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Encontrado 14 registros

  1. Olá pessoal, Morei em Brasília por um tempo e em alguns finais de semana fui conhecer a Chapada dos Veadeiros. Me apaixonei por aquele lugar. Natureza em estado bruto! Acordava com tucanos nas árvores do lado do meu quarto. Enfim, segue um pequeno vídeo que fiz dos momentos que passei lá... Juntei algumas informações e dicas dos lugares que visitei. Segue abaixo: Informações gerais A Chapada dos Veadeiros é formada por várias cidades e mais de 2000 cachoeiras catalogadas para a região. A regiao fica no mesmo paralelo que Macchu Picchu e esta localizada em cima de uma imensa placa de cristal de quartzo que, reza a lenda, tornam a região brilhante se vista do espaço e atrai uma energia cósmica... Ou seja, a Chapada dos Veadeiros é considerada um dos maiores destino místicos do Brasil. As 3 cidades mais populares como ponto de acesso aos principais atrativos são Alto Paraíso, São Jorge e Cavalcante. Alto Paraíso é a maior cidade das 3. É onde se encontra maiores opções de hospedagem, restaurantes, etc. São Jorge é um vilarejo localizado a 35 km de Alto Paraíso e porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. São Jorge tem uma atmosfera mais hippie, com muitas lojas de artesanato e ruas apertadas (muitas delas sem asfalto). Cavalcante, localizada a 91 km de Alto Paraíso, é a cidade aonde todos vão com o objetivo de conhecer Santa Bárbara, a cachoeira mais famosa da Chapada. Mas também existem outras atrações imperdíveis como Rio da Prata. A maior cidade mais próxima da Chapada é Brasília. São 230 km da capital até Alto Paraíso que podem ser feitos de carro (melhor opção pois te dá autonomia em relação aos passeios), ônibus (empresa Real Expresso) ou carona. Existe dois grupos no Facebook de pessoas que oferecem carona (muitas vezes vc contribui na gasolina) que funcionam muito bem! Os links: https://www.facebook.com/groups/240194479350012/?ref=br_rs https://www.facebook.com/groups/1636791463255652/?ref=br_rs Dicas Gerais - A primeira coisa a se fazer assim que chegar m Alto Paraiso, Cavalcante ou São Jorge: Ir ao CAT (Centro de atendimento ao turista). Lá vc vai ver todos os passeios disponíveis, pegar informações sobre o estado atual das trilhas, contratar guias, etc. - Tênis confortável, protetor solar e MUITA água pras trilhas. - Não faça fogueiras nem use sabonete ou shampoo nas cachoeiras. - Na rua principal de Alto Paraíso tem um mercado e uma padaria muito bons (é fácil achar). A Padaria abre as 6:30 todo dia. Vendem omeletes, bolos e salgados bons pra levar pra trilha (pão de queijo deles é mto bom tbm), só não vendem água (que vc tem que comprar no mercado do lado). - Todo sábado pela manha acontece uma feira onde se vende artesanato, sucos, lanches, etc. Vale muito a pena ir tomar um café da manha por lá. É só perguntar no hotel que eles sabem dizer onde fica. - Quer ver muitas maritacas e tucanos? Tem um terreno baldio em Alto Paraiso que parece ser o dormitório deles. Siga até a Pousada Meu Talento e de lá ande uns 10 metros vc verá um terreno abandonado. É lá! Chegue umas 17:50 e espere ate eles aparecerem. Os tucanos ficam mais nas embaúbas. Eu pulei a cerca e entrei um pouco mais para ficar mais de perto (cuidado com os cachorros! Kkkk). Clique na imagem abaixo para ler melhor as informações: Dinheiro Leve dinheiro em espécie! Em Alto Paraíso tinha um caixa eletrônico, mas na época que fui (Agosto/2017) não tinha nenhum! Em São Jorge e Cavalcante também não existem caixas. Qual a melhor época? Existem 2 períodos: O da seca (maio a setembro) que é quando o nível de água das cachoeiras diminui e é possível tomar banho sem riscos. Já no período das chuvas o volume aumenta e elas ficam mais bonitas, mas o perigo de trombas d’água é maior. Onde se hospedar? A cidade com maior opção de hospedagem é Alto Paraíso. Das 3 vezes que fui fiquei em Alto Paraíso. Segue a avaliação das pousadas: - Buddy’s Hostel: Quarto limpo, staff atencioso e ambiente bacana. Tem quarto compartilhado e cozinha. Fica uns 10 minutos a pé da rua principal. Recomendo! Site: http://www.buddysalto.com/ - Pousada Caminhos de Santiago: Ótimo ambiente e café da manhã. O único problema é que alguns quartos ficam no segundo andar em uma construção de madeira que faz mto barulho quando as pessoas passam. Principalmente a noite. Site: http://www.pousadacaminhodesantiago.com.br/ - Pousada Meu Talento: Uma das melhores pousada que fiquei na vida! Café da manhã completo com vários tipos de queijo, frutas, sucos, etc. Staff extremamente atencioso, piscina, ambiente... Tudo perfeito! Ambiente romântico. Perfeito para casal. Mas se prepare pq é caro! Site: http://pousadameutalento.com.br/ Onde comer? Na rua principal de Alto Paraíso tem varias opções. - Caverna do Crepe: Crepe realmente muito bom e barato. - Ateliê da Pizza (conhecida tbm como Pizzaria 2000): Pizza OK. Nada demais. - Vendinha 1961: Um restaurante/bar com um clima legal. Olhando de fora parece que é caro, mas é um preço justo. Musica ao vivo, mas atendimento não muito bom. Especialidade em pastéis. Muito gostosos! - La Vita e Bella: Restaurante de comida italiana. Experimentei um nhoque que tava bem meia boca. Pode ser que os outros pratos sejam melhores. - Cravo e Canela: Restaurante vegetariano muito bom! Sabores bem diferentes. Me surpreendi. Só demoram pra fazer o prato. Recomendo! - Santo Cerrado Risoteria: Esse restaurante fica em São Jorge. Especialidade em risotos (óbvio) e realmente são muito bons! Com musica ao vivo no segundo andar. Ótima opção em São Jorge. Em feriados fazer reserva com antecedência!! - Jambalaya: Restaurante caro, mas um dos melhores de Alto Paraiso. Todo a luz de velas. Clima romântico. Comida maravilhosa (Pedi um pesto com filé ao molho de limão siciliano que tava perfeito). Ir de carro ou não? Fui 1 vez sem caro e outras 2 com carro. Sem carro fazia o seguinte: Fazia amizade com alguém do hostel pra conseguir carona ou acordava cedo e ia pra frente do CAT (Centro de Atendimento ao Turista, abre as 8h) e tentava puxar um papo com alguém que aparecesse ali em busca de informações e desenrolava uma carona. Dá certo! Tente não pedir carona para casais... Eles geralmente são mais fechados. Procure por turmas de amigos. Existe uma cultura enorme de carona na Chapada. É super comum! O fato é que o carro te dá maior liberdade de fazer os passeios que vc quiser na hora que quiser, portanto se puder, vá de carro!! Contratar guia ou não? Depende do passeio. Cachoeira Santa Barbara é obrigatório ter guia. A maioria dos passeios não precisam de guia, mas se vc perguntar no CAT eles vão sempre indicar o guia. Se vc for com um orçamento maior eu acho legal valorizar o trabalho dos guias. Minha opinião com base em todos os passeios que fiz: Não foi necessário guia (exceto na Cachoeira Santa Barbara e na Trilha das 7 Quedas), mas se vc gosta de saber informações do local, contrate, mas o guia tira um pouco da sua liberdade tbm. Exemplo: Cheguei ao Mirante da Janela e tinha um grupo com guia. Tiraram as fotos e foram embora! Eu fiquei lá um tempão curtindo sem hora pra voltar. Passeios Fiz todos eles foram saindo de Alto Paraíso. Quase todos os passeios são cobradas taxas de entrada que variam de 15 a 30 reais. - Cachoeira Segredo: Cascata enorme! Água congelante (quase todas são...rs). Pra chegar faz uma trilha na mata que vai travessando o rio umas 7 vezes! Tente fazer pela manhã, pois na parte da tarde não bate sol. Passeio de meio dia. - Cachoeira dos Cristais: A pior de todas! A queda não é tão bonita e como é de fácil acesso dá muita gente. Tem um restaurante na entrada da trilha o que deixa o lugar ainda mais cheio de gente. Passeio de meio dia. - Poço encantado: Lugar bom para crianças (tem salva vidas) e passar o dia relaxando. Tem uma “praia” de areia branca bem legal. Passeio de meio dia. - Catarata dos Couros: Uma das cachus mais incríveis da Chapada. Volume de água enorme. Fica um pouco longe de Alto Paraíso. Passeio de dia inteiro. Entrada grátis. - Mirante da Janela: Muitos dirão que é bom fazer com guia, mas digo: Não precisa! São 8km de ida e volta. No caminho tem a Cachoeira do Abismo, mas na época que fui estava seca. Do mirante tem vista da cachoeira dos Saltos dentro do Parque. Passeio de dia inteiro, mas se vc sair cedo e for no pique, dá pra fazer em meio dia e depois ir por exemplo no Vale da lua que fica no caminho de São Jorge para Alto Paraíso. Vi algumas pessoas com dificuldades para encontrar a famosa “janela” (onde dá pra tirar aquela foto famosa da Chapada). A dica que dou é: Assim que chegar ao mirante e ver a Cachoeira dos Saltos, observar uma trilha na parte direita no meio das pedras. A Janela fica bem embaixo do Mirante. Qualquer coisa pergunte alguém que estiver por lá. - Almécegas I e II e São Bento: Almécegas é uma das cachoeiras mais populares da Chapada. Sempre cheia nos finais de semana. Fica muito próxima a Alto Paraíso na estada que vai para São Jorge. Chegue cedo e vá direto pra Almécegas I (a melhor). Fomos pra Almécegas II no meio do dia e tava impossível andar de tanta gente. Cachoeira São Bento é legal... Tem local pra pular das pedras. - Santa Barbara e Capivara: Fica em Cavalcante (Saia bem cedo se vc se hospedar em Alto Paraíso). Santa Barbara é a cachoeira mais bonita que já fui. Água cristalina e fundo de areia branca. A cachoeira fica sob responsabilidade do povo Kalunga. É obrigatório contratar guia. Só chegar no CAT de Cavalcante que terão vários a disposição. O piso dos guias é R$120. Fizemos com a guia Jane. Melhor pessoa que conhecemos nessa viagem!! Atenciosa, preocupada com nosso bem estar. Nota 10! WhatsApp dela: (62)99652-2103. É possível ficar penas 1 hora na Santa Barbara, pois evita que a cachoeira fique lotada. Depois curta a Santa Barbinha que é uma cachoeira menor, mas muito bonita também. Dica: Faça primeiro a Santa Barbara e depois vá para a Capivara que é boa pra curtir e relaxar. Outra dica: Depois das cachoeiras pare no restaurante dos Kalunga e coma a comida de fogão a lenha. R$30 e come a vontade. DELICIOSA! - Vale da Lua: Achei bem sem graça. É aquilo q se vê nas fotos... Formações rochosas diferentes. Só. Tem uma parte para banho, mas dependendo de quando vc for vai estar lotado. - Loquinhas: Pertinho de Alto Paraiso. São vários poços de água transparente. Lindo demais! Vale muito a pena. - Trilha das 7 Quedas: Acordei cedo e fui pro CAT ver se encontrava alguém pra me dar carona pra algum passeio. De cara encontrei um cara que estava fazendo a trilha das 7 Quedas no parque. Só que detalhe: A trilha é feita em 2 dias e ele iria fazer em apenas 1. Colei nele e dividimos o guia. Andamos 25km no total!!!! Das 8:30 as 17:30. Com 3 paradas pra banho. Sol cascando em cima! Passeio bem legal, mas é muito puxado!! Tem que ter pique. Começamos numa entrada no caminho de Alto Paraíso para São Jorge e terminamos na entrada do parque em São Jorge. Esse passeio de 1 dia tem q ser com guia. Levem lanche e muita água. Levei 3 litros e foi pouco. Fotos Equipamento utilizado: Camera Nikon D5100 com as lentes 55-200mm e Tokina 11-20mm f/2.8, uma GoPro Hero 4 Silver e um iPhone 7 Plus.
  2. Olá, vou compartilhar com vocês algumas informações. Eu passei uma semana na Chapada dos Veadeiros em Julho/2017. Saí de São Paulo, capital. - Passagem Avião - Ida e Volta = R$ 490,00 (comprei 3 semanas antes, comprando 3 meses antes você consegue encontrar por 300,00 ida e volta) - Hospedagem - Adubai Hostel = R$ 60,00 a diária (quarto coletivo, café da manhã, cozinha coletiva bem próximo da rodoviaria e da rua principal de Alto Paraiso) - Aluguel de carro - Unidas = R$ 640,00 (total de 6 diarias, dividimos esse valor entre 4 pessoas) - Na época a gasoline estava R$ 3,99 o litro. - Com alimentação gastei uma media de R$ 20,00 a R$ 30,00 por dia com almoço, mas poderia ter economizado fazendo minhas proprias refeições no hostel) [DICAS] 1. A Chapada dos Veadeiros fica em Goias, o aeroporto mais próximo é o de Brasilia. 2. Quando chegar no Aeroporto de Brasilia ainda terá mais umas 3 horas de carro ou ônibus até Alto Paraiso. 3. As cidades no entorno do Parque Nacional da Chapada são: São Jorge, Alto Paraiso de Goias e Cavalcante. 4. As trilhas dentro do Parque são gratuitas, porém recomenda-se chegar cedo pois a limite de visitantes. 5. Alugar um carro ou arranjar caronas é essencial para visitar as principais cachoeiras. Se você não alugar um carro ficará limitado a conseguir carona. 6. Se for depender de carona talvez seja melhor ficar em São Jorge onde o Parque fica a 1km e algumas cachoeiras proximas. 7. Tem cachoeiras a 4km de distância de Alto Paraiso (ex: Loquinhas) e outras a quase 120km (ex: Santa Barbara, Capivara...) 8. Almoço entre R$ 15,00 (prato feito) até R$ 60,00 o kg do Self-service. 9. A linha de ônibus que vem de Brasilia até Alto Paraiso é a Real Expresso. 10. Traga dinheiro em cédulas, só tem 1 caixa eletrônico funcionando atualmente e é do Itau. O da Caixa explodiram. 11. Se você vai na 2° quinzena de Julho todo ano tem o Encontro das Culturas em São Jorge. 12. Ofereça ou procure caronas nos grupos de carona da Chapada. 13. Caso venha sozinho(a) ou não tenha CNH procure pessoas que venham na mesma data nos grupos de mochileiros/viajantes e alugue um carro para dividir gastos. (Foi assim que fiz a minha trip, conheci 3 pessoas do grupo dos mochileiros e alugamos um carro em Brasilia) 14. Um carro 1.0 consegue passar de boa em 95% das estradas pra trilhas. [ROTEIRO] ➡1° dia Saida do Aeroporto de São Paulo para o de Brasilia e de Brasilia vinda de carro até Alto Paraiso. ➡ 2° dia ☑ Parque Nacional - Trilha dos Canyons II e Cariocas (30km de Alto Paraiso) Valor: Gratuito Estacionamento: 15,00 Dica: Chegue 8h/8h30 porque as 9h costuma atingir o limite de visitantes. Após 12h não entra mais ninguém. Horário de funcionamento: 8h as 18h ☑ Jardim Maytrea Valor: Gratuito Estacionamento: na beira da estrada mesmo Dica: Visite no finalzinho da tarde, tem um por-do-sol legal ➡ 3° dia ☑ Catarata dos Couros (50km de Alto Paraiso) Valor: Gratuito Estacionamento: "no final você me dá um dinheirinho, moça." Dei 10,00 e tudo certo Dica: Baixe o mapa para a Catarata dos Couros em offline e se prepare para uns 35km de chão de terra. Dica 2: Quando chegar lá, saiba que há 3 cachoeiras. A primeira que é a principal, a segunda é acessada por outra trilha e a terceira acho que só chega nadando. ➡ 4° dia ☑ Cachoeira Almécegas I, II e São Bento (não lembro a distância) Valor: 30,00 por pessoa. Estacionamento: Esta incluso nesse valor ➡ 5° dia ☑ Cachoeira de Santa Barbara + Capivara (120km de Alto Paraiso) Valor: 20,00 por pessoa + 70,00 (pode ser dividido por um grupo de até 8 pessoas) Estacionamento: Incluso no valor Dica: Saia cedo. São em média 1h30/2h até Cavalcante. Pegue um guia local do Quilombo Kalunga. Costumam cobrar mais barato que os da cidade. E baixe o mapa para o local em offline. ➡ 6° dia ☑ Cachoeira dos Cristais (13km de Alto Paraiso) Valor: R$ 20,00 Estacionamento: incluso no valor Dica: EU não gostei muito dessa cachoeira, perto das outras é um pouco sem graça. Mas indicaria pra pais com crianças por ser fácil acesso. ☑ Cachoeira Macaquinhos Valor: R$ 30,00 Estacionamento: incluso no valor Dica: São 7 cachoeiras, então faça a trilha até a última e na volta tome banho ou pare para fotos nela. [DISTÂNCIAS] - Cachoeira Loquinhas (4km de Alto Paraiso) - Cachoeira dos Cristais (8,5km de Alto Paraiso) - Cachoeira de São Bento (10km de Alto Paraiso) - Cachoeira Almécegas I e II (13km de Alto Paraiso) - Cachoeira dos Macaquinhos (24km de Alto Paraiso) - Jardim de Maytrea (22km de Alto Paraiso) - Vale da Lua (35km de Alto Paraiso) - Cataratas dos Couros (45km de Alto Paraiso) - Cachoeira do Segredo (50km de Alto Paraiso) - Cachoeira do Abismo (40km de Alto Paraiso) - Cachoeira de Santa Barbara (114km de Alto Paraiso) - Cachoeira de Capivara (106km de Alto Paraiso) - Cachoeira do Candaru (106km de Alto Paraiso) - Centrol Cultura São Jorge (40km de Alto Paraiso) - Entrada do Parque da Chapada dos Veadeiros (41km de Alto Paraiso) Meu Instagram: CristineGranato Grupos uteis: CONEXAO CHAPADA-BSB - Transporte Solidario Carona Solidária Chapada dos Veadeiros Conexão Brasília - Chapada - DAS MANAS Conexão - GYN/DF/CHAPADA
  3. Olá Mochileiros. Fui para Chapada dos Veadeiros em julho/17 e fiz o meu roteiro com base em relatos aqui do site e como foi tudo lindo e perfeito acho justo agradecer fazendo este relato. Apesar de ter ido com um roteiro bem legal, houve algumas mudanças que fizeram a viagem mais perfeita! Todos os dias foram aproveitados, inclusive o dia de ir e voltar... Primeiramente entrei na parte de Companhias para Viajar, achei uma garota que iria numa data que eu também poderia, começamos a trocar mensagens, mais pessoas apareceram e criamos um grupo no watts. Entre pessoas entrando e saindo, ficamos apenas 3. Aqui vai uma observação: quando se está a procura de cia para alguma viagem você tem que estar disposto e ter paciência porque muitos desistem! O meu grupo final não foi o inicial (apenas eu ). As outras duas pessoas do meu grupo chegaram em Brasília na segunda-feira a noite, e eu iria chegar apenas na quarta pela manhã, e por opção deles, decidiram me esperar. Aí eles aproveitaram pra conhecer a capital. O combinado era eu encontrar com eles em Alto Paraíso na quarta-feira. No fundo eu achei foi ótimo eles me esperaram por que ir de Brasília para Alto você tem 3 opções: ônibus convencional (10:00 e 19:00), carro fretado (cobram aproximadamente 70 reais) ou carona (cobram 35 reais). Há no facebook os grupos de carona, é so pesquisar! Mas você fica dependendo da boa vontade e dos horários dos outros, mas enfim, são as opções que tem PRIMEIRO DIA Eles alugaram o carro, me buscaram no aeroporto e as 11:30 estávamos rumo a Alto Paraíso... DICA: se for possível, aluguem carro!!! As cachoeiras são longes e ganha-se tempo com o carro. Chegamos em Alto Paraíso as 14:30 e já aproveitamos para conhecer ALMECEGAS I, II e Cachoeira São Bento. A entrada para as cachoeiras fica na estrada entre Alto e São Jorge e é bem sinalizada. Paga-se 30 reais e pode conhecer as 3, o carinha da portaria te explica tudo certinho e não tem erro. A trilha é fácil para quem está acostumado e intermediário para os novatos. Você tem a visão da Almecegas I através do mirante e continua a trilha até o poço. A queda é bem bonita e o poço grande. Eu não entrei porque não estava batendo sol e a água super gelada. O meu companheiro entrou e não ficou nem 2 minutos.. kkkkkk Partimos para Almecegas II, trilha super fácil. A queda é bem menor, mas estava batendo sol e por isto entrei na água. É super gostoso o lugar e a luz do sol deixa tudo mais encantador. Para finalizar, passamos pela Cachoeira São Bento só pra olhar mesmo, porque depois destas 2 São Bento ficou no chinelo ... o poço é grande, mas a queda muito pequena! DICA: Este passeio pode ser feito em 1/2 dia e se possível que seja o primeiro da viagem, porque é legal conhecer, mas depois das outras cachoeiras, Almecegas I e II podem não ter o mesmo encantamento Nossa base foi em Alto Paraíso e ficamos no Adubai Hostel (mais uma casa adaptada -60 reais a diária) e a nossa sorte é que não tinha mais ninguém hospedado lá (se tivesse cheio acho que não seria legal). A dona é super simpática e deixou uma quarto com banheiro privativo para nós. SEGUNDO DIA fomos para Cachoeira Santa Bárbara. Já sabíamos que é obrigado contratar guia. Saímos de Alto cedinho e fomos rumo a Cavalcante (usamos GPS). Chegamos ao CAT (centro de atendimento ao turista) para buscar informações e disseram que os guias que ficam mais perto da cachoeira estavam participando de uma festa local (não vimos nada de festa quando chegamos lá, mas enfim...) e por isso pode ser que não tivesse ninguém disponível lá: SEM GUIA NÃO ENTRA NA CACHOEIRA! Por isto tivemos que pegar um guia no CAT mesmo (valor mais caro). Por sorte encontramos um outro grupo de 5 pessoas e dividimos o valor: ficou 20 por pessoa para conhecer 3 cachoeiras. A trilha é de 1,5km e fácil. A Cachoeira Santa Barbara é muito bonita, a queda em sí não é espetacular, mas o poço é muito bonito, você não acredita na cor da água. O lado ruim é que o tempo lá é controlado e pode ficar apenas 1 hora, por isto chegue e já aproveita o lugar. Depois saímos rumo a Cachoeira Capivara. A trilha para a cachoeira é fácil para moderada, mas vale muito a pena. A queda é linda e o poço é bem gostoso! Aí que vem o chato da viagem: o nosso guia disse que não estava no pacote de preço conhecer a terceira cachoeira!!! Como assim??? Foi o que combinamos no CAT! Infelizmente não teve conversa e voltamos para o centro de Cavalcante. Mas passamos no CAT para relatar o que aconteceu e o atendente nos disse que o valor que pagamos era para o guia ter nos levado a terceira cachoeira. DICA: o guia foi o ZÉ e certifiquem de deixar tudo bem claro quando fechar quais cachoeiras está no pacote! O lado bom foi que o grupo que conhecemos lá nos acompanhou em outros passeios também, pessoas muito especiais!!! Na volta de Cavalcante para Alto aproveitamos e paramos na Cachoeira Poço Encantado (há placa sinalizando, mas a entrada é a esquerda da estrada logo depois de uma curva beeem fechada). A entrada custa 20 reais e como estava um pouco tarde e sem sol na cachoeira, resolvemos não entrar/pagar. Mas no local ha um restaurante simples, com mesinhas de onde se vê uma parte da cachoeira. Aí ficamos lá conversando, comendo e vendo a cachoeira (mesmo que longe). Voltamos para a estrada e pegamos um por do sol, foi lindo! TERCEIRO DIA: Com o grupo que conhecemos em Santa Bárbara, fomos fazer a trilha Cânions e Cachoeira Carioquinhas (mesma trilha que levam aos 2 atrativos) que ficam dentro do Parque da Chapada dos Veadeiros. O parque fica em São Jorge (35km de Alto Paraíso e a estrada é muito boa). O carro fica na entrada do parque e o estacionamento custa 15 reais. No parque assistimos ao vídeo de 3minutos que os instrutores pedem pra ver. Começamos a trilha que é fácil na ida e moderada na volta (o corpo cansado fez a volta ser mais demorada). A trilha é bem sinalizada e fomos os primeiros no Cânion. O cânion é bem legal e tem uma lagoa para banho, curtimos um pouco e fomos sentido Carioquinhas (tem que fazer a trilha para voltar a entrada do parque por apenas 1km e tem a seta indicando a trilha da carioquinha). A trilha é fácil, mas para chegar na cachoeira há uma descida ingrime e tudo que desce, sobe! kkkkk então na volta esta subida contribui para o cansaço geral! A cachoeira é muuuuito bonita e tinham bombeiros (chegaram depois da gente). Eles foram uma gracinha e indicavam onde podia pular, onde podia ir, etc. Um deles até foi com a gente até as quedas. Eu sou medrosa, mas com a indicação deles, pulei também. Foi bem divertido. Eles nos informaram que outros 2 bombeiros estavam a caminho dos canions também. Gente, há 2 canions no Parque, para sair de um para o outro tem que andar mais 2km. Se a gente tivesse feito os dois, com certeza a volta da trilha teria sido muito pesada! Chegamos na entrada do parque as 15 horas e aproveitamos para conhecer o Vale da Lua: fica na estrada sentido Alto Paraíso (há placas), depois que sai da estrada dirigimos por uns 2km até a entrada. Paga-se 20 reais e a trilha é fácil. O lugar é legal, tem um poços bem pequenos para tomar banho, a água corre entre os buracos, mas pra mim não vale os 20 reais, mas indico conhecer pelo menos uma vez! Voltamos, pegamos a estrada sentido Alto e paramos no Jardim Maytrea para ver o por do sol. Há um pequeno espaço para estacionar o carro na estrada mesmo. O visual é muito bonito, vale a pena parar lá. QUARTO DIA fomos para Cachoeira do Segredo. Lemos relatos que era muito indicado guia e por isto contratamos um (Edmar): pagamos 25 por pessoa e nos juntamos a um outro grupo. O caminho é a estrada de São Jorge, mas ao invés de entrar na cidade, você continua... infelizmente o asfalto acaba logo depois...Há sinalização até a portaria e paga-se 25 para entrar (sem guia é 35). Depois seguimos com o carro, atravessamos o riacho 4 vezes (atravessar o riacho é bem legal, mas dá um frio na barriga!) estacionamos o carro e seguimos a pé... Achei a trilha fácil (7km ida e volta), atravessamos o riacho umas 6 vezes. Quem tem noção de trilha, acho que consegue fazer sem guia. Mas o nosso guia foi muito atencioso, foi explicando as coisas (ao contrário do guia de Santa Bárbara que so respondia o que era perguntado), enfim, foi um bom investimento. A Cachoeira do Segredo é simplesmente espetacular, a queda mais bonita, você fica de boca aberta, não há foto que expresse a magnitude. Mesmo sem bater sol no poço, não há como chegar até lá e não entrar, gente... entra sem pensar! Fiquei embaixo da queda um pouco e voltei nadando de costas, eu juro que quase chorei de emoção. Foi a coisa que mais me marcou em toda a viagem! Voltamos e na metade da trilha paramos para outro banho no riacho, água menos gelada e muito transparente. Como ainda estava um pouco cedo, paramos em São Jorge, andamos por lá, tomamos sorvete de sabores da região, vimos artesanato, etc e fomos ver de novo o por do sol, mas agora no Mirante do Abismo (caminho para o Parque, há placa). Não achei muita graça, porque as árvores tampam um pouco a visão e aí eu sugeri da gente ir na torre do telefone (vi uma foto no instagram e salvei). Não tem placas indicando, você vai no "achômetro", mas achamos! Não é um ponto turístico e acho que é proibido subir , mas como já tinha gente lá, subimos! Eu tenho um pouco de medo de altura, mas fui.. o visual é bem legal, valeu a pena enfrentar o medo! Logo depois mais pessoas foram chegando e ficamos lá do alto vislumbrando o por do sol! QUINTO DIA Fomos para Catarata dos Couros (ouvi relatos que pode ser feito em 1/2 dia, mas decidimos que seria o dia para aproveitar bem e tiramos o dia para lá). Fomos de GPS WIKILOC (procurem no google caso não conheça, vale a pena). É sentido estrada para Brasília, depois de uns 11km de Alto vira a direita (há placas) e depois mais uns 30km de estrada de terra (super indico o aplicativo indicado acima, se não é bom ter guia). Deixamos o carro no estacionamento, não tem que pagar nada (mas demos uma contribuição na volta para os caras que ficam olhando os carros). Primeiro tem a Cachoeira da Muralha e depois seguimos a trilha pelo percurso do rio até as quedas da Catarata... é tranquilo, mas em alguns lugares tem bifurcação, mas todas levam para o mesmo lugar. Catarata dos Couros é fenomenal, grandioso, imponente... foi o dia que usamos muito a palavra NOOOOOOSSA! kkkkkk... Lá tem um local onde o pessoal pula, eu não tive coragem, mas o povo pula mesmo. eu desci pelas pedras e entrei no poço! Aproveitamos lá, depois voltamos e curtimos mais a Cachoeira da Muralha. SEXTO DIA... Era o dia da volta para Brasília e nosso voo era para as 19h. Acordamos cedo, fizemos check out, colocamos as malas no carro e fomos para o Parque fazer a trilha dos Saltos e Corredeiras. A trilha para os Saltos é fácil pra ir e difícil para voltar (muita subida). Antes de chegar a cachoeira, você tem a opção de ir até o mirante e ver a queda mais alta 120m (so se vê pelo mirante, não tem como descer até ela). Depois fomos até o Salto de 80m. Muito bonito, poço grande, mas não ficamos muito tempo. Seguimos a trilha para as corredeiras. Foi indicado pelo corpo de bombeiro que encontramos na Carioquinha fazer Saltos primeiro e se refrescar nas Corredeiras e foi o que fizemos e foi perfeito. Chegamos a portaria do parque 12h00 e pegamos estrada rumo a Brasília. PS: eu já faço trilhas, mas o meu grupo nunca tinha feito. Mas fizemos todos os passeios juntos e foi tranquilo, claro que os dias foram passando e o corpo ia cansando mais rápido, mas quero deixar meus parabéns a Lucélia e Janiedson pela disposição nas trilhas, vocês brilharam!!! DICAS GERAIS - Alugue carro; - Tenha aplicativo de trilha (Wikiloc) e GPS; - Leva 1l e meio de água (pelo menos). e leve algum líquido congelado, tipo água de coco, isotônico, chá verde... no final do dia já descongelou e fica geladinho, PERFEITO! - Leva lanches leves para passar o dia: biscoito, barrinhas, bolo, pão de queijo, sanduiches (fizemos de atum ou queijo com presunto); - Leve óculos de natação... como a água é transparente, tem um visual bem legal com os óculos; - Se quiser curtir bem as belezas naturais, acorde cedo!!! A gente saia do hostel as 7h, 7h30m. Nós eramos os primeiros a chegar na maioria dos passeios e aí você consegue fotos boas, além de contemplar o lugar sem muita gente e conversas paralelas... - Vá de bota para as trilhas e roupas confortáveis; - Enfrente os seus medos: eu fui sem conhecer o grupo, para um lugar desconhecido, achava que não iria das conta de fazer tudo que queria, enfrentei o medo de altura, enfim... APROVEITE! - Faça a trilha olhando para todos os lados, olhe para o alto... as vezes tire o óculos escuro e veja a real cor da vegetação, não use fone de ouvido (vi isso lá): escute o barulho dos pássaros, da água, converse com as pessoas, cumprimente ao cruzar com alguém... seja simpático! Pra viagem ter ficado mais perfeita era preciso mais 1 dia pra conhecer Macaquinhos e um dia para ficar tranquilo, porque o corpo já tava pedindo socorro!!! kkkkkk GASTOS: R$260 avião (BH - BSB/ BSB - BH) R$ 180 Aluguel do carro R$ 300 Hostel R$ 120,00 Gasolina e estacionamento R$ 65 Guia R$ 325 Outros (lembrancinhas, lanches, jantares, entrada nas cachoeiras...) Total: 1250,00 Algumas fotos estão no meu instagram: @karinesignorini
  4. Pra quem gosta de trilhas e cachoeiras, indico muito essa trip! Abaixo o meu relato com dias e informações: Dicas gerais: Transporte: Como todos falam, é realmente indicado vc ir de carro, alugando preferencialmente, já que vc vai judiar bastante desse carro rs. Mas se vc estiver sem carro, apenas irá depender de terceiros pra fazer os passeios, então não necessariamente vai conseguir programar como gostaria. Provavelmente vai depender de caronas, e ter que pagar para transfers, e guias com carro. Eu não fui de carro, abaixo no relato mais detalhes de como me virei. Alimentação: Foi algo que eu não esperava, mas comi muito bem e barato nessa trip, uma comida mais gostosa que a outra. Nas trilhas leve lanches que sustentam, pois irá sentir bastante fome. Água é muito importante na trilha tb, a maioria dos lugares você consegue pegar água na cachoeira, mas mesmo assim é recomendável levar uma garrafa grande já cheia. Não esqueça de levar o seu lixo com vc, inclusive orgânico, pois atrai bichos para a trilha. Cidades base para se hospedar: Você basicamente tem 3 opções: São Jorge - É um vilarejo super legal, com lanchonetes, bares, restaurantes, ateliês, várias opções legais mais sofisticadas, e opções baratinhas tb, a noite de fds tem Forró em uma baladinha lá. É o melhor local pra quem está sem carro, pois você pode ir andando pro Parque Nacional e pra Janela do abismo, basicamente você tem programação pra 2 a 3 dias aqui sem usar carro. Alto Paraíso: Dizem que é onde tem mais estrutura de hotéis , restaurantes, e bancos, porém eu só passei por lá, não conheci. Cavalcante: É a cidade mais longe, tem uma estrutura razoável, porém não tem o mesmo movimento de São Jorge, é bem morta a cidade. Mas é altamente recomendável se hospedar por lá também durante a trip, para fazer as trilhas da região, que irei descrever no relato mais abaixo. Brasília: Não estou incluindo Brasília nesses 6 dias de relato, mas estive lá por 1 dia, antes da Chapada, e também recomendo você fazer isso, a capital do nosso país é bem interessante, e 1 a 2 dias por lá seria uma boa se conseguir encaixar. 1º dia - BSB - São Jorge Eu estava em um bus fretado nesse dia, fui com um grupo do Couchsurfing que havia contratado um bus até São Jorge. Saímos pela manhã, e a viagem durou em torno de 4 horas. Na hora da chegada em São Jorge, passamos direto e fomos para cachoeira Raizama, o custo é de R$ 20,00 a entrada. É um lugar interessante de visitar. Ao final da tarde, fomos pra um camping em São Jorge. O camping foi o Espaço Flora, mais conhecido como camping do Pedu, lugar ok de estrutura, apesar de poucos banheiros. 2º dia - Parque Nacional Saímos do camping a pé até o Parque Nacional, a entrada é gratuita, mas em fds e feriado recomendo vc chegar por volta de no máximo 09h por exemplo, pois o parque tem um limite de visitantes diário. Lá haviam duas opções de trilha, a trilha da Cachoeira do Salto, e a trilha dos Canions 2 + Carioquinhas, tb existe uma terceira trilha maior pra quem vai pernoitar dentro do parque. Eu optei por ir nessa segunda que mencionei, achei bem legal e a Carioquinhas é bem divertida, pois possui várias quedas pra banho. Os amigos que escolheram a trilha do Salto tb gostaram bastante. Não sei se haveria tempo hábil pra fazer essas duas trilhas em um mesmo dia, acho que não, e tb ficaria cansativo, o melhor é reservar 1 dia pra cada. Atenção, o Parque Nacional fecha às segundas-feiras. 3º dia - Janela do Abismo Essa era a trilha que eu mais queria fazer, tb fui a pé saindo do camping, ela tem uma entrada fora do Parque Nacional, é perto, mas é fora do Parque ok. Muitos diziam que é uma trilha pesada, mas nosso grupo achou tranquilo, e tínhamos sedentários no meio. Ao chegar na entrada da trilha, paga-se R$ 20,00, a pessoa que nos recepcionou era um tiozinho, todo mal vestido, e falando praticamente um dialeto rsrs que não entendíamos nada, ele era chamado de Rolinha. Algumas pessoas recomendavam guia, mas olha, não precisa, é tranquilo de ir, erramos uma vez, mas logo já achamos o caminho certo. Em época de seca porém não há nenhuma queda d'água nessa trilha, apenas a vista que impressiona, por isso leve muita água. A trilha em si dura 3h ida e volta, contando a partir da recepção, porém até a recepção anda-se bastante tb, é possível ir de carro até lá, e lá em cima vc acaba gastando bastante tempo admirando a vista , fazendo lanche, fotos, etc. Ela é íngreme em algumas partes, mas nada que uma paradinha na sombra pra descansar não resolva. 4º dia - Vale da Lua - ida à Cavalcante Nesse dia, iríamos sair de São Jorge, com destino à Cavalcante, fomos de carona até o Vale da Lua no caminho, a entrada custa em torno de R$ 20 também, a trilha é bem curta e possui locais para banho. Passamos para almoçar no restaurante do Waldomiro, é bem famoso, mas não foi uma das melhores refeições, não achei que o valor corresponde à expectativa, o local tb é famoso por vender licores, tem muitos pra experimentar, o que compensa o preço do almoço rs, que é algo em torno de R$ 30,00. Depois, pegamos uma carona até Alto Paraíso, e de lá um táxi com um contato que conseguimos em um hostel, dividido pra 3 pessoas até Cavalcante, no valor de R$ 160,00. (Quem ficar em Alto Paraíso tem esse hostel muito legal que passamos pra conhecer, chama Catavento, tem uma dona super simpática que nos ajudou bastante, e é da rede Hi hostel) Dica: Caso vá pra Cavalcante e depois Brasília, deixe pra pegar um transfer em Cavalcante mesmo, os horários de bus em Alto Paraíso que vão pra Brasília são bem ruins. Dica 2: Pergunte ao motorista de seu táxi ou transfer se ele está com a CNH e documento do carro em dia, pegamos um táxi, ao passar no comando ele nos informou que estava sem documentação, e ao fazer o retorno na pista a polícia viu e veio atrás da gente com fuzil, so liberou pq viram que éramos turistas precisando do transporte, então não apreenderam o carro. Mais um motivo pra vc ter o seu próprio meio de condução lá. Ao chegar em Cavalcante, procuramos uma hospedagem, após termos passado uns dias em um camping agora conseguimos um belo quarto com tv, cama, chuveiro quente, e delicioso café da manhã por apenas R$ 50,00, Hotel Raio de Luz, indico heim! A dona é meio bipolar, mas a hospedagem valeu. Depois conseguimos um contato de um guia, e já fechamos o passeio pro dia seguinte, como não tínhamos carro, teria que ser um guia com carro, e isso acaba encarecendo o passeio. Média de R$ 300 a R$ 400 por passeio, podendo ser dividido até 4 pessoas. A indicação do Guia é o Maurício 61-9990-6969 - Lobo Ecoturismo e Hospedagem. 5º dia - Santa Bárbara + Capivara Primeira dica, não vá de final de semana/feriado, vc vai aproveitar muito pouco devido à lotação. Esse era um dos passeios mais esperados tb, fomos em uma segunda-feira, não é o dia mais recomendável tb, pois de segunda-feira o Parque Nacional fecha, então muitos grupos vão pra Santa Bárbara, porém nessa semana havia um boato que a Santa Bárbara estaria fechada na terça, então preferimos não arriscar. Ao chegar lá, descobrimos que na verdade iria fechar mas seria na quinta. Mas tudo bem, o passeio valeu mesmo assim, não estava tão lotado. Ao chegar no local, paga-se tb R$ 20,00 e vc tem a opção de já reservar o almoço em um dos restaurantes de lá, é uma ótima pedida, o valor é de R$30,00, reserve pro final do dia, por volta de 16h, vc vai estar com muuuuita fome até lá e vai valer muito a pena. Escolhemos o restaurante Galileu, estava muito bom , mas tente pesquisar antes lá as opções e o que vão servir, acho que todos são bons. Peça pra tomar tb um suco de buriti por R$ 4,00. Caso vc vá por conta própria, lá é obrigatória a contratação de um guia local (que é mais barato), tb tem a opção de fazer uma parte da trilha em um pau-de-arara, assim não judia muito o seu carro se for com carro próprio. A trilha pra Santa Bárbara é bem tranquila, vai muitas crianças, ao chegar no local existe um controle de tempo, não pode ficar a tarde toda lá, vc tem por volta de 1 hora. Essa é a cachoeira com a água mais azul da Chapada, possivelmente as suas melhores fotos serão aqui, a água realmente impressiona. No passeio tb passa por duas cachoeiras boas pra banho tb, a Capivara e uma menor. Por isso sugiro que faça o almoço só no final da tarde, assim aproveita mais tempo de sol nessas cachoeiras. 6º dia - Trilha do Rio da Prata até o Rei da Prata - Melhor trilha Mais um dos melhores passeios da Chapada! Foi uma grande surpresa pra mim, pois eu não havia pesquisado essa trilha, mas é muito foda. Foi a trilha mais pesada no sentido de tempo de caminhada, são no total 14 km andando, passando por 7 cachoeiras muito legais, incluindo a Rei da Prata, uma cachoeira enorme com a água verdinha, ainda não sei se gostei mais dessa ou da Santa Bárbara, mas essa trilha em si é mais legal, pois são 7 cachoeiras. O acesso não é tão fácil, vc passa bastante tempo em estrada de terra, e um guia seria opcional, mas recomendo bastante, pois não tem sinalização nenhuma, e são 14 km com risco de se perder. Essa trilha não paga pra entrar e não tem opção de almoço, leve o seu lanche. No dia seguinte, peguei um transfer até Brasília, direto pro aeroporto, no valor de R$ 70,00, uma indicação do hotel. Tb tivemos problemas dessa vez, o motorista confundiu a cidade que estávamos, atrasou e uma amiga nossa acabaria perdendo o vôo. Então na questão carro, se vc tiver o seu, terá toda a sua programação como deseja, se não tiver carro, irá conseguir fazer os passeios, mas dependerá de caronas, transfers caros, e poderá ter problemas com motoristas como nós tivemos. Lembrando que se ficar 15 dias, haverá passeio pra 15 dias, embora seja um pouco cansativo, há muito o que se explorar por lá. Existem muitas outras cachoeiras que não visitei. Qualquer dúvida que eu puder ajudar, escreve aí. VISITE A CHAPADA DOS VEADEIROS!
  5. Chapada dos Veadeiros, 7 dias, junho de 2017 (Passeios - fotos - gastos - curiosidades) Bom irei deixar meu relato de uma semana na chapada dos veadeiros. Tem muita informação na internet, mas como bom mochileiro sempre venho aqui no site fuçar, e nada mais justo do que retribuir a ajuda da galera. Primeiramente, queria dizer que fui fora de epoca, junho, inverno no pais mas como bem sabemos a regiao centro-oeste é bem quente e seca. Nao houve um dia de chuva ou frio extremo. Os dias eram ensolarados e a noite fazia um frio suportavel com uma blusa mediana. Resolvi a viagem em cima da hora, entao o aviao ficou bem caro, e acabei optando ir de Sampa para Brasilia de busão ( otimo pela economia, mas pessima ideia pela lerdeza e falta e conforto) Real expresso. (200 reais, ida e volta = SP- BSB) Pense num bus desconfortavel. Hoje vejo que ( pra mim) nao dá mais pra andar em onibus por mais de 6, 7 horas, é muito ruim...Foras as intermináveis paradas... Após alguma breve pesquisa, resolvi dividir os quase 7 dias na chapada da seguinte maneira: metade na vila de sao jorge e a outra metade em Alto paraiso. Por que ? EU ESTAVA SÓ E SEM CARRO, entao como queria explorar o parque, resolvi ficar logo do lado, que da pra ir tranquilamente a pe ( 15 min andando) Dia 1 - cheguei em SAo jorge vindo de BSB, por volta de 15 hrs da tarde.. ja na dava pra fazer nenhum passeio, ate dava mas nao quis ficar correndo,entao resolvi bater perna em Sao jorge , comer e visitar algumas lojinhas. E me misturar com os locais tambem ! ( bem simpaticos diga-se de de passagem...) Dava tempo de fazer o vale da lua, mas eu mudei de opiniao apos ouvir diversos relatos de lugares melhores pra visitar. Me falaram que é muito legal pra tirar fotos e só. Coisa de uma hora no maximo. Mas gosto é gosto, quem sabe da proxima eu vá ! Dia 2- Dia de explorar o Parque nacional da chapada. Entrada gratuita. Nao é necessario guia, entao vc tem gasto ZERO. As trilhas sao auto-guiadas, super bem sinalizadas, nao tem erro. Neste dia fizemos a trilha dos saltos 120 mts e 80 mts, a trilha é nivel médio - dificil, tem muitas descidas e subidas, cuidado pra nao escorregar e recomendavel usar bota pra trekking. Vi uns loucos de chinelo, esses deveriam ser barrados na entrada, pq eh bem facil de se machucar nesses passeios !total da trilha da uns 9 km ida e volta, eh bom ter no minimo um bom condicionamento, sedentarios podem ter certa dificuldade, mas indo devagar se chega. Na queda de 80 mts, tbm chamada de cachoeira do garimpão, tem uma enorme piscina natural, a agua é bem gelada ( como em toda a chapada) e se ve alguns cardumes de peixes. Na volta, da ainda pra fazer no mesmo dia as corredeiras, que sao simples, mas da pra dar uma boa relaxada nas pedras lisas e em formato de mesas. Dia 3 - Mais um dia no parque. Neste dia fazemos a trilha dos Canions e cachoeira Cariocas, trilha nivel medio, é mais longa que a dos saltos, porem é mais plana e acaba sendo mais rapida, dá uns 10 km ida e volta. Levem sempre muita água, fruta e barra de cereal , ja que esses passeios consomem o dia todo. Cariocas é uma cachoeira incrivel e é bem legal passar o dia lá, na volta fizemos os canions, bonito, mas nem tao interessante pra ficar na água. na volta senti um pouco a perna, e tive que mudar o passeio do dia seguinte. Dia 4 - como senti muito a perna doer no dia anterior, cancelei meu passeio original; mirante da janela ou cachoeira do segredo(ambos com trilhas dificies, acessos complicados e longos) e fiz algo mais leve. Fui pro Novo portal da chapada, reduto do Guru Prem BABa, paguei 15 reais e por lá passei um dia muito agradavel ( café, restaurante vegano, acesso as piscinas, cachoeira São Bento ( muito boa pra nadar), redes, satsang, aula de yoga) .Cheguei la por volta das 11 e sai as 18 hrs. Tem tambem uma trilha elevada na mata de 3 km, bem interessante, da pra ver bastante passaros, corregos, etc. Com esse passeio encerro minha estadia em sao jorge e parto para Alto Paraiso. Dia 5 - Ja devidamente instalado em Alto paraiso ( ficamos no hostel jardim da nova era, bem legal e localizado, recomendo) conheci uma galera e resolvemos ir pra fazenda sao bento, fazer as cachoeiras Almecegas I E II. É perto de Alto paraiso, dá uns 10 km.... do lado do Prem Baba. Paga-se 30 reais pra entrar, e vc usa uma pulseira. da portaria da fazenda até a primeira cachoeira, dá quase 3 km, uns 45 minutos andando. O problema é que a trilha pra lá é bem irregular, A PIOR TRILHA que fiz na chapada, com muitas subidas e descidas bem ingremes, varios locais com pedras soltas e achei bem chatinha...pior que a do parque. Chegando na almecegas I vc tem o mirante, e de la pra baixo, ate acessar a cachoeira, anda mais uns 10 minutos numa descida bem ingreme. A cachoeira fica no fundo de um vale, uma bela vista, porem o sol bate só no paredao, a agua FOI A MAIS GELADA QUE ENTREI NA CHAPADA, serio, ninguem do grupo aguentou mais de 3 minutos, me deu ate dor de ouvido. Saimos de lá meio tarde a fim de conseguir ir na Almecegas I. 1,5 km andando dentro da fazenda.....cachoeira bonita porem com pouco volume de agua. porem tem uma vista para o vale muito bonita , rende excelentes fotos. Nao entrei na água, que tava geladissima tambem. Fim do passeio, pegamos carona de volta pra Alto Paraiso com uma galera do proprio hostel que estavamos. Dia 6 - Catarata dos couros - Consegui fechar com um guia num preço bem abaixo do que é praticado, pagamos 70 reais cada um, Couros é bem longe de Sao jorge, demoramos quase uma hora e meia pra chegar la, uma boa parte é estrada de terra; passamos por uma fazenda invadida pelo MST, vimos SEriemas e outras aves, ate chegarmos na entrada da trilha. Nao se paga NADA pra couros, mas tem uns locais lá recepcionando, é bom deixar uma contribuiçao, 5, 10 reais, foi o que fizemos. Tinha grande expectativa nesse passeio e realmente Couros é sensacional, pela dimensao e volume de agua, pela beleza, é um dos locais tops da chapada, nao da pra deixar de fora ! Fomos ate a ultima queda dagua que tem uma enorme piscina natural, e depois ficamos na catarata mesmo, na parte de cima. Sao 3 piscinas naturais embaixo das quedas, agua bem gelada mas suportavel. Dia 7 - CAvalcante - Cachoeira de SAnta Barbara e Capivara- Saimos de alto paraiso rumo a Cavalcante as 6:30 da manha, ja que a viagem seria longa e queriamos pegar o sol da manha, felizmente deu tudo certo. Chegamos na comunidade kalunga, cada pessoa paga 20 reais, fora o guia local, que é 70, dai vc rateia entre as pessoas do seu grupo. outro gasto é a gasolina, enfim, este passeio me custou uns 120 reais ( bem mais em conta do que é cobrado normalmente) Apos os tramites, seguimos de carro ate um ponto la dentro da comunidade. apos, somente a pé ! uma trilha de meia hora mais ou menos e chegamos na Cachoeira SAnta Barbara. REalmente é impressionante a cor azulada da agua, como é cristalina, nas fotos parece pequena a piscina, mas pessoalmente ate que achei maior. beleza inigualavel, por isso esta entre os locais top da chapada. Nao da pra deixar de ir ! rendes fotos surreais !!! Como a mata é bem fechada, o sol nao bate muito, mas se vc for la pelo meio dia, o sol bate bem no centro do piscinão da cachoeira, deixando o local ainda mais espetacular. Vale a pena demais. Apos Santa barbara, fomos pra cachoeira da Capivara. outro local que eu nao tinha nos planos/ nao conhecia, mas é de uma beleza sensacional tbm ! agua esverdeada, com uma vista sensacional para um vale. Porem.....neste ultimo dia eu peguei carrapatos ! sim..carraptos. tinha me avisado que issso ocorre em algumas cachoeiras, e eu dei azar kkk. Nao sei se peguei na SAnta barbara ou na Capivara ! Uma das duas COM CERTEZA....! mas quem ta no mato é pra se coçar ne, kkkk Dia 8 - volta bem cedo de carro pra Brasilia, ( consegui por 60 reais) tem muita gente oferecendo esse servico. Vale mais a pena que o bus que é 10 reais mais em conta porem mais lerdo e com horarios pessimos. consulte seu hostel/ pousada . Chegando em brasilia, as 13 hrs, hora de voltar pra Sampa. Fim da trip ! :'( Vídeo que eu gravei na cachoeira Santa Bárbara: Vídeo / Catarata dos Couros ( 3 níveis) **Curiosidades/ avisos *** - Parque Nacional: Tem limite diário de pessoas ! 500 se nao me engano ! Deem uma olhada no site oficial, pra evitar chegar la a toa. Entao, se for em alta temporada, feriadao prolongado e afins, trate de chegar na portaria o mais cedo possivel ( 7 da manha) pq corre o risco DE NAO ENTRAR ! e isso nao é nada dificil ocorrer. Conheci uma mulher que ja tinha ido varias vezes la, em duas ocasioes, chegou as 8:30 da manha e nao conseguiu mais entrar. Fica o alerta. - usem bota para trekking. É bem facil se machucar nesses passeios, torcer um tornozelo ou coisa do tipo. Nao abuse.Chinelo e sandália nem pensar,vai machucar o pé com certeza... -Carrapatos: nao deixe mochila ou roupas jogadas no mato, forre com alguma coisa e no final faça uma inspeçao visual pra ver se tem algo... -lanches e agua: leve sempre . Os passeios sao longos e cansativos, andar dá uma fome do cão. Deixe pra comer a noite na cidade, ou leve marmita, rs. _ Caronas: funcionam super bem, tanto em sao jorge quanto em alto paraiso. Pegamos 6 caronas e nao tivemos problema. O unico problema é carona apos as 18:30 quando ja tiver escurecendo, a maioria dos carros nao vao parar, entao faça isso somente de dia pra sua segurança! -filtro solar: leve sempre, o sol do cerrado durante o dia castiga legal, repelente eu levei , so usei em duas cachoeiras, as outras foram de boa; - Recolha seu lixo. Preserve a natureza, nao arranque flores e nao destrua galhos que tiverem na sua frente. Dentro do parque achei um chinelo velho e um copo plastico, nao pensei duas vezes, pus na minha mochila e joguei fora quando cheguei em Sao jorge. Lamentável este comportamento. _ Alto paraiso: a avenida principal é a Ary valadao, la concentra tudo, hostel, bancos, lojas, CAT, rodoviaria, etc. nao da pra ser perder . A cidade tem menos de 9 mil habitantes. Tem gringos, muitos alternativos, miçangueiros, todos cordiais, bem como os proprios locais, QUE sao bem gentis com todos. - São jorge: um vilarejo com meia duzia de ruas, colado ao parque nacional. Tem hostel e pousadas ( mais caros que alto paraiso) tem restaurantes, cafes e bares pAra todos os bolsos. Varias lojinhas tambem . Ruas de terra que em breve serao asfaltadas. local tranquilo pra relaxar e curtir a natureza. -Cachoeira Santa barbara - OUvi relatos que ha um projeto para que o acesso a esta cachoeira para banho seja definitivamente FECHADO. motivo: sua preservaçao. o local nao é muito grande e o numero de visitantes so aumenta, o que tem causado um certo impacto no local. No pos feriado de junho agora, ficou fechada uma semana quase. Entao nao creio que seja boato, mas sim algo plausivel. - A chapada é um local magico, uma otima vibe, pessoas gentis e natureza exuberante. Espero ter ajudado com meu relato, pretendo voltar pra lá com certeza ! -Bom passeio !!!
  6. Galera, compartilho o relato da Viagem que fiz com pessoas maravilhosas que conheci aqui no Mochileiros.com. Já virou clichê dizer que a Chapada dos Veadeiros é incrível, mas de fato é! Vou tentar detalhar da melhor forma possível, com infos atualizadas para a galera que está planejando ir em breve. Vale ressaltar que a vegetação, bem como o nível de água das cachoeiras varia muito de acordo com a época do ano que se vai. Pegamos o fim do período de chuvas, o que nos proporcionou cachoeiras bem caudalosas. Galera, eu SUPER INDICO que esse roteiro seja feito de carro. Apesar da cultura de caronas muito forte e confiável que rola em Veadeiros, algumas cachoeiras ficam muito longe e QUASE SEMPRE você vai ter que rodar no asfalto pra depois pegar uma estrada de terra e trilha ufaaaaa NÃO É NECESSÁRIO que você esteja em um 4x4, estávamos num HB20 1.0 e nos serviu maravilhosamente. Se você está na dúvida em fazer a Chapada dos Veadeiros, espero que esse post possa te encorajar, pois eu simplesmente amei a energia do local. Vamos lá: 04/03 - BSB - ALTO PARAÍSO A estrada que liga Brasília à Chapada é simplesmente um tapete. Retão, sem erro algum pra se chegar lá. Levamos cerca de 2h30 de viagem. Alto Paraíso é LINDA muitas opções veggie/vegan de alimentação, artesanato, terapias holísticas e as pessoas também já chegam na intimidade querendo saber seu signo Ficamos no Buddys Alto Paraíso. Staff super prestativo, camas confortáveis, cozinha bem equipada e o local por si só já dá uma paz total. Diárias R$ 48 pelo Booking.com - RECOMENDO Logo em seguida fomos atrás de Lokinhas - A Cachoeira que fica mais próxima de Alto Paraíso. São cerca de 2km de estrada. A entrada custa R$ 25/pessoa, mas como estávamos em grupo de 04 pessoas, demos uma chorada e pagamos R$ 20/cada. São duas trilhas: Lokinhas e Violetas. Decidimos fazer a trilha Lokinhas que são vários pocinhos, todos com sua beleza peculiar. Água esverdeada e clara. Trilha de nível FÁCIL, porém as pedras ao pé da cachoeira são bem escorregadias. IMPORTANTE: Se estiver chovendo, eles não abrem a Fazenda por conta do perigo de Trombas d'água. 05/03 - CATARATA DOS COUROS Pela manhã cedo, pedimos no Hostel indicação de guia, para que pudéssemos fazer a Catarata dos Couros. Não é obrigatório contratar um, porém, estar com um guia é garantia de segurança e de conhecer uns picos loucos. Eles se reúnem todos os dias na frente do CAT para formar grupos e realizar os passeios. Guia - R$ 150 até 5 pessoas. A Alice nos indicou o Rafael, que foi super gente boa e que eu também indico para quem quiser fazer Couros e/ou outros lugares. Ele é um guia oficial de Veadeiros, colocou corda de segurança pra nadar pela correnteza da Cachoeira, tinha coletes salva-vidas e etc. A Catarata dos Couros é um local excepcional além de ser histórico, pois era no Rio dos Couros que os caçadores curtiam as peles dos veados que deram o nome à Chapada dos Veadeiros. É bom ir de manhã cedinho. Saímos de Alto por volta das 9h00. As Cataratas ficam no sentido voltando para Brasília. São aprox. 53km de asfalto, 36km de terra e 3km de trilha - somente a ida. Não paga nada para visitar. Trilha de nível MÉDIO, mas tranquila, pois ela possui apenas alguns trechos íngremes. O dia estava bem quente e essa foi a maior dificuldade, no meu caso. IMPORTANTE: Leve bastante água e snacks, maçã, barra de cereal, etc. Não há locais para comer próximo. O almoço foi no restaurante da dona Eleuza, você precisa reservar antes de ir pra cachoeira, na volta, você pára e come uma comida caipira - R$ 30/pessoa e come à vontade. Gostei bastante. 06/03 - Almécegas I, Almécegas II, São Bento e Cachoeira dos Cristais As cachoeiras ficam todas dentro da Fazenda São Bento. O valor para ter acesso às três é de R$30/pessoa. Não tem choro. Preço fechado. Você paga e entra com pulseirinha. SUGESTÃO: Vá direto para Almécegas I (na minha opinião a mais bonita de todas as três). Chegando na trilha, você verá à esquerda piscinas. Dê uma passadinha lá! As águas percorrem as pedras antes de uma queda enorme. TOME CUIDADO e não fique muito próximo à queda. Depois de se deliciar com a paisagem e de alguns clicks, volte à trilha rumo à Almécegas I. Almécegas I: São aproximadamente 3km de trilha de nível MÉDIO, o trecho é íngreme, prepare as perninhas pra subida de volta Se não souber nadar, aconselho ficar na beirinha próximo à entrada, pois a cachoeira é funda. IMPORTANTE: Levar água e comidinhas. Almécegas II: Você precisa voltar pro estacionamento, pegar o carro e pegar a estradinha. A distância é curta e a trilha também é bem mais tranquila. A queda da cachoeira cai num poço onde você pode banhar-se tranquilamente, apesar dos peixinhos que ficam dando mordidinhas. IMPORTANTE: Tome cuidado ao explorar esta cachoeira, as pedras são bem escorregadias e renderam um tombo feio à minha amiga São Bento: A cachoeira é a que fica mais próximo da entrada da Fazenda. Particularmente, não fiquei fã de São Bento. A água é escura, a queda estava muito forte o que ocasiona uma correnteza mais forte ainda. Resumindo, na época, não estava das mais tranquilas para banho. Se você gosta de adrenalina, vai adorar pular da pedra bem no meio da cachoeira. Depois do tombo, minha amiga decidiu voltar pro hostel pra descansar. Resolvemos seguir para Cristais. Cristais: Como Lokinhas, é constituída de várias pocinhos, ao todo são sete. Sugestão: Desça todos os poços até o Véu de Noiva, onde tem a quedinha que está estampada na maioria das fotos de divulgação. Preço: R$20/pessoa também sem choro, e olha que tentamos. Cristais tem uma estrutura muito boa, desde restaurante, onde você pode comer um delicioso pastel da Vendinha 1961 pela bagatela de R$6, lojinha, banheiros e a área de camping. Adorei observar as chapadas e o céu azul de um balanço feito de madeira. A trilha é íngreme, mas com nível fácil, são cerca de 800m. 07/03 - CAVALCANTE - Cachoeira Santa Bárbara e Capivaras Fizemos check-out no hostel e saímos cedinho, já que a distância de Alto até Cavalcante é de cerca de 110km. Você tem que parar no CAT e já fechar o guia, em Santa Bárbara é obrigatório - Fechamos com o senhor Genésio - R$80 o grupo de 6 pessoas. Se precisar recarregar o estoque de comidinhas, frutas etc, a hora é agora. Chegando na reserva Kalunga, você precisa pagar uma taxa ambiental de R$20. Já reserve seu almoço também, comida caseira - R$ 30/pessoa com comida a vontade (peixe frito, galinha caipira, ovos caipira e guarnições). Seguindo viagem, 22km de estrada de terra e depois trilha de aprox. 5 km (maior parte no meio do cerrado, sol na cuca, mas com a paisagem linda. Nesse dia tudo colaborou, o céu era o mais azul possível, poucas nuvens no céu) Não se esqueça de água e protetor ou vira camarão/camaroa Depois do cerradãoo, você começa a pegar a trilha que é FÁCIL/MÉDIO, nessas alturas, suas perninhas já estão acostumadas com as trilhas Sem dúvidas, Santa Bárbara entra no ranking das melhores Cachoeiras da Chapada dos Veadeiros Cachoeira das Capivaras: As Capivaras, você faz o caminho de volta de Santa Bárbara, pega o carro e percorre mais uma parte de estrada de terra. Depois, a trilha é de 1km bem íngreme, considerada FÁCIL/MÉDIO. Depois da Cachoeira, almoçamos e pegamos a estrada para a Vila de São jorge. 08/03 - Vila de São Jorge São Jorge é uma vila com seu charme. As ruas não são asfaltadas e há uma atmosfera tranquila e colorida. Uma energia maravilinda! Em São Jorge, ficamos no Hostel Manga Rosa. Ele fica na rua da Pizzaria Canela de Ema. Ficamos num quarto compartilhado para com 04 camas e pagamos R$ 40/diária. Os quartos são simples, porém confortáveis e os banheiros são externos. O que não nos agradou foi a área da cozinha, que era bem bagunçada, o fogão tinha poucas bocas funcionando... Enfim, achamos melhor não cozinhar lá (Encontramos a padaria que o café-da-manhã saia em conta por cerca de R$3 (pingado + pão de queijo) e finalmente encontramos comida a kg, o que pra mim foi ótimo, pois meu prato dava de R$10 à R$12. Lá existem ótimas opções veggie/vegan. Fomos então conhecer o Parque Nacional e fizemos a Trilha dos Cânions e Carioquinhas. IMPORTANTE: Vá a pé para o Parque se quiser economizar, até porque é pertinho. Estão cobrando R$15 de estacionamento e ouvi dizer que o Parque será privatizado. Ainda não se cobra ingresso, porém talvez seja cobrado no futuro. O parque tem três trilhas: A trilha dos Saltos, Cânions e Carioquinhas e Sete Quedas. Todas são muito bem sinalizadas e não há necessidade de ter guia. Mais uma vez, leve comidinhas, bastante água e protetor solar. O sol castiga mesmo. Trilha de nível MÉDIO - 9km aproximadamente. Carioquinhas é uma cachoeira linda e estava com bastante volume de água. Pela força da água, você poderia ser facilmente levado pela força da correnteza. Aproveite o "calçadão" de pedra pra curtir um solzinho. A tarde eu e minha amiga descansamos, pois a os 9km do Parque nos deixaram moídas. Encontramos um "guia" que nos disse que conseguiríamos fazer o Mirante da Janela no mesmo dia. Mas na saída do Parque acabei desistindo devido ao cansaço acumulado. Depois descobri que é muito puxado e que ninguém recomendaria fazer no mesmo dia, principalmente no meu caso que sou iniciante nas trilhas. Os meninos que estavam no grupo foram, disseram que o local é espetacular e que estavam ACABADOS. Todo mundo dormiu cedo essa noite. 09/03 - Cachoeira do Segredo Essa cachoeira é simplesmente SENSACIONAL. São cerca de 14km de estrada em área particular e é administrada pela agência Segredo, o ingresso é de R$ 35 . Se comprar em São Jorge tem a opção de passar no débito/crédito. Se deixar pra comprar na fazenda, só em cash. A trilha é pesada e cansativa - aproximadamente 12 km, em uma mata fechada e pouco sol. Encontramos uma cobra na trilha! A recompensa é uma das cachoeiras mais bonitas de Veadeiros. Fiquei horas, sentada na pedra só contemplando aquele paraíso de água gelada e cristalina. Na volta descobrimos que havia um "atalho". Juro que por alguns momentos achei que estávamos perdidos Nessa volta, você atravessa várias partes do rio, o que faz necessário tirar bota/tênis, pois algumas vezes as águas chegam até as canelas. Já no cansaço, conseguimos uma carona com um dos senhores que trabalha na Agência Segredo ... Imagina a felicidade da galera na carroceira da pick-up Na volta almoçamos no restaurante das Águas Termais do Morro Vermelho. A comida é ótima, mas como não havíamos encomendado, esperamos bastante até aprontar. Lá eles te fornecem wi-fi e aceitam débito quando a maquininha resolve funcionar. Almoço R$30/35 depende da proteína, comida à vontade: Carne, frango ou peixe. Deu pra relaxar bastante e esticar os pés depois de tanta caminhada. A volta na estrada com pouca iluminação, tive uma ótima vista das estrelas do céu e só agradeci e me senti muito feliz por estar ali. 10/03 - Raizama Despedindo de São jorge, eu e Cláudia resolvemos fazer uma cachoeira mais tranquila. Escolhemos Raizama que tem uma trilha de nível FÁCIL e pocinhos onde você pode mergulhar. Valor: R$20/pessoa. Passamos a manhã aproveitando as energias da mãe natureza e conversando. Depois do almoço fizemos o check-out e voltamos pra Alto Paraíso onde tiramos a tarde para descanso. 11/03 - Tirolesa na Cachoeira São Bento Desde o planejamento da viagem, eu quis fazer a tirolesa o vôo do Gavião - Com a agência Travessias. Valor: R$80/pessoa. No dia ventava bastante e na subida para o ponto de decolagem da tirolesa, fomos presenteadas com um veado que atravessou na nossa frente na trilha. Ficamos durante alguns minutos admirando e observando a beleza do animal. Nos disseram que estava cada vez mais difícil encontrá-los. Como ventava muito e o vento freia, paramos no meio do vôo! Penduradas a mais de 100m de altura, fomos mais uma vez presenteadas com uma ótima vista do morro da baleia e da paisagem do cerrado 13/03 - Vale da Lua Acabei estendendo minha estadia em Alto - fui abduzida Juntei com minhas novas companheiras de aventura e fomos pro Vale da Lua pedindo carona. Se você precisar ir pra São Jorge, São Bento e ou Vale da Lua, é bom ficar no ponto de ônibus na entrada da estrada. Depois de algum tempo, conhecemos um guia de São Jorge e depois disso, passou um conhecido dele que nos deu carona. Nos levou até a entrada do Vale. A entrada custa R$20/pessoa, também sem choro. É uma atração obrigatória quando você está em Veadeiros, sendo um de seus cartões postais. -- DICAS: Alimente-se bem, beba bastante água e use protetor solar O TEMPO TODO! Leve dinheiro! A maioria dos estabelecimentos aceita débito, mas de qualquer forma, às vezes dá problema de conexão com a internet e você fica na mão. Os passeios somente no cash. Mesmo nos caixas eletrônicos, as cédulas são reduzidas. Eu por exemplo, coloquei tudo na minha conta da Caixa e durante uns 03 dias só dava pra sacar R$15 de cada vez. Na semana abre a loteria e você consegue fazer saques de até R$1.500 reais da Caixa e Banco do Brasil. Rola muito o sistema de carona entre BSB, GOI e a Chapada. Entre nos grupos no Facebook : Conexão Chapada-BSB e Carona BSB-Chapada (Solidário de Verdade). Geralmente é requerida a contribuição no gás de R$30-35. Se optar usar o ônibus, o valor é de R$46 e são 04 horas de viagem saindo da rodoviária. Peça carona, conheça gente nova e faça amigos!
  7. RELATO CHAPADA DOS VEADEIROS 5 DIAS Relato de 5 dias maravilhosos entre Alto Paraíso, São jorge e Cavalcante. Quem quiser mais informações eu super recomendo a agência NoMundo Ecotur https://www.facebook.com/nomundoecotur/ http://www.nomundoecotur.com/ Conhecer a Chapada já era um sonho antigo, que era sempre adiado. Bem, se eu soubesse o quanto lindo seria, já teria ido há tempo. Áh, seu eu soubesse.. A experiência Veadeiros é fantástica, onde até os mais céticos são atingidos pela energia e vibe do lugar. Bem, como parte chegou pela manhã no aeroporto de BSB e outra parte só chegaria à noite, resolvemos fazer um Bate/Volta em Pirenópolis, enquanto o restante do pessoal não chegava. Alugamos um Ford Ká no aeroporto que custou R$130,00/5 (R$ 26,00) + 20 de combustível por pessoa. Pirenópolis, ou apenas Piri para os amantes da cidade, é uma cidade linda e muito histórica. Tombada como patrimônio histórico pela UNESCO. Difícil não se apaixonar pela cidade. Pela culinária local então, nem se fala. Passamos o dia em Piri, que apesar de ter sido corrido, valeu cada segundo. Conheçam Pirenópolis. Dicas de Hospedagem: Kasamata Hostel e Sesc (Ambos muito bons) Voltamos para o Aeroporto de Brasilía, nos encontramos com o resto do pessoal (Eramos de várias partes do Brasil) e nos dividimos para alugarmos os carros. Alugamos um Spin (7 Lugares) que em termo de conforto e espaço nos surpreendeu. Aluguel do carro -> R$ 1200,00. Ou seja, R$ 1200,00/7 = R$ 171,00 por pessoa. Combustivel - > R$ 840,00. Ou seja, R$ 840,00/7 = R$ 120,00 por pessoa À partir daí, com todos juntos, foi só SUCESSO! Quando começamos nos organizar para conhecer a Chapada, veio logo a dúvida.. Nos hospedar em Alto Paraíso ou São Jorge? Pois bem, decidimos nos hospedar nos dois locais, isso mesmo, metade/metade. Saímos bem tarde de BSB (cerca de 00h) e chegamos pela madrugada em São jorge, onde ficaríamos hospedados incialmente. Lá nos Hospedamos no camping Taiuá (que mais parece um Spa, na minha opinião) energia incrível do local, local super bem arquitetado, só gente boas lá e o melhor, super limpinho!! Os banheiros são limpos quase full time pela equipe do Camping. Ahh, fomos em véspera de ano novo. Pagamos R$ 80,00 a diária, e olha, valeu muito apena, o local é único. Obs: Estava incluso festa com vinhos e espumantes e uma banda FAN TÁS TI CA. No dia 01 pela manhã ainda teve o melhor café da manhã vegan de todo o mundo. Com muita variedade de molhos/patês/Sucos e frutas do cerrado. Pois bem, vamos por partes. No dia 31, durante o dia, fomos até as Cataratas dos Couros, que sem dúvidas é uma dos atrativos mais impressionantes da Chapada. Não dá pra deixar de fora do roteiro! Foi combinado com todos, que assistíssemos o último por do sol do ano no Jardim Maytrea, pois bem, voltamos dos Couros antes do por do sol e fomos para o Jardim, onde nos encontramos com todos. IN CRÍ VEL! Botamos Legião no volume máximo do som do carro, para assistirmos o por do sol do Jardim e fazer um dos brindes mais incríveis de nossas vidas. Voltamos para nos arrumar para a festinha no camping foi assim.. Já no outro dia pela manhã.. Fomos até a entrada da Raizama, porém resolvemos não ficar (Mas recomendo conhecer) para irmos ao Vale da Lua Valos da entrada na Raizama: 20,00 (Bem na entrada tem um palco bem legal) Chegamos até o Vale da Lua! Suas formações rochosas são impressionantes e também tem local para banho. Só tome cuidado e não vá chegar próximo a locais indicados como perigosos, em! Valor da Entrada: R$ 20,00 (O preço seria alterado em breve) ... As Piscinas termais Naturais.. Não são tão termais como esperávamos, mas a ideia é interessante e vale apena conhecer... Valor: 20,00 .. Voltamos para Camping, onde fechariamos nossa hospedagem em São Jorge com Chave de Ouro! Encontramos todos para realizar uma confraternização e tirarmos nosso amigo secreto (Vulgo, Amigo chapado) Cada um levou algo típico de sua cidade e trocamos os presentes por alí mesmo. Fizemos até a camisa da Viagem. (Em seguida partimos para Alto Paraíso.) Já em Alto Paraíso.. Nos hospedamos no Buddys Hostel. Valor da diária R$ 50,00 A Dona (não me lembro o nome) é uma graça e tem uma energia incrível para receber seus hospedes. Hostel muito tranquilo, limpinho e agradável. Camas confortáveis e o banheiro do nosso quarto, mais limpo, impossível. Após aquela boa noite de sono que todos estavam precisando, nosso destino era o Quilombo Engenho II, em cavalcante, para conhecer a tão falada Santa Bárbara. Cavalcante e Alto paraíso ficam em média à 1h e 30min de viagem. Chegamos ao Quilombo, onde recebemos todo o apoio turísticos dos próprios moradores. O Guia é obrigatório e é dividido pelo número de pessoas do grupo. No nosso caso, pagamos 20 reais por pessoa. (Importante lembrar que o passeio dura o dia todo, por isso é importante chegar cedo) O passeio se iniciar com a visitação a Cachoeira da Capivara que é linda e a trilha é curta e próxima ao quilombo. Após a Capivara, vamos conhecer a Santa Bárbara Para chegar até o início da trilha, é necessário contratar um Pau de Arara Que custa R$ 5,00 ida + R$ 5,00 a volta. (Se quiser arriscar ir com seu carro, ok, mas não indico, pois passa por partes alagadas e estradas ruins) A Trilha dura em média de 1h a 1h e 30min.. Mas olha, chega a ser lindo de doer. Primeiro conhecemos a Santa Barbarinha, que também é linda e fica poucos passos antes de Chegar a Santa Barabara. Ela é um pouco menor que a Santa Barbara. É possível ver os peixinhos na água. Eis a Santa Bárbara.. Já no fim da tarde retornamos famintos e o almoço é por conta das mulheres da Comunidade Quilombola.. Que delícia! O almoço custa R$ 30,00 e você pode comer à vontade.. Tem muitas opções de pratos. Comida caseria de primeira! (Não encontrei minhas fotos do almoço, por isso peguei essa da internet, de alguém que também comeu lá) Pronto! Comemos! Na volta de Cavalcante para Alto Paraíso, passamos no famoso mirante. A vista é incrível. De maneira alguma perca aquela vista. A foto não consegue captar o quão incrível é. Veja você mesmo! Dia de ir embora chegando e a tristeza já batendo. Nada como uma Pizza, uma Breja e um forrózinho em Alto Paraíso. Aquele momento especial, com pessoas especiais que você não sabe quando vai conseguir encontrar todos de novo. Foi ótimo. Último dia Nem tudo é pra sempre, né ? Mas a marca que a Chapada deixou em nossos corações, ficou. Logo após o café voltamos para BSB e aproveitamos a tarde por lá. Observações: 1.A chapada em sí, é um destino barato. 2.Reserve 40 reais por dia para gastos com alimentações básicas (almoço e lanchinho) 3.Tem muitas opções de souvernir e bem baratas 4.Coma as pizzas da chapada A experiência Veadeiros foi algo levado a sério. Não há nada que eu possa dizer que faça à quem lê sentir o que quem viveu foi capaz de sentir. Não deixe para depois. Vá logo para a Chapada! Sai e busca! Abraços!
  8. Prezadxs, Na comunidade já há vários relatos sobre viagens à Chapada dos Veadeiros. Então farei um ressaltando o período que escolhi para ir: o período de CHUVAS! Realmente com o tempo nublado a paisagem não fica tão bonita e as trilhas ficam mais escorregadias. Porém as cachoeiras ficam mais cheias e os atrativos mais vazios, para aqueles que como eu, buscam tranquilidade. Fui com minha esposa à Chapada e desde dezembro acessava o site do climatempo para ver qual período seria menos chuvoso em Alto Paraíso. Entretanto, o climatempo marcava que sempre a semana corrente seria de chuvas e a subsequente teria poucas. Mas quando chegava a semana seguinte, havia a mudança na previsão, afirmando que haveria chuva e na próxima semana não! Então, cansado de adiar a viagem, escolhi uma semana qualquer e fui com bastantes dias para poder conhecer a chapada tranquilamente. Obviamente que o período de chuvas é ruim para camping, então ficamos 4 dias em Alto Paraíso (Pousada Casa das Rosas) e 3 dias em São Jorge (Pousada Caminho das Cachoeiras). As duas pousadas foram ótimas, com bom café da manhã e bastante tranquilidade. Escolhemos um ritmo lento de viagem, visitando apenas um atrativo por dia. Não contratei guia para nenhuma das atividades que fizemos. Se bem que para aqueles que querem conhecer melhor as histórias, a flora, a geografia e ter mais segurança, vale bem a pena contratar um. Utilizamos tênis-bota de trilha em quase todos os passeios. Em alguns usei papete, mas o tênis dava mais firmeza e segurança, principalmente porque alguns trechos estão um pouco escorregadios, devido à chuva. 1º dia- 4ª Saímos de carro de Goiânia às 6h30 num dia chuvoso. A estrada está ótima até São Jorge, mas o problema é que quando passamos por Brasília era o horário de rush, dos que ingressavam no trabalho. Então demoramos cerca de 1h30 p/ atravessarmos Brasília, o que nos deixou um pouco sem paciência. Fizemos o check in às 12h45 em Alto Paraíso e fomos à Cachoeira dos Cristais com um tempo ensolarado. A entrada custa R$15,00 e há sete pequenas cachoeiras com água cristalina (mesmo no período chuvoso), sendo a última a maior, mais bonita e com o melhor poço para banho. Lá há boa estrutura com bar, redário e lanches. Fica a 5 km de Alto Paraíso + 3 km de estrada de terra e 1 km de trilha, nível fácil, mas íngreme no final. Foi uma boa pedida p/ início de viagem. No CAT nos avisaram que a Cachoeira Loquinhas estava fechada, porque como havia muitas chuvas, a água estava um pouco turva. 2º dia – 5ª Manhã de chuva em Alto Paraíso. Decepção. Mas todos nos falaram que se chove em um lugar, é provável que em outro não esteja chovendo, então deve-se arriscar e sair. Foi só sair de Alto Paraíso e já estava ensolarado. Escolhemos as Cataratas dos Couros, que é um dos locais mais recomendados pelos guias. Eu estava com receio de ir, pois para chegar lá se deve fazer 18 km de estrada asfaltada (sentido DF) + 31,5 km de estrada de terra. Como paulistano urbano (e agora goianiense), tenho experiência 0 em dirigir em estrada de terra, ainda mais em período de chuvas. Ao chegar no início da estrada de terra, já havia aquelas poças de água enlameadas que interrompiam o trecho todo. Com o meu carro 1.0 escolhia um dos lados da poça, colocava a primeira marcha e rezava para não atolar. Logo dei carona para um rapaz que morava no pré-assentamento do MSL – Movimento Social de Luta, que é uma dissidência do MST. E quem teve sorte com a carona fui eu, pois além dele saber o caminho p/ as cataratas, nos contou a história de lutas pela terra, e indicava as melhores formas de não atolar nas poças. O caminho p/ as cataratas não está bem sinalizado. Mas a dica é depois do km23 virar à direita, seguir e depois virar as duas esquerdas. Incrivelmente não me perdi e o carro não atolou. Chegando lá, posso dizer que é um dos conjuntos de cachoeiras mais bonitos que vi. Não é tão espetacular como Foz do Iguaçu, mas pode-se nadar na cachoeira da muralha, a Almécegas 1000 excede os sentidos e a 3ª não consegui descer, pois a trilha estava bem íngreme no final. Acho que a trilha tem mais ou menos 2,5km de ida, e pode-se fazer sem guia, além da entrada ser gratuita. Na volta começou a chover e as poças na estrada de terra ficaram maiores. Foi meu maior momento de tensão. Até que quando atravessei uma grande poça, ouvi uns ruídos estranhos vindo do carro. Havia soltado umas partes da carroceria ao lado do pneu esquerdo e do pára-choque. No meu pessimismo achei que tinha quebrado o protetor do Carter (que eu nem tinha), mas chegando na cidade, fui ao mecânico e eram apenas acessórios que tinham se soltado e que ele arrumou rapidamente, cobrando-me R$ 20,00 (Ufa!). 3º dia – 6ª Manhã de chuva novamente. Como estava muito nublado decidimos fazer um passeio no qual banhos de cachoeira não estivessem envolvidos. Fomos ao Vale da Lua, ver suas exóticas formações rochosas. Chegando lá parou de chover e até abriu um solzinho. As pedras são ásperas, então bem firmes ao caminhar mesmo na chuva, exceto onde correm pequenos fluxos de água, que têm limo e são escorregadios. A Mari, minha esposa, escorregou num deles e caiu sobre o celular, rachando um pouco a tela. Considerei o Vale da Lua bem seguro, mas já houve casos de pessoas que escorregaram, ou a tira da havaiana estourou, e caíram no cânion e faleceram... Há 3 poços, mas apenas a 3ª piscina estava indicada ao banho. As pouquíssimas pessoas que estavam lá aproveitaram para nadar. Fica próximo de São Jorge (7 km), + 5 km de estrada de terra e 1 km de trilha, nível médio. Entrada paga: R$ 20,00. 4º dia – sábado Manhã de chuva novamente. Nesse dia não teve jeito, havia chuva em Alto Paraíso, em Cavalcante e na direção de São Jorge. Aproveitamos o dia para descansar, ver as araras e tucanos que povoam Alto Paraíso e comer a famosa matula do Rancho do Waldomiro. 5º dia – domingo Dia nublado. Fizemos a Trilha dos Cânions e a cachoeira carioquinhas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Mesmo com as dificuldades econômicas que está passando, o PNCV tem uma estrutura incrível, muito bem sinalizado, com a trilha bem visível e segura. A trilha é considerada pesada, por ser 11km de caminhada, mas é bastante plana, e como o tempo alternava nuvens e sol, não sofremos com o calor. O cânion e a cachoeira Carioquinhas estavam transbordando com muita água, tornando o espetáculo muito bonito, mas praticamente impossível para se banhar no poço. E havia pouquíssimas pessoas no parque. Terminando a trilha, fizemos a Trilha da Seriema, de apenas 800 metros e lá, pela pouca vazão de água pudemos nos banhar no poço da pequena cachoeira. 6º dia – 2ª Dia nublado, alternando sol. O PNCV fecha às segundas para manutenção. Como em São Jorge estava garoando, fomos para a Fazenda São Bento (que fica a 8 km de Alto Paraíso), ver as cachoeiras Almécegas I, II e a São Bento (R$ 30,00 a entrada). O tempo estava bom lá, sem chuva. De manhã ficamos na Almécegas I e II (+ 3 km de estrada de terra) e mesmo cheias de água, foi possível nadar. Almoçamos em Alto Paraíso, que estava bem chuvoso, e retornamos para ver a Cachoeira São Bento (o valor da entrada permite sair e voltar). Lá não chovia nada e não havia ninguém na Cachoeira São Bento, que geralmente é bastante frequentada. As cachoeiras estavam cheias de água, muito bonitas, mas após o que já tínhamos visto nos outros dias, não ficamos tão empolgados, mas obviamente vale o passeio. 7º dia – 3ª Dia nublado/chuvoso. Nosso último dia, retornamos ao PNCV fazer a trilha dos Saltos. É uma ótima trilha de cerca de 10 km, geralmente plana, bem sinalizada e no final do caminho para as corredeiras há uma estrutura de madeira (como uma passarela), de aproximadamente 400 metros, que proporcionam a visita de cadeirantes às piscinas naturais das corredeiras. Achei sensacional em termos de acessibilidade e inclusão. Estamos acostumados a criticar o que é público, mas a melhor estrutura que encontramos foi no Parque que ainda é público, muito melhor que nos atrativos que ficam em espaços privados. É louvável que tal construção tenha sido feita para possibilitar que cadeirantes possam usufruir de parte da maravilha que é o PNCV. Essa trilha foi a que mais gostamos de realizar. As cachoeiras do Salto I e II, de 120m e 80m respectivamente estavam lindíssimas e o poço da cachoeira salto II estava ótimo para nadar. Este foi o dia mais cheio de pessoas, compartilhamos a cachoeira com mais ou menos 6-8 pessoas (!). Após as cachoeiras, fomos às corredeiras e abriu um bonito Sol, assim pudemos “lagartear” nas pedras por um bom tempo. Conclusão Gostamos muito de ter escolhido o período de chuvas para conhecer a Chapada. Passei certa dificuldade com as estradas de terra, tínhamos que ter um cuidado redobrado para não escorregar nas trilhas, mas todos os lugares estavam bem tranquilos. Contamos também com a sorte de pegar pouca chuva. Mas não indico esse período para aqueles que procuram mais agito e festas, para os que estão sem carro, para os que estão com poucos dias p/ conhecer a Chapada e para os que são feito de açúcar (brincadeira, rs). Mesmo gostando do período das chuvas, não vejo a hora de voltar à Chapada no período da seca, para conhecer a sua outra faceta. Bom, espero que alguém aproveite o relato, e estou aberto a perguntas e dúvidas.
  9. Um mês antes das minhas férias ainda não tinha decicido o que fazer e após várias pequisas, acabei dividindo minha programação em dois roteiros: Chapada dos Veadeiros e México. No caso da Chapada dos Veadeiros, acabei encontrando em um grupo de mochileiros pelo FB, duas garotas que estavam procurando companhia para ir a Chapada e dividir custos. Achei interessante a proposta e acabei topando. Logo pude ajudá-las a montar o roteiro, pois elas só tinham comprado a passagem aérea. Aproveitei uma promo da Azul que dobrava os pontos caso fizesse a transferência de milhas cumuladas no Itaucard, resultado, não paguei nada na passagem aérea pra Brasília (ida e volta). Em BSB existem dois terminais, um apenas para os aviões da Azul e o outro, bem maior e mais confortável, para as demais cias aéreas. A programação foi a de ficar uma semana na Chapada. Elas chegaram no sábado, já alugaram o carro e foram para Alto Paraíso e eu na madrugada de domingo. Na madruga, nem dormi, aproveitei para pesquisar no grupo do FB "CARONA BSB CHAPADA (Solidário de Verdade)" a possibilidade de carona até Alto Paraíso. Incrível como funciona e tem muita gente que realmente concede carona, pra divisão de combustível. Sai mais barato que o bus. Um bus de Brasília a Alto Paraíso custa R$ 46 e a divisão da gasosa pra mim custou apenas R$ 20. Tive a sorte também de estar com uma outra paulistana, que chegara de manhã e também buscava carona. O cara que nos deu carona era nativo de Brasília e queria passar um FDS na Chapada... o risco da carona é um que passei... o cara fumava maconha. O problema não era esse, mas sim se fossemos parados em uma blitz policial. No caminho, apenas chegando em Alto Paraíso existe um posto policial, no resto é de boa, uma viagem de um pouco mais de duas horas (cerca de 230 km). Mas graças a Deus, deu tudo certo. Ele me deixou no centro de paraíso em uma praça, perguntei pra um nativo onde ficava o Hostel que havia reservado, o Jardim Nova Era Hostel e estava apenas a 50 passos do Hostel. O hostel é bem ajeitado, fiquei em um quarto de 4 pessoas (R$ 50/noite). Também existe a opção de camping pra quem quiser. Enfim... já era cerca de meio-dia, pude almoçar perto do hostel por R$ 15 e encontrei as garotas, as quais só conheci lá mesmo. Partirmos a tarde para uma cachoeira localizada em Alto Paraíso mesmo, a Cachoeira dos Cristais. Ela não é a das mais famosas, mas é muito bonita, e foi o suficiente para perceber que seria top aquela trip: Meio dia é o suficiente para a Cachoeira dos Cristais. Paga R$ 10 reais para entrar e existe uma trilha leve até chegar a cachoeira. No dia seguinte, acordei bem tarde devido ao cansaço de não ter dormido na noite anterior. Assim, aproveitamos apenas o período da tarde, novamente. COm isso, fomos para uma trilha que pudesse ser feita em meio-dia. Fomos então para a Pousada São Bento. Lá dentro tem a Cachoeira São Bento e a Almécegas I e II. R$ 10 reais apenas para a São Bento e R$ 30 para todas. Como já era pra lá das 14 hrs, não tinhamos tempo suficiente para fazer as 3, optamos então para fazer as mais rápidas, a Almécegas II e a São Bento. Tanto para a Almécegas I e II existe um trajeto de carro da entrada da pousada até o começo da trilha de uns 10 minutos. A trilha também é leve e as Cachoeiras da Almécegas II são lindas e ótimas para banho, pois tem vários pontos para tomar um banho: Aproveitamos por mais de duas horas lá. Já era quase 17 horas e ficaria tarde pra ir na I, por isso optamos ir pra São Bento, que fica perto da entrada da pousada em uma trilha de quase 10 minutos, bem easy. De diferente na São Bento é a cor da água, tipo cor de Coca-Cola, porém, dos lugares que visitei, foi o que menos me impressionou, não faria falta no meu roteiro. Ficamos longe da Cachoeira, que além de tudo é minuscula em relação a expectativa nas fotos: Porém, em uma viagem dessas, precisamos estar atento aos detalhes, e foi em um detalhe nessa trilha easy da São Bento, voltando pra Pousada que pude clicar uma imagem bonita como essa: Como a pousada São Bento fica entre Alto Paraiso e São Jorge, e tínhamos a intenção de ver o Por do Sol no Jd de Maytrea, fomos até lá. Na verdade precisa deixar o carro quase no acostamento e precisa ficar bem ligado nas placas pra saber exatamente onde fica o Jardim. É um lugar muito bonito, porém a melhor foto do por do Sol foi no meio da estrada mesmo, onde paramos o carro: O terceiro dia era um dia que prometia, pois fomos para as Cataratas dos Couros, que é lugar com mais queda d'água na Chapada. Para muitos, é a Cachoeira mais bonita da região, mais até do que a badalada Santa Bárbara. Na minha opinião as duas são incríveis, porém a dos Couros é mais imponente e a Santa Bárbara, mais diferente (pela cor). Pra trilha dos Couros é necessário guia. Se não estiver de carro é possível contratar guia com carro, mas é bem mais caro. Foi R$ 150 reais pro guia, divido por quatro, pois outra pessoa que estava no Hostel acabou indo com a gente. Para a catarata dos Couros a estrada é péssima, e leva cerca de 40 minutos de carro até a entrada da trilha, após saindo da BR de Alto Paraíso. A trilha em si é nivel médio. Existem pontos de descidas e subidas um pouco estreitos, mas nada impossível. Chegando lá é incrível a vista. Existem 3 descidas opcionais, até chegar na parte debaixo das cataratas, acabei descendo dois níveis. Em um deles vi até cobra hahah. O bom de descer é a possibilidade de ver a Catarata de frente e também tomar banho de cachoeira. Na volta da trilha também existem cachoeiras que valem a pena ser visitadas. Na volta, foi possível observar mais um belo por do sol na estrada. Final de terceiro dia, eis que temos mais 3 dias para relatar: Santa Bárbara, Pq Nacional, Loquinhas, Vale da Lua e um pouco da noite de São Jorge e Alto Paraíso... fica para o próximo post em breve.
  10. A Chapada dos Veadeiros é uma região de cerrado no nordeste do estado de Goiás abrangendo cinco municípios: Alto Paraíso, Cavalcante, Colinas do Sul, São João D'aliança e Teresina. Seus primeiros habitantes foram os índios Avá Canoeiros, Crixas e Goyazes. Conhecida por sua beleza natural e riqueza da fauna e flora que compõem sua biodiversidade, o nome da chapada faz referência aos caçadores de veado-campeiro. Nas trilhas entre serras e veredas são inúmeros os atrativos turísticos como rios, cânions, cachoeiras, águas termais, etc. Desde 2015 estava planejando conhecer a Chapada dos Veadeiros. Convidei vários amigos, montei roteiros, assisti vídeos no youtube e li muito sobre os atrativos da região. Meus companheiros para essa viagem foram: Ana (mãe), Diego (irmão) e Rosana (amiga). Foi muito legal viajar em família e com a Rosana, ótimas companhias. Optamos por ficar 7 dias na região, sendo 3 dias em Alto Paraíso e 4 em São Jorge. Observe no mapa abaixo que não foi fácil escolher quais atrativos visitar, pois são inúmeros. A seguir relatarei como foi cada um desses dias que nos aventuramos pela Chapada dos Veadeiros. Dia 1: 19/07/2016 - Cataratas dos Couros Saímos de São José dos Campos - SP às 4h e chegamos ao estacionamento no Aeroporto de Guarulhos por volta das 5h30. Conseguimos nos perder até chegar no estacionamento ZASTRÁS. Tivemos que deixar o carro no Airport Park e pagar a tarifa de R$29,90 por dia. Chegamos ao aeroporto de Guarulhos às 6h e foi uma correria só. Enfim, decolamos às 06h50 e às 08h30 chegamos ao aeroporto de Brasília. Para conhecer os atrativos da Chapada dos Veadeiros, recomendo o aluguel de carro. Sem carro a viagem ficará muito cara, pois será necessário contratar os passeios com as agências da região. No nosso caso, alugamos um carro pela Localiza e tivemos um bom desconto, pois reservamos pelo site da Gol. Pegamos um Sandero Stepway, 0km. Valor da diária? R$73,00, sem seguro. Meu irmão, Diego, por ser mais velho se acha o sabidão e logo assumiu a direção. Com o sertanejo sofrência estalando (irmão e mãe adoram, tive que ficar quieto), seguimos rumo a Chapada dos Veadeiros. Por volta das 11h paramos em São Gabriel de Goiás e almoçamos no restaurante São Gabriel. Por R$20,00 você pode comer a vontade e apreciar uma comida caseira deliciosa. Vale a pena! Como não pretendíamos desperdiçar nenhum dia, inserimos um atrativo no primeiro dia. A escolha foi certeira: Cataratas dos Couros. São mais de 30km de estrada de terra com muita poeira para chegar até o estacionamento. Na época das chuvas acredito que só carros 4x4 cheguem nesse atrativo, pois têm alguns morros bem íngremes. A entrada para as Cataratas dos Couros fica a 18 km de Alto Paraíso, sentido Brasília. Saindo da rodovia, ande 22,5 km em estrada de terra sempre pela estrada principal. Chegando numa bifurcação, após andar os 22,5 km, vire à direita e depois ande aproximadamente 9km, sempre virando à esquerda. Assim chegará no estacionamento de carros. O rio dos Couros faz uma sequência incrível de corredeiras, cachoeiras e poços. A trilha é moderada, tem aproximadamente 4km (ida e volta) e têm muitas pedras. O lugar é incrível. Como fomos na época de seca, foi possível entrar nos poços de água cristalina. A última cachoeira é a mais bonita, mas como estava tarde, não conseguimos descer até a base para conhecê-la. Para saber mais, clique aqui. Recomendo usar tênis. Como estava o dia inteiro de tênis, caí na bobeira de fazer essa trilha de sandália e consegui chutar as pedras várias vezes, e numa dessas cortei um dedo. Esse corte me atrapalhou bem nos dias seguintes. Outra dica importante é levar bastante água e comida, pois o lugar não possui infraestrutura para receber os trilheiros. Saímos da Catarata dos Couros por volta das 17h e fomos direto para Alto Paraíso de Goiás. Alto Paraíso é a principal cidade da região. Têm formas arquitetônicas bem diferentes, como iglus, gotas ou pirâmides. Lugar alto astral onde pulsa a espiritualidade para quem busca se interiorizar, ou simplesmente, um lugar de paz e vivências de bem-estar para quem quer apenas descansar. O município acomoda uma charmosa rede de hotéis, pousadas e campings com capacidade de aproximadamente 3500 leitos. Escolhemos o Reges Hostel para passar 3 noites por lá. Hostel super legal. Tem 4 suítes e dois quartos coletivos. O custo-benefício é ótimo e a localização, a limpeza e o atendimento são excelentes. Recomendo! O dono é o Joka, super atencioso e sempre disposto a ajudar! Valeu Joka, abração!!! Seguem informações sobre Hostel: Reges Hostel Página no facebook: https://www.facebook.com/reges.hostel Contato: (62) 82364316 Dia 2: 20/07/2016 - Cachoeira Loquinhas / Poço Encantado Acordamos às 8h e fomos à padaria tomar o café da manhã. Dizem que o pão de queijo de minas é show, mas comemos um nessa padaria que era fenomenal. E mais, por R$1,00 você levava 3 pães de queijo. Fiz a festa! hehehe. Nesse dia, nosso destino (período da manhã) era a Cachoeira das Loquinhas. Localizada a 3 km do centro da cidade, lá você encontra um complexo de sete poços de beleza única, caracterizado por suas águas cor de esmeralda. O valor da entrada é R$22,00 por pessoa e a trilha é extremamente fácil, com passarela de madeira em boa parte do caminho. Para saber mais, clique aqui. Retornamos da Cachoeira das Loquinhas às 12h e paramos em Alto Paraíso para almoçar. Depois do almoço seguimos por aproximadamente 52km, sentido Teresina de Goiás, até chegar ao Poço Encantado. A trilha para esta cachoeira é bem curta e sossegada. O lugar é ótimo para passar uma tarde inteira. O valor da entrada é R$20,00 por pessoa. Vale a pena!!! Para saber mais, clique aqui. Retornamos no fim do dia, descansamos e saímos a noite para comer algo e tomar uma gelada, afinal nem só de trilhas e cachoeiras vive o homem….hehehe. Dia 3: 21/07/2016 - Cachoeira Santa Bárbara / Cachoeira da Capivara Planejamos sair cedo em nosso terceiro dia, pois nosso objetivo era sermos os primeiros a chegar na famosa Cachoeira Santa Bárbara. Seguimos de carro até Teresina de Goiás, em uma estrada ótima. Lá você vira à esquerda, sentido Cavalcante, e dali pra frente a estrada está toda remendada, bem “meia boca”. Chegamos em Cavalcante por volta das 9h. Dica: passe no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) e peça informações de como chegar até a comunidade Kalunga. Não esqueça de abastecer o carro, pois são aproximadamente 30 km de estrada de terra até chegar a comunidade Kalunga. Essa é a maior comunidade de remanescentes de quilombos do Brasil. O fato de os Kalungas terem permanecido distantes dos centros urbanos, num lugar inóspito e de difícil aproximação, acabou fazendo deles um dos poucos exemplos de remanescentes negros que quase não sofreram influências externas em seu modo de vida. No dia-a-dia, o povo kalunga dedica-se à plantação de mandioca, arroz, fumo, milho e, às vezes, feijão. Cria gado e aves, pratica a caça e a pesca. A atividade turística é organizada pela população local. Para visitar as cachoeiras de Santa Bárbara e da Capivara pagamos uma taxa de R$20,00 por pessoa, e é obrigatório o acompanhamento de guia. Caso você esteja sem, eles oferecem o serviço de guia por R$70,00 para grupos de até 5 pessoas. Nós contratamos o guia Jean. Fizemos ”n” perguntas ao jovem, que sempre nos respondia com um sorriso no rosto. Da comunidade Kalunga até o estacionamento percorremos 5km, atravessando dois rios com o carro. Segundo o guia, se fosse época das chuvas seria impossível atravessar de carro. Confesso que morri de medo do carro “dar pau”, afinal estava sem seguro e era um carro 0 km. Chegamos ao estacionamento e percorremos cerca de 1km de trilha até chegar na primeira cachoeira, conhecida como Barbarinha. Continuamos até chegar à Cachoeira Santa Bárbara. Aqui devo confessar, fiquei meses sonhando com o dia que estaria nessa cachoeira. Ao chegar, não acreditava no que estava vendo: simplesmente a cachoeira mais bonita que visitava. Tirei várias fotos enquanto estava vazia e em seguida fiquei um bom tempo observando a beleza que Deus reservou para aquela comunidade. É como se eles tivessem um tesouro. Posso escrever o que quiser aqui que não vou chegar nem perto de deixar vocês a par do quanto essa cachoeira é bonita. Confira as fotos a seguir, é de tirar o fôlego. Saímos da Cachoeira Santa Bárbara e retornamos para comunidade. De lá fomos conhecer a Cachoeira da Capivara. Outra cachoeira muito linda que tem um poço bem legal para nadar. Como gastei muita tinta com a Santa Bárbara vou deixar as fotos falarem pela Capivara. hehehe. Retornamos da Cachoeira da Capivara por volta das 14h e fomos almoçar. Reservamos o almoço com a mãe do guia Jean. Uma comida bem natural, simples e excelente. Pagamos R$30,00 por pessoa para comer à vontade. Valeu a pena! Esse dia foi inesquecível. Espero que gostem das fotos! Dia 4: 22/07/2016 - Cachoeira Almécegas I e II - Cachoeira São Bento Acordamos por volta das 8h, tomamos café, nos despedimos do dono do Hostel, o Joka, e partimos rumo à Fazenda São Bento. Localizada a 9km de Alto Paraíso, sentido São Jorge, na Fazenda São Bento você tem a opção de conhecer três cachoeiras: Almécegas I (trilha de 3km ida e volta), Almécegas II (trilha de 600m ida e volta) e São Bento (trilha de 400m ida e volta). Para saber mais, clique aqui. Pagamos R$30,00 por pessoa para conhecer as três cachoeiras. Preferimos conhecer primeiro a Cachoeira Almécegas I, pois a trilha era mais longa. A trilha é moderada, tem subidas íngremes, um mirante e a base da cachoeira é formada por um poço de água extremamente gelada. Vale a pena conhecer essa cachoeira, ela é sensacional. Saindo da Almécegas I, retornamos ao estacionamento e fomos conhecer a Almécegas II. Eu, particularmente, não curti muito, pois você chega pela parte de cima da cachoeira e como eu estava cansado, fiquei com preguiça...hehehe. Muitos aproveitam pra saltar das pedras. Ficamos apenas uns 40 minutos na Almécegas II e retornamos à Alto Paraíso de Goiás, já que o almoço no restaurante da Fazenda São Bento custava R$60,00 por pessoa. Com esse valor consigo almoçar a semana inteira em São José dos Campos….hehehehe. Após o almoço, retornamos à Fazenda São Bento e fomos conhecer a Cachoeira São Bento, que fica muito próxima do estacionamento, cerca de 200 metros. Ela tem um poço gigante, então dá para dar boas braçadas e passar a tarde toda lá. Estava lotada, deve ser porque o acesso é fácil. E acreditem, 80% das pessoas que lá estavam, nesse dia, curtiam um “tchozen”! Só com a “marola” ficamos bem relaxados, inclusive minha mãe...hehehehehe. Nosso plano era passar no Vale da Lua antes de seguir para São Jorge, mas o tempo deu uma virada e preferimos seguir direto para a vila. Chegamos em São Jorge por volta das 17h e logo notamos que a vila é muito “roots”. Até então não tinha conhecido um lugar tão descolado quanto lá, onde as ruas não são asfaltadas (terra batida mesmo) e têm muitos hippies. Na data em que estávamos na Vila acontecia o . Tudo é muito diferente naquele lugar, gostei muito! hehehe Nossa hospedagem em São Jorge foi numa casa alugada. A dona da casa chama-se Edicelma. A casa fica localizada na rua 4, na vila de São Jorge. É uma casa de 2 quartos, recém construída e que nos atendeu muito bem. Se for em grupo de 4 ou 5 pessoas, recomendo entrar em contato e fazer uma cotação: Casa alugada da Edicelma Página no facebook: https://www.facebook.com/edicelma.costa Contato: (62) 9657-8225 Dia 5: 23/07/2016 - Saltos do Rio Preto Sábado foi o dia de conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Localizado a 800m da Vila de São Jorge e criado em 1961, o parque possui quatro trilhas para chegar aos atrativos: Travessia das Sete Quedas, Trilha dos Saltos, Trilha dos Cânios e Trilha da Seriema. Para saber mais, clique aqui. Escolhemos conhecer a Trilha dos Saltos no sábado e a Trilha dos Cânions no domingo. Saímos às 8h15 e chegamos na recepção do parque às 8h30. Não é cobrada taxa de visitação. Lá você assiste um vídeo (5 minutos) sobre as regras do parque, assina um termo de responsabilidade e pé na trilha… A Trilha dos Saltos tem aproximadamente 9 km entre ida e volta, considerando a partir da recepção do parque. O nível de dificuldade é moderado se você escolher conhecer somente as corredeiras, e pesado se você quiser conhecer as corredeiras e os saltos. A trilha é autoguiada e sinalizada por setas amarelas na ida e setas brancas na volta. O percurso é feito na maior parte do tempo em terreno acidentado e bastante pedregoso. Depois de aproximadamente 4 km de caminhada, chega-se ao Salto de 120 m. Só é possível aprecia-lo de um mirante, ponto alto do percurso de onde se vê a queda d’água do Rio Preto. É de perder o fôlego. A 800 metros dali está o Salto de 80 metros, onde é possível tomar banho no rio. Fizemos o percurso de ida em aproximadamente 1h15, andando num ritmo bom. Após tirar inúmeras fotos no mirante e curtir a cachoeira do Salto de 80 metros por cerca de 3h, decidimos retornar. Ao retornar, pega-se uma subida bastante íngreme de cerca de 800 metros que requer cuidados para pessoas com problemas respiratórios, hipertensão arterial e asmáticos. Com mais 1,5 km de caminhada chega-se às Corredeiras do Rio Preto, onde também é possível tomar banho de rio nas hidromassagens formadas em suas pequenas quedas. Optamos por retornar para casa sem conhecer as corredeiras, pois ficamos muito tempo no Salto de 80 metros e estávamos com muita fome. Nesse dia minha mãe preferiu ficar em casa para descansar e preparar um almoço pra nós...hehehe. Algumas dicas importantes: chegue cedo ao parque se for em época de feriados ou alta temporada, tome um café da manhã bem reforçado, leve 2 litros de água por pessoa e um lanche bom. E no mais, força nas pernas e nos pés, pois as trilhas são cansativas. Vale o esforço! Dia 6: 24/07/2016 - Cânion - Cachoeira Cariocas - Águas Termais Domingo acordamos às 7h, tomamos um bom café da manhã e partimos rumo ao Parque. Nosso objetivo era fazer a Trilha dos Cânions. Nesse dia minha mãe optou em ir com a gente, afinal já tinha descansado no sábado e estava preparada para enfrentar os 9km de trilha. A Trilha dos Cânions também é autoguiada e é sinalizada com setas vermelhas na ida e brancas na volta. O percurso total é de cerca de 9km entre ida e volta. Mas é bem mais tranquila que a Trilha dos Saltos, pois não tem tantas subidas e descidas. Fizemos o percurso de ida em 1h15 e o retorno em 1h10 caminhando num ritmo bom. Os atrativos são os Cânions e a Cachoeira Cariocas. Ficamos muito tempo nadando na Cachoeira Carioca e depois retornamos para a Vila. Nesse dia aproveitamos o final de tarde para conhecer as piscinas de águas termais da Pousada Éden. Lá paga-se R$20,00 por pessoa para entrar nas piscinas e usar a sauna a lenha. Esse foi o único passeio que me arrependi de ter ido. A água estava fria, nesse dia estava ventando, o banheiro estava extremamente sujo (sem condições de uso) e a sauna a lenha nos deixou com cheiro de fumaça. Depois de ficar uns 40 minutos por lá, nossa vontade era pedir o dinheiro de volta, sentimos que compramos “gato por lebre”...kkkkkkkk. Para saber mais, clique aqui. Dia 7: 23/07/2016 - Cachoeira do Segredo Nosso último dia na Chapada dos Veadeiros foi reservado para conhecer a Cachoeira do Segredo. Para chegar a Cachoeira do Segredo você segue 10km pela estrada que vai para Colinas do Sul e vira à esquerda. Tem placas indicando o caminho. Uma informação importante: que você deve comprar o ingresso antecipadamente na vila de São Jorge (consulte: http://www.operadorasegredo.com.br/). A taxa de visitação é R$35,00. A trilha para chegar até a cachoeira do segredo é realizada pelas margens do rio Segredo e tem sombra em boa parte do percurso. São 6 km entre ida e volta e é necessário atravessar o rio algumas vezes. Mas isso não é nenhum problema, pelo menos na época que visitamos (julho-2016). A cachoeira tem 120 m e é cercada de paredões de 150 m, um verdadeiro paraíso no cerrado. A água é tão gelada que tira qualquer “encosto”….hehehehe. É ótima para pegar um resfriado também, eu provei isso...hehehe. Se você for conhecer a região, não deixe de visitar a Cachoeira do Segredo, ela é FENOMENAL. Bom, não falei sobre a noite em São Jorge que é sempre bem agitada. Saímos todas as noites, tomamos umas, curtimos algum som e retornávamos para descansar. No período que estávamos na Vila, estava acontecendo o Encontro das Culturas e, com isso, a vila estava muito movimentada. Gostamos muito do lugar e o que ficou foram boas lembranças e saudades. Espero que tenham gostado do relato, inseri apenas 5% das fotos...hehehe. No decorrer do texto citei várias sites e dicas. A planilha de gastos ficará disponível também. Qualquer dúvida entre em contato, estou à disposição. Agradeço a colaboração das amigas Edna e Rosana que dedicaram um tempo na leitura e correção do texto. Obrigado!!!! Foto 32 Até a próxima!!! Abraço! Para saber mais sobre a Chapada dos Veadeiros, acesse: http://www.veadeirosoficial.com.br/ http://www.chapadadosveadeiros.com/ http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html
  11. Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado. Foto 1 - A companheira de viagem Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir. Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar. Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma: Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí Parte 2: Cânions do Sul Parte 3: de Torres a Chuí Parte 4: Uruguai Parte 5: da região das Missões a Chapecó Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília Parte 7: Chapada dos Guimarães Parte 8: Rondônia Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre Parte 10: Viajando pelo rio Madeira Parte 11: de Manaus a Roraima Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas Parte 14: Ilha de Marajó e Belém Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba Parte 16: Serra da Capivara Parte 17: Sertão Nordestino Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro Parte 20: Pelourinho Parte 21: Chapada Diamantina Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras Parte 23: O retorno e os aprendizados O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros. ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE *********
  12. * Jalapão: municípios de Ponta Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins - Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho, Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha, Dunas, Fervedouro do Ceiça, povoado quilombola Mumbuca, Fervedouro Buritizinho, Cachoeira do Formiga, Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho ** Serras Gerais: - Natividade: centro histórico, biscoitos Amor Perfeito Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos - Almas: Cahoeirinha, Cânion Encantado, Cachoeira do Urubu-Rei, Cachoeira da Cortina (ou Véu de Noiva) e Arco do Sol (ou Pedra Furada) - Dianópolis: Lagoa Encantada - Taguatinga: Cachoeira do Registro - Aurora do Tocantins: Rio Azuis *** Chapada dos Veadeiros: Alto Paraíso e Macaquinhos - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 11 dias pelo Jalapão, Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, incluindo os dias de ida e de retorno. - A viagem foi feita no período de 3 a 13 de junho de 2015 com saída de Brasília - DF. - Para conhecer o Jalapão, contratamos o guia Neném com veículo 4x4 ((63) 8472-0830 - operadora: OI). Para conhecer os atrativos do município de Almas contratamos o guia Alminha ((63)92080515) Itinerário resumido Dia 1) Brasília - Natividade - Ponte Alta Dia 2) Jalapão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada Dia 3) Jalapão: Sussuapara, Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha e Dunas Dia 4) Jalapão: Fervedouro do Ceiça, Mumbuca, Fervedouro Buritizinho e Cachoeira do Formiga Dia 5) Jalapão: Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho Dia 6) Ponte Alta - Almas: Cachoeirinha Dia 7) Almas: Cânion Encantado, Cachoeira Urubu-Rei, Cachoeira Cortina e Arco do Sol Dia 8 ) Almas - Dianópolis - Aurora do Tocantins: Lagoa Bonita Dia 9) Aurora/Taguatinga - Alto Paraíso: Rio Azuis e Cachoeira do Registro Dia 10) Alto Paraíso: Macaquinhos Dia 11) Retorno a Brasília DIA 1 | Brasília - Natividade - Ponte Alta Estrada (até Ponte Alta) A viagem foi feita em um Peugeout 207. Fizemos o trajeto de Brasília a Ponte Alta do Tocantins passando pela Chapada dos Veadeiros, Arraias, Campos Belos, Natividade e Pindorama do Tocantins https://goo.gl/maps/727Ml. Pegamos um único trecho de estrada de terra (67 km) entre a Chapada da Natividade e Pindorama, que estava muito bem batida e não tivemos problemas para atravessar. As estradas estão em bom estado em praticamente todo o trajeto. O trecho de 40 km após Arraias, que estaria mais crítico de acordo com relatos que vimos, foi recém reformado em uma operação tapa buracos e deve aguentar bem até as primeiras chuvas de 2015. Atenção: a) Dentro da região da Chapada dos Veadeiros, de São João da Aliança até Cavalcante, a estrada foi reformada há algum tempo, mas ainda está sem sinalização horizontal. b) Depois de uns 18 km da saída de Natividade no sentido Chapada da Natividade, haverá um trevo sem qualquer placa em que vc deverá entrar à direita para seguir rumo a Pindorama. Dica: Não se acanhe em pedir informações. No Tocantins há poucas placas informativas e em algumas situações é fácil se perder. Natividade No caminho à Ponte Alta do Tocantins, paramos em Natividade para uma visita ao centrinho histórico. Deixamos o carro próximo à igreja São Benedito e caminhamos pelas ruas e pracinhas da simpática cidade. O que não deixar de ver em Natividade: - Ruínas da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos - Biscoitos da Dona Neninha - Amor Perfeito: provamos todas as opções de biscoitos e os nossos campeões foram o Amor Perfeito, o de canela e a peta, também chamada de pipoca na região. Todos são assados em forno de barro ao fundo da pequena fabrica de biscoitos. São deliciosos e dão um ótimo presente de lembrança da viagem! =) Ponte Alta do Tocantins Nossa hospedagem em Ponte Alta foi na pousada Águas do Jalapão. A pousada fica um pouco fora da cidade, cerca de 1,5km. Mas já o suficiente pra se ter uma vista livre para as estrelas! Café da manhã simples, mas com opções de frutas e suco da fruta. Diária: R$150 (casal) ou R$30 por pessoa em barraca. DIA 2 | Cachoeira da Fumaça | Soninho | Pedra Furada Cachoeira da Fumaça Com um grande volume de água em uma queda larga, é possível ver o vapor da água subindo e rodopiando acima do poço formando um efeito de fumaça muito bonito. A cachoeira em si não é própria para banho, mas para quem quiser se aventurar, dá para caminhar por trás dela e tomar um banho com o vento no vapor das águas. A caminhada é fácil e é recomendado usar tênis por conta das pedras. Vale a pena! Por outra trilha acima da cachoeira é possível ter uma vista muito linda do poço. Dependendo do horário forma-se um arco íris na fumaça! Demos sorte! No rio acima da cachoeira há uma área para banho pequena que deve-se tomar muito cuidado por conta das corredeiras que se formam abaixo do nível do rio. Soubemos que recentemente havia ocorrido um afogamento por imprudência na área das corredeiras. Tomando cuidado, pode ser um ótimo banho pra refrescar ate a próxima parada do dia! Cachoeira do Soninho Próximo à ponte sobre o Rio Soninho paramos para o nosso almoço. Há uma sombra gostosa na beira do rio perfeita para um piquenique. Em seguida fomos à Cachoeira do Soninho, por onde se chega atravessando uma pequena trilha na mata e tem-se uma vista das bifurcações de pedras por onde a água contorna e segue o seu fluxo. A cachoeira é bem bonita e estreita. Não é apropriada para banho e sim para contemplar a vista e a água contornando as pedras profundas. Pôr do Sol na Pedra Furada Terminamos o dia na Pedra Furada, uma rocha calcária muito bonita esculpida pelo vento. O Jalapão exibe extensões de cerrado a perder de vista no horizonte. Infelizmente nos últimos 3 anos o proprietário de uma fazenda próxima ao morro da Pedra Furada iniciou uma produção de eucaliptos, prejudicando a paisagem que se tinha antigamente. Com isso, achamos a vista da Pedra Furada um pouco decepcionante. Jantar em Ponte Alta: recomendamos o Restaurante Beira Rio, que fica em frente à antiga ponte alta, que dá nome à cidade. Comemos um peixe fresco com porções de mandioca, feijão tropeiro, arroz e salada de tomates. Cervejinha gelada e bom atendimento! DIA 3 | Susssuapara - Cachoeira Lajeado - Cachoeira da Velha - Prainha - Dunas Gruta Sussuapara Começamos o dia na Sussuapara que fica bem próxima de Ponte Alta. Ouvimos de nosso guia que antigamente os moradores da cidade costumavam ir para a gruta para tomar banho no grande poço que se formava. Para chegar atravessamos uma pequena trilha e nos deparamos com os paredões úmidos da gruta. Atualmente não há mais área para banho devido ao assoreamento do poço causado pela construção de estradas próximo ao local. Ainda assim, a visita à gruta vale pela contemplação da formação rochosa e do pequeno veio d'água que atravessa as pedras e circunda todo o caminho formando uma paisagem bonita! Cachoeira do Lajeado Seguindo na mesma estrada rumo à Cachoeira da Velha, chega-se à Cachoeira do Lajeado. A cachoeira ganhou esse nome em função da curiosa formação de pedras pela qual o rio passa esculpindo. De cor avermelhada e superfície muito lisa, a cachoeira é toda feita de pequenos degraus imitando lajes até chegar em sua queda principal onde um bom poço para banho. Para chegar até a queda principal é preciso descer a cachoeira margeando-a e depois encarar a subida de volta! Cachoeira da Velha Um das atrações mais incríveis do Jalapão, a Cachoeira da Velha é surpreendente não apenas pelas caudalosas quedas d'água como também pela vista maravilhosa no horizonte, com as serras do Jalapão e o rio atravessando o Cerrado até chegar na área de queda da cachoeira. Os contrastes de cores da paisagem para nós foi um show a parte. A cachoeira ganhou este nome pelos antigos moradores do Jalapão que diziam da existência de uma mulher que morava nas imediações da cachoeira e sempre era vista lá. Há uma opção de atravessar a Cachoeira da Velha por trás das quedas d'água e chegar em uma outra vista que dizem ser muito bonita também! Quando fomos não tínhamos tempo para a travessia, mas prometemos um dia voltar lá pra isso. Prainha Escolhida como locação de cenas do filme Deus é Brasileiro, a Prainha é uma mesmo um lugar delicioso para relaxar e apreciar a natureza! Escolhemos uma boa sombra para fazer nosso almoço e em seguida tomamos banho no rio de águas transparentes e agradáveis como são as águas do Tocantins! Dunas Fechamos nosso dia no por do sol nas Dunas, que, sem dúvida, é uma das atrações mais incríveis do Jalapão! A chegada até as Dunas é um show a parte. Ao se aproximar do local, tem-se no horizonte a imponente Serra do Espírito Santo. Após passar pelo cadastro de visitantes no posto da Naturantins, percorremos uma estrada em direção às Dunas na qual se abre uma paisagem belíssima com um lago azul claro cercado de buritis com uma vegetação linda, numa alusão a um oásis. Para acessar as Dunas deixamos o carro e já descemos descalços, que é o melhor jeito de fazer a trilha na areia. O cenário é deslumbrante: dunas de areia esculpidas pelo vento, margeadas por um rio no meio do Cerrado com a impressionate Serra do Espírito Santo ao fundo. O pôr do sol tinge a areia e roseia o céu. Ao subir as dunas tem-se vista livre do poente e do nascente e não dá para saber qual dos lados é o mais bonito. Terminamos o dia rumo a Mateiros. Chegamos ao pequeno município à noite, por volta das 20h, o céu estava impressionantemente cheio de estrelas. Jantamos no restaurante Galpão 21, que fica mais afastado do centro com comida típica e muito bem preparada. Nossa hospedagem em Mateiros foi a Pousada da Bibi, uma senhora muito acolhedora. Café da manhã simples, quarto e banheiro limpos. Valor: R$ 150 p/ casal. DIA 4 | Fervedouro do Ceiça - Comunidade Mumbuca - Fervedouro do Buritizinho - Cachoeira do Formiga Fervedouro do Ceiça Ao chegar no fervedouro pegamos uma trilha curta até o local. Como tinha sido nosso primeiro fervedouro ainda não sabíamos o que nos esperava exatamente. Cercado de bananeiras, o fervedouro formava uma pequena banheira natural com fundo de areia e cheia de nascentes que com a pressão da água não nos deixava afundar! A experiência é deliciosa e cada um descrevia a sensação de um jeito. Para visitar pagamos R$10,00 por pessoa. A entrada é restrita a 6 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos. Comunidade Mumbuca A pequena comunidade kalunga Mumbuca é cercada de casas construídas tradicionalmente com barro e coberturas de palha. Ao longo dos últimos anos estão modificando seus padrões construtivos e já se vê algumas casas de alvenaria. No coração da vila há uma casa de exposição do artesanato do capim dourado na qual homens e mulheres da comunidade apresentam suas mais variadas obras: vasos, cestas, chapéus, bijouterias, madalas, etc. A casa é sempre cheia de turistas que adoram poder comprar direto da fonte. Atualmente no Tocantins há varios lugares que revendem o artesanato produzido em Mumbuca. Fomos recepcionados com sorrisos e cantoria por uma das mulheres mais antigas da comunidade, que nos ensinou a versão do Capim Dourado para a cantiga do Alecrim Dourado. Fervedouro Buritizinho O Fervedouro Buritizinho é bem menor e com menor pressão que o fervedouro do Ceiça mas não deixa de ser bonito e delicioso para tomar banho. O local é preparado para receber os turistas para o almoço, que é feito pela família proprietária da área. Tomamos um banho delicioso e em seguida almoçamos uma comida caseira feita na hora! Cachoeira do Formiga Passamos uma tarde muito agradável nos banhos da Cachoeira do Formiga. De águas azuis esverdeadas, a cachoeira tem uma pequena queda com um poço delicioso para banho. Levamos snorkel para apreciar os vários tipos de peixinhos nas águas transparentes! Para visitar, pagamos R$20,00 por pessoa. No final do dia, jantamos novamente no Galpão 21. Era meu aniversário e a Renata fez uma surpresa com um bolo de chocolate delicioso que ela combinou no dia anterior com o pessoal do restaurante de fazerem! =) Dia 5 | Fervedouro do Alecrim - Cachoeira das Araras - Morro da Catedral - Morro do Gorgulho Fervedouro do Alecrim O fervedouro do Alecrim é muito bonito e maior que a área de banho do Fervedouro do Ceiça. Vale muito a pena conhecê-lo. Cercado de Buritis enormes e com um lindo aro formado pelas areias no fundo, a área de banho é deliciosa e também proporciona a experiência de não afundar que os fervedouros com maior pressão oferecem! Valor: R$ 5,00 por pessoa. Cachoeira das Araras Chegamos à propriedade da Cachoeira das Araras e já fomos recebidos de forma muita acolhedora pela família de gaúchos que mora no local há 4 anos. Eles adquiriram a propriedade e estão cuidando da área para preservação e turismo. Nós almoçamos um delicioso banquete com opções vegetarianas e tudo preparado na hora no forno a lenha. Vimos botes de rafting e uma turma que estava explorando o local descendo os rios da região. Para fazer o rafting é preciso se informar com os guias da região. Nós não fizemos mas ficamos curiosos para explorar essa outra atração em uma outra visita ao Jalapão. Após o almoço nós seguimos para o banho na cachoeira das araras, que tem um poço muito gostoso para banho com uma bela queda formando um véu de noiva. Taxa de visita da cacheoeira: R$ 5,00 por pessoa. Morro da Catedral e Morro do Gorgulho No caminho de volta para Palmas percorremos a estrada que passa em frente ao Morro da Catedral. Trata-se de uma formação rochosa muito interessante que se apresenta no alto do morro, formando um imenso paredão lembrando uma catedral. Paramos para fazer algumas fotos. Na sequência chegamos ao Morro do Gorgulho. O acesso é uma vendinha na beira da estrada, na qual pagamos 5,00 por pessoa e fizemos uma pequena trilha para ter acesso a vista de cima do morro e apreciar o céu que já estava próximo do por do sol. O Morro do Gorgulho chama muita atenção tanto pelas rochas exóticas que se formam no alto quanto pela vista do cerrado imenso a perde de vista, com círculos de buritis que se formam margeando o rio abaixo. Para nós valeu muito a pena ver o Morro do Gorgulho na despedida do Jalapão! Deixamos o casal de amigos em Palmas e voltamos para dormir em Ponte Alta. Dia 6 | Ponte Alta - Almas Nesse dia, a ideia era achar o Cânion Encantado que fica no caminho a Almas. Tínhamos como referência apenas algumas distâncias que encontramos em alguns sites. De Ponte Alta a Almas, a melhor opção é pegar uma entrada à esquerda a uns 20 km de Ponta Alta no sentido de Pindorama e depois seguir pela estrada de chão. Como não conseguimos essa informação em Ponte Alta, fomos até Pindorama e de lá seguimos rumo a Almas por um estrada de chão. Fomos informados que teríamos que atravessar um córrego com o carro porque a ponte que havia no local tinha caído há quase dois anos e ainda não tinha sido consertada. Nos falaram que o nível da água não estava alto e que daria para atravessar mesmo com o carro pequeno e baixo. Se não fizéssemos isso, teríamos que dar uma boa volta para pegar a estrada citada acima. Decidimos então arriscar. Depois de uns 34 km de estrada de chão boa, chegamos ao córrego e não sentimos segurança em atravessar com o carro. Decidimos então deixar o carro em um terreno ao lado e seguir a pé em busca de informações de como chegar no Cânion Encantado, que era o nosso objetivo no caminho. Depois de uns 20 min de caminhada, chegamos a uma fazenda e lá conseguimos informações sobre três cachoeiras próximas, mas ninguém sabia dizer nada do cânion. O pessoal foi super atencioso e nos deu uma carona até a entrada de uma cachoeira a uns 3 km de distância. Logo que descemos e chegamos à cachoeira, reconhecemos que era a Cachoeirinha por fotos que tínhamos visto. Depois de tirar umas fotos da Cachoeirinha, decidimos procurar uma outra cachoeira mais adiante seguindo as dicas do pessoal da fazenda. Depois de uns bons minutos de caminhada, não achamos a cachoeira e resolvemos voltar à Cachoeirinha para dar um mergulho e almoçar. Depois disso, retornamos à fazenda para conversar com a galera e agradecer pelo apoio. Para a nossa alegria, chegando lá eles se oferecerão para rebocar o carro desligado através do córrego. Com o apoio deles, atravessamos o córrego sem riscos de problemas mecânicos e podemos seguir até Almas pelo caminho mais curto. Seguimos por mais 60 km de estrada de chão até Almas. Em vários trechos a estrada está bem ruim e é necessário escolher o menor buraco para se passar, mas nada que não dê para enfrentar com um carro pequeno, se tiver calma. Em Almas, ficamos no Hotel Cardoso, uns 500 m depois da entrada da cidade. O hotel tem bons quartos e um café da manhã simples, mas satisfatório. Valor: R$100 (casal). Jantamos na pizzaria Ardosia, que tem uma pizza boa e barata. Dia 7 | Cânion Encantado - Cachoeira do Urubu Rei - Cachoeira Cortina - Arco do Sol Saímos 7h40 com o guia Alminha rumo ao Cânion Encantado e Arco do Sol no final do dia e algumas opções em aberto de cachoeiras, que dependeriam de sorte em encontrar as porteiras abertas. O guia Alminha mora na ponta da rua acima do hotel e nos foi apresentado por intermédio da galera do hotel. É um dos poucos guias na cidade e é o que mais conhece a região. Cânion Encantado O Cânion Encantado é uma formação que se estende por cerca de 4 km com mais de 70 m de altura e com 5 cachoeiras que se formam em seu desfiladeiro. Tiramos algumas fotos das quedas d'água em diferentes ângulos e apreciamos a vista linda que se forma. Cachoeira do Urubu-rei A cachoeira do Urubu-rei fica em um paredão em um grande vale com Cerrado a perder de vista. A cachoeira pode ser apreciada contornando o paredão à esquerda. O local é deslumbrante e contemplativo. A cachoeira é para apreciação e não para banho. Cachoeira da Cortina A cachoeira da Cortina fica na propriedade do Pastor Davi e da Dona Antonia. Vale muito a pena conhecer este casal simpático e hospitaleiro que mora no canto do vale de forma simples e muito amorosa! Fizemos a trilha para a cachoeira e depois fomos recebidos com um belo almoço caipira feito por dona Antônia! A prosa e as histórias daquele casal eram tão agradáveis que não queríamos mais ir embora!! Para chegar na Cortina fizemos uma caminhada de 40 minutos. É bom usar calça e camisa comprida na trilha! Arco do Sol O Arco do Sol também é conhecido como Pedra Furada. Particularmente achamos o Arco do Sol muito mais bonito que a Pedra Furada em Ponte Alta. São relativamente próximos um do outro. São três rochas de arenito muito bonitas. Uma delas possui dois furos, sendo o maior deles o próprio Arco do Sol. O pôr dol sol na pedra forma tons dourados avermelhados lindíssimos. O cerrado a perder de vista se mistura no horizonte. No caminho de volta tivemos uma vista maravilhosa já com o céu colorido pelo pôr do sol. Como Chegar no Arco do Sol: saindo de Almas percorrer 59,5km e virar a direita na bifurcação (sentido de Ponte Alta, uns 2 km depois da placa Prata e Flores) / 62km: vire a esquerda na bifurcação 74km: vire a esquerda na placa 2 irmãos / 77km: vire a esquerda (areal) / 78km: vire a esquerda na entrada do mato (trilha marcada) / 78,5km: parar o carro e contornar a pé DIA 8 | Almas - Dianópolis (Lagoa Bonita) - Aurora Seguimos viagem partindo de Almas rumo à Aurora. No caminho, paramos em Dianópolis para visitar a Lago Bonita. A estrada, especialmente depois de Dianópolis estava em péssimo estado de conservação. Tenham muita atenção e paciência! Lagoa Bonita A lagoa é formada por água que brota de varias nascentes como se fossem pequenos fervedouros. No horário próximo ao meio dia é possível ver tons azuis esverdeados lindos. Como chegar: saindo de Dianópolis, passar pelo povoado Amarelina (17km) /Entrada à esquerda na Fazenda Imperial / Seguir na estrada de terra / 6.7km: Virar à esquerda na 1a bifurcação / 9,0km: Virar à direita na 2a bifurcação / 12km: Chegada na porteira da propriedade / 16km: Chegada na Lagoa Bonita Aurora A cidade é pequena com uma opção de hotel (Hotel Itália, onde ficamos) e mais algumas opções na estrada próximo ao Rio Azuis e em um rancho mais próximo de Aurora. Nas proximidades da cidade há algumas opções de cachoeiras e um balneário, além do Rio Azuis. DIA 9 | Aurora - Rio Azuis - Cachoeira do Registro - Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso) Rio Azuis Saindo de Aurora em sentido a Taguatinga percorrer 20 km de asfalto e virar à direita na placa Rio Azuis; 1,5km depois chega em um estacionamento coberto de árvores. O Rio Azuis é conhecido na região como o menor rio do mundo! Ele nasce e em alguns metros desagua no rio sobrado. Há duas áreas para banho, uma no poço mais próximo à nascente e outra com acesso lateral mais a frente. Há opções de restaurantes próximos à margem do rio e por isso, em finais de semana o local deve ficar bem movimentado. Cachoeira do Registro A Cachoeira do Registro é uma cachoeira que fica em uma Pequena Central Hidrelétrica chamada PCH Sobrado administrada pela empresa Energiza. A cachoeira fica em uma região cercada de morros muito bonitos da Serra Geral. Para acessá-la é preciso percorrer uma estrada de terra com bela vegetação. Há um mirante na propriedade instalado para ter uma vista de frente da cachoeira. Por causa da casa de máquinas da PCH, não é possível descer para ter acesso ao poço da cachoeira. A cachoeira tem uma queda linda com um poço de águas verdes e azuis. Para nós valeu muito a pena ter ido conhecê-la! Como chegar: saindo de Aurora em sentido à Taguatinga no asfalto passar a entrada para o Rio Azuis e seguir em frente em direção à PCH Sobrado / 41km: Virar a direita na entrada da PCH Sobrado 43km: Na 1a bifurcação virar a direita / 50 km: Na 2a bifurcação virar a esquerda / 52km: Na 3ª bifurcação virar a esquerda / 62km: Chegada na sede da PCH Sobrado Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso Chegamos em Alto Paraíso no cair da noite. Para quem não conhece a Chapada, Alto Paraíso é uma das 3 principais cidades da Chapada: as outras duas são Vila de São Jorge e Cavalcante. Alto Paraíso é a que tem mais estrutura para o turismo (São Jorge também tem uma boa estrutura e Cavalcante tem uma estrutura razoável). Próximo a Alto Paraíso há várias cachoeiras bem bonitas e a cidade tem várias lojinhas, bons restaurantes, muitas opções de pousadas, hotéis, 2 ou 3 campings e ainda 2 ou 3 opções de hostel. Ficamos no hostel Eco Nóis, que estava vazio e assim tivemos o quarto todo só para nós. Jantamos uma deliciosa pizza na Pizzaria Vila Chamego. A pizzaria tem várias opções de sabores com carne ou sem carne. Super recomendamos! DIA 10 | Alto Paraíso - Macaquinhos As famosas cachoeiras do Macaquinhos são encantadoras e apesar da estrada até lá não ser muito boa (estavam cascalhando alguns trechos quando fomos), não é necessário 4x4 para acessá-las. O caminho para o Macaquinhos é belíssimo, cercado por vários morros e com direito a horizontes de cerrado a perder de vista. Saindo de Alto Paraíso em direção à Brasília, percorrer 19 km e virar à esquerda na sinalização Macaquinhos. A estrada de terra é boa em grande parte do trajeto. Apenas nos 2km finais há muita pedra solta. A descida de carro até a sede da Macaquinhos não é difícil, mas é preciso tranquilidade máxima pra fazer a subida de volta. O segredo é procurar o acesso com pedras menos solta e barro menos marcado na época de chuva, subindo sempre de primeira e jamais frear. A taxa de visitação é R$20 por pessoa. Se for ficar no camping, o valor é de R$50 incluindo a taxa de visitação. Trilha para as cachoeiras: 2km, muito bem sinalizada. É possível visitar 11 cachoeiras que se formam ao longo do rio. Cada uma mais bonita que a outra! Recomendamos começar a trilha cedo e aproveitar a área de sol na última cachoeira do roteiro, que fica no nível mais baixo que as demais. A partir das 14h pela inclinação do sol costuma-se formar um arco-íris nessa queda. Após as 15h por conta dos morros ao redor, grande parte da área começa a sombrear. Nas demais cachoeiras curtimos área com sol até às 16h20. No Macaquinhos há uma boa área de camping com banheiro e cozinha equipada com fogareiro, fogão a lenha, freezer e utensílios. Todo o camping foi criado com construções de pedras. Próximo à área de camping é possível acessar um poço muito bom para banho a cerca de 100 metros da área da cozinha. O guardião do Macaquinhos, é bem atencioso e preparou para nós uma fogueira linda para a nossa noite de Dia dos Namorados! DIA 11 | Retorno a Brasília Desmontamos nosso acampamento pela manhã logo após o café da manhã. Saindo de Alto Paraíso a Brasília percorremos 240 Km, com direito a uma pequena parada na Pamonharia Vereda com uma pamonha deliciosa. ____________ GASTOS - Combustível (gasolina): R$ 630,00 no total; gasolina mais barata em Dianópolis (R$3,34), no restante da viagem de R$ 3,45 (estrada a Alto Paraíso) a R$ 3,63 (Ponte Alta) - Quilometragem total de aprox. 2150 km. - Hospedagem: R$ 150,00 diária casal nas pousadas de Ponte Alta e Mateiros; R$ 100 diária casal no hotel de Almas; R$ 70 diária casal no hotel de Aurora; R$20 por pessoa no hostel de Alto Paraíso; R$ 30 por pessoa no camping da Macaquinhos (além da taxa de visitação) . - Passeios (por pessoa): R$ 600,00 (p/ pessoa) com guia no Jalapão + R$55 (p/ pessoa) com entradas nas atrações: Fervedouro do Ceiça (R$ 10), Fervedouro Buritizinho (R$ 10), Cachoeira do Formiga (R$ 20), Fervedouro Alecrim (R$ 5), Cachoeiras das Araras (R$ 5), Gorgulho (R$ 5); R$ 150,00 (grupo) com guia em Almas; R$ 5,00 (p/ pessoa) - Lagoa Bonita; R$20,00 (p/ pessoa) na Macaquinhos
  13. Diz a velha Bíblia que “o coração dos homens faz os planos, mas a resposta certa vem da boca de Deus” Bem, estava eu tocando a vida em Curitiba, planejando comprar um lote em algum lugar da zona rural da região metropolitana quando por volta do final de julho recebi notícia de convocação de um concurso público prestado em 2012, e teria que me mudar pra Brasília. E assim aconteceu, um galego saiu do frio e chuva curitibana para o sol e secura intensos do planalto central. Cidade nova, começar tudo do zero, círculo social praticamente zerado. Ficava me questionando se haveria morros pra subir e acharia pessoas para fazer trilhas e me apresentar a região. Resolvi procurar no facebook com as palavras chave trekking brasília e...tinha um grupo com esse nome; arrisquei entrar e conhecer as pessoas. Galera bacana e animada, companhia de qualidade pra se enfiar no mato. E eis que alguém resolveu organizar a ida para as Sete Quedas. Fiquei sabendo da Travessia das Sete Quedas na internet quando foi inaugurada, e lembro de ter dito que um dia ainda faria, não sabendo exatamente quando. No fim das contas, devido à mudança, acabou sendo mais cedo do que imaginava. Mas vamos ao relato da expedição: 26/09/14 Sexta-feira à noite. Éramos 19 pessoas, reunimos o povo e fomos rumo a São Jorge. Tivemos um leve atraso e acabamos chegando perto das 23h, indo direto a pousada. Ficamos no Casa da Sucupira. Como éramos um grupo grande, o pessoal conseguiu fechar em 35 reais a diária, sem café, em quartos coletivos. O lugar lá é bem bacana e limpo, disponibiliza a cozinha e utensílios, fomos muito bem atendidos. Alguns saíram para um bar, esse que vos escreve foi dormir rs 27/09/14 No sábado levantamos cedo para tomar café, arrumar as coisas e esperar o transfer. O Transfer (levar até o PARNA Chapada dos Veadeiros e trazer de volta no dia seguinte) ficou em 20 reais. Todos prontos, van na porta, partimos ao PARNA. Chegamos para abrir o parque com os funcionários da segurança, creio que era entre 8:30 e 9 horas. Passaram uma lista para deixar os dados individuais, e feito isso, nos conduziram para assistir um vídeo sobre o Parque, Trilhas e regras. Protocolo cumprido, demos uma olhada no material do centro de visitantes e iniciamos a caminhada, seguinto pelas setas - e tubos eventualmente - laranja, sempre. Caminhamos um bom pedaço e chegamos no Canion 1, se não me engano por volta das 10:30, ficando lá por mais de uma hora. O lugar é realmente belo. Infelizmente eu fui explorar sem a câmera. De lá, continuamos. Ai foi caminhada e mais caminhada. Essa foi a minha segunda experiência de trekking no cerrado, confesso que o calor e sol intensos tornam a situação mais difícil, mas no fim o corpo sempre aguenta mais do que você pensa, e a paisagem, compensa. Uma coisa que me chama muito a atenção, é que as cores no cerrado são extremamente vivas, não existe meio termo. Belo é o tom de verde das folhas que rebrotam após o fogo, e o azul do céu. De vez em quando, alguma nuvem gentil passava por sobre nossas cabeças, fornecendo uma sombra para amenizar a temperatura. Infelizmente elas não nos seguiam. Depois de uma boa caminhada, chegamos ao ponto de travessia do Rio Preto. Optei por encontrar uma caminho entre as pedras que não precisasse tirar as botas, e deu certo e rápido, mas a maioria preferiu atravessar com os pés descalços. Fica a seu critério, só registro pra informar que há as duas possibilidades (dependendo do nível do rio). Lá matamos mais um bom tempo no rio sendo atacados incessantemente pelas piabinhas. Fizemos o almoço e continuamos. Era cerca de 15:30 quando avistamos no horizonte algo que parecia ser um rio, e no plano anterior, um tipo de cabana. Eu e um do colegas que estava ao meu lado comentamos que deveria ser lá o local do acampamento, por conta do relevo do local, como se estivessemos em fundo de vale e pelo tempo de caminhada. No fim era mesmo. Pouco tempo depois encontramos a placa da área de camping e do banheiro seco - a tal cabana mencionada. Chegamos enfim, ao ponto do merecido descanso, do refrescante e relaxante banho. Mochila tirada, acampamento montado, pés liberados, fomos aproveitar as Sete Quedas. Aqui entra um mistério que nenhum de nós conseguiu solucionar: uns viram quatro, outros cinco, outros seis, mas ninguém contabilizou Sete Quedas. Já conseguimos pousar uma sonda em um meteoro, e eu ainda não tenho a resposta. Se alguém aí conseguiu, por favor comente e esclareça. Mistérios numéricos a parte, o local é realmente bonito. Confesso que a altura das quedas não impressiona, nem o volume de água ou o som, mas o local como um todo é belo. Olhar o curso do rio, longe no horizonte, com uma bela combinação de laranjas, vermelhos e roxos no céu de fim de tarde ao som das corredeiras vale muito a caminhada. Sol posto, hora de voltar ao acampamento e iniciar os preparativos para a janta, aquele bom e velho miojo, mas na versão talharim, com um saboroso molho 100% industrial, complementando com pão, salame, frutas, chá. Verifiquei in loco que com uma espiriteira improvisada com lata de atum, abastecida completa com etanol 3 pessoas puderam preparar seus miojos e ainda sobrou fogo para outra começar a esquentar um risoto. Importante: não deixe de levar a tampa da panela, não só para otimizar o preparo dos alimentos, mas também para evitar que uma quantidade imensa de insetos caia na panela atraída pelo fogo e pela luz da headlamp, mas caso você não se importe de acrescentar um pouco mais de proteína à refeição, sinta-se à vontade. Infelizmente minha expectativa de contemplar o céu estrelado na Chapada foi frustrada. O céu estava com muitas nuvens, uma escuridão densa. Não restava muito mais o que fazer, e o corpo pedia o repouso. Ao deitar, o ambiente estava quente, diria até um pouco abafado, mas era cerca de 4 horas da manhã, começou a ventar forte, e a temperatura caiu bastante, obrigando-me a usar o saco de dormir. Alguns disseram que houve uma chuva leve, eu mesmo só ouvi o vento forte e senti a queda brusca de temperatura, mas nada que obrigaria alguém a colocar uma calça, blusa e meias. 28/09/14 No domingo acordei cedo para contemplar o nascer do sol. Acabei não conseguindo levantar no horário previsto, mas a tempo de ver metade do sol ainda a nascer. Após, foi tomar café, desmontar a barraca e arrumar a mochila, processo interrompido por um porivinha kamikaze que se chocou com meu olho e não saiu. Esfregar o olho, jogar água, nada. Um bicho tão pequeno, mas a sensação é increvelmente incômoda. No fim, umas das gurias do grupo colocou soro no meu olho, e depois de uns minutos, finalmente o infeliz parou no canto do olho e foi retirado e sepultado. Imagino que a sensação de uma lente de contato perdida no olho deva ser semelhante. Finalizada a operação e a arrumação da mochila, fomos às quedas, dar aquele último mergulho. Uma parte do grupo, eu incluído, saiu às 10:30, os demais, pouco depois das 11. O segundo dia possui menos kilômetros, mas há mais subidas, mas de qualquer forma, é muito mais tranquilo que o primeiro dia. Quanto ao o visual, o descampado é extremamente belo, com os morros ao fundo. Que as fotos falem. Depois de no máximo umas três horas caminhando, passamos pela caixa para depositar a ficha de controle do parque, o fim da trilha estava próximo. Saimos do parque, estrada vazia, não havia sombra para se refugiar até o transfer chegar. Até tentamos nos esconder embaixo de umas árvores mirradas, mas não demorou muito e a van apareceu. De volta a São Jorge, combinamos de, na volta, parar no Valdomiro para almoçar. Voltando de São Jorge rumo a Brasília, fica no lado esquerdo da estrada, numa baixada, pouco depois do Morro da Baleia, se não estou enganado. Vale muito a pena, a comida é boa, o prato é bem servido e o preço é justo! Considero que a Trilha das Sete Quedas é uma trilha muito bela. Uma aula prática perfeita pra se conhecer o Cerrado, passando por vários tipos de vegetação diferentes. A sinalização é excelente, a área de camping muito boa, com o banheiro seco. Exige certo preparo físico e o calor pode ser um fator dificultador, mas quem já tem uma certa experiência faz fácil! Termino o relato por aqui. Abraços PS: Aqui tem um vídeo produzido por um dos membros do Trekking Brasília, sobre a trilha! Quem for de Brasília e quiser entrar, só procurar lá no facebook!
  14. Chapada dos Veadeiros

    Fala galera mochileira!! Este tópico foi criado para que todos possam postar dicas sobre roteiros, dicas, preços de transpote, comida, hospedagem, e outras na Chapada do Veadeiros e Região. Alguém se habilita?? Quem não conhece e está afim ou que já foi é quer voltar, seja bem vindo e junte-se à nossa turma!!!! Abraços, Sergio
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