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Encontrado 24 registros

  1. Jackie Erat

    Jalapão descomplicado - Atrativos Imperdíveis

    Jalapão foi muito além das nossas expectativas. Entrou na nossa lista dos 5 melhores locais para se visitar no Brasil. Vamos descomplicar o Jalapão e condensar o maior número de informações de forma resumida. Quando ir? Você pode ir ao Jalapão em qualquer época do ano. Não é o tipo de lugar que se você ir no período errado não vai conseguir aproveitar. Se você for no período de chuva ou logo após, vai pegar um cenário verde com flores. Já entre julho e novembro vai estar tudo seco, um visual mais desértico. Meses que tem muito turista: dezembro, janeiro, julho e agosto Meses com mais chuva: janeiro e fevereiro Melhores meses: abril - junho Ir sozinho ou com agência? Serão mais de 300 km de estrada de chão para entrar de um lado do parque e sair pelo outro, passando pelas 3 cidades principais: São Felix, Mateiros e Ponte Alta. Não é uma estrada de chão qualquer, requer veículo 4x4 com fundo alto, apenas ser 4x4 não resolve pois você vai arrastar o fundo no chão em certas partes do caminho se não for alto. Se você for com seu próprio carro vai ter que levar algumas peças de reposição contigo para trocar caso estraguem no meio do caminho. Também, depois da viagem, terá que fazer uma boa revisão no carro - alinhamento, balanceamento, etc. Outro ponto a se considerar é que o combustível é o praticamente o dobro do preço em São Felix e Mateiros do que outras cidades do Tocantins. Então ao calcular quanto seria ir sozinho inclua tudo isso + o gasto de tempo extra que você terá que planejar para conseguir chegar aos locais que deseja. É necessário pesquisar tudo em coordenadas de GPS antes de ir pois não há sinal de celular ou internet na grande maioria dos locais. Se você for alugar um carro 4x4, o mais barato é pegar um do aeroporto de Palmas. Mesmo assim está cerca de 500 reais por dia (2018). Isso vai salvar você de ter que fazer uma revisão no seu carro, mas não vai impedir que o carro tenha problemas durante a viagem - que você terá que consertar para conseguir continuar viagem. Também, você perderá bastante tempo para planejamento de cada local que você quer ir. Há certas "manhas" que os nativos têm e que são muito valiosas. A gente aprendeu algumas, mas com certeza há inúmeras que não sabemos. Tirar o ar dos pneus: para um pneu que usa 30 colocar 20. Isso ajuda com o terreno arenoso e também com as costelas de vaca, tanto para aliviar os socos como para conseguir manobrar melhor o veículo; De vez enquanto baixar os vidros e ouvir o carro para detectar irregularidades. Vão ser 4h de saculejo. No outro dia você vai ter dores nas costas e costelas por causa dos socos constantes. Tudo remexe, parece que vai ser impossível ouvir o que é o barulho regular do dirigir e algum outro barulho que aponta um problema, mas você vai precisar ficar atento e tentar; Buzinar e reduzir a velocidade ao fazer curvas fechadas. Não é claro quando uma rua é mão dupla ou única. Mesmo quando a via é mão única há motoristas que vem na contramão. Por isso, se você não conseguir ver o que está atrás de uma curva comece a buzinar para alertar - assim como fique atento para ouvir se outro motorista se aproxima. No fim das contas, minha opinião é que as empresas não tiram muito lucro em cima do passeio e que vale a pena ir com uma agência (custo x benefício). Meu marido e eu raramente pegamos passeios com agência, sempre fazemos por conta. Mas Jalapão é um local que recomendo. Eu não gostei do serviço da agência que eu fui então não vou passar o contato deles. Mas no grupo dos mochileiros no Facebook foi passado o contato da pessoa abaixo e teve boas avaliações. Bicudo Adventure (063) 8423-3778 - Indicação da Isa Paulista. 1700 reais por 5 dias de passeio (2018). Passeios Imperdíveis Ficar em cima do olho d'água de um fervedouro é incrível, indescritível. Só sentindo para saber. Há vários fervedouros na região, cada um com sua personalidade. Assim como cada cachoeira é única, os fervedouros também. Nossos favoritos foram: Encontro das Águas (o mais forte) e Buritis (o mais azul). Para saber o que é um fervedouro clique aqui. Essa foto acima representa as regras de visitação dos fervedouros - apenas 20 min de permanência. Cachoeiras: Cachoeira da Formiga - águas cristalinas Sussuapara - fica bem pertinho da estrada, é gratuita (2018) e é linda. Vale muito a pena assistir o nascer do sol do topo da Serra do Espiríto Santo. Foi o nascer do sol mais bonito que eu já ví na vida. E claro, não dá para esquecer do tradicional pôr do sol das dunas do parque. Povo Mumbuca - há uma loja de artesanato que o turísta pode visitar. O Povo Mumbuca inventou o artesanato feito com o capim dourado. Suas peças são bem sofisticadas. Não deixe de visitar, vale a pena. Nessa loja você tem a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura deles - mas pergunte! Eles não ficam seguindo a pessoa na loja como vendedores fazem na cidade. Eles criaram instrumentos próprios, pergunte sobre a mateira prima das peças, é fascinante. Dali você também consegue ver como estão organizados hoje, aprender sobre seus métodos de plantação, etc. Ir a Lagoa do Japonês adiciona 1 dia na sua viagem pois é fora do caminho e então você vai querer aproveitar e passar o dia lá. Essas são os passeios imperdíveis - todo o resto é "adicional". Então quando estiverem negociando o roteiro com as agências ou montando o seu próprio, bate o pé para esses pois são especiais. Hospedagem A maioria dos locais não fazem divulgação na internet, mas você encontrará algo por lá quando chegar. Se você for por agência eles já cuidam disso. Procurem no Facebook, pois é onde a maioria dos locais divulga. Minha dica é acampar pelo menos uma noite em um fervedouro, pois você terá o privilégio de usar o fervedouro a noite sem restrição de tempo (site). Quantos dias? Como tudo é longe e a viagem pela estrada de terra é bastante cansativa, vale a pena você ir quando tiver pelo menos 5 dias para aproveitar. Nós fizemos o passeio em 3 dias, não tínhamos mais tempo que isso e foi muito cansativo. Se você ficou com alguma dúvida pergunte abaixo nos comentários, assim nossas respostas já ficam visíveis para outras pessoas com dúvidas similares às suas. Confira os melhores momentos desse passeio incrível! Vídeo Jalapão Gostou das nossa dicas e fotos? Nos procure nas redes sociais > @vidaitinerantebr Boa viagem!
  2. andreia.puglia

    Jalapão

    FEVEREIRO/2016 Quando cogitamos ir para o Jalapão, as referências que tínhamos eram poucas. Nenhum amigo tinha ido, e alguns nem sequer sabiam onde ficava, muito embora o destino esteja ficando cada vez mais conhecido. No primeiro relato que li na internet um casal contava que alugou um carro em Palmas, e passou perrengue logo no primeiro dia, quando o carro atolou. Eles disseram que deram muita sorte com um caminhão que passava e os ajudou, e depois foram pro bar e comemoraram o resgate. Rs. Chamou atenção o que motorista do caminhão disse pra ela durante a cena do socorro: O Jalapão é bruto! Vi ainda esta frase estampada na camisa de uma empresa de turismo, é um slogan chamariz do turismo de aventura. Concordo em parte com a frase. De fato o Jalapão não é para qualquer um. Eu diria que o Jalapão é um diamante bruto. Cada atrativo é um espetáculo incrível de delicadeza, são surpreendentes as cores, os formatos, as obras da natureza. E as pessoas, o povo jalapueiro, tem uma doçura rara. São acolhedores, tranquilos, tem sabedoria e conhecimento. No meio de um mato rasteiro chamado de cerrado alto estão leves depressões que não sao vistas claramente da estrada, e muitas escondem rios com cachoeiras e veredas de buritis, que só se revelam quando chegamos bem perto. No horizonte estão as chamadas serras, que são grandes chapadões onde é possível subir para assistir aos espetáculos do sol. No Jalapão você pode andar muitos quilômetros sem ver ninguém, e assim é o melhor jeito de conhecer. No entanto, isso só acontece fora de feriado. Um parêntesis para ressaltar que o Tocantins é o estado caçula da federação. Foi criado em 1989, pós-Constituição Federal. O lema atual do Governo do Estado (2016) é "livre iniciativa e justiça social". De fato, o que se observa é um estado com planejamento e orçamento para fazer acontecer. Um estado criado no reflexo da constituição cidadã, onde a presença estatal é robusta inclusive no interior, em lugares de difícil acesso, com presença da escola e posto de saúde municipais em todas as cidades por onde passamos. Um morador contou que a presença de uma médica boliviana do Mais Médicos foi fundamental na cidade (isso não é uma propaganda pró-governo, apenas um relato). Muito embora a máquina estatal pareça ser extremamente inchada, há muito espaço para a livre iniciativa, principalmente no turismo. Outra característica do estado recentemente criado é a ausência de influência robusta da Igreja Católica. Não se vê nas pequenas cidades a praça com uma igrejinha. O ponto central da cidade tem uma com o prédio da Prefeitura, e a religião que domina é a cristã evangélica. Escrevi nosso roteiro para facilitar os aventureiros de plantão. Dia 04/02 - chegamos tarde no aeroporto e fomos direto pro hotel. Dia 5/02 - sexta-feira Demos uma volta pra conhecer Palmas. Depois seguimos na direção do Jalapão. No caminho, logo no início da estrada, paramos na Cachoeira dos Macacos/Cachoeira do Roncador. Simplesmente muito bonita a cachoeira, principalmente a segunda. Um paredão enorme. Dizem que lota no final de semana, e que a tapioca é uma delicia na entrada da trilha. Seguimos viagem até Ponte Alta do Tocantins, onde paramos e almoçamos no Sabor de Minas, comida caseira. Depois do almoço fomos ao Cânion do Sussuapara, um lugar no meio da estrada, diferente de tudo que já vi. Parece que o chão abriu e as raízes das árvores fazem chover no buraco aberto. É lindo, cena de filme, água limpa. O Chico (nosso guia) explicou que tinha um poço que dava pra tomar banho, mas que teve um desmatamento próximo que assoreou o tal poço, que atualmente é só um pequeno caminho de água. Depois, fizemos check in na Pousada Águas do Jalapao, e aproveitamos a tarde na piscina, tomando cerveja (que compramos em Palmas antes de sair). No fim da tarde saímos pra ver o por do sol na Pedra Furada, que de fato é linda demais. Repelente é fundamental. Na volta, estávamos cansados demais, tomamos banho e dormimos cedo. Dia 06/02 - sábado Café da manhã delicia da pousada, e saímos pra tirar foto na entrada da cidade. Pegamos a estrada. Depois de 30km, sob um juramento de que não íamos demorar, o Chico fez uma surpresa no roteiro e saiu da estrada pra gente conhecer a cachoeira do Lajeado. As cachoeiras e rios aqui passam pela parte baixa do terreno, então não dá pra ver da estrada. Ela era diferente, o solo vermelho, a água geladinha, e as pedras lisas e planas. Foi bom pra refrescar deitados na pedra e tirar fotos. Mais 70 km e chegamos na Cachoeira da Velha, que fica dentro de uma propriedade que foi do Pablo Escobar e o governo atualmente administra a estrutura. A queda d'Água é grande e o visual bem bonito com a Serra do Jalapinha ao fundo. Descemos a trilha da queda d'Água até uma praia de rio, onde o Chico esperava a gente com um saboroso picnic. Experimentamos a paçoca de carne seca. Descansamos um pouco batendo papo, tranquilos no rio, e pegamos estrada novamente. Mais 60km até chegar às Dunas, e os arbustos do cerrado alto impedem de ver os atrativos de longe, mesmo sendo planalto com o horizonte lindo. Já na reta final é possível ver ao fundo a Serra do Espírito Santo com o Sacatrapo à sua direita. Tiramos muitas fotos, e ficamos encantados com a beleza da formação da serra. Subimos nas Dunas de areia bem dourada e de lá assistimos um lindo pôr-do-sol. Voltando pro carro, criamos inimizade com o Amauri, que no atrativo anterior tinha entrado no meio das nossas fotos (tanto espaço vazio pra ele tirar foto...), e depois acabou ouvindo a gente sacaneando ele no meio da trilha. Foi difícil não rir daquela situação constrangedora. Quem não riu foi o Amauri. Mais alguns quilômetros e chegamos em Mateiros, jantamos no restaurante da Tia Rosa, que serviu frango com pequi (fruta famosa do cerrado), e macarrão com feijão!! Hum... Ausência de limite resultou numa passada na sorveteria mesmo depois de comer muito na tia Rosa. A animação era total pro carnaval da cidade, mas foi só tomar um banho quente que todos se aquietaram e apagaram. Em tempo, o carnaval não passou de um apitaço no posto de gasolina. Dormimos no hotel Panela de Ferro. Hotel excelente, tudo novo, ar condicionado, cama boa, wi-fi e café da manhã simplesmente imperdível. Dia 07/02 - domingo Acordamos às 03:40, e saímos às 04:00 pra subir a trilha e assistir o nascer do sol no Mirante da Serra do Espírito Santo. Céu estrelado, só a gente na trilha. No meio do caminho vimos um monte de carro chegando lá embaixo. A subida tem bastante pedra solta, mas não é difícil. Chegamos lá umas 05:50 e o céu já começou a ficar laranja. Aguardamos mais uma hora entre fotos e contemplação, e vimos aquele incrível espetáculo sem uma nuvem no céu. O sol nasceu por volta das 06:40. Todas as atrações foram diferentes e valeram muito a pena, mas sem dúvida esse nascer do sol foi meu preferido. Amauri chegou logo depois da gente e esteve presente neste momento crepuscular. Depois pegamos uma trilha de 3km plana pra ver a erosão de cima e do outro lado da serra, toda a areia dessa erosão é depositada nas Dunas que vimos no dia anterior. Voltamos, descemos a trilha de volta, e as 8hs estávamos de volta na base da serra. Na pousada, esperaram a gente voltar pra tomar café, e mais uma vez eu vejo que não tenho maturidade pra comida gostosa à vontade. Tinha um pão caseiro, bolos e o mangulão (bolo de polvilho que parece bolo de pão de queijo). A gente só parou de comer quando não cabia mais. Tipo rodízio. Primeira atração do dia foi o Fervedouro Encontro dos Rios. Esse é o menor fervedouro, mas onde o efeito da água brotando e areia afundando é o mais divertido, até agora. Demos sorte (ou o Chico escolheu bem), e não tinha ninguém lá. Porque tem um menininho que fica organizando e controlando a quantidade de pessoas que entram. Conseguimos ficar um bom tempo, tiramos fotos, brincamos de gravidade zero, depois de fazer redemoinho... Mas chegou um outro grupo e nossos 5 minutos começaram a contar. Aproveitamos esse tempo pra tirar a fralda de areia fina que acumulou no biquíni. Logo do lado tinha o encontro dos rios: rio sono (água escura) com rio formiga (água clara). Demos uns pulos na margem do rio pra brincar um pouco. Depois fomos pro boia cross no rio formiga, cheio de aventura e com direito a pular da árvore e cair desajeitado no rio no fim do percurso. No mesmo local tem o fervedouro do buritizinho, que tem uma água azul linda e inacreditável, no meio de um monte de bananeira, e com um fervedouro fundo no meio. Esse fervedouro pareceu o mais bonito, mas não tem a sensação diferente do fervedouro do encontro dos rios. Na saída, vimos mel sendo vendido numa garrafinha de caçulinha, junto ao artesanato. Era Mel de Tiúba, e segundo contaram é um mel super difícil de achar e bom pra gripe. Almoçamos no fervedouro do buriti. Logo em seguida fomos na Comunidade do Mumbuca, onde encontramos crianças lindas cantando assim que chegamos. Lá vende artesanato de capim dourado feito pela comunidade. Também experimentamos o sorvete dentro da comunidade. Tinham sabores super diferentes, de frutas típicas da região. Jatobá, coco catolé, mangaba, cagaita, murici. Ah, junto do artesanato também comprei um doce de caju caseiro bem gostoso. Tinha doce de banana e doce de buriti também. No fim do dia fomos até a Cachoeira da Formiga. Nunca vi tanta gente. Muita mesmo. O ideal é ir bem no início do dia ou bem no final. Conforme a tarde ia caindo, o pessoal ia embora, até que ficou bem vazia e curtimos mais. Voltamos pra pousada, tomamos um banho e fomos atrás da pizzaria da cidade. Mas ela só abria depois do culto, porque o dono é o pastor, então fomos no único lugar que tinha gente, Pastelaria Tavares. Tomamos uma cervejinha, comemos um delicioso pastel de carne com queijo, e depois um espetinho (com acompanhado - mandioca cozida, feijão tropeiro, arroz, vinagrete). Bem bom. Mais uma vez foi pé na jaca. Dia 08/02 - segunda-feira A ideia era acordar cedo pra correr e gastar os 3kg que adquirimos, mas o corpo já estava cansado, a cama e o ar condicionado estavam mais interessantes. A moça do café conseguiu limão pra mim, colhido do pé. Fofa. Eu pulei da cama e arrumei a mala o mais rápido que pude pra sobrar mais tempo pro café da manhã. Deixo a dieta e a corrida pra quando voltarmos pro Rio. Os donos da pousada são ótimos. A Dona Josinete pareceu brava de início, mas tem um coração bom. Teve uma hora que eu fiquei com medo dela brigar que eu tava comendo muito, mas ela disse pra comer mesmo porque estávamos muito magrinhas. Rs. Pegamos estrada pro rafting. No caminho encontramos não só expedições de caminhonete, mas também muitas expedições de moto e bike. A galera de bicicleta é muito guerreira, porque é muito sol e muita poeira. Impressionante que não tem só homens, as mulheres também são guerreironas. E vai um carro de apoio junto. Chegamos no rafting. Parágrafo especial rafting: O rafting no Rio Sono é feito com a empresa Novaventura. Eles são super profissionais e se preocupam com a segurança dos turistas. Por isso, é necessário usar roupa adequada (calça comprida de ginástica, ou calça de taktel, blusa, quanto mais comprida melhor pra proteger do sol, e tênis ou papete - vale a pena investir numa papete antes de ir ou conferir se eles alugam no local). Além disso vale a pena usar viseira ou boné, muito protetor solar, e disposição. Quem quiser levar câmera, é bom tomar cuidado. São duas horas e meia descendo a cachoeira, e é uma descida na medida certa pra quem não tem experiência mas quer um pouco de aventura. Fizemos a nossa descida com o Rafael, super gente boa, que nos deu muitas dicas e curiosidades da região. Vou tentar resumir: Começo pelo nível do rafting, que nesse dia era nível 2. Mas ele oscila de acordo com a época do ano. Quanto mais chuva, mais forte fica. Eles costumam dizer que o inverno é a época chuvosa, janeiro a maio, com temperaturas mais amenas. Enquanto o meio do ano é o verão, quando as temperaturas ficam mais altas durante o dia e frio a noite, e chove menos. De agosto e dezembro faz muito calor de dia e de noite, e não chove. Quando chove menos, o rafting fica mais fácil. E ouvimos dizer que os rios ficam ainda mais bonitos. A mata ciliar vai crescendo ao longo do rio e ficando mais parecida com a Mata Atlântica. São poucos os bichos ao longo do rio, na grande maioria pássaros. Depois do rafting, passamos na cachoeira das araras, delicia. Só tinha a gente. Os carros particulares não costumam vir, e as agências só vem se fizer o rafting. O almoço foi no Fervedouro do Bela Vista. Pode parecer que não sou parâmento porque gosto de tudo, mas não é bem assim, a comida tocantinense é gostosa mesmo. E esse almoço foi o melhor da vida. Um casal que saiu antes da gente agendou o jantar. Pra quem se hospedar em São Félix é uma distância de 3km. Consegui o telefone deles, vale a pena agendar. Telefone: 63-9920-9914 (Dona Himelda e Sr. Gecimar. Mandioquinha frita e carne de panela melhores da vida. Eles serviram também frango caipira (típico da região), feijão delicia, arroz, bife de carne acebolado, e salada de tomate com repolho. O tal casal que reservou o jantar pediu escondidinho de carne de sol, e fiquei com muita vontade de experimentar, quem ler esse texto e for lá, depois me conta. Amo escondidinho. Pra fechar fomos conhecer o fervedouro que tem lá, com peixinhos, onde conseguimos ficar sozinhos tirando fotos e curtindo. Depois desse fervedouro voltamos pra Mateiros, por questão de logística (dessa maneira é possível ficar 3 dias no mesmo hotel em mateiros), mas também é possível se hospedar nessa noite em São Félix do Tocantins (assim não precisa andar pra trás no roteiro). Perto de Mateiros tem o restaurante Rancho 21. Não tem nada demais. Mas tinha salada e mandioca cozida que já valeram a pena. Na verdade eu ainda estava pensando em toda a comida até aqui, e ainda no escondidinho, por isso dei uma controlada nesse jantar. Estávamos cansados, do jantar fomos pro hotel Dois Irmãos, simples e limpo, café da manhã simples. Dia 09/02 - terça-feira Nesse dia conseguimos acordar cedo pra correr. Foi bom pra conhecer a cidade toda, que não é grande, mas fora do carro temos uma visão diferente. Até aqui a gente saia de carro do hotel, ia e voltava do atrativo e descia no hotel. Saímos a pé só à noite. Gastamos 1/10 do que comemos até agora, não porque corremos pouco, mas porque não temos educação com comida boa. Tomamos café que apesar de simples tinha um mangulão que era praticamente um bolo de pão de queijo, massa firmizinha. Depois pegamos estrada na direção de São Félix. Paramos na cachoeira do Prata, onde tomamos banho e ficamos conversando tomando uma cervejinha. O almoço foi depois de São Félix, onde termina o ponto do rafting, e é conhecido como cachoeira das araras. Bem diversificado o almoço ali, tinha tabule, salada, mandioca, além das comidas tradicionais como galinha e carne de panela. Mais uns 20km e chegamos na Catedral Ecolodge. Tinha visto essa pousada no booking. Me chamou a atenção a foto do bangalô principal que fica na parte alta da propriedade e interage diretamente com a natureza. É bem romântico. Mas chegando lá descobri que esse bangalô é um só e que na parte de baixo tem bangalôs menores, com banheiro fora do bangalô(na chamada casa de banho). De início eu fiquei de olho da suíte master, mas adorei ter ficado no bangalô de baixo. Confesso que tive medo dos bichos entrarem no bangalô de madrugada, mas depois me acostumei, entraram apenas os bichos de praxe, nada de lobos ou onças, e eu queria mesmo era ficar mais tempo hospedada lá. Dormimos de cortinas abertas e tudo (não existem portas), e de fato é uma experiência pra quem está acostumado com a cidade. Curtimos o banho de rio no fim da tarde, depois saímos pra fazer o passeio de bike (R$30,00), que valeu muito a pena. Conseguimos gastar metade da comida que consumimos, e vimos dois casais de araras azuis. Não deu tempo de ver o por do sol do monte que tem dentro do acampamento. Vimos da estrada mesmo, de bicicleta. Voltamos já escuro pro acampamento ecolodge. O jantar foi simplesmente delicia, já recompondo em dobro o que gastamos mais cedo. No fim do dia ficamos admirados com o céu todo iluminado ali no meio do cerrado. Acordamos cedo pra ver o nascer do sol no monte perto do acampamento, mas não tivemos muito sucesso. O pessoal do ecolodge disse que a partir da semana santa (2016) ficará pronta a trilha pra Serra Catedral que é ali do lado, e com isso será possível subir a serra pra ver o nascer do sol, quero muito voltar pra fazer essa trilha!!! O café da manhã parece ter sido especial pra gente, porque nunca vi tanta coisa gostosa, omelete, tapioca, pão de queijo feito em casa! Mais uma vez não nos controlamos. Só paramos de comer porque precisávamos pegar estrada. E assim fomos, voltamos pela cidade de Novo Acordo e por fim Palmas. Ainda almoçamos um tucunaré delicioso na Praia do Prata (uma das diversas praias de rio de Palmas), onde tem uma cerca no rio pra proteger os banhistas das piranhas!!! Rs. Depois do almoço e banho de rio deixamos o Zé no aeroporto e ficamos num hotel ali perto pra esperar o nosso que seria de madrugada. Mas pra minha surpresa, uma amiga também estava em Palmas e saímos todas pra correr na praça das secretarias. Dirigir por Palmas sem gps é impossível, todas as ruas e rotatórias são iguais. Nos perdemos bastante. Depois da corrida resolvemos parar no primeiro lugar de comida, porque não queríamos mais nos perder. E, por sorte, encontramos uma lanchonete de comidas saudáveis. Comemos tapioca e tomamos suco verde. Deixo aqui o telefone de lá, porque vale a pena, Planejamento : dá pra ir no particular ou por empresa. No particular da pra alugar carro em Palmas. O ideal é alugar caminhonete, e mesmo assim é bom ter experiência em dirigir carro grande, usar a tração. E não vir sozinho de carro por causa dos atoleiros, principalmente no meio do ano quando ele aumentam. Além disso, o roteiro pode começar em mateiros ou em novo acordo. A diferença é que se começar por novo acordo, quando for ao por do sol nas Dunas, precisa voltar uma estrada longa e movimentada pra dormir em Mateiros, ao passo que se começar por Mateiros, o por do sol nas Dunas é caminho pra Mateiros e depois não precisa voltar muito na estrada, só pra subir a serra pra fazer a trilha. O gps tem todas as estradas e atrativos. Dica quando chegar em Palmas: comprar cerveja e água mineral antes de sair; as empresas normalmente levam térmica e gelo; ensacar as mochilas com saco de lixo por causa da poeira; sair um dia antes do feriado para não pegar o galerão que chega no primeiro dia; viajar com empresa, o ideal são 3 pessoas por carro, cabem 4, mas 3 viajam mais confortáveis; pomada pra picada de bicho (carrapato, mosquito, mosca) - não vai necessariamente ser picado, mas pode acontecer e não tem farmácia; a noite normalmente estamos cansados e não tem muita coisa pra fazer, lanche ou janta, cervejinha, e dormir cedo. Comida: quem vai no particular precisa agendar os locais onde comer antes, ou então chegar cedo pra garantir o almoço ou o jantar. Meninas: as águas do Jalapão deixam o cabelo super macio. Melhor que shampoo gringo. Vale o investimento. Roupa de banho: eu particularmente achei ótimo ter levado sunkini, porque me senti confortável em todas as atrações, desde o fervedouro até o rafting. Mas não é necessário. No fervedouro entra muita areia (muita mesmo) na calcinha/sunga. Se tiver forro grosso, a areia não sai nunca mais. Leva um reserva. Atrações: todas as atrações são pagas. Mas se você pagar o pacote com empresa, as atrações normalmente estão incluídas, inclusive refeições à vontade, com exceção da bebida. Filmes para inspirar: Deus é Brasileiro, Xingu, final da Novela Araguaia, Survivor Tocantins.
  3. FlavioToc

    Jalapão de carro, uma aventura

    Faz um bom tempo que desejava ir ao Jalapão, mas me faltavam informações e também certo preconceito que tenho sobre destinos ecológicos ou de aventura, que é sobre explorarem o turista e não ter certeza de que iria realmente gostar. O fato de que é um destino fantástico e que deixou aquela sensação de quero mais. Só não é para quem tem frescura. E o que vi em todas as atrações eram adultos eufóricos, como crianças e adolescentes. Esta viagem aconteceu no início de agosto de 2018. Foram quatro dias no destino. Não contei o tempo em Palmas, mas creio que cinco seria melhor. Observei que poucas pessoas fazem por conta própria. Descrevo como nós fizemos e outras opões para quem não se atrever dirigir. Fizemos com uma pick-up 4x4, Nissan Frontier, alugada em Palmas e fomos entre quatro pessoas. Vejam que o motorista nunca tinha dirigido uma camionete, muito menos 4x4, que é necessário, pois as estradas são muito ruins mesmo e provavelmente as piores em que já andei e tenho longa experiência em estradas de terra. Não experimentem fazer com um veículo menor como Jeep Renegade ou Fiat Toro mesmo 4x4 porque vai danificar alguma coisa muito menos com 4x2 que até vi, porém não tem como acessar todas as atrações. Tem que ser um veículo mais robusto. Outro ponto positivo do veículo foi o controle de tração e de estabilidade. As estradas são brutas. Lá vendem camisetas com uma frase bastante original: “Jalapão terra bruta”. Como o aluguel de uma camionete é bastante caro fica mais em conta se dividir em mais pessoas. Devido à disponibilidade da pick-up só a pegamos no final da tarde e tivemos que fazer o primeiro percurso até Ponte Alta do Tocantins à noite. Evitem isso, pode ter animais na pista. O percurso do Jalapão é feito em semicírculo o que torna bastante prático. Fizemos em sentido anti-horário. Hospedagens Ponte Alta do Tocantins – Águas do Jalapão (R$ 170 casal por noite) – duas noites. Esta tem restaurante (R$ 35, mas tem que reservar a refeição). Mateiros – Pousada Monte Videl (R$ 150) – uma noite. Jantamos no restaurante do Bob ou Tempero Nosso (R$ 30), é só perguntar que é bem conhecido e o melhor, dizem. O Bob é o mesmo da operadora Jalabob (abaixo). São Félix do Tocantins – Pousada Cachoeiras do Jalapão (R$ 170) – uma noite. Também tem restaurante (R$ 35). Pode encomendar quando chegar ao final da tarde. A comida é simples mas farta e gostosa tipo self-service. Estas pousadas tinham um excelente café da manhã. Os valores das hospedagens foram negociados. Eles pediam um pouco mais. Primeiro dia Saindo de Ponte Alta do Tocantins em torno de 8 da manhã. - Lagoa do Japonês. As águas são cristalinas com pedras no fundo, refletem cores lindíssimas. Ótima para mergulho. Para segurança use sapatilhas de mergulho (tem para alugar no local). Almoço as 13:30h no restaurante da dona Minervina (falaram que era melhor), que é um pouco antes à direita é em sua própria casa muito simples. Tem que deixar reservado inclusive o horário e ela é precisa. A comida é bem gostosa e tudo bem limpinho. Lá na lagoa também tem refeições. -Pedra furada. A maioria fica para o por do sol. Vi até araras azuis (azul escuro, mais raras) lá. Retorno para Ponte Alta. Segundo dia Saindo de Ponte Alta em torno de 8 da manhã, levamos toda a bagagem (embalada) a hospedagem foi em Mateiros. Coma bastante no café da manhã, porque este dia vai ser bem pesado. Também leve o que comer porque provavelmente não irá almoçar. Também foram muitas horas andando de carro. -Canion Sussuapara -Cachoeira da Velha. Não deixe de ir. Alguns guias dizem que não vale a pena que é só para tirar foto. O fato é que eles evitam a estrada que é bem ruim e longa (29 km para ir 29 para voltar) mas é realmente impressionante. Depois vá para a praia que se forma rio abaixo e se refresque um pouco. Também tem um rafting bem emocionante. -Dunas. Todos vão para assistir o por do sol. Lembre-se que tem que chegar lá até as 17:00 horas, depois não entra. Cuidado com as abelhas. Para prevenir evite usar perfumes, roupas amarela, laranja e branca estas cores são atrativo. Terceiro dia Saímos de Mateiros às 8 da manhã. -Fervedouro do Ceiça -Fervedouro do Rio Sono -Fervedouro Buritis -Comunidade Mumbuca. Não achamos interessante. É mais fácil encontrar souvenires em Ponte Alta. -Cachoeira da Formiga. É muito bela. Pernoite em São Félix do Tocantins. Quarto dia Saímos em torno das 8 horas para os fervedouros. Se não forem os primeiros no Bela Vista corra para o Alecrim para não esperar. -Fervedouro Bela Vista -Fervedouro Alecrim Veja o vídeo no YouTube: Os fervedouros são tão impressionantes que parecem falsos, como em filme de fantasia da sessão da tarde. As cores são fantásticas. Nós fomos em cinco fervedouros, mas tem muito mais. E as águas em todas as atrações são de uma transparência incrível. -Cachoeira das Araras onde tem restaurante. A cachoeira achamos que não vale a pena. Encomendar o almoço ainda na pousada. -Serra da Catedral só uma parada para fotos. Saímos rumo a Palmas onde será o pernoite. Lembre-se que o tempo de viagem até Palmas (da cachoeira) são em torno de 5 horas. Cuidado o Google Maps errou na distância e tempo para menos. Dicas -Se alugar uma pick-up, embale toda bagagem em sacos de lixo daqueles bem fortes. Pois tem uma poeira e ficam rolando na caçamba. -Baixar mapas no Google Mapas para uso off-line. Já que tem internet somente dentro das cidades. Usei também o Here. -Levar máscara de mergulho ou óculos de natação. -Levar lanches, frutas, barra de cereais,etc e água. Em Ponte Alta dá para comprar alguma coisa para comer. -Levar uma boa quantidade de dinheiro em espécie pois são poucos lugares que aceitam cartão. -Para calcular as diárias de locação lembre-se do tempo de viagem até Ponte Alta do Tocantins que é em torno de duas horas e o retorno a partir da cachoeira das Araras em São Félix é em torno de 5 a 5 horas e meia. -Deixe pelo menos um dia inteiro para conhecer Palmas. E quando usar o navegador digite uma referência como o seu hotel ou Palácio Araguaia é bem mais fácil do que os endereço que são semelhantes aos de Brasília. Ou seja, digite onde quer ir e não o endereço. Para quem não quer dirigir Canela de ema Ecoturismo - (63) 99976-1968; email: [email protected] 40º no Cerrado - https://www.40grausnocerrado.com.br Deserto do Jalapão - http://www.desertodojalapao.com.br/home Jalabob Turismo - https://www.jalabobturismo.com/ Recomendo estes acima porque conheci as pessoas que foram com eles, todos muito contentes, e os guias que inclusive nos ajudaram com sugestões no roteiro e até permitiram que os seguíssemos. A Jalabob também tem a opção de camping e na ocasião ele levava um grupo assim. Todos eram bem flexíveis nos horários e nas atrações. A seguir as fotos: -Mapa -Lagoa do Japonês -Dunas -Pedra furada
  4. Duração: 7 dias, passando a primeira e a última noite em Palmas. Veículos: Duster 1.6 (Movida), Renegade 1.8 (Unidas). 09 pessoas. Acesso aos atrativos sem carro 4x4: Ao fim do texto há uma lista dos atrativos visitados e especificações sobre o acesso. Época do Ano: Fim da estação chuvosa, início da estação seca. Caíram apenas algumas gotas de chuva durante a semana. Roteiro básico: Palmas – Ponte Alta – Mateiros – cidade de Rio da Conceição – Pindorama do Tocantins – Palmas. Foram percorridos cerca de 1200 km. Custo por pessoa: cerca de 800 reais + passagem aérea. O valor total da viagem foi contabilizado e dividido entre as 09 pessoas do grupo pelo aplicativo Tricount. Nesses 800 reais considera-se quase tudo o que foi gasto, inclusive passeios, camping, hostel, almoços, aluguel de carro e combustível. Domingo, 29/04. Palmas, Praça dos Girassóis, Praia da Graciosa, Hostel Aconchego. Aluguel de Veículos Alugamos a Duster pela Movida. Foi pago 926 reais pelos 7 dias; a Movida não oferece franquia reduzida, sendo que o valor é de 1800 reais e caso o dado ao veículo seja menor do que esse, paga-se o valor do concerto. Me ofereceram seguro contra terceiros, seguro contra pneu furado e vidros, porém não achei nenhum deles vantajoso. O outro veículo foi alugado na Unidas, lá eles oferecem o Renegade. Há uma vantagem: a franquia reduzida, que aumenta o valor do aluguel, porém a franquia fica por 500 reais. O valor total pago pelos 7 dias foi de 1400 reais. Mas porquê a busca pela franquia reduzida? Já prevíamos que as estradas de terra, pedra e areia fossem danificar esses veículos, especialmente o Renegade, que é mais baixo e que não possui um local feito pra que se amarre a corda ou cinta pra viabilizar o reboque. A Duster possui um ferro com um furo no meio, tanto na dianteira como na traseira que facilita muito o reboque. Porquê não alugar uma 4x4? É simples, em Palmas o valor da 4x4 era quase 5 vezes maior que o da Duster e do Renegade, por volta de 4.500 reais durante o mesmo período de uma semana. Conhecendo Palmas Cheguei em Palmas cerca de 06 horas antes do resto do grupo, aproveitei pra conhecer a cidade, apesar de não achar muita coisa pra se fazer por lá. Conheci o Palácio do Araguaia, de fato bem bonito. Próximo a ele ficam dois monumentos em homenagem a Luis Carlos Prestes e à Coluna Prestes. Após o passeio cultural, achei legal ir conhecer as praias que margeiam o Rio Tocantins. Elas em geral são cercadas por uma rede que impede a entrada das Piranhas (ainda bem hahaha). Conheci a Praia da Graciosa, é simpática, mas não é grande coisa; pude me refrescar enquanto esperava o resto do pessoal. A cidade de Palmas parece uma USP gigante, pra quem conhece a Cidade Universitária... São inúmeras rotatórias e avenidas. As avenidas se estendem por muitos quilômetros, não há trânsito, é uma cidade planejada. Hospedagem Ao fim da tarde, fui atrás de um lugar pra ficarmos a primeira noite em Palmas. O primeiro lugar que fui, adorei! É o Hostel Aconchego (foto 1). Fiz o percurso entre o Aeroporto e o Hostel em cerca de 25 a 30 minutos. O lugar é bem bonito e aconchegante (hahaha é verdade), há uma rede do lado de fora, cadeiras e mesinhas. Do lado de dentro é muito limpo e organizado. Pagamos por volta de 40 reais por pessoas, com direito a um ótimo café da manhã – com uma série de ingredientes locais, um suco de Cajá maravilhoso, goiabada... meu deus hahahaha – e as ótimas dicas e conversas com a Ariela, moça que nos recepcionou no Hostel. Gostamos tanto do local que passamos nossa última noite lá, novamente Foto 1: Em frente ao Hostel Aconchego, com a Ariela (a esquerda). Feira Local A nossa janta foi numa feira local, pra mim o melhor lugar de Palmas. Pudemos encontrar muita comida boa e barata, além de artesanato feito com o capim dourado – num preço muito mais em conta do que se encontra no Jalapão. Na feira há muitos tipos de caldos, um que é muito bom e local é o Caldo de Chambari (R$ 7,50) (foto 2). Nós gostamos também de um prato que chama Jantinha, onde vem MUITA carne picada, arroz e feijão tropeiro (R$ 10,00). Foto 2 Vale lembrar que passamos em um supermercado e garantimos mantimentos pra quase toda a viagem... muita água, miojo e pão! Hahahahah 30/04 Ponte Alta – Dunas do Jalapão (Antes de Mateiros), via TO-255. Passeios do Dia: Cachoeira do Lajeado. O café da manhã no Hostel começava as 07. Saímos um pouco tarde, por volta das 09 horas de Palmas, uma vez que paramos numa loja de pesca pra comprar fogareiro. Fomos em direção a Ponte Alta, lá abastecemos o carro e seguimos sentido Mateiros pela TO-255. Quando falo o nome das estradas, não é porque está indicado, mas só pra vocês acharem elas no Google haahha A ideia inicial era ir para a Cachoeira da Velha, a 30 km da estrada principal, e terminar o dia nas Dunas, a 6 km da estrada principal. Não sabemos se carro sem ser 4x4 chega a Cachoeira da Velha, por ser muito longe deixamos de ir. Em relação as dunas, os 6 km seriam feitos a pé, não fosse a pick up que nos ofereceu carona na caçamba. Há um camping em frente à entrada das Dunas, cuja diária é 25 reais por pessoa. Passamos a noite por lá. Eles servem almoço, deve ser em torno de 30 a 35 reais, porém ficamos com o nosso miojo... o moço disse que seria complicado fazer a janta, pois não havíamos avisado que iríamos jantar lá, e então ele teria que matar a galinha ainda... ok né De fato, o que fizemos foi ir a Cachoeira do Lajeado (Foto 3), chegamos lá com certa tranquilidade sem carro traçado, além do fato do caminho até ela ser curto. A cachoeira é mais legal do que as fotos que vimos pela internet, talvez as pessoas tenham ficado apenas nas primeiras quedas.... Há uma pequena trilha, que qualquer pessoa com básico preparo físico consegue fazer e chegar no poço da cachoeira, onde há a maior queda. Foto 3 Terminamos o dia na frente das dunas, porém chegamos após o anoitecer. Atolamos algumas vezes, a maioria delas bastava alguém empurrar pra desatolar. Em um dos casos, um guia que passou com turistas numa caminhonete 4x4 nos salvou! O camping em questão era o da Dona Benita (Foto 4). Senhora muito simpática, com uma ótima cachaça 51 com Jalapa, uma batata da região. Foto 4: A cachaça fez efeito Tempo de Viagem Palmas-Ponte Alta-Dunas Não consigo lembrar exatamente quanto tempo demoramos no percurso Palmas-Ponte Alta-Dunas, o que é certo é que curtimos uma cachoeira ótima (por cerca de 2 horas) no meio do caminho, e que saímos de Palmas as 09 horas da manhã e chegamos nas dunas por volta das 19 horas da noite. Condição das estradas A estrada de asfalto que liga Palmas a Ponte Alta é ruim. Por vezes é um tapete, do nada há tantos buracos que você tem que escolher o menor e passar por cima. Tem que ir de vagar. A estrada que liga Ponte Alta a Mateiros passa pelo acesso a Cachoeira da Velha, pela Cachoeira do Lajeado, e pelas dunas é a pior do Jalapão, complicadíssimo para carros não traçados. Apenas pra explicar o que torna essa estrada (TO-255) complicadíssima: Os carros atolam quando passam pela Areia (foto X), pelo menos na época seca o problema não é lama. Além disso há inúmeras pedras e verdadeiros blocos na pista. Em um dos trechos, há um morro, onde passar por ele é tão complicado que colocaram um pouco de asfalto nesse trecho; o problema é que há tantos blocos antes do asfalto, e um degrau tão grande entre o asfalto e a pista de “terra” que tivemos que fazer uma força tarefa pra melhorar a pista e os carros passarem (fotos 5 e 6). Foto 5 Foto 6: Haviam blocos de pedra muitos grandes logo antes de um pequeno trecho asfaltado, exatamente pelo relevo ser íngreme nessa porção da rodovia que liga Ponte Alta a Mateiros. 01/05 Ponte Alta – Mateiros, via TO-255. Passeios do dia: Mirante do Espírito Santo, Cachoeira do Formiga. Para ver o nascer do sol no Mirante do Espírito Santo, saindo das dunas, acordamos 03:30, desmontamos as barracas, e saímos do Camping as 04:00.. 04:20. Atolamos algumas vezes logo após a saída do camping hahahaha, chegamos rapidamente ao acesso da trilha. Sem carro 4x4 não vale a pena pegar essa acesso, mas sim estacionar na própria estrada principal e percorrê-lo a pé, é muito curto. Não sabíamos disso, fomos de carro e a Duster atolou (foto 7); o Renegade conseguiu voltar e ficou pela rodovia. Foto 7: Duster atolada no acesso à partir da estrada principal para a Trilha do Mirante do Espírito Santo. Abandonamos o carro (Foto 8 ) no acesso. A trilha é bem pesada, porém curta. É pesada pois é muito íngreme. Foto 8: O carro acima, na rodovia principal é o Renegade. No meio do caminho é a Duster, atolada. Na parte inferior da imagem, estão os carros das agências de turismo. Um moço nos salvou ao nos desatolar! Suponho que a tenha subido em cerca de 30 minutos, parei pra descansar algumas vezes. É importante levar lanterna. É possível demorar muito mais do que 30 minutos pra fazer essa subida, é necessário estar em boa forma. Foto 9: O nascer do sol é mais bonito pra quem tá atolado ahahahha não nos rendemos à mafia da 4x4 Foto 10: descida do Mirante do Espírito Santo Foto 11: Outra vista da mesma trilha... parece que a descida da Serra do Espírito Santo é mais bonita do que a vista do mirante em si... Lá em cima há a possibilidade de fazer uma outra trilha, de mais 3 km, onde se tem acesso a outra vista – das dunas e a erosão que dá origem às dunas. Não sabemos se é legal ou não, descemos rapidinho pra pedir ajuda a alguma caminhonete 4x4! Após desatolar, fomos rapidinho pra Mateiros, reabastecemos o tanque (gasolina por R$ 5,60, em Palmas é R$ 4,60). Fizemos breves reparos no parachoque, com enforca gato... pois descobrimos que alguns parafusos caíram, e um pedaço quebrou – isso nos custou ao fim da viagem R$ 500,00. Em Mateiros achamos uma Padaria, lá comemos demais, e gastamos de menos! O pão na chapa era 1 real, café 1 real... coisa assim... tinha suco de laranja, bolo, tudo muito ótimo! Partimos pra Cachoeira do Formiga, sentido São Felix, que fica mais a norte. A estrada (TO-247) que liga Mateiros a São Felix é, como quase todas, de terra. Seu estado é incomparavelmente melhor do que a que liga Mateiros a Ponte Alta. Na Cachoeira do Formiga o esquema é R$ 30,00 camping + cachoeira. Só a cachoeira fica por R$20,00. Acampamos por lá mesmo. Curtimos a Cachoeira o resto do dia... almoçamos por lá, mas isso não vale a pena: R$ 35 reais por pessoa, não veio tanta comida assim. O legal dessa cachoeira é que não há limite de tempo, nem de pessoas. Boa parte do tempo ficamos lá sem ninguém mais. Pudemos inclusive aproveita-la de noite, pois há uma luz no local! O camping é meio precário, mas foi tranquilo. Não tivemos coragem de usar o chuveiro com shampoo e sabonete, pois isso iria diretamente para um córrego. O som da cachoeira durante a noite é ótimo. Foto 12: Cachoeira do Formiga Foto 13: Cachoeira do Formiga Foto 14: Cachoeira do Formiga 02/05 Nascente(“fervedouro”) Buritizinho, Ceiça e Dunas. Acordamos ainda na Cachoeira do Formiga, desmontamos nossas barracas e partimos pro Buritizinho, posteriormente para o Ceiça e terminaríamos o dia nas dunas. O acesso aos dois fervedouros é tranquilo sem carro 4x4. O fervedouro do buritizinho é pequeno, a água é muito transparente. Vê-se ao fundo a água “ferver”. Paga-se R$ 15 ou 20,00... pudemos ficar lá um bom tempo, só tinha um casal fora o nosso grupo. Tem um rio bem legal lá também, a água é bem límpida. Minha opinião pessoal em relação aos “fervedouros” é que eles na verdade são nascentes, muitas vezes devem cavar pra que se faça essas piscinas – apenar de chamarem por fervedouros, na verdade a água não é quente, é apenas uma nascente. O do buritizinho é pequeno, mas dá pra nadar um pouco e rende boas fotos. Partimos pra nascente do Ceiça, é mais legal que o Buritizinho, porém bem mais cheia. R$ 20 reais, 15 minutos... Parte do grupo nadou lá, parte do grupo nadou no riozinho do lado de grátis ahahhaha Acho que vale muito a pena quando vazio! Almoçamos em Mateiros, num restaurante logo ao lado de um mercadinho! Foi bem barato... algo em torno de 15 reais, foi ótimo. Partimos pras dunas umas 15:00, chegamos ao final da tarde, nenhum atolamento no caminho ahahha. Fomos começar nossa jornada de 6 km pra ir a pé, 6 km pra voltar. Parte do nosso grupo conseguiu uma carona numa caminhonete de um guia muito simpático, o passeio na caçamba foi muito melhor do que dentro de qualquer carro... que visual (foto 15). Foto 15: Eunuco e Juru divando da caçamba... nem precisou descer pra tirar foto Pra voltar das dunas, os guardas do parque deram carona pra todo mundo! As dunas (foto 16) devem ser visitadas mais cedo, desde o começo da tarde até o final da tarde. Há uma série de lagoas ao fundo que podem ser visitadas, não tivemos tempo. Além do que, as próprias dunas já são muito impressionantes! Foto 16: Pinga divando nas dunas. Serra do Espírito Santo ao fundo. Descemos das dunas e pensamos se íamos dormir novamente no camping em frente. Decidimos ir pra Mateiros e acampar na pousada e camping Toinha. O preço foi R$ 20,00 por pessoa. 03/05 Serras Gerais: Viagem para Dianópolis e Rio da Conceição. Passeios: Lagoa da Serra Partindo de Mateiros, saímos pela TO-247 sentido Pedra da Baliza, já na fronteira com a Bahia. Ao chegar lá viramos a direita na BA-458 sentido Panambi. Passamos por um infinito latifúndio, monocultura: soja. Uma estrada não assinalada no mapa do Google, perfeitamente asfaltada, nos levou diretamente para Dianópolis. Em Dianópolis deve-se abastecer o carro, pois não há posto de gasolina em Rio da Conceição. Entre Dianópolis e Rio da Conceição é cerca de 30 minutos. De Rio da Conceição a Lagoa da Serra, mais 1 hora. Apesar de termos saído cerca de 08:00 da manhã de Mateiros, só chegamos na Lagoa da Serra 15:00. Uma grande confusão foi criada na internet, em vários lugares a Lagoa da Serra foi citada como sendo a mesma que a Lagoa Bonita. Deixo claro que são lugares diferentes. Vale-se ressaltar que a Lagoa Bonita está fechada. A Lagoa da Serra (Foto 17) fica na cidade de Rio da Conceição, seu acesso é possível sem carro 4x4, e em seu estacionamento vimos vários carros de passeio comuns. O lugar é muito bonito. A água é bem transparente, e a visão da serra é impressionante. Foto 17: Galerinha na Lagoa da Serra. O Stand-Up foi emprestado por uma moça muito legal, dona do Restaurante Quintal da Serra e de uma agência de turismo em Rio da Conceição. Ela aluga Stand Up, e acho que vale muito a pena! Foto 18: Capa de disco Por fim, apesar de não haver nenhuma placa em nenhum lugar, tivemos que pagar 20 reais por pessoa por ficar na Lagoa da Serra. Achamos um PF de 12 reais em Rio da Conceição, ótimo. Ao lado dele ficamos na Pousada Brandão, o dono chama Márcio e me deu várias dicas. Negociamos o valor por estarmos em 9... queríamos acampar exatamente pra abaixar o valor, ele nos fez um desconto e pagamos 35 reais ao invés de 40! 04/05 Viagem pra Pindorama do Tocantins, Passeios: Cachoeira da Fumaça e Lagoa do Japonês Partimos de Rio da Conceição por volta das 09 da manhã. Tomamos café da manhã numa padaria onde tudo era muito barato... café 1 real, pão na chapa 1,50... Após uma hora de viagem em estrada de chão, chegamos à Cachoeira da Fumaça (foto 19); pra achar o local exato perguntamos numa casa, antes de uma ponte. Não há placas. Foto 19: A cachoeira da Fumaça tem uma queda bem alta, muito forte. Não é possível nadar nela, apenas em partes do rio um pouco mais acima. É bem bonita, tem um arco-íris permanente. É uma parada rápida durante a viagem. Voltamos à estrada em direção a Pindorama, numa única bifurcação pegamos a esquerda, não há placa. Chegamos lá por volta das 14:30. Comemos um PF barato de 12 reais, partimos pra Lagoa do Japonês. O caminho entre Pindorama do Tocantins e a Lagoa do Japonês é relativamente bem sinalizado e simples. Todo mundo conhece, basta perguntar caso seja necessário. É um caminho de 30 km entre a cidade e a lagoa. A partir de certo momento a estrada passa por uma pequena serra, muito íngreme. Alguns córregos são cortados no meio do caminho, tanto a Duster quanto o Renegade desceram sem maiores dificuldades. Durante a descida me questionei se os carros subiriam, mas subiram tranquilamente. Inclusive no estacionamento da Lagoa do Japonês havia: HB-20, Civic, uma Mercedez esportiva. Não me perguntem como esses carros chegaram lá, eu não sei... ahahhaha Foto 20: Lagoa do Japonês Foto 21: Lagoa do Japonês Foto 22: Lagoa do Japonês Foto 23: Há uma caverna na Lagoa do Japonês Foto 24: Júlio dentro da Caverna; é possível entrar em partes que não estão submersas. Atrativos e Acessos sem 4x4 (não traçados): A ordem é de acordo com o nosso roteiro; Estrada Ponte Alta-Mateiros: Cachoeira do Lajeado Chegamos sem maiores problemas até a cachoeira, é um acesso a partir da rodovia principal. É sinalizado. Há um córrego que passa em terreno bem arenoso, fui andando antes do veículo para saber se afundava; não afundava. Na época das chuvas as condições de acesso podem mudar. Estrada Ponte Alta-Mateiros: Serra do Espírito Santo Não entre na estradinha de acesso à trilha sem veículo 4x4. Estacione na estrada principal que liga Ponte Alta a Mateiros e ande até o início da trilha, deve ser cerca de 300 metros. Estrada Mateiros São Felix: Cachoeira do Formiga Chega sem veículo 4x4 pois há uma parte da estrada mais recente, onde os veículos passam com tranquilidade. Não vá pelas partes onde há areia, é possível evita-las com tranquilidade. Estrada Mateiros São Felix: “Fervedouro” Buritizinho Veículos não traçados chegam tranquilamente. Estrada Mateiros São Felix: “Fervedouro” Ceiça Veículos não traçados chegam tranquilamente. Estrada Ponte Alta-Mateiros: Dunas Estacione na entrada da rodovia de acesso. Só chegam até as dunas veículos 4x4. Você pode dar a sorte de pegar carona em algum veículo 4x4 que passe pelo caminho. São cerca de 4 km para ir, 4 km para voltar. Na volta é quase certeza que os guardas do parque forneçam carona. Cidade Rio da Conceição: Lagoa da Serra Veículos não traçados chegam com tranquilidade, ao menos na época seca. Cidade Pindorama do Tocantins: Lagoa do Japonês Veículos não traçados chegam com tranquilidade. Porém é ideal que o veículo seja alto, é necessário cruzar alguns córregos no caminho. Vi um HB 20, um civic, e uma Mercedez esportiva no estacionamento do local, eu não sei como eles chegaram, mas sei que é possível. Estrada entre Pindorama do Tocantins e Ponte Alta: Pedra Furada Há uma estrada de acesso, sinalizada, para a pedra furada. Tem bastante areia e é preciso tomar cuidado para não atolar.
  5. Liz!!!

    Jalapao roteiro relato 7 dias e 6 noites

    Jalapao Feliz no mundo. (vai l ano instagram que tem muitas fotos legais dessa viagem @feliznomundo Saida de Sao Paulo (Congonhas) x Palmas 22/02/2017 Volta Palmas x Sao Paulo Congonhas 02/03/2017 OBS: fomos um pouco antes do Carnaval e passamos carnaval la, em feriados prolongados a procura é grande, entao nao tivemos muitas opcoes de pousada. A Dica é reservar com antecedencia. EM 2016 começamos ( eu e Felipe) a planejar nossa viagem para o Jalapão. Então pesquiamos muito. No inicio pensamos na possibilidade de alugar um carro e ir desbravando sozinhos a regiao. Cheguei a marcar as coordenadas das atracoes no gps ( achei em algum relato do blog mochileiros mas ja nao me lembro mais qual). Mas ai fui tentando entrar em contato com as pousadas. GEnte que dificulfdade. Eles nao atendem, ou nao respondem, ou falavam que nao podiam reservar assim com antecedencia ( mesmo pagando). E ate pra achar os telefones da pousada foi dificil. Estando la pessoalmente vi que existem muito mais do que achamos na intenet. Muitas pessoas nos desencorajaram, falaram q a Estrada la é bruta. Entao decidimos contratar um guia. E foi a melhor coisa que fizemos ( gente, da sim pra ir sem guia, mas conhecemos tantaaa coisa, e as distancias entre umas coisa e outra as vezes fica bem longe, bem cansativo e facil de se perder . Vi gente que alugou 4x4 atolado la no carnval.)! E o guia cohecendo a regiao, facilita. Mas isso nao impede de vcs tentarem ir por conta, é so uma opniao pessoal) ! (aprovei e ja recomendo o Dázio –Jalapao da carioca ecotur, ele mora em mateiros tel 063 999504148 ) . O pacote para 7 dias inteiros ( nao recomendo menos que 5 dias inteiros no Jalapao, tem muita, muita e muitaaa coisa pra conhecer) incluia: carro 4x4 ( te busca em Palmas), pousadas (no Jalapao a estrutura de pousadas é bem simples, mas tem o necessario, cama, chuveiro quente e ar/ventilador, algumas tem frigobar, outras nao) entrada nos atrativos, café da manha, almoco e jantar. Ele nos pegou em Palmas no aeroporto ( combinado a parte) e nos levou para ver o por do sol la na Prai do Prata, uma praia de agua doce la em Palmas. Foi bem legal. DEixou a gente na pousada la em Palmas , pois dormiriamos 1 noite la ( ja que nosso voo chegou 17:30h . Em Palmas ficamos na pousada Girassois. Bem gostosa por sinal . Em Ponte Alta (2noites) ficamos na pousada Aguas do Jalapao ( bem gostosa por sinal, mas bem simples , assim como tudo no Jalapao, com WIFI) Em Mateiros (total 3 noites, 2 em uma pousada e1 em um hostel) ficamos na pousada DEserto das aguas ( bemmmm afastada do centro, era a unica que tinha vaga ainda, tem cama confortavel, chuveiro quente, ar condicionado, bem pequenininho o quarto. Recommend ficar mais perto do centrinho, mas como era a unica que havia vaga… SEM WIFI) Ficamos uma noite no hostel Sabia , bem simples mas conforavel, ele ainda esta em construcao, mas como so tinha a gente , foi bom . SEM WIFI) Em São felix (1 noite) ficamos na pousada CApim dourado,( bem simples, mas com frigobar , ar , cama , chuveiro quente, COM WIFI) As estradas estavam razoaveis, Tiveram trechos que vimos tae 4x4 atolando, entao se nao tiver experiencia, atola mesmo! Roteiro de 23/02 a 01/03. 7 dias e 6 noites. Dia 23/02. Saída do Hotel Girassóis em Palmas às 8:00h. Atrativos: * Cachoeira do Evilson. * Cachoeira da Roncadeira (Rapel opcional). Almoço Chegada prevista na Pousada Águas do Jalapão. Jantar Dia 24/02. Saída às 8:00h. Atrativos: *Cachoeira do Lajeado. *Cânion do Sussuapara. Almoço. *Sumidouro do Rio Soninho. ( aqui optamos pela Lagoa do Japones inves do rio soninho, a lagora tinha acabado de reabrir) e value super a pena *Pedra furada. Pousada. Jantar. Dia 25/02. Saída às 8:00. Atrativos: *Cachoeira da Mágica. (aroeira) *Cachoeira da Velha. *Prainha do Rio Novo. Piquenique. *Dedo de DEUS(panorâmica). *Dunas. Chegada prevista na Pousada Águas do Deserto em Mateiros Dia 26/02. Saída às 8:00h. Atrativos: *Cachoeira da Formiga. *Fervedouro Encontro das Águas. ( Maior flutuabilidade e menorah da região ) *Encontro das águas (Rio Formiga c/ Sono). Almoço Restaurante União. *Fervedouro Buritis. Comunidade mumbuca (capim dourado) Pousada. Jantar Dia 27/02. Saída às 8:00h. Atrativos: *Serra do espirito santo ( nao fomos de madrugada, preferimos dormir um pouco e ir depois *Fervedouro Savanna (exclusivo). (muitooo bom!!!) *Fervedouro Buritizinho. *Rio Formiga. Almoço. Chegada prevista no Hostel Sabiá em Mateiros Jantar 28/02. Café. Atrativos: *retornamos ao fervedouro buritizinho!!! *Cachoeira do Rio Prata. *Fervedouro Bela Vista (o maior da região). Almoço. *Fervedouro do Alecrim. *Praia do Alecrim. Chegada prevista na Pousada Capim Dourado em São Félix Jantar. 01/02. Atrativos: *rafting no rio do sono ( a parte) *Prainha dá Arara. *Cachoeira da Arara. Almoço. *Serra da Catedral(panorâmica). Morro dos Macacos (panorâmica). *Cachoeira do Poço Encantado. *Morro Vermelho ( trilha, usar tênis ou bota). (infelizmente estava chovendo muito e nao conseguimos fazer os 2 ultimos no dia da volta) fazendo eles, a previsao de chegada em palmas é umas 22h . Entao melhor o voo ser no dia seguinte.
  6. Salve galera, hoje vamos relatar nossa viagem de carro para o Jalapão - TO que fizemos no Carnaval de 2017 (24/02/2017 sexta-feira ) até 28/02/2017 - terça-feira): AJUSTES E PLANEJAMENTO: ( DEZEMBRO ) Começamos a obter as informações em dezembro/2016 (um pouco em cima para quem quer pagar pouco e conseguir estadia), eu e minha esposa avaliamos algumas possibilidade de ir, desde avião, carro, passeio fechado ( pacote ), porém tudo percebemos que os valores estavam super altos, e que tínhamos uma janela muito pequena de tempo para fechar os detalhes. Começamos recebendo várias informações de pousadas lotadas e guias todos agendados. Pesquisamos sobre aluguel de caminhonete, o qual logo descartamos pois seria muito cansativo pelo curto período de tempo. As agências que pesquisamos ( via facebook, instagram, emails e telefonemas ) apresentaram suas propostas e outras ( a maioria ) nos dispensaram.. Então viemos pesquisar no Mochileiros e par nossa sorte achamos um incrível relato que nos deu muitas dicas importantes, inclusive o da Pousada que nos atendeu super bem e nos tirou todas dúvidas então acabamos fechando com a Dona Lázara da POUSADA PLANALTO. Fechamos um pacote pernoitando em Ponte Alta e saindo no sábado de manhã (25FEV SÁBADO de Ponte Alta para Mateiros) - Pernoite de sábado para domingo em Mateiros na POUSADA SANTA HELENA ( a única que tinha vaga pelo período ). Pesquisamos muito sobre a estrada e sobre o melhor caminho a seguir, pois até então só tínhamos ido até Alto Paraíso ( Chapada dos Veadeiros ). Traçamos a Rota e fomos para a última parte. Convidamos um casal de amigos que vindos diretamente da nossa cidade, Belém ( avião ) para fazer essa trip juntos. Como já estávamos com o roteiro praticamente pronto ( apresentado pelo pacote feito com a Dona Lázara), fechamos uma compra de poucos itens e preparamos o carro ( Siena 1.0 fire ). ROTEIRO - CARNAVAL 2017 (24/02/2017 sexta-feira ) até 28/02/2017 - terça-feira): (FEVEREIRO ) 1º Dia 24/02/2017 sexta-feira - ESTRADA ATÉ PONTE ALTA Dia programado para chegar na Pousada em Ponte Alta - TO. Programamos paradas a cada 4 horas, fomos em 4 pessoas porem 2 dirigindo. 06:00h → hora programada para Saída de Brasília-DF ( um leve contratempo nos pegou pois o vôo de nossa amiga Bea ( velha ) atrasou e perdemos umas 2 horas nesse meio, acabamos saindo por volta das 8/9 horas. Completamos o tanque no posto flamingo em Sobradinho, onde também reforçamos o café da manhã seguimos tranquilo passando por Planaltina. Seguimos mais na frete pela estrada que dá acesso à Chapada dos Veadeiros que por sinal é muito bem sinalizada: passamos por São João da Aliança – Alto Paraiso – Teresina de Goiás (Completamos o tanque) – Campos Belos – Arraias - Conceição dos Tocantins ( Completamos o tanque -esse merece MÁXIMA ATENÇÃO pois como a entrada é deserta em sua maior parte do tempo, NÃO POSSUI POSTO AO LONGO DO TRECHO SENDO O PRÓXIMO SOMENTE EM – Chapada da Natividade (MESMA SITUAÇÃO OCORRE NA VOLTA PARA BRASÍLIA - DEVE-SE COMPLETAR O TANQUE NESTA CIDADE) - Pindorama (no posto BR na entrada de Natividade pegamos uma dica com o frentista, como já era cerca de 18h ele nos deu a dica de ir pelo atalho até a cidade de Pindorama então nsse trecho tinha 65 km de estrada de chão razoável, caso fosse pelo caminho de asfalto seria por Porto Nacional dando cerca de 230 km até Ponte Alta ( não recomendo esse trecho por porto naciona a noite a estrada possue trechos com buracos e há informes de assalto). Resolvemos encarar IMPORTANTE ( PERGUNTE PARA OS LOCAIS SOBRE OCORRÊNCIA DE CHUVAS NOS DIAS ANTERIORES, POIS CASO O TEMPO TENHA SIDO RUIM NÃO É RECOMENDADO PEGAR ESSE ATALHO DE CARRO BAIXO. Seguimos e chegamos ao nosso objetivo por volta das 20 para 21 horas - Ponte Alta do Tocantins. DICA SOBRE PONTE ALTA A NOITE: Fomos para a Pousada e logo saímos a pé para comer algo e tentar descansar, o que observamos foi que o Turismo ainda está sendo organizado em Ponte Alta e ainda possui suas carências em negócios locais não encontra-se uma diversidade de opções, principalmente de comidas noturnas, e os que funcionam acabam cedo. Por sorte achamos um espetinho próximo a ponte, onde pudemos comer um belo espetinho ( muito bem servido ). 2º Dia 25/02/2017 sábado - Atrativos em Ponte Alta (1º de passeio) Acordamos por volta das 06:00h tomamos um generoso café fornecido pela pousada e seguimos para conhecer alguns atrativos. Cânion Susuapara Cachoeira do Rio Soninho Como nosso roteiro era saindo de Ponte Alta indo para Mateiros fomos orientados pelo Guia João da Tour Jalapão a levamos alguns lanches, água, frutas etc, isso foi fundamental, pois não tem onde comer no percurso e ganhamos tempo para outros atrativos. Mirante da Cachoeira do Rio Soninho Pedra Furada Aqui ficamos para apreciar um dos mais perfeitos pôr do sol. Aproveitamos para fazer um rápido registro com nosso drone, alguns guias recomendaram o vôo de longe pois parece que nas proximidades existem abelhas africanas então para não causar barulhos para as abelhas e trazer problemas para os outros visitantes fizemos um vôo bem rápido e fomos curtir o pôr do sol do outro lado da Pedra, segue-se por uma trilha até uma parte (um platô) onde pode-se sentar e apreciar. 3º Dia 25/02/2017 domingo - Ponte Alta Para Mateiros - Dunas (2º de passeio) Continua...
  7. CleoPeixoto

    Jalapão sem agência: 8 dias - Gastos e fotos !!!!!

    Essa viagem foi a mais requisitada de todos pra ter o relato, então vergonhosamente depois de 2 meses vou começar ! kkkkkkkk Fizemos essa viagem com 5 pessoas: Eu, minha mãe, uma amiga minha (Mariana) que tinha conhecido em Itacaré em outra viagem e mais 2 meninas (Bruna e Lais) que, por intermédio do mochileiros, resolveram ir com a gente !! E que grupo delícia ! Funcionou tudo perfeitamente! No link AQUI a planilha com o roteiro que definimos, as hospedagens que ficamos (tem também contato e preço de outras hospedagens que procuramos), uma lista de lugares pra ir, e algumas informações que fui caçando nos relatos..kkk Tudo isso entre abas !!! Roteiro: Fervedouros: Fervedouro Alecrim Fervedouro Bela Vista Fervedouro Buritizinho Fervedouro Encontro das Águas Fervedouro Buritis Fervedouro Rio do Sono Cachoeiras: Cachoeira das Araras Cachoeira do Prata Cachoeira da Formiga Cachoeira da Velha Cachoeira da Fumaça Outros: Serra da Catedral Encontro das Águas (rio) Dunas do Jalapão Serra do Espírito Santo Praia do Rio Novo Pedra Furada Extra: Ilha da Canela (Em Palmas) Hospedagem: São Félix: Pousada Capim Dourado [mostrar-esconder]A pousada não tinha quarto para 5 então fechou um quarto para 2 e um para 3 e fez R$56 a diária por pessoa em ambos os quartos. Eu achei muito bom o quarto, bem grande, limpo e tinha até ar condicionado (que achei até estranho pq a cidade era bem simplesinha..kkk Mas fazia um calor insuportável! kkkkk Tinha frigobar com opções de algumas bebidas para pagar a parte (cerveja tb ) com banheiro privativo. Limpeza: Muito bom Café da Manhã: Bom. Não achei incrível, mas foi bom! O engraçado é que no primeiro dia o café foi servido na área externa, numa mesa grande que ficava embaixo de um tipo de cabana, como se fosse uma casa de sapê mas aberta. Então quando chegamos pra tomar café tinham umas galinhas em cima da mesa ciscando a comida kkkkkkkkkk Algumas meninas acharam meio nojento..Eu só achei engraçado ! Mas acho que por conta desse episódio, no 3o dia o café foi servido na casa da dona, uma casinha em frente ! Wifi: Só pegava na área da recepção. No quarto era muito ruim. Eu recomendo a pousada ! Achei ótima!!! Contato: 63 99934-4339 (Maria)[/mostrar-esconder] Mateiros: Pousada Domiciliar [mostrar-esconder]Foi a MELHOR que ficamos !!!! Muito boa ! Essa foi uma indicação que vi num relato aqui no mochileiros se não me engano e quando vi "pousada domiciliar" já me interessei, por que tudo que é feito na nossa casa é feito com mais carinho! kkk E não deu outra. MAS quando chegamos demoramos pra achar o lugar por que eu fiz uma confusão. O nome da moça da pousada de São Félix era Maria, mas eu anotei Vaneça ! E então qunado chegou em Mateiros, eu perguntava "Vocês conhecem a pousada da Maria?"... E ninguém sabia qual era ! hahahahahah Que confusão !!! Até que um grupo, solidário, pediu o telefone. Demos o telefone e ele viu no celular dele que aquele telefone era da Vaneça, não da Maria ! hahahahah Aí foi que conclui que troquei os nomes! Enfim, quando chegamos na casa dela, MUITO BEM CUIDADA e reformada, o filho nos atendeu (não lembro o nome dele, sorry). E foi super solícito, deu várias dicas pra gente ! Adoramos ! Tinha um quarto de casal e um com 3 camas!!! Ele disse que poderíamos ficar a vontade pra escolher os quartos! O banheiro era entre um quarto e outro, de frente pra sala. A Vaneça chegou depois e conversou muito com a gente. Super simpática e ótima pessoa !!! Adoramos! Como era uma casa, tinha a cozinha toda a vontade pra cozinharmos ou colocar coisas na geladeira. Fizemos até brigadeiro de panela pra comer com cerveja Limpeza: Perfeito! Café da Manhã: MARAVILHOSO !!! Gente, que bolo delicioso !!! E apesar de ter sido apenas 3 dias em São Felix, parecia que estávamos há 1 semana comendo Pf no almoço e churrasquinho na janta, além de um café da manhã mais ou menos ! Então quando chegou aquele café maravilhoso nem acreditamos !!! Estava uma delícia! Tudo bem caprichado e delicioso! Wifi: Não tinha! Recomendo Com toda certeza!!!! Contato: 63 99956-4948 (Vaneça Ribeiro)[/mostrar-esconder] Ponte Alta: Pousada Planalto [mostrar-esconder]Essa pousada só ficamos 1 noite pois resolvemos ficar 1 dia a menos em Mateiros por conta da disposição dos lugares e das atrações. Conto isso no relato!! A cidade estava lotada pois estava tendo um festival de música eletronica se não me engano e quase não conseguimos achar vaga pra ficar. Nessa pousada a mulher nos ofereceu a diária por R$70 por pessoa com um quarto pra 5 pessoas. Achamos caro, porém todos os outros lugares que passamos estavam esgotados e a pousada que iríamos ficar no dia seguinte não tinha mais vaga. Aceitamos! O quarto era ok. Não muito grande, mas tinha uma geladeira e banheiro privativo. O estacionamento principal estava lotado, então ficamos num estacionamento atrás da casa, mas que pertencia à mesma. Café da Manhã: Muito bom!!! Tinham muitas frutas, algumas opções de pão, bolo... A qualidade do bolo nem se comparava com a da pousada anterior, mas mesmo assim só pela variedade de opções gostamos também! Limpeza: Ok Wifi: Bom Contato: 63 3378-1170 | 63 3378-1141[/mostrar-esconder] Ponte Alta: Pousada Águas do Jalapão [mostrar-esconder]A pousada é um pouquiiinho afastada do centrinho mas nada demais, ainda mais pra quem está de carro. Chegamos e tinha uma piscina maraa que infelizmente não iriamos poder usufruir pois só ficariamos 1 dia e iriamos embora no dia segunte pela manhã Ficamos em 2 quartos. um de 2 e um de 3 novamente. O quarto era bom, grande, mas não tinha frigobar. Porém tinha banheiro privativo. Limpeza: Ok Wifi: Ok Contato: 63 99996-4550[/mostrar-esconder] Gastos: Passagens aéreas = R$558,34 (Rio - Palmas) =>Como estávamos em um grupo de 5 pessoas, misturados entre BH, RJ e SP, precisaríamos conciliar as datas e horários dos voos de todos. Portanto acabei ficando com o vôo mais caro. Como eu tinha uma disponibilidade de datas maior, acabei cedendo as datas e pagando mais caro. Mas o pessoal de sp pagou uns 200 e pouco na passagem.. Acho que eu pagaria uns 300 se não tivesse que ter encaixado as datas com todos. Hospedagem = R$480 Alimentação = R$368 Transporte = R$872 Aluguel do carro (R$786) - para 7 dias (tarifa semanal com desconto!), incluindo seguro (39/dia), condutor adicional(7/dia) e lavagem (20) + Combustível Diesel S10 (R$86) Passeios = R$90 Outros = R$68 Gasto total (por pessoa) = R$1878 + R$558,34 (passagem aérea) = R$2436,34 Dicas úteis: Com ou sem agência/guia? Olha, antes de começar a pesquisar sobre Jalapão eu já não queria fazer a viagem com agência ou guia, porém após ler vários relatos aqui no mochileiro e em outros lugares comecei a ficar sem opção, pois 90% dos relatos são por agência e com guia! Consegui o contato de um cara que morava lá (postei no facebook e me deram o contato dele) e ele me encorajou dizendo que era super fácil andar por lá, contanto que tivesse um aparelho de gps ! E era a frase que eu precisava ouvir pra decidir que não iria por agência. Vamos arriscar tudo! Qual o problema? E não poderia ter sido a melhor decisão!!! Realmente é BEM fácil andar por lá! Eu recomendo MUITO o aparelho de gps (se vc baixar os mapas no celular, o gps também funcionará sem internet!, mas o aparelho é mais prático). Um mapa do lugar acho que é essencial, leve no celular mesmo! E se mesmo assim você não conseguir achar determinado lugar (pedra furada e cachoeira da fumaça tivemos bastante dificuldade), pergunte às pessoas pois todas são super solícitas e sabem onde ficam os lugares!!!! Nós usamos muito esses dois mapas (o primeiro está mais completo, mas o segundo tem a parte mais ao sul e as escalas estão melhores): 4x4 é necessário? Essa é uma opinião exclusivamente minha; eu acho que pelas estradas não é imprescindível a tração. Acredito que as outras meninas que foram comigo não concordem. Pra quem nunca viajou em estradas irregulares, com buracos, costela de vaca (aqueles tracinhos que faz com que o carro fique trepidando - lá tem MUITO) ou coisas do tipo, acho que pode preferir e achar necessária a tração (pois balança MUITO - muito mesmo). MAS pra quem já está um pouco acostumado (eu já tinha feito outras viagens com estradas bem ruins com carros 1.0) eu não alugaria uma 4x4 pois é a categoria mais cara !!! Como vcs viram nos gastos, dos 1800 que gastamos lá, 800 reais foi aluguel do carro ! rsrssrs Acho que uma duster já seria suficiente e economizaria uma boa grana! PORÉM dizem que não pode entrar carros sem tração no parque (onde vemos as dunas) e isso seria um problema. Levando isso em consideração, pode-se fazer a trilha a pé (acho que são 3km, nem é tanto assim. porém num sol infernal na sua cabeça hahahaha) ou então contratar um passeio exclusivamete pra lá. Bom, pela mão de obra acho que compensa a tração, mas só por isso memso. Se você não tiver planos de visitar as dunas ou achar que essa não é essencial na viagem (pra quem está cansado de ver dunas - é só isso), eu consideraria alugar uma duster ! NÃO USE PROTETOR OU QUALQUER TIPO DE CREME (CABELO/CORPO) ANTES DE ENTRAR NOS FERVEDOUROS Essa observação é MUITO importante!!! Quando estávamos trocando de roupa para entrar em um fervedouro, dois caras, que provavelmente eram biólogos ou cuidavam da preservação dos fervedouros, estavam conversando exatamente sobre isso. Eles falaram que a contaminação das águas estava cada vez maior e a morte dos peixes era cada vez maior atualmente. Por sorte resolvemos perguntar o motivo e ele nos explicou que muita gente passa protetor solar ou cremes de corpo/cabelo antes de entrar nos fervedouros (daí o motivo de alguns terem uma ducha na entrada) e a química presente nesses produtos afeta os peixes. Ele disse que os olhos dos peixes começam a ficar esbugalhados (e de fato vimos isso !!!!) até que explodem e os peixes morrem!!! E demora um bom tempo até que se tenha uma nova fase reprodutiva. Além de que limpar esses resíduos não é tão simples assim e não é uma prática que se faça com frequência lá. Por isso a consciência das pessoas era imprescindível. Comentamos que alguns fervedouros nem tinham esse aviso e outros tinham o aviso mas não explicavam o motivo, o que provavelmente fazia com que as pessoas não se importassem. Talvez colocando uma foto de como os peixes ficam, isso mexesse psicologicamente com as pessoas. Distâncias Anotei algumas distâncias que achei que poderiam gostar de saber. Pois as vezes ficávamos com essas dúvidas e não li muitos relatos falando sobre distâncias!! - São Felix > Cachoeira do Prata = 20km até a placa de Mateiros + 1km até a placa da cachoeira + 10km até a cachoeira = 31km - São Felix > Cachoeira das Araras = 15km - São Felix > Fervedouro Buritizinho = 50km - Fervedouro Buritizinho > Cachoeira da Formiga = 8km - Fervedouro Encontro das Águas = entrada ao lado da Cachoeira Da Formiga, é um do lado do outro (pra lados opostos) 4km pra dentro - Fervedouro Encontro das águas (placa) > Fervedouro Ceiça = 3km - Fervedouro Ceiça (placa) > Mateiros = 30km - Mateiros > Fervedouro Buritis = 10km - Mateiros > Serra Do Espírito Santo = 26km - Mateiros > Dunas = 37km+5km desde a placa = 42km - Mateiros > Cachoeira da Velha = 120km 1º dia (25/07/2016): Palmas > São Félix Depois de passar a madrugada toda dormindo no chão do aeroporto, quando deu umas 9h/10h (esperamos por que se pegássemos muito cedo teríamos que devolver muito cedo também) fomos retirar o carro na Localiza. Os problemas já começaram daí por que eu marquei a retirada do carro para 12h, porém ainda no Rio liguei para a Localiza falando que gostaria de retirar o carro mais cedo e se precisaria alterar a reserva; Eles me responderam que era só chegar no balcão mais cedo que teria carro para nós. Pois foi o que fizemos, mas tivemos que esperar 2h o carro chegar. Nós estávamos prevendo utilizar o seguro do cartão de crédito como já fiz diversas vezes em outras viagens, porém a moça da Localiza informou que caso desse algum problema com o carro (e problemas na região do jalapão era frequentes) e o carro tivesse por algum motivo que ficar retido, com o seguro do cartão nós teríamos que pagar as diarias. Eu liguei para o cartão pra confirmar essa informação e eles confirmaram. Pois então alugamos com o seguro da localiza mesmo !!! Por mais que no fundo eu soubesse que qualquer problema nem teríamos como ligar pra agência pq o celular não pega lá e também nós é que acabaríamos tendo que resolver o problema se não ficaríamos sem viagem (indo a um mecanico na hora, etc). Mas ignorei isso e alugamos com seguro ! E acho que foi mais prudente mesmo! Partimos para São Félix com parada em Novo Acordo para almoçar , onde achamos um PF barato. Lá não tem muita coisa e parecia feriado kkkk Seguimos viagem.. a paisagem é bem bonita!!! Pra quem curte serrado, é perfeita. Entrando na estrada de terra: Tava tudo muito bonito.. Iríamos chegar em São Félix ainda com o tempo bom, até que a Lais (que estava dirigindo) começa a sentir o volante puxando para o lado esquerdo. Resolvemos parar e tcharaaaan: pneu furado !!!!!!!!!!!!!! Sério isso??? Bem no início da viagem !!? E agora? O que fazer? Saimos do carro.. Um calor de 50º na cabeça.... Bom, vamos trocar o pneu então né! Primeiro: Cadê o step? Tecnicamente era pra estar na parte traseira.. Mas não tinha nada. Achamos o step, embaixo do carro ! Segundo: Agora é só pegar o macaco, tirar o step e trocar o pneu ! Muito simples! Achamos o macaco que estava dentro do carro num kit. Abrimos e tinham vários pedaços de ferro pra encaixar... E nós super inteligentes ficamos um tempinho tentando encaixar os pedaços mas não dava em nada ! kkkkkkk Não fazíamos idéia de como usar aquele macaco!!!!! Terceiro: Bom, vamos então tirar o step de baixo do carro. O que fazer? Nos enfiar embaixo do carro pra tentar tirar o step com a força ou alguma alavanca qua aparecerá na frente kkkkkkkkkkkk E rezar pra ele não cair na nossa cabeça !! pqp Perdemos uns 30min aí tentando resolver o problema hahahaha Eis que o nosso salvador chega de 4x4 ... Passa um homem e a gente quase se joga na frente do carro O moço trocou o pneu em 20 minutos gente!!!!!!!!!! Nem consigo acreditar ! hahahahah Ele pegou as varetas de ferro e juntou umas nas outras e então enfiou num buraquinho mínimo atrás do carro (isso soou esquisito ! ) e do nada o pneu caiu no chão ! kkkkkkkk Depois fez manualmente aquele carro de 500 toneladas (não sei, to chutando kkk) levantar pra tirar o pneu !! Enfim, ele fez tudo manual e rapido e eficaz ! aaté agora não consigo acreditar ! Bom, ele nos explicou que lá quase todo mundo tem 4x4 então eles estão acostumados ! E rolou a piadinha infame "mas 4 mulheres viajando sozinhas e querendo trocar o pneu?" - "ué amigo, só por que não sabemos absolutamente nada sobre como trocar o pneu de uma 4x4, nao quer dizer que sejamos incapazes! kkkk " Enfim, nós ficamos super preocupadas sobre o motivo do pneu ter furado. Ele falou que aquelas pedrinhas e aquele chão (ainda nem tinhamos chegado nas estradas esburacadas) não furam pneu e que provavelmente aquele pneu já estava ruim. Era bom anotar isso e falar na operadora quando fosse devolver o carro. Ele então sugeriu que voltássemos pra novo acordo pra consertar o pneu furado, até por que seria perigoso andar por aí sem step algum. Caso acontecesse novamente, o que faríamos?? Demos cada uma 20 reais pra ele e ele nos levou até um mecânico (ele já estava indo na mesma direção) em novo acordo. Lá eu aprendi a palavra "vulcanização" e demoramos umas 2h até o pneu ficar ok e podermos voltar a viagem ! Compramos uns biscoitos e sacos de lixo pra colocar nossas mochilas (disseram que mesmo com tudo fechado, ficaria imundas pela areia - e os sacos de fato ficaram imundos, pelo menos as mochilas ficaram intactas ! Conclusão: Chegamos em São Félix a noite e não conseguimos ver o Morro Vermelho que estava previsto no roteiro da travessia de Novo Acordo pra são Félix. E como era muito chão entre uma cidade e outra, nem compensava voltar no dia anterior pra isso ! Perdemos Na verdade tinham tantos morros parecidos que sempre achávamos que algum deles era o morro vermelho hahahahaha Chegamos exaustas em São Félix... A mulher da pousada estava dormindo. Graças à Vivo conseguimos sinal pra ligar pra ela, se não ficaríamos do lado de fora ! kkk Gastos do dia: 2º dia (26/07/2016): São Félix (Fervedouro Alecrim + Fervedouro Bela Vista) Ali no entorno de São Félix todas as cachoeiras são relativamente perto. Se o seu gps não achar por algum motivo é só perguntar pra alguém lá que eles te falam ! É bem simples. Fomos primeiro no fervedouro alecrim. E como foi o primeiro tivemos aquele extase do tipo "UAUUUUU" É realmente bem bonito e o melhor de tudo: só tinhamos nós !!!!!! :'> Essa questão de não afundar depende muito do fervedouro. Como é uma nascente, realmente vc não vai afundar de fato, mas não são todos que temos a sensação de ficar boiando não!!! Esse por exemplo não senti nada. Na verdade nós ficamos com um pouco de medo/receio de ficar ali no meio daquele circulo !!! HAHAHAHA Vai que algum bicho sai dali, sei lá né...Dá um medinho !!! É uma experiência engraçada !!! Dali seguimos para nosso segundo fervedouro do dia: Bela Vista, que é o maior (e mais bonito, dizem) da região. E ele faz juz à fama, pois é maravilho mesmo!!!!! De fato um dos mais bonitos! Aqui tenho que deixar um obs MUITO IMPORTANTE: Comentei isso no início do relato. Foi nesse fervedouro que os caras estavam falando sobre a contaminação da água por causa do protetor solar etc. Eu só passo protetor na hora que sinto que estou queimando do sol (fail !! kkk) então acabo não tendo costume de passar antes de sair, por isso eu fui a única a entrar na água. Após o banho delicioso nesse fervedouro maraaavilhoso, fomos almoçar lá na entradinha mesmo !!!! A comida foi um pouco cara (e só perguntamos o preço depois de comer..kkk) mas estava muito gostosa e bem servida, já que também foi feita só para o nosso grupo. Era um preço fixo e a gente que se servia, então todas nós repetimos. Apesar do preço valeu a pena! E uma cerveja pra refrescar não poderia deixar de rolar também: Quando estávamos almoçando um cara chegou e falou que viu o pedaço do paralama do nosso carro láaa atrás, no rio !!!! Não entendemos nada inicialmente. Foi aí que ele falou "vocês não viram? O carro de vocês está sem paralama".... Levantamos todas pra checar e meu deusssssssssss Nosso carro estava sem paralama!!!!!!! HAHAHAHAHAH MY GOD Já não bastava o pneu furado? kkkkkkkkkk Acontece que no dia anterior , quando estávamos na sabatina de chegar a São Félix passamos por uma poça de água beeem grande. Estava tudo escuro e antes de passar com o carro na poça paramos pra analisar se a mesma era muito funda. Acontece que mesmo com o farol, acabamos não tendo dimensão da extensão da poça e da sua profundidade e ficamos naquela duvida se passavamos rápido, devagar, se iamos pelos cantos...kkkk Um medo danado de atolar! E aí eis que surge um carro atrás da gente e passa voado pela poça. Pensamos "vamos fazer igual a ele !!". Aceleramos e passamos com tudo !!!! Porém um pedaço do carro ficou pra trás !! HAHAHHAHAHA Ou seja, se passarem por essa poça (o cara falou que ela nao seca nunca), passem devagar! Felizmente o local da poça não era muito longe da São Félix, então voltamos lá pra buscar o paralama !!!! E que bom que ele estava lá mesmo !!!!! O mesmo homem que falou do paralama sugeriu que visitássemos a Cachoeira das Araras, pela proximidade do local, já que estaríamos no mesmo caminho ! Aceitamos a sugestão! Trilha para cachoeira das araras: Ela não é tão atrativa, mas valeu pelo banho!!!!! Estava ótima a água! Na volta tivemos essa boa surpresa do comeciiinho do por do sol na estrada. Que lindo! A noite resolvemos ir até a praia de rio que tem por lá. É onde rolam alguns shows. Tinha até palco montado mas acho que o possível festival que estava tendo já tinha acabado. Ficamos por ali, bebendo umas, relaxando..kkk Soubemos de uma pizzaria que tinha no centrinho, porém a cidade estava sem luz (parece que o governo não estava com as contas em dia..) então não estava aberta. Contudo a moça da pousada falou que, mesmo sem luz, eles faziam entregas. Pedimos uma pizza e dividimos. Estava uma delícia!!!!!!!!! Pedimos uma metade com pimenta calabresa, mas na verdade não era pizza com pimenta e sim pimenta com pizza. Estava MUITO apimentada!!! Muito mesmo! kkkkkkkk Mas a outra metade estava mt boa! hahahah Como não foram todas a comer a pizza, decidimos ir à um churrasquinho da praça mais à noite e eu com minha solitária na barriga resolvi comer também E demos azar pois estava horrível: duro e insoço, sei lá Difícil arrumar uma comida boa nesse lugar ! Gastos do dia: 3º dia (27/07/2016): São Félix (Cachoeira do Prata + Serra da Catedral) Amanhecemos com essa cena linda: A galinha e seus pintinhos Nosso dia começa com destino à Cachoeira do Prata. É bem chatinho de chegar e por isso é interessante ter uma noção da quilometragem percorrida (não se desespere, você pegará essa prática durante a viagem!). Muitas vezes quando pedimos informação recebemos de volta "fica há 3km daqui"... E são 3km MESMO! De São Félix até a Cachoeira do Prata são 20km até a placa indicando o caminho para Mateiros e mais 1km até a placa da Cachoeira. Se bem me lembro a placa estava virada no sentido de quem vem de Mateiros para São Félix, então acho que chegamos a passar do ponto da primeira vez. Da placa até a cachoeira mesmo tem mais 10km (indicando inclusive na própria placa). E você roda, roda roda e parece que não vai chegar à lugar algum... Várias vezes pensamos "Tá errado gente, vamos voltar! Não chega nunca!!!", mas no final deu tudo certo e chegamos. Durante o percurso você se depara com várias bifurcações no meio da estradinha, mas não se preocupe pois todas levam ao mesmo lugar. Apesar dos pesares o caminho compensa pois é lindo demais ! Nos sentimos num safari na África do Sul, hahaha Quando a gente finalmente chegou ... UAU ! A cachu é lindissima! Super vale o deslocamento !! Mas pra quem tá com um tempinho a mais também! Você tem a opção de fazer uma trilha super leve até a parte de cima da Cachu, que é onde corre o Rio! Pela tranquilidade do local decidimos ficar por ali pra tomar banho e aproveitar ! Adorei o passeio! Super vale a pena pra relaxar e sair do stresse da viagem, muitas vezes corrida! Até meu trio de forró tirou fotinha Eu e mãe relaxando no rio!!! - Para chegar nessa parte do Rio é só seguir mais um pouco a trilha. Depois de 45343 tentativas... até que saiu uma decente! É chegada a hora do Almoço. Voltamos para São Félix e resolvemos também procurar algum lugar para assistir o pôr do sol! Eu vi umas fotos na internet de algumas pessoas que pareciam ter parado no meio da estrada e tirado fotos....Resolvemos retornar um pedacinho do caminho São Félix > Novo acordo para achar um viewpoint legal, até que achamos a Serra da Catedral (como a pedra tem um formato de uma igreja, algo assim, é fácil reconhecê-la). Literalmente no meio da estrada, de frente à pedra, tem um caminho de rato...Não tem sinalização alguma, foi na sorte mesmo, mas por que daria errado? rs Até que chegamos num local mais aberto, que dava pra tirar umas fotos legais.. Depois de percorrer esse caminho eu sismei que teria alguma trilha que nos levasse até o topo da serra. Não era possível que não tivesse! kkkkk Seguimos com o carro mais adentro. Acabamos passando por uns trechos que nos fizeram duvidar se aquele caminho realmente dava em algum lugar e se nosso carro poderia atolar, mas por sorte continuamos e achamos o "final" do caminho que sinalizava uma trilha de degraus de pneu. Aleluia! A escada acabou e não chegamos no topo, mas mesmo assim compensou pois a vista lá em cima é incrível !!!!! Eu sou meio sismada com as coisas. Quando coloco na cabeça que existe uma trilha, então existe uma trilha! hahaha Ainda tinha demarcação mais adianta então eu, de teimosa, resolvi continuar subindo na expectativa de chegar ao topo. Lais me acompanhou, mas infelizmente chegou uma hora em que a demarcação acabou e começamos a ter que subir nas pedras, então achamos mais prudente voltar! Infelizmente o sol estava se pondo para o lado oposto em que estávamos. Na hora em que tiramos a foto com o carro, lá embaixo, tinha uma bifurcação. Optamos por pegar o caminho da direita (no chute) e na hora nem paramos pra analisar a posição do sol, que estava à esquerda. Possivelmente se tivéssemos pegado o outro caminho, teríamos chegado em um mirante de frente para o sol. Enfim, atentem à isso na hora de escolher os caminhos ! Assim valeu o visual: Gastos do dia: 4º dia (28/07/2016): São Félix > Mateiros (Fervedouro Buritizinho + Cachoeira da Formiga + Fervedouro Ceiça + Fervedouro e Rio Encontro das Águas + Comunidade Mumbuca) Acordamos cedo e nosso destino hoje era a cidade de Matiros. De acordo com o mapa nossa primeira parada era o Fervedouro Buritizinho!!! E rodamos 50km pra chegar !!! É chão hein..kkkk Assim que a gente chega avista uma piscina de rio muito bonita também..Tem umas câmaras de ar de pneu pra servir de bóia! Óbvio que não pude perder a oportunidade ! hahaha Andando mais um pouco chega-se ao fervedouro de fato. Na minha opinião o mais bonito, parece uma hidromassagem: pequenininho e encantador ! Não deixem de entrar, a água é absurdamente transparente (como em quase todos os lugares do jalapao ! hahaha As fotos embaixo d'água aqui ficam maravilhosas!!!! Seguimos então mais 8km para a incrível Cachoeira da Formiga. Dizem que é a mais bonita do jalapão e eu tenho que concordar !!! Esse dia foi espetácular! Tenho trocentas fotos e foi difícil selecionar as melhores kkkkkkkk Ahh, e aqui vale uma observação: Essa foi a ÚNICA atração em que encontramos seres humanos em maior número! hahahaha Acho que essa cachu é o point de fds deles! Depois de um tempinho o pessoal foi embora !!! Uhuuul Fomos até a queda absorver essa energia gostosa !!!!!! Que delícia!!!!! Nadando mais pra esquerda tem uma área com uns troncos embaixo dágua.. dá pra ficar de bobeira ali também !!! E se atravessarmos esses troncos, temos uma área pequenininha, parecida até um pouco com o buritizinho !!!! A transparência da água ainda é maior. Tiramos várias fotos embaixo dágua, mas nenhuma foi digna de postar no relato ! HAHAHAHA Já era hora do almoço e como estávamos entre uma atração e outra, mas sem cidade próxima, resolvemos comprar uns belisquetes pra conseguir matar a fome. Lá tem um restaurante que oferece o almoço, porém achamos caro (se não me engano 35 reais por pessoa) e optamos por segurar a fome. Seguimos para o Fervedouro Encontro das águas. Aqui deixo um adendo: Durante o caminho um garoto nos acompanhou de bicicleta. Estacionamos o carro e ele seguiu. Assim que chegamos na entrada do fervedouro, ele estava lá de prontidão cobrando o valor. Na hora "sacamos" que ele só queria ganhar uns trocados mesmo, pois ao perguntar o preço ele disse "15 reais" e após retrucarmos que era caro (de propósito) ele em seguida respondeu "pode ser 10". Mas demos o dinheiro mesmo assim e acredito que qualquer valor que dessemos ele aceitaria. Perguntamos qual era o nome do fervedouro e o menino falou - "Ah, não tem nome!". Optamos por chamar de "Encontro das águas", o mesmo nome do Rio. Esse era bem simplesinho, mas como é caminho para o Rio, que é muito bonito e vale a visita, não custa dar uma passada! No caminho Eu ainda tava com receio de ficar no meio desse circulo! hahahaha Seguimos para o Rio... e gente!! Que lindo ! Bruna maravilhosa posando ! Voltando... Decidimos passar na comunidade Mumbuca para ver o artesanato local e conhecer. São umas casinhas que vendem artesanato de Capim Dourado. Compramos algumas coisas e seguimos para o Fervedouro Ceiça, que na realidade se chama Bananeiras, porém o nome do dono é Ceiça, então acabou ficando conhecido dessa forma. Destaque para esse fervedouro! Foi um o único que sentimos a pressão da nascente na água e você é literalmente empurrado para cima! Foi muito divertido. Após o banho fomos almoçar em um restaurante que fica no caminho para Mateiros. Já havíamos deixado a comida reservada na ida, por sugestão da dona. Pedimos uma galinha caipira e estava uma delícia. Recomendo! De lá até Mateiros foram mais 30km. Chegamos em mateiros, nos instalamos na pousada gostosa da Vaneça e à noite resolvemos meter o pé na jaca: comemos nuggets com cerveira e brigadeiro de panela de sobremesa ! Gastos do dia: 5º dia (29/07/2016): Mateiros (Fervedouro Buritis + Fervedouro Rio do Sono + Dunas do Jalapão) Nosso esquema no carro era tipo um rodízio. Cada dia uma menina dirigia um pouco, assim todos descansavam e ao mesmo tempo tinham a oportunidade de dirigir uma 4x4, que é uma experiência a parte. Hoje era o dia da Mariana (mais pra frente conto a relevância dessa informação). Nossa primeira parada: Fevedouro Buritis, 10km de Mateiros. Tem uma placa indicativa na entrada de uma estradinha de areia fofa. Dica: Se você não está acostumado ainda com a 4x4, não comece pela areia fofa !! Aqui também deixo uma observação: Todos os moradores que conversávamos falavam que quanto mais rápido a gente andasse, menos o carro chacoalharia, logo menos sentiríamos os efeitos da estrada ruim. E é verdade! Se você andar a 30km/h vai voltar cheia de galos na cabeça! Tente manter uma velocidade média de 60-70km/h (apesar de que lá eles falavam que iam à 100km/h). Contudo essa dica não serve para quando o terreno muda para areia fofa (que é o caso da estrada que dá nas dunas). O carro vai deslizar mais e as chances de acontecer um acidente são maiores, pela maior probabilidade de perda do controle do volante (que é MUITO sensível). E, infelizmente, foi isso o que aconteceu! Como era a primeira vez da Mari, ela não tinha pegado o jeito totalmente e com a empolgação de andar rápido (pela dica) não se ligou que a estrada tinha mudado, logo a velocidade também precisava diminuir um pouco. Por sorte não foi nada grave...Nosso carro estava indo "rápido", vários galhos, troncos e árvores à frente, areia fofa....Então ela perdeu rapidamente o controle do volante (pra conseguir reestabelecê-lo no nervosismo ainda em um terreno não propício é difícil), e foi o suficiente para batermos o carro em um tronco. Por sorte o tronco não era tão grosso então só amassou um pouquiiiinho a parte da frente e quebrou parte do para choque! (Se fosse uma árvore acho que também não teria acontecido nada por que por mais que estivéssemos em velocidade alta, não era alta o suficiente para haver uma batida grave. Afinal era 50-60km/h, não é tãao rápido assim! Mas suficiente para fazer um estrago no carro - alugado!). Bom, só tínhamos certeza de que aquele carro estava destinado a ser capenga, PQP Quanto azar !!!! Logo bateu aquele desespero de que teríamos que pagar pelo prejuízo. Mas o seguro cobria, não?? Passamos o restante do dia nessa dúvida e a Mari, tadinha, em choque, jurando que não pegaria mais o carro em nenhum momento (mentira, na pior estrada - de Mateiros para Ponte Alta, o maior percurso - ela pegou e dirigiu super bem! Dessa vez com mais cautela!). Por sorte, um senhor muito gentil (coincidentemente era o dono do restaurante e da propriedade em que fica o fervedouro Buritis) estava passando de moto na hora e ajudou a gente... Ele fez um remendo no carro com uma raiz verde de uma planta (acho que foi isso ! hahaha), servindo de arame. Muito gentil da parte dele. Stress a parte, chegamos no Fervedouro Buritis!!!! Esse foi outro que também amei (é difícil escolher um mais bonito, por que todos são lindos!), é espaçoso, a luz do sol entra bastante e como sempre, transparente! Vale a visita, recomendo! E as fotos tops debaixo d'água??? Pertinho do Buritis tem o Fervedouro Rio do Sono... Esse é bem bobinho, mas já que estávamos lá, resolvemos visitar!!! Mari posando, tentando ficar relax !!! Optamos por voltar para Mateiros e almoçar, pois a idéia era deixar as dunas para o fim da tarde, com objetivo de assistir ao por do sol. Se chegassemos muito cedo iríamos torrar a toa. Escolha mais que certa. Já na cidade resolvemos almoçar em um restaurante super recomendado por várias pessoas: Restaurante da Dona Rosa. Ela fez a comida na hora e estava ótima. Nesse dia o sol estava MUITO forte. E isso fez com que minha mãe desistisse de ir ao passeio das dunas ! Somou ao fato de que ela também já havia visitado dunas em outros lugares (no nordeste inclusive), logo não era uma atração imperdível para ela. Mas acho que o contraste vegetação + dunas é incrível! Chegando nas dunas! Esse negócio de subir em cima do carro tá viciando! Tentativa falha (ou não? kkkk) de fazer um tottem decente hahahah Da série : perdidas no deserto Sol começando a descer... QUE POR DO SOL MARAVILHOSO, INCRÍVEL, TOP DEMAIS! Tentativa de pular na foto kkkkkk Salvo o incidente do carro, nosso dia foi incrível !!!! Amamos !!!!! A noite resolvemos tentar comer uma pizza na pizzaria do centro, porém - que coerente! - não tinha pizza. E a justificativa foi a melhor: não tinha queijo PARA A PIZZA. Isso mesmo. Tinha queijo, mas não pra pizza. Tinha uma pilha de queijo, mas segundo a atendente aquele queijo era destinado ao hamburguer e ela não poderia usar o queijo do hamburguer na pizza (sendo que era o mesmo - mussarela), pois não tinha ordem para tal. HAHAHAHHAAH MEU DEUS Nós sugerimos até pagar a diferença, pois realmente estávamos com fome de pizza, mas nada feito... Uma pizzaria sem pizza! Mas com hamburguer! kkkkkkk Mudamos os planos e fomos ao espetinho famoso da cidade e deu muito certo !!! Estava uma delícia. Vem com farofa também. Eu ainda pedi 2 pastéis para alimentar minha solitária da barriga. Por sinal estavam muito bons também ! Recomendo! E bora dormir cedo pq amanhã temos que acordar as 3h30 pre pegar o nascer do sol! Gastos do dia: 6º dia (30/07/2016): Mateiros > Ponte Alta (Serra do Espírito Santo + Praia do Rio Novo + Cachoeira da Velha) Acordamos 3h30 como combinado (por recomendações que pegamos na internet e lá mesmo). A entrada da Serra do Espírito Santo fica antes das Dunas, na mesma estrada Mateiros > Ponte Alta. A noite a visibilidade é mais baixa, dificultando as vezes enxergar rapidamente a placa, porém havia um fluxo de carro entrando mato adentro. Não tínhamos dúvidas de que era ali. Coincidindo com a kilometragem também. No dia anterior pensamos em passar por ali para fazer um tipo de reconhecimento da área pra evitar se perder, mas não deu tempo então ficamos de prontidão esperando que algum grupo desse início à trilha. Tinham uns 4 grupos, cada um variando de 5 a 10 pessoas. Vimos uma galera andando numa direção e resolvemos confirmar o início da trilha. E começamos antes de todos: BURRICE!!!!!!!!!! Primeiro por que não queríamos ficar pra trás pra não parecer que estávamos seguindo o guia (é feio né) e também pq a idéia era sermos as primeiras (porém a pressa é inimiga da perfeição!). A trilha é razoavalmente rápida, sem muitos obstáculos. É toda no estilo degrau, logo cansa um pouco. Acho que demoramos uns 40min, sem grandes esforços, com lanterna a todo momento. Chegamos lá em cima e um "ufa" uníssono de todas nós foi ouvido. Conseguimos chegar a tempo do nascer !!!!! Ao convesar, anteriormente, com um morador, ele nos disse que para chegar no Mirante da Serra do Espírito Santo teria que fazer a trilha normal e depois, já no topo, andar mais 3km. Ficamos com essa informação na cabeça! Assim que chegamos no topo estava ainda tudo escuro e o céu era fantástico!!! Pena que eu, burra, preciso fazer um curso de fotografia urgentemente pra saber tirar foto e aproveitar minha câmera de verdade! Então as fotos do céu não foram as melhores... Enfim, logo no início avistamos uma placa "Mirante da Serra", algo assim, e a kilometragem ao lado (3km). Resolvemos seguir a trilha.. Porém estávamos morrendo de medo de não dar tempo de assistir o nascer do sol pois já eram tipo 5h20, por aí.. E estávamos estranhando muito o fato dos outros grupos estarem tão calmos, e tranquilos! Afinal estávamos ha uns 20min de distância do primeiro grupo e nenhum sinal de que eles estavam correndo ! Resolvemos então nos apressar...e à medida em que andávamos o sol começava a nascer atrás de nós beeeeeeem devagarzinho.... Começamos a achar MUITO estranho, por que o sol estava quase ha todo momento atrás de nós e parecia que a medida em que andávamos nos afastávamos mais do ponto mais lógico pra assistir ao nascer ! Já tinhamos andado uns 2km e nada do mirante...e a porcaria do sol já tinha nascido, mas ainda dava "tempo" de assistir... E começamos a ficar emburradas... Mas acreditando que em algum momento a trilha viraria para o lado e chegaria num mirante lindo onde poderíamos apreciar o final do nascer. MAS, isso não aconteceu! Não sabíamos se voltávamos pra uma tentativa - inútil - de pegar o finalzinho ou se seguíamos em frente... Bom, já estávamos ali.. Vamos até o final ! Seguimos e realmente deu em um mirante.... Do lado oposto do sol (óbvio). O local era até muito bonito, porém com a nossa frustração se tornou horroroso e eu nem quis tirar foto de tão puta que fiquei !!! Vou postar a foto da Lais: Voltamos, frustradas ao início da trilha (ainda no topo). No caminho, voltando... Então, quando chegamos de volta, percebemos que se olhássemos para a DIREITA e andássemos tipo 10 passos para o lado, estaríamos em um mirante FODA que daria pra ver perfeitamente o nascer do sol mais lindo de todos ! Ainda tinha mais um grupo... Esperamos eles sairem pra tirarmos algumas fotos. E as nossas caras de enterro não negavam o nosso erro! Um menino perguntou pra gente se tínhamos visto o nascer e só conseguimos responder "SIM", curto e grosso, HAHAHAHAHA Frustradíssimas fomos tirar fotos daquele mirante espetacular... Pois então, DICA: Quando chegar ao topo, VÁ PARA A DIREITA !!!!! HAHAHAH Gente, TALVEZ, em outra época do ano o sol se ponha do outro lado, aí tenha que fazer a trilha de 3km (ou se você for ver o pôr do sol e não o nascer, acredito que também tenha que ir para o lado oposto!!!). De qualquer forma, VÁ NA DIREÇÃO DO SOL!!!!!!!!!!!!! HAHAHAHAHA Dica super valiosa e importante (mais que óbvia, mas tudo bem) pra ninguém perder o nascer!!! Bom, voltamos pra pousada para pegar minha mãe (que não quis acordar cedo kkk) e também arrumar nossas coisas pois a viagem seria cansativa! Voltamos 26km MUDAS !!!! O carro veio num silêncio total ! Acho que nem a música do carro colocamos de tão putas que estávamos ! Gente, 10 passos!!!! É pra chorar! Paradinha no meio da estrada, já para Ponte Alta: A estrada para Ponte Alta realmente é a pior de todas, muito esburacada, cheia de pedras... Pra quem faz o sentido inverso ao nosso (99,9% dos grupos - hahahahah - na vdd até agora não sei pq resolvemos escolher esse sentido, acho que era pq queríamos ser do contra) tem sorte pois pega a pior estrada logo no começo e depois vai melhorando!! Nós fomos primeiro na Praia de Rio pra dar uma relaxada... E valeu muito a pena!!! Que Rio delícia!!!!! Nessas horas é bom ter um tempinho extra pra aproveitar com mais calma !! Quando chegamos tinha mais 1 grupo mas a praia era praticamente nossa ! Delícia! Seguimos para a Cachoeira... Na verdade queríamos chegar logo em Ponte Alta por que estávamos morreeeendo de fome e não tinha restaurante no meio do caminho nem nas atrações!!! Minha dica é fazer uma horinha em Mateiros e almoçar por lá antes de seguir estrada (mesmo que almoce 11h, por exemplo), pois só fomos almoçar à noite nesse dia. Ficamos o dia inteiro petiscando biscoito e fruta! De acordo com o mapa temos 2 entradas para a Cachoeira da Velha. Nós contamos 120km até a Cachoeira. Nós pegamos a primeira entrada e de acordo com o segundo mapa que postei aqui são 96km até a entrada (nesse mapa não diz que são duas, mas pelas contas acredito que esteja contando a segunda. Conte 5km a menos então!). Rodamos achando que essa cachu não chegaria.. pq é chão hein... Mas realmente ela faz jus à fama !!! É belíssima. Me lembrou até um pouco as Cataratas do Iguaçu. As quedas são bem grandes, vale demais a visita!!!! A Vaneça, da nossa pousada, falou comigo que tem um lugarzinho antes da queda principal que dava pra mergulhar e era mais calmo!!! Eu aproveitei a dica dela e óbvio que aproveitei o momento pra dar um mergulho!!!!!!!!!! Muito gostoso! As meninas ficaram com receio... A cachu é linda!!!!!! Dica: Essa foto eu tirei com a gopro e acabou saindo estourada! Se tiver uma câmera profissinal boa, o resultado será melhor! Fotos da gopro com cachoeiras em dias muito claros não ficam tão boas! Seguindo o caminho de madeira, dá pra mergulhar... E se seguir mais um pouco tem uma pequena trilha, onde dá pra ver as quedas mais de frente !!! Outra falha minha: Eu tinha deixado à camera profissional no carro, então não consegui tirar boas fotos nessa cachu.. Só tirei com a gopro mesmo! E como tinha muita sombra, também não ficou boa! Um flash nessa hora cairia bem..rsrs Mas até qe ficou legal só a silhueta! Chegamos em Ponte Alta no final do dia, umas 19h e MORTAS DE FOME, mas ainda precisávamos procurar um lugar pra dormir pois a nossa pousada não tinha mais vaga! Como falei lá na parte de hospedagem, estava tendo um festival de música, então a cidade estava BEEEM cheia! Demoramos até achar um lugar legal ! Optamos por ficar na pousada Planalto e não procuramos mais pq como era só uma noite, estavamos com fome e a cidade estava lotada, não valeria ficar por ali procurando..rsrs Jantamos um espetinho com cerveja !!!!!!! E capotamos! kkkkkkk Gastos do dia: 7º dia (31/07/2016): Ponte Alta (Cachoeira da Fumaça + Cachoeira do Soninho + Pedra Furada) Esse dia foi um sufoco pra decidir o que faríamos por que só tínhamos um dia pra explorar ponte alta. Tínhamos a opção de voltar naquela estrada do terror sentido Mateiros e ir à Gruta da Sussuapara (que ninguém estava animado pra dirigir naquela estrada), porém era sentido contrário à Pedra Furada (que era must-go) e às demais atrações como Cachoeira da Fumaça etc. Decidimos então que iríamos descer em direção à Cachoeira da Fumaça pra depois assistir o pôr do sol na Pedra Furada... Mas antes tivemos que guardar todas as malas do carro pra fazer o check in à tarde/noite (pra ganhar tempo) na outra pousada. Como o primeiro mapa tem uma péssima escala (e só fomos perceber isso nesse dia), nós rodamos rodamos rodamos e não chegava nunca à tal da entrada pra Cachoeira. Disseram haver uma placa, mas não achamos... Nós rodamos tanto que fomos parar na cidade de Pindorama Pedimos informação na cidade, mas parecia que era uma cidade fora do jalapão pq ninguém sabia do lugar que falávamos..kkkkk Resolvemos voltar pela mesma estrada na esperança de achar a entrada... Todo carro que passava por nós no meio da estrada (asfaltada, ufa) nós parávamos pra perguntar da entrada da cachoeira kkkkkkkkkkk Fizemos isso umas 3x. Até que finalmente achamos a entrada de acordo com o que um cara falou pra nós e tentando nos guiar pelas distâncias do segundo mapa! (o gps não achava). E desde a entrada até de fato a hora em que chegamos à cachoeira foi um calcula-aqui-calcula-ali de kilometragem que só jesus.... No final conseguimos achar, porém todas as viradas foram milimetricamente calculadas ! hahaahah E o segundo mapa foi imprescindível pra gente achar o lugar certo! As distâncias estão bem certinhas! Nós tínhamos lido que em um determinado momento tinha uma ponte toda quebrada, que não dava pra passar com o carro. Seria nesse local que deveríamos estacionar para então atravessar a ponte, a pé, e chegar na cachoeira. Conseguimos achar a ponte! E é bem fudidinha mesmo kkkkk Ouve até uns rec rec quando pisa-se! ::lol4:: Pra quem tem medo de altura, é um bom pedaço até terra firme do outro lado ! hahaha A Mari adorou a travessia! ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4:: Chegamos do outro lado e não tinha muita coisa... Vários caminhos para vários lugares diferentes kkkk Porém logo em frente tinha uma casa, tipo uma fazenda na verdade... Com vários cachorros, galinha, porco... Uma fofura só. Conversamos com a dona e ela nos explicou como chegar. Na verdade ela disse "Tá vendo aquelas arvores verdes? Então, a trilha é logo ali" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ::lol4::::lol4::::lol4:: Olhamos e tinha um milhão de árvores, logicamente verdes.... Mas entendemos que eram umas que se destoavam, um verde mais verde HAHAHAHAHAHAH Agradecemos e tentamos a sorte. Não tem muito o que errar na verdade. O primeiro caminho já te leva à um mirante que dá pra ver a cachoeira bem de cima (só seguir o rio). A cachu é maravilhosa ! ::love:: Ainda maior do que a da Velha em comprimento! Muito bonita! Pra quem está com tempo curto, não sei se vale o sacrifício pra chegar até lá, mas eu recomendo!! Amei o visu!!!! O bom de ter o roteiro mais folgado é poder errar e ainda assim chegar no lugar certo, curtir e ir nessas cachus mais distantes, fora da rota tradicional !!!! Atravessamos a ponte e achamos uma trilha do outro lado... Seguindo a trilha a gente chega em uns pontos de visão ainda mais incríveis !!!!!!!! ::ahhhh:: Olha esse visu: pra nós compensou todo o tempo! ::otemo:: E aí tem aquele momento em que você tira 365 fotos e as 365 fotos ficam FODAS e você não consegue escolher as melhores pra pôr no relato ! hahahahaha Seguindo a trilha, nos deparamos com um "barranco"... Na verdade uma descida mais brusca que indicava a continuação da trilha para chegarmos pertinho da cachu!! Eu estava super animada, mas as meninas estavam um pouco descrentes, achando que eu era doida...kkkkkkkkk Então resolvemos abortar e curtir o dia no Rio mesmo! Mas eu tenho fé que era por ali a continuação! :lol: Voltamos e fomos até atrás da ponte , seguindo o sentido inverso do Rio. Ficamos um bom tempo ali, comemos uns belisquetes, nosso dia foi muito agradável ! :!: Dica: Por vezes eu esqueço de limpar a lente da gopro !!! E quando saio da água fica embaçada, ou com um aspecto nebuloso... Essa imagem tirei de um frame de video, não ficou 100% mas deu pra perceber que a galera tava super relaxada!! Também, com esse visu ! ::otemo::::otemo:: Pegamos o carro e voltamos tudo, dessa vez com direção à Pedra Furada. Na volta paramos na Cachoeira do Soninho pra tirar foto ! Não entramos nem ficamos por ali, mas resolvi registrar ! É bonita também. Relaxar ali deve ser uma delícia! Pra chegar à Pedra Furada, sugiro seguir aquele segundo mapa também! Dá pra se guiar legal. Lembro também que alguém nos disse que teríamos que pegar a estrada com os eucalíptos! E foi o que fizemos, que lugar lindo! ::cool:::'> A pedra furada é engraçada pois o furo, de longe, é beem pequeno ! Então pelas fotos que vimos antes estávamos imaginando uma pedra com um furo imenso que veríamos de longe kkkkkkkkk Mesmo assim quando chega perto do "furo", é até bem grande! rs Tudo depende da perspectiva.. O sol vai baixando e a paisagem vai ficando cada vez mais impressionantes! Não me perguntem do por que estou sem short! hahahahah E as fotos de silhueta ficam cada vez mais lindas!!! ::otemo:: Gastos do dia: 7º dia (31/07/2016): Ponte Alta> Palmas (Ilha da Canela) Hoje teria tudo para ser um dia tipicamente de despedidas, aquela tristeza de final de viagem, mas....NÃO FOI !!!!! Saímos cedo pois o vôo da Bruna era ainda na parte da manhã!! Como retiramos o carro só 12h, e os nossos voos (meu, da minha mãe, da mari e da lais) eram somente na parte da tarde, resolvemos atrasar a entrega do carro em 1h (pois também sabíamos que tinha essa tolerância!) e resolvemos passear por Palmas!! Pensamos em algumas opções e olhando na internet a Mari viu a Ilha da Canela !! Uma ilhota bem próxima a cidade e de fácil acesso. Conseguimos informações sobre como chegar na ilha e lá fomos nós !!! Um cara nos cobrou 20 reais ida e volta para chegarmos e voltarmos da ilha. Combinamos o horário de volta. E quando nós pensávamos que Tocantins não tinha mais nada a nos oferecer, eis que o destino nos traz à essa ilha linda e cheia de charme em pleno último dia de viagem que tinha tudo para ser monótono!!!!!!!!!!!!! Nós amamos! A ilha é bem pequenininha mas é muito linda e charmosa! Dá pra passar a manhã ou até mesmo o dia facilmente nela, por meros 20 reais (desenrolamos o valor já que iríamos ficar pouco tempo!!!!!!!! Inicialmente ficamos meio em dúvidas se valeria a pena nos deslocar, gastar mais dinheiro, fazer mais um passeio, com risco de atrasar a entrega dos carros, sei lá.... Mas resolvemos arriscar e não poderíamos ter tomado decisão melhor! Lá na ilha pedimos um peixe grande que serviu nós 4. Como estávamos numa ilha, não achei nem tão caro o valor final! A comida demorou bastante e acabamos até nos atrasando um pouco, mas nada que prejudicasse a entrega do carro ! Almocinho delícia! Assim que chegamos no aeroporto novamente para entregar estávamos com um certo receio de que os danos do carro fossem cobrados, apesar de que se pagamos o seguro não faria sentido pagar por danos relativamente pequenos. O seguro era de 8mil se não me engano... Enfim, fizemos o check out e de fato constataram que nós teríamos que pagar pelas avarias !!! Um total de uns 350 reais se não me engano ! Ahhhhhhhhh mas não íamos pagar MESMO! A mulher, na hora de alugar o carro, praticamente nos forçou a fazer o seguro da própria locadora (nós queríamos fazer o do cartão de crédito) e disse que o seguro do carro cobriria tudo relacionado ao carro!!! Pois então não fazia o menor sentido pagarmos o seguro pra termos que pagar as avarias. O seguro só seria eficiente caso alguém sofresse algum acidente grave, por exemplo? Que absurdo! E ainda tinha a questão do pneu, que quando aconteceu de furar o cara disse que aquele pneu já estava ruim pois não teria furado assim do nada numa estrada boa... Além de que pagamos a vulcanização a parte. Eles teriam é que nos reembolsar isso sim e não cobrar a mais ! A moça então mandou a gente preencher uns papéis relatando tudo isso que falávamos. Escrevi tudo no papel (acho que deu umas 5 folhas ! hahahahha) e rezamos para não vir nenhuma cobrança em casa ! kkkkkkkkkkkk E não veio nada ! Mas se viesse teria barraco! HAHAHAH Gastos do dia: E assim nossa viagem se encerra ! Espero que tenham gostado do relato. Demorei um tempo pra fazer, mas está aí !! qualquer dúvida, crítica ou elogio, por favor não hesitem em postar! Um beijo! :D
  8. ferprota52

    Jalapão

    Queria saber se há outros lugares (pousadas, campings, albergues) para ficar no Jalãpão, além do acampamento da Korubo? Pois em todos lugares as viagens são na Korubo. E tambem qual a melhor 'cidade' para ficar? Obrigado
  9. Jubileia Pinto

    4 dias no Parque Jalapão – Experiência inesquecível

    Conhecer os atrativos do Jalapão foi uma oportunidade inesquecível. Estive visitando o Parque Estadual do Jalapão no período de 23 a 26 de fevereiro deste ano e me surpreendi com tanta beleza rara. Moro no Tocantins há 26 anos, e conhecia o Jalapão somente por fotos, mas ver "in loco" foi uma experiência surreal. O que mais me surpreendeu foi ver que das 11 pessoas do grupo que fazia a expedição, apenas eu e meu esposo Ronaldo eramos tocantinenses, isso me provou o quanto as pessoas do Estado desconhecem e estão perdendo em não conhecer os atrativos e belezas regionais. Já no primeiro dia conhecemos os atrativos do cannion do Sussuapara, uma gruta incrível que valeu muito a pena, sem contar que no percurso pudemos observar as peculiaridades da fauna e da flora da região. O monumento natural da Pedra Furada também foi encantador, queria fazer fotos de todos de todos os ângulos, principalmente ao pôr-do-sol. Durante a viagem também conhecemos a exuberante Cachoeira da Velha, um grande espetáculo da natureza, com uma infinita quantidade de águas. Também me encantei com a linda prainha, um lugar bastante agradável, muito convidativo para acampamento. Conhecemos ainda o tradicional povoado Mumbuca, que fica próximo a cidade de Mateiros. Lá encontramos muitas opções de artesanato de Capim Dourado e pudemos ver a simplicidade da comunidade e até fomos recepcionados com música de boas vindas. De tudo que conheci fiquei apaixonada pelo lindo cenário das Dunas e pelos fantásticos e indescritíveis fervedouros (conheci três deles), que encantam com suas águas transparentes e rara beleza, cercados por bananeiras. A sensação de entrar no fervedouro é inexplicável, só indo para entender. E lembrando que ele vicia. rs. As águas verdes claras da cachoeira do Formiga também me encantaram, quase não consigo deixar o lugar, que é exuberante. Para mim o que tornou a expedição mais fantástica ainda foi o profissionalismo da equipe da empresa NorteTur, especialmente na pessoa do Flávio, um guia prestativo que fez um trabalho de forma competente e plausível. Desde o primeiro dia da viagem pude aprender com ele muitas coisas com o companheiro Flávio, desde história, geografia e até relacionamento e humildade, cuja palavra DESAPEGA nunca será esquecida. Também não poderia deixar de falar da receptividade da dona Telma, que me empolgou mais ainda em conhecer as belezas do Jalapão. Ah, e o grupo que foi comigo, foi espetacular, o que tornou os passeios ainda melhores. Lembrando que a nossa corrente de amizade ficou muito difícil de ser quebrada. Enfim, amei tudo, até as estradas, que deu muita emoção a viagem. Mesmo sabendo que gosto cada um tem o seu, super indico o roteiro e a empresa Norte Tur, sem medo de errar. Espero voltar em breve.
  10. Astrolábio Trip

    Os Encantos do Deserto do Jalapão

    Os Encantos do Deserto do Jalapão. Dias 1 e 2. Ultimamente muita gente tem escutado ou assistido muita coisa sobre o famoso Deserto do Jalapão. Mas afinal… É lindo mesmo? É fantástico. É diferente de muitos lugares do Brasil e do mundo? Muito. É “bruto” mesmo? Mais ou menos (para quem está acostumado com ecoturismo) Os circuitos são caros? São. Mas também porque os pontos de interesse são bem distantes entre si, o que justifica o valor cobrado. O Parque Estadual do Jalapãofica localizado no estado de Tocantins. O nome Jalapão vem da planta Jalapa-do-Brasil, muito encontrada na região, que possui uma raiz que é usada como remédio e também na cachaça. Conta o Guia “Cabra Raiz” que quando alguém estava muito bêbado o povo gritava: “Eita Jalapão bom!”, daí veio o nome. O circuito total do Parque Estadual do Jalapão é de aproximadamente 1400 km e a ordem das cidades base do circuito é Ponte Alta -a maior delas-, Mateiros, São Felix e Novo Acordo. Como chegar: Você precisa pegar um voo para o aeroporto de Palmas. Geralmente as empresas te pegam no hotel em Palmas de manhã bem cedo, onde você mesmo fará uma reserva para pernoitar. Algumas oferecem transfer do aeroporto até o hotel escolhido, mas é necessário verificar diretamente com elas. Escolha das empresas/agências: Tem que contratar alguma agência ou guia? Aconselho fortemente. O circuito não tem como ser feito em carro convencional, tem que ser 4×4. Até se você tiver um ou alugar, a estrada não é bem sinalizada e se tiver algum problema terá que esperar alguém passar e pedir para avisar, pois não há sinal de internet para ligar. Há várias opções de empresas/agências. Os valores variam de acordo com a duração do circuito(de 4 a 7 dias ), se for feriado ou final de semana e o tipo do carro também. Geralmente essa variação é de R$ 1900,00 a R$3.500,00. Cuidado para o barato não sair caro. A estrada é de terra e bem esburacada, então escolha um bom carro. Vi muitos jeeps considerados excelentes na cidade, parados por algum problema. Então, pergunte sobre o carro (se não entender sobre, como eu, use o google) – você passará uma boa parte do dia dentro dele-, se terá transfer do aeroporto até o hotel de pernoite e os atrativos incluídos. As pousadas onde você pernoitará durante o circuito e o lanche/almoço geralmente já estão inclusos no valor total, mas sempre pergunte para se certificar de tudo e para você acompanhar se farão alterações no decorrer do passeio. Guarde essas informações com você durante a viagem. No meu caso, fiz o circuito de 4 dias : 2 dias em uma Pajero Dakar, excelente. Já os outros 2 dias.. Se você quiser uma experiência mais “raiz”, há uma empresa que faz um passeio no estilo Safari e a acomodação é em um acampamento diferenciado. Quem quiser os nomes das agências que fiz o passeio, Guia ou sugestões: entre em contato comigo aqui pelo blog ou nossa página do Facebook. Para deixar este relato mais organizado, escreverei as atividades realizadas a cada dia da Expedição Jalapão. ESTÁ CURTINDO AS DICAS? INSCREVA-SE NO BLOG PARA RECEBER AVISOS DE NOVOS POSTS, NO INSTAGRAM @ASTROLABIO.TRIP , NA PÁGINA NO FACEBOOK ASTROLÁBIO TRIP E NOSSO CANAL DO YOUTUBEASTROLÁBIO TRIP Day 1 Na noite anterior, pegamos um voo do Aeroporto Santos Dumont para o Aeroporto de Palmas com chegada às 1 da madruga. De lá fomos direto para o Hotel Araguaia, em Palmas para cochilar. Saímos as 4:30 da manhã em direção a Ponte Alta, que é o Portal do Jalapão. Passamos por Taquaruçu que estava com placas novas com informações turísticas de várias atividades que podem ser realizadas no local e uma delas é uma trilha de 1,5 km para a conhecida Cachoeira da Roncadeira, que é a maior queda d’água de Taquaruçu. Chega um momento em que a pista vira a lua, cheia de crateras. E olha que ainda não é a parte da estrada de terra hein. Não há a opção sem emoção.rs. Até porque você está no Deserto do Jalapão! Finalmente chegamos em Ponte Alta e tomamos café por volta de 07:30. A previsão para chegar na nossa parada para almoço era 11:20 nas dependências da antiga Fazenda do Pablo Escobar. O almoço era um Picnic bem farto, onde provei a famosa paçoca (farinha e carne de sol ). E finalmente o primeiro atrativo natural: a Cachoeira da Velha, onde foi gravado o filme “Deus é Brasileiro”. Muito linda e com um volume de água incrível, me fez lembrar as Cataratas do Iguaçu. Dizem que o nome foi dado para uma senhora que vivia lá com seu marido, porém o mesmo faleceu e ela ficou por lá ainda por muito tempo naquela região. Saindo de lá, chegamos rapidinho na Praia do Rio Novo, também conhecida como Prainha. Um lugar para esticar as pernas e relaxar. Vimos algumas pessoas chegando pelo rio de bote e caiaque. Ficamos até as 14h e partimos para ver o pôr do sol nas Dunas do Jalapão. No caminho pudemos observar como o céu estava lindo. É uma imensidão que você se sente em uma redoma pintada com vários tons de azul e nuvens branquinhas. Às 16:15 paramos na Comunidade Quilombola Rio Novo, ponto para usar o banheiro (1 real) e experimentar sorvetes de frutas da região como cajá ,buriti e catolé por 6 reais o potinho. Continuamos nosso caminho para finalmente chegar nas Dunas do Jalapão que fica na Serra do Espírito Santo. Que lugar incrível! Parece um deserto com vários oásis ao redor. E vamos para as fotos tão pensadas, só que nenhuma deu muito certo. Mas isso não importa porque o cenário é tão bonito que qualquer pose fica boa. Às 18h descemos pois não é permitido ficar além deste horário e há fiscalização Chegamos 19:40 para jantar na Pousada Beira da Mata em Mateiros, onde passaríamos a noite também. O quarto e o banheiro eram bem melhores do que eu esperava. A programação do dia seguinte era levantar às 3 da manhã e ver o nascer do sol na Serra do Espírito Santo, mas resolvi ficar e dormir um pouco mais porque o dia ainda seria longo. Day 2 Hoje o dia começou com os tão esperados fervedouros. Fervedouros são piscinas naturais formadas nas nascentes de rios, onde é impossível afundar devido a pressão com que a água “brota”. Fui informada que há 12 fervedouros no Jalapão cadastrados e liberados para banho. Um deles uma agência antiga na região(aquela que faz o Safari) comprou e é exclusivo. O primeiro do dia foi o Fervedouro dos Buritis. Chegamos e tinha uns 4 grupos na frente aguardando. Há um riacho caso queira se banhar enquanto espera sua vez e uma base com “restaurante”, banheiros e tomadas para carregar seus equipamentos. A custo da visitação é 15 reais por 20 minutos cronometrados em grupos de 10 pessoas, ou seja só dá para tirar fotos e o tempo passa muito rápido. Segundo fervedouro: Fervedouro do Ceiça. Chegamos 11:40 porém só entramos 12:50, motivo: vários grupos na frente. Mas que coisa linda! Vale muito a pena esperar. Ele tinha mais pressão que o dos Buritis e é o mais antigo da região. Depois hora do almoço no Camping e Restaurante do Vicente. Almoço bem simples, porém bem temperado que já estava incluído mas para quem for de forma particular custa R$ 30. O tesouro seguinte foi a Cachoeira da Formiga, a minha surpresa. Não esperava que fosse tão bonita, agradável de se ficar e com uma cor impressionante! A entrada custa 20 reais. Seguimos para o Povoado Mumbuca para a loja que vende artesanato feito de Capim dourado. Logo depois a segunda surpresa: o Fervedouro Encontro das Águas. Incrível! Foi o de maior pressão que visitamos. Não tem como afundar de jeito nenhum. E depois dele o melhor lugar para se limpar da areia fina entranhada na sua alma é no Encontro das Águas, que é o encontro do Rio Soninho (mais frio) com o Rio Formiga (mais quente). Depois de 2hs de estrada de barro esburacada chegamos em São Félix para jantar e descansar, porque muito mais estava por vir no dia seguinte. Gostou? Então não perca o próximo post, onde você vai saber sobre os outros 2 dias da Expedição Jalapão e dicas importantes. Inscreva-se no blog para receber avisos de novos posts, noInstagram @astrolabio.trip, na página no Facebook Astrolábio Tripe no Canal do Youtube Astrolábio Trip. Até o próximo post, viajantes! XOXO
  11. Saímos de Brasília numa quinta-feira da Semana Santa em direção a Palmas. Contratamos um passei de 3 dias pela Jalapão Turismo (http://www.jalapaoturismo7.com.br/), com os guias Alcides e Luciano. Recomendo fortemente essa agência, pelo cuidado e profissionalismo. Além dos passeios prometidos no roteiro, eles foram além e acabamos visitando outros atrativos turísticos. Vamos aos custos: Passagem áerea Brasília-Palmas Palmas-Brasília: R$319 (total) Hotel Jardim do Porto em Palmas 2 diárias (no dia da chegada e no último dia): R$230 Pacote Jalapão Turismo 3 dias: R$1.500 (inclui 2 diárias em Mateiros e São Felix, água nos passeios, almoço e jantar, exceto bebidas no almoço e jantar) O Jalapão é incrível! Além das belezas naturais, o lugar em si tem uma atmosfera inacreditável. Como tudo na vida tem os seus prós e contras, encontramos estradas em péssimas condições (já no primeiro dia o pneu do carro furou e do carro que nos seguia quebrou o retrovisor). Haja estômago para aguentar tantas curvas, buracos e emoções. Principalmente pela segurança vale a pena contratar uma agência séria. No primeiro dia visitamos o Cânion do Sussuapara (maravilhoso), a Cachoeira da Velha em que não é possível se banhar, a Praia do Rio Novo (comum, mas vale a pena), vimos o por do Sol das Dunas (que incrível!) e dormimos no município de Mateiros. Uma pousada indicada pela agência, simples, mas eficiente (com o cansaço que estávamos servia quase qualquer coisa). Na madrugada do segundo dia fizemos uma trilha pela Serra do Espírito Santo para ver o nascer do sol. Você sai as 4h da manhã do hotel, sobe uma trilha de 40 minutos e têm uma vista belíssima. Recomendo imensamente esse passeio. Retornamos ao hotel, tomamos um café da manhã maravilhoso e seguimos para o segundo dia de passeios, o dia mais belo da viagem, em que desfrutaríamos dos famosos fervedouros, que você não afunda em função da pressão das nascentes. Cada fervedouro tem sua beleza, então não se engane achando que será tudo igual. Nosso roteiro foi: Fervedouro buritis (lindíssimo) Comunidade Mumbuca onde são feitos os artesanatos de capim dourado Fervedouro Buritizinho Cachoeira da Formiga (linda, mas estava muitooo lotada) Fervedouro do Seiça (o fervedouro com a maior pressão da viagem) e um incrível pôr do sol na estrada (e uma lua cheia de presente) Seguimos para o município de São Félix, jantamos e fomos para um hotel simples, mas bem aceitável para os padrões da cidade. No terceiro e último dia tomamos o café da manhã e seguimos para as últimas atrações da viagem: Fervedouro Alecrim Fervedouro Bela Vista Almoço maravilhoso na Praia de Tamboriu Serra da catedral (nem paramos, é basicamente um monumento na estrada que parece uma catedral) Morro do vermelho (nada demais) e pra finalizar Um incrível pôr do sol no Cristo de Palmas (na verdade não tem um Cristo… ainda)Resumindo: o Jalapão é o local mais inóspito que já visitei na vida, com estradas de difícil acesso e lugares inacreditáveis, que nos convidam a um profundo mergulho interior. Não tenho palavras pra descrever esse lugar e as pessoas que conheci aqui. Visitem! PRIMEIRO DIA Cânion do Sussuapara Cachoeira da Velha Uma paradinha na estrada… Rio Novo / Praia do Rio Novo Dunas / Pôr do Sol nas Dunas SEGUNDO DIA Nascer do sol na Serra do Espírito Santo Fervedouro Buritis Comunidade Mumbuca Fervedouro Buritizinho Cachoeira da Formiga Fervedouro do Seiça Pôr do sol na estrada TERCEIRO DIA Fervedouro Alecrim Fervedouro Bela Vista Almoço na praia de Tamboriu Pôr do sol no Cristo de Palmas
  12. JTJ

    Jalapada 2017/2018 - Relato

    Olá galera!! Fiz uma viagem dupla pro Jalapão e depois pra Chapada dos Veadeiros entre 26/12/2017 e 10/01/2018. O objetivo principal era aproveitar o baixo custo do trecho de avião entre Palmas e Brasília e conhecer a Chapada (que já habitava o meu imaginário por um tempo...) A viagem se dividiu em dois trechos que foram: Rio/ Palmas - Palmas/Brasília e depois Brasília-Rio, com o seguinte roteiro: 26/12 - Ida para Palmas 27 à 30/12 - Jalapão 31/12 e 01/01 - Ida pra Brasília e estadia na casa de um amigo. 02 à 03/01 - Cavalcante 03 à 09/01 - Alto Paraíso 09 à 10/01 - Estadia em Brasília e vôo de volta. Como começou tudo: Viajei em Junho pra Europa e voltei querendo dar um respiro, mas tive um congresso em Floripa no início de Julho. No avião indo para o congresso, percebi uma outra coleguinha com banner e tal e puxei assunto, resultado: Descobri uma amiga de infância, que mora na cidade vizinha e muuuuitas afinidades como comidinhas e adivinhem... VIAGENS SEM FRESCURA (Eu particularmente acho que a pessoa que curte viajar já tem uma vibe boa... kkkkk).... Mantivemos contato até que recebi um áudio dela me dizendo que já tinha uma amiga pra ir pro Jalapão e perguntando se eu e o Rafa queríamos ir (pergunta boba!) pois daí, com 4 pessoas ela conseguia manter um preço consultado antes. Topamos! E assim nasceu o Jalapão!!! Fizemos o passeio com a Norte Tur por R$1.880 por pessoa, incluindo: - Translado aeroporto/hotel e hotel/aeroporto -Transporte em um jipe, gasolina, guia e acesso para os atrativos. (Pagamos à parte só um dos fervedouros, que foi 15)... - Água à vontade no jipe, estadias em Mateiros nos dia 27,28 e 29/12 incluindo jantar e café da manhã simples, lanche em um dos dias que comemos mais tarde, os almoços e um pic-nic no dia 30(que incluía frutas, suquinhos, sanduíche integral e um bolo salgado, preparados pelas meninas da pousada. (Pagamos à parte só um almoço que foi 25). -Uma camiseta da empresa.
  13. Nique Varela

    O que é imperdível em Jalapão?

    Olá pessoal! To pensando em ir em Setembro, já dei uma lida em alguns tópicos, fiz contato com o guia Cristiano( Muito falado por aqui). Mas queria saber o que é imperdível. Quem pode ajudar? obrigada!
  14. Olá, companheiros de viagem. Espero poder ajudar vocês com o relato do meu roteiro ao Jalapão e à Chapada das Mesas. Fui eu e minha namorada. A nossa viagem ocorreu entre os dias 22/07 e 02/08 do ano de 2017. Ficamos quatro dias no Jalapão e mais quatro na Chapada das Mesas. Saímos de carro de Brasília no dia 22/07 em direção a Ponte Alta do Tocantins-TO, cidade considerada o portal de entrada do Jalapão. São por volta de 770 km de distância. Fui por dentro da Chapada dos Veadeiros, onde você tem o privilégio de desfrutar lindas paisagens. As cidades referências pelo caminho são Alto Paraíso-GO, Campos Belos-GO, Arraias-TO, Natividade-TO, Chapada da Natividade-TO e Pindorama-TO. Há um trecho de estrada de chão de 65 km para se chegar a Pindorama. As rodovias estavam em boas condições. A viagem durou 10 horas, saímos às 6h de Brasília e chegamos às 16h em Ponte Alta. O trecho de terra aumentou um pouco o tempo de duração da viagem. Essa parte do relato é mais para auxiliar pessoas que partirão de carro de Brasília. Pra quem for de avião, tem a opção de alugar um veículo 4x4 em Palmas ou contratar uma agência que busca os turistas em Palmas. Há a possibilidade de incluir a Chapada dos Veadeiros no roteiro, a depender do seu tempo e disposição, ou trocar a Chapada das Mesas pela dos Veadeiros. Eu optei pela das Mesas por ser de Brasília e já ter ido algumas vezes à dos Veadeiros. JALAPÃO Vou iniciar com algumas considerações que acredito ser importantes para quem vai ao Jalapão. - CARRO. É necessário um veículo 4x4 para trafegar pelo Jalapão, ao menos no período de seca, de junho a setembro. Vi um carro sem tração, no caso um doblô, atolar várias vezes e sempre precisar de resgate; - GUIA. Eu optei por ir com um guia e recomendo. Acredito que ganhei tempo e segurança estando com o guia. Além disso, tivemos a felicidade de ir com um guia que nos falava sobre a fauna e a flora do Jalapão, que nos chamava a atenção para os animais, identificando-os, que nos contou as histórias dos morros e das serras. Enfim, o guia não era uma seta humana. Fizemos nosso roteiro e apresentamos ao guia, que foi bem solícito para que pudéssemos aproveitar ao máximo o Jalapão. Mas ressalvo que há pessoas que vão sem guia e conseguem ir a grande parte dos lugares. O guia que foi conosco é conhecido como China, telefone (63) 98432-6518. Recomendo-o. Tenho contato de outro guia, que foi quem nos ajudou muito durante o planejamento da viagem, mas não foi conosco por já ter outro passeio no mesmo período. Um cara muito tranquilo e gente boa. Oziel o nome dele, telefone (63) 98424-5822. A diária do guia custa R$ 150,00. O guia Oziel também faz o passeio no carro dele. Acredito que dessa forma seja R$ 600,00 a diária. Vão até 4 pessoas no carro, mais o guia; - DINHEIRO. Há poucas opções de caixa eletrônico. Em Ponte Alta, onde há melhor estrutura, só tem Bradesco e Correios, pra quem tem conta no Banco do Brasil. Não sei se tem lotérica, mas deve ter. Alguns restaurantes e pousadas aceitam cartão. Os postos de combustível passam cartão; - HOSPEDAGEM. Há poucas opções de hospedagem e os valores nas pousadas, no mês de julho, variaram entre R$ 140,00 e R$ 270,00, o quarto de casal com café da manhã; - ALIMENTAÇÃO. Há lugares para jantar em Ponte Alta, Mateiros e São Félix. Contudo, quanto ao almoço, haverá dias em que não será possível almoçar. A refeição custa em média R$ 35,00 por pessoa. Leve lanches a seu critério para comer durante o dia, pois também não há paradas para lanches. Eu e minha namorada somos vegetarianos, mas mesmo assim conseguimos nos alimentar numa boa; - GASTOS. A entrada nos fervedouros custa entre R$ 15,00 e R$ 20,00. Nas Dunas é sugerido uma contribuição para manutenção do local e normalmente as pessoas contribuem com R$ 5,00. Fora isso, só é cobrada entrada nas cachoeiras do Formiga, do Prata e das Araras, cujas entradas variam entre R$ 10,00 e R$ 20,00; - LEVE REPELENTE E PROTETOR SOLAR. Porém, é proibido utilizá-los nos fervedouros, por questão ambiental. 1º DIA (23/07) - (Cachoeira da Fumaça / Rio Soninho / Cachoeira do Rio Soninho / Pedra Furada) Nesse primeiro dia fomos à cachoeira da fumaça, que tem esse nome por conta da nuvem de fumaça formada por sua volumosa queda d’água. Logo no início do caminho vale a pena sair alguns metros da estrada para ir ao pé do Morro da Cruz. De Ponte Alta até a cachoeira da fumaça são 90 km, sendo 70 km em estrada de chão. Após, voltando pelo mesmo caminho, tomamos banho no Rio Soninho, apreciamos a bela cachoeira do Rio Soninho, e assistimos ao pôr do sol da Pedra Furada. Nesse dia não há parada para almoço. Dormimos novamente em Ponte Alta. Fotos da Cachoeira da Fumaça e da Pedra Furada. Ao fundo da Pedra Furada está o Morro da Cruz. 2º DIA (24/07) - (Cânion da Sussuapara / Cachoeira do Lajeado / Cachoeira da Velha / Rio Novo / Dunas do Jalapão) Daqui pra frente é tudo estrada de chão. Encha o tanque em Ponte Alta, pois em Mateiros e São Félix o litro da gasolina custou R$ 5,25. Saímos às 8h30 de Ponte Alta com destino final Mateiros. Esse é o dia mais longo da viagem. Percorremos 225 km. Mas curtimos cada momento. Cada lugar visitado oferece uma beleza única e peculiar. Essa é uma característica do Jalapão. O Cânion com suas paredes cobertas por vegetação e água brotando de vários pontos das rochas, a beleza e o banho da Cachoeira do Lajeado, a força e o volume d’água da Cachoeira da Velha, o refrescante banho no Rio Novo e, por fim, as Dunas do Jalapão no meio da imensidão do cerrado. Da estrada nesse dia avistamos os Morros da Bigorna, Saca-Trapo e Dedo de Deus. Nesse dia também não há parada para almoço. Fotos do Cânion da Sussuapara, da Cachoeira da Velha e das Dunas do Jalapão com a Serra do Espírito Santo ao fundo. 3º DIA (25/07) - (Serra do Espírito Santo / Fervedouro Buriti / Fervedouro do Ceiça / Cachoeira do Formiga / Fervedouro Encontro das Águas / Rio Encontro das Águas / Comunidade Mumbuca) Neste dia levantamos às 3h45 para assistir ao nascer do sol da Serra do Espírito Santo. Saímos da pousada em Mateiros às 4h10 e chegamos ao sopé da Serra às 4h45. São 24 km no sentido de Ponte Alta. Levamos lanche pra comer durante o trajeto. Gastamos 30 minutos pra subir a Serra, fazendo algumas paradas no caminho para recuperar o fôlego. Sugiro levar uma blusa de frio, porque até o pleno amanhecer faz frio no topo. Foi uma das melhores aventuras no Jalapão. Foi muito bom curtir a paz lá de cima, o vento forte, o horizonte e os primeiros raios solares. Após o nascer do sol, caminhamos três quilômetros pelo topo da Serra até o mirante voltado para as Dunas do Jalapão. Contando subida e descida da Serra, mais a trilha no topo, são 8 km de caminhada. Aproveitamos bastante a Serra e chegamos de volta à pousada às 9h. Tomamos café da manhã e partimos em direção ao fervedouro do Buriti e depois ao do Ceiça. Cada fervedouro tem seu encanto e em alguns a pressão da água é maior. Acredito que o fervedouro Encontro das Águas seja imperdível, por ser o mais forte e dar a melhor sensação de não afundar. Depois do fervedouro do Ceiça, fomos almoçar na cachoeira do Formiga. Cachoeira bonita, água com tom esverdeado e boa pra banho. Em seguida, fomos ao fervedouro Encontro das Águas e nos lavamos, literalmente, no encontro das águas do Rio Formiga com o Rio Soninho. Disse que nos lavamos porque o fervedouro Encontro das Águas é tão forte que você sai cheio de areia. Para finalizar o dia, fomos à Comunidade Quilombola Mumbuca, onde compramos artesanatos de Capim Dourado e conversamos com alguns membros da comunidade, que nos contaram um pouco de sua história. Foi bacana. Depois de tudo isso, às 18h, partimos para São Félix do Tocantins, onde chegamos às 19h30. Gostaríamos de ter ido na Cachoeira do Prata, mas o tempo não foi suficiente. Sugeriria um dia a mais no Jalapão, a quem interessar visitar essa cachoeira. Fotos do nascer do Sol do alto da Serra do alto Espírito Santo e da Cachoeira do Formiga. 4º DIA (25/07) - (Fervedouro Bela Vista / Cachoeira das Araras / Serra da Catedral / Morro do Gorgulho) Tínhamos programado de fazer o Rafting no Rio do Sono neste dia, mas desistimos porque não formou grupo e pra ir só nós dois ficaria mais caro. A quem interessar, o Rafting geralmente sai da Cachoeira das Araras e tem duração de uma hora e meia. O preço normal é R$ 150,00 por pessoa. Também fazem Rafting no Rio Novo e acredito que os passeios sejam fechados em Mateiros. Há descidas de algumas horas e de até três dias. Dando continuidade à viagem, fomos ao Fervedouro Bela Vista, que é o maior e também é considerado o mais bonito, depois à Cachoeira das Araras, com água límpida e boa para banho, e um ponto para almoço, mas solicitam agendar. Optamos por não ir ao Fervedouro Alecrim, pois já tínhamos sentido a emoção de outros fervedouros e abrimos mão deste. Voltando à estrada, percorremos 140 km da Cachoeira das Araras até Novo Acordo. No caminho pode se avistar ao longe o Morro do Cachimbo ou Fumo e passa-se ao lado da Serra da Catedral e do Morro do Gorgulho. Morro do Gorgulho, ou Vermelho, ou dos Macacos, tratam-se do mesmo lugar e com certeza merece uma parada. Há uma pequena trilha, bem leve, que leva ao topo, de onde se tem um lindo visual. Natureza pura ao redor, vento forte e sensação de muita paz. O Morro do Gorgulho encerra com chave de ouro nossa viagem ao Jalapão. De Novo Acordo até Palmas são 110 km de estrada asfaltada. Fotos do Fervedouro Bela Vista e do Morro do Gorgulho. Por fim, como considerações finais sobre o Jalapão, tenho a dizer que há a possibilidade de fazer o trajeto inverso do que nós fizemos, ou seja, de Novo Acordo a Ponte Alta. Nós optamos por dar a volta completa no parque, já que a distância de Mateiros até Palmas por Novo Acordo é só um pouco maior do que a distância de Mateiros até Palmas por Ponte Alta e também levando em consideração a qualidade das estradas. Se decidir ir somente até Mateiros, o roteiro geralmente vai até a Cachoeira do Formiga. DIA 27/07 (VIAGEM DE PALMAS-TO A CAROLINA-MA) A continuidade da viagem para a Chapada das Mesas é mais tranquila. Após passarmos a noite em Palmas e conhecermos um pouco da cidade pela manhã, partirmos após o almoço rumo a Carolina-MA, cidade sede para conhecer a Chapada das Mesas. Foram cinco horas e meia de viagem. São 460 km de Palmas até lá. As cidades pelo caminho são Lajeado, Miracema do Tocantins, Miranorte, Colinas do Tocantins e Filadélfia. A estrada entre Miranorte e Colinas do Tocantins, que faz parte da BR Belém/Brasília, é bem movimentada. Entre Colinas do Tocantins e Carolina há um trecho um pouco ruim, com alguns buracos. É necessário pegar uma balsa para atravessar o Rio Tocantins, de Filadélfia-TO para Carolina-MA. Custa R$ 21,50 a travessia. Durante a madrugada custa R$ 28,00. Em Carolina já há mais opções de hospedagem. CHAPADA DAS MESAS 1º DIA (28/07) - COMPLEXO DA PEDRA CAÍDA e PORTAL DA CHAPADA O Complexo dista 35 km de Carolina, na direção de Imperatriz. Esse lugar foi o mais decepcionante de toda viagem. Não o indico a ninguém que goste de um contato livre com a natureza. Trata-se de um complexo turístico em que se paga R$ 60,00 para entrar (há meia-entrada). Dentro do complexo há sete cachoeiras acessíveis, piscinas, toboáguas, tirolesas e teleférico. O acesso às piscinas e aos toboáguas é "gratuito". Todos os demais atrativos são pagos à parte, ou seja, fora o valor da entrada. Até pra subir e descer a pé o morro que dá acesso às tirolesas tem de se pagar (R$ 25,00). As piscinas têm boa estrutura, mas os toboáguas não são nada de mais. Há duas tirolesas, sendo uma delas com 392 metros de altura e 1400 metros de comprimento. É possível verificar os valores de todos os passeios no site do complexo. Acho que querem passar a imagem de um ultra/mega empreendimento de lazer, com passeios espetaculares, mas infelizmente no meu ponto de vista não é nada disso. Quero dizer que li alguns relatos negativos sobre o lugar antes de ir, mas mesmo assim achei que poderia valer a pena, que o lugar deveria ser mesmo muito bonito e valer a visita e o dinheiro gasto. Ledo engano. Quando você chega ao local, te direcionam a uma sala, onde há um breve relato sobre todas as atrações do complexo. De lá você se dirige aos guichês para comprar os passeios em horários pré-fixados. Optamos por visitar as cachoeiras Caverna e Capelão, e a cachoeira do Santuário. Acredito que são as mais procuradas. Pagamos mais R$ 50,00 pela Caverna e Capelão, e mais R$ 30,00 pela Santuário, por pessoa. Não há meia-entrada. Fomos num pequeno caminhão para as cachoeiras da caverna e capelão. Não deu 15 minutos o caminho de ida e volta no caminhão. A cachoeira da caverna é bonita. A do Capelão é comum. Foi nessa cachoeira do capelão que nos demos conta que aquele lugar não era pra gente. Digo isso porque, muito embora os passeios sejam guiados, as cachoeiras foram depredadas por pessoas que acham marcante escrever seu nome nas pedras. Mas não sei se isso é o pior. Como a chapada das mesas tem forte presença de arenito em suas formações, na cachoeira do Capelão algum inconsequente do complexo teve a infeliz ideia de abrir buracos nas rochas para que as pessoas pudessem fazer uma pequena escalada e ficar embaixo da queda d’água. Ao ver aquilo, somado aos valores que nos foram cobrados por passeios tão simples, a vontade que nos deu foi de ir embora naquele momento. Não fomos porque queríamos conhecer a cachoeira do Santuário. Entretanto, acabou sendo desapontador também. Caminhamos por uma pequena trilha toda sobre passarela, no horário pré-determinado, com mais umas 50 pessoas e o guia. A cachoeira tem uma queda de 46 metros, cercada por cânions. Algo surreal. O pesar é o fato de suas paredes também terem sido riscadas e a falta de tranquilidade para curtir o lugar numa boa. Falo isso por conta do excesso de pessoas que vão juntas à cachoeira. Ao retornarmos, só aguardamos um tempo para irmos direto ao Portal da Chapada assistir ao pôr do sol de lá. Como consideração final sobre este local, eu pessoalmente não sei se vale a pena visitar, talvez valha pela cachoeira do Santuário, mas mesmo assim, há muito que ponderar, especialmente quanto ao custo-benefício. Claro que minha opinião se baseia nos meus gostos. Outros podem ter uma visão totalmente diferente. Foto da Cachoeira do Capelão com as marcas da falta de respeito e consciência. PORTAL DA CHAPADA O Portal da Chapada fica a 15 km do Complexo da Pedra Caída, no caminho de volta para Carolina, do lado direito. É cobrado R$ 10,00 pra subir (tem meia-entrada). No alto do morro, esculpido na rocha, há uma fenda que lembra o formato do estado vizinho, o Tocantins. Lá de cima se tem uma linda vista da Chapada, com seus morros, inclusive o do Chapéu, e de grande extensão de cerrado. O início da subida é um pouco cansativo, por ser em areia, mas o restante é em pedra. É uma subida rápida e relativamente tranquila. Além do belo pôr do sol, o que nos marcou intensamente no portal foi a oportunidade de ver casais de araras vermelhas, gaviões, papagaios, periquitos, além de outros pássaros, que têm ninho no topo do morro e que ao final do dia saíram em revoada, passando bem próximos de onde estávamos. Mas para ver isso, caminhe pelo topo, pelo lado direito da pedra. Foi emocionante. A foto mostra o Morro do Chapéu do alto do Portal da Chapada das Mesas. 2º DIA (29/07) - CACHOEIRAS DO ITAPECURU e SUBIDA DO MORRO DO CHAPÉU As cachoeiras do Itapecuru ficam a 30 km de Carolina, sentido Riachão. São duas cachoeiras, também conhecidas como cachoeiras gêmeas, com ótimo espaço pra banho. São muito bonitas. O único porém fica por conta do grande número de pessoas que as visitam no mês de julho. Já tínhamos ciência disso e fomos por escolha própria. Mas foi legal. Em um período menos concorrido, deve ser bem melhor. Há dois pontos de acesso a essas cachoeiras. Cada um fica de um lado do rio. Nós optamos pela entrada pelo Balneário Novo Banho, que fica antes da ponte, à direita. O acesso é por um povoado na beira da estrada. E não foi por acaso. O proprietário do acesso mais famoso, chamado de Itapecuru, invadiu a área do curso da água e fez um deck de cimento pra colocar mesas e cadeiras, destruindo a mata ciliar e desviando o curso do rio. Algo inacreditável. Evite o acesso por este local. Não contribua com quem faz algo assim. Além de que, o valor da entrada pelo Balneário Novo Banho custa R$ 10,00, enquanto o outro, R$ 30,00. Ambos têm meia-entrada. Visitamos essas cachoeiras pela manhã. Fotos de uma das cachoeiras gêmeas e do deck que foi construído no curso do rio. MORRO DO CHAPÉU Depois de almoçarmos nas cachoeiras do Itapecuru e descansarmos um pouco por lá mesmo, partimos às 15h para subir o morro do chapéu. O morro tem cerca de 400 metros de altura e a trilha até o topo por volta de 500 metros. Contratamos um guia. Não sei se é possível ir sem guia. O guia que contratamos se chama Cleiton. O telefone dele é (99) 99148-8050. Também fomos com ele para as Cachoeiras da Prata e São Romão, cujo relato vou expor na sequência. Um guia muito bom, tirou fotos e nos deixou bem à vontade durante os passeios. Cobrou-nos R$ 150,00 por cada dia. São por volta de 24 km de Carolina até o morro, sendo 16 km em estrada de chão. Se não estiver em carro tracionado, tem de deixar o carro 1 km antes do sopé do morro e ir a pé. A subida é mais intensa do que a da Serra do Espírito Santo, no Jalapão. O nível de dificuldade é maior por conta da subida ser mais íngreme e a trilha ter pedras soltas. Necessário ter mais cuidado. Em julho, no período da tarde, sobe-se pela sombra, o que facilita demais. Gastamos por volta de 35/40 minutos pra subir. Do topo avistamos a cidade de Carolina, o Rio Tocantins, o Portal da Chapada e outros morros ao redor. Assistimos o sol se pôr ao fundo do Rio Tocantins. Logo que a estrela maior sumiu no horizonte, já pegamos o caminho de volta para iniciar a descida ainda com um pouco de luz natural. Foi essencial, porque o primeiro trecho da descida é o mais trabalhoso e perigoso. Após, mesmo com o anoitecer, o restante da descida foi tranquilo. Foto do pôr do Sol do topo do Morro do Chapéu. 3º DIA (30/07) - CACHOEIRAS PRATA E SÃO ROMÃO Ficam a 85 km de Carolina, direção de Imperatriz, sendo 50 km em estrada de chão. É necessário veículo 4×4 e a companhia de um guia. Ficam dentro do Parque Nacional da Chapada das Mesas. É recomendável sair de Carolina 8h30 para aproveitar melhor o dia. Peço desculpas por não recordar o valor exato de entrada de cada uma, mas me lembro que não pagamos mais de R$ 20,00 por pessoa em nenhuma das duas. E há meia-entrada em ambas. São grandes cachoeiras, com bastante volume d’água, principalmente a São Romão. Em ambas há espaço para banho, ao menos na época de seca. Primeiro fomos na Prata, onde almoçamos. É possível almoçar na São Romão também, onde até há uma melhor infraestrutura. Mas não nos arrependemos de termos almoçado na Prata. Fomos muito bem recebidos por um senhor bem simples, que nos preparou uma deliciosa comida caseira pelo valor módico de R$ 20,00 por pessoa. Na nossa opinião, é um dos passeios mais bonitos da Chapada das Mesas, juntamente com a poço azul e o encanto azul. Não pode ficar fora do roteiro. Foto da Cachoeira São Romão. 4º DIA (31/07) - ENCANTO AZUL e POÇO AZUL São 135 km de Carolina, na direção de Riachão. Fica 25 km depois de Riachão e há um trecho em estrada de chão. Para este trecho não é necessário carro tracionado e há placas indicando o caminho. É recomendado sair por volta de 8h de Carolina, para aproveitar a incidência do sol tanto no encanto azul quanto no poço azul, que ocorre entre 10h e 14h. Melhor ir durante a semana. Disseram ter muita gente aos finais de semana. É um dos melhores passeios da Chapada das Mesas. ENCANTO AZUL Fomos primeiro no Encanto Azul, que é um poço, cuja água tem um tom azulado. Não faz parte do Poço Azul. Após chegar ao poço azul, tem que percorrer mais 6 km em estrada de areia. Não há como ir sem carro tracionado. Há camionetes no local que cobram R$ 20,00 por pessoa pra levar até lá. O cenário é deslumbrante. Para se chegar até o poço, desce-se uma longa escada, que dizem ter 140 degraus e está em boas condições. Dá pra descer e subir numa boa. Não há restaurante no local. Banheiros só lá em cima, na entrada. Não deixe de levar máscara e snorkel para apreciar o fundo do poço e os peixes. Melhor horário para ir é entre 10h e 13h, quando o sol incide no poço. A entrada custa R$ 20,00 e aceitam meia-entrada. Pagamento só em dinheiro. Optamos por ir ao Encanto Azul primeiro por conta do horário do sol e também para almoçarmos e aproveitarmos o restante do dia no Poço Azul, onde há mais atrativos e um restaurante Self-service. Foto do Encanto Azul. POÇO AZUL É um complexo turístico que abriga, além do poço azul, seis cachoeiras. No trajeto até o poço, feito por passarelas, passa-se por todas as cachoeiras. Mas ao chegarmos, fomos direto ao poço azul, para apreciá-lo ainda com o sol resplandecendo no poço. Além da beleza, é um delicioso lugar para banho. Depois fomos almoçar. As principais cachoeiras são a Santa Bárbara, que é a mais alta da Chapada das Mesas, com 70 metros, a Santa Paula e a dos Namorados. Há uma tirolesa de 300 metros no local. A entrada custa R$ 50,00, também há meia-entrada e dá direito a todos os atrativos, exceto à tirolesa. Aceita cartão. Neste lugar encerramos toda a nossa viagem. Foto do Poço Azul. Há mais ainda o que fazer na Chapada das Mesas e na cidade de Carolina. Na cidade de Carolina vale assistir ao Pôr do sol do Rio Tocantins e caminhar pela cidade à noite para conhecer sua história e um pouco da sua vida. Há opções interessantes para jantar e lanchar à noite. Já na Chapada das Mesas, há ainda outras opções de cachoeiras, como as cachoeiras Adeia do Leão, da Mansinha e do Dodô, que ficam a 18, 27 e 30 km, respectivamente, de Carolina, todas na direção de Imperatriz. São cachoeiras pequenas, mas boas para banho. Tem de passar por estrada de chão, mas não tenho conhecimento das condições. Importante perguntar aos locais antes de ir. Obtive essas informações num mapa que consegui no hotel e em conversa com pessoas da região. No regresso a Brasília, decidimos voltar pela Chapada dos Veadeiros, mesmo sendo 150 km mais distante, pois a rodovia Belém-Brasília tem grande fluxo de veículos e nos pareceu bem perigosa, exatamente o contrário da estrada que passa por dentro da Chapada dos Veadeiros.
  15. Olá! Vou em dezembro/2017 para Tocantins, Jalapão chego dia 27/12 15h em Palmas e fico até 04/01/2018, queria combinar Jalapão 5 dias + 02 dias Ilha do Bananal, alguém pode ajudar? Preciso de guia para o Jalapão e para Ilha do Bananal. Alugo carro 4x4 ou agÊncia? Somos um casal com experiência em dirigir com off-road. Alguém indo para lá na mesma época?
  16. laurantoniassi

    É permitido camping selvagem no Jalapão?

    Gente, gostaria de indicaçao de campings bem basicos no jalapao, tambem gostaria de saber se é permitido camping selvagem no parque estadual e, pra quem ja teve essa experiencia como é; obrigada[emoji11] [emoji11]
  17. Caros Mochileiros, Graça a esse fórum, fiz uma viagem inesquecível no Jalapão, talvez a melhor viagem desses 4 anos que eu passei no Brasil. Pelo fato de ter preguiça de escrever em português (que não a minha linguá materna) e já que tem muitos relatos super bem feitos sobre esse tema no site (recomendo os relatos de Ramon D'Amico, ao Hélio Prates e ao Luis Arau), quis dar uma contribuição diferente aos futuros mochileiros do Jalapão através um check-list de dicas uteis. Pensei que poderia ser interessante já que eu senti dificuldade para reunir todas as informações desse fórum de maneira sintética. 1/ Sem ou com Guia? Tem que ser sem! Mais liberdade, mais em conta e mais aventura. Com um pouco de planejamento, é possível chegar aos pontos de interesse sozinho. 2/ Sem ou com 4x4? - Um 4x4 oferece mais conforto mais sai mais caro: entre 500 e 600 BRL/diária vs entre 300 e 400 BRL/diária para um SUV nas agencias de Palmas. - De Duster conseguimos fazer a volta do parque sem dificuldades. Os maiores riscos são os buracos na estrada de terra (por isso aconselho alugar um modelo tipo SUV, mais alto do que um carro normal) e as pancadas de areia. - Se você não for de 4x4, NÃO entra no parque das Dunas (são somente 6 km de trilha que da para fazer andando ou pedindo carona, já que tudo vai para la no final da tarde), NEM na cachoeira do Lajeado (são somente 3 km de trilha que da para fazer andando), pois la é realmente pura areia fofa. Todos os outros pontos de interesse citados neste check-list são accessíveis de SUV não traçado. 3/ Dicas praticas para andar de carro NÃO traçado no parque - Prestar muita atenção, mudar de motorista com frequência, andar com velocidade reduzida, limitar a distancia percorrida por dia... essa estrada é muito cansativa e é perigosa. - Andar de marcha baixa nas pancadas de areia - Secar os pneus ao entrar no parque - Levar alguns galões de gasolina. Tem posto de gasolina em Novo Acordo, São Felix, Mateiros e Ponte Alta, mas é bom ter essa segurança caso errar o caminho. - Ao sair do parque, aumentar de novo a pressão nos pneus, mas cuidado em não colocar muita pressão de volta, pois se uma pedra começou a furar a borracha dentro do parque, com a pressão e o calor no asfalte, tem o risco dessa pedra realmente furar completamente o pneu (aconteceu comigo ao voltar para o aeroporto) 4/ Pelo norte ou pelo Sul? Dicas de rota optimizada em 5-6 dias com Palmas como ponto de partida - Aconselho fazer a volta do parque pelo norte pelas seguintes razões: A/ A estrada de terra esta em melhor estado entre Novo Acordo e São Felix e vai piorando até Mateiros e piorando ainda até Ponte Alta. Assim você vai se acostumando com a estrada aos poucos e chegar com mais experiencia na parte punk do parque B/ Nesse sentido os pontos de interesse vão aparecendo na ordem crescente de beleza C/ Segundo um guia da região tem mais descida nas partes difíceis da estrada nesse sentido - Aconselho variar as opções de hospedagem, considerar as opções de camping e nunca dormir no mesmo lugar. Assim, tem mais aventura, mas alem disso você reduz o tempo na estrada e consegui fazer toda a volta do parque andando entre 100 e 150 km/dia, o que já é muito nessas condições. - Dia 0: Preparação/compras em Palmas - Dia 1: Palmas - São Felix (~200km) - Dia 2: São Felix - Mumbuca (~100km) - Dia 3: Mumbuca - Mateiros (~100km) - Dia 4: Mateiros - Cachoeira da Velha (~100km) - Dia 5: Cachoeira da Velha - Ponte Alta (~100km) - Dia 6: Ponte Alta - Porto Nacional ou Palmas (~200km) 5/ Como se orientar? - A TO-030 liga as cidades do roteio e passa por perto dos principais pontos de interesse. As vezes, tem placa, mas nem sempre. Por isso, é importante se planejar, anotar as distancias até as bifurcações no mapa, perguntar aos locais e ler os relatos de viagem. - Rede 3G e 4G se encontra em muito poucos lugares do parque, esqueça os aplicativos do seu smartfone - Privilegiar mapa física (2 mapas esquemáticas em anexo) - A melhor opção é baixar o mapa satelita da região no modo off-line do Google Maps e salvar as coordenas das cidades e dos pontos de interesse nos favoritos antes de iniciar a viagem. Assim mesmo sem sinal, você terá uma visão bem detalhada da geografia do lugar, e poderá até medir as distancias sobrando. - E bom levar um aparelho com detecção de coordenadas GPS que não passa pela rede 3G ou 4G e uma bussola. 6/ Pontos de interesse - Dia 0: Preparação/compras em Palmas - Dia 1: Palmas - São Felix Cachoeira na entrada de Taquaruçu na estrada - Placa + Pagante Cachoeira na saída de Taquaruçu indo para Santa Tereza (Cachoeira dos Macacos) - Placa + Pagante Morro do Gorgulho - Visível da TO-030 Serra da Catedral - Visível da TO-030 Fervedouro do Alecrim - Placa na segunda parte da cidade de São Felix (S10º18,432’ e W46º66,703’) + Pagante - Dia 2: São Felix - Mumbuca Fervedouro São Felix (o mais bonito que visitamos) - Placa na saída da cidade sentido mateiros + Pagante Cachoeira da Formiga - Na esquerda sentido Mateiros (S10º15,743’ e W46º29,882’) + Pagante Comunidade Mumbuca, Centro de Artesanato do Caipim dourado - Voltando para estrada principal, a direita sentido Mateiros (S10º20,695’ e W46º34,335’) Dentro da comunidade perguntar o caminho até o encontro das Águas e o fervedouro Mumbuca (o mais poderoso) + Pagante - Dia 3: Mumbuca - Mateiros Fervedouro do Ceiça - Saindo e Mumbuca e 1,2km antes de chegar na estrada principal (S10º37,247’ e W46º52,472’) - Placa + Pagante Descançar em Mateiros e se preparar para o pôr do sol nas Dunas - é bom chegar lá umas 16 horas e andar no parque Parque das Dunas - 6km da estrada principal ( S10º36,162’ e W46º39,642’) - placa na estrada Mateiros São Felix + contribuição livre - Não entrar sem 4x4 - Dia 4: Mateiros - Cachoeira da Velha Trilha do Mirante da Serra - Visível a direita na estrada Mateiro São Felix - Placa + Livre - 400m de desnivelamento até o cume do planalto + 3km acima da chapada até o mirante Cachoeira e prainha da Velha - placa a direita na estrada Mateiro São Felix (S10º15,654’ e W46º53,077’) - a prainha e a cachoeira são acessíveis de carro mas existe também uma trilha bonita de 2 km que liga os dois nas margens do rio novo - Dia 5: Cachoeira da Velha - Ponte Alta Pousada abandonada do Pablo Escobar - no caminho saindo da cachoeira da velha e voltando para a TO-030 Cachoeira do Lajeado - Difícil de acesso e de achar - 3km da estrada Mateiros São Felix na esquerda (S10º65,370’ e W47º28,435’) - Não entrar sem 4x4 - Olhando a cachoeira por cima existe uma trilha escorregadinha na esquerda para descer até o poço embaixo Cânion Do Sussuapara - na estrada Mateiros São Felix na esquerda (S10º65,227’ e W47º44,576’) - Dia 6: Ponte Alta - Porto Nacional ou Palmas Indo para o sul de Ponte Alta, direção Pindorama você pode acessar se tiver tempo a Pedra Furada (Vale a pena, gostei muito - S10º87,697’ e W47º38,593’), a Cachoeira do Soninho (Não fui - 70km de Ponte Alta) e a Cachoeira da Fumaça (Não fui - 70km de Ponte Alta) Senão, pode seguir para o norte para voltar para Palmas. Uma boa opção para dar uma variada na estrada, é passar por Porto Nacional a cidade histórica do Tocantins, muito mais humana do que Palmas, as margens do rio Tocantins são bem animadas a noite. 7/Opções para dormir - Dia 0: Palmas - Varias opções mas é caro e não tem graça - Dia 1: São Felix - 2 pousadas simples ou camping selvagem na praia do Alecrim com estrutura minima - Dia 2: Mumbuca - Pousada Tonha super simples mais super acolhedora na comunidade na casa da filha da Dona Miuda que popularizou o artesanato do caipim dourado no Brasil - Dia 3: Mateiros - Varias pousadas e 1 camping com estrutura - Dia 4: Cachoeira da Velha - camping selvagem na prainha da velha com estrutura minima - Dia 5: Ponte Alta (~100km) - recomendo a pousada Planalto da Dona Lazara, uma pioneira do turismo no Jalapão 8/ O que pode ser útil de levar? - "kit écologico": saco de lixo para não sujar o parque - "Kit camping": barraca, colchão inflável, saco de dormir leve para temperaturas altas, lanternas - "Kit sobrevivência obrigatório": protetor solar, repelente, chapel, faca - "Kit independência": bastante água e comida que se conserva para poder adaptar a sua viagem e improvisar quando aparece uma prainha de rio lindíssima que combinaria muito bem com um pique-nique ou quando surgi uma chuva que vai dificultar a sua viagem até a próxima etapa - Dinheiro, pois não achei banco entre Novo Acordo e Ponte Alta do Tocantins, ou seja não tem banco dentro do parque do Jalapão. Gasolina pode ser paga com cartão. Mas visitas e a maioria dos restaurantes/pousadas so aceitam dinheiro. - Uma maquina de tirar foto a prova da água é recomendada para tentar gravar o que é um fervedouro - Uma mascara para mergulhar Para quem quer estudar mais a fundo a geografia do parque recomendo a leitura do plano de manejo do parque do estadual do Jalapão em anexo. Ele é um pouco desatualizado (2003), mais super bem documentado e detalhado. Aproveitem e não esquecem que o Jalapão é Bruto! Bon voyage, Ladislas PLANO_DE_MANEJO_DO_PARQUE_ESTADUAL_DO_JALAPAO.pdf
  18. Glau Mochileira

    Agências no Jalapão

    Boa tarde mochileiros. Quero fazer uma expedicao em Abril de 4 dias ao Jalapão. Alguém pode me indicar agências por lá e media de preços para uma expedicao neste periodo? Obrigada!!!!
  19. Olá pessoal, compartilho infos da cicloviagem que fizemos agora no final do ano, caso alguem precise de dicas, estamos a disposição. Abraços Banho de rio, sol, chuva, vento, vilarejos, comunidades, acampamentos, amigos, bicicleta, espírito de equipe, gratidão, receptividade dos moradores, esforço físico extremo com o calor de 45º e paisagens de tirar o fôlego. E foi assim que passamos este final de ano... pedalando 535km pelo deserto do Jalapão no Tocantins em busca do Perrengue Supremo, rsrs. Local considerado deserto não só pela paisagem, mas também pela ausência de pessoas durante longas distâncias. Mais fotos no link: https://picasaweb.google.com/108071881949914249746/BikeCicloviagem535kmJalapaoTocantinsEChapadaVeadeirosGO Fotos de Vivi, Fábio e Andre. Dicas para quem se interessar pelo roteiro: E foi só lançar a idéia de pedalar pelo Jalapão que alguns amigos se interessaram. Tivemos algumas semanas para programar um roteiro, treinar um pouco (bem pouco, rs) e pensar em cardápios nutritivos, afinal, a idéia era uma cicloviagem auto-suficiente, sem carro de apoio. Iriamos carregar todo o equipamento, fogareiro, barraca, gas, isolante termico, roupas, agua, e mantimentos para café da manhã, almoço e jantar para todos os dias. Saimos de SP dia 20/12 Vivi, Fábio, Monica e Andre. E em Americana encontramos com os demais integrantes Meire, Bruno e Getulio que veio do Paraná para seguir com a gente. Fizemos uma parada para pernoite em Padre Bernardo, revezamos os motoristas, e seguimos em frente. No dia seguinte chegamos em Ponte Alta, uma das portas de entrada para o Jalapão. A cidade não correspondeu com nossas expectavidas. Apesar de pequena e simpática com moradores amáveis, vários carros disputavam o som do Arrocha mais alto, a cidade não estava muito agradável aos ouvidos. Assim como na estreita ponte os motoqueiros disputavam agilidade. Tratamos de aprontar as bikes, deixamos os carros no estacionamento de uma pousada (gratuitamente) e caimos na estrada iniciando a pedalada no dia seguinte no horário mais indicado, rs, quase meio dia, rs. Dia 1 - 22/12 Ponte Alta x Lagoa Azul O dia amanheceu nublado para nossa sorte, mas o mormaço permanecia. Iniciamos a pedalada quase ao meio dia. 15km pedalamos sem nenhum esforço chegamos na gruta, o 1º ponto d´agua. Fizemos uma longa parada. Logo neste início o alforge do André quebrou. Arrebentou a alça (marca Curtlo). Improvisamos com enforca gato. Choveu e a terra daquele ultimo trecho ficou pegajosa, fizemos esforço de subida em estrada plana, não rendeu a pedalada da tarde. Nosso ponto de acampamento para hoje era o rio vermelho mas passamos por uma bifurcação a esqueda com a placa "Lagoa Azul a 6,5km" e optamos por não perder os atrativos locais. Conhecemos um morador da Lagoa que disse que sua família não se incomoda de receber visitantes e tocamos pra lá. A lagoa é pequena, não é azul, rs, e não é um bom ponto para se banhar pois é região de brejo. Mas foi um ótimo repouso com céu estrelado. A família nos recebeu muito bem, a estrada de desvio era boa, estava melhor do que a principal e quase toda plana. Acampamos numa antiga escola, tinha banheiro com chuveiro. Não cobraram nada para acampar, mas é bom deixar algum alimento, ou algo para ajudá-los. Fazem óleo e doces de buriti. Pedalamos aproximadamente 47km hoje. Mas a melhor opção é seguir direto até o Rio Vermelho mesmo. Dia 2 - 23/12 Lagoa Azul x Rio Vermelho x Abrigo Pablo Escobar A pedalada começou com muito mormaço e sol entre as nuvens. Torcemos para chover e tirar aquele abafado. Choveu, mas não o suficiente. A chuva mais forte estava mais adiante. Passamos pelo Rio Vermelho, e quilometros depois com algumas subidas pegamos a bifurcação à esquerda, rumo a Cachoeira da Velha. São 20km de desvio até lá, em uma estradinha reta sem visual, com alguns trechos de areia batida, outros trechos de castalho solto, e alguns trechos de areia mais umida que exigia mais força no pedal. Acho que tudo depende da chuva/sol do dia. Nos ultimos 10km resolvi apressar a pedalada até o ponto de chegada, e devido as "costelinhas" do caminho, a bike 'quicou' demais e quebrou o meu bagageiro. Chegamos numa fazenda e o morador Guilherme nos atendeu muio bem, e nos recebeu com agua gelada. Aliás, a Monica entregou uma foto ao Guilherme que levou a pedido da Michele e do Artur, casal que fez este roteiro de cicloviagem tempos atras, e numa atitude de gratidão enviaram fotos das pessoas mais que especiais daquela região. No decorrer da viagem foram entregues todas as fotos. Acampamos gratuitamente na antiga pousada jalapão, que é um abrigo de viajantes desde que proibiram acampamento na cachoeira da Velha. Preparamos nosso jantar especial com carne, costelinha, arroz, feijão e farofa. Dia 3 - Noite de Natal. Abrigo x Cachoeira da Velha x Prainha x Prainha Cariocas Seu Antonio Acordei e fiz uma gambiarra no meu bagageiro com uma tala com esparadrapo, e enforca gato para dar sustentação. Pedalamos 9km até a Cachoeira da Velha que é gigante + 1 km até a Prainha. Vale a pena. Ida e volta para a cachoeira 20km+ 20 km para voltar até a bifurcação. Muito sol, muito muito muito sol. Esse dia conhecemos os 45 graus do jalapão, e como passamos a manhã na cachoeira/prainha saimos oficialmente para pedalar ao meio dia, com o sol fritando os miolos. Pedalamos o dia todo nos arrastando por trechos de areia fofa, empurrando bicicleta pesada, e outros trechos pedaláveis, com o sol esgotando nossas energias. Já no final da tarde o Guilherme cruzou com a gente no caminho e disse que tinha 2 noticias. Uma ruim e outra boa. A ruim é que depois de terminado este trecho, chegariamos no rio, e ainda teriamos 9km empurrando a bike até a Prainha, já que a areia estava fofa. Aff. A boa é que ele tinha cervejas geladas no carro e trouxe para nós a pedido da Meire/Bruno. Ufa. Relaxamos para nos refrescar, e depois aceleramos a pedalada até a bifurcação que desce para a Prainha Cariocas. Foram 9km até lá, alguns trechos pedaláveis no começo, e depois empurrando a bike no escuro. Chegamos por volta de 20hs no local. O Seu Antonio é muito gente boa, bom de papo, uma simpatia de pessoa. O seu camping é super limpo, muito bem estruturado, acampamos na beira do rio. Mas diferentemente dos demais pontos de acampamento, este acampamento foi pago, e bem caro. R$20,00 o camping + 5,00 para visitação da prainha + 5,00 para utilização do espaço quiosque, e 5 reais cada cerveja skolzinha. Um assalto. Como era noite de natal, e não tinhamos como retornar tudo, rs, ficamos por ali mesmo. Banho de rio, e todos prontos para o natal. Pedalamos hoje 80km. Para quem está de bike carregada, com peso nos alforges, não indico. Muitos trechos de areia fofa, e não sei se é pior tentar pedalar na marcha levinha e girar girar girar até derrapar... ou empurrar a bike pesada. Dia 4 - 25/12 Seu Antonio x Rio Novo x Dunas Dona Benita Pedalamos e empurramos os 9km de areia para sair do Seu Antonio até chegar na bifurcação e tocar para o caminho oficial. Mas antes disso... durante este percurso... o bagageiro do Fábio tambem quebrou. Pedalei rapido alguns km para buscar as chaves com outro integrante do grupo, mas quando voltei, nem tinha parafuso para ser apertado, rs, quebrou/partiu mesmo. Fiz uma outra gambiarra no bageiro dele com enforca gato, mas perdemos muito tempo nisso, até o sol pegar forte. Pedalamos 22km até Rio Novo quando o sol fritou os miolos. Fizemos uma longa parada ali na comunidade para esperar o sol abaixar um pouco, tomamos banho de rio, agua gelada e uma cervejinha para refrescar. Ali moram algumas familias, e viajantes são bem vindos. Numa emergencia pode acampar gratuitamente no quintal do bar ou nas casas do vilarejo caso seja preciso. Assim que o sol baixou pedalamos 13 km até a Dona Benita, uma figura alegre, festeira, de sorriso largo, e muitos causos de onça pra contar. A pedalada a tarde foi agradável, com muito visual da Serra Espirito Santo. Chegamos na Benita as 16:30, em tempo para curtir o por do sol nas dunas, são 10 km de ida e volta para as dunas. Camping na Benita 15. Dia 5 - 26/12 Benita x Mateiros Saímos da Benita com um superrrrrrrr vento contra, pedalando na reta com esforço de subida. Mas foi super agrádavel, pois o vento cortou a sensação de calor, que conforme um turista que passou estava na marca dos 40 graus. Visual fantástico da Serra Espirito Santo. Se tivéssemos tempo teriamos feito a trilha para o topo da serra, mirante. As 11:30 chegamos em Mateiros, foram somente 35km aproximandamente. Precisávamos de uma bicicletaria, pois estavamos com 1 bicicleta sem freio, 2 bagageiros quebrados e 1 alforge tambem. Uma longa parada para fazer estes reparos. O pastor é o responsavel pela bicicletaria, mas não estava. Voltamos mais tarde e nada. Mais tarde e nada. Ele chegou no finalzinho da tarde, e os bagageiros não tinham jeito mesmo. Deu uma ajeitada na bike sem freio, compraram outro VBrake, e reforçamos as gambiarras nos bagageiros. Iamos acampar no gramado do posto de gasolina gratuitamente, mas como fizemos hora na cidade para esperar a bicicletaria abrir, almoçamos na dona Rosa que nos ofereceu pouso. Pode montar a barraca de vocês ai em qualquer lugar, são muito bem vindos guerreiros, disse ela. Convite aceito. R$15 Almoço coma a vontade, Cerveja 2,50, Camping Gratis. Dia 6 - 27/12 Mateiros x Cachoeira Formiga Um amigo disse: Não deixem de conhecer a Cachoeira do Formiga. Levamos a sério e resolvemos acampar lá. Dia de pedalzinho bem curto. 26km. Daria para esticar de mateiros até lá tranquilamente. Numa comunidade proxima viramos atração, era festa de formatura de 3 moradores, com churrasco e 11 familias reunidas. Nos receberam com prato de comida, e uma boa prosa, alem de nos apresentar toda a familia, e os responsáveis pela festa. Nos despedimos com ar de quero ficar. Fizemos uma parada no Fervedouro do Ceiça, o ultimo fervedouro, são 10 para entrar. Se tiver fila o tempo de permanencia é de 20 minutos. Nunca tinha ido num Fervedouro antes. Gostei, rs. Não fomos no Fervedouro Buritis devido a dica de um morador que era longe da pista e o caminho de areia muito fofa. 2 km a frente pegamos a direita, e entramos para a direita rumo à cachoeira, e foram 6km de areia, empurrando e pedalando em alguns trechos. Logo chegamos na cachoeira, e acampamos por lá, na Cachoeira do Formiga 25,00 para acampar. Somente a visita 20,00. Ali eles tem bastante problema com o lixo local, vimos muito lixo jogado na propriedade toda, e muitos visitantes usando detergente na agua do rio, e os proprios moradores lavando louca ou usando sabonete no rio. Mas a cachoeira é fantastica, cor de agua esmeralda, nunca vi nada igual. Vale a pena conhecer. Dia 7 Formiga x São Felix Voltamos 6km até a pista (por uma outra variante sem areia, rsrsrs, sendo possivel voltar pedalando) Fizemos uma paradinha para almoço no riozinho para esperar o calorão baixar. Passamos no povoado de prado, mas não desviamos para ir na cachoeira. 20 km após o povoado, chegamos a São Felix, a tempo e curtir o pôr do sol na prainha. A idéia era acampar na prainha, mas o pessoal optou por pernoitar no quintal de um morador, Paulinho, na no centrinho mesmo. Acampamos gratuitamente. Tem um camping na cidade mas a Irá não estava neste dia. O Paulinho tambem tem quartos/pousadinha que aluga para viajantes. Neste dia pedalamos 60km. Dia 8 São Felix x Posto de Fiscalização Tomamos café da manhã na Tia Rô paes caseiros e descemos 2 km até o Fervedouro do Alecrim 5,00 reais para entrada. Fervedouro maior, sem ninguem, vazio, com maior volume de agua mas com menor pressão de areia. Vale a pena conhecer. Banho de rio depois de 10km de pedalada. Passamos em 2 riozinhos, e fizemos parada de almoço no ultimo, rio das abelhas, com muitas abelhas que enrroscam no cabelo, não tem prainha e nem sombra. Pedalamos em media 52km hoje. Chegamos numa prainha deliciosa onde fica o posto de fiscalização O responsavel era o Williams que foi super gente boa. Acampamos por lá gratuitamente, e ele ainda preparou um peixe que tinha acabado de pescar. Preparamos nosso arroz, feijão, farofa, e degustamos do peixe fresco preparado e pescado pelo Williams. A cicloviagem foi dividida em AM e PM, Antes de Mateiros e Pós Mateiros, rs. Depois de mateiros as estradas tem o chão mais firme, de terra batida, e a pedalada começou a render muito mais. Em grupo grande o avanço é mais lento, são mais problemas mecanicos, mais tempo para todos se arrumarem, mas mesmo assim conseguimos pedalar em bons horários nestes ultimos dias. Antes de Mateiros tinham mais trechos de areia fofa, lama, e terra não firme que afundava o pneu. Dia 9 Posto Fiscal x Camping do Camilo x Rio Prainha x Casa Abandonada x Fazenda Saimos no horario de sempre e chegamos as 9 da manhã no Camping do Camilo. O Camilo é camping, restaurante e bar, e tem algumas trilhazinha/riozinhos pela região. São exatos 27km do posto de fiscalização até o bar do Camilo. 23km depois do Camilo, tem um riozao com uma praia deliciosa, tem uma casa antes e uma casa depois da ponte, é um ótimo ponto para parada, mas como ainda era cedo, resolvemos tocar mais a frente. Mais um bagageiro quebrado, dessa vez do Brunão. Mais 15km chegamos no proximo rio e uma casa abandonada, que seria nosso ponto de pernoite mas depois de uma votação resolvemos tocar mais um pouco. Depois desta casa que tem um pé de manga na porta, a proxima rua a esquerda leva até o povoado de Lago do Tocantins, e é um atalho que economiza 20km. Iamos arriscar, mas logo no começo já notamos a areia fofa, então preferimos seguir pela estrada principal de cascalho. Meu bagageiro quebrou o outro lado, grrr, desta vez o Fábio e Andre fizeram uma gambiarra com um pedaço de mangueira. E deu super certo. Mais 10km e chegamos numa fazenda em frente a bifurcação Novo Acordo x Lagoa do Tocantis. Acampamos ali, gratis e tomamos banho de canequinha na torneira. 74,3 km pedalamos hoje. O Camilo indicou para ficarmos no Bar do toto em Novo Acordo no inicio do asfalto na beira do rio Dia 10 - Ano Novo. Fazenda x Lagoa do Tocantins Nosso Plano inicial era fazer a cicloviagem em roteiro formato ferradura. Começar em ponte alta e terminar em novo acordo. Em Novo Acordo pedalar 120km de volta à Ponte Alta, ou pegar um transporte. Mas soubemos que Novo Acordo é uma cidade maior, que teriam muitos shows, carros de som...rs... então passar o reveillon por lá não nos agradou. Soubemos que a estrada à esquerda da fazenda chegava no vilarejo de Lagoa do Tocantins, que lá tem o Balneário que podemos acampar, e a cidade era pequena, com facil acesso para Ponte Alta, onde deixamos nosso nosso veiculo. 28km de pedalada e já chegamos. 2 km dali fica o Baneario, uma especie de piscinão, com um bar. Final de tarde do dia 31 o local ficou vazio e silencioso, ufa. Fizemos ali a nossa comemoração de reveillon e final de cicloviagem. A noite fomos para o Centro e encontramos todas as figuras que nos ajudaram no dia de hoje. O moço do bar, os motoqueiros que fizeram o resgate do veiculo, etc. Problemas mecanicos: Bagageiro da Vivi quebrou os 2 lados. Bagageiro Fábio quebrou todos os parafusos. Bagageiro Bruno quebrou 2 lados Alforge Andre Roda do Andre Nenhum pneu furado De volta ao carro, paramos na Chapada dos Veadeiros em Goiás para conhecer. Vale da Lua 15,00 a entrada Cachoeiras da fazenda São Bento, Almecegas I e II (8 km de Alto Paraiso) 20,00 Camping de 20 a 30 reais em media. Ficamos no Catavento mais afastado da cidade. Na ida para o Tocantins rodamos até Padre Bernardo. Na volta em Natividade cidade histórica (35,00 pousada July com café), e em Catalão tambem. Em ponte alta 40/pessoa e deixamos o carro no estacionamento por 10 dias gratuitamente.
  20. 1beatrizlima

    Jalapão - 4 Dias (Com Fotos)

    Quando minhas amigas me chamaram pra uma trip pro Jalapão, eu tinha uma vaga de ideia de algo parecido com a Chapada Diamantina, mas acabei descobrindo que os dois destinos, exceto por alguns morros com aquela característica achatada, são bem diferentes. Pra ir pro Jalapão você tem que saber que: • A estrutura pra turismo é bem rústica, o que pra mim faz parte do encanto do lugar, mas que não é o perfil de todo mundo. • Se passa bastante tempo no carro, já que o Jalapão é um circuito de cerca de 1000km, tem poucas trilhas abertas e os atrativos ficam um pouco distantes um do outro. Se conforto for importante pra você, dá uma olhada no carro do guia, porque depois de alguns dias, pode fazer diferença. • Tem bastante inseto e outros bichos no geral (spoiler: vimos uma cobra cascavel), leve repelente e antialérgico se for preciso. Não é à toa que dizem que o Jalapão é bruto, mas se você estiver afim de encarar essa brutalidade, ele recompensa com paisagens inacreditáveis! É preferível ir com guia pra lá porque, pra ir por conta própria, teríamos que encarar um aluguel salgado de um 4x4, uma gasolina igualmente cara e andar por aí com mapa, pela estrada arenosa e praticamente sem sinalização. Eu e minhas amigas tínhamos quatro dias contados então preferimos ir com um esquema mais certo pra curtir ao máximo e passar só o perrengue planejado. Viajamos com o Diego da Cerrado Dourado e foi uma grata surpresa pra nós o quão organizado, confiável e gente finíssima ele foi. Os preços entre os guias variam de acordo com a acomodação/tipo de carro que eles fornecem, mas pelas cotações que fizemos, deu pra ver que a média são uns R$ 1.800 - já com acomodação, transporte, gasolina, todas as refeições e água mineral inclusos. Apesar de o Jalapão ser um destino bem rústico e ter um roteiro um pouco flexível, é legal contar com alguma organização, saber onde vai dormir e ter a expectativa certa pra evitar qualquer surpresa. A princípio o Diego estava prestando serviço para outra agência, mas tivemos alguns imprevistos com quem nos vendeu o pacote e por isso eu prefiro indicar o contato do próprio Diego, porque sei que ele garante a melhor experiência. A empresa dele é a Cerrado Dourado Expedições (http://www.cerradodourado.com.br/) e o contato é (63) 8463 0403. O Diego é engenheiro ambiental e ir com ele ainda tem o bônus de umas explicações científicas das coisas hehe Dia 1 Chegamos em Palmas um dia antes à noite, já tínhamos negociado um transfer com a agência e do aeroporto fomos direto pra Taquaruçu, uma cidadezinha já no caminho pro parque. Dia seguinte saímos as 4h da manhã e vimos o nascer do sol na Pedra Furada. A paisagem era linda e no retorno para o carro ganhamos um bônus: uma cascavel atravessando nossa trilha. Ela passou, se escondeu dentro do mato e ali ficou. Passamos, uma por vez, rapidinho e a uma certa distância e deu tudo certo. Depois disso ficamos mais cautelosas com as trilhas, sempre olhando por onde pisávamos, mas nenhuma outra cobrinha apareceu pra dar o ar da graça. Alguns amigos ficaram meio assustados quando ouviram essa história, então queria reforçar que a vimos de longe e ela não representou nenhuma ameaça real daquela distância, o guia foi na frente e nos avisou antes que víssemos qualquer coisa, então tudo sob controle. Depois disso seguimos pra a grutas Sussuapara, Cachoeira da Velha, Prainha do Rio Novo e um pôr do sol incrível nas dunas. Nesse dia jantamos e dormimos na casa de uma moradora local, a Dona Cleuza. Dia 2 Fomos ver o nascer do sol na Serra do Espírito Santo. Pra chegar lá pegamos uma trilha de 750m, só subida. Apesar de dar uma canseira, não tinha nenhum trecho realmente complicado. Eu super recomendo, a vista lá de cima é incrível! Essa foi a única trilha "de verdade" que fizemos, de resto geralmente parávamos bem pertinho dos atrativos e andávamos muito pouco. Depois fomos conhecer nosso primeiro fervedouro, o dos Buritis. Atenção para meu momento de Engenheira Ambiental: O fervedouro é uma espécie de poço, resultado de uma rachadura na rocha que cobre o lençol freático. Por causa dessa "falha", a água passa com muita pressão e, lá em cima, não te deixa afundar. O nome nada tem a ver com a temperatura da água, só com essa característica de "borbulhar". O único fervedouro de que se sabe a profundidade é o Fervedouro Bela Vista. Inaugurado para turismo há cerca de dois anos, ele tem 75 metros de profundidade - não dá pra ver o fundo por conta da areia. Aliás, a areia também é uma característica legal dos fervedouros, ela é movediça nas partes que dá pé e você vai afundando nela se fica parado (mas depois dá pra voltar numa boa hehe). Fervedouro é o tipo da coisa que não tem muito como explicar, só indo lá pra ver o quanto é incrível e diferente! Pelo que me contaram, não se sabe de nenhum outro lugar no mundo que tenha algo assim. Dia 3 Fomos ainda no Fervedouro do Ceiça (difícil decidir, mas acho que foi meu preferido) e depois no povoado Mumbuca, onde eles produzem artesanato a partir do capim dourado. Nos recepcionaram muito bem lá, as crianças eram umas figurinhas e cantaram umas musiquinhas pra nós - que decoramos e continuamos cantando o resto da viagem. Nesse dia ainda tivemos tempo pra conhecer a Cachoeira do Formiga, uma cachoeira esverdeada, muito muuuito linda. De lá, fomos para um camping em São Felix, fizemos fogueira, tomamos uma cervejinha olhando as estrelas e dormimos em umas cabaninhas de madeira. Depois o Fervedouro do Buritizim e o lago do Formiga (que me pareceu mais um rio). Falando assim parece "ahhh, mais um Fervedouro", mas prometo que cada um é de um jeito e todos são muito legais de conhecer! Nessa noite dormimos em uma pousadinha em São Felix, onde finalmente tivemos WiFi e deu pra fazer um oversposting básico. A cidade tem uma sorveteira bem gostosinha chamada Jalapão Sorvetes, o dono é um senhor muito simpático e essa foi a única sorveteria que encontramos durante toda a viagem! A noite chegamos a ir em um forró da galera local, mas tava bem miado e terminamos a noite na praça em frente a pousada tomando cerveja e escutando reggaeton. Dia 4 Até que o último dia chegou, saímos cedinho e fomos para o Fervedouro Bela Vista, o maior que visitamos e o que falei que tem 75 metros de profundidade. O dono do terreno tinha comprado há pouco mais de dois anos e, quando venderam pra ele, disseram que tinha "um lago meio sujo atrás". Ele demorou cerca de um ano e meio pra limpar tudo e, no fim, ficou com essa belezura no quintal de casa. Já quero um fervedouro pra chamar de meu! A tarde fizemos rafting com a Novaventura - Novaventura.com.br e (63) 9993-1978. O percurso era bem tranquilo, nível II, mas eles fazem também na cachoeira da velha que tem uma queda bem maior e também oferecem uma opção de dois dias de rafting, acampando na beira do Rio e tal. O serviço era muito bom. O Rafa, que foi com a gente no bote também foi super gente boa e nos passou bastante segurança, recomendo também! Por último, almoçamos na Cachoeira das Araras (https://www.facebook.com/profile.php?id=100009654812804&fref=ts) e fomos presenteadas com a melhor comida do Jalapão. Tudo fresquinho, direto da horta, muita variedade e um pessoal muuuito acolhedor (tanto que comi três pratos sem o menor medo de ser feliz)! Esse almoço foi muito diferente dos outros porque o menu no Jalapão é quase sempre o mesmo: arroz, feijão, macarrão, frango caipira e/ou carne de sol e salada de repolho com tomate. É tudo muito gostoso e bem feito, mas a nossa amiga vegetariana, que comeu praticamente só ovo a viagem toda, ficou muito agradecida quando viu um strogonoff de legumes. Depois de encher a pança fomos para a cachoeira e dei meu último mergulho em água Jalapenhas, seguido do último pôr do sol, que fomos ver no Morro Vermelho. Pouca gente vai lá por já ser o final da viagem e quererem chegar mais cedo em Palmas, mas vale muito a pena, o visual é incrível! No caminho de volta ainda paramos mais uma vez pra ver o "nascer' da Lua. Uma lua cheia linda no céu mais estrelado que já vi na vida. Segundo o Diego, o Jalapão é um bom ponto para observação de estrelas e, em noite de Lua Nova, o céu é ainda mais incrível! Chegamos em Taquaruçu, dormimos duas horinhas num hostel e logo saímos pro aeroporto, porque nosso voo era as 4h da manhã da segunda-feira. Cheguei em casa cansada fisicamente, mas com os olhos e a cabeça descansados depois de ver tanta beleza. O Jalapão tem esse jeitão bruto, mas é bonito demais! Como dizia a musiquinha das meninas do Mumbuca, "o Jalapão ama você". E eu voltei amando ele também!
  21. * Jalapão: municípios de Ponta Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins - Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho, Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha, Dunas, Fervedouro do Ceiça, povoado quilombola Mumbuca, Fervedouro Buritizinho, Cachoeira do Formiga, Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho ** Serras Gerais: - Natividade: centro histórico, biscoitos Amor Perfeito Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos - Almas: Cahoeirinha, Cânion Encantado, Cachoeira do Urubu-Rei, Cachoeira da Cortina (ou Véu de Noiva) e Arco do Sol (ou Pedra Furada) - Dianópolis: Lagoa Encantada - Taguatinga: Cachoeira do Registro - Aurora do Tocantins: Rio Azuis *** Chapada dos Veadeiros: Alto Paraíso e Macaquinhos - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 11 dias pelo Jalapão, Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, incluindo os dias de ida e de retorno. - A viagem foi feita no período de 3 a 13 de junho de 2015 com saída de Brasília - DF. - Para conhecer o Jalapão, contratamos o guia Neném com veículo 4x4 ((63) 8472-0830 - operadora: OI). Para conhecer os atrativos do município de Almas contratamos o guia Alminha ((63)92080515) Itinerário resumido Dia 1) Brasília - Natividade - Ponte Alta Dia 2) Jalapão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada Dia 3) Jalapão: Sussuapara, Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha e Dunas Dia 4) Jalapão: Fervedouro do Ceiça, Mumbuca, Fervedouro Buritizinho e Cachoeira do Formiga Dia 5) Jalapão: Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho Dia 6) Ponte Alta - Almas: Cachoeirinha Dia 7) Almas: Cânion Encantado, Cachoeira Urubu-Rei, Cachoeira Cortina e Arco do Sol Dia 8 ) Almas - Dianópolis - Aurora do Tocantins: Lagoa Bonita Dia 9) Aurora/Taguatinga - Alto Paraíso: Rio Azuis e Cachoeira do Registro Dia 10) Alto Paraíso: Macaquinhos Dia 11) Retorno a Brasília DIA 1 | Brasília - Natividade - Ponte Alta Estrada (até Ponte Alta) A viagem foi feita em um Peugeout 207. Fizemos o trajeto de Brasília a Ponte Alta do Tocantins passando pela Chapada dos Veadeiros, Arraias, Campos Belos, Natividade e Pindorama do Tocantins https://goo.gl/maps/727Ml. Pegamos um único trecho de estrada de terra (67 km) entre a Chapada da Natividade e Pindorama, que estava muito bem batida e não tivemos problemas para atravessar. As estradas estão em bom estado em praticamente todo o trajeto. O trecho de 40 km após Arraias, que estaria mais crítico de acordo com relatos que vimos, foi recém reformado em uma operação tapa buracos e deve aguentar bem até as primeiras chuvas de 2015. Atenção: a) Dentro da região da Chapada dos Veadeiros, de São João da Aliança até Cavalcante, a estrada foi reformada há algum tempo, mas ainda está sem sinalização horizontal. b) Depois de uns 18 km da saída de Natividade no sentido Chapada da Natividade, haverá um trevo sem qualquer placa em que vc deverá entrar à direita para seguir rumo a Pindorama. Dica: Não se acanhe em pedir informações. No Tocantins há poucas placas informativas e em algumas situações é fácil se perder. Natividade No caminho à Ponte Alta do Tocantins, paramos em Natividade para uma visita ao centrinho histórico. Deixamos o carro próximo à igreja São Benedito e caminhamos pelas ruas e pracinhas da simpática cidade. O que não deixar de ver em Natividade: - Ruínas da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos - Biscoitos da Dona Neninha - Amor Perfeito: provamos todas as opções de biscoitos e os nossos campeões foram o Amor Perfeito, o de canela e a peta, também chamada de pipoca na região. Todos são assados em forno de barro ao fundo da pequena fabrica de biscoitos. São deliciosos e dão um ótimo presente de lembrança da viagem! =) Ponte Alta do Tocantins Nossa hospedagem em Ponte Alta foi na pousada Águas do Jalapão. A pousada fica um pouco fora da cidade, cerca de 1,5km. Mas já o suficiente pra se ter uma vista livre para as estrelas! Café da manhã simples, mas com opções de frutas e suco da fruta. Diária: R$150 (casal) ou R$30 por pessoa em barraca. DIA 2 | Cachoeira da Fumaça | Soninho | Pedra Furada Cachoeira da Fumaça Com um grande volume de água em uma queda larga, é possível ver o vapor da água subindo e rodopiando acima do poço formando um efeito de fumaça muito bonito. A cachoeira em si não é própria para banho, mas para quem quiser se aventurar, dá para caminhar por trás dela e tomar um banho com o vento no vapor das águas. A caminhada é fácil e é recomendado usar tênis por conta das pedras. Vale a pena! Por outra trilha acima da cachoeira é possível ter uma vista muito linda do poço. Dependendo do horário forma-se um arco íris na fumaça! Demos sorte! No rio acima da cachoeira há uma área para banho pequena que deve-se tomar muito cuidado por conta das corredeiras que se formam abaixo do nível do rio. Soubemos que recentemente havia ocorrido um afogamento por imprudência na área das corredeiras. Tomando cuidado, pode ser um ótimo banho pra refrescar ate a próxima parada do dia! Cachoeira do Soninho Próximo à ponte sobre o Rio Soninho paramos para o nosso almoço. Há uma sombra gostosa na beira do rio perfeita para um piquenique. Em seguida fomos à Cachoeira do Soninho, por onde se chega atravessando uma pequena trilha na mata e tem-se uma vista das bifurcações de pedras por onde a água contorna e segue o seu fluxo. A cachoeira é bem bonita e estreita. Não é apropriada para banho e sim para contemplar a vista e a água contornando as pedras profundas. Pôr do Sol na Pedra Furada Terminamos o dia na Pedra Furada, uma rocha calcária muito bonita esculpida pelo vento. O Jalapão exibe extensões de cerrado a perder de vista no horizonte. Infelizmente nos últimos 3 anos o proprietário de uma fazenda próxima ao morro da Pedra Furada iniciou uma produção de eucaliptos, prejudicando a paisagem que se tinha antigamente. Com isso, achamos a vista da Pedra Furada um pouco decepcionante. Jantar em Ponte Alta: recomendamos o Restaurante Beira Rio, que fica em frente à antiga ponte alta, que dá nome à cidade. Comemos um peixe fresco com porções de mandioca, feijão tropeiro, arroz e salada de tomates. Cervejinha gelada e bom atendimento! DIA 3 | Susssuapara - Cachoeira Lajeado - Cachoeira da Velha - Prainha - Dunas Gruta Sussuapara Começamos o dia na Sussuapara que fica bem próxima de Ponte Alta. Ouvimos de nosso guia que antigamente os moradores da cidade costumavam ir para a gruta para tomar banho no grande poço que se formava. Para chegar atravessamos uma pequena trilha e nos deparamos com os paredões úmidos da gruta. Atualmente não há mais área para banho devido ao assoreamento do poço causado pela construção de estradas próximo ao local. Ainda assim, a visita à gruta vale pela contemplação da formação rochosa e do pequeno veio d'água que atravessa as pedras e circunda todo o caminho formando uma paisagem bonita! Cachoeira do Lajeado Seguindo na mesma estrada rumo à Cachoeira da Velha, chega-se à Cachoeira do Lajeado. A cachoeira ganhou esse nome em função da curiosa formação de pedras pela qual o rio passa esculpindo. De cor avermelhada e superfície muito lisa, a cachoeira é toda feita de pequenos degraus imitando lajes até chegar em sua queda principal onde um bom poço para banho. Para chegar até a queda principal é preciso descer a cachoeira margeando-a e depois encarar a subida de volta! Cachoeira da Velha Um das atrações mais incríveis do Jalapão, a Cachoeira da Velha é surpreendente não apenas pelas caudalosas quedas d'água como também pela vista maravilhosa no horizonte, com as serras do Jalapão e o rio atravessando o Cerrado até chegar na área de queda da cachoeira. Os contrastes de cores da paisagem para nós foi um show a parte. A cachoeira ganhou este nome pelos antigos moradores do Jalapão que diziam da existência de uma mulher que morava nas imediações da cachoeira e sempre era vista lá. Há uma opção de atravessar a Cachoeira da Velha por trás das quedas d'água e chegar em uma outra vista que dizem ser muito bonita também! Quando fomos não tínhamos tempo para a travessia, mas prometemos um dia voltar lá pra isso. Prainha Escolhida como locação de cenas do filme Deus é Brasileiro, a Prainha é uma mesmo um lugar delicioso para relaxar e apreciar a natureza! Escolhemos uma boa sombra para fazer nosso almoço e em seguida tomamos banho no rio de águas transparentes e agradáveis como são as águas do Tocantins! Dunas Fechamos nosso dia no por do sol nas Dunas, que, sem dúvida, é uma das atrações mais incríveis do Jalapão! A chegada até as Dunas é um show a parte. Ao se aproximar do local, tem-se no horizonte a imponente Serra do Espírito Santo. Após passar pelo cadastro de visitantes no posto da Naturantins, percorremos uma estrada em direção às Dunas na qual se abre uma paisagem belíssima com um lago azul claro cercado de buritis com uma vegetação linda, numa alusão a um oásis. Para acessar as Dunas deixamos o carro e já descemos descalços, que é o melhor jeito de fazer a trilha na areia. O cenário é deslumbrante: dunas de areia esculpidas pelo vento, margeadas por um rio no meio do Cerrado com a impressionate Serra do Espírito Santo ao fundo. O pôr do sol tinge a areia e roseia o céu. Ao subir as dunas tem-se vista livre do poente e do nascente e não dá para saber qual dos lados é o mais bonito. Terminamos o dia rumo a Mateiros. Chegamos ao pequeno município à noite, por volta das 20h, o céu estava impressionantemente cheio de estrelas. Jantamos no restaurante Galpão 21, que fica mais afastado do centro com comida típica e muito bem preparada. Nossa hospedagem em Mateiros foi a Pousada da Bibi, uma senhora muito acolhedora. Café da manhã simples, quarto e banheiro limpos. Valor: R$ 150 p/ casal. DIA 4 | Fervedouro do Ceiça - Comunidade Mumbuca - Fervedouro do Buritizinho - Cachoeira do Formiga Fervedouro do Ceiça Ao chegar no fervedouro pegamos uma trilha curta até o local. Como tinha sido nosso primeiro fervedouro ainda não sabíamos o que nos esperava exatamente. Cercado de bananeiras, o fervedouro formava uma pequena banheira natural com fundo de areia e cheia de nascentes que com a pressão da água não nos deixava afundar! A experiência é deliciosa e cada um descrevia a sensação de um jeito. Para visitar pagamos R$10,00 por pessoa. A entrada é restrita a 6 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos. Comunidade Mumbuca A pequena comunidade kalunga Mumbuca é cercada de casas construídas tradicionalmente com barro e coberturas de palha. Ao longo dos últimos anos estão modificando seus padrões construtivos e já se vê algumas casas de alvenaria. No coração da vila há uma casa de exposição do artesanato do capim dourado na qual homens e mulheres da comunidade apresentam suas mais variadas obras: vasos, cestas, chapéus, bijouterias, madalas, etc. A casa é sempre cheia de turistas que adoram poder comprar direto da fonte. Atualmente no Tocantins há varios lugares que revendem o artesanato produzido em Mumbuca. Fomos recepcionados com sorrisos e cantoria por uma das mulheres mais antigas da comunidade, que nos ensinou a versão do Capim Dourado para a cantiga do Alecrim Dourado. Fervedouro Buritizinho O Fervedouro Buritizinho é bem menor e com menor pressão que o fervedouro do Ceiça mas não deixa de ser bonito e delicioso para tomar banho. O local é preparado para receber os turistas para o almoço, que é feito pela família proprietária da área. Tomamos um banho delicioso e em seguida almoçamos uma comida caseira feita na hora! Cachoeira do Formiga Passamos uma tarde muito agradável nos banhos da Cachoeira do Formiga. De águas azuis esverdeadas, a cachoeira tem uma pequena queda com um poço delicioso para banho. Levamos snorkel para apreciar os vários tipos de peixinhos nas águas transparentes! Para visitar, pagamos R$20,00 por pessoa. No final do dia, jantamos novamente no Galpão 21. Era meu aniversário e a Renata fez uma surpresa com um bolo de chocolate delicioso que ela combinou no dia anterior com o pessoal do restaurante de fazerem! =) Dia 5 | Fervedouro do Alecrim - Cachoeira das Araras - Morro da Catedral - Morro do Gorgulho Fervedouro do Alecrim O fervedouro do Alecrim é muito bonito e maior que a área de banho do Fervedouro do Ceiça. Vale muito a pena conhecê-lo. Cercado de Buritis enormes e com um lindo aro formado pelas areias no fundo, a área de banho é deliciosa e também proporciona a experiência de não afundar que os fervedouros com maior pressão oferecem! Valor: R$ 5,00 por pessoa. Cachoeira das Araras Chegamos à propriedade da Cachoeira das Araras e já fomos recebidos de forma muita acolhedora pela família de gaúchos que mora no local há 4 anos. Eles adquiriram a propriedade e estão cuidando da área para preservação e turismo. Nós almoçamos um delicioso banquete com opções vegetarianas e tudo preparado na hora no forno a lenha. Vimos botes de rafting e uma turma que estava explorando o local descendo os rios da região. Para fazer o rafting é preciso se informar com os guias da região. Nós não fizemos mas ficamos curiosos para explorar essa outra atração em uma outra visita ao Jalapão. Após o almoço nós seguimos para o banho na cachoeira das araras, que tem um poço muito gostoso para banho com uma bela queda formando um véu de noiva. Taxa de visita da cacheoeira: R$ 5,00 por pessoa. Morro da Catedral e Morro do Gorgulho No caminho de volta para Palmas percorremos a estrada que passa em frente ao Morro da Catedral. Trata-se de uma formação rochosa muito interessante que se apresenta no alto do morro, formando um imenso paredão lembrando uma catedral. Paramos para fazer algumas fotos. Na sequência chegamos ao Morro do Gorgulho. O acesso é uma vendinha na beira da estrada, na qual pagamos 5,00 por pessoa e fizemos uma pequena trilha para ter acesso a vista de cima do morro e apreciar o céu que já estava próximo do por do sol. O Morro do Gorgulho chama muita atenção tanto pelas rochas exóticas que se formam no alto quanto pela vista do cerrado imenso a perde de vista, com círculos de buritis que se formam margeando o rio abaixo. Para nós valeu muito a pena ver o Morro do Gorgulho na despedida do Jalapão! Deixamos o casal de amigos em Palmas e voltamos para dormir em Ponte Alta. Dia 6 | Ponte Alta - Almas Nesse dia, a ideia era achar o Cânion Encantado que fica no caminho a Almas. Tínhamos como referência apenas algumas distâncias que encontramos em alguns sites. De Ponte Alta a Almas, a melhor opção é pegar uma entrada à esquerda a uns 20 km de Ponta Alta no sentido de Pindorama e depois seguir pela estrada de chão. Como não conseguimos essa informação em Ponte Alta, fomos até Pindorama e de lá seguimos rumo a Almas por um estrada de chão. Fomos informados que teríamos que atravessar um córrego com o carro porque a ponte que havia no local tinha caído há quase dois anos e ainda não tinha sido consertada. Nos falaram que o nível da água não estava alto e que daria para atravessar mesmo com o carro pequeno e baixo. Se não fizéssemos isso, teríamos que dar uma boa volta para pegar a estrada citada acima. Decidimos então arriscar. Depois de uns 34 km de estrada de chão boa, chegamos ao córrego e não sentimos segurança em atravessar com o carro. Decidimos então deixar o carro em um terreno ao lado e seguir a pé em busca de informações de como chegar no Cânion Encantado, que era o nosso objetivo no caminho. Depois de uns 20 min de caminhada, chegamos a uma fazenda e lá conseguimos informações sobre três cachoeiras próximas, mas ninguém sabia dizer nada do cânion. O pessoal foi super atencioso e nos deu uma carona até a entrada de uma cachoeira a uns 3 km de distância. Logo que descemos e chegamos à cachoeira, reconhecemos que era a Cachoeirinha por fotos que tínhamos visto. Depois de tirar umas fotos da Cachoeirinha, decidimos procurar uma outra cachoeira mais adiante seguindo as dicas do pessoal da fazenda. Depois de uns bons minutos de caminhada, não achamos a cachoeira e resolvemos voltar à Cachoeirinha para dar um mergulho e almoçar. Depois disso, retornamos à fazenda para conversar com a galera e agradecer pelo apoio. Para a nossa alegria, chegando lá eles se oferecerão para rebocar o carro desligado através do córrego. Com o apoio deles, atravessamos o córrego sem riscos de problemas mecânicos e podemos seguir até Almas pelo caminho mais curto. Seguimos por mais 60 km de estrada de chão até Almas. Em vários trechos a estrada está bem ruim e é necessário escolher o menor buraco para se passar, mas nada que não dê para enfrentar com um carro pequeno, se tiver calma. Em Almas, ficamos no Hotel Cardoso, uns 500 m depois da entrada da cidade. O hotel tem bons quartos e um café da manhã simples, mas satisfatório. Valor: R$100 (casal). Jantamos na pizzaria Ardosia, que tem uma pizza boa e barata. Dia 7 | Cânion Encantado - Cachoeira do Urubu Rei - Cachoeira Cortina - Arco do Sol Saímos 7h40 com o guia Alminha rumo ao Cânion Encantado e Arco do Sol no final do dia e algumas opções em aberto de cachoeiras, que dependeriam de sorte em encontrar as porteiras abertas. O guia Alminha mora na ponta da rua acima do hotel e nos foi apresentado por intermédio da galera do hotel. É um dos poucos guias na cidade e é o que mais conhece a região. Cânion Encantado O Cânion Encantado é uma formação que se estende por cerca de 4 km com mais de 70 m de altura e com 5 cachoeiras que se formam em seu desfiladeiro. Tiramos algumas fotos das quedas d'água em diferentes ângulos e apreciamos a vista linda que se forma. Cachoeira do Urubu-rei A cachoeira do Urubu-rei fica em um paredão em um grande vale com Cerrado a perder de vista. A cachoeira pode ser apreciada contornando o paredão à esquerda. O local é deslumbrante e contemplativo. A cachoeira é para apreciação e não para banho. Cachoeira da Cortina A cachoeira da Cortina fica na propriedade do Pastor Davi e da Dona Antonia. Vale muito a pena conhecer este casal simpático e hospitaleiro que mora no canto do vale de forma simples e muito amorosa! Fizemos a trilha para a cachoeira e depois fomos recebidos com um belo almoço caipira feito por dona Antônia! A prosa e as histórias daquele casal eram tão agradáveis que não queríamos mais ir embora!! Para chegar na Cortina fizemos uma caminhada de 40 minutos. É bom usar calça e camisa comprida na trilha! Arco do Sol O Arco do Sol também é conhecido como Pedra Furada. Particularmente achamos o Arco do Sol muito mais bonito que a Pedra Furada em Ponte Alta. São relativamente próximos um do outro. São três rochas de arenito muito bonitas. Uma delas possui dois furos, sendo o maior deles o próprio Arco do Sol. O pôr dol sol na pedra forma tons dourados avermelhados lindíssimos. O cerrado a perder de vista se mistura no horizonte. No caminho de volta tivemos uma vista maravilhosa já com o céu colorido pelo pôr do sol. Como Chegar no Arco do Sol: saindo de Almas percorrer 59,5km e virar a direita na bifurcação (sentido de Ponte Alta, uns 2 km depois da placa Prata e Flores) / 62km: vire a esquerda na bifurcação 74km: vire a esquerda na placa 2 irmãos / 77km: vire a esquerda (areal) / 78km: vire a esquerda na entrada do mato (trilha marcada) / 78,5km: parar o carro e contornar a pé DIA 8 | Almas - Dianópolis (Lagoa Bonita) - Aurora Seguimos viagem partindo de Almas rumo à Aurora. No caminho, paramos em Dianópolis para visitar a Lago Bonita. A estrada, especialmente depois de Dianópolis estava em péssimo estado de conservação. Tenham muita atenção e paciência! Lagoa Bonita A lagoa é formada por água que brota de varias nascentes como se fossem pequenos fervedouros. No horário próximo ao meio dia é possível ver tons azuis esverdeados lindos. Como chegar: saindo de Dianópolis, passar pelo povoado Amarelina (17km) /Entrada à esquerda na Fazenda Imperial / Seguir na estrada de terra / 6.7km: Virar à esquerda na 1a bifurcação / 9,0km: Virar à direita na 2a bifurcação / 12km: Chegada na porteira da propriedade / 16km: Chegada na Lagoa Bonita Aurora A cidade é pequena com uma opção de hotel (Hotel Itália, onde ficamos) e mais algumas opções na estrada próximo ao Rio Azuis e em um rancho mais próximo de Aurora. Nas proximidades da cidade há algumas opções de cachoeiras e um balneário, além do Rio Azuis. DIA 9 | Aurora - Rio Azuis - Cachoeira do Registro - Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso) Rio Azuis Saindo de Aurora em sentido a Taguatinga percorrer 20 km de asfalto e virar à direita na placa Rio Azuis; 1,5km depois chega em um estacionamento coberto de árvores. O Rio Azuis é conhecido na região como o menor rio do mundo! Ele nasce e em alguns metros desagua no rio sobrado. Há duas áreas para banho, uma no poço mais próximo à nascente e outra com acesso lateral mais a frente. Há opções de restaurantes próximos à margem do rio e por isso, em finais de semana o local deve ficar bem movimentado. Cachoeira do Registro A Cachoeira do Registro é uma cachoeira que fica em uma Pequena Central Hidrelétrica chamada PCH Sobrado administrada pela empresa Energiza. A cachoeira fica em uma região cercada de morros muito bonitos da Serra Geral. Para acessá-la é preciso percorrer uma estrada de terra com bela vegetação. Há um mirante na propriedade instalado para ter uma vista de frente da cachoeira. Por causa da casa de máquinas da PCH, não é possível descer para ter acesso ao poço da cachoeira. A cachoeira tem uma queda linda com um poço de águas verdes e azuis. Para nós valeu muito a pena ter ido conhecê-la! Como chegar: saindo de Aurora em sentido à Taguatinga no asfalto passar a entrada para o Rio Azuis e seguir em frente em direção à PCH Sobrado / 41km: Virar a direita na entrada da PCH Sobrado 43km: Na 1a bifurcação virar a direita / 50 km: Na 2a bifurcação virar a esquerda / 52km: Na 3ª bifurcação virar a esquerda / 62km: Chegada na sede da PCH Sobrado Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso Chegamos em Alto Paraíso no cair da noite. Para quem não conhece a Chapada, Alto Paraíso é uma das 3 principais cidades da Chapada: as outras duas são Vila de São Jorge e Cavalcante. Alto Paraíso é a que tem mais estrutura para o turismo (São Jorge também tem uma boa estrutura e Cavalcante tem uma estrutura razoável). Próximo a Alto Paraíso há várias cachoeiras bem bonitas e a cidade tem várias lojinhas, bons restaurantes, muitas opções de pousadas, hotéis, 2 ou 3 campings e ainda 2 ou 3 opções de hostel. Ficamos no hostel Eco Nóis, que estava vazio e assim tivemos o quarto todo só para nós. Jantamos uma deliciosa pizza na Pizzaria Vila Chamego. A pizzaria tem várias opções de sabores com carne ou sem carne. Super recomendamos! DIA 10 | Alto Paraíso - Macaquinhos As famosas cachoeiras do Macaquinhos são encantadoras e apesar da estrada até lá não ser muito boa (estavam cascalhando alguns trechos quando fomos), não é necessário 4x4 para acessá-las. O caminho para o Macaquinhos é belíssimo, cercado por vários morros e com direito a horizontes de cerrado a perder de vista. Saindo de Alto Paraíso em direção à Brasília, percorrer 19 km e virar à esquerda na sinalização Macaquinhos. A estrada de terra é boa em grande parte do trajeto. Apenas nos 2km finais há muita pedra solta. A descida de carro até a sede da Macaquinhos não é difícil, mas é preciso tranquilidade máxima pra fazer a subida de volta. O segredo é procurar o acesso com pedras menos solta e barro menos marcado na época de chuva, subindo sempre de primeira e jamais frear. A taxa de visitação é R$20 por pessoa. Se for ficar no camping, o valor é de R$50 incluindo a taxa de visitação. Trilha para as cachoeiras: 2km, muito bem sinalizada. É possível visitar 11 cachoeiras que se formam ao longo do rio. Cada uma mais bonita que a outra! Recomendamos começar a trilha cedo e aproveitar a área de sol na última cachoeira do roteiro, que fica no nível mais baixo que as demais. A partir das 14h pela inclinação do sol costuma-se formar um arco-íris nessa queda. Após as 15h por conta dos morros ao redor, grande parte da área começa a sombrear. Nas demais cachoeiras curtimos área com sol até às 16h20. No Macaquinhos há uma boa área de camping com banheiro e cozinha equipada com fogareiro, fogão a lenha, freezer e utensílios. Todo o camping foi criado com construções de pedras. Próximo à área de camping é possível acessar um poço muito bom para banho a cerca de 100 metros da área da cozinha. O guardião do Macaquinhos, é bem atencioso e preparou para nós uma fogueira linda para a nossa noite de Dia dos Namorados! DIA 11 | Retorno a Brasília Desmontamos nosso acampamento pela manhã logo após o café da manhã. Saindo de Alto Paraíso a Brasília percorremos 240 Km, com direito a uma pequena parada na Pamonharia Vereda com uma pamonha deliciosa. ____________ GASTOS - Combustível (gasolina): R$ 630,00 no total; gasolina mais barata em Dianópolis (R$3,34), no restante da viagem de R$ 3,45 (estrada a Alto Paraíso) a R$ 3,63 (Ponte Alta) - Quilometragem total de aprox. 2150 km. - Hospedagem: R$ 150,00 diária casal nas pousadas de Ponte Alta e Mateiros; R$ 100 diária casal no hotel de Almas; R$ 70 diária casal no hotel de Aurora; R$20 por pessoa no hostel de Alto Paraíso; R$ 30 por pessoa no camping da Macaquinhos (além da taxa de visitação) . - Passeios (por pessoa): R$ 600,00 (p/ pessoa) com guia no Jalapão + R$55 (p/ pessoa) com entradas nas atrações: Fervedouro do Ceiça (R$ 10), Fervedouro Buritizinho (R$ 10), Cachoeira do Formiga (R$ 20), Fervedouro Alecrim (R$ 5), Cachoeiras das Araras (R$ 5), Gorgulho (R$ 5); R$ 150,00 (grupo) com guia em Almas; R$ 5,00 (p/ pessoa) - Lagoa Bonita; R$20,00 (p/ pessoa) na Macaquinhos
  22. Nilceia

    Família Marins- Adventure Jalapão

    Quero contar como foi nossa aventura no Jalapão, que era um sonho quase impossível de se realizar.... a princípio dizem que o Jalapão é um deserto, o que não é verdade. O cerrado lá é magnífico, muito verde, muita água, uma natureza exuberante!!!!! Saímos do Rio de Janeiro no dia 22/01/2015 ás 06.00 pegamos a BR040 e fomos dormir em Cristalina em Goiás. Um fato que é verdade é que não tem banco 24hs em lugar nenhum, por isso leve todo o dinheiro que puder. A maioria não aceita cartões. Em alguns lugares aceitam cheques. No segundo dia, 23/01/2015, dormimos na cidade de Campos Belos em Tocantins, pois tivemos que entrar em Brasília para conseguirmos dinheiro, isso nos tomou um pouco de tempo. No terceiro dia,24/01/2015, chegamos a tarde 16.00, em Ponte Alta. Viajamos em nosso próprio carro, uma Fiat WAY nova, fomos em cinco pessoas. A surpresa começa aí !!!!! Já tínhamos reservado uma pousada da D.Neide, a Pousada Coelho, fomos muito bem acolhidos por ela. A diária faz jus ao que a pousada oferece. Fomos acomodados em 2 quartos, dando um total de R$220,00 a diária. Para ir atè Mateiros, que è o Portal do Jalapão, pesquisei na internet e quase contratei os serviços do Beleco que me parecia mais razoável. Também pesquisei uma outra pessoa Dona Lazara, mas fiquei sabendo que ela era muito mercenária e teríamos que nos hospedarmos nela para fazer os passeios. Foi aí que nos indicaram um cara muito legal, prestativo de bom caráter, amigo, fotógrafo dentro e fora d’água, motorista ,guia, Uma pessoa de Deus. O nome dele é MARCIO, é um baiano de verdade, mas não é devagar não, o menino é agito puro!!!! De Ponte Alta até Mateiros são uns 170KM de estrada de areia, pedras pontiagudas, costelas de vacas, você não passa de 30km/hr, por isso é preciso um carro 4x4. O carro do Marcio é um TROLLER muito valente, nos levou a lugares que nem a agencia KORUBO descobriu ainda. A diária custa R$550, sendo assim R$1100 os dois dias. Beleco tinha nos cobrado 1700. Fomos muito privilegiados por Deus, por ter colocado o MARCIO no nosso caminho!!! Marcio essa é pra você- Queremos te agradecer por você ter nos dado além do seu tempo combinado, continue assim que nunca te faltará clientes, saiba que você faz parte da nossa historia. Contratem o Marcio, vocês vão adorar, garanto que não vão se arrepender!!!! FONE> 71- 8646.0000 whatsap OBS. Em Mateiros, o Marcio te leva para para se hospedarem e jantar no Camping e Restaurante BEIRA DA MATA, com culinária Jalaponica do Chef Emivaldo Rufo, onde fomos maravilhosamente atendidos e acolhidos como se fossemos da família.Gostaria de agradecer a este casal especial pelo carinho!!!! O almoço custa R$25,00 por pessoa. PODE ESTAR CERTOS QUE VOLTAREMOS!!!! Família Marins Fernandes – Carlos Astor, Nilceia, Carol, Gabi e Davi.
  23. pedrosava

    Dicas: O que fazer no Jalapão

    Passeamos no Jalapao nesta Pascoa (por favor desculpem a falta de acentuacao) em expedicao organizada pela NorteTur e foi um dos melhores passeios que fizemos nos ultimos anos. O Flavio (da NorteTur) organizou tudo super bem; a turma ajudou muito mantendo um ambiente de alto astral. Super recomendo! Anexo imagem do raiar do sol visto do morro do Espirito Santo (a subida requer um razoavel preparo fisico!). Bom passeio! Pedro
  24. Cristiano Ribeiro

    Jalapão

    Fiz uma expedição ao Jalapão dos dias 03 à 06 de junho de 2011. Foi uma das melhores viagens que fiz. O cerrado é encantador, as atrações são de uma beleza ímpar, sem contar as aves que vão aparecendo no caminho. Fiz o percurso com uma agência, pois o percurso inteiro só é possível com um carro 4x4. A agência 40 Graus no Cerrado, localizada em Palmas, é super estruturada e o guia, Manoel, fez do passeio mais especial. O cara tinha uma trilha sonora show, com muita coisa boa, então foram 3 dias de curtição e fotos incríveis. http://www.40grausnocerrado.com.br Indico o roteiro pra todos e tenho certeza que será impossível não achar a viagem fantástica. Eu mesmo pretendo retornar em Setembro. Uma outra dica, não deixem de conhecer a Cachoeira da Formiga... pra mim foi o lugar mais lindo do mundo. Só estando lá pra saber. Se preparem para não querer sair mais de lá. O Fervedouro também é muito louco. Quem desejar ver as fotos que fiz, acesso meu Face Book: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.116824601739523.30327.100002359523091&l=dcaa517caf É isso, boa viagem e quem tiver dúvida, pode ir sem medo. Jalapão é um dos melhores roteiros do Brasil! Cristiano Ribeiro
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