Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''lima''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas e Respostas
  • Perguntas e Respostas sobre Destinos
    • Destinos
  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem por Destinos
  • Companhia para Viajar
    • Companhia para Viajar
  • Equipamentos - Perguntas e Repostas
    • Equipamentos
  • Trilhas e Travessias
    • Trilhas e Travessias
  • Mochilão Roots
    • Mochilão Roots
  • Viagem de Carro
    • Viagem de carro
  • Viagem de Moto
    • Viagem de moto
  • Cicloturismo
    • Cicloturismo
  • Outras Tribos Viajantes
    • Outras Tribos Viajantes
  • Work Exchange
    • Work Exchange - Troca de Trabalho por Hospedagem
  • Outros Fóruns
    • Outros Fóruns
  • Promoções
    • Passagens Aéreas

Categorias

  • América do Norte
  • América do Sul
  • Ásia
  • Europa
  • Oceania
  • Oriente Médio

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Lugares que já visitei


Próximo Destino


Tópicos que recomendo


Ocupação

Encontrado 38 registros

  1. Olá amigos Mochileiros! Venho por meio deste relato, contar nossa experiência nesse país incrível que é o Peru! Lendo outros relatos por aqui, descobri que a maioria das pessoas vai para o Peru para uma experiência mais... como diria... mais roots, aquela coisa de trilha nível intenso, acampamento e vida selvagem... Mas nós estávamos procurando uma experiência mais tranquila, light, e sem muito esforço físico. Não que não gostemos de fazer exercícios, mas quem acompanha meus relatos pode ver que uma série de problemas foi acontecendo em nossas vidas nos últimos meses e dentre eles, uma hérnia de disco lombar e uma cirurgia de tireoide que me atrapalhou um pouco os planos e não consigo mais planejar experiências que me exijam tanto o lado físico. Então, por isso que nossa viagem foi mais "light". Eu confesso que há muito tempo tinha vontade de conhecer o Peru e, é claro, o Machu Picchu. Mas desde que minha cunhada e eu começamos a perturbar meu irmão e meu marido com essa ideia, há uns 5 anos atrás, mais ou menos, eles foram irredutíveis. Meu irmão ainda aceitava ir para Lima para uma viagem gastronômica, mas Rodrigo (marido) não gostou de nenhuma ideia sobre o Peru. Mas eis que este ano Rodrigo, fazendo curso de espanhol, se depara com um professor que é peruano (e acho que ele já ficou um pouco mais aberto à ideia de conhecer o Peru) e somando ao fato que eu queria ir conhecer a Grécia esse ano, mas o Euro está muito caro e o Rodrigo deve ter ficado desesperado com meus assuntos de viagem, depois da minha cirurgia de tireoide, quando eu só pensava na recuperação, ele veio com a ideia: “vamos viajar para o Peru nas férias?!”. Ele queria "hablar español"... mas eu só conseguia pensar na Grécia (ainda mais que uma amiga tinha acabado de voltar de lá) e eu fiquei meio desanimada à princípio com o Peru, logo eu que tanto atormentei os outros com essa idéia de viagem... mas depois entrei no clima de conhecer o Peru e embarquei nos planejamentos. Nossa viagem foi agora em Setembro, de 03 a 12, conhecendo primeiro Lima e depois Cusco. O nosso vôo foi pela Avianca, não lembro o valor, mas vou consultar o Rodrigo e já digo à vocês. O voo partiu do Rio de Janeiro cedinho, às 5:45 da manhã e tivemos que estar no aeroporto por volta das 3:40 da manhã... sério, se eu soubesse quem inventa esses horários de voo, eu esganava! Não dormimos nada, chegamos por volta de 9h da manhã, se não me engano, e o check in era só à tarde... que raiva! Ficamos mortinhos com farofa! O Voo foi tranquilo, a entrada no País também. Pensei que iam implicar conosco e nos revistar porque nossa última viagem foi para a Colômbia, achando que fazíamos parte do tráfico de drogas e na hora das perguntas, até esqueci que dia que voltaríamos (me deu um branco), mas a funcionária não levou em consideração, fez alguns comentários dizendo que gostaria de ir passear em Cusco também e nos liberou. Graças a Deus! Também não pediram nossa carteira internacional da vacinação de febre amarela (que nos pediram umas 3 vezes na Colômbia)... mas levamos, claro! Mas como já disse a minha amiga Juliana, é só não levar drogas que tá tranquilo! Saindo do Aeroporto, pegamos um táxi até o hotel. Caminho comprido, em alguns momentos se vê muitas áreas bem feias e pobres, mas em outros, o caminho é bonito, que dá para ver o mar... mas está cheio de obras e em muitos pontos a vista para o mar fica bloqueada. O hotel fica no bairro de Miraflores, que é um dos bairros mais "arrumadinhos", que os turistas mais ficam em Lima. Ficamos no hotel Ibis Larco Miraflores. Achei bem localizado e bem arrumadinho e confortável. Assim que chegamos, fizemos o check in e a funcionária da recepção nos indicou uma saída lateral onde poderíamos deixar a mala até o horário que o quarto estaria pronto. Segundo ela, se quiséssemos, teria um quarto à disposição no momento, mas era em um dos andares mais baixos e portanto, mais barulhento. Resolvemos esperar. Saímos com a mala e no local indicado, encontramos uma rampa de carro, de estacionamento... será que teríamos que descer?! Na frente do hotel ficam uns senhores oferecendo passeios pela cidade para os turistas, mas não entendemos nada do que nos foi dito e resolvemos não arriscar perguntar onde era pra deixar a mala. Rodrigo desceu a rampa freando a mala pesada (coitado) e lá embaixo ficava realmente um espaço cheio de malas, com um funcionário cadastrando elas. Deixamos a nossa e fomos passear. Eu ainda estava um pouco desnorteada com o horário do vôo, sem conseguir raciocinar direito sobre o que fazer na cidade, então falei com o Rodrigo para andarmos pela rua principal, a Av Larco, até o shopping. Tinha lido em blogs de viagem que nessa Avenida Larco tem de tudo: casas de câmbio, lojas de chip de celular, restaurantes, lojas de lembrancinha, etc. Rodrigo ativou o roamming do celular com o sistema de pontos que ele foi acumulando ao longo do tempo e que conseguiu fazer essa troca. A internet não nos decepcionou e não tivemos que comprar chip de celular dessa vez! Fomos andando, trocamos mais algum dinheiro em casa de câmbio e até que chegamos rapidinho no shopping. Rodrigo falou: “é aqui”. Mas era tipo uma praça, um mirante atravessando a rua, com vista para o mar lá embaixo. Quando chegamos mais perto que vimos que realmente era o shopping... só que o shopping era para baixo! Nessa “praça” tinha escadas para baixo e dava pra ver que tinham muitas lojas lá embaixo. Ficamos tirando fotos da vista e depois passeando pelo shopping. Foi quando começou um vento muito, muito frio e não aguentamos ficar próximo ao mar, estava muito frio para as roupas que estávamos vestindo (e olha que estávamos de casaco)! Tudo no shopping era bastante caro, muitas lojas de marca... mas até que a praça de alimentação tinha cadeias de fast food que eram bem em conta. Rodrigo não quis arriscar comer comida peruana logo no primeiro dia e quis comer o Pizza Hut que encontramos. Só que o lugar era muito simpleszinho, um balcãozinho, só tinha 4 sabores de pizza, e o Rodrigo pediu uma pizza que vinha com uns pães de alho, mas eis que a danada era minúscula! Eu pedi uma lasagna e veio em uma embalagem que mais parecia uma “quentinha da esquina”... mas não estava ruim não. Ficamos com medo da comida peruana, pois não somos de comer comida muito temperada. Eu tive alguns problemas na Alemanha com temperos e levei todos os remédios que poderia para qualquer indisposição para essa viagem! Alimentados e ainda com frio, seguimos de volta para o hotel. Conseguimos um quarto no oitavo andar e nos instalamos. Aproveitamos para descansar um pouco, já que não dormimos nada à noite. Aos nos recuperarmos, já era noite e saímos para comer novamente. Próximo ao hotel comemos em um lugar chamado La Lucha Sanguchería Criolla, que achamos muito, muito bom! São uns sanduíches de pão redondo com diferentes recheios, que vem com batatas fritas (que tem casca e tudo) e molhos pra acompanhar. Muito gostoso! Após comer, fomos visitar o shopping Larcomar novamente e ver a paisagem com a perspectiva das luzes da noite. Nesse dia aproveitamos para descansar mais, já que a coluna reclama bastante da poltrona e da viagem de avião. No dia seguinte acordamos refeitos e fomos bater pernas. Pegamos um uber (foi bem tranquilo pegar uber na frente do hotel) e rumamos para a Plaza de Armas. Custou em torno de 18 soles. Chegando lá, algumas ruas estavam fechadas em torno da Praça e descobrimos somente depois que teve um evento da guarda, mas só vimos o finalzinho, pois na hora do início, estávamos visitando a Catedral. Tiramos muitas fotos com todos os prédios que ficam ao redor da praça e depois visitamos a Catedral (ingressos 10 Soles), bem bonita. Tiramos algumas fotos na Plaza Perú também (uma praça pequenininha com uma bandeirona do Peru, que fica ali pertinho) e rumamos para a Igreja de são Francisco. Muitas pessoas tentando vender de tudo ali em volta da igreja, assediando os turistas. Visitamos o interior da igreja e não pagamos nada, mas não fomos na parte paga. Confesso que não visitamos um dos maiores pontos turísticos que são as Catacumbas do Convento São Francisco (me julguem... Não gosto desses passeios mórbidos...) mas vimos algumas catacumbas na visita da Catedral, que foi bem interessante, mas um pouco claustrofóbico. Eu queria conhecer a Casa de la Gastronomia Peruana, mas Rodrigo não ficou animado. Andamos mais um pouco pelas ruazinhas do centro e ainda visitamos um mercadinho de artesanato que achamos no meio do caminho. A fome apertou e fomos procurar algum lugar próximo para comer. Convenci o Rodrigo a experimentar o Tanta, que é a versão mais em conta do Astrid y Gastón, também do famoso chef Gastón. Tínhamos visto esse Tanta no shopping Larcomar no dia anterior também, mas não comemos lá, achamos tudo bem caro. Entrando no Tanta próximo a Plaza de Armas, confirmamos que era caro mesmo, cada prato em torno de 40 soles! Mas resolvemos experimentar. Perguntamos ao garçom se os pratos eram para duas pessoas. Não eram, mas eles poderiam “dividir” um prato em duas porções menores. Aceitamos e pagamos pra ver. Pedimos Lomo Saltado. Cada prato nosso veio uma porção menor do que o prato geralmente vem (comparei olhando o prato dos outros clientes), mas como as porções são normalmente bem servidas, acabamos comendo bem, ficamos satisfeitos! E estava muito bom, apesar do molho que acompanha a carne ser bem temperado! Pedimos Inca kola para experimentar e ainda pedi um suspiro limeño para experimentar também e gostei bastante (apesar da consistência ser diferente do que eu achava que seria). Gastamos 78 Soles no total. Estávamos alimentados e a minha idéia era visitar o Museo Larco à tarde. Pedimos um Uber e rumamos para o museu, que parece ser um tanto distante da parte mais turística da cidade. Passamos em locais que pareciam bem humildes e ficamos comparando com alguns bairros do Rio de Janeiro. Gastamos em torno de 12 soles no uber. Chegando ao Museu, tem uma rampa bem grandinha para acessá-lo e em seguida, a casa lá em cima. Eles têm um bebedouro com água com rodelinhas de laranja para os visitantes e adorei a ideia. O ingresso foi bem caro, 30 soles cada um, mas o Museu é muito interessante e fiquei encantada com a visita! Como bebi bastante água de graça, achei que economizei na água e gastei no ingresso (hehehe, que vergonha isso, não?!). Esse museu me lembrou bastante o Museo Del Oro em Bogotá, e conta toda a história dos Incas e as regiões onde habitaram. Achei que iríamos visitar tudo rápido, mas como sempre, demoramos um bocado olhando tudo e ficamos cansados. Em uma parte “anexa”, cruzando um jardim central da casa que é o museu, fica a exposição das peças que são representações sexuais... e essas são um tanto divertidas! Nessa hora meu celular deu pane e começou a cair a bateria vertiginosamente. Resolvemos voltar para o hotel de uber novamente (custou 18 soles pra voltar), pra ligar o celular na tomada e recarregar. Encontramos um Pizza Hut grande próximo ao Shopping Larcomar e fomos lá lanchar e desfazer a impressão ruim que ficamos da pizza minúscula que Rodrigo comeu no shopping. Pedimos uma grande para dividir e dessa vez contávamos com mais sabores para escolher! E foi lá que tivemos uma ótima surpresa! O garçom falava espanhol muito rápido, mas conseguimos conversar com ele e responder coerentemente às perguntas. Brinquei com ele que falava rápido e ele brincou com a gente algo do tipo que ele não entendia o português quando falávamos rápido também. Deu um orgulho por estarmos treinando bem o espanhol da gente, sabe?! À noite novamente fazia muuuito frio lá, mas dessa vez estávamos melhor agasalhados! Depois da pizza descansamos porque o dia foi intenso e no dia seguinte tinha mais visitas! No dia seguinte acordamos e pegamos um uber (em torno de 8 soles) e fomos para um sítio arqueológico chamado Huaca Pucllana. São ruínas pré-incas, as visitas são guiadas em espanhol ou inglês e custa 12 soles a entrada. Existe a Huaca Pucllana e a Huaca Huallamarca. Alguns dizem que as duas se complementam e outros dizem que é mais do mesmo. Resolvemos visitar só a que era mais "perto" de onde estávamos hospedados e gostei bastante! A fila para comprar a entrada estava bem grande e achei que iria demorar bastante, mas foi rápido, a próxima visita em espanhol estava começando assim que entramos e foi tudo bem dinâmico e interessante. Ficamos encantados com a visita, achamos tudo muito interessante e bem organizado! Só uma coisa que não tinham falado com a gente antes é que ficamos muito empoeirados. Nossos tênis e barra das calças era só areia no final do passeio! Vão preparados! Foi lá também que compramos a água mais barata de toda a viagem, que custou somente 1,50 Soles na máquina! Ao terminar a visita, fomos procurar um restaurante próximo para comer, mas todos que encontrávamos eram bem caros. Vimos um italiano que era caro... Andamos mais um pouco até um que era a mistura de restaurante chinês e peruano (as famosas Chifás) que tinha visto recomendado em blogs de viagem (não lembro o nome do restaurante agora), mas chegando lá demos uma olhada geral no cardápio e vimos que os preços de cada prato eram mais de 50 soles... desistimos. Pegamos um outro uber até o shopping Larcomar (7,50 soles) e resolvemos almoçar em uma chifá no shopping mesmo, só que essa chifá era uma cadeia de fast food... mas estava gostosinho também e foi mais barato, gastamos em torno de 30 soles nós dois. Após comer, fomos passear mais um pouco. Nossa ideia era ir passeando tranquilo à “beira mar” (só que o beira mar deles é em cima da falésia, o mar fica lá embaixo), e visitar a série de parques que ficam um atrás do outro nesse caminho, que se chama Malecón de Miraflores. Eu tinha separado algumas coisas que queria conhecer: O Parque Del Amor, o Farol, o parque Maria Reiche... Saímos do shopping e fomos andando tranquilos. Os parques são todos muito bem arrumadinhos e limpinhos. As pessoas levam suas crianças e seus cachorros para passear. O Parque Del Amor é um dos primeiros e é bem movimentado de turistas e de vendedores. Seguimos adiante e passamos por áreas arborizadas e lindinhas, quadras de tênis, pelo farol, por mais parques com brinquedos para as crianças, pela pista de parapente... bem, agora só faltava o parque Maria Reiche, que tem a decoração com as flores que lembra as linhas de Nasca... mas onde está?! De onde estávamos, olhávamos mais adiante e parecia que os parques tinham menos gente circulando... tinha umas obras acontecendo próximo e ficamos com um certo receio de continuar e nos darmos mal. O Google apontava que era ali (depois descobrimos que tinha um colégio chamado Maria Reiche ali)... como já estávamos cansados, resolvemos voltar. Por mim voltaríamos à pé novamente, mas Rodrigo reclamava muito que seus pés doíam e queria voltar de uber. Pegamos um uber de volta para o hotel e custou em torno de 7,50 soles. Chegando no hotel fomos descansar um pouco e acabamos pegando no sono. A ideia era conhecer o Circuito Magico del água no Parque de La Reserva. Acabamos rumando para lá um pouco depois do que imaginávamos, para depois comer alguma coisa. Ficamos com medo de deixar para outro dia e acabar perdendo a visita. O uber custou em torno de 13 euros para lá e o caminho foi bem comprido. O ingresso acho que foi 10 soles para cada. Chegando lá, achamos que era pequeno, mas qual não foi nossa surpresa com o tamanho das fontes e a quantidade de água! E são várias fontes, cada uma com design diferente e cores e músicas, tudo bem legal. Muitas crianças brincando, tem até um parque de diversões lá dentro também. Visitamos todas as fontes que víamos e tiramos fotos com todas. Algumas fontes são interativas. Existe uma que é um túnel que podemos entrar e não nos molhamos. E outra, que quando a água abaixa, conseguimos andar até o meio e ficar lá dentro assistindo o show das águas sem nos molharmos (teoricamente) e quando a água abaixa de novo, saímos de lá. Bem, eu fiquei um tempo ganhando coragem para entrar nessa fonte, pois não preciso nem dizer que estava muito frio e eu não queria me molhar pra ter que passar mais frio depois, né ?! Quando ganhei coragem e entrei, descobri que nessa fonte a água que vem de cima não molha a gente, mas quando ela bate no chão (que tem uma grade de ralo), ela respinga e molha a barra da calça e o sapato da gente todo. Concluindo: fiquei com os pés todos molhados e passando frio! O Rodrigo ia depois de mim e acabou desistindo, para não passar frio também. Depois disso, resolvemos ir embora e nesse momento foi um pouco difícil de pegar o uber, pois tinha muitos táxis em volta da saída do parque, mas conseguimos e o uber custou 12,50 soles. Fomos para a La lucha Sanguchería Criolla novamente comer os gostosos sanduíches com o maior prazer, de novo. Esse dia também foi intenso: nos empoeiramos de manhã e nos molhamos de noite... Mas descansamos para no dia seguinte passear mais.
  2. Olá mochileiros e mochileiras ! Tudo bem com vocês ? Como estão os planos para a(s) próxima(s) viagem(s) ? Estes próximos posts são para quem está almejando uma viagem ao Peru, e para quem ainda não tem isso em vista, após conhecer esse pedacinho de mundo bem do nosso ladinho, vai querer passar na frente na lista de destinos! Estou aqui para compartilhar um pouquinho dessa experiência incrível que tive o prazer de me proporcionar nesse ano de 2017. O intuito é te ajudar! Da mesma forma que sempre recebo muita ajuda por essa galera sensacional desse grupo! Seja bem vindos à minha viagem ao Peru, em 16 dias, por 8 cidades, sozinha, de mochila nas costas, coragem, mente e coração abertos! Como tudo começou: Como todo mundo que passa por aqui, sou uma garota que ama viagens e viajar! Fiz algumas viagens fora do país a passeio e a trabalho no ano de 2014. Nos anos seguintes, 2015 e 2016 minha vida foi só trabalho, não tive tempo para planejar viagens internacionais, acabei optando por conhecer cantos do nosso Brasil (AMO!). Porém, é sempre bom esse contato com culturas diferentes, lugares diferentes, pessoas diferentes, então, estava faltando algo em mim, eu precisava "sair por ai". Depois dessas viagens que fiz, dentro de mim tinha que a próxima seria aqui na América do Sul, então no final de 2016 comecei a ler muito sobre isso. Passei por aqui muitas vezes, li muitos relatos. A princípio, estava lendo sobre fazer Peru, Chile e Bolívia na mesma viagem. Porém, como não teria mais que 20 dias, estaria sozinha e por sempre ter mais lugares no Peru que eu desejava visitar, acabei optando por somente Peru. Dica: Relato do Rodrigo (@rodrigoalcure) ! Muito bom! Preparativos: Como eu já sabia que seria uma viagem estilo mochilão, desde final de 2016 já comecei fazendo a lista das coisas que precisava comprar. Veja! Toalha de microfibra (Dechatlon) Bota para trecking (Bota Finisterre Vento) Mochila cargueira (Quechua Escape 50 litros) Mochila de ataque (A mochila Escape já vem com a de ataque) Power Bank (Asus) Óculos de sol polarizado (Speedo Voley) Roupa segunda pele (Dechatlon) Meias para trecking (Dechatlon) Blusa fleece (Dechatlon) Casaco corta vento (Dechatlon) Câmera (Troquei de celular, fiquei com a câmera do Zenfone 3, Asus) Como podem ver, a maioria das coisas adquiri na Dechatlon! Lá tem tudo e com um ótimo custo benefício. Os outros itens fora da Dechatlon foram alvo de muita pesquisa, com isso, após o uso, indico todos! Abaixo, outros itens importantes que adicionei na minha lista de coisas para levar: Capa de chuva Kit primeiros socorros (Com remédios essenciais, band-aid) Adaptador de tomadas Zip Lock Lenço umedecido Protetor solar Kit para sono (protetor auricular, tapa olho, suporte para pescoço) Cadeado Doleira Pinça Linha/agulha Álcool em gel Tesoura Fora isso, o básico, que seriam as roupas de frio (seguindo o protocolo de 3 camadas), cachecol, luvas, toucas. Dicas: Leve repelente! Eu não levei, porém, em Machu Picchu você vai precisar! Leve um relógio, pulseira, algo que te forneça o horário e seja de fácil acesso o tempo todo. Manter a pontualidade é de extrema importância! Eu utilizei a minha smart band o tempo todo "colada" em meu braço. A mochila cargueira da Escape não foi suficiente, pois era muito pequena. Precisei comprar outra mochila durante a viagem. Como fazer caber tudo na mochila? Leve somente o que você vai utilizar! Como por exemplo, não precisa do pote inteiro de shampoo, separe e leve em um recipiente o suficiente para o período que vai passar lá. Evite itens em vidros, pois pesa muito na mochila. Duas semanas antes da viagem eu já comecei a separar as coisas que iria levar em um canto. Isso te ajuda a não esquecer nada! Roteiro: O roteiro foi fruto de muitas pesquisas! É a junção de todos os lugares que me fizeram querer aproveitar para explorar dessa vez somente o Peru! Passarei por 8 cidades peruanas. Olhem só: Passagens: Comecei a busca por passagens por volta de 2 meses antes. Acompanhei por um bom tempo o vem e vai de preços. Com a ajuda do Google Flights, consegui acompanhar as promoções e peguei um bom preço e nas datas que eu precisava. Dica: No Google Flights é possível você cadastrar as datas, voos e horários que você quer acompanhar e ele te envia e-mails de notificação quando o voo aumenta ou diminui de valor. Muito, muito útil! Depois que conheci, não usei outro buscador. Acredito que já dei umas boas dicas nessa intro As próximas, vou passando conforme relato os dias. Bora pro Peru, partiu! ...Continuação nos próximos posts Beijos! Tabata Instagram: @tatablita
  3. Salve, pessoal! Segue um relato de uma viagem breve que eu e minha esposa fizemos ao Peru agora na primeira semana de setembro, aproveitando uns dias livres que conseguimos. Foi tudo decidido muito rápido, mas acho que funcionou bem, pois pegamos dicas de amigos que tinham ido e que nos ajudaram bastante a decidir o que fazer. Passagens Compramos as passagens no Submarino Viagens por pouco mais de R$ 1.500 por pessoa, com exatamente um mês de antecedência (compra em 1º de agosto, início da viagem em 1º de setembro). Em outros dias e horários conseguiríamos preços um pouco melhores - não parece ser impossível ir por R$ 1.300. Mas também pode sair mais caro (voltamos no sábado; se fosse domingo, passaria de R$ 1.700). Todas as pernas eram pela Latam, exceto a Lima-Cusco, que foi pela Peruvian. A compra não foi confirmada no cartão, e tive que ligar para o Submarino para confirmar. Não sei sei por erro, forma de compensação ou algo parecido, mas eles nos alocaram na classe executiva na ida. Experiência nova e muito positiva. Câmbio Como tínhamos dólares guardados e lemos muitos relatos de pessoas que falaram que não valia a pena levar real (valia mais fazer câmbio de dólar aqui e refazer lá), decidimos levar. Em média o câmbio fica entre 3,25 e 3,30 soles por dólar (exceção ao primeiro câmbio que fizemos, no aeroporto de Lima, para ter algum dinheiro para chegar à cidade. Lá foi muito pior, foi coisa de 3,05, talvez menos). Transporte Em Lima usamos transporte público (Metropolitano) quando fizemos um deslocamento maior. Barato, rápido e seguro. Do aeroporto para Lima fomos de táxi (40 soles). De Lima para o aeroporto, de van da Quick Llama (15 soles por pessoa). Em Cusco, contratamos transfer junto ao cara que nos vendeu os passeios para ir e voltar do aeroporto (15 soles cada perna). De resto, só andamos a pé ou nos veículos dos passeios. Hospedagens Em Lima ficamos no hotel Suítes Larco 656. em Miraflores. Excelente localização, ótimo café da manhã, quarto limpo e amplo, cama e banheiros muito bons. Nada a reclamar. Recomendo bastante. Pagamos R$ 394 para as duas diárias (preço final em reais, sem IOF, reservado pelo Hoteis.com). Quando chegamos a Cusco, ficamos no hotel Casona Quera. Também altamente recomendado. Pertíssimo da Praça de Armas. É um hotel simples (realmente é uma "casona"), mas limpo, com camas confortáveis, banheiro bastante ok, café da manhã bastante decente. Ainda ficamos em um quarto que tinha uma sacadinha, bem bacana. Pagamos R$ 257 para duas diárias, também pelo Hoteis.com - mesmo esquema, sem IOF. Em Aguascalientes (Machu Picchu Pueblo) ficamos no Hostal Dalila. Como a cidade é simplesmente um dormitório, não colocaria nenhum problema nele. É extremamente simples e sem café da manhã. Porém, minha esposa achou sujo. Alguma coisa caiu debaixo da cama e estava cheio de poeira quando ela foi pegar. Além disso ela ficou com a impressão de que os lençóis não estavam muito limpos. Não recomendo, portanto. Pagamos US$ 20 (em dinheiro vivo na chegada) para uma diária. Reservamos pelo Booking.com. Voltando a Cusco, ficamos no Hatun Quilla, pois quando reservamos o Quera estava muito caro para estes dias. Também recomendo bastante. Mais um lugar simples e honesto, com cama ótima, banheiro decente. Perto da Praça de Armas, também. O quarto era bem amplo, com decoração simpática. O único porém é o café da manhã, que é bem mais ou menos: só pão, manteiga, geleia, café, chá e suco (refresco). Nem uma frutinha pra contar história. Reservamos pelo Booking e pagamos no próprio hotel (US$ 59 para duas diárias, pagamos com cartão de crédito). Passeios em Cusco Muita gente falou para não contratarmos os passeios no Brasil, e sim pesquisarmos por lá, já que há dezenas de agências. Preferimos adiantar, já que tinha boas referências de preços, e não me arrependi. Ganhamos um bom tempo e tenho certeza de termos pagado preços justos. Se não foram os mais baratos, foi bem perto disso. Fechamos tudo com a Mapis Explorer, empresa do Ronald. Ele é extremamente atencioso e atende por Whatsapp: +51 976 919 696. Nos posts relativos a cada dia escrevo os preços de cada passeio. (Todas as fotos deste post foram tiradas com meu celular, um iPhone 5S. Portanto, são fotos ruins, mas é só pra dar uma ideia)
  4. Boa noite! Estou indo viajar com meu noivo para lima dia 16, onde ficaremos 2 noites, 16 e 17, e iremos dia 18 para cusco e voltaremos para lima dia 25 de outubro as 5 estaremos voltando para lima e depois SP. E por enquanto estamos meios perdidos quanto ao roteiro, e menor custo para melhor aproveitar nossa estadia. Estamos por enquanto seguindo o roteiro do "Vai por mim" - viaje na viagem. Ele indica para visitarmos o centro historico de lima, Museu larco, e de noite ir no bairro barranco, huaca Pucllana, Malecon de mira flores, circuito magico da agua. Tem algo que vocês excluem? Incluem? Hoteis que ficaria melhor e mais barato? Ou airbnb? Hostel?
  5. Olá pessoal! Vim aqui falar a todos sobre minha viagem para o Peru em Abril de 2017! Vocês não leram errado, mas calma, resolvi antecipar meu relato, estou indo para o Peru agora no dia primeiro de abril e vou ficar lá até dia dezoito de abril. Minha ideia é começar o relato agora, para mostrar como foi a preparação e na volta continuar o relato falando o que se passou na viagem e fazendo comparações com alguns pontos aqui descritos inicialmente. Os planos de ir para o Peru começaram quando recebi minha notificação de férias em janeiro deste ano. O Peru não foi o primeiro país que pesquisei, gostaria de voltar para europa, mas depois de pesquisar preços resolvi ficar pela américa do SUL/Peru. Li muitos relatos aqui no Mochileiros para melhor escolher meu roteiro, tenho 18 dias para conhecer este lindo país, conforme o que achei de mais interessante. Como podem ver na planilha abaixo, meu roteiro passa em basicamente 5 cidades. O foco da viagem é Machu Picchu, fazendo a trilha inca, por isto coloquei esta parte logo no início e o restante da viagem é mais para aproveitar o país mesmo, provando de sua culinária e aproveitando suas paisagens. Como devem saber o El Nino Costeiro vem devastando a parte norte e central da costa do Peru, com suas fortes chuvas. É um pouco desanimador saber que você está indo fazer uma viagem para se divertir em um país onde as pessoas estão com sérios problemas, mas rezo por eles sempre que posso e espero aproveitar ao máximo minha estadia lá. Vamos aos tópicos: Dinheiro: estou levando cerca de 1500 dólares, vi vários relatos que vale mais a pena levar em dólar devido a desvalorização do real. Também estou levando 2 cartões de crédito de reserva. No caso do cartão, lembre de avisar sua operadora que está indo viajar para o mesmo não ser bloqueado quando utilizado fora do Brasil, para cartões internacionais. (acabei de receber um aviso do banco, um dos meus cartões foi clonado, assim estou levando apenas um... acontece) Seguro saúde: já fiz algumas viagens ao exterior e nunca precisei utilizar o seguro viagem, mas é sempre bom ter um para se sentir tranquilo. Escolhi o TRAVEL ACE ASSISTANCE – OURO. Fiz tudo por este site: https://www.seguroviagem.srv.br/?agency=463 Valor: R$ 148,50 Tralhas: tive que comprar muitas coisas para esta viagem devido a falta de acessórios e roupas para este tipo de aventura, já estou a algum tempo sem fazer isto, assim segue uma lista das coisas que estou levando: Item Quantidade Item Quantidade Camisetas 8 Batão Caminhada 2 Calças 2 Lanterna 1 Meias 8 Lanterna cabeça 1 Cuecas 8 Carregador 1 Bermudas 3 Cadeados 2 Toalha 1 Camera 1 Luvas 1 Leços, caixa 1 Capa Chuva 1 Pilhas 6 Casaco 1 Livro 1 Moleton 1 Boné 1 Colete 1 Diário 1 Saco de dormir 1 Repelente 1 Protetor Solar 1 Protetor labial 1 Bota 1 Chinelo 1 Remédios 1 Higiene 1 Remédios: quem já viajou e precisou de um remédio específico, sabe como é complicado de se conseguir, por isto fiz uma pequena farmácia para levar nesta viagem. Trilha Inca: depois de pesquisar algumas agências para fazer a trilha inca, optei pelo Marisol, seu preço e comentários positivos aqui no Mochileiros foram os dois itens decisivos. Outra coisa que ela fornece que não vi nenhuma agencia fornecer é o isolante térmico, faz muita diferença. Vi apenas um comentário negativo quanto aos serviços dela na trilha. Veremos como será e passo a vocês quando voltar. Valor: 480 dólares (50% de entrada, via westerunion) Segue contato dela: AMAZIN ADVENTURES CUSCO - PERU Msn. [email protected] Av. Collasuyo Nº 517 Urb. Miravalle,(perto da escola Von Humboldt.) TELEFONES: Celular 51 - 984791005 SAÚL ........Operações. Celular 51 - 984721899 MARISOL . Fixo 51 - 084237733 ....... Escritorio Acomodação: vou ficar apenas em hostels, todos escolhidos pelo site do HostelWorld. Em outras viagens que fiz foquei no preço, pois estava bem mais apertado, mas agora como disponho de uma grana a mais, fui muito mais pelos comentários das pessoas e a localização. A lista de todos está na planilha mais abaixo, no retorno passo uma avaliação de cada um. Já fiz a reserva dos hostels para toda viagem. Dica: se você é como eu, que gosta de deixar tudo organizado antes de sair de casa, cuide muito com as datas, confira duas vezes antes de confirmar as mesmas. Eu errei o mês em duas reservas e acabei tendo que pagar uma multa... lição aprendida. Gastos durante a viagem: como poderão ver na planilha fiz um cálculo por cima de quanto iria gastar por dia, com alimentação, passeios, transporte intermunicipal e acomodações para ter uma noção de quanto gastaria na viagem e assim fazer o cálculo de quando levar em dinheiro. Na volta conto se esta previsão bateu ou não. Passagem: comprei minha passagem logo no inicio de janeiro, sou de Porto Alegre e consegui pegar o voo direto para Lima: R$ 1.500,00 Porto Alegre – Lima – Cusco (tudo no mesmo dia, saio as 6 da manhã e chego em Cusco as 16:30) Vi que existem dois voos de Lima para Cusco em horários mais cedo, como vou chegar em Lima as 9:15 da manhã, vou tentar antecipar o voo para Cusco. Lima – Porto Alegre (voo sai de Lima as 22:00 e chego em Porto as 5 da manhã) Viajando sozinho: estou indo fazer esta aventura sozinho, isto se deve muito a ter marcado a viagem tão em cima da hora, na minha empresa não temos muita escolha das férias eles que decidem, nenhum amigo conseguiu tempo para ir junto. Minha namorada também não poderá ir devido a faculdade. Estou acostumado a explorar este mundão solito, sempre acabo conhecendo pessoas pelo caminho e fazendo muitos amigos. Não tenham medo de viajar sem companhia, viaje com a cabeça aberta para novas experiências e seja simpático, simpatia atrai pessoas, assim você nunca irá viajar realmente sozinho.
  6. Uma das coisas mais emocionantes sobre viagens é planejar o roteiro, imaginarmos o lugar, ansiar o dia da viagem, e outra mais ainda, é viajar, é vivenciar tudo que você colocou no roteiro, é se surpreender com costumes, se maravilhar com novos sabores, é ser livre! O Peru é o lugar mais versátil que já pesquisei para viajar, tem para todos os gostos, e para os mochileiros de plantão, a dificuldade está em encontrar mais dias para planejar um roteiro completo, que faça com que conhecemos tudo, além do usual. Foi bem trabalhoso planejar meu roteiro, tinha muitas hipóteses e variáveis. Mas saiba que é possível fazer uma viagem sem comprar pacotes moldados e com tempo limitado. Para isso você só precisa de Paciência e gostar de ler! Para começar: - Comecei a pesquisar tudo com 1 ano de antecedência(desde passagens, agências de Passeios, mal de altitude, pontos turísticos, etc.). - Com a pesquisa, percebi que embora trabalhoso, seria mais vantajoso comprar tudo lá (com algumas exceções que explicarei posteriormente), cotando do Brasil tudo fica mais caro. Eles tem o costume de receber muitos Americanos, Franceses, Russos, etc., qualquer estrangeiro que tem uma moeda mais forte que a nossa! Os poucos brasileiros que encontrei foi em Cusco. (Isso não quer dizer que não haja Brasileiros nos outros lugares, somente que é mais difícil encontrá-los), assim tudo fica mais caro para nós mesmo. Mas eles costumam oferecer maiores descontos para o MERCOSUL. Planejamento: Decidi comprar com antecedência: - As Passagens de Avião - Ingresso do Parque Machu Picchu (pois ia subir a Huayna Picchu) - As Passagens de Trem - Por consequência (como já tinha os dias que ia visitar o parque) já reservei o hotel também em Águas Calientes. - Como estava em promoção também já comprei as passagens de ônibus para Huaraz. - Seguro Viagem (preços no decorrer do relato) Altitude Cidade que necessitam de aclimatação 3 050 m (Com 6768 m huascaran) Huaraz 3 399 m Cusco 3 819 m Puno 3 825 m Juliaca 2 335 m Arequipa Não subestime a Altitude e os efeitos que ela pode trazer, seja você sedentário, atleta, fumante, homem ou mulher! Sou sedentária, e fico feliz em dizer que não sofri o mal de altitude nos dias em que estive lá. Nem quando andei umas 6 ou 7 horas para conhecer o Cânion de Colca! Pesquisei e li muito sobre o assunto (até artigos científicos), tem vários remédios que ajudam, mas decidi que seria arriscado, pois vários deles tem uma lista enorme de advertências, interações, reações adversas, etc. E não queria tomar um remédio que nunca havia tomado, estando em viagem. Segue link para quem quiser ler a bula do DIAMOX, por exemplo, http://http://www.medicinanet.com.br/bula/1880/diamox.htm O que eu decidi fazer foi: 15 dias antes da viagem: Tomar 1 comprimido de ferro (vitamina) por dia, até o dia da viagem 7 dias antes: Tomar 1 comprimido de vitamina C por dia até o dia da viagem. (esporadicamente em viagem continuei com a vitamina c, por causa da troca de clima e por causa da rinite. 15 dias antes da viagem: triturei alho, isso mesmo, ALHO e comi uma colher por dia (puro). Sem contar o que usamos na comida. Em viagem: Muita água, pouca comida, e excesso de respiração profunda, somente pelo nariz! Nota: Comprei o OXISHOT (oxigênio) por vias da dúvida, e quando usei fiquei um pouco ruim, dinheiro jogado fora. Mas para quem realmente precisa deve fazer um bom efeito. -Para quem tem interesse, também tem a Saúde do viajante, no Instituto Emilio Ribas. Qualquer pessoa pode utilizar esse serviço, não precisa ser paciente do hospital. http://http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/ - Masque sempre folhas de coca durante as caminhadas Sintomas do mal de altitude: Leve: Dor de cabeça - Náuseas ou perda de apetite – Insônia -Vertigem Moderado: Cefaleia resistente a aspirina – Vômitos Grave: Falta de ar em repouso - Fadiga anormal - Oligúria (falta de urina) Clima Outra coisa que me preocupava era o clima, pois ia do inverno das Cordilheiras para o Deserto de Ica. Conseguimos levar uma mochila de 90 litros para duas pessoas e fomos usando as lavanderias pelo caminho. Foi maravilhoso levar pouca coisa, o que eu nunca imaginei, pois sempre levei muitas coisas em minhas viagens. Sabendo escolher bem os tecidos, não é necessário levar muitas blusas e calças. Os Lugares mais frios: Lagunas no parque em Huaraz (pode nevar), Puno (O lugar mais frioooo) e Cusco (menos frio que o restante, mas é frio também) O que levei e não deixaria faltar: 1. Blusa Segunda Pele (térmica que esquenta ainda mais) 2. Segunda camada (fleece e cacharrel) 3. Última camada (Jaqueta impermeável, corta vento, com forro de fleece e Balaclava acoplada, foi o que me salvou no vento gelado que doía o nariz) 4. Calça Segunda Pele ( meia calça, a mais grossa) 5. Calça (Fleece) 6. Meia (térmica e normal) 7. Luva (de lã e de Fleece touch) 8. Capa de chuva 9. Tênis impermeável e antiderrapante para trilhas 10. Bota impermeável com forro de lã acrílico, antiderrapante 11. Papel Higiênico e Lenços Umedecidos para usos diversos 12. remédios (diversos) 13. Protetor solar (Use e Abuse) 14. Hidratante corporal e labial ( O frio e a desidratação por conta da altitude judiam) 15. Óculos 16. Shampoo a seco( porque lavar os cabelos no frio do Brasil ninguém merece, imagina na cordilheiras !) e 17. Umidificador de nariz (no deserto o nariz fica muito seco, você respira poeira!) Nota: Não deixe de levar uma boa jaqueta impermeável e um bom calçado, é caro, mas invista, a falta de um desses itens podem te dar uma baita dor de cabeça, e não é de altitude! Em alguns passeios várias pessoas caíram ou escorregaram por não terem o calçado adequado, e outras tiveram que comprar aquela capa de chuva zuada por um preço abusivo, que nem duram. Como estava com a minha impermeável, nem sofri, as chuvas nesse período são passageiras, elas vão embora muito rápido, mas chega a molhar se não tiver com capa. E se nevar,o gelo escorrega que nem molha. *Esqueça roupas com tecido de algodão, no final você vai ficar molhado, porque esse tecido não exterioriza o suor. Prefira: lã, Fleece, Acrílico, veludo, etc. *Leve pouca roupa e lave numa lavanderia, em Arequipa pagamos 3 soles por kilo de roupa e em Cusco 2,50 soles! Link de lojas que vendem artigos diferenciados: http://http://www.arcoeflecha.com.br/meias-s10000226/ http://http://www.orientista.com.br/ http://http://lojasmundoterra.blogspot.com.br/2010/08/check-lists.html http://http://www.conquistamontanhismo.com.br/onde-comprar http://http://www.decathlon.com.br/ http://http://www.oficinadeinverno.com.br/ CÂMBIO Cada um tem sua preferência, assim não vou entrar no mérito da questão apenas vou falar o que eu preferi fazer de acordo com a realidade da minha viagem. Trocar aqui estava fora de cogitação, pois a cotação do novo sol estava ruim, assim como o dólar. Comprar aqui e vender mais barato lá não compensa. Mas precisava de algum dinheiro para sobreviver o primeiro dia em Lima, como ia chegar no domingo tudo estava fechado. Não queria ficar me preocupando com câmbio também e não queria andar com muita quantia no bolso. Assim troquei alguns dólares aqui, levei reais e cartões para emergência (lembre-se de desbloqueá-lo). E a maior parte enviei via Western Union. Para não ficar com muito dinheiro dividimos em duas partes. Abaixo demonstração de uma das transação que fizemos: http://economia.uol.com.br/cotacoes/">http://economia.uol.com.br/cotacoes/ Guia da Cotação http://www.guiadacotacao.com.br/ Cotação https://www.cotacao.com.br/ Melhor Cambio https://www.melhorcambio.com/ Western Union http://www.corretorawesternunion.com.br VET https://www.bcb.gov.br/rex/vet/index.asp Spmundi https://www.spmundi.com.br/ Treviso http://www.trevisocc.com.br/ SEGURANÇA Essa foi a questão que mais me preocupou, se eu ia voltar viva dessa viagem! Primeiro por causa das viagens de ônibus, as vias beiram o precipício, imaginem viajar a noite? Segundo por causa de roubo nas estradas e nas cidades em geral, porque né, não dá para esconder nossa cara de turista! Sempre procuro passar despercebida, mas é só hablar que ya, já sabem que somos Brasileiros. Li em algum lugar que os nativos de todo o mundo sabe quem é turista, fácil: são aqueles que estão de óculos ou com garrafa de água na mão. Prestei atenção, e não é que a pessoa tem razão! Fica a dica! Pesquisei sobre isso e não encontrei NADA. Realmente as estradas beiram o precipício, mas é mais tranquilo que andar de moto em SP, os motoristas andam devagar e tem um painel mostrando os KM/h. Os motoristas fazem teste de bafômetro, filmam as pessoas dentro do ônibus, não transportam pessoas embriagadas nem drogadas e em percursos longos há revezamento de motoristas. Há acidentes com turistas que alugam carros e não conhece os macetes para andar nas curvas e precipícios e ainda mais na altitude. E o transito é tão bagunçado lá que é melhor não arriscar. Ficamos com medo de andar com dinheiro, e eis que vimos muitas pessoas com bolos de dinheiro na rua do banco fazendo cambio, outras saiam do banco livremente contado o dinheiro que acabaram de sacar, enrolavam e colocavam no bolso e saiam livremente pela rua! Ri demais dessa cena, onde que podemos fazer isso aqui sem ficarmos desconfiados? As crianças brincando livremente na rua também, aqui se bobearmos roubam nossas crianças e vendem para outros Países... Somente duas cidades fiquei receosa, não aconteceu nada para isso, é só porque eram feinhas: ICA e PUNO. Parece que casas terminadas pagam mais impostos, por isso eles deixam inacabadas. Enfim, só posso dizer que me surpreendi com os peruanos, digo até que eles são mais evoluídos, dando mais valor a terra do que ao dinheiro (basicamente). SEGURO VIAGEM Contratei o da Porto Seguro, pois possuo o cartão e pagaria mais barato. Valor: 108,50 reais Abaixo o link para conhecer as avaliações dos seguros. Lembre-se que só tem avaliações de quem não ficou satisfeito com o atendimento, mas a resposta e a maneira que a empresa resolveu a questão é o que nos interessa. https://www.reclameaqui.com.br/categoria/seguro-de-viagens/ Nota: Verifique se o seu cartão já possui seguro viagem gratuito. ROTEIRO Idioma Espanhol Moeda Novo Sol Fuso horário Duas horas a menos que o horário de Brasília. Aeroporto mais próximo Aeroporto Internacional Jorge Chávez - Lima Voltagem 220 volts | Tomadas tipo A, B e C – 20 Amp. Vacina O Peru não exige Certificado Internacional de Vacinação Documentação Passaporte válido ou Carteira de Identidade original com foto recente que identifique o portador Consulado Avenida Jose Pardo, 850 | Miraflores Passagens de avião: Gosto de pesquisar em vários sites, mas basicamente, o que sempre dá certo é pesquisar na Decolar ( Clico em: ainda não defini datas, para ver o dia mais barato no mês que pretendo viajar, as vezes indo em um dia anterior ou posterior ao dia escolhido fica mais barato), e depois vejo no site da empresa correspondente, se está o mesmo preço ou ainda mais barato. Pretendia ir dia 13/05 mas o dia 14 estava muito mais barato e ainda era Avianca que eu gosto muito. O site Avianca internacional é um pouco confuso, mas se prestar atenção é possível comprar sem problemas. Assim comprei as passagens multidestino: SP>LIMA – CUSCO>SP (como ainda não tem aeroporto internacional em Cusco paramos novamente em Lima para vir a SP.) Valor da Passagem de avião por pessoa (Avianca): R$ 1157,40 NOTAS: Já há projetos para construção do Aeroporto internacional em Cusco (Chinchero), quando estávamos lá houve inclusive greve porque Lima é contra. Use uma aba anônima no seu navegador pressionando os comandos no seu teclado ctrl + shift + n para fazer pesquisas relacionadas a preço, às vezes fica mais barato! Abaixo disponibilizo os links de sites que uso normalmente para pesquisa e compra de passagens para qualquer destino: Nome Site Tipo Skyscanner https://www.skyscanner.com.br/ Comparar CVC http://www.cvc.com.br/index.aspx Comparar e comprar Decolar http://www.decolar.com/ Comparar e comprar Submarino http://www.submarinoviagens.com.br/index.aspx Comparar e comprar Tam/Latam https://www.latam.com/en_un/ Comprar Gol https://www.voegol.com.br/pt-br/paginas/default.aspx Comprar Azul http://www.voeazul.com.br/ Comprar Avianca Br http://www.avianca.com/pt-br/ Comprar Avianca In http://www.avianca.com.br/destinos/destinos_internacionais Comprar Copa https://www.copaair.com/pt/web/br Comprar Peruvian http://www.peruvian.pe/pe/ Comprar Viva Colombia https://www.vivacolombia.co/co Comprar Star Peru http://www.starperu.com/br/ Comprar Taca / Avianca http://brasil.taca.com/pt/ Comprar ViajaNet http://www.viajanet.com.br/ Comparar Tripadivisor https://www.tripadvisor.com.br/ Comparar Melhores Destinos http://www.melhoresdestinos.com.br/ Comparar Aerolineas Argentinas http://www.aerolineas.com.ar/pt-br Comprar Links para ajuda no roteiro: ROTEIRO Mochileiros http://www.mochileiros.com/ Informações sobre tudo Tripadivisor https://www.tripadvisor.com.br/ Informações e comparação Viaje aqui http://viajeaqui.abril.com.br/vt Informações sobre tudo Sunday Cooks http://sundaycooks.com/ Informações sobre tudo Viaje na Viagem http://www.viajenaviagem.com/ Informações sobre tudo Melhores destinos http://www.melhoresdestinos.com.br/ Informações sobre tudo O Melhor mês do ano http://www.omelhormesdoano.com/ Informações sobre tudo 4Pies http://www.4pies.com.br/ Informações sobre tudo Links para ajuda na escolha do hotel: HOTÉIS CVC http://www.cvc.com.br/index.aspx Comparar e comprar Decolar http://www.decolar.com/ Comparar e comprar Submarino http://www.submarinoviagens.com.br/index.aspx Comparar e comprar Skyscanner https://www.skyscanner.com.br/ Comparar Trivago http://www.trivago.com.br/ Comparar Rome2rio https://www.rome2rio.com/pt/ Comparar Hotéis.com https://www.hoteis.com/ Comprar Booking Booking.com - Hotéis no Brasil‎ Comprar Tripadivisor https://www.tripadvisor.com.br/ Comparar Melhores destinos http://www.melhoresdestinos.com.br/ Comparar 1. LIMA 14/05/17 ÀS 08:50 – Chegamos em Lima Lima é uma cidade (ponto), é interessante para quem viaja com foco em gastronomia, como em todo o Peru a comida é maravilhosa, bem pelo menos para quem gosta de tempero, batatas fritas e frango que tem em excesso, é o que eles mais comem (mas tem outras coisas, claro). Como o foco das minhas viagens é a natureza, planejei ficar só essas horas e deu para fazer tudo que planejei, assim, um dia foi mais que suficiente. Ao chegar na porta choveu taxistas, o que irrita bastante, conseguimos pagar em reais. Os táxis são baratos e o Uber funciona, para quem está sozinho, pode compensar pegar ônibus, achei bem organizado. Segue link: http://www.metropolitano.com.pe/ Fomos direto para Cruz del Sur, na Av. Javier Prado Este # 1109 Urb. El Pal. (guardar as mochilas, gratuitamente, pois iríamos para Huaraz á noite). Depois disso fomos ao Parque do Amor (Malecon de la Reserva | Miraflores, Lima 18, Peru ) e ao restaurante La mar (Av. Mariscal la mar, 770 – miraflores –lima), pois queria provar o verdadeiro Ceviche e Pisco Sour. Carooo ! Mas Valeu a Pena! Em seguida fomos a Huaca Puclana (Calle General Borgoño Cuadra, 8 | Miraflores, Lima, Peru) e ao Parque da Reserva (vale a pena conhecer e ver o Circuito mágico das Àguas na Madre de Dios, 15046) e partimos da Cruz del Sur para Huaraz. Outros lugares para Comer: Alfresco - Malecon Balta 790, Miraflores, Lima, Peru Costa zul Seafood - Jr. Berlin 899 | Miraflores, Lima Lima 18, Peru El mercado - Hipólito Unanue 203,Miraflores, Lima. Rafael - San Martín 300 Miraflores / Lima 18, Perú Tanta - Pancho Fierro 115 (próximo ao Parque El Olivar) Tanta Miraflores - Av. 28 de julio 888 Café - Enrique Palacios 329, Lima 15074, Peru Juan Valdez - Avenida Malecon de la Reserva, 610, Lima 15074, Peru Burguer king - Av Jose Larco 201, Miraflores - La Rambla, Av. Javier Prado Este 2050, San Borja Mc Donalds - Av. Javier Prado Este 130 Redes de supermercados Metro - Av. Benavides Nro. 620, Miraflores - Lunes a domingo de 7:00am - 11:30pm - Calle Shell Nro. 250, Miraflores - Lunes a domingos 24 Horas - Av. Canadá Nro. 654 (110) esq. con Av. Nicolás Arriola, La Victoria (perto da cruz del sur) Wong - Av. Santa Cruz 771 Urb. Los Sirius - Esq. Av. Benavides y Av. Republica de Panamá - Calle Arias schereiber 270 C.C. Aurora Ucello 162, San Borja 15036, Peru ( Perto da Cruz del Sur) Plaza Vea - Avenida Arequipa, Miraflores, Lima, Perú (perto de huaca puclana) Tottus - Calle Las Begonias 785, San Isidro 15046, Peru Links úteis: http://parquedelareserva.com.pe/ http://huacapucllanamiraflores.pe/horariosytarifas/ »Guia do bairro Miraflores em Lima http://www.tottus.com.pe/tottus/ (mercado) Gastos (para duas Pessoas): R$ 40,00 Taxi (até Javier Prado) S.16,00 Taxi (até parque do Amor) S/.12,00 Taxi S/. 220,00 Almoço na La Mar S/.16,00 Mercado (Água custa em torno de 3 soles) S/.8,00 Entrada do Parque S/.22,00 taxi S/. 16,00 Lanche 2. HUARAZ 15/05/17 ÀS 07:00 – Chegamos em Huaraz • As Passagens de Ônibus para Huaraz Comprei a Ida pela Cruz del Sur – Total por pessoa R$ 48,31 com IOF, pois comprei com antecedência do Brasil. Volta pela Oltursa – Total por pessoa R$31,08 com IOF. Abaixo disponibilizo os links de sites que uso normalmente para pesquisa e compra de passagens no Peru: (Alguns é possível comprar e ver horários) Empresas de Ônibus https://www.busbud.com/pt http://www.cruzdelsur.com.pe/ ormeno »Inka Express »Turismo Mer »Huayruro Tours »Soyuz »Civa http://www.oltursa.com.pe/ »Tepsa »Expresosocial »Linea »Emtrafesa »Moviltours »Chiclayo »Expreso Wari »Flores »Perubus »Transmar »Turdias http://www.4m-express.com/pasajes_es.htm Chegamos a Huaraz e fomos andando para o hotel, era perto da Plaza de Armas. (Em qualquer lugar que vá para o Peru, fique em hotéis próximo a Plaza de Armas, assim pode-se fazer tudo andando e encontrar tudo que precisa nos arredores: mercado, farmácia, etc.) A dona do Hotel nos ofereceu os passeios e acabei fazendo pelo intermédio dela mesmo. Resolvemos algumas coisas e ficamos aclimatando. 16/05/17 – Passeio ao Nevado Pastoruri a 5000m de altitude Todos os passeios são distantes de Huaraz, assim que demoram mais ou menos 2 horas só a ida. Para conhecer o Nevado você anda pouco, 45 minutos ida, o problema é a altitude e o frio, chegou a nevar um pouco quando fui, assim, vá preparado para o frio, leve e beba bastante água, não senti nada de dor, mas parecia que estava carregando um guindaste, chega até ser engraçado, você não conseguir correr, só andar e, lentamente.... também senti que respirei mais nesses 45 minutos do que meus 30 anos de vida! Sempre levei um rolo de papel higiênico, fiquei com coriza (rinite) por causa do vento gelado, só nos passeios. Dica: Quando pensar que não pode mais, beba água, e respire profundamente, somente pelo nariz! E ande um passo de cada vez, passos curtos e lentos, mas sem parar! E Não sente! 17/05/17 – Passeio a Laguna Llanguanuco e 69 Apesar de andar mais, muito mais, achei mais fácil que o Nevado, mas cansa muito e sou sedentária, as subidas são de matar, mas aqui consegui carregar meu peso mais fácil! E olha que era em torno de 4200m. Dica: A mesma de cima e vá com roupa de frio e impermeável, aqui neva mais e pode chover (quando fui não choveu, mas nevou na laguna) o percurso é mais longo, o sapato também (impermeável), além de ser antiderrapante. Não há banheiros! Antes, na ida, aproveite as paradas para usar, por que depois que começa a trilha só o matinho.... 18/05/17 – Passeio a Laguna Querococha e Chavin de Huantar Esse passeio é bem tranquilo, não há caminhada, tudo feito no ônibus. Mas é bem longe, e tem muita história, para quem não gosta de museu, esse pode ficar de fora. ÀS 22 voltamos para Lima Huaraz tem muito a oferecer para quem tem tempo. Eu gostaria de ter feito Parón e Churup, entre outras coisas.... Acredito que 5 dias, são suficientes para conhecer o básico.... Nota: comprei um chip da Claro, para usar internet durante a viagem pois ia fazer reservas e comprar passagens pelo celular, a internet é ótima, 4G. Gastos (para duas Pessoas): S/ 54,00 Mercado S.34,00 Jantar S/.44,00 Almoço S/. 33,00 Mercado S/.5,00 Balas de Coca/folhas de coca,etc S/.20,00 Entrada do Parque S/.70,00 Passeio Pastoruri S/. 37,00 Farmácia (oxi Shot) S/.30,00 Chip claro +crédito S/.37,00 Mercado S/. 100,00 Entrada parque e passeio 69 S/.72,00 Jantar S/.10,00 mercado S/.80,00 Passeio Chavin S/. 53,00 Almoço S/. 240,00 Hotel S/. 6,00 Taxi até a rodoviária 19/05/17 – Lima- Ica Chegamos em Lima cedo, íamos descer na Javier Prado para pegar o ônibus com destino a Ica mas não sabíamos se ia dar tempo. Então descemos na Plaza norte para Seguir a Ica. Como o Plaza norte é terminal do governo tivemos que pagar uma taxa de embarque que não possui na Cruz del Sur da Javier Prado, visto que o terminal é próprio da Empresa. Chegamos em Ica, e já reservamos o Passeio de Buggy, enquanto esperávamos passeamos pelo Oasis de Huacachina. À tarde fizemos o Passeio de Buggy e vimos o por do sol das Dunas, lindíssimo, e ainda fizemos o Sandboard, incluso no passeio. 20/05/10 Ica- Paracas Reservamos com a mesma agencia o passeio a Reserva Nacional de Paracas, não foi possível ir as Islas Ballestas, estava fechado há dias por causa da instabilidade do Mar. Venta muito na Reserva.... Gastos (para duas Pessoas): s/. 7,00 Táxi até o hotel s/. 4,00 àgua s/. 46,00 Almoço s/. 88,00 Passagem de ônibus s/. 90,00 Passagem de ônibus Nasca s/. 7,20 Entrada para Dunas s/. 218,00 Passeio Buggy e Reserva Paracas s/.20,00 Entrada Paracas s/. 25,00 Doces s/. 36,00 Café da Manhã s/. 63,00 Almoço s/. 59,00 Diária no Hotel 21/05/2017 – Ica – Nasca Chegamos á noite em Nasca e já reservamos via Whats o Sobrevoo as linhas de Nasca. Fantástico, super recomendo! Os horários dos ônibus são ruins para Arequipa,(cruz del Sur) assim, ficamos esperando até de noite para seguirmos para lá. Dica: Tome remédio para Enjoo se for fazer o Sobrevoo Empresas que fazem o Passeio: Linhas de Nazca »AeroParacas »Alas Peruanas »Aerodiana Gastos (para duas Pessoas): s/. 5,00 Táxi até o hotel s/. 3,00 àgua s/. 10,00 Camiseta de Nasca s/. 460 Passeio as linhas de Nasca (Voo) (com taxa de embarque) s/. 130,00 Passagem de ônibus Arequipa s/. 32,50 Lanche s/.39,30 Almoço ? Diária no Hotel 22/05/2017 – Arequipa Muitas opções de passeio para quem tem tempo, no nosso caso só estávamos interessados em conhecer o Cânion que parte de Arequipa e vai até Chivay. Não recomendo bate e volta! Escolhemos o Passeio de 2D1N com caminhada de 6 a 7 horas para descida do Cânion!!!! 23/05/17 – Chivay A van nos leva para tomamos café depois O primeiro ponto do tour é o Mirador Cruz de los Condores, depois começamos a caminhada. 97% descida,2% plano,1 %subida, há muito degraus, pedras, precipício e terras pelo caminho. Como tem muita descida o joelho e os dedos dos pés pode doer. Após 2:30 a 3 horas chegamos na parada para almoço, descansamos uns 40 minutos (aqui que é o problema, pois o corpo esfria e aí já sabe, a coragem vai embora e as dores começam a aparecer Junto com o cansaço) e seguimos caminhando.... Depois de muita descida, chegamos no final. Não espere muito conforto nos quartos, mas dão para o gasto... 24/05/17 – Chivay- Arequipa Acordamos de madrugada para começar a caminhada que começaria á noite, tivemos que levar lanternas (já levei do Brasil), foram 3 horas só subindo “degraus”, parecia que não acabava mais, algumas pessoas desistiram e contrataram mula, eu prefiro morrer de caminhar do que cair de cima de um desses. O caminho beira o precipício o que já dá medo de caminhar imagine em cima de um bicho desses. Há casos de pessoas que caíram do cavalo, literalmente. Cuidado! https://oglobo.globo.com/brasil/-5567253 Eu fiz muito esforço e consegui!!!! Um passo de cada vez, bem devagar e cheguei... E eu nem fui a última! Assim, tomamos café e seguimos para conhecer o Valle del Colca. Dica: Casaco corta vento, bota ou tênis para Trekking, Papel, muita água, protetor solar, manteiga de cacau,não fez muito frio, ainda mais porque caminhamos... Gastos (para duas Pessoas): s/. 10,00 Táxi até o hotel s/. 8,00 àgua s/. 26,50 Lavanderia s/. 46,88 Mercado s/. 7,50 pilha s/. 10,00 Crédito claro s/.45,20 Almoço Burguer King s/. 70,00 Diária no Hotel s/.200,00 Passeio ao Cânion (comida inclusa: 2 café,2 almoços e 1 janta para cada) s/. 80,00 Entrada parque para sudamericano s/.60,00 Passagem Puno s/.16,00 café s/.60,00 Almoço s/.20,00 Propina s/.6,00 Bastão de caminhada (cabo) s/. 20,00 Banho extra s/. 3,00 Toalha extra 25/05/17 – Arequipa- Puno Fizemos a besteira de viajar com a Econociva, não recomendo! Algumas pessoas vão para Puno de Chivay com a empresa 4M, 50 dólares a passagem, uma extorsão, preferi voltar para Arequipa e seguir para Puno. (também não tive que me preocupar, pois as malas tinha deixado em Arequipa. Com a empresa 4m, parece que você despacha sua bagagem em Arequipa, vai para o Cânion e depois pega o ônibus em chivay seguindo para Puno. Chegamos em Puno de Madrugada, e já tinha um monte de taxistas te oferecendo passeios e corridas. Fomos conhecer Uros e Taquile (Taquile não compensa, não tem nada de mais) e no mesmo dia seguimos para Cusco. Gastos (para duas Pessoas): s/. 6,00 Táxi até o hotel s/. 14,00 Café da manhã s/. 35,00 Móbile feito de Totora s/. 100,00 Passeio Uros e Taquile s/.140,00 Passagem Cusco s/.1,50 banheiro s/.40,00 Almoço s/.3,00 Embarque s/.5,00 Táxi 26/05/17 – Cusco Chegamos em Cusco muito em cima da hora e quase que não conseguimos fazer o passeio que tinha no roteiro, entrei em contato com uma agência mas já tinha completado a quantidade de pessoas no passeio, mas o rapaz foi legal e arrumou uma outra em cima da hora, e conseguimos fazer! Fizemos Maras e Moray e depois fomos na agencia do rapaz que nos arrumou o passeio para reservar o vale sagrado, claro que enfiou a faca! Nota: Precisa de um boleto turístico que dá direito a entrada, maiores informações em: »Bilhete Turistico Geral em Cusco 27/05/17 – Ollantaytambo e Aguas calientes Fizemos todo o passeio. Depois conhecemos ollanta, e assim nos deixaram na estação de trem rumo a Aguas calientes. • Ingressos Machu Picchu: Fiquei acompanhando a quantidade de ingressos que havia disponível no site, de repente tinha só 17! Para subir a Huayna, assim tive que comprar. - Comprei com cartão VISA International - Optei pelo horário das 10, pois teria menos risco de ter névoa (segundo relatos) e deu certo! http://www.machupicchu.gob.pe/ Valor do ingresso por pessoa: R$228,40 já com IOF 6,38% e taxa da Visa 8,06 soles Notas: Agora o parque não pode ser visitado o dia inteiro, eles dividiram em 2 turnos de 4 horas cada. Informações no próprio site. Se quer subir a Huayna, compre com meses de antecedência!!! • As Passagens de Trem Como já tinha comprado os ingressos comprei também as passagens de trem, para não correr o risco de não ter o horário que eu queria. Abaixo disponibilizo os links para pesquisa e compra das passagens de trem: Trens »PeruRail »IncaRail Valor das passagens de trem por pessoa: R$391,76 + IOF de 23,66 Notas: tem a opção de ir de van e caminhando, mas como iria perder muito tempo, preferi o trem. Chegamos em Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo) e depois de nos instalarmos no hotel, fomos comprar a passagem(outra) até o parque de Machu. (compre no dia que antecede sua visita), pois a bilheteria só abre as 5 e as 3:30 já tem gente fazendo fila para pegar as vans que começam a rodar acho que 5 também. A fila é imensa e você acha que não vai conseguir entrar no parque de tão grande, segue praticamente o povoado inteiro (ele é pequeno), então: Acorde Cedo! Tem pessoas que vão caminhando. Como ia fazer todas as trilhas que desse no parque, preferi ir de van. Dica: Leve casaco impermeável, use repelente e protetor solar. Não pode comer dentro do parque. Pode sair e entrar (3x contando com a primeira ida) depois. 28/05/17 – Machu Picchu Finalmente!!! Bom, não vou falar muito sobre como é Machu Picchu pois já tem milhares de relatos por aí. Mas sigam essa dica: deixem Machu Picchu pro final! Porque se não os outros lugares perderão a graça. Verdade! Como quase em todos lugares no Peru, aqui também paga-se para utilizar o banheiro (1 sol), a cada entrada carimbam seu ingresso, o limite são 3. Nota: Perto do banheiro você pode carimbar seu passaporte! Huaynna Picchu Estava com muito medo de subir, por causa dos relatos dizendo que é perigoso. Bom, se você tomar cuidado e usar o calçado adequado, é difícil acontecer alguma coisa, algumas partes beiram mesmo o precipício, portanto toda atenção é pouca! Cuidado com as Selfies! Dica: compre lembranças em Cusco, em Aguas Calientes é o dobro ou triplo, fique de olho.... As comidas também, peça desconto.... 29/05/17 – Ollantaytambo Pegamos o trem de volta até ollantaytambo, e pegamos uma van pública, no final da rua ao invés de pagar o transfer, até Urumbamba e mais outra (pega no mesmo local que desce) para Cusco.(muito mais barato) 30/05/17 – Humantay Façam esse passeio, apesar da altitude, vale o esforço, a lagoa é lindíssima. Dica: Faz muito frio nessa época, chegou a nevar, se protejam. 31/05/2017 – Montanha Colorida Quando estava pesquisando esse passeio, vi que é amado por uns e odiado por outros, de minha parte só saberia se ia valer a pena se eu fosse, e não me arrependi, a paisagem é incrível, neve por toda parte (nessa época), isso é claro, aumentou a experiência, mas ia gostar mesmo se não tivesse, pois é diferente do que eu já tinha visto. È muito mais frio que os outros lugares, a caminhada é longa, você fica com calor, mas se tira a blusa percebe que começa a congelar, então mesmo que sinta calor, não tire a blusa. È preciso tomar muito mais água e não se pode ficar muito tempo lá em cima, muitas pessoas passam mal e não é por menos, estamos a 5000m de altitude! ãã2::'> Há mulas para serem alugadas e banheiro químico ou um buraco no chão cercado por madeira para necessidades fisiológicas. Dica: Deixe esse passeio para o último dia, quando já estará totalmente aclimatado. 01/06/2017 – Cusco Não poderia ir embora sem antes, visitar um único museu: Machu Picchu – Casa Concha Recomendo mesmo para quem não gosta de museu, e foi no Parque Machu Picchu. Para completar Machu Picchu “The Experience”, veja as 360 peças que foram devolvidas pela Universidade de Yale. http://www.museomachupicchu.com/ E assim voltamos para SP... Dica: não leve, caso compre, o oxigênio na sua bagagem, nem folhas de coca. Lembrando que Lima via SP não pode embarcar com liquido também (nem água), apesar de deixarem em Cusco via Lima. Gastos (para duas Pessoas): Cusco s/. 8,00 Taxi s/. 66,00 Starbucks s/.90,00 Maras y Moray s/.20,00 Entrada s/. 140,00 Boletos Turísticos s/.47,00 Mc Donalds s/.120,00 Passeio Vale Sagrado s/.78,00 Almoço s/. 11,80 Mercado s/. 70,00 Gargantilha de prata Tumi s/. 200,00 hotel Machu Picchu s/.158,00 Van de águas calientes até parque Machu s/.8,00 Água s/.35,00 Lanche s/.85,00 Lembrancinhas s/.15,00 Van pública de ollanta até Cusco s/.5,00 água s/.380,00 hotel Cusco s/.90,00 Almoço s/. 300,60 Hotel s/.360,00 Passeio a humantay e Montanha Colorida (com refeições inclusas) s/. 20,00 Entrada montanha s/.50,00 Pizza s/.6,00 Água s/.40,00 Entrada museu s/.1,00 banheiro s/. 5,00 Aluguel bastão para caminhada (recomendo) s/.8,00 Agua s/. 54,00 Mc Donalds s/.36,00 Starbucks s/.47,50 Lembrancinhas s/.63,00 presentes s/. 35,00 Mc Donalds s/. 60,00 2 sueteres s/. 47,00 Mercado s/. 55,00 Presente s/. 15,00 taxi s/. 10,90 Mc Donalds s/. 3,50 Chicha Morada   Links de Agências/roteiros: http://www.go2peru.travel/spa/guia_turismo_peru.htm http://www.inkalandtreks.com/joing-a-group.html http://www.oscacadoresdecachoeiras.com.br/2012/11/cordillera-blanca-ancash-peru-huaraz.html http://turismoi.pe/ http://www.fabulousperutours.com/ http://www.colcaperu.gob.pe/ http://www.colcatrek.com.pe/ http://www.pacotesperu.com/pacote14.php Agência Madre Tierra – Whats 51 997 871 713 (Passeios Cusco) Alas peruanas – 51 956 640 619 (Nasca) First Class Huaraz – 51 945 337 550 (Huaraz) Scheler – 51 943 397 706 (Huaraz) Viajes Ica/Paracas – 51 994 307 771
  7. Passamos 21 dias no Perú em Janeiro desse ano. Coloquei os preços em Soles, pois a cotação variava muito entre os lugares (a melhor cotação que encontramos foi em Miraflores). Como havíamos comprado dólares antes dessa última alta astronômica o cambio acabou saindo R$1 = S/1. O trajeto foi: Curitiba – Lima (R$ 900,00 pela Tam) Em Lima ficamos no Dragonfly (S/ 30,00 a cama no dormitório misto). O hostel é muito bom e bem localizado, a poucas quadras dele tem muitos bares na calle Berlin. Comemos o melhor ceviche da viagem na “Casa do ceviche” – S/20 com uma Cuzqueña grande – S/10 e chicha morada – S/3. Do hostel fomos a pé pro Huaca Puclanna e voltamos de ônibus por causa do calor, adoramos o lugar: Eu tinha lido aqui e em vários outros blogs o quão caótico e perigoso eram os ônibus de Lima, gente... mentira. Se vc pega ônibus em qualquer lugar do Brasil vai achar normal, inclusive pra ir de Miraflores até os terminais de ônibus dá pra ir tranquilo com o ônibus Metropolitano. Fomos no Enigmatik, um lugar em que você escolhe uma dentre três histórias e joga um “live action” por 1 h http://enigmatikperu.com/ . Lima – Huaraz (S/ 65.00 Moviltours – não recomendamos a Movil, minha mochila chegou inteira molhada em Huaraz...) *Todos os ônibus que pegamos no Peru tinham serviço de bordo, alguns até com wifi, a comida da Movil é muito boa, a da Soyuz é ok e a da Cruz Del Sur é só um sanduichinho.* Huaraz = Akilpo S/15,00 a cama no dormitório misto (https://www.facebook.com/akilpo.hostalenhuaraz?fref=ts) Ahhh Huaraz! Podia escrever um livro sobre Huaraz!! Sem dúvida um dos melhores lugares que eu já estive. Muito disso proporcionado pela família dona do hostel. Fomos com 2 noites reservadas pelo hostelworld e acabamos ficando 12 (DOZE!) noites! O hostel é um prédio e no último andar tem um terraço com uma cozinha e alguns sofás. Eu realmente recomendo Huaraz pelas paisagens, pela honestidade da família dona do Akilpo e pelo preço ^^ Adoramos o Trivio Café, fomos lá várias vezes, comemos Papas a lá huancaína (S/6), Causas limeñas (S/10) e vários bons cafés e cervejas artesanais! Pra comer na hora do almoço recomendo as trutas do Teo´s na calle Simon Bolívar, o Samuels na Av Luzuriaga e o la Mona (que fica na calle Lucar y torres entre a José de La Mar e a Raymondi). E não deixem de comer os Chochos (vendidos por S/1 na Plaza de armas e na Alameda Grau quase em frente a igreja) e os bolinhos de batata recheados de carne acompanhados de salada de cebola picante das Ricas papas de Daniela por S/1 também (esse fica na Luzuriaga do lado da passagem para o parque genebra)! No hostel os meninos também tem uma agencia de viagem, absurdamente barata e boa perto das outras que vimos. Fizemos muitos passeios com eles, lembrando que é preciso também pagar a taxa de entrada do parque nacional, os preços foram: Glaciar Pastoruri – S/ 30 Passeio super tranquilo, o carro chega a 2 km do glaciar e esse trajeto final é feito a pé em 40 min em media (por causa da altitude). Laguna 69 – S/90 - Eu não fui nesse, pois meu joelho estava explodindo... meu namorado foi e gostou. A van passa pelas lagunas llhanganuco, para em um ponto para tirar fotos e depois sobe até o fim do vale. Lá começa a caminhada de 3 h para subir e 3 h para descer. Chavín de Huantar – S/20 – Esse é um passeio sem caminhadas, e não vou negar, nós subestimamos Chavín. Pensamos que era mais uma ruína pré-inca caça turista e não poderíamos estar mais enganados. O lugar é impressionante e fomos com um grupo bom e acabamos ficando amigos do guia, se alguém quiser o contato posso passar! Lagunas LLanganuco – S/20 – Não fomos para lá com o tour tradicional dessa laguna, combinamos com os meninos do hostel que iríamos com o tour da laguna 69 até o momento em que a van para no fim do vale. De lá ao invés de subir com o pessoal da 69 descemos o vale, por uma trilha paralela ao rio. O lugar é opressoramente lindo! O vale é indescritível! O rio desemboca nas lagunas llhanganuco, então percorremos as duas lagunas pela estrada e chegamos no centro de visitantes. Dalí começa 1 h de descida no meio dos queñoales pela trilha Maria Josefa que desce o vale. A trilha acaba na estrada, então combinamos com o motorista da van um ponto de encontro na estrada no fim da tarde. Laguna Parón – S/40 - Esse passeio não é habitual e foi uma das razoes de termos ficado tantos dias em Huaraz, o hostel abriu uma lista de interessados e o passeio só saiu quando havia 12 pessoas. Também havia a possibilidade de termos ido a Caraz de van, subido até Pueblo Parón com outra van e de lá subido a pé 18 km até a lagoa, mas eu estava com o joelho estourado. Também tínhamos a opção de em Caraz pegarmos um taxi por aproximadamente S/120 a ida e volta até a lagoa com 1h de espera. Mas não tínhamos esse dinheiro e queríamos ficar mais tempo lá em cima e olha... Valeu muito a pena!! Além destes fizemos mais um “passeio” com outra agência, a Montrek. Fomos lá com um casal que tínhamos conhecido no pastoruri, pois eles queriam fazer um tour até algum lugar com neve e nós também. Acabamos escolhendo ir para a montanha San Mateo, foram S/ 120 por pessoa que incluíam a ida e volta, o guia e equipamentos de escalada em gelo/neve. Essa montanha é uma escola pra quem nunca pisou na neve e escalou no gelo. Saímos as 5 da manhã de Huaraz, entramos no vale de Ulta e fomos até o início do túnel que atravessa o fim do vale. Lá começamos a subir a montanha, não tem trilha nessa parte, a montanha desmoronou e dá pra subir por muitos caminhos. A subida é muito íngreme no começo e depois fica mais tranquila. Chegamos no começo da neve e como nenhum de nós tinha usado grampons e piolets antes, o guia ensinou, mostrou técnicas de segurança e começamos a subir todos encordados as 11h. Eu senti muito, muito, muito medo! Era uma parede ora de neve fofa, ora de gelo muito duro. Meus braços e minha panturrilha bombaram em menos de 5 min de escalada! Quando todo mundo já estava na parede (éramos em 5 com o guia) começou a nevar e cair granizo, o guia fez então a gente andar na horizontal na parede até chegarmos em um lugar um pouco plano pra ele cavar um buraco e armar nossa segurança. Ali tiramos algumas fotos e só, o tempo estava piorando e estávamos congelados já. Descemos desescalando a parede e chegando nas pedras aonde estavam as mochilas. A descida até o carro foi muito tensa, as pedras desmoronadas estavam muito escorregadias! Chegamos de volta a Huaraz as 19h! Huaraz – Lima (S/ 65.00 Moviltours) Lima – Nasca (S/ 73,00 Cruz Del Sur) - A Cruz Del Sur é absurdamente cara e o serviço é igual aos outros.. Em Nasca ficamos no Brabant hostel (S/40,00 o quarto duplo sem banheiro). Nasca parece uma cidade dos filmes de velho oeste, nós fomos direto ao aeroporto e conseguimos um voo sobre as linhas por U$S 60. Chegamos no aeroporto com U$S 50 cada um, pagamos isso na hora e depois eles nos levaram até a cidade para pagarmos o resto. Os voos nas agencias da cidade variavam entre U$S 80 e 90. A única coisa que eles incluíam a mais era o transfer até o aeroporto, que no nosso caso saiu S/5 a ida de taxi e a volta foi de graça. Não deixem de ir no planetário! É muito legal! Foi S/ 20 por pessoa! Nasca – Ica (S/ 12,00 pela Soyuz - serviço vip) - Adoramos a Soyuz, onibus novos, quase sempre vazios e é muito mais barato que todas as outras! Ica – Huacachina = S/5,00 no Motocar com mochilas (S/3,00 sem mochilas e pechinchando), no táxi pediram S/10,00 Em Huacachina ficamos no Casa de Arena (S/ 70,00 o quarto duplo sem banheiro), o hostel está em obras, e o clima é péssimo, ao menos a piscina estava super limpa e é grande =) acabamos mudando pro Casa de Bamboo (S/80,00 o quarto duplo com banheiro), esse hostel é novo e tem um restaurante honesto no piso térreo. Nós detestamos o oásis, o lugar é bonito e a paisagem impressiona, o problema são as pessoas e o clima de fim de festa (quando a festa é ruim). Pros preços peruanos o oásis é uma extorção, é coisa pra gringo ver. Huacachina – Ica = S/6,00 no Motocar com mochilas Ica – Paracas (S/ 8,00 Soyuz - serviço vip - não tá errado, foi barato assim mesmo!) Ficamos no Itchus (S/18,00 a cama no dormitório) O hostel é simples e limpo. Alugamos bicicletas por S/20 e fizemos o circuito turístico no deserto com elas! Foi a melhor coisa que fizemos em Paracas, saímos as 8h e voltamos as 14h. No total foram 35 km. Nesse blog tem um relato com o mapa da região: http://sylwiatravel.com/bicycle-trip-in-paracas-national-reserve-great-adventure-in-the-desert/ Em frente ao Itchus hostel, bem na esquina da rua principal tem um restaurante com piscina. Fomos lá umas 3 vezes, o menu da hora do almoço é S/10 com entrada, prato principal e bebida. A diária pra piscina é S/5 por pessoa =D A piscina é super limpa, não consigo entender como aquele lugar não estava lotado de turistas naquele calor insuportável de Paracas!! Fomos também as ilhas Balestras, foi S/30 direto na recepção do hostel. A ilha é muito, muito impressionante! Vale a ida com certeza, mesmo com a muvuca de turistas. Paracas – Lima (Soyuz - serviço vip)= S/ 35,00
  8. Essa viagem foi realizada em setembro de 2014 e apesar de já fazer tempo, gostaríamos de compartilhar com vocês nossas impressões e dicas sobre o Peru. Embarcamos no dia 11/09/2014 e voltamos no dia 24/09/2014. Nos conhecemos em um fórum da sessão de “Companhia para Viajar” aqui do Mochileiros e como moramos em estados diferentes, planejamos tudo conversando através do Messenger e Wpp. Só nos encontramos pessoalmente no desembarque em Lima. Planejamento pré-viagem: - Nossa viagem foi planejada com dois meses de antecedência. Planejamos o roteiro com os lugares os quais gostaríamos de visitar e que fosse viável em relação à facilidade de deslocamento. Após esse planejamento inicial, efetuamos a compra das passagens aéreas e os ingressos de Machu Picchu e do trem. - No segundo momento, fomos fazendo as reservas dos hostels, todas através do Booking, e compra das passagens de ônibus para Huaraz e Puno. As passagens rodoviárias foram compradas antecipadamente através do site das companhias de ônibus. Utilizamos a Oltursa para ir para Huaraz (e de lá voltar para Lima) e a InkaExpress para ir até Puno (e depois voltar para Cusco). Esta última possui um serviço de viagem guiada, onde se para em alguns sítios arqueológicos entre Cusco e Puno na companhia de um guia. Contratamos esse serviço apenas na ida. - Em relação ao câmbio, trocamos reais por dólares ainda no Brasil por medo de não conseguirmos trocar reais por soles no Peru, porém, no aeroporto, na própria área de desembarque, encontramos quiosques que aceitavam nossa moeda. Em Cusco também havia diversas agências que faziam o câmbio de reais por soles, portanto, se acharem que vale a pena deixar para trocar dinheiro no Peru, não se preocupem em levar Real. Impressões e dicas: - Ao pegar táxi em qualquer cidade do Peru é necessário combinar com o taxista o valor da corrida. Em Lima as corridas variam de 30 a 60 soles pelo que podemos observar, porém em cidades como Cusco e Huaraz não passam de 4 soles de dia e de 5 soles depois das 22h. Para o aeroporto normalmente são mais caras. - Achamos o espanhol falado no Peru bem tranquilo de compreender. Não tivemos dificuldades de comunicação e entendíamos bastante coisa do que os guias falavam nos passeios, que normalmente são guiados em espanhol e inglês. - Em relação à segurança, a única recomendação que tivemos foi para tomar cuidado com batedores de carteira no centro de Lima. Nas demais cidades que visitamos não nos sentimos inseguros em nenhum momento. No início da viagem ficamos um pouco desconfiados de tudo e de todos mas mais por neurose mesmo. O povo é bastante receptivo e solícito. - Visitamos 4 cidades (Lima, Huaraz, Cusco e Puno) e é visível que falta muito investimento ainda para atender à população. Cusco é a que me pareceu mais cuidada e estruturada, talvez por ser uma cidade mais turística, já Lima surpreendeu de uma forma não tão positiva. - Em todos os lugares que fomos, sempre havia algum lugar vendendo pollo (frango) a la brasa ou pollo de qualquer outra maneira e na maioria das vezes acompanhado com papas. Eles também comem bastante peixe. Não deixem de experimentar o Ceviche. Outro prato muito bom é o Lomo Saltado. A Inka Cola, Coca-Cola peruana, é icônica. Lá eles tem o costume de tomar as bebidas em temperatura ambiente, inclusive a “cerveza”. Não deixem de experimentar a Cusqueña, a cerveja mais tradicional do país. - O chá de coca é tipo café. Em diversos estabelecimentos é fornecido como cortesia. E pelo menos no nosso caso, funcionou para aliviar um pouco de enjoo que tivemos em Huaraz por causa da altitude. Mascar folhas de coca também funciona e é facilmente encontrada vendendo. - O mal da altitude ou soroche é um fator que preocupa muita gente que pensa em ir para o Peru. O que podemos falar sobre isso é que é bastante relativo de pessoa para pessoa. Com exceção do segundo dia em Huaraz, na visita ao Nevado Pastoruri (5.240 m) onde tivemos enjoo e dor de cabeça na estrada após a visita às geleiras, não sentimos mais nada no decorrer da viagem. - Existem muitas agências e agentes de viagem no Peru. Os serviços são oferecidos na rua e a todo momento você é abordado por alguém oferecendo passeios. Todos os nossos passeios foram contratados na hora e o preço é bastante acessível. Lá as coisas são bem informais, não espere receber algum tipo de recibo ou contrato como garantia, a vantagem é que a maioria das agências e guias aceitam o pagamento na hora do passeio. Nossa dica é que, para contratar esses serviços, se de preferência às agências com lojas físicas. - Nas rodoviárias, ao contrário do que acontece aqui, onde você leva sua mala até o bagageiro do ônibus, lá as malas são despachadas no balcão da companhia de ônibus. Ficamos um pouco enrolados com isso no inicio. Pelo que notamos, é comum a revista da bagagem de mão antes da entrada nos ônibus e em algumas situações utiliza-se cães farejadores e detector de metais. - Nas viagens de ônibus que fizemos eles ofereceram lanche nos ônibus já incluso no preço da passagem. Dependendo do horário, o lanche é substituído por refeição. Não há paradas durante as viagens e existem comissárias que distribuem esses lanches e ficam à disposição. - Pechinchar é fundamental para conseguir descontos no Peru, assim durante toda a viagem barganhe tudo o que você for comprar, principalmente artesanatos. Fale que é brasileiro e que adora o Guerrero que o desconto é certo. 1º dia: Lima No primeiro dia da viagem chegamos em Lima aproximadamente às 9h da manhã, horário local, na qual passamos somente algumas horas uma vez que à noite embarcaríamos para Huaraz. Do aeroporto pegamos um táxi para o terminal rodoviário Plaza Norte, de onde sairia nosso ônibus para Huaraz, para guardar nossas malas. Já havíamos pesquisado antes da viagem que no terminal existia esse serviço de guarda-volume. Foi cobrado 5 soles, mas varia de acordo com o tempo, e vale ressaltar que o local fecha relativamente cedo, lá pelas 21h, então é bom ficar atento para não ficar com as bagagens presas. Dentro deste terminal há um shopping que possui uma praça de alimentação com várias opções de restaurantes com valores acessíveis para quem quer economizar. Tanto o terminal quanto o shopping possuem uma estrutura muito boa. À noite existe uma feirinha com barracas vendendo comidas e bebidas típicas e música. Livres das malas, pegamos um taxi para o centro histórico de Lima, onde conhecemos apenas a Plaza de Armas onde está localizado o Palácio do Governo do Peru e a Catedral de Lima. Depois de algumas fotos partimos para Miraflores. Miraflores é o bairro mais badalado de Lima, lá existe diversas opções para apreciar a gastronomia peruana e experimentar o famoso pisco nos bares da região. Como estávamos bastante apressados, acabamos almoçando no KFC mesmo. Outro atrativo é o Shopping Lacomar que possuí uma linda vista para o oceano Pacífico e bem próximo a este Shopping está o ‘’Parque do Amor’’. Após nossa rápida visita pelo centro e Miraflores, já de noite, pegamos um taxi de volta para o terminal Plaza Norte para embarcarmos para Huaraz. Havíamos comprado as passagens de ida e volta antecipadamente pela internet (compramos na viação Oltursa). O ônibus foi com quase todos os lugares ocupados, logo não sei se seria uma boa ideia deixar para comprar na hora. A bagagem deve ser despachada no balcão da empresa de ônibus e para entrar na área de embarque é necessário pagar uma taxa de aproximadamente 3 soles. 2º, 3º e 4º dia: Huaraz A viagem durou cerca de 8 horas e o desembarque é feito na pequena rodoviária da cidade. Chegamos aproximadamente às 5h e logo fomos abordados por diversos agentes de viagem. Huaraz está situada ao norte do país, é uma cidade pequena, porém com bastante opções de comércio, restaurantes, hotéis/hostels e agências de viagens. Ao chegarmos, as principais diferenças que sentimos comparando a Lima foram no clima que é bem mais frio e seco por conta da região estar próximo à cordilheira peruana e na altitude que é de 3 mil metros acima do nível do mar, por isso é normal sentir cansaço no primeiro dia. Em Huaraz ficamos hospedados no Hostel La Casa de Zarela, o local é simples mas muito aconchegante. Há muitos lugares incríveis para conhecer em Huraz, como tivemos apenas 2 dias inteiros na cidade, escolhemos os passeios mais viáveis. Na agência que escolhemos para fazer os dois passeios, Laguna Chinancocha e Nevado Pastoruri, a contratação do serviço foi informal, apenas negociamos pessoalmente com o guia e assim na manhã seguinte eles passaram em um microônibus na rua do hostel em que estávamos hospedados para nos levar para o passeio e o acerto do valor foi feito somente no início do passeio. O passeio para a Laguna Chinancocha dura o dia inteiro. Saímos pela manhã de Huaraz e só voltamos já anoitecendo. No trajeto, visitamos também a cidade de Yungai, destruída em 1970 após um terremoto que fez parte do cume do Huascarán desmoronar e com isso uma avalanche de rocha, terra, água e gelo chegar à cidade soterrando tudo e matando milhares de pessoas. Só o cemitério, que fica num ponto alto, permaneceu. O trajeto para a lagoa é uma subida bem considerável, já que ela fica a 3.850m, e é uma ótima escolha para se familiarizar com as adversidades da região (altitude e o clima seco/frio). A paisagem é fantástica, ao redor estão as montanhas cobertas de neve e a água tem uma tonalidade verde azulada belíssima. No dia seguinte fomos para o Nevado Pastoruri, que faz parte do Parque Nacional Huascarán. Local que já é considerado parte da cordilheira peruana. No topo da montanha que dá acesso a trilha para as geleiras a altitude é de 5 Mil metros acima do nível do mar. O tempo de duração da viagem de carro saindo de Huaraz até o Nevado Pastoruri é de aproximadamente 4 horas, contando com a parada que é feita para almoço durante o trajeto de ida. A parte mais desgastante deste passeio é na estrada que dá acesso ao topo da montanha, estrada íngreme e com muita curvas fechadas podem provocar dor de cabeça ou até mesmo enjoo, uma sugestão é beber um chá de coca na pausa para almoço e consumir folhas de coca durante o caminho até chegar ao topo da montanha. Chegando ao topo da montanha, há uma pequena trilha para acesso as geleiras, são cerca de 25 minutos de caminhada. Ao chegar nas geleiras, é o momento de apreciar o lugar incrível e tirar fotos. O tempo permitido de permanência no local é de cerca de 20 minutos por conta da baixa temperatura, assim, por questões de segurança, este tempo é limitado a todos os turistas. No dia seguinte pegamos um ônibus com destino à Lima, dessa vez viajamos durante o dia, assim conseguimos apreciar as belas paisagens (os vilarejos, o deserto e a costa litorânea com direito a precipícios). 5º ao 9º dia: Cusco Chegamos em Lima depois de 8h de estrada. Desembarcamos no terminal Plaza Norte e em seguida pegamos um taxi até o aeroporto. Por conta de alguns imprevistos, acabamos dormindo por lá mesmo e embarcamos logo pela manhã para Cusco em um voo com duração de cerca de 1 hora. O aeroporto de Cusco é bem pequeno e logo ao desembarcar fomos abordados por agentes de viagem oferecendo ingressos para Machu Picchu e outros passeios pela região. Como já relatado no início, a compra dos ingressos para o parque e do trem foi a primeira providência que tomamos antes da viagem, não temos como avaliar a confiabilidade, preço e disponibilidade dos ingressos ofertados ali na hora. Do aeroporto pegamos um taxi até o Loki Hostel , localizado no bairro de Santa Ana, próximo ao centro Histórico da cidade e da famosa Plaza das armas. Reservamos o primeiro dia para nos habituar à cidade e descansar, assim também tivemos tempo para planejar os passeios que iríamos fazer em Cusco e conhecer a cidade. Machu Picchu – 6º dia No dia seguinte era o dia de conhecer Machu Picchu, para chegar até lá, para os mais aventureiros é possível fazer a trilha inca que leva 4 dias, a opção mais rápida e confortável é ir de trem que leva menos de 4 horas. Optamos por seguir nossa viagem de trem, o valor total gasto com as passagens de ida e volta foi USD 148.00, no entanto este valor pode variar de acordo com a demanda e a época da viagem. Para chegar em Poroy, contratamos o serviço de transfer em uma das agências localizadas no aeroporto para o trajeto do hostel em que estávamos hospedados até a estação de trem de Poroy (ida e volta). Acabou saindo por 60 soles para cada um e valeu muito a pena. Esse transfer também incluía um guia para visitação em Machu Picchu, esta visita guiada durava uma hora e era compartilhada com outras pessoas, e o ingresso do ônibus que se pega de Águas Calientes até os portões de acesso ao santuário. O motorista, muito simpático, veio nos buscar em um carro particular no hostel e nos levou até a estação de Poroy num trajeto de aproximadamente 30 minutos. Em seguida, embarcamos no trem com destino à Águas Calientes numa viagem de mais ou menos 3 horas e 30 minutos. A organização para entrar nos vagões é muito boa e a viagem tranquila, apenas não espere muita coisa da paisagem no trem. Desembarcamos em Águas Calientes e pegamos o ônibus que sobe até o Santuário Histórico de Machu Picchu, não havia muita fila. O primeiro ônibus sai de Águas Calientes às 5h30 e a partir deste momento partem quando cheio, geralmente cada 10 minutos. O tempo de subida é de 30 minutos, no máximo. Pela estrada vimos muitas pessoas subindo a pé, trajeto que dura mais ou menos 1h30. Para acesso ao Santuário Histórico de Machu Picchu é necessário apresentar o passaporte e o comprovante do boleto eletrônico fornecido pelo Ministério da cultura de Cusco. Chegando em Machu Picchu, muitos guias turísticos oferecem seus serviços e assim é opcional adquirir ou não. Identificamos nosso guia através da plaquinha que ele segurava e entramos no parque. Vale a pena lembrar que é bom levar uma mochila com uma água e um lanche, pois as coisas lá são mais caras. Assim que chegamos, o céu estava limpo e foi possível ter uma visão bem ampla do lugar, podendo visualizar também a Amazônia peruana. A paisagem de lá é incrível e é um lugar que você precisa conhecer pessoalmente pois não há como descrever. Após a primeira hora, o guia nos deixou e podemos explorar o lugar pro conta própria. Estivemos por 6h no local e achamos que, apesar de querer ter ficado mais, foi suficiente para conhecer um pouco e contemplar. Na volta, tivemos um pouco de dificuldade de achar a saída do santuário. Saímos de lá aproximadamente às 15h e pegaríamos o trem às 17h. Para pegar o ônibus de volta à Águas Calientes havia uma fila e tivemos que esperar um pouco. É bom se programar para sair de lá com certa antecedência por causa desses imprevistos. Após a descida, chegamos à estação e embarcamos no trem sem mais dificuldades. Em Poroy o motorista da ida já estava nos aguardando para nos levar de volta ao hostel. Observamos que a estação estava lotada de taxistas e motoristas que ofereciam transporte até Cusco para quem desembarcava. Boleto Turístico: 7º ao 9º dia Nestes dias reservamos nosso tempo para conhecer os lugares nos quais estão inclusos o valor pago do Boleto Turístico. Este boleto pode ser adquirido antecipadamente no site http://www.cosituc.gob.pe/ , ou em diversos locais em Cusco, inclusive nos próprios locais de visitação. Compramos o nosso antes de entrar em Saqsayhuaman. Pagamos 130 soles, com vigência para 10 dias. São muitas opções de atrativos para conhecer por meio do Boleto Turístico. Recomendamos Saqsayhuaman, Tambomachay, Pisac, Maras (que é uma salineira que não tem nada a ver com os Incas e não está incluso no boleto mas que vale a visita), Moray e Ollantaytambo. Todos estes locais que citamos ficam em pontos fora do centro Cusco, alguns mais afastados e outros menos. Por esse motivo é necessário transporte para se chegar até eles. Contratamos o serviço de transporte + guia em uma das agências que ficam na Plaza Del Armas. Nesses locais é importante a presença de um guia para explicar sobre a história, pois sem eles, muitas coisas interessantes passariam despercebidas ou não fariam sentido, e a história deles é muito rica e cada um possui uma particularidade especial que vale muito a pena conhecer. Com relação aos museus, os mais interessantes que visitamos foram o Museu Histórico Regional e o Museu Qoricancha, localizados no centro de Cusco. 10º ao 12º dia: Puno Pegamos o ônibus para Puno bem cedo, partindo de onde se localiza a loja da viação Inka Express, que conforme já citado no início do relato, possui serviço de viagem guiada. A viagem com este serviço tem duração de 10h com 6 paradas (sendo uma para o almoço) que eles chamam de Rota do Sol. Existem outras empresas que fazem esse trajeto e também a opção de viagem direta, sem essas paradas. As passagens foram compradas pela internet no site da Inka Express antes de embarcarmos para o Peru com antecedência de quase um mês e havia bastante lugares vagos no ônibus. A 1ª parada é em Andahuaylillase, um distrito localizado na região de Cusco, para conhecer a igreja de San Pedro, considerada a capela sistina da América com seus painéis revestidos com folha de ouro. O interior da igreja é bastante rico em detalhes. A 2ª parada é no templo de Checacupe, outra igreja no mesmo estilo da de Andahuaylillase, porém sem a possibilidade de apreciar o interior pois neste dia a igreja não estava iluminada o suficiente para poder ver as obras, sem contar a música fúnebre e sinistra que estava tocando. Tive a impressão que eles não estavam querendo receber visitantes. A 3ª parada foi em Raqchi, a 119km de Cusco, que é um parque arqueológico que abriga ruínas de uma muralha Inca e um templo, além de outras construções como aquedutos, túmulos subterrâneos e moradias da cultura pré-inca. A 4ª é para almoço num restaurante com Buffet liberado na beira da estrada e a 5ª é em La Raya Pass, o ponto mais alto da estrada entre Cusco e Puno (4.335m). O ônibus turístico faz uma pequena parada aqui para tirar fotos e comprar artesanatos locais. Por último, a 6ª parada, é no Museu Lítico de Pukara, já em Puno, que abriga todas as esculturas encontradas da cultura Pucará que se desenvolveu entre 100 A.C. e 300 D.C. No museu são exibidos pedestais e monólitos (talhado e esculpido em granito) de vários tamanhos, bem como de cerâmica, restos de ossos humanos, tecidos e fragmentos de vários objetos. Em todas as paradas o guia faz explicações sobre o lugar em inglês e espanhol. Após 10h de viagem chegamos na rodoviária de Puno. Pegamos um táxi até o Hotel Balsa Inn que reservamos pelo Booking e após deixarmos nossas coisas no hotel, fomos para a rua principal, indicada pela recepcionista, para fechar algum passeio para o dia seguinte. Puno fica a 3.821m acima do nível do mar, pelo que percebemos, a parte turística da cidade onde se concentra restaurantes, hotéis e agências de turismo fica numa área bem próxima uma da outra e às margens do lago, o que permite o deslocamento a pé pela cidade. Contratamos dois passeios para os dois dias que ficaríamos na cidade, Ilhas dos Uros e Taquile e Sillustani. Não lembramos do preço pago, mas os valores lá são muito acessíveis e varia com o tipo de embarcação escolhida que pode ser mais rápida ou não. O passeio das ilhas dava direito a almoço em Taquile. O passeio de visita às ilhas dura quase o dia todo. Pela manhã uma van veio nos buscar no hotel e nos levou até o porto para embarcamos. De lá até a primeira parada, em uma das ilhas flutuantes dos Uros, durou cerca de 30 minutos. As ilhas são feitas de uma planta chamada Totora, uma espécie de junco que cresce dentro do lago. As casas e canoas também são feitas dessa planta que também é comestível. A sensação de pisar no chão formado de junco é bem diferente pois é bem macio de andar. Ao desembarcarmos, fomos recepcionados pela família que vive na ilha, em trajes típicos, que nos faz um resumo sobre os costumes e cultura. O chefe da família nos conta a lenda do surgimento dos Uros, os motivos que os fizeram morar no lago e também demonstra como é trançada a Totora. Uma história interessante é que quando acontece alguma festa importante, como um casamento, as ilhas podem ser deslocadas e juntadas uma as outras. É possível andar pelo lago na canoa feita de totora por mais 5 soles e também comprar artesanato vendido pelos habitantes. Depois, navegamos para Taquile por mais 1h30. Taquile é uma ilha “verdadeira” dentro do lago e para se chegar até a vila em sua parte superior é necessário fazer uma caminhada de aproximadamente 3km. A subida é leve e a paisagem é fantástica, o cansaço da subida é recompensado pela vista do lago e das cordilheiras bem ao fundo. Quase próximo à vila fazemos uma pausa para almoço e mais uma vez os habitantes da ilha nos conta sobre a cultura, com direito a apresentação de dança. Depois, subimos mais um pouco para a parte principal da ilha, uma pequena vila. De lá descemos por uma outra trilha que vai para o porto onde está atracado o barco que nos leva de volta para Puno. No dia seguinte partimos para Sillustani, a apenas 34km de Puno, que foi um antigo cemitério utilizado pelas culturas Tiahuanaco, Colla e Inca. No local há ruínas de imensas torres de pedra que eram utilizadas como uma espécie de sarcófago, chamadas chullpas. O local fica num ponto elevado as margens da laguna Umayo, que possui em seu interior uma ilha de mesmo nome. Como fomos à tarde, pegamos o início do entardecer, e lá do alto se tem uma vista ampla da laguna. Não há palavras para descrever o por do sol naquele local, é inacreditável. Mesmo tendo sido um antigo cemitério, o que causa um pouco de desconforto em algumas pessoas, achamos que vale muito a pena a visita. Descemos bem antes de escurecer e paramos em um ponto da estrada para visitar uma pequena vila de moradores onde nos foi apresentado diversos tipos de batatas cultivadas na região com direito a degustação de batatas com argila. Na noite do mesmo dia voltamos de ônibus para Cusco. Ao contrário da ida que durou 10h por causa das paradas nos pontos turísticos, a volta teve “apenas” 6h de viagem. 13º e 14º dia: Volta a Cusco e fim da viagem Neste dia não programamos nada, como era o último dia no Peru, resolvemos andar pela cidade. Em Cusco existem ônibus turístico que fazem tour pela cidade por cerca de 10 soles. Já havíamos visto esses ônibus andando pelas ruas de Cuzco, mas só neste último dia resolvemos pegá-lo, uma vez que ele passa por alguns pontos como Saqsaywaman, mas sem fazer paradas. Existe um guia que fica falando pelo alto falante informando os lugares conforme o ônibus vai passando. O motorista corre muito e a única parada que ele fez foi no Cristo Blanco, um “mini Cristo Redentor” de 8m de altura. Esse dia foi engraçado pois o guia, quando foi nos cobrar a passagem, percebeu que éramos brasileiros e perguntou por quais times torciamos. No final da viagem agradeceu pelo alto falante a presença dos amigos brasileiros e soltou um “Vai Corinthians!”. No dia seguinte partimos pela manhã para o aeroporto de Cusco e fizemos conexão em Lima, de onde finalmente pegamos o voo para o Brasil.
  9. Olá, eu sou Renan Nardo e estou fazendo esse relato pois assim como muitos outros mochileiros eu já me utilizei de diversas informações dos diversos fóruns desse site para planejar minhas viagens e sinto que esse é um relato que merece ser compartilhado com os demais mochileiros que tenham interesse. O destino é um clássico, conhecer o Peru. No entanto vale a ressalva que meu desejo era ir um pouco mais além do clássico sitio arqueológico de Machu Picchu (sem deixar de fazê-lo, é claro). O objetivo era que em 22 dias conseguíssemos conhecer as principais atrações peruanas como: Cuzco e seus sítios arqueológicos nos arredores, Montanhas Coloradas (Rainbow Mountain), Puno com o lago Titicaca e as ilhas Uros, Arequipa e o Canion Del Colca, Huacachina, Trujillo com Huaca de la luna e Chan Chan, Huaraz com Nevado Pastoruri e Laguna 69 e por fim, Lima. Vale também acrescentar que, na medida do possível, optamos pelas opções mais baratas conhecidas. Na época as casas de cambio ofereciam o dólar a aproximadamente 3,36 (valor esse, com baixa variação entre as casa de cambio) e o real a uma venda de 1 para 1 (com altíssima variação, chegando a até menos de 90 centavos). Como dica para os que estão planejando suas viagens: o valor do dólar se mantém mais ou menos constante de acordo com a cidade em que você se encontra, o mesmo não ocorre com o real que em cidades menores e menos turísticas é altamente desvalorizado. Vale ainda a dica de que no verão é a época chuvosa e de baixa temporada para turistas.Outra dica é com relação à carteirinha de estudante internacional que é bastante útil e traz muitos descontos. Chegamos no dia 17 de dezembro de 2016 em Lima tarde da noite, o objetivo era deixar a cidade o mais rápido possível com o nosso dinheiro trocado para a moeda nacional, o sol. Trocamos uma pequena quantia ainda no aeroporto, onde se oferecia valores bem abaixo do das casas de cambio encontradas na cidade. Pegamos um taxi por um preço absurdo, em torno de 40 soles. Em virtude do horário e o nosso desejo por chegarmos logo aceitamos o preço mas recomendo mais negociação com os taxistas e tenho certeza absoluta que o valor poderia cair para bem mais da metade se tivéssemos saído da área do aeroporto. Arrependimentos a parte, ficamos no hostel 1900 Backpackers, de frente para a praça central. Ficamos nele por 27 soles; muito seguro, amigável, limpo e com uma cobertura que sem duvida vale a visita. Oferece ainda cozinha o que nos ajudou a economizar uma grana. Como dica, é interessante levar um cadeado próprio para o uso dos lockers. No dia seguinte dia 18 fomos para a praça San Martin a pé, caminhando alguns minutos e trocamos apenas uma pequena parte do dinheiro, tendo em vista que por se tratar de um domingo havia poucas casas de cambio abertas o que implicava em valores mais baixos pela falta de concorrência. Em seguida compramos uma passagem para Cuzco no mesmo dia pela companhia flores (80 soles, sem nenhum luxo) que ficava a alguns minutos do nosso hostel junto a uma das praças centrais. No dia 19 chegamos em Cuzco e aproveitamos para trocar o resto do nosso dinheiro, fechar passeios e conhecer um pouco da cidade. Nos hospedamos no Hostel Estrellita por 20 soles, valor bem em conta tendo em vista que apesar de extremamente simples o lugar foi aconchegante e simpático. {Vale aqui uma dica: O hostel em questão é muito em conta, porém é bastante tranquilo; eu recomendaria pelo menos uma noite no hostel Loki que apesar de mais caro é excelente para uma ótima festa}. Andando pelas proximidades da Praça de Armas encontramos uma enorme quantia de agencias que ofereciam os mesmos passeios. Através de um bom tempo de pesquisa e negociações, fechamos os seguintes passeios: um city tour para o dia 20; no dia 21 Maras e Moray pela manhã e um Tour para o Vale Sagrado; no dia 22 o transporte para Machu Picchu por Van com volta no dia 24; e no dia 25 fechamos as Montanhas Coloradas. O city tour (20/12) foi um passeio bastante agradável e recomendável, nos empolgamos bastante com o que vimos sem saber que os próximos seriam cada vez mais incríveis. Trata-se de um passeio rápido que toma uma tarde e por isso sobrará tempo e energia para curtir um pouco da cidade no dia do passeio. No dia seguinte (21/12) Maras muito nos impressionou com suas salineiras únicas e é um desses destinos únicos que valem muito a visita. Moray também muito impressiona no entanto devido às numerosas atividades em um mesmo dia não tivemos tempo suficiente para conhecer o local com o tempo que merecia, o mesmo serve para o passeio pelo Vale Sagrado no qual muitas partes das ruínas tiveram que simplesmente deixar de ser exploradas para que não perdêssemos o ônibus. Ainda assim essa combinação, Maras, Moray e Vale Sagrado é bastante valida se o seu tempo for escasso. Para os viajantes com mais tempo livre deixar Maras e Moray para um dia e o Vale Sagrado para outro é muito interessante. No dia 22 demos inicio á saga rumo a Machu Picchu. Uma van nos buscou bem cedo no hostel levando nos por estradas com muitas curvas, alguns penhascos e trechos de terra por penhascos por pouco mais de 6 horas. A van nos deixa próximo a uma hidrelétrica que é da onde partimos; de lá são aproximadamente 11 km até Águas Calientes, cidade base para a ida até Machu Picchu. O caminho apresenta algumas sinalizações e em sua maioria se resume em seguir os trilhos dos trens, valendo ressaltar a beleza dos rios e montanhas por onde caminhavamos. Na cidade nos hospedamos no hotel Eco Mapi por 50 soles para duas pessoas. No dia seguinte acordamos cedo, compramos nossa entrada para Machu Picchu ainda na cidade (obrigatório) e também adquirimos o passe subir a montanha Machu Picchu (uma das duas montanhas que rodeiam o sítio arqueológico). Pegamos um ônibus até a entrada do sitio arqueológico (40 soles-ida), tendo em vista que a subida na montanha de Machu Picchu seria muito cansativa. Chegamos no sitio arqueológico por volta das 9 horas e começamos a subir a montanha, a subida durou aproximadamente 1 hora e 30 minutos e apesar de bastante cansativa não foi muito compensadora. O sitio arqueológico estava todo encoberto por uma neblina muito insistente que teimava em não se dispersar. Apesar disso, a vista dos arredores também impressionava. Ao descermos em direção ao sitio arqueológico por volta do meio dia começou a chover muito, o que não nos impediu em nenhum segundo de conhecer o local. Mais tarde, por volta das 4 horas, quando o parque estava perto de fechar, a maioria dos turistas deixou o local permitindo uma conexão ainda melhor com a montanha. Voltamos do sitio para Águas Calientes a pé por uma trilha com muitos degraus, mas por se tratar de uma descida nem tão cansativa. No dia seguinte retornamos a hidrelétrica pela mesma trilha da ida, onde a van nos pegou por volta das 3 horas e nos deixou em Cuzco as 9. Vale ressaltar aqui que a viagem de van é bastante cansativa e algumas pessoas passam mal, ainda assim, em minha opinião, ter feito a trilha para conhecer Machu Picchu enriqueceu e muito a experiência com o local, além disso, é MUITO mais barato que a viagem de trem. No entanto para os viajantes com pouco tempo e muito dinheiro a opção do trem é um grande facilitador. No dia 25 saímos bem cedo rumo às Montanhas Coloradas. A subida leva em torno de 2 horas e não sei deixe enganar pela manhã ensolarada de verão, o tempo pode fechar nesse período e começar a nevar, exatamente como aconteceu comigo. Apesar do grande cansaço e frio, todo o trecho é muito bonito e as montanhas coloradas merecem a visita como sendo um dos pontos altos da viagem. Para os mais fora de forma são oferecidos cavalos por 50 soles. Ainda no dia 25 pegamos um ônibus rumo a puno durante a noite o que nos ajudou a economizar uma estadia. No dia 26, em Puno pela manhã, compramos um passeio para conhecer as Ilhas de Uros e as Ilhas Taquille em um só dia ainda na rodoviária. As ilhas Uros apesar de interessantes não empolgam, ainda assim vale a visita. As ilhas Taquille, talvez em função do pouco tempo dedicado a elas, foram uma decepção em função do pouco a se ver e fazer. Compramos uma passagem para Arequipa e viajamos durante a noite. No dia 27 já em Arequipa fomos a Plaza de las Armas a procura de um hostel. Resolvemos ficar no La Reyna por 25 soles. Arequipa tem muito a oferecer como cidade com sua arquitetura nas regiões centrais, alem dos vulcões no seu horizonte. Fechamos o passeio do Vale Del Cola que foi muito bem recomendado. No dia seguinte (28/12) saímos cedo para o passeio, pela manhã avistamos condores que passaram muito perto de nós e com uma beleza e tamanho impressionantes. Conhecemos também o Vale durante a manhã. Ao longe avistamos um vulcão soltando muitas cinzas, não estou certo se o evento é frequente na região. Para os viajantes com pouco dinheiro eu deixaria de fazer o passeio em função do alto custo e seu beneficio não tão alto. {Dica: estávamos na cidade em dias da semana de pouca festa, no entanto para os viajantes que passarem por Arequipa na alta temporada, esse pode ser um ótimo lugar para boas festas} Saímos de Arequipa ainda pela noite e chegamos em Ica pela manhã do dia seguinte (29/12). Pegamos um taxi para Huacachina. O lugar é bastante agradável e relaxante. Fechamos um passeio de buggy pelas dunas que incluem descer algumas dunas deitado de peito sobre pranchas por algo em torno de 35 soles que considerei extremamente recomendável. Os motoristas costumam pedir propina (creio que por volta de 5 soles) para correr mais rápido pelas dunas e só são pagos depois do evento, então se você não quiser pagar não haverá muito o que ele poderá fazer. Vale a ressalva de que um protetor durante o dia e um repelente durante a noite fará da sua estadia aqui um lugar bem mais confortável. No dia seguinte (30/12) saímos rumo a Lima para em seguida ir a Trujillo. Chegamos a Trujillo pela manha do dia 31 de dezembro, véspera de ano novo. Ficamos no hostel El Mochileiro e fechamos o passeio para o dia seguinte. Passamos o réveillon em Huanchaco, local popular e badalado. No dia seguinte conhecemos algumas ruínas da região, dentre elas merece destaque a Huaca de La Luna já que além de muito grande é a única que é realmente original, pois as demais apresentam a maior parte de suas estruturas restauradas. Para o viajante com pouco tempo disponível eu dispensaria a visita a Trujillo. No dia primeiro saímos para Huaraz e chegando lá no dia 2. Hospedamos-nos no hostel Virgen Del Carmen por 50 soles no quarto privado para duas pessoas e por 15 soles no compartilhado. O local é bastante agradável com uma cobertura com uma boa vista da cidade. Conhecemos um pouco da cidade e fechamos o passeio para o Nevado Pastoruri para o dia seguinte por 30 soles, preço bastante invariável e praticamente inegociável por parte das agencias. No dia 3 fomos ao nevado com um tempo fechado, no pequeno caminho pelo qual temos que caminhar até chegar havia vento e um pouco de neve. O local merece a visita apesar do pouco tempo disponível para sua contemplação. No dia 4 saimos rumo a laguna 69, onde iríamos acampar. Como não achamos empresa que oferecesse o transporte ao parque por um valor razoável para ir em um dia e voltar em outro, optei por pegar um transporte popular (5 soles) até a cidade de Yungay que saia as 5 da manhã. Chegando a Yungay você será rapidamente abordado pelas vans que fazem o transporte até a laguna por 15 soles. A van te deixará em uma estrada de terra, o cenário surreal também pode trazer a duvida quanto ao caminho a se seguir a partir daí. Uma trilha muito visível estará presente perto da beira da estrada, no entanto se a duvida aparecer em torno de 9 horas é muito provável que os primeiros turistas comecem a chegar e bastará segui-los. Carregando roupas, comidas, utensílios de cozinha, saco de dormir e uma barraca fiz o trecho em 3 horas e meia. O caminho que é tão bonito quanto cansativo pode ser um empecilho muito grande para os que não estão em forma ou não estão aclimatados, considere isso se cogitar acampar por lá. Ao chegar a beleza do lugar deixa claro que esse será um dos marcos notáveis da viagem. Em pouco tempo os turistas deixam o local deixando eu e meu amigo livres para curtir o local com exclusividade. Montamos acampamento de frente para o lago e também cozinhamos ali, compramos propileno e alugamos o bocal para ter uma refeição quente. O lago próximo a uma geleira é bastante frio mesmo durante o verão, muitas camadas de roupa foram necessárias para dormir com algum conforto. A vista pela manhã com o tempo claro e limpo é ainda mais impressionante. Retornamos pela manhã em direção á estrada, lá esperamos por algumas horas até encontrarmos uma van que nos levaria a Huaraz por 25 soles. {Dica: para os viajantes que não pretendem acampar no local e pretendem ir e voltar no mesmo dia, fechar com uma agencia deve sair mais em conta}. No dia 6 descansamos e compramos passagem para retornar a Lima com chegada no dia 7. Em Limas conhecemos um pouco da cidade, fomos à catacumbas de São Francisco que custou apenas 5 soles e achei bem recomendavel. Visitamos também Miraflores que não impressiona, mas pode interessar para se matar uma tarde. No dia 8 pegamos nosso voo de volta ao Brasil.
  10. Olá, mochileiros e mochileiras! A pedido de minha amiga, priscila dos santos, e também com a intenção de contribuir para quem tem vontade de ir ao peru, vou relatar a viagem que fiz do dia 18 de maio de 2017 até 28 de maio de 2017 a esse país maravilhoso, peru! Bom, primeiramente fiz uma pesquisa pela internet em diversos site, inclusive mochileiros.Com, obviamente, para encontrar atrações, preços de passagens, hospedagem, transportes no peru e como estaria o clima, pois isso já influencia nas roupas que vão na sua mochila. Após decidir o meu roteiro, que foi lima, huaraz, cusco e machu picchu, comecei a fazer as reservas das passagens e hospedagens. Ok, vou primeiro mostrar como foram gastos os r$3.000,00. Utilizei o site skyscanner para buscar as passagens aéreas mais baratas, e encontrei na empresa avianca. 04 (quatro) voos, são paulo-lima, lima-cusco, cusco-lima e lima-são paulo= r$1.345,00. Depois comprei as passagens de ônibus com destino a belíssima cidade de huaraz, ida e volta r$ 86,00, comprei pelo site do gran terminal terrestre plaza norte. Nessa cidade fiz um trekking a laguna 69, saindo um valor de r$ 45,00 já com a entrada no parque. Comprei o ingresso para a entrada a machu picchu com a subida à montanha waynapicchu, aquela montanha que aparece nas fotos clássicas de macchu pichu, por r$ 276,00, no site ingressomachupicchu.Com. Para ir a águas calientes, cidade onde fica machu picchu, fui de trem da empresa inca rail saindo da cidade de ollantaytambo, por r$206,00, somente a ida, pois a volta paguei apenas r$30,00 saindo da hidrelétrica e ficando em cusco. Fiz um tour saindo as 07:00 de cusco para conhecer um povoado em chinchero, posterior as salinas de maras e após moray, parando para almoçar em urubamba e após prosseguindo para o sítio arqueológico de ollantaytambo. Fiquei nessa cidade para ir de trem a águas calientes, o tour retornou para cusco, sendo que iriam passar em outro lugar chamado pisac. Esse passeio custou-me r$165,00, com um mega almoço incluso. Ahh pessoal, tenho como hobby corrida de rua, então corri a meia maratona em lima, paguei r$ 92,00. Como vocês viram, o valor está em r$2.245,00, os r$755,00 foi gasto com hospedagem em hostel, em média r$30,00 a diária com café da manhã excelente incluso, alimentação, que é super barata, pode comer bem por r$ 5,00, r$10,00, r$15,00 ou r$40,00, vai da sua preferência e visitas a museus que você se depara nas cidades. Muito bem, pessoal, agora um pouco da minha aventura. Saí de são paulo no dia 18 às 05:00 am, cheguei em lima às 08:00 am (lá é outro fuso horário são duas horas a menos). Peguei um táxi fora do aeroporto e paguei r$ 30,00 até o terminal plaza norte após uma pechincha, dentro do aeroporto era r$60,00. No peru os táxis não têm taxímetro, então você tem que negociar o preço antes, e se você pechinchar terá belos descontos, em tudo que for comprar. Chegando no terminal rodoviário plaza norte, almocei no mercado central, comi arroz com mariscos e ceviche, por r$ 5,00. Às 14:00 embarquei com destino a huaraz no ônibus da empresa oltursa, que até serviço de bordo tem, chegando ao destino final às 21:00. Aqui no brasil combinei o trekking à laguna 69 com o scheler (esse é o zap contato de +51 943 397 706), ao sair do ônibus lá estava ele com uma plaquinha com o meu nome, achei sensacional rsrs. Fomos para o hostel casa blanca e lá já paguei o trekking para ele e no outro dia ás 05:20 am na porta do hostel como combinado lá estava o ônibus que iria me levar ao início do trekking, que eu fiz na companhia da débora, uma brasileira de minas gerais que conheci logo no início da caminhada. Fizemos o percurso no total de 02h45m, paramos para tirar diversas fotos, mas algumas paradas para fotos era estratégia para descansar kkkkk, a altitude para quem não tá acostumado e complicado, mas chegando a laguna você esquece de todo sofrimento, o lugar é incrivelmente lindo, a cor da água é surpreendente e a neve na parte de cima deixa a visão mais encantadora. Façam o trekking laguna 69, não irão se arrepender. Retornei para o hostel às 19:00 pm, tomei um banho caliente, comi alguma coisa e fui para a rodoviária. Às 22:00 pm estava retornando para lima. Cheguei em lima no sábado às 06:00 am, paguei r$10,00 no táxi para me deixar no hostel, onde conheci mais um brasileiro e um chileno, que também iriam correr a maratona de lima, e um colombiano que esta na cidade a trabalho. Logo fizemos amizade, fomos juntos a pé até o parque das águas buscar o meu kit da corrida, de lá fomos de ônibus coletivo visitar o museo arqueológico de pachacamac, r$ 19,00 a entrada. Almoçamos lá mesmo e retornamos ao hostel às 19:00 pm. No retorno passamos no mercado para comprar uns ingredientes para o alan (colombiano), fazer uma bela macarronada (energia para a corrida do dia seguinte kkkk). Após jantarmos fomos descansar, pois iríamos acordar cedo para a corrida. Às 06:00 am já estávamos de pé se preparando para irmos a correr, no café da manhã já se juntaram a nós outros atletas, um uruguaio, um polonês e outro chileno. Fomos todos juntos até o local da corrida. O oscar (chile), correu 10km, eu(brasil rsrs), corri 21km e o adilson(brasil) correu 42km, quando nós três concluímos nosso percurso retornamos juntos ao hostel, acordar o alan que havia ficado dormindo rsrs. Depois de todos terem tomado banho, fomos almoçar em um restaurante ali perto do hostel, em san isidro, após almoçarmos retornamos para dá uma descansada da corrida. Às 17:00 pm estávamos com as "Baterias recarregadas" e fomo visitar uma pirâmide ali em san isidro, a pirâmide huala hallamarca, porém só conseguimos vê-la por fora da grade, pois já estava fechada a entrada. No retorno ao hostel, outra passada no mercado para o chef alan pegar alguns ingredientes para a nossa janta, dessa vez foram deliciosas " tortillas", acompanhadas de suco de laranja e a tradicional bebida peruana pisco sour. No dia seguinte nos separamos, o adilson voltou para o brasil, o oscar para o chile e o alan continuo em lima, pois ainda tinha trabalho lá, e eu fui para cusco, mais antes de embarcar (meu voo era às 15:00pm), fui conhecer a plaza de armas de lima, a catedral lindíssima, com suas passagens subterrâneas e as lojinhas. Cheguei em cusco às 17:30pm, paguei r$15,00 no táxi até o hostel inka wild, diária por r$18,00, muito aconchegante e café da manhã delicioso. Aproveitei para fazer um câmbio (em cusco é o melhor lugar para fazer câmbio, em lima paguei 0,94, águas calientes 0,90 e cusco 0,96), e fechar o tour chinchero-salinas-moray-ollantaytambo. No dia seguinte às 07:00am a van foi ao hostel me buscar para iniciar o passeio. Esses lugares citados são fantásticos, o guia sempre muito alegre nos dando uma aula de história, os cenários são incríveis. Chegamos em ollantaytambo ás 15:00pm e após visitarmos o sítio arqueológico de ollantaytambo, fiquei por essa cidade mesmo, pois no dia seguinte iria a partir dali para águas calientes. Assim eu fiz, às 11:30am embarquei no trem com destino a àguas calientes, chegando lá por volta das 13:00pm. Saí para almoçar uma deliciosa alpaca grelhada e depois conhecer a fantástica cidade, e como o nome já diz, águas calientes, fui conhecer essas águas termais, a entrada é r$21,00 e tem umas cinco piscinas com águas quentes, ótimas para relaxar. Retornei para o hostel e ao entrar no quarto compartilhado conheci o jasper, da bélgica, que iria também no dia seguinte a machu picchu, da maneira como eu iria, a pé, porém tem a opção de ônibus também, ida e volta r$85,00. Combinamos irmos juntos então, e no dia seguinte ás 07:00 lá estava a gente subindo os inúmeros degraus que dá acesso a cidade perdida, total desde a saída do hostel foi 01h30m de caminhada, mas conseguimos kkkk. Já em machu picchu combinamos um horário para nos encontrar de novo, pois cada um iria subir uma montanha diferente, eu waynapicchu e o jasper la montaña. A montanha waynapicchu eu subi em 40 minutos, o caminho é perigoso e cansativo também, mas tendo cuidado consegue realizar a subida e descida tranquilo. O visual lá de cima da montanha é fantástico, a cidade machu picchu fica minúscula, eu super recomendo essa subida a waynapicchu. De volta a cidade perdida reencontrei o jasper no lugar e horário combinado e terminamos de conhecer as ruínas de machu picchu. Na saída do parque tem um lugar para você carimbar o seu passaporte, então o leve para ter mais essa recordação. Retornamos a águas calientes, a pé, agora foi mais fácil porque era só descida. Já na cidade, fomos almoçar e como bebida para acompanhar pedimos uma cerveja da marca cusqueña, uma delícia! Retornamos exaustos para o hostel. Tomei um banho e fui dormir, porque no dia seguinte iríamos até a hidrelétrica a pé pelos trilhos do trem, para irmos a cusco de van. Então, no dia 26 de maio, eu o jasper às 10:00am fomos em direção a hidrelétrica, o caminho é super tranquilo, não há subida, você se depara com um monte de turista indo, a pé, para águas calientes, e encontra outros também indo para a hidrelétrica. O tempo aproximado para chegar a hidrelétrica são 02 horas caminhando tranquilamente, parando para tirar umas fotos. Chegando lá, você se depara com centenas de vans com destino a cusco, elas saem geralmente ás 14h:15m. O jasper já havia reservado a van dele para às 14h15m, porém eu comprei lá na hora e essa iria sair às 13h30m, o preço inicial era r$35,00, mas como eu falei que no peru você tem que pechinchar, saiu por r$30,00. A viagem é um pouco cansativa, um total de 06 horas de viagem até a plaza san francisco, em cusco. Cheguei por volta das 20:00pm, fui comer porque estava com muita fome, então fui num restaurante e pedi um grelhado de frango com arroz, batata frita, buffet de salada a vontade e suco de chicha, por apenas r$18,00. Retornei para o hostel, tomei um banho e fui dormir. No outro dia, acordei as 08:00, me deliciei com o café da manhã do hostel, e fui dar um giro pelo centro de cusco, almocei no mesmo restaurante da noite anterior e após almoçar retornei para o hostel para buscar minha bagagem para ir ao aeroporto, estava terminando minha estadia no peru (buáááá). Na frente do hostel dei com a mão para um dos infinitos táxi de cusco e perguntei quanto custava até o aeroporto, resposta: r$8,00. Embarquei para lima às 17:00 cheguei às 18:30 e embarquei para são paulo às 22:00, chegando em no aeroporto de guarulhos às 04:00am do dia 28 de maio, É isso aí, pessoal, espero que tenham gostado do meu relato, caso quiserem mais esclarecimentos ou tiverem alguma dúvida, podem perguntar! Abraço, fiquem com deus!!!
  11. betafreitas

    Lima

    Oi pessoal, podem me dar dicas sobre coisas legais para fazer em Lima? O que vale a pena conhecer? Em quantos dias? Aproveitando... onde vcs me recomendam ficar? Algo barato... Beijos!! Valeu!!
  12. Oii pessoal! Vim para o Peru ( estou aqui agora!) graças a muitos relatos que li aqui e que me encorajaram a pegar minha mochila e vir!! Então agora vou tentar fazer o meu relato também! Bom, eu consegui 17 dias de folga e consegui boas passagens para o Peru, chegando em Lima e saindo de Cusco. Meu plano então era nesses 17 dias ir de Lima a Cusco por terra e fazer Macchu Pichu no final! Sobre a mochila e roupas... Comprei uma mochila Quechua de 40 litros na Decathlon, ela é realmente pequena então não trouxe muita coisa. Não vi ninguém com uma mochila tão pequena quanto a minha , vi a maioria das meninas com mochilas de 50, 60, 70 litros... Como meu plano era fazer a trilha Salkantay já comprei essa mochila menor para usar na trilha. Além disso comprei bota e meias para trekking ( que estou usando durante toda a viagem) e várias camadas de roupas ( camisetas manga curta, camiseta mais grossinha manga longa, fleece e jaqueta impermeável)... Além disso trouxe shorts, vestido de verão, maiô, havaianas e já usei todos eles! Trouxe do Brasil também capa de chuva e capa impermeavel para a mochila... Sobre ir sozinha... Não é a primeira vez que viajo sozinha então quanto a isso eu fiquei bem tranquila... Geralmente fico em hostels e acabo conhecendo outros viajantes solitários encontrei algumas meninas no Instagram que haviam feito a trilha Salkantay então consegui muitas dicas! Sobre reservas... Reservei antes somente os Hostels pelo HostelWorld pois eu já sabia meu itinerário... Passeios e a trilha deixei para reservar tudo aqui! Sobre gastos... Não sei ainda quanto vou gastar... Mas o Peru é muito barato... Eu trouxe alguns dolares, que rendem muito quando se transformam em soles e mais cartão de crédito... Mastercard é menos aceito que Visa nos lugares...e a maioria dos lugares cobre uma taxa entre 6 e 8% para compras no cartão... alem do IOF que vou pagar depois! Bom vou contar um pouquinho sobre cada dia da viagem abaixo..... Vou tentar colocar umas 3 fotinhos de cada dia nos posts! Quem quiser ver mais pode ver la no meu insta @lelerech !!
  13. Escolhi o mês de setembro para ir para o Peru, pois havia lido que o período de chuvas vai de outubro a abril e chuva sempre atrapalha qualquer viagem. Na chegada no aeroporto de Lima, a primeira coisa que procurei foi um chip de celular para uso durante o período no país (2 semanas), mas, como eu havia lido antes, a lojinha da Claro do aeroporto não vende mais. O segundo passo no aeroporto foi trocar uns dólares por soles. Como a cotação é um pouco maior que as casas de câmbio, troquei inicialmente 100 dólares para os gastos mais imediatos. Por fim, para sair do aeroporto, era hora de ver o táxi. Muitos taxistas oferecendo o transporte por preços altos e em dólares, mas segui a recomendação de pegar o Taxi Green, que tem preços mais baixos, carros em bom estado e o pagamento é feito no balcão da empresa no próprio aeroporto. Pagamos 50 soles para Miraflores. Fui com amigos e nos hospedamos durante 5 dias em um apartamento pelo Airbnb bem próximo ao mar. Mas não pense que a praia tem a configuração que estamos acostumados no Brasil. Para conseguir chegar lá, é preciso transpor a região dos barrancos, descendo uma certa quantidade de escadas e passando por passarela sobre a rua que fica à beira mar, um tanto cansativo. E não espere encontrar uma praia com areia. Mas como a época em que fomos estava bem frio, a praia, que já não era convidativa, não parecia assim uma boa ideia. Para o primeiro dia na cidade, acabamos explorando a região próxima ao apartamento, já que já era perto da hora do almoço. Após deixar malas e resgatar a dignidade depois de uma noite passada em conexões de aeroportos, almoçamos uma comida deliciosa (lomo saltado) e com ótimo preço em um restaurante do lado do Parque Kennedy. E aproveitando o comércio ao redor, procurei uma loja da Claro para a compra do chip e do pacote de internet, já que os quiosques dentro dos shoppings e mercados também não vendiam. Não foi difícil encontrar a tal “oficina”, que é uma loja maior da operadora com muitos balcões de atendimento. Gastei 5 soles no chip e 20 soles em um pacote de 1GB de internet. Aproveitando o comércio intenso, descobrimos uma casa de câmbio também para trocar uma quantidade maior de dólares com preço mais vantajoso do que no aeroporto. É interessante também pedir notas de menor valor para facilitar na hora de pagar o Uber, por exemplo. Aliás o Uber foi o nosso meio de transporte durante todo o período em Lima. É uma cidade com trânsito intenso e grande quantidade de táxi em péssimo estado de conservação, daí garantir certo conforto no Uber e com o preço já conhecido de antemão é bem prático. Lima é uma cidade sempre cinza que raramente tem chuva ou sol. Mesmo assim, é indicado usar protetor solar porque a camada de ozônio que está sobre a cidade tem um grande buraco, deixando passar os raios mais nocivos à saúde. Mesmo com o frio que fez no meu período de viagem, esse cuidado é altamente recomendado. As páginas cupofthings.com e sundaycooks.com foram as que mais gostei de explorar e que indico para pesquisar sobre Lima. Há muitas dicas valiosas que usei e que poderão ser também úteis a outros viajantes. Dia 1 – Centro histórico de Lima Pegamos o Uber e paramos inicialmente na Plaza de Armas, uma grande praça no centro em torno da qual estão alguns dos lugares que visitamos no dia. A Plaza de Armas era um lugar já povoado antes da chegada dos espanhóis. Foi refundado em 1535 pelo conquistador Francisco Pizarro. No passado foi usado para touradas e execuções. Foi também onde aconteceu a proclamação de Independência do Peru. A Catedral de Lima está de frente para a Plaza de Armas. Sua construção iniciou em 1535 e sofreu com muitos terremotos. Sua arquitetura se inspirou na Catedral de Sevilha. Outro ponto também situado ali é o Palácio Arquiepiscopado. Bem ao lado da Catedral, tem fachadas com dois grandes balcões bem conservados apesar do tempo. Desde 1535 foi o local que Pizarro escolheu para acolher o clero. De frente para a praça, o Palácio do Governo, com soldados em guarda na sua frente, é a sede do governo peruano. Para sua visitação, é necessário agendar com 48 horas de antecedência. Andando alguns quarteirões, chegamos ao Convento de São Francisco. Fundado em 1546 e reconstruído pela última vez em 1642, sua grande atração são as catacumbas, onde muitos moradores foram enterrados para estar mais perto de Deus. Essa função foi desativada em 1810. Mais adiante, o Parque da Muralha é um lugar agradável para um rápido passeio durante o dia. Mas não senti muita segurança em afastar um pouco além do parque, ainda mais que já é possível avistar favelas ao longe. Em alguns pontos embaixo da estrutura do parque, é possível ver os muros construídos pelos espanhóis para proteger a cidade de ataques piratas ou invasões inimigas. Enquanto era colônia espanhola, a cidade era toda cercada pela muralha, por isso até hoje o nome do distrito é Cercado de Lima. Perto dali está o Convento de Santo Domingo, fundado em 1535 e reconstruído pela última vez em 1746, seu interior possui grande acervo de arte sacra. Finalmente, andando um pouco mais, chegamos na Plaza San Martín. No centro da praça está a imponente estátua do libertador San Martín montado em seu alazão. Ao redor da praça, estão o Teatro Colón e o Grand Hotel Bolivar, famoso como o melhor pisco da cidade. Dia 2 Pegamos o Uber para a Huaca Pucllana. A Huaca é um sítio arqueológico dentro da cidade, entre San Isidro e Miraflores. É uma construção em tijolos de barro, constituída de uma parte térrea e uma pirâmide reservada aos rituais sagrados. A disposição dos tijolos em pé e com pequenas brechas entre eles para suportar tremores de terra já mostra os avançados conhecimentos de arquitetura dos povos pré-incas séculos atrás. A pirâmide possui sete níveis, mas eles foram construídos em diferentes momentos da história e por diferentes culturas. Logo em seguida, fomos ao Mate, que é o museu privado de Mario Testino. A visita é curta por ser um lugar pequeno, mas faz a gente experimentar entrar numa revista de moda. São fotos enormes de personalidades nas paredes, inclusive com uma ala dedicada a Lady Di. Há também uma ala que causa impacto visual com fotos super coloridas de trajes típicos andinos que faz valer a pena a visita ao pequeno museu. Em seguida, perto da hora do almoço, chegamos ao Shopping Larcomar. Ao chegar ao shopping, achei estranho não o avistar da calçada. Isso porque ele fica uns níveis abaixo da rua, bem na encosta com uma bela vista para o mar. Seguindo a dica das meninas do site Cup of Things, anotei alguns restaurantes com bons preços para experimentar na cidade. Um deles, o T’anta, tem endereço no Larcomar e foi super aprovado, além do que almoçar com vista para o mar sempre vale a pena. Após, conhecemos o Mercado de Surquillo. Além dos artigos habituais de um mercado municipal, o Surquillo tem muitos produtos, como frutas, temperos e especiarias regionais, que são muito diferentes para nós. Apesar disso, o lugar não me cativou. Fica numa região bem feia da cidade e não tem muito ar de lugar seguro, com uma confusão enorme de veículos e entulho ocupando o mesmo lugar do lado de fora, que não agrada o turista. Finalmente, atravessando a ponte próxima do mercado, fica a Av. Petit Thouars, com vários mercados de artesanato, que é um paraíso para a turistada, com muitos itens para comprinhas. Dia 3 O dia começou com o Museu Larco. O Larco é um museu privado instalado em um palácio do século 18. Sua fachada e jardins são os pontos altos da visita. Bem arborizado e com flores que dão muita cor na parte de fora, há ainda esteiras disponíveis para os visitantes desfrutarem de um lugar tão belo. Em uma sala apartada do museu, uma parte do acervo que chama atenção é a galeria de cerâmica erótica. E completando um ambiente tão agradável, existe um café-restaurante com preços bem acessíveis e comida deliciosa (características que se tornaram de praxe na cidade). A maioria das mesas já estava reservada, mas como ainda não era meio-dia, conseguimos uma das poucas mesas disponíveis. Na parte da tarde, o Parque de La Reserva foi a escolha. O parque tem um conjunto de bonitas fontes de água no “Circuito Mágico del Agua” que dançam e se iluminam. É bom verificar o horário de abertura do parque, que acontece no meio da tarde. Há também um show holográfico à noite, mas acabamos não vendo porque chegamos cedo e a espera seria longa, além do frio que fazia. Dia 4 Pegamos o Uber para Parque Bosque El Olivar. O bosque das oliveiras é um lugar bucólico e agradável que fica no charmoso bairro de San Isidro. As árvores bem cuidadas e o laguinho com crianças brincando ao redor faz do lugar um ambiente bem gostoso de visitar. A vizinhança é também muito bonitinha, com casas mais arrumadas e lojinhas bem frequentadas. Como as distâncias ficam próximas, nesse dia exploramos tudo a pé. Como nessas proximidades fica o Restaurante Barra Chalaca (sugestão das meninas do Cup of Things), foi o dia de experimentar mais recomendação. É um lugar bem pequeno, com mesas do lado de fora, com uma comida deliciosa como sempre. São poucas mesas, mas chegamos cerca de meio-dia, então não tivemos problema de espera. Mas a fila se formou pouco depois e foi só crescendo. Andando um pouco mais por San Isidro na direção do mar/Miraflores, outra surpresa recomendada pelo Cup of Things, mas que acabamos chegando por acaso foi a sorveteria artesanal Amorelado. A loja é bem pequena, mas com decoração retrô que é um charme. E os sorvetes são produção própria e bem indicados. Terminamos o passeio pelo Malecón, a região bem cuidada que fica ao longo das falésias, formada por uma sequência de vários parques. É fácil encontrar muitas pessoas fazendo uso das suas estruturas, com quadras de esporte, pista de skate, bares, restaurantes, um passeio com bastante movimento e vista para o mar do Pacífico. O Parque del Amor é um desses lugares no Malecón, com paredes de mosaico ao estilo de Gaudí em uma área bonita e bem frequentada. A descida até a praia não é tão fácil, mas em algum ponto tem um caminho íngreme com escadas que cansam um pouco. Cusco No aeroporto de Cusco, fui saber o valor do transporte no guichê de táxi oficial e me assustei, porque além de bem caro, era cobrado em dólares. Como do lado de fora havia alguns taxistas oferecendo o serviço, pedi para o motorista me mostrar o carro dele para avaliar o tamanho e estado, e negociei por 15 soles o valor até próximo à Plaza de Armas. Como é indicado fazer a aclimatação por causa da altitude, deixamos o dia livre para apenas fazer o reconhecimento da cidade sem pressa. A melhor localização é próximo à Plaza de Armas, prestando atenção que tem lugares que estão em níveis mais altos, com acesso por ruas com escadas, que podem incomodar o viajante que leva uma mala, ou cansar mais rápido por causa da altitude, ou outro inconveniente. Uma ideia para saber os níveis das ruas pode ser se posicionando no mapa na Plaza de Armas, ficando de frente para a Catedral de Cusco. À frente é subida, atrás é descida e nas laterais é plano. Para os passeios, ao chegar ao hotel em Cusco, já fui abordado por uma agência de viagem, que me mostrou o catálogo dos passeios. Como eu tinha já anotado antecipadamente os que eram de meu interesse, bastou escolher os que eles disponibilizavam. Assim, já deixei tudo pago e agendado, preenchendo os meus dias que ficaria em Cusco. Deixei também pago o boleto turístico e, mais tarde no mesmo dia, a agência já deixou ele na recepção do hotel. Esse boleto contém a maioria das entradas nos passeios de Cusco. Para prevenir do mal da altitude, no hotel em que fiquei, havia na recepção uma garrafa com água quente e folhas de coca secas para fazer infusão e tomar o chá. Como é estimulante, o indicado é só tomar o chá durante o dia. Para o preparo da infusão, 3 ou 4 folhas são suficientes. O gosto é de qualquer outro chá, nada demais. Não sei se eu passaria mal sem ele, mas eu prefiri não arriscar, com risco de estragar o passeio. A página andarilhosdomundo.com.br foi onde peguei muitas informações sobre os passeios a partir de Cusco e vale a pena a leitura dos textos para se programar melhor. Dia 1 – Vale Sagrado A van nos pegou no hotel bem cedo para um passeio que duraria o dia inteiro. Com o boleto turístico em mãos, seguimos com mais uma porção de turistas de vários países diferentes. Primeira parada: uma casa em Chinchero de umas senhoras de roupas típicas que ensinam alguns costumes e tradições, criam suas lhamas ou alpacas no pequeno curral e possuem uma pequena exposição dos mais diferentes produtos de lã para venda no local. Em seguida, chegamos a Moray, o sítio arqueológico com os anéis concêntricos em vários níveis. Uma das teorias sobre o lugar diz que é provável que os incas aproveitavam a diferença de temperatura entre os diversos níveis para fazer testes de adaptação dos produtos que plantavam. Mais adiante, para chegar nas salinas de Maras, passamos por uma estrada à beira do precipício na descida da montanha, que dá até certo medo. Maras é uma área em que se produz artesanalmente sal em várias poças rasas em terraços de níveis diferentes, de onde corre a água salgada que vem da montanha. O almoço, que também deixamos pago junto com todo o passeio, foi em um buffet em Urubamba. Como o ônibus só pararia o tempo certo de almoçar, não daria para explorar a cidade. Após o almoço, chegamos a Ollantaytambo, uma das cidades mais charmosinhas do passeio. Como há estação do trem para Machu Picchu ali, muita gente acaba não voltando para o ônibus para pegar o trem depois de conhecer melhor a cidade. O passeio envolve a subida na montanha usando os degraus construídos pelos incas. É cansativo, mas é uma vista linda a que se tem lá de cima. A última parada do dia foi em Pisaq, mas dessa vez o ônibus fez toda a subida até a montanha, poupando o esforço físico dos turistas. Mais uma vez, a vista das montanhas é um espetáculo. Os incas cultuavam a natureza e viviam em harmonia com as suas formas, aproveitando os espaços naturais para favorecer a sua sobrevivência e a vida em sociedade. A conservação desses sítios arqueológicos dá uma grande amostra de como funcionava essa relação entre os incas e a natureza. Dia 2 – City Tour O city tour dura uma tarde e se inicia em frente à Catedral, na Plaza de Armas. No meio de uma multidão de pessoas (acontecia um casamento coletivo), foi um desafio saber o ponto de encontro com o guia para o passeio. Uma vez junto do grupo, era hora de explorar o interior da Catedral. Uma pena que não é permitido tirar fotos, porque os detalhes internos acompanhados das explicações do guia fazem valer a pena uma visita. Qorikancha ou Templo do Sol fica também bem próximo da Plaza de Armas e o grupo foi conduzido a pé pelo guia. Nesse local, a base da construção inca foi aproveitada pelos espanhóis para erigir um convento, mas é possível ver a estrutura construídas pelos incas em algumas paredes preservadas até hoje. Mesmo passando por alguns terremotos, a sólida estrutura inca se preservou, enquanto a espanhola precisou ser refeita. Saindo de Qorikancha, é hora de todos entrarem no ônibus para seguir para as demais atrações. Próxima parada: Tambomachay. A partir da recepção, o caminho é uma subida cansativa, já que este é o ponto mais alto no passeio, com mais de 3700 metros acima do nível do mar. Nesse lugar, os incas se dedicavam ao culto às águas, como um templo de purificação. Diz a lenda que tomar água desse lugar cura vários males. O próximo sítio arqueológico foi Q’enqo, um lugar também no alto, de onde se tem uma boa visão de Cusco. Ali existe um labirinto de rochas, onde acessamos os túneis para chegar a um espaço apertado com uma grande pedra em forma de mesa de sacrifícios, onde os incas realizavam rituais. O último lugar no city tour é Sacsayhuaman, ou, como o guia brincou, é mais fácil dizer como os americanos: “sexy woman”. Trata-se do maior templo de Cusco, onde funcionou uma fortaleza militar guardando a entrada do império. Sua estrutura é formada por pedras gigantescas, polidas e encaixadas de forma impressionante sobre como isso foi possível cerca de um a dois séculos antes da chegada dos espanhóis. Dia 3 – Vale Sagrado Sul Um ponto negativo nesse passeio foi que a van nos pegou no hotel já eram cerca de 9h da manhã e o passeio duraria até cerca de 15h, sem parada para almoço. No caminho de volta, algumas pessoas ficaram em restaurantes com comida típica que o guia indicava fora de Cusco, mas depois esses grupos desgarrados ficariam por sua própria conta para voltar para a cidade. Passamos primeiro por Tipón, onde existe todo um sistema de irrigação bem organizado, onde os incas faziam um uso bem otimizado da água para a sua agricultura. Ao redor de um lugar bem arquitetado e fértil, existia também um templo religioso, sendo ainda preservada parte da edificação no local. Mais adiante, as ruínas de Pikillakta são de sociedades pré-incas (wari) e ainda não foram totalmente exploradas pelos pesquisadores. Pikillakta era uma cidade branca, com as paredes das construções caiadas de gesso. As pesquisas nesse sítio avançam na medida em que é liberada verba pública, mas constantemente o orçamento não é suficiente, fazendo estagnar as explorações por longos períodos. O último ponto incluído no passeio foi Andahuaylillas, um lugarejo com uma igreja ornamentada de paredes e teto pintados com imagens religiosas e, por isso, conhecida como a “Capela Sistina das Américas”. Em alguns pontos nas paredes é possível ver uma sobreposição de pinturas por outros trabalhos artísticos, o que revela uma rixa entre as ordens religiosas que dominaram o local. Em frente à igreja, há uma feirinha de artesanato e algum lanche, que foi providencial porque já passava da hora do almoço e ainda tínhamos que fazer o caminho de volta para Cusco. Dia 4 – Explorando Cusco Esse foi o dia em que não marcamos passeio com guia e resolvemos andar pela cidade para conhecer outros recantos ainda não explorados. Guiados pelo Google Maps, subimos as cansativas ruas com escadas na direção de San Blás, um bairro mais alto e bem charmosinho. Ao lado da igreja de San Blás, há uma feirinha de artesanato, além de vários pátios com produtos para turistas. Ao longo das estreitas ruas, existe comércio de todo tipo. Entramos em alguns pelo caminho para os souvenires e fomos na direção da Pedra dos 12 Ângulos. Muitas construções na cidade foram feitas em cima das bases incas, restando muitas paredes ainda originais. O encaixe perfeito das pedras muitas vezes traz recortes formando desenhos bem diversos. Assim a Pedra dos 12 Ângulos é famosa por ter essa quantidade tão original de recortes. Seguimos para dois museus incluídos no boleto turístico e que ficam bem próximos um do outro e bem próximos do templo de Qorikancha: Museu Municipal de Arte Contemporânea e Museu Histórico Regional. São lugares pequenos, com algumas exposições culturais que poderiam passar desapercebidas, mas já estavam incluídos no valor pago pelo boleto, então não tinha nada a perder a não ser a sola do sapato. Andando um pouco mais, chegamos ao Museu do Sítio de Qorikancha, que não é o mesmo que visitamos no city tour. A entrada do museu é subterrânea em fica um pouco escondida, confundindo um pouco o visitante. É um museu bem pequeno, com exposição de cerâmica, algumas múmias e rituais usados pelos incas, inclusive mostrando como eram feitas cirurgias já naquela época. Um pouco mais distante, mas ainda assim fomos a pé, está o Monumento Pachacuteq. Esse é o mesmo líder inca que tem a estátua na Plaza de Armas, mas no Monumento a estátua é gigantesca e fica em cima de uma torre. A subida é através de uma escada interna em espiral, com vários andares com pequenas exposições sobre a cultura local. No último nível, chegamos nos pés da estátua e é impossível fazê-la caber em uma foto tirada de perto. Voltando em direção ao centro, chegamos na “25 de março” de Cusco, região com vários centros comerciais e uma quantidade enorme de lojas com preços populares e todo tipo de mercadoria. Perto dali, está o popular Mercado de San Pedro, com uma grande variedade de comidas expostas sem muita higiene. Vendem muita coisa estranha, inclusive vi uns recipientes com cérebro sem refrigeração. Não comprei nada ali, só uma visita foi suficiente. Machu Picchu Se não for fazer a trilha de quatro dias que leva a Águas Calientes (=Machu Picchu Pueblo), a outra maneira para chegar é somente por trem. É imprescindível comprar antecipadamente a passagem de trem de ida e volta, já que é arriscado não ter passagem disponível quanto mais perto estiver da data da viagem. O ingresso para a entrada de Machu Picchu também é bom comprar com certa antecedência, porque tem número limitado de visitantes por dia/turno. Compramos a passagem de trem saindo da estação de Poroy, que é a mais próxima a Cusco. O próprio hotel deixou reservado o táxi para nos pegar. Como voltaríamos para o mesmo hotel posteriormente, eles guardaram nossas as malas, assim poderíamos viajar apenas com mochilas, já que a estadia em Machu Picchu era bem curta. Viajamos pela Perurail, que tem trens que variam de categoria e preço. Nos horários que escolhemos, pegamos na ida o Vistadome e na volta o Expedition. O primeiro é mais confortável e tem um lanche mais generoso, enquanto o segundo é mais simples e oferece um belisquete estilo biscoito de avião, então melhor não viajar com fome. Os trilhos seguem as margens do Rio Urubamba até Águas Calientes, em uma viagem de cerca de 3 horas e meia, com lindas paisagens entremeadas por montanhas. O povoado de Machu Picchu é bem pequeno e lá não circulam carros. Os veículos desse tipo que existem por lá são somente as vans oficiais que levam os turistas para a montanha. Então é fácil circular para o reconhecimento da cidade. E também qualquer lugar que escolher para hospedagem fica perto de tudo. Eu até esperava que a cidade fosse um pouco mais bonitinha, em vez do aspecto de favela que se via em várias partes. Diferente do clima em Lima e Cusco, Águas Calientes é mais quente e já dá pra usar bermuda e camiseta. Na chegada à cidade, já fomos ao guichê das vans para deixar comprada a passagem para subir e descer a montanha. O preço é salgado e em dólares, mas eles convertem em soles na hora. No dia seguinte acordamos de madrugada, tomamos café na pousada (que servia desde às 4h) e fomos percorrendo a gigantesca fila para ver onde acabava. Demoramos cerca de 2 horas até chegar a nossa vez de pegar a van. Por isso eu recomendo não se enrolar e pegar a fila o quanto antes se for visitar Machu Picchu no turno da manhã. Existe a opção de seguir a trilha a pé, mas pode ser cansativo e demorado. É bom lembrar que tem que ter pique ainda para conhecer a montanha. Machu Picchu é o ponto alto da viagem. Como a sequência de passeios até chegar aqui é uma onda crescente, é recomendável deixar essas ruínas para o final, senão há risco de se decepcionar com os outros lugares se eles forem visitados após Machu Picchu. Como não há banheiro dentro da cidadela dos incas, use o que tem de fora antes de passar pelas catracas. Também não é permitido comer dentro do sítio. Mas leve alguma coisa para comer na saída antes de pegar a van de volta. Leve também água para as várias horas que permanecer lá. Além do filtro soltar, outra coisa que acho essencial levar é o repelente. Os mosquitinhos grudam na pele e deixam um vermelhão que coça muito. O espetáculo das ruínas de Machu Picchu se abre rapidamente tão logo a gente entra no parque. O deslumbramento é inevitável e a vontade é de conhecer cada impressão, cada cantinho, cada detalhe para guardar na memória algo tão precioso. E é uma integração linda com a natureza, parece muito natural a existência de um lugar que se encaixa perfeitamente ao cenário das montanhas ali naquele espaço. No caminho sempre há uma boa quantidade de escadas para subir e descer, mas a exploração das áreas edificadas que podemos ver ao nosso redor é fácil e não precisa de grande preparo. Talvez seja necessário um tanto maior de esforço para explorar as áreas mais distantes, como a Porta do Sol, ou para subir as montanhas compradas à parte do passeio mais simples. Alguns turistas são repreendidos vez ou outra pelos seguranças por se alimentarem ou alimentando as lhamas. Quando os bichos sentem o cheiro de comida, eles se aproximam mesmo. Por isso muita gente, para tirar foto junto com eles, buscam atraí-los com alguma guloseima. Atualmente o parque mudou as regras para acesso. Antes o ingresso valia para o dia inteiro, agora temos que escolher o período (manhã ou tarde) e não ultrapassar o horário limite. Outra alteração foi a exigência de ter um guia turístico junto dos visitantes. Eu fui poucos meses após essas mudanças e ainda não vi a exigência por lá. Li relato de turista dizendo que conversou com funcionários do parque e esses teriam dito que as regras passariam a valer a partir de 2018. Seja como for, é melhor estar preparado caso eles passem a colocar as novas regras em prática. É bom não ser pego desprevenido para a viagem ser memorável. Mas isso não é difícil em um destino desse porte. E por fim, não se esqueça de carimbar o passaporte na saída. É uma lembrança oficial para levar pra gente mesmo.
  14. Olá pessoal, após a leitura de muitos relatos de viajantes que foram ao Peru de carro ou moto e não tiveram maiores problemas, decidimos encarar uma viagem de carro até lá. Foram alguns meses de preparativos até a definição do roteiro final (que alteramos pouca coisa no decorrer da viagem), no qual pretendíamos visitar os principais pontos turísticos acessíveis com o nosso veículo, procurando realizar uma viagem econômica mas sem passar apertos. Decidimos ir pelo norte da Argentina e norte do Chile, assim passamos novamente por locais já visitados na viagem que fizemos em 2012 ao Atacama http://www.mochileiros.com/atacama-de-carro-video-com-a-filmagem-completa-da-estrada-pelo-paso-de-jama-t75603.html. Dentre os principais objetivos da viagem estavam: Salta, Tilcara, San Pedro de Atacama, Antofagasta, Iquique, Arequipa, Nasca, Lima, Cusco, Machu Picchu e Puno. Irei fazer um relato para cada dia da viagem, com fotos e gastos com hotéis e combustíveis. Filmei toda a viagem com uma câmera no parabrisa do carro, pretendo colocar em cada relato um video com o trecho percorrido. Nesse primeiro post vou colocar o mapa do trajeto percorrido, os documentos que levamos para cada país e algumas dicas. A planilha de gastos está disponível para baixar como anexo Documentos necessários: Argentina: Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro Carta Verde Chile - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes e seguro SOAPEX Peru - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro SOAT Dica: Não é obrigatório, mas recomendo levar a Carteira Internacional de Motorista (PID). Os policiais olham e já percebem que você está mais preparado. Recomendo levar também o passaporte, agiliza os trâmites na fronteira. Levamos também o manual do carro com o carimbo da última revisão para comprovar que revisamos antes da viagem e o CRLV do ano anterior para as abordagens policiais. Assim quando éramos parados entregávamos a PID e CRLV do ano anterior e deixamos o CRLV atual e a carteira de motorista guardadas para mostrar somente nas aduanas. Além dos documentos, levamos os seguintes equipamentos para o veículo: 2º triângulo, cambão e um kit de primeiros socorros. Nenhum desses itens foram solicitados (nessa e nas outras duas viagens que fizemos pela Argentina e Chile), mas como já tínhamos, levamos assim mesmo. Antes da viagem fizemos uma boa revisão no carro, trocamos o óleo, filtro de gasolina, óleo, ar condicionado, fizemos geometria, balanceamento e alinhamento das rodas e pedimos para dar uma olhada geral na suspensão e freios. Também compramos duas lâmpadas reservas para o farol baixo, já que é obrigatório circular com elas ligadas mesmo de dia nas estradas. O seguro Carta Verde adquirimos pela nossa seguradora, Porto Seguros sem custo adicional. Foi solicitado logo na entreda da Argentina, é possível fazer nas cidades fronteiriças também. Já o seguro SOAPEX para o Chile, emitimos online pelo site: http://www.magallanes.cl/magallaneswebneo/index.aspx?channel=8212 e o pagamento pode ser feito pelo Paypal e você escolhe o período de vigência. O seguro SOAT, obrigatório para o Peru, fizemos em Tacna (La Positiva no endereço Calle Apurímac 201 - 209), mas é possível fazer logo após a aduana de Santa Rosa, que faz fronteira com o Chile. Duzentos metros depois da aduana a direita há uma placa indicando o local onde é vendido o seguro. Por 30 dias pagamos o equivalente a 40 soles. É fundamental fazer esse seguro para não ter problemas nas estradas peruanas. No decorrer dos relatos vamos contando sobre as abordagens dos policiais nas estradas do Peru. O seguro do nosso carro só tem extensão de perímetro para os países do Mercosul e Chile, não conseguimos fazer a cobertura para o Peru, acabamos indo sem. Com relação ao dinheiro, preferimos levar dólares para trocar no Chile e Peru. Para a Argentina, levamos reais e fizemos o cambio na fronteira, a cotação estava AR$ 1,00 = R$ 0,27 ao passo que em Tilcara estava AR$ 1,00 = R$ 0,53. O ideal é trocar todo o dinheiro a ser usado na Argentina logo na fronteira. Para o Chile e o Peru íamos trocando conforme a necessidade. O real tem uma boa cotação am Arequipa, Lima, Cusco e Puno, nos demais locais a cotação estava péssima. Pagamos os hotéis em dólares e fazíamos as reservas pelo Booking durante o decorrer da viagem. No Chile e Peru ao efetuar o pagamento em dólares não é necessário pagar o imposto local os viajantes que ficam menos de 60 dias no país. Na Argentina, estava compensando pagar em pesos, por que na conversão ficava mais barato o hotel. Todos os hotéis que ficamos possuem estacionamento e no decorrer dos relatos vamos colocando o nome, localização e preço na data que ficamos. A viagem durou cerca de 30 dias e percorremos em torno de 11500km. Optamos por ir e voltar pelo Atacama e norte da Argentina por ser um trajeto conhecido e relativamente tranquilo, mas é cansativo ir e voltar pelo mesmo caminho. Segue abaixo os mapas com o trajeto da ida e da volta. Indice de postagens: Dia 01 - 25/12/2015 - Mais dicas importantes e primeiro dia da viagem Dia 02 - 26/12/2015 - De Curitiba a San ignacio[AR] Dia 03 - 27/12/2015 - De San ignacio a Salta Dia 04 - 28/12/2015 - De Salta a Tilcara Dia 05 - 29/12/2015 - De Tilcara[AR] a San Pedro de Atacama[CH] Como chegar ao posto Copec em San Pedro Dia 06 - 30/12/2015 - Passeios em San Pedro de Atacama Dia 07 - 31/12/2015 - Passeio nas Lagunas Antiplánicas Dia 08 - 01/01/2016 - De San Pedro de Atacama a Antofagasta Dia 09 - 02/01/2016 - De Antofagasta a Iquique Dia 10 - 03/01/2016 - De Iquique[CH] a Tacna[PE] Dia 11 - 04/01/2016 - De Tacna a Arequipa Dia 12 - 05/01/2016 - Passeios em Arequipa Dia 13 - 06/01/2016 - De Arequipa a Nasca Dia 14 - 07/01/2016 - De Nasca a Lima Dias 15,16 e 17 - 08-09-10/01/2016 - Passeios em Lima Dia 18 - 11/01/2016 - De Lima a Nasca Dia 19 - 12/01/2016 - De Nasca a Abancay Dia 20 - 13/01/2016 - De Abancay a Cusco Dia 21 - 14/01/2016 - Passeios em Cusco Dia 22 - 15/01/2016 - De Cusco a Ollantaytambo - Vale Sagrado Dia 23 - 16/01/2016 - Machu Picchu Dia 24 - 17/01/2016 - De Ollantaytambo a Puno Dia 25 - 18/01/2016 - Passeio as Ilhas de Uros e viagem de Puno a Tacna Dia 26 - 19/01/2016 - De Tacna[Peru] a Calama[Chile] Dia 27 - 20/01/2016 - De Calama[Chile] a General Guemes[Argentina] Dia 28 - 21/01/2016 - De General Guemes a Corrientes Dia 29 - 22/01/2016 - De Corrientes a Foz do Iguaçu Dia 30 - 23/01/2016 - Ida ao Paraguai e viagem de Foz do Iguaçu a Curitiba Trajeto da ida Trajeto da volta Vídeos das estradas percorridas na viagem, 12000km de filmagens: https://www.youtube.com/watch?v=YONvHjLMuvo https://www.youtube.com/watch?v=AQd5D_jPLTI https://www.youtube.com/watch?v=2_Rhrro_UxA https://www.youtube.com/watch?v=VyrmKHBqEyM https://www.youtube.com/watch?v=msWEf08eEK8 https://www.youtube.com/watch?v=SXT08k1E1MQ https://www.youtube.com/watch?v=Rr_F5LcxRuI https://www.youtube.com/watch?v=Bjxx2GfF4rw https://www.youtube.com/watch?v=_wt0e_PNv6g https://www.youtube.com/watch?v=sBM6Wdcmcr4 https://www.youtube.com/watch?v=O4e877RVuq8 https://www.youtube.com/watch?v=k969QIa3xTM https://www.youtube.com/watch?v=Th_ike28o7Q https://www.youtube.com/watch?v=AtL-UCZhvO8 https://www.youtube.com/watch?v=N1SJV43F1v0 https://www.youtube.com/watch?v=XQMlBuwxplw despesas.xls
  15. Peru em 8 dias: Cusco + Trilha Inca ( 4 dias / 3 noites ) + Lima Em dezembro de 2016, depois de praticamente 6 meses planejando a viagem, finalmente fui para o Peru, para minha primeira viagem pra fora do Brasil. A primeira coisa que tinha em mente quando comecei a planejar a viagem é que eu iria fazer a trilha Inca clássica (4 dias / 3 noites) e a partir disso fui encaixando o roteiro de outros lugares. Primeiramente ia fazer a viagem sozinho pois sou o único dos meus amigos que trabalhava na época e que conseguiu guardar dinheiro para viajar mas meu irmão conseguiu tirar férias do trabalho na mesma época que eu então fomos juntos. Então o roteiro ficou o seguinte: 2 dias em Cusco 4 dias na Trilha Inca 1 dia em Cusco 1 tarde em Lima (escala de voo de 11h) Cusco – 10 e 11 de dezembro de 2016 Peguei o voo as 6:55 em Guarulhos com destino a Cusco com uma escala em Lima e as 12:15 do horário do Peru estava em Cusco. Chegando no aeroporto e pegando nossos mochilões, trocamos 100 reais por soles, no aeroporto a cotação estava 1 real para 0,80 soles mais ou menos. 1ª dica: troque somente o necessário para pegar um taxi e deixe o resto para trocar no centro de Cusco, la a cotação é 1 real para 1 sol. Após isso fomos procurar um taxi para o Hostel que tínhamos reservado um quarto. Logo ao sair do saguão do aeroporto um monte de taxistas já começam a te oferecer a corrida e acabamos caindo na mentira de um deles de que para chegar no local do nosso hostel em Cusco o taxista tinha que ter uma permissão especial que os outros fora do aeroporto não tinha. MENTIRA! Pagamos 40 soles pelo taxi, sendo que se tivéssemos saído do aeroporto dava para pagar uns 15 ou 20 soles, fica a dica e vida que segue. Alugamos um quarto privado com duas camas no Wide Rover hostel para esses 2 primeiros dias em Cusco. O hostel é muito legal, tem café da manhã incluso, preços justos nas refeições que são muito boas, pessoas diferentes nacionalidades e um bar que tem festas malucas TODOS os dias! Se você gosta disso esse hostel é o ideal. Esses dois dias ficamos basicamente passeando em Cusco, compramos toucas e luvas nas feirinhas da cidade para usarmos na trilha e aqui vai outra dica: negocie tudo, sempre da pra negociar o preço Na noite dia 11 fomos para o bar do hostel com a promessa de comer alguma coisa, tomar uma Cusqueña e voltar para o quarto dormir cedo, pois no dia seguinte a van da agência iria passar as 5:30 no hostel para nos levar ao o começo da trilha, mas isso não aconteceu hahaha Jantamos, tomamos uma cusqueña, depois tomamos outra e a festa começou a ficar mais agitada no bar. Conhecemos o gerente do bar do hostel que era muito gente boa e começou a conversar comigo e com meu irmão e após falarmos que eramos brasileiros, pagou 2 JagerBomb para nós. Após umas doses de álcool pra cabeça, comecei a conversar com uma Irlandesa que depois de bêbada ligou o sotaque irlandês que eu não fui capaz de entender mais nada do seu inglês Resumindo, fui dormir por volta das 2:30h da manhã. Trilha Inca – 12 a 15 de dezembro de 2016 Incrivelmente acordamos no dia seguinte e pegamos a van que nos levaria até a entrada da trilha, de onde seguiríamos 45km a pé até Machu Pichhu. O nosso grupo era composto por 9 pessoas: Eu e meu irmão Felipe do Brasil, Alex da Alemanha, os irmãos Camilo e Maria Fernanda (Mafe) da Guatemala, Lorena e Julieta da Argentina e os guias Héctor e Roberto do Peru. 12/12 – 1º Dia Tivemos somente um problema, na entrada da trilha, você tem que mostrar o documento pelo qual fez a reserva. Meu irmão fez um passaporte novo e não estava com o antigo com o mesmo número que constava em seu ticket de entrada da trilha. Por a entrada ser muito controlada ele teve que pagar cerca de 260 soles para comprar um outro ticket de entrada. Então vale a pena ficar esperto com isso. O primeiro dia é relativamente fácil se você tem algum preparo físico, o terreno é na maior parte plano, tem algumas subidas íngremes, mas são curtas. Fizemos uma pausa para o almoço e por volta de umas 17h chegamos no lugar que iriamos acampar. Pelo que eu entendi, era um espaço cedido pela dona de um mercadinho que ficava do lado do local do acampamento para que em troca de ceder o lugar, os turistas comprassem mantimentos como água e outras coisas em seu comércio. Mas não sabíamos disso hahaha O Camilo comprou umas Cusqueñas em uma outra vendinha que ficava um pouco mais abaixo da trilha e quando a senhora dona do comércio viu, começou a xingar e gritar com ele com uma rapidez que somente o espanhol permite Hahaha mas ficou somente nisso, tomamos nossas Cusqueñas e fomos dormir. 13/12 – 2º Dia O segundo dia tem a fama de ser o mais difícil de todos. Antes eu pensava: não deve ser tão difícil assim, eu corro, ando de bike, faço academia, não vai ser nada demais. Queimei a língua. É beem puxado, são umas 8h de caminhada, sendo que umas 5h é em uma subida íngreme, com degraus de pedra e constante, se você está fora sem condicionamento físico, tem como fazer, mas faça no seu ritmo e contrate um portador para levar seu mochilão. No fim dessa subida que parece a que a personagem da Uma Thurman tem que subir carregando um balde de água em seu treinamento com Pei Mei em Kill Bill: volume 2, você chega ao topo da montanha Warmihuanusca, em uma passagem apelidada de Dead Woman Pass, à 4200 metros de altitude e um frio de lascar, mas todo o esforço que você faz é recompensando pelas paisagens que você passa durante a trilha inteira, é animal! Os guias recomendam ficar pouco tempo, 20 minutos no máximo no topo, pois logo que você chega dá para perceber os efeitos da altitude, para mim deu apenas uma falta de ar, como se não entrasse ar suficiente nos pulmões como entrava a alguns metros abaixo. Então começamos a descer e após umas 2h chegamos no segundo acampamento. Almoçamos tarde esse dia, por volta de umas 15h e descansamos um pouco até a pipoca que sempre tinha a tarde e 1:30h depois a janta. Os banheiros não são bons, longe disso. Somente no primeiro acampamento tinha um vaso sanitário, nos outros eram buracos no chão, então se está pensando em fazer a trilha inca, sugiro que treine agachamentos com isometria se é que me entende hahaha. 14/12 – 3º Dia Em termos de tempo de caminhada, este é o mais longo dos dias, são bastante horas, se não me engano umas 10 ou 12 horas, boa parte do trajeto é composto de descidas, mas também as subidas não deixam de estar presentes. No final de uma das subidas, os guias nos auxiliam a fazer uma oferenda à Pachamama, colocando três folhas de coca em baixo de uma pedra no topo da montanha e desejando coisas boas. Neste dia como no primeiro, há uma pausa para o almoço e 1:30h depois a caminhada continua. É o dia mais bonito, paisagens e as ruínas Incas estão sempre presentes como o sítio de Runkuraqay e Wiñaywayna. Finalmente chegamos no ultimo acampamento e fizemos nossa última refeição juntos. No final há um agradecimento aos guias e aos portadores que estiveram com nós todos os dias. 15/12 – 4º Dia (Machu Picchu) Acordamos 3:30h da manhã como havíamos sido instruídos pelos guias na noite anterior pois há um posto de controle que temos que passar que faz uma fila gigantesca das pessoas que estão fazendo a trilha e para vermos o Sol nascendo em Machu Picchu Nós ficamos esperando cerca de 1:30h na fila até a passagem ser liberada e aí começamos uma caminhada até a Porta do Sol, o momento que marca o fim da trilha Inca e de onde se pode ter a primeira vista de Machu Picchu. A primeira vista das ruínas da cidade de Machu Picchu é indescritível, é inacreditável como uma cidade tão grande pode ser construída por uma civilização sem tecnologia e com instrumentos rudimentares. Após a primeira vista, seguimos descendo para entrar na cidade e logo chegamos na entrada, onde tem um local onde se pode carimbar o passaporte com um desenho de Machu Picchu, então leve seu passaporte. Entramos na cidade e fizemos um tour guiado pelas ruinas de Machu Picchu passando pelos principais pontos como Templo do Sol, Três Janelas, Palácio do Inca e a Intihuatana, uma pedra que aponta exatamente ao norte, e sim, testamos com uma bússola. Já ouvi muita gente falando que se arrependeu de ir a Machu Picchu, que tem muitos turistas, que não vale a pena, mas realmente, não tem como se arrepender, a cidade é incrível, muito bonita, tem muitos turistas? Claro, mas justamente por que é incrível! 15/12 – Águas Calientes Depois do nosso tour por Machu Picchu, os guias combinaram com a gente de se encontrar em um restaurante chamado Machu Pisco (um trocadilho com o nome da bebida peruana destilada de uva) em Águas Calientes para almoçarmos e nos despedir oficialmente. Existem duas opções de ir de Machu Picchu para Águas Calientes, a primeira é pegar um ônibus que custa 12 dólares e demora 25 minutos ou descer a pé por uma trilha de 2 horas que desce a montanha cruzando a estrada de terra que o ônibus pega. Pensamos: Estamos cansados? Sim, mas dá pra usar esses 12 dólares em Cusqueñas em Águas Calientes pô! hahaha e assim fomos eu, meu irmão, Alex, Camilo e Mafe em nossa última caminhada juntos acompanhados de 2 cachorros que nos seguiram o percurso inteiro que, hora ou outra corriam atrás dos ônibus que passavam na estradinha de terra em forma de serpente. Chegando em Águas Calientes passamos por um bar logo na entrada da cidade com uma placa escrita “Happy Hour”, mas seguimos ao restaurante combinado onde nos encontramos com nossos guias e com as argentinas que foram de ônibus. Almoçamos e tomamos umas Cusqueñas juntos e no fim nos despedimos dos nossos guias Roberto e Héctor. Ainda eram umas 15:00h e nosso trem até Ollantaytambo sairia somente umas 17:50h, então o Camilo sugeriu para irmos para aquele happy hour, e assim fomos. Não sei o que o guatemalteco falou com o dono do bar que a cada rodada de Pisco Sour, (um drink peruano tão importante quanto a caipirinha para nós brasileiros) que pedíamos, ganhávamos sempre uns a mais. Depois de umas dessas até Alex o alemão, estava tão extrovertido como brasileiro em carnaval hahaha e assim foi nossa despedida. Gracias amigos! 15/12 – Parte 2 Eu e meu irmão chegamos no Wide Rover Hostel por voltas das 23:30 e fomos informados que o quarto que estávamos antes já estava ocupado e era o único com duas camas de solteiro e que o único disponível era um de 4 pessoas, mas tinham duas meninas la e ainda o recepcionista perguntou se tinha algum problema. Que situação triste em hahahaha Conhecemos as meninas, uma de Zimbabwe e a outra do Canadá que nos convidaram a ir para o bar do Hostel. O cansaço de 4 dias de trilha era grande, mas não se recusa um convite desses, e assim fomos. Ficamos no bar do hostel até as 2h da manhã e depois fomos nós quatro para o The Temple, uma balada de Cusco que ficamos até umas 4h. Que dia louco amigo! 16/02 – Cusco novamente Neste dia basicamente demos uma volta em Cusco para comprar alguns presentes ou lembrancinhas para amigos e família e arrumamos nossas mochilas para pegar o voo com destino a Lima no dia seguinte. Prometemos que íamos dormir cedo pra acordar bem e pegar o voo de manhã no dia seguinte e dessa vez cumprimos hahaha 17/02 – Uma tarde em Lima Chegamos em Lima e só aí percebemos que não sabíamos nada do que conhecer por lá. A única coisa que já tinha ouvido falar era da Plaza Central ou Plaza Mayor e para lá fomos. O táxi dentro do aeroporto estava 60 soles e lá fora conseguimos um por 35 soles. O transito em Lima é maluco! Na verdade, em Cusco também é, mas em Lima é uma desorganização generalizada, nos balões não tem faixa dividindo as pistas e nem semáforo, é no esquema de que vença o melhor. Rapidamente você percebe que os carros têm fita isolante pra todos os lados devido as batidas sofridas. A Plaza Central é muito bonita, onde se encontra a Parroquia del Sagrario do ano de 1665. Demos uma volta por ali algumas horas. Almoçamos em no restaurante El Passífico, recomendado por um segurança que estava na praça, pedi um Lomo Saltado que estava muito bom! Demos mais uma volta por ali perto, ficamos um pouco em um Starbucks para usar o Wifi e logo após isso pegamos um táxi de volta para o aeroporto. Creio que há muito mais para conhecer em Lima, mas no curto período de tempo que tínhamos foi o que deu para conhecer, mas parece ser uma cidade muito bonita, quem sabe um dia eu volto. Vídeo da viagem feito pelo meu irmão, Felipe Coelho: Gracias Peru, que viagem incrível! “Aos amigos de estrada, que a curiosidade do próximo destino seja sempre mais forte que você” (LAMMEL, Aldo)
  16. Vou e Volto Já!

    LIMA|PERU - ONDE SE HOSPEDAR EM LIMA

    LIMA|PERU - ONDE SE HOSPEDAR EM LIMA Blog de Viagens - Vou e Volto Já! Ficamos hospedados em nossa passagem por Lima, em 2 locais. O primeiro foi na chegada, no Hotel El Ducado, sua reserva foi feita através da empresa de turismoMachu Picchu Brasil (Fechamos em um pacote que adquirimos conforme informei no post Peru - Dicas Inicias). Já o segundo foi o Pirwa Hostels, onde fizemos a reserva pelo próprio site deles e por nossa conta. Usamos este hostel quando retornamos de Ica. O primeiro, Hotel El Ducado, possui uma ótima localização! Esta a duas quadras do famoso Shopping Larcomar, e outros pontos interessantes como o Parque Del Amor, casas de casino, o Restaurante La Rosa Náutica, fica próximo também dos pontos de saída dos parapentes, é realmente lindo de assistir! É um hotel bom, equipe atenciosa, tudo limpinho. Este foi o único hotel onde o "desayuno" era servido na mesa, com uma quantidade pré-definida. Muito saboroso. Não tivemos nenhum problema com eles. O anúncio na recepção dizia que o matrimonial estava por S/190. Hotel El Ducado Hotel El Ducado $ Valor: Aconselho a consultar diretamente no site para obter valores atualizados. Calle Juan Fanning, Miraflores, 18 Mais informações: www.ducado.pe/en/ O segundo, Pirwa Hostel, também possui uma boa localização em Miraflores, cercada por vários restaurantes, fast-food, lojas, fica no meio da movimentação, mas a rua em si é silenciosa, ó que é excelente. Esta a mais ou menos 2 km de Shopping Larcomar. Os quartos são muito bons e o atendimento é fantástico. Pirwa Hostel $ Valor: Aconselho a consultar diretamente no site para obter valores atualizados. Coronel Inclan, Miraflores, 494 Mais informações: www.pirwahostelscusco.com/pt/bb-inclan-lima.html
  17. Vou e Volto Já!

    LIMA|PERU - ONDE IR EM LIMA

    LIMA|PERU - ONDE IR EM LIMA Blog de Viagens - Vou e Volto Já! Viajar é tão maravilhoso, não?! Neste momento estou abrindo minha sacolinha do Britt Shop Peru, que tem todas as lembranças possível dessa viagem inesquecível. Quando abro ela, ainda consigo sentir o cheiro de uma mistura de coca com sabonete de hotel. Boas lembranças. Bom, mas vamos ao que interessa: Onde ir em Lima. Dicas quentíssimas para quem esta indo realizar essa viagem tão cheia de magia!!
  18. O seguinte relato é atrasado pq a falta de tempo do ultimo ano não me permitiu escrever e organizar tudo antes. Mas estou fazendo agora pois pode ser útil, eu mesmo não achei muita informação sobre alguns lugares que visitei e descobri tudo por lá na raça Em outubro de 2016 fui para Chiclayo, no norte do Peru, por causa de uma promoção de passagem (paguei somente R$630 ida e volta!) e iniciei meu mochilão de 19 dias por lá sem roteiro definido, o unico planejamento era passar alguns dias a mais em Huaraz pra fazer o trekking Santa Cruz. Não sei se vou conseguir transmitir isso no relato, mas essa viagem foi muito mais que visitar locais bonitos, eu consegui experimentar o dia-a-dia deles lá em várias situações, desde as mais simples até as mais inusitadas como vender flores na porta do cemitério! No final vou postar todos os preços de forma mais detalhada, durante o relato não vou focar muito nisso. Dia 1 - 21/10 - Chiclayo Pousei em Chiclayo por volta de umas 14h da tarde. Fiz uma reserva pelo hostelworld no hostel "Casa Cima" dias antes da viagem e o Liam, dono do hostel, entrou em contato comigo e disse que me encontraria no aeroporto pois o hostel era bem próximo e caminhariamos até lá. Achei diferente e curioso, mas ele não cobraria nada por isso e aceitei de boa. No caminho do aeroporto até o hostel fomos conversando e descobri que ela é um ex-militar inglês que vive em Chiclayo pois se casou com uma peruana e tem uma filha. O hostel não é bem um hostel, é um apartamento grande, na cobertura, que ele vive com a esposa e filha e aluga 3 quartos para hospedes. Antes de chegar no hostel paramos num botequinho pra conversar mais e beber algo. EM seguida fomos pro hostel pra eu deixar minhas coisas e depois eu precisava trocar dolares por soles. O Liam se ofereceu e foi comigo até o centro trocar dolares em lugares confiaveis, pegamos um taxi por 4 soles (eu não planejava andar de taxi na viagem, queria economizar né, mas quando descobri o preço deles em chiclayo me dei a esse luxo em algumas situações hahaha). Era umas 17h ainda e em um folheto da cidade que o Liam me entregou vi que a praia ficava a uns 9km de chiclayo e tinha um pier lá. Decidi que iria até lá pra ver o por do sol do pacifico e o Liam me explicou como chegar lá de forma economica (a palavra magica do mochileiro hahaha). O transporte público de Chiclayo não possui onibus, possui "Kombis" que na verdade são vans, o pessoal das grandes cidades e que já foram pra região periferica ou mais distantes sabem do que eu estou falando. Segui a infos do Liam de onde pegar a Kombi e em qual direção ir, cheguei na garagem das kombis, perguntei qual ia pra "Pimentel" e peguei uma. Me custou 3 soles e eu rodei 9km até lá. Cheguei, caminhei pelo pier, tomei um suco e usei o wi-fi, apreciei o por do sol, comi um espetinho na rua (que até hoje não sei exatamente que carne era HAHAHA), e peguei a kombi de volta pro centro Chiclayo e depois um taxi até o hostel. Chegando na cidade, fui comer numa lanchonete quase ao lado do hostel. -Kombi indo pra Pimentel -Pier em Pimental -Por do Sol em Pimentel -Espetinho de Rua https://photos.app.goo.gl/Su4N7kypVY35SwUK2 -Nesse link tem um video do cobrador anunciando o destino da kombi e abrindo a porta pros passageiros Dia 2 - 22/10 - Chiclayo Eu li que Chiclayo ficava numa região rica em arqueologia, com várias descobertas importantes de culturas pré-incas, os mochas eque viveram entra 100 a.c. e 800 d.c. entre outros. Sabendo disso e seguindo algumas dicas do Liam, decidi que ia pra uma cidade vizinha visitar 2 museus e em seguida ia pra outra cidade para o complexo arqueológico Túcume com piramides de 2000 anos atras. Aí começa a aventura! Fui umas 8h pra garagem das kombis novamente e peguei uma até Lambayeque. Lá visitei o museu Brüning e o museu Tumbas Reales de Sipán. O museu Brüning é simples, não achei tão legal, mas possui uma ala com itens do culto sexual dos mochas enorme, nunca tinha visto tanta escultura de pênis hahahaha. Os caras esculpiam pênis em todas as ceramicas! hahaha Em seguida fui caminhando pro museu Tumbas Reales de Sipán, esse sim era interessante de modo geral. A história do senhor Sipán, um dos achados mais importantes da arqueologia mundial pois ele se tratava de um grande governador e a sua tumba estava intacta, nunca foi saqueada nem nada, e por isso puderam estudar a fundo tudo. Em seguida peguei outra kombi e fui pra um vilarejo vizinho visitar o complexo arqueologico com umas piramides e tal. A kombi me deixou no vilarejo umas 11h, estava tendo uma feira de rua a aproveitei caminhar lá. Em seguida peguei um tuk-tuk que me deixou na entrada do complexo. E como a região lá é um deserto, chegou a hora de caminhar no sol infernal hahaha O Complexo possuia 26 estruturas em piramides mocha, e muita coisa ainda estava sendo estudada e visitantes não acessar algumas areas. Foi legal e diferente, subi num mirador pra ter uma vista completa do complexo. Após umas 3h por lá peguei um tuk-tuk de volta pro vilarejo, almocei por incriveis 6 soles num restaurante familiar pequeno que tinha 2 mesas somente, conversei um monte com a mesa do lado e com a dona do restaurante que disse que foi a primeira vez que alguém de outro país comeu lá. (pra vocês terem ideia de como não é comum turistas naquela região e muito menos ainda mochileiros que se permitem a ter essa experiencia de transporte publico e de forma economica, sem auxilio de agencias hahaha) E bom, não sou a pessoa mais fascinada do mundo por arqueologia, mas já que estava lá tinha que conhecer tudo isso né. E que bela escolha! Sai fascinado pela história, cultura, costumes. Aprender tudo vendo os vestigios da época ao vivo e visitando os próprios lugares é uma bela experiência! Peguei uma kombi de volta direto pra Chiclayo e cheguei umas 17h por lá. Na noite do dia seguinte eu iria pra Cajarmaca por indicações do Liam e um taxista que conversei bastante e então fui comprar a passagem. Passei no mercado comprar algumas coisas pra comer. E depois no hostel fui ver o que poderia fazer no dia seguinte e descansar. Estava acabado por causa do sol do deserto hahaha - Ceramica XXX - museu tumba reales de sipán, a construção do museu é no mesmo formato em que as piramides da época eram construidas - mirador para as piramides. Como elas foram construidas de adobe a 2000 anos, por fora elas são assim bem diferentes do conceito de piramide que conhecemos -Escavações -prato de comida que me custou 5 soles, Muy Rica! Dia 3 - 23/10 - Chiclayo Decidi que iria pra outro complexo arqueologico nesse dia, no caso o local em que encontraram a tumba do sr Sipán, e em seguida iria pra o "Santuario Histórico Bosque de Pómac" que nada mais é que um bosque no meio do deserto que com umas piramides de 1000 anos atras também, mas por já terem sido exploradas e estudada, era possivel subir no topo delas! Bom, umas 8h sai e fui pegar a kombi pra Huaca Rajada que ficava numa cidade vizinha também pra conhecer o complexo arqueológico onde encontraram a tumba do Sr Sipan. Lá estava tendo uma excursão de uma escola com um professor dando explicações, perguntei pro auxiliar se eu poderia ir seguindo eles pra ouvir tudo e permitiram, aprendi mais um monte de coisas, animal!!! De lá peguei uma kombi e voltei pra Chiclayo pra pegar outra kombi em direção ao bosque. Paguei 5 soles e viajei 60km de Kombi até a entrada do bosque na beira da rodovia, lá almocei num restaurante na beira da estrada também quase em frente ao bosque. Comida feita num fogão a lenha, que delicia! Me custou 10 soles. Depois de alimentado, paguei 10 soles pra um tuk-tuk rodar comigo dentro do bosque já que cada ponto de visita lá dentro ficava bem distante, rodamos uns 30km no total lá dentro. Lá vi uma arvore com mais de 500 anos de idade, subi num mirador pra ter uma vista completa do bosque que floresceu em pleno deserto por conta de um rio que passa por lá, e depois fui ver 2 piramides que havia no meio do bosque e que era praticamente um parque de diversão pois é aberto pro publico subir nela e tudo mais. Depois peguei uma kombi na beira da estrada novamente para chiclayo. Enquanto esperava a kombi, um caminhãozinho parou me oferecendo carona, mas eles iam até metade do caminho só e eu teria que pegar uma kombi de qualquer jeito, no caso a mesma que passaria ali. Recusei e esperei a kombi ali mesmo. Chegando em chiclayo umas 17h fui arrumar minhas coisas, comi algo e fui pra rodoviaria pegar o onibus umas 20h pra Cajamarca. A viagem duraria a madrugada toda e eu aproveitei pra dormir e economizar uma diaria. -Representação da tumba do senhor sipán no local real onde foi encontrado, porém a ossada e tesouro real estão no museu que visitei no dia anterior -Rodovia para chegar no bosque -Restaurante em frente ao bosque -Almoço feito no fogão a lenha -Arvore de mais de 500 anos -Vista do bosque seco em cima de um mirador -Topo da piramide -No meio do nada esperando a Kombosa hahaha E assim terminou minha passagem por Chiclayo. Fui na cara e na coragem e curti demais, aprendi um monte! Foi o tipo de rolê que eu escolheria não fazer se tivesse planejado antes, e que não saberia o que estaria perdendo. Continua...
  19. 17/05/2017: voo de São Paulo para Lima (5h). Taxi (empresa taxi green, 50 soles) do aeroporto ao Terminal Los Olivos (empresa Movil Tours). A região em torno desse terminal é bem feia, fiquei dentro do terminal esperando até às 10h a saída do ônibus para Huaraz. O ônibus era convencional, foram cerca de 8h de viagem, com uma parada para almoço. Senti dor de cabeça e um pouco de enjoo no caminho, efeitos da mudança de altitude, mas nada insuportável. Em Huaraz, peguei táxi do terminal da Movil tours (4 soles) até o Hotel America onde eu havia reservado 3 noites. Após check in, saí para procurar agencias e decidir os passeios que faria. Ainda estava indecisa sobre o trekking Santa Cruz. 18/05/17: saída às 9h para o Glaciar Pastoruri. Fechei esse passeio com a agência Pablo Tours (35 soles). Na ida a van estava perdendo um pouco de óleo, motorista parou para olhar, mas deu tudo certo. Fomos e voltamos em segurança. Teve parada na zona de água gaseificada Pumapampa. Vimos as Puias Raymondis (árvores gigantes que vivem cerca de 100 anos e só florecem uma vez, morrem após florescer, possuem muitos espinhos e receberam esse nome em homenagem a um geógrafo italiano). Avistamos um pico nevado com imagem semelhante ao rosto de Cristo (Mururu). Finalmente a van parou onde se iniciaria a caminhada até o Glaciar Pastoruri. A caminhada é tranquila, cerca de 35 minutos. Mas a altitude mostra seus efeitos e por ser o primeiro dia, senti um pouco de cansaço. No final da caminhada estamos a mais de 5000 metros de altitude. O Glaciar Pastoruri é patrimônio natural da Humanidade desde 1985. Foi bom e necessário para aclimatação. A caminhada é sobre umas passarelas e no trajeto há fotos contando a história do Glaciar (“La ruta del cambio climático”), mostrando como ele está desaparecendo. Há cerca de 30 anos atrás era possível caminhar sobre a neve. Hoje só se pode avistá-lo de longe. Na volta paramos para almoçar: truta frita, arroz, batata e salada. Prato muito bem servido, lugar simples. Chegando em Huaraz, fui ao centro de informações turísticas e à casa de guias perguntar sobre o trekking Santa Cruz. A única agência que contraindicaram foi a Perudiamonds (fiquei curiosa, mas não descobri por que). Falaram que o preço razoável seria 250 dolares pelos 4 dias/3 noites. Empresas que cobram 350 soles provavelmente teriam equipamentos de má qualidade, guias que são mal pagos, não seriam confiáveis. E nas agencias por onde havia perguntado, os preços eram todos 350 ou 400 soles, mal sabiam informar sobre o trekking. Percebi que todas vendiam o mesmo “grupão”. Fiquei com receio de ficar 4 dias sem banheiro, de tomar chuva e passar muito frio. 19/05/17: ônibus passou às 5:30 no hotel para o passeio da Laguna 69. Fiz pela agencia Quechua Andes (35 soles). O ônibus foi lotado, parou no caminho para tomarmos café da manhã. Fui usar o banheiro e tinha um buraco na parede...só vi depois que estava lá dentro...quem estava lá fora poderia ver as pessoas ali, se prestasse atenção...abaixei a cabeça para que pelo menos não reconhecessem o rosto, kkkk.... O ônibus fez mais uma parada no caminho para tirarmos fotos na Laguna Chinancocha (lagoa mulher) que é linda! Há alguns passeios só até ali, eles chamam de Quebrada Llanganuco (onde estão as Lagunas Chinancocha e Orconcocha - lagoa homem). Avistamos o Huascarán, tiramos fotos e seguimos de ônibus até Cebollapampa (3900m de altitude), início da trilha para a Laguna 69 (esta fica a 4600m de altitude). Foram cerca de 3h de caminhada na ida!!! Cansativo, mas muito bem recompensado pelas belas paisagens no caminho e na lagoa. O tempo estava frio, com períodos de chuva, mas estando com roupas adequadas dá para ir muito bem. Não é recomendável para o primeiro dia. No ônibus, fui ao lado de uma suíça que iria fazer o trekking sta Cruz. Ela havia reservado pela agencia ECO ICE, pela internet, cerca de 240 dol. Pensei em procurar essa agencia para ver se ainda haveria vaga... No trajeto de ônibus voltando para Huaraz estava chovendo e frio...acabei decidindo que não queria passar perrengue. Nessa época do ano não seria mais tempo de chuva, mas como o clima está louco...estava chovendo todos os dias...eu preciso de banheiro pelo menos dia sim dia não...decidi ficar mais 3 noites no mesmo hotel, com banheiro privativo e TV e desisti do trekking. 20/05/2017: tive uma noite péssima, acordei com barulho de hóspedes bêbados chegando no hotel de madrugada, além de música de alguma casa noturna que ficou com som alto até 5h da manhã!!! Conversei na recepção e me mudaram para o andar de cima que foi mais tranquilo nas outras noites. Nesse dia fui por conta própria para a Laguna Churup. Peguei van às 8:30h até Pitec. A van sai da esquina da Av. Prorrogação Augustin Gamarra com Av. Antonio Raimondi; passa por uns bairros bem simples. Passa por Llupa e até ali seriam 5 soles, mas como estávamos em 5 pessoas que iriam até Churup ele continuou por mais 5 soles até a entrada do Parque. Eu havia sido informada no Centro turístico que era possível fazer essa trilha sozinha, mas não achei fácil! Teve um trecho com cordas e que precisava cruzar a água, contei com ajuda de um grupo. Teria desistido se não fossem eles. Também exige bom condicionamento devido altitude (fica a 4480m) e trechos com pedras. Demorei 1h40 no trecho de ida. Estava nublado, mesmo assim a vista era linda! A Lagoa é verde, bem diferente da Laguna 69. Recomendo as duas igualmente. Mas a sensação de vencer desafio na Churup foi maior. Além de ter menos muvuca que na 69. Eu havia comprado o bilhete de 65 soles pois a princípio faria o trekking santa cruz. Esse bilhete valia para qualquer parte do parque Huascaran. Mas como só utilizei em 3 partes, teria sido mais vantajoso pagar os 10 soles de cada entrada. Tinha horário para voltar, a van que nos levou ficaria esperando. Sem ela não havia outro tipo de transporte. Então comecei a fazer a trilha da volta sozinha, pois o grupo que me ajudou era de moradores de Huaraz que estavam fazendo picnic e iriam ficar mais tempo por lá. Na volta conheci uma brasileira que estava morando no Peru e faz escaladas e sua amiga peruana. Perguntei sobre o Nevado Mateo, que haviam me falado ser um local em que se podia caminhar na neve. A peruana me indicou a agencia Andeankingdom e fui me informar...seria uma experiência muito diferente. Na agencia disseram que faziam o passeio a partir de 2 pessoas, ainda não sabiam se teria mais uma pessoa para fazer comigo...fiquei na espera. À noite jantei um ¼ monstrito no restaurante ao lado do hotel: era um prato muito grande, ¼ de frango assado, arroz chaufa (ovo, moyashi, pimentão), batatas e salada. 21/05/2017: fiz o passeio para Ruinas de Chavín com a agencia Pablo Tours (35 soles + 10 entrada no parque). Sai de Huaraz às 9h, a van foi lotada e eu era a única não peruana! Paramos no caminho para tirar fotos na laguna Querococha (3980m) que é linda também! No trajeto tem passagem por um túnel sob a cordilheira, incrível o caminho. Gostei muito. É o passeio que menos exige esforço físico. O Sítio Arqueológico de Chavín de Huántar é Patrimônio Histórico da Humanidade. O povo Chavín teve grande importância histórica para a civilização peruana, por isso tantos peruanos visitando o local. E quem entende de arqueologia fica mais fascinado ainda. Passamos também no Museu Nacional de Chavín, que foi uma doação do governo japonês em 2008, onde se conta de forma mais didática como funcionava a civilização Chavín. Algumas informações interessantes desse passeio: Estela de Raimondi é uma escultura pétrea, original está no museu em Lima; El Lánzon é uma escultura esculpida em granito irregular, mede 4,54m; Cabezas clavas eram esculturas de cabeças que ficavam na parede dos templos com feições de felinos. Xamãs tomavam chá do cacto de San Pedro, alucinógeno, e possivelmente a imagem das cabeças clavas poderiam ser as imagens formadas após o efeito do chá. 22/05/2017: a agencia não conseguiu outra pessoa para o passeio do Nevado Mateo, mas me fez a proposta de fazer sozinha com o guia e eu aceitei! Foram 210 dol pelo passeio com alimentação e equipamentos. Caro, mas valeu por ser algo totalmente diferente e pela alegria que senti ao ver tanta beleza. Passei um pouco de medo também e muito frio, mas adorei! O taxi com o guia me pegou no hotel às 3:45!!!! Foram 2 horas de estrada, passamos por Carhuaz e depois Ulta, até a base para subir o nevado. Dava para sentir que a estrada tinha muitas curvas, o tempo estava ruim, com chuva e o carro quase bateu numa vaca no caminho, não tinha quase nada de visibilidade! Ao chegarmos no alto, onde teríamos que começar a caminhar, estava nevando! Eram 6h da manhã...esperamos uma hora e como melhorou um pouco iniciamos a caminhada. Havia mais um turista com seu guia no local! Passeio super vip!!!! Desde o início fui ligada ao guia com equipamento de segurança. Tem uma parte em que se caminha por pedras e depois começa o trecho com neve (nessa parte coloquei os sapatos especiais e os grampos e óculos escuros). Senti até calor com a quantidade de roupa que estava usando, fui tirando as camadas conforme subia... Lá do alto consegui avistar 3 lagoas e estava em frente ao Huascaran! Fiquei um pouco até recuperar energias e descemos de volta. Cair na neve até era gostoso, mas fiquei imaginando como saber se naquele trecho não teria um buraco sem fim? O guia disse que a textura da neve indica por onde é possível caminhar e nos trechos mais íngremes a chance de avalanche é maior...correu tudo bem, voltei cansada, mas feliz!!! Os donos da agencia são também donos do Hostel e bar Campo Base e eu e o guia ganhamos uma porção de pasteis e um pisco sour cortesias por termos subido ao cume do nevado Mateo. Achei muito gentil! E gostei da região onde fica esse hostel, é um tipo de vila com vários restaurantes, agencias, hostels...O guia que me acompanhou é o Jack Sierralta, super gente boa. 23/05/2017: dia de descanso para andar por Huaraz. Passei pela Praça Soledad onde está a igreja Soledad, padroeira de Huaraz. Caminhei até a Rua José Olaya, que foi a rua onde permaneceram intactas casas após o último terremoto em Huaraz. Aos domingos tem feira gastronômica ali. Como não era domingo, o mais interessante nessa rua foi ver 2 vacas andando soltas e um rebanho de ovelhas sendo tocadas por ali!!! Caminhei até a Igreja S. Francisco, fui ao mercado Central e fiquei horrorizada como eles deixam carnes expostas sem refrigeração e as cestas de pão no chão. Almocei no Bistro de Los Andes. Fica numa esquina na Praça das Armas, no andar superior, de onde se pode avistar a praça e as cordilheiras. Tomei Shacue (sopa de feijões andinos com ovo e queijo). Visitei o museu arqueológico de Ancash onde vi um resumo do que já havia visto em Chavín. Descansei um pouco no Hotel até o horário de jantar e pegar o ônibus para Trujillo. O jantar foi no Café Andino, que ficava próximo ao hotel e achei bem aconchegante. Comi quinaufa (parecido com arroz chaufa, mas com quinua no lugar do arroz). O ônibus para Trujillo saia do quarteirão atrás do hotel, era da companhia Linea (50 soles), executivo, consegui descansar. Apesar de um trecho cheio de curvas no início e não ter nenhuma parada, a viagem foi tranquila. 24/05/17: tomei taxi (5 soles) até o hostel Munay Wasi. Encontrei um casal de franceses que havia feito o trekking santa cruz, mas havia se queixado de terem tomado ônibus público!!! Não havia um transporte contratado para eles, então tiveram que esperar muito para chegar do fim da trilha em Huaraz. Além disso disseram que o guia não explicava nada no trajeto, só caminhava e os turistas iam cada um por si...não me arrependi de não ter feito, ao saber disso. Gostei dos passeios que fiz, mas se algum dia tiver companhia pretendo ir com alguma agencia melhor. Encontrei a suíça que também fez o trekking, mas pela eco ice e disse que foi melhor, era um grupo menor, os equipamentos eram ok, transporte real para o grupo. No hostel me deram informações sobre os passeios que conseguiria fazer em Trujillo sem agencia. Fui para Huaca de La Luna, visitei o museu e depois visitei a Huaca. A visita guiada está inclusa no valor do ingresso e foi ótima. A Huaca del Sol está fechada para investigação, está bem destruída. As Huacas foram provavelmente pirâmides. Templos administrativos (Sol) e religioso (lua) da civilização Moche, que viveu de 100 a 600 dC. Viviam entre a montanha (pai) e rio (mãe). Cerro Branco: pessoas de Trujillo subiam no cerro, mas demorou para saberem que ali haviam as Huacas. Civilização fazia sacrifícios (sangue dos guerreiros em troca de água) pelos Deuses, quando demorava muito para chover faziam as oferendas. Huaca del sol: 11 andares. Desenhos simétricos, muitas aves, répteis, coloridos. Há uma teoria de que os Moches teriam se mudado e virado o povo de Chan Chan... 25/05/2017: fui a Chan Chan. Estava sozinha, então não paguei pelo guia. Comprei um folheto informativo. A grandiosidade do lugar é interessante, mas gostei mais das Huacas. Caminhei até o Museu de Chan Chan, mas não compensa, não tinha quase nada. Peguei o ônibus até Huanchaco, mas também não gostei dessa praia. Ela é cheia de pedras, não se pode caminhar molhando os pés na água, só pelo calçadão. O céu é cinza, deve ser boa para surfistas (tinha muitos). Caminhei um pouco, passei por uma igrejinha e peguei o ônibus de volta para almoçar em Trujillo. Fui ao restaurante que me recomendaram como tendo o melhor ceviche da cidade: El Rincón de Vallejo. Foi gostoso, não sei se é realmente o melhor pois não comi em outros lugares. Mas gostei do ambiente. Depois do almoço caminhei pelo centro histórico, entrei na casa de la Emancipación e no Centro cultural de Trujillo. À noite voltei à Casa de la Emancipación pois havia um show gratuito de lançamento do cd de uma cantora de Trujillo. 26/5/2017: Fui ao Palácio Iturregui que atualmente é um clube privado e abre das 8-10:30 para visitas ao seu interior. Cobram 5 soles. Não gostei. Em compensação, fui também na Casa Urquiaga, onde a entrada é gratuita e tem guia que explica cada cômodo, nessa Casa valeria pagar para entrar! Caminhando pela Calle Pizarro, vi uma apresentação de marinera na Plaza de la Merced. Teve um mini-aula também, mas não participei, só fiquei olhando como as pessoas se empolgam! Almocei e à noite peguei o ônibus para Lima. 27/5/17: O ônibus da viação Cruz del Sur era o único que chegava na Javier Prado, em Lima. O hostel havia me dito que esse seria o local mais próximo deles. Mesmo assim precisei pegar um taxi (cerca de 20 min). O hostel ficava em Miraflores e saí para encontrar o tour a pé que sairia dali até o centro de Lima. Há mais de um grupo que realiza esse tour, eu fiz com o guia de colete amarelo e gostei muito. O tour foi pelo centro histórico e o guia contou um pouco sobre a história de Lima. Terminou com uma degustação de Pisco Sour e explicação sobre o Pisco. De lá fui ao bairro Barranco, onde almocei e à tarde fiz outro tour a pé. Eu já havia ido nesse bairro boêmio à noite, na minha outra viagem a Lima. Foi interessante vê-lo durante o dia e conhecer um pouco mais sobre sua história. Vi um cara pedindo a namorada em casamento na ponte! Não lembro o nome da ponte, mas dizem que as mulheres que atravessam a ponte com a respiração presa e fazendo pedido tem esse pedido realizado em 2 horas! Não consegui passar sem respirar, kkkk. Nesse bairro fiz tour com pessoal de colete verde (disseram ser o primeiro grupo a fazer tour a pé em Lima), gostei muito também. 28/5/17: Não gostei do hostel onde me hospedei em Lima, pior custo benefício da viagem. Fiquei num quarto individual, mas o banheiro só ficava no andar de cima. O hostel era uma casa grande, o quarto individual era a provável despensa onde colocaram uma cama. Tinha cheiro de mofo. Nesse local teria sido melhor ficar no quarto coletivo. Nesse dia caminhei por Miraflores, pela costa e fui até o Museu de Arqueologia e história do Peru (vi mais uma vez a Estela Raimondi, dessa vez a original). O museu fica no bairro Pueblo Livre, é muito bonito e didático. Fiquei com vontade de conhecer Ica e Nazca...Depois do museu fui à Huaca Pucllana, uma pirâmide. Lembro de passar por ela à noite e vê-la iluminada da outra vez que estive em Lima. Mas dessa vez fiz o passeio por dentro. Ela existe há 1500 anos, feita de adobitos, construção resistente a sismos (tem espaço entre as pedras). Vi as tumbas dos Wasi (crianças sacrificadas!!! Eram da família ou não? Mistério...). À noite fui ao Larcomar, comi lanche no Papachosperu. No Peru, pelo menos em todas as cidades que visitei, não há um terminal rodoviário para todas as companhias, portanto é bom se assegurar do endereço do embarque e desembarque. A tarifa mais barata pode sair cara pelo tempo de deslocamento (e custo do taxi). Essa foi minha segunda vez no país (na primeira fui a Puno, Cusco e Machu Pichu e Lima) e com certeza voltarei. Ancash me encantou com a Cordillera Blanca, ainda há muito que ver por lá. E conversando com outras pessoas fiquei com vontade de conhecer Ica, Arequipa, Nazca...
  20. Olá Mochileiros, Primeiramente gostaria de agradecer aos usuários do fórum, pois seus relatos foram de grande contribuição para o planejamento da minha viagem, e nada melhor para retribuir do que fazer o relato sobre minha viagem para o Peru ocorrida em maio 2017. Após alguns meses de planejamento, no dia 29/04, eu e meu amigo Yukio colocamos nossas mochilas nas costas partimos para Cusco, nosso primeiro destino no Peru. Antes de entrar em detalhes, nosso itinerário foi o seguinte: 29/04 - Cusco 02/05 - Águas Calientes (Machu Picchu pueblo) 04/05 - Cusco 05/05 - Lima 08/05 - Huaraz 12/05 - Lima 13/05 - Paracas/Ica 14/05 - Lima 16/05 - São Paulo Itens fechados antes da partida [*][*]Transporte [*]Vôo Compramos três passagens aéreas pela Latam (São Paulo-Cusco / Cusco-Lima / Lima-São Paulo). Gasto ~R$ 1.500,00. [*]Trem Optamos em realizar o trajeto Cusco-Águas Calientes por trem, duas empresas fazem o trajeto, Peru Rail e Inca Rail, e oferecem diversos tipos de horários e cabines. Um detalhe importante na hora da compra é saber o local da partida do trem, há duas opções, estação de Poroy (30 minutos do centro de Cusco) e estação de Ollantaytambo (1 hora e meia do centro de Cusco). Para chegar nas estações é necessário pegar táxi ou vans. Fechamos nossas passagens com a Peru Rail, o preço é muito semelhante mas os horários nos agradaram mais, tivemos também a sorte de pegar uma promoção e compramos a passagem de ida num trem de categoria superior (Vistadome) pelo preço do trem mais simples (Expedition). As compras dos tickets foram realizadas pelo site da Peru Rail, sem dificuldades. É necessário buscar os tickets no Peru em algum dos muitos guichês listados no site, é importante não esquecer de levar o cartão de crédito utilizado na compra para pegar o ticket. Gasto ~R$ 450,00. [*]Ônibus Os trechos Lima-Huaraz e Huaraz-Lima realizamos de ônibus, dado que é uma viagem de aproximadamente 8 horas decidimos pernoitar no ônibus, por esse motivo pegamos poltronas bem confortáveis para melhorar a qualidade do sono. Fechamos a ida pela empresa Movil Tours e pegamos o assento premier. O assento reclina muito, reclina tanto que chega até a ficar desconfortável quando você desce no máximo. Empresa excelente, muito confortável, recomendo bastante. A volta foi pela empresa Cruz del Sur, fomos de assento vip, não é tão confortável quanto a Movil Tours, mas não tenho do que reclamar. Ambas as passagens foram compradas nos sites das respectivas empresas. Gasto ~ R$ 200,00 [*][*]Hospedagem Pesquisamos bastante na internet e decidimos concentrar nossas hospedagens pelo Airbnb para economizar. No entanto, em Lima ficamos hospedados na casa de um amigo e em Cusco pegamos um hostel pelo booking.com para o dia 12/05, esse hostel foi um grande erro que irei relatar mais para frente. Antes de começar meu relato, uma dica muito importante sobre o Peru que nos fez economizar muitos soles: Negocie muito! Nunca aceite o primeiro preço, conseguimos descontos substanciais negociando. 29/04 - Cusco - Partindo de São Paulo e primeiras impressões Transporte: Vôo Latam - São Paulo -> Cusco (rápida escala em lima) Hospedagem: Airbnb Embarcamos logo cedo em São Paulo com destino a Cusco, no aeroporto de Guarulhos apesar de chegarmos de madrugada e com bastante antecedência fomos surpreendidos por uma longa fila, acredito que tenha sido por conta do feriado prolongado. Na hora de despacharmos as malas fomos instruídos a despachá-las em outro local pois segundo o atendente os mochilões são "malas moles" que podem enroscar nas esteiras, despachamos elas no local correto para "malas moles" e partimos para a sala de embarque. O vôo para Lima foi tranquilo, chegando no Peru passamos pela imigração rapidamente, pouquíssimas perguntas e nada a mais. Uma dica: na sala de embarque do aeroporto de Lima há um quiosque da PeruRail onde é possível pegar os tickets de trem. Logo partimos para Cusco. Chegando em Cusco fomos abordados na esteira das malas por funcionários de uma agência de turismo, evitem eles, além de oferecerem passeios e tickets com custo muito mais elevado, eles tentam te convencer na base da mentira, eles chegaram a alegar que só restavam 5 tickets para Machu Picchu para a data que queríamos o que estava longe de ser verdade. A proprietária do Airbnb nos ofereceu um táxi por 20 soles para nos buscar no aeroporto, o motorista estava nos esperando na saída do desembarque com uma plaquinha. Há muita oferta de táxis no aeroporto, um ponto importante é que não existe taxímetro no Peru, portanto pergunte sempre antes o valor da corrida e dê uma bela negociada. Gostamos do taxista e resolvemos agendar com ele uma corrida até Poroy no dia 02/05, de lá partiria nosso trem para Águas Calientes, ele pediu 45 soles pela corrida, fechamos em 30. Ficamos hospedados muito próximos a Plaza de Armas (toda cidade no Peru tem uma Plaza de Armas, é a praça central da cidade), fomos muito bem recebidos pela dona da hospedagem, ela nos ofereceu chá de coca para ajudar na adaptação com a altitude (aproximadamente 3.000m) e nos deu muitas dicas do que fazer em Cusco. Na hora de ir para o quarto sentimos os primeiros efeitos da altitude, tivemos que subir 3 lances de escada e chegamos extremamente ofegantes. No primeiro dia o ideal é não abusar, tire o dia para aclimatação com a altitude. Deixamos as coisas no quarto e partimos para a Plaza de Armas com quatro missões: comprar os ingressos para Machu Picchu na loja oficial, trocar dólares por soles, fechar os passeios e jantar. A loja oficial do ministério da cultura é bem próxima a Plaza de Armas, lá é possível comprar os ingressos pelo preço correto e comprar ingressos de estudantes com desconto. Para adquirir o ingresso de estudante é necessário fazer a carteirinha internacional de Estudante da ISIC, quem ainda estiver estudando pode conseguir diversos descontos com essa carteirinha. Há diferentes tipos de ingresso para Macchu Picchu, mais detalhes serão mencionados mais adiante, porém a partir de agosto de 2017, o sistema de visitação para Macchu Picchu sofrerá modificações. Para fazer câmbio fomos para a Av. El Sol, próxima da Plaza também, lá há diversas lojinhas de câmbio, tudo muito informal, demos uma pesquisada e todas estavam com a mesma cotação, nessa data trocamos 1 dólar por 3,23 soles. Importante: as cédulas de dólares tem que estar em perfeito estado, se estiver minimamente danificadas eles não aceitarão ou não pagarão o câmbio integral. Quando estávamos fazendo o câmbio, conhecemos um brasileiro que atualmente é dono de uma agência de turismo em Cusco, sentamos com ele para ver as opções de passeios e fechamos 3: passeio de quadriciclo para Salineras Maras e Moray, City Tour e tour pelo Vale Sagrado, pagamos 205 soles pelas atividades. Há muitas agências que vendem esses serviços nas redondezas da Plaza de Armas, o negócio é dar uma pesquisada. Fomos jantar e após a janta começamos a sentir o efeito do Soroche (mal da altitude), estávamos andando na rua minimamente inclinada e começamos a perder o fôlego, minha cabeça começou a latejar, era hora de voltar e dormir. 30/04 - Cusco - Quadriciclo e City tour Hospedagem: Airbnb Acordamos cedo, a cabeça ainda doía um pouco, tomamos nosso café da manhã, mandamos um chá de coca caprichado e fomos para o nosso passeio de quadriciclo, saímos às 7:00 da Plaza de Armas. O passeio foi sensacional, os quadriciclos eram modernos e bem potentes, andamos por estradas de terra e por asfalto até nossos destinos. Retornamos às 13:30, comemos algo rápido e partimos para o City Tour às 14:00. Iniciamos o tour a pé, caminhamos até o Qorikancha (antigo templo Inca), de lá partimos para os sítios arqueológicos de ônibus. No primeiro sítio compramos o boleto turístico no valor de 130 soles (estudante de até 25 anos com a carteirinha ISIC tem desconto), esse boleto dá direito a entrar em diversas atrações na cidade de Cusco. Conhecemos os sítios Sacsayhuaman, Q’enqo, Pukapukara e Tambomachay. Os dois passeios valeram muito a pena, recomendados! 01/05 - Cusco - Vale Sagrado Hospedagem: Airbnb Às 7:00 da manhã já tínhamos tomado nosso chá de coca e estávamos na Plaza de Armas aguardando pelo tour pelo Vale Sagrada, as entradas das atrações estão no boleto turístico que compramos no dia anterior, esse tour dura o dia todo e o almoço está incluso. Partimos para conhecer Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero. Esse tour é o auge de Cusco, eu considero Pisaq e Ollantaytambo as melhores atrações da cidade. 02/05 - Águas Calientes - Trem e Cascata de Mandor Transporte: Trem - Peru Rail Hospedagem: Airbnb Nosso trem partia de Poroy às 8:25 com destino a Águas Calientes, o taxista do aeroporto chegou para nos buscar no horário combinado e partimos para a estação que levou cerca de meia hora para chegarmos. Viajamos com o Vistadome da Peru Rail, é um trem muito confortavel, serviram um lanche bom e bebida a vontade. A viagem é muito bonita com belas paisagens. Chegamos em Águas Caliente e fomos para o local que reservamos no Airbnb. Na realidade, o local era um hostel que disponibilizava os quartos pelo Airbnb, o quarto não era dos melhores, nada arejado e com um pouco de cheiro de mofo, mas tudo bem, prosseguimos pro almoço. Na hora de se alimentar outra dica importante, fomos instruídos a evitar saladas e frutas em Águas Calientes, a água da cidade não é de qualidade, muitas pessoas tem problemas ao comer esses alimentos. Depois do almoço fomos pesquisar o que fazer na cidade, encontramos relatos sobre a Cascata de Mandor, decidimos ir conhecer. Para chegar na cascata fomos até o trilho de trem e seguimos no sentido oposto a Cusco. Caminhamos muito pelos trilhos (1:30h), e acabamos passando da entrada da cascata, a sinalização não é das melhores, fique ligado em todas as placas. É necessário pagar cerca de 10 soles para entrar no local da cascata. Voltamos da cascata, jantamos, compramos o ticket do ônibus para subir até Machu Picchu e fomos descansar para o dia seguinte. 03/05 - Águas Calientes - Machu Picchu Antes de entrar em detalhes sobre a experiência em Machu Picchu vou explicar três pontos importantes: Primeiro, fomos informados que Machu Picchu será fechado em julho/17 para readaptar a forma de visitação, não sei exatamente como ficará. Atualmente, na hora de comprar os ingressos para Machu Picchu além de conhecer as ruínas é possível comprar a opção de subir uma das duas montanhas que ficam próximas a cidadela, Huayna Picchu (a montanha que geralmente fica ao fundo nas fotos de Machu Picchu) e a montanha Machu Picchu. A trilha para Huayna Picchu não exige tanto fisicamente para ser feita, ela exige que você não tenha medo de altura pois ela te expõe em algumas situações que podem realmente dar medo, no topo da montanha há algumas ruínas, porém a vista para Machu Picchu não é boa. A montanha Machu Picchu exige bastante fisicamente, o longo caminho é constituído quase integralmente por escada, essa montanha oferece a melhor vista para as ruínas. É importante mencionar que se você quiser subir Huayna Picchu, compre seu ingresso com bastante antecedência, pois é muito concorrido! O outro ponto é a forma de chegar de Águas Calientes a entrada de Machu Picchu. É possível ir de ônibus ou ir a pé, cada trecho do ônibus custa aproximadamente 15 dólares. Para chegar a pé é necessário subir uma longa escada até a entrada, esteja fisicamente bem se optar por esse meio. Optamos pelo ingresso com a montanha Machu Picchu inclusa e a subida de ônibus pois nosso horário para subir a montanha era às 7:00, então tínhamos que chegar bem cedo. A volta fizemos a pé. Chegamos na fila para pegar o ônibus às 5:00 e a fila já estava gigantesca. Entramos em Machu Picchu e estava muita neblina, não era possível ver nada, nos dirigimos para a entrada da trilha da montanha e aguardamos até às 7:00 para começarmos a subida. Subimos relativamente rápido, em cerca de uma hora, considerando o grau de dificuldade da subida . No topo da montanha estava frio e choveu em alguns momentos, ficamos aguardando a neblina sair para enxergar a cidade, demos azar e apenas por poucos segundos conseguimos ver parte das ruínas, o tempo não estava bom pela manhã, às 11:00 começamos a trilha de volta pelas escadarias. Agora era o momento de conhecer as ruínas, saímos do parque em busca de um guia, o ingresso dá direito a entrar 3 vezes, entramos num grupo e começamos a visita guiada, éramos em 6 pessoas, cada um pagou 40 soles para o guia. Eu recomendo o guia, senão você verá apenas construções e não entenderá o contexto das coisas. Após a visita guiada demos mais uma explorada e às 17:00 fomos convidados a nos retirar, pois o parque iria fechar. Seguimos a pé até Águas Calientes, levamos aproximadamente 50 minutos. Machu Picchu é realmente impressionante, foi o maior custo da nossa viagem somando trem e ingresso, mas valeu cada centavo, é só mais uma amostra de como os Incas foram grandiosos em um curto espaço de tempo. Outra dica, lá em cima só tem um restaurante ao custo de 40 dólares por pessoa e uma lanchonete bem cara, recomendo que leve alguma coisa para comer (e coma longe das lhamas). 04/05 - Cusco - De volta a Cusco Hospedagem: Hostel Real Cusco Por volta das 9 da manhã embarcamos no trem de volta, esse trem parava em Ollantaytambo. Chegando na estação você começa a ser abordado por muitos motoristas de vans e taxis para realizar o trajeto de volta para o centro de Cusco. Fechamos com um motorista de van por 5 soles, o trajeto leva cerca de uma hora e meia com bastante emoção, esses motoristas de vans e taxistas correm feito loucos, fazem ultrapassagens proibidas e etc… Chegando a Cusco almoçamos e fomos conhecer um pouco do centro, conhecemos os museus que estavam inclusos no boleto turístico e o mercado San Pedro, que eu particularmente não gostei, tentamos comprar algumas lembrancinhas lá mas era tudo de péssima qualidade. Uma opção melhor para comprar lembrancinhas em Cusco é uma galeria localizada na avenida El Sol. Já eram quase 23:00 e fomos para o hostel Real Cusco que reservamos no booking, escolhemos esse hostel por ser próximo ao aeroporto e oferecer transfer gratuito, pois como iríamos pegar nosso vôo às 7 da manhã pareceu uma boa saída. Chegando lá deu tudo errado, fomos recebidos por um atendente mal humorado, discutimos bastante com ele porque ele disse que não tinha o serviço de transfer (não é o que dizia o booking) e tivemos que trocar de quarto duas vezes pois os chuveiros estavam quebrados. Em resumo, um péssimo hostel… 05/05 - Lima - Uma folga da altitude Chegou o momento de partir de Cusco, pegamos bem cedo o vôo para Lima, chegando no aeroporto pegamos um táxi até Miraflores onde nosso amigo mora. Miraflores é impressionante, um contraste total dos locais que passamos de táxi, tem uma beleza e infraestrutura de primeiro mundo. Após acomodar as mochilas e almoçarmos partimos para a Plaza de Armas de Lima, lá estão os principais prédios públicos do país. Seguimos andando pelo centro até o Circuito Mágico das Águas, lá é um parque bem cuidado, onde encontramos muitas fontes de água. A noite acontece o show das águas, em uma das fontes eles fazem projeções sobre a história do Peru. 06/05 - 07/05 - Lima A culinária de Lima é muito rica, na maior parte dos locais que você vai a comida é muito boa e preço muito inferior ao do Brasil. No fim de semana, ficamos basicamente em Miraflores e arredores. Conhecemos o sítio arqueológico da civilização Lima, fomos até Barranco e surfamos. Negociando é possível alugar pranchas na praia por cerca de 25 soles Domingo pela noite fomos até a Movil Tours e pegamos o ônibus até Huaraz, nossa viagem atravessaria a noite e pela manhã estaríamos em Huaraz. 08/05 - Huaraz - Llanganuco e Yungay Hospedagem: Airbnb Chegamos cerca de 05:30 em Huaraz, logo fomos abordados por um funcionário de uma agência de turismo, como havíamos chegado naquele dia e o preço não estava ruim decidimos fechar o passeio do dia com ele mesmo. A ideia era fazer algo leve para aclimatar novamente com a altitude, Huaraz está a mais de 3.000m de altitude, optamos pelo passeio para laguna Llanganuco e conhecer a cidade de Yungay. Fomos para o hostel, comemos algo e às 9:00 uma van passou para nós buscar. Primeiro fomos para a cidade de Yungay, uma cidade que décadas atrás foi soterrada por uma avalanche ocorrida após um terremoto, até hoje a cidade está soterrada. Depois fomos para a laguna de Llanganuco, é uma laguna muito bonita com águas cor turquesa. Está localizada a cerca de 3.800 metros de altitude, mas a van para a poucos metros da laguna, portanto não é necessário esforço físico. Foi um excelente passeio para voltar a aclimatar com a altitude, mas não recomendamos a agência da rodoviária que apesar de ter um preço bom não oferece um serviço de qualidade: a guia falava muito baixo, pedimos para ela falar um pouco mais alto e não resolveu nada, ouvimos poucas palavras da guia. Além disso, a parada para o almoço foi em um lugar bizarro e a qualidade da van era bem questionável comparada com as demais que pegamos. Quando voltamos a noite fomos procurar uma nova agência para fechar os demais passeios, estávamos andando próximos a Plaza de Armas e conhecemos o Dário da Peruvian Classic Adventures, citamos os problemas ocorridos no passeio do dia e ele garantiu que não teríamos os mesmos problemas na agência dele. Ele pareceu muito mais profissional então decidimos fechar o próximo passeio, Glaciar Pastoruri, e se gostássemos deste, iríamos fechar os demais. Nossa ideia inicial era fazer nos próximos dois dias as ruínas de Chavin e Laguna 69, mas o Dario nos falou sobre um passeio diferente oferecido pela agência dele, subir até o cume do Pico Mateo. A princípio pareceu loucura, o cume do Pico Mateo fica a cerca de 5.200 metros, ficamos de pensar, mas estávamos certos que iríamos manter o cronograma inicial. 09/05 - Huaraz - Glaciar Pastoruri Umas 8:00 da manhã uma van nos buscou para o passeio para o Glaciar Pastoruri, a primeira impressão era muito boa, o transporte era um micro ônibus novinho e conseguimos ouvir muito bem o guia, boa parte de nossas queixas do dia anterior estavam resolvidas. O Glaciar fica a um pouco mais de 5.000m de altitude, nunca tínhamos ido tão alto. O guia nos passou instruções sobre o passeio para lidarmos bem com a altitude, ele disse que para chegar no glaciar é necessário caminhar cerca de meia hora em um caminho íngreme, nos instruiu a caminhar tranquilamente, tomar chá de coca e comprar balas de coca na parada que iríamos fazer. O caminho do micro ônibus até o Glaciar é muito bonito, fizemos algumas paradas para ver fontes de águas gaseificadas, pinturas rupestres, alguns poços de água com uma cor azul muito bonita. Quando chegamos na base para o início da trilha do glaciar tínhamos duas opções, subir a pé ou a cavalo, compramos um chá de coca para dar aquela calibrada final e seguimos a trilha. A altitude dificulta bastante, é uma constante subida, não muito íngreme, chegamos em cerca de 30 min, o negócio é ir tranquilamente, demos sorte no dia pois nevou em alguns momentos. O glaciar é impressionante, um grande bloco de gelo, infelizmente devido ao aquecimento global ele está sumindo, ele já é um quinto do que foi anos atrás, por esse motivo, para preservá-lo, não é mais possível acessá-lo. Ficamos cerca de 45 minutos no glaciar, e devido a grande altitude para evitar o soroche é melhor não ficar muito tempo. Voltamos para o centro de Huaraz e fomos para a agência definir os próximos dias. Depois de passar o dia pensando bastante decidimos subir o Pico Mateo e a Laguna 69. Para subir o Pico Mateo é necessário equipamentos especiais, pegamos emprestado na agência as botas para altitude, calça, luvas, capacete, casacos e óculos para montanha pois os nossos óculos de sol não conseguem nos proteger da radiação na montanha. Voltamos para casa para descansar, nossa aventura iria começar às três da manhã do próximo dia. 10/05 - Huaraz - Pico Mateo Estava rolando a festa do padroeiro da cidade durante a semana, mas nessa noite eles capricharam na festa, durante a noite toda lançaram fogos, tocaram flautas e bumbos, e simplesmente não deu para dormir praticamente nada. Às três da manhã passaram para nos buscar, nos falaram para tentar dormir porque levaríamos 2 horas para chegar na base da montanha. Chegamos a base da montanha, estava muito escuro ainda, saímos do carro e estava uma garoa e um vento congelante, colocamos a cadeirinha de escalada e a lanterna no capacete e partimos caminhando para a montanha. Pelo cenário do local e pela atividade que faríamos dava a sensação de estarmos indo para um caminho sem volta. O início da subida é em uma parte rochosa, o guia ia a frente mostrando o melhor caminho. Devido a grande altitude que já estávamos a subida exigia muito do corpo, íamos subindo devagar, a palavra “despacio” era a palavra mais falada pelo guia, tínhamos que dar os passos mais curtos possíveis. Após um bom tempo subindo na pedra chegamos na parte nevada da montanha, era hora de colocar os cravos de metal nas botas para possibilitar a caminhada na neve. Além disso, nós três ficamos amarrados por uma corda, caso alguém caísse os outros dois evitariam que a pessoa escorregasse montanha abaixo. Fomos subindo, subindo, subindo, o nível de exigência física é altíssimo. Subir uma montanha é difícil, subir uma montanha na neve para atingir 5.200 é muito mais difícil, a falta de oxigênio atrapalha muito, a cada 6 passos perdíamos o fôlego. Após algumas horas de subida conseguimos o que pareceu impossível em certos momentos, chegamos ao pico. Foi uma sensação incrível chegar lá, infelizmente estava uma nevasca muito forte no momento que chegamos ao cume, não tínhamos muita visibilidade, quando o tempo está aberto, do cume temos uma vista incrível, é possível ver adiante o Nevado Huascarán, que é a montanha mais alta do Peru. Devido a altitude e para não deixar os músculos esfriarem, ficamos um tempinho lá e era hora de descer. A descida exige bastante do corpo também, quando estávamos descendo comecei a sentir o efeito do soroche. Começou a doer bastante a cabeça e o estômago começou a ficar ruim, foi um mix entre altitude, cansaço e falta de sono. Foi uma experiência sensacional, mas se prepare muito bem fisicamente se quiser tentar fazer algo do tipo, tenho um preparo aeróbico bom e senti dificuldade. Lembro também que é uma atividade que te expoem a riscos altos. Voltamos aproximadamente às 17 horas para o hostel, banho tomado e fomos descansar, durante a noite a festa rolou novamente mas estava tão cansado que nem dei conta. 11/05 - Huaraz - Laguna 69 Um dos dias mais esperados da viagem, conhecer a incrível Laguna 69. Às cinco da manhã uma van passou para nos pegar, levamos cerca de duas horas para chegar na primeira parada, foi excelente para dar mais uma dormida para ajudar a nos recuperar do dia anterior. Paramos para o pessoal ir ao banheiro, reforçar o café da manhã e comprar mais alguma coisa para comer durante a trilha, afinal depois dessa parada não teríamos a oportunidade de comprar mais nada, seríamos só nós e a natureza. A próxima parada foi novamente na Laguna Llanganuco, dessa vez do outro lado, parada rápida para fotos e seguimos. Chegamos no ponto de partida do trekking para a Laguna 69, o guia nos passou todas as instruções, o caminho era dividido em três partes, uma plana, uma subida em zigue zague e uma subida bem íngreme no final. Teríamos três horas e meia para chegar na laguna, quem não chegasse nesse tempo teria que retornar. Fomos instruídos a andar tranquilamente que daria para chegar a tempo. A Laguna está a 4.600m de altitude, estávamos bem aclimatados com a altitude graças aos dias anteriores, mas fomos andando tranquilamente e constantemente. A trilha é bem puxada, muito tempo subindo, mas a vista é sensacional, com uma cachoeiras, lagos e pastos, o negócio é ir com calma apreciando a bela paisagem. Após duas horas e meia chegamos a Laguna 69, um dos lugares mais bonitos que vi na minha vida, realmente impressionante, só indo para entender o que estou dizendo. Hora de voltar, o caminho da volta é bem tranquilo pelo fato de ser praticamente o tempo todo descida. Retornamos, arrumamos as coisas e pegamos um táxi para o terminal de ônibus da Cruz del Sur (dentro do perímetro urbano de Huaraz qualquer corrida custa 3 soles). Pegamos o ônibus para retornar para Lima, compramos o assento vip, era confortável mas o da Moviltours é melhor. 12/05 - Lima Dormi a viagem toda e acordei em Lima umas 6 da manhã. Fomos para a casa do nosso amigo em Miraflores, ele conseguiu uma folga então tomamos café da manhã e resolvemos partir para mais uma tentativa de surf nas águas de Lima. Mais tarde fomos comprar algumas coisas e ficamos num dia mais tranquilo para nos recuperarmos do ritmo intenso de Huaraz e também porque no dia seguinte iríamos para Ica de madrugada. 13/05 - Paracas - Ica Fechamos numa agência em Lima um passeio de um dia para Paracas, Islas Ballestas e Ica por 125 soles. Incluso no passeio estava o transporte, guia, passeio de barco até as Islas e passeio de buggy pelo deserto de Ica com sandboard. Às três da manhã pegamos o ônibus rumo a Paracas e deu para dar aquela dormida. Umas sete da manhã chegamos em Paracas, fomos direto para a fila da lancha do passeio para as Islas Ballestas, no passeio podemos ver toda a fauna do local que é constituída de muitos pássaros, pinguins e leões marinhos, além disso as ilhas são muito bonitas. Após o passeio tivemos duas horas livres, tínhamos algumas opções do que fazer, optamos por andar de quadriciclo no deserto de Paracas. Seguimos para o oásis de Ica onde pegaríamos o buggy para nosso passeio no deserto. O passeio tem bastante adrenalina, o buggy pega bastante velocidade nas descidas. Fizemos uma parada para praticar sandboard, retornamos do passeio e tivemos um tempo livre para conhecer o oásis. Acredito que esse passeio bate e volta seja o suficiente para conhecer esses locais, não vejo necessidade de passar mais tempo por lá. 14/05 - 15/05 - Lima Seguimos mais uns dias em Lima antes de retornar para São Paulo, conhecemos museus, e tentamos ficar ricos no Cassino, compramos algumas coisas e comemos muito bem. Era o momento de dar tchau para o Peru e regressar… Conclusão: Peru é um país com muitas riquezas históricas, naturais e culturais, valeu muito a pena ir para lá, recomendo fortemente conhecer esse incrível país, além de ser financeiramente acessível. Gastos totais: R$ 4.500,00 Se tiverem perguntas é só falar. =)
  21. Dividi o relato dessa viagem em 4 momentos (cusco, machu picchu, rainbow mountain e Lima), uma viagem de sete dias. É pouquíssimo tempo, foi bem apertado, alguns dias dormindo pouquíssimo meeesmo. Acontece que só tínhamos realmente uma semana, não tinha mesmo como prolongar, porém, não recomendo passar menos do que 12 dias. Se você resolver passar mais tempo, pode conhecer mais coisas legais e inclusive economizar em algumas coisas, como vou explicar mais pra frente. - Cusco - Já tínhamos reservado a hospedagem no Hotel Hantuquilhas, que fica a duas quadras da praça das armas (praça principal). Os hotéis que ficam nas ruas da praça são bem caros, então, pelo menos para mim, valeu a pena andar um pouquinho. A diária custou R$ 89,00 (mas pagamos em dólares) para duas pessoas, ele é bem bonzinho, arrumado e o atendimento é excelente! fica em frente a um supermercado e uma pizzaria muito boa e barata (pizza de S./20 até de S./10). Na mesma rua, mais em cima, tem um hostel Loki, onde rola uma baladinha muito bacana a noite! Cerveja a um preço razoável (considerando os bares/restaurantes da praça das armas, qe têm preços bem salgadinhos), um ótimo hambúrguer com batatas fritas (e outros tipos de lanche), mesa de bilhar, música ao vivo, mesmo pra quem não é hospede a entrada é free. Chegamos em Cusco pela madrugada, então não rolava arriscar no transporte. combinamos com o pessoal do hotel pra eles mandarem um taxi pro aeroporto, é caro, mas saiu mais barato do que pegar aqueles que ficam lá. foi S./25,00 É importante ter cuidado com os taxis, pra que eles não fiquem dando voltas com você e cobrem mais por isso (ouvimos relatos de que isso acontece na cidade). SEGURANÇA Cusco é uma cidade bem tranquila, tem polícia turística rodando o tempo inteiro. E vc pode ficar na tranquilidade que lá ninguém mexe com você. CÂMBIO O melhor local para trocar sua moeda por soles (S./) é na praça das armas; fizemos isso em uma casa de câmbio, lá na praça das armas, que fica de canto, com letreiro amarelo bem chamativo. Mas o grande lance é você comparar o preço entre elas e negociar. Em Cusco, você pode penchinchar absolutamente tudo. Várias pessoas chegam oferecendo por um ótimo câmbio, mas preferimos não arriscar e trocar em uma casa de câmbio, para evitar problemas. Você pode levar seu dinheiro em reais e trocar quando chegar, sem problemas (fiz isso com a metade da grana que levei). Se trocar aqui no Brasil mesmo, sairá muito caro. Você pode também colocar seu dinheiro em um cartão pra viagens (é tipo uma pochete eletrônica, em uma comparação bem tosca mesmo). Tem o Visa Travel e o Neon (fiz uma conta e levei a outra metade da grana nele), Neon é um banco sem agências, que funciona pela net, vc abre sua conta, pede seu cartão, todo pela net e ele vai direto para o seu endereço. É isento daquelas taxas e anuidades, mas você paga uma taxa fixa se for sacar o dinheiro (por isso não fiz nenhum saque kkk). Não tive broncas, foi tranquilo. O bacana de levar no cartão é que em muitos lugares, praticamente todos, aceitam cartão, além de ser mais seguro do que andar com muito dinheiro por aí, sai mais barato do que fazer o câmbio. Isso porque você vai estar comprando com o valor da moeda comercial, e não com o valor da moeda turística (que é mais cara). PASSEIOS Primeiro: se você for estudante, tire sua carteirinha de estudante internacional (ISIC). São muitos os lugares que aceitam a carteirinha e garantem a metade do valor. Segundo: compre um boleto turístico! Compramos o completo, que vale pra praticamente todos os passeios e sai mais barato do que pagar por tudo separadamente. ele é válido por 10 dias e custou S./70 (c/ carteira de estudante). ONDE COMPRAR: no ministério da cultura de Cusco (“municipalidad de Cusco”), fica na Av. do Sol. O assédio é muuuito muuito grande, mas não se renda. pesquise em todos os locais da praça das armas e só depois disso feche os passeios, negociando e pechinchando sempre (o que não inclui machu picchu, que vc deve comprar com o governo, já explico) Regra de ouro pra tudo em Cusco: PECHINCHE! Eles acabam diminuindo o preço consideravelmente. Fechamos todos os passeios com "César" - do "Grupo Peru" (na praça das armas), o city tour foi S./ 15,00 (uma van + guia que leva pro Templo do Sol - Qorikancha -, pra Saqsayhuaman, Tambomachay, Puka Pukara e pra Q'engo), sai às 14:00 e volta às 19:00, e tem também pela manhã. desses passeios, apenas o de Qorikancha não tem no boleto turístico - custou S./ 8 (pra estudante). O passeio pra Maras e Moray (van + guia) foi S./ 25, não inclui almoço . Moray tá inclusa no boleto turístico, apenas as salineras de Maras tem que ser pago a parte, pqe: não pertence ao governo, pertence à comunidade local, então elas cobram pela entrada - S./ 10. a saída é às 9:00 e volta às 14:00. Gnt, Moray é lindo! no final do passeio, vc vai subindo pra encontrar a van e de repente, pan: dá de cara com a imensidão da cordilheira dos andes. lindo! Maras também é um passeio muito maravilhoso pela imensidão do local; nas fotos que a gente vê por aí parece que é menor do que realmente é. E ainda, bem emocionante (para quem tem ou tinha medo de altura como eu). A estrada que leva até maras é muito estreita, só passa um carro de cada vez e se você olhar para baixo, pela janela da van, vai dar de cara com um precipício gigante bem pertinho. O passeio pra Pisac e Ollantaytambo (Vale sagrado) custou S./35 (van + guia + almoço). O almoço foi num restaurante de comida típica, com música ambiente (estilo local). Bem típica mesmo, então, pra falar a verdade não fazia ideia do que era aquilo que eu estava comendo, mas era saboroso, a bebida não estava inclusa. A saída desse passeio é às 9:00 e não retornamos pra Cusco, ficamos em Ollantaytambo, pqe é de lá que sai o trem pra Águas Calientes - Machu Picchu (mas ele retorna por volta das 19:00) É aqui que eu disse que se eu tivesse com mais tempo, poderia ter economizado mais. Como meu tempo era curto, tive que ir de trem pra Águas Calientes - Machu Picchu. O trem é bem caro mesmo e nem tem meia passagem :( O modo de ir mais barato é seguindo pela hidrelétrica, que vc só gasta o solado do sapato, são 4horas de caminhada. Comprei a passagem no Inca Rail, que é o mais barato, custou $125 (eles também recebem em Soles, o valor varia de acordo com o horário e temporada. esse foi o valor do horário mais barato e em baixa temporada), a loja do Inca Rail fica na praça das armas, perto dos restaurantes. Na volta, ganhamos um upgrade na hora, tomamos pisco ouvindo música ao vivo na primeira classe e pagando pela econômica rsr. BOLETO PARA MACHU PICCHU Vc pode comprar com antecedência, pelo site do governo com (apenas) o cartão visa travel. É, não tem outra forma de pagamento pelo site, isso é terrível. Existem duas montanhas que você pode subir em Machu Picchu (não pode subir as duas, deve escolher uma delas) - a Montanha Machu Picchu e a famosa Huayna Picchu; ou você pode também não querer subir nenhuma montanha e comprar o boleto apenas para as ruínas de Machu Picchu. Se você quiser muito subir a Huayna Picchu, compre antecipadamente! Ela sempre lota, até mesmo em baixa temporada, e tem grandíssimas chances de vc não conseguir mais comprar o boleto pra ela lá em Cusco. Nós compramos o boleto para a montanha Machu Picchu, a mais alta dentre elas, são 3h de caminhada até o topo. Imensa! Na metade dela você já olha as ruínas de Machu picchu bem pequenininha. É uma caminhada difícil, muito cansativa. Em alguns locais têm escadas de pedras (ou os retos dela) e os “degraus” são bem estreitos, em alguns pontos são extremamente estreitos, que até eu (com meu pé 35) tive que subir de lado. A montanha fica a 2.700m de altitude, o que faz vc ficar cansado mais depressa. A vista é magnífica, e você pode aproveitar a montanha de todas as maneiras, a vista, a caminhada, a vegetação, os pássaros. Na volta, fiz um piquenique em um ponto espaçoso, que dava para admirar a paisagem, aproveitando para recarregar as energias. Compramos o boleto em Cusco (lá aceita meia entrada com a carteira de estudante, diferente do site). -----> Eles não vendem mais o boleto no ministério da cultura da av. do sol, agora a venda é em um local próximo à praça do regozijo, na rua do museu histórico regional. O boleto (meia entrada) pra machu picchu + montanha machu picchu custou S./130 Em Águas Calientes ficamos no Hotel Angels, fica a 4 passos da parada do ônibus que sobe a montanha pra Machu Picchu e custou $ 32 (dólares) a diária pra duas pessoas. Como sairíamos bem cedo pra montanha, antes de servirem o café da manhã, pedimos que eles embalassem antes pra gnt levar e comer no caminho. Vc pode subir a montanha andando, ou pode comprar a passagem do ônibus lá mesmo (águas calientes), ou em cusco, no Banco Interbank, na avenida do sol (aceitam carteira de estudante), custa $ 12 (meia). MUSEUS EM CUSCO Além do museu Qorikancha, que visitamos no City Tour, fomos também no Museu Histórico Regional, Museu de Sítio de Qorikancha, Museu Municipal de Arte contemporânea e Museu Inka. Os três primeiros estão no Boleto Turístico. O último, Museu Inka, custou S./ 10 (não aceitam carteira de estudante) O Museu Inka é incrível! grande, com muitos artefatos, todos bem explicados, com vídeos, múmias muito bacana o passeio! Gostei de todos, mas meu preferido foi com crtz o Museu Inka. Rainbow Mountain (montanha colorida) Fechamos esse passeio também com "César" do "Grupo Peru", custou S./ 70 (van + guia + café da manhã + almoço + entrada da montanha). Eles passam no hotel por volta das 4:30 - 5:00 da matina, são 2horas até o local que tomamos café e mais 1hora até o local onde começa o trekking até a montanha colorida. Daí são mais 3 horas de caminhada até o topo, 2 horas só de uma subida muito íngreme a 5.100 metros de altitude. É cansativo, mas as paisagens ao longo de todo o caminho é demais! muito lindo. Quem quiser, também, pode fazer a subida a cavalo - ida custa S./50 e ida e volta custa S./ 70 -. O foda desse passeio é que quando você chega ao topo (tava -5c e chovendo granizo) você olha pra trás e a paisagem está com-ple-ta-men-te diferente! e daí na volta você vai babando tudo de novo, pqe a paisagem já é outra! DILEMA: O SOROCHE! Pra quem não sabe, "soroche" é "o mal de altitude". Vc fica com dor de cabeça, náuseas, etc. e pra isso nos hoteis e em praticamente todo lugar tem chá de coca pra tomar (é tipo o cafezinho aqui), vc pode comprar tbm balinhas de coca, comprimidos pra soroche, a folha de coca, etc. Se em cusco vc já sente isso (eu passei muito mal durante o city tour, mas deu pra segurar a onda) na montanha colorida então! por isso, leve alguma coisinha de coca. Se tiver com dificuldade pra respirar, dá um alô pro guia pqe ele carrega um líquido feito de plantas locais que faz melhorar rapidinho. COMIDA : se tiver procurando por uma comidinha boa e barata em Cusco, procure pelos “menus” nas ruas que ligam a praça das armas à praça do regozijo ou, mais barato ainda, na rua sentido mercado municipal. Em Aguas Calientes, na rua da praça das armas em direção ao rio. Esses “menus” custam de S./15 a S./30 e vem entrada, prato principal e sobremesa. Tem também desses “menus” nos restaurantes que ficam na praça das armas em Cusco. A regra de pechinchar tudo vale pra cá também! Lima O aeroporto de Lima na verdade não fica na municipalidade de lima, então é longe pra caracas! Os taxis que ficam no aeroporto são absurdamente caros, mas lá funciona o uber. Tem a opção dos coletivos. Lá também tem tuck tuck pela cidade, mas não vi nenhum no aero. A ida do aero até o centro de Lima é um trânsito muito louco. Já no centro de Lima, vc pode se locomover de ônibus ou tuck tuk mais tranquilamente, o trânsito já dá uma amenizada por lá. As catacumbas Fica bem próximo da praça das armas, na Basílica e Convento de São Francisco, é só seguir direto na rua do palácio do governo e, no final da rua, entrar pra direita. É incrível, mais de 20 mil esqueletos. Quando o local foi encontrado por um arqueólogo, os esqueletos foram separados para serem contabilizados (cabeça pra um lado, tíbia pra outro, etc.) e estão lá assim, separadinhos. Vc tem que andar o tempo inteiro corcunda (ou agachado) e não pode esquecer disso! Fede muito lá dentro, um cheiro desagradável para quem é alérgico. Lá também fica a biblioteca conventual, com 25 mil volumes (do sec. 16 a 20), com obras muito raras (como uma edição da bíblia de 1571), pergaminhos; a primeira obra impressa do Peru; atlas que data da chegada dos espanhóis na américa; o primeiro dicionário de espanhol, publicado pela Real Academia, dentre outras raridades e coisas fascinantes. A entrada vc compra lá mesmo, custa S./ 5 (meia entrada, com carteirinha). Daí vc aguarda formar um grupo e então acompanha o guia que irá explicar tudo dentro da basílica (que ainda está em funcionamento) e das catacumbas. Em resumo, é isso. Qualquer dúvida, tamo aqui
  22. Visita realizada de 13/09/2017 à 22/09/2017. 2 dias em Lima, 3 dias em Cusco , 4 dias de trilha Inca Jungle e 1 dia Machu Picchu. Fomos em 5 pessoas, gastos por pessoa. DIA 13/09/2017 – QUARTA FEIRA Chegamos em Lima às 10:00. O transfer José já estava nos esperando no aeroporto. Fomos para Miraflores para o apartamento alugado pelo AIRBNB, o trânsito é muito intenso em Lima, todos os carros buzinando. Chegamos ao apartamento, deixamos as malas e fomos almoçar na Praça Kennedy, uma caminhada de 30 minutos, no caminho trocamos dinheiro numa casa de câmbio na avenida principal. Tem várias casas de câmbio no caminho, inclusive pessoas credenciadas na rua. Tem vários restaurantes na praça Kennedy, almoçamos no Rústica, um restaurante de esquina, comida muito boa e bem servida, pisco de brinde, cerveja boa e preço bom. Caminhamos um pouco pela praça Kennedy e fomos caminhando até Huacla Pucllana, um sítio arqueológico no bairro Miraflores, quase 1 hora caminhando. Fizemos uma visita em 50 minutos, 12 soles inteira. Na volta passamos num mercado para comprarmos nossa janta e café da manhã, chegamos no apt às 17:30h. Jantamos e fomos descansar. GASTOS: · TRANSFER – 5 DÓLARES POR PESSOA · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 39 SOLES POR PESSOA o MERCADO – 48 SOLES POR PESSOA · PASSEIOS o HUCLA PUCLLANA – 12 SOLES + 6 SOLES TOTAL : · 15 DÓLARES · 291 SOLES · TOTAL – 336,00 SOLES TROQUEI R$ 1.000,00 POR 900,00 SOLES - 1 POR 0,90 DIA 14/09/2017 – QUINTA FEIRA Tomamos café no apartamento e às 10h fomos em direção ao shopping Larcomar, passeamos pelo calçadão de Miraflores e Praça do Amor, local muito bonito e bem cuidado, com vista para o mar. Andamos um pouco no shopping Larcomar, bem bonito e com vária lojas de grife e vários restaurantes. Pegamos um taxi para o centro, 50 soles total, é um pouco longe. Chegamos ao centro e visitamos a Plaza das Armas, onde fica a Catedral de Lima, Palácio do Governo, estava havendo a troca da guarda. Ficamos “passeando” pelas lojas(comprando) por algum tempo e por volta das 14:00 fomos almoçar no Toque Crioulo, em frente ao Convento São Francisco, comida razoável, 14 soles o menu. Depois fomos visitar o convento São Francisco com as catacumbas, uma visita guiada de 01 hora, muito legal a visita, o guia era muito bom. Depois fomos andando por 01 hora até o Circuito das Águas, é um pouco cansativo ainda mais depois de andar o dia todo, estava frio e com uma garoa. Chegamos por volta das 18:30h. O circuito é muito bonito à noite, com várias fontes luminosas, mas como estava frio e estávamos cansados ficamos pouco tempo. Pegamos um taxi (30 soles) para o shopping Larcomar para jantar, o trânsito estava horrível. Jantamos no Mangos, um restaurante muito bom, comida muito boa, atendimento ótimo, porém bem caro. Pegamos um taxi para o apartamento (15 soles). GASTOS: · TRANSPORTES o TAXI LARCOMAR ATÉ O CENTRO – 10 SOLES POR PESSOA o TAXI CIRCUITO DAS ÁGUAS ATÉ LARCOMAR – 6 SOLES POR PESSOA o TAXI LARCOMAR ATÉ APT – 3 SOLES POR PESSOA · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 15 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 68 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 10 SOLES · PASSEIOS o CONVENTO – 10 SOLES POR PESSOA + 5 SOLES(MEIA) o CIRCUITO DAS AGUAS – 4 SOLES POR PESSOA · COMPRAS –150 SOLES TOTAL : · 503,00 SOLES DIA 15/09/2017 – SEXTA FEIRA Saímos do apt as 04:10 em direção ao aeroporto, chegamos às 04:40 sem trânsito, tem que chegar com 02 horas antes do voo. Transfer feito novamente por José Rebaza – 25 dolares. Voo de 01:20 até Cusco, na chegada já somos recebidos com folha de coca. O taxi de Carlos já estava nos esperando, muito simpático e já fechamos os passeios de sábado e domingo com ele e o transfer de volta. Chegamos no hostel as 09:40h, fizemos o check-in, mas só poderíamos entrar nos quartos as 13h, ficamos deitados nums pufs no hostel para aclimatar. O hostel é bem legal, o visual é bem colorido e com várias atrações programadas, almoçamos no próprio hostel, uma sopa por 10 soles, bem gostosa. No hostel há um bar com alimentação e bebidas. Depois de irmos ao quarto deixar as malas fomos passear pela cidade, muito bonita e interessante, mas estava bem frio. Fizemos umas compras e fomos tomar café numa padaria, Sabor Del Inca, com pães e salgado bem gostosos e um bom café. Andamos um pouco pela Plaza das Armas e voltamos para o hostel às 18:00. Fomos jantar numa pizzaria em frente ao hostel, La Divina Patrícia, pizza ruim e atendimento também ruim. GASTOS: · TRANSPORTES o TAXI AEROPORTO AO HOSTEL CUSCO – 8 SOLES POR PESSOA o TAXI APT LIMA AO AEROPORTO – 5 DOLARES POR PESSOA · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 10 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 12 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 37 SOLES · COMPRAS – 65 SOLES TOTAL : · 15 DOLARES · 192 SOLES · TOTAL – 236,00 SOLES TROQUEI R$ 1.000,00 POR 940,00 SOLES - 1 POR 0,94 DIA 16/09/2017 – SÁBADO Saímos para fazer o City tour por Cusco as 08:30 com nosso Guia particular Carlos. Conhecemos 4 sítios arqueológicos nas proximidades de Cusco, lugares bem interessantes e fundamental ir com um guia, Carlos é muito gente boa, tem muito conhecimento sobre a história Inca, fala Inglês e Espanhol. É necessário ter o Boleto Turístico para visitar as atrações O passeio foi de 08:30 até as 13h. Fomos de carro até as atrações, que ficam um pouco acima de Cusco. Almoçamos no The Point, perto da Plaza das Armas, menu de 25 soles, mas não é bom, comida ruim e atendimento médio. Voltamos para o hostel e fui descançar, pois estava passando mal, o pessoal foi fazer compras no mercado central. Acordei melhor e à noite fomos jantar no Fusion, comida boa e atendimento bom. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 29 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 35 SOLES POR PESSOA · PASSEIOS o CITY TOUR – 30 SOLES POR PESSOA o BOLETO TURÍSTICO – 130 SOLES POR PESSOA + 70 SOLES MEIA o TRILHA INCA – 145 DOLARES POR PESSOA(pagamento do restante) TOTAL : · 435 DOLARES · 605 SOLES TOTAL – 2.213,00 SOLES TROQUEI R$ 400,00 POR 372,00 SOLES - 1 POR 0,93 DIA 17/09/2017 – DOMINGO Saímos as 08:00 com Carlos para fazer o tour particular pelo Vale Sagrado. Fomos para Chinchero, a 3.800m de altitude, visitamos um lugar onde os artesões demonstram como são feitas as roupas e acessórios Incas, depois visitamos a parte arqueológica, muito bonita e interessante. Fomos depois para as salinas de Maras(10 soles), bem interessante tb. Seguimos para Moray, um lugar tb fantástico. Seguimos por uma estrada sinuosa para Olanntaytambo, passamos pelo hotel na via ferrata, são 3 cápsulas que ficam suspensas na encosta. Almoçamos em Olanntaytambo, num restaurante bom, com a comida boa. A cidade é belíssima, com vários restaurantes em volta da praça, valia um pernoite por lá. Após o almoço visitamos o sítio arqueológico por 45 minutos, bem grande e bonito. Depois seguimos para Pisac, chegamos bem tarde, as 17:07, o parque fecha as 17:00, mas Carlos deu um jeito de entrarmos, local tb interessante. Chegamos em Cusco as 19:00, tomamos um banho e fomos para o briffing no próprio hostel com o guia da trilha Inca Jungle, Leo. Após o briffing fomos jantar no Fusion, bom atendimento e comida, e voltamos para o hostel para arrumar as malas para a trilha. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 30 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 30 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 20 SOLES · PASSEIOS o VALE SAGRADO – 50 SOLES POR PESSOA o MARAS – 10 SOLES POR PESSOA · COMPRAS – 75 SOLES TOTAL –455 SOLES DIA 18/09/2017 – SEGUNDA FEIRA Saímos do hostel as 07:30 para iniciar nossa jornada para a trilha Inca Jungle, deixamos as malas guardadas no hostel de graça. Fomos de Van até Olanntaytambo para tomarmos um café, bem caro 70 soles para três. Após o café subimos em direção a Abra Málaga, uma serra a 4350 metros de altitude, chegamos no topo da serra e paramos para nos equipar, estava uma neblina forte e muito frio. Após o briffing, descemos, Eu e Caio, de bike por 50km em 02 horas , chegando a 1250 metros de altitude. O percurso é todo no asfalto, passando por alguns rios que cruzam a estrada com risco de molhar os pés, não precisa ter um preparo físico bom, pois é só descida, basta ter o controle da bike, as vans de apoio vão atrás dando suporte. No início estava muito frio e com muita neblina, depois de 40min a neblina acabou. O final da bike é logo após o término da descida, próximo a Santa Maria. Após a bike fomos de Van para almoçar, perto de 14h, o lugar do almoço era legal, comida razoável. Depois fomos para a hospedagem na cidade de Santa Maria, bem legal, apesar do banheiro compartilhado e só com um chuveiro com água quente e sem internet. Eu fui fazer o rafting, 100 soles por fora do pacote, fomos de Van até o rio e o rafting durou 45 minutos, por um rio tranquilo e sem perigo, água gelada, mas devido ao calor estava bem gostosa. Voltei para o hostel e fomos sair para jantar às 19:30, a pé, no mesmo lugar do almoço, comida tb razoável. A cidade é bem pequena e sem muitas opções. Nosso grupo é composto por 2 holandeses, 2 israelenses, 2 britânicos e 1 indiano, todos jovens e bem legais. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o CAFÉ – 23,30 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 20 SOLES · PASSEIOS o RAFTING – 100 SOLES TOTAL – 190 SOLES DIA 19/09/2017 – TERÇA FEIRA Acordamos às 05:45 e fomos para o café já com as mochilas, razoável. Deixamos duas mochilas para ir direto para o hostel onde iríamos dormir, por 17 soles, só levamos uma mochila para a trilha. Depois pegamos uma Van para ir até o início da trilha (3 soles), com isso economizamos 2h de caminhada. Às 08:30 iniciamos a trilha com uma subida de 30 minutos bem íngreme e paramos num lugar bem legal no meio da selva, onde havia um alojamento e lugar para comprar alimentação e vários animais silvestres. O guia ficou explicando a história Inca por quase 1 hora, muito interessante. Prosseguimos na trilha, um caminho bem sinuoso, por mais de 2 horas, a trilha é um pouco perigosa para quem tem medo de altura e pouco preparo físico, um amigo nosso passou mal e desmaiou, ficamos preocupados e ele fez o restante da trilha apoiado no guia. Paramos num outro lugar de apoio, nossos amigos ficaram e foram para a cidade de Santa Teresa de carro. Continuamos na trilha por mais 50 minutos até o local do almoço, um lugar bem legal, na beira do rio, com redário e comida boa, chegamos as 13:30, deu até tempo de relaxar um pouco nas redes. Às 15h prosseguimos na trilha, fomos beirando o rio, passando por paisagens lindas, cruzando o rio por pontes e por um carrinho numa tirolesa, atravessamos um túnel e chegamos às 17:40 no Hot Springs, um local com piscinas de águas termais (10 soles) e ficamos por 01:30 relaxando nas piscinas, nossos amigos já estavam lá esperando. No total foram quase 9 horas de atividades, com 22km e 06:30h de caminhada. Depois fomos para a hospedagem na cidade de Santa Teresa de van (5 soles), bem legal, quarto com banheiro quente e internet, às 20:00 fomos jantar num restaurante bem legal, comida boa e ambiente legal. Voltamos para a hospedagem e fomos dormir. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o EXTRAS – 60 SOLES · PASSEIOS o ÁGUAS TERMAIS – 10 SOLES POR PESSOA · TRANSPORTES – 8 SOLES POR PESSOA TOTAL – 114 SOLES DIA 20/09/2017 – QUARTA FEIRA Às 07:30 já estávamos no café com todas as mochilas, café muito bom. Após o café pegamos uma van e fomos até a tirolesa, são 5 tirolesas e uma ponte como desafios, local bem seguro, bastante adrenalina, todos fizemos. Depois pegamos uma Van e depois de 1 hora chegamos à Hidrelétrica, numa estrada bem perigosa, local de início da trilha, almoçamos num restaurante legal e com comida razoável. Nossos amigos decidiram não fazer a trilha e foram de trem até Águas Calientes. Fomos beirando a linha do trem por 02:50h, num percurso tranquilo, basicamente só plano, de vez em quanto passava o trem e todos saíam do trilho, este dia foi um pouco cansativo, devido ao cansaço acumulado e termos de levar todas as mochilas, paisagens lindas, muita gente fazendo o percurso, tanto indo quanto voltando. Chegamos à Águas Calientes as 16:00h e fomos para o hostel, bem fraco, o pior de todos. Compramos os tickets do trem para Machu Picchu (24 dólares ida e volta) e tentei trocar alguns dólares e comprarmos lanches para o dia seguinte. Às 19h fomos jantar, comida e lugar razoável, o guia nos deu um kit de alimentação para o café da manhã. Voltamos para o hostel para dormir. A cidade de Águas Calientes é bem legal, vários restaurantes, comércio bom, e tem até um local com águas termais, que não fomos. Não aceitam dólar com rasgos, num restaurante me passaram uma nota falsa de 20 soles. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o EXTRAS – 50 SOLES · TRANSPORTES o ÔNIBUS MACHU PICCHU –24 DOLARES POR PESSOA 50 SOLES 72 DOLARES TOTAL – 266 SOLES TROQUEI 60 DOLARES POR 189 SOLES – 1 DOLAR = 3,15 SOLES DIA 21/09/2017 – QUINTA FEIRA Acordamos às 03:15 e chegamos no ponto do ônibus às 03:50, já tinha mais de 200 pessoas e a fila só aumentando, a saída dos ônibus começa às 05:30, mais flui bem rápido. Na fila tem vários lugares para tomar café da manhã. Entramos em Machu Picchu às 06:10 e fizemos um tour guiado com nosso guia da trilha de 02h. Após o tour nos despedimos do nosso guia e dos nossos amigos de trilha, ficamos andando um pouco e pegamos a direção da saída para irmos ao banheiro, saímos às 09:30, fomos ao banheiro e entramos de novo, depois fomos caminhando até a porta do sol, uma subida de 50 minutos e com um visual incrível de Machu Picchu. Só pode sair uma vez. Pegamos o ônibus para retornar a Águas Calientes as 12:30, paramos para almoçar no Bijon, comida muito boa, mas o preço é bem caro, foi nos dado um desconto em alguns pratos, mas cobrou 19% do serviço, reclamamos e ele só cobrou 10%, mas estou desconfiado que no troco ele me passou uma nota falsa de 20 soles. Há outras opções mais em conta na rua de trás, mas não sabíamos, há vários restaurantes que parecem ser bons. Demos uma volta no comércio e fomos para o hostel pegar as mochilas, deixamos na recepção enquanto íamos para Machu Picchu, ficamos na recepção do hostel esperando a hora do trem 18:20), poderíamos ter ido nas águas termais para passar o tempo e conhecer. Foram 01:40 de trem até Ollanntaytambo, o trem é bem legal, confortável e com serviço de bordo, depois o transfer estava nos esperando e foram mais 01:50 até Cusco. Chegamos no hostel em Cusco às 22:30, saímos para comer uma pizza em frente ao hostel, até que a pizza era boa, não sei se era a fome. Voltamos para o hostel para dormirmos. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 40 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 7 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 10 SOLES · COMPRAS – 50 SOLES TOTAL – 201 SOLES DIA 22/09/2017 – SEXTA FEIRA Acordamos às 08:00, tomamos café e aguardamos o taxi do Carlos para nos levar ao Aeroporto, nosso voo era às 12:50, tem que chegar com 02 horas de antecedência. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 8 DÓLARES POR PESSOA o LANCHE AEROPORTO – 22 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 15 SOLES · TRANSPORTES o TAXI AEROPORTO –8 SOLES POR PESSOA · COMPRAS DUTY FREE – 26 DOLARES 105 SOLES 50 DOLARES TOTAL – 256 SOLES TROCA DE DINHEIRO TROQUEI R$ 1.000,00 POR 900,00 SOLES - 1 POR 0,90 – EM LIMA TROQUEI R$ 1.000,00 POR 940,00 SOLES - 1 POR 0,94 – EM CUSCO TROQUEI R$ 400,00 POR 372,00 SOLES - 1 POR 0,93 – EM CUSCO TROQUEI 60 DOLARES POR 189 SOLES – 1 DOLAR = 3,15 SOLES – EM ÁGUAS CALIENTES TOTAL SOLES: 2.401 SOLES RESUMO DAS DICAS LIMA · Cidade de Lima nesta época (SETEMBRO) é muito cinzenta, não tem sol e a neblina é constante, um frio de 15°, só faz sol durante 4 meses no ano · Vale 3 dias de visita, ficamos por 2 dias e faltou visitar algumas coisas · Cidade bem segura, não vimos nenhuma situação de perigo · NÃO alugar carro, o trânsito é caótico · Bairro Miraflores é bem bonito, seguro e perto de restaurantes, mercado, casas de câmbio e da praça do amor e shopping Larcomar · Transfer do aeroporto com José Rebaza - WhatsApp: +51955335089 E-mail: [email protected] – ficou 5 dólares por pessoa. Muito gente boa e pontual. · Chegar ao aeroporto com 2 horas de antecedência para voos local e 03 horas para voos internacionais · Apartamento alugado pelo AIRBNB, muito bom e bem localizado. Apt de Daniela, Calle Roma 441, apt 203, Miraflores · Almoço no Rústica, restaurante bom, preço justo comida boa e bem servida, média de 29 soles por pessoa · Sítio Huacla Pucllana, passeio legal para conhecer um pouco da história, são 50 minutos de visita guiada com preço de 12 soles inteira · Passeio a pé pelo bairro Miraflores até o Larcomar é muito bonito e seguro, um visual bem legal da praia, Praça do Amor, Farol. · Taxi Larcomar até o Centro – 10 soles por pessoa · Centro de Lima, Catedral, Plaza das Armas, Palácio do Governo, Convento São Franciso com as catacumbas e várias lojas. Ponto forte é o Passeio no Convento São Francisco com as catacumbas. É um pouco longe de Miraflores. · Dá pra ir andando do centro até o Circuito das Águas, 01h aproximadamente. · Restaurante Mangos no Larcomar é muito bom, mas é bem caro. CUSCO · Cusco é uma cidade muito interessante, bem fria nesta época, à noite chegando perto de 5 °. Está a 3.400 metros de altitude e é necessário a aclimatação, é aconselhável não consumir álcool. Há muitas lojas de artesanato local. Há vários restaurantes, de todos os tipos e preços, Cidade muito segura, apesar de ser pobre. · Guia Carlos Quispe é muito competente, pontual e responsável – zap – 051 940184277, fizemos o City tour particular(30 soles por pessoa) e o passeio do Vale Sagrado com Maras e Moray( 50 soles + 10 soles(Maras) por pessoa. Vale a pena fazer o passeio particular, pois vc faz seu tempo e com pouca gente, nós éramos 5. · Hostel Milhouse , local bem legal, bem localizado e com um bar e atrações diariamente, os quartos não são bons, com muito mofo. Perto da Plaza das armas e vários restaurantes. Bom custo benefício · O Câmbio em Cusco é melhor · City Tour é bem legal, um pouco cansativo, mas tem que ser feito com um Guia competente. Comprar o Boleto Turístico, 130 soles · Restaurante The Point não é bom · Restaurante Fusion é bom. · Passeio no Vale Sagrado é bem legal, todos os lugares são interessantes, mas demora o dia todo. Tem que ter o boleto turístico · Salinas de Maras e Moray não fazem parte do passeio no Vale Sagrado, nosso guia particular Carlos incluiu no pacote. Maras tem que pagar a parte, 10 soles. · Olanntaytambo é uma cidade muito bonita, há vários restaurantes em volta da praça, vale a pena um pernoite, podendo ser na volta de Machu Picchu. TRILHA INCA JUNGLE(empresa WILLKA TRAVEL) · 290 dólares por pessoa com direito a 03 almoços, 03 jantares e 03 cafés da manhã. 03 hospedagens, passagem de trem para Ollanntaytambo e ônibus para Cusco. · Percurso de bike é bem legal, curvas sinuosas, só asfalto, 50 km em 02 horas, descendo de 4350 metros para 1250 metros de altitude. Muito frio no início. · Rafting é bem legal, não é perigoso e equipe de guias competentes. · Almoço, jantar e café em Santa Maria, razoável · Hospedagem em Santa Maria boa, com quarto confortável e banheiro compartilhado, tem água quente em só um chuveiro · Cidade de Santa Maria é bem pequena e sem muitas opções. · Trilha total de 22km bem legal, alguns trechos perigosos, mas muito bonita a paisagem, NÃO RECOMENDADO PARA QUEM TEM MEDO DE ALTURA E SEM PREPARO FÍSICO · Almoço durante a trilha é bom, num lugar bem legal na beira do rio · Banho de águas termais muito bom, local organizado. 10 soles. No fim da trilha · Hospedagem em Santa Teresa bem legal, com água quente, banheiro no quarto e internet · Jantar e café bem legal, comida boa e ambiente agradável · Cidade de Santa Teresa é bem legal e tem várias opções de restaurantes. · A Tirolesa é muito legal, segura e com paisagem linda. · Almoço na Hidrelétrica é razoável · Trilha até Águas Calientes é tranquila, 12km em 02:50 com paisagens belas e pela linha do trem. ÁGUAS CALIENTES/MACHU PICCHU · Hostel em Águas Calientes bem fraco(fazia parte do pacote). Tem vários na cidade que são melhores · A cidade de Águas Calientes é bem legal, vários restaurantes e um bom comércio. · Não aceitam dólar com rasgos na cidade, em lugar nenhum. · Chegar cedo ao ponto de ônibus( antes das 04:00) para entrar entre os primeiros em Machu Picchu, os ônibus saem às 05:30, comprar passagem no dia anterior · Tem lugares que servem café da manhã na fila · Levar lanche e água para Machu Picchu · Só pode sair uma vez para ir ao banheiro · Cuidado ao andar em Machu Picchu para não pegar o caminho da saída, pois não tem como voltar · Há vários restaurantes na rua paralela a principal de Águas Calientes com preços bons. Não ir no restaurante BIJON, a comida é boa, mas o preço é bem salgado e desconfio que me passaram uma nota falsa de 20 soles · Caso não consiga o trem para à tarde, pode tentar ir passar o tempo nas águas termais em Águas Calientes · O trem é bem legal, 01:40 até Ollanntaytambo
  23. Passei décadas pensando em conhecer MP e com o tempo passando também fui ficando com receio de ser uma jornada muito puxada e cansativa. Após a viagem por trilha feita por meu filho, fui incentivado por ele a viajar para MP de trem e passei a considerar a visita. O empurrão final veio com o mochilão programado por minha filha e assim eu e minha esposa fomos encontrá-la em Cusco. Passei então a procurar relatos, selecionando aqueles que mais se aproximavam do roteiro que eu imaginei. Há excelentes histórias na Internet mas de uma forma geral no mochileiros tem muitos posts detalhados que ajudam no planejamento da viagem. Um dos relatos mais úteis e bem-humorados é o da Letícia. Já passando dos 60 anos, dei-me ao luxo de ficar em quartos privados, hotéis e hostels, e conhecer alguns restaurantes mais badalados para testar a culinária peruana. A viagem foi planejada para 7 dias entre Cusco, Machu Picchu e Lima, fora o primeiro dia de aclimatação. Tivemos que fazer uma mudança no roteiro, depois de chegar em Cusco, pois recebemos um comunicado da Peru Rail que haveria um bloqueio na estrada devido a protestos da população e eles não partiriam mais de Poroy para evitar riscos. Daí antecipamos nossa ida a Ollantaytambo para burlar o bloqueio e depois decidir como voltaríamos a Cusco. Há uma rota alternativa mais longa e tortuosa. A Peru Rail ofereceu-se para devolver o dinheiro, alguns aceitaram, mas não passou pela nossa cabeça perder a oportunidade de conhecer Machu Picchu. Nosso roteiro priorizou os sítios maiores para visitá-los com calma, sem a pressão das excursões coletivas. Isso requer o uso de táxi que é bem mais barato do que no Brasil. Este investimento vale a pena. Dia 0 - Chegada a Cusco e adpatação Dia 1 - Compra chip celular, compra boleto turístico, troca bilhete trem, passeio a pé pela cidade Dia 2 - Visita a Pisac e Sacsahuayman Dia 3 - Viagem a Ollantaytambo e Águas Calientes Dia 4 - Visita a Machu Pichu e retorno a Ollanta Dia 5 - Visita a Ollanta e retorno a Cusco Dia 6 - Cusco e viagem a Lima Dia 7 - Passeio em Lima Vou relacionar primeiro algumas dicas que eram dúvidas, foram diferentes do que eu imaginava ou sofreram atualizações. Depois irei detalhando cada lugar. Segue um resumo: Altitude: o efeito existe mas foi bem menor do que eu imaginava. Não sentimos nenhum desconforto além do cansaço mais acentuado em subir rampas e escadas. Tomamos chá e mascamos coca, isso deve ter ajudado. Não precisamos de oxigênio nem Soroche Pills. Mas observamos várias pessoas sentindo os efeitos. Tours: os coletivos são uma bagunça, há sempre os turistas atrasados e o tempo em geral é curto. Não vale a pena estragar o passeio por isso. Se puder consiga companhia para dividir e vá de táxi. Chip Claro: uma ótima surpresa, comprei um chip por 6 soles e carreguei mais 10 soles que me proporcionaram usar a Internet 3G por toda minha estada. Há uma promoção atualmente e Whatsup não conta como consumo de dados. Há inúmeras loja da Claro, o próprio vendedor configurou meu celular. Peru Rail: não é possível escolher o lado do trem, o assento é designado automaticamente. Veja a resposta deles: Seats are automatically assigned at the moment of purchase, unfortunately we can not know if the seats will be on the left or right side of the train, as it will depend on from where the carriage will be engaged to the locomotive, it is not always from the same side. Portanto torça para ficar do lado da janela do rio, que é bem mais bonito. Se necessário é possível mudar o horário numa loja da Peru Rail. Embora digam que há restrição de bagagem (5 kg) havia muitas pessoas com mochiloões e malas. Câmbio: 1 Real = 0.94 Soles 1 Dólar = 3.33 Soles Fotos: Sou apaixonado por fotos, então não economizei, foram mais de 2000. Difícil escolher as melhores. Usamos uma Canon SLR T3i, uma Nikon portátil e 3 celulares.
  24. Saímos de São Paulo/SP, aeroporto de Guarulhos dia 09 de julho de 2016 às 05h55 rumo a Lima, Peru. ' alt=''> Chegamos no aeroporto Jorge Chavez International na cidade de Lima, Peru por volta das 9h. No primeiro dia (09/07/16) deixamos as bagagens no apartamento de uma amiga em Miraflores, onde estávamos hospedados e saímos para conhecer a cidade. Sentido Parque Kennedy passamos pela embaixada do Brasil, paramos para uma foto. Chegando no parque, foi surpreendente por dois motivos. Primeiro que o parque era maravilhoso, muito arborizado e contava com muitos canteiros de flores de todos tipos e cores. Segundo por tinham muitos gatinhos pelo parque, extremamente dóceis e faziam sucesso com os turistas. Depois de ficar aproveitando a beleza do parque fomos almoçar no restaurante La Lucha, os sanduíches são muito gostosos, possuem um bom preço (entre s/ 15 – s/ 18) e você pode pedir diversos molhos para acompanhar. Vale a pena tirar um dia para comer lá! Após o almoço fomos visitar o Parque do Amor, também em Miraflores. O Parque está localizado na costa, a vista para praia é maravilhosa! Assim como o Parque Kennedy também é muito arborizado e possui muitas flores. Ficamos um tempo turistando no parque e depois fomos buscar um mapa da cidade. Andando pela costa chegamos ao Shopping Larcomar. Se você está pensando em Shopping como algo que vemos aqui no Brasil, tire essa ideia da cabeça! O Larcomar é um shopping todo aberto com vista para praia, é incrível! Existem diversas lojas e restaurantes, o custo é bem mais alto do que o resto da cidade, mas mesmo que decidam não consumir nada lá, ainda vale a pena passar para passear. Depois do shopping decidimos voltar para o apartamento descansar e depois sair de noite. Acontece que acabamos dormindo e não conseguimos acordar rs. No outro dia (10/07/2016), pegamos um táxi de Miraflores para o Centro de Lima (s/ 10 - não esqueçam de negociar o preço do táxi antes de entrar no carro!), chegando lá fomos conhecer a Praça de Armas e o Palácio do Governo, turistamos um pouco, tiramos algumas fotos e fomos almoçar. Comemos um prato conhecido como “Tacu Tacu” em um restaurante próximo à praça, o prato consiste basicamente em arroz, feijão branco e carne, frango ou camarão. Eu escolhi o meu com camarões e molho de linguado. Esse foi COM CERTEZA a melhor refeição da nossa viagem toda. ' alt=''> O restaurante é um pouco caro em comparação a outros, pagamos em média s/ 45 por pessoa. Depois de almoçar retornamos à praça de armas e acompanhamos a troca de guardas, muito divertido. Quando terminou a troca de guardas fomos conhecer a catedral e alguns museus. Já no final da tarde fomos caminhando até o Parque da Reserva, também conhecido como Parque das Águas. Para entrar no parque é necessário pagar s/ 5 (estudante). Obs: São aceitas carteirinhas de estudante do Brasil. O Parque é todo arborizado e possui mais de 20 fontes, inclusive a maior fonte do mundo com mais de 60 metros de altura, uma mais linda que a outra. Tiramos muitas fotos e esperamos anoitecer. O que já era maravilhoso ficou ainda mais bonito quando escureceu. Todas as fontes foram iluminadas! Mais ou menos 19h começou o Show de Águas na fonte principal, foi incrível, uma das coisas mais emocionantes que eu já assisti em toda minha vida. O Show de Águas do Parque Ibirapuera no Brasil fica no chinelo rs. Depois do show retornamos a Miraflores, jantamos no Chillis e fomos para casa descansar, pois tínhamos um ônibus para Paracas de madrugada. Dormimos pouco e acordamos MUITO cedo para pegar o ônibus (11/07/2016). Pegamos um taxi (s/ 5) até a Companhia Oltursa. Nosso ônibus saia de Lima às 3h45 da manhã. Chegando a companhia fomos muito bem recebidos, despachamos as malas e embarcamos no ônibus. A Companhia Oltursa contava com acesso ao Wifi, televisão, ar e um snack. Já havíamos comprado todas passagens de ônibus ainda no Brasil. De Lima para Paracas pagamos s/ 50. Dormimos durante a viagem toda e chegamos a Paracas de manhãzinha no mesmo dia (11/07/16 – aproximadamente 7h30). Chegando em Paracas na porta do nosso ônibus já haviam diversas pessoas de agências oferecendo os passeios para as Ilhas Ballestas. Fechamos com uma agência que ficava, literalmente, do lado da Oltursa, pagamos s/ 35 + s/3 de taxa do que seria o Ministério da Cultura deles. Para realizar o passeio é necessário fechar com uma agência, pois eles que possuem as lanchas que saem para as Ilhas. Mas lembre-se, SEMPRE NEGOCIE TUDO NO PERU. Enfim, entramos na lancha e fomos em direção as Ilhas, passamos pelo “El Candelabro” e paramos para fotos. O El Candelabro é um desenho de séculos atrás nas dunas, como o nome já sugere, em forma de um candelabro. Nosso guia nos disse que não se sabe muito bem por quem e para que foi feito, existem teorias de todos os tipos, como por exemplo, que era uma marca para os navegantes usarem de localização ou até mesmo que foram os extraterrestres rs. Essa marca sofreu pouquíssimas alteração no passar dos séculos, por conta de não chover quase nunca e ter pouco vento. Bom, continuamos o passeio em direção as Ilhas, chegando lá era muito bonito. São formações rochosas onde se encontram vários animais, como pinguins e leões marinhos. Além disso existem muitas aves sobrevoando que dão um show no céu. Recomendo o passeio, é muito bonito mesmo! Obs: Leve casaco, lembre-se que apesar do calor, você vai estar em uma lancha e venta muito! Ainda no mesmo dia (11/07/16), após voltarmos do passeio, pegamos um ônibus, às 11h15, para a cidade de Ica. Também viajamos pela Oltursa e pagamos s/ 25. Chegando em Ica, pegamos um táxi, que custou entre s/ 4 – s/ 5 para o hostel, no caminho o taxista parou para que a gente pudesse trocar dinheiro de dólares para soles. A cidade de Ica não é nem um pouco bonita e o trânsito é louco! Existem muitos carros e muitas moto-táxis (depois conto sobre a nossa experiência em um desses) se cruzando e buzinando o tempo inteiro. Ficamos hospedados no Hostel Ollanta, os funcionários foram muito amáveis e nos ajudaram em tudo que precisamos. O quarto era simples, mas estava arrumado e limpo quando chegamos. Ocorreu que achamos que tínhamos comprado com café da manhã incluso como fizemos em todos outros hostels de nossa viagem, porém nesse em especial nos informaram que não estava incluso e que, apenas, poderiam nos fornecer caso pagássemos algo a mais. O hostel fica um pouco longe do centro, porém está relativamente perto do Oásis de Huacachina. Se eu não me engano, após deixar as malas no hostel fomos almoçar no mercadão da cidade, chamado La Palma. Pagamos s/ 8 em um prato gigantesco de arroz (com tudo que você pode imaginar misturado), frango e batatas, além de um chá de cevada. Após o almoço pegamos um moto-táxi até o Oásis de Huacachina. Bom, sobre os moto-táxis, podemos definir nossa experiência em uma palavra: medo. Primeiro que não havia uma porta, muito menos cintos. Você tira uns elásticos para se segurar e os motoristas dirigem como loucos. A vantagem é que os moto-táxis custam s/ 2 para andar pela cidade e s/ 5 ao Oásis. Chegando a Huacachina buscamos um instrutor que nos foi indicado chamado Angel para fechar o passeio de bug pelas dunas. Fechamos o passeio por s/ 35 por pessoa (preço especial pela indicação rs). Enquanto aguardávamos fomos finalmente conhecer o tão esperado Oásis de Huacachina. Uma palavra: UAU! Meu deus do céu, que lugar paradisíaco!!! Me arrependo MUITO por não ter fechado um hostel no próprio Oásis! O preço era quase o dobro, mas juro que valia cada centavo!! Enfim, não posso falar muito sobre o Oásis, só estando lá para entender o quão incrível é aquele lugar. ' alt=''> Quando deu a hora do passeio encontramos o Angel e outras pessoas que iriam com a gente. O passeio é sensacional, subimos e descemos as dunas em alta velocidade, a sensação de adrenalina toma conta! Super indico. ' alt=''> Depois dessa experiência ainda paramos para tirar algumas fotos e praticar sand-board! SENSACIONAL! Ficamos nesse tour até o sol se pôr e depois voltamos ao Oásis. Antes de ir embora tomamos uma Cusqueña (cerveja local) com o nosso queridíssimo guia. Obs: Eu odeio cerveja, mas a Cusqueña realmente me surpreendeu, eu gostei! MEU DEUS, eu gostei de uma cerveja! Tomamos a Cusqueña Blanca e a Dourada, as duas são muito boas. Pegamos um taxi (s/ 10) para a cidade de Ica e fomos jantar no shopping. É um shopping como qualquer outro no Brasil, comemos na praça de alimentação, eu comi comida chinesa, paguei aproximadamente s/ 18. Depois voltamos ao hostel e descansamos. No outro dia de manhã (12/07/16), fomos direto para Oltursa pegar um ônibus até Nazca. Nosso ônibus saia 9h e pagamos s/ 35. Chegando em Nazca, buuum, primeira decepção da viagem. Não iriamos conseguir fazer o sobrevoo as linhas de Nazca porque a manhã tinha sido muito nublado e todos os voos foram adiados para mais tarde, ou seja, não existiam mais voos para aquela hora e a gente tinha que pegar um ônibus no mesmo dia para outra cidade. Rodamos por muitas agencias na cidade e todas nos passaram essa mesma informação. Um pouco chateados, acabamos fechando um tour que íamos de carro até alguns mirantes que podíamos ver algumas linhas. No final conseguimos ver 3 desenhos, as mãos, a árvore e a lagartixa que está cortada pela rodovia que foi construída antes de saberem a existência das linhas. Depois disso ainda passamos em um museu dedicado a uma arqueóloga alemã que passou mais de 50 anos estudando as linhas de Nazca (sem descobrir quase nada rs). As linhas foram feitas por alguém (ou algo, também existem teorias rs) que separou todas as pedras avermelhadas deixando o chão branco exposto e formando os desenhos. Os desenhos são gigantescos e não se sabe ainda como as imagens podem ter sido feitas com tanta perfeição sem que os povos tivessem tecnologia suficiente para olhar de cima, ou seja, sobrevoar. As linhas estão lá desde 400 d.C – 650 d.C e sofrem pouquíssimas mudanças, pois chove de 2 a 3 vezes por ano e venta muito pouco. Voltamos para cidade de Nazca, comemos alguns pãezinhos na rua, por s/1 cada e aguardamos o ônibus para Arequipa. Nosso ônibus saia no mesmo dia (12/07/16) às 15h15 e também fechamos pela Oltursa, pagamos s/ 79. A viagem de ônibus é muuuuuito longa e tem muuuuuitas curvas. Passei um pouco mal. Chegamos em Arequipa aproximadamente 00h e fomos direto para o hostel descansar. Nos hospedamos no Sumaq House Backpackers, pagamos mais ou menos s/ 55 por noite. Sobre o hostel, é muito bom! Além dos funcionários serem muito agradáveis, principalmente o Francisco que nos atendeu, o café da manhã é ótimo, os quartos são limpos e aconchegantes, o hostel no geral é muito bonito! Super recomendo! Acordamos (13/07/16) bem cedinho com a intenção de fechar um tour para o Colca Canyon e passar nossa outra noite lá, ou seja, fazer o tour de 2 dias e 1 noite, por isso só tínhamos reservado uma noite no hostel. Quando fomos falar com o Francisco do hostel, descobrimos que tanto esse tour quanto o de um dia, saiam 3h da manhã do hostel e já não tínhamos mais essa opção, pois iriamos para outra cidade no dia seguinte à tarde. Com orientação do Francisco, decidimos ir para o Canyon por nós mesmos. Tentamos pegar um ônibus para Chibay, uma cidade próxima do Colca, mas não tinha mais horário (isso às 10h da manhã), então andamos pela cidade e achamos uma van que nos levaria para cidade. Pagamos s/ 15 por pessoa na Van, porém sem nenhum um tipo de conforto e com um motorista um pouco imprudente. Reparamos que não tinham turistas na van, apenas locais. Depois de algumas horas chegamos a Chibay, mais ou menos 16h da tarde. Chegando a cidade comemos os famosos pãezinhos de s/ 1 na rodoviária. Foi ali que eu provei pela primeira vez a carne de alpaca, que por sinal é muito boa, parecida com a carne bovina, um pouco mais forte. Conseguimos encontrar um dos locais que tinha uma van e disse que poderia nos levar ao Colca, pagamos mais ou menos s/ 60 por pessoa. Subimos, subimos, subimos, subimos e subimos mais um pouco. Nosso destino final era a Cruz del Condor, de onde se pode observar o Colca Canyon e os famosos Condores, os maiores pássaros do mundo, podendo chegar até a 3 metros de comprimento. Todos haviam nos dito que não iriamos poder ver os Condores àquela hora, porque eles só apareciam pela manhã, por isso os tours saiam tão cedo. Quando eu digo todos, são todos mesmo, o Francisco do hostel nos disse isso, a moça da rodoviária, os locais na Van... Chegando ao Colca Canyon, além da vista INCRÍVEL, uma surpresa, não tinha um Condor lá, tinham cinco! Cinco lindos grandes pássaros dando um SHOW! Não havia nenhuma alma lá, estávamos com o Colca só pra gente! Tiramos muitas fotos, curtimos a vista, absorvemos aquela energia (apesar do frio e da altitude rs). Mais tarde voltamos a Arequipa, fechamos mais uma noite no hostel, pelo mesmo preço (s/ 55 para os dois). Essa noite saímos com o Francisco e uns amigos dele para beber e ouvir uma música. Não muito tarde voltamos para o hostel e fomos descansar. No dia seguinte (14/07/16) acordamos e fomos conhecer a cidade. Arequipa é realmente maravilhosa! As catedrais, a praça de armas... É tudo muito bonito mesmo! Vale a pena tirar um dia para andar sem rumo por ali! Obs: Não gostei da cerveja Ariquipeña.... Às 14h da tarde do mesmo dia fomos até a Companhia de ônibus Cruz del Sur com destino a cidade de Puno. Sobre a Cruz del Sur, eu odiei a companhia! O wifi não funcionava, os assentos não eram nada confortáveis, o ônibus era bem mais velho que da Oltursa, a comida era pior, o atendimento era pior, maaaaas o preço era o mesmo. Então, viaje até onde der de Oltursa, deixe a Cruz del Sur sempre como segunda opção. De Arequipa para Puno era uma longa viagem, na qual pagamos s/ 62, e como eu não tinha passado bem na última, resolvemos comprar o SOROCHE, um remédio para o mal de altitude, vale a pena! Chegamos em Puno às 20h30 do mesmo dia. Puno é uma cidade minúscula e também não é muito bonita. Ficamos hospedados no Puma Backpacker Hostel, pagamos US$ 12,32. Bom, sobre o hostel, os funcionários são amigáveis, principalmente a Sra. Frida e seu marido. Quando chegamos fomos informados que nosso quarto não era matrimonial como esperávamos, a Frida nos informou que iriamos ficar em quarto compartilhado. Depois de insistir um pouco e mostrar algumas vezes que na nossa reserva constava Quarto Privado, ela nos colocou em um quarto com 2 beliches, porém sozinhos. O quarto e o hostel estavam limpos, porém o banheiro estava mais ou menos. Também achei um pouco desorganizado. Depois de pagar o quarto e resolver tudo estávamos morrendo de fome e fomos perguntar onde poderíamos comer. Fomos surpreendidos com a resposta de que AQUELA HORA (21h) não havia nada aberto. Tentamos pedir uma pizza, mas a única pizzaria da cidade estava fechada. Acabamos comendo salgadinho e bebendo água. No outro dia (15/07/16), acordamos cedo para ir conhecer a ilha de uros. Nós optamos por fazer o tour Ilha de Uros + Sillustani, fechamos no próprio hostel e nos custou mais ou menos s/ 60. Passaram para nos buscar no hostel e seguimos para as ilhas flutuantes. Chegamos de barco e descemos em uma das ilhas, eu achei interessante por ser algo completamente diferente de tudo que já vimos, mas confesso que esperava gostar mais. Os locais, junto com nosso guia, nos explicaram como eram feitas as ilhas flutuantes, como eram feitas as casas, o que eles comiam, como era a rotina do povo que vivia na ilha, etc. Bom, alguns pontos que achei interessante: 1) As ilhas são feitas de uma planta chamada Tutóia; 2) Essa mesma planta é usada como alimento; 3) Às vezes os ventos fortes fazem com que a ilha se solte (ela é presa com uma espécie de uma “âncora”) e saia flutuando por aí; 4) As crianças devem pegar um barco todo dia para ir à escola na cidade. Após a explicação os moradores nos convidaram para conhecer suas casas e colocar as vestimentas locais para tirar fotos. Entramos no clima e vestimos as roupas. Olha, posso dizer que pelo menos as femininas são bem quentes e confortáveis. ' alt=''> Depois nos levaram para ver os artesanatos, obviamente eu comprei várias coisas rs. Bom, o que eu de fato achei sobre Uros, tudo parecia muito forçado para mim, as famílias pareciam estar com uma falsa animação para agradar os turistas e conseguir receber algo com seus artesanatos e etc. No final o guia reuniu uma parte da família e eles cantaram pra gente em várias línguas, como quéchua, aimará, espanhol, inglês e até alemão. Sinceramente, eles pareciam muito infelizes fazendo isso. Por último fomos navegar até a outra ilha em um daqueles barquinhos locais, também feito de Tutóia. Pagamos s/ 10 por pessoa. Conhecemos a outra ilha, usamos um banheiro ao ar livre, tiramos algumas fotos e voltamos para cidade. Na cidade ficamos turistando pela Praça de Armas aguardando o próximo ônibus nos buscar para irmos até Sillustani. Enquanto aguardávamos fomos comer em um restaurante perto da praça. Um menu turista com entrada, prato principal e bebida por s/ 10. De entrada tinha uma sopa de champignons (MUITO BOA), o prato principal era carne de alpaca com purê de batata e legumes e a bebida eu escolhi mais chá de coca. AH, acho que não falei sobre o chá de coca, bebi todos os dias da viagem, é simplesmente maravilhoso! Ajuda muito com a altitude e para mim que tenho gastrite foi ótimo para o estômago! Enfim, depois do almoço aguardamos nosso ônibus e nos dirigimos para Sillustani. Bom, Sillustani possui algumas ruínas com torres funerárias onde os Inkas enterravam a classe mais alta. A maioria das torres está em ruínas, pois os espanhóis, sabendo que os Inkas eram enterrados com seus objetos pessoais, entre eles o tão procurado ouro, acabaram destruindo quase tudo. Cada torre abrigava mais ou menos 20 corpos. As torres iam subindo conforme alguém era enterrado lá, por exemplo, eles construíam a primeira camada da torre, passavam o corpo por uma mini portinha e jogavam pedras em cima, no segundo corpo quase a mesma coisa, construíam outra camada na torre, mas o corpo já não passava pela portinha e sim era jogado por cima das pedras e coberto por mais pedras, e assim por diante. Até que a torre possuísse mais ou menos 20 corpos e fosse fechada, pois estava completa. ' alt=''> O lugar é MUITO bonito, tem vista para um lago com uma ilha no meio que é simplesmente sensacional. Nesse mesmo tour passamos por um círculo formado por pedras e paramos para uma explicação. Segundo nosso guia, existe uma lenda que muito tempo atrás o sol havia desaparecido, então essa construção foi feita para que no dia que o sol voltasse eles o prendessem no círculo. Conforme a lenda, o sol voltou um dia e até hoje se encontra preso ali. Depois de passear bastante por ali voltamos ao hostel e decidimos pedir uma pizza antes que fosse tarde demais e a pizzaria fechasse rs. Como íamos embora nesse mesmo dia para Cuzco, pedimos a pizza 19h e marcamos um taxi para as 21h, e foi aí que começou nosso problema. Primeiro de tudo, a moça que nos recebeu disse nos deu um cardápio e escolhemos uma pizza por s/ 20. Ela fez o pedido e nos informou que seriam cobrados mais s/ 5 pela taxa de entrega da pizzaria. Sem problemas. A pizza demorou mais de 1h30 e começamos a ficar preocupados pelo horário do táxi. Quando a pizza chegou 20h40 mais ou menos, a moça do hostel insistiu MUITO que a gente desse o dinheiro pra ela e ela iria buscar a pizza lá embaixo. No final meu namorado acabou acompanhando ela e não existia a tal taxa de entrega da pizzaria, nos cobraram apenas os s/ 20. Decidimos não falar nada e fomos comer. Ao abrir a pizza, uma grande decepção. Uma pizza de 8 pedaços é como uma de 4 pedaços da pizza do Brasil, mas cortador na metade. Ou seja, a pizza era minúscula e o sabor não era tão bom também. Enfim, comemos rápido e ficamos prontos esperando o táxi que o hostel disse que havia marcado para às 21h. Esperamos, esperamos, esperamos e esperamos. No final falamos com as pessoas do hostel, eles ligaram de novo pro taxista, insistiram, brigaram, gritaram e nada. Então, como bons brasileiros fomos pegar um taxi na rua. Conseguimos achar um taxi, negociamos e quando estávamos colocando as malas no porta malas... o outro taxi chegou. A senhora do hostel começou a gritar lá de cima e mostrar que aquele era o taxi correto. Eu que já estava de saco cheio, respondi que ele havia demorado muito, que marcamos para as 21h e eu ia pegar o taxi que achamos na rua. Entramos no taxi e fomos até a rodoviária com medo do outro taxista estar seguindo a gente rs. No final deu tudo certo, chegamos na Cruz del Sur e pegamos o ônibus rumo a Cuzco. Nosso ônibus saia às 22h para chegar em Cuzco às 4h30 da manhã. Pagamos s/ 55 por pessoa. De novo a Cruz del Sur foi péssima. Mesmas reclamações, não tinha wifi, o atendimento horrível... Chegando em Cuzco (16/07/16) fomos direto para o hostel tentar descansar. Chegando no hostel descobrimos que não poderíamos entrar no quarto até às 11h, horário do check in. Tentei conversar com eles, pois eu tinha enviado um e-mail informando o horário de chegada e eles responderam dizendo que quando o quarto estivesse livre poderíamos ocupa-lo. Ocorre que, nosso quarto ficou livre às 6h da manhã e mesmo assim eles não quiseram liberar até o check in. Ficamos das 5h às 11h mais ou menos na cozinha do hostel com todas nossas bagagens aguardando o quarto. Quando finalmente entramos no quarto decidimos não dormir para não perder o dia. Tomamos um banho, nos trocamos, deixamos as coisas e fomos conhecer a cidade. Primeiro fomos trocar os dólares e depois fomos até uma agência programar nossos passeios por Cuzco. Pagamos mais ou menos s/ 280 por pessoa para todos os passeios em uma agência chamada Peru Gold. Algo que compramos e vale muito a pena é o boleto turístico. Esse boleto te dá acesso a entrada de diversas fortalezas, museus e entre outros. Pagamos s/ 70 por pessoa (estudante). No primeiro dia conhecemos a cidade e visitamos alguns museus. Mais tarde fomos até o mercado São Pedro comprar malhas de alpaca e outros coisinhas. No dia seguinte (17/07/16) tiramos esse dia para conhecer o famoso Vale Sagrado e as fortalezas de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. Me recuso a escrever sobre, só estando lá para sentir a energia do lugar e admirar a beleza. Apenas, digo que Pisac foi a que eu achei mais bonita de todas! Ah, e uma dica, no nosso tour tínhamos pouco tempo em cada fortaleza, como 15min – 20min, isso é frustrante porque você não vai conseguir conhecer tudo nesse tempo. No outro dia (18/07/16) iriamos fazer trilha da montanha colorida, por isso acordamos 3h. No final nos informaram que havia nevado muito e não tinha como subir a montanha, então trocamos os dias dos passeios e fomos fazer o tour de quadrimotos por Moray e as salineiras de Maras. O tour é bem legal, pegamos uma moto para os dois, porque eu não queria dirigir. A paisagem é linda! Chegando em Moray levamos uma bronca do guia porque estávamos em último e fomos ultrapassando todo mundo até chegar em primeiro rs. Ele brigou e disse que era perigoso e não estávamos em uma competição, então depois disso fomos mais tranquilos rs. Moray é muito bonito, são construções destinadas a agricultura dos Inkas. Onde eles usavam como um laboratório para testar quais plantações poderiam ser consumidas. O lugar está totalmente preservado! Tiramos algumas fotos e voltamos para os quadrimotos com destino à Maras. Chegamos em uns 25 minutos em Maras, pagamos s/ 10 para o ingresso e fomos ver as salineiras. Provamos a água e era realmente MUITO salgada, muito mais que água do mar. O lugar é muito bonito e tinham algumas salineiras que já estavam secas, ou seja, prontas para retirar o sal. Foi uma experiência totalmente diferente de tudo que já tínhamos visto. Depois voltamos ao local de partida das quadrimotos e pegamos uma van de volta para cidade de Cuzco. No caminho paramos em um restaurante para comer (estava incluso no tour) e como sempre, a comida era péssima. Voltamos a cidade no final da tarde, andamos um pouco, comemos Mc donald’s (bem mais barato que o Brasil, mas muito pior) e depois voltamos ao hostel para descansar. Acordamos de novo às 3h (19/07/16) para a trilha da montanha 7 cores ou montanha arco-íris ou cerro colorado. Nos buscaram no hostel e fomos de van até o começo da trilha, o que levou mais de 2h. Chegamos na trilha por volta das 5h30 da manhã, tomamos café da manhã, que estava incluso no tour, pão, geleia de morango, manteiga e chá de coca. No começo da trilha eu já tinha decidido que ia subir a cavalo, já o André decidiu ir caminhando, mesmo sabendo que eram quase 4h de trilha classificada como difícil. Como tivemos experiências diferentes, eu cavalgando e ele caminhando, posso contar apenas o que eu vivi. Eu queria subir cavalgando sozinha, mas pela dificuldade da trilha me informaram que não podia e iria um senhor guiando o cavalo. Conversei o caminho todo com ele, sobre sua cultura e educação de seus filhos. Ele me contou que eles comem muitos legumes que cultivam e algumas carnes como cuy (porquinho da índia), raposa (elas vivem nas montanhas e eles caçam para poder comer), alpaca, lhamas, etc. Além disso ele me disse que tinha dois filhos e que eles eram educados em casa. Aprendiam muito sobre a cultura dos Inkas para que ela não se perca com o tempo, inclusive a idioma Quéchua como primeira língua e o espanhol, como segunda língua. Em diversos momentos a gente parava para que ele e o próprio cavalo descansasse. Também tinham partes que eram muito estreitas e por segurança eu tive que subir caminhando. Bom, eu cheguei em aproximadamente 3h30 no começo da montanha, de onde eu me despedia de meu guia e deveria subir andando. Como o André veio caminhando, ele estava um pouco atrás, decidi esperar para subirmos juntos. Desse ponto, a vista já era espetacular, do lado direito a montanha arco-íris e do lado esquerdo uma montanha nevada e o glaciar. Quando o André chegou ele parecia bem cansado, mas ao mesmo tempo extasiado pela experiência. Subimos até o topo, andando e parando andando e parando, rs. UAUUUUU! LINDO DEMAIS! ' alt=''> Ficamos um tempo aproveitando a vista apesar do frio e do vento, o André tomou uma cerveja para comemorar, tiramos muitas fotos e resolvemos descer. Eu, infelizmente, tomei a “sábia” decisão de descer caminhando, afinal, para descer todo santo ajuda. Sim, me arrependo. Foi bom sentir que eu consegui, mas quando cheguei no fim meu corpo já tinha desistido de mim. Meu pé estava destroçado, eu não lembrava como se respirava direito, minha cabeça doía, ou melhor, cada centímetro do meu corpo doía. Depois de 2h30 descendo a trilha e mais 2h na van, finalmente chegamos ao hostel e como esperado, tomamos banho e capotamos. No outro dia (20/07/16) íamos ao Machu Picchu. Portando acordamos novamente às 3h da manhã e pegamos um taxi até a estação Pavitos (s/ 5), da estação Pavitos pegamos uma Van (s/ 10) para Ollantaytambo, de onde nosso trem sairia. Compramos o trem ainda no Brasil e pagamos US$ 134 ida e volta por pessoa. Saímos 7h45 e chegamos em Águas Calientes por volta das 9h. Nesse momento e eu já não estava me sentindo muito bem, estava um pouco mareada. Fomos comprar o ingresso do Machu Picchu e foi ai que eu descobri que lá era o ÚNICO lugar que não aceitava a carteirinha de estudante do Brasil e sim apenas a Carteira Internacional ISIC. Meu namorado, como já é formado levou essa carteirinha e conseguiu pagar meia entrada, eu infelizmente paguei inteira, algo como s/ 126 mais ou menos. Depois compramos o ônibus para subir até o Machu Picchu, US$ 24 por pessoa. Adentramos o ônibus e foi ai que eu comecei me sentir mal de verdade, estava muito enjoada e com meu corpo todo doendo. Chegando ao Machu Picchu eu já não conseguia caminhar, fomos até um mini “hospital” e me deram um medicamento para enjoo. Esperamos um tempo, mas eu não conseguia ficar melhor. Eu queria entrar, mas o André disse que eu não iria conseguir naquele estado. Enfim, fiquei do lado de fora do Machu Picchu das 10h até umas 14h mais ou menos. Até que eu tomei a decisão de forçar para vomitar. Consegui e depois disso me sentia renovada. Então finalmente entramos no Machu Picchu. Como eu ainda estava fraca sentados um pouco na grama e ficamos admirando a vista. Foi ai que conhecemos um menino de mais ou menos 10 anos que morava em Miami e também estava passando mal. Sua mãe, muito irresponsável na minha opinião, tinha deixado ele lá jogado sozinho para ir conhecer o Machu Picchu. Como bons brasileiros tivemos que ajudar. O menino precisava ir no banheiro, mas não conseguia andar, então o André o acompanhou enquanto eu achava a mãe. Depois de encontrar a mulher e entregar o filho para ela fomos almoçar porque eu me sentia muito fraca. Comemos no restaurante do Machu Picchu, não sei dizer o preço porque o André não quis me contar, mas sei dizer que é bem caro. Depois de comer fomos andar pelo Machu Picchu, já eram mais ou menos 15h30. Então subimos para conhecer o máximo possível. Conseguimos ver bastante coisa, mas como lá fechava 17h30 não pudemos ver tudo. Bom, apesar dos apesares, o Machu Picchu é realmente uma das maravilhas do mundo. Aquele lugar me despertou sentimentos e sensações que eu nunca havia sentido. O contato com a natureza, a magnitude das construções realizadas pelos Inkas. Minha única dica é, não turistem apenas, sintam um pouco, fechem os olhos, absorvam ao máximo a energia, deixe que seu corpo fique leve, sintam-se flutuando, enxerguem além do que seus olhos podem ver, reparem no que outros não reparam, vejam as cores, inspirem o ar e finalmente sintam o corpo inteiro arrepiar! ' alt=''> Voltamos ao hostel para descansar e foi a vez do meu namorado passar mal. No dia seguinte tínhamos uma viagem de ônibus com destino a Lima, o problema é que era nada mais, nada menos que 1 dia e meio no ônibus. Acordamos no outro dia (21/07/16) ainda mareados, então decidimos comprar uma passagem de avião para Lima, sendo apenas 1 hora de voo. Arrumamos as malas, andamos mais um pouco pela cidade e mais ou menos 16h pegamos o avião. Chegando em Lima, acabados, pegamos um taxi do aeroporto para o bairro de Miraflores (s/60). Somente após chegar no apartamento percebi que havia deixado meu celular no avião. Voltamos no aeroporto e ficamos algumas horas tentando resolver, mas infelizmente, não encontraram. Quando retornamos ao apartamento fomos direto dormir. Foi uma longa noite. Acordamos cedo no outro dia (22/07/16) e eu entrei novamente em contato com o aeroporto. Nenhuma novidade. Depois de chorar, chorar e chorar por ter perdido TODAS minhas fotos, decidi aproveitar meus últimos dias na cidade. Caminhamos um pouco e como eu sabia que a Apple era muito mais barata do Peru do que no Brasil decidi começar a procurar um telefone por lá mesmo. Essa tarde foi um pouco nula, pois passamos resolvendo os problemas do celular com a companhia aérea. Mais tarde resolvemos ir no cinema, afinal, para quem não sabe, os filmes sempre estreiam antes no Peru pra depois chegar no Brasil. Assistimos um filme péssimo de terror e depois fomos aproveitar a noite de Lima na Calle de Las Pizzas. Passamos por diversos lugares, entre bares, restaurantes e até baladas, mas acabamos ficando em um Lounge que acontecia um evento fechado, mas nos deixaram entrar porque somos brasileiros. Vai Brasil! Bebemos e dançamos reggaton até, literalmente, a cerveja acabar rs. Depois voltamos para casa e dormimos muito muito muito. Acordamos um pouco tarde (23/07/16) fomos até o Burger king, onde conseguíamos usar o wifi, buscamos na internet algumas lojas que vendiam Apple e fomos até uma delas. Não sei explicar muito bem onde fomos, mas chegamos até um outlet, onde tinha um pouco de tudo com preços muito bons. Acabamos fazendo umas comprinhas rs. Comprei finalmente meu celular e saímos para almoçar. Encontramos um restaurante brasileiro e não pensamos duas vezes antes de entrar. Sentamos, ouvimos um pouco de samba, sertanejo, comemos uma feijoada com tudo que tem direito e bebemos guaraná. Foi um sonho! Melhor refeição em quase 15 dias de viagem. Após comer bastante voltamos caminhando, paramos em um parque de cachorros para brincar um pouco com eles e depois fomos para casa. Voltamos ao apartamento para dormir um pouco e sair à noite. Esquecemos de colocar o despertador e por sorte acordei 00h. Saímos de casa com pressa em direção a Ponte dos Suspiros, no bairro do Barranco. UAUUUUUUU! Valeu muito a pena!!! O lugar é lindo, a vida noturna é incrível, realmente foi para fechar com chave de ouro. Fomos em um pub chamado “Santos” super indico, os petiscos são ótimos e a carta de bebidas melhor ainda! Ficamos até fechar rs. Finalmente voltamos para casa e fomos dormir. No último dia (24/07/16) acordamos, tomamos café da manhã e começamos a arrumar as malas, depois de algumas horas conseguimos deixar tudo pronto. Tomamos banho e fomos aproveitar nosso último almoço no Peru. Por ironia, nosso último almoço no Peru não foi nada peruano rs. Comemos no Friday’s, muito bom. De barriga cheia e malas prontas, fomos para o aeroporto para voltar ao nosso queridíssimo Brasil.
  25. Todos os anos no mês de Setembro é realizado em Magdalena del Mar, Lima, a maior Feira de gastronomia da América do Sul. A cada ano a Feira se consolida trazendo novidades além de apresentações de grupos de dança e Teatro, mas o forte da feira é o fato de trazer o melhor da gastronomia peruana. E este ano teve um grande espaço reservado a gastronomia de outros países batizado de Cozinha daqui e de lá. Neste espaço era possível degustar as delicias do México, Índia, Coréia, Japão, Rep. Dominicana entre outros. PACIÊNCIA É FUNDAMENTAL QUANDO SE QUER VIAJAR. Foram meses de pesquisas e muito planejamento, cheguei até desistir devido ao fato de só encontrar passagens variando entre 1.200,00 e 1.500,00 Reais. Mas como não perco meu tempo caçando Pokemón ou com a cara no zap zap, a paciência me valeu e Nossa senhora padroeira dos mochileiros viciados em viagem atendeu minhas preces e me mandou procurar na Copa Air Line Comprei por 960,00 Reais com tarifas podendo pontuar no meu SMILES, sendo que as passagens ficaram por 650,00 em 10 vezes. E o que aconteceu com as tarifas ??? Não sei e não quero saber, só sei que já fui e já voltei, estou pagando a terceira parcela de 65,00 e as tarifas que são cobradas na primeira parcela, que no caso são as tarifas de embarque não cobraram e se cobrarem eu pago. SOU POBRINHO, MAS SOU CHIQUE Meu voo sairia 11:50, mas como moro no Rio de Janeiro e conheço minha cidade Diz o ditado que Gato escaldado tem medo de água fria. Parti bem sedo para o Aeroporto já com o Chek in realizado via Web. Vai que me cobram as tarifas de embarque lá ??? Passei no embarque e na receita sem problemas, faltando quatro horas para meu embarque, então fui procurar as Salas VIP do Aeroporto e saber se o "pobrinho" tinha como esperar desfrutando dos confortos destinados aos Mochileiros VIP. Encontrei uma novinha em folha e completamente vazia porque foi recém inaugurada e pasmem !!! meu Diner Club me da direito pagando apenas 60,00 Reais e nas salas internacionais não pago nada. Tudo de bom...conforto, musica, Vinho, Chop geladinho e com colarinho, almoço e etc. Se eu fosse consumir no Aeroporto gastaria mais e não teria o mesmo conforto, então valeu a pena pelos 60,00 Reais. VALEU A PENA IR VIA COPA COM ESCALA NO PANAMÁ ? Sim valeu por três motivos: Conexão de apenas uma hora, Economizei perto de uns 800,00 Reais Acumulei quase 5 mil pontos no SMILES que foram creditados dois dia depois do voo, Viajei com uma das melhores companhias aéreas e consegui ir pela segunda vez na feira gastronômica e pela quarta vez ao Peru. GASTOS GERAIS E VALORES CONVERTIDOS. Vou colocar em Reais porquê hoje o Novo Sol esta igual ao Real e as vezes o câmbio foi até desfavorável, bem diferente de quando fui a primeira vez ao Peru em 2008 e cheguei a trocar por quase o triplo. Resultado da desvalorização de nossa moeda Hostel Nuna Wasi, seis diárias 260,00 Reais com café da manhã. Museu de Antropologia, 10,00 reais (10,00 Soles) Museu Larco, 30,00 Reais Museu MALI (Museu de Arte de Lima) 30,00 Reais Turis Bus, 88,00 Reais. Não indico e não pagaria se conhecesse. Não vale a pena. ônibus em Lima varia de 0,50 centavos a mínima e 2,50 o valor máximo, Taxi registrado do Aeroporto até Miraflores, 60,00 Reais, Taxi comum, 40,00. A FEIRA MISTURA APEGA. De quinta a Domingo a entrada custava 26,00 Reais (Soles) De segunda a quarta, 17, 00 reais. COMIDA E BEBIDAS: O maior valor de um prato qualquer era de 14,00 Reais sendo que na maioria dos casos era possível pedir 1/2 porção com os preços variando entre 10,00 Reais á oito Reais. Pisco; 15,00 Reais, Cerveja: 4,00 Reais a Pequena da marca três Cruzes e 8,00 Reais a grande, Cerveja Artesanal 11,00 Reais. DOCES E SORVETES: Os doces e sorvetes variavam entre 3,00 Reais a 6,00 Reais. COMO PAGAR E CONSUMIR NA FERIRA ? Era possível comprar ingressos pela Internet, mas preferi pagar sempre na entrada. Somente no Domingo peguei fila na entrada e na hora de comprar os cupons para consumir na feira. Primeiro você compra somente a entrada e depois quando estiver dentro da feira é que se compra os cupons para se consumir na feira. Os cupons variavam entre 1,00 Sole a 14,00 Soles, e o troco quando havia , eram dados também em cupons. Era possível utilizar os cupons durante todo o período da feira caso não se utilizasse no mesmo dia. OS PRATOS QUE MAIS GOSTEI E ONDE ME FERREI Os melhores foram: Chancho ao Palo, do Restaurante La Costilla Del Gordo Chancho ao Cilindro, Casa China Cordeiro ao Palo, Casa China Tacos mexicano do restaurante El Diablito, Pulpo a La Parrilha (Polvo) Tumbes Mar Os Ceviches, Tumbes Mar Chupe de Camarão da região de Arequipa é fabuloso um dos melhores, Paeja , Causa, Causa é um prato com gosto de peixe mas não sei como é feito. Não gostei muito, Arroz com Langostino a la Nortenã, Não gostei muito, Também provei um prato feito com carne de Caranguejo frito que não lembro o nome, mas era delicioso. Anteguchos de Alpaca. Delicioso, mas depois que soube do que era feito, dois dias depois conversando com o motorista do taxi eu confesso que se soubesse não comeria ãã2::'> ãã2::'> Quando olhei a carne no espetinho parecendo nosso churrasquinho de rua e mandei ver pensando que era carne de Alpaca, mas na realidade é feito com o coração da Alpaca Eu não como coração e nem vísceras Dos doces o que mais adorei e degustei quase todos os dias e indico são os Picarones. É uma espécie de rosca frita na hora e depois de escorrida a gordura são servidas em uma vasilha com uma calda de mel com canela, são macias e deliciosas O TAXISTA ATÉ TENTOU APLICAR O GOLPE, MAS... O velho golpe da nota falsa foi tentado comigo, mas como sou cascudo não colou. A corrida custou 10,00 Soles, eu paguei com uma nota de 20 e ele me deu o troco, quando eu ia saindo do carro ele me chamou e me mostrou uma nota de 20,00 dizendo que a mesma estava rasgada e por isso não tinha valor Usei minha cara de malvado e disse bem firme que aquela não era a nota que eu lhe havia dado e que o golpe era velho e conhecido. Saí e fui embora e ele seguiu seu caminho O HOSTEL NUNA WASI Fiz minha reserva pelo Booking e sem ter de pagar antecipadamente. Hostel bem localizado e perto do Malecon em Miraflores e outros lugares de interesse, e com um ponto de ônibus bem em frente, somente dois pontos negativos: apesar dos quartos serem bem amplos e ter espaço para armários, os mesmos ficavam no andar térreo, e o café era meia boca , de resto tudo perfeito. O TURIS BUS DE LIMA NÃO VALE A PENA!!! Sinceramente eu esperava mais deste serviço pelo valor cobrado. 88,00 Reais é caro pelos locais que o mesmo passa e pelas atrações onde para. Peguei o mesmo em Miraflores e a primeira parada é no Bairro de Barranco que era bem perto de onde eu estava hospedado. Ponte do Suspiro, Igreja e nada de mais até porquê Barranco é legal a noite pelos bares Restaurantes. Segunda parada foi no Centro histórico para conhecer o Museu das Catacumbas de São Francisco que eu já conhecia desde 2008, ultima parada creio ser no Parque onde tem o Espetáculo das Águas mas como eu iria almoçar na Feira gastronômica eu não segui com eles. O ônibus passa na Huaca Puclana mas ninguém desce apenas olhamos da janela e sinceramente pelo que vi não me interessei em ir conhecer de perto. Um ponto muito negativo do Turis Bus é que vc não desce e fica livre para conhecer alguma atração pois tem de voltar no mesmo e com o guia explicando sobre os trajetos ãã2::'> ãã2::'> Não indico porquê não gostei e da para conhecer tudo indo por conta e gastando menos... Adorei os Museus: Larco, o de Antropologia e o MALI, as Catacumbas já conhecia mas fiz questão de ir novamente depois de oito anos e acho imperdível pois é uma aula de história e o lugar é realmente interessante. MISTURA APEGA, A FEIRA ONDE GORDOS NÃO DEVEM IR Comi pra caralho A feira é tudo de bom e por isso fui duas vezes sendo que desta vez todos os dias de minha estadia em Lima. Quem pretende ir ao Peru em 2017 e puder ir em Setembro vá no período da feira pois além de degustar o´melhor da culinária peruana é uma forma de conhecer um pouco mais da cultura do país e de seu povo, além de poder conhecer também da culinária de outros países convidados. Vou postar várias fotos sendo algumas de alguns pratos que tive a oportunidade de degustar. Obs: fui na feira de Domingo até quinta, ou seja cinco dias só comendo e bebendo, mas sou elegante, quase atlético Para as mulheres IRRESISTÍVEL
×