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Encontrado 36 registros

  1. Para se chegar a Chapada dos Veadeiros é necessário um voo até Brasília e de lá um transfer, ônibus ou carro até uma das cidades que servem como base para os passeios e para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que pode ser Vila de São Jorge, Cavalcante ou Alto Paraíso. A Vila é a mais próxima ao Parque Nacional e foi onde ficamos. Chegando na Álmecegas II A melhor época para visitar a Chapada é no período da seca, de maio a setembro. No período das chuvas, as águas dos poços e cachoeiras podem não estar tão cristalinas , além da chuva poder se tornar um empecilho para a realização de alguns passeios. Fui em outubro, mas não choveu e o clima estava bem seco. Além das trilhas e cachoeiras do Parque, há diversos outros passeios. A Cachoeira de Santa Bárbara é um dos passeios mais procurados da região. Fica localizada em uma comunidade Kalunga (comunidade remanescente quilombola) na cidade de Cavalcante. É preciso ir um local próximo ao início da trilha para pagar a taxa de visitação para acesso a cachoeira de Santa Bárbara e da Capivara e colocar o nome na lista, pois dependendo da época a procura é bem grande. Portanto, procure ir de preferência o mais cedo possível. Além dessa taxa, é necessária a contratação de um guia que é obrigatório. Eu já fui com o guia direto de São Jorge, (é possível fechar o passeio em agências na Vila), mas também é possível contratar lá na CAT da Comunidade Kalunga (Leve dinheiro em espécie). Aí começa a trilha em meio ao cerrado, quase não há árvores, então leve protetor e boné/viseira para se proteger do sol. Depois dessa looonga caminhada, chegamos primeiro na Cachoeira Santa Barbarazinha/Barbarinha, mas seguimos direto para a Santa Bárbara, porque o tempo é limitado. Chegando na Cachoeira mais esperada da viagem, pude apreciar sua beleza, a incrível cor de sua água que pelas fotos parecia ser filtro. Santa Barbarinha e Santa Bárbara Depois seguimos para a Cachoeira da Capivara, mais uma trilha e vamos caminhando entre diversas pequenas quedas de água e um mirante com uma vista deslumbrante. Com um poço ideal para banho, com menos pessoas que na Santa Bárbara e sem tempo cronometrado é o local perfeito para relaxar depois do dia de caminhadas. Enquanto você está lendo, vai lá rapidinho curtir nossa página noFacebook Astrolábio Trip e no instagram @astrolabio.trip ! Fazenda São Bento, Almécegas I e II Chegamos e ficamos aguardando um pouco na Cachoeira São Bento e fica logo na entrada da fazenda. Depois entramos na van e nos levaram até o início da trilha (trilha bem íngreme). Após um tempo andando, chegamos em um mirante, onde podemos ver a cachoeira de cima e tirar várias fotos. Agora é começar a descer para chegar a Almécegas I. E finalmente chegamos, como estava sem chover por um bom tempo, as quedas estavam com pouco volume. Tempo para o banho encerrado e voltamos para o estacionamento para ir para Almécegas II. Pegamos uma trilha bem mais curta e tranquila que a outra, com um visual lindo. Essa é para relaxar e tirar muitas fotos. Cachoeira de São Bento e Almécegas I (pouco volume, por causa da época) E o dia acabou por aí??? Nãaaaooo! Nos despedimos da Fazenda São Bento e fomos direto ao Vale da Lua, que é um dos principais atrativos da Chapada dos Veadeiros. Suas formações rochosas lembram o solo lunar. Pagamos a entrada e começamos mais uma trilha que pelo menos não apresenta muita dificuldade. Chegando no vale da Lua, não tem como não ficar encantado com um cenário tão diferente, e para mim, de tudo que tinha visto até então. A diversão fica por conta das 3 piscinas naturais. Ficamos apenas na terceira. Infelizmente não pudemos fazer todas as atividades e ver as belezas que o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros nos proporciona, pois em outubro/2017 houve uma grande queimada e aconteceu enquanto estávamos lá, ou seja, o Parque foi fechado. Foi muito triste, mas com as chuvas, o Parque está se recuperando. A vida noturna da Vila de São Jorge Na rua principal e na paralela a ela, há vários restaurantes, lanchonetes, pizzarias e até mesmo barraca de churrasquinho. Há um bar com música ao vivo que fica bem cheio e alguns dias também tem forró que segue pela madrugada. Por que os ETs?? A região da Chapada dos Veadeiros fica sobre uma imensa placa de quartzo, que dá uma energia diferenciada ao local e que para alguns também favorece a vista de extraterrestres e OVNIs. Não se esqueça de levar: Gostou? Não deixe de conferir essas e outras dicas no [email protected] e em nossa página no Facebook Astrolábio Trip
  2. Depois de ver o clipe da música "Liberdade pra dentro da cabeça - Natiruts" virou um objetivo, conhecer aquele cenário que nunca tinha visto na vida. Após pesquisar descobri que se tratava da Chapada dos Veadeiros, talvez a menos popular do Brasil devido ao seu acesso e cultura bem roots mesmo. A chapada fica em diversas cidades, as mais conhecidas são Alto Paraiso de Goias e Cavalcante. Alto paraiso fica a 242km de Brasília, não fiquei muito la.. me hospedei na vila de Sao Jorge que fica uns 40min de distancia e é onde mais fica cheio pois é a sede do Parque Nacional da Chapada e tambem onde se rola mais vida noturna, com bares, lanchonetes, pizzarias… Nessa viagem foi praticamente obrigatório o aluguel de carro, pois todos relatos diziam que ônibus não existiam ou era uma frequência decidida pelas empresas, não achei nada concreto de passagem entre Brasília e as cidades da chapada, e, como iria ficar poucos dias não poderia fazer como diversas pessoas fazem, o uso da carona pra chegar nos destinos. Até então iria sozinho pois como muita gente não tenho pessoas do meu convivio que topem esse tipo de saída da zona de conforto, seja pela parte financeira ou pelo puro comodismo de sempre ir pros mesmos lugares nas suas férias, então entrei em grupos de viagem no whatsapp, postei meu roteiro aqui no site em diversos posts e apareceram duas bençãos(ou não) na minha vida, Dani e Natália… Dani morava numa cidade que ficava a 1h de distancia da minha então trocamos ideia e marcamos de nos conhecer antes da trip pra já ir se familiarizando.. já a natalia morava no Mato Grosso, mas por incrivel que pareça foi a que mais tive afinidade tanto antes, durante e dps da trip, conversamos até hoje super gente boa. Chegou o dia da viagem, já tinhamos depositado metade da reserva na casa que ficamos na Vila de São Jorge, CASA DA PRI GAIA, tem uma pagina no face muita gente boa, é a casa dela mesma que mora com o filho e aluga quartos e também a area da frente para quem estiver com barracas, otima localização e valor ok, cozinha pra usar, enfim simples e interativo, a cara da chapada. Chegamos em guarulhos, eu e dani saimos juntos mesmo voo e iriamos encontrar a nat la em BSB (aeroporto de brasilia), tudo certo check in e bora 1h30 de viagem… chegamos por volta das 13h a nat só chegaria as 15h então encontramos um restaurante com chopp num preço pagavel dentro do aeroporto mesmo pra passar o tempo…. Natalia chegou nos comprimentamos até que enfim nos conhecemos pessoalmente após uns 3 meses apenas de whatsapp… já logo fomos alugar o carro, deixamos pra ultima hora porque realmente não faz muita ou nenhuma diferença alugar com tanta antecedencia… chegamos nos guiches das lojas preços exorbitantes do que tinhamos visto na internet, resolvemos reservar na net e pegar no mesmo guiche (loucura), pegamos um sandero da operadora ALAMO que é parceira da UNIDAS mas que só faz venda online (mesma empresa só que online blablabla muito mais barato) reservamos no celular já mostramos pra mesma mulher que fez a cotação num valor de sei la 300R$ mais caro 10min atrás e bora lá…. Viajar trás varias coisas boas e novas pra nossa vida, experiencias, visuais, sensações… tu já perdeu a fé na humanidade? Faça uma trip e em algum momento vai ver que você deve ser melhor e se espelhar nas pessoas que encontram no caminho…. Chegamos locadora do carro, documentos necessários CNH, e cartão de crédito no nome da dona da CNH que irá alugar o carro para passar R$700,00 como garantia para o aluguel, valor seria extornado caso nada de errado aconteça com o carro, Natália não tem CNH, eu e dani sem cartão de crédito no nosso nome….. e empresa sem 1% de boa vontade, normas da firma… PQP não podia deixar em dinheiro tinha obrigatoriamente que ser no cartão…. Eu a milhas e milhas de casa, ngm conhecia ngm ngm ngm na cidade a não ser o presidente da republica. FODEU. No roteiro no fim da viagem passariamos uma noite em brasilia, usando o COUCHSURFING (aplicativo para ficar gratuitamente em casa de locais na cidade, já usei em brasilia e curitiba conheci muita gente legal, economizei uma grana, conheci a cidade pelos olhos de locais, app fodaaaaaaaa) então único conhecido era um cara que nunca vi mais gordo, mas tinha conversado por whats vi as redes sociais que não parecia um serial killer e aceitou nos hospedar por uma noite daqui 7 dias….. era minha única opção ou abortar a trip, arriscar carona e perder passeios programados, talvez o voô… liguei para o tal cara que esqueci o nome poxa já fazem 9 meses sorry kkkkkkkk contei todo o blablabla e a pergunta final VOCE PODE VIR AQUI E PASSAR R$700 NO CARTAO DE CRÉDITO PRA GENTE? ( o cara nunca me viu na vida, não trocamos mais do que 50msgs no whats) resposta : SEM PROBLEMAS NENHUM, ONDE VOCE TA? Pqp só podia ser brincadeira adrenalina foi a mil, quem é esse maluco que armou a gente assim a troco de nada e risco de perder dinheiro que não era pouco para fazer uma boa açao para uns lerdos que eram inexperientes em viagens pra longe… mandei localização, disse que em 30min chegaria….. 16h e nada já havia se passado 30min mas não iria acelerar o cara né… 17h 18h.. pqp o cara só falou e nada mentiu pra despachar a gente da encrenca e sumiu no mundo… liguei “CARA TA UM TRANSITO DA PORRA MAS EU TO CHEGANDO RELAXA” relaxar? Umas 3h sem comer, no estacionamento de uma locadora de veiculos incerteza da por** um puta calor do cerrado “OK, SEM PROBLEMAS VICTOR” (lembrei o nome)…. Umas 19h30 chega um JEEP, escrito CONHEÇA TESOURO – MT e desce o cara da foto do whats salvação pqp obrigado victor. foi la fez o aluguel no seu nome passou cartao, colocou a dani como segunda motorista trocamos algumas ideias mas como iriamos (ou achavamos que iriamos) pra chapada ainda nesse dia nos despedimos e fomos sentido Goias…. Jogamos o trajeto no google maps e nele havia um shopping, resolvemos ir la pra comer e comprar comida e bebidas pra levar na chapada…. Isso já 20h… comemos um Mac donalds merecido compramos kit sobrevivencia, pao puma miojo cerveja pra levar pra trip mas quando chegamos no carro bateu a bad.. iriamos direto pra cavalcante que fica a 310km, quase 4h de viagem já havia lido que a estrada não era muito movimentada e não era muito viavel viajar a noite, tentamos entrar em contato com victor mas ele é um cara muito desapegado do celular respondia as msgs no whats sem uma logica as vezes na hora ou após sei la 4h, realmente demos sorte dele atender quando precisavamos REAL na hora do carro, ligamos anoite ele não atendeu mas como já tinha feito um baita quebra galho resolvemos não insistir mais e procuramos um hostel…. Achamos um perto hostel 7 se não me engano 50R$ quarto compartilhado, achamos rapido no maps, fica numa regiao não muito boa em Brasília meio que um povo estranho pra rua, policia, muitos moradores de rua mas ok tamo aqui né, estacionamos o carro na frente, fizemos check in e tal… tomei um banho, era dia de CORINTHIANS x PALMEIRAS e tinha um bar do lado do lado do lado colado com o hostel, BAR DA COPA, jamais vou esquecer copa tinha sido 3anos atras, bar todo decorado amarelo e verde, o dono sentava pra beber com os clientes ia pedir uma breja no caixa o cara tá la fora sentado numa mesa conversando kkkkk figura demais, espero tomar uma breja la novamente, Corinthians como sempre ganhou 2x0 fui dormir contente outro dia café as 7h (ou não) e partiu chapada dos veadeiros….
  3. Viagem para o Centro Oeste.docx Viagem para o Centro Oeste: Saí no dia 29 de março de 2017 às 11 da manhã do aeroporto de Vitória para o aeroporto de Brasília. Chegando lá por volta do meio dia. Meu amigo de viagens passadas foi me buscar e me levou a um restaurante requintado chamado Mangaia. Achei um absurdo o valor da minha refeição com um suco: um pouco mais de 60,00. Por isso se alguém chama-lo, esteja preparado. Fiquei hospedada na casa deste amigo na Asa Norte, bem localizado, mas em BSB o transporte público não é a melhor coisa, mas é o que tinha por hora. Contudo, neste dia que cheguei meu amigo foi super gentil e ficou a minha disposição, levando-me a alguns pontos turísticos do Distrito Federal. Começamos primeiro vendo a ponte JK que é belíssima, vale a pena passar por ela. Posteriormente fomos ao Complexo Cultural da República, onde tinha umas duas exposições, mas nada demais, não ficamos lá nem meia hora. Ah! E não paga nada. Depois fomos a famosa Catedral de Brasília, onde tiramos algumas fotos e logo depois partimos para um outro ponto, no caso a Praça do Três poderes, mais especificadamente o Supremo Tribunal Federal, mas infelizmente as repartições já estavam fechadas pois chegamos lá mais das 17 horas, além disso lá não admite entrar com traje esportivo, então so tirei foto na frente e me dei por satisfeita. Logo depois fui ao Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves e em seguida subimos numa escada bem alta para ver a pira (monumento de fogo simbólico da Pátria), vale a pena ir, tem uma vista belíssima, ainda mais no entardecer. Descemos e fomos conhecer o Pontão do Lago Sul, lugar bonito, com uns barzinhos bem chiquezinhos vi i um pôr do sol ainda mais bonito, andamos um pouco, mas nada demais. Logo depois, meu amigo me levou de carro nas embaixadas, achei fantásticas, as dos Estados Unidos parece ser a maior. Finalmente fomo embora tomar um banho e sair para tomar uma cerveja com outros amigos nossos, o bar a qual eles me levaram nas quartas feiras tem rodada dupla de Chopp e num valor bem legal, o nome é Fausto e Emanoel, e fica na quadra 209 Norte. Na quinta feira reservei para conhecer os pontos clichês de Brasília. Sai da Asa Norte, na altura da quadra 712, em frente ao Supermercado Carrefour ali pedi informação para ir à Praça dos Três Poderes, peguei um ônibus na parada mais próxima que vai direto para lá. Com uns 25 minutos cheguei lá, tirei fotos na praça nas estatuas dos candangos. Fui ao Museu da Cidade e ao Espaço Lúcio Costa. Tentei fazer os passeios guiados pelo Congresso Nacional e Palácio do Planalto, contudo não pode fazer em dia de semana, apenas domingos, sendo agendado. Foi aí que recebi a dica de ir a torre de televisão, achei que como qualquer outro lugar daria para ir a pé, entretanto as pessoas as quais pedia informação na rua disseram que era bem longe e que deveria pegar um ônibus ou taxi, como não estava afim de pagar taxi, fui de ônibus (valor: 3,50). Pedi ao trocador para me avisar quando saltasse na parada mais próxima da torre, então assim ele o fez. Chegando na praça da torre, tem um monumento com o dizer bem grande: EU AMO BRASILIA, lá em baixo você quer tirar mil fotos achando que é o melhor ângulo, todavia, não se precipite, porque do alto da torre, ou melhor, no mezanino a vista que dá para ele é muito mais bonita. Subi por um elevador, orientado pelos funcionários da torre, lá sobem muitos turistas, você não estará sozinho lá. Fui até o lugar mais alto da torre, mas infelizmente ela e fechada por uma tela de ferro, porque pelo que fiquei sabendo que muita gente se jogava de lá. Então não fica tão legal a foto, mas por minha sorte, eu queria ao banheiro e fui orientada a ir até um andar em baixo, no chamado mezanino, não havia ninguém lá, so mesmo o banheiro, é um espaço muito grande com uma vista linda para Brasília, sem o dificultador da grade. Logo, aproveitei a sorte que eu havia tido, e tirei a foto mais linda de Brasília que eu tirei na viagem. Quando desci já estava morrendo de fome, já beirava ao meio dia, então atrás da torre tem uma feirinha com uma praça de alimentação bem simples, mas com uma comida bem saborosa. Ali mesmo eu parei e comeu um bandeco de verdade, por 12,00. A princípio você se assusta porque é bem simples, eles não utilizam pratos e sim bandejas descartáveis, mas a fome era demais e eu saboreei aquele almoço com toda minha vontade. Se quiser escovar os dentes ali atrás tem banheiros públicos para poder fazer a higienização. Ai não pensei duas vezes eu fui andando até o Estádio Mané Garrincha, estava fechado e me contentei em tirar fotos da frente dele apenas, andei mais a frente e perguntei a uma moca como chegava ao Museu JK, e ela me informou que era bem distante e que eu teria que pegar um ônibus. Não esperei nem dois minutos pois ele já estava vindo (valor: 5,00), a viagem foi bem curta pelo valor da passagem, acho que não andei nem 15 minutos. Mas valeu a pena, o local é bem bonito e estruturado. Tem um ar bem sofisticado, como foi JK e dona Sara. O valor do Memorial JK é 10,00, lá dentro conta a história toda dele e de sua família, acho que vale a pena porque se você não for lá, não terá muita coisa para vê em Brasília, além do mais, é de muito bom gosto mesmo e agrega seu conhecimento acerca da história do Brasil. Sai de lá com uma chuva boa, sem guarda-chuva, sem nada. Ah! Brasília tem uma peculiaridade, hora tem sol, hora em chuva, pois então ante sempre com uma sombrinha, pois a tarde o tempo muda de uma hora para outra. Tomei aquela chuva, mas logo o ônibus passou e eu retomei para Asa Norte feliz da vida. Na sexta feira dia 31 de março fiquei o dia todo de bobs no apê do meu amigo, sem ter nada em mente para fazer em Brasília, aí dei uma corrida marota em frente do condomínio e esperei ansiosamente para a tarde meus amigos me buscarem para irmos para a Chapada dos Veadeiros, meu verdadeiro destino. Eles chegaram por volta das 18 horas para me buscar, fomos de carro, o que facilita a vida de qualquer um. Pegamos um engarrafamentinho, mas como eles conheciam rotas de fuga, logo conseguimos contorna-lo. Passamos no posto para abastecer o carro e partimos para a Chapada. A estrada é um luxo, e logo chegamos lá por volta de 21 horas, mas meus amigos não conheciam o caminho e foram tranquilos, contudo dá para fazer em menos tempo, pois a volta foi bem mais rápida. Fomos direto para o Hostel Jardim Da Nova Era em Alto Paraíso, ele e bem bonitinho, sem luxo, mas agradável e com um staff muito bom também, paguei 40,00 na diária, e fiquei lá nove dias. Este Hostel é o mais bem localizado, contudo ele não tem café da manhã e nem Locke, todavia ele e excelente. Neste mesmo dia saímos a caça de algo para comer, e encontramos um restaurante dentro do Hotel na avenida principal, não me lembro do nome, mas so lembro-me que era em frete a lotérica. A comida lá e ótima e tem um suco de erva das matas que e mais delicia ainda. Além do mais, a dona e legal demais, conversamos com os horrores, ela atende você na cozinha dela e você vê todo preparo da comida e limpeza da cozinha. Como estávamos cansados e ansiosos para chegar no outro dia para fazermos os passeios, fomos para o Hostel dormir. No sábado dia 01 de abril, acordamos bem cedo e fomos para a feira orgânica que tem pertinho do Hostel, lá você comera comidas orgânicas típicas e tem também os não orgânicos, aí ficando ao seu critério Vale dizer também, que tem artesanatos lindo feitos pelas hippies, ou melhor, em toda cidade só tem isso, então se não der para ir à feira encontraram os mesmos produtos pela cidade inteira. Então pela volta das 9:00 horas partimos para nossos primeiros destinos, porque lá você não vai a um lugar apenas, tem que aproveitar bastante o dia. Fomos então, indicados pelos staffs do hostel, para almecegas I e II, você paga 30,00 e não precisa de guia porque é muito bem sinalizada. A trilha e tranquila. Nossa primeira parada foi na I, só que como estava chovendo um pouco e já havia chovido muito não entramos nela porque já havia tido tromba d’água lá e quando rola uma não sobra pedra sobre pedras, ficamos somente na contemplação mesmo, mas nada tirou a beleza da cachoeira. Posteriormente fomos para a II e lá também havia tido uma tromba e os matos estavam bem baixo, AH! Vá de carro da almecegas I para a II, lá tem estacionamento e nem é tão perto. Olhamos também e não ficamos para banho, pois elas estavam bem volumosas. De lá partimos para a São Bento, que fica próxima mas tem que ir de carro também, lá dava para tomar um banho legal e até pular da pedra na água, demos um tempo lá pois o sol abriu um pouco. Quando nos demos por nós, já era meio dia e fomos procurar a famosa Matula do Valdomiro, que fica próximo onde estávamos, que tem uma comida que você come à vontade por 30,00 ou come por 20,00 prato feito bem servido. Ah! Lá vende pingas e licores artesanais por um valor de 30,00, podendo até degustar as que estão na mesa a vontade. De lá fomos para o Vale da Lua, e você paga 20,00 na portaria, e o lugar é fantástico, tem que ir lá de qualquer jeito. Chegamos lá e começou a chuva, nos abrigamos debaixo de uma pedra, ficamos desanimados de entrar na agua, mas logo isso ficou para trás e nos deliciamos com as aguas do vale. Confesso que estavam frias, mas vale a pena. Lá tem guarda vida pois pelo que soubemos, já teve muitas mortes por lá, pois lá tem umas crateras que muita gente se desequilibrava e caia lá. Lá, todo cuidado é pouco!! A trilha é super fácil!! Tiramos algumas fotos e voltamos para Alto Paraíso já no anoitecer. Fomos para o hostel tomar um banho e de lá saímos para comer algo. Achamos um outro barzinho quase ao lado da lotérica, que tem churrasquinho e salada, por lá ficamos mesmo, pois o valor era bem justo. Voltamos para o hostel para dormir porque no outro dia tínhamos mais passeios. Como meus amigos iriam voltar para Brasília ao anoitecer, optamos por um dia mais tranquilo para eles voltarem de boa para casa. No hostel indicaram loquinhas, cristais e Poço Encantado. Mas antes, fomos tomar café em uma padaria na mesma rua que o Hostel, valor justo também. De lá partimos para Loquinhas, que fica a poucos quilômetros da cidade, acesso fácil. Valor da entrada é 25,00. Achei caro, apesar de uma boa estrutura, mas lá e bem tranquilo de ir, até pessoa com alguma dificuldade física consegue, porque vimos. A agua é cristalina, e lindíssimo, é para o dia que a pessoa não quer andar muito, quer ficar de boa, ou estiver com pressa. Geralmente as pessoas deixam essa cachoeira para o dia que está indo embora, no meu caso, os meus amigos voltariam para Brasília logo a noite. Ficamos lá até por volta do meio dia e de lá paramos no centro de Alto Paraíso para almoçar e de lá conhecer a última cachoeira daquele dia, no caso a Cachoeira encantada. Infelizmente chovia muito, mas mesmo assim fomos e pagamos 20,00, praticamente jogamos fora, porque não ficamos lá mais que uma hora, e dessa uma hora cinco minutos foi na cachoeira de fato, pois descemos uma estrada bem estruturada até a cachoeira, possuindo até salva vidas no local. Lá parece uma praia, até stand up tem lá. Não havia ninguém além da salva vida e de uma moça de São Paulo, com a qual puxamos papo. Foi só a gente estender a canga e entrar na cachoeira a chuva, e com medo da famosa tromba d’água, retiramos as coisas e ficamos esperando a chuva passar de baixo de uma cabana que havia lá. Trocamos uma ideia lá com a moça e a salva vida e de lá voltamos para Alto para que meus amigos fizessem o cheque out. Dia 03 de abril, segunda feira, acordei bem cedo, sozinha e sem nada programado, não podia sucumbir a “solidão”, foi aí que perguntei aos donos do Hostel algumas sugestões de passeio, sem eles saberem se havia algum grupo indo para algum canto, resolvi ir à rua, mais precisamente no CAT (Centro de Apoio ao Turista), para ver se alguém me ajudava com sugestão e se sabiam se havia algum grupo que podia dividir a carona. Neste local é uma ajuda muito boa para quem está viajando sozinho e sem guia, pois de lá saem vários guias com pessoas que querem dividir despesas, pois na maioria das vezes o guia não é muito barato. Então ao pedir informação eis que surgem duas senhoras do Rio Grande do Sul oferecendo carona para Santa Bárbara para dividir as despesas. Era um dia chuvoso, mas a recepcionista do CAT gentilmente ligou para Cavalcante para pedir informação ao CAT de lá se lá o tempo estava bom para ir a mais famosa cachoeira, porque que o tempo não fosse favorável havia perigo de tromba d’água. Com a informação que o tempo estava estável, partimos para lá, saímos por volta das 09 horas da manhã, chegando no centro da cidade por volta das 10:30. Lá temos que formalizar o passeio com o guia de lá, pois ninguém vai sem guia, e inclusive eles são os quilombolas. Ah!! Não aconselho ir com guia de Alto Paraiso, pois eles cobram mais caro e não são quilombolas. Conseguimos de 120,00 o guia por 100. Fomos com a guia Janaina, pessoa simples e agradável. Quando você pensa que pagou tudo, tem que pagar um valor de 20,00 chegando ao parque da cachoeira, e mais 10,00 para um carro tracionado te levar até próximo a cachoeira, pois devido a estrada ruim por causa da chuva, ficava difícil carro comum chegar até lá. Outro bizu, até o mês de abril há muita chuva e tromba d’água, não é em todas as cachoeiras que dá para ir, tanto que não conseguimos ir a cachoeira da Capivara. Antes de ir a cachoeira, reservamos num restaurante Rancho Kalunga, nosso almoço para a volta do passeio, o local foi indicado por nossa guia, o valor é 30,00 e você come à vontade, a comida é muito boa, feita a lenha, tem uma galinha deliciosa. A maioria dos alimentos e cultivado pelos quilombolas, então vale a pena fomentar isso. Da onde o carro nos deixou até a cachoeira a gente andou por volta de uma meia hora, e é bem tranquilo, na ida não havia chuva então ficamos ainda mais contentes. Quando chegamos próximo encontramos a Santa Barbarinha, é linda demais, mas era só um aperitivo do que era a Santa Bárbara, subimos mais um pouco e lá estava ela, linda como vi nas fotos, é algo indescritível, cristalina, enfim, não há o que comentar, só indo lá para apreciar. Lá não tinha muita gente, mas o pouco que tinha atrapalhava as fotos, porque sempre tinha uma cabeça, que não a sua, nas fotos. Mas dizem que em alta temporada tem rodizio de pessoas, não pode ficar todo mundo ao mesmo tempo, porque o espaço é pequeno e tem um limite de pessoa que pode ir lá. No nosso caso, como era baixa temporada podíamos ficar lá a vontade, só que o tempo fechou e por precaução fomos embora e pegamos muita chuva no caminho até onde o carro estaria nos esperando. Mas chegando no restaurante dos calungas, o tempo estava firme. Lá como disse, tem dessas coisas, um lugar chove, outro muito perto não acontece o mesmo. Paramos para almoçar e por volta das 15: 30 já estávamos voltando para Alto Paraiso, mas na volta as senhoras com quem eu estava não quiseram parar na cachoeira Ave Maria, porque já estavam cansadas, eu se estivesse sozinha iria com certeza, porem como estava de carona não pude falar muita coisa. Mas paramos no Mirante Ave Maria, que é lindíssimo e vale muito a pena parar e registrar o local. Fomos direto para o centro de Cavalcante levar a guia e depois ir de volta a Alto Paraiso, neste dia cheguei cansadíssima e estressada pois eu havia deixado meu celular cair e quebrar. Na terça feira dia 04 de abril sem destino certo fui novamente para o CAT arrumar carona para ir a algum lugar, lá tinha um guia que iria levar um casal a Couros, então aproveitei a deixa e fui com eles, pois o guia cobrou 150,00, então ficaria mais fácil dividir em três, de brinde fui de graça pois eles não aceitaram que eu ajudasse no carro. O tempo estava armado para chuva, mas não tinha como ficar esperando a chuva passar, a estrada para lá e tranquilíssima, saindo de Alto voltando para Brasília, tem placas por todos os cantos. Só que acredito, que propositalmente, na estrada de terra para lá, não tem placas indicando, logo, as pessoas precisarão de guia. Então, chegando mais próximo das cachoeiras dos couros, tem um quiosque que vende algumas coisas para comer e beber, e lá pedem alguma contribuição para vigiarem os carros, uma vez que eles disseram que já houve arrombamento de carros lá, porque próximo tem um assentamento Sem Terra, o que não paguei para ver, então colaborei com esse valor para ajudar o casal que gentilmente me deu carona. Ao descer para as cachoeiras a chuva começou, andamos, mas sem curtir a paisagem pois era muita chuva, muita agua, mas a beleza não ficava abalada por isso. Só que a gente ficou desanimado pois mal conseguíamos sair do lugar de frio e os pés um pouco atolado. E uma caminhada boa de sobe e desce, mas chegamos ao ponto final do local. Acabou que voltamos antes mesmo do horário que geralmente as pessoas voltam, pois não dava para tomar banho, estava desanimador. Voltamos para pegar o carro era por volta do meio dia e fomos comer numa casa que oferece almoço e que foi reservado pelo guia. Na minha opinião a comida e muito boa e você pode comer à vontade, mas podíamos ter voltado para a cidade e pago mais barato, uma vez que o valor era 30,00, para quem come pouco fica caro. Mas enfim, quem está na chuva é para se molhar, literalmente. Pós almoço voltamos a Alto e pagamos nosso guia e cada um foi para seu destino. Neste dia fui so sacar uma grana na lotérica, pois lá é o melhor que tem de banco. Em Alto tem outros bancos, porém, não funcionam, um foi arrombado, os outros nunca tem dinheiro. Quem for para lá vá preparado com dinheiro ou para enfrentar fila de lotérica. Naquele dia comprei algumas coisas no supermercado que e colado no Hostel e comi por lá mesmo e fui dormir cedo para o dia seguinte que eu não havia programado ainda. Na quarta levantei cedo disposta a ir ao Parque Nacional da Chapada, pois sabia que lá poderia ir sozinha pois era bem estruturado. Foi aí que pedi informação a staff do Hostel que gentilmente me orientou a pegar uma carona na rodovia que vai para São Jorge, pois era muito comum as pessoas se locomoverem assim lá, receosa, mas sem titubear, fui para a pista pegar a carona com que passasse primeiro. Logo que cheguei lá parou uma hailux com um casal que me ofereceu carona até a pedra da baleia, pois o motorista era o dono da cachaçaria onde havia almoçado no final de semana que passou, fiquei aliviada, mas sabendo que teria que enfrentar nova carona. Quando cheguei lá, parei na pista de novo e fiz sinal e um carro parou e mais sorte ainda era um guia indo buscar no carro da empresa de turismo uma turma para conhecer Santa Barbara, foi muito gentil e ofereceu para eu voltar com ele quando acabasse meu passeio. Fiquei no centro da cidade e fui andando até o parque. O dia estava lindo, um sol que eu esperava há dias. Fui caminhando, pois da cidade a entrada do Parque da uns 30 minutos a pé, aí fui tirando minhas fotos com o celular emprestado pelos meus amigos de Brasília, pois o meu como disse caiu e quebrou. Chegando ao parque, temos que assistir um vídeo de orientações de como se portar no parque, além disso, você terá que anotar seus dados numa folha para deixar registrado lá. Estava receosa de começar a trilha só, porque era a primeira que iria fazer realmente só nesses dias que estava por lá. Mas, meu lema e sempre: nunca estamos só, em lugar nenhum, por isso não me acovardo diante da solidão. Foi então que segui meu caminho, parando, registrando os lugares e momentos, no caminho encontrava pessoas na mesma condição que eu, ou casais. Então escolhi fazer primeiro a cachoeira do abismo, antes de parar nela encontrei o Mirante, e apreciei aquele visual feliz da vida, porque Deus é tão bom em nos presentear com aquela paisagem. Fui me guiando pelas setas e cheguei a famosa cachoeira do abismo, linda e com muito volume pelas chuvas de todos os dias. Quando estava me preparando para registrar aquela bela cachoeira eu encontro dois rapazes, um nem tão rapaz assim, Cláudio e Thiago, o primeiro estava sozinho e conheceu o Thiago na trilha e os dois se juntaram, ele é médico em Ouro Preto e resolveu viajar só de moto. Como sou muito boa fisionomista, eu me lembrei que o Thiago estava no meu Hostel, mas eu não tinha tido oportunidade de conversar com ele, aí eu puxei papo com ambos e formamos um bonde de trilha. Continuamos algumas trilhas juntos e uma amizade bacana. Ah! O Thiago e do Rio de Janeiro. Depois de fazer a cachoeira do abismo, que ficou somente para a contemplação, partimos para uma caminhada um pouco íngreme, mas pequena para chegar até a cachoeira de Corredeiras, que é bem bacana, onde tomamos um banho pois lá estava menos perigoso para fazer isto. Ficamos lá por uns 40 minutos e de lá finalizamos aquela trilha e chegamos na entrada do parque por volta das 15 horas, aí pegamos carona com Thiago e fomos almoçar num restaurante logo que sai do parque e lá é self servisse. Não me recordo do nome do restaurante mas lembro que era um valor legal e a comida muito boa. A noite fui a um barzinho próximo ao Hostel que tem um pastel bem requisitado, toda noite tem um tipo de música rolando lá, no dia que fomos tinha forró pé de serra tocado por um trio muito bom. Na quinta feira voltamos ao parque para fazer as outras cachoeiras: cânions e carioca, ambas trilhas moderadas, bem bonitas só que pegamos uma chuva sinistra, de alagar a trilha. Na volta paramos no mesmo restaurante do dia anterior e finalizamos nosso passeio juntos. Na sexta levantei não tão cedo, consegui fechar um bonde com um casal que estava no Hostel para ir ao mirante da janela que fica em São Jorge também, nossa que dia lindo era aquele: sol. Aí pude aproveitar mais o dia e a vista daquele lugar. Na entrada da janela você paga um valor se não me engano 25,00 e recepcionada por um senhor bem divertido e falastrão. Partimos para a caminhada, que não é das mais fáceis, so conseguimos chegar ao destino porque o rapaz tinha um bom programa de gps para esse tipo de atividade, só que não se qual nome, pessoal que sempre faz trilha que sabe bem. Encontramos a cachoeira do abismo, que é uma coisa de doida, mas não paramos ali para acharmos logo a janela, encontramos um casal se banhando e pedimos alguma dica, mas eles estavam mais perdidos que cego em tiroteio. Continuamos a caminhada, e tem uma parte bem íngreme que dá uma baqueada, mas é so pensar no visual que irá encontrar na janela, andamos mais e encontramos um lugar e subimos na pedra e de lá percebemos que havíamos chegado ao local so precisávamos nos localizar melhor, foi aí que o Bruno, namorado da Rayssa achou a janela, é muito lindo e vale a pensa. Ficamos lá alguns minutos e voltamos para nos refrescar nas cachoeiras que por sinal estava uma delícia por causa do sol e as fotos ficam iradas. Ficamos nos deliciando e contemplando aquela paisagem por volta de duas horas e fomos embora de lá por volta das 16 horas e saímos de lá direto para o restaurante que comi todos os dias. Aproveitamos para comprar algumas coisas relacionadas ao local, como por exemplo ET’s, rodamos mais um pouco e fomos embora porque queríamos pegar o pôr do sol no jardim de Maetrea. Que local lindo, que visual, tudo tão perfeito e lá encontrava-se várias pessoas, que tiveram a mesma ideia que nós. Depois que o sol se pôs voltamos para Alto Paraiso e no Hostel já se encontrava meu amigo de Brasília mais a amiga dele, que foram me buscar e curtir o final de semana comigo. Naquele dia nos arrumamos e fomos à rua procurar algo para comer e chegamos lá no barzinho que geralmente rola umas músicas, estava rolando um forró pé de serra que é minha perdição. Curtimos a noite e aquele dia foi lindo. Sábado acordamos as 8 horas e fomos tomar café novamente na feira orgânica e posteriormente partimos para a cachoeira dos couros, pois meus amigos não conheceram e eu como tinha ido num dia muito chuvoso não aproveitei nada, e minha sorte ter voltado lá com muito sol, aquilo é um espetáculo de lindo, e o mais legal que consegui me lembrar da estrada sem guia, nos perdemos um pouco numa bifurcação, porém encontrei uma casa e o senhor de lá estava indo para lá. Chegamos lá e fizemos a mesma trilha do que eu havia feito, e tudo era tão lindo e fantástico, estava lotado, todo mundo se banhando e tomando sol. Voltamos de lá mais ou menos por volta das 14 horas e de lá paramos em Alto Paraiso para almoçar e depois Raizama, aproveitamos que tinha sol. Para Raizama você vai como estivesse indo para as termais depois de São Jorge, é uma estrada para carro bem tranquila, chegando lá você paga um valor se não me engano 20,00, tinha um senhor na entrada bem simpático que lhe entrega um mapinha, e tudo lá e bem organizado e estruturado. Quando chegamos lá em baixo tinha uns casais namorando, mas o sol já estava se pondo. E um lugar bem bonito, ficamos lá um pouco, mas logo andamos para conhecer as outras cachoeiras, pois logo estaria escurecendo. Mas vale a pena passar o dia, porque e bem legal, no final das cachoeiras encontramos uma linda, agua azul, com mais sol ela devia ser um luxo. Desta cachoeira até a saída andamos um pouco por uma trilha bem estruturada. Para relaxar resolvemos voltar as termais para relaxar, e assim fizemos, nos deparamos com um pôr do sol lindíssimo. Nas termais rola um descanso legal, aquela agua quentinha, com bom vinho e uma entrada de 20,00, bem propicio para um fim de noite. Por volta das 19 horas nos voltamos e a estrada de lá não é muito boa, muito cuidado para não danificar o carro. Chegamos em Alto Paraiso por volta das 20:30, a estrada tem 40 minutos de chão e o resto um asfalto que parece um tapete de tão bom e sinalizado. Chegando em alto só queríamos comer e dormir, e aí paramos no mesmo barzinho na principal que vende espetinho e faziam uma saladinha caprichada para nós. No último dia curtimos um lugar mais próximo pois tínhamos que voltar para Brasília pois meu voo saia no outro dia bem cedo. Então retornei com meus amigos a couros, fui de guia pois já havia ido lá com guia e a esta altura não precisava mais de um. La o dia estava magnifico, curti as cachoeiras mais, e elas são lindíssimas. Vale muito a pena. Mais tarde retornamos ao Hostel para o retorno a Brasília, onde so esperei para retornar ao Espirito Santo, com a melhor sensação, pois a viagem foi um sucesso.
  4. Olá a todos e todas, como este site sempre foi fonte de preciosa informação nas minhas viagens compartilho com vocês o que foi uma das minha melhores experiencias até hoje, 1 mês de voluntariados na chapada. Bem, até uns 3 anos atras nem sequer sabia que existia a chapada dos veadeiros... Pois é!!! até que tudo mudou quando um amigo me falou da parte "magica" deste lugar, fiquei muito interessado porém deu uma esfriada, novamente ouvi sobre o programa de voluntario pelo ICMBio onde fui atras das primeira informações, era o "chamado do cristal". Enfim, para os leigos a chapada dos veadeiros esta situada em cima de uma imensa jazida de cristal de quartzo rosa o que as pessoas acreditam aumentar a nossa frequência energética, também está na mesma linha de Machu Picchu o que aumenta o interesse das pessoas por este lugar, que realmente é magico . Sobre o voluntariado, através do site do ICMBio descobri um edital do parque para o programa, fiz minha inscrição e fui muito insistente, tem que ser, como são poucas pessoas no parque eles demoram um pouco para responder, mas respondem! Depois de 3 meses aguardando fui chamado para começar no dia 16 de janeiro o programa oferece alojamento e transporte do alojamento ao parque para os voluntários, alimentação e transporte do local de origem não está incluso, no entanto o parque conseguiu uma parceria com um restaurante da vila de São Jorge (que é a base para muitos passeios pela chapada) onde eles doam comida para os voluntários e pensa numa comida boa. o programa é uma ótima oportunidade para conhecer pessoas de todo o Brasil e ter um contato com a comunidade local, o povo lá é realmente muito receptivo e sempre tratam você muito bem. Dentro do programa eu fiquei atendendo os visitantes na recepção do parque, então tem muito contato com turistas também, outras atividades foram na administração do parque, monitoramento das trilhas e em alguns casos manejo de animais silvestres como teve um dia em que um Jabuti foi encontrado e eu junto com outra voluntaria fomos fazer a soltura do animal acompanhados da nossa chefe que é bióloga e um fiscal do IBAMA que também trabalha no parque, foi uma linda experiencia ver o animal livre novamente. Já a vivencia como voluntário foi incrível, a experiencia de conviver 1 es com pessoas de outros lugares com uma cultura diferente da sua mas que compartilham muitas coisas em comum é sensacional, pudemos acampar e fazer alguns passeios juntos e foi muito da hora!!! Trocar ideias fazer algumas maluquices foi uma o´tima experiencia! Quanto ao povo e simplesmente demais, cheguei na época em que ocorre a folia de São Sebastião onde é feito um jantar na casa de alguns moradores que se dispõem em receber os foliões uma amostra riquíssima da cultura local e simplicidade daquele povo, es´ta história começa quando fomos visitar o complexo de cachoeiras macaquinhos onde ficamos o dia todo quando voltávamos para o alojamento passamos por uma vila onde estava começando a folia, paramos para conversar com algum local sem saber do que se tratava... logo fomos indicados a ficar por ali mesmo onde logo mais começaria a folia, com janta, apresentação de catira e por fim forró, não deu outra! Como estávamos loucos por um forró e atorados de fome ficamos por ali mesmo o jantar servido foi maravilhoso!!! (fotos a baixo) e a recepção então nem se fala, me senti como se fosse da família de tão bem recebido que fui. Aproveito para deixar meus agradecimentos ao dono da festa e a pessoa que nos recebeu tão bem, o guia de turismo na chapada Veri! Outra oportunidade magica que a chapada me proporcionou foi poder ver a Lua cheia em um lugar tão incrível com pessoas tão sensacionais um verdadeiro presente poder assistir uma lua cheia, lua azul, super lua e lua de sangue na mesma noite em um lugar tão massa como é lá, fizemos uma fogueira e acampamos na varanda de uma casa no meio do mato com um céu maravilhoso! Infelizmente experiencias assim são difíceis de se passar por escrita, acredito que tem coisas nessa vida que só vivendo pra saber como é mesmo! Poderia ficar o dia todo escrevendo este texto e contando todas as experiencias que este 1 mês me proporcionou, mas vocês não aguentariam tanto texto, nem eu conseguiria escrever tanto ! hahahahahah espero que possa ter ajudado, e como sempre dizíamos na chapada: uma vez conhecendo você sempre vai querer voltar... Outras informações: Site Voluntariado ICMBio: http://www.icmbio.gov.br/portal/sejaumvoluntario PARNA Cahapada dos Veadeiros: http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/o-que-fazemos/voluntariado.html Abaixo deixo algumas fotos desta experiencia. Momento de agradecimento! A cultura brasileira e linda!!! Comida boa pra muita gente! Momento dos voluntários, interação e amizade. Uma nova família que foi construída na Chapada! Momentos antes da liberdade, Jabuti livre Pensa numa comida boa!!! hahahahahah Brena e eu choramos de alegria com um rango desse!
  5. Eu e o Renato estivemos com uma ideia maluca de ir de bicicleta de Brasília para Uruaçu,mas estávamos um pouco amedrontado com o risco de pedalar no asfalto com motoristas imprudentes e então associado a isso e nosso gosto por mata e locais mais selvagens,optamos por realizar uma cicloviagem e optamos pela chapada dos veadeiros,iniciando a viagem em Cavalcante e indo ate colinas do sul,contornando o parque da chapada dos veadeiros e passando por duas vilarejos(povoado de capela e povoado do rio preto)em estrada de chão,sendo a logística da viagem realizada como sempre pelo Renato e sempre de forma impecável. Outros amigos também decidiram ir conosco,alguns desistiram pelo caminho(né Junior e Marcos),mas o Marney e o Jader seguiram firme neste propósito. No dia 11/07/14 ficamos de nos encontrar na cidade de Colinas do Sul em Goiás,na sexta feira pela manha onde deixaríamos um carro e seguiríamos em outro carro ate Cavalcante e com as bicicletas na carretinha. Como sempre o Renato atrasou algumas horas hehehe e eles chegaram em Colinas do sul em torno de 12 hs e optamos por almoçar uma “matula” no restaurante do Valdomiro próximo ao povoado de são Jorge(que é a entrada do parque da chapada dos veadeiros) e depois fomos para a cidade de Cavalcante,chegando na cidade no final da tarde e apesar do atraso optamos de não dormir na cidade e já iniciar a viagem após deixarmos o carro em uma chácara no inicio da estrada de chão. Proximo a Sao Jorge indo para Cavalcante. inicio do passeio descendo as bikes da carretinha. So morros,hehehe. A lua estava bonita. Iniciamos o pedal já escurecendo e após longas subidas até o alto da serra do Vâo iniciamos uma descida gigante,mais ou menos 3 km de pura adrenalina e dedos dormentes de tanto apertar os freio(ficamos sabendo depois que esta descida tem abismos imensos e teríamos ido mais devagar se soubesse antes). Viajando a noite tendo uma lua gigante como farol . Após a descida tive uma queda da bike,porem sem maiores consequências.Em torno de 20 hs chegamos no leito do rio são domingos,local que tínhamos programado como primeiro acampamento. Encontramos uma cabana abandonada porem com o quintal relativamente limpo onde montamos as barracas e depois fomos comer uma macarronada preparada pelo Renato e escutar estórias contadas principalmente pelo Jader e depois fomos dormir. Preparando o jantar. Esperando a macarronada… No outro dia cedo depois de eu e o Renato tomarmos dorflex e nimesulide,iniciamos o pedal e ajudarmos o Marley a desmontar suas tralhas,já que ele não tinha ninguém de sua familia(filhinho da mamae) para ajudar e não sabia fazer sozinho,hehehe. O cara é muito urbano . rsrsrs Renato desmontando o acampamento depois de ajudar o Marney a fazer o mesmo, hehehe. Ponte no Rio Sao Domingos. Ponte do Rio Sao Domingos. Água gelada!!! Saímos e deixamos o Marney um pouco para traz(sempre ele),mas seu nível de pedalada estava em dia(bem melhor que eu e o Renato)e ele logo nos alcançou. Paramos em alguns riachos de águas cristalinas para encher o cantil e refrescar um pouco já que o calor estava intenso. Água gelada para encher o cantil. Alguma ponte no caminho para povoado Capela. Recarregando as energias. Chegando em Capela. As duas da tarde chegamos exausto no povoado de capela,onde encontramos uma barzinho e nos foi preparado um merecido almoço(não sei se era a fome ou a mão cheia da cozinheira mas foi a melhor carne seca com arroz que já comi na vida). Povoado de Capela. Local do nosso almoço em Capela. Descansamos um pouco e seguimos viagem ate o povoado do rio preto,chegando no final da tarde,fomos conhecer o famoso rio da chapada dos veadeiros(e já programado uma descida de caiaque saindo deste local) e ainda conseguimos assistir o final do jogo do Brasil x Holanda pela copa,alem de uma merecida cerveja gelada.Montamos acampamento no fundo de um barzinho. Povoado do Rio Preto. Enfim Rio Preto. Nao sei por qual motivo,mas um colega da expedição resolver guardar flor de pequi para comer e fazer chá,mas foi descoberto e zuadooo,hehehe. Assistindo o joga BrasilxHolanda,unica decepção da viagem. No outro dia cedo levantamos acampamento e seguimos ate Colinas com um pequeno pedaço de estrada asfaltada,chegamos em torno de 12 hs e almoçamos na cidade. Após o almoço fui com o Renato ate Cavalcante buscar seu carro e de lá cada um seguiu para sua cidade de moradia(eu para Brasília e o Renato, Marney e o Jader para Uruaçu) e já estamos preparando a próxima aventura.
  6. Quando ir: dá para ir durante o ano todo, mas o mais aconselhável é na época da seca, no meio do ano. Faz bastante sol e calor durante o dia e a noite esfria bem. Na época de cheia existe o risco de trombas d’água e alguns atrativos ficam fechados. Fica sempre cheio de turistas em feriados e férias. Quantos dias ficar: por lá ouvi dizer que existem mais de 200 cachoeiras, muitos vão e resolvem ficar para morar, nenhum tempo é suficiente para conhecer tudo. Eu aconselho pelo menos uma semana para visitar os atrativos principais. Como chegar: a maneira mais comum é a partir de Brasília (240 km), onde muita gente aluga carro, pede carona ou pega o ônibus da Real Expresso (www.passagemrealexpresso.com.br), que sai de manhã e de noite para Alto Paraíso. A volta de ônibus tem apenas um horário de tarde. Entre Alto Paraíso e São Jorge não tem ônibus. O que fazer: o que tem de melhor na chapada são as cachoeiras. Não saia de lá sem conhecer as Cataratas do Rio dos Couros, os saltos de 120 e 80m do parque nacional e a Cachoeira Santa Bárbara. Onde ficar: Alto Paraíso e São Jorge oferecem uma infinidade de opções de hospedagem. Como são cidades pequenas, fáceis de andar a pé, o melhor é escolher um lugar perto do centro. Em Alto Paraíso a Av. Ary Valadão Filho concentra os principais restaurantes e lojinhas. Já em São Jorge, a rua principal é a Cinco. Lá eu indico o Camping Taiuá Ambiental, que é simplesmente maravilhoso. Super agradável e bem estruturado, oferece aluguel de barracas e tem vários shows na alta temporada. Transporte: dá para ir para a chapada sem carro sim! Essa é a escolha de muitas pessoas e inclusive foi a minha. Não tem ônibus e não dá para ir a pé para São Jorge e para a maioria das cachoeiras, mas existem outras opções. Você pode contratar empresas de turismo que oferecem os passeios ou guias que levam as pessoas em seus próprios carros. Algumas hospedagens também organizam vans que reúnem os viajantes. Dá para alugar bicicleta, a estrada entre Alto Paraíso e São Jorge tem ciclovia! Mas o jeito mais legal de arrumar transporte na chapada é por caronas. Lá se diz que a cultura caroneira é muito forte. É bem fácil conseguir carona na estrada e muita gente fica pedindo. Existem grupos no facebook que reúnem pessoas pedindo e oferecendo carona para chegar lá (https://pt-br.facebook.com/groups/240194479350012/) e para ir para os passeios. Se estiver de carro, tudo fica mais fácil. Dá para ir a todos os lugares, os atrativos principais são bem sinalizados. Eventos: diversos eventos acontecem durante o ano na chapada, mas tem dois que eu considero imperdíveis. O Encontro de Culturas e o Festival Ilumina. Ambos em julho. Dinheiro: em Alto Paraíso tem uma agência do Itaú e caixa 24h. Em São Jorge não tem nada! Se programe antes. Muitos lugares aceitam cartão, mas nem todos, principalmente cachoeiras que cobram entrada. Alimentação: há uma infinidade de opções de restaurantes em Alto Paraíso e em São Jorge. Tem também mercado, padaria e lugares que preparam lanches e kits para levar nas trilhas. A chapada é um paraíso para os vegetarianos e veganos. Tem muitos restaurantes específicos e os outros costumam ter opções. Todo mundo fala e é verdade, a chapada é mágica. Não sei o que tem de especial naquele lugar para reunir tanta coisa boa. Mas é só chegar lá que você já sente. Não é à toa que quem vai não quer mais voltar e muita gente larga tudo para morar lá. Cada lugar, cada cachoeira, cada pessoa que você encontra, parece que está tudo em uma sintonia muito boa. É um lugar perfeito para se conectar com a natureza e conhecer as belezas do cerrado. Fui para lá sozinha e conheci muita gente, arrumei ótimas caronas e fiz boas amizades. Alto Paraíso ou São Jorge? A Chapada dos Veadeiros é uma grande região, que inclui várias cidades. Quem vai para conhecer as cachoeiras costuma se hospedar em Alto Paraíso de Goiás ou na Vila de São Jorge. Elas ficam apenas meia hora de carro uma da outra e dá para fazer os passeios saindo das duas. Alto Paraíso é uma cidadezinha pequena, já São Jorge é bem menor e mais simpática, não tem nem asfalto. Se for para ficar bastante tempo, eu sugiro dividir sua viagem entre as duas. Senão escolha a que fica mais perto dos atrativos que você quer conhecer. Visite o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) para informações nas cidades. Alto Paraíso Feira do Produtor Local: Acontece todo sábado de manhã e terça das 15h as 18h. Dá para comprar vegetais orgânicos e comer várias coisinhas gostosas. Cataratas do Rio dos Couros: A entrada é de graça e o valor do estacionamento é livre. Para chegar pega-se um trecho da estrada em direção a Brasília e depois uma longa estrada de terra, sem indicação em algumas bifurcações. É indicado ir com guia, mas eu acho desnecessário. A primeira trilha é bem curta e leva até uma cachoeira muito linda. É preciso atravessar pela água para chegar nela. Depois a trilha segue o maravilhoso rio dos couros, que forma várias piscinas onde as pessoas tomam banho, até outra cachoeira bem maior. Reserve um dia inteiro para esse passeio. Loquinhas: É o atrativo mais perto de Alto Paraíso. Dá para ir de carro ou andando. A entrada custa R$25,00. A trilha é muito curta e muito fácil, toda de madeira, e vai acompanhando o rio e suas mini cachoeiras, com poços para banho. O mais interessante são os miquinhos que aparecem atraídos pelos turistas. O passeio é bem curto, dá para fazer em meio dia. Cristais: Parecido com a Loquinhas, mas bem mais bonito, uma trilha fácil e curta segue o rio e suas cachoeiras e poços. Custa R$20,00 para entrar. É um passeio para meio dia, ou um dia inteiro se você for a pé. Saindo de Alto Paraíso são 5 km na estrada em direção a Cavalcante e mais 3 km de estrada de terra. Fazenda São Bento – Almécegas I e II e Cachoeira São Bento: A fazenda fica na estrada entre Alto Paraíso e São Jorge e dá acesso às três cachoeiras. Entrada R$30,00. A cachoeira São Bento é a mais próxima e menorzinha, tem um bom poço para banho. Seguindo de carro por uma estrada de terra fica o acesso a Almécegas I. A trilha não é muito longa, mas é uma subidona bem cansativa. A cachoeira é bem grande e lindíssima. Primeiro se chega a um mirante em um paredão de frente para a queda. De lá dá para descer para o poço ou atravessar as pedras até a parte de cima da cachoeira. De volta à estrada de terra, é preciso seguir de carro até a Almécegas II, acessível por uma trilha curta e fácil. A cachoeira não é tão grande, mas é bonita. Reserve um dia inteiro para aproveitar as três cachoeiras. Novo Portal da Chapada – Ashram do Prem Baba e Festival Ilumina: O Novo Portal é um “santuário ecológico” onde você pode se hospedar e também tem entrada para a cachoeira São Bento. Lá fica o ashram do Prem Baba, que durante uma temporada no ano recebe o guru e seus seguidores. É onde acontece o Festival Ilumina. Jardim de Maytrea: É uma paisagem que fica na estrada entre Alto Paraíso e São Jorge. Tem lugar para estacionar o carro e muitas pessoas vão para ver o pôr do sol. Uma bela amostra das belezas do cerrado e das formações rochosas da região. São Jorge Encontro de Culturas e Aldeia Multiétnica: É um evento incrível que acontece na segunda metade de julho e reúne indígenas, quilombolas, e visitantes para palestras, oficinas e shows. Vale da Lua: Um cenário bem diferente na chapada. Não se trata de uma cachoeira, mas de toda a área por onde a água do rio gastou as pedras formando algo que lembra a lua. Também tem pequenas cachoeiras e poços para nadar, com água bem gelada. A entrada é R$20,00 e a trilha é bem curta e fácil. É um passeio de meio dia, ou um dia inteiro se for a pé. Seguindo de São Jorge em direção a Alto Paraíso há uma entrada para a estrada de terra, são 10 km no total. Mirante do Abismo e da Janela: Simplesmente o visual mais lindo da chapada! Na época da cheia tem a cachoeira do abismo no caminho, na seca é só o mirante. Fica fora do parque, mas a visão que se tem é dos saltos de 120 e 80m. A trilha começa com uma descidona, depois é plana e então vem uma subidona. Mais ou menos uma hora, até chegar no mirante. Dá para fazer em meio dia. A entrada custa R$15,00 e fica pertinho de São Jorge, em direção ao Parque Nacional. Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: O parque fica pertinho de São Jorge, dá para ir a pé ou estacionar o carro lá. A entrada é grátis. Dá para entrar das 8h ao meio dia, mas ele fecha antes se atingir a lotação, o que costuma acontecer cedo em fins de semana de alta temporada. No parque tem 4 trilhas diferentes. Cânions e Cariocas: A trilha até a cachoeira Carioca leva aproximadamente 1 hora. O fim é uma descida pelas pedras bem íngreme, com algumas escadas. A cachoeira é grande e linda e tem uma ótima piscina para nadar. Dá para ir embaixo da queda d’água. Voltando um pouco na trilha tem um outro acesso para os cânions onde se encontra pequenas cachoeiras entre paredões de pedra e vários lugares para nadar. Saltos de 120 e 80m: São as maiores e mais famosas cachoeiras do parque. A trilha leva mais ou menos uma hora, sendo que boa parte é descida, bastante subida na volta. Primeiro você chega a um mirante dos saltos de 120m. Depois a trilha chega em cima dos saltos e de frente para o de 80m, onde você pode nadar sem chegar próximo da queda. De lá a trilha segue para as corredeiras, boas para nadar. Seriema: É uma trilha bem curtinha e sem água. Boa para quem quer andar pelo cerrado, mas não está disposto a fazer as trilhas grandes. Travessia da 7 Quedas: É uma trilha de 23 km, para ser feita em dois dias. A pernoite no parque deve ser agendada antes pelo site www.ecobooking.com.br. A cachoeira das 7 quedas é muito bonita e exclusiva, poucas pessoas vão até lá. Cavalcante Santa Bárbara: A cachoeira Santa Bárbara é uma das mais famosas da chapada, por sua água azul turquesa. Ela é realmente maravilhosa e vale a pena conhecer, mas fica bem longe, em Cavalcante, é um passeio de um dia inteiro. Em Cavalcante há várias outras cachoeiras e quem opta por visita-las pode se hospedar na cidade ou dentro do quilombo kalunga, onde fica a Santa Bárbara. Para visitar a cachoeira é obrigatório o acompanhamento de um guia. Alguns guias levam grupos desde Alto Paraíso, saímos em 9 pessoas em dois carros e ficou R$ 30,00 para cada. No caminho paramos em um mirante e na cachoeira Ave Maria. No quilombo pagamos R$20,00 a entrada, que dá direito também à visita da cachoeira Capivara, que é lindíssima. As trilhas são curtas e fáceis. Após o passeio, almoçamos a comida caseira típica, plantada e preparada no quilombo. Esse e mais destinos, vivências, relatos e dicas de planejamento de viagens no site: www.aventureira.com.br
  7. Olá pessoal, Morei em Brasília por um tempo e em alguns finais de semana fui conhecer a Chapada dos Veadeiros. Me apaixonei por aquele lugar. Natureza em estado bruto! Acordava com tucanos nas árvores do lado do meu quarto. Enfim, segue um pequeno vídeo que fiz dos momentos que passei lá... Juntei algumas informações e dicas dos lugares que visitei. Segue abaixo: Informações gerais A Chapada dos Veadeiros é formada por várias cidades e mais de 2000 cachoeiras catalogadas para a região. A regiao fica no mesmo paralelo que Macchu Picchu e esta localizada em cima de uma imensa placa de cristal de quartzo que, reza a lenda, tornam a região brilhante se vista do espaço e atrai uma energia cósmica... Ou seja, a Chapada dos Veadeiros é considerada um dos maiores destino místicos do Brasil. As 3 cidades mais populares como ponto de acesso aos principais atrativos são Alto Paraíso, São Jorge e Cavalcante. Alto Paraíso é a maior cidade das 3. É onde se encontra maiores opções de hospedagem, restaurantes, etc. São Jorge é um vilarejo localizado a 35 km de Alto Paraíso e porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. São Jorge tem uma atmosfera mais hippie, com muitas lojas de artesanato e ruas apertadas (muitas delas sem asfalto). Cavalcante, localizada a 91 km de Alto Paraíso, é a cidade aonde todos vão com o objetivo de conhecer Santa Bárbara, a cachoeira mais famosa da Chapada. Mas também existem outras atrações imperdíveis como Rio da Prata. A maior cidade mais próxima da Chapada é Brasília. São 230 km da capital até Alto Paraíso que podem ser feitos de carro (melhor opção pois te dá autonomia em relação aos passeios), ônibus (empresa Real Expresso) ou carona. Existe dois grupos no Facebook de pessoas que oferecem carona (muitas vezes vc contribui na gasolina) que funcionam muito bem! Os links: https://www.facebook.com/groups/240194479350012/?ref=br_rs https://www.facebook.com/groups/1636791463255652/?ref=br_rs Dicas Gerais - A primeira coisa a se fazer assim que chegar m Alto Paraiso, Cavalcante ou São Jorge: Ir ao CAT (Centro de atendimento ao turista). Lá vc vai ver todos os passeios disponíveis, pegar informações sobre o estado atual das trilhas, contratar guias, etc. - Tênis confortável, protetor solar e MUITA água pras trilhas. - Não faça fogueiras nem use sabonete ou shampoo nas cachoeiras. - Na rua principal de Alto Paraíso tem um mercado e uma padaria muito bons (é fácil achar). A Padaria abre as 6:30 todo dia. Vendem omeletes, bolos e salgados bons pra levar pra trilha (pão de queijo deles é mto bom tbm), só não vendem água (que vc tem que comprar no mercado do lado). - Todo sábado pela manha acontece uma feira onde se vende artesanato, sucos, lanches, etc. Vale muito a pena ir tomar um café da manha por lá. É só perguntar no hotel que eles sabem dizer onde fica. - Quer ver muitas maritacas e tucanos? Tem um terreno baldio em Alto Paraiso que parece ser o dormitório deles. Siga até a Pousada Meu Talento e de lá ande uns 10 metros vc verá um terreno abandonado. É lá! Chegue umas 17:50 e espere ate eles aparecerem. Os tucanos ficam mais nas embaúbas. Eu pulei a cerca e entrei um pouco mais para ficar mais de perto (cuidado com os cachorros! Kkkk). Clique na imagem abaixo para ler melhor as informações: Dinheiro Leve dinheiro em espécie! Em Alto Paraíso tinha um caixa eletrônico, mas na época que fui (Agosto/2017) não tinha nenhum! Em São Jorge e Cavalcante também não existem caixas. Qual a melhor época? Existem 2 períodos: O da seca (maio a setembro) que é quando o nível de água das cachoeiras diminui e é possível tomar banho sem riscos. Já no período das chuvas o volume aumenta e elas ficam mais bonitas, mas o perigo de trombas d’água é maior. Onde se hospedar? A cidade com maior opção de hospedagem é Alto Paraíso. Das 3 vezes que fui fiquei em Alto Paraíso. Segue a avaliação das pousadas: - Buddy’s Hostel: Quarto limpo, staff atencioso e ambiente bacana. Tem quarto compartilhado e cozinha. Fica uns 10 minutos a pé da rua principal. Recomendo! Site: http://www.buddysalto.com/ - Pousada Caminhos de Santiago: Ótimo ambiente e café da manhã. O único problema é que alguns quartos ficam no segundo andar em uma construção de madeira que faz mto barulho quando as pessoas passam. Principalmente a noite. Site: http://www.pousadacaminhodesantiago.com.br/ - Pousada Meu Talento: Uma das melhores pousada que fiquei na vida! Café da manhã completo com vários tipos de queijo, frutas, sucos, etc. Staff extremamente atencioso, piscina, ambiente... Tudo perfeito! Ambiente romântico. Perfeito para casal. Mas se prepare pq é caro! Site: http://pousadameutalento.com.br/ Onde comer? Na rua principal de Alto Paraíso tem varias opções. - Caverna do Crepe: Crepe realmente muito bom e barato. - Ateliê da Pizza (conhecida tbm como Pizzaria 2000): Pizza OK. Nada demais. - Vendinha 1961: Um restaurante/bar com um clima legal. Olhando de fora parece que é caro, mas é um preço justo. Musica ao vivo, mas atendimento não muito bom. Especialidade em pastéis. Muito gostosos! - La Vita e Bella: Restaurante de comida italiana. Experimentei um nhoque que tava bem meia boca. Pode ser que os outros pratos sejam melhores. - Cravo e Canela: Restaurante vegetariano muito bom! Sabores bem diferentes. Me surpreendi. Só demoram pra fazer o prato. Recomendo! - Santo Cerrado Risoteria: Esse restaurante fica em São Jorge. Especialidade em risotos (óbvio) e realmente são muito bons! Com musica ao vivo no segundo andar. Ótima opção em São Jorge. Em feriados fazer reserva com antecedência!! - Jambalaya: Restaurante caro, mas um dos melhores de Alto Paraiso. Todo a luz de velas. Clima romântico. Comida maravilhosa (Pedi um pesto com filé ao molho de limão siciliano que tava perfeito). Ir de carro ou não? Fui 1 vez sem caro e outras 2 com carro. Sem carro fazia o seguinte: Fazia amizade com alguém do hostel pra conseguir carona ou acordava cedo e ia pra frente do CAT (Centro de Atendimento ao Turista, abre as 8h) e tentava puxar um papo com alguém que aparecesse ali em busca de informações e desenrolava uma carona. Dá certo! Tente não pedir carona para casais... Eles geralmente são mais fechados. Procure por turmas de amigos. Existe uma cultura enorme de carona na Chapada. É super comum! O fato é que o carro te dá maior liberdade de fazer os passeios que vc quiser na hora que quiser, portanto se puder, vá de carro!! Contratar guia ou não? Depende do passeio. Cachoeira Santa Barbara é obrigatório ter guia. A maioria dos passeios não precisam de guia, mas se vc perguntar no CAT eles vão sempre indicar o guia. Se vc for com um orçamento maior eu acho legal valorizar o trabalho dos guias. Minha opinião com base em todos os passeios que fiz: Não foi necessário guia (exceto na Cachoeira Santa Barbara e na Trilha das 7 Quedas), mas se vc gosta de saber informações do local, contrate, mas o guia tira um pouco da sua liberdade tbm. Exemplo: Cheguei ao Mirante da Janela e tinha um grupo com guia. Tiraram as fotos e foram embora! Eu fiquei lá um tempão curtindo sem hora pra voltar. Passeios Fiz todos eles foram saindo de Alto Paraíso. Quase todos os passeios são cobradas taxas de entrada que variam de 15 a 30 reais. - Cachoeira Segredo: Cascata enorme! Água congelante (quase todas são...rs). Pra chegar faz uma trilha na mata que vai travessando o rio umas 7 vezes! Tente fazer pela manhã, pois na parte da tarde não bate sol. Passeio de meio dia. - Cachoeira dos Cristais: A pior de todas! A queda não é tão bonita e como é de fácil acesso dá muita gente. Tem um restaurante na entrada da trilha o que deixa o lugar ainda mais cheio de gente. Passeio de meio dia. - Poço encantado: Lugar bom para crianças (tem salva vidas) e passar o dia relaxando. Tem uma “praia” de areia branca bem legal. Passeio de meio dia. - Catarata dos Couros: Uma das cachus mais incríveis da Chapada. Volume de água enorme. Fica um pouco longe de Alto Paraíso. Passeio de dia inteiro. Entrada grátis. - Mirante da Janela: Muitos dirão que é bom fazer com guia, mas digo: Não precisa! São 8km de ida e volta. No caminho tem a Cachoeira do Abismo, mas na época que fui estava seca. Do mirante tem vista da cachoeira dos Saltos dentro do Parque. Passeio de dia inteiro, mas se vc sair cedo e for no pique, dá pra fazer em meio dia e depois ir por exemplo no Vale da lua que fica no caminho de São Jorge para Alto Paraíso. Vi algumas pessoas com dificuldades para encontrar a famosa “janela” (onde dá pra tirar aquela foto famosa da Chapada). A dica que dou é: Assim que chegar ao mirante e ver a Cachoeira dos Saltos, observar uma trilha na parte direita no meio das pedras. A Janela fica bem embaixo do Mirante. Qualquer coisa pergunte alguém que estiver por lá. - Almécegas I e II e São Bento: Almécegas é uma das cachoeiras mais populares da Chapada. Sempre cheia nos finais de semana. Fica muito próxima a Alto Paraíso na estada que vai para São Jorge. Chegue cedo e vá direto pra Almécegas I (a melhor). Fomos pra Almécegas II no meio do dia e tava impossível andar de tanta gente. Cachoeira São Bento é legal... Tem local pra pular das pedras. - Santa Barbara e Capivara: Fica em Cavalcante (Saia bem cedo se vc se hospedar em Alto Paraíso). Santa Barbara é a cachoeira mais bonita que já fui. Água cristalina e fundo de areia branca. A cachoeira fica sob responsabilidade do povo Kalunga. É obrigatório contratar guia. Só chegar no CAT de Cavalcante que terão vários a disposição. O piso dos guias é R$120. Fizemos com a guia Jane. Melhor pessoa que conhecemos nessa viagem!! Atenciosa, preocupada com nosso bem estar. Nota 10! WhatsApp dela: (62)99652-2103. É possível ficar penas 1 hora na Santa Barbara, pois evita que a cachoeira fique lotada. Depois curta a Santa Barbinha que é uma cachoeira menor, mas muito bonita também. Dica: Faça primeiro a Santa Barbara e depois vá para a Capivara que é boa pra curtir e relaxar. Outra dica: Depois das cachoeiras pare no restaurante dos Kalunga e coma a comida de fogão a lenha. R$30 e come a vontade. DELICIOSA! - Vale da Lua: Achei bem sem graça. É aquilo q se vê nas fotos... Formações rochosas diferentes. Só. Tem uma parte para banho, mas dependendo de quando vc for vai estar lotado. - Loquinhas: Pertinho de Alto Paraiso. São vários poços de água transparente. Lindo demais! Vale muito a pena. - Trilha das 7 Quedas: Acordei cedo e fui pro CAT ver se encontrava alguém pra me dar carona pra algum passeio. De cara encontrei um cara que estava fazendo a trilha das 7 Quedas no parque. Só que detalhe: A trilha é feita em 2 dias e ele iria fazer em apenas 1. Colei nele e dividimos o guia. Andamos 25km no total!!!! Das 8:30 as 17:30. Com 3 paradas pra banho. Sol cascando em cima! Passeio bem legal, mas é muito puxado!! Tem que ter pique. Começamos numa entrada no caminho de Alto Paraíso para São Jorge e terminamos na entrada do parque em São Jorge. Esse passeio de 1 dia tem q ser com guia. Levem lanche e muita água. Levei 3 litros e foi pouco. Fotos Equipamento utilizado: Camera Nikon D5100 com as lentes 55-200mm e Tokina 11-20mm f/2.8, uma GoPro Hero 4 Silver e um iPhone 7 Plus.
  8. Viagem para o Centro Oeste: Saí no dia 29 de março de 2017 às 11 da manhã do aeroporto de Vitória para o aeroporto de Brasilia. Chegando lá por volta do meio dia. Meu amigo de viagens passadas foi me buscar e me levou a um restaurante requintado chamado Mangaia. Achei um absurdo o valor da minha refeição com um suco: um pouco mais de 60,00. Por isso se alguém chama-lo, esteja preparado. Fiquei hospedada na casa deste amigo na Asa Norte, bem localizado, mas em BSB o transporte publico não é a melhor coisa, mas é o que tinha por hora. Contudo, neste dia que cheguei meu amigo foi super gentil e ficou a minha disposição, levando-me a alguns pontos turísticos do Distrito Federal. Começamos primeiro vendo a ponte JK que é belíssima, vale a pena passar por ela... Posteriormente fomos ao Complexo Cultural da República, onde tinha umas duas exposições, mas nada demais, não ficamos la nem meia hora. Ah! e não paga nada. Depois fomos a famosa Catedral de Brasília, onde tiramos algumas fotos e logo depois partimos para um outro ponto, no caso a Praça do Tres poderes, mais especificadamente o Supremo Tribunal Federal, mas infelizmente as repartições já estavam fechadas pois chegamos lá mais das 17 horas, além disso lá não admite entrar com traje esportivo, então so tirei foto na frente e me dei por satisfeita. Logo depois fui ao Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves e em seguida subimos numa escada bem alta para ve a pira (monumento de fogo simbólico da Pátria), vale a pena ir, tem uma vista belíssima, ainda mais no entardecer. Descemos e fomos conhecer o Pontão do Lago Sul, lugar bonito, com uns barzinhos bem chiquezinhos,vi um por do sol ainda mais bonito, andamos um pouco mas nada demais. Logo depois, meu amigo me levou de carro nas embaixadas, achei fantásticas, as dos Estados Unidos parece ser a maior. Finalmente fomo embora tomar um banho e sair para tomar uma cerveja com outros amigos nossos, o bar a qual eles me levaram nas quartas feiras tem rodada dupla de chopp e num valor bem legal, o nome é Fausto e Emanoel, e fica na quadra 209 Norte. Na quinta feira reservei para conhecer os pontos clichês de Brasilia. Sai da Asa Norte, na altura da quadra 712, em frente ao Supermercado Carrefour ali pedi informação para ir a Praca dos Três Poderes, peguei um ônibus na parada mais próxima que vai direto para lá. Com uns 25 minutos cheguei lá, tirei fotos na praça nas estatuas dos candangos. Fui ao Museu da Cidade e ao Espaço Lúcio Costa. Tentei fazer os passeios guiados pelo Congresso Nacional e Palacio do Planalto, contudo não pode fazer em dia de semana, apenas domingos, sendo agendado. Foi ai que recebi a dica de ir a torre de televisão, achei que como qualquer outro lugar daria para ir a pé, entretanto as pessoas as quais pedia informação na rua disseram que era bem longe e que deveria pegar um ônibus ou taxi, como não estava afim de pagar taxi, fui de ônibus (valor: 3,50). Pedi ao trocador para me avisar quando saltasse na parada mais próxima da torre, então assim ele o fez. Chegando na praça da torre, tem um monumento com o dizer bem grande: EU AMO BRASILIA, lá em baixo você quer tirar mil fotos achando que é o melhor ângulo, todavia, não se precipite, porque do alto da torre, ou melhor, no mezanino a vista que da para ele é muito mais bonito. Subi por um elevador, orientado pelos funcionários da torre, lá sobem muitos turistas, você não estará sozinho lá. Fui ate o lugar mais alto da torre, mas infelizmente ela e fechada por uma tela de ferro, porque pelo que fiquei sabendo que muita gente se jogava de lá. Então não fica tao legal a foto, mas por minha sorte, eu queria ao banheiro e fui orientada a ir ate um andar em baixo, no chamado mezanino, não havia ninguém lá, so mesmo o banheiro, é um espaço muito grande com uma vista linda para Brasilia, sem o dificultador da grade. Logo, aproveitei a sorte que eu havia tido, e tirei a foto mais linda de Brasilia que eu tirei na viagem. Quando desci já estava morrendo de fome, já beirava ao meio dia, então atrás da torre tem uma feirinha com uma praça de alimentação bem simples, mas com uma comida bem saborosa. Ali mesmo eu parei e comeu um bandeco de verdade, por 12,00. A principio você se assusta porque é bem simples, eles não utilizam pratos e sim bandejas descartáveis, mas a fome era demais e eu saboreei aquele almoço com toda minha vontade. Se quiser escovar os dentes ali atrás tem banheiros públicos para poder fazer a higienização. Ai não pensei duas vezes eu fui andando ate o Estadio Mané Garrincha, estava fechado e me contentei em tirar fotos da frente dele apenas, Andei mais a frente e perguntei a uma moca como chegava ao Museu JK, e ela me informou que era bem distante e que eu teria que pegar um ônibus. Não esperei nem dois minutos pois ele já estava vindo ( valor:5,00), a viagem foi bem curta pelo valor da passagem, acho que não andei nem 15 minutos. Mas valeu a pena, o local é bem bonito e estruturado. Tem um ar bem sofisticado, como foi JK e dona Sara. O valor do Memorial JK é 10,00, la dentro conta a historia toda dele e de sua família, acho que vale a pena porque se você não for lá, não terá muita coisa para vê em Brasilia, além do mais, é de muito bom gosto mesmo e agrega seu conhecimento acerca da historia do Brasil. Sai de la com uma chuva boa, sem guarda chuva, sem nada. Ah! Brasilia tem uma peculiaridade, hora tem sol, hora em chuva,pois então ante sempre com uma sombrinha, pois a tarde o tempo muda de uma hora para outra. Tomei aquela chuva mas logo o ônibus passou e eu retomei para Asa Norte feliz da vida. Na sexta feira dia 31 de março fiquei o dia todo de bobs no apê do meu amigo, sem ter nada em mente para fazer em Brasilia, ai dei uma corrida marota em frente do condomínio e esperei ansiosamente para a tarde meus amigos me buscarem para irmos para a Chapada dos Veadeiros, meu verdadeiro destino. Eles chegaram por volta das 18 horas para me buscar, fomos de carro, o que facilita a vida de qualquer um. Pegamos um engarrafamentinho, mas como eles conheciam rotas de fuga, logo conseguimos contorna-lo. Passamos no posto para abastecer o carro e partimos para a Chapada. A estrada é um luxo, e logo chegamos lá por volta de 21 horas, mas meus amigos não conheciam o caminho e foram tranquilos, contudo dá para fazer em menos tempo, pois a volta foi bem mais rápido. Fomos direto para o Hostel Jardim Da Nova Era em Alto Paraíso, ele e bem bonitinho, sem luxo, mas agradável e com um staff muito bom também, paguei 40,00 na diária, e fiquei la nove dias. Este Hostel é o mais bem localizado, contudo ele não tem café da manhã e nem locker, todavia ele e excelente. Neste mesmo dia saímos a caça de algo para comer, e encontramos um restaurante dentro do Hotel na avenida principal, não me lembro do nome mas so lembro-me que era em frete a lotérica. A comida la e ótima e tem um suco de erva das matas que e mais delicia ainda. Além do mais, a dona e legal demais, conversamos horrores, ela atende você na cozinha dela e você vê todo preparo da comida e limpeza da cozinha.Como estávamos cansados e ansiosos para chegar no outro dia para fazermos os passeios, fomos para o Hostel dormir. No sábado dia 01 de abril, acordamos bem cedo e fomos para a feira orgânica que tem pertinho do Hostel, la você comera comidas orgânicas típicas e tem também os não orgânicos, ai ficando ao seu critério Vale dizer também, que tem artesanatos lindo feitos pelo hippies, ou melhor, em toda cidade só tem isso, então se não der para ir a feira encontraram os mesmo produtos pela cidade inteira. Entao pela volta das 9:00 horas partimos para nossos primeiros destinos, porque lá você não vai a um lugar apenas, tem que aproveitar bastante o dia. Fomos então, indicados pelos staffs do hostel, para Almecegas I e II, você paga 30,00 e não precisa de guia porque é muito bem sinalizada. A trilha e tranquila. Nossa primeira parada foi na I, só que como estava chovendo um pouco e já havia chovido muito não entramos nela porque já havia tido tromba dágua la e quando rola uma não sobra pedra sobre pedras, ficamos somente na contemplação mesmo, mas nada tirou a beleza da cachoeira. Posteriormente fomos para a II e lá também havia tido uma tromba e os matos estavam bem baixo, AH! vá de carro da almecegas I para a II, la tem estacionamento e nem é tao perto. Olhamos também e não ficamos para banho, pois elas estavam bem volumosas. De lá partimos para a São Bento, que fica próxima mas tem que ir de carro também, la dava para tomar um banho legal e até pular da pedra na água, demos um tempo lá pois o sol abriu um pouco. Quando nos demos por nós, já era meio dia e fomos procurar a famosa Matula do Valdomiro, que fica próximo onde estávamos, que tem uma comida que você come a vontade por 30,00 ou come por 20,00 prato feito bem servido. Ah! Lá vende pingas e licores artesanais por um valor de 30,00, podendo até degustar as que estão na mesa a vontade. De lá fomos para o Vale da Lua, e você paga 20,00 na portaria, e o lugar é fantástico, tem que ir lá de qualquer jeito. Chegamos la e começou a chuva, nos abrigamos debaixo de uma pedra, ficamos desanimados de entrar na agua mas logo isso ficou para tras e nos deliciamos com as aguas do vale. Confesso que estavam frias, mas vale a pena. Lá tem guarda vida pois pelo que soubemos, já teve muitas mortes por lá, pois la tem umas crateras que muita gente se desequilibrava e caia lá. Lá, todo cuidado é pouco!! A trilha é super fácil!! Tiramos algumas fotos e voltamos para Alto Paraíso já no anoitecer. Fomos para o hostel tomar um banho e de la saímos para comer algo.Achamos um outro barzinho quase ao lado da lotérica, que tem churrasquinho e salada, por lá ficamos mesmo, pois o valor era bem justo. Voltamos para o hostel para dormir porque no outro dia tínhamos mais passeios. Como meus amigos iriam voltar para Brasilia ao anoitecer, optamos por um dia mais tranquilo para eles voltarem de boa para casa. No hostel indicaram loquinhas, cristais e Poço Encantado. Mas antes, fomos tomar café em uma padaria na mesma rua que o Hostel, valor justo também. De lá partimos para Loquinhas, que fica há poucos quilômetros da cidade, acesso fácio. Valor da entrada é 25,00. Achei caro, apesar de uma boa estrutura, mas la e bem tranquilo de ir, ate pessoa com alguma dificuldade física consegue, porque vimos. A agua é cristalina, e lindíssimo, é para o dia que a pessoa não quer andar muito, quer ficar de boa, ou estiver com pressa. Geralmente as pessoas deixam essa cachoeira para o dia que está indo embora, no meu caso, os meus amigos voltariam para Brasilia logo a noite. Ficamos la até por volta do meio dia e de lá paramos no centro de Alto Paraíso para almocar e de la conhecer a ultima cachoeira daquele dia, no caso a Cachoeira encantada. Infelizmente chovia muito, mas mesmo assim fomos e pagamos 20,00, praticamente jogamos fora, porque não ficamos lá mais que uma hora, e dessa uma hora cinco minutos foi na cachoeira de fato, pois descemos uma estrada bem estruturada até a cachoeira, possuindo até salva vidas no local. Lá parece uma praia, até stand up tem lá. Não havia ninguém além dos salva vida e de uma moça de São Paulo, com a qual puxamos papo. Foi só a gente estender a canga e entrar na cachoeira a chuva, e com medo da famosa tromba dágua, retiramos as coisas e ficamos esperando a chuva passar de baixo de uma cabana que havia lá. Trocamos uma ideia lá com a moça e o salva vida e de lá voltamos para Alto para que meus amigos fizessem o cheque out. Dia 03 de abril, segunda feira, acordei bem cedo, sozinha e sem nada programado, não podia sucumbir a “solidão”, foi ai que perguntei aos donos do Hostel algumas sugestões de passeio, sem eles saberem se havia algum grupo indo para algum canto, resolvi ir à rua, mais precisamente no CAT (Centro de Apoio ao Turista), para ve se alguém me ajudava com sugestão e se sabiam se havia algum grupo que podia dividir a carona. Neste local é uma ajuda muito boa para quem esta viajando sozinho e sem guia, pois de lá saem vários guias com pessoas que querem dividir despesas, pois na maioria das vezes o guia não é muito barato. Então ao pedir informação eis que surgem duas senhoras do Rio Grande do Sul oferecendo carona para Santa Barbára para dividir as despesas. Era um dia chuvoso, mas a recepcionista do CAT gentilmente ligou para Cavalcante para pedir informação ao CAT de lá se lá o tempo estava bom para ir a mais famosa cachoeira, porque que o tempo não fosse favorável havia perigo de tromba dágua. Com a informação que o tempo estava estável, partimos para lá, saímos por volta das 09 horas da manhã, chegando no centro da cidade por volta das 10:30. Lá temos que formalizar o passeio com o guia de lá, pois ninguém vai sem guia, e inclusive eles são os quilombolas. Ah!! Não aconselho ir com guia de Alto Paraiso, pois eles cobram mais caro e não são quilombolas. Conseguimos de 120,00 o guia por 100. Fomos com a guia Janaina, pessoa simples e agradável. Quando você pensa que pagou tudo, tem que pagar um valor de 20,00 chegando ao parque da cachoeira, e mais 10,00 para um carro tracionado te levar ate próximo a cachoeira, pois devido a estrada ruim por causa da chuva, ficava difícil carro comum chegar até lá. Outro bizu, até o mês de abril há muita chuva e tromba dágua, não é em todas as cachoeiras que dá para ir, tanto que não conseguimos ir a cachoeira da Capivara. Antes de ir a cachoeira, reservamos num restaurante Rancho Kalunga, nosso almoço para a volta do passeio, o local foi indicado por nossa guia, o valor é 30,00 e você come a vontade, a comida é muito boa, feita a lenha, tem uma galinha deliciosa. A maioria dos alimentos e cultivado pelos quilombolas, então vale a pena fomentar isso. Da onde o carro nos deixou até a cachoeira a gente andou por volta de uma meia hora, e é bem tranquilo, na ida não havia chuva então ficamos ainda mais contentes. Quando chegamos próximo encontramos a Santa Barbarinha, é linda demais, mas era só um aperitivo do que era a Santa Barbára, subimos mais um pouco e lá estava ela, linda como vi nas fotos, é algo indescritível, cristalina, enfim, não há o que comentar, só indo lá para apreciar. Lá não tinha muita gente, mas o pouco que tinha atrapalhava as fotos, porque sempre tinha uma cabeça, que não a sua, nas fotos. Mas dizem que em alta temporada tem rodizio de pessoas, não pde ficar todo mundo ao mesmo tempo, porque o espaço é pequeno e tem um limite de pessoa que pode ir lá. No nosso caso, como era baixa temporada podíamos ficar la a vontade, só que o tempo fechou e por precaução fomos embora e pegamos muita chuva no caminho até onde o carro estaria nos esperando. Mas chegando no restaurante dos kalungas, o tempo estava firme. Lá como disse, tem dessas coisas, um lugar chove, outro muito perto não acontece o mesmo. Paramos para almocar e por volta das 15: 30 já estávamos voltando para Alto Paraiso, mas na volta as senhoras com quem eu estava não quiseram parar na cachoeira Ave Maria, porque já estavam cansadas, eu se estivesse sozinha iria com certeza, porem como estava de carona não pude falar muita coisa. Mas paramos no Mirante Ave Maria, que é lindíssimo e vale muito a pena parar e registrar o local. Fomos direto para o centro de Cavalcante levar a guia e depois ir de volta a Alto Paraiso, neste dia cheguei cansadíssima e estressada pois eu havia deixado meu celular cair e quebrar. Na terça feira dia dia 04 de abril sem destino certo fui novamente para o CAT arrumar carona para ir a algum lugar, lá tinha um guia que iria levar um casal a Couros, então aproveitei a deixa e fui com eles, pois o guia cobrou 150,00, então ficaria mais fácil dividir em três, de brinde fui de graça pois eles não aceitaram que eu ajudasse no carro. O tempo estava armado para chuva, mas não tinha como ficar esperando a chuva passar, a estrada para la e tranquilíssima, saindo de Alto voltando para Brasilia, tem placas por todos os cantos. Só que acredito, que propositalmente, na estrada de terra para lá, não tem placas indicando, logo, as pessoas precisarão de guia. Então, chegando mais próximo das cachoeiras dos couros, tem um quiosque que vende algumas coisas para comer e beber, e la pedem alguma contribuição para vigiarem os carros, uma vez que eles disssram que já houve arrombamento de carros lá, porque próximo tem um assentamento Sem Terra, o que não paguei para ve, então colaborei com esse valor para ajudar o casal que gentilmente me deu carona. Ao descer para as cachoeiras a chuva começou, andamos mas sem curtir a paisagem pois era muita chuva, muita agua, mas a beleza não ficava abalada por isso. Só que a gente ficou desanimado pois mal conseguíamos sair do lugar de frio e os pes um pouco atolado. E uma caminhada boa de sobe e desce, mas chegamos ao ponto final do local. Acabou que voltamos antes mesmo do horário que geralmente as pessoas voltam, pois não dava para tomar banho, tava desanimidor. Voltamos para pegar o carro era por volta do meio dia e fomos comer numa casa que oferece almoço e que foi reservado pelo guia. Na minha opinião a comida e muito boa e você pode comer a vontade, mas podíamos ter voltado para a cidade e pago mais barato, uma vez que o valor era 30,00, para quem come pouco fica caro. Mas enim, quem esta na chuva é para se molhar, literalmente. Pós almoço voltamos a Alto e pagamos nosso guia e cada um foi para seu destino. Neste dia fui so sacar uma grana na lotérica, pois lá é o melhor que tem de banco. Em Alto tem outros bancos, porem, não funcionam, um foi arrombado, os outros nunca tem dinheiro. Quem for para lá va preparado com dinheiro ou para enfrentar fila de lotérica. Naquele dia comprei algumas coisas no supermercado que e colado no Hostel e comi por lá mesmo e fui dormir cedo para o dia seguinte que eu não havia programado ainda. Na quarta levantei cedo disposta a ir ao Parque Nacional da Chapada, pois sabia que lá poderia ir sozinha pois era bem estruturado. Foi ai que pedi informação a staff do Hostel que gentilmente me orientou a pegar uma carona na rodovial que vai para São Jorge, pois era muito comum as pesssoas se locomoverem assim lá, receosa, mas sem titubear, fui para a pista pegar a carona com que passasse primeiro. Logo que cheguei lá parou uma hailux com um casal que me ofereceu carona até a pedra da baleia, pois o motorista era o dono da cachaçaria onde havia almoçado no final de semana que passou, fiquei aliviada mas sabendo que teria que enfrentar nova carona. Quando cheguei la, parei na pista de novo e fiz sinal e um carro parou e mais sorte ainda era um guia indo buscar no carro da empresa de turismo uma turma para conhecer Santa Barbara, foi muito gentil e ofereceu para eu voltar com ele quando acabasse meu passeio. Fiquei no centro da cidade e fui andando até o parque. O dia estava lindo, um sol que eu esperava há dias. Fui caminhando, pois da cidade a entrada do Parque da uns 30 minutos a pé, ai fui tirando minhas fotos com o celular emprestado pelos meus amigos de Brasilia, pois o meu como disse caiu e quebrou. Chegando ao parque, temos que assistir um vídeo de orientações de como se portar no parque, além disso, você terá que anotar seus dados numa folha para deixar registrado lá. Tava receosa de começar a trilha só, porque era a primeira que iria fazer realmente só nesses dias que estava por lá. Mas, meu lema e sempre: nunca estamos só, em lugar nenhum, por isso não me acovardo diante da solidão. Foi então que segui meu caminho, parando, registrando os lugares e momentos, no caminho encontrava pessoas na mesma condição que eu, ou casais. Entao escolhi fazer primeiro a cachoeira do abismo, antes de parar nela encontrei o Mirante, e apreciei aquele visual feliz da vida, porque Deus é tao bom em nos presentear com aquela paisagem. Fui me guiando pelas setas e cheguei a famosa cachoeira do abismo, linda e com muito volume pelas chuvas de todos os dias. Quando estava me preparando para registrar aquela bela cachoeira eu encontro dois rapazes, um nem tao rapaz assim, Cláudio e Thiago, o primeiro estava sozinho e conheceu o Thiago na trilha e os dois se juntaram, ele é medico em Ouro Preto e resolveu viajar só de moto. Como sou muito boa fisionomista, eu me lemebrei que o Thiago estava no meu Hostel mas eu não tinha tido oportunidade de conversar com ele, ai eu puxei papo com ambos e formamos um bonde de trilha. Continuamos algumas trilhas juntos e uma amizade bacana. Ah! o Thiago e do Rio de Janeiro. Depois de fazer a cachoeira do abismo, que ficou somente para a contemplação, partimos para uma caminhada um pouco íngreme, mas pequena para chegar até a cachoeira de Corredeiras, que é bem bacana, onde tomamos um banho pois lá estava menos perigoso para fazer isto. Ficamos la por uns 40 minutos e de lá finalizamos aquela trilha e chegamos na entrada do parque por volta das 15 horas, ai pegamos carona com Thiago e fomos almoçar num restaurante logo que sai do parque e lá é self servisse. Não me recordo do nome do restaurante mas lembro que era um valor legal e a comida muito boa. A noite fui a um barzinho próximo ao Hostel que tem um pastel bem requisitado, toda noite tem um tipo de música rolando lá, no dia que fomos tinha forró pé de serra tocado por um trio muito bom. Na quinta feira voltamos ao parque para fazer as outras cachoeiras: cânios e carioca, ambas trilhas moderadas, bem bonitas só que pegamos uma chuva sinistra, de alagar a trilha. Na volta paramos no mesmo restaurante do dia anterior e finalizamos nosso passeio juntos. Na sexta levantei não tão cedo, consegui fechar um bonde com um casal que estava no Hostel para ir ao mirante da janela que fica em São Jorge também, nossa que dia lindo era aquele: sol. Ai pude aproveitar mais o dia e a vista daquele lugar. Na entrada da janela você paga um valor se não me engano 25,00 e e recepcionada por um senhor bem divertido e falastrão. Partimos para a caminhada, que não é das mais fáceis, so conseguimos chegar ao destino porque o rapaz tinha um bom programa de gps para esse tipo de atividade, só que não se qual nome, pessoal que sempre faz trilha que sabe bem. Encontramos a cachoeira do abismo, que e uma coisa de doida, mas não paramos ali para acharmos logo a janela, encontramos um casal se banhando e pedimos alguma dica, mas eles estavam mais perdidos que cego em tiroreio. Continuamos a caminhada, e tem uma parte bem íngreme que da uma baqueada, mas é so pensar no visual que irá encontrar na janela, andamos mais e encontramos um lugar e subimos na pedra e de la percebemos que havíamos chegado ao local so precisávamos nos localizar melhor, foi ai que o Bruno, namorado da Rayssa achou a janela, é muito lindo e vale a pensa. Ficamos la alguns minutos e voltamos para nos refrescar nas cachoeiras que por sinal estava uma delicia por causa do sol e as fotos ficam iradas. Ficamos nos deliciando e contemplando aquela paisagem por volta de duas horas e fomos embora de la por volta das 16 horas e saímos de la direto para o restaurante que comi todos os dias. Aproveitamos para comprar algumas coisas relacionadas ao local, como por exemplo ET’s, rodamos mais um pouco e fomos embora porque queríamos pegar o por do sol no jardim de Maetrea. Que local lindo, que visual, tudo tao perfeito e lá encontrava-se varias pessoas, que tiveram a mesma ideia que nós. Depois que o sol se pos voltamos para Alto Paraiso e no Hostel já se encontrava meu amigo de Brasilia mais a amiga dele, que foram me buscar e curtir o fina de semana comigo. Naquele dia nos arrumamos e fomos à rua procurar algo para comer e chegamos la no barzinho que geralmente rola umas musicas, estava rolando um forró pé de serra que é minha perdição. Curtimos a noite e aquele dia foi lindo. Sábado acordamos as 8 horas e fomos tomar café novamente na feira orgânica e posteriormente partimos para a cachoeira dos couros, pois meus amigos não conheceram e eu como tinha ido num dia muito chuvoso não aproveitei nada, e minha sorte ter voltado la com muito sol, aquilo é um espetáculo de lindo, e o mais legal que consegui me lembrar da estrada sem guia, nos perdemos um pouco numa bifurcação, porém encontrei uma casa e o senhor de lá estava indo para la. Chegamos la e fizemos a mesma trilha do que eu havia feito, e tudo era tao lindo e fantástico, estava lotado, todo mundo se banhando e tomando sol. Voltamos de la mais ou menos por volta das 14 horas e de la paramos em Alto Paraiso para almocar e depois Raizama, aproveitamos que tinha sol. Para Raizama você vai como estivesse indo para as termais depois de São Jorge, é uma estrada para carro bem tranquila, chegando lá você paga um valor se não me engano 20,00, tinha um senhor na entrada bem simpático que lhe entrega um mapinha, e tudo lá e bem organizado e estrturado. Quando chegamos lá em baixo tinha uns casais namorando, mas o sol já estava se pondo. E um lugar bem bonito, ficamos la um pouco mas logo andamos para conhecer as outras cachoeira, pois logo logo estaria escurecendo. Mas vale a pena passar o dia, porque e bem legal, no final das cachoeiras encontramos uma linda, agua azul, com mais sol ela devia ser um luxo. Desta cachoeia até a saída andamos um pouc por uma trilha bem estruturada. Para relaxar resolvemos voltar as termais para relaxar, e assim fizemos, nos deparamos com um por do sol lindíssimo. Nas termais rola um descanso legal, aquela agua quentinha, com bom vinho e uma entrada de 20,00, bem propicio para um fim de noite. Por volta das 19 horas nos voltamos e a estrada de la não e muito boa, muito cuidado para não danificar o carro. Chegamos em Alto Paraiso por volta das 20:30, a estrada tem 40 minutos de chão e o resto um asfalto que parece um tapete de tão bom e sinalizado. Chegando em alto só queríamos comer e dormir, e ai paramos no mesmo barzinho na principal que vende espetinho e faziam uma saladinha caprichada para nós. Viagem para o Centro Oeste.docx
  9. Olá, vou compartilhar com vocês algumas informações. Eu passei uma semana na Chapada dos Veadeiros em Julho/2017. Saí de São Paulo, capital. - Passagem Avião - Ida e Volta = R$ 490,00 (comprei 3 semanas antes, comprando 3 meses antes você consegue encontrar por 300,00 ida e volta) - Hospedagem - Adubai Hostel = R$ 60,00 a diária (quarto coletivo, café da manhã, cozinha coletiva bem próximo da rodoviaria e da rua principal de Alto Paraiso) - Aluguel de carro - Unidas = R$ 640,00 (total de 6 diarias, dividimos esse valor entre 4 pessoas) - Na época a gasoline estava R$ 3,99 o litro. - Com alimentação gastei uma media de R$ 20,00 a R$ 30,00 por dia com almoço, mas poderia ter economizado fazendo minhas proprias refeições no hostel) [DICAS] 1. A Chapada dos Veadeiros fica em Goias, o aeroporto mais próximo é o de Brasilia. 2. Quando chegar no Aeroporto de Brasilia ainda terá mais umas 3 horas de carro ou ônibus até Alto Paraiso. 3. As cidades no entorno do Parque Nacional da Chapada são: São Jorge, Alto Paraiso de Goias e Cavalcante. 4. As trilhas dentro do Parque são gratuitas, porém recomenda-se chegar cedo pois a limite de visitantes. 5. Alugar um carro ou arranjar caronas é essencial para visitar as principais cachoeiras. Se você não alugar um carro ficará limitado a conseguir carona. 6. Se for depender de carona talvez seja melhor ficar em São Jorge onde o Parque fica a 1km e algumas cachoeiras proximas. 7. Tem cachoeiras a 4km de distância de Alto Paraiso (ex: Loquinhas) e outras a quase 120km (ex: Santa Barbara, Capivara...) 8. Almoço entre R$ 15,00 (prato feito) até R$ 60,00 o kg do Self-service. 9. A linha de ônibus que vem de Brasilia até Alto Paraiso é a Real Expresso. 10. Traga dinheiro em cédulas, só tem 1 caixa eletrônico funcionando atualmente e é do Itau. O da Caixa explodiram. 11. Se você vai na 2° quinzena de Julho todo ano tem o Encontro das Culturas em São Jorge. 12. Ofereça ou procure caronas nos grupos de carona da Chapada. 13. Caso venha sozinho(a) ou não tenha CNH procure pessoas que venham na mesma data nos grupos de mochileiros/viajantes e alugue um carro para dividir gastos. (Foi assim que fiz a minha trip, conheci 3 pessoas do grupo dos mochileiros e alugamos um carro em Brasilia) 14. Um carro 1.0 consegue passar de boa em 95% das estradas pra trilhas. [ROTEIRO] ➡1° dia Saida do Aeroporto de São Paulo para o de Brasilia e de Brasilia vinda de carro até Alto Paraiso. ➡ 2° dia ☑ Parque Nacional - Trilha dos Canyons II e Cariocas (30km de Alto Paraiso) Valor: Gratuito Estacionamento: 15,00 Dica: Chegue 8h/8h30 porque as 9h costuma atingir o limite de visitantes. Após 12h não entra mais ninguém. Horário de funcionamento: 8h as 18h ☑ Jardim Maytrea Valor: Gratuito Estacionamento: na beira da estrada mesmo Dica: Visite no finalzinho da tarde, tem um por-do-sol legal ➡ 3° dia ☑ Catarata dos Couros (50km de Alto Paraiso) Valor: Gratuito Estacionamento: "no final você me dá um dinheirinho, moça." Dei 10,00 e tudo certo Dica: Baixe o mapa para a Catarata dos Couros em offline e se prepare para uns 35km de chão de terra. Dica 2: Quando chegar lá, saiba que há 3 cachoeiras. A primeira que é a principal, a segunda é acessada por outra trilha e a terceira acho que só chega nadando. ➡ 4° dia ☑ Cachoeira Almécegas I, II e São Bento (não lembro a distância) Valor: 30,00 por pessoa. Estacionamento: Esta incluso nesse valor ➡ 5° dia ☑ Cachoeira de Santa Barbara + Capivara (120km de Alto Paraiso) Valor: 20,00 por pessoa + 70,00 (pode ser dividido por um grupo de até 8 pessoas) Estacionamento: Incluso no valor Dica: Saia cedo. São em média 1h30/2h até Cavalcante. Pegue um guia local do Quilombo Kalunga. Costumam cobrar mais barato que os da cidade. E baixe o mapa para o local em offline. ➡ 6° dia ☑ Cachoeira dos Cristais (13km de Alto Paraiso) Valor: R$ 20,00 Estacionamento: incluso no valor Dica: EU não gostei muito dessa cachoeira, perto das outras é um pouco sem graça. Mas indicaria pra pais com crianças por ser fácil acesso. ☑ Cachoeira Macaquinhos Valor: R$ 30,00 Estacionamento: incluso no valor Dica: São 7 cachoeiras, então faça a trilha até a última e na volta tome banho ou pare para fotos nela. [DISTÂNCIAS] - Cachoeira Loquinhas (4km de Alto Paraiso) - Cachoeira dos Cristais (8,5km de Alto Paraiso) - Cachoeira de São Bento (10km de Alto Paraiso) - Cachoeira Almécegas I e II (13km de Alto Paraiso) - Cachoeira dos Macaquinhos (24km de Alto Paraiso) - Jardim de Maytrea (22km de Alto Paraiso) - Vale da Lua (35km de Alto Paraiso) - Cataratas dos Couros (45km de Alto Paraiso) - Cachoeira do Segredo (50km de Alto Paraiso) - Cachoeira do Abismo (40km de Alto Paraiso) - Cachoeira de Santa Barbara (114km de Alto Paraiso) - Cachoeira de Capivara (106km de Alto Paraiso) - Cachoeira do Candaru (106km de Alto Paraiso) - Centrol Cultura São Jorge (40km de Alto Paraiso) - Entrada do Parque da Chapada dos Veadeiros (41km de Alto Paraiso) Meu Instagram: CristineGranato Grupos uteis: CONEXAO CHAPADA-BSB - Transporte Solidario Carona Solidária Chapada dos Veadeiros Conexão Brasília - Chapada - DAS MANAS Conexão - GYN/DF/CHAPADA
  10. Olá Mochileiros. Fui para Chapada dos Veadeiros em julho/17 e fiz o meu roteiro com base em relatos aqui do site e como foi tudo lindo e perfeito acho justo agradecer fazendo este relato. Apesar de ter ido com um roteiro bem legal, houve algumas mudanças que fizeram a viagem mais perfeita! Todos os dias foram aproveitados, inclusive o dia de ir e voltar... Primeiramente entrei na parte de Companhias para Viajar, achei uma garota que iria numa data que eu também poderia, começamos a trocar mensagens, mais pessoas apareceram e criamos um grupo no watts. Entre pessoas entrando e saindo, ficamos apenas 3. Aqui vai uma observação: quando se está a procura de cia para alguma viagem você tem que estar disposto e ter paciência porque muitos desistem! O meu grupo final não foi o inicial (apenas eu ). As outras duas pessoas do meu grupo chegaram em Brasília na segunda-feira a noite, e eu iria chegar apenas na quarta pela manhã, e por opção deles, decidiram me esperar. Aí eles aproveitaram pra conhecer a capital. O combinado era eu encontrar com eles em Alto Paraíso na quarta-feira. No fundo eu achei foi ótimo eles me esperaram por que ir de Brasília para Alto você tem 3 opções: ônibus convencional (10:00 e 19:00), carro fretado (cobram aproximadamente 70 reais) ou carona (cobram 35 reais). Há no facebook os grupos de carona, é so pesquisar! Mas você fica dependendo da boa vontade e dos horários dos outros, mas enfim, são as opções que tem PRIMEIRO DIA Eles alugaram o carro, me buscaram no aeroporto e as 11:30 estávamos rumo a Alto Paraíso... DICA: se for possível, aluguem carro!!! As cachoeiras são longes e ganha-se tempo com o carro. Chegamos em Alto Paraíso as 14:30 e já aproveitamos para conhecer ALMECEGAS I, II e Cachoeira São Bento. A entrada para as cachoeiras fica na estrada entre Alto e São Jorge e é bem sinalizada. Paga-se 30 reais e pode conhecer as 3, o carinha da portaria te explica tudo certinho e não tem erro. A trilha é fácil para quem está acostumado e intermediário para os novatos. Você tem a visão da Almecegas I através do mirante e continua a trilha até o poço. A queda é bem bonita e o poço grande. Eu não entrei porque não estava batendo sol e a água super gelada. O meu companheiro entrou e não ficou nem 2 minutos.. kkkkkk Partimos para Almecegas II, trilha super fácil. A queda é bem menor, mas estava batendo sol e por isto entrei na água. É super gostoso o lugar e a luz do sol deixa tudo mais encantador. Para finalizar, passamos pela Cachoeira São Bento só pra olhar mesmo, porque depois destas 2 São Bento ficou no chinelo ... o poço é grande, mas a queda muito pequena! DICA: Este passeio pode ser feito em 1/2 dia e se possível que seja o primeiro da viagem, porque é legal conhecer, mas depois das outras cachoeiras, Almecegas I e II podem não ter o mesmo encantamento Nossa base foi em Alto Paraíso e ficamos no Adubai Hostel (mais uma casa adaptada -60 reais a diária) e a nossa sorte é que não tinha mais ninguém hospedado lá (se tivesse cheio acho que não seria legal). A dona é super simpática e deixou uma quarto com banheiro privativo para nós. SEGUNDO DIA fomos para Cachoeira Santa Bárbara. Já sabíamos que é obrigado contratar guia. Saímos de Alto cedinho e fomos rumo a Cavalcante (usamos GPS). Chegamos ao CAT (centro de atendimento ao turista) para buscar informações e disseram que os guias que ficam mais perto da cachoeira estavam participando de uma festa local (não vimos nada de festa quando chegamos lá, mas enfim...) e por isso pode ser que não tivesse ninguém disponível lá: SEM GUIA NÃO ENTRA NA CACHOEIRA! Por isto tivemos que pegar um guia no CAT mesmo (valor mais caro). Por sorte encontramos um outro grupo de 5 pessoas e dividimos o valor: ficou 20 por pessoa para conhecer 3 cachoeiras. A trilha é de 1,5km e fácil. A Cachoeira Santa Barbara é muito bonita, a queda em sí não é espetacular, mas o poço é muito bonito, você não acredita na cor da água. O lado ruim é que o tempo lá é controlado e pode ficar apenas 1 hora, por isto chegue e já aproveita o lugar. Depois saímos rumo a Cachoeira Capivara. A trilha para a cachoeira é fácil para moderada, mas vale muito a pena. A queda é linda e o poço é bem gostoso! Aí que vem o chato da viagem: o nosso guia disse que não estava no pacote de preço conhecer a terceira cachoeira!!! Como assim??? Foi o que combinamos no CAT! Infelizmente não teve conversa e voltamos para o centro de Cavalcante. Mas passamos no CAT para relatar o que aconteceu e o atendente nos disse que o valor que pagamos era para o guia ter nos levado a terceira cachoeira. DICA: o guia foi o ZÉ e certifiquem de deixar tudo bem claro quando fechar quais cachoeiras está no pacote! O lado bom foi que o grupo que conhecemos lá nos acompanhou em outros passeios também, pessoas muito especiais!!! Na volta de Cavalcante para Alto aproveitamos e paramos na Cachoeira Poço Encantado (há placa sinalizando, mas a entrada é a esquerda da estrada logo depois de uma curva beeem fechada). A entrada custa 20 reais e como estava um pouco tarde e sem sol na cachoeira, resolvemos não entrar/pagar. Mas no local ha um restaurante simples, com mesinhas de onde se vê uma parte da cachoeira. Aí ficamos lá conversando, comendo e vendo a cachoeira (mesmo que longe). Voltamos para a estrada e pegamos um por do sol, foi lindo! TERCEIRO DIA: Com o grupo que conhecemos em Santa Bárbara, fomos fazer a trilha Cânions e Cachoeira Carioquinhas (mesma trilha que levam aos 2 atrativos) que ficam dentro do Parque da Chapada dos Veadeiros. O parque fica em São Jorge (35km de Alto Paraíso e a estrada é muito boa). O carro fica na entrada do parque e o estacionamento custa 15 reais. No parque assistimos ao vídeo de 3minutos que os instrutores pedem pra ver. Começamos a trilha que é fácil na ida e moderada na volta (o corpo cansado fez a volta ser mais demorada). A trilha é bem sinalizada e fomos os primeiros no Cânion. O cânion é bem legal e tem uma lagoa para banho, curtimos um pouco e fomos sentido Carioquinhas (tem que fazer a trilha para voltar a entrada do parque por apenas 1km e tem a seta indicando a trilha da carioquinha). A trilha é fácil, mas para chegar na cachoeira há uma descida ingrime e tudo que desce, sobe! kkkkk então na volta esta subida contribui para o cansaço geral! A cachoeira é muuuuito bonita e tinham bombeiros (chegaram depois da gente). Eles foram uma gracinha e indicavam onde podia pular, onde podia ir, etc. Um deles até foi com a gente até as quedas. Eu sou medrosa, mas com a indicação deles, pulei também. Foi bem divertido. Eles nos informaram que outros 2 bombeiros estavam a caminho dos canions também. Gente, há 2 canions no Parque, para sair de um para o outro tem que andar mais 2km. Se a gente tivesse feito os dois, com certeza a volta da trilha teria sido muito pesada! Chegamos na entrada do parque as 15 horas e aproveitamos para conhecer o Vale da Lua: fica na estrada sentido Alto Paraíso (há placas), depois que sai da estrada dirigimos por uns 2km até a entrada. Paga-se 20 reais e a trilha é fácil. O lugar é legal, tem um poços bem pequenos para tomar banho, a água corre entre os buracos, mas pra mim não vale os 20 reais, mas indico conhecer pelo menos uma vez! Voltamos, pegamos a estrada sentido Alto e paramos no Jardim Maytrea para ver o por do sol. Há um pequeno espaço para estacionar o carro na estrada mesmo. O visual é muito bonito, vale a pena parar lá. QUARTO DIA fomos para Cachoeira do Segredo. Lemos relatos que era muito indicado guia e por isto contratamos um (Edmar): pagamos 25 por pessoa e nos juntamos a um outro grupo. O caminho é a estrada de São Jorge, mas ao invés de entrar na cidade, você continua... infelizmente o asfalto acaba logo depois...Há sinalização até a portaria e paga-se 25 para entrar (sem guia é 35). Depois seguimos com o carro, atravessamos o riacho 4 vezes (atravessar o riacho é bem legal, mas dá um frio na barriga!) estacionamos o carro e seguimos a pé... Achei a trilha fácil (7km ida e volta), atravessamos o riacho umas 6 vezes. Quem tem noção de trilha, acho que consegue fazer sem guia. Mas o nosso guia foi muito atencioso, foi explicando as coisas (ao contrário do guia de Santa Bárbara que so respondia o que era perguntado), enfim, foi um bom investimento. A Cachoeira do Segredo é simplesmente espetacular, a queda mais bonita, você fica de boca aberta, não há foto que expresse a magnitude. Mesmo sem bater sol no poço, não há como chegar até lá e não entrar, gente... entra sem pensar! Fiquei embaixo da queda um pouco e voltei nadando de costas, eu juro que quase chorei de emoção. Foi a coisa que mais me marcou em toda a viagem! Voltamos e na metade da trilha paramos para outro banho no riacho, água menos gelada e muito transparente. Como ainda estava um pouco cedo, paramos em São Jorge, andamos por lá, tomamos sorvete de sabores da região, vimos artesanato, etc e fomos ver de novo o por do sol, mas agora no Mirante do Abismo (caminho para o Parque, há placa). Não achei muita graça, porque as árvores tampam um pouco a visão e aí eu sugeri da gente ir na torre do telefone (vi uma foto no instagram e salvei). Não tem placas indicando, você vai no "achômetro", mas achamos! Não é um ponto turístico e acho que é proibido subir , mas como já tinha gente lá, subimos! Eu tenho um pouco de medo de altura, mas fui.. o visual é bem legal, valeu a pena enfrentar o medo! Logo depois mais pessoas foram chegando e ficamos lá do alto vislumbrando o por do sol! QUINTO DIA Fomos para Catarata dos Couros (ouvi relatos que pode ser feito em 1/2 dia, mas decidimos que seria o dia para aproveitar bem e tiramos o dia para lá). Fomos de GPS WIKILOC (procurem no google caso não conheça, vale a pena). É sentido estrada para Brasília, depois de uns 11km de Alto vira a direita (há placas) e depois mais uns 30km de estrada de terra (super indico o aplicativo indicado acima, se não é bom ter guia). Deixamos o carro no estacionamento, não tem que pagar nada (mas demos uma contribuição na volta para os caras que ficam olhando os carros). Primeiro tem a Cachoeira da Muralha e depois seguimos a trilha pelo percurso do rio até as quedas da Catarata... é tranquilo, mas em alguns lugares tem bifurcação, mas todas levam para o mesmo lugar. Catarata dos Couros é fenomenal, grandioso, imponente... foi o dia que usamos muito a palavra NOOOOOOSSA! kkkkkk... Lá tem um local onde o pessoal pula, eu não tive coragem, mas o povo pula mesmo. eu desci pelas pedras e entrei no poço! Aproveitamos lá, depois voltamos e curtimos mais a Cachoeira da Muralha. SEXTO DIA... Era o dia da volta para Brasília e nosso voo era para as 19h. Acordamos cedo, fizemos check out, colocamos as malas no carro e fomos para o Parque fazer a trilha dos Saltos e Corredeiras. A trilha para os Saltos é fácil pra ir e difícil para voltar (muita subida). Antes de chegar a cachoeira, você tem a opção de ir até o mirante e ver a queda mais alta 120m (so se vê pelo mirante, não tem como descer até ela). Depois fomos até o Salto de 80m. Muito bonito, poço grande, mas não ficamos muito tempo. Seguimos a trilha para as corredeiras. Foi indicado pelo corpo de bombeiro que encontramos na Carioquinha fazer Saltos primeiro e se refrescar nas Corredeiras e foi o que fizemos e foi perfeito. Chegamos a portaria do parque 12h00 e pegamos estrada rumo a Brasília. PS: eu já faço trilhas, mas o meu grupo nunca tinha feito. Mas fizemos todos os passeios juntos e foi tranquilo, claro que os dias foram passando e o corpo ia cansando mais rápido, mas quero deixar meus parabéns a Lucélia e Janiedson pela disposição nas trilhas, vocês brilharam!!! DICAS GERAIS - Alugue carro; - Tenha aplicativo de trilha (Wikiloc) e GPS; - Leva 1l e meio de água (pelo menos). e leve algum líquido congelado, tipo água de coco, isotônico, chá verde... no final do dia já descongelou e fica geladinho, PERFEITO! - Leva lanches leves para passar o dia: biscoito, barrinhas, bolo, pão de queijo, sanduiches (fizemos de atum ou queijo com presunto); - Leve óculos de natação... como a água é transparente, tem um visual bem legal com os óculos; - Se quiser curtir bem as belezas naturais, acorde cedo!!! A gente saia do hostel as 7h, 7h30m. Nós eramos os primeiros a chegar na maioria dos passeios e aí você consegue fotos boas, além de contemplar o lugar sem muita gente e conversas paralelas... - Vá de bota para as trilhas e roupas confortáveis; - Enfrente os seus medos: eu fui sem conhecer o grupo, para um lugar desconhecido, achava que não iria das conta de fazer tudo que queria, enfrentei o medo de altura, enfim... APROVEITE! - Faça a trilha olhando para todos os lados, olhe para o alto... as vezes tire o óculos escuro e veja a real cor da vegetação, não use fone de ouvido (vi isso lá): escute o barulho dos pássaros, da água, converse com as pessoas, cumprimente ao cruzar com alguém... seja simpático! Pra viagem ter ficado mais perfeita era preciso mais 1 dia pra conhecer Macaquinhos e um dia para ficar tranquilo, porque o corpo já tava pedindo socorro!!! kkkkkk GASTOS: R$260 avião (BH - BSB/ BSB - BH) R$ 180 Aluguel do carro R$ 300 Hostel R$ 120,00 Gasolina e estacionamento R$ 65 Guia R$ 325 Outros (lembrancinhas, lanches, jantares, entrada nas cachoeiras...) Total: 1250,00 Algumas fotos estão no meu instagram: @karinesignorini
  11. Pra quem gosta de trilhas e cachoeiras, indico muito essa trip! Abaixo o meu relato com dias e informações: Dicas gerais: Transporte: Como todos falam, é realmente indicado vc ir de carro, alugando preferencialmente, já que vc vai judiar bastante desse carro rs. Mas se vc estiver sem carro, apenas irá depender de terceiros pra fazer os passeios, então não necessariamente vai conseguir programar como gostaria. Provavelmente vai depender de caronas, e ter que pagar para transfers, e guias com carro. Eu não fui de carro, abaixo no relato mais detalhes de como me virei. Alimentação: Foi algo que eu não esperava, mas comi muito bem e barato nessa trip, uma comida mais gostosa que a outra. Nas trilhas leve lanches que sustentam, pois irá sentir bastante fome. Água é muito importante na trilha tb, a maioria dos lugares você consegue pegar água na cachoeira, mas mesmo assim é recomendável levar uma garrafa grande já cheia. Não esqueça de levar o seu lixo com vc, inclusive orgânico, pois atrai bichos para a trilha. Cidades base para se hospedar: Você basicamente tem 3 opções: São Jorge - É um vilarejo super legal, com lanchonetes, bares, restaurantes, ateliês, várias opções legais mais sofisticadas, e opções baratinhas tb, a noite de fds tem Forró em uma baladinha lá. É o melhor local pra quem está sem carro, pois você pode ir andando pro Parque Nacional e pra Janela do abismo, basicamente você tem programação pra 2 a 3 dias aqui sem usar carro. Alto Paraíso: Dizem que é onde tem mais estrutura de hotéis , restaurantes, e bancos, porém eu só passei por lá, não conheci. Cavalcante: É a cidade mais longe, tem uma estrutura razoável, porém não tem o mesmo movimento de São Jorge, é bem morta a cidade. Mas é altamente recomendável se hospedar por lá também durante a trip, para fazer as trilhas da região, que irei descrever no relato mais abaixo. Brasília: Não estou incluindo Brasília nesses 6 dias de relato, mas estive lá por 1 dia, antes da Chapada, e também recomendo você fazer isso, a capital do nosso país é bem interessante, e 1 a 2 dias por lá seria uma boa se conseguir encaixar. 1º dia - BSB - São Jorge Eu estava em um bus fretado nesse dia, fui com um grupo do Couchsurfing que havia contratado um bus até São Jorge. Saímos pela manhã, e a viagem durou em torno de 4 horas. Na hora da chegada em São Jorge, passamos direto e fomos para cachoeira Raizama, o custo é de R$ 20,00 a entrada. É um lugar interessante de visitar. Ao final da tarde, fomos pra um camping em São Jorge. O camping foi o Espaço Flora, mais conhecido como camping do Pedu, lugar ok de estrutura, apesar de poucos banheiros. 2º dia - Parque Nacional Saímos do camping a pé até o Parque Nacional, a entrada é gratuita, mas em fds e feriado recomendo vc chegar por volta de no máximo 09h por exemplo, pois o parque tem um limite de visitantes diário. Lá haviam duas opções de trilha, a trilha da Cachoeira do Salto, e a trilha dos Canions 2 + Carioquinhas, tb existe uma terceira trilha maior pra quem vai pernoitar dentro do parque. Eu optei por ir nessa segunda que mencionei, achei bem legal e a Carioquinhas é bem divertida, pois possui várias quedas pra banho. Os amigos que escolheram a trilha do Salto tb gostaram bastante. Não sei se haveria tempo hábil pra fazer essas duas trilhas em um mesmo dia, acho que não, e tb ficaria cansativo, o melhor é reservar 1 dia pra cada. Atenção, o Parque Nacional fecha às segundas-feiras. 3º dia - Janela do Abismo Essa era a trilha que eu mais queria fazer, tb fui a pé saindo do camping, ela tem uma entrada fora do Parque Nacional, é perto, mas é fora do Parque ok. Muitos diziam que é uma trilha pesada, mas nosso grupo achou tranquilo, e tínhamos sedentários no meio. Ao chegar na entrada da trilha, paga-se R$ 20,00, a pessoa que nos recepcionou era um tiozinho, todo mal vestido, e falando praticamente um dialeto rsrs que não entendíamos nada, ele era chamado de Rolinha. Algumas pessoas recomendavam guia, mas olha, não precisa, é tranquilo de ir, erramos uma vez, mas logo já achamos o caminho certo. Em época de seca porém não há nenhuma queda d'água nessa trilha, apenas a vista que impressiona, por isso leve muita água. A trilha em si dura 3h ida e volta, contando a partir da recepção, porém até a recepção anda-se bastante tb, é possível ir de carro até lá, e lá em cima vc acaba gastando bastante tempo admirando a vista , fazendo lanche, fotos, etc. Ela é íngreme em algumas partes, mas nada que uma paradinha na sombra pra descansar não resolva. 4º dia - Vale da Lua - ida à Cavalcante Nesse dia, iríamos sair de São Jorge, com destino à Cavalcante, fomos de carona até o Vale da Lua no caminho, a entrada custa em torno de R$ 20 também, a trilha é bem curta e possui locais para banho. Passamos para almoçar no restaurante do Waldomiro, é bem famoso, mas não foi uma das melhores refeições, não achei que o valor corresponde à expectativa, o local tb é famoso por vender licores, tem muitos pra experimentar, o que compensa o preço do almoço rs, que é algo em torno de R$ 30,00. Depois, pegamos uma carona até Alto Paraíso, e de lá um táxi com um contato que conseguimos em um hostel, dividido pra 3 pessoas até Cavalcante, no valor de R$ 160,00. (Quem ficar em Alto Paraíso tem esse hostel muito legal que passamos pra conhecer, chama Catavento, tem uma dona super simpática que nos ajudou bastante, e é da rede Hi hostel) Dica: Caso vá pra Cavalcante e depois Brasília, deixe pra pegar um transfer em Cavalcante mesmo, os horários de bus em Alto Paraíso que vão pra Brasília são bem ruins. Dica 2: Pergunte ao motorista de seu táxi ou transfer se ele está com a CNH e documento do carro em dia, pegamos um táxi, ao passar no comando ele nos informou que estava sem documentação, e ao fazer o retorno na pista a polícia viu e veio atrás da gente com fuzil, so liberou pq viram que éramos turistas precisando do transporte, então não apreenderam o carro. Mais um motivo pra vc ter o seu próprio meio de condução lá. Ao chegar em Cavalcante, procuramos uma hospedagem, após termos passado uns dias em um camping agora conseguimos um belo quarto com tv, cama, chuveiro quente, e delicioso café da manhã por apenas R$ 50,00, Hotel Raio de Luz, indico heim! A dona é meio bipolar, mas a hospedagem valeu. Depois conseguimos um contato de um guia, e já fechamos o passeio pro dia seguinte, como não tínhamos carro, teria que ser um guia com carro, e isso acaba encarecendo o passeio. Média de R$ 300 a R$ 400 por passeio, podendo ser dividido até 4 pessoas. A indicação do Guia é o Maurício 61-9990-6969 - Lobo Ecoturismo e Hospedagem. 5º dia - Santa Bárbara + Capivara Primeira dica, não vá de final de semana/feriado, vc vai aproveitar muito pouco devido à lotação. Esse era um dos passeios mais esperados tb, fomos em uma segunda-feira, não é o dia mais recomendável tb, pois de segunda-feira o Parque Nacional fecha, então muitos grupos vão pra Santa Bárbara, porém nessa semana havia um boato que a Santa Bárbara estaria fechada na terça, então preferimos não arriscar. Ao chegar lá, descobrimos que na verdade iria fechar mas seria na quinta. Mas tudo bem, o passeio valeu mesmo assim, não estava tão lotado. Ao chegar no local, paga-se tb R$ 20,00 e vc tem a opção de já reservar o almoço em um dos restaurantes de lá, é uma ótima pedida, o valor é de R$30,00, reserve pro final do dia, por volta de 16h, vc vai estar com muuuuita fome até lá e vai valer muito a pena. Escolhemos o restaurante Galileu, estava muito bom , mas tente pesquisar antes lá as opções e o que vão servir, acho que todos são bons. Peça pra tomar tb um suco de buriti por R$ 4,00. Caso vc vá por conta própria, lá é obrigatória a contratação de um guia local (que é mais barato), tb tem a opção de fazer uma parte da trilha em um pau-de-arara, assim não judia muito o seu carro se for com carro próprio. A trilha pra Santa Bárbara é bem tranquila, vai muitas crianças, ao chegar no local existe um controle de tempo, não pode ficar a tarde toda lá, vc tem por volta de 1 hora. Essa é a cachoeira com a água mais azul da Chapada, possivelmente as suas melhores fotos serão aqui, a água realmente impressiona. No passeio tb passa por duas cachoeiras boas pra banho tb, a Capivara e uma menor. Por isso sugiro que faça o almoço só no final da tarde, assim aproveita mais tempo de sol nessas cachoeiras. 6º dia - Trilha do Rio da Prata até o Rei da Prata - Melhor trilha Mais um dos melhores passeios da Chapada! Foi uma grande surpresa pra mim, pois eu não havia pesquisado essa trilha, mas é muito foda. Foi a trilha mais pesada no sentido de tempo de caminhada, são no total 14 km andando, passando por 7 cachoeiras muito legais, incluindo a Rei da Prata, uma cachoeira enorme com a água verdinha, ainda não sei se gostei mais dessa ou da Santa Bárbara, mas essa trilha em si é mais legal, pois são 7 cachoeiras. O acesso não é tão fácil, vc passa bastante tempo em estrada de terra, e um guia seria opcional, mas recomendo bastante, pois não tem sinalização nenhuma, e são 14 km com risco de se perder. Essa trilha não paga pra entrar e não tem opção de almoço, leve o seu lanche. No dia seguinte, peguei um transfer até Brasília, direto pro aeroporto, no valor de R$ 70,00, uma indicação do hotel. Tb tivemos problemas dessa vez, o motorista confundiu a cidade que estávamos, atrasou e uma amiga nossa acabaria perdendo o vôo. Então na questão carro, se vc tiver o seu, terá toda a sua programação como deseja, se não tiver carro, irá conseguir fazer os passeios, mas dependerá de caronas, transfers caros, e poderá ter problemas com motoristas como nós tivemos. Lembrando que se ficar 15 dias, haverá passeio pra 15 dias, embora seja um pouco cansativo, há muito o que se explorar por lá. Existem muitas outras cachoeiras que não visitei. Qualquer dúvida que eu puder ajudar, escreve aí. VISITE A CHAPADA DOS VEADEIROS!
  12. Chapada dos Veadeiros, 7 dias, junho de 2017 (Passeios - fotos - gastos - curiosidades) Bom irei deixar meu relato de uma semana na chapada dos veadeiros. Tem muita informação na internet, mas como bom mochileiro sempre venho aqui no site fuçar, e nada mais justo do que retribuir a ajuda da galera. Primeiramente, queria dizer que fui fora de epoca, junho, inverno no pais mas como bem sabemos a regiao centro-oeste é bem quente e seca. Nao houve um dia de chuva ou frio extremo. Os dias eram ensolarados e a noite fazia um frio suportavel com uma blusa mediana. Resolvi a viagem em cima da hora, entao o aviao ficou bem caro, e acabei optando ir de Sampa para Brasilia de busão ( otimo pela economia, mas pessima ideia pela lerdeza e falta e conforto) Real expresso. (200 reais, ida e volta = SP- BSB) Pense num bus desconfortavel. Hoje vejo que ( pra mim) nao dá mais pra andar em onibus por mais de 6, 7 horas, é muito ruim...Foras as intermináveis paradas... Após alguma breve pesquisa, resolvi dividir os quase 7 dias na chapada da seguinte maneira: metade na vila de sao jorge e a outra metade em Alto paraiso. Por que ? EU ESTAVA SÓ E SEM CARRO, entao como queria explorar o parque, resolvi ficar logo do lado, que da pra ir tranquilamente a pe ( 15 min andando) Dia 1 - cheguei em SAo jorge vindo de BSB, por volta de 15 hrs da tarde.. ja na dava pra fazer nenhum passeio, ate dava mas nao quis ficar correndo,entao resolvi bater perna em Sao jorge , comer e visitar algumas lojinhas. E me misturar com os locais tambem ! ( bem simpaticos diga-se de de passagem...) Dava tempo de fazer o vale da lua, mas eu mudei de opiniao apos ouvir diversos relatos de lugares melhores pra visitar. Me falaram que é muito legal pra tirar fotos e só. Coisa de uma hora no maximo. Mas gosto é gosto, quem sabe da proxima eu vá ! Dia 2- Dia de explorar o Parque nacional da chapada. Entrada gratuita. Nao é necessario guia, entao vc tem gasto ZERO. As trilhas sao auto-guiadas, super bem sinalizadas, nao tem erro. Neste dia fizemos a trilha dos saltos 120 mts e 80 mts, a trilha é nivel médio - dificil, tem muitas descidas e subidas, cuidado pra nao escorregar e recomendavel usar bota pra trekking. Vi uns loucos de chinelo, esses deveriam ser barrados na entrada, pq eh bem facil de se machucar nesses passeios !total da trilha da uns 9 km ida e volta, eh bom ter no minimo um bom condicionamento, sedentarios podem ter certa dificuldade, mas indo devagar se chega. Na queda de 80 mts, tbm chamada de cachoeira do garimpão, tem uma enorme piscina natural, a agua é bem gelada ( como em toda a chapada) e se ve alguns cardumes de peixes. Na volta, da ainda pra fazer no mesmo dia as corredeiras, que sao simples, mas da pra dar uma boa relaxada nas pedras lisas e em formato de mesas. Dia 3 - Mais um dia no parque. Neste dia fazemos a trilha dos Canions e cachoeira Cariocas, trilha nivel medio, é mais longa que a dos saltos, porem é mais plana e acaba sendo mais rapida, dá uns 10 km ida e volta. Levem sempre muita água, fruta e barra de cereal , ja que esses passeios consomem o dia todo. Cariocas é uma cachoeira incrivel e é bem legal passar o dia lá, na volta fizemos os canions, bonito, mas nem tao interessante pra ficar na água. na volta senti um pouco a perna, e tive que mudar o passeio do dia seguinte. Dia 4 - como senti muito a perna doer no dia anterior, cancelei meu passeio original; mirante da janela ou cachoeira do segredo(ambos com trilhas dificies, acessos complicados e longos) e fiz algo mais leve. Fui pro Novo portal da chapada, reduto do Guru Prem BABa, paguei 15 reais e por lá passei um dia muito agradavel ( café, restaurante vegano, acesso as piscinas, cachoeira São Bento ( muito boa pra nadar), redes, satsang, aula de yoga) .Cheguei la por volta das 11 e sai as 18 hrs. Tem tambem uma trilha elevada na mata de 3 km, bem interessante, da pra ver bastante passaros, corregos, etc. Com esse passeio encerro minha estadia em sao jorge e parto para Alto Paraiso. Dia 5 - Ja devidamente instalado em Alto paraiso ( ficamos no hostel jardim da nova era, bem legal e localizado, recomendo) conheci uma galera e resolvemos ir pra fazenda sao bento, fazer as cachoeiras Almecegas I E II. É perto de Alto paraiso, dá uns 10 km.... do lado do Prem Baba. Paga-se 30 reais pra entrar, e vc usa uma pulseira. da portaria da fazenda até a primeira cachoeira, dá quase 3 km, uns 45 minutos andando. O problema é que a trilha pra lá é bem irregular, A PIOR TRILHA que fiz na chapada, com muitas subidas e descidas bem ingremes, varios locais com pedras soltas e achei bem chatinha...pior que a do parque. Chegando na almecegas I vc tem o mirante, e de la pra baixo, ate acessar a cachoeira, anda mais uns 10 minutos numa descida bem ingreme. A cachoeira fica no fundo de um vale, uma bela vista, porem o sol bate só no paredao, a agua FOI A MAIS GELADA QUE ENTREI NA CHAPADA, serio, ninguem do grupo aguentou mais de 3 minutos, me deu ate dor de ouvido. Saimos de lá meio tarde a fim de conseguir ir na Almecegas I. 1,5 km andando dentro da fazenda.....cachoeira bonita porem com pouco volume de agua. porem tem uma vista para o vale muito bonita , rende excelentes fotos. Nao entrei na água, que tava geladissima tambem. Fim do passeio, pegamos carona de volta pra Alto Paraiso com uma galera do proprio hostel que estavamos. Dia 6 - Catarata dos couros - Consegui fechar com um guia num preço bem abaixo do que é praticado, pagamos 70 reais cada um, Couros é bem longe de Sao jorge, demoramos quase uma hora e meia pra chegar la, uma boa parte é estrada de terra; passamos por uma fazenda invadida pelo MST, vimos SEriemas e outras aves, ate chegarmos na entrada da trilha. Nao se paga NADA pra couros, mas tem uns locais lá recepcionando, é bom deixar uma contribuiçao, 5, 10 reais, foi o que fizemos. Tinha grande expectativa nesse passeio e realmente Couros é sensacional, pela dimensao e volume de agua, pela beleza, é um dos locais tops da chapada, nao da pra deixar de fora ! Fomos ate a ultima queda dagua que tem uma enorme piscina natural, e depois ficamos na catarata mesmo, na parte de cima. Sao 3 piscinas naturais embaixo das quedas, agua bem gelada mas suportavel. Dia 7 - CAvalcante - Cachoeira de SAnta Barbara e Capivara- Saimos de alto paraiso rumo a Cavalcante as 6:30 da manha, ja que a viagem seria longa e queriamos pegar o sol da manha, felizmente deu tudo certo. Chegamos na comunidade kalunga, cada pessoa paga 20 reais, fora o guia local, que é 70, dai vc rateia entre as pessoas do seu grupo. outro gasto é a gasolina, enfim, este passeio me custou uns 120 reais ( bem mais em conta do que é cobrado normalmente) Apos os tramites, seguimos de carro ate um ponto la dentro da comunidade. apos, somente a pé ! uma trilha de meia hora mais ou menos e chegamos na Cachoeira SAnta Barbara. REalmente é impressionante a cor azulada da agua, como é cristalina, nas fotos parece pequena a piscina, mas pessoalmente ate que achei maior. beleza inigualavel, por isso esta entre os locais top da chapada. Nao da pra deixar de ir ! rendes fotos surreais !!! Como a mata é bem fechada, o sol nao bate muito, mas se vc for la pelo meio dia, o sol bate bem no centro do piscinão da cachoeira, deixando o local ainda mais espetacular. Vale a pena demais. Apos Santa barbara, fomos pra cachoeira da Capivara. outro local que eu nao tinha nos planos/ nao conhecia, mas é de uma beleza sensacional tbm ! agua esverdeada, com uma vista sensacional para um vale. Porem.....neste ultimo dia eu peguei carrapatos ! sim..carraptos. tinha me avisado que issso ocorre em algumas cachoeiras, e eu dei azar kkk. Nao sei se peguei na SAnta barbara ou na Capivara ! Uma das duas COM CERTEZA....! mas quem ta no mato é pra se coçar ne, kkkk Dia 8 - volta bem cedo de carro pra Brasilia, ( consegui por 60 reais) tem muita gente oferecendo esse servico. Vale mais a pena que o bus que é 10 reais mais em conta porem mais lerdo e com horarios pessimos. consulte seu hostel/ pousada . Chegando em brasilia, as 13 hrs, hora de voltar pra Sampa. Fim da trip ! :'( Vídeo que eu gravei na cachoeira Santa Bárbara: Vídeo / Catarata dos Couros ( 3 níveis) **Curiosidades/ avisos *** - Parque Nacional: Tem limite diário de pessoas ! 500 se nao me engano ! Deem uma olhada no site oficial, pra evitar chegar la a toa. Entao, se for em alta temporada, feriadao prolongado e afins, trate de chegar na portaria o mais cedo possivel ( 7 da manha) pq corre o risco DE NAO ENTRAR ! e isso nao é nada dificil ocorrer. Conheci uma mulher que ja tinha ido varias vezes la, em duas ocasioes, chegou as 8:30 da manha e nao conseguiu mais entrar. Fica o alerta. - usem bota para trekking. É bem facil se machucar nesses passeios, torcer um tornozelo ou coisa do tipo. Nao abuse.Chinelo e sandália nem pensar,vai machucar o pé com certeza... -Carrapatos: nao deixe mochila ou roupas jogadas no mato, forre com alguma coisa e no final faça uma inspeçao visual pra ver se tem algo... -lanches e agua: leve sempre . Os passeios sao longos e cansativos, andar dá uma fome do cão. Deixe pra comer a noite na cidade, ou leve marmita, rs. _ Caronas: funcionam super bem, tanto em sao jorge quanto em alto paraiso. Pegamos 6 caronas e nao tivemos problema. O unico problema é carona apos as 18:30 quando ja tiver escurecendo, a maioria dos carros nao vao parar, entao faça isso somente de dia pra sua segurança! -filtro solar: leve sempre, o sol do cerrado durante o dia castiga legal, repelente eu levei , so usei em duas cachoeiras, as outras foram de boa; - Recolha seu lixo. Preserve a natureza, nao arranque flores e nao destrua galhos que tiverem na sua frente. Dentro do parque achei um chinelo velho e um copo plastico, nao pensei duas vezes, pus na minha mochila e joguei fora quando cheguei em Sao jorge. Lamentável este comportamento. _ Alto paraiso: a avenida principal é a Ary valadao, la concentra tudo, hostel, bancos, lojas, CAT, rodoviaria, etc. nao da pra ser perder . A cidade tem menos de 9 mil habitantes. Tem gringos, muitos alternativos, miçangueiros, todos cordiais, bem como os proprios locais, QUE sao bem gentis com todos. - São jorge: um vilarejo com meia duzia de ruas, colado ao parque nacional. Tem hostel e pousadas ( mais caros que alto paraiso) tem restaurantes, cafes e bares pAra todos os bolsos. Varias lojinhas tambem . Ruas de terra que em breve serao asfaltadas. local tranquilo pra relaxar e curtir a natureza. -Cachoeira Santa barbara - OUvi relatos que ha um projeto para que o acesso a esta cachoeira para banho seja definitivamente FECHADO. motivo: sua preservaçao. o local nao é muito grande e o numero de visitantes so aumenta, o que tem causado um certo impacto no local. No pos feriado de junho agora, ficou fechada uma semana quase. Entao nao creio que seja boato, mas sim algo plausivel. - A chapada é um local magico, uma otima vibe, pessoas gentis e natureza exuberante. Espero ter ajudado com meu relato, pretendo voltar pra lá com certeza ! -Bom passeio !!!
  13. Fiz essa viagem no feriadão do dia 01 de maio de 2017, com duas amigas, uma de São Paulo e a outra Americana. Como moro em Goiânia, peguei as meninas no aeroporto em Brasília, e seguimos rumo a São Jorge, isso na quinta-feira. Chegamos lá por volta das 18h, e fomos direto para nossa linda Pousada Raízes, que fica na rua principal. A noite fomos na Santo Cerrado Risoteria, comemos muito bem e tomamos alguns drinks. Para a sexta-feira tínhamos programado ir até a cidade de Cavalcante, para visitar a Cachoeira Santa Bárbara. Então saímos por voltas das 6:30 e a viagem levou 1h, a estrada está muito boa. Fomos direto ao CAT ( Centro de Atendimento ao Turista ) e pedimos por uma guia mulher. Já com a guia, paramos numa padaria e também num posto de gasolina, e seguimos rumo a Comunidade Kalunga, que é onde se paga entrar na cachoeira, R$20,00. A estrada de chão está muito ruim com muitos buracos e erosões, meu carro é baixo e batia toda hora. Como chegamos na Santa Barbara por volta de 11h, já tinham muitas pessoas, mas nada que atrapalhasse a contemplar aquela água maravilhosa. Detalhe: há uns 5km antes da entrada da cachoeira, tem um estacionamento para quem não quer arriscar a ir de carro, devido a estrada estar muito ruim, então tinha uma camionete fazendo o transfer por R$5,00 o trecho. De lá seguimos para o Restaurante Rancho Kalunga, onde comemos uma deliciosa comida caseira, e tomamos suco de mangaba. Por R$35,00 o almoço + R$12,00 do suco. Descemos para a Cachoeira da Capivara, que não paga para entrar. Como o sol já estava baixando, ficamos somente no primeiro poço, e amamos! A melhor parte do dia foi tomar banho na jacuzzi natural e tirar muitas fotos da borda infinita. Voltamos para a cidade, deixamos a guia e fomos para São Jorge, chegamos lá às 20h. Tomamos banho e fomos comer no Papalua, onde tinha um casal bem simpático tocando ao vivo. No sábado tomamos café da manhã cedo e já seguimos para o Parque Nacional, para fazer a Trilha dos Cânions. Cheguem cedo, pois tem um número de visitantes por dia. Não paga para entrar no parque, porém o estacionamento custa R$15,00, por ser área particular. Saímos do parque e fomos para o Vale da Lua, não entramos na água, apenas tiramos fotos, R$20,00. De lá fomos “almoçar” no Rancho do Waldomiro, comida sertaneja deliciosa! O PF gigante por R$35,00. Vale muito a pena. A noite comemos tapioca no Tapioca do Cerrado, R$10,00. Tomamos umas cervejas no Bar do Pelé e seguimos para o forró, R$20,00. Domingo tomamos café da manhã e fomos conhecer o Mirante da Janela, no caminho vimos muitos carros voltando do parque, pois já estava cheio e não estavam permitindo mais a entrada. Pagamos R$15,00 para entrar na propriedade onde fica a Cachoeira do Abismo, que estava vazia e sem queda d’água e o Mirante da Janela. A trilha é meio puxada, estava muito quente e não tem rio ou água para se refrescar, então levem muita água de beber, e lanches de trilha. Muita descida no começo e muita subida no final, para ver o que em minha opinião, é a paisagem mais espetacular da Chapada. Que lugar lindo!!!! Fiquei tão encantada com a beleza, que nem me importei de ficar na “fila” para tirar foto na janela. Passamos em São Jorge para um almoço rápido e seguimos para a Fazenda São Bento, já era umas 15:30. Fomos direto para a Cachoeira Almécegas 2, onde a trilha é menor e o poço é maravilhoso! Pagamos R$30,00. A noite fomos comer pizza na Pizzaria Lua Nova, onde aquele mesmo casal de sexta, estava tocando ao vivo. Bebemos um vinho e fomos dormir. Na segunda cedo tomamos café da manhã e nos despedimos desse lugar incrível e inesquecível.
  14. Galera, compartilho o relato da Viagem que fiz com pessoas maravilhosas que conheci aqui no Mochileiros.com. Já virou clichê dizer que a Chapada dos Veadeiros é incrível, mas de fato é! Vou tentar detalhar da melhor forma possível, com infos atualizadas para a galera que está planejando ir em breve. Vale ressaltar que a vegetação, bem como o nível de água das cachoeiras varia muito de acordo com a época do ano que se vai. Pegamos o fim do período de chuvas, o que nos proporcionou cachoeiras bem caudalosas. Galera, eu SUPER INDICO que esse roteiro seja feito de carro. Apesar da cultura de caronas muito forte e confiável que rola em Veadeiros, algumas cachoeiras ficam muito longe e QUASE SEMPRE você vai ter que rodar no asfalto pra depois pegar uma estrada de terra e trilha ufaaaaa NÃO É NECESSÁRIO que você esteja em um 4x4, estávamos num HB20 1.0 e nos serviu maravilhosamente. Se você está na dúvida em fazer a Chapada dos Veadeiros, espero que esse post possa te encorajar, pois eu simplesmente amei a energia do local. Vamos lá: 04/03 - BSB - ALTO PARAÍSO A estrada que liga Brasília à Chapada é simplesmente um tapete. Retão, sem erro algum pra se chegar lá. Levamos cerca de 2h30 de viagem. Alto Paraíso é LINDA muitas opções veggie/vegan de alimentação, artesanato, terapias holísticas e as pessoas também já chegam na intimidade querendo saber seu signo Ficamos no Buddys Alto Paraíso. Staff super prestativo, camas confortáveis, cozinha bem equipada e o local por si só já dá uma paz total. Diárias R$ 48 pelo Booking.com - RECOMENDO Logo em seguida fomos atrás de Lokinhas - A Cachoeira que fica mais próxima de Alto Paraíso. São cerca de 2km de estrada. A entrada custa R$ 25/pessoa, mas como estávamos em grupo de 04 pessoas, demos uma chorada e pagamos R$ 20/cada. São duas trilhas: Lokinhas e Violetas. Decidimos fazer a trilha Lokinhas que são vários pocinhos, todos com sua beleza peculiar. Água esverdeada e clara. Trilha de nível FÁCIL, porém as pedras ao pé da cachoeira são bem escorregadias. IMPORTANTE: Se estiver chovendo, eles não abrem a Fazenda por conta do perigo de Trombas d'água. 05/03 - CATARATA DOS COUROS Pela manhã cedo, pedimos no Hostel indicação de guia, para que pudéssemos fazer a Catarata dos Couros. Não é obrigatório contratar um, porém, estar com um guia é garantia de segurança e de conhecer uns picos loucos. Eles se reúnem todos os dias na frente do CAT para formar grupos e realizar os passeios. Guia - R$ 150 até 5 pessoas. A Alice nos indicou o Rafael, que foi super gente boa e que eu também indico para quem quiser fazer Couros e/ou outros lugares. Ele é um guia oficial de Veadeiros, colocou corda de segurança pra nadar pela correnteza da Cachoeira, tinha coletes salva-vidas e etc. A Catarata dos Couros é um local excepcional além de ser histórico, pois era no Rio dos Couros que os caçadores curtiam as peles dos veados que deram o nome à Chapada dos Veadeiros. É bom ir de manhã cedinho. Saímos de Alto por volta das 9h00. As Cataratas ficam no sentido voltando para Brasília. São aprox. 53km de asfalto, 36km de terra e 3km de trilha - somente a ida. Não paga nada para visitar. Trilha de nível MÉDIO, mas tranquila, pois ela possui apenas alguns trechos íngremes. O dia estava bem quente e essa foi a maior dificuldade, no meu caso. IMPORTANTE: Leve bastante água e snacks, maçã, barra de cereal, etc. Não há locais para comer próximo. O almoço foi no restaurante da dona Eleuza, você precisa reservar antes de ir pra cachoeira, na volta, você pára e come uma comida caipira - R$ 30/pessoa e come à vontade. Gostei bastante. 06/03 - Almécegas I, Almécegas II, São Bento e Cachoeira dos Cristais As cachoeiras ficam todas dentro da Fazenda São Bento. O valor para ter acesso às três é de R$30/pessoa. Não tem choro. Preço fechado. Você paga e entra com pulseirinha. SUGESTÃO: Vá direto para Almécegas I (na minha opinião a mais bonita de todas as três). Chegando na trilha, você verá à esquerda piscinas. Dê uma passadinha lá! As águas percorrem as pedras antes de uma queda enorme. TOME CUIDADO e não fique muito próximo à queda. Depois de se deliciar com a paisagem e de alguns clicks, volte à trilha rumo à Almécegas I. Almécegas I: São aproximadamente 3km de trilha de nível MÉDIO, o trecho é íngreme, prepare as perninhas pra subida de volta Se não souber nadar, aconselho ficar na beirinha próximo à entrada, pois a cachoeira é funda. IMPORTANTE: Levar água e comidinhas. Almécegas II: Você precisa voltar pro estacionamento, pegar o carro e pegar a estradinha. A distância é curta e a trilha também é bem mais tranquila. A queda da cachoeira cai num poço onde você pode banhar-se tranquilamente, apesar dos peixinhos que ficam dando mordidinhas. IMPORTANTE: Tome cuidado ao explorar esta cachoeira, as pedras são bem escorregadias e renderam um tombo feio à minha amiga São Bento: A cachoeira é a que fica mais próximo da entrada da Fazenda. Particularmente, não fiquei fã de São Bento. A água é escura, a queda estava muito forte o que ocasiona uma correnteza mais forte ainda. Resumindo, na época, não estava das mais tranquilas para banho. Se você gosta de adrenalina, vai adorar pular da pedra bem no meio da cachoeira. Depois do tombo, minha amiga decidiu voltar pro hostel pra descansar. Resolvemos seguir para Cristais. Cristais: Como Lokinhas, é constituída de várias pocinhos, ao todo são sete. Sugestão: Desça todos os poços até o Véu de Noiva, onde tem a quedinha que está estampada na maioria das fotos de divulgação. Preço: R$20/pessoa também sem choro, e olha que tentamos. Cristais tem uma estrutura muito boa, desde restaurante, onde você pode comer um delicioso pastel da Vendinha 1961 pela bagatela de R$6, lojinha, banheiros e a área de camping. Adorei observar as chapadas e o céu azul de um balanço feito de madeira. A trilha é íngreme, mas com nível fácil, são cerca de 800m. 07/03 - CAVALCANTE - Cachoeira Santa Bárbara e Capivaras Fizemos check-out no hostel e saímos cedinho, já que a distância de Alto até Cavalcante é de cerca de 110km. Você tem que parar no CAT e já fechar o guia, em Santa Bárbara é obrigatório - Fechamos com o senhor Genésio - R$80 o grupo de 6 pessoas. Se precisar recarregar o estoque de comidinhas, frutas etc, a hora é agora. Chegando na reserva Kalunga, você precisa pagar uma taxa ambiental de R$20. Já reserve seu almoço também, comida caseira - R$ 30/pessoa com comida a vontade (peixe frito, galinha caipira, ovos caipira e guarnições). Seguindo viagem, 22km de estrada de terra e depois trilha de aprox. 5 km (maior parte no meio do cerrado, sol na cuca, mas com a paisagem linda. Nesse dia tudo colaborou, o céu era o mais azul possível, poucas nuvens no céu) Não se esqueça de água e protetor ou vira camarão/camaroa Depois do cerradãoo, você começa a pegar a trilha que é FÁCIL/MÉDIO, nessas alturas, suas perninhas já estão acostumadas com as trilhas Sem dúvidas, Santa Bárbara entra no ranking das melhores Cachoeiras da Chapada dos Veadeiros Cachoeira das Capivaras: As Capivaras, você faz o caminho de volta de Santa Bárbara, pega o carro e percorre mais uma parte de estrada de terra. Depois, a trilha é de 1km bem íngreme, considerada FÁCIL/MÉDIO. Depois da Cachoeira, almoçamos e pegamos a estrada para a Vila de São jorge. 08/03 - Vila de São Jorge São Jorge é uma vila com seu charme. As ruas não são asfaltadas e há uma atmosfera tranquila e colorida. Uma energia maravilinda! Em São Jorge, ficamos no Hostel Manga Rosa. Ele fica na rua da Pizzaria Canela de Ema. Ficamos num quarto compartilhado para com 04 camas e pagamos R$ 40/diária. Os quartos são simples, porém confortáveis e os banheiros são externos. O que não nos agradou foi a área da cozinha, que era bem bagunçada, o fogão tinha poucas bocas funcionando... Enfim, achamos melhor não cozinhar lá (Encontramos a padaria que o café-da-manhã saia em conta por cerca de R$3 (pingado + pão de queijo) e finalmente encontramos comida a kg, o que pra mim foi ótimo, pois meu prato dava de R$10 à R$12. Lá existem ótimas opções veggie/vegan. Fomos então conhecer o Parque Nacional e fizemos a Trilha dos Cânions e Carioquinhas. IMPORTANTE: Vá a pé para o Parque se quiser economizar, até porque é pertinho. Estão cobrando R$15 de estacionamento e ouvi dizer que o Parque será privatizado. Ainda não se cobra ingresso, porém talvez seja cobrado no futuro. O parque tem três trilhas: A trilha dos Saltos, Cânions e Carioquinhas e Sete Quedas. Todas são muito bem sinalizadas e não há necessidade de ter guia. Mais uma vez, leve comidinhas, bastante água e protetor solar. O sol castiga mesmo. Trilha de nível MÉDIO - 9km aproximadamente. Carioquinhas é uma cachoeira linda e estava com bastante volume de água. Pela força da água, você poderia ser facilmente levado pela força da correnteza. Aproveite o "calçadão" de pedra pra curtir um solzinho. A tarde eu e minha amiga descansamos, pois a os 9km do Parque nos deixaram moídas. Encontramos um "guia" que nos disse que conseguiríamos fazer o Mirante da Janela no mesmo dia. Mas na saída do Parque acabei desistindo devido ao cansaço acumulado. Depois descobri que é muito puxado e que ninguém recomendaria fazer no mesmo dia, principalmente no meu caso que sou iniciante nas trilhas. Os meninos que estavam no grupo foram, disseram que o local é espetacular e que estavam ACABADOS. Todo mundo dormiu cedo essa noite. 09/03 - Cachoeira do Segredo Essa cachoeira é simplesmente SENSACIONAL. São cerca de 14km de estrada em área particular e é administrada pela agência Segredo, o ingresso é de R$ 35 . Se comprar em São Jorge tem a opção de passar no débito/crédito. Se deixar pra comprar na fazenda, só em cash. A trilha é pesada e cansativa - aproximadamente 12 km, em uma mata fechada e pouco sol. Encontramos uma cobra na trilha! A recompensa é uma das cachoeiras mais bonitas de Veadeiros. Fiquei horas, sentada na pedra só contemplando aquele paraíso de água gelada e cristalina. Na volta descobrimos que havia um "atalho". Juro que por alguns momentos achei que estávamos perdidos Nessa volta, você atravessa várias partes do rio, o que faz necessário tirar bota/tênis, pois algumas vezes as águas chegam até as canelas. Já no cansaço, conseguimos uma carona com um dos senhores que trabalha na Agência Segredo ... Imagina a felicidade da galera na carroceira da pick-up Na volta almoçamos no restaurante das Águas Termais do Morro Vermelho. A comida é ótima, mas como não havíamos encomendado, esperamos bastante até aprontar. Lá eles te fornecem wi-fi e aceitam débito quando a maquininha resolve funcionar. Almoço R$30/35 depende da proteína, comida à vontade: Carne, frango ou peixe. Deu pra relaxar bastante e esticar os pés depois de tanta caminhada. A volta na estrada com pouca iluminação, tive uma ótima vista das estrelas do céu e só agradeci e me senti muito feliz por estar ali. 10/03 - Raizama Despedindo de São jorge, eu e Cláudia resolvemos fazer uma cachoeira mais tranquila. Escolhemos Raizama que tem uma trilha de nível FÁCIL e pocinhos onde você pode mergulhar. Valor: R$20/pessoa. Passamos a manhã aproveitando as energias da mãe natureza e conversando. Depois do almoço fizemos o check-out e voltamos pra Alto Paraíso onde tiramos a tarde para descanso. 11/03 - Tirolesa na Cachoeira São Bento Desde o planejamento da viagem, eu quis fazer a tirolesa o vôo do Gavião - Com a agência Travessias. Valor: R$80/pessoa. No dia ventava bastante e na subida para o ponto de decolagem da tirolesa, fomos presenteadas com um veado que atravessou na nossa frente na trilha. Ficamos durante alguns minutos admirando e observando a beleza do animal. Nos disseram que estava cada vez mais difícil encontrá-los. Como ventava muito e o vento freia, paramos no meio do vôo! Penduradas a mais de 100m de altura, fomos mais uma vez presenteadas com uma ótima vista do morro da baleia e da paisagem do cerrado 13/03 - Vale da Lua Acabei estendendo minha estadia em Alto - fui abduzida Juntei com minhas novas companheiras de aventura e fomos pro Vale da Lua pedindo carona. Se você precisar ir pra São Jorge, São Bento e ou Vale da Lua, é bom ficar no ponto de ônibus na entrada da estrada. Depois de algum tempo, conhecemos um guia de São Jorge e depois disso, passou um conhecido dele que nos deu carona. Nos levou até a entrada do Vale. A entrada custa R$20/pessoa, também sem choro. É uma atração obrigatória quando você está em Veadeiros, sendo um de seus cartões postais. -- DICAS: Alimente-se bem, beba bastante água e use protetor solar O TEMPO TODO! Leve dinheiro! A maioria dos estabelecimentos aceita débito, mas de qualquer forma, às vezes dá problema de conexão com a internet e você fica na mão. Os passeios somente no cash. Mesmo nos caixas eletrônicos, as cédulas são reduzidas. Eu por exemplo, coloquei tudo na minha conta da Caixa e durante uns 03 dias só dava pra sacar R$15 de cada vez. Na semana abre a loteria e você consegue fazer saques de até R$1.500 reais da Caixa e Banco do Brasil. Rola muito o sistema de carona entre BSB, GOI e a Chapada. Entre nos grupos no Facebook : Conexão Chapada-BSB e Carona BSB-Chapada (Solidário de Verdade). Geralmente é requerida a contribuição no gás de R$30-35. Se optar usar o ônibus, o valor é de R$46 e são 04 horas de viagem saindo da rodoviária. Peça carona, conheça gente nova e faça amigos!
  15. RELATO CHAPADA DOS VEADEIROS 5 DIAS Relato de 5 dias maravilhosos entre Alto Paraíso, São jorge e Cavalcante. Quem quiser mais informações eu super recomendo a agência NoMundo Ecotur https://www.facebook.com/nomundoviagens http://www.nomundoviagens.com Conhecer a Chapada já era um sonho antigo, que era sempre adiado. Bem, se eu soubesse o quanto lindo seria, já teria ido há tempo. Áh, seu eu soubesse.. A experiência Veadeiros é fantástica, onde até os mais céticos são atingidos pela energia e vibe do lugar. Bem, como parte chegou pela manhã no aeroporto de BSB e outra parte só chegaria à noite, resolvemos fazer um Bate/Volta em Pirenópolis, enquanto o restante do pessoal não chegava. Alugamos um Ford Ká no aeroporto que custou R$130,00/5 (R$ 26,00) + 20 de combustível por pessoa. Pirenópolis, ou apenas Piri para os amantes da cidade, é uma cidade linda e muito histórica. Tombada como patrimônio histórico pela UNESCO. Difícil não se apaixonar pela cidade. Pela culinária local então, nem se fala. Passamos o dia em Piri, que apesar de ter sido corrido, valeu cada segundo. Conheçam Pirenópolis. Dicas de Hospedagem: Kasamata Hostel e Sesc (Ambos muito bons) Voltamos para o Aeroporto de Brasilía, nos encontramos com o resto do pessoal (Eramos de várias partes do Brasil) e nos dividimos para alugarmos os carros. Alugamos um Spin (7 Lugares) que em termo de conforto e espaço nos surpreendeu. Aluguel do carro -> R$ 1200,00. Ou seja, R$ 1200,00/7 = R$ 171,00 por pessoa. Combustivel - > R$ 840,00. Ou seja, R$ 840,00/7 = R$ 120,00 por pessoa À partir daí, com todos juntos, foi só SUCESSO! Quando começamos nos organizar para conhecer a Chapada, veio logo a dúvida.. Nos hospedar em Alto Paraíso ou São Jorge? Pois bem, decidimos nos hospedar nos dois locais, isso mesmo, metade/metade. Saímos bem tarde de BSB (cerca de 00h) e chegamos pela madrugada em São jorge, onde ficaríamos hospedados incialmente. Lá nos Hospedamos no camping Taiuá (que mais parece um Spa, na minha opinião) energia incrível do local, local super bem arquitetado, só gente boas lá e o melhor, super limpinho!! Os banheiros são limpos quase full time pela equipe do Camping. Ahh, fomos em véspera de ano novo. Pagamos R$ 80,00 a diária, e olha, valeu muito apena, o local é único. Obs: Estava incluso festa com vinhos e espumantes e uma banda FAN TÁS TI CA. No dia 01 pela manhã ainda teve o melhor café da manhã vegan de todo o mundo. Com muita variedade de molhos/patês/Sucos e frutas do cerrado. Pois bem, vamos por partes. No dia 31, durante o dia, fomos até as Cataratas dos Couros, que sem dúvidas é uma dos atrativos mais impressionantes da Chapada. Não dá pra deixar de fora do roteiro! Foi combinado com todos, que assistíssemos o último por do sol do ano no Jardim Maytrea, pois bem, voltamos dos Couros antes do por do sol e fomos para o Jardim, onde nos encontramos com todos. IN CRÍ VEL! Botamos Legião no volume máximo do som do carro, para assistirmos o por do sol do Jardim e fazer um dos brindes mais incríveis de nossas vidas. Voltamos para nos arrumar para a festinha no camping foi assim.. Já no outro dia pela manhã.. Fomos até a entrada da Raizama, porém resolvemos não ficar (Mas recomendo conhecer) para irmos ao Vale da Lua Valos da entrada na Raizama: 20,00 (Bem na entrada tem um palco bem legal) Chegamos até o Vale da Lua! Suas formações rochosas são impressionantes e também tem local para banho. Só tome cuidado e não vá chegar próximo a locais indicados como perigosos, em! Valor da Entrada: R$ 20,00 (O preço seria alterado em breve) ... As Piscinas termais Naturais.. Não são tão termais como esperávamos, mas a ideia é interessante e vale apena conhecer... Valor: 20,00 .. Voltamos para Camping, onde fechariamos nossa hospedagem em São Jorge com Chave de Ouro! Encontramos todos para realizar uma confraternização e tirarmos nosso amigo secreto (Vulgo, Amigo chapado) Cada um levou algo típico de sua cidade e trocamos os presentes por alí mesmo. Fizemos até a camisa da Viagem. (Em seguida partimos para Alto Paraíso.) Já em Alto Paraíso.. Nos hospedamos no Buddys Hostel. Valor da diária R$ 50,00 A Dona (não me lembro o nome) é uma graça e tem uma energia incrível para receber seus hospedes. Hostel muito tranquilo, limpinho e agradável. Camas confortáveis e o banheiro do nosso quarto, mais limpo, impossível. Após aquela boa noite de sono que todos estavam precisando, nosso destino era o Quilombo Engenho II, em cavalcante, para conhecer a tão falada Santa Bárbara. Cavalcante e Alto paraíso ficam em média à 1h e 30min de viagem. Chegamos ao Quilombo, onde recebemos todo o apoio turísticos dos próprios moradores. O Guia é obrigatório e é dividido pelo número de pessoas do grupo. No nosso caso, pagamos 20 reais por pessoa. (Importante lembrar que o passeio dura o dia todo, por isso é importante chegar cedo) O passeio se iniciar com a visitação a Cachoeira da Capivara que é linda e a trilha é curta e próxima ao quilombo. Após a Capivara, vamos conhecer a Santa Bárbara Para chegar até o início da trilha, é necessário contratar um Pau de Arara Que custa R$ 5,00 ida + R$ 5,00 a volta. (Se quiser arriscar ir com seu carro, ok, mas não indico, pois passa por partes alagadas e estradas ruins) A Trilha dura em média de 1h a 1h e 30min.. Mas olha, chega a ser lindo de doer. Primeiro conhecemos a Santa Barbarinha, que também é linda e fica poucos passos antes de Chegar a Santa Barabara. Ela é um pouco menor que a Santa Barbara. É possível ver os peixinhos na água. Eis a Santa Bárbara.. Já no fim da tarde retornamos famintos e o almoço é por conta das mulheres da Comunidade Quilombola.. Que delícia! O almoço custa R$ 30,00 e você pode comer à vontade.. Tem muitas opções de pratos. Comida caseria de primeira! (Não encontrei minhas fotos do almoço, por isso peguei essa da internet, de alguém que também comeu lá) Pronto! Comemos! Na volta de Cavalcante para Alto Paraíso, passamos no famoso mirante. A vista é incrível. De maneira alguma perca aquela vista. A foto não consegue captar o quão incrível é. Veja você mesmo! Dia de ir embora chegando e a tristeza já batendo. Nada como uma Pizza, uma Breja e um forrózinho em Alto Paraíso. Aquele momento especial, com pessoas especiais que você não sabe quando vai conseguir encontrar todos de novo. Foi ótimo. Último dia Nem tudo é pra sempre, né ? Mas a marca que a Chapada deixou em nossos corações, ficou. Logo após o café voltamos para BSB e aproveitamos a tarde por lá. Observações: 1.A chapada em sí, é um destino barato. 2.Reserve 40 reais por dia para gastos com alimentações básicas (almoço e lanchinho) 3.Tem muitas opções de souvernir e bem baratas 4.Coma as pizzas da chapada A experiência Veadeiros foi algo levado a sério. Não há nada que eu possa dizer que faça à quem lê sentir o que quem viveu foi capaz de sentir. Não deixe para depois. Vá logo para a Chapada! Sai e busca! Abraços!
  16. Prezadxs, Na comunidade já há vários relatos sobre viagens à Chapada dos Veadeiros. Então farei um ressaltando o período que escolhi para ir: o período de CHUVAS! Realmente com o tempo nublado a paisagem não fica tão bonita e as trilhas ficam mais escorregadias. Porém as cachoeiras ficam mais cheias e os atrativos mais vazios, para aqueles que como eu, buscam tranquilidade. Fui com minha esposa à Chapada e desde dezembro acessava o site do climatempo para ver qual período seria menos chuvoso em Alto Paraíso. Entretanto, o climatempo marcava que sempre a semana corrente seria de chuvas e a subsequente teria poucas. Mas quando chegava a semana seguinte, havia a mudança na previsão, afirmando que haveria chuva e na próxima semana não! Então, cansado de adiar a viagem, escolhi uma semana qualquer e fui com bastantes dias para poder conhecer a chapada tranquilamente. Obviamente que o período de chuvas é ruim para camping, então ficamos 4 dias em Alto Paraíso (Pousada Casa das Rosas) e 3 dias em São Jorge (Pousada Caminho das Cachoeiras). As duas pousadas foram ótimas, com bom café da manhã e bastante tranquilidade. Escolhemos um ritmo lento de viagem, visitando apenas um atrativo por dia. Não contratei guia para nenhuma das atividades que fizemos. Se bem que para aqueles que querem conhecer melhor as histórias, a flora, a geografia e ter mais segurança, vale bem a pena contratar um. Utilizamos tênis-bota de trilha em quase todos os passeios. Em alguns usei papete, mas o tênis dava mais firmeza e segurança, principalmente porque alguns trechos estão um pouco escorregadios, devido à chuva. 1º dia- 4ª Saímos de carro de Goiânia às 6h30 num dia chuvoso. A estrada está ótima até São Jorge, mas o problema é que quando passamos por Brasília era o horário de rush, dos que ingressavam no trabalho. Então demoramos cerca de 1h30 p/ atravessarmos Brasília, o que nos deixou um pouco sem paciência. Fizemos o check in às 12h45 em Alto Paraíso e fomos à Cachoeira dos Cristais com um tempo ensolarado. A entrada custa R$15,00 e há sete pequenas cachoeiras com água cristalina (mesmo no período chuvoso), sendo a última a maior, mais bonita e com o melhor poço para banho. Lá há boa estrutura com bar, redário e lanches. Fica a 5 km de Alto Paraíso + 3 km de estrada de terra e 1 km de trilha, nível fácil, mas íngreme no final. Foi uma boa pedida p/ início de viagem. No CAT nos avisaram que a Cachoeira Loquinhas estava fechada, porque como havia muitas chuvas, a água estava um pouco turva. 2º dia – 5ª Manhã de chuva em Alto Paraíso. Decepção. Mas todos nos falaram que se chove em um lugar, é provável que em outro não esteja chovendo, então deve-se arriscar e sair. Foi só sair de Alto Paraíso e já estava ensolarado. Escolhemos as Cataratas dos Couros, que é um dos locais mais recomendados pelos guias. Eu estava com receio de ir, pois para chegar lá se deve fazer 18 km de estrada asfaltada (sentido DF) + 31,5 km de estrada de terra. Como paulistano urbano (e agora goianiense), tenho experiência 0 em dirigir em estrada de terra, ainda mais em período de chuvas. Ao chegar no início da estrada de terra, já havia aquelas poças de água enlameadas que interrompiam o trecho todo. Com o meu carro 1.0 escolhia um dos lados da poça, colocava a primeira marcha e rezava para não atolar. Logo dei carona para um rapaz que morava no pré-assentamento do MSL – Movimento Social de Luta, que é uma dissidência do MST. E quem teve sorte com a carona fui eu, pois além dele saber o caminho p/ as cataratas, nos contou a história de lutas pela terra, e indicava as melhores formas de não atolar nas poças. O caminho p/ as cataratas não está bem sinalizado. Mas a dica é depois do km23 virar à direita, seguir e depois virar as duas esquerdas. Incrivelmente não me perdi e o carro não atolou. Chegando lá, posso dizer que é um dos conjuntos de cachoeiras mais bonitos que vi. Não é tão espetacular como Foz do Iguaçu, mas pode-se nadar na cachoeira da muralha, a Almécegas 1000 excede os sentidos e a 3ª não consegui descer, pois a trilha estava bem íngreme no final. Acho que a trilha tem mais ou menos 2,5km de ida, e pode-se fazer sem guia, além da entrada ser gratuita. Na volta começou a chover e as poças na estrada de terra ficaram maiores. Foi meu maior momento de tensão. Até que quando atravessei uma grande poça, ouvi uns ruídos estranhos vindo do carro. Havia soltado umas partes da carroceria ao lado do pneu esquerdo e do pára-choque. No meu pessimismo achei que tinha quebrado o protetor do Carter (que eu nem tinha), mas chegando na cidade, fui ao mecânico e eram apenas acessórios que tinham se soltado e que ele arrumou rapidamente, cobrando-me R$ 20,00 (Ufa!). 3º dia – 6ª Manhã de chuva novamente. Como estava muito nublado decidimos fazer um passeio no qual banhos de cachoeira não estivessem envolvidos. Fomos ao Vale da Lua, ver suas exóticas formações rochosas. Chegando lá parou de chover e até abriu um solzinho. As pedras são ásperas, então bem firmes ao caminhar mesmo na chuva, exceto onde correm pequenos fluxos de água, que têm limo e são escorregadios. A Mari, minha esposa, escorregou num deles e caiu sobre o celular, rachando um pouco a tela. Considerei o Vale da Lua bem seguro, mas já houve casos de pessoas que escorregaram, ou a tira da havaiana estourou, e caíram no cânion e faleceram... Há 3 poços, mas apenas a 3ª piscina estava indicada ao banho. As pouquíssimas pessoas que estavam lá aproveitaram para nadar. Fica próximo de São Jorge (7 km), + 5 km de estrada de terra e 1 km de trilha, nível médio. Entrada paga: R$ 20,00. 4º dia – sábado Manhã de chuva novamente. Nesse dia não teve jeito, havia chuva em Alto Paraíso, em Cavalcante e na direção de São Jorge. Aproveitamos o dia para descansar, ver as araras e tucanos que povoam Alto Paraíso e comer a famosa matula do Rancho do Waldomiro. 5º dia – domingo Dia nublado. Fizemos a Trilha dos Cânions e a cachoeira carioquinhas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Mesmo com as dificuldades econômicas que está passando, o PNCV tem uma estrutura incrível, muito bem sinalizado, com a trilha bem visível e segura. A trilha é considerada pesada, por ser 11km de caminhada, mas é bastante plana, e como o tempo alternava nuvens e sol, não sofremos com o calor. O cânion e a cachoeira Carioquinhas estavam transbordando com muita água, tornando o espetáculo muito bonito, mas praticamente impossível para se banhar no poço. E havia pouquíssimas pessoas no parque. Terminando a trilha, fizemos a Trilha da Seriema, de apenas 800 metros e lá, pela pouca vazão de água pudemos nos banhar no poço da pequena cachoeira. 6º dia – 2ª Dia nublado, alternando sol. O PNCV fecha às segundas para manutenção. Como em São Jorge estava garoando, fomos para a Fazenda São Bento (que fica a 8 km de Alto Paraíso), ver as cachoeiras Almécegas I, II e a São Bento (R$ 30,00 a entrada). O tempo estava bom lá, sem chuva. De manhã ficamos na Almécegas I e II (+ 3 km de estrada de terra) e mesmo cheias de água, foi possível nadar. Almoçamos em Alto Paraíso, que estava bem chuvoso, e retornamos para ver a Cachoeira São Bento (o valor da entrada permite sair e voltar). Lá não chovia nada e não havia ninguém na Cachoeira São Bento, que geralmente é bastante frequentada. As cachoeiras estavam cheias de água, muito bonitas, mas após o que já tínhamos visto nos outros dias, não ficamos tão empolgados, mas obviamente vale o passeio. 7º dia – 3ª Dia nublado/chuvoso. Nosso último dia, retornamos ao PNCV fazer a trilha dos Saltos. É uma ótima trilha de cerca de 10 km, geralmente plana, bem sinalizada e no final do caminho para as corredeiras há uma estrutura de madeira (como uma passarela), de aproximadamente 400 metros, que proporcionam a visita de cadeirantes às piscinas naturais das corredeiras. Achei sensacional em termos de acessibilidade e inclusão. Estamos acostumados a criticar o que é público, mas a melhor estrutura que encontramos foi no Parque que ainda é público, muito melhor que nos atrativos que ficam em espaços privados. É louvável que tal construção tenha sido feita para possibilitar que cadeirantes possam usufruir de parte da maravilha que é o PNCV. Essa trilha foi a que mais gostamos de realizar. As cachoeiras do Salto I e II, de 120m e 80m respectivamente estavam lindíssimas e o poço da cachoeira salto II estava ótimo para nadar. Este foi o dia mais cheio de pessoas, compartilhamos a cachoeira com mais ou menos 6-8 pessoas (!). Após as cachoeiras, fomos às corredeiras e abriu um bonito Sol, assim pudemos “lagartear” nas pedras por um bom tempo. Conclusão Gostamos muito de ter escolhido o período de chuvas para conhecer a Chapada. Passei certa dificuldade com as estradas de terra, tínhamos que ter um cuidado redobrado para não escorregar nas trilhas, mas todos os lugares estavam bem tranquilos. Contamos também com a sorte de pegar pouca chuva. Mas não indico esse período para aqueles que procuram mais agito e festas, para os que estão sem carro, para os que estão com poucos dias p/ conhecer a Chapada e para os que são feito de açúcar (brincadeira, rs). Mesmo gostando do período das chuvas, não vejo a hora de voltar à Chapada no período da seca, para conhecer a sua outra faceta. Bom, espero que alguém aproveite o relato, e estou aberto a perguntas e dúvidas.
  17. Mochilão feito em Dez/16 (Reveillón) - 2 pessoas 1° Dia (27.12) Saída de Brasília 11h40 com chegada em Cavalcante as 15h00 320 km Pousada Chalé dos Lagos R$ 160 diária c/ café - casal Atendimento e Café da manhã excelentes com frutas, pães caseiros, sucos Cervejaria Aracê Almoço/ Cerveja R$ 75,00 (37,50 cada) Obs.: Excelente ambiente com cervejas e chopps artesanais com frutos da região OBS: Cavalcante possui Banco do Brasil e um posto de gasolina na cidade (gasolina R$ 4,15 e Álcool R$ 3,45) 2° Dia (28.12) Saída pra Santa Bárbara 09h00 do CAT (Centro de Atendimento ao Turista) com guia Paulino (No local ficam vários aguardando). R$ 80,00 p/ grupo de até 6 pessoas 27 km de estrada de chão até o quilombo kalunga- comunidade do engenho Entrada R$ 20,00 Restaurante ( R$ 30,00 cada e deve ser encomendado antes do inicio da trilha) e Loja na portaria Trilha de 1600 m até santa Bárbara, passando primeiro por Barbrinha/Barbarinha - Linda cachoeira!!! Mais 800m pra cachoeira da Capivara Por último cachoeira de Candurá - não fomos por conta do horário - trilha de 1600 m Terminado passeio...retorno pra Cavalcante parada no mirante e cachoeira Ave Maria, somente para avistar os 200 metros de queda. Trilha dificuldade média 3° Dia (29.12) Parque Nacional Trilha dos Saltos: não fizemos Motivo: lotação com capacidade máxima de 450 pessoas e fechamento do parque 12h Alternativa: Cachoeira do Abismo R$ 10,00 p/ pessoa 1 km de caminhada até a portaria e mais 1 km até a cachoeira do abismo 3 km até mirante da janela - Linda paisagem!!! Trilha difícil 4° Dia (30.12) CAT de Alto Paraíso pedir informações sobre Loquinhas - devido a chuva estava com água turva e não fizemos Cachoeira dos Cristais - Para passar um dia bem bonito e sem ser puxado 20 km de alto paraíso Entrada R$ 20,00 Trilha fácil de mais ou menos 800 m com cerca de 5 cachoeiras ao longo da trilha Fechamento as 17 hs Área de camping e restaurante Água fria- 1700 m de trilha mas não fomos Poço Encantado 30 km de cavalcate/ 60.km de alto paraíso Entrada: R$ 15,00 p/ pessoa Trilha fácil de 300m Restaurante Cachoeira com praia Fechamento 18h30 5 dia (31.12) Passeio de balão - cancelado R$ 590,00 p/ pessoa Duração total: 3 hs Saída as 5h30 e chegada as 8h30 Vale da Lua (125 km de cavalcante) R$ 20,00 p/ pessoa Trilha fácil de 1 km Piscinas pra banho no final da trilha Parada para fotos nos Jardins de Maytrea- Muito Lindo!! - Na estrada de São Jorge/Colinas do Sul/Alto Paraíso Fazenda São Bento R$ 30,00 p/ pessoa Tirolesa - 850 m - Vale a pena!!! R$ 80,00 p/ pessoa 3 km de carro dentro da fazenda Almecegas II (possibilidade de saltos) - 600 m de trilha Almecegas I 1 km de carro e 2 km de trilha (só mirante) Cachoeira de São Bento não fomos pelo horário Alto Paraíso de Goiás Gota Sat Som - Experiência incrível de meditação e acustíca R$ 20,00 (Aos Sábados das 18h as 20h) p/ pessoa Jantar no restaurante Cravo e Canela, ambiente agradável, comida vegetariana - não era nossa preferência, não gostamos R$ 50,00 p/ pessoa em média 6° Dia (01.17) Parque Nacional - trilha dos canions Entrada R$ 15,00 de estacionamento (ganha entrada franca) Trilha média de 5 km (10 km ao total) - extensa porém média Retorno as 18h Visita aos canions e depois banho na excelente cachoeira Carioquinhas Restaurante do Waldorino - Imperdível almoço há uns 10 km de São Jorge sentido alto paraíso: Matula R$ 35,00 por pessoa/ cachaças degustação Passeio em São Jorge/ compras Águas Termais - Morro Vermelho (seguir placas Édem, ao chegar seguir mais 1 km a frente e ja chega na Morro Vermelho) - Melhor fazer no entardecer (18h/19h) Colinas do Sul - 15 km a frente de São Jorge, estrada de chão muito ruim. R$ 20,00 p/ pessoa Até as 22h Água morna e fedida (características da agua) - Não indicamos!!! 7° Dia (02.17) Cachoeiras do Rio Prata Saída no máximo 08h30 de Cavalcante pra conseguir fazer todas CAT - guia Paulino R$ 150 por grupo de até 6 pessoas 67 km de estrada de chão com trechos em péssimo estado Trilha média até as cachoeiras 1 a 4 - 1km de trilha de Cachoeiras 5 a 7 são 7 km (14 ida e volta) - não fomos por conta do horário Sugestões: Sempre saiam cedo para os passeios mais longos para aproveitar o máximo. Não deixem de conhecer o Rio Prata, é longe mas compensa muito!!!
  18. Um mês antes das minhas férias ainda não tinha decicido o que fazer e após várias pequisas, acabei dividindo minha programação em dois roteiros: Chapada dos Veadeiros e México. No caso da Chapada dos Veadeiros, acabei encontrando em um grupo de mochileiros pelo FB, duas garotas que estavam procurando companhia para ir a Chapada e dividir custos. Achei interessante a proposta e acabei topando. Logo pude ajudá-las a montar o roteiro, pois elas só tinham comprado a passagem aérea. Aproveitei uma promo da Azul que dobrava os pontos caso fizesse a transferência de milhas cumuladas no Itaucard, resultado, não paguei nada na passagem aérea pra Brasília (ida e volta). Em BSB existem dois terminais, um apenas para os aviões da Azul e o outro, bem maior e mais confortável, para as demais cias aéreas. A programação foi a de ficar uma semana na Chapada. Elas chegaram no sábado, já alugaram o carro e foram para Alto Paraíso e eu na madrugada de domingo. Na madruga, nem dormi, aproveitei para pesquisar no grupo do FB "CARONA BSB CHAPADA (Solidário de Verdade)" a possibilidade de carona até Alto Paraíso. Incrível como funciona e tem muita gente que realmente concede carona, pra divisão de combustível. Sai mais barato que o bus. Um bus de Brasília a Alto Paraíso custa R$ 46 e a divisão da gasosa pra mim custou apenas R$ 20. Tive a sorte também de estar com uma outra paulistana, que chegara de manhã e também buscava carona. O cara que nos deu carona era nativo de Brasília e queria passar um FDS na Chapada... o risco da carona é um que passei... o cara fumava maconha. O problema não era esse, mas sim se fossemos parados em uma blitz policial. No caminho, apenas chegando em Alto Paraíso existe um posto policial, no resto é de boa, uma viagem de um pouco mais de duas horas (cerca de 230 km). Mas graças a Deus, deu tudo certo. Ele me deixou no centro de paraíso em uma praça, perguntei pra um nativo onde ficava o Hostel que havia reservado, o Jardim Nova Era Hostel e estava apenas a 50 passos do Hostel. O hostel é bem ajeitado, fiquei em um quarto de 4 pessoas (R$ 50/noite). Também existe a opção de camping pra quem quiser. Enfim... já era cerca de meio-dia, pude almoçar perto do hostel por R$ 15 e encontrei as garotas, as quais só conheci lá mesmo. Partirmos a tarde para uma cachoeira localizada em Alto Paraíso mesmo, a Cachoeira dos Cristais. Ela não é a das mais famosas, mas é muito bonita, e foi o suficiente para perceber que seria top aquela trip: Meio dia é o suficiente para a Cachoeira dos Cristais. Paga R$ 10 reais para entrar e existe uma trilha leve até chegar a cachoeira. No dia seguinte, acordei bem tarde devido ao cansaço de não ter dormido na noite anterior. Assim, aproveitamos apenas o período da tarde, novamente. COm isso, fomos para uma trilha que pudesse ser feita em meio-dia. Fomos então para a Pousada São Bento. Lá dentro tem a Cachoeira São Bento e a Almécegas I e II. R$ 10 reais apenas para a São Bento e R$ 30 para todas. Como já era pra lá das 14 hrs, não tinhamos tempo suficiente para fazer as 3, optamos então para fazer as mais rápidas, a Almécegas II e a São Bento. Tanto para a Almécegas I e II existe um trajeto de carro da entrada da pousada até o começo da trilha de uns 10 minutos. A trilha também é leve e as Cachoeiras da Almécegas II são lindas e ótimas para banho, pois tem vários pontos para tomar um banho: Aproveitamos por mais de duas horas lá. Já era quase 17 horas e ficaria tarde pra ir na I, por isso optamos ir pra São Bento, que fica perto da entrada da pousada em uma trilha de quase 10 minutos, bem easy. De diferente na São Bento é a cor da água, tipo cor de Coca-Cola, porém, dos lugares que visitei, foi o que menos me impressionou, não faria falta no meu roteiro. Ficamos longe da Cachoeira, que além de tudo é minuscula em relação a expectativa nas fotos: Porém, em uma viagem dessas, precisamos estar atento aos detalhes, e foi em um detalhe nessa trilha easy da São Bento, voltando pra Pousada que pude clicar uma imagem bonita como essa: Como a pousada São Bento fica entre Alto Paraiso e São Jorge, e tínhamos a intenção de ver o Por do Sol no Jd de Maytrea, fomos até lá. Na verdade precisa deixar o carro quase no acostamento e precisa ficar bem ligado nas placas pra saber exatamente onde fica o Jardim. É um lugar muito bonito, porém a melhor foto do por do Sol foi no meio da estrada mesmo, onde paramos o carro: O terceiro dia era um dia que prometia, pois fomos para as Cataratas dos Couros, que é lugar com mais queda d'água na Chapada. Para muitos, é a Cachoeira mais bonita da região, mais até do que a badalada Santa Bárbara. Na minha opinião as duas são incríveis, porém a dos Couros é mais imponente e a Santa Bárbara, mais diferente (pela cor). Pra trilha dos Couros é necessário guia. Se não estiver de carro é possível contratar guia com carro, mas é bem mais caro. Foi R$ 150 reais pro guia, divido por quatro, pois outra pessoa que estava no Hostel acabou indo com a gente. Para a catarata dos Couros a estrada é péssima, e leva cerca de 40 minutos de carro até a entrada da trilha, após saindo da BR de Alto Paraíso. A trilha em si é nivel médio. Existem pontos de descidas e subidas um pouco estreitos, mas nada impossível. Chegando lá é incrível a vista. Existem 3 descidas opcionais, até chegar na parte debaixo das cataratas, acabei descendo dois níveis. Em um deles vi até cobra hahah. O bom de descer é a possibilidade de ver a Catarata de frente e também tomar banho de cachoeira. Na volta da trilha também existem cachoeiras que valem a pena ser visitadas. Na volta, foi possível observar mais um belo por do sol na estrada. Final de terceiro dia, eis que temos mais 3 dias para relatar: Santa Bárbara, Pq Nacional, Loquinhas, Vale da Lua e um pouco da noite de São Jorge e Alto Paraíso... fica para o próximo post em breve.
  19. Hoje vou começar a contar sobre a viagem que fizemos para a Chapada dos Veadeiros - Goiás. A verdade é que esse roteiro não era um dos meus favoritos, então nem estava na minha wishlist de viagens. Mas certo dia, Lipe me ligou dizendo que a Gol estava com promoção para Brasília, com passagens por R$ 70,00 o trecho e me perguntou o que eu achava de conhecer a Chapada. Eu respondi: "Não tinha pensando em conhecer a Chapada, mas por esse preço, vamos!!!" Ele comprou e eu comecei a pesquisar sobre o lugar. Descobri algumas coisas interessantes enquanto programava o roteiro: 1. É necessário alugar carro para ir até lá, pois as cidades de São Jorge, Alto Paraíso e Cavalcante ficam bem distantes de Brasília (3 horas aproximadamente). Ah! De preferência um bom carro, por causa das estradas de terra e dos riachos que tivemos que atravessar. Nós alugamos um Jeep, mas vimos pessoas corajosas com carros populares e elas conseguiram chegar ao destino!!! 2. O ideal é não ficar somente em São Jorge, mas passar um dia em Cavalcante para conhecer a melhor cachoeira da região que é a Santa Bárbara. Cavalcante fica a 2 horas de distância de São Jorge. A dica que peguei na internet era ir para Cavalcante no final do dia, dormir lá e no dia seguinte ir bem cedo para a Cachoeira Santa Bárbara, que fica há 1 hora do centro de Cavalcante. Assim, nós conseguimos ser os primeiros a chegar na cachoeira e ter aquele paraíso exclusivo para nós por algum tempo. 3. Tinha lido que era necessário levar dinheiro em espécie e cheque, pois os lugares não aceitavam cartão de crédito. Mas a verdade é que quase todos os lugares aceitavam cartão de crédito, alguns poucos só aceitavam débito. Então, vamos ao relato: DIA 1 - 02 de Novembro Acordamos bem cedo e meus pais nos levaram ao Aeroporto Santos Dumont. Geralmente, gosto de embarcar pelo Galeão pq é mais perto da minha cidade, mas voo promocional não dá pra escolher muito, então fomos para lá mesmo... Fizemos check-in, despachamos nossas malas, e fomos aguardar o embarque.Na hora certinha, às 08h, nosso voo partiu rumo a Brasília. Por volta de 09:30h desembarcamos em Brasília e fomos pegar a van da Localiza que passa em frente ao aeroporto para nos levar até a loja para buscarmos o carro alugado. Quando chegamos lá, como sempre acontece quando alugamos carro, tivemos problemas. A reserva do carro foi feita no meu nome, e o seguro que iríamos usar era no cartão de crédito do Lipe. A Localiza não aceitou e queria cobrar um valor superior pelo aluguel do carro. Uma confusão só! Por fim, depois do Lipe negociar muuuuito, pagamos um valor bem parecido com o que eu tinha reservado, ganhamos a possibilidade de ter um condutor adicional (então eu e Lipe poderíamos dirigir) e ainda nos deram um upgrade de categoria (reservei um Duster, mas pegamos um Jeep). Um ótimo negócio! Ainda em Brasília, passamos em um Carrefour para comprar água, biscoitos e algumas coisinhas, pois fiquei com medo de ser muito mais caro em São Jorge, mas se soubesse teria deixado para comprar lá. Não achei a cidade tão cara! Traçamos a rota no Google Maps, ligamos o Spotify nas alturas e seguimos para a Chapada! A estrada é super tranquila, bem sinalizada, sem pedágios e com um visual incrível! Durante a viagem passamos por um assentamento do Movimento dos Sem Terra, não deu tempo para eu tirar foto, mas fiquei pensando: "Nossa, como estou no interior mesmo do país! Nunca tinha visto um assentamento assim..." Logo depois, uma placa me avisou que o próximo posto ficava a 220 km de distância!!!! E aí pensei: "Putz! Como assim 220 km sem um posto de gasolina?????" Depois de 2 horas de viagem chegamos na primeira cidade da Chapada, São João da Aliança. Essa cidade tem um posto de gasolina com o combustível mais barato da região, então aproveitamos para completar o tanque do carro. Nesse mesmo posto tem uma Subway, nós não quisemos comer mas depois nos arrependemos pq chegamos muito tarde em São Jorge e tivemos dificuldade para encontrar um restaurante aberto. Depois de mais 1 hora na estrada, chegamos em Alto Paraíso, que é a cidade com melhor estrutura na Chapada, mas fica bem distante dos principais passeios que eu tinha programado. Então, optei por ficar na Vila de São Jorge, que é na entrada do Parque Nacional da Chapada. A Vila de São Jorge é super pequena, tem apenas 800 habitantes e se resume a duas ruas de chão batido, tudo muito simples! Para chegar em São Jorge, levamos mais uns 25 minutos. Depois de tanta estrada, por fim, chegamos! Reservei a melhor pousada da vila, pois sabia que iria precisar de muito conforto após as andanças nas trilhas. A Pousada Baguá é realmente incrível! Ela tem várias opções de hospedagem, eu escolhi um Bangalô super charmoso, que tem uma parte externa com uma jacuzzi. O calor era infernal, mas o quarto tinha até lareira!!! Após nossa chegada, fomos conhecer o Vale da Lua, que é um região onde as rochas se assemelham a crateras lunares. Para chegar até lá, dirigimos por cerca de 3km até a entrada do parque. Deixamos o carro no estacionamento, pagamos a entrada (R$ 20,00 por pessoa) e começamos a caminhada de 600m até a região das pedras. Eu estava toda feliz, andando calmamente, com meus cabelos presos com lindas flores, quando comecei a ouvir os trovões e o céu foi ficando cada vez mais escuro! Começamos a andar mais rápido, até que chegamos na região das pedras e a chuva já estava caindo forte. Só temos fotos com a Gopro pq todo o resto teve que ser guardado. Por causa da chuva, as pedras ficaram super escorregadias e os vãos entre elas começaram a servir de escoamento da água. Então estava impossível caminhar pelo parque. Resolvemos voltar e tentar negociar para irmos outro dia, sem pagar uma nova entrada. Conseguimos! O rapaz da entrada marcou nossos nomes e disse que poderíamos voltar outro dia. O resultado de tanta chuva foi meu cabelo todo murcho, as flores despedaçadas e a roupa completamente molhada! Saímos do parque e aí fomos procurar um restaurante para almoçar, detalhe que já era por volta de 16h, estávamos morrendo de fome. Qd chegamos na vila, o único restaurante ainda aberto era o Restaurante da Nenzinha, um self-service bem simples, mas muito gostoso. Além disso, era super barato! Depois do almoço, voltamos para a pousada, ligamos nossa jacuzzi, colocamos nossa playlist para tocar e ficamos aproveitando nosso super quarto até o sol se pôr! Já tarde da noite (isso lá na Vila de São Jorge é por volta de 21h kkkk) saímos para jantar. O restaurante escolhido (e o único mais sofisticado da Vila) foi o Santo Cerrado Risoteria. O lugar é super agradável, com uma iluminação linda. A gente podia escolher se queria sentar em mesas normais, ou em almofadas no chão, com mesinhas mais baixas. Nós, que já estamos ficando velhinhos, preferimos as mesas normais para não dar dor de coluna kkkk!!! A especialidade do restaurante é risoto. Escolhemos um risoto de pequi, que é uma fruta da região que eu nunca tinha ouvido falar. Mas experimentei e gostei muito. Lipe tb quis comer um medalhão de filé mignon que estava delicioso. O lugar era super fotogênico! Um dos funcionários me viu fotografando e me convidou para voltar no dia seguinte no horário do pôr do sol, ele disse que o visual iria render ótimas fotos. Saímos dali e voltamos para a pousada. Nosso primeiro dia terminou mas estávamos ansiosos pelo segundo dia, em que faríamos a trilha mais difícil da viagem... DIA 2 - 03 de Novembro Acordamos cedo, por volta de 7:30h, e fomos tomar um café reforçado, afinal seriam 14 km de caminhada! A área do café da manhã tinha uma vista linda para a Chapada. Fiquei um tempo ali contemplando, refletindo, e pensando na grandeza do mundo e na minha pequenez diante de tamanha imensidão. Depois os pensamentos ficaram mais fúteis, pensei: "Pq eu aceitei vir pra esse lugar??? Eu não vou aguentar andar tanto hj....". Mas, resolvi focar no resultado de conhecer um lugar incrível, encher a barriga de comida pra aguentar a caminhada e seguir em frente rsrsrsrs! Após o café, pegamos o carro e fomos até a entrada do parque que fica a 600m da Pousada. Apesar da pequena distância, preferimos ir de carro, pois na volta não conseguiríamos andar mais nenhum metro... Ao chegar na entrada do Parque, tivemos que assistir um vídeo institucional de 3 minutos, com algumas instruções sobre as trilhas. Não é necessário ir com guia, pois a trilha é toda sinalizada com setas vermelhas para a ida e brancas para o retorno. A entrada é gratuita. O Parque possui várias opções de trilhas, eu escolhi fazer a mais simples, chamada Cânion e Cariocas, com trajeto que dura 6 horas aproximadamente. A segunda opção, a Trilha dos Saltos, tem uma distância menor em quilometragem, mas um grau de dificuldade maior, pois o caminho não é tão plano. A terceira opção, que nem lembro o nome, tinha que dormir na mata, são 2 dias de caminhada! Essa estava completamente fora de cogitação! Cada opção de trilha tem uma cor de seta, a trilha para os Cânios e Cariocas era sinalizada pela cor vermelha. Começamos a seguir... Tudo era muito bem sinalizado! Durante o caminho, começamos a ver as belezas do cerrado brasileiro. Em meio à sequidão, a beleza de poucas flores. E foi aí que o Lipe começou a ouvir o celular tocar! Por incrível que pareça, na pousada a Vivo não pegava, mas no meio da trilha ela pega muito bem! Como era uma ligação do trabalho, paramos a trilha e ele foi atender a ligação... Após 1 hora de caminhada, chegamos em uma parte com uma boa sombra. Paramos um pouco para beber água e descansar. Até que depois de 1:30h, chegamos em uma bifurcação: Canion ou Cariocas. Escolhemos começar pela Cachoeira do Canion. E seguimos caminhando... E chegamos no paraíso! Fiquei sentada ali admirando o Rio Preto abrindo seu caminho por entre as pedras. Eu não sabia o que fotografar primeiro, de tão lindo que era o lugar! Voltamos para as pedras e fomos descendo pelo caminho indicado pela trilha, até que chegamos em uma grande piscina, com águas calmas, logo após a grande cachoeira. Depois do descanso, retornamos para a trilha, agora era a vez de conhecer as Cariocas. Assim que começamos a ouvir o barulho percebemos a grandeza da cachoeira. Essa parte da trilha é a mais difícil, pq temos que descer por um caminho bem estreito e com muitas pedras. É uma longa descida... mas vale a pena o esforço! Quando chegamos lá embaixo, percebemos nuvens negras no céu. Lembramos do dia anterior que começou a chover enquanto estávamos no Vale da Lua e pensamos que era melhor irmos embora. Pegar um temporal naquela cachoeira não era uma boa ideia. Só enchemos nossa garrafa de água e começamos a subir.... Foi bem difícil a subida... Meus joelhos não estavam preparados para aquilo tudo... Enfim, voltamos a trilha. Como o tempo estava nublado a caminhada foi mais amena do que com sol na cabeça. Mas ainda assim, eu estava muuuuuito cansada... Quando eu achei que já estava acabando, ainda faltava 1,2km... uma placa nos avisou sobre isso... É um desespero que não tenho palavras para descrever rsrsrsrs! E por volta de 15h, enfim, chegamos na saída! Passamos pela recepção do Parque e demos os nossos nomes, precisamos avisar que estávamos saindo do parque. Isso deve ser para eles terem o controle se alguém se perdeu na trilha. Mas no vídeo eles já tinham avisado que o parque não possui serviço de resgate, é cada um por si mesmo! Que bom que chegamos a salvos! Voltamos para o hotel e descobrimos que a Vila toda estava sem energia elétrica. Lipe disse que era por causa das naves dos extra-terrestres que estavam aterrissando na região. Ele pesquisou e descobriu que ali é um reduto de ufólogos que acreditam nos ET's e que eles dão essa explicação para as constantes interrupções da energia elétrica! Eu fiquei desesperara, pq tudo o que eu queria era um banho quente, na verdade fervendo! A sorte é que o box era imenso e tinha dois chuveiros, um elétrico e outro a gás. O a gás estava funcionando e consegui tomar meu banho relaxante. Depois fomos almoçar no mesmo restaurante do dia anterior, que a propósito é o único que funciona até tarde. E voltamos para curtir a piscina do hotel. E aí eu lembrei do pôr do sol no restaurante e fomos correndo para ver se ainda dava tempo. Tínhamos almoçado há pouco tempo, então só beliscamos algumas coisas e ficamos esperando o sol se pôr... De fato o funcionário tinha razão, a paisagem é linda! A cidade estava toda sem luz, o restaurante providenciou algumas velas e o ambiente ficou ainda mais aconchegante. Um boa lembrança... Depois disso tudo, voltamos para o hotel e a energia ainda não tinha voltado. Na recepção havia gerador, então fiquei lá carregando todos os meus aparelhos (computador, celular, câmeras fotográficas). Eu monopolizei todas as tomadas possíveis!!! Naquela escuridão, os mosquitos começaram a me atacar ferozmente! Fiquei nervosa, não podia voltar para o quarto por causa dos aparelhos, mas estava impossível ficar ali... Até que um francês me emprestou um repelente que ele disse que era melhor do que o Off. Passei o repelente do francês, depois passei mais off, e só assim os mosquitos me esqueceram. Depois de tudo carregado, voltamos para o quarto e para nossa felicidade, a luz tinha acabado de voltar! Que felicidade que eu senti! E assim terminou nosso segundo dia na Chapada! DIA 3 - 04 de Novembro Esse dia era o nosso aniversário de casamento e por isso programei um dia com trilhas mais tranquilas. Após o café, ficamos curtindo a piscina do hotel, pois esse era nosso último dia ali, nos próximos estaríamos em outros locais. Aproveitamos a água clara da piscina para tentar usar nosso novo brinquedo da Gopro: um dome! Ele tira fotos com metade fora d'água e metade dentro. Uma geringonça bem legal! Mas é super difícil conseguir tirar as fotos pq o disparador tinha que ser feito através do Iphone. Conseguimos poucas fotos boas. A piscina tinha uma borda infinita com vista para a Chapada. Fiquei ali um bom tempo admirando tudo... Foi uma manhã de descanso bem agradável! Por volta de 12h fizemos check-out na Pousada Baguá e seguimos com as malas no carro em direção a Fazenda São Bento, que fica no caminho para Alto Paraíso. A Fazenda surgiu em 1840 e hoje funciona como pousada, restaurante, além de ter acesso a três cachoeiras. Logo na entrada pagamos o valor de R$ 30,00 por pessoa para conhecer as três cachoeiras, mas quem quer conhecer só a primeira, que fica na entrada da Fazenda paga o valor de R$ 10,00. Eu queria conhecer todas e ainda almoçar no restaurante. Então, pagamos, ganhamos nossa pulseira e fomos reservar o almoço no restaurante. O valor é de R$ 60,00 por pessoa, podendo de servir à vontade. Agendamos nosso retorno para 15:30h e seguimos para a primeira cachoeira. A primeira parte do caminho pode ser feita de carro, são uns 3 km de terra batida. Aproveitando o clima do interior em que estávamos, Lipe me pediu para colocar a música "Evidências" no som e aí foi só diversão imitando Chitãozinho e Xororó! Chegamos em um estacionamento, deixamos o carro e seguimos caminhando para a Almécega I. A trilha é de 1 km aproximadamente, fizemos bem rapidinho, em 30 minutos estávamos chegando no Mirante. Parei para descansar as pernas, que estavam cansadas do dia anterior ainda.... E ficamos contemplando a imensidão da Cachoeira. Do Mirante era possível ver umas piscinas formadas na parte de cima, antes da queda d´água e outra piscina formada lá embaixo após a queda. Escolhemos descer para conhecer a parte de baixo. Durante a descida, eu já pensava no sofrimento da subida, mas como sempre, foquei no resultado e segui literalmente ladeira abaixo! Começamos a subir as pedras novamente e paramos de novo no Mirante para admirar aquela linda cachoeira pela última vez. Depois pegamos novamente a estrada de terra e seguimos para a próxima cachoeira: Almécega II. Após estacionarmos, seguimos caminhando pela trilha, que é bem mais tranquila do que a anterior. Em apenas 5 minutos já estávamos na cachoeira. Tinha um lugar super alto para pular, fiquei com vontade de pular com a Gopro, mas vi que tinha umas pedras no fundo. Vi uns meninos corajosos pulando, mas achei melhor não arriscar. Fiquei só contemplando a paisagem mesmo. Começamos a descer e percebi que a cachoeira não tinha uma piscina tão boa quanto a anterior, então nem entrei na água. Lipe, como sempre, quis aproveitar tudo! Eu preferi ficar observando a vista e pensando na vida... Depois de ficarmos um pouco, voltamos para o carro e seguimos em direção ao restaurante. E aí, fiquei muito triste... quando fui procurar minha calça para colocar, percebi que ela não estava na bolsa. E todas as outras roupas já estavam guardadas na mala. Fiquei reclamando com o Lipe: "como vou entrar no restaurante de biquini para almoçar???!!" Lipe, que não se importa com essas regras sociais, ficou rindo de mim, e me mandou ir assim mesmo almoçar. Eu fui... morrendo de vergonha, mas a fome era maior... Entrei, coloquei minha comida correndo e sentei para comer! Lipe comeu desesperadamente! A comida era realmente muito boa! Pedimos mais picanha e eles nos trouxeram bem quentinha, até eu repeti a carne! Saímos do restaurante e bem em frente tinha uma capelinha feita entre as árvores de bambus. Eu não quis entrar na capelinha pq como já disse estava sem as calças kkkkk!!! Não sou católica, mas respeitei o lugar religioso, acho que eu não estava vestida de forma apropriada... rsrsrs. Fiquei do lado de fora esperando. Depois disso, voltamos para o carro e fomos para a última cachoeira - São Bento. Caminhamos por menos de 5 minutos pela trilha. E chegamos em uma espécie de "piscinão de Ramos"!!! Estava super cheia, não era tão bonita, e as pessoas eram esquisitas.... Enfim, ficamos menos de 5 minutos! Seguimos de volta para o carro pela trilha. Nessa hora comecei a perceber que eu estava queimada, minhas costas começaram a arder, mas era só o princípio das dores... Dali, voltamos para o carro e seguimos para a cidade de Cavalcante, levamos aproximadamente 1:30h de viagem. No caminho, Lipe sentiu sono e eu tive que dirigir. Nossa! Como é bom dirigir um carro automático! Já tinha dirigido na Vila, mas ainda não tinha pego a estrada, foi muuuuito bom! Acho que preciso de um carro desse kkkk! Chegamos em Cavalcante e fomos fazer check-in na Pousada Morro Encantado. A pousada é uma gracinha, mas achei o quarto um pouco apertado e muito simples. Fomos aproveitar a sauna e depois tomar banho de piscina. A água da piscina vem direto da cachoeira e por isso é bem escura, mas os funcionários garantiram que estava limpinha. Descansamos um pouco da viagem e a noite fomos jantar na Pizzaria Encanto da Pizza. Dizem que é o melhor restaurante da cidade, e de fato a pizza estava deliciosa. Foi o restaurante mais simples que já fomos em um aniversário de casamento, mas foi super especial! Voltamos para nossa pousada e assim terminou nosso terceiro dia. Durante essa noite percebi que eu estava muuuuuito queimada (esqueci de passar protetor na nuca), e tive dificuldades para dormir, estava ardendo muuuuito. Lipe tentou me ajudar, passou um creme refrescante, fez compressa com água gelada, fez tudo para me ajudar... mas mesmo assim, a ardência era terrível.... Até meu couro cabeludo estava queimado, tudo pq não usei chapéu... No dia seguinte iria me encher de protetor em todas partes do corpo e usar um boné! DIA 4 - 05 de Novembro Acordamos às 06:30h pois precisávamos chegar ao Quilombo Kalunga bem cedo e fomos tomar café. Seguimos por uma estrada de terra por 1 hora até chegar ao Quilombo. No caminho paramos em um Mirante Nova Aurora para tirar fotos e contemplar toda a Chapada. Durante o caminho tivemos que atravessar alguns riachos. Ficamos com medo, mas na hora um motoqueiro passou e disse que era tranquilo para passar. Fomos e tudo deu certo! Chegamos no Quilombo e descobrimos que éramos os primeiros a chegar. Lá funciona assim: Temos que pagar a entrada de R$ 20,00 por pessoa. Além disso, é obrigatório contratar um guia que cobra R$ 70,00, mas pode levar até 6 pessoas no grupo. Como só tinha eu e Lipe por enquanto, resolvemos esperar por um casal que encontramos no Mirante para dividirmos o serviço do guia. Ficamos ali no Quilombo esperando pelo casal e conversando com os moradores. Nosso guia nos sugeriu reservarmos um almoço em um dos restaurantes dali mesmo, custava R$ 30,00 por pessoa para comer à vontade. Assim que o casal chegou, começamos nossa viagem rumo à Cachoeira Santa Bárbara. Até 3 meses atrás, as pessoas ainda tinham que alugar um 4x4 para atravessar um rio, mas agora já construíram uma ponte e com o nosso Jeep mesmo conseguimos seguir pelos 4 km até bem próximo à Cachoeira. Tivemos que caminhar por 1km. E aí, começamos... Caminhamos até chegar na Santa Barbarinha, que é uma versão menor da tão esperada Cachoeira Santa Bárbara. Ela tem a cor turquesa, mas o tamanho é bem reduzido. Mesmo assim, é linda. Tivemos que atravessar por um tronco de árvore e seguimos em direção à Santa Bárbara. Escolhemos não ficar muito tempo ali, nem entramos na água. Queríamos conhecer a grande atração do dia com o máximo de urgência! E foi nessa hora que um acidente aconteceu. Lipe estava subindo pelas pedras com a Gopro na mão filmando, qd de repente escorregou e caiu na água. Ele não se machucou, era uma área bem rasa, mas o problema é que ele estava com a mochila com carteira, documento, dinheiro, comida e o pior... o Iphone estava no bolso. Conclusão: tudo molhado e o Iphone mortinho! O guia estava me ajudando a subir, e desceu correndo para ajudar o Lipe. Ele sentiu dores no braço, mas depois ficou tudo bem. Seguimos por menos de 5 minutos quando avistamos a Santa Bárbara. Ficamos encantados com a cor da água. Qd eu via as fotos dessa cachoeira pela internet, achava que as pessoas editavam as fotos, mas não! A cor da água é exatamente assim! Como chegamos bem cedo, tivemos o privilégio de ter esse paraíso somente para nós, por um bom tempo. E por fim, depois de 1 hora nesse paraíso, tivemos que ir embora. Esse é o prazo máximo para permanecer na Cachoeira. Quando estávamos nos arrumando, um grande grupo de pessoas começou a chegar. E depois não parou mais de chegar gente. O paraíso estava arruinado! Ainda bem que chegamos muuuuito cedo! Voltamos para o carro, e seguimos em direção à Cachoeira Capivara. A trilha para chegar até ela é mais complicada por causa das pedras na descida, mas nada impossível de se fazer. A cor da água, ao contrário da Santa Bárbara que é azul, aqui era verde. Também muito bonita, mas ainda estávamos impactados com o azul turquesa! O guia nos informou sobre o perigo das pedras que eram muito escorregadias. Ele orientou a entrar na água sentado, escorregando pelas pedras, para não cair. Lipe já foi entrando e tirando várias fotos na cachoeira, eu fiquei com mais medo e fui aos poucos. Voltamos para o restaurante e eu estava com tanta fome que esqueci de fotografar. Mas logo depois do almoço seguimos de volta para São Jorge. Depois de 1:30h, chegamos na Vila e fizemos check-in na Pousada Cristal da Terra. Assim que chegamos pedimos na pousada um pouco de arroz para colocar o Iphone do Lipe e assim tentar secar a água. Até aquele momento, ele não estava funcionando ainda... Descansamos um pouco e de noite saímos para jantar. Aproveitei e fotografei a pousada. Tinha uma piscina com água gelada e outra aquecida, mas nem usamos a piscina. Estávamos cansados demais! Seguimos para a Vila e escolhemos comer no Buriti. Eles tinham uma opção de massa parecido com o Spoleto. Podíamos escolher o tipo de massa, de molho e vários ingredientes e se quiséssemos poderíamos repetir uma vez. Tudo isso por R$ 18,00! A comida era bem gostosa, mas não chegamos a repetir, pq achei tudo muito bem servido! Depois desse longo dia, fomos descansar. E assim terminou o nosso quinto dia! DIA 5 - 06 de Novembro Acordamos mais tarde, tomamos café com calma, arrumamos nossa mala, fizemos check-out e seguimos para revisitar o Vale da Lua. Tínhamos visitado no primeiro dia, mas começou a chover muito forte e desistimos. Então voltamos lá e pedimos para entrar sem pagar, conforme tínhamos negociado. E começamos novamente a trilha... Eu já estava muito cansada, mas queria conhecer esse lugar que é tão famoso na região. Fotografei alguns lugares, mas não tive coragem de entrar na piscina. Achei que era pouca água e muita gente junta! Fiquei com certo nojinho rsrsrsr! Sentei pra descansar pq já estava pensando em ter que fazer a trilha toda de volta, sem ter nem mergulhado para melhorar o calor. E aí, acabou nosso passeio. Voltamos para o carro e seguimos em direção à Brasília. Mais umas 3 horas dirigindo... E novamente a placa nos avisando sobre os bichinhos do cerrado. Chegamos em Brasília e fomos direto para o Hotel Base Concept, ele fica exatamente em frente ao Aeroporto. Nossa! Como eu gosto de conforto! A rusticidade é muito legal, mas nada como um bom hotel!!!! Da janela do nosso quarto já conseguíamos ver o aeroporto! Descansamos um pouco e depois fomos dar uma voltinha em Brasilia. Estava chovendo muito, então foi um passeio bem rapidinho pelos principais pontos turísticos. Aproveitamos para comer em um bom restaurante, pois estávamos com saudade rsrsrsr! Escolhemos o Outback que ficava em um shopping bem pertinho da Esplanada dos Ministérios. Resolvemos então entregar o carro nesse mesmo dia, ao invés de entregar no dia seguinte pela manhã antes do voo. Assim poderíamos dormir mais tranquilos e usar o transfer gratuito do hotel para o aeroporto. Assim fizemos e fomos descansar. No dia seguinte acordamos por volta de 5:30h, fomos para o aeroporto, pegamos o voo às 7h e chegamos ao Rio às 08:30h. Já era uma segunda-feira e ainda fomos trabalhar, mesmo estando mortinhos! O balanço da viagem é o seguinte: conhecer a Chapada foi incrível! Tirei fotos lindas, vi paisagens que nunca esquecerei, andei como nunca! Não voltaria lá, acho que é uma experiência maravilhosa para se ter uma única vez na vida (assim como fazer a travessia do Deserto do Atacama). Apesar disso, hoje, meu amado marido, já me fez outro convite: "Vamos conhecer a Serra da Canastra?" E mesmo depois disso tudo que passei, eu pensei: "Pq não?"!!!! E lá vamos nós, pensar no próximo destino rsrsrs! Relato completo com fotos incríveis no meu blog: http://www.analisedeviagem.com.br/2016/11/2016-chapada-dos-veadeiros-go.html
  20. Tem bastante post sobre a Chapada. Esseaqui vai mais para atualizar alguma informação de condições das cachoeiras. 1º dia – 06 de setembro Ônibus Saindo de Palmas às 19:30 do dia 05 de setembro e chegando em Alto Paraíso às 04 horas da madrugada do dia 06. Descemos na BR, pois o ônibus (dessa empresa) não entra na cidade. Fomos procurar a rodoviária no maps. Perdidas total. Fomos para a rodoviária esperar o dia amanhecer para tomar café e procurar algo para fazer até nossas tias chegarem de Brasília. Sono e Friiiiio! 17 graus e ventando. A rodoviária cheia de cachorros nos olhando meio torto. Mas eles eram paz e amor como tudo na cidade. Quando começou a clarear, fui dar um role pelas redondezas e tentar me aquecer caminhando. Muitos grafites, na rodoviária, nas casas, nos comércios e coisas exotéricas. Um estacionamento só para bicicletas e outro só para ETs. Achei um máximo! Quando o dia amanheceu e chegou alguém na rodoviária, nos informou sobre meios de transporte para São Jorge (onde nos hospedaríamos). Não tem linha de ônibus de Alto para São Jorge. Ou é taxi (preço por carro) ou carona. Fomos tomar café na padaria atrás da rodoviária e lá mais guias nos ofereceram transporte e pacotes de passeios. Comemos e fomos conhecer um pouco a cidade. Descemos a rua principal (nome da rua) mas estava tudo meio fechado e devagar ainda. Então resolvemos contratar um guia e fazer um passeio. Fomos para a cachoeira dos Cristais, com a entrada à mais ou menos 5 km de Alto Paraíso, indo no sentido norte, ou sentido contrário a Brasília, à direita (tem placa de indicação e da para ir de carro comum, sem tração). Para passar o dia com a família essa foi a melhor cachoeira que visitamos (tanto que voltamos depois com as tias). É uma trilha de mais ou menos 1,5 km de descida e pedras que dá acesso à 7 cachoeiras e alguns bons locais de banho até a última, Véu de Noiva, no fim da trilha. Tem uma boa estrutura, a trilha é bem sinalizada e as cachoeiras são belíssimas. Para quem for cansando pode ir ficando nas cachoeiras de mais fácil acesso. Até mesmo na cachoeira da vovó, a primeira, que basta passar pelo bar e já chega nela. Das cachoeiras que visitei, achei que a Véu de Noiva é a que tem a água mais fria da Chapada. Almoçamos em Alto e fomos para São Jorge de táxi, com o mesmo guia que nos levou à cachoeira. Em São Jorge nos hospedamos na pousada Alecrim do Campo. Limpa, conservada, preço justo e café da manhã farto e variado. À tarde as tias chegaram e dividimos, 5 mulheres, um quarto. A noite saímos para jantar, à pé, pois tudo é perto na vilinha. Tinha muitas opções de comida. Eu não senti falta de nada, talvez porque sou da região, mas minha tia do Paraná sentiu falta de mais comida regional. 2º dia - 07 de setembro Fomos conhecer o Vale da Lua. Para quem sai de São Jorge é no sentido voltando para Alto, do lado direito (tem placa) e a estrada até a entrada do Vale pode ser feita com carro comum. Bom, vi muito terror em outros posts sobre a necessidade de usar tênis para fazer a trilha do Vale. Tem termo de responsabilidade e tudo para entrar. De minha parte não gosto muito de usar tênis, principalmente, quando vou a algum banho. E na verdade eu esqueci de levar o tênis para a viagem então fui um pouco receosa. Mas lhes digo, não é essa dificuldade toda, e na minha opinião, tênis nesse caso é um questão de preferência e não de grande necessidade. Em relação ao Vale, fomos numa época de seca, então tinha pouca água, mas mesmo assim gostei. O atrativo do vale são as paisagens, a Chapada, o terreno que parece (um pouco) lunar. Há três pequenos locais de banho e último é o melhor. A água é translúcida e tem uma pequena queda escondida nas pedras. Peça aos salva-vidas para lhes mostrarem. Fizemos esse passeio em meio dia, porque só banhamos mesmo no terceiro poço e começou a ficar muito cheio, por conta do feriado. À tarde fomos à outra cachoeira no caminho de Alto, cachoeira São Bento. Na verdade são três cachoeiras com uma mesma entrada, Almécegas 1 e 2 e São Bento. Nas Almécegas precisa andar mais um pouco de carro até começar a trilha à pé. Não fomos na Almécegas 1 pois o pessoal falou que a trilha era difícil e estávamos com as tias, então passamos direto para a 2. Trilha fácil. A cachoeira é bem bonita, mas área de banho é muito escorregadia, então vale entrar de chinelo. Tem também um poço fundo que dá para saltar das pedras. Perder o medo de saltar é uma das atrações dessa cachoeira. Voltamos à entrada, deixamos o carro e seguimos na trilha da cachoeira São Bento. A trilha é fácil e a cachoeira é bonita e tem poço bem grande. Quando chegamos o céu ficou nublado, mas acredito que ela seja ainda mais bonita com sol. Nessa cachoeira tem vários pontos para saltos, para crianças, adultos, medrosos, corajosos, suicidas, rsrs. 3º dia 08 de setembro Nesse dia iríamos à mais famosa das cachoeiras da Chapada, a Santa Bárbara. Fica no município de Cavalcante e demoramos 3 horas para chegar à entrada da cachoeira. Fica aqui a dica, no dia que visitarem essa cachoeira fiquem hospedados em Cavalcante, essa de ida e volta é beeeem cansativa! De Cavalcante à cachoeira são 22 km de estrada de chão. No geral a estrada está conservada, mas tem um pedaço de uns 50 metros que é rali, muita areia fofa. O guia falou que foi por conta do rali dos sertões que tinha passado por lá que a terra ficou solta assim. Mas nosso carrinho popular aguentou bravamente as ladeiras com 5 mulheres dentro. De 11 às 13 fomos à cachoeira da Capivara, pois a Santa Bárbara tem limite de lotação. Em minha opinião, essa é a cachoeira mais bonita que visitamos. Falo a parte da queda. O poço nem tanto, mas a queda é de cartão postal. Às 13 horas fomos para a Santa Bárbara. A trilha é fácil, mas um pouco longa. Quando se chega à área das cachoeiras aí complica um pouco, mas o guia ajuda. Realmente, o conjunto da obra é belíssimo! Mas a água azulada é que garante toda a beleza dessa cachoeira. Tem uma boa área para banho e a vista compensou e muito todo o cansaço da viagem. É uma das cachoeiras mais bonitas que vi na vida. 4º dia – 09 setembro Esse dia seria para fazer a trilha do parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, mas estava todo mundo moído do dia anterior. Então resolvemos ir às cachoeiras mais perto de São Jorge. Fomos à Morada do Sol, que tem uma trilha fácil, mas um pouco longa. A cachoeira é muito boa para banho e tem dois grandes poços, mas tem que explorar um pouco. O segundo, um pouco mais abaixo da queda é melhor para banho, tem locais para salto e o fundo é mais visível. Mais a frente tem uma grande queda que tem acesso proibido sem guia, acredito que seja área de rapel. Gostei bastante dessa cachoeira. Depois de lá fomos à Raizama. Ela é quase um circuito de mirantes, é muito bonito ver o trabalho que a água fez esculpindo a pedra. Tinha uma área boa de banho, apesar da seca. Que eu me lembre essa área é chamada de São Bento. É uma grande fenda nas pedras com um longo poço. Gostei bastante apesar de achar que ficaria melhor com mais luz do sol. A raizama mesmo não estava muito bonita e atrativa, tinha pouca água, e estava quase parada, então passamos direto. Tudo isso fizemos só na parte da manhã, então à tarde fomos apresentar as Cachoeiras dos Cristais às tias e jantamos em Alto Paraíso. Aliás, vale a dica de comer por lá sempre que possível. Apesar de São Jorge ter muitas opções, Alto tem muito mais. 5º dia - 10 de setembro Nesse dia só tínhamos a manhã para explorar, pois a tarde já partiríamos. Então fechamos tudo e fomos para a Cachoeira Loquinhas em Alto Paraíso. É na saída da cidade e tem placas indicativas no final da Av. Ary Valadão. Também é um conjunto de cachoeiras e também vale a estadia de um dia por lá. Tem para todos os gostos e a trilha é a mais bem estruturada de todas que visitamos. É relativamente fácil. A última e, dizem, a mais bonita das cachoeiras estava seca, então vamos ter que voltar para conhecê-la, mas as outras compensaram e muito . A volta fizemos de Brasília, porque não queríamos ficar esperando o ônibus passar sabe-se lá que hora na BR. Mas acredito que tenham linhas que entram na cidade. Não chegamos a conferir.
  21. Fui pra Chapada dos Veadeiros no feriado de 7 setembro de 2016. Como fui sozinha acabei optando por fechar tudo com uma agência. Após muitas pesquisas, fechei com a Tour Chapada.No pacote está incluído transfer de Brasilia até São Jorge (vice-versa), passeios e entradas no parque, pousada e lanches para as trilhas. O voo eu comprei com milhas da TAM, como é feriado, a única opção foi um voo pinga pinga, mas tá valendo né. Roteiro: 1° dia - BRASÍLIA / CHAPADA DOS VEADEIROS / VALE DA LUA: O Hélio (dono da agência) nos pegou no aeroporto em Brasília por volta das 10h da manhã, seguimos então em direção a Alto Paraíso (cerca de 2h30) onde iríamos almoçar. Antes de chegar lá fizemos uma rápida parada para fotos no Morro da Baleia e Jardim de Maytréa. Por volta de 12h30 chegamos em Alto Paraíso, almoçamos num restaurante bastante aconchegante (Tapindaré), comidinha bem caseira e gostosa e depois seguimos para São Jorge, onde iriamos ficar. A pousada escolhida é a Panipalan, simples, mas aconchegante. Quartos grandes, todos com rede na frente, muito verde e ambiente bastante familiar. O único inconveniente é que a dona da pousada não ficou por lá e não havia ninguém na recepção, somente uma funcionária da limpeza que fica parte do dia. Fizemos check-in, trocamos de roupa e fomos direto para o Vale da Lua. O lugar é muito legal, e tem esse nome porque a lembra a superfície da Lua. Ficamos por lá até umas 17h, voltamos pra pousada tomamos banho e fomos jantar. Restaurante: Nesse fia fomos na pizzaria Lua Nova. Super recomendo, massa fininha, bem leve e crocante, atendimento rápido e música ao vivo. 2° dia - PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS VEADEIROS Trilha dos Canyons e Cachoeira das Cariocas: Trilha de aproximadamente 10 Km, em certo ponto há uma bifurcação onde se pode ir até a cachoeira das Cariocas (0,6 Km) ou até o Canyon 2 (0,9 Km). Canyon 2 é um estreitamento do Rio Preto que entre as rochas de quartzo forma em seu final um delicioso poço para banho. O Canyon 1 está fechado para turistas, pois lá há uma especie rara de pato que está em extinção. 3° dia - CACHOEIRAS DA CAPIVARA E DE SANTA BARBARA O roteiro inicial previa visita na Morada do Sol e Raizama, no entanto, o grupo todo estava decidiu e acordamos e ir na Cachoeira de Santa Bárbara, que fica em Cavalcante. Tivemos que pagar um adicional pois a localização é muito afastada, cerca de 3h de carro, sendo 35 Km de estrada de terra. Eu particularmente não dirigiria naquela estrada, tem que ser muito experiente para não atolar. A troca valeu muito a pena, a cachoeira é uma das mais lindas que vi na visa, sua água azul é devido a presença de calcário. Para aproveitar o passeio fomos também na cachoeira da Capivara que fica muito próxima, e é igualmente linda. Dica: Se programe para chegar na cachoeira o mais cedo possível, pois ela lota e o tempo máximo de permanência é de 1h. O horário com maior incidência de sol (e consequente cor mais bonita) é 12h. 4º dia - ABISMO E JANELA: Dia mais esperado por mim, foram as fotos no mirante da janela que me fizeram decidir ir pra Chapada. Já aviso, não vá se você não tem preparo físico (trilha nível HARD, pelo menos pra mim) e de preferência vá com guia pois a trilha está muito mal sinalizada. Caminhada de cerca de 9 Km, com MUITAS subidas e descidas, leva ao mirante da Janela,com vista para os dois Saltos do Rio Preto, cartões postais do Parque. No percurso está também a Cachoeira do Abismo, infelizmente nessa época do ano (poucas chuvas) ela estava seca e não pudemos desfrutar. DICA: Leve muita água, no mínimo 1,5L pois não há lugar para abastecer. 5° dia - ALMÉCEGAS I E CACHOEIRA DE SÃO BENTO: Almécegas I - Acesso pela Fazenda São Bento. São aproximadamente 4 km de estrada sem asfalto. A água do Rio Almécegas cai numa cascata de 40 metros de altura, num cenário de rara beleza. A trilha de 1.5 km até a cachoeira tem duas subidas e duas descidas, sendo a última bastante íngreme. A trilha é considerada de médio grau de dificuldade. Almécegas II - Segunda queda do Rio Almécegas: Andando de carro por mais uns 3 km do estacionamento da Almécegas I chega-se à Almécegas II. Cachoeira de apenas 3 metros de altura, espalhada em concha com grande poço. A trilha de apenas 200 metros é de acesso facílimo. Obs: Não fizemos pois estávamos com tempo contado pra chegar ao aeroporto. Cachoeira de São Bento - A caminhada pode ser pela trilha suspensa, de madeira, com 2.8 km de extensão ou por uma pequena trilha de 200m. A cachoeira é pequena, porém tem um poço grande para banho. Fotos no meu blog: http://anapelomundo84.blogspot.com.br/2016/09/chapada-dos-veadeiros-set16.html
  22. A Chapada dos Veadeiros é uma região de cerrado no nordeste do estado de Goiás abrangendo cinco municípios: Alto Paraíso, Cavalcante, Colinas do Sul, São João D'aliança e Teresina. Seus primeiros habitantes foram os índios Avá Canoeiros, Crixas e Goyazes. Conhecida por sua beleza natural e riqueza da fauna e flora que compõem sua biodiversidade, o nome da chapada faz referência aos caçadores de veado-campeiro. Nas trilhas entre serras e veredas são inúmeros os atrativos turísticos como rios, cânions, cachoeiras, águas termais, etc. Desde 2015 estava planejando conhecer a Chapada dos Veadeiros. Convidei vários amigos, montei roteiros, assisti vídeos no youtube e li muito sobre os atrativos da região. Meus companheiros para essa viagem foram: Ana (mãe), Diego (irmão) e Rosana (amiga). Foi muito legal viajar em família e com a Rosana, ótimas companhias. Optamos por ficar 7 dias na região, sendo 3 dias em Alto Paraíso e 4 em São Jorge. Observe no mapa abaixo que não foi fácil escolher quais atrativos visitar, pois são inúmeros. A seguir relatarei como foi cada um desses dias que nos aventuramos pela Chapada dos Veadeiros. Dia 1: 19/07/2016 - Cataratas dos Couros Saímos de São José dos Campos - SP às 4h e chegamos ao estacionamento no Aeroporto de Guarulhos por volta das 5h30. Conseguimos nos perder até chegar no estacionamento ZASTRÁS. Tivemos que deixar o carro no Airport Park e pagar a tarifa de R$29,90 por dia. Chegamos ao aeroporto de Guarulhos às 6h e foi uma correria só. Enfim, decolamos às 06h50 e às 08h30 chegamos ao aeroporto de Brasília. Para conhecer os atrativos da Chapada dos Veadeiros, recomendo o aluguel de carro. Sem carro a viagem ficará muito cara, pois será necessário contratar os passeios com as agências da região. No nosso caso, alugamos um carro pela Localiza e tivemos um bom desconto, pois reservamos pelo site da Gol. Pegamos um Sandero Stepway, 0km. Valor da diária? R$73,00, sem seguro. Meu irmão, Diego, por ser mais velho se acha o sabidão e logo assumiu a direção. Com o sertanejo sofrência estalando (irmão e mãe adoram, tive que ficar quieto), seguimos rumo a Chapada dos Veadeiros. Por volta das 11h paramos em São Gabriel de Goiás e almoçamos no restaurante São Gabriel. Por R$20,00 você pode comer a vontade e apreciar uma comida caseira deliciosa. Vale a pena! Como não pretendíamos desperdiçar nenhum dia, inserimos um atrativo no primeiro dia. A escolha foi certeira: Cataratas dos Couros. São mais de 30km de estrada de terra com muita poeira para chegar até o estacionamento. Na época das chuvas acredito que só carros 4x4 cheguem nesse atrativo, pois têm alguns morros bem íngremes. A entrada para as Cataratas dos Couros fica a 18 km de Alto Paraíso, sentido Brasília. Saindo da rodovia, ande 22,5 km em estrada de terra sempre pela estrada principal. Chegando numa bifurcação, após andar os 22,5 km, vire à direita e depois ande aproximadamente 9km, sempre virando à esquerda. Assim chegará no estacionamento de carros. O rio dos Couros faz uma sequência incrível de corredeiras, cachoeiras e poços. A trilha é moderada, tem aproximadamente 4km (ida e volta) e têm muitas pedras. O lugar é incrível. Como fomos na época de seca, foi possível entrar nos poços de água cristalina. A última cachoeira é a mais bonita, mas como estava tarde, não conseguimos descer até a base para conhecê-la. Para saber mais, clique aqui. Recomendo usar tênis. Como estava o dia inteiro de tênis, caí na bobeira de fazer essa trilha de sandália e consegui chutar as pedras várias vezes, e numa dessas cortei um dedo. Esse corte me atrapalhou bem nos dias seguintes. Outra dica importante é levar bastante água e comida, pois o lugar não possui infraestrutura para receber os trilheiros. Saímos da Catarata dos Couros por volta das 17h e fomos direto para Alto Paraíso de Goiás. Alto Paraíso é a principal cidade da região. Têm formas arquitetônicas bem diferentes, como iglus, gotas ou pirâmides. Lugar alto astral onde pulsa a espiritualidade para quem busca se interiorizar, ou simplesmente, um lugar de paz e vivências de bem-estar para quem quer apenas descansar. O município acomoda uma charmosa rede de hotéis, pousadas e campings com capacidade de aproximadamente 3500 leitos. Escolhemos o Reges Hostel para passar 3 noites por lá. Hostel super legal. Tem 4 suítes e dois quartos coletivos. O custo-benefício é ótimo e a localização, a limpeza e o atendimento são excelentes. Recomendo! O dono é o Joka, super atencioso e sempre disposto a ajudar! Valeu Joka, abração!!! Seguem informações sobre Hostel: Reges Hostel Página no facebook: https://www.facebook.com/reges.hostel Contato: (62) 82364316 Dia 2: 20/07/2016 - Cachoeira Loquinhas / Poço Encantado Acordamos às 8h e fomos à padaria tomar o café da manhã. Dizem que o pão de queijo de minas é show, mas comemos um nessa padaria que era fenomenal. E mais, por R$1,00 você levava 3 pães de queijo. Fiz a festa! hehehe. Nesse dia, nosso destino (período da manhã) era a Cachoeira das Loquinhas. Localizada a 3 km do centro da cidade, lá você encontra um complexo de sete poços de beleza única, caracterizado por suas águas cor de esmeralda. O valor da entrada é R$22,00 por pessoa e a trilha é extremamente fácil, com passarela de madeira em boa parte do caminho. Para saber mais, clique aqui. Retornamos da Cachoeira das Loquinhas às 12h e paramos em Alto Paraíso para almoçar. Depois do almoço seguimos por aproximadamente 52km, sentido Teresina de Goiás, até chegar ao Poço Encantado. A trilha para esta cachoeira é bem curta e sossegada. O lugar é ótimo para passar uma tarde inteira. O valor da entrada é R$20,00 por pessoa. Vale a pena!!! Para saber mais, clique aqui. Retornamos no fim do dia, descansamos e saímos a noite para comer algo e tomar uma gelada, afinal nem só de trilhas e cachoeiras vive o homem….hehehe. Dia 3: 21/07/2016 - Cachoeira Santa Bárbara / Cachoeira da Capivara Planejamos sair cedo em nosso terceiro dia, pois nosso objetivo era sermos os primeiros a chegar na famosa Cachoeira Santa Bárbara. Seguimos de carro até Teresina de Goiás, em uma estrada ótima. Lá você vira à esquerda, sentido Cavalcante, e dali pra frente a estrada está toda remendada, bem “meia boca”. Chegamos em Cavalcante por volta das 9h. Dica: passe no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) e peça informações de como chegar até a comunidade Kalunga. Não esqueça de abastecer o carro, pois são aproximadamente 30 km de estrada de terra até chegar a comunidade Kalunga. Essa é a maior comunidade de remanescentes de quilombos do Brasil. O fato de os Kalungas terem permanecido distantes dos centros urbanos, num lugar inóspito e de difícil aproximação, acabou fazendo deles um dos poucos exemplos de remanescentes negros que quase não sofreram influências externas em seu modo de vida. No dia-a-dia, o povo kalunga dedica-se à plantação de mandioca, arroz, fumo, milho e, às vezes, feijão. Cria gado e aves, pratica a caça e a pesca. A atividade turística é organizada pela população local. Para visitar as cachoeiras de Santa Bárbara e da Capivara pagamos uma taxa de R$20,00 por pessoa, e é obrigatório o acompanhamento de guia. Caso você esteja sem, eles oferecem o serviço de guia por R$70,00 para grupos de até 5 pessoas. Nós contratamos o guia Jean. Fizemos ”n” perguntas ao jovem, que sempre nos respondia com um sorriso no rosto. Da comunidade Kalunga até o estacionamento percorremos 5km, atravessando dois rios com o carro. Segundo o guia, se fosse época das chuvas seria impossível atravessar de carro. Confesso que morri de medo do carro “dar pau”, afinal estava sem seguro e era um carro 0 km. Chegamos ao estacionamento e percorremos cerca de 1km de trilha até chegar na primeira cachoeira, conhecida como Barbarinha. Continuamos até chegar à Cachoeira Santa Bárbara. Aqui devo confessar, fiquei meses sonhando com o dia que estaria nessa cachoeira. Ao chegar, não acreditava no que estava vendo: simplesmente a cachoeira mais bonita que visitava. Tirei várias fotos enquanto estava vazia e em seguida fiquei um bom tempo observando a beleza que Deus reservou para aquela comunidade. É como se eles tivessem um tesouro. Posso escrever o que quiser aqui que não vou chegar nem perto de deixar vocês a par do quanto essa cachoeira é bonita. Confira as fotos a seguir, é de tirar o fôlego. Saímos da Cachoeira Santa Bárbara e retornamos para comunidade. De lá fomos conhecer a Cachoeira da Capivara. Outra cachoeira muito linda que tem um poço bem legal para nadar. Como gastei muita tinta com a Santa Bárbara vou deixar as fotos falarem pela Capivara. hehehe. Retornamos da Cachoeira da Capivara por volta das 14h e fomos almoçar. Reservamos o almoço com a mãe do guia Jean. Uma comida bem natural, simples e excelente. Pagamos R$30,00 por pessoa para comer à vontade. Valeu a pena! Esse dia foi inesquecível. Espero que gostem das fotos! Dia 4: 22/07/2016 - Cachoeira Almécegas I e II - Cachoeira São Bento Acordamos por volta das 8h, tomamos café, nos despedimos do dono do Hostel, o Joka, e partimos rumo à Fazenda São Bento. Localizada a 9km de Alto Paraíso, sentido São Jorge, na Fazenda São Bento você tem a opção de conhecer três cachoeiras: Almécegas I (trilha de 3km ida e volta), Almécegas II (trilha de 600m ida e volta) e São Bento (trilha de 400m ida e volta). Para saber mais, clique aqui. Pagamos R$30,00 por pessoa para conhecer as três cachoeiras. Preferimos conhecer primeiro a Cachoeira Almécegas I, pois a trilha era mais longa. A trilha é moderada, tem subidas íngremes, um mirante e a base da cachoeira é formada por um poço de água extremamente gelada. Vale a pena conhecer essa cachoeira, ela é sensacional. Saindo da Almécegas I, retornamos ao estacionamento e fomos conhecer a Almécegas II. Eu, particularmente, não curti muito, pois você chega pela parte de cima da cachoeira e como eu estava cansado, fiquei com preguiça...hehehe. Muitos aproveitam pra saltar das pedras. Ficamos apenas uns 40 minutos na Almécegas II e retornamos à Alto Paraíso de Goiás, já que o almoço no restaurante da Fazenda São Bento custava R$60,00 por pessoa. Com esse valor consigo almoçar a semana inteira em São José dos Campos….hehehehe. Após o almoço, retornamos à Fazenda São Bento e fomos conhecer a Cachoeira São Bento, que fica muito próxima do estacionamento, cerca de 200 metros. Ela tem um poço gigante, então dá para dar boas braçadas e passar a tarde toda lá. Estava lotada, deve ser porque o acesso é fácil. E acreditem, 80% das pessoas que lá estavam, nesse dia, curtiam um “tchozen”! Só com a “marola” ficamos bem relaxados, inclusive minha mãe...hehehehehe. Nosso plano era passar no Vale da Lua antes de seguir para São Jorge, mas o tempo deu uma virada e preferimos seguir direto para a vila. Chegamos em São Jorge por volta das 17h e logo notamos que a vila é muito “roots”. Até então não tinha conhecido um lugar tão descolado quanto lá, onde as ruas não são asfaltadas (terra batida mesmo) e têm muitos hippies. Na data em que estávamos na Vila acontecia o . Tudo é muito diferente naquele lugar, gostei muito! hehehe Nossa hospedagem em São Jorge foi numa casa alugada. A dona da casa chama-se Edicelma. A casa fica localizada na rua 4, na vila de São Jorge. É uma casa de 2 quartos, recém construída e que nos atendeu muito bem. Se for em grupo de 4 ou 5 pessoas, recomendo entrar em contato e fazer uma cotação: Casa alugada da Edicelma Página no facebook: https://www.facebook.com/edicelma.costa Contato: (62) 9657-8225 Dia 5: 23/07/2016 - Saltos do Rio Preto Sábado foi o dia de conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Localizado a 800m da Vila de São Jorge e criado em 1961, o parque possui quatro trilhas para chegar aos atrativos: Travessia das Sete Quedas, Trilha dos Saltos, Trilha dos Cânios e Trilha da Seriema. Para saber mais, clique aqui. Escolhemos conhecer a Trilha dos Saltos no sábado e a Trilha dos Cânions no domingo. Saímos às 8h15 e chegamos na recepção do parque às 8h30. Não é cobrada taxa de visitação. Lá você assiste um vídeo (5 minutos) sobre as regras do parque, assina um termo de responsabilidade e pé na trilha… A Trilha dos Saltos tem aproximadamente 9 km entre ida e volta, considerando a partir da recepção do parque. O nível de dificuldade é moderado se você escolher conhecer somente as corredeiras, e pesado se você quiser conhecer as corredeiras e os saltos. A trilha é autoguiada e sinalizada por setas amarelas na ida e setas brancas na volta. O percurso é feito na maior parte do tempo em terreno acidentado e bastante pedregoso. Depois de aproximadamente 4 km de caminhada, chega-se ao Salto de 120 m. Só é possível aprecia-lo de um mirante, ponto alto do percurso de onde se vê a queda d’água do Rio Preto. É de perder o fôlego. A 800 metros dali está o Salto de 80 metros, onde é possível tomar banho no rio. Fizemos o percurso de ida em aproximadamente 1h15, andando num ritmo bom. Após tirar inúmeras fotos no mirante e curtir a cachoeira do Salto de 80 metros por cerca de 3h, decidimos retornar. Ao retornar, pega-se uma subida bastante íngreme de cerca de 800 metros que requer cuidados para pessoas com problemas respiratórios, hipertensão arterial e asmáticos. Com mais 1,5 km de caminhada chega-se às Corredeiras do Rio Preto, onde também é possível tomar banho de rio nas hidromassagens formadas em suas pequenas quedas. Optamos por retornar para casa sem conhecer as corredeiras, pois ficamos muito tempo no Salto de 80 metros e estávamos com muita fome. Nesse dia minha mãe preferiu ficar em casa para descansar e preparar um almoço pra nós...hehehe. Algumas dicas importantes: chegue cedo ao parque se for em época de feriados ou alta temporada, tome um café da manhã bem reforçado, leve 2 litros de água por pessoa e um lanche bom. E no mais, força nas pernas e nos pés, pois as trilhas são cansativas. Vale o esforço! Dia 6: 24/07/2016 - Cânion - Cachoeira Cariocas - Águas Termais Domingo acordamos às 7h, tomamos um bom café da manhã e partimos rumo ao Parque. Nosso objetivo era fazer a Trilha dos Cânions. Nesse dia minha mãe optou em ir com a gente, afinal já tinha descansado no sábado e estava preparada para enfrentar os 9km de trilha. A Trilha dos Cânions também é autoguiada e é sinalizada com setas vermelhas na ida e brancas na volta. O percurso total é de cerca de 9km entre ida e volta. Mas é bem mais tranquila que a Trilha dos Saltos, pois não tem tantas subidas e descidas. Fizemos o percurso de ida em 1h15 e o retorno em 1h10 caminhando num ritmo bom. Os atrativos são os Cânions e a Cachoeira Cariocas. Ficamos muito tempo nadando na Cachoeira Carioca e depois retornamos para a Vila. Nesse dia aproveitamos o final de tarde para conhecer as piscinas de águas termais da Pousada Éden. Lá paga-se R$20,00 por pessoa para entrar nas piscinas e usar a sauna a lenha. Esse foi o único passeio que me arrependi de ter ido. A água estava fria, nesse dia estava ventando, o banheiro estava extremamente sujo (sem condições de uso) e a sauna a lenha nos deixou com cheiro de fumaça. Depois de ficar uns 40 minutos por lá, nossa vontade era pedir o dinheiro de volta, sentimos que compramos “gato por lebre”...kkkkkkkk. Para saber mais, clique aqui. Dia 7: 23/07/2016 - Cachoeira do Segredo Nosso último dia na Chapada dos Veadeiros foi reservado para conhecer a Cachoeira do Segredo. Para chegar a Cachoeira do Segredo você segue 10km pela estrada que vai para Colinas do Sul e vira à esquerda. Tem placas indicando o caminho. Uma informação importante: que você deve comprar o ingresso antecipadamente na vila de São Jorge (consulte: http://www.operadorasegredo.com.br/). A taxa de visitação é R$35,00. A trilha para chegar até a cachoeira do segredo é realizada pelas margens do rio Segredo e tem sombra em boa parte do percurso. São 6 km entre ida e volta e é necessário atravessar o rio algumas vezes. Mas isso não é nenhum problema, pelo menos na época que visitamos (julho-2016). A cachoeira tem 120 m e é cercada de paredões de 150 m, um verdadeiro paraíso no cerrado. A água é tão gelada que tira qualquer “encosto”….hehehehe. É ótima para pegar um resfriado também, eu provei isso...hehehe. Se você for conhecer a região, não deixe de visitar a Cachoeira do Segredo, ela é FENOMENAL. Bom, não falei sobre a noite em São Jorge que é sempre bem agitada. Saímos todas as noites, tomamos umas, curtimos algum som e retornávamos para descansar. No período que estávamos na Vila, estava acontecendo o Encontro das Culturas e, com isso, a vila estava muito movimentada. Gostamos muito do lugar e o que ficou foram boas lembranças e saudades. Espero que tenham gostado do relato, inseri apenas 5% das fotos...hehehe. No decorrer do texto citei várias sites e dicas. A planilha de gastos ficará disponível também. Qualquer dúvida entre em contato, estou à disposição. Agradeço a colaboração das amigas Edna e Rosana que dedicaram um tempo na leitura e correção do texto. Obrigado!!!! Foto 32 Até a próxima!!! Abraço! Para saber mais sobre a Chapada dos Veadeiros, acesse: http://www.veadeirosoficial.com.br/ http://www.chapadadosveadeiros.com/ http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html
  23. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros. ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE *********
  24. Acho que se quiser fazer praticamente todas principais trilhas 4 dias em São Jorge, 4 ou 5 em Alto Paraiso e 1 em Cavalcante são suficientes.Alugar em carro em Brasilia e ir direto para São Jorge (267 km), lá fazer as trilhas do Parque Nacional, e as cachoeiras das fazendas vizinhas. Ao retornar tirar foto no jardim de Maytrea. Ao retornar vai direto para Cavalcante (127 km saindo de São Jorge ou 90 km saindo de Alto Paraiso) dorme em Cavalcante e sai cedinho para a cachoeira de Santa Bárbara e Capivari. É obrigatório ir com guia. Os guias ficam no CAT de Cavalcante e cobram 70 reais para levar o grupo de até 8 pessoas. Se vc estiver em apenas 2 pessoas aguarde no CAT que sempre aparece gente indo para la e querendo guia também ai vcs dividem. Indo em 6 pessoas da em trono de 15 reais por pessoa. É melhor dormir em Cavalcante porque são 27 km de terra até chegar na cachoeira e se não for com guia na estrada não corra porque tem umas valetas no caminho. Ao final da tarde vai direto para Alto Paraiso e lá faz Catarata dos Couros (Belíssima, porem é melhor ir com guia porque ele conhece bem o local e vai saber os melhores pontos para entrar na água que não é fácil não) é simplesmente fantástica. E em Alto Paraiso faz esta e as outras cachoeiras por perto como Loquinhas, e Almécegas (imperdível). DICA: 1- Trilhas do parque Nacional, vá de Calça e blusa de manga comprida, porque é seco até não poder mais e sol na cabeça o tempo inteiro, você desidrata muito rápido, principalmente na do Saltos que é sobe e desce. 2- Se vc alugou carro em Brasilia na volta encha o tanque antes de sair de Goiás porque o combustível e Brasilia é absurdamente mais caro.
  25. Dia 1: Saímos de Campinas do Aeroporto Internacional de Viracopos com destino para Brasília no dia 31/03/2016. Chegamos 9:00h e alugamos um carro no próprio Aeroporto Juscelino Kubitschek. *Nota importante: Na Chapada dos Veadeiros é extremamente importante ter um carro para desbravar e aproveitar a viagem, pois não existe transporte público e as caronas são escassas dependendo da época do ano. Sabemos que não é a forma mais barata de viajar, mas o barato pode sair caro caso chegue lá é não consiga ir para os picos por estar dependendo de carona. As cachoeiras são distantes e em cidades diferentes, o que complica ainda mais a locomoção. Nossa opinião é que vale muito a pena alugar um carro. Paramos no supermercado Extra para fazer nossas compras de alimentos e bebidas. Como no Aeroporto de Campinas proibiram nosso embarque com as latas de TEKGÁS do fogareiro, tivemos que comprar um novo gás (encontramos na Leroy Merlin, ao lado do Extra). Antes de partir para a Chapada realizamos uma vontade grande de conhecer o Eixo Monumental da nossa lindíssima capital e outros pontos turísticos (vale muito a pena para quem não conhece). Conhecemos a Biblioteca Nacional, Museu Nacional, Catedral Nossa Senhora da Aparecida, Prédios dos Ministérios, Itamaraty, Ministério da Justiça, Congresso Nacional, A praça dos 3 poderes, Palácio da Alvorada, Ponte JK e Lago Paranoá. Depois partimos às 14:30h para a Chapada e almoçamos na estrada em uma das pequenas cidades do caminho (tudo com GPS). Andamos aproximadamente 260 KM em uma excelente estrada asfaltada até Alto Paraíso onde fomos recepcionados por um portal em forma de Nave (toda a cidade é mística). Na rotatória principal entramos sentido São Jorge e andamos mais 15 Km para chegar ao Camping Pachamama. Como o preço da diária estava mais alto do que o esperado (R$ 40,00/por pessoa), andamos mais 15Km até São Jorge para ver outros campings (o mais barato era R$ 25,00), mas voltamos correndo para o Camping Pachamama, pois realmente era a melhor estrutura e ainda com uma vista linda! Valia a pena pagar um pouco mais caro. Montamos nossa barraca quase à noite e ficamos neste local por 6 lindos dias. O camping possui excelente estrutura de cozinha e banheiros, sempre limpos. Além disso esse camping é na minha opinião o mais bem localizado da Chapada, pois está no meio do caminho entre Alto Paraíso e São Jorge onde são distribuídas as principais cachoeiras e trilhas. A área é gramada, possui estacionamento (o carro não fica ao lado da barraca), possui área para fogueira, cozinha com geladeira, fogão, pias e utensílios como pratos, copos, travessas e panelas. Dia 2: Partimos para São Jorge, onde fica a entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. O parque possui 4 trilhas diferentes, com poços, corredeiras, mirantes, cachoeiras e cânions. *Nota Importante: A entrada do Parque é gratuita e não é necessário guia para fazer as trilhas, pois todas elas possuem setas com cores específicas de 50 em 50m sendo impossível se perder. Na entrada do Parque possui uma sede onde você assiste um vídeo de 3 minutos sobre as trilhas e assina um termo de responsabilidade para entrar. O Parque fecha as 18:00h, então os seguranças pedem para retornar até as 17:30h. No primeiro dia decidimos fazer a trilha amarela, dos Saltos e Corredeiras. Andamos aproximadamente 11Km (ida e volta) com trilhas maravilhosas, nível médio-difícil. O primeiro Salto é possível observar de cima a queda d’água imponente de mais de 30m, e logo a seguir encontramos o segundo Salto, onde conseguimos nos banhar com um vista maravilhosa de uma cachoeira rodeada por paredões e uma água gelada para renovar nossa caminhada. A próxima parada são as Corredeiras, com águas calmas para banho. Bem na saída do Parque, no estacionamento, tomamos um Suco de Mangaba e um de Açaí maravilhosos, vale a pena! Então partimos para o Vale da Lua voltando 10 km na mesma estrada sentido Alto Paraíso, e com mais 4 Km de terra. A entrada no local custa R$ 20,00 por pessoa, e são 800m de trilha nível fácil. Imperdível! Dia 3: Voltamos para o Parque Nacional em São Jorge e fizemos a trilha vermelha da Cachoeira dos Cariocas e Cânions. São 12 Km ida e volta com trilha nível médio, menos íngreme que a dos Saltos. Dia 4: Fizemos amizade com um casal que estava de bicicleta e eles foram com agente para a Catarata dos Couros com suas 3 quedas enormes e deslumbrantes. Fica a 50Km do Camping com, sendo que 33Km é de estrada de terra. É preciso ficar atento às placas, mas dá pra chegar tranquilo sozinho. A entrada é gratuita e não precisa de guia. Dia 5: Fomos para Alto Paraíso conhecer a Loquinhas que fica a 3Km da cidade com fácil acesso. São poços com águas cristalinas e fundo esmeralda com água bem gelada por conta da vegetação fechada. A trilha dentro do local é toda em um deck de madeira, caminhando por menos de 1Km, com as entradas para os poços e quedas. A entrada custa R$22,00 por pessoa e não precisa de guia. Seguimos para a Cachoeira dos Cristais, com seu íngreme relevo e suas 7 quedas e piscinas para banho. A entrada custa R$15,00 por pessoa e não precisa de guia. Trilha fácil e com menos de 1Km. Dia 6: Saímos do camping mais tarde nesse dia (por volta das 10h30) e fomos conhecer as cachoeiras Almécegas I e II e a São Bento, que se encontram na mesma propriedade, bem próximas ao camping que estávamos. 3 cachoeiras que não podem faltar no roteiro de quem ama a natureza. Pagamos R$10,00 por cachoeira (total de R$30,00 por pessoa). Trilhas bem fáceis e curtas, a Almécegas I é imperdível! A noite fomos jantar em Alto Paraíso na Massa da Mama, Cantina Italiana tradicional da cidade. Muito boa, e é a única que abre todos os dias da semana. Dia 7: Desmontamos acampamento logo cedo e partimos em direção a Cavalcante que fica aproximadamente 80Km de Alto Paraíso. Chegando na cidade andamos mais 25Km aproximadamente em estrada de terra para chegar à propriedade dos Kalungas (Antigo Quilombo). Lá fomos diretamente ao CAT – Centro de Atendimento ao Turista, onde pagamos R$20,00 por pessoa para entrar na propriedade (essa taxa é paga uma única vez independente do número de dias que a pessoa fique). Além dessa taxa é obrigatório contratar um dos guias locais, que custam R$ 70,00/dia, e que pode levar até 8 pessoas. Acabamos dividindo uma guia com outro casal, então saiu R$ 35,00 por casal. Fizemos o passeio para a maravilhosa cachoeira Santa Bárbara, a mais famosa da Chapada pela sua água azul turquesa, e para a deliciosa Cachoeira Capivara. Essa cachoeira é obrigatória pra quem vai pra Chapada, linda demais! Você pode ir e voltar no mesmo dia se quiser, mas nós preferimos dormir duas noites nos Kalungas, e valeu muito a pena. *Nota Importante: Lá é obrigatório o uso de guias e acho muito válido pagar, pois eles vivem disso e é uma forma de ajudar a comunidade, que é muito receptiva e solicita. Também indico que contratem o guia lá mesmo com os Kalungas, e não guias de fora, fortalecendo a economia local. Tivemos o privilégio de sermos guiados pela Dona Angelina que nos convidou para acampar no quintal dela, onde ela tem uma estrutura coberta de sapê e um banheiro. Fomos extremamente bem recebidos e muito bem tratados, com direito a um delicioso suco de maracujá logo que chegamos. Tivemos experiências bárbaras com a estadia na casa de uma nativa. *Nota Importante: Nos Kalungas existe apenas um camping mais estruturado e as casas dos moradores para acampar. Na minha humilde opinião vale muito mais ficar nas casas dos moradores devido ao contato maior com a cultura deles, além de ser mais barato. Dia 8: Acordamos no quintal da Dona Angelina com um café preto especial feito por ela, e saímos para a Cachoeira do Rei do Prata que fica 47Km de estrada de terra da Comunidade dos Kalungas. Fizemos um trekking de 16Km (ida e volta) com 6 Cachoeiras maravilhosas em trilhas de nível médio de dificuldade, e cruzando 4 rios. Quem gosta de Trekking não pode perder esse passeio. O valor desse passeio é R$150,00, relativo à diária do guia, que dividimos mais uma vez com o mesmo casal que havíamos conhecido no dia anterior. É necessário ter um guia, pois o caminho é muito mal sinalizado. O passeio dura o dia inteiro, saímos às 9h e chegamos às 19h. Voltamos para o camping da Dona Angelina, onde fomos convidados para jantar junto com a família dela. Comemos arroz, feijão, mandioca e galinha caipira, tudo cultivado no seu jardim e preparados pela filha dela, especialmente para nós. Ela não cobrou um real a mais por isso, e nos proporcionou uma noite de muitos aprendizados e reflexões, que trouxemos na bagagem para sempre. Dia 9: Desmontamos acampamento e voltamos para Brasília. Dormimos no Hostel 7, muito bom! Para quem quiser conhecer a Cachoeira Candarú nos Kalungas pode fazer também no último dia, nós não fizemos pois preferimos voltar com mais calma na estrada. No total percorremos 1.296km pela Chapada dos Veadeiros! Os gastos totais foram de R$ 3.427,00, incluindo passagem aérea, aluguel de carro, combustível, passeios, alimentação e campings. Informações: Camping Pachamama Rodovia GO-239, Km17 E-mail: [email protected] Site: http://www.campingpachamama.tur.br Valor da diária por pessoa: R$40,00 Camping e guia nos Kalungas - Cavalcante Angelina Paulino da Silva (marido e filha também são guias – Geraldo e Simone) Telefone: 62-98088322 Valor da diária por pessoa: R$20,00 Hostel 7 SCLRN 708, Bloco I, Loja 20, Asa Norte, Brasília E-mail: [email protected] Site: http://hostel7.com.br/ Valor da diária por pessoa: R$ 50,00 em quarto coletivo (pelo Booking)
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