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  1. Hey galerinha, depois de quase 9 meses meu roteiro nasceu Durante o próximo mês vou compartilhar por aqui meu roteiro pela América do Sul ( Bolívia, Chile, Peru) de forma detalhada e no instagram em um formato mais compacto. Quem quiser me seguir no instagram e já pegar algumas dicas, fiquem a vontade vocês me acham lá como @Mochilaetc . Link: Mochilaetc Está com viagem marcada e ainda tem alguma dúvida ? Pode me mandar mensagem que tento ajudar Antes de começar, gostaria de agradecer a Maryana Teles do Vida Mochileira por todas as dicas e por ter me inspirado a escrever esse roteiro o mais detalhado possível. IMPORTANTE !!! - TODAS AS INFORMAÇÕES ESTÃO COTADAS COM O GASTO PARA 2 PESSOAS ! - Em anexo está o roteiro inicial (com a previsão de gastos) Bora lá Nosso estilo de viagem: Nossa intenção seria gastar em média R$ 12.000,00 (os dois) em 32 dias de viagem, não é o estilo de viagem mais econômico, mas também não seria o mais luxuoso. Optamos por fazer o roteiro e deixar um valor estipulado, dentro desse valor ao longo dos dias fomos escolhendo nossas prioridades. Nosso mochilão, acabou sendo uma viagem de férias em casal e nossa intenção era curtir do nosso jeito e no nosso tempo. Nada de passar perrengue, mas também nada de esbanjar. Hospedagem: Todas as hospedagens foram em quartos de casal (motivos: gosto de dormir em paz, segurança, conforto), não fechamos nenhuma hospedagem com antecedência. No roteiro, anotamos algumas dicas e a média de preço, e quando chegávamos no local procurávamos o melhor custo x benefício. *O único local que achamos que vale a pena reservar com antecedência é o Atacama. * Hotel / Hostel / Hostel badalado / ECÔNOMICO ? Tudo vai depender do seu estilo de viagem. - Viagem romântica: Existem boas opções de hotel em todas as cidades (PRINCIPALMENTE NO ATACAMA), - Hostel custo x benefício: Conforto, silêncio, café da manhã, quarto privativo (é possível achar ótimos preços, em geral nossa média de diária pra casal variou entre R$ 50,00 à R$ 120,00) * Se gosta de silêncio, fuja dos hostels mais badalados. - VIVA LA VIDA LOCA: Quer curtir noite e dia, como se não houvesse amanhã ? Procure os hostels mais conceituados ! A rede Wild Rover é uma ótima opção e existe em quase todas as cidades. Porém não costumam oferecer quartos privativos. Obs: nem sempre vai ser a opção mais barata. - Econômico: Para economizar o máximo possível, fique sempre atento as promoções relâmpagos do Booking, em todos os locais cheguei a achar diárias na faixa de R$ 20,00 (por pessoa), sinceramente acho que nem sempre é a melhor opção. Alimentação: Variou entre bons restaurantes, pf, podrão da rodoviária . A realidade foi que na maioria dos dias comemos PIZZA (minha comida preferida). "Cachaça" : Foi uma coisa que não abrimos mão. Pisco, singani, cerveja, vinho... todo dia era uma novidade alcoólica (trabalhamos com bar, então é tudo em nome do trabalho rs). Passeios: Só fechamos com agência os passeios necessários, a maioria fizemos por conta própria. Os que fechamos super valeu o preço. - Uyuni: Fechamos com a Esmeralda Tour, indicação da @Maryana Teles, anotamos algumas opções de agências bem avaliadas e no dia fizemos aquela busca pra saber qual seria o melhor custo x benefício. - Atacama: Fechamos com a FuieGosteiTrips, agência de brasileiros (Carla e Renato ), indico de olhos fechados. Amamos tanto o atendimento e as dicas, que esse casal querido acabaram virando nossos amigos. A equipe da FuieGostei é enorme e conta com vários "agentes", eles montam o roteiro de acordo com o seu orçamento e estilo de viagem, tem opções para todos os gostos e bolsos. Sem contar que de brinde ganhamos ótimas dicas. Obs 1: Eles atendem São Pedro do Atacama, Santiago do Chile, Uyuni. Obs 2: Pra quem prefere fechar os passeios com antecedência, tem a opção de solicita o orçamento com antecedência. Obs 3: Também foi indicação da Mary Telles - La Paz: Downhill - Estrada da Morte - Xtreme Downhill (uma das agências mais bem avaliadas e por incrível que pareça uma das mais baratas) a única coisa ruim são as fotos (não levamos equipamento para filmar com a nossa GoPro, então não conseguimos bons registros desse dia [email protected]), mas mesmo assim vale muito a pena fechar com essa agência / Chalcataya e Valle de La Luna - Buho's Tour - a única agência que não indico, nosso passeio saiu super atrasado e acabou atrapalhando o roteiro. Pré Viagem: Companhia: Mozão ( Bernardo) Roupas e itens de viagem: Compramos o necessário na Decatlhon Passagem: Milhas Smiles 2x Total: 77.000,00 ( passagem + bagagem despachada) + R$ 500,0 tx Seguro Viagem: Seguro viagem Mondial Br x 2 Total: R$ 300,00 Documentos necessários: RG + Certificado Internacional de Vacinação - CIVP Dolar ou Real ? Levamos os dois (mas teria sido mais vantagem levar tudo em Dólar) USD: 3.000,00 ( $1,00 = R$ 3,30) + R$ 1800,00 (Acabei sacando dinheiro em La Paz - Bs 1800,00 = R$ 2.000,00) Total gasto em real R$ 13.700,00 O que reservamos com antecedência ? Compramos o ticket para Machu Picchu + Montaña Picchu Obs: 1: Melhor opção é comprar com antecedência, principalmente se você pretende visitar alguma das montanhas do parque Obs2: Comprar ingresso para o 1° horário. Como programei o meu roteiro ? Escolhi o mês de março pois a ideia principal seria comemorar meu aniversário viajando (11/03), pesquisei bastante sobre condições climáticas já que março é conhecido com mês das chuvas. Queria pegar o salar alagado, mas fiquei com medo de pegar chuva durante o resto da viagem. A escolha de datas deu super certo, pegamos o salar MUITO alagado e pegamos pouquíssima chuva durante os 32 dias. Fora isso, montei meu roteiro baseado em fase da lua, dia de semana. *Atacama é lindo de todos os jeitos, mas a melhor opção pra quem gosta de observar o céu é chegar em SPA em época de lua nova / Em Pisac existe uma feirinha local em determinados dias da semana / Visite Isla del Sol com lua cheia - é SURREAL de tão lindo. Obs: Tudo isso está no roteiro que anexei. Apps : - Google Maps : existem outros apps de mapa online (a real é que em todos os lugares arrumamos um mapa de papel) - Booking e HostelWolrd: Não reservamos nenhum hostel com antecedência, mas o app nos ajudou bastante comparar preços e descobrir opções de hostel. Normalmente abríamos a plataforma, procurávamos as hospedagem que mais agradavam e anotávamos os preços. Depois disso íamos até o local e verificávamos se era melhor fechar no local ou pela plataforma Só fechamos uma hospedagem pelo app do Booking. - Rome2Rio: Tipo um Movit, um app que te diz a média de preços de transportes. Ao longo da viagem anotamos as melhores companhias, mas todas as passagem compramos direto nas rodoviárias. - Transporte: - Rio da Janeiro > Santa Cruz de La Sierra : AVIÃO (nem se quer cogitamos a hipótese de nos aventurarmos de ônibus) a única passagem que compramos com antecedência. - Santa Cruz de La Sierra > Sucre: Nossa primeira opção seria ir de avião, pesquisamos preço, tempo de viagem, condições de estrada e acabamos achando que não seria uma boa economia. Porém com medo de voo atrasar ou cancelar, deixamos pra comprar a passagem no aeroporto de VVR. - Sucre > Uyuni: Ônibus "semi leito" -não vá contando com isso- . Era a única opção, lemos muitos relatos sobre a estrada e condições dos ônibus, não é uma maravilha.. mas da pra chegar vivo. - Uyuni > SPA: 4x4, a maioria das agências usam o mesmo modelo de carro (os carros das agências do Atacam são mais novos) - SPA > Arica: Ônibus semi leito, um dos melhores deslocamentos. - Arica > Tacna: Taxi é a melhor forma de atravessar a fronteira. - Tacna > Arequipa: Ônibus "semi leito", a viagem foi super tranquila (essa viagem foi durante a tarde) - Arequipa > Cusco: Ônibus caindo aos pedaços, tinha uma goteira, poltrona quebrada, motorista dirigindo feito um louco. (não recomendo rs) - Cusco > Ollantaytambo: Van local (opção mais barata) - Ollantaytambo > Hidroelétrica Santa Maria: Ônibus (esse ônibus sai de Cusco e é um transporte oficial), bem confortável e deixa bem no "pé" da trilha. Se você gosta de aventura, vá sentado do lado do motorista rs. - Cusco > Copacabana: Ônibus semi leito, ok. - Copacabana > La Paz: Ônibus, ok. - La Paz> Santa Cruz de La Sierra: Ônibus leito, o melhor ônibus da viagem. * OBS: Se sua viagem for durante a noite, não economize, opte pela melhor cia terrestre e por bancos confortáveis. Perdemos um dia em Cusco, pois cheguei na cidade me sentindo péssima, depois de ter passado a noite toda acordada (foi a viagem mais tensa da minha vida rs) *OBS 2: Quando o ônibus tem 2 andares, a melhor opção é ir na primeira fileira, da pra apoiar o pé na janela (mas se por algum acaso acontecer algum acidente..rs) Dicas: - Voos RJ - Se o seu voo é na parte da manhã, a melhor opção é o Galeão. - Sempre chegue com antecedência. Conte com trânsito e outros imprevistos. - Se atente para regras de bagagem de mão da cia aérea escolhida. - Verifique sempre se suas bagagens são despachadas direto ou se você precisa despachar novamente entre uma conexão e outra.No meu caso na ida não foi necessário, mas na volta precisei despachar novamente e mudar de terminal. - Documentos exigidos, parece bobeira mas eu vi uma moça quase sendo barrada por conta do estado da carteira de identidade. Se você pretende viajar para algum país da América do Sul, pode viajar apenas com identidade, alguns como no caso da Bolívia, também pedem certificado internacional de vacina contra febre amarela. - Conte com surpresas desagradáveis da CIA aérea rs. Uma semana antes da minha viagem meu voo foi alterado, não consegui voar na data que planejei. - Verifique condições climáticas e notícias do seu destino. MOCHILA ! Documentos & outros (foi tudo na mochila de attack) - Passagem ou número de localizador - Identidade Carol - Identidade Bê - Comprovante + Certificado Vacina Internacional Carol - Comprovante+ Certificado Vacina Internacional Bê - Mini roteiro impresso - Caderno anotações - Livro - Uno - Pasta - Doleira Carol - Doleira Bê *Baixar filmes/musicas/jogos BOLSINHA DA HERMIONE ! Remédios - Vitamina C (tomamos todos os dias) - Remédio garganta (minha garganta vive ferrada) - Spray garganta - Remédio cólica - Diamox (não usamos) - Vicky (não usamos) - Band-aid - Cataflan - Pomada tattoo (usamos muito) - Paracetamol (não usamos, mas é bom levar) Cuidados Rosto - Sabonete rosto - Hidratante rosto - Esfoliante - Lenço rosto - Escova de dente Carol - Escova de dente Bê - Pasta de dente - Fio dental Make - Rímel - Batom nude - Gloss labial - Protetor/base * O QUE ESTA NESSA RELAÇÃO FOI DIVIDO ENTRE OS DOIS MOCHILÕES !!! * LEMBRANDO QUE ALGUNS ITENS FORAM NA MOCHILA DE ATTACK !!! Cuidados Corpo - Sabonete - Hidratante - Repelente - Álcool em gel - Hidratante mãos - Barbeador bê - Gilete Carol - Desodorante Carol - Perfume Carol - Desodorante Be - Perfume Be Cuidados Cabelo - Pente - Prendedor (muitos) - Shampoo neutro - Condicionador - Ampola hidratante (o cabelo vira palha no Uyuni) - óleo reparador Cuidados Geral - Lixa - Algodão - Cotonete - Cortador - Pinça - Palito - Absorvente - Lenço umidecido - Lenço de papel MOCHILA DE ATTACK ! Carol - Celular - Documentos (Identidades, comprovantes, caderno de anotação..) - Livro - 01 Muda de roupa (legging,segunda pele, calcinha,meia) - Manta - Fom (preso do lado de fora) - Anorak+fleece - Necessaire (hidratante mão, protetor rosto, corpo, boca, bepantol, dorflex, diomax, dramin, neosaldina, colírio, neosoro,lenço umidecido) * foram os remédios mais uteis, de resto usei muito pouco. - Óculos (sol e grau) - Acessórios (cordões, pulseiras e anéis) - Encharpe Roupa Aeroporto - Blusão Jeans, t-shirt, legging, tenis keds - Doleira Bê - Celular - Eletrônicos (GoPro, carregador portátil, fones, adaptador fone, benjamim,hd externo, lanternas,carreadores celular) - 01 Muda de roupa (calça 2-1, segunda pele, cueca, meia) - 01 Encharpe - 01 Anorak - 01 Luva - 01 Gorro - Snack's - Óculos de sol Roupa Aeroporto - Fleece, t-shirt, calça jeans, bota impermeável MOCHILÃO BERNARDO ! Blusas 01 Blusa segunda pele 01 Blusa xadrez 02 Blusas manga longa 04 T-shirts Calças 02 Calças segunda pele 01 Bermuda cargo preta 02 Bermuda tactel *Acessórios (alguns foram na mochila de attack e outros no mochilão) 02 Baterias extras (MUITO ÚTIL) 01 Carregador GoPro 01 Bastão X Acessórios GoPro 01 Lente celular (não usamos) 02 Cartões de memoria extra 01 Canivete 02 Isqueiros Underwear 01 Toalha secagem rápida 01 Canga 01 Roupa de dormir 01 Sunga 08 cuecas 04 meias Sapatos 01 Chinelo * LEMBRANDO DA ROUPA DE VIAGEM E ROUPA EXTRA MOCHILA ATTACK NÃO ESTÃO NESSA RELAÇÃO !!! MOCHILÃO CAROL ! Blusas 01 Segunda pele pretas 01 Blusa manga longa 05 Blusas sem manga 04 T-shirts Calças 01 Meia calça grossa 01 Leggings 01 Short Jeans 01 Calça moletom * LEMBRANDO DA ROUPA DE VIAGEM E ROUPA EXTRA MOCHILA ATTACK NÃO ESTÃO NESSA RELAÇÃO !!! Underwear 01 Toalha secagem rápida 01 Canga 01 Pijama 04 Meias 01 Echarpe 01 Maio 01 Biquíni 01 Top 04 Sutiãs 08 Calcinhas 01 Cinto Sapatos 01 Bota impermeável 01 Chinelo Mochila Etc - Bolívia, Chile, Peru.docx
  2. Gente, tenho pesquisado sobre qual moeda levar para o PERU e vi que é mais vantagem levar em dolar e lá converter para o soles. certo? Mas além de dinheiro, vale a pena levar cartão? qual mais aceito VISA OU MASTER? CRED OU DEB? altera muito a cotação?
  3. Sempre que falo que viajei 5 países na América do Sul com menos de 800 reais, acabo gerando aqueles olhares de dúvida, tipo, ou esse cara é louco ou mentiroso. Vou te mostrar que é possível você fazer o mesmo com um pouco de coragem e planejamento. Primeiro explicando um pouco do meu estilo de viajante, sempre gostei de viajar sozinho e durante mais de uma década estou explorando esse mundo, tendo dado uma volta ao mundo por terra sem utilizar avião, cruzado o oceano Atlântico em navio de carga, escalado dezenas de montanhas e explorado todos os extremos da América do Sul. Foram 5 expedições, 25 países, mais de 110 cidades visitadas em cerca de 408 dias na estrada. Mais de 70.000 km rodados por superfície, sendo 15.000 desses km rodados em mares e rios amazônicos. Quebrei bastante a cabeça até desenvolver essa fórmula para viajar gastando muito pouco. Assista o vídeo da expedição Extremos América do Sul onde gastei muito pouco para fazer Vou descrever nesse artigo os seguintes temas, espero que você consiga tomar coragem e partir finalmente para sua grande aventura: 1. Tripé dos gastos em uma viagem 2. Como ganhar dinheiro enquanto viaja 3. Vale a pena viajar a América do Sul? Quanto eu gastei realmente nas minhas viagens pela América do Sul? Eu fiz 3 expedições pela América do Sul em baixo orçamento, quero citar aqui 2 delas: Expedição poeira e Expedição Extremos América do Sul. Na expedição Poeira, eu consegui fazer 5 países em 22 dias, gastando 780 reais. Na expedição Extremos América do Sul, fiz 7 países em 150 dias, gastando 5.800 reais. Se você fizer a conta verá que nas duas expedições o meu gasto diário rodou em torno de 35 reais. Como fazer para gastar pouco assim? Vamos falar de algo que eu chamo de tripé dos gastos de viagem. Basicamente os custos de um mochilão se fixam em 3 pilares: Transporte, alimentação e hospedagem. Você conseguindo enxugar os custos nesse tripé, reduzirá muito o quanto você gastará na sua viagem. - Transporte Faça as contas, dependendo do vôo, um trecho de avião aqui pela América do Sul já gasta mais que eu gastei na viagem inteira. Esqueça avião se você deseja viajar com baixo orçamento, essa é a dica número 1. Essa é a parte do tripé que mais pesa, você precisará se esforçar para viajar gastando pouco com transporte, mas não é nada impossível e com um bom planejamento é possível viajar sem gastar nada. Basicamente nas minhas viagens eu uso bastante ônibus e pego carona. Carona você consegue arrumar hoje em dia via redes sociais, nos hostels e no clássico levantando o dedão na estrada. V80304-115248.mp4 Já peguei carona muitas vezes sem problema e já fiquei horas e horas na estrada tentando sem sucesso. Na Argentina foi super fácil e no Chile super difícil, é tudo uma questão de paciência e tentativas e erros. Acabei viajando com amigos dividindo o valor do aluguel de carro, na caçamba de caminhões, em carros chiques e em ônibus de turismo. - Alimentação Essa é a parte que eu me orgulho de dizer que gasto o mínimo possível, deve ser por isso que perdi 22 kilos em 150 dias de viagem. Para gastar pouco com alimentação não tem segredo: Comprar comida no mercado e cozinhar no hostel. No Chile a comida mesmo no mercado estava muito cara, só reduzir as expectativas e mandar ver: Sopinha de tomate com cenoura. Eu tenho a vantagem de acampar muito em minhas viagens, em 150 dias de viagem, passei quase 40 dias acampado e quando eu estou acampando é basicamente arroz branco com alguma proteína barata como ovo e um temperinho. Acaba-se gastando muito pouco, nesse vídeo abaixo fiquei 1 semana acampado e me alimentando de arroz com alguns itens que ia encontrando pela mochila e pelo caminho. V80321-120347.mp4 Minha receita mais barata e que mantém meu corpo funcionando o dia todo de forma saudável é: Frutas como banana e maçã no café da manhã e eu fazia 2 sanduíches com pão, tomate, abacate e ovo cozido. Eu gasto em torno de 8 reais por dia com alimentação ( Café da manhã, almoço e jantar ). Uma dica é procurar hostels que já tenha café da manhã, encontrei lugares que valia muito a pena se entupir de comida do hostel e depois passar o dia sem comprar nada para comer. Ainda vou dar mais uma dica para você se alimentar bem e ainda ganhar um dinheiro com isso, isso lá no tópico sobre como ganhar dinheiro na estrada. - Hospedagem Hoje em dia temos tantas opções de sites e aplicativos que ajudam com hospedagem que posso quase que te garantir que você vai conseguir ótimas opções de hospedagem barata. O grande aplicativo que uso é o Booking, já encontrei muita pechincha no aplicativo que jamais encontraria andando e buscando lugar no boca a boca ( Faço muito isso também ). Se o aplicativo só está mostrando locais caros, vale a pena buscar da forma tradicional, andando e perguntando. Poucas vezes eu chego em uma cidade com hospedagem garantida, somente quando sei que vou chegar de noite ou em locais mais perigosos onde é melhor eu garantir pelo menos minha primeira noite. Uma dica que sempre dou é olhar os comentários dos usuários, eu particularmente sempre vou no mais barato que aparecer. O problema de escolher só pelo dinheiro é que você acaba se deparando com quartos como esse abaixo, se te mostro o telhado tu corre kkkk Eu acampo muito, em campings e em locais selvagens, livres de cobrança. Coachsurfing é uma ótima pedida, eu fiz bons amigos nessa categoria de hospedagem. O ideal é ir criando um perfil nessas redes e se engajar, dificilmente vão te aceitar sem um perfil já trabalhado, tente hospedar pessoas na sua casa antes de ir viajar, isso deixará seu perfil perfeito. Outra categoria bem diferente de hospedagem é fazer trabalho voluntário. Você pode usar sites como Workaway e Worldpackers, eu usei o Workaway para trabalhar na Europa com cavalos no inverno e em projetos de bio-construção no Brasil. Na América do Sul tive diversas oportunidades que os próprios amigos de estrada vão te indicando, se você está aberto a essa possibilidade, de vez em quando rola até alimentação nesses trabalhos voluntários. Agora, como ganhar dinheiro enquanto viaja? Sempre me perguntam como eu consigo ficar 150 dias viajando pela América do Sul ou 197 dias viajando o mundo, sou rico?? Longe disso, não é necessário ser rico para cair no mundo, minhas contas me dizem que é mais caro viver em SP do que viajar o mundo. Existem muitas formas de ganhar dinheiro viajando e vou falar algumas aqui que eu vi rolar e achei bem honesta a forma que encontraram de continuar viajando. Uma das mais interessantes é cozinhar no hostel. Junte um grupo, arrecade um pouco de dinheiro de cada um, compre os ingredientes no mercado e cozinhe para todos. Vi isso em muitos hostels ao redor do mundo, viajantes ganhando dinheiro cozinhando para a galera. Imagine você ganhando 2 reais por cada integrante do grupo, normalmente são 10 a 15 pessoas envolvidas. Um amigo meu que está viajando há 6 anos o mundo de moto, costuma parar em casas que faltam manutenção e se oferece para pintar a casa em troca de hospedagem. Ele diz: Olha, você compra uma latinha de tinta e eu pinto tudo para você, em troca eu posso acampar aí no seu quintal? Opções não faltam, eu já ganhei uns trocados dando aula de capoeira na praça, já vi fazerem isso com Yoga e alongamento. Já vi tatuadores trocando tattoo por comida, hippies vendendo sua arte nas ruas, fazendo malabares, entenda uma coisa: Tudo é possível quando se tem ânimo para ir a luta e trabalhar seu sonho. Mas, e aí? Vale a pena mochilar pela América do Sul ? Sou totalmente suspeito para falar, sou completamente apaixonado por esse continente, tanto que estou partindo em breve para minha 4° expedição por aqui. Só digo uma coisa: Ruínas incas, montanhas, desertos, praias, um povo simpático e câmbio favorável - Onde mais você encontra isso no mundo? Fiz uma palestra falando somente sobre isso, porque eu amo tanto a América do Sul, se você está em dúvida se deve ir ou não, peço que assista minha palestra e tire suas próprias conclusões, em breve no meu canal no Youtube, siga o canal para acompanhar os novos vídeos que vou colocar. Canal Trabalhe seu Sonho --- Espero que essas informações tenham te ajudado de alguma forma e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, será um prazer te ajudar nesses primeiros passos da sua jornada por esse continente que eu amo tanto. Grande abraço e bons ventos!!
  4. carol_gsoares

    Alguém já foi de Peru Hop?

    Gente vi em um relato que a menina utilizou o Peru Hop para fazer um determinado trajeto e achei bem interessante. Ele faz Lima até Cusco passando por Paracas, Huacachina, Nazca, Arequipa e Cusco. Quem conhece, sabe se vale mesmo a pena ou é melhor tentar fazer independente? https://www.peruhop.com/passes/to-cusco-without-the-lake/
  5. Cerro Colorado: um segredo que foi tão bem guardado, que não há nenhuma informação fácil de se encontrar. Winicunca como também E conhecida em Quechua (língua indigina), ATE parece uma pintura escondida do meio dos Andes. Podendo ser conhecida antigamente apenas pela trilha Ausangate 7dias/06 noites, sendo considerada como uma montanha sagrada, ou que Ausangate simboliza e significa o espírito da montanha para os locais. Para os peruanos, é uma das divindades de Cusco, dês de tempos pré-Inka, tem sido um local sagrado de cultos e oferendas até hoje. Até o ano passado, para chegar nesse tesouro natural, eram exigidos no mínimo 5 dias de trek. Esse ano foi feita a estrada que sai de Cusco para a região de Pitumarca (terra do último Inka Pachacuteq) ; Podendo conhece-la hoje em um dia, ficando HA 4 horas de Cusco e mais 4 horas de caminhada ATE chegar LA. Caminhando por aldeias pitorescas,casas em estilo adobe, rebanhos de lhamas e alpacas e paisagens realmente magníficas, podendo avistar a enorme Geleira de Ausangate, a mais alta da região, com 6.385 metros de altitude. Me vi maravilhada quando chegamos no mirador do Cerro Colorado com 5.200 metros de altitude, e a ultima subida sendo realmente INGRIME e CANSATIVA , que nem os cavalos podiam subir, parecendo se esconder no meio do vale, estando protegida, cercada de lagoas, geleiras e montanhas vermelhas como do deserto de Nazca. FOTO MONTANHA Ainda de madrugada, 3:10am a van da agencia foi nos buscar na porta do hostel, chegando pontualmente no horario marcado. 4 horas de viagem de van para o povoado onde tomamos café da manhã em Queshiuno. Pão, geléia natural, manteiga, leite, café; e claro o chá de folha de coca.( Nosso melhor amigo para nos ajudar a abrir os bronqueos e respirarmos melhor, nos adaptando com a altitude.) Depois de alimentados, 10 minutinhos de van, chegamos ao "Valle del Ausangate" em Qheshiuno. Começamos a trilha ás 8:00am com o solo e toda paisagem ainda úmida do orvalho congelado, e a neve nas montanhas que ao longo dia, com o sol, nos deu outra pespectiva de lugar, com muitas cores e contraste no camimho. (Se a agência que vocês contraram, dizer que é uma trilha tranquila, não acredite, pois não é. SAO 4 horas de caminhada na ida, é um treck íngrime, sempre subindo, a altitude TAMBEM subindo no decorrer do caminho. Com montanhas e morros, passando pelo riacho e muitas pedras, recomendamos levar o "walking stick" que vimos muita gente que usava tendo mais apoio e mobilidade nos desafios passados ao longo da trilha. Logo no inicio da caminhada, fomos recebidos pelo rebanho de lhamas, e já subindo, podendo ter a vista da Geleira de Ausangate. Seguindo o riacho que na verdade é proporcionado pela neve derretida das extremidades da geleira, nos envolvendo em praticamente todo o caminho, passando também PELO povoado e por aldeias dos moradores locais de lingua Quechua. Se você achar que a caminhada pode ser um pouco pesada, ou saber que vai se cansar facil com a altitude, logo no incio e durante, até a ULTIMA subiada da montanha Colorida, a população local aluga seus cavalos para os turistas por S./60,00 soles, puxando o cavalo, para dar ASSISTENCIA de agua e comida para eles no decorrer do caminho. Passando por campos de batatas e fauna única, casinhas dos chinchilas enfeitando a paisagem, lhamas e alpacas se alimentando nos campos,e TAMBEM as vicunhas, que são da mesma família mas não são domesticadas e SAO mais pescoçudas. Muitas montanhas vermelhas também são destaques na trilha, dando contraste com o verde e o marrom da terra, o azul macio do céu refletindo nas lagunas, as macias nuvens confortando toda paisagem.
  6. É obrigatória a vacina da febre amarela para entrar na Bolívia ou no Peru? Li em algum lugares que não é obrigatória, apenas uma recomendação...
  7. Blog Macuxi viajante

    Peru 25 dias

    Primeiramente, é a primeira vez que escrevo na página. Resolvi relar, pois quanto mais informações e pontos de vistas diferentes, melhor. Eu tenho um blog chamado Macuxi viajante. Mas, como nao e conhecido, as vezes não chega nos sites de busca. Peru não era meu destino de fim de ano, eu iria para outro lugar bem diferente. Mas, como nem tudo é do nosso jeito, às vezes é até melhor, recebi um convite de uma amiga da época de faculdade para fazer um mochilao por esse País, com ela e mais cinco amigos. A principio fiquei com receio, não pelo lugar, pois eu topo tudo. Mas, sim por ser uma viagem em grupo, estou acostumada a viajar sozinha. Em grupo sempre tem divergências, mas ela me garantiu que o foco de todos era o mesmo - viagem boa, barata e diversão. Arrisquei minhas fichas e topei o desafio. Uma semana depois, já tinha comprado a primeira passagem da jornada, não tinha mais volta. A galera já tinha pré-definido os lugares do roteiro, só faltava questões de hospedagem, passeios e afins. Depois, de saber os lugares, fui pesquisar um pouco e comecei a ficar angustiada com essa viagem. Estava animada, mas preocupada, a ponto de pensar em desistir. Quanto mais lia sobre o lugar, me apaixonava, mas ao mesmo tempo eram tantos relatos de gente passando mal, por causa da altitude e que precisava de preparo físico. Que comecei a pegar mais pesado na academia e fazer alguns tipos de exames, como cardiorrespiratório. Eu tinha histórico de asma, rinite alérgica, gastrite, então tudo de ruim passava na minha cabeça, mas no fim deu tudo certo. Tanto a viagem em grupo, como a ótima adaptação do corpo ao local. Então, vamos embarcar nessa?! Let’s go! Nossa viagem seria de 25 dias. Como saindo de Boa vista direto para Cusco seria muito caro, nosso caminho era um tanto estranho, mas interessante e bem mais barato. Passaríamos por mais de 10 cidades e ficaríamos em 06. E 03 países diferentes. 1º PARADA – PORTO VELHO. Saímos de Boa Vista para Porto velho de avião com conexão em Manaus, dia 25 de dezembro. Chegamos à noite e fomos direto para rodoviária de Porto Velho (que lugarzinho mais feio, de Boa vista é bem melhor!!). Ônibus de Porto velho para Rio Branco: Empresa Amatur R$ 62,00 (Esse valor era promoção de natal, geralmente é quase o dobro!). Tempo de viagem: 8h. 2º PARADA – RIO BRANCO. Chegamos à rodoviária de Rio Branco 7 da manhã (Me impressionou a estrutura, achei que era ruim, mas o lugar é bem legal). De lá fretamos um táxi empresa Acre táxi com Josias até Brasiléia, por R$ 100,00/ pessoa. Tempo de viagem: 3h 3º PARADA – BRASILÉIA. Chegamos a Brasileia 11h e de lá pegamos outro táxi para Iñaperi (fronteira do Peru) com o taxista Mateus. O valor de R$ 100,00 que pagamos já inclui esse segundo táxi. Tempo de viagem: mais ou menos 1h. 4º PARADA – IÑAPERI. Chegamos a Iñaperi. O Mateus foi bem solicito. Passamos pela imigração brasileira para carimbar passaporte ou identidade. Ele nos levou para almoçar, pagamos em torno de R$ 10,00 para tomar uma sopa de sêmola (muito gostosa) com direito a refresco. E ainda provamos Res com maní (carne de boi com amendoim). Ele também ajudou no cambio, com a Noemi. Obs. Achávamos que o cambio estava 1 x 1, mas quando chegamos lá estava 1 sole por R$ 0,87. Era o melhor que tinha, perdemos uma quantia considerável. Mas, eu troquei mais duas vezes em Cusco e Lima, ambos por R$ 0,91. Um pouco melhor. Antes de sair de Iñaperi, precisávamos passar pela imigração peruana, dá entrada no País. Tinha uma fila considerável. A imigração é bem tranquila, você preenche o formulário e eles perguntam quanto tempo você vai ficar no País e carimbam com os dias que você pode permanecer. Se caso você, ultrapassar da data de saída, você pagará uma multa. Próximo destino seria Puerto Maldonado. O Mateus nos ajudou com carinha da Van que iria para Puerto por 30 soles/pessoa (até a rodoviária de Puerto). Eram 230km.Tempo de viagem:3h e meia. Contato: Mateus – (68) 99987 1091 5º PARADA – PUERTO MALDONADO. Mais uma vez nos impressionamos dessa vez com a dimensão de Puerto. Achei que era uma cidade bem pequena, mas não. É um mundo e bem congestionada. Se tivéssemos tempo e dinheiro, podíamos ficar lá para curtir pelo menos uma noite. Mas fomos direto para a rodoviária. Compramos nossa passagem para Cusco pela Cruz del sur – cruzeiro suíte. 77 soles com serviço de bordo + 3 soles da taxa de embarque. Saída 21h e chegada 7h. Obs.: O ônibus é barato para comodidade que temos e se comparado com as empresas brasileiras. A poltrona reclinável 160 graus, confortável, tem cobertor, tem travesseiro, tem televisão com filme/fones de ouvido, tem todas as refeições, é espaçoso, entrada USB, tem wifi (mas não funcionou). Como não tínhamos certeza do horário que iriamos chegar, então compramos na hora. E tinha bastante vaga. E outra observação é sobre despacho de bagagens. É da mesma forma que avião, eles pegam sua bagagem antes de entrar no portão, para despachar para o ônibus. Como minha mochila era pequena, não tinha necessidade. Isso funciona em todo o Peru e Bolívia. A estrada peruana é ótima! 6º PARADA – CUSCO. Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 7º PARADA – ICA/PARACAS Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 8º PARADA – HUARAZ Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 9º PARADA – LIMA Todo o detalhe desse lugar será dito em outro post. 10º PARADA – SANTA CRUZ DE LA SIERRA. Saímos de Lima para Santa Cruz de avião no dia 15 de janeiro. Esse roteiro parece estranho, mas foi um meio de economizarmos em passagem aérea. Aproveitamos as oportunidades. Mas, não é um caminho que aconselho muito, é cansativo, mas não deixa de ser uma opção. O cambio foi de 1 sole para 1,70 bolívares. Trocamos no aeroporto de Santa. Trocamos pouco, pois ficaríamos só um dia. E eles não trocam moedas! Voltei com 10 soles em moeda para casa...^^ Chegamos 4 da manhã e pegamos um ônibus que saía do aeroporto para pontos estratégicos da cidade. O valor independente do destino. O funcionamento é de 6:30 – 22h. Todos os dias. Sai um ônibus a cada 20 minutos. O ônibus diurno é 6 bolívares e o noturno é 4 bolívares. Ele nos deixou em um local lá perto centro e pegamos um ônibus comum por 2 bolívares perto da rodoviária. Ficamos em um hostel em frente à rodoviária. O hostel 13 de dezembro. Dividindo o valor entre os sete, a hospedagem ficou 43 bolívares. O hostel era só para descansarmos um pouco. Então escolhemos pelo preço, pela disponibilidade mesmo. De modo geral, não era ruim. A comida precisa ter cuidado de onde comer. Enquanto o pessoal dormia, eu saí para comer aos redores, não comíamos direito há horas. Depois, de andar um pouco e sem opções entrei no restaurante e pedi um frango frito. A comida estava longe de ser boa, mas me ajudou a enganar a fome. Mas, esteja com remédio da verme em dias. Estômagos muitos sensíveis, podem não se adaptar. O almoço foi 14 bolívares. Santa cruz de la sierra é uma das cidades mais populosa de Bolívia. Mas, pela primeira vez eu queria embora cedo. A cidade é estranha. Muitos brasileiros moram lá para cursar medicina. Mas, particularmente não gostamos. Não sei se porque não a conhecemos mais, ou se fomos só na parte pobre. Mas, não temos o que elogiar. Os bolivianos de modo geral são grosseiros, mal te respondem. Eu achei cidade cara, sem pensar em conversão de moeda. Uma agua era 6 bolívares. Conhecemos a Plaza 24 de setembro, que foi o local mais simpático que vimos por lá. E limpo. Além da linda catedral basílica de st. Lawrence. Nós embarcamos de ônibus para Puerto quijarro/Suarez à noite e chegamos por volta de 7h da manhã lá. As passagens já tinham sido compradas pela internet uns dias antes. E lá na rodoviária só trocamos pelo bilhete. Empresa: não lembro o nome R$ 78,00. A empresa é desorganizada e o ônibus é bem ruim. 11º PARADA – PUERTO SUAREZ. Na rodoviária de Puerto Suarez, pegamos um taxi ate a fronteira com Brasil. R$ 5,00/pessoa. Chegamos cedo, mas já tinha uma fila enorme na imigração boliviana. Passamos a manhã toda na fila e sol quente. Na fila já nos ofereceram a van que iria direto para Campo Grande, sem precisar ir para Corumbá. E fechamos com eles. Carimbaram nossa saída da Bolívia. Os bolivianos pagam uma taxa para entrar e sair no Brasil. Quando andamos um pouco, pensando que já estávamos indo embora, deparamos com uma segunda fila enorme para da entrada no Brasil na fronteira brasileira. O que achamos uma burrice, por que brasileiro precisa da entrada no Brasil?! Depois, de muito tempo, um oficial da PF pegou os documentos de todos brasileiros e entrou para tentar facilitar as coisas. Saímos da fronteira para Campo Grande meio-dia e chegamos 18h (horário local). Em termos gerais, foi mais 4h de viagem. Empresa da Van até Campo Grande: Vanzella – R$ 120,00/pessoa. 12º PARADA – CAMPO GRANDE. Ultima parada da viagem e já não tínhamos dinheiro. Mas, o cartão salva (rsrs). A cidade é parecida com Boa Vista. Parece tranquila de se viver e fácil de dirigir na cidade. Mas, tem quatro vezes mais habitante que aqui. Passamos três dias. E foi mais para descansar. A cidade em si não tem muito que fazer. Os turistas vão para lá para visitar Bonito e o Pantanal. Que são as atrações do estado. Mas, em janeiro é alta temporada, então é muito caro. E não tínhamos Money. Andamos pelo centro, fizemos algumas compras. Conhecemos o Parque das nações indígenas que fica bem pertinho do Shopping campo grande. O parque é grande, legal para fazer piquenique, esporte. O aquário localizado dentro do parque ainda esta em construção. A noite uma opção que todos falam é Valley, tem três casas de shows, mas na quinta o dia que fomos só uma delas estava aberta. A casa de show é tipicamente sertaneja, hit de campo grande. A casa é bem decorada, até demais. Acaba diminuindo o espaço para as pessoas dançarem. As duplas que cantaram são boas, mas tocou também outros tipos de musicas. A entrada era R$ 25,00. E as bebidas são de 10 para cima. De modo geral é boa, mas, nada demais. Hospedagem: Pousada e camping Santa Clara – Rodrigo (67) 9695 4722 Endereço: Av Vitor Meireles, 125. Bairro Universitário. R$ 32,00/diária (reservamos pelo Booking). Pontos positivos – o hostel parece uma chácara, bem grande e ventilado. Os quartos são bons. Tem café e é gostoso. Você pode usar a cozinha e lavanderia quando quiser. Tem internet. Tem sinuca, piscina que pode ser usado à vontade. O proprietário é bem tranquilo e sem burocracia. Perto da rodoviária. Pontos negativos: não seria um ponto negativo, mas a localização não e pertinho do centro. Da uns 20 minutos de carro. Para algumas pessoas isso pode ser ruim. Como a viagem foi longa, não tem como escrever tudo em um post. Então, publicarei aos poucos. Além de falar sobre o que levei na mochila, quais remédios levar e etc.
  8. Este relato é sobre a viagem ao Peru que fiz com minha esposa entre os dias 17 e 29 de outubro de 2017 e o principal objetivo ao compartilhá-lo é poder auxiliar os leitores que desejam um dia visitar este encantador País. Visitamos as regiões de Cusco, Machu Picchu, Huaraz, Ica, Paracas e Lima e ainda faltou no roteiro tantas cidades interessantes. Compramos antecipadamente as passagens de avião, deslocamentos de ônibus entre as cidades, os ingressos para Machu Picchu e Huayna Picchu, as passagens de trem para Águas Calientes e fizemos todas as reservas de pousadas e hostels através do site Booking.com. 17/10/17 – São Paulo x Lima x Cusco Saímos de São Paulo – Brasil com destino a Lima - Peru no voo da LATAM as 9h00, a duração desta viagem de avião é de 5h05, mas como o Peru possui 2 horas de diferença de fuso horário e devido ao horário de verão no Brasil, pousamos em Lima às 11h05 (horário local). - Passagem aérea ida e volta SP x Lima x Cusco e taxas por pessoa: R$ 1750,00 Desembarcamos, passamos rapidamente pela imigração e fomos buscar as bagagens, nosso próximo voo era de Lima para Cusco às 13h40. Uma observação importante é que no aeroporto de Lima é necessário retirar as malas, sair do aeroporto e entrar novamente pelo acesso de voos nacionais. Enquanto esperávamos pelo horário de embarque almoçamos no aeroporto de lima no Mc Donald’s. - 40,50 soles por 2 combos. As 15h00, desembarcamos em Cusco, pegamos as bagagens novamente e fomos em busca de um taxi para ir até a pousada que havíamos reservado (6km de distância do aeroporto e 25 minutos). Dentro do aeroporto os taxistas credenciados nos cobraram 40 soles pelo transporte, mas decidimos andar um pouco mais e assim que cruzamos a porta do aeroporto, no estacionamento mesmo, encontramos um taxista que nos ofereceu o serviço pela metade do preço, 20 soles. O trânsito na cidade não estava muito ruim e o deslocamento até a pousada foi rápido. Fizemos o check-in na La Posada Del Viajero, no centro de Cusco - Endereço: Santa Catalina Ancha, 366 - bem atrás da Catedral da Plaza de armas, na parte plana da cidade. - 2 diárias quarto exclusivo com banheiro privativo: 327 soles A pousada fica no fundo de uma viela e é muito bem estruturada. Possui quartos compartilhados sem banheiro privativo e quartos exclusivos com banheiro. Todos os funcionários da pousada foram muito atenciosos e nos deram muitas dicas de Cusco. Deixamos as malas no quarto, tomamos o famoso chá de coca oferecido na recepção do hotel para ajudar a minimizar os efeitos da altitude, já que Cusco está a 3400 metros acima do nível do mar, e fomos conhecer a cidade. Passamos pela Plaza de Armas, tiramos algumas fotos do chafariz, da estátua dourada, da Catedral Sagrada Família e seguimos descendo a principal avenida da cidade, Av El Sol, em busca de um local para trocar reais por soles, a moeda local do Peru. A tarefa não foi nada difícil, já que praticamente em cada porta de comércio que se olha encontra-se uma placa de câmbio. Pesquismos a cotação do real em uns 5 lugares, mas como a variação é bem pequena, acabamos fechando em uma papelaria que estava com a taxa: 0,945. Ou seja, um pouco menos que 1 real. Dessa forma, conseguimos quase a mesma quantidade de dinheiro em soles que em reais. Entramos em alguns centros artesanais e a Karina logo comprou um poncho por 58 soles. Fomos então fechar o passeio que gostaríamos de fazer no dia seguinte. Existem muitas agências que oferecem passeios em Cusco e os preços variam bastante, vale a pena comparar e entender bem as diferenças, como número de pessoas do grupo, almoço, horário de saída e retorno, entre outras. Jantamos na Trattoria Adriano - Endereço: Av El Sol, 102. - Pizza 8 pedaços (pequena e massa fina) - 1 coca vidro pequena - 1 cerveja cusquenha pequena - 1 sorvete banana split Total: 60 soles No retorno a pousada paramos no mercado e compramos uma água de 2,5l por 3 soles. 18/10/17 – Cusco – Passeio Vale Sagrado Sul – Moray e Maras Acordamos as 7h00, tomamos um bom café da manhã na pousada (3 tipos de suco, pão, manteiga, geleia, cereais, café com leite e frutas) e esperamos na porta da pousada no horário combinado pelo transfer do passeio. Na noite anterior fechamos, na agência Puma Peru Expedition, o passeio para Maras e Moray com 2 quadriciclos por 170 soles no total com saída as 8h00 e retorno as 15h00. Esperamos na portaria da pousada por mais de 20 minutos e por volta de 8h25 uma menina nos encontrou. Fomos a seguindo, a pé, por algumas ruas até embarcar em uma van que estava descendo a rua. Na van conhecemos os demais integrantes do grupo, que era bem pequeno, nós dois e outros dois rapazes jovens, um canadense e outro britânico. Seguimos de van por pouco mais de meia hora até uma fazenda onde estavam estacionados os quadriciclos. Ao chegar, o guia e alguns ajudantes nos passaram as instruções, preenchemos uma folha com nossos dados, deixamos os documentos, pegamos os capacetes e luvas e andamos algumas voltas em uma pequena pista circular para nos ambientar com os quadriciclos. Os quadriciclos eram grandes, potentes e bem conservados. Após os testes, seguimos o guia dirigindo em fila única, por estradas de terra, sentido Moray. Em pouco mais de 40 minutos chegamos a Moray, compramos os boletos turísticos e entramos. Há duas opções para o acesso aos principais pontos turísticos de Cusco: Boleto Parcial no valor de 70 soles por pessoa, válido por 2 dias ou o Boleto Total no valor de 130 soles por pessoa, válido por até uma semana. Ambos opções dão direito a entrada nas principais ruínas do Valle Sagrado(Pisaq/ Ollantaytambo/ Chinchero / Moray) e em mais algumas atrações na cidade de Cusco. Como iríamos ficar apenas dois dias em Cusco optamos pelo boleto parcial. O Boleto turístico pode ser comprado durante os passeios ou no escritório de turismo de Cusco na Av. El Sol, 103. Ficamos somente 15 minutos em Moray, porém tempo suficiente para tirar algumas fotos e ouvir algumas explicações do guia sobre o local. Seguimos então novamente pilotando os quadriciclos rumo a Maras. Para acessar as salinas é necessário a compra de um ingresso no valor de 10 soles por pessoa. O guia nos informou que nossa visita ali duraria uns 40 minutos, nos deu algumas explicações e nos deixou livres para circular pelo local. Em Maras existem bastantes coisas interessantes a venda, inclusive artesanatos feitos com sal, além do próprio sal produzido lá para consumo. Retornamos de quadriciclo a fazenda, pegamos a van e voltamos a Cusco, chegando ao Centro por volta de 15h00. Almoçamos no restaurante Emperador Pizzeria – Endereço: Calle Escribanos 177 – Plaza Regocijo. Comemos o menu do dia, que veio com uma entrada (4 nachos e pate de guacamole), sopa, e o prato principal, frango empanado, arroz e batatas e 1 copo de limonada por 15 soles por pessoa, totalizando 30 soles. Após o almoço visitamos o Museu Inka – Endereço: Rua Cuesta el Almirante,103 – Centro - na rua esquerda a catedral da Plaza Central. Na entrada do museu tiramos fotos com uma lhama que estava com uma peruana e pedia apenas uma “propina” em troca. A entrada do museu custa 10 soles por pessoa e não é permitido tirar fotos em seu interior. O museu é bem pequeno, porém interessante para aprender um pouco mais da cultura e história local. Destaque para os crânios na última sala do museu. Saindo do Museu fomos ao Centro Artesanal de Cusco que fica na última quadra da avenida El Sol, cruzamento da avenida Tullumayo. O mercado fica abrigado em um grande galpão, repleto de barracas, disponibiliza ainda uma variada praça de alimentação e possui artesanatos de várias regiões do Peru e os preços são um pouco mais baratos que o famoso Mercado San Pedro. Compramos um presépio de pedra bem bonito por 10 soles. A noite fomos jantar novamente na Trattoria Adriano - Lasagna: 26 soles - Fetuccini Alfredo: 26soles - 2 Coca-Cola 500ml: 12 soles Total: 64 soles Tomamos sorvete em uma cafeteria na Av El Sol que não recordamos o nome: 10 soles por 2 bolas. Fechamos na agência Moshinaga Travel Agency o passeio para o dia seguinte – Vale Sagrado por 45 soles por pessoa com almoço incluso. Decidimos fechar este passeio em uma agência diferente da anterior pois não havíamos gostado muito da explicações do guia anterior, além do preço nesta nova agência ser um pouco inferior. 19/10/17 – Cusco – Passeio Vale Sagrado e Águas Calientes Tomamos novamente café da manhã na pousada e deixamos as malas guardadas no depósito da pousada, uma vez, que iríamos dormir a próxima noite em Águas Calientes, para visitar Machu Picchu no dia posterior, retornando a Cusco somente na sequência. Fomos até a agência como combinado às 8h00. Aguardamos novamente quase meia hora até que uma menina nos encontrou e pediu que a seguimos. Desta vez andamos bastante, uns 25min, a pé dentro de Cusco até chegar ao ônibus que estava estacionado em um posto de combustível. O ônibus era grande e o grupo de turistas era de mais ou menos 20 pessoas. Por volta de 9h00 saímos com destino ao Vale Sagrado. A primeira parada, depois de pouco mais de meia hora de estrada, e 50km de Cusco, foi no mercado artesanal de Calca, ficamos lá por cerca de 25 minutos. O mercado nada mais é do que várias tendas a céu aberto com vários itens artesanais. Destaque para as facas feitas com resina com rostos macabros e a dupla de bois que são colocados no topo das casas da região para proteção. - Banheiro 1 sole Próxima parada foi Pisac, cidade que fica a 33 km de Cusco. Antes de acessar o sítio arqueológico, paramos em uma portaria para quem não possuísse o boleto turístico o comprar. Como já o possuímos, bastou o apresentá-lo. O ônibus estacionou, subimos todos juntos a pé até a parte principal do sítio e o guia fez uma breve explicação sobre o lugar. Falou sobre os motivos daquela construção, que data do ano de 1480, ter sido feita ali, entre elas abalos sísmicos, estudo da astronomia, agricultura, clima , entre outros. Explicou sobre as 1500 catacumbas que existem encravadas na montanha. Comentou que os Incas cultivavam ali, nos terraços agrícolas, mais de 4000 tipos de batatas, 800 tipos de milho, entre muitas outras coisas. Na sequência combinou um local de encontro para o grupo e nos deu 30 minutos livre para explorarmos o local. Subimos ao topo do centro arqueológico, tiramos muitas fotos e descemos pois já era tempo de encontrar o grupo. Ficamos em Pisac por volta de 1 hora no total. Na sequência o ônibus parou no mercado artesanato e joias em Pisac. Conhecemos uma fábrica de joias, onde aprendemos as diferentes tipos de pratas e a diferenciar pratarias verdadeiras e falsas. Ficamos lá por 25 minutos. Este mercado possui banheiro e não é necessário pagar. Karina comprou um pingente de prata e pedra azul por 45 soles. Seguimos então com destino a Urubamba para almoçar. Após 1 hora de viagem chegamos ao restaurante Paqharina, um local muito bonito com buffet de comida a vontade, bastante variedade (saladas, carne de alpaca, frango, peixe, macarrão, arroz, lentilha, milhos, batatas, sobremesas) e tudo muito gostoso. O guia nos avisou que teríamos 45 minutos para o almoço, tempo suficiente. Após o almoço nos deslocamos de ônibus por 30 minutos a Ollantaytambo, mais uma obra monumental da arquitetura Inca que constituiu um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola. O local é repleto de gigantes pedras com lados, ângulos e volumes bem diferentes. O acesso ao atrativo está incluído no boleto turístico. Destaque para o Templo do Sol, impressionante conjunto arquitetônico, já bem destruído pela ação do tempo e dos exploradores espanhóis. A parede principal é formada por 6 enormes pedras com muitos ângulos e que se encaixam com enorme precisão. Ficamos em Ollantaytambo pouco menos de 1 hora. Seguimos então, de mototáxi, que são motos com uma cabine atrás que comportam até duas pessoas, em direção a estação de trem de Ollantaytambo, onde iríamos pegar o trem da Inca Rail com destino a Águas Calientes as 16h36 (importate chegar na estação com pelo menos 30 minutos de antecedência) O trajeto até a estação durou 5 minutos e pagamos 3 soles. O trajeto de trem de Ollantaytambo até Águas Calientes, também hoje conhecida como Machu Picchu Pueblo, é feito somente por 2 empresas: Inca Rail e Peru Rail, ambas possuem ofertas de transporte em vagões com vários estilos e preços. Escolhemos a Inca Rail pelo horário oferecidos e pagamos 64 dólares por pessoa na classe executiva. A viagem de trem durou 1h30 e durante o trajeto nos serviram 1 snack e uma bebida a escolha, quente ou gelada. Eu escolhi Soda Andina (suco de limão, angostura, ginger ale, com fatias de gengibre e uma estrela de anis) e a Karina escolheu café com leite. A classe executiva do trem da Inca Rail possui janelas bem grandes, inclusive no teto e a vista em volta é maravilhosa. Passamos por um vale cercado de montanhas com picos nevados e no final da viagem parece que estamos passando por dentro da selva, árvores altas dos dois lados, seguindo o rio Urubamba ao lado esquerdo. Chegando na estação de Águas Calientes fomos recepcionados por uma funcionária do hotel que havíamos reservado no Booking. O Hotel chama-se El Tambo MachuPicchu e fica bem no centro cidade, a uns 5 minutos a pé da estação. Pagamos 115 soles por uma diária e o hotel atendeu as nossas expectativas para um bom banho e uma noite de sono confortável. Fizemos o check-in no hotel, fomos conhecer a cidadezinha, comprar as passagens de ida e volta de ônibus a Machu Picchu e jantar. As passagens do ônibus são compradas no quiosque da Consettur, em baixo da ponte sobre o rio que corta a cidade, bem fácil de achar, e a subida e descida de microônibus nos custou 24 dólares por pessoa. Após entrar em alguns restaurantes e não gostar muito dos preços decidimos parar em um na rua em frente a linha do trem e pedir lanches. - 2 cheeseburguers com ovo : 44 soles - 1 cerveja cusquenã trigo grande : 16 soles - 1 coca de 500ml : 8 soles - Taxa deserviço: 14 soles Total: 82soles Infelizmente não lembramos o nome do restaurante, mas não o recomendamos pois o atendimento foi péssimo, a comida demorou muito para chegar e a carne do hambúrguer era bem ruim. Na volta compramos uma água de 2,5l no mercado na rua do hotel por 5 soles. 20/10/17 – Machu Picchu – Cidade perdida dos Incas Acordamos bem cedo, às 3h50, para ficar na fila do ônibus que começa a subir a Machu Picchu à partir das 5h30. Como era bem cedo, o hotel ainda não estava servindo o café da manhã, mas combinamos o horário que sairíamos na noite anterior com a funcionária do hotel e eles nos deixaram um kit de lanche, com pão, suco e fruta. Chegamos na fila do ônibus para subir Machu Picchu as 4h20. A fila já estava enorme, uns 120 metros e mais de 200 pessoas. Fui perguntar ao primeiro da fila e ele me falou que chegou lá por volta de 3h00. Apesar do nosso lugar atrás na fila vários ônibus surgiram, as pessoas foram subindo em ordem e entramos rapidamente as 5h40. Chegamos a portaria as 6h05, pegamos mais uma fila até a catraca, mas logo já conseguimos entrar. Subimos então andando rapidamente diretamente a parte alta para ter a vista de Machu Picchu com poucos turistas. Ao chegarmos em um ponto bem alto olhamos para baixo e vista era espetacular, praticamente não existiam nuvens cobrindo as construções. Deixei a GoPro posicionada estrategicamente tirando fotos automaticamente a cada 10 segundos para posteriormente fazer Time Lapse. Tiramos então algumas fotos com a câmera e o celular e em questão de 15 minutos muitas nuvens cobriram a vista e não enxergávamos absolutamente mais nada abaixo. Aguardamos uns 15min e as nuvens se dispersaram, deixando a vista maravilhosa novamente. Exploramos bem a parte alta e seguimos em direção a parte baixa. Dica preciosa: Leve repelente, algumas pessoas estavam com muitas mordidas de mosquitos nas pernas e braços. Tive então que percorrer rapidamente toda a parte baixa e voltar a portaria pois precisava usar o banheiro que encontra-se fora do parque, paguei 2 soles. Apresentei novamente o ingresso e o passaporte na entrada e fui informado que seria minha última entrada permitida. Fomos então novamente ao final da parte baixa pois iríamos subir a montanha Huayna Picchu. Havíamos comprado o ingresso a esta montanha juntamente com o ingresso do parque Machu Picchu 3 meses antes da viagem. Muito importante comprar o ingresso com bastante antecedência pois o acesso a montanha Huayna Picchu é restrito a 200 pessoas no horário das 7 às 8h e outras 200 pessoas das 10 às 11h. O ingresso de Machu Picchu e Huayna Picchu por pessoa nos custou 200 soles e mais 8 soles de taxa do site oficial do Ministério da Cultura do Peru. Somente este site é confiável para a compra dos ingressos. Optamos pelo segundo horário e demoramos pouco menos de 2 horas pra subir e 40 min pra descer a montanha. A subida tem um grau de dificuldade bem difícil, devido sua altitude máxima: 2720m, sua grande inclinação e as suas estreitas escadas de pedra com antigos cabos de aço para apoio. No topo da montanha encontramos uma placa com a indicação de uma trilha que vai até a Gran Caverna. Não a fizemos por falta de tempo, pois a placa indicava 1h30 de duração para ida e mais 1h30 para volta. Pesquisando posteriormente descobri que a Gran Caverna é conhecida como o Templo da Lua, uma estrutura enigmática e que ainda é um dos grandes mistérios da cidade Inca. Na descida da montanha foi quando torci meu pé direito, fiquei preocupado com a máquina fotográfica que estava pendurada no pescoço e que a todo momento balançava e passava raspando da encosta da montanha, me descuidei por um momento com os desníveis do chão e pisei em falso, virando o pé. Deveria ter guardado a câmera em segurança na mochila antes de iniciar a descida para ficar com as 2 mãos livres e sem distração. Por volta de 13h00 acabamos o passeio em Machu Picchu e entramos na fila do ônibus para retornar a Águas Calientes. Na saída do parque, no centro de informações é possível carimbar o passaporte com um desenho de Machu Picchu, sem nenhum custo. É claro, que esquecemos... Esperamos 45 minutos na fila até entrar no ônibus e mais 30 minutos até chegar a Águas Calientes. Fomos então diretamente a estação de trem pois havíamos comprado as passagens de Águas Calientes à Poroy às 16h12, novamente com a Inca Rail. - pagamos 90 dólares por pessoa na classe executiva. Devido a problemas no trem da empresa Peru Rail só conseguimos embarcar em nosso trem com 30 minutos de atraso. A viagem de trem do retorno foi mais demorada que a do dia anterior pois o trajeto é um pouco maior, demoramos 3h30 e chegamos a Poroy às 20h20. Desembarcamos, estávamos em busca de um táxi até Cusco, até que encontramos um outro casal de brasileiros que tinham o mesmo destino e topavam dividir o transporte conosco. Pagamos 10 soles por pessoa, totalizando 40 soles. O taxi nos deixou no mesmo hotel em que havíamos deixado nossas malas no dia anterior pela manhã. Neste momento a dor em meu tornozelo havia piorado muito e eu mal conseguia apoiar o pé no chão, por este motivo, e pelo cansaço do dia, decidimos solicitar entrega de comida no hotel. A recepcionista do Hotel, muito solicita, nos recomendou a Pizzeria Marengo, nos ajudou com o pedido e conseguiu um pouco de gelo para eu colocar no pé. - Pizza tamanho individual: 21soles - Lasanha grande: 21soles - Entrega 5 soles Total: 47 soles Compramos também duas coca colas de 500ml no próprio Hotel. A pizza e a lasanha eram bem grandes para 1 pessoa e estavam muito gostosas. Após fazer gelo, tomei um anti-inflamatório e um analgésico e fomos dormir. 21/10/17 – Cusco x Lima x Huaraz Na manhã seguinte, meu tornozelo estava um pouco menos inchado e doendo menos. Tomamos o café da manhã no hotel e fizemos o check-out. - Hotel Cusco 1 diária: 164 soles Já tínhamos combinado na noite anterior com o taxista que nos trouxe de Poroy o transporte as 7h10 para o aeroporto por 20 soles. O senhor muito simpático chegou com 10 minutos de antecedência em nosso hotel. Chegando ao aeroporto percebemos que havíamos esquecido os 2 carregadores e baterias da máquina fotográfica e GoPro nas tomadas do quarto. Fizemos o Checkin na companhia aérea e faltava somente 20 minutos para o início do horário de embarque. Tentamos então ligar para o hotel de um telefone público de dentro do aeroporto, mas não conseguimos. Pedimos ajuda a um segurança do aeroporto, ele tentou usar o telefone e também não conseguiu, pegou então seu celular e discou para o hotel. Explicamos rapidamente o ocorrido e a recepcionista se dispôs a envia-los rapidamente através de um taxista. Passados 30 minutos, ou seja, 10 minutos após o horário de início do embarque o taxista apareceu em frente ao portão 2 com um saco plástico na mão. Pagamos os 15 soles combinados e saímos correndo em direção ao embarque. É claro que o portão de embarque estava vazio e o avião já estava lotado de passageiros, fomos os últimos a entrar no avião. Mas estávamos com os carregadores e baterias. Pousamos em Lima as 9h55. Pegamos as bagagens e saímos do aeroporto para pegarmos o táxi com destino a Plaza Norte, onde iríamos embarcar de ônibus rumo a Huaraz, no norte do Peru. Negociamos com o taxista e fechamos o transporte por 20 soles. Os taxistas dentro do aeroporto cobravam o dobro deste valor e a caminhada até o portão do aeroporto é de 5 minutos. Fizemos o check-in e deixamos as malas na empresa de ônibus, Oltursa, que havíamos comprado as passagens para Huaraz. - Deslocamento ônibus Lima x Huaraz: R$94,00 Almoçamos no shopping Plaza Lima Norte, ao lado da rodoviária, no restaurante Don Buffet – por quilo - 2 pratos de comida : 27 soles - Suco: 8 soles Total: 35 soles Na hora de embarcar tivemos que pagar uma tarifa que desconhecíamos para acesso ao Gran Terminal Terrestre: 4 soles por pessoa Ao entrar no ônibus percebemos então que eu havia comprado as poltronas erradas. Como a viagem de Lima a Huaraz dura cerca de 7h30, a faríamos durante o dia, as vistas são bem bonitas e o ônibus possui dois andares, minha intenção era comprar as primeiras poltronas do andar superior. Porém, me confundi e acabei comprando as primeiras do andar inferior, que inclusive eram mais confortáveis. O ônibus era bem confortável, possuía banheiro no andar inferior e superior, mas o wifi era bem ruim. Chegamos em Huaraz as 21h00. Retiramos as bagagens e caminhamos por 5 minutos a pé até o Hostel que havíamos reservado – Akilpo – Endereço: Antonio Raymondi 510. O hotel estava cheio de gringos de vários países diferentes, só não encontramos brasileiros. Segundo o recepcionista do hotel os brasileiros vão somente para Machu Picchu e Cusco. Fizemos o check-in, tomamos banho e fomos correndo ao mercado comprar o jantar e coisas para o café da manhã. Sorte que corremos pois ao entrarmos no mercado, poucos minutos antes das 22h00, as portas fecharam. - compras mercado : 14 soles Voltamos ao Hostel, cozinhamos e comemos miojo na cozinha comunitária. Ficamos conversando com uma menina, bem simpática, da Bélgica que estava de viagem pela América do Sul e na semana seguinte iria para o Rio de Janeiro encontrar seu namorado. Ela nos perguntou sobre a violência no Rio e lhe demos algumas dicas. 22/10/17 - Huaraz Tomamos café da manhã, fomos conhecer a Plaza de Armas de Huaraz e tentar comprar os passeios nas agências. Depois de ver a cidade praticamente deserta e cheia de policiais na rua, perguntamos o motivo e descobrimos que se tratava do dia de Censo Nacional na cidade e por este motivo as pessoas não poderiam sair de suas casas das 8h00 as 17h00 para responder à perguntas, sujeitas a multas e até prisão. Só víamos alguns comércios abertos, onde a população morava em cima. Fechamos então os passeios na única agência que encontramos aberta: Turismo Perudiamonds – Endereço: Av. Luzuriaga, 618. Se fossemos fazer 1 passeio com eles o valor seria 40 soles por pessoa, se fossem 2 passeios ficava 35 soles cada por pessoa e caso fossem 3 passeios ficaria em 30 soles cada por pessoa. Fechamos então 3 dias de passeios, totalizando 180 soles para duas pessoas. - Passeio Glaciar Pastoruri: 30 soles por pessoa. - Passeio Ruínas de Chavin de Huantar: 30 soles por pessoa. - Passeio Laguna 69: 30 soles por pessoa. Uma observação é que gostaríamos de fazer o passeio das Ruínas de Chavin de Huantar na segunda-feira. Entretanto, ficamos sabendo que este local fica fechado as segundas-feiras para manutenção. Encontramos também uma vendinha aberta e aproveitamos para comprar algumas coisas para fazer o almoço: macarrão, molho, presunto, ovo, suco, água, gastamos 18 soles. Voltamos para o hostel e a Karina fez um macarrão muito gostoso. Após o almoço, por recomendação do vendedor da agência saímos para tentar ir até as ruínas de Willcahuain. Segundo ele a caminhada de ida duraria 45 minutos. Porém, devido a informações desencontradas a respeito da direção das ruínas, de várias pessoas da cidade, inclusive policiais, e a falta de táxi na cidade desistimos da visita. Voltamos ao Hostel e cochilamos por 2 horas. Acordamos e estava chovendo bastante, mas mesmo assim saímos para jantar e comprar coisas para o café da manhã e lanches para o passeio do dia seguinte, já que não pararíamos em nenhum restaurante para almoçar. Jantamos no Restaurante Don Vito – Endereço: Av. Luzuriaga, 483 - ¼ Pollo a la Brasa (A la pobre): 19 soles - ¼ Pollo a la Brasa (Arrocero): 16 soles - Coca 1 litro: 7 soles Total: 42 soles Compras Mercado: café da manha, snacks, lanches, chocolates e água – 62,80 soles 23/10/17 – Glaciar Pastoruri Acordamos as 7h15, tomamos café da manhã, preparamos os lanches para o almoço e seguimos rumo à agência pois nosso passeio ao Glaciar Pastoruri iniciaria as 9h00. No centro da cidade embarcamos em uma van e após pouco mais de 2 horas e 70km chegamos a entrada do Parque Nacional de Huascarán. A entrada do parque custa 10 soles por dia por pessoa. Durante o trajeto o guia fez muitas explicações sobre o que deveríamos fazer para evitar problemas com a altitude, já que o Glaciar está a mais de 5000 metros de altitude. Entre as recomendações, caminhar lentamente, respirar e expirar de forma completa e não parar para descansar por muito tempo durante a caminhada. Também aprendemos que a população que nasceu e vive na região andina não sofre com o mal de altitude pois possui adaptações biológicas, tendo pulmões, intestino e outros órgãos de tamanho superior. Percorremos de van uma estrada sinuosa e estreitas onde as paisagens eram muito bonitas, com montanhas cobertas por neve ao fundo. Fizemos uma parada para ver a água gaseificada, uma nascente de água borbulhante e imprópria para o consumos humano. Ali também era possível tirar fotos com Lhamas vestidas com roupas e óculos de sol. Outra parada para tirar fotos com as Puyas Raimondi, uma espécie de planta da família das bromélias que brota em altitudes entre 3200 e 4800 metros e pode atingir até 12 metros de altura. Uma curiosidade é que cada planta produz, uma única vez em sua vida, aproximadamente 8.000 flores, contendo seis milhões de sementes. Chegamos então as 13h20 à entrada do Glaciar Pastoruri que possuía algumas poucas construções, entre elas banheiros, que para usar pagava 1 sole. O combinado com o guia era retornarmos a van após 2 horas, sendo 45 minutos para subir, 30 minutos para desfrutar da vista do glaciar e mais 45 minutos para retornar. O caminho desde a entrada até o Glaciar é de 1,5 km em estrada estreita cimentada e com leve inclinação, podendo ser percorrido em 45 minutos. Também é oferecido por 7,5 soles por pessoa a subida de 1km do trajeto a cavalos. Devido a altitude a subida a pé é um pouco cansativa e por isso a utilização dos cavalos deve ser considerada à pessoas que não possuem um condicionamento físico adequado. Enquanto estávamos subindo o tempo foi fechando, escutávamos alguns trovões e assim que avistamos o glaciar começou a nevar. Tiramos algumas fotos e quando olhamos em volta praticamente todas as pessoas que estavam lá tinham voltado para a van. O Glaciar é imenso e a beleza é impressionante. Entretanto, devido ao aquecimento global esta maravilha natural está encolhendo e de acordo com a previsão de especialistas em menos de 10 anos não existirá mais. Dicas: leve roupas bem quentes, cachecol, gorro, luvas, e meias extras para quando entrar novamente na van para o retorno, pois as nossas ficaram muito molhadas pela neve e nossos pés ficaram quase congelados. No retorno do passeio paramos na estrada para observar algumas pinturas rupestres cravadas em um paredão de pedras, mas como o tempo estava bem ruim quase ninguém desceu da van. Chegamos em Huaraz por volta de 17h00, fomos ao Hostel tomar um banho quente e depois voltamos ao Centro para jantar. Encontramos uma pizzaria muito boa: Pizzaria BB – endereço: - Pizza grande: 26soles - Coca pequena: 4 soles - Cerveja artesanal pequena: 13 soles Total: 43 soles Paramos novamente em um mercado para comprar o café da manhã do dia seguinte: 10 soles 24/10/17 – Chavín de Huantar Novamente tomamos café da manhã no hostel e fomos até a agência de turismo no horário combinado, as 9h00. Entramos na van e seguimos rumo as ruínas de Chavín de Huantar, percorrendo uma estrada paralela ao Rio Santa que é considerado a coluna vertebral das Cordilheiras Branca e Negra. A guia do passeio era muita simpática e tinha muito conhecimento sobre a região. Recebemos informações sobre o Parque Nacional de Huascarán, entre elas que a Cordilheira Branca possui mais de 775 picos nevados, sendo que 27 superam os 6000m de altitude e mais de 500 superam os 5000m. O parque também possui mais de 434 lagoas. Aprendemos que os idiomas mais antigos do Peru são o Aimara e Quéchua e as civilizações mais antigas da região são a Chavín, Huari e os Incas. Conhecemos também a Chakana, a cruz andina, um símbolo inca considerado o caminho para o divino com muitos significados interessantes, entre eles a representação dos quatro elementos - água, terra, fogo e ar. Após 2 horas de trajeto, dentro do Parque Nacional de Huascarán, paramos próximos a Lagoa Querococha, que fica a 3980 metros de altitude para tirar fotos, comprar água e usar o banheiro. Durante o trajeto passamos pelo Túnel de Cahuish, o túnel mais alto do mundo, que está a 4500 metros de altitude e possui 480 metros de largura. Na entrada das ruínas de Chavín de Huantar pagamos 10 soles por pessoa. O passeio ao centro arqueológico é considerado histórico, cultural e paisagístico. No ano 800 a.C o local era considerado uma Meca e servia de palco para rituais de inicialização de sacerdotes, sendo permitido o acesso apenas pelos mais avançados espiritualmente. A história que se conta é que durante os rituais os participantes utilizavam alucinógenos como os Cactos de San Pedro para realizar a transformação do ser humano em felinos. Após conhecer os túneis de escoamento e drenagem, a praça central e as ruínas de algumas construções, entramos em labirintos de galerias estreitas subterrâneas. Saindo das ruínas fomos de van até um restaurante próximo para almoçar. - Milanesa frango: 22 soles - Truta: 20 soles - 2 cocas: 5 soles Total: 47soles Após o almoço fomos ao Museu Nacional de Chavín, inaugurado em 2008 graças a ajuda no governo japonês, sua entrada custa 7 soles por pessoa. O museu possui 14 salas e é repleto de peças recuperadas das ruínas, como vasilhas de cerâmica, agulhas de ossos, instrumentos musicais feitos de conchas marinhas, obeliscos e as famosas cabeças clavas. Retornamos a Huaras por volta das 19h00, passamos no mercado para comprar algumas coisas para o café da manhã do dia seguinte, snacks e água, gastamos 44 soles. Voltamos então ao Hostel, cozinhamos e comemos macarrão. 25/10/17 – Laguna 69 Neste dia acordamos bem cedo pois a saída para o passeio seria as 5h30. O microônibus nos encontrou em frente ao hostel e seguimos parando em mais alguns hotéis para pegar outros turistas. As 7h30 fizemos uma parada em um restaurante próximo a entrada do Parque Nacional de Huascarán para tomar café manhã. Começou então as explicações do guia sobre as características do parque, como o clima, altitude, fauna, flora, entre outras. Em certo momento o guia levantou uma faixa que relacionava vários itens e seus respectivos tempos de decomposição no meio ambiente, alguns itens com centenas e milhares de anos. Comentou inclusive a respeito de cascas de bananas e o miolo da maça, elementos orgânicos, que são utilizados até como adubo mas em uma vegetação de altitude se torna também um problema. O que mais nos impressionou neste e em muitos outros momentos foi a conscientização ambiental da população do Peru. Um pouco adiante paramos na entrada do parque e pagamos os 10 soles do ingresso. As 9h00 fizemos outra parada de 10 minutos na lagoa Llanganuco para observar a beleza do local e tirar fotos. Pouco a frente o microônibus estacionou e iniciamos a trilha a pé até a Laguna 69. Para chegar a laguna é necessário percorrer 7km de subida por trilhas íngremes de cascalho, chegando a uma altimetria de 4600 metros. Demoramos 3h15 para chegar até a laguna, porém a beleza do local fez valer todo o esforço da subida. Devido a água da laguna ser proveniente do derretimento do glaciar sua cor é um azul muito claro parecido com as águas dos mares do Caribe. A lagoa possui 48 metros de profundidade. Ficamos na beira da laguna por uns 40 minutos, descansando, lanchando e tirando fotos. Iniciamos então a descida de mais 7km, que durou mais 2 horas. No final da trilha, já na parte plana, um senhor vende água, refrigerante e cerveja, tudo quente é claro. Mas para quem chega cansado e morrendo de sede, é um baita alívio. Retornamos a Huaraz, chegando as 19h00. Como já tínhamos devolvido a chave do quarto, tomamos banho nas duchas compartilhadas do Hostel, e saímos para jantar. Comemos novamente na Pizzaria B.B. - Pizza: 26 soles - Jarra suco laranja: 13soles Total: 39 soles Voltamos ao Hostel, pegamos nossas bagagens e fomos caminhando cerca de 10 minutos até a garagem da empresa de transporte de ônibus Cruz Del Sur para embarcar as 22h00. Fizemos de ônibus o trajeto Huaraz x Lima em 8h00 e pagamos R$90,00 por pessoa. 26/10/17 – Ica e Huacachina Chegamos na garagem Javier Prado em Lima as 6h00. Retiramos as bagagens e as despachamos novamente com destino a Ica, embarcando as 6h55. O trajeto de Lima a Ica durou pouco mais de 4h30 e nos custou R$68,00 por pessoa. Desembarcamos em Ica as 12h00, retiramos as bagagens e já despachamos novamente para o trajeto que faríamos as 19h00 com destino a Paracas, ficando apenas com 2 mochilas pequenas. Neste momento muitos taxistas locais já nos cercaram, oferecendo serviços de transporte ao Oásis de Huacachina. Mas nossa ideia era ir antes conhecer o museu regional de Ica. Combinamos com o taxista a ida até o museu por 5 soles. O local fica a umas 10 quadras de distância, porém fazia bastante calor e o sol castigava. A entrada do museu nos custou 7,5 soles por pessoa e não era permitido tirar fotos em seu interior. Ficamos lá não mais que 40 minutos, tempo suficiente para conhecer todo o acervo. Destaque para a última sala que exibe algumas múmias e crânios com trepanações, procedimento médico antigo que consistia em fazer a abertura de um ou mais buracos no crânio, com o objetivos curativos, mágico-ritualístico, ou mesmo uma tradição cultural. Além de alguns crânios alongados, resultado de uma intervenção intencional no crescimento do crânio de crianças, como prática que servia como um sinal de distinção do indivíduo em seu grupo social para liderança, magia ou ambas. Havíamos também combinado com o mesmo taxista o transporte a Huacachina por 8 soles. Percorremos 15 minutos de carro até lá e o rapaz nos levou até uma agência de sua confiança para adquirirmos o passeio de buggy e sandboard nas dunas, pagamos 35 soles por pessoa, com as entradas da dunas inclusas (3,60 soles por pessoa). Nos indicou também o restaurante Oasis América, onde almoçamos: - Ceviche de pescada: 28 soles - Frango a milanesa: 26 soles - Coca-cola 1L: 8 soles Total: 62 soles Após o almoço fomos conhecer o Óasis e relaxar até o horário do passeio, que seria as 16h15. No horário combinado fomos até a agência e após esperar alguns minutos nos indicaram um buggy para subir, pois saiam vários ao mesmo momento. Nosso buggy tinha lugar para 13 pessoas, além do motorista e era bem estilizado. O passeio foi bem emocionante, o motorista acelerava bastante nas subidas das dunas e nas descidas desligava o motor e parecia que o buggy iria capotar. Em certo momento o motorista estacionou o buggy e nos ensinou as duas formas de descermos as dunas com a prancha, era possível descer deitado de barriga para baixo, sempre levantando bem a cabeça para não bater na prancha e enfiando os pés na areia para frear ou sentado com as pernas levantadas e utilizando as mão como freio. Assistimos ao por do sol nas dunas, tiramos mais fotos do Oásis e chegamos na agência por volta de 18h20. Havíamos combinado com o mesmo taxista de nos encontrar ali e levar de volta a garagem da Cruz del Sur em Ica, pagamos 8 soles pelo trajeto de 20 minutos. Embarcamos com destino a Paracas as 19h00 e em pouco mais de 1 hora chegamos ao nosso próximo destino, pagamos 25 soles pela passagem de ônibus. Detalhe que o wi-fi no ônibus Cruz del Sur era uma porcaria. Desembarcamos em Paracas e caminhamos por 5 minutos até o Hostel Atenas Backpacker Hospedaje – endereço: Av. Dos Libertadores, lote 2. - 165 soles por 2 diárias em um quarto com cama de casal e banheiro privativo O proprietário, Pepe, um senhor muito simpático, nos deu várias dicas da cidade e nos ajudou reservando os passeios do dia seguinte. - 75 soles por pessoa para os passeios de Ilhas Ballestas e o Deserto de Paracas. Fomos então jantar em um lugar bem legal - Misk’i (Pizzeria, Café e Bar) - Batatas fritas: 8 soles - Pizza pequena: 16 soles - Cheeseburguer: 25 soles - Cerveja Pilsen pequena: 6 soles - Limonada Frozen: 8 soles Total: 63 soles 27/10/17 - Ilhas Ballestas e Deserto de Paracas Acordamos, tomamos o café da manhã no hotel que não estava incluso no valor do quarto, mas o Sr Pepe nos serviu. Fomos então até o Pier, encontramos o restante de nosso grupo e as 9h00 embarcamos na lancha rápida, com capacidade para mais de 30 pessoas. Para quem gosta de tirar fotos o melhor lugar para sentar é do lado esquerdo do barco. A caminho das Ilhas avistamos nas areias do deserto uma formação curiosa em formato de candelabro, ou tridente com 150 metros de comprimento. Pouco se sabe exatamente a respeito da origem desta criação, como quem foram os responsáveis por sua construção ou qual a sua função. Algumas teorias defendem que trata-se de um elemento da cultura Paracas, que data de 500 a 400a.C. Outras pessoas defendem que o candelabro foi criado na época da conquista espanhola. Fato é que atualmente o desenho na areias é utilizado para guiar o navegantes da costa peruana. Chegamos as ilhas e já avistamos uma quantidade absurda de animais como: pelicanos, gaivotas, e outras aves da costa peruana, além de lobos, leões marinhos e pinguins de Humboldt, que atualmente estão ameaçados de extinção. Observamos também sobre as rochas uma grande quantidade de excremento de pássaros. Conhecido como guano, os excrementos são um excelente adubo natural e a cada 7 anos são retiradas e vendidas mais de 7000 toneladas, principalmente para a Europa e América do Norte, a preços absurdos. Por volta de 10h30 retornamos ao Pier e encerramos o passeio de lancha. Fomos então até um mercadinho local comprar algumas coisas para comer durante o horário do almoço, já que o passeio da Reserva Nacional de Paracas terminava em uma praia com alguns restaurantes, mas segundo o Sr Pepe os preços seriam bem salgados. A van nos encontrou no hostel as 11h30 e seguimos em direção ao deserto. Primeira parada no principal monumento da cidade de Paracas que foi construído em homenagem ao General San Martin, um dos principais responsáveis pela independência do Peru e do Chile. O guia então nos passou algumas informações sobre Paracas, por exemplo que lá vivem atualmente por volta de 4000 pessoas e que a cidade tem capacidade para hospedar mais 2500 turistas em seus três hotéis 4 estrelas, um hotel 5 estrelas e muitas outras hospedagens. Mas adiante paramos para observar de longe, em uma lagoa os flamingos de cor rosada que se deslocam a esta região nesta determinada época do ano. Infelizmente não pudemos chegar mais próximos pois a área está sob proteção ambiental. Passamos pela portaria do Parque Nacional de Paracas e adiante paramos para ver os fósseis de Moluscos existentes ali, o que evidencia que a muito tempo atrás aquela região era mar, exatamente a 36 milhões de anos, e quando a placa tectônica de Nazca se levantou a topologia da região foi alterada. A seguir fomos até dois mirantes para observar as formações rochosas no mar. Antigamente existia ali uma formação conhecida como Catedral. Porém, as rochas sofreram um colapso em um forte terremoto que atingiu a região em 2007. Uma curiosidade é que as estradas dentro do parque não são feitas de asfalto e sim de sal, e continuamente são depositadas novas camadas de sal para revitalizá-las. Outra parada para tirar fotos na Playa Roja, uma praia belíssima com um imenso paredão avermelhado que acompanha toda a orla da praia. Por volta de 13h00 chegamos a praia de Lagunilla e o combinado com o guia era ficarmos lá por aproximadamente 1 hora para almoçar e curtir o local. Pagamos 1 sole para ir ao banheiro e fomos logo subir o mirante para tirar fotos. O vento em cima era tão forte que só fomos capazes de ficar alguns minutos antes de descer. Regressamos ao Hostel por volta de 15h00. Como era cedo ainda, decidimos dar uma volta pela praia, ver alguns artesanatos na orla e esperar pelo por do sol. Após tomarmos banho no hotel saímos para jantar, novamente no Misk’i (Pizzeria, Café e Bar) - Pizza pequena: 16 soles - Taco carne: 25 soles - Cerveja Cusquena grande: 11 soles - Limonada Frozen: 8 soles - Pizza doce: 16 soles Total: 76 soles 28/10/17 - Lima Acordamos cedo, tomamos novamente café da manhã no hostel, fizemos o check-out e seguimos até a garagem Cruz del Sur em Paracas para embarcar com destino a Lima às 7h30. A garagem da empresa de ônibus e bem bonita e os banheiros possuem até duchas para os usuários tomarem banho, e sem pagar nenhuma taxa extra por isto. Fomos despachar as bagagens e a atendente nos informou que devido ao tráfego o ônibus estava atrasado e iria provavelmente demorar meia hora além do previsto. Embarcamos no ônibus e depois de 3h45 chegamos à garagem da empresa Cruz del Sul - Javier Prado em Lima. Pagamos R$65,00 por pessoa pelo trajeto de ônibus de Paracas a Lima. Pegamos um táxi, por 12 soles, até o Hostal Porta – endereço: Rua Porta, 686 - Miraflores. - 131 soles por 1 diária em um quarto com cama de casal e banheiro privativo Malas deixadas no hostel, saímos então para almoçar e caminhar pelo bairro de Miraflores. Almoçamos no restaurante San Marcelo - Milanesa de frango: 22 soles - Lomo saltado: 25 soles - Chica morada 500 ml: 6 soles - Coca cola 500ml: 4 soles - ½ porção Wanton frito: 8 soles Total: 65 soles O Lomo Saltado, prato típico da gastronomia peruana, estava delicioso e a chicha morada, suco tradicional peruano feito de milho, abacaxi e outras coisas nem tanto. Eles servem a bebida, espécie de suco, quente e o gosto é muito forte, não nos agradou. Depois do almoço fomos conhecer o parque John F. Kennedy, o parque das flores e dos gatos. Trocamos então mais um pouco de reais em soles em uma casa de câmbio em Miraflores na Av Jose Pardo, 140 - 1 real = 0,93 soles Além de Miraflores, queríamos visitar o Centro de Lima, e um amigo que fizemos no deslocamento de Paracas a Lima, nos recomendou ir até lá com ônibus metropolitano, sendo mais barato que táxi e bem mais rápido. Embarcamos então na Estação Ricardo Palma – Linha C, que fica a umas 2 quadras do parque John F. Kennedy e desembarcamos, nove estações depois na Estação Central. - 2,5 soles cada um ida e mais 2,5 cada volta 1 estação depois Os ônibus estavam bem lotados, mas trafegavam nas vias exclusivas enquanto as vias laterais estavam com o trânsito totalmente parado. No Centro conhecemos, apenas por fora, o imenso Palácio do Governo, o Palácio Municipal de Lima, a Catedral de Lima e o Palácio Arquiepiscopal de Lima, todos na Plaza Maior. Visitamos também o Parque da Bandeira e a Plaza San Martin, além de algumas lojas que vendem artesanatos fabricados por todo o Peru, com preços bem inferiores aos de Cusco e Águas Calientes. Tomamos um delicioso sorvete artesanal na Cafeteria Heladeria – endereço: Jr de La Union, 574 - 7 soles por 2 bolas No retorno embarcamos na estação Jirón de la Union e desembarcamos na estação Benavides, um pouco mais próxima de nosso Hotel. Da estação Benavides caminhamos uns 10 minutos até o shopping Larcomar, construído a céu aberto em uma falésia, com muitos restaurantes, lojas, um cinema e pista de boliche. De lá fomos caminhando na Orla, passando pelo Parque Del Amor e pelo Farol Marina Náutica. Jantamos ali próximo em um quiosque com vista para o mar que vende Crepes, endereço: Beso Frances – Malecon de La Reserva S/N -Napolitano: 12 soles -Napoleon: 15 soles -Café com leite: 7 soles -Frappe Manjar: 13 soles Total: 47 soles 29/10/17 – Lima x São Paulo Acordamos as 5h25 para pegar a Quick Llama van para o aeroporto. Fizemos a reserva para o transporte compartilhado pela Internet, na noite anterior e pagamos 35 soles para nós dois. A Quick Llama oferece translados de muitos hotéis de Lima até o aeroporto Jorge Chavez e vice-versa e é possível escolher o horário preferido, com intervalos de uma em uma hora. Esta foi uma alternativa bem mais barata aos táxis, que cobrariam em média 50 soles para este trajeto. A caminho do aeroporto cruzamos um ônibus da empresa Airport Express Lima, que presta um serviço similar, sendo nesta empresa possível agendar transporte ao aeroporto com intervalos a cada meia hora. Chegando ao aeroporto descobrimos que nosso voo estava atrasado em 2 horas, por este motivo a companhia aérea nos forneceu 2 vouchers para tomarmos café da manhã no hotel. Porém, logo descobrimos que estes vouchers só poderiam ser utilizados na área de fast-food, ou seja só tínhamos 2 opções: Mc Donalds ou Pardos Chicken e davam direito somente a um pão com ovo, ou pão com frango e um café. As 19h00, horário local, desembarcamos no Aeroporto Internacional de Guarulhos e estávamos de volta ao Brasil e a São Paulo.
  9. erick fernando123

    18 dias por Peru e Bolívia

    Bom dia, gostaria de deixar aqui a minha contribuição para os futuros e porque não atuais mochileiro, também é uma forma de agradecimento ao site pelas diversas informações que aqui eu encontrei! Bem Vamos la entao... Depois de muitas e muitas mudanças deixo aqui o roteiro utilizado, nada muito diferente, tendo em vista que esta foi a minha primeira viajem fora do país não tinha condições de fazer muitas coisas, então ficou assim: 27/09 Curitiba > São Paulo, 28/09 São Paulo > Lima, 29/09 Lima, 30/09 Lima > Huaraz, 01/10 Huaraz, 02/10 Huaraz, 03/10 Huaraz > Lima, 04/10 Lima> Cusco, 05/10 Cusco, 06/10 Cusco, 07/10 Cusco > Águas Calientes, 08/10 Águas Calientes > Machu Picchu > Águas Calientes > Cusco > La Paz, 09/10 La paz, 10/10 La Paz > Santa Cruz, 11/10 Santa Cruz, 12/10 Santa Cruz > Puerto Quijarro, 13/10 Puerto Quijarro > Corumbá >Campo Grande, 14/10 Campo Grande > Curitiba Saímos de Curitiba na quarta a tarde rumo a São Paulo, começando a viajem e já estava com aquele friozinho na barriga, chegamos em sampa la pelas meia noite e fomos pro aeroporto ( a ideia inicial era pegar o busao que sai de SP rumo a Cusco com 5 dias de viajem, mas como a viajem foi durante as aula eu necessitava ganhar um pouco de tempo, então resolvemos pegar um voo até Lima, a vontade de pegar o bendito busao continua e espero fazer num futuro não muito distante...), chegamos e nosso voo era só as 07:40 da manha, aquela cochiladinha marota do saguao do aeroporto foi muito boa, enfim embarcamos com 2 conexões, Assunção e Santiago... Por fim chegamos em lima, logo de cara aquela pressãozinha psicológica... a mochilão do meu amigo havia sido extraviada já deu aquele desespero ne... por sorte no voo conhecemos uma peruana que foi super gente boa e nos ajudou a falar com o pessoal do aeroporto... nada certo, só falavam que provavelmente a mochila havia ficado em Santiago, tentei acalmar o bichinho e depois dos tramites felei que era melhor e gente ir pro hostel e esperar que a mochila fosse enviada até lá como prometido pelos funcionários... fomos pro hostel com aquela tristeza , depois disso a caminho pro hostel logo veio a diferença cultural... aquele monte de carro como em toda a cidade grande... e buzina... a impressão que tivemos é que la tudo se resolve na buzina, esta num cruzamento é buzina, vai ultrapassar é buzina, muito loko... pedimos pra descer um pouco antes do busão para caminhar um pouco até o hostel e já ir conhecendo tudo, chegamos e o coitado triste, mas a vida continua vamos comer alguma coisa e tomar uma bera já chegamos perguntando da comida regional, não conhecia nada mesmo então foi pelo nome mais legal, e la veio o lomo saltado um tipo de carne de gado picado com muiiiita cebola e pimenta, bem saboroso tomamos uma cuscena e fomos andar... no hostel tinha um barzinho, socializamos com a galera e bora curti... se passou o primeiro dia e nada da mochila... segundo dia e nada da mochila, coitado do celinho ja estava querendo voltar pra casa, mas antes passamos no aeroporto uma ultima vez pra ver o que se passava... fomos na sala das bagagens e nada, ja estava fechada, fomos numa outra do lado e a guria não fez a menor questão de nos ajudar, sem jeito ja estavamos saindo que era só tristeza entao como ultima luz falamos com a galera do balcao de embarque... tinha uma abençoada pra nos ajudar e deu certo a bendita mochila estava lá já com mochila e alegria continuamos mais tranquilos com o passeio... proxima parada Huaraz os onibus no Peru são muito melhores que os daqui! serviço de bordo, tv e tudo mais, em huaraz o negocio era conhecer o nevado Pastoruri, laguna paron e a famosa laguna 69 fechamos os passeio com o Scheler por varias recomendações e porque no final das contas estavamos hospedados no seu hostel entao fomos pro nevado... lugar incrivel que esta acabando, tres anos e não teremos mais pastoruri para visitar no segundo dia fomos pra laguna Paron descemos para o desaiuno e como todo bom paranaense queria café, e veio café... um copinho bem pequenininho de café case como uma dose de pinga, olho pro celio, o celio olha pra mim e ue não aguentei e tramei na risada, o negocio é que la o café é mais concentrado, então vem essa quantia de café e depois tu completa com agua blz... e vamos pra paron, outro lugar sensacional do Peru, que lugar lindo... no outro dia não deu laguna 69 porque era o dia todo e tinhamos que fazer uma bendita pesquisa pra apresentar na facul... já que faltei em muitas aulas os professores nao perdoaram e pediram trabalho... vida que segue, vamo faze a pesquisa... proxima parada Lima e depois Cusco queríamos chegar em Lima de manha e ja ir pra Cusco, naaaada! busão pra cusco só a tarde então aproveitamos um pouco mais de lima ne, com a gente não tem tempo ruim mesmo Cusco é um espetáculo de cidade a antiga capital do império inca é realmente incrível, fico pensando que cidadezona da pohaaa devia ter sido! visitamos alguns lugares e cidade e procuramos o meio de chegar a Machu Picchu como não tínhamos nada fechado o negocio foi acertar tudo com o Washington, passeio pelo vale sagrado e passeio a Machu Picchu , os incas eram mesmo uns cara foda né, os cara entendiam astronomia, engenharia, agricultura... tudoooo depois dizem que os índios não sabem nada né é... visitamos o vale sagrado que é incrível e na minha opinião indispensável pra quem quer conhecer Machu Picchu e a história dos cara... Depois o negocio foi ir de van até a hidrelétrica, sim porque o trem é os dois rim de caro ta loko, sem falar que a emoção mesmo ta em ir de van... delhe subida, e curva, muiiita curva, e precipicio que você não faria em sã consciência (eu nao tenho!!) depois de 7 horas chegamos na hidrelétrica... mais 3 hrs de caminhada e la estava Águas Calientes, se tem um país loko é o Peru, você anda no meio do mato um tempão e quando ve tem uma cidade bem loka e cheia de gente blz jantamos e fomos dormir, para no outro dia beeem cedo pegar o bus pro parque, resolvemos subir de bus e descer a pé que é a coisa mais sensata a fazer, principalmente quando voce esta com uma mochila de 15 kg nas costas... visitando Machu Picchu tua mente buga... como que eles construiram uma puta cidade no alto de uma montanha sendo que "nao tinham nenhuma tecnologia" mais uma vez os cara eram foda!!! Nesse dia o negocio foi loko, de aguas calientes para a hidreletrica, então cusco e la paz, tudo no mesmo dia, deu certo, chegamos em cusco com tempo de bagar o busao pra La Paz, dae na hora de atravessar a fronteira eles entregam o papel da alfandega blz, dae os idiotas em vez de ja ir com o papel preenchido que nada chega no controle depois de uma fila dos inferno e o pepel em branco " tiene que rellenar la ficha" diz a boliviana da imigração, gente tongo tem que se lascar ne... passada a burrice chegamos em La Paz, muito cansado ambos... então não fizemos muita coisa... o negocio foi descansar... no outro dia visitamos Tihuanaku, outro lugar emblemático dos Andes quanta história temos aqui que não é valorizada ou sequer conhecida... agora que estão restaurando este sitio pré inca... Depois de La Paz chegamos em Santa Cruz, saimos da rodoviaria e fomos logo atras de comida para então ir atraz do trem ate Puerto Quijarro pensamos, pegaremos um taxi até o terminal do trem ne? Blz... Entramos no taxi " Hasta terminal de trem" e o motorista "Donde?" o celinho - "ii não sabe!" e eu "trenemos que sacar el Trem" e o motorista - "estamos en frente a terminal de trem!" estavamos em frente ao terminal mesmo! pouco burro esses dois não... vida que segue não conseguimos trem pro mesmo dia, tivemos que ficar em Santa Cruz, então visitamos a plaza maior, um mercadinho perto de onde ficamos, e no outro dia pegamos o famigerado trem da morte!!! Nada de mais, além da paisagem que não vimos porque era noite! Em Puerto Quijarro Tratamos logo de ir pra aduana, chegamos e não tinha luz, 3 horas na fila pra atravessar a fronteira... Agora no Brasilzão pegamos o bus pra Campo Grande em Campo Grande o plano era pegar outro bus para Curitiba... 18 hrs que nem celio nem eu aguentaríamos, resolvemos pegar um voo pra casa na manha seguinte... E assim foi a nossa primeira aventura fora do país. Viajar é magico, como dizem é a unica coisa em que você gasta e ninguém nunca vai te tomar... A experiencia, a vivencia, as amizades, isso é único. Viva o Mochilão, Viva as novas experiencias, Viva os amigos que fazemos e viva as viagens futuras! Agradeço ao site pelas informações que aqui consegui, e por fim deixo alguns números sobre a viagem bus de CWB a SP - 110, voo de SP a Lima 1090, gastos em Lima 150 Soles ou menos, busao até Huaraz 75, em Huaraz 200 S, bus ate Lima 35 S, de Lima a Cusco 145 S, em Cusco passeio pelo vale sagrado 60 S com almoço, guia e transporte, passeio Machu Picchu com Transporte eté Aguas Calientes entrada no parque, hospedagem em Aguas Calientes, Janta, café da manha e guia em MP 300 S, bus para subir eté MP 40 soles, bus até La Paz 80 soles, La Paz teve um gasto de 100 R$, bus até Santa Cruz 50 reais mais ou menos, em Santa Cruz uns 75 reais, trem 115 reais, bus até campo grande 120 reais, e agora o preço pelo cansaço 950 pelo voo até CWB e mais 65 do hotel... o gasto total foi de 4500 pra não esquecer nada! espero ter ajudado valew
  10. Fala galera!!!! Mais uma trip e mais um relato aqui no mochileiros! Antes de tudo, gostaria de agradecer várias pessoas (não lembro o nome) aqui do mochileiros que me ajudaram a elaborar essa viagem! Vamos lá.... Eu tinha alguns pontos no multiplus que iam expirar. Eu tinha 2 opções de viagem. A primeira era ir ao Peru e a segunda ir à Patagonia. Acabei escolhendo o Peru! Passagem Como falei ai em cima, emiti as passagens por milhas. Foram 58.000 milhas pela LATAM. Fiz o resgate e só paguei a taxa de embarque (R$ 315) Os trechos foram os seguintes: Ida: Brasília - Guarulhos Guarulhos - Assunção Assunção - Lima Volta: Lima - Guarulhos Guarulhos - Brasília Roupas Eu tentei levar o mínimo possível de roupa. Só precisei lavar minhas roupas em Cusco e paguei 7 soles (3 soles/kg). Vacilei porque não levei muita roupa para o frio. Levei somente 2 suéteres, sendo que estava um frio considerável em todas as cidades, principalmente de noite. Uma segunda pele + suéter já seria o necessário. Eu também pisei na bola e esqueci de levar bermuda. Foi um saco! Roupas: 1 Bota (usei todos os dias) 1 Sapatênis (não usei) 1 Chinelo 10 meias (não comprei para trekking e não foi necessário) 2 calças (devia ter levado + uma) 10 cuecas 8 camisetas 1 camisa 2 suéteres (faltou uma blusa mais preparada para o frio ou uma segunda pele) 1 toalha grande de microfibra Medicamentos e Outros Lendo os relatos vi que muita gente passava mal com os alimentos. Diarreia e vômitos são comuns. Não tive nenhum problema e não precisei usar nada. Mas se você estiver passando mal, vai torcer para ter alguns medicamentos. O que levei: Dorflex Band-aid Nebacetin (pomada para cortes e ferimentos) Floratil Pinça Protetor Solar (ESSENCIAL) Hidratante (ESSENCIAL) Shampoo e Sabonete Repelente (ESSENCIAL) Protetor Labial (ESSENCIAL) Desodorante Perfume Escova,pasta de dente e fio dental Não vale a pena comprar shampoo/sabonete e outras coisas desse tipo no Peru. O preço é um pouco maior do que no Brasil. Hidrante, protetor solar, repelente e protetor solar são itens essenciais! Outros Itens Mochila de ataque Máquina Fotográfica Tripé (comprei e não levei! Graças a Deus!!!!) Notebook Pen Drive 2 chaveiros Bloco de anotações e caneta Caneta para ver notas falsas Seguro Viagem Como paguei as taxas de embarque com Mastercard eu acabei ganhando o seguro viagem. Não precisei usar em nenhum momento. Mas é sempre bom viajar com essa segurança. Ainda mais nesse tipo de viagem! Câmbio Comprei 350 dólares no Brasil na seguinte cotação: 1 dólar = 3, 38 reais Leve dólar! O real não é muito aceito nas casas de câmbio, só achei uma em Cusco que trocava real. Ainda mais que todas troquem, levando dólar é sempre mais vantajoso. Esqueça aquele maldito boato que "trocar dinheiro 2 vezes é pior e você sai no prejuízo" Dois cálculos matemáticos desmentem essa afirmação. Troquei os dólares em Lima, Arequipa e Cusco e guardei 25 dólares para o micro ônibus até Machu Picchu. Mas no final da viagem tive que sacar 400 soles! Se eu não bebesse eu me virava tranquilamente com os dólares que eu levei kkkkkkkkkkkkk. Maldita cachaça! Reservas Eu viajei com tudo reservado e quase tudo pago. Os trajetos de ônibus, trem e avião dentro do Peru eu comprei tudo antes de ir. Comprei 3 passagens de ônibus: 1º ) Lima - Paracas Comprei pelo site da Cruz del Sur e paguei 22 soles. Comprei o assento mais barato (colado no banheiro). Como foram somente 4 horas de viagem foi bem tranquilo. Ainda mais que o bus estava vazio e depois eu "pulei" alguns assentos e fiquei de boa! kkkkk 2º) Paracas - Arequipa Novamente, Cruz del Sur. Mas comprei o assento no primeiro andar que reclina 160º. Paguei 150 soles. Essa viagem tem 13:30 horas de duração. Muito cansativo e achei melhor comprar o assento mais caro. 3º)Arequipa - Cusco Comprei pela MovilTours, empresa menos famosa e conhecida por nós. Comprei o assento mais caro e paguei somente 80 soles. Achei bem mais confortável do que a Cruz del Sur. Recomendo demais!!! 4º) Cusco - Lima Como são 24 horas de ônibus o jeito foi comprar a passagem de avião. Comprei pela StarPeru e paguei 90 dólares 5º) Ollantaytambo - Aguas Calientes Resolvi pegar o trem saindo de Ollanta (mais barato). A passagem de trem dói até a alma: 124 dólares! Comprei pelo site da IncaRail 6º) Entrada para Machu Picchu Comprei antes porque a entrada é limitada. Paguei 128 soles, mas eles cobram uma taxa e o preço final foi de 133 soles. Até 3 semanas antes da data escolhida você achará ingresso. Viajei com tudo isso pago. Essa é a vantagem! O único problema de comprar as passagens de ônibus antes, é que isso "engessa" seu roteiro. Alguns momentos queria ir para outros lugares, mas não deu. Não sei se as empresas de bus de lá aceitam trocar a passagem ou devolver o dinheiro. Hospedagem Lima: DragonFly Hostels Paracas: Kokopelli Hostel Arequipa: Casa de Isabel Cusco: Los Apus Hotel Aguas Calientes: Hanaqpacha inn Eu tinha ganhado 4 diárias da Bancorbras e acabei usando elas em Cusco e em Aguas Calientes. Nas demais cidades acabei ficando em Hostel Roteiro 06/09 BSB-GRU e GRU-ASU 07/09 ASU-LIMA 08/09 LIMA 09/09 LIMA-PARACAS 10/09 PARACAS-AREQUIPA 11/09 AREQUIPA 12/09 CUSCO 13/09 CUSCO 14/09 VALLE SAGRADO - AGUAS CALIENTES 15/09 MACHU PICCHU - CUSCO 16/09 CUSCO - LIMA 17/09 LIM-GRU e GRU-BSB Hora do relato! 1º DIA (06/09) e 2º DIA Meu voo para Guarulhos sairia as 17:30. Pela manhã peguei os dólares na casa de câmbio, terminei de arrumar tudo e fui almoçar. Almoço, descanso e bora pro aeroporto! Chegando lá despachei minha mala e apresentei meus documentos. Para que tem dúvidas: pode ser passaporte ou RG, CNH não é aceita para voos dentro da América do Sul (Mercosul). Meu voo saiu no horário e cheguei em Guarulhos. Achei que o voo sairia do T3 e fui até o mesmo, chegando lá fui informado que sairia do T2. Tive que voltar, mas antes já estava como fome e resolvi comer. Aeroporto tudo muito caro, o jeito é comer o bom e velho Mc Donalds kkkkk. Pedi um Big Mac e pronto. Fui para a sala de embarque. Ainda faltava uma hora e pouco para o embarque e o jeito foi tomar um chopp gelado para o tempo passar! Tomei o chopp, paguei e fui para o portão. Bora pro Paraguai!!! O voo até a Assunção foi tranquilo e rápido (1:20 h). Cheguei em Assunção e estava um frio de matar! O frio não era o maior problema. Chegamos no Paraguai as 23:50 e o voo para Lima sairia às 04:40!!! Lá não tem como sair da sala de embarque. Até tem, mas na volta você terá que pagar 40 dólares. Não me pergunte o porque. O jeito foi esperar. A sala é pequena, tinha uns 3 duty free pequenos e somente um café. Fui até lá e tomei um café e aproveitei para carregar meu celular. O aeroporto tem wi-fi gratuito, mas na área do café não estava pegando. Meu celular deu 100 % e então foi andar atrás de um ponto com sinal de wi fi bom. Achei umas cadeiras mais afastadas. Não tinha quase ninguém e deu para deitar e ficar de boa ali! http://Assunção by Rodrigo da Silveira, no Flickr Fiquei mexendo no Facebook, Instagram e o tempo não passava! Tirei o notebook e assisti 2 episódios de Narcos e 1 um de Vikings e pronto! Embarque para Lima!!! Capotei no avião, acordei só para comer e sair do avião! Chegamos em Lima umas 8 da manhã e pra variar o céu todo nublado!!! Passei na imigração e fui pegar minha mala. Eu estava cogitando comprar um chip da Claro e ao lado das esteiras tinha um quiosque da claro. Fui até lá e perguntei como funcionava para eu comprar o chip. A moça falou que não é possível comprar, somente alugar o chip. - Beleza, quanto fica para alugar por 10 dias com acesso à internet? - Fica 50 dólares! - Ãh??? Deixa quieto.... Enquanto a mala não vinha eu entrei no Wi Fi do aeroporto para avisar minha mãe que eu estava vivo! Mas eles dão somente 10 minutos de acesso e eu precisava pedir um Uber para ir até o Hostel. Fudeu! Sai do Wi Fi, peguei a mala e fui até a porta do aeroporto para pedir um uber. Quando eu fui entrar de novo na internet o tempo tinha esgotado e eu tinha que pagar 5 dólares se quisesse usar a internet. Fiquei muito puto! Não tinha como eu pedir um Uber, o que sairia em torno de 35 soles (Uber Pool). O jeito foi pegar aquele táxi da taxi green e pagar 60 soles até Miraflores. Esse preço é tabelado e você pode pagar no cartão de crédito. Antes eu troquei 100 dólares (que burro) no aeroporto. A cotação foi horrível e até hoje não sei como eu fiz isso!! Até Miraflores foi quase 1:30 h no carro. Trânsito pesado e caótico. Cheguei no Hostel e paguei a hospedagem (66 Soles) em quarto compartilhado. Mas só poderia entrar depois das 14:00 horas. Deixei as coisas lá e fui andar pela cidade. Pedi um mapa e a staff me explicou os caminhos e etc. Eu tinha marcado de fazer um free walk tour e iria sair às 11:30 (eu acho). Fui até a praça Kennedy e eram umas 11 horas. Tomei um café ali na praça e fiquei esperando dar a hora. Quando deu 11:30 eu fui até o ponto e o guia falou para eu esperar em um bar. Nisso tinha 2 caras do Irã falando com o guia. Fiz amizade com os caras e fomos até o bar. Chegando lá, ganhamos uma cerveja de graça e ficamos batendo papo. Foi chegando uma galera, sentaram na nossa mesa uma menina da Alemanha e outra da Irlanda. Quando deu meio dia o guia veio e chamou a galera. Tivemos que pagar 2 soles para pegar um bus (BRT) até o centro da cidade. Eu fiz o tour com o pessoal da FWT http://www.fwtperu.com/index.html É bom, mas os pagos devem ser melhores. Mas achei o de Lima o melhor de todos que eu fiz. Esse tour é somente pela Plaza de Armas. Ficamos um bom tempo por lá, andamos por alguns lugares ao redor da Plaza e terminamos lá pelas 15:30 h http://Plaza de Armas by Rodrigo da Silveira, no Flickr Plaza de Armas by Rodrigo da Silveira, no Flickr Nesse dia ia ter jogo do Brasil contra a Colômbia e eu combinei com os caras do Irã de ver o jogo em algum bar em Miraflores. Um deles anotou meu número e combinamos de nos falar lá pelas 18:00 h. Despedi da galera e fui procurar algum lugar para almoçar. Ali ao redor da plaza tem uma porrada de restaurantes. Já fui procurando qual tinha um preço bom e oferecia um bom Menu del Dia. Achei um, chamado Kirpay e o menu custava 10 soles. Ceviche de entrada, pollo frito com arroz e fritas, pisco sour e um suco por 10 soles! Tomei uma Cusquena de 600 mL por 11 soles. O almoço estava excelente e a primeira impressão com a comida peruana foi das melhores. Sai de lá e fui caçar um táxi até Miraflores. Só de ficar parado na rua os táxis já param te abordando. Aquela velha negociação e nada de conseguir um preço bom. 30, 25, 20 soles eram os preços. Veio um táxi caindo aos pedaços e o cara fez 10 soles!!! É esse! Fechamos por 10 soles até a praça Kenedy. Nessa hora o trânsito de Lima estava caótico. Muito trânsito, tudo parado e eu naquele carro caindo aos pedaços. Paramos num sinal vermelho e ficamos um tempão ali. Estava olhando a paisagem e tinha um cara na rua me encarando, eu até vi ele me encarando mas nem quis encarar. Ai de repente ele me chamou -Ei!!! -Diga! Quer falar comigo? -O motorista, olha o cara ai!! Ta dormindo no volante!! Olhei pro taxista e o cara tava lá babando no volante! KKKKKKKK O sinal abriu e eu chamei ele, o velho acordou e tocou o carro! Nessa hora eu tava muito morto e ofereci mais 4 soles para ele me deixar no Hostel. Cheguei no hostel, peguei minhas coisas e finalmente fui tomar um banho!!! Banho tomado, voltei pro quarto e conheci uma mina dos EUA! Gente boa pra caramba! Trocamos uma ideia rápida e eu fui atrás de um mercado para comprar água e algumas coisas para comer. Deixei minha mochila de ataque no locker e fui só com meu passaporte, cartão e dinheiro (que alívio). Peguei uma água de 2 litros e 2 empanadas para comer. Eu estava na fila e fui pegar o dinheiro para agilizar. Velho, cadê meu cartão???? Putz, perdi meu cartão!!! Que raiva!!! Fiquei muito puto com esse vacilo e não conseguia pensar em mais nada! Pensei comigo "velho, só posso ter deixado na cama do hostel ou na mochila" Nessa hora as duas minas que eu conheci no city tour gritaram de longe "Roooooodrigo" Eu olhei pra elas e só dei um sorriso, eu estava muito puto comigo e as minas devem ter pensado que eu não gostei de conhecer elas! Elas eram super gente finas, mas na hora eu estava desesperado! Paguei tudo (10 Soles) e fui correndo até o Hostel. Cheguei la e quando olhei na cama o meu cartão estava lá!!!! Caramba velho!!! Que ALÍVIO!!!! ONDE TEM UMA CERVEJA GELADA AGORA? PRECISO TOMAR UMA!!!! Comi minhas duas empanadas, sai do Hostel e fui numa vendinha que tinha bem na frente! Comprei uma Cristal de 600 mL e tomei aquela cerva com gosto! Até hoje sinto o gosto dela!!! kkkkkkkkk Tomei a cerva e subi para o terraço do Hostel para ver de qual é! A mina dos EUA estava lá com um maluco dos EUA e um cara da França. Eu sou péssimo para lembrar nomes! Os dois muleques ao meu lado trampam no Hostel! O cara e a mina são dos EUA e as duas meninas são da Áustria e estavam em Lima para aprender espanhol! Muita conversa trocada! Depois dessa foto ainda chegaram mais pessoas, outras foram dormir. Ficamos ai até uma da manhã, quando o staff chegou expulsando a galera!!! Sem título by Rodrigo da Silveira, no Flickr Gastos do dia Táxi Aeroporto = 60 Soles Hostel (2 noites) = 33 Soles Café MC = 5,50 Soles BRT até o Centro = 2 Soles Gorjeta para o guia = 5 Soles Almoço = 21 Soles Táxi da morte = 14 Soles Água + 2 empanadas = 10 Soles Cerva na rua = 4 Soles Cerva no Hostel = 20 Soles 3º DIA (07/09) Acordei lá pelas 8:30 e tentei dormir mais um pouco e o sono não estava vindo. Eu falei lá em cima que esqueci de trazer bermuda né. Eu tive que dormir de calça jeans e foi horrível! Se estivesse com um roupa melhor iria dormir mais. Levantei da cama umas 9 horas e fui tomar um banho. Depois fui pro café da manhã. Aquele velho café de Hostel (pão, manteiga, geleia e café). Tinha uma funcionária batendo uns negócios no liquidificador e aquele barulho estava me matando! Eu estava com uma leve ressaca e aquele barulho estava me matando! Aproveitei pra colocar o telefone pra carregar. Fiquei lá uns 30 minutos e o americano que eu conheci na noite anterior chegou por lá. Estava na mesma situação = ressaca. Ele perguntou o que eu iria fazer no dia e disse que iria me acompanhar porque não tinha planejado nada. Dei a letra pra ele e fomos embora! Eu tinha programado para ir até o centro arqueológico Huaca Pucllana. Saímos do hostel e fomos a pé. Deu uns 20 minutos de caminhada! Foi bem tranquilo, fomos conversando e o tempo passou rápido. Chegamos lá e tivemos que pagar a entrada (12 soles). A moça falou que daqui 5 minutos iria sair um grupo com um guia falando em inglês. Na espera para o tour começar: http://Huaca Pucllana by Rodrigo da Silveira, no Flickr Esse sítio arqueológico é muito interessante. Não é melhor atração do Peru, mas também não é a pior. Dependendo do seu roteiro, as atrações vão ficando cada vez mais interessantes. O ápice é Machu Picchu. A entrada não é cara e eu achei que vale o preço. O sítio ainda é bem conservado e você consegue perceber as diferenças dos povos que habitaram o Peru. Outra opção é visitá-lo a noite porque conta com uma iluminação bem legal. Ficamos aproximadamente 1:30 h dentro do sítio. As paredes de lá são feitas de argila e até hoje estão intactas. O motivo? Lima quase nunca chove e quando chove são poucos mm http://Huaca Pucllana by Rodrigo da Silveira, no Flickr http://Huaca Pucllana by Rodrigo da Silveira, no Flickr http://Huaca Pucllana by Rodrigo da Silveira, no Flickr Saímos de lá e fomos andando até a praça Kenedy a fim de almoçar. Estávamos mortos de fome e fomos procurando e garimpando os restaurantes. Aproveitei e troquei 100 dólares em uma casa de câmbio ali (1 U$ - 3,345 soles). Paramos em um chamado "Café Café" e o menu del dia custava 18 soles. Esse lugar é horrível. Super caro, menu del dia com pouca comida. Não vale a pena. Uma coisa que eu percebi no Peru é que os restaurantes mais legais e mais caros não oferecem um bom menu del dia. Se você for em um mais simples terá um bom menu. Comemos e saímos fora! A minha conta deu 30 Soles! 18 do menu del dia e 12 soles por uma cerveja. Eu tinha visto de ir no Museu Larco, mas não animei de ir. Era um pouco longe, 30 soles e já iria ver vários museus em Cusco. Resolvemos ir andando até a orla de Lima, passando pelo Parque do Amor e andando pelo calçadão de Lima, que fica lá em cima e não na beira do mar. Ficamos andando e tirando várias fotos. A vista lá de cima é animal!!! Ali você para, olha pro Pacífico e viaja! Que visual!!! Todo mundo admirando o pacífico: http://Lima by Rodrigo da Silveira, no Flickr http://Lima by Rodrigo da Silveira, no Flickr Reparem que o céu, como de praxe, está todo nublado. Lima é assim sempre. Eu falei lá em cima que protetor solar é essencial? Apesar de não "ter" Sol os raios ultravioleta passam pelas nuvens e irão atingir você. A noite meu nariz estava todo vermelho e ardendo. Portanto, passe protetor solar em Lima!! Fomos andando e tirando várias fotos até chegar no Shopping Larcomar que fica ali nas imediações. Entramos e fomos comer alguma coisa porque eu estava faminto! Comi um hamburguer com suco na famosa hamburgueria La Lucha. Aprovado! Custou 26 soles a brincadeira. Saímos de lá e fomos andando até o hostel. Paramos em algumas lojas para ver os preços das coisas e aqui vai uma dica muito importante: Não compre nada em Lima, tudo é muito caro! Eu comprei um suéter de Baby Alpaca (made in China) em Arequipa por 30 soles e o mesmo em Lima estava 80! Chegamos no Hostel, cada um foi pro seu quarto. Eu deixei minhas coisas e fui comprar mais água e ver se achava uma bermuda para poder dormir mais a vontade. Fui andando até o mercado Metro e ao lado tinha uma loja enorme da Falabella! Essa loja é a melhor de todas! No Chile comprei muita coisa lá com um preço excelente. Para quem não sabe é igual a uma loja da Renner, mas beeeeeemmmm melhor (preços baratos). Comprei uma calça de tactel por 20 soles! Depois fui no mercado e comprei água e uma pringles por 13 soles. Estava voltando pro Hostel e encontrei com o americano! -Eai, ta indo onde? -Po, vou comprar umas cervejas pra tomar! -Mano, na frente do Hostel tem um cara que vende! Vamos comprar la? Só preciso deixar minhas coisas no Hostel e pronto! -Fechado Deixei minhas coisas no quarto e desci para tomar umas cervejas. Que vida difícil! hahahahahah Esse era o nosso Hostel. Rua bem tranquila. Eu tirei essa foto do lado do quiosque que vende cerveja! Era colado no Hostel. http://Sem título by Rodrigo da Silveira, no Flickr Cada um bebeu 4 Cusqueñas de 600 mL (5 soles cada) e ficamos no grau. Eu falei pra ele que iria tomar um banho porque já estava esfriando e depois encontrava com ele. Tomei banho, desci e comi nessa padaria que era bem embaixo do Hostel! Comi uma empanada por 4 soles e pronto! Depois eu subi pro terraço e já tinha uma galera bebendo e trocando ideia. Sentei ali e ficamos bebendo e conversando. O frio estava de matar!!! http://Sem título by Rodrigo da Silveira, no Flickr Depois de um tempo foi chegando uma galera e juntando a nós! Pouco tempo depois veio o staff com umas pulseiras de uma balada, chamada Bizarro. Era ali do lado, apenas 5 minutos andando. Essa balada até que é legal, tem gente de Lima, mas a maioria é de fora. Não pagamos pra entrar e até às 01:00 tinha um drink de graça. Eu não sei o que era aquele drink, não era bom e não era ruim. Como eu não queria gastar muito eu só levei 20 soles, acabei comprando só uma long neck (14 soles) e fiquei de boa. Todo mundo saiu de lá umas 03:30 e fomos pro Hostel. Eu fui dormir umas 04:00 e tinha que acordar às 05:30 pra pegar o ônibus para Paracas. Que correria!!! Gastos do dia Huaca Pucllana = 12 soles Almoço no Café Café = 30 soles Lanche no La Lucha = 26 soles Água + pringles = 13 soles Calça tactel = 20 soles Cervejas na rua = 20 soles Empanada = 4 soles Cervejas no Hostel = 20 soles Cerveja na balada = 14 soles
  11. - Roteiro: Macchu Picchu, Rainbow Mountains, Salinas de Maras e museus históricos de Cusco. A maior parte dos passeios costuma ser bem afastado da cidade. - Fora coisas relacionadas a Machu Picchu, o resto das atrações turísticas não é muito caro. Comida também encontra-se por um preço razoável. Mapas offline: Cusco: https://drive.google.com/open?id=1mwKZ6bZFlQVmnjn6UZvJukWhETg&usp=sharing Lima: https://drive.google.com/open?id=1RCh3ZL5cImcJnUHlkdpN87tWGa0&usp=sharing Se tiver alguma dúvida é só perguntar!
  12. janinhamartins

    Peru setembro/2017

    Olá pessoal... Estaremos indo ao Peru em alguns dias e resolvi que nossa viagem merecia um relato hehehe. Estava bem afim de conhecer o Peru e eis que duas amigas toparam e começamos a programar. Montamos um grupo de whats para irmos trocando algumas idéias e fizemos alguns encontrinhos regados a jantinhas para organizar a viagem hehehe. Compramos as passagem antecipadamente em Dezembro/2017 e depois fomos aos poucos organizando as outras coisas. Eu já tinha um cronograma prévio que foi “ligeiramente alterado” nos encontrinhos hehehe. Primeiramente decidimos quantos dias poderíamos ficar. O primeiro roteiro tinha 17 dias de viagem e passava por umas 7 cidades e estava bem corrido. Optamos em manter os 17 dias mas diminuir o número de cidades. Curtir mais e correr menos. Depois selecionamos de todos os passeios quais mais tínhamos vontade de fazer. Optamos então em manter laguna 69 em Huaraz e fazer mais algum passeio lá. Em cusco optamos em fazer as Montanhas Coloridas, Vale Sagrado e a cereja do bolo seria a trilha Salkantay. Lemos vários relatos e blogs sobre os prós e contras entre a trilha inca clássica e a trilha salkantay e optamos pela segunda por ter menos pessoas e por a paisagem sem mais bonita. O valor e o tempo de antecedência para a reserva também contribuíram. Deixamos alguns dias em aberto no roteiro para curtir a cidade de Cusco que nos falaram que tem muitas opções, incluir algum passeio que apareça enquanto estivermos lá e também para poder descansar entre os passeios que pelo que lemos a respeito são bem cansativos. O roteiro ficou assim: Roteiro Peru Dia 12/09/2017 – Saída Brasil Saída de Curitiba 14:59 – chegada em Lima 22:40 Hospedagem Dia 13/09/2017– Lima – Saída de Lima no início da tarde para chegar a noite em Huaraz. Dia 14/09/2017 –Huaraz – fazer um trekking no primeiro dia . Dia 15/09/2017–Huaraz – Laguna 69. Retorno para Lima no final do dia 15/09. Dia 16/09/2017 – Lima Dia 17/09/2017 –Vôo de Lima para Cusco pela manhã Dia livre em Cusco. Dia 18/09/2017 – Cusco –Rainbow Mountain Dia 19/09/2017 – Cusco –Vale Sagrado Dia 20/09/2017 –Dia Livre Dia 21 a 24/09/2017 – Trilha Salkantay Dia 25/09/2017 – Machu Picchu Dia 26/09/2017 – Cusco – Dia livre Dia 27/09/2017 – Cusco Dia 28/09/2017 – Partida para Lima D 29– Volta para o Brasil Iríamos ficar um dia a mais em Huaraz, mas para isso teríamos que comprar voo para cusco num domingo e as passagens estavam muito caras ou teríamos que ficar um dia a mais em Lima. Optamos então em ficar apenas dois dias em Huaraz e ficar um dia a mais em Cusco. Quando planejamos viagens esquecemos que no lugar onde vamos visitar ainda existem dias da semana hehehehe e principalmente que valores e reservar de algumas coisas também pode varias de preço e disponibilidade. Pelos relatos que lemos sobre as empresas de ônibus buscamos passagens nas duas mais “famosas” só que em uma delas não sei porque, quando tentávamos comprar as passagens de ida e volta o site não permitia reservar a data de volta, só permitia se a volta fosse 3 ou mais dias depois da data de ida. Então reservamos na Oltursa. Pelo site parece que os ônibus são bons. Quando chegarmos lá mando o relato da experiência hehehe. Também lemos algumas sugestões de hostels e fizemos as reservas com antecedência. Principalmente porque vamos em 3 mulheres e gostaríamos de quartos sem muitas pessoas já que todas tem cabelo comprido hehehe Tem um hostel que escolhemos só porque todos os relatos elogiavam o chuveiro kkkkkk Sobre a trilha a maioria dos relatos falam que devemos deixar para contratar lá que é mais barato e tal. Mas tínhamos muitas dúvidas sobre como serias e o que levar. Então também optamos em correr o risco de pagar mais caro mas de ter uma “consultoria previa” da agência. Isto até o momento está parecendo bom porque recebemos e-mail da agência com todas as informações necessárias e tiraram todas as nossas dúvidas, além de se colocarem a disposição para responderem outras questões que possam surgir. A pergunta que não quer calar né... os custos... A Carol (cérebro do grupo) fez uma planilha dos custos anteriores a viagem, deixei nos anexos. gastos - previa.docx
  13. Ane Lee

    A primeira foi para o Peru

    Buenas amigos!!! Em Maio deste ano fiz minha primeira viajem ao Peru. Foram 14 dias divididos entre Lima e Cusco. Sou absolutamente apaixonada por Custo e toda história, cultura e as coisas antigas que se vê em cada passo dado. Foram 17 anos esperando para conhecer este lugar fantático e cheio de significado, e para fazer o trekking mais deslumbrante da vida (até agora rsrs). Lima, mais especificamente Miraflores, é linda e moderna. Cusco por sua vez, é um museo e antiquário gigantesco. (OBS: Não comprem lembranças em Lima como nós fizemos seguindo a indicação de amigos, Cusco é muito mais barata.) Saí do Brasil com uma amiga, da qual me separei nos útimos dias da viajem para realizar o trekking Salkantay. Trekking Salkantay foi uma experiência indescritível que tentarei descrever rsrsrs. Contratei uma agência de Cusco mesmo que acei na internet. Eu estava morrendo de medo de ser pura falcatrua, mas pesquisei muito sobre ela antes de contratar seus serviços. Recebi um ótimo suporte do meu agente de lá. Yuri foi muito solícito e disposto a tirar todas as minhas dúvidas e me deixar tranquila. Obviamente até chegar lá e constatar que se tratava de uma das melhores agências de lá eu ainda estava muito apreenciva. Quando iniciamos a busca por agência para fazer os passeios (pechinche muito e jamais contrate a primeira opção), levei um susto pois algumas que também ofereciam o trekking estavam cobrando metade do valor que eu iria pagar. Entretanto, após conhecer a minha agência, tudo se tornou mais compreencível, pois havia uma diferença gritante a começar pela estrutura. A maior parte das agências da cidade são bem pequenininhas, é quase como se onde há um banheiro disponível eles tiram o vaso e locam para transformar em agência rsrsrs. Antes de sair rumo a trilha, realizamos vários passeios em Cusco e também uma trilha de um dia, que para mim seria uma preparação para Salkantay. O Vale Sagrado é maravilhoso, em especial Ollantaytambo, pra onde certamente voltarei, e Pisac. A trilha que fizemos foi a Rainbow Mountain. Este foi o maior frio da minha vida. Valeu muito a pena e jamais vou me esquecer do meu medo da hipotermia e do chá de coca da salvação que acredite, um senhor vende lá no topo a 5.100 metros vestido tipicamente e com sandálhas nos pés. Socorroooo!!! Mas ainda tinha duas horas de caminhada de volta e eu não sabia mas estava só começando a congelar. Não tive problemas para subir fora um pouco de dor de cabeça. Fisicamente esteva bem preparada então foi bem tranquilo. Agora a volta, Senhor que tristeza. Após o primeiro desnível comecei a sentir muita náusea. E assim foram as duas longas horas de volta. Sentia que meus ossos congelavam e a pior náusea que já tive durou ainda durante as tres horas de viajem de van para Cusco. Dica: vá extremamente bem agasalhado e leve uma garrafa térmica com chá para beber durante a caminhada e ir se esquentando por dentro. Muito ansiosa para o início do trekking, mas até o primeiro café da manhã anterior ao início da caminhada. Que desespero me deu quando sentei com meu grupo e só ouvi inglês na mesa e eu não consegui entender nem mesmo um yes. Ai meu Deus, 5 dias de tortura nãoooo. Me senti a criatura mais burra da terra com meu inglês iniciante. Mas assim que iniciamos a caminhada descobri que algumas das outras 7 pessoas falavam espanhol e alemão nos quais me viro muito melhor. Ao longo dos dias descobri que o ouvido se acostuma e que sou ótima com linguagem de sinais rsrsrs. Não me senti mais tão ignorante já que, capenga que fosse, tomei consciência de que eu falava mais 3 línguas uai! A comunicação era hilária, as frases iniciavam em inglês e terminavam em alemão ou espanhol. Da mesma forma meus parceiros, pois cada um treinava o idioma que gostaria de aperfeiçoar. Esta trilha não foi um desafio físico pra mim apesar dos seus 75km realizados em 4 dias, sendo que o quinto dia ficou somente para visitação de Machu Picchu. Quanto ao serviços prestado pela agência, estavam surpreendentemente além do que eu imaginava, em todos os quesitos. Cada grupo tem no máximo 8 pessoas e juntamente conosco vão um cargueiro, um cozinheiro e ajudante de cozinha e o guia. Nos acampamentos vários grupos da mesma agência se encontram, pois os acampamentos são em lugares já determinados e fixos. O primeiro e segundo dia são os mais frios, por esta razão na primeira noite dormimos em um tipo de iglu com cúpula de vidro para apreciação da paisagem que cerca o acampamente, o que torna a noite inesquecível. Nos demais dias dormimos em barracas. Ao longo do caminho temos todo tipo de clima e paisagem. E algo muito inacreditável é que no meio do nada de uma trilha tem alguém vendendo chocolates, bebidas, frutas, gorros e afins. O terceiro dia é ótimo por conta da tarde que passamos mergulhados em águas termais revigorantes e com acesso a Cusqueñas geladas, amém! Meu querido guia amigo Edwin “de los 7 hijos” é um ser destes que não se encontra facilmente. Como ele foi meu maior ponto de contato por conta da língua irmã, passamos muitas horas conversando sobre tudo. Ele sanou muitas das minhas dúvidas em relação aos mitos, cultura, religiosidade a respeito dos Incas. Não somente ele, nosso “chocolatito”, mas todos os guias são certificados e por isso muito bem preparados, e obviamente são hijos de Inca, tiene sangre Inca uhuullll Daleeee! Edwin marcou minha vida assim como meus outros colegas, cada um a sua maneira, mas todos estão marcados em minha memória e coração por terem vivido e compartilhado estes dias ao meu lado (nossa, como fui romântica agora que orgulho). E chegamos ao auge: O que falar sobre Machu Picchu. É o alvo maior da viajem, o desejo mais antigo. A sensação de pisar naquela cidade é indescritível. Saber que é um lugar que possui a história de uma civilização que não existe mais, enraizada em cada pedra, é muito emocionante. Os Incas tem uma cultura riquíssima que ainda hoje impressiona qualquer pessoa que se depare com a região, e as edificações daquela época. Todos os refúgios, os caminhos, os templos e até mesmo os cemitérios são fascinantes. Esses caras realmente usavam o cérebro!! Tive o prazer (de quase morte rsrs) de ver Machu de cima pois subi a Montanha de Wayna Picchu. A subida é punck baby. Só Deus sabe como aqueles seres subiam esta montanha sem os cabos de aço e outros artifícios de segurança que estão lá hoje. A sensação que se tem lá de cima é do tipo: uhulll cheguei no topo do mundoooo! Rsrsrsr Dá pra se ter uma noção melhor do desenho do Condor inclusive. Em resumo, sou grata a Deus pela minha vida, pela minha razão e por me fazer disposta e curiosa o suficiente para viver esta e muitas outras experiências que já estão na lista. Enfim, o resto você terá que ir lá pra saber, HA HA. Para mim o Peru não seria tão grandioso sem esta experiência na Salkantay, e sim pretendo voltar logo ao Peru para fazer outra trilha Dicas: -A equipe que nos acompanha tem seu salário fixo, muito baixo por sinal, então leve uma grana extra pra dar uma gorgeta, eles merecem muito. -Se você nunca usou uma patente, terás uma experiência diferente eu diria rsrs. Caso já tenha usado, existem moitas lindas com paisagens fenomenais, as melhores que você terá cagando. -Quer fazer esta trilha, então prepare-se fisicamente e será uma experiência sem sofrimentos. -Não tem companhia para viajem? Vá assim mesmo, pois você vai conhecer muitas pessoas desde que esteja disposto e aberto ao desconhecido.
  14. [Peru - parte 1] Recebi várias dicas daqui e agora é a minha vez de passar as minhas. Fiquei 4 dias em Lima e 4 dias em Cusco, ou seja, 3 diárias em cada lugar. Este post dedico a Lima. Farei outro sobre Cusco. Em Lima chegamos cedo, umas 10h, deixamos a mala no hotel e fomos bater perna. Ficamos hospedados em Miraflores, no hotel Stefano's que fica perto da praça principal. O hotel é simples, com o café da manhã bom e atendeu muito pela localização. Em Lima optamos por fazer tudo por conta própria porque nosso dinheiro estava destinado aos passeios de Cusco. Fizemos ótimas escolhas e conhecemos bem por onde passamos. O que fizemos em Lima: no primeiro dia precisavamos resolver coisas de chip e a compra do trem para Águas Calientes, então fomos até o shopping Larcomar, à pé (20 min). Foi bom porque pudemos conhecer a cidade. Obs: a Peru Rail não vende os bilhetes de trem em espécie, somente no cartão de crédito. A única loja que vende em espécie é a que fica localizada na Plaza de Armas de Cusco. Vende tanto em dólares quanto em soles. Almoçamos e voltamos para o hotel para descansar. À noite fomos à uma rua cheia de barzinhos, a Calle Manuel Bonilla. Escolhemos o Rouge Bar porque estava rolando promoção de drink. Experimentamos o Chilcanos. Uma delícia! Experimentem. Depois fomos pra um que ficava praticamente em frente ao hotel, na Calle Esperanza, o Bar público. Estava lotado então fomos para um ao lado. No segundo dia acordamos cedo e fomos até o Parque do amor. Lindo! Reserve um tempo para visitá-lo com calma. Você se perde em meio a tantas frases de amor que foram formadas nos lindos mosaicos. A vista para o mar de Miraflores é linda. De lá pedimos um Uber para o centro. Uber é bem barato e funciona bem lá. Fomos a uma feirinha perto da Basílica de São Francisco. Dica: leve dinheiro e faça suas comprinhas de lembrancinhas lá. O lugar mais barato pra isso foi no centro. Nosso almoço custou 8 soles com entrada, prato principal e bebida. Após o Almoço visitamos a Basílica de São Francisco, Parque de la Muralla e depois partimos para a Plaza Mayor e Plaza San Martin (estava rolando um protesto). Tudo isso à pé...tranquilo. À noite fomos para um bairro pertinho de Miraflores, Barranco. Fomos ao Bar Picas (uma graça). Lá experimentei um mojito e meu namorado um pisco sour, adoramos. Barranco é bem vivo com apresentações de música Criolla ao ar livre, vários barzinhos e é lindinho! De lá voltamos para Miraflores para uma boate chamada Ankara. Estávamos com um amigo e tinha um aniversário de uma prima dele rolando nessa boate. No dia seguinte fomos até a praia e na volta repetimos o Parque do amor. Almoçamos, passamos num Cassino e fomos para o hotel descansar um pouco para a noite conhecer o Circuito Mágico de Águas que fica no Parque da Reserva, considerado o maior conjunto de fontes num parque público do mundo. Lindo passeio e super barato. 4 soles a entrada é a apresentação na fonte principal acontece de hora em hora a partir das 18h. Foi a nossa despedida, porque no dia seguinte já tínhamos vôo para Cusco. Não sentimos o mal da altitude em Lima. No último dia sentimos um cansaço a mais nas pernas, mas abusamos delas rsrs. Pode ter sido isso. Lima é excelente, bem estruturada, organizada e limpa! Fizemos todos os deslocamentos de Uber, exceto o do aeroporto para o hotel (60 soles de táxi oficial) porque ainda não tínhamos internet. Média de deslocamentos= 10 soles. Hotel/aeroporto pelo Uber= 40 soles.
  15. TravellerBr

    Viagem ao Peru em dezembro é boa ideia ?

    Bom dia , tenho o mês de dezembro livre , estava começado a planejar ir ao Peru , tanto ida volta seriam de onibûs , RJ - Lima - Cusco , alguém poderia me tirar essa duvida se durante o mês de dezembro a variação de preços na cidade seria muito grande ? Obs : Ficaria em torno de 10 dias
  16. Tive uma experiencia muito interessante em Setembro de 2015 e achei que valesse a pena relatar pois foram 18 dias pelo Peru estando sozinha. Meu roteiro foi baseado em pesquisas na internet. Resumindo ficou assim: 1° Dia 06/09 – Embarque 06/09 – Voo Taca – voo direto Brasil – Peru, saí daqui de SP as 4:50 da manhã e cheguei lá por volta das 8:30hs. 2° Dia 07/09 – Dia livre 3°Dia 08/09 – Dia livre 4°Dia 09/09 – Tour Peru Hop – Indo à Paracas 5°Dia 10/09 – Paracas – El Candelabro e Reserva Paracas, depois em direção à Haucachina, chegando lá por volta das 13:00hs e as 16:00hs Passeio de Bug pelas dunas de Haucachina. 6°Dia 11/09 – Saída Haucachina – Pisco – Nazca – Arequipa (viagem noturna de ônibus) 7°Dia 12/09 – Chegada em Arequipa, dia livre por Arequipa. 8°Dia 13/09 – Arequipa – Canion Del Colca 9°Dia 14/09 – Saída de Arequipa em direção à Puno, chegando em Puno por volta das 13:00hs, dia livre por lá. 10°Dia 15/09 – Passeio Islas Iros e Taquile, a noite por volta das 21:00 em direção a Cusco (viagem Noturna) 11°Dia 16/09 – Chegada à Cusco às 5:00 da manhã, dia livre por lá. 12°Dia 17/09 – Van para Ollantaytambo, dirigindo-se a estação de trem da PeruRail para ir a Machu Picchu. 13° Dia 18/09 – Visita às ruínas de Macchu Picchu, a tarde voltando de trem para Ollantaytambo e Cusco. 14°Dia 19/09 – Dia livre em Cusco 15°Dia 20/09 – Visita ao Vale Sagrado – Pisac – Ollantaytambo – Chichero 16°Dia 21/09 – Dia livre em Cusco 17°Dia 22/09 – Voo para Lima e dia livre por lá 18°Dia 23/09 – Dia livre em Lima e a noite volta para o Brasil. 1°Dia – 06/09/2015 –Domingo - Brasil - Lima - Meu voo saiu do Brasil as 4:50 da manhã, partindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos e chegando no Aeroporto Internacional de Lima Jorge Chavez as 8:30hs. Quando fiz a reserva do hostel pedi a eles que enviassem um taxista com uma plaquinha com o meu nome, saindo da sala de embarque lá estava ele e fomos ao Hostel Backpackers Family House, valor do taxi foi 60 soles equivalente a 20 dólares. Do Aeroporto até o hostel foram mais ou menos 40 minutos, chegando lá fiz check in e fui levada ao quarto para guardar as bagagens e tive a excelente ideia de sair na rua para achar casa de cambio, resultado, me perdi e fiquei mais de 40 minutos rodando por Miraflores rs desesperada até que de tanto pedir informação consegui encontrar o hostel Um amigo daqui de SP me indicou um amigo peruano então depois de uma hora que eu tinha chegado, ele foi com a família me encontrar no hostel e saímos para almoçar no Shopping Lacomar. Almoçamos em um restaurante chamado Mangos, que fica dentro do shopping com uma vista maravilhosa para o Pacífico, onde tomei meu primeiro pisco e comi o cheviche, recomendo o local. Depois do almoço fomos dar uma volta pelo Lacomar, depois fomos até a praça Kennedy (essa praça é infestada de gatos, um mais fofo que o outro), ficamos um tempinho e depois voltei ao Hostel, por volta das 16:00hs, nesse dia acabei não saindo mais ficando pelo hostel mesmo. Sobre o hostel: Backpackers Family House – suite para 8 pessoas, com café da manhã incluso, diária do total de 3 noites: 34 dólares, 110 soles. (reserva pelo Hostelworld) 2° Dia – 07/09/2015 –Segunda Feira - Lima - Acordei cedo pois estava acostumada com o horário do Brasil que são três horas a mais que Lima, então as 6:00 (às 9:00 no Brasil) da manhã eu já estava de pé. Tomei café e fiquei aguardando o pessoal da agencia de turismo chegar. Assim que chegaram fui conversar sobre o tour que eu queria fazer e eles me indicaram um tour pela empresa Peru Hop que contemplava todos os lugares e atrações que eu tinha planejado no meu roteiro pelo Peru. Saí para andar por Lima, não peguei taxi, andava sempre a pé somente com um mapa da cidade, fui até a Avenida Jose Pardo , caminhei ela toda, passando por casas de câmbio para fazer cotação, observando lojas, restaurantes, a embaixada brasileira fica situada lá. Na Av Jose Pardo ficam as maiores empresas, Companhias Aereas, Avianca, Tam, Lan, muitas casas de câmbio com cotações bem boas (em setembro o dólar estava 3,20, então 100 dolares equivalia a 320 soles), já na avenida Larco são mais restaurantes e lojas de consumo, as casas de cambio por lá não tem cotações muito boas. Passei o dia andando por esses lugares, parei em um restaurante para almoçar, depois vi uma cabine na rua do Mirabus (ônibus turístico pela cidade) e fiz um tour pelo centro de Lima por 3 horas, segue link () o tour começou as 14:30 terminando por umas 17:00, pois o transito de Lima é infernal. Na volta para o hostel que era uma boa caminhada passei em um Subway e comprei um lanche para jantar. 3°Dia – 08/09/2015 – Lima - Terça Feira – Novamente acordei cedo, tomei café, fiquei enrolando um pouco no hostel acessando internet e novamente sai para andar por Lima, passei o dia assim, almocei e fui até a Rua Arequipa que é paralela com a Av Larco, lá situa-se o artesanato local, então pela rua toda são como se fossem galpões com várias barraquinhas de artesanato, muita coisa para ver e pesquisar preços. Não comprei nada nesse dia pois ainda tinha muitos lugares para ver e cotar preços. No fim da tarde voltei ao Hostel me arrumei e fui encontrar uma outra conhecida, sobrinha da minha madrasta que mora lá, fui com ela e mais dois amigos dela para um evento gastronômico que estava tendo em Lima o “Mistura”, muito legal, pois tinham todas as comidas típicas, pratos maravilhosos, ficamos lá até tarde depois peguei um taxi com eles e voltei ao Hostel. Chegando lá, no quarto já estava bem cheio com várias nacionalidades, consegui conversar com uma francesa bem simpática que adora o Brasil. 4°Dia – 09/09/2015 – Lima - quarta-feira – Acordei por volta das 5:30 pois dali a uma hora o Peru Hop iria me buscar, arrumei as coisas e já desci para aguardar, junto comigo tinham mais dois carinhas da Nova Zelandia que também fariam o tour. O Peru Hop chegou e demos início ao Tour, antes eles passou por todos os hostels de Lima para ir pegando o pessoal. Saindo de Lima, nossa primeira parada foi na enorme estátua do Cristo com vista para Lima, ficamos por lá uma meia hora mais ou menos ( o guia nos explicou sobre a guerra entre Peru e Chile) e demos continuidade tendo a segunda parada (não descemos do ônibus) no Pachacamac - antigo santuário construído por volta do ano 1800 e frequentado por várias cultura até o último dia do apogeu Inca. Fica a 40km ao sudeste de Lima (Dá para fazer o passeio por essa ruina a parte, porem acaba saindo caro, pois gasta-se com taxi na ida e na volta e mais o ingresso por lá), passando essas ruinas paramos em uma lanchonete na beira da estrada para tomar café. Saindo de lá paramos no Rancho São Jose em Chincha, lá situa-se os tuneis que foram usados pelos escravos no século 17, são 17km de tuneis que foram descobertos apenas 100 anos depois (não recomendo para quem tem problemas de claustrofobia), ficamos por lá mais ou menos uma hora, visitamos os tuneis e fomos para Paracas. Dentro do ônibus o guia conversou conosco sobre o tour pelas Islas Ballestras/Reserva Nacional de Paracas e El Candelabro, já fechei o tour com eles mesmos e também o hostel que eu iria ficar. Chegando ao hostel Kokopelli, fui para o quarto, guardei minhas coisas, troquei de roupa e fui procurar um lugar para almoçar, Paracas é uma cidade litorânea muito parecida com o Brasil, vários quiosques pela beira da praia, comidas, feiras de artesanato. Almocei um praço chamado arroz chaufa (maravilhoso) e depois fiquei andando pelas lojinhas de artesanato. Voltei para o hostel e fui para a praia, pois a parte da tras do hostel dava para a praia, fiquei lá admirando a paisagem e tirando fotos, lá conheci uma senhora alemã, a Simone, que estava também no tour da Peru Hop, até umas 15:00 estava calor, depois esfriou muitoooooo tive que colocar uma blusa. Começo da noite fui ao uma pizzaria chamada “Misk” com o pessoal do tour para jantar e depois voltei ao hostel para dormir. Sobre o hostel: - Kokopelli Backpackers Hostel (uma das melhores redes de Hostels, acomodações excelentes) - quarto para 8 pessoas com café da manhã incluso (café ótimo com opções de pedir coisas diferente pagando a mais), banheiro compartilhado misto (detestei), 9 dólares (reserva com Peru Hop) 5°Dia – 10/10/2015 – Paracas – Quinta Feira - Acordei umas 7:00, tomei café e fui em direção ao fluxo de pessoas para o tour das Islas Ballestras. Colocamos os coletes, adentramos o barco e seguimos em direção a reserva, tendo como primeira parada o Candelabro, ficamos ali alguns minutos, o guia junto dando instruções e contando um pouco da historia sobre e depois seguimos em direção a Reserva Paracas, foi um tour de mais ou menos 2 horas, acabando o tour, voltamos para o hostel e já com encontro marcado as 12:00hs na frente de um hostel próximo para pegar o ônibus em direção a Haucachina. Peguei o ônibus e depois de uns 20 minutos paramos para visitar a Playa Roja, uma praia que fica entre deserto de Ica e o mar, uma vista lindíssima, ficamos lá por quase uma hora, o guia do Peru Hop nos contou sobre o local e prosseguimos para Haucachina, já com o passeio de Buggy e o hostel fechados. Chegando em Haucachina, fiquei no hostel Casa de Arenas, depois de me acomodar sai para almoçar no restaurante ao lado, foi o único lugar no Peru que achei arroz e feijão para comer, pois no Peru eles não tem o habito de comer feijão como temos aqui. As 16:30 os Buggys já estavam parados na porta do hostel, todo o pessoal foi acomodado e fomos às Dunas. Voltei por volta das 18:00, tomei um banho, dei uma descansada e fui a um restaurante “The Pub” com o pessoal do tour jantar, depois voltei ao hostel para dormir. Sobre o hostel: - Casa de Arenas – suíte para 3 pessoas (dividi com um casal francês) sem café da manhã incluso – 30 soles (10 dólares) 6°Dia – 11/09/2015 – Haucachina – Sexta Feira - Acordei por volta de umas 7:00 da manhã e sai para tomar café, depois fiquei andando pelas proximidades e tirando fotos, quando deu umas 13:00 fiz o check out no hostel, guardei as malas em um local que eles tinham lá e fui almoçar. As 13:00 o ônibus da Peru Hop nos pegou e fomos em direção ao El Catador Pisco Viñedo en Ica, por lá ficamos uma hora e pouca conhecendo os tipos de piscos, experimentei vários, bem diferentes. De lá, fomos em direção às linhas de Nazca, visualizei as linhas pela torre na estrada que foi muito gratificante, uma vista linda do deserto e pela torre deu para ver dois desenhos e acompanhar o pôr do sol, algo que não dá para descrever de tão bonito, só vivenciando. De lá fomos jantar em um restaurante que fica em um posto a beira da estrada e depois seguir viagem para Arequipa (aprox. 10 horas de viagem noturna). 7°Dia – 12/09/2015 –Sabado - Arequipa – Cheguei em Arequipa as 5:00 da manha, fui deixada no Wild Rover Hostel, tomei banho, me acomodei, tomei café , conheci uma brasileira, a Daniela, uma carioca que também estava sozinha e combinamos de almoçar juntas, pois a noite ela já estaria indo para o aeroporto de volta para o Brasil e fui fazer um Bus tour pela cidade, voltei as 14:30 mais ou menos, encontrei a Daniela, fomos almoçar e depois ficar andando pelos arredores. Arequipa é uma cidade estilo barroco, lembra muito as cidades históricas do Brasil, como Ouro Preto, muitos museus para visitar e igrejas, muitas lojas com preços ótimos para compras, muitas opções de comida, inclusive restaurantes comuns, McDonald’s, Subway... etc, no fim da tarde voltei para o hostel, e fui dormir pois teria que acordar as 3:00 da manhã para o passeio do Canion Del Colca. Sobre o hostel: Wild Rover Hostel (reserva feita com o Peru Hop) – quarto para 20 pessoas, banheiro tipo vestiário, compartilhado misto, com café da manhã incluso - 42 soles por duas noites, (pior atendimento de hostel que eu fiquei, achei o pessoal da recepção, a turma que trabalha de madrugada e sai pela manhã bem sem educação, eu queria trocar de quarto e eles foram bem grossos e disseram que porque eu era brasileira eu não tinha preferência lá, apesar disso o local é bem estruturado e mesmo dormindo com 20 pessoas no quarto eu dormi muito bem) rs mas não ficaria lá novamente. Não recomendo. 8°Dia – 13/09/2015 – Domingo- Arequipa – Acordei as 3:00 e as 4:00 o guia do Tour de Arequipa foi me pegar no hostel, Obs: Arequipa durante a madrugada é extremamente perigosa, vi várias coisas que não vale a pena comentar nesse meu trajeto de saída do hostel até a van... até o Canion Del Colca são 3 horas para chegar lá, pois fica em Chivay, fui dormindo na Van, chegando lá estava um frio extremo de uns 5 graus mais ou menos, paramos para tomar café, ficamos quase uma hora e seguimos viagem, primeiro, paramos um local que fica uma igreja e algumas barraquinhas de artesanato, lá ficamos um tempo, tirei fotos e seguimos viagem para o Canion. Chegando lá já estava começando a esquentar (no Canion a noite é muito frio, temperatura chegando por volta de uns 3°C ou 4°C graus, isso até umas 9:00 da manhã, onde esquenta muito, chegando a uns 30°C). Passei o dia por lá para ver o voo dos Condores e não vi nenhum rs, depois já voltando paramos em um restaurante para almoçar e viagem de volta a Arequipa, chegando em Arequipa, assim que entrei no hostel conheci um grupo de 5 brasileiros que estavam aguardando o taxi para ir à Haucachina, conversamos uns 15 minutos e eles se foram, indo ao quarto vi dois brasileiros conversando e fui puxar assunto uma era a Nicole de São Paulo e o Igor era do Mato Grosso, ambos tinham se conhecido ali também, combinamos de ir jantar juntos e fomos a um restaurante em frente a Plaza de Armas principal de Arequipa, depois andamos um pouco, nos despedimos e fui dormir pois no dia seguinte eu seguiria viagem para Puno. 9°Dia –14/09/2015 - Segunda –Feira – Arequipa – Puno – A Peru Hop me pegou no Hostel as 6:00hs e fui em direção a Juliaca, de lá peguei uma van com umas 10 pessoas e fui para Puno, chegando em Puno a vista é horrível, pois Puno parece uma comunidade, as casas sem acabamento, muito feia a cidade,lá se fala dois idiomas diferentes, alias dialetos o Quechua e o Aymara, eu tinha fechado com a Peru Hop o hotel Pacha Suite e o passeio pelas Islas. Chegando lá me acomodei peguei o mapa e sai andando pela cidade, cheguei a rua principal de Puno (Calle Lima) lá tem restaurantes, lojas... parei em um restaurante e almocei, consegui conversar com a Simone e ela me encontrou lá junto com a filha Madaleine (essas duas moças estavam no Tour da Peru Hop, então os passeios que eram fechados com eles íamos juntas, porem ficávamos em hotéis diferentes), depois do almoço ficamos andando por Puno e voltei ao hostel. Sobre o hostel: - Hotel Pacha Suite (reserva com Peru Hop) – suíte para uma pessoa,amei esse hostel, recepção muito educada, acolhedora, quarto com Tv, guarda roupa, mesinha, cama de casal, com café da manhã incluso, 50 soles, 15 dólares. Recomendo. 10°Dia – 15/09/2015 – Terça Feira – Puno – As 7:00 a van veio me pegar no hostel para o passeio das Islas Uros e Taquile, fomos até o porto pegar o barco, primeiro fomos até a Isla Uros que é uma ilha artificial, construída pelos indígenas locais, há algumas formações onde cada tour para em uma ilha, são pequenas, lá os indígenas locais se apresentam, contam sobre a cultura deles, explicam como constroem a ilha e os barcos, depois disso há um passeio que custa 10 soles para andar de barco ao redor da ilha. Depois fomos até a Isla Taquile, um a ilha natural, fizemos uma caminhada do barco até a ilha na parte que há um vilarejo de mais ou menos 1:oo hora de caminhada, achei super cansativo, pois o sol estava bem forte e não há proteção, então é recomendável óculos escuros e chapéu, conhecemos também a cultura local, pois nesse dia era aniversário da ilha de 20 anos de civilização lá, estava ocorrendo um evento com orações, cantos, danças e cultura típica local sendo apresentada, lá não vale a pena comprar nada, nem uma garrafa de água, pois tudo é extremamente caro. Ficamos na ilha Taquile mais ou menos umas duas horas e depois fomos para uma outra ilha almoçar, não me lembro o nome da ilha, paramos somente para almoçar, comida feita pelos pessoal local também falando sobre a cultura deles, durante esse almoço conheci o Alexandre e descobri que ele era meu vizinho é isso mesmo, moramos no mesmo bairro aqui em SP e nunca tinhamos nos visto rs, retornamos para Puno, uma viagem de 1:30 mais ou menos pelo Titicaca que fui papeando com o vizinho afinal de contas já fazia mais de uma semana que eu não falava portugues rs. Chegando em Puno novamente sai para jantar, dei umas voltas pela Calle Lima e voltei para o hotel para aguardar a PeruHop que chegaria as 21:00hs rumo à Cusco. 11° Dia - 16/09/2015 – Quarta Feira – Cusco – Cheguei em Cusco as 5:00hs da manha, o ônibus parou em uma avenida e o meu tour com a Peru Hop encerrou ali, de lá o taxi me levou até o hostel Kokoppeli, chegando lá eu só poderia fazer o check in as 14:00 horas, porém eles tem um plano de contingência para casos em que as pessoas chegam muito cedo, você é acomodado em uma sala com 3 poltronas que viram cama e uma televisão, estando lá você pode dormir, usar as acomodações do hostel enquanto o seu check in não é liberado, recomendo muito esse hostel pois adorei a estrutura deles tanto de espaço quanto de atendimento. Fiquei nesse quarto até poder fazer meu check in, utilizei computador, tomei banho, tomei café, depois fiz o check in, incialmente eu tinha reservado em um quarto para mulheres, eram 5 camas com beliches, porem quando entrei no quarto não gostei do local e pedi a eles que me trocassem, fui para um outro quarto que tinha a mesma estrutura do que fiquei em Paracas eram 4 beliches, porem todas com cortina e no fim da cama um locker com tomada dentro e fora e também uma prateleira com luminária, esse quarto é o mais caro porém o melhor estruturado com uma maior privacidade, também recomendo. Sai do hostel para andar pela cidade com um mapa, fui trocar dinheiro, em Cusco as casas de câmbio são diversas, é bom cotar em várias antes de trocar pois há diferença, também se trocam reais por lá. A Avenida Sol é a principal avenida de Cusco onde se localizam os locais importantes, centro comercial, como bancos, prefeitura, entre outras ... Andando por lá comprei um Gatorade pois por conta da altitude tive sangramento no nariz diversas vezes, somente esse sintoma, não fiquei cansada nem indisposta, tomava muito liquido o dia todo. Parei em um restaurante para almoçar quando minutos depois entrou um grupo de brasileiros (Marcela, Wagner, Diego, Flavia e Larissa) que tinham sido aqueles que conheci em Arequipa no hostel, acabei ficando com eles o resto do dia e a noite fomos jantar em uma pizzaria chamada “Justina” recomendada pelo livro “Guia Criativo do Viajante América do Sul” pizza muito boa e local pequeno porém aconchegante. Em Cusco a noite chega a uns 7°C mais ou menos, de manhã o clima é quente mesmo no inverno pelo menos a sensação termina é entre 20° graus. Depois voltei para o hostel e fui dormir. Sobre o hostel: Kokopelli – suite para 8 pessoas com café da manha incluso – 5 noites ficou em 67 dólares, 220 soles. Dia 16° - 17/09/2015 – Quinta Feira –Cusco - Ollantaytambo Acordei por volta das 7:00 da manha e fui tomar café, lá no refeitório encontrei um grupo de 3 brasileiros e fiquei conversando com eles por um tempo, depois fiz check out no hostel, guardei minha mala principal no locker deles e segui com uma mochila para pegar a Van para Ollamtaytambo, no hostel eles te dão mapas com todas as informações de onde pegar essas vans, mais ou menos uns 15 minutos a pé do hostel ate o local de onde partem as vans para Ollantaytambo, Poroy e outros locais. Chegando lá eu tinha a opção de fechar um carro com outras pessoas que sairia por 15 soles ou ir de van mesmo por 10 soles, preferi a van, achei mais seguro e fui com pessoal local, não tinha nenhum estrangeiro junto, a viagem durou 1:30 de Cusco até Ollantaytambo, cheguei bem em cima da hora para a partida de trem, meu trem saia as 13:30, chegando na estação já embarquei no Trem Vistadone rumo à Aguas Calientes, uma viagem linda, tranquila, pois você tem toda a vista da natureza e algumas ruinas no meio do caminho. Cheguei em Aguas Calientes por volta das 15:20hs, estava super calor, bem clima tropical. Logo que você sai da estação tema feira de artesanato local que também tem um preço bem salgado nas coisas e vários restaurantes e hotéis, Aguas Calientes é um vilarejo pequeno, com muitas ladeiras, fiquei em um hostel chamado Supertramp, quando cheguei lá conheci um brasileiro carioca o Carlos que estava no mesmo quarto e ficamos conversando, me acomodei e resolvi sair para comer, parei em um restaurante e fiquei lá até receber alguma notícia do pessoal que estava comigo em Cusco pois eles fariam aquela trila pela hidrelétrica. Eles chegaram lá no final da tarde, fui encontra-los na parte de baixo de Aguas Calientes onde tem a estatua com o “Bem vindos a Machu Picchu” e de lá fui até a bilheteria comprar a passagem da van para subir Machu Picchu que custava 24 doláres, isso mesmo bemmmm caro o valor, em soles daria 76 soles, incluindo subida e descida, de lá fomos para o hostel, depois saindo para jantar. Sobre o hostel: Hostel Supertramp (reserva hostelworld) – quarto para 8 pessoas, com café da manhã incluso, também com opções diferentes, banheiro tipo vestiário compartilhado misto, 24 soles, 8 dolares. Recomendo 17° Dia – 18/09/2015 – Machu Picchu - Sexta Feira – Acordei as 6:00 da manhã, o clima em Aguas Calientes é muito quente, então essa hora já estava bem calor por lá, tomei café e fui em direção a fila para pegar a van para subir para Machu Picchu, fiz esse passeio pelas ruínas junto com o Carlos o carioca que conheci no hostel, o outro pessoal preferiu subir a pé então saíram as 4:00 da manha do hostel e acabei não encontrando eles nas ruinas. Chegando em Machu Picchu estava um pouco nublado, eles liberam a catraca e fui em direção a subir a montanha Machu Picchu, esta montanha fica no lado oposto da Wayna Picchu, uma subida super difícil, cansativa, me arrependi profundamente, pois não estou acostumada com esse tipo de aventura então para mim fui muito desgastante, mesmo assim não completei a subida, cheguei a 80%, quase duas horas de subida e voltei pois cada vez mais estava muito íngreme e difícil de subir,além disso minha mochila estava muito pesada, a descida foi pior pois minhas pernas doíam muito, a descida durou 40 minutos, o Carlos continuou a subida. Quando voltei, fiquei por volta de duas horas andando pelas ruinas de Machu Picchu , optei por andar sozinha e tirar fotos e depois pesquisar o que cada local significava pois para contratar um guia tinha que montar grupos, sozinha não valia a pena. Depois disso fui para a entrada, lá era coberto (o sol depois abriu e ficou muito quente e nas ruinas não tem onde se abrigar) tinha onde sentar e fiquei mais de uma hora lá descansando e aguardando se alguem do grupo ou o Carlos passe por lá, somente o Carlos passou, carimbamos o passaporte e descemos juntos para Aguas Calientes, chegando em Aguas Calientes encontramos a Marcela, uma das meninas do grupo e de lá fomos almoçar. Ficamos lá a tarde toda pois o trem só saia as 17:30hs, a tarde caiu aquela chuva bem pesada então ficamos nesse restaurante até dar a hora de ir para a estação. A volta de Machu Picchu foi pelo trem Expedition, chegamos em Ollantaytambo as 20:00 horas e pegamos a van para Cusco (nunca passei tanto medo na vida, pois o pessoal lá no Peru dirigem como loucos), chegando em Cusco as 22:00 e já indo direto para o hostel, voltei para o Kokopelli ficando no mesmo quarto. Dia 18° 19/09/2015 – Sábado – Cusco - Depois de tomar café fui encontrar com o Carlos e fomos almoçar no Mac Donald’s, pois lá no Peru eles servem comida também, depois disso fizemos um tour free walking por Cusco, bem interessante que durou umas 3 horas, pois paramos em vários lugares para o guia ir explicando, depois disso nos dirigimos ao Mercado San Pedro, o melhor lugar para se fazer compras em todo o Peru, pois as coisas são bem baratas lá, valendo muito a pena, todas as lembrancinhas que eu trouxe de lá comprei neste local, depois encontramos o grupo e voltamos ao Mercado San Pedro, ficamos lá até fechar depois fui novamente jantar com o grupo pois eles iriam para a Bolivia naquela noite. 19°Dia – 20/09/2015 - Domingo – Cusco - Vale Sagrado - Sai de manha e fui em uma agencia local para fazer o passeio para Ollantaytambo, Pisac, Chinchero. Primeira parada em uma feira de artesanato, depois seguimos para Pisac, lá tive que comprar o bilhete turístico parcial (70 soles) pois para fazer esse tour mesmo fechando com uma agencia local eu precisava desse boleto turístico para entrar, o dia estava bem nublado então precisei comprar uma capa de chuva pois lá não tem onde se abrigar, adorei a cidade de Pisac, bem estilo medieval, antes de entrar na cidade tem o mercado Pisac, é na rua como uma feira por conta da chuva não paramos por lá, seguimos para almoçar paramos por 50 minutos depois fomos para Ollantaytambo, que é a única cidade Inca do Peru que é habitada, o pessoal mora nas casas da parte baixa da cidade, muito bonita também. Saímos de lá e seguimos para o Chinchero, lá tem uma igreja bem sinistra e uma feira local também onde as coisas, cachecol de lã de alpaca, lenços, são bem baratos, ficamos pouco tempo por lá e voltando para Cusco, chegando no hostel jantei por lá e fui dormir. 20°Dia – 21/09/2015 – Segunda Feira - Cusco - Durante a madrugada passei muito mal, acredito que tenha sido por conta da comida do hostel, algo deu errado rs, por conta disso fiquei o dia todo no hostel deitada e só conseguindo sair um pouco a tarde para comprar um remédio e andar um pouco pela cidade, a noite fui jantar e me despedir do Carlos pois meu voo para Lima sairia na terça de manhã. 21°Dia – 22/09/2015 – Terça Feira – Cusco - Lima Meu voo saiu as 9:00 da manhã, cheguei ao aeroporto de Cusco as 7:00 e quase perdi o voo pois me informaram que o voo sairia do portão 5 e saiu do portão 3, a sorte é que fui me informar no balcão senão teria perdido o voo, o aeroporto de Cusco é bem mal organizado. Cheguei em Lima as 11:00 da manhã, como esqueci de pedir taxi ao hostel tive que pegar um taxi do lado de fora do aeroporto, aqui deixo um alerta para todos tomarem cuidado com taxistas no Peru, pois eles são sinistros e muito agem de má fé com turistas. Nessa minha ida ao hostel o taxista me deu de troco uma nota falsa de 50 soles, na hora que peguei a nota percebi e questionei e ele se mostrou ofendido,acabei ficando com receio e não falei mais nada, afinal de contas era eu sozinha pelo país, ele me deixou na praça Kennedy e tive que ir andando até o hostel, fiquei hospedada no Flying Dog (só ali na praça Kennedy há 3 hostels Flying Dog), não gostei muito de lá pois tinha uma escadaria bem cansativa para subir com as malas e o quarto achei bem zuado, era uma quarto feminino com duas beliches, dividi com uma moça alemã, super simpática que conheci lá. Apesar de não ter gostado do local a recepção foi excelente, a equipe de colaboradores muito acolhedores e o local muito limpo. O café da manhã era em um restaurante próximo dali. Fiquei o dia todo andando por Miraflores, pois esse hostel é bem na praça Kennedy na Av Larco, então no centro de tudo em Miraflores, fui até a loja da Avianca localizada na Av Jose Pardo ver se tinha como antecipar o meu voo para o Brasil mas não consegui, quando foi a noite fui ao Subway e depois voltei ao hostel para dormir. Sobre o hostel: Flying Dog – quarto para 4 mulheres , café da manha incluso em um restaurante próximo (muito bom, tinham 3 opções de pratos), banheiro normal sem ser vestiário, 10 dólares (reserva pelo Hostelworld), não gostei muito da aparecia do quarto, porém para uma noite recomendo, pois apesar de ser no coração de Miraflores a noite para dormir foi bem tranquila, o local era bem limpo e a recepção muito acolhedora. 22°Dia – 23/09/2015 - Quarta Feira - Lima - Brasil - Acordei um pouco mais tarde e fiquei enrolando no hostel até dar a hora de fazer o check in, que era 12:00hs, deixei minhas malas por lá e fui mais uma vez andar por Miraflores, almocei pelas redondezas e fui andar por toda Cale Arequipa que é onde se localiza o centro de artesanato de Lima, comprar as ultimas lembrancinhas, depois fui fazer um tour com o Mirabus pelo bairro de Miraflores mesmo, com um guia explicando um pouco de tudo, fiz mais para passar o tempo pois o meu voo só sairia as 22:00hs e eu não tinha mais o que fazer por lá, como já estava cansada não tive pique para ir até o bairro barranco, fiquei só por Miraflores indo a tarde depois do tour ao Mac Donald’s , fiquei lá por um bom tempo observando o movimento e depois fui ao hostel buscar minhas malas e aguardar o taxi para o aeroporto. Um transito infernal e demorei mais de uma hora para chegar ao aeroporto, meu voo saiu as 22:00hs chegando no Brasil as 5:00 da manhã. Sobre os passeios: - Mirabus (cabine de vendas fica na rua em frente a praça Kennedy) Tour pelo centro de Lima por 3 horas me saiu por 70 soles. Tour por Miraflores de 1 hora me saiu por 10 soles. - Mistura ( fui com amigos) Evento gastronômico em Lima, 16 soles a entrada mais 25 soles os tickets para comidas ou bebidas. - Tour PeruHop Empresa com a qual fiz todo o tour pelo Peru, 200 dólares. - Islas Ballestras (PeruHop) Tour de 2 horas 50 soles ou 17 dolares, incluindo barco e guia. - Buggy haucachina (Peru Hop)[/color] Tour de 2 horas pelas Dunas com Sandboarding, por 17 dolares ou 50 soles. Te pegam na porta do hostel e te deixam na volta também no hostel. Muita emoção durante esse passeio pois os carinhas andam muito rápido por aquelas dunas, tem que segurar bem pois pular muito e a sensação que dá é que o Buggy vai capotar, apesar da adrenalina foi muito bom, já o sandboarding dá uma pouco de medo pois eles pedem para você descer na prancha de bruços, fiquei com medo de entrar areia na minha boca, mas entrou rs. Para esse passeio recomento uma bolsinha ou mochila leve para levar agua, maquina (pois como pula muito o buggy pode perder). - Linhas de Nazca Eu optei por não fazer o voo pelas linhas, pois eu teria que ficar sozinha um dia em Nazca e fechar esse passeio com uma agencia local. O voo estava bem caro, 80 dólares só o voo, fora o hostel, alimentação, taxi até o aeroporto, então acabei optando pelo que a Peru Hop oferecia que era a visualização das linhas de Nazca pela torre na estrada. Se eu tivesse fechado com a Peruhop ficaria em 80 dólares ou 256 soles mais 25 soles de taxi até o aeroporto. - Arequipa Bus Tour (Agencia local) Tour de 4 horas pela cidade de Arequipa (achei bem fraquinho) 40 soles. - Canion Del Colca (Peru Hop) Tour de um dia, 30 soles, com guia e transporte, sem almoço incluso (28 soles de almoço), chegando lá se paga mais um valor de 70 soles na entrada do Canion, se for sul americano tinha um desconto pagando 40 soles se não me engano. Te pegam e te levam no hostel - Islas Uros e Taquile (Peru Hop) Tour de um dia por 20 dólares incluindo taxi até o porto, barco e guia. O almoço saiu por 15 soles. - Machu Picchu (comprei por conta própria) Ingressos comprados pelo site do governo peruano me saíram por 142 soles mais ou menos 150 reais. Dinheiro: Só troquei dinheiro em Lima, na Av Larco e Av Jose Pardo(melhores cotações)em casas de câmbio, na rua não me arrisquei, fiz um saque em um banco chamado Scotiabank (me cobraram taxa de 15 soles para sacar), em Arequipa fiz um saque em um banco chamado BCP (também me cobraram taxa de 15 soles pelo saque) e troquei mais dinheiro em Cusco em casa de câmbio. O câmbio do dólar lá estava 3.20 em setembro de 2015. Gastos Troquei aqui no Brasil 3.000,00 reais por dólares, que me renderam 740 dólares. Saquei por volta de 800 soles (pois me cobraram 200 e pouco de taxas aqui no Brasil pelo saque internacional fora a taxa lá de 15 soles por cada saque). Com esse dinheiro fiz tudo pelo Peru, pagando alimentação, passeios, hostels, lembrancinhas, só comprei aqui no Brasil as passagens de avião, a entrada de Machu Picchu e os ingressos do trem o restante tirei desse dinheiro que levei. Os ingressos de Machu Picchu eu comprei aqui pelo site do governo peruano, pagando 142 soles que foi por volta de 160 reais (compra somente com cartão de credito Visa) Os ingressos para o trem foi o mais caro, comprei aqui pelo site da PeruRail, total de 126 dólares que me saiu por quase 400 reais (cartão Visa e Master) minha ida foi de Vistadone 65 dólares e minha volta foi de Expedition 61 dólares. No Peru eles aceitam na maioria dos lugares somente bandeira Visa, os únicos lugares que aceitavam Master era em Puno, Cusco e alguns lugares em Lima, porém muito poucos. As passagens compradas aqui, voo Taca me saiu por 1210,00 reais em abril de 2015. As passagens de Cusco para Lima com Avianca me saíram por 745 reais em agosto de 2015. Total de gastos em 18 dias - R$3800,00 dinheiro usado lá - R$400 de trem PeruRail - R$160 Machu Picchu - Passagens de avião R$1955,00 Por volta de R$6.400,00 tudo. E foi essa as minhas férias de 2015, espero ter ajudado com o relato.
  17. E começa mais um relato de viagem do canal Viagem aos vivos chamado "Me llama que eu vou". Foram 33 dias pelo Peru, chegando por Cusco, descendo até Arequipa e subindo até Mancora. PLANEJAMENTO 1. Preparativos da viagem (vacina contra a febre amarela) 2. Como fiz para chegar até Cusco 3. Como estou fazendo com a questão do dinheiro 4. A rota da viagem Inscrevam-se
  18. Sabe aquela vontade de conhecer o mundo? Aquele desejo que fica sempre guardadinho dentro de você? Pois bem, na época com um companheiro (Alexandre) também aventureiro e um casal de amigos mais malucos que nós, decidimos: vamos conhecer o Peru. Mas por que o Peru? Primeiro, por que a historia da população Inca sempre nos fascinou e segundo, por que era a viagem que cabia no bolso rs. E uma coisa é certa, esse destino foi nossa melhor escolha. Um país cheio de encantos, que preserva sua cultura nas expressões musicais, nas danças e gastronomia. Uma viagem cheia de grandes experiências e descobertas. Foi lindo! Nossa viagem ao Peru aconteceu de 18 a 26/10/2013, com duração de 8 dias e contou com o seguinte roteiro: 1º Dia - São Paulo / Lima / Cusco 2º Dia - Custo – City Tour 3º Dia - Cusco / Vale Sagrado (Pisac, Urubamba e Ollantaytambo) 4º Dia - Cusco / Aguas Calientes / Machu Picchu 5º Dia - Aguas Calientes / Waina Picchu 6º Dia - Cusco / Puno 7º Dia - Puno / Lago Titicaca / Ilhas Uros / Taquile 8º Dia - Puno / Lima / São Paulo Este roteiro foi incrivelmente perfeito. :'> . Tivemos um custo total de R$3650,00 por pessoa com gasto de: - Passagens aéreas, - Translado de residência para aeroporto / aeroporto para Hotel (ida e volta) - 7 dias de hospedagens em 4 cidades distintas (Cusco, Águas Calientes, Puno e Lima) - Seguro Viagem - E todos os passeios com almoço incluso, bem como passagem de trem e entrada para Machu Pichu Mas antes de tudo... algumas dicas: Documentação: para ingressar ao Peru é obrigatório apresentar RG original com até 10 anos de emissão e em bom estado de conservação; é possível utilizar o Passaporte, e até recomendado pois em Machu Pichu eles carimbam sua entrada, e como nós não tínhamos passaporte na época, perdemos essa Vacinação: Li muuuitos relatos dizendo ser obrigatório estar até 10 dias antes da viagem com a vacinação da Febre amarela. Na duvida, tomamos.. Clima: O clima é bem diversificado. Em Cusco (região de serra) chegou a fazer 15 graus . Já em Machu Pichu o sol foi de rachar. Portanto leve roupas para todas as estações e muito protetor solar. Moeda: a moeda usada no Peru é o Nuevo Sol, também conhecido como Soles. Todo comercio aceita dólar americano também, mas procure fazer cotação e compra de Soles aqui no Brasil, ou nas casas de cambio da cidade em que estiver (nunca no aeroporto, o cambio é péssimo). Dica importante: baixe um aplicativo de conversor de moeda. Como no Peru tudo é vendido nas 2 moedas, você pode ver através do aplicativo qual cambio é mais vantajoso. Altitude: O Peru está a 3.400 metros acima do nível do mar. Nós sofremos muuuito com a altitude. Assim que chegar procure no primeiro dia fazer pouco esforço, pra que seu corpo possa se adaptar ao clima. Por não obedecer as regras (rs) senti muita dor de cabeça, fadiga e sangramento nasal. ãã2::'> Portanto, se for passear logo no primeiro dia, faça tudo devagar, coma pouco, e comidas leves, beba bastaaante água e tome muito chá de coca. Não faça Machu Picchu no primeiro dia, nunca, jamais.. a altitude vai estragar seu role rs.
  19. Viajante Inveterado

    Um dia de peruano

    Olá, viajantes!! No último post compartilhei com vocês sobre La Punta de Callao, uma área pouco explorada pelos que visitam Lima e, até mesmo, por guias e revistas de turismo. Além de ser um gostoso passeio, a região oferece opções gastronômicas maravilhosas. Clique aqui para ler o post. No post de hoje vamos descobrir o modo peculiar como os peruanos tomam cerveja quando se reúnem; como foi participar de um evento beneficente e assistir a um show de salsa, ao vivo, em um bairro de Callao e ainda desvendar um pouquinho da noite limenha. IMPORTANTE: por favor, perdoem-me pela baixa qualidade das fotos desse post, pois todas foram tiradas com o celular. Um dia de peruano Bom, você que já leu o post anterior sabe que a cidade de Callao fica coladinha em Lima. Nosso anfitrião, Israel, nasceu em Callao e, como toda a população de lá (pelo menos foi essa a impressão que tive), tem muito orgulho de sua terra. Apesar de hoje em dia ele viver em Lima, fez questão de nos apresentar sua cidade. Depois do almoço e de uma voltinha por La Punta, fomos até uma Bomba (Corpo de Bombeiros) onde haveria um show de Salsa. Na verdade, o que ocorria no local era um evento beneficente que duraria o dia inteiro. Foi uma forma interessante de passar o dia com os locais e uma chance ímpar de ver seus costumes sem interferências do “pra turista ver” – Carioca, Marcelo e eu éramos os únicos gringos presentes. O local da festa era simples: um barracão com um portão enorme (que era a garagem dos bombeiros), com algumas faixas penduradas onde havia dizeres em italiano. Visitando a entrada social, um corredor que ficava ao lado, constatei que foram imigrantes italianos que deram início àquele corpo de bombeiros voluntários. Do lado de fora havia, inclusive, dois lindos carros de bombeiro utilizados pela antiga corporação há algumas décadas. Eram cerca de 15h e no evento beneficente havia frango assado e bebidas à venda. Nós tínhamos almoçado há pouco e, portanto, fomos tomar uma cervejinha. Ao retirá-la no bar, uma surpresa: apenas um copo. Pedimos mais… Não rolou. E foi aí que descobrimos o interessante modo peruano de tomar cerveja compartilhando o mesmo copo (isso vale para as garrafas grandes, de 600ml). O que estamos acostumados a fazer com cuias de tereré ou chimarrão, eles fazem com a cerveja. Mas existem detalhes importantes nesse procedimento. Cada um que se serve deve colocar a quantidade desejada, tomar até o final e passar o copo para o próximo; se sobrar algum líquido no fundo do copo (dizem que a quantidade que sobra é proporcional ao chifre da pessoa… rsrs), deve ser jogado fora. E tem mais: quem termina a garrafa sem o copo estar cheio deve abrir a próxima e se servir, tomando a primeira dose (ou tirando o veneno, como dizem por lá). Enquanto isso, numa espécie de quintal (foto abaixo), os frangos ficavam assando dentro de grandes latões. Após degustarmos a cerveja peruana no quintal, fomos para o o salão principal (garagem) onde rolaram várias apresentações. Primeiro, assistimos à uma apresentação de dança tradicional. Depois, para a alegria das crianças, chegaram os palhaços – que lá permaneceram por bastaaaante tempo. Quando eles perceberam que havia gringos na festa, pronto… Começou a zoação! Entre outras coisas, nos compararam a bonecos de pelúcia por causa das barbas e, durante as brincadeiras, um deles encontrou uma brecha pra pular no meu colo, fugindo das crianças que arremessavam centenas de bolinhas de plástico coloridas em sua direção. Claro que encaramos tudo com muito bom humor! Quando os palhaços foram embora iniciou-se o revezamento de músicos que tocavam e cantavam diferentes estilos, sempre acompanhados pelo coro dos espectadores. Já era noite quando chegou a atração principal da festa: a Orquesta Zaperoko – La Resistencia Salsera del Callao – um conjunto de salsa de 15 músicos e sua mascote, que é a Pantera Cor-de-Rosa. Nesse momento o salão se encheu, todos dançando salsa e nós… Bem, nós somente mexíamos os joelhos, balançando pra lá e pra cá, pra não passarmos vergonha! Um pouquinho de Miraflores Com o fim do show, seguimos para o apartamento do Israel em Miraflores, badalado bairro de Lima. Como estávamos todos cansados, a opção foi caminhar ali por perto mesmo. Enquanto procurávamos algo para comer, Israel nos falou sobre os Chifa, restaurantes muito comuns no Peru (e também no Equador), que oferecem uma fusão das culinárias chinesa e peruana (e os pratos costumam ser baratos – falarei detalhadamente sobre isso nos próximos posts, pois saboreamos essas comidas por muitas vezes). Mas resolvemos parar em uma lanchonete: La Lucha, onde pedi um Chicharrón (com carne de porco, batata doce e cebola roxa) que estava fabuloso – e para beber, claro, Inca Kola. Há duas lanchonetes La Lucha bem próximas ao Parque Central de Miraflores, uma na esquina da Calle Mártir José Olaya (sempre lotada) e outra a poucos metros dali, escondidinha, na Pasaje Champagnat (comemos nessa, que fica entre as mesmas ruas já citadas). Seguimos caminhando e fomos atraídos pela música eletrônica do Mushrooms Café Bar & Lounge. O que vimos foi um ambiente superagradável, bem decorado e com DJ ao vivo, tocando um loungezinho suave pra embalar a noite. Tomamos um drink, descontraímos e seguimos por Miraflores. Fomos até a famosa Calle de las Pizzas que, como o nome sugere, é um calçadão repleto de pizzarias. Os preços não são caros e muitas ainda oferecem Pisco Sour e cerveja grátis, drible os garçons e pesquise. Também nessa rua ficam algumas casas noturnas com entrada gratuita, é o caso da Sabor Peruano VIP que mistura vários estilos de música como Salsa, Reggaeton e Pop Internacional. A noite foi curta, pois estávamos realmente cansados (tínhamos chegado de viagem pela manhã) e partiríamos para Huaraz na manhã seguinte. No caminho de volta, passamos em frente ao Houlihan’s, onde havíamos experimentado (e aprovado) um prato de ceviche no ano anterior – o local é um bar bacaninha, frequentado por estudantes, mas não se prendam a esta opção pois há outras melhores e mais interessantes. No próximo post vou contar como foi nossa ida a Huaraz e tudo o que ocorreu durante nossa subida à Laguna 69, a 4600 metros de altitude. Leia o post original com fotos e informações detalhadas sobre as atrações: http://www.viajanteinveterado.com.br/um-dia-de-peruano/ Este post faz parte da série Mochilão América do Sul II: http://www.viajanteinveterado.com.br/category/grandes-viagens/mochilao-na-america-do-sul-ii/
  20. 19 a 28 de setembro de 2016, aproveitando oferta da Copa em voo recentemente inaugurado para Chiclayo, via Panamá. A oferta foi irrecusável, saiu por R$ 600 com taxas! Quem tinha um motivo para ir ao norte do Peru correu para aproveitar. Um grupo de BH foi para surfar numa onda considerada perfeita numa praia por ali. Eu fui para visitar os tesouros arqueológicos das civilizações Moche, Sicán e outras. A oferta exigia conexão na Cidade do Panamá com pernoite, na ida, e, opcionalmente, na volta. Optei por pernoitar também na volta, imaginando aproveitar para conhecer um pouco do Panamá. Já fiz uma opção destas com muito sucesso, pernoitando em Riga num voo entre Frankfurt e Instanbul. Dessa vez não foi uma tão boa opção. Explicando: a imigração e aduana no aeroporto de Tocumen são horríveis, perde-se bem mais de uma hora em filas, tomam digitais das mãos inteiras de todos, e toda a bagagem é radiografada. Assim o tempo útil já é diminuído, e o cansaço aumenta. Ademais, o aeroporto é longe e o transporte é caro (US$ 30). Isso é minimizado pela escolha de hotéis que oferecem transfer gratuito. A Viagens Florencia oferece alguns, relativamente baratos. Como meu voo na ida para o Peru seria pela manhã, optei por um hotel perto do aeroporto Express Inn, e não fiz nada além de dormir, ou seja, nada de Panamá. Na volta, como o voo seria à tarde, optei por um hotel no centro, pensando em passear na cidade. Desembarquei às 18h mas só cheguei ao hotel às 20h. Daria para ir jantar e visitar um pouco o Casco Viejo, mas estava cansado e só dei uma volta de metrô e fui até a enorme rodoviária Albrook, e fui dormir. Meu voo no dia seguinte era às 15h mas o transfer saía às 11h, então fiquei com pouco tempo pela manhã. Saí antes da 7h do hotel e passeei 3h no Casco Viejo, razoavelmente interessante. Mas, em geral não achei recomendável esse stopover curto. Bem, passemos à viagem peruana. Em Chiclayo hospedei-me num AirBnb, Casa Cima, de um casal inglês/peruana, mas ela estava viajando pela Europa. O inglês, John, é muito legal, foi me pegar no aeroporto, e fez com que eu me sentisse em casa, parecia que estava visitando um primo. Mora com a enteada de 10 anos, encantadora, e com uma jovem e simpática sobrinha. Além disso, como ele dá aulas de inglês, tem sempre um movimento na casa, bem descontraído. Ele fala mais inglês e as jovens castelhano e um pouco de inglês. O local é próximo do centro, residencial, seguro, só tem que o ap é no quinto andar sem elevador. Eu andava quase sempre a pé, porque gosto de observar, mas tem táxi a menos de 4 soles para ir à Plaza de Armas. A pé se vai também ao Paseo Yortuque, lugar muito interessante com estátuas representando os deuses mochicas e outros da região. Em Chiclayo fiz 2 tours para conhecer as atrações usuais (Sipán, museus de Lambayeque, Sicán, Túcume, Pómac) que podem ser feitas por conta própria (e o John indica como) mas acho que se perde muita informação que o guia repassa, e como não achei caros (40 ou 50 soles, só transporte e guia), achei proveitoso fazer os tours, sem contar que há uma agradável interação com os outros participantes. Fiz também um terceiro tour, que foi difícil de conseguir, e mais caro, 130 soles, para uma reserva ecológica, Chaparrí, porque gosto muito de Natureza. Chiclayo tem praias por perto, mas não tive tempo de visitá-las. Recomendo a empresa Colonial (procurar a Yaqui), que fica numa galeria na Plaza de Armas (há outras por lá). Há também a Moche Tours que considero recomendável. Sipán Tours é apenas agente, então faz preços maiores. Para trocar dólares há uma casa de câmbio na av Balta, perto dos bancos, ao lado de uma garagem, e em meio a uma multidão de cambistas de rua. Sacar dinheiro nos caixas não é recomendável pois cobram uma taxa de cerca de 15 soles por retirada, e só o BCP não limita a quantidade a uns 500 soles. Após 3 dias lá iria a Trujillo para ver outros sítios arqueológicos, mas resolvi mudar e ir para as montanhas em Chachapoyas. Há um ônibus que viaja noite adentro para lá. Duas empresas fazem isso, Movil Tours e Excluciva. Optei pela última porque tem poltrona leito 180° que me permite dormir (80 soles) e tem jantar, mas estava horrivel, na volta comi antes. É uma viagem tranquila e inclusive te economiza diárias na ida e na volta. Tem que ter roupas de frio em Chachapoyas, Eu não tinha mas John me emprestou um casaco, e eu comprei uma bota no Ripley, grande loja de departamentos em Chiclayo. Deixei bagagem com John e pude ficar na casa dele na volta até meu voo à tarde. Em Chachapoyas fiquei no Chachapoyas Backpackers Hostel, que recomendo, muito bom atendimento, embora tenha ficado em quarto individual (US$ 11), e não em dormitório (US$ 6!). Chegando às 7hs me foi dado logo um quarto disponível. Fiz dois bons tours contratados ali mesmo. Um para Fortaleza de Kuélap, a Machu Picchu de lá. Valeu muito ter um guia. Outro para a Catarata de Gocta, onde não precia de guia, mas o transporte é meio complicado e caro se se vai sozinho. O outro passeio fiz por conta própria, para Huancas, onde se vai de van (dica do hostel, 3 soles) e tem um mirante para o Cañon del Sonche, 3 soles, uma pequena caminhada. Há quem fique meia hora lá, mas eu fiz uma trilha seguindo o cânion e fiquei 4 horas deslumbrantes. Em Chachapoyas comi num café chinfroso que fica no lado oposto à catedral e também num 'italiano' mas que serve comida típica local e barata na rua que sobe continuando a catedral. As fotos de minha viagem estão em https://www.facebook.com/rogdias em álbuns públicos, não precisa ser meu amigo para vê-los, só precisa ter Facebook.
  21. Thiago Alves

    Mochilão 11 dias Peru

    Lima (3 dias) Aeroporto->Miraflores o taxi no aeroporto pode custar até $50 (doletas), saindo do aeroporto (3 min andando para a esquerda, sentido Outlet) há vários taxistas esperando turistas mão de vaca, e se negociar bem consegue pagar 30 soles. $: Para o taxi precisa ter soles, então tive que trocar um pouco de dinheiro no aeroporto, cuja cotação é tenebrosa 1 USD = 3,06 soles. O resto do dinheiro (leve tudo em dólares) troque em Miraflores, há várias casas de cambio, havia visto na internet que a cotação de Cusco era melhor, mas acabou sendo igual 1 USD = 3,29 soles. Estadia: Fiquei no Hostel Pariwana, é uma boa opção, mas o preço em relação a outros bons hostels é um pouco mais salgado. Mas fique em Miraflores, não invente moda! Comida: Muitos lugares legais para comer, e com 30-40 soles vai comer como rei, no meu caso procurei lugares menos turísticos (sem ser fast food) e gastei sempre entre 15-20 soles (pfão msm). O que fazer em Lima: Como não tive muito tempo para planejar a viagem, acabei comprando as passagens antes de ver quantos dias precisava, e por fim fiquei 3 dias, mas analisando bem, creio que em dois dias dá para conhecer bem a cidade (turisticamente falando, claro). 1º dia: Fui de taxi até o shopping Larcomar (6 soles), ali o que vale msm é a vista sensacional da costa, o shopping em si não é legal; de lá fui a pé até a Praça do amor e Mercado Municipal (não perca tempo) e por ultimo fui a Huacca Puclama (fique atento com dias e horários de abertura) 2º dia: Museu Larcomar (para quem gosta de museu é muito bom, e dá uma base legal da histórica das civilizações que habitaram o Peru); Praça das Armas (dei sorte, peguei a troca de guardas) ; Catedral (a catedral tem umas catacumbas bem legais, no museu eu não entrei) e dei uma volta no centro para passear. O taxi de Miraflores até o museu saiu 10 soles, na volta foi por ai tbm. 3º dia: Peguei uma excursão no Mirabus para o Templo do Sol (fica em miraflores), é um passeio de algumas horas que vale muito a pena como city tour e tbm te leva até o templo do sol (que esta bem destruído, graças aos espanhóis e pelo descuido do governo FORA KEIKO rsrs), no trajeto passamos por vááááárias favelas, dá para perceber que Lima não eh nem um pouco parecida com Miraflores (bairro). O passeio saiu 75 soles. A noite fui para o Circuito das águas e o pelo estádio do Nacional, aconselho o passeio, bem bonito (msm para quem não gosta desse tipo de coisas, vide eu rsrs) Cusco (8 dias) Aeroporto->Centro o taxi no aeroporto pode custar até $30 (doletas), saindo do aeroporto novamente (2 min andando para a direita) aqui não há tantos taxis esperando, mas assim que virem vc na rua com mala vão te dar farol alto (para ver se vc quer o táxi), a maioria deles é velho e sem identificação, mas vale a pena, paguei 6 soles =) $: Eu acabei trocando a maioria do $ em Cusco, mas como já disse a cotação foi a msm q Lima, e há muitos lugares em volta da praça de Armas que trocam $ (e a cotação é tabelada, pesquisei umas 10 casas e todos eram a msm) Estadia: Fiquei mais uma vez no Hostel Pariwana, e a avaliação é a msm, talvez o de Lima valha mais a pena, em Cusco há várias opções com Custo x Beneficio melhor, a localização tem que ser próxima da praça principal. Comida: Idem Lima se quiser economizar vá aos mercados e compre frutas e guloseimas. O que fazer: Essa parte é a mais difícil e vou tentar ajudar, vou explicar meu roteiro no detalhe e depois comparar o que eu fiz (mochileiro solitário, em busca de aventuras sem gastar muito), o que eu faria (nas mesmas condições, mas sabendo “os atalhos do campo”) e o que eu faria se estivesse com minha namorada Não se desespere em comprar os pacotes de viagem no BR, vai acabar pagando BEEM mais caro, em Cusco a cada esquina há uma loja com anúncios de tours e pessoas oferecendo tbm, não tem erro. Eu como não sabia disso, estava meio receoso e depois de buscar bastante pela internet, encontrei um contato de uma guia de Cusco, e passei alguns dias antes de viajar conversando com ela, até então não havia fechado nada, estava esperando chegar em Cusco. Porém na minha chegada combinei de encontra-la, e assim foi, me explicou no detalhe os passeios que eu havia pedido informação, e o preço previamente acordado, não foi tão abusivo, já explico o por que. Paguei USD 188 (vish!!!) estava incluso: 1- City tour 2- Vale sagrado com almoço 3- Machu Picchu by car (3D/2N) com 2 noites em hostel, um jantar e ingress MP 4- Maras y Moraes 5- Rainbow Mountain com almoço Oq não estava incluso o Boleto turístico (130 soles) e entrada na catedral (15 soles) no city tour; Depois de pesquisar os preços, se tivesse negociado td separado: 1- 15 soles 2- 40 soles 3- 142 entrada, 70 2 diárias, 80 ida e volta, 20 jantar = 312 4- Maras y Moraes – 20 (acho q até menos, não lembro) 5- Rainbow Mountain com almoço – 80 soles Total = 467 soles (3,29) = USD 142 Assim, 46 dólares para o vinagre, mas nem tanto, pq todos os dias alguém me buscava no hostel e me levava até o lugar do transporte, além disso, tive problemas no hostel (muiiiito ruim) e a guia me trocou prontamente. No final das contas pela comodidade foi bom, mas se estiver pensando em economizar compre os pacotes separadamente ou pechinche mais! Gastos: Passagens aéreas = 1200 dilmas e Estadia + Comida/Cervejas + Passeios + Taxis = 650 USD espero ter ajudado, o contato da guia se alguém se interessar eu posto.
  22. Joao Paulo CP

    Peru via Acre – Ano Novo

    Após cinco meses do fim de minha viagem pelo Peru, resolvo postar aqui minhas impressões sobre o país. Já antecipo a todos que a visão que tive do país não foi a das melhores, o que explicarei mais adiante. Não tenho dúvidas de que essa má impressão já teve início com a escolha do destino. O Peru nunca foi um lugar que me atraiu; fui motivado por um impulso de conhecer Machu Picchu antes dos 30 trinta anos. Ao contrário de meu primeiro mochilão pela Patagônia, cujos planos foram gestados por longuíssimos anos (segue o link de meu relato no Mochileiros um-sonho-um-rio-e-um-vinho-parte-1-5-patagonia-t109108.html). Bem, vamos ao relato propriamente dito, visto a possibilidade aventada por muitos de chegar ao Peru pelo Acre. Comprei as passagens pela Azul com bastante antecedência, saindo de Sinop no dia 26 de dezembro de 2015 e retornando em 19 de janeiro de 2016. Por mudanças da malha aérea, tive que comprar outra passagem entre Sinop e Cuiabá, na madrugada do dia 25 de dezembro, para dormir no aeroporto de Cuiabá. Tal como na outra viagem, tive infecção de garganta na iminência do embarque. Cheguei à Rio Branco por volta das 13h, e no próprio aeroporto consegui uma carona com uma Senhora que estava voltando de minha cidade natal e por uma incrível coincidência conhecia metade dos meus parentes do interior de São Paulo. Saindo do aeroporto há ponto de ônibus em frente. Não sei o preço e não faço ideia de por onde passa. Táxi custa cerca de R$ 100,00. É longe pra caramba do centro da capital acreana (que aliás, eu gostei bastante). No mais, você deve ir para a Rodoviária ou seguir para um local chamado Gameleira (todo mundo em Rio Branco sabe onde é isso). Na rodoviária, deverá comprar uma passagem para Assis Brasil. Na gameleira você irá pegar um táxi compartilhado (só sai quando lota) que irá até Brasileia – cerca de R$ 70,00 (a cidade mais feia que eu já conheci – ressalva que deve ser feita: foi completamente destruída pela enchente que assolou o Acre no ano de 2014/2015). Em Brasiléia rapidamente você pega um táxi até Assis Brasil (R$ 40,00). Lá você faz os trâmites alfandegários, que encerra às 19h, ao menos no lado brasileiro. Em Iñapari, já no lado peruano, peça para o taxista te deixar junto às vans. Essas vans vão te levar até Puerto Maldonado – PM ($ 30,00), capital do Departamento Madre Dios. Em PM eu tomei um vôo até Lima pela Star Peru, mas tem a opção de ir de ônibus direto para Cusco – fiz o caminho inverso porque eu quis ir subindo aos poucos. Lima-Arequipa-Colca-Cusco, no intuito de evitar o mal de altitude. Acho que deu certo, porque não passei mal nenhum dia. Em Lima fiquei hospedado no Pariwana – disparado o melhor hostel que eu já fiquei na minha vida. Café da manhã simples, mas bom. Camas de solteiro que parecem de casal, com bons lençóis, cobertas, dois travesseiros, beliche firme e banheiro impecável. Comida excelente e barata. Recomendadíssimo. Para chegar à Miraflores, tomei um táxi. Cerca de $60,00. Aqui começa uma das encrencas. Os taxistas são de uma desonestidade incomparável. Lima é caótica, mas Miraflores, Barranco e Chorillos valem a visita. Como fiquei apenas dois dias na cidade, meu trajeto se restringiu a estes locais e ao centro histórico, em que fui acompanhado pelo grupo do hostel (oferecem guias gratuitos). Eu e o grupo de brasileiros nos separamos do resto da turma e fizemos um caminho próprio, além da praça de Armas, das Flores e das Catacumbas (estas, imperdíveis). Almoçamos no Bairro Chinês. Muita comida, baratíssima, gostosa, mas de higiene que é melhor não comentar. Raciocínio lógico: se a galera de Lima come e não morre, não vai ser eu que vou morrer por isso. Repeti os restaurantes chineses por outras vezes. A catedral de Lima é deslumbrante, os palácios, as praças, todas impecavelmente bem cuidadas. Os parques de Miraflores, idem. Pescados. Caso queira comer um ceviche fresquíssimo e barato, pegue ou táxi ou caminhe pela orla até o final de Chorillos. No mercado de peixe você vai pagar cerca de $7,00 o ceviche. Em Miraflores, cerca de $30,00. Depois de dois dias, segui para Arequipa, onde iria passar o Ano Novo. Fiquei a meia quadra da Praça de Armas, no hostel MB Backpackers. Apesar da respeitável avaliação no hostelword, achei meia boca. Quartos e área de lazer que me deixou a desejar. Mas vá lá. Quem quiser conforto, que fique em um hotel. Fiquei plenamente encantado com as construções de Arequipa. Brancas. Lindíssimas. Quase abrindo uma empresa de importação pra trazer pro Brasil as pedras usadas na construção de lá. Passei o ano novo no hostel com o restante do pessoal. Principalmente argentinos; havia uns europeus de diversas nacionalidades, uma turca (que só ficava no quarto) e dois mexicanos muito boa onda. Na noite do dia 1º de janeiro jantei numa pizzaria chamada Los Lenos. Senhores Mochileiros. Caso vocês estejam em Arequipa, não deixem de comer nessa pizzaria. É fantástica e o lugar é lindo. Descobri por acidente e foi um acidente perfeito. Na "madrugada" do dia 02, sigo para a rodoviária para ir para o Vale do Colca, em Cabanaconde, onde tinha a intenção de fazer trekking. Não encontro passagem para a meia noite e sou obrigado a esperar o ônibus das 3 da manhã. Nas rodoviárias peruanas os vendedores ficam gritando a cada segundo os itinerários dos ônibus, mesmo que a rodoviária esteja vazia. É estressante. Até Chivay são basicamente turistas. Quando chegamos em Chivay, o ônibus lota, inclusive os corredores. Sobe toda uma indiarada com aquelas mantas presas nas costas que eles não soltam por nada nessa vida. Sentam na poltrona com a manta e colocam mais coisas no banco. Foda-se você se estiver apertado ou não puder reclinar a poltrona do ônibus. Reclama pra ver o que acontece. Um detalhe francamente perceptível é que aqueles locais indígenas não possuem o hábito de banho. E quando eu falo que não tomam banho, é não tomar banho por meses. Vi na mão de uma menina de uns 7 anos crostas de sujeira a ponto de poder limpar com uma espátula!!! Fiquei fedendo a galinheiro por uns dois dias. O cheiro é terrível. Por diversas vezes fui obrigado a tapar o nariz com o lenço que estava pendurado no meu pescoço. A mesma impressão tiveram dois espanhóis com quem fiz a trilha e os dois russos que estavam no ônibus. É terrível. Quando a gente chega a Cabanaconde, tem que pagar uma taxa para transitar pelo Colca. Mais à frente eu posto o email que mandei para a embaixada do Peru relatando o que aconteceu (lendo hoje o email, parece coisa de criança mimada, mas tudo aquilo me deixou muito puto da vida). Paguei o ingresso e segui com os dois espanhóis pela trilha. O vale tem paisagens magníficas. E não, não fui até o Mirador dos Condores e a nascente do Rio Amazonas. Teria apenas dois dias de trilha. Na primeira noite dorminos na Casa de Roy. Sua esposa foi a pessoa mais simpática, prestativa e carinhosa que eu encontrei na viagem. Desdobrou-se para nos agradar. A simplicidade do lugar (sem energia elétrica ou água quente nos banheiros, e uma cama de palha, definitivamente não importam). A comida que ela faz é de primeira, e sua prestatividade é encantadora. O Colca valeu pela Casa de Roy Seguimos para o Oásis. Entramos na piscina de um dos hotéis ($10,00) e almoçamos. Lá, os dois espanhóis se desentenderam com o dono da pousado por causa do almoço, que nos foi vendido com opção de carne, mas era totalmente vegetariano. Pagamos mais caro pela comida que não recebemos. Esse fato fez com que os dois se sentissem passados para trás e por conta disso decidimos ascender à Cabanaconde às 17h. No Peru anoitece por volta das 18h. Do Oasis até Cabanaconde são cerca de 1.200m de altitude em uma ascensão de 4.000m por trilhas estreitas e inclinação terrível (só calcular - como advogado, isso para mim é grego). Iríamos fazer pelo menos 800m de subida pela noite. Como os dois disseram que faziam trilhas a torto e a direito pelas Baleares, fiquei sussa. Os dois espanhóis decidiram apostar “corrida” para ver quem chegaria mais rápido no topo. Um deles disparou e eu fui acompanhando o outro. O espanhol que estava comigo começou a sentir os efeitos da altitude – diarréia, ânsia de vomito, fraqueza terrível e enxaqueca (estávamos a cerca de 3.600m). O cara decidiu ficar no meio da montanha e pediu para eu subir sozinho e pedir ajuda durante a noite com um frio abaixo de 0!!! O pior de saber que a sua vida depende só de você, é saber que a vida de outro também depende. Tento subir o mais rápido possível, o que é terrível. Nossa sorte, é que um local encontrou o cara semi desmaiado na montanha, pegou a mochila dele e ajudou a subir. Depois que ele comeu algo, melhorou. Nós encontramos no topo. Eu Estava anestesiado de cansaço, pânico, fome e frio. Procurei um hotel e a hora que eu vou tomar banho não tinha água nem sequer morna. Fria. Gelada. Naquele ponto em que o gelo da caixa térmica está no fim. Hora que termino o banho estava completamente roxo. Fiquei tremendo debaixo das cobertas por umas duas horas. Tenho certeza que estava com hipotermia. Na volta para Arequipa, novamente a indiarada que não toma banho, e mais dois dias fedendo a galinha (não tem água e sabonete que tira aquele perfurme). Pego o onibus para Cusco. Só gringo. Em Cusco, novamente os taxistas desonestos. Fico no Pariwana. Qualidade idem ao de Lima, mas o staff, bem menos simpático. O objetivo era conhecer a cidade e fazer Salkantay sozinho. Até tentei convencer um amigo de Sampa a encarar comigo, mas um amigo trilheiro dele não topou a parada. A propósito, ele fez o caminho Bolívia-Peru. Odiou tanto a Bolívia que resolveu voltar ao Brasil pelo Acre. Disse que o país é imundo e perigoso. Aliás, quando você sai da zona turística peruana, é o caos social. Existe muito lixo, entulho e degradação social no país. Algo que está além do que nós, brasileiros, estamos acostumados. Fato é que o país se vende muito bem. A Praça de Armas em Cusco é algo surreal. Deslumbrante. Caminhei bastante pelo centro histórico da cidade. Tinha cerca de duas semanas, já contado o período da trilha. Vou procurar o rafting para fazer. A multiplicidade de agência te deixa confuso e extremamente desconfiado. O risco de pagar e não levar é grande. Conselho. Não contrate pacotes de agências que estão misturadas com lojas de roupas. Comprei o rafting para o Rio Urubamba. “Me” venderam como III-IV, mas era no máximo II. Novamente a sensação de ser passado pra trás. Na hora de decidir ir para Salkantay sem guia, diversas agências e pessoas disseram que não era possível. Pesquisei e fui até o centro de informações turísticas. Era possível fazer sozinho. Todavia, estava saturado da viagem e o cansaço da altitude me fizeram reavaliar o caminho de Salkantay. O risco real de morte no Colca me fez desistir. Meu pouco dinheiro (R$ 120,00 por dia para tudo) não me permitiu adquirir o pacote. Procurei por trilhas por Ausangate. Muitos guias disseram que eu iria morrer na trilha (-20°C, pelo menos, entre chuva e neve e altitude média de 5.000m). Já algumas agências estavam saindo. Valor de cerca de R$ 900,00 (iria me endividar no cartão). A insegurança quanto às agências e a típica “garantia soy yo” (juro que eu escutei isso de uma agência), fez eu pular fora. Decido, por fim, fazer o turismo básico. Compro o pacote para Machu Picchu pela Agência do Hostel. Cerca de US$ 180,00 com o ingresso, ônibus, hotel, trem e guia. A rodovia pra chegar até lá é magnífica. O ônibus passa a uns 30 cm do precipício. Uma curva em cima da outra. Paramos na hidrelétrica e fomos caminhando até Aguas Calientes. De longe, a cidade tem ar de abandono e de favelão. Mas é um verdadeiro brinco. Adorei. Preços? Na altitude do Himalaia. Machu Picchu. Ah, aquela escadaria. Quando eu subi o primeiro lance, pensei: “-pow, esse povo do mochileiros é muito mole, não agüenta 50 degraus de escada????”. Trouxa. Era o primeiro lance de vários. Pelos menos duas horas pesadas de escadaria. Extenuante. Mas vale a pena. O caminho é bacana e você vai se divertindo. Cheguei encharcado de suor. Parecia que tinha saído da piscina. Estávamos literalmente no meio das nuvens. Quando entro em Machu Picchu, tive que me segurar pelo menos três vezes pra não começar a chorar. Foi um dos lugares mais lindos, fantásticos e incríveis que eu vi na vida. Amo a Patagônia, mas ela não chegou a me tirar lágrimas. Machu Picchu, sim. Esqueça qualquer fotografia que você tenha visto. Não é absolutamente nada do que você vai encontrar. Aquelas montanhas valem o passeio por si mesmo. A cidade e o modo como os guias contam a história te deixa impactados. O conjunto da obra é uma pintura de Deus. Fiquei uma 7 horas no parque. Tomei um pito do guarda porque estava tomando Sol sem camiseta. Aliás, fui durante o verão. Sei que é época de muita chuva. Tive muita, mas muita sorte e não choveu nenhum dia da minha viagem. Só um chuvisco muito leve, quase imperceptível, em Lima!!!!!!! Em Machu Picchu peguei tempo fechado e aberto. A paisagem com as nuvens deixou tudo muito surreal. Não fiz nem montanha, nem Hayana Picchu. Tenho verdadeiro pânico de altura, a ponto de travar as pernas e não conseguir me mexer. Mas fui até a ponte inca. À noite, retorno para Cusco e no meu quarto do hostel estava o mesmo grupo de portenhas da primeira rodada em Cusco. Essas portenhas me fizeram ter vontade de degola-las por causa da zona no quarto, do barulho e do entra e saia (sou da opinião que em hostel você não deve ser exigente com privacidade, acender e apagarde luz e barulho; afinal, você está com outras pessoas. Mas isso não lhe dá o direito de se comportar como se você estivesse em um quarto privado. Bom senso deve falar mais alto). Antecipo minha volta em 7 dias. Estava saturado da viagem e o Peru não havia me encantado. Faço o trecho Cusco-Puerto Maldonado de ônibus durante o dia. Pego a poltrona da janela frontal. Decisão acertadíssima. A Serra do Rio do Rastro é brincadeira de criança perto da rodovia andina. Diversas vezes o ônibus tem que entrar na contramão pra poder fazer a curva e dificilmente a gente passa de 30km/h. A rodovia é excelente, mas acho arriscado fazer com o próprio carro. Não é algo que nós, brasileiros, estejamos acostumados. Se você for, saia bem cedo de Puerto Maldonado e se prepare para 12h de rodovia. Calma, freios e revisão do carro, acima de tudo. Durmo em Puerto Maldonado. Vou sacar dinheiro e não consigo. Nem do cartão de crédito, nem do cartão da minha conta. O jeito foi no dia seguinte botar o dedão na rodovia. Tivemos uma sorte sem tamanho e conseguimos carona. Na fronteira com o Brasil foi mais difícil, por causa dos taxistas que fazem o trajeto, mas eu e um francês que estava na mesma, fomos abençoados por Deus. Chegamos à Rio Branco umas 9 da noite. Eu tenho que chegar até o aeroporto e ele arrumar um lugar quase de graça pra ficar. Consigo o telefone de uma ex-aluna minha. O namorado da guria me leva até o aeroporto e hospeda o francês gratuitamente no hotel da tia dele. E ainda nos levou dois subway, porque estávamos o dia todo sem comer. Graças a Deus que existem boas pessoas no mundo. Pego o avião e finalmente chego na minha cidade. No mais, as más impressões do Peru estão relatadas no email abaixo que eu mandei para a Embaixada do país aqui no Brasil. Mais para frente prometo que posto umas fotos. Abraços e espero que de alguma forma tenha contribuído para este grupo que muito me ajudou.
  23. adriana.tavares

    Posso levar comida para a Bolívia e Peru?

    Olá pessoal. Meu marido e eu vamos fazer um mochilão pra Bolívia e Peru, indo para Machu Picchu, e estamos com muito receio da comida, principalmente da Bolívia, pois eu tenho o estômago super sensível e qualquer coisa me faz passar mal. Pensando nisso pensamos em levar algumas coisas que possamos comer/cozinhar lá, por exemplo: levar arroz em porções, café solúvel descafeínado, bolachinhas, sopa Vono. Alguém sabe dizer se podemos levar alimentos industrializados para esses países? Vamos entrar na Bolívia a pé, por Corumbá/Puerto e vamos para o Peru de busão.
  24. Hinderson Toffano

    DownHill no Peru e na Bolívia. Vale a pena?

    Olá pessoal, Estou me preparando pra minha primeira viagem sozinho. Sou apaixonado por esportes radicais e descobri que no Peru tem o Inka Jungle Trek, em Cuzco, que gostaria muito de fazer. Ai depois descobri mais um downhill em Coroico, na Bolívia. A minha dúvida é: vale a pena fazer os dois? Fiquei meio sem saber o que fazer La Paz e até agora só encontrei esse de interessante.
  25. Adam vinicius

    Conselhos para Bolivia e Peru

    Boa Tarde , noite , dia kkk a todos ... Bom Galera sou novo no mochileiros, porem ja estou planejando uma viagem para o ano que vem, e gostaria de saber se alguem poderia me ajudar, com algumas dicas kkkkk Bom de inicio o meu plano e o seguinte hahaha Sair de São Paulo , ir a te a Santa Cruz na Bolívia ( uma colega boliviana de Santa Cruz vai comigo ) , de la seguir para machu picchu no Peru . Algumas ideia de Rotas , pontos turísticos legais e tudo mais kk se alguem puder me ajudar agradeço desde ja hahahah At/ Adam Vinicius Face: Adam Vinicius
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