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  1. Saudações meus colegas de mochila, vou pra Ilha Grande em julho, chegando no aeroporto SDU umas 2h30, isso mesmo, é inviável pegar ônibus nesse horário, e so me resta o transfer privado que é quase o preço da passagem de avião! Alguem conhece algum mais barato e confiavel?? (são dois passageiros)
  2. Esse é um relato de uma volta quase completa por Ilha Grande. Primeiramente, queria agradecer o @Augusto por fazer o guia definitivo das trilhas de Ilha Grande (https://www.mochileiros.com/topic/1171-volta-completa-de-ilha-granderj-uma-caminhada-inesquec%C3%ADvel/). Salvei o relato e não tivemos problemas em realizar as trilhas. Então, esse relato não tem nenhuma pretensão em ser mais preciso ou descrever minuciosamente as trilhas, isso já foi muito bem feito pelo @Augusto . A ideia aqui é tentar transmitir as sensações que tive ao realizar a minha volta por Ilha Grande e tentar acrescentar algumas informações. Na minha visão, é possível realizar a volta (isso falando apenas da orientação no percurso) pela Ilha Grande tendo em mente apenas três coisas. A primeira é levar o relato do @Augusto , ele descreve muito bem as passadas das trilhas, os lugares e tudo mais. No meu caso, salvei o relato no celular e foi muito útil, principalmente nos dois primeiros dias, quando ainda não estávamos familiarizados com as trilhas. A segunda dica: no caso de dúvida siga à rede elétrica. A terceira, a mais importante, é interaja com as pessoas locais, em todas as comunidades da ilha haverá pessoas e todas elas conhecem as trilhas de acesso a comunidade em questão. Todas as pessoas que tivemos contato ajudaram-nos com informações e detalhes valiosos sobre as trilhas. Agora vamos ao relato! Desde a minha última viagem vinha pensando em qual seria o meu próximo destino, pois a data da viagem iria ser pelo final de ano. Queria algo não muito longe. Pensei na Serra da Canastra, Serra da Bocaina, Parque do Itatiaia e Paraty. Confesso que estava pendendo pelo Itatiaia, mas algumas lembranças vieram a tona e fizeram-me mudar de decisão. Agora estava decidido, seria Ilha Grande o destino e iria dar a volta na ilha. Das lembranças que alteraram o rumo da viagem, foram apenas vozes de uma amiga que sempre dizia-me para fazer a volta na ilha e naquele momento essas vozes me soavam como um chamado. Fazia alguns anos que eu viajava sozinho e mal planejava minhas viagens, apenas me deixava ir. Porém, final de ano é complicado, todos os destinos são invadidos por centenas/ milhares de pessoas, tudo fica mais escasso e os preços são todos mais altos. Ano passado já tinha me frustrado por não me organizar nessa data do ano e tive que mudar de última hora o meu destino. Dessa vez não cometeria o mesmo erro e teria que voltar a fazer algum planejamento antes de sair de casa. Como teria que me planejar porque não ter companhia? Fiz-me essa pergunta. A primeira pessoa que conversei sobre a viagem foi com o Vinicius, amigo que conheci no mestrado, e logo percebi que ele estava afim de fazer esse rolê por Ilha Grande. Depois entrei em contato com duas amigas que no primeiro momento tiveram interesse, mas com o tempo e outros planos não iriam conseguir embarcar nessa. Matheus é um velho amigo e está fazendo um mochilão de longa data pelo Brasil, falei com ele sobre a viagem e ele também animou de fazer parte da trupe. Assim, estava fechado o grupo: Eu, Vinicius e o Matheus. Dias antes de embarcar, pesquisei (no mochileiros.com) se haveria mais alguém fazendo a volta na mesma data e meio sem querer encontrei a Jordana. Ela estaria na ilha nas mesmas datas e estava procurando companhia para dar a volta na ilha. Entrei em contato com ela e consequentemente o grupo tinha mais uma nova integrante. Agora, éramos quatro. Confesso que não houve um super planejamento. O plano resumiu-se a levar comida para os primeiros dias, comprar as passagens para Angra com antecedência e ler alguns relatos. No entanto, é importante comentar que a decisão de fazer a volta na semana do Natal foi a mais acertada de todas, pois na semana entre o Natal e Ano Novo a maioria dos campings estavam trabalhando com pacotes e os preços aumentavam substancialmente devido a grande procura. Em questão de economia acho que o maior acerto da volta foi ser realizada entre os dias 20-27 de dezembro e não dos dias 27-02 como pensado inicialmente. Era uma terça-feira. Acordei cedo. Organizei minhas coisas, aprontei minha mochila e o relógio ainda marcava 09:00. A passagem para São Paulo era só para as 16:00. A ansiedade para mais um trekking era grande. Ouvi música, vi televisão e o tempo passava devagar. Às 13:30 decidi que era hora de partir, caminhei até a rodoviária. Lá fiquei esperando o tempo que restava. Sentei no ônibus que estava praticamente vazio. Li um pedaço do livro que eu levava comigo. Cochilei. Quando a marginal Tietê se tornou a paisagem na janela do ônibus percebi que, enfim, a viagem tinha começado. Na rodoviária de Sampa, logo encontrei o Vinicius. Vinícius é um amigo que conheci no meu mestrado. Ele faz parte do mesmo laboratório no qual eu trabalho e já está no final do seu mestrado. Essa viagem seria a primeira dele nesse estilo. Ficamos esperando e conversando até o Matheus chegar. O Vinícius e o Matheus não se conheciam até então. Foi feita as formalidades e saímos para achar algum lugar para jantar. Matheus é um amigo de longa data. Fizemos graduação, estágio e nossos primeiros mochilões juntos. Hoje em dia ele está em um período sabático viajando pelo Brasil e relata suas aventuras em seu blog (http://fazeraquelasuaviagem.com.br/). Às 22:00 embarcamos no ônibus. Eu, como sempre, levei um livro que eu sabia que não iria ler durante o percurso na ilha. Comecei a lê-lo e dez minutos depois desisti. Estava ansioso. Tentei dormir e não consegui. Depois me senti em viagem escolar, por causa que quase todos os outros passageiros do ônibus se conheciam e a viagem foi seguindo com música e violão. Isso até despertar a ira dos passageiros restantes. Enfim, mal dormi naquela noite. Quando consegui cochilar o ônibus tinha adentrado Angra dos Reis. Ficamos um tempo na rodoviária. Depois seguimos para TurisAngra e assim conseguimos a autorização para acampar na praia de Aventureiro. Logo em seguida pegamos um barco e navegamos até a ilha de codinome grande. Informação 1 - A TurisAngra fica no caminho para o porto. Saindo da rodoviária é só virar a esquerda e seguir caminhando na calçada até chegar na TurisAngra e depois no porto. Angra dos Reis Indo para Ilha Grande Já no barco ficamos fascinados pela cor da água, um verde bem escuro. Logo depois fomos margeando o trajeto de Saco do Céu até Abraão, que seria o percurso inverso do nosso primeiro dia. Atracamos no cais. A nossa espera estava a Jordana que havia chegado um dia antes. Antes da nossa chegada ela havia tentado a autorização no Inea para cruzarmos as praias do Sul e Leste para conseguirmos sair de Aventureiro e chegar em Parnaioca caminhando. Ela não havia conseguido a autorização e isso deu uma desanimada na hora. Jordana é uma guria tocantinense, estudante de medicina em Brasília e seria o seu primeiro trekking. Até aqui era tudo que eu sabia sobre ela. Conhecemos a Jordana e jogamos algumas conversas fora. Tomamos um café coado e logo seguimos para iniciar as trilhas (T01 e T02) até o Saco do Céu, onde iriamos dormir naquela primeira noite. O sentido do percurso foi determinado pelos relatos que consultamos antes de ir, pois todos falavam que o sentido anti-horário era mais tranquilo. Na minha opinião não existe muita diferença não, o principal ponto é entre Aventureiro e Provetá, onde no sentido horário a subida é numa tacada só, mas em compensação a maior parte do trajeto é descida. Enfim, acho que o sentido da volta não faz muita diferença na dificuldade do percurso. Informação 2 - Site com as informações oficiais das trilhas e suas nomenclaturas (http://www.ilhagrande.com.br/atrativos/atividades/trilhas-da-ilha-grande/) Bem-vindo a Abraão Nos primeiros metros vimos que seria difícil completar o dia. Levamos muita comida, o suficiente para uns quatro/cinco dias e assim, economizar o máximo com alimentação. Pra piorar fui na frente e segui a passos largos, sem perceber que estava forçando a passada do restante do pessoal que faziam algo do tipo pela primeira vez. Até o Aqueduto tudo estava tranquilo. Depois no caminho para a Cachoeira da Feiticeira o pessoal foi desanimando, até que o Matheus passou mal. Descansamos e depois fomos devagarinho. O clima entre nós era pesado, creio eu que ninguém além de mim estava curtindo caminhar naquele momento. A umidade também maltratava-nos. Quando chegamos na cachoeira da Feiticeira tudo mudou. Banhar naquelas águas renovou a energia de toda a trupe. Foi bom demais. À partir daí, começamos interagir como um grupo. Seguimos para a Praia da Feiticeira. A praia é bem bonita e muito movimentada. Tirei minha camiseta, torci ela e jorrou suor, parecia que havia acabado de lavar a camiseta. Ficamos por ali por um tempo, tomamos o primeiro banho de mar da viagem e depois seguimos caminhada. Aqui é importante ressaltar, voltando na trilha até uma bifurcação siga para onde continua a rede elétrica. Enfim, sempre siga a rede elétrica. A primeira foto do grupo - Matheus, Eu, Jordana e Vinicius Abraão Abraão Aqueduto Trilha T2 Mirante antes de chegar na Cachoeira da Feiticeira Cachoeira da Feiticeira Praia da Feiticeira Continuamos a caminhada. No meio do caminho tinha a indicação da Praia do Iguaçu, não fomos e seguimos adiante. A trilha desembocou na primeira praia da Enseada das Estrelas, a Praia da Camiranga. Já era final de tarde e a maré estava alta. Descansamos um pouco. Ao passar num trecho que a areia era toda coberta pelo mar, achei que conseguiria passar ileso (sem molhar o tênis) no momento em que a onda do mar recuasse, ledo engano, o trecho era grande demais para passar dessa forma. O resultado foi todos os tênis encharcados. Caminhamos descalços pelas praias de Fora e Perequê. A ansiedade de chegar logo no Saco do Céu era grande, caminhávamos lentamente e todas previsões de tempo que os nativos indicavam nunca confirmava-se em nossa passada. Chegar na Pousada Gata Russa foi um alívio. Próximo de Saco do Céu Eu tinha feito um pré contato com a Rilma, dona do lugar. O valor do camping é R$60 com café da manhã e R$40 sem café da manhã, logicamente ficamos sem o café e ainda demos aquela chorada básica e reduzimos o valor para R$35. Destruídos armamos as barracas e tomamos o merecido banho. Depois, como seria de praxe, cozinhamos bastante comida. Convidamos a Rilma para o jantar. Deitamos por um tempo nas redes. Fomos no cais tentar ver o céu, mas o tempo nublado não deixou as estrelas aparecerem. Logo depois fui para a barraca e desmaiei de sono. Gata Russa Gata Russa Na trilha até o Saco do Céu encontramos um bugio preto morto no meio da trilha. Foi meio chocante, nunca tinha visto um bugio e na primeira vez que vejo, vejo um morto. O Vinícius achou que era uma cobra que havia matado ele, mais especificamente uma jararaca. Eu fiquei preocupado com febre amarela. No entanto, comentei sobre isso com a Rilma e ela disse que o pessoal da comunidade havia falado que o bugio havia morrido eletrocutado. Isso deu um certo alívio. Não sou perito em coisa nenhuma, mas o bugio estava muito perfeitinho para ter morrido eletrocutado. Enfim, o que eu sei que foi triste ver aquela cena. Saco do Céu Na manhã seguinte, tomamos um café da manhã reforçado e assim aliviamos nossas costas com menos peso pra caminhada. Alongamos. Um pouco atrasado partimos, pois já tinha passado metade da manhã. Seguimos pela trilha T03 rumo a Freguesia de Santana. No início da trilha, do lado do campo de futebol, avistamos a diferente Praia do Funil. Particularmente, eu gostei bastante dessa praia, pois nunca tinha visto nada do tipo até então. O restante do pessoal não se encantou muito por ela. Acho que com a maré mais alta e o sol de fundo essa mini praia iria ficar demais. Praia do Funil Matheus e a Praia do Funil Depois seguimos para a Praia do Japariz e logo em seguida para a Praia de Freguesia de Santana. E assim, acabamos a trilha T03 que foi das mais tranquilas do percurso. Ficamos um tempo na praia. Mergulhamos. Tomamos uma coca gelada e descansamos. Praia de Japariz Praia de Japariz Trilha T03 Beleza de vista Trilha T03 Trilha T03 Trilha T03 Praia de Freguesia de Santana Preparando-se para partir de Freguesia Seguimos por detrás da igrejinha. Caminhamos um pouco e logo avistamos a placa indicando a trilha T04 sentido Bananal. A trilha começa com uma subida forte, porém nessa subida encontrei com a Dona Maria, ela mora na subida, e pedi algumas informações que ela prontamente respondeu e depois ela me disse que vendia sucos. Compramos os sucos. Escolhemos o de acerola. Cada um era R$5 e veio estupidamente gelado. Naquele momento senti que era o melhor suco que havia tomado na vida, era incrivelmente bom. Eu com minha mania de supor coisas, supus que haveria diversas Dona Maria pela volta da Ilha Grande, grande inocência a minha. Não surgiu em nenhum momento mais uma Dona Maria com seus sucos milagrosos. Não teve um dia que em nossas conversas não lembrássemos daquele suco de acerola gelado. Continuamos a caminhar. A trilha é cansativa. Quando avistamos o mar a nossa frente achamos que havíamos chegado em Bananal, mas era Bananal Pequeno. Paramos e descansamos um pouco. A praia de Bananal Pequeno é muito bonita e deserta. Voltamos a caminhar e depois de uns cinco minutos chegamos em Bananal, final da trilha T04. A igrejinha A Trilha T04 Bananal Pequeno Bananal Pequeno Chegando em Bananal Chegamos em Bananal - Na vendinha Bananal era um ponto de interrogação. Não sabíamos se passaríamos a noite aqui ou se seguiríamos para Matariz ou até mesmo para Maguariqueçaba. Resolvemos olhar o camping da Cristina, o espaço que ela tem no quintal da casa é bem bacana, mas o senhor que nos atendeu parecia meio confuso, dava informações contraditórias e resolvemos não ficar ali. Paramos numa casa para pedir informações e o dono da casa disse que poderíamos acampar no quintal da sua casa por R$30 (mesmo preço do camping da Cristina), ele com sua filha pareciam bem receptivos e então ficamos ali na casa do Juca Bala, na companhia do próprio e de sua filha Josi. Nos livramos das mochilas e fomos logo cozinhar o almoço. Pela primeira vez comi macarrão, molho de tomate e bacon. A fome é um bom tempero, mas estava muito bom esse rango. Depois fomos a beira mar. O Vinicius ficou no mar sozinho, como se fosse a primeira vez dele e o mar. Juntamos-se a ele e ficamos até a chuva nos expulsar do mar. Ficamos abrigado na vendinha. A chuva não cessava. A Jordana foi até a casa do Juca Bala e fez pipoca. Ficamos assistindo a chuva, que não tinha fim, debaixo da vendinha, de frente pro mar, comendo pipoca e bebendo as primeiras cervejas da viagem. Bananal Bananal Bananal A noite foi boa. Conversamos sobre tudo. Rimos demais. A Josi fez companhia por toda noite. Ela jantou conosco e a janta foi arroz com seleta de legumes, farofa e calabresa frita. A chuva não parou. Pedimos ao Juca se podíamos estender os sacos de dormir na área e dormir por ali mesmo, no relento. O Vinicius que estava sem saco de dormir montou a barraca na área e nós outros estendemos o sacos de dormir e dormimos com aquele ventinho frio que fazia na noite. Diferentemente do primeiro dia, nesse dia conseguimos desfrutar de todo o percurso, das praias, da comunidade, da nossa amizade e tudo mais. Esse dia foi um ótimo dia. A varanda Levantamos às 06:00. Tomamos o café e partimos para a trilha T05 rumo a Sítio Forte. A primeira parada seria a Praia de Matariz. Não sei ao certo o que aconteceu nesse percurso, foi o único no qual nos perdemos por um instante maior, apesar de ser pouco tempo. Seguíamos pela trilha e depois o caminho começou margear um mangue. O chão cada vez mais tinha buracos com ninhos de cobra. Quando os ninhos eram muitos decidimos voltar. Fomos voltando pela trilha e depois de uns cinco minutos avistamos uma ponte e a orla de Matariz. Creio que foi uma cegueira de olhar apenas pro chão que não nos deixou ver aquela ponte que estava logo ao nosso lado. Aliviados paramos um pouco em Matariz que estava deserta naquela hora do dia. Saindo de Bananal Rumo a trilha T05 Rumo a trilha T05 Trilha T05 Praia de Matariz Seguimos rumo a Praia de Passaterra. Cruzamos com uma gangue de cachorros. Quando chegou na bifurcação não fomos para a Praia de Jaconema e seguimos pela trilha principal. Chegamos em Passaterra e descansamos um pouco. O dia hoje seria o de maior quilometragem até então. Não perdemos tempo e seguimos a caminhada até Sítio Forte. Passamos pela Praia de Maguariqueçaba que estava vazia. Para mim Passaterra e Maguariqueçaba são praias bem parecidas. No final da praia seguimos pela trilha. Caminhamos por mais algum bom tempo e chegamos no final da trilha T05. Enfim, Sítio Forte. O lugar me agradou bastante, com um gramado amplo, alguns poucos moradores, um mar tranquilo, mas o melhor é o contorno da serra o fundo a quilômetros de distância. Ficamos abrigados em um sombra. Comemos, descansamos e enchemos as garrafas de água. O tempo parado ali foi grande. Trilha T05 Trilha T05 Praia de Passaterra Trilha T05 Trilha T05 Sítio Forte Sítio Forte Com as energias renovadas partimos para a trilha T06 com destino Araçatiba. Logo no início cruza-se a Praia da Tapera. Seguimos em frente. Caminhamos por mais uns trinta minutos e chegamos na Praia de Ubatubinha. Paramos só um pouco para descansar as costas e continuamos a caminhada que estava muito agradável. O dia estava nublado, em alguns momentos saiu algumas chuvas finas, mas sempre por pouco tempo. O clima facilitava a caminhada. O trecho entre as praias de Ubatubinha e do Longa é bem mais extenso e mais chato de caminhar. Porém, nada muito complicado. A trilha desemboca numa vendinha. Sentamos na vendinha e tomamos uma Coca 2 litros (R$10) bem gelada. Uma fato na Ilha Grande é que todas as bebidas, em qualquer lugar, vem muito gelada e isso me agradou muito. Ficamos descansando e vendo a bela Praia do Longa. Tínhamos combinado que de acordo com o horário e o clima seguiríamos ou não para a Lagoa Verde. Creio que era umas 13:00, portanto, tínhamos tempo de sobra e as nuvens de chuva tinham dado uma trégua. Resolvemos ir para a Lagoa Verde antes de ir para Araçatiba. Vendinha na Praia do Longa A trilha para a Lagoa Verde é tranquila. Acho que levamos uns quarenta minutos saindo da Praia do Longa. Chegar na Lagoa Verde é chegar em um paraíso. Desde do início do trekking já havíamos passados por muitos lugares de belezas ímpares, lugares muitos bonitos, mas agora a percepção de beleza estava num nível mais elevado, enfim, a Lagoa Verde é um paraíso. O verde da lagoa, principalmente pelo alto é encantador. Dentro de suas águas límpidas é possível ver cardumes e cardumes de peixes tão nitidamente como se estivessem em nossa palma da mão. Os peixes por lá são tão coloridos. Uma belezura de momento. Apesar de haver algumas pessoas no local somente nós estávamos nadando, portanto, por alguns minutos a lagoa foi nossa. Em certo momento fui queimado por uma água viva e o Vinicius pisou em um espinho. Assim, eu, ele e o Matheus resolvemos sair um pouco da lagoa enquanto a Jordana mergulhava com seu snorkel. Na saída, caminhando distraído eu pisei numa pedra. No ínicio achei que não havia cortado, mas depois de ver a poça de sangue que se formava debaixo de mim fiquei preocupado. Nesse momento surge o anjo, um anjo de dreadlocks, de nome Mari. Antes de eu esboçar qualquer reação ela já estava com o algodão na mão pressionando o machucado. Foi um corte bem grande na sola do pé. Com toda a paciência do mundo ela ficou ali esperando o sangue estancar. Ela me contou que é de São Paulo e sempre vem com seu pai e seu simpático irmãozinho para a Ilha Grande, mais especificamente a Praia do Longa. A Ilha Grande é sua segunda casa. Limpou o ferimento com álcool, aplicou os remédios que o Vinicius havia levado, fez o curativo e ainda ficou um tempo conversando conosco. Quanta gratidão. Fiquei tão feliz com aquela situação que nem mesmo lembrava do ferimento. Nunca irei esquecer a prontidão, a solidariedade e a doçura da Mari. Nunca é demais agradecer: Mari, muito obrigado! Lagoa Verde Lagoa Verde Lagoa Verde Lagoa Verde Depois de todo o ocorrido e a presença de nuvens carregadas decidimos partir. Ao colocar o tênis vi que seria difícil caminhar daquele jeito, mas seria suportável. Nos despedimos da Mari e fomos embora. Voltamos a trilha e na bifurcação subimos rumo a Araçatiba. Esse trecho de trilha é tranquila, porém pra mim foi difícil. A cada pisada do meu pé direito uma pontada de dor subia no corpo. O andar era complicado. Chegamos em Araçatiba. Iriamos ficar no camping Bem Natural. A praia de Araçatiba é bem grande e o camping fica no final da praia. Assim, caminhamos por mais uns vinte minutos debaixo de uma chuva forte até chegar no camping. O preço do camping é R$45 (caro!) sem café da manhã, mas é a melhor estrutura que encontramos em toda viagem. Ótima cozinha, muitos banheiros, alguns chuveiros quentes, locais cobertos para armar a barraca e tudo muito limpo. Conseguimos reduzir o valor para R$40. Montamos nossas barracas. Tomei o melhor banho da viagem. Chuveiro a gás com uma boa regulagem de temperatura, consegui massagear bem as costas. A Jordana refez o curativo do meu pé. Preparamos macarrão com molho de tomate, atum, bacon, milho e ervilha, fizemos suco e ainda ganhamos queijo parmesão ralado do Alexandre, um cara gente boa demais que estava acampado por lá também. Foi uma boa janta. Conversamos bastante com o Alexandre. Depois o Vinicius foi dormir. Eu, Matheus e a Jordana fomos beber umas cervejas num bar suspenso no mar. Antes das onze da noite estávamos de volta ao camping. Acordamos bem cedo porque queríamos chegar em Aventureiro o mais cedo possível. Fizemos café da manhã. Conversamos mais um pouco com o Alexandre e partimos para a trilha T08 rumo a Provetá. A trilha é bem agradável e as mochilas nesse momento já estavam bem leves em relação ao primeiro dia. Fomos em um bom ritmo. Chegamos em Provetá. Aqui é uma autêntica vila de pescadores. Não lembro de nenhum turista por lá. Paramos numa vendinha perto da igreja e compramos muitas frutas, destaque para a melancia que devoramos em instantes. Depois de uma dieta sem frutas era hora de comer frutas por todos os outros dias. Descansamos em uma sombra e por lá ficamos por quase uma hora. Finalzinho da trilha T08 Foto do grupo Provetá Provetá Provetá Provetá De Abraão até Araçatiba, caminhamos pela parte oeste da ilha que está voltada para o continente. O mar nesse trecho é caracterizado por suas águas plácidas e de coloração verde escura. Ao chegar em Provetá esse cenário muda drasticamente, pois agora inicia-se a caminhada pelo lado leste da ilha que está voltada diretamente ao mar aberto. O mar de Provetá até Lopes Mendes é mais bravo, com muitas ondas e sua coloração pende mais para o azul clarinho. Esse é um dos encantos de dar a volta na Ilha Grande conhecer dois tipos distintos de mar em um trecho tão pequeno de terra. Provetá Vinicius em Provetá Das muitas histórias que já ouvi nessa vida, talvez a melhor seja do João, morador de Provetá. João, um pescador com brilho no olhar e de fala mansa salvou um pinguim-de-magalhães, na qual deu o nome de Din Din, que encontrava-se machucado na orla de Provetá. Depois de meses juntos, Din Din partiu rumo a Patagônia. Depois disso, todo ano Din Din volta a Provetá para visitar o João pela gratidão e amizade, isso já ocorre por seis anos. Não tive o prazer de conhecer o João, mas teria sido imensamente gratificante dar um abraço nesse grande homem. Vou deixar o vídeo com ele contando a história que é muito melhor que minhas palavras: Gostamos bastante da Praia de Provetá, o clima menos turístico favorecia isso. Queria ter ficado mais tempo, talvez pernoitado, mas naquele dia queríamos chegar em Aventureiro. Pegamos a trilha T09 e seguimos a caminhada. No início da trilha é uma subida bem chata e sem vegetação, então há outro castigo aqui, além da subida, que é o sol. Difícil aquele trecho, e justo nesse dia o sol apareceu com toda a sua cara. Depois a trilha volta para a mata mais fechada, mas a subida nunca cessa. Sempre subindo. Com toda certeza, essa trilha é a mais pesada de todas. No final da subida, tem uns quatros bancos de madeira que de longe parecem troféus. Ficamos ali deitados por algum tempo. Resolvemos acabar logo com aquela caminhada e partimos para a descida. Nesse momento se desce em zigue-zague. Alguns escorregões e tombos. Descida até o fim. Víamos o mar, a descida estava no final e no fim estavam nossas energias. Depois de Abraãozinho, Bananal Pequeno e Araçatibinha, só faltava haver a praia de Aventureirinho antes de Aventureiro, falava o Vinicius enquanto dávamos risada, mas aquela risada com responsabilidade pois tínhamos um certo medo de haver mesmo uma praia de Aventureirinho. Pra nossa sorte não havia e pra melhorar o camping do Luís ficava bem do lado do final da trilha. Jogamos as mochilas no chão e pela primeira vez nos permitimos não cozinhar. Pedimos um PF (R$30) no camping. Início da T09 - Vista para Provetá Início da T09 - Vista para Provetá O fim da subida e a cara da derrota O início da descida Camping do Luís Camping do Luís Camping do Luís Camping do Luís Caminhei em direção ao coqueiro deitado que é o cartão postal da Ilha Grande. Não sei, coqueiro deitado não me parece um bom nome, o coqueiro está mais para sentado do que para deitado. Prefiro chamá-lo de coqueiro degrau. Entretanto, uma coisa que não tem como discordar que ele é lindo demais, merece o título de cartão postal. Aquele pequeno trecho de praia onde ele se esconde é de uma beleza ímpar. O coqueiro deitado O coqueiro deitado O coqueiro deitado Eu eu o coqueiro Jordana e o coqueiro Depois do almoço o Vinicius se sentiu mal. Ele ficou pelo resto do dia amoitado tentado recuperar-se. Fomos pro mar, ficamos nos divertindo com as ondas do mar que até então era novidade nessa viagem. O Matheus desfilou seu estilo de nado que mais parecia com um afogamento. A tarde naquele mar foi gostosa. Eu estava com certo receio de pisar em algo e abrir o pé novamente. Com isso sai do mar mais cedo que gostaria. Tomei banho. No resto do dia me encostei numa rede. Que delicia. Ficar de bobeira deitado numa rede me lembrava os dias viajando de barco pela amazônia. A noite veio e o lual em Aventureiro não aconteceu. O vento chegou e deixou a noite na rede mais delicia ainda. Só o Vinicius montou a barraca. De resto ficamos todos pelas redes do camping. Dormir na rede naquele cenário foi bom demais. No fim, até o Vinicius desistiu da barraca e se arranjou numa rede para dormir. Aventureiro Aventureiro Aventureiro Matheus e Aventureiro Matheus e Aventureiro Acordei, ainda tudo tava escuro. Caminhei a beira mar e fiquei ali a espera do nascer do sol. A Jordana juntou-se a mim. Pouco a pouco o sol ia erguendo-se e dando brilho aquela praia tão especial e de um mar de cor tão peculiar. Eu e o nascer do sol O nascer do sol em Aventureiro Jordana e o sol Senti muita vontade de passar o resto da viagem em Aventureiro. Desistir da volta e ficar ali em paz. Se algum dia eu voltar para Ilha Grande, será para ir direto rumo Aventureiro e ficar uma semana inteira ali, acampado à beira mar. Entre o céu, o mar, a areia da praia e uma sombra pra descansar. Que saudades de Aventureiro. Que saudades. Aventureiro O resumo de Aventureiro O Vinicius tinha acordado renovado. Tomamos um café da manhã reforçado com direito a pão e queijo deixado por um família que conhecemos no dia anterior. Tentamos uma conexão de internet (no camping tem wifi) para antecipar os votos natalinos com nossas famílias. Tentativa bem sucedida. Saímos era tarde da manhã. Fomos querendo ficar. Não tínhamos a permissão do Inea para atravessar as praias do Sul e Leste, mas fomos mesmo assim. Afinal, não tinha barcos para Parnaioca naquele dia. Logo no inicio da caminhada, no trecho em que caminha-se entre rochas até a Praia do Sul o momento de maior tensão da viagem. O Matheus distraído pisou na parte da pedra que tinha tipo uma cachoerinha, portanto estava molhado. E assim, foi descendo em direção do mar, escorregando pelo pedra que parecia um tobogã. Na hora que olhei bateu um desespero grande. Já estava tirando a mochila pra pular no mar quando o Matheus milagrosamente conseguiu travar-se num trecho inclinado da rocha. Fomos em sua direção, pegamos sua mochila. Ele saiu tranquilo, na visão dele ele nem tinha passado por nenhum perigo. Porém, eu e o restante do grupo ficamos em choque. Foi um grande susto. A caminhada infinita pelas também infinitas praias do Sul e do Leste foi de tensão inicialmente, mas a beleza do lugar logo nos fez esquecer do ocorrido. O Matheus ganhou o apelido de Quase Morte e a sobrevida que ele ganhou nesse dia fez ele disparar no percurso. Ele caminhou na nossa frente pela primeira vez e assim foi até não ser mais visível aos nossos olhos. Esse trecho judia, pois só se caminha pela areia e o sol estava forte demais. Eu me encantei pela travessia entre a praia do Sul e do Leste, na parte que atravessa-se pelo mangue. É de uma lindeza indescritível. Depois foi caminhar e caminhar debaixo de um sol escaldante, mas a beleza do lugar tornava tudo mais fácil. O trecho de pedra Praia do Sul Praia do Sul Belezura O Mangue O Mangue Praia do Leste Praia do Leste Fim de caminhada Praia do Leste Beleza é relativo. Direto eu digo que esse ou aquele lugar é o mais bonito que já vi em minha vida, para mudar de opinião cinco minutos depois. Sobre as praias de Ilha Grande isso também era uma verdade. Toda hora falava que essa ou aquela era a praia mais bonita da ilha. Porém, a verdade que para mim as praias do Sul e do Leste são as mais bonitas. Areia branquinha e mar límpido. Enquanto caminhávamos molhando os pés consegui ver uma raia que nos acompanhou por instantes nadando no rasinho. Lindeza. Naquela situação fiquei feliz demais em ver uma raia. A parte final da Praia do Leste em contraste com a vegetação é lindo demais e é a imagem que eu lembro quando recordo da ilha. Matheus no paraíso A imagem que grudou na retina - Praia do Leste Todas as trilhas que fizemos em nenhuma tivemos problemas com água, exceto essa. O trecho que caminha-se pelas praias do Sul e Leste era de se esperar que não haveria água. São quase duas horas exposto ao sol, então o consumo de água é alto. Ao chegar no trecho que liga a Praia do Leste a Parnaioca volta-se a caminhar em vegetação fechada. Entretanto, nesse trecho não há rios para encher as garrafas. No ínicio da trilha já estávamos sem água. Completar esse percurso foi um martírio, perdíamos muito água pelo suor e a boca estava seca. Quando avistamos o fim da trilha foi um alívio. Chegamos em Parnaioca não era nem uma hora da tarde, tínhamos todo o resto do dia para nós. Nesse dia era véspera de Natal. Seguimos para o camping do Silvio. Não tivemos o prazer de conhecer o Silvio que estava no hospital se recuperando de alguma enfermidade. Fomos recepcionados por seu filho Célio e sua família. Almoçamos. Organizamos nossas coisas e levantamos acampamento. Descansamos nos colchonetes do camping. Depois ficamos na praia. O dia estava ensolarado e Parnaioca estava linda demais. Pena que quase não registramos Parnaioca em fotos. No descer do sol voltamos ao camping. Tomamos banho e pedimos um PF para nossa ceia de Natal. Depois fomos convidados para uma fogueira à beira mar. Aceitamos. Ficamos pouco tempo, não entramos em sintonia com o outro grupo que estava em outra vibe. Voltamos para o camping e ficamos o resto da noite conversando e rindo. Foi boa demais aquela noite. Antes de irmos dormir, como um presente de Natal, o céu se abriu pela primeira vez durante a noite nessa viagem. Curto demais ver o céu estrelado e naquela noite o céu estava bonito de se ver. Fiquei admirando as estrelas até o cansaço me dominar. Parnaioca Parnaioca Acordamos cedo. Alongamos. Tomamos um café da manhã fraquinho, pois já não havia muitas coisas nas mochilas. Seguimos para a trilha T16 rumo a Dois Rios. No caminho para a trilha tirei as únicas fotos de Parnaioca que naquela hora do dia não estava nada bonita em comparação com a tarde anterior, na qual aproveitamos a Praia de Parnaioca. Essa trilha é chatinha apenas nos primeiros vinte minutos, mas depois é quase toda plana. Delicia de caminhar assim. A T16 é a trilha mais longa de Ilha Grande. Porém, nem de longe é a mais difícil. A trilha é cheia de bugios e ao atravessar algumas áreas de posse deles, eles gritam para espantar os invasores e os gritos de um bando de bugios é assustador, principalmente a primeira vez. Não consigo nem fazer um paralelo ou comparação. Acredite é assustador. Na terceira ou quarta invasão no territórios deles você acostuma com o barulho e começa até aproveitar aquele som peculiar. Quando avista-se a Toca das Cinzas a trilha está no final. Essa toca diz a lenda que era usada para deixar os presos mal vistos do presídio de Dois Rios apodrecendo até a morte. O final da trilha é em uma vegetação rasteira diferente de toda vegetação vista na ilha, não consegui identificar qual era essa vegetação, mas era bem bonita. O fim da T16 anuncia-se no mesmo momento que avista-se o presídio de Dois Rios. A trilha T16 A trilha T16 A Trilha T16 A Trilha T16 A Trilha T16 Comunidade de Dois Rios Dois Rios O presídio de Dois Rios é uma tentativa de isolamento e de dificultar a fuga dos detentos, como feito na ilha de Alcatraz nos Estados Unidos. Esse presídio abrigou alguns célebres prisioneiros. O caso mais famoso foi do traficante Escadinha que fugiu de helicóptero do presídio no seu banho de sol. O presídio era de segurança máxima e tal fuga vive até hoje no imaginário da sociedade, inspirando contos, livros e filmes. Porém, o preso mais famoso com toda certeza foi, o fora de série, Graciliano Ramos. Graciliano foi preso por subversão acusado de ser comunista no ano de 1936 no governo Vargas, que na época namorava com os regimes fascistas da europa. Como admitiu posteriormente, Graciliano na época não tinha afinidade com o comunismo, algo que foi só acontecer no pós guerra em 1945. Em Dois Rios, Graciliano terminou de revisar, que para muitos é seu melhor livro, o livro Angústia. Quinze anos depois (e pouco tempo antes de falecer) da sua prisão ele publicou Memórias do Cárcere em que conta seus dias na prisão em Dois Rios. Eu curto demais literatura e antes de embarcar nessa viagem li atentamente o livro Angústia do qual ainda não sei se gosto. Graciliano entrou na minha vida na época que eu prestava vestibular. Tive que ler pela primeira vez Vidas Secas nessa época. Esse foi dos melhores livros que já li. O livro foi muito importante na formação do meu caráter e na minha forma de ver e conceber o mundo em que vivemos. Portanto, estar de frente aquele presídio era estar de frente com uma parte da história de alguém que é importante em minha vida. Não foi especial estar ali, mas tinha que estar naquele lugar e ver um pouco da história. Hoje, resta apenas o paredão da entrada principal do presídio que foi implodido em 1994. O presídio O presídio Desde da caminhada até Aventureiro tomar uma água de coco gelada virou nossa obsessão. Não encontramos em Aventureiro e nem em Parnaioca. Chegamos em Dois Rios e tínhamos a certeza que naquele lugar conseguiríamos, por fim, tomar o coco gelado. Não rolou, nos lugares em que procuramos nada de coco. A comunidade estava meio deserta, afinal era dia de Natal. Tomamos outra Coca de dois litros estupidamente gelada e estupidamente cara, R$14. A comunidade de Dois Rios é bem estilo vilinha de cidade de interior. Eu gostei bastante, porque as casas ficam bem distante das praias. A comunidade é cheia de gramados, isolando a overdose de areia de todas as outras praias, areia que fica apenas na orla. Fomos pra praia e encontramos uma boa sombra. Ficamos na sombra. Dormimos. Almoçamos por ali. Passamos toda a tarde naquele lugar. Surgiu a ideia de montar acampamento, afinal aquela paisagem era demais. Mais uma vez o mar surpreendia por sua cor. Dois Rios não deve em nada em questão de beleza para nenhuma outra praia da ilha. No fim da tarde, o tempo já anunciava chuva. Já havíamos desanimado da ideia de seguir a volta da ilha por Caxadaço, Santo Antônio e Lopes Mendes e com aquele tempo decidimos cortar a pontinha norte da ilha e seguimos para a trilha T14 rumo a Abraão. Praia de Dois Rios Praia de Dois Rios Praia de Dois Rios Descanso na Praia de Dois Rios O almoço Cozinhando O contorno da Ilha Grande seria completo se seguíssemos pela T15 rumo a Caxadaço e terminasse a volta pela ponta norte da ilha. Para fazer isso teríamos que fazer um camping selvagem em Caxadaço. Não tínhamos informação de como era o reabastecimento de água por lá, a chuva viria muito forte naquela noite, tinha a questão da trilha entre Caxadaço e Santo Antônio que parece ser confusa e nossos corpos já começavam dar sinais de esgotamento. Decidimos assim, seguir a trilha T14 e ir direto para Abraão, e no dia seguinte faríamos esse trecho sem mochilas. E assim, partimos para nosso último trecho com nossos mochilões. A T14 na verdade é uma pista, a única que transita carros autorizados na ilha. A primeira metade é de subida e a outra metade é só descida. Já na descida tem um mirante bem bonito. A alegria do sucesso já dominava-nos e o cansaço parecia secundário. Demos bastante risada nesse trecho de caminhada. A maior parte dos assuntos eram recordações da volta. Quando chegamos em Abraão o alívio era o sentimento da vez. Agora era hora de comemorarmos. Fomos até o camping Cachoeira. Eu tinha feito contato, antecipadamente, com a Noé e conseguimos a diária de R$25 no camping, um achado por ser a semana dos preços caros. Arrumamos nossas coisas no camping e logo começou a chover. Chuva forte. Chuva que impediu de sairmos das barracas. Chuva que impediu nossa comemoração do final da volta. A chuva ficou até a manhã do dia seguinte, de maneira intensa. O que fez que a nossa decisão de cortar a ponta norte da ilha fosse acertada. O Vinicius nessa noite resolveu antecipar sua partida. Logo ao amanhecer ele partiu. A trilha T14 O mirante O grupo no mirante Abraão Abraão Volta completada O dia amanheceu chuvoso. Agora éramos três. Demoramos mais que o normal para sairmos das barracas, afinal, a volta estava dada e o descanso era merecido. Tomamos o café da manhã reforçado preparado pela Jordana e saímos caminhar por Abraão. O sonhado coco gelado surgiu nessa manhã, mas de forma melancólica veio em um copo plástico e não diretamente da fruta. Enfim, estava bom demais. Ficamos a olhar o finito mar com Angra ao fundo. De chinelos nos pés resolvemos ir até Lopes Mendes. Vinte minutos depois de entrar na trilha T10 bateu o arrependimento de ir, pois começou a chover e toda hora meu chinelo se desfazia, e ainda tinha a preocupação em machucar o machucado novamente (ou seria remachucar o ferimento existente?). Caminhamos em frente. Depois de uma hora de caminhada estávamos na praia de Palmas. A chuva cessou com a nossa chegada, avistamos umas espreguiçadeiras e ficamos por lá. As espreguiçadeiras em Palmas Almoçamos. Decidimos não mais avançar até Lopes Mendes, o tempo estava fechado e o sol já estava baixo. Ficamos por ali o resto da tarde. Quando a chuva iniciou-se, novamente, partimos rumo a Abraão. Apesar da chuva, essa trilha foi a mais tranquila, sem peso nas costas e por ser o último trecho de trilha que eu iria fazer naquele ano que se encerrava. Tive prazer em cada passo que dei nos últimos sessenta minutos de caminhada. A trilha escorregadia e a chuva incessante não atrapalhava em nada. E assim que avistei os primeiros telhados na enseada de Abraão a sensação de missão cumprida me dominou juntamente com a felicidade. Praia de Palmas Praia de Palmas O Pico do Papagaio é o segundo ponto mais alto da Ilha Grande com 982 metros. O ponto mais alto é o Pico da Pedra D’Água com 1035 metros. Porém, o Pico do Papagaio é acessível por trilha (T13) e sua vista é incrível. A trilha é considerada a mais difícil da ilha em questão de preparo físico. Queria fazer a trilha de madrugada para ver o nascer do sol de cima do pico. Não sei explicar a minha relação com as montanhas. Quando digo montanha, excluo a definição literal e jogo no mesmo significado morros, serras, pedras ou qualquer elevação territorial que se destaca no horizonte. Nasci numa cidade plana e por isso, que até onde eu saiba, tinha dos maiores índices de bicicleta per capita do país. Fui conhecer montanhas tardiamente, talvez isso fez eu ter essa fascinação. Só sei que do alto de algum pico, de onde a imensidão domina a paisagem, d'onde faça eu ver o quão pequeno sou é onde sinto-me melhor. Ali do alto é que eu acho o meu equilíbrio de tempos em tempos. Entre o mar e a montanha sempre irei ficar com a montanha. Por isso, o Pico do Papagaio para mim era o ponto alto dessa viagem. No início do dia quando tive a certeza que não daria para subir o pico naquele dia e nem no próximo (por causa das chuvas e da falta de visibilidade), achei que iria ficar frustado. A frustração não veio. Os dias a beira mar haviam compensado e de certa forma o mar me trouxe esse equilíbrio. Inicialmente iria partir no próximo dia no final da noite, mas com o tempo ruim decidi partir no início do próximo dia. Com ressalvas tinha conquistado o objetivo de dar a volta na Ilha Grande, estava satisfeito com tudo que eu havia vivido. Agora sobrava uma noite e era hora de comemorar. Saímos prum bar, comemos bem e bebemos até o inicio da madrugada. As recordações e as risadas deram o tom da despedida. A comemoração No outro dia acordei cedo. No escuro caminhei por Abraão rumo ao cais. O relógio marcava 06:00, sentei no cais e esperei. Na outra ponta havia um grupo - que imagino eu - que havia pernoitado lá e tocava alguma música. Me aproximei. Não reconheci a música. No momento que o sol se levantava acabei dormindo. Dois caras me acordaram e um deles me perguntou se eu estava procurando hospedagem, eu disse que estava partindo. Corri e consegui alcançar o barco que já estava saindo. Sentei no barco e dormi de novo. Acordei no porto. Novamente com pressa fui até a rodoviária. Subi no ônibus e mais uma vez dormi. Assim, me despedi de Angra e sua Ilha Grande, que facilmente poderia ser chamada de Ilha Bela ou, para evitar o plágio, melhor seria Ilha Linda. A última foto da ilha Para mim essa viagem foi muito especial. Reencontrar o Matheus foi muito bom, amigo que dividiu comigo tantas experiências, desde das aulas da época da universidade, passando pelo companheirismo nos projetos sociais nos quais nos envolvemos, nos dias de estágio no qual também dividimos o mesmo teto até chegar na nossa iniciação em mochilões, no mochilão pela América do Sul. Passar dias com o Vinícius fora do ambiente, por muitas vezes carregado, do laboratório e conhecê-lo de uma forma mais real também foi legal demais. Conhecer a Jordana de uma forma tão casual também foi muito bom, ela deu o toque feminino que faltava no grupo. Acho que formamos um belo grupo. Contornar cada canto da ilha foi surpreendente. Cada nova praia era uma beleza diferente. As trilhas são todas cheias de charme. Beleza não falta nesse trekking. Claro que existem os pontos altos como Lagoa Verde, Aventureiro e Parnaioca em que as belezas são mais gritantes e a paz prepondera nesses lugares tornando-os mais especiais ainda. Porém, caminhar esses dias sem a companhia da Jordana, Matheus e Vinicius fariam com que esses lugares não fossem tão belos. A soma dos lugares, do nosso grupo e das pessoas que cruzaram nosso caminho nessa jornada fizeram dessa viagem, uma grande viagem. Só tenho agradecer aos céus por mais essa oportunidade. Jordana, Matheus e Vinicius obrigado pela companhia e, principalmente, pelas boas memórias que teremos desses cansativos, porém incríveis dias. Muito Obrigado! E agradeço também os pacientes leitores que conseguiram chegar ao fim desse longo relato. Obrigado! Nos vemos pela estrada. Abraços, Diego Minatel
  3. Allan Nascimento

    Ilha Grande

    To interessado e vou kkk , para a ilha no feriado, gostaria de saber quem vai e fazer umas trilhas e explorar a ilha... abraços
  4. No primeiro feriado de novembro/2017 estava buscando um destino tranquilo para viajar com um bebê de 1 ano e acabei escolhendo Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Éramos um grupo de 2 casais e 1 bebê e optamos por alugar uma casa pelo airbnb que estava com o valor bem em conta. Saiu em torno de R$170 por adulto, de quinta a domingo (02 a 05/11). A casa tinha piscina, churrasqueira, todos os utensílios necessários, wi-fi, enfim, era bem confortável, fomos muito bem atendidos pelos anfitriões e adoramos. O valor ainda saiu um pouco mais alto porque tínhamos alugado para 5 adultos, mas um acabou desistindo de ir. Link da casa no airbnb A ideia foi curtir a piscina da casa e fazer um churrasco no primeiro dia, fazer uns dois dias de passeio de escuna e no último dia conhecer alguma praia. Mas acabamos fazendo apenas um passeio de escuna, porque a previsão do tempo era de chuva para o último dia. Vou deixar o relato mais detalhado aí embaixo. 02/11/2017 (quinta) Ida ao mercado no caminho Chegada em Angra por volta de 13h Piscina e churrasco durante o dia À noite passeamos no Centro de Angra, mas a maioria das lojinhas estavam fechadas, então fomos logo para a rua dos barzinhos, caso não saiba onde é só perguntar para algum taxista, dá para ir andando. É na R. Cel. Carvalho. Tem muitas opções e lota bastante a noite por lá, ficamos num barzinho que não lembro o nome, próximo ao Sam Restaurante Árabe que tem um shawarma sanduíche muito bom e barato. Comemos esse sanduíche e bebemos e pedimos uns petiscos no barzinho ao lado que estava com um grupo ao vivo de samba/pagode. 03/11/2017 (sexta) Nesse dia reservamos o passeio de escuna com o Lagilles (24 97402-6963 - zap). O horário de saída agendado foi 11h30 no cais Sta. Luzia. No início do cantato o valor cobrado foi R$70, mas falando que éramos um grupo de 4 pessoas caiu para R$60 e já no último contato fizeram por R$50 cada adulto. Então o segredo é negociar para pagar mais barato. Durante o passeio vimos que essa escuna foi uma ótima opção, pois não estava lotada como as outras, fizemos o passeio bem confortável. O lado ruim é que eles não autorizam a caixa térmica, apenas bolsas térmicas pequenas. Levamos cervejas, vodka, sucos, água e lanches, mas ainda compramos cervejas e churrasquinho na escuna, os preços não estavam tão altos como geralmente é nesses passeios. Então se não tiver como levar a bolsa, leve pelo menos o lanche, porque para comer não tem muitas opções. A escuna saiu do cais por volta de 12h e voltamos umas 18h. O roteiro incluía 2 paradas para mergulho e 2 desembarques. A primeira parada foi próximo a Ilha de Cataguases. Que é linda e um dos cartões postais de Angra. A segunda parada foi na Lagoa Azul, onde dá para ver muitos peixes e onde a equipe da escuna oferece fotos aquáticas, se não me engano a R$35, 15 fotos. Meus primos combinaram com fotógrafo de fazer as 15 fotos em família por esse valor, mas eles cobram por pessoa. Então caso tenha interesse, negocie se estiver acompanhado. Nesse local eles alugam snorkel também, acho que a R$25. Como eu tenho, sempre levo o meu, mas acabei nem usando. A água é bem clarinha e você vê os peixes sem nem precisar mergulhar. Leve uns pedacinhos de pão e vai tirar ótimas fotos e se divertir. O primeiro desembarque foi na Praia de Japariz que é a parada para almoço, tem várias opções de restaurante e na escuna você pode reservar com antecedência com o restaurante que eles fazem parceria. Não vi o preço, mas é em torno de R$25 também. Preferimos sentar em um restaurante, pedir lula e peixe fritos e continuar bebendo nossas comidas. Para o bebê levamos comida pronta que estava congelada e pedimos para esquentar no restaurante que ficamos. O último desembarque foi na Freguesia de Santana, onde tem uma igreja que foi construída 1843. O local foi um importante centro comercial e agrícola do séc. XVII. Outra atração do local é um coqueiro altíssimo que tem próximo à igreja. Depois retornamos ao cais aproveitando o pôr do sol. À noite fomos a um rodízio de comida japonesa no Miyagi Sushi, que gostamos bastante. No dinheiro estava saindo a R$79 por pessoa. 04/11/2017 (sábado) Neste dia fomos à Praia do Café, que fica em um condomínio particular. Para chegar você não pode entrar com o carro, tem que se identificar na portaria e seguir um caminho de cerca de 1km. O trajeto não é difícil, tem uma escadaria e passa por dentro da água em um pequeno trecho, mas só molha até a panturrilha. Não tem quiosques ou restaurantes no local, por isso leve seus lanches e bebidas. Havia poucas pessoas na praia, tinha algumas sombras das árvores, a água é bem tranquila. Bom lugar se você quer sossego, relaxar e levar crianças. Dia 05/11/2017 (domingo) O dia amanheceu bem nublado. Fomos conhecer a Praia da Biscaia, que fica no corredor turístico da Ponta Leste, um pouco mais distante do Centro. No trajeto tem várias outras praias que aparentavam ser bem legais de passar o dia, umas com mais, outras com menos movimento. Como o tempo não estava muito bom fomos direto para a Biscaia. A praia estava quase deserta, tinha um quiosque aberto, onde compramos iscas de peixe não tão bem servidas a R$35. Levamos nossas bebidas, brincamos de frescobol e ainda vimos uma tartarugas aquáticas passeando pelo local. A praia é bem bonita e com águas tranquilas. Enfim, achei o roteiro ótimo para quem quer descansar e sair da rotina com um criança pequena. Espero que sirva para alguém. Abraços! Para quem se interessar, tenho outros relatos de viagem no instagram @viajagora e na página do facebook Sobre Lugares e Destinos. Por aqui também tenho esses relatos:
  5. Ola pessoal. Este aqui é um relato da volta completa de Ilha Grande que eu e a Márcia fizemos na segunda semana de Janeiro/2008. Caminhamos durante 11 dias, mas ficamos 2 dias na Praia de Parnaioca e mais 2 dias na Praia de Palmas. O relato é muito longo e detalhado. Coloquei também inúmeras dicas e informações úteis para quem pretende repetir essa caminhada. Pegamos dias de muito Sol, mas quando estávamos saindo da Praia de Parnaioca choveu muito. As fotos são mais de 500 e as dividi por dias. De cada dia eu criei um álbum e acrescentei imagens do google earth com a trilha plotada, apesar de que a trilha é muito tranquila, sem problemas de navegação. Eu e minha esposa Márcia coincidimos de em 2008 tirarmos férias juntos e para aproveitar melhor, resolvemos ir para Ilha Grande. Nossa intenção era conhecer todas as praias e como tínhamos mais de 2 semanas de férias, resolvemos dar a volta completa a pé por toda a ilha. Saímos de São Paulo no Domingo (13/01/08) no ônibus das 21:00 hrs (ônibus extra, pois os outros horários estavam todos lotados), chegando em Angra ainda de madrugada e lá esperamos amanhecer para só então procurar uma padaria para tomar o café da manhã, pois nossa intenção era tomar a barca para Ilha só as 15h30min (único horário saindo de Angra dos Reis). Existe a opção de pegar algum barco ou escuna no cais de Santa Luzia, mas tínhamos que pegar a Autorização na TURISANGRA para acampar na Praia do Aventureiro (exigem essa autorização na alta temporada). Uma boa opção era pegar a Barca em Mangaratiba com saída para as 08:00 hrs, mas de novo o problema da Autorização. # 1º dia (14/01) – Algumas praias de Angra dos Reis e chegada na Vila de Abraão Fotos desse dia: Ainda na parte da manhã em Angra dos Reis, resolvemos conhecer algumas praias próximas ao Colégio Naval e lá fomos para o centro da cidade para pegar o circular Vila Velha que nos deixou pouco depois do Vila Galé Eco Resort (antigo Blue Tree Park). Próximo ao Resort chegamos às praias do Tanguá, Tanguazinho e Praia da Gruta, sendo essas 2 últimas, desertas. Como tínhamos muito tempo até as 15h30min, ficamos nessas praias cochilando, já que não dormimos quase nada no ônibus e pouco depois das 10:00 hrs voltamos para a estrada e fomos para o centro da cidade pegar a Autorização para acampar na Praia do Aventureiro. Essa autorização se consegue na TurisAngra e lá fizemos o cadastro e tivemos que dizer em qual camping iríamos ficar e por quantos dias, pois existe um limite de campistas na praia. De posse da Autorização e depois de almoçado, seguimos para o cais onde a barca estava. Saiu lotada e isso em plena Segunda-feira, levando cerca de 1h30min para chegar na Praia de Abraão. O que achamos engraçado foi que ao chegarmos em Abraão havia uma multidão que tomava conta de todo o cais. Lembrava a Rua 25 de Março de São Paulo, em época de fim de ano. Tivemos até certa dificuldade para sair dali. Depois disso fomos logo procurar o Camping do Bicão - já tínhamos lido ótimas recomendações do lugar e lá quem nos recebeu foi a Claudia - responsável pelo local. Não tínhamos feito reservas, mas encontramos o camping com algumas vagas. O lugar é bem tranquilo e sossegado com lonas azuis cobrindo todas as barracas, uma cozinha coletiva com fogão e geladeira e um banheiro de dar inveja. A energia da Ilha é trazida por cabos submarinos vindo de Angra dos Reis que chegam até a distante Vila de Provetá (Praias do Aventureiro, Parnaioca e Palmas não possuem e nesses lugares só com geradores). Naquela noite fomos conhecer a Vila de Abraão e surpreendemos com a quantidade de turistas estrangeiros, em sua maioria argentinos, chilenos e europeus em geral. Brasileiro mesmo estava em menor número. A Vila de Abraão é bem urbanizada com inúmeros restaurantes, algumas padarias, mercearias, algumas lojas de roupas, campings e muitas pousadas. Na Vila tem até uma antena da Vivo Celular. Voltamos para o camping e após analisar as subidas e descidas que iríamos encarar no dia seguinte, resolvemos seguir no sentido anti-horário, o que no final se mostrou a melhor opção. # 2º dia (15/01) – Saída da Vila de Abraão até o Saco do Céu, passando pela Cachoeira da Feiticeira Fotos desse dia: Na manhã seguinte (Terça-feira) saímos do camping por volta das 10:00 hrs em direção ao Saco do Céu, pois já tínhamos a informação que no local se permite acampar em quintais de alguns moradores. Logo que saímos de Abraão já chegamos na primeira bifurcação (seguindo em frente chega-se na Praia Preta e Ruínas do Lazareto) e aqui pegamos a bifurcação da esquerda que passa pelo Poção e pelo Aqueduto (incrível ver como ele está intacto mesmo depois de uns 200 anos), aonde chegamos as 10h30min. Continuamos subindo e subindo, parando várias vezes para retomar o fôlego, pois estávamos com mochilas cargueiras cheias e assim que chegamos na altitude de pouco mais de 200 metros, a trilha começou a descer até chegar na bifurcação, à esquerda para a Cachoeira da Feiticeira - aqui encontramos uma pequena placa indicando. O início dessa trilha é bem íngreme e depois de uns 10 minutos de subida se chega em um local plano que tem uma descida à direita que leva até o rio dessa cachoeira. Mais alguns minutos margeando o rio até chegar na cachoeira, juntamente com um grupo de umas 30 pessoas que tinham ido com um guia. Depois de aguardar algum tempo "na fila" conseguimos chegar perto da queda da água de uns 15 metros de altura e entrar embaixo para relaxar. Tiramos algumas fotos e depois subimos por uma trilha à direita que leva ao topo da cachoeira e a um tobogã bem legal, que termina em um pequeno poço. Ficamos aqui por um bom tempo se divertindo escorregando pela pedra. Depois resolvemos que já era hora de irmos embora, pois tínhamos uma longa caminhada pela frente. Saímos de lá por volta das 13h20min e voltamos até a bifurcação na trilha principal e de lá seguimos em frente. Uns 10 minutos depois a trilha bifurca novamente e a da esquerda segue para o Saco do Céu e a da direita leva até a Praia da Feiticeira. Queríamos conhecer a praia, por isso seguimos para a direita. A trilha é bem demarcada e segue quase sempre no plano com algumas descidas leves e as 13:40min chegamos na praia. Logo que pisamos na areia um barqueiro já veio nos abordar para saber se queríamos retornar para Abraão de barco, pois em caso positivo seriam $10,00/pessoa. Junto com a gente chegou também uma família com umas 8 pessoas e a cara do pai demonstrava que ele estava bem cansado - acho que o barqueiro conseguiu encher o barco. A praia é deserta, com uns 50 metros de extensão, mas estava cheia de turistas. Além de barqueiros que ficam no canto da praia aguardando quem queria voltar para Abraão, encontramos também uma vendedora de refri/cerveja e mais umas 15 pessoas que tinham desembarcado de uma escuna que estava na praia (com certeza essa é uma praia bastante visitada, para quem quer ir além da Praia Preta, que fica a poucos minutos de Abraão). Saímos da Praia da Feiticeira pouco antes das 14:00 hrs e voltamos até o ponto onde a trilha se bifurca e ali continuamos na trilha principal. No caminho ainda encontramos um casal que voltava do Saco do Céu e perguntando para eles, vimos que não faltava muito, então resolvemos voltar alguns minutos até a bifurcação para a Praia do Iguaçú que tínhamos passado direto. Deixamos as mochilas escondidas na mata e pegamos uma trilha que começa a descer com trechos planos e outros com descida íngreme. Uns 10 minutos depois, já perto da praia, chegamos em uma cerca e a trilha segue ao lado dela até a areia. O que encontramos é quase que uma praia particular. Aqui existe uma casa com um enorme quintal e apenas 4 pessoas na areia da praia. Tinha também uma familia de patos passeando na areia. Mais fotos e voltamos para a trilha principal e continuamos seguindo passando agora pela Praia da Camiranga as 14h40min. Aqui já é considerado a Enseada das Estrelas, com as Praias da Camiranga, de Fora e Perequê. Seguindo pela areia da praia chegamos na Praia de Fora, onde a trilha agora sai da areia e segue pela mata - é bem fácil visualizar a entrada da trilha. A partir daqui ela vai seguindo próxima aos quintais das casas e logo chegamos na Ponte sobre o Rio Perequê. Esse rio tem + - 15 metros de extensão, bem rasinho, mas cheio de pedras (aqui paramos por uns 30 minutos para comermos alguma coisa). Seguindo a trilha ainda passamos ao lado de um pequeno bar e chegamos a uma região de mangue do lado direito. Aqui existem algumas pontes de madeira que cruzamos e uns 20 minutos desde o Rio Perequê chegamos em uma bifurcação com um extensa ponte de madeira do lado direito e uma trilha em frente. Como não sabíamos qual era a trilha certa, seguimos em frente subindo, mas logo tivemos que voltar, pois ela terminava em algumas casas. Voltando até a extensa ponte de madeira e seguimos para a direita, chegando no Saco do Céu com a trilha sempre se distanciando da praia e passando ao lado de alguns restaurantes com saída para o mar. Aqui novamente a trilha segue próximo aos quintais e sem bifurcações. Quando perguntamos da casa da Dona Nereide e Sr. Nanandez (tínhamos a informação que o casal permitia acampar no quintal da casa) disseram que ficava no final da praia, próxima a uma Igreja Católica. Chegamos na casa do casal por volta das 16:00 hrs e quem nos recebeu foi a D. Nereide (senhora muito simpática e atenciosa) que nos deixou acampar em um área de gramado bem ao lado da casa. Ela nos disse que até tentou colocar um camping no local, mas devido ao manguezal próximo, o Instituto Florestal proibiu. Ela disse que só aceitava que montássemos a barraca para dormir, já que era proibido o camping e já que iríamos ficar só aquela noite, ela resolveu não cobrar nada. Do lado de fora da casa existem 2 banheiros que provavelmente seriam do futuro camping e nos fundos da casa, o irmão de D. Nereide mantém uma criação de gansos e algumas galinhas. Montamos nossa barraca próxima a placa da Trilha T3 (do Saco do Céu até Freguesia de Santana). O que atrapalhou um pouco foi o barulho dos gansos e galinhas, mas no geral, tivemos uma noite tranquila. # 3º dia (16/01) – Saco do Céu até a Praia Grande de Araçatiba Fotos desse dia: No dia seguinte (Quarta-feira) por volta das 07h50min nos despedimos da D. Nereide, agradecendo-a e seguimos em frente com a firme intenção de chegar na Praia Grande de Araçatiba. Aqui tínhamos 2 opções: a primeira delas seria pegar um atalho direto para a Praia do Bananal, subindo um morro de uns 250 metros de altitude, levando em média umas 2 horas até Bananal. A outra opção seria seguir pela trilha principal até Freguesia de Santana e de lá chegar até Bananal. Como tínhamos tempo de sobra para conhecer várias praias, resolvemos pela segunda opção (quem quiser seguir direto pelo atalho até Bananal é só perguntar para os moradores - todos sabem informar). A trilha principal vai seguindo morro acima por uns 15 minutos e depois quando se inicia a descida, passamos ao lado de uma bifurcação do lado direito que leva até a Praia da Guaxuma. Deixamos novamente as mochilas escondidas e fomos conhecer a praia que estava deserta (só encontramos alguns gansos passeando na areia). Ela está localizada em uma pequena enseada e ficamos só alguns minutos; logo voltamos para a trilha principal. Mais uns 10 minutos descendo pela trilha principal, chegamos na Praia do Funil (muito pequena), marcada por um campo de futebol do lado esquerdo. Nesse local pudemos observar alguns fios de energia que vêm do continente e que chegam a Ilha próxima a essa praia (aqui existe uma divisão - uma parte dos fios segue para Vila de Abraão e a outra para a Vila de Provetá). Mais fotos e seguimos em frente e uns 10 minutos depois, por volta das 09h30min estávamos chegando na Praia do Japariz, muito usada por escunas que levam turistas para a Lagoa Azul (não muito longe daqui). No local existe um restaurante e em frente, um pequeno cais (trapiche) para atracar as escunas. Passamos direto pela praia e a trilha daqui para frente vai seguindo próxima do costão até Freguesia de Santana, aonde chegamos as 10h30min. Aqui é um sucessão de 2 praias (Freguesia e Baleia). O que nos chamou bastante a atenção foram 2 teiús (espécie de lagarto) que estavam comendo 1 jaca no meio da trilha (engraçado foi ver os dois saírem correndo todo desengonçados pela trilha no sentido contrário). Se distanciando da praia, a trilha segue por entre uma área de bambuzal, como se fosse uma espécie de túnel (muito legal) e as 10h40min chegamos na bifurcação para a Praia de Baixo e Praia da Grumixama. Desse ponto pudemos visualizar uma pequena parte da Lagoa Azul com suas inúmeras escunas (aqui ficamos um certo tempo admirando a paisagem, pois o local tem um visual muito bonito). Pouco depois das 11:00 hrs voltamos para a trilha e iniciamos outra subida e descida de morro até chegarmos na Praia do Bananal Pequeno. Essa praia tem uma pequena faixa de areia monazítica e um único morador (Seu Zeca) e daqui já dá para ver quase todas as outras praias por onde iríamos passar. Seguindo por uns 10 minutos chegamos na Praia do Bananal, onde paramos embaixo de uma árvore para descansar e comer alguma coisa. Na praia existem algumas pousadas; quase todas pertencentes a japoneses e a trilha passa por detrás de quase todas elas. Seguindo por outro morro acima, a trilha chega a + - 100 metros de altitude e depois disso descemos em direção a Praia da Matariz, aonde chegamos as 13h40min. A praia possui alguns bares e no final existe uma antiga indústria de pescado que funcionou a muitos anos atrás e logo que termina o muro da antiga fábrica, a trilha segue para a esquerda, atravessando mais um pequeno trecho de mangue. Depois de atravessarmos uma pequena ponte de concreto, algumas casas aparecem à esquerda e à direita da trilha e quando íamos iniciar mais uma subida de morro, paramos para pegar água em uma bifurcação que sai à esquerda da trilha principal, já que nossos cantis estavam quase vazios. Com cantis cheios, iniciamos mais outra subida de morro, chegando a pouco mais de 100 metros de altitude e o que nos chamou a atenção foi uma enorme figueira que fixou suas raízes em cima de uma rocha (no local até existe uma placa indicando a figueira branca). Seguindo em frente, alguns trechos da trilha se abrem e é possível visualizar todo o mar ao redor e o continente. Às 15h15min chegamos em mais uma praia tranquila (Praia de Passaterra) e em mais uns 5 minutos chega-se na Praia de Maguariquessaba (aqui existem alguns bares e restaurantes e encontramos escunas atracadas na praia com vários turistas). Essas praias são muito bonitas, mas o problema delas é que a areia é muito fofa, o que dificulta muito a caminhada. Mais uns 30 minutos de subida morro acima (seguindo os cabos de energia), passamos ao lado de um cafezal, onde alguns cachorros não nos deixaram em paz e queriam porque queriam que a gente brincasse com eles. Nesse trecho existe uma bifurcação próxima a um bambuzal que leva até a pequenina Praia do Marinheiro, que é deserta e uma boa opção para acampar em selvagem só durante a noite (nem chegamos a ir até a praia). Às 16h20min chegamos em Sítio Forte, onde marca o fim da Trilha T5. Essa praia possui imensos coqueirais, mas a região é de mangue, o que torna difícil aproveitar a praia (a areia é monazítica - um pouco escura). Atravessando a praia e mais uns 15 minutos chegamos na Praia da Tapera, onde encontramos algumas lanchas e barcos atracados em frente. O início da trilha para a próxima praia (Ubatubinha) é um pouco mais confusa e para não tomar a trilha errada procure os cabos de energia elétrica que é por ali que a trilha segue. Nesse trecho de Tapera a Ubatubinha o visual que se tem é muito bonito (aproveitamos nas fotos). A praia de Ubatubinha tem uma imensa casa em frente da areia que possui até um pequeno trator (não deve ter sido fácil trazê-lo de barco até aqui). Chegamos nessa praia pouco depois das 17:00 hrs e ainda tínhamos uma longa subida de mais outro morro pela frente e depois de atravessarmos toda a praia, caminhamos por mais uns 3 minutos e chegamos a um bambuzal, onde bem ao lado existe uma placa apontando Praia Grande de Araçatiba morro acima e foi uma longa e extenuante subida por mais de 200 mts de altitude. Quando chegamos no topo, paramos para descansar e retomar o fôlego próximo de um pequeno riacho onde é possível se reabastecer de água (perdi meus óculos aqui e levou algum tempo até encontrá-lo) e daqui para frente a trilha seguia descendo até a Praia da Longa, onde chegamos às 18h45min. Aqui também é um pouco difícil para encontrar a continuação da trilha para Araçatiba, mas é só perguntar para os moradores que eles indicam (novamente é só seguir os cabos de energia). A trilha, na verdade é um antiga estrada de pedras com uns 5 metros de largura e que segue morro acima (o último do dia, graças a Deus). Assim que a estrada termina, a trilha continua subindo, mas pelo menos não foi tão extensa e por volta das 19:30 hrs chegamos nas areias da Praia Grande de Araçatiba. Ainda com Sol, seguimos pela areia da praia até o final dela, já que o camping onde iríamos ficar está localizado no outro extremo. A praia é de areia muito fofa e muito extensa e só chegamos no camping as 20h20min, exaustos, mas satisfeitos pela longa caminhada de mais de 12 horas. Uma coisa que nos chamou a atenção quando estávamos passando pela Praia Grande de Araçatiba foi termos encontrado algumas barracas no quintal de uma casa (pode ser que seja permitido acampar em alguns quintais e com a vantagem de ficar de frente para a areia da praia). Já o camping onde ficaríamos (Camping Bem Natural) está localizado junto da trilha que segue para a pequena Praia de Araçatiba e com isso tivemos que atravessar toda a praia (não foi fácil). Para se chegar no camping é só seguir a trilha no final da Praia Grande de Araçatiba e em + - 10 minutos haverá uma placa de identificação do camping à esquerda (aqui é só subir as escadas morro acima). Aqui tivemos algumas decepções: ao chegarmos, uma mulher estava falando no telefone e pediu para a gente aguardar ela terminar a conversa e logo nos atenderia (p. sacanagem). A outra foi quando perguntamos o valor do camping: ela nos disse primeiramente que era $45,00/pessoa e na mesma hora falamos que iríamos embora, mas aí a mulher (que não me lembro do nome) nos disse que esse valor incluía o café da manhã ($20,00) e o camping em lugar coberto ($5,00). Dissemos que não queríamos nada disso e o valor ficou em $20,00/pessoa (só ficamos pensando que café da manhã é esse de $20,00 – deve ser só com produtos importados). Perguntamos também sobre o valor do PF e nos disse que era $12,00, mas que faria por $10,00, o que aceitamos e combinamos que montaríamos a barraca primeiro e depois iríamos tomar banho e ela nos disse para fazermos isso em até 30 minutos, porque sua cozinheira estava indo embora. Quando nós dois já estávamos tomando banho não é que a mulher veio bater na janela dos banheiros para a gente tomar banho mais rápido porque a comida já estava na mesa (e olhe que ainda não havia completado os 30 minutos). É....decepção atrás de decepção, mas como já estávamos ali, deixamos para lá. Naquela noite nem fomos conhecer a praia, pois estávamos bem cansados. Tínhamos a pretensão de ficarmos 2 dias no camping, para que pudéssemos visitar a Gruta do Acaiá, mas depois do que aconteceu, resolvemos ficar só aquela noite e seguirmos para a Praia Vermelha, logo na manhã seguinte. Outra coisa que nos chamou a atenção foi o tamanho da cozinha disponibilizada para os campistas (mini-cozinha), enquanto que o tamanho da cozinha para quem paga pelo café da manhã é enorme. Uma sugestão que eu deixo aqui é tentar arrumar uma opção de hospedagem melhor (quintais de algumas casas ou pousadas mesmo, pois dependendo da época os valores de algumas são bem baixos). # 4º dia (17/01) – Praia Grande de Araçatiba até a Praia de Itaguaçú, com Gruta do Acaiá Fotos desse dia: No dia seguinte, quando já estávamos fazendo o café da manhã na mini-cozinha, um grupo de escoteiros estava por lá e comentaram que estavam indo visitar a Gruta do Acaiá também, mas saíram bem antes da gente (só os encontraríamos próximo da Gruta). Desmontada a barraca e mochilas nas costas saímos do camping às 09h40min em direção à Praia Vermelha, mas ao chegarmos na próxima praia (a de Araçatiba - conhecida também como Pequena Araçatiba ou Araçatibinha) vimos que o costão era muito propício para mergulho com mascara e snorkel (tínhamos trazido) e foi o que fizemos. Deixamos nossas mochilas em cima de algumas pedras e ficamos ali por quase 1 hora mergulhando (encontramos muito peixe palhaço). Às 10h40min seguimos para a próxima praia e uns 15 minutos de caminhada já encontramos a bifurcação para a Gruta do Acaiá (à direita) e Praia de Provetá (à esquerda) onde planejamos chegar só no dia seguinte, pois nossa intenção agora era acampar na Praia Vermelha, devido a desistência da Praia Grande de Araçatiba. A trilha para a Praia Vermelha segue próxima ao costão e com algumas subidas e descidas leves (me chamou a atenção 2 ou 3 casa semi-demolidas, próximas da trilha, à esquerda). Às 11h10min chegamos na bifurcação para a Praia do Itaguaçú e uns 10 minutos depois na Praia Vermelha. Aqui é uma praia pequena com alguns restaurantes e bares junto da areia e perguntando onde existia um camping nos indicaram o de uma mulher que era a dona do restaurante, mas havia um problema: o banheiro do camping estava em reforma e o camping era uma casa onde as pessoas acampavam no quintal. Resolvemos não ficar aqui e agora nossa alternativa era visitar a Gruta e seguir para a Praia de Provetá, praia esta onde havia um camping estruturado de frente para a praia (Camping da D. Cleuza). Depois da desistência, deixamos nossas mochilas em um dos restaurantes e seguimos para a Gruta só com um pequeno cantil. Saindo da Praia Vermelha o início da trilha para a Gruta é um pouco confuso (existem bifurcações que levam a algumas casas). Tem uma pequena placa indicando a trilha, mas ela está um pouco escondida e a vantagem é que essas bifurcações estão ao lado de inúmeras casas, então é só sair perguntando se não encontrar a trilha certa. Da Praia Vermelha até a Gruta do Acaiá foram + - 1 hora de caminhada e o início da trilha é uma longa subida íngreme com a paisagem se abrindo conforme você vai subindo, mostrando todo o visual ao redor. A trilha vai subindo até chegar + - 150 metros de altitude e sempre passando por áreas descampadas (aqui o Sol castigou muito nós dois). Quando a trilha começou a se estabilizar já começamos a passar por áreas com mata fechada e desse ponto em diante cruzamos com os escoteiros que estavam no mesmo camping que a gente. Diziam que estavam retornando da Gruta, mas não tinham entrado porque estavam cobrando $10,00/pessoa. Tinham tentando até reduzir o valor, mas não conseguiram. O grupo era formado por umas 10 pessoas e com isso eu e a Márcia já pensávamos em gastar uns $20,00 reais. A trilha seguia com leve inclinação, passando por uma nascente do lado esquerdo e às 14:00 hrs chegamos ao portão de acesso da propriedade da Gruta. Nessa entrada o portão estava fechado com cadeado e bem ao lado uma placa bem grande de “Propriedade Particular”. Nesse momento 3 pessoas estavam saindo e com isso a senhora que cuida de propriedade pediu que fechássemos o portão com o cadeado. Ainda caminhamos uns 50 metros até chegar a casa onde é feita a cobrança. Lá a senhora queria cobrar $10,00/pessoa se quiséssemos visitar a gruta e conversa daqui e dali reduzimos o valor pela metade. Bom para ambas as partes, ainda tínhamos que caminhar um pequeno trecho até a entrada da Gruta, passando antes por algumas casas e ficamos surpresos por ver como a entrada da gruta era bem diferente de todas as que conhecíamos. É como se estivesse entrando num buraco no chão com algumas pedras em volta. Depois de conversar com senhor responsável por guardar a entrada, que não deixou de se certificar se tínhamos mesmo pago antes a senhora. Iniciamos a descida por uma escada de madeira de + - 5 metros de profundidade e aqui uma lanterna é essencial, mas como não tínhamos, usamos a lanterna do celular. Conforme íamos descendo o buraco ia ficando mais estreito e apertado e só chegamos ao salão interno depois de passar arrastados por entre as pedras. O salão é uma coisa magnífica e olhando para o fundo da gruta se vê uma luz azul ou verde fluorescente (depende da intensidade da luz solar), que na verdade é o sol que reflete no fundo do mar e aparece no fundo da Gruta. O salão tem uma altura de pouco mais de meio metro e mais ou menos 20 metros de largura (isso foi até onde podíamos enxergar; talvez seja até maior que isso). Depois de se arrastar até próximo ao fundo da gruta chegamos a uma local até onde a água do mar chega e aqui ficamos por um bom tempo admirando o fundo da gruta com aquela luz fluorescente. Desse ponto até a superfície do mar existe uma fenda submarina e somente com cilindro de oxigênio para atravessá-la. Depois de sairmos da gruta ainda fomos conhecer o costão por onde começa a fenda submarina e por onde passa a água para o interior da gruta. Aqui também é o local onde os barcos e escunas ficam ancorados. Pouco depois das 15:00 hrs iniciamos o retorno para a Praia Vermelha e depois de pegarmos nossas mochilas no restaurante seguimos para o camping da Praia de Provetá. No caminho ficamos pensando em outra alternativa: ficar em uma das casas semi-demolidas que encontramos pela trilha, próximo da Praia do Itaguaçú e nessa praia paramos um pouco para mergulhar nos costões, mas não ficamos muito tempo porque encontramos algumas águas-vivas na praia e logo seguimos pela trilha. Cerca de 20 minutos depois já estávamos nessas casas semi-demolidas e chegamos a conclusão que ali era uma boa opção, pois água potável nós tínhamos encontrado alguns metros antes. As casas haviam sido abandonadas há muitos anos, pois o mato tinha crescido em volta e tinha muito entulho ao lado. Montamos nossa barraca na sala da antiga casa e bem ao lado de um dormitório onde tinham 2 morcegos. Demos uma p. sorte, pois logo que montamos nossa barraca, começou a chover forte e foi assim o resto da noite. # 5º dia (18/01) – Praia de Itaguaçú até a Praia do Aventureiro Fotos desse dia: Logo pela manhã (Sexta-feira) acordamos com o dia nublado e as 08h20min seguimos pela trilha para a Praia de Provetá, mas como tinha chovido bastante a noite, ela estava um pouco escorregadia. Ao passar pela bifurcação, a trilha vai seguindo por mais uma subida de morro até chegar a pouco menos de 200 metros de altitude e quando começamos a descida cruzamos com um rio onde paramos para tomar o café da manhã. Seguindo pela trilha o que não nos agradou foi que ao chegarmos próximo da Vila encontramos toda a mata ao redor desmatada. É uma coisa que choca para quem só estava vendo mata fechada próximo das praias e antes de chegar lá, por pouco a Márcia não pisa em uma cobra que estava atravessando a trilha e pela cor e desenhos, parecia ser um filhote de jararaca (peçonhenta). Fomos chegar na Praia de Provetá as 11:00 hrs e lá paramos para descansar ao lado da Igreja Assembléia de Deus (bem imponente e que se destacava), pois a Vila em sua maioria é formada por evangélicos. Encontramos bem ao lado um orelhão e uma pequena mercearia onde compramos algumas coisas. A trilha para Aventureiro se inicia bem no canto esquerdo da praia e lá fomos nós caminhando pela areia, passando ao lado do Camping da D. Cleuza que está em frente da praia. Ao chegarmos ao lado de uma enorme bica de água (conhecida como Bicão), a trilha segue novamente morro acima em mais uma subida bastante íngreme. Logo que se inicia a subida tomamos uma bifurcação da esquerda (na dúvida e só perguntar aos moradores, pois existem várias casas ao lado). Depois de + - 10 minutos a trilha se bifurca novamente e seguindo em frente provavelmente vai chegar em algumas casas, mas a trilha correta é pegando a bifurcação da esquerda (nesse local até existe uma placa apontando Aventureiro para a esquerda). Aqui chegamos em um mirante que permite ótimas fotos da praia e de toda a Vila. Nesse momento chegaram 2 homens (pai e filho) que passaram pela gente seguindo pela trilha e disseram que tinham vindo de Araçatiba e pretendiam retornar no mesmo dia, mas pelo horário avançado (12:00 hrs) iriam aproveitar pouco a Praia do Aventureiro. Daqui pra frente a trilha segue em aclive suave sempre em linha reta passando por várias nascentes, porém o trecho final é bem íngreme o que nos fez parar em vários momentos para descansar, até chegarmos a altitude de + - 350 metros (o ponto mais alto de todos que tínhamos subido). Daqui já conseguíamos ver a Praia do Sul bem à esquerda, mas Aventureiro estava escondida pela mata. A descida até a praia é uma pirambeira daquelas (muito íngreme) e tivemos que tomar muito cuidado para não escorregar, pois tinha chovido muito a noite passada (aqui tivemos a certeza que tínhamos acertado em fazer a volta no sentido anti-horário, pois para quem sai de Aventureiro e segue para Provetá com uma mochila cargueira vai sofrer muito na subida desse trecho). A descida foi rápida e as 14:00 hrs chegamos na Praia do Aventureiro. Aqui existem inúmeros campings (mais de 15), próximos da areia da praia, mas primeiramente tínhamos que deixar nossa autorização no quiosque da Associação de Moradores que fica do lado direito da praia junto ao coqueiro caído que é o cartão postal de Aventureiro. No cadastro em Angra tínhamos escolhido um camping próximo da areia sendo que o valor ficaria em $20,00/pessoa sendo que $5,00 seriam para a taxa de permanência na praia. No quiosque ficamos sabendo que existia um camping no morro bem ao lado e que era um lugar bem mais sossegado e tranquilo. Não pensamos 2x e escolhemos esse (ele é o Camping de número 1 e o valor era de $17,00/pessoa). Depois de montada a barraca, fomos conhecer a Praia do Aventureiro e a do Demo que fica ao lado, mas antes fomos comer um arroz com mexilhão (foi nosso almoço e jantar). Entrar na água no canto direito estava fora de questão, pois uma quantidade muito grande de algas estava sendo trazida pelas ondas, mas a praia é um paraíso com areia branquíssima e várias áreas de sombra. A Praia do Demo que é separada do Aventureiro por algumas pedras é também uma dádiva (algumas árvores que formam sombra na areia e também um pequeno riacho junto ao costão). Aqui vimos uma quantidade muito grande de coqueiros na mata e até conseguimos pegar alguns cocos. Seguimos para o Costão do Demo, que separa a Praia do Sul da Praia do Demo e aqui ficamos até o anoitecer vendo o pôr do Sol e as ondas quebrarem no costão. Observamos também que várias pessoas vinham da Praia do Sul e do Leste e ficamos sabendo que os fiscais do Instituto Florestal só ficam ali para proibir o acesso em feriados prolongados ou alguns fins de semana, pois a região é uma Reserva Biológica. Por volta das 20:00 hrs voltamos para o camping e nesse momento começou a chover, mas o local onde estávamos era embaixo de uma árvore. Tínhamos colocado também uma lona em cima da nossa barraca e a chuva até ajudou a dormirmos melhor. # 6º dia (19/01) – Praia do Aventureiro até a Praia de Parnaioca Fotos desse dia: Às 08h30min do dia seguinte (Sábado) acordamos. Naquele dia ainda não tínhamos decidido se iríamos ficar mais um dia ou seguiríamos para Parnaioca. Ficamos a manhã toda na Praia do Demo e lá decidimos seguir para Parnaioca naquele dia mesmo. Depois de desmontada a barraca, deixamos o camping por volta das 13:00 hrs e seguimos para a Praia do Leste (ainda cruzamos com 2 garotos com cargueira que provavelmente estavam fazendo a volta da Ilha, no sentido contrário ao nosso). A travessia do Costão do Demo exige certo cuidado, pois a pedra é um pouco inclinada e em dias de chuva é arriscado passar por aqui. Chegamos na Praia do Sul às 14:00 hrs e encontramos algumas pessoas na areia da praia e aqui tivemos que ficar descalços, pois a areia é muito fofa e a praia muito extensa. Chegando ao final dela, existe uma trilha que sai para a esquerda em direção ao manguezal e nesse local a água chega a bater um pouco acima dos joelhos. Depois de atravessado a região do manguezal, chegamos na Praia do Leste que é um pouco menor, mas no final da praia tivemos uma noticia desagradável: um grupo de 3 garotos estava voltando de Parnaioca e dizia que tinham sido barrados por um fiscal do IF que estava no começo da Praia de Parnaioca e com isso ficamos decidindo o que fazer. Já que estávamos ali, nem valeria a pena voltar para Aventureiro para pegar um barco em direção a Parnaioca. Se continuássemos pela trilha e ao chegar na Praia, o que o fiscal poderia fazer com a gente? Fazer a gente voltar? Talvez sim ou talvez não. Paramos para pensar e então decidimos esperar um pouco mais e chegar no final da tarde na praia. De repente chegam 2 garotos de mochilas cargueiras que tinham vindo de Parnaioca e estavam fazendo a volta da ilha também, mas no sentido inverso ao nosso. Perguntamos a eles sobre o fiscal e disseram que não tinham encontrado ninguém e pensamos se o fiscal não tinha ido tomar um café, ao banheiro ou tinha ido embora mesmo. Com essa dúvida saímos da Praia do Leste as 17:00 hrs em direção a Parnaioca; estávamos inseguros, mas não tínhamos opção. Por volta das 18:00 hrs, quando chegamos na praia, não encontramos nenhum fiscal. Ao cruzarmos o rio, encontramos 4 rapazes acampados na mata, ao lado do rio em camping selvagem e conversando com eles decidimos ficar por ali também. Eles disseram que o fiscal do IF tinha ficado na praia até as 15h30min e pediu a eles que não ficassem acampados na areia e que desmontassem as barracas durante o dia. Atualmente nessa praia existem 3 campings estruturados, que são boas opções para quem quiser ficar por alguns dias nessa praia. Com a barraca montada, ainda fomos dar uma volta pela praia e depois fomos fazer nosso jantar e dormir. A chuva que chegava sempre no início da noite, nesse dia não veio. # 7º dia (20/01) – Praia de Parnaioca Fotos dessa praia: No dia seguinte (Domingo) acordamos com um Sol muito forte e decidimos lavar algumas roupas e colocá-las para secar. Depois de desmontar a barraca, colocar na mochila e escondê-la na mata fomos caminhar pela praia, que era muito extensa e só achamos 4 casas próximas da areia e mais 2 um pouco longe da praia. Na praia sempre estavam chegando alguma escuna com turistas que ficavam por um certo tempo lá. Encontramos também uma pequena Capela e um Cemitério bem ao lado. Logo depois seguimos rio acima para conhecer as cachoeiras, mas antes fomos na casa da Marta (ao lado do Camping do Silvio) encomendar 2 pfs para o final da tarde. O rio é cheio de pedras com inúmeros poços para tomar banho, mas as cachoeiras não passam de 1 metro. Voltamos para montar a barraca e nessa hora começou a chover muito forte e para irmos à casa da Marta precisamos colocar nossas capas de chuva. Quando estávamos comendo e conversando com a Marta e o seu marido sobre como é a vida naquele lugar chegou o Silvio (o do Camping). Ele mora ao lado e nos disseram que teve épocas piores do que as de hoje, pois quando existia o Presídio em Dois Rios e ocorriam fugas, os presos se dirigiam para essa praia. As famílias da época eram muito humildes e só viviam da pesca e hoje com o fechamento do presídio, o turismo trouxe mais visitantes para a praia e os moradores vivem da rendo do turismo. O Silvio (um dos moradores mais antigos da praia) nos deu uma verdadeira aula de história sobre o lugar. Ficamos conversando sobre os primeiros moradores da ilha e a época dos escravos, quando existiam imensas plantações de café na região. Saciados da fome voltamos para a barraca e decididos que no dia seguinte seguiríamos em direção à Praia do Caxadaço. Durante a noite choveu muito e o rio ao lado, onde estávamos, ficou muito cheio. Conversando com os outros 4 garotos, eles decidiram voltar para Abraão com a gente e um deles decidiu ficar para tentar uma carona de barco. # 8º dia (21/01) – Praia de Parnaioca até a Praia do Caxadaço Fotos desse dia: Na manhã do dia seguinte (Segunda-feira) saímos de Parnaioca as 09:00 hrs pensando que a continuação da trilha fosse no final da praia, mas o Silvio nos encontrou e disse que a trilha para Dois Rios saía atrás da casa da Janete. Refeitos do erro, seguimos pela trilha correta, começando com uma subida de morro até chegar a uma altitude de + - 150 metros e na subida os 3 garotos passaram por nós e seguiram na frente. A trilha não tem como errar, pois está bem demarcada e sem bifurcações. Só a vegetação que estava molhada e um pouco de lama na trilha. Às 11:00 hrs passamos ao lado de uma imensa figueira e um pouco mais a frente ao lado da Toca das Cinzas, que segundo a lenda, era usada como prisão para escravos ladrões que eram deixados para morrer aos poucos (que coisa mais sinistra!). A trilha de Parnaioca para Dois Rios é a mais longa de toda a ilha e depois de 2h30min de caminhada chegamos na praia as 11h30min. Nesse lugar existia o Presídio que foi demolido em 1994, mas que ainda restaram os muros e as casas dos funcionários. Entramos na parte interna do presídio, mas saímos de lá cheios de pulgas nas pernas. Depois disso fomos em um barzinho da Vila (Bar da Tereza) onde almoçamos um PF e um lanche. No lugar encontramos um grupo com umas 8 pessoas que tinha acampado na Praia do Caxadaço na noite anterior e disseram que passaram por dificuldade, pois tinha chovido muito e com isso o saco de dormir de alguns deles tinham molhado. A intenção deles era fazer a volta da ilha no sentido contrário ao nosso, mas depois desse problema e sem perspectiva do tempo melhor, desistiram da ideia. Foi uma pena vê-los com mochilas cargueiras e desistindo da volta por causa desses pequenos problemas - felizmente para a gente tinha dado tudo certo até agora. As 15:00 hrs resolvemos seguir para a Praia do Caxadaço e quando já estávamos saindo da vila um PM nos abordou querendo saber de onde tínhamos vindo e para onde íamos e se conhecíamos a trilha para o Caxadaço (provavelmente a função dele é anotar o destino de todos que passam por ali. Por que? eu não sei). Seguimos pela estrada de terra em direção a Abraão por cerca de 10 minutos e logo encontramos a bifurcação para a Praia do Caxadaço à direita. A trilha entra na mata fechada e segue na direção leste passando por alguns vestígios de construções e pelo Caminho das Pedras que tinha sido construído pelos escravos na época em que chegavam por essa praia. O final da trilha, próximo da praia, é bastante íngreme e um lugar bom para acampar na trilha é próxima a um bambuzal, cerca de 10 minutos antes de chegar na praia, aonde chegamos as 16:00 hrs. Próximo a um riacho existe também um descampado onde cabem algumas barracas, mas seguimos em frente. Já na praia existem poucos lugares para montar barracas e encontramos ela totalmente deserta, possuindo uma faixa de areia de uns 15 metros de largura. Uma peculiaridade da praia é que ela se localiza em uma enseada que fica escondida de quem passa em alto mar, por isso foi usada para desembarque de escravos na época do tráfico negreiro. Montamos nossa barraca no descampado de frente para a praia, mas com a desvantagem do local ser um pouco inclinado. Até pensamos em ficar no local mais plano, próximo ao rio, mas queríamos acampar ali mesmo, de frente para a praia. Imaginávamos que iria chover a noite, por isso cavamos em volta da barraca para que a água da chuva escorresse, mas de nada serviu, porque a chuva não veio. A praia eu achei a melhor de todas (a Márcia preferiu Aventureiro) e do costão se consegue ver as Praias de Santo Antônio e Lopes Mendes. Depois de banho tomado no rio fomos fazer o jantar e dormir ouvindo as ondas chegarem na praia. Aqui o camping é proibido, mas naquela noite não tínhamos opção, porque em Dois Rios não existe camping e caminhar para Abraão estava fora dos planos, porque ainda tínhamos outras praias para conhecer. # 9º dia (22/01) – Praia do Caxadaço até a Praia de Palmas Fotos desse dia: No dia seguinte (Terça-feira) iríamos seguir pela trilha mais difícil de toda a volta da Ilha (em direção à Praia de Santo Antônio). Levamos algumas anotações do livro do José Bernardo (Caminhos e Trilhas de Ilha Grande) e elas foram a nossa referência, pois a trilha possui várias bifurcações que chegam a confundir e quem não tem experiência em trilha na mata fechada não recomendo fazê-la de maneira nenhuma. As bifurcações são semelhantes a da trilha principal e por isso usamos as anotações. Saímos da Praia do Caxadaço as 09:00 hrs e pegamos uma trilha que sai atrás da placa indicativa da Trilha T15 - Caxadaço-Dois Rios (sentido nordeste). Mais alguns metros e a trilha chega em uma vala a esquerda e daqui para frente segue rente a ela, morro acima. Uns 10 minutos depois chegamos a uma área de samambaias onde a descida é bastante íngreme e já no final dela começam a aparecer as bifurcações para a direita; a trilha principal segue para a esquerda subindo para mais outro morro e depois segue no plano por um bom tempo passando por outras bifurcações. Depois de um bom tempo passamos ao lado de uma imensa rocha do lado esquerdo onde escorre um riacho e aqui foi colocada uma pequena corda para ajudar na travessia dessa pedra. Depois de passar ao lado de um imenso bambuzal e cerca de 1hr30min de caminhada, terminamos a trilha em uma outra bem mais demarcada que leva até a Praia de Santo Antônio e aqui viramos para direita chegando na praia pouco antes das 11:00 hrs. O lugar possui um rio que deságua no canto da praia, mas a água não é confiável e se quiser água de qualidade e só seguir no costão à direita por uns 5 minutos. A areia da praia não é fofa e acampar aqui também é proibido. A praia tem + - 100 metros de largura e do lado esquerdo se consegue visualizar a Praia de Lopes Mendes que está bem próxima. De vez em quando ameaçava cair uma garoa, mas a chuva não veio, então ficamos aqui por cerca de 1 hora. Em seguida voltamos para a trilha e seguimos para Lopes Mendes onde chegamos + - 30 minutos depois e aqui alguns consideram uma das 10 melhores praias do país, mas não achamos tudo isso. Sua extensão é de quase 3 kms de areia fofa e inúmeras amendoeiras que fornecem sombra por toda a praia. Existe também uma mata com alguns descampados antes de chegar na areia e várias trilhas que conduzem até a praia. Nem entramos na água porque o tempo não estava ajudando e as 14h15min saímos em direção à Praia de Palmas onde acamparíamos naquele dia. A trilha é bem nítida, quase uma estrada e ainda passamos pela praia do Pouso (onde os barcos de Abraão para Lopes Mendes atracam) e a Praia de Mangues. Caminhando mais uns 10 minutos chegamos em Palmas, onde existem uns 3 campings e como já tínhamos lido algumas recomendações ficamos no Camping dos Coqueiros (cujos proprietários Tunico e Carla são pessoas excelentes). Ele está + - no meio da praia e não nos arrependemos, pois o lugar é muito bom. A praia não tem energia elétrica, mas os chuveiros quentes são aquecidos a gás (o gerador para a energia elétrica fica ligado das 18:00 às 00:00 hrs). O camping estava relativamente vazio e resolvemos comer um PF no bar ao lado, com preço de $9,00. A chuva no fim da tarde ia a voltava e ficamos planejando o que faríamos no dia seguinte. O que faltava para a gente era subir o Pico do Papagaio e conhecer as praias próximas de Abraão (Júlia, Crena e Abraãozinho) e na volta para a barraca decidimos fazer as duas coisas. Só torcíamos para que o tempo ajudasse e amanhecesse um dia de muito Sol. # 10º dia (23/01) – Praia de Palmas até a Praia de Abraão Fotos desse dia: No dia seguinte (Quarta-feira) acordamos com o tempo nublado e com poucas esperanças dele melhorar, mas ainda assim saímos do camping em direção à Abraão para tentar chegar no topo do Pico do Papagaio. Saindo da praia, iniciamos mais uma subida de morro até chegar a + - 200 metros de altitude e lá no topo já vimos que o tempo não tinha melhorado mesmo, pois estava tudo encoberto. Iniciamos a descida e chegamos na Vila de Abraão cerca de 1 hora depois e dali seguimos pela estrada de terra em direção à Praia de Dois Rios e não demorou muito começou a chover forte, mas seguimos em frente. Chegando na bifurcação do Pico, começamos outra subida forte pela trilha em direção ao topo (como a chuva não parava de cair decidimos voltar depois de uns 20 minutos de trilha). Pensamos que não adiantaria nada chegar no topo se não conseguiríamos ver nada ao redor. Voltamos para a Vila onde chegamos por volta do 12:00 hrs e de lá seguimos para as Ruínas do Lazareto e para a Praia Preta (praia de areia monazítica que possui propriedades medicinais). Depois voltamos para a Vila e fomos conhecer as prainhas do lado direito de Abraão (em Abraãozinho existe um pequeno bar de frente para a areia da praia). Às 15:00 hrs voltamos para Abraão para comer e as 17:00 hrs seguimos para Palmas. Estávamos um pouco tristes, pois esse era nosso último dia em Ilha Grande, mas como o tempo não colaborava e ficar na Ilha com chuva não valia a pena, resolvemos ir embora. Já no Camping em Palmas arrumamos as mochilas e deixamos tudo pronto para sair cedo no dia seguinte, pois a Barca para Angra dos Reis saía as 10:00 hrs. # 11º dia (24/01) – Praia de Palmas e retorno para São Paulo Fotos desse dia: Na manhã seguinte, o camping ficou em $10,00/pessoa e depois de pagar para a Carla seguimos para Abraão onde chegamos as 09:00 hrs e as 10:00 hrs em ponto a Barca saiu de Abraão em direção à Angra dos Reis e com ela estávamos levando ótimas recordações. Pouco antes das 12:00 hrs chegávamos em Angra dos Reis e as 15:00 hrs embarcamos em direção a São Paulo um pouco tristes. Era hora de voltar para o batente e a correria de Sampa, mas contentes porque em nossas lembranças iriam ficar lindas imagens de lugares como Gruta do Acaiá, Praia do Aventureiro, do Leste, do Caxadaço, Santo Antônio e muitas outras. Muitas ficarão nas nossas lembranças por muito tempo. Ufa.............finalmente. Terminei............... Depois eu coloco algumas dicas. Abcs
  6. Volta Ilha Grande O relato é da trilha de Volta a Ilha Grande, feito por mim e pelo meu namorado em junho. A trilha pode ser feita em mais ou menos dias, as trilhas são bem marcadas e há bastantes pontos de apoio, além de pontos de escape, caso precise desistir ou mudar de idéia. Espero que ajude quem esteja afim de realizar essa fantástica viagem Dia 1 – Sábado – 03/junho Chegamos a Angra às 6h da manhã, tomamos café na rodoviária e nos dirigimos a pé até o escritório da Turisangra, que fica na praia do Anil, no caminho para o cais. A Turisangra abre às 8h e nesse horário preenchemos uma autorização para pernoitar em Aventureiro. Na época em que fomos junho, não havia fiscalização alguma em qualquer lugar. Mas mesmo assim pegamos a autorização e a pulseirinha Fomos ao cais e a barca maior só saia às 13h, resolvemos então pegar uma lancha rápida que saia às 9h. Pagamos 80 reais ida e volta, com o ticket de volta aberto para qualquer dia com saída em Abraão. Às 10h já estávamos em Abraão e assim que chegamos já começamos nossa caminhada. A trilha começa no lado esquerdo da praia e há algumas placas de sinalização. Resolvemos ir primeiro à cachoeira da Feiticeira. Passamos antes pelas ruínas do Aqueduto e por um poço. Cerca de 1 hora e meia depois estávamos na cachoeira. A trilha até a cachoeira tem algumas placas no caminho e pra quem quiser ir direto ao Saco do Céu é só não entrar na última placa que diz que faltam 10 minutos e seguir direto. Depois da cachoeira fomos à praia da Feiticeira, são uns 15 minutos de caminhada, e também há placas. A praia da Feiticeira é pequena e bem bonita e de lá saem táxi boats de volta para Abraão. Nessa praia fomos adotados por uma cachorrinha que fez toda a volta conosco e demos a ela o nome de Lola. Saindo da Feiticeira é só voltar pelo caminho que fez para chegar a praia e na segunda bifurcação a direita entrar. À partir daí estará seguindo os fios de eletricidade e será assim até o dia de Araçatiba. Depois da praia da Feiticeira se chegará a praia de Fora, que é uma praia bem extensa e na qual tem que ser andar pela areia e com a maré cheia às vezes é preciso correr um pouco para não molhar as botas. No final da praia de Fora haverá uma trilha à direita que começará a passar pelo meio das casas, com alguns minutos de caminhada já se estará no Saco do Céu. O único camping que tenho notícia por lá é a Gata Russa, que cobra 60 por pessoa com café da manhã e 45 sem o café. Demos uma chorada e ela deixou por 35. No geral, achei o valor do camping caro na Ilha Grande. Depois de montada a barraca e banho tomados fomos comer em um restaurante. Há uns restaurantes bons (e caros) no Saco do Céu, fomos em um com melhor preço, mas bem gostoso, se chamava Gruta das Estrelas. Dia 2 – Domingo – 04/junho Saímos às 10h do Saco do Céu, a trilha começa na rua ao lado da pousada da Gata Russa, seguindo o fio de eletricidade e contorna todo o Saco. Perto de um campo de futebol há o começo de uma outra trilha, mais íngreme e que já é um corta caminho para quem quer ir direto ao Bananal. O que não era nosso caso. Depois de 50 minutos de caminhada estávamos na praia de Japariz, que é uma praia em que há restaurantes e na qual muitos barcos de passeio param para o almoço. Descansamos um pouco e logo partimos para a próxima praia: Freguesia de Santana. Chegamos na Freguesia em mais 1 hora de caminhada e por lá ficamos bastante tempo, esticamos um pouco a caminhada e fomos numa praia chamada Baleia, para essa caminhada, de 10 minutos, deixamos nossas mochilas com uma vendedora. Essa praia também é parada de vários passeios de barco. Depois de descansados seguimos caminhada, no caminho passamos pela igreja da Freguesia de Santana e por uma praia menor, praia de Araça. Seguindo caminhada por mais de uma hora chegamos a praia de Bananal Pequeno, que fica já ao lado da praia do Bananal e é melhor para mergulhar. Ficamos lá um bom tempo e depois fomos ao Bananal procurar nosso camping. Perguntamos aos moradores pelo camping da Cristina e nos indicaram onde ficava. A Cristina cobra 20 reais para acampar no quintal dela e também serve janta por 12 reais. Dia 3 – Segunda-feira – 05/junho Nesse dia conseguimos sair um pouco mais cedo e antes das 9h já saímos para nosso próximo destino: praia Grande de Araçatiba. Novamente começamos seguindo os fios de eletricidade e em 50 minutos de caminhada chegamos a praia de Matariz, que é uma praia não grande e não parece ter atividade turística, tem uma construção abandonada na beira da praia e um mangue atrás dessa construção e é por aí que continua a trilha, passando pelas casas e depois começando uma subida. Depois mais uns 40 min de caminhada chegamos a praia de Maguariquessaba, nessa praia havia restaurantes mas ainda estava cedo e não tínhamos fome então continuamos a caminhada. Depois de alguns minutos de caminhada chegamos em Sítio Forte que é uma praia em que há uma gramado bem próximo a praia, seguimos caminhando e em poucos minutos chegamos a praia de Tapera, nesse momento já tínhamos fome e questionamos umas pessoas que estavam na praia se havia restaurantes e a resposta foi negativa, mas que na praia da Longa (a próxima segundo eles) haveria restaurantes. Seguimos nossa caminhada e logo que saímos da praia e começamos nossa caminhada encontramos uma cobra! Ficamos ali olhando ela ir embora e seguimos nossa caminhada até chegar na praia de Ubatubinha, decidimos comer uns snacks e entrar no mar. Depois do merecido descanso seguimos rumo a praia da Longa. Não havia restaurantes abertos mas nos falaram que havia uma senhora que faria comida se fossemos lá conversar com ela. Como a próxima praia já era a de Araçatiba, nosso destino final, decidimos continuar nossa caminhada. Saindo da Longa pegamos uma subida grande e depois de uma longa caminhada, grande parte já atrás das casas de Araçatiba, finalmente chegamos à praia. E só víamos restaurantes fechados! Já no lado esquerdo da praia encontramos o restaurante do Carlinhos estava aberto e ainda servindo almoço (já passava das 15h). Depois disso nos dirigimos ao camping Bem Natural e montamos nossa barraca. Burrice nossa esquecemos de perguntar o preço do camping! Dia 4 – Terça-feira – 06/junho Esse dia estava reservado para o descanso e foi isso que fizemos: dormimos até tarde! E tomamos café no próprio restaurante do camping: acho que 35 a vontade, ou pode-se comprar os itens separados (tipo 10 reais a jarra de suco, 6,50 o misto quente, 1 real a fruta). Em Araçatiba há um senhor que vende vieiras frescas e ao perguntar a Nice, dona da Bem Natural, sobre ele, Louro, encomendamos uma dúzia (60 reais a dúzia) e combinamos que ela faria pra gente no jantar. Saímos para fazer a trilha para a Lagoa Verde. Para fazer a trilha volta-se sentido praia da Longa e depois que passasse das casas da praia de Araçatiba no lado esquerdo haverá um portão trancado, continue andando e logo depois desse portão haverá uma trilha que desce a esquerda. Há algumas sinalizações, mas sutis. A trilha é curta em 20 minutos se estará na Lagoa Verde. O dia estava meio nublado, mas ainda assim vi bastantes peixes. Na volta tínhamos a idéia de fazer a trilha para a Gruta do Acaiá, pois nos falaram que demoraríamos 1 hora para chegar lá (demoramos 2 horas quando fomos, o dia seguinte). Mas como demoramos fazendo o almoço, decidimos que no dia seguinte iríamos até lá. Fora de temporada tudo é mais vazio, mas há o complicador que alguns lugares estão fechados como restaurantes e mercados. E quando estão abertos faltam alguns itens. Fomos ao mercado do Gabriel que estava fechado, batemos na porta da casa, para comprar mistura, mas só havia ovos. Ok, nós nos viramos bem com isso  À noite comemos as vieiras, deliciosas! E nos deparamos com o preço do camping: 45 por pessoa! Mas como ficamos 2 noites ela deixou por 40... Dia 5 – Quarta-feira – 07/junho Às 8h já estávamos partindo para a trilha desse dia: chegar a Aventureiro com desvio pela Gruta. Nos informamos e havia uma trilha para Provetá saindo da praia Vermelha e fomos confiando nessa informação. Começamos a trilha e logo depois da praia de Araçatibinha, há uma bifurcação que está marcada com placa. Fomos direto rumo praia Vermelha e cerca de 50 minutos depois estávamos na praia Vermelha. Lá pedimos para um casal se podíamos deixar nossas mochilas enquanto íamos até a Gruta do Acaiá. A trilha para a Gruta começa no final da praia subindo uma escada, no final da escada, em um pé de jaca, há uma placa escrita Gruta, vire à esquerda e siga. A partir daí não tem erro é só ir reto nessa trilha, haverão outras bifurcações mas não as pegue. A trilha começa num subidão e depois fica subindo e descendo. 50 minutos depois chegamos num portão, o abrimos e fomos chamando. Aí apareceu o moço que cuida da Gruta que nos acompanhou lá dentro. O dia não estava com um super sol, mas ainda assim é espetacular o efeito da cor da água. Ele disse que da pra levar snorkel pra olhar os peixes que ficam ali, infelizmente não estávamos com o nosso. Novamente não perguntamos o preço na entrada e fomos apunhalados com a cobrança de 20 reais por pessoa! Ainda tentamos argumentar, mas foi esse o valor pago Voltamos para a praia Vermelha, lanchamos numa lanchonete que havia acabado de abrir e que fica na praia mesmo. Pegamos nossas mochilas e partimos para a praia de Provetá. Fomos alertados que a trilha era puxada e não nos mentiram: 45 minutos de uma subida íngreme! E mais 45 minutos de uma descida com pontos bem íngremes, e chegamos na praia de Provetá. Essa trilha começa depois das casas da praia Vermelha, há uma escada que leva a essas casas e depois já vira uma trilha. Todos lá conhecem a trilha, que está bem aberta. Em Provetá aproveitamos pra tomar um sorvete, comprar mistura (frango, que era a única coisa que tinha no mercadinho) e pães. Há uma padaria lá que vende vários tipos de pães e frios. Depois fomos para a parte mais aguardada: a subida para Aventureiro. Mas depois da subida da praia Vermelha essa aí foi fichinha: demorou uma hora de subida, mas era bem menos íngreme e às vezes tinha uma descidinha para aliviar. Depois de quase 2 horas de trilha chegamos à praia do Aventureiro com uma lua linda! Em Aventureiro há vários campings e ficamos no camping do Luiz, 25 por pessoa. Dia 6 – Quinta-feira – 08/junho A idéia inicial era ficar esse dia de boa no Aventureiro e no dia seguinte pegar um barco para Parnaióca, mas como nos falaram que estava tranqüilo atravessar a praia do Sul e do Leste, resolvemos que faríamos isso. Mas só depois de curtir um pouco a praia Primeiro queríamos já encomendar almoço, mas no camping do Luiz a cozinheira chegaria tarde e só serviriam depois das 14h e seria já tarde para irmos pra Parnaióca. Fomos então aos dois restaurantes que há na outra ponta da praia e nenhum estava aberto, por volta das 11h a dona de um deles chegou e conseguimos encomendar nosso almoço. Aproveitamos a manhã para entrar na água, fazer snorkel, ir ao Mirante do Espia (no canto da praia continuar o caminho e subir as pedras e continuar por cima delas, no final vai ter uma escada de canos de PVC. Fácil de ir e com uma visão muito bonita da praia. Depois do almoço seguimos rumo à praia de Parnaióca via Costão do Demo e praias do Sul e Leste. A caminhada toda durou 3 horas, sendo que uma hora foi a trilha entre as praias e a Parnaióca. O Costão do Demo foi muito mais tranqüilo do que achei que seria realmente é íngreme, mas apenas deve-se ter cuidado para não pisar nas partes molhadas para não escorregar, em 20 minutos havíamos o cruzado. Depois segue-se por quase uma hora na areia. No final da praia do Sul há uma ilhota que divide as duas praias. Há uma trilha que liga as duas praias, no dia em fomos haviam recolhido lixo da praia e havia um grande número de sacos de lixo a trilha começava bem ao lado desses sacos. Depois de fazer essa pequena trilha, cruza-se a praia do Leste e começasse a trilha que levará a Parnaióca. Depois de mais uma hora de trilha chegamos a Parnaióca. Na Parnaióca há três campings, ficamos no primeiro, de quem vem do Aventureiro, o do Silvio. Ele cobrou 25 por pessoa, e o achei bem simpático e solicito, inclusive forrou o chão com colchão para armarmos a barraca em cima! Antes de dormir fomos dar um mergulho na água gelada e vimos a lua mais linda da viagem nascer... Dia 7 – Sexta-feira – 09/junho Acordamos cedo e partimos rumo a Dois Rios. Para o inicio da trilha atravessasse o camping da Janete, e logo há uma placa indicando o caminho. São 3 horas de trilha com uma subida íngreme no começo e depois uma trilha suave terminando ao lado do Ecomuseu da Ilha Grande, que funciona onde ficava o presídio de Dois Rios. A entrada é franca e os funcionários atenciosos, vale ficar um tempo olhando e tentando conhecer um pouco da história da Ilha Grande. Depois de passar no museu fomos dar uma olhada na praia e passamos num restaurante em que estava servindo almoço. Depois do almoço, demos inicio a ultima parte do dia: a ida até Abraão. A partir de Dois Rios a trilha vira uma estrada de terra, mas no caminho até Abraão há dois atalhos para diminuir um pouco a caminhada. Depois de uns 30 minutos do inicio haverá uma placa indicando Abraão e uma pequena trilha pode seguir a trilha e sairá mais a frente. Depois que voltar a estrada e já estiver na parte de descida bem em uma curva haverá uma placa preta de metal a sua direita, na qual não se lê mais nada, ao seu lado há uma trilha bem íngreme. Esse caminho leva até Abraão, na parte mais a direita da praia. Esse atalho é antes da entrada para o Pico do Papagaio. Depois de 2 horas de caminhada chegamos a Abraão e decidimos que merecíamos uma pousada! Aí foi jantar e descansar. Dia 8 – Sábado – 10/junho A idéia era fazer a última parte da volta T10, T11 e T12, passando por Lopes Mendes e indo até o Farol de Castelhanos. Como resolvemos dormir mais e tomar um belo café da manhã resolvemos cortar uma parte da trilha e ir até Palmas de barco. Pagamos 40 ida/volta e como o preço para ir até Pouso era o mesmo fomos até Pouso  De Pouso até Lopes Mendes são uns 20 minutos de trilha e ainda dá pra conhecer a praia de Santo Antônio. Perguntamos há algumas pessoas na praia de Lopes Mendes sobre a trilha até o Farol e nos informaram que a trilha deveria estar muito fechada e que demoraria umas 2 horas, só a ida, e não tínhamos esse tempo. O tempo estava feio, ventava muito, e infelizmente acabamos voltando cedo. Mas na ida tivemos uma bela surpresa: vários golfinhos passaram por nós! Dia 9 – Domingo – 11/junho Para o ultimo dia de viagem o plano era ver o sol nascer no Pico do Papagaio. Para tal acordamos às 2h30 e às 3h saímos da pousada rumo a trilha. A trilha começa rumo a Dois Rios pela estrada de terra e uns 15 minutos depois do começo da estrada de terra haverá uma placa à direita indicando o inicio da trilha para o Pico do Papagaio. A trilha foi mais tranqüila do que achei que seria, demoramos cerca de 3 horas para chegar ao cume, sobe-se bastante, mas ela não é super íngreme o tempo todo. No final há uma corda, mas é trecho tranqüilo, talvez a corda seja mais útil em dias que teve chuva, pq deve ficar bem escorregadio. Durante toda a trilha há algumas placas indicando o Pico e na parte final há algumas setas feitas nas árvores e nas pedras. Conseguimos chegar a tempo de ver um lindo nascer do sol. E assim nos despedir dessa ilha maravilhosa! Em cerca de 2 horas fizemos a trilha de volta e ainda conseguimos pegar o café da manhã na pousada. Na parte da manhã descansamos e a tarde fomos a praia Preta, que fica em Abraão ainda. Pegamos a lancha das 17h e ficamos até às 22h esperando nosso ônibus na rodoviária de Angra.
  7. Olá, faz tempo que não passo por aqui para relatar as minhas viagens feitas com o meu marido. Bem, aqui estou eu... Desta vez, o ponto de parada foi dentro do Rio de Janeiro mesmo, nossa cidade natal. Tenho 30 anos, e nunca tinha visitado uma das ilhas mais belas do estado - Ilha Grande, portanto, segue o relato: 27/12/2017: Saída de casa 07:30h e chegada em Conceição de Jacareí 09:20h. Em Ilha Grande, carro não entra, então optamos por deixar o carro em um estacionamento de Conceição de Jacareí e fazer o translado para a ilha. No próprio estacionamento, compramos o ticket de ida e volta. Valores: Estacionamento Vista Mar R$ 90,00 para os 3 dias e Ticket R$ 80,00 por pessoa ida e volta da ilha; Saímos do cais às 10:30h, para a vila de Abraão e chegamos na Pousada Flor de Lis às 11h (Esta pousada fica muito próxima do cais em Abraão, super bem localizada, perto de todo o comércio da vila, pagamos o valor R$ 315,00 antecipado e + R$ 315,00 no cartão quando chegamos lá na pousada. Super recomendo esta pousada, fomos bem recepcionados, todos muito simpáticos, a reserva foi feita um dia antes e mesmo em alta temporada, havia um quarto que era para ser nosso e ainda chegamos antes do horário do check-in, e mesmo assim foi possível deixar as bagagens e se aventurar pela ilha); Em frente a pousada tem uma padaria e uma agência de turismo, então passamos na agência, para comprar o primeiro passeio do dia e depois fomos na padaria lanchar (os salgados são ótimos); O primeiro passeio foi para Lopes Mendes, saímos 12:40h, paramos em Pouso às 13:30h, almoçamos (R$ 25,00 cada prato, pagamento somente em dinheiro), e após o almoço, fizemos a trilha para Lopes Mendes, +ou- 25 min., super tranquila (eu estava de havaianas e meu marido foi descalço mesmo). Quando chegamos em L.M. havia uma praia que de tanta tranquilidade e clima tão agradável, acabamos cochilando por uns 30 minutos. Quando foi 16:30h saímos de Pouso para retornar a ilha. Voltamos para a pousada, tomamos banho, fomos no mercado para comprar água (R$ 10,00, 3lts) e fomos no hortifrut comprar algumas frutas, tudo isso bem pertinho da pousada. Depois, fechamos o passeio do dia seguinte na Agência Mariana's Tour (Ilhas paradisíacas R$ 170,00 por pessoa), esta é a agência que fica em frente a pousada (pessoal muito simpático também); após, saímos para jantar em frente a praia (prato de R$ 56,00 p/2 pessoas). 28/12/2017: Levantamos ás 8h, tomamos um café bem servido na pousada e partimos para o passeio com destino as Ilhas Paradisíacas - 10:30h. este passeio nos levou para: a Praia do Dentista; Ilha da Piedade; Ilha de Botinas; Ilha de Cataguases; Lagoa Azul; e por último, a Praia Saco do Céu, onde almoçamos (prato de R$ 58,50, para uma pessoa, mas serve duas tranquilamente, para quem não come muito). Às 17:30h chegamos em Abraão. Voltamos para a pousada, descansamos um pouco e depois fomos lanchar em um lugar super legal. Restaurante Sara Sabores, tinha música ao vivo e um delicioso pastel. 29/12/2017: Levantamos ás 8h, tomamos café e seguimos para uma caminhadinha de leve na praia de Abraão. Fizemos uma "mini trilha" super simples, bem rápida, descalços mesmos e chegamos a Praia da Bica. Íamos seguir, mas não estávamos devidamente preparados para "a" trilha que poderia surgir, (estávamos sem havainas ou tênnis, e sem roupa de banho e nenhuma bolsa equipada para trilhar), então achamos melhor voltar. Caminhamos por uma hora mais ou menos, ida e volta, tiramos algumas fotos e voltamos para a pousada. Nos arrumamos e saímos para pegar o translado de 12h, para Conceição. Às 15h já estávamos em casa. A viagem completa (exceto combustível), saiu por menos de R$ 1.500,00.
  8. Sobre conhecer ilha grande Meu, ir para ilha grande é saber que você não vai conhecer apenas uma praia e vai ficar nela. Pois não é isso, você vai acabar indo para outras praias vizinhas por trilha, escuna, barco etc. Eu conheci tantas praias que não conseguir gravar o nome de todas, mas algumas eu lembro é praia do amor, aventureiro, praia azul, cachadaxo e muito mais. Indo para essas praias eu acabei conhecendo um farol que eu só tinha visto no Pokemon kk, dancei forro coladinho e reggae com os roots e os locais, curtir muita música com lualzinho entre amigos, vi peixes coloridos, tartaruga, subir em rochas, passei a madrugada inteira para ver o nascer do sol e fiz amizade com argentinos. A viagem foi tudo de bom. Vale muito a pena ir visitar esse lugar incrível 🏕🌋 Uglas Pelo Mundo Capturar Grandes Lembranças 💭💻🎮🦁🎶🌴⛺🏄🐶
  9. Minha primeira viagem sozinha, resolvi não arriscar muito, fiquei aqui no meu estado mesmo. Resolvi passar 6 dias em Ilha grande. Já tinha conhecido Angra e Paraty. Fiquei em um Hostel, tambem pela primeira vez, foi um experiencia otima. Super indico Papagaio Hostel (insta: @hostelpapagaio). A localização é excelente, tem café da manhã e é SUPER LIMPO e organizado. Primeiro dia: Normalmente eu só descanso, até pq tinha acordado bem cedo pra pegar o onibus. Segundo dia: Trilha 1:30h até a cachoeira da Feiticeira, depois mais 30min até a praia da feiticeira Na parte da tarde fiquei na praia preta, é uma praia bem gostosa e calma. Terceiro dia: Trilha até lopes mendes, 2:30h. Voce passa por palmas, pouso até chegar em lopes mendes. Bem perto, uns 25min, tem outra praia, Santo antonio, vale a pena dar uma conferida. Quarto dia: Fui até abraãzinho. A trilha é bem leve, sem paradas demora uns 45min. Tem muitas praias no caminho e eu não resisti, aproveitei um pouquinho de todas. Julia, bica, comprida, crena e sobrado, até chegar a abraãzinho. Quinto dia Dia de fazer a meia volta a Ilha. Eu queria muito fazer a volta a ilha, conhecer aventureiro, mas o mar não colaborou e esse passeios não estava saindo. O roteiro é basicamente: Lagoa azul lagoa verde saco do céu praia do amor parada pro almoco camiranga alguns fazem feiticeira também Sexto dia: Um dos meus passeios favoritos, pela segunda vez, fizemos paradisíacas. Dentista Botinas Cataguazes Ilha da Gigoia (piedade) Parada pro Almoço Alguns fazem lagoa azul (o nosso fez) Setimo dia Dia de voltar pro RJ. Não costumo planejar nada para o primeiro e ultimo dia de viagem, para fazer tudo com tranquilidade. ******COM MAIS TEMPO EU FARIA O CAMINHO ATÉ 2 RIOS, SÃO 3 HORAS DE CAMINHADA, MAS NÃO TEM BARCO PARA VOLTAR. *****TODAS AS TRILHAS CITADAS SÃO FACEIS OU MEDIAS, PODEM FAZER SOZINHOS TRANQUILAMENTE. *****A UNICA TRILHA QUE PRECISA DE GUIA, É A TRILHA DO PICO DO PAPAGAIO Quer saber sobre os valores gastos? Só clica nesse link: Minha primeira viagem sozinha, resolvi não arriscar muito, fiquei aqui no meu estado mesmo. Resolvi passar 6 dias em Ilha grande. Já tinha conhecido Angra e Paraty. Fiquei em um Hostel, tambem pela primeira vez, foi um experiencia otima. Super indico Papagaio Hostel (insta: @hostelpapagaio). A localização é excelente, tem café da manhã e é SUPER LIMPO e organizado. Primeiro dia: Normalmente eu só descanso, até pq tinha acordado bem cedo pra pegar o onibus. Segundo dia: Trilha 1:30h até a cachoeira da Feiticeira, depois mais 30min até a praia da feiticeira Na parte da tarde fiquei na praia preta, é uma praia bem gostosa e calma. Terceiro dia: Trilha até lopes mendes, 2:30h. Voce passa por palmas, pouso até chegar em lopes mendes. Bem perto, uns 25min, tem outra praia, Santo antonio, vale a pena dar uma conferida. Quarto dia: Fui até abraãzinho. A trilha é bem leve, sem paradas demora uns 45min. Tem muitas praias no caminho e eu não resisti, aproveitei um pouquinho de todas. Julia, bica, comprida, crena e sobrado, até chegar a abraãzinho. Quinto dia Dia de fazer a meia volta a Ilha. Eu queria muito fazer a volta a ilha, conhecer aventureiro, mas o mar não colaborou e esse passeios não estava saindo. O roteiro é basicamente: Lagoa azul lagoa verde saco do céu praia do amor parada pro almoco camiranga alguns fazem feiticeira também Sexto dia: Um dos meus passeios favoritos, pela segunda vez, fizemos paradisíacas. Dentista Botinas Cataguazes Ilha da Gigoia (piedade) Parada pro Almoço Alguns fazem lagoa azul (o nosso fez) Setimo dia Dia de voltar pro RJ. Não costumo planejar nada para o primeiro e ultimo dia de viagem, para fazer tudo com tranquilidade. ******COM MAIS TEMPO EU FARIA O CAMINHO ATÉ 2 RIOS, SÃO 3 HORAS DE CAMINHADA, MAS NÃO TEM BARCO PARA VOLTAR. *****TODAS AS TRILHAS CITADAS SÃO FACEIS OU MEDIAS, PODEM FAZER SOZINHOS TRANQUILAMENTE. *****A UNICA TRILHA QUE PRECISA DE GUIA, É A TRILHA DO PICO DO PAPAGAIO Quer saber sobre os valores gastos? Só clica nesse link: https://www.instagram.com/p/BZCkz0HF2FY/?taken-by=bettertogether.td
  10. Período: 14 a 23/07/2008 e 06 a 15/07/2015 Cidades: Ilha Grande Ilha Grande, o paraíso dos turistas estrangeiros. Nunca vi tanto turista estrangeiro junto! O local é bem rústico, simples, sem carros e considero como principais atrações, as trilhas e passeios de barco. Bom para quem gosta de caminhar (muito!) e não tem enjôo de mar, mas a recompensa são praias lindas, de água muito clara, cercadas por mata. Acredito que não seja um destino bom para quem tem crianças pequenas, devido às características do local, como o acesso difícil às principais belezas da ilha. Também não é indicado para quem espera luxo, conforto e não vive sem as facilidades de uma cidade grande. Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Fiquei hospedada na Vila do Abraão, que é a maior vila da ilha e com mais infra-estrutura. Na segunda viagem para a ilha, dividi a estadia entre Araçatiba e Bananal. Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. O texto na cor preta se refere ao primeiro relato de 2008 e o texto na cor verde, às informações atualizadas ou ao novo relato de 2015. A cidade É uma das inúmeras ilhas de Angra dos Reis, a qual possui, em sua totalidade, cerca de 148mil habitantes (dados IBGE 2007) e área de 800 Km². Faz limite com as cidades de Bananal (SP), Cunha (SP), Mangaratiba, Paraty, Rio Claro e São José do Barreiro (SP). Apresenta clima tropical úmido com temperatura média de 27ºC. **************************************** Trilhas: Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté Relatos mais recentes: 3 dias em Monte Verde - dez/2014 21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro 11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo 21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
  11. Fui a Ilha Grande no dia 2 de Janeiro, chegando pela manhã. Peguei a ilha em dias menos cheios que no ano novo, mas não estava vazia. Ela estava lotada de argentinos. Parti de São Paulo (Tietê) dia 1 as 22:40, e cheguei em torno de 6:30 em Angra dos Reis. Pegamos um Flex Boat no valor de 50 reais só ida, ou 80 ida e volta, e em 35 minutos estávamos em Ilha Grande. Paramos na Vila do Abraão, e fomos procurar o nosso camping. Ficamos no camping Raio de Sol, organizado, com wifi, 2 chuveiros masculinos e 2 femininos (quentes), mais dois frios, e 2 banheiros para cada sexo. Pagamos 30 reais a diária por pessoa no camping. Eles disponibilizam alguns ventiladores para alugar no valor de 10 reais a diária, nós pegamos um, pois o calor estava intenso. Montamos a barraca, arrumamos as coisas e partimos para conhecer a ilha. Na ilha não entra carros e nem motos, logo tudo é feito por barco, bicicleta ou a pé. Começamos pela trilha de Lopes Mendes, a praia que é divulgada como a mais bonita da ilha. Fomos com o intuito de conhecer muita coisa e gastar muito pouco, então não pagamos um barco (30 ida e volta) e fomos pela trilha que dizem durar 2:30 hs. Levamos 4 horas, parando bastante para ver a paisagem e para descansar. Eu não tenho reparo físico nenhum, e tenho um problema que meu pé dói quando ano muito, então fiz bem tranquilo, para apreciar mesmo, sem forçar meu corpo. No caminho você passa pela praia de Palmas, depois Pouso, e enfim chega em Lopes Mendes. Indo de barco, você ainda terá que fazer a trilha de Pouso até Lopes Mendes, pois eles não entram na praia, mas é curta (em torno de 25 minutos). Lopes Mendes Lopes Mendes realmente é muito bonita, uma água clara, cercada por árvores, areia clara, e com bastante gente. Não tem muita estrutura, somente alguns ambulantes que vendem água, cerveja e refrigerante. Ficamos em torno de uma hora na praia nadando, fiz algumas fotos e vídeos com o drone, e pegamos um barco para voltar até Abraão. Chegamos por volta das 18 horas, sem almoçar, e cozinhamos no camping, novamente na intenção de economizar. Comida na ilha é caro, inclusive no mercado, pois obviamente tudo chega de barco. Uma lata de atum custa em torno de 10 reais. A noite demos uma volta na vila, conhecemos algumas lojas, e demos uma olhada nos preços para um possível passeio de barco. No outro dia fomos até uma agência de passeios, e pegamos por 60 reais um passeio de escuna até a Lagoa Azul e mais duas praias A Lagoa Azul realmente é incrível, as fotos e vídeos mostram realmente como é, mas ao vivo é sempre melhor. Lagoa Azul pelo drone Passamos em mais duas praias, onde rolou um almoço (não comemos para economizar). Voltando ao caming em torno das 17 horas, cozinhamos e dormimos cedo, pois no outro dia pretendíamos fazer um passeio mais longo de barco. Acordamos bem cedo, compramos o café da manhã no mercado e preparamos no camping. Pagamos o passeio de barco (170 reais), e embarcamos as 10:30 para um passeio de lancha chamado Ilhas Paradisíacas. E esse foi um dos pontos altos da viagem. As ilhas são incríveis! Elas são mais próximas de Angra dos Reis, mas a água é tão limpa e cristalina, que parece que você não está perto do continente. Depois das Ilhas e das Praias que visitamos, paramos em uma delas para almoçar. As pessoas pagaram em torno de 40 a 50 reais em um almoço, nós novamente comemos o que levamos, o resto do café da manhã. Praia do Dentista Chegamos por volta das 18 horas, descemos da lancha e fomos em um bar/restaurante nos despedir do pessoal da lancha, fizemos o passeio pela Adventure Boat, e a Kelly (creio que é dona) foi super simpática, e no final foi tomar algo com todo mundo do passeio. Estávamos cansado demais para cozinhar, então fomos procurar um prato feito para comer, e o mais barato que achamos foi por 21,90. A comida estava boa, e depois dormimos cedo. No outro dia acordamos mais tarde, cansados. Em torno do meio dia saímos para fazer uma trilha de 1:30 hs, para a Cachoeira da Feiticeira e a Praia da Feiticeira. Trilha para a cachoeria A cachoeira é bonita, mas não vale a caminhada se você tem algo mais legal para fazer. Ela tem uns 15 metros de altura, mas é fechada por árvores, e estava lotada de argentinos, que inclusive levaram uma caixa de som pra lá. Vista da trilha Pra mim trilha na natureza não combina com barulho, nem na trilha e nem na cachoeira. Na trilha vimos vários animais, como o Tiê sangue, um pássaro lindo, e vários macacos Bugio. Macacos Bugio Descemos mais na trilha e fomos para a praia da Feiticeira, onde compramos por 20 reais a volta de barco. A cachoeira não vale tanto a pena, mas a trilha é linda, cheia de animais e árvores bonitas, me senti muito bem! No outro dia acordamos cedo, e fomos para a praia preta, e de abraão, para conhecer um pouco mais da vila que ficamos, mas que por querer conhecer outros praias não olhamos direito. Perto da praia preta, abraão é bem bonita! Uma água clara, algumas pedras, e muitos pássaros. Voltamos ao camping, desmontamos a barraca, e partimos rumo a São Paulo. Ilha Grande foi uma das viagens mais incríveis que já fiz! Custos: 30 reais a diária do camping 21,90 o PF mais barato que achei 80 reais ida e volta pelo Flex Boat de Angra para a Ilha 15 reais o barco de volta de Lopes Mendes 20 reais o barco de volta da praia da Feiticeira Passeio lagoa azul: 60 reais Passeio Ilhas Paradisíacas: 170 reais Pode parecer caro o passeio de 170 reais, mas vale cada centavo. Vejam o vídeo e tirem suas conclusões. (está no começo do post) Valeu!
  12. Quando começamos a pesquisar Ilha Grande para o ano novo, queríamos uma praia que não fosse Abraão para ficarmos um pouco mais longe da muvuca do feriado. Decidimos por Palmas por vários motivos, mas acho que a proximidade à Caxadaço foi um dos maiores, além do camping que parecia confortável e limpinho. Como chegar: Comecei a pesquisar as muitas maneiras de se chegar à ilha saindo do Rio, e como ficaríamos em Palmas, me concentrei na ida para Abraão, que era a praia mais próxima que eu sabia ser movimentada. Entre elas, destaco as seguintes: Ônibus Costa Verde Rio > Mangaratiba + Barca CCR Mangaratiba > Abraão + Barco Abraão > Palmas ou Trilha Abraão > Palmas Ônibus Costa Verde Rio > Conceição de Jacareí + Barco Conceição > Palmas A primeira opção me parecia a melhor quando começamos a estudar a logística já que não sabíamos que existia barco direto para Palmas, e eu estava focada na barca, que é a travessia mais barata (R$ 15,00 p/ trecho). Na verdade, nem sei onde conseguir este barco direto para Palmas a não ser lá no cais de Conceição direto com os barqueiros, que a plenos pulmões se fazem notar bem facilmente. Mas, obviamente, a segunda opção é bem melhor, então já fica a primeira dica para quem for ficar em Palmas. Onde ficar: Fiz outro post aqui sobre toda nossa pesquisa de campings em Ilha Grande. Claro que não tem todos os lugares, mas já deve começar a ajudar quem quiser se hospedar por lá. Dia 1: Rio / Conceição / Palmas No fim das contas, compramos passagem com a Costa Verde para Conceição e o Glauco, gente boníssima do Camping Acorde, onde ficamos, nos buscou de barco no cais. Fizemos a travessia até a ilha em meia hora, mais ou menos, e já nos sentimos no paraíso ao pisar na areia da Praia Grande de Palmas. Castanheiras beiram toda a extensão da praia sombreando a areia para quem quer fugir do sol, com os poucos estabelecimentos esgueirando-se por trás delas. Praia Grande de Palmas Em frente ao Camping Acorde Descemos com as mochilas do barco e nos dirigimos ao fundo da pousada, onde fica o espaço de camping, para montar a barraca. Compramos há pouco tempo uma Arpenaz 2 XL da Quechua e temos gostado bastante dela, é bem fácil de montar e aguenta bem a chuva. Depois da barraca montada, biquíni e tchibum. Não acreditei na temperatura da água, tão quentinha para o mar do Rio de Janeiro. Com o mar estreado, fomos procurar dicas do que comer com a Jaque, também do camping e também gente boníssima. São basicamente três restaurantes na praia, o do meio, Morango de Palmas, onde de acordo com ela se deixa as calças, e os dois mais para a ponta com preços mais razoáveis (ambos com PF à R$ 25,00). Decidimos pelo Bar Palmas, o último da praia, e pedimos o PF de arroz, feijão, farofa, batata frita e peixe frito, muito gostoso por sinal, acompanhado de duas Itaipavas (R$ 10,00 de 600ml e R$ 15,00 o litrão). Até aí não estava achando os preços tão assim, réveillon em Ilha Grande, até comprarmos água. R$ 10,00 a garrafa de 1,5l. Mas beleza, é feriado e ainda vamos comprar muita água. Bar Palmas De noite fizemos um arroz com funghi pronto do Tio João meio sem gosto, mas foi legal para estrear a panelinha de camping também da Quechua que eu acabei de comprar. O céu super estrelado nos serviu de entretenimento até bater o sono. Dia 2: Palmas / Caxadaço A Praia do Caxadaço era o nosso maior objetivo nessa viagem, e queríamos muito chegar até lá pela trilha. Para quem não sabe, a trilha que vai até Caxadaço só é oficial até depois de Pouso, no caminho para a Praia de Santo Antonio. Depois deste pedaço a trilha se torna bem fechada, sem estar visível em alguns trechos e sem nenhuma sinalização oficial do parque. Encontramos pessoas que a fizeram sem GPS, e realmente não parecia impossível devido às várias fitinhas que marcam o caminho nas árvores, mas com certeza não parecia fácil. Sabendo de tudo isso compramos um aplicativo chamado Wikiloc que funciona basicamente como um GPS para o celular, permitindo baixar trilhas já marcadas ou marcar a que você está fazendo. Baixamos duas trilhas para Caxadaço e o mapa do Rio de Janeiro para que pudéssemos usá-lo offline. Pegamos um barco de Palmas até Pouso (o que foi meio preguiçoso, já que essa trilha se faz em uns 30 minutos) e de lá começamos a trilha que leva à Lopes Mendes (T11). Início da trilha Nesta trilha vão ter duas bifurcações, a primeira que leva para Lopes Mendes ou Sto. Antonio, e a segunda que leva até Sto. Antonio ou Caxadaço. Nas duas deve-se seguir à direita, primeiramente para Sto. Antonio, e depois para Caxadaço. Começamos a marcar o tempo e a trilha no GPS a partir da segunda bifurcação, e dela levamos 2 horas certinho até Caxadaço. A trilha percorre trechos de mata bem fechada, subidas íngremes e descidas acentuadas, acompanhada sempre dos gritos dos bugios, como se anunciando a sua chegada. Caí de bunda duas vezes e me arranhei bastante no mato, mas nada que a água salgada não resolvesse depois. Primeira bifurcação Segunda bifurcação A Praia do Caxadaço é como uma piscina natural de água cristalina escondida do mar por uma cerca de pedras e árvores bem altas. Chegamos à praia às 12:45 com o sol a pino, desejando um mergulho. Eu diria que o maior problema de Caxadaço não é chegar lá, e sim sair. A água quentinha, o som do mar e da mata, a calmaria da água, nada te ajuda a ir embora. Ficamos por lá, nadando e boiando, comemos uns biscoitinhos e às 15:30 decidimos que era a hora de voltar. Caxadaço Fizemos a volta novamente em 2 horas mesmo sofrendo um pouquinho no começo, já que a descida acentuada da ida vira uma subida fenomenal na volta. Chegamos em Pouso às 17:50 (20 minutos da bifurcação até a praia), compramos mais uma água de R$ 10,00 e esperamos o barco que nos levaria até Palmas. Ao chegar lá, batemos mais um PF de peixe frito no Bar Palmas e encerramos o dia por aí. Dia 3: Palmas Hoje o plano era irmos até Abraão para conhecer a vila, que eu nunca tinha ido, mas o cansaço tomou conta e acabamos ficando por Palmas mesmo, tomando uma cervejinha e olhando o mar. Como era dia 31, achamos válido pegar leve para aguentarmos até meia noite. Consegui finalmente comprar gelo do barco do gelo e peguei um isopor emprestado com o camping para gelarmos o espumante até mais tarde. Fica a próxima dica, a Praia de Palmas não tem fornecimento de energia elétrica, cada lugar tem seu gerador que é ligado em determinados horários. Ou seja, nada de geladeira comunitária. O barco do gelo passa no cais da praia entre 09:00 e 10:00. Em frente ao Bar Palmas Depois de vários banhos de mar, meio PF (R$ 15,00) e de uma ducha, estendemos a canga debaixo de uma castanheira e aproveitamos para dar uma olhada no livro que levei do J. Bernardo sobre Ilha Grande, onde ele conta a história da ilha e detalha muito bem as trilhas para quem quiser fazê-las, oficiais ou não. Já na janta rolou uma lasanha de panela que só deu meio certo, mas que ficou gostosa mesmo assim. Pegamos o espumante geladinho e sentamos na areia à espera dos fogos. Enquanto isso, a natureza já soltava os dela, com relâmpagos acendendo o céu de um lado ao outro. Meia noite bateu e dali pudemos ver a queima de fogos de Palmas, que foi maior do que eu imaginava, da Praia Brava, ao lado esquerdo, e do continente, de onde imaginávamos ser Mangaratiba e Conceição. Dia 4: Palmas / Santo Antonio / Lopes Mendes Depois do descanso de ontem, acordamos mais cedinho para aproveitar o dia. Como eu calculei mal as bisnaguinhas, nosso café da manhã só durou os dois primeiros dias e hoje fomos no barzinho ao lado para comer um queijo quente com guaraná. Já alimentados, seguimos até o fim da praia de Palmas para pegar a trilha para Lopes Mendes, passando pela Praia do Pouso. De Palmas até Pouso demoramos por volta de 30 minutos em uma trilha bem marcada com algumas subidas e descidas. Cruzamos toda a praia na sombrinha das castanheiras até chegarmos à trilha de Lopes Mendes, a mesma que pegamos para a Caxadaço. A diferença desta vez foi na segunda bifurcação, que pegamos à esquerda para a Praia de Santo Antonio. Os bugios resolveram nos acompanhar, mais uma vez aos berros, assustando um grupo de meninas que estavam à nossa frente e quase trombaram conosco querendo voltar sem saber o que era tanto barulho. Leões, ursos e onças foram as sugestões. Indicação para a trilha de Lopes Mendes em Palmas Chegada em Pouso Praia do Pouso Depois de uma descida íngreme chegamos à Praia de Santo Antonio em 01h15 desde o início em Palmas. A praia é bem curtinha e bem aconchegante, com árvores sombreando um pedaço da areia fina e branca que segue até o mar, margeado por muitas pedras que beiram a água. A água estava super quentinha, mesmo nesta praia que é virada para o oceano. Depois do banho de mar, descansamos à sombra das árvores para fugir do sol, que estava escaldante. Chegando em Santo Antonio Praia de Santo Antonio Relaxados, juntamos tudo e pegamos a trilha de volta até Lopes Mendes onde levamos um susto e tivemos o maior privilégio de dar de cara com um bugio em uma árvore acima da trilha. Logo haviam 5 ao nosso redor e ficamos quietinhos, só observando, enquanto cada um atravessava de um lado ao outro da trilha seguindo exatamente o mesmo caminho do anterior. Bugio atravessando a trilha Lopes Mendes é uma praia imensa com 3km de extensão, também voltada para o oceano e point dos surfistas. Ela oferece sombra e água fresca (R$ 5,00 a água de 500ml) para os que cansaram do sol, e um mar um pouquinho mais revolto do que o das outras praias, mas que também dá um bom mergulho. Lopes Mendes Não nos demoramos muito por ali e pegamos a trilha de volta até Pouso, onde pegamos o barco de volta para Palmas para mais uma almo-janta. O céu começou a fechar e a chuva começou a cair no segundo em que colocamos os pés de volta ao camping, dando uma refrescada mais do que merecida. Curtimos um pouco a chuva depois do banho e nos recolhemos à barraca para uma noite um pouco mais fresquinha, mas sem o canto constante das cigarras dos outros dias. Dia 5: Palmas / Praia Brava / Abraão / Mangaratiba Último dia na ilha, decidimos tirar a manhã para conhecer a Praia Brava, que fica à esquerda da Praia de Palmas através de uma trilha de literalmente 5 minutos (contados no relógio). Ainda em Palmas tomamos café no Morango de Palmas, onde para nossa surpresa não precisamos deixar as calças, e seguimos para a Praia Brava, que de brava não tem nada. Uma prainha bem pequena com uma pousada linda virada para o mar e ondas bem leves. De lá voltamos pela trilha e tomei um último banho de mar em frente ao camping. Depois disso foi desmontar a barraca, arrumar a mochila, tomar banho e partir para Abraão. Praia Brava Fechamos o barco para Abraão com o Alexandre no taxi boat ao lado do camping. Chegamos em Abraão mais ou menos na hora do almoço e fomos dar uma volta para procurar o que comer. Mesmo sendo segunda-feira, dia 2, a vila ainda estava lotada, com turistas zanzando para lá e para cá. A vila em si é muito maior do que eu pensava, com várias ruas para dentro da ilha e aproximadamente 2 mil habitantes. Ruas de Abraão Lojinha de bijuterias e tatuador Restaurantes na beira da praia Decidimos pular o PF por hoje e pedimos um bobó de camarão em um restaurante com ar condicionado. Já alimentados, seguimos até o centro de visitantes do parque para ver a maquete da ilha e esperar a barca. Para nossa sorte, esbarramos em um cara oferecendo uma escuna até Mangaratiba por 5 reais a mais que a barca, que já estava com uma fila gigantesca duas horas antes do horário. Fechamos com a escuna e nos despedimos de Ilha Grande. Centro de visitantes Dando tchau pro feriado Definitivamente 5 dias não é nem de perto o bastante para conhecer o lugar, com suas 113 praias e incontáveis atrativos naturais. Para quem for, vale muito a pena dar uma pesquisada antes e decidir que pedacinho da ilha você quer conhecer, definir um ponto de partida onde se hospedar e explorar por lá. A ilha é realmente grande e passeios de barco mais longos podem sair caro. Mas o que fica mesmo da ilha é a vontade de voltar e explorar o que ficou faltando. Preços: Hospedagem Camping Acorde: R$ 90,00 a diária p/ pessoa PF Bar Palmas: R$ 25,00 Meio PF Bar Palmas: R$ 15,00 Itaipava Bar Palmas: R$ 10,00 (600ml) e R$ 15,00 (1l) Água: R$ 8-10,00 (1,5l) e R$ 5,00 (500ml) Queijo quente Morango das Palmas: R$ 7,00 PF Abraão: R$ 22-35,00 Prato de peixe ou camarão em Abraão: R$ 90-110,00 p/ 2 pessoas Barco Palmas > Pouso: R$ 10,00 p/ pessoa Barco Palmas > Abraão: R$ 25,00 p/ pessoa Barca Abraão > Mangaratiba: R$ 15,00 p/ pessoa Escuna Abraão > Mangaratiba: R$ 20,00 p/ pessoa Tempos: Barco Conceição > Palmas: 30 minutos Barco Palmas > Pouso: 5-10 minutos Escuna Abraão > Mangaratiba: 1h30 minutos Trilha Palmas > Pouso: 30 minutos Trilha Pouso > Caxadaço: 2h20 minutos Trilha Palmas > Caxadaço: 3 horas Trilha Palmas > Santo Antonio: 1h15 minutos Trilha Palmas > Praia Brava: 5 minutos Trilha Palmas > Abraão: 1h30 minutos
  13. Lagoa Azul Fonte: http://www.yachtcharterguide.com Oi... Vai fazer um ótimo passeio. Fui com meu namorado o ano passado e demos a volta na ilha. Pegamos trilhas e fomos de uma praia à outra. É bem cansativo, mas valeu a pena! Se vc for para a parte do agito, na praia do Abrãao, tem a pousada "A toca do Guaiamum"- não é cara, tem sala com tv a cabo,restaurante. Ficamos em camping..mas tem quartos.No camping tem tomada para cada barraca...dá para fazer sua comidinha..e nas imediações perto do porto de onde saem os passeios tem vários restaurantes baratinhos e bons! Visite o Pico do papagaio- é uma subida de 1000m ,mas tem uma vista maravilhosa! Tente ir à praia de Palmas..tem campings Praia Grande...linda Cachadaço.. Vc deve comprar água e levar porque é caro demais nas praias. Qlquer dúvida ..escreva.. --------------------------------------------------------------------------------------- Postado pelo usuário Heredie mensagem: Fui pra Ilha Grande no natal.Só consegui acampar no Abraão. Fiquei no Camping Santanna´s (tem uma boa estrutura mas a rua é barulhenta) e no Camping da Emilha (bom, mas não é bonito). Eu voltaria para o Santana. Lá é bom se você gosta de andar (tem muuitas trilhas, leve uma boa bota). Se você vai fazer trekking de uma praia para a outra leve uma barraca leve. As trilhas são gordas e sinalizadas. A comida é cara, e os campings têm fogão e geladeira. Não tem lugar pra comer em todas as praias. Portanto, leve um pouco de comida. A Balsa sai de Angra custa R$ 5,00 demora +- 1hora, e os barquinhos R$20,00 na metade do tempo. Todas levam ao Abraão. Tem dois sites: http://www.ilhagrande.com.br'>http://www.ilhagrande.com.br http://www.ilhagrande.com Leve snorkel, máscara e máquina-fotográfica. Falow, Herê ------------------------------------------------------------------------------------ Postado pelo usuário Guilherme Filga mensagem: Já fui pra Abraão 3 vezes e pra Aventureiro 2 vezes. Posso te garantir q aventureiro é mto melhor. Abraão é o centro de Ilha Grande, lá tem td... pousadas, campings, restaurantes, farmacias e telefone. Mas naum tem uma boa praia e costuma ser cara a diaria lá. Aventureiro, assim como todas os outros lugares da Ilha tirando Abraão, tem uma boa praia e a diaria é 5 reais. Vc acampa no terreno dos moradores do local e rola PF em todos eles. Não há luz nem telefone e só se chega de barco, q se pega em Angra. Outras alternativas seria vc acampar em Palmas ou em Parnaioca. Ambos no mesmo esquema de Aventureiro. O negocio é o seguinte... se vc quiser um pouco mais de conforto e tranquilidade no sentido de não passar perrengue vá para Abraão. Vou fazer um pequeno resumo... Se vc for para Abraão, pegue a barca em Mangaratiba pq ela chega mais rapido do q a de Angra. De Abraão vc pode fazer trilhas para Palmas e Lopes Mendes (essa ultima vc tem q ir.. é mto boa!) e/ou para Dois Rios onde tem o antigo presidio. De Dois Rios dá pra fazer uma trilha até Caxadaço q é uma prainha linda. De Abraão dá pra fazer trilha até o Bico do Papagaio tb. Se vc for pra Palmas vc pode fazer as mesmas trilhas q Abraão.. os dois lugares ficam proximos.. se vc ficar me palmas é mais facil de ir pra lopes mendes (a pria q vc vai querer ir todos os dias!). Ah pra ir pra Palmas pegue um barco em Mangaratiba. Pra ir pra Aventureiro, pegue o barco em Angra (leva mais ou menos 2h 30min). Lá vc pode e deve conhecer todas as praias q vc consegue ver. Tem a do Demo, onde o pessoal gosta de pegar onda. E tem a do Sul a do Leste, q são praias bem extensas e q fazem parte da reserva. Pra Parnaioca, vc pega uma barco tb. E dá pra visitar os mesmos lugares q Aventureiro. Ah, em Parnaioca há várias cachoeiras! Bom pra terminar, se vc tiver dispo vc pode ir a todos esses lugares de uma vez só... de trilha. Vc vai para Abraão e pega a trilha para Dois Rios, de lá pega a trilha para Parnaioca e depois pega a trilha para Aventureiro. No total deve dar umas oito ou nove horas de caminhada e se tiver chovendo acampe em parnaioca! Acho q é só... se tiver alguma duvida posta ae ou me manda um email! Boa sorte e abraços, ------------------------------------------------------------------------------------ Postado pelo usuário Bené mensagem: Fala ai Edpsiko, Então a respeito de Ilha Grande os colegas ja falaram tudo, vale muito a pena ir pra la. eu fui pela 3º vez, em janeiro, fui sozinho fiquei no camping do SANTANA'S ótimo camping tem tudo cozinha completa, geladeira, banho quente, segurança, ai vai o tel. 24 3361-5287. O camping fica em Abrão no "centro" da ilha, agora vai de vc querer ficar num lugar mais tranquilo ou mais agitado. O que vc naum pode perder: - Dois Rios A trilha de Dois Rios é um estradão de terra batida, não é na mata fechada, para vc ter uma ideia existe até uma faculdade. Dica: Se quiser cortar caminho ao ir para Dois Rios, suba pela Rua das Flores (pergunte é bem conhecida ) e tem outro atalho mais pra frente quando vc ver tipo um banco de bambu entre a direita. - Lopes Mendes, (agua muito clara, vc consegue ver o outro lado da onda)tem uma outra praia um pouco mais pra frente Santo Antonio. - Cachoeira da Feiticeira (Cachoeira maravilhosa ,ótima queda d'agua pra repor as energia) vale também esticar até a praia da feiticeira. - Praia do Caixadaço sem comentários - Saco do Céu - É bem legal pra conhecer passa por diversas praias, é um local onde tem muitas lanchas, iate etc.. - Abraãzinho, Praia Preta - são as praias mais próximas de abraão Esses lugares abaixo naum conheci , mas ainda vou : - Pico do Papagaio - caminhada forte, melhor ir com o céu bem aberto para aproveitar a visão, também é interessante acampar. - Praia do Aventureiro e Parnaioca - fica do outro lado da ilha pra ir na caminhada em um dia não tem como, o ideal seria acampar, além de muito mais lugares tem desse lado da ilha. Todos as praias acima vc consegue fazer o passeio de barco, eu particularmente prefiro ir na caminhada. Tem a Lagoa Azul e Lagoa Verde (feriado é muito lotado, fica ruim de mergulhar) um passeio que é feito de Escuna. Se for, prefira o pacote que vai nas duas lagoas sai 5 reais a mais, e vc conhece dois lugares. Eles alugam equipamentos para mergulho, mas é melhor levar o seu pq usa muito. Vc pode comer no Camping do Bicão, Casa da Mulata e tem um restaurante do lado da igreja da abrão (casa da sogra, se não me engano ) são lugares q eu gostei da comida. Geralmente os lugares aceitam cheques e algum poucos aceitam visa electron. É isso ai BOA VIAGEM !!!! T+ Benê [email protected] ----------------------------------------------------------------------------------- Postado pelo usuário Fabricio_ilha mensagem: edpsiko, cara naum sei se vc lembra mas o pessoal dos radicais ano passado na semana santa fomos para ilha grande, eh foi 10 lá abraao eh mais organizada, tem a infra toda, restaurantes com PF custando uns 8 reais, eh de laq saem os passeios de barco, se vc nunca foi para la, aconselho a ficar em abraao q vai ser melhor, agora em palmas eh mais galera de camping mesmo, mochileira eh muito bom tb, se vc tivesse indo no carnaval eu com certeza diria para ficar em palmas q vc iria se divertir muito pq eh show tb. se quiser umas dicas http://www.ilhagrande.net la tem infos , qualquer coisa me manda um mail q eu tenh infos aqui guardadas da epoca q eu fui abraços
  14. laisalencar

    Ilha Grande - RJ

    Fui para Ilha Grande com meu namorado na semana passada. Não tenho nem palavras para descrever como amei o lugar. Tudo muito lindo, muito natural, me senti a vontade o tempo todo. Decidi escrever aqui para dar algumas dicas para que está indo. Espero que sejam úteis. - Para chegar até Ilha Grande você pode ir com a barca (R$ 4,50 e demora 1:30 hr pra chegar) ou com barcos particulares (mais caros). No cais ficam alguns homens gritando que tem barco pra Ilha por 20 reais, dizendo que eles chegam em 40 minutos e que a barca demora muito mais e bla bla bla. Caí na besteira de ir em um desses. HORRÍVEL. Super lotado e desconfortável, além de ser mais caro. Começamos já estressados. E detalhe: A IDA ATÉ A ILHA DUROU QUASE 2 HORAS, e não 40 minutos como eles dizem. Então, se você chegar em Angra após as 11 da manhã, não tenha pressa de chegar correndo até Ilha Grande. Vá de barca mesmo, o 1ª horário da tarde é 15:30 se não em engano. Ainda porque, não vai adiantar muito chegar na Ilha depois das 11, pq nesse horários todos os passeios de barco já sairam. -> Pousada - Ficamos em uma pousada muito boa chamada Mara e Claude. Fica poucos metros pra esquerda do cais de Abraão, na areia da praia mesmo. Pegamos um quarto com sacada de vista para o mar, com ar condicionado, ventilador, tv, frigobar, rede,cama de casal, banheiro e café da manhã incluso. Pagamos 150,00 a diária e gostamos tanto que ficamos um dia a mais. O dono (Claude) é um velhinho francês muito divertido. - A maioria das pousadas não serve almoço nem jantar. O que não tem problema pois no horário do almoço você vai estar nos passeios pela ilha, e na janta vai querer passear pela vila e jantar em um dos vários restaurantes que tem la. ->Aluguel de coisinhas - Alugamos máscara de mergulho e capinha a prova de água pra máquina todos os dias. VALE MUITO A PENA Não da pra ficar tirando foto dos passeios sem a capinha (alias, até dá. Mas você tem que tomar muito cuidado e não pode entrar na água com a máquina, nem filmar e tirar fotos em baixo da água. Aluguel da máscara: 10,00 por dia por pessoa Aluguel da capinha a prova de água: 15,00 reais por dia Sobre a capinha: Cuidado: tem várias barraquinhas perto do cais alugando por 25,00 reais. Não alugue! Você acha facilmente por 15,00 reais em outros lugares. E VALE MUITO A PENA ALUGAR. ->Comidas -Nós levamos vários lanchinhos de São Paulo para evitar gastos a mais na ilha. Principalmente nos passeios de barco você precisa levar algo pra comer. Os passeios duram por volta de 6 horas e só tem uma parada pra almoço, então é sempre bom levar um salgadinho ou bolacha, lembrando de levar um saquinho para jogar seu lixo. (Parece óbvio, mas acreditem, vimos pessoas jogando lixo no mar descaradamente. Triste.) Restaurantes: Ficamos 6 dias na Ilha e comemos em alguns lugares bacanas: - Restaurante Gabi Biel: muito bom e barato. Comemos 2 vezes lá. No ultimo dia pedimos uma picanha na chapa que acompanhava batata frita, arroz, vinagrete (que trocamos por farofa) e feijão. Pagamos 50,00 reais e comemos BEM!!!! -Pizza na praça: comemos 2 vezes lá. Na primeira pedimos pizza e nos arrependemos. Se você mora em São Paulo (conhecida por ter uma pizza muito boa) não vai gostar da pizza de lá, meio sem gracinha. Na segunda vez que fomos meu namorado pediu um macarrão alho e óleo (muito bom) e eu pedi um contra filé com arroz, fritas e farofa (que também estava muito bom). O lugar tmb é bem baratinho, nossa conta deu uns 50,00 reais também. - Padaria: acho que é a única da vila. Muito boa. Um dos poucos lugares que encontrei suco de laranja na ilha (um suco maravilhoso diga-se de passagem). Ela é um pouquinho cara. Um enroladinho de presunto e queijo custa uns 4,50. O suco custa isso tmb. Mas vale a pena fazer um lanchinho, e la tem Wi-fi. - Comida Japonesa: não sei o nome, mas fica do lado da padaria. Pedimos um hot holl que vinha 10 unidades por 24,00 reais. Quando chegou ficamos meio chocados, pois eles eram minúsculos. Mas estavam tão gostosos que até valeram a pena. -Restaurantes que paramos nos passeios de barco: todos muito caros. Pratos por volta de 70,00, 90,00 e até 130,00 reais. No primeiro que fomos não comemos nada. Em um outro passeio pedidos uma porção de peixe e uma de arroz. A conta ficou em uns 50,00 reais. -Carrinho de doces: quase na frente da Pizza na praça tem um homem com um carrinho grande de doces. Quem faz os doces é a mulher dele. Tem doces de tudo quanto é tipo: pavê, pudim, bolos, cocadas, pé de moleques.... e diversos sabores: Pavê de chocolate, limão, doce de leite, paçoca... Bolo de chocolate, limão.... Cada doce custa 5,00 reais e são muito bons! Comemos lá umas 3 vezes. Quando digo que 50,00 reais para o casal é baratinho é pq na ilha você dificilmente vai achar algo por menos que isso. Tudo la é muito caro, mas você acaba se acostumando. -> Internet -Algumas pousadas tem, a maioria não. Tem algumas lan-houses na ilha extremamente caras. 0,20 centavos por minuto. Fui algumas vezes bem rapidinho só pra ver meu e-mail. A internet é bem lerdinha, então cada vez que eu ia la ficava uns 3 reais, por mais que eu ficassem bem pouco e visse só algums e-mails. -> Passeios (com corações mesmo pois fiquei apaixonada) Não se preocupe em achar seus passeios. Tem MUITOS pontos de passeios pela vila. Cada portinha que você entra tem gente te oferecendo passeios. Conhecemos algumas agencias, mas passeamos todos os dias com a mesma, pois gostamos dela. Fica no comecinho da rua da padaria, do lado da lan house. O vendedor se chamava Lucas e foi MUITO prestativo, nos indicando muitas coisas bacanas. Passeios que fizemos: - Meia volta na ilha: muito bom. Começa 10:30 e termina 17:30 (mas você nem vê o tempo passar). Custa 90,00 e estão inclusos água, máscaras de mergulho e macarrões (pra boair). Fizemos esse passeio 2 vezes. O passeio é de lancha, então você chega muito rápido nas praias. O roteiro inclui, na ordem: > Lagoa verde: linda demais, ótima pra ver peixinhos e tartarugas. Vá para o lado oposto da onde os barcos param, depois das pedras. Lá tem menos pessoas e você vai conseguir ver mais peixinhos e quem sabe tartarugas e cavalos marinhos. Eu vi apenas peixes, meu namorado viu uma tartaruga. Ele sempre se afastava mais, eu tinha medo e ficava mais perto da praia. Mas se você quiser ver algo diferente não pode ser medroso que nem eu (também não vá fazer a loucura de ir longe demais ou ir pra onde é caminho dos barcos) > Helicóptero: acidente ocorrido em 1998 fez com que o helicóptero do empresário Eduardo Tapajós, dono do Hotel Gloria naufragasse. Ele está a 7 metros de profundidade. Na 1ª vez que fizemos essa meia volta na ilha a água estava muito escura e não deu pra ver nada. Na segunda, conseguimos mergulhar 4,5 metros (sem equipamento mesmo) e vimos o helicóptero bem de pertinho. Na mesma região (Praia do Bananal) é possível ver o local onde ocorreu o deslizamento no reveillon de 2010. > Parcel de Aripeba: Bacana pra mergulho. Tem uns corais com cavalos marinhos, infelizmente não vi nenhum. Vimos aranha do mar e 3 estrelas do mar enormes. A praia é do Willian Bonner. Mas ele não pode construir nada pq perdeu esse direito na justiça, já que ele estava tentando cercar a praia com cerca elétrica (what?). > Lagoa Azul: lindaaa. Onde finalmente vi uma tartaruga. Veio nadando na minha frente. Fiquei maravilhada. > Saco do céu: o saco do céu não é uma praia, é uma região. É um local onde dizem que o mar reflete perfeitamente o céu. Quando fui, não vi nada disso nenhuma das vezes. > Praia do amor: a praia é feia (se comparada às outras) e não tem nada pra se ver quando mergulhamos. Mas tem uma história bacana. Dizem que no passado um casal ia nessa praia pra namorar escondido. O pai da menina descobriu e matou o menino. Ela, por sua vez, acabou se matando. Hoje dizem que o casal que pular de mãos dadas do barco ou que escrever seu nome na areia, ficará junto pra sempre. Eu e meu namorados escrevemos nosso nome na areia, mas logo em seguida um urubu passou por cima... acho que é mal sinal né? hahahaha Alias, urubu é praticamente o único tipo de pássaro que você vai ver na ilha. TEM MUUUUITO URUBU! >Feiticeira: a ultima praia do passeio. A história do nome é devido á uma escrava velhinha, que logo que foi alforriada foi morar nessa praia. Dizem que ela fazia muitos rituais na beira do mar. Por isso o nome. Tem umas pedras na direita da praia que é muito bonito de mergulhar, em um determinado ponto você se vê entre dois paredões enormes. É lindo. Na praia tem uma cachoeira tmb, mas não fomos. Quem vai por esses passeios de barco não tem tempo de fazer as trilhas, pois ficamos 40 minutos em cada praia. - Ilhas de Angra: o MELHORRRR passeio de todos. Não tenho nem como dizer como é lindo. (120,00 reais por pessoa) São 4 paradas: ] - Cataguases: praia linda de morrer. Provavelmente o lugar mais lindo que já vi. Joguem no google. - Botinas: duas ilhas minúsculas e muito parecidas. Parecem aquelas ilhas de desenhos. 7 metros de profundidade e muitos peixinhos lindos. Amei! Joguem no google tmb. -Lagoa azul -Almoço caro em Japariz -Lopes Mendes (25,00 reias por pessoa) O barco nos deixa na Praia do Pouso e temos que fazer uma trilha sofrida até Lopes Mendes, que fica do outro lado da Ilha Grande. A trilha é rapidinha (uns 30 minutos), mas tem umas subidas que judiam. Eu cheguei na praia com as pernas tremendo. A praia de Lopes Mendes é muito linda e quase não tem ninguém. É como se fosse um paraíso só seu. Vale a pena andar até a ponta esquerda da praia, onde tem umas pedras e um barril enorme (mais alto que eu, que tenho 1,70 de altura) que caiu de um navio há muito tempo atras. A praia tem muito caranguejo. A areia toda é cheia de buraquinhos, e eles se escondem antes mesmo que você tenha tempo de admirá-los. Mas vimos bastante siris e caranguejos andando pelo mar. A areia é estranha de um jeito bom. Ela é fofa de um jeito diferente, não sei explicar. Faz barulho quando você anda. A praia é linda pra se ver e nadar, mas não vimos nada quando mergulhamos. No passeio diz que você pode fazer uma trilha pra Praia de Santo Antonio. Mas era muito mal sinalizado o local e não encontramos, ficamos com medo de entrar na trilha errada e acabar nos perdendo. A Praia do Pouso, que é onde o barco nos deixa e nos busca, tem um restaurante flutuante. - Taxi Boat Um dia eu e meu namorado caímos na ENORME BESTEIRA de dormir até mais tarde. Quando saímos da pousada, por volta do meio dia, já não tinha mais nenhum passeio pra sair e as lojas estavam TODAS FECHADAS (sim, eles fecham a tarde toda devido ao baixo movimento). Mas nem tudo estava perdido. Alugamos um taxi boat para conhecer a praia do Abraãozinho. Pagamos 10,00 reais cada. O taxi boat deixa a gente na praia e combina que horas volta pra nos buscar. A praia e quase deserta, mas é bonita (bonita, não maravilhosa). Na volta pedimos pro moço nos deixar na praia preta. É bacana, mas nada de mais. Tem umas ruínas de um presidio, mas as ruínas principais ficam em Dois Rios. Voltamos pra Vila do Abraão por uma trilha, de 20 minutos e super tranquila. Ouvimos falar que no shopping tem uma agencia que faz uns passeios diferenciados, para grupos pequenos com foco em ver os bichinhos mesmo (tartarugas, cavalos marinhos, peixinhos). Fomos la, a dona é uma estrangeira chamada Gigi, bem enrolada. Conversamos com ela e ela ficou de nos ligar na manhã seguinte dizendo se ocorreria o passeio mesmo (pq o tempo não estava muito bom). Acordamos sem chuva, sol bonito, não muito forte, mas o tempo estava muito bom. Ela não ligou e quando ligamos ela disse que não ia rolar o passeio pq tinham poucas pessoas. (Sendo que ela havia dito que o passeio ERA para poucas pessoas). Quando questionei ela meio que se embananou e disse que estava indo pra Angra. Depois a vimos no cais com um pessoal. Enfim, ficamos muito chateados. Nossa vontade era de ficar mais uma semana na ilha, para fazer todos os passeios que não fizemos. Com certeza voltaremos. O lugar é lindo demais. Espero ter ajudado quem pretende ir para lá. Importante! Na ilha não existem caixas eletrônicos. A maioria dos lugares aceita cartão, mas mesmo assim leve uma quantia em dinheiro.
  15. Relato ilha grande Resolvemos dar a volta na ilha grande, para conhecer o que ela tem de bom e de ruim, invés de ficarmos hospedados em Abraão fazendo pequenos passeios, pudemos conhecer e conviver um pouco com as pessoas que vivem lá, ver de perto como é o cotidiano, seus hábitos e costumes, além da aventura de cruzar o mangue, cachoeiras, trilhas (algumas em péssimas condições, mas tão belas quanto as outras.), pudemos sentir a energia real do lugar, que é incrível. Esperamos que ao descrever nossa aventura possamos tirar dúvidas e despertar interesse em todos vocês. Um Abraço, Espero que gostem!! Fernanda e Pablo Primeiro dia: Saímos Barbacena, um grupo de quatro pessoas: Pablo, Fernanda, William e Karen às 5 da manhã rumo a Angra dos Reis, chegamos as 12:30. Depois do almoço pegamos o Catamarã rumo à Ilha Grande, chegamos em Abraão por volta das 17:00 e fomos direto para o camping TOCA DOS GUAIMUNS. Depois de montar acampamento fomos curtir a noite de Abraão, onde rola música ao vivo em bares legais, artesanato e muita gente bacana. Não demoramos muito a voltar pro camping, pois o dia seguinte ia ser longo. Chegada em Abraão Segundo dia: Levantamos bem cedo e depois de um belo café fomos mergulhar DIVE CIA MERGULHOS na enseada do Bananal, foram momentos inesquecíveis, alem do mergulho um belo passeio de barco. No inicio da tarde iniciamos nossa caminhada na praia do bananal. Foi um caminhada um pouco complicada no começo, andamos 40 minutos na trilha errada devido ao deslizamento de terra que ocorreu no inicio do ano tivemos que descobrir/inventar uma trilha alternativa até chegar no que sobrou da principal.Foi um trecho muito ruim devido ao clima pesado e as mortes que o acidente ocasionou, passamos em meio aos destroços e pudemos sentir um pouco do sofrimento daquelas pessoas que estavam ali na noite do réveillon de 2010. Seguimos para a praia de Matariz ainda na enseada do Bananal e tivemos que acampar pois já estava escurecendo. Ficamos na casa de um senhora muito simpática, Dona Marilene, que nos cobrou apenas R$10,00 (pessoa) para ficarmos no seu quintal com um lindo gramado, muitos coqueiros, um riacho do lado e um coelhinho chamado “pena”. Mergulho no Bananal Inicio da trip Enceada do Bananal Destroços Bananal Praia do Bananal Praia da Matariz Camping D. Marilene Terceiro dia: Saímos de Matariz rumo a praia de Passaterra. No meio do caminho passamos por um figueira branca gigantesca que nasceu sobre uma enorme pedra. Uma parada pra um mergulho e descanso, logo depois seguimos em direção de Sito Forte. Passamos pelas praias de Maguariquessaba, Marinheiro, Praia de Sitio Forte e chegamos na Praia de Tapera, onde conhecemos um pescador chamado Zé Maia que permitiu que ficássemos acampados no seu quintal. Passamos boas horas conversando com ele e compartilhando um pouco da sua experiência. Trilha entre Matariz e Passaterra Praia de Sitio Forte Casa do seu Zé Maia praia de Tapera Quarto dia: Depois de mais de 6 Km de subidas e descidas, muitas árvores caídas pelo caminho e belíssimas paisagens, seguimos nossa viagem sentido a Praia Grande de Araçatiba. Depois de Ubatubinha encaramos um subida bem pesada chegamos na Praia da Longa, logo em seguida uma trilha bem fechada para a Lagoa Verde, mais uma parada para descanso e mergulho. Um lugar maravilhoso. Aprendemos que sempre depois de um trecho bem sinistro de caminhada a Ilha nos proporciona uma enorme recompensa. Seguimos em frente, rumo à Praia Grande de Araçatiba, onde ficamos o resto do dia, passamos a noite no camping do tio do Licon (um nativo muito bacana), luar na beira da praia na companhia de amigos. Chegada em Ubatubinha Vista da trilha Trilha Praia da Longa Praia da Longa Praia de Ubatubinha caminho para Lagoa Verde Lagoa Verde Quinto dia: Seguindo conselhos do Tio do Lincon acordamos bem cedo para tentar pegar carona com o barco que transporta os alunos para escola que fica em proveta, o que nos economizaria horas de caminhada, conseguimos a carona, o que foi muito bacana, economizamos 8Km de caminhada passamos na praia vermelha, GRUTA DO ACAIA e por fim chegamos em Proveta, que é uma cidadezinha onde 98% da população é evangélica, passamos próximo a ilha de meros e contornamos a ponta do Drago até chegar a praia do AVENTUREIRO. Chegamos por volta das 12:00 horas, e como a praia é maravilhosa resolvemos ficar e passar a noite, primeiro fomos atrás de um camping, a vantagem dessa praia é que tem 17 opções para campistas, nós, como estávamos cansados e um pouco ansiosos para mergulhar, ficamos em um dos primeiros campings, o da Dona Zuleica, armamos acampamento e depois fomos curtir a praia, mar de água cristalina e boas ondas, uma beleza pra quem pratica surf, ficamos encantados com tanta beleza reunida em um só local, com vista privilegiada para a reserva ambiental : Praias do sul e do leste, e a ponta da Parnaioca. Almoçamos no bar da Dona Zuleica, que preparou um peixe com batata delicioso, no fim da tarde fomos passear na Praia do Demo, onde as ondas quebram com força. A noite fomos relaxar no Bar do.Rafael, recente morador do aventureiro, o bar fica bem em frente ao tão famoso coqueiro torto, recomendamos o pastel de camarão e também o açaí. Praia Grande de Araçatiba Carona no barco da escola Comunidade de Provetá Ponta do Drago Praia do Aventureiro O famoso coqueiro Praia do Sul e do Leste vista do Aventureiro Sexto dia: Pensamos em sair bem cedo, por volta das 5 da manhã, pois teríamos muitos obstáculos pela frente, um seria atravessar o mangue e o outro seria o rio da Parnaioca, porém começou a chover forte, chuva que já era esperada, pois na noite anterior o tempo estava mudando, tivemos que desmontar as barracas as pressas, pois a enxurrada era muito forte, e no camping da dona Zuleica não havia lonas de proteção e as nossas lonas estavam em baixo das barracas, enfim, ficamos no prejuízo, as nossas coisas encharcadas, esperamos a chuva passar no banheiro, que era uma casinha coberta, pensamos em desistir, pois não daria pra continuar com as coisas molhadas, mas por sorte conhecemos uma figura do Aventureiro, um enigma pra falar verdade, chamado Serrão, que nos ofereceu sua casa. Sem muitas opções aceitamos o convite, colocamos as coisas pra secar no varal da casa, não podemos deixar de citar o surf, um labrador muito lindo que estava lá, também o BA outra figurassa do aventureiro, amigo do Serrão. Passamos a tarde olhando o mar revolto devido a chuva e o tempo totalmente fechado, o que deixava mais longe a possibilidade de concluirmos nosso percurso pelo menos nos próximos 3 dias, pois a previsão era de ressaca. Almoçamos no camping do Luis, que serve uma comida deliciosa e tem variedades de aperitivos e bebidas, depois voltamos pra casa do Serrão, onde passamos a noite. Aventureiro depois do temporal Sétimo dia: Acordamos cedo com murmúrios de que sairia um barco ruma a Angra dos reis, pois a guarda costeira passou um rádio informando que era para retirar todos os barcos dali, pois o mar há algumas horas estaria de ressaca, foi a oportunidade que vimos de encerrar o passeio, ficamos tristes, mas arrumamos nossas coisas rapidamente, para tentar pegar o barco, chegando no “cais” haviam outros turistas que também queriam ir embora devido ao mal tempo e no barco só cabiam 13 pessoas e já haviam embarcado 11, como não sabíamos por quanto tempo iríamos esperar ali no Aventureiro, decidimos que nossos companheiros Willian e Karen partissem, pois tinham compromissos em Minas, ficamos com medo por eles , pois o mar estava bastante agitado e o barquinho era muito pequeno, tanto que sumia entre as ondas, mais tarde recebemos a noticia de que chegaram bem em Angra, ufa. Ficamos felizes por não ter ido embora, voltamos para casa do Serrão, ficamos na varanda apreciando o espetáculo da natureza, ondas enormes, que deixaram a praia praticamente sem areia, a água que era cristalina ficou cinza combinado com céu, mas não deixava de ser uma bela paisagem. Ter ficado foi de tudo arriscado, mas não tínhamos pressa, almoçamos novamente no camping do Luis, fizemos amizade com um pessoal do Rio que também decidiu ficar, trocamos emails e tudo mais, conversamos com alguns moradores da vila, foi uma boa experiência. A noite voltamos pro bar do Rafael pra comer pastel de camarão depois fomos dormir na esperança de que o mar acalmasse e o tempo também. Will e Karen saindo no ultimo barco para o continente Barraca secando na varanda da igreja Oitavo dia: Acordamos cedo, o mar estava um pouco mais calmo e não chovia mais, vimos um pessoal indo surfar na parai do leste, local pra onde pretendíamos ir também, arrumamos nossas coisas para partir, o pessoal já estava longe, mas tinha uns meninos e uma moça que também estavam indo pra lá ver o pessoal surfar, a moça estava com uma prancha de bodyboard, o que nos foi muito útil, o BA nos acompanhou também. Passamos pela praia do Demo e sua pedras, atravessamos uma pedra enorme para chegar até a praia do sul, a pedra era escorregadia, pois estava molhada pelas ondas do mar ainda revolto, ficamos admirados coma a beleza real da praia do sul, que era extensa e nos gerou pelo menos 40 minutos de caminhada até o ilhote e o tão falado mangue que separava a praia do sul da praia do leste. Pegamos uma trilha até chegar no mangue, que estava cheio devido a maré alta e a chuva, porém um mangue de águas cristalinas, muito bonito por sinal, atravessar ele não foi nada assustador como imaginávamos, depois tivemos que atravessar nadando um rio que se formou com o encontro das águas da lagoa com as águas do mar, estava bem fundo e a correnteza um pouco forte, adrenalina subiu, amarramos uma corda na prancha de bodyboard e primeiro atravessamos as mochilas, depois o restante do pessoal, ficamos felizes por ter atravessado e conseguido chegar a praia do leste, lá encontramos com o restante do pessoal que já estava lá, despedimos de todos e fomos ruma a Parnaioca, recebemos uma ajuda do BA e do Serrão e também do surf (labrador), passamos por um atalho que nos adiantou um bom tempo de caminhada, sozinhos atravessamos o rio da Parnaioca que também estava misturado com águas do mar devido a ressaca, foi mais difícil porque estávamos sem a prancha, tivemos que amarrar a corda e passar cada hora com uma coisa, ficamos em média 30 minutos pra fazer isso, depois foi tranqüilo, chegamos ao camping organizadíssimo do Seu Silva, um senhor muito simpático e muito vascaíno, nesse camping tem tudo, banheiro separado pra homens e mulheres, cozinha, mesas, áreas de camping todas cobertas com lona, vamos dizer assim, é um camping 5 estrelas. Estávamos cansados da agitação do dia, arrumamos nossas coisas e depois fomos almoçar na casa de uma moça que prepara almoço pra turistas, uma delicia por sinal, depois passeamos na praia da Parnaioca e voltamos pro camping do seu Silva pra tomar o tão sonhado banho e descansar. Chegando na praia do sul O famoso mangue Encontro das aguas da lagoa com o mar Surf, nosso guia Rio da Parnaioca chegnado no mar Rio da Parnaioca chegnado no mar Praia da Parnaioca Nono dia Acordamos bem cedo, tomamos um café reforçado, baixamos acampamento, nos despedimos do Sr Silva e partimos rumo a Dois Rios, foi uma caminhada longa, pois a trilha estava molhada e com muitas árvores caídas no caminho, mas linda mesmo assim, podíamos ouvir os animais naquele silêncio, era tudo mágico, o mar de longe batendo na encosta, tudo perfeito, passamos pela gruta das cinzas, e também por outra figueira branca gigante, a trilha apesar de estar um pouco descuidada foi uma das mais belas de todo o trajeto e com muitas goiabas, andamos umas 4 horas até chegar em Dois Rios, que um vilarejo pouco movimentado, pelo menos na tarde em que chegamos, pois estava começando a chover, não tinha muitos turistas apenas os moradores do local, visitamos o presídio, ou o que restou dele, conhecemos um senhor que foi presidiário e acabou ficando na ilha após cumprir sua pena, uma figura lendária da região, fizemos um lanche, estávamos cansados, mas a nossa meta era chegar a Abraão no mesmo dia, pois não era possível ( permitido ) acampar em Dois Rios, e tínhamos poucas horas de luz do dia e o casal que estava conosco levou a lanterna embora, enfim, tínhamos mais 3 horas de caminhada, era estrada desta vez, o que facilitou um pouco, apesar de ser subida, passamos na piscina dos soldados, e depois seguimos por um atalho ( do bambuzal), o que nos adiantou 45 minutos de caminhada, em média. As mochilas pareciam cada vez mais pesadas, o corpo já não respondia direito, cansaço forte que foi superado ao ver a vista do mirante, dava pra ver toda Vila do Abraão, estávamos perto do fim. A estrada não foi muito bem planejada, pois dava muitas voltas, se houvesse trilhas talvez chegaríamos mais rápido, mas também estávamos ali pra curtir o momento e felizes por não ter ido embora e conseguir completar nosso objetivo. Chegamos no Abraão e fomos direto pro camping do Bicão, sabíamos que era o único que tinha lonas de proteção pra barracas, e como estava chovendo, era o mais indicado, a nossa esperança era que o tempo melhorasse pra ficarmos na ilha até o fim da semana, porém o tempo não colaborou, choveu a noite toda e chuva forte, a temperatura caiu, e como não seria possível, devido ao mau tempo, visitar os lugares que não estava no nosso trajeto, (Pico do papagaio, Lopes Mendes, caixadaço, Farol dos Castelianos, etc...), resolvemos ir embora pra Angra, pegamos a barca pela manhã e deixamos Ilha Grande, já com saudades. Foram 2 horas de barca até Angra, chegamos lá com chuva forte, fomos até o estacionamento pegar o carro, passamos no Shopping Piratas pra almoçar e depois 7 horas de estrada com chuva, chegamos em casa. Trilha de Parnaioca a Dois Rios Figueira gigante Chegando em Dois Rios Presidio de Dois Rios De Dois Rios a Abraão Piscina dos soldados Abraão vista do mirante Despedida da ilha Considerações Finais: Não se deve desistir de um objetivo ou meta traçada, enfrentamos algumas dificuldades nas trilhas e no acampamento, superamos medos, vencemos limites impostos pela própria natureza, porém fomos recompensados com momentos maravilhosos, pessoas maravilhosas, belas paisagem, e enfim voltados de alma limpa, prontos pra outra aventura. Ilha Grande é um paraíso, que temos perto de nós, as catástrofes que ocorreram lá devido as chuvas no início do ano, não foram capazes de diminuir a beleza e energia do local, além do mais, acidentes naturais acontecem em qualquer lugar do mundo, e para morrer basta estar vivo. Pretendemos voltar em breve. OBS: Aos que gostaram da idéia sugerimos que levem o mínimo de roupas possível, a bagagem ( as mochilas) devem estar equipadas apenas com o necessário. Utilizar tênis confortável e antiderrapante, levar capa de chuva, e o bom e velho miojo.
  16. Participaram desse trekking: Marcio Marques (eu), Valéria e Léo . Foram Nove dias e aproximadamente 100km, contabilizados pelo GPS. 1º dia (11/5) Tudo combinado e acertado, na madrugada do dia 11, peço a minha esposa para chamar um táxi e parto para a casa da ValériaDSC-0004 e Léo, chego lá as 5:15 e eles já me esperavam com as mochilas no carro. Partimos para Mangaratiba, onde iríamos pegar a barca das 8h. Chegamos com quase meia hora de antecedência, com tempo suficiente para estacionar o carro e irmos para a barca. Passagem comprada entramos e nos acomodamos. Foram quase duas horaDSC-0009 s até a ilha e não via a hora de chegar e iniciar a logo à tão sonhada volta. Já na ilha, uma breve parada para fotos e “pé na trilha” para o nosso primeiro destino, praia de Palmas. Demos uma passada no camping Paraíso na Praia Brava para dar um alô no João Pontes e resolvemos ficar por ali mesmo. 2º dia (12/5) DSC-0033Acordamos cedo e partimos para o Farol de Castelhano, passamos por Palmas, Pouso Mangues, Aroeiras e Praia de Castelhano, e com o adiantar da hora, resolvemos não ir ao farol. Na volta, pegamos uma estadinha de terra que leva a DSC-0049igrejinha de Lopes Mendes e pudemos apreciar aquela imensidão de praia, e não é a toa que é considerada uma das praias mais linda da ilha. 3º dia (13/5) Acordamos bem cedo, pois o nosso objetivo era Caxadaço, e teríamos que pegar a temida trilha Santo Antonio x Caxadaço. A VDSC-0058 aléria partiu na frente, eu e Léo ficamos desarmando o acampamento e nos encontraríamos com ela na bifurcação de Sto. Antonio x Lopes Mendes. Entramos na trilha para Sto. Antonio e logo na frente encontramos a bifurcação para Caxadaço, entramos e fomos seguindo as dicas do J. Bernardo (autor do livro Trilhas da Ilha Grande). A trilha esta bem marcada no início e depois somente algumas DSC-0062marcações antigas nas arvores, mas com calma e muita atenção, da pra fazer na boa (levamos aproximadamente 3h15m). Essa foi a trilha mais bonita que fiz na ilha. Chegamos a Caxadaço e deparamos com aquela praia pequena e maravilhosa, sua água azul e cristalina, e em minha opinião, a mais bonita da ilha, não resisti e fui logo mergulhar. 4º dia (14/5) Acordamos muito cedo para desarmar o acampamento, pois ali não é permitido acampar, tomamos o café da manha e partimos paDSC-0071 ra o nosso destino, a praia de Parnaioca. Fizemos uma parada em Dois Rios no Bar da Janete e ficamos proseando com o sr Pedro, escutando as historias da ilha e do “Calderão do Diabo”. Quase uma da tarde, “metemos o pé” para o nosso destino, chegando lá por volta das quatro horas, trilha um pouco longa, mas bem tranqüila, ela já sai atrás do camping da Janete. Acampamento armado, dia lindo e noite estrelada, com direito a bolo e parabéns, era aniversário de um IMG_6457dos hóspedes (André Cypriano, fotografo) e quando souberam que naquele dia era o meu aniversário e no dia anterior o da Valéria, nos convidaram para os parabéns, com direito a soprar vela e tudo mais. Fomos dormir com o céu estrelado, mas derrepente o tempo muda, estava entrando uma frete fria com previsão para sexta feira, mas ela se antecipou e tivemos que fazer três pernoites em Parnaioca por causa da travessia do costão do Demo. 7º dia (17/5) Com o acampamento desarmado, partimos por volta das 9h30m, com destino ao Aventureiro. Atravessamos o rio no final da praia eP1000928 calçamos as botas, pegamos a trilha para a praia do Leste, e na vertente do morro tinha uma placa informado que era proibido ir adiante, pois se trata uma reserva biológica, e lógico que fomos a diante e um pouco mais para frente já se tem uma linda vista das praias do Leste e Sul com o ilhote ao meio. Atravessamos toda a praia e chegamos ao ilhote, onde tem o mangue, e ai veio pergunta: onde é a pasP1000932sagem? Fui checar a profundidade e uma possível passagem, depois de confirmada, fizemos um lanche e partimos com sucesso para a praia do sul. Começamos a caminhar em direção ao costão do Demo, e confesso que fiquei um pouco preocupado, pois a visão frontal que tínhamos era que a pedra era bem inclinada, quase na vertical com o mar indo lá em cima. Chegando ao costão, vimos P1000936que era bem mais fácil que o imaginado, e passamos desviando das línguas negras, que são muito escorregadias. Cruzamos pela praia do Demo e finalmente chegamos ao Aventureiro por volta das 15h30m. Armamos acampamento no camping do Luis e não foi necessário pegar autorização por causa da baixa temporada. 8º dia (18/5) Partimos do Aventureiro quase 10h da manha com destino a Araçatiba, a Valéria saiu na nossa frente, e de cara pegamos uma DSC-0131subida muito inclinada, a mais íngreme de toda a volta e o esforço foi muito grande, me obrigado a dar algumas paradas para enxugar o suor que caia nos meus olhos, ainda bem que o trecho não é muito longo. Na descida para Provetá se tem uma linda vista da praia de tirar o fôlego, mar azul e transparente e chegando ao final da trilha, me deparei com uma IMG_6531ducha de água desviada de um rio, não resisti, dei um mergulho n o mar e fui fazer uma massagem naquela ducha gelada revigoraste. Pegamos a trilha, uma longa subida, no final passamos pela bifurcação para a gruta do Acaia, passamos por Araçatibinha e por fim chegamos no camping Bem Natural, o camping fica no alto, tem que subir uma enorme escadaria, mas a vista é compensadora. 9º dia (19/5) Partimos cedo e fomos tomar o café da manha no bar da Nena, que no dia anterior, já com o bar fechado e com a maior boa vontade, preparou um belo e suculento PF para mim. De Barriga cIMG_6542 heia partimos para o nosso destino, a praia de Bananal. Passamos pelas praias da Longa, Ubatubinha, Tapera - onde comemos um delicioso file de peixe com arroz - Sitio Forte, Marinheiro, Maguaraquissaba, Passaterra, Matariz e depois desse trecho, veio uma boa subida, acelerei o passo e acabei deixando a Valéria e Léo um pouco para trás, pois queria pegar o por do sol em Bananal. Cheguei no Bananal por volta de 17h30m, arriei a mochila o fui contemplar o sol morrendo por traz das montanhas de Angra e nada deles aparecerem, conheci um velho pescador que morava em frente, e ficamos batendo papo. ComoIMG_6446 eles não apareceram, achei que poderiam ter ficado em alguma pousada então toquei em frente, fui procurar o pescador Zeca na Praia de Bananal Pequeno, ao encontrar o Zeca ele me falou que não tinha como armar a minha barraca, pois não tinha espaço em seu terreno (uma pirambeira danada), então ele me sugeriu que fosse para a praia, ao chegar lá, vi um pequeno cais de madeira e resolvi fazer um “bivak” ali mesmo. Tudo pronto e arrumado fiquei deitado dentro do meu saco, contemplando as estrelas e acabei cochilando, ao despertar, olho para o céu e não vi mais nenhuma estrela, o tempo estava nublado, então achei IMG_6396 melhor armar a barraca para não ser surpreendido por alguma chuva. Ao terminar de armar a barraca, começaram a cair as primeiras cotas de chuva, ai pensei comigo mesmo, e agora, será que vai passar e amanhecer um lindo dia, ou ficaria chovendo o dia todo. A chuva ia e vinha e em algumas vezes muito forte, então tive que montar um plano para o dia seguinte, caso amanhece-s chovendo. Coloquei o equipamento fotográfico dentro da mochila, amarrei as botas na lateral e joguei a capa em cima de tudo, me preparando para o pior e o pior veio. 10º dia (20/5) Amanheceu chovendo bastante, só tinha dormido umas 2hs no IMG_6521máximo, então logo desmontei a barraca e partir para o Abraão por vota das 7hs. Fiquei um pouco receoso, pois estava só e sem poder me comunicar com ninguém, a trilha molhada e escorregadia, mas resolvi encarar, coloquei o papete e “meti o pé”, dei uma pequena parada no Saco do Céu para tomar um bom c afé da manha e prossegui o meu caminho. Chegando ao Abraão, foi uma felicidade só por ter completado a volta (nesse trecho foram aproximadamente 17km em 6h30m), mesmo com a queimada de algumas etapas (Gruta do Acaia, Sundara, Mirante Por do Sol em Araçatiba do Espia e outras praias que acabei passando batido, mas que estarão na minha próxima volta) e ao cruzar o centro do Abraão por volta das 13h30m, escutei alguém me chamando e quando olho, era a Váleria e o Léo, ai me contaram que tinham ficado em uma pousada, pegaram um barco de Bananal para o Abrão logo cedo, pois estava chovendo muito. Fui tomar um banho, comer alguma coisa e pegamos a barca para Mangaratiba das 17h30m, ficando a vontade de quero mais e quem sabe com toda a Camelada. E o que posso dizer mais, foi simplesmente muito SHOW!!!!!!!! hehehehe Fotos: Marcio Marques, Valeria e Leo. Volta na Ilha Grande realizada em maio de 2009 Fotos: http://mpmarques.multiply.com/photos/album/160/Making_off_da_Volta_na_Ilha_Grande http://mpmarques.multiply.com/photos/album/159/Volta_na_Ilha_Grande Mapa: http://www.everytrail.com/view_trip.php?trip_id=359665
  17. Pessoal, segue nem tão breve relato da minha 2ª passada pela Ilha Grande, agora em setembro/09. Segunda: Cheguei na rodoviária de Angra às 05:40. Fechei com o catamarã da IGT por R$20,00 para ir até o Abraão. Este catamarã é uma das formas mais convenientes de ir ao Abraão. Muito rápido, fez a travessia em 40minutos, saindo às 08:00. Se você comprar o ticket no próprio cais de Santa Luzia, vai pagar R$25. Comprando na agência da IGT na própria rodoviária se paga R$20. Chegando no Abraão, tudo muito molhado, porém ainda não chovia. Coloquei o pé na trilha às 09:00 e segui para Dois Rios, com destino final Parnaióca. A estradinha apesar do absurdo que tem chovido não estava muito lamacenta. Nesse caso, o tal atalho pela trilha no bambuzal a direita da estrada (utilizada para cortar caminho) não vale a pena, pois ali sim estava tudo muito escorregadio. Eu pequei essa trilhinha, mas tava brabo mesmo. A cargueira nas minhas costas (esqueci de pesar) atrapalhava bastante, mas cheguei a Dois Rios após 1 hora de subida e 1 hora de descida, às 11:00. A companheira no perrengue. Ainda sem chuva, dei um rolê bem rápido por ali, pois estava bem preocupado com o horário, pois os guardinhas me disseram que eu teria 04:30 horas de trilha muito escorregadia até Parnaióca. Dois Rios Recepção em Dois Rios pela belas palmeiras... Imagine esse lugar com sol.. Ainda enquanto conhecia as ruínas do presídio começou a chover, e CHOVEU MUITO MESMO. A trilha é bem legal, limpa, com algumas atrações, mata belíssima e perfumada, muitos pássaros, macacos e até algumas cobrinhas, ehhehe. Enquanto São Pedro lavava a ilha, eu cruzei a ensaboada trilha praticamente sozinho, tenho cruzado com apenas 3 pessoas voltando de Parnaióca. Bom, eu estava sozinho, e sozinho eu fico muito ansioso e ando que nem um cavalo. Cumpri a trilha quase 'submarina' de tanta água em 03:00 horas. Parnaióca é linda. É o tipo de praia que eu gosto, pouca infra, poucas casas e natureza bem selvagem. Parnaióca, into the wild... Maravilhosa praia No dia em particular, a 'natureza selvagem' estava praticamente hostil. A chuva caía sem dó, o mar estava numa ressaca monstruosa e o vento que via do oceano varria até passarinho. Mesmo assim, concluí meu objetivo e dei uma entrada na praia, quase congelando. Não havia mais nenhum turista em Parnaióca, em nenhum dos campings. Acampei (R$15) na própria cozinha do camping da Janete, sob recomendação do Rossi, gente boa que cuidava das coisas por lá. Aí foi tomar um banho, cozinhar um miojo com molho de tomate e proteína de soja, e relaxar vendo a chuva cair e tomando uma cerveja vendida no camping (itaipava lata r$3). Chovia tanto que até às 20:00, quando fui dormir pregado, não havia condição de sair para dar uma volta. Cheguei sim, a tomar um pouco de chuva e caminhar na praia à noite, mas o tempo não estava para brincadeira mesmo. Armando uma bivak da T&R sem specks: só amarrando tudo mesmo... Ah, importante dizer que nesse dia nenhum camping servia comida, e não havia qualquer barco na praia. Portanto, vá prevenido com comida, e ciente de que podem não haver barcos! Na terça feira acordei bem cedo, e com o tempo ainda sem chover, decidi voltar para o Abraão, pois as condições do dia anterior me assustaram, e achei melhor não encarar a travessia para o Aventureiro por causa das condições, principalmente pelo mar revolto. Deu tempo de passar bastante pela praia, maravilhosa, com esquilinhos brincando a beira mar, uma belíssima sinfonia de pássaros e para minha alegria um silêncio humano espetacular. Saí de lá com a certeza de que volto outra vez, mesmo se tiver mais gente. O Lugar é incrível mesmo. Mais uma vez, minha ansiedade me fez "camelar" voando baixo nas escorregadias trilhas. Cheguei a Dois Rios 02:30 depois. Apenas garoava fraco e parava, então aproveitei para curtir bastante, entrei no mar, no rio, no presídio, nas ruínas, conversei com os muitos urubus (que eram os únicos a me fazer companhia na praia) e aproveitei para 'comer' minha mochila, reduzindo peso. Quando eu saia de Dois Rios chegavam os primeiros visitantes do dia vindo do Abraão, isso já perto do meio-dia. Voltei ao Abraão sem passar pela trilha escorregadia, no mesmo tempo da ida, com alguma garoa na cabeça. Árvore descomunal, na trilha entre Dois Rios e Parnaióca No Abraão fiquei no camping do Bicão (R$10,00 a diária), muito bom, estava tranquilo com apenas mais 3 barracas. Aproveito para responder o que perguntaram no fórum, o hostel "Resta 1" estava R$20 com café, e o "Hostel do Bugio" estava R$20 sem café. Lembrando que era fora de temporada, durante semana e em época chuvosa. De tarde a chuva voltou a cair forte, e eu me entretive com várias cervejas que comprei no mercado e deixei na geladeira do camping. Ah, nessa noite a vila estava bem quieta, com muitos lugares fechados... Os poucos turistas eram gringos, e a opção mais barata para comer era PF de R$15. Portanto, nada melhor que usar a infra do camping, e cozinhei bonito umas abobrinhas com omelete. Quarta acordo bem cedo também, e ainda sob tempo nublado - mas sem chuva - fui trilhar até o saco do céu, ou até onde aguentasse. Parei em todas as bifurcações possíveis, com algumas surpresas legais como prainhas bacanas, muitas árvores frutíferas bonitas, conchas delicadas e tudo absolutamente vazio. Os macacos e esquilos estavam sempre por perto. Bom, quando ao saco do céu, que eu conheci de barco em fevereiro, realmente não recomendo que ninguém vá de trilha para esta atração. Contornar o local nada mais é que se enfiar num povoado desorganizado e sujo, em visualizar do mangue as belas águas desta protegida baía da ilha grande. Augusto, onde você ficou aqui? Cara, realmente não gostei do lugar, será que estivemos no mesmo lugar? hehehe Uma das praias entre a praia preta e o saco do céu... esses são 'taxi boats', para os cansados de trilhar... Como o sol não saia de jeito nenhum, fiquei algum tempo na praia da Camiranga, uma bem no meu estilo, acompanhado de pássaros mergulhões e alguns cachorros vadios, ehheehe. Adorei essa prainha de camiranga... várias pitangueiras carregadas de frutas... muito bom... Voltei para a vila, aonde ainda fui dar uma volta pelo circuito do Abraão, e acompanhar o anoitecer do mirante da praia preta. Em dias de sol, o 'poção' deve fazer a alegria da galera. Eu entrei aqui e meu queixo quase desmontou de tanto tremer de frio. O aqueduto é muito bacana! Por aqui, encontrei vários turistas, mas o pouco movimento me permitiu (principalmente quando já havia anoitecido) visualizar muitos bichos, corujinhas lindas, aranhas medonhas (que os olhos refletem na cor verde a luz da lanterna) e até uma bela e perigosa jararaca. Saco do Céu, quase um espelho belíssimo animal... Enfim, um dia como esse motivaria qualquer um, pois apenas garoou leve por um curto período. Mas lá pelas 22:00 entrou um vento fortíssimo, a madrugada foi de tempestade e ventos fortíssimos, que até me acordaram, mesmo com várias itaipavas na cabeça. Quinta feira amanheceu debaixo de muita chuva e vento, o que foi meu convite para embarcar no catamarã às 12:30 (novamente pagando R$20 na agência, ao invés de R$25 no barco) e seguir para Sampa no busão das 15:00. Enfim, o tempo realmente não ajudou a revelar as belezas da ilha, mas eu curti bastante o passeio, nada melhor que uma boa mochilada para te tirar da pressão da bolha paulistana. Abrãao, com uma brecha de bom tempo... Comi vááárias... Até mais!
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