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Encontrado 19 registros

  1. chendailem.sousa

    Marrocos e Egito em 15 dias, quanto vocês gastaram?

    Oi pessoal, estou planejando ir para Marrocos e Egito em abril de 2019. A ideia é passar 15 dias entre os dois países. Quanto vocês gastaram em média? E enfrentaram algum tipo de difuldade com violência?
  2. Raquel Tolesquini

    Guias que falam Português no Egito

    Estive sozinha no Cairo no fim de setembro 2017, fiquei 4 dias. Para conhecer os principais pontos turísticos contratei um guia que fala português pois a língua é bem diferente e confesso que estava com um pouco de medo, já que fui sozinha. Foi a melhor coisa que fiz. Faty é um ser humano sensacional!! A gente vê o amor no que faz. Paciente, explica super bem. Muito simpático e extremamente profissional. Sou imensamente grata a ele por ter me ensinado tanto daquela cultura tão rica!! Super indico: Faty Taher +20 100 198 2074 (whatsapp)
  3. Esqueça tudo que você viu e viveu até hoje. Posso te garantir: sua vida só começa depois de conhecer o Egito. É simplesmente uma experiência avassaladora para quem ama vivenciar novas culturas. O Egito é barato mas também é caro. Pode ser muito barato. Mas também pode te levar à falência em um dia. Para início de conversa: fui sozinha. E estava morrendo de medo de como isso seria. Não li um relato agradável na internet. Inclusive aqui no site, tem relato de gente que até apanhou de leve na rua rs... É sério, procurem que vocês vão encontrar as coisas mais bizarras. Mas vamos ao que interessa. Durante o relato vou fazendo as considerações para vocês. Dia 01 Cheguei no aeroporto do Cairo, exatamente às 16h55 min. No meu voo tinha apenas eu de brasileira e um grupo de senhorinhas que estavam fazendo turismo religioso. De resto, todos eram árabes. Por esse motivo, a alimentação era especial, já que muçulmanos só podem comer comida Halal. Chegando no aeroporto fui (para varias) barrada pelo cara da "polícia federal" deles. Mas não se assustem. Ninguém no meu avião foi barrado. O problema é sempre pessoal. Isso já aconteceu em diversos países que eu visitei. Talvez por eu ser mulher, solteira, sem filhos... enfim, o que eles consideram uma pessoa perfeita para entrar em qualquer país e nunca mais sair. Passei um belíssimo sufoco e acho que foram mais de 40 minutos tentando convencer o cara que eu não era uma salafrária. Ele me questionou várias vezes porquê uma mulher sozinha, sem amigos ou família tinha escolhido o Egito para passar as férias,, se eu realmente não conhecia ninguém lá. Mesmo mostrando documentos do hotel, passagem, passaporte, visto, dolares, euros... o fdp resolveu que ia me Cristo (ou para qualquer outro profeta) naqueles dia. Depois de até revistar meu celular e eu dar um ataque que já estava misturando inglês, português, italiano e espanhol, o escroto do cara resolveu me liberar às gargalhadas. Ali tive certeza que ele só estava mesmo zombando da minha cara! Nesse primeiro instante fiquei bem apavorada e com medo do que viria dali para frete. Pensei que aquilo ali poderia ser apenas o início de uma viagem trágica ao Egito mas graças a Deus não. Foi só um susto e depois foi tudo lindo e maravilhoso. Na saída do aeroporto comprei meu chip da VodaFone que me custou 35 libras egípcias com um pacote de dados de internet e SMS. Ah, e tem banco onde você pode trocar algum dinheiro. Não troque tudo porque a cotação é péssima. Na rua você encontra preços bem melhores. Quando saí do aeroporto tinham uns taxistas, mas resolvi seguir as dicas da internet e usar o UBER que já estava previamente instalado no meu celular. Deu super certo e foi o que eu usei a viagem toda. Barato e seguro (eu via as rotas pelo google mapas e ninguém me enrolava não). Saí do aeroporto em direção ao meu Hostel (super bem localizado por sinal), depois de 3 dias viajando (fiz várias conexões - passagem promocional ne gente?), morta e arrasada de cansaço mas com um pôr do sol único e com a sensação de felicidade imensa. Ah e eu nem me importei com o trânsito naquele momento (não tenha dúvidas, você vai pegar trânsito por todos os lugares). Meu hostel era o Freedom Hostel, extremamente bem localizado, eu entrei em contato com eles antes de ir para o Cairo e um dos responsáveis, o Eslam, sem muito simpático, respondia todos os emails rapidamente e detalhadamente. O hostel fica bem pertinho da Praça Tahir e do Museum e tem estação de metrô próximo (mas eu não usei). Tem restaurante, ruas cheias de lojas de roupas, eletrônicos, turismo, câmbio, tudo pertinho. O UBER do aeroporto para o hostel deu 40 EGP (libras egípcias) Me assustei chegando no hostel, o prédio é velho e caindo aos pedaços. Mas logo você se acostuma e percebe que tudo no Egito é assim. O hostel fica no último andar do prédio e sofri um bocado para subir com minha mala (e olha que só pesava 14kg). Sempre digo que vou de mochilão, nunca vou e sempre me arrependo, claro! Fui muito bem recebida pelo próprio Eslam. Meu quarto era logo o primeiro, dividia com 6 pessoas, cada uma de uma nacionalidade diferente. O Wi-fi é liberado. Depois de me acomodar eu só precisava de um banhinho quentinho e sair para comer porque a fome era maior que o cansaço. À essa altura do campeonato já estava me achando rica milionária. Pedi indicação ao Eslam do restaurante mais top e com comidas típicas do Cairo e ele me indicou o Sequoia. Pedi um UBER (valor da corrida ida e volta 40EGP) e fui. Ele fica às margens do Rio Nilo, todo aberto para você comer e admirar as belezas daquele lugar. Só indo pra vê gente. Pedi todas as comidas típicas que eu ahcei no cardápio (em inglês) naquele dia. Sério, comi como se não houvesse amanhã. Comida maravilhosa, cheia de gordura e fritura, do jeito que meu tecido adiposo gosta. Depois de comer como um trator, no final pedi um café egípcio e um karkadec (chá de hibiscus), então por aí vocês tiram o quanto eu comi e bebi nesse dia. A conta deu míseros 200 EGP (aprox 40 reais). Eu comi como se não houvesse amanhã, mas tinha amanhã e ele era nebuloso... Cheguei no hostel passando muito mal, claro. Eu não to acostumada com esse tipo de comida, estava sofrendo com o fuso horário (pela primeira vez tive jetleg), não dormia bem há dias... resultado: o fígado reclamou e eu passei a madrugada em claro (sem sono pelo jetleg) e chamando o Hulk no banheiro do hostel. Os meninos da recepção do horário da noite me fizeram chá preto e me deram um biscoito muito parecido com cream craker (apra vocês verem que amor). E às 5h da manhã (meia-noite ainda no Brasil). Eu estava acordada feito um zumbi. Devo ter pego no sono depois de 3 dramins, 2 xantinons e 4 epoclers. Hostel: Freedom Hostel: 6 Bank Misr Street Off Sherif St.Front of the Central Bank of Egypt., Cairo, Egito (Peçam para falar com o Eslam) - Restaurante: Sequoia: 53 Abou El Feda, Zamalek, Cairo, 11211 Cotações do dia: No aeroporto: 1 dolar = 15 EGP Na casa de câmbio perto do hostel: 1 dólar = 19.50EGP OBS:. não se troca reais por EGP no Cairo, mas eles te dão a cotação para você ter uma ideia e sempre fica em torno de 1 real - 5 EGP Gastos do dia: Chip Vodafone: 35 EGP UBER aeroporto - hostel: 40EGP UBER hostel -sequoia: 40 EGP (20 ida e 20 volta) Sequoia: 200 EGP Total: 315 EGP (aprox 63 reais ou 16 dólares) Dia 02 Depois de dormir pouquinho devido a madrugada dos horrores já mencionada acima rs, acordei às 8h, tomei um café preto com um pão apenas. O Hostel tem um café da manhã modesto mas bem bonzinho e que dá pro gasto. E o melhor, sem fritura. Preferência nacional de qualquer prato no Egito. Conversei com o Eslan e ele conseguiu um UBER para mim. Acabou que no final fechei todos os dias com esse rapaz do UBER, um senhor muito distinto, educado e simpático, mas que infelizmente não tirei foto nem decorei o nome dele. Mas acredito que, se você pedir no seu hostel, com certeza você consegue um guia ou UBER bem em conta como eu. Mas vamos ao que interessa, quem vai ao Cairo quer ver o que? Pirâmide. Então vamos de Pirâmides no primeiro dia e não quero nem saber se é a cereja do bolo rs... A programação do dia era Pirâmides de Queops, Pirâmide de Djoser e Sacara. Mas vai por mim, você não vai conseguir fazer isso tudo por alguns motivos: 1) A logística é impossível, 2) o transito não deixará, 3) Queops é imenso e você vai ficar tão absudamente boquiaberto com tudo que vai querer passar o dia inteiro lá. E foi o que eu fiz... O UBER me cobrou 60 EGP para me levar e buscar (tava com o whatsapp dele). No caminho além do trânsito caótico que não me deixava esquecer que estava no Egito, de longe eu conseguia avistar a pontinha das pirâmides, e claro, comecei a chorar (se você for manteiga que nem eu vai chorar mesmo, é uma energia, uma emoção sem tamanho...) O carro me deixou na entrada e fui para a fila comprar meu ingresso. Eu tenho uma carteirinha internacional de estudante. Se você tem uma a dica é: leve-a. Eu paguei meio na maioria dos locais que eu fui no Egito. eles super valorizam a carteirinha. Comprei o ingresso que dava direito a entrar nas pirâmides e custou 100 EGP (lembrando que era meia, tá?). Entrei... e quase morri! Só indo para ver. Não vou ficar detalhando a beleza e imensidão. Não tem como. Vamos nos atear a logística da coisa. Depois de passar uns 10 min abraçada nas pedras da pirâmide, fui procurar um guia e um camelo. Acredite, você vai precisar de um. Ah, e antes que alguém venha falar dos direito dos animais eu já aviso: eu sou vegana e luto diariamente para isso, mas você não vai resistir a andar de camelo nas pirâmides, por mais que esteja com o coração partido e morrendo porque está colaborando com a exploração dos animais. Então, aceite! Fechei com um guia um passeio completo pelas pirâmides e até o ponto mais alto por 500 EGP (aprox 100 reais). Não achei caro, já tinham me oferecido por 1000, 800 e depois de chorar consegui o desconto. Aliáaaaasss, chore muitoooooooo no Egito, provavelmente você consiga descontos do tipo 80% (e não to brincando não). É muitooo emocionante andar de camelo, naquela paisagem. Gente, não tem explicação. O guia foi muito bacana e tirou várias fotos show (depois rolou 50 EGP por fora, claro). Outra observação: no Cairo, no egito em geral, tudo tudooo é comissionado. Se eles te derem uma informação, vão te pedir comissão. Acostume-se e separe uma grana pra isso. Não é de bom tom não dar e você será xingado em árabe por umas 15 gerações. O guia dá a volta inteira nas Pirâmides. Esse passeio dura umas 3 horas e no final ele te leva num lugar para comprar essências e perfumes egípcios. Alias, quase todo passeio terminam nessas perfumarias, tapeçarias ou "papirarias" (onde vendem os papiros). Dentro de Guizé é beeemmm caro e não recomendo comprar nada por lá. Depois ele voltou comigo para dentro da área das pirâmides. Acho que já eram por volta das 17h e estava quase escurecendo. O pôr-do-sol naquelas bandas é de babar. Apreciei mais um pouco cada pedacinho daquele lugar, tirei mais 600 fotos, beijei a esfinge, segurei a pirâmide e virei artista por 15 min. Vocês podem imaginar o que uma ocidental loira com os cabelos expostos pode causar nas crianças egípcias? Eles adoram. Pedem para tirar foto a cada passo que você dá. Você é assediado como se fosse um artista hollywoodiano. O guia teve que pedir pelo amor de deus para eu não ser tão simpática porque ele não aguentava mais parar para tirar foto com as mulheres de burca e as crianças rs... E acredite, você adora no início, mas no final da viagem tava fechando a cara já, porque enche o saco e daí entendi porque os artistas também ficam de saco cheio rsrs... Ah, durante o dia nas pirâmides eu não comi absolutamente NADA! Você não vai lembrar de ter fome, acredite. Quando cheguei no hostel pedi um pão e chá preto e eles me forneceram, e não me cobraram por nada. Voltei para o hostel e combinei com o UBER dele me buscar para ir a Khan El Khalili. Estava muitoooo ansiosa e deixei para comprar algumas lembrancinhas lá. Ele me buscou por volta das 19h30. Explore o máximo que você puder de Khan. Eu sinto não ter podido ir lá de manhã. Deve ser lindamente colorido. Porque à noite já era. As luzes e cores são tão fortes por lá que quando você sentir esse cheiro novamente, com certeza, lembrar das ruas de El Khalili (aconteceu comigo em Sharm). Eu comprei muitas lembrancinhas lá e por um preço muitooo em conta. Cada papiro comprei a 10 EGP e mais miniaturas de piramides e gatos, esfinge, deuses (cada um a 10 EGP). Mas chore muito que o preço cai. Eles custavam 80 EGP hahaha. Depois achei um café que havia sido recomendado pelo guia do UBER e parei lá para jantar, chamado Naguib. É bem carinho perto dos preços do Cairo, mas quem liga né? Lá é proibido tirar fotos mas tirei da entrada pra vocês verem. Mas é bem divertido, tem música ao vivo e as pessoas cantam alegremente. Aliás, cantar alegremente é uma coisa que os egípcios adoram fazer. Gastos do dia: UBER até as pirâmides: 60 EGP (ida e volta) Entrada das Pirâmides: 100 EGP Passeio de Camelo + fotos: 550 EGP UBER para o jantar: 50 EGP (ida e volta) Jantar: 250 EGP Dia 03 Tinha combinado com o motorista do UBER bem cedinho nesse dia. Nesse dia fomos a Saqqara, Dsjor, um passeio pelo deserto do Saara e Memphis. Acordei cedo, tomei café no hostel e saí por volta de 8h30. Todas as entradas eu paguei meia com o cartão de estudante. O guia ia me explicando tudo e dei muita sorte. Nenhum dos lugares estava cheio. Nesse dia, apesar do frio extremo no Cairo, fez um pouco de calor e como eu estava com roupa térmica, mais blusa segunda pele, casaco, cachecol passei mal. E ainda juntou que passava muitas horas sem me alimentar. O guia parou num feirante e compramos um cacho de banana rsrs... o mais vegan que eu achei por aquelas bandas. Para o guia o cacho custava 5 EGP mas quando ele viu que era eu quem queria comprar ele se recusou a vender por esse preço e fui obrigada a pagar 7 EGP. Isso é bem comum no Egito, bem mesmo. Se um nativo pergunta o preço, para ele com certeza, ser[a mais barato. Nada tem preço tabelado ou exposto. Justamente para isso. Todas as pirâmides ficam no mesmo completo e quando você compra o ingresso já compra tudo junto. O templo fica bem afastado e na entrada já encontramos aquelas clássicas pilastras que vemos em várias fotos. É enormemente impressionante. Existe um sítio arqueológico aí dentro e o ingresso dá direito a entrar. Quando você entra, encontra o complexo funerário de Djoser. Tem uma tumba lá dentro com uma múmia. Não lembro qual rei é. Mas se procurar no Google acha. Aliás, se você não tem boa memória que nem eu, é bom levar um caderninho para anotar o nome das múmias, porque você verá muitaaaassss delas, por todos os lugares. Dentro do complexo fica um Beduíno. Ele te explica tudo mesmo sem você querer e vai pedir gorjeta. Prepare-se. Cogitei em não pagar e o guia me disse que não era de bom tom e nem seguro (quando ele uso essa palavra saquei 20 EGP e dei ao cara). Mas valeu a pena! Se você não fala bem inglês pode se enrolar no Egito. Eles são muito simpáticos e solícitos mas o inglês e o árabe são o idioma. É bom procurar por um guia que domine o idioma que você também domina. Mas tirando o seu guia que pode falar diversos idiomas (inclusive o russo - eles amam russo), tudo será em inglês. Nesse dia o guia do UBER me acompanhou o tempo todo. Então não paguei apenas a ida e volta. Mas valeu cada centavo. Ele me explicou sobre tudo e me senti muito segura com ele próximo além de tê-lo como fotógrafo e não precisar ficar pagando gorjeta para cada árabe que pedia pra tirar foto. Se você pegar um guia maneiro, ele ainda vai te ajudar em fotos maneiras essa daí embaixo. Você só paga sua entrada. Os guias sempre entram de graça. Quando saímos dessa pirâmides fomos para o Complexo que fica no meio do deserto do Saara. Dá pra entender porque eu passei mal né? Devia estar uns 35 graus e era inverno (à noite caía abaixo de zero) e eu entupida de roupa. Prepara-se para comer muitaaaa areia porque o vento é alucinante. Não há cabelo que resista rsrs. Mas vai valer a pena. Pegamos o carro e fomos para a Pirâmide de Dashur também conhecida como Pirâmide Curvada e eu gostei demais dessa. Beeemm diferente mesmo. Logo depois pegamos o carro de novo e percorremos o deserto para chegar na Pirâmide Vermelha. Nada especial nessa. Essas pirâmides ficam no meio de uma área militar então não é dificil ver carros do Exercito rodeando o carro do guia e soldados olhando pra você como cara de poucos amigos. A Pirâmide Vermelha só serviu para o meu guia me ajudar a fazer as maiores estripulias e tirar as fotos mais doidas. Como eu disse, nesse dia, só estavamos eu e o guia nas pirâmides. É bem diferente das grandes de Guizé, que são lotadas e dificilmente você conseguirá uma foto sem um intruso. Saimos de lá fomos para Memphis ver a Estatua de Ramsés II Voltei pro Hostel. Estava exausta, tinha comido toda a areia do deserto, estava imunda mas terrivelmente feliz. Combinei com o UBER que ligaria para ele me buscar para jantar. Ele passou no hostel por volta das 21h e fui jantar num restaurante no Nile City. É um restaurante na beira do Nilo em formato de navio. Comi uma salada e tomei um suco. Sentei numa mesa que dava para o Rio Nilo e pensando no quanto Deus é bom conosco porque nos permite realizar sonhos como esse. UBER me pegou e voltamos para o Hostel. Gastos do dia: Entradas: 20 + 20 + 40: 80 EGP Guia = UBER: 500 EGP Cacho de banana: 7 EGP Gorjetas: 20 EGP Uber para o jantar: 50 EGP (ida e volta) Jantar: 150 EGP [Em Construção]
  4. [t1]Viagem ao Egito[/t1] Comecei minha viagem quando encontrei uma excelente promoção de passagens aéreas pela Emirates (obrigado http://www.melhoresdestinos.com.br). Comprei a passagem e a partir daí comecei a ler alucinadamente sobre o país, o que vistar, o que fazer, etc. Descobri que eu sabia muito pouco sobre o país, e qu o Egito tem muito mais a mostrar do que eu era capaz de imaginar. Acho que um mês lá não é suficiente pra ver tudo de interessante. Aliás, depois descobri, que tem algumas cidades que (pelo menos pra mim) merecem um mês só pra elas. Como tinha apenas 19 dias pra viajar (contando tempo de trânsito), tive que ajustar meu calendário pra fazer tudo o que queria. Aproveitei pra ‘encaixar’ Dubai na viagem, já que o stop-over era gratuito. Minha programação foi a seguinte: Cairo (1d) – Aswan (2d) – Luxor (3d) – Dahab (2d) - Sharm El Sheikh (2d) – Alexandria (2d) – Cairo (3d) – Dubai (2d) Questões práticas/burocráticas: Moeda: Libra Egípcia – A sigla utilizada normalmente é EGP (Egyptian Pound). Não há venda no Brasil, e obviamente lá não aceita Real, portando, leve Dólares Americanos ou Euros (ambos são trocados com facilidade e aceitos na maioria dos estabelecimentos comerciais). Eu levei também um cartão travel Money, para realizar saques conforme a necessidade e não precisar carregar muito dinheiro. Visto Egito: compra-se no aeroporto, moleza, sem perguntas. Logo quando entra no aeroporto do Cairo tem uns guichês de câmbio, e tem um deles que vende o visto (tem uma placa). Custa US$ 15, tem que ser em dinheiro e tem que ser em dólar. Pra quem vai visitar somente a Península do Sinai não é necessário visto, mas aí o caminho é tomar um voo pra Europa e de lá um voo direto para Sharm El Sheikh. Vacina: existe a exigência de vacina para febre amarela para entrada de brasileiros no Egito (carteira internacional, obviamente). Tomei a vacina e tirei a carteira na ANVISA, que geralmente tem representação nos aeroportos. Não me pediram nada quando entrei no Egito, mas não vale arriscar... Seguro Saúde: acho que é loucura viajar sem um seguro saúde. Recomendo dois: http://www.mondialtravel.com.br (é o líder mundial nesse serviço, e geralmente é o mais barato) e o http://www.worldnomads.com – fiz esse segundo, pois queria mergulhar e esse dá cobertura para esportes de aventura. Nunca precisei usar, então não sei como é a cobertura, mas ambos são bem renomados. Visto Dubai (EAU): sim, precisa de visto. Na ida passei 13h no aeroporto de Dubai e não pude sair porque meu visto era de uma entrada (e usaria na volta). Não sei exatamente qual é o trâmite no consulado, pois usei um serviço oferecido pela Emirates que tu paga uma taxa (US$ 74) e manda os documentos pelo site e eles providenciam o visto e te enviam por e-mail. Fiz num dia e recebi o visto pronto no dia seguinte (atenção, pois o prazo prometido é maior, e se quiser num prazo curto tem que pagar uma taxa de urgência). Acho que valeu a pena pagar por isso, pois não deu trabalho nenhum, e eu teria que enviar meus documentos pra SP, pagar a taxa do visto, pagar o Sedex pra receber meus documentos de volta, etc... Ia acabar gastando o mesmo. Celular: no aeroporto do Cairo mesmo comprei um chip, e foi um ótimo negócio – chip + 20 EGP para ligações + 3G de 2 MB por 90 EGP (uns R$ 30). E o 3G lá é de dar inveja, é muito rápido e pega em todo lugar, até no meio do deserto – o meu falha no Brasil falha no centro de Porto Alegre e na Av. Paulista... [t1]VIAGEM[/t1] VOO Primeiro dia de viagem: O voo da Emirates deixa o GIG as 02:06h, rumo a Dubai num 777-800, com uma duração de 13h. Falavam tão bem da Emirates que fiquei decepcionado – achei beeem desconfortável, os assento muito, mas muito apertados (tanto na frente, como nas laterais) e reclinam muito pouco. Acho que é excelente pra quem viaja na classe executiva ou primeira classe, mas a econômica é triste. Pelo menos a comida é boa. Pra mim, outras cias como a Tap Portugal, KLM ou a Air France oferecem aviões bem mais confortáveis. A conexão teve uma duração de 13h, e fiquei só andando pelo aeroporto de Dubai – tem excelentes restaurantes no aeroporto, com preços ‘normais’, ao contrário do que acontece no Brasil (só pra ter uma ideia, comi num bistrô fantástico lá, e entrada, prato e sobremesa, com uma taça de vinho e água mineral Perrier saiu por R$ 100). O voo de Dubai pro Cairo tem 5h de duração, em aeronave com conforto idêntico. Curiosidade: nos voos da Emirates tem um um canal que exibe uma bússola indicando a posição de Meca, aí as vezes tu quer ir ao banheiro e tem uns caras rezando no meio do corredor, e tu tem que esperar... [t3] CAIRO (1d):[/t3] Segundo dia de viagem: Na verdade não foi bem um dia inteiro, pois meu voo chegou ao Cairo pelas 10:30h, mas até eu entrar no país, trocar dinheiro e pegar minha bagagem já era meio-dia. Negociei com um taxista e fui direto pra Giza, conhecer as pirâmides. Negociei pro táxi rodar comigo o dia todo e no final do dia me deixar na estação pra pegar meu trem pra Aswan. Como eu estava com bagagem, e não tem locker nem no aeroporto do Cairo, nem na estação de trem, pra mim os US$ 35 foi um excelente negócio (ainda mais que era um Corolla com ar condicionado, e a maioria dos táxis no Egito são carros horríveis). No caminho fiquei bem impressionado com o quão grande é o Cairo. A cidade é monstruosa (cerca de 22 milhões de habitantes), e tem o pior trânsito que se pode imginar (buzinas pra todo lado, carros se enfiando pra lá e pra cá, ninguém liga o pisca). Não é exatamente uma cidade bonita. Pra quem não entendeu o eufemismo, a cidade não tem qualquer planejamento. Maior parte dos prédios conforme vamos nos afastando centro tem um aspecto de inacabado, sem reboco ou acabamento do lado externo, sem janelas (com lençóis no lugar, lembrando que quase nunca chove). As ruas são absurdamente sujas, com muito lixo espalhado. Chegamos às pirâmides.Não tem muito que falar, é simplesmente espetacular, indescritível. Consegui ver as pirâmides de todos os ângulos, aluguei um camelo pra subir na duna (o sol é insano, e caminhar na areia fofa do Saara sob um sol escaldante não é boa ideia). A “família” de pirâmide da Gizé é certamente a mais famosa. São ao todo 9 pirâmides, sendo três principais (Quéops, Quéfren e Miquerinos) e outras seis pequenas, que serviram de tumbas às rainhas. Somente do topo de uma duna distante é possível ver todas as nove. Vale muito a pena. Ah, a esfíngie fica logo na entrada. CUIDADO com o assédio de vendedores, pessoal se oferecendo pra tirar fotos, etc. (ver na parte de dicas, no final do meu relato). Dentro da pirâmide não tem muita graça – lembrando que as pirâmides são muito antigas mesmo nos parâmetros da civilização egípcia (foram construídas dois mil anos antes de Tuthankamon) e portanto não têm grandes ornamentações. São apenas corredores de pedra, apertados e escuros, sem nada demais pra ver. Depois das pirâmides meu taxista me levou pra um tour pra ver as principais mesquitas, e depois pra um lugar chamado ‘Moqetim’, que é uma montanha alta, que oferece uma vista panorâmica da cidade (ou pelo menos ofereceria se a cidade não fosse tão poluída). Tem um trailer/bar lá, bom pra sentar e tomar um chá. Dalí segui para a estação de trem de Giza, pra pegar meu trem para Aswan. Comprei esse trem antecipado pelo site http://www.wataniasleepingtrains.com/Watania/Home.html - recomendo marcar com antecedência, pois encontrei uns espanhóis depois no hostel e eles só conseguiram pra 3 dias depois. Não foi barato (US$ 114 cabine privada, com jantar e café da manhã incluso), mas vendo os outros trens que circulam no Egito, tenho certeza que vale a pena. A acomodação no trem é bem boa, assim como as refeições que foram servidas (na cabine, não tem vagão restaurante). [t3] ASWAN[/t3] Terceiro dia de viagem: O trem atrasou bastante pra chegar a Aswan (o previsto era 08:30h, chegou as 11:30h). Cheguei e já negociei com um taxista pra me levar às principais atrações da cidade (paguei 100 EGP - uns R$ 35 - pelo resto do dia). Tem um centro de informações turísticas ao lado da estação de trem, ali peguei todas as informações que precisava. O primeiro lugar que fui foi a Represa do Nilo, que forma o Lago Nasser (lago artificial, formado pela represa). É legal, mas não tem nada demais nessa atração. Depois fomos ao Templo de Philae – esse sim é imperdível. O templo é muito bonito, pra mim um dos melhores da viagem toda. Esse templo está numa ilha, então o táxi te deixa na entrada e tu tem que negociar com o ‘motorista’ de barco pra te levar. É um porre – pra se ter uma ideia, o cara começou me cobrando 200 EGP e fechamos por 40 EGP. O problema era estar sozinho, se está num grupo o custo acaba se diluindo. O curioso é que esse templo foi retirado do local original e reconstruído, pois a locação original foi alagada quando a represa foi construída. Por fim, visitamos o Obelisco Inacabado. Nada demais também, mas é uma visita de 15 min, e é legal pra ver como os gigantescos obeliscos eram escavados na pedra. O táxi me deixou no meu hotel – Hotel Philae (US$ 20/dia - totalmente recomendado) – fiz check in e saí de novo. O hotel arrumou pra mim um passeio de felluca (barquinho a vela, que tem pra todo lado no Nilo) por 30 EGP a hora. Aproveitei e fui ver o pôr do sol no Nilo. É lindo, vale muito a pena. Desci da feluca e fui visitar o Museu da Núbia - lembrando que essa região do sul do Egito e norte do Sudão não pertenciam inicialmente à civilização egípcia, e sim eram uma civilização a parte, os núbios. Essa civilização conviveu com os egípcios por muito tempo, hora em paz, hora em conflito, mas no fim acabou por ser ‘incorporada’ ao império egípcio. Ainda assim, até hoje o pessoal tem orgulho de ser núbio, fazem questão de dizer que não são egípcios. No caminho, por sorte, me perdi e fui parar na vila núbia. Todos me olhavam como se eu fosse um ET. Até que um cara veio e me convidou pra tomar um chá na casa dele. Foi muito show ver como eles vivem (numa simplicidade impressionante) e conhecer a família do cara. Essas pessoas de origem núbia são extremamente simples, mas muitíssimo receptivas e educadas. Dava pra ver a alegria do cara em me receber. Depois do chá ele me levou até o museu. Adorei essa experiência. Pra quem quiser conhecer essa vila, ela fica ao lado do hotel Old Cataract (que ficou famoso graças a Agatha Christie, e é o mais caro da cidade). O museu é pequeno, mas extremamente organizado e muito bonito. Classifico como uma atração imperdível da cidade Depois jantei num restaurante indicado no Lonely Planet, e eu indico também. Se chama Ad-Dakka, e fica numa ilha no Nilo. Tu pega um ferry grátis que te leva lá. Comi um fish tagen espetacular e com um preço ridiculamente barato. O restaurante é lindo, tu senta num jardim iluminado com lanternas, com vista para o Nilo. Imperdível também. Quarto dia de viagem: O dia começou muito cedo, pois tinha agendado com meu hotel um day trip para visitar o templo de Abu Simbel (é bom reservar com antecedência, pois uma autorização é necessária – o hotel fez isso por mim também). Abu Simbel é uma cidade que fica a cerca de 240 km ao sul de Aswan, e 40 km da fronteira com o Sudão. As vans pegam o pessoal nos hotéis às 3h da madrugada. Então todas as vans e ônibus se encontram num local e saem juntos, em comboio, com escolta militar, pois já houve um atentado terrorista nesse trecho e as ameaças continuam. É possível ir pra Abu Simbel também em um cruzeiro pelo Nilo ou um voo –mas devido a baixa procura não havia disponibilidade de voos, e quando tem, é somente indo e vindo do Cairo ou de Luxor. Em Abu Simbel há na realidade dois templos, o de Ramsés II e o de Nefertari (Templo de Hathor, ambos construídos em 1244 a.C. O Templo de Ramsés II é embasbacante – o templo mais impressionante que vi no Egito, com estátuas de 30 m de altura do faraó. O de Hathor é belo também, mas muito menor, com estátuas de ‘apenas’ 12 m. Esses templos também foram movidos pra esse lugar pela UNESCO para evitar seu alagamento quando as barragens de Aswan foram construídas. Na saída do templo tem um espaço que mostra o trabalho de engenheiros, arqueólogos e operários na transferência do templo. Belíssimo trabalho. A visita é rápida, a van chega lá pelas 8h e pelas 10h o comboio retorna para Aswan. No turno da tarde dei uma caminhada pelo centro da cidade e depois tomei o ferry boat dos nativos e fui visitar a outra margem do Nilo, onde estão as tumbas dos reis núbios. Visitei a Tumba dos Nobres, excelente passeio e grande vista da cidade. Depois fui ao Museu de Aswan, que fica numa ilha. Nada demais. As 19h tomei o trem pra Luxor que havia reservado anteriormente no mesmo site que mencionei acima – pela viagem de 3h paguei US$ 14, com jantar. Em Luxor fiquei hospedado no Hotel Nefertiti (US$ 25/dia, pelo booking – recomendo muito). O hotel fica em frente ao Templo de Luxor, e tem um terraço muito legal. A cozinha do hotel também é muito boa, oferecendo ótimas refeições (a parte) e um ótimo café da manhã (incluso na diária). [t3]LUXOR[/t3] Quinto dia de viagem: Agendei no hotel um passeio guiado pelas atrações da margem leste da cidade – todas as atrações nas cidades que margeiam o Nilo são divididas de acordo com a margem em que se localiza. Todas as tumbas, templos e/ou monumentos mortuários (pirâmides, por exemplo) estão do lado esquerdo (ou oeste) e todos os templos de celebração à vida estão do lado direito (ou leste). Começamos o passeio visitando o Templo de Karnak – pra mim o ponto alto de Luxor, e o segundo na minha lista de favoritos – é muito grande e bonito, com muitas ilustrações gravadas nas pedras. Em seguida visitamos o Museu de Luxor – muito bom, e pra mim o segundo melhor do Egito, atrás somente do Museu do Cairo. Muitos tesouros encontrados nas Tumbas dos Nobres estão lá, e tem umas múmias bem interessantes. Depois foi a vez de visitar o Templo de Luxor (imperdível, terceiro na minha lista de favoritos). Ao final da tarde o templo fica muito bonito. Curiosidade: na entrada do templo tem um obelisco de um lado, e notamos a falta do que deveria estar do outro lado. Esse ‘irmão’ foi ‘roubado’ por Napoleão quando conquistou o Egito. Ele o levou à França e hoje esse obelisco está na Place de La Concorde. Portanto, quem já foi a Paris certamente viu ‘um pedaço’ de Luxor... Aqui dou mais uma dica de restaurante: fui jantar no Sofra (Top Choice no Lonely Planet), e esse se tornou meu restaurante favorito em todo Egito (tanto que voltei lá mais vezes). A comida é fantástica e o preço é muito baixo. Dá pra comer uma refeição de três cursos com bebida por uns R$ 35. Serve comida típica. Sexto dia de viagem: De novo peguei uma visita guiada, mas aí no lado esquerdo do Nilo – a grande necrópolis de Luxor. A visita começa com uma parada na estrada pra ver o Colosso de Mennon – par de estátuas do faraó Amenhotep III com 18 m de altura, e ganhou esse nome durante o domínio grego devido associação que os gregos fizeram com a lenda de Mennon. Em seguida fomos ao Templo Memorial de Hatshepsut (de longe o mais bonito e mais conservado do lado oeste em Luxor). Esse templo foi construído por uma das poucas faraós mulheres que existiram – Hatshepsut. Nas paredes há um ‘álbum de fotografias’ das viagens que ela fez pela África, mostrando animais. Muito legal, único templo em que vi isso. Posteriormente esse templo foi convertido em um mosteiro Copta. A próxima parada foi no Vale dos Reis – local onde eram construídas as tumbas e enterrados os faraós (isso cerca de 2000 anos depois das pirâmides, pois eles perceberam que as pirâmides eram facilmente e frequentemente saqueadas). O vale fica na encosta de uma montanha com formato piramidal natural. As tumbas eram construídas cavando a montanha, e após o funeral eram ocultadas pelos sacerdotes. Por isso ainda se acredita que há tumbas não encontradas pelos egiptólogos. A imensa maioria das tumbas foi encontrada saqueada, a exceção foi a tumba de Tutankhamon, que foi encontrada intacta (com todo tesouro dentro) no início do século passado – o tesouro é a principal atração do Museu do Cairo. O esquema do parque é que um ingresso (150 EGP) te dá acesso a 3 tumbas a tua escolha, exceto a de Tutankhamon, que se tu quiser visitar tem que pagar mais 100 EGP. Por indicação do meu guia visitei as tumbas de Ramsés IV, Ramsés IX, Merenptah e mais a de Tutankhamon. O mais legal nas tumbas é que como elas ficaram fechadas por muitos séculos, e a montanha é muito seca, a tinta nas paredes ainda está muito bem conservada, então podemos ver as ilustrações como eram quando feitas (ou pelo menos ter uma ideia). Muito bonito, com diversas ilustrações do Livro dos Mortos. A tumba de Tutankhamon é a mais sem graça das que vi: é pequena (a tumba era construída ao longo do reinado do faraó, e como ele reinou somente 9 anos e teve uma morte precoce, a tumba ficou pequena), e lá dentro estão somente a múmia do faraó e os dois sarcófagos mais externos em que ele foi enterrado (um de alabastro e outro de madeira). Por fim, visitamos o Templo de Medinat Habu. O interessante aqui é que ele foi construído por Ramsés III e foi sofrendo inúmeras intervenções até o governo grego de Ptolomeu. Então é possível ver no templo arquitetura clássica egípcia, grega, romana, copta (com uma capela cristã, inclusive). Curioso mesmo aqui é uma ilustração de Ramsés III obrigando seus inimigos a entregar seus pênis: tem uma fila de inimigos entregando seus pênis aos filhos do faraó, sob supervisão dele, e atrás deles uma imensa pilha de genitais masculinos – O governo de Ramsés III ficou marcado por guerras. À noite fui ao Souq (feira típica) com um pessoal que conheci, sentamos num coffeeshop e ficamos tomando chá e fumando sheesha – programa imperdível no Egito. Um programa legal em Luxor é um passeio de balão sobre o Vale dos Reis. Não fiz, pois quando estive lá estavam impedidos de acontecer – ocorreu um acidente 1 mês antes, em que morreram 17 pessoas na queda do balão. Sétimo dia de viagem: Saí por conta própria, pra ver as atrações que ainda não tinha visitado (nesse ponto tinha visto todas as principais atrações da cidade). Peguei o ferry boat local e cruzei o Nilo. Depois de me livrar de um taxista muito chato aluguei uma bicicleta (15 EGP o dia inteiro, com um chá de cortesia). A bicicleta era pré-histórica, mas quebrava o galho. Pra quem gosta de pedalar e tem um certo preparo físico é um programão – o caminho é simples, com poucos declives, o que mata é o sol. Mas aí é só colocar protetor solar e um turbante na cabeça que dá pra seguir. Pegando a estrada deve dar uns 5 ou 6 km até o ticket office, onde dá para comprar maior parte dos ingressos. O caminho é bem bonito – ali é perto do Nilo, portanto é verde, com muitas plantações. Já no ticket office já é deserto de novo, apenas areia. Comprei os ingressos e bati pedal de novo até as Tumbas dos Nobres. Esquema semelhante ao Vale dos Reis – 1 ingresso x 3 tumbas. As Tumbas dos Nobres é onde eram enterradas pessoas importantes, como escribas, grã-vizires, etc. O interessante nessas tumbas é que as imagens são de coisas mais cotidianas (gente pescando, caçando, cortando cabelo,…) ao invés de imagens sagradas. Depois fui ao Templo Ramesseum (bem em frente às tumbas), que era parte do complexo funerário de Ramsés II (esse faraó foi uma espécie de Louis XIV do antigo Egito, para todo lado tem construções dele). O templo é bem grande, mas está bastante arruinado. Segue sendo recuperado por uma equipe alemã. Mais pedal e cheguei ao Vale das Rainhas – mesmíssimo esquema de 1 ingresso para 3 tumbas. Aquí estão enterrados as esposas e filhos dos faraós. A tumba mais famosa e mais bonita é a da Rainha Nefertari (dizem que é mais bonita que qualquer uma, inclusive do que as do Vale dos Reis), mas ela está fechada para visitação há anos. Me disseram que é possível obter uma autorização especial para visitar por 22 mil EGP (uns R$ 7 mil), para quem tiver muito interesse… Visitei as tumbas de Amunherkhepshef (filho de Ramsés III), que hoje a grande atração do Vale das Rainhas, a tumba de Khaemwaset (outro filho de Ramsés III) e de Titi (uma rainha, ainda não foi descoberto quem foi seu marido, supõe-se que foi Ramsés III). Legal o Vale das Rainhas, mas visite se sobrar tempo, não tem nada demais. Depois segui para a vila dos locais, chamada Gorda – legal, está deserta hoje, o governo removeu os moradores, para preservação dos monumentos. Fiz uma visita rápida às tumbas dos trabalhadores (vale a visita). Por fim, fiz o ‘pior’ trecho – 40 min pedalando até o Templo de Seti I sob o sol (tem uma maratona famosa realizada em Luxor, e eu só me perguntava como alguém consegue correr 42 km com aquele ar seco e sob aquele sol, é insano). Quando cheguei ao Templo de Seti I já vi que era uma atração secundária, pois eu era o único visitante. O templo é legal, mas está bem arruinado, não há muito que ver. Voltei pro ferry (dessa vez por um caminho que tinha sombra), devolvi a bike, peguei minha mala no hotel e segui para o aeroporto para seguir para Sharm El Sheikh. Chegando ao aeroporto descobri que a Egyptair me ‘fez o favor’ de alterar meu voo – ao invés de um voo direto para Sharm (eles cancelaram o voo direto por baixa procura), me colocaram num com conexão no Cairo. Meu voo que duraria 1h, levou 5h entre voos e conexão. Ah, esse voo custou US$ 104, com as taxas, e dá para lançar as milhas na TAM. Cheguei em Sharm El Sheikh e já deu para ver que a cidade é de outro nível (muito mais elevado, claro), o aeroporto é moderno, bonito, recebe voos diretos de toda Europa. A van do meu hotel em Dahab estava me esperando (paguei 150 EGP ~ R$ 50 – barato para uma viagem de mais de 100 km). [t3]DAHAB[/t3] Oitavo dia de viagem: Dahab é uma cidade extremamente simpática e bonita. Adorei Dahab no exato momento em que coloquei os pés lá. Fiquei hospedado no Alaska Camp & Hostel (US$ 15/dia, sem café da manhã), excelente dica do Lonely Planet. Essas cidades litorâneas da península do Sinai recebem muitos turistas europeus, especialmente da Rússia, então tem uma galera bem diferente andando nas ruas. Tirei esse dia para mergulhar. Ao sair do hotel e ver o mar nem acreditei. É simplesmente fantástico. Dá pra enxergar as montanhas do outro lado, na Arábia Saudita. Já tinha agendado o mergulho com o dive center Sinai Backpacker Divers (recomendo totalmente). AVISO AOS MERGULHADORES: todos os dive centers no Mar Vermelho (seja em Dahab, Sharm El Sheikh, Marsa Alam,…) exigem um mergulho de check out, para avaliação das tuas habilidades. Os mergulhos geralmente são bem difíceis e/ou profundos – são interessantes para quem tem certificação Advanced e Nitrox. Se você tem apenas a certificação Open Water vai acabar mergulhando apenas onde os snorkelers ficam, nem vale muito a pena. Meu objetivo era mergulhar no Blue Hole, mas devido a regra acima, e como eu tinha somente um dia para mergulhar, tive que agendar um mergulho privado para mergulhar em dois dive sites no mesmo dia. Paguei US$ 120 – achei o preço excelente, tendo em vista que tive, o dia inteiro, um instrutor, um motorista, uma picape, ar e nitrox a vontade e todo equipamento de mergulho a minha disposição (os mergulhos aqui são da praia, não peguei nenhuma partindo de barco). O primeiro dive site que fomos foi o Canyon. O lugar é lindo, e nossa picape parou num bar muito legal, cheio de almofadas no chão para sentar. Lugar maravilhoso. O primeiro mergulho foi meu check out – mergulho fácil, perto dos recifes, apenas turismo, a uma profundidade média de 15-18 m, durou uns 45 min. O segundo mergulho foi para avaliar meu consumo de ar, mas é um mergulho imperdível, pois dessa vez entramos no Canyon. Como o nome diz é um Canyon, com uma entrada de 1,5 a 3 m de largura por uns 20-25 m de comprimento. Conforme tu vai se aproximando tu vai vendo as bolhas do ar dos mergulhadores que estão lá dentro “brotando” do chão, através das fraturas na areia. Show! Entramos no Canyon e ficamos uns 10 min lá dentro, com uma profundidade máxima de 36 m. É indescritível. Tenho que voltar lá. Fui aprovado pelo meu instrutor, então depois de descanso e almoço, fomos para nosso segundo dive site: o tão esperado Blue Hole. O dive site se chama, na realidade, Bells – Blue Hole. A entrada é pelo ‘Bells’ e a saída pelo Blue Hole. O lugar é alucinante, difícil descrever. É uma atração famosa, então tem muita gente, muitos bares, muitos quadriciclos e camelos. Para quem quer apenas fazer festa o lugar já é irado. Deixamos a picape em frente ao Blue Hole, equipamos e atravessamos a pé umas pedras até o Bells – uma caminhada de uns 300 m, mas com todo equipamento é uma eternidade. Aqui começa a emoção. O Bells é um buraco com uns 2 m de diâmetro (daí o nome Bells – como a entrada é pedregosa e estreita, é impossível entrar sem bater com o cilindro nas pedras, fazendo assim um som de sino). Entrando no buraco, tu tem que mergulhar até a profundidade de 34 m, e aí pode cruzar por um arco de pedra – dá para descer de ponta cabeça, vale muito a pena, a pesar do medo que dá. Passando pelo arco tu sai para uma formação de corais incrível, é literalmente uma parede, que começa com uns 2 m de profundidade e se estende até cerca de 300 m de profundidade. Nesse ponto o mergulho consiste em percorrer essa parede (tem uns 250 m, entre a saída do Bells e a entrada do Blue Hole) – a quantidade e variedade de vida ali é impressionante – peixes de todas cores (para quem quer ver um peixe palhaço, aqui chega a enjoar), tipos e tamanhos, arraias, anêmonas, polvos, tartarugas, lagostas, moreias gigantes. Ao longo do paredão nos mantivemos entre os 25 e 30 m, pois era onde tinha mais vida (nossa planejamento inicial era ficar em 20 m). Quando chega na entrada do Blue Hole tem que subir até uma profundidade de uns 8 m para cruzar os corais. Essa visão na entrada é indescritível, e a quantidade de vida aumenta ainda mais. Os cardumes batem em ti, literalmente. Daí em diante é um mergulho tranquilo, entre 12 e 15 m pelo interior do Blue Hole, até o ar acabar. Parada de segurança e fim da alegria. Ao todo durou quase 1 hora. CUIDADO: só vá nesse dive site se tiver confiança e, principalmente, um instrutor experiente e competente, que tenha pleno conhecimento do local. Impossível ignorar o quanto esse local é perigoso. Basta uma rápida busca na internet e se vê que dezenas de mergulhadores perderam a vida ali – é um buraco praticamente sem fundo, e o excesso de visibilidade pode ser traiçoeiro. Veja, por exemplo, essa reportagem: http://www.spiegel.de/international/zeitgeist/the-blue-hole-in-the-red-sea-is-the-deadliest-dive-site-in-the-world-a-844099.html Depois fui comer no restaurante Sea Bride – frutos do mar incríveis, imperdível. À noite já tinha agendado com o hostel a trip pro Monastério de Santa Catarina e subida do Monte Sinai (custou 100 EGP). As 23h a van me pegou no hostel e seguimos viagem, pois o tradicional é ver o sol nascer de cima do Monte Sinai, onde, segundo a lenda, Moisés recebeu de Deus a tábua dos 10 mandamentos. Antes que alguém fale ou pense algo, sei muito bem que não deveria mergulhar a mais de 30 m e subir uma montanha de 1850 m num intervalo tão curto de tempo, mas quando o tempo é curto e a vontade é muita, a gente arrisca… Nono dia de viagem: Comecei o dia (ou noite) viajando em direção ao Protetorado de Santa Catarina (é uma área de preservação). A viagem é como a ida para Abu Simbel – em comboio, escoltado pelo exército. Nossa van foi parada três vezes no caminho, mandaram descer todo mundo, aí teve revista, e conferência de passaporte. Para completar a viagem de uns 200 km leva 2,5 h. Chegamos lá pelas 1:30h. Cada van forma um grupo que tem um guia. A subida começa imediatamente. Aconselho levar bastante agasalho (especialmente um onorak, pois venta muito, e algo que cubra a cabeça e ouvidos), uma lanterna, muita água (a pesar do frio, é muito seco) e algo para comer (comprei sanduíches em Dahab, durante a subida até tem como comprar, mas aí é só Cup Noodles e chocolates). Para quem quiser, tem aluguel de camelos para fazer a subida (não sei quanto custa). Não dá para dizer que a subida é fácil, pois está escuro e é muito pedregoso, mas tem muitas paradas em coffeeshops pelo caminho, então dá para descansar, tomar um chá. Chegamos ao topo pelas 05:00h (3h de subida, mas com certeza um grupo mais homogêneo e preparado faria essa subida em 1h ou 1,5h). Muito frio lá em cima, então ficamos esperando o horário do sol nascer dentro do último coffeeshop. Pelas 6:00h subimos o último lance até o cume (aqui dá para alugar um cobertor por 20 EGP, coisa que fiz e recomendo, pois lá em cima venta demais). A dificuldade da subida e o frio não impedem os turistas (lembrando que esse monte é sagrado para as três maiores religiões monoteístas do mundo), pois quando tu chegas dá para ver que tem muita (mas muita mesmo) gente lá em cima. É difícil até arrumar um lugar para ver o sol nascer. A visão do sol nascendo sobre a paisagem inóspita e desértica (não há um verde onde a vista alcança, apenas areia e pedras) é incrível. É uma experiência realmente imperdível. Depois de um tempo lá em cima, curtindo o visual, reiniciamos nossa descida. A descida foi por um caminho diferente, muito bonito, e foi também muito mais animada, o grupo todo conversando e interagindo mais. Essa descida leva umas duas horas, para chegar até o monastério. O monastério ainda estava fechado quando chegamos (abre apenas das 9h ao meio-dia). A visita ao monastério é legal, mas o local é muito simples, e poucos espaços estão abertos à visitação. Esse monastério é patrimônio da humanidade, segundo a UNESCO, e de acordo com o que li lá é o mais antigo em atividade, datando de 300 d. C. (sua construção foi ordenada por Helena, de Tróia). Ao contrário do que muita gente pensa, Santa Catarina não viveu lá – segundo a lenda, ela foi uma mártir do cristianismo que foi torturada e decaptada em Alexandria, e após sua morte os anjos recolheram seu corpo. Muitos anos depois, dizem que, os monges desse monastério encontraram o corpo dela intacto no cume de um monte próximo (hoje chamado de Gebel Katarina, ponto mais alto do Egito). Dizem que o corpo dela ainda está lá no monastério, mas ninguém pode (ou pôde) vê-lo. Acreditando ou não, é uma visita muito importante. Ah, vale lembrar que o cristianismo no Egito é Copta Ortodoxo, não notei qualquer sinal de presença católica no país. Após a visita tomamos a van e voltamos para Dahab, em comboio escoltado. Chegamos a Dahab pelas 13h. Fiz meu check out e me preparei para ir para Sharm El Sheikh. Chegando a rodoviária descobri que todos os ônibus saindo da cidade haviam sido cancelados, devido falta de diesel (o Egito está passando por uma falta terrível de diesel e benzeno, tendo até alguns trens sendo cancelados por conta disso). Negociei (muito) com um taxista, e consegui ir por 120 EGP (considero excelente – mais de 100 km, por R$ 40). Em Sharm fiquei no Iberotel Lido – melhor hotel que peguei na viagem, mas também o mais caro, paguei US$ 40/dia, mas é um hotel 4 estrelas, que tem até praia particular, fica dentro de Na’ama Bay (área do agito), e ao lado do porto de onde saem os barcos de mergulho, meu quarto tinha hidromassagem, e tem um café da manhã inacreditável (para mim foi uma barbada). Há hospedagens mais baratas, mas fora da baía, aí depende de pegar táxi pra quase tudo – pra uma pessoa não vale a pena. Acabei perdendo o horário para agendar meus mergulhos com o escritório da Sinai Divers em Sharm. Tive que ir para uma agência menor, e acabei na Dolphin Divers (meio amadora, mas não prejudicou, pelo contrário, pois para mim que tinha tempo curto eles nem pediram check out, pois eu tinha mergulhado dois dias antes em Dahab, mas se eu voltar lá vou procurar um dive center maior e mais preparado – gostei de dois, do Sinai Divers e do Camel Divers, grandes, bem equipados e com hotéis próprios). Comi no excelente restaurante típico Abou El Sid (fica no terraço do Hard Rock Café) – recomendo totalmente, só não recomendo a ninguém o vinho egípcio, que provei ali pela primeira vez e achei horrível. [t3]SHARM EL SHEIKH:[/t3] Décimo dia de viagem: Sharm é um balneário extremamente badalado (aliás, Sharm e Dahab nem parecem que pertencem ao mesmo país que Luxor, Cairo, Aswan,… é um mundo a parte). Muitos turistas, muitas festas, muitos restaurantes, muitos bares, muito tudo. Ah, tudo é mais caro também, mas ainda assim achei bem em conta, comparado com os preços no Brasil. Para quem mergulha é totalmente imperdível, tenho planos de voltar lá só pra isso. Acho que é muito bom pra festas também – não saí lá, pois queria estar inteiro pra mergulhar, mas tem umas baladas gigantescas. Nesse dia tomei o barco para a Ilha de Tiran, com direito a quatro mergulhos lá, nos dive points de Ras Bob, Gordor-Ali (para mim o lugar mais bonito do dia), Near Garden e Far Garden (melhor mergulho do dia) – todos eles com profundidade média de cerca de 25 m e duração média de 40-45 min. O mais impressionante no Mar Vermelho é a visibilidade (sempre superior a 60 m). Quanto aos corais e vida marinha nem vou tentar descrever, pois gastaria páginas e não conseguiria demonstrar o que é… Para quem se interessar, Sharm é ótimo para comprar equipamentos de mergulho, com preços excelentes (tipo os preços de Miami). Fiz ótimos negócios lá. Décimo primeiro dia de viagem: Mais um dia de mergulho, dessa vez na reserva de Has-Muhammed (considerado por muitos um dos top 5 dive points mundiais). Mais quatro mergulhos: Ras Khaita, Temple (lugar mais bonito do dia, tem um bar maravilhoso em frente à praia, deu vontade de ir), Marsa Ghazlani e Jackson Reef (melhor mergulho em Sharm, com certeza, e junto com o Blue Hole os melhores da minha vida) – todos profundos (>22 m de profundidade) e duração entre 30-40 min (em Ras-Muhammed tem muita correnteza, que joga o mergulhador em cima dos corais, o que torna o mergulho muito cansativo e o consumo de ar muito elevado). Nenhum dos mergulhos tu entra e sai no barco, são todos mergulhos de correnteza, em que o barco te pega depois onde tu sair – é bem legal que tu tem que subir no barco em movimento, aí haja pernada. Voltamos para Baía e me ofereceram um mergulho noturno. Apesar de exausto, não resisti e fui, saindo da praia, ali na Na’ama Bay mesmo. É imperdível, a vida marinha é totalmente diferente da vida durante o dia, e a profundidade é mais amigável, sendo a máxima de 16 m. Depois fui pro hotel e me preparei para zarpar para Alexandria, de ônibus (não quis arriscar uma doença descompressiva depois de fazer 9 mergulhos em 2 dias, quase todos profundos). [t3]ALEXANDRIA [/t3] Décimo segundo dia de viagem: Meu ônibus para Alexandria (115 EGP, 10 horas de viagem pela GoBus, que tem o melhor ônibus, mas não é bem meia-boca) deixou Sharm à 1h da madrugada. Entrei e ‘desmaiei’ no bus. Fui acordado no meio da madrugada o foi um susto da porra. O exército parou o ônibus e mandou todo mundo descer. Eu lá, sem entender nada, não falando nada de árabe e ninguém falava nada de inglês. Fizeram todo mundo descer, retirar suas malas do bagageiro do ônibus e aí foi revista completa – cão farejador, raio-x, reviraram malas. Muito tenso. Aí todo mundo colocou as malas no bagageiro e voltamos ao ônibus aí eles entraram de novo, pegaram o cara que tava sentado ao meu lado, algemaram e levaram o cara. Tensão absurda. O ônibus seguiu viagem, agora sem interrupções até o Cairo (escala normal do ônibus) e depois até Alexandria. O ônibus chegou a Alexandria pelas 11:30h. Não tem rodoviária (pelo menos acho que não tem), então o ônibus simplesmente para num lugar aleatório no meio da estrada e o motora diz ‘fim da linha, desçam!’. Tem um monte de táxis, aí fica fácil. Me hospedei no Alexander The Great Hotel (US$ 15/dia, no booking.com). A primeira vista não gostei do hotel, a entrada é um pouco escondida, mas os quartos são ótimos e o gerente de lá é muito gente boa, me ajudou muito e deu excelentes dicas da cidade. A localização do hotel é bem central, dá pra fazer quase tudo a pé – recomendo. Bom, Alexandria é uma cidade muito grande, uma metrópole. É banhada pelo Mar Mediterrâneo, o que confere grande beleza à cidade. Foi fundada por Alexandre, O Grande, e foi capital do Egito durante o domínio grego – nessa época ela foi um dos maiores centros culturais do mundo, abrigando a maior biblioteca da época e tendo como atrativo o farol de Alexandria (uma das sete maravilhas do mundo antigo). Essas duas atrações acabaram sendo destruídas por incêndios e terremotos. Hoje há uma nova biblioteca onde havia a antiga e no lugar do farol, hoje existe um antigo forte, o Fort Qaitbey. Iniciei meu tour visitando o Foro Romano da cidade. É importante historicamente, pois é o único no Egito, mas é bem pequeno, não tem nada demais. Se seu tempo for curto, pode pular. Depois fui ao Pilar de Pompéia e ao Templo de Serapio. Esse templo tem um significado especial para o ateísmo, pois é o primeiro caso registrado em que um templo religioso foi desalojado pelo governo em prol da ciência, se tornando uma extensão da biblioteca de Alexandria, que não comportava mais a quantidade de volumes que crescia sem parar – mas, poucas ruínas sobreviveram, é uma atração secundária. Pra encerrar meu dia de visitas fui às Tumbas de Kom Ash-Shuqqafa – isso sim é uma visita que vale a pena. Interessantíssimo ver nas ilustrações das tumbas o sincretismo religioso que ocorreu à época, misturando tradições gregas, religiões egípcias e o cristianismo ainda incipiente. É possível ver Anúbis vestindo túnica de legionário romano, estátuas típicas egípcias com rostos gregos e sarcófagos com crucifixos estampados. Fiquei ali até a hora de encerramento (tudo encerra as 17h no Egito). Mas de longe, o mais legal do dia foi ter caminhado pela cidade. É um caos, um absurdo de gente, carros, motos, camelos, cabras, trans (o estado de conservação dos trans é péssimo, parece que foram escavados junto das pirâmides). É muita gente nas ruas. Com certeza eu parecia um E.T. naquele lugar. É uma experiência pra vida... Depois fui ver o pôr do sol na orla do Mediterrâneo. É muito bonito, a cidade forma uma baía... Segui minha caminhada onde hoje fica a biblioteca de Alexandria – esse com certeza é o prédio de arquitetura mais moderna em todo Egito, é muito bonito. Aproveitei e sentei num café muito legal em frente, com vista pro mar chamado Selsela Café – imperdível. Mais tarde fui a um restaurante de frutos do mar, que acabaram me fazendo mal, não sei se por estarem mesmo estragados ou se foi por que eu comi muito, só sei que tive uma noite horrível. Décimo terceiro dia de viagem: Devido a intoxicação alimentar, só consegui me recuperar e sair do hotel pelas 11h da manhã, o que limitou muito meus passeios. Fui direto visitar ao Fort Qaitbey. É uma das melhores atrações da cidade, com certeza. É uma fortificação de 1480, para proteção da cidade. Na sua construção foram usadas pedras que pertenceram ao mítico Farol de Alexandria. A vista da baía é linda. Depois fui conhecer a moderníssima Bibliotecha Alexandrina. É um complexo cultural de dar inveja, com um acervo monstruoso de livros para consulta (física ou digital, não deixe de visitar o site http://www.bibalex.org). Além da biblioteca o prédio abriga vários museus (todos pequenos, mas muito interessantes) e um planetário. Em minha opinião, a melhor atração da cidade e uma das melhores de todo Egito. Absolutamente imperdível. Depois, tentei visitar o museu de Alexandria, mas quando cheguei já estava fechado. Outra coisa legal pra fazer na cidade é mergulho. É diferente aqui, pois tem a cidade submersa de Cleópatra, com vários monumentos, esfinges, estátuas, templos, tudo embaixo d’água, acessível apenas por mergulho. Nem tentei fazer, pois a visibilidade no Mediterrâneo estava em torno de 1 a 2 m. Pra quem quiser agendar tem que ir ao centro de escoteiros da cidade (to falando sério), e fazer o agendamento. Me disseram que os caras são muito amadores e os equipamentos bem ruins, mas o mergulho é bem fácil. Tem que pegar um barco e ir pela baía até as proximidades do Fort Qaitbey e mergulhar. Mas geralmente, com pouca visibilidade tu nem consegue encontrar nada... Mais tarde peguei meu trem pro Cairo. Comprei 1ª classe por 35 EGP – deve ser a pior primeira classe do mundo, o trem é velho demais e cheira muito mal – leva cerca de 2,5h até o Cairo. Tem o trem ‘popular’ que custa 5 EGP – vi o vagão e fiquei apavorado que ainda funcione – esse leva 4,5h até o Cairo. Cheguei ao Cairo tarde e fui direto ao hostel. Reservei o Dina’s Hostel – (US$ 15/dia o quarto privativo) bom hostel, limpo, mas meio bagunçado. Creio que dá pra encontrar acomodação melhor pelo mesmo valor... [t3]CAIRO[/t3] Décimo quarto dia de viagem: Acordei e fui direto ao Museu do Cairo – é com certeza um dos museus mais importantes do mundo, e pra quem gosta de museus (como eu) passa um dia inteiro lá com facilidade. O que mais gostei foram o Tesouro de Tutankhamon e o Salão das Múmias (tem que comprar ingresso extra para entrar, mas vale muito a pena). Depois do museu deu uma caminhada pelo centro da cidade. É importante salientar que o Cairo é uma cidade notívaga. As lojas não abrem antes das 10 ou 11h da manhã, e fecham muito tarde (nem sei dizer o horário, mas é após a meia noite). O centro é um caos inacreditável. É gente demais nas ruas. O centro do Cairo é uma imensa 25 de março, com muita gente vendendo coisas nas ruas, mas agravado pelo fato que quando tu menos esperas passa um cara tocando um monte de cabras, e outras coisas bizarras assim. Dalí fui a pé até o famoso souq Kharm El-Khalili. Se quiser ir até lá, esteja preparado para um assédio absurdo, realmente desconfortável. Eles realmente expulsam o turista de lá, tornando o passeio ali extremamente desconfortável (pelo menos pra mim). Décimo quinto dia de viagem: Nesse dia marquei uma Day trip com dois colegas de hostel e fomos conhecer Memphis, Saqqara e a Pirâmide Vermelha, em Dahshur. Esse passeio vale a pena, especialmente pela Pirâmide Vermelha e pela ‘Step Pyramid’ (primeira a ser construída, com arquitetura visivelmente mais rudimentar que a Vermelha ou as da Gizé). Memphis achei bem sem graça – acho que depois de visitar Luxor e Aswan Memphis se torna simplória, mas pra quem vai somente ao Cairo talvez valha a pena. Tem um esfinge pequena, uma estátua de Ramsés II (que está deitada, é o mais interessante lá) e algumas outras estátuas. Em Saqqara tem, além da ‘Step Pyramid’, a pirâmide inacabada (pra mim pareceu mais um monte de areia), as ruínas do Monastério de São Jeremias (interessante, da época que o cristianismo iniciou no Egito) e a pirâmide de Seti I. Só tive azar nesse dia pois peguei uma tempestade de areia (na real foi uma ‘marola de areia’, mas já foi bem incômodo), e o tempo estava horrível, baixíssima visibilidade, e no fim do dia tinha areia em todo lugar. À noite fui caminhar no Cairo antigo. Recomendo totalmente ir lá a noite. É muito bonito, as mesquitas são lindamente iluminadas, as ruas estão tranquilas, não há nem sinal de turistas e, portanto, não tem assédio nenhum. Eu não tinha ideia, mas boa parte das mesquitas ficam abertas a noite, permitindo visitas nesse horário. Um bom ponto de partida é o souq Kharm El-Khalili, caminhando em direção às mesquitas à vista. Décimo sexto dia de viagem: Iniciei o dia visitando o Cairo Copta - seguindo a sugestão do Lonely Planet e iniciando a visita pelo Museu Copta (excelente museu, muito bonito e muito organizado – dar atenção especial ao trabalho de marcenaria no teto do museu, é lindo). Em seguida fui à ‘Hanging Church’, depois a Igreja de São Jorge (que infelizmente estava em obras, fechada para visitação), as Igrejas de Santa Bárbara e São Mercúrio, a sinagoga Ben Ezra e a mesquita de Ahmad Ibn Tulun. Acho imperdível conhecer esse bairro no Cairo, chama muita atenção as diferenças entre os cristianismos (católico x copta), especialmente em termos de simbologias e representações artísticas. Dá pra ver tudo num turno. A tarde fiz meu tour pelo Cairo Islâmico – acho que tem mais mesquitas no Cairo do que igrejas em Salvador. Se você realmente gosta de visitar esses templos, pode passar uma semana só conhecendo as mesquitas do Cairo. Honestamente, não é muito a minha. Dei um giro geral (prepare-se, pois a menos que tu alugue um carro/táxi, é uma bela caminhada), e na minha opinião só uma é realmente imperdível: a mesquita de Mohammed Ali. Gostei bastante também da ‘Blue Mosque’ e da Mesquita de Al Hakim. E, pelo menos pra mim, as mesquitas são mais bonitas por fora do que por dentro. A arte islâmica nas mesquitas é mais baseada em arte decorativa, com relevos, lustres, tapetes,... A noite peguei meu voo pra Dubai, tudo tranquilo no embarque e na saída do país. [t3]DUBAI[/t3] Décimo sétimo e décimo oitavo dias de viagem: Pouca coisa a falar sobre Dubai, minha passagem lá foi bem corrida. A entrada nos Emirados Árabes é bem tranquila, só apresentei passaporte e visto e pronto. Nada de perguntas, não pediram reserva de hotel, nem seguro saúde. Fiquei hospedado no Youth Hostel (US$ 20/dia no quarto coletivo – provavelmente a hospedagem mais barata da cidade). O hostel é da rede HI e é bem organizado, tem até uma piscina massa. Reserve antes, pois quando eu cheguei estava lotado. Reservei pelo booking.com. A cidade á bem fácil de conhecer, e o metrô é um grande negócio – não é subterrâneo, e sim elevado, acima dos carros, então tu consegue andar de metrô olhando a vista. O passe diário do metrô custa 18 Durheins (ou EAD) ~ R$ 10. Dá pra conhecer (leia-se ver, e não usufruir) todas as principais atrações da cidade em pouco mais de um turno. Tem muita coisa pra fazer na cidade, até esquiar, ou alugar uma Ferrari, ou mergulhar, saltar de paraquedas e por aí vai, de acordo com o gosto pessoal de cada um. Como meu tempo era bem curto, optei por subir no Burj Khalifa, visitar o aquário, e fazer compras. O Burj Khalifa é o maior prédio do mundo, com 124 andares, e a vista de lá é muito show. Minha dica é reservar antes se quiser subir. Com reserva custa 125 EAD (+/- R$ 70), sem reserva sai por 400 EAD (+/- R$ 230). Tive que pagar o valor cheio, estava sem lugar para reservas pelos 4 dias seguintes! A cidade é excelente para compras, pois é sem imposto nenhum. Tudo que é fabricado na Ásia ou Europa tem um preço melhor que nos EUA. Eu que gosto de cozinhar fiz a festa comprando facas Global e panelas Le Creuset por verdadeiras barbadas (em média 30-40% do preço no Brasil). Outra coisa barata em Dubai são as champagnes – não sei como, mas custam menos que na França. [t3]VOO[/t3] Décimo nono dia de viagem: Voo de volta Rio, em avião e conforto idênticos ao da ida. ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ [t3]MINHAS DICAS E SUGESTÕES:[/t3] Leituras úteis/prévias: Guia Lonely Planet Egypt Breve História do Antigo Egito, de Juan Jesús Vallejo Idioma: Não sei nem uma palavra em árabe, mas com inglês médio tu se vira em qualquer lugar (só tive dificuldades com isso em Alexandria). Dinheiro e pechincha: • Dá pra pagar em dólares americanos na maior parte dos lugares, mas recomendo que tenha sempre em mente a taxa de câmbio real, pois toda vez os vendedores espertinhos usam uma taxa diferente, e sempre favorável a eles - maior picaretagem. Como tinha 3G lá eu consegui consultar em tempo real. Se você não tiver esse recurso, recomendo que consulte sempre que possível (eu uso o http://www.oanda.com ); • Sempre carregue trocados. SEMPRE! Dê as notas grandes em restaurantes e entradas de museus e deixe as pequenas para o resto. É quase impossível obter troco no Egito, especialmente de taxistas; • Tenha sempre moedas, para dar em banheiros (todo banheiro tem alguém na porta, e é hábito dar 1 EGP pra essa pessoa); • Em visitas em mesquita é comum dar um trocado pro cara que cuida dos sapatos. Aliás, nessas mesquitas rola maior extorsão, fique atento; • Pechinche muito. Isso cansa demais, mas é necessário, pois o primeiro preço que o cara te dá é no mínimo o dobro do que tu deve pagar pelo produto. Se o cara não chegar ao preço que tu quer pagar, tente em outro lugar. Lugares e atrações que considero imperdíveis: • Cairo – Pirâmides da Gizé, Museu do Cairo, Mesquita de Mohammed Ali, Museu Copta, visitar o Cairo antigo e as mesquitas à noite. • Aswan – Templo de Philae, Museu da Núbia e day trip para Abu Simbel. • Luxor – Templo de Karnak, Templo de Luxor, Museu de Luxor, Restaurante Sofra, Vale dos Reis, Templo Memorial de Hatshepsut. • Dahab – Blue Hole, Restaurante Sea Bride, Monastério de Santa Catarina e subida ao Monte Sinai. • Sharm El Sheikh – Na’ama Bay, Ilha de Tiran, Reserva de Rãs-Muhammed. • Alexandria – Qaitbey Citadel, Biblioteca de Alexandria, Selsela Café, Lancheria Mohammed Ahmed. • Comidas – kebab, shwarma, tagens, tahini, babaganoush, falafel, pães. • Pimentas e temperos – todo souq tem inúmeras bancas de pimentas e temperos. Tem muita variedade, mas o preço nem sempre é vantajoso. O que mais vale a pena é a baunilha – eles vendem a fava a 5 EGP a unidade (isso é extremamente barato). Cuidado se quiser compra açafrão (coisa que não fiz e não faria), pois é ‘barato demais’. A maioria que vi era açafrão-da-terra, e não açafrão legítimo. Maior fria. Assédio a turistas: É simplesmente absurdo, em todo lugar. O pessoal lá acha que tem (e que vão) fechar negócio contigo. Qualquer negócio. Tentam te empurrar qualquer coisa. Tive diálogos do tipo: Vendedor: “Quer comprar cigarro???” / Eu: “Não, obrigado, eu não fumo.” / Vendedor: “Mas é muito barato. Sabe quanto custa???” / Eu: “PQP, eu NÃO FUMO. Não me interessa o preço!!!” / Vendedor: “Mas você pode levar pra alguém no seu país!”. Eles acham que tu sempre queres comprar, que é só questão de ajustar o preço. O papo de abordagem é sempre o mesmo, eles chegam e perguntam de onde tu é pra começar a conversa. No início, até achava que só queriam conversa e dava trela. No final já mandava pastar. Como falei, o assédio é muito incômodo em todo lugar, mas em Luxor é 10 mil vezes pior. No dia em que fui visitar o west bank tive que espantar um taxista aos berros e dizer que ia chamar a polícia se ele não parasse de me seguir. E tem os caras das charretes e os das fellucas. São os piores, às vezes até agressivos. Todo cuidado é pouco – não dê trela, simplesmente ignore. Alguns exemplos de golpes aplicados: Eles tem vários golpes treinados pra aplicar a turistas. Por sorte e grande precaução, não caí em nenhum, mas vou relatar os que tentaram aplicar em mim, que li e as histórias que ouvi de outros turistas pela viagem. Lá vai: Museu fechado: o cara vê o turista se dirigindo a um museu e se aproxima dizendo que o museu só abre em uma hora/que está na hora da oração, então não dá pra comprar ingresso/que naquele horário é somente para excursões/ou outra estória qualquer (às vezes o cara diz que trabalha no museu, pra dar credibilidade). Aí ele sugere que tu vá dar uma volta redondeza, quando tu concorda, ele diz: “ah, tem uma loja do governo ali adiante, os produtos são lindos maravilhosos fantásticos e a pqp, e o preço é tabelado pelo governo”. Se tu for a tal loja, caiu no golpe, é de um amigo do cara e ele vai ganhar uma comissão. Loja do governo: isso não existe. Eles dizem que a loja é do governo, ou do ministério do turismo, ou de um sindicato de artesãos, coisas assim. Tudo pra tentar legitimar o produto, que invariavelmente tu encontra em todo lugar, sempre com preços semelhantes (e não esqueça da barganha); Permissão para tirar foto: tu entra em um local, monumento, museu, etc, em que não é permitido tirar foto, aí vem o guarda do local e diz (como se fosse um segredo entre vocês dois) pra você tirar fotos a vontade. Obviamente ele vai te extorquir dinheiro depois, sob pena de que se tu não der ele vai te denunciar, chamar a segurança, fazer um escândalo... Guia x Guardião: Tu tá na tranquilidade curtindo um lugar e chega um mala e comenta algo sobre o que tu tá olhando. O cara insiste e meio que tenta te guiar, mostrando o local. Aí tem duas maneiras de cair nesse golpe: 1º- seguir o cara logo de início, e logicamente e ele pedirá dinheiro depois; 2º- dizer pro cara que não precisa de guia, aí ele diz com uma cara de ofendido: “não sou guia, sou apenas o guardião do parque”, aí o turista acha que ele não pedirá dinheiro, mas ele vai pedir sim! Eu já falava de cara que queria ficar só, tirando minhas fotos e lendo meu guia, e que não ia dar dinheiro pra ninguém. Depois de me dar um olhar mortal eles iam embora. Segurança: Não existem roubos, furtos ou assaltos no Egito, quanto a isso é uma tranquilidade. Pode caminhar à noite pelas ruas das cidades, deixar a mochila em cima da cadeira do restaurante e ir ao banheiro, tudo na boa. Em alguns templos ou monumentos tem uns seguranças portando metralhadoras/submetralhadoras/revólveres. Como se isso não fosse suficientemente desconfortável, às vezes essas caras vem na maior cara de pau pedir dinheiro Não esqueça que o país está em plena revolução. Não como foi em 2011, lógico, mas no Cairo dá pra sentir a tensão no ar. No downtown tu vê prédios destruídos, carros incendiados... As ruas onde ficam os consulados dos EUA, da Inglaterra, etc, estão interditadas por blocos de concreto. Bem tenso. Portanto, mantenha distância desses lugares, especialmente da Tahir Square – tem mais de duzentas pessoas vivendo acampadas lá. Teve um único dia que queria visitar um endereço próximo à Tahir, pra ir à bookstore da American University in Cairo (AUC) comprar bons livros sobre o Egito. Não resisti e passei ao lado da praça pra ver “qualéqueé”. Me arrependi – não aconteceu nada, mas nunca senti uma tensão daquelas. Alimentação: Falam pra ter muito cuidado com a água no Egito em todo lugar. Não tive nenhum problema com isso. Não tomei água da torneira, claro, mas não recusei nenhum chá que me foi oferecido, consumi gelo normalmente,.... A ‘comida típica’ do país é a comida que encontramos em qualquer restaurante árabe no Brasil. É muito boa e muito barata. Transporte: Conforme meu relato, tive problemas com TODOS os transportes que utilizei (trem, avião e ônibus). Portanto, muito cuidado na hora de fazer programações/cronogramas, pra não marcar compromissos com horários apertados. Táxi é muito barato no Egito, mas sempre negocie bem o preço antes, deixando claro pra onde tu vai e por onde quer passar no caminho (se for o caso) e quanto será a corrida – o ideal é tu fazer o preço pro cara, chega e diz: pago XX EGP, se ele disser que não, apenas saia andando, eles sempre acabam fechando. SEMPRE pergunte se o taxista tem o troco que tu precisa – é sempre mesma coisa, chega na hora eles dizem que não tem troco e ficam insistindo que tu deixe o troco como gorjeta (sou contra dar gorjetas a taxistas, afinal eles já estão sendo pagos pelo serviço). Se o taxista não falar inglês e tu não ficar confortável com o cara, manda embora que logo vem outro que fala. A maioria dos táxis são carros muito velhos, em péssimo estado de conservação. Em Alexandria TODOS os táxis são Lada 2157, com mais de 30 anos de uso. Usar cinto de segurança é uma aventura – em Alexandria o taxista surtou quando tentei colocar o cinto, dizendo que não era necessário. No Cairo tive duas camisetas manchadas. Explico: como a cidade é muito (mas muito mesmo) poluída e ninguém usa o cinto, ele fica podre de sujo da fumaça dos carros, aí quando o trouxa coloca e mancha a roupa. ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Bom, peço desculpas se o relato ficou muito grande, tentei ser o mais ilustrativo possível, transmitindo minhas impressões e informações que considero úteis para quem for conhecer esse país, que com certeza está na lista de qualquer mochileiro que se preze. Se alguém quiser mais detalhes, informações, etc, é só escrever, ficarei feliz em ajudar. Abraço a todos! Emanuel
  5. Idelzi Costa

    Onde solicitar o visto para o Egito?

    Boa noite alguém pode me ajudar tenho um voluntariado pra fazer no Egito com a minha escola mas não sei nem por onde começar a solicitar o visto vi que a embaixada fica em Brasília como faço ?
  6. RildoW

    Egito - Roteiro de viagem em 19 dias

    ROTEIRO DE VIAGEM AO EGITO EM 19 DIAS Esta foi a segunda viagem ao Egito. Ficamos 17 dias para conhecer novos lugares e revisitar alguns com mais tempo. Com este roteiro espero poder ajudar aqueles que pretendem conhecer esse país tão diferente e tão cheio de mistérios, monumentos e templos. Uma segunda viagem foi necessária porque era um sonho de criança conhecer a terra dos faraós e das pirâmides, porém descobri na primeira viagem que o Egito tem muito mais que isso. São muitos templos, tumbas, museus, mesquitas e cidades que fazem parte da história da civilização. E nós gostamos de andar pelas cidades, entre os nativos, para conhecer e entender seus costumes. O povo egípcio é muito hospitaleiro com os brasileiros. Apesar da grande pobreza de parte da população é mais seguro andar pelas cidades egípcias do que nas brasileiras. As leis muçulmanas são implacáveis com quem comete delitos. Como o país passou por revoluções que destituíram dois ditadores, com grande convulsão social, houve uma fuga dos turistas, principalmente norte-americanos, europeus e russos. Mas justamente esse fato - de haver poucos turistas – é que facilita para quem for agora. Aproveita-se muito mais os passeios, sem atropelos, sem filas e com guia praticamente exclusivo. Para nós brasileiros não poderia ser melhor – os jovens e crianças quando sabiam que éramos brasileiros vinham pedir para tirar fotos conosco. Por falar em guia, fizemos todos os passeios com o guia Shaban, que conhecemos na primeira viagem. Profissional supercompetente: fala português, explica tudo em detalhes, sem pressa, com toda atenção, buscando sempre a satisfação dos turistas. Outro detalhe: tenho problemas de coluna – hérnia de disco – e antes da viagem comecei a ter crises de dores. Quase desisti da viagem, mas o amigo Shaban providenciou, em todos os deslocamentos, uma van para que eu pudesse ir deitado entre uma atração e outra, comprou remédios e sempre preocupado com meu bem-estar. Uma van só para mim e minha esposa, o tempo todo. Não fosse por ele minha viagem teria sido um sofrimento só e talvez tivesse que ser abreviada. Vamos ao roteiro. Vou colocar aqui somente a descrição dos locais por onde passamos. A avaliação e mais detalhes estão feitas no site do TRIPADVISOR, inclusive com postagem de fotos. Nessa viagem fizemos tudo por conta própria, desde a saída de Navegantes/SC, sem contratar agência de turismo. Saímos do Aeroporto de Guarulhos/SP as 16h do dia 02 de março em voo da Alitália com conexão em Roma. Fiz as compras de passagens pela internet dois meses antes e foi o melhor preço e melhor horário, desperdiçando menos tempo nas conexões. Chegamos em Roma dia 03 de março as 6h45min no horário local, 3h no Brasil. Onze horas de viagem até aqui. Embarcamos em Roma as 12h25min local e chegamos no Cairo as 16h35min horário local. Mais ou menos 2h40min de voo entre Roma e Cairo. A diferença do Brasil para o Egito no horário de verão é de mais 5 horas. 1º Dia – Chegada no Cairo. No aeroporto já tinha guia esperando por nós. Ali mesmo no aeroporto fizemos o visto de entrada ao custo de $25,00 por pessoa (no Egito 1,00 dólar americano equivale a 8,50 libras egípcias-EGP). Nos hospedamos no Hotel Mercure Cairo Le Sphinx. Jantamos no próprio hotel e aproveitamos para descansar.
  7. Conhecer o Egito era um sonho de infância, mas, embora tenha conversado com várias pessoas, ninguém se interessou em ir, especialmente pelo fato das notícias que vemos na mídia, então, resolvi fazer minha viagem sozinha. De início, senti um frio na barriga, pois nunca havia viajado sozinha e até então só tinha visitado países da América do Sul, que possuem uma cultura bem parecida com a nossa. Estive no Egito dos dias 16/12/2015 até o dia 04/01/2016 e decidi escrever esse relato para incentivar as pessoas que têm vontade de conhecer o país, pois é o melhor lugar que já estive em toda a minha vida. Para evitar surpresas com preços de passagem, recomendo que seja comprada com bastante antecedência. Comprei a minha em 08/02/2015, para viajar em dezembro, pelo valor de R$ 3.740,60, com a cia. aérea Emirates, que eu recomendo, já que na escala do voo em Dubai me deram o visto e hospedagem em hotéis excelentes, com jantar e café da manhã incluídos. Mesmo antes dessa viagem eu já tinha interesse em aprender o idioma árabe e estudei por um ano, o que foi o suficiente para entender o que eles falavam e pedir informações caso necessário, mas, não se preocupem, muita gente por lá fala inglês. Só usei o árabe mesmo quando pegava ônibus ou trem com os locais, as vezes não tinha ninguém que falasse inglês. Aproveitei para incluir nessa mesma viagem os seguintes países: Israel, Jordânia e Turquia, mas farei os relatos em separado e deixarei os links no final desse relato caso vocês tenham interesse em ler. Primeiramente, tenho que fazer considerações importantes sobre o Egito. Li em vários relatos na internet de mulheres dizendo que foram assediadas no Egito, seguidas por homens que as olhavam da cabeça aos pés, contando barbaridades, mas, nada disso aconteceu comigo. Levei um lenço para cobrir os cabelos pois cheguei a pensar devido a esses relatos, que poderia ser discriminada de alguma forma caso não cobrisse os cabelos, o que não aconteceu em nenhum momento. Andei o tempo todo de cabelo solto e maquiada, com esmalte nas unhas na primeira semana e em alguns pontos turísticos usei blusa de alcinha. Tenho uma tatuagem enorme nas costas e só o que eles faziam era elogiar minha tatuagem, me falavam: nice tatoo. Só o que recomendo para as mulheres com relação as roupas é não usar decotes e calças muito coladas, calças jeans pode usar tranquilamente e sempre usar blusas ou um sobretudo que cubra a parte do quadril. Com relação aos homens, não recomendo que usem shorts. Quanto às diferenças culturais, para as mulheres é normal conversar com homens como aqui no Brasil, mas recomendo que não fale alto e não dê gargalhadas, como algumas pessoas estão acostumadas a fazer aqui, vão saber que você é turista e os homens principalmente não vão olhar isso com bons olhos, procure ser discreta, conversar em um tom de voz normal. Devido ao fato de viajar sozinha, fiz amizade com muitos locais e em vários lugares me perguntavam em árabe se eu era egípcia, também por que tenho ascendência árabe e me diziam que eu parecia com elas e não com as brasileiras, por falar pouco e ser recatada, por isso o meu conselho. Quando cheguei lá, não sabia exatamente como me portar, já que a maioria das pessoas em todos os lugares, hotéis, comércio, restaurantes, guias turísticos são homens, então, primeiro observei antes de qualquer coisa. Homens podem se cumprimentar com beijo no rosto se forem amigos, e nós mulheres podemos cumprimentar as mulheres com dois beijos no rosto, é o que elas fazem. As vezes os homens te cumprimentam dando a mão, mas isso é raro, então, mulheres, nunca deem a mão para cumprimentar um homem, espere que ele faça antes para você não passar vergonha. Existem pessoas mais conservadoras e menos conservadoras, portanto, observem antes de tudo. Pedi muitas informações para os locais quando me perdi e foram amáveis, me surpreendi bastante com eles. Mulheres usando niqab vieram falar comigo e são super simpáticas. Não recomendo também que as pessoas fiquem tirando fotos dos locais, devemos respeitar, se você fizer amigos por lá você pode tirar foto, mas sem permissão não aconselho que faça, as pessoas podem se sentir ofendidas. Outra dica importante sobre viajar sozinha é que mesmo que você ache que pode se misturar a grupos de turistas para disfarçar isso, o que eu percebi é que é impossível esconder de todos que você está viajando sozinha, portanto, é sempre bom fazer seus passeios com agências confiáveis. Eu comprei os tours nos hostels que fiquei e não me arrependo. Caso vocês não queiram comprar os tours, é possível ir para Giza de táxi, e os táxis lá são seguros e não são caros, só combinem o valor antes. COMIDA E ÁGUA NO EGITO: Por viajar sozinha, achava que não deveria tomar a água deles, nem comer verduras e frutas com casca, mas fiz tudo isso e não passei mal. Não posso incentivá-los a fazer o mesmo pois algumas pessoas passam muito mal com isso, e já ouvi falar que a água deles transmite hepatite. Após essas dicas iniciais, vou começar a relatar dia a dia a minha viagem. Somente para finalizar, é importante dizer que a mídia tem exagerado demais no que tem noticiado. O Egito é um país seguro, o povo egípcio é o mais hospitaleiro e amável que eu já conheci e tudo o que as pessoas falam sobre eles pedirem gorjetas e serem chatos, isso somente acontece se você estiver lidando com quem estiver perto dos pontos turísticos e quiser tirar proveito da situação, mas a maioria dos locais não são assim, somente os que trabalham com turismo e, não me arrependo de ter fechado alguns tours com os hostels por isso, já que você vai com guia e na maioria das vezes não precisa nem dar gorjeta, agora, se você for por conta e se perder, daí é bem capaz mesmo que queiram te cobrar para dar informações. A única coisa que paguei de gorjeta era quando colocavam minha mala no porta mala dos ônibus, isso custava 2 libras egípcias, que equivale a R$ 2,00. Dia 16/12/2015 - Chegada no Egito - Cairo Cheguei no Egito as 10:30 da manhã. No aeroporto me fizeram diversas perguntas e não se espantem se acontecer com vocês. Muitos brasileiros foram presos por tráfico de drogas nos últimos anos por lá e justamente por isso suspeitam de qualquer brasileiro que tentar entrar no país. Acho que pelo fato de eu viajar sozinha, suspeitaram ainda mais. Mostrei todas as minhas reservas de hotéis, minha carteira da OAB pois pediram documento profissional, abriram minhas duas malas, tiraram coisa por coisa e tudo o que me perguntavam o que era eu respondia e dizia que podiam abrir se quisessem. Depois duas mulheres me levaram para uma salinha, contaram todo o meu dinheiro e me devolveram e me fizeram levantar a blusa e passaram as mãos no meu corpo para ver se não tinha nada. Passada essa parte, troquei dinheiro dentro do aeroporto mesmo, um dólar estava valendo 7.80 LE e quando saí o taxista do hostel estava me esperando. No Cairo, fiquei do Dahab Hostel - http://www.dahabhostel.com/ O traslado custou 75 LE e a hospedagem 65 LE em um quarto de solteiro, com banheiro compartilhado. Achei o local limpo, inclusive os banheiros. O café da manhã custa 15 LE e é bem servido, dá para duas pessoas. Nesse primeiro dia resolvi descansar, afinal de contas foram 15 horas de voo de São Paulo até Dubai e mais 5 horas de Dubai até o Cairo. Fui muito bem recebida nesse hostel, logo que cheguei me deram café e uma garrafa de água mineral. Quando fui escovar meus dentes, percebi que o fio dental tinha acabado e então fui perguntar para os funcionários do hostel onde era a farmácia. Eles me levaram até lá e inclusive me ensinaram a atravessar as ruas, já que tem vários pontos onde eles não têm semáforo. Depois disso, me senti muito segura para sair sozinha e quando tinha vontade, ia fazer compras nos mercadinhos, almoçar e tudo mais sozinha, sem problema algum. Nesse dia conheci um casal de brasileiros e ficamos conversando bastante até tarde. Fechei o tour no dia seguinte para as pirâmides de Giza por 250 LE, mais guia 150 LE. O guia falava espanhol e o tour incluía também Sakkara e Dahshour. O preço é por carro e pode ser dividido em até quatro pessoas. Com relação ao deserto branco, desisti de fazer esse tour, pois devido ao incidente com os turistas mexicanos, o deserto estava fechado. A noite comi uma pizza, que no Egito, custa em média 26 LE, lembrando que 1 real vale 2 LE. 17/12/2015 - Visita as Pirâmides de Giza Nesse dia acordei cedo, o tour saia as 8 horas da manhã. Fomos eu e o casal de amigos brasileiros que conheci no hostel. Primeiro fomos levados à pirâmide de Dashur e depois para Sakkara e valeu ter pago por esse tour, pois até Giza são três horas de viagem. Dashur fica próxima a cidade de Mênfis. Pirâmide de Dashrur Valores de Entrada: Recomendo que utilizem a Carteira Mundial do Estudante (ISIC) se tiverem, pois vocês pagarão metade do valor da entrada, e foi o que aconteceu comigo. Vou colocar os valores de meia entrada que paguei: Dashrur: 20 LE Giza: 40 LE Imhotep e Saqqara: 40 LE Não entrei no museu do barco solar, mas caso tenham interesse ele fica na área das pirâmides. Entramos em somente na pirâmide de Dashrur. Para entrar nas outras paga-se 100 LE e não tem nada dentro delas. Essas são as fotos da pirâmide por dentro: Após, fomos levados até Sakkara, onde vimos vários desenhos com cores incríveis, que relatavam como os egípcios abatiam o gado, a atividade de pesca, dentre outras: Fomos almoçar e nesse dia experimentei um prato típico do Egito, chamado koshary e todos deveriam experimentar, é maravilhoso. Fiquei viciada nesse prato, que consiste em macarrão, grão de bico e cebola frita, é uma delícia. Esse prato custa em média 7 LE. Depois do almoço, fomos até Giza. Sobre Giza, não recomendo que andem de cavalo, pois eles maltratam demais os animais. No dia em que estive lá, aconteceu um acidente com uma charrete, o cavalo escorregou no asfalto, caiu e uma turista que estava na charrete caiu e se machucou. O cavalo ficou deitado no chão machucado também e uma parte da charrete estava quebrada. Pedi umas vinte vezes para eles tirarem a charrete antes do cavalo se levantar pois ele já estava machucado e ela era pesada, mas não tiraram e ainda deram uma chicotada nele para que ele levantasse. Por sorte ele não quebrou a pata, pois se isso acontecesse provavelmente seria sacrificado. Caso queiram, andem de camelo, os camelos são dóceis e obedecem em tudo, então são muito bem tratados. Meu passeio de camelo. Enfim, quando cheguei a Giza, só tinham 6 turistas estrangeiros, eu, meus dois amigos do Brasil e mais três pessoas e fiquei bastante triste com isso, pois eles dependem do turismo. As crianças egípcias são uns amores e gostam muito de turistas, tentam o tempo todo tirar fotos, mas pedem educadamente. Me chamaram de Shakira, as meninas me falavam que eu era bonita, me beijavam, abraçavam e tiraram todas as pulseiras dos braços para me dar, mas não pude aceitar, só retribuí abraçando-as e beijando-as também e tirando todas as fotos que me pediram. Apesar de ter viajado sozinha, não fiquei sozinha em nenhum momento, só mesmo quando eu queria. Quando não estava com os amigos que fazia no hostel e nos tours, estava rodeada de crianças egípcias e as vezes os adultos também vinham conversar, então, não me sentia sozinha nunca. O passeio de camelo que não chegou bem a ser um passeio me custou somente 15 LE, pois disse ao dono do camelo que só queria tirar uma foto. Mesmo assim, ele me fez dar uma volta no camelo e quando o bicho desceu, levei um susto, porque ao invés de abaixar as patas de trás, primeiro ele fica de joelhos com as patas da frente, daí você fica meio suspenso, mas foi bem divertido. As pirâmides e a esfinge são lindas e o estado de conservação é impressionante. Não dá para imaginar como eles construíram aquilo. Perguntei ao guia por qual motivo chamam a esfinge de abu el hool (pai do terror em árabe), e ele me explicou que os antigos egípcios acreditavam que ela protegia as pirâmides. Terminado o tour, voltamos ao hostel, já que eu comprei com eles um Cruzeiro pelo Rio Nilo. O Cruzeiro custou 350 dólares, com todas as refeições incluídas: café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. Além disso, estava incluído nesse valor o voo de balão em Luxor, o ticket de trem para Aswan e os tours em Aswan e hotéis 3 estrelas. À noite o taxista foi me buscar no hostel, me deu o ticket de trem e me levou até a estação, procurou o vagão e me indicou o número do assento. Só tinha eu de estrangeira no trem. Os egípcios, muito gentis, diziam em árabe que eu podia colocar a mala na parte de cima do trem para não precisar ficar com ela nos pés, mas eu agradeci, não acredito que minha mochila imensa caberia lá. 18/12/2015 - Do Cairo até Aswan Foram 12 horas de trem do Cairo até Aswan e quando o sol começou a bater no meu rosto, um deles veio e disse em árabe que havia muito sol ali e fechou a cortina para que o sol não ficasse no meu rosto, eu agradeci. Como não sabia que Aswan era a última estação eu perguntava para eles e eles informaram que era a próxima estação. Quando cheguei em Aswan, o guia estava me esperando com uma placa onde tinha meu nome. De lá ele me levou no hotel, deixei minhas coisas e me juntaram a um grupo de outros turistas do Japão e Sri Lanka, todos muito legais e simpáticos. Nesse dia visitamos a represa alta de Aswan, construída para evitar as inundações que vinham ocorrendo, e, o guia nos explicou que o Templo de Abu Simbel foi retirado das proximidades do Nilo por conta das inundações. Meia entrada na represa alta de Aswan - 20 LE De lá, fomos de barco até o Templo de Philae. Esse templo é também conhecido como o Templo de Ísis. Neste relevo o rei Ptolomeu faz uma oferenda a deusa Ísis e a Hórus, seu filho, no Pilone de entrada do templo , tudo em dimensões monumentais. Philae originalmente foi templo dedicado a deusa Ísis, uma deusa da cultura egípcia mas que foi adotada por muitos outros povos antigos. Quando os cristão se tornaram mais poderosos o templo foi transformado em Igreja Católica e foi neste momento que os relevos dos deuses foram martelados para serem descaracterizados e transformados em santos cristãos. A meia entrada no Templo de Philae custou 30 LE. Depois desse passeio, nos levaram para uma loja de perfumes egípcios e eles não eram caros, o frasco menor custava em torno de R$ 20,00, mas não me interessei em comprar nada, mesmo por que não queria ficar carregando muita coisa na mala durante a viagem. Após, fui levada para o hotel, que já estava incluído no valor do cruzeiro. Nesse dia almocei bem tarde, e como Koshary e batatas fritas em um restaurante do lado do hotel por 12 LE. Mais tarde, passei em um mercadinho próximo ao hotel para comprar água, chocolates e salgadinhos. É sempre bom levar essas coisas nos passeios. Uma água de dois litros custa e 4 a 5 LE. Os chocolates custam cerca de 2LE. Esse croissant é uma delícia, tem nos sabores chocolate e queijo e recomendo que experimentem. Custam de 2 a 3 LE. Voltei para o hotel e dormi. 19/12/2015 - Aswan - Abu Simbel e embarque no Cruzeiro pelo Nilo Logo cedo fomos levados para Abu Simbel, que é um dos locais mais lindos que visitei. O complexo de Abu Simbel é constituído por dois templos. Um maior, dedicado ao faraó Ramsés II e aos deuses Rá(Ra-Harakhty), Ptah e Amun, e um menor, dedicado à deusa Hathor, personificada por Nefertari, a mais amada esposa de Ramsés II de entre as mais de 100 que Ramsés possuía. A fachada do templo de Ramsés tem 33 metros de altura e 38 metros de largura, a sua entrada foi concebida como um pilone. A fachada é constituída por quatro estátuas com vinte metros de altura que representam o faraó Ramsés II sentado ostentando a coroa dupla da unificação entre o alto e o baixo Egipto, a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação. A segunda dessas estátuas foi parcialmente destruída por um terramoto em 27 aC., a cabeça e o tronco de Ramsés encontram-se próximo da entrada. Na porta do templo existe uma inscrição criptográfica do nome do faraó: Ser-Ma'at-Ra e no meio das pernas das grandes estátuas podem ver-se pequenas estátuas de familiares de Ramsés II: Junto ao colosso I (lado esquerdo) estão as representações da sua principal mulher Nefertari (na perna esquerda), a sua mãe Mut-tuy (na perna direita) e do príncipe Amonhorjepeshef (ao centro). Junto ao colosso II (lado esquerdo) encontram-se as princesas Bentata, Nebettauy e outra que se pensa ser Senefra. Junto ao colosso I (lado direito) estão as representações da sua principal mulher "Nefertari" (na perna direita), a princesa Beketmut (na perna esquerda) e do príncipe Riamsese (ao centro). Junto ao colosso II (lado direito) encontram-se as representações da princesa Nerytamun, da mãe de Ramsés, Mut-tuy e da rainha Nefertari. Esse é o Templo de Nefertari, que também fica no complexo de Abu Simbel: A ordem dos colossos da esquerda para a direita é a seguinte: Ramsés II com a coroa do Alto Egipto e a barba postiça; Nefertari com características da deusa Hathor, disco solar entre 2 altas plumas e cornos de vaca; Ramsés II com a coroa branca do Alto Egipto e a barba postiça; Ramsés II com a coroa dupla da união do alto e baixo Egipto e barba postiça; Nefertari com características da deusa Hathor, disco solar entre 2 altas plumas e cornos de vaca; Ramsés II com o nemes, a coroa atef e a barba postiça. A meia entrada para o complexo de Abu Simbel custou 50 LE e inclui a visita aos dois templos. Não é permitido tirar fotos dentro dos templos, mas eu tirei sem flash e quando um dos homens que olha o templo viu que eu tirava fotos, pensei que ele fosse tirar a minha câmera e até entreguei a ele, mas ele só quis segurar na minha mão, e não apagou nenhuma foto. Não preciso nem dizer que com bastão de selfie era meio impossível tirar fotos minhas com os templos ao fundo, então, os amigos que eu ia fazendo ao longo da viagem tiravam as minhas fotos e isso me ajudou muito. Nesse dia, conheci uma moça da Índia que também viajava sozinha, então uma tirava fotos da outra. Depois da visita a Abu Simbel, me levaram até o porto de onde saíam os navios para o cruzeiro. Essas são algumas das fotos do navio. As refeições estavam todas incluídas e eram buffet. Sou vegetariana e tinham muitas opções. Além disso, a sobremesa também era incluída. Serviam café da manhã, almoço, chá da tarde e jantar. As bebidas dentro do navio eram caras, então na visita dos templos eu comprava água dos vendedores lá fora. A garrafa de 2 litros custava 5 LE e ninguém reclamava quando eu entrava com as garrafas de água no navio. De tarde, o navio parou no Templo de Kom Ombo, onde tem também o museu do crocodilo. O Templo de Kom Ombo foi construído há mais de dois mil anos, no Egito, durante a dinastia ptolemaica, na cidade de Kom Ombo. É o único templo duplo egípcio, assim chamado por ser dedicado a duas divindades: um lado do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek, deus da fertilidade e criador do mundo; o outro lado é dedicado ao deus falcão Horus. O museu do crocodilo é dedicado ao Deus Sobek. Os antigos egípcios acreditavam que os crocodilos eram esse Deus, e, portanto, cuidavam deles durante toda a vida. Quando eles morriam, eram mumificados. A meia entrada que incluía a visita ao templo e ao museu custou 25 LE. À noite, depois do jantar, teve uma festa com dança do ventre e dervixe, que durou uns 30 minutos, mas foi bem legal. Sobre a internet, na maioria dos hotéis e no cruzeiro, era paga. No cruzeiro custava 60 LE por dia, por isso fiquei sem internet. O ideal seria ter comprado um chip da Vodafone com internet logo quando cheguei no Egito. 21/12/2015 - Luxor Quando acordei e abri a janela, vi essa paisagem linda, o que me deu a certeza de que já havíamos chegado em Luxor. Nesse dia, deixei o Cruzeiro e havia uma guia me esperando para os próximos tours. Quando ela se deu conta de que eu estava viajando sozinha, me perguntou: Quem te encorajou a fazer isso? E eu só pude responder: eu mesma Esse era o dia mais esperado de toda a minha viagem, pois conheceria o Vale dos Reis e o Vale das Rainhas. Nesses lugares, é impossível fotografar o interior, já aviso e tentam te vender cartões postais e livros com as imagens. Eu comprei um livro sobre o Vale dos Reis por 15LE, que equivale a R$ 7,00, mas todas as imagens estão na internet. Comprei por que como estava viajando sozinha, seria mais um livro para ler, lembrando que fui conhecendo muita gente, fiz amizades e acabei nem lendo o livro, mas com certeza vou ler ele aqui no Brasil. Não me arrependo de ter levado um único livro, pequeno e leve para a viagem. Achei que passaria muito tempo sozinha, mas eu só ficava sozinha quando queria mesmo. Achei também que teria muitas dificuldades para carregar as minhas mochilas, mas devido ao fato de ser uma mulher viajando sozinha, sempre tinha um homem que se oferecia para carregar e nem cobravam. Em contrapartida os outros turistas reclamavam muito comigo, dizendo que eram cobrados para tudo. Para você mulher que pretende viajar sozinha, essa é mais uma vantagem. Eu não aconselho a confiar em todas as pessoas, mas, no geral, tive bastante sorte, ou melhor dizendo, uma proteção divina muito forte, pois todas as pessoas que se aproximaram de mim nessa viagem, fizeram isso no intuito de me ajudar. Primeiro fomos ao Vale dos Reis, e a meia entrada custa 50 LE e dá direito a entrar em três tumbas. Comprei também a meia entrada para a Tumba de Tutankamon, que custou 50 LE. O trem que nos leva até a parte das tumbas custou 4 LE. Para quem gosta da história de Tutankamon, não pode deixar de visitar a tumba dele, pois a múmia dele está lá dentro. Como disse, não é permitido fotografar lá dentro, mas retirei essa imagem da internet, somente para vocês terem uma ideia: Não tenho sequer uma foto nem na área externa do Vale dos Reis, pois nos fazem deixar a câmera na van. Depois fomos para o Vale das Rainhas, onde é permitido tirar fotos na parte de fora. O valor da meia entrada no Vale das Rainhas é de 25 LE. Quando subi o Templo de Hatshepsut vieram duas meninas me pedir para tirar fotos e eu aceitei. Depois de 5 minutos tinham umas 60 crianças pedindo para tirar fotos e procurei atender a todas, mas os seguranças do lugar acharam melhor me tirar de lá. Não consegui tirar tantas fotos quanto gostaria, nem com as crianças e nem do lugar, mas mesmo assim, fiquei muito feliz com o carinho do povo egípcio. Nesse dia, nos levaram para ver como eram fabricados os vasos deles, com direito a aula, e tem que ter muita força no braço. Depois, você tem a opção de comprar os vasos e outros artesanatos, mas, em todas as lojas te oferecem chá ou coca cola. Eu tomei chá em todos os lugares e não passei mal em nenhum. Passamos pelos colossos de Memnon, onde antes havia um templo, que foi destruído por um terremoto. Fomos depois para Medinet Habu, que é composta por vários templos, incluindo o de Ramsés III. Essas fotos foram tiradas pela minha guia, que conhecia os melhores lugares para tirá-las. Se vocês quiserem as melhores fotos, peçam para os guias, eles conhecem todos os pontos estratégicos. Fomos depois para uma loja de papiros, onde mostraram como eles são feitos. Se vocês querem comprar papiros originais, compre em lojas especializadas, é um pouco mais caro, mas pelo menos não vão ser enganados. Tem muita coisa falsificada e quando você olha para um papiro original e um falsificado, a diferença é gritante. Essa foi a segunda loja de papiros que me levaram e na primeira, em Giza, achei as coisas muito caras. Nessa loja em Luxor, paguei 100 LE em cada um dos papiros, comprei dois de tamanho médio, e eles ficam fluorescentes no escuro. Quando você se mostra desinteressado, eles baixam os preços das coisas pela metade e foi o que todo o grupo que estava comigo fez, todos mostraram desinteresse e de 200 LE, o preço caiu para 100 LE. No dia seguinte, faria o voo de balão por Luxor e teria que acordar muito cedo, as 4 horas da manhã. A van do tour me deixou no hotel e fui ao mercado, comprar mais snacks para o jantar. Sou viciada em Doritos e eles têm muitos sabores diferentes, então sempre que possível eu experimentava um novo. Como eu precisava comprar um chip da Vodafone, já que nesse hotel e na maioria deles a internet era paga, pedi ajuda ao guia, que não foi muito honesto comigo e me cobrou incluindo táxi para ir até a Vodafone e chip, umas 80 LE, tudo isso por que eu não queria entrar em um táxi sozinha por ser mulher e não conhecer absolutamente ninguém em Luxor, mas esse talvez tenha sido um erro meu, talvez eu devesse ter ido sozinha sim. Ressalto que essa foi a única pessoa que tentou se aproveitar da minha condição de turista. Esse guia me disse que eu estaria pagando por internet e ligações telefônicas, porém, ele perguntou para o atendente da Vodafone, que disse que eu só tinha internet e não minutos para fazer ligações. Quando entendi que o atendente da Vodafone disse em árabe que eu não tinha nenhum minuto para ligações e dei uma bronca no guia, ele resolveu usar um pouco do dinheiro que paguei para colocar mais créditos além de internet no meu plano e essa foi uma das partes que me dei bem por entender um pouco do idioma. De qualquer forma, ainda assim, não acho que saí no prejuízo, por que depois que comprei esse chip, economizei muito e pude falar com as pessoas no Brasil durante toda a viagem e ainda fiz várias ligações para uma amiga brasileira que mora em Alexandria, no Egito. Voltei para o hotel e dormi cedo, pois teria que acordar as quatro horas da manhã por conta do voo de balão. 22/12/2015 - Voo de balão por Luxor, volta para o Cairo e compras no Khan el Khalili O voo de balão custa em média 30 dólares, mas, no meu caso, disseram que estava incluído no valor do Cruzeiro pelo Nilo. Esse passeio é imperdível, de verdade, foi um dos mais legais que já fiz e o propósito de madrugarmos é ver o sol nascendo no vale das rainhas, é lindo demais, de tirar o fôlego. Depois do passeio, me levaram de volta ao hotel, quando tive a notícia de que meu tour para Israel e Petra tinha sido cancelado por falta de turistas. De Luxor eu deveria ir para Dahab, para então ir para esse tour. Eu não desistiria de forma alguma de fazer isso, então comecei a tentar contato com vários hostels para procurar outro tour igual, porém, eles não me davam certeza se teriam ou não os tours para a data que eu queria. Sendo assim entrei em contato com o pessoal do Hostel Dahab no Cairo, que mais uma vez me ajudaram com tudo. Resolvi voltar para o Cairo, já que não tinha mais nada para fazer em Luxor e estava entediada demais, e em um hotel onde não tinha ninguém para conversar, por isso prefiro ficar em hostel. Enfim, fui para o Cairo no intuito de conseguir essa excursão para Israel e Petra. A passagem de Luxor até o Cairo estava incluída também no valor do Cruzeiro, mas custa 100 LE e demorou umas 10 horas até que eu chegasse no Cairo. Chegando lá, peguei um táxi até o hostel, que me custou 15 LE. Pedi ao pessoal do hostel Dahab que tentasse conseguir uma excursão de Dahab para Israel e a Jordânia, já que os hostels em Dahab não me confirmavam se teriam ou não o número suficiente de turistas para fazer isso e eu não queria viajar até Dahab sem ter nada garantido. Enquanto isso, um pessoal do hostel estava indo para o Khan el Khalili pela noite, e, no meio do grupo tinha um colega egípcio. Isso foi muito importante, pois comprei tudo com os preços deles e mais uma vez ouvi de um egípcio que trabalhava por lá uma pergunta que ouvi em muitos lugares: você é egípcia (enti masreya, em árabe). Quando eu respondia que era brasileira eles sempre me falavam que eu parecia muito com as egípcias, tanto no modo de me comportar como nas roupas e nos traços. O táxi de downtown, que é onde fica o Hostel Dahab até o Khan el Khalili custa de 12 a 15 LE. Nessa parte da viagem, minha mala ficou muito pesada. É muito difícil ir até o Khan el Khalili e se controlar para não comprar. Eu, particularmente, não consegui me controlar nem um pouco e gastei 500 LE, mas comprei 3 jogos de pirâmides, cada um com três pirâmides, um tutankamon, 18 chaveiros, uma bastet e dois espelhos com temas egípcios, todos muito lindos. A título de curiosidade, a pronúncia não é Kan el Kalili e sim Ran el Ralili. O Khan el Khalili fica aberto até tarde da noite, voltei para o hostel umas 23 horas e dormi. 23/12/2015 - Museu Egípcio Nesse dia acordei cedo e fui caminhando até o museu, que fica a 600 metros do Hostel Dahab. No caminho perguntei para uma moça egípcia como chegar até lá e ela me indicou em qual rua entrar, foi super simpática. Fui sem guia mesmo, mas um guia custa em torno de 150 LE. No meu caso, como já havia lido bastante sobre o museu e as peças, preferi ir por conta própria. Algumas peças do acervo possuem identificação, outras não. O tesouro de Tutankamon, que é um dos mais bonitos do museu está espalhado, ao contrário do que eu pensava, não está concentrado em uma única sala. Excepcionalmente no mês de dezembro do ano de 2015 permitiram que os turistas tirassem fotos sem flash dentro do museu. O valor da meia entrada custou 35LE e para entrar na sala das múmias paguei mais 75LE, também meia entrada. Antes de entrar no museu, você tem que colocar seus objetos pessoais em um detector de metais e passar por outro detector de metais. Andando pelo museu, uma menininha egípcia veio atrás de mim e queria mexer na minha câmera de todo o jeito, pois me viu tirar fotos, e era uma gracinha. Tirei então essa foto com ela: Continuando com o passeio pelo museu: Na sala das múmias reais não era permitido tirar fotos. Como disse, boa parte do tesouro de Tutankamon está espalhado pelo museu, mas, tem uma sala onde estão a máscara mortuária dele e muitas das joias dele. Passei quatro horas do meu dia nesse museu e o lugar é incrível, eu não queria mais sair! Na volta para o hostel, me perdi, não sei como, só eu consigo fazer essas coisas e o detalhe é que eu me perdi na rua do hostel rs já estava na rua certa e nem imaginava. Nesse momento, resolvi pedir ajuda para três adolescentes locais, duas moças e um moço. As moças comiam frutas e com o mesmo garfo que comiam, me davam frutas na boca e depois me deram também um caldo de cana. Os três me levaram até o hostel e só pude agradecer sorrindo e beijando as meninas no rosto e o moço eu agradeci só com um sorriso, pois não podemos dar a mão para os homens no Egito, somente se eles te derem a mão primeiro, isso é para mulheres, homens podem dar as mãos. É por essas e outras situações que vivenciei com os locais que digo que não tem como não gostar do povo egípcio. Em nenhum outro lugar que estive fui tão bem tratada. Chegando no hostel, me informaram que conseguiram a excursão para Israel por 160 dólares. Comprei minha passagem de ônibus para Dahab com o hostel por 90 LE. Para me levarem até a rodoviária de táxi, custou 20 LE. O ônibus saía as 22 horas e o percurso foi bem cansativo, pois os policiais pararam o ônibus por seis vezes para fazer revista e me pediam o passaporte e o ticket em cada parada. Sempre que eles falarem "tezkara", significa ticket e você deve apresentá-lo. Passaporte em árabe é "jawaz el safar". Caso alguém precise de material em árabe egípcio pode me escrever que eu mando por e-mail. Tenho materiais legais que podem ajudar bastante. Nenhum desses ônibus tem toalete, então aqui vai uma dica importante: não beba muita água. Eles fazem algumas paradas e você pode usar o toalete. Essas paradas são feitas em postos de gasolina e lanchonetes no geral, e, nesses lugares os snacks e bebidas são mais caros, por isso, comprei tudo no Cairo antes de entrar no ônibus. Na rodoviária as coisas também são mais caras. Passei a noite no ônibus, mas, particularmente não tenho nenhum problema com isso, pois durmo em qualquer lugar. Nesse ônibus também só tinham locais. Ainda sobre o dialeto deles, baixei um aplicativo para celular chamado Egyptian arabic dialect. Ele é em inglês, e tem a pronúncia das frases em árabe. Para evitar de se perder, vocês podem baixar também no celular o aplicativo google maps offline. 24/12/2015 - Dahab e Monte Sinai Cheguei em Dahab as 10:00 horas da manhã e lá estava o taxista para me levar até o hostel http://www.bishbishi.com/ A excursão para Jerusalém sairia à noite e eu queria subir o Monte Sinai e também falei com eles sobre conseguir uma excursão para Petra/Jordânia. Pelo fato de o tour para o Monte Sinai e Monastério de Santa Catarina ser privativo, me cobraram 80 dólares com as entradas incluídas, mas vi que não teria outro jeito, já que Dahab estava sem turistas, então não seria muito inteligente ficar esperando por um tour com outras pessoas, pois eu corria o sério risco de isso não acontecer e talvez eu não tivesse tempo para fazer. Apesar do receio de fazer esse tour sozinha, me fiz a seguinte pergunta: vou me arrepender se não for para esse lugar? Quando me dei conta de que a minha resposta era SIM e de que eu me arrependeria profundamente, resolvi enfrentar meus medos, depois disso percebi que era tudo besteira e coisa da minha cabeça, pois, embora eu tivesse entrado com um taxista em um carro sozinha e estivéssemos percorrendo todo um deserto onde não havia ninguém e sequer outros carros, haviam postos policiais e passamos por uns quatro postos, nos quais eu tinha que apresentar meu passaporte, ou seja, os policiais sabiam que eu havia passado por lá, e, se eu não voltasse, com certeza eles iriam atrás, ou, pelo menos eu prefiro pensar assim. Chegando no Monastério de Santa Catarina, fazia um frio terrível e eu não sabia disso. Logo, comprei uma luva muito feia por 30 LE, mas não tive outra opção. De novo um moço que trabalhava lá perguntou em árabe ao motorista do táxi se eu era egípcia, eu respondi em árabe que era brasileira, daí tive que cortar o papo. Na maioria das vezes, quando você fala alguma coisa no dialeto deles, eles não param mais de falar, daí eu cortava de forma sutil, é claro, senão não conseguia sair do lugar. Logo em seguida, me apresentaram o meu guia e ele disse que seriam 15 quilômetros de caminhada no total. Eu também não fazia ideia disso e não sabia nem se teriam banheiros no percurso, por isso preferi não levar água e nem meus snacks, deixei todos no táxi, mas lembrando que eu tinha me alimentado muito bem antes de ir para lá. Não façam a trilha sem antes se alimentar, pois vocês podem passar mal e o lugar é alto (2 285 m - 7 497 pés), a caminhada é longa, o terreno é todo irregular e na parte final do percurso tem uma escadaria com 750 degraus. Primeiro, visitamos o Monastério de Santa Catarina. O Mosteiro Ortodoxo da Transfiguração, em homenagem à transfiguração de Jesus, mais tarde chamado de Mosteiro de Santa Catarina, em honra à mártir cristã, foi construído no sopé do Monte Sinai, no Egipto, por ordem do imperador bizantino Justiniano I, entre os anos 527 e 565, à volta do local. É actualmente o mosteiro cristão mais antigo ainda em uso para a sua função inicial. A sua localização numa região desértica é característica da antiga tradição do ascetismo. Para a trilha, recomendo que usem calçados bem confortáveis. Eu levei minha bota especial para trilhas porque não escorrega e para falar a verdade, usei ela praticamente a viagem inteira, já que não machuca os pés. Caso não tenha uma bota de trilha e não queira comprar, o ideal seria levar um tênis, de preferência de cor preta ou escura, porque vai sujar muito, acreditem. Depois de muito caminhar, minha garganta estava seca, muito seca e o guia me ofereceu a água mineral do lugar. Não pensei duas vezes. Sabia que milhares de pessoas já tinham tomado água naquela caneca, e não sabia se ia passar mal ou não, mas tomei. Nesse mesmo local tinha um banheiro, mas não usei, mas imagino que não seja muito legal pela aparência do lugar. Demoramos em média duas horas para subir o Monte Sinai. No meio do caminho tem umas lojinhas dos beduínos para comprar água, chá e petiscos. O guia entrou em uma delas para conversar com o pessoal que trabalhava lá, todos eles se conhecem. Entrei com ele e ele e três caras conversavam em árabe. Fiquei um pouco preocupada, mas em nenhum momento falaram de mim, eram bem respeitosos. Depois de um longo caminho, enfim, chegamos ao topo. Há a opção de fazer o percurso de camelo, mas o camelo só vai até a parte da escadaria, então é necessário subir os 750 degraus a pé. Não vi um turista durante o percurso, a não ser eu. Para descer o Monte Sinai foi muito mais fácil e demorou uma hora e meia. O guia me perguntou qual era a minha profissão e eu respondi em inglês, ele não entendeu, daí respondi em árabe, só então ele se deu conta de que eu sabia um pouco do idioma. Nos lugares em que eu estive sozinha, especialmente nesse tour, eu fiz questão de falar em inglês, justamente para ouvir o que eles falavam entre eles, mas, no final, percebi que eles respeitavam e que apesar de eu ser uma mulher viajando sozinha, eles não me fariam mal algum. É por isso que para as mulheres eu recomendo que fiquem bem atentas a isso: por mais que a gente tente se juntar a grupos para disfarçar o fato de estarmos sozinhas, em algum momento isso não vai ser possível, e aí você vai ter a opção de ir ao lugar que você quer ir ou de desistir. Meu sexto sentido me dizia para ir. 25 e 26/12/2015 - Israel (Jerusalém e Belém) e Jordânia (Petra) Essa parte da viagem vou relatar em separado, já que se tratam de outros continentes. Passei meu natal no ônibus indo para Jerusalém. 27/12/2015 - Dahab - Blue Hole Voltando para Dahab, comprei um snorkel no Blue Hole por 30 LE. O detalhe é que eu não sabia nem como me vestir para ir à praia no Egito. Se o lugar estivesse cheio de turistas, tudo bem, mas esse não era o caso. Mandei mensagem para todas as pessoas que eu tinha conhecido no Egito perguntando sobre como eu deveria me vestir. Além disso, faziam 20 graus, não estava tão calor, mas ninguém me respondeu, só foram me responder depois que eu já tinha voltado da praia. O dono do hostel me disse que mais uma moça iria para o Blue Hole comigo, daí me animei mais. Quando comecei a conversar com ela, percebi que era egípcia, e ela pensava que eu era russa. Conversa vai, conversa vem, começamos a ensinar coisas uma para a outra, ela me ensinava frases novas em árabe e eu ensinava para ela frases em português. Ela era do Cairo, mas estava tirando férias em Dahab e viajava sozinha também. Depois de um tempo ela elogiou minha tatuagem e me mostrou a tatuagem no braço dela. A princípio pensei que fosse de henna ou algo do tipo. Eu imaginava os egípcios tão conservadores, daí olhei de novo e percebi que era de verdade. Nesse momento, fui bem sincera e disse que pensava que eles eram extremamente conservadores, que não pudessem ter tatuagem, que não namoravam, que só ficavam noivos sem nem conhecer a pessoa e já se casassem. Ela me contou que eles podem sim namorar e que ela até morou durante um tempo com o ex namorado dela. Como se não bastasse, ela me chamou para uma festa que teria no hotel em que ela estava hospedada e me perguntou se eu bebia Heineken e eu falei que sim e perguntei se precisava levar alguma coisa para a festa, ela respondeu que eu não precisava levar nada. Passamos o dia na praia, almoçamos por lá e fizemos snorkel no Blue Hole, que é lindo. Tínhamos a opção de alugar coletes salva vidas por 20 LE, mas optamos por ir na coragem mesmo. Falo isso, pois o Blue Hole é muito fundo. Se não souber nadar, opte por alugar o colete. No preço do tour estavam incluídas as máscaras de snorkel e os pés de pato. À noite já estava com a passagem comprada para o Cairo novamente, mas, dei uma passadinha no hotel da minha amiga egípcia. Não deu tempo de ficar na festa, mas tomamos uma Heineken, que para a minha surpresa tinha álcool.
  8. guiadeportugues

    O que precisa saber antes de fazer um cruzeiro pelo nilo

    Os barcos que fazem cruzeiros sempre ofrecem o regime de pensao completa , refeicoes incluidas sem bebidas , sao barcos grandes mas ao mesmo tempo nao sao iguais como os barcos que fazem cruzeiros no mediterraneo ou no caribe . sao de 4 andares cuase sempre , cuartos com banheiros privados exatamente como qualquer hotel , restaurante para as refeicoes e dois bares um ao ar livre no terraco do barco e o outro esta fechado .costumam ser de 50 camarotes ate 70 camarotes menos aquilos barcos que sao de super super luxo podem ter menos de 40 camarotes . A vantagem de cruzeiro que os barcos param no luxor o suficiente tempo para visitar os lugares mais importantes la e tambem param no asswao para conhecer o mais importante que esta nesta cidade , navegando no caminho os barcos param cuase sempre so duas vezes , no EDFU para conhecer o melhor tempo preservado no tudo egito , isso e o templo de HORUS no EDFU , no KOM OMBO tambem para conhecer o templo do crocodilo , chama-se o templo de SOBEK . cuando param os navios nestas duas cidades para conhecer estes dois templos so param para conhecer os templos , quer dizer nao ficam encostados la por um dia como no luxor ou asswao . Primeiro tem que saber o que vai precisar para poder fazer um cruzeiro . TEMPO como minimo 4 noites e 4 dias , tendo em conta que os cruzeiros começam desde luxor nos dias segunda-feira e sabado , tambem pode comecar desde asswao para luxor nos dias sexta-feira e cuarta-feira . MEIO DE TRANSPORTE PARA CHEGAR ATE O ALTO EGITO voo o melhor meio de transporte para chegar ate luxor ou asswao , sao dois voos , primeiro de ida por exemplo desde o cairo ate luxor se vai comecar o cruzeiro desde luxor ( tem que ser na segunda-feira ou sabado ) o Segundo voo sera de asswao ate o cairo de volta ( tem que ser na sexta-feira caso comeca segunda ou cuarta caso comeca sabado ) e se vai comecar o cruzeiro desde asswao entao a ida desde o cairo ate asswao sera sexta-feira ou cuarta e a volta de luxor para o cairo sera segunda caso comecou sexta ou sabado caso comecou cuarta . Os cruzeiros que comecam desde luxor sao cuase sempre de 4 noites e na verdade sao melhores porque ajudam para visitar e conhecer tudo que esta no luxor , asswao e aquilo que esta no caminho, mas os cruzeiros que comecam desde asswao cuase sempre demoram 3 noites , la tambem da para conhecer tudo mas relaxar menos na verdade . NOTA IMPORTANTE se vai reservar as passagens de voo pela internet , melhor que o voo de ida tanto a LUXOR ou ASSWAO seja de manha cedo ( entre 05:00 da manha ate 07:00 da manha ) ao mesmo tempo o voo de volta tanto desde luxor ou asswao para o cairo seja depois do meio dia ( o melhor entre 16:00 h e 19:00 h ) trem O Segundo melhor meio de transporte para chegar ate luxor ou asswao , custa menos , mas demora muito tempo mais , o trem desde cairo ate luxor deveria demorar 9 horas e desde cairo ate asswao deveria demorar 12 horas , issos sao os trens bonzinhos , e cuase sempre demoram mais deste tempo . O trem noturno e bom , parte sempre de noite para chegar a luxor ou asswao cedo , e mesma coisa desde luxor e asswao parte de noite para chegar ao cairo cedo , quer dizer se vai andar de trem vai passer uma noite no trem .alem de trem noturno que tem cabines com camas tem trens que tem cadeiras so . OS LUGARES QUE PODEM VER E VISITAR AO FAZER O CRUZEIRO :- Vale dos reis , templo da rainha hatshipsut , colossus de memnoun , templo de luxor e templo de karnak ( no luxor ) Templo de horus ( no edfu ) Templo de sobek ( no edfu ) Barragem alta de asswao , templo de isis , templo de abu simbel ( no asswao ).
  9. guiadeportugues

    Visto para o Egito

    visto de entrada para egito queridos turistas ultimamente ha muita gente q perguntou pelo negocio do visto. sera q posso tirar o visto no aeroporto na hora da chegada? fora do egito eu sei q um pouquinho complicado tirar o visto para entrar ao egito,vc precisa enviar o passaporte para a embaixada ou consulado, uma certidao de fevre amarela e outros tantos papeis. mas vcs nao precisam nada disso. porque e muito mais facil aqui no aeroporto de cairo,considerado como o aeroporto da capital e o mairo do pais. olha o que vai fazer exatamente cuando vc chega ao aeroporto simplesmente vai procurar um banco la dentro de aeroporto ha muitos e todos abertos 24 horas do dia,desde o banco vc vai comprar um selo ( vc simplesmente diga ao cara q esta no banco visa e ele vai entender todo) este selo custa 25 dolares americanos e para cada passaporte precisam um selo. seguidamente colar este selo numa pagina vazia do seu passaporte, logo vc tem q presentar o seu passaporte no controle dos passaportes ali o funcionario vai carimbar o seu passaporte,tendo o carimbo pronto acabou todo so falta pegar a sua mala e sair ...... boa viagem * tem q ter um passaporte de como minimo 6 meses de validacao. * este visto e valido para ficar no egito por 45 dias,demorar mais de 45 dias se paga uma multa na hora de sair no aeroporto tambem. e muito simples sem nada de penalizacao. *alguns lugares de entrada nao precisam visto como SHARM EL SHEIK,mas com uma condicao nao sair da peninsula do sinai,por exemplo vc entra ao egito atraves do aeroporto de sharm el sheik e quer visitar o cairo la vc paga visto. * no banco de onde vcs compram o selo do visto se pode trocar dinheiro, aqui no egito todos os bancos tem a mesma cotizacao. * os meninos q nao tem passaporte e estao registrados no passaporte de alguem dos pais nao pagam visto. * o unico lugar de entrada ao egito q tem formalidade bem chatas e rutinarias nas cuais a gente demora mais do q habitual e o porto terrestre de TABA vendo de israel. muito simples e um processo q demora como maximo 20 minutos mas e muito mais facil e ainda mais barato de tirar o visto no pais de origem.
  10. MauroBrandão

    Cairo - Perguntas e Respostas

    [info]Este tópico é para troca de informações. As informações inéditas serão aproveitadas e colocadas no tópico Egito - Guia de informações As perguntas e Repostas na medida que ficarem desatualizadas e duplas, as mais antigas serão substituidas pelas mais novas.[/info] Cairo Primeiramente: No site http://www.opengate.com.br/embegito" onclick="window.open(this.href);return false;, no item PEDIDO DE VISTO, em INFORMATIVO, você encontra todos os pontos turísticos do Egito e todas as informações que você possa imaginar tudo em Português visto etc. Eu tirei o visto por aqui mandei o passaporte e o valor do visto por sedex, é mais tranqüilo, você entra direto. Por isto só vou relatar, parte dos que o Cairo pode oferecer. Cheguei ao Cairo de avião Curitiba Frankfurt, Cairo. Peguei um táxi, já preparado para negociar o preço, de 20 USD consegui por 10 USD, mesmo assim fui aviltado, dividido em dois o preço ficou razoável. Do aeroporto até a cidade são 13 km Fiquei no Hotel SUN, Praça Midan Thair, 2 talat Karb Street, bem no centro, próximo ao Museu. Fiz reserva por este site, preço 10 USD por dia quarto privativo, em quarto mixed, sai por muito menos, é um Hotel simples, mas, da para dormir, os banheiros são relativamente limpos, o que assusta é o Hotel, fica num andar de um prédio antigo, o elevador é uma coisa, deve ter sido uns dos primeiros do mundo. O site do Hotel, informa que aceita cartão de crédito, pura mentira,somente em dinheiro. Com o mesmo motorista, já precavido, contratei para ir, pela manhã 08h00minh até, Giza, onde ficam as Pirâmides, e a Esfinge, Na região existem pelo menos umas 100 pirâmides pequenas. E apos ir até Saqquara a 32 km, ao Sul de Giza, onde fica a pirâmide de degraus a primeira grande construção de pedra realizada pela humanidade. E a Menphis onde sta a etátua de Ramsés. Um detalhe, na chegada, o motorista, nos levou primeiramente a um lugar onde alugam Camelos para visitar as Pirâmides, é furada o negócio é ir a pé, é uma boa andada, da umas 3 horas de passeio. Alias antes de ir para as Pirâmides ele parou numa loja que dizia ser Museu do Papiro, o atendente, poliglota, falava em Português, queria vender uns papiros, não compramos só assistimos a explanação dele como eles eram confeccionados, até que foi uma boa aula, ficou decepcionado tanto ele como o motorista que não levou o dele, mas ele mesmo tinha afirmado que era sua a obrigação dar as informações, mais tarde em Luxor acabei comprando na rua uns papiros falsos por cinco ponds, mas consciente. No retorno já era umas 15 horas, o motorista parou na frente de um restaurante típico com música na entrada e tudo, claro que ele leva comissão. Resolvemos almoçar, antes perguntamos o preço, inclusive do motorista. Em qualquer lugar têm que perguntar o preço e pedir para eles escreverem o valor, se não vem tudo com preço diferente, eles são muito espertos, e mesmo assim você sempre vai ser ludibriado. No outro dia, contratamos um outro motorista, ele nos levou até a cidade dos mortos, vale a pena, é realmente uma cidade, muito grande, com mausoléus enormes, mais parecem uma mesquita, nos pequenos, o povo invadiu e moram neles. Entramos numa destas tumbas, ainda preservadas, o motorista nos cobrou 20 pondes de cada um, claro que ele ficou com 20, mas valeu a pena, é um passeio que turista em grupo não conhece. Completando o passeio, passamos em algumas mesquitas. A mais bonita a mesquita Mohamed Ali, e a do Sultão Hasan. Estes dados eu tinha tirado do site da embaixada, o preço foi acertado por 60 Pound, deu umas cinco horas de passeio. No outro dia, reservamos para ir ao Museu do Egito, a entrada é 5,00 USD, da para ver o tesouro de Tutanknamun, e centenas de urnas, armas etc. No segundo andar para entrar na sala das múmias, tem que pagar mais 10,00 USD, mas vale a pena. Para se ter uma idéia de cotação 60 Pound é aproximado 10,00 USD. O povo é muito dócil, são simpáticos, adoram brasileiros, mas muito pobres, e com isto, eles são insistentes para vender, e negociam com insistência, mas muito menos, por exemplo, que os Baianos no Pelourinho. O preço que eles pedem você consegue por uns 60% a menos, é a média. A maioria é produto da china. Recomendo fazer o câmbio, já no Aeroporto, assim é mais fácil pagar as contas. Nas pirâmides não da para entrar com câmera ou filmadora, assim como no Museu. Contratamos o mesmo motorista para nos levar na madrugada para o aeroporto, com destino a Luxor, relato a parte, pagamos 8,00 USD. Não esquecer de levar adaptador com dois pinos redondos para recarregar a filmadora, câmera etc.
  11. Marcusjunioc

    Passagem aérea Egito 2017

    Gente pelo amor de Deus, no final de junho eu vou fazer um intercambio no Egito, vou ficar la um mês e meio, porem ainda não comprei a passagem aérea, mas desde o começo do mês que venho pesquisando, no começo de fevereiro a passagem mais barata estava R$2,150, hoje fui pesquisar de novo para as mesmas datas e a passagem mais barata q encontrei foi R$3,200, aumentou mais de mil reais em uma semana. já estou pensando em desistir pois vou comprar a passagem só em março e até la a passagem vai esta uns 5 mil. será que ainda tem chances de cair o preço ?? ou a tendencia é aumentar ?
  12. Marthon Luiz Garcia Livram

    Egito - 20 dias por este país incrível!

    Luxor – Egito INFORMAÇÕES DE: Setembro 2016. ROTEIRO PARA:2 dias. TIPO DE VIAGEM: Tour guiado pelo Egito – 20 dias – Parte I. HOSPEDAGEM: Cruzeiro no Nilo – Radamis II. SOBRE LUXOR. Luxor é uma cidade no sul do Egito, cujo nome significa “campo fortificado”. Luxor é também uma das principais cidades do pais, com uma população de aproximadamente 500 mil habitantes, e esta situada a 670 km de Cairo. Esta importante cidade cresceu a partir das ruínas de Tebas, capital do Império Novo (1550-1069 A.C). A sua riqueza arquitetônica e cultural, fazem desta cidade a mais monumental das que abrigam vestígios da antiga civilização egípcia, por isso, é conhecida como o maior museu ao ar livre do mundo. O Nilo separa Luxor em duas partes: na margem oriental encontramos os vestígios dos mais importantes templos consagrados aos deuses da mitologia egípcia, e a margem ocidental, dedicada aos mortos, localiza-se algumas das mais importantes necrópoles do antigo Egito, e onde foram feitos alguns dos achados arqueológicos mais significativos da antiga civilização, como o túmulo de Tutancâmon, descoberto em 1922 . Planejamento da viagem e Chegada ao Egito. Egito sempre foi o meu maior sonho de viagem, e eu vivia adiando por ouvir que não era a hora, que era perigoso, até que no começo do ano, por acaso eu vi uma postagem no facebook de um guia de viagens que falava português fluente. Lembrando dos perrengues que passei quando fui para Rússia, resolvi consultar este agente de viagens, e pedir ajuda para fazer o trajeto que queria, e ele com conhecimento, me apresentou um trajeto melhor do que eu esperava, e por não ser excursão (que odeio), pensei vou arriscar. Dei uma pesquisada sobre ele em sua página, vi que havia pessoas que o conhecia, que ele já havia atendido até o grupo sepultura, e fechei minha viagem dos sonhos com o Moisés. Loucura, né? Achei ele no face, depositei 35% do valor com antecedência e rezei para ele ser de verdade, e ele era, graças a Deus..rs. Planejei toda minha viagem com ele, que sempre foi muito solicito em tudo, atencioso e gentil, e pessoalmente ele como pessoa e seu trabalho não deixaram a desejar. Moisés faz todo tipo de viagem, no meu caso fiz um tour privado, só eu e uma amiga, mas ele faz excursões em grupos também, e seu tour é bem mais em conta que comprar em uma agencia aqui no Brasil. Comecei minha viagem dos sonhos saindo de Montes Claros as 6:00h com destino a São Paulo, de onde eu partiria para o Egito 1:00 am. Felizmente não tive que esperar este tempo todo a conexão, passei a tarde em São Paulo com amigos e parentes, e depois fui direto para o Aeroporto de Guarulhos. Voei pela Ethiopian Airlines, e foi a primeira vez por esta empresa. Foi um voo não muito tranqüilo, tinha muita criança e foi um choreiro só, mas a empresa em si é boa, e teve alimentações bem gostosa (Na ida). Eles também tiveram o cuidado de na compra da passagem identificar restrições alimentares, o que pra mim, que tenho um pouco de intolerância a lactose foi um grande diferencial. O voo faz uma parada depois de 7 horas de voo em Lomé (Capital de Togo, já na África), onde abastece e pega mais passageiros, depois voa por mais 5 horas até Addis Ababa, capital da Ethiopia, onde trocamos de aeronave e são mais 3 horas até Cairo. Foram umas 17 – 18 horas de viagem até chegar em Cairo, cheguei em torno de 1h30min am, o fuso horário em Cairo nesta época do ano são de 5 horas a mais em relação ao Brasil. Quando cheguei no aeroporto de Cairo, corri para o banheiro, e adivinha a primeira coisa que me aconteceu, me pediram gorjeta. Na hora mesmo já percebi que tudo que li na internet sobre as “propinas” era a mais pura verdade, e ao longo dos relatos vou descrevendo as várias situações que encontrei. Chegando na saída já fui recebido pelo agente enviado pelo Moisés, meu guia, que foi me ajudar a tirar o visto, encontrei também minha grande parceira de viagens Luana. Quando damos entrada no país, não passamos por guichês, e no próprio corredor preenchemos o papel de entrada e somos abordados pelos agentes que nos fazem as perguntas de sempre: Onde vamos? De onde somos? Onde vamos ficar? O que estamos fazendo aqui? etc… Este agente enviado por Moisés me ajudou nesta entrevista, e depois foi comprar meu visto. Paguei $ 35 Dólares no visto. Não há necessidade nenhuma de tirar visto com antecedência para ir para o Egito, mas como as coisas sempre mudam é sempre bom pesquisar. Como iríamos de Cairo diretamente para Luxor, tivemos que esperar até as 6h00min am para pegar nosso voo, e este agente enviado acabou que foi útil para ganharmos tempo procurando a EgyptAir, e também acabamos trocando com ele $100 dólares a um câmbio de $1 -> 9 Libras Egípcias (L.E), um pouco melhor que o oficial, que era 8.8, e descobrimos isso só depois, na hora que trocamos ficamos apreensivos, e por isso mesmo trocamos só $100. ROTEIROS Dia 01: Luxor. O voo partindo de Cairo tem duração de 55 min, e as 7:00 h chegamos em Luxor, onde fomos recebido por outro Mohamed, de apelido Samura (Quase todo mundo no Egito chama-se Mohamed…rs), um guia excelente, simpático e que entende muito de história do Egito. Foto: Chegando em Luxor é possível observar o contraste do deserto do Saara e a vida surgindo próximo as águas do Nilo. Ainda bem cansados da viagem e “fedidos”…rs, fomos direto conhecer o Templo de Karnak, o maior do mundo, com construções pertencentes a 13 reis diferentes desde o século 19 A.C. Sobre o Templo de Karnak (Valor da Entrada: $ 80 L.E). Karnak, é o principal templo destinado ao Deus Amon-Rá, sendo um enorme complexo de santuários, resultado de mais de 2 mil anos de construções, onde cada rei que assumia construía mais uma parte. Este templo também foi por séculos o principal local de culto aos deuses de Tebas (antiga Luxor). O Templo é balizado por uma série de pátios e pilares, a sala hipostila possui uma verdadeira floresta de 134 colossais colunas em forma de enormes papiros com 21 m de altura e 4 m de diâmetro. Numerosos edifícios secundários completam o grande templo de Amon-Ra, como: capelas de Osíris, templo de Ptah, templo de Opeth etc… Na minha cabeça, para ir a um templo deste eu ia sair da cidade, mas para a surpresa não, ele estava praticamente no meio dela. O acesso de carros a estas áreas são restritos e já de cara, observamos que o nosso guia nos identificou como turistas brasileiros, e isso aconteceu na maioria dos templos, e é bom ver que estão cuidando da segurança destes lugares tão especiais. Quando chegamos ao templo, a primeira coisa que fomos entender foi a sua estrutura através de uma maquete, e depois de uma incrível aula do Samura fomos , conhecê-lo. Na entrada do Templo, com as várias estátuas de cabeça de carneiro eu já estava feliz e tirando várias fotos, até que entrei na sala com colunas gigantes em formatos de papiro e não conseguia parar de pensar, como aquilo devia ser lindo na época, e entendi o por que lá era o maior templo do Egito. Tudo simplesmente fantástico. Sobre o Tempo de Luxor (Valor da Entrada: $ 60 L.E). Ainda encantados com a grandiosidade de tudo que vimos, fomos direto para o Templo de Luxor, bem próximo ao de Karnak, a aproximadamente uns 3 km. O Templo de Luxor foi iniciado na época de Amenófis III e aumentado mais tarde por Ramsés II. Este templo é o único monumento do mundo que contém em si mesmo documentos das épocas faraônica, greco-romana, copta e islâmica, com nichos e frescos coptas e até uma Mesquita (Abu al-Haggag). Assim como Karnak, este templo era dedicado Amón e sua esposa. No século II, o templo foi ocupado pelos romanos, e depois foi sendo abandonado gradualmente. O templo foi coberto pelas areias do deserto, até que em 1881 o arqueólogo Gaston Masperore o descobriu . Para iniciar a escavação a vila que entretanto tinha crescido perto do templo teve de ser retirada, apenas permanecendo uma mesquita, construída pelos árabes. Após esta manhã incrível de muita história fomos para o nosso barco fazer o check in. Recebemos um suco de Karkade (Hibisco), muito bom, que é a bebida de boas vindas no Egito, e até que enfim pude tomar um banho e me esbaldar no excelente almoço do barco, além de dormir até o horário da janta, e nos preparar para madrugar no próximo dia. Dia 03: Luxor. Acordamos as 3:00 a.m para o ver o sol nascer em um balão. Quando fechei minha viagem este voo estava incluso, mas para quem for sozinho este voo custa $ 110 dólares. Saímos do barco com nosso café da manhã pronto (preparam um lanche para levarmos se solicitar), e fomos para o ponto de encontro. Para chegar até lá vamos de carro até um barco, de onde atravessamos o Nilo para outra margem. Na outra margem, mesmo a esta hora já tinha algumas crianças pedindo gorjeta, acabei dando parte do meu café para elas. Como chegamos bem cedo vemos toda a preparação dos balões, e para mim era novidade, tirei muita foto e filmei muito. Tudo pronto subimos, e vamos sobrevoando o vale dos reis, o templo da rainha Hatshepsut e colossos de Memmón, até surgir como uma bola de fogo o Sol, e proporcionar um nascer muito especial para ser lembrado para sempre. O voo de balão dura em torno de 50 min, e é muito quente, fiquei até meio “pururucado”…rs, este é o único desconforto, ainda mais por estar no Egito, mas vale o calorzão. Terminado o passeio fomos direto para os Colossos de Mêmnon, um passeio rápido com mais explicações de história . Os colosssos são duas estátuas gigantescas do faraó Amenófis III. Estas duas estátuas eram entendidas como guardiãs do templo funerário do faráo. O templo tinha cerca de 385 000 metros, sendo um dos maiores da Antiguidade, mas foi completamente destruído devido às inundações do Nilo e à extração de materiais. Logo depois seguimos para o vale dos reis, o lugar onde eram sepultados os faraós. Sobre o vale dos Reis: ( Valor de $ 100 L.E) No vale do rei estão 62 tumbas descobertas, sendo que o ingresso da direito a entrada em três tumbas, e a mais famosa a de Tutancâmon temos que pagar a parte mais $100 L.E ( aprox. R$ 40 reais). Não ficam abertas as 62 tumbas para visitação, elas se revezam no intuito de preservá-las. Quando entramos no vale dos reis, vemos uma maquete interessante que nos explica, como é o complexo, e depois deste ponto, nada mais de fotos. As três tumbas que visitei foram: Horemseb, Merenptah e Ramsés IV. Estas tumbas tem amplo corredores, com as paredes todas pintadas contando a história dos faraós, até chegar ao local onde ficavam os sarcófagos, em nenhuma delas há tesouros ou múmias, somente as pinturas bem preservadas. Antigamente os faraós eram enterrados com toda sua riqueza e com tudo o que pudessem utilizar na sua vida após a morte, por isso muita destas tumbas foram saqueadas. Os guias são proibidos de entrar junto nas tumbas, e na entrada de todas elas, ainda mais que estavam vazias quando fui, somos perseguidos pelos guardiões, que não param de nos seguir querendo gorjetas. Tentamos até não dar muita atenção a suas explicações para não ter que pagar, mas não tem jeito, na hora de sair te abordam e querem um “dinheirinho”, e reclamam se der coisa pouca. Eu optei por entrar na tumba de Tutamkamon e não me arrependi, pois foi muito interessante vê-lo ainda bem preservado, seus pés com dedos compridos, suas mãos, dentes, dá pra observar cada detalhe, e no dia que fui estava só eu e ele. Pena que não tirei fotos. Após a visita, passamos por uma loja de suvenir feitos com pedras, na tentativa de que gastássemos nosso dinheiro, mas começo de viagem ninguém quer carregar peso na mala, tudo muito lindo, mas foi só pra ver mesmo e Logo depois fomos já para o belo Templo de Hatshepsut, a única mulher faraó que governou o país. Sobre o Tempo de Hatshepsut: (Valor da Entrada: $ 50 L.E). O Templo de Hatshepsut, é um dos mais belos do antigo Egito. Foi construído por ordem da rainha-faraó Hatshepsut para ser seu templo funerário. Hatshepsut foi uma das mulheres mais poderosas da antiguidade, mais poderosa do que Cleópatra e Nefertiti. Voltamos para o barco para descansar e partir com destino a Edfu, onde continuo o relato. Roteiro da viagem: Próxima parada: Edfu. NOTAS: 1- Luxor é uma cidade que vive muito do turismo, e assim como todo o Egito, hoje esta com o turismo em baixo, com ótimos preços. 2- No Egito te pedem gorjeta para tudo. Fujam das pessoas que te seguem, e ande sempre com trocado. 3- Luxor não parece ser uma cidade com muitos atrativos, penso que a melhor maneira de conhecê-la é desde mesmo modo, fazendo o Cruzeiro no Nilo. Post e demais histórias: http://queromochilar.com.br/egito/luxor-egito/
  13. JacquelineCarlile

    Mulher no Egito sozinha, é realmente perigoso?

    Tenho muita vontade de conhecer o Egito, mas tenho lido informações contraditórias a respeito dos perigos para uma mulher sozinha. Li fatos incovenientes inclusive para mulheres acompanhadas de namorado/ marido. O que têm a me dizer? Não quero ir com pacotes também, porque pelo que vi são muito caros. Vi uma entrevista de uma mulher que foi sozinha e achou tudo lindo e maravilhoso, mas gastou 10 mil reais!! Não tenho condições de gastar nem metade disso!
  14. deniscaroll

    Alexandria - Perguntas e Respostas

    ALGUÉM TEM INFORMAÇÕES SOBRE ALEXANDRIA ( EGITO ) DIZEM QUE É MAGNIFICO E QUE N0 FUNDO DO MAR Q BANHA, EXISTEM PEDAÇOS DE MONUMENTOS EGÍPCIOS, SEI QUE ATÉ HOJE ELES ENCONTRAM UMA PARTE DE ALGUMA COISA LA....BOM SE ALGUÉM PUDER AJUDAR....
  15. joaooliveiraramos

    Viagem de 7 dias no Egito

    Amigos(as) mochileiros Estou planejando minha viagem para o Egito e ficarei sete dias em Setembro/14 e tudo que puderem me dar de dicas eu agradeço, pois irei sozinho. Eu quero ir nas pirâmides, rio Nilo, Alexandria, mesquitas. Sei que não da tempo de fazer muita coisa, mas se puderem me dar alguma sugestão quem já fez isso, eu agradeço. Para ir até Alexandria, vi uma passagem aérea pela cia Egyptair e achei barato, porem não gostaria de fazer tudo de avião, gostaria de ônibus, trem, alguma coisa que pudesse apreciar melhor os lugares mas não estou conseguindo localizar pela internet. No Cairo estou querendo ficar no Meramees Hoste, pelo li na internet que tem muitos brasileiros nesse hostel, se alguém puder dar uma opinião sobre esse ou outro, aceito indicação. abraços e aguardo João Ramos
  16. Salve, galera! Segue minha primeira contribuição ao grupo, o relato completo de um mochilão que fiz em 19 dias no mês de abril desse ano, entre os Emirados Árabes, Egito e Sri Lanka. Preparativos A ideia de se fazer essa viagem surgiu através de alguns e-mails trocados no começo do ano com um velho colega de faculdade, Paulo Faria, que não via há anos, acerca de uma promoção de passagens aéreas anunciada no site Melhores Destinos. Após a definição do roteiro, cada um buscou o maior número de informações possíveis sobre os locais. Encomendei pelo eBay alguns acessórios para a viagem e preparei o mochilão, deixando-o do jeito mais compacto e leve possível, já que seriam 3 semanas carregando o mesmo para todos os lados. Por motivo de segurança acabei não levando um smartphone ou minha câmera ultra zoom, o que fez com que me arrependesse um pouco, mas pra compensar levei um guia muito bom, da série Rough Guides, e uma câmera compacta à prova d’água, a GoPro Hero 3. Além disso, levei uma lanterna à prova d’água, carregador universal, tocador de mp3 e relógio. Quanto ao vestuário, coloquei um conjunto de jaqueta e calça de tecido leve, chapéu, uns 5 a 7 pares de meias e cuecas, chinelo, 2 pares de tênis para trilha, 1 bermuda de algodão e 3 de tactel, 1 camiseta para sair, outra com Brasil estampado, 3 camisetas leves (tipo Dry-fit) e o kit de mergulho (snorkel, máscara e nadadeiras). Pela parte de higiene, levei escova, pasta de dente, protetor solar, desodorante, xampu, sabonete e até um filtro de água, tudo em suas versões mini e portáteis. Terminei de preencher a mochila com barras de cereal, frutas e documentos. Com tudo pronto, parti de Florianópolis por volta das 22h do dia 30/03/2013 em direção ao Rio de Janeiro, onde pegaria o voo para Dubai algumas horas depois, se não fosse por um pequeno grande imprevisto. A TAM simplesmente esqueceu minha mochila na esteira de bagagem em Floripa! Não haviam me deixado embarcar com ela por exceder em 2 kg o limite, e por isso fiquei a ver navios, digo, aviões, no aeroporto Galeão do Rio de Janeiro. Como esse voo de Floripa era o último da noite, somente na manhã seguinte minha mochila chegaria, após o único voo diário da Emirates até Dubai, o que me fez perdê-lo. Com isso tive que pagar uma multa e remarcá-lo para somente 24 h depois. Encontrei com meu companheiro de viagem no aeroporto para dar a triste notícia e depois parti até a casa de algum amigo que pudesse me receber em cima da hora. 1° dia Como eu tinha um dia inteiro pela frente, fui ao Parque Quinta da Boa Vista, onde aproveitei para conhecer o Museu Nacional. Tinha algumas exposições legais lá, como a Antártica, mas nada de extraordinário. Voltei cedo ao aeroporto e tive a primeira notícia boa da viagem, descobri que poderia ficar na sala VIP da Gol. Fiquei lá enchendo a pança enquanto aguardava o voo tardio. 2° dia Finalmente embarquei no enorme avião da Emirates, empolgado até com o vídeo de briefing da empresa, que se tornaria uma chatice nos outros 5 voos que eu ainda faria com essa companhia durante minha viagem. Tive a sorte de ter 3 assentos só para mim, o que não teria conseguido se tivesse voado no dia anterior. Passei as mais de 14 h me revezando entre as boas refeições, os diversos filmes, incluindo lançamentos, e o sono, até chegar ao imponente aeroporto de Dubai. A primeira coisa que se nota é a quantidade de mulheres cobertas da cabeça aos pés. Passei pela alfândega e na saída do aeroporto tive o prazer de encontrar outro colega que não via há tempos também, o agora comissário de bordo da Emirates Luiz Flores, que esperava uma pessoa que estava no mesmo voo que eu. Aproveitei e peguei uma carona com ele até o albergue, pois já estava entrando na madrugada, não tinha transporte público naquela hora e os táxis não eram muito em conta, apesar de o país ser um dos maiores produtores de petróleo. Me encontrei com o amigo no albergue em que ficamos durante toda a estadia nos Emirados, o Dubai Youth Hostel, que acredito que seja a única hospedagem desse tipo no emirado. Assim como no resto da cidade, havia no saguão a imagem do grande líder, um “ditador do bem”. 3° dia O dia começou cedo, fato que se repetiria pelo resto da viagem, a fim de aproveitá-la ao máximo. Pegamos o metrô aéreo, que propicia uma bela visão do emirado, e paramos no Dubai Mall, o maior shopping center do mundo. Dentro dele visitamos o famoso aquário, que se divide em diversos tanques e um principal, por onde se passa por dentro. Em seguida, foi a vez do mixuruca city tour. Por uns poucos trocados subimos num ônibus de 2 andares e demos uma pequena volta pelo centro da cidade, onde tudo que é verde, à exceção das palmeiras e algumas gramíneas, é irrigado. Voltamos ao shopping para almoçar em um fast food de comida tailandesa, que o meu parceiro suspeita que tenha sido o que causou o mal estar nele nos dias seguintes. À tarde demos uma volta pela cidade, reparando nos majestosos prédios que a cercavam, inclusive na estação de metrô, que assim como a maioria das construções é totalmente climatizado, o que é bastante útil para dar um tempo no calor que impera na cidade. Passamos pelo hotel 7 estrelas Burj Al-Arab e por uma das praias urbanas, que incluiu na visão um grupo de mulheres cobertas. Até na praia elas se vestem assim. Outro fato interessante é que existem praias só para mulheres, meu amigo quase foi multado/preso por entrar em uma por engano. Pra terminar o dia, após ver alguns símbolos de nossa terra em Dubai, como um outdoor com o Neymar e um mercado com guaraná Antarctica, fomos ao complexo formado com o shopping anteriormente mencionado, mais um hotel de luxo e o maior prédio do mundo, o Burj Khalifa, de 828 m! Lá de baixo observamos um imponente show nas águas, que ocorria periodicamente, e que não há como mostrar sua grandeza apenas com fotos. Foi o local com maior concentração de pessoas que vi na viagem toda. 4° dia Na manhã seguinte meu amigo que morava em Dubai veio nos buscar no albergue para uma visita ao emirado vizinho de Abu Dhabi. Em um papo com ele pelo caminho, descobrimos o porquê de não termos encontrado nenhum lugar pra vender bebida. Já imaginávamos que por ser um país islâmico, haveria uma certa restrição, mas não que você tem que ter uma carteirinha especial emitida pela polícia para poder comprar e beber. Mas enfim, depois de uma hora e tanto de estrada, observando como fora do emirado tudo era um grande deserto, chegamos em Abu Dhabi. Fomos até a grande mesquista Sheikh Zayed, a principal do país, que atrai muitos visitantes de todo o mundo. De longe é notável seu tamanho e sua arquitetura. Por dentro ela também impressiona com sua decoração. Seguimos pelo centro, onde observamos outros prédios modernos curvados, contrastando com palácios clássicos. A marina que há em volta dá um toque especial ao emirado. Depois de comer em um shopping center, andamos mais um pouco, passamos por um parque natural que tinha flamingos e voltamos pra Dubai, mas não sem antes ver a cena cômica de um lava-rápido em que as máquinas eram um bando de orientais. Queria ter chegado perto da Yas Island, onde fica a pista de fórmula 1 e o parque da Ferrari, mas só foi possível ver de longe. 5° dia Esse dia começou antes do pôr-do-sol, pois iríamos vê-lo do topo do Burj Khalifa. O ingresso, mesmo comprado antecipadamente, era um tanto salgado, mas valeu a vista incrível de toda Dubai lá de cima. Após contemplar o visual por um tempo pegamos o metrô até um suposto parque que havia nos limites da cidade. Nessa hora, como meu amigo estava meio abalado da infecção intestinal que pegou uns dias antes, nos separamos. Como havia comprado um passe de metrô ilimitado para o dia, fui explorar a cidade, descendo em quase todas as estações e caminhando quilômetros e mais quilômetros, num dia quente e ensolarado. Passei primeiro pela zona residencial, um pouco modesta, perto dos prédios luxuosos em volta. Em seguida parei na marina, bem agradável por sinal. Se tivesse mais tempo, com certeza voltaria ali no fim da tarde para dar uma corrida ou ficar de bobeira num dos bares/restaurantes. Algumas estações adiante, parei no rio que corta a cidade, cruzando-o a pé de um lado a outro. Nesse meio tempo, tive o desprazer de descobrir que para o povo da região, moderadamente apimentado significa ter que tomar 1 l de líquido para conseguir comer apenas um sanduíche. Fica a dica. Depois fui atrás dos souks (mercados tradicionais que se dividem em souk dos ouros, dos temperos, dos peixes e dos tecidos) e da vila histórica, que emula a arquitetura e modo de vida dos árabes antes do petróleo ser descoberto. Era bem simples, mas como ficava no caminho até os souks, vale uma olhada breve, já que não se paga nada para entrar. Quanto aos souks, não tive tanta sorte quanto meu amigo, encontrei somente um deles e comprei pequenos souvenires, enquanto o Paulo comprou especiarias e um traje típico completo. Dali em diante não tirou mais o pano da cabeça, e passou a ser reconhecido pelos habitantes como Yasser Arafat. 6° dia Na manhã seguimos para a capital do Egito. Ao desembarcar no aeroporto do Cairo compramos o visto (nenhum requisito precisava ser cumprido além do dinheiro do mesmo). Assim que botamos os pés para fora, aconteceu o fato mais comum que enfrentamos no país todo, e que de certo modo estragou a viagem: toda pessoa que nos via na rua abordava a gente querendo oferecer algum serviço ou vender algum produto, que quase sempre eram os mesmos, e conforme recusávamos, passavam para o seguinte: chás/especiarias/essências, artesanato, drogas ilícitas (haxixe principalmente) e mulheres de vida fácil. Forcei-me a aprender algumas palavras e frases em árabe para me ajudar a livrar desses malas. Aceitamos um táxi que nos deixou próximo a nosso albergue, já ao anoitecer. Levamos algum tempo para localizá-lo, ele ficava em um beco há algumas quadras da famosa praça Tahir. Caminhamos um pouco, até que um vendedor nos abordou e levou para sua loja. Como ainda não conhecíamos o golpe, fomos até o final, acabando por comprar essências de perfume e papiros. Até que os papiros foram uma boa compra, considerando os outros que vimos depois. 7° dia Logo pela manhã começamos o passeio que havíamos fechado com o albergue: um motorista/guia nos levaria até alguns locais pré-estabelecidos. Após perceber que o trânsito de Cairo era mais caótico do que qualquer lugar de nosso país e a poluição também, passamos por volta da citadela, um antigo forte, e paramos para uma foto no grande Rio Nilo. Em seguida, fizemos o tradicional passeio de camelo entre as Pirâmides de Gizé. O turismo anda tão em baixa no país por causa dos protestos que nem nas pirâmides havia turistas! Apenas nós e um casal nos aventurávamos pelas areias durante aquela manhã. Como não havia “veículos” suficientes, nos revezamos entre um camelo, um cavalo e um jegue. A única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda existente impressiona ao se chegar aos pés de seus atuais cerca de 140 m, o maior prédio da humanidade durante milênios. Teorias da conspiração à parte, se o descaso dos egípcios continuar, não vai durar muitos séculos a mais, afinal, pudemos subir as pirâmides menores incentivados pelo guia. A proximidade com a cidade também não ajuda. Nossa próxima parada foi Saqqara, uma necrópole onde havia uma pirâmide e um sítio arqueológico expressivo, mas um tanto abandonado; havia várias placas com hieróglifos jogadas pelo chão. Paramos para comer uma refeição deliciosa ali perto e depois fiquei descansando enquanto meu amigo visitava outro local em Memphis, que abrigava uma estátua retirada de outro templo. Após retornar e dar outra volta pelo centro de Cairo para encomendar umas esfihas deliciosas, fomos à estação de trem para viajar a Luxor, antiga capital do império egípcio que era conhecida como Tebas. A estação dava certo medo, mas logo encontramos um grupo de turistas e nos unimos a eles. O vagão de dormir até que era confortável, e a refeição mais do que suficiente. Como ainda comi boa parte da janta do meu amigo, fui dormir estufado. 8° dia Ao amanhecer o trem chegou ao destino final. Dessa vez ficamos em um hotel, pois o preço era similar, e pelo que me recordo não havia albergues lá. Sentimos logo o impacto da umidade relativa quase nula. Os poucos dias que ficamos ali foram suficientes pra deixar meus lábios rachados pelo resto da viagem. Embarcamos em uma excursão rumo ao Vale dos Reis, escondido entre as montanhas. Lá, na parte principal onde ficavam as tumbas dos faraós, como não se podia tirar fotos, ficamos apenas admirando as paredes, após uma explicação breve do significado dos símbolos e da história do local. Na saída, vendedores tentavam desfazer-se desesperadamente de pequenas esculturas de baixa qualidade. Depois de recusar diversas vezes, chegamos a um preço tão absurdamente baixo que fui obrigado a comprar alguns. Os que não quebraram na viagem de volta, estão servindo como peso de papel. Depois, entramos no templo da rainha Hatshepsut, onde houve um atentado em 1997 que destruiu parte do mesmo e matou 62 pessoas. A seguir, nos levaram a um lugar onde faziam esculturas superfaturadas. Não deu certo a ideia, pois ninguém da excursão levou alguma coisa. Como tenho uma coleção geológica, dei umas moedas pra levar uns pedaços de alabastro, do qual se faziam as estátuas. Mais adiante, paramos no templo mortuário de Ramsés III. Um detalhe legal desse templo é a preservação da coloração nas paredes e tetos, e a “tridimensionalização” das imagens. Finalmente, passamos por umas estátuas gigantes, os colossos de Mêmnon, nos despedimos do grupo e voltamos a Luxor, onde continuamos o passeio em outro templo. Mais uma pseudo-guia nos acompanhou no grande Templo de Karnak, um grande terraço preenchido com obeliscos, pilares, as mais variadas estátuas, murais e até pichações do século 19. À noite fica mais belo, com as luzes apontadas para os pontos relevantes. Em seguida, observamos o sol se por à beira do Rio Nilo, por detrás das montanhas que seguem até o Vale dos Reis, não sem antes sermos importunados inúmeras vezes por cocheiros que queriam a todo custo nos dar uma carona para algum lugar. Caminhamos então até o mercado de rua, que vendia os mais variados artigos de vestuário, artesanato e alimentação. Como a viagem ainda seria longa e não queria carregar muito peso, apenas comprei um açafrão bem vagabundo e chá de hibisco. 9° dia O dia seguinte começou com o frustrante passeio à Ilha das Bananeiras, uma ilha fluvial do Rio Nilo. A despeito de alguns pássaros, não vimos nada diferente lá, é um típico passeio pra quem mora em regiões temperadas fazer, então nem vale falar a respeito dele. Terminamos com uma volta no museu de Luxor, que possuía alguns artefatos interessantes que ainda não tínhamos visto. No fim do dia pegamos o avião para Sharm El-Sheikh, uma Cancun islâmica que fica na península do Sinai, e que considero ter sido a melhor parte da viagem. 10° dia Logo ficamos impressionados com a diferença desse Egito para o outro, na questão de limpeza e organização, embora ainda tivesse muitos vendedores irritantes. Ficamos em um hotel melhorzinho dessa vez, junto a outros tantos que cobriam uma praia inteira, lotada de europeus. O detalhe fundamental é que, assim como no resto do Mar Vermelho, a água era claríssima, e possuía uma biodiversidade impressionante. Caímos na água, mas para nossa surpresa, a água era bem mais fria do que a temperatura do ar! Quando voltar q essa região, com certeza levarei uma roupa de neoprene, para poder estender o tempo submerso e realizar o mergulho noturno. Em apenas uma centena de metros, vi mais espécies do que em qualquer outro mergulho que já tenha feito antes. Contei dezenas de espécies de peixes, desde os ameaçadores leão, moréia e arraia, até os inofensivos trombeta, papagaio e mariquita. Os corais foram um show à parte, com outra dezenas das mais varias formas e cores, e pra complementar ainda, ouriços, estrelas-serpente, águas-vivas, quítons, siris, ostras, pepinos-do-mar e algas. Um olhar mais cauteloso com certeza revelaria outras tantas espécies. Segue o vídeo que fiz: 11° dia Alugamos um carro e rumamos ao Parque Nacional Marinho Ras Mohammed. Na saída da cidade havia um controle de fronteira, pois a região montanhosa fora da cidade é um tanto perigosa; alguns dias antes de começarmos nossa viagem, alguns turistas haviam sido sequestrados por beduínos! Com um certo receio, chegamos ao parque cerca de meia hora depois. Dentro dele, uma paisagem mais bonita do que a outra, desde a entrada do parque. De um semi-deserto com arbustos esparsos e morros, costas arenosas recortadas, planícies de inundação, manguezais, salares, lagos subterrâneos, jardins subaquáticos, até os incríveis recifes de coral. Por sorte, quando chegamos a uma das praias, uma legítima (excetuando o papel alumínio que a cobria) refeição beduína estava sendo servida. Apesar de ter que sentar no chão e comer com as mãos, foi uma das melhores que tivemos. Uma bela raposa do deserto nos aguardava no morro adiante, ávida por um pedaço de carne. Seguindo o caminho, subimos o morro até um mirante, que mostra nitidamente a divisão entre, terra, recife e mar. Descemos até essa região dos recifes de coral, que é um dos melhores pontos de mergulho do mundo. No começo, apenas uma cobertura de algas e alguns blocos de coral esparsos, mas à medida que nos aproximávamos mais da borda do recife com o mar, o número de espécies crescia exponencialmente, até que quando chegamos lá, tivemos a visão do paraíso. A diversidade de espécies era ainda maior do que havíamos visto próximo ao hotel! Há um queda brusca dos cerca de 2 m de profundidade da zona anterior, para uma fenda vertical de até 800 m! Por esse e outros motivos, é preciso de um curso avançado para mergulhar lá com cilindro. Mas apenas no fôlego, deu para ter um gostinho especial do local, que me faz querer voltar lá um dia. Uma imagem não é suficiente para expressar toda beleza, nem o pouco tempo que ficamos, mas tentei através do vídeo: Para encerrar, conhecemos a vida noturna da cidade, que deixa a desejar. Bares onde pessoas fumavam narguilé, baladas vazias, outros bares com danças árabes, mas a única dança do ventre presenciada era com, pasmem, homens! Apenas entramos no conceituado Hard Rock Café, onde fomos mal atendidos. 12° dia A partir daqui, segui viagem solo. Paulo ficou mais um dia e depois voltou ao Cairo, onde passaria outros dias. Perdi o dia entre voos e aeroportos mal sinalizados, mas com isso aproveitei para devorar o guia de Sri Lanka que havia levado. 13°dia Ao chegar à Colombo, capital do Sri Lanka, minha primeira impressão desse pequeno país que já foi colônia portuguesa, holandesa e inglesa, não foi das melhores. O clima, tão quente quanto o do Egito e Emirados Árabes, porém muito mais úmido, me fazia suar sem parar. Havia golpistas por todos os lados tentando sugar meu dinheiro. Apesar disso, rodei para lá e para cá no meio de transporte mais comum do país, o tuk-tuk, triciclo motorizado com carcaça de um carro minúsculo. Passei por parques, construções históricas, museus, templos budistas e hinduístas (islamismo e cristianismo completam as religiões principais do país), mas nada que eu não tenha visto posteriormente nas outras cidades. O PIB baixíssimo do país, evidente ao se passar pela periferia, ao menos propiciava um turismo bem mais barato do que nos destinos mais visitados. Na estação de trem conheci um morador local, Amalka, que me auxiliou e acompanhou na viagem costeira do trem, que em algumas horas chegaria a Hikkaduwa. Aos poucos a má impressão do país foi sendo desfeita. Ao anoitecer cheguei à hospedagem caseira em que passaria as duas próximas noites. O dono era um idoso simpático e culto, conversamos por um bom tempo, o problema é que sua ausência de dentes e forte sotaque complicavam em muito a compreensão. 14° dia Fui à praia, onde fica atualmente o Hikkaduwa National Park, uma tentativa de proteger o recife de coral que já está bastante devastado. Como a maré estava forte e o mar muito turvo, fiquei apenas na parte mais rasa, mas foi o suficiente para nadar junto a duas tartarugas-marinhas, conforme o vídeo que fiz: As tartarugas estavam com anéis de marcação e seus ninhos em terra estavam cercados, o que leva a crer que há um programa no local semelhante ao projeto Tamar. Voltei a casa para provar um almoço típico, com muito arroz, curry e, lógico, pimenta. Depois fui ao mercado para comprar algo típico, entre outras coisas o chá, já que os famosos chás Lipton são produzidos lá. Em seguida descansei um pouco na praia. À noite, descobri que era véspera do ano novo sinhalês, a principal etnia do Sri Lanka. Isso explicava a movimentação nas vendas de bebida à tarde, onde o povo corria atrás da bebida típica, o arrack, que lembra um uísque barato. Além de fogos, não vi muito agito nas ruas, que logo após a virada ficaram escuras. O problema foi a consequência no dia seguinte. 15° dia Como era feriado, a maioria dos trens e ônibus não estava operando. Com essa eu não contava, tive que gastar um bocado de rúpias pra ser levado de tuk-tuk até o próximo destino. Não que fosse caro para os padrões do Brasil, mas para quem pagou pouquíssimos reais para percorrer cerca de 100 km de trem (os ônibus eram igualmente baratos), era bastante. A estrada continuava pelo litoral, e revelou belas águas transparentes e vários templos budistas, a religião predominante do centro ao sul do país. Parei na fortaleza de Galle, fundada por portugueses em 1588 e fortificada por holandeses no século seguinte. A principal influência de Portugal que ainda há atualmente resume-se a igrejas católicas e sobrenomes como Silva. O forte, patrimônio da UNESCO, ainda relativamente bem conservado, com uma dúzia de prédios históricos, sendo alguns, transformados em museus, e igrejas. Em sequência, e já bastante ensopado de suor, tive que pegar outro táxi (tuk-tuk) para Matara, uma das maiores cidades, onde finalmente consegui um ônibus para a cidadezinha de Embilipitiya, no interior do país. No longo caminho, passamos por uma infinidade de plantações, sobretudo de arroz (o chá ficava em uma região mais elevada e fria). No meio da tarde cheguei ao destino e segui a pé para o hotel, que ficava próximo. A comunicação no estabelecimento foi à base de sinais, pois nenhum dos funcionários falava inglês. Ainda assim, consegui reservar o safári para a manhã seguinte. 16° dia Antes do sol nascer partimos em um jipe eu, duas europeias antipáticas e mais um guia, para o parque nacional Udawalawe, um tanto semelhante a uma savana africana. Além de algumas populações de elefantes asiáticos, vimos um bando de búfalos, cervos, chacais, javalis, lagartos e diversas aves. Foi legal o passeio, mas esperava um pouco mais. Depois do almoço, corri para pegar um ônibus para Kandy, o local mais distante até agora. Para variar eu era o único turista do meio de transporte, e assim como no outro ônibus que eu tinha pegado, esse também tinha um sistema de som em que tocavam músicas locais e indianas. No fim da tarde cheguei à primeira cidade montanhosa do roteiro, a antiga capital Kandy. Infelizmente cheguei tarde demais para ver o espetáculo de dança tradicional, então segui direto para o hotel, que ficava em uma construção centenária. Depois do check-in, saí atrás de uma lan house, e no caminho encontrei uma Pizza Hut. O único lugar do país em que vi um condicionador de ar me surpreendeu. Não somente por isso, mas pela boa qualidade dos serviços aliada a preços equivalentes ao que era há mais de uma década atrás em nosso país. Aliás, não foram só os preços que eram de tanto tempo atrás, no som de fundo estava tocando Backstreet Boys e Spice Girls! Satisfeito, voltei aos aposentos. 17° dia O dia começou com um passeio pelo Templo do Dente de Buda, um complexo de construções históricas muito visitado, cujo cerne é o que acreditam ser um dos dentes do Buda. Em volta das construções existe um lago, que ajuda a embelezar ainda mais o local. Em seguida, caminhei morro acima até a reserva florestal Udawatakele, uma floresta equatorial de altitude. Percorrendo uma das trilhas do parque, encontrei um bando de cerca de 10 macacos da espécie Macaca sinica, endêmicos do Sri Lanka. Curiosos, cautelosamente se aproximaram de mim. Gostei da experiência de poder observar seu comportamento de forma natural. Almocei novamente na Pizza Hut e corri para a rodoviária. Nesse momento tive uma grande dificuldade de chegar ao meu destino, devido a informações desencontradas entre meu guia e os moradores. Peguei 3 ônibus, passando por Kurunegala, na região montanhosa, e Puttalam, no litoral oeste, até chegar no começo da noite na península ventante de Kalpitiya. Sorte minha que um dos taxistas que estava no terminal da cidade conhecia quem cuidava da pousada onde eu ficaria, pois o lugar é tão rústico e isolado que não existe nem no Google. Os 2 simpáticos funcionários (Lorence e outro que esqueci o nome) esperavam avidamente por mim, seu único hóspede em dias. Depois de escolher a parte superior de uma cabana de madeira, fui dormir, pois o gerador que alimentava o local ficava desligado à noite. 18° dia Depois de um café-da-manhã monstruoso, acompanhado de perto por corvos, esquilos e gatos, fiz o reconhecimento do local por meio um caiaque. Há uma laguna e seus ecossistemas típicos, como planícies de inundação, restingas, praias arenosas e manguezais. À tarde, aproveitei o tempo livre para praticar um dos esportes mais comuns do local, o windsurfe. Só havia feito uma aula, alguns anos antes, e achei que seria suficiente, então aluguei o equipamento e depois de uma ajudinha para armar tudo, parti pro meio da laguna. Acontece que, embora eu tenha pegado a prancha mais estável, escolhi a maior vela e não lembrei de colocar o cinto (arnês), o que complicou em muito minha vida. O vento forte me jogava da prancha o tempo todo, e a retirada da vela da água era um parto. Depois de uma hora (havia alugado por 3 h) meus braços já pediam arrego. Fui indo quase sempre na direção do vento, que me levava para fora da laguna, com pouco avanço no sentido contrário. Meu tempo já estava acabando, quando parei no outro lado e pedi ajuda a um pessoal que praticava kitesurfe. Nem eles foram capazes de me auxiliar, então terminei sendo rebocado por um barco de volta. Um pouco frustrante, mas valeu pela experiência. Se não fosse pelos mosquitos, a noite teria sido bem relaxante, apesar do calor. 19° e 20° dia No outro dia acordei com o corpo moído. Despedi-me e parti rumo ao sul para chegar ao aeroporto. Alguns ônibus e tuk-tuks depois, finalmente estava pronto para voltar pro Brasil. Aproveitei o tempo que ainda tinha para comprar artigos do local, como estátuas de elefante, camiseta, bebida e outros, pois até no aeroporto era barato. Finalmente chegava a hora de matar as saudades. Voltei a Dubai, Rio de Janeiro e por fim, minha querida Floripa, onde passaria os últimos dias de férias, antes de voltar a Canoas/RS. Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com
  17. Talvez alguns ja tenham lido isso, mas estou recolocando na parte de relatos pois acho q tem mais a ver pois postei em outro topico qdo tinha pouco conhecimento do mochileiros. La vai: Vou falar do papo do visto irsrael, Jordania e egito. Estive na area em outubro de 2007. Eu fui do egito (onde entrei sem precisar de visto previo) por terra para taba e entrei em eilat. Sem problemas (sem necessidade de visto previo tb), poucas perguntas, mas como colocaram aqui anteriormente na parte q esta em ingles apenas responda as perguntas por mais estupidas q elas parecam. Dai fui diretamente para aqaba, e novamente nao precisou de visto previo, visitei petra, dois dias eh legal, absolutamente fantastico, mas acho q 3 dias nao precisa, a nao ser q vc va ficar infinitamente vai tirar tempo precioso de outros passeios. Em wadi musa nao lembro onde fiquei mas era o lugar mais barato, um hostel. No lonely planet falava q era sem duvida o mais barato apesar do atendimento da mulher (se nao me engano o hostel tinha o nome dela) ser bem ruim, e foi mesmo, tipo ela nao esta nem ai pra vc. Mas nenhuma reclamacao, simples como todo hostel e pra quem nao tem frescuras, recomendo. Ah, assim q entrei em aqaba eu rachei um taxi com uns canadenses pra wadi musa. Ali na fronteira mesmo. Em petra no primeiro dia fui indo pelas 'ruas'. Eh lindo, mas achei q faltava algo. No segundo dia um amigo espanhol q fiz no hostel me falou qdo estavamos de frente para o templo do indiana jones 'eu li no lonely planet q tem uma rota alternativa subindo pelas paredes das falesias'. Bem ali fomos para a esquerda ate bater na 'parede' e comecamos a subir, subir ate chegar no topo das formacoes e ver tudo por cima, IRADO!!!!! Era isso q tava faltando. Ficamos horas a fio andando e depois procurando como voltar, nos perdemos um pouco no sentido de nao saber por umas 2 horas o caminho de volta mas na boa, nao tem como se perder ali de verdade. Dai fui pra wadi rum, de onibus, pergunte na sua hospedagem q eles te informam como. Estavam bem caros os passeios para a grana q eu tinha e entrei sozinho andando, foi meio hardcore mas foi uma das experiencias mais alucinantes da minha vida. Fiquei dois dias. Levei agua e comida. So isso eh uma historia a parte. (Que esta escrito o relato e talvez seja em breve publicada numa revista de aventura). Dai voltei pra israel, busao, pergunte novamente no deserto como faz, horarios e tal. Dessa vez a menina comecou a fazer umas perguntas do tipo, onde vc vai ficar e pra onde vai, eu respondi bem vagamente pq realmente nao tinha a menor ideia do meu itinerario, ela se irritou. Dai eu me irritei, tipo, 'po, nao posso viajar sem saber exatamente pra onde vou?'. Dai ela cut the crap e me deixou passar falando, 'calma, tb nao precisa ficar nervoso', hehe. E fui pra jerusalem. Jerusalem foi um dos pontos altos de toda a viagem, mesmo pra um cara 120% ateu como eu. A piracao foi na diversidade cultural e na historia absurdamente complexa nesses ultimos tantos mil anos. Pra quem me pergunta eu falo q TEM q ir. La fiquei no Hebron hostel, baratinho e bem legal, dentro da cidade velha 'the old city'. Nem pense em ficar em outro lugar (digo a cidade velha).Eh alucinante. Tanto egito qto israel qto jordania foram total tranquilos, sem medo algum de forma alguma. Me sentia mais seguro andando na rua nesses 3 paises do q me sinto dentro da minha casa em sao paulo. Tours do egito, tipo de dahab pra jordania acho q eh cagada, vai por conta q vai ser muito mais legal e mais barato. A diversao de mochilar esta justamente nisso, se virar, pegar dicas, mas tb descobrir seus proprios caminhos. Nao concorda? q esta fazendo nesse site entao Pra quem curte mergulho eh em sharm, nao eh em dahab ou eilat ou aqaba, confiem em mim. Mas se o seu negocio nao eh mergulho fuja de sharm como quem foge da cruz, tem coisas muito mais interessantes pra se fazer. Para entrar em israel eu acho q rola com visto de outros paises arabes (sem ser jordania ou egito) mas vai rolar uma canseira. Conheci algumas pessoas q tinham vindo de outros paises (nao lembro quais exatamente) q entraram, depois de ficar tipo 4 horas esperando por nada. Em israel eles sao 'legais', tipo nao tem paranoia, o q eu acho eh q eh mais uma retaliacao pela restricao ao carimbo deles nos passaportes dos outros do q realmente um posicionamente politico. Essa foi a impressao q tive. Agora o pulo do gato q ninguem mencionou aqui. Da jordania eh possivel entrar em israel sem ter o passaporte carimbado. Eu nao fiz isso ja q entrei de onibus mas conheci um cara q fez e pegou a dica no lonely planet. Tem q entrar em israel por uma fronteira na jordania chamada Alambi Bridge. Aparentemente eh o unico lugar q faz isso. Vc vai la e fala q nao quer ter o carimbo. Mas tem uma manha aqui. Nao eh de bom tom falar q vc nao quer o carimbo com todas as letras. Dai vc fala 'eh q eu estou indo para a asia por terra' 'i'm going to asia overland'. Quer dizer q se vc realmente estiver indo para a asia por terra (no caso desse americano) vai ter q passar por Siria, iraq e tal. Dai eles ficam com 'pena' de vc e te ajudam. Nao fale q eh pq vc nao quer ter o carimbo pra poder continuar curtindo suas ferias em paises muculmanos sem problemas. Mas isso funciona mesmo?? Sim, funciona sim. Fui com esse americano pra Ramala, uma das cidades palestinas (q por acaso eh onde o yasser arefat esta enterrado, esqueci o nome do lugar mas eh tipo o quartel general palestino, show, vale a pena ir la tirar uma foto do lado do tumbalo), qdo saimos de ramala no check point os soldados israelenses entraram no onibus e comecaram a checar os passaportes. Checou o meu, tranquilo, e checou o do Steve. Procurou o visto, procurou e finalmente virou e falou 'vc nao tem visto?'. 'Nao'. 'Como assim?'. 'Eu entrei por alambi bridge'. 'Como assim?'. 'I'm going to asia overland'. 'O que?'. Dessa vez steve respondeu bem pausadamente. 'I'm going to asia overland'. O cara nao entendeu direito, meio q entendeu, nao entendeu de novo e foi embora. Tranquilo sem mencionar o papo, 'eh q eu nao queria ter o carimbo no passaporte'. Sacou? As historias sao muitas mas ja escrevi demais. Ah qto a onibus de cairo pra jerusalem, nao vou falar q nao tem, mas eu perguntei e falaram q nao tinha, que tinha q ir pra taba, cruzar pra eilat e de la seguir. Tanto eh q conheci dois amigoes israelenses q conheci na rodo de cairo q moram em jerusalem q pegaram o mesmo onibus q eu, desceram em taba, cruzaram a fronteira e de eilat foram pra casa. Mas isso tb eh o de menos. Boas baladas xaliba p.s.- caro editor, obrigado pelas consideracoes. Ja dei uma editadinha aqui. Acabei colocando no geral o q achei mais relevante, tipo dicas q eh dificil conseguir sozinho. Infelizmente nao anotei nem precos nem horarios de nada, ja faz mais de um ano, nao me lembro mais. No entanto isso sera remediado. Tem uma amiga indo mais ou menos nesse role q eu fiz e pedi pra ela anotar tudo, qdo ela voltar eu reedito e complemento o texto. Mas essa parte de horarios e precos eh mais facil. Gente, o lonely planet eh a biblia do viajante no exterior, tem tudo la, tudo mesmo. Se a grana ta curta, vai na secao budget de hospedagem, tem todas as opcoes de coisas baratas. Tem q ir aprendendo a usar os recursos q estao na mao. Ah mas o guia eh caro! Eh mesmo, e dica, se vc comprar na amazon.co.uk e mandar enviar no brasil eh quase 60% do preco de comprar na livraria cultura ou no proprio site do lonely planet mesmo com desconto qdo vc se cadastra. Acabei de fazer isso com o south america on a shoe string q estou esperando chegar. Sim, eh caro mas a grana q vc vai economizar e as facilidades q vc vai ter de longe compensam pagar pelo guia, mesmo q seja caro. Eu falo isso pq eu nunca tinha ouvido falar nesse guia ate estar em dahab, da pra acreditar? Pois eh, eu nao entendia como os outros mochileiros sempre sabiam como chegar e onde ficar e pra onde ir. Caramba, como esses caras sao bem informados! Mas como por la ta cheio de europeu e TODOS tem o guia vc sempre pode dar uma olhada no guia deles. Varias dicas eu peguei com os caras. Pergunte pra eles. Faca amizade. E mais importante de tudo, aprenda a falar ingles! Qto melhor, melhor, mesmo, acredite. Fiz amigos q nunca teria feito se houvesse a barreira da lingua. Amigos q se faz em minutos, eh engracado como nas viagens isso se torna mais possivel. Mas vc so vai ficar realmente amigo de alguem se falar da vida, das emocoes, de politica, da situacao do seu pais, do pais do cara, da mina q vc comeu, dos medos, vontades, saca? Com ingles macarronico isso nunca vai ser possivel. Jerusalem so foi o ponto alto pq eu conversava com as pessoas, discutia, fui em baladas locais nas casas das pessoas. E ainda bem q eles falavam ingles bem, as duas pontas tem q estar afiadas. Se vc tem q dispender muito esforco pra lingua a fluidez do papo danca e a coneccao cai. Acho q eh pra isso q viajamos, nao eh so pra tirar fotos e ir nos passeios. Israel nao eh um lugar bonito em si. Mas eh um dos lugares mais alucinantes q ja fui na minha vida. Qdo morei em londres trabalhava num mercado de comidas de toda a europa. No final do dia a gente ia tomar uma breja. Um dia eu contei, tinham 10 pessoas na roda, cada uma de uma nacionalidade diferente, da america do sul, europa, africa e asia, nao tinha nenhuma nacionalidade repetida, todos conversando numa boa, falando ingles, tipo amigo mesmo, como vc conversa com seus melhores amigos num bar numa noite das boas. Se tivesse macarronico la ja tinha ido embora pq tinha ficado de fora total. Gente, eh a lingua universal! imagina soh se cada pessoa no mundo soubesse a sua lingua e mais o ingles, TODAS as pessoas no mundo inteiro poderiam se comunicar sem barreiras de lingua, so ficaria a barreira cultural. Teria muito menos intolerancia e mais entendimento no mundo. E fora q como diz minha irma 'quem fala ingles nao se perde em nenhum lugar do mundo'. Essa eh boa neh? E a qtidade de info q vc consegue, foruns, emails pra deus e o mundo, enfim, o recado eh esse. Caro editor, se vc quiser colocar essas dicas em um lugar mais generico de viajar ao exterior fique a vontade pq eu sou novo aqui e nao sei como faze-lo. Saudacoes a quem teve paciencia de ler ate aqui.
  18. A execução da minha grande aventura começou no dia 31/03/2010, saindo da capital do Espírito Santo, Vitória em direção a Tel Aviv, Israel. Na verdade, a minha viagem começou bem antes, com um bom planejamento, definição de rotas, hospedagem, deslocamento, passeios e principalmente, $$$$$. No meu planejamento, decidi: comprar as passagens com 3 meses de atencedência, ou seja, comprei no início de Dezembro. Fiz algumas pesquisas como a maioria daqui e resolvi juntar o útil ao agradável, decidi comprar passagem por uma empresa que pudesse resgatar pontos para uma próxima viagem, desta forma, optei por ir pela AirFrance, já que também consegui ótimos preços. A passagem saiu por R$ 2300, sendo que possuia um stop com 5 dias em Paris. O trecho foi: Vix - SP - Paris - Tel Aviv / Tel Aviv - Paris - SP - Vix. levantar todos os possíveis lugares de hospesagem, optei por albergueses e não me arrependi, foi a melhor coisa que pude fazer, poupei muito dinheiro. O albergue é ótimo para quem não se importa com luxo, apenas com um lugar limpo e tranquilo para dormir. Claro que existem albergues que são limpos e tranquilos, por isso que é interessante a pesquisa. Se quiserem perguntar onde fiquei, só me perguntar, darei todas as dicas. definir os lugares que gostaria de visitar e a partir deles tracei a rota (uma logística básica) para facilitar meu transporte e claro, minha viagem. E claro, para cada uma das atividades acima perguntei: quando, para que, porque e como. São simples perguntas que vão te ajudar em soluciar o que as vezes você não pensaria. Decidi iniciar minha trip por Israel. Fui sozinho, já que quase ninguém, amigos, curtem essas de trilhas (que manés). Tive oportunidade de me virar de diversas formas e posso dizer, não tive dificuldade nenhuma. Apenas coloquei em prática minha paciência em determinados lugares e claro, como é férias, tenta curtir tudo como natural, afinal, para eles é natural o processo de segurança (o que era mais chato). Voltando.... Para Israel, entrei com um reserva, se não tiver reserva é muito difícil de entrar, então, como eu já havia me planejado, fiz algumas reservas em custos, pois se porventura eu não gostar do lugar, eu poderia ir para um outro sem me privar, ou até mesmo ficar por mais tempo que o planejado, ou seja, curtir, sentir o local, as pessoas, o lugar... Realmente fazer valer a pena! A minha maior dificuldade foi pensar em no que levar. Eu que sou compulsivo por roupas, acessórios e etc... Foi muito difícil de definir o que levar, mas a gente aprende porque as dores fazem lembrar sempre do excesso de bagagem e foram 38 dias de viagem, então imagina quanto roupa descessárias eu levei rsrsrsrs. Eu fui totamente confrontado quando conheci um Koreano em Haifa (Israel), passeamos junto pelao cidade de Akko (Israel) e quando chegamos no albergue, o cara foi tomar banho e vi que ele estava apenas com uma mochila, e estava fazendo uma trip por 30 dias. Na mochila dele, simples, como aquela que a gente leva para escola, no tempo de colegial, o cara tinha apenas: um jeans, 2 camisetas, 1 tênis, uma toalha de banho, escova e pasta de dente, enquanto na minha bolsa inúmeras roupas e que para ser sincero, não usei nem 70%. Mas como eu fui marinheiro de primeira viagem, a gente aprende com os erros. Vôo tranquilo até Paris, lá esperei por 1:30h para pegar conexão para Tel Aviv. Não fui abordado como a maioria antes de embarcar para Tel Aviv. Em SP, para quem vai pela El Al, geralmente a revista, as perguntas, os questionamentos por parte da imigração é feita antes do embarque e se você embarcou, já está garantido em entrar em Israel. Eu viajei com muitas incertas, com muitas dúvidas, com muito medo por diversos relatos que colocaram aqui mas uma coisa eu posso dizer para quem está indo, seja qual for a cia. aérea, RELAXEM! Faça pelo menos o básico: uma reserva, dindin e passaporte em dia. A minha revista foi na chegada, eu com cara de árabe ainda, então não tive dúvida de que iriam me parar e querer saber de toda minha vida antes de me liberarem. Realmente foi exatamente assim que aconteceu. No controle de passaporte em Ben Gurion o soldadinho na cabine me interpelou de diversas formas e fui respondendo, como devemos fazer sempre. Se você não domina bem o inglês, não fica nervoso, eles dão um jeito de te fazer entender e de entender tudo que está dizendo, sendo através de um tradutor em Espanhol ou em até mesmo Português. Mas nunca deixe de responder as perguntas, seja sincero, sempre, tome nota: QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME! Me perguntaram para onde eu iria, o que eu iria fazer em Isarel, onde iria ficar, se eu tinha dinheiro suficiente e que possuia cartões de crédito e de débito (eles quiserem vê). Mesmo assim fui chamado para uma sala secreta que todo mundo diz que é um terror... O que posso dizer? Mentira! É um escritório que atende e busca saber mais informações sobre a sua ida a Israel. Fiquei por volta de 2 horas esperando a vez de ser atendido, porque tinha gente em minha frente e eles foram muito educados, ao contrário que todo mundo diz por aí. Quando foi minha vez, a senhorita me fez todos os questionamentos do soldado na cabine e respondi tudo o queriam saber e claro, levei uma declaração do meu trabalho para dizer e facilitar, claro que eu trabalho para o governo do Brasil e portanto, não seria um possível terrorista. Ela pergou a cartinha e não conseguiu lê, estava em português hahahahaha Eu nem me preocupei em traduzir, também nem sei ao certo se em meu trabalho eles atenticariam porque aqui eles não traduzem nada... Enfim, ela chamou um colega dela que é portugues e o mesmo autenticou todas as informações e me liberou automaticamente (claro que eles devem ter ligado também para o hostel onde fiquei hospedado para saber se realmente eu estava metindo ou não - eles fazem isso!). Liberado e como carimbo do visto, peguei minhas trouxas e fui direto para o albergue em Tel Aviv, minha primeira parada por 3 dias. Cheguei no hostel meio tarde, o meu voo chegou as 16.30 e eu estava enjoado, com um mal estar do caramba por causa dos climas e muito cansado da viagem. Eu fui no dia 31 as 17 (horário Brasília) e cheguei em Tel Aviv (16:35 ou 13:00 horário Brasília). Peguei um trem que já tem no próprio aeroporto e me desloquei para estação indicada pelo hostel para chegar no mesmo. Foi muito tranquilo, é MUITO FÁCIL se deslocar de busão em Tel Aviv. Tel Aviv é uma cidade que gostei muito. Cheia de diversidades para um país do oriente médio. É morderninha, e como tem gente bonita naquele lugar. Não vou relatar exatamente o que fiz nos lugares porque senão isso vai se extender por várias páginas mas qualquer dúvida, só mandar uma MP que respondo numa boa, com todas as dicas possíveis. Pois foram 38 dias de pura aventura. Logo quando cheguei, era a semana da festa da páscoa, eles param tudo. É feriado nacional, pois são judeus e a doutrina, apensar de inúmeras religiões no lugar, o que prevalece é o judaísmo, o Estado de Israel é judeu. Cheguei numa quinta-feira e fiquei até domingo. No próprio domingo é feriado, só que é diferente aqui, não começa meia noite do dia como é aqui, e sim a partir das 17 horas. Estranho né? O legal é que voltei para e estação de trem que eu havia chegado para pegar o mesmo trem para a cidade de Haifa (45 min de Tel Aviv). É muito tranquila a viagem, paguei cerca de 46 shekels. E para a estação em Tel Aviv em que desci paguei 6 shekels. Dependendo para onde está indo, não é necessário pegar trem, é muito mais prático e as vezes até mais barato, pegar sherut. Para Jerusalém tem praticamente em todas as cidades, pois como eu percebi, em todos os lugares de Isarel apontam para Jerusalém. É fácil chegar em Jerusalém, mas Jerusalém foi minha última parada. A minha trip foi basicamente: Tel aviv Haifa (Akko) Nazareh (Yadernet, Tiberias, Capfernaum e Tagba) Amã Petra Aqaba Dahab (Monte Sinai) Eilat Jerusalém ,(Massada, Mar Morto, En Geddi, Hebron, Belém e Jericó). Chegando em Haifa (estação Haifa Center Ha’Shmona), fiquei por 3 dias, o hostel que fiquei era praticamente 100 metros da estação. É uma cidade linda, pequena e organizadinha... Cheguei num feriado que iria durar 2 dias, mas em um dia de feriado, resolvi ir para a cidade de Akko, já que TUDO em Haifa estava fechado. Tomei uma sherut com um Koreano que conheci e fomos passear, já que era uma vontade que eu tinha. Gostei muito da cidade, maravilhoso, vale a pena para quem quiser conhecer, quem gosta de cultura medieval, história de guerra, de fortalezar, é impressionante. A viagem até Akko dura apenas 30 minutos e custou 14 shekels. Fomos de sherut. De Haifa para Nazareh foi mais fácil ainda, há 50 metros do hostel havia um ponto de ônibus e peguei o famos 331, que parte do Merkaz train station (um metro subterrâneo que te leva até o topo da cidade) a cada 30 minutos e que custa 17 shekels e que funciona de domingo a quinta (a cada 30 minutos a partir das 6 da manhã até 20:50h), sexta (6 da manhã até 19:00h) e sábado (6 da manhã até 16:40h) chegando em Nazareh Central Bus Station. Fiquei em Nazareth por 8 dias, para poder aproveitar as cidades ao redor. Decidi ficar em Nazareh porque de lá é muito fácil ir para todas as outras cidades Mas hoje eu ficaria em Tiberias, porque em Nazareh é ótimo para quem quiser fazer o Jesus Trail, que é caminho por onde Jesus passou. E se inicia em Nazareh. Existe toda uma rota e um site com as informações necessárias (http://www.jesustrail.com" onclick="window.open(this.href);return false;), é gratuito, basta reservar as hospedagem durante o trajeito. Eu não fiz o trajeto, embora eu quisesse muito, mas é muito bom quando se tem companhia e para andar por lugares deserticos e sem guia ou alguém, preferi fazer alguns trajeitos de busão, como por exemplo ir para Tiberias, Yadernet (lugar do batismo), Capfernaum e Tabgha. Cidades fantásticas e cheguei de curiosidades. Para Yadernet, basta pegar um busão 31 de Nazareh, e que passa a cada 1 hora. Custa cerca de 20 shekels. São 50 minutos e te deixa exatamente na porta do lugar do batismo de Jesus. Fica 5 minutos de Tiberias. É um lugar muito bonito e tranquilo. Vale a pena, é gratuito. De lá pode pegar um busão por 4 shekels e visitar Tiberias, onde tem o Mar da Galileia. Para quem quiser ir para Capernaum ou até mesmo para Tabgha no Monte das Bem-Aventuranças, é necessário pegar um busão na Central Station em Tiberias senão me engano o 471. Mas o legal é entrar no site de ônibus da região e verificar os horários dos ônibus. Ahn, mas claro, o hostel ou hotel que ficar hospedado te dará todas as informações. Um certo dia eu estava em Tiberias e me deu curiosidade de conhecer o Monte das Bem-Aventuranças, e eu não sabia o que fazer, então me desloquei para o centro de informações turisticas que fica na única praça em Tiberias e lá a mulher me deu todas as dicas e mapas. Me informou como chegar, qual ônibus pegar, onde descer, enfim, todos são preparados para ajudar e orientar os turistas, basta perguntar que nada vai dar errado, pode acreditar! Para chegar em Capernaum, se passa primeiro em Tabgha, na verdade, tem que descer em Tabgha. Ônibus não vai lá, a não ser de turismo, mas de linha comercial, não. E sheruts e taxi, claro. Então basta descer e fazer todo o caminho a pé pelo calçadão. Vale a pena. Eu fiz todo o trajeto, gostei muito. Mas vá pela manhã, pois o sol é ameno. Antes, pois já é o caminho passe no M. Bem-Aventuranças, do calçadão irá ver o Monte e a igreja imponente no alto. É linda! A visão para o mar da galileia de qualquer lugar é maravilhosa. Organize bem os horários para poder conhecer bem o lugar e não se frustar, porque os horários de abertura são rigidos e é tudo gratuito. A minha ida para Amã foi por Nazareh. O ônibus de Nazareth para Amman leva cerca de 4.5 horas. Até a fronteira são apenas 45 minutos, então é necessário esperar por duas horas. Os jordânios fazem emissão de vistos na chegada, então não é necessário chegar com um. É necessário pagar cerca de 100 shekels (para sair de Israel) e mais 10 JDs para o visto. Existem moedas correntes em ambos os lados da fronteira, então não é necessário ter as duas moedas, apenas uma. A jornada termina no hotel Hillside no norte da cidade. Como a cidade é louca e o povo é mais louco ainda, resolvi tomar um taxi para o hostel que me hospel e essa corrida já foi uma aventura! Quando cheguei ao hostel, o taxista me perguntou quando eu devo pegar, enfim, não havia taximetro e eu esqueci de pedir para ligar. Eu paguei cerca de 15 dolares pela corrida e ele me deu um troco de 3 Jds, tudo foi no cambio mesmo. Eu morri de rir porque eu fui pego desprevinido. E foi bem pago porque andamos por quase 1 hora até chegar o lugar que o taxista NÃO SABIA ONDE ERA. Foi muito engraçado. Queria chegar cedo no hostel porque no outro dia eu já iria descer para Petra. Amã foi apenas um lugar para descasar, porque sair naquele lugar, não dá certo, é uma loucura e nada fica aberto até um certo horário, fora a rigidez em tudo... Mas foi muito engraçado e divertido. A parte Norte de Israel foi isso... Sei que ocultei bastante detalhes mas são inúmeros detalhes, e como eu disse, ficaria semanas aqui escrevendo todas as minhas experiências em 38 dias. No lado da Jordânia, fui para as cidades de Amã e Petra, claro, passei por diversas outras mas como breves paradas. Relaterei as aventuras em Petra e deserto de Waid Rum. Shalom, Fábio
  19. Heitor Pergher

    EGITO - A Maldição do Corão

    Não havia mais nada para se fazer em Luxor. Estávamos cansados, entediados e enraivecidos de passar boa parte do tempo em nosso navio-hotel atracado às margens do Nilo. Jamais poderíamos zarpar rumo ao nosso destino inicial, Aswan. Imposição da polícia, que não mais permitia a navegação naqueles tempos revolucionários. Nossa programação matinal naquele dia se resumiria a tomar café da manhã, e, quem sabe, nos arriscaríamos em caminhar pelas ruas da cidade. Aguardávamos, ansiosamente, já à quase dois dias, por uma ligação da nossa agência de turismo, referente à nossa partida do Egito. Cada vez mais, tínhamos a impressão de que éramos enganados, não por descaso da agência, mas por total impossibilidade desta em solucionar o nosso problema, que aparentava estar muito além dos seus poderes de resolução. Nossa partida do Egito parecia improvável. Contrariando as recomendações de nossos guias, naquela manhã, decidimos caminhar pelas ruas de Luxor. Certamente, não parecia uma boa ideia, mas nos divertimos bastante, e tivemos a oportunidade de conhecer ótimos mercados de rua, com produtos locais a bons preços. Claro que cruzamos por barricadas e policiamento ostensivo, inclusive de unidades militares, mas, aparentemente, o movimento revolucionário já estava contido. Os prédios parcialmente destruídos e as ruas sujas que encontrávamos pelo caminho não impressionavam o povo egípcio; eram cenários corriqueiros ao seu cotidiano, inclusive em tempos de paz. Naquela manhã, decidi comprar um Corão, livro sagrado da religião mulçumana. Em árabe mesmo! Sem nem mesmo saber distinguir uma única letra na língua. Foi somente após algum auxílio do vendedor, que descobri como segurar o livro corretamente. Ao contrário da literatura ocidental, a obra tem início no lado contrário ao nosso, e a leitura das linhas é da direita para a esquerda. A felicidade do vendedor, por estar vendendo o Corão, em árabe, para um jovem ocidental, que se dirigia a ele em inglês, era visível. Afirmava que eu deveria “espalhar a palavra” pelo ocidente, e demonstrar que o islamismo não se resume aos fanáticos. Depois de negociarmos o preço – o que certamente não poderia faltar – decidiu me presentear com um chaveiro. Aceitei o presente de bom grado, e o coloquei sobre o Corão para efetuar o pagamento do livro sagrado. Não tardou para que o vendedor me informasse que eu deveria retirar imediatamente o chaveiro que havia colocado sobre o Corão. Fiquei surpreso, mas retirei sem perguntas. Logo depois, me explicou que o Corão deve ficar sobre tudo e todos, nada está acima da palavra do Corão. Fiquei tentado em perguntar se os mulçumanos quando viajam, levam seu Corão amarrado do lado de fora da mala, e escrevem “Al Corão side up”, para assim indicar aos funcionários do aeroporto como se carregar corretamente a mala. No entanto, contive meu humor desnecessário; abstive-me a fazer cara de impressionado. Quando regressamos ao hotel, após talvez 5 minutos, recebemos a ligação tão esperada da agência de turismo. Deveríamos estar na recepção do hotel em, no máximo, 10 minutos. Haviam finalmente conseguido um vôo para o Cairo, que partiria em apenas 30 minutos. Nossos pertences estavam espalhados por todo o quarto. Levantamos imediatamente, e, sem cautela alguma, fomos colocando nossas coisas nas malas, dentre elas o Corão. Conseguimos nos aprontar em apenas 5 minutos. Descemos à recepção. Lá, nosso guia já nos esperava. Fizemos rapidamente o check-out e partimos em direção ao aeroporto. Tivemos a nítida impressão de que estávamos em um filme hollywoodiano. Nosso motorista dirigia em alta velocidade por ruas estreitas, inclusive na contramão, buzinando freneticamente para que abrissem espaço. Nosso vôo partiria em apenas 10 minutos, e o aeroporto se encontrava à pelo menos 10 minutos de distância. Além de dirigir perigosamente o motorista falava em árabe no celular, gritando com alguém do outro lado. Até que, num espanhol rudimentar, nos perguntou se estávamos com o passaporte à mão. Fui com a mão ao bolso e congelei… Não estava lá. Sempre levava meu passaporte no bolso de trás da calça, e pela primeira vez, não o encontrava. Desesperei-me! Imediatamente, o motorista ligou para o hotel, instruindo que buscassem pelo passaporte no quarto. Tivemos de voltar. Já estava sem esperança que iríamos conseguir embarcar no nosso vôo. Desci do carro, e investiguei as malas; lá nada encontrei. Corri até o quarto e lá também não tive sucesso; não havíamos deixado nada para trás. Quando voltei ao carro, minha mãe chorava, afirmando que haviam me roubado o passaporte, durante nosso passeio nas ruas de Luxor. Foi quando comecei a me perguntar o que aconteceria se, num país em plena revolução violenta, eu perdesse meu passaporte. Não queria nem pensar, mas as hipóteses já emergiam na minha cabeça. Comecei a acreditar na minha mãe; havia sido roubado… Procuramos na mala dela, e lá também não o encontramos. As feições do motorista expressavam a indignação e preocupação que sentia. Ele também, certamente, já havia perdido as esperanças. Decidi abrir minha mala novamente, e busquei mais no fundo, local que tinha certeza que o passaporte não poderia estar. Foi quando, com surpresa, avistei o Corão, que estava embaixo de todo o resto, e sobre ele se encontrava meu passaporte. No momento nem percebi a coincidência. Estava completamente extasiado com o fato de ter encontrado o passaporte! Entramos rapidamente no carro, e partimos. Dessa vez o motorista dirigia mais rápido ainda, mantendo o giro do motor sempre no limite. Ele estava muito nervoso e irritado com meu descuido, repetindo, a todo o momento, que dificilmente chegaríamos a tempo. Ligava várias vezes para alguém, que provavelmente estava no aeroporto. Porém, o que poderia essa pessoa fazer? Requisitar ao piloto do boeing que aguardasse? Já havia se passado 15 minutos do horário de decolagem do avião, e nem estávamos ainda no aeroporto, e muito menos havíamos feito o check-in. Chegamos lá 20 minutos após o horário de saída do vôo. Dirigimo-nos ao guichê da companhia aérea muito receosos, talvez teríamos de voltar ao navio, e quem sabe quantos dias mais teríamos de aguardar por outro vôo como esse. Lá, fomos informados que ainda poderíamos embarcar no vôo. Pulamos de felicidade! Agradecemos imensamente por todo o esforço do motorista, que também não conseguia deixar de sorrir para nós. Estava feliz em ver o seu esforço convertido em sucesso. Somente após embarcar no vôo, e me sentar relaxadamente na poltrona que consegui observar com mais calma a relação dos acontecimentos. Coincidência ou não, atualmente meu Corão está guardado junto aos meus outros livros, mas está alocado acima de todos, da forma que deveria ter sido desde o início. Com o Corão não se brinca! GOSTOU? VISITE MEU BLOG! http://heitorpergher.blogspot.com/
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