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  1. Prezadxs, Na comunidade já há vários relatos sobre viagens à Chapada dos Veadeiros. Então farei um ressaltando o período que escolhi para ir: o período de CHUVAS! Realmente com o tempo nublado a paisagem não fica tão bonita e as trilhas ficam mais escorregadias. Porém as cachoeiras ficam mais cheias e os atrativos mais vazios, para aqueles que como eu, buscam tranquilidade. Fui com minha esposa à Chapada e desde dezembro acessava o site do climatempo para ver qual período seria menos chuvoso em Alto Paraíso. Entretanto, o climatempo marcava que sempre a semana corrente seria de chuvas e a subsequente teria poucas. Mas quando chegava a semana seguinte, havia a mudança na previsão, afirmando que haveria chuva e na próxima semana não! Então, cansado de adiar a viagem, escolhi uma semana qualquer e fui com bastantes dias para poder conhecer a chapada tranquilamente. Obviamente que o período de chuvas é ruim para camping, então ficamos 4 dias em Alto Paraíso (Pousada Casa das Rosas) e 3 dias em São Jorge (Pousada Caminho das Cachoeiras). As duas pousadas foram ótimas, com bom café da manhã e bastante tranquilidade. Escolhemos um ritmo lento de viagem, visitando apenas um atrativo por dia. Não contratei guia para nenhuma das atividades que fizemos. Se bem que para aqueles que querem conhecer melhor as histórias, a flora, a geografia e ter mais segurança, vale bem a pena contratar um. Utilizamos tênis-bota de trilha em quase todos os passeios. Em alguns usei papete, mas o tênis dava mais firmeza e segurança, principalmente porque alguns trechos estão um pouco escorregadios, devido à chuva. 1º dia- 4ª Saímos de carro de Goiânia às 6h30 num dia chuvoso. A estrada está ótima até São Jorge, mas o problema é que quando passamos por Brasília era o horário de rush, dos que ingressavam no trabalho. Então demoramos cerca de 1h30 p/ atravessarmos Brasília, o que nos deixou um pouco sem paciência. Fizemos o check in às 12h45 em Alto Paraíso e fomos à Cachoeira dos Cristais com um tempo ensolarado. A entrada custa R$15,00 e há sete pequenas cachoeiras com água cristalina (mesmo no período chuvoso), sendo a última a maior, mais bonita e com o melhor poço para banho. Lá há boa estrutura com bar, redário e lanches. Fica a 5 km de Alto Paraíso + 3 km de estrada de terra e 1 km de trilha, nível fácil, mas íngreme no final. Foi uma boa pedida p/ início de viagem. No CAT nos avisaram que a Cachoeira Loquinhas estava fechada, porque como havia muitas chuvas, a água estava um pouco turva. 2º dia – 5ª Manhã de chuva em Alto Paraíso. Decepção. Mas todos nos falaram que se chove em um lugar, é provável que em outro não esteja chovendo, então deve-se arriscar e sair. Foi só sair de Alto Paraíso e já estava ensolarado. Escolhemos as Cataratas dos Couros, que é um dos locais mais recomendados pelos guias. Eu estava com receio de ir, pois para chegar lá se deve fazer 18 km de estrada asfaltada (sentido DF) + 31,5 km de estrada de terra. Como paulistano urbano (e agora goianiense), tenho experiência 0 em dirigir em estrada de terra, ainda mais em período de chuvas. Ao chegar no início da estrada de terra, já havia aquelas poças de água enlameadas que interrompiam o trecho todo. Com o meu carro 1.0 escolhia um dos lados da poça, colocava a primeira marcha e rezava para não atolar. Logo dei carona para um rapaz que morava no pré-assentamento do MSL – Movimento Social de Luta, que é uma dissidência do MST. E quem teve sorte com a carona fui eu, pois além dele saber o caminho p/ as cataratas, nos contou a história de lutas pela terra, e indicava as melhores formas de não atolar nas poças. O caminho p/ as cataratas não está bem sinalizado. Mas a dica é depois do km23 virar à direita, seguir e depois virar as duas esquerdas. Incrivelmente não me perdi e o carro não atolou. Chegando lá, posso dizer que é um dos conjuntos de cachoeiras mais bonitos que vi. Não é tão espetacular como Foz do Iguaçu, mas pode-se nadar na cachoeira da muralha, a Almécegas 1000 excede os sentidos e a 3ª não consegui descer, pois a trilha estava bem íngreme no final. Acho que a trilha tem mais ou menos 2,5km de ida, e pode-se fazer sem guia, além da entrada ser gratuita. Na volta começou a chover e as poças na estrada de terra ficaram maiores. Foi meu maior momento de tensão. Até que quando atravessei uma grande poça, ouvi uns ruídos estranhos vindo do carro. Havia soltado umas partes da carroceria ao lado do pneu esquerdo e do pára-choque. No meu pessimismo achei que tinha quebrado o protetor do Carter (que eu nem tinha), mas chegando na cidade, fui ao mecânico e eram apenas acessórios que tinham se soltado e que ele arrumou rapidamente, cobrando-me R$ 20,00 (Ufa!). 3º dia – 6ª Manhã de chuva novamente. Como estava muito nublado decidimos fazer um passeio no qual banhos de cachoeira não estivessem envolvidos. Fomos ao Vale da Lua, ver suas exóticas formações rochosas. Chegando lá parou de chover e até abriu um solzinho. As pedras são ásperas, então bem firmes ao caminhar mesmo na chuva, exceto onde correm pequenos fluxos de água, que têm limo e são escorregadios. A Mari, minha esposa, escorregou num deles e caiu sobre o celular, rachando um pouco a tela. Considerei o Vale da Lua bem seguro, mas já houve casos de pessoas que escorregaram, ou a tira da havaiana estourou, e caíram no cânion e faleceram... Há 3 poços, mas apenas a 3ª piscina estava indicada ao banho. As pouquíssimas pessoas que estavam lá aproveitaram para nadar. Fica próximo de São Jorge (7 km), + 5 km de estrada de terra e 1 km de trilha, nível médio. Entrada paga: R$ 20,00. 4º dia – sábado Manhã de chuva novamente. Nesse dia não teve jeito, havia chuva em Alto Paraíso, em Cavalcante e na direção de São Jorge. Aproveitamos o dia para descansar, ver as araras e tucanos que povoam Alto Paraíso e comer a famosa matula do Rancho do Waldomiro. 5º dia – domingo Dia nublado. Fizemos a Trilha dos Cânions e a cachoeira carioquinhas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Mesmo com as dificuldades econômicas que está passando, o PNCV tem uma estrutura incrível, muito bem sinalizado, com a trilha bem visível e segura. A trilha é considerada pesada, por ser 11km de caminhada, mas é bastante plana, e como o tempo alternava nuvens e sol, não sofremos com o calor. O cânion e a cachoeira Carioquinhas estavam transbordando com muita água, tornando o espetáculo muito bonito, mas praticamente impossível para se banhar no poço. E havia pouquíssimas pessoas no parque. Terminando a trilha, fizemos a Trilha da Seriema, de apenas 800 metros e lá, pela pouca vazão de água pudemos nos banhar no poço da pequena cachoeira. 6º dia – 2ª Dia nublado, alternando sol. O PNCV fecha às segundas para manutenção. Como em São Jorge estava garoando, fomos para a Fazenda São Bento (que fica a 8 km de Alto Paraíso), ver as cachoeiras Almécegas I, II e a São Bento (R$ 30,00 a entrada). O tempo estava bom lá, sem chuva. De manhã ficamos na Almécegas I e II (+ 3 km de estrada de terra) e mesmo cheias de água, foi possível nadar. Almoçamos em Alto Paraíso, que estava bem chuvoso, e retornamos para ver a Cachoeira São Bento (o valor da entrada permite sair e voltar). Lá não chovia nada e não havia ninguém na Cachoeira São Bento, que geralmente é bastante frequentada. As cachoeiras estavam cheias de água, muito bonitas, mas após o que já tínhamos visto nos outros dias, não ficamos tão empolgados, mas obviamente vale o passeio. 7º dia – 3ª Dia nublado/chuvoso. Nosso último dia, retornamos ao PNCV fazer a trilha dos Saltos. É uma ótima trilha de cerca de 10 km, geralmente plana, bem sinalizada e no final do caminho para as corredeiras há uma estrutura de madeira (como uma passarela), de aproximadamente 400 metros, que proporcionam a visita de cadeirantes às piscinas naturais das corredeiras. Achei sensacional em termos de acessibilidade e inclusão. Estamos acostumados a criticar o que é público, mas a melhor estrutura que encontramos foi no Parque que ainda é público, muito melhor que nos atrativos que ficam em espaços privados. É louvável que tal construção tenha sido feita para possibilitar que cadeirantes possam usufruir de parte da maravilha que é o PNCV. Essa trilha foi a que mais gostamos de realizar. As cachoeiras do Salto I e II, de 120m e 80m respectivamente estavam lindíssimas e o poço da cachoeira salto II estava ótimo para nadar. Este foi o dia mais cheio de pessoas, compartilhamos a cachoeira com mais ou menos 6-8 pessoas (!). Após as cachoeiras, fomos às corredeiras e abriu um bonito Sol, assim pudemos “lagartear” nas pedras por um bom tempo. Conclusão Gostamos muito de ter escolhido o período de chuvas para conhecer a Chapada. Passei certa dificuldade com as estradas de terra, tínhamos que ter um cuidado redobrado para não escorregar nas trilhas, mas todos os lugares estavam bem tranquilos. Contamos também com a sorte de pegar pouca chuva. Mas não indico esse período para aqueles que procuram mais agito e festas, para os que estão sem carro, para os que estão com poucos dias p/ conhecer a Chapada e para os que são feito de açúcar (brincadeira, rs). Mesmo gostando do período das chuvas, não vejo a hora de voltar à Chapada no período da seca, para conhecer a sua outra faceta. Bom, espero que alguém aproveite o relato, e estou aberto a perguntas e dúvidas.
  2. Salve Galera! Dessa vez fomos fazer o comentado Poço das Esmeraldas... Aproveitamos a folga do feriado para fazermos esse confere! No sábado partimos cedo saindo da Vila de São Jorge para a fazenda Volta da Serra, quem vai da Vila para Alto paraíso cerca de 7 KM depois da entrada do Vale da Lua, existe uma Placa meio discreta com as informações! Entre nessa estrada de chão e percorra cerca de 7km a 8 km de carro... até chegar na entrada da fazenda, alí poderá estacionar ( um gramado show de bola) e a sua direita verá um parte para atendimento ao público e pagamento da taxa de entrada. Pagamos 25$ por pessoa e o atendente faz algumas orientações bem como lhe coloca uma fita no pulso para controle! Após segue de carro passando pela segunda porteira mantendo um caminho de mais uns 2km até chegar em um "estacionamento" ali começa a Trilha! SÁBADO POÇO DAS ESMERALDAS Antes é bom lembrar de levar água... caso tentem fazer o trajeto completo!!! São 3 Cachoeiras sendo uma de menor queda que resolvemos não ir pois logo no início de nossa trilha encontramos com um senhor que fazia o trajeto de volta e nos informou que a mesma estava sem queda d'agua, talvez pelo período de seca que estamos...resolvemos não ir! Partimos então para o Poço das esmeraldas que daquele ponto ( já tínhamos andando um bom pedaço em parte plana - a outra questão é que a maior parte do trajeto é descampado leve proteção para o sol) pela placa constava de mais 1.200 pela placa de orientação! Trajeto tranquilo... como partimos cedo 7:40 chegamos cedo no Poço e encontramos somente 3 pessoas .... ali ficamos um bom tempo! Aproveitamos para fazer algumas fotos legais e tomar nosso banho... optamos sempre por valorizar o local de forma tranquila, essa foi nossa sorte! As 12h o local estava lotado e sem a calmaria da natureza... seguimos então para a última... CACHOEIRA DO CORDOVIL Quase tiramos no par ou ímpar! Resolvemos seguir em frente... ( dica - em época de secar não vale a pena ir até essa última queda, pois o fio de água é pequeno e o local não favorece bem para ficar com muitas pessoas por haver muitas pedras e sem muitas sombras) Isso nos cansou um pouco a mais... ficamos pouco tempo e seguimos voltando, saímos mais ou menos por volta das 15h sol rachando... O caminho apesar de ser tranquilo, nesse último trecho para o Cordovil é um tanto atencioso por ter muitas pedras ( pedras de cachoeiras pois o caminho o leito do córrego de agua quando se esta cheio... ) como estava seco, fizemos o trajeto de boa.. meio com algumas subidas e descidas em alguns trechos... DOMINGO CACHOEIRA DOS CRISTAIS No domingo resolvemos não voltar cedo e fazer a Cachoeira do Label como era nosso plano inicial, por conta da seca e de algumas quedas sem agua... preferimos não arriscar... Saímos cedo novamente e partimos para a Cachoeira dos Cristais, saimos da Vila de São Jorge e fomos no sentido Cavalcante... a entrada fica cerca de 8 KM depois de Alto Paraíso, bem notável na estrada...entra-se mais uns 4 km de estrada de chão até a portaria... Confesso que fiquei muito surpreso com a estrutura do local, muito legal mesmo! O espaço conta com restaurante, banheiros e um espaço bem amplo com lojinha e etc... Passando dessa parte inicial começamos a trilha que começa com um poço pequeno e muito bom de banho... Ah a cachoeira dos cristais não é uma única cachoeira como imaginamos encontrar... e sim um complexo de várias quedas pequenas... que ao longo da trilha vamos observando e parando até chegar na última! Findamos nossa trip após almoçar no local onde servem um buffet por Kg e aceita cartão! Recomendo1 Terminamos após esse almoço pegando a estrada e voltando para Brasília! Até próxima e boa trilha!
  3. “no meio do caminho havia uma pedra E essa pedra era um quartzo rosa gigante Com um parque que vivia em cima dela” ~Parque nacional da chapada dos veadeiros Inicio o relato com essa frase, o que resume em grande parte a história e a cultura da região. E não é para menos! Passei uma semana maravilhosa desbravando alguns dos inúmeros lugares existentes nesse mundo repleto de boas vibes, misticismo e natureza. O objetivo do relato é passar informações atualizadas acerca do lugar para os futuros visitantes, e tentar descrever a experiência de outro ponto de vista, para diferenciar um pouco dos muitos relatos do mesmo local. Eu gosto de detalhar um pouco nos textos, então alerta de textão, ein (!) É importante ressaltar que, em outubro do ano passado, um grande incêndio criminoso assolou o lugar, repercutindo nas grandes mídias. Graças aos esforços dos moradores, brigadistas, e voluntários de diversos lugares, o fogo foi combatido, e o cerrado, um bioma forte, para dizer o mínimo, se recupera gradativamente como uma fênix surge das cinzas. Pensei que veria um cenário de certa forma seco e feio, mas me enganei, e ainda bem que me enganei. A flora do Cerrado é acostumada com incêndios, o ciclo de vida de algumas plantas e animais gira em torno disso. Ainda vemos marcas do incêndio de 2017. Para resumir as infos básicas, reservei 7 dias da minha vida apenas para conhecer o lugar (é o tempo mínimo, na minha honesta opinião, se vc quiser conhecer bem a chapada, e sempre vai ficar faltando lugar pra visitar, o que motiva mais ainda para uma próxima visita ), e sobrou mais um final de semana para conhecer Brasília (se der para emendar, emende porque Brasília é RICA em opções do que fazer), estipulei um gasto médio de R$ 1.500,00 (barato, comparado com outras chapadas, vai por mim), e aluguei um carro com mais 4 viajantes (dá para ir sem carro, mas vc fica sem poder ver muita coisa dependendo do seu tempo lá, fora o risco de perder vôo, ficar preso em cidade ou vila tal, enfim). Ah, optei pelo mês de maio, por ser o final das chuvas, ou seja, ainda veria o cerrado mais verde e com os cursos d'água volumosos, perfeito. Partiu? 1º dia: chegada à chapada A viagem mesmo iniciou no dia 5 (um sábado), depois de meses de expectativas e conversa com mais 4 pessoas com o mesmo objetivo em comum. Saímos pela manhã do sábado (a viagem leva entre 2 e 3 horas de BSB à chapada se não houverem imprevistos). Basicamente eu tinha elaborado um roteiro para essa trip, sabe como é, tentar “devorar” essa maravilha ao máximo, sem ficar perdido nem nada. Incrível que dos 5, só eu tinha isso graças a ele deu para curtir quase tudo, sem maiores imprevistos. Saímos, acho que umas 10 horas de Brasília, mas a viagem custou um pouco, tivemos que fazer compras, fora que paramos para almoçar no Rancho do Waldomiro, para provar a tão famosa matula. Comida caseira ok, com licores e umas cachaças de diversos sabores para degustação (e quem sabe compra). Ah, o Rancho agora conta com um camping, que te dá acesso a trilhas para subir o conhecido morro da baleia, era uma coisa que queria fazer, e muito, mas acabou não dando pela falta de tempo kkkk Paisagem apaixonante de um dos morros que cercam o rancho do Waldomiro. A priori era começar a aventura em São Jorge, e deixar Alto Paraíso por último. Iríamos para o quilombo kalunga conhecer a Santa Bárbara, no meio da semana, então logisticamente era melhor começar em SJ, depois Cavalcante x quilombo para retornar e ficar em Alto paraíso. Isso pouparia tempo e combustível. Mas foi um planejamento meu, vocês decidem o que é melhor para vcs . Enfim, atrasamos bastante, chegamos em São Jorge quase às 16:00 e descobri que muitos dos atrativos fecham as portas cedo (Raizama às 15:00, Morada do Sol às 16:00, Vale da Lua às 16:00 se não me engano), então meio que perdemos o dia para boa parte das atrações. Fica a dica: Tentem ir cedo para os banhos, fecham cedo para dar o tempo para as pessoas retornarem, já houveram muitos acidentes em alguns lugares, então esse controle é um pouco justificado. Mas há lugares que não fecham cedo! As termas do Éden e do Morro vermelho (basicamente clubinhos com piscinas de água quentinha) ficam abertas até a noite, então o grupo partiu para ter um pouco do sábado disponível. No meio da estrada, parada para tirar fotos em uma vista maravilhosa da região. Se na estrada já é bonito assim, imagina nos lugares, não? Quase qualquer foto rola com um plano de fundo desses Diga xis Passamos umas horas nas termas do morro vermelho (R$ 20,00, vc fica até de noite), e retornamos para São Jorge. Cara, a vila é um charme. Simples, com ruas de terra, basicamente tem uma grande rua principal, onde rola o “tudão” do dia e noite da pacata vila. Lembranças, mantimentos e um chopp gelado, td funciona ali. No sábado costuma ser BEM animado, pensei que estava rolando uma festa em particular mas não, simplesmente separam os sábados para os bares, o tal do forró, e a vila fica cheia de gente e carro circulando nas ruas (pode andar sem medo, é mais fácil uma dupla na moto te dar uma flor do que te assaltar). Gente alternativa aqui e ali, indígenas, hippies, desenhos estranhos em algumas casas, é uma vibe bem diferente da cidade grande. Típica noite na vila A rua principal Pista de pouso para OVNIS? O primeiro et da chapada a gente nunca esquece kkkkkkkkk vai se acostumando Fato que não vi em relato algum: a chapada costuma ser F R I A pela noite, e olha que estávamos no início da época seca. É tipo assim: sol de rachar o dia todo e noites frias da peste. Todo mundo andando agasalhado, vc se sente numa cidade sulista confesso que sofri no camping, levei pouquíssima roupa pro frio tbm. E como sou do norte, acostumado com a “quentura”, aí já viu Mas, há chuveiro elétrico em praticamente todo lugar. Leve roupas para o frio, caso vc não for acostumado(a). Lugar pra repousar não falta, eu e o Ricardo (um dos viajantes) escolhemos o camping Aracoara, Ambiente show de bola, vibe super positiva, e o dono é um cara mega humilde e gente boa, e guia também. Existem lugares para todos os bolsos, hostel, camp, até camping mais “gourmet” como o Ricardo falou , e do camp onde fiquei não tenho do que reclamar. 2º dia: compensando o dia anterior Estipulei dois dias para conhecer o parque Nacional da Chapada, e é o recomendado, no mínimo, pq as trilhas são longas, você vai querer ficar nos locais para banho por um bom tempo, fora as fotos, que você tira mais de 8000. Então, um dia para cada trilha é bom (existem 4 principais, saltos e corredeiras, cânions e carioquinhas, Seriema e travessia das 7 quedas.). A seriema pode até ser emendada com alguma outra, por ser a menor. Por ora, a única coisa cobrada no parque é o estacionamento (15 temeres), há boatos de que o parque será privatizado, aí vc já viu ne. Mas até então é 0800. E o parque é do lado de São Jorge, se vc está hospedado(a) na vila, poupe o combustível e faça um aquecimento indo a pé. Ah, o parque abre às 8:00 e fecha as portas às 12:00 ou até alcançar o limite diário de pessoas, que esqueci agora LOL Finalmente nessa delícia de lugar O domingo foi de Saltos e corredeiras. A trilha no cerrado é magnífica, te dá uma experiência maravilhosa de conhecimento, eu que estou acostumado com floresta amazônica, fiquei maravilhado com a flora do lugar (fauna também, mas dos mascotes do cerrado mesmo, só consegui ver 1, e no final da viagem). A trilha é autoguiada. Você praticamente só se perde se quiser Mimosa A imensidão desse espetáculo da natureza é de encher os olhos, sério O primeiro ponto é o salto de 120m. De lá vc tem uma vista TOP DOS TOP do vale x cânion da região, se vc tem um olho de águia, consegue até deduzir onde deve estar o mirante da janela. Essa cachoeira não é acessível, mas a visão por si só já é o suficiente. Chuchu beleza, um dos cartões postais da Chapada Logo em seguida vc chega no salto de 80m. Nesse sim vc pode nadar, a água é FRIA PACAS, mas não chega a ser a mais fria da chapada (!). Dá para passar umas boas horinhas aqui. Há limite de lugares para o nado, é bom respeitá-lo, ok? A maravilha de 80 mts. As cordas de segurança estão por um motivo ali, então seja consciente. Lugar perfeito para se concentrar na confecção de arte, n eh msm? Por fim, a trilha acaba nas corredeiras que alimentam as cachus, vc volta um pouco até a bifurcação na trilha principal. O acesso a este ponto se dá por uma trilha suspensa em madeira, isso é MUITO LEGAL para a acessibilidade de pessoas de idade, ou PNE’s (o parque tem até uma cadeira adaptada para se fazer a trilha, o que achei foda demais, sabe, fé na humanidade restaurada). Rumo às corredeiras E o passeio fica cada vez melhor! A água dança e renova a vida no meio das pedras Terminada a trilha, uma boa notícia: ainda havia tempo para conhecer mais um lugar. Decidimos conhecer o famoso vale da lua, que pelo que vc já deve estar careca de saber, tem a aparência de uma superfície lunar. Entrada 20 contos, vc dirige um pouco no ramal de acesso, mas a trilha da entrada é mega fácil e rápida. Eu não recomendaria ir a pé. De bike até pode rolar. Gravidade zero em solo lunar é bonito, mas cair ali é a última coisa que vc iria querer Show de bola. O Vale é lindo, misterioso, e também fatal para os desavisados. Os buracos e grutas submersas oferecem perigo de morte a quem cair ali. Muito cuidado, e se possível vá de bota, por oferecer maior estabilidade no passo. O vale não abre em caso de chuva, até pq é comum formarem trombas d’água em muitos locais (veja um vídeo de tromba d’água num youtube da vida pra vc ver que não é brincadeira). Água também super gelada, no final há um poço para nadar e tirar fotos show de bola. Engraçado que nesse dia dei de cara com mais um rapaz que conheci no mochileiros, mas pelo grupo já estar completo no carro, não deu para viajar junto. Eu nadando de boa e ele perguntando do nada se meu nome era tal, confesso que foi mega engraçado aliás, espero que sua estadia na chapada tenha sido ótima, amigo! Começa o toque de recolher às 17:15: e por sorte o sol estava começando a descer, ou seja, dava para dar um bate e volta no Jardim de Maytrea para ver o espetáculo da mãe-terra. Super obrigatório ver o pôr do sol ali. Atração 0800, é fácil achar, só ver o monte de carros parados no acostamento da estrada Alto Paraíso – São Jorge. Se lembra daquela primeira fase do primeiro donkey kong? Veio na cabeça, rs Massa, ne. Camping ae deve ser coisa de outro mundo O dia super rendeu, compensamos o que não podemos fazer no sábado, e com juros. E a noite ainda não tinha acabado. Fomos para a pizzaria Canela d´ema, na principal de São Jorge, não tem erro. Pizza ok, meio carinha, mas rachando pra um grupo fica de boa. A decoração é show, toda temática com os famosos alienígenas da chapada, bebidas variadas, e tem karaokê, ainda por cima! Todos beberam e foram roubar a cena cantando, mas como eu sou cantor de chuveiro, e não de barzinho, resolvi ir dormir cedo para o dia seguinte. E ae, amigo. Ets hoje, ets amanhã, ets sempre 3º dia: trilhas difíceis e final de tarde sussa. Nas segundas o parque da Chapada não abre, MAS é possível fazer a trilha do famoso mirante da janela, que te dá uma visão dos dois saltos do parque. É possível ir sem guia? Até é, mas é arriscado pq o caminho tem partes pedregosas que podem confundir, então pessoalmente sugiro que de primeira, contrate um guia. Vc decora o caminho, e das próximas vezes, show de bola. Contratamos o Rodrigo, do camping Aracoara (mais uma vez, super recomendo), e tratamos de sair cedo, para pegar pouco sol (pois é sol o dia todo, e essa é uma trilha de nível difícil). Ah, se vc vai com guia a entrada sai um pouco mais barata (15 reais), fora o valor do guia (geralmente em torno de 150 reais até 5 pessoas). Pegar estradinha de terra na traseira da Pick up não tem preço, me senti o rei do gado agora kkkkk O Rodrigo vai explicando de tudo um pouco: história da chapada, o lance dos ets, a geologia do lugar, histórias curiosas, um resumo da flora local... descendo um pouco chegamos na casa do guardião da trilha, um senhor humilde e gentil. Dá pra beber água para pegar um pique também. Encontramos uma cobrinha na trilha, mas fora isso, nenhuma surpresa. A parte fácil da trilha acaba quando chegamos nas proximidades da cachoeira do abismo. Ela já estava seca, e a água meio feinha, então seguimos. A caminhada é intensa, mas visões assim te enchem de determinação A caminhada exige um pouco, é um sobe e desce em pedras medonho, mas o esforço é recompensado com uma visão de reis do parque! Eu poderia passar o dia só sentado ali, contemplando toda aquela paisagem de cartão-postal e pensando em toda a minha vida =D Cara.....a gente estava ali ontem... A foto tradicional da janela, mas com uma pequena variação Como a chapada é magnífica, cara! Se a ida foi cansativa, a volta foi uma via sacra para algumas pessoas kkkkkkkkk o sol da tarde em cima da sua cabeça, mais o cansaço da vinda cobram seu preço na volta. Para quem não está condicionado(a) com trilhas, é possível ir, mas vc pode passar mal, então tente se condicionar um pouco com caminhadas antes de viajar. Ah sim. É possível ir ver o pôr do sol no mirante, o que deve ser uma coisa muito show. Fica para a próxima. Ainda havia tempo de visitar mais um lugar, então resolvemos conhecer a Morada do Sol. Na maioria dos relatos essa atração costuma ficar de fora, mas garanto que a visita vale. Paga 20 pila para entrar, chegue antes das 16:00 e fica de boa. Mas às 17:00 já precisa retornar, então se puder chegue às 15:00 no máximo. Tem uma trilha fácil em mata fechada no início, e consta de três ambientes: Morada do sol, um pequeno cânion para contemplação, apenas, e uma corredeira de águas calmas no final. Show de bola para descansar, nadar, tirar fotos. uma parte do cânion (vale das andorinhas) O final da trilha, bom para mergulhar e ser mordido por peixinhos A morada do sol propriamente dita. Super tranquila de nadar, mas pode haver tromba d'água na chuva Chegando a São Jorge, demos de cara com uma caravana de voluntários realizando o cursinho de brigadistas, particularmente isso deu um certo sentimento de esperança na humanidade, sabe..... de tempos em tempos o parque abre editais, então fica a dica, se puder ajudar, faça a sua parte, ok; A noite foi para descansar. Dia bem aproveitado. 4º dia: se despedindo de São Jorge =’( Como era terça, o parque estava aberto novamente! Então, partiu parque. Poderia ter rolado cachoeira do segredo por parte dos meus colegas, mas como eu já estava no parque adiantando a trilha, não tivemos como discutir juntos, talvez rolasse um desencontro e eu ficasse preocupado com eles, então o dia foi de parque mesmo. Cachoeira do segredo que me aguarde na próxima ida! Mais uma vez, atração 0800. A trilha dos cânions e Cariocas é a vermelha, e coincide com a trilha dos saltos por quase 2 km. Essa trilha é mais “plana” e fácil que a trilha dos saltos, porém é maior, vc anda, anda, e anda, e pensa que não vai chegar kkkkkk, mas só a paisagem de cerrado é o suficiente para vc se distrair e devorar o momento =) em uma parte vc tem a bifurcação, tanto nos cânions quanto nas cariocas vc pode se banhar, mas os cânions são mais para contemplação, aí vai de vc. O famoso chuveirinho do cerrado Os cânions são cercados por estruturas de pedra milenares, mais que milenares, datam de tempos pretéritos da terra, e dão mesmo a impressão de que pelo menos um vulcão poderia ter passado ali, não; lindo o lugar, só tome muito cuidado, pois há perigo de acidentes, e o parque não dispõe de serviço de resgate. Aprecie com cuidado Lindo Sim, eu usei bandana e óculos praticamente a viagem toda. Sol infinito, meus amigos! Depois teve as cariocas, que consiste de um paredão aquático muito bonito, espaço de sobra para nadar, muitos peixinhos te mordendo, e uma piscina acima, que dá um bom banho também. Dá para ficar um dia inteiro fácil ali. Visão de encher os olhos mesmo. Nessa cachu meu cel caiu num poço com água o coração quase sai pra fora, mas felizmente ele resiste um pouco à água, e ficou de boa kkkkk imagina queimar e perder umas 1500 fotos Magnífico tesouro do Parque Só de olhar da vontade de pular dentro e se molhar, não? Voltamos cedo para São Jorge, curioso que a vila fica bem pacata durante a semana, só abrem as lojas de lembrancinhas mesmo, e olha lá. O agito é aos sábados, feriados, e quando os colegas alternativos resolvem festejar algo (ali é uma mistura de culturas, tá ligado irmão?). Com isso, nossa estadia em São Jorge estava, por ora, encerrada. Triste, mas algo mais bonito estava nos esperando no dia seguinte. 5º dia: a menina dos olhos da chapada. Nesse dia, pegamos o rumo a Cavalcante x Quilombo dos Kalungas, no sertão do cerrado goiano. Objetivo: Santa Bárbara. Para isso, precisamos passar por Alto Paraíso, aproveitamos para reabastecer o vrum vrum pq a viagem custa. Saímos relativamente tarde, umas 9 horas, em alta temporada isso poderia nos custar um dia de espera, mas por sorte era dia de semana, e não estávamos em alta temporada, então foi tudo perfeito. Dica: na dúvida vá cedo. No caminho passamos pela entrada da cachoeira dos Cristais (que não visitamos), o jardim zen de pedras e o suposto paralelo 34 (que também não deu pra visitar), e o poço encantado (adivinha? não deu também kkk). Obs: você não para em Cavalcante, apesar de muita gente associar a cach. Santa Bárbara a Cavalcante. Isso é mito, ela é vizinha dos quilombolas, apesar de que há atrações próximas de Cavalcante, também. Passando da pequena cidade, você anda um pouco numa estrada de terra, meio complicado de chegar, mas com visões do cerrado e serras que compensam a viagem. Após umas 2 horas de carro, de alto paraíso, chegamos no pequeno engenho II, sede dos guias quilombolas. Nessa hora temos um choque cultural, vemos a realidade de um povo guerreiro, que vive de forma simples e aposta no turismo e venda de produtos para ganhar seu suado dinheiro, diante das dificuldades. Então aqui fica uma dica do tio, que com certeza já foi falado em outros relatos: contratem guias quilombolas direto da comunidade. Eles costumam ser mais baratos do que os guias de Cavalcante, e você está fomentando a economia do pequeno vilarejo, ajudando os habitantes. Sério. Aqui, confesso que você gasta um pouco, mas vale cada centavo: 30 reais para a associação responsável pelos passeios (mas vc pode fazer umas 3 cachoeiras de uma vez!), mais 100 trocados para o guia, e mais 10 para o pau de arara, caso seu carro não aguentar a estrada de terra para a Sta. Bárbara (mas até Uno caixinha vi na entrada, então se vc manja de volante e se garante, pode poupar esse cash). Os guias quilombolas contam diversas histórias, e no geral estão dispostos para tirar quaisquer dúvidas. Contratamos o Sr. Jesuíno, super gente boa, discutiu diversos assuntos, contou sobre seu ponto de vista do incêndio que assolou a região também. Ah, é possível encomendar um almoço para ser consumido na volta, comida caseira derivada da terra e trabalho dos próprios quilombolas. Nada de nutella, conservantes ou enlatados. 30 reais para comer à vontade. Tem coisa melhor? Até o posto militar tem um design rústico no engenho, simples e bonito. Mais trilha aberta Você já ouviu a expressão “um oásis no deserto”? pois é. Santa Bárbara é isso e muito mais, de longe a mais linda da chapada. De tão azul e cristalina, nem parece natural, mas com certeza dá de dez a zero em qualquer piscina criada pelo homem. Aproveite cada segundo, pois há um limite de tempo de uma hora no local, além do limite de visitantes. O motivo: causar o mínimo de impacto natural possível. O horário mais disputado é o do final da manhã, pois o sol bate bem em cima da água, realçando o efeito das cores. As fotos parecem pinturas feitas a dedo. É. A chapada e suas jóias. A Santa Barbarinha. Que cor de água é essa, cara? Obrigado a Deus, grande Mãe, Gaia, Iemanjá, Espaguete Voador, qualquer um que tiver criado isso merece meu agradecimento! As únicas fotos submersas que prestaram foram aqui. Pq será? Legendas para isso serão poucas para descrever essa maravilha Após Santa Bárbara, fomos para a cach. da capivara, que emendamos com o guia. Dá para fazer Sta. Bárbara, Capivara e Candaru no mesmo dia, com o guia, como chegamos meio tarde, ficaria meio corrido de fazer as 3 e aproveitar bem. Capivara tem uma piscina com borda infinita, um piscinão para banho mais embaixo, e um cânion imenso para contemplação em seguida. Show de bola também. Outro tesouro guardado pelos quilombolas Piscina em Dubai? Nah, eu dispenso Chegamos cansados, os demais colegas com fome, foram almoçar/jantar, enquanto que eu tratava de administrar a memória dos celulares. Levei 3 aparelhos, e ainda precisei comprar um cartão pra armazenar mais fotos e vídeos Voltamos ao anoitecer, a estrada é um breu. Vá com cuidado e sem pressa que você chega lá. É possível dormir em Cavalcante, ou ir de uma vez para Alto Paraíso. Fica a seu critério. Em Alto, ficamos todos no Jardim da Nova Era, hostel e camping bem estruturado, equipe organizada e disponível para tirar dúvidas. Seria nosso lar nos próximos dois dias. Com tempo sobrando, aproveitei para dar uma volta na cidade. Alto Paraíso é aquela cidade de interior com seu toque alternativo. A Av. Ary Valadão é a principal para o turista, uma mistura de sons, cores e cultura. Aparentemente às terças e quartas ela fica mais parada, enquanto que nos finais de semana ela começa a “bombar”. Noite parada, aproveitei para provar os pastéis da vendinha 1961, point tradicional de pastéis e comidas mais completas, costuma dar gente quase todo dia. Infelizmente não tinham sucos regionais na ocasião, mas isso não desanimou meu estômago Lanche a luz de velas, isso pede uma companhia, ne Sabe quando eu disse que faz frio na chapada? Pois é. Em Alto é ainda mais frio do que em São Jorge todo mundo agasalhado como se estivesse numa Nova Iorque de inverno, e eu de calça e camisa normais. Não chega a incomodar para sair de noite, mas para dormir sim. E olha que dormia de calça, camisa de manga e capuz, saco de dormir, e acordava de madrugada reclamando do bendito frio. Com isso eu pensava. “P%#*@, como que eu vou fazer a travessia da praia do cassino, ou subir o monte Roraima, Pico da Bandeira e afins no futuro, onde a temperatura é mais baixa ainda? Tou lascado bicho”. 6º dia: Ets em todo o lugar.....e a água mais gelada da chapada (na minha opinião) Alto Paraíso é uma cidade segura. Vc sai de madrugada para andar, sem maiores preocupações. Nos dias em que fiquei lá já levantava às 5 (sangue tem que correr ne), e ia conhecer um pouco da cidade. Podia virar uma rotina sair para caminhar ou correr todo dia nesse horário que por mim estava de boa. Temperatura na faixa dos 18,20 graus, ok. Nascer do sol bonito, procurava sempre um lugar bom para assistir o raiar do dia, até numa torre de um posto de gasolina abandonado subi Menino barrigudo me encarando Um amanhecer desses, bicho O que vc tá olhando? Como é de conhecimento geral, a chapada tem fama de energia mística, que possivelmente atrai seres de outros planetas pra cá. A cidade tem referências de Ets em todo o lugar, o que deixa a coisa toda mais divertida. O portal da cidade é uma nave espacial, po. Será que isso sairá do chão um dia? Para o dia, o combinado era loquinhas + Cristais. Eu sempre vi a Loquinhas como uma cachu secundária, sem muita coisa pra ver, passeio de umas horinhas. Como estava enganado também. Ela é fácil de chegar, de dentro da cidade, anda por um ramal ok, chega na entrada da fazenda e desembolsa 30 mangos. Parece caro, mas assim, o lugar de fato é estruturado, e as trilhas são suspensas, até mirante e local para descanso ou piquenique tem. E a loquinhas é uma das trilhas, A cachoeira mesmo é a das esmeraldas. vai por mim, rola O poço do sol, que de sol não tem nada, gelado que nem o cão isso aí O poço do sol é um bem conhecido nas fotos, e o último da trilha loquinhas, ele é semelhante à da Santa Bárbara no quesito cor da água, mas este é esverdeado ao invés de azul. E ele é tão lindo quanto G E L A D O! Saía da água com o corpo dormente, em nenhuma de São Jorge tinha acontecido isso *lerigo.....go....* Ah, que coisa boa As trilhas são compostas de pocinhos, alguns ok, alguns bem sem graça e alguns lindos e fundos para nadar. Além do poço do Sol, adorei o poço da xamã, da trilha loquinhas, o poço do Saci, da trilha violetas, e o tranquilitas, da trilha rubi. Achei o poço da Xamã o mais bonito do local, tbm. O magnífico poço da Xamã O poço do Saci. Será que foi o Saci que botou esses totens? Tranquilitas. O grupo ficou uma boa parte do dia aqui, cochilamos até, no poço tranquilitas (olha o nome também ne), decidimos que a Cristais não seria bem aproveitada no dia, então voltamos para o hostel e camp mais cedo. Com tempo de sobra, tratei de procurar aluguel de Bike. Eu perguntei no fórum, há uns tempos atrás, mas ninguém me respondeu, então cabe a mim a decência de dizer: HÁ ALUGUEL DE BIKE SIIIM!!! Tanto em São Jorge quanto em Alto. Aluguei uma no paraíso das bikes pq precisava pedalar na cidade, e curtir o pôr do sol na estrada de São Jorge (que aliás, possui uma ciclovia bacana). Já me sentia um só com o cerrado, um lobo-guará em formação, correndo pelos campos de gramíneas e arvoretas...melhor sensação do mundo, vai por mim. Estacionamento errado, chapa! Indo para o jardim. O ar esfria mas o sangue ferve de excitação Pôr do sol na estrada com a magrelinha Após isso, só restava dormir cedinho, e pensar no quanto a semana estava sendo bacana, com tanta coisa para conhecer. O dia seguinte tecnicamente seria o último dia de chapada, então a tristeza, saudade de casa, entre outras coisas, começavam a se misturar. Noite afogada em pensamentos, quase não dormi. 7º dia: Fechando com chave de ouro num cartão postal Nesse dia, ficou decidido que visitaríamos a badalada catarata dos couros. Ela é um pouco problemática, pois fica no meio do cerrado e de ramais de fazendas, assentamento de sem-terra, campos de milho e abdução, e outras coisas mais. Guia é uma boa para essa, mas eu fui no CAT e nada de aparecer guia na manhã. Então surge a nossa salvação: um casal de moças resolveu ir “na cara e na coragem” usando o Waze (obrigado desde já e sempre, casal do Waze, vcs são fodas demais ), me meti na conversa, perguntei se podíamos acompanhar elas, por elas tudo bem. Eu já sabia que a trilha estava no google maps, mas como vc anda por uma hora dentro de ramais e ramais em território desconhecido, um erro e vc para na casa do leatherface kkkkkkk então era melhor ir de guia. Mas como tempo é precioso... Conseguimos. Por uns instantes pensamos que estávamos perdidos, mas enfim chegamos. Eu vou deixar uma dica aqui, mas que seja nosso segredinho, senão a associação dos guias de Alto bate aqui em casa, ok? há pouquíssimas placas da cachoeira nos ramais, mas vc pode usar o rancho da dona Luzia como referência, há referências no caminho, se vc estiver indo ao rancho da Luzia vc está no caminho. Vimos uma Seriema no final, mas não deu pra tirar foto. No estacionamento tem umas banquinhas pra vc comprar água ou comida, e paga um valor simbólico pro guarda cuidar dos carros. Acho super justo uns 15 reais simbólicos. A trilha é fácil a média, você chega primeiro na cachoeira da muralha, que é linda e a melhor para o nado. Pode ser deixada por último, para vc andar menos. La muralha Show de bola pra nadar Para ir para couros, só seguir a trilha do lado esquerdo do rio, há lugares nas corredeiras para tirar boas fotos e nadar também. Lindo, mas o melhor estava por vir Eita poha Cheio de curvas e poços para o banho....mas aguenta coração ae Caraca! Não imaginava que a imponente Couros fosse tão grande! Você precisa descer um tantinho para chegar na base dela, e dependendo da época do ano, ficar na base dela é arriscado, realmente o lugar é perigoso, pq um passo em falso e vc é arrastado para os níveis inferiores, fraturas e afogamentos não devem ser difíceis ali, então tome muito cuidado. Se Choveu, melhor sair fora. aviso dado. Para vc ter uma idéia do tamanhinho da bichinha Nível inferior, rola um banho, mas com cuidado. Passamos um tempo em todos os lugares, e no final da tarde, retornamos, enfim, para Alto. Se vc for sem guia, é bom que memorize as referências dos ramais, há sempre uma porta, placa ou peculiaridade de uma bifurcação que pode te ajudar. Dá para se perder sim, então leve combustível suficiente para evitar perrengue. A noite de sexta se resumiu em afogar as mágoas (os lugares badalados estavam abertos), e andar mais pela cidade, há sempre algo novo para se ver. Percebi que o povo goiano gosta muito de açaí e caldos diversos. Bem legal isso. Caldo combina com o frio, também, ne... Ah sim, há muita opção vegan e alternativa de comidas, também. Enfim.....a Chapada dos Veadeiros é mágica, misteriosa, repleta de histórias, uma verdadeira aquarela da humanidade, com tantas culturas e caras diversas em um só ponto, é um lugar onde passaria meus anos finais de vida, com certeza. O globo repórter fez uma ou duas matérias sobre o lugar, mas sabe.....aquilo só te dá uma noção mega superficial do ato de estar chapado pela magia daquele ambiente sobre a grande placa de quartzo. E com certeza será local de férias em oportunidades futuras. =) Agora as infos básicas: Transporte: Como é sabido, de BSB para alto vc pode pegar um ônibus da Real Expresso, a viagem é demorada, diz que os bus costumam atrasar.....para são Jorge existem viações e transportes específicos, pelo que vi num ponto da vila. Mas a cultura da carona existe. No Face existem vários grupos. Só entrar e anunciar. Em alto Paraíso existe uma parada de ônibus perto da nave espacial da cidade, é o point de carona. Em são Jorge o point é numa parada de ônibus na entrada da vila. Mas a melhor opção sem dúvida é carro próprio. Hospedagem: isso não chega a ser um problema se vc não está indo em temporada alta, em casa esquina há um hostel ou camp, alguns ok, outros meia-boca, e outros de excelência, vai do seu gosto. Custos: olha, rachando em grupo vc gasta menos do que o esperado, mas de uma maneira geral essa chapada tem um ótimo custo-benefício. Levei R$ 1.500,00 em espécie, fora o cartão, e ainda sobrou, e olha que gastei loucamente em algumas besteiras. Sendo mais “Julius”, poderia ter gastado em torno de 1.200,00, e isso incluindo um final de semana em Brasília que fiz após a viagem! Levo dinheiro ou cartão? Leve ambos, em muito lugar de alto e São Jorge vc pode passar o cartão. Eu achei tudo bem seguro ali, então levar dinheiro em espécie (devidamente guardado) é super de boa. Posso confirmar que tem itaú e casa lotérica em alto paraíso e banco do brasil em cavalcante (mas não confie muito nos serviços). Não cheguei a ver caixa em São Jorge. melhor época: o mês de maio é uma transição entre a época úmida e seca, então chega a ser uma boa pois vc vai pegar cachus caudalosas e céu limpo. E ainda não será alta temporada. Por que não ir no verão: cachoeiras e poços mais secos, sol mais forte. Por que não ir no inverno; Atrações fechadas pelo risco de trombas d’água, água não tão cristalina. Lá pro meio do ano rola o tal encontro de culturas, então se vc é caça-festa, acho que vai encontrar a chapada bem animada. O que levar: além do básico pra viagem, recomendo roupa pro frio (para andar de noite e dormir), protetor solar e labial forte (estou com ferimentos nos lábios até agora em virtude da secura, e olha que usei protetor labial e me mantive hidratado), MUITA, muita água mesmo, e lanchinhos para as trilhas (vc vai passar o dia fora, dependendo do lugar, com os lanches certos vc nem chega a passar fome, comidinhas com fibras, sementes, sucos, frutas e sanduíches são uma boa). Quanto tempo ficar: olha, mesmo com uma semana, faltou conhecer muita coisa. Eu não fui na cristais, almécegas, raizama, que são bem conhecidas, entre outras, a chapada é IMENSA, opção não falta, para todos os bolsos, pra isso, faça uma pesquisa prévia a respeito do que lhe interessou. Tem canionismo, tirolesa, vôo de balão, a pessoa que vive em 220v (que nem eu) fica bugada com tanta alternativa Se não conheceu tudo, já reserve uma visita futura, quem sabe vc não vê os etzinhos... Ah, devo contratar uma agência? NÃO PRECISA! Essa chapada te dá uma liberdade que muitos lugares não dão, vc pode ir de boa para muitos lugares por conta própria. Aproveite. Então é isso, gente boa. Permita-se, e seja abduzido(a) também =)
  4. Lagarto Negro

    Chapada dos Veadeiros

    Fala galera mochileira!! Este tópico foi criado para que todos possam postar dicas sobre roteiros, dicas, preços de transpote, comida, hospedagem, e outras na Chapada do Veadeiros e Região. Alguém se habilita?? Quem não conhece e está afim ou que já foi é quer voltar, seja bem vindo e junte-se à nossa turma!!!! Abraços, Sergio
  5. Nossa Trip foi bem louca galera! Primeira vez que resolvemos fazer o Mirante, confesso que foi uma das melhores e mais sinistras...rs No dia 30SET resolvemos comemorar meu niver fazendo uma bela trilha, um bate e volta dos bons... Como estava recebendo uma grande amiga em BSB Ariadne Rodrigues ( amiga de velhas cervejas )... fechamos a equipe convidando nosso grande amigo Reis ( conhecido nas redes sociais das trilhas). Partimos então para a Vila de São Jorge - GO e claro direto para a trilha! O acesso dar-se ao final da Vila de São Jorge no caminho para a antena de telefonia e seguindo um caminho não muito demarcado, como trata-se uma área particular apenas se chega de carro até uma área onde deixamos os carros e seguimos a pé por uns 1500m até a entrada onde fica o Sr Graciliano, senhor simples e de boa prosa... a trilha não tem mapa, é demarcada em partes ( talvez por conta dos guias e dos aventureiros que não curtem pagar ) então as orientações são de total conhecimento de quem já foi pelo menos uma vez e do Sr Graciliano. Início da trilha Chegando próx a Cachoeira do Abismo Cachoeira do Abismo Platô antes da Janela Reis fazendo um registro irado Registro no Mirante da Janela Após um café com Sr Graciliano Paga-se em média um valor de R$15,00 a R$20,00 por pessoa (em espécie) para visitação ao local dando direito a visitação na Cachoeira do Abismo ( fácil acesso ) e no Mirante da Janela ( médio a difícil). Neste último é comum muitos visitantes voltarem sem achar o mirante pois na parte final da trilha as demarcações foram retiradas, e acabam muitos se perdendo, o que muitas vezes é acionado o Corpo de Bombeiros local... Assim é importante ter em mente as orientações do Sr Graciliano ou ir com alguém que já foi. Dica: na última parte, ao achar uma espécie de circulo de rochas, mantenha a sua direita contornando este círculo, descendo um pequeno trecho onde tem como marcação um aste de madeira fincada e contornando pela direita novamente chega-se ao Mirante. Recomenda-se também voltar antes de escurecer ou levar lanternas para não perder o caminho de volta. Já fiz esse trecho a noite e é um pouco ruim o acesso. Boa Trilha!
  6. Chapada dos Veadeiros, 7 dias, junho de 2017 (Passeios - fotos - gastos - curiosidades) Bom irei deixar meu relato de uma semana na chapada dos veadeiros. Tem muita informação na internet, mas como bom mochileiro sempre venho aqui no site fuçar, e nada mais justo do que retribuir a ajuda da galera. Primeiramente, queria dizer que fui fora de epoca, junho, inverno no pais mas como bem sabemos a regiao centro-oeste é bem quente e seca. Nao houve um dia de chuva ou frio extremo. Os dias eram ensolarados e a noite fazia um frio suportavel com uma blusa mediana. Resolvi a viagem em cima da hora, entao o aviao ficou bem caro, e acabei optando ir de Sampa para Brasilia de busão ( otimo pela economia, mas pessima ideia pela lerdeza e falta e conforto) Real expresso. (200 reais, ida e volta = SP- BSB) Pense num bus desconfortavel. Hoje vejo que ( pra mim) nao dá mais pra andar em onibus por mais de 6, 7 horas, é muito ruim...Foras as intermináveis paradas... Após alguma breve pesquisa, resolvi dividir os quase 7 dias na chapada da seguinte maneira: metade na vila de sao jorge e a outra metade em Alto paraiso. Por que ? EU ESTAVA SÓ E SEM CARRO, entao como queria explorar o parque, resolvi ficar logo do lado, que da pra ir tranquilamente a pe ( 15 min andando) Dia 1 - cheguei em SAo jorge vindo de BSB, por volta de 15 hrs da tarde.. ja na dava pra fazer nenhum passeio, ate dava mas nao quis ficar correndo,entao resolvi bater perna em Sao jorge , comer e visitar algumas lojinhas. E me misturar com os locais tambem ! ( bem simpaticos diga-se de de passagem...) Dava tempo de fazer o vale da lua, mas eu mudei de opiniao apos ouvir diversos relatos de lugares melhores pra visitar. Me falaram que é muito legal pra tirar fotos e só. Coisa de uma hora no maximo. Mas gosto é gosto, quem sabe da proxima eu vá ! Dia 2- Dia de explorar o Parque nacional da chapada. Entrada gratuita. Nao é necessario guia, entao vc tem gasto ZERO. As trilhas sao auto-guiadas, super bem sinalizadas, nao tem erro. Neste dia fizemos a trilha dos saltos 120 mts e 80 mts, a trilha é nivel médio - dificil, tem muitas descidas e subidas, cuidado pra nao escorregar e recomendavel usar bota pra trekking. Vi uns loucos de chinelo, esses deveriam ser barrados na entrada, pq eh bem facil de se machucar nesses passeios !total da trilha da uns 9 km ida e volta, eh bom ter no minimo um bom condicionamento, sedentarios podem ter certa dificuldade, mas indo devagar se chega. Na queda de 80 mts, tbm chamada de cachoeira do garimpão, tem uma enorme piscina natural, a agua é bem gelada ( como em toda a chapada) e se ve alguns cardumes de peixes. Na volta, da ainda pra fazer no mesmo dia as corredeiras, que sao simples, mas da pra dar uma boa relaxada nas pedras lisas e em formato de mesas. Dia 3 - Mais um dia no parque. Neste dia fazemos a trilha dos Canions e cachoeira Cariocas, trilha nivel medio, é mais longa que a dos saltos, porem é mais plana e acaba sendo mais rapida, dá uns 10 km ida e volta. Levem sempre muita água, fruta e barra de cereal , ja que esses passeios consomem o dia todo. Cariocas é uma cachoeira incrivel e é bem legal passar o dia lá, na volta fizemos os canions, bonito, mas nem tao interessante pra ficar na água. na volta senti um pouco a perna, e tive que mudar o passeio do dia seguinte. Dia 4 - como senti muito a perna doer no dia anterior, cancelei meu passeio original; mirante da janela ou cachoeira do segredo(ambos com trilhas dificies, acessos complicados e longos) e fiz algo mais leve. Fui pro Novo portal da chapada, reduto do Guru Prem BABa, paguei 15 reais e por lá passei um dia muito agradavel ( café, restaurante vegano, acesso as piscinas, cachoeira São Bento ( muito boa pra nadar), redes, satsang, aula de yoga) .Cheguei la por volta das 11 e sai as 18 hrs. Tem tambem uma trilha elevada na mata de 3 km, bem interessante, da pra ver bastante passaros, corregos, etc. Com esse passeio encerro minha estadia em sao jorge e parto para Alto Paraiso. Dia 5 - Ja devidamente instalado em Alto paraiso ( ficamos no hostel jardim da nova era, bem legal e localizado, recomendo) conheci uma galera e resolvemos ir pra fazenda sao bento, fazer as cachoeiras Almecegas I E II. É perto de Alto paraiso, dá uns 10 km.... do lado do Prem Baba. Paga-se 30 reais pra entrar, e vc usa uma pulseira. da portaria da fazenda até a primeira cachoeira, dá quase 3 km, uns 45 minutos andando. O problema é que a trilha pra lá é bem irregular, A PIOR TRILHA que fiz na chapada, com muitas subidas e descidas bem ingremes, varios locais com pedras soltas e achei bem chatinha...pior que a do parque. Chegando na almecegas I vc tem o mirante, e de la pra baixo, ate acessar a cachoeira, anda mais uns 10 minutos numa descida bem ingreme. A cachoeira fica no fundo de um vale, uma bela vista, porem o sol bate só no paredao, a agua FOI A MAIS GELADA QUE ENTREI NA CHAPADA, serio, ninguem do grupo aguentou mais de 3 minutos, me deu ate dor de ouvido. Saimos de lá meio tarde a fim de conseguir ir na Almecegas I. 1,5 km andando dentro da fazenda.....cachoeira bonita porem com pouco volume de agua. porem tem uma vista para o vale muito bonita , rende excelentes fotos. Nao entrei na água, que tava geladissima tambem. Fim do passeio, pegamos carona de volta pra Alto Paraiso com uma galera do proprio hostel que estavamos. Dia 6 - Catarata dos couros - Consegui fechar com um guia num preço bem abaixo do que é praticado, pagamos 70 reais cada um, Couros é bem longe de Sao jorge, demoramos quase uma hora e meia pra chegar la, uma boa parte é estrada de terra; passamos por uma fazenda invadida pelo MST, vimos SEriemas e outras aves, ate chegarmos na entrada da trilha. Nao se paga NADA pra couros, mas tem uns locais lá recepcionando, é bom deixar uma contribuiçao, 5, 10 reais, foi o que fizemos. Tinha grande expectativa nesse passeio e realmente Couros é sensacional, pela dimensao e volume de agua, pela beleza, é um dos locais tops da chapada, nao da pra deixar de fora ! Fomos ate a ultima queda dagua que tem uma enorme piscina natural, e depois ficamos na catarata mesmo, na parte de cima. Sao 3 piscinas naturais embaixo das quedas, agua bem gelada mas suportavel. Dia 7 - CAvalcante - Cachoeira de SAnta Barbara e Capivara- Saimos de alto paraiso rumo a Cavalcante as 6:30 da manha, ja que a viagem seria longa e queriamos pegar o sol da manha, felizmente deu tudo certo. Chegamos na comunidade kalunga, cada pessoa paga 20 reais, fora o guia local, que é 70, dai vc rateia entre as pessoas do seu grupo. outro gasto é a gasolina, enfim, este passeio me custou uns 120 reais ( bem mais em conta do que é cobrado normalmente) Apos os tramites, seguimos de carro ate um ponto la dentro da comunidade. apos, somente a pé ! uma trilha de meia hora mais ou menos e chegamos na Cachoeira SAnta Barbara. REalmente é impressionante a cor azulada da agua, como é cristalina, nas fotos parece pequena a piscina, mas pessoalmente ate que achei maior. beleza inigualavel, por isso esta entre os locais top da chapada. Nao da pra deixar de ir ! rendes fotos surreais !!! Como a mata é bem fechada, o sol nao bate muito, mas se vc for la pelo meio dia, o sol bate bem no centro do piscinão da cachoeira, deixando o local ainda mais espetacular. Vale a pena demais. Apos Santa barbara, fomos pra cachoeira da Capivara. outro local que eu nao tinha nos planos/ nao conhecia, mas é de uma beleza sensacional tbm ! agua esverdeada, com uma vista sensacional para um vale. Porem.....neste ultimo dia eu peguei carrapatos ! sim..carraptos. tinha me avisado que issso ocorre em algumas cachoeiras, e eu dei azar kkk. Nao sei se peguei na SAnta barbara ou na Capivara ! Uma das duas COM CERTEZA....! mas quem ta no mato é pra se coçar ne, kkkk Dia 8 - volta bem cedo de carro pra Brasilia, ( consegui por 60 reais) tem muita gente oferecendo esse servico. Vale mais a pena que o bus que é 10 reais mais em conta porem mais lerdo e com horarios pessimos. consulte seu hostel/ pousada . Chegando em brasilia, as 13 hrs, hora de voltar pra Sampa. Fim da trip ! :'( Vídeo que eu gravei na cachoeira Santa Bárbara: Vídeo / Catarata dos Couros ( 3 níveis) **Curiosidades/ avisos *** - Parque Nacional: Tem limite diário de pessoas ! 500 se nao me engano ! Deem uma olhada no site oficial, pra evitar chegar la a toa. Entao, se for em alta temporada, feriadao prolongado e afins, trate de chegar na portaria o mais cedo possivel ( 7 da manha) pq corre o risco DE NAO ENTRAR ! e isso nao é nada dificil ocorrer. Conheci uma mulher que ja tinha ido varias vezes la, em duas ocasioes, chegou as 8:30 da manha e nao conseguiu mais entrar. Fica o alerta. - usem bota para trekking. É bem facil se machucar nesses passeios, torcer um tornozelo ou coisa do tipo. Nao abuse.Chinelo e sandália nem pensar,vai machucar o pé com certeza... -Carrapatos: nao deixe mochila ou roupas jogadas no mato, forre com alguma coisa e no final faça uma inspeçao visual pra ver se tem algo... -lanches e agua: leve sempre . Os passeios sao longos e cansativos, andar dá uma fome do cão. Deixe pra comer a noite na cidade, ou leve marmita, rs. _ Caronas: funcionam super bem, tanto em sao jorge quanto em alto paraiso. Pegamos 6 caronas e nao tivemos problema. O unico problema é carona apos as 18:30 quando ja tiver escurecendo, a maioria dos carros nao vao parar, entao faça isso somente de dia pra sua segurança! -filtro solar: leve sempre, o sol do cerrado durante o dia castiga legal, repelente eu levei , so usei em duas cachoeiras, as outras foram de boa; - Recolha seu lixo. Preserve a natureza, nao arranque flores e nao destrua galhos que tiverem na sua frente. Dentro do parque achei um chinelo velho e um copo plastico, nao pensei duas vezes, pus na minha mochila e joguei fora quando cheguei em Sao jorge. Lamentável este comportamento. _ Alto paraiso: a avenida principal é a Ary valadao, la concentra tudo, hostel, bancos, lojas, CAT, rodoviaria, etc. nao da pra ser perder . A cidade tem menos de 9 mil habitantes. Tem gringos, muitos alternativos, miçangueiros, todos cordiais, bem como os proprios locais, QUE sao bem gentis com todos. - São jorge: um vilarejo com meia duzia de ruas, colado ao parque nacional. Tem hostel e pousadas ( mais caros que alto paraiso) tem restaurantes, cafes e bares pAra todos os bolsos. Varias lojinhas tambem . Ruas de terra que em breve serao asfaltadas. local tranquilo pra relaxar e curtir a natureza. -Cachoeira Santa barbara - OUvi relatos que ha um projeto para que o acesso a esta cachoeira para banho seja definitivamente FECHADO. motivo: sua preservaçao. o local nao é muito grande e o numero de visitantes so aumenta, o que tem causado um certo impacto no local. No pos feriado de junho agora, ficou fechada uma semana quase. Entao nao creio que seja boato, mas sim algo plausivel. - A chapada é um local magico, uma otima vibe, pessoas gentis e natureza exuberante. Espero ter ajudado com meu relato, pretendo voltar pra lá com certeza ! -Bom passeio !!!
  7. Olá Mochileiros. Fui para Chapada dos Veadeiros em julho/17 e fiz o meu roteiro com base em relatos aqui do site e como foi tudo lindo e perfeito acho justo agradecer fazendo este relato. Apesar de ter ido com um roteiro bem legal, houve algumas mudanças que fizeram a viagem mais perfeita! Todos os dias foram aproveitados, inclusive o dia de ir e voltar... Primeiramente entrei na parte de Companhias para Viajar, achei uma garota que iria numa data que eu também poderia, começamos a trocar mensagens, mais pessoas apareceram e criamos um grupo no watts. Entre pessoas entrando e saindo, ficamos apenas 3. Aqui vai uma observação: quando se está a procura de cia para alguma viagem você tem que estar disposto e ter paciência porque muitos desistem! O meu grupo final não foi o inicial (apenas eu ). As outras duas pessoas do meu grupo chegaram em Brasília na segunda-feira a noite, e eu iria chegar apenas na quarta pela manhã, e por opção deles, decidiram me esperar. Aí eles aproveitaram pra conhecer a capital. O combinado era eu encontrar com eles em Alto Paraíso na quarta-feira. No fundo eu achei foi ótimo eles me esperaram por que ir de Brasília para Alto você tem 3 opções: ônibus convencional (10:00 e 19:00), carro fretado (cobram aproximadamente 70 reais) ou carona (cobram 35 reais). Há no facebook os grupos de carona, é so pesquisar! Mas você fica dependendo da boa vontade e dos horários dos outros, mas enfim, são as opções que tem PRIMEIRO DIA Eles alugaram o carro, me buscaram no aeroporto e as 11:30 estávamos rumo a Alto Paraíso... DICA: se for possível, aluguem carro!!! As cachoeiras são longes e ganha-se tempo com o carro. Chegamos em Alto Paraíso as 14:30 e já aproveitamos para conhecer ALMECEGAS I, II e Cachoeira São Bento. A entrada para as cachoeiras fica na estrada entre Alto e São Jorge e é bem sinalizada. Paga-se 30 reais e pode conhecer as 3, o carinha da portaria te explica tudo certinho e não tem erro. A trilha é fácil para quem está acostumado e intermediário para os novatos. Você tem a visão da Almecegas I através do mirante e continua a trilha até o poço. A queda é bem bonita e o poço grande. Eu não entrei porque não estava batendo sol e a água super gelada. O meu companheiro entrou e não ficou nem 2 minutos.. kkkkkk Partimos para Almecegas II, trilha super fácil. A queda é bem menor, mas estava batendo sol e por isto entrei na água. É super gostoso o lugar e a luz do sol deixa tudo mais encantador. Para finalizar, passamos pela Cachoeira São Bento só pra olhar mesmo, porque depois destas 2 São Bento ficou no chinelo ... o poço é grande, mas a queda muito pequena! DICA: Este passeio pode ser feito em 1/2 dia e se possível que seja o primeiro da viagem, porque é legal conhecer, mas depois das outras cachoeiras, Almecegas I e II podem não ter o mesmo encantamento Nossa base foi em Alto Paraíso e ficamos no Adubai Hostel (mais uma casa adaptada -60 reais a diária) e a nossa sorte é que não tinha mais ninguém hospedado lá (se tivesse cheio acho que não seria legal). A dona é super simpática e deixou uma quarto com banheiro privativo para nós. SEGUNDO DIA fomos para Cachoeira Santa Bárbara. Já sabíamos que é obrigado contratar guia. Saímos de Alto cedinho e fomos rumo a Cavalcante (usamos GPS). Chegamos ao CAT (centro de atendimento ao turista) para buscar informações e disseram que os guias que ficam mais perto da cachoeira estavam participando de uma festa local (não vimos nada de festa quando chegamos lá, mas enfim...) e por isso pode ser que não tivesse ninguém disponível lá: SEM GUIA NÃO ENTRA NA CACHOEIRA! Por isto tivemos que pegar um guia no CAT mesmo (valor mais caro). Por sorte encontramos um outro grupo de 5 pessoas e dividimos o valor: ficou 20 por pessoa para conhecer 3 cachoeiras. A trilha é de 1,5km e fácil. A Cachoeira Santa Barbara é muito bonita, a queda em sí não é espetacular, mas o poço é muito bonito, você não acredita na cor da água. O lado ruim é que o tempo lá é controlado e pode ficar apenas 1 hora, por isto chegue e já aproveita o lugar. Depois saímos rumo a Cachoeira Capivara. A trilha para a cachoeira é fácil para moderada, mas vale muito a pena. A queda é linda e o poço é bem gostoso! Aí que vem o chato da viagem: o nosso guia disse que não estava no pacote de preço conhecer a terceira cachoeira!!! Como assim??? Foi o que combinamos no CAT! Infelizmente não teve conversa e voltamos para o centro de Cavalcante. Mas passamos no CAT para relatar o que aconteceu e o atendente nos disse que o valor que pagamos era para o guia ter nos levado a terceira cachoeira. DICA: o guia foi o ZÉ e certifiquem de deixar tudo bem claro quando fechar quais cachoeiras está no pacote! O lado bom foi que o grupo que conhecemos lá nos acompanhou em outros passeios também, pessoas muito especiais!!! Na volta de Cavalcante para Alto aproveitamos e paramos na Cachoeira Poço Encantado (há placa sinalizando, mas a entrada é a esquerda da estrada logo depois de uma curva beeem fechada). A entrada custa 20 reais e como estava um pouco tarde e sem sol na cachoeira, resolvemos não entrar/pagar. Mas no local ha um restaurante simples, com mesinhas de onde se vê uma parte da cachoeira. Aí ficamos lá conversando, comendo e vendo a cachoeira (mesmo que longe). Voltamos para a estrada e pegamos um por do sol, foi lindo! TERCEIRO DIA: Com o grupo que conhecemos em Santa Bárbara, fomos fazer a trilha Cânions e Cachoeira Carioquinhas (mesma trilha que levam aos 2 atrativos) que ficam dentro do Parque da Chapada dos Veadeiros. O parque fica em São Jorge (35km de Alto Paraíso e a estrada é muito boa). O carro fica na entrada do parque e o estacionamento custa 15 reais. No parque assistimos ao vídeo de 3minutos que os instrutores pedem pra ver. Começamos a trilha que é fácil na ida e moderada na volta (o corpo cansado fez a volta ser mais demorada). A trilha é bem sinalizada e fomos os primeiros no Cânion. O cânion é bem legal e tem uma lagoa para banho, curtimos um pouco e fomos sentido Carioquinhas (tem que fazer a trilha para voltar a entrada do parque por apenas 1km e tem a seta indicando a trilha da carioquinha). A trilha é fácil, mas para chegar na cachoeira há uma descida ingrime e tudo que desce, sobe! kkkkk então na volta esta subida contribui para o cansaço geral! A cachoeira é muuuuito bonita e tinham bombeiros (chegaram depois da gente). Eles foram uma gracinha e indicavam onde podia pular, onde podia ir, etc. Um deles até foi com a gente até as quedas. Eu sou medrosa, mas com a indicação deles, pulei também. Foi bem divertido. Eles nos informaram que outros 2 bombeiros estavam a caminho dos canions também. Gente, há 2 canions no Parque, para sair de um para o outro tem que andar mais 2km. Se a gente tivesse feito os dois, com certeza a volta da trilha teria sido muito pesada! Chegamos na entrada do parque as 15 horas e aproveitamos para conhecer o Vale da Lua: fica na estrada sentido Alto Paraíso (há placas), depois que sai da estrada dirigimos por uns 2km até a entrada. Paga-se 20 reais e a trilha é fácil. O lugar é legal, tem um poços bem pequenos para tomar banho, a água corre entre os buracos, mas pra mim não vale os 20 reais, mas indico conhecer pelo menos uma vez! Voltamos, pegamos a estrada sentido Alto e paramos no Jardim Maytrea para ver o por do sol. Há um pequeno espaço para estacionar o carro na estrada mesmo. O visual é muito bonito, vale a pena parar lá. QUARTO DIA fomos para Cachoeira do Segredo. Lemos relatos que era muito indicado guia e por isto contratamos um (Edmar): pagamos 25 por pessoa e nos juntamos a um outro grupo. O caminho é a estrada de São Jorge, mas ao invés de entrar na cidade, você continua... infelizmente o asfalto acaba logo depois...Há sinalização até a portaria e paga-se 25 para entrar (sem guia é 35). Depois seguimos com o carro, atravessamos o riacho 4 vezes (atravessar o riacho é bem legal, mas dá um frio na barriga!) estacionamos o carro e seguimos a pé... Achei a trilha fácil (7km ida e volta), atravessamos o riacho umas 6 vezes. Quem tem noção de trilha, acho que consegue fazer sem guia. Mas o nosso guia foi muito atencioso, foi explicando as coisas (ao contrário do guia de Santa Bárbara que so respondia o que era perguntado), enfim, foi um bom investimento. A Cachoeira do Segredo é simplesmente espetacular, a queda mais bonita, você fica de boca aberta, não há foto que expresse a magnitude. Mesmo sem bater sol no poço, não há como chegar até lá e não entrar, gente... entra sem pensar! Fiquei embaixo da queda um pouco e voltei nadando de costas, eu juro que quase chorei de emoção. Foi a coisa que mais me marcou em toda a viagem! Voltamos e na metade da trilha paramos para outro banho no riacho, água menos gelada e muito transparente. Como ainda estava um pouco cedo, paramos em São Jorge, andamos por lá, tomamos sorvete de sabores da região, vimos artesanato, etc e fomos ver de novo o por do sol, mas agora no Mirante do Abismo (caminho para o Parque, há placa). Não achei muita graça, porque as árvores tampam um pouco a visão e aí eu sugeri da gente ir na torre do telefone (vi uma foto no instagram e salvei). Não tem placas indicando, você vai no "achômetro", mas achamos! Não é um ponto turístico e acho que é proibido subir , mas como já tinha gente lá, subimos! Eu tenho um pouco de medo de altura, mas fui.. o visual é bem legal, valeu a pena enfrentar o medo! Logo depois mais pessoas foram chegando e ficamos lá do alto vislumbrando o por do sol! QUINTO DIA Fomos para Catarata dos Couros (ouvi relatos que pode ser feito em 1/2 dia, mas decidimos que seria o dia para aproveitar bem e tiramos o dia para lá). Fomos de GPS WIKILOC (procurem no google caso não conheça, vale a pena). É sentido estrada para Brasília, depois de uns 11km de Alto vira a direita (há placas) e depois mais uns 30km de estrada de terra (super indico o aplicativo indicado acima, se não é bom ter guia). Deixamos o carro no estacionamento, não tem que pagar nada (mas demos uma contribuição na volta para os caras que ficam olhando os carros). Primeiro tem a Cachoeira da Muralha e depois seguimos a trilha pelo percurso do rio até as quedas da Catarata... é tranquilo, mas em alguns lugares tem bifurcação, mas todas levam para o mesmo lugar. Catarata dos Couros é fenomenal, grandioso, imponente... foi o dia que usamos muito a palavra NOOOOOOSSA! kkkkkk... Lá tem um local onde o pessoal pula, eu não tive coragem, mas o povo pula mesmo. eu desci pelas pedras e entrei no poço! Aproveitamos lá, depois voltamos e curtimos mais a Cachoeira da Muralha. SEXTO DIA... Era o dia da volta para Brasília e nosso voo era para as 19h. Acordamos cedo, fizemos check out, colocamos as malas no carro e fomos para o Parque fazer a trilha dos Saltos e Corredeiras. A trilha para os Saltos é fácil pra ir e difícil para voltar (muita subida). Antes de chegar a cachoeira, você tem a opção de ir até o mirante e ver a queda mais alta 120m (so se vê pelo mirante, não tem como descer até ela). Depois fomos até o Salto de 80m. Muito bonito, poço grande, mas não ficamos muito tempo. Seguimos a trilha para as corredeiras. Foi indicado pelo corpo de bombeiro que encontramos na Carioquinha fazer Saltos primeiro e se refrescar nas Corredeiras e foi o que fizemos e foi perfeito. Chegamos a portaria do parque 12h00 e pegamos estrada rumo a Brasília. PS: eu já faço trilhas, mas o meu grupo nunca tinha feito. Mas fizemos todos os passeios juntos e foi tranquilo, claro que os dias foram passando e o corpo ia cansando mais rápido, mas quero deixar meus parabéns a Lucélia e Janiedson pela disposição nas trilhas, vocês brilharam!!! DICAS GERAIS - Alugue carro; - Tenha aplicativo de trilha (Wikiloc) e GPS; - Leva 1l e meio de água (pelo menos). e leve algum líquido congelado, tipo água de coco, isotônico, chá verde... no final do dia já descongelou e fica geladinho, PERFEITO! - Leva lanches leves para passar o dia: biscoito, barrinhas, bolo, pão de queijo, sanduiches (fizemos de atum ou queijo com presunto); - Leve óculos de natação... como a água é transparente, tem um visual bem legal com os óculos; - Se quiser curtir bem as belezas naturais, acorde cedo!!! A gente saia do hostel as 7h, 7h30m. Nós eramos os primeiros a chegar na maioria dos passeios e aí você consegue fotos boas, além de contemplar o lugar sem muita gente e conversas paralelas... - Vá de bota para as trilhas e roupas confortáveis; - Enfrente os seus medos: eu fui sem conhecer o grupo, para um lugar desconhecido, achava que não iria das conta de fazer tudo que queria, enfrentei o medo de altura, enfim... APROVEITE! - Faça a trilha olhando para todos os lados, olhe para o alto... as vezes tire o óculos escuro e veja a real cor da vegetação, não use fone de ouvido (vi isso lá): escute o barulho dos pássaros, da água, converse com as pessoas, cumprimente ao cruzar com alguém... seja simpático! Pra viagem ter ficado mais perfeita era preciso mais 1 dia pra conhecer Macaquinhos e um dia para ficar tranquilo, porque o corpo já tava pedindo socorro!!! kkkkkk GASTOS: R$260 avião (BH - BSB/ BSB - BH) R$ 180 Aluguel do carro R$ 300 Hostel R$ 120,00 Gasolina e estacionamento R$ 65 Guia R$ 325 Outros (lembrancinhas, lanches, jantares, entrada nas cachoeiras...) Total: 1250,00 Algumas fotos estão no meu instagram: @karinesignorini
  8. Quando ir: dá para ir durante o ano todo, mas o mais aconselhável é na época da seca, no meio do ano. Faz bastante sol e calor durante o dia e a noite esfria bem. Na época de cheia existe o risco de trombas d’água e alguns atrativos ficam fechados. Fica sempre cheio de turistas em feriados e férias. Quantos dias ficar: por lá ouvi dizer que existem mais de 200 cachoeiras, muitos vão e resolvem ficar para morar, nenhum tempo é suficiente para conhecer tudo. Eu aconselho pelo menos uma semana para visitar os atrativos principais. Como chegar: a maneira mais comum é a partir de Brasília (240 km), onde muita gente aluga carro, pede carona ou pega o ônibus da Real Expresso (www.passagemrealexpresso.com.br), que sai de manhã e de noite para Alto Paraíso. A volta de ônibus tem apenas um horário de tarde. Entre Alto Paraíso e São Jorge não tem ônibus. O que fazer: o que tem de melhor na chapada são as cachoeiras. Não saia de lá sem conhecer as Cataratas do Rio dos Couros, os saltos de 120 e 80m do parque nacional e a Cachoeira Santa Bárbara. Onde ficar: Alto Paraíso e São Jorge oferecem uma infinidade de opções de hospedagem. Como são cidades pequenas, fáceis de andar a pé, o melhor é escolher um lugar perto do centro. Em Alto Paraíso a Av. Ary Valadão Filho concentra os principais restaurantes e lojinhas. Já em São Jorge, a rua principal é a Cinco. Lá eu indico o Camping Taiuá Ambiental, que é simplesmente maravilhoso. Super agradável e bem estruturado, oferece aluguel de barracas e tem vários shows na alta temporada. Transporte: dá para ir para a chapada sem carro sim! Essa é a escolha de muitas pessoas e inclusive foi a minha. Não tem ônibus e não dá para ir a pé para São Jorge e para a maioria das cachoeiras, mas existem outras opções. Você pode contratar empresas de turismo que oferecem os passeios ou guias que levam as pessoas em seus próprios carros. Algumas hospedagens também organizam vans que reúnem os viajantes. Dá para alugar bicicleta, a estrada entre Alto Paraíso e São Jorge tem ciclovia! Mas o jeito mais legal de arrumar transporte na chapada é por caronas. Lá se diz que a cultura caroneira é muito forte. É bem fácil conseguir carona na estrada e muita gente fica pedindo. Existem grupos no facebook que reúnem pessoas pedindo e oferecendo carona para chegar lá (https://pt-br.facebook.com/groups/240194479350012/) e para ir para os passeios. Se estiver de carro, tudo fica mais fácil. Dá para ir a todos os lugares, os atrativos principais são bem sinalizados. Eventos: diversos eventos acontecem durante o ano na chapada, mas tem dois que eu considero imperdíveis. O Encontro de Culturas e o Festival Ilumina. Ambos em julho. Dinheiro: em Alto Paraíso tem uma agência do Itaú e caixa 24h. Em São Jorge não tem nada! Se programe antes. Muitos lugares aceitam cartão, mas nem todos, principalmente cachoeiras que cobram entrada. Alimentação: há uma infinidade de opções de restaurantes em Alto Paraíso e em São Jorge. Tem também mercado, padaria e lugares que preparam lanches e kits para levar nas trilhas. A chapada é um paraíso para os vegetarianos e veganos. Tem muitos restaurantes específicos e os outros costumam ter opções. Todo mundo fala e é verdade, a chapada é mágica. Não sei o que tem de especial naquele lugar para reunir tanta coisa boa. Mas é só chegar lá que você já sente. Não é à toa que quem vai não quer mais voltar e muita gente larga tudo para morar lá. Cada lugar, cada cachoeira, cada pessoa que você encontra, parece que está tudo em uma sintonia muito boa. É um lugar perfeito para se conectar com a natureza e conhecer as belezas do cerrado. Fui para lá sozinha e conheci muita gente, arrumei ótimas caronas e fiz boas amizades. Alto Paraíso ou São Jorge? A Chapada dos Veadeiros é uma grande região, que inclui várias cidades. Quem vai para conhecer as cachoeiras costuma se hospedar em Alto Paraíso de Goiás ou na Vila de São Jorge. Elas ficam apenas meia hora de carro uma da outra e dá para fazer os passeios saindo das duas. Alto Paraíso é uma cidadezinha pequena, já São Jorge é bem menor e mais simpática, não tem nem asfalto. Se for para ficar bastante tempo, eu sugiro dividir sua viagem entre as duas. Senão escolha a que fica mais perto dos atrativos que você quer conhecer. Visite o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) para informações nas cidades. Alto Paraíso Feira do Produtor Local: Acontece todo sábado de manhã e terça das 15h as 18h. Dá para comprar vegetais orgânicos e comer várias coisinhas gostosas. Cataratas do Rio dos Couros: A entrada é de graça e o valor do estacionamento é livre. Para chegar pega-se um trecho da estrada em direção a Brasília e depois uma longa estrada de terra, sem indicação em algumas bifurcações. É indicado ir com guia, mas eu acho desnecessário. A primeira trilha é bem curta e leva até uma cachoeira muito linda. É preciso atravessar pela água para chegar nela. Depois a trilha segue o maravilhoso rio dos couros, que forma várias piscinas onde as pessoas tomam banho, até outra cachoeira bem maior. Reserve um dia inteiro para esse passeio. Loquinhas: É o atrativo mais perto de Alto Paraíso. Dá para ir de carro ou andando. A entrada custa R$25,00. A trilha é muito curta e muito fácil, toda de madeira, e vai acompanhando o rio e suas mini cachoeiras, com poços para banho. O mais interessante são os miquinhos que aparecem atraídos pelos turistas. O passeio é bem curto, dá para fazer em meio dia. Cristais: Parecido com a Loquinhas, mas bem mais bonito, uma trilha fácil e curta segue o rio e suas cachoeiras e poços. Custa R$20,00 para entrar. É um passeio para meio dia, ou um dia inteiro se você for a pé. Saindo de Alto Paraíso são 5 km na estrada em direção a Cavalcante e mais 3 km de estrada de terra. Fazenda São Bento – Almécegas I e II e Cachoeira São Bento: A fazenda fica na estrada entre Alto Paraíso e São Jorge e dá acesso às três cachoeiras. Entrada R$30,00. A cachoeira São Bento é a mais próxima e menorzinha, tem um bom poço para banho. Seguindo de carro por uma estrada de terra fica o acesso a Almécegas I. A trilha não é muito longa, mas é uma subidona bem cansativa. A cachoeira é bem grande e lindíssima. Primeiro se chega a um mirante em um paredão de frente para a queda. De lá dá para descer para o poço ou atravessar as pedras até a parte de cima da cachoeira. De volta à estrada de terra, é preciso seguir de carro até a Almécegas II, acessível por uma trilha curta e fácil. A cachoeira não é tão grande, mas é bonita. Reserve um dia inteiro para aproveitar as três cachoeiras. Novo Portal da Chapada – Ashram do Prem Baba e Festival Ilumina: O Novo Portal é um “santuário ecológico” onde você pode se hospedar e também tem entrada para a cachoeira São Bento. Lá fica o ashram do Prem Baba, que durante uma temporada no ano recebe o guru e seus seguidores. É onde acontece o Festival Ilumina. Jardim de Maytrea: É uma paisagem que fica na estrada entre Alto Paraíso e São Jorge. Tem lugar para estacionar o carro e muitas pessoas vão para ver o pôr do sol. Uma bela amostra das belezas do cerrado e das formações rochosas da região. São Jorge Encontro de Culturas e Aldeia Multiétnica: É um evento incrível que acontece na segunda metade de julho e reúne indígenas, quilombolas, e visitantes para palestras, oficinas e shows. Vale da Lua: Um cenário bem diferente na chapada. Não se trata de uma cachoeira, mas de toda a área por onde a água do rio gastou as pedras formando algo que lembra a lua. Também tem pequenas cachoeiras e poços para nadar, com água bem gelada. A entrada é R$20,00 e a trilha é bem curta e fácil. É um passeio de meio dia, ou um dia inteiro se for a pé. Seguindo de São Jorge em direção a Alto Paraíso há uma entrada para a estrada de terra, são 10 km no total. Mirante do Abismo e da Janela: Simplesmente o visual mais lindo da chapada! Na época da cheia tem a cachoeira do abismo no caminho, na seca é só o mirante. Fica fora do parque, mas a visão que se tem é dos saltos de 120 e 80m. A trilha começa com uma descidona, depois é plana e então vem uma subidona. Mais ou menos uma hora, até chegar no mirante. Dá para fazer em meio dia. A entrada custa R$15,00 e fica pertinho de São Jorge, em direção ao Parque Nacional. Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: O parque fica pertinho de São Jorge, dá para ir a pé ou estacionar o carro lá. A entrada é grátis. Dá para entrar das 8h ao meio dia, mas ele fecha antes se atingir a lotação, o que costuma acontecer cedo em fins de semana de alta temporada. No parque tem 4 trilhas diferentes. Cânions e Cariocas: A trilha até a cachoeira Carioca leva aproximadamente 1 hora. O fim é uma descida pelas pedras bem íngreme, com algumas escadas. A cachoeira é grande e linda e tem uma ótima piscina para nadar. Dá para ir embaixo da queda d’água. Voltando um pouco na trilha tem um outro acesso para os cânions onde se encontra pequenas cachoeiras entre paredões de pedra e vários lugares para nadar. Saltos de 120 e 80m: São as maiores e mais famosas cachoeiras do parque. A trilha leva mais ou menos uma hora, sendo que boa parte é descida, bastante subida na volta. Primeiro você chega a um mirante dos saltos de 120m. Depois a trilha chega em cima dos saltos e de frente para o de 80m, onde você pode nadar sem chegar próximo da queda. De lá a trilha segue para as corredeiras, boas para nadar. Seriema: É uma trilha bem curtinha e sem água. Boa para quem quer andar pelo cerrado, mas não está disposto a fazer as trilhas grandes. Travessia da 7 Quedas: É uma trilha de 23 km, para ser feita em dois dias. A pernoite no parque deve ser agendada antes pelo site www.ecobooking.com.br. A cachoeira das 7 quedas é muito bonita e exclusiva, poucas pessoas vão até lá. Cavalcante Santa Bárbara: A cachoeira Santa Bárbara é uma das mais famosas da chapada, por sua água azul turquesa. Ela é realmente maravilhosa e vale a pena conhecer, mas fica bem longe, em Cavalcante, é um passeio de um dia inteiro. Em Cavalcante há várias outras cachoeiras e quem opta por visita-las pode se hospedar na cidade ou dentro do quilombo kalunga, onde fica a Santa Bárbara. Para visitar a cachoeira é obrigatório o acompanhamento de um guia. Alguns guias levam grupos desde Alto Paraíso, saímos em 9 pessoas em dois carros e ficou R$ 30,00 para cada. No caminho paramos em um mirante e na cachoeira Ave Maria. No quilombo pagamos R$20,00 a entrada, que dá direito também à visita da cachoeira Capivara, que é lindíssima. As trilhas são curtas e fáceis. Após o passeio, almoçamos a comida caseira típica, plantada e preparada no quilombo. Esse e mais destinos, vivências, relatos e dicas de planejamento de viagens no site: www.aventureira.com.br
  9. Olá mochileiros! Meu primeiro post no fórum. Espero que gostem do relato de uma das viagens mais incríveis em termos de paisagem e boas energias... A Chapada dos Veadeiros! A viagem teve início em 31/03 quando saí do aeroporto de Viracopos em Campinas com destino à Brasília. Viajei pela GOL e encontrei um preço bastante atrativo para a época (R$ 194,00 ida e volta com taxas incluídas!!). Chegando em BSB fui recepcionada por uma amiga, mas para quem não tem esse privilégio, existem opções de ônibus circulares e taxis para chegar até o Plano Piloto ou cidades satélites. No dia seguinte parti sozinha para a Vila de São Jorge, que é a porta de entrada para o Parque Nacional das Chapada dos Veadeiros. Consegui uma carona via página do facebook especializada nesse trajeto – Conexão Chapada. Essa página foi recomendada por uma amiga que conheci em outro mochilão e salvou meus planos de chegar cedo à Vila. Acabei indo com uma galera que já é rato da Chapada, conhece cada pedacinho do lugar (um dos caras fazia trabalho de guia lá) e tinham casas para alugar na Vila. Foi demais! Paguei R$ 25.00 pela carona, que incluiu uma conversa boa e várias dicas turísticas. Recomendo, mas lembre-se de selecionar a carona com cautela . A viagem durou aproximadamente 3hrs. A Vila de São Jorge é bem simples e pequena, pertence à cidade de Alto Paraíso e o caminho para chegar até ela agora é asfaltado e tem uma ciclovia. Demais! Antes era estrada de terra. A Vila não é asfaltada e as ruelas são bem esburacadas, tem de tomar um pouco de cuidado para dirigir por lá. Mas tirando isso é tudo muito rústico e charmoso. Algumas ruas não tem iluminação elétrica e as pessoas colocam velas no caminho e papéis pardos em volta dando um clima interessante ao local. Na cidade chega sinal de internet 2G, porém a energia elétrica oscila bastante e é muito comum faltar luz e demorar bastante para voltar... Portanto, quem tiver bateria externa, leve-a e a mantenha sempre com carga. Algumas percepções da Vila: - possui uma grande quantidade de albergues (hostels), mas a maioria não é encontrada on-line, em nenhum site de busca. - alimentação é bem diversificada por lá. Tem restaurante para todo tipo de paladar e bolso. Eles vão desde a cozinha italiana à nordestina. São várias opções de pizzaria, lanchonetes que servem tapiocas, açaís, pastéis, caldos. E tem um famoso restaurante cuja especialidade é risoto. Esse é um dos mais caros, mas pela música ao vivo de boa qualidade compensa - tem um mercadinho lá, que abre às 7hrs da manhã. É um dos lugares que abre mais cedo. Mas se vc procura frutas não se desespere, elas só chegam à cidade duas vezes por semana. Se não me engano nas quartas e sábado, no fim da tarde. Café da manhã nos hotéis, pousada e albergues não é servido antes das 8hrs da manhã. Acredite se quiser! Logo, se pretende madrugar para fazer os passeios, programe-se para preparar seu próprio café da manhã. Dia 02/04 Me programei para conhecer as principais atrações do parque nacional, levantei cedinho, me arrumei e aguardei o café da manhã. A portaria do parque abre às 8:00, a entrada é gratuita e a contratação de guia não é obrigatória. Como reservei apenas esse dia para o parque planejei fazer todas as atrações disponíveis e abertas ao público nessa época do ano, o Salto do Rio Preto (com as cachoeiras do Salto e Garimpão), as Corredeiras, as Carioquinhas e o Cânion 1, que totalizam pouco mais de 22km a pé. Encontrei uma médica (Mari) no caminho para o parque, ela me ofereceu uma carona e resolvemos fazer o passeio juntas. Havia me programado para um passeio hard e ela se dispôs a me acompanhar. Foi um dia incrível! Ceu maravilhoso, azul e clima agradabilíssimo. Fomos inicialmente para o Salto do Rio Preto, cachoeira enorme e deslumbrante! Do mirante dá para bater umas fotos lindas dela. Mas não dá para descer até a piscina. Na verdade nem é permitido. De lá, seguimos para a piscina da cachu do Garimpão, só tínhamos nós duas, a água estava translúcida e dava para ver os peixes. Ficamos apreciando a paisagem por uns 40min quando os primeiros turistas chegaram. Mas logo depois o tempo começou a fechar e resolvemos sair da água para evitar risco de tromba d’água, MUITO COMUM nessa época. Partimos para as corredeiras, embaixo de uma chuva torrencial, que durou mais de 1hora. Depois de lá, fomos para as Carioquinhas (uma delícia nadar lá, pena que o tempo estava nublado). E para finalizar o dia fomos visitar um dos Cânions, o outro estava fechado para visitação. As trilhas que levam às atrações são bem marcadas com setas de cores diferentes em pedras e no chão. Contudo é fácil se perder em alguns pontos, o caminho não é muito aberto, logo se você não tem uma boa percepção de mato, compensa contratar um guia (R$ 100,00 a diária). Voltamos à base do parque às 17:15, 15 min antes de fechar com a sensação de dever cumprido. Foi um trekking puxadaço, mas tivemos grandes recompensas no caminho (paisagem e cachoeiras lindas, a flora única do Cerrado – vimos um Paepalanthus sp. – e a fauna (tatuzinho) que nos deu seu ar da graça). Dica: Sempre leve capa de chuva e uma mochila com compartimento impermeável para os equipamentos eletrônicos e documentos. Protetor solar, um chapéu ou boné, água potável, comida e, se possível, uma toalha de secagem rápida. O parque não possui estrutura interna para alimentação. Dia 03-04 Dia de conhecer a famosa Cachoeira de Santa Bárbara, localizada em uma área quilombola no município de Cavalcanti – GO. Partindo da Vila são aproximadamente 210 km, uma boa parte dele em estrada de terra com uma sinalização bem precária, porque (pasmem!) roubam as placas! Eu e a Mari fomos de carro com uns amigos que eu fiz no hostel. Saímos por volta das 9hrs da Vila, passamos por Alto Paraíso (onde abastecemos o carro) e chegamos no quilombo logo após as 12:30. Em feriados e finais de semana, a cachoeira de Santa Bárbara costuma ser muito procurada, por isso eu recomendo sair beeeem cedinho, pra chegar lá por volta das 9hr – 10hrs. Nesses dias eles o tempo máximo de permanência na cachu são 60min. O número de visitantes por vez não passa de 50 pessoas. Na baixa temporada ou em dias não muito comuns (dias de semana) dá pra ficar horas apreciando a paisagem. Logo, rola programar bem a época e horário de visita a essa atração. Como chegamos tarde e na véspera de um feriado, a Santa Bárbara estava cheia, então resolvemos ir primeiro na Cachoeira das Capivaras (que não deixou a desejar). Banho muito gostos, vista bem legal de um cânion. Pagamos 20,00 e isso deu direito à visitação das duas cachoeiras + 14,00 guia (valor por pessoa – nosso grupo tinham seis pessoas). Eles também oferecem almoço no quilombo. Não me recordo bem o valor, pois levei lanchinho, mas acho que era 25,00/pessoa à vontade. Esse passeio vale muitíssimo a pena e ele toma o dia todo. Os guias são moradores do quilombo, eles não falam muito e o que acompanhou meu grupo não tinha uma dicção boa, logo não dava para entender muita coisa. Mas sem eles não tem passeio! Ah, pra chegar bem pertinho da cachoeira Santa Bárbara é preciso OU ter um carro com tração OU ter disposição para caminhar aproximadamente 8 km (ida+volta) OU pagar R$ 10 para usar o transporte deles lá. Já adianto que se você chorar um pouco eles diminuem o preço para R$ 5, porque 10 conto é um roubo! Fomos de carro (pagamos R$ 5) e voltamos a pé (super tranquilo!!). Lá também não tem estrutura de alimentação, só o restaurante mesmo, no qual tem de agendar a hora do almoço, e um ou outro vendedor de lanchinho que você encontra pelo caminho. Somando os gastos com a gasolina (24,00 por pessoa), gastei em torno de R$ 60,00 para fazer esse passeio. Dia 04-04 Dia da Cachoeira do Segredo, passeio tão esperado! Durante a noite choveu tanto, tanto, mas tanto, o dia amanheceu nublado e, por isso, corri na agência de turismo – Agência Segredo – para perguntar se a atração estaria aberta, se era seguro, se haveria mesmo grupos saindo para lá e guias para nos conduzir. Por mais que não seja obrigatória a presença de guia nessa atração eu SUPER recomendo a contratação de uma pessoa que conheça a região e os perigos que essa trilha reserva. A sinalização da trilha é péssima e o clima muda muito rapidamente, principalmente na área da piscina da cachoeira, pois ela está escondida entre três paredões. Além disso, é necessário atravessar dois rios, um deles mais de 11 vezes. Em alguns pontos a travessia é simples, água bate no tornozelo, não tem correnteza e há algumas cordas pra ajudar. Em outros não tem onde se segurar, a água chega ao quadril e quando tem correnteza forte meu amigo é contar com a sorte e ajuda dos coleguinhas. Muitas vezes não está chovendo lá na cachu, porém na cabeceira do rio sim, e por isso o nível da água sobre muito rápido. Resumindo, um dos agentes disse que era sussegado fazer o passeio e que o guia já estava nos aguardando. Diante disso, entramos nos nossos carros e seguimos viagem. A agência não dispõe de veículo, tem de usar o nosso mesmo. Pagamos R$ 26,40 por cabeça (guia + taxa da agência) + R$ 25,00 da Cachoeira do Segredo por pessoa, nosso grupo tinha sete pessoas. Lá não tem nenhum tipo de assistência, não pega celular, nada. Logo, levar comida, repelente, protetor solar, chapéu, essas coisas... Assim que chegamos o pessoal que estava lá disse que o tempo estava virando novamente, ou seja, havia risco de chuva. Mas fomos adiante mesmo assim, sempre seguros de que o guia iria nos alertar de qualquer problema, ou que ele estava treinado para isso. A trilha tem um percurso de aprox. 9 km por mata fechada. Logo na primeira travessia nos molhamos da cintura pra baixo. Continuamos firmes e fortes, até começar a cair os primeiros pingos de chuva. Fomos adiante, cada vez mais rápidos. Até chegar a um ponto no qual estávamos encharcados e o guia disse que era melhor voltarmos. Nesse momento o grupo ficou bem angustiado, pois faltavam pouco mais de 2 km para a cachoeira e teríamos de encerrar o passeio. Decidimos continuar, foi aí que o guia deixou escapar que não queria nem ter saído da Agência com aquele tempo, que ele sabia que não daria para fazer o passeio. Ficamos todos muito indignados e optamos por continuar, pelo menos para visualizar a cachoeira. Já estávamos conformados de que entrar nela seria impossível e loucura. Faltando aprox. 1 km encontramos com um grupo voltando de lá e o guia nos alertou do perigo de ir a cachu caso a chuva apertasse mais. Terminamos o percurso na pressa, na última curva chegamos à cachoeira do Segredo que é absurdamente linda. Debaixo daquele aguaceiro já foi demais, imagina com o ceu limpo e sem chuva. Tiramos algumas fotos, fizemos uma pausa para um lanche rápido e aí a chuva pegou de vez, começou a relampear e trovejar. Pegamos nossas coisas e saímos rapidinho de lá, em uma corrida contra o tempo e torcendo para que o nível dos rios não tivesse subido. Já na primeira travessia sentimos a diferença. Para reduzir a quantidade de travessias o guia nos levou a um caminho alternativo, por uma trilha atalho, passando por uma área descampada (parecia um pasto). Bateu um medo de encontrar alguma cascavel ou outra serpente peçonhenta em meio aquela vegetação, mas deu tudo certo. Até chegarmos a um dos rios que estava altíssimo e com correnteza. O guia olhou o cenário, parou e disse que teríamos de aguardar. Que talvez não desse para atravessar e que poderíamos, inclusive, dormir no mato. Pra que?!?! O povo ficou doido! No fim das contas, o guia resolveu tentar a travessia sozinho. Não foi nada fácil, mas ele encontrou um ponto menos complicado e nós o seguimos, um por um, em fila indiana. Antes de força, foi preciso muita calma e paciência para saber onde apoiar os pés durante a travessia. E pra completar, no final dela, ainda me aparece uma cobra coral nadando e passa entre as minhas pernas. Ainda bem que foi comigo que sou bióloga. Se outra menina do grupo visse isso ela teria sido levada pela correnteza... Qual lição ficou desse passeio? É um lugar maravilhoso, muito lindo mesmo. Vale a pena o passeio, mas é fundamental escolher bem a época para fazê-lo. É perda de dinheiro, tempo e humor se embrenhar nessa trilha nos meses que ainda chovem (de fevereiro a maio com certeza!). Talvez junho já seja um mÊs mais propício. Não se engane com o que diz os funcionários da Agência de Turismo. Eles estão interessados no seu dinheiro e não na sua segurança e vão falar que dá sim pra fazer o passeio sussegado. Assim que voltei, passei lá e conversei com dois guias. Disse que foi muita imprudência deles enviar um grupo diante daquelas condições climáticas. Que nós, como turistas e desconhecedores da região, fomos enganados e, além de não usufruir de metade do que o passeio poderia oferecer, ainda corremos sérios riscos. Sinceramente, não recomendo a Agência do Segredo! Dia 05-04 O último dia na Vila, o último dia de viagem. Reservei para esse dia um passeio interessante. A Janela/Mirante e cachoeira do Abismo. Essa última é uma cachoeira temporária, que só de forma na estação chuvosa. Ela é bem diferente das demais, sua água é tão amarela, tão amarela. Provavelmente reflete a composição da rocha, mas não sei dizer qual o elemento químico predominante. Esse passeio não necessita de guia e está localizado perto da Vila de São Jorge, não tão perto para ser feito a pé, mas um carro convencional chega tranquilo. Pagamos R$ 10,00 na entrada, que é a mesma para todas as atrações. Caminhamos aproximadamente 4 km do estacionamento até a Cachoeira do Abismo, trilha muito tranquila, nível fácil. Entretanto, acabamos ficando tempo demais na cachoeira (que estava com uma água deliciosa!!) e tivemos de optar. Ou seguir até a Janela/Mirante ou retornar e seguir para o Vale da Lua, outro atrativo famosíssimo da Chapada. Optamos por conhecer o Vale da Lua, que decepcionou bastante. Nessa época do ano (chuvosa), duas piscinas ficam fechadas para natação. Logo, só tivemos a visão de uma delas. E havia vários pontos nos quais a passagem estava proibida. Não pudemos ver, por exemplo, a famosa Pedra da Lua. Uma pena! O lugar tem umas formações rochosas bem surreais, é diferente de tudo que eu vi na Chapada. Mas posso garantir que há lugares melhores. A entrada custou R$ 15,00 e lá dentro tem um barzinho onde vende sucos, refris, cervejas, água de coco e alguns salgados. Saindo do Vale, seguimos viagem rumo à Brasília. No caminho ainda passamos pela Pedra da Baleia (avistada com perfeição apenas de um ângulo). O retorno levou quase 4hrs, pois o trânsito pós-feriado até a capital do país estava um caos!!! Foi uma sensação tão forte de “back to the reality”.
  10. Para se chegar a Chapada dos Veadeiros é necessário um voo até Brasília e de lá um transfer, ônibus ou carro até uma das cidades que servem como base para os passeios e para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que pode ser Vila de São Jorge, Cavalcante ou Alto Paraíso. A Vila é a mais próxima ao Parque Nacional e foi onde ficamos. Chegando na Álmecegas II A melhor época para visitar a Chapada é no período da seca, de maio a setembro. No período das chuvas, as águas dos poços e cachoeiras podem não estar tão cristalinas , além da chuva poder se tornar um empecilho para a realização de alguns passeios. Fui em outubro, mas não choveu e o clima estava bem seco. Além das trilhas e cachoeiras do Parque, há diversos outros passeios. A Cachoeira de Santa Bárbara é um dos passeios mais procurados da região. Fica localizada em uma comunidade Kalunga (comunidade remanescente quilombola) na cidade de Cavalcante. É preciso ir um local próximo ao início da trilha para pagar a taxa de visitação para acesso a cachoeira de Santa Bárbara e da Capivara e colocar o nome na lista, pois dependendo da época a procura é bem grande. Portanto, procure ir de preferência o mais cedo possível. Além dessa taxa, é necessária a contratação de um guia que é obrigatório. Eu já fui com o guia direto de São Jorge, (é possível fechar o passeio em agências na Vila), mas também é possível contratar lá na CAT da Comunidade Kalunga (Leve dinheiro em espécie). Aí começa a trilha em meio ao cerrado, quase não há árvores, então leve protetor e boné/viseira para se proteger do sol. Depois dessa looonga caminhada, chegamos primeiro na Cachoeira Santa Barbarazinha/Barbarinha, mas seguimos direto para a Santa Bárbara, porque o tempo é limitado. Chegando na Cachoeira mais esperada da viagem, pude apreciar sua beleza, a incrível cor de sua água que pelas fotos parecia ser filtro. Santa Barbarinha e Santa Bárbara Depois seguimos para a Cachoeira da Capivara, mais uma trilha e vamos caminhando entre diversas pequenas quedas de água e um mirante com uma vista deslumbrante. Com um poço ideal para banho, com menos pessoas que na Santa Bárbara e sem tempo cronometrado é o local perfeito para relaxar depois do dia de caminhadas. Enquanto você está lendo, vai lá rapidinho curtir nossa página noFacebook Astrolábio Trip e no instagram @astrolabio.trip ! Fazenda São Bento, Almécegas I e II Chegamos e ficamos aguardando um pouco na Cachoeira São Bento e fica logo na entrada da fazenda. Depois entramos na van e nos levaram até o início da trilha (trilha bem íngreme). Após um tempo andando, chegamos em um mirante, onde podemos ver a cachoeira de cima e tirar várias fotos. Agora é começar a descer para chegar a Almécegas I. E finalmente chegamos, como estava sem chover por um bom tempo, as quedas estavam com pouco volume. Tempo para o banho encerrado e voltamos para o estacionamento para ir para Almécegas II. Pegamos uma trilha bem mais curta e tranquila que a outra, com um visual lindo. Essa é para relaxar e tirar muitas fotos. Cachoeira de São Bento e Almécegas I (pouco volume, por causa da época) E o dia acabou por aí??? Nãaaaooo! Nos despedimos da Fazenda São Bento e fomos direto ao Vale da Lua, que é um dos principais atrativos da Chapada dos Veadeiros. Suas formações rochosas lembram o solo lunar. Pagamos a entrada e começamos mais uma trilha que pelo menos não apresenta muita dificuldade. Chegando no vale da Lua, não tem como não ficar encantado com um cenário tão diferente, e para mim, de tudo que tinha visto até então. A diversão fica por conta das 3 piscinas naturais. Ficamos apenas na terceira. Infelizmente não pudemos fazer todas as atividades e ver as belezas que o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros nos proporciona, pois em outubro/2017 houve uma grande queimada e aconteceu enquanto estávamos lá, ou seja, o Parque foi fechado. Foi muito triste, mas com as chuvas, o Parque está se recuperando. A vida noturna da Vila de São Jorge Na rua principal e na paralela a ela, há vários restaurantes, lanchonetes, pizzarias e até mesmo barraca de churrasquinho. Há um bar com música ao vivo que fica bem cheio e alguns dias também tem forró que segue pela madrugada. Por que os ETs?? A região da Chapada dos Veadeiros fica sobre uma imensa placa de quartzo, que dá uma energia diferenciada ao local e que para alguns também favorece a vista de extraterrestres e OVNIs. Não se esqueça de levar: Gostou? Não deixe de conferir essas e outras dicas no [email protected] e em nossa página no Facebook Astrolábio Trip
  11. Depois de ver o clipe da música "Liberdade pra dentro da cabeça - Natiruts" virou um objetivo, conhecer aquele cenário que nunca tinha visto na vida. Após pesquisar descobri que se tratava da Chapada dos Veadeiros, talvez a menos popular do Brasil devido ao seu acesso e cultura bem roots mesmo. A chapada fica em diversas cidades, as mais conhecidas são Alto Paraiso de Goias e Cavalcante. Alto paraiso fica a 242km de Brasília, não fiquei muito la.. me hospedei na vila de Sao Jorge que fica uns 40min de distancia e é onde mais fica cheio pois é a sede do Parque Nacional da Chapada e tambem onde se rola mais vida noturna, com bares, lanchonetes, pizzarias… Nessa viagem foi praticamente obrigatório o aluguel de carro, pois todos relatos diziam que ônibus não existiam ou era uma frequência decidida pelas empresas, não achei nada concreto de passagem entre Brasília e as cidades da chapada, e, como iria ficar poucos dias não poderia fazer como diversas pessoas fazem, o uso da carona pra chegar nos destinos. Até então iria sozinho pois como muita gente não tenho pessoas do meu convivio que topem esse tipo de saída da zona de conforto, seja pela parte financeira ou pelo puro comodismo de sempre ir pros mesmos lugares nas suas férias, então entrei em grupos de viagem no whatsapp, postei meu roteiro aqui no site em diversos posts e apareceram duas bençãos(ou não) na minha vida, Dani e Natália… Dani morava numa cidade que ficava a 1h de distancia da minha então trocamos ideia e marcamos de nos conhecer antes da trip pra já ir se familiarizando.. já a natalia morava no Mato Grosso, mas por incrivel que pareça foi a que mais tive afinidade tanto antes, durante e dps da trip, conversamos até hoje super gente boa. Chegou o dia da viagem, já tinhamos depositado metade da reserva na casa que ficamos na Vila de São Jorge, CASA DA PRI GAIA, tem uma pagina no face muita gente boa, é a casa dela mesma que mora com o filho e aluga quartos e também a area da frente para quem estiver com barracas, otima localização e valor ok, cozinha pra usar, enfim simples e interativo, a cara da chapada. Chegamos em guarulhos, eu e dani saimos juntos mesmo voo e iriamos encontrar a nat la em BSB (aeroporto de brasilia), tudo certo check in e bora 1h30 de viagem… chegamos por volta das 13h a nat só chegaria as 15h então encontramos um restaurante com chopp num preço pagavel dentro do aeroporto mesmo pra passar o tempo…. Natalia chegou nos comprimentamos até que enfim nos conhecemos pessoalmente após uns 3 meses apenas de whatsapp… já logo fomos alugar o carro, deixamos pra ultima hora porque realmente não faz muita ou nenhuma diferença alugar com tanta antecedencia… chegamos nos guiches das lojas preços exorbitantes do que tinhamos visto na internet, resolvemos reservar na net e pegar no mesmo guiche (loucura), pegamos um sandero da operadora ALAMO que é parceira da UNIDAS mas que só faz venda online (mesma empresa só que online blablabla muito mais barato) reservamos no celular já mostramos pra mesma mulher que fez a cotação num valor de sei la 300R$ mais caro 10min atrás e bora lá…. Viajar trás varias coisas boas e novas pra nossa vida, experiencias, visuais, sensações… tu já perdeu a fé na humanidade? Faça uma trip e em algum momento vai ver que você deve ser melhor e se espelhar nas pessoas que encontram no caminho…. Chegamos locadora do carro, documentos necessários CNH, e cartão de crédito no nome da dona da CNH que irá alugar o carro para passar R$700,00 como garantia para o aluguel, valor seria extornado caso nada de errado aconteça com o carro, Natália não tem CNH, eu e dani sem cartão de crédito no nosso nome….. e empresa sem 1% de boa vontade, normas da firma… PQP não podia deixar em dinheiro tinha obrigatoriamente que ser no cartão…. Eu a milhas e milhas de casa, ngm conhecia ngm ngm ngm na cidade a não ser o presidente da republica. FODEU. No roteiro no fim da viagem passariamos uma noite em brasilia, usando o COUCHSURFING (aplicativo para ficar gratuitamente em casa de locais na cidade, já usei em brasilia e curitiba conheci muita gente legal, economizei uma grana, conheci a cidade pelos olhos de locais, app fodaaaaaaaa) então único conhecido era um cara que nunca vi mais gordo, mas tinha conversado por whats vi as redes sociais que não parecia um serial killer e aceitou nos hospedar por uma noite daqui 7 dias….. era minha única opção ou abortar a trip, arriscar carona e perder passeios programados, talvez o voô… liguei para o tal cara que esqueci o nome poxa já fazem 9 meses sorry kkkkkkkk contei todo o blablabla e a pergunta final VOCE PODE VIR AQUI E PASSAR R$700 NO CARTAO DE CRÉDITO PRA GENTE? ( o cara nunca me viu na vida, não trocamos mais do que 50msgs no whats) resposta : SEM PROBLEMAS NENHUM, ONDE VOCE TA? Pqp só podia ser brincadeira adrenalina foi a mil, quem é esse maluco que armou a gente assim a troco de nada e risco de perder dinheiro que não era pouco para fazer uma boa açao para uns lerdos que eram inexperientes em viagens pra longe… mandei localização, disse que em 30min chegaria….. 16h e nada já havia se passado 30min mas não iria acelerar o cara né… 17h 18h.. pqp o cara só falou e nada mentiu pra despachar a gente da encrenca e sumiu no mundo… liguei “CARA TA UM TRANSITO DA PORRA MAS EU TO CHEGANDO RELAXA” relaxar? Umas 3h sem comer, no estacionamento de uma locadora de veiculos incerteza da por** um puta calor do cerrado “OK, SEM PROBLEMAS VICTOR” (lembrei o nome)…. Umas 19h30 chega um JEEP, escrito CONHEÇA TESOURO – MT e desce o cara da foto do whats salvação pqp obrigado victor. foi la fez o aluguel no seu nome passou cartao, colocou a dani como segunda motorista trocamos algumas ideias mas como iriamos (ou achavamos que iriamos) pra chapada ainda nesse dia nos despedimos e fomos sentido Goias…. Jogamos o trajeto no google maps e nele havia um shopping, resolvemos ir la pra comer e comprar comida e bebidas pra levar na chapada…. Isso já 20h… comemos um Mac donalds merecido compramos kit sobrevivencia, pao puma miojo cerveja pra levar pra trip mas quando chegamos no carro bateu a bad.. iriamos direto pra cavalcante que fica a 310km, quase 4h de viagem já havia lido que a estrada não era muito movimentada e não era muito viavel viajar a noite, tentamos entrar em contato com victor mas ele é um cara muito desapegado do celular respondia as msgs no whats sem uma logica as vezes na hora ou após sei la 4h, realmente demos sorte dele atender quando precisavamos REAL na hora do carro, ligamos anoite ele não atendeu mas como já tinha feito um baita quebra galho resolvemos não insistir mais e procuramos um hostel…. Achamos um perto hostel 7 se não me engano 50R$ quarto compartilhado, achamos rapido no maps, fica numa regiao não muito boa em Brasília meio que um povo estranho pra rua, policia, muitos moradores de rua mas ok tamo aqui né, estacionamos o carro na frente, fizemos check in e tal… tomei um banho, era dia de CORINTHIANS x PALMEIRAS e tinha um bar do lado do lado do lado colado com o hostel, BAR DA COPA, jamais vou esquecer copa tinha sido 3anos atras, bar todo decorado amarelo e verde, o dono sentava pra beber com os clientes ia pedir uma breja no caixa o cara tá la fora sentado numa mesa conversando kkkkk figura demais, espero tomar uma breja la novamente, Corinthians como sempre ganhou 2x0 fui dormir contente outro dia café as 7h (ou não) e partiu chapada dos veadeiros….
  12. Ludmila Rodrigues

    Chapada do Veadeiros

    Viagem para o Centro Oeste.docx Viagem para o Centro Oeste: Saí no dia 29 de março de 2017 às 11 da manhã do aeroporto de Vitória para o aeroporto de Brasília. Chegando lá por volta do meio dia. Meu amigo de viagens passadas foi me buscar e me levou a um restaurante requintado chamado Mangaia. Achei um absurdo o valor da minha refeição com um suco: um pouco mais de 60,00. Por isso se alguém chama-lo, esteja preparado. Fiquei hospedada na casa deste amigo na Asa Norte, bem localizado, mas em BSB o transporte público não é a melhor coisa, mas é o que tinha por hora. Contudo, neste dia que cheguei meu amigo foi super gentil e ficou a minha disposição, levando-me a alguns pontos turísticos do Distrito Federal. Começamos primeiro vendo a ponte JK que é belíssima, vale a pena passar por ela. Posteriormente fomos ao Complexo Cultural da República, onde tinha umas duas exposições, mas nada demais, não ficamos lá nem meia hora. Ah! E não paga nada. Depois fomos a famosa Catedral de Brasília, onde tiramos algumas fotos e logo depois partimos para um outro ponto, no caso a Praça do Três poderes, mais especificadamente o Supremo Tribunal Federal, mas infelizmente as repartições já estavam fechadas pois chegamos lá mais das 17 horas, além disso lá não admite entrar com traje esportivo, então so tirei foto na frente e me dei por satisfeita. Logo depois fui ao Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves e em seguida subimos numa escada bem alta para ver a pira (monumento de fogo simbólico da Pátria), vale a pena ir, tem uma vista belíssima, ainda mais no entardecer. Descemos e fomos conhecer o Pontão do Lago Sul, lugar bonito, com uns barzinhos bem chiquezinhos vi i um pôr do sol ainda mais bonito, andamos um pouco, mas nada demais. Logo depois, meu amigo me levou de carro nas embaixadas, achei fantásticas, as dos Estados Unidos parece ser a maior. Finalmente fomo embora tomar um banho e sair para tomar uma cerveja com outros amigos nossos, o bar a qual eles me levaram nas quartas feiras tem rodada dupla de Chopp e num valor bem legal, o nome é Fausto e Emanoel, e fica na quadra 209 Norte. Na quinta feira reservei para conhecer os pontos clichês de Brasília. Sai da Asa Norte, na altura da quadra 712, em frente ao Supermercado Carrefour ali pedi informação para ir à Praça dos Três Poderes, peguei um ônibus na parada mais próxima que vai direto para lá. Com uns 25 minutos cheguei lá, tirei fotos na praça nas estatuas dos candangos. Fui ao Museu da Cidade e ao Espaço Lúcio Costa. Tentei fazer os passeios guiados pelo Congresso Nacional e Palácio do Planalto, contudo não pode fazer em dia de semana, apenas domingos, sendo agendado. Foi aí que recebi a dica de ir a torre de televisão, achei que como qualquer outro lugar daria para ir a pé, entretanto as pessoas as quais pedia informação na rua disseram que era bem longe e que deveria pegar um ônibus ou taxi, como não estava afim de pagar taxi, fui de ônibus (valor: 3,50). Pedi ao trocador para me avisar quando saltasse na parada mais próxima da torre, então assim ele o fez. Chegando na praça da torre, tem um monumento com o dizer bem grande: EU AMO BRASILIA, lá em baixo você quer tirar mil fotos achando que é o melhor ângulo, todavia, não se precipite, porque do alto da torre, ou melhor, no mezanino a vista que dá para ele é muito mais bonita. Subi por um elevador, orientado pelos funcionários da torre, lá sobem muitos turistas, você não estará sozinho lá. Fui até o lugar mais alto da torre, mas infelizmente ela e fechada por uma tela de ferro, porque pelo que fiquei sabendo que muita gente se jogava de lá. Então não fica tão legal a foto, mas por minha sorte, eu queria ao banheiro e fui orientada a ir até um andar em baixo, no chamado mezanino, não havia ninguém lá, so mesmo o banheiro, é um espaço muito grande com uma vista linda para Brasília, sem o dificultador da grade. Logo, aproveitei a sorte que eu havia tido, e tirei a foto mais linda de Brasília que eu tirei na viagem. Quando desci já estava morrendo de fome, já beirava ao meio dia, então atrás da torre tem uma feirinha com uma praça de alimentação bem simples, mas com uma comida bem saborosa. Ali mesmo eu parei e comeu um bandeco de verdade, por 12,00. A princípio você se assusta porque é bem simples, eles não utilizam pratos e sim bandejas descartáveis, mas a fome era demais e eu saboreei aquele almoço com toda minha vontade. Se quiser escovar os dentes ali atrás tem banheiros públicos para poder fazer a higienização. Ai não pensei duas vezes eu fui andando até o Estádio Mané Garrincha, estava fechado e me contentei em tirar fotos da frente dele apenas, andei mais a frente e perguntei a uma moca como chegava ao Museu JK, e ela me informou que era bem distante e que eu teria que pegar um ônibus. Não esperei nem dois minutos pois ele já estava vindo (valor: 5,00), a viagem foi bem curta pelo valor da passagem, acho que não andei nem 15 minutos. Mas valeu a pena, o local é bem bonito e estruturado. Tem um ar bem sofisticado, como foi JK e dona Sara. O valor do Memorial JK é 10,00, lá dentro conta a história toda dele e de sua família, acho que vale a pena porque se você não for lá, não terá muita coisa para vê em Brasília, além do mais, é de muito bom gosto mesmo e agrega seu conhecimento acerca da história do Brasil. Sai de lá com uma chuva boa, sem guarda-chuva, sem nada. Ah! Brasília tem uma peculiaridade, hora tem sol, hora em chuva, pois então ante sempre com uma sombrinha, pois a tarde o tempo muda de uma hora para outra. Tomei aquela chuva, mas logo o ônibus passou e eu retomei para Asa Norte feliz da vida. Na sexta feira dia 31 de março fiquei o dia todo de bobs no apê do meu amigo, sem ter nada em mente para fazer em Brasília, aí dei uma corrida marota em frente do condomínio e esperei ansiosamente para a tarde meus amigos me buscarem para irmos para a Chapada dos Veadeiros, meu verdadeiro destino. Eles chegaram por volta das 18 horas para me buscar, fomos de carro, o que facilita a vida de qualquer um. Pegamos um engarrafamentinho, mas como eles conheciam rotas de fuga, logo conseguimos contorna-lo. Passamos no posto para abastecer o carro e partimos para a Chapada. A estrada é um luxo, e logo chegamos lá por volta de 21 horas, mas meus amigos não conheciam o caminho e foram tranquilos, contudo dá para fazer em menos tempo, pois a volta foi bem mais rápida. Fomos direto para o Hostel Jardim Da Nova Era em Alto Paraíso, ele e bem bonitinho, sem luxo, mas agradável e com um staff muito bom também, paguei 40,00 na diária, e fiquei lá nove dias. Este Hostel é o mais bem localizado, contudo ele não tem café da manhã e nem Locke, todavia ele e excelente. Neste mesmo dia saímos a caça de algo para comer, e encontramos um restaurante dentro do Hotel na avenida principal, não me lembro do nome, mas so lembro-me que era em frete a lotérica. A comida lá e ótima e tem um suco de erva das matas que e mais delicia ainda. Além do mais, a dona e legal demais, conversamos com os horrores, ela atende você na cozinha dela e você vê todo preparo da comida e limpeza da cozinha. Como estávamos cansados e ansiosos para chegar no outro dia para fazermos os passeios, fomos para o Hostel dormir. No sábado dia 01 de abril, acordamos bem cedo e fomos para a feira orgânica que tem pertinho do Hostel, lá você comera comidas orgânicas típicas e tem também os não orgânicos, aí ficando ao seu critério Vale dizer também, que tem artesanatos lindo feitos pelas hippies, ou melhor, em toda cidade só tem isso, então se não der para ir à feira encontraram os mesmos produtos pela cidade inteira. Então pela volta das 9:00 horas partimos para nossos primeiros destinos, porque lá você não vai a um lugar apenas, tem que aproveitar bastante o dia. Fomos então, indicados pelos staffs do hostel, para almecegas I e II, você paga 30,00 e não precisa de guia porque é muito bem sinalizada. A trilha e tranquila. Nossa primeira parada foi na I, só que como estava chovendo um pouco e já havia chovido muito não entramos nela porque já havia tido tromba d’água lá e quando rola uma não sobra pedra sobre pedras, ficamos somente na contemplação mesmo, mas nada tirou a beleza da cachoeira. Posteriormente fomos para a II e lá também havia tido uma tromba e os matos estavam bem baixo, AH! Vá de carro da almecegas I para a II, lá tem estacionamento e nem é tão perto. Olhamos também e não ficamos para banho, pois elas estavam bem volumosas. De lá partimos para a São Bento, que fica próxima mas tem que ir de carro também, lá dava para tomar um banho legal e até pular da pedra na água, demos um tempo lá pois o sol abriu um pouco. Quando nos demos por nós, já era meio dia e fomos procurar a famosa Matula do Valdomiro, que fica próximo onde estávamos, que tem uma comida que você come à vontade por 30,00 ou come por 20,00 prato feito bem servido. Ah! Lá vende pingas e licores artesanais por um valor de 30,00, podendo até degustar as que estão na mesa a vontade. De lá fomos para o Vale da Lua, e você paga 20,00 na portaria, e o lugar é fantástico, tem que ir lá de qualquer jeito. Chegamos lá e começou a chuva, nos abrigamos debaixo de uma pedra, ficamos desanimados de entrar na agua, mas logo isso ficou para trás e nos deliciamos com as aguas do vale. Confesso que estavam frias, mas vale a pena. Lá tem guarda vida pois pelo que soubemos, já teve muitas mortes por lá, pois lá tem umas crateras que muita gente se desequilibrava e caia lá. Lá, todo cuidado é pouco!! A trilha é super fácil!! Tiramos algumas fotos e voltamos para Alto Paraíso já no anoitecer. Fomos para o hostel tomar um banho e de lá saímos para comer algo. Achamos um outro barzinho quase ao lado da lotérica, que tem churrasquinho e salada, por lá ficamos mesmo, pois o valor era bem justo. Voltamos para o hostel para dormir porque no outro dia tínhamos mais passeios. Como meus amigos iriam voltar para Brasília ao anoitecer, optamos por um dia mais tranquilo para eles voltarem de boa para casa. No hostel indicaram loquinhas, cristais e Poço Encantado. Mas antes, fomos tomar café em uma padaria na mesma rua que o Hostel, valor justo também. De lá partimos para Loquinhas, que fica a poucos quilômetros da cidade, acesso fácil. Valor da entrada é 25,00. Achei caro, apesar de uma boa estrutura, mas lá e bem tranquilo de ir, até pessoa com alguma dificuldade física consegue, porque vimos. A agua é cristalina, e lindíssimo, é para o dia que a pessoa não quer andar muito, quer ficar de boa, ou estiver com pressa. Geralmente as pessoas deixam essa cachoeira para o dia que está indo embora, no meu caso, os meus amigos voltariam para Brasília logo a noite. Ficamos lá até por volta do meio dia e de lá paramos no centro de Alto Paraíso para almoçar e de lá conhecer a última cachoeira daquele dia, no caso a Cachoeira encantada. Infelizmente chovia muito, mas mesmo assim fomos e pagamos 20,00, praticamente jogamos fora, porque não ficamos lá mais que uma hora, e dessa uma hora cinco minutos foi na cachoeira de fato, pois descemos uma estrada bem estruturada até a cachoeira, possuindo até salva vidas no local. Lá parece uma praia, até stand up tem lá. Não havia ninguém além da salva vida e de uma moça de São Paulo, com a qual puxamos papo. Foi só a gente estender a canga e entrar na cachoeira a chuva, e com medo da famosa tromba d’água, retiramos as coisas e ficamos esperando a chuva passar de baixo de uma cabana que havia lá. Trocamos uma ideia lá com a moça e a salva vida e de lá voltamos para Alto para que meus amigos fizessem o cheque out. Dia 03 de abril, segunda feira, acordei bem cedo, sozinha e sem nada programado, não podia sucumbir a “solidão”, foi aí que perguntei aos donos do Hostel algumas sugestões de passeio, sem eles saberem se havia algum grupo indo para algum canto, resolvi ir à rua, mais precisamente no CAT (Centro de Apoio ao Turista), para ver se alguém me ajudava com sugestão e se sabiam se havia algum grupo que podia dividir a carona. Neste local é uma ajuda muito boa para quem está viajando sozinho e sem guia, pois de lá saem vários guias com pessoas que querem dividir despesas, pois na maioria das vezes o guia não é muito barato. Então ao pedir informação eis que surgem duas senhoras do Rio Grande do Sul oferecendo carona para Santa Bárbara para dividir as despesas. Era um dia chuvoso, mas a recepcionista do CAT gentilmente ligou para Cavalcante para pedir informação ao CAT de lá se lá o tempo estava bom para ir a mais famosa cachoeira, porque que o tempo não fosse favorável havia perigo de tromba d’água. Com a informação que o tempo estava estável, partimos para lá, saímos por volta das 09 horas da manhã, chegando no centro da cidade por volta das 10:30. Lá temos que formalizar o passeio com o guia de lá, pois ninguém vai sem guia, e inclusive eles são os quilombolas. Ah!! Não aconselho ir com guia de Alto Paraiso, pois eles cobram mais caro e não são quilombolas. Conseguimos de 120,00 o guia por 100. Fomos com a guia Janaina, pessoa simples e agradável. Quando você pensa que pagou tudo, tem que pagar um valor de 20,00 chegando ao parque da cachoeira, e mais 10,00 para um carro tracionado te levar até próximo a cachoeira, pois devido a estrada ruim por causa da chuva, ficava difícil carro comum chegar até lá. Outro bizu, até o mês de abril há muita chuva e tromba d’água, não é em todas as cachoeiras que dá para ir, tanto que não conseguimos ir a cachoeira da Capivara. Antes de ir a cachoeira, reservamos num restaurante Rancho Kalunga, nosso almoço para a volta do passeio, o local foi indicado por nossa guia, o valor é 30,00 e você come à vontade, a comida é muito boa, feita a lenha, tem uma galinha deliciosa. A maioria dos alimentos e cultivado pelos quilombolas, então vale a pena fomentar isso. Da onde o carro nos deixou até a cachoeira a gente andou por volta de uma meia hora, e é bem tranquilo, na ida não havia chuva então ficamos ainda mais contentes. Quando chegamos próximo encontramos a Santa Barbarinha, é linda demais, mas era só um aperitivo do que era a Santa Bárbara, subimos mais um pouco e lá estava ela, linda como vi nas fotos, é algo indescritível, cristalina, enfim, não há o que comentar, só indo lá para apreciar. Lá não tinha muita gente, mas o pouco que tinha atrapalhava as fotos, porque sempre tinha uma cabeça, que não a sua, nas fotos. Mas dizem que em alta temporada tem rodizio de pessoas, não pode ficar todo mundo ao mesmo tempo, porque o espaço é pequeno e tem um limite de pessoa que pode ir lá. No nosso caso, como era baixa temporada podíamos ficar lá a vontade, só que o tempo fechou e por precaução fomos embora e pegamos muita chuva no caminho até onde o carro estaria nos esperando. Mas chegando no restaurante dos calungas, o tempo estava firme. Lá como disse, tem dessas coisas, um lugar chove, outro muito perto não acontece o mesmo. Paramos para almoçar e por volta das 15: 30 já estávamos voltando para Alto Paraiso, mas na volta as senhoras com quem eu estava não quiseram parar na cachoeira Ave Maria, porque já estavam cansadas, eu se estivesse sozinha iria com certeza, porem como estava de carona não pude falar muita coisa. Mas paramos no Mirante Ave Maria, que é lindíssimo e vale muito a pena parar e registrar o local. Fomos direto para o centro de Cavalcante levar a guia e depois ir de volta a Alto Paraiso, neste dia cheguei cansadíssima e estressada pois eu havia deixado meu celular cair e quebrar. Na terça feira dia 04 de abril sem destino certo fui novamente para o CAT arrumar carona para ir a algum lugar, lá tinha um guia que iria levar um casal a Couros, então aproveitei a deixa e fui com eles, pois o guia cobrou 150,00, então ficaria mais fácil dividir em três, de brinde fui de graça pois eles não aceitaram que eu ajudasse no carro. O tempo estava armado para chuva, mas não tinha como ficar esperando a chuva passar, a estrada para lá e tranquilíssima, saindo de Alto voltando para Brasília, tem placas por todos os cantos. Só que acredito, que propositalmente, na estrada de terra para lá, não tem placas indicando, logo, as pessoas precisarão de guia. Então, chegando mais próximo das cachoeiras dos couros, tem um quiosque que vende algumas coisas para comer e beber, e lá pedem alguma contribuição para vigiarem os carros, uma vez que eles disseram que já houve arrombamento de carros lá, porque próximo tem um assentamento Sem Terra, o que não paguei para ver, então colaborei com esse valor para ajudar o casal que gentilmente me deu carona. Ao descer para as cachoeiras a chuva começou, andamos, mas sem curtir a paisagem pois era muita chuva, muita agua, mas a beleza não ficava abalada por isso. Só que a gente ficou desanimado pois mal conseguíamos sair do lugar de frio e os pés um pouco atolado. E uma caminhada boa de sobe e desce, mas chegamos ao ponto final do local. Acabou que voltamos antes mesmo do horário que geralmente as pessoas voltam, pois não dava para tomar banho, estava desanimador. Voltamos para pegar o carro era por volta do meio dia e fomos comer numa casa que oferece almoço e que foi reservado pelo guia. Na minha opinião a comida e muito boa e você pode comer à vontade, mas podíamos ter voltado para a cidade e pago mais barato, uma vez que o valor era 30,00, para quem come pouco fica caro. Mas enfim, quem está na chuva é para se molhar, literalmente. Pós almoço voltamos a Alto e pagamos nosso guia e cada um foi para seu destino. Neste dia fui so sacar uma grana na lotérica, pois lá é o melhor que tem de banco. Em Alto tem outros bancos, porém, não funcionam, um foi arrombado, os outros nunca tem dinheiro. Quem for para lá vá preparado com dinheiro ou para enfrentar fila de lotérica. Naquele dia comprei algumas coisas no supermercado que e colado no Hostel e comi por lá mesmo e fui dormir cedo para o dia seguinte que eu não havia programado ainda. Na quarta levantei cedo disposta a ir ao Parque Nacional da Chapada, pois sabia que lá poderia ir sozinha pois era bem estruturado. Foi aí que pedi informação a staff do Hostel que gentilmente me orientou a pegar uma carona na rodovia que vai para São Jorge, pois era muito comum as pessoas se locomoverem assim lá, receosa, mas sem titubear, fui para a pista pegar a carona com que passasse primeiro. Logo que cheguei lá parou uma hailux com um casal que me ofereceu carona até a pedra da baleia, pois o motorista era o dono da cachaçaria onde havia almoçado no final de semana que passou, fiquei aliviada, mas sabendo que teria que enfrentar nova carona. Quando cheguei lá, parei na pista de novo e fiz sinal e um carro parou e mais sorte ainda era um guia indo buscar no carro da empresa de turismo uma turma para conhecer Santa Barbara, foi muito gentil e ofereceu para eu voltar com ele quando acabasse meu passeio. Fiquei no centro da cidade e fui andando até o parque. O dia estava lindo, um sol que eu esperava há dias. Fui caminhando, pois da cidade a entrada do Parque da uns 30 minutos a pé, aí fui tirando minhas fotos com o celular emprestado pelos meus amigos de Brasília, pois o meu como disse caiu e quebrou. Chegando ao parque, temos que assistir um vídeo de orientações de como se portar no parque, além disso, você terá que anotar seus dados numa folha para deixar registrado lá. Estava receosa de começar a trilha só, porque era a primeira que iria fazer realmente só nesses dias que estava por lá. Mas, meu lema e sempre: nunca estamos só, em lugar nenhum, por isso não me acovardo diante da solidão. Foi então que segui meu caminho, parando, registrando os lugares e momentos, no caminho encontrava pessoas na mesma condição que eu, ou casais. Então escolhi fazer primeiro a cachoeira do abismo, antes de parar nela encontrei o Mirante, e apreciei aquele visual feliz da vida, porque Deus é tão bom em nos presentear com aquela paisagem. Fui me guiando pelas setas e cheguei a famosa cachoeira do abismo, linda e com muito volume pelas chuvas de todos os dias. Quando estava me preparando para registrar aquela bela cachoeira eu encontro dois rapazes, um nem tão rapaz assim, Cláudio e Thiago, o primeiro estava sozinho e conheceu o Thiago na trilha e os dois se juntaram, ele é médico em Ouro Preto e resolveu viajar só de moto. Como sou muito boa fisionomista, eu me lembrei que o Thiago estava no meu Hostel, mas eu não tinha tido oportunidade de conversar com ele, aí eu puxei papo com ambos e formamos um bonde de trilha. Continuamos algumas trilhas juntos e uma amizade bacana. Ah! O Thiago e do Rio de Janeiro. Depois de fazer a cachoeira do abismo, que ficou somente para a contemplação, partimos para uma caminhada um pouco íngreme, mas pequena para chegar até a cachoeira de Corredeiras, que é bem bacana, onde tomamos um banho pois lá estava menos perigoso para fazer isto. Ficamos lá por uns 40 minutos e de lá finalizamos aquela trilha e chegamos na entrada do parque por volta das 15 horas, aí pegamos carona com Thiago e fomos almoçar num restaurante logo que sai do parque e lá é self servisse. Não me recordo do nome do restaurante mas lembro que era um valor legal e a comida muito boa. A noite fui a um barzinho próximo ao Hostel que tem um pastel bem requisitado, toda noite tem um tipo de música rolando lá, no dia que fomos tinha forró pé de serra tocado por um trio muito bom. Na quinta feira voltamos ao parque para fazer as outras cachoeiras: cânions e carioca, ambas trilhas moderadas, bem bonitas só que pegamos uma chuva sinistra, de alagar a trilha. Na volta paramos no mesmo restaurante do dia anterior e finalizamos nosso passeio juntos. Na sexta levantei não tão cedo, consegui fechar um bonde com um casal que estava no Hostel para ir ao mirante da janela que fica em São Jorge também, nossa que dia lindo era aquele: sol. Aí pude aproveitar mais o dia e a vista daquele lugar. Na entrada da janela você paga um valor se não me engano 25,00 e recepcionada por um senhor bem divertido e falastrão. Partimos para a caminhada, que não é das mais fáceis, so conseguimos chegar ao destino porque o rapaz tinha um bom programa de gps para esse tipo de atividade, só que não se qual nome, pessoal que sempre faz trilha que sabe bem. Encontramos a cachoeira do abismo, que é uma coisa de doida, mas não paramos ali para acharmos logo a janela, encontramos um casal se banhando e pedimos alguma dica, mas eles estavam mais perdidos que cego em tiroteio. Continuamos a caminhada, e tem uma parte bem íngreme que dá uma baqueada, mas é so pensar no visual que irá encontrar na janela, andamos mais e encontramos um lugar e subimos na pedra e de lá percebemos que havíamos chegado ao local so precisávamos nos localizar melhor, foi aí que o Bruno, namorado da Rayssa achou a janela, é muito lindo e vale a pensa. Ficamos lá alguns minutos e voltamos para nos refrescar nas cachoeiras que por sinal estava uma delícia por causa do sol e as fotos ficam iradas. Ficamos nos deliciando e contemplando aquela paisagem por volta de duas horas e fomos embora de lá por volta das 16 horas e saímos de lá direto para o restaurante que comi todos os dias. Aproveitamos para comprar algumas coisas relacionadas ao local, como por exemplo ET’s, rodamos mais um pouco e fomos embora porque queríamos pegar o pôr do sol no jardim de Maetrea. Que local lindo, que visual, tudo tão perfeito e lá encontrava-se várias pessoas, que tiveram a mesma ideia que nós. Depois que o sol se pôs voltamos para Alto Paraiso e no Hostel já se encontrava meu amigo de Brasília mais a amiga dele, que foram me buscar e curtir o final de semana comigo. Naquele dia nos arrumamos e fomos à rua procurar algo para comer e chegamos lá no barzinho que geralmente rola umas músicas, estava rolando um forró pé de serra que é minha perdição. Curtimos a noite e aquele dia foi lindo. Sábado acordamos as 8 horas e fomos tomar café novamente na feira orgânica e posteriormente partimos para a cachoeira dos couros, pois meus amigos não conheceram e eu como tinha ido num dia muito chuvoso não aproveitei nada, e minha sorte ter voltado lá com muito sol, aquilo é um espetáculo de lindo, e o mais legal que consegui me lembrar da estrada sem guia, nos perdemos um pouco numa bifurcação, porém encontrei uma casa e o senhor de lá estava indo para lá. Chegamos lá e fizemos a mesma trilha do que eu havia feito, e tudo era tão lindo e fantástico, estava lotado, todo mundo se banhando e tomando sol. Voltamos de lá mais ou menos por volta das 14 horas e de lá paramos em Alto Paraiso para almoçar e depois Raizama, aproveitamos que tinha sol. Para Raizama você vai como estivesse indo para as termais depois de São Jorge, é uma estrada para carro bem tranquila, chegando lá você paga um valor se não me engano 20,00, tinha um senhor na entrada bem simpático que lhe entrega um mapinha, e tudo lá e bem organizado e estruturado. Quando chegamos lá em baixo tinha uns casais namorando, mas o sol já estava se pondo. E um lugar bem bonito, ficamos lá um pouco, mas logo andamos para conhecer as outras cachoeiras, pois logo estaria escurecendo. Mas vale a pena passar o dia, porque e bem legal, no final das cachoeiras encontramos uma linda, agua azul, com mais sol ela devia ser um luxo. Desta cachoeira até a saída andamos um pouco por uma trilha bem estruturada. Para relaxar resolvemos voltar as termais para relaxar, e assim fizemos, nos deparamos com um pôr do sol lindíssimo. Nas termais rola um descanso legal, aquela agua quentinha, com bom vinho e uma entrada de 20,00, bem propicio para um fim de noite. Por volta das 19 horas nos voltamos e a estrada de lá não é muito boa, muito cuidado para não danificar o carro. Chegamos em Alto Paraiso por volta das 20:30, a estrada tem 40 minutos de chão e o resto um asfalto que parece um tapete de tão bom e sinalizado. Chegando em alto só queríamos comer e dormir, e aí paramos no mesmo barzinho na principal que vende espetinho e faziam uma saladinha caprichada para nós. No último dia curtimos um lugar mais próximo pois tínhamos que voltar para Brasília pois meu voo saia no outro dia bem cedo. Então retornei com meus amigos a couros, fui de guia pois já havia ido lá com guia e a esta altura não precisava mais de um. La o dia estava magnifico, curti as cachoeiras mais, e elas são lindíssimas. Vale muito a pena. Mais tarde retornamos ao Hostel para o retorno a Brasília, onde so esperei para retornar ao Espirito Santo, com a melhor sensação, pois a viagem foi um sucesso.
  13. Olá a todos e todas, como este site sempre foi fonte de preciosa informação nas minhas viagens compartilho com vocês o que foi uma das minha melhores experiencias até hoje, 1 mês de voluntariados na chapada. Bem, até uns 3 anos atras nem sequer sabia que existia a chapada dos veadeiros... Pois é!!! até que tudo mudou quando um amigo me falou da parte "magica" deste lugar, fiquei muito interessado porém deu uma esfriada, novamente ouvi sobre o programa de voluntario pelo ICMBio onde fui atras das primeira informações, era o "chamado do cristal". Enfim, para os leigos a chapada dos veadeiros esta situada em cima de uma imensa jazida de cristal de quartzo rosa o que as pessoas acreditam aumentar a nossa frequência energética, também está na mesma linha de Machu Picchu o que aumenta o interesse das pessoas por este lugar, que realmente é magico . Sobre o voluntariado, através do site do ICMBio descobri um edital do parque para o programa, fiz minha inscrição e fui muito insistente, tem que ser, como são poucas pessoas no parque eles demoram um pouco para responder, mas respondem! Depois de 3 meses aguardando fui chamado para começar no dia 16 de janeiro o programa oferece alojamento e transporte do alojamento ao parque para os voluntários, alimentação e transporte do local de origem não está incluso, no entanto o parque conseguiu uma parceria com um restaurante da vila de São Jorge (que é a base para muitos passeios pela chapada) onde eles doam comida para os voluntários e pensa numa comida boa. o programa é uma ótima oportunidade para conhecer pessoas de todo o Brasil e ter um contato com a comunidade local, o povo lá é realmente muito receptivo e sempre tratam você muito bem. Dentro do programa eu fiquei atendendo os visitantes na recepção do parque, então tem muito contato com turistas também, outras atividades foram na administração do parque, monitoramento das trilhas e em alguns casos manejo de animais silvestres como teve um dia em que um Jabuti foi encontrado e eu junto com outra voluntaria fomos fazer a soltura do animal acompanhados da nossa chefe que é bióloga e um fiscal do IBAMA que também trabalha no parque, foi uma linda experiencia ver o animal livre novamente. Já a vivencia como voluntário foi incrível, a experiencia de conviver 1 es com pessoas de outros lugares com uma cultura diferente da sua mas que compartilham muitas coisas em comum é sensacional, pudemos acampar e fazer alguns passeios juntos e foi muito da hora!!! Trocar ideias fazer algumas maluquices foi uma o´tima experiencia! Quanto ao povo e simplesmente demais, cheguei na época em que ocorre a folia de São Sebastião onde é feito um jantar na casa de alguns moradores que se dispõem em receber os foliões uma amostra riquíssima da cultura local e simplicidade daquele povo, es´ta história começa quando fomos visitar o complexo de cachoeiras macaquinhos onde ficamos o dia todo quando voltávamos para o alojamento passamos por uma vila onde estava começando a folia, paramos para conversar com algum local sem saber do que se tratava... logo fomos indicados a ficar por ali mesmo onde logo mais começaria a folia, com janta, apresentação de catira e por fim forró, não deu outra! Como estávamos loucos por um forró e atorados de fome ficamos por ali mesmo o jantar servido foi maravilhoso!!! (fotos a baixo) e a recepção então nem se fala, me senti como se fosse da família de tão bem recebido que fui. Aproveito para deixar meus agradecimentos ao dono da festa e a pessoa que nos recebeu tão bem, o guia de turismo na chapada Veri! Outra oportunidade magica que a chapada me proporcionou foi poder ver a Lua cheia em um lugar tão incrível com pessoas tão sensacionais um verdadeiro presente poder assistir uma lua cheia, lua azul, super lua e lua de sangue na mesma noite em um lugar tão massa como é lá, fizemos uma fogueira e acampamos na varanda de uma casa no meio do mato com um céu maravilhoso! Infelizmente experiencias assim são difíceis de se passar por escrita, acredito que tem coisas nessa vida que só vivendo pra saber como é mesmo! Poderia ficar o dia todo escrevendo este texto e contando todas as experiencias que este 1 mês me proporcionou, mas vocês não aguentariam tanto texto, nem eu conseguiria escrever tanto ! hahahahahah espero que possa ter ajudado, e como sempre dizíamos na chapada: uma vez conhecendo você sempre vai querer voltar... Outras informações: Site Voluntariado ICMBio: http://www.icmbio.gov.br/portal/sejaumvoluntario PARNA Cahapada dos Veadeiros: http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/o-que-fazemos/voluntariado.html Abaixo deixo algumas fotos desta experiencia. Momento de agradecimento! A cultura brasileira e linda!!! Comida boa pra muita gente! Momento dos voluntários, interação e amizade. Uma nova família que foi construída na Chapada! Momentos antes da liberdade, Jabuti livre Pensa numa comida boa!!! hahahahahah Brena e eu choramos de alegria com um rango desse!
  14. Olá pessoal, Morei em Brasília por um tempo e em alguns finais de semana fui conhecer a Chapada dos Veadeiros. Me apaixonei por aquele lugar. Natureza em estado bruto! Acordava com tucanos nas árvores do lado do meu quarto. Enfim, segue um pequeno vídeo que fiz dos momentos que passei lá... Juntei algumas informações e dicas dos lugares que visitei. Segue abaixo: Informações gerais A Chapada dos Veadeiros é formada por várias cidades e mais de 2000 cachoeiras catalogadas para a região. A regiao fica no mesmo paralelo que Macchu Picchu e esta localizada em cima de uma imensa placa de cristal de quartzo que, reza a lenda, tornam a região brilhante se vista do espaço e atrai uma energia cósmica... Ou seja, a Chapada dos Veadeiros é considerada um dos maiores destino místicos do Brasil. As 3 cidades mais populares como ponto de acesso aos principais atrativos são Alto Paraíso, São Jorge e Cavalcante. Alto Paraíso é a maior cidade das 3. É onde se encontra maiores opções de hospedagem, restaurantes, etc. São Jorge é um vilarejo localizado a 35 km de Alto Paraíso e porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. São Jorge tem uma atmosfera mais hippie, com muitas lojas de artesanato e ruas apertadas (muitas delas sem asfalto). Cavalcante, localizada a 91 km de Alto Paraíso, é a cidade aonde todos vão com o objetivo de conhecer Santa Bárbara, a cachoeira mais famosa da Chapada. Mas também existem outras atrações imperdíveis como Rio da Prata. A maior cidade mais próxima da Chapada é Brasília. São 230 km da capital até Alto Paraíso que podem ser feitos de carro (melhor opção pois te dá autonomia em relação aos passeios), ônibus (empresa Real Expresso) ou carona. Existe dois grupos no Facebook de pessoas que oferecem carona (muitas vezes vc contribui na gasolina) que funcionam muito bem! Os links: https://www.facebook.com/groups/240194479350012/?ref=br_rs https://www.facebook.com/groups/1636791463255652/?ref=br_rs Dicas Gerais - A primeira coisa a se fazer assim que chegar m Alto Paraiso, Cavalcante ou São Jorge: Ir ao CAT (Centro de atendimento ao turista). Lá vc vai ver todos os passeios disponíveis, pegar informações sobre o estado atual das trilhas, contratar guias, etc. - Tênis confortável, protetor solar e MUITA água pras trilhas. - Não faça fogueiras nem use sabonete ou shampoo nas cachoeiras. - Na rua principal de Alto Paraíso tem um mercado e uma padaria muito bons (é fácil achar). A Padaria abre as 6:30 todo dia. Vendem omeletes, bolos e salgados bons pra levar pra trilha (pão de queijo deles é mto bom tbm), só não vendem água (que vc tem que comprar no mercado do lado). - Todo sábado pela manha acontece uma feira onde se vende artesanato, sucos, lanches, etc. Vale muito a pena ir tomar um café da manha por lá. É só perguntar no hotel que eles sabem dizer onde fica. - Quer ver muitas maritacas e tucanos? Tem um terreno baldio em Alto Paraiso que parece ser o dormitório deles. Siga até a Pousada Meu Talento e de lá ande uns 10 metros vc verá um terreno abandonado. É lá! Chegue umas 17:50 e espere ate eles aparecerem. Os tucanos ficam mais nas embaúbas. Eu pulei a cerca e entrei um pouco mais para ficar mais de perto (cuidado com os cachorros! Kkkk). Clique na imagem abaixo para ler melhor as informações: Dinheiro Leve dinheiro em espécie! Em Alto Paraíso tinha um caixa eletrônico, mas na época que fui (Agosto/2017) não tinha nenhum! Em São Jorge e Cavalcante também não existem caixas. Qual a melhor época? Existem 2 períodos: O da seca (maio a setembro) que é quando o nível de água das cachoeiras diminui e é possível tomar banho sem riscos. Já no período das chuvas o volume aumenta e elas ficam mais bonitas, mas o perigo de trombas d’água é maior. Onde se hospedar? A cidade com maior opção de hospedagem é Alto Paraíso. Das 3 vezes que fui fiquei em Alto Paraíso. Segue a avaliação das pousadas: - Buddy’s Hostel: Quarto limpo, staff atencioso e ambiente bacana. Tem quarto compartilhado e cozinha. Fica uns 10 minutos a pé da rua principal. Recomendo! Site: http://www.buddysalto.com/ - Pousada Caminhos de Santiago: Ótimo ambiente e café da manhã. O único problema é que alguns quartos ficam no segundo andar em uma construção de madeira que faz mto barulho quando as pessoas passam. Principalmente a noite. Site: http://www.pousadacaminhodesantiago.com.br/ - Pousada Meu Talento: Uma das melhores pousada que fiquei na vida! Café da manhã completo com vários tipos de queijo, frutas, sucos, etc. Staff extremamente atencioso, piscina, ambiente... Tudo perfeito! Ambiente romântico. Perfeito para casal. Mas se prepare pq é caro! Site: http://pousadameutalento.com.br/ Onde comer? Na rua principal de Alto Paraíso tem varias opções. - Caverna do Crepe: Crepe realmente muito bom e barato. - Ateliê da Pizza (conhecida tbm como Pizzaria 2000): Pizza OK. Nada demais. - Vendinha 1961: Um restaurante/bar com um clima legal. Olhando de fora parece que é caro, mas é um preço justo. Musica ao vivo, mas atendimento não muito bom. Especialidade em pastéis. Muito gostosos! - La Vita e Bella: Restaurante de comida italiana. Experimentei um nhoque que tava bem meia boca. Pode ser que os outros pratos sejam melhores. - Cravo e Canela: Restaurante vegetariano muito bom! Sabores bem diferentes. Me surpreendi. Só demoram pra fazer o prato. Recomendo! - Santo Cerrado Risoteria: Esse restaurante fica em São Jorge. Especialidade em risotos (óbvio) e realmente são muito bons! Com musica ao vivo no segundo andar. Ótima opção em São Jorge. Em feriados fazer reserva com antecedência!! - Jambalaya: Restaurante caro, mas um dos melhores de Alto Paraiso. Todo a luz de velas. Clima romântico. Comida maravilhosa (Pedi um pesto com filé ao molho de limão siciliano que tava perfeito). Ir de carro ou não? Fui 1 vez sem caro e outras 2 com carro. Sem carro fazia o seguinte: Fazia amizade com alguém do hostel pra conseguir carona ou acordava cedo e ia pra frente do CAT (Centro de Atendimento ao Turista, abre as 8h) e tentava puxar um papo com alguém que aparecesse ali em busca de informações e desenrolava uma carona. Dá certo! Tente não pedir carona para casais... Eles geralmente são mais fechados. Procure por turmas de amigos. Existe uma cultura enorme de carona na Chapada. É super comum! O fato é que o carro te dá maior liberdade de fazer os passeios que vc quiser na hora que quiser, portanto se puder, vá de carro!! Contratar guia ou não? Depende do passeio. Cachoeira Santa Barbara é obrigatório ter guia. A maioria dos passeios não precisam de guia, mas se vc perguntar no CAT eles vão sempre indicar o guia. Se vc for com um orçamento maior eu acho legal valorizar o trabalho dos guias. Minha opinião com base em todos os passeios que fiz: Não foi necessário guia (exceto na Cachoeira Santa Barbara e na Trilha das 7 Quedas), mas se vc gosta de saber informações do local, contrate, mas o guia tira um pouco da sua liberdade tbm. Exemplo: Cheguei ao Mirante da Janela e tinha um grupo com guia. Tiraram as fotos e foram embora! Eu fiquei lá um tempão curtindo sem hora pra voltar. Passeios Fiz todos eles foram saindo de Alto Paraíso. Quase todos os passeios são cobradas taxas de entrada que variam de 15 a 30 reais. - Cachoeira Segredo: Cascata enorme! Água congelante (quase todas são...rs). Pra chegar faz uma trilha na mata que vai travessando o rio umas 7 vezes! Tente fazer pela manhã, pois na parte da tarde não bate sol. Passeio de meio dia. - Cachoeira dos Cristais: A pior de todas! A queda não é tão bonita e como é de fácil acesso dá muita gente. Tem um restaurante na entrada da trilha o que deixa o lugar ainda mais cheio de gente. Passeio de meio dia. - Poço encantado: Lugar bom para crianças (tem salva vidas) e passar o dia relaxando. Tem uma “praia” de areia branca bem legal. Passeio de meio dia. - Catarata dos Couros: Uma das cachus mais incríveis da Chapada. Volume de água enorme. Fica um pouco longe de Alto Paraíso. Passeio de dia inteiro. Entrada grátis. - Mirante da Janela: Muitos dirão que é bom fazer com guia, mas digo: Não precisa! São 8km de ida e volta. No caminho tem a Cachoeira do Abismo, mas na época que fui estava seca. Do mirante tem vista da cachoeira dos Saltos dentro do Parque. Passeio de dia inteiro, mas se vc sair cedo e for no pique, dá pra fazer em meio dia e depois ir por exemplo no Vale da lua que fica no caminho de São Jorge para Alto Paraíso. Vi algumas pessoas com dificuldades para encontrar a famosa “janela” (onde dá pra tirar aquela foto famosa da Chapada). A dica que dou é: Assim que chegar ao mirante e ver a Cachoeira dos Saltos, observar uma trilha na parte direita no meio das pedras. A Janela fica bem embaixo do Mirante. Qualquer coisa pergunte alguém que estiver por lá. - Almécegas I e II e São Bento: Almécegas é uma das cachoeiras mais populares da Chapada. Sempre cheia nos finais de semana. Fica muito próxima a Alto Paraíso na estada que vai para São Jorge. Chegue cedo e vá direto pra Almécegas I (a melhor). Fomos pra Almécegas II no meio do dia e tava impossível andar de tanta gente. Cachoeira São Bento é legal... Tem local pra pular das pedras. - Santa Barbara e Capivara: Fica em Cavalcante (Saia bem cedo se vc se hospedar em Alto Paraíso). Santa Barbara é a cachoeira mais bonita que já fui. Água cristalina e fundo de areia branca. A cachoeira fica sob responsabilidade do povo Kalunga. É obrigatório contratar guia. Só chegar no CAT de Cavalcante que terão vários a disposição. O piso dos guias é R$120. Fizemos com a guia Jane. Melhor pessoa que conhecemos nessa viagem!! Atenciosa, preocupada com nosso bem estar. Nota 10! WhatsApp dela: (62)99652-2103. É possível ficar penas 1 hora na Santa Barbara, pois evita que a cachoeira fique lotada. Depois curta a Santa Barbinha que é uma cachoeira menor, mas muito bonita também. Dica: Faça primeiro a Santa Barbara e depois vá para a Capivara que é boa pra curtir e relaxar. Outra dica: Depois das cachoeiras pare no restaurante dos Kalunga e coma a comida de fogão a lenha. R$30 e come a vontade. DELICIOSA! - Vale da Lua: Achei bem sem graça. É aquilo q se vê nas fotos... Formações rochosas diferentes. Só. Tem uma parte para banho, mas dependendo de quando vc for vai estar lotado. - Loquinhas: Pertinho de Alto Paraiso. São vários poços de água transparente. Lindo demais! Vale muito a pena. - Trilha das 7 Quedas: Acordei cedo e fui pro CAT ver se encontrava alguém pra me dar carona pra algum passeio. De cara encontrei um cara que estava fazendo a trilha das 7 Quedas no parque. Só que detalhe: A trilha é feita em 2 dias e ele iria fazer em apenas 1. Colei nele e dividimos o guia. Andamos 25km no total!!!! Das 8:30 as 17:30. Com 3 paradas pra banho. Sol cascando em cima! Passeio bem legal, mas é muito puxado!! Tem que ter pique. Começamos numa entrada no caminho de Alto Paraíso para São Jorge e terminamos na entrada do parque em São Jorge. Esse passeio de 1 dia tem q ser com guia. Levem lanche e muita água. Levei 3 litros e foi pouco. Fotos Equipamento utilizado: Camera Nikon D5100 com as lentes 55-200mm e Tokina 11-20mm f/2.8, uma GoPro Hero 4 Silver e um iPhone 7 Plus.
  15. Eu e o Renato estivemos com uma ideia maluca de ir de bicicleta de Brasília para Uruaçu,mas estávamos um pouco amedrontado com o risco de pedalar no asfalto com motoristas imprudentes e então associado a isso e nosso gosto por mata e locais mais selvagens,optamos por realizar uma cicloviagem e optamos pela chapada dos veadeiros,iniciando a viagem em Cavalcante e indo ate colinas do sul,contornando o parque da chapada dos veadeiros e passando por duas vilarejos(povoado de capela e povoado do rio preto)em estrada de chão,sendo a logística da viagem realizada como sempre pelo Renato e sempre de forma impecável. Outros amigos também decidiram ir conosco,alguns desistiram pelo caminho(né Junior e Marcos),mas o Marney e o Jader seguiram firme neste propósito. No dia 11/07/14 ficamos de nos encontrar na cidade de Colinas do Sul em Goiás,na sexta feira pela manha onde deixaríamos um carro e seguiríamos em outro carro ate Cavalcante e com as bicicletas na carretinha. Como sempre o Renato atrasou algumas horas hehehe e eles chegaram em Colinas do sul em torno de 12 hs e optamos por almoçar uma “matula” no restaurante do Valdomiro próximo ao povoado de são Jorge(que é a entrada do parque da chapada dos veadeiros) e depois fomos para a cidade de Cavalcante,chegando na cidade no final da tarde e apesar do atraso optamos de não dormir na cidade e já iniciar a viagem após deixarmos o carro em uma chácara no inicio da estrada de chão. Proximo a Sao Jorge indo para Cavalcante. inicio do passeio descendo as bikes da carretinha. So morros,hehehe. A lua estava bonita. Iniciamos o pedal já escurecendo e após longas subidas até o alto da serra do Vâo iniciamos uma descida gigante,mais ou menos 3 km de pura adrenalina e dedos dormentes de tanto apertar os freio(ficamos sabendo depois que esta descida tem abismos imensos e teríamos ido mais devagar se soubesse antes). Viajando a noite tendo uma lua gigante como farol . Após a descida tive uma queda da bike,porem sem maiores consequências.Em torno de 20 hs chegamos no leito do rio são domingos,local que tínhamos programado como primeiro acampamento. Encontramos uma cabana abandonada porem com o quintal relativamente limpo onde montamos as barracas e depois fomos comer uma macarronada preparada pelo Renato e escutar estórias contadas principalmente pelo Jader e depois fomos dormir. Preparando o jantar. Esperando a macarronada… No outro dia cedo depois de eu e o Renato tomarmos dorflex e nimesulide,iniciamos o pedal e ajudarmos o Marley a desmontar suas tralhas,já que ele não tinha ninguém de sua familia(filhinho da mamae) para ajudar e não sabia fazer sozinho,hehehe. O cara é muito urbano . rsrsrs Renato desmontando o acampamento depois de ajudar o Marney a fazer o mesmo, hehehe. Ponte no Rio Sao Domingos. Ponte do Rio Sao Domingos. Água gelada!!! Saímos e deixamos o Marney um pouco para traz(sempre ele),mas seu nível de pedalada estava em dia(bem melhor que eu e o Renato)e ele logo nos alcançou. Paramos em alguns riachos de águas cristalinas para encher o cantil e refrescar um pouco já que o calor estava intenso. Água gelada para encher o cantil. Alguma ponte no caminho para povoado Capela. Recarregando as energias. Chegando em Capela. As duas da tarde chegamos exausto no povoado de capela,onde encontramos uma barzinho e nos foi preparado um merecido almoço(não sei se era a fome ou a mão cheia da cozinheira mas foi a melhor carne seca com arroz que já comi na vida). Povoado de Capela. Local do nosso almoço em Capela. Descansamos um pouco e seguimos viagem ate o povoado do rio preto,chegando no final da tarde,fomos conhecer o famoso rio da chapada dos veadeiros(e já programado uma descida de caiaque saindo deste local) e ainda conseguimos assistir o final do jogo do Brasil x Holanda pela copa,alem de uma merecida cerveja gelada.Montamos acampamento no fundo de um barzinho. Povoado do Rio Preto. Enfim Rio Preto. Nao sei por qual motivo,mas um colega da expedição resolver guardar flor de pequi para comer e fazer chá,mas foi descoberto e zuadooo,hehehe. Assistindo o joga BrasilxHolanda,unica decepção da viagem. No outro dia cedo levantamos acampamento e seguimos ate Colinas com um pequeno pedaço de estrada asfaltada,chegamos em torno de 12 hs e almoçamos na cidade. Após o almoço fui com o Renato ate Cavalcante buscar seu carro e de lá cada um seguiu para sua cidade de moradia(eu para Brasília e o Renato, Marney e o Jader para Uruaçu) e já estamos preparando a próxima aventura.
  16. Olá, vou compartilhar com vocês algumas informações. Eu passei uma semana na Chapada dos Veadeiros em Julho/2017. Saí de São Paulo, capital. - Passagem Avião - Ida e Volta = R$ 490,00 (comprei 3 semanas antes, comprando 3 meses antes você consegue encontrar por 300,00 ida e volta) - Hospedagem - Adubai Hostel = R$ 60,00 a diária (quarto coletivo, café da manhã, cozinha coletiva bem próximo da rodoviaria e da rua principal de Alto Paraiso) - Aluguel de carro - Unidas = R$ 640,00 (total de 6 diarias, dividimos esse valor entre 4 pessoas) - Na época a gasoline estava R$ 3,99 o litro. - Com alimentação gastei uma media de R$ 20,00 a R$ 30,00 por dia com almoço, mas poderia ter economizado fazendo minhas proprias refeições no hostel) [DICAS] 1. A Chapada dos Veadeiros fica em Goias, o aeroporto mais próximo é o de Brasilia. 2. Quando chegar no Aeroporto de Brasilia ainda terá mais umas 3 horas de carro ou ônibus até Alto Paraiso. 3. As cidades no entorno do Parque Nacional da Chapada são: São Jorge, Alto Paraiso de Goias e Cavalcante. 4. As trilhas dentro do Parque são gratuitas, porém recomenda-se chegar cedo pois a limite de visitantes. 5. Alugar um carro ou arranjar caronas é essencial para visitar as principais cachoeiras. Se você não alugar um carro ficará limitado a conseguir carona. 6. Se for depender de carona talvez seja melhor ficar em São Jorge onde o Parque fica a 1km e algumas cachoeiras proximas. 7. Tem cachoeiras a 4km de distância de Alto Paraiso (ex: Loquinhas) e outras a quase 120km (ex: Santa Barbara, Capivara...) 8. Almoço entre R$ 15,00 (prato feito) até R$ 60,00 o kg do Self-service. 9. A linha de ônibus que vem de Brasilia até Alto Paraiso é a Real Expresso. 10. Traga dinheiro em cédulas, só tem 1 caixa eletrônico funcionando atualmente e é do Itau. O da Caixa explodiram. 11. Se você vai na 2° quinzena de Julho todo ano tem o Encontro das Culturas em São Jorge. 12. Ofereça ou procure caronas nos grupos de carona da Chapada. 13. Caso venha sozinho(a) ou não tenha CNH procure pessoas que venham na mesma data nos grupos de mochileiros/viajantes e alugue um carro para dividir gastos. (Foi assim que fiz a minha trip, conheci 3 pessoas do grupo dos mochileiros e alugamos um carro em Brasilia) 14. Um carro 1.0 consegue passar de boa em 95% das estradas pra trilhas. [ROTEIRO] ➡1° dia Saida do Aeroporto de São Paulo para o de Brasilia e de Brasilia vinda de carro até Alto Paraiso. ➡ 2° dia ☑ Parque Nacional - Trilha dos Canyons II e Cariocas (30km de Alto Paraiso) Valor: Gratuito Estacionamento: 15,00 Dica: Chegue 8h/8h30 porque as 9h costuma atingir o limite de visitantes. Após 12h não entra mais ninguém. Horário de funcionamento: 8h as 18h ☑ Jardim Maytrea Valor: Gratuito Estacionamento: na beira da estrada mesmo Dica: Visite no finalzinho da tarde, tem um por-do-sol legal ➡ 3° dia ☑ Catarata dos Couros (50km de Alto Paraiso) Valor: Gratuito Estacionamento: "no final você me dá um dinheirinho, moça." Dei 10,00 e tudo certo Dica: Baixe o mapa para a Catarata dos Couros em offline e se prepare para uns 35km de chão de terra. Dica 2: Quando chegar lá, saiba que há 3 cachoeiras. A primeira que é a principal, a segunda é acessada por outra trilha e a terceira acho que só chega nadando. ➡ 4° dia ☑ Cachoeira Almécegas I, II e São Bento (não lembro a distância) Valor: 30,00 por pessoa. Estacionamento: Esta incluso nesse valor ➡ 5° dia ☑ Cachoeira de Santa Barbara + Capivara (120km de Alto Paraiso) Valor: 20,00 por pessoa + 70,00 (pode ser dividido por um grupo de até 8 pessoas) Estacionamento: Incluso no valor Dica: Saia cedo. São em média 1h30/2h até Cavalcante. Pegue um guia local do Quilombo Kalunga. Costumam cobrar mais barato que os da cidade. E baixe o mapa para o local em offline. ➡ 6° dia ☑ Cachoeira dos Cristais (13km de Alto Paraiso) Valor: R$ 20,00 Estacionamento: incluso no valor Dica: EU não gostei muito dessa cachoeira, perto das outras é um pouco sem graça. Mas indicaria pra pais com crianças por ser fácil acesso. ☑ Cachoeira Macaquinhos Valor: R$ 30,00 Estacionamento: incluso no valor Dica: São 7 cachoeiras, então faça a trilha até a última e na volta tome banho ou pare para fotos nela. [DISTÂNCIAS] - Cachoeira Loquinhas (4km de Alto Paraiso) - Cachoeira dos Cristais (8,5km de Alto Paraiso) - Cachoeira de São Bento (10km de Alto Paraiso) - Cachoeira Almécegas I e II (13km de Alto Paraiso) - Cachoeira dos Macaquinhos (24km de Alto Paraiso) - Jardim de Maytrea (22km de Alto Paraiso) - Vale da Lua (35km de Alto Paraiso) - Cataratas dos Couros (45km de Alto Paraiso) - Cachoeira do Segredo (50km de Alto Paraiso) - Cachoeira do Abismo (40km de Alto Paraiso) - Cachoeira de Santa Barbara (114km de Alto Paraiso) - Cachoeira de Capivara (106km de Alto Paraiso) - Cachoeira do Candaru (106km de Alto Paraiso) - Centrol Cultura São Jorge (40km de Alto Paraiso) - Entrada do Parque da Chapada dos Veadeiros (41km de Alto Paraiso) Meu Instagram: CristineGranato Grupos uteis: CONEXAO CHAPADA-BSB - Transporte Solidario Carona Solidária Chapada dos Veadeiros Conexão Brasília - Chapada - DAS MANAS Conexão - GYN/DF/CHAPADA
  17. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros. ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE *********
  18. Viagem feita por um casal, no período de 28 a 30 de dezembro de 2015, em um carro pequeno. Algumas dicas: - Procure fazer as trilhas de calça e tênis com bom solado. Em geral elas são pouco marcadas e apresentam vegetação alta em vários pontos; - As trilhas em geral têm trechos de mato alto onde o uso de camisas de manga comprida podem prevenir arranhões indesejados; - É bom levar um saco estanque, caso a sua câmera não seja à prova d’água; - A estrada de Brasília até São João D’Aliança está em ótimo estado de conservação. Já a estrada de chão para a Cachoeira do Label está muito acidentada e requer bastante atenção do motorista; e - Se você não sabe nadar, você DEVE levar uma boia ou um colete salva-vidas para poder ter uma experiência mais completa na Bocaina do Farias. São João D’Aliança São João D’Aliança é o primeiro município da Chapada dos Veadeiros a partir de Brasília, ficando a pouco mais de 150 km desta cidade. Apesar de possuir belos atrativos e grande potencial turístico, São João D’Aliança costuma ser apenas uma cidade de passagem dos turistas com destino às outras cidades da Chapada: Alto Paraíso, São Jorge e Cavalcante. O turismo com base no município ainda é incipiente e pouco estruturado, apesar de no passado ter havido iniciativas para a sua indução, como a formação de guias. Curiosos que vão à cidade para conhecer os seus atrativos, muitas vezes têm problemas para obter informações, mas a busca é recompensada com belezas incomparáveis. Alimentação Na cidade há alguns restaurantes self-service e a la carte e lanchonetes que abrem durante o horário do almoço e do jantar. Hospedagem Na cidade há três hotéis junto à rodovia que liga Brasília aos municípios da Chapada: um na entrada da cidade e outros dois na saída (para quem vem de Brasília). Descobrimos ainda uma outra opção de hospedagem onde acabamos nos hospedando: a Chácara Rebendoleng. A chácara pertence ao Geraldo e a sua família. É super agradável, bem arborizada e possui duas opções de hospedagem: em chalés rústicos e charmosos (suítes) construídos com técnicas de bioconstrução pelo próprio Geraldo ou em sua própria barraca que pode ser armada em uma boa sombra. Observação para quem pretende acampar: o banheiro compartilhado é um banheiro seco (ótimo para o meio ambiente e para o florestamento da propriedade!). Na chácara há opção de refeições deliciosas (almoço, jantar e café da manhã com pão caseiro) feitas pela Marlene, esposa do Geraldo. Como chegar à chácara: entre à direita na rua imediatamente antes do posto de gasolina Ipiranga, na entrada da cidade; vire à direita na primeira rua (rua com duas faixas em cada sentido); siga por 3,4 km sempre em frente, sem entrar em nenhuma rua; depois de passar a ponte na estrada de chão, a chácara é a terceira a sua direita. Contato de telefone: (62) 9669-4729 - Geraldo Lugares visitados O guia Geraldo (sim, além de permacultor e dono da Rebemdoleng, ele também guia) nos acompanhou em todos os passeios. Se não fosse por ele, acho que não chegaríamos a lugar algum pois as cachoeiras ficam em áreas privadas e sem sinalização de como chegar. Sem contar que foi graças à habilidade dele no volante, que conseguimos subir uma parte da estrada de chão na volta da Cachoeira do Label embaixo de chuva. 1º dia) Cachoeiras no Vale do São Pedro: Cachoeira do Buracão e Cachoeira do Fundão As cachoeiras ficam próximas à cidade, com acesso pela estrada de chão, seguindo à rua dupla interna, paralela à rodovia, no sentido de Brasília. Saímos da chácara Rebendolemg depois do almoço, já um pouco depois das 14h. Para agilizarmos a nossa ida e encurtar um pouco o caminho usamos o nosso carro para percorrer pouco mais de 3 km de estrada. Paramos o carro próximo a uma lavoura de soja e depois pegamos uma trilha atravessando por quase uma hora com bela vista para a Serra Geral do Paranã, até a a Cachoeira do Buracão. Esse trecho da caminhada é tranquilo, mas um pouco cansativo na volta, devido à inclinação do terreno. A trilha passa por formações de cerrado mais aberto (antropizado) e de matas. Há várias marcações de trilhas no caminho e assim é muito fácil se perder e sair do caminho certo. A Cachoeira do Buracão é uma queda d’água de uns 8 m de altura, que escorre pelas rochas até despencar em um poço pequeno, mas bom para banho, cercado pelas paredes de rocha. Depois de um bom banho, seguimos por cerca de 50 min, descendo o rio até chegar à linda Cachoeira do Fundão. Boa parte da caminhada é feita na calha do rio, saltando de pedra em pedra (cuidado com as pedras soltas e escorregadias!). Mais próximo à cachoeira, é preciso fazer uma parte da caminhada por uma trilha pela mata em um terreno meio acidentado e bastante inclinado (muita atenção nessa parte!). A Cachoeira do Fundão é uma linda cascata em que a água cai do rio e depois desce por um “tobogã” de rochas, fazendo duas curvas e depois desembocando no poço ótimo para banho. Tempo total de trilha: 1h50min - 2h (só ida ou volta). Nível de dificuldade: médio, com alguns trechos difíceis devido à inclinação do terreno. 2º dia) Cachoeira do Label Percorremos de carro aprox. 25 km de estrada de chão com belas vistas de vales e morros da Serra do Paranã, mas bastante acidentada e com alguns trechos muito inclinados (toda atenção no volante é pouca!). [Detalhe: na volta da cachoeira estava chovendo e o carro só subiu uma pirambeira na estrada porque o Geraldo assumiu a direção do carro. hehehe] Estacionamos o carro dentro de uma chácara e seguimos caminho a pé por cerca de 1h15min até chegar à cachoeira. A trilha está bem mal marcada em vários trechos. Uma boa parte do caminho é feita na calha do córrego Extrema, saltando entre várias rochas de grande porte. A cachoeira, encravada em um paredão côncavo, desponta por trás de rochas e árvores com todo o seu esplendor e grandeza (aprox. 120 m de altura!) Aproximando-se, saltando pelas pedras, chega-se a um grande poço, formado pela cachoeira, de água esverdeada e ótimo para tomar banho. Filmagem em 360º na cachoeira: Tempo total de trilha: 1h15min - 1h30min (só ida ou volta). Nível de dificuldade: médio 3º dia) Bocaina do Farias Bocaina é um termo em tupi cujo significado é depressão numa serra. No caso da Bocaina do Farias é uma espécie de cânion estreito que abriga um rio e cujas paredes de aproximadamente 30 metros de altura se abrem e se fecham alternadamente, formando um belo caminho com jogo de luz e sombra no seu interior. Saindo de São João D’Aliança no sentido de Alto Paraíso, percorremos 32 km de asfalto na GO-118 e depois, entrando à direita, percorremos mais 24 km em uma estrada de chão em bom estado de conservação. Estacionamos o carro, pois em frente a estrada ficaria muito íngreme e ruim para um carro pequeno e seguimos caminhando pela estrada de chão, por cerca de 20 min até a casinha na sede da chácara. [Observação: quem vai em um 4x4 pode parar próximo à essa casa e evitar uma caminhada bastante cansativa na volta.] Em seguida a trilha passa por algumas áreas com capim alto e segue em frente descendo através de uma mata com vários trechos bastante inclinados e vegetação fechada. No caminho, há uma charmosa cachoeira. A descida termina no leito do rio que corta a Bocaina do Farias. Breve parada para um lanche. Depois seguimos rio acima, margeando-o até a entrada do cânion. Atravessar a bocaina é uma experiência fantástica. A caminhada dentro do cânion leva pouco mais de 10 min se você não fizer nenhuma parada. Entretanto, são tantas mudanças na paisagem ao longo do cânion, tantos detalhes incríveis, que é fácil perder o tempo contemplando cada transformação. O caminho é percorrido ao longo do rio que é raso (ou pelo menos estava raso) até um ponto em que as paredes se estreitam mais e se forma um poço fundo. A partir daí, segue-se a nado em um poço fundo por uns 15 m até um banco de pedras, que delimita uma piscina de cor verde abaixo de uma cachoeirinha. Nem preciso dizer que vale muito a pena cada braçada. hehehe Sem dúvidas, a Bocaina do Farias é um dos lugares mais bonitos em que já estive e talvez seja o lugar mais incrível de toda a Chapada dos Veadeiros! Vídeo da chegada na cachoeira no interior da Bocaina do Farias: Se você acha que o nosso passeio terminou após a experiência no cânion, está enganado(a). Ainda seguimos por uma trilha curta, mas difícil, rio abaixo até chegar em um boa piscina para banho com vista para duas cachoeiras rio acima. Depois do banho, finalizamos o nosso percurso no vale da Bocaina, subindo até a base das cachoeiras, com direito a hidromassagem na cachoeira. Depois de tudo, fizemos a trilha de volta com um grande sorriso no rosto! Tempo de caminhada: 2h (ida até a entrada da bocaina) / 2h15min (volta [canseira na subida na estrada]) Nível de dificuldade: médio/difícil, devido à inclinação do terreno Voltamos à chácara, jantamos uma refeição deliciosa feita pela Marlene, terminamos de desmontar o acampamento e pegamos a estrada de volta a Brasília já meio tarde na noite, muito satisfeitos com todas as nossas experiências em São João D’Aliança. Valeu, Geraldo! Ficaram para uma próxima viagem: Cachoeira do Cantinho, Cachoeiras São Pedro e Cachoeiras São Cristóvão
  19. Ludmila Rodrigues

    Chapada dos Veadeiros

    Viagem para o Centro Oeste: Saí no dia 29 de março de 2017 às 11 da manhã do aeroporto de Vitória para o aeroporto de Brasilia. Chegando lá por volta do meio dia. Meu amigo de viagens passadas foi me buscar e me levou a um restaurante requintado chamado Mangaia. Achei um absurdo o valor da minha refeição com um suco: um pouco mais de 60,00. Por isso se alguém chama-lo, esteja preparado. Fiquei hospedada na casa deste amigo na Asa Norte, bem localizado, mas em BSB o transporte publico não é a melhor coisa, mas é o que tinha por hora. Contudo, neste dia que cheguei meu amigo foi super gentil e ficou a minha disposição, levando-me a alguns pontos turísticos do Distrito Federal. Começamos primeiro vendo a ponte JK que é belíssima, vale a pena passar por ela... Posteriormente fomos ao Complexo Cultural da República, onde tinha umas duas exposições, mas nada demais, não ficamos la nem meia hora. Ah! e não paga nada. Depois fomos a famosa Catedral de Brasília, onde tiramos algumas fotos e logo depois partimos para um outro ponto, no caso a Praça do Tres poderes, mais especificadamente o Supremo Tribunal Federal, mas infelizmente as repartições já estavam fechadas pois chegamos lá mais das 17 horas, além disso lá não admite entrar com traje esportivo, então so tirei foto na frente e me dei por satisfeita. Logo depois fui ao Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves e em seguida subimos numa escada bem alta para ve a pira (monumento de fogo simbólico da Pátria), vale a pena ir, tem uma vista belíssima, ainda mais no entardecer. Descemos e fomos conhecer o Pontão do Lago Sul, lugar bonito, com uns barzinhos bem chiquezinhos,vi um por do sol ainda mais bonito, andamos um pouco mas nada demais. Logo depois, meu amigo me levou de carro nas embaixadas, achei fantásticas, as dos Estados Unidos parece ser a maior. Finalmente fomo embora tomar um banho e sair para tomar uma cerveja com outros amigos nossos, o bar a qual eles me levaram nas quartas feiras tem rodada dupla de chopp e num valor bem legal, o nome é Fausto e Emanoel, e fica na quadra 209 Norte. Na quinta feira reservei para conhecer os pontos clichês de Brasilia. Sai da Asa Norte, na altura da quadra 712, em frente ao Supermercado Carrefour ali pedi informação para ir a Praca dos Três Poderes, peguei um ônibus na parada mais próxima que vai direto para lá. Com uns 25 minutos cheguei lá, tirei fotos na praça nas estatuas dos candangos. Fui ao Museu da Cidade e ao Espaço Lúcio Costa. Tentei fazer os passeios guiados pelo Congresso Nacional e Palacio do Planalto, contudo não pode fazer em dia de semana, apenas domingos, sendo agendado. Foi ai que recebi a dica de ir a torre de televisão, achei que como qualquer outro lugar daria para ir a pé, entretanto as pessoas as quais pedia informação na rua disseram que era bem longe e que deveria pegar um ônibus ou taxi, como não estava afim de pagar taxi, fui de ônibus (valor: 3,50). Pedi ao trocador para me avisar quando saltasse na parada mais próxima da torre, então assim ele o fez. Chegando na praça da torre, tem um monumento com o dizer bem grande: EU AMO BRASILIA, lá em baixo você quer tirar mil fotos achando que é o melhor ângulo, todavia, não se precipite, porque do alto da torre, ou melhor, no mezanino a vista que da para ele é muito mais bonito. Subi por um elevador, orientado pelos funcionários da torre, lá sobem muitos turistas, você não estará sozinho lá. Fui ate o lugar mais alto da torre, mas infelizmente ela e fechada por uma tela de ferro, porque pelo que fiquei sabendo que muita gente se jogava de lá. Então não fica tao legal a foto, mas por minha sorte, eu queria ao banheiro e fui orientada a ir ate um andar em baixo, no chamado mezanino, não havia ninguém lá, so mesmo o banheiro, é um espaço muito grande com uma vista linda para Brasilia, sem o dificultador da grade. Logo, aproveitei a sorte que eu havia tido, e tirei a foto mais linda de Brasilia que eu tirei na viagem. Quando desci já estava morrendo de fome, já beirava ao meio dia, então atrás da torre tem uma feirinha com uma praça de alimentação bem simples, mas com uma comida bem saborosa. Ali mesmo eu parei e comeu um bandeco de verdade, por 12,00. A principio você se assusta porque é bem simples, eles não utilizam pratos e sim bandejas descartáveis, mas a fome era demais e eu saboreei aquele almoço com toda minha vontade. Se quiser escovar os dentes ali atrás tem banheiros públicos para poder fazer a higienização. Ai não pensei duas vezes eu fui andando ate o Estadio Mané Garrincha, estava fechado e me contentei em tirar fotos da frente dele apenas, Andei mais a frente e perguntei a uma moca como chegava ao Museu JK, e ela me informou que era bem distante e que eu teria que pegar um ônibus. Não esperei nem dois minutos pois ele já estava vindo ( valor:5,00), a viagem foi bem curta pelo valor da passagem, acho que não andei nem 15 minutos. Mas valeu a pena, o local é bem bonito e estruturado. Tem um ar bem sofisticado, como foi JK e dona Sara. O valor do Memorial JK é 10,00, la dentro conta a historia toda dele e de sua família, acho que vale a pena porque se você não for lá, não terá muita coisa para vê em Brasilia, além do mais, é de muito bom gosto mesmo e agrega seu conhecimento acerca da historia do Brasil. Sai de la com uma chuva boa, sem guarda chuva, sem nada. Ah! Brasilia tem uma peculiaridade, hora tem sol, hora em chuva,pois então ante sempre com uma sombrinha, pois a tarde o tempo muda de uma hora para outra. Tomei aquela chuva mas logo o ônibus passou e eu retomei para Asa Norte feliz da vida. Na sexta feira dia 31 de março fiquei o dia todo de bobs no apê do meu amigo, sem ter nada em mente para fazer em Brasilia, ai dei uma corrida marota em frente do condomínio e esperei ansiosamente para a tarde meus amigos me buscarem para irmos para a Chapada dos Veadeiros, meu verdadeiro destino. Eles chegaram por volta das 18 horas para me buscar, fomos de carro, o que facilita a vida de qualquer um. Pegamos um engarrafamentinho, mas como eles conheciam rotas de fuga, logo conseguimos contorna-lo. Passamos no posto para abastecer o carro e partimos para a Chapada. A estrada é um luxo, e logo chegamos lá por volta de 21 horas, mas meus amigos não conheciam o caminho e foram tranquilos, contudo dá para fazer em menos tempo, pois a volta foi bem mais rápido. Fomos direto para o Hostel Jardim Da Nova Era em Alto Paraíso, ele e bem bonitinho, sem luxo, mas agradável e com um staff muito bom também, paguei 40,00 na diária, e fiquei la nove dias. Este Hostel é o mais bem localizado, contudo ele não tem café da manhã e nem locker, todavia ele e excelente. Neste mesmo dia saímos a caça de algo para comer, e encontramos um restaurante dentro do Hotel na avenida principal, não me lembro do nome mas so lembro-me que era em frete a lotérica. A comida la e ótima e tem um suco de erva das matas que e mais delicia ainda. Além do mais, a dona e legal demais, conversamos horrores, ela atende você na cozinha dela e você vê todo preparo da comida e limpeza da cozinha.Como estávamos cansados e ansiosos para chegar no outro dia para fazermos os passeios, fomos para o Hostel dormir. No sábado dia 01 de abril, acordamos bem cedo e fomos para a feira orgânica que tem pertinho do Hostel, la você comera comidas orgânicas típicas e tem também os não orgânicos, ai ficando ao seu critério Vale dizer também, que tem artesanatos lindo feitos pelo hippies, ou melhor, em toda cidade só tem isso, então se não der para ir a feira encontraram os mesmo produtos pela cidade inteira. Entao pela volta das 9:00 horas partimos para nossos primeiros destinos, porque lá você não vai a um lugar apenas, tem que aproveitar bastante o dia. Fomos então, indicados pelos staffs do hostel, para Almecegas I e II, você paga 30,00 e não precisa de guia porque é muito bem sinalizada. A trilha e tranquila. Nossa primeira parada foi na I, só que como estava chovendo um pouco e já havia chovido muito não entramos nela porque já havia tido tromba dágua la e quando rola uma não sobra pedra sobre pedras, ficamos somente na contemplação mesmo, mas nada tirou a beleza da cachoeira. Posteriormente fomos para a II e lá também havia tido uma tromba e os matos estavam bem baixo, AH! vá de carro da almecegas I para a II, la tem estacionamento e nem é tao perto. Olhamos também e não ficamos para banho, pois elas estavam bem volumosas. De lá partimos para a São Bento, que fica próxima mas tem que ir de carro também, la dava para tomar um banho legal e até pular da pedra na água, demos um tempo lá pois o sol abriu um pouco. Quando nos demos por nós, já era meio dia e fomos procurar a famosa Matula do Valdomiro, que fica próximo onde estávamos, que tem uma comida que você come a vontade por 30,00 ou come por 20,00 prato feito bem servido. Ah! Lá vende pingas e licores artesanais por um valor de 30,00, podendo até degustar as que estão na mesa a vontade. De lá fomos para o Vale da Lua, e você paga 20,00 na portaria, e o lugar é fantástico, tem que ir lá de qualquer jeito. Chegamos la e começou a chuva, nos abrigamos debaixo de uma pedra, ficamos desanimados de entrar na agua mas logo isso ficou para tras e nos deliciamos com as aguas do vale. Confesso que estavam frias, mas vale a pena. Lá tem guarda vida pois pelo que soubemos, já teve muitas mortes por lá, pois la tem umas crateras que muita gente se desequilibrava e caia lá. Lá, todo cuidado é pouco!! A trilha é super fácil!! Tiramos algumas fotos e voltamos para Alto Paraíso já no anoitecer. Fomos para o hostel tomar um banho e de la saímos para comer algo.Achamos um outro barzinho quase ao lado da lotérica, que tem churrasquinho e salada, por lá ficamos mesmo, pois o valor era bem justo. Voltamos para o hostel para dormir porque no outro dia tínhamos mais passeios. Como meus amigos iriam voltar para Brasilia ao anoitecer, optamos por um dia mais tranquilo para eles voltarem de boa para casa. No hostel indicaram loquinhas, cristais e Poço Encantado. Mas antes, fomos tomar café em uma padaria na mesma rua que o Hostel, valor justo também. De lá partimos para Loquinhas, que fica há poucos quilômetros da cidade, acesso fácio. Valor da entrada é 25,00. Achei caro, apesar de uma boa estrutura, mas la e bem tranquilo de ir, ate pessoa com alguma dificuldade física consegue, porque vimos. A agua é cristalina, e lindíssimo, é para o dia que a pessoa não quer andar muito, quer ficar de boa, ou estiver com pressa. Geralmente as pessoas deixam essa cachoeira para o dia que está indo embora, no meu caso, os meus amigos voltariam para Brasilia logo a noite. Ficamos la até por volta do meio dia e de lá paramos no centro de Alto Paraíso para almocar e de la conhecer a ultima cachoeira daquele dia, no caso a Cachoeira encantada. Infelizmente chovia muito, mas mesmo assim fomos e pagamos 20,00, praticamente jogamos fora, porque não ficamos lá mais que uma hora, e dessa uma hora cinco minutos foi na cachoeira de fato, pois descemos uma estrada bem estruturada até a cachoeira, possuindo até salva vidas no local. Lá parece uma praia, até stand up tem lá. Não havia ninguém além dos salva vida e de uma moça de São Paulo, com a qual puxamos papo. Foi só a gente estender a canga e entrar na cachoeira a chuva, e com medo da famosa tromba dágua, retiramos as coisas e ficamos esperando a chuva passar de baixo de uma cabana que havia lá. Trocamos uma ideia lá com a moça e o salva vida e de lá voltamos para Alto para que meus amigos fizessem o cheque out. Dia 03 de abril, segunda feira, acordei bem cedo, sozinha e sem nada programado, não podia sucumbir a “solidão”, foi ai que perguntei aos donos do Hostel algumas sugestões de passeio, sem eles saberem se havia algum grupo indo para algum canto, resolvi ir à rua, mais precisamente no CAT (Centro de Apoio ao Turista), para ve se alguém me ajudava com sugestão e se sabiam se havia algum grupo que podia dividir a carona. Neste local é uma ajuda muito boa para quem esta viajando sozinho e sem guia, pois de lá saem vários guias com pessoas que querem dividir despesas, pois na maioria das vezes o guia não é muito barato. Então ao pedir informação eis que surgem duas senhoras do Rio Grande do Sul oferecendo carona para Santa Barbára para dividir as despesas. Era um dia chuvoso, mas a recepcionista do CAT gentilmente ligou para Cavalcante para pedir informação ao CAT de lá se lá o tempo estava bom para ir a mais famosa cachoeira, porque que o tempo não fosse favorável havia perigo de tromba dágua. Com a informação que o tempo estava estável, partimos para lá, saímos por volta das 09 horas da manhã, chegando no centro da cidade por volta das 10:30. Lá temos que formalizar o passeio com o guia de lá, pois ninguém vai sem guia, e inclusive eles são os quilombolas. Ah!! Não aconselho ir com guia de Alto Paraiso, pois eles cobram mais caro e não são quilombolas. Conseguimos de 120,00 o guia por 100. Fomos com a guia Janaina, pessoa simples e agradável. Quando você pensa que pagou tudo, tem que pagar um valor de 20,00 chegando ao parque da cachoeira, e mais 10,00 para um carro tracionado te levar ate próximo a cachoeira, pois devido a estrada ruim por causa da chuva, ficava difícil carro comum chegar até lá. Outro bizu, até o mês de abril há muita chuva e tromba dágua, não é em todas as cachoeiras que dá para ir, tanto que não conseguimos ir a cachoeira da Capivara. Antes de ir a cachoeira, reservamos num restaurante Rancho Kalunga, nosso almoço para a volta do passeio, o local foi indicado por nossa guia, o valor é 30,00 e você come a vontade, a comida é muito boa, feita a lenha, tem uma galinha deliciosa. A maioria dos alimentos e cultivado pelos quilombolas, então vale a pena fomentar isso. Da onde o carro nos deixou até a cachoeira a gente andou por volta de uma meia hora, e é bem tranquilo, na ida não havia chuva então ficamos ainda mais contentes. Quando chegamos próximo encontramos a Santa Barbarinha, é linda demais, mas era só um aperitivo do que era a Santa Barbára, subimos mais um pouco e lá estava ela, linda como vi nas fotos, é algo indescritível, cristalina, enfim, não há o que comentar, só indo lá para apreciar. Lá não tinha muita gente, mas o pouco que tinha atrapalhava as fotos, porque sempre tinha uma cabeça, que não a sua, nas fotos. Mas dizem que em alta temporada tem rodizio de pessoas, não pde ficar todo mundo ao mesmo tempo, porque o espaço é pequeno e tem um limite de pessoa que pode ir lá. No nosso caso, como era baixa temporada podíamos ficar la a vontade, só que o tempo fechou e por precaução fomos embora e pegamos muita chuva no caminho até onde o carro estaria nos esperando. Mas chegando no restaurante dos kalungas, o tempo estava firme. Lá como disse, tem dessas coisas, um lugar chove, outro muito perto não acontece o mesmo. Paramos para almocar e por volta das 15: 30 já estávamos voltando para Alto Paraiso, mas na volta as senhoras com quem eu estava não quiseram parar na cachoeira Ave Maria, porque já estavam cansadas, eu se estivesse sozinha iria com certeza, porem como estava de carona não pude falar muita coisa. Mas paramos no Mirante Ave Maria, que é lindíssimo e vale muito a pena parar e registrar o local. Fomos direto para o centro de Cavalcante levar a guia e depois ir de volta a Alto Paraiso, neste dia cheguei cansadíssima e estressada pois eu havia deixado meu celular cair e quebrar. Na terça feira dia dia 04 de abril sem destino certo fui novamente para o CAT arrumar carona para ir a algum lugar, lá tinha um guia que iria levar um casal a Couros, então aproveitei a deixa e fui com eles, pois o guia cobrou 150,00, então ficaria mais fácil dividir em três, de brinde fui de graça pois eles não aceitaram que eu ajudasse no carro. O tempo estava armado para chuva, mas não tinha como ficar esperando a chuva passar, a estrada para la e tranquilíssima, saindo de Alto voltando para Brasilia, tem placas por todos os cantos. Só que acredito, que propositalmente, na estrada de terra para lá, não tem placas indicando, logo, as pessoas precisarão de guia. Então, chegando mais próximo das cachoeiras dos couros, tem um quiosque que vende algumas coisas para comer e beber, e la pedem alguma contribuição para vigiarem os carros, uma vez que eles disssram que já houve arrombamento de carros lá, porque próximo tem um assentamento Sem Terra, o que não paguei para ve, então colaborei com esse valor para ajudar o casal que gentilmente me deu carona. Ao descer para as cachoeiras a chuva começou, andamos mas sem curtir a paisagem pois era muita chuva, muita agua, mas a beleza não ficava abalada por isso. Só que a gente ficou desanimado pois mal conseguíamos sair do lugar de frio e os pes um pouco atolado. E uma caminhada boa de sobe e desce, mas chegamos ao ponto final do local. Acabou que voltamos antes mesmo do horário que geralmente as pessoas voltam, pois não dava para tomar banho, tava desanimidor. Voltamos para pegar o carro era por volta do meio dia e fomos comer numa casa que oferece almoço e que foi reservado pelo guia. Na minha opinião a comida e muito boa e você pode comer a vontade, mas podíamos ter voltado para a cidade e pago mais barato, uma vez que o valor era 30,00, para quem come pouco fica caro. Mas enim, quem esta na chuva é para se molhar, literalmente. Pós almoço voltamos a Alto e pagamos nosso guia e cada um foi para seu destino. Neste dia fui so sacar uma grana na lotérica, pois lá é o melhor que tem de banco. Em Alto tem outros bancos, porem, não funcionam, um foi arrombado, os outros nunca tem dinheiro. Quem for para lá va preparado com dinheiro ou para enfrentar fila de lotérica. Naquele dia comprei algumas coisas no supermercado que e colado no Hostel e comi por lá mesmo e fui dormir cedo para o dia seguinte que eu não havia programado ainda. Na quarta levantei cedo disposta a ir ao Parque Nacional da Chapada, pois sabia que lá poderia ir sozinha pois era bem estruturado. Foi ai que pedi informação a staff do Hostel que gentilmente me orientou a pegar uma carona na rodovial que vai para São Jorge, pois era muito comum as pesssoas se locomoverem assim lá, receosa, mas sem titubear, fui para a pista pegar a carona com que passasse primeiro. Logo que cheguei lá parou uma hailux com um casal que me ofereceu carona até a pedra da baleia, pois o motorista era o dono da cachaçaria onde havia almoçado no final de semana que passou, fiquei aliviada mas sabendo que teria que enfrentar nova carona. Quando cheguei la, parei na pista de novo e fiz sinal e um carro parou e mais sorte ainda era um guia indo buscar no carro da empresa de turismo uma turma para conhecer Santa Barbara, foi muito gentil e ofereceu para eu voltar com ele quando acabasse meu passeio. Fiquei no centro da cidade e fui andando até o parque. O dia estava lindo, um sol que eu esperava há dias. Fui caminhando, pois da cidade a entrada do Parque da uns 30 minutos a pé, ai fui tirando minhas fotos com o celular emprestado pelos meus amigos de Brasilia, pois o meu como disse caiu e quebrou. Chegando ao parque, temos que assistir um vídeo de orientações de como se portar no parque, além disso, você terá que anotar seus dados numa folha para deixar registrado lá. Tava receosa de começar a trilha só, porque era a primeira que iria fazer realmente só nesses dias que estava por lá. Mas, meu lema e sempre: nunca estamos só, em lugar nenhum, por isso não me acovardo diante da solidão. Foi então que segui meu caminho, parando, registrando os lugares e momentos, no caminho encontrava pessoas na mesma condição que eu, ou casais. Entao escolhi fazer primeiro a cachoeira do abismo, antes de parar nela encontrei o Mirante, e apreciei aquele visual feliz da vida, porque Deus é tao bom em nos presentear com aquela paisagem. Fui me guiando pelas setas e cheguei a famosa cachoeira do abismo, linda e com muito volume pelas chuvas de todos os dias. Quando estava me preparando para registrar aquela bela cachoeira eu encontro dois rapazes, um nem tao rapaz assim, Cláudio e Thiago, o primeiro estava sozinho e conheceu o Thiago na trilha e os dois se juntaram, ele é medico em Ouro Preto e resolveu viajar só de moto. Como sou muito boa fisionomista, eu me lemebrei que o Thiago estava no meu Hostel mas eu não tinha tido oportunidade de conversar com ele, ai eu puxei papo com ambos e formamos um bonde de trilha. Continuamos algumas trilhas juntos e uma amizade bacana. Ah! o Thiago e do Rio de Janeiro. Depois de fazer a cachoeira do abismo, que ficou somente para a contemplação, partimos para uma caminhada um pouco íngreme, mas pequena para chegar até a cachoeira de Corredeiras, que é bem bacana, onde tomamos um banho pois lá estava menos perigoso para fazer isto. Ficamos la por uns 40 minutos e de lá finalizamos aquela trilha e chegamos na entrada do parque por volta das 15 horas, ai pegamos carona com Thiago e fomos almoçar num restaurante logo que sai do parque e lá é self servisse. Não me recordo do nome do restaurante mas lembro que era um valor legal e a comida muito boa. A noite fui a um barzinho próximo ao Hostel que tem um pastel bem requisitado, toda noite tem um tipo de música rolando lá, no dia que fomos tinha forró pé de serra tocado por um trio muito bom. Na quinta feira voltamos ao parque para fazer as outras cachoeiras: cânios e carioca, ambas trilhas moderadas, bem bonitas só que pegamos uma chuva sinistra, de alagar a trilha. Na volta paramos no mesmo restaurante do dia anterior e finalizamos nosso passeio juntos. Na sexta levantei não tão cedo, consegui fechar um bonde com um casal que estava no Hostel para ir ao mirante da janela que fica em São Jorge também, nossa que dia lindo era aquele: sol. Ai pude aproveitar mais o dia e a vista daquele lugar. Na entrada da janela você paga um valor se não me engano 25,00 e e recepcionada por um senhor bem divertido e falastrão. Partimos para a caminhada, que não é das mais fáceis, so conseguimos chegar ao destino porque o rapaz tinha um bom programa de gps para esse tipo de atividade, só que não se qual nome, pessoal que sempre faz trilha que sabe bem. Encontramos a cachoeira do abismo, que e uma coisa de doida, mas não paramos ali para acharmos logo a janela, encontramos um casal se banhando e pedimos alguma dica, mas eles estavam mais perdidos que cego em tiroreio. Continuamos a caminhada, e tem uma parte bem íngreme que da uma baqueada, mas é so pensar no visual que irá encontrar na janela, andamos mais e encontramos um lugar e subimos na pedra e de la percebemos que havíamos chegado ao local so precisávamos nos localizar melhor, foi ai que o Bruno, namorado da Rayssa achou a janela, é muito lindo e vale a pensa. Ficamos la alguns minutos e voltamos para nos refrescar nas cachoeiras que por sinal estava uma delicia por causa do sol e as fotos ficam iradas. Ficamos nos deliciando e contemplando aquela paisagem por volta de duas horas e fomos embora de la por volta das 16 horas e saímos de la direto para o restaurante que comi todos os dias. Aproveitamos para comprar algumas coisas relacionadas ao local, como por exemplo ET’s, rodamos mais um pouco e fomos embora porque queríamos pegar o por do sol no jardim de Maetrea. Que local lindo, que visual, tudo tao perfeito e lá encontrava-se varias pessoas, que tiveram a mesma ideia que nós. Depois que o sol se pos voltamos para Alto Paraiso e no Hostel já se encontrava meu amigo de Brasilia mais a amiga dele, que foram me buscar e curtir o fina de semana comigo. Naquele dia nos arrumamos e fomos à rua procurar algo para comer e chegamos la no barzinho que geralmente rola umas musicas, estava rolando um forró pé de serra que é minha perdição. Curtimos a noite e aquele dia foi lindo. Sábado acordamos as 8 horas e fomos tomar café novamente na feira orgânica e posteriormente partimos para a cachoeira dos couros, pois meus amigos não conheceram e eu como tinha ido num dia muito chuvoso não aproveitei nada, e minha sorte ter voltado la com muito sol, aquilo é um espetáculo de lindo, e o mais legal que consegui me lembrar da estrada sem guia, nos perdemos um pouco numa bifurcação, porém encontrei uma casa e o senhor de lá estava indo para la. Chegamos la e fizemos a mesma trilha do que eu havia feito, e tudo era tao lindo e fantástico, estava lotado, todo mundo se banhando e tomando sol. Voltamos de la mais ou menos por volta das 14 horas e de la paramos em Alto Paraiso para almocar e depois Raizama, aproveitamos que tinha sol. Para Raizama você vai como estivesse indo para as termais depois de São Jorge, é uma estrada para carro bem tranquila, chegando lá você paga um valor se não me engano 20,00, tinha um senhor na entrada bem simpático que lhe entrega um mapinha, e tudo lá e bem organizado e estrturado. Quando chegamos lá em baixo tinha uns casais namorando, mas o sol já estava se pondo. E um lugar bem bonito, ficamos la um pouco mas logo andamos para conhecer as outras cachoeira, pois logo logo estaria escurecendo. Mas vale a pena passar o dia, porque e bem legal, no final das cachoeiras encontramos uma linda, agua azul, com mais sol ela devia ser um luxo. Desta cachoeia até a saída andamos um pouc por uma trilha bem estruturada. Para relaxar resolvemos voltar as termais para relaxar, e assim fizemos, nos deparamos com um por do sol lindíssimo. Nas termais rola um descanso legal, aquela agua quentinha, com bom vinho e uma entrada de 20,00, bem propicio para um fim de noite. Por volta das 19 horas nos voltamos e a estrada de la não e muito boa, muito cuidado para não danificar o carro. Chegamos em Alto Paraiso por volta das 20:30, a estrada tem 40 minutos de chão e o resto um asfalto que parece um tapete de tão bom e sinalizado. Chegando em alto só queríamos comer e dormir, e ai paramos no mesmo barzinho na principal que vende espetinho e faziam uma saladinha caprichada para nós. Viagem para o Centro Oeste.docx
  20. Dia 1: Saímos de Campinas do Aeroporto Internacional de Viracopos com destino para Brasília no dia 31/03/2016. Chegamos 9:00h e alugamos um carro no próprio Aeroporto Juscelino Kubitschek. *Nota importante: Na Chapada dos Veadeiros é extremamente importante ter um carro para desbravar e aproveitar a viagem, pois não existe transporte público e as caronas são escassas dependendo da época do ano. Sabemos que não é a forma mais barata de viajar, mas o barato pode sair caro caso chegue lá é não consiga ir para os picos por estar dependendo de carona. As cachoeiras são distantes e em cidades diferentes, o que complica ainda mais a locomoção. Nossa opinião é que vale muito a pena alugar um carro. Paramos no supermercado Extra para fazer nossas compras de alimentos e bebidas. Como no Aeroporto de Campinas proibiram nosso embarque com as latas de TEKGÁS do fogareiro, tivemos que comprar um novo gás (encontramos na Leroy Merlin, ao lado do Extra). Antes de partir para a Chapada realizamos uma vontade grande de conhecer o Eixo Monumental da nossa lindíssima capital e outros pontos turísticos (vale muito a pena para quem não conhece). Conhecemos a Biblioteca Nacional, Museu Nacional, Catedral Nossa Senhora da Aparecida, Prédios dos Ministérios, Itamaraty, Ministério da Justiça, Congresso Nacional, A praça dos 3 poderes, Palácio da Alvorada, Ponte JK e Lago Paranoá. Depois partimos às 14:30h para a Chapada e almoçamos na estrada em uma das pequenas cidades do caminho (tudo com GPS). Andamos aproximadamente 260 KM em uma excelente estrada asfaltada até Alto Paraíso onde fomos recepcionados por um portal em forma de Nave (toda a cidade é mística). Na rotatória principal entramos sentido São Jorge e andamos mais 15 Km para chegar ao Camping Pachamama. Como o preço da diária estava mais alto do que o esperado (R$ 40,00/por pessoa), andamos mais 15Km até São Jorge para ver outros campings (o mais barato era R$ 25,00), mas voltamos correndo para o Camping Pachamama, pois realmente era a melhor estrutura e ainda com uma vista linda! Valia a pena pagar um pouco mais caro. Montamos nossa barraca quase à noite e ficamos neste local por 6 lindos dias. O camping possui excelente estrutura de cozinha e banheiros, sempre limpos. Além disso esse camping é na minha opinião o mais bem localizado da Chapada, pois está no meio do caminho entre Alto Paraíso e São Jorge onde são distribuídas as principais cachoeiras e trilhas. A área é gramada, possui estacionamento (o carro não fica ao lado da barraca), possui área para fogueira, cozinha com geladeira, fogão, pias e utensílios como pratos, copos, travessas e panelas. Dia 2: Partimos para São Jorge, onde fica a entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. O parque possui 4 trilhas diferentes, com poços, corredeiras, mirantes, cachoeiras e cânions. *Nota Importante: A entrada do Parque é gratuita e não é necessário guia para fazer as trilhas, pois todas elas possuem setas com cores específicas de 50 em 50m sendo impossível se perder. Na entrada do Parque possui uma sede onde você assiste um vídeo de 3 minutos sobre as trilhas e assina um termo de responsabilidade para entrar. O Parque fecha as 18:00h, então os seguranças pedem para retornar até as 17:30h. No primeiro dia decidimos fazer a trilha amarela, dos Saltos e Corredeiras. Andamos aproximadamente 11Km (ida e volta) com trilhas maravilhosas, nível médio-difícil. O primeiro Salto é possível observar de cima a queda d’água imponente de mais de 30m, e logo a seguir encontramos o segundo Salto, onde conseguimos nos banhar com um vista maravilhosa de uma cachoeira rodeada por paredões e uma água gelada para renovar nossa caminhada. A próxima parada são as Corredeiras, com águas calmas para banho. Bem na saída do Parque, no estacionamento, tomamos um Suco de Mangaba e um de Açaí maravilhosos, vale a pena! Então partimos para o Vale da Lua voltando 10 km na mesma estrada sentido Alto Paraíso, e com mais 4 Km de terra. A entrada no local custa R$ 20,00 por pessoa, e são 800m de trilha nível fácil. Imperdível! Dia 3: Voltamos para o Parque Nacional em São Jorge e fizemos a trilha vermelha da Cachoeira dos Cariocas e Cânions. São 12 Km ida e volta com trilha nível médio, menos íngreme que a dos Saltos. Dia 4: Fizemos amizade com um casal que estava de bicicleta e eles foram com agente para a Catarata dos Couros com suas 3 quedas enormes e deslumbrantes. Fica a 50Km do Camping com, sendo que 33Km é de estrada de terra. É preciso ficar atento às placas, mas dá pra chegar tranquilo sozinho. A entrada é gratuita e não precisa de guia. Dia 5: Fomos para Alto Paraíso conhecer a Loquinhas que fica a 3Km da cidade com fácil acesso. São poços com águas cristalinas e fundo esmeralda com água bem gelada por conta da vegetação fechada. A trilha dentro do local é toda em um deck de madeira, caminhando por menos de 1Km, com as entradas para os poços e quedas. A entrada custa R$22,00 por pessoa e não precisa de guia. Seguimos para a Cachoeira dos Cristais, com seu íngreme relevo e suas 7 quedas e piscinas para banho. A entrada custa R$15,00 por pessoa e não precisa de guia. Trilha fácil e com menos de 1Km. Dia 6: Saímos do camping mais tarde nesse dia (por volta das 10h30) e fomos conhecer as cachoeiras Almécegas I e II e a São Bento, que se encontram na mesma propriedade, bem próximas ao camping que estávamos. 3 cachoeiras que não podem faltar no roteiro de quem ama a natureza. Pagamos R$10,00 por cachoeira (total de R$30,00 por pessoa). Trilhas bem fáceis e curtas, a Almécegas I é imperdível! A noite fomos jantar em Alto Paraíso na Massa da Mama, Cantina Italiana tradicional da cidade. Muito boa, e é a única que abre todos os dias da semana. Dia 7: Desmontamos acampamento logo cedo e partimos em direção a Cavalcante que fica aproximadamente 80Km de Alto Paraíso. Chegando na cidade andamos mais 25Km aproximadamente em estrada de terra para chegar à propriedade dos Kalungas (Antigo Quilombo). Lá fomos diretamente ao CAT – Centro de Atendimento ao Turista, onde pagamos R$20,00 por pessoa para entrar na propriedade (essa taxa é paga uma única vez independente do número de dias que a pessoa fique). Além dessa taxa é obrigatório contratar um dos guias locais, que custam R$ 70,00/dia, e que pode levar até 8 pessoas. Acabamos dividindo uma guia com outro casal, então saiu R$ 35,00 por casal. Fizemos o passeio para a maravilhosa cachoeira Santa Bárbara, a mais famosa da Chapada pela sua água azul turquesa, e para a deliciosa Cachoeira Capivara. Essa cachoeira é obrigatória pra quem vai pra Chapada, linda demais! Você pode ir e voltar no mesmo dia se quiser, mas nós preferimos dormir duas noites nos Kalungas, e valeu muito a pena. *Nota Importante: Lá é obrigatório o uso de guias e acho muito válido pagar, pois eles vivem disso e é uma forma de ajudar a comunidade, que é muito receptiva e solicita. Também indico que contratem o guia lá mesmo com os Kalungas, e não guias de fora, fortalecendo a economia local. Tivemos o privilégio de sermos guiados pela Dona Angelina que nos convidou para acampar no quintal dela, onde ela tem uma estrutura coberta de sapê e um banheiro. Fomos extremamente bem recebidos e muito bem tratados, com direito a um delicioso suco de maracujá logo que chegamos. Tivemos experiências bárbaras com a estadia na casa de uma nativa. *Nota Importante: Nos Kalungas existe apenas um camping mais estruturado e as casas dos moradores para acampar. Na minha humilde opinião vale muito mais ficar nas casas dos moradores devido ao contato maior com a cultura deles, além de ser mais barato. Dia 8: Acordamos no quintal da Dona Angelina com um café preto especial feito por ela, e saímos para a Cachoeira do Rei do Prata que fica 47Km de estrada de terra da Comunidade dos Kalungas. Fizemos um trekking de 16Km (ida e volta) com 6 Cachoeiras maravilhosas em trilhas de nível médio de dificuldade, e cruzando 4 rios. Quem gosta de Trekking não pode perder esse passeio. O valor desse passeio é R$150,00, relativo à diária do guia, que dividimos mais uma vez com o mesmo casal que havíamos conhecido no dia anterior. É necessário ter um guia, pois o caminho é muito mal sinalizado. O passeio dura o dia inteiro, saímos às 9h e chegamos às 19h. Voltamos para o camping da Dona Angelina, onde fomos convidados para jantar junto com a família dela. Comemos arroz, feijão, mandioca e galinha caipira, tudo cultivado no seu jardim e preparados pela filha dela, especialmente para nós. Ela não cobrou um real a mais por isso, e nos proporcionou uma noite de muitos aprendizados e reflexões, que trouxemos na bagagem para sempre. Dia 9: Desmontamos acampamento e voltamos para Brasília. Dormimos no Hostel 7, muito bom! Para quem quiser conhecer a Cachoeira Candarú nos Kalungas pode fazer também no último dia, nós não fizemos pois preferimos voltar com mais calma na estrada. No total percorremos 1.296km pela Chapada dos Veadeiros! Os gastos totais foram de R$ 3.427,00, incluindo passagem aérea, aluguel de carro, combustível, passeios, alimentação e campings. Informações: Camping Pachamama Rodovia GO-239, Km17 E-mail: [email protected] Site: http://www.campingpachamama.tur.br Valor da diária por pessoa: R$40,00 Camping e guia nos Kalungas - Cavalcante Angelina Paulino da Silva (marido e filha também são guias – Geraldo e Simone) Telefone: 62-98088322 Valor da diária por pessoa: R$20,00 Hostel 7 SCLRN 708, Bloco I, Loja 20, Asa Norte, Brasília E-mail: [email protected] Site: http://hostel7.com.br/ Valor da diária por pessoa: R$ 50,00 em quarto coletivo (pelo Booking)
  21. Diz a velha Bíblia que “o coração dos homens faz os planos, mas a resposta certa vem da boca de Deus” Bem, estava eu tocando a vida em Curitiba, planejando comprar um lote em algum lugar da zona rural da região metropolitana quando por volta do final de julho recebi notícia de convocação de um concurso público prestado em 2012, e teria que me mudar pra Brasília. E assim aconteceu, um galego saiu do frio e chuva curitibana para o sol e secura intensos do planalto central. Cidade nova, começar tudo do zero, círculo social praticamente zerado. Ficava me questionando se haveria morros pra subir e acharia pessoas para fazer trilhas e me apresentar a região. Resolvi procurar no facebook com as palavras chave trekking brasília e...tinha um grupo com esse nome; arrisquei entrar e conhecer as pessoas. Galera bacana e animada, companhia de qualidade pra se enfiar no mato. E eis que alguém resolveu organizar a ida para as Sete Quedas. Fiquei sabendo da Travessia das Sete Quedas na internet quando foi inaugurada, e lembro de ter dito que um dia ainda faria, não sabendo exatamente quando. No fim das contas, devido à mudança, acabou sendo mais cedo do que imaginava. Mas vamos ao relato da expedição: 26/09/14 Sexta-feira à noite. Éramos 19 pessoas, reunimos o povo e fomos rumo a São Jorge. Tivemos um leve atraso e acabamos chegando perto das 23h, indo direto a pousada. Ficamos no Casa da Sucupira. Como éramos um grupo grande, o pessoal conseguiu fechar em 35 reais a diária, sem café, em quartos coletivos. O lugar lá é bem bacana e limpo, disponibiliza a cozinha e utensílios, fomos muito bem atendidos. Alguns saíram para um bar, esse que vos escreve foi dormir rs 27/09/14 No sábado levantamos cedo para tomar café, arrumar as coisas e esperar o transfer. O Transfer (levar até o PARNA Chapada dos Veadeiros e trazer de volta no dia seguinte) ficou em 20 reais. Todos prontos, van na porta, partimos ao PARNA. Chegamos para abrir o parque com os funcionários da segurança, creio que era entre 8:30 e 9 horas. Passaram uma lista para deixar os dados individuais, e feito isso, nos conduziram para assistir um vídeo sobre o Parque, Trilhas e regras. Protocolo cumprido, demos uma olhada no material do centro de visitantes e iniciamos a caminhada, seguinto pelas setas - e tubos eventualmente - laranja, sempre. Caminhamos um bom pedaço e chegamos no Canion 1, se não me engano por volta das 10:30, ficando lá por mais de uma hora. O lugar é realmente belo. Infelizmente eu fui explorar sem a câmera. De lá, continuamos. Ai foi caminhada e mais caminhada. Essa foi a minha segunda experiência de trekking no cerrado, confesso que o calor e sol intensos tornam a situação mais difícil, mas no fim o corpo sempre aguenta mais do que você pensa, e a paisagem, compensa. Uma coisa que me chama muito a atenção, é que as cores no cerrado são extremamente vivas, não existe meio termo. Belo é o tom de verde das folhas que rebrotam após o fogo, e o azul do céu. De vez em quando, alguma nuvem gentil passava por sobre nossas cabeças, fornecendo uma sombra para amenizar a temperatura. Infelizmente elas não nos seguiam. Depois de uma boa caminhada, chegamos ao ponto de travessia do Rio Preto. Optei por encontrar uma caminho entre as pedras que não precisasse tirar as botas, e deu certo e rápido, mas a maioria preferiu atravessar com os pés descalços. Fica a seu critério, só registro pra informar que há as duas possibilidades (dependendo do nível do rio). Lá matamos mais um bom tempo no rio sendo atacados incessantemente pelas piabinhas. Fizemos o almoço e continuamos. Era cerca de 15:30 quando avistamos no horizonte algo que parecia ser um rio, e no plano anterior, um tipo de cabana. Eu e um do colegas que estava ao meu lado comentamos que deveria ser lá o local do acampamento, por conta do relevo do local, como se estivessemos em fundo de vale e pelo tempo de caminhada. No fim era mesmo. Pouco tempo depois encontramos a placa da área de camping e do banheiro seco - a tal cabana mencionada. Chegamos enfim, ao ponto do merecido descanso, do refrescante e relaxante banho. Mochila tirada, acampamento montado, pés liberados, fomos aproveitar as Sete Quedas. Aqui entra um mistério que nenhum de nós conseguiu solucionar: uns viram quatro, outros cinco, outros seis, mas ninguém contabilizou Sete Quedas. Já conseguimos pousar uma sonda em um meteoro, e eu ainda não tenho a resposta. Se alguém aí conseguiu, por favor comente e esclareça. Mistérios numéricos a parte, o local é realmente bonito. Confesso que a altura das quedas não impressiona, nem o volume de água ou o som, mas o local como um todo é belo. Olhar o curso do rio, longe no horizonte, com uma bela combinação de laranjas, vermelhos e roxos no céu de fim de tarde ao som das corredeiras vale muito a caminhada. Sol posto, hora de voltar ao acampamento e iniciar os preparativos para a janta, aquele bom e velho miojo, mas na versão talharim, com um saboroso molho 100% industrial, complementando com pão, salame, frutas, chá. Verifiquei in loco que com uma espiriteira improvisada com lata de atum, abastecida completa com etanol 3 pessoas puderam preparar seus miojos e ainda sobrou fogo para outra começar a esquentar um risoto. Importante: não deixe de levar a tampa da panela, não só para otimizar o preparo dos alimentos, mas também para evitar que uma quantidade imensa de insetos caia na panela atraída pelo fogo e pela luz da headlamp, mas caso você não se importe de acrescentar um pouco mais de proteína à refeição, sinta-se à vontade. Infelizmente minha expectativa de contemplar o céu estrelado na Chapada foi frustrada. O céu estava com muitas nuvens, uma escuridão densa. Não restava muito mais o que fazer, e o corpo pedia o repouso. Ao deitar, o ambiente estava quente, diria até um pouco abafado, mas era cerca de 4 horas da manhã, começou a ventar forte, e a temperatura caiu bastante, obrigando-me a usar o saco de dormir. Alguns disseram que houve uma chuva leve, eu mesmo só ouvi o vento forte e senti a queda brusca de temperatura, mas nada que obrigaria alguém a colocar uma calça, blusa e meias. 28/09/14 No domingo acordei cedo para contemplar o nascer do sol. Acabei não conseguindo levantar no horário previsto, mas a tempo de ver metade do sol ainda a nascer. Após, foi tomar café, desmontar a barraca e arrumar a mochila, processo interrompido por um porivinha kamikaze que se chocou com meu olho e não saiu. Esfregar o olho, jogar água, nada. Um bicho tão pequeno, mas a sensação é increvelmente incômoda. No fim, umas das gurias do grupo colocou soro no meu olho, e depois de uns minutos, finalmente o infeliz parou no canto do olho e foi retirado e sepultado. Imagino que a sensação de uma lente de contato perdida no olho deva ser semelhante. Finalizada a operação e a arrumação da mochila, fomos às quedas, dar aquele último mergulho. Uma parte do grupo, eu incluído, saiu às 10:30, os demais, pouco depois das 11. O segundo dia possui menos kilômetros, mas há mais subidas, mas de qualquer forma, é muito mais tranquilo que o primeiro dia. Quanto ao o visual, o descampado é extremamente belo, com os morros ao fundo. Que as fotos falem. Depois de no máximo umas três horas caminhando, passamos pela caixa para depositar a ficha de controle do parque, o fim da trilha estava próximo. Saimos do parque, estrada vazia, não havia sombra para se refugiar até o transfer chegar. Até tentamos nos esconder embaixo de umas árvores mirradas, mas não demorou muito e a van apareceu. De volta a São Jorge, combinamos de, na volta, parar no Valdomiro para almoçar. Voltando de São Jorge rumo a Brasília, fica no lado esquerdo da estrada, numa baixada, pouco depois do Morro da Baleia, se não estou enganado. Vale muito a pena, a comida é boa, o prato é bem servido e o preço é justo! Considero que a Trilha das Sete Quedas é uma trilha muito bela. Uma aula prática perfeita pra se conhecer o Cerrado, passando por vários tipos de vegetação diferentes. A sinalização é excelente, a área de camping muito boa, com o banheiro seco. Exige certo preparo físico e o calor pode ser um fator dificultador, mas quem já tem uma certa experiência faz fácil! Termino o relato por aqui. Abraços PS: Aqui tem um vídeo produzido por um dos membros do Trekking Brasília, sobre a trilha! Quem for de Brasília e quiser entrar, só procurar lá no facebook!
  22. Pra quem gosta de trilhas e cachoeiras, indico muito essa trip! Abaixo o meu relato com dias e informações: Dicas gerais: Transporte: Como todos falam, é realmente indicado vc ir de carro, alugando preferencialmente, já que vc vai judiar bastante desse carro rs. Mas se vc estiver sem carro, apenas irá depender de terceiros pra fazer os passeios, então não necessariamente vai conseguir programar como gostaria. Provavelmente vai depender de caronas, e ter que pagar para transfers, e guias com carro. Eu não fui de carro, abaixo no relato mais detalhes de como me virei. Alimentação: Foi algo que eu não esperava, mas comi muito bem e barato nessa trip, uma comida mais gostosa que a outra. Nas trilhas leve lanches que sustentam, pois irá sentir bastante fome. Água é muito importante na trilha tb, a maioria dos lugares você consegue pegar água na cachoeira, mas mesmo assim é recomendável levar uma garrafa grande já cheia. Não esqueça de levar o seu lixo com vc, inclusive orgânico, pois atrai bichos para a trilha. Cidades base para se hospedar: Você basicamente tem 3 opções: São Jorge - É um vilarejo super legal, com lanchonetes, bares, restaurantes, ateliês, várias opções legais mais sofisticadas, e opções baratinhas tb, a noite de fds tem Forró em uma baladinha lá. É o melhor local pra quem está sem carro, pois você pode ir andando pro Parque Nacional e pra Janela do abismo, basicamente você tem programação pra 2 a 3 dias aqui sem usar carro. Alto Paraíso: Dizem que é onde tem mais estrutura de hotéis , restaurantes, e bancos, porém eu só passei por lá, não conheci. Cavalcante: É a cidade mais longe, tem uma estrutura razoável, porém não tem o mesmo movimento de São Jorge, é bem morta a cidade. Mas é altamente recomendável se hospedar por lá também durante a trip, para fazer as trilhas da região, que irei descrever no relato mais abaixo. Brasília: Não estou incluindo Brasília nesses 6 dias de relato, mas estive lá por 1 dia, antes da Chapada, e também recomendo você fazer isso, a capital do nosso país é bem interessante, e 1 a 2 dias por lá seria uma boa se conseguir encaixar. 1º dia - BSB - São Jorge Eu estava em um bus fretado nesse dia, fui com um grupo do Couchsurfing que havia contratado um bus até São Jorge. Saímos pela manhã, e a viagem durou em torno de 4 horas. Na hora da chegada em São Jorge, passamos direto e fomos para cachoeira Raizama, o custo é de R$ 20,00 a entrada. É um lugar interessante de visitar. Ao final da tarde, fomos pra um camping em São Jorge. O camping foi o Espaço Flora, mais conhecido como camping do Pedu, lugar ok de estrutura, apesar de poucos banheiros. 2º dia - Parque Nacional Saímos do camping a pé até o Parque Nacional, a entrada é gratuita, mas em fds e feriado recomendo vc chegar por volta de no máximo 09h por exemplo, pois o parque tem um limite de visitantes diário. Lá haviam duas opções de trilha, a trilha da Cachoeira do Salto, e a trilha dos Canions 2 + Carioquinhas, tb existe uma terceira trilha maior pra quem vai pernoitar dentro do parque. Eu optei por ir nessa segunda que mencionei, achei bem legal e a Carioquinhas é bem divertida, pois possui várias quedas pra banho. Os amigos que escolheram a trilha do Salto tb gostaram bastante. Não sei se haveria tempo hábil pra fazer essas duas trilhas em um mesmo dia, acho que não, e tb ficaria cansativo, o melhor é reservar 1 dia pra cada. Atenção, o Parque Nacional fecha às segundas-feiras. 3º dia - Janela do Abismo Essa era a trilha que eu mais queria fazer, tb fui a pé saindo do camping, ela tem uma entrada fora do Parque Nacional, é perto, mas é fora do Parque ok. Muitos diziam que é uma trilha pesada, mas nosso grupo achou tranquilo, e tínhamos sedentários no meio. Ao chegar na entrada da trilha, paga-se R$ 20,00, a pessoa que nos recepcionou era um tiozinho, todo mal vestido, e falando praticamente um dialeto rsrs que não entendíamos nada, ele era chamado de Rolinha. Algumas pessoas recomendavam guia, mas olha, não precisa, é tranquilo de ir, erramos uma vez, mas logo já achamos o caminho certo. Em época de seca porém não há nenhuma queda d'água nessa trilha, apenas a vista que impressiona, por isso leve muita água. A trilha em si dura 3h ida e volta, contando a partir da recepção, porém até a recepção anda-se bastante tb, é possível ir de carro até lá, e lá em cima vc acaba gastando bastante tempo admirando a vista , fazendo lanche, fotos, etc. Ela é íngreme em algumas partes, mas nada que uma paradinha na sombra pra descansar não resolva. 4º dia - Vale da Lua - ida à Cavalcante Nesse dia, iríamos sair de São Jorge, com destino à Cavalcante, fomos de carona até o Vale da Lua no caminho, a entrada custa em torno de R$ 20 também, a trilha é bem curta e possui locais para banho. Passamos para almoçar no restaurante do Waldomiro, é bem famoso, mas não foi uma das melhores refeições, não achei que o valor corresponde à expectativa, o local tb é famoso por vender licores, tem muitos pra experimentar, o que compensa o preço do almoço rs, que é algo em torno de R$ 30,00. Depois, pegamos uma carona até Alto Paraíso, e de lá um táxi com um contato que conseguimos em um hostel, dividido pra 3 pessoas até Cavalcante, no valor de R$ 160,00. (Quem ficar em Alto Paraíso tem esse hostel muito legal que passamos pra conhecer, chama Catavento, tem uma dona super simpática que nos ajudou bastante, e é da rede Hi hostel) Dica: Caso vá pra Cavalcante e depois Brasília, deixe pra pegar um transfer em Cavalcante mesmo, os horários de bus em Alto Paraíso que vão pra Brasília são bem ruins. Dica 2: Pergunte ao motorista de seu táxi ou transfer se ele está com a CNH e documento do carro em dia, pegamos um táxi, ao passar no comando ele nos informou que estava sem documentação, e ao fazer o retorno na pista a polícia viu e veio atrás da gente com fuzil, so liberou pq viram que éramos turistas precisando do transporte, então não apreenderam o carro. Mais um motivo pra vc ter o seu próprio meio de condução lá. Ao chegar em Cavalcante, procuramos uma hospedagem, após termos passado uns dias em um camping agora conseguimos um belo quarto com tv, cama, chuveiro quente, e delicioso café da manhã por apenas R$ 50,00, Hotel Raio de Luz, indico heim! A dona é meio bipolar, mas a hospedagem valeu. Depois conseguimos um contato de um guia, e já fechamos o passeio pro dia seguinte, como não tínhamos carro, teria que ser um guia com carro, e isso acaba encarecendo o passeio. Média de R$ 300 a R$ 400 por passeio, podendo ser dividido até 4 pessoas. A indicação do Guia é o Maurício 61-9990-6969 - Lobo Ecoturismo e Hospedagem. 5º dia - Santa Bárbara + Capivara Primeira dica, não vá de final de semana/feriado, vc vai aproveitar muito pouco devido à lotação. Esse era um dos passeios mais esperados tb, fomos em uma segunda-feira, não é o dia mais recomendável tb, pois de segunda-feira o Parque Nacional fecha, então muitos grupos vão pra Santa Bárbara, porém nessa semana havia um boato que a Santa Bárbara estaria fechada na terça, então preferimos não arriscar. Ao chegar lá, descobrimos que na verdade iria fechar mas seria na quinta. Mas tudo bem, o passeio valeu mesmo assim, não estava tão lotado. Ao chegar no local, paga-se tb R$ 20,00 e vc tem a opção de já reservar o almoço em um dos restaurantes de lá, é uma ótima pedida, o valor é de R$30,00, reserve pro final do dia, por volta de 16h, vc vai estar com muuuuita fome até lá e vai valer muito a pena. Escolhemos o restaurante Galileu, estava muito bom , mas tente pesquisar antes lá as opções e o que vão servir, acho que todos são bons. Peça pra tomar tb um suco de buriti por R$ 4,00. Caso vc vá por conta própria, lá é obrigatória a contratação de um guia local (que é mais barato), tb tem a opção de fazer uma parte da trilha em um pau-de-arara, assim não judia muito o seu carro se for com carro próprio. A trilha pra Santa Bárbara é bem tranquila, vai muitas crianças, ao chegar no local existe um controle de tempo, não pode ficar a tarde toda lá, vc tem por volta de 1 hora. Essa é a cachoeira com a água mais azul da Chapada, possivelmente as suas melhores fotos serão aqui, a água realmente impressiona. No passeio tb passa por duas cachoeiras boas pra banho tb, a Capivara e uma menor. Por isso sugiro que faça o almoço só no final da tarde, assim aproveita mais tempo de sol nessas cachoeiras. 6º dia - Trilha do Rio da Prata até o Rei da Prata - Melhor trilha Mais um dos melhores passeios da Chapada! Foi uma grande surpresa pra mim, pois eu não havia pesquisado essa trilha, mas é muito foda. Foi a trilha mais pesada no sentido de tempo de caminhada, são no total 14 km andando, passando por 7 cachoeiras muito legais, incluindo a Rei da Prata, uma cachoeira enorme com a água verdinha, ainda não sei se gostei mais dessa ou da Santa Bárbara, mas essa trilha em si é mais legal, pois são 7 cachoeiras. O acesso não é tão fácil, vc passa bastante tempo em estrada de terra, e um guia seria opcional, mas recomendo bastante, pois não tem sinalização nenhuma, e são 14 km com risco de se perder. Essa trilha não paga pra entrar e não tem opção de almoço, leve o seu lanche. No dia seguinte, peguei um transfer até Brasília, direto pro aeroporto, no valor de R$ 70,00, uma indicação do hotel. Tb tivemos problemas dessa vez, o motorista confundiu a cidade que estávamos, atrasou e uma amiga nossa acabaria perdendo o vôo. Então na questão carro, se vc tiver o seu, terá toda a sua programação como deseja, se não tiver carro, irá conseguir fazer os passeios, mas dependerá de caronas, transfers caros, e poderá ter problemas com motoristas como nós tivemos. Lembrando que se ficar 15 dias, haverá passeio pra 15 dias, embora seja um pouco cansativo, há muito o que se explorar por lá. Existem muitas outras cachoeiras que não visitei. Qualquer dúvida que eu puder ajudar, escreve aí. VISITE A CHAPADA DOS VEADEIROS!
  23. Fiz essa viagem no feriadão do dia 01 de maio de 2017, com duas amigas, uma de São Paulo e a outra Americana. Como moro em Goiânia, peguei as meninas no aeroporto em Brasília, e seguimos rumo a São Jorge, isso na quinta-feira. Chegamos lá por volta das 18h, e fomos direto para nossa linda Pousada Raízes, que fica na rua principal. A noite fomos na Santo Cerrado Risoteria, comemos muito bem e tomamos alguns drinks. Para a sexta-feira tínhamos programado ir até a cidade de Cavalcante, para visitar a Cachoeira Santa Bárbara. Então saímos por voltas das 6:30 e a viagem levou 1h, a estrada está muito boa. Fomos direto ao CAT ( Centro de Atendimento ao Turista ) e pedimos por uma guia mulher. Já com a guia, paramos numa padaria e também num posto de gasolina, e seguimos rumo a Comunidade Kalunga, que é onde se paga entrar na cachoeira, R$20,00. A estrada de chão está muito ruim com muitos buracos e erosões, meu carro é baixo e batia toda hora. Como chegamos na Santa Barbara por volta de 11h, já tinham muitas pessoas, mas nada que atrapalhasse a contemplar aquela água maravilhosa. Detalhe: há uns 5km antes da entrada da cachoeira, tem um estacionamento para quem não quer arriscar a ir de carro, devido a estrada estar muito ruim, então tinha uma camionete fazendo o transfer por R$5,00 o trecho. De lá seguimos para o Restaurante Rancho Kalunga, onde comemos uma deliciosa comida caseira, e tomamos suco de mangaba. Por R$35,00 o almoço + R$12,00 do suco. Descemos para a Cachoeira da Capivara, que não paga para entrar. Como o sol já estava baixando, ficamos somente no primeiro poço, e amamos! A melhor parte do dia foi tomar banho na jacuzzi natural e tirar muitas fotos da borda infinita. Voltamos para a cidade, deixamos a guia e fomos para São Jorge, chegamos lá às 20h. Tomamos banho e fomos comer no Papalua, onde tinha um casal bem simpático tocando ao vivo. No sábado tomamos café da manhã cedo e já seguimos para o Parque Nacional, para fazer a Trilha dos Cânions. Cheguem cedo, pois tem um número de visitantes por dia. Não paga para entrar no parque, porém o estacionamento custa R$15,00, por ser área particular. Saímos do parque e fomos para o Vale da Lua, não entramos na água, apenas tiramos fotos, R$20,00. De lá fomos “almoçar” no Rancho do Waldomiro, comida sertaneja deliciosa! O PF gigante por R$35,00. Vale muito a pena. A noite comemos tapioca no Tapioca do Cerrado, R$10,00. Tomamos umas cervejas no Bar do Pelé e seguimos para o forró, R$20,00. Domingo tomamos café da manhã e fomos conhecer o Mirante da Janela, no caminho vimos muitos carros voltando do parque, pois já estava cheio e não estavam permitindo mais a entrada. Pagamos R$15,00 para entrar na propriedade onde fica a Cachoeira do Abismo, que estava vazia e sem queda d’água e o Mirante da Janela. A trilha é meio puxada, estava muito quente e não tem rio ou água para se refrescar, então levem muita água de beber, e lanches de trilha. Muita descida no começo e muita subida no final, para ver o que em minha opinião, é a paisagem mais espetacular da Chapada. Que lugar lindo!!!! Fiquei tão encantada com a beleza, que nem me importei de ficar na “fila” para tirar foto na janela. Passamos em São Jorge para um almoço rápido e seguimos para a Fazenda São Bento, já era umas 15:30. Fomos direto para a Cachoeira Almécegas 2, onde a trilha é menor e o poço é maravilhoso! Pagamos R$30,00. A noite fomos comer pizza na Pizzaria Lua Nova, onde aquele mesmo casal de sexta, estava tocando ao vivo. Bebemos um vinho e fomos dormir. Na segunda cedo tomamos café da manhã e nos despedimos desse lugar incrível e inesquecível.
  24. Um mês antes das minhas férias ainda não tinha decicido o que fazer e após várias pequisas, acabei dividindo minha programação em dois roteiros: Chapada dos Veadeiros e México. No caso da Chapada dos Veadeiros, acabei encontrando em um grupo de mochileiros pelo FB, duas garotas que estavam procurando companhia para ir a Chapada e dividir custos. Achei interessante a proposta e acabei topando. Logo pude ajudá-las a montar o roteiro, pois elas só tinham comprado a passagem aérea. Aproveitei uma promo da Azul que dobrava os pontos caso fizesse a transferência de milhas cumuladas no Itaucard, resultado, não paguei nada na passagem aérea pra Brasília (ida e volta). Em BSB existem dois terminais, um apenas para os aviões da Azul e o outro, bem maior e mais confortável, para as demais cias aéreas. A programação foi a de ficar uma semana na Chapada. Elas chegaram no sábado, já alugaram o carro e foram para Alto Paraíso e eu na madrugada de domingo. Na madruga, nem dormi, aproveitei para pesquisar no grupo do FB "CARONA BSB CHAPADA (Solidário de Verdade)" a possibilidade de carona até Alto Paraíso. Incrível como funciona e tem muita gente que realmente concede carona, pra divisão de combustível. Sai mais barato que o bus. Um bus de Brasília a Alto Paraíso custa R$ 46 e a divisão da gasosa pra mim custou apenas R$ 20. Tive a sorte também de estar com uma outra paulistana, que chegara de manhã e também buscava carona. O cara que nos deu carona era nativo de Brasília e queria passar um FDS na Chapada... o risco da carona é um que passei... o cara fumava maconha. O problema não era esse, mas sim se fossemos parados em uma blitz policial. No caminho, apenas chegando em Alto Paraíso existe um posto policial, no resto é de boa, uma viagem de um pouco mais de duas horas (cerca de 230 km). Mas graças a Deus, deu tudo certo. Ele me deixou no centro de paraíso em uma praça, perguntei pra um nativo onde ficava o Hostel que havia reservado, o Jardim Nova Era Hostel e estava apenas a 50 passos do Hostel. O hostel é bem ajeitado, fiquei em um quarto de 4 pessoas (R$ 50/noite). Também existe a opção de camping pra quem quiser. Enfim... já era cerca de meio-dia, pude almoçar perto do hostel por R$ 15 e encontrei as garotas, as quais só conheci lá mesmo. Partirmos a tarde para uma cachoeira localizada em Alto Paraíso mesmo, a Cachoeira dos Cristais. Ela não é a das mais famosas, mas é muito bonita, e foi o suficiente para perceber que seria top aquela trip: Meio dia é o suficiente para a Cachoeira dos Cristais. Paga R$ 10 reais para entrar e existe uma trilha leve até chegar a cachoeira. No dia seguinte, acordei bem tarde devido ao cansaço de não ter dormido na noite anterior. Assim, aproveitamos apenas o período da tarde, novamente. COm isso, fomos para uma trilha que pudesse ser feita em meio-dia. Fomos então para a Pousada São Bento. Lá dentro tem a Cachoeira São Bento e a Almécegas I e II. R$ 10 reais apenas para a São Bento e R$ 30 para todas. Como já era pra lá das 14 hrs, não tinhamos tempo suficiente para fazer as 3, optamos então para fazer as mais rápidas, a Almécegas II e a São Bento. Tanto para a Almécegas I e II existe um trajeto de carro da entrada da pousada até o começo da trilha de uns 10 minutos. A trilha também é leve e as Cachoeiras da Almécegas II são lindas e ótimas para banho, pois tem vários pontos para tomar um banho: Aproveitamos por mais de duas horas lá. Já era quase 17 horas e ficaria tarde pra ir na I, por isso optamos ir pra São Bento, que fica perto da entrada da pousada em uma trilha de quase 10 minutos, bem easy. De diferente na São Bento é a cor da água, tipo cor de Coca-Cola, porém, dos lugares que visitei, foi o que menos me impressionou, não faria falta no meu roteiro. Ficamos longe da Cachoeira, que além de tudo é minuscula em relação a expectativa nas fotos: Porém, em uma viagem dessas, precisamos estar atento aos detalhes, e foi em um detalhe nessa trilha easy da São Bento, voltando pra Pousada que pude clicar uma imagem bonita como essa: Como a pousada São Bento fica entre Alto Paraiso e São Jorge, e tínhamos a intenção de ver o Por do Sol no Jd de Maytrea, fomos até lá. Na verdade precisa deixar o carro quase no acostamento e precisa ficar bem ligado nas placas pra saber exatamente onde fica o Jardim. É um lugar muito bonito, porém a melhor foto do por do Sol foi no meio da estrada mesmo, onde paramos o carro: O terceiro dia era um dia que prometia, pois fomos para as Cataratas dos Couros, que é lugar com mais queda d'água na Chapada. Para muitos, é a Cachoeira mais bonita da região, mais até do que a badalada Santa Bárbara. Na minha opinião as duas são incríveis, porém a dos Couros é mais imponente e a Santa Bárbara, mais diferente (pela cor). Pra trilha dos Couros é necessário guia. Se não estiver de carro é possível contratar guia com carro, mas é bem mais caro. Foi R$ 150 reais pro guia, divido por quatro, pois outra pessoa que estava no Hostel acabou indo com a gente. Para a catarata dos Couros a estrada é péssima, e leva cerca de 40 minutos de carro até a entrada da trilha, após saindo da BR de Alto Paraíso. A trilha em si é nivel médio. Existem pontos de descidas e subidas um pouco estreitos, mas nada impossível. Chegando lá é incrível a vista. Existem 3 descidas opcionais, até chegar na parte debaixo das cataratas, acabei descendo dois níveis. Em um deles vi até cobra hahah. O bom de descer é a possibilidade de ver a Catarata de frente e também tomar banho de cachoeira. Na volta da trilha também existem cachoeiras que valem a pena ser visitadas. Na volta, foi possível observar mais um belo por do sol na estrada. Final de terceiro dia, eis que temos mais 3 dias para relatar: Santa Bárbara, Pq Nacional, Loquinhas, Vale da Lua e um pouco da noite de São Jorge e Alto Paraíso... fica para o próximo post em breve.
  25. Mochilão feito em Dez/16 (Reveillón) - 2 pessoas 1° Dia (27.12) Saída de Brasília 11h40 com chegada em Cavalcante as 15h00 320 km Pousada Chalé dos Lagos R$ 160 diária c/ café - casal Atendimento e Café da manhã excelentes com frutas, pães caseiros, sucos Cervejaria Aracê Almoço/ Cerveja R$ 75,00 (37,50 cada) Obs.: Excelente ambiente com cervejas e chopps artesanais com frutos da região OBS: Cavalcante possui Banco do Brasil e um posto de gasolina na cidade (gasolina R$ 4,15 e Álcool R$ 3,45) 2° Dia (28.12) Saída pra Santa Bárbara 09h00 do CAT (Centro de Atendimento ao Turista) com guia Paulino (No local ficam vários aguardando). R$ 80,00 p/ grupo de até 6 pessoas 27 km de estrada de chão até o quilombo kalunga- comunidade do engenho Entrada R$ 20,00 Restaurante ( R$ 30,00 cada e deve ser encomendado antes do inicio da trilha) e Loja na portaria Trilha de 1600 m até santa Bárbara, passando primeiro por Barbrinha/Barbarinha - Linda cachoeira!!! Mais 800m pra cachoeira da Capivara Por último cachoeira de Candurá - não fomos por conta do horário - trilha de 1600 m Terminado passeio...retorno pra Cavalcante parada no mirante e cachoeira Ave Maria, somente para avistar os 200 metros de queda. Trilha dificuldade média 3° Dia (29.12) Parque Nacional Trilha dos Saltos: não fizemos Motivo: lotação com capacidade máxima de 450 pessoas e fechamento do parque 12h Alternativa: Cachoeira do Abismo R$ 10,00 p/ pessoa 1 km de caminhada até a portaria e mais 1 km até a cachoeira do abismo 3 km até mirante da janela - Linda paisagem!!! Trilha difícil 4° Dia (30.12) CAT de Alto Paraíso pedir informações sobre Loquinhas - devido a chuva estava com água turva e não fizemos Cachoeira dos Cristais - Para passar um dia bem bonito e sem ser puxado 20 km de alto paraíso Entrada R$ 20,00 Trilha fácil de mais ou menos 800 m com cerca de 5 cachoeiras ao longo da trilha Fechamento as 17 hs Área de camping e restaurante Água fria- 1700 m de trilha mas não fomos Poço Encantado 30 km de cavalcate/ 60.km de alto paraíso Entrada: R$ 15,00 p/ pessoa Trilha fácil de 300m Restaurante Cachoeira com praia Fechamento 18h30 5 dia (31.12) Passeio de balão - cancelado R$ 590,00 p/ pessoa Duração total: 3 hs Saída as 5h30 e chegada as 8h30 Vale da Lua (125 km de cavalcante) R$ 20,00 p/ pessoa Trilha fácil de 1 km Piscinas pra banho no final da trilha Parada para fotos nos Jardins de Maytrea- Muito Lindo!! - Na estrada de São Jorge/Colinas do Sul/Alto Paraíso Fazenda São Bento R$ 30,00 p/ pessoa Tirolesa - 850 m - Vale a pena!!! R$ 80,00 p/ pessoa 3 km de carro dentro da fazenda Almecegas II (possibilidade de saltos) - 600 m de trilha Almecegas I 1 km de carro e 2 km de trilha (só mirante) Cachoeira de São Bento não fomos pelo horário Alto Paraíso de Goiás Gota Sat Som - Experiência incrível de meditação e acustíca R$ 20,00 (Aos Sábados das 18h as 20h) p/ pessoa Jantar no restaurante Cravo e Canela, ambiente agradável, comida vegetariana - não era nossa preferência, não gostamos R$ 50,00 p/ pessoa em média 6° Dia (01.17) Parque Nacional - trilha dos canions Entrada R$ 15,00 de estacionamento (ganha entrada franca) Trilha média de 5 km (10 km ao total) - extensa porém média Retorno as 18h Visita aos canions e depois banho na excelente cachoeira Carioquinhas Restaurante do Waldorino - Imperdível almoço há uns 10 km de São Jorge sentido alto paraíso: Matula R$ 35,00 por pessoa/ cachaças degustação Passeio em São Jorge/ compras Águas Termais - Morro Vermelho (seguir placas Édem, ao chegar seguir mais 1 km a frente e ja chega na Morro Vermelho) - Melhor fazer no entardecer (18h/19h) Colinas do Sul - 15 km a frente de São Jorge, estrada de chão muito ruim. R$ 20,00 p/ pessoa Até as 22h Água morna e fedida (características da agua) - Não indicamos!!! 7° Dia (02.17) Cachoeiras do Rio Prata Saída no máximo 08h30 de Cavalcante pra conseguir fazer todas CAT - guia Paulino R$ 150 por grupo de até 6 pessoas 67 km de estrada de chão com trechos em péssimo estado Trilha média até as cachoeiras 1 a 4 - 1km de trilha de Cachoeiras 5 a 7 são 7 km (14 ida e volta) - não fomos por conta do horário Sugestões: Sempre saiam cedo para os passeios mais longos para aproveitar o máximo. Não deixem de conhecer o Rio Prata, é longe mas compensa muito!!!
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