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  1. Olá, colegas mochileiros! Segue o resumo de minha viagem pela Oceania. Caso queiram mais conteúdo, não deixem de conferir o meu blog Rediscovering the World Preparativos Estava no meio de uma viagem em Seicheles, quando o site Melhores Destinos anunciou a promoção que eu estava aguardando a tempos. Por 2,4 mil reais consegui que um amigo comprasse meu voo do Brasil para Austrália pela Qantas, com antecedência de meio ano. Tive muita sorte da data coincidir com o término do intercâmbio de minha prima Amanda na Austrália, o que fez com que ela pudesse me acompanhar por toda a jornada. Logo decidi que o trajeto iria incluir também Nova Zelândia, Tonga e Fiji. Então, fui atrás dos voos nas companhias de baixo custo. O que não tive sorte foi na hora de solicitar o visto australiano, o único que precisa ser feito antecipadamente, ainda que seja online. Estava já em outra viagem, num vilarejo do Gabão, quando uns 45 dias depois do pedido, recebi o temível email da negação do visto! Foi um baque, pois eu já havia comprado um monte de passagens não reembolsáveis com a certeza de que não teria problema na solicitação, já que nunca tinha passado por isso. Parece que eles não acreditaram na minha história de nômade... De volta ao Brasil e faltando um mês e meio pro embarque, juntei todos esforços numa segunda tentativa, já que desistir iria sair caro. Tive que pagar novamente os 140 dólares australianos (~379 reais), mas dessa vez escrevi uma baita carta e anexei uma montoeira de documentos, incluindo as páginas de todos os passaportes que já tive, comprovando as inúmeras viagens que venho realizando. Felizmente, uns 5 dias depois tive o visto aprovado! Dessa forma, continuamos a elaborar o roteiro, reservando hospedagens e os veículos onde dormiríamos em parte desse tempo. Dias antes do embarque preparamos as mochilas, que com certo desapego conseguiram praticamente atingir os míseros 7 kg permitidos pelas companhias de baixo custo oceânicas! Enquanto minha prima já estava em Melbourne, eu tomei um voo turbulento de Floripa até São Paulo pela Gol (160 reais). Dia 1 Tive que passar a noite no aeroporto, já que a partida para a Austrália seria apenas às 8 da manhã, não havendo tempo viável para um voo anterior até Guarulhos. Depois de cochilar sentado, embarquei no voo operado pela LATAM até Santiago. Só que houve um imprevisto: o voo atrasou mais de uma hora. Isso fez com que eu e mais umas 20 pessoas que estavam no avião perdêssemos a conexão seguinte a Melbourne. Dá pra acreditar que eles preferiram não esperar uns 20 minutos para isso não acontecer? O resultado foi que tivemos que aguardar da tarde até a madrugada pro voo seguinte. Pelo menos nos enviaram a um hotel (Manquehue em meu caso) com direito às refeições. Conheci um pessoal brasileiro bacana nessa situação. Com um deles, saí pra dar uma caminhada nos arredores. Mas tirando as montanhas nevadas ao fundo, não havia mais o que ver próximo ao aeroporto. À noite quase que perdi outro dia no Chile, pois houve overbooking no voo e a companhia ofereceu uma grana boa pra quem quisesse ficar; pena que quando me voluntariei já era tarde. Então, embarquei no aviãozão moderno da LATAM por longas horas, sendo o trecho inteiro na escuridão. Ao menos o entretenimento e as refeições estavam boas, podendo até escolher entre algumas opções. Dia 2 Por fim, eu e a cambada de brazucas aguardamos o voo final no aeroporto de Auckland para Melbourne pela Qantas, com um bom serviço de bordo. Desembarcamos às 9 e pouco da manhã. Passada a imigração, encontrei minha prima. Juntos, retiramos o carro alugado na Aucar um dia antes (por causa da mudança no voo), por 20 dólares australianos a cada dia. Conduzi o veículo diretamente à Great Ocean Road, estrada bastante cênica que passa pelo litoral sul do país, de Melbourne a Adelaide. Depois de comprarmos a comida num supermercado da rede Coles, paramos num dos muitos mirantes costeiros para fotografarmos um farol e a Eagle Rock, uma das rochas que sobressaem-se no mar. Vários chineses também faziam o mesmo. Almoçamos sanduíches e continuamos na rota, que estava passando por muitos reparos. Mais além, a próxima parada foi em Kenneth River. Lá vimos os fofos coalas no alto de eucaliptos, que são muitos na Great Ocean Road. Junto também havia uma porção de papagaios e cacatuas, que pousavam na gente mesmo sem termos comida, como o colorido periquito-rei-australiano (Alisterus scapularis). Também havia outras aves terrestres. Depois, subimos o mirante da longa cachoeira Carisbrook. Com o sol já se pondo, entramos na floresta morro acima do Parque Nacional Great Otway, caracterizado por muitos eucaliptos e samambaias. Até chegar no Lago Elizabeth, um pouco distante, um bocado de cangurus atravessaram nosso caminho. Na completa escuridão, caminhamos com nossas lanternas de cabeça pela trilha até o lago. Foi meio assustador, porque não havia ninguém acampando no parque, e no meio do caminho vimos uma fogueira distante e algo que parecia pessoas se mexendo. Receosos, continuamos até o lago propriamente dito. Não conseguimos ver os famosos habitantes ornitorrincos, mas de perto flagrei um tipo de marsupial noturno chamado de “possum” (Pseudocheirus peregrinus), semelhante ao nosso gambá, que ficou imóvel perante as lanternas. Ainda encontramos 3 ciclistas nesse trecho. Seguindo o conselho deles, descemos até o vilarejo mais próximo (Forrest) para dormirmos no carro, em frente a um parque de caravanas, onde havia um banheiro público. Dia 3 Fez um frio desgraçado à noite; se não fosse pelo saco de dormir que levei eu passaria frio. Depois do café da manhã improvisado, seguimos a rota por uma estrada bem florestada, onde vi um roedor, um passarinho rosa e um “wallaby” (parente menor do canguru), até chegarmos a uma das duas trilhas que fizemos no dia. A primeira foi a da cachoeira Triplet Falls. Bonita, com algumas descrições. Entre a primeira e a segunda, muitas fazendas, sendo algumas com cenas inusitadas, incluindo lhamas e cavalos vestindo roupas! Melba Gully, a segunda trilha, fica numa floresta num penhasco. De dia não é tão interessante, mas à noite dá para se ver os “glow worms” - vermes brilhantes. Chegamos novamente à Great Ocean Road. Junto com um monte de chineses, admiramos as maravilhas geológicas do litoral, principalmente os 12 Apóstolos, que é uma coleção de Torres de calcário, e o Loch and Gorge, uma baía protegida e com estalactites. Além desses, há outras feições, mas não tivemos tempo de conhecer, pois tivemos que retornar ao aeroporto. Três horas depois, devolvemos o carro e pegamos o voo da JetStar para a Tasmânia (46 dólares cada trecho por cabeça). Lá, retiramos um mini carro na AVIS, por 23 dólares australianos por dia - 30 dólares americanos com um cupom de desconto na EasyRentCars. Meia hora depois, chegamos no centro de Hobart, capital do estado, onde fica o albergue The Pickled Frog, nosso sagrado banho, cama e estacionamento. Dia 4 O albergue é bacana, tem jogos, TV e livros, além do básico. Mas no dormitório coletivo também tem gente que ronca. Isso por 21 dólares australianos a diária sem café. Andamos pelo centro de Hobart nessa manhã. Meu desjejum foi um pacote grande de KitKat que comprei na The Reject Shop, uma loja de descontos. Entramos brevemente no interessante Salamanca Fresh, mercado de comida natural na Salamanca Place, local onde ocorre nos sábados uma importante feira. Na área da marina, não tão bela quanto se esperaria, demos uma checada no centro de estudos antárticos da Universidade de Hobart. Lá conheci uma pesquisadora cujo trabalho de campo foi nada menos que ir à base Concordia no meio do continente gelado, sob -50 graus Celsius e nada além de gelo! À continuação, ingressamos no gratuito museu e galeria de arte da Tasmânia. São 3 andares, sendo que o museu conta com informações úteis e materiais sobre a natureza e a história do estado. Almoçamos no restaurante japonês Niji. Por 20 dólares tivemos direito a sushi ilimitado, além de sopa miso e uma bandeja com umas preparações de frango. Estava bastante bom, por isso saímos de lá estufados. De carro, seguimos ao jardim botânico. Também gratuito, contempla diversas espécies australianas, tasmanianas, subantárticas, entre outros. É bonito, mas achei o espaço subutilizado. Já que o Monte Wellington estava com uma névoa cobrindo seu mirante, depois das compras decidimos ir para o noroeste, enquanto o sol se punha. Com o National Parks Pass em mãos (comprado pela internet por 60 dólares australianos), acompanhando o mar que virou o Rio Tyenna, entramos no Parque Nacional Mount Field. Como já era noite, usei a lanterna de cabeça para focar vários animais que estavam nas árvores e brejo próximos à portaria. A maioria deles, na casa das dezenas, eram “pademelon”, saltador marsupial menor que o “wallaby”, mas havia outros, como o pequeno “bandicoot”, estrela da série de jogos Crash Bandicoot. O céu também estava especialmente iluminado com a Via Láctea, apesar de não termos visto uma aurora austral. Subimos de carro por quase 1 km até o ápice do monte que nomeia o parque. Ao chegarmos, do carro presenciamos uma cena inusitada: um helicóptero da polícia surgiu, e depois de muito procurar algo com um facho de luz, largou uma pessoa lá no topo, que sumiu instantes depois. Mistério no ar… Lá em cima estava tudo coberto de neve e gelo, dado que a temperatura chegou a -5 graus. Até o Lago Dobson, no qual fizemos uma trilha por conta própria nessa noite, estava parcialmente congelado. De vegetação só vi pinheiros e pândanos. Quanto aos animais, um que não sei qual é, pegadas estranhas e fezes. Descemos até a portaria para dormirmos no carro em temperatura levemente abaixo de zero. Dia 5 Ao amanhecer, tentamos novamente sem sucesso achar um ornitorrinco nos lagos e rios do parque. Depois, percorremos o caminho pedestre para a cachoeira Russell Falls, uma beleza só. A trilha margeada por vegetação coberta de musgo, onde vimos dois “wallaby”, continua por eucaliptos enormes de até 80 metros na Tall Trees Walk. Voltamos ao centro de visitantes conversando com uma australiana que recém havia se mudado para a Tasmânia. À tarde, fomos em direção norte. Muitas fazendas, lagos e florestas no caminho. Almoçamos na área de piquenique das hidroelétricas Tarraleah. Como as demais, possui mesas e bancos, churrasqueiras grátis e banheiros limpos e completos. Um pouco além, ao passar algumas charnecas, entramos na área do Parque Nacional Cradle Mountain - Lake Saint Clair. A parte sul do parque fica ao redor do lago de mesmo nome. Começamos as trilhas já com o céu escurecendo. Percorremos a Platypus Bay, que atravessa um rio e passa pela margem do lago, outra que trata da etnografia aborígine, e a Watersmeet, onde vimos a maioria dos animais noturnos em meio a manchas grossas de neve e árvores de floresta temperada. Nas árvores, encontramos duas espécies de “possum”, o mais comum Trichosurus vulpecula e o Pseudocheirus peregrinus, ambos se alimentando. Próximo ao centro de visitantes, alguns “wallaby”. O mais inesperado e raro, todavia, foi uma equidna! Assim como o ornitorrinco, ela é um monotremado, grupo primitivo de mamíferos que põe ovos, além dela ter um pênis quádruplo! Ela até permitiu nossa aproximação, ainda que ao pressentir perigo armasse suas lanças como um porco-espinho (chegou a encostar em mim a certa hora). Fiquei muito satisfeito com esse encontro, retornando ao carro para guiar até alguns quilômetros adiante, onde dormimos no meio do nada. Tão nada que se passou várias horas até um carro cruzar com o nosso. Dia 6 Somente na manhã que vimos que essa área era a trilha do Rio Franklin, que pertence ao Parque Nacional Franklin-Gordon Wild Rivers. Um pouco além, encaramos um pedaço de uma segunda trilha do parque, até a ponte pênsil Frenchman's Cap. A terceira trilha curta foi uma subida até a colina Donaghys. A vista do topo é muito bacana, mostrando a vastidão selvagem da Tasmânia. Próximo à única cidade da região (Queenstown), paramos na cachoeira Nelson Falls. Outra baita queda, mas com um mirante não tão bom. Almoçamos macarrão e feijão enlatados à beira do reservatório do Lago Burbury, dividindo a mesa com corvos destemidos. Num morro diante de Queenstown, fica um caminho por um paredão rosado com cachoeira e um mirante por cima da minha de cobre que desenvolveu a cidade no século 19 e 20, mas que deixou um rastro de destruição ambiental até hoje. A chuva apertou enquanto seguimos até o lado norte do Parque Nacional Cradle Mountain - Lake Saint Clair. Essa parte da unidade de conservação é mais desenvolvida, com uma dezena de estabelecimentos comerciais. Apesar de já ser quase a hora do pôr do sol quando finalmente chegamos, ao longo dos tablados que percorrem o Ronny Creek havia uma dezena de vombates (Vombatus ursinus)! Mais um marsupial fofo pra coleção. Enquanto os gordinhos pastavam no brejo, nem se preocuparam com nossa presença. Tanto foi que consegui até fazer carinho em um que se aproximou da trilha. Quando escureceu avistamos uma mãe e filhote de “wallaby”. Seguindo de carro até o Lago Dove, ouvimos um monte de sapos mas não vimos nenhum, então deixamos o parque. Na estrada escura e nebulosa, muitos “wallaby” cruzaram o asfalto, quase atingindo o veículo. Ao chegarmos em Devonport, cidade portuária no norte, tivemos certa dificuldade em localizar uma hospedagem em conta, pois um dos albergues estava fechado no inverno e no outro a recepção recém havia encerrado, apesar de ainda ser 9 e pouco da noite. Nos sobrou o Formby Hotel, que estava mais para bar e cassino. Pagamos 35 dólares por cabeça no quarto com banheiro e cozinha compartilhados, wi-fi e estacionamento. Foi meio caro, mas tomar um banho quente e dormir num colchão novamente foi bom demais. Dia 7 Tivemos que abastecer o carro, mas aqui estava mais caro e tabelado: 1,57 o litro. Depois, tentamos ver uns pinguins na praia de Lilico. Lá, há plataformas e casas artificiais para os pinguins da menor espécie do mundo que ocorrem nesse litoral. Infelizmente, eles só aparecem em terra após o pôr do sol, então não vimos nenhum. Em seguida, guiei o carro para o interior, para visitarmos o Tasmanian Arboretum, mais um local com possibilidade de ver o ornitorrinco. A entrada custa 5 dólares mas é voluntária. Há alguns jardins temáticos, sem flores no inverno, e um lago central. Ao redor do corpo hídrico, uma espécie de passarinho azul e mais várias outras aves; na água, cisne negro e… finalmente ornitorrincos! Pequeninos, nadavam por alguns segundos com as costas e o bico acima do nível do lago, para depois deixarem apenas ondas e bolhas na água enquanto mergulhavam e voltavam pras suas tocas na vegetação das margens. Esses animais bizarros põe ovos, possuem bico e patas de pato, garras venenosas, mas são mamíferos! Levemente emocionado com a descoberta dos bichos, a próxima parada foi no Parque Nacional Mole Creek Karst. O maior interesse da área protegida está nos relevos cársticos, ou seja, cavernas. As duas principais (King Solomon e Marakoopa) possuem muito o que proteger da ação de invasores, por isso só é possível entrar nelas com um passeio guiado de 1 hora por 19 dólares. Eu e mais uns australianos fizemos o tour. O guia bacana explicou muito sobre as formações espeleológicas dessa caverna, que incluem incríveis estalactites, estalagmites, colunas, cortinas, canudos, escorrimentos, etc. Vimos alguns dos salões, o rio subterrâneo e, por fim, os “glow worms”, larvas de inseto que produzem bioluminescência e mais parecem um céu estrelado no teto da cavidade sem iluminação. Atravessamos o estado em seguida. Somente à noite chegamos no Parque Nacional Freycinet. Para não perder o pique das trilhas noturnas, deixei o carro no fim de Cape Tourville e demos uma caminhada em torno do farol estrelado, mas não vimos nenhum ser vivo, então retornamos ao centro de visitantes do parque e dormimos no carro no estacionamento. Dia 8 Breve passada no centro de visitantes para obter umas informações. Em sequência, estacionamos no começo da trilha para Wineglass Bay, onde fomos caminhar um bocado, em companhia de algumas outras pessoas. Logo de cara há uma subida considerável, com mirantes pras baías de Coles e Wineglass, essa segunda uma beleza só. A trilha vai até essa praia, mas escolhemos continuar pelo istmo até Hazards Beach. É impressionante a quantidade de conchas grandes e algas kelps. Por fim, continuamos margeando o costão na vegetação de “heathland” até o ponto inicial, percorrendo o circuito em 4 horas e meia com as paradas. No estacionamento, três “wallaby” com seus filhotes na bolsa (marsúpio) fizeram a alegria da galera. Achei que as mães seriam agressivas nessa situação, mas elas no máximo fugiam lentamente. Voltamos ao centro de visitantes para tomar banho. Nos custou 1 moeda de 2 dólares para cada, para podermos tomar banho quente de 4 minutos, meio corrido. Ao escurecer dirigi até as praias amigáveis (Friendly Beaches), onde passamos a noite. Lá há um camping gratuito com estacionamento, banheiro seco e bastante espaço em meio às natureza com animais saltitantes pra lá e pra cá. Mas nada de diabos-da-Tasmânia. Dia 9 Começamos o dia averiguando a bonita praia. À continuação, mudança de plano de última hora: em lugar do Parque Nacional Tasman, reservamos a balsa para o parque da Ilha Maria (45 ida e volta por pessoa). Chegamos ao píer de Triabunna a tempo de embarcar no barco do meio-dia, com apenas outro casal no barco. A duração é de meia hora até a ilha. Fomos recebidos com um bocado de aves marinhas e algumas das 11 espécies endêmicas da Tasmânia que ocorrem ali. Esse lugar foi uma penitenciária no passado, começando a operar em 1825. Parte das construções originais ainda estão de pé, o que dá uma ambientação legal. Fora essas, há bem pouca estrutura na ilha: apenas banheiros, quartos e cozinha; nada de comércio. Trilhamos a rota que passa por ruínas e floresta esclerófila seca até os “painted cliffs”, paredões de arenito alaranjado escavado sobre o mar. Bem cênico. Posteriormente, seguimos o caminho até os “fossil cliffs”, penhascos deslumbrantes com um gramado que parece de um campo de golfe. Nesses penhascos de calcário e siltito há uma quantidade quase infinita de conchas fósseis do período Terciário. Deixamos essa parte durante o pôr do sol, indescritível. Ao fundo, a coloração que passava de laranja pra roxo, ao meio, o mar e uma ilhota com farol, acima, as grandes aves marinhas, atrás desfiladeiros e montes, ao lado, floresta de eucaliptos e, à frente, pastando as ervas rasteiras, nada menos que vombates, gansos, “wallaby” e uma centena de cangurus! Essa cena não vai sair tão cedo da minha memória. De fato, o ponto forte dessa ilha é a quantidade de bichos selvagens soltos e que permitem certa aproximação e ótimas fotos. Depois de nossa janta de sanduíches, andamos por tudo quanto é lado com as lanternas atrás dos diabos-da-Tasmânia. Apesar do esforço, vimos apenas as mesmas criaturas de antes. Como último esforço na última noite da Tasmânia, armei uma armadilha com nosso lixo orgânico e fiquei ao relento à espera de algum intrometido. Infelizmente, o único que apareceu atrás de uma casca de banana foi o “possum”. Dia 10 Durante a manhã andamos por outra trilha, a do reservatório. Não havia nada de muito interessante nela, exceto por umas ruínas. Tomamos o barco de volta na hora do almoço, e seguimos ao aeroporto de carro. No caminho vimos as únicas viaturas policiais desde Hobart. Ainda assim, a criminalidade da Tasmânia é baixíssima. Pegamos o voo para Melbourne pela JetStar. Por pouco escapamos de exceder o limite da pesagem da mochila. Do aeroporto, usamos o ônibus nº 901 até uma das estações de trem que seguem para Melbourne, onde chegamos um tempão depois. Por último, subimos num bonde até St. Kilda. Ao menos essa longa jornada de mais de 3 horas custou apenas 4,3 dólares, o preço de um trecho qualquer. Mas é obrigatório comprar o cartão “myki” que custa 6 dólares. Saint Kilda é uma bairro atrativo na baía de Melbourne, com vários bares e restaurantes, além de edifícios estilosos e um longo píer. Jantamos na rede Lentils as Anything, restaurante vegetariano indiano que se diferencia por utilizar mão de obra voluntária e não cobrar um valor fixo pela refeição, ou seja, você paga o que quiser. Entre as opções que incluem hambúrguer de tofu, como estava faminto pedi dois pratos com curry levemente apimentados. O primeiro estava bom, o segundo razoável. Posteriormente, fomos ao píer. Construído no meio do século passado, acabou involuntariamente se tornando uma colônia dos menores pinguins do mundo, os pinguins-azuis (Eudyptula minor). Hoje há mais de 1400 deles se abrigando entre as rochas durante à noite. Bem bacana vê-los bem de perto. Dormimos no apê do Bruno, um amigo da minha prima. Dia 11 Com o SkyBus (18 dólares), seguimos nós 2 e mais Rafael, amigo de Amanda, ao aeroporto. Lá, voamos novamente com a low cost JetStar (138 dólares por trecho por pessoa), dessa vez para Ayers Rock, no meio do quente e seco deserto australiano. Três horas após, desembarcamos no vilarejo de Yulara. Retiramos o carro alugado, nada barato (250 dólares para 3 dias) e com a inevitável restrição de quilometragem (100 por dia). Como estávamos em 3, compensou mais do que pagar por tours. Próximo do aeroporto fica o Ayers Rock Resort, a base para exploração do Parque Nacional Uluru-Kata-Tjuta, e praticamente o único estabelecimento para se comer, dormir ou abastecer o carro num raio de 200 km. Ficamos hospedados no dormitório compartilhado menor (46 dólares por pessoa), chamado de Outback Pioneer Lodge. Também há um grande camping um pouco mais barato e hotéis luxuosos bem mais caros. No complexo há múltiplas opções de entretenimento, inclusive gratuitas, com horário marcado. Passamos a primeira tarde desfrutando delas: Mani Mani Indigenous Cultural Theatre (projeção em 3d misturada com atores aborígines que contam uma lenda), Ecology & Museum Tour (história natural do parque), Garden Walk (mostra das plantas do parque e seus usos). No pôr do sol, dirigimos até o ponto de observação dentro do Parque Nacional Uluru-Kata-Tjuta, com vista para o monólito. O que não sabíamos é que só era necessário um bilhete (25 dólares para até 5 dias) por carro, e não por pessoa. O belo e imponente Uluru mudava de tonalidade acompanhado por dezenas de turistas em seus veículos alugados num ponto, e dos ônibus dos tours em outro. De volta à hospedagem, compramos as comidas no supermercado IGA. Caro como esperado, mas seria a única opção fora os restaurantes. Depois do jantar auxiliado pelos utensílios fornecidos pela cozinha dos hóspedes, demos uma volta de carro para ver o belo céu estrelado com a Via Láctea e eu fui procurar animais. Pena que não achei nada que não fosse invertebrado - causa possível é a hibernação de vertebrados no inverno. Dia 12 Tomamos calmamente o clássico café da manhã de iogurte com granola e fruta. À continuação, dirigi o carro para o grupamento de rochas de conglomerado conhecidas como Kata-Tjuta ou The Olgas. Esse fica a 50 km de Yulara. De um mirante tem-se a vista bacana das rochas. Um pouco adiante, fica o começo da trilha de 7,4 km chamada “Valley of the winds”, percorrida a pé. Era meio-dia quando iniciamos, o pior horário possível. Ao menos, naquele dia a temperatura máxima foi de 26 graus, bem abaixo do dia anterior. O pior não foi o sol, mas as moscas, que não deixavam o rosto de ninguém em paz! Em 3 horas circundamos algumas das rochas, numa vegetação adaptada à seca para resistir à insolação e capturar a água do lençol freático, que também fornece água aos visitantes. As principais espécies vegetais são a gramínea Spinifex, o arbusto acácia e a árvore carvalho. De animais, só vimos algumas espécies de aves. Depois batemos um rango na área de piquenique e atravessamos a trilha Walpa Gorge em pouco tempo. Ela é um caminho entre o desfiladeiro formado por 2 dos grandes montes. Vimos o sol se pôr em outro mirante e voltamos pro resort. Jantamos a comida do supermercado. Como não tínhamos que acordar cedo, fomos tomar umas cervejas (8 dólares por 425 ml, vish!) enquanto um cantor tocava ao vivo e uns jovens dançavam animados. Logo eu e Amanda nos juntamos a eles e ficamos curtindo até o toque de recolher da meia-noite... Dia 13 Depois de uma boa noite de sono, com o mesmo guia de sempre fizemos outra atividade gratuita, que explicava sobre a manufatura e uso das armas tradicionais, como o bumerangue. O almoço foi à base dos restos de alimentos deixados pelos outros hóspedes na cozinha. Havia uma porção de comidas disponíveis. A atividade seguinte foi a explicação dos alimentos aborígines. Fomos em seguida ao Uluru, o principal atrativo da região. Muitos escalaminhavam o monte (proibido a partir de outubro por motivos culturais), enquanto nós 3 caminhamos pela trilha ao redor do monólito arenítico. O esforço físico dessa trilha não é tão grande, pois ela é plana, então há pessoas que percorrem de bicicleta ou Segway. Só que é mais longa que a dos montes Kata-Tjuta, e o sol não ajuda nada. As feições são diferentes; há muitas cavidades na parte de trás, mas é tão seco quanto. Também há algumas pinturas rupestres. Depois da caminhada, fiz uma breve visita ao centro cultural, que apresenta informações sobre o parque e seus moradores aborígines. Mais um pôr do sol pra conta, desse não dá pra cansar. Nessa noite a festa não foi tão animada, infelizmente. Então, antes do toque de recolher voltamos aos dormitórios. Dia 14 Comemos até explodir para não desperdiçar nossa comida antes de embarcar na JetStar de volta a Melbourne. Antes disso, fomos obrigados a abastecer no monopolista posto de combustíveis do resort, com a absurda tarifa de 2,12 (~5,65 reais) por litro. A volta do aeroporto dessa vez foi menos demorada. Descemos em Docklands e caminhamos até Southbank no final do dia. Essa zona nas margens da água é bastante agradável para se passear, com um porção de implementos urbanos, prédios com arquitetura moderna, bares e tal. Passamos a noite no apê do Bruno, onde provamos carne de canguru, que é uma delícia. Dia 15 Amanda me guiou pelo interessante centro de Melbourne o dia todo. Primeiro pegamos o bonde até a Bourke Street, onde vimos a loja de câmeras Michaels, que opera desde a década de 20 e possui um museu gratuito desses aparelhos ópticos dentro. Aproveitei pra comprar um cartão de memória. Em seguida, a State Library of Victoria, de edifício neoclássico e com salões de leitura internos impressionantes e ainda algumas exposições. Almoçamos com Bruno e João Paulo no restaurante italiano Universal, que oferece um prato com um colossal bife à parmegiana, batatas-fritas e salada por 14 pratas. À continuação, passamos pelo jardim Carlton Gardens, que inclui os edifícios da Royal Exhibition e do Melbourne Museum. Como teríamos pouco tempo para visitar o museu, não pagamos os 15 dólares de entrada. Com isso, seguimos de bonde até o outro lado do Rio Yarra, onde fica o teatro Arte Centre Melbourne e a galeria de arte National Gallery of Victoria, também pagos. Atravessamos a rua para entrar no memorial das guerras Stone of Remembrance. Além das informações sobre as guerras em que os australianos se meteram, há um mirante da cidade. Gratuito. Ao lado fica o também grátis Royal Botanic Gardens. Há vários jardins temáticos numa área verde de tamanho considerável. Por fim, ao escurecer nos preparamos para a partida do país. No aeroporto ao virar do dia, subimos no avião da JetStar para Christchurch (180 dólares australianos por pessoa), na Ilha Sul da Nova Zelândia. Dia 16 Com o voo da madrugada e diferença de fuso horário, dormimos só umas 2 horas nessa noite. Desembarcamos, passamos a imigração e caminhamos num frio de 4 graus até a SpaceShips, empresa na qual havíamos reservado uma nave terrestre. Pagamos a bagatela de 19 dólares neozelandeses (cerca de 52 reais) na diária da campervan, que é uma van modificada pra conter cama, fogão, água e utensílios de cozinha. O veículo já estava bem rodado, mas foi um baita upgrade em relação a dormir e comer num carro. Fizemos o rancho pra semana no hipermercado Pak 'n Save, gastando um total de 220 dólares divididos por 2. Depois, enchemos o tanque de gasolina a 2,32 dólares neozelandeses (cotação menor que na Austrália) o litro. Dali em diante a direção ficou nas mãos da Amanda, já que minha parte eu havia feito na Austrália. Ela pegou o jeito do veículo comprido rapidamente, só que a perigosa falta de repouso nos obrigou a algumas paradas a mais. Em direção ao interior, passamos por um monte de fazendas de gado e ovinos. As cidades, todas bem pequenas. As coisas ficaram mais interessantes quando a cordilheira central da Ilha Sul se fez presente no fundo da paisagem, com seus picos brancos de neve. Junto a isso, as lagoas glaciais onde transbordam as águas de cor incrível das geleiras. Nós e um bocado de outros turistas em campervans e motorhomes, paramos nos lagos Tekapo e Pukaki. A muito custo cozinhamos nosso almoço tardio na traseira da van, devido ao vento forte que soprava. Com a luz diminuindo aos poucos nesse dia nublado, adentramos o Parque Nacional Mount Cook, Patrimônio Mundial da Humanidade. O último resto de dia nos foi visto no mirante que dá para pequenos lagos verdes e pros icebergs da geleira no Tasman Lake. Na tentativa de ver algum bicho à noite que não fosse um coelho, achei o weta alpino (Hemideina maori), espécie endêmica daqui. É um inseto preto parente dos grilos. A busca de um lugar para encostar a campervan para dormir foi uma luta. Todos os locais possíveis dentro do parque estavam sinalizados como proibidos para acampar, as hospedagens tradicionais são caras e o camping oficial do governo cobra 13 dólares por pessoa e não dá praticamente nada em retorno. Quase desistindo, achamos um lugar no aeroporto que opera voos de teco-teco e helicóptero e desligamos. Dia 17 Acordamos ao som dos primeiros voos. O céu estava limpo, o que nos rendeu lindas paisagens nesse dia. Primeiro caminhamos até o mirante do Lago Mueller. Ali se vê os picos brancos das montanhas, incluindo o Monte Cook, despejando água turquesa na corredeira que atravessa uma ponte e segue adiante. Retornamos ao camping para percorrer uma segunda trilha curta, a do Kea Point. Infelizmente não vimos o papagaio alpino, mas a vista também é bela, com um paredão de detritos deixados pela retração da geleira. Pegamos a estrada, parando novamente só para reabastecer a van num posto sem atendentes e preparamos almoço de frango com arroz e salada num parque. Parada em Clay Cliffs, um terreno particular em Omarama, composto de picos cênicos de argila. Em Duntroon fica o Vanished World, uma série de paradas relacionadas a coisas antigas espalhadas por dezenas de km. Vimos 3 delas, sendo um sítio de arte rupestre Maori meio depredado, um sítio fossilífero com um crânio de baleia exposto, e um afloramento de rochas com formatos diferentes. Todos gratuitos. Já era escuro quando chegamos a Oamaru, cidade com arquitetura antiga. Tentei achar algum pinguim de olho amarelo na colônia deles, mas só consegui ver dois lobos-marinhos repousando na praia. Já no outro local, ficam os pequeninos pinguins azuis, mesma espécie que vi em St Kilda. O centro de visitantes acabara de fechar, mas tivemos sorte de encontrar uns indivíduos de pinguim gritando e caminhando pela rua. Com o wi-fi liberado no centro da cidade, procuramos um lugar para dormir. Não encontramos nada gratuito próximo, então escolhemos o camping Herbert Forest. São 12,5 dólares por pessoa, com direito a chuveiro quente, cozinha e o resto que os campings básicos fornecem. Tudo limpinho. Dia 18 O exercício do dia foi uma trilha meio íngreme na floresta Herbert, a Swallows Track. Nada de mais nela. A praia de Moeraki, por sua vez, é bem interessante. Aqui jazem concreções rochosas redondas formadas há milhões de anos pela deposição de minerais em torno de restos orgânicos e a pressão da lama do fundo do mar. Com a erosão e diminuição do nível, elas estão sendo expostas. São dezenas delas, algumas rachadas e formando até aquários naturais. Na reserva histórica de Katiki Point, onde fica um farol numa pequena península, há uma abundância de vida selvagem que me interessou muito. Bandos de gaivotas vermelhas e cormorões voavam e nidificavam, lobos-marinhos neozelandeses pegavam um bronze, e algas gigantes se agitavam com as ondas. Almoçamos numa área de piquenique mais ao sul, com um vento frio soprando e gaivotas preguiçosas tentando abocanhar uns restos. No Shag Point, outro mirante costeiro, vimos outra espécie de cormorão, mas nada dos pinguins neste quase fim de tarde. Com isso, nos dirigimos através de Dunedin para a Península de Otago. A estrada que costeia os morros é bem bonita. Chegamos no Royal Albatross Centre no pôr do sol. É um centro de visitantes com bastante informações sobre os albatrozes e demais animais da região, mas para ver de perto essas aves de até 3 metros de envergadura é preciso pagar por um tour de 50 dólares. A espécie albatroz-real fez desse local seu único ponto de nidificação em terra firme no mundo. Não tivemos sorte de ver de longe, apenas uma infinidade impressionante de gaivotas e cormorões nos penhascos. Durante a noite caminhamos na agradável Dunedin. Fundada no século 18 por escoceses, é uma das mais importantes cidades do país, além de ter sua parcela de atrações. Começa pela arquitetura antiga vitoriana e seus edifícios históricos, como a prefeitura, igrejas, estação de trem, entre outros. E o centro ainda possui wi-fi grátis. Dormimos na última vaga restante do camping de veículos gratuito de Brighton, a uma curta distância da cidade. Aqui há água potável, lixeiras, mesa de piquenique e banheiros. Dia 19 Esse foi o dia das cascatas. Fomos na Purakaunui Falls, seguido pela Horseshoe Falls e Matai Falls. Achei essas 3 cachoeiras meio fracas, em comparação com as da Tasmânia. Do mirante de Florence Hill, vimos a baita praia de Tautuku Bay, pra onde fomos em seguida. Há uma faixa de areia enorme e deserta, bem como falésias e costões rochosos de formas diferentes, que a certa altura formam uma cova. Com nossa comida quase estragando por falta de refrigeração, tivemos que cozinhar e misturar tudo nas refeições. Mais além, abastecemos o carro e eu andei pela bela trilha da McLean Falls enquanto a Amanda tirava uma sesta. Azar o dela, perdeu a melhor cachoeira do dia. Em Curio Bay fica uma floresta de troncos fossilizados por cinzas vulcânicas no Jurássico. A praia é acessível gratuitamente, assim como as outras atrações do dia. Rodamos por muitos campos de criação de ovinos e gado até chegarmos bem na hora do pôr do sol na cidade mais ao sul da Nova Zelândia. Da colina de Bluff, que também é o primeiro povoado do país de 1840 e poucos, tivemos aquela vista privilegiada espetacular. Paramos rapidamente no Pak 'n Save de Invercargill para comprar uns mantimentos e usar o wi-fi, antes de seguirmos para o acampamento de Monkey Island. A poucos metros do mar, mas sem água potável, luz ou sabão, além de ter um exército de insetos voadores só esperando que você deixe uma fresta em seu veículo para que eles possam fazer a festa. Tomei uma bira neozelandesa, que é mais barata que as australianas, e fui dormir. Dia 20 Acordamos ao lado de senhores de idade neozelandeses em seu motorhome. Depois de um papo rápido, aproveitamos a maré baixa para acessar a Monkey Island, promontório da grande praia onde dormimos. Amanda guiou a campervan até Clifden Caves, onde fica uma longa caverna abertas ao público, sem taxa e sem necessidade de guia. Apesar de ser sinalizada por dentro, acho que deveria ter mais controle, pois é meio perigosa. Há diversos trechos estreitos e baixos, escorregadios e alagados. Mas foi uma aventura e tanto explorar os corredores com estalactites e outros poucos espeleotemas, aranhas e até mesmo as bioluminescentes “glow worms”. No começo da tarde, almoçamos macarrão à beira do sereno Lago Manapouri, no vilarejo de mesmo nome. Em seguida, vimos dois locais de gravação de Senhor dos Anéis, o Rio Anduin e os Dead Marshes. Não se paga nada nesses lugares, que estão atualmente abandonados. Logo após fica a cidadezinha de Te Anau, a base para exploração do Parque Nacional Fiordland. Buscamos umas informações no centro de visitantes, vimos o “takahe” (grande ave terrestre endêmica da espécie Porphyrio hochstetteri) no aviário grátis e seguimos pela Milford Road. Essa rodovia é uma das estradas mais cênicas do país, que é quase todo cênico. Tivemos que correr um pouco porque já estava no meio da tarde, mas vale a pena passar um dia todo nela. São grandes vales escavados por ação glacial e eólica, rios quase congelados, lagos pristinos, florestas de abetos e faias, picos nevados e várias trilhas. Conforme se sobe em altitude aparece o “kea", único papagaio alpino do mundo, bem como um montão de cachoeiras e zonas de deslizamento de pedras e avalanches. Essa também é a parte mais bonita. Com o sol recém posto e o céu rosado chegamos ao final, Milford Sound. A baía com os fiores ao fundo é definitivamente um cartão postal, inclusive é a principal beleza natural do país. Dá pra se notar, com a quantidade de veículos que circulavam por lá durante a tarde. Com a escuridão, só nos restou tirar umas fotos de longa exposição e retornar. Tentamos tomar um banho pago e seguir pra um camping gratuito a uma hora de Te Anau, mas como não fomos bem-sucedidos na primeira tarefa, tivemos que ficar numa hospedagem nessa cidade. O Holiday Park Lakeside Resort é um complexo de acomodações e algumas atrações. Ficamos com a mais barata (18 dólares), para estacionar nosso veículo, usar o banheiro e cozinha. Dia 21 Tomamos o café enquanto aproveitávamos a cozinha equipada pra cozinhar nosso almoço. Chegando no fim da reserva do combustível, abastecemos em Mossburn, com um preço bom. O Lago Wakatipu foi o primeiro de alguns lagos impressionantes que atravessamos nesse dia. Quase chegando em Queenstown, subimos a morreba até a estação de esqui Remarkables. A vista do meio do caminho foi bem bacana, assim como ver as pessoas se divertindo nas pistas de neve, mas não passamos disto, porque o mínimo que teríamos que pagar pra desfrutar seria de 150 dólares cada. Passamos rapidamente por Queenstown, famosa por seus esportes de aventura. A cidade em si fica espremida entre o lago e o morro, mas é bonita. Almoçamos num parque onde ciclistas passeavam em suas mountain bikes. Pegamos uma rota paisagística nos morros de Crown Range até a cidade seguinte. No meio da serra, nos chamou a atenção as sobras de um povoado de 1830, na época da febre do ouro neozelandês, que não durou muito. O que sobrou foi um hotel e restaurante com exterior e interior todo de época. O nome da vila é Cardrona. Em seguida, Wanaka e seu lago. Por fim, o Lago Hawea, enquanto o sol se punha. Tivemos que abrir mão de algumas vistas interessantes como cachoeiras, para ganhar terreno à noite. Como a Amanda já estava com sono e eu havia bebido, tivemos que parar. Dormimos num lugar meio sinistro junto a uma praia de seixos, com umas casas meio abandonadas. Ao menos não gastamos dinheiro com hospedagem, e sobrevivemos à noite. Dia 22 Entramos no Parque Nacional Westland, caracterizado por florestas pluviais temperadas e geleiras. Conhecemos duas delas, sendo a primeira a Fox Glacier, nomeada em referência ao primeiro-ministro da Nova Zelândia que foi o 1° turista a visitá-la. Antes de chegar a sua trilha, o que chama a atenção é o quanto ela retrocedeu nos últimos séculos devido ao aquecimento global. Foram quilômetros, que atualmente são preenchidos pelos restos de rocha carregados pela geleira e pelo rio de degelo. A trilha é aberta sobre cascalho com umas subidas. Só que ao chegar ao observatório da geleira ficamos meio decepcionados, pois só se vê um pedaço pequeno dela, e que deve ficar ainda menor nos próximos anos. Não deixa de ser bonita, no entanto. Antes da seguinte, caminhei ao redor do Lago Matheson. A floresta é agradável, e o corpo hídrico abriga patos e uma espécie de enguia que vive 100 anos e viaja 5 mil km no oceano para desovar! A atração principal é o reflexo perfeito das montanhas ao fundo, mas que foi interrompido por uma chuva que começou a cair. Com o tempo desse jeito, tivemos que comer a refeição fria dentro do carro. Depois, passamos do povoado de Fox Glacier pro de Franz Josef, voltados exclusivamente ao turismo nessas geleiras, oferecendo passeios de helicóptero e caminhadas sobre as mesmas. A geleira de Franz Josef também retrocedeu um monte e só se vê de longe, mas o formato dela é diferente, então se tiver tempo vale a pena ir até ambas. No final da tarde, fui sozinho até o túneis de Tatare, escavados no século 19 para levar água do rio a outro lugar e, posteriormente, pra hidroeletricidade. Hoje são 330 metros de rochas com o chão inundado e “glow worms” da espécie Arachnocampa luminosa no outro lado dele. Eram tantos que parecia um céu estrelado. Consegui ver até seus filamentos, onde as presas ficam grudadas. Retornei com os tênis ensopados e seguimos viagem. Mais de 3 horas à noite, na serra e sob chuva. Dormimos num camping gratuito rústico na cia de motorhomes e até uma barraca. Dia 23 Sob chuva leve, paramos em 2 mirantes de Arthur's Pass. Num deles, finalmente vimos um “kea” (Nestor notabilis), único no mundo por ser um papagaio alpino. Apesar da fama de destruidor de veículos, ele é bem manso e curioso. Depois do encontro, descemos a serra, parando em Castle Hill, uma colina cheia de grandes rochas, ideal para a escalada sem equipamentos (bouldering). Pegamos um trânsito leve na entrada de Christchurch. Almoçamos no parque Hagley, que fica bem no centro, com estacionamento gratuito. Estávamos bem no meio do cozimento do rango quando acabou nosso gás. Por sorte, havia uma chapa quente de churrasqueira próxima à mesa de piquenique, onde pudemos colocar a panela sem pagar nada. Para a digestão, conhecemos o Museu Canterbury. Apesar de ser grátis, possui um material riquíssimo sobre os maoris, os animais e ambientes neozelandeses, bem como a história da região de Canterbury, além de outras exposições. Apreciei bastante. Em sequência, passeamos pelo jardim botânico, mais uma atração gratuita situada no mesmo local. Não é tão grande, mas é bem cuidado, e mesmo no fim do inverno apresenta várias espécies floridas. Devolvemos a campervan e fomos a pé até o albergue Jucy Snooze, pertinho do aeroporto. O lugar é bem descolado, limpo, tem uma baita área comum e você dorme em uma cápsula. Não é dos mais baratos, no entanto (29 dólares). Adendo: acreditam que na estante de comidas grátis do albergue alguém deixou um pacote de KitKat quase inteiro? Surreal! Dia 24 Nosso último voo pela JetStar, para Auckland (48 dólares neozelandeses por pessoa), atrasou. Chegando lá, uma coisa que nos chamou a atenção foi a distinção da população que é de etnia maori, que não reconhecemos na Ilha Sul, pois como descobrimos posteriormente eles se misturaram com os brancos lá. Nos dirigimos de ônibus e trem até a sede da SpaceShips, na periferia de Auckland. Retiramos o mesmo tipo de veículo da outra ilha e, depois de fazer o rancho na mesma rede de supermercados e abastecer o carro lá usando o cupom de desconto das compras, seguimos para Rotorua. Perdemos um tempo precioso no trânsito da região metropolitana de Auckland e Hamilton, então só conseguimos chegar em Rotorua ao anoitecer. O cheiro de enxofre e as nuvens de gás brotando do nada anunciaram a chegada na região geotermal. A cidade fica na margem sul do lago de mesmo nome que na verdade é uma cratera vulcânica. Como estava chovendo, não tivemos o que fazer além de passar pelas construções maoris e aproveitar o tempo pra cozinhar os alimentos e usar o wi-fi liberado do centro de visitantes. Dormimos num estacionamento aberto em frente ao lago e próximo a um banheiro, mesmo sem saber se era permitido ou não. Dia 25 Acordamos cedo e nos encaminhamos pra vila maori Ohinemutu. Vimos por fora algumas construções no estilo tribal polinésio, como a igreja, cemitério e centro comunal, bem como totens espalhados. Entre as construções, muita fumaça saindo do lago. Dois senhores indígenas passaram pela gente e nos contaram um pouco dos costumes e história dos maoris dessa região. No centro da cidade, entramos em algumas das várias lojas de souvenires. Numa delas, comprei uma estátua por 10 dólares. O museu da cidade estava fechado para reformas, mas nem por isso deixamos de admirar a bela construção histórica dele e os jardins do governador que se situam ao redor, nos quais idosos jogavam cróquete. Em seguida, conhecemos a floresta Whakarewarewa, ou The Redwoods, pois é um plantio de sequoias californianas datado de 1901. Fizemos uma trilha curta agradável entre as gigantes, que estavam acompanhadas de samambaias arbóreas que mais pareciam coqueiros, de tão grandes que eram. Almoçamos lá mesmo e partimos pros outros lagos cênicos. Há um mirante no meio dos lagos azul (Tikitapu) e verde (Rotokakahi), mas a diferença entre eles é sutil e eles não são tão interessantes assim. O Tarawera é maior, mas dispensável. Muitas das áreas geotermais bacanas são pagas, mas deixamos essas de fora. Abastecemos o carro com a gasolina mais barata até então (2,07) e descemos até a montanha Rainbow. Lá vimos dois lagos menores mas verdadeiramente verdes esfumaçando. Mais a frente fica a Kerosene Falls. É um rio termal com pequenas quedas onde as pessoas vão para tomar um banho quente sem pagar nada. Fomos também. Quando caímos na água, por coincidência lá estava um casal de Brasília (Lorena e Italo), com quem ficamos conversando. Ao anoitecer, pegamos a estrada para a região do parque Tongariro. Dormimos no Waikoko, um dos 3 campings gratuitos. Dia 26 Acordamos cedinho na tentativa de uma carona paga ou gratuita do ponto final pro inicial da trilha que faríamos, mas não havia nem uma mosca no local, então fomos até o estacionamento de Mangatepopo, onde aos poucos os turistas iam surgindo. No caminho até lá tivemos a primeira vista do impressionante trio vulcânico congelado do Parque Nacional Tongariro. Começamos a travessia alpina às 9 e meia, com os trajes e suplementos para encarar o desafio. Acontece que não fez o frio esperado, e logo eu já estava sem camisa de tanto calor que passava enquanto atravessava as plataformas sobre a vegetação rasteira e um riacho glacial. Alguns km depois, o tempo ficou nublado e tivemos que subir as escadarias do diabo, íngremes e com chance de avalanche. Passado o desafio, ficamos entre o belo cone regular do vulcão Ngauruoe (Monte Doom no Senhor dos Anéis), de 2291 m, e o não tão regular e nem tão alto Tongariro, que injustamente nomeia o parque. Nessa hora, a complicação foi outra, um campo de neve compacta para ser atravessado. Coloquei os grampos no meu tênis; ajudou um pouco na caminhada desengonçada, mas as pisadas eram tão fundas que entrou um bocado de gelo nos calçados, deixando os pés ensopados. O caminho ficou ainda pior quando o caminho de neve se tornou bastante íngreme. Essa hora o avanço foi lento e cauteloso, para não escorregar e despencar de uma altura considerável. Já havia uma meia dúzia de duplas no caminho a essa altura, além de um grupo orientado. Passamos mais essa etapa, chegando à metade do percurso e ao ponto mais alto atingido, a cratera vermelha (1868 m). Do alto de lá, vimos lagos verde-azulados e outras tantas montanhas. Eis que começou a chover de leve e uma neblina cobriu a bela paisagem longínqua, ficando frio a ponto de usarmos todas as roupas que levamos. Infelizmente todos os que chegavam ali retornavam ao mesmo estacionamento que iniciamos, então para não correr o risco de ficar sem carona e ter que caminhar os 21 km que separam os 2 estacionamentos, tivemos que retornar também. A descida pela neve inclinada foi mais difícil que a ascensão, pois foi bem difícil ficar em pé e não deslizar morro abaixo. Com trabalho e uns escorregões, passamos pro resto do caminho. Continuamos por muitos quilômetros mais, até chegarmos ao fim/início às 16h. Nos alongamos e partimos. No caminho até o sol se pôr, nada de muito excitante. Ao procurar um lugar pra tomar banho, descobri em Whanganui um clube aquático público que cobrava 5 dólares a diária para usar piscinas aquecidas, chuveiro, musculação e outras frescuras como a banheira de hidromassagem em que relaxamos. Foi um baita investimento. Jantamos no carro e continuamos até o camping gratuito Waikawa, mais ao sul. Dia 27 Usamos a única facilidade disponível, o vaso, e seguimos o caminho. Em Porirua, parada rápida no museu e galeria de arte Pataka. Pouco tempo após, chegamos na capital Wellington. A Amanda foi resolver uma questão na embaixada brasileira, enquanto eu fui conhecer a orla revitalizada da cidade, com museus, parques e obras de arte. Só que pra isso tivemos que pagar o estacionamento público de rua, de mais de 4 dólares a hora. Depois da visita ao Museu Wellington, que conta a história da capital, fomos ao mirante do Monte Victoria, com bonita vista 360° para a Baía de Wellington. Lá almoçamos no carro. A próxima parada foi a Weta Cave, sede do estúdio de animação cuja principal obra foi a série Senhor dos Anéis, e que depois disso produziu a arte de dezenas de filmes de Hollywood. Não fizemos o tour pelas oficinas porque era caro, mas ainda assim pudemos assistir um vídeo com a história da empresa, folhear livros sobre os filmes, bem como admirar diversos itens em miniatura ou tamanho real das armas e seres fictícios criados pela Weta. Pelas 2 horas seguintes, conhecemos o Museu Nacional Te Papa Tongarewa. Como o museu anterior, não se paga entrada. Só que esse é de porte maior, e com exposições interativas e muito bem apresentadas. Destaque para a parte que conta sobre a história dos soldados neozelandeses na Primeira Guerra Mundial. Já no final da tarde, enfrentamos um pouco de trânsito para deixar o município. Passando um morro preservado, paramos em Featherston. Nesse ponto, encostamos nossa campervan num camping ao longo de um lago. Foi duro cozinhar com o vento que fazia. Tomamos uma e, por fim, descansamos. Dia 28 Tomamos o café na mesa de piquenique tranquilos sem imaginar o que viria em seguida. Acreditam que deixar a ventilação e o som ligados acabaram com a bateria? Por sorte, nosso vizinho de camping tinha o mesmo carro que o nosso e um cabo para fazer a chupeta, então o casal francês acabou com nosso problema num instante. Retornamos a Porirua para encarar outro desafio. Dessa vez, praticamos arvorismo no Adventure Park Wellington. O ingresso não é barato (44 dólares), mas foi bem aproveitado durante as 3 horas permitidas. Quando chegamos havia uma montoeira de crianças, mas tinha espaço para todos nós nos diferentes níveis e circuitos. Depois das instruções, começamos pelo mais fácil. Conforme progredíamos, as passagens iam ficando mais altas, difíceis e cansativas. O nível 4, o último, testou nossos limites. A Amanda precisou ser resgatada no meio, mas eu segui até o final, mesmo que morrendo de medo da altura e com os músculos já esgotados. Almoçamos num parque ao lago, e depois viajamos a boa distância até uma das praias de areia negra da costa oeste. Foi em Waverley que vimos o sol se pôr no mar. Continuando, estacionamos o veículo no vilarejo de Kaponga para usar a internet, o banheiro e o estacionamento gratuito para dormir. Eis que quando me direciono ao banheiro, um grupo de adolescentes que estava numa festa ao lado vêm falar comigo, e um deles era brasileiro! Que coincidência, hein? Fiquei conversando com eles por um tempo e depois jantei e apaguei. Dia 29 Seguimos ao vulcão Taranaki, no Parque Nacional Egmont, pela manhã. Coberto de neve e com um cone parasita, bastante impressionante. Paramos no centro de visitantes de Dawson Falls e caminhamos por uma pequena trilha para ver a cachoeira de 18 metros. Dirigimos ao redor do vulcão para vislumbrar sua paisagem. Almoçamos à beira do mar em New Plymouth. Era um domingo, e diversas famílias pararam no mesmo lugar e ficaram comendo BigMac’s e outras porcarias do mesmo gênero de dentro de seus carros. No caminho para o norte, mais adiante, vimos uma formação geológica interessante e paramos. As Three Little Sisters são monólitos de lamito e arenito que se desprenderam das falésias costeiras e aparecem atualmente isoladas entre o mar e um rio, sobre a areia mais escura que já vi. Ao final da tarde chegamos em Hamilton, uma das cidades mais populosas do país. Ali encontramos Luana, uma velha amiga minha brasileira, que já mora na Nova Zelândia há alguns anos. Ela e seu cônjuge pagaram uma saborosa janta num restaurante indiano e nos hospedaram em seu flat. Foi bem bacana o encontro. Dia 30 Partimos, conhecendo durante a manhã o Hamilton Gardens. A princípio não parecia tão interessante, mas quando fomos a fundo, nos admiramos com os diversos pequenos jardins temáticos, como o japonês, indiano, sustentável, renascentista, entre outros. Dali partimos para o norte, na rodovia que liga Hamilton e Auckland. Não achamos nada de diferente, então retornamos o carro mais cedo que o previsto. Com isso, pude dar uma volta pelo centro de Auckland naquele final de tarde semi-chuvoso. O centro é bem movimentado, com prédios altos, diversas opções de compras e comidas, mas também conta com um número considerável de pedintes e as ruas não são tão limpas. Passamos a noite no Nomads Backpackers, um albergue bem localizado que nos custou 21 dólares cada pelo quarto de 12 camas. O lugar é tumultuado, o elevador não dá conta do público, a internet funciona razoavelmente e os quartos e banheiros não são muito limpos e organizados. E não se pode beber álcool dentro dele. Dia 31 Acordei com roncos, barulhos da cidade e do secador de mãos no banheiro. Depois do café da manhã, segui para outra caminhada solo. Estava a caminhar aleatoriamente, quando uma passeata cruzou o meu caminho. Era a comemoração da formatura dos alunos da Universidade de Auckland, que contava com uma banda escocesa. Até me emocionei, lembrando da minha. Almoçamos os restos de comida (cogumelos, arroz, tomate e ovos) e pegamos os transportes até o aeroporto. No meio da tarde, decolamos com a Air New Zealand para Tonga, num avião de grande porte e com entretenimento de bordo. Custou 232 dólares neozelandeses por indivíduo. Junto da gente estava a seleção juvenil de rúgbi, que teve uma baita recepção no desembarque. Quanto ao visto, não foi preciso nem abrir a boca para recebê-lo gratuitamente. O transporte incluído para nosso alojamento Heilala Lodge estava a nossa espera; depois que trocamos o dinheiro no lado de fora do aeroporto (que tem a cotação melhor), ele nos levou até a hospedagem no noroeste da ilha principal, Tongatapu. Pagamos 98 pa’angas (177 reais) pelo quarto por noite. Como não tínhamos nada para comer, a van parou num dos vários pequenos comércios. Só que eles possuem apenas comida industrializada, então tivemos que nos contentar com pacotes de bolacha. Tomamos um banho morno e dormimos em nosso quarto arejado com o som das ondas do mar… Dia 32 ...E das vacas, que começaram a mugir bem cedo. Às 8 levantamos pro café incluso, mas bem magro, de fruta, pão e embutido. Duas horas depois pegamos as bicicletas que a hospedagem disponibiliza sem custo, para darmos uma volta na ilha. Quando estávamos para sair, uma hóspede que iria deixar Tonga nos deu um chip de celular com 3 GB restantes de internet! A primeira parada do passeio na bicicleta que freava pelo pedal foi na Tsunami Rock, uma rocha enorme de coral atirada em terra firme por um evento desse há muito tempo… Tanto que já há até árvores em cima dela. Alguns km além, estacionamos no Mapu 'A Vaea Blowholes. São rochas no litoral onde a força das ondas faz com que orifícios soltem jatos de água de até quase 30 m de altura, um espetáculo só. Como é um lugar turístico, há umas barraquinhas com souvenires. Comprei 2 colares e 1 pulseira por 20 pa’angas. O caminho até a atração seguinte começou a ficar bem ruim, passando somente por plantações, que sempre era cultivadas entre coqueiros infinitos. Como a Amanda não estava conseguindo seguir num ritmo legal e já estava cansada, retornou. Azar o dela, pois logo depois encontrei a linda praia coralina de Vaitongo. Tirei umas fotos e segui adiante na estrada semi-esburacada. Do penhasco de Hufangalupe tive um cenário ainda mais belo da praia abaixo quase deserta. Dali em diante entrei numa porção mais urbana, começando a me acostumar com os cumprimentos de “Bye” (em vez de “Hi”) de quase todos que cruzavam meu caminho a pé. Estava faminto, mas até o momento não tinha localizado um lugar sequer para comer. Somente ao passar pelo aeroporto, encontrei o Airport Diner, um container que me serviu peixe com fritas por 12 dinheiros. Nem deu tempo de fazer a digestão, pois o dia estava passando rápido. Pedalei até uma das cavernas, mas ela fica fechada durante o dia, abrindo para uma encenação. Com isso, tive que seguir até a outra, a 'Anahulu. Particular, custa 15 pa’angas e tem iluminação interna. Apresenta estalactites e estalagmites, mas o principal é um poço azulado de água pluvial. Queria ter ido até o sítio arqueológico de Ha’amonga, mas o tempo tardio me fez parar de me afastar quando cheguei nos túmulos reais de Lapaha, a antiga capital do reino de origem dos polinésios. Aqui vai uma menção aos cemitérios de Tonga: em sua maioria são privados para uma família, com montes de areia sobre os túmulos precários. Regressei passando pelo local de desembarque do capitão Cook em 1777. Ainda comprei bananas a 1 real cada numa banca de rua. Por fim, acelerei o que pude no trecho final durante o pôr do sol. Somente às 19h que conclui o trajeto de 95 km na bicicleta retrógrada. Foi só o tempo de tomar banho para ir até o hotel Vakaloa, onde havíamos reservado um jantar musical. Quando chegamos o lugar estava cheio. Se ainda não estava claro que a grande maioria da população adulta de Tonga é obesa, depois desse jantar não teve como dizer que não. Nos servimos no buffet livre com deliciosas comidas típicas, enquanto ouvíamos uma banda tocar músicas animadas. Em seguida, teve uma apresentação de dança típica com os personagens fantasiados. Curtimos, regressamos e capotamos, eu mesmo bem cansado da longa pedalada de 95 km. Dia 33 De manhã demos uma mergulhada na praia Ha’atafu, a que fica em frente ao hotel. Com o sol a água estava com uma boa visibilidade, mas um pouco fria. Ficamos o quanto aguentamos, vendo as maravilhas subaquáticas. Até que achei um número bom de espécies, mas pouca coisa nova. Já a Amanda amou, pois foi seu primeiro snorkeling na vida. Como na maioria dos recifes tropicais, há muitos corais mortos. Não deu pra seguir até o fim da barreira porque havia fortes ondas lá e estava muito raso. Depois de procurarmos em vão nas demais hospedagens vizinhas por um almoço, tivemos que nos contentar com o relativamente caro Vakaloa. Pedimos dois pratos com peixe, batata, salada e arroz por 25 pa'angas cada. Enquanto terminava, vi uma baleia longe ao fundo, como a Amanda já tinha visto na tarde anterior. Saquei umas fotos e depois que vi outra mais tarde, caí no mar com o caiaque da hospedagem para tentar ir até ela. Só que isso não deu muito certo, pois a maré estava baixíssima e as ondas viraram o barco que ficou preso, me lançando em cima dos recifes. Além de me cortar, perdi meu óculos de sol. A baleia se foi e o céu ficou nublado, desfavorecendo o snorkeling no raso. Com isso, pegamos as bicicletas para uma voltinha. Paramos no final da ilha, onde o navegador Abel Tasman aportou no século 17. Em seguida, compramos a janta enlatada num mercadinho. Quando regressávamos, vimos uma das famosas raposas voadoras (morcegos) de Kolovai. À noite, tomamos uma cerveja tranquilamente na beira do mar... Dia 34 Passamos quase o dia todo pra ir de uma hospedagem a outra. Em primeiro lugar, o ônibus que deveria passar na avenida a cada 20 minutos no máximo, levou pelo menos 40. Mesmo tomando o café e deixando o Heilala Lodge cedo, chegamos na estação de ônibus sem tempo de conhecer o centro de Nucualofa, pois a balsa das 11 horas para a ilha de 'Eua já estava quase partindo. Caminhamos até o porto, pagamos 20 pa'angas cada e entramos na balsa velha. Não tínhamos tido tempo pra comprar comida, e a única à venda na embarcação era um desagradável “cup noodles” da Indonésia por 2,5 dinheiros. Enquanto olhamos para o mar na viagem de quase 3 horas, tivemos a sorte de cruzar o caminho de pelo menos 6 baleias, que deram um espetáculo. Na chegada a 'Eua, tentamos achar um lugar próximo para almoçar ou comprar comida - sem sucesso. Também não deu certo sacar dinheiro no único caixa eletrônico da ilha, pois estava quebrado. Só nos restou trocar os últimos dólares neozelandeses para não passarmos fome. Em seguida, pedimos auxílio na Ovava Tree Lodge, uma hospedagem e centro de mergulho, pois nossa carona não veio. Ao telefonar para lá, descobrimos que nossa reserva feita um mês antes havia desaparecido. Foi preciso insistir para que não virássemos sem-tetos por 3 noites, já que as outras hospedagens também estavam lotadas (Na verdade, eu também havia tentado reservar para o Ovava, mas nunca responderam meus emails). Não seria tão ruim assim, pois o Taina’s Place não é bem o que esperávamos. No meio do nada, por 30 pa'angas cada tivemos direito a um quarto, cozinha e banheiro compartilhado, chuveiro frio, barulho, bagunça, cheiro de cigarro e nada mais. A última hora de dia foi usada caminhando no meio do mato até o sumidouro de Matalanga a Maui, um buracão no meio da floresta. Quanto à comida para os próximos dias, nós a compramos num mercadinho no meio do caminho, mas não havia nada de natural por lá. Então nossa janta foi macarrão enlatado e atum enlatado. Conversamos um pouco com o outro casal hospedado no mesmo local e fomos dormir cedo por falta do que fazer. Dia 35 Comemos biscoitos e goiabas, que abundam na ilha, caindo na estrada logo cedo. Na avenida, pedimos a primeira de várias caronas do dia, já que ficamos sabendo que essa era uma prática comum por aqui. Descemos na praia de Ha’aluma. A princípio não parecia muito interessante, apenas rochas num mar não tão calmo, mas investigando a fundo descobrimos que as rochas que se elevam acima do nível do mar são na verdade amontoados de fósseis de coral, das mais variadas espécies! Depois de um tempo investigando, caminhamos alguns km até a ponta sul da ilha. Nesse trecho de plantações e gado, vimos algumas das belas espécies nativas de aves. Destaque para um pombo com asas verdes e testa rosa (Ptilinopus perousii), e um papagaio de peito e cabeça vermelho e asas verdes e azuis (Prosopeia tabuensis). Ao chegar no jardim de rochas, nos deparamos com penhasco impressionantes. Além da vista, havia uma colônia de atobás-pardos (Sula leucogaster) nele, bem como trinta-réis e aves tropicais voando ao redor. Quando um grupo que estava fazendo um tour guiado apareceu junto, vislumbramos uma baleia-jubarte com seu filhote na água embaixo, numa exibição sensacional! Comi meus sanduíches apressado, pois conseguimos uma carona com o guia Kiko para retornar, logo após ver a outra atração natural do lugar, um arco de rocha sobre o oceano. Mal deixamos um carro e já embarcamos noutro até o aeroporto, pois havíamos tentado comprar passagens pela internet mas não tivemos confirmação. Lá ficamos sabendo que precisaríamos sacar dinheiro no caixa automático da cidade, que havia sido consertado há algumas horas. Meus dois cartões de crédito não funcionaram, mas o de débito sim, então fomos salvos de última hora, quando o menor aeroporto que já vi na vida estava para fechar. Pagamos 107 pa'angas cada. Depois disso, nos enfiamos no mato de novo para conhecer as Hafu Pools, que não são nada mais que fontes canalizadas de água doce do morro. Como já estávamos por aquelas bandas, entramos num dos pouco comércios chineses para comprar mais comida industrializada. Nosso jantar foi à base de “vermicelli”, um troço oriental que parece macarrão transparente, mas quase não tem gosto, pois é feito de broto de feijão. Assim terminou nosso dia com 20 km de caminhada. Dia 36 Achamos que não andaríamos tanto quanto no dia anterior, mas acabamos indo mais além. Depois do café, começamos a subir o morro em direção ao leste. A primeira atração é uma figueira enorme de mais de 800 anos na beira de um buraco. Perto dali, fica outro sumidouro onde flui uma cascata e é produzida uma nuvem de vapor (ambas fracas quando fomos) que dá o nome do lugar de 'Ana 'Ahu (Smoking Cave). Mais acima, entramos no Parque Nacional de 'Eua. As trilhas que seguimos são sobre rastros de veículos 4x4, mas há muitos caminhos, e nem sempre os mais marcados são os corretos. Por isso, um guia ou bom GPS são fundamentais. Alguns quilômetros após, chegamos ao extremo leste da ilha, no mirante Lokupo. Fica do alto de um penhasco, com vista para o mar azul, outros penhascos, a floresta e a praia com um baita recife de corais abaixo. Entre esse mirante e o seguinte, há uma cavidade apertada chamada de 'Ana Kuma (Rat's Cave), mas nada especial. Algumas centenas de metros ao norte fica Funga Te’emoa, o pico mais alto da ilha, com apenas 312 m. Almoçamos nesse ponto. A ideia era regressar a partir dali, mas como ainda havia muito tempo restante no dia, prosseguimos rumo ao norte de 'Eua. A única porção realmente preservada com mata nativa foi a que fica entre os penhascos e o mar, pois o resto está parcialmente desmatado para retirada de madeira, agricultura e pecuária. Algumas horas depois, tivemos outro vislumbre no mirante Anokula. Em seguida, trilhamos o resto do caminho até o norte, descendo no vilarejo mais boreal, Houma. Não vimos um ser humano sequer durante o caminho, apenas animais domésticos, os dois cães que nos seguiram e aves. Tivemos que caminhar um pouco mais até conseguimos uma carona milagrosa que nos levou pelos 9 km finais até nossa hospedagem sem cobrar nada! O total caminhado no dia foi de 26 km! Como esperado, me cortei um bocado na trilha ao usar roupas curtas, e um dedo do pé criou uma bolha quase do tamanho dele. Dia 37 Descansamos o suficiente à noite. Deixamos Taina's Place cedo para caminhar (no meu caso, mancar) até o aeroporto. Fizemos o procedimento de check-in e ficamos torcendo pro voo não atrasar. Antes da hora o avião minúsculo de 7 passageiros decolou. Chacoalhando um monte, passamos um dos voos mais curtos do mundo (7 minutos no ar!) num medo só. Felizmente, nada aconteceu. Com a chance de perdermos o check-in do voo seguinte, pagamos 10 granas pra um táxi nos levar até o terminal internacional, que fica a 2,1 km dali. Pegamos alguma comida e aguardamos o voo atrasado da Fiji Airways, onde seguimos num turboélice sobre ilhas paradisíacas até Nadi (Fiji). O voo de mais de 2 horas contou somente com um lanchinho e uma revista. Contando com o trecho seguinte até Sydney, pois a parada em Fiji é só uma longa conexão, esses voos custaram 554 pa’angas para mim. Tudo certo com a imigração (brasileiros não precisam de visto), compramos no terminal os cartões para usar nos ônibus, alguns salgados e doces indianos (que são quase metade da população) por 50 centavos de dólar fijiano (1 dólar de lá é equivalente a 1,75 reais), e partimos no ônibus que vai do aeroporto de Nadi até Suva, a capital que fica do outro lado da ilha. O valor até nossa parada (Coral Coast) foi de menos de 9 dólares (doravante fijianos) por pessoa, levando umas 2 horas e 20 para chegar em nosso ponto de descida. Nesse trecho deu pra notar que o país não é tão subdesenvolvido como Tonga. Saltamos na Beachouse, um quase resort maneiro na praia que conta com uma diversidade de atrações e hospedagens diferentes, sendo que ficamos num dormitório novo só pra gente, com um exótico banheiro ao ar livre. Com wi-fi liberado, é um pouco melhor que o “resort” de Tonga; mesmo assim, com um preço levemente menor de 40 dólares. Curtimos um aprazível pôr do sol no mar, deitados em redes e bebericando bebidas locais (750 ml de cerva custa a partir de 10 dólares). Depois, trocamos umas ideias com uns gringos, como o belga Nicolas. Por fim, jantamos um prato típico mas meio pequeno de peixe em coco e batata por 23 dólares. Dia 38 O único ponto negativo foi os mosquitos que nos devoraram à noite, entrando por buracos na tela. Essa questão eu resolvi no dia seguinte, preenchendo as falhas com papel higiênico. Já o café da manhã foi um pouco melhor que os anteriores, e se podia repetir. Depois da digestão feita numa das redes na beira do mar, eu, Amanda e duas europeias subimos num barco. Por 20 dólares fomos levados até um recife de corais no vilarejo de Naboutini. O caminho já foi uma aventura. Chegando lá, ficamos submersos por umas duas horas, nos maravilhando com a diversidade dos corais e peixes. Vi até uma moreia gigante (Gymnothorax javanicus), um tubarão-de-pontas-brancas-de-recife (Triaenodon obesus) e uma serpente-marinha (Laticauda colubrina), um dos animais mais venenosos do mundo! Ao retornar, pedimos o almoço. Eu fiquei com curry. Como havia uma feirinha de artesanato aqui mesmo e com preço acessível, aproveitei pra comprar uma máscara de souvenir por 10 dólares. Às 3 rolou um lanchinho gratuito. Já às 4, aula de ioga. Só havia feito uma vez antes, mas não deixei de aproveitar já que não se pagava. Foi duro, mas curti os 100 minutos de ioga. Em sequência, pôr do sol, happy hour, jantar e cama. Dia 39 Acordamos cedo novamente com a claridade, mesmo sem querer. Após o café da manhã em marcha lenta, enquanto conversávamos com dois australianos, pegamos os caiaques gratuitos para dar uma volta. A água é bem tranquila por ali, então a Amanda, que nunca tinha remado antes, pegou a manha. Eu fiquei um pouco mais tempo, indo pra lá e pra cá, ainda que tivesse um pouco dolorido da ioga. Almoçamos hambúrgueres (16 dólares no meu vegetariano e 20 no carnívoro dela). De sobremesa, milkshakes (7,5 cada). Logo em seguida, participamos duma oficina de artesanato com folha de coqueiro, apenas para descobrirmos que somos um fracasso nessa arte. Pelo menos pudemos levar uma lembrança pra casa. Comemos o último lanche, acertamos as contas, nos despedimos e pegamos o ônibus de volta ao aeroporto. Dentro do busão refrigerado estava passando o filme Megalodon. No terminal do aeroporto, jantamos na lanchonete indiana. Um prato de comida custa 8 dólares. Caminhamos os 1,5 km até a Westfield Homestay, hospedaria familiar onde dormimos num quarto privado duplo por 64 dólares no total. Dia 40 Finalmente me despedi da minha companheira de viagem, que seguiu para Auckland enquanto eu fui até Sydney, ambos pela Fiji Airways. Para embarcar eu precisei esconder meus mini-frascos de higiene pessoal no corpo, pois as várias revistas não deixavam passar nada líquido que não estivesse dentro de um Ziploc. Ao menos o voo de mais de 4 horas correu bem. Comi e vi dois filmes. Passei pela imigração sem nem abrir a boca. No terminal do aeroporto, me dirigi à estação de metrô (cujos vagões são de 2 andares) e peguei o cartão Opal, usado nos meios de transporte público da região metropolitana. Com ele, fiz uma outra viagem: um trajeto curto até a estação central, seguido por mais 2 horas até Katoomba, ao custo de 20 dólares australianos, já que há uma taxa para entrar ou sair do aeroporto. O tempo chuvoso e nebuloso não facilitou a visita, mas depois do check-in no Blue Mountains Backpackers Hostel (20 doletas a noite), dei uma caminhada pela pequena e antiga cidade. De arquitetura interessante, possui diversas lojas de equipamentos de aventura. Comprei uns acessórios, antes de entrar no supermercado mais barato, da rede alemã Aldi. Ali peguei meu rango. Passei a noite no albergue, relaxando na agradável área comum, jogando sinuca e pebolim com um canadense. Dia 41 Acordei, comi uns bolinhos com mirtilo e saí. Em frente ao Carrington Hotel, inaugurado em 1883, peguei o ônibus nº 686 até o Scenic World, por uns 2 dólares. O tempo não estava nada bom: chuva, frio e muito nevoeiro. O empreendimento Scenic World oferece meios de transporte alternativos entre o topo das montanhas e o vale abaixo, como teleféricos e o funicular mais inclinado do mundo. Desci as escadarias Furber Steps nos penhascos e cachoeiras (destaque para Katoomba Falls) para não precisar pagar, e dei uma passeada na única atração que é aberta ao público, a Scenic Walkway. Em meio a um enxame de chineses, caminhei na área de uma antiga mina de carvão e floresta pluvial temperada. Essa passagem é bem informativa e bem mantida. Me livrei dos chineses quando peguei a trilha Federal Pass em sentido leste. Tive uma breve chance de ver as montanhas azuis (por causa da emissão do óleo dos eucaliptos) e os picos das Three Sisters, antes do tempo fechar de novo. Sozinho, trilhei a rota na borda dos penhascos de arenito por um lado, e eucaliptos do outro. Vi e ouvi uns pássaros, como o papagaio vermelho rosela. Quilômetros depois, voltei pra floresta cheia de samambaias e quedas d'água, no trecho em que começa uma subida bem íngreme. A mais bonita das cascatas é a Leura Falls, acessada por uma trilha meio oculta. Já passava do meio da tarde quando deixei a trilha pelo Fern Bower. Ainda sem uma vista boa, passei rapidamente no centro da cidade e regressei ao albergue, onde fiquei o resto da noite. Dia 42 Que bom que decidi não ir embora pra Sydney ao amanhecer, pois ao caminhar até Echo Point, o centro turístico das Blue Mountains, finalmente pude contemplar a paisagem tão almejada das montanhas azuis. Sem o nevoeiro, deu para ver de longe todo o ambiente selvagem das montanhas e florestas em frente, incluindo a formação geológica Three Sisters. Achei que isso seria tudo, mas a vista ficou ainda melhor quando segui pela trilha Prince Henry Cliff Walk, na borda superior dos penhascos. No cenário, as quedas da Katoomba Falls, os veículos do Scenic World e um bando de cacatuas. Retornei à cidade, almocei a comida do Aldi, peguei minhas coisas e parti pra Sydney. Ao chegar, já era do meio pro final da tarde, então só deu para conhecer o belo Royal Botanic Gardens, que se estende até Macquaries Point, de onde vislumbrei o sol se pôr por trás da Baía de Sydney, acompanhado da Opera House e Harbour Bridge. Fiquei impressionado com o que vi. À noite, só jantei e vi um filme na sala de estar do apertado albergue Ady's Place Backpackers. Dormi num quartinho de 4 beliches por 23 dólares australianos. Dia 43 Além do café da manhã fraco incluído, no domingo também são servidas panquecas. Peguei quantas couberam na minha barriga, enchi de Nutella e saí para conhecer o resto do centro. Entrei por uns instantes na galeria de arte de Nova Gales do Sul, bem como no museu The Rocks e na Customs House, todos gratuitos. Também parei para fotografar o patrimônio arquitetônico da UNESCO Opera House, ainda que estivesse chovendo. Outras atrações fotografáveis que vi foram as catedrais de St Mary e St Andrews, a prefeitura e a Queen Victoria Building, que contrastam com modernos arranha-céus. Peguei uns sanduíches quase vencidos em promoção num mercado Woolworths Metro e segui até o aeroporto. Foi então que a encrenca começou… Meu voo pela Tigerair e quase todos os seguintes para Melbourne haviam sido cancelados devido ao mau tempo. Com isso, eu não conseguiria chegar a tempo de fazer o check-in e embarcar nos voos da Qantas até o Brasil! Durante 4 horas eu tentei de tudo: voos em outras cias, mudar minha reserva na Qantas, ir de trem, ônibus, carona ou até alugar um carro e dirigir por 8 horas até Melbourne. Até então era a opção menos pior, já que as outras não estavam disponíveis ou a má vontade das cias aéreas não me ajudava em nada. Tentei uma última vez tentar convencer a Tigerair que era imprescindível que eu embarcasse no último voo da noite, que não tinha sido cancelado. Por um milagre, me passaram na frente da lista de espera de 11 passageiros! O voo atrasou e foi um terror de turbulência, mas cheguei com sucesso no aeroporto de Melbourne, a tempo de pegar as malas da minha prima e aguardar a madrugada passar para fazer o check-in. Dia 44 Como um zumbi, passei pelas poucas horas de Melbourne até Auckland pela Qantas. Serviço e avião muito bons, bem como no longo trecho seguinte algumas horas depois pela LATAM até Santiago. Em seguida, novamente LATAM, dessa vez até Guarulhos, mas nem tela de vídeo o avião tinha. Ao desembarcar, tive que correr bastante pra chegar no check-in no exato instante que o despacho de bagagens pra Floripa estava encerrando. Assim pude pegar o último dessa maratona de voos. Devido ao fuso horário, cheguei em Floripa no mesmo dia em que saí de Melbourne. E enfim cheguei em meu lar, doce lar, cheio de histórias pra contar! Quer mais histórias? Chega mais: http://rediscoveringtheworld.com/
  2. Boa tarde pessoal! Em setembro agora estarei mochilando pela Nova Zelândia, e pretendo alugar um carro para conhecer as duas ilhas, mas vi que é necessário pegar uma balsa para cruzar as mesmas. Alguém que já foi sabe me informar o valor do Ferry?
  3. Olá, viajantes! Estou terminando a faculdade e tenho economizado dinheiro há algum tempo para realizar o sonho de desbravar o mundo. Para tanto, estou engatinhando nos primeiros passos de planejamento de uma viagem. A ideia, de início, seria tirar de quatro a seis meses para mochilar pelo menor custo possível (até porque não tenho muita grana) por países como Índia, Nepal, Tailândia, Indonésia, Austrália e Nova Zelândia. Vocês teriam algum buscador de passagens para buscar meios de transportes mais baratos na Ásia e na Oceania? A exemplo do GoEuro e da Rome2Rio... Qualquer dica é muito bem vinda.
  4. Introdução Fala galera! No fim de 2017 fiz uma das melhores viagens da minha vida pela Nova Zelândia, que contou inclusive com companhias de pessoas que conheci através do Mochileiros! Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum! Roteiro Resumido 3 dias em Auckland 1 semana de Campervan pela Ilha Norte 4 dias na Great Walk Tongariro Northern Circuit 5 dias na Great Walk Abel Tasman Coast Track 3 dias na Great Walk Routeburn Track 3 dias na Great Walk Kepler Track 1 semana de carro pela Ilha Sul Roteiro Detalhado 10/11/2017 - Voo São Paulo - Auckland 11/11/2017 - Voo São Paulo - Auckland 12/11/2017 - Auckland 13/11/2017 - Auckland 14/11/2017 - Auckland 15/11/2017 - Auckland - Coromandel 16/11/2017 - Coromandel - Tauranga 17/11/2017 - Tauranga - Matamata - Rotorua 18/11/2017 - Rotorua 19/11/2017 - Rotorua - Taupo - Waitomo 20/11/2017 - Waitomo - Auckland 21/11/2017 - Auckland - Tongariro 22/11/2017 - Tongariro 23/11/2017 - Tongariro 24/11/2017 - Tongariro - Wellington 25/11/2017 - Wellington - Nelson 26/11/2017 - Nelson - Abel Tasman 27/11/2017 - Abel Tasman 28/11/2017 - Abel Tasman 29/11/2017 - Abel Tasman 30/11/2017 - Abel Tasman - Nelson 01/12/2017 - Nelson - Queenstown 02/12/2017 - Queenstown - Routeburn 03/12/2017 - Routeburn 04/12/2017 - Routeburn - Te Anau 05/12/2017 - Te Anau - Kepler 06/12/2017 - Kepler 07/12/2017 - Kepler - Te Anau - Milford Road 08/12/2017 - Te Anau - Milford Sound - Queenstown 09/12/2017 - Queenstown - Wanaka 10/12/2017 - Wanaka 11/12/2017 - Wanaka - Mt Cook 12/12/2017 - Mt Cook 13/12/2017 - Mt Cook 14/12/2017 - Mt Cook - Arthur’s Pass 15/12/2017 - Arthur’s Pass 16/12/2017 - Arthur’s Pass - Christchurch - São Paulo
  5. Olá mochileiros e mochileiras! Voltamos e dessa vez com uma viagem bem caprichada! Se você têm acompanhado nossos relatos por aqui, sabe que já tivemos alguns finais de semana e alguns bate-e-volta a partir de Invercargill (Catlins e Peninsula Otago; Te Anau e Milford Sound; Queenstown). Pois bem… dessa vez partimos para uma semana inteira de descobertas em terras maoris. O fato é que Diego soube que teria duas semanas de férias da pós (break de meio de semestre) e decidimos antecipar alguns de nossos planos para o último mês de Nova Zelândia. Como voltaremos para o Brasil em agosto, a idéia inicial era aproveitar julho – após as aulas – para conhecer os lugares mais distantes de IVC. Porém, julho significa inverno que por sua vez significa restrição em alguns dos nossos pontos de interesse devido neve, condições climáticas e riscos de avalanche. Assim sendo, lá fomos nós planejar uma semana viajando pela Ilha Sul. O roteiro original tinha 8 dias/7 noites, mas em nome da economia consegui apertar e fazer nosso roteiro caber em 7 dias/6 noites. Partimos para a viagem com o seguinte cronograma: 1º dia: Twizel e Pukaki (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley e Kea Point Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier e Red Tarns Track (noite em Twizel) 4º dia: Tekapo (noite em Twizel) 5º dia: Mount Aspiring National Park: Rob Roy Track (noite em Wanaka) 6º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 7º dia: Blue Pools; Arrowtown e volta para casa. No meio da viagem mudamos os planos (conto por quê ao longo do relato!) e o roteiro feito foi: 1º dia: Twizel, Pukaki e Tekapo (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley; Kea Point e Red Tarns Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier View e Twizel: Twizel Walkway (noite em Twizel) 4º dia: Mount Aspiring National Park: Matukituki Valley; Diamond Lake e Lake Wanaka (noite em Wanaka) 5º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 6º dia: Blue Pools; Arrowtown e Lake Hayes (noite em Shotover River) 7º dia: Glenorchy e volta para casa. 1º dia: TWIZEL, PUKAKI e TEKAPO Saímos pouco depois das 7h embaixo de uma friaca e tendo que tirar o gelo do parabrisa do carro. O fato é que nos dias que antecederam a viagem tivemos uma frente fria que derrubou a temperatura em diversos pontos do país e, inclusive, causou estragos com os temporais em Auckland. Mas como não tem tempo ruim que tire a vontade de viajar, lá fomos nós! O destino era Twizel e isso nos daria cerca de 4 horas e meia de estrada pela frente. O frio havia coberto de gelo os gramados e pastos pelos caminho, mas a estrada felizmente estava de boa. Bem, já devo ter falado isso nos outros relatos: se tem uma verdade sobre viajar na Nova Zelândia é que as estradas são lindas – sempre. Por esse motivo acredito que a melhor opção de transporte seja alugar um carro para poder parar em todos os lookouts pelo caminho e que as viagens devam ser feitas sempre durante o dia (além de ser uma precaução para evitar possível gelo no asfalto e de ser mais seguro, visto que todas as estradas que pegamos até agora são mão dupla e com alguns pontos mais estreitos). No caminho, destaque para o Lake Dustan, The Bruce Jackson Lookout (em Cromwell) e Lindis Pass Viewpoint (o lookout mais anunciado de todos: 15km de distância já tinha placa! Mas o lookout em si não é tããão lookout assim... ). Lindis Pass liga as regiões de Mackenzie Basin com Central Otago, em uma altitude de 971m acima do nível do mar. Chegando em Twizel fomos recepcionados pelo Lake Ruataniwha e provalvemente não encontrarei palavras para descrever o quão azul é esse lago. Eu havia visto algumas fotos na internet, mas tinha certeza que o Photoshop rolava solto… até vê-lo pessoalmente. Algumas fotos depois seguimos viagem em direção à Pukaki. Havia lido sobre uma trilhazinha de 10 minutos chamada Pukaki Boulders e fomos direto para lá. Essa trilha começa na estrada que vai para o Mount Cook e achá-la não foi tãããão simples: o Google Maps não a localiza e a placa não está na beira da rodovia, portanto passa facilmente despercebida. Pukaki Boulders foi o primeiro “ponto de interesse” da NZ que não tinha estacionamento – e como as estradas daqui não têm acostamento, precisamos parar o carro meio de banda no gramado. 5 minutinhos de caminhada e chegamos em umas pedras – fim de linha. As pedras eram as “boulders”, que foram parar ali na era glacial. Nada de mais. Nadica mesmo. Economizem esses 10 minutos e façam qualquer outra coisa mais legal! De lá voltamos para a SH8 (a rodovia de Twizel) e seguimos em frente rumo ao Lake Pukaki, também de um incrível azul. O I-Site (centro de informações ao turista) fica na beira do lago e obviamente estava cheeeeeio de turistas. Uma dica é seguir para qualquer outro estacionamento (existem vários ao longo do lago!) e fugir da galera. Ainda eram umas 14h e como o dia estava ensolarado (contrariando as previsões), decidimos esticar até Tekapo, 30 minutos de distância. Bem no começo da cidade você já encontra o lugar mais famoso por ali, a Church of the Good Shepherd. A igrejinha de pedra fica na beira do lago, com as montanhas nevadas ao fundo e é a coisa mais linda e pitoresca – e cheia de turista. Muuuuuitos. Saímos para desbravar a orla do lago e na volta consegui uns 5 segundos sem ninguém na frente da igreja. Hahahaha! Seguindo com o carro, contornando o lago, paramos na Old Homestead Picnic Area e o lugar era tão gostoso (e ver o lago era tão lindo) que ficamos algum tempo por ali. Estávamos esperando o sol baixar um pouco para seguir para o topo do Mt. John Observatory. Wanaka faz parte da Aoraki Mackenzie International Dark Sky Reserve e seu céu é considerado um dos melhores do mundo para ver as estrelas. O observatório oferece tours (o mais barato sai $140), mas nossa viagem era low budget e o tour não cabia no nosso bolso, hehehe. A idéia era apenas subir até o observatório para ver Tekapo lá de cima, mas chegando lá a estrada estava fechada (tem uma cancela no início da subida) e não entendemos se isso é recorrente ou se demos azar. Enfim, não subimos. Voltamos para Pukaki e paramos novamente no lago para ver o pôr-do-sol. As nuvens que estavam no topo das montanhas durante à tarde haviam diminuído e conseguíamos ver o Mount Cook. O sol foi embora, o frio tomou conta e fomos pro hostel. O High Country Lodge, em Twizel, é um hostel bem simples e o maior ponto a seu favor é a localização (tudo bem que Twizel deva ter umas 6 ruas… ). Ao lado dele tem uma Liquor Store (loja que vende bebidas – aqui na NZ não são todos os mercados que podem vender bebida alcoólica), um mercado e um mall que na verdade é todo o centrinho da cidade. Tem uns barzinhos boitinhos também, mas como nossa viagem foi na base do economizar o que for possível, comemos no hostel mesmo! A cozinha do hostel tinha tudo que precisávamos, mas dava uma deslizada na limpeza (aliás, esse é um ponto interessante: grande parte das pessoas por aqui não têm toda aquela dedicação para lavar louça e muitas vezes nem bucha você encontra – saudades, detergente Ypê e Scotch-Brite! ). Ficamos em um quarto compartilhado com 2 beliches bem barulhentas, mas na primeira noite não tinha mais ninguém no quarto conosco. $35/noite por cabeça. 2º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK Partimos cedo sentido Mount Cook National Park, cerca de 40min de distância – e sim, a estrada mais uma vez é linda e sim, você consegue ver o Mount Cook lindão à sua frente. Contrariando a previsão do tempo, não choveu o dia toooooodo e conseguimos fazer a primeira trilha no seco. A primeira escolha foi a mais famosa por ali, a Hooker Valley Track. É uma trilha de 10km bastante tranquila, com 3 pontes suspensas pelo caminho. Você começa apreciando o Mueller Lake e termina com a visão incrível do Hooker Lake/Glacier e Mount Cook – que nesse momento estava praticamente todo descoberto . As placas sinalizam 3h return para essa trilha, mas levamos 1h10 cada trecho, apenas. O caminho todo é bem bonito e com certeza é um must-do. No início do caminho você encontra uma indicação para a Freda’s Rock: Freda du Faur, australiana, foi a primeira mulher a escalar o Mount Cook/Aoraki e essa pedra é onde ela tirou a foto para registrar o feito – isso foi em 1910 e a foto está reproduzida no local. Palmas para Freda! Também tem um memorial construído em 1922 em homenagem a alpinistas que foram atingidos por uma avalanche em 1914 e somadas à homenagem inicial você encontra diversas outras plaquinhas de outros montanhistas vítimas de quedas ou avalanches por ali . Ao voltarmos para o estacionamento o tempo já estava nublado e havia começado uma chuva fina (se você está na NZ, principalmente em áreas montanhosas – ou em Invercargill, hahaha – nuuuuunca esqueça sua jaqueta e calça impermeáveis). Seguimos para Kea Point Track, apenas 2.8 km. Essa trilha, também tranquila, termina em um mirante para o Mueller Lake e, se o tempo colaborar, parece que você vê o Mt. Cook dali também – não sabemos. A chuva apertou e fomos para o hostel fazer o check-in. Como ainda eram umas 15h30, decidimos encarar o clima inóspito e fazer a Red Tarns Track, uma trilha que começa no meio da vilazinha, com previsão de 2h return. Prestem atenção na descrição: você caminha uns 100m, atravessa uma pontezinha e encontra uma escada – e a escada nunca mais vai acabar. É 1h subindo degrau, 300m de ganho de altitude. Lembra que tava chovendo? Pois é. No meio do caminho era só neblina e não vimos nadica de nada ao redor. No final da trilha tem um laguinho com umas plantinhas que deixam ele meio avermelhado e, por conta do tempo, tinha um pouco de neve também. Voltamos encharcados e sem joelhos. Talvez em climas mais amigáveis a vista lá de cima impressione! O hostel em Mount Cook Village foi o primeiro a ser reservado da viagem. A vila é minúscula e só encontrei 2 opções de hostel fora as opções de chalés e hotéis mais caros, o que faz a disponibilidade ficar bastante restrita. Ficamos no YHA, uma rede presente em toda a NZ e filiada ao Hostelling International. Nosso dormitório tinha 4 beliches, mas era todo bem estruturadinho e bastante confortável e o hostel tinha diversas facilidades e uma cozinha bem bacana. $39/noite por cabeça. Ah, importante: não tem mercado por lá, organize-se! Foi à noite, olhando o mapa na parede do hostel, que veio a idéia de mudar os planos da viagem. Como já havíamos antecipado à ida a Tekapo (que no roteiro original seria no 4º dia, mas que fizemos no 1º), por quê não tentar antecipar nossas diárias em Wanaka e seguir para Glenorchy no último dia? A idéia original foi do Diego e eu achei uma boa. Perderíamos umas das diárias de Twizel, mas por outro lado conheceríamos um lugar a mais, já que não sabemos quando teremos oportunidade de alugar o carro de novo. Fizemos contato com nossos anfitriões do AirBnb em Wanaka, que foram super disponíveis e disseram que não haveria problema algum e procuramos um lugar para passar a última noite perto de Queenstown. Como já falei no outro relato, Queenstown é extremamente turística e as coisas por lá podem ter um preço maior do que em outras cidades da NZ. A melhor opção custo-benefício que encontramos foi um quarto, também pelo AirBnb, em Shotover River – 10 minutinhos de Queenstown. (P.S.: fui descobrir só depois que o Diego trapaceou e olhou a previsão do tempo em Wanaka e por isso veio com a idéia de adaptar o roteiro! Que espertinho!!! ). 3º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK e TWIZEL O terceiro dia amanheceu chovendo e enevoado. Mesmo assim saímos em direção a Blue Lakes e Tasman Glacier, ainda em Mount Cook National Park. Fizemos uma horinha dentro do carro esperando a chuva dar uma maneirada e lá fomos nós. Do estacionamento e ponto de início das trilhas você encontra duas opções: uma das trilhas leva ao Blue Lakes e Tasman Glacier View e a outra ao Tasman Lake, beirando as Blue Lakes (spoiler: na verdade elas são verdes ). Como a chuva parou por uns instantes, fizemos o viewpoint primeiro. É uma trilha curta (de uns 15-20 minutos), mas com uma subidinha. O Tasman Glacier é o maior da NZ, com 27km de extensão. Nossa visão não foi a melhor possível devido ao tempo, mas algo que percebi é que ele é coberto por uma espécie de resíduo, que não vou saber dizer o que é (rocha?). Ou seja, não espere aquele glaciar branquinho, por vezes até azulado, como é o Perito Moreno na Patagônia argentina, por exemplo. É diferente – e ainda assim bonito. Enquanto estávamos lá um arco-íris bonitão estava dando o toque especial no vale (outra característica da NZ: devido às mudanças rotineiras no clima, os arco-íris são bem normais por aqui… Em 3 meses de NZ com certeza vi mais deles do que havia visto nos meus 31 anos de Brasil!). Do viewpoint partimos para a outra trilha, que chegaria pertinho do Tasman Lake. Chegaria – o tempo verbal é esse mesmo . Essa trilha é estimada em 1h e o terreno é mais acidentado e com mais pedras. Neste ponto a chuva já havia recomeçado. Demos a volta nos Blue (”Green”) Lakes (bonitões, mesmo com o céu cinza!) até chegar em um ponto onde a trilha “acabava”: na realidade, a trilha neste pedaço era bem estreita e pedregosa entre a vegetação e estava completamente alagada. É bastante comum nas regiões montanhosas da NZ uma planta espinhuda e tentar abrir um caminho alternativo, além de não ser ambientalmente correto, ainda nos deixaria algumas marquinhas pelo corpo. A única opção seria tirar a bota e meter o pézão ali, com a água entre canela e joelho. Não estávamos nesse pique todo e o frio também não estava convidativo para isso – demos meia volta e paciência . Ainda deu tempo da chuva apertar mais no caminho de volta pro carro! Tínhamos cogitado fazer a Sealy Tarns antes de sair de Mount Cook, uma trilha de aproximadamente 4h return e, dizem, um pouco mais íngreme. Com o andar da carruagem e o tanto de chuva na cabeça desde o final da tarde do dia anterior, abortamos a missão e pegamos estrada sentido Twizel. Se nas montanhas o tempo estava horrível, na planície do lago estava a coisa mais linda! Tínhamos o resto do dia tranquilo, pois seguiríamos para Wanaka somente na manhã seguinte. Tocamos direto para o Lake Ohau, um lago distante uns 20 minutos de Twizel. De lá, voltamos para o Lake Ruataniwha (aquele primeiro, da chegada!) e fizemos parte da Twizel Walkway ao redor do lago. Ficamos por ali o resto do dia, bem delicinha. A noite foi no High Country Lodge outra vez. 4º dia: MOUNT ASPIRING NATIONAL PARK e WANAKA Logo cedo deixamos Twizel e no caminho fizemos um desvio de 30 minutos para ver as Clay Cliffs, uma formação rochosa na região de Omarama. Seguimos então sentido Wanaka, mais precisamente sentido Rob Roy Glacier, a quase 3h de distância. Basicamente, as informações que eu tinha sobre o Rob Roy Track é que era uma trilha de 10km no Mount Aspiring National Park, estimada em 4h return, com acesso restrito de Maio a Novembro devido risco de avalanche e que era uma trilha fácil, inclusive possível para crianças um pouco mais velhas. Ok. Cruzamos a cidade de Wanaka e seguimos na estrada em direção ao parque. O dia estava ensolarado desde nossa partida de Twizel, mas claro que quanto mais perto das montanhas do Mt. Aspiring National Park maiores eram as nuvens e a chuvinha começava. Bem, a primeira descoberta foi que para chegar até o estacionamento e ponto de partida da trilha seriam 30km de estrada de terra – beleza, a gente encara. A segunda descoberta foi um pouco mais, digamos, desafiadora: chega um momento em que a estrada começa a ser cortada por “fords”: riachos. Ficamos receosos com o primeiro, mas cruzamos e a partir dali a estrada tinha uns trechos bem estreitos. O grande problema é que eles eram muitos e, além de serem muitos, a profundidade aumentava: chegamos em um bem grandinho e ficamos com cagaço de continuar – além do nosso carro ser alugado, ele era um modelo de Hyundai bem pequenininho e baixinho e a chance de “dar ruim” era alta. O da foto foi um dos primeiros, quando ainda eram rasinhos. Decidimos voltar um pedaço e parar em uma outra trilha que vimos pelo caminho, a East Matukituki Valley. O problema era que ela é apenas um trecho de uma travessia maior e demoraria cerca de 3h para te levar para um abrigo, mas ainda assim decidimos fazer parte dela só para não perder o dia e o investimento psíquico de chegar até ali, hahaha. Andamos por cerca de 2h no vale e embora o lugar fosse bonito também, a verdade é que estávamos bem frustrados. Voltamos pro carro e Diego decidiu que iria tentar continuar para Rob Roy mais uma vez. Cruzamos mais uma vez alguns fords até chegar no mesmo lugar que havíamos retornado. Desci para tentar analisar o melhor caminho, mas não dava pra ter idéia de quão profundo era. Alguns minutos de análise e indecisão e Diego mais uma vez chegou à conclusão de que seria muito arriscado. Enquanto manobrávamos para retornar, chegaram outros dois carros e os motoristas também desceram para avaliar. Decidimos esperar e ver como eles fariam – depois de um tempo de indecisão eles cruzaram, mas de fato era bem fundo e a água atingia a parte de cima do parachoque. Em menos de 50 metros eles pararam e desceram novamente, provalvemente porque deveria ter outro ford maior. Realmente arregamos e lamentamos não ter um Jeep. Foi o fim da linha. No caminho de volta para Wanaka, sem nada planejado, paramos no Diamond Lake Conservation Area. Dali você pode seguir 10 minutinhos até o lago, 40 minutos até o Lake Wanaka viewpoint ou 1h30 até o topo da Rocky Mountain. Fomos até o viewpoint. A parada seguinte foi em Glendhu Bay Lookout, de onde teoricamente você enxerga o Mt. Aspiring e de lá, fomos para o centro de Wanaka ver a famosa Wanaka Tree, a árvore que nasceu no meio do lago. A paisagem é curiosa e bonita, mas o mais bizarro é quando você chega: você dá de cara com um amontoado de pessoas, eu diria que 99% asiáticos, com tripés e câmeras fotográficas gigantes pra fotografar a árvore. Engraçado e estranho. A cidade de Wanaka é bem gostosa e para nós lembrou muuuuito Queenstown. Tem uns bares e restaurantes que parecem ser legais e todo um movimento turístico. Ficamos em um AirBnb, hospedados pela Erica e pelo Pete. A casa deles fica a 20 minutos de Wanaka, no caminho para o Lake Hawea. O preço era similar aos quartos compartilhados de hostel na cidade, mas como não tínhamos planos de gastar com restaurante ou bares à noite, optamos pelo conforto de um quarto e banheiro só pra gente. A casa é linda, espaçosa e aconchegante! 5º dia: WANAKA: O ROYS PEAK Esse foi um dos dias mais esperados da viagem e, sem dúvidas, um dos meus favoritos! O projeto era ousado: fazer o Roys Peak Track. O tempo estava lindo (ou seja, foi ótimo mudarmos os dias da viagem!) e antes de seguir para a trilha, ainda aproveitamos o céu azul para passar rapidamente (de novo) na Wanaka Tree. Sobre o Roys Peak: a trilha de 16km de extensão te leva primeiro até o viewpoint (a foto que provavelmente vai aparecer se você fizer uma busca por Roys Peak) e de lá até o topo, a 1578m de altura. A previsão é de 6h return e para o nosso ritmo deu exatamente isso. A trilha é inteeeeeira de subida, na qual você ganha uma elevação de 1.228m e, embora não exija nenhuma habilidade técnica, exige muito pulmão. Quando começar a trilha procure por uma antena beeeeeem no alto: é lá que você vai chegar. Levamos 2h20 até o viewpoint e até chegar nesse ponto você não vê grandes mudanças de paisagem, exceto que as ovelhas e os arbustos ficam pelo caminho conforme você sobe – é apenas um grande zigue-zague montanha acima. A característica do Roys Peak viewpoint é que você está na crista da montanha e tem uma visão incrível da crista das montanhas menores, à frente. São montanhas nevadas, lagos menores e o grande Lake Wanaka, lindão. Mesmo com céu aberto, como toda montanha, o vento é congelante. Do viewpoint até o topo foi umas das coisas mais incríveis que já vi na vida e, para aumentar a beleza, próximo do topo a trilha estava com neve. Claro que isso aumentava a beleza, mas aumentava o desafio também, hahaha. A neve deixava o caminho extremamente escorregadio e principalmente no finalzinho, o negócio ficava tenso. Para subir, ok. Para descer, era uma pista de patinação! Vimos um capote e vários escorregões e boa parte descia meio que sentado, hehehehehe. A trilha pro Roys Peak fecha somente de outubro a novembro por conta da época de reprodução das ovelhas (lambing season), mas no inverno você precisa portar (e estar hábil a usar) equipamento de gelo (crampons e aqueles machadinhos de gelo), além de atentar para o risco de avalanche. Ah, nós levamos nossos bastões de trekking e, embora eles não sejam indispensáveis, acho que eles foram bastante úteis (principalmente na parte final). Se na subida você precisa de fôlego, na descida você precisa de joelho. Parece que quanto mais você desce, mais longe está o estacionamento. O que eu gosto de descidas é que geralmente é o momento que você mais se dá conta do quanto subiu. Terminamos a trilha destruídos e fomos recuperar a vida fazendo hora embaixo de uma árvore no Lake Wanaka e depois fomos para Bremner Bay ver o sol se por atrás das montanhas. (Ah, lembra dos fords do dia anterior? Conversando com a Erica, nossa anfitriã, ela contou que eles estão lá independente da época do ano e que é muito comum os carros de passeio terem problemas ao atravessá-los. Inclusive, disse que não é raro que os fords carreguem troncos pelo caminho e, por não vê-los, os carros se arrebentarem. Isso diminuiu um pouco a nossa frustração do Rob Roy!) 6º dia: LAKE HAWEA; BLUE POOLS; ARROWTOWN e LAKE HAYES Ainda sob o efeito do Roys Peak e relembrando cada músculo que existe em nossas pernas , deixamos Wanaka sentido Makarora com destino definido: as Blue Pools. Pelo caminho, destaque para o Lake Hawea lookout. As Blue Pools fazem parte do Mount Aspiring National Park, mas o acesso (dessa vez asfaltado!) é de um lado diferente do Rob Roy, fica mais ao leste, mais ou menos 1 hora de distância de Wanaka. Do estacionamento até as pontes suspensas são 10-15 minutos. Como o dia estava nublado, estavámos na expectativa se elas seriam tão azuis assim. Bem, vejam vocês mesmos na foto. De lá pegamos estrada sentido Arrowtown, mais quase 2h de viagem. A estrada de Wanaka para Arrowtown passa por Cardrona, uma cidade que foi fundada na época da corrida ao ouro, e pouco depois atinge o Crown Range Summit, no topo da serra – com um visual beeeeeeem bonito. Outro destaque no caminho, mas aí já descendo, é o Arrow Junction Lookout Point. Dependendo do clima redobre o cuidado nessas estradas: a serra tem umas curvas bem caprichadas e, na época do inverno, pode ser necessário botar corrente no pneu. Deste último lookout até Arrowtown é um pulinho. A cidade é bem pequenininha, mas a fama de seu outono é grande e chegando lá não foi difícil saber o porquê. Acho que o melhor jeito de descrever Arrowtown é dizer que ela é uma cidade dourada, do tanto que o amarelo das árvores prevalescem na paisagem. A colina na entrada cidade é uma escala de cores entre amarelo e vermelho e a cidade tem um quê altamente aconchegante. Fora os restaurantes e as lojas que vendem jóias feitas de jade, não tem tanta coisa assim pra se fazer por lá, mas vale a pena a visita. Fizemos duas trilhas de 1h cada, mais ou menos, a Arrow River Trail e a Arrowtown Millennium Walk. A primeira é mais legal porque você vê a paisagem mais aberta, mas o que eu não gostei foi o fato de que ela acompanha um grande cano de água da cidade. Desnecessário. Saindo de Arrowtown fizemos uma parada rápida no Lake Hayes e demos uma esticada até a Old Lower Shotover River. Uma curiosidade é que o Shotover River foi um dos rios mais ricos em ouro do mundo. A nossa hospedagem foi na casa da AJ. Dependendo do que você procura, a localização pode não ser tão boa por ser um bairro que não tem nenhum comércio perto, mas a casa era confortável e para nós foi uma ótima opção. 7º dia: GLENORCHY Saímos de Shotover River direto para Glenorchy e decidimos que faríamos as paradas na estrada durante a volta. Glenorchy fica no final do Lake Wakatipu e a estrada de Queenstown até lá margeia o lago o tempo todo e é considerada também uma das estradas mais bonitas da NZ. Glenorchy é um pequeno vilarejo próximo a dois grandes parques, o Mt. Aspiring National Park (que se estende de Wanaka até lá) e o Fiordland National Park (o de Milford Sound) e é ponto de partida de uma das grande travessias da NZ, a Routeburn Track – chegamos a cogitar fazer o bate e volta da primeira perninha da Routeburn, mas seria uma caminhada longa para quem iria precisar pegar a estrada de volta para Invercargill. Glenorchy também é conhecida por ter sido cenário de filmes como Senhor dos Anéis, Nárnia e X-Men e várias empresas vendem passeios guiados para esses lugares, além da famosa estrada para Paradise. Na realidade nossa ida para lá foi mais despretensiosa e demos uma circulada pelo píer, vimos as famosas Willow Trees e seguimos somente até o Isengard Lookout. O tempo não estava lá aquela coisa e logo pegamos o caminho de casa. Nossa primeira parada na volta para Queenstown foi em Bennetts Bluff Lookout, um mirante na parte alta da estrada. Não tem placa indicando o local, embora tenha um painel informativo depois que você desce do carro – você pode achar a localização certinha no Google Maps. Paramos ali e ao descer quase perdemos a porta do carro, literalmente. O vento estava muito muito muito muito forte e segurar a porta, na hora de entrar de volta no carro, foi uma missão e tanto. Seguimos mais uns 5 minutos de estrada até Bob’s Cove Track, uma trilhazinha de meia hora que passa por um píer e sobe para o um lookout do Wakatipu. De lá você também tem a opção de seguir para a Twelve Mile Delta ou para a Bridle Track, ambas com estimativa de 2h. A última parada foi em Wilson Bay, já bem perto de Queenstown. Depois, 2h30 de estrada até chegar em casa. A viagem foi linda e mesmo com o tempo oscilando, tivemos dias muito bem aproveitados! Não consigo escolher uma parte favorita, mas os lagos todos (Pukaki, Tekapo e Ruataniwha), Mt. Cook, Roys Peak e Blue Pools são imperdíveis, em minha opinião. Para esse trajeto todo gastamos cerca de $275 de gasolina, mas rodamos mais de 1500km. Ah, e pra quem queira acompanhar as fotos no Instagram: @paty.grillo
  6. Olá pessoal, Eu gostaria de compartilhar minha experiência na Nova Zelândia, pois quando eu programava minha viagem eu tive muuuitas dúvidas, então conto de forma abrangente por onde passei, qual era meu foco, alguns hostels, cidades e atividades que fiz. Espero que ajude. UMA COISA MUITO IMPORTANTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! VÁ!!!!!!!!! APENAS Vá!!!!!!!!!!! ABRA seu coração e VÁ para Nova Zelândia! Todo o resto vc vai entender quando chegar lá hehe Fiquei 18 dias na New Zealand, voltei dia 6 de novembro 2017, o que posso dizer com certeza é que a NZ é incrível, a única coisa que me arrependo é de não ter ficado mais dias rs. Acho que a primeira coisa é definir o objetivo: - Qual é seu foco? Natureza? Esportes radicais? Cultura? - Pretende conhecer as duas ilhas? Se sim precisará de mais tempo. - Como vai se locomover? Pretende pegar bus? Alugar carro? Pedir carona? (isso tudo é bom definir ou ter uma idéia, pra saber quanto tempo precisará, por exemplo: na ilha sul, normalmente o onibus entre as cidades saí uma vez por dia apenas). Vou compartilhar a minha experiência, ainda ta beeeem fresco na memória hehe então consigo dar detalhes. (Desculpem os erros de concordancia e pontuação haha, a empolgação em falar sobre a viagem é maior do que a capacidade de escrever corretamente =P) Fui sozinha, então optei por ficar em hostel e viajar de bus para conhecer pessoas. Meu foco era natureza, trilha e aventura na ILHA SUL, eu dei uma pesquisada e fui apenas com quatro coisas definidas: 1 - As duas primeiras noites no hostel de Auckland - Haka Lodge (Peguei um quarto pra 20 pessoas. Adorei as camas tem cortininha e o banheiro comunitário super limpo, mas achei meio longe). 2 - O segundo dia o passeio para Hobitton em MataMata (Fechei pelo site da própria intercity, se fechar por alguma agência local, o preço é bem parecido) 3 - A passagem de avião para Queenstown (Fechei pela Air New Zealand pois o preço era melhor) 4 - A primeira noite no hostel em Queenstown (Nomads - peguei um quarto para 6 pessoas com banheiro dentro do quarto, adorei, além de ter o próprio banheiro, quarto com menos pessoas é mais fácil pra fazer amizade, o banheiro comunitário achei meio sujo, a localização excelente). SÓ fiquei em hostel, quarto misto, não tive problema NENHUM. Super seguro, a galera larga mala aberta, laptop em cima da cama, os caras não ficam olhando, pessoal super respeita. TODO o resto eu fechei lá mesmo. Na maior parte das cidade da NZ tem centros de ajuda ao visitante chamado ISITE, lá há centenas de panfletos com sugestões de passeios, e por lá você pode pesquisar e também comprar passagem de bus (Intercity) entre as cidades e também fechar hostel. Dependendo do mês que você vai, é necessário fechar passeios e hostels com dias e até semanas de antescedência, no verão e no inverno a NZ bomba, se não tiver acomodação e passeio definido, pode ser que não consiga na hora (essa informação foi o povo local que me passou). No primeiro dia em Auckland eu peguei o ferry boat até a ilha de Waiheke e optei por fazer o Zipline que são 3 tirolesas, é legalzinho mas não é suuper aventura, nem dá medo, a ilha é linda, tem mais opções por lá, vinhedos e tem que perguntar no quiosque no porto, pra ver outras opções de passeios e outras ilhas. No segundo dia fui para Hobbiton, sou fã do Senhor dos Aneis então pra mim era um "must do" amei, é incrível, emocionante, a primeira cerveja é de gratis =D. No terceiro dia fui para Queenstown e quase que desisti de ir para outras cidades hehe, é meio difícil de descrever rs, só sei que amei e pra mim é a cidade mais linda e legal que eu já vistiei rs, todas as pessoas que eu conheci na NZ concordaram que é a melhor cidade. A galera de forma geral viaja sozinha, não tem frescura, todo mundo é muito aberto. Lá eu fiz a trilha de Queenstown Hills, a vista é linda S2!!!!! Em Queenstown você tem vááárias atividades, pode fazer Bungee Jump, tem vários! O primeiro do mundo, o mais alto do mundo e tem uma outra empresa que faz no canyon, todos os lugares são lindos. Eu optei por fazer o Nevis Swing, o mais alto do mundo que fica ao lado do bungee jump mais alto do mundo (https://www.bungy.co.nz/queenstown/nevis/nevis-swing/?gclid=EAIaIQobChMInamK7dnX1wIVh7jACh1orA4BEAAYASAAEgIBYvD_BwE). Valor: 200 dolares, mais 100 dolares para as fotos e videos no pen drive, se você optar em fazer por exemplo o Bungee e Swing, consegue desconto fazendo os dois pelo Aj Heckett (a outra empresa eu não fiz). Ainda em Queenstown você pode fazer o paragliding e também o passeio de asa delta (eu não fiz pq o tempo não colaborou e o voo foi cancelado). Tem a lancha rápida, acho que são três empresas diferentes que fazem, elas andam em caminhos diferentes do lago e rio, e rola um pouco de emoção (nada de morrer de medo, mas é legal), vc escolhe de acordo com o que quer ver. Eu escolhi a Kjet só pq era mais barato 95 dolares. Luge - esse é bem divertido, tipo um carrinho de rolemã, vc pega o teleférico (Gondola) até o topo da montanha, (é legal ir com uma turma), e pode escolher se quer ir apenas uma vez, várias vezes, fui com dois caras que conheci no hostel e escolhemos duas vezes, uma em cada pista, a segunda pista é mais rápida, beeem legal, a vista é TOP (https://www.youtube.com/watch?v=pXNE-HFn5hc). Quadricículo - Eu fiz pela empresa OFFROAD, ele fica ao lado do Bungee e Swing mais alto (nevis), eu adorei, tem uma outra opção que é na montanha, como eu já havia feito a trilha de Queenstown Hills eu optei pelo OFFROAD. Há muitas outras opções em queentown, passeio de balão, helicoptero, mais trilhas tipo a Ben Lomond que é bem famosa e nível mais difícil, no ISITE ou mesmo nas agencias tem vários flyers com as atividades e também atividades em outras cidades. Nada é muito barato, mas na minha opinão compensou pois foram atividades diferentes que super valeu a pena. A partir de Queenstown fui para outras cidades. - MilfordSound - passeio de um dia, lá você anda de barco no mar da Tasmania o meio dos Fiordes, tem cachoeiras no meio das montanhas, da pra ver os golfinhos nadando do lado do barco, e só o caminho de Queenstown até Milford Sound é incrível, muito lindo! Todos da região recomendam essa passeio, valeu muuito, ameiii. - Glenorchy - aproximadamente 40 minutos de Queenstown - passeio de um dia, carro 4x4, esse passeio tem o foco de mostrar lugares que foi gravado o Senhor dos Aneis e conhecer um pouco da história dos bastidores do filme, a natureza é exuberante. - Wanaka - lá é legal tirar um ou dois dias, eu fiquei dois dias, fiz a trilha de Mt Iron, queria fazer a de Roys Peak, mas era a época que as ovelhas estão dando cria então fecharam a trilha. Fiz um passeio de 4x4, bem legal, lugar liiiindo fazenda particular, também com foco em ver alguns lugares que foi filmado o Senhor dos Aneis, mas mesmo se você não ligar pra isso, a natureza é maravilhosa e é possível ver outras faces do Lake Wannaka, dar comida para as ovelhas e alpacas S2. Em Wanaka tem kayak e outras trilhas também, o ISITE fica na frente do ponto do bus então é fácil. Fiquei no Base Hostel, ótima localização, bem limpo. - Franz Josef - cidade com 300 habitantes, acho que hoje eu não colocaria no meu roteiro. Eu queria fazer o Heli Hike, achei que não compensou muito, você pega o helicoptero até uma parte da montanha que tem gelo e lá você fica andando com o guia, é legal, mas não tem neve, só gelo, pode ser que isso mude com a época do ano, como era primavera minha visão foi essa, conversei com outros dois gringos que também esperavam mais, não vimos grutas de gelo, só gelo. Em Franz Josef chove 200 dias por ano, então pode ser que chegue lá e não consiga fazer o passeio de helicoptero, talvez compense mais fazer em Mt Cook ou mesmo em Queentown. Um dia eu peguei tempo fechado, com nuvens, optei por fazer o kayak no lago, eu adorei!!!!!! Há atividades parecidas na cidade ao lado Fox Glacier, não conheci ninguém que foi pra lá, parece que Franz é mais famosinha, mas segundo as informações das mocinhas do ISITE, FOX é igual a Franz. - Mt Cook - lindo maravilhoso, incrível, sonho! Um mini vilarejo com apenas dois hostels e dois hotéis e umas casinhas, não tem supermercado. Lá tem trilhas, a mais famosa é a HookerValey, e realmente é lindo o lugar, um dos meus favoritos. Mt cook é a montanha mais alta da Oceania, com mais de 2 mil e 500 metros de altura. Fiquei um dia, mas acho que pelo menos dois dias seria legal, pra fazer duas trilhas pelo menos. Eu fiquei no YHA hostel, conversando com um pessoal depois, falaram que o outro hostel tinha café da manha e janta e era mais legal, não pesquisei rs. - Tekapo - O lago é incrível, depende da época do ano e do tempo a cor muda. Eu fiquei em um motel que tem uma parte de hostel, fica ao lado do ponto de bus e de frente para o lago, do lado do ponto de bus tem o supermercado, então a localização foi ótima, ali perto tem restaurantes muito bons tb. O hostel eu achei ok para uma única noite rs. Na cidade é legal visitar o Mt John Observatory na madrugada, eles te recebem com um chocolate quente hehe, te explicam sobre o universo, e é possível observar as estrelas, é um dos melhores lugares do mundo para observação de estrelas, eu adorei a experiência, para quem curte isso, ver nascimento de estrela, estrela morrendo, "estrela" cadente vale muuuito a pena. É difícil dizer o que eu mais gostei, fiquei encantada com tudo, mas Mt Cook, Queenstown, Milford Sound acho que foram meus favoritos e Hobbiton tb é claro hehe. Outras infos: SUPER, HIPER, ULTRA, MEGA, MASTER seguro. Sobre ir pra NZ sozinha: Eu já viajei sozinha algumas vezes pelo Brasil, mas fora do país foi a primeira, A-D-O-R-E-I viajar sozinha pra lá, fiz muuuitas amizades, e vc só fica sozinho se realmente quiser, principalmente em Queenstown tem muuuita gente viajando sozinha, no mesmo barco, querendo fazer amizade hehe, ou seja vc faz amizade no bus, no hostel, na rua, no lago, no passeio, em todos os lugares!!!! haha Amigas, podem ir sozinhas e não sofram e nem tenham medo rs. Hostel eu fechei pelo aplicativo do HOSTEL WORLD, mas se você for fora de alta temporada, da pra pesquisar por lá e fechar na hora que chegar no hostel, fica mais barato, eu fiz isso várias vezes, mas Mt Cook e Franz é importante fechar antes. Bus eu viajei apenas pela intercity, achei super organizado, eles possuem wifi no bus, o motorista conta um pouco sobre a história do lugar, faz paradas pra pontos legais pra fotos, no site tem dicas de rotas, preços e se comprar o passe com X horas saí mais barato do que fechar separadamente as viagens. http://intercity.co.nz/ Muita gente viaja de carona, eu não tive coragem, mas disseram que é bem comum e seguro. Dizem que alugar carro é melhor pois fica livre pra ir a hora que quer e tudo mais, eu gostei de viajar de bus pois tive a oportunidade de fazer amizades. Peguei várias idéias pelo site oficial da NZ mesmo: https://www.newzealand.com/us/destinations/ Na Nova Zelandia tem muuuito brasileiro, então a gente meio que se sente em casa hahaha. Conheci gente da Alemanha, França, Italia, Suiça, Inglaterra, Noroega, Portugal, Irlanda, EUA, Canadá, Japão, China, Filipinas, Australia, ou seja pra quem quer treinar inglês é excelente, pois há diversos sotaques diferentes S2! Eu não fiz passeio voltado pra cultura, das cidades que eu visitei senti meio americanizada, todos os lugares tocavam música americana, esses pop, e pop rock bem famosos, anos 80,90,2000, nenhum lugar escutei musica de lá, comida tb bem parecido com os EUA (Eu amo músicas americanas, ainda mais desse estilo, então curti muito). Compras - não achei barato as roupas nem souvenir. Não foi meu foco, então não pesquisei sobre compras. Curiosidade: A água é completamente limpa, portanto você só precisa de uma garrafa, e pode abastecer sua garrafinha em qualquer torneira do hostel. (Conheci um brazuca que teve probleminhas de ir ao banheiro e ele associou a água da torneira, eu não tive problema nenhum rs). Todo restaurante oferece água da torneira a vonts, e te servem assim que você senta na cadeira do restaurante / lanchonete. Na balada as garrafas de água ficam ali no canto, é só se servir. Espero que meu relato ajude. Se quiserem outras dicas e tiverem perguntas chama aí. =) Abraços.
  7. Oi pessoal! O relato de hoje é pra contar um pouco sobre a região de Dunedin, na costa leste da ilha sul, aqui na Nova Zelândia. Dunedin é a segunda maior cidade da ilha sul, atrás de Christchurch, e a maior da NZ em extensão territorial. É uma cidade universitária (a University of Otago é a mais antiga da NZ e a terceira mais antiga da Oceania!) e com uma forte herança escocesa que se faz presente especialmente na arquitetura. Além da pegada urbana, Dunedin tem áreas incríveis em sua costa! Meu marido e eu estivemos lá 5 vezes, sendo 4 bate-e-volta de Invercargill, onde moramos, e outra quando esticamos a viagem de Catlins para conhecer a Otago Peninsula – que você pode encontrar informações nesse relato aqui!). Para facilitar, em vez de descrever nossos dias por lá vou organizar o relato de acordo com as opções do que fazer em Dunedin e região, ok? NA CIDADE: * The Octagon: é o ponto central e o coração de Dunedin. Nele ficam diversos bares, a St. Pauls Cathedral, o Town Hall e o i-Site (centro de informações ao visitantes). Tirando a nossa ida para Otago Peninsula, todas as outras vezes que estivemos em Dunedin partimos dele, que era o ponto final do nosso ônibus Invercargill-Dunedin. Em nossa primeira vez, o Octagon também estava sendo o local de diversos grupos tocando música escocesa. * Dunedin Railway Station: a famosa estação de trem de Dunedin é considerada o prédio mais fotografado do país e é um must-do. Fica a uns três quarteirões do Octagon e é linda (e cheia de turista, obviamente). Aos sábados pela manhã (até por volta das 13h) rola uma feirinha dos produtores locais (Otago Farmers Market) no estacionamento da estação e lá você encontra docinhos, queijos, frutas, comidas. Havíamos lido sobre a possibilidade de encontrar o Hangi Maori lá (um prato típico maori com carne e vegetais cozidos no vapor, em um buraco), mas no dia que fomos não encontramos (e não sei dizer o motivo). * Toitū Otago Settlers Museum: fica próximo à estação de trem e tem entrada gratuita. Conta a história da região de Dunedin, desde os Maoris, a chegada dos europeus e o desenvolvimento urbano da cidade. É o museu mais antigo da NZ (sim, Dunedin é cheia dos títulos de “primeira” em alguma coisa ) e dá pra passar bem umas horinhas por lá. Como todo museu aqui, é extremamente acessível, bem organizado e informativo. * Otago Museum: próximo à universidade, com entrada gratuita para as principais coleções. Lá tem um planetário também, mas pago. Há exposições permanentes sobre a fauna local, cultura dos povos do Pacífico, Maoris e sobre a história naval de Otago e a relação da região com o mar. * University of Otago: se você está em Dunedin, você precisa passear pelo campus da universidade, que é uma das mais bem conceituadas do país (ao lado da University of Auckland). De arquitetura escocesa, o lugar é imenso e lindo! Não é difícil perceber a importância da universidade para a cidade, tem prédios e institutos espalhados por toda Dunedin (além das repúblicas estudantis, claro). * Igrejas: a arquitetura da cidade é muito legal e vale a pena conhecer a St. Josephs Cathedral, a First Church e a Knox Church, por exemplo. Todas elas ficam na região central, nos arredores do Octagon. * Dunedin Botanic Garden: um pouco mais afastado da região do Octagon, foi o mais longe que fomos a pé em Dunedin. Adivinha? Sim, foi o primeiro jardim botânico da NZ . Nâo tínhamos muitas informações sobre ele e seguimos pelo Google Maps, que nos levou para uma entrada bem discreta e que, em um primeiro momento, não nos chamou a atenção em nada. Nessa parte em que entramos não havia placa informativa e acabamos achando a parte principal do jardim botânico meio sem querer e aí sim vimos que ele é imenso. Existem várias trilhas para percorrer por lá, passando por diferentes coleções de flora. Fizemos apenas parte de uma, devido ao tempo. Minha única ressalva é que as placas com as indicações dos lugares por vezes são meio confusas. * Reserve um tempo para caminhar pela cidade. As ruas são bem aconchegantes, cheias de lojas e volta e meia você encontra alguma construção legal (como o fórum da cidade, por exemplo) ou algum grafite bacana pelos muros (existe um mapa que você pode pegar no i-Site e que sinaliza todos eles!). Também prepare as pernas: saindo das 3 avenidas paralelas à estação de trem, a cidade é cheia dos morros (curiosidade: o porto de Dunedin e os morros são parte de um vulcão extinto). * Pontos que não visitamos, mas que sabemos da existência e pode ser que sejam interessantes para vocês: Dunedin tem a Baldwin Street, que é reconhecida como a rua mais íngreme do mundo (fica mais afastada do centro, não rola de ir a pé) e o único castelo da NZ, o Lanarch Castle, que fica na Otago Peninsula (construído por Willliam Lanarch, um ricaço, para a esposa); se quiser visitá-lo morrem NZD 31 por cabeça. Outra opção, na região central, é o Chinese Garden (também pago). COMER E BEBER: * The Speight’s Ale House: em anexo à Speight’s Brewery, você pode optar pelo tour na cervejaria ou simplesmente ir pro bar. O destaque é a régua de degustação (embora nenhuma seja lá tão inesquecível assim e as de cidra sejam bem ruins! ). Para comer, tem opção de prato principal ou lanche. Diego comeu uma carne que não lhe agradou muito, eu pedi um hamburguer que estava suficientemente bom. * Emmerson’s Brewery: minha favorita em Dunedin. Também tem a opção do tour ou somente o bar. A régua de degustação vem com 6 tipos de cerveja, mas é você quem escolhe os tipos (ponto positivo, pois você pode experimentar os estilos que mais te agradam!). A cerveja é mais gostosa que a Speight’s e o preço no bar é similar. O hamburguer é mais bonito que gostoso, rs. * A fábrica de chocolate da Cadbury era um ponto famoso em Dunedin, mas ela fechou as portas na cidade há uns 2 meses atrás (continuam só na Austrália). NATUREZA: * Tunnel Beach e St. Clair Beach (no sul de Dunedin), assim como Sandyfly Bay, Sandymount (Lovers Leap) e Taiaroa Head (em Otago Peninsula) são lugares imperdíveis e que eu já falei nesse outro relato. * Moeraki Boulders: as famosas pedras esféricas no meio de uma praia ficam em Koekohe Beach, ao lado de Moeraki Village, distante cerca de 50 minutos de Dunedin. Alugamos um carro no centro e fomos lá em nosso mais recente bate-e-volta na cidade, neste final de semana. Para os Maoris, as pedras são cestas de mantimentos petrificadas que sobraram do naufrágio de uma grande canoa, chamada Arai Te Uru. Para os cientistas, são um complexo processo geológico similar à produção de uma pérola e que teve início há aproximadamente 60 milhões de anos. Explicações à parte, elas são inacreditavelmente redondas - dá uma impressãozinha de que se empurrar, rola. E sim, elas parecem ovos de dinossauros! * Huriawa Pā Walk: a Huriawa Peninsula foi um verdadeiro achado, já que não é um lugar tão conhecido assim. Fica em Karitane, a meio caminho entre Dunedin e Moeraki. É uma trilha circular e que tem previsão de 40 minutos - como nosso tempo estava apertado, pois teríamos que voltar a tempo de pegar nosso ônibus de volta a Invercargill, fizemos em uns 30 minutos (mas daria para ficar um tanto a mais!). Ah, * Para quem tem interesse em comprar coisas durante as viagens, dizem que o shopping de Dunedin é uma boa opção. Como não é a nossa praia, não sei dizer a respeito! * Quem quiser acompanhar as fotos e as descobertas aqui da NZ, me sigam no Instagram @paty.grillo Até a próxima!
  8. Fui em 2017 RELOCATION CAR Em comum, está o serviço de Relocation Car, em que vc aluga o carro, van ou ônibus numa locadora e devolve em outra cidade a preço simbólico. Eu usei o site COSEATS: https://www.coseats.com/ . A Trifty oferta no https://www.thrifty.co.nz/relocations e a TRANSFERCAR (nunca aceitaram minha proposta, não sei por qual motivo) pelo https://www.transfercar.com.au/ (AUSTRÁLIA) e https://www.transfercar.co.nz/search (NOVA ZELÂNDIA). Como funciona? As locadoras precisam manter o estoque de carros nas cidades e usam os turistas para fazer esse serviço de devolução. Em troca, dão desconto no valor do aluguel, pagam a balsa, combustível etc conforme o contrato. Eu aluguei duas vezes uma Campervan, Toyota HiAce, 2 passageiros, de Melbourne a Adelaide e de Alice Springs a Darwin. Na 1a fiz um seguro caríssimo pq nào conhecia a Austrália. Na 2a vez, deixei o seguro gratuito da locadora e paguei apenas AU$5 por dia referente ao aluguel. O combustível restituem como crédito no cartão de crédito, desde que apresentemos a nota fiscal. No interior do deserto da Austrália, um posto me deu papel de pão carimbado e aceitaram. A estrada é ótima. No contrato, há limite para estrada vicinal, ou seja, vc não pode fazer rally e percorrer mais do que x km em estrada de terra. Não pode dirigir em rodovia à noite, até porque os cangurus e demais animais são suicidas. Velocidade máxima 120 km/h. Recarregar a bateria externa, a cada 48h ou 72h, depende do uso do micro-ondas etc. Há áreas de pernoite públicas nas rodovias e áreas de descanso. Banheiros públicos em todas e água não potável, em algumas paradas. Nas de pernoite, há local para fogueira. Banho, os postos de gasolina possuem chuveiro gratuito. Você dá a abastecida e aproveita a parada para uma chuveirada. Comida, comprei enlatados, frutas e galeto nos mercados da trip. Meu carro tinha frigobar e microondas. Foi tranquilo. Até GPS integrado, o último tinha, porque era 0 km. Dei sorte. ÔNIBUS INTERESTADUAL e INTERMUNICIPAIS AAT Kings para percurso dentro de Uluru Greyhound, Graylines, Intercity... não há muito para onde fugir. São poucas as viações e dependendo do destino, requer antecedência de uns 3 dias para reservar, senão vc fica a pé. Acaba rápido as opções mais econômicas. Na Nova Zelândia, o motorista de ônibus Queenstown x Christchurch é um guia turístico. Fala a viagem toda dos pontos no microfone e a parada do percurso é no Lago Tekapo. Parou na estrada para fotografarmos o Mount Cook. Mas há um bus via Mount Cook, que eu deixei para comprar 2 dias antes e me lasquei. ONDE SE HOSPEDAR: Augusta: HOSTEL BAYWATCH MANOR AUGUSTA ----- Fantástico Adelaide: Bunbury: DOLPHIN RETREAT BUNBURY YHA ---- Bom Cairns: REEF BACKPACKERS --- Regular Melbourne: em Saint Kilda no BASE BACKPACKER HOSTEL. - Fantástico Fuja do ST KILDA EAST LOGE ------ PÉSSIMO!!!!! Longe de tudo, péssimo atendimento e infraestrutura. Alice Springs: ALICE SPRINGS YHA --- Muito Bom Darwin: YOUTH SHACK BACKPACKERS e CHILLIS BACKPACKERS - Muito Bom Sidney: THE VILLAGE GLEBE ---- Muito Bom. ------------- Christchurch: YHA ROLLESTON HOUSE -- Muito Bom Rorotua: ROCK SOLID BACKPACKERS ROTORUA --- Muito Bom Queenstown: NOMADS BACKPACKERS --- Fantástico (embora com wifi grátis limitado) COMER: Bom e velho supermercado kkk IMPERDÍVEIS: Austrália: - Cairns é de uma atmosfera incrível. Gostei do Jardim Botânico, Waterfront, ver os cangurus de graça em Kewarra e a praia de Palm Cove a noite. Barreira de corais, é bonita. Mas quem já visitou outras barreiras, melhor não criar muita expectativa nem comparar. - Bunbury, Busselton, Geograph Bay, Augusta, Margareth River ... toda essa região amei demais. Quem nunca viu golfinhos, vale curtir o passeio em Bunbury. Eu me contentei por andar pelas baías, praias e trilhas. Aliás, os golfinhos se exibiram de graça para mim em Augusta dando um show de frescor. A avifauna australiana também é incrível com cacatuas, araras, pelicanos. Busselton tem os spots de surf mais famosos do mundo e uma miniferrovia sobre o mar, hoje apenas turística. Geograph bay é linda. Cape Leewin e trilhas da redondeza em Augusta nos conduz a praias selvagens belas. Depois de aposentada, eu quero morar em Augusta, a cidade não tem nada, a não ser uma baía cheia de pelicanos e pássaros australianos, golfinhos, praia selvagem e uma torre e um catatau de idosos simpáticos. Amei muito a cidade. - Perth possui um excelente Jardim Botânico com várias espécies de banksias e uma vista panorâmica da cidade. Elizabeth Quay é um espaço urbano de lazer ao redor da baía. - Fremmantle é pitoresco. Vale a pena visitar se estiver por Perth. - De Alice Springs até Darwin: amei este percurso pela Stuart Highway. Passa por vários parques naturais. Devil Marbles, a cidade de Katherine com suas gargantas, rios, Adelaide river e parques com crocodilo de água salgada se tiver na temporada, ou então, vá ao aquário mesmo. Gosto de ver o animal em seu habitát natural, mas como cheguei em baixa temporada e desconhecia um parque, acabei me rendendo ao muser. Os pontos turísticos desta região precisam ser pesquisados antes de tomar estrada pq as cidades não investem em divulgação. Deixei de ver o crocodilo de água salgada no Kakadu National Park pq só fui saber do atrativo depois de ter chegado em Darwin. Até vi a placa de rua do parque, mas nenhum outdoor explicativo ou panfleto nos Centros de Informação ao Turista. - Coober Pedy: fui e voltei de busão desde Alice Spring. Breakaways, museu da opala e os imóveis subterrâneos são incríveis. Valeu muito a pena aquelas horas de viagem pq é longe muita coisa. - Uluru: como não havia mais vaga no único hostel. Fiz um tour de 3D2N acampando sob as estrelas em saco de dormir que levei e swags que eles providenciam no pacote. Fui pela The Rock Tours. A Emu Run faz o mesmo serviço. Não vi diferença na qualidade. Para os que não querem acampar, a AAT Kings faz os traslados bate-e-volta aos pontos turísticos. Eu aconselho esse tour de 3D2N porque economiza tempo. Kings Canyons, Valley of the Winds (o mais bonito do circuito) e Uluru gostei demais pela beleza cênica atípica. E há uma mini wave rock em Uluru Base Walk. - Darwin: bom para andar a pé. A cidade não tem nada e faz um calor com sensação térmica pior do que Manaus no verão. Mas foi bacana parar lá para compreender como funciona a questão de emprego para estrangeiros. Várias agências de emprego dentro dos hostels, povo vinha oferecer vaga no café-da-manhã. Pelo que entendi a demanda é sazonal e favorável a países com elos diplomáticos. Não é o caso do brasileiro que precisa se vincular a um visto de estudante e carga horária limitada de trabalho. A cidade é bonita e boa para relaxar, pescar... Quem gosta de badalação, há vida noturna ativa em Darwin (Melbourne também). - Wilsons Promontory: que lugar incrível! Vale muito a pena curtir as trilhas e beleza cênica local. A área do Tydal River é muito bem estruturada. Ah! Para os mochileiros ambulantes, nômades, notícia boa. Tem chuveiro público no Tydal. U-huuuuuu! - Melbourne: Gostei muito de Saint Kilda, melhor lugar para se hospedar. O centro de Melbourne, gostei de visitar a noite, pois é bem agitado. De dia, curti os outlets. kkkk. Não é tão barato quanto a Indonésia, mas sabe o que é um outlet verdadeiro da Asics, Puma, Adidas, Katmandu, etc. Pois bem, acabei tendo que comprar uma mochila de 70L com zíper e minimochila acoplada para carregar minhas muambas. Eu não esperava encontrar produtos a bons preços num país caro. Subestimei e me surpreendi. A roda gigante de Melbourne, tramzone... vibe lá no alto. A biblioteca! Gostei muito. Ah! Aeroporto de Tullmarine tem banheiro público grátis. - Adelaide, dei uma circulada a pé pelo Centro. Cidade rica em cultura com muitos museus. Valorizam os grafites nas paredes. Há um contraste entre arquitetura antiga e arte urbana contemporânea. Gosto dessa mistura artística. Há espaço para todos sem perder o charme local. - Limestone e Gramphians, passei de campervan, parei em alguns pontos. Vi museus a céu aberto, esculturas de anônimos e uma pintura num silo fantástica. Se eu pudesse, ficaria mais dias na região explorando os acervos paleontológicos. Muitas vinícolas para quem curte vinho. - Great Ocean Road - imperdível. Percorri em 2 dias parando nas praias e parques. Lado bom de alugar a campervan. Para-se onde e quando quiser. Tudo lindo conforme vemos nas fotos. Eu sou fã de rocha calcária, então voltei fascinada. Ah! Fiquei tão encantada com a Austrália que fiz uma revista https://joom.ag/YkFW. É gratuita, terapia minha e não ganho nada com isso. Na verdade, criei pq um amigo disse que queria só os destinos tops e que não tem paciência para ler relato. Daí, criei essa revista atendendo ao amigo impaciente kkk. ------------------- Nova Zelândia: - Rotorua e Waitomo são os imperdíveis. O parque geotérmico Kuirau é rico em beleza e informação geológica. Waitomo, idem. Aluguei um carro no aeroporto de Auckland na SNAP RENTAL e dirigi até o parque de Waitomo. Fiz o Waitomo Glowworm Caves e Ruakuri Cave. Aconselho fazer os dois tours. Porque em um vc vê as larvas iluminando o teto da gruta. Parecem estrelas no céu. No outro, vc vê as larvas de perto. Aquelas larvas bioluminescentes são idênticas ao catálogo. Criei expectativa e saí muito satisfeita. Decepção zero. Que lugar lindo! A natureza é perfeita! Rotorua, eu sou tarada por gêiser. Então o fedor do enxofre pela cidade não me incomodou. Fui dirigindo de Waitoka até Rotorua. Passei a manhã todo no Kuirau. Não visitei os demais parques termais da região por pura falta de tempo. Deve ser ótimo também. - Queenstown, lago Tekapo - lindos! Entre Queenstown e Te Anau, quem quer civilização Queenstown. Quem quer viver no meio do mato e tranquilidade, Te Anau, lua-de-mel lá não é de todo ruim. Os dois são bons, porém públicos e momentos diferentes. - Milford Sound, é bonito o fiorde. Mas não considerei imperdível. Pessoal aumenta no marketing, assim como a barreira de corais de Cairns. Mas gosto é gosto! Cada um tem seu padrão. Fui por agência de turismos, contratei o serviço assim que cheguei a cidade de Queenstown. Busca no hotel, para em Te Anau, Mirror Lake e leva ao cruzeiro dos fiordes. É muito longe e cansativa a viagem, aconselho ir de pacote. Porque dirigir na volta é puxado. - Christchurch está se recompondo pós-terremoto. A cidade é pitoresca com muitas obras de arte urbana espalhada pela cidade. É uma cidade simpática. Tive apenas 2 dias para explorá-la. Mas do pouco que sassariquei, gostei. -Auckland e Devenport: um trânsito do além. Acabei dando meia-volta e regressando ao aeroporto. Melhor coisa que fiz. Se eu fosse a Devenport perderia o vôo. Não havia acidente e nada de extraordinário, mesmo assim um trânsito lento. Tem que ir com calma e desprovido de cuidados com o relógio. Se eu tivesse que escolher uma ilha, para variar contrariando a maioria, digo que mil vezes ilha norte. Rotorua e Waitomo são fantásticos! Imperdíveis! Voltei muito contente pela oportunidade de conhecer esses dois lugares. Um privilégio!
  9. Amigos, estava tudo certo para final de abril, inicio de maio sair em 30 dias pelo oriente medio (Israel, egito, jordania e turquia). Mas consegui agora passagens com preço excepcional para Nova Zelandia e mexeu com tudo aqui... Agora tenho a possibilidade de ficar uns 20 dias na nova zelandia e 10 na australia e estou meio perdido com informações... Eu ja havia pesquisado bastante sobre NZ antes pq era a ideia inicial, mas foi mudando depois de ver os preços. Minhas duvidas sao sobre: - Em maio, consigo esquiar, ver as montanhas nevadas no lago Wanaka, e pegar os glaciares com bastante neve ao redor? ou só mais depois do inverno pra pegar a paisagem assim? - Qual temperatura média neste época do ano? - Valores de alimentação e refeição fica muito mais caro do que se alimentar no Brasil? uma garrafa de água ou uma cerveja custa qto pra eu ter uma ideia...? - A ultima coisa seria pra me organizar nestes 20 dias. A ideia é alugar carro de Auckland e vir descendo. Qtos dias vale ficar na ilha norte e qtos na ilha sul? Toda a ajuda é bem vinda, agradeço aos que puderem dar uma luz...
  10. Olá, pessoal! Como compartilhei neste outro relato, meu marido e eu estamos vivendo em Invercargill (uma cidade bem ao sul da ilha sul da NZ!). Como não temos carro por aqui, procuramos sempre aproveitar a viagem de ônibus que nossa faculdade disponibiliza: a cada 15 dias há um ônibus saindo daqui por $2/return, alternando os destinos entre Queenstown e Dunedin. No relato de hoje, vamos começar a contar sobre nossas voltas por Queenstown. A verdade é que, a cada vez que vamos, não temos tanto tempo assim disponível: o ônibus sai de Invercargill 8h (pontualmente - sim, os kiwis são muito muito muito pontuais! ), mas a viagem é um tanto longa e geralmente chegamos em Queenstown perto das 11h – a volta é sempre 15h45. Sendo assim dessa maneira, a cada viagem elegemos um roteiro – e até agora todos foram completados com sucesso. Queenstown é a cidade mais turística da ilha sul e é conhecida mundialmente como capital dos esportes radicais. Lá você pode se aventurar em bungee jumping, mountain bike trails, tirolesas, passeios de barco e muitas outras coisas. Porém, como no momento estamos apenas estudando (e não trabalhando), tudo isso está muito distante para nós (sim, essas coisas são MUITO caras. Eu acho, pelo menos. ). O que compartilharei, portanto, é nossa experiência em duas diferentes idas para Queenstown até o momento, fazendo coisas gratuitas-free-no charge. Conforme tenhamos outras oportunidades por lá, irei acrescentando as coisas aqui no tópico. Nossa primeira ida a Queenstown foi no início deste mês de março. Havíamos pesquisado sobre uma trilha que leva à gôndola/Skyline, mas como saímos de Invercargill embaixo de chuva e neblina, achamos que provavelmente iríamos dar só uma volta pela cidade. Chegando em Queenstown, porém, boa surpresa: o tempo abriu – e decidimos encarar a trilha. O Skyline é uma gondola (tipo bondinho!) bastante característica de Queenstown e que te leva ao topo de uma das inúmeras montanhas por ali. De lá, você pode voltar pela própria gondola, experimentar o Luge (que é descer a montanha em um carrinho, em um circuito próprio) ou descer pela trilha de mountain bike. Ah, também tem algumas opções de tirolesas. Além disso, há uma trilha, a Tiki Trail, que te leva da base da gondola até seu topo. Claro que optamos pela única opção free! A Tiki Trail é uma trilha bem demarcada (como tudo na NZ) em meio a uma floresta de pinheiros e que só sobe (mais íngreme no começo – depois melhora! ). No dia em que a fizemos a temperatura estava quente e um tanto abafada, o que cansou mais do que deveria, mas chegamos no topo do Skyline após 1h de caminhada. Lá você tem uma lanchonete, uma lojinha, todas as outras opções de lazer (Luge, Mountain Bike Trail…) e um lookout. Chegando lá você também pode seguir para a Ben Lomond Walkway (não foi dessa vez!). Lá de cima a vista do Lake Wakatipu é privilegiada, mas também disputada – um moooonte de turista! Mais 1h de descida e estávamos famintos. Queenstown é cheia de gente, mas também é cheia de opção de restaurantes – para os mais diversos bolsos. Lá tem o famoso Ferg Burger, que diz ser o melhor hambúrguer do mundo. Não opinaremos por enquanto, porque ainda não comemos lá, mas a fila é sempre gigantesca e não importa o horário! Acabamos parando no Pog Mahones e pedindo um hambúrguer (com a cervejinha, que ninguém é de ferro ); $25 o combo, por pessoa. O hambúrguer em si era bem ruim, mas o pão era incrível e os acompanhamentos do lanche + batata frita também! Para a sobremesa, a dica é o sorvete na Mrs. Ferg Gelateria (sim, é o mesmo nome do hambúrguer famoso, mas a loja é diferente. Tem uns 3, 4 Fergs diferentes por lá): $6,90 duas bolas. O de pistache é muito bom (nunca achei que chegaria o dia em que eu falaria isso!) e o de cheesecake com frutas vermelhas também! Em nossa segunda ida para Queenstown novamente saímos embaixo de chuva e encontramos sol por lá. Dessa vez a trilha escolhida foi a Queenstown Hill/Te Tapunui Time Walk, uma trilha que ganha 500m de altitude até o topo de Te Tapunui. Para chegar no começo da trilha você precisa se dirigir até a Belfast Street: se você não tiver um bom preparo físico (e nem carro), sugiro pegar um taxi, porque é uma subiiiiiiiiiida das boas pra chegar lá (embora seja só uns 20 minutinhos de caminhada do centro). Fomos a pé mesmo. A trilha em si é relativamente tranquila e em meio a um bosque de pinheiros. Subida, claro, mas sem pedras (o que deixa tudo muito mais fácil. ). Destaque para os cogumelos mais lindos que você provavelmente já viu na vida. No meio do caminho, surge uma bifurcação: à esquerda o caminho é mais curto, mas bem mais íngreme; à direita, um pouco mais longo. A dica é subir pela direita e voltar pela outra trilha (vai por mim!). Mais um pouco de caminhada e você chega no primeiro lookout, onde você encontra o famoso Dream Basket (uma escultura em ferro). De lá até o topo, Queenstown Hill Summit, a subida é bem caprichada. Força nas pernas, ar no pulmão e finalmente você encontra uma vista 360º. Como na subida da Tiki Trail o Lake Wakatipu havia sido o queridinho, dessa vez a atração principal foi a cadeia de montanhas conhecida como The Remarkables. Levamos 1h para chegar ao topo e passamos quase que 1h lá em cima, de tão lindo que era. A descida levou pouco menos de 1h (nesse momento nos demos conta do quanto havíamos subido!). 14h30 estávamos novamente no centro de Queenstown e isso nos dava aproximadamente 1h de folga até a partida do ônibus. Decidimos comer nosso lanche (que dessa vez levamos, para baratear as coisas) no Queenstown Gardens que, para variar um pouco , era mais um parque lindo na Nova Zelândia (não sei o que acontece por aqui… todos eles são tão incríveis!). O Queenstown Gardens fica na beira do Lake Wakatipu e lá existem algumas trilhazinhas, quadras esportivas e outras opções de lazer. Pelo tempo, fizemos apenas a short walk - 20 minutinhos. Embora a Mrs. Ferg Gelateria tivesse sido ótima, foi a vez de tentar o sorvete da Chocolates Patagonia NZ (e também vale muito a pena. Dica: doce de leite e mascarpone cheese com frutas vermelhas. Sucesso!). $7,90 - $1 a mais, mas por outro lado a quantidade é maior. Por enquanto é isso, pessoal. Havendo novidades sobre Queenstown volto aqui para compartilhar. Em resumo: * A cidade é mega turística e, portanto, há coisas para todos os bolsos. * Os valores citados aqui estão em dólar neozelandês. * Se você por acaso tiver que escolher apenas uma das trilhas, definitivamente deveria ser a Queenstown Hill. Confia! * Queenstown é linda e vale a pena a visita mesmo que você não goste de esportes radicais ou não tenha grana para isso.
  11. Olá mochileiros(as)! Tem relato fresquinho saindo do forno e o destino da vez foi um dos lugares mais famosos (e impressionantes) da Nova Zelândia: Milford Sound. PRÉ-VIAGEM Essa viagem foi planejada com umas 3 semanas de antecedência, principalmente para conseguir preços mais baratos para a atração principal: o passeio de barco pelo fiorde. Existem diferentes empresas que vendem o passeio, com diversos horários disponíveis ao dia. Geralmente os preços variam de acordo com o horário, demanda e diferenciais disponíveis: você pode fazer desde o passeio tradicional até pernoitar em um barco e jantar lagosta com o capitão – depende do seu bolso. Em média, os tickets são vendidos na faixa de $80-$90 por cabeça. A boa notícia é que com um bom planejamento (e dicas na internet!) você consegue facilmente economizar 50% desse valor (com um pouco de sorte, até mais!) . A principal dica é acessar o site do BookMe: nele você consegue comprar tickets promocionais para diversos destinos e passeios em toda a NZ. Para isso, você precisa pesquisar com uma certa antecedência (mas não adianta olhar muuuuito antes, porque aí as ofertas não estão lançadas!) e ter uma certa maleabilidade nos horários, visto que são disponibilizados um número restrito destes tickets por horário e dia. As ofertas para o passeio tradicional são bastante parecidas entre si, mas a duração do passeio pode variar entre 1h30 e 2h15 e algumas empresas oferecem algum snack como cortesia. Nós compramos o passeio pela GoOrange, com saída às 9am, 2h de duração e cortesia de um copo de suco de laranja e um lanche - $40. Inicialmente iríamos apenas Diego e eu, mas na primeira semana de planejamento um casal de amigos juntou-se a nós – Olesia (from Rússia), seu filho Makar e Ricardo, também brasuca. PÉ NA ESTRADA: INVERCARGILL – TE ANAU – MILFORD SOUND. A viagem teve início na sexta-feira à noite quando saímos de Invercargill com destino a Te Anau, a cidade mais próxima de Milford. Levamos 2h para chegar até lá e como já era noite (e com chuva!), não tivemos nenhuma vista inicial da região – a noite foi de bate papo no hostel. Fizemos a reserva de 2 diárias no Te Anau Lakeview Kiwi Holiday Park: $59 por dia em quarto privativo com banheiro compartilhado (farei alguns apontamentos sobre o hostel no final do relato). De Te Anau para Milford levamos 2h, embora o Google Maps apontasse 1h45. Como precisávamos chegar no Centro de Visitantes 30 minutos antes da partida, pegamos a famosa Milford Road às 6h30. Enquanto beirávamos o Lake Te Anau (que é imenso!) pegamos alguns trechos com neblina, mas a estrada já chamou a atenção desde o início e foi se tornando cada vez mais incrível a cada km rodado! Montanhas enormes, vales, rios translúcidos e cachoeiras formam o impressionante cenário que dá a Milford Road o título de umas das estradas mais bonitas do país. Além das belezas naturais, algo bastante humano chama a atenção no caminho: o Homer Tunnel, com seus 1.2km de extenção (e em declive!). Por questões de segurança, há faróis controlando o tráfico de carros por ali e você pode levar mais tempo que do que imaginava para concluir a viagem (por isso a diferença entre a previsão do Google Maps!). Do estacionamento até o centro de visitantes foi possível ter um aperitivo do que encontraríamos pela frente: o caminho é curto, não mais que 10 minutos, e nele você tem as primeiras visões dos fiordes. Dali pra frente tudo foi se tornando cada vez mais incrível: acredite, você provavelmente não viu nada parecido com isso antes. O MILFORD SOUND Milford é na realidade um fiorde, ou seja, um enorme vale rochoso inundado pelo mar e originado pela erosão provocada por glaciares milhões de anos atrás. Explicação geológica a parte, para os Maoris essa região foi criada por Tü Te Rakiwhänoa, que esculpiu os vales íngremes com suas ferramentas afiadas. Piopiotahi (o nome Maori do Milford Sound) teria sido o último a ser esculpído, após o domínio da técnica, e por isso tal perfeição. A história continua e dizem os Maoris que para proteger esse canto da terra da ação dos homens, a deusa Hine-nui-te-pö criou as temidas sandflies. Sandflies (dizem) são insetos sedentos por sangue e que te farão coçar por muito tempo - não tivemos o (des)prazer de conhecê-las, mas li em vários outros lugares que no verão o negócio é bruto - não esqueça o repelente! Embora a região de Milford seja conhecida pelo alto índice de precipitação (dizem que chove em pelo menos 200 dias no ano!), tivemos muita sorte e encontramos um dia lindo pela frente. Não sei dizer se pelo horário, mas nosso barco não estava cheio e pudemos circular livremente pelo convés pra tirar as fotos. Sobre o passeio, só estando lá e vendo o que vimos, para entender. Apesar do dia lindo, havia chovido no dia anterior e as cachoeiras estavam com uma boa quantidade de água. Como quase não estava ventando, o barco pôde se aproximar delas e foi incrivelmente lindo. Bem, se você pretende vir para a Nova Zelândia, esse é um must-do. Como Olesia e Ricardo se juntaram um pouco depois no planejamento da viagem, o passeio deles foi em horário diferente do nosso e durante a 1 hora que tivemos que esperá-los decidimos ir ao Milford Viewpoint. O caminho tem início próximo ao I-Site e não leva nem 10 minutos. Você vê parte do Milford do alto, mas a vista não é tão diferente de lá debaixo. Não é imperdível, mas já que você está lá… MILFORD ROAD: A VOLTA Quando pensamos na viagem, a ideia original era fazer a Key Summit Trail no período da tarde. Essa trilha começa em Milford Road (mais precisamente em The Divide) e segue parte da Routeburn Track (uma das Great Walks) por cerca de 1h, antes de seguir seu próprio caminho até o Key Summit propriamente dito. Ida e volta são estimados em 3 horas. Porém, como estavámos com o Makar, mudamos os planos e decidimos parar em todos os pontos da estrada, com curtas caminhadas, em vez de encarar as 3h de trilha cume acima. Se tivéssemos mantido o plano de Key Summit muito provavelmente não teríamos tempo para fazer as coisas que fizemos. A primeira parada foi em The Chasm: dez (ou cinco?) minutos de caminhada para ver a queda d’água do Cleddau River. Simples, rápido, bonito. Dali, seguimos em direção ao Homer Tunnel e enquanto aguardávamos o farol liberar nossa passagem, conhecemos o Kea. O Kea é uma espécie de papagaio dos alpes, endêmico da Nova Zelândia e considerado uma espécie ameaçada de extinção. É um pássaro gordo e que corre engraçado – e parece que é considerado um dos pássaros mais inteligentes do mundo. O site oficial da Nova Zelândia lista algumas histórias engraçadas sobre ele, como ter trancado um montanhista em um banheiro de um alojamento. Desviamos de Milford Road quando alcançamos a Hollyford Road, com o objetivo de fazer a Lake Marian Falls Track, que é só a primeira parte do Lake Marian Track (uma trilha de 3h return e nível avançado até o lago). A trilha começa com uma ponte suspensa sobre o Hollyford River, um rio incrivelmente lindo e limpo, e leva até umas quedas d’água. Para essa primeira parte são apenas 20 minutos return e vale muito a pena conhecer! Voltamos para a Milford Road e fomos parando em alguns lookouts no caminho: Falls Creek Waterfall; Hollyford Valley Lookout; Lake Fergus (que estava lindamente espelhado!); Mirror Lakes. Particularmente, achei o Lake Fergus mais bonito que Mirror Lakes, mas Mirror Lakes tem uma placa bem legal de ponta cabeça e que reflete no sentido certo na água. Chegamos em Te Anau por volta de 18h e ainda demos uma volta pelo lago, na frente do hostel. Pensa em um frio?! Noite de comida boa, bebida boa e papo bom! TE ANAU – INVERCARGILL, VIA SOUTHERN SCENIC ROUTE O domingo amanheceu chovendo – e frio, muito frio (o vento por aqui não é muito amigável) . Após o café da manhã a chuva deu uma trégua e conseguimos gastar uma horinha caminhando pelo Lake Te Anau. Não consigo deixar de me impressionar com o quanto as águas são translúcidas por aqui. Há várias opções de passeio em Te Anau, mas todos pagos (por exemplo, você pode ir a uma caverna com gloworms, as famosas larvas que brilham, pagando $90 por cabeça). Como não queríamos gastar, decidimos voltar para Invercargill pela Southern Scenic Route, embora não tivéssemos encontrado muitas informações de pontos de interesse no caminho. A Southern Scenic Route segue sentido Manapouri, a cidade (vila?) vizinha de Te Anau e com o lago de mesmo nome. Paramos no lago, demos uma circulada por ali e seguimos viagem. Manapouri é o ponto de partida para Doubtful Sound, o outro fiorde que você consegue visitar na Nova Zelândia. Não sei dizer o quanto custa o passeio, mas imagino que seja mais caro que Milford visto que você não consegue chegar até ele de carro (precisa cruzar o lago de barco e pegar o transporte da empresa até o segundo barco, nos fiordes). Seguimos a estrada e seguiu-se a chuva. Pouco pouco depois de Manapouri pegamos um trecho bem bonito da estrada, mas foi só ali – depois ela virou uma estrada normal e sem atrações. Chegando em Tuatapere vimos uma placa indicando Blue Cliff Beach. Decidimos tentar a sorte, mas não encontramos nada. Até vimos a praia, mas não conseguimos chegar nela, a não ser em uma única parte que não tinha nada de interessante. Insistimos no caminho por mais uns 6km em ground road até chegar no começo de uma trilha de 3 dias e aproximadamente 20km por dia – e então voltamos pra trás! Seguindo caminho fizemos rápidas paradas no McCracken’s lookout e em Monkey Island, em Tewaewae Bay. O primeiro era bem bonito, apesar do tempo hostil e céu cinza. O segundo, nada imperdível. Monkey Island parece um punhado de terra e só é uma ilha quando a maré está alta; os Maoris costumavam usá-la para observar baleias. Antes de ir embora de vez ainda tentamos ter uma vista bacana de Tihaka Beach, em Colac Bay, mas a estrada não era tão alta e o tempo estava tão hostil que não tivemos coragem de sair do carro. Enfim… o oeste da Southern Scenic Route não é nada demais e não acho que vale a pena, diferente do leste, que vai pra Catlins e é liiiiindamente linda (relato aqui). Sobre o hostel: * O Te Anau Lakeview Kiwi Holiday é um “complexo” com diferentes tipos de acomodações, áreas para camping, para motorhome e espaços coletivos. O espaço em si é bem legal e a equipe, solícita. PORÉM, os quartos são “cabines” individuais distribuídas pelo terreno e portanto, para usar o banheiro (que é compartilhado), você precisa atravessar o gramado (que à noite não é iluminado) e torcer pra não estar chovendo. A cama é confortável e achei o quarto bastante suficiente, mas o aquecimento não é lá aqueeeeeeeeelas coisas (embora não tenhamos passado frio). Agora o que realmente me desapontou (muito) foi que a cozinha compartilhada não tinha absolutamente NENHUM utensílio (e isto não estava claro na página da acomodação). Havíamos levado comida e, se não fosse pelo tipo de acomodação da Olesia e do Ricardo, que foi diferente da nossa, não teríamos feito nada. No quarto deles tinha uma mini-cozinha com duas panelas e uma frigideira, o que nos salvou. Limpeza dos quartos ok, mas devido a quantidade de hóspedes lá, a limpeza do banheiro deixava a desejar. Outras considerações: * Milford Road é linda, mas também é considerada uma das estradas mais perigosas da Nova Zelândia, com maior incidência de acidentes. Portanto, be careful! * Embora não exista uma restrição na visitação ao Milford, entre Maio e Novembro é obrigatório portar correntes de neve para os pneus. Fique atento! * Existe a opção de fazer o passeio a partir de Queenstown com qualquer das agências que vendem o passeio de barco. Nesse caso, você faz um bate-volta de ônibus e a viagem leva cerca de 5 horas ida + 5 horas volta. * Se quiser acompanhar nossas descobertas pela NZ, segue lá no Instagram: @paty.grillo
  12. Olá, pessoal! Estou aqui para compartilhar mais um relato com vocês. Bem, meu marido e eu nos mudamos para a Nova Zelândia no começo de fevereiro. Viemos para estudar (ele, pós e eu, inglês) e ficaremos em terras maoris até o começo de agosto. A verdade é que, antes de vir, tivemos muita dificuldade para encontrar relatos nas comunidades brasileiras. Encontramos o do Brunner e alguns sites (Vida Cigana; Viajoteca), nada muito além disso. Estamos morando em Invercargill, a principal cidade de Southland (mas que na verdade é um ovinho! ). Invercargill é uma cidade com cerca de 50 mil habitantes, espalhada, plana e sem grandes movimentações. As coisas por aqui (e ouvi dizer que em outras cidades da NZ também) são tranquilas e depois do horário comercial (que aqui é das 9am-17pm) você praticamente só encontra supermercado aberto. Embora pequena, Invercargill tem vários parques e o principal deles, o Queens Park é impressionantemente bonito. Tem alguns (2? Hahaha! ) pubs na cidade, mas por enquanto fomos em um só: cerveja boa, preço justo (quando chegamos parecia que estávamos em um encontro da terceira idade: várias senhorinhas e senhorzinhos sentados em uma enorme mesa comprida. Taí, quero ser desses! ). Ah, e meia noite já estava todo mundo se preparando para ir embora e o pub, para fechar. Bom, o fato é que aos finais de semana não temos muito além disso para fazer por aqui. Quinzenalmente, aos sábados, a universidade disponibiliza um ônibus para alguma cidade vizinha por $2 ida e volta, o que é ridiculamente barato e, embora seja concorrido, conseguimos nos inscrever em todos até o momento. Os destinos alternam entre Queenstown e Dunedin. Como levamos em torno de 2h30 a 3h de estrada e o ônibus volta no mesmo dia, não temos mais que 4-5h pra explorar as cidades, então a cada vez elegemos um foco. Mais pra frente farei um relato sobre elas! Esse relato é de nossa primeira road trip por aqui, em um final de semana. Pesquisamos sobre a região de Catlins (as primeiras atrações estão a pouco mais de 1h de distância de Invercargill) e alugamos um carro por $69 a diária. Como a agência não funciona aos domingos e abre tarde no sábado, negociamos de pegar o carro na sexta à tarde e devolver na segunda de manhã pagando apenas 2 diárias. Catlins tem diversos pontos de interesse e a idéia inicial era ficar o final de semana todo por lá. Tínhamos um folheto sobre a região (que você pode pegar em qualquer I-Site por aqui. O I-Site é um local de informação para turista e praticamente toda cidade tem um. Nele você encontra folhetos de toda a NZ, mapa gratuito da região, recebe todas as informações que precisar e ainda tem banheiro público. Geralmente eles têm site também.) e uma reserva no Thoma’s Catlins Lodge, em Owaka ($ 69 no quarto privativo, banheiro compartilhado). Saímos no sábado pouco antes das 8am. O primeiro grande desafio (pro Diego, no caso!) começou na tarde anterior, quando pegamos o carro: aqui é mão inglesa, ou seja, o motorista fica do lado direito e você precisa reprogramar seu cérebro (inclusive para atravessar a rua, o que era extremamente arriscado nos primeiros dias! Rsrs ). Mas ele se saiu muitíssimo bem e na manhã de sábado eu já nem precisava mais lembrar de que lado ele tinha que ficar! Como iríamos descobrir depois, as estradas, embora estreitas, são conservadas e tranquilas – mesmo as estradas de terra (“de chão”, de acordo com os mineiros ou “ground road”, por aqui). Com o sol nascendo, fomos para nosso primeiro ponto de interesse: Slope Point. Chegamos antes das 9am. Lá, você estaciona o carro e atravessa um campo cheio (cheio mesmo) de ovelhas (e cocô de ovelhas ). Aliás, aquele lance que você escuta antes de vir pra NZ de que aqui tem mais ovelhas do que pessoas é ABSOLUTAMENTE verdade. Tem ovelhas em todos os lugares. Muitas. Mesmo. Após passar por elas havia uma opção para a esquerda (para um farol), mas a paisagem da direita era lindíssima e foi pra lá que escolhemos ir (também havia trilha). Foi nosso primeiro “uau!” da viagem (spoiler: vieram muitos outros depois). Várias fotos depois, pegamos novamente a estrada com destino a Curio Bay. Pelo que ouvi, Curio Bay é o principal point do pessoal de Southland e junto à praia tem toda uma estrutura para camping. O lugar é conhecido pela facilidade de se encontrar golfinhos (a menor espécie deles, Hector’s dolphins, endêmica da NZ), porém não vimos nenhum. Outra famosa atração por lá é a Fossil Forest, uma floresta petrificada da era Jurássica. Lá também foi nosso primeiro encontro com um leão marinho (que mais parecia uma foca!). Seguindo viagem, deixamos a costa e fomos para McLeans Falls, uma cachoeira com queda de 22m e que você acessa por um caminho bem bonito em meio a um bosque. O acesso até a base é tranquilo, com uma subidinha de leve no final. Se você quiser, dá pra subir depois pelas pedras até a quedra principal, o que fizemos. Pelo mapa, nossa próxima parada seria Cathedral Caves, uma caverna na beira da praia que só pode ser acessada na maré baixa (os portões abrem 2h antes e fecham 1h após; você pode consultar o horário nesse site aqui). Como ainda teríamos que esperar cerca de 1 hora para visitá-la, seguimos direto para o Florence Hill Lookout, um mirante na beira da estrada com vista para Tautuku Bay e Tautuku Peninsula. Aproveitamos para comer nosso lanche por lá, mas o tempo tinha mudado desde o começo da manhã (o que é bem comum por aqui) e o vento fez com que fosse desconfortável fazer hora por lá. Demos meia-volta sentido Cathedral Cave e, como ainda tínhamos uns 20 minutos, paramos no Lake Wilkie. O mapa dizia ser um bonito lago espelhado, mas na verdade… era só um lago . Nada imperdível, mas como você não leva nem 20 minutos para ir e voltar, ok. Cathedral Caves foi o único lugar em Catlins que tivemos que pagar para visitar ($5/pessoa). Como tem a restrição de horário, foi o lugar mais cheio também. Você faz uma trilhazinha em meio a um bosque para chegar em Waipati Beach (na ida sóóóó descida, portanto já sabe como será a volta! Heheh ) e depois caminha pela areia até a ponta esquerda da praia. É uma experiência e tanto caminhar dentro da caverna, virar para trás e dar de cara com o mar. Como a caverna é inundada na maré alta, dentro você encontra várias algas e conchas pelas paredes de pedras. Vale a visita! De lá seguimos para Purakaunui Falls. A distância entre esses dois lugares é mais longa que entre os lugares anteriores, já a trilha para acessar a cachoeira é curtíssima. Purakaunui é conhecida como sendo a cachoeira mais fotografada da Nova Zelândia. A McLeans era muito bonita e se essa era ainda mais famosa, estávamos esperando algo incrível. Ouso dizer que foi a única decepção da viagem . Ela é baixinha e não tinha tanta água assim… Não sei dizer se costuma ser diferente disso. Pé (ou melhor, carro) na estrada outra vez, o destino seguinte foi Surat Bay. O destaque do lugar é você andar pela areia da praia e procurar por leões marinhos (NZ Sea Lions/whakahao). Chegando lá, a primeira coisa que vimos na areia, na realidade, foi uma mulher vestida de noiva, o noivo e meia dúzia de pessoas tirando fotos . Em seguida, vimos duas pedras… que não eram pedras! Embora sejam selvagens e em todos os lugares você encontre orientações para não se aproximar deles, nossa impressão foi a de que os leões marinhos são grandes corpos roliços esparramados na areia e imóveis, enquanto voce fica lá esperando por algum sinal de que eles estão vivos (sim, eles se mexem um pouco e confirmam isso). Andamos quase toda a praia, vimos uns 5 leões marinhos-pedras pelo caminho e, na volta, finalmente vimos dois deles se levantarem. Êêê! Eram quase 17h30 e o dia tinha rendido muito mais do que havíamos imaginado. Dos pontos que gostaríamos de visitar faltava apenas o Nugget Point, a uns 30 minutos de distância de Surat Bay. Como por aqui, neste período, o sol se põe entre 20h e 20h30, decidimos esticar até lá, matar Catlins em um dia e repensar nosso roteiro à noite no hostel. Nugget Point é simplesmente o lugar mais bonito de Catlins. O farol é famoso e aparece em diversas fotos de viajantes na NZ e não é para menos! Do estacionamento até o farol você caminha uns 10 minutos e conforme vai chegando perto, tudo vai ficando cada vez mais incrível. Os primeiros nuggets, o efeito do caminho levando até o farol e o que você encontra quando chega na ponta… tudo é absolutamente lindo. Vale cada km rodado. Na volta, ainda claro, paramos no Roaring Bay, uma reserva que é habitat do pinguim da espécie yellow-eyed/hoiho, também endêmico da NZ. O lugar é do ladinho do Nugget Point e você caminha até uma espécie de abrigo de onde você pode tentar a sorte de ver algum deles. Se não vimos nem os golfinhos que são comuns em Curio Bay, que dirá os pinguins. Hahaha. Parece que a probabilidade de vê-los é maior a noite, horário em que geralmente eles voltam do mar. Finalizando nosso primeiro dia de viagem, voltamos para Owaka. O hostel que reservamos era bem legal: o quarto era pequeno, mas confortável e limpo. O banheiro compartilhado foi o mais bem estruturado que vi até hoje e a cozinha ampla, equipadíssima e com todos os utensílios possíveis e imagináveis. Depois de um macarrão esperto e de um vinho, decidimos que no dia seguinte esticaríamos até a Otago Peninsula, perto de Dunedin. Saímos no domingo pouco antes das 8h e seguimos direto para Tunnel Beach, em Dunedin. É um lugar fácil de chegar, sem Ground Road, e depois de estacionar você deeeeeeeesce por um caminhozinho por uns 15 minutos (mais uma vez você já sabe como vai ser a volta… considere o dobro do tempo para voltar ). Lá de cima a vista já é incrível, mas quando você chega é indescritível. Sem dúvidas é um dos meus lugares favoritos da NZ até o momento. Não importa o lado que você olhe, é bonito. Muito. Você pode ver os penhascos, as pedras, o mar turquesa, subir na pedra maior, ver o túnel de perto, ver as ondas quebrando dentro dele… e você não vai saber o que dá mais vontade de ficar olhando. E quando você achar que você já viu tudo por ali, procure bem direitinho que você vai achar um túnel em uma das pedras, que te leva até uma praiazinha. É muito, muito legal! De lá seguimos para a praia ao lado, St. Clair, que é um point para surf. O bairro por ali é um charme e tem um calçadão beirando a praia (que por ali, não tem areia. Você desce do calçadão, pelas escadas, direto nas pedras e no mar). A água, como em todos os outros lugares, cristalina. A península de Otago tem dois caminhos possíveis: pela costa externa, você faz o caminho por cima pela Highcliff Road; pela costa interna, você tem a Low Road margeando a baía. Fomos pela primeira, até pegar a saída para Sandfly Bay (que já é uma atração a parte). Chegando lá, você caminha até o lookout e tem a opção de continuar descendo para a praia. Como a viagem de volta (Dunedin-Invercargill) seria mais longa, decidimos fazer as coisas de modo mais tranquilo e não descemos até a orla. A próxima parada foi Sandymount (que você consegue avistar do lookout de Sandfly Bay). Acho que a estradinha até lá foi a mais chatinha da viagem toda, mas nada que atrapalhe. Do estacionamento você tem indicação de duas trilhas: para o Lovers Leap (principal atração) e para um Viewpoint, mais perto. Resolvemos fazer esse primeiro e, definitivamente, não façam o mesmo que nós! Você tem uma vista incrível da Península de Otago de qualquer parte da trilha, menos do mirante. Para chegar lá são mais ou menos 500m, mas bem íngreme, e você encontra plantas maiores que você que não te deixam ver nada. De lá, pegamos um caminho alternativo para o Lovers Leap, um pouco mais distante que a trilha principal, mas pelo menos foi só descida (e na areia, para alegria do joelho e diversão dos pés). Mais uma vez o lugar é beeeem bonito. E não só a atração principal, em si: voltamos pela trilha principal e o caminho em meio às montanhas e com vista para a península também é incrível! De volta à estrada, tocamos em frente até a pontinha da península: Taiaroa Head. Esse era o lugar que sabíamos menos a respeito, mas eu tinha visto uma foto e coloquei ele no roteiro. Lá fica o Royal Albatross Centre (o Centro de Visitantes para quem quiser fazer o passeio de barco que te leva a uma colônia de albratrozes. Como é caro, nem cogitamos fazer). Mas além disso, tem um farol e uma vista líndissima do Pacífico. Dali, no lado oposto, também é possível descer até o nível do mar e ver uma colônia de leões marinhos. Renderam belas fotos! Península completa, era hora de encarar as 3h30 de volta para casa. Lembrando: *Todos os lugares são sinalizados e estão no Google Maps. A previsão de chegada do Maps em todos eles foi impecável! *Todos os valores aqui estão em NZD. Desde que chegamos a média de câmbio tem variado em torno de 1 NZD = 2,45 BRL (via Transferwise! Por casa de câmbio a cotação é pior!). *Para a viagem toda, gastamos $90 de combustível. *Ah, além de só poder ser acessada no horário da maré baixa, Cathedral Caves pode ter acesso limitado entre Maio e Outubro. *Larnach Castle é outra atração bastante famosa de Otago Peninsula, por ser considerado o único castelo da NZ. Mas como você não consegue ver absolutamente nadinha dele sem pagar, ele ficou de fora de nossa lista.
  13. Mary Rocha

    Nova Zelândia

    Olá pessoal! Eu tive muita ajuda de pessoas desconhecidas aqui quando resolvi perambular pelo mundo. Portanto agora é a minha hora de ajudar, ainda que minimamente com humildes dicas e percepções. Moro na Nova Zelândia há mais de 4 anos e passei por todo o processo de um imigrante: cheguei como turista para mochilar e acabei gostando do país. Consegui o patrocínio para o visto de trabalho, posteriormente a residência e hoje abri a uma empresa no país, com muito suor. Senti na pele toda a agonia de vistos e afins, portanto entendo todas as dúvidas do pessoal que está saindo do Brasil. Se tiverem dúvidas com relação a vida aqui, ou mesmo sobre viagens e educação na Nova Zelândia, é só gritar. Coloquei meu relato de viagem sobre as geleiras e muitas outras pelos países que já passei. Se quiserem dar uma conferida, seja bem vindo. Forte abraço Cultura não se disgute. Se aceita! Mary Rocha
  14. Fala galera! Devido à falta de informações que encontrei quando estava fazendo minhas pesquisas antes de viajar resolvi contribuir com o relato da minha viagem, para ajudar todos aqueles que estão interessados. Eu viajei sozinho para a Nova Zelândia e fechei o pacote com a Kiwi Experince. Para quem não conhece é uma empresa de Ônibus que te leva de uma cidade para outra e você pode optar ficar um pouco mais em cada cidade e pegar o ônibus no outro dia se curtir o lugar. Eles garantem a estadia mínima no hostel (depende da cidade, porém a maioria é 1 dia) e o resto, caso você queira ficar mais pode fechar por conta. Apesar de a empresa vender como sendo fácil, vi que muita gente tinha problema quando decidia mudar de roteiro, pois se você decidia ficar mais tempo em algum lugar poderia não ter vaga no ônibus do dia seguinte. E aí você teria que esperar no lugar até ter Ônibus com vaga. Recomendo a empresa pra quem já tem toda a viagem estruturada ou quer fazer o roteiro mínimo que eles oferecem, pois se for mudar as coisas pode ter problemas em achar vaga em hostel e lugar no Ônibus pra seguir viagem, o que pode atrasar seu roteiro. A maioria das pessoas que está no Ônibus é mais jovem, em torno de 18 a 25, mas você pode encontrar de tudo. A maioria é Europeu e Principalmente Inglês. Como eu estava viajando sozinho, foi muito legal a experiência por conhecer bastante gente e fazer parte de uma galera, sem falar que te levam para lugares muito legais. Mas muitos destes lugares não valem a pena se você não estiver com a empresa. E se você seguir o roteiro mínimo, pode achar meio cansativo, pois você fica um dia em cada lugar e a viagem em alguns pontos se torna muito cansativa. Também achei que algumas vezes fiquei muito engessado no roteiro deles, para quem quer liberdade, não é uma boa opção. Primeiro segue um videozinho que eu fiz e depois o relato dos dias! AUCKLAND 07/03/2016 Hostel: YHA international Tempo na cidade: 1 dia Voei pela TAM e LAN, indo de São Paulo para o Chile (3 hrs) e de lá para Auckland (13 hrs). Eu havia lido na internet que a solução para o Jet Leg seria fazer um jejum de 16 horas antes da viagem e ao chegar lá tomar um café da manhã, enganando assim o corpo e se acostumando com o novo horário. Eu estava meio desconfiado mas fiz isso e deu super certo! No primeiro dia já fui dormir no horário correto e acordei na hora certa. Vale tentar visto que a diferença de horário é muito grande e geralmente leva em torno de 1 semana para se acostumar com o fuso. Cheguei em Auckland e após o café da manhã eu fui para o Hostel, como cheguei antes do horário de check in deixei a mala lá e fui andar pela cidade. Dei umas voltas pela Queen Street de ponta à ponta, subi a Sky tower para ver Auckland lá de cima, e depois de um tempo voltei para o hostel. Fiz o check in e depois de tarde fui caminhando até o parque Auckland Domain e entrei no museu que tem lá, o Auckland Museum, que possui algumas exposições sobre as guerras que ocorreram no país, é bem grande e vale a pena pra quem curte. Além de guerra tem um pouco sobre fauna e flora do país, vulcões, cultura Maori, entre outros. O Hostel que fiquei foi muito bom, cozinha grande e espaçosa, quarto espaçoso e bem limpo e o pessoal bem simpático na recepção. HOT WATER BEACH 08/03/2016 Hostel: Top 10 Holidey Park Peguei o Ônibus da Kiwi Experience e fomos para o primeiro destino, a Hot Weather Beach. O hostel é incrível, muito bonito e bem localizado, bem pertinho da praia. Totalmente recomendado. A Hot weather Beach é uma praia que fica próxima de um vulcão então quando você cava na areia a água que sai é extremamente quente. Quase todo mundo vai lá com pá, cava buraco e fica dentro dele na água quente. Porém isto deve ser feito durante a maré baixa, até o meio dia. Haviam duas opções de atividade para a tarde, ir a pé ou de kayak até o Cathedral Cove. Fui de Kayak e foi sensacional, a paisagem é incrível e como estava sol o passeio valeu muito a pena. Quando deu meia noite toda a galera foi para a praia com as pás para cavar seus buracos. WAITOMO 09/03/2016 Hostel: Kiwi Paka Hostel A grande atração de Waitomo são as cavernas que tem lá. A black water rafting é uma das principais empresas que oferece passeios de explorar as cavernas e é tudo bem seguro. Dentro das cavernas é possível ver os glowworms que são bichinhos que ficam brilhando no teto e parecem estrelas. Eu optei pela opção mais longa, de 5 horas na carvena e foi um dos melhores passeios que fiz. A água é extremamente gelada dentro da caverna mas eles possuem todo o equipamento necessário, incluindo os wet suits. O Hostel também é bem bacana. O quarto e banheiro são bem grandes e há vários lugares pra sentar, relaxar e trocar uma idéia com a galera. ROTORUA 10/03/2016 Acomodação: Tamaki Maori Village Saindo de Rotorua passamos por Hobitton no caminho de Rotorua. Para quem não conhece, é o condado, local onde habitam os Hobbits, cenário que foi utilizado para a gravação dos filmes do Senhor dos Anéis e Hobbit. O passeio vale muito a pena, principalmente pra quem é fã. O local é muito bem cuidado e os guias são super simpáticos e cheios de histórias legais sobre o local e as gravações do filme. Não conheci a cidade pois eu fiquei o dia todo no Tamaki Maori Villagi, que é um Vilarejo Maori em que oferecem uma experiência incrível de imersão na cultura deles. Foi uma excelente opção de ter passado o dia e a noite lá, me surpreendeu bastante. De dia os maoris nos receberam, mostraram os quartos, serviram um lanche da tarde e nos apresentaram seus Deus. Depois jogamos alguns jogos e aprendemos a cantar uma musica na linguagem deles, ensaiamos pois nós apresentaríamos a música no jantar da noite, para todos os convidados. De noite chegam todos os convidados e ai eles fazem um ritual para aceitar a entrada dos turistas no vilarejo, todos os Ônibus que chegam lá devem escolher um chefe. Os chefes são desafiados e ninguém pode rir durante este ritual. Quando eles aceitam nossa entrada somos convidados a conhecer um pouco de sua cultura com diversas apresentações e demonstrações e depois nós comemos a comida que eles prepararam. No video que postei lá encima dá pra ver bastante como funciona Para quem dorme lá, quando todo mundo que veio só pra jantar vai embora eles ligam duas hot tubes e a galera fica toda lá dentro tomando cerveja. Muito bom! Recomendo muito! Eles são extremamente preocupados com a sua estadia lá, sempre garantindo que todos estejam se divertindo. TAUPO 11/03/2016 Hostel: Rainbow Lodge Chegando em Taupo fui conferir o jet boat... o barco é extremamente veloz e toda hora parece que vai bater nas pedra e arvores que estão no caminho, de tão perto que o cara passa. Achei que não valeu a pena, pois foi caro e nada demais. No mesmo dia pulei no Bungy jump, e infelizmente o passeio de barco Sail Barbary que eu havia marcado foi cancelado, devido às condições climáticas. Estava ventando muito e foi um dos dias que mais senti frio lá. Bom que pude dormir cedo e me preparar para o Tongariro Crossing no dia seguinte. Para fazer esta caminhada acordei 5 da manhã. Uma van buscou o grupo na frente do Hostel e nos deixou no início da trilha... Estava extremamente frio durante a manhã e muito calor durante a tarde. É necessário estar preparado para estas condições. A caminhada valeu muito a pena pois as paisagens são deslumbrantes, o ponto alto é a subida do monte Ngauhuroe. Este é o vulcão que foi utilizado no filme Senhor dos Anéis como o Mt. Doom, o local onde é destruído o anel. A caminhada dura aproximadamente umas 8 horas e vale muito a pena, recomendo totalmente se o tempo estiver bom! O Hostel é pequeno porém bem aconchegante e bem localizado. RIVER VALLEY 12/03/2016 Hostel: River Valley Lodge Este é um hostel no estilho rancho que fica no meio do nada, entre uns vales. Não há muito que se fazer por lá e o sinal de celular não pega. O unico lugar que tem pra ficar é o salão principal, onde tem um bar e de noite eles servem um jantar, depois todo mundo fica por lábebendo cerveja e conversando, jogando baralho e etc... No dia seguinte existem duas opções, andar à cavalo ou fazer rafting... Como estava chovendo e eu queria acordar um pouco mais tarde optei por não fazer nenhuma das duas... WELLINGTON 13/03/2016 Hostel: Base Wellington O ônibus só chega aqui no final da tarde e não dá tempo pra fazer nada, nem conhecer a cidade. Como eu estava seguindo o roteiro mínimo fiquei apenas 1 noite, mas recomendo ficar duas. Quem ficou me recomendou bastante o museu Te papa. No mais, o que pude perceber é que a cidade é grande, diferente das últimas que eu havia passado, e de noite venta muito! O hostel é de uma das maiores redes de lá e é grande e muito bem estruturado. KAITERITERI 14/03/2016 Hostel: Kaiteriteri Lodge Saí de Wellington de ferry, rumo à Ilha sul. Chegando lá, mais uma dose boa de buzão até Kaiteriteri. Em kaiteriteri tem apenas uma prainha e alguns estabelecimentos, tudo bem pequeno e tranquilo, mas não tem muito o que fazer. O hostel é na frente da praia e isso foi bom por que de noite deu pra ficar tomando cerveja e trocando idéia com a galera na praia. No dia seguinte fui de Aqua taxi fazer uma trilha no Abel Tasman park e passei por umas praias bem desertas, só não foi tão bom por que estava chovendo. Praia de Kaiteriteri WESTPORT 15/03/2016 Hostel: Bazils surf school Chegamos no hostel durante a tarde e estava chovendo, não deu pra fazer nada. É outra cidade praiana, bem pequena e acredito que não vale muito a pena passar por lá, nada demais. O quarto que eu peguei no hostel tinha umas 14 pessoas, mas era extremamente aconchegante, me senti em casa. Muito recomendado, foi um dos melhores lugares que dormi por lá, me senti em casa de tão aconchegante que era. LAKE MAHINAPUA 16/03/2016 Hostel: Lake mahiunapua Lodge É mais um lugar no meio do nada. Tem o hostel, o lago, uma praia... acredito que é legal pra descansar, mas como chegamos tarde não da pra curtir muito a praia. De noite rola uma janta e depois uma festa fantasia com o pessoal da kiwi experience. Valeu pela festa. FRANZ JOSEPH 17/03/2016 e 18/03/2016 Hostel: Sir Cedrics Chateau Franz Backpacker and Motel Dei azar com o tempo e peguei dois dias de chuva lá! Chovia e parava o tempo todo. A cidade tem um glacial do mesmo nome, e o passeio principal da cidade é o tour de helicóptero desce no glacial e fica um tempo por lá explorando o lugar. Como o tempo estava ruim não consegui fazer. Também é possível fazer algumas trilhas para chegar perto do glacial, mas eu também não consegui com a chuva. A "cidade" tem 2 ruas, onde existem varios hostels, restaurantes, bares e lojinhas... O hostel é bom e oferece uma estadia confortável e é um dos únicos que tem Wifi grátis na NZ. WANAKA 19/03/2016 Hostel: Base Wanaka Cidade bem pequena, e muito bonita! É um pouco mais movimentada, tem um lago grande e fica envolta de diversas montanhas. O Hostel é muito bem estruturado, peguei um quarto de 4 pessoas com banheiro privativo que era muito bom. O foda dessa noite foi que tocou o alarme de incêndio as 2 da manhã por causa de uma torradeira e todo mundo teve que ir lá pra fora num puta frio até chegar os bombeiros e liberar pra voltar... No dia seguinte passei no puzzling world, que é um museu de ilusionismo e é muito legal. Vale a pena ir! QUEENSTOWN 20,21,22 e 23/03/2016 Hostel: Nomads Queenstown Aqui começa a verdadeira diversão na Ilha Sul. Queenstown é uma cidade maravilhosa, e cheia de atrativos, uma cidade extremamente turística. A cidade também é bem pequena, mas muito movimentada! Quase tudo que tem lá é feito pra turistas. No primeiro dia eu dei uma volta pela cidade, comi no famoso FERGBURGUER, um x-burguer muito bom e famoso. São oferecidos vários sabores que variam entre 12 e 15 dólares (extremamente barato se comparar com outros lugares), o local quase sempre tem fila, principalmente nos horários de almoço e janta. De noite fiz um PUB CRAWL com o pessoal do ônibus e foi bem legal, a cidade possui diversos bares (que são meio baladas) legais pra quem curte aproveitar a noite. O hostel é muito bem localizado, tem estrutura grande e é organizado. O quarto que eu peguei foi com 6 pessoas e banheiro privativo. O único ponto ruim é que o quarto é muito apertado. No segundo dia finalmente consegui descansar um pouco e acordar mais tarde após todos os dias de correria. De manhã dei mais uma volta pela cidade e de tarde fui pular do Nevis, é um Bungy Jump gigante de 134m que fica no meio de um vale. Apesar de caro (250 NZ Dolars + os videos e fotos) é uma baita experiência, e se você tiver coragem vale a pena. Pra finalizar o dia subi no Skyline Gondola que é um teleférico que te leva pro topo da montanha ali de Queenstown, lá tem o luge, que são uns carrinhos mais ou menos no estilo rolemã, e tem uma pista muito legal pra descer o morro com eles... Apostando corrida com os amigos fica muito legal. Mais uma noite aproveitei os bares da cidade, vale ressaltar que tem várias opções legais. No terceiro dia eu fiz um passeio de quad bike de 4 horas que envolveu subir montanha e passar por alguns obstaculos naturais no meio da floresta, foi bem legal e a vista da cidade era deslumbrante do lugar de onde subimos. No quarto dia fiz o passeio de um dia para Milford Sounds, onde fiz um passeio de barco. É um vale com montanhas e cachoeiras, bem bonito, mas eu esperava mais. De noite voltei pra queenstown e conheci um bar muito legal chamado Cowboys... tem um toro mecânico lá e um copo de cerveja de 1 litro bem barato. O bar é todo decorado no estilo cowboy. MOUNT COOK 24/03/2016 Hostel: YHA No dia seguinte que sai de Queenstown fui para Twizel e de lá peguei uma van para o mount cook. É um vilarejo bem pequeno, próximo à montanha de mesmo nome, que é a mais alta da NZ e está quase sempre coberta por gelo no topo. Lá é bem pequeno mesmo e na cidade não tem quase nada, o legal são as opções de trilhas que tem, principalmente as que passam próximas ao mt.cook. Eu só passei um dia e dei muito azar com o tempo pois estava nublado e eu não consegui ver o monte. Teria sido um dos lugares mais bonitos com o tempo bom. O hostel é muito aconchegante!! vale a pena pra descansar também!! tirei essa foto no dia seguinte, de longe, indo pra lake tekapo. este é o lake pukaki LAKE TEKAPO 25/03/2016 Hostel: Lake takepo lodge Como eu voltei pro onibus apenas em twizel, e a galera já tinha chegado de queenstown, todo mundo já tinha pego quarto no hostel de lake takepo. Desta forma, eu tive que dormir onde tinha, que era em uma barraca... A barraca era grande e tinha 5 camas... o problema mesmo foi o frio de noite, 2 casacos e 3 cobertores e mesmo assim eu sentia frio! O hostel é na frente do lago, que é bem bonito, de dia e de noite, quando é possível ver um dos céus mais estrelados do hemisfério sul! Bom pra descansar. CHRISTCHURCH 26 e 27/03/2016 Hostel: YMCA Cidade grande de novo! Mas apesar de ser grande é bem parada e tediosa, pois não tem muito o que fazer. A grande atração da cidade é a destruição do terremoto que aconteceu lá em 2011. Você pode ver alguns rastros de destruição, e visitar o museu onde eles contam toda a história do terremoto e é bem interessante. Também tem o jardim botânico que é famoso e bem grande, e diversos museus e artes de rua pra se observar. No mais, foi bem difícil ficar lá dois dias, pois não tem muito o que se fazer. O Hostel é muito bom, peguei um quarto com 3 camas, e como estava com 2 amigas, ficou parecendo um quarto de hotel. Finalmente sem beliches! AUCKLAND 28/03/2016 Hostel: Nomads De volta a auckland para pegar o avião de volta pro Brasil. Fiquei 3 dias por lá... Por lá vale a pena ir no mount Eden e conhecer as ruas no entorno da Queen Street.. Como eu estava mais querendo descansar, não fiz muita coisa. O hostel que fiquei é muito ruim, não vá! Apesar da localização perfeita, é possível encontrar hostels melhores também com localização boa. Esse tem um quarto extremamente pequeno com beliches encostadas, acho que mal cabe uma cama de casal e eles colocaram duas beliches... Uma delas ocupava metade da entrada do banheiro. Enfim, péssimo. Bom é isso ai galera. Escrevi na correria, mas espero que tenha bastante informação pra quem estiver afim de ir pra lá também. Estou à disposição pra responder dúvidas!! Tentei não botar muita foto, mas o video tá bem completo! abraços
  15. Vou deixar aqui algumas informacoes da minha viagem para Nova Zelandia, passei quase 1 mes la. Roteiro: Dia 24 -> Toronto - Queenstown Dia 26 -> Queenstown Dia 27 -> Queenstown Dia 28 -> Queenstown Dia 29 -> Queenstown Dia 30 -> Queenstown Dia 31 -> Queenstown to Wanaka Dia 01 -> Wanaka Dia 02 -> Wanaka to Fox Glacier Dia 03 -> Fox Glacier Dia 04 -> Fox Glacier to Arthur Pass Dia 05 -> Arthur Pass Dia 06 -> Arthur Pass to Christchurch Dia 07 -> Christchurch to Nelson Dia 08 -> Nelson Dia 09-> Nelson Dia 10-> Nelson to Wellington Dia 11-> Wellington to Taupo Dia 12-> Taupo Dia 13-> Taupo to Rotorua Dia 14-> Rotorua Dia 15-> Rotorua Dia 16-> Rotorua to Whitianga Dia 17-> Whitianga Dia 18-> Whitainga to Paihia Dia 19 -> Paihia Dia 20 -> Paihia Dia 21 -> Paihia - Auckland Dia 22-> Auckland Dia 23 -> Auckland - Toronto Antes de comecar a descrever meu roteiro, vai algumas dicas da Nova Zelandia: 1. Dinheiro - O que eu achei melhor eh tirar dinheiro do caixa eletronico quando chegar la 2. Transporte - Eu viajei bastante de onibus: Intercity (http://www.intercity.co.nz/), a maioria dos onibus dessa companhia tem free WIFI, no sul da ilha os motoristas explicam as cidades que a gente passa. Tambem usei Naked bus (https://nakedbus.com/) . Usei West Coast Shuttle (http://www.westcoastshuttle.co.nz/) para fazer a viagem de Arthur's Pass to Christchurch. Se vc planejar com antecedencia e nao se incomodar em ter um roteiro fixo, vc consegue achar passagens de $1 dolar na Intercity and Nakedbus, so apenas 1 passagem eu nao consegui comprar passagem de $1 dolar - E usei ferry para ir da ilha do sul para o norte. Bluebridge - https://www.bluebridge.co.nz/ 3. Comida: - Pavlova- eh um tipo de merengue - Kumera - batata doce - muito bom - Hangi - comida tradicional dos Maori onde eles fazem um buraco no chao e cozinham carne e vegetais. Delicioso - Mince - uma torta de carne moida - Chocolate - experimente whittakers marca. - L&P - eh um refrigerante que eles tem la - Hockey pokey sorvete - Lamb - mariscos - eles um com casca verde que sao gigantes e deliciosos - em Queenstown tem o famoso Ferg burger - se prepare para ficar uns 45 minutos na esperando pelo hamburger 4. Temperatura - peguei dia super quentes em Queenstown and Auckaland, alguns dias de chuva em Fox e Nelson... nao esqueca de levar um casaco para te esquentar, mas o mais importante de todos eh um casaco que te proteja de chuva e vento. 5. Acomodacao Darei as dicas nas cidades que eu passei, mas eu sempre peguei quartos privados em albergues. 6. Outras informacoes - as estradas sao todas apertadinhas, parece que vc esta subindo e descendo serra toda hora. So quando vc chegar em cidades como Welligton e Auckland que vc vai ver estradas com 2 ou 3 pistas - acho que so passei por 2 pontes que cabem 2 carros, todas as outras pontes so cabem 1 carro - tudo fecha as 5, so em Auckland e Queenstown que nao. A maioria das cidades parece deserta depois das 5, vc gente em restaurantes, bares, mas fora isso... tudo deserto. - 95% das trilhas sao super bem sinalizadas Bom, agora vou descrever um pouco do meu roteiro: Dia 26 - Queenstown Finalmente cheguei em Queenstown depois de quase 2 dias viajando. Chegar de aviao em Queenstown eh simplesmente maravilhoso... a gente passa pelo MT. Cook, chegando na cidade parece que o aviao para no ar... Peguei o onibus do aeroporto que leva para cidade (http://www.connectabus.com/), paguei 12 dolares. Cheguei no hotel as 11 da manha mas so podia fazer check-in as 2pm, entao deixei a mala la e fui andar por volta do lago. La pelas 3pm voltei para o hotel, tomei um banho e sair de novo para andar pela cidadezinha que eh uma graca. Para quem esta a pe, so tem 2 supermercados perto e se prepare, as coisas nao sao tao baratos. Tudo em Queenstown eh caro. Eu consegui uma super promocao no Expedia e acabei ficando no Rydes Lakeshore. Dia 27 - Queenstown Hoje era para eu tirar o dia para relaxar, mas como a previsao do tempo para o meu ultimo dia em Queenstown era de chuva, eu resolvi ir fazer as caminhadas que eu queria fazer na cidade. Comecei com Queenstown Hill trail, levei quase 1 hora para chegar la... a vista eh linda de la. Depois fui para Gondola e de la eu fiz a Ben Lomond track... nossa quase morri... levei quase 2 horas para subir, um calor infernal (no dia seguinte descobri que estava 36 graus), os ultimos 45 minutos sao terriveis... a montanha eh bem inclinada e vc tem que passar por pedras... Quase nao cheguei la, todo mundo que passava por mim que estava descendo me motivava. Quando vc chega no topo, a vista eh incrivel. Vc tem uma vista 360... vale a pena ir la. Voltei para o hotel, nadei um pouco na piscina, e fui descansar... Dia 28 - Queenstown Ainda bem que eu reservei a viagem para Milford Sound para o dia 28... estou toda dolorida das caminhadas de ontem. A viagem eh longa, mas muito linda... o tour para em alguns lugares, Te Anau, Eglinton valley, mirror lakes e glaciers. Em Milford Sound eu fiz um passeio de barco de 1.5 horas nos fiords... que lugar lindo... cachoeiras... muito magico. Chegamos em Queenstown as 9:30 da noite. O bom do verao na Nova Zelandia eh que escurece la pelas 10 da noite. Milford Tour - Juicy Cruize (http://www.jucycruize.co.nz/default.aspx) Dia 29 - Queenstown Hoje eh o dia de aventuras. Comecei com o Nevis bungy jump... de 11 pessoas fui a ultima a pular pois era a unica melhor do grupo e eles fazem pular por peso. No comeco estava super nervosa e dai vendo o pessoal pular comecei a relaxar, principalmente depois que um nao conseguiu puxar a corda e teve que se puxado de ponta cabeca. A sensacao de pular eh muito boa. Depois voltei para cidade, comi alguma coisa e fui fazer o shotover jet, um barco em alta velocidade que da 360 perto das pedras... muito legal. Depois que eu fiz, fiquei um pouco la para tirar umas fotos... um barco bateu nas pedras....ainda bem que nada grave aconteceu. O resto do dia eu fui ate Frankton andando pelo lago. A noite, eu finalmente experimentei o famoso Ferg burger. Note: Reservei o bungy jump and shotover jet atraves desse site: http://www.combos.co.nz Dia 30 - Queenstown Hoje era para eu pular de paraquedas, mas o dia amanehceu feio e choveu um pouco de manha. Entao tive que cancelar e a tarde fui para Glenorchy com um pessoal que conheci no hotel. O passeio foi legal, mas eu nao sou tao fa dos Senhor dos Aneis entao nao reconheci muito dos lugares. Dia 31 - Queenstown - Wanaka Meu onibus para Wanaka saiu as 8 da manha. Bem, nao foi um onibus e sim uma mini-van. Uma coisa que vc tem que se preprar para viajar na Nova Zelandia sao as estradas, todas apertadinhas e cheia de morros, mas as vistas sao incriveis. A viagem levou 1 hora mais ou menos e meu quarto ia estar pronto em 1 hora. Fui dar uma volta na cidadezinha e voltei para o hostel para fazer o check-in. Dai comecei minha caminhada por volta do lago e parte da estrada ate chegar no Mt. Roy para comecar minha caminhada ate o topo. A caminhada nao eh dificil, mas longa pois vc faz zig-zag na montanha. No caminho concheci uma americana e fizemos o resto da caminhada juntas. A vista do topo e cartao postal de Wanaka... simplesmente incrivel. A descida eh longa tambem... a americana me deu carona ate a cidade... A noite tinha uma banda tocando no centrinho e fogos na virada... Hostel: Purple Cow (muito boa localizacao e fica pertinho de um supermercado) Dia 01 - Wanaka Feliz Ano Novo!!! Acordei cedo pois tinha marcado um transporte para me levar ate Rob Roy Glacier para eu fazer a caminhada. A viagem ate la leva quase 1 hora e depois mais 1 hora e pouco de caminhada. A caminhada eh super tranquila, com cenarios maravilhosos, blue river, waterfalls, mountain with ice... eu fiquei la por um tempo, acabei conhecendo uma familia da nova zelandia que na caminhada da volta foi me explicando bastante coisas e me dando dicas de outros lugares. De volta em Wanaka, eu subi no Mt. Iron para ter a vista da cidade e depois fui andar por volta do lago na outra direcao que eu nao tinha andado no dia anterior. Transporte para Rob Roy Glacier: http://www.alpineconnexions.co.nz Dia 02 - Wanaka - Fox Glacier Meu onibus para Fox Glacier saiu as 9:15, no meio do caminho comecou a chover bastante. Foram 4 horas de viagem. Em Fox, a chuva parava e comecava - resolvi ir andando ate o Fox Glacier, tem uma trilha da vila ate la pela floresta, leva pro volta de 1 hora. Quando cheguei no glacier parou de chover, fui ate onde eh permitido e votei para o hostel. Choveu a noite inteira. Hostel - Fox Glacier Inn - nao gostei do albergue Dia 03 - Fox Glacier O dia amanheceu nublado e achei que o meu passeio no gelo ia ser cancelado, ainda bem que reservei o das 11 da manha, pois o tempo melhorou um pouco e acabou sendo o unico passeio do dia. Eu fiz o Helihike, vc vai de helicoptero ate o glacier e la vc faz a caminhada. A viagem de helicoptero eh super rapida, uns 5 minutos so. A caminhada no gelo eh mito legal. Depois do passeio, comi alguma coisa e fui andando ate o Lake Matheson, leva uma hora mais ou menos. O tempo ja estava bem melhor, mas infelizmente o Mt. Cook estava coberto por nuvens e nao deu para ve-lo. Eu andei por volta da area do lake Matheson e voltei para vilazinha. Dia 04 - Fox Glacier - Arthur's Pass O dia amanheceu lindo, mas era hora de partir. A viagem de hoje foi feita em 2 partes. A primeira foi de onibus ate Greymouth, no caminho paramos numa cidade super legal, Hokitika, vc tem as montanhas com geleiras, o mar, muito legal. A segunda parte foi de trem de Greymouth para Arthur's pass. O ultimo vagao do trem eh aberto e vc consegue tirar fotos super legais. No final da tarde fiz a trilha para ir na Devil Punch Bowl Creek onde tem uma cachoeira, a trilha eh tranquila e leva mais ou menos 30 minutos da vila. Alias, a vila nao tem nada, apenas 2 restaurantes, onde 1 eh supermercado, posto de gasolina e fecha as 5. Hostel: YHA Arthur's pass (gostei, cozinha grande). Nao tem internet Dia 05 - Arthur's Pass Hoje eh o dia de fazer a trilha Avalanche Peak. Estava com um pouco de medo pois ja teve gente que morreu fazendo essa caminhada e uma moca da Nova Zelandia falou que era perigoso e eu fiquei com medo. Acordei cedo, tomei cafe e fui para o centro de informacao para verificar a previsao do tempo. Previsao de sol, perfeito para fazer o Avalanche Peak. Descobri que vc pode chegar no topo atraves de uma outra trilha (Scott's track) que nao eh tao dificil... eu ia fazer essa, mas quando estava no centro de informacao tinha dois rapazes da malasia que eu vi no albergue na noite passada e eles me chamaram para eu fazer a caminha com eles. Se preparem, a trilha nao ef facil... nao para de subir, tem que subir por varias pedras, quando vc esta quase no topo, vc passa por areas bem estreitas. Levamos 2:30 para subir, a vista la de cima eh simplesmente linda.... chegando la em cima tinha 2 passaros, KIA - parecem papagaios grandes - so de olho na comida dos turistas. A descida nao eh facil nao, cheia de pedrinhas, escorreguei duas vezes. Depois de um sorvete para refrescar, fui fazer a trilha Bealy Valley track. Dia 06 - Arthur's Pass - Christchurch Hoje peguei o onibus para Christchurch. O onibus da West coast shuttle cheirava xixi... Em Christchurch, vc ainda ve a destruicao do terremoto. Eles usam agora muito containers de navio para segurar as paredes de predio e construiram lojas, bancos, restaurantes em containers, de uma olhada no re-start mall. Andei a cidade inteira, new regent street, cathedral square, Worcester boulevard, a igreja nova, botanic gardens. So nao fui na gondola, pois fica longe da cidade e quando percebi a hora ja nao tinha mais onibus para la. Hotel: Break free cashel - muito legal o hotel Dia 07 - Christchurch - Nelson A viagem para Nelson levou o dia inteiro, mas passamos por lugares bem legais. Paramos em Kaikora, famosa pelos passeio para ver baleias e golfinhos. Passamos pela regiao de Marlborough, cheia de vinhedos. Chegando em Nelson, o tempo comecou a virar e nuvens pesadas apareceram. Ainda deu tempo de dar uma andada pela cidade, mas a noite comecou a chover bastante. Hostel: Prince Albert Backpackers and bar (eu gostei, mas eh um pouquinho longe do centro e cozinha bem pequena. Eles tem cafe da manha de graca, torradas, cereal e waffles. Ah!! A dona eh brasileira) Dia 08 - Abel Tasman O dia amanheceu chovendo e fiquei meio em duvida se deveria ir ou nao. Resolvi ir porque nao queria ficar no hotel de manha e a previsao era de melhorar na hora do almoco. Leva quase 1 hora ate Kaiteriteri e de la vc pega um barco e vai para o lugar do parque que vc quer. Hoje eu ia fazer a caminhada de Medlands bay ate Anchorage. Chovia e ventava bastante e eu me senti no filme Perfect Storm... passei muito mal no barco. Acabei conhecendo um casal de alemaes que iam fazer a mesma caminhada que eu e acabamos fazendo juntos. Foi um alivio descer na praia, mesmo embaixo de chuva. Comecamos a trilha e la pelas 11 da manha, a chuva parou e ao meio dia estava sol e ceu clarinho. As praias sao lindas... Na volta, nao passeio mal, mas o barco quebrou, tivemos parar em uma praia e um outro barco veio nos buscar. Ja de volta a Nelson, andei pela cidade para tirar umas fotos do centrinho. Transporte (barco e van de Nelson) - http://www.abeltasmanseshuttles.co.nz Dia 09 - Abel Tasman Outro dia no parque Abel Tasman, dessa vez andei de Awora ate Medlands Bay. O dia estava maravilhoso, e passei por praias lindas, Onetakuti, tonga quarrey, Bark Bay. Que pena que a agua eh super gelada.... De volta a Nelson, eu subi ate Centre of NZ, onde vc tem a vista da cidade. Leva uns 30 minutos para subir la... super tranquilo. Dia 10 - Nelson - Wellington Outro dia longo pela frente. Peguei o onibus ate Picton, onde peguei a ferry para Wellington. A ferry levou 3 horas e o passeio foi super tranquilo, que pena que o tempo estava fechado, pois o passeio eh super bonito. Depois de fazer o check-in, comecei a andar pela cidade: Parlament, civic center, cuba street, parte do harbourfront. Hostel: Set up Dixon (boa localizacao, gostei bastante) Dia 11 - Wellington - Taupo Acordei cedo e fui ver mais um pouco da cidade ja que meu onibus saia as 11 da manha. Eu andei do outro lado do waterfront que eu nao tinha andado o dia seguinte. E depois subi on Mt. Victoria onde tem uma vista legal da cidade. Deu tempo direitinho de voltar para o hostel, pegar minha mala e ir pegar o onibus. A viagem foi longa, cheguei em Taupo la pelas 6 da tarde. O tempo fechou no caminho, uma pena pois tinha uma vista linda de montanhas. Ainda bem que o onibus tinha WI-FI, pois mudei o dia de ir no tongariro park por causa da previsao do tempo. Dei uma andada pela cidade de Taupo, mas estava tudo fechado... Hostel: Rainbow Lodge Backpackers (gostei bastante, mas nao tinha free wi-fi) Dia 12 - Taupo O tempo amanheceu feio e chovia e parava toda hora. Esperava que o tenho melhorasse a tarde pois queria pular de paraquedas. Fui andando ate Hulka falls e tarde o tempo ainda estava bem nublado e o paraquedas foi cancelado. O sol so saiu as 7 da noite, um por do sol bem bonito alias. So espero que o dia seguinte seje maravilhoso. Dia 13 - Taupo - Rotorua Acordei as 4:30 da manha para pegar o onibus e ir fazer o tao esperado Tongariro Alpine Crossing. Leva 1 hora e meia ate chegar ao parque. No albergue tinha uma menina na Austria que tambem ia fazer a caminhada e acabamos fazer juntas. Os 19.4km sao demais.... a parte mais dificil eh quando vc chega no topo do Red Crater, venta muito e faz frio. Quando falam que vc vai de uma temperatura de 35 graus a -5 graus, acredite... senti muito frio la em cima... as descida para os lagos foi a mais dificil pois era bem inclinada e tinha que ir bem devagar. As cores dos lagos com o vulcao perto... eh coisa espetacular...simplesmente maravilhoso. Fizemos em menos de 7 horas e consegui pegar o primeiro onibus as 3 de volta para Taupo ja que tinha que pegar o onibus para Rotorua as 5:30 da tarde. Cheguei em Rotorua, comi alguma coisa e fui dormir... estava acabada. Tongariro transport: Tongariro Expeditions - [email protected] Hostel: Rock Solid Backpackers (bem localizado, recomendo) Dia 14 - Rotorua Tive que acordar cedo de novo, pois estava fazendo o passeio para Waitomo Cave para fazer o Black Abyssys. Li uns relatos aqui no mochileiros falando desse passeio e realmente eh muito bom. Vale a pena fazer. A niote fui no Tamaki Maori Village, estava em duvida se iria ou nao, mas consegui um ingresso com 50% de disconto. Fiquem de olho no site https://www.bookme.co.nz/ Achei a villa mais ou menos... o show que eles fazem eh bem legal e a famosa comida, Hangi, eh muito boa. Black Abyssys: Waitomo caves tour - Black Abyss Tour (Black Water Rafting Co.) - http://booking.travelheadfirst.com/packages/show/724 Dia 15 - Rotorua Hoje eu fui nos 2 parques, Wai-O-Tapu e Waimangu. O primeiro eh muito legal, mas o segundo nao eh la grande coisa. De volta na cidade, fiquei andando pela cidade, perto do lago, Government gardens onde tem um jardim lindo e o predio do museu maravilhoso. Wai-O-Tapo and Waimangu tour -> http://travelheadfirst.com/local-legends/geyser-link-shuttle/ Dia 16 - Rotorua - Whitianga Outro dia de viagem longa. Meu onibus so saiu as 11:30, deu para descasar um pouco e andar mais um pouco pela cidade antes do onibus sair. Cheguei em Whitianga las pelas 6 da tarde... dei uma volta pela cidade, que graca... Hostel: On the Beach Backpackers (adorei, eh so atravesar a rua e vc esta na praia. Uns 15 minutos andando do centrinho) Dia 17 - Whitianga O tempo nao amanheceu legal, nublado, com cara de que ia chover... Peguei a ferry para o outro lado da pensinsula e la tem onibus que te leva para os outras praias. Fui direto para Cathedral Cove, de la vc anda uns 45 minutos ate chegar na praia. o Lugar eh lindo, areia branquinha, com agua azulzinha... Na volta fui andando ate Hahei, onde sentei na praia e comi alguma coisa... andei um pouco pela praia e depois esperei um pouco para pegar o onibus para Hot Water Beach. Como cheguei um pouco cedo la, andei a praia do lado e descasei um pouco. Las pelas 5, o pessoal comecou a cavar para achar a agua quente, eu nao lavei nada. Mas so cavando com o pe, vc sentia a agua super quente no pe. Dia 18 - Whitianga - Paihia Viagem mais longa... sai as 7 da manha e cheguei as 6 da tarde em Paihia. Ainda bem que estava malhando agua em todos os lugares que passamos. Chegando em Paihia, fui no supermecado e so, estava chovendo bastante. Hostel: Haka Lodge Paihia (melhor lugar que eu fiquei. Excelente localizacao, cozinha grande com uma vista linda, free wi-fi) Dia 19 - Paihia Hoje peguei um tour e fui para Ninety MIles beach and Cape Reinga, onde os oceano paficco e mar da tasmania se encontram. No Ninety miles beach, o onibus entra na praia e anda quase a praia inteira pela areia. Dai paramos num lugar la para descer nas dunas de prancha... que delicia. De la fomos para uma praia, onde almocamos e depois fomos para Cape Reinga. De volta aPaihia, andei pelas cidadezinha.... day trip for Ninety Mile Beach / cape reinga -> http://www.awesomenz.com Dia 20 -Paihia O dia amanheceu nublado. Resolvi para fazer a caminha Paihia - Opua - Okiato - Russell. Foi bem legal, vc comeca andando pela costa at Opua. Dai tem que pegar uma ferry e atravessar para Okiato, o comeco aqui que fica um pouco chatinho, pois vc anda quase 1 hora no meio do mato... nao ve nada e ninguem. Dai, vc passa por uma fazendo de ostras, uma regiao que parece mangue. Quando estava chegando em Russel, eu meio que me perdi e acabei entrando em uma propriedade privada e saindo numa praia super bonita em Russell. Russell, eh uma graca. Antes de ir embora, andei ate um look out, que pena que o tempo estava fechando. Na hora que cheguei para pegar a ferry de volta para Paihia, comecou a chover de novo. Dia 21 - Paihia - Auckland De manha fui para Auckland. Chegando la, fui para o hotel e fui encontrar com uma amiga da minha mae que queria me conhecer. Ela me levou de carro para conhecer as areas de praia de Auckland. Fiquei em Mission Bay e voltei andando, passando por Britomart, Viaduct Habour e Wynyard quarter. Hotel: Ascotia off Queen (esse eh um hotel, um pouco longe do centro... ) Dia 22 - Waiheke Peguei a ferry de 30 minutos e fui para ilha de Wiheke. Uma ilha cheia de vinhedos. O tempo estava meio nublado ate umas 2 da tarde. Eu comecei o dia com uma caminhada, andando da ferry ate a praia de Oneroa Bay, que tem uma loginhas e restaurantes. A caminhada eh bem legal, vc passa por praias, vinhedos e lugares com vistas lindas. Dai peguei um onibus ate a praia de Onetangi, uma praia longa, bem gostosa. De volta, a Oneroa, fiz umas caminhadas por la e peguei a ferry de volta para Auckland ja que ia jantar na casa da amiga da minha mae. Dia 23 Auckland Dia de ir embora, mas como meu voo so era a noite, fui andando nuns lugares que ficavam perto do Hotel. Mas acabei voltando para o centro ) Comecei com o Mt. Eden, que tem uma vista legal da cidade, depois andei ate o Museu para tirar umas fotos, nao entrei. De la andei nos bairros Newmarket, que tem algumas lojas, e Parnell, com galerias e cafes. Acabei voltando para o centro, comi alguma coisa, voltei para o hotel com lagrimas nos olhos pois nao queria ir embora. Nova Zelandia eh simplesmente maravilhosa e com as pessoas mais simpaticas que eu ja conheci.
  16. Olá mochileiros de plantão, Estarei dando início aqui ao meu primeiro relato no Mochileiros.com. Este relato, uma viagem de carro (roadtrip) de 5 meses pela Nova Zelândia, é o primeiro de uma série de viagens que estou fazendo em minha volta ao mundo. Um pouco sobre mim e minha volta ao mundo: Aos 28 anos eu resolvi vender tudo que tinha no Brasil e partir numa viagem de volta ao mundo como nômade: sem destino certo, sem roteiro, sem planos, sem data para voltar, morando e trabalhando em alguns países por onde passo. Tenho uma página no Facebook(https://www.facebook.com/theworlduponmyshoulders), e um blog, o The World Upon my Shoulders (http://worlduponmyshoulders.com/), onde escrevo sobre os destinos que visito e dou dicas de como viajar barato e ser um nômade ao redor do mundo. Lá você vai encontrar muito mais informações complementares às que estão relatadas aqui. Curte lá, vai! Chega de falar de mim e vamos ao que interessa, mas primeiro algumas considerações sobre a viagem devem ser feitas: - A viagem que será aqui relatada foi realizada de Abril a Agosto de 2014; - Como não tinha planos de fazer um relato, alguns custos (com comida, na maior parte dos casos) serão omitidos; - Todos os custos mencionados são em NZ $ (Dólar Neozelandês), cujo câmbio era aproximadamente 1$ = 2 R$ na época; - Kiwi é uma palavra muito usada na Nova Zelândia, e pode significar três coisas: * A frutra kiwi, também muito encontrada no Brasil; * Um pássaro nativo do país; * Como os neozelandeses são carinhosamente chamados; - Como utilizei de Couchsurfing e hospedagem na casa de amigos e pessoas que eu conheci na estrada além de ter passado a maior parte das noites dormindo no carro, o relato não inclui muitas informações de acomodação; - Durante os 5 meses visitei praticamente todas as maiores cidades do país, com exceção de Gisborne. - Como já tenho muitas informações publicadas no meu blog (http://worlduponmyshoulders.com/), o relato será focado na primeira pessoa do singular (EU!), com observações e comentários mais pessoais sobre os lugares que passei; - Desde Setembro de 2014 tenho vivido na Nova Zelândia, mais especificamente em Queenstown, trabalhando e juntando uma grana para continuar viajando. Se você estiver em busca de alguma dica específica, dê uma olhada no meu blog (http://worlduponmyshoulders.com/) ou faça uma pergunta nos comentários que terei o maior prazer em responder; Para facilitar a visualização vou atualizando o índice a seguir com os posts publicados: Parte 1 - Preparativos, chegada à Nova Zelândia, Auckland e arredores: http://www.mochileiros.com/post1097422.html#p1097422 Parte 2 - Northland (Whangarei, Russell, Paihia, Waitangi, Whangaroa, Cape Reinga e Ninety Mile Beach): http://www.mochileiros.com/post1099796.html#p1099796 Parte 3 - Coromandel Peninsula (Cathedral Cove e Hot Water Beach), Bay of Plenty (Tauranga e Whangarei) e Waikaremoana Track: http://www.mochileiros.com/post1101829.html#p1101829 Parte 4 - Hawke’s Bay (Napier e Hastings), Taupo, Tongariro Alpine Crossing, Taihape, Rotorua e Hobbiton: http://www.mochileiros.com/post1106116.html#p1106116 Parte 5 - Hamilton, Waitomo, New Plymouth, Mount Taranaki, Whanganui, Palmerston North, Wellington e região: http://www.mochileiros.com/post1107733.html#p1107733 Parte 6 - Picton, Abel Tasman National Park, Westport, Punakaiki Blowholes, Lake Brunner, Franz Josef/Fox Glacier e Wanaka: http://www.mochileiros.com/post1115679.html#p1115679 Parte 7 - Glenorchy, Paradise, Queenstown, Invercargill, Bluff e Catlins: http://www.mochileiros.com/post1141883.html#p1141883 Parte 8 e final - Dunedin, Elephant Rocks, Clay Cliffs, Mount Cook, Lake Tekapo , Kaikoura e Christchurch: http://www.mochileiros.com/post1148050.html#p1148050 Espero que aproveitem! [t3]Preparativos:[/t3] Brasileiros não necessitam de visto para entrar na Nova Zelândia, mas alguns requerimentos precisam ser atendidos para se obter o visto de turista, válido por 3 meses, na chegada, como ter uma passagem de saída do país dentro dos 3 meses e o equivalente a NZ $ 1000 dólares por mês para se manter durante sua estadia. Pesquisando bem, consegui uma passagem de Santiago a Auckland por R$2400 reais, e, como eu não queria voltar ao Brasil, uma passagem de saída para Singapura por R$1000 reais, que eu poderia trocar no futuro. Com o uso de algumas milhas que eu tinha guardadas, ainda conseguiria fazer uma viagem de alguns dias por Buenos Aires e Santiago antes de pegar o vôo para Auckland. Nada mal! Com a situação da passagem resolvida, agora eu precisava resolver a grana. Eu precisaria de comprovar pelo menos $3900 no aeroporto, caso contrário correria o risco de ter meu visto negado e ser mandado de volta pro Brasil. Devido a problemas na minha antiga conta bancária empresarial, fiquei sem cartão de crédito e débito internacional na véspera da viagem, e o jeito foi sacar a grana e levar em cash. Usando um fator de cagaço, levei US$ 5000 devidamente em espécie. O dinheiro também estava resolvido! Com passagem e dinheiro garantido, só me restava esperar a minha saída do Brasil, que seria no dia 6 de Abril, com destino à Buenos Aires. Mas antes eu tinha a terrível tarefa de arrumar as mochilas pela frente. Não houveram grandes preparativos em termos de equipamento e/ou roupas, uma vez que eu já tinha tudo comprado para mochilões passados. A grande dificuldade nesse caso foi gerenciar o que seria levado, já que eu sabia que essa seria uma viagem longa e sem data para voltar. Tive que selecionar muito bem tudo o que seria levado, afinal minhas únicas bagagens seriam minha mochila cargueira de 95L e uma outra menor, de 35L apenas. No final das contas foram colocados nas mochilas 2 calças jeans, 2 calças mais leves, 1 conjunto primeira pele calça+camisa, 1 jaqueta goretex com revestimento interno fleece, 2 blusas de frio, 2 pares de tênis, 1 par de chinelos, 6 camisetas, 3 camisas polo, 3 camisas xadrez, 5 bermudas, 2 cintos, 1 par de luvas de frio, gorro, uma dúzia de cuecas e uns 10 pares de meia. Além das roupas tive que deixar espaço para o notebook, câmera fotográfica, máquina de cortar cabelo, pilhas recarregáveis, remédios, produtos de higiene, protetor solar, repelente e outras pequenas coisas. As mochilas estavam prontas! A ansiedade crescia, mas o dia da partida finalmente chegou! Após um ônibus noturno de Vitória para o Rio de Janeiro, dois vôos e alguns dias pelas capitais argentina e chilena (não longo o suficiente para se criar um relato), finalmente embarquei no avião que me levaria até o tão aguardado destino: A Nova Zelândia! [t1]Parte 1 - Chegada à Nova Zelândia: Auckland e arredores[/t1] [t3]Chegando na Nova Zelândia: Auckland[/t3] Após 13h de vôo à partir de Santiago, finalmente cheguei à Auckland. Como a Nova Zelândia está no “futuro”, com 15h na frente do Brasil, eu praticamente perdi um dia, já que eu saí do Chile no dia 8 de abril por volta das 11 da noite e cheguei na Nova Zelândia às 4 da manhã do dia 10! Nós brasileiros necessitamos basicamente de duas coisas para conseguir o visto de turista na chegada à Nova Zelândia: - Ter uma passagem de saída do país dentro do período de 3 meses; - Comprovar que tem $1000 por mês que for ficar no país (pode ser cash, extrato bancário ou cartão de crédito válido com faturas recentes mostrando que você tem limite suficiente. Desembarcando do avião, a primeira parada foi no balcão da imigração. Seria ali que eu teria mostrar todos os documentos necessários e tirar meu visto de turista que seria válido por 3 meses. Estava tudo em mãos: $5000 dolares em cash, passagem de saída para Singapura antes de 3 meses e uma reserva de um dia no hostel só para ter uma referência de um lugar que eu ficaria caso me perguntassem. Para minha surpresa, chegando a minha vez o atendente elogiou minha tatuagem, perguntou se eu estava vindo pra estudar ou trabalhar, pegou meu passaporte e carimbou e sequer me pediu algum documento. Nunca achei que seria tão fácil entrar na Nova Zelândia! Uma vez oficialmente em terras Neozelandesas eu precisava chegar ao centro da cidade, que fica longe do aeroporto. Como ainda eram 5 da manhã eu só tinha duas opções para se chegar na city (como as pessoas se referem ao centro por aqui): pegar um taxi, que custaria facilmente mais de $60, ou o ônibus 24h que circula entre o aeroporto e a city a cada 15 min, e custa $16. Apesar de caro, peguei o ônibus. O ônibus parou exatamente em frente ao Base Backpackers, o hostel que eu tinha uma reserva feita por uma noite por $24. Como ainda eram 5h da manhã eu ainda teria que esperar até as 13h para fazer o check-in, ou fazer um upgrade para um quarto single por mais $26. $24 já era muito por uma noite, e decidi aguardar até o início da tarde. Enquanto o tempo não passava, decidi explorar a cidade com um inglês e uma chilena que estavam no hostel na mesma situação que eu. Como o hostel fica na Queen St, bem no centrão de Auckland, não demoramos muito a conhecer a principal avenida da cidade. Praticamente andamos do hostel ao Harbour e voltamos, num total de 30min de caminhada mais algumas paradas. Apesar de curto já deu pra sentir a vibe da cidade: muita gente de diferentes etnias andando (correndo) de um lado para o outro, como uma típica cidade grande. Muitos indianos, asiáticos, bastante caucasianos e alguns poucos latinos. No Harbour foi possível conferir um visual melhor da cidade: bastante moderna, cheia de prédios novos no centro, a Skytower (símbolo da cidade e figura onipresente em todas as fotos urbanas tiradas por aqui) e centenas de pequenos e médios barcos ancorados, fazendo jus ao apelido de “Cidade das Velas” atribuído à Auckland. Como o cansaço, sono e jetlag ainda batiam, fizemos uma parada rápida no Burger King e voltamos pro hostel. Ainda faltavam umas 2 horas antes do check-in, então resolvi entrar em contato com família e amigos no Brasil e dar sinal de vida. Na hora de conectar o laptop à internet veio a surpresa: a internet era paga! Perguntei ao cara da recepção e ele me disse que raramente eu encontraria hostels com internet gratuita na Nova Zelândia, e se eu quisesse me conectar seriam $4 por um dia inteiro. Dadas às circunstâncias, resolvi pagar. Após alguns minutos conversando com a família pelo Facebook, uma amiga veio puxar papo. Ela me perguntou se eu tinha lugar para ficar e eu respondi que só por uma noite, e não tinha planos para depois. Após alguns minutos ela me retornou dizendo que tinha um amigo em Auckland e que ele poderia me hospedar se eu quisesse. Fiquei meio confuso, e 5 min depois um cara me adicionou no Facebook. Aceitei, e começamos um papo que foi mais ou menos assim: Ele: E ai? Ta em Auckland? Eu: Sim, cheguei hoje cedo. Ele: A Mainá me disse que você está precisando de um lugar pra ficar. Eu: Bom, acabei de chegar e preciso resolver o que vou fazer da minha vida por aqui. Por enquanto só tenho uma noite aqui no Base. Ele: Você pode ficar aqui em casa se quiser. Eu: Sério mesmo? Muito obrigado! Prometo não ficar muito tempo. Ele: Relaxa, você pode ficar quanto tempo quiser. Posso te buscar agora? Eu: Obrigado novamente! Já paguei pela próxima noite, mas posso ir amanhã se não tiver problemas. Ele: Sem problemas, nos vemos amanhã então! Fechei a conversa e pensei comigo: Parece ser bom demais pra ser verdade! Eram por volta das 13h e eu sabia que dormir a esse horário só atrapalharia minha adaptação ao horário na Nova Zelândia, por isso fiz o check-in, deixei as mochilas no quarto e fui me encontrar com a Luisa, uma amiga da minha irmã que mora em Auckland e precisava pegar algumas coisas que eu tinha trazido pra ela. Encontramos-nos na entrada do Base e caminhamos ao longo da Queen St em direção ao Harbour (de novo) onde batemos papo por um tempo e vimos o pôr do sol antes de eu voltar ao hostel. Mais um pouco de internet e finalmente cama! Acordei cedo e ansioso no dia seguinte, arrumei minhas mochilas e fui me encontrar com Simon, o cara que iria me hospedar em Auckland. 15 minutos depois ele me buscou no Base e me levou até sua casa, que fica em Grafton, um bairro próximo ao centro de Auckland. Chegando lá ele tinha um quarto com cama de casal só para mim, e após algumas horas de conversa sobre viagens, dirigir na Nova Zelândia e Brasil, ele me disse que naquele dia seria o aniversário de 21 anos de uma amiga dele e que eu estava convidado. O único “inconveniente” seria que precisávamos estar lá antes do horário para ajudar na preparação da festa. De Grafton fomos para Titirangi, um subúrbio em West Auckland, onde conheci a aniversariante e toda família além de ajudar nos preparativos da festa, incluindo os Jelly Shots, copinhos de gelatina com vodka. O aniversário de 21 anos é considerado muito importante na Nova Zelândia pois simboliza a maturidade do filho, e é comum que o aniversariante receba uma chave dos pais, reconhecendo a livre inda e vinda do filho à casa. Após muita comida boa, alguns drinking games, jelly shots e cervejas locais somados ao jetlag que eu ainda estava sentindo, não consegui resistir ao sono e capotei no sofá em plena festa. Um novo país com direito à uma boa receptividade, um lugar para ficar e novos amigos: meu início na Nova Zelândia não poderia ser melhor! A semana seguinte eu aproveitei para conhecer melhor a cidade e algumas atrações turísticas. Um dos pontos mais visitados na cidade é o Mount Eden, que é um vulcão adormecido que fica a 40 min de caminhada do centro da cidade, com vista panorâmica de Auckland e seus subúrbios. Auckland tem muitos parques espalhados por toda a cidade, como o Albert Park e o Auckland Domain. O primeiro está bem no coração da cidade, enquanto o segundo, além e ser o maior parque da cidade, contém também o Auckland Memorial Museum, que é um dos museus mais completos do país. Como eu só tinha dólares americanos, a melhor opção que eu tinha era trocá-los por dólares neozelandeses. Diferentemente de países sul americanos, não existem barraquinhas de câmbio pelas ruas por aqui, mas existem muitas casas de câmbio oficiais, bancos e algumas lojas (a melhor opção dentre as três mencionadas) que fazem a troca. A melhor forma de achar o câmbio mais barato é caminhar a Queen St sempre que for trocar, e observar qual loja faz o melhor preço, uma vez que eles mudam praticamente todos os dias. Outra coisa que percebi de cara é que as pessoas raramente carregam dinheiro (cash) consigo na Nova Zelândia. Máquinas de cartão de crédito/débito são encontradas em todos os lugares, e como eu ficaria um bom tempo no país, resolvi abrir uma conta num banco local, o ASB, assim eu poderia depositar meu dinheiro lá e só usar o cartão. Passados alguns dias em Auckland eu percebi que seria difícil conseguir um emprego sem possuir um visto de trabalho de antemão, e já estava fazendo planos para viajar o país enquanto Setembro, mês que abre as inscrições para o Working Holiday Visa, não chegava. Numa quarta-feira resolvi participar do Couchsurfing Weekly Meeting em Auckland, e minha inclinação para viajar logo pelo país só aumentou. No encontro eu conheci Jegor, um cara da Estônia que tinha acabado de chegar ao país e estava pensando em viajar de carro. Ele me mostrou alguns custos sobre uma roadtrip pela Nova Zelândia, e eu fiquei muito tentado a fazer uma. Trocamos telefone e combinamos de ver alguns carros durante a semana e decidir se iríamos viajar juntos ou não. Para aqueles que não sabem, a Nova Zelândia é um país muito fácil para se viajar de carro devido à facilidade em se comprar uma van de outros viajantes e fazer a tão sonhada roadtrip pelo país. Além disso é uma ótima forma de conhecer o país, pois você pode parar onde quiser e economizar uma grana com acomodação, umas vez que pode dormir no carro. Com isso em mente, Jegor e eu passamos a olhar diariamente os anúncios em sites de venda como Trademe e Gumtree, e também checamos feiras e lojas de carros usados em busca daquela que seria a campervan ideal para a viagem. Enquanto não achávamos o carro ideal, exploramos um pouco mais o que Auckland tinha a oferecer. Junto com Sophia, uma kiwi que conheci na festa de aniversário de 21 anos na minha segunda noite na Nova Zelândia, Jegor e eu fomos à Rangitoto Island, que é uma ilha vulcânica situada na baía de Auckland. Existe uma trilha passando por cavernas de lava e solos pedregosos que leva até o topo do vulcão, que é completamente coberto de mata, e oferece vistas espetaculares de toda região de Auckland. O ferry saindo do porto de Auckland custou $28 ida e volta. Outro lugar que também explorei junto com Sophia foi North Shore, ao norte de Auckland. Lá existem algumas caminhadas em Mount Victoria (mais um vulcão adormecido), alguns bunkers desativados da Segunda Guerra Mundial, vista de Rangitoto Island e alguns cogumelos artificiais pra fãs de Super Mario Bros nenhum botar defeito. A semana foi passando e após alguns contatos com vendedores de carros, finalmente achamos o carro ideal. Jegor e eu compramos um Mazda MPV ano 98 de um casal de israelenses que estavam loucos para deixar o país por um preço abaixo do mercado. O carro tinha 185.000 km rodados, uma rodagem normal para a Nova Zelândia, e nos custou $2700, incluindo alguns acessórios de camping. Levamos o carro a um mecânico em Ponsonby antes de fechar o negócio, e o ele chegou o carro sem nos cobrar nada. Seriam necessários alguns poucos ajustes, mas o carro estava em boas condições de viajar naquele momento. Fechado o negócio, fizemos a transferência da titularidade do carro para o meu nome nos correios (sim, aqui se faz essas coisas nos correios), e em menos de 10 minutos o carro era oficialmente meu. Com o carro em mãos, fomos às comprar de material de camping como inversor de potência para carregar laptop e celular durante a viagem, saco de dormir, colchão inflável, caixas plásticas, toalhas, latas de gás de cozinha entre outros totalizando $262. Já tínhamos praticamente tudo que precisávamos para viajar, exceto o destino. Resolvemos então fazer uma viagem teste para Northland, que é uma região ao norte de Auckland, e nossa idéia era testar o carro, nossa resiliência em dormir nele, e principalmente, se a parceria entre Jegor e eu daria certo. Nosso plano ideal era viajar por Northland em 2 semanas. Ainda faltava uma coisa: mais companhias. Sem hesitar, comparecemos mais uma vez ao Couchsurfing Weekly Meeting e recrutamos mais 4 pessoas para viajar conosco: Cameron (EUA), Bronnie (NZ), Toli (Russia) e Ivy (Australia), sendo que os últimos dois já estavam viajando juntos e se juntariam a nós em seu próprio carro. Após duas semana em Auckland, passamos em Mount Eden para ver o pôr do sol e nos despedir da maior cidade do país, e no dia seguinte pegamos a estrada rumo à Northland! [t3]Auckland: Impressões e dicas[/t3] - Auckland é a maior cidade do país, com cerca de 1 milhão e meio de habitantes. Andando pelo centro se pode notar que Auckland é uma cidade internacional, com gente de todo o mundo. - Os Maoris se orgulham muito da sua cultura e se mesclaram aos imigrantes, fazendo parte da sociedade de igual para igual. A cultura Maori pode ser vista em todos os cantos da cidade, seja museus, arte no meio da rua ou nas tatuagens faciais. - Como todo o país, Auckland é uma cidade muito cara. Os custos com moradia, alimentação e transporte público são muito altos e este último é bastante ineficiente. - Apesar de ser a maior cidade do país, Auckland não passa uma sensação de Metrópole quando comparada à cidades brasileiras. Andar na Queen St durante o dia é como caminhar na Avenida Paulista, mas basta sair do centro que a figura muda completamente. Basicamente não há vida noturna fora do centro da cidade ou de Ponsonby e dificilmente você verá pessoas caminhando ou se exercitando em outros bairros após o pôr do sol. É claro que existem pequenas lojas, postos de gasolina e supermercados fora do centro, mas esqueça bares, agito e qualquer outro movimento humano depois do escurecer! - Existem cerca de 43 vulcões na região de Auckland, mas todos estão praticamente adormecidos. Basicamente, todo e qualquer morro na cidade é ou já foi um vulcão um dia. - Muitas pessoas não costumam explorar Auckland além do centro urbano, mas a verdade é que os entornos da cidade têm muito a oferecer. Além dos clássicos Skytower, Mount Eden, Auckland Domain e Auckland Museum, há lugares menos visitados e lindíssimos como a praia de areia preta Piha Beach, a ilha de Rangitoto, o Parque Nacional de Waitakere Ranges, Misson Bay e North Shore/Devonport. - Hostels, aqui chamado de Backpackers, não oferecem café da manhã ou internet inclusos; - Uma boa forma de se manter conectado à internet no país é comprar um chip da operadora Spark (antiga Telecom). Com $20 mensais você pode assinar um plano que te oferece 100 minutos de ligação local, SMS ilimitado, 500 Mb de internet 3G e 1 GB de Wifi por dia nas proximidades das cabines telefônicas da operadora. - Carros usados são relativamente baratos por aqui (principalmente se compararmos com o valor que pagamos por veículos no Brasil), mas a maioria dos carros abaixo de $5000 são velhos (lê-se década de 90). - Na Nova Zelândia se dirige na mão esqueda, assim como na Inglaterra. - As pessoas, de uma maneira geral, são bem amigáveis e solícitas. Uma simples pergunta de direção na rua pode te render um cafézinho grátis se você tiver sorte o suficiente. Para maiores informações e dicas sobre a Nova Zelândia, visite o meu Blog (http://worlduponmyshoulders.com/ e curta a página no Facebook (https://www.facebook.com/theworlduponmyshoulders)! To be continued...
  17. Estes dias eu estava observando o mapa do mundo no quarto da minha filha, em que temos o costume de colocar o “pin” nos locais onde já estivemos e é quando paramos para planejar a próxima jornada. Foi quando meus olhos se fixou na Nova Zelândia. Comparando o tamanho dela com os outros países ao seu redor, não pude acreditar o quão pequena ela se apresenta. Porém, apesar de aparentar minúscula no mapamundi, é impressionante a quantidade de coisas para se ver e fazer. Se você quer surfar, há praias paradisíacas lindíssimas, de tirar o fôlego de tão bonitas. Se você quer esquiar ou fazer snowboarding, há diversas montanhas espalhadas com estações de esqui de primeira classe. Se você gosta de cavernas, há inúmeras delas e as únicas do mundo a conter os Glowworms, larvas que bilham e parece um céu estrelado, dentro da caverna! Além disso há vulcões, vales, lagos azuis, penínsulas, geleiras que se misturam com florestas sub-tropicais. É uma diversidade de cenários impressionante! E se não bastasse, o país é coberto por parques nacionais. São 13 áreas protegidas e administradas pelo Departamento de Conservação da Nova Zelândia – sim, existe um departamento somente para isso. Muitos destes parques tem significado cultural e natural importante para o país e alguns deles são considerados patrimônio mundial. E a idéia destes parques é justamente para o benefício e uso do público. O que significa que esta beleza natural está ali, gratuitamente ao seu dispor para visitar e apreciar! E um dos parques mais falados aqui entre turistas e neozelandeses é o Abel Tasman, que embora seja o menor dos parques nacionais da Nova Zelândia, é um dos mais populares! O Abel Tasman foi fundado em 1942 e tem uma cobertura aproximada de 225 quilômetros quadrados, costeado pelo mar da Tasmânia. É um paraíso costeiro localizado na Ilha Sul do país, no qual você pode caminhar ou explorar de barco de cruzeiro, catamarã, táxi aquático, caiaque ou mesmo curtir um banho de sol e nadar em suas águas claras e tranquilas – tudo isso ao delicioso som da vida nativa silvestre, que é parte essencial do cenário da região. O canto dos pássaros Tui e Arapongas dominam o sonido das florestas e você vai pensar, em muitas vezes, que chegou no céu! Abel Tasman é ideal se você quer fazer trekking de 2 ou 3 dias (aqui chamados de Tramping) ou quer fazer uma caminhada simples de 2 horas. E um dos passeios que devem conter no seu itinerário na região, é o Split Apple Rock (foto acima), pedra feito de granito, que mais parece uma maçã que foi cortada ao meio. É uma atração turística popular nas águas do Mar da Tasmânia aproximadamente 50 metros ao largo da costa entre as vilas de Kaiteriteri e Marahau – portal de entrada para o Abel Tasman. Você poderá ter acesso a pedra através de barcos, paddle boarding, caiaque ou mesmo fazer uma pequena trilha para chegar até a praia onde poderá avistá-la. Como chegar e onde se hospedar Se você não tem muito tempo na região, poderá fazer day tours saindo de Nelson, cidade localizada no topo da Ilha Sul da Nova Zelândia, cerca de 6 horas de Christchurch. Porém, se disponibiliza de um pouco mais, poderá seguir para as praias / vilas de Marahau e Kaiteriteri. Se você quer ficar hospedado no parque, a maioria dos taxis aquáticos saem destas regiões. Há alojamentos privativos confortáveis em Awaroa e na Torrent Bay. Porém, está afim de fazer algo bem local? Por que não fazer as trilhas com duração de 2 a 4 dias, conhecida como “Great Walk”? Aqui você poderá se hospedar nas cabanas ao longo de trilha, disponibilizadas pelo Departamento de Conservação (DOC). Estas cabanas contam com colchões, água, banheiro e equipamentos de cozinha. Há também áreas de acampamento com água, banheiros e fogueiras no parque – mas lembre-se que é necessário fazer reservas na alta temporada que vai de Dezembro a Abril. A temperatura da região é bem estável (se comparado com as oscilantes temperaturas em outros locais), sendo assim um local para ser visitado em qualquer época do ano. Portanto, independentemente se você quer fazer uma visita rápida ou quer se hospedar em algo confortável ou dormir sob as estrelas, não deixe de visitar Abel Tasman e veja por você mesmo porque a Nova Zelândia é tão grandiosa, mesmo que no mapa do mundo ela pareça ser insignificável. Mary Rocha – Fundadora da NZEGA Education and Travel – http://www.nzega.com
  18. Oi, pessoal! Tudo bem? Quem tiver procurando trekking na Nova Zelândia, indico um sensacional que fica na ilha norte, é o Tongariro Alpine Crossing. Pra vcs terem noção do quanto o lugar é surreal, lá é um dos locais onde foi filmado O Senhor dos Anéis! A Caminhada leva de 6 a 9 horas, dependendo do seu ritmo, mas é super bem sinalizada. Lá vc vai passar por uma área de vulcões ativos e subir a borda de um deles (!), ver lagos enormes com cor de esmeralda e passar por paisagens muito bonitas. Eu fiz e recomendo mil vezes!!! Algumas dicas: - faça a trilha no verão ou no máximo primavera, pq no inverno tudo fica tomado pela neve e as montanhas funcionam até como estação de ski (o que tbm deve ser sensacional). - Leve lanche, pq lá não tem absolutamente nada - Aproveite os banheiros do começo da trilha, pq depois vai demorar mto pra vc encontrar outros. - Vá de tênis e roupa confortável para caminhar. Se quiserem ver umas fotos ou ler mais informações, lá no meu blog tem tudo explicadinho: http://vamosfugir.net.br/2015/07/05/trekking-tongariro-nova-zelandia/ Valeu! bjo
  19. Ficamos praticamente um mês na Nova Zelândia. E foi ótimo, apesar do frio. Primeiro resolvemos conhecer a ilha sul, ficando em Christchurch, e depois a ilha norte, em Auckland. Em Christchurch, não fomos muito bem sucedidos, pois choveu durante quase toda a nossa permanência. Só valeu mesmo pela visita que fizemos a Christchurch Gondola sobre Canterbury Plains. De lá, pudemos apreciar uma bela vista da cidade, dos picos nevados e de Banks Peninsula, o que compensou os dias em que fomos obrigados a ficar trancados em casa. Ficamos numa casa alugada no alto do morro e era bastante cansativo subir e descer. Nossas simples idas ao supermercado foram um suplício. Após 10 dias, fomos passar duas semanas em Auckland. Lá, nos divertimos muito mais. Não apenas a temperatura era mais elevada, como não choveu tanto quanto em Christchurch. Fora isso, ainda que a casa que alugamos ficasse no alto de outro morro, havia pontos de ônibus próximos e a subida não era tão íngreme como a anterior. Algumas sugestões (passeios que fizemos): Pular de bungee jumping (ou bungy jump, que é como dizem por aqui): o salto é do alto da principal ponte de Auckland e bastante divertido. Há duas opções: com e sem emoção. Com emoção, você mergulha no mar antes de ser puxado pela corda, mas como estava muito frio preferimos sem emoção. Não aconselhamos comprar o pacote de fotos e vídeo. As fotos, ainda que tenham uma qualidade bacana, nada tem demais. E a qualidade do vídeo é péssima; Ir até Waitomo Glowworm Caves e fazer o passeio de barco por dentro da caverna, iluminada apenas pelos Arachnocampa luminosa. É uma sensação única. Por alguns minutos esquecemos que estávamos dentro de uma caverna e fomos “transportados” para uma noite incrivelmente estrelada. Torça para dar sorte e conseguir uma guia severa e séria, que exige silêncio no momento da travessia. Visitando no verão, deve ser interessante fazer o passeio de boia pelo rio; Visitar Hobbiton, o set de filmagens de O Hobbit e Senhor dos Anéis. Primeiramente demolido, e depois reconstruído, o local de moradia dos hobbits, com o perdão do clichê, é mágico. Demos o azar de pegar uma chuvinha fina no momento da visita. Mas, depois, o sol chegou e nos recompensou com um lindo arco-íris, o que aumentou ainda mais o tom lúdico do passeio pelo Condado. No final tomamos uma cerveja deliciosa na estalagem Green Dragon; Conhecer a ilha de Waiheke, a 30 minutos de barca do centro de Auckland. Compramos o Waiheke Explorer Tour, no qual um ônibus com guia/motorista dá uma volta na ilha por uma hora e meia, com muitas informações e paradas estratégicas, como nas praias de Oneroa e Onetangi. A ilha é conhecida por ter muitas vinícolas e um litoral deslumbrante. Nosso tour ainda dava direito a passes ilimitados de ônibus pelo resto do dia; Subir o Mount Eden, o ponto natural mais alto de Auckland. No topo, há a cratera do vulcão e uma vista de 360º da cidade. Na descida, vale a pena parar no bairro de Newmarket e fazer um lanche no delicioso Best Ugly Bagels; Explorar o grandioso e interessante Auckland Museum. Aqui, há de tudo um pouco: história de Auckland e da Nova Zelândia (com direito a uma fiel reprodução da cidade e suas construções em 1866), cultura Maori e das ilhas do pacifico, dinossauros (com fósseis e reproduções no chão e no teto), relatos de guerras (com aviões, uniformes e armas) etc, distribuídos em três andares bem espaçosos. E, ainda, há uma máquina clássica de videogame (Galaga) – sem ficha. Cuidado, pois ela tem o poder de fazer o museu desaparecer. Não o ignore. Jogue por uns 15 minutos e vá atrás de cultura. Só uma dica. [media] [/media] Christchurch Gondola Endereço: 10 Bridle Path Road, Heathcote Valley, Christchurch 8022, New Zealand Preço: NZD$ 25 (R$ 58) Site: http://www.welcomeaboard.co.nz AirBnB Christchurch Endereço: 65A Taylors Mistake Rd, Christchurch, Cantuária 8081, Nova Zelândia Preço (diária): NZD$ 90 (R$ 208) Site: https://www.airbnb.com.br/rooms/6066847?eluid=1&euid=2da917f3-4703-6a25-6949-2ef5d2b58933 AirBnB Auckland Endereço: 2 Beatrice Avenue, Auckland, Auckland 0627, Nova Zelândia Preço (diária): NZD$ 110 (R$ 254) Site: https://www.airbnb.com.br/rooms/5078113?eluid=3&euid=46731dab-0eed-5a04-2cdf-868711ed4557 Auckland Bridge Bungy Preço: NZD$ 160 (R$ 370) Site: http://www.bungy.co.nz/auckland-bridge/auckland-bridge-bungy Hobbiton Tour and Waitomo Caves Experience Preço: NZD$ 329 (R$ 762), por pessoa pelos dois passeios Site: http://www.greatsights.co.nz/new-zealand-tour-destinations/waitomo-caves-tours/waitomo-and-hobbiton-movie-set-experience-akl/ Waiheke Explore Tour Preço: NZD$ 55 (R$ 127) Site: http://www.fullers.co.nz/destinations-tours/waiheke/waiheke-explorer-tour.php Best Ugly Bagels Endereço: 3A York Street, Newmarket, Auckland 1023, New Zealand Auckland War Memorial Museum Endereço: The Auckland Domain, Parnell, Auckland 1010, New Zealand Preço: NZD$ 25 (R$ 58) Site: http://www.aucklandmuseum.com
  20. A Queen Charlotte Track está localizada no topo da Ilha Sul da Nova Zelândia, oferecendo uma viagem espetacular através do Marlborough Sounds. Muita gente me pergunta o que é “Sounds”. Bom, basicamente Sounds significa que quando você avista um vale na determinada região, saiba que existe outro vale afogado, debaixo d’água. A Queen Charlotte é um dos mais populares “sounds” e se estende por uma faixa de 71 km - que pode ser percorrido em 4 dias de caminhada, sendo uma excelente forma de observar variados tipos de vales ao longo do caminho. Nossa viagem iniciou com a virada de ano em Picton. Embora a cidade, ou melhor, a vila seja conhecida como entrada e saída dos visitantes que atravessam o Estreito Cook através de ferry, devo confessar que fiquei surpresa com a vibe do lugar. Achei que o ano novo seria calmo, entretanto haviam bares cheios, gente passeando nas calçadas na expectativa da virada, banda de música, DJ na praia e fogos de artifício. A estada na cidade durou somente uma noite, pois na manhã seguinte pegaríamos o barco rumo ao ponto de partida da trilha conhecida como Ship Cove. A viagem leva cerca de 1 hora de lancha. Há duas possibilidades de se fazer a Queen Charlotte: a operadora de turismo que transporta suas bagagens e as transfere para cada baía, onde se encontram as lanchas conhecidas como Water Taxi e acomodações (NZ$95,00 por pessoa). Ou você carrega sua própria mochila, barraca, sacos de dormir e comida ao longo dos 4 dias (Valor NZ$85,00). Optamos por esta, pois acreditamos que teríamos mais liberdade em parar onde quiséssemos. Confesso, todavia, que ao longo da caminhada, pensei e repensei se não deveria ter optado pela conveniência e pago os NZ$10,00 extras. Fiz o cálculo errado de comida e minha mochila devia ter mais de 15kg. Minhas costas estavam gritando! Bom era tarde para arrependimento e o jeito era continuar. Os primeiros dias da caminhada foram difíceis por conta do peso e exaustão era a melhor sensação que podia descrever no final de cada etapa. A média de percurso foi de 20km diários, o que aliviadamente reduz-se no último dia. No entanto, apesar da dificuldade, o cenário é realmente fantástico e para quem busca um clima quente, aqui é o lugar - não deixando nada a desejar aos paises tropicais. Alguns setores da trilha lhe faz lembrar da Mata Atlântica e sua mistura de cores e vegetação bem tropical. Você vira a esquina da trilha e chega em praias com a cor do mar variando de verde claro a azul cintilante, lembrando praias de Fiji. E quando você acha que o cenário se resumirá naquilo, avista-se subidas estreitas com terreno pedregoso serpenteando entre árvores secas - que as nomeiei como árvores de bruxas, típico de cenário europeu. Sensacional! Tudo num lugar só! Tivemos alguns incidentes (como por exemplo um pássaro bastardo conhecido como Weka que roubou nosso sabonete de tomar banho). Mas tirando esses pormenores, a viagem é extremamente recomendável. A trip finalizou em Anakiwa, em que voltamos de barco para Picton, depois de 4 dias. Valeu a pena cada gota de suor, cada kilo extra nas costas, cada banho de garrafinha. Se camping não é a sua praia, você tem a opção de se hospedar em lodges. São mais caros, entretando dá oportunidade para aqueles que querem ter a mesma experiência, porém com mais conforto para dormir. Para mais fotos e informações de turismo e intercâmbio no país, entre no site www.nzega.com [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20090721002331.JPG 500 332.446808511 Ao longo da Queen Charlotte Trekking]Meu marido ao longo do caminho [ ]. Onde está escrito Legenda da Foto, coloque o Nome da Foto e se quiser ver como fica antes de escrever seu texto clique no botão Prever[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20090721003615.JPG 500 332.446808511 Legenda da Foto]O cenário é fantástico!. [ ]. Onde está escrito Legenda da Foto, coloque o Nome da Foto e se quiser ver como fica antes de escrever seu texto clique no botão Prever[/picturethis]
  21. Ano novo, novas expectativas. Resolvemos que trekking nas montanhas seria a melhor empurrada no astral e no ano novo. Fomos para Arthur Pass, um parque nacional cerca de 140 km de Christchurch. Tem uma vila que fica nos Alpes, com cerca de 2 acomodações e dois restaurantes. É a mecca dos amantes do trekking. Chegamos pela manhã, deixamos as mochilas no backpacker e fomos ao Departamento de Conservação para verificação do trajeto que íamos fazer e saber da previsão do tempo na montanha. Embora o sol estivesse tinindo, fomos informados que o vento estava bem forte e que era melhor não arriscar muito. O Marlon, marido e companheiro de trilha, carregado de comida, água, roupas especiais para as condições do tempo e eu fomos em direção ao Avalanche Peak. Eu, como uma caminhante confiante, acreditei que seria mais uma de muitas trips que havia feito. Nada que precisasse se preocupar. Iniciamos nossa subida, cheia de pedras. Entramos na floresta e assim que chegamos a cerca de 900 metros de altitute, ao desembocar já tivemos o cenário da cachoeira do outro lado e das montanhas vizinhas. Sol azul e somente se ouvia o barulho do vento nas árvores e os pássaros. Encontramos outros alemães subindo. Trocamos poucas palavras, saboreamos os deliciosos lanches preparados pelo Marlon e era hora de continuar. Tudo linnnnnndo! Esse momento de serenidade durou poucos minutos quando avistei o topo da Avalanche Peak e vi as nuvens se movimentarem. Meus olhos se arregalaram e um frio na espinha percorreu o meu corpo. Minha confidência foi por água abaixo. Bom, para quem não sabe, eu sou a pessoa mais medrosa com relação a altura. Embora tivesse tentando vencer esse medo saltando de paraquedas, voando de asa delta, descendo de rapel em cachoeira, aos meus quase 31 de anos de idade, o sentimento ainda não foi controlado. "Eu havia chego até aquele ponto, teria que continuar" - Relutei comigo mesma. Ao continuar a ascensão, a montanha tornava-se mais estreita e a única coisa que via era aqueles grandes penhascos de gelo dos dois lados dos meus olhos. Estávamos na crista da montanha. De repente o sol tinindo desapareceu e vi aquelas nuvens se movimentando como loucas. Estava tão forte, que num momento me agarrei no primeiro rochoso que encontrei. Parecia uma mulher aranha. Estava apavorada. Entendi o porquê dos avisos dos staffs em relação a fortes correntezas de vento. Fiquei cerca de 5 minutos agarrada na pedra. Até que resolvi seguir os conselhos do Marlon para continuar. Depois de muita luta interna, paradas, escaladas, chegamos no topo. 1833 metros de altitute. Tive vontade de chorar ao chegar ali. A vista de 360 graus lhe dava cenário de geleiras glaciares de um lado e do outro a Montanha Rolleston e suas companheiras de forma majestosa. Espetáculo da natureza. Sentados no topo contemplando a beleza, fomos visitados pelo Kea. É uma espécie de papagaio que vive nos Alpes, encontrado somente na Nova Zelândia. Na volta fomos brindados por uma espetacular cachoeira e um lindo arco íris. Naquele momento cheguei a conclusão de que às vezes precisamos ir um pouquinho além dos nossos limites para experienciar o maravilhoso. Confira as fotos no site! Um abraço! Mary Rocha www.nzega.com
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