o guia, mas valem a pena. Trilhas fáceis e gostosas de andar. Cachoeiras muito boas para banho, cheias de borboletas e pássaros e araras no caminho. Na volta pegamos chuva na trilha e nos abrigamos na Casa de Pedra, imenso abrigo onde, diz o guia, que uma onça negra vem à noite. Nessa parada fomos presenteados por um "vendaval" de gafanhotos enormes e coloridos que estavam numa árvore e voaram todos ao mesmo tempo. Jantamos no Restaurante Samambaia, da Rita. R$ 10 o prato feito, R$ 17 coma à vontade (BEM à vontade). O melhor prato feito que comemos na Chapada. 11º dia [08/01/2013] Dia chuvosinho. Decidimos sair do camping depois do almoço, meio tarde já. Fomos até o Vale dos Dinossauros/Cidade de Pedra. (Esse passeio é vendido na agência, mas não precisa de guia para ir.) D. Judite cuida da lojinha do apiário na entrada do vale. Ex-freira, simpática pra chuchu, conversa boa até a chuva parar. Até ajudou o Rafa, que machucou o dedão, colocando propólis em seu machucado e rindo dele sofrendo por causa do ardido! Esse também é um dos lugares que mais vale a pena visitar. Visual totalmente inesperado e uma imensidão indescritível! Trilha super tranquila. Pegamos muita chuva no final da tarde. R$ 10 por pessoa para entrar. 12º e 13º dias [09 e 10/01/2013] Muita chuva o dia todo, acabamos ficando ilhados no camping. Todo mundo lendo, desenhando, conversando, cozinhando... estando... 14º dia [11/01/2013] Arriscamos sair, mesmo com chuvinha. O tempo deu uma estiadinha na Chapada, mas na serra estava tudo bem chuvoso. Fomos até o Mirante Alto do Céu/Ninho das Águias. Também não precisa de guia. Estava fechado, mas pulamos a porteira. Caminhada tranquila e a vista é muito bonita. Pelas placas, custa R$ 10 por pessoa a entrada. À noite, pegamos as bicicletas das meninas do camping emprestadas e fomos até um mirante que fica dentro de uma pousada mais chiquezinha no final da rua do Camping. Pegamos o sol dando tchau já, mas a vista é linda. 15º dia [12/01/2013] Saímos às 8h30 da Chapada com muita chuva e friozinho. Estrada lotada de caminhões, trânsito muito lento. Às 20h30 chegamos na primeira cidade de Goiás com divisa com MT: Alto do Araguaia. Lá, ficamos no Hotel Central (64) 3635 1480, próximo ao centro. Seu João e D. Jeni eram os donos. Fomos tratados como netos por eles. Seu João tocou por horas acordeon pra gente. R$ 30 por pessoa. Café da manhã delícia! 16º e 17º dias [13 e 14/01/2013] 03h30 da madrugada chegamos em Campinas. Voltamos pela divisa com o Mato Grosso do Sul chegando em São Paulo por Ilha Solteira. Estrada muito esburacada mas com muito menos caminhão. Andamos muito mais rápido que o dia anterior. DICAS CHAPADENSES - Muita água sempre. - Protetor solar e camiseta se tornam essenciais. - Os passeios são relativamente caros. Há muita coisa legal e bonita que não precisa de guia nem pagar para entrar. Converser com os locais, com a galera da pousada ou do camping mem que estiver. - Desencana da agência. - Se precisar de guia, contate por fora. - Padaria, lojas param de funcionar 12h e só voltam às 14h. Se nao for comer comida, atente-se. - Fecham cedo também, 20h tá quase tudo fechado. 23h então... - Tênis confortável é bem importante. Mas fizemos todas as trilhas (exceto uma que tinha que usar perneira para se proteger de cobras) de chinelo, sem problemas nenhum )apenas um dedão esfolado) - Aluguel de bike R$30,00 a diária (mas dá para conversar) - No camping aluga também por R$20,00 mas elas emprestavam para pequenos percursos. - Por volta das 17h é quando as aves estão indo se recolher em seus ninhos. Esse horário e pela manhã são os melhores para ver pássaros e tudo o mais. - Para ir sem carro a viagem fica mais cara. Acho melhor optar por passeios mais pertos ou então combinar com outros turistas que estejam de carro. O valor fica muito mais alto se tiver que ir com carro da agência. - Em MT é uma hora atrasado em relação ao horario de Brasilia. - Pousadinha (estilo pensão) por 20 reais perto da Prefeitura. - Sorveteria em frente a Prefeitura com os melhores sorvetes (cupuaçu, gengibre, buriti, murici) por apenas 3 reais!!
  20. Finalmente desbravamos a Chapada dos Guimarães. Lá pelo começo do ano, com as notícias de que a Gol andava mal das pernas, a Tam andou fazendo umas promoções sinistras. Devia estar querendo quebrar a concorrência, hehehe. Uma das promoções foi essa que nos permitiu viajar para Cuiabá por R$ 198 ida e volta. Viva! Era a chance de realizar um antigo sonho, conhecer a Chapada dos Guimarães. ----- Quem quiser ler o relato da Katia, com muito mais fotos, clique aqui. ----- Chegamos em Cuiabá no começo da madrugada de sexta para sábado. Apenas fomos para o hotel para dormir e acordar cedo para partir logo para a Chapada. Sábado Acordamos bem cedo e partimos para a Chapada. São cerca de 60km, leva pouco mais de uma hora pra chegar. Achei bem tranquilo. No caminho até lá, alguns dos principais atrativos infelizmente estão fechados. Mirante do Inferno? Fechado. Salgadeira? Fechado (e cheio de medonhos tapumes!). Aliás, infelizmente há outras atrações fechadas na Chapada (Cidade de Pedra? Fechado. Descer o Véu de Noiva? Proibido). Chegamos cedo na Chapada. Já tinha planejado tudo antecipadamente, portanto já tinha agendado com a guia Márcia para fazer os passeios. Tinha marcado com ela na pracinha central às 9hs e, mesmo tendo chegado meia hora antes, ela estava lá! Partimos então para o passeio à Caverna Aroe Jari, a maior caverna de arenito do Brasil. ------------------------------------------------------------------------------------------------------ O guia: Para quem vai na Chapada dos Guimarães, é importante saber que os principais passeios são obrigatoriamente guiados. Em outras palavras, vc obrigatoriamente tem de fechar com um guia credenciado no ICMBio para poder fazer os passeios. Em português claro, contratar um guia. Os preços não são regulados. Dado que tinha de ser assim, alguns dias antes da viagem, a Luzazen postou aqui um relato (é pena que são relativamente raros os relatos da Chapada dos Guimarães aqui no mochileiros...) falando da Márcia Menezes. Gostei da referência, liguei para ela e fechei os dois passeios que queria fazer. A Márcia é realmente como a luzazen relatou: vai mostrando a flora local, falando da fauna e de tudo o mais que chama a atenção. Gostei muito. Ela sempre sorri e transmite uma boa energia de quem gosta do que faz. Para quem quiser, segue o contato dela: Márcia Menezes; (65) 9241-7582; [email protected] [sugiro tratar com ela por telefone] ------------------------------------------------------------------------------------------------------ No caminho passamos pelo famoso Mirante do Centro Geodésico, ponto supostamente equidistante dos Oceanos Pacífico e Atlântico. Tem um em Cuiabá também (!!) e há uma certa disputa sobre qual é o verdadeiro, mas só conhecemos o da Chapada. A vista é sublime. Parece que a galera vai lá ver o por do sol, embora o sol se ponha para o outro lado. Nós só passamos por lá na ida, ainda de manhã cedo. Seguimos para a Caverna, que fica a uns 50 km da Chapada em estrada em boas condições. Eu diria que é relativamente fácil chegar lá sem guia -- a entrada é sinalizada e na estrada de terra é só seguir sempre reto. Mas vc só vai poder fazer esse passeio se estiver acompanhado de um guia, não tem jeito. E mais: paga-se R$ 20 por cabeça para entrar (além da diária contratada com o guia) -- trata-se de propriedade privada. Se quiser almoçar lá depois, reserve antecipadamente. Custava R$ 17,50. Nós dispensamos, preferimos jantar. O lugar fornece também caneleiras para vc vestir (incluso no preço). No caminho, vegetação de cerrado, veredas, transição para a mata amazônica, mata aberta e mata fechada. Muito interessante. Eu não caminhava no cerrado desde 1995, quando explorei a Serra do Cipó. Cores no cerrado Durante o percurso a Márcia ia nos mostrando os frutos locais, rastros de bichos, e até – felizmente! -- parou diante de uma cascavel que possivelmente não teria sido vista por nós, se estivéssemos sozinhos. Apenas espantamos a bicha para fora da trilha. A nativa No caminho também se observam algumas belas formações rochosas, com destaque para a ponte de pedra e a pedra do equilíbrio, esta última suspensa por três mínimos alicerces (fica perto da lagoa azul). Festa na folha Na caverna Aroe Jari, fomos em três entradas – uma em cada ponta e uma no meio. Todas muito maneiras (ainda que seja necessário dar o desconto de que eu adoro cavernas e há tempos que não visitava uma daquela dimensão), exploramos bastante até onde possível, ou seja, até onde começava a alagar. Se você tiver, é bom levar lanterna – a Márcia já levava duas com ela. Na última entrada é que você chega à Lagoa Azul, lindíssima já ao natural. Quando a luz do sol entra na caverna, iluminando o lago, torna-se mais linda ainda. Programe-se para chegar perto desse momento – em agosto a luz entrava entre 14hs e 14:30. Fotos da Lagoa azul, na Caverna Aroe Jari Encerrada a visita à caverna, retornamos à entrada e, de carro, partimos para um refrescante banho na cachoeira do Almescar. Ali seria complicado de chegar sem guia, há várias bifurcações e nenhuma indicação. A cachoeira é pequena, mas charmosa, e o banho no fim do dia foi revitalizante. Muito bom. À noite ficamos nos arredores da simpática pracinha central da Chapada observando o movimento local. Tal qual vimos em Pirenópolis, a galera local tem feito uma campanha educativa espalhando placas com “proibido som automotivo”. Ainda assim, é relativamente fácil ver carros com passando com o som nas alturas. Domingo Foi o dia de fazer o circuito das cachoeiras. Também já tinha deixado tudo agendado com a Márcia (você precisa mandar seus dados para ela emitir um voucher na administração do Parque). Se não me engano, a ordem das cachoeiras que seguimos foi: Andorinhas, Prainha, piscinas naturais (apenas para observar), Degraus, Pulo, Sonrisal e Sete de Setembro. Achei todas bem legais, sendo a Andorinhas a mais bonita, a Sete de Setembro a que faz a melhor “massagem” e ainda gostei muito da Degraus, porque quase ninguém parava por lá. Cachoeira das andorinhas Encerrado o circuito das cachoeiras, partimos para conhecer a Casa de Pedra, uma belíssima e grande estrutura de pedra (ou seria uma caverna?) aberta ao longo dos milênios pela força do rio, que atualmente passa por baixo de toda aquela estrutura. Casa de Pedra O tempo total estimado para esse passeio é de 5 horas. Nós entramos em todas as cachoeiras, curtimos um tempo em cada uma, e completamos em pouco mais de 4,5 horas. Achei o passeio bem tranquilo, mas isso é de cada um: teve gente falando que foi terrível subir de volta da Andorinhas, tem gente que gosta de passar o dia numa cachoeira apenas. Identifique qual é a sua melhor forma e curta do seu jeito! De Casa de Pedra retornamos. Fomos devolver a chave do parque na administração e lá descemos para o Mirante da cachoeira Véu de Noiva -- talvez a única atração (ainda) gratuita e que dispensa guia. Entretanto, vc chega apenas no mirante para admirar a (*espetacular*!) vista da cachoeira. Não é permitido descer desde que houve um acidente anos atrás. O Véu de Noiva é um dos cartões-postais da Chapada e não é à toa: é estonteante mesmo. Mirante do Véu de Noiva De lá fomos no Morro dos Ventos, um restaurante com mirantes e uma vista estrondosamente linda. Acho que paga para entrar, mas sai grátis se você estiver com um guia. Ainda demos um tempo na pracinha da cidade antes de descer para Cuiabá, onde passeamos um pouco pelo centro e fomos finalmente forrar o estômago no famoso Choppão. Era dia de dormir mais cedo, porque acordaríamos no meio da madrugada para retornar ao Rio. Panorâmica a partir do Morro dos Ventos ----- Na Chapada eu gostaria de ter ido ao Morro de São Jerônimo, mas, pelo que pesquisei previamente, a Katia não subiria o lance final nas pedras -- que, me parece, envolve um grau maior de dificuldade e exposição. Gostaria de conhecer também a Cidade de Pedra, mas tá fechada. Gostaria também de conhecer melhor Cuiabá. Melhor assim, que haja uma próxima vez! Fim de mais um fim de semana inesquecível.
  21. Chegando na Chapada dos Guimarães A Chapada dos Guimarães fica a aproximadamente 65 km da capital, numa estrada boa, e a visão ao longe, de todo aquele Chapadão, já vale a visita. Chegamos de tardezinha lá, após algumas paradas, e algumas atrações ficam no caminho, como a Salgadeira e o Portão do Inferno. Ficamos na Pousada Floradas da Serra, localizada na Cohab Véu de Noiva- fone (65) 33013193. O site parece que está desatualizado, por isso não colocamos aqui. A proprietária fez um pacote bom, com um preço bem acessível, e optamos por ficar distante do centro, por causa dos eventos que estariam acontecendo nesse período que ficaríamos na cidade. Nossa dica aqui, é que se você quer sossego, procure escapar do período do Festival de Inverno, porque a cidade se transforma. Não pelos habitantes locais, mas principalmente pelos visitantes,que fazem questão de bebedeira, som alto, muito diferente do perfil do pessoal que estamos acostumados a conviver. Para visitar o Parque Nacional http://www.icmbio.gov.br/parnaguimaraes/ são necessários alguns agendamentos prévios. Você só poderá entrar no Parque com o acompanhamento de um guia credenciado (no site do Parque existe a relação), agendar um dia antes,ter o voucher emitido por algum local credenciado (o guia saberá dizer a você) e estar na entrada do Parque entre 8:00 e 9:00 hs na manhã do dia agendado. Ufa! E assim fomos nós, acompanhados do guia José Paulino dos Santos, fone (65) 9225-0035, (uma figura!) , para nosso passeio no Parque Nacional. Fizemos o caminho das cachoeiras, visitando a Cachoeira das Andorinhas, do Pulo e da Independência. São trilhas curtas, bem sinalizadas e não dá para cansar muito, porque você vai se refrescando no caminho, em cada uma delas. Gostaríamos de ter visitado a Cidade de Pedra, mas ainda permanecia fechado para visitação, e o Morro do São Gerônimo não nos animou pelo longo percurso de trilha. Lago Azul No segundo dia visitamos o Mirante do Centro Geodésico, uma vista deslumbrante,e depois seguimos para a Caverna Aroe Jarí (a maior gruta de arenito do Brasil, com 1.550 m de extensão (gente, nada muito interessante, na nossa opinião, principalmente depois que conhecemos Intervales e a gruta da Torrinha, na Chapada Diamantina )e depois a gruta da Lagoa Azul, onde os banhos são proibidos(uma pena!) .O passeio acaba durando o dia inteiro, então nossa dica é reservar o almoço no restaurante da Caverna (R$ 18,00 por pessoa), antes de descer para fazer os passeios. A entrada também é paga (R$ 15,00 por pessoa, estudante pagando meia) e só é permitido a entrada com um guia. É, não fica um passeio barato, porque além das entradas nos passeios, você ainda paga pela diária do guia. Cachoeira da Martinha No terceiro dia, acabamos dispensando o guia e fomos visitar a Cachoeira da Martinha, onde o rio Casca forma uma sequência de quedas, formando boas piscinas naturais para banho. Fica a cerca de 40 km em direção à Campo Verde, praticamente na beira da estrada. Vimos o anúncio de um empreendimento que será construído no acesso à cachoeira, então a impressão que tivemos foi que após sua construção, sua entrada deverá ser limitada. (Esperamos que não). Nossa impressão: É a Chapada mais indicada para iniciar as crianças no trekking, pois as trilhas (principalmente dentro do Parque) são curtas, intercaladas por cachoeiras e não dá para se cansar tanto. O centro da cidade também já está bem estruturado, com lojinhas, restaurantes, lanchonetes,e como fica muito próxima à Cuiabá, lota nos finais de semana e feriados, e realmente não nos agradou esta "superpopulação'. Como já dissemos lá em cima também, visitamos a cidade na época do Festival de Inverno, onde também as cidades vizinhas aportam "em massa", trazendo consigo, uma horda de jovens barulhentos, com carros com o som no último volume, litros e litros de cerveja no porta malas e nas cabeças, impossível de dormirmos à noite, depois das trilhas...
  22. Dom. 8/7. Saímos de São Paulo no vôo das 6:40 da Avianca, que foi pontual. Porém tivemos que pousar em Campo Grande, pois o aeroporto de Cuiabá estava fechado devido ao clima desfavorável. Isso fez a nossa viagem atrasar um bocado, pois esperamos umas duas horas as condições melhorem para finalmente voarmos para Cuiabá. Chegamos em Cuiabá às 12:30, pegamos o carro alugado e seguimos pra Chapada. A viagem leva menos de uma hora, estrada boa e o visual é incrível. O tempo fo melhorando no decorrer da tarde e chegamos na cidade da Chapada dos Guimarães umas 15 h, pois paramos no caminho pra fazer um lanche. Lá chegando, fomos pra pousada Bom Jardim e como já era tarde e estava meio frio, concluímos que não daria pra fazer grandes coisas, além do cansaço todo de ter madrugado pra pegar o vôo, sem mencionar a "esticada" compulsória até Campo Grande. Acordamos umas 17 h e fomos explorar o local e procurar algo pra comer, e saindo da pousada achei que ainda estava dormindo e no meu sonho estava na Transilvânia, pois a cidade estava imersa em uma bruma espessa e tenebrosa. Foi incrível andar naquele cenário surreal. Achamos uma batataria que parecia ser o único local aberto àquela hora do domingo e naquelas condições. Seg. 9/7 . Acordamos umas 7:30, e tentamos ligar pra alguns guias cadastrados no site da ICMBio. Sem sucesso, saímos da pousada e entramos numa agência de turismo na praça pra tentar fechar algum passeio, porém achei o preço muito alto (170 o casal só pela diária do guia, pois estávamos de carro), então saímos à procura de indicações de guias independentes e acabamos encontrando a Márcia Meneses, F. 65 - 9241 7582, guia local conhecidíssima e moradora da chapada há muitos anos, que fechou com a gente 100 reais a diária, pro casal. Tudo acertado, a Márcia fez nosso cadastramento pela Internet (obrigatório para ingresso no parque) e rumamos à nossa primeira jornada no Coração da América. Fomos primeiro no cartão postal da chapada, a cachoeira Véu da Noiva, e fomos presenteados com um belo sobrevôo de um casal de araras vermelhas. De lá adentramos o parque e fizemos o circuito das cachoeiras. A Marcia é uma guia bem falante, vai mostrando o rastro dos bichos, fala das flores e frutos do cerrado, mostra os picos da Chapada, enfim, é um passeio bem instrutivo, mas se você for do tipo que preferiria curtir o silêncio do local talvez fosse achar um pouco over, mas acho que isso é questão de se conversar. Eu recomendo muito a Marcinha, ela é uma excelente guia, honesta e sabe dar dicas valiosas, além de montar os roteiros de uma maneira bem inteligente. Fizemos as cinco cachoeiras do parque, uma caminhada de 7 km no total que nem parece isso, os momentos mais puxados são as descidas das cachoeiras, mas tudo muito seguro, bem tranquilo. As cachoeiras sao deliciosas, uma melhor que a outra, ficaria horas em cada uma delas. Na volta, passamos pela Casa de Pedra, uma formação muito interessante de rochas, vale a pena ver, mas tome cuidado com os borrachudos, tem muitos lá. Retornando do parque, fomos almoçar e ver o pôr do sol no ótimo Morro dos Ventos, um restaurante numa encosta com mirantes em cima dos penhascos e uma visão toda do vale, muito legal. O almoço é meio carinho, mas estava excelente. E se vc for lá só ver a vista tem que pagar 10 reais, então acho que vale a pena sim almoçar com aquele belo visual. Pagamos os 75 reais por um pela picanha que estava incrível, com arroz, feijão, fritas, salada e farofa. À noite, fomos dar uma voltinha na cidade fomos no Restaurante Pomodori, que é bem simpático. Tem uma empada muito boa. cachoeira das andorinhas Casa de Pedra Vista do Morro dos Ventos Ter 10/7. Saímos umas 9 h e fizemos check out da Bom Jardim, pois achamos a pousada um pouco fraquinha pelo que cobravam: 150 reais a diária de um quarto com ar e frigobar, mas com os quartos voltados pro estacionamento, com muito barulho de carros e hóspedes, e tudo meio velho e descuidado, cama pequena, toalhas pequenas e muito usadas, muita poeira no quarto. Por 20 a mais fomos para ótima Cambará, http://sitiocambara.chapadadosguimaraes.tur.br/, que fica a 1km da praça central, numa chácara deliciosa, e o casal de donos, d. Genoveva e Sr. Odenir são super atenciosos e acolhedores, te tratam como um filho lá. Só deixamos nossas malas e seguimos para o passeio do dia, a caverna Aroe - Jari e Gruta da Lagoa Azul. No caminho, paramos no Mirante do Centro Geodésico, que tem um belo visual do vale, onde dá pra ver ate Cuiabá. De lá, seguimos para nosso destino, atravessando plantações de algodão e milho e trechos do cerrado. A Marcinha ia nos mostrando os bichos, e vimos um Urubu rei, que é branco, e ao que consta bem raro de ser visto, e um casal de corujas buraqueiras e algumas siriemas. Chegando no ponto de partida para a trilha da caverna, colocamos caneleiras ( obrigatórias para este passeio) e seguimos. O caminho é bem interessante, trechos de cerrado intercalados com mata amazônica, muito legal. A primeira parada é na caverna, onde se pode entrar um pedaço dela e observar estalactites de arenito e rastros de animais. Bem legal. Depois fomos pra Gruta do Lago Azul que é linda. Nesta época do ano o sol entra na gruta umas 14h e a água fica de um azul turquesa cintilante, é lindo. Ao lado, a gruta de Nossa Senhora, que tem uma formação rochosa que de fato lembra uma Imagem da santa. O percurso total à pé dá uns 9 km, e no retorno paramos para um banho refrescante na cachoeira do Alméscar, que foi ótimo depois daquela caminhada toda. Voltamos umas 18h, vimos um gavião no caminho, pra fechar com chave de ouro nossa observação ornitológica do dia, e retornamos à cidade. Jantamos uma refeição típica num restaurante super simples, na rua ao lado da Igreja, do lado da Virtual lan house, nem placa tinha, só um banner dizendo Janta 9,90. Comi por 15 reais um prato com picanha, arroz, feijão, salada, farofa, e nao ficou muito atras não da refeição do Morro dos Ventos. Casal de corujas buraqueiras, na árvore Caminho pra caverna vista do interior da Caverna áua dentro da caverna, com a guia Márcia iluminando Gruta da Lagoa Azul, com o sol batendo na água 11/7 quarta. Depois de uma noite muito bem dormida no silêncio e nos lençóis macios da Cambará, tomamos um dos melhores cafés da manha de pousada que já tive na vida. A D. Genoveva prepara um café colonial onde quase tudo é ela que faz, os pães todos, o queijo, as geléias, pão de queijo, bolinho típico do Mato Grosso de arroz, enfim, é um daqueles momentos em que a gula toma conta e que você lamenta nao ter um estômago extra pra poder comer de tudo. Eu recomendo muitíssimo a Cambará, mesmo se os donos nao fossem legais valeria só pelo café da manha (hehe), mas além disso eles são uns amores, a pousada é super gostosa, até o Tobias que e um pintcher é um fofo, onde já se viu um Pintcher que não late, acho que o astral do lugar fez ele ficar calminho. Enfim, com uma certa dor no coração deixamos aquele paraíso e rumamos para Bom Jardim, distrito de Nobres, a cerca de 200 km da Chapada. Aqui começa o purgatório da viagem. A estrada durante um bom pedaço e um tapete, sem viva alma, exceto um calango que quase se suicidou , nao fosse eu desviar dele com toda a minha misericórdia, ate que começa um trecho de estrada de terra péssimo, cheio de desvios, pois estão fazendo terraplanagem, porém sem sinalização alguma. Nao fosse eu ter tido a sorte de passar no horário de trabalho, perguntei aos trabalhadores da estrada e fui conseguindo me achar naquela bagunça. Mas nao recomendo ninguém passar naquela estrada depois das 17h e ne nos finais de semana, a não ser que vc tenha um bom GPS, que nao era meu caso. Chegamos em Bom Jardim, que não passa de uma concentração de casas à beira da estrada, umas 14h, deixamos as coisas na Pousada Bom jardim e fomos ao Reino Encantado, por indicação da nossa guia da chapada, almoçar e negociar os passeios. O Cleber que é o dono do local , que é restaurante, pousada e tem a nascente do Rio Salobra, é bem simpático e nos serviu almoço, e depois fomos fazer a flutuação na nascente, a ressurgência do rio, onde tem uma concentração grande de peixes, é bem legal. Descemos o rio mais mil metros flutuando, mas no percurso nao vi quase nenhum peixe mais, porém foi bacana passar por essa experiência. Voltamos ao Bom Jardim umas 18 h, e fomos procurar algo pra jantar. Só tinha aberta uma pizzaria que acabou de abrir, com comida ok, nada demais. No vilarejo não pega celular Oi nem Tim, reza a lenda que Claro e Vivo malemal pegam, internet nem em sonho, pra cartão de banco tem uma maquina no posto que só passa em ocasiões raras, das quais eu nao tive o privilegio de ser presenteada nenhuma vez. Se for a Bom Jardim, passe no banco de sua cidade antes e leve tudo que tiver, pois vc terá que pagar tudo com cash, eles também não são muito afeitos ao cheque, pois o banco mais próximo fica a 70 km de estrada precária, em Nobres. Porém, mesmo com toda essas precariedade de recursos, o comércio e habitantes locais acham que estão te fazendo um grande favor de permitir que você flutue em seus rios, e cobram preços de resort para as atracões, que são 60 reais por passeio de duas horas, sem negociação, pois é tudo tabelado. Pra isso, eles sao bem organizados. Aqui faço uma ressalva ao Cleber do Reino Encantado, que fez um descontinho no passeio e no almoço, e foi bacana nos atendendo de última hora. Caminho para Nobres/ Bom Jardim Nascente do rio Salobra 12/7 quinta : Saí do purgatório e desci ao inferno em Bom Jardim. Primeiro lugar, o café da manhã não tinha um pãozinho fresco, apenas dois frios, umas bolachas prontas, pão de forma de mercado, poucas frutas e só. Fui fechar os passeios com O. Sr. Isaias sem choro nem vela, 60 reais cada passeio por pessoa. Eu queria fazer a flutuação no Rio Triste e depois pra cachoeira, para chegar lá com sol, mas ele nao permitiu, pois tinha um único guia para em três carros diferentes, e para eles era mais conveniente ir pra cachoeira primeiro. O detalhe é cada pessoa paga 60 reais, mas não tem o direito de escolher qual passeio quer fazer primeiro. Fiquei indignada mas segui pra fazer o roteiro, pos queria muito ir à cachoeira e Rio Triste, e sem comunicação e opções, seria difícil encontrar outra agência que pudesse fechar o passeio. No caminho pra cachoeira, comecei a ter dores de estômago muito fortes. Detalhe que fui o caminho todo comendo poeira da caminhonete da frente, pois partilhávamos o guia que estava com eles. Pergunta: Se era apenas um guia pra três veículos diferentes, não seria mais justo cobrar a diária do guia e dividir entre todos ? Ou então se é cobrado de cada pessoa, esta não tem o direito de escolher o seu roteiro ? Chegando lá na Serra Azul, que é uma fazenda que foi comprada pelo Sesc Pantanal, fomo administracao pegar a chaave e equipamentos de flutuação, e havia muitas araras e macacos. Depois fomos à bela cachoeira, com um cardume de peixes que mora no local, mas nem pude curtir muito pois a cólica de estômago estava terrível. Voltando à Bom Jardim, resolvemos voltar à Chapada, pois realmente não gostei daquele esquema todo de passeios curtos e caros, além do que com dor de estômago não me animava a tomar outro café da manhã na pousada, sem falar na precariedade do local (a única farmácia só abre às 13 h). Comprei um Buscopan e seguimos viagem de volta à Chapada dos Guimarães. O estômago foi melhorando até consegui comer às 19 h na Chapada, pois não tinha feito nenhuma refeição desde o café da manhã. Cachoeira Serra Azul Meu balanço sobre Bom Jardim foi negativo. Lá na Chapada já haviam me alertado para só fazer refeições em determinados locais, pois várias pessoas já haviam reclamado tanto da pouca variedade dos cafés da manhã como de terem de fato passado mal. Eu pude comprovar na pele tudo isso, exceto no Reino Encantado, que tinha a comida boa, embora eu ache caro 25 reais por um buffet que não tem tanta variedade assim. Desde o acesso à cidade até a qualidade do atendimento, acho que Bom Jardim ainda tem muito que melhorar na qualidade do serviço que oferece. Acho ainda que os turistas deveriam se recusar a pagar esses preços exorbitantes pelos passeios, pois o local não oferece uma estrutura condizente com estes preços. Um local que é quase impossível de se chegar sem se perder muito, que não passa cartão de crédito em quase nenhum estabelecimento, onde a telefonia celular é precária, não tem serviços básicos e tem qualidade duvidosa na alimentação que oferece não pode cobrar esses preços abusivos dos turistas. Eu recomendo as pessoas a realmente se recusarem a ir a Bom Jardim até que essa situação mude, e só o turista exigente e consciente pode conseguir alguma mudança nesse panorama. Embora eles gostem de levantar o lema "Nobres é mais que Bonito, é Lindo", acho que Bonito tem muito mais estrutura para atender o turista, e por isso seus preços s!ão altos, porém justos com a qualidade do serviço. 13/7 6a. Último dia no Mato Grosso, saímos para fazer o passeio até o Morro de S. Jerônimo no Parque Nacional. Caminho lindo e longo, são 8km até chegar ao Morro, e lá também uma subida bem puxada, que não completei pois tenho limitações físicas que me impediram de chegar até o topo. Uma mata com um trilha bem fechada no caminho, da qual trouxe alguns carrapatos de lembrança rsrs, leve repelente bom pois eu passei Off e não adiantou. Na volta, um último banho na cachoeira 7 de setembro e voltamos para arrumar as coisas. Deixamos a Chapada e perdemos o por do sol, que pretendíamos ver do Alto do Céu, mas ficou pra próxima. Chegamos em Cuiabá e foi um pouco difícil achar o caminho até o aeroporto, quase nenhum indicação. No caminho, passamos pelo Marco Geodésico de Cuiabá. Existe uma disputa entre os dois locais, qual deles é o verdadeiro centro geodésico. Cada um defende o seu lado. Chegando no aeroporto, devolvemos o carro sem maiores problemas, aliás indico a Locadora Cuiabá, eles foram extremamente atenciosos e pontuais, o carro estava ótimo também. Assim acabou minha epopéia à Chapada dos Guimarães . café da manhã colonial na pousada Cambará Caminhos do Cerrado Chegando no morro Vista do pé do morro S. Jerônimo Proprietarios da Pousada Cambará e Tobias , o pintcher simpatico
  23. Relatório - Morro do Japão Olá Aventureiros(as)! Meu nome é João Quadros, sou Matogrossense e Blogueiro. Bem... DEcidi dividir com vcs essa que é uma das histórias mais "punks" que sobrevivi! Espero que gostem! ... Na terça passada (27/05/2011) fui a uma “Aventura modo hard”! Senta que lá vem história... 19 horas de terça-feira, meu pai me liga e me pergunta se tenho um cantil, um chapéu, uma calça e um tênis. Respondo todas as perguntas positivamente, então ele me diz: - Ótimo! Arruma a mochila que amanhã nós iremos subir o morro do Japão. Tudo bem... Normal! O morro do Japão fica em Chapada dos Guimarães (MT-BR) e pertence ao Shogyo Gustavo C. Pinto, um monge paulista que uma vez por mês faz um ritual de caminhada em volta do morro (saiba mais na reportagem da national geografic). Meu pai, Hélio Ramos Caldas e Mário Friedlander (Projeto Paralelo 15) já haviam subido o morro a 14 ou 15 anos antes, com duas laranjas e um pouco d’agua. Acordo as 5:00 da manhã, como combinado. Arrumo-me e eu e meu pai vamos pegar o Mário e o Victor Friedlander(filho). No caminho eles nos falam que o caminho seria difícil. Um pequeno atraso, por causa do geólogo que nos acompanharia na caminhada. Sou Budista e faço o rito da caminhada desde muito pequeno, mesmo assim o morro do Japão sempre me impressiona com seu “gigantismo”. Começamos a caminhada para achar o melhor ponto de subida 8h. Caminhamos rápido. Chegamos ao ponto de subida em 15 minutos, normalmente esse trecho se faz em 20 ou 30 minutos. Eu estava levando quase 2 litros de água. O coitado do geólogo já havia tomado um cantil de 1 litro e meio. Começamos a caminhada em mata fechada (Cerradão úmido). Não havia trilha. Eu tinha levado meu facão novinho e Mário o dele. Passei meu facão para o meu pai, pois ele tem muito mais experiência do que eu. O primeiro trecho foi fácil, ficava pensando em coisas mil, tipo, o filme que havia assistido e o meu computador ligado. Tentava estar sempre prestando atenção onde botava a mão, onde pisava e nos sons da mata. Sou alérgico a abelhas (descobri isto fazendo uma caminhada neste morro - um rito budista, onde levei uma picada), por isso qualquer zumbido me faz ficar atento. A caminhada começou a ficar mais íngreme, tive que me segurar nas árvores e muitas vezes as usei como corda para me puxar. Hélio e Mário, de vez em quando, paravam e procuravam um melhor caminho. O Objetivo da segunda etapa era chegar a fenda que tínhamos que escalar para chegar a quarta etapa de caminhada. Chegamos a um ponto alto onde descansamos um pouco enquanto meu pai, com quase 50 anos, escalou de modo invejável uma fenda para ver se era o caminho certo. Não era essa a fenda. Quando desceu estava “um caco”. Já fazia algum tempo que não via meu pai tão cansado, lhe dei um pouco de água. Depois do descanso, fomos a segunda opção de subida, nela havia uma pedra que tínhamos que escalar e depois a borda do paredão que tínhamos que nos rastejar verticalmente até um caminho aberto pela água das chuvas. Subir não foi tão difícil, usei aquelas dicas básicas de escalada: Manter no mínimo três pontos de contato e se impulsionar com os pés, para direcionar as mãos. Rastejar pela borda do morro também não foi difícil, pois Mário montou um sistema de cordas para ajudar na escalada. A quarta etapa foi na sombra com um pouco de vento, um alivio para o sol de 40ºC. Após alguns minutos chegamos ao topo, finalmente! Lá avistei uma Águia Chilena pousada em uma rocha, já havia visto voando, caminhando com Mário algumas semanas atrás. Linda! Deitamos, exaustos, em baixo de uma árvore e juntamos todas as garrafas de água que havíamos trazido, tínhamos 3 ou 4 litros. Não era o suficiente para passar "bem" o tempo que iriamos passar ali caminhando no cerrado com um sol quente na nuca. Admito que sou fraco em relação a água, odeio passar sede. Deixamos algumas de nossas coisas em baixo da árvore e começamos a andar. Mário felizmente tinha um GPS para marcar onde ficava o acampamento. Nunca havia caminhado em cima de um morro na chapada que nunca tivera sido visitado por humanos antes. Era um cerrado baixo, cheio de pés de tucum (espinhos). Bebia o mínimo de água possível. Botava um pouco de água na boca para beber, e depois pegava meu colar indígena e mordia para produzir saliva. O motivo de estarmos ali era alguns pontos que seriam marcados pelo geólogo com seu GPS gigante. Em cada um dos quatro pontos a beira do paredão ficávamos de 15 a 30 minutos. No 4º ponto minha água acabou. Para beber água eu tinha que ir até o outro lado do paredão. A sede que eu sentia na subida não era nada comparada com a sede que senti dali para frente. Eu olhava para o céu azul com quase nenhuma nuvem e implorava por chuva. Meu colar já não adiantava, acabou a saliva. Começou um processo que chamo de língua branca, que acontece quando meu corpo não tem quase nenhuma água e minha boca esta seca. Minha língua começa a ficar grudenta e branca embora seca. Em alguns pontos matava minha sede com uma laranja ou um gole de água de outro caminhante. Não gosto de beber água dos outros em situações como essas, acho antiético, mas... Depois de algumas voltas perdidas achamos o acampamento! Que alivio! Pude finalmente matar minha sede. Meu pai havia levado algumas maçãs que devorei deixando apenas o galinho, nada mais. Recuperados, nós começamos a descer. Descemos rápido. A subida que levou 4 Horas se resumiu a quase 2 horas de descida. Chegamos a um banheiro onde deixamos os carros, lá bebi a água da torneira que vem de um córrego mais abaixo. Como foi bom! Descemos de carro ate a case de apoio da fazenda onde fica o morro, onde nos esperava um arroz, feijão e peixe ensopado. Foi uma das mais difíceis aventuras que tive o prazer de participar. Eu agradeço a todos que acompanhei e ao Luiz, o moço que fez a comida. Texto: João Quadros Fotos: João Quadros (Detalhe Morro do Japão) - Hélio Caldas (Mario friedlander, Victor Amadeo Friedlander e João Quadros) - Mario Friedlander (Victor Amadeo friedlander, João Quadros e Hélio Caldas)
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