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Encontrado 16 registros

  1. Oi gente, fiz um post pedindo sugestão de destino, para as minhas férias de 03/06 a 18/06. Mas agora decidi fazer esses15 dias pela Bahia, sendo 5 dias na Chapada Diamantina e os demais entre Salvador/Itacaré e outras praias. Escolhi ter como base Itacaré e de la conhecer Camamu, Taipu de Fora, Maraú e Morro de São Paulo. Já fechei quase tudo e acredito que por ser minha primeira vez de mochilão e sozinha, estou me saindo bem.rs Será que tem alguém aqui que vai estar nessa época, em um desses lugares que vou passar? Vai que aparece alguém...
  2. lavine

    Hospedagem em Itacaré

    Olá! Alguém que tenha ido em 2018 ou agora em janeiro (2019), poderia indicar alguma hospedagem? De preferência que tenha um bom custo-benefício. Grata.
  3. Procurando companhia para curtir e fazer muitos passeios em Itacaré.
  4. Considerações Gerais Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva leve ou moderada só peguei na 4.a feira (13/09) quando estava voltando do supermercado e na 5.a feira (14/09) quando ainda estava no quarto e esperei que ela passasse. As temperaturas também estiveram bem razoáveis (para um paulistano), chegando em média a 30 C ao longo do dia e caindo até 22 C à noite. A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Havia nas localidades mais conhecidas também muitas pessoas de fora da região e estrangeiros, principalmente argentinos. As paisagens das praias agradaram-me muito, principalmente as próprias praias, o mar, a vista a partir de pontos altos, a vegetação e as cachoeiras. . A caminhada no geral foi tranquila. Mesmo as que me disseram que seriam inviáveis sem guia, como a da Prainha em Itacaré ou a de Castelhanos em Boipeba, consegui fazer sozinho sem problemas e não achei complicadas, mas me informei antes. Durante muito tempo estive só nas praias, que em boa parte estavam desertas. Às vezes cruzava com algum pescador ou habitantes locais. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada) nas praias. Mas me recomendaram não ir por alguns trechos em Ilhéus e Itaparica. Em Itabuna pareceu-me que poderia haver algum problema quando retornava do supermercado perto da rodoviária e eu imediatamente procurei um local seguro. Em Mar Grande, quando iria para uma Pousada que ficava numa ladeira que haviam me dito poder ter algum problema, um aparente vigia de atividades da ladeira perguntou-me o que eu desejava (“qual é que é?”) e eu decidi mudar de pousada. Peguei vários cocos nas praias 🥥, bebi sua água e comi a massa de alguns poucos 👍. Os cruzamentos de rios foram tranquilos. Somente para cruzar para a Praia do Garcez e para Cacha Pregos houve a possibilidade de dificuldades, mas que acabaram não se concretizando. O único ponto que não consegui cruzar foi de Barra Grande para a Barra do Sirinhaém. Tive que pegar barcos e ônibus para Boipeba. Vários estabelecimentos comerciais aceitaram cartão de crédito ou débito (principalmente supermercados, padarias, pousadas e empresas de transporte). Em alguns casos havia acréscimo quando o pagamento era feito com cartão de crédito. Havia localidades em que não existiam caixas eletrônicos nem bancos. Gastei na viagem R$ 1.383,20, sendo R$ 158,63 com alimentação, R$ 700,00 com hospedagem, R$ 154,99 com transporte durante a viagem, R$ 155,33 com a passagem de ônibus de ida para Vitória da Conquista, R$ 7,58 com pedágio da ida, R$ 169,00 com a passagem aérea de volta para São Paulo e R$ 37,67 com as taxas de embarque correspondentes de ida e volta e durante a viagem. Sem contar o custo da passagem entre São Paulo e Vitória da Conquista e entre Salvador e São Paulo e das taxas de embarque correspondentes, o gasto foi de R$ 1.015,12 (média de R$ 39,04 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico. A Viagem: Minha viagem foi de SP (Rodoviária do Tietê) a Vitória da Conquista em 07/09/2018 pela Viação Águia Branca (https://www.aguiabranca.com.br). O ônibus saía às 17:00 e chegava às 17:10 horas. Atrasou cerca de 20 minutos na saída e mais de meia hora na chegada. Paguei R$ 169,30 (R$ 155,33 pela passagem, R$ 7,58 de pedágio e R$ 6,39 pela taxa de embarque) parcelada em 6x usando cartão de crédito. A volta foi de Salvador a SP (Aeroporto de Guarulhos) em 03/10/2018 pela Avianca (https://www.avianca.com.br). O voo saía às 11:40 e chegava às 14:15. Paguei R$ 198,78 (R$ 169,00 pela passagem e R$ 29,78 pela taxa de embarque) parcelada em 6x usando cartão de crédito. Na 6.a feira 7/9 fui a pé até a rodoviária. O ônibus saiu cerca de 17:20 com atraso de cerca de 20 minutos. Parou em Resende perto de 20:30, onde subiram um pai e uma filha pequena que se sentaram juntos na poltrona ao lado da em que eu estava, enquanto eu jantava sanduíches fora do ônibus. Troquei de lugar para deixá-los viajar juntos. Eu havia levado 5 brioches comprados na Vovó Zuzu (http://www.vovozuzu.com.br) por R$ 1,59 cada, um usado para sanduíches 🥪, 2 cebolas, um pacote de bolachas água e sal comprado no Atacadão (https://www.atacadao.com.br) por R$ 0,98 e uma garrafa de água de 1,5 litros. O ônibus parou depois em Paraíba do Sul perto de 23:30. No sábado 8/9, após dormir um pouco de madrugada no ônibus, paramos em Governador Valadares cerca de 8:30. Lá tomei café com os sanduíches que havia levado. O motorista da madrugada correu mais do que o regulamentado, o que avançou o ônibus, mas que não me agradou. Meu novo companheiro de poltrona falou sobre muitas situações da sua vida. Ele trabalhava em limpeza no Shopping Center Interlagos e morava em Parelheiros. Ofereceu-me sanduíches e refrigerante que recusei educadamente. Cheguei pouco antes de 18 horas na rodoviária. Ao perguntar sobre a segurança do local, um atendente disse-me que era tranquilo e dois trabalhadores de viações disseram-me que era perigoso. Achei tranquilo. Fiquei hospedado na Pousada da Lua, bem perto da rodoviária, do outro lado da estrada, num quarto com ventilador, sem TV, com banheiro coletivo, wifi e um pequeno café da manhã. Paguei R$ 30,00 por dia em dinheiro. Lá conheci um artesão de Anápolis que viajava pelo Brasil, estava em dificuldades e iria voltar para Anápolis. Fui atendido pela Fabiana, responsável pela pousada junto com o marido. Comprei na feirinha próxima R$ 2,00 em 2 mangas, R$ 2,00 em 1 kg de tomates, R$ 1,00 em 1 pepino, R$ 1,00 em 2 chuchus e R$ 1,20 em 4 pães na padaria. Jantei sanduíches. A pousada também funcionava como motel e no quarto ao lado do meu um casal passou a noite namorando 😀. No domingo 9/9 após tomar um copo de café puro e 2 pães com margarina servido pela atendente Amanda, mais meia manga e bolachas água e sal, fui visitar a cidade. Comecei indo a pé para o centro, onde pude visitar monumentos, casarões, praças, teatros, igrejas, centro cultural e museus por fora 👍. No caminho passei por um jardim que estava sendo construído (acho que será o Parque Ambiental), que achei belo. Depois fui ao Cristo de Mário Cravo, de que muito gostei . Achei a vista a partir dele muito boa e o monumento em si também muito interessante. Era enorme, com Jesus crucificado. O caminho disseram poder ser um pouco perigoso, mas fui a pé e nada aconteceu. Quando estava lá em cima chegou um grupo de turistas num carro e logo após chegou uma viatura da polícia, semelhante ao que é a Rota em São Paulo. Ofereci meus documentos para que averiguassem, mas disseram que não era necessário. Conversamos por algum tempo sobre segurança na cidade, locais a visitar na Bahia, a Chapada Diamantina, onde eles já haviam estado e apoio às comunidades locais. Um deles interessou-se por um portal de voluntariado. Outro explicou-me que a feição sofrida do Cristo, suas mãos e pés grandes representavam o sofrimento do povo nordestino. Depois fui passear no Parque Peri Peri, completamente deserto e meio abandonado, mas ainda assim com natureza preservada, e fui à reserva Florestal do Poço Escuro, andei por algumas de suas trilhas e apreciei a natureza 👍. Saindo daí fui ao Centro de Cultura, que estava fechado, mas tinha painéis interessantes por fora. No caminho passei por um painel na rua sobre Natureza e Religião, com o desenho de Francisco de Assis, que achei muito interessante 👍. Por fim fui ao Parque da Lagoa Bateias, em que pude caminhar ao redor e visitar o museu por fora (era de vidro e foi possível ver seu interior). A vista do parque a partir de pontos altos no entorno também muito me agradou 👍. Achei o Rio Verruga na Reserva do Poço Escuro e a Lagoa das Bateias com pouca água. Jantei sanduíches. O rapaz de Anápolis falou que tinha trombose e varizes e tinha morado no Amazonas. Ainda fui apreciar vista da cidade iluminada a partir da estrada antes de dormir. Na 2.a feira 10/09 não tomei café na pousada de manhã, pois era folga da Amanda e o café sairia um pouco mais tarde. Comi um pedaço de pão, bolachas e água e saí para visitar os pontos que ainda faltavam. No caminho vi enormes filas nos bancos, 2 horas antes do horário de abertura. Pareciam ser pessoas muito simples, talvez algumas vindas de outros municípios e da zona rural. Como a população sofre 😞. Visitei a Igreja Matriz, de que gostei pela simplicidade, ambiente claro, imagens e pinturas felizes 👍. Visitei também o Museu Pedagógico, o Museu Régis Pacheco, de que gostei muito, com suas pinturas e arte 👍, e o Museu Regional, com suas esculturas e quadros. Na volta tomei café com pão e manga. Depois fui à rodoviária, comprei a passagem para Itabuna por R$ 51,50 com cartão de crédito (R$ 50,00 da passagem mais R$ 1,50 da taxa de embarque) pela Viação Novo Horizonte. Conversei com o artesão de Anápolis e descobri que seu nome era João e ele era parente do abade Matias do Mosteiro de São Bento. Almocei sanduíches na rodoviária. O ônibus, que estava previsto para 12 horas, saiu às 13:30 e chegou em Itabuna às 18 horas. Gostei das paisagens naturais vistas durante a viagem, principalmente na área de serra . Havia muitos pastos e gado. Conheci um policial no ônibus e conversamos sobre meus planos de viagem. Ao chegar em Itabuna perguntei sobre segurança e preço e me indicaram pousadas perto da rodoviária. Fiquei na Pousada Grapiúna (https://www.facebook.com/PousadaGrapiuna) por R$ 25,00 a diária, em dinheiro. Era um quarto bem simples para feirantes, com ventilador, sem janelas, com banheiro fora, mas como estava vago naquele período, concordaram em que eu ficasse. Comprei R$ 2,96 (tomate, chuchu, cebola, banana) com cartão de crédito no Supermercado Itão (https://www.itao.com.br) e R$ 6,70 (2 broas e 1 bolo) na padaria em dinheiro. Achei um ponto na ida ao supermercado um pouco perigoso naquele horário (perto de 19 horas). Não sei se eu estava predisposto após vários falarem da criminalidade em Itabuna, mas me pareceu que 2 jovens começaram a me seguir, tanto que eu rapidamente mudei de caminho, atravessei a avenida e fui para um local que me pareceu mais seguro 😟. Jantei sanduíches, bananas, broas e bolo em uma sala ampla de TV com mesas que a pousada tinha. Depois fui para a janela da sala, que era bem ampla, e fiquei olhando um pouco o movimento. À noite houve um pouco de barulho devido ao local da cidade e houve alguns poucos pernilongos. Na 3.a feira 11/09 fui visitar Itabuna. Após comer sanduíches, banana e bolo no café da manhã assistindo TV, saí para visitar a cidade. Inicialmente passei por um templo da Igreja Universal, depois fui ao Centro de Cultura, ao Rio Cachoeira, que disseram ser poluído, mas de que muito gostei 👍. Dei uma volta nas pistas para caminhada que existiam na região central em sua volta. No Centro de Cultura o atendente falou-me das várias facções criminosas que existiam em Itabuna e da violência que havia aumentado recentemente. Visitei também a Câmara, Prefeitura, pontes, Monumento da Saga Grapiúna, que achei muito interessante por congregar os vários atores étnicos daquela terra 👍, Memorial de Zumbi, Estádio, Vila Olímpica, estes dois últimos parecendo estarem abandonados e sem manutenção e o Clube dos Funcionários. Depois caminhei até a rodovia por um trecho com vegetação. Voltei para o centro e fui visitar a Catedral de São José, o Museu Casa Verde, que estava fechado, a Livraria Espírita e a CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira). O músico Adílson falou-me que havia morado em São Paulo e vendeu incenso na rua por 20 dias, após ter machucado a mão. Ganhava R$ 500,00 por dia. Em 20 dias ganhou mais do que com música em 1 ano. Saía da Rua Augusta, virava na Oscar Freire, ia até a Vila Mariana, descia a Lins de Vasconcelos e ia até o Ipiranga, Voltou à música por gostar dela. Ivone, da Livraria Espírita, contou-me que fez cirurgia na Beneficência Portuguesa em São Paulo. Quando recebeu alta falou ao médico que não queria, pois era inverno e pegaria frio ao sair do hospital. Falou-me também do caminho de Ilhéus a Salvador e de sua praia favorita, Algodões. Interessante como os cachorros sabiam atravessar a rua, assim como em Vitória da Conquista 😀. Bandos de garças passaram voando próximo à pousada, enquanto eu apreciava o entardecer. Pude continuar num quarto de feirante, pois ainda havia vaga. Achei a cidade um pouco sem cuidados, provavelmente devido à crise, com muitos equipamentos abandonados e sem condições de uso, principalmente esportivos. Jantei sanduíches, banana e bolo assistindo TV. Na 4.a feira 12/9 comecei minha caminhada. Fui para Ilhéus a pé. Saí cerca de 8:45 da pousada de Itabuna e cheguei cerca de 15:30 na Rodoviária de Ilhéus. Foram cerca de 30 km com paradas de cerca de 1 hora ao todo. No caminho eu vi uma cobra preta e amarela 🐍 a cerca de meio metro de distância. Num dado momento um rapaz pareceu jogar o carro no acostamento onde eu estava . Não sei se estava desviando de algo, brincando (não parecia, pela fisionomia séria) ou foi um ato de agressão a um andarilho. Passei por um enorme empreendimento residencial (Cidadelle), visitei a Universidade Estadual Santa Cruz, de que gostei 👍, com sua área verde, campo de futebol, piscina, animais na unidade de veterinária, pássaro preto, amarelo e vermelho na mata e toda a estrutura de ensino. Depois passei pelo templo do Vale do Amanhecer 👍. Subi para conhecer. Havia vários ambientes, com imagens de Jesus, Tia Neiva, Cacique Seta Branca e outros. Um orixá explicou-me como funcionavam os serviços deles e demais aspectos dali. Passei depois pelo SESI e IFBA. Na estrada achei as paisagens rurais belas, com mata, rio e criação de animais. Em alguns pontos as copas das árvores dos lados opostos quase se encontravam no meio da pista, como Ivone havia falado em Itabuna. O acostamento era estreito em vários pontos. Conheci um homem que estava indo de São Paulo a Recife de bicicleta. Andamos um tempo lado a lado. Ele parecia um pouco alterado e acabamos nos separando. Perto da chegada, um artesão de Salvador residente ali há alguns anos orientou-me sobre Ilhéus e onde achar locais para pernoitar. Estava sentindo dores nas costas, provavelmente devido à posição da mochila, que reajustei. Passei pela rodoviária e lá o taxista Joaquim e outros indicaram-me a Pousada Beira-Rio como sendo a mais barata. Verifiquei o preço com a dona, Dair, e segui para o centro para procurar outras opções, pois queria ficar mais perto do ponto de saída no dia seguinte e precisava sacar dinheiro. Lá os hotéis baratos estavam fechados. Aproveitei para dar um passeio e comer um prato de acarajé (bolinho de feijão, vatapá, caruru (quiabo) e salada de tomate, cebola e vinage) 👍 por R$ 3,50 em dinheiro na Fatinha (https://www.facebook.com/pages/Acaraj%C3%A9-Da-Fatinha/105023446329720), em frente à Catedral. Eu não como carne, então não quis camarões. Saquei dinheiro e voltei para a Pousada Beira-Rio, onde fiquei num quarto privativo com banheiro, TV, chuveiro frio e ventilador por R$ 35,00 em dinheiro. A pousada ficava às margens do Rio Cachoeira, cuja vista era interessante. Comi banana e bolo de sobremesa antes de dormir. Na 5.a feira 13/9 parti em direção a Itacaré, com o objetivo de pernoitar provavelmente em Serra Grande. Antes disso esperei a chuva passar. Enquanto esperava fui comprar 8 pães por R$ 2,00 na padaria. Esqueci a chave da porta lá e tive que voltar para pegá-la . A dona guardou para mim. Com tudo isso atrasei-me razoavelmente. Após o café da manhã e a chuva passar, fui visitar a catedral, que já conhecia, e depois comecei a caminhar pela praia. Fui até depois do Marciano, onde saí para rua de terra e depois asfalto, para não passar pela praia na Comunidade do Cominho, que várias pessoas disseram-me para evitar por razões de segurança e onde tinha estado anos atrás e achado um pouco perigosa. Cruzei a passarela e já do outro lado segui em frente. Achei a praia muito bela. Peguei um coco em área pública 👍, tomei um pouco de chuva fina, cruzei 2 pequenos rios com água abaixo da coxa, parei para nadar e deixei a mochila com família parcialmente de São Paulo no Mamoan. Como não iria chegar a Serra Grande, parei em Luzimares, onde 3 meninas levaram-me à Pousada Ravenala. Sebastião atendeu-me e depois de mostrar seu quarto mais simples por R$ 100,00, disse que tinha um local de trabalho que já havia sido casa de seu empregado. Eu sugeri ficar lá, ele relutou, falou com sua mulher e aceitaram por R$ 50,00 em dinheiro. Enquanto fui fazer compras para o jantar e o café da manhã, por R$ 7,70 com cartão de crédito na Venda do Gilvan (12 pães, 3 tomates, chuchu, cebola roxa, manga), ele colocou cama na casinha de 3 cômodos, incluindo banheiro, limpou o chão, tirou seu material de trabalho e a geladeira. Voltei das compras pela estrada no escuro. Tomei razoável chuva 🌧️. Jantei sanduíches, manga e pães doces. Sebastião ofereceu-me pizza, que haviam trazido de um evento, mas eu já tinha jantado e ele então disse que ofereceria no café da manhã. As dores nas costas continuavam e agora também havia algumas bolhas nos pés. Na 6.a feira 14/9 comecei o dia indo tomar um banho de mar às 7 h 👍. O portão estava fechado, então eu pulei o muro lateral para não sujar a parede nem provocar qualquer dano ao portão. Quando voltei tomei um excelente café da manhã oferecido por Sebastião e família, com pizza, pão, queijo, manteiga, pão doce, café e leite . Sebastião acompanhou-me à mesa. Ele me contou que era de Brasília e havia se aposentado no ramo de hotelaria. Depois, enquanto esperava a chuva passar, conversei bastante com Pedro, seu neto. Vi Sebastião alimentar os micos. Falou-me também de gata, filhotes e cachorros. Após o tempo firmar parti para Serra Grande. No caminho vi 2 peixes 🐟 na areia e quase os joguei de volta ao mar. Só não o fiz porque vi pescadores e quando lhes perguntei se eram sua pesca eles confirmaram. Achei as praias muito belas até o pé da serra. Lá havia um hostel (R$ 40,00) em que conheci Pica-pau e Rap. Este último me falou de uma apresentação de capoeira à noite no Barracão de Angola. Subi a Serra e no caminho parei em dois mirantes, de onde achei a vista espetacular . A foto abaixo é do primeiro deles. Para o segundo houve uma pequena trilha. Ao chegar ao povoado, procurei o hostel ao lado da farmácia da Shirley, sobre o qual Sebastião havia comentado. Fiquei hospedado lá por R$ 25,00 em dinheiro. Pétala, a dona, abriu uma exceção, pois não estava funcionando, mas concordou em me hospedar. Enquanto me apresentava o local, um morcego 🦇 apareceu voando dentro do hostel. Fiquei num quarto privativo com banheiro e ventilador. Depois de acomodado, fui à represa e ao Poço do Robalo. Lá o vigia falou-me do caminho para a Praia do Pompilho, Itacarezinho e Itacaré. Comprei R$ 5,10 na Fazendinha (8 tomates, 1 penca de bananas, chuchu, 2 cebolas) e R$ 3,96 na padaria (12 pães), ambos com cartão de crédito. Após jantar sanduíches, fui assistir à roda de capoeira no Barracão. Houve show do Rap, que havia me falado da roda de capoeira e foi aniversário de uma aluna chamada Sabiá, que ofertou um bolo. Gostei muito da roda de capoeira 👍. Lá conheci uma paulista de São José do Rio Preto, que estava de férias. À noite houve bastante sons no telhado, que acho que eram morcegos. Houve pernilongos, mas eu não liguei o ventilador porque fiquei com frio. As dores nas costas diminuíram. No sábado 15/9 fui para Itacaré. Saí após às 9 horas, pois precisava de maré baixa para cruzar a Barra do Tijuípe. Fui pela Trilha do Cemitério, de onde achei a mata, a praia e a vista muito belas . Atravessei a Barra do Tijuípe com água abaixo do joelho. Fui em frente até o Itacarezinho. Achei as praias muito boas e bonitas . Perguntei a uma moça e a um nativo sobre trilhas a seguir, ela me deu uma explicação sobre as próximas trilhas e ele me deu uma explicação detalhada incluindo outras praias que eu conheceria no futuro. Peguei então as trilhas para as praias da Gamboa, Hawaizinho e Engenhoca, cuja foto está a seguir. Não consegui encontrar nenhum coco em condições de ser pego durante o dia inteiro. A natação ficou prejudicada porque havia muitos surfistas e o salva-vidas sugeriu que eu não fosse onde eles estavam para evitar acidentes. Na volta da Engenhoca, tomei um banho na cachoeira abaixo. No fim da trilha peguei a pista e fui por ela até Itacaré. Em um ponto do caminho dois rapazes começaram a olhar para trás e diminuíram o passo. Eu me assustei e pensei que pudesse haver problemas. Mas logo à frente eles entraram numa vila rural e acho que foi alarme falso. O final do caminho andei já no escuro, mas como havia uma ciclovia na rodovia, isto facilitou tudo. Ao perguntar em um supermercado sobre a localização da pousada a que pretendia ir, alertaram-me para não ficar hospedado na “Passagem”, pois era ponto de tráfico e poderia haver guerra entre rivais. Então decidi ir para a 2.a opção da lista, que o pessoal do supermercado disse ser num local bem mais seguro. Peguei gratuitamente um mapa turístico numa agência de viagens. Passei por um hostel de um chileno, que cobrava R$ 25 a diária sem café da manhã e R$ 40 com café, mas fui ficar no Babel Hostel (https://www.facebook.com/hostelbabel) por R$ 20 a diária sem café da manhã em quarto coletivo com banheiro fora. O dono era Gastón, um argentino que estava morando no Brasil e me recebeu muito bem 👍. Comprei com cartão de crédito R$ 12,48 (espaguete, abobrinha, pepino, beterraba, batata, cebola, mamão, chuchu, biscoito de maisena e goiabada) no Center Supermercado (https://www.facebook.com/pages/category/Grocery-Store/Center-Supermercados-164954680739167/) para as refeições. Cozinhei espaguete 🍝 e o jantei com legumes e frutas. Antes de dormir ainda conversei com Gastón, casal de argentinos e carioca, dono da pousada ao lado. No domingo 16/9 fui explorar os arredores de Itacaré. Comi legumes, frutas, bolachas e goiabada no café da manhã e fui a pé até a Praia de Jeribocaçu. Depois de andar cerca de 1 hora na rodovia, peguei a estrada de terra e depois a trilha para a praia. Achei bela a paisagem na trilha, com a mata e vistas para o mar. Em determinado momento ela cruzou um campo de futebol. Encontrei um velho com um jegue na estrada de terra que vinha falando e cantando. Disse que estava vendendo o jegue por R$ 3.000,00 😀. Ele vendia algum tipo de líquido de cacau. Um pouco adiante cheguei à praia, que era ladeada por um rio. Conheci mãe e filha gaúchas que por lá passeavam. Surfista deu-me indicações sobre as outras praias do entorno e trilhas para elas. Achei belas as praias de Jeribocaçu, Arruda e Palmas. Vi peixes nadando nos recifes 🐠 de coral. Peguei 2 cocos na Praia das Palmas 👍. Na volta dela, peguei um caminho alternativo e descobri um lago, mas como parecia ser propriedade particular, resolvi não nadar. Conversei com salva-vidas sobre o mar e o caminho para cachoeira, tomei 2 banhos de mar e um banho de rio no final. Depois de aproveitar bastante o dia nas 3 praias, comecei a voltar para ir à Cachoeira da Usina. Vários disseram que o caminho pela trilha era difícil de encontrar, então voltei até a rodovia e fui por ela. Logo no início perguntei a algumas pessoas que estavam em vans e os dois primeiros responderam ironicamente e deram informações erradas (disseram que ficava a 20 km ou algo parecido), mas indicaram o último motorista como referência. Ao perguntar-lhe, deu as indicações corretas e disse que ficava a 3 km. No caminho, um homem cruzou comigo olhando para minha cintura, como quem procura algo, e me perguntou se eu vinha em paz 😟. Respondi que sim, ele me falou para ir com Deus (como se repetisse um chavão) e depois completou que isso era a maior mentira e Deus não existia. Achei linda a vista da cachoeira e o banho e hidromassagem deliciosos . A represa próxima também achei bela. Quando estava voltando e tinha acabado de chegar na ciclovia, que começava justamente depois da entrada para Jeribocaçu, uma van parou e me ofereceu carona. Era o mesmo homem que havia sido irônico quando lhe perguntei sobre a cachoeira. Eu não o reconheci de início e aceitei a carona. Seu nome ou apelido era Gel. Desta vez, talvez depois de perceber que eu não era mal-intencionado nem estava alterado, não foi mais irônico e me falou para tomar cuidado ao andar em rodovias. Disse que aconteciam muitos acidentes e havia pessoas que poderiam me atropelar por pura maldade (lembrei do incidente entre Itabuna e Ilhéus). Ele me falou que minha camisa comprida assustava (não dava para ver meu calção) e sugeriu que eu colocasse uma bermuda, pois do jeito que estava as pessoas das comunidades poderiam ficar com medo e hostis. Talvez tenha sido por isso que foi irônico no primeiro encontro. Deixou-me no centro, bem perto da pousada. Ainda tive tempo de dar um passeio na rua principal, que descobri ser atrás da pousada, com muitas lojas, locais para comer e exibições. Lá estava o homem do jegue, que a princípio também não reconheci, mas que aparentemente se dirigiu a mim. Depois pensando, reconheci que era ele e voltei lá para cumprimentá-lo, mas ele já havia ido. Conversei razoável tempo com Gastón sobre o sistema (social) e expliquei como era minha vida. Jantei espaguete com legumes e frutas, e goiabada de sobremesa. Na 2.a feira 17/9 novamente comi legumes, frutas, bolachas e goiabada no café da manhã e depois fui às praias perto do hostel (Rezende, Tiririca, Costa e Ribeira) e de lá peguei trilha para Prainha. Várias pessoas disseram que eu poderia me perder e que poderia ser perigoso dependendo do local onde fosse parar. No início da trilha encontrei um surfista voltando, que me disse que conseguiria ir sem me perder e me falou para cruzar a ponte. Segui o rio, conforme um hóspede do hostel havia me dito anteriormente, encontrei algumas pessoas nadando numa espécie de remanso do rio e confirmei com o seu guia que deveria cruzar a ponte. Cruzei-a logo à frente, segui a trilha e cheguei a uma cerca de arame farpado, sem indicação. Se bem me lembro, o hóspede do hostel havia dito para eu ir à esquerda, que foi o que fiz, após explorar um pouco as possibilidades. Segui a trilha e andando mais meia hora cheguei à Prainha. Achei bonita a mata na trilha 👍. Achei a Prainha muito bonita e boa para nadar . Estava sendo filmado um seriado sobre surf da Disney a ser exibido mundialmente. Fui até a sua extremidade, onde descobri que existia acesso para uma outra praia, que ficava dentro de um condomínio. O vigia Tiago autorizou-me ir até a praia por dentro do condomínio e me ensinou o caminho. Era a Praia de São José, que também achei muito bonita e boa para nadar . Antes de nadar lá, falei com o rapaz que cuidava do aluguel de pranchas e atuava também como salva-vidas. Depois que voltei do mar, ele me disse que quando o garçom me viu no meio das ondas, no fundo, veio correndo falar com ele e perguntar o que eu estava fazendo lá, mas ele o tranquilizou dizendo que eu já havia falado com ele e parecia conhecer mar e saber nadar o suficiente. Na volta errei o caminho e fiquei andando por trilhas secundárias cerca de 30 minutos, até decidir voltar a um ponto conhecido e refazer a trilha prestando muita atenção e tomando outra direção em uma bifurcação em que tinha ficado em dúvida. Depois encontrei um casal de Goianésia, com quem conversei parte do caminho e que junto comigo viu micos 🐒 perto da trilha. Separei-me deles para entrar em 2 pequenas cachoeiras. Depois de voltar conversei novamente com o salva-vidas da Praia da Ribeira que havia dado muitas informações e ele me falou de uma trilha pelas pedras para a Praia do Siriaco. Fui até lá apreciar o visual. Como a maré estava subindo, precisei tomar cuidado em um ou dois cruzamentos de fendas nas pedras. Após voltar de lá, fui às praias da Concha, onde fui ao farol e tomei mais um banho de mar, e da Coroa, onde ficava o Centro Histórico, com suas casas e igreja antigas, que pude visitar. Por fim, a partir do Mirante do Xaréu, fui ver o Pôr do Sol, que achei muito bonito mesmo com nuvens 👍. Depois disso voltei para o hostel. Jantei espaguete com legumes e frutas. Num passeio à noite reencontrei o velho do jegue a que não havia respondido no dia anterior e fui falar com ele, explicando que não o havia reconhecido. Ele entendeu e não ficou chateado, o que me deixou muito feliz 😊. Chegaram novos hóspedes, incluindo um artista carioca, que aparentemente havia sido roubado e tinha vendido um trabalho feito com folha de bananeira para conseguir dinheiro para passar a noite. Na 3.a feira 18/9 minha ideia era ir até Maraú. Após tomar café, despedi-me de algumas pessoas do quarto e do hostel e parti. Primeiramente passei pelo Bradesco para sacar dinheiro. Paulo atravessou-me de barco até a Praia do Pontal por R$ 5,00 em dinheiro. Inicialmente andei na direção contrária para conhecer o finzinho da praia e por volta de 9:30 comecei a caminhada. Achei as vistas da paisagem muito belas . As praias estavam majoritariamente desertas. Encontrei pessoas em Piracanga pela manhã e depois somente à tarde após as 14 horas. Peguei 2 cocos na praia e tomei um banho de mar 👍. Atravessei 2 rios, um dos quais com água acima da cintura (tirei camisa, boné e chinelo, e coloquei a mochila na cabeça). Meu objetivo era ficar na cidade de Maraú, mas eu havia visto erradamente no mapa e a cidade era distante da praia. Então ao chegar em Algodões comecei a procurar por local para pernoitar. Sugeriram-me o Hostel Algodões, mas estava fechado. Então sugeriram-me o Bar do Raul, na Praia de Saquaíra, para onde rumei. Abaixo uma foto da praia anterior à de Saquaíra. Ao chegar em Saquaíra, logo avistei o bar, na beira da praia. O Raul e Benê, seu empregado, ao perceberem que eu queria algo barato, ofereceram-me por R$ 20,00 em dinheiro ficar no quarto em que dormiam os empregados, que naquele dia estaria vago 👍. Após examinar o quarto e receber as explicações de Benê, aceitei. Era um quarto simples, na beira da praia, com cama de madeira, colchão fino e desgastado, sem ventilador e com lâmpada que se ligava e desligava no soquete. O chuveiro era ao ar livre na praia. O banheiro era o do bar e ficava fechado durante a noite. Mesmo assim, foi uma das melhores noites, sem mosquitos, com a vista do céu noturno estrelado e da praia noturna. Após acomodar-me fui tomar um banho de mar e percebi que o fundo do mar tinha corais. Depois de tomar banho fiquei conversando com Benê, Clóvis e outro amigo deles sobre a vida naquela região. Raul deu-me chá como cortesia 👍. Após isso, Benê deu-me orientações sobre a localidade e onde fazer compras, fui comprar biscoito de coco, cenoura, pepino, tomate, pimentão e manga no Mercado Souza por R$ 6,96 com cartão de crédito. Jantei isso acrescido de chuchu que havia sobrado. Após apreciar o céu 🌙 e a praia à noite, ao voltar para o quarto, um siri entrou 🦀. Eu fui procurá-lo e o coloquei para fora. Voltei a apreciar a praia e quando fui entrar o siri entrou novamente e ficou embaixo da cama. Resolvi deixá-lo lá e ir dormir 😀. Na 4.a feira 19/9 fui para Barra Grande. Assisti o nascer do sol 🌅 da minha cama, que ficava de frente para a janela e esta de frente para o mar. Após levantar fui tomar um banho de mar antes do café da manhã, que foi igual ao jantar da noite anterior. Apreciei as pinturas na sala de refeição do bar. Depois agradeci e me despedi do Raul e iniciei a caminhada. Achei as praias lindas , com muitas pessoas, diferente do dia anterior. Várias delas tinham recifes de coral. Peguei um coco durante a caminhada. Passei por um farol perto da Ponta do Mutá e cheguei em Barra Grande. Lá fiquei hospedado no Hostel Ganga Zumba (http://www.gangazumbahostel.com.br/) por R$ 45,00 com cartão de crédito, em que fui atendido por Alexandre. A dona, Maria, que estava amamentando, prontificou-se a me dar informações turísticas posteriormente sobre a região. Fiquei em quarto coletivo, com banheiro externo, chuveiro com água quente, ar condicionado e café da manhã. Disseram-me que Taipu de Fora seria o melhor local para ver peixes e animais marinhos quando a maré estivesse baixa, o que seria perto de 17 a 18 horas. Resolvi ir fazer compras então para depois voltar a Taipu, por onde havia passado no caminho. Comprei 3 pães por R$ 1,00 com cartão de crédito na Padaria Bom Sabor e os comi antes de ir. Comprei também R$ 4,00 com dinheiro em chuchu, cebola, berinjela, beterraba, batata e laranja no Verdurão para o jantar. Depois fui acelerado para Taipu, pois na vinda tinha demorado quase 2 horas e já eram mais de 15:30. Mas consegui chegar pouco depois das 17 horas, ainda com luz. Procurei informar-me sobre onde seria o ponto para ver os peixes e animais e uma família que estava nadando com equipamentos de natação indicou-me um ponto em que haviam visto. Tentei e não consegui. Aí perguntei a outros que estavam lá perto e me indicaram o ponto mais exato em que a família estava. Então consegui ver alguns peixes. Apareceram alguns rapazes aparentemente nativos (talvez pegando peixes ou apenas os vendo) e me indicaram um ponto mais adequado ainda. Aí pude ver vários peixes 🐠, coloridos, alguns amarelos com listas pretas. Começou a escurecer e eu resolvi voltar, mas fiquei razoavelmente satisfeito com o que tinha visto. Cozinhei as batatas e jantei o que havia comprado no Verdurão. À noite fui dar uma volta na pracinha e assisti à parte da aula de caratê na escola. Antes de dormir, conversei com o carioca Gustavo que estava no mesmo quarto e fazia o trajeto inverso, porém não a pé. Ele vinha de Morro de São Paulo. Durante a noite o ar condicionado incomodou-me (eu não gosto de ar condicionado). Foi a única vez em que vesti a blusa de moletom para frio que havia levado . A vista do mar em frente à Barra Grande está na foto a seguir. Na 5.a feira 20/9 fui para Boipeba. Após acordar tomei o café da manhã oferecido pelo hostel. Achei-o muito bom , com café, leite, chocolate em pó, sucos de cajá e graviola, pães de 2 tipos, mussarela, tomate, batata doce, mamão, melancia e bolo de chocolate, em forma de buffet. Depois despedi-me de Gustavo e fui a pé até a Ilha de Campinho. Achei o trecho de praia bonito 👍. Precisei atravessar uma espécie de rio ou braço de mar pequeno nadando 🏊‍♂️. Caminhei pela praia e depois para ir até o local em que havia pessoas da Ilha de Campinho precisei novamente atravessar um pequeno trecho nadando, num ponto que um argentino de Buenos Aires me indicou. Ele estava lá com a família (acho que de férias). Lá conversei um pouco com os homens que estavam num bar, sobre ir a Taipu de Dentro, mas me disseram que era longe e que não era possível ir pela praia. Então resolvi voltar. Encontrei Alexandre de folga na praia, que me disse para falar com Maria que tinha combinado com ele de sair atrasado meia hora do hostel. Havia conversado com várias pessoas desde o dia anterior sobre como fazer a travessia de Barra Grande para o outro lado em direção a Pratigi. Havia muitas informações desencontradas, até que conversei com NenNei (acho que o nome era este) que vivia na área a tempos fazendo travessias e cuja família tinha morado nas áreas por onde eu queria passar. Ele explicou-me tudo e me ofertou a travessia por R$ 60,00 até um ponto a partir do qual eu poderia andar e seguir o trajeto que pretendia. Mas eu acabei optando por não ir devido ao preço e à incerteza de conseguir travessias nos pontos em que precisaria. Cheguei ao hostel, falei com Maria se precisava pagar diária extra, ao que prontamente ela respondeu que não, despedi-me e fui pegar a lancha de linha das 13 h para Camamu pela Camamu Adventure (http://www.camamuadventure.com.br/) por R$ 20,00 com cartão de crédito. Achei belas as paisagens da viagem de barco , que durou mais de meia hora. Em Camamu havia várias construções históricas, mas que só deu tempo de ver de longe. Pouco depois das 14 h peguei um ônibus para Graciosa pela Viação Cidade Sol (https://www.viacaocidadesol.com.br/) por R$ 12,60 com cartão de crédito. A viagem teve belas paisagens de mata e cidadezinhas 👍, durando cerca de 2 horas. Em Graciosa peguei a lancha para Boipeba às 16:30 (acho que era a última) por R$ 35,00 em dinheiro. Haviam dito em Barra Grande que custaria R$ 15,00. Achei espetaculares as paisagens desta travessia , com trechos de mangue nas laterais e perto do pôr do sol. Em Boipeba fiquei no Hostel Abaquar (https://www.abaquarhostel.com) por R$ 25,00 a diária com cartão de débito. O hostel era da brasileira Fernanda e do belga Peter e tinha várias pessoas fazendo trabalho voluntário em troca de hospedagem. Fiquei em quarto coletivo, com banheiro dentro, sem café da manhã. Havia área verde com redário, sala de TV, bar e cozinha. Quando lá cheguei havia alguns policiais que eles chamaram pelo fato do vizinho ter ofendido uma hóspede ou colaboradora. Fiz compras para o jantar, R$ 1,30 de cebola, R$ 3,75 de chuchu, pimentão e beterraba, R$ 4,70 de biscoito e espaguete, R$ 1,85 de batata e R$ 3,50 de goiabada, tudo em dinheiro (não havia bancos nem caixa eletrônicos em Boipeba). Cozinhei o espaguete e misturei com os outros ingredientes para o jantar, conversei com algumas pessoas que faziam trabalho em troca de hospedagem e assisti ao fim do jogo da Libertadores ⚽ que estava sendo transmitido, após o uruguaio Fernando configurar a TV para mim. Alguns hóspedes disseram-me para deixar a porta do quarto fechado para que o gato não entrasse e deitasse na cama. Abaixo a Praia de Boca da Barra. Na 6.a feira 21/9 fui explorar Boipeba. Após café da manhã com parte do que havia comprado, fui andando pelas praias, passando por Boca da Barra, Tassimirim, Cueira, Moreré e Bainema. Achei as vistas muito belas . Para chegar até Moreré precisei atravessar um pequeno rio. Como a maré estava alta, passei pelo trecho que tinha pedras, pois disseram que mais perto da praia havia ostras que poderiam cortar os pés. No fim da Praia de Bainema, encontrei Caetano, pescador e morador de Castellanos, que estava indo para lá. Perguntei se poderia ir com ele, pois haviam dito que a trilha era muito difícil. Ele concordou e fomos. Ele foi dando informações sobre a trilha e num determinado momento abriu um coco maça 🥥, que eu nem sabia que existia. Ofereceu abrir um para mim também e eu aceitei. Achei uma delícia . Tinha a consistência de maça com sabor de coco. A partir de um determinado ponto, a trilha seguia pelo meio do mangue. E mais à frente, começava a ter água do mar. Caetano pegou 2 caranguejos-siri 🦀 na trilha. Quando chegamos ao local onde estava o barco dele, a água já estava na altura da coxa. Daí para frente fomos de barco e saímos em um rio, que atravessamos junto com Marcelo, que se uniu a nós na outra margem, mas ainda longe do ponto final de destino na praia. Após chegar lá conheci sua família e amigos. Ele me explicou o caminho de volta e disse que seria mais fácil, pois a maré já estaria baixa. Ofereci-me para ajudá-lo a fazer uma página na internet para divulgar possíveis serviços de guia e outros e ele disse que me enviaria mensagem por celular com seu contato. Eram perto de 14 horas e fui caminhar até a Ponta de Castellanos. Achei as paisagens espetaculares, entre as melhores da viagem . Tanto do mar, quanto da praia, rio e vegetação. Fui andando rápido, pois não queria pegar escuridão na volta. Após deliciar-me com as paisagens magníficas, chegar até a ponta e tentar ver o povoado de Cova da Onça, voltei acelerado. Quando cheguei ao ponto em que havia desembarcado e perguntei onde era o início da trilha para sair no ponto mais curto de travessia do rio, Marcelo e João do Barco, seu tio, disseram-me que me atravessariam, pois tinham que atravessar mesmo e poderia ser perigoso eu atravessar nadando aquele rio extenso (realmente era bem mais extenso do que eu tinha imaginado quando perguntei a Caetano se poderia ir com ele). Acho que eles tinham ficado esperando por mim. Antes de atravessar reencontrei Alexandre, atendente do hostel de Barra Grande, que estava tomando algo em um bar restaurante da praia. Ele perguntou se tinha corrido tudo certo ao falar com Maria (a dona) sobre o atraso, disse que sim, desejei-lhe boa folga e fui. Eles me atravessaram e me deixaram já dentro do mangue, pouco depois de onde eu havia embarcado com Caetano 👍. Agradeci muito, pois realmente atravessar aquele rio nadando teria sido duro . A água estava mais baixa e quando cheguei ao ponto em que havia subido no barco de Caetano, já estava quase seco. Segui pelo mangue sem me perder e cheguei de volta à Praia de Bainema. Entre a ida e a volta vi alguns caranguejos e pássaros 🐦 no mangue. Vi também tartarugas mortas nas praias e piscinas naturais em vários pontos. Voltei e passei pelo rio que levava a Moreré ainda com claridade. Com maré baixa pude atravessar pela praia mesmo. Entretanto acabei pegando o fim da trilha à noite, o que foi um pouco problemático num ponto que passava por dentro de mata, pois era difícil enxergar, visto que as árvores tapavam a luz da Lua e das estrelas. Mas foi um trecho curto. Jantei espaguete com legumes, biscoito e goiabada. Mariana, uma das funcionárias voluntárias do hostel, falou-me que no dia seguinte ela e 2 amigas iriam até Castellanos e perguntou se eu não queria ir junto. Expliquei que tinha ido naquele dia e disse que um pescador e morador que me atravessou para lá desejava atuar como guia também e tinha ficado de me enviar seu contato. Ela se interessou e fiquei de repassar para ela assim que recebesse, mas Caetano não me enviou seu contato. À noite houve uma festa gratuita com música no bar do hostel, que era comandado por Melissa, argentina de Puerto Madryn e por uma mineira. Lá reencontrei um surfista que havia me dado orientações quando estava em Bainema e se ofereceu para guiar Mariana e suas amigas até Castellanos, mas Mariana acabou optando por outra alternativa. No sábado 22/9 fui andando até Cova da Onça. Após café da manhã, semelhante ao do dia anterior, parti e fui procurar o início do que chamavam de Caminho do Trator. Era a estrada por onde passava o trator de coleta de lixo. Após andar por algumas ruas da cidade, encontrei-a e a segui por cerca de 2 horas até Cova da Onça. Ela tinha belas paisagens, era de areia ou terra e estava em sua maioria deserta. Passei por uma comunidade quilombola onde confirmei o caminho. Num dos pontos mais altos achei a vista do mar e da costa muito bela. Ao chegar ao povoado, surpreendi-me com seu tamanho, muito maior do que havia imaginado. Tinha praias com mangue e barcos. Após andar na pequena orla, perguntei a alguns moradores se era possível ir em frente e ver a paisagem ou chegar até o rio que a separava do caminho que levava a Pratigi e Barra Grande, por onde eu queria ter passado mas não consegui. Explicaram-me que havia uma trilha pela orla em que depois eu subiria e iria parar nos campos, onde se poderia ver amplamente a paisagem. Segui a trilha conforme indicaram e cheguei num ponto bem alto, em que pude ver a vegetação, a mata, a costa, as praias, os rios, o povoado do outro lado do rio e toda a natureza ao redor. Achei a vista espetacular. Foi, juntamente com o Mirante de Morro de São Paulo, a vista de que eu mais gostei na viagem. Mas se tivesse que escolher uma só, escolheria esta. Após descer, perguntei se poderia pegar um coco das árvores da orla. Amantino e seu amigo pegaram dois cocos com bastante água e massa para mim e um para ele. Enquanto comíamos os cocos ficamos conversando. Ele me falou que havia morado e trabalhado em São Paulo e que agora estava aposentado. Apareceu uma menina de uns 8 anos, chamada Júlia, e perguntou porque a minha camisa estava suja daquele jeito e se eu morava no mato. Eu ri, respondi que não morava no mato e a camisa estava suja de tanto abrir cocos manualmente nas praias. Ofereci coco para ela e ela não aceitou (acho que ficou com medo ou com vergonha), mas depois que eu estava acabando, pediu ao dono do bar em frente aos coqueiros (talvez algum parente seu) para pegar um coco para ela, mas ele disse que não iria pegar cocos naquele momento. Antes de voltar, resolvi perguntar se havia uma trilha para a Praia de Castellanos, como alguns haviam dito no dia anterior. Disseram-me que sim, bastava seguir o caminho do trator (era outro ramo). Segui a trilha e em cerca de 1 hora cheguei lá. Achei muito bonita a paisagem da trilha no meio da mata, com pássaros. Foi fácil, com pouca probabilidade de erro, ao contrário do que me haviam dito 1 dia antes. Novamente apreciei a bela vista daquela localidade. Tomei 2 banhos de mar pequenos, andei até a Ponta dos Castellanos novamente, fui até a curva de onde se avistava o local onde havia desembarcado 1 dia antes e depois voltei. Peguei 1 hora de escuridão, passando por um trecho de mata em que havia vários morcegos. Ofereceram-me carona por 2 vezes, eu agradeci e recusei, pois achei que não era necessário. Jantei espaguete com legumes, com biscoito e goiabada de sobremesa. Na 6.a feira ou no sábado eu fui visitar a loja de artesanato de uma argentina que havia se mudado para lá e um restaurante típico baiano, com quadros, que ficavam na ladeira que ligava a praça central ao porto. Gostei de ambos, que me atenderam muito bem. No domingo 23/9 aproveitei para descansar. Após acordar fui pesquisar como cruzar o canal para ir a Morro de São Paulo. Atravessei e voltei nadando e me convenci de que precisava de um barco, pois a partir de certo ponto a água me cobriu. Depois comprei R$ 1,60 em pães (cebola, coco, milho e arroz) e R$ 2,00 em pepino e chuchu para o café da manhã e o jantar, ambos com dinheiro. Após o café da manhã, fui visitar os pontos de interesse que eram próximos ao centro. Fui à Casa de Farinha, Mirante do Quebra Cu, Igreja (que estava fechada) e Mirante Céu de Boipeba (dentro de uma pousada ou hotel, que os donos permitiram acessar). Achei as construções antigas interessantes e a vista dos 2 mirantes muito boas, mas preferi a do Mirante da Cova da Onça. Do Céu de Boipeba eu fui pela trilha até a Praia de Cueira, onde passei o resto do dia, contemplando e descansando. Já havia gostado daquela praia anteriormente e continuei gostando, agora com o dia todo para desfrutar. No fim da tarde vi o pôr do sol, que teve cores avermelhadas e alaranjadas. Tomei 2 banhos de mar ao longo do dia. À noite chegou ao hostel o carioca André, que tinha ido prestar um concurso público e decidido ficar mais um dia para conhecer a área. Ele morava e trabalhava com turismo em Ilhéus, sendo dono de um hostel e organizando excursões de Ilhéus a Morro de São Paulo. Levei-o para um passeio à noite, para apresentar o pouco do centro que eu conhecia e aproveitamos para tentar ir conhecer a igreja. Mas estava havendo missa e eu não entrei. Porém pude apreciar a vista do mar e da orla a partir da sua lateral. Era noite de Lua cheia e eu achei o céu muito belo. Ainda deu tempo de ver um pouco de Cruzeiro x Santos pelo campeonato brasileiro. O uruguaio Fernando, que torcia para o Peñarol, falou-me que não tinha boas lembranças do Santos nem do Palmeiras, que tinha sido o jogo da 5.a feira anterior. Na segunda-feira 24/9 fui para Morro de São Paulo. Comprei R$ 1,20 com dinheiro em pães (2 de cebola e 1 de arroz) para o café da manhã. Despedi-me de André, que foi dar um passeio nas praias. Fui visitar a Igreja do Divino Espírito Santo, que desta vez estava aberta. Aproveitei para apreciar a vista a partir do mirante durante o dia, que me pareceu muito boa. Quando entrei no terreno atrás da igreja em que ficava o cemitério, um homem que estava cavando um túmulo disse que estava preparando a minha cama . A seguir visitei o Museu dos Ossos, que tinha fragmentos de ossos de baleias e outros animais marinhos. Depois voltei ao hostel, peguei a mochila e fui procurar a travessia para a Praia do Pontal, mostrada abaixo. Paguei R$ 10,00 em dinheiro por ela. Inicialmente fui no sentido oposto para conhecer um pouco a área e depois rumei para Morro de São Paulo. Caminhei pela praia passando dentro de trechos de mangue, o que achei sensacional. Peguei um coco, que deu enorme trabalho para desbastar até a casca dura, pois não havia nada cortante por perto. Um rapaz passou 2 vezes de moto enquanto eu tentava desbastá-lo e me perguntou se eu havia visto um chapéu. Respondi que não, mas que se encontrasse deixaria na barraca que ele indicou. Na saída de uma das trilhas de mangue havia uma árvore com vários ninhos de pássaros. Logo em seguida cheguei à Praia de Guarapuá, que achei magnífica. O mar tinha vários tons de verde e azul, conforme foto abaixo. E o banho foi delicioso. No fim da praia, indicaram-me para pegar uma trilha permitida por dentro de uma fazenda, cuja paisagem de mata muito me agradou. Um caçador que encontrei no meio do caminho deu-me informações preciosas sobre a trilha. Ele estava colocando ratoeiras. Já perto do fim da trilha, um rapaz que estava pegando cocos e caranguejos guaiamuns, abriu o coco para mim. A água estava já um pouco passada, mas mesmo assim tomei e aproveitei. Tinha muita massa, já seca, o que me permitiu comer em várias ocasiões. Logo a seguir cheguei na praia (5.a Praia), voltei um pouco até o mangue, para conhecer toda a extensão, e depois fui pela praia, apesar da maré já bem alta, rumo a Morro de São Paulo. Em Morro de São Paulo fiquei no Hostel La Casita (https://www.facebook.com/lacasitademorro) por R$ 25,00 a diária pagos com cartão de crédito. Os donos eram argentinos e havia vários hóspedes argentinos e chilenos. O hostel tinha muita comida comunitária (arroz, feijão, queijo ralado, farinha de milho, temperos etc), o que enriqueceu minhas refeições e achei uma ótima ideia, pois para quem vai ficar pouco tempo é inviável comprar a quantidade normalmente vendida destes itens. Na primeira noite uma mineira funcionária voluntária, do mesmo tipo que troca hospedagem e refeições por trabalho, fez um bolo de cenoura de que gostei. Fiz compras no Supermercado Estrela da Manhã (espaguete, goiabada, pepino e chuchu) por R$ 8,50 com cartão de crédito e em outro supermercado (cebola e laranja) por R$ 2,70 em dinheiro. Na 3.a feira 25/9 fui explorar Morro de São Paulo. Inicialmente comprei pães no Mercado Nativo (3 pães franceses, 3 pães de milho e 2 pães de arroz) por R$ 2,00 com cartão de crédito. Depois do café da manhã segui o caminho para a Praia de Gamboa. A trilha ia por morros e descia para a praia. Achei muito boa a vista do alto dos morros. Com a maré baixa, caminhar pela praia foi tranquilo. Já em Gamboa, o barqueiro Ângelo aceitou cruzar-me para o outro lado quando fosse seguir viagem e disse que o faria de graça. Eu pedi um preço, mas ele falou que poderia dar quanto quisesse, talvez só R$ 5,00 para pagar o óleo. Continuei até acabar a praia e depois segui pelo manguezal. Lá encontrei um pescador ou caçador de caranguejos que disse que a trilha poderia levar-me ao Galeão, mas que seriam 2 horas de trilha e que esta estava muito suja, com grandes chances de eu não conseguir. Resolvi então não ir e só caminhei mais um pouco até onde achei o caminho razoável. Não foi tão espetacular quanto a trilha entre Boipeba e Guarapuá, mas não deixou de ter certo interesse. Na volta, depois de chegar à praia, tomei um gostoso banho de mar. Perguntei a várias pessoas se dava para voltar pela praia com a maré como estava e quase todos disseram que não. Eu não tinha levado dinheiro para pegar o barco e a trilha sem ser pela praia passava pela comunidade Buraco do Cachorro, que disseram não ser segura porque tinha alguns redutos de crime. Como um nativo me disse que era possível ir pela praia, porém seria sofrido, resolvi ir pela praia assim mesmo. Até que não foi tão difícil, pois toda a primeira parte foi possível fazer por uma faixa estreita de areia, aguardando as ondas baixarem em alguns trechos, ou por cima de pedras. Depois surgiram trilhas laterais nos morros, o que facilitou tudo. Mais à frente encontrei algumas pessoas nas pedras e brincando no mar e elas me indicaram como pegar a trilha principal para chegar de volta a Morro de São Paulo. Aproveitando que voltei cedo, fui conhecer a Fonte da Biquinha, a fortaleza, as praças, a igreja e o farol. Depois fui aos mirantes, de ambos os lados do farol. Achei a vista espetacular, entre as melhores da viagem. Esperei para ver o pôr do sol do mirante principal, que estava lotado. À noite reencontrei Mariana, que agora estava como hóspede, preparando-se para ir fazer trabalho voluntário trocado por hospedagem e refeições na Praia de Pipa. Jantei espaguete com legumes, acrescido de um pouco dos itens comunitários (proteína texturizada de soja, arroz, feijão, farinha de milho e temperos). Depois fui dar um passeio na orla e apreciar a vista noturna. Havia uma passarela de madeira bem movimentada, que permitia andar perto da costa. Na 4.a feira 26/9 fui ver os peixes e descansar. Tomei café com pães, legumes e goiabada e fui ver os peixes nos recifes de coral da 2.a Praia. Antes de chegar na água pude ver as piscinas naturais que se formavam com a maré baixa, conforme foto a seguir. Havia vários tipos de peixes, ouriços e coral. Fiquei lá bastante tempo apreciando os cardumes. Conversei com um aposentado nordestino que morava em Sorocaba e estava fazendo o mesmo. Depois fui conhecer o Teatro do Morro, o Campo de Mangaba e o mirante perto da antena. Desci de lá e fui para a 3.a praia para ver mais peixes. Havia também bastante peixes e caranguejos, mas vi menos do que na 2.a Praia. Fui até a ponta do recife apreciar a vista do mar e depois fui para a 4.a Praia, onde fiquei contemplando a paisagem. Lá também havia peixes, mas eu já estava satisfeito e não tentei muito. Boiei 2 vezes no mar, pois era muito raso, mas gostei. Já perto do fim da tarde voltei ao Mirante da Tirolesa (ao lado do farol) para ver as pessoas descerem. Depois fui ao mirante principal do outro lado para ver o pôr do sol novamente. Achei as vistas espetaculares de novo. Comprei pães (3 franceses, 2 de milho e 1 de arroz) para o dia seguinte no Mercado Nativo por R$ 1,50 com cartão de crédito. Jantei espaguete, arroz, feijão, farinha de milho, legumes e temperos. Depois que eu já tinha começado a fazer o jantar, perguntaram-me se eu queria participar da noite de pizza que haveria, mas aí já era tarde. E acabou havendo uma festa, junto com a pizza. Eu já estava no quarto, mas ouvi as canções argentinas (pelo menos eu acho que eram). Na 5.a feira 27/9 fui rumo à Praia do Garcez. Após o café da manhã com sanduíches, laranja e goiabada e de passar pela passarela com vista para as piscinas naturais nos recifes de coral com maré baixa, fui para o porto para pegar o barco de linha para o atracadouro, que era do outro lado do canal. Antes passei pelo guichê de cobrança para pagar a taxa ambiental, mas a atendente isentou-me, dizendo que a cobrança não existia quando a entrada era por Boipeba. No barco encontrei a argentina que tinha ficado no mesmo quarto que eu no hostel. Ela estava indo para Barra Grande. Peguei o barco da Quick Pousada e Transporte Marítimo por R$ 10,00 em dinheiro. Como ele era lento foi possível apreciar a bela paisagem com calma, incluindo os paredões de argila no caminho para Gamboa, exibidos na foto abaixo. Depois de chegarmos, despedi-me da argentina e comecei a caminhada rumo à Praia do Garcez. Fui perguntando a pescadores e habitantes locais se conseguiria cruzar o rio que havia lá e me disseram que com maré baixa conseguiria, mas pelos meus cálculos não chegaria no auge da maré baixa. Ao longo do caminho vi siris, periquitos, árvore com ninhos, casas de joão-de-barro e bastante sujeira também, mesmo em praias desertas. Havia também várias belas praias e trechos de vegetação, como esta área de mata da foto antes de chegar em Guaibim. Quando cheguei na Boca da Barra vi um rapaz aparentemente trabalhando ou esperando algo. Ele me disse que até há cerca de 15 minutos eu conseguiria atravessar, mas que agora a maré tinha subido e ele não sabia. Falou para eu fazer um teste. Fui pelo trecho que ele indicou e percebi que a água iria me cobrir. Desisti . Ele falou que havia muitos pescando e que quando um passasse ele pediria para me atravessar. Após alguns minutos, falou que seu primo vinha vindo de barco e que me atravessaria. Ele fez sinal para o primo que me permitiu embarcar e me atravessou. Ofereceu-me carona até o povoado de Ilha D’Ajuda, eu agradeci, mas preferi ir caminhando. Antes fui dar um passeio nos bancos de areia do outro lado da boca e tomar um banho de mar. Achei bela a área da barra do rio. Depois segui para o povoado. Havia muitas bifurcações na estrada, que era deserta. Acabei pegando um ramo errado e fui parar numa fábrica. Lá havia um rapaz trabalhando que me orientou sobre o caminho correto. No povoado fiquei na Pousada do Juraci por R$ 25,00 em dinheiro. Fiquei surpreso quando ele me falou que alugava quartos por R$ 150,00 por mês. Comprei R$ 5,40 (9 pães (francês, milho e leite), tomate, cebola e pepino) com cartão de crédito num mercado. Depois do jantar fui dar um passeio para conhecer um pouco do povoado e ainda pude admirar um pouco do céu noturno. Na 6.a feira 28/9 fui para Cacha Pregos, primeiro povoado da Ilha de Itaparica do meu roteiro. Um galo acordou-me cantando ao amanhecer . Tomei café da manhã, comprei pães (2 franceses e 1 de milho) no mesmo mercado por R$ 1,00 em dinheiro e rumei para Cacha Pregos. Peguei 3 cocos na praia, 1 com massa e 2 só com água, mas bem doces. Encontrei muitos siris na areia. Quando já estava perto de cruzar o Rio Jaguaripe encontrei um pescador que me perguntou se eu estava louco quando falei que pretendia ir a Cacha Pregos. Aí disse que tentaria um barco para me atravessar e ele respondeu que só mesmo se fosse assim. Quando cheguei no rio vi que a travessia era muito mais larga do que eu imaginava e que a margem em que eu estava era deserta. Tentei gritar para os barcos do outro lado, mas era tão longe que seria virtualmente impossível me ouvirem ou verem. Fui margeando o rio até ver uma espécie de iate ancorado. Fui em direção a ele para ver se conseguiria uma travessia. Conforme fui chegando mais perto vi outros barcos menores atracados numa espécie de trapiche. Apareceram alguns homens e comecei a atravessar um solo enlameado. Quando cheguei perguntei se eles iriam atravessar ou conheciam alguém que fosse. Eles disseram que iriam, porém no fim da tarde. Eram trabalhadores de uma fazenda de lazer, estavam consertando um barco e voltariam para Cacha Pregos após o trabalho no fim do dia. Então subi no trapiche, fui até a ponta numa espécie de abrigo e almocei os pães enquanto eles comiam suas marmitas. Combinamos de eu retornar no fim da tarde, deixei minha mochila no abrigo e voltei para a ponta da barra para ir à praia. Tomei banhos de mar e 1 banho numa pequena lagoa, além de ficar contemplando a paisagem. Na volta a maré havia subido e eu não tinha percebido o tamanho do impacto para o qual eles tinham tentado me alertar. Tive que atravessar a nado 2 razoáveis extensões de água onde antes era só areia enlameada. Após esperá-los, atravessei com vários outros trabalhadores da fazenda para Cacha Pregos. Durante a travessia eles me indicaram uma pousada barata. Passei antes numa de um espanhol que alugava via AirBnB, mas após falar com Zel da barraca, fui para a que eles e ela haviam indicado, que era a pousada 4 Estações (https://www.facebook.com/pages/category/Hotel/Pousada-4-Esta%C3%A7%C3%B5es-1650017345250201/) e lá fiquei por R$ 40,00 pagos com cartão de crédito. Após acomodar-me fui tomar um banho de mar e ver o pôr do sol a partir da praia em frente a ela, mostrado na foto abaixo. Depois fui comprar pepino, chuchu, cebola, pimentão, beterraba e laranja no supermercado por R$ 3,60 em dinheiro, 9 pães e 8 broas de milho na padaria por R$ 6,65 com cartão de crédito. Jantei sanduíches e depois fui dar uma volta na praia à noite, podendo desfrutar do céu estrelado. No sábado 29/9 saí rumo à cidade de Itaparica, mas sabendo que não chegaria lá em um dia. Logo de manhã fui tomar um banho de mar. Depois dei um passeio na praia até um pouco depois do ponto em que havia desembarcado, após o qual acabava a praia, para poder apreciar com calma aquele trecho. Passei na padaria para dizer que havia pego 1 pão a menos. Acreditaram e ainda me deram 1 pão a mais de cortesia. Depois do café parti. As praias estavam com bastante gente, pois era sábado, o que acho que tornou a caminhada mais segura, pois vários me disseram que a Ilha de Itaparica poderia apresentar trechos perigosos. Gostei bastante das paisagens, com o mar verde e já pude ver Salvador, lá longe, do outro lado da Baía de Todos os Santos. Tomei 2 banhos de mar ao longo do caminho, boiando na água calma. Uma foto de uma das praias, a Barra do Cavaco, pode ser vista abaixo Num determinado trecho fiquei preso pela maré numa passagem suspensa e tive que voltar e contornar pela rua. Resolvi parar em Mar Grande. Quando cheguei perguntei num restaurante sobre pousadas baratas e o garçom indicou-me algumas. Um rapaz que lá estava pediu para me acompanhar, pois queria receber alguma comissão da pousada. Porém estava meio alterado provavelmente por abstinência e acabou querendo influir na minha escolha para ganhar a comissão e depois pedindo para eu comprar um artesanato seu, pois ele queria fumar um baseado. Aí eu pedi para ele parar de me acompanhar. Ofereci pão, mas ele não quis. Iria ficar na Pousada Pôr do Sol, como ele havia indicado, tendo inclusive já fechado acordo de valor e condições com o atendente e informado que o rapaz havia me indicado, para o caso deles pagarem comissão. Porém eles não tinham o quarto pronto e me falaram para voltar depois das 19 horas. Pessoas locais haviam dito para mim que subindo um pouco acima da pousada e fazendo a curva era uma área perigosa, provavelmente de tráfico. O próprio atendente da pousada disse que aquela área era um pouco perigosa para turistas, mas que pela minha aparência achava que não haveria problemas. Resolvi arriscar. Fui então fazer compras para o jantar e o café da manhã. Ao descer a ladeira vi dois rapazes parados que pareciam estar vigiando e fiquei um pouco preocupado com a situação. Comi um acarajé no prato por R$ 3,00 em dinheiro, comprei R$ 2,00 em pães (7 pães, 4 franceses, 2 de milho e 2 de leite) na padaria em dinheiro (deram-me 1 pão de cortesia), R$ 0,92 em tomates, pepino e cebola no Mercado Fonseca com cartão de crédito e R$ 0,47 em bananas prata no BomPreço Bahia Supermercados com cartão de crédito. Quando voltei, já estava escuro, e ao começar a subir a ladeira, um homem sentado atrás de um caminhão, perguntou-me “Qualé que é?”. Assustei-me e respondi que só iria até a pousada. Ele me disse que poderia ir. Falei que iria depois então. Ele me disse para me aproximar. Não fiz isso. Perguntou se eu estava com medo alterando a voz e respondi que não, apenas voltaria depois. Outro rapaz mais acima falou “Tá de boa, pode vir”, mas eu optei por não ficar lá. Fui então para a Pousada Cigana (https://www.facebook.com/pousadaciganailha/), onde fiquei por R$ 50,00 em dinheiro, sem café da manhã. No dia seguinte descobri que existia um hostel na beira da praia por R$ 40,00 com café da manhã, que só não havia encontrado porque o rapaz que me acompanhou estava tão direcionado para a comissão que acabei não o vendo. Ao sair à noite para ver o povoado e a orla, vi 2 cavaleiros correndo pela lateral da orla. Quando chegaram perto do centro e o piso virou cimento na ciclovia, o cavalo de um deles caiu e ele foi junto. Mas nem um dos dois pareceu ter ferimentos mais sérios, embora o cavalo tenha demorado para se levantar. No domingo 30/9 fui para a cidade de Itaparica. Acordei e fui tomar um banho de mar. O portão estava aparentemente trancado e eu não conseguia abrir. Mas um hóspede mais acostumado conseguiu abrir facilmente e pude sair. Fui até a igreja antes para poder visitá-la, mas perguntei ao moço que a estava arrumando para a missa se poderia visitá-la com calção de banho e camiseta regata (de alças) e ele disse que não. Então fui para o mar e depois voltei. Ainda consegui visitar um pouco antes da missa, mas já com bastante gente. Comprei R$ 2,00 em pães (4 franceses, 2 de milho e 2 de leite) na padaria em dinheiro (novamente deram-me 1 pão de cortesia) e R$ 1,13 em tomate, pepino e cebola no Mercado Fonseca com cartão de crédito. Tomei café com o que tinha comprado e mais bananas do dia anterior. Depois saí com destino à cidade de Itaparica. Disseram-me que haveria trechos desertos, com matagal na beira da praia que poderiam ser perigosos, mas como era domingo as praias estavam com bastante gente e não tive nenhum problema de segurança, nem nos trechos mais desertos. Realmente passei por trechos com matagal ao lado e trechos desertos ao lado de morros, com muitas pedras e recifes na praia. Achei as paisagens belas. Passei por Bom Despacho, local de onde saíam os barcos para Salvador. Em frente ao local de embarque havia um quebra-mar, que tinha uma pequenina praia de areia embaixo e permitia uma bela vista. A foto a partir do local está abaixo. Perguntei no porto sobre horários, formas de pagamento, preços e segurança para ir a pé do ponto de chegada ao Pelourinho em Salvador. Ao chegar em Itaparica, enquanto procurava local para me hospedar, aproveitei para conhecer e apreciar as construções históricas do centro. Fiquei no Veranda Hostel (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g659906-d15207946-Reviews-Veranda_Hostel-Itaparica_Ilha_de_Itaparica_State_of_Bahia.html), cujo proprietário, François, era da Namíbia. A vista a partir de sua varanda agradou-me muito. Inicialmente combinamos R$ 45,00 a diária no cartão de crédito, sem café da manhã. Comprei R$ 3,00 (batata e chuchu) em uma mercearia e R$ 1,60 (tomate e cebola) em outra, pagando ambas com dinheiro. Ainda deu para ir à praia e lá fiquei por algum tempo, contemplando a paisagem. Estava lotada. Tomei 2 deliciosos banhos de mar, com consentimento dos salva-vidas para ir ao fundo. No fim da tarde ainda vi o lindo pôr do sol a partir da orla que ficava de frente para o hostel. Saindo de lá assisti ao resto do jogo entre Internacional e Vitória num bar. Os torcedores estavam revoltados com o pênalti que o árbitro havia marcado no fim. Depois fui à padaria comprar R$ 2,00 em pães (3 franceses, 1 de milho e 1 de leite) com cartão de crédito. Cozinhei batatas e juntei com o resto para o jantar. Na 2.a feira 1/10 aproveitei para conhecer melhor Itaparica. Tomei um banho de mar logo pela manhã. Comprei R$ 2,00 em pães (franceses, milho e leite) em outra padaria mais próxima, tomei café da manhã com sanduíches e banana, e fui fazer compras para os dias restantes no supermercado por R$ 8,64 com cartão de crédito (espaguete, berinjela, tomate, cebola, pepino, goiabada e pães (franceses, milho e leite)). Depois passei pela secretaria de turismo e me deram várias informações de pontos a visitar, pontos em que era seguro ir e em que não era e como voltar para Bom Despacho pela estrada caminhando. Uma moça perguntou-me se eu não tinha medo de caminhar sozinho pela praia. Então fui visitar os pontos de interesse na cidade, várias construções históricas, igreja, prefeitura, casas antigas, praças, Capela de Santo Antônio, exposição de fotos antigas da região na biblioteca e a marina. Dei também um passeio completo na orla central. Nativos disseram-me para não ir às praias depois da marina, nem à Biquinha, pois não era seguro devido à possibilidade de assaltos ou violência, mesmo vestindo somente calção de banho e camiseta regata. Após um leve almoço de pão com chuchu e pão com goiabada, fui à praia de Ponta de Areia, por onde havia passado no caminho de vinda e de que tinha gostado. As praias estavam bem mais vazias, mas não houve nenhum problema de segurança. Lá conversei com cariocas que estavam de férias sobre o Rio, Niterói e a situação eleitoral naquela semana que antecedia o 1.o turno das eleições. Tomei alguns banhos de mar e contemplei a paisagem. Num dos banhos, virou o caiaque de um rapaz que estava a meu lado com o guia. A água não o cobria, mas pelo susto e o choque com a água, acho que ele ficou assustado e com isso eu fiquei preocupado, mas tudo ficou bem. Perto do fim da tarde voltei para a praia central do forte onde tomei mais banho de mar. Em algumas situações ao longo do dia foi possível ver peixes pulando na água. Por fim fui contemplar o pôr do sol na orla novamente. Achei-o muito belo nos 2 dias. Segue uma foto dele. Jantei espaguete com legumes e pão com goiabada de sobremesa. Fiquei na varanda contemplando a paisagem noturna da Baía de Todos os Santos e as luzes dos povoados distantes do outro lado. Na 3.a feira 2/10 novamente tomei um banho de mar logo após acordar e depois o café da manhã com sanduíches, pão e goiabada. Resolvi ficar na praia pela manhã, pois o dono do hostel permitiu-me sair até as 14 horas. Conversei bastante com o salva-vidas, que era o mesmo do domingo. Falamos das diferenças da vida na Bahia e em São Paulo, que ele nunca tinha visitado, mas via pela TV, principalmente como as pessoas gastavam tempo para chegar em seus locais de trabalho. Dizia que não tinha vontade de morar lá. Depois de contemplar, descansar e tomar 2 banhos de mar voltei para o hostel para um leve almoço e ir embora para Salvador. Na hora de pagar com cartão, François disse-me que a máquina não estava disponível e não seria possível. Propôs então que eu pagasse R$ 50,00 pelos 2 dias, ou seja, R$ 25,00 a diária. Perguntei se isso não iria lhe dar prejuízo e ele disse que não, pois como eu tinha ficado sozinho e era fim de mês e ele precisava fechar a contabilidade com um valor não tão alto, não havia problema. Perguntei várias vezes, ele confirmou que não havia problema para ele e então paguei os R$ 50,00 em dinheiro. Tinha pego o sabonete que ele me deu como cortesia e não tinha usado, pois ainda tinha o meu. Devolvi para diminuir o custo dele com minha hospedagem. Antes de começar meu caminho, pedi a um taxista a confirmação de qual era o caminho mais indicado e ele me indicou o caminho que todos haviam dito ser o mais perigoso, passando pela Biquinha. Quando o questionei sobre a segurança, ele respondeu ironicamente rindo que pelo caminho que eu iria havia mais bandidos. Ignorei as sugestões dele. Fui caminhando pela Avenida Beira-Mar. Não tive nenhum problema de segurança, embora houvesse alguns trechos desertos. Achei belas as vistas da orla a partir dos pontos elevados. Peguei o barco das 16 horas em Bom Despacho. Paguei R$ 5,00 com cartão de crédito para a Internacional Travessias (https://internacionaltravessias.com.br). Cheguei em Salvador perto das 17 horas. Achei magnífica a vista da Baía de Todos os Santos, de Itaparica e de Salvador a partir do barco durante a travessia. A foto abaixo mostra a vista de Salvador quando estávamos chegando. A foto abaixo mostra o pôr do sol pouco antes de desembarcarmos. Fui andando até o Pelourinho sem problema nenhum. Fui por Santo Antônio, onde havia visto os hostels com preços melhores. Fiquei hospedado no Hostel Pelo do Carmo (https://www.facebook.com/Hostel-Pel%C3%B4-do-Carmo-1836152616404294) por R$ 15,00 em dinheiro, sem café da manhã. O hostel tinha 7 meses desde a inauguração e ficava num casarão antigo. Optei por este hostel, além do preço, pela vista espetacular da Igreja do Carmo, a partir da janela do quarto e pela vista da Baía de Todos os Santos a partir da sala de TV. Lá conheci um libanês, que morava em Brasília, um catarinense e um campineiro, com quem conversei bastante. Fui visitar o Forte de Santo Antônio e a Igreja de Santo Antônio e comprar chuchu, cenoura, cebola, pepino e pães no Bar e Mercearia do Carmo por R$ 7,13 com cartão de crédito. Depois fui passear um pouco pelo Pelourinho e assistir alguns espetáculos artísticos. Assisti vários conjuntos musicais, especialmente Tambores e Cores (https://www.facebook.com/fernando.barretodealmeida.1/videos/vb.100005659626174/924642111067768). Após ver um pouco do jogo da Libertadores fui dormir. Na 4.a feira 3/10 tomei café da manhã com sanduíches e goiabada, apreciei pela última vez as vistas da Igreja e da Baía, despedi-me do campineiro que iria à praia e saí para o aeroporto. No caminho comprei R$ 1,00 em pães para o almoço numa mercearia ao lado da do dia anterior, mas em que o pão era mais barato. Mais à frente, já perto da estação de metrô, visitei a Igreja de Santana, que achei muito bela e bem restaurada. Ainda pude ver o fórum, em frente à estação e embarquei. Paguei R$ 3,70 pelo bilhete unitário. Achei muito bom o metrô de Salvador e bem mais vazio do que o de São Paulo, talvez porque a extensão fosse bem menor. Como ele era quase todo por via aérea, foi possível apreciar a vista de várias partes da cidade. No aeroporto havia um ônibus gratuito da estação de metrô até o embarque. O voo foi bom, mas a vista da Baía de Todos os Santos não foi tão espetacular quanto eu já havia visto outras vezes. Em Guarulhos peguei o ônibus gratuito que me levou do Terminal 2 até a recém inaugurada estação de metrô do aeroporto. Paguei R$ 3,69 pelo bilhete de metrô (carreguei múltiplos) para ir até o Brás, com conexão gratuita para Linha Vermelha no Tatuapé.
  5. Oiie!!! Bom, será meu primeiro relato de várias viagens que fiz então, pq não começar pela melhor? (JULHO/2017) Demorei pra postar né? kkkkk Alugamos um carro e fomos em 3 pessoas (eu, meu noivo e um amigo nosso), a diária ficou em 60 reais, ou seja, 20 reais para cada um. Total: Em 10 dias deu 200 reais para cada. 10dias x R$20=200 Gasolina: Os 10 dias deram um total de R$ 450 / 3= 150 pra cada. Antes de partir, passamos em um supermercado(compramos coisas para cozinhar durante a viagem do tipo macarrão, linguiça(pois nao estraga), pão de forma, tapioca, ovos, etc) Total: R$50, dividido por 3= R$ 16,65 pra cada. Bebidas deixamos para comprar la, burrice nossa! Hospedagem: CARAÍVA pousada estação: Diária nesta época do ano R$ 30,00 (eu fiquei 7 dias, mais abaixo vou explicar a transição que fiz) Total: 30x7 = R$210 Foi o lugar mais barato que achei, mais tem época do ano em que o valor aumenta! Telefone: (73)9803-2019. Você fala com Felipe, ele é super atencioso, a família toda são muito receptivos, você se sente em casa! O quarto é simples porém muito arrumadinho, eu achei uma simplicidade em meio ao luxo! Tem uma cama de casal e outra de solteiro(da pra pôr um colchão no chão), ambas são muito confortáveis, além de ter uma tela pra mosquito nas duas camas. WI-FI: Disponível, porém só o sinal só fica bom na varadinha, que inclusive tem uma rede maraa! hehe Localização: É logo no começo da vila, ao lado dos indios. Contra: só tem um problema, o quarto para 3 pessoas que fiquei não tem cozinha, então isso não é muito bom ja que caraiva as coisas são BEM caras! Porém, la tbm aluga-se casa que tem cozinha! Mas mesmo assim fizemos uma 'cozinha' no quintal, mais abaixo vou detalhar isso ahahaha Agora, partiu CARAÍVA! 1º DIA: Saímos do Espirito Santo as 5h da manhã! Saímos em baixo de chuva e morrendo de medo de chover a viagem toda, até pq a previsão era só de chuva, massss pra quem tem Fé.............. Taí, a estrada linda chegando em caraíva, olha o só nosso Astro Rei estava presente *-* Enfim, chegamos em CARAÍVA! As ruas são todas assim, de areia! Prepare a panturrilha!!!! ahahaha, lá não entra carro, nenhum tipo de veículo, apenas jipe, carroça e tem uns doidos la que consegue andar de shineray na areia kkkkk Nós fomos pela parte dos indios então o nosso carro ficou no estacionamento do Felipe(dono da pousada estação), só deve ter cuidado para o carro não atolar! Pra quem vem pelo lado do rio, onde a maioria vem(vc deve pagar um valor de R$15 para o carroceiro te levar com a bagagens, ou leve no braço mesmo) Assim que chegamos fomos direto procurar um restaurante pois depois de uma longa viagem, paramos apenas pra comer um pão na padaria em Aracruz. Fomos no primeiro restaurante que encontramos aberto...... Fomos no restaurante Aquarius. Preço: ok, depende mt da sua fome kkkk Acredite, o meu prato foi o mais caro e olha que eu peguei muita salada, só que a salada o peso saíria muito mais caro do que você encher o prato de carne, vai entender né? Restaurante: Meu prato saiu à R$22. A comida é muuito boa! E essa é a entrada do restaurante........ Depois, com a barriga cheia, fomos fazer um tour para conhecer esse lugar maravilhoso! Acabamos por curtir um pôr-do-sol ..... Não deu pra aproveitar tanto o dia pois chegamos cansados e saímos para conhecer o local, depois que o sol de pôs fomos descansar para então curtir o verdadeiro FORRÓ de caraiva! ahahaha que vamos combinar né, O MELHOR! Primeiro passamos no beco da lua, la sempre rola um som ao vivo, desde o rock até o samba! Há, e os drinks são ótimos! Eu quis levar meu copo ↓ só que neste mesmo dia eu perdi no forró kkkk vai saber onde foi parar! O forró pra quem aguenta vai até de manhã, mas como estávamos muito cansados da viagem ficamos só ate as 3h da manhã rs Gastos: R$15 para entrar no forró da padaria. O beco da lua é grátis, porém consumimos bebida e pra ser sincera não faço a minima de quanto foi ahahaha 2º DIA ....Assim que acordamos não perdemos tempo e fomos direto para praiiiia!! Que ao lado tem um rio, que desemboca na praia! No caminho a praia damos de cara com essa linda árvore! Enfim, rio..praia...!!? Aproveitamos para atravessar o rio até uma ilha, uma parte você vai andando, mais pra frente não da mais pé e o rio puxa um pouco para o mar então deve ir nadando e rápido! Na hora almoço sentamos nessa mesa para almoçar, quando garçom chegou o cardápio nós levantamos na hora e falamos que tínhamos esquecido a carteira kkkkkk Caara, o PF la era 42 reais!! E era o prato mais barato rsrs Sem divulgações desse restaurante ! ahahaha Depois saímos perguntando os nativos onde tinha PFs mais em conta e conseguimos um por 12 reais o prato e bem servido! O lanche da tarde nada mais era que Tapioca, foi a partir daí que viciei nesse negócio.! Eu não lembro o nome da tapiocaria, mais é de uma senhora bem simples que fica exatamente em frente o rio. e a tapioca custa R$10. PS: Era pra foto ser com o prato cheio, mais a fome era negra e não deu tempo kkkkk Dpois que curtimos toda a vila, praia, rio, passeios .. fomos pra casa descansar pro forró! OBS: o estado do carro! Ô DÓ rs Eu e Lelo(meu noivo) acordamos mais cedo para dar uma volta pela vila a noite, o joão(nosso amigo) continuou dormindo. Essa foto eu acho que estava tentando pagar de modelo, não sei exatamente kkkk vai entender, me julguem! ahaha Sim, estava frio! Faz bastante frio pro lado da praia a noite! ah, conhecemos um casal super bacana que tirou essa foto ↓ pra gente! Eu não me lembro o nome deles, conhecemos tanta gente la e sou bem fraquinha pra gravar nomes ah, essa foto do barzim não ficou boa, só postei pra mostrar qual é. Super indico tbm, rola um sonzim vibes e o local é muito bonitinho!! Agora, é voltar pra casinha, se arrumar e ir pro forró! Entrada do forro do pelé: R$ 20 PS: não julguem minha cara de fantasma, eu acho que nesse dia exagerei na base, minha desculpa é que a iluminação não estava muito boa! kkkkk 3º DIA: e ultimo em caraiva Isso era oq estava nos planos, mas algo mudou.. oq será?! hehe Este foi nosso cantinho! Não irei detalhar este dia pois não teve nada de diferente dos outros! 4º DIA, nos despedindo de caraiva 7hAM. Quintal.......↓ E PARTIU ITACARÉ..... Mas antes, demos uma parada na fazenda da avó do Lelo(meu noivo) que é há 40 min da vila de caraiva! E que calmaria..... A comida era sem dúvidas a melhor desta viagem! A carne era fresca, macia, coisa que aqui na cidade é dificil de encontrar, as verduras e legumes eram frescos, colhidos na hora.. Seguindo viagem.... Até que.. chegamos em itacaré, por volta das 21h. Bom, agora vou relatar a péssima experiência que tive neste dia! Nós tinhamos alugado um hostel (cujo nome era hostel babel) o preço era excelente! R$10 a diáriaaa!! Mais como assim? 10 reais a diária em itacaré? Ficamos loucos e logo fechamos, pagamos a metade antes, depositamos na conta do proprietário (Gaston). Fechamos em 6 dias, e a outra metade iriamos pagar no ultimo dia! Ao chegar la fomos recebidos pelo Gaston, nos tratou bem porém foi tudo muito rapido rs ele entregou a chave e disse pra quando agnt sair trancar a porta, ele mostrou a casa e ja saiu e sumiu! Então deixamos as malas no quarto e fomos 'conhecer' a casa que por sinal era bem pequena, o quarto tinha 6 camas e você mal conseguia andar nele, era bem apertado. Agora vou contar oq passamos la, quando chegamos percebemos um cheiro muito forte vindo de dentro do hostel ou casa seila rs, era um cheiro gordura velha, um cheiro forte de alguma comida estragada.. Ja na entrada, que era uma sala, estava uma bagunça, o quarto ao lado era puro mofo, o cheiro de mofo pra quem tem sinusite como eu era insuportável, meu nariz logo entupiu e ja comecei a sentir os sintomas da sinusite(na mesma hora), os meninos tbm passaaram mal com o forte cheiro de mofo. Mas o mofo não era bem o problema, quando fomos na cozinha descobrimos onde estava aquele cheiro de podre. A cozinha era gordura pura, gordura na parede, no teto, as panelas estavam na pia a dias, a água que estava nas panelas estavam podres ja, o lixo ao lado tinha criado bicho e quando abrimos o forno tinha 3 panelas com óleo ate a boca e com certeza estavam a dias la! A casa era bem simples, o chuveiro era suuuper gelado! mas esse não era o problema, o único problema foi a limpeza. Eu não sei se demos azar por ele nao estar em um bom dia ou se tenha brigado com a faxineira(pois ele tinha dito por mensagem que teria faxineira) ahahaha só sei que eu nao queria ficar ali nem mais um dia! Fomos pra rua procurar alguma outra hospedagem, das 22h até as 23h. Itacaré dorme cedo, diferente dde caraiva kkk não tinha nada aberto, unico lugar que estava aberto a hospedagem era 100 reais. Ficamos na baddd mais resolvemos dormir esta noite la mesmo. Foi a pior noite, meu nariz simplesmente fechou, tinha baratas no quarto e o cheiro daquela gordura velha nao saía do meu nariz! ahahaha Este é o 'hostel'.. Eu juro que vi muitas pessoas falando bem e queria muito entender, será que demos azar ou as pessoas que elogiaram realmente não ligam para limpeza?? Pq cara......... 5º DIA: Depois dessa noite péssima ahahaha levantamos as 6h(nem chegamos a dormir), o gaston estava dormindo(ele ja tinha nos informado que só acordava depois de meio dia), então ja colocamos nossa bagagem no carro e fomos, graças a Deus conseguimos um hostel MARAVILHOSO e com um preço excelente! Hostel O´pharol o nome, contamos nossa historia triste para a recepcionista e ela nos recebeu super bem ahaha cobrou R$30 a diária, não pensamos duas vezes, ja ficamos por la mesmo. Só que tinhamos que avisar o Gaston ne? Vou chegar la! Hostel O´pharol: R$30 a diária (Ficamos 2 noite e 3 dias= R$60 por pessoa) WI-FI: OK Recepção: ótima Quarto: 4 camas, ar cond, banheiro com chuveiro quente, varanda com rede e pufs, ah e o melhor, tudo muito limpo e cheiroso rsrs Cozinha: compartilhada Lazer: Sinuca, bar Localidade: Fica no centro ↓ Hostel O´pharol, obrigadaaaaa, salvou o rock!!! rsrs Depois que organizamos as coisas e tomamos o café da manhã, voltamos la no gaston para conversar com ele e explicar o ocorrido, isso era 10h da manhã. Chegamos la e ele estava dormindo ainda kkkk não queriamos acordar então fomos conhecer as praias e depois voltaríamos. Não fomos em uma época muito boa para itacaré, não tinha onda e fazia muito frio a noite, de tarde chovia, parava, chovia, parava.. mas nada que desanimasse agnt de sair! Não contratamos guia, fomos por conta própria e as trilhas são super tranquilas! Primeiro fomos em Jeribucaçu........ Nessa foto da pra ver que o mar não estava bom, bem mexido e nada verdinho como costuma ser rs Na volta de jeri, recebi uma mensagem do gaston.. Uma mensagem de baixo calão, super grosseiro e pedindo o dinheiro restante, mesmo agnt não ficando la! Ficamos apenas uma única noite e nem iriamos pedir o dinheiro de volta, poderiamos entrar em contato com o site e recolher o dinheiro de volta mais preferimos deixar para ele. Voltamos então por volta das 16h para conversar com o gaston, assim que chegamos na porta ele ja saiu gritando com os meninos, dizendo que eles deveriam pagar pelo restante do dinheiro, que ele perdeu clientes(sendo que o hostel esstava vazio, só tinha agnt e varias camas sobrando ahaha) tentamos explicar a situação do mofo, que sou alergica mas ele não deixava ninguem falar, nisso joão ficou nervoso e acabou falando umas boas pra ele sobre como receber hospedes em seu hostel, ainda mais quando pagamos por tal. Enfim, fomos embora descansar para curtir um pouco da noite, em paz! A noite la tbm é bem legal, gostamos muito! Tem forró, reggae, samba, rock, varias variedades! 6º DIA: neste dia conhecemos o Bruno, ele ocupou a 4º cama do nosso quarto, quando acordamos fomos tomar café da manhã e quando voltamos tinha umas coisas em cima da cama e uma mala, ficamos com medo de ser alguém que ronca kkkkk nisso o bruno apareceu, se apresentou.. Ele estava fazendo uma tour pelo Brasil e depois iria pra Europa, ele sim é mochileiro rsrs a partir dai nos demos super bem e ele fechou com agnt! Então.. partimos para cachoeira tijuipe: (sem contar com as outras praias que conhecemos no caminho) Esse é o Bruno:...... É tudo muito lindoo!! Eu não consegui entrar na agua, cheguei ate a colocar o biquini mais estava muuuuito friooo, nao consegui e logo coloquei a roupa de frio kkkk Depois deste ultima foto começou a chover e muuuito! esperamos estiar e fomos embora! Choveu a tarde inteira então conversamos e decidimos voltar para caraiva, ligamos para o felipe(da pousada estação) e ele disse que o sol estava pocando la! ahahaha passamos mais este dia em itacaré e voltamos pra caraiva.. só por conta do clima mesmo e pq não tinha onda! zeeero onda! aH, mas rolou sushii de despedida! 7º DIA: Voltando para Caraiva vivaaa!! Dessa vez com o Bruno rss Na estrada, de volta...... Então... chegamos em Caraiva!!!! Ufffaaa.. ahahah Cara, nosso primeiro dia em caraiva uma mulher nos disse que nós sairiamos de caraiva mas caraiva não sairia da gente e que agnt nao iria conseguir ir embora! dito e feito kkkk esse lugar é magico!! Neste dia, como ja tinhamos perdido dinheiro com aquela situação, resolvemos fazer um fogão no quintal do felipe kkkk os meninos cavaram um buraco, colocaram uns troncos, pedimos panela ao felipe, pratos e talheres e ele com toda humildade nos forneceu. E não é que deu certo? kkkkk Ali virou nossa cozinha! hehe Depois as 23h é hora de curtir um reggae e logo após o forró ;D 8º DIA: Dia de apresentar a vila toda ao Bruno! ahahaha 9º DIA: Ahhh, o céu de caraiva!!! 10º DIA E ULTIMO: Bate aquela tristeza :// Ultimo dia foi fechado com chave de ouro, acordamos cedo e tomamos café no cantinho da Duca, que local lindo, ela é muito receptiva e a comida é super saudável. É é isso, até logo CARAIVA!!!!! QUALQUER DUVIDA! ESTOU AQUI. OBG PRA QUEM ACOMPANHOU! PROMETO QUE A PROXIMA SERÁ UM DIÁRIO BREVE KKKKK
  6. Fala pessoal, trazendo mais um relato pelo litoral baiano, dessa vez um pouco mais ao sul. O trecho que fiz saindo de Itacaré em direção a Barra Grande me motivou a fazer outro logo! hehehe (http://www.mochileiros.com/itacare-algodoes-a-pe-t141705.html) Idealizei essa travessia desde o carnaval, para realizar em abril, coincidindo com as férias, e fazendo um planejamento simples, por se tratar de um trecho curto. Serra Grande fica situada entre Ilhéus e Itacaré, e é uma pequena cidade que tem se desenvolvido mais atualmente, com surgimento de empreendimentos e inciativas com uma abordagem mais ecológica. Assim como toda a região, tem muitas opções de aventura, atividades ao ar livre e em contato com a natureza, oferecendo paisagens paradisíacas de rios, cachoeiras, costões rochosos e praias desertas. PLANEJAMENTO Idealizei fazer esse trecho saindo do pé da serra e contornando o costão rochoso pra então seguir pela areia até a praia da Engenhoca ou Jeribucaçu, isso tudo me baseando em muita pesquisa, vendo alguns vídeos do local no YouTube, imagens de satélite no Google Maps e fotos que procurava pela internet. Morei em Ilhéus minha vida quase toda e frequentava muito Itacaré, sempre de passagem por Serra Grande, mas nunca atento aos detalhes que eu precisava saber pra fazer esse trecho, principalmente do costão, (grau de declividade, distância "caminhável" entre a encosta e a água durante a maré seca, regularidade do solo nas rochas, entre outros) e, por esse motivo, o contorno do costão foi na completa aventura, já que essas pesquisas não me davam noção exata desses detalhes e não conheço ninguém que pudesse me dizer, me precavendo apenas com um tênis, que foi essencial! Entretanto, caso não fosse possível fazer esse trecho, subiria Serra Grande e desceria a trilha pro início da praia, local que inclusive já fui há um tempo. Pelo Google Maps/Earth, o trecho do pé de serra até Jeribucaçu deu um total de 16,3Km. Tinha observado um rio pequeno desaguando no trecho (Barra do rio Tijuípe) e, assim como qualquer caminhada de praia, é imprescindível que saiba a maré ideal pra o local que vai, que nesse caso seria seca. Isso pode evitar perrengues ou complicações (que vou citar a seguir! hahaha). Apesar de o trecho ser relativamente curto, não tenho costume de fazer grandes caminhadas e não sabia se dormiria no caminho ou se daria pra terminar em um dia, então levei a barraca. Como sempre tem muuuito coqueiro, acredito que fazer um trecho desse com rede e cobertura (lona, tarp...) deve ser uma boa, já que reduz o peso e volume da mochila. Além disso tudo, como já conhecia o início da praia, sabia que teria pelo menos um trecho de praia com declividade grande e areia grossa fofa (praia predominantemente refletiva), sabendo que seria hard caminhar nessa condição! ORGANIZAÇÃO De férias em Ilhéus, já tinha visto com muita antecedência o dia bom com maré seca pela manhã, para ter mais área de areia pra caminhar e um amigo iria comigo, mas cancelou na noite anterior ao dia combinado. Fiquei no impasse de ir sozinho ou cancelar de vez, mas a vontade era muita e me organizei pra ir sozinho no dia seguinte ao combinado. Consegui carona com outro amigo e tudo foi dando certo pra fazer nesse dia mesmo. Estava com uma cargueira de 35L. (Não levei minha câmera dessa vez, e a GoPro afogou uma semana antes, num acidente enquanto surfava . As fotos ficaram por conta do celular mesmo). CAMINHAR! A minha carona avisou que sairíamos de Ilhéus às 7h, me animei porque saindo essa hora a programação com o horário da maré ia encaixar tranquilo, entretanto acabamos saindo mais tarde, aproximadamente às 8h30. Chegando no pé de serra, me preparei e saí: camisa de manga comprida, óculos escuro e tênis! Do jeito que era acidentado, se caminhasse no costão descalço, chegaria sem pé . Saí às 9h50. O costão é acidentado em praticamente todo o contorno, mas em alguns trechos tem trilhas mais acima, que ficam na parte com grama, no pé dos coqueiros, inclusive já mostrando que passa gente por ali com certa regularidade, porque a trilha é bem marcada, provavelmente pelos pescadores que vi. Em algumas partes, caminha-se em parede quase vertical, e o "bastão de caminhada" (cajado de madeira hehehe) que achei no início me ajudou muito no apoio. A maré já estava cheia a um ponto considerável e cheguei a tomar alguns "sprays" das ondas em trechos mais estreitos, mas nada que pusesse a caminhada em risco, é sempre bom prezar pela segurança, ainda mais sozinho! Depois de andar mais um pouco sobre as rochas, surge um caminho bem fechado entre palmeiras baixas, que seguia até uma pequena praia onde vi algumas pessoas chegando e que aparentemente não tem acesso difícil, seguida por um grande gramado liso com coqueiros espaçados (gramado perfeito pra um camping! haha). Mais à frente, algumas piscinas naturais se formam entre as rochas, o visual é sempre convidativo e é tentador parar em cada lugar pra curtir um pouco. Depois, mais uma pequena (essa é beem pequena, com uns 10m de extensão!) praia paradisíaca com cara de cenário de filme/série, onde tinha uma família (4 pessoas), aparentemente da comunidade de Serra Grande, pescando. Dali pra frente, só mais um pequena parte e acabou o costão rochoso. O contorno do costão foi um trecho curto, mas bem puxado! Havia um pescador no início da praia, e era visível também muitos pontos de desova de tartaruga. Caminhei uns 100m até um lugar bom pra parar, me hidratar e comer algo pra então sair e iniciar a grande caminhada pela areia. Alguns metros depois, uma lagoa espelhada se destacou mais pra trás, muito bonita e parece ser um bom lugar pra acampar. Daí pra frente, o trecho segue praticamente o mesmo, com algumas casas bem grandes, mas vazias, dunas pequenas sempre beiram a praia e segue assim praticamente até chegar ao rio. Em cima das dunas se vê muitos mandacarus, e alguns tinham frutos que eu, com certeza, peguei pra comer! Quem conhece sabe como é bom e deve imaginar como foi bom esse achado! hahaha (importante não comer nenhum fruto se não conhecer! É melhor morrer de fome do que de envenenamento ). O RIO! Quando cheguei no rio tomei um susto! Tinha chovido um pouco nos dias anteriores, mas não imaginei que tivesse aquela intensidade de fluxo...pra dentro do rio! A maré estava enchendo e as ondas quebravam e entravam com força. A travessia era bem curta,15 a 20m. Dois pescadores estavam jogando tarrafa no rio e ainda de longe vi que um deles estava atravessando com água quase no pescoço e dava algumas braçadas pra conseguir andar e vencer a correnteza. Do lado de cá, chamei eles e gesticulei com a mão, perguntando em que altura estava a água, quando um deles fez o nível acima da cabeça. Nessa hora, tive uma breve certeza de que acamparia do lado de cá do rio, pra na manhã seguinte, na maré seca, atravessar e continuar. Larguei a mochila na beira e resolvi checar por conta própria, dando uma analisada visualmente antes, pra ver onde parecia estar mais raso. A correnteza estava forte, a areia era fofa e afundava o pé até um pouco acima do tornozelo e as ondas não paravam de entrar, andei até a metade e atravessei o resto com ajuda de braçadas, assim como o pescador. Do outro lado, dei uma olhada melhor, fui mais pra frente, voltei, fui de novo, olhei, olhei e atravessei traçando uma diagonal até o outro lado, dessa vez com a água no peito, chegando ao ombro. Dei uma pensada e confesso que quaase fiquei por ali mas, além de ter achado um local mais raso pra atravessar (mas ainda assim arriscado), ainda era cedo, 12:10! Única coisa que estragaria realmente se acontecesse de molhar a mochila acidentalmente, seria o celular, pois o resto era "recuperável" (claro que seria terrível molhar a barraca, mas é mais fácil de enxugar e recuperar). "Embrulhei" o celular em duas sacolas plásticas, pensei mais um pouco e resolvi atravessar segurando a mochila acima da cabeça pelo caminho que tinha traçado. Sim, deu tudo certo, mas foi bem hard hahaha, a mochila estava com um peso considerável, e todos os outros fatores dificultaram bastante também. Atravessei e deitei na água na "lagoa" que se formava do outro lado, muuuito boa pra tomar banho e além dos pescadores na beira do rio, só estavam duas meninas com uma mulher tratando uns peixes, à qual pedi pra tirar uma foto minha . (link com um vídeo curto que fiz do rio, depois de atravessar: ) -Observação 1: muito importante analisar as condições do rio, bem como do local e o seu preparo e conhecimento de corrente, maré e etc., PRINCIPALMENTE ESTANDO SOZINHO. O risco de se afogar existe até para os mais experientes mesmo nas condições mais desprezíveis e a análise dos riscos podem livrar de um perrengue. Além da correnteza jogando para dentro da lagoa do rio, a profundidade era pouca, tenho boa natação, não atravessei preso à mochila (poderia largar para nadar) e haviam pessoas ali. Na dúvida, é melhor não arriscar! -Observação 2: por mais que tenha visto a desembocadura do rio pelas imagens do Google Earth, esse ambiente tem um perfil que está constantemente sujeito a mudanças causadas pelas forçantes locais como: ondas, maré, fluxo do rio, entre outras. O perfil que encontrei lá pessoalmente, já estava BEM diferente do que observei pelas imagens então, é bom estar preparado para isso (olhando as imagens históricas do Google Earth, vi que nas imagens de 2010 a desembocadura chegou a ter aproximadamente 100m de uma margem à outra, aparentemente com uma profundidade considerável, condição praticamente impossível de atravessar sem ajuda de um barco ou algo do tipo!). Dessa parte em diante, a praia já fica menos inclinada e em vez de dunas, uma mata fechada com muitas palmeiras e coqueiros beirava a praia, e seguiu assim até chegar num "morro" pequeno que debruçava na água, com um riacho na lateral (um pouco antes disso, vi um esqueleto de baleia realmente grande!). Comecei a subir o morro por uma trilha, que tinha uma cerca com uma passagem, mas na dúvida se também teria passagem do outro lado, resolvi voltar e contornar por baixo. Depois de contornar o morro, um coqueiro baixo com um cacho de cocos chamou minha atenção e não resisti em subir e tirar: bebi muita água de coco e segui. Nessa parte depois do morro, tinha também uma cerca com uma propriedade imensa com uma casa e até alguns cavalos pastando! A partir daí, algumas casas de alto nível, depois o resort Txai e a praia de Itacarezinho, onde vi que não tinha possibilidade de contornar o costão rochoso para a Engenhoca, porque tem uma declividade muuito acentuada. Me informei da trilha que sai dali para a Engenhoca, tomei um banho gelado na bica e segui. Nunca havia feito essa trilha de Itacarezinho pra Engenhoca, e é uma trilha bem fácil e bonita. Antes da Engenhoca, ainda se passa por duas praias, a primeira (pelas pesquisas, o nome parece ser Camboinha) estava deserta, e a segunda é a Havaizinho, conhecida, que tem estrutura bem simples de barraca de praia, dali pra Engenhoca é um pulo, mais dez minutos e finalizei o percurso na Engenhoca mesmo, às 15h15, totalizando 5h25 de percurso. Já era fim de tarde e cheguei à conclusão que não valeria a pena dormir ali para no outro dia só fazer o trecho até Jeribucaçu. Atualização: fiz uma estimativa do tempo parado, me baseando em fotos que havia feito na hora de cada parada longa e quando voltava a caminhar. Como além das paradas longas parei algumas vezes rapidamente pra tirar fotos e não contei o tempo, estimei um tempo somando cada foto. A soma das paradas longas totalizou 1h10min, mais uma estimativa de 20min das paradas curtas, resultando aproximadamente 1h30min de tempo parado. Dessa forma, o tempo efetivo de caminhada estimado foi de 3h50min. Considerando a distância do percurso como 15Km, a velocidade média foi de 3,9Km/h. Espero conseguir comprar meu GPS logo pra ter essas informações de forma mais prática e exata! O QUE APRENDI NESSA TRAVESSIA: -Nunca tinha usado "bastão de caminhada" e foi muito útil não só no costão rochoso mas também na praia; -Em casos como esse, trocar a barraca por uma rede e cobertura talvez seja ideal; -Acondicionar as coisas em sacos estanques dentro da mochila é realmente importante, ficaria menos preocupado no caso do rio, por exemplo; EQUIPAMENTOS USADOS: -Curtlo Highlander 35+5L -Azteq Nepal 2 (não usei)
  7. Olá a todos os viajeros! Segue relato de um role pela Costa do Cacau (Ilhéus/Itacaré) e do Dendê (Barra Grande) na Bahia, e feito por três amigos, Diogo (eu!), Binho e Júnior. 1° dia, 16/03 (quinta) Após sair de GRU com uma conexão em CNF chegamos à Ilhéus pouco depois das 15 horas. Fomos direto ao balcão da Movida pegar o carro reservado, que saiu por 80 reais a diária de um HB20 com seguro do carro e também proteção contra terceiros. Esse valor saiu com desconto por ter usado KM de Vantagens. Observamos que a lanterna traseira estava quebrada, deixamos formalizado para não quererem nos cobrar depois. Resolvido isto, pegamos a estrada e depois de uns 30 km paramos em Serra Grande. Primeiro num mirante onde se tem uma vista espetacular de uma praia e depois entramos na cidade propriamente. Pequenininha, e numa quinta-feira à tarde com todos os bares fechados e quase ninguém pelas ruas. Paramos na pracinha principal, compramos umas brejas num mercadinho e ficamos ali bebendo e observando o ritmo devagar-quase-parando da cidade. Júnior queria comer acarajé e pegou um na barraquinha da Lia (R$ 5), mas não estava bom. Seguimos para Itacaré, onde ficamos no Casa Blanka Hostel (R$ 81 a diária para três pessoas). Quarto com uma cama de solteiro e uma de casal, e apenas um ventilador... Bem localizado, fica bem pertinho tanto da passarela quanto da Pituba, onde se concentram a maioria das atrações noturnas da cidade. E foi na Pituba que fomos em nossa primeira noite. Vários bares, restaurantes, hostels, pousadas, tattoo, agências de passeios... Quase tudo que você precisar em Itacaré será encontrado na Pituba (tem até camping de 10 reais a diária! Fica ao lado de um restaurante chamado Frango Carica). Paramos no restaurante Mediterrâneo, porque Júnior queria comer lá. Comida cara para padrões mochileiros, mas as bebidas estavam a preço até que justo, então eu e Binho só bebemos, pois já havíamos comido antes. Uma chuva torrencial encerrou a noite um pouco mais cedo do que esperávamos. 2° dia, 17/03 (sexta) Acordamos meio tarde e fomos ver alguma praia para curtir, mas antes passamos num mercadinho perto da pousada (Mercado TC), com preços ótimos de cerveja, que é o que realmente interessa. Perguntamos sobre praias lá e recomendaram a praia da Tiririca, que fica próximo ao centrinho da cidade. Fomos pra lá então, uma praia bonita com ondas fortes como quase todas em Itacaré. Na verdade existe um “corredor” com umas quatro praias na sequência, depois da Tiririca tem a praia da Ribeira, que tem muito mais estrutura, e portanto, muito mais gente. Demos um tempo por lá e voltamos para a cidade para almoçar. Fomos no restaurante Zig Zag, que é uma verdadeira pérola da economia! Tem PFs a partir de 6 reais (frango ensopado), mas tem também peixe frito, moqueca, filé de frango, por no máximo 10 reais. A guarnição vem com arroz, feijão, salada e pirão. O local é bem simples, então não recomendo para quem tem frescura. Fica ao final da Passarela. Depois de forrar o estômago demos um tempo e fomos para o segundo tempo de praia do dia. Um pouco mais longe da cidade, na estrada sentido voltando para Ilhéus fomos na praia da Engenhoca. A partir da estrada tem que fazer uma trilha de mais ou menos 20 minutos, com algumas subidas e descidas. Mas vale a pena, pois a praia é sensacional. Bem mais bonita e agradável que a praia que tínhamos ido de manhã, com pouquíssimas pessoas. Não tem estrutura de quiosques e outras facilidades a não ser ao final da trilha quando se chega na praia que tem um bar que vende alguns comes e bebes. Cerveja Heineken long neck a 8 reais e caldo de cana a R$ 5 foram os valores do que consumimos. Uma tapioca é R$ 10 (caro!). Essa praia tem bastante ondas, então pra quem não sabe nadar só dá pra ficar na beirinha, mas para os surfistas é o paraíso Alguns turistas são trazidos para fazer aulas de surf por aqui. Gostamos bastante dessa praia e ficamos a tarde toda alternando entre mergulhos na água, apreciar a paisagem e tomar umas cervas! Depois de descansarmos na pousada fomos à Pituba no comecinho da noite. Tomamos umas brejas compradas num mercadinho e depois umas outras de um carinha que vende Heineken a 5 reais numa portinha ao lado de um restaurante. Júnior comeu acarajé de novo, numa barraquinha bem no fim da Pituba, e dessa vez estava bom. Da Pituba fomos para a Passarela, um outro point noturno de Itacaré, parece um pequeno boulevard com passagem proibida para carros. Alguns bares tentam atrair a atenção dos turistas com música ao vivo, mas o público costuma se concentrar mais em um só deles. Chegamos cedo e ainda não estava rolando nada. Fomos então à uma feirinha perto da orla, que é o terceiro point noturno de Itacaré, onde rolam várias barraquinhas com comes e bebes regionais e um palco onde rola um som com artistas da cidade (funciona das 18h as 22h). Comi uns pasteizinhos (R$ 3 cada) e um caldo delicioso de abóbora com camarão (R$ 5) de uma barraquinha. Também tomamos cerveja artesanal de uns gaúchos que fixaram residência em Itacaré, chama-se De La Óstia a breja e custou R$ 5 o copo de 300 ml. Voltamos para a Passarela e estava rolando um samba, vários brasileiros e os muitos gringos curtindo e bebendo e tentando sambar. Por ali, um tiozinho e uma garota estavam com isopores vendendo cervejas a preço melhor que o do bar, então a maioria comprava deles. A animação rolou até mais tarde ali, voltei para a pousada por volta da meia noite, mas os outros dois elementos da viagem chegaram bem mais tarde... 3° dia, 18/03 (sábado) Após acordar tarde por causa da farra do dia anterior, comemos algo pela rua e decidimos ir para a praia de Itacarezinho. Pegamos a estrada, novamente no sentido voltando para Ilhéus e antes de chegarmos lá avistamos uma placa anunciando a Cachoeira Bom Sucesso. Adentramos ao local, vimos que cobra 5 reais por pessoa. Nenhum funcionário apareceu para falar com a gente, então resolvi descer para ver qual que era a dessa cachoeira. A queda é pequenininha e o poço d’água mal chega na canela. Maior furada! Fomos embora antes que aparecesse alguém para tentar nos convencer a ficar e logo chegamos ao portal de entrada da praia de Itacarezinho. Por ser área particular, cobra-se 30 reais para adentrar com o carro (há somente duas ou três vagas para estacionar do lado de fora sem ser sujeito a tomar uma multa). Pagamos então o valor e entramos, lembrando que pedestres não pagam nada para entrar. O lugar tem uma estrutura bem bacana, mas se tem a impressão que se paga até para respirar. Guarda-sol e cadeiras de praia (R$ 20) são cobradas até de quem está consumindo, bem como umas pequenas coberturas para deitar debaixo. Como não tenho esse tipo de frescura dispensei isso. Tem um bar com Heineken a 8 reais, como não levamos isopor ficamos bebendo por lá mesmo entre um mergulho e outro. A praia em si é enorme e com faixa de areia mais larga do que as outras que fomos em Itacaré. Tentei ir até o final do lado direito da praia, mas desisti, parecia que quanto mais eu andava mais longe eu estava do objetivo! A partir da entrada da praia, quanto mais pro lado direito você andar, mais você terá a praia só para você, pois as pessoas por lá estão mais interessadas em ficar sentadas em suas cadeiras de praia alugadas. Já da entrada para o lado esquerdo o trajeto é curto e a praia faz umas reentrâncias com pedras no final. Não suba nas pedras descalço, são pontudas e machucam. Tem também uma providencial bica d’água para tomar uma ducha e se livrar do sal do mar antes de ir embora. Foi a praia que mais gostei em Itacaré, tanto que ficamos o dia todo por aqui. À noite dispensamos a Pituba e fomos direto à Passarela. Tal qual o dia anterior chegamos antes do horário mais animado e fomos em direção à feirinha da orla. Antes de chegar lá passamos em frente a um local chamado Confraria do Machado, um boteco arrumadinho que vende cervejas artesanais e estava rolando um som bem bacana. Música brasileira para dançar, inclusive uns samba-rocks setentistas bem bacanas (Marku Ribas, Di Melo, Bebeto, Benjor, Originais do Samba). Tomamos apenas uma cerveja cada pois o preço não é lá muito convidativo, mas ficamos ali na rua curtindo o som. Fomos para a feirinha, uma banda no palco estava mandando uns reggaes, tomei um caldo de sururu (R$ 5) e novamente cerveja De La Óstia, depois umas Heineken. Aí sim voltamos para a Passarela e dessa vez estava rolando forró em vez de samba. Um pouco menos gente que no dia anterior, mas a animação igual. Como tenho a coordenação motora de um aspirador de pó e não sei dançar, fiquei só curtindo o som da banda que mandava ver Alceu, Gil, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e alguns forrós pé-de-serra mais recentes como Peixeletrico e Falamansa. Novamente por volta de meia noite fui dormir enquanto o Binho e o Júnior ficaram um pouco mais. 4° dia, 19/03 (domingo) Saímos da pousada às 11hs (o checkout era às 10h30, nunca vi bizarrice assim) e pegamos o carro para ir a Barra Grande. Os primeiros 30 km são tranqüilos em asfalto, mas depois tem mais 37 km em pista de terra. Em Itacaré todo mundo faz o maior terror sobre a pista, dizendo que é muito ruim, que vai zuar o carro que vai atolar etc etc etc. Na verdade eles fazem isso para os turistas não irem para lá e ficarem só em Itacaré. Mas posso afirmar que se não tiver chovido muito dá pra ir de boa com carro de passeio normal. E mesmo se tiver chovido muito anteriormente e a pista estiver realmente ruim, dá pra ir em asfalto até a cidade de Camamu, deixar o carro estacionado lá e seguir de barco para Barra Grande. Bem, seguindo pela estrada de terra avistamos uma placa onde se lia “Praia de Algodões”. Resolvemos parar nela. Águas mais brandas e agradáveis, até quem não sabe nadar pode ir um pouco mais longe dentro do mar sem perigo. Em algumas partes tem que tomar cuidado, pois existem alguns corais que machucam o pé. Porém na maré baixa nestes mesmos corais se formam belas piscinas naturais. Em frente à praia tem um bar que serve refeições caras e cervejas caras. Ficamos só nas cervejas (Heineken 600 ml por 15 mangos) entre um mergulho e outro. Ficamos bastante tempo nessa praia, quando bateu umas 15hs resolvemos seguir caminho. No caminho para a pousada em Barra Grande o navegador do Google Maps nos fez dar algumas estúpidas voltas a mais, mas graças a isso achamos um local bem interessante para comer: chama-se restaurante Família e fica anexo à casa da dona. Pedimos peixe frito no dendê (acompanha pirão, arroz, feijão salada e pimenta ). O preço eu não lembro, algo entre 18 e 20 reais. Lá tinha também umas maravilhosas cocadas feitas de coco e cacau por 1 realzinho cada! Ficamos de passar lá na volta para levar o estoque todo, mas não conseguimos achar o restaurante na hora de voltar Estômago forrado, fomos ao Ganga Zumba Hostel. Parece um pequeno sítio o local com uma grande área verde. Tem uma parte que é hostel, com quartos coletivos e alguns quartos privativos na área externa. Ficamos num desse, que na verdade é quase como se fosse um pequeno apartamento: dois quartos, uma pequena cozinha (sem fogão, mas com pia e geladeira) e banheiro privativo. O hostel tem algumas comodidades como wifi, redes para descansar, lavanderia, cozinha comunitária e possui um bom café da manhã que ofereceu nos dois dias que ficamos lá pelo menos duas variedades de suco natural e de frutas, além de pão francês e pão de forma integral, mussarela, manteiga (e não margarina) e um carboidrato natural (um dia foi batata doce, no outro mandioca), além de leite e café. O preço do nosso chalé ficou em 160 reais por dia. Os preços em Barra Grande são um pouco mais altos que em Itacaré, embora a qualidade dessa pousada também seja superior ao da outra pousada que ficamos anteriormente. Como chegamos tarde não deu mais para pegar praia nesse dia, então fomos ao píer do cais, que é de onde chegam os barcos de Camamu. Curtimos um belo pôr do sol, Binho chegou a nadar por ali, não entrei na água porque a profundidade não me permitia, já que não sei nadar. Saindo do píer paramos no restaurante Clube do Mestre. Latinha de Skol a 4 reais, ficamos tomamos umas enquanto curtíamos uma boa preguiça nas cadeiras almofadadas de frente para o mar. Para jantar uns lanches e frutas que tínhamos comprado em Itacaré e para finalizar a noite uma voltinha na charmosa vilazinha de Barra Grande. 5° dia, 20/03 (segunda) Neste dia iríamos fazer o Passeio das 5 Ilhas, um passeio de barco que leva a algumas ilhas na Baía de Camamu. Porém acordamos meio tarde, e depois de tomarmos o café não ia dar tempo de chegar ao ponto de encontro antes das 10hs. Então decidimos ir para Taipus de Fora, só eu e o Binho, já que o Júnior ficou amuado por causa do passeio e resolveu ficar na pousada. No caminho demos carona para uma gaúcha que resolveu largar tudo e morar em Barra Grande. Ela nos levou a uma praia que é chamada informalmente pelos locais como “Taipus de Cá” por ser bem próxima ao ponto principal de Taipus de Fora. Ficamos num local chamado Dreamland Bungalows, que é um complexo de hospedagem e bar/restaurante chique e com cara de ser bem caro. Mas chegando os preços até que eram “acessíveis”, como uma Heineken de 600 ml por R$ 15. Porém o legal aqui é que como estávamos na baixa temporada, nos deixaram usar a estrutura do lugar sem pagar, esteiras, guarda-sol, almofadas etc. Na alta temporada deve-se consumir ao menos 80 reais no bar deles para ter direito a usar essa estrutura. Como outras praias de Barra Grande a água é morninha e tranqüila, foi a praia que mais deu pra ir longe mar adentro. Entre um mergulho e outro ficamos lá horas bebendo e curtindo um dolce far niente, pagando de patrão com pouco dinheiro no bolso. Carol, a gaúcha que tínhamos dado carona já tinha ido embora trabalhar, mas na hora de comer nos lembramos que ela tinha comentado sobre uns bolinhos de queijo com melaço feito ali. Pedimos uma porção dessa iguaria (10 unidades, 35 reais) e não nos arrependemos, pois o negócio é realmente muito muito gostoso, a despeito de não ser barato. Depois de comer fomos para o carro e uma surpresa: vários cachos de banana prata caídos por ali, devoramos várias bananas antes de pegarmos o carro e irmos para a Taipus de Fora propriamente. Tem várias jardineiras que fazem o trajeto Barra Grande/Taipus de Fora, então mesmo quem está sem carro consegue chegar de boa. Pouco antes de chegarmos lá paramos no Empório Santo Antônio, compramos algumas barrinhas de doce de cacau puro por R$ 2,50 e umas brejas antes de irmos para a praia. Chegamos ali na parte mais turística de Taipus de Fora e a pegada era totalmente diferente da praia do Dreamland Bungalows: muito mais gente aqui, cadeiras de praia sendo cobradas, muitas famílias com criança pequena... deixamos nossas coisas num canto e fomos para a água, que é bem cristalina. Com um snorkel deu pra ver bastante peixes perto da área onde ficam os corais, apesar da maré alta. Na maré baixa formam-se as piscinas naturais e aí sim dá pra nadar com os peixes que ficam “aprisionados” entre os corais. Na verdade não aproveitamos tão bem Taipus de Fora e suas piscinas naturais, pois chegamos na lua errada. As piscinas naturais se formam nas luas cheia e nova, enquanto que nas luas minguante e crescente a maré fica alta (o ponto mais baixo da maré quando estávamos lá foi 0.9, enquanto que para aproveitar bem as piscinas naturais a maré tem que estar abaixo de 0.5). Para saber se vai rolar piscininha ou não tem que consultar a tábua das marés no site da Marinha e escolher o porto de Ilhéus como referência >> http://www.mar.mil.br/dhn/chm/box-previsao-mare/tabuas/ Curtimos bastante tempo dentro da água, e quando a maré estava subindo demais fomos ao famoso Bar das Meninas, referência naquela parte principal da praia. Dessa vez dispensamos a Heineken e fomos de Eisenbahn, naquele mesmo padrão caro de preço (R$ 15) pela garrafa de 600 ml. Não é fácil ser um bom apreciador de cerveja por estas bandas Usamos o wifi do bar (a quem interessar a senha é meninas2016), tomamos uma ducha no chuveirinho deles e zarpamos de volta a Barra Grande. Mas não sem antes pararmos pra almoçar no restaurante O Cajueiro, pedi uma carne de sol (R$ 18) e o Binho pediu um peixe. Cansados, não fizemos quase nada à noite, só fomos comer um crepe na Rota do Crepe, restaurante que a Carol trabalhava. Ambiente agradável, crepe delicioso (mas meio caro, acho que foi 18 reais), cerveja bem gelada e um amplo quintal com redes para descansar. Esse restaurante fica atrás da Praça da Tainha, um charmosíssimo boulevard pé na areia com diversos restaurantes. 6° dia, 21/03 (terça) Dessa vez daria certo o passeio de barco. Acordamos mais cedo, fomos à Princesinha Turismo pagar o passeio (que saiu 35 reais no dinheiro e 40 reais no cartão por pessoa) e voltamos ao Ganga Zumba para tomar café. O passeio sairia às 10hs, chegamos uns 20 minutos antes e ficamos esperando por ali. Com um pouco de atraso partimos, o barco vai navegando devagar enquanto na caixa de som vai rolando o acústico do Cidade Negra (daora!) até chegarmos na primeira parada que é na Ilha da Pedra Furada. Praticamente não tem faixa de areia, então é recomendável ir de chinelo pra não machucar o pé nas pedras. Visualmente essa foi a ilha mais bonitas do passeio. Paisagens incríveis que rendem belas fotos. Nessa ilha deve-se pagar uma taxa de 5 reais por ser uma propriedade particular. Na verdade nós não pagamos, quando descemos na ilha fomos direto ao lado direito dela mergulhar e tirar fotos entre as pedras, quando chegou o cobrador nós já estávamos na água e acabou que ninguém veio receber A única coisa que não gostei aqui é que poderíamos ter ficado mais tempo, talvez pelo atraso na saída do barco eles tenham reduzido o tempo aqui. Na segunda ilha do passeio só passamos ao longo dela, pois não param para descer, é a Ponta da Ilha Grande. Totalmente dispensável, poderiam cortar essa do passeio e vender como “passeio das 4 ilhas”, assim ganhar mais tempo para as que realmente interessam. Em seguida fomos à Ilha do Goió, mas antes eles encostam na Ilha do Sapinho para quem quiser almoçar já fazer seu pedido, escolhemos peixe (R$ 60 prato para dois). Seguimos para Goió, descobrimos que lá serve comida e é mais barato, pois o barqueiro não ganha comissão em cima. Pegamos umas brejas e fomos aproveitar as águas claras e mansas do local. Delícia. Em frente à areia da praia tem um balanço montado numa árvore que dá até pra se jogar na água, se você conseguir pegar um grande impulso. Eu gostei demais de Goió, pensando bem agora, preferia ter dispensado o almoço só pra ficar mais tempo aqui. Depois de uns 50 minutos em Goió, o barco veio nos buscar e levar ao restaurante na Ilha do Sapinho. Apesar de já termos feito o pedido anteriormente a comida ainda não estava pronta. Esperamos uns 20 minutos ainda até chegar, e nem era essa coca-cola toda o rango. O pudim de tapioca (R$ 6) que pedi ao final da refeição estava melhor do que a comida em si. A ilha do Sapinho em si, não tem nada pra ver, só o restaurante mesmo. Finalizando o passeio, mais meia hora na Ilha do Campinho, que é meio parecida com Goió, mas sem o mesmo charme. Chegamos de volta à Barra Grande quinze minutos antes do previsto. Somado aos quinze de atraso na saída, ficamos com meia hora a menos de passeio. Mas apesar disso, o passeio vale a pena, sobretudo porque o valor de 35 reais pode ser considerado baixo face ao preço de passeios Brasil afora. Saindo do passeio pegamos o carro e saímos imediatamente de Barra Grande, pois não queríamos pegar a estrada de terra sem a luz do dia. Voltamos ao Casa Blanka Hostel de Itacaré; eu só queria descansar, o Binho ainda teve pique pra ir no Marley’s, um bar na orla com cerveja barata e público majoritário de gringos. 7° dia, 22/03 (quarta) Fizemos o checkout no hostel e fomos direto para Ilhéus, com uma paradinha rápida no mirante de Serra Grande. Chegando em Ilhéus demos uma voltinha pelo centro, tiramos fotos na bela catedral da cidade, fomos à Casa de Cultura Jorge Amado, mas estava fechada (fecha para almoço das 12h30 as 14h00). Já que não deu pra entrar na casa dedicada a um dos mestres da literatura brasileira, pelo menos deu para tirar umas fotos com a estátua dele que fica na rua em frente ao museu. Queríamos ir no famoso bar Vesúvio, freqüentado por Jorge Amado e onde foram filmadas cenas da minissérie Gabriela, comer o famoso kibe do Nacib. Mas ele estava fechado para reformas. O plano B, então, foi ir no Barrakítica, um outro tradicional bar onde Amado tomava seus birinaites. Comemos kibe e tomamos cerveja, ficamos por ali vendo o vai e vem da cidade por um tempo. Pegamos o carro, fizemos um city tour pela orla e paramos em frente ao famoso Bataclan para tirar umas fotos. Dali, direto para a Movida entregar o carro e pegar o vôo de volta para casa. Aliás, os vôos, pois foram duas conexões, IOS/SSA/CNF/GRU! Chegamos em casa já no fim de noite, cansamos mas extremamente realizados por mais uma trip!
  8. Tô pensando em Itacaré, acho lindo, e será um belo ponto de partida. Alguém com experiência nesse lugar?
  9. Querida pelos baianos e cada vez mais conhecida por brasileiros e pessoas do mundo inteiro Itacaré vem atraindo cada vez mais pessoas que procuram belas praias, cachoeiras, uma cidade aconchegante, esportes radicais e badalação. Itacaré tem tudo isso e muito mais e não é a toa que é um dos meus destinos favoritos! Em toda minha busca por praias no Brasil nunca vi nenhum nem parecida com Itacaré.. rodeadas por morros com Mata Atlântica, você vai encontrar um verde raro de se ver! Vamos as dicas! (quem quiser ver esse relato com fotos das praias entra no link do blog http://analaeacola.blogspot.com.br/2015/07/itacare-praias-cachoeiras-e-muita-mata.html) Como chegar Itacaré está localizada na Costa do Cacau, no Estado da Bahia, ao sul de Salvador. Distante da capital 397km e de Ilhéus 70 km, sendo lá o aeroporto mais próximos com voos frequentes de grande parte do Brasil. É em Itacaré que deságua o Rio de Contas que vem da Chapada Diamantina. Chegando em Salvador você pode atravessar o ferry-boat e em Bom Despacho pegar o ônibus direto pra lá. Se tiver de carro pega a BA001. A viagem de ônibus dura cerca de 5 horas são operados pelas empresas Aguia Branca e Cidade Sol de hora em hora, a passagem custa cerca de 35,00. De Ilheus você pode pegar o ônibus da empresa Rota que em 1 hora e meia você está la! A passagem custa 14,00 e os ônibus saem com frequência.. telefone da Rota: 73 3251-2181. Onde Ficar Diferente do que muitos pensam Itacaré não é tão pequenininha como Morro de São Paulo, Barra Grande e Boipeba.. é uma cidade de 27 mil habitantes. Lá você encontra uma grande opção de hóteis, pousadas, hostels, campings e resorts! Tem para todos os gostos! A rua onde rola de tudo é a Pituba. Restaurantes, barzinhos, lojinhas, alem de ser a rua que liga a praia da costa ao caminho para outras praias como Tiririca e Ribeira. Ou seja, nessa rua tem muito Hostel e opções baratas de Hospedagem.. um pouco mais distante você vai encontrar hoteis maiores, com mais estrutura e luxo se for o seu gosto. Na Pituba rola até camping! Alias, tem muito camping em Itacaré. Eu particularmente gosto dos hostels de lá.. ja fiquei em alguns e recomendo O Pharol: muito barato, fica na Pituba e é bem limpinho, bonitinho, a cozinha é o maximo so não oferece café da manhã. Cada quarto geralmente tem o seu banheiro, muitos construidos recentemente. Nos quartos novos tem varandinha e a maioria tem entre 2 a 3 beliches.. bem legal! Preço em media da diária em hostel em Itacare: 35,00 a 45,00, depende da epoca do ano. O Hostel que bomba lá é o Che Lagarto, ja que é conhecido no mundo todo e a estrutura do de Itacaré é muito legal, com barzinho no ultimo andar com vista pra Pituba.. sempre rola churrasquinho da galera do hostel! Quando ir? O ano todo! Isso mesmo... raramente em Itacaré o tempo está ruim.. mesmo no inverno dá pra curtir as praias. Grande parte do ano, como em todo o nordeste faz sol! Se você quer BADALAÇÃO vá em novembro.. durante uns 10 dias acontece o campeonato mundial de surf e body boarding, a cidade fica cheia e acontece shows de artistas nacionais como Natiruts e O Rappa, mas durante todo o ano muita coisa acontece pela cidade: festival de cultura quilombola, campeonatos de surf, festival de dança, de cinema.. enfim... quando estiver programando ir visite o site www.itacare.com.br e fique por dentro dos proximos eventos da cidade. O que fazer Itacaré oferece uma infinidade de passeios e opções para os seus dias! Você pode passear de canoa ou fazer stand up paddle pelo Rio de Contas, tomar banho de cachoeira, quem gosta de surfar encontrará em Itacaré varias praias boas para o surf. Inclusive no mês de novembro rola campeonato por la e é o maximo, a cidade bomba! Você tambem pode praticar arvorismo, fazer Rafting nas corredeiras de Taboquinhas, pular de parapente em Serra Grande, fazer a trilha do Costão e ir parando de praia em praia. Ver o por do sol na Ponta do Xareu, curtir a noite no bar Favela, alias a noite la bomba a partir da meia noite.. sempre! Em qualquer epoca do ano.. Itacaré sempre tem turista!Aproveitar e assistir a roda de capoeira que sempre rola por la.. Fica a dica: a noite garanta seu espaço no Bar Favela e seja feliz! Mas se quiser menos badalação no calçadão tem muitos bares e restaurantes bem legais e alguns bem finos! PRAIAS Prainha Como chegar: o acesso se faz a pé por uma trilha de nível médio que sai da praia da Ribeira e corta a Mata Atlântica, passando por cachoeiras e ribeirões. São 40 minutos de caminhada. É recomendável ir acompanhado por um guia, pois a trilha tem bifurcações mas não é sinalizada. Várias agências organizam passeios guiados. A praia oferece uma estrutura mínima, apenas uma barraca que vende água de coco, frutas, queijo assado e bebidas.. o que pra muitos torna ela ainda mais especial! Praia do Resende, da Tiririca, da Costa e da Ribeira Todas essas praias ficam próximas uma da outra, separadas por morros de Mata Atlântica que torna tudo ainda mais bonito! Você pode conhecer todas elas fazendo a trilha do Costão onde você vai caminhando beirando o mar por cima das pedras, sem perigo nenhum.. um caminho tranquilo para se fazer! A do Resende é a primeira, mais proxima do centro ela é bem tranquila e com um pequeno pedaço de areia, com gramas e coqueiros é ideal pra quem quer relaxar.. na maré baixa formam-se umas piscinas naturais deliciosas. Você pode achar uns vendedores informais mas não espere barracas por aqui. Logo após a do Resende vem a Tiririca, praia querida pelos surfistas, é lá que rola campeonato de body boarding e surf principalmente em novembro. Apesar de ser boa pra surf é uma praia maior que garante um banho bem gostoso.. seguindo pela direita pelas pedras você vai dar na praia da Costa. A praia da Costa é bem pequena e perigosa para banho também, o mar é bem agitado e as pedras são mais proximas. Lá rola um camping bem legal pra quem quer ficar longe do centro e mais contato com a natureza. Ela fica há 1km do centro. Depois da Praia da Costa vem a Ribeira, minha favorita! a Praia da Ribeira é linda demais, tem um encontro de rio com o mar.. tem arvorismo e tirolesa de um monte pra outro.. ela é aconchegante e tem barraca com mesas, cadeiras, bebidas, comidas, enfim.. tem infraestrutura pra quem procura, depois de passear pelas praias, um lugar para beber e comer! Havaizinho e Engenhoca Mais distantes estão as praias do Havaizinho (e esse nome não é a toa) e Engenhoca. Pra chegar la você pode pegar um ônibus que vá pra Ilheus e descer na entrada da trilha.. é só pedir ao motorista pra avisar na hora. O caminho é facil, uns 15 minutinhos de caminhada pela direita você vai chegar no Havaizinho. Continue indo pela direita que você vai chegar numa praia incrivel, um pedcinho de areia cercado por morros e matas. Há uns 2 anos atras não existiam vendedores por la.. hoje você encontra duas barracas de madeira pequenas que vendem o basico de bebida. Eu particularmente achei uma pena, na primeira vez que fui não tinha ninguem na praia e foi incrivel! Depois que você curtir o Havaizinho você pode ir pra praia da Engenhoca, a melhor praia pra surf de Itacaré. Você pode ir pela costa, a vista é belissima durante todo o percurso. Eu dei a dica de começar pelo Havaizinho, mas você pode começar conhecendo a Engenhoca seguindo a trilha pelo lado esquerdo e da praia ir pelo lado direito seguindo até chegar no Havaizinho. Essas duas praias são vizinhas e só se chega a pé.. se estiver de carro terá quee deixa-lo na pista e fazer a trilha.. Na praia da Engenhoca você acha uma barraquinha de tapioca e com algumas bebidas, mas é bom levar um lanche e agua. Praia da Concha É na Praia da Concha que estão as barracas com mais infraestrutura e bons restaurantes. Lá acontece o encontro do Rio de Contas com o mar, lugar ideal para pratica de caiaque e stand up paddle. Ela fica bem proxima do centro e é otima para curtir o final do dia com o por do sol na Ponta do Xaréu. Praia de Jeribucaçu Para mim a mais bonita de todas! Jeribucaçu é unica! Areia branquinha, rodeada de mata atlantica, barraquinhas bem rústicas onde você pode comer um peixinho frito e de la você ainda pode fazer a trilha pra Cachoeira da Usina. Lá tambem acontece o encontro do Rio Jeribucaçu com o mar que permite um banho de agua doce antes de subir a trilha de volta. O aceso é um pouco mais dificil.. e a volta eu aviso logo: subidinha pesada! Mas tudo vale a pena! A praia fica ha 9 km ao sul de Itacaré. O acesso é pela estrada que leva a Ilhéus, assim como Havaizinho, Itacarezinho e Engenhoca. No km 6, uma placa sinaliza a entrada para a estrada de terra com 3km de percurso que chega ao estacionamento que é pago. De lá são 30 minutos de caminhada por uma trilha de nível médio, até chegar à praia. A ida é tranquila porque é descida.. mas a volta é subida. Na epoca eu estava com muitos quilinhos a mais e jurei nunca mais voltar la.. hoje depois de praticar exercicio fisico regularmente subo tranquila! Itacarezinho A entrada fica logo depois da entrada do Havaizinho, distante 15km de Itacaré. É uma propriedade privada, logo na entrada tem um cara cobrando a entrada do carro.. mas voce pode seguir a pé uma caminhadinha boa... la tem uma barraca com otima infraestrutura e carinha tambem! rs.. pra quem gosta esse é um lugar super indicado! rs São 3,5km de praia... e lá é otimo pra mergulho! Ao norte tem uma bica de agua doce deliciosa! Essas são as dicas das praias.. além disso em Itacaré tem muitas cachoeiras, mas eu indico que procure um guia ou uma agência. O Rafiting é praticado nas corredeiras do rio de Taboquinhas, uma cidade vizinha 28km, é so contratar o passeio numa agencia em Itacaré. Pra quem tem vontade de voar de parapente lá você encontra agência que leva até Serra Grande onde é feito por uma empresa antiga por lá e bem segura! Vale a pena! Espero que Itacaré entre no seu proximo roteiro e prepare-se para se apaixonar!
  10. lilidneves

    Itacaré

    Alguém poderia me passar dicas de algum camping em Itacaré ???? E dicas de praias e passeios . Valeu !!!!!
  11. Bom, já estava há um tempo querendo fazer uma trip desse tipo. Meu primeiro plano era fazer no litoral norte de Salvador, que foi reforçado mais ainda quando vi aqui no Mochileiros o relato do Jorge Soto, de Arembepe a Mangue Seco a pé (http://www.mochileiros.com/de-arembepe-a-mangue-seco-se-a-pe-t11941.html). O objetivo primário era de fazer uma trip de praia, em local que ainda não conhecia (ou não conhecia direito), a pé e com baixo custo. Mas pra quem nunca fez uma travessia longa de vários dias, é se aventurar demais querer fazer com equipamento, sem conhecimento do local e "às pressas", sendo melhor então fazer um trecho mais curto para conhecimento dos limites, analisar pontos a melhorar em questão de equipamento, organização e etc. Então, analisando o longo litoral da Bahia (maior do Brasil, diga-se de passagem), resolvi com minha então namorada fazer o trecho de Itacaré a Barra Grande, que é mais curto e daria pra fazer no tempo que tínhamos disponível. Pelo Google Maps/Earth, dá aproximadamente 46Km, mas lá ouvimos dizer de até 60Km. ORGANIZAÇÃO Moro em Salvador e estava de férias. Após 1 semana em Ilhéus na casa de parentes, partiríamos para Itacaré e seguiríamos viagem. Importante ressaltar que essa semana em Ilhéus foi determinante para redução do trecho percorrido, já que estávamos com roupas e itens para mais tempo na mochila, e não apenas o essencial para o percurso da trip. Entretanto, foi ponto importante para analisar que, em uma distância maior, onde teríamos mais coisas e consequentemente poderíamos estar com peso igual, deveríamos estar mais preparados, bem como se tivéssemos ido apenas para fazer a trip, estaríamos com menos peso e provavelmente teríamos completado o objetivo sem problema. Ambos estávamos com cargueiras de 40L: eu com aproximadamente 12Kg e ela com aproximadamente 8Kg. O tempo pretendido era de 2 dias de viagem, pernoitando na praia. Importante que, para caminhada em praia, tem que ter conhecimento da maré, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso. 1º DIA Saindo de Ilhéus, pegamos um ônibus para Itacaré logo de manhã cedo, ele passa de hora em hora e para em pontos ao longo da estrada, demorando aproximadamente 1h50 pra chegar em Itacaré. (Se conseguir uma carona, ótimo, já que de carro até lá leva cerca de 50min.) Ao chegar em Itacaré, já havia falado previamente com um amigo que mora lá para contatar um barqueiro para a travessia do Rio de Contas, que é o que separa Itacaré da Península de Maraú, onde fica situada Barra Grande. Encontrei meu amigo rapidamente só para confirmar o barqueiro, depois fizemos compras de água e alimentos num mercadinho e seguimos para a Praia da Concha, onde o barqueiro, com um daqueles barcos de alumínio a motor, já estava nos esperando (haviam outros barqueiros na praia, que ficam lá para fazer passeios turísticos rio acima e que com certeza fariam a travessia também, mas como eu ainda não sabia, preferi esse contato com o meu amigo). A travessia é bem rápida, são aproximadamente 100m e em menos de 5min se chega ao outro lado. Descemos, fizemos um rápido preparo, e demos início à caminhada às 10h40. (ao descer do barco, o barqueiro perguntou para onde iríamos daquele jeito. Quando falamos “Barra Grande”, ele arregalou os olhos e deu um sorriso, como quem diz “pirou” hahaha. Dessas coisas que quem viaja com mochila nas costas já está acostumado). Nesse ponto, ainda se vê pessoas por ali. Vez ou outra, algumas pessoas atravessam para surfar do outro lado do rio (Itacaré é um dos locais mais conhecidos do Brasil para a prática de surf) ou para ficar numa praia menos frequentada, já que do outro lado não tem povoamento nem acesso fácil e em 10min. de caminhada já não se vê ninguém. Com 1h20 de caminhada, paramos em frente a Piracanga, onde fizemos uma parada de 20min. para hidratar e comemos barra de cereal. Piracanga é uma “ecovila e centro holístico de cursos e terapias” que oferece cursos e retiros, basicamente um lugar pra “ficar de boa” e foi onde vimos apenas um casal na areia, que nos cumprimentou quando reiniciamos a caminhada. Ainda na frente de Piracanga, tem um pequeno rio, que passamos sem problema com a água não chegando nem na cintura. Não conheço o rio, mas a maré estava bem seca e possivelmente na maré cheia e dependendo da estação, pode ser que tenha que segurar a mochila acima da cabeça para atravessar. Desse ponto em diante, não há muita novidade: areia, coqueiral e água salgada, sem NENHUMA pessoa durante o percurso, nem sinal (apesar de o visual ser sempre “mais do mesmo”, é algo que não consigo descrever, porque ficamos deslumbrados o tempo todo, a cada passo ficávamos olhando para o que vinha à frente sempre achando cada vez mais bonito e paradisíaco). Mais 1h50, atravessamos mais um pequeno rio que também não tinha profundidade para se preocupar em molhar as mochilas, mas deixo aqui a mesma observação de antes: é bom atentar para a maré e estação do ano que, se for chuvosa, pode resultar num nível maior do rio. Logo após esse rio, fizemos mais uma parada para beber água e comer algo. Nesse local também não víamos nenhum sinal de habitação, mas um pouco acima da restinga parecia ter um rastro de quadriciclo, transporte bem comum naquela área. Dessa vez ficamos um pouco mais(30min.), porque ela já estava sentindo bastante dor no joelho e cansaço. Recomeçamos e percebemos que a maré já estava mais cheia. Além disso, nesse trecho a areia era mais fofa e a inclinação da praia era maior, e além de andar com os pés meio tortos, acaba havendo uma sobrecarga no joelho (nesse caso, o direito) e a gente vai ficando meio “descompensado” =S. A partir daí, as reclamações do joelho e cansaço foram aumentando e já comecei a procurar um local para pararmos e armar acampamento, quando, com aproximadamente 40min. de caminhada, paramos. Dei uma olhada no perímetro, tinha uma casa relativamente simples a uns 200m sem sinal de gente nela, além de um tipo de estradinha de areia em direção ao continente a uns 50m de onde estávamos e, claro, coqueiros por toda parte. Achei dois coqueiros baixos e consegui tirar mais de 10 cocos, aproveitando para reabastecer as garrafas que estavam vazias (aproximadamente 3L de água de coco!). Após isso, montamos a barraca, organizamos as coisas e tomamos banho (de mar hahahaha). Depois, foi só jantar (2 latas de atum com acompanhamento de bananas, puro luxo) e praticamente desmaiamos perto das 18h, contemplando um céu absurdamente estrelado, sem sinal de nuvens nem no horizonte. Como o quarto da barraca é quase totalmente telada (Azteq Nepal) e o céu estava muito limpo sem sinal nenhum de nuvens vindo, deixei a barraca sem o sobre-teto -mesmo sabendo, tendo experiência de chuva surpresa e claro, já tendo lido muita coisa- o que nos fez acordar com um belo banho de chuva às 22h. A chuva veio sem aviso, forte e pesada! Acordamos naquela agonia para pegar lanterna, abrir o sobre-teto que estava totalmente dobrado dentro da barraca e conseguir achar os pontos certos para fixar – tarefa de nível ultra hard. Provavelmente está pensando: “Mas já não sabe do risco de uma chuva surpresa?”, “Sobre-teto sempre!”, e etc., mas o céu estava tentador demais e serviu de experiência hahahaha. Nunca mais armo sem sobre-teto. Resultado: algumas coisas molhadas, outras encharcadas, frio e aprendizado! Afinal, temos que aprender com os erros (ou negligências) também. Depois de “rearrumar” tudo e secar um pouco algumas coisas, voltamos a dormir. 2º DIA Acordamos às 5h. Assistimos o Sol nascer, café da manhã, arrumação, passar pano na barraca, curtir a praia um pouco e enquanto isso dando um tempo pro Sol subir mais e poder secar mais as coisas. Nesse tempo, passou um pescador empurrando a bicicleta e perguntei a ele se sabia quantos km faltavam para Barra Grande, que ele me respondeu “não sei direito não, mas está longe!” (depois descobrimos que, nesse ponto, estávamos mais ou menos próximos de Maraú. Provavelmente ele veio de lá). Reiniciamos às 9h e caminhamos por 3h30 até ela sentir o joelho e pararmos. Onde estávamos, não havia condições de parar, não tinha nada, então sugeri andarmos mais um pouco até onde tivesse alguma coisa. Estávamos nos aproximando de Algodões, e quanto mais perto, mais víamos casas de praia enormes e já com a “cara da riqueza” e$tampada nas fachadas, além de começarmos a ver algumas pessoas: algumas vezes caseiros, outras vezes pessoas trabalhando, e também pessoas passeando de quadriciclo na areia. Perguntamos a alguns trabalhadores quantos km faltavam até Barra Grande e ele sem muita certeza nos disse “uns 30” e foi quando “nós” (ela hahaha) decidimos parar. Desistimos e fomos perguntar a umas pessoas num bar onde poderíamos pegar ônibus para Barra Grande, e fomos informados que passaria um em 20min., logo ali perto. Fomos caminhando num Sol escaldante e, quando perguntamos a um cara de bicicleta o local do ponto de ônibus, ele disse que era ali, que o ônibus já tinha passado, mas que “sempre passa carro e logo vocês arranjam carona”. Fomos para o ponto e esperamos. Após 3 carros cheios, em menos de 10min. passou um cara sozinho num L200 e parou pra nos dar carona até Barra Grande, marcando o fim da nossa trip. O QUE APRENDEMOS NESSA VIAGEM? -É muito ruim fazer uma trip dessa com mala de 1 semana anterior em algum lugar. Se for pra fazer a trip, que seja uma viagem exclusiva pra ela, pra não ter que carregar coisas desnecessárias. -Vimos que ainda existe muitos lugares vazios e paradisíacos só esperando pela oportunidade e visita de quem estiver disposto. -Sobre-teto sempre! Mesmo no céu estrelado (hahaha). -É muito importante se concentrar no seu corpo e em seus limites, se respeitar, respeitar seu próprio tempo e o do outro, caso vá acompanhado. -Os nossos limites podem ser bem menores ou maiores do que imaginamos. -Independente do cansaço é bom olhar tudo mais de uma vez, pra não esquecer. EQUIPAMENTOS USADOS: -Curtlo Highlander 35+5L -Quechua Forclaz 50L -Azteq Nepal 2 ATUALIZAÇÃO: Em dezembro de 2018 fiz uma travessia de Itacaré a Moreré, trecho que contempla o citado neste relato, segue link: Travessia Itacaré - Moreré (BA), a pé
  12. Galera, segue o link da planilha com o nosso planejamento antes da viagem !!!! Tem roteiro, informações sobre as trilhas, hospedagens que ficamos e tb uns lugares que anotei, telefone de alguns guias... Enfim, vá navegando pelas guias da planilha!!!! Lugares Visitados: Itacaré Mirante do Xaréu (pôr do sol) Trilha 4 praias: Engenhoca, Havaizinho, Camboinha e Itacarézinho Jeribucaçu Prainha Boipeba Moreré Praia de Bainema (Moreré) Chapada Diamantina Cachoeira do Mosquito Rio Mucugezinho + Poço do Diabo Morro do Pai inácio Cachoeira do Sossego Ribeirão de cima e do Meio Pratinha + Gruta Azul Gruta Lapa Doce Cachoeira da Fumaça Cachoeira do Buracão Mirante do Campo Redondo Cachoeira da Fumacinha (por baixo) Poço Azul + Poço Encantado Hospedagem: Itacaré - Pousada Itaoca Gostei bastante. Os quartos são grandes com banheiro. Tem uma varandinha com uma rede p cada quarto. A moça da pousada arruma todos os dias. O café da manhã é ótimo também, bastante variedade. Tinha até ovo e salsicha com molho de cachorro quente (tipo americano!!!!) Além dos bolos! Recomendadíssimo, principalmente pelo preço que é R$30/diaria. Só não sei se é o mesmo preço no verão... Boipeba - Pousada da Vila A princípio era R$40 mas choramos muito e conseguimos por R$30/diaria. O quarto é bem pequeno e apertado. As camas são MUITO próximas umas das outras além de quase encostar na parece, sobrando um espaço mínimo pra andar. Mas tirando isso eu gostei. Dei uma olhada num quarto duplo que estava aberto e parece ser maior. Acho que era a disposição do nosso quarto que era pra 3. O café da manhã é bom mas sem muita variedade. Tem frutas, bolos e pão. A moça dá um pratinho com 1 queijo pra cada pessoa. Não sei se isso também ocorre no verão, em alta temporada, rs. Lençois - Pousada Violeiros Achei bastante cara (R$50 mas o dono fez por R$45) pro tamanho do quarto que é MUITO pequeno pra 4 pessoas. Muito pequeno MESMO. Quase não dá pra andar e nossas mochilas ficaram atrás da porta e outras entre uma cama e outra. Além de ter uma beliche no quarto. Porém o café da manhã acaba compensando pois é bastante farto. Vem muita coisa!!!! E quero deixar uma OBS aqui pois um dos dias eu e mari pegamos pão e uns bolinhos pra levar pra trilha e a moça falou que lanche pra trilha era 10 reais !!!! Não pagamos, lógico, mas achei ridículo, já que já estavamos pagando pelo café!!! Vale do Capão - Camping Seu Dai Essa é mais uma opção pra quem quer acampar (tem uma área bem grande de camping) pois os quartinhos são simples e bem sujinhos!!!! Felizmente não eram tão pequenos assim pois tem 2 andares com 1 cama de casal em cima e 2 camas de solteiro embaixo, mas o aspecto é meio sujo! O local é bem grande e não tem café da manhã! Ibicoara - Casa na Roça Acho que foi a melhor pousada que ficamos, na minha opinião!!!! Apesar do preço (R$60 mas fez por R$50), valeu muito a pena, pois foi tudo ótimo. O quarto tem 5 camas e é bem grande com banheiro privativo. O dono, Caio, é SUPER RECEPTIVO e muito atencioso!!!! Quando dissemos que íamos fazer a fumacinha ele fez questão de acordar 5h (disse que era a sua obrigação!) para preparar nosso café da manhã (só pro nosso grupo) e 5h30 estava tudo pronto, Ele serviu o café na cozinha da casa dele, inclusive. Nada a reclamar !!!! Adorei! Na pousada dele também tem opção de almoço ou janta. Ele tem um cardápio, porém acabamos comendo no centro mesmo. Mucugê - Pousada Casa da Roça Boa pousada. O quarto era relativamente grande, tinha uma cama de casal e 2 beliches. Com banheiro privativo. O café da manhã também estava gostoso ! O ovo podia pedir separado, mas não cobravam nada a parte. Tenho que destacar o iogurte caseiro que tomei la!!!!!! Acho que tinha açucar mascavo ou canela, não sei. Mas estava UMA DELÍCIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Muito bom mesmo! Gasto TOTAL (para 1) = R$2415 Passagem aérea Rio de Janeiro - Salvador = R$302 Aluguel do carro = R$700 (Alugado pela Movida para 9 diárias) = R$110 pra cada (Dividimos por 7 diarias pra 5) Combustível + Pedágios = R$140x2 (gasolina) + R$7,20 (pedagios) /5 = R$58 Lavagem = R$20 /5 = R$5 Hospedagem = R$452,50 Alimentação = R$715 Transportes = R$325 Passeios (entradas + guias) = R$258 1º dia (24/07) : Chegando em Salvador Cheguei em Salvador e já encontrei um cantinho pra me preparar pra dormir até o dia seguinte cedinho, com as mãos na mochila !!!!!! Eis que Larissa me manda uma mensagem (ela chegou mais cedo) e fala que consegue uma vaguinha pra mim na casa de um amigo dela !!!!!! Aproveito e logo vou pra saída do aeroporto procurar algum casal ou um grupo que queira dividir taxi pra barra !!!! Acho um casal que também está indo pra Barra e o taxi sai 95 até esse trecho. Li na internet que o taxi tabelado é por volta de 80 reais!!!! Dependendo do lugar que você for, sai mais em conta pegar o tabelado!! Pegamos com taxímetro e saiu um pouco mais caro!!!! Dormimos pra acordar no dia seguinte cedinho !!!!!!!!!!!!!! Gastos do dia: 2º dia (25/07) : Chegando em Itacaré A casa do amigo da Lari era relativamente perto do terminal de barcos para pegar o ferry pra ilha de itaparica! Então chegamos lá umas 6h20 com a expectativa de pegar o ferry das 6h30 de acordo com os horários da tabela que está no site, porém chegamos e a moça disse que sábados e domingos o primeiro horário era as 7h (não tem essa informação no site ou se tem eu não achei). Esperamos até as 7h e pegamos a barca. A idéia era pegar o onibus das 8h com destino à Itacaré, contudo pegando a barca das 7h já ficaria um pouco apertado. Quando entramos alguém falou que aquela era a barca demorada, que levava mais ou menos 1h pra chegar do outro lado. Então já perdemos as esperanças... Quando chegamos lá logo vimos que os ônibus partem exatamente do mesmo lugar que acontece o desembarque da barca. E o onibus das 8h estava lá, contudo tinha uma fila gigantesca pra comprar as passagens! Perguntei ao motorista se dava tempo de pegar esse onibus e ele disse que sim. Tinhamos então duas opções: Pegar o onibus das 8h (empresa cidade sol) que parava em várias cidades até chegar em Itacaré ou pegar o onibus das 9h (empresa aguia branca) que era um expresso, não parava tanto. Como o das 8h era mais cedo achamos que essas paradas não superariam o das 9h. Conclusão: Compramos pras 8h porém o onibus só foi sair lá pras 8h45 e parou em tudo quanto é canto. Era melhor ter pego o das 9h sem dúvida! Outra questão é que as pessoas no onibus não param de falar um segundo. Não parece que é um onibus de viagem (talvez eles nem tratem como) e sim onibus comum ! Foi horrível pra dormir! Assim que chegamos em Itacaré tinham uns garotos na porta do onibus falando sobre pousadas, transporte (tipo taxi), carregadores, etc.... Eu tinha algumas opções na planilha, mas fomos lá falar com ele! O menino tinha várias pousadas na camisa e perguntamos o preço de algumas e ele nos sugeriu a Pousada Itaoca que era R$30/diaria, contudo passaríamos por outras no caminho e poderíamos perguntar o preço! Ele disse que eles dão comissão à ele quando levam gente para as pousadas. Falamos que poderíamos ir por conta própria mas ele insistiu em nos levar prometendo que não precisaríamos pagar nada por isso. Até ofereceu um serviço de carregadores (pagando 5 reais cada uma) mas não quisemos. Nenhuma das pousadas do caminho (que é bem curto por sinal) nos interessou principalmente por causa do preço (a única que talvez ficaríamos era o hostel Che Lagarto que eu também cheguei a pesquisar, mas estava lotado!). Chegamos então na Pousada Itaoca, que fica na Pituba, rua principal das praias! Achamos a localização excelente! Fomos ver o quarto pra 3 e adoramos! Ficamos ali mesmo! Como já eram umas 16h, estávamos famintas, então fomos logo tratar de arrumar um lugar pra comer ! Esse mesmo menino tinha falado de um pf de 7 reais e perguntamos onde era. Ele nos indicou e fomos até lá pra saber se ainda tinha comida e tal... E tinha e existia!!!!!! Ficamos ali mesmo! Na verdade 7 reais eram apenas 3 opções de pratos e acabamos pedindo uma opção um pouquinho mais cara (14,99) porém veio MUITA comida!!!! Pedimos a carne e eles colocam os acompanhamentos na mesa. Eu pedi catado de siri e a Lari dividiu uma moqueca de peixe com a Luciana, afilhada dela. O dono do lugar que estava nos servindo e ele foi muito gentil pois veio bastante comida e além disso ele ainda acrescentou um pouco de bobó de camarão (AMO e este estava maravilhoso), vatapá e caruru para experimentarmos!!!!!! Sobrou um pouco de comida, confesso! Mas estava tudo delicioso! Valeu muito a pena! Após nosso almoço o sol estava começaaaaando a baixar e resolvemos aproveitar o dia pra ir até o mirante ponta do xaréu pra assistir o pôr do sol! É só seguir em direção à praia das Conchas para avistar o mirante. Tem placas no caminho Reservamos um lugarzinho e ficamos por ali aproveitando aquele pôr do sol incrível! Já amamos Itacaré só pelo primeiro dia! Hahahaha Pôr do sol Mirante Ponta do Xaréu : Até pensamos em entrar na água depois mas já estava começando um friozinho e tb nem tinhamos tomado banho ainda....Fomos p quarto descansar um pouco pra sair mais a noite!!!! Levantamos por volta das 20h (imaginamos que as coisas acabariam cedo pq cidade pequena é assim, rs) e nos arrumamos p comer algo. Achamos um lugar que vendia crepe e wrap em frente ao Favela (que é o barzinho mais popular lá!!!! Tem música ao vivo geralmente e toca reggae e as vezes rap!). Pedi um wrap (salada com peito de peru!) que estava MARAVILHOSO e um suco de abacaxi que era da poupa, mas estava muuito bom também. Acho que nunca tomei um suco de abacaxi tão bom! hahahahah Em geral os sucos vem com aquela camada de espuma em cima, pelo menos aqui no rio alguns lugares são assim, então apesar de eu gostar dos sucos não tomo aquela espuma! Mas esse estava maravilhoso e sem espuma nenhuma, porém não estava ralo, pelo contrário, bastante concentrado! Amei! Nesse dia tinha só um reggae (amo) tocando no disco então não ficamos muito tempo e fomos durmir p dia seguinte!! Restaurante do almoço (não anotei o nome, mas pela foto é fácil de achar) : Restaurante que comemos o wrap: Gastos do dia: 3º dia (26/07) : Itacaré (4 praias) Antes de sair da pousada conhecemos a Vanessa, uma baiana que mora em Salvador e tirou uns diasinhos pra conhecer Itacaré!!! Ela disse que estava indo fazer a trilha das cachoeiras e estava sozinha. Falamos que estávamos indo fazer a trilha das 4 praias com a cachoeira de Tijuípe no final !!! Ela então animou de ir com a gente já que não tinha feito esse roteiro ainda!!!! Era o último dia dela! Pegamos um onibus e falamos que íamos fazer as 4 praias e o motorista sugeriu que começassemos pela Engenhoca (que é a primeira) ao invés de começar por Itacarézinho (a última) por que a condução para voltar desde itacarezinho seria mais fácil !!! Seguimos a sugestão!!!! No caminho, ainda no ônibus, conhecemos o Edson e a Mariana!!!! Eles também acompanharam a gente na trilha!!! Como choveu no dia anterior, a trilha estava SUPER enlamaçada... horrível !!! Pensando nisso que resolvemos ir de tênis/botinha antes de sair e estávamos certas!!!! Vanessa e o casal foram de chinelo e tiveram um pouco de dificuldade pra andar na trilha e também sujaram o pé todo! Eis que surge a primeira praia, Engenhoca!!!! Que linda! E o encontro do rio com o mar dá todo um charme especial à praia, que sozinha não sei se seria tão bonita assim... Chegando na praia da Engenhoca - Encontro do Rio com o Mar : Ficamos um tempo e logo seguimos em direção à Havaizinho! No primeiro momento não soubemos identificar onde seria a trilha, mas estava passando uma pessoa e perguntamos. Voltando a trilha da Engenhoca, precisa achar uma tirlha alternativa à esquerda. Chegamos então em Havaizinho, mas não tinha nada de muito diferente da outra praia e não tinha encontro com o rio também, então seguimos direto para Camboinha!!!! Antes de chegar na praia chega-se à um gramado, que foi onde tiramos a foto das sombras, rsrsrs Depois tem uma trilha bem indicada, porém a princípio parece que ela não dá em nada, somente em pedras do outro lado... Mas andando mais um pouco chega-se à praia !!!! Pra descer das pedras e chegar na areia tem uma corda, mas nada de muito complicado. Camboinha: Como já estava começaaando a ficar tarde, acho que eram umas 14h ou 15h, resolvemos seguir direto pra Itacarezinho. Chegando em Itacarézinho........... UAU ! Que praia fantástica!!!! Muito lindaaaa !!!!! Segundo a Larissa, uma das praias mais bonitas que ela já viu!!!! Eu não sou dessa opinião, mas ela é realmente muito linda! Muitos coqueiros e parece infinita Realmente é um passeio que vale muito a pena e concordo com o motorista do ônibus! Não pelo fato de ser melhor pegar a condução em Itacarezinho, mas caso tivéssemos deixado Itacarezinho primeiro, capaz de nem termos conseguido chegar à Engenhoca ainda com sol por que provavlemente iríamos ficar muiiiito mais tempo em Itacarezinho!!!!! É linda demais! Bom, ficamos ali... Fizemos várias sessões de foto, descansamos.. Até que a Vanessa começou a falar que não podíamos demorar muito por que ainda tinhamos que ir na cachoeira do Tijuípe!!!!! PORÉM todos estavam super animados com a idéia de ficar giboiando ali naquela praia maravilhosa e ninguém quis abrir mão de ficar mais tempo na praia para conhecer a cachu!!! E também há essa altura já devia ser umas 17h... Até andar até a cachu, com certeza chegaríamos lá já sem sol ! Aí também não valeria a pena! E a própria vanessa já conhecia a Chapada Diamantina, que é onde tem as melhores cachus do Brasil!!! Não ia fazer muita diferença ir nessa do Tijuípe! rsrsrs Bom, saímos da praia e fomos até o local pra pegar o ônibus mas fomos informado que o ônibus tinha ACABADO de passar!!!!!!!!! PQPPPP ! Sendo que parece que demorava 30min p passar outro....Estavamos em 6 pessoas (Eu, Larissa, Luciana, Vanessa, Edson e Mariana) e eis que surge uma alma muito boa perguntando se queríamos carona!!!! Não me lembro qual era o carro da senhora, mas nos apertamos MUITO!!!!! Ela nos deu carona até a rodoviária de Itacaré!!! Agradecemos MUUUUITO! Que sorte!!!!! Então, fomos procurar algum lugar pra almoçar e infelizmente esse restaurante em especial eu não anotei o nome, mas a comida não estava muito boa! Ms também já 18h não dava pra exigir muito, rs Combinamos de nos encontrar mais a noite pra curtir um som!!! Antes de irmos pra pousada parei numa barraquinha que vendia cacau natural e comprei 1 barrinha pra levar pra minha mãe!!! Fomos depois p pousada, tomamos banho, demos uma cochilada e partimos pro bar Favela!!!!!!!! Encontramos o pessoal mas estávamos com uma fomezinha. Paramos no Só Deuses novamente e eu pedi um crepe dessa vez, que estava muito gostoso também e outro suco de abacaxi que amei! hehehe Ficamos no Favela um pouco e depois migramos pro Jungle tour que estava mais animado! E a nossa mesa também era de fato a mais animada! Os mais animados do Jungle bar! Gastos do dia: 4º dia (27/07) : Itacaré (Jeribucaçu) Pegamos o onibus sentido Itacarézinho e paramos num local (que nos informaram no ônibus) que seria o início da trilha!!!! Bem em frente à uma casa ! Atravessamos a estrada e nos informamos com o morador da casa que chegou com uma peixeira gigante na cintura! Ele confirmou a entrada e disse que mais à frente tinha um cão feroz, porém preso. Começamos a trilha passando ao lado de um portão Azul (que ele também disse).. Andamos andamos andamos e não tinha NINGUÉM conosco. Um lugar super descampado e que parecia uma roça ao invés de uma trilha para uma praia paradisíaca. Continuamos andando e o medo aumentando..rsss Até que chegamos no tal cão !!! Acho que era um pitbull que assim que aparecemos começou a latir muito e andar pra perto da gente. Ficamos em dúvida se ele estava realmente preso e ficamos desesperadas. Resolvemos passar BEM DEVAGAR e fingir que não estávamos prestando atenção nele !!!! Até que olhei de relance e ele estava sim preso numa árvore próxima num corrente !!! Seguimos mais um pouco até que chegamos num local próximo à uma casa (parecia abandonada) e não tinha nenhum sinal de que a trilha continuaria. As meninas já loucas pra voltar... Resolvi procurar ao redor pra ver algum vestígio de trilha e encontramos um caminho! Seguimos!!!!!!! Passamos por uma ponte e seguimos.... Até que chegamos na entrada de um vilarejo com algumas casas. Na hora que chegamos havia um garotinho brincando e perguntamos a ele se a entrada para a praia era por ali. Ele disse que erramos o caminho e que teríamos que voltar até o ponto do portão azul (oi?????????? O portão azul é aquele, no início da trilha! Não íamos voltar pra lá!). Então ele disse que tinha uma passagem passando por dentro do vilarejo, mas não se mostrou afim de deixar a gente passar! Até que apareceu uma moça na porta da casa que pareceu ser a sua mãe. Falamos com ela e explicamos o que aconteceu ! Ela então deixou a gente passar e mostrou o caminho ! Quando começamos a seguir aparece o garoto do nosso lado de bike falando que ia ser nosso guia ! Bom, deixamos ele ir com a gente !!!! Até que depois de muito andar chegamos próximo à um campo de futebol onde uma picape apareceu com um cara (gato) dentro e perguntou se queríamos carona até a praia (na verdade próximo à praia). Aceitamos a carona e demos um dinheiro (R$2) para o menino. A carona nos deixou em um estacionamento !!!! Dali o cara falou que também iria descer pra praia pra resolver alguma coisa e falou que poderia nos acompanhar !!!! Ufa !!! Ele era o dono de uma agência de turismo local ! E falou que se quiséssemos poderia nos trazer de volta, desde que encontrássemos ele naquele ponto do estacionamento. Ele não pressionou, apenas ofereceu! Ficamos conversando e pensando durante o trajeto que não acabava nunca e era uma descida gigantesca com um lamaçal enorme !!!!!! Diante disso resolvemos que iríamos fechar a volta com ele que cobrou R$20 pra cada, até que choramos e conseguimos R$17 pra cada. Marcamos um horário (17h no estacionamento se não me engano). Eu amo trilhar, então por mim voltaria até a pé e enfrentaria aquela trilha louca novamente, mas as meninas não quiseram ! kkkkkkk A trilha total durou mais ou menos 2h, desde o portão azul ! rs Assim que chegamos na praia pensei que valeu a pena o esforço !!! Ela é muito bonita! Tem umas casas do outro lado do rio que imagino que as pessoas devam chegar de barco! Jeribucaçu: Ficamos por ali de bobeira e comemos um peixe frito que estava uma delíiiiicia !!!!! Não saiu caro! Se não me engano foi R$50 e comemos nós 3. Acho que se pedíssemos 2 peixes com os mesmos acompanhamentos seria mais jogo. Achei que poderia ter vindo mais peixe!!! Mas deu pra satisfazer a fome! Na hora de voltar íamos seguir a mesma trilha de ida, porém o vendedor da barraca dos peixes falou que era melhor irmos por um outro caminho (me pareceu o caminho que os guias fazem por que vi algumas pessoas chegando na praia por ali). Ele disse que também iria embora por ali e que poderíamos ir com ele. Fomos com ele então!!!!!! Larissa foi mais na frente e eu fiquei com ele e com a Lu atrás. Ele contou várias histórias inclusive que tinha ganhado R$1mi na loteria e que conseguiu abrir um "restaurante" na praia (ele se referia à barraquinha dele ali em Jeribucaçu, rsrsrs), que conseguiu ajudar a família inteira. Comprou um sítio não sei onde, casa pra mãe dele e que nas horas vagas era cantor!!!!!! Eu, sinceramente, achei essa história pouco convincente, visto que ele ralava MUITO pra ir e voltar todos os dias com um carrinho de mão levando os pratos limpos e depois sujos para a barraca-restaurante na praia, mas não falei nada! Até que encontramos o nosso guia-gato e contamos a história pra ele. Ele riu muito e disse que era tudo mentira. Bem, suspeitei desde o princípio, mas seria ótimo se fosse verdade. Ele nos deixou bem na frente da nossa pousada. Tomamos banho, trocamos de roupa e saimos pra comer alguma coisa, mas não batemos perna por que estávamos cansadas da caminhada longa de hoje!!!!!!!! Gastos do dia: 5º dia (28/07) : Itacaré (Prainha) Nosso último dia em Itacaré, fomos para uma outra praia incrível : Prainha!!! Li em vários lugares de que era uma das mais bonitas também!!! Tomamos café e saimos em direção à trilha, quando de repente paramos numa loja de bikini MARA e acabamos dando um stop! rsrs Comprei 3 bikinis (1 fio dental e 2 sutiens basicos) por 60 reais!!!! Adorei A trilha começa na praia da Ribeira e é bem tranquila. No caminho tem algumas barraquinhas com água de coco e outras com suco!!! Paramos nas duas, rsrsrs Fica a dica: o suco de cupuaçu que tomamos na volta da trilha estava MARAVILHOSO! Muito bom mesmo! Natural e uma delícia! Quando chegamos na praia tirei uma foto da minha botinha, estava terrível! kkkkkkkkk Muita lama por causa da chuva de noite: A praia é linda mesmo!! Vale muito a pena fazer uma visita e sorte nossa que estava praticamente vazia.. Ficamos só por ali apreciando! Adoramos!!! Apesar de a areia não ser clarinha e não dar uma ótima impressão no início, é só andar um pouco que rapidamente ela fica linda !! No caminho: Prainha: E é claro aproveitamos pra fazer as maravilhosas fotos com o famoso coqueiro de Itacaré!!! Qualquer pose e você fica linda no coqueiro !!! Na volta da trilha estávamos famintas e paramos num restaurante vegetariano ali na pracinha mesmo. Não anotei o nome do restaurante, mas acho que é o único vegetariano ali no centro (onde tem as lojinhas)! Pedimos todas um prato de moqueca vegetariana (moqueca de legumes+farofa de abacaxi+pirão sem ser de peixe+salada+arroz integral).... QUE MOQUECA INCRÍVEL ! Sério, ela conseguiu superar todas as moquecas de peixe que comi na vida!!!! Estava muuuuito boa mesmo! Outra ótima dica: almoçar nesse restaurante! Vai amar e ficar super satisfeito! É uma delícia a comida! Pedi um mate da casa que não é nosso mate delícia de água suja do Rio, mas estava bom, hehehe E o melhor: Tudo isso por 23 reais!!!!!!!!!!!!!! Moqueca vegetariana MARAVILHOSA: Gastos do dia: 6º dia (28/07) : Itacaré > Boipeba Tomamos café e fomos direto para a rodoviaria de Itacaré. Pegamos o onibus pra Valença e quando chegamos na rodoviária de Valença já era 13h.. Resolvemos almoçar logo num pf que tinha lá. Uma das opções (além de carne, frango, etc) era Arraia!!!! E fato que resolvi provar pra saber como era e não me arrependi! É até gostosa, mas não tem um sabor forte... Mas vale a prova! Prato de Arraia: Chegando lá o cara disse que a última lancha rápida tinha saido as 14h (chegamos algo em torno de 14h10 hahaha) e a próxima e última era as 16h!!!! Ficamos então até as 16h bebendo uma cerveja (merecida) e esperando o horário! Por um lado foi até bom por que podemos pegar o começo do pôr do sol na lancha!!! Visual incrível! Pôr do sol chegando em Boipeba: Chegamos já anoitecendo então foi ruim pra rodar procurando pousada. A cidade estava relativamente vazia, então praticamente todas as pousadas que fomos tinha vaga. Escolhemos ficar na Pousada da Vila, bem em frente à pracinha!!!! Tinha até ar condicionado !! A moça estava fazendo por 40 reais a diária, mas nós queriamos pagar até no máximo 35. Até achamos uma opção de uma de 30 mas não tinha café da manhã... Então pechinchamos bastante e ela baixou pra 35. Até que a gente falou "Nós vamos pagar tudo agora" assim que puxávamos o dinheiro da bolsa, numa tentativa dela baixar pra 30. Nessa hora a mulher arregalou os olhos e vimos a felicidade estampada na cara dela!!! E na mesma hora ela falou "Ah claro! Posso fazer por 30 então!" Hahahaha Conseguimos!!!! Á noite ficam umas barraquinhas vendendo basicamente tapioca, pastel, acarajé e drinks! Todas as opções muito boas e os preços variavam de 5 a 7 reais! Vale a pena !!! Os pasteis e tapiocas estavam deliciosos e muito bem recheados! Gastos do dia: 7º dia (28/07) : Moreré Tomamos café e nos informamos sobre como ir pra Moreré e decidimos que iríamos a pé, afinal de contas não era tão longe assim !!!!! Foi uma caminhada deliciosa, com uma vista sempre incrível ao lado: a praia! Praia de Moreré - maré baixa: Na ida a maré estava super baixa, não dava pra mergulhar... Bem a não ser que fosse atéeeeee lá embaixo, mas não fomos. Acho que muito lá pra baixo deve ser perigoso por que é mais fundo, tem correnteza e tal. Bom, eu acho ! Chegando na última praia antes da praia de Bainema, paramos num barzinho pra beber e comer!!! Afinal, era tudo o que tinha ali: aquele bar e mais nada. Parecia que estávamos numa cidade fantasma na verdade! kkkk E isso em julho! rs Quando chegamos a maré já tinha subido um pouco, mas o dia estava nublado e ventava, além do fato daquela praia não ser muito propícia pra banho. Não pelo fato de ser suja (não era!), mas por que tinham muitos barcos ao redor além daquelas folhas e algas. Uma praia não muito convidativa à nadar, porém todas as anteriores que passamos dava tranquilamente pra estender uma canga e ficar de bobeira. Na realidade queríamos um mix de praia boa que desse pra mergulhar com algum bar pra beber e petiscar! Obviamente não encontramos isso e preferíamos ficar no bar por que era aniversário da Larissa, então serviu pra começar a comemoração!!! E a parte mais engraçada de todas: era aniversário da Larrisa e tudo o que ela falava repetidamente era "Meu deus! Estamos numa praia que não tem nenhuma estrutura, não tem um bar decente, não dá pra mergulhar. E logo no dia do meu aniversário!!! Parece praia fantasma!" Acho que esse dia ficou marcado pra ela nunca mais comemorar aniversário numa praia deserta!!! hahahaha Ela adora animação, então vcs podem imaginar como foi passar um dia inteiro num lugar que nada acontecia! Bom, ficamos no bar bebendo, conseguimos atrair os olhares do garçom pra nós que ganhamos uma caipirinha grátis (tudo isso por que com 100% de certeza que estaríamos no forró mais tarde pra dançar com ele kkkkkkkkkkkkkkk), fizemos até selfie com ele! Hahahaha Na volta resolvemos que voltaríamos a pé novamente, mesmo com o trator "a disposição". Afinal de contas somos roots! kkkk Então nos informamos do caminho (não dava mais pra voltar pela orla por que a maré já estava totalmente cheia e avisaram que era perigoso) e lá fomos nós no meio da lama e, pra tristeza total da Larissa chegou uma parte em que tinha uma poça (era quase um rio na verdade hahaha) que tivemos que atravessar pra continuar nossa caminhada. Acho que ela chegou a me xingar algumas vezes por causa disso ! Se não bastasse tudo isso, ainda era aniversário dela! Passando pela "lama" - arg Felicidade da Larissa após passar pelo rio nojento! kkkkkkkk Porém, pensando pelo lado positivo, conhecemos um argentino ou chileno, sei lá, que morava lá. Ele era gato, então as meninas já resolveram dar umas conversadas pra lá e pra cá! kkkkkkkk Mas o menino era tão 'as-coisas-acontecem-no-tempo-certo' que acho que ele não entendeu que o encontro tinha que ser naquele dia mesmo senão iríamos embora! kkkkk No final do dia fomos ver o pôr do sol na praia principal e encontramos esse argentino novamente. Ele estava brincando com umas crianças, filhas de uma moça que tb estava lá. Aí ficamos na dúvida se estavam juntos ou não. Mas achamos que ele estava mais animado com as crianças do que com a mulher, hahahaha Enfim, fica a dúvida! Ah, não posso me esquecer: No caminho da volta nós explicamos para o argentino que era aniversário da Larissa, etc e então ele nos levou num lugar MARA de doces. Compramos 3 fatias de torta que seria o nosso "bolo". kkkk Era algo como uma confeitaria. A dona era francesa então fazia as tortas e bolos no estilo francês. A noite tem várias barraquinhas mas também tem uma pizzaria bem em frente. E como hoje era dia de comemoração, achamos que valeria a pena investir nosso dinheiro em algo melhor!!!! Fomos jantar lá e o dono, pasmem, era carioca!!! Ele saiu do Rio e decidiu viver à vida numa cidade mais calma ! UAU! A pizza estava muito gostosa, vale a pena! No final colocamos a velinha e cantamos parabéns!!!!!!!!! Tenho certeza de que Larissa nunca irá se esquecer do incrível dia de aniversário dela na viagem! hahaha Gastos do dia: 8º dia (29/07) : Moreré (Praia de Bainema) Antes de ir passamos na farmácia pra comprar um repelente por que parecia que eu estava com catapora de tanta picada. Como comecei a tomar o complexo já na viagem, ele só começou a fazer efeito quando chegamos na chapada. E quando cheguei lá, já não tinha mais jeito, minha perna estava TODA mordida! E sou super alérgica! DICA: Quem for viajar pra lugares de cachoeira e for alérgica, comece a tomar complexo B umas 2 semanas antes da viagem (e continue até o final). Dessa forma vc realmente não vai voltar parecendo que está com catapora! rs Bom, dessa vez fui vetade e resolvemos que iríamos de trator até moreré. Chegando em moreré (no ponto da última praia), fizemos uma trilha rápida, atravessando umas árvores e chegando do outro lado: praia de bainema!!!! Essa praia era MUITO parecida com a de Itacarezinho. Aqueles coqueiros gigantes, extensão grande de areia, muito bonita mesmo!!!!! A diferença é que a de Itacaré é mais badalada... Quando chegamos não tinha absolutamente NINGUÉM na praia. Estendemos nossas cangas e passaram algumas pessoas. Algo como 1 pessoa a cada 30min...hahahha Moreré - Praia de Bainema: Passamos a tarde toda ali relaxando e como já estávamos famintas, resolvemos voltar. Não sei precisar o local (acho que um pouco depois de chegar na praia de moreré), mas paramos num restaurante/boteco que tinha ali e estava escrito "vendemos bolinhos de carne, queijo e polvo"...Algo assim..kkkk Então resolvi tomar uma água de coco e comemos os bolinhos! Estavam gostosos, apesar de gordurosos! Pegamos o trator de volta com uns turistas e o mais engraçado é que aquela "poça" de ontem virou um rio gigante. Tinha chovido no dia anterior à noite e uma boa parte da estradinha de volta estava cheia de água. Demos sorte de termos voltado de trator!!! Nessa hora fiquei feliz de ter sido vetada! hahahaha Posso imaginar a bronca que as meninas iriam me dar se tivessemos voltado a pé! Voltamos pra pousada, tomamos banho e fomos para a "night"!!! kkkk Bebemos as caipirinhas gostosas de lá, comemos as besteiras da noite e nos preparamos para ir embora no dia seguinte!!!!!!!!!! Gastos do dia: 9º dia (30/07) : Boipeba > Salvador Lari e Lu voltavam pra salvador nesse dia pois o vôo da Lu era amanhã cedinho. Elas dormiriam na casa do amigo delas e eu iria no dia seguinte e todos se encontrariam para seguir viagem para Chapada. Logo, passaria 1 noite a mais em Boipeba! Porém o dia amanheceu chovendo forte e não parecia que ia melhorar. Dado às condições e também o fato de ter que pagar mais 1 diária para ficar o dia todo na pousada, abortei meus planos e resolvi voltar pra Salvador com Lari e Lu. E foi uma idéia certeira: após acertar o horário de volta e chegar em salvador, nós lembramos que nossos amigos de Itacaré estavam em Salvador, então nos encontramos com eles pra passear pelo pelourinho e beber! Foi muito divertido! Depois da bebedeira os meninos nos levarão pra casa. Descansamos um pouco, tomamos banho, nos arrumamos pra sair novamente à noite !!! Voltamos pra casa por que amanhã teríamos que acordar cedo pra encontrar as meninas e o Júlio, nosso motorista paulista (que acabou virando um amigo!!! Já até marcamos novas viagens )!!!!! Mas passamos na farmácia antes por que eu estava começaaaaando a ficar com febre e minha garganta estava doendo! Comprei logo um ibuprofeno para não ter azar de piorar durante a viagem ! E para a minha sorte no dia seguinte acordei melhor e só melhorei depois. Ufa ! Gastos do dia: 10º dia (31/07) : Salvador > Chapada Diamantina Acordamos cedo e avisamos ao Júlio onde nós estávamos. Ele veio do aeroporto direto buscar a gente. Seguimos então para o porto para esperar pela Mari e Tais !!! Mari, coitada, chegou muito mal depois de ter vomitado na viagem. Elas estavam em morro de sao paulo e pegaram a barca rápida. Segundo elas, a barca corria tanto que deu muito enjoo. Decidimos almoçar logo em salvador pois já eram umas 14h. Então voltamos pro pelourinho, que ainda rendeu umas fotos com o dia claro! Na volta para o carro passamos por um batuque tipo olodum e foi ótimo!!! Ainda pudemos dançar um pouco e curtir o som, que por sinal é MUITOOOOOOO BOM!!!! Por fim pegamos estrada e RUMO A CHAPADAAAAAAA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E pra nossa felicidade, pegamos um pôr do sol MARAVILHOSOO, indicando que essa viagem iria começar/continuar do jeito que a gente queria!!!! Gastos do dia: 11º dia (01/08) : Lençois (Cachoeira do Mosquito + Poço do Diabo + Morro do Pai Inácio) Antes de começar a falar das nossas andanças na Chapada, devo dizer que nós tínhamos um GPS da Garmin e que Julio anotou as coordenadas de todas as cachoeiras (ou quase todas) então foi bem fácil nos achar por lá! Nós tínhamos o local exato das cachus! Deixo aqui também o mapa utilizado por nós durante toda a viagem (não lembro onde conseguimos, mas tínhamos ele em mãos, mas com certeza por lá acha-se): Pra quem quiser o mapa em alta resolução, aqui está o link do site oficial da chapada: http://www.guiachapadadiamantina.com.br/parque-nacional/mapa-do-parque/ Pra quem quer se achar no mapa da bahia, peguei esse aqui na net que facilita a visualização dos lugares. OBS: estávamos em itacaré, depois fomos para Boipeba, depois valença, depois Salvador. De salvador fomos para Lençois, depois para Capão, Ibicoara e Mucugê. Bom, começamos o nosso dia maravilhoso indo para a Cachoeira do Mosquito e, apesar de ser uma cachu bem pertinho de lençois, com uma trilha hiper fácil, muita gente não dá valor, mas ela é maravilhosa!!!!! Acho que essa palavra (e várias outras) será usada com bastante frequência e meu relato ficará muito clichê Mas mesmo assim ainda digo que é maravilhosa e que adorei por termos incluído-a no nosso roteiro !!! Acho que demos sorte pois o volume de água de praticamente todas as cachus que fomos estava bem grande e não foi diferente com a do mosquito. Antes de chegar de fato nela, tem um mirante (e ela parece ser bem menor do que é, vista de longe) e também umas quedas d'agua no caminho com uma vista bem bonita. Vale umas fotos por ali, o visual é show! Mirante Cachoeira do Mosquito: Quedas d'água antes da Cachoeira do Mosquito: A água é geladíssima, óbvio, mas quando vc consegue chegar pertinho da cachu, não tem mais jeito, já está todo molhado mesmo só com os respingos! Se não quiser não precisa nem entrar debaixo da queda! kkkk Cachoeira do Mosquito e água cor de coca-cola A parte que não gostei nessa cachu é o fato de não ter um poço bom pra nadar (AMO nadar), mas admirá-la e ficar relaxando embaixo de uma parte qualquer da queda é energizante! :'> Outro fato muito legal é o entorno da cachoeira. Tem uns paredões gigantes, falésias, que formam uma paisagem lindíssima. Repito: vale muito a pena incluí-la no seu roteiro, principalmente por ser tão pertinho e conseguir fazer um bate-volta relativamente rápido pra quem está com pressa ou com o roteiro apertado! De lá pegamos o carro e seguimos para o Poço do Diabo. A trilha também é bem fácil e a cachoeira também é linda! O melhor é que tem um poço incrível !!! Pra banho é uma delícia !!!!!!! O ruim é que nesse finzinho de tarde, começa a bater um ventinho então fez um frio de leve, mas claro que não poderíamos deixar de entrar naquela água deliciosa (e muito fria também)!!!! Nadar ali foi incrível ! :'> :'> :'> Poço do Diabo visto de cima: Poço do Diabo: De lá fomos para o local cartão-postal da Chapada: Morro do Pai inácio ! E o melhor: pôr do sol no morro do pai inácio! GENTE, esse é um MUST-GO definitivamente ! Quem vai à chapada TEM QUE IR no morro do pai inácio e assistir ao pôr do sol ! É completamente maravilhoso, lindo, incrível !!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Energia de outro mundo! Tem que ir! Aliás quanto mais pores do sol nós assistirmos na vida, mais nossa alma ficará serena!!! Todos são lindos, mas aquele foi espetacular! Uma boa é fazer essa pose top da Mari: Pedra de coração ♥ Hot dog legs Depois de um dia lindo, que nos indicou que a viagem ia ser ótima, fomos comer o tão famoso Godó com purê de banana verde! Apesar de ser um prato típico da região, não encontramos em todos os lugares não. Mas em lençol mais de um restaurante possui, só perguntar!!!! E tenho que dizer que gostamos tanto que pedimos outro depois! Muito muito gostoso!!! Vale a pena provar! É tudo misturado mesmo. Não tem uma cara muito boa (parece papinha de criança kkkk) mas o cheiro estava fantástico! Godó de calabresa com carne de sol e purê de banana verde + Arroz: E no dia era aniversário do Julio, então fizemos insistimos (ele ficou P da vida ) em pagar a conta toda! Ele decidiu que não iamos pagar de jeito nenhum a parte dele, e aí falamos que tudo bem, mas fizemos a conta entre nós e estrategicamente deixamos ele ser o último a pagar. E aí... Tcharaaaaan, não tinha mais nada a ser pago ! Ele falou demais! kkkkkkkkk Podem falar: as cariocas são demais!!!!! OBS: Quando estávamos voltando pra pousada passamos numa lojinha tipo tem-tudo e aproveitei pra comprar um ziploc pra guardar os lanchinhos para os demais passeios (pegamos do café da manhã kkkkk). Ficava tudo em saquinhos na bolsa, e aí acabava amassando (banana ou sanduiche, por exemplo). Por isso uma dica é : levem um ziploc de casa :'> Gastos do dia: 12º dia (02/08) : Lençois (Cachoeira do Sossego + Ribeirão do Meio) Hoje seria o dia de fazer a cachoeira do Sossego, que lemos em vários relatos ser um pouco puxada e forte recomendação para contratação de um guia. Portanto, fomos no dia anterior à noite reservar nas informações turísticas da cidade (é só perguntar, todo mundo sabe) para contratar um guia. Barganhamos e conseguimos um preço de 35 reais por pessoa . Eu tenho que ressaltar que não sou muito chegada a fazer trilhas com guias, principalmente por que aqui no rio muitos cobram caro por uma trilha de 20min, o que pra mim é um absurdo, mas ok. Entendo que precisam do dinheiro, muitos vivem disso, etc. Eu sempre fiz trilhas porém desde sempre tenho dificuldades na respiração (tá, eu sei que deveria fazer mais exercícios físicos diários! kkkkk), então acabo ficando pra trás as vezes. Não muito pra trás, mas um pouco... E na minha opinião, um guia tem que levar e se preocupar com o grupo todo e não somente com as pessos que estao junto com ele e, nosso guia não foi assim. Logo de início já fiquei com raiva por que ele simplesmente continuava andando e andando e não estava nem aí pra quem estava atrás. Salvo essa parte inicial, a trilha praticamente toda é feita caminhando sobre pedras, o que eu particularmente gosto mais e sou melhor. Tenho que dizer que é uma trilha puxada, principalmente pra quem não está acostumado. E, se você tem o joelho ferrado ou coisa assim, recomendo que não faça ou então seja bem cauteloso. Eu nunca tive problemas de joelho, mas ficar descendo e subindo pedra toda hora força bastante. Quando chegou a parte das pedras, eu acabei trocando de posição com o pessoal que estava na frente no início, ficando dessa vez ao lado do guia. Porém algumas meninas tiveram dificuldades nessa parte e, mesmo assim, o guia continuou fazendo a trilha como se não houvessem pessoas atrás dele. Ou seja, não foi paranóia minha, rsrs Infelizmente, eu não anotei o nome do guia de tão puta que eu estava! kkkkkk Mas devia ter uns 50 anos, cabelo grisalho... Durante a trilha encontramos com uma amiga que havíamos feito amizade aqui mesmo no mochileiros, Talita, e ela arranjou um grupo e estavam fazendo a trilha toda sem guia. Aí que eu fiquei com mais raiva ainda de ter pago aquele guia! hahahha Mas apesar dos pesares eu recomendo fazer com guia, é bem chatinha e não é sinalizada... Ou sabe ou não sabe o caminho, até por que a trilha toda é beirando o rio e em cima das pedras, não tem um caminho demarcado, rs Durante o caminho encontramos uma pedra gigante rosa (não dá pra ver muito bem na foto que é rosa) e amamos! Pedra rosa durante a trilha O caminho todo tem uns paredões lindos que vale a pena tirar foto!!! Bom, independente de guia, amei nosso dia, ainda mais depois de chegarmos à cachu, que é linda! Não tanto quanto às de ontem, mas mesmo assim muito bonita! Porém não acho que seja indispensável, tem outras que valem mais a pena. Mas nosso roteiro estava com uma certa folga, então acho que encaixamos bem. Cachoeira do Sossego: Lari na água geladíssima: O legal é que dá pra subir nas pedras pra pular na água!!!! É claro que eu não perdi a chance!!!!! Depois desse banho delicioso de cachoeira, seguimos para Ribeirão do meio ainda com o guia. E aquele lugar é muuuito reconfortante!!! Vale a pena passar por lá e assistir o sol se pôr atrás das pedras. É um clica ótimo! E pra completar, ainda tem um escorrega na pedra muito top!!!! E é nessa hora que bate aquele arrependimento por que eu simplesmente cheguei lá, me encostei numa pedra, comi meu sanduiche...Aí de barriga cheia, bateu uma brisa e dormi! hahahahaha Até me chamaram pra eu escorregar, mas estava tão bom o soninho, que fiquei por ali mesmo! Mas foi bom mesmo assim aproveitar o momento sem se preocupar com o resto! Ah, lá também tem um poço enorme pra banho, o pessoal adorou! Tais tomando um banho de cachoeira e de sol: Ribeirão do Meio: Voltamos da trilha famintos e entramos no primeiro PF que vimos! Era simples, mas a comida estava boa! De sobremesa optamos por um crepe de nutella , que é sempre bem vindo!!!! Não anotei o nome do lugar Fomos para o hostel e resolvemos voltar pra beber umas cervejas...Acabamos ficando de gordice e comemos uma salada ainda pra fechar o dia! kkkk Gastos do dia: 13º dia (03/08) : Lençois > Capão (Pratinha + Gruta Azul + Gruta Lapa Doce) Tomamos café, pagamos a pousada de lençois e fomos rumo ao nosso próximo destino: cidade do Capão! No caminho, como no roteiro, passamos pela famosa Pratinha e sua gruta!!!! Chegamos direto no mirante do lago da Pratinha e QUE VERDE maravilhoso!!!!!!!!! Gente, que água é aquela! Maravilhosa!!!! Linda linda linda! Tiramos as fotinhas clássicas e seguimos para fazer o passeio da flutuação. Confesso que eu não estava nem um pouco animada pra esse passeio por que lá dentro é tudo escuro então...... pois é. Mas as meninas queriam fazer e o carinha de lá também botou pilha e não quis ser a chata e fomos lá! Bléee.... Mega sem graça. Tudo escuro, não dá pra ver nada. Acho que é só mesmo pela sensação de ficar numa caverna kkk E as fotos então ficaram uma porcaria... O legal é que no final a gente pôde ficar nadando e tirando foto ali na beirinha do lago. Como é do ladinho da área de preservação, tem vários peixinhos e o cenário embaixo d'água é mais lindo ainda!!!! Depois da flutuação nós descemos e fomos para a beira do lago nadar ! Que delícia !! Almoçamos no barzinho que fica em frente ao lago mesmo com uma comidinha nordestina maravilhosa!!! nhmmm Seguimos para a Gruta Azul. Se bem me lembro o período em que a luz incide dentro da gruta é entre 14h e 14h30, algo assim.... Quando chegamos a luz ainda estava incidindo e tiramos algumas fotos, mas achei meio sem graça...kkk [/img]http://i131.photobucket.com/albums/p284/cleoxinha/Bahia%20Julho%202015/Dia%2013/foto%2013_11.jpg[/img] Depois fomos para a Gruta Lapa Doce. E eu também fiz um pouco de doce pra entrar. Queria mesmo ficar no carro pq saberia que não tinha nada demais lá dentro..kkkkkk E eu já tinha visto outras grutas antes. Ainda mais ter que pagar 20 reais pra ver uma gruta ! rsrsrs Mas não quis ser a chata de novo e fui lá com o povo ! Gente, é uma gruta! Nada mais !!!! Quem curte, é muito válido o passeio por que essa gruta é GIGANTE!!!!! Tem muitas estalactites e estalagmites (de baixo pra cima), algumas até se tocando. É bem legal ! Mas eu, particularmente não acho tão atraente! Mas valeu!! Dali seguimos para o Capão e logo que chegamos vimos uma pizza à lenha e deu aquela fome!!! Era tipo 1 fatia por 5 reais, algo assim... E as fatias iam sendo colocadas no balcão. Era só vc pegar a que queria e comer, simples assim!!! Muito legal ! Mas na verdade resolvemos ir até uma pizzaria que já tinhamos lido sobre que é uma pizzaria vegana/vegetariana (não sei) que só tem 1 sabor de pizza!!! Não anotei o nome do lugar mas se perguntar à qualquer pessoa, saberão te responder! É só falar pizzaria que só tem 1 sabor! hahahah E gente, a pizza é uma delícia!!!!! Aprovadíssima!!!!!! Vale a pena provar! E dividindo pra todos não sai caro pra ninguém! Nós nem chegamos a procurar muito lugar pra dormir por que já tinhamos a indicação do Seu Dai, fomos direto !! Gastos do dia: 14º dia (04/08) : Capão > Ibicoara (Cachoeira da Fumaça) Fizemos o check out no camping do Seu Dai, e fomos tomar café ! Compramos um pão pra comer lá em cima pois como iríamos direto pro Riachinho assistir o pôr do sol (isso se tivesse dado tudo certo!!!) kkkk Enfim, chegando lá temos que assinar o nome na recepção pois aquela área já faz parte do parque nacional da Chapada Diamantina, então teoricamente tem-se um controle maior. O responsável, Alexandre, perguntou se tínhamos guia e falamos que não. Ele nos aconselhou fazer com guia e aquele papo de sempre, mas subimos assim mesmo! O tempo estava péssimo, muita umidade, várias nuvens baixas, tudo branco.... Ou seja, provavelmente não iríamos enxergar nada! kkk Quando chegamos lá em cima o sol começou a aparecer bem de leve....e aproveitamos pra tirar as fotos. Foi engraçado por que assim que cheguei fiquei olhando ao redor e me perguntando "ué, cadê a cachoeira?"...E aí a gente vê várias pessoas se debruçando e entende tudo!!! Tem que dar uma esticadinha pra poder enxergá-la mesmo... rsrsrs Mas tem uma parte mais lateral que andamos depois que dá pra ver melhor!!! Ela é bem bonita... Pena que é só um filete de água e pelas fotos na net acho que o volume nem estava tão ruim assim kkkk ! Deve ser demais pega-la em tempos de cheia, deve ficar muito linda!!! Acho que não chega a sumir no ar...rsrsrs Então resolvemos voltar pra almoçar e depois partir pro Riachinho pra conseguir ainda pegar o por do sol na cachoeira (apesar de termos ouvido que naquela época do ano o por do sol não se punha na cachoeira, mas apostamos assim mesmo). Mari, Tais e Lari foram na frente (apressadas) e eu e Julio fomos mais atrás com calma!! Elas estavam ha uns 10 minutos de distância de nós... Chegamos, passamos na recepção e elas não estavam... Seguimos então para o barzinho e elas também não estavam ! Bom, resolvemos sentar e pedir o famoso pastel de palmito de jaca (que lemos na internet!!!) pra experimentar. Achamos estranho pois elas estavam na nossa frente, mas poderiam ter parado por algum motivo (apesar de que passariamos por elas...), ou foram ao banheiro.... Comemos o pastel e era gostoso, porém ão tinha gosto de palmito e nem de jaca..hahaha não sei explicar, só provando mesmo! hahaha Esperamos, esperamos, esperamos e nada... Resolvemos voltar na recepção pra perguntar se elas tinham ao menos anotado os nomes lá ou se alguém as tinha visto. Nada.. Começamos a ficar preocupados e avisamos ao cara da recepção, Alexandre. Ele começou a falar que elas provalmente se perderam e o pior seria se elas tivessem ido pra trilha que dá pra um morro lá (não lembro o nome). E o tempo não estava muito bom, ou seja, não seria uma boa idéia. Mas acredito que se elas vissem que estavam subindo mais e mais iriam perceber de alguma forma e voltar... Esse cara, Alexandre, começou a falar que elas só se perderam por que não estavam com o guia (de fato sim) e que por isso era aconselhável o guia. Ele disse que nesses casos o correto é ligar para a equipe de resgate para avisar do imprevisto, PORÉM ele não faria isso pois nós não tinhamos ido com nenhum guia !!!!! Só sei que fiquei puta, cheguei a discutir de leve com ele...Afinal de contas a escolha é nossa de ir com ou sem guia e, se o parque tem essa equipe à "disponibilidade" dos frequentadores e que serve exatamente para imprevistos como esse, por que não utilizar? São pessoas, independente de qualquer coisa !!!! Eles só "salvam" as pessoas se estiverem acompanhadas de guia? Que tipo de seletividade é essa? Será que ganhm por fora por essa decisão? Achei ridículo esse pensamento e fiquei extremamente revoltada e indignada. Por isso mesmo fiz questão de pegar o nome do cara. Ele aconselhar o serviço do guia é uma coisa, agora se recusar a ajudar pelo fato de não termos contratado guia é muito diferente, principalmente quando existe uma equipe de resgate (como em todo parque nacional). Isso só faz manchar a imagem das pessoas realmente competentes. Quanto a trilha confesso que tem algumas horas em que tem uma demarcação para o lado... porém, se vc seguir em frente chega na cachoeira! Não acho que PRECISE de guia por causa disso, a trilha é bem tranquila mesmo. Foi um erro delas... Sem contar que poderiam ter perguntado pra alguém, sei lá. E também.., se perdeu, volta! Bom, passou quase 1h e elas enfim chegaram !!!! E pelo que parece estavam indo em direção ao tal morro que o cara falou ! rs Abortamos a missão de assistir o pôr do sol no Riachinho e decidimos seguir direto pra Ibicoara. Foram muitas aventuras pra um dia só! kkkkkkkkkkk Gastos do dia: 15º dia (04/08) : Ibicoara (Cachoeira do Buracão) O dia do Buracão foi definitivamente um dos melhores dias da viagem, por que essa cachoeira é realmente incrível !!!!! Nós fechamos com o Guia Ian que fez por 115 a cachoeira do buracão e a da fumacinha no dia seguinte. Eu não lembro EXATAMENTE o valor que ele cobrou por cada uma, mas se não me engano foi 35 reais pelo buracão e 80 pela fumacinha. Choramos um desconto também, rsrs Um casal de amigos nossos já havia ido 1 ou 2 anos antes e falaram do valor que o guia deles cobraram, que tinha sido 80 reais pelo grupo todo para o buracão e 100 reais pelo grupo para a Fumacinha. Eu até entrei em contato com o mesmo guia e ele disse que a associação Bicho do Mato (na qual fazem parte) havia feito reuniões mais recentes e nelas foram acordados vários reajustes orçamentários, logo esse valor já era muito abaixo do que cobravam atualmente. Infelizmente ele estava "certo" pois eu entrei em contato com outros vários guias indicados e todos cobravam uma faixa parecida de valor. Ficamos então com o Ian que foi indicação do Caio, dono da pousada e nos ofereceu um valor legal se comparado com os demais. O início da trilha é um caminho paralelo ao Rio Espalhado, um visual bem legal pra tirar fotos! Tem várias opções de poços pra entrar após a cachoeira principal. Logo após uma caminhada curta (20min-30min) chega-se à Cachoeira do Recanto Verde, muito bonita também. Júlio até ganhou um repost no instagram de alguma página oficial da chapada diamantina com uma foto dessa cachoeira. Ficou todo animado! rs E então começa os preparativos para iniciarmos a trilha pela água direto ao poço do Buracão!! O guia separa nossos coletes, cada um com um tamanho adequado e estamos então prontos para nadar nos imensos paredões em forma de cânion!!! Tem a opção de ir caminhando pelas pedras, mas perde todo o encanto do passeio. Mari e Tais não sabiam nadar, então ele disponibilizou 2 bóias para elas e foi puxando-as até perto da queda. Elas amaram! Levamos nossas GoPro, mas confesso que as fotos não ficaram excelentes... Precisa de um bom estabilizador de imagens por que muitas saem tremidas ou com gotas d'água (até pensei em comprar aquele limpa vidros que indicam pra isso...). Infelizmente tem seus pontos positivos e negativos, rs. Não deixamos nenhuma câmera para o guia tirar fotos, então as que temos são as nossas da gopro mesmo. Mas mesmo assim, conseguimos alguns registros muito bons!!!!! Porém aqueles entre os cânions não ficaram tão legais pois estamos nadando a nos mexendo a todo instante, rsrs E aí eis que surge a incrível e impactante cachoeira do Buracão!!!!!!!!!!!!! E logo você entende o motivo do nome, pois é mesmo um grande buraco ao redor dos canions. Uma visão magnífica!!! Muito linda! A emoção de nadar entre os cânions somada com a beleza da cachoeira torna esse o melhor passeio da Chapada Diamantina, na minha opinião!!! Foi demais!!! O guia então nos dá a opção de entrarmos atrás da queda e é obvio que não perderíamos essa oportunidade!!! É uma sensação deliciosaaaa. Eu pulei depois de trás da queda para o poço, porém não recomendo colocar a cabeça ou se debruçar pra sentir a queda pois quando fomos o volume estava muito grande, senti uma dor enorme quando a água bateu, pensei que fosse perder a cabeça Nos despedimos desse espetáculo da natureza e retornamos à trilha, mas agora com destino à algumas quedas alternativas pra passar o resto do dia!!! Primeiro, porém paramos num mirante para tirar fotos lindas novamente da Cachoeira do Buracão!!! E então as quedas: E para fechar esse passeio incrível, paramos no Mirante do Campo Redondo pra tirar lindas fotos junto ao por do sol! Que dia maravilhoso!!!!! Gastos do dia: 16º dia (05/08) : Ibicoara > Mucugê (Cachoeira da Fumacinha) Esse dia eu diria que foi o segundo melhor da Chapada!!!! A fumacinha é incrível, muito imponente, diferente e completamente diferente das demais cachoeiras!! E pelo sacrifício que fazemos pra chegar até ela (4h de trilha ida+4h volta), podemos dizer que ela é muito preciosa! Acordamos MUITO cedo (5h) e ás 6h30 estávamos tomando café da manhã feito pelo Caio, dono da pousada, que foi super atencioso ao acordar bem cedo também pra preparar a mesa somente para o nosso grupo! A trilha da Fumacinha é bem parecida com a do Sossego, pois o percurso é praticamente todo plano, sem muitas subidas, contudooo tem uma quantidade ABSURDA de pedras grandes durante o caminho. Então, quem tem o joelho ferrado ou tornozelo, requer um cuidado extra. Eu nunca tive dores no joelho fazendo trilha ou qualquer outro tipo de exercício, mas na volta da fumacinha eu senti dor!!! Então se pra mim, que não tenho problemas, fiquei com dor, imagina pra quem realmente tem algum tipo de lesão!!! Leve gelol, tornozeleira, joelheira, o que vc tiver pra amenizar o impacto descendo e subindo nas pedras! Vc com certeza vai precisar! Eu particularmente prefiro trilhas com escaladas ou com pedras, no estilo da Fumacinha, então pra mim é melhor do que ficar subindo exaustivamente, me cansa bem menos. Porém de um modo geral o nível é pesado, sem dúvidas. A gente não chega a ficar ofegante, mas o cansaço bate depois de muito tempo subindo e descendo, rs Em diversos pontos da trilha temos que passar agachado entre uma rocha e outra beirando poços gigantes de água. Isso mesmo, um escorregãozinho e você cai na água, rsrs Pra quem não tem prática ou tem medo, não recomendo muito essa trilha. São verdadeiros precipícios que temos que passar. Um desses pontos é o Poço da Pedra Lascada, bem famoso pois passamos espremidos entre as rochas ao lado do grande poço de água geladíssima, rs Não tirei foto, mas peguei essa na internet pra terem uma idéia: Outro ponto crítico é a Cachoeira do Encontro: No final da trilha, depois de longas 4h de caminhada eis que vimos láaaa longe, entre 2 paredões de cânions, a nossa linda Fumacinha!!!! E aí a ansiedade pra chegar é maior ainda!!! Porém lá perto tem outro ponto super crítico, foi onde achei mais "perigoso/tenso", por que o espacinho é bem estreito MESMO!!!!! E temos que andar literalmente agachados se não não conseguimos chegar!!!!! Mas passado o perrengue, lá está ela!!! Incrível! Vale cada suor !!! E foi um parto pra subir nessa pedra!!! Pq afinal nós PRECISÁVAMOS ter uma foto em cima da clássica pedra da Fumacinha!!!! kkkkkkkk Eis que eu fico olhando pra cachoeira e ela fica me olhando... Está batendo um frio do cacete, mas eu penso "Cheguei até aqui, depois de 4h de trilha, e não vou mergulhar? MAS É CLAROOOOOO QUE SIMMMMMM!!!!" Tiro a roupa, morta de frio, mas entro assim mesmo!!! Pq não podia deixar de perder a oportunidade de mergulhar nessa água incrível, com toda essa energia!! E se valeu a pena? Nossa, valeu MUITO a pena! O guia me perguntou se eu queria ir até atrás da cachoeira e é claro que topei também!!!!! E lá fomos, entrei atrás da cachoeira e o volume de água é muito grande, eu já não enxergava nada.... Até que chega a hora que precisa subir na pedra pra então ficar realmente atrás. Nessa hora eu estava com a cabeça abaixada, quase sem respirar pq tinha muita água caindo... E eu desisti, me joguei pra trás... Eu estava realmente ficando sem ar, fiquei morrendo de medo nessa hora e imaginei a sensação de como deve ser morrer afogado! Mas enfim, foi só uma sensação e nada aconteceu ! Ele perguntou se eu queria voltar e tentar de novo, mas não quis!!! Acho que ele percebeu meu desespero e falou pra mim "fica boiando e olhando esses paredões incríveis"... e foi o que eu fiz! Eu me senti pequena diante dessa cachoeira me engolindo, mas preferi não arriscar e olha que não sou medrosa, não tenho problema de respiração, nada... Mas realmente não consegui Quem sabe na próxima eu crio coragem e tento de novo! rs E o guia então me fala após sairmos da água "Eu estava morrendo de frio, sem querer entrar na água... E fiquei até feliz por que relembrei a sensação muito boa que é entrar nessa água !!! A maioria dos grupos não entra, então nem tiro a roupa! rsrs" E aí ganhei o dia!!!! Fazer alguém feliz é sempre a melhor parte e nós fizemos ambos felizes! Pra voltar foi outro parto e acho que ainda pior por que a trilha não é mais rápida, é o mesmo tempo, só que vc já está cansado e querendo comer, etc! kkkkkk Mas enfim, valeu cada minuto, faria de novo com certeza! Pra finalizar a noite, só uma lasanha pra dar sustância mesmo! kkkkkkkkkk Gastos do dia: 17º dia (06/08) : Mucugê (Poço Azul e Encantado) Acordamos já tristes por que seria nosso último dia na chapada, tomamos aquele café maravilhoso da pousada e partimos para os poços!!! As únicas pessoas que queriam de fato conhecer era o Julio e a Mari e eu confesso que me arrependi de não ter ido. Na hora juntamos o fator dinheiro (20 reais do encantado + 15 do azul é carinho pra conhecer) mais fator "já conhecemos a tal gruta azul na pratinha e não tinha nada demais"... A gente meio que já "conhecia" os poços pelas fotos então optamos por não ir. Enfim, decidímos que não iríamos. Porém depois que voltei pro Rio fiquei pensando "Eu me dispus a fazer a viagem, estou lá com a oportunidade de conhecer uma atração e vou deixar de ir por causa de 20 reais? Por mais que eu não goste mesmo, mas é sempre bom conhecer primeiro pra depois falar com propriedade "não gostei". Fiquei com esse pensamento depois, então acho que se vc tiver a oportunidade, vá!!!! MAS se for optar por trocar esse passeio por outro, aí sim eu acho que não vale a pena, mas é uma opinião minha! Primeiro fomos no poço azul e ficamos num restaurante esperando Julio e Mari voltar !!!! A mari não me mandou até hoje as fotos desse dia ! Mas sei que eles adoraram !! E aí bateu um arrependimento na hora que eles voltaram super animados contando como foi ! hahahah Chegando no Poço Encantado, estacionamos o carro antes do Rio Paraguaçu e veio um barquinho (tipo uma jangada) com remo buscar os dois pra atravessar o rio. O visual do rio é lindo e dá pra mergulhar também!!! Super recomendo! Julio tirou altas fotos posando de galã ::otemo::::lol4:: Chegando lá precisaram descer uma escadaria grandona (óbvio que vc morre na volta, kkkkkkkk). E então chega-se ao poço. Eles disseram que é lindo demais !!!!! Julio nos deixou na cidade de Andaraí que foi onde almoçamos (dificil achar um restaurante bom por lá..kkk) e então pegamos o onibus direto pra salvador !!! Nossa viagem então chegou ao fim e ainda conseguimos adiantar nossos voos pois chegamos com antecedencia!!! E consegui pegar o mesmo voo da Mari e da Tais !!!!! Julio ficou mais 1 dia pois o voo dele era só no dia seguinte!!!! Gastos do dia: Considerações Finais :arrow: Alugar carro :?: Sim ou com certeza??? Por favor, faça essa viagem de carro !!!! Se passou pela sua cabeça fazê-la (pelo menos a parte da chapada) sem carro, esqueça! Você vai aproveitar MUITO mais, além de que vai sair infinitamente mais barato! Tudo com agências na chapada sai caro, acredite. Tenho uma amiga que se hospedou em Lençois e foi pro Buracão de agência fazendo bate-volta. Ela pagou 300 reais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ::putz:: Bom, se vc é rico e está disposto, ok, mas se não é seu caso, alugue um carro, troque ideia com as pessoas e feche um grupo de 5! É tão fácil fechar grupo por aqui pelo mochileiros! Com certeza vc tb conseguirá !!!!! Principalmente se tiver datas fechadas já! Faça isso ! :arrow: Hospedagem Não precisa reservar nada com antecedência !!! Não precisa mesmo! Conseguimos várias opções muito boas na hora mesmo ! É difícil alguém se hospedar durante 10 dias na mesma cidade, então a rotatividade é alta, logo vc consegue se hospedar facilmente sem reservas!!!! Aposte nisso pois se você mudar o roteiro na hora (como fizemos) não terá problemas!
  13. Pessoal, uma amiga e eu fomos à Itacaré em fevereiro deste ano e ficamos 10 dias, gostaria então de relatar nossa viagem e dar dicas. Saímos do Rio num vôo para o Aeroporto de Ilhéus (o mais próximo) o vôo foi tranquilo, fez escala em Campinas, então demorou um pouco mais, porém fomos cedinho, as 9 já estávamos em Ilheus. Chegando lá tratamos de pensar numa maneira de ir até Itacaré, as pousadas oferecem translado, mas pra variar com preços altos e eu desconfiada achei melhor deixar pra ver na hora qual seria a melhor opção. Na hora de pegar as malas vi um casal que esperava além da bagagem, uma prancha, logo desconfiei que iam pra Itacaré, pois lá é point de surfistas. Observei um pouco mais e logo vi que o rapaz foi até um taxista para negociar a viagem, me aproximei da menina e perguntei se ia pra Itacaré, confirmado! Beleza! Taxi rachado pra 4, beeem mais em conta. 25,00 por cabeça. A experiência com o taxi não foi legal, o cara correu muito e passamos muito susto, não sei como indicar para minimizar este risco, então preparem-se!rs Chegando em Itacaré, tem a rua principal, chamada Pituba onde se concentra o comércio e boa parte das pousadas, fica também os barezinhos mais badalados da noite, na minha opinião o melhor lugar pra ficar, embora em Itacaré seja tudo bem pertinho. Chegamos na pousada, ficamos na Lanai (pagamos 80,00 a diária quarto simples, ventilador de teto e café da manhã), o dono é um Argentino casado com uma Baiana e moram alí mesmo, na pousada, o café da manhã é bom, mas confesso que do 4º dia em diante já tava enjoada da mesma coisa, todo dia!rs Então, tirando os meses de dezembro e janeiro que lá fica muito cheio, vale a pena chegar lá e escolher onde ficar ou então só reservar pros primeiros dias e depois decidir se mantém, aí vai de cada um. Na secura por praia tratamos de colocar o biquini e ir pra uma das praias próximas, a mais "badalada" Tiririca, pelo caminho vc já fica desnumbrada, pois passa pela praia do Rezende. As águas lá são rasas e mornas, em TODAS as praias, mas os surfistas conseguem pegar onda e adoram(não entendo do assunto). Tiramos algumas fotos e aproveitamos o fim de tarde lá, tem um bar nessa praia chamado MAHALO que é bem legal, muito estiloso. Puxei assunto com 2 mineiras que estavam ao lado que logo me informaram que a noite tava muito devagar e tava mesmo, voltamos pra pousada, descansamos um pouco, a noitinha o comércio abre, lojinhas de artesanato, restaurantes e bares e a gente percebeu que as mineiras estavam certas, não havia nada pra fazer (era terça feira, tudo bem, a gente entende). Voltamos pra pousada depois de comer um crepe no Tio Gu creperia (indico, muito legal, atendimento muito bom). Os dias que se seguiram fomos conhecendo as outras praias. Praia da Concha fica no centro também, água mais escura, sem ondas, vários quiosques tentando atrair você. Engenhoca - precisa de carro pra chegar até um determinado ponto e de lá pega-se uma trilha, sempre tem grupos com guia então você segue um, lá tem agência pra alugar carro, não aluguei, neste dia pegamos carona com o mesmo casal que alugou e rachamos a despesa. Neste mesmo dia que você vai a engenhoca dá pra ir à praia do Havaizinho Nestas praias não há muito o que fazer a menos que você seja surfista!rs Não tem muita área de sompra e a areia fica quente, ou seja, não é um lugar pra passar o dia, tem 1 ou 2 barraquinhas vendendo água de coco e cocada, isso lá se encontra muito...rs Fomos à praia da Ribeira, dá pra ir a pé e para a cessá-la vc passa por uma espécie de riozinho, nada demais, nesta praia as ondas são mais fortes, mas tem um restaurante simples com espreguiçadeiras e área de sombra, dá pra ficar tranquilo, mas nesse dia começou a chover. Isso! Em Itacaré choveu um bocado, porém são chuvas rápidas e fortes. Toda noite tem atração em bares como Favela, Jungle e Café Brasil, especialistas em drinks onde a moçada fica, porém a cidade estava um pouco vazia, quando vai se aproximando o fim de semana chega mais gente de cidades vizinhas e rola uma organização de uma boate chamada dedo de moça que é bem legal, lá tem muuuito gringo (normal), mas de todos os lugares que possam imaginar. Num outro dia pagamos um passeio pra Itacarezinho (van + guia) saiu por 40 reais por pessoa,mas o roteiro entra engenhoca, havaizinho e Itacarezinho (sim fomos lá de novo), a praia de Itacarezinho tem um restaurante, bem grande e bem estruturado, mas é monopólio! Neste passeio, para chegar nesses lugares sempre fazíamos trilhas, não são muito complicadas não, mas tem que ter disposição. No final da tarde você está de volta ao centro e descansa um pouco antes de ir pra noite, terça, quinta, sábado e domingo, tem forró de 9 à 0h, no Mar e Mel e foi lá que a gente fez bastante amizade, pela assiduidade (rs), nos dias que seguiam já estávamos cumprimentando várias pessoas pelas ruas...rs Fizemos outro passeio com guia (que já tava nosso amigo) até Jeribucaçu, antes disso eles levam numa cachoeira bem legal, acho que esse passeio saiu por 35 (apesar de ser amigo, era funcionário de agencia...rs). Foi o passeio mais cansativo e mais legal entre os que tem que fazer trilha, Jeribucaçu é linda, também tem um rio que se encontra com o mar, mas esse rio fica com uma cor que eu não sei explicar, só indo lá ver, mas tem um grande problema: o passeio é de um dia inteiro e na praia NÃO TEM BANHEIRO disponível!!! Imagina o perrengue?rs Então, se for até lá vai ser uma boa oportunidade pra fazer dieta...rs Mas vale o sacrifíciozinho. Conhecemos um outro casal e mais um Japa, todos de São Paulo e ao invés de pagar 70 por cabeça pra fazer passeio à Maraú (cidade vizinha com praias muito lindas tb), fomos no carro do japa e rachamos, foi um dia muito agradável, passamos por Maraú e Barra grande, vale a pena passar uns 2 dias lá se puder. Pra finalizar fizemos a trilha até a prainha, a essa altura (9o. dia) já estávamos "locais", nada de guia fomos sozinhas, a trilha é traks, a prainha é linda, tem um barzinho lá que faz queijinho e vende bebidas. Além do mais você sempre encontra os grupos com guia no caminho. Lá todo mundo indica ir com guia (claro, vamos incentivar a economia local), mas se vc for desenrolado, dá pra economizar mais. Bom, espero ter ajudado, fui falando o que lembrei, se tiverem dúvidas eu respondo. No geral, Itacaré é lindo demais, mas dá pra fazer tudo tranks em 7 dias (se o tempo ajudar), acho que ir de casal deve ser mais perfeito ainda, mas se for solteiro os nativos de lá são gente boníssima e se vc tiver boa vontade se integra logo e ainda sai dançando forró que é uma beleza!rs Se vc ama praia, é o lugar. A música que se ouve lá, além do forrozim estilo pé de serra, é reggae e o samba rock. Dizem que dezembro e janeiro é badaladíssimo, bom pra ver e ser visto. Pretendo voltar lá e super indico! Ah! Na volta pegamos busão 12 reais, mas não deixa no aeroporto, tem que pegar um taxi, porém saia com tempo hábil, Ilheus tem uma ponte só q liga 2 lados da cidade, creio que basta atropelarem um cachorro na ponte, que dá engarrafamento na certa!rs Ane.
  14. Olá, Abaixo segue meu relato sobre minha viagem para Itacaré. Maiores detalhes e fotos sobre essa e outras viagens, você encontra no meu blog http://www.seguindoviagem.com/ 1° Dia – Fui para Salvador num voo promocional da Gol. Cheguei em Salvador de madrugada, esperei amanhecer e às 5h comecei a procurar táxi para ir até o local do Ferry-boat. Tinha um casal indo pra lá e dividimos o táxi. Compramos passagem para às 6h e às 07h chegamos em Bom Despacho. O primeiro ônibus para Itacaré sairia às 8h, depois só às 11h. Cheguei em Itacaré às 14h. A rodoviária é bem pertinho, uns 5 minutos da Rua Pituba. Deixei as coisas no Hostel e fui almoçar no restaurante Manga Rosa. Pedi um filé de peixe ao molho de camarão delicioso. Depois do almoço fui conhecer as praias urbanas. Caminhei por dentro das praias, começando pela praia do Resende, passando pela Tiririca, Praia da Costa e por último chegando na Ribeira. O visual é muito bonito e já estava me preparando para o que viria nos próximos dias. Depois fui até a praia da Concha e aluguei uma prancha de SUP por 30 reais a hora. Remei até o farol e depois em direção à Praia do Pontal. Estava ventando forte, foi difícil pra voltar. Estava escurecendo e o instrutor de SUP foi me resgatar porque eu estava muito longe. De repente ele começou a apontar dizendo que tinha tubarão. No começo achei que era brincadeira dele, mas depois que vi ele mudando a direção da prancha para o outro lado comecei a ficar preocupada. Comecei a remar a favor do vento e da correnteza para sair do mar o mais rápido possível e consegui sair na praia do pontal. Um susto já no primeiro dia de Itacaré. Já na areia ele me mostrou o tubarão e eu vi mesmo uma barbatana. O pessoal disse que é comum ter tubarões ali por ser encontro de rio com o mar, mas que eles não atacam por estarem alimentados. Ainda bem. Depois do susto fui jantar e dormir. Comi um kebab muito gostoso ali na Pituba. 2° Dia – Prainha Fechei um passeio até a Prainha numa loja de surf que ia levar um pessoal pra surfar. Custou 30 reais. Como eu estava sozinha e não conhecia a trilha, optei por contratar esse passeio. Saímos às 9h e voltamos às 15h. A trilha começa na Praia da Ribeira e dura uns 40 minutos. No meio do caminho tem dois pontos de venda de água de coco, uma ótima pedida para descansar e se refrescar um pouco. A Prainha é lindíssima, cheia de coqueiros, uma delícia. Na volta almocei no restaurante Água na Boca, um dos melhores pratos da viagem, carne de sol com banana da terra. Estava maravilhoso e por apenas R$ 16,90. Descansei um pouco no hostel e depois caminhei pela Pituba, olhei as lojinhas e reservei o passeio das 4 praias para o dia seguinte. Fechei o passeio na agência Guia Nativos, custou R$ 40,00. 3° Dia – Trilha das 4 praias O passeio das 4 praias começou às 8h, com o guia me buscando no hostel. Seguimos de van até até o ponto onde iniciamos a trilha para a primeira praia, Engenhoca. A trilha dura 20 minutos e segue ao lado de um rio que vai nos acompanhando até a praia, onde desemboca, deixando a praia com um visual ainda mais bonito. Ficamos 1 hora nessa praia e foi tempo suficiente para tomar banho, apreciar a vista e ainda comer uma tapioca deliciosa na barraquinha. Essa praia é muito procurada por surfistas e várias escolinhas de surf dão aulas lá. Continuamos a trilha até a próxima parada, Havaizinho. A trilha chega pelo alto e a vista que temos logo de cara é perfeita. Ficamos um tempo curtindo o visual dos mirantes e depois descemos até a praia para mais um mergulho. Depois de Havaizinho, seguimos até Camboinhas, uma linda praia cercada de coqueiros. A última praia do passeio é Itacarezinho. Chegamos pelo alto também e a vista foi sensacional. Essa é a única praia em que é possível chegar de carro sem precisar fazer trilha, o estacionamento é ao lado da praia, por isso costuma ser mais cheia. Além disso possui maior infraestrutura, com um restaurante muito bonito na beira da praia. A consumação mínima do restaurante é R$50,00 e dá direito ao uso das mesas e cadeiras e demais instalações do restaurante. Em Itacarezinho fizemos uma parada com tempo maior para almoçar e passar a tarde. No cantinho da praia tem uma cachoeirinha deliciosa, ótima para tirar o sal depois do mergulho. Caminhando por uma ladeira ao lado do restaurante , chega-se num mirante com um bela vista de toda a praia de Itacarezinho. Depois da trilha das 4 praias seguimos para a Cachoeira do Tijuípe. O banho nessa cachoeira é uma delícia, a temperatura da água é perfeita. Depois da cachoeira visitamos uma fábrica de cacau e voltamos para Itacaré. Jantei um escondidinho de carne de sol no restaurante Panela de Barro. Reservei o rafting com a agência Rafting e Cia, custou R$ 90,00. 4° Dia – Rafting A van para o rafting me pegou no hostel às 9h e seguimos para Tamboquinhas.Chegando na sede da empresa Ativa recebemos um briefing sobre os procedimentos básicos, como manusear o remo e o que fazer em caso de cair na água. Guardamos nossas coisas nos lockers, nos equipamos com colete e capacete e seguimos até o local do rafting. Inicialmente testamos os equipamentos, aprendemos a flutuar deixando a correnteza nos levar e a atender aos comandos do instrutor de remar frente, só esquerda, só direita. São orientações simples e aprendemos rapidamente. Em seguida iniciamos o rafting, descendo as corredeiras do Rio das Contas. Foi muito divertido e emocionante. Vale a pena. No meio do percurso do rafting, paramos para saltar dessa pedra de 8 metros de altura. Uma delícia pular da pedra e cair nesse rio. A temperatura estava ótima, perfeita para nadar. Gostei tanto que pulei 3 vezes. Durante todo o percurso, um fotógrafo fica tirando fotos do grupo e quem quiser pode comprar o CD com todas as fotos por R$30,00. No final do passeio, voltamos para a base da Ativa. Trocamos de roupa e seguimos para o almoço na Fazenda de Cacau (opcional). Eu não quis almoçar na Fazenda porque queria almoçar o Camarão no coco da Barraca Ariramba que haviam me recomendado. Então fiquei passeando pela Fazenda e descobri uma linda represa com vários caiaques e fiquei remando tranquilamente até a hora de ir embora. Foi perfeito. Voltamos para Itacaré e fui para a praia da Concha almoçar o Camarão no coco da Barraca Ariramba. Estava simplesmente divino. O arroz de manga e a farofa de banana foram o complemento perfeito. Depois do almoço caminhei pela praia do Resende e Tiririca e depois fui assistir ao pôr do sol no mirante Ponta do Xaréu. 6° Dia - Jeribucaçu Fui para Jeribucaçu por conta própria, porque nesse dia eu iria voltar pra Salvador às 16:30h e queria sair bem cedo e voltar cedo. Fui para rodoviária e peguei o ônibus que vai para Ilhéus. Desci no Km 6 e de lá peguei um moto táxi até o início da trilha para a praia de Jeribucaçu. Fiz a trilha em 15 minutos, porque é descida. A volta leva uns 30 minutos porque é subida. O caminho é lindo e a chegada na praia é estonteante. Foi ótimo chegar bem cedo, a praia estava deserta, nem os vendedores de coco tinham chegado ainda. A beleza dessa praia é única, os coqueiros e o rio compondo um cenário perfeito. Fiquei um tempo curtindo a praia só pra mim e depois fui caminhar pela trilha que vai até a praia da Arruda, um local com formação de piscininhas naturais. O caminho é lindo, com muitos coqueiros e um visual maravilhoso. O percurso leva menos de 10 minutos. Depois voltei para Jeribucaçu e combinei com um guia que estava lá com um grupo de irmos até a Cachoeira da Usina. Ele cobrou 15 reais por pessoa. A trilha começa por dentro do mangue e depois continua pela mata. Depois de 40 minutos caminhando, chegamos na Cachoeira da Usina. A cachoeira é linda e a água é deliciosa, a temperatura é muito perfeita. Para voltar, é possível retornar pelo mesmo caminho até Jeribucaçu ou caminhar cerca de 10 minutos até a estrada que vai para Itacaré. Optei por pegar o ônibus nessa estrada, esperei ao lado da ponte que fica sobre o rio. Nesse caso o ideal é combinar um horário para algum taxista te buscar na estrada pois os ônibus são escassos. Voltei para Itacaré e almocei um bobó de camarão no restaurante Tia Deth, perto da Associação de Pescadores. Arrumei as coisas e fui pra rodoviária pegar o ônibus para Salvador e fazer o caminho inverso. Saí às 16:30h de Itacaré e cheguei em Bom Despacho quase 22h. Peguei o ferry boat até Salvador e depois um táxi até o aeroporto. Voltei para o Rio de Janeiro no voo da Gol. Quem quiser ver fotos e mais dicas sobre Itacaré é só acessar meu blog: http://www.destinosnabagagem.blogspot.com Leia meus outros relatos: patagonia-argentina-e-chilena-ushuaia-punta-arenas-puerto-natales-torres-del-paine-el-calafate-el-chalten-outubro-2014-t110793.html itacare-6-dias-t110887.html 10-dias-em-playa-del-carmem-tulum-akumal-cozumel-cancun-isla-mujeres-e-chichen-itza-t97443.html 12-dias-na-bolivia-la-paz-copacabana-ilha-do-sol-uyuni-e-santa-cruz-de-la-sierra-t97458.html san-andres-e-providencia-11-dias-no-paraiso-t112488.html
  15. Nessa virada de ano, decidi passar em 2 cidades que mexem demais comigo: Itacaré e Caraiva. A primeira eu ja conhecia, a segunda nao. Cheguei no aeroporto de Ilhéus as 2hrs (malditos horarios de promocoes de aviao) da manha com mais uma amiga, e de início iríamos dormir no aeroporto até dar a hora de pegarmos o primeiro onibus para itacaré. Porém, logo no desembarque, vi grupinhos de 4 pessoas se formando na porta e negociando com os taxistas uma corrida até itacaré por 100 reiais. Bastou eu falar propositalmente em voz alta com minha parceira de viagem "NOSSA, SERA QUE A GENTE CONSEGUE MAIS GENTE PRA DIVIDIR UM DESSES ATÉ ITACARÉ" que mais uma menina se aproximou para se juntar a nós. Saiu 33 reias para cada numa viagem de aproximadamente 40 minutos, com a vantagem que o taxi te deixa bem no meio de itacaré, enquanto o ônibus para de 100 em 100 metros pela estrada para embarque de pessoas (sem exageros) e só o taxi do areporto até a rodoviária, com horarios de hora em hora bem atrasados, custaria 25 reais. Achei um ótimo custo-beneficio. Aproveite quando desembarcar do aviao em ilheus, muitas pessoas estarao indo para Itacaré e voce podera fazer facilmente essa jogada. Fui a pe mesmo para minha pousada localizada perto da praia das conchas, o lugar mais divertido que encontrei em itacaré: o Navio Pousada Albergue Camping POP! É um lugar totalmente alternativo, com um ambiente muito acolhedor, as donas te tratam como filho e tudo é muito simples, porém caprichado! As refeicoes tem um preco bem justo, e o café por 8 reais para que esta no camping, sustenta uma boa parte do dia! Como falei, é um lugar SIMPLES, ALTERNATIVO, porém com um astral ótimo. Porém aconselho a quem estiver indo sozinho para ficar nos Albergues. Tem 3 excelentes por lá: Che Lagarto, o Pharol e o novíssimo El mist. O Che é famoso, tá sempre agitado e é onde as noites de itacaré geralmente se iniciam. O Pharol é mais barato que o che, e considero a estrutura dele melhor, uma graca de lugar e mais sossegado. Quanto ao El mist eu nao tenho mto o que dizer, ainda nao o conheco e ele é bem mais afastado que os outros, porém eu sempre ouco falar MUITO BEM dessa rede em cidades como Rio e buzios. Acho que vale a pena arriscar. Para casais, principalmente fora de temporada, vale chegar e dar uma olhada nas pousadas por la mesmo. Voce escolhe o lugar e precos com chances de sucesso bem maiores, dada a grande oferta da cidade.
  16. Fui para o paraíso Itacaré, na Bahia, em 2008 com minha mãe, minha tia, que organizou boa parte da viagem, e sua filha. Passamos em Itacaré três noites e no final aproveitamos para passar uma noite em Ilhéus. Foi a primeira vez que fui tripulante de um avião e aprendi bastante sobre ser mochileira. Vocês podem ver esse relato e as fotos também no blog http://ideiastuta.blogspot.com/2010/03/itacare-e-ilheus-ba-um-relato-de-viagem.html. DIA 1 Somos de Recife e, para chegar em Itacaré, pegamos um ônibus para Itabuna na rodoviária, no finalzinho da tarde. Viajamos a noite inteira e só chegamos no destino no outro dia. DIA 2 De lá, na rodoviária de Itabuna, pegamos o ônibus para Itacaré. Detalhe: as passagens foram todas compradas na hora do embarque e, por sorte, assim que chegamos, os ônibus iam sair. Não sei se é o melhor a fazer, mas não tivemos problemas com essa idéia. E, por fim, do terminal do ônibus de Itacaré, pegamos uma terceira condução, um táxi para o hotel. Chegamos no fim da tarde e fomos logo procurar uma agência de turismo local para combinar o passeio do dia seguinte e comprar finalmente o voo de volta. Após mais de oito horas na viagem de ônibus, decidimos voltar com a rapidez do avião e compramos o bilhete na agência. Uma vez acomodadas, à noite curtimos um jantar onde comi um delicioso e completíssimo acarajé em uma barraca. Confesso que nunca comi acarajé melhor que o original baiano vendido lá. Tinha um recheio poderoso de camarão, muita verdura, muita pimenta. Depois fomos à rua Pedro Longo terminar de lanchar em uma lanchonete onde vendia diversos sucos e um ótimo açaí na tigela. Aliás, essa rua, que fica na Pituba, é a principal de Itacaré e tem várias lojas interessantes onde se comercializa artesanato, comida, souvenirs, vestuário indiano, moda praia, artigos exotéricos, pranchas de surfe e há a excelente pousada Estrela, onde ficamos após a primeira noite. Nessa noite inicial, dormimos na pousada que reservamos pela internet, mas ficou localizada em uma rua meio esquisita e gostaríamos de estar no centro da cidade. Por isso, negociamos com a dona da pousada que só ficaríamos durante uma lua e nas próximas estaríamos na Estrela, onde ainda tinha vaga para a gente, que chegou de última hora. Comparando a localização das duas pousadas, vimos que agora sim, fizemos um bom negócio. DIA 3 Queríamos conhecer ao máximo a ecologia da área e para isso, agendamos com a companhia de turismo duas trilhas para este belo dia. A da manhã, um tour pelas praias Jeribucaçu, Engenhoca, Hawaizinho e Itacarezinho, lindas e as mais distantes do centro, escondidas pelas matas. Só se chega nessas praias pelas trilhas a pé e só começamos a andar quando o carro da companhia nos deixou mais perto, até onde carros podiam ir. No meio da expedição, cenários bons para fotos. A trilha que fizemos à tarde foi para uma das cascatas existentes na área, a cachoeira de Tijuípe. É bonita, se bem que tem uma placa indicando que o poço é profundo, e que é para manter crianças sob vigilância. As pessoas da excursão que sabiam nadar, mergulharam na boa até chegarem embaixo da cahoeira, onde tem um parte um tanto rasa. Dá para tirar fotos legais debaixo da queda d’água. Almoçamos por lá, pois tinha um restaurante no meio do mato e toda uma infra-estrutura turística. Para chegar aqui, tivemos antes que passar por trilha de descida e aí é que está, pois enfrentamos na volta a subida, bem cansativa. Ainda assim, valeu muito a pena. À noite, soubemos que havia umas boates por lá, nas quais tocava música eletrônica, forró e reggae. Observamos, da janela e da porta da pousada ou ainda da lanchonete, um monte de gringos que passavam por ali com freqüência, alguns chegando ou saindo com imensas mochilas nas costas. Aliás, verificamos a quantidade de estrangeiros em Itacaré durante todo o nosso tempo de estadia e, às vezes, topávamos com um ou outro dos mesmos rostos, pois a cidade é pequena, ou pelo menos a parte urbana. Muita gente bonita. Mas, em vez de ir para as noitadas, preferimos a vida saudável de descansar e nos poupar para a trilha do dia seguinte. Sábia decisão, pois o dia seguinte foi puxado. DIA 4 Dessa vez, a trilha era por conta da gente mesmo. Ou esse era o plano inicial, pois fomos informadas de que há praias pertinho do centro que podíamos conhecer sozinhas, sem guia. Partimos logo cedo, na maior disposição e cheias de moral para visitar as praias da Concha, Resende, Tiririca, Costa e Ribeira – essa é a ordem de mais perto da Pituba à mais distante. Vimos todas essas praias numa ótima caminhada que acabou em um curto instante, pois eram todas perto. Mas a caminhada maior estava por vir. No meio do caminho, havíamos encontrado um rapaz que se ofereceu como guia para nos levar à praia sensação, que eu já ouvira bastante falar antes como uma das melhores de Itacaré ou a melhor: a Prainha. Concordamos em que ele nos levasse a essa praia, já que era mais difícil de chegar nela, ao que parecia. Assim que acabou o roteiro das cinco praias citadas deste dia, antes de começar a excursão para a Prainha, paramos em um local para descansar e um cara passou vendendo serviços de fazer tatuagem. Para entrar no espírito hippie da população, fizemos tatuagens de henna, cada uma a seu estilo, exceto minha mãe que não quis. Achei o máximo a de lua e estrelas da minha tia, no pé; a de escorpião de minha prima, no ombro; e a minha de borboleta, no tornozelo. Foi quando aconteceu uma coisa inesperada para uma aprendiz de mochileira como eu. Nesse local onde paramos, havia um grupo conversando ou vendendo algo, não prestei muita atenção. Só sei que um dos homens disse a minha tia para ter cuidado, pois não se deve contratar um guia não credenciado. Isso, só mais tarde ela me revelou, e contou da sua apreensão durante o passeio. Mas, foi só um susto, pois o guia de beira de estrada que contratamos foi um doce de pessoa e pareceu bastante trabalhador. Pagamos, inclusive, mais barato. De toda a forma, ficou a lição de que devemos contratar um profissional credenciado para não ter sustos. Já pensou se acontece alguma coisa mesmo? A trilha da Prainha foi tranqüila, e não tive dificuldades, mas algumas das minhas companheiras de viagem reclamaram que foi uma caminhada longa. Talvez tivesse sido, pois eu de fato me cansei no final, mas mesmo assim, convenhamos: eu só me diverti .Os exercícios e os cenários deixaram-me leve e sorridente: subidas e descidas, florestas, o circuito de arvorismo ativo Conduru - que não participamos, mas pegamos fotos na entrada -, um mirante, e um campo largo com coqueirais. Ao chegar lá, vimos uma linda orla. É um pouco parecida com o que já vimos nas outras praias, porém essa, foi de fato, a melhor de todas.Era um pequeno paraíso, com quiosque de água-de-coco, rapazes surfando, água bem limpinha e era especial conhecer a trilha pela qual viemos. Aliás, limpeza é propriedade certa das praias de Itacaré. Na Prainha, até fiz amizade com um belo surfista nativo que saía das ondas e, ao me observar tomando banho de mar com minha prima e ao ver meu olhar para ele e sua prancha, perguntou gentilmente: “Quer que eu te ensine a surfar?” Fiquei tentada, mas como não sabia nadar, não arrisquei. Mas passei a vez para minha prima, que nadava e queria mesmo aprender o esporte. Ela pegou algumas ondas, mas não chegou a ficar de pé. Foi um começo, aplaudi. Ao voltar, nós nos organizamos para deixar Itacaré. DIA 5 Assim que tomamos o café da manhã, olhamos com carinho a rua Pedro Longo pela última vez e seguimos viagem. Ainda na cidade, minha tia comprou um cacau para dar de presente à mãe dela. Caminhamos até o terminal de ônibus, agora que já sabíamos a distância da pousada para lá. Até aqui, ainda achamos outros visitantes da praia cosmopolita que falavam vários idiomas. Pegamos então um transporte público até Ilhéus, onde há o aeroporto mais próximo. Escolhemos ficar numa pousada lá por uma noite para conhecer, durante a tarde, a cidade de Ilhéus, terra do Cacau. Pegamos um ônibus da pousada perto do aeroporto ao Centro Histórico e depois de conhecer o lugar, visitamos o antigo bordel mencionado no livro Gabriela de Jorge Amado e hoje restaurante Bataclã e as ruas cheias de lojas urbanas. Minha prima comprou uma saia típica com motivos de axé, para se parecer com as meninas locais. DIA 6 Acordamos muito cedo e deu para ver que as praias de Ilhéus não são tão boas. Entretanto, como já curtimos as encantadoras que Itacaré tem, já achamos que estava maravilhoso. Mas Ilhéus foi mais uma experiência agradável a somar, principalmente o chocolate líquido que tomamos, não é maltado, e sim chocolate derretido gelado, numa tenda junto ao Bataclã. Comprei também um presente para minha avó: os gostosos chocolates com embalagem no formato do fruto do cacaueiro, já no aeroporto. Em geral, foi bom demais.
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