Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''leste europeu''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
    • Destinos
  • Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Equipamentos
    • Equipamentos
  • Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Trekking
  • Viajar sem dinheiro
    • Viajar sem dinheiro
  • Viagem de Carro
    • Viagem de carro
  • Viagem de Moto
    • Viagem de moto
  • Cicloturismo
    • Cicloturismo
  • Outros Fóruns
    • Outros Fóruns
  • Promoções
    • Voos Baratos

Categorias

  • América do Norte
  • América do Sul
  • Ásia
  • Brasil
  • Europa
  • Oceania
  • Oriente Médio

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Lugares que já visitei


Próximo Destino


Tópicos que recomendo


Ocupação

Encontrado 8 registros

  1. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de CRACÓVIA. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro PLN - Zloty Polonês Depois de 3 dias em Varsóvia segui minha viagem até Cracóvia. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada. 25º dia de viagem: Varsóvia -> Cracóvia (Segunda-feira, 1 de Outubro de 2018) Cheguei às 11h na estação Krakow Glowny. Deixei meu mochilão no left luggage da estação (PLN 14). Há armários também, mas custa o dobro do preço. Acessei o wifi da estação e vi o caminho até a cidade velha (15min de caminhada). Fui até a agência KRAKOW CITY TOURS para ver os preços dos passeios para Auschwitz e Mina de Sal em Wielszca (PLN 155 e PLN 150 respectivamente). Achei melhor pesquisar em outras agências. Menos de 30m dali estava começando o FREE WALKING TOUR OLD TOWN KRAKOW e nosso guia foi o PAVO (ou Pablo). Passamos pela praça central onde antigamente havia um importante mercado. Depois fomos até a 1ª universidade da Polônia, a JAGIELLONIAN UNIVERSITY, onde estudaram Nicolau Copérnico e o Papa João Paulo II. Terminamos o tour às 14h30 no CASTELO DE WAWEL, que na verdade leva esse nome pois a colina que ele fica se chama Wawel. Lá em cima também tem a CATEDRAL DE WAWEL. Após o fim do tour entrei na Catedral. Nela estão enterrados os maiores líderes da Polônia, incluindo o presidente que morreu em um acidente aéreo em 2012. Há também uma capela dedicada ao Papa João Paulo II. Ali perto está o DRAGON’S DEN (PLN 3). Que é uma passagem para descer da colina. Primeiro vc desce uma escada em espiral bem apertada. Daí vc chega em uma pequena caverna e na saída dela está a estátua do DRAGÃO DE WAWEL. É possível ver a estátua sem precisar passar pelo Dragon’s Den, mas eu recomendo fazê-lo! Voltei caminhando até a praça principal e parei pra comer no restaurante SPHINX. Pedi uma SHOARMA CLASSIC: carne picada e temperada com páprika, fritas, pão, salada de repolho, beterraba e outra que não consegui distinguir. Tomei uma cerveja Tyskie. A conta ficou em PLN 47 e estava tudo muito bom. Ainda na praça central passei na ST. MARY CHURCH que estava em reforma, então só podia entrar no começo dela e não podia tirar foto. Parei no bar LITTLE BRITAIN que fica ao lado da igreja e tomei uma Tyskie (PLN 8 - preço de happy hour). Voltei pra estação, comprei o café da manhã num supermercado que tinha lá dentro (pão,presunto, queijo e iogurte - PLN 11). Peguei meu mochilão e fui até o ponto de tram. A Ilona (minha anfitriã) já tinha me passado as coordenadas pra chegar à casa dela e teria que pegar o tram 52. Era 19h30 quando o tram chegou e fui acompanhando pelo Google Maps. Depois de 30 min. de viagem desci no ponto e no caminho da casa comprei 2 cervejas Perla (PLN 3 cada). Fiquei conversando com a Ilona e bebendo cerveja até as 23h30. Fui tomar banho e dormir. Distância percorrida no dia: 21km MERCADO CENTRAL JAGIELLONIAN UNIVERSITY VISTA DE WAWEL DRAGÃO DE WAWEL ST. MARY CHURCH 26º dia de viagem: Cracóvia (Terça-feira, 2 de Outubro de 2018) Acordei 8h30, tomei café e vi que uma fina garoa caía lá fora. Saí às 9h10 e 9h50 estava nas ruas da cidade velha procurando excursões para Auschwitz e Mina de Sal. Parei na agência CRACOW VISIT os preços estavam PLN 145 e PLN 135. Resolvi arriscar. Paguei no cartão e os tours sairiam nos dias seguintes. Segui caminhando até a praça central e tentei entrar no UNDERGROUND MUSEUM, mas por ser terça-feira a entrada era gratuita e os ingressos estavam esgotados. A moça da bilheteria me disse que havia outros dois museus que eu podia visitar e que a entrada também era gratuita: o MUSEU DE HISTÓRIA DE CRACÓVIA e o MUSEU DE POMORSKA STREET. O Museu de História de Cracóvia tinha uma pequena exposição (chamada Krakow Time & Space) falando dos primeiros assentamentos da cidade. Havia maquetes, pinturas e alguns objetos da época da fundação de Cracóvia. Consegui ver tudo em menos de 40 min. Depois caminhei por uns 15 minutos até o Museu de Pomorska Street. No caminho comi um OBWARZANEK (PLN 1,5) que é uma rosca salgada muito parecida com o simit da Turquia. ***Dica: Há vendedores de obwarzanek por toda parte. Então se bateu uma fome coma um desses pra dar uma enganada no estômago. Foi um pouco difícil achar a entrada do museu pq sua fachada estava em reforma. A exposição mostra as pessoas que foram perseguidas, torturadas e mortas pelos nazistas durante sua ocupação. Havia muitos textos e algumas fotos de gente enforcada. Vi tudo em 30 min., mas se for ler todos os textos sugiro reservar mais de 1h. Voltei até a praça central e parei no BULLDOG PUB. Tomei 2 cervejas Perla (PLN 10 cada) e às 15h peguei o FREE WALKING TOUR JEWISH QUARTER que saia em frente a igreja St. Mary. Passamos pela OLD SYNAGOGUE, JEWISH CEMETERY, IGREJA DE SAINT JOSEPH, BRIDGE OF LOVE e terminamos o tour no HEROES OF GUETTO SQUARE. O tour é bem interessante e altamente recomendável. Durante o tour conheci um brasileiro chamado Lucas e voltamos juntos pro Bulldog pub. Bebemos 2 cervejas e fui embora. Passei no Burger King e comi um 1 double whopper (PLN 21,5). No caminho pra casa comprei 4 cervejas pra tomar com a Ilona. Fui chegar às 21h30. Tomei as cervejas sozinho pq a Ilona tinha que terminar um projeto. Tomei banho e fui dormir 0h30. Distância percorrida no dia: 22km IGREJA DE SAINT JOSEPH PRAÇA CENTRAL 27º dia de viagem: Cracóvia -> Wieliczka Salt Mine -> Cracóvia (Quarta-feira, 3 de Outubro de 2018) Acordei 7h20, tomei café e 8h35 estava chegando no local combinado. A van chegou 8h40 e seguimos para as minas de sal. O motorista nos deixou na entrada do tour em inglês que começaria às 10h. ***Nota: Vi na bilheteria que o ingresso custava PLN 89 (tem que pagar uma taxa extra de PLN 10 pra poder tirar foto dentro da mina). Paguei PLN 150 para a agência, sendo assim foram PLN 61 para a van me levar e me buscar. Dá pra ir lá sozinho usando transporte público? Dá, mas acho que não vale a pena. Descemos por mais de 300 degraus (leva uns 5min.) e lá embaixo começa o tour. Passamos por várias corredores e câmaras. A guia vai falando muito rápido e você tem que ser ligeiro pra tirar as fotos. Há estátuas de sal de vários personagens importantes da história da Polônia como Nicolau Copérnico e, claro, do Papa João Paulo II. Tem uma belíssima igreja nas profundidades da mina onde algumas missas e até casamento são celebrados lá. Passamos por lagos e moinhos que eram puxados por cavalos (tinha um elevador só pra eles). Chegamos a ficar 135m abaixo da superfície. No final do tour tem um restaurante mas não comi lá pq os preços estavam muito salgados ( ha!). Há também um cinema 3D com um pequeno documentário falando da importância do sal e como a mina se originou. O processo de volta até a superfície leva uns 20 minutos e cheguei em cima da hora combinada pra pegar a van de volta. Deixamos a mina de sal às 13h e às 13h30 estávamos de volta ao centro de Cracóvia. Fui até o UNDERGROUND MUSEUM (PLN 21), que tem esse nome pq ele fica embaixo da praça principal da cidade. O museu mostra o que foi encontrado lá durante escavações: cerâmicas, facas, ferraduras, moedas e até esqueletos humanos. Vi tudo muito rápido e levei 1 hora. Se for ver tudo com calma pode reservar até 2 horas lá dentro. Voltei ao Bulldog pub e tomei mais uma cerveja (PLN 10). Fiquei lá até 17h30 quando resolvi ir num restaurante ucraniano que a Ilona tinha recomendado. O KALEJDOSKOPE fica numa passagem subterrânea próxima à estação central. A atendente não é nada simpática e falam mal inglês, mas a comida é muito boa. Comi um tipo de hamburguer de peru, pure de batata e salada. Bebi um suco de não lembro que e a conta ficou PLN 20. Passei no Carrefour da estação central e comprei o café da manhã do dia seguinte. No caminho pra casa achei um mercado que vendia cervejas de micro cervejarias locais e comprei 2: 1 APA e 1 BLONDE ALE (PLN 14 cada). Cheguei em casa, conversei com a Ilona e bebemos as cervejas. Fui tomar banho e dormir 0h. Distância percorrida no dia: 13km ESCADARIA DA MINA DE SAL IGREJA DA MINA DE SAL RESTAURANTE DA MINA DE SAL CINEMA 3D DA MINA DE SAL 28º dia de viagem: Cracóvia -> Auschwitz-Bikernau -> Cracóvia -> Praga (Quinta-feira, 4 de Outubro de 2018) Acordei 6h e ainda estava escuro. Tomei café e preparei um lanche pra comer mais tarde. Saí às 6h30 e 7h20 estava pegando a van para Auschwitz. Passamos pra pegar mais 4 pessoas e chegamos lá às 9h. Durante a ida o motorista foi nos alertando que aquele lugar de respeito pois muitas pessoas morreram lá. Então ele pediu para não ficarmos tirando “stupid selfies” e ter o máximo de respeito pelas almas que sofreram naquele campo de concentração. Nosso tour começou às 9h30 e nossa guia foi a Anna. Ela ia falando num tom bem triste, porém muito claro e bem explicado. Não vou detalhar aqui o vi lá, mas eu aconselho fortemente pra quem for à Cracóvia visitar o complexo Auschwitz-Birkenau. Terminamos o tour em Auschwitz às 11h e nossa van nos levou até Birkenau, que é 7x maior. Foram só 5 min., mas pra quem for à pé é uma caminhadinha… Depois de mais ou menos 1h30 terminamos o tour em Birkenau. E a van nos levou de volta. Pedi pro motorista me deixar próximo ao museu da FÁBRICA DE OSCAR SCHINDLER e ele me deixou na porta. Comprei o ingresso (PLN 24) mas antes de entrar comi o lanche que tinha preparado no café da manhã. Entrei às 15h. O museu conta a história da fábrica e tem uma mini sala de cinema que mostra relatos de ex-funcionários que sobreviveram ao holocausto. Fala também de toda ocupação nazista na Polônia. Deixei o museu às 16h30 e peguei o tram 3 para voltar ao centro. Fui tomar uma cerveja - adivinhem só no Bulldog pub! Enquanto bebia uma Perla conversava via WhatsApp com um amigo meu do Brasil que conhece bem a Polônia. Ele me sugeriu um restaurante chamado POLSKIE SMAKI, que ficava 300m de onde eu estava. Chegando ao restaurante pedi um PLACKI ZIEMNIACZANE, que são panquecas de batata com um molho tipo bolonhesa. Estava uma delícia! Tomei uma cerveja e a conta deu PLN 24 - preço justíssimo para uma refeição boa e farta. Voltei pra casa e fui chegar às 19h30. Conversei com a Ilona enquanto preparava 2 sanduíches pra minha viagem. Arrumei minhas coisas, tomei banho, me despedi da Ilona e deixei o apto às 20h55. Cheguei no terminal rodoviário às 22h e peguei o ônibus pra Praga às 22h20. FIM DE CRACÓVIA Próximo relato: Praga AUSCHWITZ AUSCHWITZ AUSCHWITZ BIRKENAU BIRKENAU
  2. felipenedo

    Chernobyl - Relato e Fotos

    Olá amigos viageiros! Aqui vai o relato de minha visita à Chernobyl! Mais detalhes lá no: www.profissaoviageiro.com Para me seguir lá no Insta… Instagram: @profissaoviageiro Só um aviso, se apagar a luz você vai perceber que esse relato brilha no escuro!!! Visitar Chernobyl foi algo sensacional! Um passeio único com muitas experiências diferentes e histórias da União Soviética que são incríveis! O que me levou a visitar um lugar desse? Aquilo é uma amostra do que aconteceria com a Terra se do dia para a noite os humanos simplesmente fossem embora daqui. A natureza voltaria a tomar conta do que é dela, engolindo a bagunça que deixamos para trás. Impressionante ver um lugar daqueles e ouvir tantas e tantas histórias do que rolou naquele lugar. Essa visita foi feita em 23/11/2017 Esse tour só é permitido com uma agência de turismo regulamentada. Existem algumas que oferecem o passeio. Não tem tanta diferença de uma para outra e a maioria delas oferece a opção também de passar a noite dentro da zona de exclusão. Bom, vamos lá… Para quem não sabe, em 26 de Abril de 1986 o reator 4 da Usina Nuclear de Chernobyl explodiu e causou o pior acidente nuclear do mundo até hoje. O governo soviético tentou esconder o ocorrido até que outros países da Europa, como a Suécia (beeeem longe de lá), por exemplo, perceberam que algo estava bem errado. Só aí eles admitiram o acidente. Tinha muita coisa acontecendo completamente fora do controle deles. Após alguns dias eles evacuaram as cidades vizinhas à usina e posteriormente criaram 2 áreas de exclusão. Em um raio de 30km da usina inicia a primeira área de exclusão. A segunda a 10km da usina, com uma contaminação bem pior. São tantas histórias insanas que escutamos lá que nem sei se consigo reproduzir todas aqui… Mas o negócio foi bem tenso. A usina ficava a menos de 3km da cidade de Pripyat, uma cidade modelo que a União Soviética usava como exemplo de como o patético regime socialista “funcionava muito bem”. O Governo sempre levava delegações de outros países para se hospedarem lá, tentando impressionar com a estrutura da cidade. Morar em Pripyat era muito bom mesmo. Segundo a nossa guia, lá surgiu o primeiro supermercado da União Soviética inteira e era o único lugar que o governo sempre abastecia para não deixar faltar alimentos e outros itens. Inclusive isso estava causando algum desconforto para os moradores de Pripyat, pois pessoas de outras cidades da União Soviética viajavam centenas de quilômetros para fazer compras lá, o que gerava filas intermináveis nesse mercado que se alongavam pelo meio da cidade! Como em todo bom regime socialista/comunista as pessoas não tinham nada em suas cidades e preferiam isso a passar fome ou necessidade de itens básicos. O governo demorou mais de 24 horas para iniciar a evacuação de Pripyat, e só fez isso quando a radiação já estava em níveis absurdos. O governo preferiu não falar a verdade para a população. Os moradores foram informados que a evacuação era temporária e por isso alguns não levaram muito mais do que a roupa do corpo… Nunca mais voltaram para casa. Por isso que ainda se vê muitos itens pessoais nas casas do jeito que foram deixados a mais de 30 anos atrás. As histórias do que se refere ao controle do acidente, como conter as chamas do reator e isolar a radiação, são bizarras. As pessoas ainda não entendiam muito bem os efeitos da radiação. Esse trabalho foi feito por voluntários e membros do exército (que não tinham muita escolha). Impossível imaginar que algum deles saiu sem sequelas desse trabalho. As pessoas responsáveis por esse trabalho receberam o nome de Liquidadores. Diziam que a radiação era tão forte que até a cor dos olhos mudava nos trabalhadores que ficavam dentro da usina depois de algumas horas de trabalho. Máquinas chegavam a quebrar devido a exposição da radiação. Foi algo absurdo! Bom, vamos à visita… O Tour começa em Kiev logo cedo. Pegamos uma van e vamos em direção norte. O primeiro check point é para entrada na zona de exclusão do raio de 30 Km. Temos que parar, descer e sermos identificados pelos membros do exército que ficam lá. Dentro dessa parte da zona de exclusão a radiação ainda não muda muito no ar. O principal problema está no solo. Durante todo o tour não podemos apoiar nossas coisas no chão, encostar em plantas ou qualquer outra coisa. Vamos então parando em alguns vilarejos no caminho para ver o que sobrou deles. Basicamente todas as casas que eram feitas de madeira foram demolidas e enterradas. Não é possível descontaminar madeira, então o jeito foi demolir e enterrar. As de alvenaria ainda estão de pé. Existem alguns cachorros soltos dentro da zona de exclusão que são alimentados basicamente pelos turistas e trabalhadores de lá. Também existem muitos outros animais soltos, inclusive se não me engano lá é um dos poucos lugares do mundo que existem cavalos selvagens. Eu não vi nada além de cachorros e pássaros. Aqui as tábuas de madeira foram arrancadas. Aparentemente até boas tábuas de madeira não era fácil de conseguir, então elas podem ter sido tiradas para serem reutilizadas em outro lugar. Outra explicação é que as pessoas na época não colocavam seu dinheiro no banco, pois o justíssimo sistema socialista poderia confisca-lo sem grandes explicações. Então as pessoas escondiam o seu dinheiro em baixo do piso de suas casas. Como durante a evacuação muitos saíram correndo e nem levaram seus pertences, algumas pessoas voltaram paras as casas abandonadas e tentavam achar dinheiro em baixo dos pisos para roubá-lo. Paramos em umas 2 ou 3 vilas antes de chegar na cidade de Chernobyl. Lá até que está conservada, porque as pessoas que trabalham dentro da zona de exclusão usam Chernobyl como base, além do hotel que se pode passar a noite também ficar lá. Então é um visual um pouco diferente do que se vê no resto do passeio. Chernobyl até que está “arrumadinha”. A foto está péssima, mas esse é um monumento onde cada uma das vilas dentro da zona de exclusão está representada por esses círculos. Na verdade o resto do monumento está atrás de mim. Aqui estão os nomes de todos os moradores de Chernobyl que tiveram que deixar a cidade durante a evacuação. Nosso almoço foi servido aqui, no refeitório de uma “pousada”. Não se pode comer nada ao ar livre aqui. Toda a comida que é servida tem que vir de fora da zona de exclusão. Só por garantia deixei meu medidor de radiação (Contador Geiger) ligado do lado das coisas que estava comendo! Depois do almoço fomos tirar umas fotos com os uniformes e equipamentos do pessoal da nossa agência. No meu tour também estava incluído dirigir o carro deles, um Lada top de linha que um Ucraniano que estava no passeio contou que um modelo daquele na época da União Soviética tinha fila de espera de até 20 anos!!! Viva o socialismo!!!! Bom, pisaram na bola e não teve o rolê no Lada. No final do tour eu reclamei formalmente sobre isso. Mas pelo menos tirei umas fotos no carro! Bom, depois disso que começa a parte mais tensa do passeio. Entrando dentro da zona de exclusão do raio de 10Km. Mais um lugar que temos que sair do veículo e o pessoal do exército de novo confere um por um. Desse ponto para frente a radiação no ar já aumenta, e sobe muito em determinados lugares. Muito mesmo! Vamos em direção a Pripyat, fazendo algumas paradas no caminho. Esse é um lugar bem famoso, onde sempre vemos fotos sobre Chernobyl. Aqui era uma escola primária. É um dos lugares mais tristes de se visitar. Depois paramos em um lugar já pertinho de Pripyat onde conseguimos ver os reatores da usina que estavam em funcionamento e também do outro lado os 2 outros reatores que estavam sendo construídos. Essa imensa estrutura metálica é o sarcófago novinho em folha que serve para conter a radiação do reator 4. Ele foi construído para substituir o primeiro sarcófago que havia sido construído para durar 30 anos. Esse novo sarcófago foi criado para durar 100 anos e o que eles esperam é que até lá já se tenha descoberto novas formas de conter essa radiação de uma forma mais eficaz e definitiva. Com o conhecimento e tecnologia de hoje, acho que isso era o melhor que dava para fazer! Aqui dá para ver as chaminés dos outros reatores… O 1 e o 2, da direita para a esquerda, são essas chaminezinhas lado a lado com uma chaminé grande entre eles. O 3 está dentro dessa casinha e o 4 dentro do sarcófago. Aqui as obras nunca terminadas dos reatores 5 e 6. Chegamos então na entrada de Pripyat! A cidade foi inaugurada em 1970 e evacuada em 1986. Tinha aproximadamente 48.000 habitantes na época. Quando entramos na cidade é algo realmente muito louco. A guia ia mostrando as fotos de como era a cidade e nós vamos vendo como está agora… É impressionante! Esse que é o primeiro supermercado da União Soviética! Vamos entrando em diversos prédios com muito cuidado para não cair em um buraco ou o piso ceder com a gente em cima. Aqui material político dos soviéticos!!!! Imagina entrar em um lugar desses de noite!!!!!!! Esse era o ginásio de esportes da cidade! Fomos então para o famoso parque de diversões. Essa é a roda gigante que nunca foi utilizada. Sua inauguração estava marcada para alguns dias após o acidente nuclear. Hoje ela é um dos grandes símbolos de Pripyat e ninguém nunca deu uma volta nela! Essa aqui é a avenida principal da cidade… Assistimos um vídeo dentro da van de como era isso aqui antes… Não dá para acreditar que estamos no mesmo lugar! Aqui era um outro complexo esportivo. Depois disso fomos para o ponto mais próximo do reator. Ficamos a 300 metros de distância da usina que causou o maior acidente nuclear da história!!!!!! Isso é muito louco!!!! Quando saímos de lá passamos pela área mais contaminada por radiação do planeta terra: A Red Forest. Eu realmente não queria que nossa van quebrasse alí! Quando estamos chegando perto, a nossa guia sem falar nada só liga o medidor de radiação dela e fica mostrando para nós. Meio que sem entender muito todo mundo deixa o próprio medidor ligado… De repente ela começa a fazer a leitura e todos os alarmes dos nossos medidores começam a apitar… E ela vai lendo… Dois ponto três… Cinco……. Doze……… Quatorze………. Dezessete…….. Dezoito……… Vinte e dois……….. E o negócio não parava de subir… Isso tudo no meio daqueles alarmes tocando sem parar. Foi insano! Só como referência, uma radiação considerada “normal” é de 0,1 nessa unidade que nossos aparelhos mediam. Mas foi tudo muito rápido. De repente já tínhamos passado a Floresta Vermelha e tudo voltou ao normal! Pena que ela não avisou antes e preferiu fazer o mistério, se não teria filmado isso! Sério, foi bem louco! Mas foi bacana também o suspense!!!!! Isso porque estávamos dentro da van. O veículo protege muito da radiação. As diferenças que eu media de dentro para fora da van eram imensas nos lugares que descíamos. Mesmo dentro das casas o nível de radiação já caía bastante. Eu fico imaginando a radiação desse lugar, mesmo mais de 30 anos depois do acidente….. De lá partimos para a última grande parada do tour… Uma antena! Mas não era qualquer antena… Era a DUGA, ou DUGA 3! Essa anteninha foi construída com propósitos militares em um esquema ultra secreto do governo soviético. O local nem endereço tinha e na estrada que levava até o local da antena eles tentaram dar a impressão que se tratava de um local de acampamento estudantil. É como se aqueles filmes de espionagem começassem a ganhar vida! Para eles aquela história toda era muito real… Realmente se alguém descobrisse aquilo, ia ser difícil de convencer que era só uma anteninha tentando captar uma rádio de sertanejo universitário aqui no Brasil, por exemplo!!!! Olha o ponto de ônibus perto de lá com um ursinho desenhado! A entrada era só esse portão, para não chamar muito a atenção. Essa antena também ficou conhecida como o pica-pau russo, pois causava interferência de rádio em ondas curtas com um som parecido de um pica-pau por todo o hemisfério norte! Algumas teorias de conspiração achavam que eram os russos tentando entrar na mente das pessoas!!! Na verdade ela servia (ou deveria servir) para identificar lançamentos de mísseis de países inimigos a uma longa distancia, dando tempo de se prepararem para sua defesa. Aparentemente ela não funcionava muito bem, dando alarmes falsos, por exemplo, o que não deixou o pessoal de lá nada satisfeito, uma vez que o custo para construir aquilo foi algo estratosférico! Eu é que não queria ser o responsável pelo projeto em uma hora dessas !!!!! No final das contas o que eles deixaram foi uma estrutura bem bonita e imponente, ainda mais em um dia ensolarado de outono!!! Essa placa de radiação é só enfeite… O local não possui contaminação especialmente significativa! Aqui a nossa guia e o atual guardião da antena! Mesmo sendo Outono estava muito frio e já nevava bastante por lá. Após as instalações ultra secretas do governo soviético, foram só mais duas paradas rápidas…. Uma para ver algumas máquinas utilizadas no trabalho de isolamento do reator na época da explosão: E um monumento em homenagem aos liquidadores e bombeiros que foram responsáveis por todo o trabalho de combater o incêndio e conter a propagação da radiação: Depois disso só paramos nos check points para medição de radiação em nosso corpo e roupas… Eram máquinas muito velhas! Espero que estivessem funcionando bem e não deixaram eu voltar para casa com um tênis cheio de radiação! E foi isso! Foi assim meu dia em Chernobyl. Um dia cheio de experiências, histórias e aprendizado! Valeu demais o passeio!!!!!! Nota 10!!! Se alguém tiver alguma dúvida ou quiser alguma dica, é só falar! Abraço!!!!! Felipe www.profissaoviageiro.com Instagram: @profissaoviageiro Enjoy Chernobyl… … Die Later!
  3. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de VARSÓVIA. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro PLN - Zloty Polonês Depois de 4 dias em Budapeste (Hungria) segui minha viagem até Varsóvia, na Polônia. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada. 22º dia de viagem: Budapeste -> Varsóvia (Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018) Cheguei no aeroporto de Varsóvia às 9h20 e saquei PLN 200 no ATM. Os passes dos transporte público são por tempo, ou seja: vc compra um com um tempo pré definido (15, 30, 45, 75 minutos) e pode pegar quantas conduções quiser nesse tempo. Comprei um de 75 minutos (PLN 4,40), peguei o ônibus 175 e em 30 minutos estava chegando na estação WARSZAWA CENTRALNA. Deixei meu mochilão no LEFT LUGGAGE da estação por PLN 10 (há armários também, mas são mais caros: PLN14 por 24h). Passei num mercado e comprei 1 água e 1 iogurte (PLN 8 )para comer com o resto do pão do meu café da manhã. Peguei o ônibus 160 para a cidade velha (15min). Passei pela SIGISMUND COLUMN, ST. JOHNS CATHEDRAL, IGREJA GRACIOSA MÃE DE DEUS e fiquei dando umas voltas pelas ruas do centro antigo até às 13h30, quando peguei o FREE WALKING TOUR VARSÓVIA NA 2ª GUERRA MUNDIAL. Nossa guia foi a GOSKA e ela contou os horrores que a cidade sofreu durante a guerra e a ocupação nazista. Mais de 80% da cidade foi destruída! Os judeus tiveram seu dinheiro confiscado e foram para os guetos que tinha a densidade populacional maior que a ilha de Manhattan. Ela também falou do UPRISING (Levante) contra as tropas nazistas. Esse tour é altamente recomendável! Terminamos por volta das 15h30 no MONUMENTO AO LEVANTE que fica em frente à CATEDRAL DO EXÉRCITO POLONÊS. Voltei para a cidade velha e visitei a ST. ANNE CHURCH. A guia comentou que os jovens costumam se confessar nessa igreja pq os padres de lá não são tão “rígidos”. Voltei para o ponto de ônibus que tinha chegado e ao lado dele tinha uma máquina de bilhetes. Comprei o WEEKEND PASS que vale de sexta a domingo para todos os transportes (ônibus, tram, metro). Paguei PLN 24 e a máquina aceita cartão de crédito. Peguei o ônibus 160 e voltei à estação central. Conversei com a Marta (minha anfitriã) via WhatsApp e combinamos de nos encontrar no HARD ROCK CAFÉ que fica em uma das saídas da estação. Tomei 3 cervejas (PLN 42) esperando e assim que ela chegou fomos pegar minha mochila no left luggage. Chegamos no apto dela, deixei minhas coisas e já saímos para um bar chamado SAME KRAFTY. Tomei várias cervejas artesanais e comemos uma pizza (½ fungi, ½ carbonara) que estava simplesmente deliciosa! A conta deu PLN 98 e deixamos o bar por volta das 23h30. De volta ao apto, tomei um banho e fui dormir. Distância percorrida no dia: 20km SIGISMUND COLUMN MONUMENTO AO LEVANTE IGREJA GRACIOSA MÃE DE DEUS 23º dia de viagem: Varsóvia (Sábado, 29 de Setembro de 2018) Acordei 9h e a Marta tinha feito um café da manhã delicioso! Pão, um excelente patê de CHRZAN (uma raiz forte, que lembra wasabi), omelete e chá. Às 10h estava no centro para pegar o FREE WALKING TOUR OLD TOWN. O tour foi bem legal e a guia foi a Goska, mesma do dia anterior. No tour conheci o Júlio, um brasileiro que mora em Praga e estava passando o final de semana em Varsóvia. O tour terminou por volta das 12h30 e eu e o Júlio fomos almoçar no ZAPIECEK. Esse restaurante é especializado em comidas típicas polonesas. E, apesar de estar num ponto bem turístico, tem preços justos. Pedimos 2 pratos de PIEROGI (um frito e outro cozido) e tomamos 1 chopp (500ml) cada. A comida estava excelente (pierogi é um dos pratos mais tradicionais da Polônia e é uma delícia) e o chopp igualmente bom. A conta deu PLN 35 pra cada. Comentei com o Júlio que naquela noite eu e a Marta iríamos fazer um bate-volta numa cidade ali perto chamada LODZ. Iria ter o LIGHT MOVE FESTIVAL , um festival de luzes que acontece lá 1 vez ao ano. Ele acessou a internet pelo celular e conseguiu comprar as passagens para ir com a gente. Depois do almoço fui sozinho para o ESTÁDIO NACIONAL. Peguei ônibus 111 e depois de um momento achei que estava indo pro lado contrário. Desci do ônibus e notei que estava indo pro lado certo. Daí eu vi no Google Maps que estava próximo ao CHOPIN MUSEUM e decidir ir pra lá. O museu fica num prédio muito bonito e ornamentado (entrada PLN 22). As exposições são bem interativas e é possível conhecer a vida e a obra de Chopin. Voltei para o apto e me encontrei com a Marta. De lá fomos até a estação Warszawa Młociny pegar o Flix Bus (USD 6, somente ida, comprado antecipadamente, via site). A volta iríamos fazer de trem. Encontramos com o Júlio na estação e seguimos viagem. ***Dica: É cobrada uma taxa de USD 2 por compra no site da Flix Bus. Se vc já tiver seu itinerário completo, compensa comprar todas as passagens de uma vez. Assim será cobrado apenas uma vez a taxa. Chegamos em Lodz (se pronuncia “woodz”) por volta das 19h e o centro da cidade estava com a luzes apagadas. Em alguns prédios eram projetados animações cheias de cor e movimento. Havia MUITA gente na rua e a maioria delas com algum tipo de coisa “piscante” (colar, chifres de unicórnio e de diabo, braceletes, etc). Comi um pão com patê e picles de uma barraca na rua (PLN 5) e paramos no bar pra tomar uma cerveja (PLN 12). Passamos por um parque para ver uma apresentação de luzes sobre um lago. As luzes eram sincronizadas com músicas e uma fumaça artificial dava um efeito legal por cima do água. Vale MUITO a pena conhecer esse festival. Caso esteja em Varsóvia nessa época do ano, reserve uma noite pra ir até Lodz. Vc não vai se arrepender. Pegamos o trem de volta à Varsóvia às 23h. Fomos chegar por volta das 1h30. Chegamos no apto às 2h e fui dormir Distância percorrida no dia: 18km OLD TOWN CHOPIN MUSEUM LODZ - LIGHT MOVE FESTIVAL LODZ - LIGHT MOVE FESTIVAL 24º dia de viagem: Varsóvia (Doming, 30 de Setembro de 2018) Acordei 8h30 e tomei café da manhã com a Marta (panquecas e chá). Fui para o UPRISING MUSEUM e tinha combinado de encontrar com o Júlio lá. Para chegar lá peguei um tram e um ônibus e assim que cheguei vi um monte de policiais em frente ao museu. A entrada estava fechada e iria reabrir só de tarde. Não consegui saber o que estava acontecendo mas acho que alguém muito importante estava visitando o museu e, por motivo de segurança, fecharam a entrada. Nessa confusão toda me desencontrei com o Julio. Consegui achar um sinal de wifi aberto e falei com ele. Ele estava na estação Rondo Daszyńskiego e fui encontrá-lo lá. Decidimos então ir visitar o KATYN MUSEUM. Pegamos um tram e descemos na estação Dworzec Gdański. Caminhamos por uns 10 minutos e chegamos ao museu. O Katyn Museum foi criado em homenagem a centenas de milhares de oficiais poloneses que foram mortos em várias cidades diferentes durante os tempos de guerra. Há vários pertences das vítimas: pentes de cabelo, escova de dente, sapatos, jogos de xadrez e dominó, etc. Vale a visita pra quem curte essa parte da história. A entrada é gratuita e o audio-guia custa PLN 10. Pegamos o tram de volta ao Uprising Museum. Antes de entrar, passamos no mercado para comprar algo pra comer. Peguei 1 sanduíche, 1 coca e 1 chocolate Mars (PLN 13). Paramos num pequeno parque, comemos e seguimos para o museu. Quando chegamos lá a fila estava GIGANTE. Aos domingos a entrada é gratuita mas mesmo assim tem que ir até o caixa para retirar o ticket de entrada. Depois de 45 minutos de espera enfim conseguimos entrar (já era 14h30). O museu é incrível e tem 4 andares (subsolo, térreo, mezanino e 2º andar). Tem uma sala de cinema 3D com capacidade para 24 pessoas e o filme é um vôo sobre Varsóvia totalmente destruída após a II Guerra. Tem outra sala de exibição mostrando filmagens reais da cidade durante a ocupação naxista. No meio do museu há uma réplica de um avião LIBERATOR B-24J e réplicas dos túneis de esgoto usados como rota de fuga pelos judeus perseguidos pelo exército nazista. Esse museu é visita OBRIGATÓRIA pra quem passa por Varsóvia. Fomos sair de lá era mais de 17h. Entramos em contato com a Marta que nos sugeriu um restaurante chamado KRAKEN RUM BAR. Chegamos lá e eu pedi camarão com linguiça e baguette, pra tomar 1 chopp 500ml (PLN 40). Estava muito bom. De lá fomos encontrar com a Marta num bar chamado JABEERWOCKY. Havia vários tipos de cerveja e a média de preço era PLN 13 (copo com 500ml). Assistimos ao jogo final da Liga Mundial de Volêi e vimos o Brasil ser MASSACRADO pela Polônia por 3x0. Havia alguns torcedores no bar vibrando como nós brasileiros vibramos com o futebol. Cada ponto era equivalente a um grito de “gol” nosso. Dureza… Deixamos esse bar e passamos em outro, o PIJALNIA WODKI I PIWA que é um bar retrô da era comunista. É bem interessante e vale a pena conhecer, principalmente para experimentar os shots. A Marta nos pagou um shot de vodka de sabor que estava uma delícia. Tomei mais uma cerveja (PLN 8 e fomos embora. Pegamos o último metrô das 0h15. Chegamos de volta, arrumei minhas coisas e fui dormir 1h30. Distância percorrida no dia: 17km UPRISING MUSEUM 25º dia de viagem: Varsóvia - Cracóvia (Segunda-feira, 1 de Outubro de 2018) Acordamos as 7h20 e 7h45 estávamos deixando o apto. A Marta foi comigo até a estação central (ela iria pegar um trem tb). Me despedi dela e fui comprar meu café da manhã: 1 sanduíche de salame, 1 donut de marmelada e 1 iogurte (PLN 14). Tomei o café da manhã na plataforma esperando o trem, que partiu pra Cracóvia às 8h45 FIM DE VARSÓVIA Próximo relato: Cracóvia
  4. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de BUDAPESTE. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro RSD - Dinar Sérvio HUF - Forint Húngaro Depois de 3 dias em Belgrado (Sérvia) segui minha viagem até Budapeste, na Hungria. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada. 18º dia de viagem: Belgrado -> Budapeste (Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018) Cheguei na estação de Budapeste Népliget às 14h. Fui procurar um locker e algum lugar para trocar euros por forint. A cotação na estação estava muito ruim EUR 1 = HUF 280 então resolvi sacar HUF 15.000 num ATM no subsolo da estação. No mesmo subsolo há lockers mas tem que ser pago com moedas e a quantidade tem que ser exata (não volta troco). Troquei HUF 1000 em moedas e paguei HUF 800 pra deixar meu mochilão no locker. Há uma estação de metrô em Napliget e lá comprei um ticket válido por 72 horas (HUF 4.125). Não há catracas pra acessar o metrô mas sempre tem fiscais conferindo o ticket antes de chegar nas plataformas. Fui até o centro e dei uma volta até chegar a BASÍLICA DE ST. STEPHEN, mas ela estava fechada pois haveria um concerto lá dentro (HUF 3500 a entrada). Caminhei mais um pouco e passei no supermercado pra comprar o café da manhã do dia seguinte e 2 cervejas (HUF 1300). Fui até a estação de FERENCVAROS pra pegar o trem até DUNAHARASZTI, que uma outra cidade, aproximadamente 20km de distância. A família que iria me hospedar (via Couchsurfing) morava lá. As informações de trens na estação de Ferencvaros são bem confusas e está tudo em húngaro. Perguntei para uma moça qual era a minha plataforma e ela me indicou. O trem que teria que pegar era o S25. Às 18h29 chega meu trem. Entrei nele, sem problemas. Foi quando eu acessei o google maps no celular e vi que tinha pegado para o sentido contrário. Quando me dei conta estava chegando na estação final e esperei lá até às 19h21 para pegá-lo de volta. Fui chegar à estação de Dunaharaszti 20h. Por uma incrível coincidência o Georg (meu anfitrião) estava passando de carro ali por perto e resolveu ir até a estação. E foi coincidência mesmo: não havia combinado com ele nada! Entrei no carro e conheci a Blanka, sua filha mais nova. Chegamos à casa deles e tomei uma sopa de abóbora que estava boa, porém um pouco doce. Em seguida chegou a Kata, esposa do Georg, que nos serviu um tipo de arroz de forno com carne e beterraba. Muito bom tb, mas de novo um pouco doce… Conversei bastante com o casal e conheci a Bori, a filha do meio. Tomei banho e fui dormir por volta das 0h30 Distância percorrida no dia: 13km BASÍLICA DE ST. STEPHEN BASÍLICA DE ST. STEPHEN ESTAÇÃO DE FERENCVAROS 19º dia de viagem: Budapeste (Terça-feira, 25 de Setembro de 2018) Acordei 8h, tomei café e deixei a casa às 8h40 e caminhei por 1km até a estação de trem. Fui chegar ao centro por volta das 10h e voltei até a Basílica de St. Stephen e dessa vez consegui entrar. O interior é maravilhoso e vale muito a pena conhecer. Peguei o FREE WALKING TOUR das 10h30 que saía de frente à Basílica e nosso guia foi o SZABI. Passamos pela Elizabeth Square, Chain Bridge, Buda Castle que fica em cima de um morro (subimos pela escada e foi super tranquilo (uns 5 minutos) e o funicular custa HUF 1500). Lá em cima vimos a residência do presidente e a troca da guarda. Terminamos o tour na MATHIAS CHURCH que fica ao lado do FISHERMAN’S BASTION. Entrei na Mathias Church (HUF 1500). Ela é bem bonita e tem um pequeno museu. Há um busto da Rainha Elizabeth (sim… ela era xará da outra, da Inglaterra) que também era conhecida como Sissi e uma réplica da coroa com a cruz torta (no Free Walking tour o guia explica o pq da cruz torta na coroa). O Fisherman’s Bastion é um mirante que tem uma vista linda para o lado “Peste”. O lugar rende boas fotos! Pra voltar de lá peguei o ônibus 16 e desci no início da Chain Bridge. Peguei um tram até a COLINA GALLERT. Subi até o monumento de Gallert (não fui até o topo), tirei umas fotos lá de cima e voltei. Voltei para o lado “Peste” pela ELIZABETH BRIDGE e peguei o tram 2 até o PARLAMENTO HÚNGARO. O prédio é muito bonito e foi inspirado no Parlamento Britânico (impossível não notar a semelhança). Fui ver os horários dos tours no parlamento mas os em inglês e espanhol já estavam esgotados. Acessei o wifi de la e vi que os tours para esses idiomas já tinham se esgotados para os próximos 2 dias! ***Dica: Agende com antecedência os tour para conhecer o Parlamento Húngaro. Os idiomas mais concorridos são inglês e espanhol e esgotam rápido. Há também tours em alemão, italiano, francês, russo, etc. Mas esses não são tão frequentes. Acesse aqui para saber mais: https://www.jegymester.hu/eng/Production/480000/Parliament-visit Voltei para o centro caminhando pelo leito do rio Danúbio e passei pelo monumento “SHOES ON THE DANUBE” que é uma homenagem aos judeus que foram mortos à beira do rio. Parei pra comer num restaurante/lanchonete chamado MARKET BUDAPEST. Pedi 1 hamburger com chilli e 1 cerveja (HUF 2200). Tanto o lanche quanto a cerveja estavam excelentes! Depois de comer passei pela SINAGOGA DE BUDAPESTE que é a 2ª maior do mundo (a 1ª é a de NY). Ela estava fechada devido a um feriado judeu mas via que pra entrar tem que pagar HUF 6000! Ali perto está o RUIN PUB mais famoso da cidade: o SZIMPLA KERT. O lugar é bem “descolado” mas cheio de turistas. Tomei uma cerveja SOPRONI (500ml por HUF 700). O bar aceita EUR mas a cotação é péssima. Voltei pra casa e fui chegar por volta das 20h. A Kata tinha ido a um açougue local e comprou umas linguiças e embutidos típicos da Hungria. Um deles era um embutido feito de intestino e outras partes menos “nobres” da vaca. Comi todos com um pedaço de pão e gostei de tudo. Fiquei conversando com o Georg e a Kata até umas 0h30, quando fui tomar banho e dormir. Distância percorrida no dia: 25km MATHIAS CHURCH MATHIAS CHURCH MATHIAS CHURCH PARLAMENTO HÚNGARO BANDEIRA EM FRENTE AO PARLAMENTO HÚNGARO SHOES ON THE DANUBE 20º dia de viagem: Budapeste (Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018) Acordei 8h10, tomei café e fui para a HEROES SQUARE. Lá tem um monumento que na base tem 7 cavaleiros representando as 7 tribos que formaram a Hungria. Próximo dali está PARQUE VAROSLIGET ou “City Park”. Nele há o CASTELO VAJDAHUNYAD que foi construído para a EXPO 1896 e ao redor dele há outras construções além da ANONYMUS SZOBOR ou Estátua de Anonymus. O parque tem um imenso gramado e muitas árvores: lugar perfeito pra fazer um picnic! Nesse mesmo parque encontra-se o BALNEÁRIO SZÉCHENYI. Nele tem o BEER SPA, onde fica numa banheira com água quente e vão adicionando os ingredientes da cerveja. Ao seu lado tem uma chopeira e vc pode se servir de cerveja à vontade por 45 minutos (EUR 30). Apesar da vontade resolvi não ir e segui caminho de volta ao centro. Fui até a estação Hősök Tere e peguei linha 1, que é uma das mais antigas do mundo. Desci na estação Vörösmarty utca e fui para o HOUSE OF TERROR (HUF 3500), que é um museu que fala sobre as atrocidades sofridas pelas pessoas que iam contra o regime comunista. São 3 andares repletos de vídeos (algumas imagens são bem fortes), itens e textos. Paguei HUF 1500 para pegar um áudio guia em inglês. No subsolo tem uns lugares onde as pessoas eram torturadas e presas - o lugar é bem aterrorizante. Deixei o museu e segui caminhando pela ANDRASSY UT também conhecida como a “Champs-Elysées Húngara”. Cheguei até a ÓPERA DE BUDAPESTE mas ela estava em reforma. Mesmo assim, resolvi pagar pra conhecê-la por dentro (HUF 2500). Na hora de comprar o bilhete me informaram que, devido à reforma, não era possível acessar o salão principal. Visitamos apenas as antessalas (salas de espera, locais onde as pessoas iam fumar, etc…). O tour levou apenas 20 minutos e no final teve uma pequena apresentação de ópera improvisada nas escadarias de acesso ao salão principal. Foram mais uns 15 minutos de apresentação de um homem e uma mulher. Apesar de ser improvisado eu gostei bastante. Deixei a ópera e segui caminhando até um lugar chamado RETRO LANGOS BUFET. “Langos” é uma comida típica húngara que parece uma “mini-pizza”: uma massa frita arredondada com vários tipos de recheio. Pedi um de sour cream, queijo, cebola e linguiça húngara (HUF 950) e tomei uma cerveja SOPRONI 500ml (HUF 450). Estava uma delícia e vale experimentar! Ao lado tinha a estação de Arany János utca e de lá fui até a estação Lehel tér. Caminhei uns 10 minutos até chegar no FLIPPERMUZEUM (http://www.flippermuzeum.hu/en/ ), que é um lugar cheio de máquinas de fliperama, sendo mais de 90% de pinball. São mais de 130 máquinas pra vc jogar à vontade por HUF 3000. Joguei os pinball do “De Volta para o Futuro”, “Indiana Jones”, “Attack from Mars” e a minha favorita: “White Water”. Também tinha os clássicos do arcade: Double Dragon e X-Men. Vale muito a pena conhecer, se vc gostar de fliperama é claro. Fiquei lá por 2h e meia mas parecia que tinha passado apenas 15 minutos. Deixei o Flipper Muzeum por volta das 18h30 fui novamente ao Simpla Kert, dessa vez encontrar uns couchsurfers que tinham feito contato comigo via site. Ficamos bebendo e conversando até umas 22h quando resolvi voltar pra casa. Cheguei na estação de Ferencvaros e perdi meu trem por 2 minutos! Fui para uma loja de conveniência ali perto e tomei 2 cervejas e comi um amendoim (HUF 1000) esperando o próximo trem. Fui pegar o trem das 23h30 e cheguei em casa mais de meia-noite. Tomei banho e fui dormir. Distância percorrida no dia: 22km PARQUE VAROSLIGET PARQUE VAROSLIGET LANGOS FLIPPERMUZEUM 21º dia de viagem: Budapeste (Quinta-feira, 27 de Setembro de 2018) Acordei às 8h10, tomei café e vi que a Kata tinha deixado pra mim um chocolate húngaro chamado Túró Rudi. Trata-se de um tradicional doce daquelas bandas mas tem um gosto bem esquisito: pq tem queijo cottage. Não curti muito não, mas quem for pra lá tem que experimentar. Fui para o centro e saquei mais HUF 5000 (o Banco do Brasil cobra uma taxa de HUF 920 por saque!). Peguei o tram 2 e desci no ponto final que fica na Margaret Bridge. Essa ponte dá acesso à MARGARET ISLAND. Caminhei por toda a ilha e passei pelo MINI ZOO, TEATRO A CEU ABERTO, JARDIM DAS ROSAS e JARDIM JAPONÊS. O dia estava ensolarado então foi tudo tranquilo. Mas aconselho evitar o local em dia de chuva. Há uma linha de ônibus que passa pela ilha. Peguei o ônibus no final e voltei por onde tinha entrado: a Margaret Bridge. ***Dica: Notei que tinha umas bicicletas para alugar assim que cheguei lá na ilha, mas achei que seria desnecessário. Porém a caminhada foi bem extensa (e cansativa!) e talvez se tivesse feito de bike teria ganhando um tempo. Acho que vale a pena alugar uma pra dar um rolê por lá. Peguei novamente o tram 2 em direção ao GRAND MARKET. Esse mercado lembra um pouco o Mercado Municipal de São Paulo. Há várias lojas vendendo frutas, verduras, queijos, embutidos, etc. No andar de cima havia muitas lojas de souvenirs (chaveiros, imãs de geladeira, camisetas). Havia também umas barracas com comidas típicas. Parei no K4 (era esse o número, não lembro o nome) e pedi uma STUFFED CARBAGE. Daí o cara ia montando o prato e perguntando se eu queria um monte de coisa. O bestão aqui foi falando “sim” pra tudo e no final pedi uma cerveja. No final a conta ficou caríssima: HUF 6430! Pior que a comida nem estava tããão boa assim. Mas a quantidade dava para um casal comer tranquilamente. Segui rolando (de tanto comer) para o centro e fui para o FREE COMMUNIST TOUR. O local de partida tb foi em frente a St. Stephen Basilica e começou as 14h30. Nosso guia foi o GABOR e ele explicou muita coisa sobre a era comunista na Hungria. Muita coisa que ele falou eu já tinha visto no Museu of Terror. Passamos por vários pontos da cidade que remetiam ao comunismo: LIBERTY SQUARE, SOVIET MONUMENT, ESTÁTUA DE IMRE NAGY, etc. O tour é muito interessante mas o sono que sentia prejudicou um pouco o rolê. ***Dica: Depois de comer feito um boi, não vá fazer nenhum tipo de atividade que exija concentração. Vc vai morrer de sono. Acredite em mim. Depois do tour fui até o JEWISH QUARTER e passei pelo ruin pub MAZEL TOV. Mas achei “chique” demais - tinha até uma hostess! - e resolvi procurar outro lugar. Parei no ILLEGAL que fica na mesma rua do Szimpla Kert. Tomei 2 cervejas de fabricação própria deles (HUF 580) que estavam muito boas. Passei em outro bar chamado ORDOG KATLAN que fica no centro e tomei uma cerveja DREHER (HUF 490). Por volta das 20h voltei pra casa e no caminho passei no supermercado pra comprar o café da manhã. Chegando em casa a Kata nos serviu um macarrão e 3 tipos de linguiça: 1 de chouriço, outra de fígado e outra “normal”. Comi também uma alcachofra de jerusalém, que dá no quintal da casa deles. Ficamos conversando até umas 23h quando fui tomar banho e depois dormir. EMBUTIDOS Distância percorrida no dia: 28km 22º dia de viagem: Budapeste -> Varsóvia (Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018) Acordei às 5h45 e às 6h a Kata me levou até o aeroporto. Quando fui fazer o check-in descobri que tinha que ter feito ONLINE e pra fazer no aeroporto iam me cobrar uma taxa de EUR 45! ***Dica: Sempre verifique se há necessidade de fazer o check in online ao menos 24h antes de pegar seu vôo para não ter imprevistos como este. Deixei Budapeste às 8h20, sentido Varsóvia. FIM DE BUDAPESTE Próximo relato: Varsóvia
  5. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafes e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de BUCARESTE. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro TRY - Lira Turca RON - Leu Romeno Depois de 5 dias na fantástica cidade de Istanbul, segui minha viagem até Bucareste na Romênia. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada. 9º dia de viagem: Istanbul -> Bucareste (Domingo, 16 de Setembro de 2018) Acordei as 7h, tomei café, arrumei minhas malas e me despedi do Emre, meu anfitrião em Istanbul. Fui até a Taksim Square e lá eu peguei o HAVABUS (14TRY) das 8h e por volta das 8h40 estava chegando ao aeroporto de ATATURK. ***Dica: o Havabus não sai EXATAMENTE da Taksim Square, mas de um ponto há umas 3 quadras de lá. Mas se vc perguntar em qualquer hotel ao redor da praça vão saber te indicar o ponto. Meu avião decolou às 10h40 e 11h40 estava chegando e, Bucareste. Peguei minha mochila e fui consultar as casas de câmbio no aeroporto. Todas estavam com uma cotação muito ruim então saquei 300RON no caixa eletrônico (meu cartão é do Banco do Brasil e cobrou uma tava de 14RON). O Vlad, meu anfitrião que iria me hospedar em Bucareste, já tinha me alertado sobre os táxis de lá. Disse para não pegar os táxis comuns e, ao invés disso, chamar um UBER. Tentei acessar o wifi aberto do aeroporto mas não estava funcionando. Fui até uma cafeteria SEGAFREDO que tem no saguão principal e pedi a senha do wifi. A caixa, muito simpática, me passou a senha e consegui chamar um UBER. A corrida me custou 36RON e no GPS do Uber marcava uma distância de 23km do aeroporto até o apto que eu iria ficar. Cheguei por volta das 13h no apto do Vlad, mas ele não estava lá. Já havia me informado disso e que um amigo dele chamado Mihai iria me receber. Deixei minhas coisas no apto e fui para o centro com o Mihai. Pegamos o bonde 21 até o centro. O percurso levou 30 min e chegando lá comprei um cartão para usar o bonde com 4 passagens por 10RON. Me despedi do Mihai e segui para o centro. Fui até a CIDADE VELHA, que é cheia de pubs, bares e restaurantes. Decidi almoçar num restaurante chamado EXCLUSIVE. Comi um hambúrguer de gorgonzola acompanhado de batatas wedges e tomei 2 chopps da casa por 65RON. Passei pela IGREJA DE SÃO DEMÉTRIO e depois no MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA, que tinha uma exposição bem legal sobre a Romênia na II Guerra Mundial. Caminhei até o ATHENEUM onde fui pegar o COMMUNISM vs MONARCHY FREE WALKING TOUR. Nossa guia se chamava DANIELA e além do inglês impecável, ela também falava muito bem português. O tour passa por vários monumentos e prédios históricos, entre eles o MINISTRY OF INTERNAL AFFAIRS. A monarquia na Romênia começou quando o país ficou independente do Império Otomano. Tiveram apenas 4 reis quando NICOLAE CEAUSESCU assumiu o poder e começou a era Comunista. Com o final dessa era em 1989, Ceausescu e sua mulher foram fuzilados! O tour terminou numa praça próxima ao gigantesco parlamento romeno. Cheguei em casa por volta das 21h30. O Vlad e sua namorada foram chegar só às 23h30. Ficamos conversando e bebendo cerveja até as 1h30 quando fui dormir. Distância percorrida no dia: 22km MINISTRY OF INTERNAL AFFAIRS 10º dia de viagem: Bucareste (Segunda, 17 de Setembro de 2018) Acordei as 8h50 e como não tinha comprado nada para o café da manhã, fui comer na rua. Passei no supermercado MEGA IMAGE e comprei 3 salgados, um achocolatado Mars e 1 água (16RON). Tomei um cappucino de máquina que tinha no supermercado (2RON). Terminei meu café da manhã e segui para o centro. Chegando na Cidade Velha peguei o free tour OLD TOWN LEGENDS & STORIES. Passamos por vários pontos na cidade velha: A IGREJA E MONASTÉRIO DE STAVROPOLEOS, PASSAGEM VILLAROSSE (ou “Valley of the Kings, como é conhecida), estátua LUPA CAPITOLINA. A guia explicou que a Romenia é a união de 3 regiões: Transylvania, Moldavia e Wallachia e que Vlad The Impaler, também conhecido como Drácula, era na verdade de Wallachia e não da Transylvania como o lenda conta. A guia também nos contou que quando Bucareste tinha 150.000 habitantes chegou a ter 300 igrejas. O tour terminou 12h30 e fui com o Iris (brasileiro que também fazia o tour) fomos no restaurante CARUCU BERE. Como tinha batido um café da manhã reforçado, resolvi apenas beber 2 cervejas (22RON). ***Nota: O CARUCU BERE é tradicional restaurante romeno no coração da cidade velha. O ambiente é agradável e a cerveja estava ótima (não posso falar da comida pq não comi nada). Mas o atendimento é MUITO LENTO. A minha 2ª cerveja levou 30 minutos pra chegar. Então, acho válido uma passada lá desde que vc não tenha pressa. Deixamos o restaurante às 14h30 e fomos até o MUSEUM OF SENSES. No site do museu havia apenas o endereço, sem nenhuma referência. Olhei no google maps e vi a estação de metro mais próxima de lá. Pegamos o metro em Piata Romana e fomos até a estação Politehnica. Depois de caminhar pela área fomos ficar sabendo que o museu fica dentro de um Shopping. A entrada custa 35RON e o Iris decidiu ir embora. O Museum of Senses, como o nome diz, explora nossos sentidos. Há várias ilusões de ótica bem legais e o staff do museu foi muito simpático e solícito. O espaço não é grande e dá pra ver tudo com calma em menos de 1 hora. Deixei o museu e fui até o CISMIGIU PARK. O parque é interessante e tem um lago com patos e outros pássaros. Muitas pessoas passeiam com seus cachorros e correm por ele. Por volta das 19h30 voltei pra casa. No caminho de volta passei no supermercado e comprei cerveja e salgadinhos (46RON). Jantamos um delicioso suflê preparado pela Alex. Depois do jantar lavei a louça e ficamos bebendo e conversando até 1h, quando fui dormir. Distância percorrida no dia: 24km MUSEUM OF SENSES MUSEUM OF SENSES 11º dia de viagem: Bucareste -> Sofia (Terça, 18 de Setembro de 2018) Acordei 8h50 e fui ao supermercado Mega Image tomar café. Comi 2 salgados e tomei um café com leite de máquina (6RON). Peguei o tram 21 por volta das 10h estava chegando ao centro. Caminhei por uns 30 minutos até o PARLAMENTO ROMENO. Existem 2 tipos de tours para conhecer o parlamento: o STANDARD (40RON) e o STANDARD+UNDERGROUND (45RON). O próximo tour Stantard em inglês era às 12h e o Standard+Underground só as 14h15. Decidi pegar o primeiro. O tour começou as 12h em ponto e para entrar no prédio passamos por uma segurança igual de aeroporto com detectores de metal e raio-x para as mochilas. O Parlamento Romeno é o 2º maior prédio do mundo, ficando atrás somente do Pentágono nos EUA. Ele tem 1.100 salas e custou USD 3 BILHÕES para ser construído. Como ele foi feito em uma área que era residencial, cerca de 40.000 pessoas tiveram que se mudar e suas casas foram demolidas. Passamos pelo salão de apresentação que parecia uma ópera, pelo escritório do Ceausescu, escadarias e uma gigante sacada que dá vista a uma avenida que seria uma réplica da Champs Elyseés de Paris. O custo de manutenção do parlamento é de EUR 5 MILHÕES por ano. O tour levou uns 40 minutos e vimos apenas 4% de todo o prédio. Super recomendada a visita a esse gigantesco prédio! Sugiro tentar fazer a reserva do tour antecipadamente nesse site: http://cic.cdep.ro/en/visiting/visiting-routes Deixei o parlamento por volta das 13h e fui até a MANSÃO CEAUSESCU. Peguei o metro na estação de IZVOR e desci na AVIATORILOR. Caminhei por uns 10 minutos até chegar na Mansão. Peguei o tour em inglês das 14h (50RON). A mansão que serviu de residência para Nicolae Ceausescu, sua esposa e 3 filhos é muito ornamentada. Cada filho e até a Elena (esposa) tinha seu próprio quarto. Há também uma adega de vinhos, cinema, jardim de inverno, spa, jardim de verão e uma piscina de 20 metros. Apesar de ser um pouco caro eu acho que vale uma visita. Deixei a mansão e peguei o metrô até a estação PIATA ROMANA. Caminhei por uns 15 minutos até o MUSEU NACIONAL DE ARTE DA ROMÊNIA. A entrada custa 15RON e ele tem 3 andares e 2 alas. Havia pinturas de artistas romenos e de outros países também, desenhos, móveis antigos, tapeçaria, louças, porcelanas, esculturas, etc. Deixei o museu as 17h30 e voltei pra casa. No caminho passei no supermercado e comprei umas cervejas. Eu, Vlad e Alex ficamos bebendo as cervejas até às 20h quando a Alex preparou pra gente uma deliciosa sopa de iogurte. Por volta das 22h o Vlad me levou até a estação rodoviária onde peguei o ônibus (Flix Bus - USD12,70) para Sofia, Bulgária. Distância percorrida no dia: 20km PARLAMENTO ROMENO PARLAMENTO ROMENO MANSÃO CEAUSESCU FIM DE BUCARESTE. Próximo relato: Sofia
  6. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de SOFIA. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro RON - Leu Romeno BGN - Lev Búlgaro Depois de 3 dias em Bucareste (Romênia) segui minha viagem até Sofia, na Bulgária. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada. 12º dia de viagem: Bucareste -> Sofia (Terça-feira, 18 de Setembro de 2018) Por volta das 23h30 meu ônibus Flixbus (USD 12,70) estava deixando Bucareste com destino à Sofia, capital da Bulgária. O ônibus não é NADA confortável e foi muito difícil dormir nele. Ao menos o wifi funcionava razoavelmente bem. Por volta das 2h o ônibus parou na fronteira mas nem precisamos descer: pegaram nossos passaportes, deram saída da Romênia e entrada na Bulgária e depois nos devolveram. Distância percorrida no dia: 20km 13º dia de viagem: Sofia (Quarta-feira, 20 de Setembro de 2018) Por volta das 6h30 estava chegando em Sofia. A estação principal fica ao lado da estação de chegada do ônibus da Flixbus. Entre as duas estações há um banheiro (BGN 0,6) e uma casa de câmbio. Dentro da estação central há também uma casa de câmbio, mas a cotação estava pior do que a do lado de fora. Fui no câmbio de fora e troquei RON 40 (peguei BGN 16,50) e EUR 50(BGN 95). Comi na estação central um salgado (BGN 1,30) e tomei 1 capuccino e 1 mocaccino numa máquina automática (BGN 0,6 cada). No subsolo da estação há um LEFT LUGGAGE e deixei minha mochila lá por BGN 2. Deixei a estação às 8h15 e fui caminhando até o centro. Depois de uns 30 minutos de caminhada passei pela estátua de SAINT SOFIA. Pouco á frente cheguei até o PALÁCIO DA JUSTIÇA. Ao lado fica a CATEDRAL DE SVETA-NEDELYA. Entrei nela e estava tendo uma missa com um canto gregoriano (?) muito bonito. Tirei umas fotos e saí. Segui caminhando pelo centro e passei pela IGREJA DE SÃO NICOLAS. Andei mais um pouco e voltei para o Palácio da Justiça, onde iria começar o FREE WALKING TOUR. Quem conduziu o tour foi o KRIS e ele foi um dos melhores guias que eu encontrei em toda a minha viagem. Passamos por umas ruínas romanas encontradas na escavação da estação de metro SERDIKA. Ali perto está também a PRAÇA DA TOLERÂNCIA, que tem esse nome pq fica próxima a 1 igreja ortodoxa, 1 igreja católica, 1 sinagoga e 1 mesquita. Passamos por vários outros lugares históricos.Terminamos o tour da Igreja de SANTA SOFIA que dá o nome a cidade. Depois do tour fui até o Centro de Informação Turística que fica passagem subterrânea da estação SOFIA UNIVERSITY. Peguei uns mapas da cidade e o rapaz que me atendeu escreveu um bilhete em búlgaro para me auxiliar a comprar o SOFIA CARD, que é o cartão de transporte. O guichê de compra do cartão fica ao lado do centro de informação turística. Comprei o cartão válido por 3 dias e paguei BGN 12. Ali perto da estação fica o KNYAZHESKA GARDEN onde tem o MONUMENTO AO EXÉRCITO SOVIÉTICO. Do outro lado do parque está o ESTÁDIO NACIONAL VASIL LEVSKI. Não há nenhum tour, museu ou centro de informação. Pedi para alguns guardas para entrar e tirar umas fotos mas nenhum deles deixou. Voltei para a estação Sofia University e peguei o metrô até Serdika. Fui até um supermercado chamado BILLA e comprei 1 sanduíche de salame e verduras, 1 pacote com 3 chocolates Mars e 1 cerveja DAMBURGER (BGN 5,20). Fiz meu almoço num banco em frente ao supermercado e por volta das 14h fui até o MUSEU DE HISTÓRIA REGIONAL. Para entrar custa BGN 8 e se quiser tirar foto tem que pagar mais BGN 15. Só paguei a entrada e deixei minha mochila num armário de lá. O museu fala como a cidade de Sofia foi formada e tem algumas peças da civilização que viveu lá há muitos anos. Deixei esse museu e fui para outro: o MUSEU DE ARQUEOLOGIA. Lá tem várias peças de quando a Bulgária fazia parte do Império Romano e de até muito antes disso. Vi jarros, estátuas, potes, jóias, espadas, esculturas, etc. Saí do museu e fui descansar um pouco no CITY GARDEN, que é um parque que fica em frente ao TEATRO IVAN VASOV. Fui para a estação central e peguei a minha mochila. Voltei para o Palácio da Justiça e atrás dele fica um ponto de bondes. Peguei o tram 5 que ia para a casa do Slavi, meu anfitrião em Sofia. Fui acompanhando o caminho do tram no Google Maps do celular. Um rapaz ao meu lado percebeu que eu não era de lá e disse que me avisaria quando chegasse a estação que eu deveria descer. Desci na estação certa e agradeci o rapaz. Fui chegar no apto do Slavi por volta das 19h. Ele me apresentou sua esposa, a Maria que nos serviu um delicioso jantar: feijão branco, almôndegas, pão, antepasto de pimentão, azeitonas e queijo branco. Depois de comer fomos num bar ali perto. Tomamos umas cervejas, conversamos bastante e voltamos. Tomei banho e fui dormir por volta das 23h. Distância percorrida no dia: 27km SAINT SOFIA CATEDRAL DE SVETA-NEDELYA MONUMENTO AO EXÉRCITO SOVIÉTICO 14º dia de viagem: Sofia (Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018) Acordei 8h50 e por volta das 9h estava saindo em direção ao centro. Resolvi visitar com calma os lugares que eu havia passado com o Free Walking Tour do dia anterior. Primeiro fui até a MESQUITA BANYA BASHI, que é bonita mas como havia passado por várias outras em Istanbul não me chamou muito a atenção. Depois fui SINAGOGA DE SOFIA. Para entrar há um guarda que faz uma revista nas bolsas e mochilas e é cobrado BGN 4. A sinagoga é muito bonita mas estava em reforma então tinha muita coisa coberta. Saí da sinagoga e fui para a ST. GEORGI ROTUNDA CHURCH que é a igreja católica mais antiga de Sofia. Depois fui até o teatro Ivan Vasov mas estava fechado. Caminhei até a CATEDRAL DE ST. ALEXANDER, que é a 2ª maior catedral ortodoxa dos Balcãs e uma das 5 maiores do mundo. Nela cabem até 10.000 durante a missa. A entrada é gratuita, porém tem que pagar BGN 10 para tirar foto. A catedral é muito bonita e imponente. Ali perto está a Igreja de Santa Sofia que não é tão grande, mas é bonita. Sob a igreja há um museu arqueológico. Depois fui até um supermercado BILLA que fica na passagem subterrânea da estação Sofia University e comprei 1 salgado de salsicha, 2 waffles tipo “bis” e 1 cerveja ASTIKA. A conta toda ficou em apenas BGN 1,78! Fiz meu lanche numa mesa do McDonald’s que tem ao lado do supermercado. Peguei o metrô até a estação DIMITROV e fui até o MUSEU DE ARTE SOCIALISTA. Caminhei uns 10 minutos e o museu fica meio escondido, ao lado de um prédio comercial com um café no térreo. O museu (entrada é BGN 6) tem 3 partes: um jardim com estátuas de líderes socialistas ao céu aberto, uma pequena sala de exibição que passa 2 filmes (aprox. 15 min. cada) sobre as conquistas e desenvolvimento do socialismo na Bulgária. A 3ª parte é uma sala que exibe vários pôsteres de propaganda socialista e outros eventos ligados como: A queda do muro de Berlin, Primavera de Praga, fim da I Guerra Mundial, etc. Eu gostei muito desse museu e recomendo a visita! Voltei ao centro e fui até o Palácio da Justiça pegar o COMMUNIST TOUR que saiu às 16h. Nosso guia foi o VASIL (ou VASCO) e ele foi muito bom! Explicou muita coisa sobre a era comunista da Bulgária, desde a arquitetura dos prédios e as manobras que o governo fazia para manter a população longe das igrejas. Os principais líderes comunistas foram GEORGI DIMITROV e THEODORE JIVKOV. O tour terminou por volta das 19h30 no belíssimo PARQUE PALÁCIO NACIONAL DA CULTURA. ***Nota: Como o nome diz, os Free Walking Tours são gratuitos e vc não tem obrigação nenhuma de dar a gorjeta no final. No entanto, a maioria dos guias depende exclusivamente dessa atividade para viver. Eu costumo dar de gorjeta algo em torno de EUR 10 (ou esse valor convertido na moeda local). Mas isso, claro, vai de cada um. Caminhei pela VITOSHA BULEVARD até o ponto de tram atrás do Palácio da Justiça. No caminho peguei uma fatia de pizza de pepperoni no GRAB N’ GO (BGN 2,20). Cheguei em casa e conversei um pouco com o Slavi. Saí para comprar umas cervejas e uns salgadinhos para assistirmos o jogo entre LUDOGORETZ (time da Bulgária e tem vários jogadores brasileiros) x Bayern Leverkusen. Assistimos ao jogo que terminou Ludogoretz 2 x 3 B. Leverkusen. Antes de dormir me despedi do Slavi pois eu iria partir no dia seguinte e não iria mais ver ele. Distância percorrida no dia: 21km CATEDRAL DE ST. ALEXANDER CATEDRAL DE ST. ALEXANDER MUSEU DE ARTE SOCIALISTA 15º dia de viagem: Sofia -> Belgrado (Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018) Acordei as 8h50 e as 9h30 estava deixando a casa do Slavi e da Maria. Como meu vôo para Belgrado era só às 16h, fui até a estação central e deixei minha mochila mais uma vez no guarda-volumes. Peguei o metrô até o PALÁCIO NACIONAL DA CULTURA (a estação se chama NDK). A entrada é pelo lado esquerdo do prédio mas só tem acesso à bilheteria. Até pedi para ver como era o prédio por dentro mas não deixaram. Caminhei pela parque em frente (onde terminou o Communist tour do dia anterior) e voltei à Vitosha Bulevard. Peguei uma fatia de pizza (BGN 2,20) e comprei uma cerveja num supermercado na rua paralela (BGN 1,20). Enquanto fazia meu almoço um bêbado veio falar comigo. Apesar de não falar coisa com coisa, ele mandava muito bem inglês. Por volta das 13h voltei para a estação, passei no supermercado BILLA e comprei uns chocolates (BGN 2,50) e às 13h30 estava pegando o metrô para o aeroporto. A viagem do centro ao aeroporto leva uns 45 minutos e fui chegar lá 14h15. Fiz check-in e 16h10 estava decolando sentido Belgrado. FIM DE SOFIA Próximo relato: Belgrado PALÁCIO NACIONAL DA CULTURA
  7. Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse: São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga. ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura. Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de BELGRADO. LEGENDA USD - Dólar Americano EUR - Euro BRL - Real Brasileiro BGN - Lev Búlgaro RSD - Dinar Sérvio Depois de 3 dias em Sofia (Bulgária) segui minha viagem até Belgrado, na Sérvia. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada. 15º dia de viagem: Sofia -> Belgrado (Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018) Peguei um vôo de Sofia para Belgrado. Como o vôo levou 1h e a diferença de fuso também era de 1h, então cheguei no mesmo horário que sai: 16h10. Saquei RSD 6.000 num caixa eletrônico e fui para o ponto de ônibus que fica logo do lado de fora do aeroporto, do lado esquerdo. O ônibus que vai para o centro é o 72 e é possível pagar a passagem direto com o motorista. Não anotei o preço, mas deve ter sido algo em torno de RSD 150. Nesse site é possível consultar as rotas de ônibus em Belgrado: www.eway.rs/en/cities/beograd O casal que iria me hospedar morava no bairro de Nova Belgrado e a viagem durou uns 30 minutos. Cheguei no apto e o Madlen estava me esperando. Ele e a esposa Andjela tinham um compromisso naquela noite e ela já estava lá. Tomamos uma cerveja e logo em seguida o Madlen teve que ir. Tomei um banho e fui até o supermercado MAXI. Comprei o café da manhã, o jantar (1 lasanha de microondas) e 4 garrafas de cerveja 500ml. A caixa me avisou que iria cobrar pelo vasilhame das cervejas (eu tinha que ter trazido 4 garrafas vazias) mas se eu trouxesse eles de volta ela devolveria o valor cobrado. Voltei para o apto, comi a lasanha. Depois fiquei bebendo as cervejas e reorganizando minha mochila que estava uma bagunça. Fui dormir 0h30. Distância percorrida no dia: 15km 16º dia de viagem: Belgrado (Sábado, 22 de Setembro de 2018) Acordei 8h50, tomei café e saí. Passei no supermercado para devolver o vasilhame das cervejas e a caixa me devolveu RSD 75. Peguei o ônibus 65 (RSD 150) para o centro e fui até a REPUBLIC SQUARE, onde às 10h começou o CITY CENTER FREE WALKING TOUR e nossa guia foi a Natália. Passamos por vários locais históricos das cidade e lugares mais turísticos como o BOHEMIAN QUARTER. Quando estávamos próximos ao Zoológico da cidade a guia nos contou a história do chimpanzé SAMY que conseguiu escapar de lá DUAS VEZES. Depois passamos pela BELGRADE FORTRESS e vimos quando o Rio Sava encontra com o Rio Danúbio. Terminamos o tour por volta das 12h30 na HOLY ARCHANGEL MICHAEL CATHEDRAL. Segui para o centro e comi um lanche que tinha feito no café da manhã e tomei 1 coca (RSD 75). Tinha feito contato via o APP do Couchsurfing com a Brianna, uma americana que estava morando na Macedônia e estaria em Belgrado nos mesmos dias que eu. Ela visitava a capital sérvia com mais 2 amigos americanos e eles queriam ir a um estádio ver um jogo do campeonato local. Combinei de encontrar com eles nessa mesma tarde. Mas antes, fui ao MUSEU NACIONAL. O Museu Nacional fica na Republic Square, onde começou o free walking tour. Ele tem várias coisas sobre a Sérvia. Há uma “linha do tempo” que mostra o início das primeiras civilizações que habitaram o país. Há também quadros do MATISSE e MONDRIAN. Vale muito a visita! Saí do museu e fui encontrar a Brianna e seus amigos. Encontrei eles num bar no Boehmian Quarter. A Brianna, o Sam e o Andrew trabalham dando aulas de inglês na Macedônia e tiraram o final de semana pra conhecer a Sérvia. Eles tinham comprado ingressos para o jogo entre Partizan x Estrela Vermelha no dia seguinte. Resolvi ir com eles mas só compraria o ingresso quando chegássemos ao estádio. Conversamos e tomamos algumas cervejas até umas 19h, quando voltei pra casa. Cheguei por volta das 19h50 e a Andjela tinha feito com arroz com frango muito bom. Fiquei conversando com ela e com o Madlen até quase meia-noite, quando fui dormir. Distância percorrida no dia: 20km BOHEMIAN QUARTER BELGRADE FORTRESS BELGRADE FORTRESS 17º dia de viagem: Belgrado (Domingo, 23 de Setembro de 2018) Acordei 8h50, me arrumei e deixei o apto. Fui ao supermercado MAXI e comprei meu café da manhã: 1 iogurte, 2 croissants “Seven Days” e 1 chocolate MARS. Comi esperando o ônibus no ponto. Cheguei ao centro e fui até o PARLAMENTO SÉRVIO. É um prédio muito bonito mas não pode entrar nele. Voltei para a Republic Square e acessei o wifi do Museu Nacional. Vi uma mensagem da Brianna falando que ela ia ao MUSEU NIKOLAS TESLA. Vi na internet que o ônibus 27 ia pra lá. Peguei ele e por volta das 11h30 estava na porta do museu. O museu só tem visita guiada e a próxima em inglês seria 12h. Por volta das 11h45 Brianna e seus amigos chegaram e fomos para o tour (RSD 500). Primeiro vimos um filme de aproximadamente 15 minutos sobre a vida de Nikolas Tesla, que foi um defensor do uso da corrente alternada. Ele também criou o motor elétrico por indução. Depois do filme nos mostraram um exemplo de transmissão de energia sem fio. Alguns voluntários seguravam umas lâmpadas fluorescentes e quando ligavam um aparelho as lâmpadas se acendiam rapidamente. Na sequência mostram um experimento com um barco de controle remoto, mas tinha muita gente na minha frente que não consegui ver nada! Após o término desse experimento nos deixaram ver o restante museu. Mas ele é muito pequeno e dá pra ver tudo em 20 minutos. Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o museu e esperava mais. Mas como não tem muito o que ver em Belgrado, acho que vale a visita sim. Deixamos o museu por volta das 13h e caminhamos até a Fortaleza de Belgrado. Demos umas voltas por lá e fomos a uma sorveteria chamada CRNA OVCA que fica ali perto. Tomei 1 bola de limão com manjericão e 1 bola de café (RSD 270). ***Dica: Quando forem à Belgrado, não deixem de experimentar o sorvete da CRNA OVCA ("Ovelha Negra", em português). É delicioso! Seguimos caminhando pela cidade até voltar ao Boehmian Quarter onde fomos almoçar. Paramos num restaurante na simpática SKADARSKA STREET. Comi um cheeseburger e tomei 2 chopps (RSD 1100). De lá pegamos um taxi até o albergue que os americanos estavam ficando. Passei num mercado e comprei uma cerveja de 2 litros (RSD 180) e ficamos tomando no quintal dos fundos do albergue. Por volta das 17h pegamos um táxi para o PARTIZAN STADIUM ver o clássico local. Havia um bloqueio policial impedindo o acesso às bilheterias. Esperamos uns 10 minutos e liberaram o acesso. Fiquei uns 5 minutos na fila e já consegui comprar meu ingresso (RSD 1500). Tomamos mais uma cerveja e seguimos para ver o jogo. ***Dica: Havia uma severa revista nos torcedores antes de entrar no estádio. Os policiais estavam confiscando TUDO que poderia ser arremessado no gramado: de isqueiros até moedas. Portanto se for ver algum jogo de futebol em Belgrado certifique-se que não tenha nada de valor nos bolsos que, dependendo do que for, pode ser confiscado. Não levei a minha máquina fotográfica e tirei as fotos do meu celular. Sentamos na arquibancada lateral e as torcidas organizadas (tanto do Partizan quanto do Estrela Vermelha) estavam atrás dos gols. As torcidas acendiam sinalizadores e por alguns momentos era impossível enxergar o campo devido à fumaça. O jogo terminou 1x1 e foi muito legal sentir o clima de um clássico do futebol sérvio. Apesar da rivalidade entre as duas equipes, foi bem tranquila a chegada e saída do estádio. Depois do jogo paramos num bar nos arredores. Tomei um chopp (RSD 210) e usei o wifi do bar para achar um ônibus que me levasse de volta pra casa. Me despedi dos americanos e segui até o ponto de ônibus. Esperei uns 20 minutos e o ônibus me deixou à umas 5 quadras do meu apto. Cheguei por volta das 22h e conversei com o Madlen e a Andjela até umas 0h30, quando fui dormir. Distância percorrida no dia: 23km PARLAMENTO SÉRVIO MUSEU NIKOLAS TESLA PARTIZAN STADIUM 18º dia de viagem: Belgrado -> Budapeste (Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018) Meu ônibus para Budapeste sairia da Estação Central às 8h. Acordei 6h30, tomei café e arrumei minhas coisas. Me despedi do Madlen, Andjela e Irina (linda filha de 2 anos do casal) e deixei o apto às 7h. Fiquei no ponto de ônibus esperando o 65 (ônibus que me deixaria próximo a rodoviária) até 7h30 quando decidi pegar um taxi. Assim que eu parei o taxi uma mulher que também estava no ponto pediu para ir junto. Disse OK e entramos. Depois de uns 5 quarteirões a mulher pediu pra descer e não deixou sequer uma parte da corrida paga! Filha da p****!!! Cheguei na rodoviária às 7h45 e a corrida deu RSD 500. Só tinha RSD 150, que era o dinheiro que tinha reservado pra pagar a passagem de ônibus até a rodoviária já que eu estava deixando o país. Perguntei se eu podia pagar com EUROS e o motorista disse que sim. Dei EUR 10 (aproximadamente RSD 1200) e o motorista me devolveu RSD 500 de troco. Assim que entrei na rodoviária fui informado que teria que pagar RSD 180 de TAXA DE EMBARQUE e ter acesso à plataforma do ônibus. Depois tive que pagar mais RSD 100 pela minha bagagem. ***Dica: Eu sei que é ruim deixar um país com um valor considerável de sua moeda, mas sempre deixe uma quantia para eventuais imprevistos. Não fosse o troco do taxista eu não sei o que faria para pagar as taxas de embarque e de bagagem… O ônibus saiu às 8h em ponto e se eu não tivesse pegado o táxi, teria perdido. Por volta das 10h40 chegamos à fronteira com a Hungria. Um oficial entrou no ônibus e pegou os passaportes. Depois ele nos devolveu carimbados com a saída da Sérvia. O ônibus andou um pouco e dessa vez tivemos que sair para passar pelo controle de entrada da Hungria. Por volta das 11h40 seguimos viagem. Ao meio-dia paramos num restaurante na beira da estrada. As refeições eram cobradas em EURO e um omelete custava EUR 4. Para usar o banheiro cobravam RSD 50. Comi uns chocolates que tinha comprado durante a viagem e tomei um suco de caixinha que nos deram no ônibus. Voltamos pra estrada umas 12h30. Cheguei em Budapeste por volta das 14h. FIM DE BELGRADO Próximo relato: Budapeste
  8. felipenedo

    Riga, capital da Letônia

    Olá Viageiros!!! Vou contar um pouco da minha passagem por Riga, capital da Letônia, que foi o início da minha viagem pela Europa, que ainda teria Ucrânia, Polônia, Alemanha e Holanda. Para mais detalhes e fotos, visitem o meu blog: www.profissaoviageiro.com Agora uma novidade: Um novo canal no Youtube com todos os vídeos das viagens e muitas outras coisas que pretendo mostrar por lá! Youtube: Profissão Viageiro Agradeço muito quem puder se inscrever por lá! Então, eu não sou um cara muito Europa para falar a verdade... Acho que lá o turismo é mais fácil e quase tudo que eu faria lá agora, posso fazer quando estiver mais velho. Já outros lugares do mundo, ou é agora, ou provavelmente não vai rolar, pois exigem mais do meu físico e capacidade de me adaptar aos lugares. De qualquer forma, não preciso dizer o quanto a Europa é linda e em cada esquina tem algo bonito para ver ou fazer. Riga é assim, uma cidade muito bonita, cheia de prédios antigos e cheios de história. Vamos lá... Cheguei em Riga no início da noite em um voo vindo de Amsterdã. O voo durou pouco mais de duas horas e foi bem tranquilo. Transporte Riga é bem tranquilo de se locomover. Eles têm muitos ônibus, metrô e bondes. Certamente você irá encontrar uma linha que te atenda Eu fui do aeroporto ao centro da cidade, perto de minha pousada, em um ônibus que sai do Aeroporto e chega em poucas paradas no centro da cidade. O ponto fica logo atrás do estacionamento do Aeroporto, bem tranquilo de encontrar. Hospedagem Bom, como em quase todos os lugares tem opções para todos os bolsos. Como meu orçamento é bem apertado, fiquei em uma pousada em um prédio no centro da cidade, na avenida Satekles Iela. Nesse prédio tem um McDonald’s e uma “padaria” no térreo! Bem cômodo, principalmente porque era um dos poucos lugares abertos no final da noite. O Rolê Quando eu fui era Outono, final de Novembro, e já estava muito frio! E para piorar o sol nascia altas horas. Foi bem estranho isso... 8 da manhã ainda era noite e não tinha ninguém na rua. Nenhum comércio aberto e sequer um lugar para tomar café da manhã. Se não me engano a maioria dos lugares abria depois das 8:30. Bom, saí para andar no centro antigo, no escuro, com frio e fome! Era muito curioso... Não tinha quase ninguém na rua! Era dia de semana, mais de 8 da manhã e ninguém fora de casa ainda! Tudo vazio!!!! Depois de andar um pouco achei um lugar bem bacana que já estava aberto para tomar meu café. Alimentado, segui o rolê pelo centro... Aí fui em direção ao Rio Duína Ocidental, que corta a cidade. Ali que eu vi uma movimentação maior de gente. A avenida estava bem carregada. Voltei então para o centro para curtir aquele lugar lindo! Aqui meu conceito das pombas mudou! Estava -1 grau e as pombas estavam tomando banho na poça praticamente congelada... Vou falar, chamar de sujo um bicho que toma banho nesse frio me parece algo bem errado!!!! Aqui é uma das artes mais charmosa que achei... E foi isso! Bora pegar o ônibus de volta para o aeroporto! A próxima parada é Kiev! Qualquer dúvida que eu puder ajudar, é só falar!!! Valeu! Abraço, Felipe Instagram: @profissaoviageiro
×