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  1. Olá pessoal, É necessário que o visto de cuba seja feito antecipadamente? Vi em alguns sites que para solicitar o visto é preciso ter o certificado da febre amarela, só que em outros pede que se tome a vacina 10 dias antes da viagem. Confesso que to bastante confusa nessas infos. (Irei de Cancun para Havana)
  2. Mas como assim, Cuba com menos de 10 dólares por dia? 🤨 É isso mesmo pessoal, e para sermos mais exatos, gastamos exatamente $8,70 dólares cada um por dia, mas como o nome do post diz, foi um mochilão raiz e por isso eu advirto vocês que NÃO FOI FÁCIL, mas é possível.😎 Então, antes de começarmos, preciso dizer duas coisas: - PRIMEIRO: Eu e meu namorado estamos fazendo um ano sabático e tivemos a oportunidade de encontrar bons preços nas passagens a cuba, saindo de Bogotá- Colômbia e depois seguindo a Miami/NY-Estados Unidos. Então lá vamos nós com pouca grana e sem ter pesquisado muito.🤦‍♀️🙆‍♀️🤷‍♀️ -SEGUNDO: Falaremos a verdade, é bem difícil ser mochileiro em Cuba! Mas, porquê Maria? Porque é um país pobre, em que a maioria das pessoas pensam que “turistas tem dinheiro, cubanos que não tem dinheiro”, segundo que por ter duas moedas os preços são absurdamente diferentes para cubanos e estrangeiros e terceiro que sempre vão tentar tirar um pouco do seu suado dinheirinho. Além disso, seu mochilão pode se complicar pelo fato de ser ILEGAL fazer Couchsurfing, trabalhos voluntários, acampar selvagem, difícil pegar carona e até mesmo comprar comida em um supermercado para cozinhar, pode ser muito mais caro que comer na rua. 🤑😮 Mas se você é brasileiro e não desiste nunca, assim como nós, vamos te dar dicas e esmiuçar como fazer um mochilão raiz em Cuba. Mas antes de começar, queria falar rapidinho sobre o DICIONÁRIO CUBANO, ou seja, palavras próprias que vão te ajudar e muito a se "disfarçar" de Cubano: CORRER LAGUAGUA = pegar um ônibus 🚍 CORRER CAMIONES = pegar um caminhão que é adaptado como se fosse uma lotação 🚚 CORRER BOTELLA = pegar carona PUNTO AMARILLO = lugar aonde fica uma pessoa vestida de amarelo, que para transportes do governo para você, mediante a uma proprina. MONEDA NACIONAL = peso cubano/ CUP * DÓLAR = peso convertível / CUC (se fala CU ou Ce-u-ce) Lembrando que Cuba tem duas moedas, o peso cubano (CUP) e o peso cubano convercível (CUC), ISSO É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA, porque? 1 DÓLAR = 0.96 CUC (-10% ... não compensa levar dólar) 1 EURO = 1,08 CUC 1 CUC = 25 CUP OU SEJA, 1 CUC = 4,07 reais 1 CUP = 0,15 centavos. obs: é fácil diferenciar as moedas, porque o CUP sempre ter os ROSTOS DOS PERSONAGENS FAMOSOS e o CUC vai ter sempre a imagem dos monumentos nacionais aos mesmos personagens. Lembrem sempre disso quando comentarmos os valores nos posts. E não esqueça, é balela o assunto que não é possível trocar CUP, acontece que na casa de cambio primeiro vão trocar TODO seu dinheiro por CUC e se você quer uma parte em CUP só pedir que a pessoa troca tranquilamente. *Lembrando que essa viagem aconteceu em maio de 2019, então eu estou usando a cotação dos valores comerciais, para ficar mais fácil. _________________________________________________________________________________________________________ OUTRAS DICAS RÁPIDAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA – O gasto com água pode se tornar absurdo se você comprar todos os dias, mesmo se comprar aqueles galões de 6l. Normalmente uma água de 500ml e 1,5l em qualquer lugar custa entre 1 CUC e 1,5CUC respetivamente, em alguns mercados você até encontra por menos, mas se você fizer essa conta pela quantia de dias que você vai ficar, vai ser um gasto bem grande só com água. Nós tomamos água da torneira e não morremos por causa disso. Quando possíve, fervíamos e depois descobrimos um truque de comprar uma solução de hipoclorito por 1 CUP e colocar 3 gotas por litro de água. Pronto problema resolvido. 🥳 CASAS DE FAMÍLIA – A opção mais econômica de hospedagem são as casas de particulares. Minha dica é reservar por AIRBNB porque normalmente sai mais em conta ou também você pode chorar as pitangas. Assim você pode conseguir casas entre 10 e 12 CUC, na temporada baixa. Hoje em dia, Cuba tem pontos de Wi-Fi (ETECSA), no qual você compra um cartão, que varia de 1h e 5hs (Preço: 1 e 5 CUC respectivamente) e procurar hospedagens com reserva instantânea (sem a necessidade de confirmação com o anfitrião). Pronto, não precisa engessar o roteiro reservando tudo de casa e pode procurar o preço mais acessível na hora. COMIDA – Sempre vai ter algum lugar que vende comida por CUP ou estatais. Geralmente são estabelecimentos simples, e as vezes (poucas vezes) você até vai ter que comer em pé, mas a diferença é absurda de preço e a comida em si, é a mesma.
  3. Bom, finalmente regressei de Cuba, foram 30 dias incríveis com muitas descobertas e dicas excelentes, antes de viajar eu li em muitos blogs que a média de gasto em Cuba se da em torno de 40 dólares por dia, mas eu coloquei uma meta nessa viagem em gastar menos de 20 dólares por dia, e CONSEGUI, não foi fácil, tivemos que andar muito e buscar muita informação alternativa, pegar 3/4/5 transportes para chegar em determinada cidade, tudo isso sem poder usar a internet, google maps e etc, realmente acredito que essa foi um mochilão na sua essencial, hoje esta tudo mais fácil e mastigado, precisamos apenas ir e seguir as instruções, em Cuba não funciona muito assim, você tem que ir para as ruas e tentar a sorte, tivemos muitas informações erradas que nos fizemos andar quilômetros na direção errada, mas a maioria foram informações corretas que nos ajudaram muito. A partir de hoje vou postando aos poucos sobre cada cidade que recorremos, acabei fazendo um diário escrevendo sobre meu dia a dia e os posts tradicionais com o resumo de cada lugar, espero que gostem e ajudem a viajar CUBARATO. Abaixo esta o roteiro que acabei fazendo na ilha, a ordem é essa: 1 - Havana 2 - Cienfuegos 3 - Santa Clara 4 - Trinidad 5 - Camaguey 6 - Santiago de Cuba 7 - Baracoa 8 - Bayamo e Sierra Maestra 9 - Moron e Cayo Coco 10 - Varadero 11 - Havana 12 - Pinar del Río 13 - Viñales 14 - Havana Passamos por outras cidades como Guantánamo e Ciego de Avila, mas foram cidades que tivemos que parar para pegar um outro transporte ate o destino final, mas essas não entram na lista pois realmente não conheci nada delas. Com isso vou a partir dessa semana postando sobre cada cidade, sera aos poucos porque é muita informação para a cabeça hehehe.
  4. 1º e 2º dias – chegada 31/12 e 01/01 Após uma conexão no Panamá – o aeroporto de lá é uma balbúrdia, a Copa Airlines faz praticamente todas as conexões e escalas dos voos entre as Américas e o Caribe lá (mas pra quem curte umas “comprinhas”, tem um baita free shop) – chegamos ao Aeroporto de Havana: Aeroporto Internacional José Marti, cujo nome homenageia o grande patrono da Independência cubana. Arme-se de paciência ao desembarcar: o despacho de malas é lento, e se você trouxe alimentos na bagagem de mão provavelmente vão te mandar pra inspeção sanitária (a inspeção é rápida - eu custei mais a descobrir onde é a inspeção do que o exame em si). Pra quem acha que Cuba é um país atrasado, a primeira surpresa é a possibilidade de fazer câmbio de moedas no ATM. Sim, é isso mesmo: no aeroporto há vários “cajeros automáticos” nos quais você coloca até E400 e o terminal te informa a cotação de conversão em CUCs, conta as suas notas e te disponibiliza o valor equivalente em CUCs – tudo isso após escanear seu passaporte. O sistema dos ATMs só permite no máximo duas trocas de E400, E800 no total (só fui descobrir isso após tentar inutilmente por várias vezes em vários terminais trocar E2000 e ler a mensagem “não foi possível efetuar sua transação”); além desse limite o câmbio é feito numa pequena casa de câmbio logo na saída do aeroporto. 1 CUC é em média um pouco mais do que um dólar estadunidense e um pouco menos que 1 euro. Por 30 CUCs o táxi do aeroporto te leva até Habana Vieja. A melhor coisa que fizemos foi optarmos por ficar em casa de cubanos. Fomos calorosamente recebidos por um simpaticíssimo casal de aposentados; os cubanos são muito acolhedores, falantes e bem humorados (e gozadores também). Já há algum tempo o governo cubano abriu essa possibilidade de renda extra aos locais, mas é tudo superregulado: o preço da hospedagem é fixado em 30 CUCs por dia e o café da manhã (ou desayuno em espanhol) é de 5 CUCs por pessoa. Vale a pena: o desayuno é farto e saudável, dá perfeitamente pra adiar o almoço pro fim da tarde. Como chegamos na virada do ano, sabíamos que estaria tudo fechado. Passamos o réveillon na casa de outro casal de cubanos que chamou vários brasileiros turistas para rompermos o ano juntos – também em Habana Vieja. Aí tomamos conhecimento de uma “divertida” tradição cubana (que explica porque não há festas na rua na virada do ano): o costume de jogar água pela janela das casas à meia noite de 1º de janeiro (para descarregar a “sujeira” do ano que finda). Da varanda da casa onde passamos o réveillon assistimos vários transeuntes ficarem encharcados com essa brincadeira (me lembrou as histórias que escutei e li sobre o antigo entrudo). Como 1º de janeiro também estaria tudo fechado, resolvemos passar o dia na praia. Pegamos o ônibus de turismo na Praça Central (ônibus supermoderno e confortável) até a Praia de Santa Maria – belíssima: água cristalina, morna e sem onda. Por 6 CUCs aluga-se duas espreguiçadeiras e um guarda-sol muito bons. Na volta da praia, paramos para uma “almojanta” às 5 da tarde; depois de andar pela Calle Obispo (um dos pontos mais badalados de Habana Vieja, com muitos bares e lojas) encontramos o restaurante La Caribenha com preços ótimos: lá se pode almoçar um prato bem servido de espaguete por 2 CUCs e saborear um enorme copo de suco de manga natural por 1,5 CUC. Ah, detalhe importante: o padrão em Cuba é que a gorjeta (“propina”, em castelhano) não é cobrada na conta; o cliente dá (se quiser) diretamente ao garçom ou garçonete. 3º dia – 02/01 Na quarta-feira 03/01, já com tudo aberto, iniciamos nosso circuito cultural. Começamos pelo icônico Museu da Revolução (situado no antigo palácio presidencial). Há uma quantidade não muito grande de objetos históricos, mas extremamente significativos (como a boina de Che Guevara e o chapéu de Camilo Cienfuegos em Sierra Maestra, o cachimbo de Che, alguns equipamentos de radiocomunicação da guerrilha e a maca na qual foram transladados os restos mortais de Che da Bolívia para Cuba) e muitas fotos e reproduções de jornais da época. O Museu faz uma cuidadosa reconstituição histórica desde as guerras de independência até a Cuba de hoje; com grande destaque (um andar inteiro) para a Revolução de 1959, mas abordando também as agressões imperialistas (é especialmente tocante o mural sobre o criminoso atentado perpetrado pro agentes a serviço da CIA contra o avião civil da Cubana de Aviacion que resultou na morte de todos os passageiros e tripulantes) e as realizações e conquistas da Revolução: o fim do analfabetismo, a reforma agrária, o fim da privatização das praias e a sua liberação para o lazer do povo, a nacionalização das empresas de energia e telecomunicações, a universalização da saúde e educação públicas, entre tantas outras. Do Museu da Revolução se passa por dentro para o Memorial Granma – com um impressionante material bélico preservado da época. Dois itens em especial me chamaram a atenção: o PRÓPRIO IATE GRANMA acondicionado num esquife climatizado de metal e vidro (não se pode tocá-lo, mas se pode ver) e um destroço do avião espião estadunidense U2 derrubado por um míssil terra-ar (com um exemplar idêntico do míssil ao lado). Pra quem não conhece a História, o Granma foi o iate que os revolucionários do Movimento 26 de Julho liderados por Fidel Castro compraram no México para retornar a Cuba – 80 guerrilheiros num iate projetado para 20 pessoas; hoje, Granma é o nome do jornal diário editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano. Do Museu da Revolução e Memorial Granma, saímos e fomos ao Museu de Arte Cubana ao lado (aliás, é absolutamente impressionante a quantidade de museus que existe neste país: se bobear, há mais museus em Havana do que no Brasil inteiro - são 63 apenas em Ciudad de La Habana). Quando estivemos lá, estava montada uma exposição temática da arte moderna cubana e sua evolução, desde o período anterior às guerras de independência até os dias de hoje. O ingresso ao Museu de Arte Cubana dá direito de entrada também no Museu de Arte Internacional – este fica ao lado do Parque Central. No Museu Internacional estavam montadas exposições de vários artistas, inclusive um pop art kosovar. Saindo do Museu Internacional demos mais uma caminhada pela Calle Obispo – o point mais agitado de Habana Vieja, lotado de turistas e também de cubanos – e encontramos mais um museu: o Museu dos CDR (Comitês de Defesa da Revolução), organismos do poder popular de bairro. Os CDR foram criados apenas 3 anos após a derrubada de Fulgêncio Batista (são muito anteriores à Assembleia Nacional); quando criados, incorporavam cerca de 50 mil membros: hoje são mais de 8 milhões. 4º dia – 03/01 Hoje nossos dois principais objetivos eram: comprar a passagem para Trinidad e ir à Praça da Revolução. A melhor opção para adquirir passagens de Havana para Trinidad e Cienfuegos é na Interhotéis: uma parceria entre a viação estatal e os hotéis privados, assim se pode comprar o bilhete em qualquer hotel. O problema é que tem que ser com uma certa antecedência: hoje já não tinha passagem para dia 07 pela manhã, segundo a atendente do Hotel Plaza, que conseguiu um táxi coletivo privado – privado, mas regulado pelo Estado e pago antecipadamente no hotel – pelo mesmo preço da viação: 35 CUCs por pessoa (depois soubemos que em outros hotéis havia passagem disponível). Pegamos então o ônibus de tour turístico – uma “jardineira” igualzinha a que circula no Rio, em Madrid ou em Paris: dois andares com superior coberto ou aberto, que se paga 10 CUCs por pessoa e se pode saltar em qualquer das paradas e subir novamente em outro da mesma linha com o mesmo ticket. Descemos na Praça da Revolução – enorme, com os dois painéis em homenagem a Che Guevara e Camilo Cienfuegos nos prédios como que delimitando os limites da praça. Além do visual esplendoroso, o grande “tchan” é o Memorial José Marti, o “Pai da Pátria Cubana”. Marti aqui é tão ou mais reverenciado do que Fidel e Che, até pelo fato de que Marti foi um herói mártir na luta pela independência de Cuba. O Memorial é belíssimo, com dezenas de documentos originais da produção política de Marti (incluindo muitos manuscritos) e num esquife de vidro expostos um revólver e o fuzil utilizados por Marti na guerra. Por 4,50 CUCs se visita o Memorial com direito à subida no Mirante (“mirador” em castelhano) com uma vista ABSOLUTAMENTE ESPETACULAR não só da Praça da Revolução mas de praticamente toda a Havana, e com direito a urubus voando ao seu lado na janela. Dali voltamos ao tour bus e continuamos até a parada do Cemitério , o maior da América Latina e 3º maior do mundo. Parece estranho colocar um cemitério como ponto turístico, mas nos sete quarteirões de área do cemitério há muitas sepulturas que são verdadeiras obras de arte, além de um lindo monumento aos bombeiros. Do Cemitério, pegamos um coletivo cubano - baratíssimo (0,50 cents de peso cubano CUP - que vale 1/25 de CUC), velho e lotadérrimo igualzinho aos ônibus de subúrbio carioca – e fomos à Copélia. A Copélia é uma sorveteria afamada e uma “instituição habanera”: filas enormes para os cubanos que pagam em CUPs e sem fila para os turistas que pagam em CUCs – mas o turista não pode subir ao charmoso salão. Ao lado da Copélia fica o famoso edifício Habana Livre, hoje um hotel da rede Meliá, e no 22º andar (pedindo com jeitinho à recepção eles liberam a subida) há um lounge no meio do andar com janelas panorâmicas para os dois lados. Como Havana tem pouquíssimos prédios altos e o Habana Livre fica no alto de La Rampa, a mais famosa ladeira de Havana, das duas janelas deste lounge se vê praticamente toda a cidade. Em La Rampa, pertinho do Habana Libre está o famoso jazz club cubano La Zorra e El Cuervo. Descendo até o Malecón fica o Hotel Nacional – antigo, histórico e cheio de significados. Um aspecto muito interessante deste bustour é que não se limita às “áreas turísticas” da cidade: como percorre vários bairros, passa por muitas áreas residenciais. Assim, pudemos ver o tipo de moradia predominante no bairro de Vedado: nada muito diferente do subúrbio carioca. 5º dia – 04/01 Hoje foi um dia muito especial: saímos com um grupo de brasileiros ciceroneado pelo camarada Luís Caballero, velho militante revolucionário e uma enciclopédia ambulante de história cubana. Já de cara passamos na Casa del Habano, uma espécie de museu (mais um!) do tabaco no edifício onde funcionou anteriormente a Fábrica de Tabacos Partagás. Fundada em 1845, a Partagás é uma instituição nacional cubana; estatizada desde a Revolução, continua fabricando os melhores charutos do mundo das afamadas marcas Cohiba (a preferida de Fidel Castro), Montecristo, Romeu e Julieta, Robaina e da própria Partagás. Dali passamos pela Praça da Amizade Latino Americana, uma praça cercada por uma grade de metal circular com uma frase de José Marti sobre a amizade dos povos gravada na borda superior. Nesta praça, cada representante de um país da América trouxe uma semente e um pouco de terra para simbolizar a “terra de Latino América” e também foi erguido um bronze de um herói da independência nacional. No caso do Brasil, uma polêmica: o primeiro busto colocado foi o de Tiradentes, mas posteriormente nos anos 1990 o então Prefeito de Santos, o saudoso companheiro Davi Capistrano Filho, trouxe o busto de José Bonifácio: para Davizinho (como era carinhosamente chamado) Tiradentes havia sido um “herói fabricado pelos militares que deram um golpe militar ao proclamarem a República”, e o Patriarca da Independência seria mais efetivamente importante para a Independência do Brasil. Seguindo rumo ao Museu da Revolução, passamos na frente da Associação Cultural Yorubá de Cuba. Cuba, como o Brasil, tem uma enorme população de origem africana em função da escravidão; das religiões de matriz africana, a mais influente em Cuba é a yorubá. Em seguida, circundamos o Teatro Marti, local onde foi escrita a primeira constituição republicana de Cuba. Como já disse, Marti é quase onipresente em Cuba: Luís Caballero nos para na Praça Central em frente à estátua de Marti e nos conta a história do massacre dos estudantes em Cuba pela Coroa Espanhola, os eventos no Hotel com as perseguições lá ocorridas que ficaram conhecidas como as “batalhas café com leite” e o significado de haver 8 jardineiras e 28 palmeiras na Praça Central: as jardineiras homenageiam os 8 estudantes assassinados pela Coroa Espanhola e as 28 palmeiras referem-se ao dia 28, dia de nascimento de José Marti. Circundamos ainda a Escola Nacional de Balé de Cuba antes de retornarmos ao Museu da Revolução e ao Memorial Granma; já havíamos estado lá anteriormente, mas com este guia a visita cresce enormemente de qualidade e de conteúdo. À noite, fomos visitar a Sinagoga de Cuba, a Beit Shalom no bairro de Vedado em Havana. A comunidade judaica em La Isla é bem pequena (cerca de 1.000 pessoas) mas mantém suas tradições culturais e religiosas; a Beit Shalom é da linha não ortodoxa. Além da bela instalação da sinagoga, um mural de fotos me chamou a atenção: nele estavam Fidel e Raul participando de atividades no local. Por este mural de fotos, ficamos sabendo que em 1990 houve o primeiro encontro de Fidel com líderes religiosos (lembremos que, até o início dos anos 80, a Revolução tinha a política de definir o Estado cubano como ateu). Ao lado da sinagoga funciona o Centro Cultural Bertold Bretch. Terminamos a noite tomando mojitos em La Bodeguita Del Medio, um pequeno charmoso e afamado bar em Habana Vieja frequentado por Hemingway (que dizia ser o mojito de La Bodeguita o seu favorito, bem como o dayquiri da Floridita). 6º dia – 05/01 Hoje pela manhã fizemos duas visitas guiadas: O Capitólio e ao Gran Teatro Nacional Alicia Alonso. Os dois prédios são antigos, suntuosos e belíssimos: valem o preço do ingresso (10 CUCs para o Capitólio e 5 CUCs para o Teatro). O Capitólio foi construído no final dos anos 20 do século passado e inspira-se no Capitólio estadunidense, mas a torre é mais alta e é o único Capitólio do mundo que tem jardins internos (um deles com uma estátua instigante representando Lúcifer não como um demônio, mas como um anjo negro rebelde de asas caídas). O Teatro Alicia Alonso é uma das três exceções em Cuba, que tem como política não homenagear pessoas vivas; como Alicia foi a grande responsável pelo enorme desenvolvimento do balé cubano e por anos dirigiu tanto o Balé Nacional de Cuba quanto a Escola de Balé, a Assembleia Nacional de Cuba lhe prestou essa homenagem, não apenas dando-lhe o nome do Teatro mas também colocando em seu interior uma estátua de Alicia dançando. Terminamos o dia assistindo um espetacular show de jazz cubano no La Zorra e El Cuervo (imperdível), com direito a um endiabrado baixista que tocava ao mesmo tempo um baixo de 6 cordas (nunca tinha visto antes), bongô e tumbadora. A entrada custa 10 CUCs de couvert artístico, mas que dá direito a 2 drinques. Uma única observação: vá de calça comprida e casaco, pois o ar condicionado da casa é congelante. 7º dia – 06/01 Nosso grande programa de domingo foi assistir O Lago dos Cisnes no Gran Teatro Nacional Alicia Alonso com o Ballet Nacional de Cuba! Foi uma tremenda sorte nossa: ao irmos ao Teatro na visita guiada percebemos que O Lago dos Cisnes estava em temporada. Perguntamos na bilheteria e havia ingressos para a sessão de domingo! Quem vier a Havana não pode perder esse espetáculo se estiver em cartaz. É “apenas” um dos melhores grupos de balé do mundo dançando a PRIMEIRA COREOGRAFIA ESTRELADA POR ALICIA ALONSO – um primor de técnica e interpretação num teatro belíssimo. Na saída do Teatro, resolvemos jantar num bom restaurante para comemorar o feito. Nossa feliz escolha foi o La Viña de Plata, ao lado da badalada Floridita: ótimo camarão grelhado (o melhor que comemos até agora em Havana) e uma taça de um ótimo vinho Carmenere chileno por um preço absolutamente justo. 8º dia – 07/01 Despedimo-nos de Havana e iniciamos nosso tour pelo interior. Primeira cidade: Cienfuegos. Depois de 3 horas no táxi coletivo – um Peugeot com mais de 15 anos de fabricação em que o velocímetro e o medidor de combustível não funcionavam e não tinha manivela nos vidros traseiros - nós dois e um casal de vietnamitas chegamos a Cienfuegos. O lado positivo é que o Peugeot velho, além de encarar valentemente as 3 horas de estrada, ainda nos deixou na porta de nosso destino: o Hostel De Las Marias. Nos hospedamos num ótimo quarto na casa de Rosa Maria, que mora com sua família, incluindo os pais idosos e uma gracinha de filha pequena. O desayuno segue o padrão de fartura que se anuncia nas casas de cubanos. Saímos para conhecer a pé a cidade – uma graça, com uma arquitetura muito diferente, com um certo estilo de colunas gregas em vários prédios. Procurando um local para almoçar, encontramos um à beira mar tão bonito e charmoso quanto caro e vazio; na segunda paralela já encontramos uma ótima opção por um preço justo no Punta Gorda Grill. Terminamos a tarde com um programa imperdível: música cubana ao vivo no por do sol no castelinho na ponta final de Punta Gorda. Os músicos, além de muito talentosos, são extremamente simpáticos e adoram música brasileira – e se você é músico eles sempre dão a chance de uma canja. Um parênteses: além de conhecerem música brasileira, eles também demonstraram acompanhar a política do Brasil e sabem o que significa a vitória eleitoral de Bolsonaro. O registro que faço agora entre parênteses é que caminhando pela cidade fomos abordados no meio da rua por um rapaz de bicicleta que, muito educadamente, nos perguntou se éramos brasileiros. Ao confirmarmos, ele desatou a falar sobre a eleição do capitão fascista e da retirada dos médicos cubanos do Brasil, mostrando-se indignado com o fim da assistência médica aos brasileiros mais pobres; nos despedimos com ele desejando “que Deus se apiede dos brasileiros”. Nossa percepção é que este entendimento de que Bolsonaro é um fascista aliado de Trump e inimigo de Cuba e dos trabalhadores brasileiros está generalizada em La Isla. 9º dia – 08/01 Nosso segundo e último dia em Cienfuegos serviu para confirmar que 2 dias aqui é suficiente: a cidade é muito bonitinha, mas não tem uma grande quantidade de locais importantes para visitar. Logo pela manhã, andando pelo Centro Histórico deparamo-nos com a sede local do ICAP – Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Fui recebido pelo camarada Reinaldo Suárez responsável pelo espaço, que nos indicou conhecer um trabalho comunitário artístico ali perto de arte e tradições africanas, com uma exposição de belíssimos trabalhos de artistas locais. Dali fomos ao cais e tomamos a barca – uma versão anos 60 e menor da Barca Rio-Niterói (até os salva-vidas de cor laranja dispostos em estrados de madeira presos ao teto são iguais) por 40 minutos até chegar ao Castillo de Aguas, onde fica a Fortaleza, que hoje é um museu da época da dominação espanhola. Além da construção em si e das peças em exibição serem muito interessantes, a vista de cima da fortaleza é um espetáculo à parte. Almoçamos por aqui mesmo no restaurante El Pescado: ambiente rústico com uma linda vista para o mar (lembra os restaurantes à beira dágua de Pedra de Guaratiba) e ótima comida por um preço justo. Ainda pudemos pagar neste restaurante o “táxi barco” deles para voltar direto ao cais de Cienfuegos – 25 CUCs o casal: um pouco salgado mas muito mais agradável. Voltando ao centro histórico de Cienfuegos, ainda encontramos uma simpática feirinha de artesanato com lindas peças. Além de saborear o sorvete da Copélia local, ainda adquirimos um belo retrato de Che Guevara pintado a nanquim pelo talentoso jovem artista Luis Alvarez. Luis viu nosso interesse por um retrato de Fidel do mesmo tipo e nos disse: “termino em uma hora”. Como estávamos já indo pra “casa”, combinamos que ele nos levaria no dia seguinte de manhã para o hostel antes de nossa partida para Trinidad e pagaríamos lá. Acabamos jantando no mesmo Punta Gorda Grill de ontem – nossa intenção inicial era apenas lanchar sanduíches, mas não encontramos nada que nos agradasse por ali. Os pratos são bem servidos e os preços são bons: jantamos uma bela peça de carneiro e uma enorme salada por 20 CUCs, incluindo os sucos de abacaxi (aliás, o abacaxi em Cuba é pequeno e deliciosamente doce). 10º dia – 09/01 Enquanto esperávamos o táxi coletivo que nos levaria a Trinidad, chega o emissário do Luis Alvarez com o retrato de Fidel pronto. Chega o táxi: um Ford Studebaker 1956! O jovem que o dirige faz este percurso todos os dias de segunda a sexta, é o seu trabalho. Pergunto se o carro é original e ele responde sorrindo “não, é um Frankenstein”. Eu já tinha percebido que não era original por que o carro tem banco único na frente mas a alavanca do câmbio não é na direção como nos carros da época. Aí ele me conta que o motor é da Mitsubish e que os freios não são os velhos de lona, e sim modernos de pastilha; o companheiro Luis Caballero já havia nos contado que a maioria dos carrões americanos antigos de Cuba foi sendo mexido e trocado, porque com o bloqueio não havia como conseguir peças de reposição. Também já tínhamos notado que há uma certa quantidade de carros mais novos em Cuba, NENHUM AMERICANO: são basicamente Mitsubish, Huyndai e Peugeot – além de uma boa quantidade de velhos Lada. Fomos no táxi coletivo com mais um casal de italianos e um rapaz espanhol, todos de esquerda: o único que não era um defensor do socialismo era o motorista cubano (o primeiro crítico do regime que encontramos). Mesmo assim, ele reconhece que Cuba é um país muito seguro (ao contrário do restante da América Latina) e que não há uma gritante desigualdade porque “em Cuba não se permite ricos”; mas reclama da moeda nacional (“dinheiro cubano, isso não vale nada”), do alto preço das peças de reposição de automóvel, diz que os habitantes de Havana são mal vistos pelo resto do país e que “os funcionários do Estado em Cuba trabalham mal porque os salários são baixos” (palavras dele – para registrar, até agora não fomos mal atendidos em nenhum serviço estatal). Chegando em Trinidad, tivemos a surpresa de descobrir que pela primeira vez não ficaríamos em uma casa de cubanos, e sim em um hostel propriamente dito, charmosíssimo por sinal. Sobre o centro histórico de Trinidad, só uma frase a dizer: QUE CIDADE LINDA! Tanto pela arquitetura quanto pelo tipo de calçamento, Trinidad lembra demais Paraty do RJ – ganhou com muita justiça o título de Patrimônio da Humanidade. Passamos o dia flanando em Trinidad e terminamos a tarde na Casa de Música, que na verdade é um grupo de bares instalado em uma escadaria. O detalhe charmoso é que o sol se põe exatamente de frente para essa escadaria, que também está num point badalado de outros bares (além de ter o hot spot da internet pública), então no fim da tarde fica cheio. Tomar um mojito assistindo a um bel por do sol e ouvindo música cubana é muito bom. Em nossa caminhada pelo centro histórico de Trinidad, nos deparamos com um cartaz na porta da Igreja Batista contra a constitucionalização do casamento igualitário. É um pouco chocante constatar na prática que numa democracia popular o atraso fundamentalista tenha ainda forte presença política. À noite, fomos à Canchamcharra, um bar com música cubana ao vivo. O bar tem um ambiente supercharmoso, você pode sentar em poltronas ou sofás e o grupo é muito bom. O único alerta é: coma alguma coisa antes de ir, porque lá não tem petiscos, só bebida. O que não foi legal foi o fim da história: como não tinha opção de comida na Canchamcharra procuramos um local para lanchar e optamos por um bar de tapas e lanches. O aspecto do bar é charmoso, mas o serviço foi ruim: o hambúrguer veio em pão de forma; o suco de manga não era natural e o gosto mais parecia de pêssego; pra “fechar com chave de framboesa”, a conta veio com um “opcional” de 2 CUCs (mais de 10%) que nos recusamos a pagar e o troco ainda veio errado. Mas... “faz parte”: até agora, o único pequeno senão da viagem. Uma dica: na mesma rua ficam a Canchamcharra, a filial da Bodeguita Del Medio em Trinidad e a Zelatto – esta é uma sorveteria artesanal com o melhor sorvete que tomei em Cuba (aqui entre nós e assumindo o risco de “cometer uma heresia”, muito melhor do que o da Copelia). 11º dia – 10/01 De manhã o tempo em Trinidad estava nublado, mas acabamos decidindo ir à praia assim mesmo pegando o bustour das 11:00h. O ônibus turístico de dois andares custa 5 CUCs por pessoa ida e volta. Foi ótimo: chegando na belíssima Praia Ancón, o tempo estava aberto. Lá também se aluga boas espreguiçadeiras por 2 CUCs cada. Nosso plano inicial era ficar até o último horário de volta do bustour, 18:00h. Assim, por volta de 13:30h pedimos ao bar da praia 2 sanduíches e dois sucos de manga. O custo acabou ficando salgado: 3 CUCs por um sanduíche misto quente com pepino e tomate até vai, mas 3 CUCs por um copinho de suco de manga (gostoso) mas que tem mais gelo do que suco já é abusivo. Como o sol estava bem forte, decidimos retornar no bustour das 15:30h (depois desse, só às 18:00). 12º dia – 11/01 Na volta de Praia Ancón no dia de ontem já adquirimos na Cubatur o passeio para Cayo Blanco. Os cayos são ilhas pequenas nas proximidades da grande ilha de Cuba. Para chegar à marina de onde sai a escuna é necessário pegar um táxi. Tratamos um taxista para a ida e volta por 16 CUCs (os táxis em Cuba não têm taxímetro, o valor da corrida é negociado antes com o motorista). O carro era outra relíquia: um Citröen 1956 “Chocolate and Pepper” (vermelho e preto)! Obviamente, também era um “Frankenstein”: o motor é de Lada (mas pelo menos nesse o velocímetro funcionava). O passeio custa 50 CUCs por pessoa, incluídos: bebida a bordo da escuna – mais moderna do que as que usamos na Bahia – almoço na ilha (“paella cubana”: arroz misturado com camarão, pedaços de lagosta e de frango, muito saboroso) e snorkel para mergulhar e ver o recife de coral próximo a Cayo Blanco (muito bonito). Um detalhe interessante é que a energia elétrica do restaurante de Cayo Blanco é fornecida por baterias solares. A ilha é bem pequena, dá pra circulá-la toda a pé em menos de meia hora; do lado oposto ao cais e restaurante na ilha está um belo cemitério de corais. Uma nota peculiar: decidimos por Cayo Blanco ao invés de Cayo Iguana porque o tempo de deslocamento é bem menor: são menos de 2 horas de barco para Cayo Blanco e quase 3 horas para Cayo Iguana – mas Cayo Iguana tem o charme especial de ser uma reserva ecológica com muitas iguanas, enquanto a presença deste réptil em Cayo Blanco é mais rara. Já estava sentindo uma pontinha de frustração por não termos encontrado nenhuma iguana... e eis que aparece tranquila e majestosa: foi a festa da criançada e dos turistas. Terminamos a noite em Trinidad num local inusitado para a imagem tradicional de Cuba: um bar temático de Beatles chamado Yesterday, com um show ao vivo de Beatles e rock . A banda é muito boa, toca Beatles com uma pegada mais roqueira, além de várias músicas de outros grupos de rock como Led Zeppelin, Pink Floyd, Roxette e Deep Purple. O guitarrista mais jovem – com uma vestimenta tipicamente grunge – deu um show especial à parte: antes da apresentação começar (com o grupo já no palco) o som ambiente tocava Led Zeppelin e o garoto reproduziu o solo de Jimmy Page em Starway to Heaven nota por nota! 13º dia – 12/01 Decidimos ficar apenas em Trinidad, dando a última volta a pé pelo Centro Histórico. Após andar bastante, paramos para almoçar e decidimos pelo restaurante Plaza Mayor, próximo à praça de mesmo nome: por 10,5 CUCs come-se quanto quiser de um ótimo e sortido bufê, com sobremesa incluída. À noite foi a festa de aniversário da cidade, com um show de apresentações em frente à escadaria. No dia seguinte pela manhã, realizou-se uma cerimônia na praça. Como estávamos já bastante cansados e o show ia começar às 22:00h, nos recolhemos cedo, pois no dia seguinte já iríamos para Santa Clara. 14º dia – 13/01 De manhã pegamos o táxi coletivo para Santa Clara – mais uma “relíquia Frankstein”: um Bel Air 1956 com motor Huynday. O carro pagou para pegar mais um casal de holandeses, sendo que ele falava português e ela inglês. Como o taxista também falava inglês, a viagem foi uma verdadeira babel de conversas em inglês, castelhano, português e holandês. No meio do trajeto demos uma parada num “tienda” de beira de estrada em frente a um belíssimo painel de Che Guevara. Chegamos em Santa Clara e nos instalamos em mais uma acolhedora casa de cubanos. Dali fomos a pé até o Monumento Trem Blindado: o trem que transportava uma guarnição do exército de Fulgêncio Batista e que a coluna de Che descarrilhou e forçou a rendição da tropa batistiana. O detalhe épico é que a coluna de Che contava com apenas 18 homens e guarnição batistiana com mais de 300, mas no fim de dezembro de 58 a moral das tropas do exército de Batista era tão baixa que eles se renderam a Che. Por 1 CUC pode-se visitar a instalação e entrar nos vagões – essa que é a parte legal, pois dentro de cada vagão há uma exposição contando parte da história. Perto dali fica a sede provincial do Partido Comunista Cubano; em frente à sede está a icônica e belíssima estátua de Che Guevara caminhando com um menino no colo. A sede é bem ampla, mas só o saguão é aberto à visitação. Caminhamos para o Parque Vidal, onde está o Hotel Santa Clara Libre, outro ponto cuja tomada foi crucial para a vitória da coluna do Exército Rebelde liderada por Che. No caminho, encontramos uma farmácia como aquela dos velhos tempos, com enormes estantes e balcão de madeira: só faltava estar escrito “Pharmacia” no letreiro. Almoçamos no restaurante Casa do Governador, que apesar do nome pomposo e do aspecto chique tem preços bem razoáveis e ótima comida. No Parque Vidal, pegamos um táxi para visitar a Loma Del Capiro: o ponto mais alto da cidade e cuja tomada representou uma vitória militar muito significativa para o Exército Rebelde. A vista daqui de cima é linda, vê-se toda a Santa Clara. Há um monumento em homenagem ao Comandante Guevara e duas bandeiras, a de Cuba e do M 26/07 – mas na hora que chegamos (fim da tarde) as bandeiras já haviam sido recolhidas. Terminamos a noite assistindo ao Encontro de Trovadores no espaço cultural El Mejunje, idealizado por Miguel Diaz-Canel quando era Secretário do Partido na região de Santa Clara e que é um ponto de encontro da comunidade LGBT. 15º dia – 14/01 Hoje passamos o dia em Cayo Santa Maria; para lá se vai de carro. Não é um programa barato: o táxi cobra 60 CUCs pra levar e trazer; e, como a praia é de um resort, tem que pagar 5 CUCs por pessoa para entrar – o que dá direito a um drink no bar da praia. Apesar de caro, é imperdível: a praia é lindíssima, um típico mar do Caribe de água absolutamente cristalina e calma, e com uma grande quantidade de gaivotas que não se importam em nada com a presença de humanos. Pra variar, o táxi era mais um carrão antigo modificado: um Pontiac 1956 com motor Nissan. Um espetáculo à parte é a explicação de porque se chega lá de carro. É uma impressionante obra da engenharia civil cubana: aqui e em vários cayos da região de Varadero eles construíram estradas por cima do mar, ASSENTADAS EM PEDRAS JOGADAS AO MAR! Para Cayo Santa Maria, são 37 km de estrada COM MAR DOS DOIS LADOS! A história dessas estradas chega a ser lendária. Fidel era apaixonado por caça submarina, e por questões de segurança pessoal ele a praticava quase que clandestinamente nos cayos. Quando Cuba começou a investir no turismo, Fidel teve a ideia visionária de ligar os cayos por estrada sobre o mar. Na época, os ecologistas e ambientalistas criticaram o projeto original, argumentando – e com toda a razão – que um “paredão” de pedra cortando o mar iria interferir no regime das correntes marinhas e prejudicar a circulação dos peixes. O que fizeram então? Fotografaram a região do alto, estudaram as rotas dos cardumes e das correntes marinhas e o “paredão” de pedras tem 37 pontos de interrupção, sobre os quais foram construídas pontes – a maior delas inclusive permite a passagem por baixo de barcos pesqueiros. Almoçamos no restaurante do resort, que também não pratica preços extorsivos. À noite jantamos no restaurante Sabor e Arte em Santa Clara, um ótimo e simpático local frequentado por cubanos com preços no cardápio expressos em CUPs – mas a conversão é muito fácil: é só dividir por 25. Por 10 CUCs se come uma ótima lagosta. 16º dia – 15/01 Nossa despedida de Santa Clara foi uma bela caminhada do Parque Vidal até o Memorial de Che Guevara – são mais de 20 quarteirões. O monumento é encimado por uma enorme e belíssima estátua do Comandante, e tem as partes externa e interna. Do lado de fora, frases de Che e mapas de suas expedições guerrilheiras da coluna que liderou no Movimento 26 de Julho. A parte interna não pode ser fotografada: numa sala tem o Memorial propriamente dito, com uma excelente exposição de fotos, documentos e objetos de Che; na outra sala estão guardados os restos mortais do Comandante – repatriados da Bolívia após décadas – e de seus companheiros mortos das guerrilhas da Bolívia . Além disso, atrás há um outro pequeno cemitério dos guerrilheiros de Sierra Maestra da coluna liderada por Che, ainda com várias lápides sem nome (aguardando pelos companheiros ainda vivos). 17º dia – 16/01 Saímos cedo para pegar o ônibus da Via Azul no terminal de Santa Clara rumo ao nosso penúltimo destino: Varadero. Confesso que o aspecto externo do busão era bem cacarecado e dava uma certa preocupação, mas internamente o ônibus era bem razoável e chegamos em Varadero com tranquilidade, após 2 horas e meia de estrada. Também em Varadero optamos por ficar em casa de cubanos, e novamente fomos super bem atendidos e alojados por uma família simpaticíssima. Se Havana Velha parece a Lapa/Santa Teresa, Trinidad lembra demais Paraty e Cuba em geral parece o subúrbio carioca, Varadero é o Recreio dos Bandeirantes do Rio: um balneário supermoderno com praias lindíssimas, mas extremamente americanizado e formatado para turistas. Varadero na verdade é uma compridíssima e estreita restinga: uma faixa de terra que avança pelo mar por mais de 30 km, mas que só tem 300m de largura – então tem “mar dos dois lados”. Do lado “direito” de quem entra em Varadero por Matanzas é litoral de pedras; as praias – e os resorts – estão todas do lado “esquerdo”. Em Varadero praticamente a única (e ótima) coisa a fazer é curtir praia: linda, com água azulada e cristalina – só que nestes dias não está a “piscina” tradicional, em função dos ventos mais fortes e do tempo mais instável (chegou a ter bandeira vermelha antes de nós chegarmos). Uma observação: neste período de janeiro (que é inverno no Hemisfério Norte) se o sol se esconde atrás das nuvens sente-se frio na praia, porque o vento é constante. Outra coisa: nos restaurantes, nem sempre boa apresentação visual significa boa comida. Almoçamos num restaurante simpático da 1ª Avenida, mas o camarão estava “burocrático”. À noite, entretanto, a coisa foi diferente – para melhor. Marcamos de jantar com um grupo de amigos brasileiros no restaurante Casa de Al, que é a antiga casa de Al Capone em Cuba (na qual ele guardava a bebida que comercializava ilegalmente durante a Lei Seca). O restaurante é um charme, a comida é muito boa, tem uma ótima carta de vinhos e os preços não são extorsivos. No verão, o charme adicional é almoçar no terraço de vista para a praia, mas no inverno à noite fica impossível: aí é no ambiente interno mesmo. 18º dia – 17/01 Por volta das 07:00h da manhã fomos acordados pelo barulho da chuva. Pensamos de cara: “e agora? Balneário com chuva é um baita tédio”... voltamos a dormir e, grata surpresa: às 10:00h já estava um lindo dia de sol. A dona da casa nos explicou que por aqui é assim mesmo: quando chove é chuva rápida e logo o tempo abre. Após o ótimo desayuno padrão casa de cubanos, fomos novamente à praia, mas desta vez mais longe de “casa”: no resort Be Live Experience. Em Varadero os resorts estão à beira das praias mas o acesso à areia é livre e franqueado: a única diferença é que, se você não está hospedado no hotel, paga pelo uso das espreguiçadeiras e pela bebida que consumir. Como havia chovido pela manhã o mar estava mais mexido e com muitas algas, mas a praia continua sendo belíssima. Desta vez demos sorte no almoço: um pequeno e charmoso restaurante na Calle 47 com um ótimo camarão empanado e um serviço muito atencioso. Detalhe curioso é que, pela primeira vez em Cuba, encontramos um local que vendesse Coca Cola (ainda que embalada no México). 18º dia – 19/01 Varadero é realmente o “Recreio dos Bandeirantes” de Cuba: sofisticado e americanizado, mas também tem seu lado bucólico – várias casas por aqui criam galinhas, e de madrugada escutamos o galo cantar (nem me lembro mais quando foi a última vez que escutei galo cantar no Rio). Após o desayuno, saímos para ir à Cueva del Saturno, uma gruta com água doce e formações rochosas submersas. Combinamos com o taxista de pagar 40 CUCs e ele nos aguardar lá para a volta, pois a gruta fica praticamente fora de Varadero, na divisa com Matanzas a cerca de 20 km do centro de Varadero. O lugar é lindíssimo: a gruta fica 20m abaixo do nível do mar e tem profundidade embaixo da água doce (absolutamente cristalina) que varia de 1m a 22m. A entrada para a Cueva del Saturno custa 5 CUCs, e por mais 1 CUC aluga colete salva-vidas opcional – pra quem não é exímio nadador (como nós) é absolutamente recomendável. O local não tem snorkel para alugar; quem curte mergulhar vale a pena levar pelo menos os óculos de mergulho. Eu não senti falta: a água é tão cristalina e transparente que flutuando no meio da gruta dá perfeitamente pra ver o fundo 22m abaixo – a sensação é que está voando por sobre um abismo rochoso. Dali voltamos à praia e decidimos fazer o passeio de catamaran pelas águas de Varadero: 30 CUCs por 1 hora para duas pessoas. Hoje o sol estava totalmente aberto e o mar bastante calmo, então pudemos aproveitar ao máximo o passeio. Mergulhar nas águas azuis do Caribe a alguns quilômetros da praia foi especial, e o passeio todo é muito bonito. Na hora que bateu a fome, fomos ao restaurante mais próximo de onde estávamos: La Bodeguita Del Medio de Varadero. Um camarão ao ajillo muito bom, ótimos sucos naturais de abacaxi e melancia e, pra fechar, um delicioso mojito. Agora que já tomei mojito por todos os lugares onde estive em Cuba, posso garantir que Hemingway tinha toda a razão: o melhor mojito de Cuba é em La Bodeguita Del Medio. Mais praia até quase o fim da tarde, um descanso e o lanche da noite: ótimos e enormes hambuguers (“hamburguesas” em espanhol) no simpático snack bar Vernissage, ao lado de “casa”. Aqui também encontramos Coca Cola mexicana; cubanos mais ortodoxos costumam dizer que “Varadero no es Cuba” – pelo jeito não deve ser mesmo, pois “l’áqua nera del imperialismo ianque” não se acha em nenhum outro lugar de La Isla. 19º dia – 20/01 Nosso dia de despedida de Varadero: desayuno cubano, deixar as malas arrumadas na casa, liberar o quarto para os próximos hóspedes – e passear até o horário do ônibus de volta para Havana. Resolvemos pegar o bustour e fazer o passeio turístico por Varadero. Definitivamente, “Varadero nos es Cuba”: a parte em que nos hospedamos (os primeiros quilômetros mais ao sul da restinga) são o Recreio dos Bandeirantes carioca; já a parte dos maiores resorts, mais ao norte até a ponta, é uma Cancun. As praias são belíssimas e os resorts superluxuosos, nada a ver com a Isla que conhecemos e passamos a amar tanto. Fizemos algumas compras no centro comercial mais badalado da área dos resorts e, na volta, decidimos almoçar no Casa de Al: estava um belo dia de sol, daria para almoçar na varanda com vista para o mar. O único pequeno contratempo foi que saltamos do bustour e, pela indicação que nos deram, seriam 5 quadras mais à frente – mas eram mais de 10 quadras, foi uma caminhada grande. Mas compensadora: o camarão continuava delicioso, agora curtimos a vista para o mar deslumbrante e ainda tivemos música ao vivo com um ótimo grupo musical que ainda atendeu a nossos pedidos de tocar “Hasta Siempre, Comandante”, “Guantanamera” e “Iolanda”. Dali foi pegar um táxi, descansar um pouco e pegar o ônibus da Via Azul pra Havana – desta ver um carro bem melhor, mais moderno e confortável. Em 3 horas estávamos em La Habana, de volta à casa da mesma maravilhosa família que nos acolheu no início da viagem. 20º dia – 21/01 No primeiro dia de manhã de volta à Havana, fomos visitar nossos novos amigos cubanos Luis Caballero e Isabel Suarez e encontramos com a companheira Maria Leite, brasileira velha amiga do casal e grande amiga de Cuba. Queríamos ir ao Museu da Alfabetização mas descobrimos que estava fechado porque funciona dentro de uma instituição escolar. Por uma daquelas ótimas coincidências do destino, Maria já tinha agendado de ir ao Museu da Alfabetização no dia seguinte – combinamos de ir juntos. Dali fomos a pé até o Mercado San José, grande concentração de lojas de artesanato e lembranças – mais uma dica errada de distância: nos disseram que ficava na Avenida do Porto 5 quarteirões depois da esquina com Obispo, mas na verdade são mais de 10 quadras de distância. Fizemos algumas compras e voltamos para almoçar. À noite combinamos com os amigos Maria, Isabel e Luís de jantar no restaurante Deliriu’s: MARAVILHOSO! Lindíssimo, ambiente chique, ótima comida e preços não extorsivos – e ainda fomos brindados com uma espetacular apresentação de jovens cantores líricos. Esse restaurante eu recomendo MUITO. 21º dia – 22/01 Encontramos com a companheira Maria Isabel e fomos visitar o Museu da Alfabetização. Nos recebe na porta do museu uma senhorinha meio aborrecida porque estava faltando luz, vestida de jeito super simples: camiseta, calça tipo leggin e sandália de dedo – era a Diretora do Museu, Doutora em Educação. Conseguimos convencê-la a nos mostrar o Museu mesmo sem luz, só com a iluminação natural das janelas, pois íamos viajar no dia seguinte – e foi a visita mais emocionante que fizemos. O relato de um país pobre que mobilizou dezenas de milhares de voluntários e em um ano de campanha erradicou o analfabetismo é uma coisa impressionante - especialmente quando ficamos sabendo que 40 voluntários de alfabetização morreram durante a campanha, 11 ASSASSINADOS PELOS CONTRARREVOLUCIONÁRIOS ORGANIZADOS E FINANCIADOS PELA CIA (o primeiro “mártir” da alfabetização deu nome às Brigadas do Exército de Alfabetizadores: Brigadas Conrado Benitez). Não dá pra reproduzir aqui mais de 1 hora de palestra da Dra Luisa, mas dá pra comentar um pouco sobre três coisas: 1) no ato de comemoração do fim da campanha e da declaração da erradicação do analfabetismo em Cuba, os destacamentos dos “exércitos de alfabetizadores” (todos voluntários) exibiam faixas dizendo : Fidel, diga-nos agora o que fazer” (pois AQUELA “missão dada” já era “missão cumprida”). Fidel respondeu no ato: ESTUDEM! O programa de alfabetização passou a charmar-se “Sim, nós podemos” e foi “exportado” para vários países e regiões ( Dra Luísa nos relatou a experiência dela como monitora do repasse do programa em um Estado do México); a continuação dos estudos passou a ser chamada “Sim, nós podemos prosseguir”; 2) a “exportação” do programa “Sim, Nós Podemos” sempre respeitou as peculiaridades locais de cada país; por exemplo, no Haiti a alfabetização foi em criollo e não em francês; na Bolívia, além do espanhol, também em quíchua e almanara (as duas maiores línguas indígenas de lá); 3) o Museu da Alfabetização é situado em uma enorme área que na ditadura de Batista era o maior quartel militar, o Quartel Colônia – e tinha inclusive uma residência oficial do tirano. Na revolução o quartel foi transformado em escola: as residências dos soldados e oficiais foram transformadas em escolas, e hoje lá existe desde escola primária até a Faculdade de Pedagogia. À tarde demos mais uma descansada e arrumamos as malas, porque na manhã do dia seguinte já era hora de embarcar de volta ao Brasil. Mas não pudemos deixar de retribuir toda a hospitalidade e carinho da maravilhosa família que nos acolheu em Havana: convidamo-nos para jantar conosco novamente no Deliriu’s – e novamente a qualidade da comida, o requinte e beleza do local e o preço justo tornaram a noite muito agradável. O dia seguinte foi de dizer “Até breve, Cuba”: amamos esta Ilha e voltaremos muitas vezes, com toda a certeza!
  5. Eu e minha irmã fomos a Cuba no começo do mês de Novembro e ficamos 20 dias, queríamos conhecer o máximo que dava de Cuba. A viagem foi maravilhosa, com pessoas muito legais e com cada cidade tendo seu toque único. Evitamos muitos perrengues graças a uma cubana que conheci antes de viajar chamada IRINA e sua mãe MERCEDES…. Elas são maravilhosas, nos deram dicas de lugares bons e baratos para comer, como pegar os transporte públicos sem estresse e nos indicou a casa de seus amigos para ficarmos em cada cidade que íamos passar, por um preço bem melhor (a média que cobram é de 25 a 30 CUC, e com a ajuda da Irina pagamos 20 CUC nos duas). Primeiro ficamos em Havana, uma cidade linda que mistura o novo e o antigo...as vezes parecia que estávamos na década de 50...tem muitaaa coisa para fazer em Havana então se tiver tempo separe no mínimo 3 dias inteiros, em Havana a Irina e sua mãe prepararam um jantar com comidas típicas cubanas para eu e minha irmã e estava simplesmente maravilhoso!!!! Depois desses ótimos dias fomos quase até o outro extremo, Santiago de Cuba, lá fomos muito bem recebidas na casa da irmã da Yoyi, depois fomos a Santa Clara e ficamos na casa do Sr. Luis...uma casa das antigas enorme e linda cheia de detalhes. Depois fomos a Trinidad onde a D. Julia nos recebeu com muita alegria e nos indicou passeios que valem a pena fazer, como o Salto del Caburní (é uma trilha de mais ou menos 1h até uma cachoeira que tem uma queda d’água muito alta e vale a pena ir). Depois fomos a Cienfuegos onde D. Norma e seu marido nos receberam muito bem e fizeram a gente se sentir em casa. A casa dela fica na avenida principal, perto do Malecón, e fizemos TUDO a pé (exceto ir até o castillo de Jagua J), Por fim fomos até Viñales e ficamos na casa da Odallys e do Reynaldo, façam o passeio a cavalo para conhecer as fazendas de charuto e de café que vale a pena!!! Para finalizar essa viagem maravilhosa cheia de história optamos por ir a Cayo Largo ao invés de Varadero (que é mais famoso)....Para chegar lá tem que pegar um avião com viagem de 30 min. Se quiser ir fale com a Irina que ela vai indicar a agencia que faz o voo e reserva os hotéis para lá. Um lugar paradisíaco!!!!! Ficamos no Hotel Iguana, lugar muito bonito com praia na frente e os funcionários são MUITO simpáticos e amigos. Se pudesse falava muito mais dessa viagem que vou lembrar para sempre...se quiserem saber mais sobre internet, meios de transporte, comida, passeios ficarei feliz em tirar dúvidas.
  6. Jana.AOl

    Cuba de 11 a 28/02/2019

    Olá! Embarcaremos rumo ao desconhecido no dia 11/fev/19, um amigo e eu! Retornaremos, cheios de histórias e encantos cubanos, no dia 28/fev. Ainda não montamos roteiro nem vimos as hospedagens. Se for nesse período, me deixa uma mensagem! Abraços.
  7. Olá pessoal, gostaria de saber a opinião de vocês sobre o roteiro abaixo. Na verdade a dúvida maior é sobre os trechos que vou fazer de ônibus noturno. É viável? É seguro? Da para comprar os trechos antes pela internet? Tulum ou Playa, qual melhor para se hospedar? 03/03 (Domingo) Cidade do México -Chegada na Cidade do México às 05:05 -El Zócalo -Templo Mayor -Palácio Nacional e painéis de Diego (Palácio de Belas Artes) -Torre Latinoamericana 04/03 (segunda-feira) Cidade do México -Pirâmides de Teotihuacán 05/03 (terça-feira) Cidade do México -Museu de Antropologia 06/03 (quarta-feira) Cidade do México -Castelo de Chapultepec -Museu Nacional -Basílica de Guadalupe 07/03 (quinta-feira) Cidade do México -Casa de Frida Kahlo -Casa Museu de León Trotsk -Mercado de Coyoacán 08/03 (sexta-feira) Cidade do México-Puebla-Oaxaca *Pegar Daytrip para Cholula/Puebla -Ficar na rodoviária de Puebla *Ônibus noturno para Oaxaca (5hs de ônibus) 09/03 (sábado) Oaxaca- San Cristobal de Las Casas -Tour de Mitla + Hierve el Agua *Ônibus noturno para San Cristobal 10/03(domingo) San Cristobal de Las Casas -Chegada em San Cristobal por volta das 8hs -City tour em San Cristobal *Agendar Tour para Palenque no outro dia 11/03(segunda) San Cristobal de Las Casas - Palenque-Mérida -Sítio Maia de Palenque *Ônibus noturno para Mérida 12/03(terça) Mérida -Chegada em Mérida por volta das 10:00 -Sítio Uxmal *Agendar Tour de Chichen Itzá com volta para Riviera 13/03(quarta) Mérida-Chichen Itzá-Playa del Carmen/Tulum -Chichen Itzá -Volta pela PLaya de Carmen 14/03(quinta) Playa del Carmen/Tulum 15/03(sexta) Playa del Carmen/Tulum -Cobá 16/03(sábado) Playa del Carmen/Tulum 17/03(domingo) Cancun 18/03(Segunda-feira) Cancun-Havana(fim do dia) 19/03(Terça-feira) Havana 20/03(Quarta-feira) Havana -Ver como fazer bate e volta para Varadero 21/03(Quinta-feira) Havana 22/03 (Sexta-feira) Havana-Lima (vou fazer a volta por lima pq fico no Peru até dia 31/03) Desde já sou muito grata a quem puder contribuir!! Abs!
  8. Ola ! Passei 2 semanas incríveis em Cuba. Todas as informações necessárias sobre Cuba, roteiros e dicas, encontrei aqui no site 2 dias antes de embarcar. Dessa forma vou colocar apenas alguns pontos atualizados que podem ser úteis. Viajei entre Jan/Fev 2016, gastando uma média de US$ 52,00 por dia incluindo hospedagem. 10 Fatos sobre Cuba do meu ponto de vista 1 - Internet. Acesso a internet é bem complicado. Os cubanos precisam ir até a central de telefonia pela manhã e adquirir cartões com código de acesso que dão direito de 1h a 3hs, depois procurar por um sinal de wifi. Turistas precisam procurar nos hoteis de luxo o cartão de acesso, quando encontra paga cerca de US$ 6 por 1h de acesso. Outra opção é ir até a Etelco, enfrentar uma fila enorme e comprar o cartão por US$ 2 por 1h de acesso. maioria dos sites .com são bloqueados, emails muitas vezes não é possivel enviar, apenas receber e skype é bloqueado. Algumas hoteis do tipo Casa Particular colocam em seus cartões "wifi" mas é apenas o sinal e não acesso gratis. 2 - 4 canais de tv estatais. Novelas brasileiras fazem muito sucesso. Sempre me perguntavam se o personagem principal da novela Império morria no final. 3 - Praticamente não existe carne de vaca. Matar uma vaca da 20 anos de cadeia. Matar um cubano da 7 anos. Isso é motivo de muitas piadas entre os cubanos. 4 - Muitos carros só tem limpador do lado do motorista, pois encontrar peças de reposição e difícil e caro. 5 - Andando pelas ruas é inevitável te parem para perguntar a hora e em seguida perguntar de onde é, logo te oferecerem algo, como charuto, run, taxi, serviço de guia, etc. Muitas vezes comecei a conversar com essas pessoas pelas ruas e pelo fato de gostarem de conversar, se animam tanto pela conversa que até esquecem o que estavam te oferecendo. 6 - As vezes te pedem: sabonete, pasta de dente, papel higienico, a camiseta que você está usando caso seja de uma marca americana, etc. Pediram até meu iPhone de presente. Mas tudo muito sutil e forma humilde. 7 - Para o cubano todo turista é rico. Eles não conseguem entender o porque você quer viajar da maneira mais economica possivel. 8 - Em Cuba o turista é rei. Existem duras leis criminais aos cubanos caso furtem, roubem, etc algum estrangeiro. O governo e a policia protegem o tempo todo os turistas já que o país depende praticamente do turismo. Andar por Cuba é muito seguro, não importa a região. 9 - JINITEROS:são uns caras que ficam te abordando o tempo todo para te oferecer taxi, charuto, run e passeios. Descobri depois de alguns dias que a melhor forma de se livrar deles é dizer que ja comprou um caixa com 25 charutos por 35 CUCs e ja comprou RUM e que não tem mais espaço na mala. Depois disso vão querer te levar para almocar em um restaurante PALADAR, dependendo do horário, diga que ainda está muito cedo pra almoçar ou, que já almoçou. Nos últimos dias de viagem funcionou bem 10 - A maior preciosidade de Cuba são os cubanos. É um povo muito humilde, gentil e feliz. Alem disso adoram conversar e contar sobre suas vidas em Cuba. Agora sim... 10 DICAS SOBRE CUBA: 1) VISTO E SEGURO SAÚDE: ​- Como moro em São Paulo, fui pessoalmente até o Consulado de Cuba que fica em Perdizes, próximo a estação do metro. No site diz que é necessário cópia da passagem área, comprovante de seguro saúde e hospedagem, tudo impresso. Levei tudo de acordo, porem a atendente no consulado não olhou nada. Pegou apenas o passaporte para scanear e paguei a taxa de R$52,00 em dinheiro. Mas pelo que vi, é possível pagar a taxa de visto no balcão da Copa Airlines no Panama. Seguro de saúde fiz pela Assist Card via Site deles que estava um melhor preço. 2) DINHEIRO/CÂMBIO: Tive um certo problema com dinheiro, pois acreditava que conseguiria pagar alguma coisa com meu cartão Mastercard. Ledo engano, não encontrei nenhum lugar que aceitasse qualquer tipo de cartão. Me explicaram em Havana que é possível sacar em alguns bancos na boca do caixa, usando cartão Visa. Então tive que me reprogramar com o dinheiro que tinha no bolso. Conheci alguns estrangeiros que tiveram que antecipar a volta ao seus países de origem pelo mesmo problema. Portanto leve dinheiro em espécie com sobra de emergência. Cuidado para não confundir cédulas de moeda nacional e peso cubano (cucs) 3) IMIGRAÇÃO Não me perguntaram nada, nem pediram nenhum documento além do passaporte. Para sair do país, não é necessário mais pagar taxa de Saida. 4) AEROPORTO: Aeroporto de Havana: Essa não é uma dica e sim apenas umas constatação. Os funcionários do aeroporto são muito mal humorados. Tenha muita paciência ao esperar por sua mala pois eles tem apenas 2 tratores de carga de bagagem e nem um pouco de pressa em trabalhar. O normal é demorar pelo menos 1h para que se iniciem a entrega das primeiras malas. Depois a cada 20min outra remessa de malas na esteira. 5) TÁXI: ​Tentei pegar um ônibus coletivo para o centro, mas não é possível. Primeiro porque ninguém te da informação, segundo porque vi que não vale a pena, já que é necessário pegar um taxi para ir para o terminal Nacional e de la pegar um ônibus que demora 1h até o centro de Havana. Finalmente, não pague mais que 20cucs por uma corrida até o centro de Havana. 6) TRANSPORTE: Transporte: Sempre que você pergunta como chegar em determinado lugar vão te dizer para pegar um taxi e que não existe onibus. É preciso um pouco de paciência, perguntar por opções, perguntar para outras pessoas até conseguir a informação que você necessita. Via Azul: praticamente a única empresa de onibus de viagem no país, ja que a outra é exclusiva para cubanos. Para ir ao terminal via Azul em Havana você pode utilizar a linha 27 que passa pelo Capitolio, Parque Central, Vedado, etc. Custa alguns centavos em MN. Não importa quando você der, dificilmente o motorista te dará troco, o que nesse caso são valores insignificantes. 7) SAÚDE: Evite qualquer comida de rua e os deliciosos sucos que são vendidos nas portas das casa. A origem da agua utilizada é duvidosa. Melhor não arriscar e optar por agua mineral, refrigerante ou cerveja. 8.) SEGURANÇA: Andar por Cuba é super seguro, seja dia ou noite. A policia e o governo protegem muito a todos os turistas. Existem guardas a paisana e muitas câmeras. Para quem é brasileiro e já está acostumado com as dicas de segurança em viagem, não tem muito com o que se preocupar. 9) INTERNET: Em Cuba aprenda a sobreviver sem, viva como nos anos 90, offline. Leve impresso o máximo de informação possível, me faz falta por exemplo os horários de saídas e destinos da VIAZUL. No meu caso conseguir baixar uma mapa offiline das cidades de cuba no meu celular e me ajudou muito. Algumas vezes me fez falta um pequeno dicionário de bolso. Resumido, pequenas dúvidas e consultas que fazemos rapidamente em nossos smartphones não serão possíveis em Cuba (por enquanto). 10) HOSPEDAGEM/TURISMO: Do meu ponto de vista percebi que só existem dois tipos de turismo em Cuba. Turismo de luxo onde você ja contrata o translado do aeroporto para o hotel. Hotel 4* ou 5*, resorts all inclusive, taxi com ar condicionado, etc. Ou turismo mulambo, andando de ônibus coletivo, taxi compartilhardo e se hospedando nas casas particulares que são super simples. Não existe meio termo no qual estamos acostumados no Brasil ou outros países. Portando escolha o seu estilo e se prepare (o bolso ou a aventura). Quem tiver qualquer dúvida é só postar que terei prazer em ajudar ! Abs,
  9. Havana é a capital de Cuba e a cidade mais importante da ilha, é um dos lugares mais visitados pelos turistas, a cidade é bem grande, dando oportunidade para você escolher o bairro que prefere ficar, sendo que a grande maioria prefere ficar perto do centro, no bairro Havana Vieja ou em algum dos grandes hotéis no Malecón, perto do mar, cada lugar tem sua beleza e encanto, eu preferi ficar mais afastado desses 2 lugares, bem próximo ao Estádio Latino-americano que fica a 10 minutos da praça da Revolução, lá é um lugar mais local, meio longe do centro, cerca de 3/4 km de distancia. Havana tem muitos predios abandonados, ou bem velhos, coisa que em outras cidades já não se vê tanto, mas isso da um ar charmoso para a cidade, junto aos carros antigos e pessoas bem tranquilas, tudo isso faz de Havana ser uma cidade especial e diferente da grande maioria, sendo um lugar super seguro, te da a liberdade de andar por qualquer rua sem ser incomodado. - Como chegar Geralmente todos os voos para Cuba têm como destino de chegada em Havana, a capital do país, porém o aeroporto fica um pouco mais distante da cidade, caso você chegue de dia é possível pegar um ônibus que custa 1 peso cubano que passa perto do aeroporto, é necessário andar ate a avenida e esperar ele passar com a numeração P122, ou então ir de taxi, geralmente o taxi vai te cobrar 30 cuc´s por cabeça, mas no fim eu consegui por 10 cuc´s a pessoa, para mim e uma colombiana que conheci no voo, acabamos rachando o taxi para ficar mais barato. - Hospedagem Havana é a maior cidade cubana, o que não falta é lugar para ficar por lá, existem muitas casas disponíveis por toda região, eu preferi ficar próximo ao Estadio Latinoamericano, que fica a uns 10 minutos da Praça da Revolução, ele fica mais longe do centro e de Habana Vieja, o lugar mais turístico da cidade, preferi assim, pois ficaria mais perto dos bairros, para ter esse contato com o povo local, e quando fosse para o centro poderia ir caminhando tranquilamente pelas ruas ate chegar lá e assim ir conhecendo a cidade. Eu fiquei na casa da Dona Teresa, na Avenida 20 de Maio, ela mora no prédio azul no nono andar, ao lado do estádio, o valor da diária varia de 6/8 Cuc´s por noite, o quarto tem 05 camas de solteiro, virando uma espécie de hostel, o legal é que você pode conhecer mais mochileiros dessa forma, tem um banheiro dentro do quarto, ventiladores e agora ela esta providenciando um ar condicionado, já que o verão esta chegando, além disso você pode conhecer um dos filhos dela (Jorge) e o marido (Fran), isso te da uma interação muito boa com o povo cubano, você pode conversar de tudo, tirar suas duvidas sobre o país, pedir dicas, realmente é muito bom ficar nessas casas de família, uma experiência bem diferente e para mim bem melhor, você depois de alguns dias acaba se sentindo em casa. - Alimentação No começo ainda estava tentando pegar os esquemas de como comer barato, mas depois de um dia não tem erro, o principal é ver aonde os cubanos vão, e sempre verificar o cardápio, se ele estiver em peso cubano, que é a moeda nacional, provavelmente é um lugar barato, geralmente são lugares simples, que mal tem lugar para sentar, mas a comida é farta e boa, nos cafés da manhã era a mesma coisa, procure pequenas lanchonetes, lá você poderá comer sanduiches e tomar suco natural, em alguns lugares 2 lanches e 1 suco dava 10 pesos cubanos, coisa como 0,40 Cuc´s, por ai, o almoço fica em torno de 35 a 45 pesos cubanos, não chega a 2 Cuc´s, por isso que eu preferi ficar nos bairros mais distantes da zona turística, quanto mais perto dos turistas, mas difícil fica de encontrar esses lugares, ai só terá aqueles restaurantes caros para ir, onde você almoça por 07 cuc´s, sem contar a bebida e a gorjeta. - Segurança Nos primeiros dias a gente ainda fica meio receoso, brasileiro que somos sempre ficamos espertos com celulares, quando a noite chega ate assusta um pouco, a iluminação publica é bem ruim, ruas ficam totalmente escuras, mas mesmo assim não acontece nada, totalmente seguro, depois de 2 dias você já esta andando pelos lugares mais pobres da cidade gravando vídeo com o celular e andando as 2 da manhã pela cidade com a certeza que não acontecera nada, a segurança foi uma das coisas que mais me impressionou aqui, e isso significa liberdade, era livre para andar para qualquer canto a qualquer horário sem me preocupar com assalto, isso foi uma das experiências mais legais que passei na ilha. - Câmbio Em Havana existem diversas CADECAS espalhadas, só se informar qual a mais próxima da sua hospedagem para realizar a troca, no começo é normal ficar um pouco confuso, é ate bom anotar isso, CUC´s são os pesos convertíveis, essa é a moeda do turista, que geralmente usa para pagar hospedagem e transporte, você pode usar ela no dia a dia também, a diferença que a pessoa ira fazer a conversão do peso cubano para Cuc´s para poder receber dessa maneira. 01 Cuc = 01 Dolar/Euro, existe uma leve diferença, mas para ficar mais pratico melhor deixar assim, então como é possível ver, tem que tomar cuidado ao gastar em CUC, já o peso cubano que é usado em muitos mercados e restaurantes locais , 1 CUC = 24 pesos cubanos, logo gastar em peso cubano é mais vantajoso, como falei acima, tem ônibus da cidade que custa apenas 1 peso, refrigerante a 10 pesos, suco natural a 3 pesos, lanche a 05 pesos e refeição a 25/45 pesos cubanos, esse é o segredo para economizar em Cuba. Eu sempre andava com as duas moedas no bolso, na própria CADECA, você troca seu dinheiro por CUC´s e depois troca alguns CUC´s por CUP, que são os pesos cubanos, deixava um bolso reservado para os CUC´s e outros para os CUP´s, assim ficava mais fácil de gastar o dinheiro no dia a dia. - Passeios Aqui em Havana, os passeios que tem para se fazer são conhecer os monumentos históricos em homenagem aos libertadores de Cuba, como Jose Martí e Maceo, e dos revolucionários, como Che e Camilo, além disso, tem diversas praças, tem o malecón e o museu da revolução. Um dos primeiros passeios que fui fazer, e por estar próximo também, foi conhecer a Praça da Revolução, é lá que o Governo Cubano dirige o país, todos os prédios da região são ministérios, e nele se encontram 2 homenagens das mais famosas de Cuba, o rosto do Che Guevara com a frase “ Hasta la victoria siempre” e de Camilo Cienfuegos “ Vas bien Fidel”, na frente dessa praça tem um enorme monumento e um museu ao libertador Jose Martí, que foi um dos lideres cubanos contra os espanhóis pela independência de Cuba. O segundo lugar é o Capitólio, que ate se parece com a Casa Branca, e ate se pode imaginar que lá é o lugar do governo, mas na verdade não é e no momento que fui ele esta fechado para reformas, ali será um museu. O terceiro lugar visto foi o Museu da Revolução, a entrada custa 08 Cuc e lá é onde você poderá entender um pouco mais da historia cubana, que conta sobre o período pré e pós-revolução, com muitas fotos e capas de jornais da época, vale a pena ler tudo e entender uma parte da história cubana. O quarto lugar foi passear pelo Malecón, que é a região costeira que tem um calçadão, no caminho ate o centro de Havana você encontra muitos monumentos da independência cubana, e também a embaixada americana. O quinto lugar foi ir à região do hotel Havana Libre, ali tem a universidade de Havana e é uma região bonita para se passear, com avenidas grandes, dali você pode ir ate o centro velho que não é tão longe assim. O sexto lugar é simples, é uma sorveteria próximo ao Hotel Havana Libre, é um lugar muito conhecido pelos cubanos chamado de COPPELIA, onde vende o melhor sorvete de Cuba, no menor preço possível, você come 05 bolas de sorvete por 05 pesos, muito barato, esta sempre com fila, mas que dura cerca de 30 minutos, as filas são para a organização do lugar apenas, vale muito a pena conhecer lá. Para quem quer ir a um lugar barato para tomar um mojito, cuba livre ou coisa do tipo, existe um lugar muito bacana chamado CASA BALEAR, fica próximo ao Coppelia, coisa de 05 minutos andando, em uma esquina com outra grande avenida, lá tem mojito a 15 pesos cubanos e cuba libre por 20 pesos cubanos, muito barato, menos de 1 cuc... o lugar é bacana e sempre depois das 18 horas fica lotado, o lugar é mais visitado por cubanos, mas já percebemos que esta ficando famoso pelos turistas, sempre encontramos outros viajantes por lá. Um lugar para sair a noite, é ir a Fabrica de Artes, a entrada custa 2 cuc´s e ali tem 2 pistas de dança e uma exposição de arte em todo lado, realmente é um lugar muito bonito, mas é bem cult, quando fomos tinha uma banda que tocava rock, então não é uma coisa cubana de tocar salsa e reggaeton, vale a pena a visita porque da a sensação que você nem esta em Cuba pela quantidade de gringos. Fora tudo isso, a parte mais legal é andar pelas ruas sem rumo, conhecendo as casas cubanas por fora, almoçar nos lugares locais, experimentar algum doce caseiro ou tomar aquele suco natural, escutar a musica cubana ecoando pelas ruas e andar sem rumo, sem a preocupação de ser assaltado ou cair em uma rua errada. Havana é uma cidade diferente e especial, não tem muito como explicar, só indo para saber, e claro manter sempre a mente aberta para absorver o máximo possível, ir com a mente já direcionada para criticar tudo o que vê ou elogiar tudo o que vê, pode te dar certa ilusão sobre o lugar, como todo país, como toda cidade, Cuba tem seus pontos positivos e seus pontos negativos, tem suas coisas que funcionam perfeitamente e aquelas que precisam melhorar, basta você estar livre de preconceitos e curtir tudo o que a ilha pode te oferecer. É isso ae galera... Espero que tenham gostado do relato e...
  10. Galera vou passar o mês de Março mochilando por esses países, quem estiver por algum desses nas datas vamo se encontrar!! Abs!! 03/03 (Domingo) Cidade do México -Chegada na Cidade do México às 05:05 -El Zócalo -Templo Mayor -Palácio Nacional e painéis de Diego (Palácio de Belas Artes) -Torre Latinoamericana 04/03 (segunda-feira) Cidade do México -Pirâmides de Teotihuacán 05/03 (terça-feira) Cidade do México -Museu de Antropologia 06/03 (quarta-feira) Cidade do México -Castelo de Chapultepec -Museu Nacional -Basílica de Guadalupe 07/03 (quinta-feira) Cidade do México -Casa de Frida Kahlo -Casa Museu de León Trotsk -Mercado de Coyoacán 08/03 (sexta-feira) Cidade do México-Puebla-Oaxaca *Pegar Daytrip para Cholula/Puebla -Ficar na rodoviária de Puebla *Ônibus noturno para Oaxaca (5hs de ônibus) 09/03 (sábado) Oaxaca- San Cristobal de Las Casas -Tour de Mitla + Hierve el Agua *Ônibus noturno para San Cristobal 10/03(domingo) San Cristobal de Las Casas -Chegada em San Cristobal por volta das 8hs -City tour em San Cristobal *Agendar Tour para Palenque no outro dia 11/03(segunda) San Cristobal de Las Casas - Palenque-Mérida -Sítio Maia de Palenque *Ônibus noturno para Mérida 12/03(terça) Mérida -Chegada em Mérida por volta das 10:00 -Sítio Uxmal *Agendar Tour de Chichen Itzá com volta para Riviera 13/03(quarta) Mérida-Chichen Itzá-Playa del Carmen/Tulum -Chichen Itzá -Volta pela PLaya de Carmen 14/03(quinta) Playa del Carmen/Tulum 15/03(sexta) Playa del Carmen/Tulum -Cobá 16/03(sábado) Playa del Carmen/Tulum 17/03(domingo) Cancun 18/03(Segunda-feira) Cancun-Havana(fim do dia) 19/03(Terça-feira) Havana 20/03(Quarta-feira) Havana -Ver como fazer bate e volta para Varadero 21/03(Quinta-feira) Havana 22/03 (Sexta-feira) Havana-Lima 23/03 (Sábado) Lima 24/03(Domingo) Lima 25/03(Segunda-feira) Lima 26/03(Terça-feira) Lima 27/03(Quarta-feira) Lima-Cusco 28/03(Quinta-feira) Cusco 29/03(Sexta-feira) Cusco 30/03(Sábado) Cusco 31/03 (Domingo) Cusco -Saída de Cusco às 05:30
  11. Depois de postergar por séculos, segue o relato de quando eu estive talvez na Ilha ``mais amada´´ e ``odiada´´ do mundo Cuba !!!! Já faz um tempo, mas pisar nesta ilha caribenha me marcou profundamente. Fui para participar de um Congresso que ocorre a cada quatro anos neste maravilhoso país, consegui uns dias a mais para poder conhecer um pouco de Havana com toda a sua história e caráter revolucionário. Para isso, consegui um bom voo na época pela Copa Airlines com escala no Panamá e também consegui uma hospedagem excepcional, através de uma amiga da minha irmã, em uma casa de uma família cubana, poderia afirmar que depois destes dias me considero com uma segunda família . Vou tentar não me prender a toda a minha paixão que eu tive por esse país e seu povo e tentarei descrever algumas dicas importantes para o viajante que pretende conhecer esta ilha que, realmente, parece que parou no tempo. Realizei um voo extremamente tranquilo, como retirei o visto na embaixada cubana na cidade onde eu habito (São Paulo) não precisei providenciar nenhuma tarjeta turística na Cidade do Panamá e teoricamente entraria no país sem nenhum imprevisto, só que como todos sabemos, nem tudo saí como planejamos e como consegui bastante doação de materiais escolares, sabonete, cremes dentais, roupas ... a polícia cubana ficou desconfiado de mim, e fiquei quase duas horas sendo revistado, realmente o controle em sua alfândega, ao meu ver, parece ser bem rigoroso. mas, depois do susto inicial e com a minha anfitriã Francis muito preocupada, saí do aeroporto José Marti e lá estavam ela e um senhor que iríamos nos levar para a casa dela. Uma dica importante, o aeroporto José Marti é bem afastado da região central de Havana e provavelmente você tenha que pegar um taxi ou acertar um transporte antes da sua chegada, eu consegui um por 7 CUCS* (pesos conversíveis cubanos) que me deixaria na casa de Francis, localizada no bairro do Vedado, uma região mais residencial de Havana e onde se encontra grande parte das embaixadas e que se transforma no seu outro oposto em uma das regiões mais turísticas próximo a Habana Vieja e Hotel Nacional. O local era ótimo, iria ficar no quarto da filha de Francis, Carolina, uma estudante de medicina e no mesmo apartamento morava a sua mãe. Fui muito bem recebido, e mesmo estranhando um pouco o casteliano cubano, tive muitas dificuldades em compreender passei um bom tempo conversando e tomando café com a mãe de Francis, uma senhora com 80 anos e com muitas histórias para contar, inclusive dos momentos áureos da revolução e outros momentos de muita escassez. *Imagino que todos que pesquisam sobre Cuba devem saber como funciona a questão cambial em Cuba, mas vale relembrar em poucas linhas, que devido a todos os problemas relacionados ao embargo econômico, o governo cubano para arrecadar mais com o turismo, uma das suas poucas fontes de renda, criou uma outra moeda que seria utilizada pelos turistas, chamada CUC, ela tem mais ou menos a cotação do dólar - mesmo que se você for compra-la com dólar tem taxação de 10%- e o peso cubano (cotado 1 CUC=24pesos cubanos) como era a minha primeira vez em Cuba, acabei levando dólares e perdi um pouco de dinheiro . Voltando a viagem, no mesmo dia peguei uma máquina (taxis coletivos naqueles carros antigos da década de 50) paguei cerca de 0,50 cents de CUC e fui para a região turística de Cuba. Parei para tomar um sorvete na sorveteria Coppélia, o interessante que existem duas filas no local, uma gigantesca onde ficam basicamente cubanos e o preço é bem mais em conta e outra minúscula onde é cobrado em CUCs e ficam os turistas. Eu, logicamente fiquei na fila dos cubanos e neste momento consegui erceber o quanto os cubanos e brasileiros são extremamente parecidos, em poucos minutos já havia feito amizade com muitas pessoas e estávamos falando sobre as novelas brasileiras ... Como eles são apaixonados por novelas brasileiras, principalmente as globais, mas como eu não sou um telespectador assíduo da teledramaturgia brasileira, começamos a falar de muitas outras coisas .... Foi paixão a primeira vista . Se quiserem economizar, e o melhor, interagir com o amável povo cubano, super indico que fiquei nesta fila !!!
  12. Dia 1: Havana - Varadero (ViAzul: https://www.viazul.com/). Dia 2: Varadero (praia). Dia 3: Delfinário Varadero e praia. Dia 4: Hostel em Vedado, Sorveteria Copélia, Hotel Nacional, Malecon. Dia 5: Praça da Revolução, Memorial a José Marti, Partido Comunista Cubano, Coco taxi tour. Dia 6: Havana Velha,Capitólio, Museu da Revolução, Passeio de Marti, Floridita, Catedral, La Bodeguita del Medio, Casa Dela Musica de Netuno. Dia 7: Havana - Santa Clara (ViAzul: https://www.viazul.com/), Hostel, Praça da Revolução de Santa Clara, Mausoléu de Che Guevara e heróis da revolução, Fabrica de Charutos, Trem Blindado, City tour. Dia 8: Santa Clara - Cayo Santa Maria (ViAzul: https://www.viazul.com/), praia. Dia 9: Cayo Santa Maria, praia. Dia 10: Cayo Santa Maria - Santa Clara. Santa Clara - Havana. Dia 11: Havana, Malecon, Casa dela Musica, Miramar, Casa del Habano. Dia 12: Havana - Brasil
  13. Um mochilão pela América Central sempre esteve no topo da minha lista de desejos. Talvez tão desejado quanto a África e o Sudeste Asiático, ambos sonhos já realizados (leiam os relatos na assinatura ). Tinha prometido pra Gabi, minha namorada, que iria fazer um mochilão com ela, e América Central tinha um problema, sempre achei que seria uma viagem um pouco perigosa... Aí, como sempre, surgiu aquelas malditas promoções para o Panamá exatamente na data que nós estávamos procurando viajar, emendando as férias e carnaval! Aí pensamos: tá, nem deve ser tão perigoso assim. E depois de uma pesquisada em alguns relatos, compramos a passagem!!!! Bora pro Caribe!! Bora pra América Central!! Mas a passagem era ida e volta para o Panamá. Logo veio a questão: O que fazer a partir dali?? Eu só tinha basicamente 2 lugares que realmente fazia questão: San Blas (Panamá) e um mergulho em Belize. Mas precisamos de pouca leitura para ver que Guatemala estaria definitivamente no nosso roteiro. Por uma questão de preço de passagens e oportunidade resolvemos ir também para Cuba! Clima: Ali faz sempre calor!! Uma grande vantagem na hora de preparar o mochilão leve. Chinelos, regatas e bermudas são muito bem-vindos. Dinheiro: Eu levei dólar e euro. O euro nós utilizamos em Cuba para converter para a moeda local dos gringos (o CUC), pois o dólar é sobretaxado em 10%. No Panamá o próprio dólar é a moeda oficial, assim como em Belize, que apesar de ter uma moeda própria o dólar é aceito em qualquer lugar com conversão fixa. Guatemala é preciso trocar dinheiro. Leve dinheiro vivo, pois nem sempre você achará caixa eletrônico ou máquinas para cartão (especialmente em Cuba). Idioma: Com exceção de Belize, onde a língua local é o inglês (apesar de muita gente falar espanhol), o idioma dos demais países é o espanhol. É possível se virar tranquilamente no portunhol! Infraestrutura: Em geral a infraestrutura é um pouco precária, especialmente na Guatemala e Belize. Mas nada que assuste muito um brasileiro, já acostumado com uma péssima infra mesmo quando comparado com países bem mais pobres. Alimentação: Não tivemos problemas, apesar de muitos lugares a comida ser bastante simples. Mas não esqueça de levar aquele remedinho para piriri... Vai que... Em resumo nossos gastos totais foram, por pessoa: Florianópolis - Cidade do Panamá (ida e volta) = R$ 1.636,50 Cidade do Panamá -> Havana -> Cidade da Guatemala + Belize City -> Cidade do Panamá = R$ 2.137,08 Todos os demais gastos: Alimentação, Hospedagem, Transporte terrestre e Passeios estão na planilha em anexo. Dia 1 - 24/fev/2017 - sexta-feira - Ida à Cuba Fomos pela companhia Copa Airlines, companhia nada de especial. Fiquei com bronca com eles principalmente porque eles não confirmaram o vôo que eu comprei mas descontaram o valor no meu cartão . Depois de muito briga tive que remarcar minha ida para um dia antes e a volta para um dia depois, e com isso tive que negociar um dia no trabalho além das férias . Nosso primeiro destino seria Cuba. Faríamos uma conexão no Panamá mas com um pequeno detalhe: Por termos comprados bilhetes distintos (compramos somente ida e volta para o Panamá e dps os trechos internos separadamente), teríamos que sair da área de embarque na Cidade do Panamá e fazer o check-in novamente. Como era sexta de carnaval, essa brincadeira nos tomou 1h30 para sair e 1h para retornar para a área de embarque. Dica: Não esqueça do comprovante internacional de vacina de febre amarela, ela é exigida. A folga que tínhamos para o vôo para Havana logo virou aperto, e ainda tivemos que obter (ou melhor, comprar) o visto para Cuba, que não tinha para vender em Guarulhos, mas tem um guichê da Copa na área de embarque onde vc pode comprar o visto, tudo ok! :'>:'> Chegamos cerca das 23h em Havana, bem tranquila a passagem pelo raio x. Alguns médicos trajados como tal nos cobraram a vacina da febre amarela e de maneira muito cordial puxaram conversa falando que já ouviram falar de Florianópolis. Ninguém nos solicitou reserva em hotel ou seguro de saúde, mas eu estava preparado pois tinha lido que cobram isto de alguns visitantes. Já na esteira para esperar a bagagem era possível notar como os cubanos não economizavam nos sorrisos, o que logo me fez pensar que realmente há alguma coisa diferente nesse país. Um segurança, que mais parecia um meninão passeando, andava com um cachorro farejador. O cachorro, por sua vez, estava mais preocupado em divertir os turistas do que encontrar algo suspeito nas malas. Um japonês que foi brincar com o cachorro foi surpreendido com a irreverência do bichano, que não pensou duas vezes e grudou na perna do japonês num movimento reprodutivo de vai-e-vem ensinando ao japonês um pouco da cultura caribenha!! Em Cuba é comum se hospedar na própria casa dos cubanos, pois os hotéis além de caros não costumam ter boa qualidade. Nós buscamos na internet e escolhemos ficar na casa de Roly (http://www.casairmaroly.com/). Roly é um senhor extremamente simpático que foi nos buscar no aeroporto com um daqueles carros lindos, ano 58, e aproveitou o caminho de volta para passar pela parte turística e nos apresentar um pouco da cidade enquanto contava como era a vida em Cuba. Dica: No aeroporto vc consegue trocar dinheiro por uma taxa melhor. Eu não o fiz pois Roly falou que seria melhor fazer isso no centro. Que nada!! Me ferrei!! Acabei trocando no centro por uma taxa pior e fiquei horas na fila do banco. E o pior, praticamente não aceitam cartão por lá, e se aceitarem, vc pagará muito por isso. Chegamos mortos de cansados, e para nossa surpresa, Roly nos falou que não tinha lugar na casa dele esta noite, mas ele já tinha esquematizado um lugar ao lado para nós. . Você deve estar se questionando: Este Roly é simpático mesmo, porque até agora só deu bola fora e mesmo assim esse cara gostou dele... Mas o quarto que ele nos arrumou era enorme e ficava numa casa vizinha. Na manhã seguinte já fomos cedo levar nossas tralhas para a casa do Roly. Dia 2 - 25/fev/2017 - sábado - Havana Depois de bater um bom papo com nossos anfitriões, que por sinal tinham assunto à beça, fomos trocar dinheiro no banco. Aí os serviços do socialismo já começaram a se mostrar uma porcaria . Foram 2h na fila, com um atendimento péssimo, brigas entre atendentes e clientes e muita paciência para conseguir trocar dinheiro numa conversão ruim. E o pior, antes de conseguir trocar dinheiro não conseguimos nem comer nada, pois não aceitam euros (muito menso dólares) em nenhuma parte. Passado o stress, fomos resolver outra coisa que os excelentes serviços de Cuba não nos permitiu fazer do Brasil, a reserva para Cayo Largo. Ainda no Brasil, foram inúteis tentativas de cotar os valores e obter mais informações através do email. A saída foi ter plano A (Cayo Largo), B (Varadero) e C (Cayo Guillermo) para checar os preços e disponibilidades pessoalmente nas agências de turismo estatais que se encontram no saguão dos principais hotéis de Cuba. Conversamos com Sahily no Hotel Telegrafo (indicação de Roly) e conseguimos fechar um pacote para Cayo Largo (4 dias e 3 noites all inclusive + avião de ida e volta) por 463 CUC por pessoa. Valor bem caro e sem desconto, aparentemente é o valor tabelado. Saímos dali e compramos um sanduíche com cervejas em um lugar bem simples frequentado por locais e caminhamos sem rumo pela região até desembocar na avenida Malecon. Sentamos no muro à beira-mar enquanto tomávamos uma boa cerveja gelada sob o sol quente do Caribe e relaxamos por completo curtindo a deliciosa sensação de que as férias enfim começaram!! Voltamos próximo ao Capitólio e resolvemos dar o famoso passeio com um dos belos carros conversíveis que ficam ali expostos para atrair turistas. Uma breve negociação e fechamos por 30 CUC para os 2 por uma hora. O passeio vale a pena, apesar do preço. Passamos por Havana Centro, pela Plaza de la Revolución (onde tem aquela famosa imagem do Che num prédio público), pelo Malecon e outras partes tradicionais de Cuba, inclusive o simpático motorista nos levou para conhecer a universidade à meu pedido. Na volta pedimos para ele nos deixar em algum lugar para comprarmos o cartão de internet. Em Cuba é difícil ter acesso à internet, é necessário comprar uns cartões pré-pagos em agências do governo e se deslocar até alguns pontos específicos da cidade onde possuem sinal de wifii (basicamente hotéis e algumas praças públicas). Nem é preciso dizer que é caro e velocidade sofrível, certo? Vou lhes contar uma curiosidade sobre como esse povo "de boa" se organiza para fazer uma fila. Cheguei no local para comprar o cartão da internet e ao invés de uma fila encontrei um amontoado de gente espalhado por uma sala esperando, procurei por uma senha.... e nada... até que chega um outro cubano e pergunta em voz alta quem era o último da fila. O último se identifica e o cubano que perguntou acha um canto para esperar... hummmm, interessante, não? Nisso chegou outro cubano perguntando quem era o último, eu rapidamente disse que era eu! Fui para o meu canto seguro que agora estava fazendo parte daquela fila. . mais 40 minutos e saí com 3 horas de internet por 4,5 CUC. Perdi 1h dessa internet em 15 minutos. Pois sentei no chão, ao lado de um grande hotel e dps de muito sofrimento para conseguir avisar a família q eu estava vivo, resolvi desistir da internet que falhava muito e não consegui banda para deslogar. Logo o tempo do meu cartão continuou correndo e perdi essa 1h sem eu usar!!! Maldito socialismo De noite caminhamos por Havana Vieja que fica linda de noite!!! Você se sente no século passado caminhando pelas charmosas construções coloniais restauradas e iluminadas em meio a dezenas de turistas que caminham tranquilamente pelas ruelas de Havana Vieja. Tomamos um caro mojito na Bodeguita, tradicional bar de Havana e sentamos num bar chamado café Paris para ouvir uma animada salsa ao vivo. Foram 4 mojitos, 2 cervejas e uma pizza de lagosta por 26 CUC. Dia 3 - 26/fev/2017 - domingo - Havana Para evitar muita fila, fomos direto ao museu da revolução para pegar sua abertura às 9h30. O museu conta com muita história escrita, e, obviamente, contando apenas um lado da história. Ainda assim é bastante interessante. Ficamos mais de 2h lendo praticamente tudo! Como não tínhamos tomado café da manhã e já era tarde, optamos por comer 2 pizzas individuais por 3cuc. Essa foi das poucas opções realmente barata e gostosa que achei. Essas tendas que vendem pizza estão espalhadas pela cidade (mais baratas quanto mais longe da área turística). Dali tentamos entrar no teatro próximo ao capitólio, que é muito bonito por fora. Mas não entramos por dois motivos: achamos o preço um poucoabusivo (8 CUC/pessoa se não me engano), e o mais importante, estávamos zerados de grana!! . Não trocamos dinheiro suficiente pq não tínhamos certeza se iríamos conseguir fechar o pacote para Cayo Largo... Resultado: mais uns 50 minutos na fila pra trocar dinheiro . Nesta tarde fomos caminhando tranquilamente desfrutando Havana Vieja. Passamos pela Fortaleza castillo real (3 CUC/pessoa), não achei nada especial por dentro. Almoçamos tarde em um restaurante num local bem bacana e agradável para tomar uns mojitos e/ou umas cervejas, pena que era o típico restaurante pega turista, muito caro pela comida que oferece, fora a taxa de serviço absurdo que nos fizeram pagar . Foram 43 CUC para comer lagosta e 3 drinks. Se vc também quer ser feliz e ser enganado ao mesmo tempo, vá neste restaurante, ele chama-se el rincon de pacho que fica numa ruela sem saída na praça da catedral. Voltamos para casa descansar um pouco pq estava nos nossos planos ir para a Fábrica de Arte Cubana - FAC. Essa FAC é tipo uma baladinha misturada com um centro de arte. De noite é possível tomar vários drinks (até mais q o necessário), enquanto aprecia expressões artísticas, quadros, esculturas, teatro interativo com música, bandas bacanas, uns 4 ambientes super legais, comida e etc... enfim, é um lugar que vc DEVE ir quando for à Havana!!! Estava aberto de quinta a domingo a partir das 20h. Do capitólio um côco taxi (tipo um tuk-tuk) custava 10 cuc pra 2. O taxi sai uns 15. Eu e a Gabi ficamos encantados com o lugar. Passeando e acompanhando os artistas com fantasias muito loucas. Sempre segurando um copo de qq coisa com rum. Lá pelas tantas esse rum bateu e fizemos várias amizades de 15 minutos, trocando várias ideias em todas as línguas que fossem necessárias (muitas vezes só fingindo que nos comunicávamos). Nesta noite me reforçou o pensamento de que a Gabi é para casar!!! Pois só alguém muito especial para aturar a seguinte situação que passou com a gente. Lá pelas tantas na FAC aquele maldito rum afetou minha cabeça, insluvise minha capacidade de falar algo compreensível. ãã2::'>ãã2::'> . Assim a Gabi teve que usar do seu melhor espanhol (que não é lá tudo isso) para chamar um taxi e nos guiar até em casa. Lá fomos nós pelo Malecon, num daqueles carros antigos e super bem cuidados, até que eu numa resposta natural ao ritimado balanço do carro, dei aquela gorfada pela janela!!!! . Fiz uma bela pintura na lateral do carro do cubano, e não tive sequer a decência de avisá-lo, deixando uma bela surpresa para ele no dia seguinte. Chegamos em casa e dormimos... Para mim a história acabou por aqui... Mas já para a Gabi... No dia seguinte acordei e vi que a Gabi estava dormindo num cantinho da cama, quase caindo do colchão. E mais, ela estava com outra roupa e o pijama dela estava molhado estendido no quarto. O que será que tinha acontecido? Me parecia ter sido uma noite tão tranquila... de um sono tão profundo... Eis que ela acorda e olha pra mim, com um olhar que misturava preocupação com uma ponta de indignação. Perguntei o que tinha acontecido, ela pausadamente me explica que eu acordei no meio da noite, sentei na cama, e com um olhar distantante simplesmente vomitei na barriga dela e morri!! . Embora eu merecesse, não sofri retaliações, o que me mostrou duas coisas: como a Gabi é uma pessoa especial por me aguentar e que o lado certo de vomitar é para fora da cama, onde um balde seco estava me esperando a noite inteira. Dia 4 - 27/fev/2017 - segunda-feira - Havana Obviamente acordei numa ressaca violenta, mas ainda assim mantivemos os planos de alugar uma bike e dar uma volta aos bairros mais distante. Por 15 CUC cada alugamos duas bikes por 24h, a loja ficava do lado de onde estávamos, na Calle Compostela #255. Por 25 CUC vc poderia fazer um tour guiado ou também poderia alugar a bike por 4 CUC a hora. Resolvemos ir em direção à bela avenida beira-mar Malecon, passando por algumas praças e pelo belo Hotel Nacional. Entramos na avenida 23, passeando vagarosamente por dentro do bonito e famoso bairro Vedado. Ali foi possível observar a vida cubana, ou pelo menos a da população de melhor condição financeira, pois trata-se de um bom bairro. O dia estava quente e por isso paramos para tomar um sorvete numa sorveteria famosa: Heladeria Coppelia. Padrão de serviço cubano, existe um quiosque para os locais que estava lotado, com fila debaixo de sol e certamente muito mais barata, e outro quiosque para os turistas, vazia e cara!!! Apesar de famoso, sorvete nada além do normal. Seguimos pedalando até o cemitério da cidade, e viramos para ir em direção à praça da revolução, onde deitamos debaixo de uma sombra e ficamos curtindo e refletindo sobre tudo o que isso ali representa. No caminho de volta passamos também pela universidade. Além disso, no caminho, um interessante outdoor escrito: "bloqueio econômico, o grande genocídio da história". Senhores(as), apesar da minha vontade de abrir uma reflexão sobre as origens da pobreza de Cuba, até onde ela está relacionada ao bloqueio econômico ou numa organização econômica, vou me conter, pois aqui é só um relato de viagem Voltando pela Calle Simon Bolívar, por dentro do bairro Habana Centro, paramos num shopping para comer e conhecer. É curioso como as lojas do tipo mercado são desabastecidas. Por outro lado comemos um hamburguer muito bom e barato!!! Chegamos final do dia no para devolver a bike (poderíamos ficar até o outro dia de manhã, mas como não tínhamos onde guardar acabamos devolvendo). E fomos tomar um bom banho e dormir um pouco. Descobrimos que atualmente o governo está permitindo que algumas pessoas tenham um restaurante particular, e que esses eram muito melhores do que os do governo pelo mesmo preço. Então fizemos uma reserva no conceituado Habana61. Não nos arrependemos!! comida realmente maravilhosa e atendimento impecável. Vale muito a pena conhecer, especialmente pq nos custou mais barato que aquele do dia anterior que relatei. Por 39 CUC comemos entradas com ceviche de polvo, e prato principal com camarão e lagostas. Dia 5 - 28/fev/2017 - terça-feira - Cayo Largo Era dia de se despedir de Havana, acordamos cedo, fizemos as mochilas e fomos ao hotel Telegrafo às 9h para esperar o bus que nos levaria ao aeroporto para embarcarmos para Cayo Largo. Bus que chegou apenas às 11h da manhã, o que nos deixou revoltados, pq o combinado quando compramos era que sairia às 5h da manhã para aproveitarmos o dia todo na praia, o que foi mudado de última hora. E o pior, mesmo após as 2h de atraso o ônibus estava vazio, ou seja, ainda iria passar em 300 hotéis antes de ir para o aeroporto. Chegamos num aeroporto minúsculo, menor q muita rodoviária de cidade pequena, e após um procedimento de check-in também típico de rodoviária de cidade pequena entramos no avião e às 15h estávamos pousando em Cayo Largo. Pela janela do pequeno, mas bom avião, foi possível ver as lindas tonalidades de azul daquele mar caribenho!! A revolta logo diminuiu, pois sabíamos que estaríamos num paraíso. muito em breve. Lá um ônibus nos esperava para nos levar ao resort all inclusive Sol Cayo Largo. Um belo resort, com um quarto magnífico a 50m da praia (mas com uma maldita duna que tira a vista do mar).. . Caminhamos até a praia e uma pequena decepção, não era tudo o que esperávamos . A praia ali tem muitas ondas, portanto não passou aquela impressão de ser tão transparente. Hoje, parando para pensar, a praia é linda, foi só um problema meu de estar com a expectativa muito elevada. E de qq forma, a ilha ainda nos mostraria outra praia maravilhosa. Um fato curioso, neste dia, enquanto caminhávamos tranquilos pela praia, curtindo um belo pôr do sol, nos demos conta de um detalhe. Aliás, da ausência de um detalhe, estava todo mundo pelado!!!!! Aquela área era para nudistas!!! Nem tínhamos nos tocado... Percebi a Gabi um pouco chocada, tentei explicar que era um estilo de vida, normal. Aliás, porque não ficar peladão tb... Ela só respondeu: nem a pau. E continuamos caminhando de volta tranquilamente. Dia 6 - 01/mar/2017 - quarta-feira - Cayo Largo Após uma noite muito bem dormida, tomamos um belo café da manhã no hotel e pegamos um táxi (2CUC por pessoa) para a famosa praia Paraíso. Esse nome não é à toa, ela realmente é o espetáculo que eu estava esperando de Cayo Largo. Areia branquinha e um enorme mar que mais parecia uma piscina infinita azul que no horizonte se confudia com o azul do céu. A praia tem pouca estrutura (o que é ótimo para mim), apenas um pequeno quiosque um pouco afastado. Pouca gente estava por lá, o que nos deixou muito relaxados no Paraíso. Dali também é possível caminhar até a praia ao lado, chamda Sirena. A praia Sirena é um parecida com a Paraíso, porém com mais estrutura de bares, guarda-sóis, quadra de volei de praia e etc. Por isso estava bem mais cheio. Para mim, portanto, sem dúvidas de ficar na Paraíso, com uma garrafa da água, um óculos escuro, um livro e muito protetor solar. Espetáculo!!! Voltamos para o hotel só quando apertou a fome. E dalhe all inclusive . Cerveja e batata frita na beira da piscina!! um sanduíche, um mojito, uma mini pizza, 2 pina colada, 5 cervejas... Só parei na hora que o próximo drink para provar era a cuba libre, pois me lembrei do dia na Fábrica de Arte Cubana e me deu um embrulho no estômago. Como deve ser em todos all-inclusive, de noite rola uma janta e sempre tem uma atração do hotel com uns animadores que conseguiam dar uma agitada nos gringos. Dia 7 - 02/mar/2017 - quinta-feira - Cayo Largo Voltamos à praia paraíso. O vento que tinha no primeiro dia não se observava mais. A cor do mar ficou ainda mais azul e hipinotizante. Conversamos com uns mergulhadores que nos disseram que as condições do mar realmente não estavam as ideais no dia anterior. Mas hoje estava excelente. Ficamos ali vidrados olhando o mar, e preocupados apenas em coordenar um constante revezamento de sol, banho de mar e protetor! A cada banho de mar se podía ver os peixinhos nadando tranquilamente naquele azul quase transparente. Voltamos umas 14h30 para almoçar, e resolvemos curtir o resto da tarde na praia ali da frente do hotel, sem muita expectativa. Mas nos deparamos com outra praia!! Estava com bem menos onda e um azul límpido de encher os olhos. Aí foi só curtir tomando uma cerveja no bar da praia. Fim de tarde ficamos na sacada do nosso bangalo para ver o pôr do sol. Além do pôr do sol vimos um casal de peladão entrando pelo hotel sem roupa... Até aí tudo bem, o mais esquisito foi ver q eles eram nossos vizinhos. E que foram pra sacada ver o pôr do sol também. Pelados. E o romantismo do pôr do sol sensibilizou eles. E eles começaram a se beijar. E beijar. E os beijos já não eram apenas na boca... Aí acho que bateu uma brisa gelada, e eles resolveram entrar... Só love em Cuba Dia 8 - 03/mar/2017 - sexta-feira - Cayo Largo Descobrimos que nossa volta seria apenas às 18h45 (no dia que fechamos o pacote, o horário de volta seria 9h da manhã). Sim, descobrimos só no dia que horas iríamos embora. Já tínhamos lido para não marcar vôo internacional no mesmo dia que um vôo doméstico, aí entendemos o porquê. Mas ótimo então. Ganhamos o dia que tínhamos perdido na chegada!! Aproveitamos para curtir a praia pela manhã. Livro, piscina, jacuzzi, bar e, pela primeira vez, internet (paga e lenda, óbvio) pela tarde. Depois de uma demorada volta (ficamos meia hora no avião esperando a escada chegar para podermos desembarcar ) fomos chegar no hostel que pegamos em Vedado apenas às 23h. Como achávamos que iríamos conseguir aproveitar o fim de tarde e a noite em Vedado, pegamos uma casa bem localizada. Mas no fim ficamos na sacada batendo um papo com uns brasileiros que coincidente estavam hospedados ali e com o dono da casa. Dia 9 - 04/mar/2017 - sábado - Antígua Às 5h da manhã pegamos um táxi que o dono da casa que estávamos reservou por 25 CUC. O cara era um engenheiro que largou a profissão para ser taxista, pois ganhava mais. Fomos batendo um papo tão cabeça que ele furou um sinal vermelho e quase nos matou. ::lol4:: O checkin demorou mais de 1h de fila, portanto, chegue cedo. Nosso destino era Guatemala City (com escala em Panamá City), e de lá pegaríamos um transfer até Antígua. Chegando lá troquei dinheiro no aeroporto, e depois fui descobrir que a conversão que eu peguei era péssima. Porém em Antígua também não tinha taxa de conversão muito melhor. Depois me falaram que devido à lavagem de dinheiro em decorrência do tráfico de drogas na Guatemala, a conversão é muito desfavorável e às vezes até difícil de trocar :o:o . Não sei se é assim em todo lugar da Guatemala, mas em Antígua de fato foi. Ainda na saída do aeroporto negociamos um táxi para Antígua por 25 dólares (preço inicial era 35 e na internet tinha lido que o pessoal pagava 30). O trânsito na Cidade de Guatemala é Bizarro, era sábado e estava tudo parado!! Foram 1h40 para chegar em Antígua. Antígua é uma cidade muito bacana, bem colonial, com várias casinhas uma colada à outra com alguns vulcões de plano de fundo. Por isso está sempre repleta de turistas, muitos deles guatemaltecos. Tem também vários restaurantes bons, mas os preços são um pouco salgados. Fomos direto provar a comida local num lugar chamado La Fonda de la Calle Real (muito bonito mas um pouco caro) e jantamos em um que recomendamos, o Pappys BBQ. Este último além de servir carnes e hamburgueres, tinha também uma cerveja artesanal produzidas por eles que era muito boa, essa janta nos custou 230 Quetzals com alguns chopps e 2 hamburgueres. Ficamos hospedados no "A Place to Stay", um hostel bem avaliado porém um pouco afastado da cidade e cheeeeio de gatos. Portanto se alguém tem alergia, ou mania de limpeza, esse não é o melhor lugar. Para nós foi muito bom, especialmente pelo precinho camarada e os donos muito queridos :P:D.. Eles nos falaram muito sobre a cidade e nos reservaram um tour para subir o vulcão Pacaya no dia seguinte. Antígua é uma cidade de vulcões, muitos viajantes optam por subir um dos 3 vulcões ativos que rodeiam a cidade. O Pacaya, a nossa escolha, é o mais fácil e rápido. Os outros, bem mais altos, exigem que vc acampe no meio do caminho antes de atingir o topo, e como recopensa, vc pode ter a sorte de pegar o vulcão da frente em atividade e tirar belíssimas fotos de noite. Vi algumas fotos de um mexicano tinha tirado no dia anterior, e te garanto, é fantástico!!! :wink: Dia 10 - 05/mar/2017 - domingo - Antígua Tiramos a manhã para caminhar com calma pelas ruas de Antígua. Passamos por feiras de artesanato, pela catedral e diversas das ruas coloniais. Paramos para almoçar no restaurante italiano La Toscana, muito gostoso e nos custou 210 Quetzals para 2 com um vinho. :-P:-P Às 14h saímos rumo ao vulcão Pacaya (o tour tb tem opção às 8h). Por sorte pegamos uma tarde sem nenhuma nuvem, pois do contrário não seria possível avistar o vulcão. Se passou 1h30 dentro da van para chegar no pé do morro que subiríamos para ver o vulcão. Já durante a subida descobri que na verdade não escalaríamos o vulcão, e sim um morro de onde veríamos o Pacaya. Meu ânimo para subir já minguou, pois isso era bem diferente do que eu tinha visto nas fotos da internet, onde o pessoal praticamente podia tocar a lava do vulcão. Eu imaginava um tour de aventura no meio da lava, repleto de perigos a serem vencidos ::tchann::::tchann:: Uma pena que hoje em dia eles se preocupem tanto com a segurança dos turistas, parece que essa aventura ficou no passado. ::lol4::::lol4::::lol4:: . Achei a subida tranquila, mas de qq forma, para os mais sedentários, há a opção de pagar às crianças montadas em seus cavalos para tomar o lugar delas na cela dos equinos. Finalmente no fim da trilha. Lá de cima podíamos ver o vulcão, imponente, mas nada de tão especial para quem já tinha viu algum vulcão na vida. E eu já tinha visto vários! :-|:-| Estava a ponto de ficar desapontado quando um estouro ocorreu ao mesmo tempo que várias pessoas soltaram em uníssono um "óóóóóóóóóó". Olhei para o vulcão e um respeitável jato vermelho de lava saía de sua abertura. :-o:-o:-o O vulcão estava em atividade!!!! Foi incrível ver aquela lava vermelha explodindo de um vulcão negro, em um dia com um céu tão azul!! E assim o cenário nos brindou durante o restante do nosso passeio. Foi surpreendente, não esperávamos ver um vulcão em atividade. Num instante o passeio que estava um pouco chato valeu muuuito a pena! ::cool:::'>::cool:::'>::cool:::'>::cool:::'> Não reduziu minha exitação saber que o vulcão estava em atividade havia alguns dias. E mais, é realmente comum ver essa explosão de lavas por ali. Inclusive alguns turistas melhores informados que nós estavam em Antígua exatamente por isso, admirar a atividade dos belos vulcões da região. Com essa animação, a descida foi bem mais prazerosa. Descemos por um outro caminho com um visual bem mais bonito, e ainda paramos para tirar proveito do calor das pedras vulcânicas do pé do Pacaya para esquentar uns marshmallows . Às 20h15 estávamos de volta em Antígua. A pedida da noite foi uma comida mexicana (que é ótima e barata por lá, nos custou 110 Quetzals com cervejas) e dormir para enfrentar um longo dia de translado no dia seguinte rumo à Lanquin. Dia 11 - 06/mar/2017 - segunda-feira - Trajeto para Lanquin Às 9h da manhã o ônibus escolar dos Simpsons passou para nos buscar no hostel. Foram 150 Quetzals reservado no próprio hostel. É bacana que é possível conseguir essas vans para diversos horários, tudo apenas com um dia de antecedência. Nem se esquente em reservar. A estrada até Lanquin era 95% pavimentada, mas em condições um pouco ruim na maioria do trecho, com muitas curvas e buracos. E o que combina com curvas e buracos? Motoristas malucos, claro!! ::lol4::::lol4::::lol4:: Após 6 horas de viagem, vizualizar um acidente de moto com um motoqueiro voando longe, quase atropelar 2 cachorros, realizar ultrapassagem forçada jogando um carro próximo a um desfiladeiro (umas 2x) e algumas cantadas de pneu, chegamos para almoçar em uma cidade chamada Cobun. Almoço feito e foram mais umas 3h até nosso hostel em Lanquin. Chegada às 17h, aí foi fechar o passeio para Semuc Champey para o dia seguinte e relaxar. Aliás, relaxar era a única opção, pois na cidade não tem nada pra fazer, nem compensava sair do hostel. Por sorte o hostel era muito bacana, ficava no meio da floresta às margens de um rio que a galera usava pra se divertir. De noite era agitadinho, com uma janta maravilhosa por 50 Quetzals e música ao vivo. Uns drinks baratos e uma mesa de sinuca completavam o cenário. A única reclamação foi a presença de umas aranhas no quarto. Mas tudo bem, não vim pra Lanquin ver cimento. Dia 12 - 07/mar/2017 - terça-feira - Lanquin Às 9h da manhã estávamos partindo para a atração mais esperada por mim na Guatemala, e quem sabe da viagem: Semuc Champey. Tínhamos reservado o passeio no hostel mesmo por 185 Quetzels, e foi ali no hostel que passou um pau-de-arara para nos levar no máximo conforto quanto possível para um trajeto de 30 minutos de estrada de chão em pé na carroceria. ::quilpish::::quilpish:: O tour padrão para Semuc era precedido por uma visita a uma caverna e algumas atividades no rio que fica na entrada do parque. Pensei comigo: enrolação para preencher o dia. Graaaande engano!! :o:o Primeira parada: explorar uma caverna. Instrução do guia: Ficar apenas com trajes de banho e não levar absolutamente nada para dentro da caverna. Nós fomos teimosos e levamos a gopro. E assim todos seguiram caminhando até a entrada da caverna apenas de sungas, bermudas e biquinis. Lá mais umas poucas instruções e a informação que entraríamso 500m caverna adentro, sem o mínimo contato com qualquer iluminação natural e que algumas partes precisaríamos nadar em corredores estreitos, pular por entre pedras pontiagudas e escalar paredes rochosas. Equipamento de segurança disponibilizado para a aventura: uma vela! ::ahhhh::::ahhhh:: A partir dos 30m já era impossível enxergar qq coisa que não fosse iluminada pelo pequeno raio de ação da vela em nossas mãos. Os corredores eram de fato estreitos e com paredes rochosas, muitas vezes pontudas. Em alguns pontos uma corredeira de água no nível do pescoço corria lentamente pelos apertados corredores de pedra, e o desafio era nadar sem apagar as velas. A escuridão era total e os obstáculos deixaram todos cheios de adrenalina. O negócio ali exigia superação! Era preciso enfrentar os obstáculos muitas vezes guiados pelo som e pelo instindo. Apesar dos riscos de algum acidente, a exitação estava escancarada nos largos sorrisos de todos (ou talvez da maioria). O único guia para um grupo de umas 15 pessoas olhava com atenção, apesar de agir com naturalidade à medida que alguns dos integrantes apareciam com joelhos e costas com arranhões e sangue ::sos::::sos:: . Eu tirei um filé do dedão que só foi se regenerar no Panamá. Chegamos em um ponto com uma cachoeira dentro da caverna. Mas a admiração da beleza foi sufocada pela adrenalina da experiência. Além disso não posso dizer que era uma linda cachoeira pq simplesmente não enxerguei praticamente nada... Pude sim ouvir e ver a água próxima de mim caindo. Um ponto específico foi o mais tenso. Já no regresso o guia nos levou em um local que tinha um buraco no chão, e fez com que nos apoiássemos com os braços, um a um, até que a cintura ficasse abaixo do nível do chão, e cuidadosamente (para não dar com a boca nas pedras) tínhamos que nos soltar nesse buraco negro e cair sem nos arranhar uns 2m na escuridão total que culminava num rio profundo e com uma leve correnteza. Ali a adrenalina virava apavoro. Eu fui antes e pude ver a Gabi caindo aos gritos, até sua voz ser abafada ao afundar na água. Na volta à superfície a cara de todos era de apavoro ao tentar se localizar naquela caverna escura de água gelada com sua leve correnteza. Era preciso alguns segundos para entender se era o fim da vida ou não. Não era o fim da vida, ao contrário, era se sentir vivo!!! DEMAIS!!! ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha:: Depois da aventura na caverna eu já tinha até esquecido que ainda teríamos o Semuc. Porém antes tinham as atividades no rio! Uma delas era um grande balanço que os mais corajosos podiam se jogar no rio (ou cair de cabeça na areia). No final desta caminhada chega-se a uma bela cachoeira. E como não podia ser diferente, podíamos escalar as pedras da cachoeira e nos atirar no rio a uma altura de mais de 5 ou 6m. Ainda lembro de uma espanhola que estava no grupo olhando chocada todas as atividades e falando alto para si mesma: "puta madre, todo esto es puro peligro, no es diversion!" jajajaja Passado os momentos aventura, hora de relaxar. Cada um pegou uma bóia e descemos o rio vagarosamente no ritmo da correnteza aproveitando a bela paisagem daquele lugar. Algumas crianças também de bóias vendiam cerveja, água e "chocolates" artesanais (uma massa de cacau e açucar). Fizemos o tubbing por uns 20 minutos até chegar ao local do almoço às 13h30. Era uma barraca improvisada onde uma farta comida foi cozinhada e servida ali mesmo. Eu e a Gabi tínhamos levado nosso próprio almoço e portanto não nos deliciamos com eles. Acabou o dia?? Nããão!! Finalmente tinha chego a hora de entrar no parque de Semuc Champey. Pagamos os 50Q para entrar no parque e após uma subida íngrime de 30minutos chegamos no mirante para se derreter com aquela pintura da natureza!! A vista de lá é realmente muito bonita, um belo capricho da natureza. Ficamos apreciando por um tempo e depois descemos para tomar banho e relaxar naquelas piscinas naturais que recém vimos lá de cima. Foi 1h30 ali aproveitando. Tivemos a sorte de encontrar um casal de brasileiros com 2 filhos pequenos viajando pelo mundo de carro (procurem no Facebook por "Novos Olhos"), conversamos com eles e saímos dali alimentando uma vontade de não parar de viajar. Hora de voltar. Foram mais 30 sofridos minutos em pé e apertados no pau-de-arara até chegar no hostel às 17h30. Dica: Tem um passeio em outra caverna com morcegos que sai às 17h, quem fez achou bem bacana. Nós tínhamos pensado em fazer esse também, mas além de perder a hora estávamos exaustos. Restou portanto comer a deliciosa e farta comida do hostel e dormir tranquilo ouvindo aquela chuva que começara a cair com a convicção de esse dia seria o melhor de nossa viagem. E foi!! :D:D:D Dia 13 - 08/mar/2017 - quarta-feira - Trajeto para Flores Reservamos no hostel uma van para Flores, que saiu debaixo de chuva às 8h da manhã. Aliás, que sorte tivemos, chegamos com um chuvisco e saímos com chuva, mas nosso dia em Semuc foi um belo sol! O trajeto até Flores foi no padrão Guatemala. Houve um atropelamento de um peru por nosso motorista que ficou triste e se lamentando por horas por ter provavelmente comprometido o almoço de natal de alguma família guatemalteca. Também houve um estouro do pneu do nosso micro, e após cerca de 1km de trajeto com pneu furado paramos para trocá-lo. Até aí tudo bem. Chato ficou quando o motorista percebeu que o estepe era maior que o pneu estourado. ::ahhhh::::ahhhh:: Bom, se não tem tu, vai tu mesmo.... :lol::lol::lol: Resultado da gambiarra: micro mais alto de um lado e vida que segue. Pé na estrada. Mas não sem antes ter q empurrar o micro para dar a partida no tranco. ::essa:: Após todas essas diversões no trajeto fomos chegar em Flores às 18h30, ou seja, 10h30 para percorrer os pouco menos de 300km de viagem. Com isso não conheceríamos Flores de dia, infelizmente. Fomos até a agência Maya para reservar a ida à Tikal no dia seguinte. Eram vários horários disponíveis, escolhemos sair às 8h por 150Quetzals cada (com guia). Se você quiser ir ver o sol nascer de dentro do parque se prepare para 100 Quetzals extra. Não tínhamos reserva em nenhum hostel. Procuramos por ali mesmo e pegamos um hotel bacaninha por 160Quetzals o casal (metade do valor da internet). Mas esqueci o nome ::putz::::putz:: Caminhamos um pouco pela cidade e paramos para comer a boa comida mexicana de lá com uns gringos que estavam no nosso passeio em Lanquin. Dia 14 - 09/mar/2017 - quinta-feira - Flores/San Ignácio Às 8h saímos com mochilão e tudo para Tikal. Cerca de 10h da manhã chegamos no parque. Pagamos mais 150Quetzals para entrar no parque e caminhamos por 4h ouvindo o nosso guia contando as fantásticas histórias e admirando as incríveis construções tão antigas do povo Maya. Tikal possui diversas construções Maya muito bem conservadas. O parque é enorme e incrustado na selva. Algumas construções estão bem restauradas, mas muitas ainda estão cobertas pela mata. Tikal não tem a beleza de Macchu Picchu (provavelmente pela ausência das montanhas da Amazônia peruana), mas a história e o tamanho de Tikal não deixam nem um pouco a desejar. ::cool:::'>::cool:::'>::cool:::'> Fim do passeio. Tínhamos nos informado por diversas vezes sobre a possibilidade de seguir diretamente para Belize a partir de Tikal. Descobrimos que seria possível ficar num cruzamento chamado de cruzamento Ixlu e dali pegar um transporte público até a fronteira. Foi o que fizemos! O cruzamento não tem muita coisa. Descemos ali e ficamos no meio do nada, na beira da estrada e em frente de alguns dos poucos comércios locais. Não deu tempo nem de ficar apreensivo e em 5 minutos passou uma van que iria até a fronteira. 25 Quetzals por pessoa!!!! Incrivelmente mais barato que os transportes voltados aos turistas que partem de Flores. Jogamos nossas mochilas em cima da van (sem estar amarradas) e entramos na van lotada. Eu fiquei em pé, e com o meu 1,90m fiquei todo arcado. Senti que toda a van parou de conversar para nos observar. Deviam pensar: o que esses 2 malucos vestidos engraçado estavam fazendo nesse transporte de locais?? No começo foi um pouco desconfortável ser o centro das atenções, mas no final eu já estava coordenando a abertura das portas e a entrada e saída de novos passageiros enquanto a Gabi estava ligada no retrovisor para garantir que mandaria o motorista parar no caso da nossa mochila voar da van em um dos diversos buracos na pista. 8)8)8) Em 1h estávamos na fronteira de Guatemala com Belize. Gastamos alguns Quetzals que nos sobraram com comida e o que restou trocamos com um cambista na própria alfândega. Tudo ok na saída da Guatemala. Já na entrada em Belize fomos parados. Nos mandaram entrar em uma salinha e não foram nem um pouco simpáticos. Ficamos uma meia hora esperando sem ninguém dar qualquer informação. Além disso, faziam cara feia quando interrompíamos a conversa aleatória entre eles para perguntar o que estava acontecendo. Por fim uma pessoa que parecia ser o gerente dali nos chamou em outra sala e pediu nossos passaportes. Foi folhando aos poucos e vendo os vistos que tínhamos. Quando viu Cuba ele fez uma cara feia e olhou para nós. Folhou mais algumas páginas e viu o visto do Japão. Aí ele deu um sorriso e perguntou como era o Japão ao mesmo tempo que fechou o passaporte e nos desejou boas vindas à Belize. Pegamos um táxi até a cidade de San Ignácio. O valor tabelado numa parede da alfândega eram absurdos 20USD. Não vimos muita opção e acabamos pegando o táxi mesmo. Sugiro vc pesquisar um pouco. O país é pobre e certamente deve ter opção menos "pega-turista" ao se afastar da alfândega. Chegando em San Ignácio ficamos numa pousada bem razoável. A princípio parecia uma região meio favela, mas depois vimos que era apenas simples, assim como toda a cidade. Estávamos próximos à rua principal de San Ignácio, onde comemos uma bela comida mexicana (de novo!) e bebemos muitas cervejas locais por 70 Dolares belizianos (a conversão é fixa, 2 belizianos equivalem a 1 dólar americano). Para quem não sabe a língua oficial de Belize é o inglês (que eles falam num sotaque horrível), mas muitos falam espanhol por serem de algum dos países vizinhos. San Ignácio é uma cidade com praticamente nenhum atrativo em si, porém é o ponto de partida para vários passeios na região, dentre eles cavernas, tubbing, trekking, e ruínas maias (a ruína caracol é bastante famosa, mas tínhamos nos informado por locais que não valeria a pena ir no nosso caso pois recém tínhamos visitado Tikal). Portanto nosso objetivo era conhecer as cavernas ATM, que pelo que vimos pela internet era o passeio mais interessante da região dentro dos nossos gostos. Reservamos o passeio para a ATM Caves pela companhia Maya (aparentemente a mesma que tínhamos reservado em Flores) e fomos dormir cansados. Dia 15 - 10/mar/2017 - sexta-feira - San Ignacio Ás 7h30 estávamos pegando o micro da agência rumo à ATM caves num trajeto de 1h. O valor foi caríssimos 95USD. Nossa expectativa para esse passeio foi lá pra cima após a inesquecível aventura que tivemos nas cavernas de Lanquin. Mas a ATM era diferente. Não era aventura. Nos fizeram vestir até capacete com lanternas que nos passava uma indesejada sensação de segurança ::lol4::::lol4::::lol4:: !!! A ATM era história, era arqueologia, era beleza, era impressionante! :):):) Foram 4h dentro da caverna, quase 1km caverna adentro sem contato com luz natural (mas melhor iluminado pelas lanternas no capacete do que se fosse com velas). Seguimos o fluxo contrário do rio que vinha de dentro da caverna. O lugar era super bem cuidado pelos guias treinados e credenciados para lidar com uma quantidade impressionante de itens de cerâmica e ossadas maias de mais de mil anos. Todo o passeio foi regado a relatos e histórias das finalidades daquela caverna pelos nossos ancestrais. No final dos 800m se chega no que deveria ser o local de cultos dos maias, com ossadas super conservadas e um cenário recompensador. O passeio é muito menos aventura de Indiana Jones e muito mais investigação da Discovery Channel (canal que inclusive tem reportagens no local). Fim do passeio, voltamos para um banho e um almoço preparado pela agência. Aí lá pelas 15h foi regressar batendo papo com os simpáticos guias. Dica: É possível ficar na estrada e pegar um ônibus público para Belize City e ir direto para as uma das famosas ilhas de Belize. O último barco (também chamado de Water Taxi) saia perto das 18h de Belize City. Nós optamos por voltar à San Ignácio. Já estávamos pulando demais de cidade em cidade e apesar de San Ignácio não ter muitos atrativos, gostamos bastante do clima hippie da rua principal com comida boa e barata ao som de reggae e atendentes rasta. Até comemos um delicioso dog de rua por 2,5 Belizenhos ::xiu:: . Dia 16 - 11/mar/2017 - sábado - Caye Caulker Dia de levantar e ir para Caye Caulker. Para isso tínhamos 2 opções: Transporte para turistas por 50USD ou busão público por 9Belizenhos (4,5USD), tudo por pessoa. Obviamente às 8h40 pegamos o pinga-pinga na rodoviária de San Ignácio. Ônibus velho, mas uma experiência legal pois erámos praticamente os únicos gringos num ônibus lotado de locais. A viagem foi super tranquila tirando uma curva que caiu uma baita mochila na minha cabeça ::essa:: . Chegando no ponto final tivemos que tomar um táxi por 10B até o terminal do water taxi (como é chamado o barco até as ilhas). Meio dia saiu nosso barco e às 13h já estávamos no nosso hotel em Caye Caulker. Tiramos o dia para caminhar pela ilha, fechar os passeios e relaxar tomando uma boa cerveja. Afinal nossas férias estavam bem corridas ultimamente. Caye Caulker, apesar de ser uma ilha, não tinha uma praia onde a galera tomava banho. Tinham sim muitos bares e restaurentes. As princiais atraçãos não eram exatamente ali dentro da ilha, mas sim logo a frente, no mar!! Ou melhor, debaixo dele!!! Belize é um paraíso submarino. A água tem uma cor incrível os corais que se encontram ali tornam Belize um dos melhores lugares do mundo para o mergulho e/ou snorkeling. Deixamos para fechar o mergulho na hora. Resultado: a melhor escola (Belize Diving Center) estava com a agenda cheia para a ida ao Blue Hole. Recebemos indicação de que a Frenching também faria esse mergulho, que era bem longe da costa e somente as melhores escolas faziam. Por sorte conseguimos uma vaga lá na Frenching no dia seguinte e por um preço mais baixo (270USD por pessoa para 3 mergulhos com todo equipamento incluso). Fechamos tb o tour mais famoso de snorkeling que duraria o dia inteiro e custaria 50USD por pessoa. Não fizemos, mas havia também opções de snorkeling noturno, mergulho com tartarugas, com peixe-boi, etc... Ficamos com esses dois, que estava de bom tamanho. Aproveitamos para lavar roupas na ilha, mas não foi boa ideia. As roupas não ficaram limpas, apenas menos sujas ::putz::::grr:: . Mas tudo bem, já estávamos no clima mochileiro hippie mesmo ::lol3::::lol3:: . Outra dica: Não perca nenhum pôr do sol na ilha. Todos são inesquecíveis. Dia 17 - 12/mar/2017 - domingo - Caye Caulker Hoje iríamos para um dos eventos mais esperados da viagem: o mergulho em Belize. Ou mais especificamente mergulho no Blue Hole!!!! ::tchann::::tchann:: Às 5h30 já estávamos na operadora Frenching para um rápido café da manhã. Junta todos os equipamentos e bora seguir de speed boat durante 2h saculejando até chegar no primeiro mergulho do dia: Blue Hole!!! ::love::::love::::love:: O Blue Hole é um círculo perfeito formado por rochas e corais. Dentro deste círculo um buraco no mar com mais de 120m de profundidade e um azul marinho escuro. Por fora era raso e um reluzente azul clarinho do mar de belize. De barco não foi possível ver tão perfeitamente essa escultura da natureza. Mas pouco importa, nós iríamos ver por debaixo d`água. ::otemo::::otemo:: Entramos todos, eu fui no grupo de quem tinha certificação avançado e a Gabi no grupo da certificação Open Water. Enquanto a Gabi foi até 24m de profundidade eu passei dos 40m :wink: . Lá embaixo a pouca vida marinha não era um problema, servia para manter nossas atenções para uma incrível formação rochosa que lembra uma caverna submersa. Pudemos ziguezaguear pelas enormes estalactites como se fôssemos mergulhadores da national geographic, cenário que ficou completo com o calmo desfile de um reef shark logo abaixo de nós. Realizado este sonho, paramos em uma pequena ilha, muito bonita por sinal, para almoçar, descansar e observar pássaros. Na sequencia partimos para os outros 2 mergulhos, ambos com visibilidade na casa dos 30m. Ao contrário do primeiro, esses com muita vida marinha e com certeza um dos melhores mergulhos que já fiz (só fica dfícil bater Fernando de Noronha), com direito a um tubarão como companheiro de mergulho, arraias, tartaruga e uma infinidade de belos peixes. O regresso foi no final do dia, onde o barco parou num local estratégico para confraternizarmos tomando ponche e comendo algumas comidinhas oferecida pelos guias figuras. Me relaxa só de lembrar daquele momento. Todos cansados no meio do imenso mar azul, com o sal no corpo saboreando as frescas memórias de um mergulho no paraíso. De noite, para relaxar, tomamos uma cerveja à beira do mar assistindo o nascer de uma enorme lua cheia, de cinema! ::love::::love:: Dica: Se vc quiser comer barato, tem uma barraca de rua com comida mexicana próxima à quadra de esportes onde eu e a Gabi comemos muito bem por 12B para os dois. Dia 18 - 13/mar/2017 - segunda-feira - Caye Caulker Novamente fomos para o mar!! Hoje outro passeio que prometia, passaríamos o dia fazendo snorkeling. Na minha opinião é um passeio obrigatório para quem vai para as ilhas de Belize. Saída às 9h30 no renomado Caveman, valor: 65USD por pessoa com almoço. O passeio foi muito completo. Paramos em alguns pontos de snorkeling com corais e uma vida marinha abundante e belíssima (moréias, barracudas, estrelas do mar, garoupa, etc, etc, etc). Destaque para um ponto onde o guia alimenta tubarões lixa (aquele com cara de bobo e inofensivo). Nesta hora você fica dentro da água e os tubarões passam por vc numa boa para se alimentar no barco. Outro ponto que gostei era um ponto que o chão parecia um gramado, e podemos ver enormes arraias e tartarugas. Paramos também para alimentar pelicanos com o barco em movimento e por fim procuramos os famosos peixe-boi que habitam os mares de lá. Passeio completo e imperdível!!! ::otemo::::otemo::::otemo:: Caye Caulker tem mais algumas atrações. Além de outros passeios que eu já mencionei, também tem umas festinhas que parecem serem boas (não fomos pois preferimos aproveitar o dia). Mas nosso tempo ali tinha se esgotado, assim como a semana que ficamos em Belize. Curtimos o país. Pouca gente vai pra lá, mas acredito que vale muito para um mochilão. É um país com altos índices de criminalidade, embora não nos sentimos inseguros em nenhum momento nos locais que estivemos. Sempre tomando as devidas precauções, claro! :wink::wink::-P Dia 19 - 14/mar/2017 - terça-feira - Cidade do Panamá Nosso vôo para o Panamá era às 14h20. Pegamos o water Taxi de manhã e do terminal de chegada um táxi para o aeroporto. Chegamos com bastante antecedência e ficamos lá morgando, pois o aeroporto de Belize City é super pequeno e não tem nada para fazer. Os seus arredores tampouco era opção para qualquer coisa. Chegamos no Panamá com o pé esquerdo. Tomamos um táxi com o preço combinado de 25 dólares e chegando no hotel o cara quis cobrar 35 dólares. Fiquei indignado e ficamos discutindo até que no fim acabei pagando 30 dólares, que era o valor que eu tinha lido no próprio site do aeroporto como sendo o justo. Ficamos hospedados no bairro Marbella, que é onde ficam os hotéis mais novos e os prédios bonitos. É perto de alguns shoppings e daqueles prédios enormes que são cartão postal da cidade. Os mochileiros normalmente ficam em Casco Viejo, acho que seria outra excelente opção, mais em conta, principamente. Esta noite foi só caminhar para admirar a cidade, que foi a de melhor estrutura que visitamos, e escolher um lugar para comer e descansar para acordar cedo no dia seguinte. Dia 20 - 15/mar/2017 - quarta-feira - San Blás Acordamos 4h30 da manhã, pois às 5h a agência Cruise estava nos esperando para nos levar à San Blás (outro lugar que minha expectativa estava nas alturas). O trajeto até o porto de onde saem os barcos para San Blás é longo, e para completar, essas agências demoram um monte recolhendo os passageiros pela cidade e dps ainda param num supermercado muito bom para comprar os suprimentos para levar à ilha. Saímos às 5h e chegamos pouco antes das 10h no porto. E considere isso rápido, pois no caminho fomos parados pela polícia por estar em excesso de velocidade. ::toma::::toma:: San Blás é um arquipélago de minúsculas ilhas estilo desenho animado, inacreditavel mesmo. Muitas delas são apenas um pedaço de areia branquinha rodeado de um belo mar azul turqueza. Dentro da ilha somente alguns coqueiros e uma cabana rústica. Ir para San Blás é praticar o desapego. É se conectar com a natureza, esquecer que vc tem problemas. Lá não tem energia elétrica, não tem água encanada, não tem sinal de celular. Apenas você e aquela maravilha. Só por isso eu já tinha me apaixonado antecipadamente. Os tours para lá podem ser de 1 dia (o que definitivamente não vale a pena, pois o trajeto é muito longo) ou vc escolhe quando chega e quando sai. Os carros vão e voltam para a cidade do Panamá todos os dias, de maneira que vc pode ir e voltar quando quiser. Nós optamos por ficar 4 dias e 3 noites por lá. Bom, voltando ao relato, chegamos no "porto" um pouco antes das 10h e lá vários barquinhos de madeira chegavam trazendo turistas das ilhas e buscando aqueles recém chegados. Cada barco partiria para uma ilha diferente. Em San Blás cada ilha é administrada por uma família de índios que moram nas ilhas, eram eles que faziam tudo na ilha, inclusive os translados para a sua ilha. Optamos pela ilha Chichimé que contarei detalhes depois. Já no trajeto o nosso coração estava até acelerado, tamanha expectativa de conhecer o que prometia ser o paraíso. Chegamos lá atentos à cada detalhe e a primeira sensação foi: decepção!!! Puta merda, sério que é isso?? Decepção po!? ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh:: Mas porque isso?? Explico. A nossa expectativa (principalmente a minha) era elevada demais. O lugar é de fato lindo, o mar é um de um azul incrível, a ilha tem areia branquinha, os coqueiros também estavam lá. Mas não pensamos que é uma ilha normal, que as folhas caem no chão e sujam a areia. Que o vento deixa o mar crespo. Que poderia e estava meio nublado. E o pior, era habitada por seres humanos!! No caso índios com um certo descaso com a manutenção das ilhas. Eram pilhas de lixos no meio da ilha, latinhas pelo chão e coisas do tipo. :cry::cry::cry: Mas de qualquer forma eu reafirmo, essa foi apenas a primeira impressão. Ao longo da nossa estadia fomos alinhando nossas expectativas e é inegável que o lugar é realmente mágico. Vocês verão a beleza nas fotos abaixo. Mas fica o aviso: é uma ilha do planeta terra, habitada por terráqueos, com todos os seus defeitos (e no caso o descaso com o lixo é um defeito bem grande). Nós apenas não tínhamos nos preparado psicologicamente para isso... Dia 21 - 16/mar/2017 - quinta-feira - San Blás A ilha não tem energia elétrica nas cabanas. Portanto tínhamos dormido não muito depois de ficar escuro e acordado junto com os primeiros raios de sol. A primeira atividade do dia era assistir o belo nascer do sol de pijama na areia do quintal. Um luxo impagável! As refeições estavam todas inclusas. Em todos os dias tínhamos um peixe frito com arroz e salada no almoço e janta (ou algo parecido com isso). Para o café da manhã uma fruta e uma panqueca. Dica: Para a noite leve lanternas, não tem luz no quarto nem nos banheiros. Uma bateria extra para o celular, camera e afins tb é bem vinda. A comida servida na ilha para mim não seria suficiente embora fosse o suficiente para a Gabi. Era até gostosa, mas pouca quantidade para mim (com meus 90kg e 1,90m). Levamos umas bolachas, ruffles, muffins etc etc etc... Fizemos a festa com isso entre os horários das refeições. Vale acalmá-los dizendo que em Chichimé vendiam cerveja por 1,50USD. Não achei tão caro dado onde estávamos, mas as pessoas levaram vinho, cerveja e outras bebidas e deixaram no freezer dos índios, o único lugar que tinha energia elétrica. Nos arrependemos de não ter levado um vinho para o pôr-do-sol. :roll::roll: Todo dia dávamos pelo menos 2 voltas à ilha caminhando (o que não levava mais de 15 minutos cada, caminhando vagarosamente). Sentávamos na areia para jogar conversa fora, líamos nossos livros. Com um pedaço de papel, uma caneta e bastante tempo rabiscamos alguns planos para o futuro. ::love::::love:: O sossego era total, até demais. Tinha passado cerca de 24h na ilha e começou a me bater um tédio. Uma agonia. Eu sou uma pessoa muito agitada, sofro com um pensamento muito acelerado. E por mais que estivesse em um lugar lindo, relaxando, meus pensamentos não pararam, e constantemente estavam vindo me atormentar. Comecei a pensar porque ficaríamos tanto tempo ali. Já tinhamos em 24 horas explorado tudo que tinha pra fazer e mais um pouco. Já tinha conhecido o lugar, precisava dar continuidade às férias, andar para outro lugar, conhecer mais coisas. E mais, não tinha sequer ligado meu celular. Como estaria o mundo??? Alguma notícia importante que eu estaria perdendo?? Quem seria o presidente do Brasil naquelas horas??? Ou pior que isso, e se ocorreu alguma tragédia??? Um acidente na família, sei lá... como iriam me encontrar ali?? Minha cabeça estava me dominando e me gerando uma paranóia... Estava falando com a Gabi e questionando se não era o caso de voltar mais cedo, seria só pedir para os índios nos colocarem no próximo barco para a costa. Eu já tinha pensado em tudo, na Cidade do Panamá iríamos conhecer coisas novas, novos lugares. Não iríamos ficar isolados e tal. Neste momento a Gabi, muito mais calma que eu, e com a paciência que lhe é peculiar, me trouxe de volta. Me mostrou que eu estava me entregando para uns pensamentos criados pelo meu subconsciente. Me trouxe de volta e até ficou um pouco brava por eu não conseguir relaxar estando num lugar que sonhamos tanto tempo em chegar. Hoje agradeço a ela ::kiss:: , pois aos poucos consegui relaxar e desistir de voltar mais cedo. Aproveitar minuto à minuto, sem pressa. No final eu estava tão relaxado que fiquei triste que teria que sair dali e encarar de novo aquele excesso de informação do dia-a-dia. É meus caros, Chichime além de linda serviu como uma terapia para mim. Pude perceber como muitos de nós sofremos com a Síndrome do Pensamento Acelerado. E curiosamente nesses dias eu estava lendo o livro "Ansiedade" do Augusto Cury, nada podia se encaixar melhor nesse momento. Aprendizado no livro e na prática. Às 15h fomos fazer um passeio por algumas ilhas próximas, uma "cortesia" sempre oferecida pelos nossos anfitriões. A principal ilha que visitamos foi a Isla Perro. Também muito bonita, e com um snorkel bacaninha. Paramos também num banco de areia com algumas estrelas do mar além de passar de barco por perto das mais diversas ilhas. Algumas com 100m2 somente de areia e uma única cabana. Outras ilhas possuiam 2 cabanas e meia dúzia de coqueiros, e por aí vai, ilha para todos os gostos. Na volta conhecemos um simpático casal de italianos que estavam viajando o mundo em um veleiro por 3 anos. Inspirador. Era o exemplo perfeito para se refletir enquanto se está em uma ilha deserta. :):):wink: Durante a noite ventava bastante. Dormíamos umas 12h por noite, mas o vento me acordava bastante. Nossa barraca tinha paredes de bambu e teto de palha. Isso fazia com que o vento passasse por entre as frestas. O chão da cabana era de areia. Nessa noite a Gabi se deparou com um simpático caranguejo passeando pela barraca. Tudo tranquilo, caranguejo não sobe cama, voltemos à dormir... O banheiro era muito longe para mim (uns 50m de distância), o que me dava preguiça de ir fazer xixi de noite. Era mais fácil simplesmente abrir a porta da barraca, dar 3 passos e fazer um xixi ali do lado na areia. A ilha era minha mesmo!! :mrgreen::mrgreen: Dia 22 - 17/mar/2017 - sexta-feira - San Blás Foi o melhor dia na ilha. O dia estava totalmente sem nuvens e com pouco vento. Eu e a Gabi fomos para o lado da ilha que não ventava e ficamos lá curtindo a sensação de sermos as únicas pessoas no mundo. Admirando os coqueiros e o mar de uma cor grosseiramente bonita. Nas horas vagas líamos umas páginas do livro e fazíamos snorkel. Finalmente chegamos no status de quase meditação. Relaxados, pensando em nada, desacelerados total. Hora de voltar e comprar 2 cervejas!! A ilha ficou ainda mais bonita para nós. Não precisávamos de mais nada. Nem mesmo o terceiro dia tomando banho com água salobra saindo de um cano na parede nos incomodava. O fato de ter q encher um balde toda vez que se ia ao banheiro para usar como descarga era, na verdade, muito divertido. E a presença de alguém "estranho" na ilha até nos causava ciúmes: Quem está vindo invadir a nossa ilha, porra?? :evil::evil: À noite sentávamos na frente da nossa cabana, que ficava sob a areia a 10m do mar. Ali ficávamos contando estrelas, enquanto eu ensinava a Gabi sobre as constelações que eu conhecia (algumas inventei na hora). E íamos dormir somente depois de ver uma estrela cadente. ::love::::love::::love:: Realmente nem conseguia acreditar como que eu queria ir embora lá no começo. Alias, era eu lá começo, ou esse agora sou eu??? Não sei, mas o fato é que tínhamos mudado em 3 dias. Infelizmente as coisas nem sempre são como gostaríamos. Quando quis ir embora tinha alguns dias pela frente. Agora que não queria sair, chegou a hora... Dormimos e na manhã seguinte teríamos que partir. Dia 23 - 18/mar/2017 - sábado - San Blás/Cidade do Panamá Mais um dia que o primeiro raiar do sol era nosso despertador e o primeiro compromisso era assistir o nascer do sol da nossa varanda, de pijama. 8)8) Tomamos o último café da manhã e 7h45 partimos para 1h de barco até chegar novamente ao continente. Meio dia estávamos fazendo check-in no Hard Rock Hotel, um dos melhores hotéis da cidade do Panamá. Certamente uma atração a parte na cidade para um amante do rock como eu!! Primeira coisa a se fazer num 5 estrelas dps de San Blas?? Um belo de um banho de meia hora, claro!!!! ::lol3::::lol3::::lol3:: O Hard Rock fica anexo ao Shopping Multicentro. Almoçamos ali e pegamos um uber até o Shopping Albrook. Aliás, uber foi nosso transporte para todos os deslocamentos mais distantes. Era tão barato que não compensava tanto pegar o metro e tínhamso desistido dos caros e desonestos táxis. Não somos muito de shopping, mas como praticamente 100% dos brasileiros relatavam os ótimos preços de lá, resolvemos conhecer o Albrook. O shopping é enorme, com diversas marcas famosas. Mas praticamente não compramos nada nem achamos grandes coisa. TIpo, parece um shopping, sabe? :lol::lol::lol: A Gabi comprou um iphone 7 (lançamento na época) com praticamente o mesmo valor dos EUA (o celular dela tinha morrido em San Blas). De noite caminhamos um pouco pela belíssima orla na avenida Cinta Costanera. E voltamos para aproveitar os bares e boates do hotel (que tem entrada free para os hópedes) ::otemo::::otemo::::otemo:: . O hotel é realmente fantástico. E não foi tão absurdamente caro para um hotel desse padrão. Mas é engraçada a sensação de ter um pouco de luxo após passar tantos momentos super agradáveis em lugares tão simples. Viajar é sempre um autoconhecimento, uma lição de vida, e estar relaxando no conforto do Hard Rock tomando drinks caros no chic bar do 62o andar, no meio daquela gente tão "refinada" nos passou uma sensação de vazio. Tipo, era bom mas era ruim, sabe? Mas, como sempre acontece em mochilões, sentimos que estávamos evoluídos. Éramos capazes de observar a vida de diferentes ângulos, e saber aproveitar o que cada um deles tem para oferecer. Estávamos muito felizes ali, assim como o fomos em todos os momentos da viagem! Dia 23 - 19/mar/2017 - domingo - Cidade do Panamá O dia era de perambular. A grande pedida é alugar uma bike e fazer tudo pedalando, do nosso bairro até a Calzada de Amador passando por Casco Viejo. Mas como era domingo e não nos planejamos, não conseguimos alugar a bike. ::toma::::toma:: Acabamos pegando um uber direto até Casco Viejo. Domingo era praticamente tudo fechado! A Gabi comprou um chapáuzinho panamenho (que descobrimos que é, na realidade, equatoriano). Ficamos umas 2h no museu do Canal Interoceanico do Panamá. Museu esse que conta toda a história da construção do canal e as tretas com os EUA (sempre os EUA... :roll: ). Eu particularmente gostei muito do museu, bem completo e com muita história do país: política, economia, aspectos sociais, etc... Se vc gostar e tiver paciência para ficar lendo como eu, vale a pena! :wink: Em pouco tempo percorremos todo Casco Viejo e terminamos no Mercado Municipal para almoçar uma comida meia boca e tomar umas (ou várias) cervejas por 1 dólar cada. :P:P Saímos caminhando para encontrar uma internet e chamar um uber. Achamos wifii no belo bar La Rana Dorada que vendia um delicioso chopp artesanal. Tomamos mais umas e pedimos o uber. Como nosso passeio de bike tinha minguado, pedimos para o uber dar uma volta pela Calzada Almador antes de ir embora. Essa Avenida é uma tripa cercada pelo mar dos dois lados e estremamente agradável para caminhar ou andar de bike, ou até mesmo tomar uma cerveja. Infelizmente só conseguimos passar de carro, e não pudemos desfrutar um pouco dessa bonita região. Só para constar, andamos para burro de uber, o cara foi praticamente um guia, e o valor final foi 10USD. Nessa noite estava rolando em um dos bares do Hotel um baita cover de The Doors e Led Zeppelin. Fui à loucura. ::dãã2::ãã2::'>::dãã2::ãã2::'> Dia 25 - 20/mar/2017 - segunda-feira - Cidade do Panamá Era nosso último dia de férias :cry::cry: . Chegamos no canal do Panamá às 9h, horário de abertura. Fomos direto ver a passagem de um enorme navio. Um espetáculo para um engenheiro como eu. Realmente vale a pena conhecer o canal, especialmente depois do museu em Casco Viejo e entender que a economia do país é basicamente este canal. Dica: O site do canal mostra quais os horários de travessia dos barcos. Confira antes da sua visita, pois o mirante Miraflores (o canal) não é interessante se você não conseguir ver a travessia de um barco. Para você ter uma ideia, às 10h40 já estávamos de volta ao hotel. Antes de fazer o check-out ainda fomos no Shopping Multicentro almoçar e fazer umas compras. Ali comprei umas camisas Dudalina com 70% de desconto (tipo 30USD cada). Calvin Klein e Tommy tb tinham preços melhores que o Albrook. Aproveitei para dar uma leve renovada no guarda roupa. Chegou a hora de se despedir da América Central, tomar um uber ao aeroporto e voltar à realidade. Posso dizer que a América Central foi incrível. Lugares fantásticos. Povo simples e simpático. Um dos meus maiores receios era a insegurança. Mas realmente nos sentimos seguros em todos os locais que fomos, claro que sempre tomando as devidas precauções. Foi um lugar que nos ensinou a aproveitar ainda mais as belezas das coisas simples, a reduzir o ritmo do dia-a-dia. Esperamos voltar.
  14. Oi pessoal, tudo bem? Recentemente estive em Cuba, e fiz um post só com fotos da ilha. Adorei o país e super recomendo todos a fazerem uma viagem pra Cuba. Mexe muito com você, porque as pessoas lá tem uma condição de vida muito limitada. Mas contradições a parte, caso você não concorde com o regime político do país, os cubanos adoram os brasileiros e o país tem cidades e costas lindíssimas. 20 Fotos para te Inspirar a Visitar Cuba A primeira vez quis viajar para Cuba foi em 2011, mas como me mudei para os Estados Unidos naquele ano, tive que adiar meu sonho de visitar a ilha. Depois de alguns anos e de ter visitado muitos outros países, finalmente fiz minha viagem para Cuba em novembro de 2017. E posso dizer que foi muito melhor do que eu esperava… Cuba é fascinante !! Tem uma história super interessante, arquitetura deslumbrante, praias belíssimas, cativante vilarejos, belas cidades coloniais, um povo super simpático que adora o Brasil e os brasileiros, e ainda por cima de tudo, é um país seguro e barato para viajar. Parece o lugar perfeito para visitar, não é?? E acredite, parece não, é!! Acabei de voltar de lá, e ainda posso escutar a vibrante música latina, visualizar o imenso mar caribenho azul turquesa, e sentir o ar puro em meus pulmões. Durante minha visita tirei muitas fotos, mas aqui eu selecionei minhas 20 favoritas para inspirá-lo (a) a viajar para Cuba. E o melhor, como sempre, não há imagens editadas ou com photoshop aqui… 😉 Está pronto (a) ??? 1- La Habana, o melhor destino e a cidade mais visitada em Cuba. El Malecón, Habana Vieja, Vedado… Esses são apenas alguns dos lugares para visitar em Havana. 2. Caminhar pelas ruas de Habana Vieja vai te deixar encantado. Afro-cubana numa rua de Habana Vieja, Cuba 3. Quando for viajar para Cuba, não deixe de visitar “los cayos” (pequenas ilhas). Visitei quatro deles, e os que mais gostei foram Cayo Coco e Cayo Guillermo. Playa de los Flamencos, Cayo Coco. Para ver as outras fotos click no link: https://www.7continents1passport.com/viajar-para-cuba-fotos/?lang=pt-br E se tiver planejando uma viagem para Cuba e precisa de dicas de acomodação, veja esse outro post: https://www.7continents1passport.com/casa-particular-havana-varadero-trinidad-cuba/?lang=pt-br
  15. Olá pessoal! Fui com duas amigas para mais um mochilão e o destino escolhido dessa vez foi a incrível Cuba. Ficamos quase 18 dias lá e só posso dizer que Cuba é uma país único e valeu muito a pena conhecê-la. Fui para Cuba com 3 amigas e ficamos do dia 15/12 a 03/01, no caso só eu e a Camila, pois a Ana chegou dia 16/12 e foi embora dia 02/01. Nosso roteiro ficou da seguinte forma: 15/dez Havana 16/dez Havana 17/dez Havana - Playa Giron 18/dez Playa Giron-Cienfuegos 19/dez Cienfuegos 20/dez Cienfuegos-Trinidad 21/dez Trinidad 22/dez Trinidad 23/dez Trinidad - Santa Clara - Remédios 24/dez Remédios - Cayo las Brujas 25/dez Remédios - Cayo Sta Maria 26/dez Remédios - Varadeiro 27/dez Varadeiro 28/dez Cayo Largo 29/dez Cayo Largo - Havana 30/dez Havana 31/dez Havana 01/jan Havana 02/jan Havana 03/jan Havana - Lima 04/jan Lima - São Paulo Pagamos na passagem da LATAM R$2500 com taxas e com escala em Lima. Na ida foram apenas 2 horas e na volta quase 15 horas, então optamos em pegar um hostel próximo ao aeroporto para dormir. Alguma dicas importantes: - Leve sempre papel higiênico para onde for. Há nas casas/hotéis, mas em restaurantes e bares é bem difícil; - Levamos 1200EUR e pelo que pesquisamos era a melhor opção, mas chegando em Havana vimos que o dólar canadense estava melhor cotado até que a libra; - Cuba é um país extremamente seguro, apesar do grande assédio dos cubanos principalmente com mulheres; - A comida é bem parecida com a nossa, com arroz, feijão, salada, sucos naturais e frutas. Não tive nenhum problema quanto a isso; - Tente sempre viajar de uma cidade a outra por meio de táxis. Compensa bem mais que ir de ônibus. 15/12 - SP - Havana Nosso voo chegou em Havana por volta das 18:30. O aeroporto é uma loucura de desorganizado e quente. Tem tanta gente transportando "muambas"de um lado para o outro que o ar condicionado não deve fazer efeito. Esperamos nossas mochilas por quase uma hora. Trocamos 60EUR e a cotação não estava muito boa 1EUR x 1,015CUC. Pegamos um taxi até a casa do Oscar, que estava nos esperando em frente. Super recomendo essa casa, pois é bem localizada, com ótimo café da manhã, preço justo e pela atenção do Oscar e da senhora que trabalha lá. Fomos jantar no restaurante Nardos, que é maravilhoso, e depois voltamos para casa para descansar. Taxi aeroporto ao Centro Havana - 30CUC (dividido em 2) Restaurante Los Nardos (entrada, camarão e uma jarra de piña colada) 15CUC 2 diárias - 22,50CUC 2 café da manhã - 6CUC 16/12 - Havana Nesse dia tínhamos que esperar nossa amiga Ana chegar. Fomos a casa de câmbio lá perto e tinha uma fila enorme. A cotação ainda estava ruim 1,007CUC e depois pegamos um taxi coletivo até a Via Azul para tentar comprar a passagem até a Playa Giron. Ficamos uma hora na fila e naquele caos e não havia mais passagem disponível para os próximos dois dias. Em frente ao terminal, ficam vários taxistas e combinamos com ele de nos levar até lá! Foi a melhor coisa que fizemos, pois ele nos buscou em casa e nos deixou na outra casa. Taxi coletivo idade e volta - 1CUC Almoço na cafeteria ao lado do terminal (agua, cerveja e spaghetti)- 7CUC 1 cerveja Presidente (recomendo) enquanto esperávamos a Ana - 2CUC Jantar (pizza e refrigerante) - 7CUC 17/12 - Playa Giron O motorista estava em frente a casa uns 15 minutos antes do horário combinado e foi a nossa primeira experiência em um carro antigo. Adoramos! A viagem foi tranquila e levou umas 2 horas. A casa escolhida foi da Ivette & Ronel e super recomendo. O pessoal que trabalha lá é super prestativo e a Ivette uma fofa! Fomos ao museu Giron, onde é possível conhecer a história da batalha contra os mercenários e o importante papel de Che em Cuba. Aproveitamos e fechamos um taxi a Cienfuegos para o dia seguinte. Taxi a Playa Giron - 90CUC (dividido em 3) Almoço (frango e suco) - 8CUC Entrada museu Giron - 2CUC 1 diaria na casa + janta (lagosta) + café da manhã + 2 cervejas + 1 agua - 35CUC 18/12 - Playa Giron- Cienfuegos Tomamos café na casa e pegamos o transporte gratuito que passa na frente da casa rumo a Punta Perdiz. Conseguimos esse transporte porque o Ronel é instrutor de mergulho e trabalha em Punta. Ficamos até meio dia na praia, que e maravilhosa e depois voltamos para casa, pois iríamos a Cienfuegos ainda. O taxi chegou uns 20 minutos antes do horário combinado e era mais um carrão antigo! A viagem até Cienfuegos durou umas 2 horas. Chegando lá fomos conhecer a cidade e andamos até Punta Gorda. Cerveja - 1CUC Ônibus volta Punta Perdiz a casa - 1CUC Taxi Giron a Cienfuegos - 40CUC (dividido em 3) 2 diárias + 2 café da manhã + 1 cerveja - 28CUC 1 cerveja + 1 piña colada - 6CUC 19/12 - Cienfuegos Há muitas coisas para fazer ao redor da cidade e optamos por conhecer a praia Rancho Luna. Pegamos o guagua (transporte local deles) e parecíamos sardinhas enlatadas de tão cheio. Valeu a experiência! hehe Almoçamos num restaurante que tem ali na praia mesmo e depois pegamos um taxi até o ferry boat que nos deixou próximo a casa onde estávamos. É legal pegar esse ferry para admirar toda a baía. A noite andamos mais pela cidade, que é uma gracinha! Guagua ao Rancho Luna - 1CUC Agua - 1CUC Almoço (peixe e suco) - 9CUC Ferry boat - 1CUC 20/12 - Trinidad O taxi passou na casa na hora combinada e partimos a Trinidad. A cidade e muito parecida com Paraty, com as ruas de paralelepípedo e muito turista. Ficamos na casa Sur e não recomendo. Chegamos lá o quarto ainda não estava pronto café da manhã bem fraquinho e a dona nunca estava lá, mas pelo menos era bem localizada. Nesse dia aproveitamos para andar pela cidade e conectar a internet. As praças que possuem o ponto de wi-fi sempre são super lotadas e a conexão fica bem lenta. Descobrimos um ótimo lugar que vendia mini pizza e que era frequentado pelos cubanos. Fomos lá todos os dias! Jantamos no restaurante La Taberna e super recomendo. Há ótimas opções de pratos, lanches, pizzas a um preço muito bom e tudo delicioso. Taxi Cienfuegos a Trinidad - 35CUC (dividido em 3) Mini Pizza - 0,30CUC Agua + cerveja + sorvete - 3,10CUC Jantar (spaghetti + refri) - 6CUC Cartão de internet 5 horas - 7,50CUC 3 diárias Casa Sur - 30CUC 1 café da manhã - 5CUC 21/12 - Trinidad Hoje foi dia de praia. Pegamos um taxi conversível até a Playa Ancon e passamos o dia lá. A praia é uma delícia e a mais próxima da cidade, então todos vão para lá, mas mesmo assim não estava tão cheia. Alugamos espreguiçadeiras e ficamos de boa curtindo a praia. A noite fomos conhecer a tal balada na caverna. Fomos caminhando até lá e na verdade apenas o teto era de caverna. Foi divertido, pois bebemos cuba libre e tava cheio de turistas e alguns nativos, que queriam nos puxar para dançar. Taxi ida e volta a Playa Ancon - 16CUC (divido em 3) Espreguiçadeira - 2CUC Cerveja - 2CUC Sorvete - 1,75CUC Entrada balada - 5CUC Bebidas - 12CUC 22/12 - Trinidad Optamos em fazer os passeios ao redor da cidade pois estávamos economizando para Cayo Largo e não nos interessamos por nenhum. Fomos novamente a Playa Ancon só relaxando e depois ficamos pela cidade mesmo. A noite fomos em um restaurante horrível, onde o atendimento era demorado e a comida sem graça. Ele se chama Sabor Tropical. Café da manhã (baguete com queijo, suco e agua) - 5,65CUC Mini pizza + refrigerante - 0,85CUC Sorvete + agua + salgadinho - 4,65CUC Jantar (spaguethi) - 8CUC 23/12 - Santa Clara - Remédios Incluímos Remédios no roteiro por conta da festa típica que acontece na cidade no dia 24/12 chamada Parrandas. Devido a morte de Fidel em novembro de 2016, a festa foi adiada para o dia 07/01/17, porém fui avisada quando já estava em Cuba e não tinha mais tempo para remanejar o roteiro o optamos por deixá-la. Saíamos de Trinidad de manhã e no caminho paramos em Santa Clara, cidade onde há o monumento de Che e o museu. A entrada é gratuita e e necessário guardar as coisa no guarda-volumes. Vale a pena essa parada lá! Seguimos a Remédios e nos hospedamos na casa da Dona Ada. Ela é incrível e mantínhamos contato desde quando estava no Brasil. Na verdade não encontrei a casa dela cadastrada nos sites e foi recomendação de uma outra senhora que já estava com a casa cheia. Nesse dia caminhamos pela cidade e almoçamos num restaurante/cafeteria horrível chamado Louvre. Minhas amigas comeram hambúrguer em que a carne estava cheia de nervos, fora a demora! Café da manhã (pão com queijo e suco de manga) - 2,50CUC Taxi de Trinidad a Santa Clara e Remédios - 25CUC (por pessoa) Água museu - 1CUC 3 diárias casa Ada - 30CUC Almoço (espaguete + refri) - 3,50CUC Lembrancinhas - 11CUC Janta (frango, suco e refri) - 7CUC 24/12 - Cayo las Brujas (Remédios) Fechamos o taxi com o marido da D. Ada e ele nos levou até Cayo Las Brujas em seu lindo Ford 1928. O trajeto leva mais ou menos uma hora e precisa pagar para entrar, pois ficamos nas dependências de um hotel e é possível consumir parte da entrada no restaurante. A praia é bonita, mas o mar estava muito agitado e ventava bastante. Almoçamos no restaurante e infelizmente vinha pouca comida! Estávamos acostumadas com a fartura dos outros restaurantes! hehehe o marido da D. Ada nos buscou lá no fim da tarde e jantamos na casa deles nessa noite. Café da manhã na casa - 4CUC Taxi ida e volta Cayo las Brujas - 30CUC (dividido em 3) Entrada praia - 15CUC (consuma 12CUC) Jantar na casa (uma fartura com frano, porco, salada, bolinho e pudim) - 10CUC 25/12 - Playa La Terraza (Remédios) Choveu a madrugada inteira e amanheceu chovendo muito. Ficamos na duvida se iríamos a praia ou não, pois era distante de lá e resolvemos arriscar. Dessa vez fomos em outra praia. O marido da D. Ada explicou que era um empreendimento novo e que ainda não havia nome e todos chamavam de La Terraza. Pagamos 5CUC por pessoa para entrar o que nos dava direito a um drink e as espreguiçadeiras. As dependências de lá eram ótimas com restaurante, cafeteria, lojinhas e uma slão de jogos com pista de boliche e mesa de bilhar. Gostamos bastante dessa praia! Passamos o dia lá e depois o marido da D. Ada foi nos buscar. Jantamos na cidade e depois ficamos sentadas na praça onde tudo acontece! Taxi ida e volta a Playa la Terraza - 30CUC (dividido em 3) Entrada praia - 5CUC Almoço (frango, fritas, banana frita e refri) - 10CUC Água - 1CUC 1 hora de bilhar - 5CUC (dividido em 3) Jantar (camarão e refri) - 8,50CUC 26/12 - Varadero Dia de se despedir da família maravilhosa da Ada e partir para Varadero. A viagem até lá durou cerca de 4 horas, onde o taxista supostamente levou a amante e a filha dela! hahaha a menina foi o caminho inteiro brincando com a Camis e a Ana no banco de trás enquanto fui na frente com o "casal". Ficamos na casa Mercy e super recomendo, pois é uma casa só para nós com cozinha e sala. A dona é muito gente boa (não lembro o nome dela) só a localização não era muito boa e ficava um pouco longe do "centro". Varadero não tem a cara de Cuba! Pelo menos foi o que achamos, pois é tudo tão moderninho lá que acaba perdendo o pouco do charme, mas gostamos bastante da praia. Achei que a água seria ok, mas estava mais bonita que muitas outras que fomos. Procuramos um lugar para almoçar e encontramos um restaurante simples. Eu pedi o meu frango de sempre e as meninas uma carne de porco recheada com presunto e queijo, que diga-se de passagem não estava com uma cara muito boa. Fomos na Cubatur e fechamos um pacote para Cayo Largo com uma diária, que era nossa vontade desde o Brasil mas estava difícil conseguir informações. Passamos no mercado e compramos coisas para o café da manhã e janta, já que estávamos pobres por conta de Cayo Largo. A cena engraçada ficou por conta do cara que vendia pão e passava de bicicleta apitando. Estava no banheiro e minhas amigam entendem pouco de espanhol e a dona da casa começou a falar rápido com elas e óbvio que não entenderam nada. Fui lá pra fora e cada uma tava numa ponta da rua esperando o moço do pão. De repente ele apareceu do outro lado e saímos correndo. Ele pegou 6 pães (parecia de hambúrguer) e nos entregou nas nossas mãos. heheh Taxi Remédios a Varadero - 30CUC (por pessoa) Almoço (frango frito)- 4CUC Mercado (queijo, macarrão, molho, atum e refri) - 14CUC (dividido em 3) 6 pães - 1CUC Pacote Cayo Largo 1 diária (all inclusive) - 280CUC 27/12 - Varadero Estava previsto para ficar mais dois dias em Varadero, mas devido a Cayo Largo alteramos com a dona da casa e foi sem problemas. Aproveitamos o dia para curtir a ótima praia ali pertinho. Aí começou o pesadelo da Ana e começou a passar mal, vomitando e com diarreia, bem na véspera de Cayo Largo. Temos quase certeza que foi aquela carne de porco estranha que não caiu bem. Elas também não se adaptaram a água de garrafa de lá e mal bebiam. A noite a Ana tinha melhorado um pouco e fomos caminhando (uns 35 minutos) até o ponto de wi-fi e ficamos um tempo por lá, mas a Ana começou a se sentir mal e voltamos para casa até porque o voo para Cayo Largo era super cedo. 2 águas e 1 refri - 2,55CUC 4 pães - 0,50CUC Cartão internet (1 hora) - 2CUC Taxi volta ponto de wi-fi (calle 54) - 5CUC (dividido em 3) 28/12 - Cayo Largo Saímos cedinho ao ponto de encontro onde o ônibus nos encontraria e nos deixaria no aeroporto. O voo saiu por volta das 9:00 e leva uns 45 minutos até Cayo Largo. Ficamos hospedadas no Hotel Iberostar Playa Blanca e não gostei muito. A comida era ruim, o pessoal da recepção bem perdidos e a piscina parecia que tava descolando do chão. Chegamos lá e conseguimos aproveitar o café da manhã e depois fomos a tão famosa Playa Sirena. Confesso que a minha expectativa x realidade estava altíssima e acabei me decepcionando um pouco. As fotos ficaram lindas, mas dentro do mar não era nada demais. Acho que é porque conheço San Blás e San Andrés e meu nível de exigência aumenta um pouco, mas para quem nunca foi nesses lugares vai adorar. Ficamos lá até umas 15:00 e voltamos para o hotel de ônibus. A noite eu e Camis assistimos algumas apresentações que estavam acontecendo no hotel e a Ana um pouco melhor, foi dormir. Gorjeta ao carregador do hotel - 2CUC Cartão internet (1 hora) - 1CUC 29/12 - Cayo Largo - Havana Aproveitamos esse dia para desfrutar das dependências do hotel, já que não achamos a Playa Sirena tão espetacular assim. Ficamos na piscina e tomamos muita piña colada e almoçamos por lá. Para almoçar no restaurante mais legalzinho somente com reserva no dia anterior e almoçamos no self-service em que a comida era bem ruinzinha. Fizemos o check-out por volta do meio dia e deixamos nossos mochilões na recepção e continuamos aproveitando o hotel e depois eles nos cederam um quarto para tomar banho. Esperamos o ônibus nos buscar por quase uma hora e o rapaz da recepção ligou para eles e simplesmente esqueceram de nos buscar. Que beleza! Eles passaram em menos de 10 minutos e nos deixaram no aeroporto. O voo de volto teve muito mais turbulência do que na ida. Chegamos em Varadero por volta das 18:30 e havíamos combinado com um taxista para nos buscar as 19:30 pelo preço de 80CUC. Esperamos até o horário e nada dele aparecer! Tentamos pegar um táxi, mas estavam todos cheios e fui negociar uma van que estava indo a Havana. O motorista disse que cobraria 30CUC por pessoa e achei caro. Nisso a Ana estava negociando com outro cara e ele cobrou 20CUC por pessoa, mas era com a mesma van que negociei. Achei estranho, mas fomos! Havia umas 11 pessoas desconfortáveis na van e a viagem deve ter durado quase 3 horas (não me lembro). Na hora de deixar as pessoas, percebi que estava acontecendo algo em relação ao pagamento e tinha certeza que o cara estava cobrando 30CUC e não 20CUC. Agora vem a confusão! Ele nos deixou na casa do Oscar e pagamos 60CUC pelas 3 e ele disse que era 90CUC e que ele havia me falado esse preço. Ele me falou e eu não concordei e outro cara falou para Ana que era 20CUC e por isso fui com ele. O motorista e a Ana começaram a discutir e ele ameaçou chamar a polícia e ela disse que ele poderia chamar. A viatura chegou em menos de 10 minutos e ele contou a sua versão a eles e nós contamos a nossa. O engraçado é que havia um casal de poloneses e ele cobrou 20CUC de cada. Por que?? Só Deus e o motorista que sabem! Ficamos ali discutindo por pelo menos 20 minutos e fomos a atração da rua do centro de Havana! Após muita discussão, chegamos a um acordo! Eu e a Camis pagaríamos 30CUC e a Ana 20CUC. Que confusão! E ainda perdemos a oportunidade de ir a delegacia de Havana! hahaha Cartão internet (1 hora) - 2CUC Van zoada de Varadero a Havana - 30CUC 30/12 - Havana Agora sim teríamos tempo para conhecer Havana! Como estávamos no centro dela, conhecemos grande parte da cidade caminhando. Fomos até o Museu da Revolução e ficamos um bom tempinho conhecendo mais sobre sua história e a importância dela aos cubanos. Depois caminhamos pela Havana Vieja e achamos um restaurante legalzinho pra almoçar e para alegria da Ana, havia água importada e ela conseguiu beber! 5 diárias - 50CUC Café da manhã na casa - 3CUC Museu da Revolução - 8CUC Almoço - 10CUC Mini pizza - 0,50CUC Sorvete - 0,30CUC Jantar - 10CUC 31/12 - Havana Nosso objetivo era conhecer o museu do rum, mas ele estava fechado devido ao ano novo e ficamos no Havana Club ao lado assistindo as apresentações. Depois caminhamos mais um pouco e descobrimos um bar/restaurante que servia torre de chopp. Óbvio que paramos e tomamos uma, pois fazia muito calor nesse dia. Andamos bastante pela Orla de Havana (Vedado) e fomos até a famosa sorveteria Copélia, que ao meu ver, não é nada demais. Descobrimos um lugar ali próximo que vendia cachorro quente a 0,50CUC e foi o nosso almoço do dia. Antes de voltar para casa, decidimos jantar, pois a maioria dos restaurantes fechariam para a "ceia" e era preço fechado por no mínimo 50CUC. Comemos um camarão e depois voltamos para casa. Por volta das 23:00 saímos para procurar algum bar para passar a virada mas a maioria estava cobrando o preço fechado. Encontramos um que não cobrava e havia lugares ainda. Pedimos uma garrafa de vinho e não comemos nada. Quando o relógio marcou meia-noite, todos se levantaram para os cumprimentos e aguardávamos alguns fogos, quando de repente ouvimos um grande estrondo ecoando e eram tiros de canhão!!!! OMG! Uma moça que trabalhava no aeroporto em Varadero havia me falado que diariamente as 21:00 aconteciam esses tais tiros e queríamos muito ver. Eis que fomos surpreendida com essa agradável surpresa! Não poderia ter sido melhor! Para comemorar mais, pedimos mais uma garrafa de vinho e na volta paramos para comprar uma pizza baratinha. Café da manhã na casa - 3CUC Chocolate para beber - 1,15CUC Torre de chopp Plaza Vieja - 12CUC (dividido em 3) Sorvete Copélia - 2,70CUC Jantar (camarão) - 11CUC 2 garrafas de vinho chileno - 57CUC (dividido em 3) Pizza + refri - 2,50CUC 01/01 - Havana Por ser feriado, muitas atrações estavam fechadas e optamos por pegar um táxi coletivo ate a Plaza de la Revolución. Vimos essa praça quando estávamos indo do aeroporto ao centro. Lá há uma imagem do Che e Fidel. Chegando lá um guarda nos informou que no dia seguinte ocorreria um desfile em comemoração a revolução, em que milhares de cubanos costumavam participar. Na volta optamos por ir andando e conhecer mais um pouco desse pedaço da cidade. Foi uma caminhada e tanto! Cafe da manha na casa - 3CUC Táxi coletivo - 1CUC 2 cachorros-quentes + 1 refrigerante - 1,50CUC 1 agua 500ml - 1CUC 1 agua 1500ml + 1 cerveja - 2,65CUC 1 pizza + 1 refrigerante - 2,50CUC 3 charutos - 13CUC 02/01 - Havana Acordamos bem cedo e fomos caminhando até a Plaza. Foi quase uma hora de caminhada, mas o guarda nos informou o horário errado e chegamos quase no final. Vimos muitas pessoas fardadas e muitas carregando a bandeira de Cuba ou com o rosto de Fidel. Quase fomos atropeladas por uma, já que entramos no meio da multidão. Voltamos para casa andando e a Ana terminou de arrumar as coisas dela, pois ela voltaria ao Brasil antes de nós. Não estava me sentindo muito bem, com dores no corpo e uma moleza, mas nada que me impedisse de fazer as coisas. O táxi pegou a Ana e fomos almoçar. Depois descansamos, pois me sentia muito cansada! Andamos mais um pouco por Havana Vieja e comemos algo a noite. Café da manhã na casa - 3CUC Chocolate para beber - 1,60CUC Almoço (frango, refrigerante e sorvete) - 5CUC Agua 1500ml - 2CUC Garrafa rum pequena - 2CUC 03/01 - Havana - Lima Acordei muito mais muito mal. Estava com febre e certeza que era gripe. A senhora que trabalhava na casa me deu uns remédios e disse que iria expelir a febre. Fui com a Camis comprar mais algumas lembrancinhas e comecei a transpirar demais a ponto da minha blusinha ficar toda molhada! Bendito remédio milagroso! hehehe cheguei na casa e corri pro banho e melhorei 80% do que estava. Terminamos de arrumar as coisas, almoçamos e o taxista nos buscou no horário combinado. No aeroporto filas como sempre! Fila na LATAM, no raio x e na imigração. O nosso voo saiu no horário certinho! Adios Cuba! Chegamos em Lima quase as 22:00 e não precisamos pegar nossos mochilões. Fiz a burrada de trocar dólares por sol, pois o taxi e o hostel aceitam dólar. O hostel era tão perto do aeroporto que era possível ir andando. Ficamos no B&B Cusing Wasi e pegamos um quarto duplo e era super confortável, com uma cama boa, chuveiro bom e internet rápida! Capotamos! Café da manhã na casa - 3CUC Táxi Casa Oscar ao aeroporto - 25CUC (dividido em 2) Táxi Aeroporto Lima ao Hostel - 12USD 1 diária quarto duplo - 30USD 04/01 - Lima - São Paulo Tomamos café da manhã com pão, manteiga, queijo, ovos, suco de laranja natural, café e leite. Caminhamos cerca de 15 minutos até o aeroporto e aguardamos o nosso voo. O serviço de bordo estava ótimo com canelone de ricota e um bolo gostoso com recheio de doce de leite. Creio que os aviões da TAM sejam melhores que da LAN, pois havia monitor individual e a Ana que voo de LAN não tinha e serviram um sanduíche zoado. Fizemos um voo tranquilo e chegamos em GRU no horário previsto! FIM de mais uma trip e até a próxima!
  16. 3Dia 1 (05/02) Cheguei em havana por volta de meio dia. Voo tranquilo. Aeroporto bem modesto. Começamos já a perceber o que é Cuba. Troquei 300 euros no próprio aeroporto (tinha lido que as taxas não variavam, porém já não sei mais se é assim. Hoje vou verificar isso). Gastei 30 cups do aeroporto até o Hostel Casa de Ania. (acredito que seja esse o preço mesmo, também não estava afim de chorar preço tendo em vista que queria chegar logo e deitar.) Ao chegar dei uma deitada, já comecei a me ambientar em relação à internet (aqui no hostel é 50 cents meia hora, 1 cup 1 hora, sem promoção mesmo. Rs), e logo depois saí para almoçar e começar a conhecer Havana. Do hostel é perto para andar pelo “Malecón”. Encontrei um restaurante agradável e resolvi almoçar por ali mesmo (La Abadia. Comida justa. Pareciam mais especialistas em frutos do mar e tal, mas não tava afim disso naquela hora. Comi um Fricassé de frango, pedi uma água e uma sobremesa, muito boa por sinal. Tudo deu 6,60 cups). Após isso foi seguindo o Malecón até chegar ao “Museo de La Revolución”. Andei bastante, porém encontrei. 8 Cups a entrada. Museu bacana (modesto como tudo em Havana), e com um grande aporte histórico e cultural. Conta a história da revolução de maneira bem simples e didática. Tem uma parte reservada para Che guevara e outro malandro lá que não conhecia. “Cienfuegos”. Vale a pena ler e saber um pouco mais sobre a história dessa galera. Tem um anexo ao museu, com alguns carros, jipes, “tanques”, aviões, barcos, botes, mísseis, tudo que participou e teve a ver com a revolução. Saindo de lá fui em direção à “Habana vieja”, andar por lá meio sem destino mesmo. Acabou que lembrei do “Bodeguita del Medio”, e resolvi procurar por ele. Dei uma sorte que tinham umas placas indicando o lugar. Ao chegar já ta rolando um som bem característico de Havana e uma galera na rua tirando foto e tomando, é lógico, o Mojito da casa. Não fiquei por ali muito tempo, nem quis tomar o mojito, pq eu começava a sentir o que depois me daria mais dor de cabeça literalmente. Estava me sentindo meio tonto, dor de cabça e gargante inflamada. Resolvi tomar esse Mojito depois. Rs Saí de lá e logo ali próximo tem a “Catedral de Havana”. Entrei, rezei e agradeci. Depois fiquei sentado na calçada observando o pessoal que passava e ouvindo uma bandinha que tocava num restaurante que ficava em frente. Tem uma “baianas cubanas”, vamos assim dizer, que ficam tirando foto (dão uma risada maneira, colocam um charutão na boca e o gringo senta no meio das duas.). Fiquei um bom tempo ali (tava cansado e como já disse, tava meio na merda já). Gastos (1º dia) Táxi (aeroporto-hostel) 30 cups Almoço (La Abadia) 6,60 Museo La Revolucion 8 Cups Água pequena 1 Cup Sloppy bar (2 cervezas e 1 tapa) 10 cup 1 burrito no hostel 3,50 cup 1 agua grande 2 cup Dia 2 (06/02) Depois de uma noite de muito frio (ar condicionado insano do quarto do hostel), eu acordei com muita dor de cabeça, dor na garganta, nariz escorrendo (resumindo, tava bem podre). Perguntei pro cara aqui do hostel onde comprar remédio, e ele me recomendou ir ao Hotel “Habana Libre”, pois lá tem “tiendas” estrangeiras. Chegando la, consegui achar a farmácia para estrangeiros. Dipirona comprada e imediatamente tomada (8,15 cuc), só me restava sair batendo perna pra conhecer um pouco mais de havana. Pesquisando no mapa que o Hostel me deu (dei mole, esqueci de baixar o maps.me e fazer o download do mapa de cuba...e no wi-fi do hostel não era possível isso, então era tudo no mapinha que me deram...mas cumpri bem a missão.), resolvi ir à faculdade de Havana. Desci a “Calzada de Infante” e me deparei com a bela universidade. Subi as escadas, tirei umas fotos, e saí entrando na facul. Como é fevereiro, acredito que não tinha muita gente. Achei que tinha pouco, mas ainda sim tinha uma galera lá. Andei um pouco mais por lá e depois saí. Después, eu tava meio sem rumo (normal), porém lembrei que ainda não tinha passado no Capitólio. Andei bastante (eu ando mesmo, gosto de ir observando tudo), mas recomendo pegar um taxi . O capitólio atualmente está em obras (24 de fevereiro é a data que acaba toda a obra), com isso só era possível visitar um lugar chamado “Al Mambi desconocido” (restos mortais de um soldado que lutou na guerra de independência de Cuba) . É muito bonito. Logo que vc chega tem umas meninas que são guias (de graça), e ela te explica a história do capitólio, o pq ele foi construído, que não é uma replica igual do capitólio de Washington (e que inclusive é mais alto), e o significado das diversas estátuas, e outras coisas que tem por lá. Acredito que depois de 24 de fevereiro, seja mais bacana. Será possível visitar todo Capitólio. Saí do Capitólio, tirei mais algumas fotos (a região em volta do Capitólio é bem bonita. Tem uns hotéis famosos por ali), e quando avistei aqueles ônibus de turistas, resolvi entrar. Seria bom pra chegar no Memorial José Martí e não andar que nem um doido. O esquema do ônibus é o mesmo utilizado em outros países. Vc paga 10 cuc e tem uma certa faixa de horário pra vc utilizar (bastante tempo, quase o dia todo). Pois bem, saltei no memorial, muito bonito por sinal (1 pra subir e ficar na parte externa tirando foto, e mais 5 cuc se vc quiser entrar no museu e no “mirante”.). Nessa região também ficam aqueles prédios com a caroça do Che Guevara e de um outro malandro. Novamente entrei no busão, ele andou pra cacete, foi até um “município” chamado Playa (no caminho tem bastante hotel bacana, inclusive passou por uma escola de mergulho....pode ser que eu passe por lá esses dias), não achei mais nada interessante (tem um cemitério enorme também....tem um pessoal que visita lá...não fiz questão.). No final, ele para tipo num ponto final, espera pra ver se a galera vai sair pra comer (ng saiu) e volta. Tava morrendo de fome, e nem sabia mas ele passava perto da região de perto do meu hostel. Comi e voltei pra usar uma hora de internet e descansar....se melhorar, de noite quero ouvir umas musicas por aqui. Gastos 2º dia Desayuno “A La Cubano” 3,50 cup Remédio 8,15 Bustour 10 Memorial José Martí 06 Almoço 14,20 Àgua 0,70 3º dia (07/02) Bem, acordei 1h30 da manhã com um casal fazendo saliências no quarto (inveja branca), e também com dor de cabeça e nariz entupido (o efeito do remédio estava na hora de acabar), porém dei um jeito e dormi sem tomar remédio mesmo. Acordei às 07h00, tomei um banho gelado, tomei o remédio e pedi o café da manha no hostel (muito bom por sinal, amanha vou repetir!). Tinha definido que iria conhecer Habana Vieja como um todo. Tirei foto do livro guia de Cuba aqui do hostel, e parti! Fiquei esperando aquele ônibus tour que falei anteriormente durante uma hora (na real eu bizonhei, pq o ônibus só começa a operar a partir de 09h e passa no ponto aqui perto do hostel às 09:30.). Bem, esperei o danado e embarquei. Dessa vez eles me deram um guia com todas as paradas, o que facilita vc se guiar. ( ou vc pode tirar foto da placa que fica em todo ponto de ônibus). Lendo o guia, eu achei que ia atééé o “Castillo Los Tres Reyes del Morro”, porém descobri na hora que não. O último ponto te deixa num mercado (bom pra comprar lembranças). Saí nesse último ponto, dei uma volta la dentro, mas não estava afim de comprar nada. Saí de lá e resolvi caminhar beirando a orla. Beirando a orla, eu vi o lugar onde a galera pegava o ferry pra ir pro outro lado da baía. E aí resolvi pegar essa bagaça e ver como chegava no bendito do forte do outro lado da baía. Por lá vi alguns turistas meio perdidos, mas geral na esperança de chegar lá. Não foi difícil, peguei o ferry pra Casablanca (bem rápido, uns 10 minutos pra chegar), e de lá é só subir a rua que vc chega na entrada do forte. Pra minha surpresa, só aceitam CUP na entrada, e não CUC (WTF???), a entrada é 3 cuc, mas deixei 3 cup lá mesmo (o que me arrependi depois) e entrei. Outra surpresa que tive, é que o lugar tava cheio pra cacete! Tava rolando a “Feira do Libro Cubana”, cujo o país convidado especialmente era a China! Rs. Show. Bem, muitos estudantes, gente pra cacete mesmo, dei uma andada no forte (que é imenso!), mas não me interessei em nada. Queria mesmo conhecer o lugar, a questão dos livros eu tava descartando. Primeiro vc entra nesse primeiro forte, depois vc tem q descer, pagar uma outra entrada (achei bizarro isso! Pq não cobrar logo uma entrada pra tudo??) e vc vai pro outro forte. Chegando no outro forte, que é o “Castillo Los Tres Reyes del Morro”, tinha várias barraquinhas vendendo artesanatos (muitas na verdade. Não sei se é sempre assim, ou pq tava rolando a bienal do livro cubana lá.). Não tinha nada falando sobre a história ou coisa parecida. Se tinha passei despercebido, pq o movimento era mt grande. Tb tinha bastante barraca de comida e coisas afins (para fins de curiosidade, lá tem uma farmácia internacional! Sim, no meio do forte! Rs. Comprei meu neosoro cubano lá.).). Tirei fotos, explorei o lugar, e resolvi sair. Andei tudo de novo ao contrário, até o lugar do ferry. 1 CUP! A passagem é 1 cup! Foda que a gente acaba pagando mais caro, mas como tinha trocado antes lá no forte, paguei o justo na volta. De volta à Habana Vieja, resolvi visitar aqueles lugares que tinha colocado como objetivo no início do dia kkkkk. Fui nas plazas (Plaza de armas, Plaza de San Francisoe pra finalizar a Plaza Vieja). A que mais me chamou a atenção foi sem dúvida a Plaza Vieja. Muito bem conservada e bonita, parei num “Brew Pub” e fui tomar minhas cervejas. Dei sorte que sentei em frente à bandinha, e pude acompanhar eles tocando. 3 cup cada chopp (achei justo pelo lugar e pela qualidade), peguei um taxi (fiquei puto pq perdi o papel do ônibus! O Planejado era voltar o o bustour, porém perdi o bendito papel em algum lugar....). No taxi o maluco me fez uma oferta sobre uns charutos, e comprei (20 cuc numa caixa com 20 mini charutos. Depois me digam se ta caro, ou se me dei bem. Se é que é verdadeiro.kkkk). Vou tentar agora colocar os gastos...kk Gastos 3º Dia Café da manha hostel 3,50 Bustour 10 Passagem de ida pra “Casablanca” 1 cuc Entrada no forte 3 cuc Almoço 10 cuc Entrada no outro forte 3 CUP (troquei numas barraquinhas azuis) Volta no ferry 1 CUP (peguei o bizu) Cervezas na plaza vieja 09 CUC Churros 0,75 cuc Pizza 02 cuc Taxi 06 cuc Mini charutos 20 cuc Janta 3,50 cuc 4º Dia (08/02) Melhor noite dormida! \0/. Consegui dormir de boa. Achei que ia sair na noite de ontem. Mas caí no sono quando parei pra ler um pouco (21h, rs / Stephen King – A redoma). Bem. Acho q acordei de madrugada, mas não lembro. Dormi bem mesmo. Acordei 07h. Acordei. Bati um papo com a galera (ou tentei), tomei café da manhã, banho e saí. Resolvi ir à praia hoje. Perguntei ao cara da recepção e ele me disse que bastaria eu pegar um taxi colectivo até o Capitolio, e de lá pegar outro. (achei bizarro pq disse que ia só dar 2 cucs tudo). A primeira parte deu certo. Paguei 3 CUP até o capitólio, muito barato, mas chegando lá não encontrava o taxi colectivo para Playa de Este. Os taxistas só me ofereciam viagem “solo” (50 cup, 25 cup...). Quando tava desistindo, perguntei a mais um, e ele me ofereceu à 10 cuc. Parti. Até achei justo pagar esse valor pq o lugar é longe, porém por aqui isso é caro. Enfim, cheguei em Ganabo, praia grande, bonita, estilo caribe (areia branca, mar com aquela coloração típica, porém a agua era fria. Rs. E porra, tinha várias águas vivas cubanas (são azuis) e queimam. Entrei, fiquei um tempo lá e depois só fiquei de boa na areia lendo meu livro e pegando sol). Almocei por lá, comprei um chapéu (??kkk). Na hora de voltar descobri que tinha um bustour pra lá tb. (05 cuc!! Pqp, eu e minha mania de gastar dinheiro de bobeira.) Mas beleza. Vivendo e aprendendo. Rs. O ônibus deixa na Plaza Central. Dei uma volta por lá, mas não fiz nada de interessante mais.... Voltei andando mermo pro hostel. Rs Vamos ver se hoje dou uma saída e falo um pouco da night cubana....Adiós. E preciso melhorar meu inglês rs. Gastos 4º dia Café da manhã hostel 3,50 cuc 1º Taxi colectivo 3 CUP 2º Taxi coletivo 10 CUC Chapéu 05 cuc Bono 50 CUp Almoço 7,50 cuc Mercadin 02 cuc Volta Bus tour 05 cuc Cerveja hostel 3 cuc 5º dia (09/02) Bem. Não saí ontem. Acordei, dormi um pouco mais. Hoje estava sem planos de turismo. Fiquei enrolando e lendo no hostel até meio dia mais ou menos. Saí para procurar o “Zuerra e el cuervo”, e para comprar meus imãs de viagem. Andei pra um lado que ainda não tinha ido, nada de interessante...Achei a “Avenida de Los Presidentes”, mas não me interessei. Na volta, consegui achar o bar (era o mesmo que já tinha visto, o da cabine telefônica....). Parei num bar ali do lado pra tomar minhas cervejinhas de lei, e observar a galera. Almocei, voltei ao hostel. Vi que precisava trocar mais 20 dólares pelo menos para curtir um pouco da noite de hoje. (vai que....) Gastos 5º dia Café da manhã 3,75 Cambio de 20 dolares (17,50 cucs) 3 imãs 3 cuc Almoço 7 cuc Água 0,70 cuc Impressão de Cuba Bem, eu realmente achava que encontraria um país mais “fechado”, com menos influências estrangeiras (músicas, roupas e etc), e um pouco mais de miséria. Porém não foi bem isso o que vi. Sim, realmente a cidade precisa muito de uma reestruturação e de obras (grande maioria dos casarões e prédios de havanas com a aparência de abandonados e necessitando, a meu ver, de reformas estruturais urgentes), os carros são bem antigos e inseguros (cinto de segurança e air bag não existem), apesar de nesses 5 dias não ver nenhum absurdo no trânsito. E também uma grande quantidade de lixo, em algumas esquinas, nas gramas e etc. Não sei se pelo fato de estar em Havana, capital de Cuba, a população aqui tenha uma condição melhor. Mas o que me parecia é que todos estavam acostumados a viverem com o que tem (apesar que me assustei com a quantidade de celulares, caixinhas de som bluetooth, carros novos e outros apetrechos eletrônicos. Não esperava ver tantos) As pessoas me pareceram ok com tudo isso. Não vi ninguém reclamando, nem demonstrando insatisfação (ok, só fiquei 5 dias). Crianças na rua, não vi. Geral com uniforme. Bem, depois que acabavam as aulas, deu pra ver várias dando rolê na cidade. Mas não me recordo de nenhuma pedindo dinheiro, ou “trabalhando”, como podemos ver no Brasil. Mas me pareceram com qualquer adolescentes na idades deles, andando em bandos com uma caixa de som bluetooth tocando reggaeton a todo volume. A internet funciona em alguns pontos da cidade. Onde vc ver um monte de gente sentada, mexendo no celular, é pq ali é um ponto de wi-fi. Compre seu cartão, digite a senha do wi-fi e aproveite pra navegar na internet. Não há engarrafamentos (poucos carros). A estrada até Ganabo me pareceu boa (sem buracos). A região da praia achei muito bem conservada e bonita. Me surpreendeu. Até pelo que li, dizendo que ali é uma praia que os cubanos frequentam, e não a massa dos turistas. A mensagem de Fidel castro e Che Guevara é forte e presente em toda cidade. Em lojas, em casas, nas praças, em prédios públicos, podemos ver fotos dos dois e mensagens sobre a revolução. Acredito que grande parte da população apoie o governo e a revolução. Muitos turistas caminhando por havana, não senti presença de violência em nenhum momento, ou insegurança de caminhar por alguma rua. De noite as ruas são pouco iluminadas, mas ainda sim não há perigo. No geral, achei muito válida a minha passagem por esse país que gera tanta curiosidade pelo fato de ser um país Comunista, socialista e etc. Voltaria para conhecer as diversas praias (Varadero, Cayo Largo e etc.). Preciso deixar aqui a conversa que tive com o taxista a caminho do aeroporto. Começamos a conversar sobre Cuba, e as impressões que geralmente o país deixa para os estrangeiros. E da mesma forma que eu fiquei, normalmente os outros turistas também ficam. Achando que era bem pior, e quando chega em Havana, vê que não é bem assim. Chegamos no assunto que os cubanos não saíam da ilha, nisso ele me disse que seus pais, que trabalharam e moraram toda vida em Havana, NUNCA conheceram outros lugares de CUBA, por não deixarem. Ele mesmo, o qual a profissão era taxista, só conheceu outras cidades pq foi a trabalho. Ele me disse da vontade de conhecer a Espanha e de voltar, disse que não queria sair de Cuba, apesar de muitos cubanos quererem. Como ele disse, e como pude ver, Havana e Cuba sobrevive muito em parte do turismo, o que caiu um pouco depois do Trump, se não me engano. Muitos cruzeiros que paravam em Havana, agora já não param mais. CHEGADA AO MÉXICO 6º Dia. (10 /02) Cheguei ao México da mesma forma que em cuba, de ressaca e com sono! Rs. Porém foi por uma razão muito justa. Galera do hostel lá em cuba animou pra sair em Havana, (Fábrica de Arte. Muito bom lugar! Vários ambientes, realmente tem mostra de artes, mas tem reggaeton, tem show de banda de jazz cubana, tem bar, tem bastante coisa. Altamente recomendado). Cheguei na Cidade do México às 09h aproximadamente, e como é bom voltar pro capitalismo.....rs. Após passar pelos trâmites normais de entrada em qq país, fiz um lanche, tomei um café no Starbucks, e já consegui comprar um chip (sincard) aqui do México. Chamei um Uber e fui ao Hostel. Estava tendo tipo um comício, ou algo do tipo no Zócalo (local onde fica a bandeira enorme do México). Pegamos um trânsito básico, mas cheguei ao hostel. Como o check in era só às 14:00 (não fiquei nada feliz, queria deitar), guardei a mala no hostel e fui dar uma volta próximo ao hostel. A rua estava muito cheia, devido ao comício que disse anteriormente. Entrei na Catedral Metropolitana do México. Muito bonita! Entrei, fiquei bem surpreso com a igreja, assisti ao finalzinho da missa, e depois tirei umas fotos por ali. Voltei ao hostel, pois estava muito cansado. Nesse dia não fiz mais nada praticamente. Li, depois fui ao terraço. Tem um espaço bem legal, tomei umas cervejas, mas logo depois desci. Tava sem clima, e a música também não ajudava (algum tipo de deep lounge house music kkkk). Ah, senti a altitude um pouco. Coração palpitante, ruim pra dormir. E um pouco ofegante. Porém nada absurdo. Gastos (que lembro) Adaptador 100 pesos Hostel 600 pesos Almoço 200 pesos mais ou menos Sincard (chip) 195 Starbucks e carls jr não lembro Cervejas (não lembro quantas) 40 pesos cada. Bebi umas 6? 240 pesos Água e pãozinho 50 pesos? 7º Dia. (11/02) Após uma noite boa de sono. Era dia de andar. Resolvi fazer as coisas mais próximas ao hostel, já que eu estava no centro nervoso da cidade. Passei no museu da economia (bacana, paguei 65 pesos era promoção pq era cedo, 09:30.). Fiquei uma hora lá mais ou menos e peguei a direção ao “Palacio de Mineria” e “Museu Nacional de Arte”. Entrei somente no “mineria” (era de graça e tava vazio rs). No museu nacional de arte tinha uma fila bacana pra entrar e não tava afim de ficar ali. Segui em direção ao “Palacio de Bellas Artes” (muito bonito, tanto por fora, quanto por dentro). A entrada era de graça, então entrei. Não conheço, e nem sei opinar sobre arte, mas lá fui eu ficar vendo quadros de Diego Rivera. Maneiro os quadros. Tinha bastante coisa sobre as culturas ancestrais do México. Mas passava, olhava, se fosse ler tudo eu tava lá até agora. No último andar era sobre decoração de interior. Poha, nem subi. Dali segui para a “Torre Latinoamericana”. Paguei 110 pesos, e subi. É bacana, dá pra ver a cidade toda, ter uma noção de onde é cada coisa, a distância e tal, e uma linda visão do Palacio Bellas Artes e do parque em frente (que acabei não indo). Fiz um lanche por lá (150 pesos eu acho, nachos com carne, bem bacana, e um sanduiche com frango, queijo e presunto, bacana também.) Desci e fui em direção à “Plaza de la Constitución”. Como já tinha ido à Catedral, fui em direção ao “Museu de la Ciudad”. Confesso que caguei quando vi a frente do negocio. Voltei pra “plaza” pra ir ao Palácio Nacional. A entrada lá é de graça, vc deixa seu passaporte, guarda a mochila e pega tudo na saída. Muito bonito lá dentro. Tem uma parte só destinada ao Benito Juárez (grande líder dos mexicanos), e depois vc segue e encontra vários paredões pintados pelo Diego Rivero, que trata muito da história do México. Bem bonito. Saindo de lá andei pelas ruas, queria ir ao “Templo Mayor”, mas deixei pra outro dia pq eu estava bem cansado de caminhar (talvez ainda pela altitude). Gastos Torre Latinoamericana 130 (paguei mais 20 pra ir num museuzinho lá) Lanche 150 pesos acho Museu da economia 65 pesos Café 32 pesos Chocolate 36 pesos 8º Dia (12/02) Mermão, passa rápido essa poha. Bem, hoje acordei meio tarde, esse colchão ta foda de dormir. Bem, caguei pro café da manhã, acordei, me arrumei e saí rumo ao museu da Monocelha, ou também Frida Kahlo. Porra, estudei mapa, entrei na internet pra ver caminho, decidi ir de metrô, fui feliz da vida, troquei de estação, andei pra cacete. Cheguei, tava fechado..... Beleza, não tinha me atentado ao detalhe do museu da monocelha não abrir segunda. Daí decidi dali mermo rumar à “Basílica de la Virgen de Guadalupe”. Voltei pro metrô, olhei o mapa de estações (aliás o metro da cidade do México anos luz à frente do Rio de Janeiro, por conta da quantidade de estações e de conexões. Achei bacana.). Achei de boa, e cheguei. Logo ao sair da estação vc já ve muita gente. Me lembrou muito a nossa Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Muita loja, lugar pra comer, galera vendendo coisa na rua e por ai vai. O lugar é bem legal e carregado de história. Logo ao entrar, já percebe-se a basílica nova à esquerda, muito bonita por dentro (por fora achei meio bizarro). O lugar além da basílica nova e da igreja de Nossa Senhora de Guadalupe (que vc tem q subir vários lances de escada), conta com mais outras igrejas, cada uma muito bonita (tortas como as igrejas do Mexico, rs), e com sua história característica. Achei muito válido a ida. O que achei bem bizarro, é que enquanto tá rolando a missa, tá um baita de um barulho lá fora de bandinha mexicana, tocando as musiquinhas deles, e poha, dentro da igreja tem q se concentrar pra escutar o que o padre ta falando. Acho que isso podia ser mais bem controlado. Mas enfim.... Saindo de lá passei numa das lojinhas pra comprar umas lembrancinhas sobre Nossa Senhora de Guadalupe. Após essa visita, já era quase 3 da tarde, e eu ainda não tinha decidido o que fazer. Ia para o Castelo de Chapultepec. Mas ai lembrei da monocelha e decidi ver no tripadvisor. Tava fechado na segunda também. Assim como o Templo Mayor. Voltei para o hostel, e lembrei do “Paseo de La Reforma”. Peguei o bustour e me fui. Antes parei no “Monumento a La Revolución”, bacana (80 pesos se não me engano), tem uma vista bonita da cidade, além de entender sobre o monumento. De lá peguei o ônibus de novo e fui para o “Paseo”. É a Avenida Paulista deles. Porém achei mais insana, mais moderna e mais bonita. Andei bastante por lá, tirei umas fotos do “Monumento de La Independencia” . Peguei o ônibus e voltei. Amanhã partiu visitar as pirâmides e o Castelo de Chapultepec. Prioridades Gastos Bilhete de metro (comprei 3, usei 2) não lembro Recarga de celular 200 pesos Café da manha insano perto da monocelha 130 pesos Agua 12 pesos Lembrancas (55 pesos) Bustour 160 pesos Dorito e Pepsi 100 pesos Burger king + mcflurry 200 pesos (mais ou menos) Agua 30 pesos 9º Dia (13/02) Boa tarde, hoje é dia 22/02/2018 e eu literalmente não escrevi nada desde o décimo dia de viagem. Rs (hoje é o 17º dia, fudeu, muita coisa pra escrever. Rs) Bem, Nesse dia, como dito anteriormente, fui às Piramides e ao Castelo Chapultepec. Até as Pirâmides. Bem, como queria chegar cedo, pedi um uber como Wi-Fi do hostel e fui, pegamos um baita de um engarrafamento pra chegar, mas cheguei por volta de 09h. Se não fosse o engarrafamento, teria chegado 08:30 ou até antes, e encontraria o local beeeem vazio. Mas mesmo assim estava bem vazio ainda, a maioria das lojinhas fechadas ainda e tal. O que eu recomendo fortemente aqui, é que vc CONTRATE guias! Sua visita vai ficar muito mais interessante e produtiva! Logo na entrada, um guia veio me oferecendo se não me engano 900 pesos para as duas primeiras partes (que era a primeira “plaza”deles de rituais e tudo mais, e a Pirâmide do Sol, por 900, tudo se não me engano era 1200 pesos). Como estava sozinho, pensei um pouco, até esperei pra ver se alguém queria, mas deixei meu obrigado e resolvi caminhar um pouco mais até entrada (nesse instante eu estava na entrada do estacionamento do local). Na entrada realmente do sítio arqueológico, tinha um mulherzinha lá, e ela me ofereceu 600 pelas duas primeiras partes, chorei por 500 e ela aceitou (por estar só). Realmente engrandece muuita a visita ao local! Dei sorte de no caminho encontrar um casal de brasileiros, e perguntei se eles não queriam a guia também. Eles aceitaram e fizemos um acordo na hora de pagar 600. Ficou bom pra todo mundo. O local é muito foda. A história de como a galera construía, e reconstruía a cada 54 anos (ciclo do sol), o material que eles usavam, era tudo na carcaça, é muito interessante. Para subir nas pirâmides é possível (na do sol até o topo e na da lua até uma certa parte). Outra coisa boa de lá é comprar “regalitos” e lembranças. A galera lá é ávida por negociar. Negocie, pq eles curtem. Levei uma “faca” teotihuacana, e um imã, por 280 pesos. Eu acho que vlw a pena, a faca é bem legal. Na saída também tem umas vendinhas, pra comer, e comprar outros regalos. Vale a pena também. Na hora de voltar, é muito fácil. Passa de 20 em 20 min um ônibus em direção à Cidade do México. (não lembro o valor, mas algo como 30 pesos.). O ônibus te deixa no terminal norte (próximo à estação da basílica de Guadalupe). De lá, meu plano era ir para o Castelo de Chapultepec. Dito e Feito, peguei o metrô, e soltei numa estação perto. Em volta do Castelo de Chapultepec existe um parque muito bonito, que inclusive tem outras atrações por lá (zoológico, museus, do outro lado da rua tem o Museu nacional de Arqueologia, queria ir, porém não deu tempo, dizem que é muito interessante!). Bem, caminha um pouco lá por dentro, sobe uma ladeira bacana e chega ao Castelo de Chapultepec. Lá atualmente é o Museu de História Nacional. Muito bacana também e dá pra se ter uma idéia legal da história do México, até os dia atuais. O que fiquei PUTO, é que o museu fechava as 17h, e o que eu mais queria ver e conhecer, era sobre os cadetes que defenderam até o último momento o Castelo, quando na invasão dos americanos ao México. A história é muito bonita e tem alusão à esses garotos em toda a cidade do México. Quando cheguei na sala que contava a história deles, um tiozinho me chutou de lá falando que tinha dado 17h....Bem ok. Tinha esquecido, mas nesse dia de manhã fiz o check-out e deixei minha mala no hostel. Minha passagem era à 23:59 pra Guanajuato. Ia de metrô pra rodoviária. Mas poha, de noite pra cacete e o Uber tava dando uns 15 conto. Fui de Uber. 10º dia (14/02) Po, ônibus maneiro (ADO, paguei uns 600 pesos), cheguei por volta de 04:30 em Guanajuato. Frio da porra, esperei um pouco pra ir pro Hostel (30 min, deveria ter esperado mais, bem mais.). Peguei um taxi até o Hostel Casa de Dante (recomendo). POORRA, não tinha ninguém pra me atender naquela mierda, e tive que esperar até 07:30 o maluco chegar. Mas ok. Quando chegou, ele já fez logo meu check in (por mais que fosse só as 14h, e eu estava com mt sono, então vibrei quando pude dormir um pouco). Acordei ao meio dia e desci para o centro e para conhecer a Cidade. Do local do Hostel até o centro da cidade era uns 15 minutos caminhando. O que pra mim é de boa. A cidade (pelo menos a parte histórica e turística dela é bem pequena), então fiz tudo andando. No primeiro dia, já fui logo no “museo de las momias de Guanajuato”. (70 pesos). Po, confesso que não é uma das coisas mais legais que vi na viagem. Uma porra de monte de cadáver lá, e não entendi muito bem a história (garanto que vou ler no wikipedia ainda). Mas como é uma das atrações da cidade, eu fui conferir rs. No primeiro dia, eu basicamente só andei mesmo pela cidade, e conheci as múmias. No final do dia, Fiz umas amizades no Hostel e saímos pra comer, beber e depois bailar um pouco. (Aqui eu deixo a Boate Grill como forte recomendação!!, era uma quarta feira e tava cheio pra cacete e fui feliz lá! Rs – 50 pesos a entrada e 40 a cerveja). 11º dia (15/02) No dia seguinte acordei de ressaca, lógico, e também tinha decidido não ficar lá mais tempo, e no dia seguinte seguiria para Guadalajara, e depois para Sayulita (não estava no meu roteiro inicial!). Voltando à Guanajuato, Fui conhecer o mirador, pra ver toda a cidade, paga coisa de 70 pesos pra subir e descer no Funicular. Bacana! Depois conheci outras coisas da cidade. Mercado Hidalgo (bom pra comprar regalos e diversas outras coisas, inclusive comer), Teatro Juarez (muito bonito), a Igreja principal deles, que é muito bonita também, Calejón del Beso, acho que escreve assim (lá tem uns guias “for free” que explicam o lance do beco da pegação lá). E as diversas praças maneirinhas e ruas bonitas que a cidade tem. Ah, tem a universidade da cidade que é bem legal tb! E o Alhóndiga de Granaditas (local cheio de história de Guanajuato e da Independência do México. Gastei um bom tempo lá lendo e aprendendo sobre a história deles.). 12º Dia (16/02) Acordei (ainda em Guanajuato), e como estava decidido à ir para o Pacífico, fiquei de manhã resolvendo os lances de passagem para voltar à Cidade do México, hostel e tudo mais. Fui para a Rodoviária de busão (uns 30 ou menos pesos), tranquilo, ele roda bastante mas chega e é muito barato. Peguei meu ônibus pra Guadalajara e fui. Guadalajara! Cidade bem legal! Pra chegar no Hostel (Hostel Hospedarte da rua Maestranza), peguei um busão (616 se não me engano) e fui. Sempre vou acompanhando pelo google maps no celular, pra ter certeza que não to perdido. Rs. Cheguei de boa. Andei pelas calles lá por perto, comi uns Taco, voltei pro hostel, e decidi que queria beber e sair (tava embrazado de Guanajuato ainda kkk). Uma surpresa boa foi ter chegado no meio das comemorações do aniversário de Guadalajara. Tava rolando uma mega festa (à moda deles, não tipo carnaval nosso) na praça principal da cidade. Fiquei lá um tempo vendo (percebi que não pode beber na rua) e quando acabou fui em direção da onde eu sabia que tinha uns bares e vida noturna (direção à Av. Chapultepec). Po, galera tava animada por lá, parei primeiro num bar que tocava Blues (Escarabajo Scratch blues) poha, os caras mandavam muito no Blues!!! Fiquei lá mais do que pensei, mas depois saí, pq queria uns reggaeton. Kkkkk Dali, logo do lado, tinha o tal do Lupita, Maneiro e tal, porém extremamente cheio a poha do lugar. Beleza. Bebi, fiz amizades lá, dancei, e meti o pé bêbado. Kkkk Noite ok. 13º Dia (17/02) Comecei fazendo um Walking tour com a galera do Hostel. Valeu muito a pena. Andar pela cidade com um guia te contando a história e as particularidades de cada local é muito legal. Tem o lance das praças formarem uma cruz, o porquê que a igreja não é tombada pela Unesco (aliás quase nada lá é, pq não é original, mas mesmo assim é mt bonito.) Vale a pena. O Tour terminava num mercado bem da galera lá mesmo, e depois numa cantina (bar pra eles) bem antigo. Não fui no museu grande que tem lá. Voltei para o Hostel e de noite teve Noite da Tequila. PQP. Tomei uns 15 shots de Tequila (não é caô, a diferença é que a Tequila é 100% agave, o que não te deixa tão pior que a que nós bebemos normalmente.). De lá íamos pro mesmo Lupita que fui no dia anterior, mas pra variar o lugar estava abarrotado, e fomos pra outro bar em frente.) Esse dia gastei mesmo bebendo. A noite da Tequila do Hostel era de graça, o Walking tour tb (porém convém dar uma gorjeta, é justo). 14º Dia (18/02) Porra, o tão esperado dia da Tequila! Hehehehe. Po, acordei bem até, pra quem tinha tomado uns 15 shots de Tequila no dia anterior (Juro!) Paguei 450 pesos pelo passeio. O ônibus passou no hostel por volta de 09:00 e vai pegando uma galera em outros hostels e hotéis. Depois eles param num estacionamento com outros ônibus, e dividem quem vai pra Tequila e pra quem vai pra outro passeio que não sei qual é. Quando começa a viagem, a mulherzinha que era a guia do passeio, era bem animada, fazendo várias piadas, achei bem legal. Paramos primeiro na “Tequilaria” Tres Mujeres. Eles fabricam uma tequila artesanal que está entre as 3 melhores do mundo. É bacana pq ela ensina passo a passo a fabricação da tequila. Desde a colheira do agava, o tempo que ele fica tipo numa sauna, e depois quando é extraído o seu sumo e vai pra fermentação e etc. Curti. Ainda dá pra andar por entre os barris que estão maturando e algumas tequilas feitas sob encomenda por algumas celebridades e restaurantes pelo mundo. Dali, o ônibus te leva para um campo de agave onde há a prova de tequilas (muito boas, e dá pra ficar bem loco kkkk) e onde tem os Mariachis! È maneirinho, galera bebe tequila, fica animadasso e começa a dançar, conversar, é legal! Lá também tem uma lojinha (a qual gastei comprando 3 tequilas, vale a pena!) De lá vamos almoçar. Um Buffet que é 150 pesos e pode comer a vontade (me gusta), e depois eles te levam ao Poblado Mágico de Tequila. É bacana a cidadezinha. Tequila pra tudo quando é lado, porém vc tem apenas 1h10min pra visitar. Pra mim foi ok. Porém se vc é aficionado por Tequila ou destilados, recomendo pegar um busão e ir direto pra tequila. Lá tem o museu do José Cuervo, e muita loja de tequila. Achei que valeu a pena. Nesse dia de noite, fui comer umas “aletas”e dormi. Dia seguinte de manhã cedo iria à Sayulita!! 15º Dia (19/02) Às 08:30 estava previsto meu ônibus para Sayulita (Papo de 500 e poucos pesos)! Pero, saiu lá pelas 09:00h. Tranquilo. Umas 4h mais ou menos, estava na entrada da Cidade para Sayulita (Obs. Só há um horário de Guadalajara para Sayulita direto, que é esse de 08:30). Olhei no Google Maps e como vi que não era muito longe, fui andando. Uns 15 minutos depois, já estava na “cidade”. Olha, Sayulita eu só fui pq queria muito pegar umas ondas, e pq me falaram bem de lá. A cidade é bem pequena, tem muito americano e canadense. Mas vi um pessoal da argentinha por lá. Brasileiro, não reconheci. Bem. O importante é que queria descansar e pegar minhas ondas. O Hostel era ok (Hostel La redonda, 900 e poucos pesos, mais 100 de reserva pela chave, mas eles te devolvem no final). Como não fiz muuuita coisa por lá. Vou resumir Sayulita, pq eu basicamente, ia pra praia, pegava onda, comia e dormia. O dia que fiz algo diferente, eu fui andando até uma praia chamada “Playa Carricitos”, que incrivelmente eu cheguei ao 12:00 e não tinha ng! Vazia! Exatamente o que queria. Fiquei por lá lendo meu livro, pensando na vida, descansando e voltei por volta das 16:00 Hoje, dia 22/02, estou em Puerto Vallarta (que queria muito ter ido ao “malecon” daqui, porém no aeroporto não tem como guardar minha bagagem, e até por isso que estou escrevendo aqui. Rs) Esperando vôo para passar uma noite em Cidade do México e depois Cancún!! Acho que vou ficar um bom tempo sem escrever também! rs Ainda vou colocar a parte de cancun e playa del carmen, acabou que acabou a viagem e não escrevi nada, mas tenho tudo anotado!
  17. Mochileiras e mochileiros, estive em Cuba por 16 dias em outubro/novembro de 2017 e retorno aqui com algumas informações e dicas dos locais por onde passei. Meu objetivo inicial era passar uns 20 dias e ir até Baracoa, mas veio o furacão Irma, alguns cayos foram fechados, surgiu a insegurança de como estaria Cuba.. E resolvi diminuir meus dias e também o roteiro. No final o roteiro realizado (e que foi sendo feito durante a própria viagem) foi: 19/10 – Rio – Havana 20/10 – Havana 21/10 – Havana 22/10 – Havana 23/10 – Havana – Vinãles 24/10 – Vinãles 25/10 – Vinãles – Trinidad 26/10 – Trinidad 27/10 – Trinidad 28/10 – Trinidad 29/10 – Trinidad – Varadero 30/10 – Varadero 31/10 – Varadero 01/11 – Varadero – Havana 02/11 – Havana 03/11 – Havana – Rio Transporte Fui para Cuba pela Copa, com parada no Panamá, tanto na ida quanto na volta. Escolhi a Copa, pois eram as escalas mais curtas, 1h e meia na ida, 47 minutos na volta. Paguei aproximadamente R$2.380,00. Para me deslocar pelas cidades usei tanto a Via Azul quanto taxi coletivo. Dentro de Havana utilizei o ônibus comum e as “maquinas”. Explico melhor no relato como, onde e o valor dos transportes utilizados em Cuba. Tarjeta Turística (visto) Comprei no aeroporto, na hora do check in. Antes eu já tinha feito contato com a Cia aérea e me informaram que era só comprar, por 20 dólares, no próprio aeroporto aqui no Rio de Janeiro. Moeda Levei euro e nos 16 dias gastei um total de 780 euros. Realizei a troca de moeda no aeroporto, em Trinidad e, no fim da viagem, em Havana, diferença mínima de valores. Não entendo miuto de cambio, vou colocar aqui a informação que consta no comprovante de cambio do valor da troca Euro – CUC. Valor no aeroporto, na casa de cambio na área externa do aeroporto – 1,138 Valor em Trinidad, casa de cambio perto da praça onde tem a câmara de vereadores – 1,126 Valor em Havana, na calle Obispo – 1,130 Irei falar sobre os gastos durante o relato. Seguro saúde e vacina contra febre amarela O seguro eu não fiz e não foi pedido em nenhum momento. Acabei tendo um problema odontológico durante a viagem e fui a uma policlínica em Vinãles, onde fui atendida muito bem e paguei em CUC os custos da consulta e do procedimento realizado, além de apresentar o passaporte para preenchimento de alguns papéis. A carteira de vacina internacional com comprovante da febre amarela foi solicitada no aeroporto. Façam! Segurança Realmente Cuba é um país muito seguro, andei sozinha pelas ruas em diferente horários e me senti segura a todo momento. A única parte bem ruim é que os cubanos são extremamente machistas e nos cantam a todo o momento Hospedagem Eu fiquei em casa particular, o que acho a melhor opção, além do valor ser menor, vc convive com os cubanos. Tive uma dificuldade em me comunicar por e-mail com as casas, tive o auxílio de uma cubana, Irina, que fez contato comigo aqui no mochileiros. Quem quiser maiores informações só me chamar no privado que explico melhor como foi essa questão da hospedagem. Política e Revolução Não vou comentar muito sobre, pois não é o objetivo do site. Mas os cubanos são muito abertos a conversar sobre política e opinar sobre o regime cubano. A segurança, saúde e educação são o grande orgulho do país, com toda razão. Há também algumas críticas, mas isso acho que vale a pena ir, conversar e tirar sua própria conclusão. Cuba foi uma grata surpresa. Visitem!
  18. Cuba – Mochilão Mulambo Introdução Boa tarde, [email protected] Meu nome é Lucas, meu parça é Marcelo. Somos dois mulambos. Antes de começar gostaria de agradecer a todos que contribuíram para que essa viagem acontecesse, em especial aqueles que publicaram relatos nesse site. Com muito esforço (muito mesmo) e parcelando em 10 vezes, compramos passagens pra Cuba. Dizíamos: “Até a data da viagem vamos conseguir juntar uma grana pra gastar lá”. Não conseguimos. Partimos duros. Os relatos daqui, que já são bem rootz, apontam como confortável um gasto em média de 100 dólares/dia. Tínhamos 20. Pois bem. Observamos que os gastos se concentravam basicamente em: Hospedagem (casas de família), Alimento (paladares) e Transporte (Viazul). Hospedagem: Ficamos em albergues (5 CUC/noite/pessoa) ou viajávamos pela madrugada. Levamos ainda barraca e equipamentos de acampamento, mas acabamos nem utilizando. Alimento: Levamos carboidrato e proteína pressurizada do Brasil, além de biscoitos de todo tipo. Porém por toda Cuba encontramos restaurantes bem baratos para pagar com moeda nacional (nestes se gasta no máximo 1,5 CUC). Transporte: Levamos uma bandeira com os dizeres “botella” que é como os cubanos se referem a “carona” e íamos pra estrada. Porém, a bandeira não serviu de nada. Descobrimos um modo muito mais prático: As guaguas (guaguas)! E aí talvez esteja a maior contribuição deste relato. Posso dizer que apesar de mendiga essa foi, sem sombras de dúvida, uma viagem absurdamente incrível. Obs: Cuba opera com um sistema de duas moedas, uma para os cubanos (MN – Moneda Nacional) e outra para os estrangeiros (CUC), assim: 1 CUC = 1 US$ = 24 MN. 10 Constatações: 1. Vá de guagua! Há basicamente dois modos de viajar entre as cidades de Cuba e que são bastante mencionados nos relatos desse site: Viazul, a única cia de ônibus oferecida aos turistas, e táxis. A escolha pelo taxi é atraente posto que é um meio rápido, confortável e que acaba não saindo muito mais caro que a Viazul (por vezes sai até mais barato). As demais companhias, como a Astro, são de uso exclusivo dos cubanos. Nós bem que tentamos, mas sempre nos pediam a tarjeta (RG). Sendo assim, descobrimos uma terceira via! As guaguas!!! São espécies de caminhões com a carroceria adaptada para trafegar pessoas entre cidades. Como são veículos particulares, então não exigem a Tarjeta (RG) e, diante dos outros meios de transporte, são extremamente baratos. Pode-se constatar a economia mais adiante, mas para exemplificar: “Ciego d´Avila ---- La Habana”: Viazul: 27.00 CUC Guagua: 72 MN (3.00 CUC) “Trinidad ----- Santiago”: Viazul: 33.00 CUC Guagua: 150 MN (6.00 CUC) Os cubanos que andam de guagua são pessoas humildes que não tem condição de pagar a já barata tarifa da Astro ou não conseguiram passagem, já que existem filas de espera para os ônibus nacionais. E com estes pudemos passar horas sentados frente a frente. Algumas vezes, lado a lado. Olhávamos para eles e eles nos olhavam. Como são extremamente comunicativos, assim como eu e meu amigo, pudemos conversar bastante. Eles nos contavam coisas incríveis, alguns desabafavam a vida dura, outros exaltavam a revolução, falávamos sobre futebol, novela, música, chicas, viagens... Contávamos piadas o tempo todo pra vê-los dar risada. Nunca havíamos conhecido risada tão gostosa quanto a dos cubanos. Enfim, por tudo isso, viaje de caminhão! Em toda Cuba não encontramos NENHUM viajante se utilizando desse meio de transporte! E essa talvez tenha sido a melhor parte de nosso mochilão. Obs: os cubanos usam o termo “guagua” tanto para os “caminhones” quanto para os ônibus. Logo, quando for perguntar nas cidades sobre os postos de onde saem, especifique que você está buscando os “caminhones”. 2. Centro Habana foi uma boa escolha. Ficar em Centro Havana foi uma indicação de um brother daqui dos Mochileiros e deu super certo. É das zonas mais pobres da capital então dá pra sentir a essência da cidade fora dos limites turísticos de Havana Vieja, El Vedado e Miramar. O preço de tudo é mais baixo, tem padarias locais que vendem pão a 1MN (sério!), mercadinhos e frutarias. Fica a dez minutos de havana velha. Tem ponto de ônibus que parte pra todo lado da cidade. Enfim... Recomendo em especial o albergue que ficamos: Hostal Robles Cayo – Calle San Rafael nº 870, entre Soledad e Aramburo. Centro Havana. É a casa da Dona Regla, da qual já antecipo que não deves esperar muitos sorrisos. É uma mulher forte e sábia, sempre desconfiada. Carrega em si todos os belos traços de uma mama africana. 3. Os cubanos são a maior preciosidade de Cuba. Há um sentimento em Cuba de “se é estrangeiro, é rico”. Por vezes tentávamos barganhar dizendo “nós somos brasileiros, latinos como vocês, não temos dinheiro” e eles tinham as mesmas respostas: “você pode vir ao meu país, mas eu não posso ir ao seu”, “comprou passagens é porque têm dinheiro”, “se não tem dinheiro não deveria estar viajando”. Quando, entretanto, percebiam que de fato éramos viajantes com poucos recursos eram extremamente solícitos em nos ajudar. Muitas vezes ouvimos: “voltem quando quiser. Eu não vou cobrar de vocês”. É um povo pobre, mas extremamente amável. Em Cuba há uma ocupação do espaço público totalmente diferente do Brasil. As pessoas ficam nas calçadas e praças bebendo, rindo, conversando e ouvindo música a noite inteira. Isso te dá muita tranquilidade de caminhar mesmo pelos becos mais escuros. Cuba é acima de tudo um país de portas abertas. Literalmente. Privacidade é um conceito que parece não existir nos dicionários da ilha. Em um momento cheguei a conclusão de que o símbolo de Cuba é a “cadeira de balanço”. Não apenas porque encontramos esse objeto em praticamente todas as casas, mas também pelo seu significado simbólico. Uma cadeira de balanço representa conforto, mas também movimento. Ao sentar em uma dessas cadeiras você quase que automaticamente começa a ouvir a música de Buena Vista Social Club. É um convite a brisa solitária ou a conversas que duram horas com alguém que você gosta. É um povo autêntico, comunicativo e sorridente com o qual ficamos, de verdade, encantados. 4. A Revolução gera controvérsias. Quanto maior a renda, menor a aprovação à Revolução. As classes mais humildes se dividem entre o desinteresse por política e o apego aos grandes heróis de 59. A classe média se divide entre os fanáticos pelos Estados Unidos e os “defensores de la Revolucion con Fidel y Raul”. Muitos acreditam que se não fosse o embargo econômico dos EUA a vida de todos seria melhor. Todos elogiam o sistema educacional e de assistência médica em Cuba. É perceptível que não apenas no aspecto material Cuba parou no tempo. Ao lado dos prédios e carros antigos, a mentalidade dos cubanos é de ainda vivemos a Guerra Fria. Para os apoiadores do regime, a URSS pode ter declinado, porém Cuba ao lado da Venezuela se encarregam de manter firme o “bloco socialista” em oposição ao “imperialismo ianque”. Há cartazes e outdoors por toda parte celebrando a queda de Batista há 50 anos como se tivesse sido ontem. A aderência a Revolução é maior no oriente (Santiago, Guantanamo, Baracoa) e no centro (Ciego, Moron) do que no ocidente (Havana, Viñales). Em 20 dias obviamente não é possível estabelecer um juízo de valor quanto ao êxito da revolução. Por isso iremos nos abster quanto a esse mérito. Deixo, porém, a perspectiva de meu companheiro de viagem: “A maior parte dos cubanos é totalmente alijada de uma concepção marxista. Tudo o que resta são jargões (Revolução, Povo, Líderes, Imperialismo). A revolução falhou justamente onde pensa ter obtido êxito, na educação. A educação em Cuba não é feita sob uma ótica de libertação do indivíduo, mas tão somente de adequação a uma lógica de sistema, qual uma engrenagem.” Recomendamos por fim, o livro "Da Guerrilha ao Socialismo" de Florestam Fernandes. 5. Levar utensílios de camping foi desnecessário Ainda que amemos acampar, o nosso intuito ao levar a barraca e os demais utensílios de camping era nos abrigar em qualquer canto caso não encontrássemos lugar para ficar. Não precisou. Ainda bem. Em qualquer cidade que chegávamos nos diziam: “ah só com 10 CUC vocês não vão encontrar casa pra ficar nessa cidade”. Sempre encontrávamos! Quando não nas casas oficiais que tinham plaquinha “arrendador divisa”, ficávamos nas clandestinas. Sem problemas. 6. Deveríamos ter nos informado mais sobre as novelas brasileiras. É difícil encontrar em Cuba quem não assista as novelas brasileiras. Ficam muito decepcionados quando você diz que é brasileiro e não conhece o Juvenal Antena, de “Duas Caras”. Se a gente conhecesse mais sobre as novelas teríamos mais um elemento em comum para puxar papo, ganhar simpatia, além de entender melhor o que eles pensam sobre o Brasil. Ouvíamos bastante “o Brasil é um país rico. Eu vejo nas novelas brasileiras”. Mal sabem eles... 7. o Brasil será eternamente o pais do fut mesmo que perca de 20 a 1 Mesmo após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, os cubanos insistem que o Brasil é o país do futebol e adoram contar a arte dos antigos (Pelé, Garrincha, Zico, Jairzinho). 8. O rum de Santiago é bem melhor que o de Havana. Essa é uma dica importante. O rum que os turistas tomam em Cuba é o “Havana Club” que é mais caro e não chega aos pés do “Ron Santiago de Cuba”. 9. Aquilo que para nós é “prostituição”, para eles é algo natural. Estava conversando com uma garota que é funcionária de uma galeria de arte em Havana Vieja. Começou uma troca de olhares, sentei do lado dela, ficamos trocando ideia, mão na mão e tudo parecia lindo até que ela me perguntou: “Pero cuánto me va a pagar?” Disse: “oi? no lo entiendo”. Mas eu tinha entendido muito bem. Ela queria saber quantos dólares eu daria para ela deitar comigo. Nada, óbvio. Na minha opinião, usufruir do capital em troca de sexo já é algo bizarro, ainda mais em Cuba, um país que se notabiliza pela rebeldia em relação a exploração do homem pelo homem. Pelo fato de ser uma funcionária pública, que em nada se assemelhava às cubanas que ficavam na porta das boates, fiquei intrigado com essa história. Comentando, porém, com alguns cubanos, todos diziam: “E cuánto va a pagar?”. “NO!!” “Ora, mas você queria sair com a “chica” e não pagar nada?”. Perguntando se esse costume era somente em relação aos estrangeiros eles negavam. “Todos homens precisam pagar. Se não elas nos chamam de “tacanho”. Mas é justo que você pague, você não quer que a garota tenha uma roupa legal, que ela capriche no cabelo? Então, temos que pagá-las.” Pelo sim, pelo não, preferi me relacionar apenas com as européias e quando via uma cubana olhando pra mim já deduzia que era por conta dos meus parcos dólares. 10. Os jiheteiros são insuportáveis Se prepare, ma friend. Em Cuba você vai ter que enfrentar os jiheteiros. Incluem-se nesse grupo os cubanos que te perseguem nas calçadas dizendo: “taxi amigo? Tabacco? Ron? Chicas?” ou então “where are you from??” e não desistem nunca. Todos vêm amigavelmente, como se não quisessem nada, mas em menos de um minuto já se desmascaram e dizem a que vêm. Pra você que vai embarcar na onda dos caminhões, fique ligeiro pois mais de uma vez quiseram cobrar a mais de nós por sermos “gringos”. A estratégia é perguntar aos outros passageiros o valor do trajeto e já entregar o dinheiro contado (em moeda nacional, óbvio) quando o cobrador passar. Vale lembrar do “princípio da insignificância”. Se o cobrador da guagua quiser te cobrar 20 MN a mais por você ser estrangeiro, pague e ainda sorria pra ele. Você estaria pagando 20 CUC a mais se estivesse de Viazul. Trajeto: 1 08/jul SP - Havana 2 09/jul Havana 3 10/jul Havana 4 11/jul Havana 5 12/jul Havana 6 13/jul Cienfuegos 7 14/jul Trinidad 8 15/jul Trinidad 9 16/jul Trinidad 10 17/jul Trinidad 11 18/jul Baracoa 12 19/jul Baracoa 13 20/jul Baracoa 14 21/jul Baracoa - Santiago 15 22/jul Moron 16 23/jul Cayo Guilhermo 17 24/jul Havana 18 25/jul Viñales 19 26/jul Havana - SP Day by Day *Os gastos mencionados são relativos a 1 pessoa. *no total levamos 500 euros e gastamos 450 Dia 1 Havana – O visto para entrar em Cuba pode ser comprado no balcão da Copa. No aeroporto de Havana, busquei outros 3 turistas para compartilhar o taxi. Nos primeiros minutos já fica claro que você está em outro mundo. Caminhada pelo Malecon. Jantar e Baile afrocubano numa ferinha nas proximidades. Coisa linda. Em havana ficamos no HOSTAL ROBLES CAYO HUESO - Calle San Rafael nº 870, entre Aramburo e Soledad. Telefone 005378788048 E-mail: [email protected] Visto: US$20 Taxi compartido: 7 CUC Janta: 2 CUC Baile + cervejas: 2 CUC Hospedagem: 5 CUC Dia 2 Havana – Andamos pelo bairro chino e centro havana. Comemos un croissant de desayuno. Você pode trocar CUC por MN em qualquer cadeca ou com os locais. Se comer em lugares simples pode pedir para te darem o troco em MN. Conhecemos uma escola de ensino fundamental. Nessa tarde, conversamos com muitos locais, inclusive um senhor que participou da batalha contra os mercenários, na baia dos porcos. Nos chamou a atenção o fato deste senhor falar com muito receio dos episódios, como se temendo uma iminente onda contrarrevolucionaria. A principal queixa dos cubanos está em não poder sair do país, seja pela falta de grana, seja pela falta de visa. Aqueles que se opõe ao regime tem o dito abertamente. Inclusive alguns se definem "capitalistas". Conversamos horas com um rapaz da “juventude negra de Cuba”, ele entende não haver socialismo em cuba, vez que existe desigualdade social e racismo. Almoçamos chic el la pina de prata ao lado da floridita e tomamos daiquiri. Fizemos amizade com duas neozelandezas muito divertidas, caminhamos por havana. Fomos a Casa de la musica, mas não curtimos muito. É cara, tocou pouca salsa e só tinha aqueles turista-bacana, manja? Café da Manhã: 0,5 CUC Almoço: 9 CUC Hamburguesa 1 cuc Casa de la musica 8 cuc (custa 10 CUC, mas mendigamos) Taxi compartido: 1 cuc Hospedagem: 5 CUC Dia 3 Havana Durante a madrugada, as tropas de Fulgencio Batista atacaram em forma de dor de barriga. Passamos mal por todo dia, não tomamos café, nem almoçamos. Dentro do museu da revolução, vomitamos e dormimos. Os visitantes do local achavam engraçado. De lá pegamos um bicitaxi ate o hostal (1 cuc). Museu da revolução - 8 CUC Bicitaxi 1 cuc Jantar 3 CUC Hospedagem: 5 CUC Dia 4 Havana Café-da-manhã barato numa padaria na calle san Rafael x calle Escobar. Sentamos comemos nossos pães puros e rimos enquanto a mulher nos olhava com uma cara simpática Entrada clandestina no Castillo de la Real Fuerza. Este lugar é muito legal! Lá entramos sem pagar. Olhamos que não tinha ninguém vendo e entramos fingindo que já tínhamos pago. Lá dentro o que se vê é uma fortaleza no maior estilo piratas do caribe, com paredes de uns 3 passos de espessura e muitas referências e artigos encontrados no mar do caribe Almoço em rest muito bacana. Barato e delicia. Guarde: Consulado - 101 entre colon e refugio – Diga a Cindy que mandamos beijos e saudades. No fim do passeo del prado, quando ele se encontra com o malecon, você pode pegar um onibus direto pro Fuerte de El morro. Dai na entrada choramos e conseguimos pela metade do preço visitar a fortaleza. Vale muito a pena, tem uma vista bacana de Havana e é bem conservada (na torre de controle tem um tiozinho muito gente fina que te deixa entrar e ver tudo e fazer fotos e tals) Depois voltamos de bus e demos uma caminhada e vimos o pôr do sol no malecon. A noite tentamos ir a Fabrica de arte (falam muito bem) mas estava fechada, encontramos as neo zelandelas, fomos p um pico de burguês chamado 1830, não paga nada pra entrar, mas quisemos sair fora três minutos depois q entramos. Pegamos um chevrolet 50 p havana velha, caminhamos pela madrugada, comemos pizza. Compramos cerveja, rum e ficamos bebendo e rindo com os cubanos no malecon. Café da manhã – pan 2 MN Almoco – 40 MN Onibus p fuerte 1 mn Castillo de la Real Fuerza – custa 3 CUC, não pagamos. Entrada na fortaleza. custa 6 CUC, pagamos 3. Constituição de Cuba 25 mn Onibus p periferia da cidade 1 mn e mais 1 mn para volta Pizza 10 mn chevrolet 50 – 20 MN cerveja, rum – 5 CUC Hospedagem: 5 CUC Dia 5 Havana Fomos a el vedado, praça de revolução, memorial Jose Marti. Cinema que os locais frequentam. Foi uma experiência incrível, apesar do filme de ficção científica americana ser bem ruim. A lanterninha quer aparecer mais que a protagonista, o rapaz do seu lado chacoalha gelos e todos curtem a vibe de comentar a película enquanto ela ainda está sendo apresentada. Vendo o povo caminhar em Havana vieja: salsa, mojito e charuto. Jantamos numa casa de familia Café da manhã – pan 2 MN Almoco – 40 MN Onibus p El vedado1 mn Cinema - 2 mn Mojito e charuto: - 4 cuc Janta: 5 cuc Hospedagem: 5 CUC Dia 6 Cienfuegos Acordamos cedo fomos ao terminal el cubre e conseguimos um taxi coletivo para Cienfuegos. Almoco “restaurant de paris”. Vi um cartaz que dizia "Jimmy Perez - el autentico cubano". Perguntei a garconete quem era e ela me trouxe o próprio que, ao vivo, cantou para nós muitas musicas do Roberto Carlos (mal sabia ele que queriamos mesmo era ouvir salsa, e que não somos lá muito fãs do Robertin!). Cômico. Andamos por malecon e praia gorda. Sentamos na praça e conversamos com dois senhores. O primeiro, 76 anos, apoia a revolução e diz que agora pode caminhar na rua sem medo e que antes a policia matava cidadãos nas ruas. O segundo, 90 anos, disse repudiar o governo revolucionário. Sua fazenda gigantesca sofreu intervenção estatal em 1963 e muitos bois morreram por deficiência técnica dos administradores revolucionários. Enumerou os produtos alimentícios que subiram de preço, lamentou não poder escolher os dirigentes da nação e refuta o argumento da segurança tendo em vista que os revolucionários mataram vinte mil ao assumir o poder. O dia transcorria pacato como a cidade até que descobrimos um espaço q tocava jazz latino na Praça José Marti, ao lado do grande teatro, lá fizemos amizade com um grupo de suiças. No momento em que a artista chamou para sambar Sergio Mendes, tirei uma delas para bailar e lasquei um beijo no fim da canção. Andando, bebendo e cantando passamos a madrugada da pequena cidade. Café da manhã – pan 2 MN Taxi coletivo para cienfuegos – 5 CUC Almoco – 45 MN Night: - 4 cuc Janta: 50 MN – no El Pollito Hospedagem: 5 CUC Dia 7 Trinidad. Adoramos essa cidade. Chegamos de taxi coletivo. Um Sr. e suas netas reclamaram que não podiam falar o que pensavam. Conhecemos Sra loyda e acompanhamo-na ate sua casa na periferia da cidade - "soy una revolucionaria desde 1959." "Desejo? Tranquilidad e salud", "libertad? Soy libre." Noite em casa de la musica – maravilhosa! Fizemos amizade com uns irlandeses loucos. Cantamos nas ruas "alerta, desperta" e nos deparamos com Clotilde, uma senhora que carecia desesperadamente de um carinho. Passamos um bom tempo conversando com ela e voltamos pro agito de Trinidad. Reencontramos os irlandeses, quase capotamos uma bicitaxi e quase saímos presos pela policia da cidade. Nenhuma saudade de brasil. Agora há praças em toda ilha com wi-fi por 3cuc/hora e funciona bem, mas fiz questão de ficar offline os 20 dias de viagem. Recomendo muitíssimo a casa em que ficamos em Trinidad, nos receberam com muito amor e em todo tempo nos chamavam para degustar doces, sucos naturais... – Calle José Martí, 79. (+53) 0141 992080. Desayuno 1 CUC Taxi coletivo 5 CUC Almojanta 4 cuc Casa de la musica - 1cuc Cervejas – 2 CUC Hospedagem: 5 CUC Dia 8 Trinidad Andamos por trinidad - Feirinhas de artesanato. Almoço muito bom na casa da Daysee, que é um amor de pessoa (Calle Colón, 215). Visitamos a casa de Clotilde, a senhora que precisava de carinho na noite anterior. Fomos pela noite na deliciosa casa de la musica e depois a La Cueva, uma balada dentro de uma caverna, algo mágico. Água em Cuba é algo caro e um pouco difícil de encontrar, principalmente no oriente, então leve cápsulas de clorifil; Estas podem ser encontradas nas lojas da Mundo Terra - http://www.mundoterra.com.br/ Desayuno 1 CUC Almoço 3 CUC Casa de la musica - 1cuc La cueva – 5 CUC Cervejas – 3 CUC Hospedagem: 5 CUC Dia 9 Fomos a nossa primeira praia do caribe - ancon lindíssima. Jantamos mais chic, trinidad colonial. Conheci uma nova suíça. Biscoitos de café da manhã – 1 CUC Onibus para ancon - 2cuc ida e volta Janta – 7 cuc Casa de la musica – entrada penetra Cervejas – 2 CUC Dia 10 Trinidad Almoco em moeda nacional muito bom. recomendo! Calle jose martin com calle colon. Mui rico. Guagua para sancti spiritus, daí para ciego, daí para Santiago. Spaguetti no el rápido (o McDonalds de Cuba). Bueno! Conversas incríveis nas guaguas. Almoco - 40 MN Guagua para sancti spiritus - 10 MN Guagua para ciego - 10 MN Guagua para santiago – 130 MN Janta - 1cuc Dia 11 Baracoa Guagua para guantanamo e depois taxi coletivo p baracoa. Sofremos uma leve "xenofobia". Esperávamos a guagua e um jiheteiro começou a colocar os locais contra nós. Conhecemos Laura (colombia) e Emily (taiwan). Fomos numa balada chamada “Rancho” que só toca reggaeton. Era horrível e nos ofereciam mulheres como pedaços de carne. Nada feito! Guagua para guantanamo 20 mn taxi coletivo p baracoa 3 cuc Almojanta – 4 CUC Rancho – custa 2 CUC, mas entramos clandestinos. Hospedagem – 6 CUC Dia 12 Baracoa Esse dia foi mágico e nos fez encantar por Baracoa. Fomos ao rio yumiri e la passamos uma tarde linda com laura e emily. Andamos de canoa até uma piscina natural. Na região do rio vive uma comunidade ribeirinha, almoçamos na casa de Dayse, uma moradora dessa comunidade. Foi maravilhoso e muito barato! Fomos a praia maglito. Que é ótima também. O taxista nos levou a uma agricultura familiar de cacau. Noite de vinho (muito vinho para tentar salvar a noite desta cidade) no bar de la trova. Taxi: 5 CUC Passeio de canoa no rio: 3 cuc (mendigando, era 5 CUC) Almoço: 2 CUC Janta: 50 MN Charuto: 1,50 CUC Vinho de Soroa: 3 CUC Hospedagem – 6 CUC Dia 13 Baracoa Fomos a praia Maguaga de caminhão. Absolutamente linda. Agua cristal. Vale muito. Almoçamos numa casa a beira da praia. Estava maravilhoso e baratíssimo. Comemos cucuruchu. Aprovado. Assim como a rapadura (doce de amendoas 20 mn). Na estrada para a praia há algumas pessoas vendendo umas “barcas” cheias de manga. Muito barato e gostoso. Fomos ao Centro de cultura de Baracoa que tava meio bodeado, mas parece ser uma iniciativa interessante. É bonito observar a relação que Baracoa tem com a África. Caminhei pelo malecon com laura, recitamos poesia e vimos estrelas. Caminhão para praia: 20 MN Regalos 3 cuc Almoço 2 cuc Caminhão para voltar: 20 MN Barca de manga: 30 MN Janta 40 MN Vinho 3 CUC Hospedagem – 6 CUC Dia 14 Santiago Guagua p Guantanamo. “Bicicore” p Santiago, uma espécie de taxi coletivo. Achamos Santiago um porre. Deve-se usar máscara de oxigênio para caminhar pelas ruas. Nos hospedamos da casa do sr. Onesimo - calle selda, 43. Um fofo! (Obs: a casa dele não tem plaquinha do arrendador divisa.) A dica pra conhecer essa cidade é circular de mototáxi. Tava rolando carnaval e vivemos uma cena impagável: encontramos abraçadas as duas suíças com quem me relacionei na viagem, a de Cienfuegos e a de Trinidad rs. Guagua p Guantanamo (20 mn) Bicicore* p santiago (50mn) Almoço: 60 MN 4 Mototaxis: 80 MN Cervejas: 2 CUC Charuto: 1,50 CUC Janta: 4 CUC Hospedagem – 4 CUC Dia 15 Moron Decidimos trocar o carnaval de santiago pelos cayos (coco e guilhermo). Pegamos um taxi até ciego de Ávila, cujo motorista defendia com unhas e dentes a revolução, qual fosse o próprio Fidel. Depois pegamos caminhão para Moron, cidade mais próxima aos cayos. Ficar nessa cidade é top pra quem quer conhecer os cayos mas não tem grana pra pagar os caríssimos resorts. taxi até ciego 15cuc Guagua p moron (5 mn) Almojanta – 100 MN Hostel moron- 6 cuc Dia 16 Cayo Guilhermo Playa pillar em cayo guilhermo. Essa praia foi a mais incrível que estive em toda minha vida. É a praia que serviu de cenário para "O Velho e o Mar" do Hemingway. Como disse um outro: "Os cayos cubanos são a prova de que o paraíso existe." Lembre-se que p entrar nos cayos deve-se apresentar passaporte. Pegamos um Almedron (Chevrolet dos anos 50, que cabem 7 pessoas). Voltamos de caminhão p havana Taxi até cayo guilhermo 5 CUC Almoço 5 CUC Taxi pra voltar 5 CUC Almedron p ciego - 40 mn Caminhão p havana - 5 cuc Dia 17 Havana novamente. Conhecemos duas austríacas. Caminhamos pela cidade e no fim da noite pelo malecon. Almoco na cindy 75 MN Janta 4 CUC Hospedagem – 5 CUC Dia 18 Vinales Com as austriacas. Passeio de cavalo pelo vale. Curtimos demais. Fabricação de tabaco nas fazendas (uma experiência muito boa). Cueva del índio. Voltamos a havana. Bebemos no malecon. Indico o passeio para vinales com a Cubanacam, que tem um stand no Hotel Plaza, custa 20 CUC com almoço incluso. Esse passeio em especial é direcionado aos cubanos, mas os estrangeiros têm acesso. Quando fomos comprar já estava esgotado. Taxi compartido: 25 CUC Almoço: 3 CUC Cavalos: 5 CUC Cueva del índio: 4 CUC (chorado, custa 5 cuc) Charuto: 1,50 CUC Hospedagem – 6 CUC Dia 19 Havana Compramos souvenires. Pegamos o ônibus P12 em frente ao “hospital-emergência” para o aeroporto. A taxa de 25 CUC NÃO é mais cobrada pelo aeroporto de Havana. Viajar de Copairlines foi bem tranquilo. Eles tem um menu delícia para os vegetarianos que deve ser solicitado com antecedência. Souvenires: 10 CUC Almoço: 75 MN P12: 2 MN (sério, os táxis cobram 25 CUC!) Conclusão Cuba é um dos países mais incríveis do mundo, e com certeza oferece opções para todo o tipo de gente, desde os mochileiros mulambos como nós, aos rednecks americanos e suas meias até os joelhos. Mas uma coisa não podemos esconder de vocês que nos leem, você nunca conhecerá a verdadeira Cuba desde a janela de um ônibus com ar condicionado. Cada sorriso, cada expressão feminina de fortaleza, cada palavra doce, cada olhar amigo, condensa o espirito e as ambiguidades deste país repleto de história. Está certo que se fizeres tours, terá uma bela explicação de cada lugar, mas infelizmente tudo que verá será prédios históricos e elegantes carros antigos. Nosso convite com este breve relato é pra que você conheça mais do que a Cuba da época da revolução. É pra que você conheça a Cuba que como eles mesmo dizem “tem que ter criatividade para sobreviver”, Cuba que não se dobrou, e que ainda vive os ecos de sua libertação! Caminhar por las calles, da cidade hipnotizada pelo mar, ou conversar com o cavalheiro de paris, ou de ver uma senhora que não tem o que comer mas ententa comprar uma breja pra ti, ou dormir em uma casa clandestina de um desconhecido, ou andar uma madrugada inteira bebendo rum e rindo com seus novos amigos cubanos, e viver a experiência antropofágica de absorver a alma do lugar é o que desejamos a todos. Viva Cuba! Lucas Ciénfuegos e Marcelo Guevara ;D ps: Se quiser chama nois no whats (11) 993380033 ps2: tem mais fotos na página 4. ps3: quando voltar chama nois pa toma uma breja e contar como foi!
  19. Pericles Rosa

    O que fazer em Havana

    Havana foi a primeira cidade que visitei durante minha viagem de 20 dias para Cuba. Assim que cheguei, me senti como se tivesse voltado no tempo: carros antigos rodando pelas ruas da cidade; prédios velhos – alguns preservados, outros caindo aos pedaços; sem Internet no aeroporto e em casa… Mas visitar Havana é muito mais do que viajar de volta ao passado. É uma oportunidade de aprender sobre a história de Cuba, particularmente sobre a revolução cubana e o Período especial; entender como o povo cubano vive; e testemunhar sua extrema paixão pela música e dança. El Malecón de Havana, Cuba O que fazer em Havana Há muito o que fazer em Havana, e se você quiser visitar os pontos de interesse mais importantes, seu roteiro de 2 ou 3 dias será preenchido com locais fascinantes para visitar e coisas extraordinárias para ver. Por isso decidi fazer uma lista das 7 melhores coisas para fazer em Havana, com as experiências mais formidáveis que você pode ter na cidade, para você aproveitar sua viagem ao máximo 😉 As 7 Melhores Coisas para Fazer em Havana 1- Fazer um Free walking tour Não há melhor maneira de passear e aprender sobre a história de uma cidade do que fazer um “Walking Tour”. E se é for de graça, melhor ainda. Eu tento fazer um “Free Walking Tour” em todos os lugares que visito, e em Havana não foi diferente. O tour de 4 etapas começa no Parque Central, no coração de Havana, e leva os participantes para 2h30min de caminhada ao redor da cidade, passando por alguns dos pontos de interesse mais famosos de Havana: El Capitólio de Havana, Gran Teatro de la Habana, Plaza de la Catedral, Plaza Vieja, Plaza de Armas; e também Partagás Real Fabrica de Tabaco, o Hotel Ambos Mundos ( “primeira casa” do Ernest Hemingway em Cuba), etc. Esse passei foi uma das melhores coisas que fiz em Havan, e aprendi muito sobre a fascinante história de Cuba. Super recomendo !! O tour termina na Plaza Vieja, a primeira a ser restaurada. * FreeTour Havana oferece passeios grátis diariamente em Inglês e Espanhol, às 9:00 e 10:00 e 04:00 e 05:00. Os passeios são gratuitos, mas as gorjetas são bem-vindas. 2 – Passear por Habana Vieja Habana Vieja (Havana Velha) é a parte mais famosa e turística de Havana. Fundada em 1519 pelos espanhóis e localizada dentro da extensão das antigas muralhas da cidade, ela foi construída nos estilos barroco e neoclássico, e foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1987. Embora muitos dos edifícios originais foram queimados e/ou desabaram, Havana Velha ainda exibe o modelo urbano desenhado na sua fundação, com ruas estreitas, misturando monumentos em barroco e neoclássico, casas arcadas com varandas, portões de ferro forjado, e pátios internos. A arquitetura típica de Havana. Passeando pelas ruas de Havana Vieja, você terá certeza que está em Cuba e em nenhum outro lugar do mundo. Restaurantes tocando música cubana, as pessoas dançando salsa nas ruas, senhoras vestidas com trajes típicos coloridos, prédios caindo aos pedaços, gente conversando alto em espanhol… Tem sempre alguma coisa acontecendo nas ruas de Havana Velha. Uma senhora vestida com roupas típicas cubanas nas ruas de Habana Vieja, Cuba Essa é a minha parte favorita da cidade, e há muito o que fazer em Havana Vieja com vários lugares encantadores para visitar. Alguns deles são: calle Obispo (no fim dessa rua tem sempre restaurantes com música ao vivo, e pessoas dançando na rua), Plaza de la Catedral e Catedral de San Cristóbal, Plaza Vieja, Cámara Oscura, Museo de la Revolución, Plaza de Armas, Hotel Ambos Mundos (para tomar uma piña colada servida no abacaxi na cobertura), Basílica de San Francisco de la Habana, e El Malecón. Catedral de San Cristóbal, Havana, Cuba 3 – Fazer um passeio num “almendrón” Almendrones são os carros antigos de meados do século XX que estão em toda parte em Cuba, e são uma lembrança do período pré-revolução. A maioria deles foi fabricado por grandes marcas americanas, como: Dodge, Chevrolet, Plymouth, Ford e Packard. E, embora os cubanos usem esses carros como táxis “comuns”, os turistas pagam uma taxa muito mais elevada para fazer um passeio de 1h30min pelas ruas de Havana. Os carros usados para estes passeios são muito mais bonitos, melhores preservados e equipados do que os táxis “comuns”. Por isso, vale totalmente à pena pagar US$ 30 pelo passeio. Estava morrendo de vontade de andar num desses carros vintages desde o momento que desembarquei em Havana. Há tantos “almendrones” lindos que é impossível não tirar várias fotos. Almedron estacionado próximo ao Malecon. O city tour em um carro vintage passa pelo Parque Central, El Capitolio, o Grand Teatro de la Habana, Chinatown, uma fábrica de charutos em Centro Habana, Plaza de la Revolución, Universidad de Habana, Parque John Lennon, Hotel Nacional, El Malecón e Nova Havana. Recomendo fazer esse passeio no início ou no final do dia por causa do calor. E mesmo que algumas pessoas considerem esse passeio muito turístico, pra mim, é uma das melhores coisas para fazer em Havana. Afinal, onde mais no mundo você vai tem oportunidade de fazer um city tour num deslumbrante carro vintage?? Plaza de la Revolucion, Havana, Cuba 4 – Admirar a melhor vista de Havana no Grand Hotel Manzana Se você está se perguntando onde pode obter a melhor vista de Havana, minha resposta é: do Grand Hotel Manzana Kempinski. O hotel cinco estrelas inaugurado em 2017, está localizado em um edifício neoclássico magnífico construído entre 1894 e 1917 como o primeiro shopping em estilo europeu de Cuba. Situado no coração da parte antiga de Havana, ele proporciona uma vista panorâmica de dois dos edifícios mais lindos da cidade: El Capitolio e El Grand Teatro de la Habana. Também é possível admirar o Parque Central visto de cima, os belos edifícios coloniais e neoclássicos que cercam o hotel, e a vista espetacular de Habana Vieja. A vista do Gran Hotel Manzana é sensacional! O bar do terraço e o restaurante estão abertos ao público, e as bebidas tem preços razoáveis. 5 – Visitar o Museo Napoleónico Durante meus quatro dias em Havana, visitei dois museus: Revolução e Napoleão. O Museu da Revolução é bom, especialmente se você fizer uma visita guiada. Mas Museu Napoleónico é o que está na minha lista de “o que fazer em Havana”. O Museu Napoleão abriga a coleção napoleônica mais importante da América Central, e está situado num soberbo palacete de estilo renascentista construído na década de 1920. A coleção contém mais de 700 objetos, incluindo itens pessoais pertencentes a Napoleão e sua comitiva, móveis, livros, pinturas, esculturas, bronzes, porcelanas, armas, moedas, etc. Salão principal do Museo Napoleónico, Havana, Cuba O que mais gostei no Museo Napoleónico, além do fato de que ele tem uma das mais importantes coleções de objectos ligados à vida de Napoleão fora da França, foi o mobiliário, particularmente algumas mesas e lustres, e a cobertura que proporciona uma excelente vista da cidade. 6 – Tomar o Daiquiri do Ernest Hemingway em El Floridita Mesmo se você não estiver familiarizado com o escritor e jornalista norte-americano e ganhador do Prêmio Nobel, Ernest Hemingway, quando estiver em Cuba, sobretudo em Havana, você vai ouvir falar dele várias vezes. Hemingway teve uma residência permanente em Cuba na década de 1940 e 1950, e escreveu sete livros durante sua estada, incluindo O Velho e o Mar, que tornou Hemingway uma celebridade internacional, e ganhou o Prêmio Pulitzer em maio de 1952. Um dos lugares que Hemingway costumava frequentar é El Floridita, um bar aberto em 1817, que é considerado um dos melhores do mundo. Diz-se que Hemingway, um habitué de El Floridita (há até mesmo uma estátua de bronze do escritor lá), mudou a receita do daiquiri, e o bar mantém o segredo desde então. Como resultado, esse é o melhor daiquiri do mundo. O gelo não derrete, a dose de álcool é perfeita, resultando em um coquetel um pouco seco, não adocicado, e muito suave. Confesso que não sou muito fã de álcool, mas provei daiquiris em vários bares de Cuba, e não encontrei um outro tão bom quanto o de El Floridita. O preço é mais elevado do que os encontrados em outros lugares (cerca de US$ 6), mas vale à pena, pois é o daiquiri mais saboroso de Cuba. Você tem que provar esse drink! El Floridita está localizado na esquina da Calle Obispo e Monserrat, em Havana Vieja, e está aberto todos os dias 11:00 – 00:00. 7 – Curta a Melhor Noite de Havana na FAC Havana, a maior cidade de Cuba, tem uma população de mais de 2 milhões de pessoas, e é conhecida por ter a melhor vida noturna do país. Então, se você estiver procurando o que fazer em Havana à noite você não vai se decepcionar. La Zorra y El Cuervo Jazz Bar, King Bar (adorei), El Divino (apenas aos sábados), Sia Kara Cafe, El Gato Tuerto, e La Bodeguita del Medio são alguns dos bares e baladas pra curtir “la noche habanera”. Mas a melhor balada, e o lugar mais legal lugar para ir em Havana é, sem dúvida, FAC (Fábrica de Arte Cubano). Localizada em uma antiga fábrica de óleo de cozinha construída em 1910, está incrível galeria de arte e balada inaugurada em fevereiro de 2014 atrai centenas de moradores e turistas. Além de ter uma galeria de arte e fotografia, pista de dança, cinema, bares, restaurantes, e um espaço para shows ao vivo, FAC é um projeto que tem como objetivo integrar e promover artistas cubanos de diversas vertentes. Exposição de fotos to artista cubano Enrique Rottenberg na FAC Tenho que dizer que adorei tudo na FAC! O edifício, o preço da entrada (apenas US$ 2), as galerias de arte, as exposições, o cinema que se converte em uma pista de dança, o show ao vivo, a vibe, o público super interessante, as áreas ao ar livre, e as bebidas baratas. Se você tiver apenas uma noite em Havana, não deixe de ir à FAC. Música o vivo na FAC, Fabrica de Arte Cubano, Havana, Cuba Esta é a minha lista das 7 melhores coisas para fazer em Havana, e os outros pontos de interesse que você também pode visitar são: Museu da Revolução, Castillo de la Real Fuerza (um dos primeiros fortes das Ámericas), Paseo del Prado, Castillo del Morro, Forte La Cabaña, Museu do Rum, Calejon de Hammel, Museu de Belas Artes, e Forte de San Salvador de la Punta. Havana é uma metrópole super agitada e eletrizante, e se você seguir essas dicas vai entender porque essa é minha cidade preferida em Cuba. Boa viagem e aproveite Havana 😉 Se você quiser mais informações sobre Havana, inclusive dicas de hospedagem, gastos e restaurante, só clicar no link: https://www.7continents1passport.com/o-que-fazer-em-havana-cuba/?lang=pt-br
  20. É possível viajar nos caminhões se você for mulher e estiver sozinha! O relato é bem grande porque falo muito sobre os cubanos, então no fim vou colocar umas informações mais práticas, como lugares de interesse e dicas gerais O Relato OBS: 1CUC = 24MN 1CUC=1 dólar Recomendo que levem euro, pois o dólar é taxado em 10% lá. Dia 15 (Havana): Mapa 3CUC Taxi 25 CUC Jantar 8.20 CUC Hospedagem 15CUC No táxi para a casa da Ana, o taxista disse que o povo cubano não vive tão bem, mas que vivem bonito. Cheguei na casa de Ana e seu marido Leo, que foram muito simpáticos e ofereceram café da manhã por 5CUC, aceitei por ser o primeiro dia. Andei até Vedado em busca de comida e bar, acabei comendo em um lugar um tanto caro e mais para turistas, andei um pouco e voltei para a casa. 16: Café da manha 5 CUC Entrada museu CDR 2CUC Wifi por 10 horas 15CUC Daiquiri da Floridita 6CUC (uma facada e na minha opinião não vale a pena) Jantar na Ana 10CUC Hospedagem 15CUC Ana me fez um café da manhã muito gostoso e fez de tudo para que eu me sentisse em casa, ofereceu um jantar com lagosta por 10 CUC, aceitei por ser lagosta, mas achei bem caro. Andando a procura da calle Obispo para comprar o cartão para usar o celular, conversei com Julio, um moço muito simpático que me contou muito sobre Cuba, disse que não existe crianças na rua, mas sim, existem alguns moradores de rua, que são levados pela polícia para outra cidade, onde é oferecido a eles comida, banho e necessidades básicas, disse que não existem favelas em Cuba. Conversamos sobre futebol e drogas, ele disse que em Cuba só tem maconha e que é bem rara, quem usa, usa só em finais de semana, não existe cocaína e heroína na ilha. Ele trabalha em uma empresa de aluguel de carros, trabalha um dia inteiro e descansa dois dias inteiros, gosta de viver em Cuba e diz que existem coisas boas e coisas ruins em viver aqui. Caminhei pela calle Obispo e fui no museu do CDR. Quando fui comprar o cartão para usar a internet, estava uma fila de 3 horas e tem umas pessoas que vendem por 3 CUC, mas na ETECSA (onde vendem oficialmente) é metade do preço. Conheci alguns cubanos simpáticos mas que no fim da conversa queriam que eu pagasse algo para eles. Quando cheguei na casa da Ana 4 estrangeiros estavam jantando, um casal da Nova zelandia e um casal da Austrália, a menina do casal da Austrália especialmente foi muito legal e atenciosa, mas todos foram também, falavam mais devagar para eu poder acompanhar o inglês deles. O jantar estava muito bom, frango frito, arroz, feijão, lagosta, banana, tomates e um vinho muito bom, me deram para provar o Rum Santiago, tomei com coca cola cubana, bem bom 17: pão com presunto 5MN agua 17.5 MN Entrada Museu da Revolução 8CUC Almoço 12CUC Pulseira 1CUC Onibus 1CUC Coco Taxi 5CUC Jantar 2CUC Sorvete ao lado copelia 0.80CUC Sorvete ao lado do copelia 2.50CUC Sorvete Coppelia 1CUC Hospedagem 15CUC Passeio pelo museu da revolução, vi e participei de uma discussão entre uma cubana que apoia a revolução e um jovem que criticava a revolução. Consegui notas de MN (com a figura do Che) em um banco para levar para uns amigos. Andei bastante até o Armacen San Jose e comprei uma pulseira de Cuba, fui até a Plaza de Armas comprar uns livros, mas eram muito caros, 5CUC a maioria dos livros, fui até um ponto de ônibus e conheci uma senhora que trabalha no ministério da educação em Cuba, conversamos por muito tempo, ela disse que sim, há muita diferença social, mas porque tem gente que trabalha mais que outras e me disse que existem empregos para todos, se você quer um emprego, você consegue. Encontramos uma mulher chamada Dalrling no caminho que ia perto da Plaza de la Revolucion (onde eu queria ir) e nós 3 começamos a conversar, elas me disseram que em Cuba a profissão que ganha menos é ser professor, ganham muito mal, mais ou menos 300 pesos (12,5 CUC), mas também disseram que algumas profissões se ganha bastante, ela disse que o governo paga tudo e que as pessoas não passam fome com o que o governo dá, no caso dela, disse que vive muito bem, mas o governo não da muita carne, então ela compra nos mercados. Fiquei com Darling quando a senhora foi embora e contei muito sobre o Brasil e ela me contou muito de Cuba, sobre os avanços da internet, disse que em algumas (poucas) casa já é possível ter wifi e que alguns cubanos fazem "gatos" para pegar a internet, me ajudou com o Espanhol e foi uma das pessoas mais receptivas que conheci, ela me pagou o ônibus (0.40MN, quase 3 centavos de real). Darling trabalha de segunda à sexta das 8:30 até as 16:00. Fui até a praça da revolução tirar umas fotos, mas estava muito cansada então peguei um Coco taxi para Coppelia. Tomei 2 sorvestes de dois lugarres do lado do Coppelia, o primeiro era mais barato, (o de piña naranja era delicioso) o segundo mais caro que do Coppelia, gostei do sorvete do Coppelia também, tomei de goiaba e caramelo (muito muito bons). Passei em uma pizzaria, jantei e voltei para a casa da Ana. PS: Quando fui ao Coppelia pela primeira vez, não sabia que dava para pegar a fila e pagar como cubano, mas aparentemente é possível, das outras vezes, paguei em moeda nacional 18: Praia 5CUC Almoço 3.70CUC Cadeira e guarda sol 4CUC Doce 8,75MN Sorvete 10 MN Pizza 35 MN Taxi 9CUC Refrigerante Hospedagem 15CUC Fui para praia Mi Cayto (pegando o ônibus transtur do parque central), conheci um grupo de adultos espanhóis que me ajudaram a ir e voltar da praia, foram muito legais comigo e fizeram questão de saber se eu já tinha comido ou se eu precisava de algo, a praia é muito bonita, mas nada de muito diferente, só a água que é bem clara, Mi Cayto é um praia gay (só gays homens mesmo porque só tinha eu de mulher) e lá aparentemente existe um tipo de prostituição, ficam uns garotos chamando atenção dos turistas gays mais velhos, puxam assunto, até que saem juntos da praia. Voltei para o parque central e dei uma andada por lá e Obispo, voltando de lá conheci um homem chamado Orlando e na volta conheci dois brasileiros que me deram coca, conversei muito com eles, estava com saudade de falar minha língua e ficamos de marcar de sair, mas não consegui entrar em contato com eles. Voltei para a casa da Ana, tomei banho e saí de novo. Os meninos me disseram de um lugar legal que se chama 1830, andei muito e no meio do caminho não aguentava mais e peguei um táxi (4CUC), chegando lá o lugar estava fechado. Acabei conhecendo um grupo de americanos, mas não falamos sobre coisas tão importantes, fui andando para a Galeria del paseo, onde tinha visto em um site que tinha um lugar de jazz no segundo andar, era 10CUC a consumação, não fui, voltei para a casa de Ana, paguei 5CUC no táxi . Conversei muito com Ana. 19: Hamburguer e suco de goiaba 11MN Livros e jornais 1CUC Chilentillas e suco 105MN Coppelia 5MN Cinema 6MN Jantar 35MN Hospedagem 15CUC Fui para a Universidade de Havana, não me deixaram entrar na parte de psicologia (o que curso no Brasil) e foram muito grossos, conheci um senhor chamado Pedro, ele me deu livros e mostrou a poesia que faz. Almocei e fui para a sorveteria Coppelia, conheci Lazaro, uma pessoa incrível e agora um amigo que tenho para a vida, lá ele me pagou um sorvete. Fomos ao cinema e vimos o filme do Snowden, a qualidade era ótima e o cinema muito bem conservado, paguei a entrada de Lazaro, já que ele havia pagado meu sorvete. Cultura e informação em Cuba são muito baratos, os jornais custam 0,20MN e o cinema de 1 até 3MN e a qualidade é ótima, nada diferente dos cinemas brasileiros (em Camaguey ví um cinema 3D que era 4MN, se não me engano). Fui para a casa da Ana e lá conheci Risse, um australiano, fomos comer pizza e ele me contou muitas coisas sobre seu país. Decidi ir para Santa Clara no dia seguinte e não dois dias depois como eu havia programado. 20 (Cienfuegos): Café da manhã 1CUC Ônibus para La Cubre 0,40MN Onibus para Sancti Spíritus 25CUC Casa 20CUC Janta 50 MN Lanche de porco 10MN Balada 3CUC Bebida 1CUC Acordei cedo, deixei a mala na casa da Ana e fui para um terminal chamado La Cubre buscar por um caminhão, quando cheguei, me disseram que não havia mais caminhões por lá, só trem e que hoje não tinha passagem (era 20CUC). Decidi mudar o trajeto e ir direto para Trinidad e pular Cienfuegos, perguntei para umas pessoas na rua onde podia achar os malditos caminhões, andei muito e cheguei em um terminal. Lá disseram que só havia caminhões para Ciego de Avila (um lugar que estava no fim do meu roteiro), me enrolaram muito e disseram que para Ciego era 25CUC, um absurdo, mas eu estava perdida. Tentei achar um taxi compartilhado para Cienfuegos, mas não tinha. Paguei os 25CUC e entrei em um ônibus nacional muito bom, com ar e etc. Me disseram que parava em Sant Spiritus e de lá eu achava um taxi compartilhado por 2CUC para Trinidad. Acontece que o onibus não para lá, então Jendry, um cubano muito gente boa que me comprou um refrigerante, disse que ele ia pra Cienfuegos, descemos em um lugar deserto, pedimos carona e depois subimos em uma carroça e os cavalos nos levaram para a estrada que leva até Cienfuegos, ficamos pedindo carona até que Jendry parou um táxi e pagou, ele ficou em uma cidade perto de Cienfuegos e pediu para que o motorista me deixasse em Cienfuegos, o carro dele quebrou e tive que esperar 1:30, um amigo do motorista, chamado Noel veio me buscar e me levou para uma casa muito bonita, que recomendo muito, Ana e seus filhos são todos muito educados e fazem de tudo para você se sentir em casa, o quarto é grande, tem tv, ar condicionado, tudo é muito limpo e a casa fica em uma boa localização. De noite saí para tentar achar um lugar de jazz latino, acabei conhecendo 3 cubanos e 3 meninas do Canadá que estavam todos juntos, fomos em um balada que não sei o nome, não era muito boa, mas a companhia era ótima, peguei o contato das meninas, pois elas vêm para o Brasil em breve, aparentemente. Cheguei na casa de Ana 2:30 21: Café da manhã 5MN Taxi coletivo para Trininad 5CUC Almoço 7CUC Estadia 20CUC Sorvete 60 MN Acordei as 9 e fui para Trinidad (no terminal de ônibus de Cienfuegos têm muitos taxis coletivos), como não tinha estadia, fui procurando e encontrei a senhora Juana, ela cobra 25/30CUC mas como eu estava sozinha e não tinha ninguém para dividir o quarto (tem uma cama de casal e uma de solteiro), ela fez por 20. A casa de Juana fica literalmente do lado do havanatour, de onde saem os ônibus para a praia Ancon (5CUC ida e volta). As coisas aqui em Trinidad são MUITO caras. O sorvete aqui é 20 MN uma bola, em Havana é 5MN cinco bolas, para ter noção da diferença. Passei mal o resto do dia por causa da comida de um restaurante chamado "Paladar Dona Clara", só fui comer no dia seguinte 22: Café da manhã 1.65 CUC Onibus para a praia 5CUC Almoço 4CUC Cadeira Praia 2CUC Estadia 20CUC Sorvete 3.20 CUC Jantar 4CUC Entrada la cueva 5CUC Bebidas -perdi a conta, mas acho que foi uns 7CUC Acordei de manhã e fui procurar o lugar de onde saem os caminhões, o lugar, aparentemente, é em um posto de gasolina, não fui até lá para checar porque estava um pouco longe. Peguei o ônibus para a praia Ancón (esse ônibus costumava ser 2CUC, agora é 5CUC e sai às 9, as 11 e as 14, se não me engano e o ultimo horário para voltar é as 18). A praia estava um pouco suja porque havia chovido, mas é muito linda, encontrei com uns brasileiros que tinha conhecido em Havana, me ajudaram bastante, o onibus é 5CUC ida e volta, mas voltei com eles de carro porque tinham alugado. De noite fomos no Club Ayala (as pessoas chamam de la cueva), é uma balada na caverna, então foi muito legal e diferente, é um pouco caro, a entrada foi 5CUC com uma bebida incluso e as bebidas lá são 3CUC, então recomendo que beba antes, indo pra lá, as pessoas vendem na porta da casa bebidas por 1CUC e são muito boas 23: Café da manhã 5CUC Sorvete 10MN Bolacha 11MN Jantar 5CUC Hospedagem 15CUC Peguei uma carona com os brasileiros para Morón (eles iam pra Cayo Coco, então era caminho, serei eternamente agradecida), encontrei o hostel da Isabel e do Oscar (a filha dele esteve no Brasil por 3 anos no programa mais médicos e mora em Camaguey agora) que são pessoas maravilhosas, conversei com Isabel por mais de 4 horas. Fui ao centro tomar sorvete e usar a internet, voltei e Isabel fez um jantar tradicional cubano maravilhoso. Eles são tão incríveis, a comida é tão boa e fizeram um preço melhor pelo quarto e pela comida. 24: Hospedagem 15CUC Café da manhã 3CUC Praia 20CUC Pizza 25MN Acordei e tomei café na Isabel porque o táxi coletivo ia chegar cedo e não iria ter tempo de comer na rua, eu ainda não sabia qual era o preço do táxi, mas como de trinidad até cienfuegos deu 5CUC, imaginei que seria mais ou menos isso e não me preocupei Isabel me disse que era 60CUC e que não sabia se eu ia dividir com uma ou duas pessoas, isso me pegou de surpresa, ainda bem que dividiu em três pessoas. Dividi o taxi (ida e volta) com um casal de suiços muito fofos que me contaram muitas coisas de seu país e perguntaram muito sobre o Brasil, a praia é muito incrível, a água transparente, pena que estava ventando um pouco então tinha muitas ondas, mas fora isso, foi incrível, a praia mais bonita que estive em Cuba. Voltei para Moron, comi uma pizza na rua e decidi mudar meu roteiro e tentar ir para Camaguey. 25: Café da manhã 3CUC Guagua para Ciego 3MN Viazul para Camaguey 6CUC Bicitaxi 30MN Acordei e fui para o terminal de ônibus e pedi ajuda para umas pessoas para ir pra Ciego. O ônibus nacional era muito bom, melhor que muitos da viazul, não sei exatamente como fiz para conseguir entrar em um nacional, acho que porque me misturei com uns cubanos e fiquei perto deles. Quando cheguei em Ciego, não tinha caminhões para Camaguey e não dei sorte com os ônibus nacional (era 21MN), porque dessa vez estavam pedindo o RG cubano, então fiquei entre o ônibus da viazul e o táxi compartilhado, estavam cobrando o mesmo preço (6CUC) então peguei o viazul porque já estava saindo, mas me arrependi porque o ônibus da viazul fez uma parada de 45 min e o trajeto levou 3 horas. Quando cheguei em Camaguey, fui procurar o endereço da filha de Oscar e Isabel, da casa que fiquei em Moron. Não achei o lugar e pedi pra uma pessoa me ajudar, ela ligou para Olisbet (filha do Oscar) que disse para eu encontrá-la numa praça (fui de bici taxi porque era longe). Ela e seu marido Rafael são pessoas incríveis, eu não acho que é possível encontrar pessoas mais incríveis que eles. Me compraram sorvete, me levaram pra conhecer o centro e me levaram pra trabalhar com eles (são médicos), passamos o dia indo nas casas dos pacientes para um programa de prevenção de câncer (esse dia foi o programa de prevenção contra câncer de útero), existe um registro com o nome de todas pessoas, idade e onde moram e precisávamos ir na casa das mulheres avisando que elas tinham horário marcado para uma citologia no posto de saúde, um programa de prevenção maravilhoso. Voltamos para a casa deles e Olisbet fez um jantar muito bom e Rafael me deu um vinho maravilhoso, conversamos muito e agendaram um bicitaxi para me levar ao terminal no dia seguinte, disseram para eu passar a noite na casa deles, não me deixaram pagar nada em nenhum momento, com certeza são minhas pessoas favoritas de Cuba e fazem um trabalho admirável, quero muito que voltem para o Brasil. 26: Bicitaxi 2CUC Caminhão para Santiago 80MN Lanche 10MN Hospedagem 15CUC Comida 1CUC Cheguei na estação de ônibus de Camaguey às 7 da manhã e esperei até as 15 para um caminhão para Santiago porque tinha uns caras que viram que eu era estrangeira e falavam para os motoristas dos caminhões não me deixarem entrar se eu não pagasse 15CUC , por sorte consegui esse das 15:00, pois falei direto com o motorista e conheci um japonês chamado Koju que também ia para lá. Chegamos(viajei por uns dias com Koju, enquanto nosso trajeto era o mesmo) em Santiago as 22:30 e foi muito cansativo, achamos uma mulher que cobrou 15CUC por cada quarto e jantar por 1CUC, ela viu que estávamos realmente desesperados, comemos arroz congris e carne de porco. 27: Santiago-guantanamo 25MN Pizza e suco 7MN Refri 15MN Guantanamo-Baracoa 40MN Jantar 8.50CUC Hospedagem 15CUC Acordei as 8:00 e fomos para o terminal, subimos no caminhão para Guantanamo invés de esperarmos um para Baracoa direto porque achávamos que seria mais rápido Chegamos em Guantanamo meio dia e fomos procurar um caminhão para Baracoa, só conseguimos achar às 16:30 depois de procurar muito. Chegamos em Baracoa às 20:15 e fomos para a casa que Oli e Rafa me recomendaram, a casa era muito boa, Denny (o dono da casa) foi muito legal com a gente e fez por 15CUC. Saímos para jantar, eu estava muito cansada procurando um restaurante (queria um mais em conta, mas bom, porque estava cansada de comer pizza por 10MN ) e quando achei o Koju não quis comer lá, nos separamos. 28: Hospedagem 15CUC Café da manhã 7MN Parque Yunque Infortour 17CUC (no cubatuour é 16, mas o onibus ja tinha saído) Cocada 1CUC Chocolate quente 1CUC Refresco 1CUC Jantar 12 CUC Suco 4MN Fiz o passeio do parque Yunque, tem dois passeios lá, o de 1,5km que vai até uma cachoeira e o de 5km que vai até o topo da montanha. Acabei me confundindo e fui pro da montanha, fiz até a metade do caminho e me dei conta de que estava errado (quando chegar, pergunte sobre o passeio da cascata), desci tudo de novo e procurei a cascata, é bem bonita, mas no caminho tente arrumar um guia para levar suas coisas para o outro lado do rio (tem que atravessar o rio nadando) ou deixe as coisas antes de atravessar. Se for no passeio de subir a montanha, leve roupas de banho porque a água da travessia vai ate o umbigo. Depois da cachoeira fiquei no rio esperando as outras pessoas terminarem o passeio da montanha e perto de onde eu estava havia uma tendinha de uma mulher que vendia cocada e chocolate quente (estava muito calor, mas tomei mesmo assim, porque é feito com cacau ralado), é realmente MUITO gostoso tanto a cocada quanto o chocolate quente. Quando voltei fiquei um pouco na praça e depois fui com o Koju jantar lagosta (o restaurante chama "La patrona" e a lagosta custa 8CUC, a mais barata que achei e é muito boa), andamos um pouco pelo malecon e achamos uma tenda que vende suco de abacaxi, o melhor suco de abacaxi que tomei. 29: Hospedagem 15CUC Passeio Yumuri com Cubatour 20CUC Almoço 8CUC Chocolates 4CUC Me despedi de Koju pela manhã, porque ele tinha que voltar para Havana, depois fui com a cubatour para o rio Yumuri porque é o jeito mais econômico se for sozinha(o), se tiver mais gente, compensa dividir um táxi e achar um guia(mas foi tudo muito bom com a cubatour então recomendo). Eles fazem algumas paradas, primeiro em uma mulher que faz chocolate caseiro (você pode comprar lá, então recomendo que leve dinheiro se quiser comprar algo, foi muito interessante, vão te explicar passo a passo como se faz o chocolate), depois na vila Yumuri para conhecer um tipo de caracol que tem lá, depois o passeio com o bote até o rio (encontrei dois brasileiros e ficamos de tomar cerveja de noite) onde você pode nadar (na ida fui dentro do bote e na volta fui fora nadando e segurando no bote, foi maravilhoso), no final do passeio, tem uma hora e meia em uma praia de areia preta e tem uma casa na frente onde é possível almoçar. Preços da loja de chocolate: 3 Tabletes 1CUC Bola de cacau 1CUC Pacote com 12 tabletes 4CUC Manteiga de cacau 4CUC De noite saí com os meninos (Adler e Felipe) não lembro quanto gastei em bebida, foi muito divertido, mas não faço ideia como cheguei na casa do Denny 30: Café da manhã 16MN Entrada Cueva de água e playa blanca 5CUC Coco choco 1CUC (era horrível, então se ficar em dúvida, não compre) Bote 1CUC Sucos 4MN Refresco 1CUC Hospedagem 15CUC Jantar 10CUC Fui para o parque natural Majayara, é possível ir a pé do centro para lá, como o furacão quebrou a ponte para a entrada, as pessoas vão de bote, lá dentro têm muitos passeios para fazer, eu escolhi Cueva de água e Playa Blanca. Primeiro fui na Cueva de água, tem que andar bastante para chegar lá, foi uma experiência legal, mas não faria de novo. Dica para mulheres: Recomendo que não vá sozinha, mas se não tiver jeito e quiser muito conhecer, cuidado, os homens são bem machistas nessa região, o guia foi muito chato, muito mesmo A playa blanca é muito pequena, como o mar estava muito agitado e não consegui entrar direito, se eu pudesse mudar meu roteiro, iria para a Praia Maguana ou outro passeio com cubatou invés do parque. De noite jantei em um restaurante chamado "El Guajiro" é muito bom, recomendo comer tití (um peixe pequeno que só existe em Baracoa) com leite de coco, é bem diferente. 31: Livros 70MN Chocolate 7,20 CUC Café da manhã 25MN Onibus Santiago 15CUC Onibus Varadero 49CUC 4 Cucurucho 40MN Bolachas 10MN Comprei uns livros (tem uma livraria muito boa em Baracoa que chama Rubert Lopez, se não me engano) e chocolates para dar de presente no Brasil, foi difícil ir embora de Baracoa. Dessa vez me rendi à viazul porque não queria arriscar ficar esperando 8 horas por um caminhão ou passar a noite em um caminhão sozinha. Recomendo que provem o Cucurucho, amei esse doce, as vezes os ônibus que saem de Baracoa param no caminho e da para comprar, levei até para o Brasil. 1: Hotel com café da manhã 39CUC Almoço 60MN Doce 5MN Sorvete 1,50 CUC 2 Refrigerantes 1,20 CUC Conheci duas francesas e um francês no ônibus para Varadeiro, quando chegamos fui com eles tentar arrumar uma casa e estava tudo lotado, vi que os lugares eram mais para 3 pessoas e decidi procurar sozinha, como já era 13hrs e estava perdendo o dia e não achava nada, decidi ficar em um hotel, não recomendo, prefiro muito mais as casas de família, mas estava muito difícil de achar, acho que foi meu maior erro na viagem Pularia Varadeiro para ficar mais um dia em Baracoa. Aproveitei um pouco o dia e de noite andei pela cidade, tudo é muito mais caro e restaurante em moeda nacional é quase impossível, achei um que fica na 41 com 1 avenida, se não me engano, é um quiosque, se não achar, pergunte aos cubanos onde fica o restaurante que vende em moeda nacional. 2: Guardar a mala no hotel 1CUC Ônibus Havana 10CUC Sorvete 25MN Lanche 1MN Torrone na estrada 25MN Jantar 48MN Hospedagem 20CUC Tomei café e fui na viazul para ver os horários dos ônibus, como queria tentar ir para Viñales ainda no dia 2, reservei para as 18 e na hora tentei mudar para as 16. Passei um pedaço da tarde na praia, que é incrível, mas já estava cansada de mar. Cheguei em Havana e fui para casa da Ana, ela me arrumou um táxi coletivo para Viñales para o dia seguinte por 20CUC, o que é muito, mas meu tempo estava apertado e não queria arriscar com a viazul, além disso, o terminal que fica a viazul é um pouco longe e eu não ia ter certeza de que teria bilhetes, Havana para mim foi o pior lugar para achar transporte para fora da cidade. Ana me cobrou 20CUC pelo quarto de cima, que é mais caro, porque o que eu pagava 15CUC estava ocupado. 3: Hospedagem 10CUC Taxi coletivo 20CUC Passeio cavalo 20CUC Jantar 9,40CUC Acordei cedo para ir para Viñales, mas o táxi acabou chegando só 11 horas, deveria ter ido com a viazul, cheguei em Viñales só 14 horas. No caminho, o motorista disse que a casa dele tinha quartos para alugar e fez por 10CUC e que o irmão dele tinha cavalos para fazer o passeio. Quando cheguei, fui recebida com um suco de manga bem gelado, muito bom. Disseram que o passeio sairia por 25CUC, chorei e fizeram por 20CUC, outro erro porque no centro fazem por 10CUC, mas eu estava com medo de não conseguir conhecer tudo o que eu queria. O passeio foi muito legal, conheci um grupo de austríacos, a menina do grupo foi muito legal comigo, passamos a tarde juntos no passeio, mas nos separamos e não deu tempo de pegar o contato deles. Como estava sobrando um pouco de dinheiro e eu estava no fim da viagem, decidi comer lagosta de novo, aproveitando que no Brasil é muito caro. Em Viñales não consegui achar restaurantes em moeda nacional, mas têm uns que o almoço sai por 3 ou 4CUC. 4: Charutos 9CUC Bicicleta 3CUC Hospedagem 10CUC Café da manhã 3CUC Bustour 5CUC Sorvete 1,75CUC Almoço 4,95CUC Jantar 3CUC Andei uns 15km de bicicleta de manhã e já tinha acabado de ver o que eu queria (o mural da pre historia, que aliás, é 3CUC para entrar, eu não paguei e olhei de longe) só que a bicicleta era para o dia todo, tentei devolver e pagar mais barato. Fui para o centro pegar o bustour para a cueva del indio, quando cheguei, pedi para a moça que estava cobrando as entradas para fazer por 4CUC, ela perguntou se eu estava sozinha, eu disse que sim e não sei porquê, mas ela me deixou entrar de graça, me salvou uma grana. Estava uma fila gigante para pegar o bote, mas no fim valeu a pena, encontrei os austríacos de novo, mas ele não foram muito legais dessa vez, então fui pro centro almoçar. De noite conheci um cubano chamado Alejandro, que me pagou uma piña colada e me chamou para ir em uma festa chamada "El palanque", acabei não indo porque são 6km de distância da cidade. 5: Taxi coletivo 15CUC Almoço 65MN Coppelia 10MN Boné 3CUC Taxi para o aeroporto 25CUC Jantar 35MN Presentes 44 CUC Fui para Havana de manhã para comprar presentes e me despedir da cidade. Andei muito de dia e de noite fui ao malecon, quando cheguei na casa, conversei muito com Leo, ele disse que aos 10 anos de idade já ajudava os revolucionários levando comida e remédio para eles e que dedicou sua vida para a revolução, foi para a Angola por 2 anos e também foi militar. Como meu voo era às 7:00, saí da casa 4:30 e os preços dos táxis são muito altos nesse horário e não tem ônibus. É isso, espero que tenha ajudado um pouco para quem quer ir para lá, fiz muitos erros, mas acho que faz parte. Dá para economizar muito mais, ainda mais se for em 2 ou 3 pessoas, porque o que mais gastei foi com hospedagem. Dicas gerais: -A maioria dos meus jantares foi pizza, porque são bem baratas, variam de 10 até 60 MN dependendo de onde (2,50 até 9 reais). -Água é um pouco caro, então compre só uma e vá pedindo pra encher nas casas que ficar hospedado. -Muitas casa de família cobram 5CUC pelo café da manhã, eu não acho que compensa, na rua vendem nas janelas das casas pão com presunto e queijo por 5MN e suco por uns 2MN (essas valores são um pouco difíceis de conseguir em Trinidad) -Nas praias existem umas camas de praia, são 2CUC então recomendo que levem toalhas de praia, como eu não levei nenhuma, tive que pagar. -Se você optar por tomar café da manhã nas casas de família, normalmente sobram frutas e pães, então embale e leve se for para a praia ou para uma viagem. -Os bilhetes da viazul em Trinidad, são impossíveis, pois acabam muito rápido (pelo menos em janeiro), então recomendo que se for viajar se viazul, tente comprar no dia que chegar, também tem os táxis compartilhados e os caminhões (cuidado pra não ser enganado com os preços). -Quando for comprar os bilhetes para usar o wifi, compre o de 5 horas, dura bastante e você não precisa ficar indo comprar toda hora, custa 7,5CUC, se não me engano. -Trinidad é um lugar MUITO caro de comer, então dê uma economizada nas outras cidades para gastar mais lá. -Muitas casas de família deixam você deixar sua mala lá e voltar para pegar depois, levei uma mala grande e uma mochila, deixei a mala em Havana, fiz todo o trajeto e quando voltei para Havana, dormi lá mais um dia e peguei de volta. -Quando for procurar caminhões, tente pegar diretos, que não tenha que fazer muitas descidas para procurar outros, porque o que leva mais tempo é essa procura. -Se você for numa cadeca para trocar euro por CUC e depois CUC por moeda nacional, eles na maioria das vezes não deixam, então se você tiver um pouco de CUC, troque primeiro por moeda nacional e depois troque os euros, não faço ideia do porquê isso acontece. -Se ficar entre pegar viazul ou um táxi coletivo, vá pelo mais barato, mas se for o mesmo preço ou só um pouco mais caro, vá de táxi, é MUITO mais rápido, porque os onibus da viazul fazem muitas paradas. -Aproveite os sucos de baracoa, custam 2MN e são bem bons. SE FOR DE CAMINHÃO: CUIDADO ao procurar os caminhões porque muitos homens vão ficar no seu pé para ganharem um tipo de comissão (se eles percebem que você é turista, falam pro motorista cobrar mais, um cara queria me vender a ida pra Santiago num caminhão por 15CUC e não me deixou subir por outro preço porque havia feito um combinado com o motorista), a dica é correr e falar com o motorista direto antes deles. Lugares de interesse: Havana Hospedagem: Calle Escobar 118 bajos e/ Ánimas y Laguna(Procure por Ana) Tel: +5378635000 PS: Eles tem uma conta no airbnb, então da para fazer a reserva por lá. Praia: Mi cayto (se você for homem gay, vale a pena, se não, vá para a praia Santa Maria) Livraria: Alma Mater (San Lázaro esquina Infanta) Cienfuegos Hospedagem: Calle 41 # 3906, Esquina 36 y 41. Tel (0053) (43) 511582 Cel (0053) 52930752 [email protected] A casa é conhecida como "El Pino" Trinidad Hospedagem (procure por uma mulher que chama Juana): -Casa independente (casa para 4 pessoas): Calle Francisco Cadahia (Gracia) n° 204-A [email protected] Essa casa custa de 25/30 CUC -Quarto para 3 pessoas(onde fiquei, é do lado do havanatour, onde pega o onibus para a praia): Calle Lino Pérez (San Procopio) n° 364 Essa custa 25 CUC Balada: Club Ayala (la cueva) Morón: Hostal Isabela Calle Enrique Varona No. 4 e/ 4 y Linea FC Tel: (33)504584 Email: [email protected] Se gostar de política, converse com a Isabel, ela sabe de muita coisa. Santiago: Casa Carmen : Calle General Lacret #256 / Maceo y Habana Ps: não fiquei nessa casa porque não tinha lugar, mas a mulher foi simpática e nos recomendou outro. Baracoa Hospedagem: Casa Denny y Rafaela Calle Rubert Lopez 86. Esquina Limbano Sánchez Email: [email protected] Comida: rafael trejo 14 (la patrona) Comida vegetariana (eu não fui, mas para quem quiser, eles têm cardápios veganos e vegetarianos e os pratos são muito bonitos) : Calle Maceo 90 Email: [email protected] Telefone: 52589319 Ps: A casa do moço foi parcialmente destruída pelo furacão e o restaurante está em um lugar provisório, se não estiver no endereço acima, estará na Calle Maceo 170 É isso! Espero que tenham gostado do relato, qualquer dúvida podem perguntar por whatsapp (11)966755221 ou aqui nas mensagens
  21. Eu e minha irmã fomos a Cuba no começo do mês de Novembro e ficamos 20 dias, queríamos conhecer o máximo que dava de Cuba. A viagem foi maravilhosa, com pessoas muito legais e com cada cidade tendo seu toque único. Evitamos muitos perrengues graças a uma cubana que conheci antes de viajar chamada IRINA e sua mãe MERCEDES…. Elas são maravilhosas, nos deram dicas de lugares bons e baratos para comer, como pegar os transporte públicos sem estresse e nos indicou a casa de seus amigos para ficarmos em cada cidade que íamos passar, por um preço bem melhor (a média que cobram é de 25 a 30 CUC, e com a ajuda da Irina pagamos 20 CUC nos duas). Primeiro ficamos em Havana, uma cidade linda que mistura o novo e o antigo...as vezes parecia que estávamos na década de 50...tem muitaaa coisa para fazer em Havana então se tiver tempo separe no mínimo 3 dias inteiros, em Havana a Irina e sua mãe prepararam um jantar com comidas típicas cubanas para eu e minha irmã e estava simplesmente maravilhoso!!!! Depois desses ótimos dias fomos quase até o outro extremo, Santiago de Cuba, lá fomos muito bem recebidas na casa da irmã da Yoyi, depois fomos a Santa Clara e ficamos na casa do Sr. Luis...uma casa das antigas enorme e linda cheia de detalhes. Depois fomos a Trinidad onde a D. Julia nos recebeu com muita alegria e nos indicou passeios que valem a pena fazer, como o Salto del Caburní (é uma trilha de mais ou menos 1h até uma cachoeira que tem uma queda d’água muito alta e vale a pena ir). Depois fomos a Cienfuegos onde D. Norma e seu marido nos receberam muito bem e fizeram a gente se sentir em casa. A casa dela fica na avenida principal, perto do Malecón, e fizemos TUDO a pé (exceto ir até o castillo de Jagua J), Por fim fomos até Viñales e ficamos na casa da Odallys e do Reynaldo, façam o passeio a cavalo para conhecer as fazendas de charuto e de café que vale a pena!!! Para finalizar essa viagem maravilhosa cheia de história optamos por ir a Cayo Largo ao invés de Varadero (que é mais famoso)....Para chegar lá tem que pegar um avião com viagem de 30 min. Se quiser ir fale com a Irina que ela vai indicar a agencia que faz o voo e reserva os hotéis para lá. Um lugar paradisíaco!!!!! Ficamos no Hotel Iguana, lugar muito bonito com praia na frente e os funcionários são MUITO simpáticos e amigos. Se pudesse falava muito mais dessa viagem que vou lembrar para sempre...se quiserem saber mais ficarei feliz em tirar dúvidas.
  22. Este relato é para ajudar a todos aqueles que pretendem viajar para este país incrível. Há muitas dúvidas, muitas curiosidades e muita de vontade de brasileiros irem para Cuba. Único país das Américas a ter feito uma revolução socialista, o embargo econômico sofrido, a restauração capitalista, o sistema de saúde, as praias, o povo e sua cultura... tudo nos faz querer conhecer Cuba. Realizei esta viagem em maio de 2017. Agradeço a todos que escreveram o seu relato aqui. Pesquisei bastante na internet, li a biografia do Che e arrumei as malas. Foi mais fácil, mais prazeroso e mais barato que imaginei. DICAS BÁSICAS Clima - é um eterno verão. Maio é um mês chuvoso, mas para nossa sorte pegamos pouca chuva e muito calor. Você deve saber que a temporada de furacões começa em junho e vai até novembro - o que não quer dizer que vai ter sempre furacão, mas é um risco. Que faz menos no calor no inverno. Cuba tá no hemisfério norte, portanto no final de ano lá é menos quente, mas cheio de turistas. Moeda - você já ter ouvido falar que deve levar Euro pra Cuba. Isto porque o dólar tem uma sobretaxa de 10%. Levando seus Euros, e a dureza é a conversão aqui no Brasil, você vai trocar lá pelo CUC (é assim que você vai chamar lá). É a moeda do turista que equivale a 01 dólar. Em maio de 2017, um euro no aeroporto tava valendo 1,06 CUC e nas CADECAs (casa de câmbio) ou Banco Metropolitano, no Centro de Havana, 1,08 CUC. Obs.: os cubanos usam a Moeda Nacional (assim eles chamam lá) ou CUP. 01 CUC vale 24/25 CUPs. Ou seja, a moeda nacional é bem desvalorizada e receber o CUC é quase uma fortuna para o cubano. Hospedagem - há hotéis, resorts, mas a experiência de ficar em casas de cubano é insuperável. Em Havana fiquei na casa da Dona Candida - Calle San Rafael, 403, entre Manrique e Campanario. A diária custou 30 CUCs para duas pessoas mais 5 CUCs por pessoa para um excelente café da manhã. Total 40 CUCs por diária. Os quartos costumam ter ar condicionado e banheiro privativo. Bem parecido com hostels e pousadas familiares no Brasil. Visto - além de estar com o seu passaporte em dia, tem a tal tarjeta turística que você deve comprar no guichê da Cia Aérea. Na Copa custou 65 reais para duas pessoas. E não se esqueça do Certificado de Vacinação Internacional que é obrigatório depois da volta da febre amarela no Brasil. Foi uma das primeiras exigências ao desembarcar. Não me exigiram seguro saúde. Viagem - com 12 dias, descontando a ida e volta teria 10 dias para conhecer Cuba. Sou avesso a viagens fast-food e foquei em Havana, Trinidad e Santa Clara, com um bate volta a Varadero e passagem por Cienfuegos. Se tivesse mais tempo e dinheiro teria ido a Santiago de Cuba, no extremo oriente da ilha. Tirando as passagens aéreas, foram gastos 1500 euros para duas pessoas, o que considerei razoável pelos outros relatos que li aqui. O RELATO 1º dia Comprei a passagem aérea pela Copa Airlines (2250 ida e volta) com 03 meses de antecedência. Procurei e consegui um voo que não fosse noturno. Saí às 11h e cheguei às 22h. São 07 horas até o Panamá e depois mais 02 hora e meia até Havana. O aeroporto é todo vermelho, rs. Leva-se um tempão para entregarem as malas. A dica neste caso é se estiver com mais alguém ir logo pra fila da casa de câmbio no aeroporto, enquanto o outro espera a mala. Não fiz isso e perdi um tempão. Os táxis cobram 30 CUCs até Havana. Cheguei na casa da Dona Candida depois da 01 hora da madrugada. Ela nos esperava e nos acomodou num quarto no segundo andar. Só deu tempo de pedir o desayuno para o dia seguinte e cama 2º dia O café da manhã foi fantástico: frutas, sucos, sanduíches de queijo e presunto, café, leite, etc. Toda vez que me perguntavam se eu queria ovo frito, mexido ou omelete eu respondia: huevos revueltos e viva la revolucion! Neste primeiro dia resolvi passear pelo Centro de Havana. Escolhi a casa pela localização, no meio entre Havana Velha e o Vedado. Dava para conhecer tudo a pé em Havana. Antes de começar a entrar nos pontos de maior interesse paramos no Banco Metropolitano para trocar todo o dinheiro. Aqui uma observação: li num relato que a moeda nacional de 3 pesos tinha o rosto do Che Guevara. Então no banco pedi a funcionária para me dar 10 CUCs em moeda nacional. Seriam 240 CUPs. Isso também serviu para alguns gastos e gorjetas. No Brasil imprimi vários mapas de Havana e das cidades por onde passaria. Me ajudou bastante. Começamos pela Real Fábrica de Tabacos Patargas, na realidade uma loja,. No caminho vários cubanos te oferecem tabacos de cooperativa. Recusei educadamente. Na loja fumamos um bom charuto e tomamos nossos primeiros mojitos em Cuba. Os charutos são bem caros. Devidamente batizados fomos andar pelas ruas do Centro. Passamos pelo Capitólio, que tá na fase final de obras, Gran Teatro Habana, Museo de Bellas Artes, Parque Central, Bar El Floridita (famoso pelos daiquiris) e seguimos pela turística Calle Obispo. Numa rua perpendicular fizemos nosso primeiro almoço: lagosta por 12 Cucs por pessoa, mais os 10%, mais a gorjeta da banda que tocava no restaurante, total 30 Cucs. Dali seguimos para o Paseo el Prado, uma bonita calçada onde artistas expõem seus trabalhos, indo em direção ao Malecon. O por do sol não era dos melhores, pois havia muita nuvem, mas estar naquele lugar mítico era inacreditável. Fechamos o dia comendo uma pizza próximo a casa da Dona Cândida, por 5 CUCs. Lá eles colocam açafrão na pizza, o que para mim não fica muito gostoso 3º dia Este seria o dia reservado para ir ao Museu da Revolução e conhecer as praças históricas de Havana, mas ficamos sabendo que teria show de rumba no Callejon de Hamel e rumamos para lá. Tava lotado de turistas. Como o Callejon de Hamel fica no caminho para o Vedado, então o roteiro ficou para curtir as coisas desse lado da cidade. Passamos pela Universidade de Havana, Hotel Havana Libre (que antes da revolução era Hilton), Avenida 23 (onde almoçamos um prato delicioso de cerdo - porco - por 15 CUCs). Como não poderia deixar de ser tomamos sorvete na Copélia. Se você assistiu o filme Morango e Chocolate (Fresa y Chocolate) vai entender a emoção de estar ali. A fila para pagar em moeda nacional, baratíssimo, tava durando 3 horas, pois era um domingo de sol. Para os turistas que podem pagar em CUC, bem mais caro para o cubano, sem fila. Descemos a Avenida 23 em direção ao Malecon, mas para ir ao Hotel Nacional, um equivalente do nosso Copacabana Palace que nunca entrei. Lá eu sabia que poderia ficar nos seus jardins apreciando a vista e tomando uns mojitos. Foi bacana descansar na sombra, pois o calor tava forte. Ao sair dali fiz um clássico programa de turista: andar naqueles carrões conversíveis. Combinei com o motorista para dar uma passadinha na Plaza da Revolução para tirar umas fotos dos murais do Che Guevara e do Camilo Cienfuegos antes dele retornar para o Centro de Havana pelo Malecon. A noite mais uma pizza e cama. O dia seguinte era de ir a uma praia no Caribe. 4º dia Bate e volta a Varadero Estava fora de cogitação ficar hospedado em resort em Varadero, mas tinha muita vontade de conhecer essa praia. Li muito sobre o transporte para ir e voltar. Sabia os horários da Via Azul, empresa de ônibus cubana, mas também sabia que teria que ir a rodoviária, que é um pouco longe do Centro, para fazer reserva da passagem e ainda teria que chegar com certa antecedência para garantir meu lugar, mais duas horas e meia de estrada. Resolvi ir de taxi compartilhado que nos pega na porta da casa onde estamos hospedados e voltar pela Via Azul. Foi a melhor escolha, visto que os ônibus na volta param tanto no Centro como no Vedado, o que te economiza tempo e dinheiro com taxi. O taxi compartilhado da ida era uma camionete estilo rural, e um pouco apertada para quem tem pernas longas. O motorista nos deixou no terminal da Via Azul. Fizemos as reservas da volta e fomos caminhando até a praia. E que praia! Um tom de verde e azul se mesclavam sobre nossos olhos. O mar piscininha, areia branca, etc. Valeu muito a pena. Almoçamos no La Viccaria, na Calle 38, e resolvemos andar no Varadero Bus Tour. Como as distâncias eram muito longas e o ônibus servia de transporte para os turistas dos resorts não descemos em nenhum ponto. Retornamos para próximo do terminal e ainda deu tempo para um último mergulho na naquela praia maravilhosa. 5º dia Finalmente íamos conhecer o Museu da Revolução. Foi indispensável e ficamos bastante tempo lá. Saindo de lá só passamos pelo Bodeguita del Médio e rumamos para as praças históricas de Havana: Catedral, Plaza de Armas, Basílica de San Francisco e Plaza Vieja. Passamos pelo Museu do Rum, mas não entramos porque tínhamos encomendado uma almoço de comida criolla na casa da Dona Cândida. Mas deu tempo para saber que a barca para o outro lado da baía de Havana funcionava até a meia noite dando tempo de ir e voltar para a Cerimônia do Canhonaço sem precisar pegar táxi. Almoçamos aquela comida maravilhosa: lagosta de novo e dormimos. Acordamos já com o sol se pondo, o que em Havana acontece às 20 horas. Pegamos um táxi até o terminal de ferry. Não tem um ticket que você possa comprar. Você coloca uma moedinha na mão do funcionário e vai entrando. Fui perguntar e ele disse que era um CUC. Sabia que erma 10 centavos e para não perder viagem acabei dando um pouco a mais. Ali no terminal tem duas barcas para Regla e Casablanca. Para ir ao forte La Cabana, onde tem a cerimônia é a barca pra Casablanca. Pergunte antes de entrar. Passamos direto pelo Cristo de Havana (sim, tem lá) e pela cabana do Che. A Fortaleza de La Cabana, onde acontece a cerimônia, tem o por do sol mais bonito de Cuba. Dali você observa toda a Havana, o Malecon, etc. O segredo é você chegar antes da cerimônia que acontece todos os dias 21 horas. A cerimônia do canhoazzo é um espetáculo a parte. Na volta fomos pelo mesmo caminho, mas tava uma escuridão só. Apesar de Cuba ser muito segura, aconselho a voltar de táxi, mas a ida de barca é muito boa e para um final de tarde será umas caminhada incrível. Continua
  23. Em maio de 2017, eu e uma amiga viajamos 22 dias pela Ilha. Fomos para Havana (03 noites), Varadero (04 noites), Santa Clara (02 noites), Santiago (02 noites), Trinidad (02 noites), Ciefuegos (02 noites), Viñales (02 noites) e, por fim, voltamos para Havana (04 noites). Fotos: https://www.instagram.com/despacito_en_cuba/?hl=pt-br Curso de Espanhol: da próxima vez que for à Cuba, quero fazer duas semanas de aula na Universidade de Havana. Eles tem cursos de espanhol e de cultura cubana para estrangeiros: http://www.uh.cu/cursos-de-espanol Hospedagem: Ficamos em casas de família (+- 20 CUC/noite/quarto). Saímos do Brasil com quase tudo reservado. Grande erro. Em baixa temporada, é possível encontrar boas casas sem reservar antecipadamente e negociar o preço. https://www.mycasaparticular.com https://www.airbnb.com.br/ Alimento: Na maior parte da viagem, comemos em restaurantes populares, pagando em moeda nacional (+- 2CUC/noite/prato). Seguro viagem: Fizemos um aqui no Brasil e não nos foi solicitado em momento algum, porém, uma amiga precisou se internar no hospital por uma crise de bronquite e foi necessário para cobrir os gastos (sim, os hospitais, para os cubanos, não é pago, mas nós não contribuímos com o sistema e precisamos pagar pelos serviços). 1. HAVANA Em trinta de abril, chegamos à Havana para participar, no dia seguinte, do 01º de mayo. Milhares de cubanos nas ruas. Caminhamos em paz, sem a polícia nos amedrontando com seus carros e cavalos a empurrar os manifestantes e sem suas armas em punho apontadas para a multidão. Trabalhadores, crianças e estrangeiros com cartazes repletos de mensagens pedindo o fim do bloqueio, exaltando seus líderes e suas conquistas revolucionárias. Ficamos em casas de família e isso nos indaga até hoje. Como conviver com o fato de pagarmos 20 CUCs por noite quando o salário médio é de 18CUCs? Ouvimos que o governo pretende regulamentar a hospedagem particular para evitar que se crie uma grande disparidade social, o que tem ocorrido muito com as atividades ligadas ao turismo. Os cubanos são especiais. Todos querem conversar, sem pressa, sem o tempo do capital que nos isola e nos escraviza. São abertos, curiosos, adoram ouvir, falar sobre suas vidas e sobre a história de seu país. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. Saudade das cores, da vida pulsante nas ruas, da música que se ouve em cada esquina.... Em todos os prédios há placas em homenagem aos mortos que lutaram pela Independência e pela Revolução e até as notas de CUPs são estampadas com seus heróis. Todos sabem dizer quem são e o que fizeram pelo país. PASSEIOS Caminhar sem destino por Havana Vieja é viajar no tempo e sentir o paradoxo que Cuba nos traz o tempo todo. MUSEUS Visite os museus todos (o de Bellas Artes, o da Revolução, da África...) e converse, pergunte, questione. Os cubanos adoram conversar, contar sobre suas vidas, suas histórias. Conversar é uma ótima chance de entender o que foi a Revolução e como é o dia-a-dia das pessoas. Em geral, quem tem contato direto com o turista tende a apresentar uma realidade diferente das pessoas que estão fora deste circuito. MÚSICA Infelizmente, em maio a FAC (fábrica de arte cubana) estava fechada. Verifiquem se estará aberta quando forem, dizem que é maravilhosa!!!!! Vá ao Bodeguita del Medio e, se puder, conheça o músico Alessandro. Pessoa doce e inteligente. Diga que brasileiras nipônicas mandaram abraços. Dance e ouça son pelas vielas de Havana Vieja. Num bar pequeno (se não me engano, o The Tavern), descobrimos a banda "Andy´s son". Simpáticos e talentosos. Ouça jazz no La Zorra y El Cuervo e, por sorte, também, descobrimos em um restaurante bem pequeno, no meio de Havana Vieja um trio de mulheres tocando jazz. Lindo! No primeiro dia de viagem, acabamos caindo na conversa de uma cubana que nos disse que haveria um show com alguns integrantes do Buena Vista em comemoração ao Primeiro de Maio. Fomos e o show, apesar de muito bom mesmo sem os integrantes do grupo, foi bem turistão, num prédio antigo super bonito: Sociedad Cultural Rosalia de Castro. FREE WALKING TOUR No último dia do retorno à Havana, fizemos o walking tour pro fechamento da viagem. Recomendo. Os meninos são bem preparados e é muito interessante acompanhar os europeus e americanos descobrindo o que foi a Revolução. LIVRARIAS Havana tem muitas livrarias e uma feirinha incrível de livros, discos e bottoms históricos perto da Plaza de Armas. Dicas: livros de fotografias são bem mais baratos que no Brasil. VARADERO Fomos para Varadero. Reservamos um apartamento, bem longe dos resorts, num bairro residencial, sem a loucura do turismo. Foi uma das nossas melhores escolhas. Lá, pensei que havia perdido meu passaporte, o que me fez passar um dia na delegacia e conhecer seu funcionamento. A cidade toda se pôs a nos ajudar, os vizinhos abriam suas casas para conversarmos e tomarmos café, saíam pelas ruas a procurar o documento e, quando passávamos, queriam saber se já o havia encontrado. DANÇA Em Varadero, saíamos para dançar. Fomos as três noites à Calle 62. Um palco ao ar livre em que uma banda toca ao vivo. Turistas e cubanos se misturam e dançam a noite toda! Não fomos à Casa de La Música, pois é uma casa fechada, estilo balada. COMO CHEGAR Fomos de táxi compartido de Havana (20 CUCs por pessoa). SANTA CLARA Visitamos, na cidade, a Federação de Mulheres Cubanas. Lá, conhecemos o trabalho da Vilma Espín, esposa de Raul, que lutou na Sierra e coordenou a implementação dos direitos das mulheres durante a Revolução. Hoje, seu trabalho é continuado por sua filha Mariela, que milita junto à comunidade LGBT de Cuba. Aprendemos sobre as creches e escolas cubanas, sobre a licença maternidade, que, também, pode ser estendida aos avós ou ao pai. MARAVILHOSAS! Conhecemos uma farmacêutica que havia participado de uma missão na Venezuela e nos contou suas impressões e o quão importante é conhecer os rincões de miséria do mundo para que as gerações atuais vejam Cuba e entendam seu sistema. Isso nos foi falado por mais de uma pessoa e, perplexas, ouvimos caladas sobre como foi a recepção brasileira aos médicos cubanos. Há uma escola em Santa Clara em que são ensinados idiomas para os trabalhadores. Conhecemos o Professor Mário, que dá aulas de português. Simpático e curioso. Se puderem, vão até lá e assistam uma aula. HOSPEDAGEM Reservamos uma casa pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/15561338 Os proprietários desta casa são um engenheiro e uma médica. O casal tem uma visão diferente sobre o socialismo. Ele, engenheiro, e quem cuida do turista, é contra o regime. Ela, médica e professora, a favor. COMO CHEGAR Fomos de ônibus, Via Azul, de Varadero (+- 200km - 3 horas de viagem). PASSEIOS - Memorial e Museu do Che: imperdíveis. Há uma livraria na entrada, com muitos livros sobre a revolução. Quando fomos, tive uma conversa de longa e imprescindível com o vendedor, que me falou sobre seu dia-a-dia, sobre o funcionamento dos CDRs e da Federação de Mulheres Cubanas, contou-me sobre as eleições e seu cotidiano. (http://www.parlamentocubano.cu/index.php/x-cuba-aplicacion-movil-para-android/) Nossa lógica de candidaturas políticas pelo marketing é completamente absurda para eles, que tem representantes de bairros, zonais, distritais... - Monumento à Tomada do Trem Blindado - Estátua do Che y el niño e Loma del Capiro Vale a pena ir à Loma del Capiro e estudar sobre o monumento. Quando fomos, o pintor Michael estava por lá e nos contou a história da tomada da Loma, seu significado e batemos um papo sobre Brasil, Rússia, Cuba... SANTIAGO DE CUBA HOSPEDAGEM Reservamos uma pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/8591172 Casa grande, arejada e localização boa. COMO CHEGAR Fomos de ônibus, Via Azul. A viagem de Santa Clara a Santiago é longuíssima. Quase 12 horas!!!! Se puderem, façam uma parada em alguma cidade intermediária. ONDE COMER Em todas as cidades procuramos comer nos locais mais populares e frequentados por cubanos, gastando, no máximo, 2 CUCs. Aqui em Santiago, decidimos almoçar em um restaurante de frutos do mar e não nos arrependemos! Recomendo o Thoms Yadira Restaurant. MARAVILHOSO e o preço não é caro! https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g147273-d12507816-Reviews-Thoms_Yadira_Restaurant-Santiago_de_Cuba_Santiago_de_Cuba_Province_Cuba.html PASSEIOS - Cemitério Santa Ifigênia: onde estão enterrados Fidel, José Martí e os combatentes do Quartel Moncada. - Centro Histórico de Santiago - Plaza del Céspedes - Museu Bacardi - Casa Diego Velazquez - Catedral Nossa Senhora da Assunção - Museus Fomos ao museu do Carnaval, ao Museu Bacardi e ao Museu da Luta Clandestina. Valem a peNa a visita e solicitem sempre um guia! Se tiverem sorte, haverá músicos no museu do Carnaval fazendo um som! - Cuartel Moncada y Hospital Militar Em Santiago, não se pode deixar de visitar o Hospital Militar e, ao seu lado, o Cuartel Moncada, cuja tomada deu início à Revolução de 1959. - Livrarias e Galerias de Arte Infelizmente, a livraria Escalera estava fechada nos dos dias em que estivemos em Santiago. Dizem que é linda, com as paredes repletas de livros e cheia de raridades. Nas nossas andanças pela cidade, conhecemos uma galeria de arte, bem próxima ao Museu do Carnaval. As obras de "Ache" estão lá expostas e contam as histórias de Alejo Carpentier. Vale a pena a visita e a conversa! Em todas as cidades que visitamos fizemos as visitas nos museus com guias, que são preparadíssimos. Antropólogos, historiadores e profundos conhecedores do seu país e da sua arte, cujo trabalho é valorizado pelo Estado e pela sociedade. Voltamos com muitas cartas para escrever e com a vontade de voltar. TRINIDAD COMO IR Santiago a Trinidad, fomos de Via Azul, durante a madrugada. Viagem longa. 10 horas, aproximadamente. PASSEIOS Trinidad é um charme! Ruas de pedra e construções coloridas, bem conservadas. Galerias de arte por todo canto e muita música. Se derem sorte, poderão ver os artistas pintando em seus ateliês. MUSEUS Na Plaza Mayor estão localizados diversos museus: - Museu Romântico: Antigo palacete, onde é possível ver afrescos originais e móveis da época. - Museu de Arqueologia: Objetos de pedra, cerâmica e ferro narram a história de Cuba. Vale a pena bater um papo com a diretora do local sobre a Revolução e o que esta modificou na estrutura social de Cuba, principalmente, em relação aos negros! - Casa de Rafael Ortiz Exposição de artes e uma vista maravilhosa da cidade. - Torre da Igreja de San Francisco Bela vista da cidade. - Museu da Lucha contra Bandidos Um pouco mais sobre a história de Cuba e as inúmeras tentativas americanas de colonizar a Ilha. MÚSICA Por todo lugar, ouve-se música. Afrocuban jazz, rumba, son, salsa. Fomos a um restaurante pequeno, numa rua qualquer, e lá ouvimos bossa nova! Há, também, o Palenque de los Congos Reales, que, no dia, assistimos a uma apresentação de música tradicional cubana. E, à noite, dançamos salsa e ouvimos uma banda ao vivo nas escadarias da Casa de la Musica. Trinidad é uma delícia de cidade. Gostaríamos de ter ficado mais tempo! CIENFUEGOS Em Cienfuegos, visitamos o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Tivemos uma sorte enorme de conhecermos Miriam, uma mulher incrível, poeta e que leu um poema escrito por ela em homenagem a Che Guevara para Chávez. Cienfuegos foi a cidade dos encontros. Nos hospedamos na casa de duas professoras aposentadas fofíssimas! Milhares de livros sobre a Revolução e móveis que pertenceram aos seus bisavós! Entusiastas e conscientes das mudanças sofridas em Cuba. Em sua casa, diversas homenagens pela participação ativa na formação de crianças e na atuação nos CDRs em prol da construção de uma sociedade melhor. ONDE FICAR RECOMENDADÍSSIMAS: https://www.airbnb.com.br/rooms/16749933 Esta é a casa de Gladys e Miriam: COMO CHEGAR Fomos de táxi compartilhado. A viagem de Trinidad a Cienfuegos é curta, porém, se decidirem ir de ônibus, comprem os tickets assim que chegarem!!!! As passagens esgotam rapidamente. PASSEIOS Fomos para a cidade no feriado do dia das mães, logo, pegamos a cidade vazia e tudo estava fechado. Caminhamos pelo centro, visitamos os prédios e os museus, que nos decepcionaram bastante. As guias quase nada explicavam e, muitas vezes, fingiam que não havia visitantes. - Teatro Tomás Terry Infelizmente, o teatro não está bem conservado, porém, vale a visita. - Sorveteria Coppelia Tradicional sorveteria cubana e com ótimo preço (pago em CUP). - Caminhe pelo Malecón de Cienfuegos. Quase ao final, visite o Palácio do Valle, cuja arquitetura tem forte influência árabe e, de lá, assista ao pôr-do-sol. Belíssimo! Ao lado, há o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Se tiverem sorte, serão recepcionados por Miriam, uma mulher incrível, poeta e que te contará como foi a recepção da comitiva venezuelana. - Punta Gorda A vista e o caminho até lá são bem bonitos, porém, nos decepcionamos com o lugar. Muito cheio e não nos pareceu que a água seja limpa. VIÑALES Dormimos duas noites em Viñales. Cidade com muito verde, casas coloridas, cavalos e céu espetacular. As fazendas, antes pertencentes a poucas famílias, com a Revolução, passaram a pertencer a pequenos agricultores após a Reforma Agrária. Vá até o mirante e, de lá, observe o sol se pondo atrás dos mongotes ouvindo os passarinhos. Infelizmente, não tivemos mais tempo para outros passeios. Porém, se tiverem, dizem que os Cayos são lindos, assim como alugar uma bike e ir para as cavernas! MÚSICA Pague dois CUCs e vá dançar na Casa de La Música. Cuba nos deixou com o sonho de que, sim, podemos viver em um país em que o tempo de vida é determinado por aquilo que nos dá prazer, pelo conhecimento do outro, pelo tempo do estar junto e de se formar como ser humano, pensante, musical, culto e altruísta. O povo cubano é consciente do que vive. Nos davam aulas de história sobre seu povo, sobre o orgulho de terem sempre lutado, por sua independência, pela Revolução e pela manutenção desta. Logo que chegamos, havia em todas as ruas papéis convocando a população para a Assembléia de Prestação de Contas dos CDRs. A questão do regime é controversa. A impressão que tivemos foi a de que muitos dos que vivem em contato com o turista já não são mais a favor do socialismo, talvez, por pensar que, caso implementado o capitalismo, seriam como essa porcentagem mínima que consegue ter a grana necessária para viajar e ter acesso a bens de consumo, já que a miséria do capital não chega até eles. A maior parte das pessoas que conversamos fora do roteiro turístico é a favor do regime e consciente das conquistas deste. Cuba nos mostrou o quão desumano é ser criado sob o capitalismo. Vivenciamos e nos percebemos formadas sob a cultura do medo em oposição à beleza e à liberdade da vida cubana, que não tem medo do outro, que ocupa suas ruas e cria suas crianças livres. Que as escolhas profissionais podem e devem ser feitas por prazer, por aptidão. Hoje, voltamos (e vivenciamos) com a certeza de que a formação do homem sob o socialismo o torna mais humano, mais solidário e empático. Viva Cuba! Dicas finais: - Cuba toda é muito segura! - CONVERSEM! Conversem com todas as pessoas que puderem. Desde os proprietários das casas, os garçons, os guias dos museus, as pessoas que sentam ao seu lado nas praças, com os taxistas. Os cubanos, em geral, são abertos, curiosos e adoram ouvir e falar sobre suas vidas. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. - alugamos uma bicicleta pra nos locomover de Havana Vieja a Miraflores. Conhecemos muitas ruas e bairros diferentes. Foi intenso, diferente, porém, os habaneros não estão acostumados com ciclistas. - negocie tudo! - ande com CUCs (pesos convertibles) e CUPs (moneda nacional). - se possível, leia todo os dias que estiver em Cuba os jornais. - procurem a Casa de la Musica da cidade. Em geral, a programação é ótima e os prédios, históricos e bem conservados.
  24. É impossível estar em Cuba pensando somente em fotografia, que normalmente é meu motivo para viajar, pois acabamos provando superficialmente o gosto do socialismo imposto por Fidel na revolução cubana, que muitos cubanos chamam de "fidelismo". Eu, particularmente, não sou fã do regime, mas é também é impossível não ficar fã do homem que teve coragem de enfrentar os americanos e o embargo imposto por eles, inclusive depois da crise com a quebra da URSS. Conversei com muitos cubanos, dos idosos aos jovens e nenhum deles falou mal de Fidel e fica claro que ninguém estava feliz com a "segunda colonização" que acontecia antes da Revolução. Em suma, ao retornar agora, preciso ler mais sobre a história para entender tudo o que vi, mas aparentemente, os cubanos são felizes com o pouco que tem, pois é certo que educação, saúde e segurança não faltam à população. E aí nos questionamos como o nosso governo não nos provê o básico com o tanto de impostos que pagamos. ​ Voltando a falar de turismo... Cuba merece mais que os doze dias que passei por lá. Eu gostaria de ter planejado melhor e ter esticado à Santiago de Cuba e a outros cayos, mas era o que tinha de férias, então curti o máximo que deu. ​ A chegada ao Aeroporto José Martin não nos deixa dúvidas que chegamos à Cuba, o ar é puro cheiro de fumo, as paredes são vermelhas e no estacionamento os carros da década de 50 já encontram-se à vista, com suas cores vibrantes que combina com a alta temperatura. Faz calor em Havana, muito calor! Talvez seja esse o motivo das funcionárias da aduana usarem saias tão curtas (a la década de 60). Eu segui uma dica do blog Viaje na Viagem do Ricardo Freire que indicava um quarto específico para alugar e quando entrei em contato por email, os quartos já estavam preenchidos, mas ela prontamente me conseguiu outro e também providenciou um táxi para me buscar no aeroporto. Foi um alívio ver uma plaquinha com o "Flávia Moreira" escrito. Afinal, não há como confirmar muita coisa ou fazer o pagamento para garantir. Eis que o táxi segue para meu destino que é uma verdadeira incógnita, mas uma coisa é interessante​, não passamos por nenhuma construção alta e enfim chegamos ao destino: Casa Petronila​, que fica em um prédio de três andares, dentro de um pequeno condomínio, rodeado de plantas. Petronila é uma senhora de seus oitenta anos, que nos recebe com toda sua fofurice. Fiquei em uma suíte ampla com ar condicionado, tv (que não usei), ventilador e até geladeira por 30 CUCs (cerca de R$ 100,00) e em um hotel eu pagaria no mínimo uns R$ 600,00, sem falar no importante fator social. A liberalidade do governo em permitir a cessão dos quartos deve ter melhorado a vida dos cubanos, que pelo pouquíssimo que vi não é mole! Organizei minhas coisas e tomei o caminho da rua, pois tinha que ir à uma agência para ver meu passeio para Cayo Largo, uma ilha à quarenta minutos de Havana, que teoricamente seriam​ meus únicos dias de descanso, ou seja, eu me daria de presente férias das férias. Rosa me umas dicas de como chegar ao Habana Livre, o hotel onde fica a agência, segui até à avenida 23 no final da rua e fiquei esperando os táxis compartilhados pararem. Simples assim: você faz sinal, pergunta pelo seu destino, se rolar um "sí", você sobe e o cara te deixa lá por um pouco menos de um CUC. Os táxis coletivos são todos carros antigos e, nesse primeiro dia, eu peguei uma Rural, cujos bancos me lembraram um pau de arara. É claro que eu paguei mico para entrar, mas não vou entrar em detalhes (rindo pacas ao lembrar, principalmente porque o cara me chamou de senhora.. hahahaha). Fiquei um tempão esperando para ser atendida na Cubatur, mas enfim reservei o voo e hotel para o segundo dia, mas não é certo fechar, porque eles só confirmam o voo um dia antes e depois das 15:00. Ou seja, você paga tudo, recebe o voucher só do hotel e reza. Segurança zero. ​ Saí dá agência com a fome de dez etíopes e parei no restaurante do lobby e pedi um frango grelhado com fritas e uma coca-cola (Nem acreditei, um amigo tinha me falado que era impossível tomar uma, já que nada americano entrava em Cuba, depois descobri que importam do México). Fome aplacada, dei uma volta pelas proximidades, troquei moeda e fui até à famosa sorveteria Copelia. ​ A Copelia é uma sorveteria do governo, portanto subsidiada, uma ensalada, que é uma cumbuca com cinco bolas, custa cinco CUPs, o equivalente à 0,20 de CUC, ou seja, aproximadamente R$ 0,70. Fica em uma praça bem próxima do Hotel Habana Livre e tem várias seções, sem marcação oficial para os cubanos ou turistas, pode até ter, mas eu não identifiquei facilmente e entrei na primeira fila que vi e era de cubanos. Em dado momento, perguntei ao rapaz a minha frente como funcionava, que me explicou e aí percebi que estava no lugar errado, então ele convidou a subir com ele. Fui né?! E acabei nem pagando meu delicioso sorvete de plátano (banana), apesar de insistir para pagar inclusive o dele, porque acredito que para mim o valor é muito pouco. Conversamos bastante, ele me explicou​ como eram os subsídios e exemplificou que com três empregos tinha uma renda mensal de 800 CUPs (32 dólares), que a cesta básica dada pelo governo através das cadernetas só durava uma semana e que mesmo complementando com compras em CUP, o orçamento era muito apertado. No final, ele me ajudou a pegar um táxi para retornar à minha casa, mas antes me perguntou se nos veríamos de novo e se eu gostaria de ir a sua casa. Muito engraçado! O táxi me deixou a duas quadras, no caminho um senhor puxou assunto, falando sobre as questões econômicas de Cuba, me mostrou foto da filha e contou sobre suas condições de trabalho, perguntou até se Temer estava sendo melhor que Dilma. Pensei logo que ia pedir algo, mas não, era só um papo mesmo. Se fosse no Brasil, já estaria com medo. Eu acho que como os cubanos tem dificuldade de sair do país, eles aproveitam a oportunidade de conversar com os turistas para conhecer o mundo. Já no meu quarto, tomei um super banho e dormi por doze horas. Então oficialmente chegamos ao primeiro dia de roteiros definidos. De casa já havia decidido por tomar o café na própria casa, pagando o extra de 5 CUCs, que valeu pela disponibilidade e qualidade, com café, leite, suco, frutas, pão, queijo, presunto e ovos (chega a ser um exagero!). Na mesa, um casal e filha franceses e um rapaz que somente depois de dez minutos identifiquei como brasileiro. Comentei que havia contratado um walking tour e que o guia me pegaria em casa, ele resolveu ir comigo e rachamos a despesa, ele também fotografa e foi ótimo ter companhia. A guia da Nosotroscubaneamos (http://www.nosotroscubaneamos.com), Maria Aidee, chegou pontualmente e tivemos oito horas de caminhada no centro histórico de Habana Vieja, com excelente detalhamento da história, dicas e uma simpatia fantástica. Finalizado o tour, eu e o gaúcho continuamos por nossa conta, sentamos em uma cervejaria artesanal na Plaza Vieja para fazer hora para o pôr do sol e para o Cañonazo, a cerimônia do disparo de canhão no Fortaleza de la Cabaña, que Maria já tinha nos dado todos os detalhes, pois temos que usar um túnel subterrâneo para passar ao outro lado da baía. Fomos de táxi e na volta nos aventuramos ao pegar o ônibus comum (mesmo com todo o terrorismo dos blogs de viagem que dizem que é impossível) e foi bem tranquilo. É uma cerimônia historicamente interessante, pois no período colonial, davam-se tiros de canhão ao final de cada dia para informar aos cidadãos que os portões da cidade estavam fechados e o acesso à baía estava bloqueado. O tiro do canhão desferida por soldados vestidos à caráter ocorre pontualmente às 21:00. Saltamos do ônibus no Malecon e ainda andamos um bom tempo para aproveitar o movimento da noite com o pessoal na mureta batendo papo, namorando e ouvindo música, e o que é mais legal, sem risco de assalto, fiquei com inveja do cotidiano deles. Chegamos em casa já passava das dez. Rosa me esperava com a confirmação do voo para Cayo Largo e já tinha até me arrumado um táxi que me pegaria às 3:40 da manhã. Lá foi embora meu sono em dia... ​ Então vamos falar sobre Cayo Largo... É uma boa opção? Sim, mas não para quem viaja sozinha. Para mim, particularmente, acabou sendo bom, porque eu estava muito cansada e não ter o que fazer foi uma excelente opção, porque se me conheço, estando em Havana eu ia querer fotografar tudo e iria me meter em todos os cantos. Fiquei por duas noites, mas praticamente três dias porque cheguei bem cedo e aproveitei para ir à Praia Sirena, uma das mais lindas que estive nos meus quarenta e três anos, areia branca como açúcar e mar verde esmeralda que faz o azul do céu ficar sem graça. No segundo dia ia fazer um tour de dia todo na Ilha de Las Iguanas, mas o tempo estava nublado e estava mesmo sem saco de ficar cheia de sal, areia e trânsito de barco e acabei deixando o dia me levar: acordei um pouco mais tarde, tomei café com bastante calma e fiquei em Playa Blanca (do hotel), que tem uma faixa de areia mais estreita. Como é uma época de baixa temporada, estava completamente vazia e foi bom hein.... Eu + eu mesma... Apareceu o guarda vidas com seu perro de cinco meses, ficamos cinco minutos conversando e mais nada, ótimo para quem não quer nada com o mundo. Saí da espreguiçadeira já quase na hora do almoço, mas parei ainda na piscina do hotel para dar umas braçadas (fazia tempo... e como gosto de nadar... sou definitivamente uma pessoa de hábitos individuais). Almocei a comida ruim do resort acompanhada de uma cerveja boa. Voltei pro quarto pra dar uma descansada, mas liguei a tv e acabei me deparando com a semifinal de Mônaco x Juventus. Às quatro fui enfim fotografar na praia, planos mais fechados, para fugir do mais do mesmo. Parei no bar, tomei um "sex in the beach" e o baby barman fez graça com o drink que respondi prontamente com piada: "no me gusta, tiene arena". Começou a armar um temporal, ao invés de tomar o caminho do quarto, preferi tomar outros drinks agradáveis com rum e assistir a chuva cair. Linda, por sinal e passageira. Deitei cedo. ​ Último dia, um pouco menos nublado e voo confirmado para tarde, não daria tempo de ir à Isla de las Iguanas. Fiquei batendo um bom papo sobre budismo e mantras com uma funcionária da piscina, consegui que o DJ me liberasse umas músicas cubanas em um cartão de memória, fui à praia e só! Depois do almoço peguei o rumo do aeroporto que ao invés de pousar em Havana, pousou em Barracoa e de lá foi ônibus. Inacreditável esse aeroporto, que se restringe a uma sala, menor que a rodoviária de Lumiar. No centro de Havana peguei o táxi coletivo e em cinco minutos estava no destino, com uma novidade espetacular, já que o meu primeiro quarto estava ocupado, fiquei na casa da outra filha da Petronila, Mayita e seu marido Luís, dois fofos! Amei! O custo total para Cayo Largo com o voo e duas noite no all inclusive Villa Iguana foi de 340 CUCs (o hotel tem uma estrutura bem legal, fica em uma praia muito da linda, mas a comida não é boa). Resolvi fazer minha primeira tentativa de sair à noite sozinha, Mayita e indicou um restaurante chamado Karma. Antes passei na Fábrica de Artes que estava fechada. Havia fila e duas brasileiras nela, puxei assunto e elas me convidaram para ficar na mesma mesa. Fui né, exercitando a oportunidade de socializar e tive sorte porque as meninas eram divertidas, tomamos mojitos e fomos expulsas do restaurante, não por mal comportamento, mas porque queriam fechar. Uma delas deu ideia de irmos a Casa de La Música, uma casa de salsa e nos acabamos até às 3 da matina. ​ Mesmo dormido pouco, levantei cedo para aproveitar a manhã antes de ir para Trinidad e fui fazer uma visita aos mortos no cemitério Cristóbal Colon, o segundo maior do mundo. É escandalosamente fantástico com obras primas sobre os túmulos, de lá segui (a pé) para a Plaza de la Revolucion (e é longe pacas!), cujo simbolismo histórico chegou a me deixar emocionada, pois foi o local onde Fidel fez seus emblemáticos discursos, inclusive a memorável convocatória à população para o programa de alfabetização em massa de 1961. As esculturas em arame de Che e Cienfuegos foram introduzidas aos prédios governamentais em 1995, tornando o lugar mais interessante ainda. ​ Às duas, o táxi compartilhado para Trinidad passou na casa para me pegar. A viagem foi muito cansativa e desconfortável espremida atrás com um casal de italianos. Acho que indicaria fortemente encarar um pouco mais de tempo no ônibus da Viazul. Encontrei o gaúcho nas escadarias da Casa de La Música, jantamos e voltei pra casa. Estava muuuuuuito cansada. Fiquei hospedada na casa Blue Media Luna, pela indicação de uma amiga e através do site Mycasaparticular, muitíssimo bem localizado, quarto simples, cama boa, ar condicionado, café da manhã gostoso e o atendimento VIP do Tony, dono da casa, uma das pessoas que mais amei nessa viagem, cara bom astral e super disponível. Trinidad é uma cidade tombada pela UNESCO, com seu casario colonial e ruas de pedra (opte pelo tênis ao invés do chinelo). Um paraíso fotográfico. Fiquei três noites e dois dias inteiros, há muitos roteiros com passeios pelas redondezas eu fiz somente o Vale dos Ingenios e gastei meu obturador pelas ruas da cidade, que também é especialmente musical com bandas nos muitos bares e na escadaria da Casa de La Música a partir do fim da tarde. Para fechar uma das noites, ainda fomos a uma boate chamada La Cueva, que funciona dentro de uma gruta, com uns cubanos que conhecemos e aí foi a vez do reggaeton. A cidade também é muito musical, com a salsa em todos os lugares. ​ Resolvi voltar para Havana com um escala em Santa Clara e para tal Tony me conseguiu um táxi compartilhado em uma wagon de 1950. Um barato! O propósito era ir ao mausoléu de Che e valeu demais. Acho que tenho andado sensível, pois fiquei bem emocionada. Em 1987, Fidel acendeu uma chama que nunca se apagou com o propósito de manter a memória de Che para toda eternidade. Para voltar a partir de Santa Clara, fui até a rodoviária (um horror, por sinal), mas acabei me rendendo a novo táxi compartilhado. O povo cubano sabe otimizar. Em suma, eu chegaria às 19:00 e consegui chegar às 17:00. Em meia hora já estava de banho tomado e fui para a rua de novo, passei no Hotel Nacional para fechar meu tour à Viñales e fui ver o pôr do sol no Malecon e acabei andando uns 5km do hotel até o forte de la Punta com ida e volta. ​ Fui jantar no Farallon, por indicação certeira da Rosa, as brusquetas estavam divinas e o espaguete ao pesto fantástico! E mais uma vez brasileiros no restaurante e eu na careta puxei assunto e assim como antes, fechamos o restaurante no bate papo. No dia seguinte fui de excursão para Viñales, porque faltando dois dias para ir embora fiquei com medo de não conseguir um compartilhado. Se arrependimento matasse eu já teria até reencarnado. Busão, lugares para lá de "fisga-turista" e um tal de para, salta, 5 minutos e volta dos infernos. E para ajudar minha irritação, estava cheio de americanos, o que achei um absurdo, com todo o embargo eles não deveriam ter a cara de pau de ir turistar em Cuba. Não paramos na cidadezinha, somente passamos. Nem a fotografia, já que é um local bem bonito me deu tesão. Um tremendo desperdício. Não que eu indique não ir, mas deve-se ir por conta, acho que se tivesse pago o privado com a Nostroscubaneamos, estaria muito mais feliz. ​ Os últimos dias foram dedicados à retornar a Habana Vieja, andar mais a pé e ir aos pontos que havia marcado no guia e tinha deixado passar, como por exemplo: Museu de la Revolucion, Bodequita del Medio e Callejon Hamel. Em Havana, praticamente para me locomover, usei os pés ou o almedron (táxi compartilhado que expliquei acima). Um outro local que fiquei frustrada em não conseguir fazer a visita guiada foi à Fábrica de Charutos Partagas (atrás do Capitólio), que tem uma história fantástica: inaugurada em 1845 por Don Jaime Partagás que era um homem apaixonado pela beleza feminina, dono de vegas em Vuelta Abajo, visitava frequentemente suas plantações com o fim de observar de perto os progressos, mas também na tentativa de desfrutar alguns romances. Amores, ciúmes e vingança estão relacionados com seu assassinato. Foi encontrado morto em misteriosas circustâncias em uma de suas vegas. Era um visionário e tinha um funcionário contratado para fazer a leitura de livros para reduzir o tédio do trabalho dos torcedores (profissionais que enrolam manualmente os charutos). Cuba tem duas moedas: o CUP, peso cubano, que é usado pelos cubanos e o CUC que é o peso convertido, que está em paridade com o dólar. Um CUC equivale a 25 CUPs. Porém os preços em Cuba apesar de "dolarizados" são equivalentes aos brasileiros, por exemplo: * Taxi compartilhado: 1 CUC (mas confesso que muitas vezes paguei 10 CUPs como os cubanos pagam). Só usei taxi comum para ir e voltar do aeroporto (25 CUCs na ida e 20 CUCs na volta) e no dia que saí de madrugada para Cayo Largo (10 CUCs). De resto só dava eu o os compartilhados. * Refeição: meu record foi 13 CUCs (mesmo assim porque teve mojito), ou seja R$ 45,00 (o que eu pago no almoço em um dia de trabalho) * Entrada na Casa de La Música em Havana: 15 CUCs. Em Trinidad: 1 CUC e a La Cueva: 5 CUCs. Muito mais barato que as baladas cariocas. * Cerveja: 1,50 CUCs em média (vale a dica de uma casa que vende bebidas no térreo do Hotel Habana Libre, as garrafas de rum estavam bem mais baratas lá) * Lembrancinhas, presentinhos e etc. - comprei muito pouca coisa, mas fui em uma feira de artesanato no porto de Habana Vieja, que funciona em um grande galpão, chamado Feira de San José. Os preços estavam bem melhores que na Calle O Bispo. * Charutos - comprei pouquíssimos, porque são caros pacas!!! Comprei meia dúzia em Viñales chorando... 6 por 20 CUCs, mas como um Cohiba estava 15 dólares foi um bom negócio. Para minha irmã e marido fumantes, trouxe uma caixinha de cigarrillos Cohiba por 6 CUCs a caixa com 10. * Hospedagem: média de 30 CUCs - Café da manhã: 5 CUCs De uma forma geral, eu gastei aproximadamente 65 CUCs/dia com hospedagem, alimentação e transporte interno. A esse valor, para fechar a execução orçamentária, deve-se adicionar os trechos entre cidades, os ingressos nos museus e os passeios feitos através de receptivo local. No final, eu gastei bem menos do que tinha colocado no orçamento. Cuba me encantou!!! As pessoas são ótimas, receptivas e falantes. Adoram os brasileiros, conhecem muito sobre nossa política e nossas novelas. O país inteiro é muito seguro! Não se ouve falar em assaltos!!!! Não me senti sozinha e como fotografo, a câmera faz muito companhia. Sobre o visto: não há stress. É só comprar a "tarjeta" no balcão de Serviços no Aeroporto do Panamá. Levar os 20 dólares trocados. Para ver as fotos, acessar: http://www.flaviamoreirafotografia.com/cuba Hospedagem: Havana - Casa Petronila - contato: [email protected] - Tel.: (+53) 53798966 (Rosa) ou (+53) 54224908 (Marianito) Trinidad - Casa Blue Media Luna - contato: Tony Lorente - Tel: (+53) 41 996781 (+53) 53807097 Cayo Largo - Villa Iguana (contratado via pacote com o vôo) ​ Taxi: Sr. Yorly (Pontiac 1955) - Tel.: (+53) 52422230 - email: [email protected] ​ Restaurantes: Vedado - El Farallon e Karma Malecon - La Abadia ​ Agências: Para contratar Cayo Largo - Cubatur Para walking tour em Havana e demais tours nas redondezas - Nosotroscubaneamos (espectacular atendimento que começa pelos emails da Geikis, super indico!) - [email protected] ​ ​ [/url]
  25. Em Maio de 2017, passei 6 dias em Cuba, fiquei 5 dias em Havana e 1 dia fiz um bate-volta em Valle de Viñales, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, e por isso, resolvi fazer um também! Eu vou focar nas dicas do que é importante saber e sugestões de passeios, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia por lá(até porque tenho memória péssima). Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais lá no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato/ Cuba O gasto total que tive por 6 dias foram de 300,00 euros(eu levei euro, pois o dólar tem uma taxação de 10%), isso com hospedagem/passeios/comida/transporte, era pra ter sido 400 euros mas fui roubado antes de chegar em Cuba(eu estava na Colômbia), por isso tive que ser mega-econômico, não fiz o bate-volta para Varadero que estava planejado, não andei de táxi, sai de noite pra curtir só um dia, e acabei bebendo bem menos mojitos do que gostaria hehehe. Apesar disso, percebi que poderia ter gasto bem menos, caso tivesse mais tempo, pois poderia ter ido pra Viñales e Varadero por conta, de ônibus(Via-Azul), e não no turístico que foi mais caro(67,00 euros, detalhes mais pra frente). Pra quem está pensando em fica apenas em Havana não deve gastar mais do isso que gastei não. Por outro lado, poderia ter gasto bem mais, principalmente se tivesse ido a lugares muito turísticos, bares e restaurantes mais conhecidos, cuja as refeições e drinks tem preços europeus, é sério, pagar mais de 20 euros num almoço não é algo comum pra quem mochila aqui na América do Sul. Dicas Gerais: Dinheiro, Cuba possui duas moedas, o peso conversível(ou só CUC) que é a moeda que os turistas trocam quando fazem o câmbio, e a outra é o peso cubano(ou só CUP), que é a moeda que os cubanos usam no dia a dia deles, cuidado para não confundir as notas e moedas, elas são parecidas, sempre confira o dinheiro antes de pagar e o troco também. Muitos lugares aceitam ambas, já outros só aceitam CUC, principalmente aqueles mais voltados para os turistas. A cotação fica assim, 1 CUC ≅ 1 Euro, e 1 CUC = 24 CUP, como dá pra ver, o peso cubano é beeem desvalorizado se comparada ao CUC, isso faz com que os cubanos procurem ganhar sempre em CUC, qualquer trocado que vc der, já vale bem mais do que eles costumam conseguir no dia-a-dia(aconteceu um causo engraçado comigo que explicita bem isso que conto mais pra frente). Tem lugares que praticamente só são frequentados por turistas, e outros que vc só encontra moradores(e mochileiros sem grana, tipo eu rs), pra ter ideia, o café da manhã do hostel me cobravam 5 CUC, uma refeição bem completa, mas se eu tomasse café numa das vendas caseiras que tem pela rua, onde os moradores comem, pagava 0,5 CUC, em dois pães com queijo e mortadela e um refresco, então se o desejo é economizar, faça como os cubanos, e coma com os cubano Câmbio, quando chegar no aeroporto, troque logo o dinheiro na casa de câmbio que existe lá, a diferença para a casa de câmbio em Havana é muito pequena, já que o Governo que cuida disso, acaba não existindo concorrência. Caso prefira fazer o câmbio depois, o endereço da caso em Havana é rua Amargura 158(entre as ruas Aguiar e Cuba), Habana Vieja. Eles vão te dar o peso convertível(o CUC), peça pra trocar uma quantia pequena por peso nacional também, isso ajuda em a não pagar a mais em alguns lugares, pois costuma ter o golpe do "não tenho troco". Cartão de Crédito, em nenhum lugar eu vi aceitarem cartão de crédito. Existem caixas eletrônicos, do Banco de Crédito y Comercio (BANDEC), em alguns pontos da cidade, mas não consegui sacar neles, nem com cartão de débito ou o de credito, eu li sobre alguns lugares(tipo hoteis) que você pode passar o cartão de crédito e eles de dão o dinheiro, mas também cobram uma boa taxa em cima do valor. Visto para Cuba, quando vi que era possível pegar o visto antes de embarcar, deixei pra resolver isso lá na hora, e foi bem fácil, eu voei pela COPA, não sei se as outras companhias também oferecem isso, na hora de fazer o check-in no aeroporto, você paga a taxa de US$ 20,00(eu estava na Colômbia, então tive que pagar em Pesos Colombianos) e eles te dão a ficha do visto para preencher, quando chegar em Cuba, foi só apresentar e pronto. Seguro-saúde, eu li em vários lugares que o seguro-saúde viagem era obrigatório, estava com o meu, mas em momento algo pediram, mesmo assim eu não arriscaria ir sem, pode ter sido apenas sorte minha. Internet, o 3g lá não funciona, você só consegue internet por WiFI, que tem nos hotéis e praças, para conseguir acesso,precisa comprar uma espécie de cartão pré-pago no Tele-Punto ETECSA, fica na esquina das ruas Havana X Obispo. No cartão tem uma senha, e vc entrega para o hotel onde está hospedado, para eles te darem a senha do Wi-FI, eu achei meio burocrático isso tudo, e a conexão é péssima pelo que falaram, e já que não estava fazendo tanta falta assim, nem tentei. Um aviso, tem pessoas vendendo o cartão na rua também, mas não é recomendável comprar deles, pode ser um cartão vencido, melhor pegar a fila e garantir um que funciona. Transporte, Do aeroporto para o Havana Vieja, paguei 30 CUC, tente conseguir alguma companhia por lá para dividir o táxi. O sistema de ônibus de cuba é meio confuso, e é difícil conseguir informação, geralmente a galera percebe que vc é turista e diz pra vc pegar um táxi. Idioma, Eu não falo espanhol, mas até entendo um pouco quando escuto, e pude perceber que o deles é bem diferente do espanhol dos outros países da América do Sul, mas pode falar português que eles até conseguem entender, e os cubanos são mesmo muito receptivos, eu costumava ficar sentando no banco de alguma praça, e sempre chegava alguém pra puxar conversa, as vezes pra vender algo, outras só pra bate-papo mesmo, aproveite esses momentos, é muito bom ouvir as histórias deles. Havana La Habana Vieja, ou Old Havana, é o bairro onde você vai passar mais tempo provavelmente, pois é onde fica a maioria dos museus, bares, praças de Havana, não cabe aqui eu falar onde vc deveria ir, o melhor a fazer é pegar um mapa e ir visitando os lugares, ande pelas ruas, se gostar de algum lugar, entre, fique um pouco por lá, ande mais um pouco, se perca nas ruas, pare pra beber, acho que é a melhor maneira de aproveitar a cidade. Se eu tivesse que dar apenas uma dica do que fazer em Havana, seria fazer o Free Walking Tour, logo no primeiro dia, fiz o tour com o guia chamado Nik(ou Mik?) , muitas das dica que darei aqui, eu aprendi com ele, e tiveram muitas outras que eu não lembro agora, mas que fizeram uma grande diferença, Havana tem muitos segredinhos e macetes que só um morador saberia, além disso tem toda a parte histórica da cidade e de Cuba, histórias dos lugares, das igrejas e castelos, e se não fosse o bastante, ainda tem o ponto de vista de um cubano sobre Cuba, sem viés nenhum(fiz um passeio "do governo" para Viñales, e sabe como é, não acredite em tudo que um governo fala... nenhum governo). O guia contou um pouco da própria história e como é sua vida lá, apesar do passeio ser gratuito, é difícil não dar uma boa gorjeta no final, foram 4 horas com dicas e histórias que eu não conseguiria achar em nenhum livro ou na internet. O tour é feito 2 vezes por dia, às 9:00 e as 14:00, eu fiz no da tarde, e o local de saída é na Boulevard de San Rafael (do lado do Hotel Inglaterra) Caso puder gastar um pouco mais, existem guias que te acompanham pelo dia inteiro, indo nos lugares a sua escolha, te levam também dentro dos museus te explicando as obras de lá. Fui abordado por uma na Plaza de San Francisco, ela disse que cobrava 30,00 CUC, como eu estava no modo extra econômico, tive que recusar, mas se tivesse mais dinheiro sem dúvida iria fazer esse tour guiado. Tem duas agências que achei por lá, que podem ser bem úteis, uma é a San Cristóbal, fica na rua Oficios em La Habana, além dos tour que você encontra em todas as outras, aqui vc ainda pode consultar os horários e comprar os bilhetes para o Via-Azul(única companhia intermunicipal), isso é bom pois o outro lugar que compra é meio afastado(Avenida 26 y Zoológico, Nuevo Vedado). A outra agência fica dentro do Palacio de la Artesania(Calle de Cuba 64), tem os mesmos tour que a primeira, mas descobri(depois de chorar um pouco que os passeios estavam caros rs) que ela também tem passeios mais baratos, pois são passeio para o público local, que geralmente não tem o guia incluído, só o transporte, mas acaba compensando, eu quase fiz o passeio para Varadero, em que o para "turistas" custava uns 80 CUC(incluído um quarto num resorte com open bar) e o pacote custava uns 30 CUC se não me engano, que inclua apenas o transporte pra lá, então recomendo passar por lá, mas dê uma chorada antes, e pergunte se ela não teria pacotes mais baratos. O HavanaBus Tour é uma maneira barata(10 CUC) de se locomover por Hanava, são aqueles ônibus que tem a parte de cima aberta, eles tem um trajeto circular e vão parando nos pontos turísticos, a cada meia hora passa um outro em cada ponto, principalmente para ir na Plaza de La Revolución que é meio longe do centro. Lugares que vales a visita: Plaza de La Revolución, fica no bairro de Vedado, para chegar lá, peguei o ônibus turístico, ele te deixa bem na praça vc ainda pode usar a mesma passagem pra voltar. Sobre a praça, ela é gigante, mas num dia normal é só um gigante espaço vazio, o melhor pra aproveitar aqui é o monumento de José Martí (entrada 5CUC a entrada, incluindo subir na torre), é uma estrutura muito alta, na parte de baixo é uma espécie de museu e galeria de poesia, no topo vc encontra a melhor vista de Havana. Da praça, dá pra caminhar(ou esperar o ônibus turístico) até o Cemitério Cristóbal Colón, é um cemitério com várias obras de artes e mausoléus, ele é gigante, mesmo! Malecón, o melhor lugar pra passar o final de tarde, é a área do calçadão do lado do mar, que percorre todo o bairro de Habana Vieja, lá não é um ponto de banho, é só pra recostar no muro de boas, conversando, ver o pôr do sol, o que faz as pessoas locais. Castillo de la Real Fuerza, bem grande, e vale a pena conhecer, muitas obras sobre navios e a marinha de Cuba, 3CUC a entrada. Museo de la Revolucion, 8CUC de entrada, mas vale a pena, bem detalhada todo o processo de revolução cubana, muitas fotos e recortes de jornal, além disso tem uns desenhos muito bonitos no teto do palácio. E como eu falei, tem tantos outros que o melhor é vc caminhar e ir entrando nos lugares que achar legal Hospedagem: Fiquei no DRobles Hostal, as fotos são bonitas, uma casa colonial e tal, mas enganam, pois essa é a parte dos quartos privados, os quartos compartilhados ficam numa casa ao lado, que é bem +ou-, quarto pequeno, banheiro também, até as camas são mais estreitas que a normal que temos aqui, paguei 7 CUC a diária, achei que foi OK pelo preço. O bairro é o Centro Habana, gostei de lá, é uma área mais residencial, parece uma periferia misturada com centro histórico, o melhor é que fica perto da Habana Vieja, dava pra ir andando pra lá, e era onde eu encontrava uns locais baratos para tomar o café da manhã ou uma refeição rápida. Nesse bairro, você encontra muitas casas que oferecem lanches, é uma maneira dos moradores ganharem um dinheiro extra, um pão com mortadela e queijo mais um copo de refrigerante saia por 12 pesos cubanos(ou 0,50 CUC), pra mim estava ótimo, se este era o café da manhã da maioria dos cubanos que viviam ali, estava bom pra mim. Valle de Viñales Região oeste de Cuca, uma área mais rural, aqui é onde é cultivado o tabaco para o charuto, além de outras atrações mais natureza, fiz o passeio de bate-volta de um dia, comprei o tour pela agência San Cristóbal que comentei acima por 67 CUC, o passeio incluía as paradas em: -Em Viñales, é uma pequena cidade, nessa parada visitamos uma destilaria de rum, para conhecer o processo de fabricação e degustar um pouco, -Num mirante para ver as formações de rocha Mogote, são parecidos com o Pão de Açúcar do RJ, é uma vista bem bonita, boa para fotos, -Despois foi em um pequeno lugar onde um senhorzinho nos mostrou processo de montagem manual de charutos, achei interessante, se tiver dúvidas ele responde tudo, -No famoso Mural de la Prehistoria, um desenho numa parede com 120 metros de altura, tem dinossauro, monstro do mar, caracol, humanos, tudo isso para simbolizar a teoria da evolução(não sei como rs), aqui também teve um almoço que já estava incluído no pacote, -Por último uma visita na Cueva del indio, com passeio de barco a motor dentro de uma caverna subterranea, Achei que foi bastante coisa pra visitar, tudo num ônibus com ar-condicionado e guia nos acompanhando, só achei que foram muitas pessoas, caso tivesse mais tempo tentaria fazer esse passeio por conta. Sobre jineteros Um causo que aconteceu comigo em Havana, pra começar tenho que explicar sobre uma "profissão" em Cuba, chamada jinetero, são pessoas que puxam conversa com turistas, para oferecer algo ilegal... ou para indicar um restaurante barato(mas que vai cobrar um pouco a mais de vc, e essa parte vai para o jinetero)... ou estão vendendo rum/charuto de pior qualidade... ou em último caso, eles só pedem algum trocado mesmo. Lembro que eu estava numa das praças centrais de Havana, e um senhor de idade avançada se aproximou de mim, eu tinha certeza que ele era jinetero, mas cedi a conversa, só pra ver até onde isso iria. Devo dizer que ele foi esperto na abordagem, pois me ofereceu uma nota de 3 pesos cubanos(atente esse detalhe), que tinha o Che Guevara nela, e começou a falar bem dele e tal, insistiu que eu ficasse com a nota, de lembrança, acabei aceitando. Ele sentou do meu lado no degrau da igreja, e começamos a conversar sobre os turistas, o clima, da bebida de Cuba. Em um certo momento ele disse que quando jovem, era um boxeador famoso, havia conquistado alguns títulos mundiais, e outros sul-americanos que não me lembro agora. Nesse ponto, ele se ofereceu para me dar um autógrafo! Afinal, era um honra para mim encontrar com ele. Concordei(porque não?), e entreguei o guia de viagem que havia comigo, e deixei ele assinar a última página. Antes de ir embora, perguntou se eu teria algum trocado para ele(sim... era janiteiro), nessa altura eu nem me importei se era verdade mesmo a história, e dei uma moeda de 1 CUC para ele, fui embora com minha nota nota de 3 pesos e o autografo, e acabei esquecendo desse encontro Alguns dias atrás, enquanto folheava o guia, encontrei a assinatura dele, e resolvi pesquisar o seu nome, Jorge Luis Romero, ganhou medalha de prata na World Amateur Boxing Championships de 1974.
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