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Encontrado 128 registros

  1. Mochileiros, sem medo de soar clichê, começo meu relato agradecendo a todos as pessoas que aqui relataram sua viagem ao Peru antes da minha ida. Daqui tirei dicas valiosas e muita inspiração! E esse é um dos motivos pelos quais eu venho aqui hoje relatar a minha experiência: retribuir um pouco da ajuda que tive. O outro motivo? Fazer essa experiência tão legal de ir viajar durar mais tempo na minha memória (: Como tudo começou: Depois de 2 anos sem férias, eu tinha marcado 10 dias de férias para dezembro de 2017. Cerca de um mês antes, surgiu uma promoção de passagens para o Peru, 10 dias, exatamente o primeiro e último dia das minhas férias. O Peru já estava no topo da minha lista de destinos há tempos. Achei que era um sinal, lembrei que não acredito muito em sinais (talvez agora acredite mais haha). Queria ir, mas não tinha companhia. Resumindo: fui sozinha, minha primeira viagem sola e foi uma experiência linda (: Em um mês eu "organizei" o roteiro, reservei o hostel e fui. Minha maior dica: não organize tanto. Eu agendei apenas o passeio de Machu Picchu, o que eu recomendo por causa do limite de pessoas. O resto fui vendo lá. E, por mais contraditório que pareça, se vc está lendo meu roteiro em busca de um roteiro, minha maior dica é mesmo essa: vai com menos roteiro possível. Ou vai, se isso te faz dormir mais tranquila/o, mas se permite flexibilizar também. Vai ter imprevisto, vai ter gente legal cruzando seu caminho, vai ter uns rolês que vc nem imaginava e que vai querer fazer na hora. Então é isso, lê bastante, pesquisa, mas vai aberta/o. Vamos lá: 10 DIAS: CUSCO - ÁGUAS CALIENTES - MACHU PICCHU - PUNO - AMANTANI - TAQUILE - LAGUNA HUMANTAY Antes do relato mesmo, algumas DICAS QUE EU GOSTARIA DE TER LIDO ANTES DE IR (ou que eu li e não segui rsrs): 1) Compre os passeios lá: essa eu li muitas vezes, mas não teve jeito, o passeio pra Machu Picchu eu comprei aqui no Brasil antes e paguei mais caro. Se eu me arrependo? Não. Era a minha primeira viagem sozinha, eu sabia que lá seria mais barato, mas não quis arriscar. Então é isso, se vc vai dormir mais tranquilo, acho que vale a pena. Pra mim valeu rsrs. Comprei antes com uma agência peruana (Peru Travel Explorer- www.perutravelexplorer.com - Guia Adrian - Whatsapp: +51992862206 - atende em português), que eu recomendo. Super atenciosos, respondem rápido, me deixaram pagar lá na hora e sem taxa e personalizam os roteiros conforme a necessidade). Mas recomendo ainda mais: comprem os passeios em cusco, ainda que seja com eles. Ah, o que dá para fazer também é comprar antes apenas a entrada para Machu Picchu e aí já fica garantido. Esse site explica como comprar e tem MUITAS dicas boas sobre o peru: https://sundaycooks.com/ingressos-para-machu-picchu-vale-a-pena-comprar-antecipado/. Inclusive, se você vai subir uma das montanhas é mais importante ainda comprar antecipado! Todos os outros passeios eu comprei lá na hora e foi tranquilo e bem mais em conta. Cusco tem uma agência de viagem ao lado da outra, os caras adoram uma negociada, os guias são super atenciosos, vale a pena comprar lá. 2) REAL X DOLAR X SOLES: velha dúvida de sempre. Primeiro, soles nem pensar. Quase não tem para trocar no Brasil e o valor é bem alto. Minha dica é: ver com o pessoal que está por lá (aqui no mochileiros sempre tem gente, fiz isso e deu certo) como está o valor do real e do dólar para troca. Quando eu fui, em dez 2017, o real estava 0,93 soles (0,94 eu encontrei dentro da Agência Peru Travel Explorer, na Avenida El Sol, onde, aliás, estão as casas de câmbio mais confiáveis e vantajosas) e o dólar estava 3,22 soles (e eu paguei em média 3,40 reais). Como eu fiz: levei dólar para pagar os passeios e o hostel (por uma questão de menos volume - eita, que de humanas ela - e pelo booking). De resto, levei reais e troquei lá, facilmente. E também levei um cartão de crédito do Banco do Brasil e um Nubank desbloqueados para transações internacionais, caso precisasse. Teve um dia que precisei sacar porque viajei e a companhia de ônibus não aceitava cartão (fica a dica) e aí saquei usando o Nubank num caixa eletrônico normal que tinha na rodoviária. Paguei uma taxa, mas consegui sacar (to contando porque não sabia que o nubank dava para sacar, se isso já é algo comum para vc, perdoa eu e não desiste do meu relato). 3) Sobre valores: vou colocar aqui mais ou menos os valores principais para você poder se organizar sobre quanto de dinheiro levar e pra não ficar poluindo muito o relato de viagem. Sei que esse é um ponto super importante, viajar é um privilégio que envolve condições financeiras e planejamento, mas acredito que há vários blogs que podem fazer isso por vc melhor do que o meu relato (como, por exemplo, o site quantocustaviajar). Fiz muitos passeios de graça, comi em locais muito saborosos e baratos e fiquei em acomodações confortáveis e modestas. Mas o principal de tudo isso: era a viagem que cabia no meu orçamento e nos moldes que eu estava a fim de fazer e acho que isso é o que mais conta. Se é relevante (eu sempre acho relevante saber o perfil de quem tá relatando, especialmente da onde vem o dinheiro) o meu perfil é: sou servidora pública comissionada, 26 anos, pago aluguel e todos os boletinhos que quem mora sozinho tá acostumado. De modo geral, minha viagem foi o que se pode chamar de "low cost", algo entre o mochilão raiz e a viagem de quem nunca ouviu "transação não autorizada" hehe. Ou seja, não foi uma viagem luxuosa, mas foi confortável, me permiti pequenos luxos e também alguns gastos a mais para me sentir mais segura (como o hostel com quarto feminino (não misto) e o ônibus leito cama individual, sem ngm sentado ao lado). Ah, e de jeito nenhum comi fast food e comida congelada pra economizar (já fiz mochilão assim e foi legal também, mas desta vez não viajei com essa vibe, até porque as comidas no Peru são baratas, muito gostosas, e eu sou absolutamente apaixonada por gastronomia e culinária). Então é isso, você pode usar como uma base, seguir meus acertos e evitar repetir meus rolês errados e aí, de acordo com o seu perfil e o seu orçamento, gastar muito mais ou muito menos do que eu. Ou exatamente o mesmo e aí me chama prum café rsrs Quem precisar de mais detalhes pode me mandar mensagem que vou respondendo tb Preço médio das refeições: em Cusco, por 20 soles, equivalente a 20 reais você come muito bem!! Na verdade, quase todos os dias eu comi muito bem pagando menos de 20 reais. Os restaurantes têm a opção menu do dia, que consiste em sopa + prato principal e normalmente salada e bebida livre. E tb às vezes rola umas sobremesas de graça. Sou vegetariana e comi muito bem todos os dias (veganos também passam muito bem em cusco). Quem quiser mais dicas, é só falar. Fiz um puta roteiro gastronômico de vegetariano, tenho vários restaurantes bons e baratos pra indicar (só para não ficar muito grande aqui). Águas Calientes já fica um pouco mais caro: em média 50 reais, mas foram apenas 2 refeições e aqui eu comi muito bem, dá pra encontrar restaurantes mais simples. Puno: só fiz uma refeição em puno, gastei 20 reais. Hostel Cusco: 40 reais por noite (como eu disse, tem por menos, mas eu preferi um quarto não misto). Ônibus Cusco - Puno: 50 soles (praticamente 50 reais) - empresa Tour Peru, recomendo muito. Comprei ônibus leito cama individual, super confortável, dormi a noite inteira, o que faz muita diferença no outro dia de viagem. Na volta, comprei de outra empresa, que eu não me recordo o nome, e paguei 35 soles. Ou seja, se você olhar na rodoviária tem várias opções e aí pode escolher uma que seja adequada para o seu tipo de viagem. Como eu fui sozinha na ida, preferi essa empresa que haviam me recomendado e realmente gostei muito. Ah, uma dica é comprar as passagens na rodoviária mesmo, quanto mais perto do embarque, mais barato e eles negociam tb!! 4) Lavar roupa em Cusco é muito barato: se vc tá viajando com pouca bagagem ou tá há muito tempo na estrada, lavar roupa em Cusco é uma ótima opção. Custa entre 2 a 5 soles o kilo, fica pronto rapidinho e você economiza na bagagem e ainda dá uma força pro comércio local. Fiz isso uma vez durante a viagem e foi muito bom. 5) Seguro viagem: é importante fazer. Eu fiz, mas como não precisei não sei dizer se era bom ou não. Tem muitos sites que falam sobre isso e que dá para comparar. Acho importante porque conheci pessoas que ficaram mal lá e tiveram atendimento rápido. 6) Melhor época para ir: 99% dos blogs dizem para evitar os meses de novembro a março por causa das chuvas. Minha opinião? Se você pode ir nos outros meses, beleza, vai e ainda assim eu evitaria os meses de alta temporada porque fica tudo muito cheio (ex: maio). Mas se você não pode, a época do ano não é um motivo para você deixar de ir. Eu fui em dezembro, tenho amigos que tb foram em época de chuvas e todo mundo aproveitou muito bem. A chuva é aquela de verão, dura cerca de uma hora e depois passa. Tendo um pouquinho de paciência, é só achar um lugar abrigado, tomar um café ou mesmo colocar uma capa de chuva e seguir a vida. Achei uma época boa porque os locais não estão tão cheios, dá para aproveitar tudo com mais calma e também não é tão frio como nos meses de seca. Lembrando que essas épocas bem definidas de seca e chuva afetam mais a região de Cusco e de Machu Picchu. Lima, Arequipa, Lago Titicaca não são tão afetados, então não faz tanta diferença assim a época do ano. Outra coisa: se você planeja fazer a trilha inca, aí acho que seria melhor ir na época de seca mesmo, porque a chuva pode atrapalhar o acampamento. Mas assim, enquanto eu estava lá, havia gente fazendo a trilha normalmente e eu fiz o treeking da Laguna Humantay, que é uma parte da trilha Salkantay e não tive problema algum com a chuva (inclusive deu o maior solzão e voltei queimada rsrs). 7) Tempo em dezembro, o que levar na mala: O tempo é bem instável por lá, então a minha dica é levar um pouco de cada coisa e ir naquele esquema de camadas. Em Cusco, como fica a quase 4000 metros de altitute, é um pouco mais frio. De dia, uma camiseta e jaqueta já resolvem. Às vezes, uma camiseta e um blusão (peruano, pra ser bem turista haha). À noite esfria mesmo, um blusão e uma jaquetinha corta vento dão conta. Em Águas Calientes e Machhu Picchu normalmente é mais calor durante o dia. Não esqueçam o protetor! Lago Titicaca: é louco. Tem sol vc tá torrando, vem uma nuvem vc morre de frio haha Em Amantani passei o maior calor e o maior frio da viagem, com diferença de menos de 24 horas. Aqui a jaqueta corta vento e o blusão precisam de mais um gorro e se possível, uma luva ou mais uma jaqueta. Final do dia é frio mesmo. Minha mala para 10 dias (com uma lavação): umas 6 camisetas + 2 legs + 1 calça jeans preta + 1 jaqueta jeans + 1 jaqueta corta vento + 1 capa de chuva (Decathlon - recomendo, fica pequena na mochila, dá para usar várias vezes, ajuda a esquentar e é bem melhor que a de plástico!) + pijama de manga comprida (pra cusco é bem bom até porque assim, os cobertores peruanos são um pouco pequenos haha) e lá comprei 2 blusões peruanos que foram bem úteis e um gorro que usei na trilha de Amantani. De calçado levei uma bota de trilha, um all star e havaianas. Foi suficiente, na medida certa. 8. Chip da Claro: em Cusco, com mais ou menos 30 reais você compra um chip claro com 3 giga de internet (tem opções mais baratas, com menos gigas). Comprei e foi muito bom, a internet lá pega bem, inclusive nas montanhas e aí dava para usar o google maps e o tripadvisor de boa, além das redes sociais. Mesmo com o chip o seu número no whatsapp fica o mesmo e as pessoas conseguem falar com vc normalmente, não precisa nem avisar que mudou de número. Em cusco, a loja da claro fica na rua Ayacucho 227, pertinho da Avenida El Sol. 9. Não ignore o poder e o sabor do chá de Coca e de Muña. Eles ajudam na altitude e na digestão, além de serem mito gostosos. 10. Vão logo pro Peru. O restante das dicas vou colocando conforme for escrevendo o relato de cada dia. Por hoje é isso, espero que ajude alguém da mesma forma que me ajudou. Até mais
  2. Entre julho e novembro de 2017 parti pra uma viagem sem muitos planos, com pouquíssimo dinheiro, sem experiência e com passagem apenas de ida pra Bolívia. Foram quatro meses de viagem com muito aprendizado e muitos perrengues pra contar. Não sou muito adepto ao estilo "mochileiros" de relatar viagens. Nunca pensei em fazer este relato, mas acho que de alguma forma posso contribuir com alguma informação útil para os futuros mochileiros que passarem por onde passei. Sendo assim, não esperem fotos, preços (até porque nunca anotei essas coisas), tantos detalhes minuciosos do que comi, que horas fui no banheiro, qual papel usei. Enfim. Vou tentar ser bem objetivo na medida do possível. Destino: eu só queria viajar por algum lugar legal aqui na América do Sul pela proximidade e custos também (era minha primeira viagem assim, e sozinho). Então "joguei a roleta" e vi qual seria a passagem mais barata. Resultado: Santa Cruz de la Sierra, Bolíva. Com o destino definido, pensei no que fazer quando chegasse lá. Me cadastrei no Workaway e procurei um hostel pra trabalhar em qualquer cidade por lá. A primeira que me respondesse eu iria. Deu Cochabamba. Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso. Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco. Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades). Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que? Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz. Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá. Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil. Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando. Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível. Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
  3. Extremos da América do Sul

    Olá amigos e amigas! Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar. Me chamo Will Gittens, tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco. Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta. Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos. Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível. Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.
  4. LIMA|PERU - ONDE SE HOSPEDAR EM LIMA

    LIMA|PERU - ONDE SE HOSPEDAR EM LIMA Blog de Viagens - Vou e Volto Já! Ficamos hospedados em nossa passagem por Lima, em 2 locais. O primeiro foi na chegada, no Hotel El Ducado, sua reserva foi feita através da empresa de turismoMachu Picchu Brasil (Fechamos em um pacote que adquirimos conforme informei no post Peru - Dicas Inicias). Já o segundo foi o Pirwa Hostels, onde fizemos a reserva pelo próprio site deles e por nossa conta. Usamos este hostel quando retornamos de Ica. O primeiro, Hotel El Ducado, possui uma ótima localização! Esta a duas quadras do famoso Shopping Larcomar, e outros pontos interessantes como o Parque Del Amor, casas de casino, o Restaurante La Rosa Náutica, fica próximo também dos pontos de saída dos parapentes, é realmente lindo de assistir! É um hotel bom, equipe atenciosa, tudo limpinho. Este foi o único hotel onde o "desayuno" era servido na mesa, com uma quantidade pré-definida. Muito saboroso. Não tivemos nenhum problema com eles. O anúncio na recepção dizia que o matrimonial estava por S/190. Hotel El Ducado Hotel El Ducado $ Valor: Aconselho a consultar diretamente no site para obter valores atualizados. 📍 Calle Juan Fanning, Miraflores, 18 🏠 Mais informações: www.ducado.pe/en/ O segundo, Pirwa Hostel, também possui uma boa localização em Miraflores, cercada por vários restaurantes, fast-food, lojas, fica no meio da movimentação, mas a rua em si é silenciosa, ó que é excelente. Esta a mais ou menos 2 km de Shopping Larcomar. Os quartos são muito bons e o atendimento é fantástico. Pirwa Hostel $ Valor: Aconselho a consultar diretamente no site para obter valores atualizados. 📍 Coronel Inclan, Miraflores, 494 🏠 Mais informações: www.pirwahostelscusco.com/pt/bb-inclan-lima.html
  5. LIMA|PERU - ONDE IR EM LIMA

    LIMA|PERU - ONDE IR EM LIMA Blog de Viagens - Vou e Volto Já! Viajar é tão maravilhoso, não?! Neste momento estou abrindo minha sacolinha do Britt Shop Peru, que tem todas as lembranças possível dessa viagem inesquecível. Quando abro ela, ainda consigo sentir o cheiro de uma mistura de coca com sabonete de hotel. Boas lembranças. Bom, mas vamos ao que interessa: Onde ir em Lima. Dicas quentíssimas para quem esta indo realizar essa viagem tão cheia de magia!!
  6. Relato da minha estadia em Cusco e Matchu Pitchu. Irei descrever a minha experiência durante uma semana no país. E no final colocarei observação gerais. Dia 01 - Sábado Após 5 horas de viagem Rio de Janeiro x Lima e mais 01h30 de Lima até Cusco, finalmente desembarcamos. Perdemos duas horas procurando hotel, pois o que tínhamos reservado ao chegar lá estava sem internet e sem chuveiro quente. Porém, depois de nos alojar resolvemos caminhar um pouco para nos ambientar com a altitude. Fomos caminhando até a plaza das Armas, muito bonita diga-se de passagem. Mas um alerta, vá agasalhado, após às 17h a temperatura cai de forma assustadora. Aproveitamos para conhecer o mercado central. O local é muito barato, você consegue pechinchar e abaixar o preço de tudo que comprar, mas para comer não é muito recomendado, pois tem aparência de sujo. Nesse mesmo dia, fomos a diversas agências de viagens para ver os passeios para Vale Sagrado, City Tour, Salinas de Mara e Moray e Vale Sul. De todas que visitamos a mais acessível foi a Mapis Explores, cujo funcionário Ronaldo foi extremamente simpático e atencioso. Na agência fechamos os pacotes com os respectivos preços: Vale Sagrado: 50 soles por pessoa, com almoço incluído. Salinas Mara e Moray: 25 soles por pessoa. City Tour: 15 soles por pessoa Vale Sul: 25 soles por pessoa. Montanha Colorida - 75 soles por pessoa. Após fecharmos tudo, fomos comer e depois embora dormir, pois teríamos que estar 08h na praça para fazermos o City Tour e estávamos mortos por conta dá viagem. Gastos do Dia Táxi aeroporto x pousada 20 soles Táxi pousada x plaza das Armas 5 soles Plaza das Armas x Pousada 5 soles Almoço 10 soles por pessoa. Bilhete Turístico 130 soles por pessoa (recomendamos comprar o bilhete, pois vale por 10 dias e é muito mais econômico que comprar as entradas dos lugares que visitar a parte) Dia 02 Acordamos cedo e fomos para o ponto de encontro na Plaza das Armas. Ficamos preocupados porque não encontrávamos o Ronaldo, mas ele me encontrou no horário marcado. Partimos no ônibus com gente dos mais variados países, tinha chilenos, canadenses, americanos, austríacos e, claro, brasileiros. Paramos em uma feira artesanal, muito simples, porém deu para comprar as lembranças pros familiares. Nossa primeira parada foi em Pisac. A guia ficou uns 15 a 20 minutos contando a história do local e depois podemos andar para tirar fotos. Um pouco cansativo devido a altura, pois o ponto mais alto tem 3.500 metros, mas vale a pena fazer o esforço, já que a vista é sensacional . Antes de almoçar (o almoço estava incluído no passeio e valeu muito a pena, pois a comida é saborosa demais) paramos para ver pratas numa rua de comércio local. Nem perdemos muito tempo vendo, pois o preço não compensa e é igual ou mais caro que no Brasil. Após o almoço saímos para visitar Olhamtaytambo. Em Olhamtayambo a vista é acompanhada dá guia o tempo todo, que vai contando a história do local e as curiosidades. Ficamos 1h apenas lá e o ideal seria ficar ao menos duas, devido as histórias que o local abriga. Mas, apesar do pouco tempo, deu para tirar bastante fotos, que colocaremos abaixo. Nossa última parada do dia foi em Chinchero. O local é bem simples, só tem uma feira artesanal e uma igreja do século 16. Retornamos para Cusco, onde chegamos por volta de 19h30. Ainda paramos para comer no MC Donalds, onde compramos um balde estilo KFC com 6 frangos + 3 refris e 3 batatas por 35 soles. Neste dia gastamos pouco, pois o passeio tínhamos pago no nosso primeiro dia na cidade e estava incluído almoço: Gastos do dia : 2 águas - 2 soles cada 1 inca cola - 3 soles 1 Saxo de bala de cola - 2 soles 1 milho - 4 soles Lembranças pra família - 50 soles 1 pipoca - 2 soles 1 boneca pra minha afilhada - 10 soles Comida - 35 soles Dia 03 Acordamos, tomamos um reforçado café na pousada e partimos para o ponto de encontro na Plaza das Armas. Saímos exatamente as 09h em direção a Moray. Paramos numa feira de artesanato onde as mulheres explicaram o processo de produção e fabricação dos tecidos originários da pele das Alpacas. Valeu a pena, pois entender o processo é válido, já que muitas vezes não valorizamos os trabalhos artesanais. Em Seguidas fomos para Moray, onde nosso guia contou a história do local por aproximadamente 15 minutos e depois liberou o pessoal para fotos. No local ele nos disse que ali era um local de produção de batatas, que se produzia 21 tipos diferentes. E que a mesma é um produto de origem peruana. Ainda de acordo com o Guia, no Peru existem mais de 50 tipos de batatas diferentes. Ao sair de Moray fizemos uma parada para ir ao banheiro e seguimos para as Salinas de Mara. Foi sem dúvida o melhor programa do dia. O visual é encantador, as histórias, ver famílias que vivem das Salinas foi uma lição e aprendizado. Ao colocar a mão nas águas e colocar o dedo na boca depois você já sente o forte gosto de sal. Caminhar entre as minas e conhecer o processo deve produção do sal foi muito interessante. Após mais ou menos 1h retornamos para o ônibus com destino a Plaza das Armas, em Cusco. Chegamos lá por volta das 15h e fomos almoçar. Após o almoço caminhamos até o ponto dos ônibus para ver preço e horário do trajeto Cusco x Olhamtayambo, pois no dia seguinte pegariamos o trem em Olhamtayambo para ir a águas calientes. Após fazer tudo isso fomos para a pousada descansar já que a noite iríamos descer para jantar e caminhar na Plaza das Armas. Descemos para comer e passear pela Plaza das Armas, após rodamos bastante escolhemos uma pizzaria que a bebida era grátis. A pizza muito saborosa e o atendimento excelente. Após comer andamos para conhecer um pouco mais e tirar fotos da cidade a noite. A noite é muito agitada, com pubs, bares e praças lotadas. Gastos do dia 3 águas - 2 soles cada 2 mirabal - 2 soles cada Almoço - 50 soles Jantar - 50 soles Dia 04 Neste dia acordamos cedo e fomos pra Plaza das Armas procurar uma agência que nos levasse a Rainbown Montain na quinta-feira. Após nossa pesquisa fechamos com a agência que fez o pacote por 75 soles por pessoa. E no pacote estava incluído café da manhã, almoço, kit de oxigênio e serviço de transporte e guia . Após resolver as coisas fomos para o hotel arrumar as malas, pois pegariamos o trem em Olhamtayambo com destino a Águas Calientes as 15h30. Fomos de van e pagamos 10 soles cada pelo trajeto de 2h. Chegamos em Olhamtayambo com antecedência e paramos em um bar para beber Cusquenha. Partimos para Águas Calientes, o trajeto do trem é ao lado de um rio e de diversas montanhas. A vista não é nada demais, porém é melhor que do as comunidades que cortam a linha férrea no Rio de Janeiro. Ao chegar em águas calientes tivemos uma surpresa agradável: o local é muito mais que um pequeno vilarejo. É muito bonito e aconchegante. Ótimos restaurantes, ruas limpas e povo receptivo e acolhedor. E o melhor, os hostels, tem preços bem acessíveis. Já chegamos e fomos comprar as passagens do trem que leva para Matchu Pitchu, o trajeto de ida e volta por adulto estrangeiro custa 24 dólares ou 75 soles. Compramos logo os dois trajetos e fomos informados que não tem horário, basta chegar na estação e embarcar no ônibus. A noite fomos comer em um restaurante chamado ........ Brasileiros têm 20℅ de desconto no local. E os funcionários merecem um destaque aqui. O tempo todo os mesmos iam até nossa mesa perguntar se estava tudo bem, se precisávamos de algo e, toda vez que a gente começava a tirar fotos, eles perguntavam se a gente queria que eles batessem as fotos. Terminamos de comer e voltamos para o Hostel, pois iríamos pegar a van as 05h30 no dia seguinte e tínhamos que acordar cedo. Gastos do dia: Almoço: 30 soles p casal 2 águas: 5 soles Van para Águas calientes 10 soles de cada Jantar 90 soles Dia 05 Acordamos por volta de 04h, pois no restaurante nos avisaram que a partir de 04h já teria gente nas filas dos ônibus, que começariam a sair às 05h30. Chegamos no ponto as 04h30 e já tinha umas 30 pessoas em nossa frente. E conforme o tempo ia passando a fila só aumentava. Antes mesmo das 5h já deveria ter umas 100 pessoas na fila. Compramos duas águas, dois biscoitos e partimos no ônibus rumo a Matchu Pitchu. O caminho demorou uns 30 minutos . E quanto mais próximos ficávamos, mas a emoção e ansiedade aumentava. Ao chegar foi um misto de alegria e emoção. Vontade de rir, de chorar, ficamos parados admirando o local. Encontramos com dois brasileiros (Guilherme e Andréia) que tínhamos conhecido na fila do trem, em Olhamtayambo, e partimos para desbravar a montanha. Matchu Pitchu é extremamente lindo e fascinante. Cada detalhe chama muito atenção e a vista é encantadora. Como compramos também a entrada para montanha Hayuana Pitchu e, no primeiro horário, no qual tínhamos que subir as 07 ou as 08h, andamos por Matchu Pitchu por 01h30 aproximadamente e fomos subir a montanha. Trilhas estreitas, muitos degraus, calor, suor, mas tudo vale a pena. A paz que você tem ao chegar no ponto alto da montanha é sem comparação. O sentimento de prazer que por completar a escalada é único. Tudo valeu muito a pena. O lado ruim dá montanha são que muitas pessoas ao chegar em determinados locais com vista bonita paravam para tirar fotos e não saiam mais. Em alguns momentos tive que falar para irem andando e em outros perguntei quanto eles cobravam pra deixar outras pessoas tirar foto do terreno deles, o que os deixavam sem graça e assim saiam. Voltando a viagem, após chegar no topo dos 2.500 e poucos metros relaxamos, tiramos fotos na companhia de nossos amigos e iniciamos a descida. E a cada instante parávamos para admirar a vista, aproveitar o momento único e claro, tirar fotos. Saímos dá Montanha, passeamos mais um pouco por Matchu Pitchu e as 11h30, após 5h30, saímos do parque. Eu e minha noiva pegamos o ônibus para Águas calientes e fomos para estação de trem tentar trocar nossa passagem. Nossos trem de volta estava marcado para 18h20 e trocamos para o de 13h37, porém cada um precisou pagar 8 dólares, que era a diferença de valor . Após a troca, tínhamos uma hora para comer e fomos procurar um local perto. Encontramos um que ofereciam 20℅ de desconto para estrangeiros. Comemos, a comida não estava tão saborosa, e na hora de pedir a conta uma surpresa: o tal valor dos 20℅ é cobrado como taxa de serviço. Logo me recusei a pagar e Lara minha surpresa, minha conta com valor total, sem os 20 % deu 12 soles mais barato que a primeira conta que o garçom me deu O garçom me fez a seguinte conta, o que estranhei: 29 reais cada prato (foram dois) o valor passava de 40 para 29 12 soles o suco 6 soles o refrigerante O que dava 76 + 15 de 20% e minha conta deu 90 soles. Ao falar que não pagaria os 20% já que não era obrigatório, ele me tirou os 20% e pra meu espanto, minha conta deu 78 soles. 30 cada prato (no cardápio estava 39) 12 suco e 6 da coca, dando 78 soles. Resolvido o problema fomos para estação de trem e embarcamos para Olhamtayambo. Ao chegar em Olhamtayambo pegamos uma van, na qual pagamos 10 soles cada e migramos para Cusco. Ao chegar fomos descansar, pois no dia seguinte íamos acordar às 03h para irmos a Rainbown Montain. Por volta de 20h desci para comprar uma pizza e duas coca colas. Paguei 30 soles por tudo. A pizza foi muito saborosa. Gastos do dia Almoco 78 soles Água 4 soles Diferença do trem - 50 soles Pizza + coca - 30 soles Dia 06 Com certeza nosso pior dia no Peru. Acordamos 02h30, pois a van nos buscaria entre 03h e 03h30 para irmos a Rainbown Montain. Ficamos quase 4h sentados dentro de uma van ouvindo música peruana. Ao chegar lá tomamos café dá manhã (estava incluído no pacote) e começamos a andar em direção da montanha. O trajeto é cheio de lama, rios, e muuuuito cansativo. No trajeto pegamos chuva de granizo (todas vezes que choveu foi somente gelo). Após todo trajeto de chuva, frio, vento, lamas chegamos ao cume da montanha. Ao chegar lá tivemos uma frustração, pois o tempo estava muito fechado e com isso a montanha não estava tão colorida. Sem falar na temperatura que estava próxima de 0 grau. Tivemos somente 30 minutos para ficar lá em cima e tivemos que iniciar o trajeto novamente, só que agora pra descer. Vale destacar aqui que no caminho ficam uns locais com cavalos cobrando 70 soles pelo trajeto de ida e volta. O que foi feito por diversas pessoas dos grupos que lá estavam. No trajeto da volta também pegamos chuva de granizo e muito frio. Ao chegarmos no ponto de encontro, paramos para almoçar (também incluído no pacote de 75 soles por pessoa). O almoço teve uma entrada de sopa e o prato principal foi arroz, frango e batata. Após o almoço pegamos o trajeto de volta para casa e demoramos mais 4 horas. No final das contas perdemos quase 8h na van, 6h subindo e 30 minutos apenas no topo da montanha. Chegamos em Cusco por volta das 18h e fomos para o hotel descansar. A noite descemos para comer e fomos comer o balde de frango com nuggets, batata e refrigerante e pagamos 37 soles. Gastos do dia Água - 4 soles Suporte pra subir trilha - 5 soles Balde do MC - 37 soles Dia 07 Nosso último dia no Peru. Acordamos cedo e fomos comprar algumas lembranças pros amigos e familiares. Compramos mochilas, chaveiros, blusas, canecas, casacos, camisas, pães, cervejas, pina colas e imãs de geladeira e bonés. Gastamos aproximadamente 500 soles com presentes. Após as compras retornamos para o hotel, para terminar de arrumar as malas e fomos embora. Pagamos 8 soles para ir até o aeroporto de Táxi. E embarcamos em Cusco com destino a lima às 12h00 pro nosso voo sair às 12h50. Chegamos em Lima 14h15 e fomos comer e fazer hora, pois a gente só ia pegar as nossas mala no Brasil e o voo estava marcado para sair de Lima com destino ao Rio as 21h30. Embarcamos no horário certo e chegamos no Brasil no sábado às 06h da manhã. Observações: O tempo todo as pessoas te oferecem as coisas. Após um certo tempo você vai para de responder e começa a ignorar. Se for pagar em soles ou dólar, chore preço. Eles sempre dão desconto para você quando compra em espécie. Todos os dias nos ofereceram maconha, principalmente a noite na praça das armas. As pessoas ouviam a gente conversar em português e falavam: olá brasileiros, querem maconha?". Os passeios sao muito bons e os locais lindos, porém o deslocamento sempre é muito longo o que acaba tornando tudo mais cansativo. Se puder ir a águas calientes vá, é a parte mais bonita de toda a viagem. E não precisa reservar hotel lá. Procure ao chegar, muitos não estão no booking e o preço médio é de 60 a 80 soles por noite/casal. Sempre que for descer para a praça das armas, vá a pé. É prático e você aproveita pra conhecer os becos e vielas da cidade. Já para subir, prefira os táxis. Custam em média 4 soles e você evita subir ladeira na altitude. Repare bem nos restaurantes antes de entrar para comer. Muitos são bem sujos, com o chão engordurado e as mesas sujas. Experimentamos Folha de Coca Inca Cola Pisco Chá orgânico Alpaca Cordeiro Cusquenha
  7. Olá! Fiz um relato sobre a minha viagem de 24 dias pela Bolívia, Chile e Perú. Vou deixar aqui também a planilha que usei para me organizar, exatamente como planejei, para que vocês possam ver como fiz. Espero que ajude vocês. Boa viagem! Bjs! Fernanda @nandaletsgo Relato_nandaletsgo_24dias_Bolivia_Chile_Peru.pdf Roteiro_planilha excel.pdf
  8. Escolhi o mês de setembro para ir para o Peru, pois havia lido que o período de chuvas vai de outubro a abril e chuva sempre atrapalha qualquer viagem. Na chegada no aeroporto de Lima, a primeira coisa que procurei foi um chip de celular para uso durante o período no país (2 semanas), mas, como eu havia lido antes, a lojinha da Claro do aeroporto não vende mais. O segundo passo no aeroporto foi trocar uns dólares por soles. Como a cotação é um pouco maior que as casas de câmbio, troquei inicialmente 100 dólares para os gastos mais imediatos. Por fim, para sair do aeroporto, era hora de ver o táxi. Muitos taxistas oferecendo o transporte por preços altos e em dólares, mas segui a recomendação de pegar o Taxi Green, que tem preços mais baixos, carros em bom estado e o pagamento é feito no balcão da empresa no próprio aeroporto. Pagamos 50 soles para Miraflores. Fui com amigos e nos hospedamos durante 5 dias em um apartamento pelo Airbnb bem próximo ao mar. Mas não pense que a praia tem a configuração que estamos acostumados no Brasil. Para conseguir chegar lá, é preciso transpor a região dos barrancos, descendo uma certa quantidade de escadas e passando por passarela sobre a rua que fica à beira mar, um tanto cansativo. E não espere encontrar uma praia com areia. Mas como a época em que fomos estava bem frio, a praia, que já não era convidativa, não parecia assim uma boa ideia. Para o primeiro dia na cidade, acabamos explorando a região próxima ao apartamento, já que já era perto da hora do almoço. Após deixar malas e resgatar a dignidade depois de uma noite passada em conexões de aeroportos, almoçamos uma comida deliciosa (lomo saltado) e com ótimo preço em um restaurante do lado do Parque Kennedy. E aproveitando o comércio ao redor, procurei uma loja da Claro para a compra do chip e do pacote de internet, já que os quiosques dentro dos shoppings e mercados também não vendiam. Não foi difícil encontrar a tal “oficina”, que é uma loja maior da operadora com muitos balcões de atendimento. Gastei 5 soles no chip e 20 soles em um pacote de 1GB de internet. Aproveitando o comércio intenso, descobrimos uma casa de câmbio também para trocar uma quantidade maior de dólares com preço mais vantajoso do que no aeroporto. É interessante também pedir notas de menor valor para facilitar na hora de pagar o Uber, por exemplo. Aliás o Uber foi o nosso meio de transporte durante todo o período em Lima. É uma cidade com trânsito intenso e grande quantidade de táxi em péssimo estado de conservação, daí garantir certo conforto no Uber e com o preço já conhecido de antemão é bem prático. Lima é uma cidade sempre cinza que raramente tem chuva ou sol. Mesmo assim, é indicado usar protetor solar porque a camada de ozônio que está sobre a cidade tem um grande buraco, deixando passar os raios mais nocivos à saúde. Mesmo com o frio que fez no meu período de viagem, esse cuidado é altamente recomendado. As páginas cupofthings.com e sundaycooks.com foram as que mais gostei de explorar e que indico para pesquisar sobre Lima. Há muitas dicas valiosas que usei e que poderão ser também úteis a outros viajantes. Dia 1 – Centro histórico de Lima Pegamos o Uber e paramos inicialmente na Plaza de Armas, uma grande praça no centro em torno da qual estão alguns dos lugares que visitamos no dia. A Plaza de Armas era um lugar já povoado antes da chegada dos espanhóis. Foi refundado em 1535 pelo conquistador Francisco Pizarro. No passado foi usado para touradas e execuções. Foi também onde aconteceu a proclamação de Independência do Peru. A Catedral de Lima está de frente para a Plaza de Armas. Sua construção iniciou em 1535 e sofreu com muitos terremotos. Sua arquitetura se inspirou na Catedral de Sevilha. Outro ponto também situado ali é o Palácio Arquiepiscopado. Bem ao lado da Catedral, tem fachadas com dois grandes balcões bem conservados apesar do tempo. Desde 1535 foi o local que Pizarro escolheu para acolher o clero. De frente para a praça, o Palácio do Governo, com soldados em guarda na sua frente, é a sede do governo peruano. Para sua visitação, é necessário agendar com 48 horas de antecedência. Andando alguns quarteirões, chegamos ao Convento de São Francisco. Fundado em 1546 e reconstruído pela última vez em 1642, sua grande atração são as catacumbas, onde muitos moradores foram enterrados para estar mais perto de Deus. Essa função foi desativada em 1810. Mais adiante, o Parque da Muralha é um lugar agradável para um rápido passeio durante o dia. Mas não senti muita segurança em afastar um pouco além do parque, ainda mais que já é possível avistar favelas ao longe. Em alguns pontos embaixo da estrutura do parque, é possível ver os muros construídos pelos espanhóis para proteger a cidade de ataques piratas ou invasões inimigas. Enquanto era colônia espanhola, a cidade era toda cercada pela muralha, por isso até hoje o nome do distrito é Cercado de Lima. Perto dali está o Convento de Santo Domingo, fundado em 1535 e reconstruído pela última vez em 1746, seu interior possui grande acervo de arte sacra. Finalmente, andando um pouco mais, chegamos na Plaza San Martín. No centro da praça está a imponente estátua do libertador San Martín montado em seu alazão. Ao redor da praça, estão o Teatro Colón e o Grand Hotel Bolivar, famoso como o melhor pisco da cidade. Dia 2 Pegamos o Uber para a Huaca Pucllana. A Huaca é um sítio arqueológico dentro da cidade, entre San Isidro e Miraflores. É uma construção em tijolos de barro, constituída de uma parte térrea e uma pirâmide reservada aos rituais sagrados. A disposição dos tijolos em pé e com pequenas brechas entre eles para suportar tremores de terra já mostra os avançados conhecimentos de arquitetura dos povos pré-incas séculos atrás. A pirâmide possui sete níveis, mas eles foram construídos em diferentes momentos da história e por diferentes culturas. Logo em seguida, fomos ao Mate, que é o museu privado de Mario Testino. A visita é curta por ser um lugar pequeno, mas faz a gente experimentar entrar numa revista de moda. São fotos enormes de personalidades nas paredes, inclusive com uma ala dedicada a Lady Di. Há também uma ala que causa impacto visual com fotos super coloridas de trajes típicos andinos que faz valer a pena a visita ao pequeno museu. Em seguida, perto da hora do almoço, chegamos ao Shopping Larcomar. Ao chegar ao shopping, achei estranho não o avistar da calçada. Isso porque ele fica uns níveis abaixo da rua, bem na encosta com uma bela vista para o mar. Seguindo a dica das meninas do site Cup of Things, anotei alguns restaurantes com bons preços para experimentar na cidade. Um deles, o T’anta, tem endereço no Larcomar e foi super aprovado, além do que almoçar com vista para o mar sempre vale a pena. Após, conhecemos o Mercado de Surquillo. Além dos artigos habituais de um mercado municipal, o Surquillo tem muitos produtos, como frutas, temperos e especiarias regionais, que são muito diferentes para nós. Apesar disso, o lugar não me cativou. Fica numa região bem feia da cidade e não tem muito ar de lugar seguro, com uma confusão enorme de veículos e entulho ocupando o mesmo lugar do lado de fora, que não agrada o turista. Finalmente, atravessando a ponte próxima do mercado, fica a Av. Petit Thouars, com vários mercados de artesanato, que é um paraíso para a turistada, com muitos itens para comprinhas. Dia 3 O dia começou com o Museu Larco. O Larco é um museu privado instalado em um palácio do século 18. Sua fachada e jardins são os pontos altos da visita. Bem arborizado e com flores que dão muita cor na parte de fora, há ainda esteiras disponíveis para os visitantes desfrutarem de um lugar tão belo. Em uma sala apartada do museu, uma parte do acervo que chama atenção é a galeria de cerâmica erótica. E completando um ambiente tão agradável, existe um café-restaurante com preços bem acessíveis e comida deliciosa (características que se tornaram de praxe na cidade). A maioria das mesas já estava reservada, mas como ainda não era meio-dia, conseguimos uma das poucas mesas disponíveis. Na parte da tarde, o Parque de La Reserva foi a escolha. O parque tem um conjunto de bonitas fontes de água no “Circuito Mágico del Agua” que dançam e se iluminam. É bom verificar o horário de abertura do parque, que acontece no meio da tarde. Há também um show holográfico à noite, mas acabamos não vendo porque chegamos cedo e a espera seria longa, além do frio que fazia. Dia 4 Pegamos o Uber para Parque Bosque El Olivar. O bosque das oliveiras é um lugar bucólico e agradável que fica no charmoso bairro de San Isidro. As árvores bem cuidadas e o laguinho com crianças brincando ao redor faz do lugar um ambiente bem gostoso de visitar. A vizinhança é também muito bonitinha, com casas mais arrumadas e lojinhas bem frequentadas. Como as distâncias ficam próximas, nesse dia exploramos tudo a pé. Como nessas proximidades fica o Restaurante Barra Chalaca (sugestão das meninas do Cup of Things), foi o dia de experimentar mais recomendação. É um lugar bem pequeno, com mesas do lado de fora, com uma comida deliciosa como sempre. São poucas mesas, mas chegamos cerca de meio-dia, então não tivemos problema de espera. Mas a fila se formou pouco depois e foi só crescendo. Andando um pouco mais por San Isidro na direção do mar/Miraflores, outra surpresa recomendada pelo Cup of Things, mas que acabamos chegando por acaso foi a sorveteria artesanal Amorelado. A loja é bem pequena, mas com decoração retrô que é um charme. E os sorvetes são produção própria e bem indicados. Terminamos o passeio pelo Malecón, a região bem cuidada que fica ao longo das falésias, formada por uma sequência de vários parques. É fácil encontrar muitas pessoas fazendo uso das suas estruturas, com quadras de esporte, pista de skate, bares, restaurantes, um passeio com bastante movimento e vista para o mar do Pacífico. O Parque del Amor é um desses lugares no Malecón, com paredes de mosaico ao estilo de Gaudí em uma área bonita e bem frequentada. A descida até a praia não é tão fácil, mas em algum ponto tem um caminho íngreme com escadas que cansam um pouco. Cusco No aeroporto de Cusco, fui saber o valor do transporte no guichê de táxi oficial e me assustei, porque além de bem caro, era cobrado em dólares. Como do lado de fora havia alguns taxistas oferecendo o serviço, pedi para o motorista me mostrar o carro dele para avaliar o tamanho e estado, e negociei por 15 soles o valor até próximo à Plaza de Armas. Como é indicado fazer a aclimatação por causa da altitude, deixamos o dia livre para apenas fazer o reconhecimento da cidade sem pressa. A melhor localização é próximo à Plaza de Armas, prestando atenção que tem lugares que estão em níveis mais altos, com acesso por ruas com escadas, que podem incomodar o viajante que leva uma mala, ou cansar mais rápido por causa da altitude, ou outro inconveniente. Uma ideia para saber os níveis das ruas pode ser se posicionando no mapa na Plaza de Armas, ficando de frente para a Catedral de Cusco. À frente é subida, atrás é descida e nas laterais é plano. Para os passeios, ao chegar ao hotel em Cusco, já fui abordado por uma agência de viagem, que me mostrou o catálogo dos passeios. Como eu tinha já anotado antecipadamente os que eram de meu interesse, bastou escolher os que eles disponibilizavam. Assim, já deixei tudo pago e agendado, preenchendo os meus dias que ficaria em Cusco. Deixei também pago o boleto turístico e, mais tarde no mesmo dia, a agência já deixou ele na recepção do hotel. Esse boleto contém a maioria das entradas nos passeios de Cusco. Para prevenir do mal da altitude, no hotel em que fiquei, havia na recepção uma garrafa com água quente e folhas de coca secas para fazer infusão e tomar o chá. Como é estimulante, o indicado é só tomar o chá durante o dia. Para o preparo da infusão, 3 ou 4 folhas são suficientes. O gosto é de qualquer outro chá, nada demais. Não sei se eu passaria mal sem ele, mas eu prefiri não arriscar, com risco de estragar o passeio. A página andarilhosdomundo.com.br foi onde peguei muitas informações sobre os passeios a partir de Cusco e vale a pena a leitura dos textos para se programar melhor. Dia 1 – Vale Sagrado A van nos pegou no hotel bem cedo para um passeio que duraria o dia inteiro. Com o boleto turístico em mãos, seguimos com mais uma porção de turistas de vários países diferentes. Primeira parada: uma casa em Chinchero de umas senhoras de roupas típicas que ensinam alguns costumes e tradições, criam suas lhamas ou alpacas no pequeno curral e possuem uma pequena exposição dos mais diferentes produtos de lã para venda no local. Em seguida, chegamos a Moray, o sítio arqueológico com os anéis concêntricos em vários níveis. Uma das teorias sobre o lugar diz que é provável que os incas aproveitavam a diferença de temperatura entre os diversos níveis para fazer testes de adaptação dos produtos que plantavam. Mais adiante, para chegar nas salinas de Maras, passamos por uma estrada à beira do precipício na descida da montanha, que dá até certo medo. Maras é uma área em que se produz artesanalmente sal em várias poças rasas em terraços de níveis diferentes, de onde corre a água salgada que vem da montanha. O almoço, que também deixamos pago junto com todo o passeio, foi em um buffet em Urubamba. Como o ônibus só pararia o tempo certo de almoçar, não daria para explorar a cidade. Após o almoço, chegamos a Ollantaytambo, uma das cidades mais charmosinhas do passeio. Como há estação do trem para Machu Picchu ali, muita gente acaba não voltando para o ônibus para pegar o trem depois de conhecer melhor a cidade. O passeio envolve a subida na montanha usando os degraus construídos pelos incas. É cansativo, mas é uma vista linda a que se tem lá de cima. A última parada do dia foi em Pisaq, mas dessa vez o ônibus fez toda a subida até a montanha, poupando o esforço físico dos turistas. Mais uma vez, a vista das montanhas é um espetáculo. Os incas cultuavam a natureza e viviam em harmonia com as suas formas, aproveitando os espaços naturais para favorecer a sua sobrevivência e a vida em sociedade. A conservação desses sítios arqueológicos dá uma grande amostra de como funcionava essa relação entre os incas e a natureza. Dia 2 – City Tour O city tour dura uma tarde e se inicia em frente à Catedral, na Plaza de Armas. No meio de uma multidão de pessoas (acontecia um casamento coletivo), foi um desafio saber o ponto de encontro com o guia para o passeio. Uma vez junto do grupo, era hora de explorar o interior da Catedral. Uma pena que não é permitido tirar fotos, porque os detalhes internos acompanhados das explicações do guia fazem valer a pena uma visita. Qorikancha ou Templo do Sol fica também bem próximo da Plaza de Armas e o grupo foi conduzido a pé pelo guia. Nesse local, a base da construção inca foi aproveitada pelos espanhóis para erigir um convento, mas é possível ver a estrutura construídas pelos incas em algumas paredes preservadas até hoje. Mesmo passando por alguns terremotos, a sólida estrutura inca se preservou, enquanto a espanhola precisou ser refeita. Saindo de Qorikancha, é hora de todos entrarem no ônibus para seguir para as demais atrações. Próxima parada: Tambomachay. A partir da recepção, o caminho é uma subida cansativa, já que este é o ponto mais alto no passeio, com mais de 3700 metros acima do nível do mar. Nesse lugar, os incas se dedicavam ao culto às águas, como um templo de purificação. Diz a lenda que tomar água desse lugar cura vários males. O próximo sítio arqueológico foi Q’enqo, um lugar também no alto, de onde se tem uma boa visão de Cusco. Ali existe um labirinto de rochas, onde acessamos os túneis para chegar a um espaço apertado com uma grande pedra em forma de mesa de sacrifícios, onde os incas realizavam rituais. O último lugar no city tour é Sacsayhuaman, ou, como o guia brincou, é mais fácil dizer como os americanos: “sexy woman”. Trata-se do maior templo de Cusco, onde funcionou uma fortaleza militar guardando a entrada do império. Sua estrutura é formada por pedras gigantescas, polidas e encaixadas de forma impressionante sobre como isso foi possível cerca de um a dois séculos antes da chegada dos espanhóis. Dia 3 – Vale Sagrado Sul Um ponto negativo nesse passeio foi que a van nos pegou no hotel já eram cerca de 9h da manhã e o passeio duraria até cerca de 15h, sem parada para almoço. No caminho de volta, algumas pessoas ficaram em restaurantes com comida típica que o guia indicava fora de Cusco, mas depois esses grupos desgarrados ficariam por sua própria conta para voltar para a cidade. Passamos primeiro por Tipón, onde existe todo um sistema de irrigação bem organizado, onde os incas faziam um uso bem otimizado da água para a sua agricultura. Ao redor de um lugar bem arquitetado e fértil, existia também um templo religioso, sendo ainda preservada parte da edificação no local. Mais adiante, as ruínas de Pikillakta são de sociedades pré-incas (wari) e ainda não foram totalmente exploradas pelos pesquisadores. Pikillakta era uma cidade branca, com as paredes das construções caiadas de gesso. As pesquisas nesse sítio avançam na medida em que é liberada verba pública, mas constantemente o orçamento não é suficiente, fazendo estagnar as explorações por longos períodos. O último ponto incluído no passeio foi Andahuaylillas, um lugarejo com uma igreja ornamentada de paredes e teto pintados com imagens religiosas e, por isso, conhecida como a “Capela Sistina das Américas”. Em alguns pontos nas paredes é possível ver uma sobreposição de pinturas por outros trabalhos artísticos, o que revela uma rixa entre as ordens religiosas que dominaram o local. Em frente à igreja, há uma feirinha de artesanato e algum lanche, que foi providencial porque já passava da hora do almoço e ainda tínhamos que fazer o caminho de volta para Cusco. Dia 4 – Explorando Cusco Esse foi o dia em que não marcamos passeio com guia e resolvemos andar pela cidade para conhecer outros recantos ainda não explorados. Guiados pelo Google Maps, subimos as cansativas ruas com escadas na direção de San Blás, um bairro mais alto e bem charmosinho. Ao lado da igreja de San Blás, há uma feirinha de artesanato, além de vários pátios com produtos para turistas. Ao longo das estreitas ruas, existe comércio de todo tipo. Entramos em alguns pelo caminho para os souvenires e fomos na direção da Pedra dos 12 Ângulos. Muitas construções na cidade foram feitas em cima das bases incas, restando muitas paredes ainda originais. O encaixe perfeito das pedras muitas vezes traz recortes formando desenhos bem diversos. Assim a Pedra dos 12 Ângulos é famosa por ter essa quantidade tão original de recortes. Seguimos para dois museus incluídos no boleto turístico e que ficam bem próximos um do outro e bem próximos do templo de Qorikancha: Museu Municipal de Arte Contemporânea e Museu Histórico Regional. São lugares pequenos, com algumas exposições culturais que poderiam passar desapercebidas, mas já estavam incluídos no valor pago pelo boleto, então não tinha nada a perder a não ser a sola do sapato. Andando um pouco mais, chegamos ao Museu do Sítio de Qorikancha, que não é o mesmo que visitamos no city tour. A entrada do museu é subterrânea em fica um pouco escondida, confundindo um pouco o visitante. É um museu bem pequeno, com exposição de cerâmica, algumas múmias e rituais usados pelos incas, inclusive mostrando como eram feitas cirurgias já naquela época. Um pouco mais distante, mas ainda assim fomos a pé, está o Monumento Pachacuteq. Esse é o mesmo líder inca que tem a estátua na Plaza de Armas, mas no Monumento a estátua é gigantesca e fica em cima de uma torre. A subida é através de uma escada interna em espiral, com vários andares com pequenas exposições sobre a cultura local. No último nível, chegamos nos pés da estátua e é impossível fazê-la caber em uma foto tirada de perto. Voltando em direção ao centro, chegamos na “25 de março” de Cusco, região com vários centros comerciais e uma quantidade enorme de lojas com preços populares e todo tipo de mercadoria. Perto dali, está o popular Mercado de San Pedro, com uma grande variedade de comidas expostas sem muita higiene. Vendem muita coisa estranha, inclusive vi uns recipientes com cérebro sem refrigeração. Não comprei nada ali, só uma visita foi suficiente. Machu Picchu Se não for fazer a trilha de quatro dias que leva a Águas Calientes (=Machu Picchu Pueblo), a outra maneira para chegar é somente por trem. É imprescindível comprar antecipadamente a passagem de trem de ida e volta, já que é arriscado não ter passagem disponível quanto mais perto estiver da data da viagem. O ingresso para a entrada de Machu Picchu também é bom comprar com certa antecedência, porque tem número limitado de visitantes por dia/turno. Compramos a passagem de trem saindo da estação de Poroy, que é a mais próxima a Cusco. O próprio hotel deixou reservado o táxi para nos pegar. Como voltaríamos para o mesmo hotel posteriormente, eles guardaram nossas as malas, assim poderíamos viajar apenas com mochilas, já que a estadia em Machu Picchu era bem curta. Viajamos pela Perurail, que tem trens que variam de categoria e preço. Nos horários que escolhemos, pegamos na ida o Vistadome e na volta o Expedition. O primeiro é mais confortável e tem um lanche mais generoso, enquanto o segundo é mais simples e oferece um belisquete estilo biscoito de avião, então melhor não viajar com fome. Os trilhos seguem as margens do Rio Urubamba até Águas Calientes, em uma viagem de cerca de 3 horas e meia, com lindas paisagens entremeadas por montanhas. O povoado de Machu Picchu é bem pequeno e lá não circulam carros. Os veículos desse tipo que existem por lá são somente as vans oficiais que levam os turistas para a montanha. Então é fácil circular para o reconhecimento da cidade. E também qualquer lugar que escolher para hospedagem fica perto de tudo. Eu até esperava que a cidade fosse um pouco mais bonitinha, em vez do aspecto de favela que se via em várias partes. Diferente do clima em Lima e Cusco, Águas Calientes é mais quente e já dá pra usar bermuda e camiseta. Na chegada à cidade, já fomos ao guichê das vans para deixar comprada a passagem para subir e descer a montanha. O preço é salgado e em dólares, mas eles convertem em soles na hora. No dia seguinte acordamos de madrugada, tomamos café na pousada (que servia desde às 4h) e fomos percorrendo a gigantesca fila para ver onde acabava. Demoramos cerca de 2 horas até chegar a nossa vez de pegar a van. Por isso eu recomendo não se enrolar e pegar a fila o quanto antes se for visitar Machu Picchu no turno da manhã. Existe a opção de seguir a trilha a pé, mas pode ser cansativo e demorado. É bom lembrar que tem que ter pique ainda para conhecer a montanha. Machu Picchu é o ponto alto da viagem. Como a sequência de passeios até chegar aqui é uma onda crescente, é recomendável deixar essas ruínas para o final, senão há risco de se decepcionar com os outros lugares se eles forem visitados após Machu Picchu. Como não há banheiro dentro da cidadela dos incas, use o que tem de fora antes de passar pelas catracas. Também não é permitido comer dentro do sítio. Mas leve alguma coisa para comer na saída antes de pegar a van de volta. Leve também água para as várias horas que permanecer lá. Além do filtro soltar, outra coisa que acho essencial levar é o repelente. Os mosquitinhos grudam na pele e deixam um vermelhão que coça muito. O espetáculo das ruínas de Machu Picchu se abre rapidamente tão logo a gente entra no parque. O deslumbramento é inevitável e a vontade é de conhecer cada impressão, cada cantinho, cada detalhe para guardar na memória algo tão precioso. E é uma integração linda com a natureza, parece muito natural a existência de um lugar que se encaixa perfeitamente ao cenário das montanhas ali naquele espaço. No caminho sempre há uma boa quantidade de escadas para subir e descer, mas a exploração das áreas edificadas que podemos ver ao nosso redor é fácil e não precisa de grande preparo. Talvez seja necessário um tanto maior de esforço para explorar as áreas mais distantes, como a Porta do Sol, ou para subir as montanhas compradas à parte do passeio mais simples. Alguns turistas são repreendidos vez ou outra pelos seguranças por se alimentarem ou alimentando as lhamas. Quando os bichos sentem o cheiro de comida, eles se aproximam mesmo. Por isso muita gente, para tirar foto junto com eles, buscam atraí-los com alguma guloseima. Atualmente o parque mudou as regras para acesso. Antes o ingresso valia para o dia inteiro, agora temos que escolher o período (manhã ou tarde) e não ultrapassar o horário limite. Outra alteração foi a exigência de ter um guia turístico junto dos visitantes. Eu fui poucos meses após essas mudanças e ainda não vi a exigência por lá. Li relato de turista dizendo que conversou com funcionários do parque e esses teriam dito que as regras passariam a valer a partir de 2018. Seja como for, é melhor estar preparado caso eles passem a colocar as novas regras em prática. É bom não ser pego desprevenido para a viagem ser memorável. Mas isso não é difícil em um destino desse porte. E por fim, não se esqueça de carimbar o passaporte na saída. É uma lembrança oficial para levar pra gente mesmo.
  9. Alguém já foi de Peru Hop?

    Gente vi em um relato que a menina utilizou o Peru Hop para fazer um determinado trajeto e achei bem interessante. Ele faz Lima até Cusco passando por Paracas, Huacachina, Nazca, Arequipa e Cusco. Quem conhece, sabe se vale mesmo a pena ou é melhor tentar fazer independente? https://www.peruhop.com/passes/to-cusco-without-the-lake/
  10. O seguinte relato é atrasado pq a falta de tempo do ultimo ano não me permitiu escrever e organizar tudo antes. Mas estou fazendo agora pois pode ser útil, eu mesmo não achei muita informação sobre alguns lugares que visitei e descobri tudo por lá na raça Em outubro de 2016 fui para Chiclayo, no norte do Peru, por causa de uma promoção de passagem (paguei somente R$630 ida e volta!) e iniciei meu mochilão de 19 dias por lá sem roteiro definido, o unico planejamento era passar alguns dias a mais em Huaraz pra fazer o trekking Santa Cruz. Não sei se vou conseguir transmitir isso no relato, mas essa viagem foi muito mais que visitar locais bonitos, eu consegui experimentar o dia-a-dia deles lá em várias situações, desde as mais simples até as mais inusitadas como vender flores na porta do cemitério! No final vou postar todos os preços de forma mais detalhada, durante o relato não vou focar muito nisso. Dia 1 - 21/10 - Chiclayo Pousei em Chiclayo por volta de umas 14h da tarde. Fiz uma reserva pelo hostelworld no hostel "Casa Cima" dias antes da viagem e o Liam, dono do hostel, entrou em contato comigo e disse que me encontraria no aeroporto pois o hostel era bem próximo e caminhariamos até lá. Achei diferente e curioso, mas ele não cobraria nada por isso e aceitei de boa. No caminho do aeroporto até o hostel fomos conversando e descobri que ela é um ex-militar inglês que vive em Chiclayo pois se casou com uma peruana e tem uma filha. O hostel não é bem um hostel, é um apartamento grande, na cobertura, que ele vive com a esposa e filha e aluga 3 quartos para hospedes. Antes de chegar no hostel paramos num botequinho pra conversar mais e beber algo. EM seguida fomos pro hostel pra eu deixar minhas coisas e depois eu precisava trocar dolares por soles. O Liam se ofereceu e foi comigo até o centro trocar dolares em lugares confiaveis, pegamos um taxi por 4 soles (eu não planejava andar de taxi na viagem, queria economizar né, mas quando descobri o preço deles em chiclayo me dei a esse luxo em algumas situações hahaha). Era umas 17h ainda e em um folheto da cidade que o Liam me entregou vi que a praia ficava a uns 9km de chiclayo e tinha um pier lá. Decidi que iria até lá pra ver o por do sol do pacifico e o Liam me explicou como chegar lá de forma economica (a palavra magica do mochileiro hahaha). O transporte público de Chiclayo não possui onibus, possui "Kombis" que na verdade são vans, o pessoal das grandes cidades e que já foram pra região periferica ou mais distantes sabem do que eu estou falando. Segui a infos do Liam de onde pegar a Kombi e em qual direção ir, cheguei na garagem das kombis, perguntei qual ia pra "Pimentel" e peguei uma. Me custou 3 soles e eu rodei 9km até lá. Cheguei, caminhei pelo pier, tomei um suco e usei o wi-fi, apreciei o por do sol, comi um espetinho na rua (que até hoje não sei exatamente que carne era HAHAHA), e peguei a kombi de volta pro centro Chiclayo e depois um taxi até o hostel. Chegando na cidade, fui comer numa lanchonete quase ao lado do hostel. -Kombi indo pra Pimentel -Pier em Pimental -Por do Sol em Pimentel -Espetinho de Rua https://photos.app.goo.gl/Su4N7kypVY35SwUK2 -Nesse link tem um video do cobrador anunciando o destino da kombi e abrindo a porta pros passageiros Dia 2 - 22/10 - Chiclayo Eu li que Chiclayo ficava numa região rica em arqueologia, com várias descobertas importantes de culturas pré-incas, os mochas eque viveram entra 100 a.c. e 800 d.c. entre outros. Sabendo disso e seguindo algumas dicas do Liam, decidi que ia pra uma cidade vizinha visitar 2 museus e em seguida ia pra outra cidade para o complexo arqueológico Túcume com piramides de 2000 anos atras. Aí começa a aventura! Fui umas 8h pra garagem das kombis novamente e peguei uma até Lambayeque. Lá visitei o museu Brüning e o museu Tumbas Reales de Sipán. O museu Brüning é simples, não achei tão legal, mas possui uma ala com itens do culto sexual dos mochas enorme, nunca tinha visto tanta escultura de pênis hahahaha. Os caras esculpiam pênis em todas as ceramicas! hahaha Em seguida fui caminhando pro museu Tumbas Reales de Sipán, esse sim era interessante de modo geral. A história do senhor Sipán, um dos achados mais importantes da arqueologia mundial pois ele se tratava de um grande governador e a sua tumba estava intacta, nunca foi saqueada nem nada, e por isso puderam estudar a fundo tudo. Em seguida peguei outra kombi e fui pra um vilarejo vizinho visitar o complexo arqueologico com umas piramides e tal. A kombi me deixou no vilarejo umas 11h, estava tendo uma feira de rua a aproveitei caminhar lá. Em seguida peguei um tuk-tuk que me deixou na entrada do complexo. E como a região lá é um deserto, chegou a hora de caminhar no sol infernal hahaha O Complexo possuia 26 estruturas em piramides mocha, e muita coisa ainda estava sendo estudada e visitantes não acessar algumas areas. Foi legal e diferente, subi num mirador pra ter uma vista completa do complexo. Após umas 3h por lá peguei um tuk-tuk de volta pro vilarejo, almocei por incriveis 6 soles num restaurante familiar pequeno que tinha 2 mesas somente, conversei um monte com a mesa do lado e com a dona do restaurante que disse que foi a primeira vez que alguém de outro país comeu lá. (pra vocês terem ideia de como não é comum turistas naquela região e muito menos ainda mochileiros que se permitem a ter essa experiencia de transporte publico e de forma economica, sem auxilio de agencias hahaha) E bom, não sou a pessoa mais fascinada do mundo por arqueologia, mas já que estava lá tinha que conhecer tudo isso né. E que bela escolha! Sai fascinado pela história, cultura, costumes. Aprender tudo vendo os vestigios da época ao vivo e visitando os próprios lugares é uma bela experiência! Peguei uma kombi de volta direto pra Chiclayo e cheguei umas 17h por lá. Na noite do dia seguinte eu iria pra Cajarmaca por indicações do Liam e um taxista que conversei bastante e então fui comprar a passagem. Passei no mercado comprar algumas coisas pra comer. E depois no hostel fui ver o que poderia fazer no dia seguinte e descansar. Estava acabado por causa do sol do deserto hahaha - Ceramica XXX - museu tumba reales de sipán, a construção do museu é no mesmo formato em que as piramides da época eram construidas - mirador para as piramides. Como elas foram construidas de adobe a 2000 anos, por fora elas são assim bem diferentes do conceito de piramide que conhecemos -Escavações -prato de comida que me custou 5 soles, Muy Rica! Dia 3 - 23/10 - Chiclayo Decidi que iria pra outro complexo arqueologico nesse dia, no caso o local em que encontraram a tumba do sr Sipán, e em seguida iria pra o "Santuario Histórico Bosque de Pómac" que nada mais é que um bosque no meio do deserto que com umas piramides de 1000 anos atras também, mas por já terem sido exploradas e estudada, era possivel subir no topo delas! Bom, umas 8h sai e fui pegar a kombi pra Huaca Rajada que ficava numa cidade vizinha também pra conhecer o complexo arqueológico onde encontraram a tumba do Sr Sipan. Lá estava tendo uma excursão de uma escola com um professor dando explicações, perguntei pro auxiliar se eu poderia ir seguindo eles pra ouvir tudo e permitiram, aprendi mais um monte de coisas, animal!!! De lá peguei uma kombi e voltei pra Chiclayo pra pegar outra kombi em direção ao bosque. Paguei 5 soles e viajei 60km de Kombi até a entrada do bosque na beira da rodovia, lá almocei num restaurante na beira da estrada também quase em frente ao bosque. Comida feita num fogão a lenha, que delicia! Me custou 10 soles. Depois de alimentado, paguei 10 soles pra um tuk-tuk rodar comigo dentro do bosque já que cada ponto de visita lá dentro ficava bem distante, rodamos uns 30km no total lá dentro. Lá vi uma arvore com mais de 500 anos de idade, subi num mirador pra ter uma vista completa do bosque que floresceu em pleno deserto por conta de um rio que passa por lá, e depois fui ver 2 piramides que havia no meio do bosque e que era praticamente um parque de diversão pois é aberto pro publico subir nela e tudo mais. Depois peguei uma kombi na beira da estrada novamente para chiclayo. Enquanto esperava a kombi, um caminhãozinho parou me oferecendo carona, mas eles iam até metade do caminho só e eu teria que pegar uma kombi de qualquer jeito, no caso a mesma que passaria ali. Recusei e esperei a kombi ali mesmo. Chegando em chiclayo umas 17h fui arrumar minhas coisas, comi algo e fui pra rodoviaria pegar o onibus umas 20h pra Cajamarca. A viagem duraria a madrugada toda e eu aproveitei pra dormir e economizar uma diaria. -Representação da tumba do senhor sipán no local real onde foi encontrado, porém a ossada e tesouro real estão no museu que visitei no dia anterior -Rodovia para chegar no bosque -Restaurante em frente ao bosque -Almoço feito no fogão a lenha -Arvore de mais de 500 anos -Vista do bosque seco em cima de um mirador -Topo da piramide -No meio do nada esperando a Kombosa hahaha E assim terminou minha passagem por Chiclayo. Fui na cara e na coragem e curti demais, aprendi um monte! Foi o tipo de rolê que eu escolheria não fazer se tivesse planejado antes, e que não saberia o que estaria perdendo. Continua...
  11. Olá, meu nome é Mariana Christiano, tenho 24 anos e moro no interior de São Paulo. Neste ano, no mês de Julho, embarquei em Guarulhos destino ao aeroporto de Viru-Viru em Santa Cruz de La Sierra (BOL), para começar um mochilão de 27 dias pela Bolivia, Chile e Peru. O roteiro do meu mochilão é um dos mais tradicionais, sempre relatado aqui no mochileiros.com, mas por mais tradicional que seja o roteiro, cada relato é tão particular que as experiências compartilhadas aqui no blog são sempre válidas. Então, neste meu relato extremamente pessoal, resolvi contar a viagem que aconteceu dentro de mim, enquanto conhecia o mundo afora. Sou praticante a algum tempo de yoga e meditação, participo de retiros, chás e afins que englobam toda esta filosofia de vida que possui traços budistas, mas que prefiro não vincular com nenhuma religião, e sim chamar de um processo de espiritualização do ser, totalmente particular e único. Com isso, que fique muito claro, que as experiências e técnicas que irei relatar aqui podem não servir para todas as pessoas, mesmo que elas tenham o mesmo desejo que eu: se autoconhecer. É preciso começar esse relato desvendando os mitos que giram em torno da meditação. A meditação não é uma prática onde a pessoa fica sentada na mesma posição por tempos sem pensar em absolutamente nada, pois (se fomos parar para pensar, rs) só de se pensar em não pensar em nada já se está pensando. A meditação prega apenas que a pessoa se atente ao presente, sempre resaltando que na vida é apenas este momento que importa. Por isso esse tipo de vivência é muito recomendada para ansiosos, angustiados e depressivos, pois se exclui as preocupações com o futuro e as angústias do passado. Partindo deste principio, vários tipos de meditação podem se aplicar em um mochilão, como por exemplo, meditações ativas, contemplativas, observativas, etc. Depois de embarcar em Santa Cruz e passar por algumas cidades cheguei no primeiro lugar em que achei digno de uma linda meditação, o Salar do Uyuni. A primeira meditação que pratiquei no Salar foi a contemplativa, que nada mais é que contemplar a beleza do lugar. Pode parecer simples, porém experimente contemplar algo bonito sem que na sua cabeça estejas pensando no que vai jantar hoje, ou no dinheiro que já gastou na viagem, etc. Tente apreciar a beleza do lugar e apenas isso, viver o momento presente. Observei toda aquela imensidão, e após isso me permiti me observar. Assim, sentei no meio do Salar e comecei uma prática meditativa chamada Vipassana, ou atualmente muito conhecida como Mindfulness, a meditação da atenção plena. Nesta prática, fechei os olhos e aproveitei todo o conforto do silêncio para me observar, desde minha respiração, até meus arrepios, meus pensamentos; e é só isso mesmo, parar e se observar, sem julgamentos ou repulsas. Se estiver feliz pela viagem, observe esse sentimento e o que ele provoca em você, ou se estiver triste (o que acho difícil naquele lugar maravilhoso, mas pode acontecer) observe também, investigue-se. Depois me levantei, tirei fotos, conversei e deu tempo de fazer tudo, ou seja, apreciei com calma toda aquela experiência única. Por isso sempre recomendo para amigos interessados em conhecer o Salar do Uyuni o percurso que dura três dias. Vale muito apena e se tem um bom tempo para tudo. (Observação: em épocas que o Salar está coberto com uma camada de água, a meditação Vipassana pode ser feita em pé, o importante é apenas manter-se com a coluna ereta) As noites no Salar do Uyuni também são um espetáculo a parte. O céu é completamente límpido e a falta de luz ao redor permite que nossos olhos se acostumem com o céu e ao passar de cada minuto é possível ver mais e mais estrelas. Não preciso nem repetir que a meditação contemplativa aqui é fácil, mas além de contemplar as estrelas podemos usá-las como um objeto fixo de meditação. Muitas vezes quando estamos com a mente agitada, podemos escolher um objeto para observa-lo durante um tempo. Esse estado é para simplesmente focar a mente em um ponto fixo. Porém, é mais tedioso quando esse ponto fixo não oscila em absolutamente nada, por isso as estrelas e o fogo são ótimos objetos meditativos. Deite no chão próximo ao seu hostel de sal, aprecie e observe o que será, provavelmente, um dos céus mais lindos que verá em sua vida. Essa noite é um verdadeiro privilégio! Depois do espetáculo que foi o Salar, cruzamos a fronteira e chegamos ao Chile, mais precisamente na pequena e apaixonante "cidadezinha" de San Pedro de Atacama. O lugar oferece mil e uma opções de passeios, e em todos eles é possível contemplar, observar e investigar a paisagem e o eu. Desde um banho congelante na Laguna Cejar, que fará você descobrir dores nunca antes sentidas pelo seu corpo, até passeios de bike totalmente relaxantes. Como nesse último exemplo, tive o prazer de pedalar pelas formações rochosas da Garganta Del Diablo, uma verdadeira meditação ativa. A meditação ativa é simplesmente focar na atividade que esta sendo realizada. Posso exemplificar esse estado com uma atividade simples: lavar louças. Quando lavamos louça geralmente não prestamos atenção na atividade em si, estamos ouvindo o jornal, pensando no almoço, etc; Com isso na meditação ativa se propõe que prestemos atenção na atividade em si, e assim no passeio de bike me propus a viver o momento presente, observando meu ritmo, respiração, pedaladas e equilíbrio. Em uma atividade física o controle da mente é crucial, principalmente quando é necessário superar limites. Fazia no mínimo 15 anos que eu não pedalava, não foi fácil, mas foquei e fui. Creio que nossos limites são impostos por nossa própria mente, é preciso sempre focar em superá-los. Medite sobre suas dificuldades. Ainda no Chile, conheci a cidade de Arica, a única em meu roteiro que é banhada pelo oceano. Oceano este que eu ainda não conhecia, o Pacífico, e que prazer enorme foi vê-lo pela primeira vez. No centro da cidade existe o morro de Arica, um ponto com 130m de altura que conta com um mirante e uma vista do oceano lindíssima. Nem preciso dizer que contemplei muito aquele lugar, e senti toda a sensação maravilhosa que a brisa do mar provoca em nosso corpo. Fiquei na cidade apenas um dia, mas como sou apaixonada por água, confesso que essa parada fez toda a diferença para mim. Sensações que só quem tem mar até no nome, irá entender. Finalmente chegamos ao Peru, último país do roteiro, mas com muita coisa linda ainda para conhecer. Passamos por várias cidades, muitas horas de viagem dentro de ônibus e vans, por vários dias, conhecendo muitos pontos do país, sempre em direção a mística Machu Picchu. Chegando em Cusco, fechamos os pacotes mais básicos para conhecer as construções Incas. O que posso concluir com isso? Que todos os percursos que poderíamos fazer a pé, a fim de economizar, nós fizemos! E que lindo foi ir da famosa hidroelétrica até Águas Calientes caminhando, fico pensando como seria sem graça fazer todo aquela trilha em apenas 30 minutos de trem. Ar puro, barulhinho das águas do rio por todo o caminho, sombra e zero pressa. Com quase nenhum trecho de subida ou descida, é só caminhar, contemplar, sentir e ser feliz. Dizem que o importante na vida é realmente isso, não é? Não só buscar a felicidade, e sim ser feliz durante todo o caminho de busca. Eu estava indo de encontro a uma das 7 maravilhas do mundo, mas durante todo o caminho eu já fui privilegiada. No dia seguinte madruguei e segui também de trilha para Machu Picchu, e nesse percurso assumo, perdi o foco. A escadaria é de tirar o fôlego de qualquer maratonista olímpico, mas cada um no seu ritmo, todos conseguiram chegar. Completei o percurso em uma hora, cheguei antes até dos meus amigos que foram de ônibus e por um pouco não vi o nascer do sol lá de cima. Lembro-me que era uma segunda-feira, a menos monótona e mais desafiadora da minha vida até hoje. Machu Picchu em si é linda e mística mesmo, mas é uma verdadeira competição por espaço. É enorme, mas cheia de turistas por todos os cantos, e confesso que preciso de calmaria para apreciar, pois ao contrário observo mais as pessoas do que o lugar em si. Naquela manhã minha felicidade verdadeira foi descobrir, quase já na hora de ir embora, a trilha da Ponte Inca. Praticamente vazia, apreciei uma das vistas mais lindas (e altas) da minha vida. Ao som do vento e alguns pássaros, ali eu não sei explicar por que, mas chorei por um tempo. Uma mistura de gratidão e felicidade tomou conta de mim, e nos poucos, mas maravilhosos minutos que passei ali pude enfim agradecer por todos aqueles momentos que estava vivendo. Fui capaz até de me adiantar e já agradecer pelos próximos dias que ainda viajaria. Agradeci por quem veio comigo, por quem esbarrei no percurso, e até por quem o meu caminho não cruzou. Minha viagem, graças ao universo, foi sem contratempos sérios e isso era um enorme motivo para agradecer, principalmente para mim, mochileira de primeira viagem. Nesta manhã percebi que agradecer é meditar com amor, amor do mais puro. Depois de alguns dias retornei para casa, e assumo que foi difícil meditar no meu presente tão sem graça perto das lembranças que tinha no meu coração. Aos poucos fui me reacostumando com o ritmo calmo e um pouco entediante da vida normal porém, sinto que o golpe é mais brando quando se tem a sensação que todos os momentos foram vividos, contemplados e sentidos inteiramente. Dizem que a energia está onde nosso pensamento está, e hoje concordo com isso fielmente, pois minha energia foi conduzida certeiramente para cada lugar que relembrei neste texto, e sinto que isso também é emanado por cada relato que leio aqui no mochileiros.com. Por fim, meditar não é nada de mais, é apenas viver a vida nua e crua, seja aqui, na Bolivia, no Chile ou no Peru, em qualquer lugar desse planeta, ou até fora dele, quem sabe!? Medite, toda positividade precisa circular, ESPALHE!
  12. Este relato é sobre a viagem ao Peru que fiz com minha esposa entre os dias 17 e 29 de outubro de 2017 e o principal objetivo ao compartilhá-lo é poder auxiliar os leitores que desejam um dia visitar este encantador País. Visitamos as regiões de Cusco, Machu Picchu, Huaraz, Ica, Paracas e Lima e ainda faltou no roteiro tantas cidades interessantes. Compramos antecipadamente as passagens de avião, deslocamentos de ônibus entre as cidades, os ingressos para Machu Picchu e Huayna Picchu, as passagens de trem para Águas Calientes e fizemos todas as reservas de pousadas e hostels através do site Booking.com. 17/10/17 – São Paulo x Lima x Cusco Saímos de São Paulo – Brasil com destino a Lima - Peru no voo da LATAM as 9h00, a duração desta viagem de avião é de 5h05, mas como o Peru possui 2 horas de diferença de fuso horário e devido ao horário de verão no Brasil, pousamos em Lima às 11h05 (horário local). - Passagem aérea ida e volta SP x Lima x Cusco e taxas por pessoa: R$ 1750,00 Desembarcamos, passamos rapidamente pela imigração e fomos buscar as bagagens, nosso próximo voo era de Lima para Cusco às 13h40. Uma observação importante é que no aeroporto de Lima é necessário retirar as malas, sair do aeroporto e entrar novamente pelo acesso de voos nacionais. Enquanto esperávamos pelo horário de embarque almoçamos no aeroporto de lima no Mc Donald’s. - 40,50 soles por 2 combos. As 15h00, desembarcamos em Cusco, pegamos as bagagens novamente e fomos em busca de um taxi para ir até a pousada que havíamos reservado (6km de distância do aeroporto e 25 minutos). Dentro do aeroporto os taxistas credenciados nos cobraram 40 soles pelo transporte, mas decidimos andar um pouco mais e assim que cruzamos a porta do aeroporto, no estacionamento mesmo, encontramos um taxista que nos ofereceu o serviço pela metade do preço, 20 soles. O trânsito na cidade não estava muito ruim e o deslocamento até a pousada foi rápido. Fizemos o check-in na La Posada Del Viajero, no centro de Cusco - Endereço: Santa Catalina Ancha, 366 - bem atrás da Catedral da Plaza de armas, na parte plana da cidade. - 2 diárias quarto exclusivo com banheiro privativo: 327 soles A pousada fica no fundo de uma viela e é muito bem estruturada. Possui quartos compartilhados sem banheiro privativo e quartos exclusivos com banheiro. Todos os funcionários da pousada foram muito atenciosos e nos deram muitas dicas de Cusco. Deixamos as malas no quarto, tomamos o famoso chá de coca oferecido na recepção do hotel para ajudar a minimizar os efeitos da altitude, já que Cusco está a 3400 metros acima do nível do mar, e fomos conhecer a cidade. Passamos pela Plaza de Armas, tiramos algumas fotos do chafariz, da estátua dourada, da Catedral Sagrada Família e seguimos descendo a principal avenida da cidade, Av El Sol, em busca de um local para trocar reais por soles, a moeda local do Peru. A tarefa não foi nada difícil, já que praticamente em cada porta de comércio que se olha encontra-se uma placa de câmbio. Pesquismos a cotação do real em uns 5 lugares, mas como a variação é bem pequena, acabamos fechando em uma papelaria que estava com a taxa: 0,945. Ou seja, um pouco menos que 1 real. Dessa forma, conseguimos quase a mesma quantidade de dinheiro em soles que em reais. Entramos em alguns centros artesanais e a Karina logo comprou um poncho por 58 soles. Fomos então fechar o passeio que gostaríamos de fazer no dia seguinte. Existem muitas agências que oferecem passeios em Cusco e os preços variam bastante, vale a pena comparar e entender bem as diferenças, como número de pessoas do grupo, almoço, horário de saída e retorno, entre outras. Jantamos na Trattoria Adriano - Endereço: Av El Sol, 102. - Pizza 8 pedaços (pequena e massa fina) - 1 coca vidro pequena - 1 cerveja cusquenha pequena - 1 sorvete banana split Total: 60 soles No retorno a pousada paramos no mercado e compramos uma água de 2,5l por 3 soles. 18/10/17 – Cusco – Passeio Vale Sagrado Sul – Moray e Maras Acordamos as 7h00, tomamos um bom café da manhã na pousada (3 tipos de suco, pão, manteiga, geleia, cereais, café com leite e frutas) e esperamos na porta da pousada no horário combinado pelo transfer do passeio. Na noite anterior fechamos, na agência Puma Peru Expedition, o passeio para Maras e Moray com 2 quadriciclos por 170 soles no total com saída as 8h00 e retorno as 15h00. Esperamos na portaria da pousada por mais de 20 minutos e por volta de 8h25 uma menina nos encontrou. Fomos a seguindo, a pé, por algumas ruas até embarcar em uma van que estava descendo a rua. Na van conhecemos os demais integrantes do grupo, que era bem pequeno, nós dois e outros dois rapazes jovens, um canadense e outro britânico. Seguimos de van por pouco mais de meia hora até uma fazenda onde estavam estacionados os quadriciclos. Ao chegar, o guia e alguns ajudantes nos passaram as instruções, preenchemos uma folha com nossos dados, deixamos os documentos, pegamos os capacetes e luvas e andamos algumas voltas em uma pequena pista circular para nos ambientar com os quadriciclos. Os quadriciclos eram grandes, potentes e bem conservados. Após os testes, seguimos o guia dirigindo em fila única, por estradas de terra, sentido Moray. Em pouco mais de 40 minutos chegamos a Moray, compramos os boletos turísticos e entramos. Há duas opções para o acesso aos principais pontos turísticos de Cusco: Boleto Parcial no valor de 70 soles por pessoa, válido por 2 dias ou o Boleto Total no valor de 130 soles por pessoa, válido por até uma semana. Ambos opções dão direito a entrada nas principais ruínas do Valle Sagrado(Pisaq/ Ollantaytambo/ Chinchero / Moray) e em mais algumas atrações na cidade de Cusco. Como iríamos ficar apenas dois dias em Cusco optamos pelo boleto parcial. O Boleto turístico pode ser comprado durante os passeios ou no escritório de turismo de Cusco na Av. El Sol, 103. Ficamos somente 15 minutos em Moray, porém tempo suficiente para tirar algumas fotos e ouvir algumas explicações do guia sobre o local. Seguimos então novamente pilotando os quadriciclos rumo a Maras. Para acessar as salinas é necessário a compra de um ingresso no valor de 10 soles por pessoa. O guia nos informou que nossa visita ali duraria uns 40 minutos, nos deu algumas explicações e nos deixou livres para circular pelo local. Em Maras existem bastantes coisas interessantes a venda, inclusive artesanatos feitos com sal, além do próprio sal produzido lá para consumo. Retornamos de quadriciclo a fazenda, pegamos a van e voltamos a Cusco, chegando ao Centro por volta de 15h00. Almoçamos no restaurante Emperador Pizzeria – Endereço: Calle Escribanos 177 – Plaza Regocijo. Comemos o menu do dia, que veio com uma entrada (4 nachos e pate de guacamole), sopa, e o prato principal, frango empanado, arroz e batatas e 1 copo de limonada por 15 soles por pessoa, totalizando 30 soles. Após o almoço visitamos o Museu Inka – Endereço: Rua Cuesta el Almirante,103 – Centro - na rua esquerda a catedral da Plaza Central. Na entrada do museu tiramos fotos com uma lhama que estava com uma peruana e pedia apenas uma “propina” em troca. A entrada do museu custa 10 soles por pessoa e não é permitido tirar fotos em seu interior. O museu é bem pequeno, porém interessante para aprender um pouco mais da cultura e história local. Destaque para os crânios na última sala do museu. Saindo do Museu fomos ao Centro Artesanal de Cusco que fica na última quadra da avenida El Sol, cruzamento da avenida Tullumayo. O mercado fica abrigado em um grande galpão, repleto de barracas, disponibiliza ainda uma variada praça de alimentação e possui artesanatos de várias regiões do Peru e os preços são um pouco mais baratos que o famoso Mercado San Pedro. Compramos um presépio de pedra bem bonito por 10 soles. A noite fomos jantar novamente na Trattoria Adriano - Lasagna: 26 soles - Fetuccini Alfredo: 26soles - 2 Coca-Cola 500ml: 12 soles Total: 64 soles Tomamos sorvete em uma cafeteria na Av El Sol que não recordamos o nome: 10 soles por 2 bolas. Fechamos na agência Moshinaga Travel Agency o passeio para o dia seguinte – Vale Sagrado por 45 soles por pessoa com almoço incluso. Decidimos fechar este passeio em uma agência diferente da anterior pois não havíamos gostado muito da explicações do guia anterior, além do preço nesta nova agência ser um pouco inferior. 19/10/17 – Cusco – Passeio Vale Sagrado e Águas Calientes Tomamos novamente café da manhã na pousada e deixamos as malas guardadas no depósito da pousada, uma vez, que iríamos dormir a próxima noite em Águas Calientes, para visitar Machu Picchu no dia posterior, retornando a Cusco somente na sequência. Fomos até a agência como combinado às 8h00. Aguardamos novamente quase meia hora até que uma menina nos encontrou e pediu que a seguimos. Desta vez andamos bastante, uns 25min, a pé dentro de Cusco até chegar ao ônibus que estava estacionado em um posto de combustível. O ônibus era grande e o grupo de turistas era de mais ou menos 20 pessoas. Por volta de 9h00 saímos com destino ao Vale Sagrado. A primeira parada, depois de pouco mais de meia hora de estrada, e 50km de Cusco, foi no mercado artesanal de Calca, ficamos lá por cerca de 25 minutos. O mercado nada mais é do que várias tendas a céu aberto com vários itens artesanais. Destaque para as facas feitas com resina com rostos macabros e a dupla de bois que são colocados no topo das casas da região para proteção. - Banheiro 1 sole Próxima parada foi Pisac, cidade que fica a 33 km de Cusco. Antes de acessar o sítio arqueológico, paramos em uma portaria para quem não possuísse o boleto turístico o comprar. Como já o possuímos, bastou o apresentá-lo. O ônibus estacionou, subimos todos juntos a pé até a parte principal do sítio e o guia fez uma breve explicação sobre o lugar. Falou sobre os motivos daquela construção, que data do ano de 1480, ter sido feita ali, entre elas abalos sísmicos, estudo da astronomia, agricultura, clima , entre outros. Explicou sobre as 1500 catacumbas que existem encravadas na montanha. Comentou que os Incas cultivavam ali, nos terraços agrícolas, mais de 4000 tipos de batatas, 800 tipos de milho, entre muitas outras coisas. Na sequência combinou um local de encontro para o grupo e nos deu 30 minutos livre para explorarmos o local. Subimos ao topo do centro arqueológico, tiramos muitas fotos e descemos pois já era tempo de encontrar o grupo. Ficamos em Pisac por volta de 1 hora no total. Na sequência o ônibus parou no mercado artesanato e joias em Pisac. Conhecemos uma fábrica de joias, onde aprendemos as diferentes tipos de pratas e a diferenciar pratarias verdadeiras e falsas. Ficamos lá por 25 minutos. Este mercado possui banheiro e não é necessário pagar. Karina comprou um pingente de prata e pedra azul por 45 soles. Seguimos então com destino a Urubamba para almoçar. Após 1 hora de viagem chegamos ao restaurante Paqharina, um local muito bonito com buffet de comida a vontade, bastante variedade (saladas, carne de alpaca, frango, peixe, macarrão, arroz, lentilha, milhos, batatas, sobremesas) e tudo muito gostoso. O guia nos avisou que teríamos 45 minutos para o almoço, tempo suficiente. Após o almoço nos deslocamos de ônibus por 30 minutos a Ollantaytambo, mais uma obra monumental da arquitetura Inca que constituiu um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola. O local é repleto de gigantes pedras com lados, ângulos e volumes bem diferentes. O acesso ao atrativo está incluído no boleto turístico. Destaque para o Templo do Sol, impressionante conjunto arquitetônico, já bem destruído pela ação do tempo e dos exploradores espanhóis. A parede principal é formada por 6 enormes pedras com muitos ângulos e que se encaixam com enorme precisão. Ficamos em Ollantaytambo pouco menos de 1 hora. Seguimos então, de mototáxi, que são motos com uma cabine atrás que comportam até duas pessoas, em direção a estação de trem de Ollantaytambo, onde iríamos pegar o trem da Inca Rail com destino a Águas Calientes as 16h36 (importate chegar na estação com pelo menos 30 minutos de antecedência) O trajeto até a estação durou 5 minutos e pagamos 3 soles. O trajeto de trem de Ollantaytambo até Águas Calientes, também hoje conhecida como Machu Picchu Pueblo, é feito somente por 2 empresas: Inca Rail e Peru Rail, ambas possuem ofertas de transporte em vagões com vários estilos e preços. Escolhemos a Inca Rail pelo horário oferecidos e pagamos 64 dólares por pessoa na classe executiva. A viagem de trem durou 1h30 e durante o trajeto nos serviram 1 snack e uma bebida a escolha, quente ou gelada. Eu escolhi Soda Andina (suco de limão, angostura, ginger ale, com fatias de gengibre e uma estrela de anis) e a Karina escolheu café com leite. A classe executiva do trem da Inca Rail possui janelas bem grandes, inclusive no teto e a vista em volta é maravilhosa. Passamos por um vale cercado de montanhas com picos nevados e no final da viagem parece que estamos passando por dentro da selva, árvores altas dos dois lados, seguindo o rio Urubamba ao lado esquerdo. Chegando na estação de Águas Calientes fomos recepcionados por uma funcionária do hotel que havíamos reservado no Booking. O Hotel chama-se El Tambo MachuPicchu e fica bem no centro cidade, a uns 5 minutos a pé da estação. Pagamos 115 soles por uma diária e o hotel atendeu as nossas expectativas para um bom banho e uma noite de sono confortável. Fizemos o check-in no hotel, fomos conhecer a cidadezinha, comprar as passagens de ida e volta de ônibus a Machu Picchu e jantar. As passagens do ônibus são compradas no quiosque da Consettur, em baixo da ponte sobre o rio que corta a cidade, bem fácil de achar, e a subida e descida de microônibus nos custou 24 dólares por pessoa. Após entrar em alguns restaurantes e não gostar muito dos preços decidimos parar em um na rua em frente a linha do trem e pedir lanches. - 2 cheeseburguers com ovo : 44 soles - 1 cerveja cusquenã trigo grande : 16 soles - 1 coca de 500ml : 8 soles - Taxa deserviço: 14 soles Total: 82soles Infelizmente não lembramos o nome do restaurante, mas não o recomendamos pois o atendimento foi péssimo, a comida demorou muito para chegar e a carne do hambúrguer era bem ruim. Na volta compramos uma água de 2,5l no mercado na rua do hotel por 5 soles. 20/10/17 – Machu Picchu – Cidade perdida dos Incas Acordamos bem cedo, às 3h50, para ficar na fila do ônibus que começa a subir a Machu Picchu à partir das 5h30. Como era bem cedo, o hotel ainda não estava servindo o café da manhã, mas combinamos o horário que sairíamos na noite anterior com a funcionária do hotel e eles nos deixaram um kit de lanche, com pão, suco e fruta. Chegamos na fila do ônibus para subir Machu Picchu as 4h20. A fila já estava enorme, uns 120 metros e mais de 200 pessoas. Fui perguntar ao primeiro da fila e ele me falou que chegou lá por volta de 3h00. Apesar do nosso lugar atrás na fila vários ônibus surgiram, as pessoas foram subindo em ordem e entramos rapidamente as 5h40. Chegamos a portaria as 6h05, pegamos mais uma fila até a catraca, mas logo já conseguimos entrar. Subimos então andando rapidamente diretamente a parte alta para ter a vista de Machu Picchu com poucos turistas. Ao chegarmos em um ponto bem alto olhamos para baixo e vista era espetacular, praticamente não existiam nuvens cobrindo as construções. Deixei a GoPro posicionada estrategicamente tirando fotos automaticamente a cada 10 segundos para posteriormente fazer Time Lapse. Tiramos então algumas fotos com a câmera e o celular e em questão de 15 minutos muitas nuvens cobriram a vista e não enxergávamos absolutamente mais nada abaixo. Aguardamos uns 15min e as nuvens se dispersaram, deixando a vista maravilhosa novamente. Exploramos bem a parte alta e seguimos em direção a parte baixa. Dica preciosa: Leve repelente, algumas pessoas estavam com muitas mordidas de mosquitos nas pernas e braços. Tive então que percorrer rapidamente toda a parte baixa e voltar a portaria pois precisava usar o banheiro que encontra-se fora do parque, paguei 2 soles. Apresentei novamente o ingresso e o passaporte na entrada e fui informado que seria minha última entrada permitida. Fomos então novamente ao final da parte baixa pois iríamos subir a montanha Huayna Picchu. Havíamos comprado o ingresso a esta montanha juntamente com o ingresso do parque Machu Picchu 3 meses antes da viagem. Muito importante comprar o ingresso com bastante antecedência pois o acesso a montanha Huayna Picchu é restrito a 200 pessoas no horário das 7 às 8h e outras 200 pessoas das 10 às 11h. O ingresso de Machu Picchu e Huayna Picchu por pessoa nos custou 200 soles e mais 8 soles de taxa do site oficial do Ministério da Cultura do Peru. Somente este site é confiável para a compra dos ingressos. Optamos pelo segundo horário e demoramos pouco menos de 2 horas pra subir e 40 min pra descer a montanha. A subida tem um grau de dificuldade bem difícil, devido sua altitude máxima: 2720m, sua grande inclinação e as suas estreitas escadas de pedra com antigos cabos de aço para apoio. No topo da montanha encontramos uma placa com a indicação de uma trilha que vai até a Gran Caverna. Não a fizemos por falta de tempo, pois a placa indicava 1h30 de duração para ida e mais 1h30 para volta. Pesquisando posteriormente descobri que a Gran Caverna é conhecida como o Templo da Lua, uma estrutura enigmática e que ainda é um dos grandes mistérios da cidade Inca. Na descida da montanha foi quando torci meu pé direito, fiquei preocupado com a máquina fotográfica que estava pendurada no pescoço e que a todo momento balançava e passava raspando da encosta da montanha, me descuidei por um momento com os desníveis do chão e pisei em falso, virando o pé. Deveria ter guardado a câmera em segurança na mochila antes de iniciar a descida para ficar com as 2 mãos livres e sem distração. Por volta de 13h00 acabamos o passeio em Machu Picchu e entramos na fila do ônibus para retornar a Águas Calientes. Na saída do parque, no centro de informações é possível carimbar o passaporte com um desenho de Machu Picchu, sem nenhum custo. É claro, que esquecemos... Esperamos 45 minutos na fila até entrar no ônibus e mais 30 minutos até chegar a Águas Calientes. Fomos então diretamente a estação de trem pois havíamos comprado as passagens de Águas Calientes à Poroy às 16h12, novamente com a Inca Rail. - pagamos 90 dólares por pessoa na classe executiva. Devido a problemas no trem da empresa Peru Rail só conseguimos embarcar em nosso trem com 30 minutos de atraso. A viagem de trem do retorno foi mais demorada que a do dia anterior pois o trajeto é um pouco maior, demoramos 3h30 e chegamos a Poroy às 20h20. Desembarcamos, estávamos em busca de um táxi até Cusco, até que encontramos um outro casal de brasileiros que tinham o mesmo destino e topavam dividir o transporte conosco. Pagamos 10 soles por pessoa, totalizando 40 soles. O taxi nos deixou no mesmo hotel em que havíamos deixado nossas malas no dia anterior pela manhã. Neste momento a dor em meu tornozelo havia piorado muito e eu mal conseguia apoiar o pé no chão, por este motivo, e pelo cansaço do dia, decidimos solicitar entrega de comida no hotel. A recepcionista do Hotel, muito solicita, nos recomendou a Pizzeria Marengo, nos ajudou com o pedido e conseguiu um pouco de gelo para eu colocar no pé. - Pizza tamanho individual: 21soles - Lasanha grande: 21soles - Entrega 5 soles Total: 47 soles Compramos também duas coca colas de 500ml no próprio Hotel. A pizza e a lasanha eram bem grandes para 1 pessoa e estavam muito gostosas. Após fazer gelo, tomei um anti-inflamatório e um analgésico e fomos dormir. 21/10/17 – Cusco x Lima x Huaraz Na manhã seguinte, meu tornozelo estava um pouco menos inchado e doendo menos. Tomamos o café da manhã no hotel e fizemos o check-out. - Hotel Cusco 1 diária: 164 soles Já tínhamos combinado na noite anterior com o taxista que nos trouxe de Poroy o transporte as 7h10 para o aeroporto por 20 soles. O senhor muito simpático chegou com 10 minutos de antecedência em nosso hotel. Chegando ao aeroporto percebemos que havíamos esquecido os 2 carregadores e baterias da máquina fotográfica e GoPro nas tomadas do quarto. Fizemos o Checkin na companhia aérea e faltava somente 20 minutos para o início do horário de embarque. Tentamos então ligar para o hotel de um telefone público de dentro do aeroporto, mas não conseguimos. Pedimos ajuda a um segurança do aeroporto, ele tentou usar o telefone e também não conseguiu, pegou então seu celular e discou para o hotel. Explicamos rapidamente o ocorrido e a recepcionista se dispôs a envia-los rapidamente através de um taxista. Passados 30 minutos, ou seja, 10 minutos após o horário de início do embarque o taxista apareceu em frente ao portão 2 com um saco plástico na mão. Pagamos os 15 soles combinados e saímos correndo em direção ao embarque. É claro que o portão de embarque estava vazio e o avião já estava lotado de passageiros, fomos os últimos a entrar no avião. Mas estávamos com os carregadores e baterias. Pousamos em Lima as 9h55. Pegamos as bagagens e saímos do aeroporto para pegarmos o táxi com destino a Plaza Norte, onde iríamos embarcar de ônibus rumo a Huaraz, no norte do Peru. Negociamos com o taxista e fechamos o transporte por 20 soles. Os taxistas dentro do aeroporto cobravam o dobro deste valor e a caminhada até o portão do aeroporto é de 5 minutos. Fizemos o check-in e deixamos as malas na empresa de ônibus, Oltursa, que havíamos comprado as passagens para Huaraz. - Deslocamento ônibus Lima x Huaraz: R$94,00 Almoçamos no shopping Plaza Lima Norte, ao lado da rodoviária, no restaurante Don Buffet – por quilo - 2 pratos de comida : 27 soles - Suco: 8 soles Total: 35 soles Na hora de embarcar tivemos que pagar uma tarifa que desconhecíamos para acesso ao Gran Terminal Terrestre: 4 soles por pessoa Ao entrar no ônibus percebemos então que eu havia comprado as poltronas erradas. Como a viagem de Lima a Huaraz dura cerca de 7h30, a faríamos durante o dia, as vistas são bem bonitas e o ônibus possui dois andares, minha intenção era comprar as primeiras poltronas do andar superior. Porém, me confundi e acabei comprando as primeiras do andar inferior, que inclusive eram mais confortáveis. O ônibus era bem confortável, possuía banheiro no andar inferior e superior, mas o wifi era bem ruim. Chegamos em Huaraz as 21h00. Retiramos as bagagens e caminhamos por 5 minutos a pé até o Hostel que havíamos reservado – Akilpo – Endereço: Antonio Raymondi 510. O hotel estava cheio de gringos de vários países diferentes, só não encontramos brasileiros. Segundo o recepcionista do hotel os brasileiros vão somente para Machu Picchu e Cusco. Fizemos o check-in, tomamos banho e fomos correndo ao mercado comprar o jantar e coisas para o café da manhã. Sorte que corremos pois ao entrarmos no mercado, poucos minutos antes das 22h00, as portas fecharam. - compras mercado : 14 soles Voltamos ao Hostel, cozinhamos e comemos miojo na cozinha comunitária. Ficamos conversando com uma menina, bem simpática, da Bélgica que estava de viagem pela América do Sul e na semana seguinte iria para o Rio de Janeiro encontrar seu namorado. Ela nos perguntou sobre a violência no Rio e lhe demos algumas dicas. 22/10/17 - Huaraz Tomamos café da manhã, fomos conhecer a Plaza de Armas de Huaraz e tentar comprar os passeios nas agências. Depois de ver a cidade praticamente deserta e cheia de policiais na rua, perguntamos o motivo e descobrimos que se tratava do dia de Censo Nacional na cidade e por este motivo as pessoas não poderiam sair de suas casas das 8h00 as 17h00 para responder à perguntas, sujeitas a multas e até prisão. Só víamos alguns comércios abertos, onde a população morava em cima. Fechamos então os passeios na única agência que encontramos aberta: Turismo Perudiamonds – Endereço: Av. Luzuriaga, 618. Se fossemos fazer 1 passeio com eles o valor seria 40 soles por pessoa, se fossem 2 passeios ficava 35 soles cada por pessoa e caso fossem 3 passeios ficaria em 30 soles cada por pessoa. Fechamos então 3 dias de passeios, totalizando 180 soles para duas pessoas. - Passeio Glaciar Pastoruri: 30 soles por pessoa. - Passeio Ruínas de Chavin de Huantar: 30 soles por pessoa. - Passeio Laguna 69: 30 soles por pessoa. Uma observação é que gostaríamos de fazer o passeio das Ruínas de Chavin de Huantar na segunda-feira. Entretanto, ficamos sabendo que este local fica fechado as segundas-feiras para manutenção. Encontramos também uma vendinha aberta e aproveitamos para comprar algumas coisas para fazer o almoço: macarrão, molho, presunto, ovo, suco, água, gastamos 18 soles. Voltamos para o hostel e a Karina fez um macarrão muito gostoso. Após o almoço, por recomendação do vendedor da agência saímos para tentar ir até as ruínas de Willcahuain. Segundo ele a caminhada de ida duraria 45 minutos. Porém, devido a informações desencontradas a respeito da direção das ruínas, de várias pessoas da cidade, inclusive policiais, e a falta de táxi na cidade desistimos da visita. Voltamos ao Hostel e cochilamos por 2 horas. Acordamos e estava chovendo bastante, mas mesmo assim saímos para jantar e comprar coisas para o café da manhã e lanches para o passeio do dia seguinte, já que não pararíamos em nenhum restaurante para almoçar. Jantamos no Restaurante Don Vito – Endereço: Av. Luzuriaga, 483 - ¼ Pollo a la Brasa (A la pobre): 19 soles - ¼ Pollo a la Brasa (Arrocero): 16 soles - Coca 1 litro: 7 soles Total: 42 soles Compras Mercado: café da manha, snacks, lanches, chocolates e água – 62,80 soles 23/10/17 – Glaciar Pastoruri Acordamos as 7h15, tomamos café da manhã, preparamos os lanches para o almoço e seguimos rumo à agência pois nosso passeio ao Glaciar Pastoruri iniciaria as 9h00. No centro da cidade embarcamos em uma van e após pouco mais de 2 horas e 70km chegamos a entrada do Parque Nacional de Huascarán. A entrada do parque custa 10 soles por dia por pessoa. Durante o trajeto o guia fez muitas explicações sobre o que deveríamos fazer para evitar problemas com a altitude, já que o Glaciar está a mais de 5000 metros de altitude. Entre as recomendações, caminhar lentamente, respirar e expirar de forma completa e não parar para descansar por muito tempo durante a caminhada. Também aprendemos que a população que nasceu e vive na região andina não sofre com o mal de altitude pois possui adaptações biológicas, tendo pulmões, intestino e outros órgãos de tamanho superior. Percorremos de van uma estrada sinuosa e estreitas onde as paisagens eram muito bonitas, com montanhas cobertas por neve ao fundo. Fizemos uma parada para ver a água gaseificada, uma nascente de água borbulhante e imprópria para o consumos humano. Ali também era possível tirar fotos com Lhamas vestidas com roupas e óculos de sol. Outra parada para tirar fotos com as Puyas Raimondi, uma espécie de planta da família das bromélias que brota em altitudes entre 3200 e 4800 metros e pode atingir até 12 metros de altura. Uma curiosidade é que cada planta produz, uma única vez em sua vida, aproximadamente 8.000 flores, contendo seis milhões de sementes. Chegamos então as 13h20 à entrada do Glaciar Pastoruri que possuía algumas poucas construções, entre elas banheiros, que para usar pagava 1 sole. O combinado com o guia era retornarmos a van após 2 horas, sendo 45 minutos para subir, 30 minutos para desfrutar da vista do glaciar e mais 45 minutos para retornar. O caminho desde a entrada até o Glaciar é de 1,5 km em estrada estreita cimentada e com leve inclinação, podendo ser percorrido em 45 minutos. Também é oferecido por 7,5 soles por pessoa a subida de 1km do trajeto a cavalos. Devido a altitude a subida a pé é um pouco cansativa e por isso a utilização dos cavalos deve ser considerada à pessoas que não possuem um condicionamento físico adequado. Enquanto estávamos subindo o tempo foi fechando, escutávamos alguns trovões e assim que avistamos o glaciar começou a nevar. Tiramos algumas fotos e quando olhamos em volta praticamente todas as pessoas que estavam lá tinham voltado para a van. O Glaciar é imenso e a beleza é impressionante. Entretanto, devido ao aquecimento global esta maravilha natural está encolhendo e de acordo com a previsão de especialistas em menos de 10 anos não existirá mais. Dicas: leve roupas bem quentes, cachecol, gorro, luvas, e meias extras para quando entrar novamente na van para o retorno, pois as nossas ficaram muito molhadas pela neve e nossos pés ficaram quase congelados. No retorno do passeio paramos na estrada para observar algumas pinturas rupestres cravadas em um paredão de pedras, mas como o tempo estava bem ruim quase ninguém desceu da van. Chegamos em Huaraz por volta de 17h00, fomos ao Hostel tomar um banho quente e depois voltamos ao Centro para jantar. Encontramos uma pizzaria muito boa: Pizzaria BB – endereço: - Pizza grande: 26soles - Coca pequena: 4 soles - Cerveja artesanal pequena: 13 soles Total: 43 soles Paramos novamente em um mercado para comprar o café da manhã do dia seguinte: 10 soles 24/10/17 – Chavín de Huantar Novamente tomamos café da manhã no hostel e fomos até a agência de turismo no horário combinado, as 9h00. Entramos na van e seguimos rumo as ruínas de Chavín de Huantar, percorrendo uma estrada paralela ao Rio Santa que é considerado a coluna vertebral das Cordilheiras Branca e Negra. A guia do passeio era muita simpática e tinha muito conhecimento sobre a região. Recebemos informações sobre o Parque Nacional de Huascarán, entre elas que a Cordilheira Branca possui mais de 775 picos nevados, sendo que 27 superam os 6000m de altitude e mais de 500 superam os 5000m. O parque também possui mais de 434 lagoas. Aprendemos que os idiomas mais antigos do Peru são o Aimara e Quéchua e as civilizações mais antigas da região são a Chavín, Huari e os Incas. Conhecemos também a Chakana, a cruz andina, um símbolo inca considerado o caminho para o divino com muitos significados interessantes, entre eles a representação dos quatro elementos - água, terra, fogo e ar. Após 2 horas de trajeto, dentro do Parque Nacional de Huascarán, paramos próximos a Lagoa Querococha, que fica a 3980 metros de altitude para tirar fotos, comprar água e usar o banheiro. Durante o trajeto passamos pelo Túnel de Cahuish, o túnel mais alto do mundo, que está a 4500 metros de altitude e possui 480 metros de largura. Na entrada das ruínas de Chavín de Huantar pagamos 10 soles por pessoa. O passeio ao centro arqueológico é considerado histórico, cultural e paisagístico. No ano 800 a.C o local era considerado uma Meca e servia de palco para rituais de inicialização de sacerdotes, sendo permitido o acesso apenas pelos mais avançados espiritualmente. A história que se conta é que durante os rituais os participantes utilizavam alucinógenos como os Cactos de San Pedro para realizar a transformação do ser humano em felinos. Após conhecer os túneis de escoamento e drenagem, a praça central e as ruínas de algumas construções, entramos em labirintos de galerias estreitas subterrâneas. Saindo das ruínas fomos de van até um restaurante próximo para almoçar. - Milanesa frango: 22 soles - Truta: 20 soles - 2 cocas: 5 soles Total: 47soles Após o almoço fomos ao Museu Nacional de Chavín, inaugurado em 2008 graças a ajuda no governo japonês, sua entrada custa 7 soles por pessoa. O museu possui 14 salas e é repleto de peças recuperadas das ruínas, como vasilhas de cerâmica, agulhas de ossos, instrumentos musicais feitos de conchas marinhas, obeliscos e as famosas cabeças clavas. Retornamos a Huaras por volta das 19h00, passamos no mercado para comprar algumas coisas para o café da manhã do dia seguinte, snacks e água, gastamos 44 soles. Voltamos então ao Hostel, cozinhamos e comemos macarrão. 25/10/17 – Laguna 69 Neste dia acordamos bem cedo pois a saída para o passeio seria as 5h30. O microônibus nos encontrou em frente ao hostel e seguimos parando em mais alguns hotéis para pegar outros turistas. As 7h30 fizemos uma parada em um restaurante próximo a entrada do Parque Nacional de Huascarán para tomar café manhã. Começou então as explicações do guia sobre as características do parque, como o clima, altitude, fauna, flora, entre outras. Em certo momento o guia levantou uma faixa que relacionava vários itens e seus respectivos tempos de decomposição no meio ambiente, alguns itens com centenas e milhares de anos. Comentou inclusive a respeito de cascas de bananas e o miolo da maça, elementos orgânicos, que são utilizados até como adubo mas em uma vegetação de altitude se torna também um problema. O que mais nos impressionou neste e em muitos outros momentos foi a conscientização ambiental da população do Peru. Um pouco adiante paramos na entrada do parque e pagamos os 10 soles do ingresso. As 9h00 fizemos outra parada de 10 minutos na lagoa Llanganuco para observar a beleza do local e tirar fotos. Pouco a frente o microônibus estacionou e iniciamos a trilha a pé até a Laguna 69. Para chegar a laguna é necessário percorrer 7km de subida por trilhas íngremes de cascalho, chegando a uma altimetria de 4600 metros. Demoramos 3h15 para chegar até a laguna, porém a beleza do local fez valer todo o esforço da subida. Devido a água da laguna ser proveniente do derretimento do glaciar sua cor é um azul muito claro parecido com as águas dos mares do Caribe. A lagoa possui 48 metros de profundidade. Ficamos na beira da laguna por uns 40 minutos, descansando, lanchando e tirando fotos. Iniciamos então a descida de mais 7km, que durou mais 2 horas. No final da trilha, já na parte plana, um senhor vende água, refrigerante e cerveja, tudo quente é claro. Mas para quem chega cansado e morrendo de sede, é um baita alívio. Retornamos a Huaraz, chegando as 19h00. Como já tínhamos devolvido a chave do quarto, tomamos banho nas duchas compartilhadas do Hostel, e saímos para jantar. Comemos novamente na Pizzaria B.B. - Pizza: 26 soles - Jarra suco laranja: 13soles Total: 39 soles Voltamos ao Hostel, pegamos nossas bagagens e fomos caminhando cerca de 10 minutos até a garagem da empresa de transporte de ônibus Cruz Del Sur para embarcar as 22h00. Fizemos de ônibus o trajeto Huaraz x Lima em 8h00 e pagamos R$90,00 por pessoa. 26/10/17 – Ica e Huacachina Chegamos na garagem Javier Prado em Lima as 6h00. Retiramos as bagagens e as despachamos novamente com destino a Ica, embarcando as 6h55. O trajeto de Lima a Ica durou pouco mais de 4h30 e nos custou R$68,00 por pessoa. Desembarcamos em Ica as 12h00, retiramos as bagagens e já despachamos novamente para o trajeto que faríamos as 19h00 com destino a Paracas, ficando apenas com 2 mochilas pequenas. Neste momento muitos taxistas locais já nos cercaram, oferecendo serviços de transporte ao Oásis de Huacachina. Mas nossa ideia era ir antes conhecer o museu regional de Ica. Combinamos com o taxista a ida até o museu por 5 soles. O local fica a umas 10 quadras de distância, porém fazia bastante calor e o sol castigava. A entrada do museu nos custou 7,5 soles por pessoa e não era permitido tirar fotos em seu interior. Ficamos lá não mais que 40 minutos, tempo suficiente para conhecer todo o acervo. Destaque para a última sala que exibe algumas múmias e crânios com trepanações, procedimento médico antigo que consistia em fazer a abertura de um ou mais buracos no crânio, com o objetivos curativos, mágico-ritualístico, ou mesmo uma tradição cultural. Além de alguns crânios alongados, resultado de uma intervenção intencional no crescimento do crânio de crianças, como prática que servia como um sinal de distinção do indivíduo em seu grupo social para liderança, magia ou ambas. Havíamos também combinado com o mesmo taxista o transporte a Huacachina por 8 soles. Percorremos 15 minutos de carro até lá e o rapaz nos levou até uma agência de sua confiança para adquirirmos o passeio de buggy e sandboard nas dunas, pagamos 35 soles por pessoa, com as entradas da dunas inclusas (3,60 soles por pessoa). Nos indicou também o restaurante Oasis América, onde almoçamos: - Ceviche de pescada: 28 soles - Frango a milanesa: 26 soles - Coca-cola 1L: 8 soles Total: 62 soles Após o almoço fomos conhecer o Óasis e relaxar até o horário do passeio, que seria as 16h15. No horário combinado fomos até a agência e após esperar alguns minutos nos indicaram um buggy para subir, pois saiam vários ao mesmo momento. Nosso buggy tinha lugar para 13 pessoas, além do motorista e era bem estilizado. O passeio foi bem emocionante, o motorista acelerava bastante nas subidas das dunas e nas descidas desligava o motor e parecia que o buggy iria capotar. Em certo momento o motorista estacionou o buggy e nos ensinou as duas formas de descermos as dunas com a prancha, era possível descer deitado de barriga para baixo, sempre levantando bem a cabeça para não bater na prancha e enfiando os pés na areia para frear ou sentado com as pernas levantadas e utilizando as mão como freio. Assistimos ao por do sol nas dunas, tiramos mais fotos do Oásis e chegamos na agência por volta de 18h20. Havíamos combinado com o mesmo taxista de nos encontrar ali e levar de volta a garagem da Cruz del Sur em Ica, pagamos 8 soles pelo trajeto de 20 minutos. Embarcamos com destino a Paracas as 19h00 e em pouco mais de 1 hora chegamos ao nosso próximo destino, pagamos 25 soles pela passagem de ônibus. Detalhe que o wi-fi no ônibus Cruz del Sur era uma porcaria. Desembarcamos em Paracas e caminhamos por 5 minutos até o Hostel Atenas Backpacker Hospedaje – endereço: Av. Dos Libertadores, lote 2. - 165 soles por 2 diárias em um quarto com cama de casal e banheiro privativo O proprietário, Pepe, um senhor muito simpático, nos deu várias dicas da cidade e nos ajudou reservando os passeios do dia seguinte. - 75 soles por pessoa para os passeios de Ilhas Ballestas e o Deserto de Paracas. Fomos então jantar em um lugar bem legal - Misk’i (Pizzeria, Café e Bar) - Batatas fritas: 8 soles - Pizza pequena: 16 soles - Cheeseburguer: 25 soles - Cerveja Pilsen pequena: 6 soles - Limonada Frozen: 8 soles Total: 63 soles 27/10/17 - Ilhas Ballestas e Deserto de Paracas Acordamos, tomamos o café da manhã no hotel que não estava incluso no valor do quarto, mas o Sr Pepe nos serviu. Fomos então até o Pier, encontramos o restante de nosso grupo e as 9h00 embarcamos na lancha rápida, com capacidade para mais de 30 pessoas. Para quem gosta de tirar fotos o melhor lugar para sentar é do lado esquerdo do barco. A caminho das Ilhas avistamos nas areias do deserto uma formação curiosa em formato de candelabro, ou tridente com 150 metros de comprimento. Pouco se sabe exatamente a respeito da origem desta criação, como quem foram os responsáveis por sua construção ou qual a sua função. Algumas teorias defendem que trata-se de um elemento da cultura Paracas, que data de 500 a 400a.C. Outras pessoas defendem que o candelabro foi criado na época da conquista espanhola. Fato é que atualmente o desenho na areias é utilizado para guiar o navegantes da costa peruana. Chegamos as ilhas e já avistamos uma quantidade absurda de animais como: pelicanos, gaivotas, e outras aves da costa peruana, além de lobos, leões marinhos e pinguins de Humboldt, que atualmente estão ameaçados de extinção. Observamos também sobre as rochas uma grande quantidade de excremento de pássaros. Conhecido como guano, os excrementos são um excelente adubo natural e a cada 7 anos são retiradas e vendidas mais de 7000 toneladas, principalmente para a Europa e América do Norte, a preços absurdos. Por volta de 10h30 retornamos ao Pier e encerramos o passeio de lancha. Fomos então até um mercadinho local comprar algumas coisas para comer durante o horário do almoço, já que o passeio da Reserva Nacional de Paracas terminava em uma praia com alguns restaurantes, mas segundo o Sr Pepe os preços seriam bem salgados. A van nos encontrou no hostel as 11h30 e seguimos em direção ao deserto. Primeira parada no principal monumento da cidade de Paracas que foi construído em homenagem ao General San Martin, um dos principais responsáveis pela independência do Peru e do Chile. O guia então nos passou algumas informações sobre Paracas, por exemplo que lá vivem atualmente por volta de 4000 pessoas e que a cidade tem capacidade para hospedar mais 2500 turistas em seus três hotéis 4 estrelas, um hotel 5 estrelas e muitas outras hospedagens. Mas adiante paramos para observar de longe, em uma lagoa os flamingos de cor rosada que se deslocam a esta região nesta determinada época do ano. Infelizmente não pudemos chegar mais próximos pois a área está sob proteção ambiental. Passamos pela portaria do Parque Nacional de Paracas e adiante paramos para ver os fósseis de Moluscos existentes ali, o que evidencia que a muito tempo atrás aquela região era mar, exatamente a 36 milhões de anos, e quando a placa tectônica de Nazca se levantou a topologia da região foi alterada. A seguir fomos até dois mirantes para observar as formações rochosas no mar. Antigamente existia ali uma formação conhecida como Catedral. Porém, as rochas sofreram um colapso em um forte terremoto que atingiu a região em 2007. Uma curiosidade é que as estradas dentro do parque não são feitas de asfalto e sim de sal, e continuamente são depositadas novas camadas de sal para revitalizá-las. Outra parada para tirar fotos na Playa Roja, uma praia belíssima com um imenso paredão avermelhado que acompanha toda a orla da praia. Por volta de 13h00 chegamos a praia de Lagunilla e o combinado com o guia era ficarmos lá por aproximadamente 1 hora para almoçar e curtir o local. Pagamos 1 sole para ir ao banheiro e fomos logo subir o mirante para tirar fotos. O vento em cima era tão forte que só fomos capazes de ficar alguns minutos antes de descer. Regressamos ao Hostel por volta de 15h00. Como era cedo ainda, decidimos dar uma volta pela praia, ver alguns artesanatos na orla e esperar pelo por do sol. Após tomarmos banho no hotel saímos para jantar, novamente no Misk’i (Pizzeria, Café e Bar) - Pizza pequena: 16 soles - Taco carne: 25 soles - Cerveja Cusquena grande: 11 soles - Limonada Frozen: 8 soles - Pizza doce: 16 soles Total: 76 soles 28/10/17 - Lima Acordamos cedo, tomamos novamente café da manhã no hostel, fizemos o check-out e seguimos até a garagem Cruz del Sur em Paracas para embarcar com destino a Lima às 7h30. A garagem da empresa de ônibus e bem bonita e os banheiros possuem até duchas para os usuários tomarem banho, e sem pagar nenhuma taxa extra por isto. Fomos despachar as bagagens e a atendente nos informou que devido ao tráfego o ônibus estava atrasado e iria provavelmente demorar meia hora além do previsto. Embarcamos no ônibus e depois de 3h45 chegamos à garagem da empresa Cruz del Sul - Javier Prado em Lima. Pagamos R$65,00 por pessoa pelo trajeto de ônibus de Paracas a Lima. Pegamos um táxi, por 12 soles, até o Hostal Porta – endereço: Rua Porta, 686 - Miraflores. - 131 soles por 1 diária em um quarto com cama de casal e banheiro privativo Malas deixadas no hostel, saímos então para almoçar e caminhar pelo bairro de Miraflores. Almoçamos no restaurante San Marcelo - Milanesa de frango: 22 soles - Lomo saltado: 25 soles - Chica morada 500 ml: 6 soles - Coca cola 500ml: 4 soles - ½ porção Wanton frito: 8 soles Total: 65 soles O Lomo Saltado, prato típico da gastronomia peruana, estava delicioso e a chicha morada, suco tradicional peruano feito de milho, abacaxi e outras coisas nem tanto. Eles servem a bebida, espécie de suco, quente e o gosto é muito forte, não nos agradou. Depois do almoço fomos conhecer o parque John F. Kennedy, o parque das flores e dos gatos. Trocamos então mais um pouco de reais em soles em uma casa de câmbio em Miraflores na Av Jose Pardo, 140 - 1 real = 0,93 soles Além de Miraflores, queríamos visitar o Centro de Lima, e um amigo que fizemos no deslocamento de Paracas a Lima, nos recomendou ir até lá com ônibus metropolitano, sendo mais barato que táxi e bem mais rápido. Embarcamos então na Estação Ricardo Palma – Linha C, que fica a umas 2 quadras do parque John F. Kennedy e desembarcamos, nove estações depois na Estação Central. - 2,5 soles cada um ida e mais 2,5 cada volta 1 estação depois Os ônibus estavam bem lotados, mas trafegavam nas vias exclusivas enquanto as vias laterais estavam com o trânsito totalmente parado. No Centro conhecemos, apenas por fora, o imenso Palácio do Governo, o Palácio Municipal de Lima, a Catedral de Lima e o Palácio Arquiepiscopal de Lima, todos na Plaza Maior. Visitamos também o Parque da Bandeira e a Plaza San Martin, além de algumas lojas que vendem artesanatos fabricados por todo o Peru, com preços bem inferiores aos de Cusco e Águas Calientes. Tomamos um delicioso sorvete artesanal na Cafeteria Heladeria – endereço: Jr de La Union, 574 - 7 soles por 2 bolas No retorno embarcamos na estação Jirón de la Union e desembarcamos na estação Benavides, um pouco mais próxima de nosso Hotel. Da estação Benavides caminhamos uns 10 minutos até o shopping Larcomar, construído a céu aberto em uma falésia, com muitos restaurantes, lojas, um cinema e pista de boliche. De lá fomos caminhando na Orla, passando pelo Parque Del Amor e pelo Farol Marina Náutica. Jantamos ali próximo em um quiosque com vista para o mar que vende Crepes, endereço: Beso Frances – Malecon de La Reserva S/N -Napolitano: 12 soles -Napoleon: 15 soles -Café com leite: 7 soles -Frappe Manjar: 13 soles Total: 47 soles 29/10/17 – Lima x São Paulo Acordamos as 5h25 para pegar a Quick Llama van para o aeroporto. Fizemos a reserva para o transporte compartilhado pela Internet, na noite anterior e pagamos 35 soles para nós dois. A Quick Llama oferece translados de muitos hotéis de Lima até o aeroporto Jorge Chavez e vice-versa e é possível escolher o horário preferido, com intervalos de uma em uma hora. Esta foi uma alternativa bem mais barata aos táxis, que cobrariam em média 50 soles para este trajeto. A caminho do aeroporto cruzamos um ônibus da empresa Airport Express Lima, que presta um serviço similar, sendo nesta empresa possível agendar transporte ao aeroporto com intervalos a cada meia hora. Chegando ao aeroporto descobrimos que nosso voo estava atrasado em 2 horas, por este motivo a companhia aérea nos forneceu 2 vouchers para tomarmos café da manhã no hotel. Porém, logo descobrimos que estes vouchers só poderiam ser utilizados na área de fast-food, ou seja só tínhamos 2 opções: Mc Donalds ou Pardos Chicken e davam direito somente a um pão com ovo, ou pão com frango e um café. As 19h00, horário local, desembarcamos no Aeroporto Internacional de Guarulhos e estávamos de volta ao Brasil e a São Paulo.
  13. Peru- Arequipa, Puno e Cusco. Nossa viagem finalizou em Cusco, Salkantay. Haviamos fechado um pacote no Brasil e decidimos ir por conta própria para Arequipa e Puno. Partimos de Porto Velho no dia 08/07/2017, pela noite. Fomos de ônibus até Rio Branco de onde tomamos um táxi até Brasiléia. Chegamos a Rio Branco por volta das cinco da manhã. E Ficamos esperando o táxi lotar pra nos levar. Estava eu e minha amiga e precisávamos de mais duas pessoas. Conseguimos lotar o táxi por volta das 7:30 e partimos rumo à Brasiléia. De lá o taxista nos colocou no outro táxi que nos levaria até Assis Brasil (ultima cidade antes da fronteira) para dar saída do país e entrar em Inapari- Peru. Nesse percurso, chegamos aproximadamente meio dia, não lembro ao certo. Mas decidimos seguir sem parar para almoçar para não perder tempo e não passar a noite em lugar inseguro. Antes, trocamos todos os reias por soles. Dica: ali em Inapari é o lugar mais em conta a se trocar. Dica2:Troque tudo. Na volta vc não perde dinheiro. È só trocar por real novamente.A cotação tava 1 real para 0,90 soles. Entramos apenas com RG bem conservado. Não pediram o certificado internacional de vacinação. Esse percurso todo deu, em reais: Passagem de ônibus Porto Velho x Rio Branco: 104 reais. Táxi de Rio Branco à Brasiléia: 70 reais. Táxi de Brasiléia Assis Brasil: 40 reais. Total: 114 reais. Pegamos a van de Inapari até Puerto Maldonado pagando 30 soles. Chegamos lá por volta das 15h. Um parênteses aqui para o calor insuportável da van. Eles não ligam o ar da van então, se prepare pra passar muito calor MESMO! Chegamos em Puerto Maldonado após 13 de horas de viagem. Meu pé inchou mas nada grave. Aproveitamos para comprar um chip peruano com uma peruana que conhecemos na van. Ela foi muito simpatica em fazer isso por nós. Apenas peruanos podem comprar chip e registrá-lo com seu documento. Tivemos a sorte de pegar um ônibus até arequipa por 60 soles. O ônibus tinha serviço de bordo, com jantar e café da manhã, cobertor e aquecedor (que só descobrimos mais tarde). A viagem até arequipa durou 13 horas. Foi tão confortável que não sentimos a demora. Outro parênteses aqui: Não almoçamos então o jantar do ônibus foi a salvação! E estava muito bom: arroz, bife e brócolis com refrigerante. Detalhe: nos serviram o jantar no momento em que subíamos bastante e o soroche começou a dar seus sinais. Mas, eu optei por trabalhar o psicológico, pois, a fome era maior. Logico, que fiquei enjoada por um bom tempo, mas de barriga cheia!rrsrsrs. Eu havia lido muitos relatos indicando tomar aspirina antes de sentir o soroche para amenizar os efeitos. Tomei e me senti enjoada. Nada grave. Fazia -4º na estrada mas o santo aquecedor do ônibus nos deixou tranquilas. Quando chegamos não estava tão frio. Em Arequipa é frio quando amanhece e anoitece. Na metade do dia vc fica até de regata. Chegamos a Arequipa na segunda-feira, por volta das 9h. Mas até descer do ônibus e chegar ao hotel foi mais uma hora. Reservamos o hotel pelo booking.com. E o hostel escolhido foi o Gran Hotel que fica a umas quatro quadras da Plaza de Armas. Ficamos três dias na cidade e gastamos nas diárias 147 soles. Quarto duplo sem TV (quem precisa de TV?) e banheiro compartilhado. Hostel limpinho com ambiente bem retro. Amamos! Ficamos os três dias indo e vindo para a Plaza de Armas e andando aos arredores pq o Canion Del Colca ficava inviável pra gente porque nos faltava tempo (e dinheiro..rsrsrs). Nesses três dias descobrimos uma espécie de 25 de março perto do nosso hostel, onde compramos muitas coisas para frio, muita coisa em conta mesmo. Eu paguei 100 reais no bastão de caminhada e quis matar minha amiga porque ela achou um por 20 soles. 20 soles gente!!! Fizemos em Arequipa um city tour por 20 soles cada uma. Ele ia no mirador de Yanahuara. De Yanahuara é a vista maravilhosa para o vulcão Misti. No Mirador de Carmen Alto temos a vista para os três vulcões: Chachani, Misti eo Pichu Pichu. E nos levaram tambem um lugar lá pra vc tirar foto com águias e alpaca (ou seria lhama)e andar a cavalo. Achamos essa parte desnecessária. Nos levaram para conhecer um centro sobre lhamas, alpacas e vicunas, onde nos explicaram a diferença dos três. Interessante também. Resumo de ARequipa: cidade muito linda! Fiquei encantada ao ver um vulcão. A cidade é linda!Arquitetura impressionante. Podíamos ficar horas e horas sentada na praça admirando cada lugarzinho! Detalhe para arequipa: O caminhão de lixo quando passa toca a musica da Pequena Sereia para alertar a população. Muito fofo! Alimentação em Arequipa era muito barata: Encontramos almoço por 8 soles, com direito a entrada, prato principal e refresco ( refresco não é suco! ) 12/07- Ida a Puno. Chegamos a Puno as 3h da manhã. Um frio terrível! Tão terrível que aceitamos (com medo) a ajuda de um senhor que estava na rodoviária oferecendo hotel a quem chegava. Não conseguimos reservar antes e estavamos sem internet. Devido ao frio, aceitamos, porque até então esperaríamos o dia amanhecer para ir atras de hotel. A diária era 50 soles, com café da manhã. Havia mais baratos? Com certeza! Mas a ocasião faz o ladrão e no nosso caso, a necessidade. Lá mesmo no hotel fechamos o passeio do lago. Nem imaginavamos que seria o melhor passeio mais bem pago na vida! Aproveitamos esse primeiro dia e andamos pela cidade. O nosso hotel ficava num lugar muito pobre. Não havia nada de bonito ou que chamasse a atenção, porém, o lago ficava bem próximo. Chegamos até lá e tiramos muitas fotos e ficamos contemplando-o. Nosso passeio saía no dia seguinte, às 8h e retornava no outro dia, às 16h. O Passeio custou 100 soles, com almoço e jantar do dia 1, café do dia 2 e para o almoço do dia 2, na ilha, pagamos antecipadamente 20 soles. Foi um passeio magnífico! O passeio começou nas Islas Flotantes, depois de uma meia hora na embarcação. Não achei a Isla bonita, mas a história por trás é muito interessante. Talvez por eu não me sentir a vontade a pisar numa ilha flutuante feita de plantas..rsrsrs Da Isla Flotante de los Uros fomos a Isla Amantani, a segunda maior do lago. A primeira é uma Isla boliviana. Em Amantani fomos divididos em grupos. Cada grupo de no maximo quatro pessoas ficava com uma familia. No fim do dia tem uma festa de recepção aos turistas. Não fomos devido ao frio. Mas a animação estava boa. Amantani é linda! Os nativos ainda possuem hábitos de seus antepassados, bem como a língua que usam. Eles tem dificuldade no espanhol. O guia nos falou que as crianças aprendem na escola mas, eu percebi que ainda assim, eles tem dificuldade. O filho da dona da casa que ficamos, me chamou para o café (desayuno) mas falou jantar (cena). Detalhe para Amantani: a casa que ficamos era a mais linda da ilha: toda florida! Um sonho! Detalhe dois: Não tem internet. Em algum ponto ela pega, mas cai rapidamente. Detalhe três:o 3g da claro pega muitíssimo bem no lago. Passamos umas duas horas navegando, no lago e na internet! Neste dia número um subimos ao topo da ilha. Uma subida sofrida de 4945 m. Na altitude, imaginem! Cada parada para respirar era uma parada também de contemplação. Lindo, mas sofrido! Chegando ao topo, fomos presenteados com um lindo pôr-do-sol...e frio! ( eu já falei frio?rsrsrsrs) Nessa subida temos dois lugares a conhecer: na dualidade inca, O templo a Pachamama ( mãe natureza, o feminino) e o templo a Pachatata ( o deus masculino). O templo que o guia nos deu foi o templo a Pachatata. Quem quisesse, teria que dar três voltas ao redor do templo com uma pedrinha pega por lá mesmo, e no fim da terceira volta, jogar a pedra dentro do templo e fazer um pedido. Lógico que fiz isso! Com muita fé! O templo nada mais é que uma espécie de ruínas cercada por um muro. O guia explicou muita coisa mas eu tava muito concentrada no frio. (novamente) No dia seguinte, fomos a Isla Taquile. Lá subimos até a praça principal da ilha. Foi uma hora mais ou menos de subida. Com uma vista linda. Tivemos o almoço numa casa onde nos apresentaram sua cultura. Danças, costumes, etc. Façam esse passeio! Vale muito a pena! Muita coisa perdemos por não falar inglês. Mas interagíamos como podíamos..hehehe Após o retorno a Puno, fomos conhecer a cidade. Plaza de Armas, etc. Nada tão bonito como Arequipa, mas vale a visita. Precisávamos estar em Cusco no domingo, 16/07 para iniciarmos o pacote para a trilha Salkantay. Fomos para a rodoviária e pegamos um ônibus noturno para economizar em hospedagem. Informaçao importante: Observamos em Puno, uns policiais pedindo documentação de todos, os locais e os turistas. Ficamos com medo por não estarmos com passaporte. Mas nos pareceu procedimento de praxe. Também não perguntamos nada. Dica: de Arequipa a Puno a passagem custou 15 soles, porém, o ônibus era muito desconfortável, mas pelo horário que a gente precisava, ou era esse ou não era. De Puno a Cusco também foi o mesmo preço, mas o ônibus era melhor. Dica 2: Não tenham medo!Mesmo sendo uma viagem de duas mulheres de ônibus ninguém, absolutamente ninguém mexeu conosco. Me senti mais segura que no Brasil. Em Cusco fomos a Machu Pichu via Salkantay. Muito do que li por aqui me ajudou bastante e voltamos completamente renovadas! Mais abaixo, segue foto de Salkantay e Machu Pichu!
  14. 17/05/2017: voo de São Paulo para Lima (5h). Taxi (empresa taxi green, 50 soles) do aeroporto ao Terminal Los Olivos (empresa Movil Tours). A região em torno desse terminal é bem feia, fiquei dentro do terminal esperando até às 10h a saída do ônibus para Huaraz. O ônibus era convencional, foram cerca de 8h de viagem, com uma parada para almoço. Senti dor de cabeça e um pouco de enjoo no caminho, efeitos da mudança de altitude, mas nada insuportável. Em Huaraz, peguei táxi do terminal da Movil tours (4 soles) até o Hotel America onde eu havia reservado 3 noites. Após check in, saí para procurar agencias e decidir os passeios que faria. Ainda estava indecisa sobre o trekking Santa Cruz. 18/05/17: saída às 9h para o Glaciar Pastoruri. Fechei esse passeio com a agência Pablo Tours (35 soles). Na ida a van estava perdendo um pouco de óleo, motorista parou para olhar, mas deu tudo certo. Fomos e voltamos em segurança. Teve parada na zona de água gaseificada Pumapampa. Vimos as Puias Raymondis (árvores gigantes que vivem cerca de 100 anos e só florecem uma vez, morrem após florescer, possuem muitos espinhos e receberam esse nome em homenagem a um geógrafo italiano). Avistamos um pico nevado com imagem semelhante ao rosto de Cristo (Mururu). Finalmente a van parou onde se iniciaria a caminhada até o Glaciar Pastoruri. A caminhada é tranquila, cerca de 35 minutos. Mas a altitude mostra seus efeitos e por ser o primeiro dia, senti um pouco de cansaço. No final da caminhada estamos a mais de 5000 metros de altitude. O Glaciar Pastoruri é patrimônio natural da Humanidade desde 1985. Foi bom e necessário para aclimatação. A caminhada é sobre umas passarelas e no trajeto há fotos contando a história do Glaciar (“La ruta del cambio climático”), mostrando como ele está desaparecendo. Há cerca de 30 anos atrás era possível caminhar sobre a neve. Hoje só se pode avistá-lo de longe. Na volta paramos para almoçar: truta frita, arroz, batata e salada. Prato muito bem servido, lugar simples. Chegando em Huaraz, fui ao centro de informações turísticas e à casa de guias perguntar sobre o trekking Santa Cruz. A única agência que contraindicaram foi a Perudiamonds (fiquei curiosa, mas não descobri por que). Falaram que o preço razoável seria 250 dolares pelos 4 dias/3 noites. Empresas que cobram 350 soles provavelmente teriam equipamentos de má qualidade, guias que são mal pagos, não seriam confiáveis. E nas agencias por onde havia perguntado, os preços eram todos 350 ou 400 soles, mal sabiam informar sobre o trekking. Percebi que todas vendiam o mesmo “grupão”. Fiquei com receio de ficar 4 dias sem banheiro, de tomar chuva e passar muito frio. 19/05/17: ônibus passou às 5:30 no hotel para o passeio da Laguna 69. Fiz pela agencia Quechua Andes (35 soles). O ônibus foi lotado, parou no caminho para tomarmos café da manhã. Fui usar o banheiro e tinha um buraco na parede...só vi depois que estava lá dentro...quem estava lá fora poderia ver as pessoas ali, se prestasse atenção...abaixei a cabeça para que pelo menos não reconhecessem o rosto, kkkk.... O ônibus fez mais uma parada no caminho para tirarmos fotos na Laguna Chinancocha (lagoa mulher) que é linda! Há alguns passeios só até ali, eles chamam de Quebrada Llanganuco (onde estão as Lagunas Chinancocha e Orconcocha - lagoa homem). Avistamos o Huascarán, tiramos fotos e seguimos de ônibus até Cebollapampa (3900m de altitude), início da trilha para a Laguna 69 (esta fica a 4600m de altitude). Foram cerca de 3h de caminhada na ida!!! Cansativo, mas muito bem recompensado pelas belas paisagens no caminho e na lagoa. O tempo estava frio, com períodos de chuva, mas estando com roupas adequadas dá para ir muito bem. Não é recomendável para o primeiro dia. No ônibus, fui ao lado de uma suíça que iria fazer o trekking sta Cruz. Ela havia reservado pela agencia ECO ICE, pela internet, cerca de 240 dol. Pensei em procurar essa agencia para ver se ainda haveria vaga... No trajeto de ônibus voltando para Huaraz estava chovendo e frio...acabei decidindo que não queria passar perrengue. Nessa época do ano não seria mais tempo de chuva, mas como o clima está louco...estava chovendo todos os dias...eu preciso de banheiro pelo menos dia sim dia não...decidi ficar mais 3 noites no mesmo hotel, com banheiro privativo e TV e desisti do trekking. 20/05/2017: tive uma noite péssima, acordei com barulho de hóspedes bêbados chegando no hotel de madrugada, além de música de alguma casa noturna que ficou com som alto até 5h da manhã!!! Conversei na recepção e me mudaram para o andar de cima que foi mais tranquilo nas outras noites. Nesse dia fui por conta própria para a Laguna Churup. Peguei van às 8:30h até Pitec. A van sai da esquina da Av. Prorrogação Augustin Gamarra com Av. Antonio Raimondi; passa por uns bairros bem simples. Passa por Llupa e até ali seriam 5 soles, mas como estávamos em 5 pessoas que iriam até Churup ele continuou por mais 5 soles até a entrada do Parque. Eu havia sido informada no Centro turístico que era possível fazer essa trilha sozinha, mas não achei fácil! Teve um trecho com cordas e que precisava cruzar a água, contei com ajuda de um grupo. Teria desistido se não fossem eles. Também exige bom condicionamento devido altitude (fica a 4480m) e trechos com pedras. Demorei 1h40 no trecho de ida. Estava nublado, mesmo assim a vista era linda! A Lagoa é verde, bem diferente da Laguna 69. Recomendo as duas igualmente. Mas a sensação de vencer desafio na Churup foi maior. Além de ter menos muvuca que na 69. Eu havia comprado o bilhete de 65 soles pois a princípio faria o trekking santa cruz. Esse bilhete valia para qualquer parte do parque Huascaran. Mas como só utilizei em 3 partes, teria sido mais vantajoso pagar os 10 soles de cada entrada. Tinha horário para voltar, a van que nos levou ficaria esperando. Sem ela não havia outro tipo de transporte. Então comecei a fazer a trilha da volta sozinha, pois o grupo que me ajudou era de moradores de Huaraz que estavam fazendo picnic e iriam ficar mais tempo por lá. Na volta conheci uma brasileira que estava morando no Peru e faz escaladas e sua amiga peruana. Perguntei sobre o Nevado Mateo, que haviam me falado ser um local em que se podia caminhar na neve. A peruana me indicou a agencia Andeankingdom e fui me informar...seria uma experiência muito diferente. Na agencia disseram que faziam o passeio a partir de 2 pessoas, ainda não sabiam se teria mais uma pessoa para fazer comigo...fiquei na espera. À noite jantei um ¼ monstrito no restaurante ao lado do hotel: era um prato muito grande, ¼ de frango assado, arroz chaufa (ovo, moyashi, pimentão), batatas e salada. 21/05/2017: fiz o passeio para Ruinas de Chavín com a agencia Pablo Tours (35 soles + 10 entrada no parque). Sai de Huaraz às 9h, a van foi lotada e eu era a única não peruana! Paramos no caminho para tirar fotos na laguna Querococha (3980m) que é linda também! No trajeto tem passagem por um túnel sob a cordilheira, incrível o caminho. Gostei muito. É o passeio que menos exige esforço físico. O Sítio Arqueológico de Chavín de Huántar é Patrimônio Histórico da Humanidade. O povo Chavín teve grande importância histórica para a civilização peruana, por isso tantos peruanos visitando o local. E quem entende de arqueologia fica mais fascinado ainda. Passamos também no Museu Nacional de Chavín, que foi uma doação do governo japonês em 2008, onde se conta de forma mais didática como funcionava a civilização Chavín. Algumas informações interessantes desse passeio: Estela de Raimondi é uma escultura pétrea, original está no museu em Lima; El Lánzon é uma escultura esculpida em granito irregular, mede 4,54m; Cabezas clavas eram esculturas de cabeças que ficavam na parede dos templos com feições de felinos. Xamãs tomavam chá do cacto de San Pedro, alucinógeno, e possivelmente a imagem das cabeças clavas poderiam ser as imagens formadas após o efeito do chá. 22/05/2017: a agencia não conseguiu outra pessoa para o passeio do Nevado Mateo, mas me fez a proposta de fazer sozinha com o guia e eu aceitei! Foram 210 dol pelo passeio com alimentação e equipamentos. Caro, mas valeu por ser algo totalmente diferente e pela alegria que senti ao ver tanta beleza. Passei um pouco de medo também e muito frio, mas adorei! O taxi com o guia me pegou no hotel às 3:45!!!! Foram 2 horas de estrada, passamos por Carhuaz e depois Ulta, até a base para subir o nevado. Dava para sentir que a estrada tinha muitas curvas, o tempo estava ruim, com chuva e o carro quase bateu numa vaca no caminho, não tinha quase nada de visibilidade! Ao chegarmos no alto, onde teríamos que começar a caminhar, estava nevando! Eram 6h da manhã...esperamos uma hora e como melhorou um pouco iniciamos a caminhada. Havia mais um turista com seu guia no local! Passeio super vip!!!! Desde o início fui ligada ao guia com equipamento de segurança. Tem uma parte em que se caminha por pedras e depois começa o trecho com neve (nessa parte coloquei os sapatos especiais e os grampos e óculos escuros). Senti até calor com a quantidade de roupa que estava usando, fui tirando as camadas conforme subia... Lá do alto consegui avistar 3 lagoas e estava em frente ao Huascaran! Fiquei um pouco até recuperar energias e descemos de volta. Cair na neve até era gostoso, mas fiquei imaginando como saber se naquele trecho não teria um buraco sem fim? O guia disse que a textura da neve indica por onde é possível caminhar e nos trechos mais íngremes a chance de avalanche é maior...correu tudo bem, voltei cansada, mas feliz!!! Os donos da agencia são também donos do Hostel e bar Campo Base e eu e o guia ganhamos uma porção de pasteis e um pisco sour cortesias por termos subido ao cume do nevado Mateo. Achei muito gentil! E gostei da região onde fica esse hostel, é um tipo de vila com vários restaurantes, agencias, hostels...O guia que me acompanhou é o Jack Sierralta, super gente boa. 23/05/2017: dia de descanso para andar por Huaraz. Passei pela Praça Soledad onde está a igreja Soledad, padroeira de Huaraz. Caminhei até a Rua José Olaya, que foi a rua onde permaneceram intactas casas após o último terremoto em Huaraz. Aos domingos tem feira gastronômica ali. Como não era domingo, o mais interessante nessa rua foi ver 2 vacas andando soltas e um rebanho de ovelhas sendo tocadas por ali!!! Caminhei até a Igreja S. Francisco, fui ao mercado Central e fiquei horrorizada como eles deixam carnes expostas sem refrigeração e as cestas de pão no chão. Almocei no Bistro de Los Andes. Fica numa esquina na Praça das Armas, no andar superior, de onde se pode avistar a praça e as cordilheiras. Tomei Shacue (sopa de feijões andinos com ovo e queijo). Visitei o museu arqueológico de Ancash onde vi um resumo do que já havia visto em Chavín. Descansei um pouco no Hotel até o horário de jantar e pegar o ônibus para Trujillo. O jantar foi no Café Andino, que ficava próximo ao hotel e achei bem aconchegante. Comi quinaufa (parecido com arroz chaufa, mas com quinua no lugar do arroz). O ônibus para Trujillo saia do quarteirão atrás do hotel, era da companhia Linea (50 soles), executivo, consegui descansar. Apesar de um trecho cheio de curvas no início e não ter nenhuma parada, a viagem foi tranquila. 24/05/17: tomei taxi (5 soles) até o hostel Munay Wasi. Encontrei um casal de franceses que havia feito o trekking santa cruz, mas havia se queixado de terem tomado ônibus público!!! Não havia um transporte contratado para eles, então tiveram que esperar muito para chegar do fim da trilha em Huaraz. Além disso disseram que o guia não explicava nada no trajeto, só caminhava e os turistas iam cada um por si...não me arrependi de não ter feito, ao saber disso. Gostei dos passeios que fiz, mas se algum dia tiver companhia pretendo ir com alguma agencia melhor. Encontrei a suíça que também fez o trekking, mas pela eco ice e disse que foi melhor, era um grupo menor, os equipamentos eram ok, transporte real para o grupo. No hostel me deram informações sobre os passeios que conseguiria fazer em Trujillo sem agencia. Fui para Huaca de La Luna, visitei o museu e depois visitei a Huaca. A visita guiada está inclusa no valor do ingresso e foi ótima. A Huaca del Sol está fechada para investigação, está bem destruída. As Huacas foram provavelmente pirâmides. Templos administrativos (Sol) e religioso (lua) da civilização Moche, que viveu de 100 a 600 dC. Viviam entre a montanha (pai) e rio (mãe). Cerro Branco: pessoas de Trujillo subiam no cerro, mas demorou para saberem que ali haviam as Huacas. Civilização fazia sacrifícios (sangue dos guerreiros em troca de água) pelos Deuses, quando demorava muito para chover faziam as oferendas. Huaca del sol: 11 andares. Desenhos simétricos, muitas aves, répteis, coloridos. Há uma teoria de que os Moches teriam se mudado e virado o povo de Chan Chan... 25/05/2017: fui a Chan Chan. Estava sozinha, então não paguei pelo guia. Comprei um folheto informativo. A grandiosidade do lugar é interessante, mas gostei mais das Huacas. Caminhei até o Museu de Chan Chan, mas não compensa, não tinha quase nada. Peguei o ônibus até Huanchaco, mas também não gostei dessa praia. Ela é cheia de pedras, não se pode caminhar molhando os pés na água, só pelo calçadão. O céu é cinza, deve ser boa para surfistas (tinha muitos). Caminhei um pouco, passei por uma igrejinha e peguei o ônibus de volta para almoçar em Trujillo. Fui ao restaurante que me recomendaram como tendo o melhor ceviche da cidade: El Rincón de Vallejo. Foi gostoso, não sei se é realmente o melhor pois não comi em outros lugares. Mas gostei do ambiente. Depois do almoço caminhei pelo centro histórico, entrei na casa de la Emancipación e no Centro cultural de Trujillo. À noite voltei à Casa de la Emancipación pois havia um show gratuito de lançamento do cd de uma cantora de Trujillo. 26/5/2017: Fui ao Palácio Iturregui que atualmente é um clube privado e abre das 8-10:30 para visitas ao seu interior. Cobram 5 soles. Não gostei. Em compensação, fui também na Casa Urquiaga, onde a entrada é gratuita e tem guia que explica cada cômodo, nessa Casa valeria pagar para entrar! Caminhando pela Calle Pizarro, vi uma apresentação de marinera na Plaza de la Merced. Teve um mini-aula também, mas não participei, só fiquei olhando como as pessoas se empolgam! Almocei e à noite peguei o ônibus para Lima. 27/5/17: O ônibus da viação Cruz del Sur era o único que chegava na Javier Prado, em Lima. O hostel havia me dito que esse seria o local mais próximo deles. Mesmo assim precisei pegar um taxi (cerca de 20 min). O hostel ficava em Miraflores e saí para encontrar o tour a pé que sairia dali até o centro de Lima. Há mais de um grupo que realiza esse tour, eu fiz com o guia de colete amarelo e gostei muito. O tour foi pelo centro histórico e o guia contou um pouco sobre a história de Lima. Terminou com uma degustação de Pisco Sour e explicação sobre o Pisco. De lá fui ao bairro Barranco, onde almocei e à tarde fiz outro tour a pé. Eu já havia ido nesse bairro boêmio à noite, na minha outra viagem a Lima. Foi interessante vê-lo durante o dia e conhecer um pouco mais sobre sua história. Vi um cara pedindo a namorada em casamento na ponte! Não lembro o nome da ponte, mas dizem que as mulheres que atravessam a ponte com a respiração presa e fazendo pedido tem esse pedido realizado em 2 horas! Não consegui passar sem respirar, kkkk. Nesse bairro fiz tour com pessoal de colete verde (disseram ser o primeiro grupo a fazer tour a pé em Lima), gostei muito também. 28/5/17: Não gostei do hostel onde me hospedei em Lima, pior custo benefício da viagem. Fiquei num quarto individual, mas o banheiro só ficava no andar de cima. O hostel era uma casa grande, o quarto individual era a provável despensa onde colocaram uma cama. Tinha cheiro de mofo. Nesse local teria sido melhor ficar no quarto coletivo. Nesse dia caminhei por Miraflores, pela costa e fui até o Museu de Arqueologia e história do Peru (vi mais uma vez a Estela Raimondi, dessa vez a original). O museu fica no bairro Pueblo Livre, é muito bonito e didático. Fiquei com vontade de conhecer Ica e Nazca...Depois do museu fui à Huaca Pucllana, uma pirâmide. Lembro de passar por ela à noite e vê-la iluminada da outra vez que estive em Lima. Mas dessa vez fiz o passeio por dentro. Ela existe há 1500 anos, feita de adobitos, construção resistente a sismos (tem espaço entre as pedras). Vi as tumbas dos Wasi (crianças sacrificadas!!! Eram da família ou não? Mistério...). À noite fui ao Larcomar, comi lanche no Papachosperu. No Peru, pelo menos em todas as cidades que visitei, não há um terminal rodoviário para todas as companhias, portanto é bom se assegurar do endereço do embarque e desembarque. A tarifa mais barata pode sair cara pelo tempo de deslocamento (e custo do taxi). Essa foi minha segunda vez no país (na primeira fui a Puno, Cusco e Machu Pichu e Lima) e com certeza voltarei. Ancash me encantou com a Cordillera Blanca, ainda há muito que ver por lá. E conversando com outras pessoas fiquei com vontade de conhecer Ica, Arequipa, Nazca...
  15. Amigos Viajantes, eu fui um ferrenho crítico dos Mochileiros que começavam seus relatos e demoravam meses para terminar (quando terminavam). E agora, eu estou aqui, começando meu relato CINCO MESES depois de minha viagem. Para ser bem sincero, eu nem iria fazer o relato, pois estava muito ocupado e quando tinha tempo livre, eu sempre procurava fazer outra coisa. Mas recentemente eu vi uma mensagem do Mochileiros.com no Facebook que dizia “Faça o relato de sua viagem e viaje 2 vezes”. Então, resolvi fazer esse relato para viajarmos juntos para o Peru, Bolívia e Chile. Desde já agradeço todos os mochileiros que dispuseram de seu tempo para fazer seus relatos, pois eles foram essenciais para o meu itinerário e planilha de gastos. Aliás, quem quiser minha planilha de gastos, basta informar seu e-mail para eu enviar. Eu farei um relato breve dos 24 dias que viajei, focando nos trajetos, passeios e valores. Minha esposa Gilci fala que fomos Mochileiros de Rodinhas nessa viagem, pois, como foi nossa lua de mel, nos permitimos determinados “luxos”. Se vocês tiverem alguma dúvida, estarei à disposição para ajudá-los. Pois bem!!! Nossa viagem durou 24 dias, percorremos Peru, Bolívia e Chile, e gastamos cerca de R$ 11.000,00 (fora nossas passagens aéreas e alguns hotéis que pagamos com antecedência). Nosso itinerário deu-se da seguinte forma: - 09.06: Manaus > Lima; - 11.06: Lima > Cusco; - 15.06: Cusco > Arequipa; - 19.06: Arequipa > Puno; - 21.06: Puno > Copacabana; - 23.06: Copacabana > La Paz; - 24.06: La Paz > Uyuni; - 27.06: Uyuni > San Pedro de Atacama; - 01.06: San Pedro de Atacama > Calama > Santiago - 02.06: Santiago – Manaus O que fazer antes da viagem: - Passagem Compramos nossa passagem de ida e volta pelo programa de pontos Multiplus. O voo de Manaus - Lima custou 36.000 pontos e o Santiago - Manaus, 38.000 pontos. MUITO mais barato do que comprar diretamente pela LATAM. Como conseguimos os pontos? Lá no Posto Ipiranga hehehehe. Eu e Gilci nos inscrevemos no programa KM de Vantagens e começamos a acumular pontos. Depois compramos milhas aéreas da Multiplus pela metade do preço. Hoje, por exemplo, você pode comprar 20.000 pontos por R$620,00. - Hotéis e Passeios Eu e Gilci ganhamos de presente de casamento as acomodações nos hotéis. É para glorificar de pé!!!!!! As reservas foram feitas pelo Hotéis.com, que dá a opção de pagar com antecedência e em até 10x sem juros. Quanto aos passeios, reservamos com antecedência apenas o passeio pra Machu Picchu, com a subida em Huayna Picchu, que contratei com a GO2MachuPicchu por USD 500, com todos os trajetos e ingressos incluídos. - Roteiro impresso com endereços Viajantes, vocês DEVEM ter impresso os seus roteiros, com o endereço detalhado do seu hotel ou hostel e demais passeios. Eu e Gilci passamos por um perrengue desgraçado em Arequipa, pois eu não tinha o roteiro impresso, meu celular (onde estavam todas as informações) havia descarregado e eu não sabia o endereço do nosso hotel, e para piorar, ele tinha acabado de ser inaugurado. Pegamos dois táxis, mas eles não sabiam onde era o hotel. A Gilci começou a ficar nervosa e aflita, e eu me senti um $#%@&, pois a culpa toda era minha. Mas ainda bem que encontramos um taxista que saiu perguntando pelas esquinas onde ficava nosso hotel. Deus abençoe esse santo motorista. - Aplicativos Antes da viagem, baixei estes aplicativos que foram essenciais em nossa viagem: Google Maps, Google Tradutor, TripAdvisor, Peru Travel, Moeda+, Rome2rio, Uber. - Estude antes de ir Para quem vai ao Peru, é imprescindível estudar sobre a cultura incaica, pois tudo, literalmente TUDO, envolve algo sobre era enorme civilização da América do Sul. Caso não faça isso, sua experiência será 50% menos valiosa. - Seguro Viagem Compramos nosso seguro pela Mondial Travel, por recomendação da maioria dos Mochileiros. Graças a Deus que não precisamos usar em nenhum momento de nossa viagem. - Passaporte Para visitar esses três países, você não precisa de passaporte. Porém, eu e Gilci preferimos tirar nosso passaporte, pois queríamos colecionar carimbos. E o bom é que, além dos carimbos da imigração dos países, também conseguimos o carimbo de Machu Picchu e Ilha dos Uros. - Vacina Eu li que, para entrar na Bolívia, precisávamos de carteira internacional de vacinação, comprovando que havíamos tomado vacina contra febre amarela. Porém isso não foi solicitado no momento da entrada no País. Entretanto, é melhor você ir com sua carteira devidamente atualizada, para não correr o risco de ser barrado. - Mala e o que levar nela Bem, eu e Gilci levamos malas e não mochilões. Literalmente, somos Mochileiros de Rotinhas. Hehehehe Mas graças a Deus que isso não nos causou transtorno, salvo o pequeno trajeto da parada de ônibus de Puno para nosso hotel, pois tivemos que arrastar nossas malas nas ruazinhas de “auto-relevo”. A Gilci ficou responsável por comprar nossas “roupas de frio” na Decathlon e gastamos uma pequena fortuna. Rsrsrsrs Compramos corta-ventos, segunda-pele, calças térmicas e fleeces. Algumas outras peças já tínhamos da nossa viagem ao Chile em 2015. Agora, peço que me perdoem, mas não lembro com exatidão o que levamos em nossas malas!!!! Acho que é só isso!!! Logo eu posto nosso primeiro dia em Lima – Peru. Até mais.
  16. Mais um relato do clássico roteiro e eu resolvi compartilhar com vocês tudo ou boa parte do que foi vivido nesses 25 dias de viagem, para começar irei deixar meu roteiro para que vocês possam se basear no que for escrito. Roteiro: 02/out São Paulo - Santa Cruz - Sucre 03/out Sucre - Uyuni 04/out Salar de Uyuni 05/out Salar de Uyuni 06/out Salar de Uyuni - San Pedro de Atacama 07/out San Pedro de Atacama 08/out San Pedro de Atacama x Arica 09/out Arica x Tacna x Arequipa 10/out Arequipa 11/out Arequipa - Ica 12/out Ica - Huacachina 13/out Islas Ballestas + Paracas - Ica - Lima 14/out Lima x Huaraz 15/out Huaraz 16/out Huaraz x Lima 17/out Lima x Cusco 18/out Cusco 19/out Cusco 20/out Cusco 21/out Cusco 22/out Cusco - Copacabana 23/out Copacabana 24/out Isla x Copacabana - La Paz 25/out La Paz 26/out La Paz - Santa Cruz 27/out Santa Cruz de la Sierra - SP Esse foi o roteiro seguido por mim e por minha parceira de viagem (Katarine) que eu conheci graças ao mochileiros.com e foi uma pessoa parceira/irmã em toda a viagem e a quem eu sou muito grato por tudo o que ela fez antes, durante e depois da nossa viagem. Muito obrigado Ka . Gostaria de agradecer também a todas as pessoas que compartilharam suas viagens aqui, rodrigovix, Mary Telles, Barbara e muitos outros, obrigado mesmo . Preparativos: Antes de viajar comprei algumas roupas para frio que me faltavam e não vou colocar isso aqui no custo final da viagem pois é algo que a maioria pode ter. O que foi comprado antes foi: Passagens Ida x Volta São Paulo x Santa Cruz - Passagem de avião de Santa Cruz x Sucre pela amazonas - R$ 130,00 - Passagem de avião Lima x Cusco pelo site da Avianca Peruana o que nos rendeu um frio na barriga enorme antes da partida, aguardem os próximos capítulos USD 38,00 - Passagem La Paz x Santa Cruz pela Boa R$ 205,00. Comigo levei 930 dólares e 300 reais, não levei cartão de crédito pois estava sem e não foi necessário em momento nenhum da viagem inteira. O que levei na mochila: 7 camisetas 3 calças jeans 2 terceira pele 1 capa de chuva 1 corta vento 1 moleton 8 pares de meia 1 chinelo 3 bermudas 1 bota 1 capa de chuva do mochilão 1 Canon sx510hs 1 Go pro hero 3+ 1 protetor solar 1 óculos de sol Alguns remédios para dor e alergia. O mochilão que eu usei foi um da Quechua de 50 litros que eu havia comprado no ano passado e que serviu tranquilamente, levei uma mochila de ataque de 20 litros que foi de uma serventia tremenda. Também levei uma pequena de 10 litros que usa para carregar a câmera, protetor, óculos e doleira pois eu não estava afim de andar com ela na cintura e não tive problemas. Pronto todas as coisas que antecederam a viagem estão aqui, caso eu lembre de algo irei adicionar e aviso vocês. Próximo capítulo - A partida para um grande sonho.
  17. Oii pessoal! Vim para o Peru ( estou aqui agora!) graças a muitos relatos que li aqui e que me encorajaram a pegar minha mochila e vir!! Então agora vou tentar fazer o meu relato também! Bom, eu consegui 17 dias de folga e consegui boas passagens para o Peru, chegando em Lima e saindo de Cusco. Meu plano então era nesses 17 dias ir de Lima a Cusco por terra e fazer Macchu Pichu no final! Sobre a mochila e roupas... Comprei uma mochila Quechua de 40 litros na Decathlon, ela é realmente pequena então não trouxe muita coisa. Não vi ninguém com uma mochila tão pequena quanto a minha 😂, vi a maioria das meninas com mochilas de 50, 60, 70 litros... Como meu plano era fazer a trilha Salkantay já comprei essa mochila menor para usar na trilha. Além disso comprei bota e meias para trekking ( que estou usando durante toda a viagem) e várias camadas de roupas ( camisetas manga curta, camiseta mais grossinha manga longa, fleece e jaqueta impermeável)... Além disso trouxe shorts, vestido de verão, maiô, havaianas e já usei todos eles! Trouxe do Brasil também capa de chuva e capa impermeavel para a mochila... Sobre ir sozinha... Não é a primeira vez que viajo sozinha então quanto a isso eu fiquei bem tranquila... Geralmente fico em hostels e acabo conhecendo outros viajantes solitários 😂 encontrei algumas meninas no Instagram que haviam feito a trilha Salkantay então consegui muitas dicas! Sobre reservas... Reservei antes somente os Hostels pelo HostelWorld pois eu já sabia meu itinerário... Passeios e a trilha deixei para reservar tudo aqui! Sobre gastos... Não sei ainda quanto vou gastar... Mas o Peru é muito barato... Eu trouxe alguns dolares, que rendem muito quando se transformam em soles 💰💰 e mais cartão de crédito... Mastercard é menos aceito que Visa nos lugares...e a maioria dos lugares cobre uma taxa entre 6 e 8% para compras no cartão... alem do IOF que vou pagar depois! Bom vou contar um pouquinho sobre cada dia da viagem abaixo..... Vou tentar colocar umas 3 fotinhos de cada dia nos posts! Quem quiser ver mais pode ver la no meu insta @lelerech !!
  18. Olá pessoal... Venho contar um pouco dos 10 dias que estive em Cusco e contribuir para quem tem interesse de conhecer esse país com paisagens maravilhosas. 14/09/2017 - Saída de Curitiba para Guarulhos, tive que passar a noite no aeroporto de Guarulhos devido ao vôo para Lima só sair às 08h00 da manhã seguinte. Gastos: Passagem Aérea - R$ 1.450,00 15/09/2017 - De Guarulhos para Lima são 5 horas de viagem. O aeroporto de Lima não é grande, apesar de ser a capital, e achei bem confuso pelo tanto de taxistas na área. De lá peguei um vôo para Cusco. Cheguei em Cusco às 15h00. Saindo do avião você já sente o frio de lá. Dentro do aeroporto troquei o real por soles em uma quantidade pequena só para pagar o táxi, já que lá o câmbio é pior. Paguei 1 soles por 0,85 centavos. Os taxistas que ficam dentro do aeroporto geralmente são os mais caros, então saindo do aeroporto você vê uma cerca com vários taxistas atrás, negociei um por 20 soles até o hostel. Cusco é uma cidade bem movimentada, o trânsito é um caos e as casas mal acabadas. Reservei pelo Booking o hostel Eco Packers, fica localizada na rua Santa Teresa, uma quadra da Praça das Armas, não gostei do hostel devido ao piso de madeira fazer muito barulho, mas tem uma ótima localização. É importante reforçar que em Cusco existe muita ladeira, em alguns pontos até morro com escadarias, o que dificulta a caminhada. Por isso, ficar a uma quadra da Praça das Armas ou próximo av. El Sol é uma ótima opção. Logo que cheguei no hostel já comecei sentir de leve a dor de cabeça e tirei esse dia para me aclimatar, tomando chá e mascando coca, que é servido nos hotéis. Dica: No dia de aclimatação evite comida pesada, esforços físicos e principalmente bebida alcoólica. Gastos: Táxi - 20,00 soles Hospedagem para 9 dias - 360,00 soles 16/09/2017 - Pela manhã já estava melhor e sai para trocar o dinheiro, levei somente o real e paguei 0,94 centavos por 1 soles na av. El Sol. Existem várias lojinhas de câmbio nas proximidades da praça das Armas, pesquisei e todas estavam com a mesma cotação. Também nesta avenida El Sol e nas ruas Procuradores e Plateros se encontram várias agências de diversos passeios. Almocei no Los Portales, pedi um prato de lomo saltado (uma carne macia com molho de shoyo, cebola, tomate e cenoura, acompanha arroz e batata frita) e suco de chicha morada (suco de milho roxo, maçã, abacaxi e especiarias, uma delícia). O restaurante possui uma varanda com mesa em frente da praça Regozijo, mas me arrependi do lugar devido ao excesso de ambulante oferecendo coisas para comprar (eles vem de minuto a minuto e aquele vendedor que já passou por você volta a passar novamente na sua mesa, não consegui almoçar sossegada). Comecei com um passeio de leve, o City Tour (não tão leve assim porque tinha algumas subidas em alguns sítios), ele começa às 14h00 na Plaza das Armas e vai até 19h00 e a primeira parada foi a Catedral (opcional). Para entrar na igreja é necessário pagar 15,00 soles, eu não fiz pois já havia visitado durante a missa na manhã de sábado, após a missa a igreja é fechada e só é liberado com entrada paga. Então é bom visitá-la durante a missa, que até onde sei ocorrem nos sábados e domingos pela manhã (lembrando todas igrejas de Cusco não é permitido tirar foto e filmagem). A segunda parada foi em Qoricancha, lugar onde foi construído templos rituais dos Incas como Sol, Lua, Estrelas. As pedras são esculpidas de maneira que se encaixam perfeitamente sem o uso de argamassas, foram feitas de forma de trapézio e inclinada, suportando todos terremotos. Para entrar, também precisa pagar 15,00 soles. Na terceira parada era o sítio arqueológico Q'enqo, que possui uma parte em forma de labirinto e um templo para homenagear Pachamama, Deusa Terra (nessa parada é necessário ter o boleto turístico, você compra o boleto integral que é válido para 10 dias custando 130,00 soles ou compra o boleto parcial que é válido para 1 dia custando 70,00 soles, a cada local visitado ganha um furinho no boleto na entrada). A quarta parada em Sacsayhuamán é um centro de defesa do Império Inca, com pedras em bloco enormes com quase 5 metros de altura pesando mais de 100 toneladas, gostei bastante desse local. Na quinta parada fomos em Puka Pukara, que significa "forte vermelho", não conseguimos entrar no sítio, estávamos com tempo curto a parada foi rápida e visitamos apenas um mirante com vista do sol se pondo. A última parada foi em Tambomachay, uma construção Inca dedicada à Deusa Água, possui uma série de plataformas, nichos e fontes construídos em cima de uma nascente, mostrando a adoração pela água. Nessa parada não deu para ver direito pois já estava escurecendo. Paramos também em uma loja com produtos da lã de alpaca original, mas os preços eram absurdos. lá nos ofereceram chá de coca com hortelã (achei gostoso). Por fim retornamos a Cusco. Na janta escolhi uma pizza e refri Inka Cola perto do hostel. Dicas: Como o passeio é feito à tarde, não deixe de levar água, pois as duas primeiras visitas são feitas a pé. O boleto turístico pode ser comprado na primeira parada do sítio arqueológico ou você pode ir no escritório oficial COSITUC, algumas agências também vendem mas são poucas. Gastos: Mercado - 20,00 soles Almoço - 32,00 soles City Tour - 30,00 soles Entrada Qoricancha - 15,00 soles Boleto Turístico - 130,00 soles Janta - 20,00 soles 17/09/2017 - Solicitei no dia anterior um pacote para Machu Picchu de 2 dias e 1 noite (não saiu barato), com tudo incluso menos o ônibus de subida/descida. Deixei minha mochila maior no hostel e levei somente uma muda de roupa para um dia em uma mochila pequena (eles não cobram para deixar a mala no hostel). A van me buscou no hostel às 10h00 e fomos direto para Ollantaytambo, a viagem durou cerca de 1h40. Minha partida de trem era da empresa Inca Rail e saiu às 12h36. O trem é simples mas bom, serve chá, suco, café e snack, mas acho que o da empresa Peru Rail é melhor, pois tem vista panorâmica maior. Cheguei em Água Calientes às 14h00, saindo da estação estava o recepcionista do hostel me esperando com meu nome na placa, pedi para ele me levar até o lugar onde compra o bilhete para subir de ônibus até a entrada do parque Machu Picchu e comprei apenas subida (cada trecho do ônibus custa 12 dólar), é necessário já ter o ingresso de entrada do Machu Picchu e documento RG/passaporte. Não é possível circular pela cidade de carro, somente os ônibus circulam em uma rua para acesso a Machu Picchu. No fim da tarde o guia foi até o hostel explicar como seria o encontro no dia seguinte. Dicas: O tempo lá é doido então é importante estar com capa de chuva, eu já levei daqui pra lá. Não esqueça de levar repelente, é o lugar que mais tem mosquito. Compre os mantimentos e água em Cusco e leve na mochila. Gastos: Pacote Machu Picchu (inclui van ida/volta de Cusco/Ollantaytambo + trem ida/volta + hospedagem de uma noite + entrada Machu Picchu + guia) - 790,00 soles Ingresso de subida de ônibus - 12 dólar (39,00 soles) Mercado em Cusco - 40,00 soles 18/09/2017 - Cheguei na fila para pegar o ônibus às 04h30 da manhã e já estava gigante. Os ônibus começam a operar às 05h30, tem um atrás do outro. Chegando lá procurei o guia para podermos entrarmos juntos. É importante lembrar que sem o documento não entra no parque, pode ser RG em bom estado ou passaporte válido. Com poucos degraus você já vê a cidadela de Machu Picchu. O parque possui várias setas indicando o caminho e dependendo de onde você está não pode mais voltar, há guardas que monitoram os turistas que avançam em lugares proibidos ou tentam retornar no caminho. Você tem direito a entrar no parque apenas duas vezes com o ingresso. A primeira vez que entrei foi para ver a explicação do guia, ele nos mostrou os lugares para visitar. Como não é possível voltar pelo mesmo caminho, tive que sair do parque e entrar novamente para conseguir bater as fotos com mais tranquilidade. Vi que agora não é mais possível comprar o ingresso válido para o dia inteiro, será preciso optar pelo turno da manhã ou da tarde, mas não vi nenhum guarda fiscalizando a permanência, então quem vai no primeiro turno pode acabar ficando o dia todo no parque. Logo após a saída do portão do parque (perto da escada onde o pessoal sobe e desce a pé) tem um posto que você pode carimbar seu passaporte como lembrança de passagem. Para quem quiser subir a Montanha Machu Picchu e Huayna Picchu deverá comprar os ingresso pelo site com antecedência mesmo fora de temporada, pois as vagas são limitadas. Resolvi descer a pé, mas já adianto que não foi fácil descer todos os degraus, é cansativo. Passei no hostel pegar minha mochila que tinha deixado, "almocei" por lá e fiquei até dar o horário da partida do trem às 19h00. Chegando em Ollantaytambo às 21h00 a van já nos esperava para levar a Cusco. Gastos: Almoço no hostel - 20,00 soles 19/09/2017 - Reservei o dia de hoje para conhecer o sítio arqueológico Maras Moray e Salineras. O tour sai por volta das 09h00 de Cusco, a primeira parada começa com um povoado em Chinchero, fomos recebidos com chá de muña e as mulheres vestida com traje de quechua explica o processo artesanal da lã. Na segunda parada podemos nos deparar com a incrível vista do terraço de Moray, que fica a 45 km de Cusco. Para entrar é necessário ter o boleto turístico válido. Como são vários guias de agências diferentes, fomos seguindo o nosso por uma bandeirinha para ninguém do grupo se perder. Fomos seguindo enquanto ele explicava que que ali era realizada experimentação agrícola e que cada terraço possui temperatura diferente, os incas sabiam qual era exatamente a temperatura ideal para cada tipo de alimento cultivado. Após passarmos na cidade de Maras, há uma parada para compras de sal, chocolate com sal, milho e outras coisas que desejarem. De lá seguimos para as Salineras de Maras que fica aproximadamente 12 km de Moray, é necessário pagar 10,00 soles a entrada que não está incluso no boleto turístico. Existe cerca de 4.000 poças e cada família tem uma. Em época de seca a água salgada evapora e o sal forma uma crosta onde é refinado. O tour se encerra às 15h00 em Cusco. Gastos: Tour Maras Moray e Salineras - 40,00 soles Entrada na Salinera - 10,00 soles 20/09/2017 - Como não fiz o trekking de Salkantay, resolvi fazer a laguna Humantay. A van passou para pegar no hostel às 04h30, viajamos por 2 horas até a aldeia Mollepata, fizemos uma pausa para um simples café da manhã e continuamos por mais 1 hora de viagem rumo Soraypampa com 3.900 de altitude. Chegando lá a guia forneceu gratuitamente o bastão para trekking (lembrando que nem todas as agências fornecem, se informe antes de comprar o tour pois ajuda bastante tanto na subida quanto na descida). Antes de começar a subir o guia entregou folhas de coca para mascar pois chegaríamos a 4.200 de altitude. É possível pagar para subir à cavalo se não quiser ir a pé, pois a subida é BEM íngreme com duração de 1 hora e meia. Subi tranquila, um pouco mais devagar, com muitas paradinhas para conseguir respirar melhor. Quase não acreditei quando vi uma chinesa subindo com um bebê nas costas, até achei que ela subir de cavalo mas preferiu ir caminhando, passinho por passinho, até conseguir chegar. Logo atrás das montanhas você já se depara com uma paisagem deslumbrante. Ficamos cerca de 40 minutos admirando e, claro, tirando muitas fotos. Na descida é bom tomar cuidado com as pedras soltas, por isso o bastão é essencial para evitar queda. De lá fomos até a aldeia de Mollepata, paramos para o almoço e retornamos para Cusco. Já em Cusco fui comer empanadas com suco chicha morada e uma sobremesa torta de café na panificadora La Bondiet (amei o local e a comida). Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de entrar no parque no valor de 10,00 soles. Gastos: Tour Laguna Humantay - 100,00 soles Lanches em La Bondiet - 19,00 soles 21/09/2017 - Deixei minhas roupas na lavanderia do hostel e fui conhecer um dos pontos mais atrativos de Cusco, o Valle Sagrado dos Incas. Para entrar, tenha o boleto turístico válido. Saímos de Cusco às 09h00 e fomos direto para Pisac, situado a 22 km de Cusco. Chegamos lá e nos deparamos com os terraços utilizados para plantio de batatas de várias espécies e as ruínas no alto da montanha. Depois da explicação do guia ficamos 40 minutos explorando o local. A segunda parada foi numa loja que vende prata, ouvimos a explicação de como é fabricada e como identificar uma jóia. Tivemos cerca de 40 minutos para andar pela feira de artesanato. Seguimos para Urubamba, onde seria servido nosso almoço. O restaurante era muito bom com vários tipos de comidas servidas no estilo buffet, com sobremesa incluso, mas bebidas a parte. De lá fomos para Ollantaytambo, lugar onde muita gente abandona o grupo/passeio para pegar o trem para Machu Picchu. Ainda vale a pena entrar neste parque, mesmo que a construção seja parecida comas demais. Depois da explicação do guia, tivemos 40 minutos para explorar o parque. Depois, seguimos para nossa última parada, a cidade de Chinchero, que fica no alto de uma montanha. Subi a escadaria apreciando as casinhas típicas e a feira na praça principal. Entramos na igreja Virgem da Natividade e vimos o estilo da pintura da escola cusquenha, presente em várias igreja da época dos incas. Na volta comprei milho com queijo (a espiga é enorme, tem um sabor pouco diferente do nosso, mas é bom). Na volta levamos uma hora atá chegar em Cusco. Dica: Você pode comprar o Valle Sagrado sem o almoço incluso mas acredito que não valha a pena, pois a comida é muito boa!! Gastos: Lavanderia - 10,00 soles Tour Valle Sagrado com almoço - 60,00 soles Milho - 3,00 soles 22/09/2017 - Para conhecer mais um pouco do entorno de Cusco, fiz o Valle Sur ou Circuito Sur. A van saiu às 09h00, com a primeira para em uma "padaria" que tem um pão gigante e redondo (cerca de 30 cm de diâmetro), experimentamos e quem quisesse poderia comprar, até que era gostoso, mas grande demais para colocar na mochila. A segunda para foi Pikillacta, a única ruína pré-inca perto de Cusco, construída pela cultura Wari. A cidade era toda murada e restaram apenas restos das edificações. A terceira parada foi em Andahuaylillas, onde visitamos o pequeno Museo Ritos Andinos com entrada de 3,00 soles. Lá tem uma grande diversidade de milho e um estranho crânio maior que o normal que diziam ser de um Alien. Tomamos uma bebida diferente de boas vindas. Ao lado deste museu tem a famosa igreja conhecida como Capela Sistina do Peru, paguei 15,00 soles a entrada e vem um CD com livrinho. A igreja é linda, com uma incrível arte barroca, altares de ouro e pinturas espalhadas por toda a parte. Por fim, encerramos o passeio no sítio arqueológico em Tipón, onde foi construído terraços diante de um pequeno vale que servia para irrigar o plantio. Na volta a van fez uma paradinha para quem quisesse comprar "chicharrón", que nada mais é que o torresmo brasileiro só que em pedaço maior. Dica: nesse passeio não inclui almoço e o retorno é às 15h00. Gastos: Tour Valle Sur - 30,00 soles Entrada no Museu - 3,00 soles Entrada na igreja - 15,00 soles Lanches depois do passeio - 12,00 soles Mercado - 16,00 soles 23/09/2017 - Não podia deixar de fora o passeio da Montanha Colorida. Saímos às 04h30 do hostel, na van o guia nos ofereceu uma cobertinha pois a viagem seria longa e estava frio. Levamos cerca de três horas para chegar em um vilarejo para tomar café da manhã bem farto e delicioso. Seguimos mais uma hora de viagem. Quando chegamos o guia nos forneceu um colete do grupo e um bastão (caso a agência não forneça você pode alugar por lá mesmo). O bastão ajuda muito para quem vai subir a pé. Se preferir, tem a opção de subir a cavalo por 50,00 soles cada trajeto (diz que o preço é variável, dependendo da distância que você pega). O guia fica por último acompanhando aqueles que andam mais devagar. Já iniciei a subida mascando folha de coca com medo de passar mal e com passos normais. Mesmo com todo meu preparo físico chegou um momento que comecei a sentir minhas pernas tremendo e falta de energia. Parei, tomei água e comi barrinhas de cereais. Continuei subindo e logo comecei sentir dor de ouvido, deve ser por causa do vento forte. Olhava para o cume da montanha e meu cansaço gritava para desistir mas a vontade sussurrava "devagarinho você consegue". Parei de olha para a montanha e lá fui eu parando a cada cinco passos, hahaha. Levei mais ou menos cerca de três horas para chegar até a base, o primeiro mirante para a montanha colorida. Aproveitei para descansar e me hidratar, apreciando a beleza do lugar. Segui caminhando para chegar até o topo da montanha, o segundo mirante. O frio de lá é intenso, o vento é forte e gelado, mal conseguia tirar foto pois mesmo com luva a mão congelava, impossível ficar mais de 10 minutos. Comecei a descer e foi aí que percebi que o pessoal do grupo ainda estava chegando (tirando os três americanos do nosso grupo). Enquanto esperava, resolvi bater mais fotos. A descida foi tranquila, é cansativa, mas bem melhor e mais rápido do que a subida. Cheguei na van e esperei o resto do pessoal chegar. Vi muita gente passando mal durante o trekking, então cuidado! Voltamos para o vilarejo onde havíamos tomado nosso café e por volta das 16h00 almoçamos (almoço não inclui bebida). Encerramos a viagem com mais três horas de retorno a Cusco. Dica: Certifique-se na agência de que a entrada do parque está inclusa, caso contrário terá que comprar antes de ingressar no parque. Gastos: Tour Montanha Colorida com entrada - 90,00 soles Coca cola no almoço - 5,00 soles 24/09/2017 - Reservei o dia para conhecer melhor Cusco. Acordei cedo porque não consegui me adaptar ao fuso horário. Tomei café e fui andar. Me deparei com um desfile na Praça das Armas e fiquei um tempo assistindo. Almocei truta com molho verde (truta é um peixe parecido com salmão) no restaurante La Trattoria e pedi de sobremesa um sorvete delicioso na panificadora La Bondiet. Passei no mercado de artesanato na av. El Sol já que o mercado San Pedro estava fechado (os mercados de Cusco são lugares mais baratos para quem quiser comprar lembrancinhas). Gastos: Almoço - 43,00 soles Sorvete em La Bondiet - 7,00 soles Lanches - 23,00 soles 25/09/2017 - Peguei um táxi às 04h00 para o aeroporto e infelizmente tive dois voos cancelados, o que fez com que eu perdesse conexões e atrasasse muito minha chegada. Achei a empresa Latam muito desorganizada no Peru, levei duas horas só para fazer o check-in. Fora isso, a viagem valeu muito a pena. Gastos: Táxi - 20,00 soles Dicas: Praticamente em quase todos os passeios a van passa ao lado de abismos, se tiver medo de altura prepare-se! Vale a pena pesquisar umas três agências (ou mais) para comparar preços, a maioria tem valores parecidos, mas sempre tem as careiras. Deixe para fazer os passeios com altitude mais elevada para o final, assim você estará mais aclimatado e não sofrerá tanto (ex.: Laguna Humantay, Montanha Colorida, Trekking Salkantay, Ausangate). Se for fazer um tour pela agência procure memorizar a placa da van ao sair do carro, isso facilita ao retornar para a van, afinal, são tantas... Praticamente todos os passeios contratados pela agência te buscam no hotel e te deixam próximo a Praça das Armas. Sempre tenha uma blusa ou casaco pois esfria ao anoitecer. Procure levar protetor solar e boné, pois dependendo do dia é sol o tempo todo. Leve também repelente. Leve alguns lanches, compre no mercado barras de cereais, chocolate, frutas, água porque em alguns passeios o almoço pode sair tarde. Total dos gastos: R$ 3.600,00
  19. 18 dias por Peru e Bolívia

    Bom dia, gostaria de deixar aqui a minha contribuição para os futuros e porque não atuais mochileiro, também é uma forma de agradecimento ao site pelas diversas informações que aqui eu encontrei! Bem Vamos la entao... Depois de muitas e muitas mudanças deixo aqui o roteiro utilizado, nada muito diferente, tendo em vista que esta foi a minha primeira viajem fora do país não tinha condições de fazer muitas coisas, então ficou assim: 27/09 Curitiba > São Paulo, 28/09 São Paulo > Lima, 29/09 Lima, 30/09 Lima > Huaraz, 01/10 Huaraz, 02/10 Huaraz, 03/10 Huaraz > Lima, 04/10 Lima> Cusco, 05/10 Cusco, 06/10 Cusco, 07/10 Cusco > Águas Calientes, 08/10 Águas Calientes > Machu Picchu > Águas Calientes > Cusco > La Paz, 09/10 La paz, 10/10 La Paz > Santa Cruz, 11/10 Santa Cruz, 12/10 Santa Cruz > Puerto Quijarro, 13/10 Puerto Quijarro > Corumbá >Campo Grande, 14/10 Campo Grande > Curitiba Saímos de Curitiba na quarta a tarde rumo a São Paulo, começando a viajem e já estava com aquele friozinho na barriga, chegamos em sampa la pelas meia noite e fomos pro aeroporto ( a ideia inicial era pegar o busao que sai de SP rumo a Cusco com 5 dias de viajem, mas como a viajem foi durante as aula eu necessitava ganhar um pouco de tempo, então resolvemos pegar um voo até Lima, a vontade de pegar o bendito busao continua e espero fazer num futuro não muito distante...), chegamos e nosso voo era só as 07:40 da manha, aquela cochiladinha marota do saguao do aeroporto foi muito boa, enfim embarcamos com 2 conexões, Assunção e Santiago... Por fim chegamos em lima, logo de cara aquela pressãozinha psicológica... a mochilão do meu amigo havia sido extraviada já deu aquele desespero ne... por sorte no voo conhecemos uma peruana que foi super gente boa e nos ajudou a falar com o pessoal do aeroporto... nada certo, só falavam que provavelmente a mochila havia ficado em Santiago, tentei acalmar o bichinho e depois dos tramites felei que era melhor e gente ir pro hostel e esperar que a mochila fosse enviada até lá como prometido pelos funcionários... fomos pro hostel com aquela tristeza , depois disso a caminho pro hostel logo veio a diferença cultural... aquele monte de carro como em toda a cidade grande... e buzina... a impressão que tivemos é que la tudo se resolve na buzina, esta num cruzamento é buzina, vai ultrapassar é buzina, muito loko... pedimos pra descer um pouco antes do busão para caminhar um pouco até o hostel e já ir conhecendo tudo, chegamos e o coitado triste, mas a vida continua vamos comer alguma coisa e tomar uma bera já chegamos perguntando da comida regional, não conhecia nada mesmo então foi pelo nome mais legal, e la veio o lomo saltado um tipo de carne de gado picado com muiiiita cebola e pimenta, bem saboroso tomamos uma cuscena e fomos andar... no hostel tinha um barzinho, socializamos com a galera e bora curti... se passou o primeiro dia e nada da mochila... segundo dia e nada da mochila, coitado do celinho ja estava querendo voltar pra casa, mas antes passamos no aeroporto uma ultima vez pra ver o que se passava... fomos na sala das bagagens e nada, ja estava fechada, fomos numa outra do lado e a guria não fez a menor questão de nos ajudar, sem jeito ja estavamos saindo que era só tristeza entao como ultima luz falamos com a galera do balcao de embarque... tinha uma abençoada pra nos ajudar e deu certo a bendita mochila estava lá já com mochila e alegria continuamos mais tranquilos com o passeio... proxima parada Huaraz os onibus no Peru são muito melhores que os daqui! serviço de bordo, tv e tudo mais, em huaraz o negocio era conhecer o nevado Pastoruri, laguna paron e a famosa laguna 69 fechamos os passeio com o Scheler por varias recomendações e porque no final das contas estavamos hospedados no seu hostel entao fomos pro nevado... lugar incrivel que esta acabando, tres anos e não teremos mais pastoruri para visitar no segundo dia fomos pra laguna Paron descemos para o desaiuno e como todo bom paranaense queria café, e veio café... um copinho bem pequenininho de café case como uma dose de pinga, olho pro celio, o celio olha pra mim e ue não aguentei e tramei na risada, o negocio é que la o café é mais concentrado, então vem essa quantia de café e depois tu completa com agua blz... e vamos pra paron, outro lugar sensacional do Peru, que lugar lindo... no outro dia não deu laguna 69 porque era o dia todo e tinhamos que fazer uma bendita pesquisa pra apresentar na facul... já que faltei em muitas aulas os professores nao perdoaram e pediram trabalho... vida que segue, vamo faze a pesquisa... proxima parada Lima e depois Cusco queríamos chegar em Lima de manha e ja ir pra Cusco, naaaada! busão pra cusco só a tarde então aproveitamos um pouco mais de lima ne, com a gente não tem tempo ruim mesmo Cusco é um espetáculo de cidade a antiga capital do império inca é realmente incrível, fico pensando que cidadezona da pohaaa devia ter sido! visitamos alguns lugares e cidade e procuramos o meio de chegar a Machu Picchu como não tínhamos nada fechado o negocio foi acertar tudo com o Washington, passeio pelo vale sagrado e passeio a Machu Picchu , os incas eram mesmo uns cara foda né, os cara entendiam astronomia, engenharia, agricultura... tudoooo depois dizem que os índios não sabem nada né é... visitamos o vale sagrado que é incrível e na minha opinião indispensável pra quem quer conhecer Machu Picchu e a história dos cara... Depois o negocio foi ir de van até a hidrelétrica, sim porque o trem é os dois rim de caro ta loko, sem falar que a emoção mesmo ta em ir de van... delhe subida, e curva, muiiita curva, e precipicio que você não faria em sã consciência (eu nao tenho!!) depois de 7 horas chegamos na hidrelétrica... mais 3 hrs de caminhada e la estava Águas Calientes, se tem um país loko é o Peru, você anda no meio do mato um tempão e quando ve tem uma cidade bem loka e cheia de gente blz jantamos e fomos dormir, para no outro dia beeem cedo pegar o bus pro parque, resolvemos subir de bus e descer a pé que é a coisa mais sensata a fazer, principalmente quando voce esta com uma mochila de 15 kg nas costas... visitando Machu Picchu tua mente buga... como que eles construiram uma puta cidade no alto de uma montanha sendo que "nao tinham nenhuma tecnologia" mais uma vez os cara eram foda!!! Nesse dia o negocio foi loko, de aguas calientes para a hidreletrica, então cusco e la paz, tudo no mesmo dia, deu certo, chegamos em cusco com tempo de bagar o busao pra La Paz, dae na hora de atravessar a fronteira eles entregam o papel da alfandega blz, dae os idiotas em vez de ja ir com o papel preenchido que nada chega no controle depois de uma fila dos inferno e o pepel em branco " tiene que rellenar la ficha" diz a boliviana da imigração, gente tongo tem que se lascar ne... passada a burrice chegamos em La Paz, muito cansado ambos... então não fizemos muita coisa... o negocio foi descansar... no outro dia visitamos Tihuanaku, outro lugar emblemático dos Andes quanta história temos aqui que não é valorizada ou sequer conhecida... agora que estão restaurando este sitio pré inca... Depois de La Paz chegamos em Santa Cruz, saimos da rodoviaria e fomos logo atras de comida para então ir atraz do trem ate Puerto Quijarro pensamos, pegaremos um taxi até o terminal do trem ne? Blz... Entramos no taxi " Hasta terminal de trem" e o motorista "Donde?" o celinho - "ii não sabe!" e eu "trenemos que sacar el Trem" e o motorista - "estamos en frente a terminal de trem!" estavamos em frente ao terminal mesmo! pouco burro esses dois não... vida que segue não conseguimos trem pro mesmo dia, tivemos que ficar em Santa Cruz, então visitamos a plaza maior, um mercadinho perto de onde ficamos, e no outro dia pegamos o famigerado trem da morte!!! Nada de mais, além da paisagem que não vimos porque era noite! Em Puerto Quijarro Tratamos logo de ir pra aduana, chegamos e não tinha luz, 3 horas na fila pra atravessar a fronteira... Agora no Brasilzão pegamos o bus pra Campo Grande em Campo Grande o plano era pegar outro bus para Curitiba... 18 hrs que nem celio nem eu aguentaríamos, resolvemos pegar um voo pra casa na manha seguinte... E assim foi a nossa primeira aventura fora do país. Viajar é magico, como dizem é a unica coisa em que você gasta e ninguém nunca vai te tomar... A experiencia, a vivencia, as amizades, isso é único. Viva o Mochilão, Viva as novas experiencias, Viva os amigos que fazemos e viva as viagens futuras! Agradeço ao site pelas informações que aqui consegui, e por fim deixo alguns números sobre a viagem bus de CWB a SP - 110, voo de SP a Lima 1090, gastos em Lima 150 Soles ou menos, busao até Huaraz 75, em Huaraz 200 S, bus ate Lima 35 S, de Lima a Cusco 145 S, em Cusco passeio pelo vale sagrado 60 S com almoço, guia e transporte, passeio Machu Picchu com Transporte eté Aguas Calientes entrada no parque, hospedagem em Aguas Calientes, Janta, café da manha e guia em MP 300 S, bus para subir eté MP 40 soles, bus até La Paz 80 soles, La Paz teve um gasto de 100 R$, bus até Santa Cruz 50 reais mais ou menos, em Santa Cruz uns 75 reais, trem 115 reais, bus até campo grande 120 reais, e agora o preço pelo cansaço 950 pelo voo até CWB e mais 65 do hotel... o gasto total foi de 4500 pra não esquecer nada! espero ter ajudado valew
  20. Visita realizada de 13/09/2017 à 22/09/2017. 2 dias em Lima, 3 dias em Cusco , 4 dias de trilha Inca Jungle e 1 dia Machu Picchu. Fomos em 5 pessoas, gastos por pessoa. DIA 13/09/2017 – QUARTA FEIRA Chegamos em Lima às 10:00. O transfer José já estava nos esperando no aeroporto. Fomos para Miraflores para o apartamento alugado pelo AIRBNB, o trânsito é muito intenso em Lima, todos os carros buzinando. Chegamos ao apartamento, deixamos as malas e fomos almoçar na Praça Kennedy, uma caminhada de 30 minutos, no caminho trocamos dinheiro numa casa de câmbio na avenida principal. Tem várias casas de câmbio no caminho, inclusive pessoas credenciadas na rua. Tem vários restaurantes na praça Kennedy, almoçamos no Rústica, um restaurante de esquina, comida muito boa e bem servida, pisco de brinde, cerveja boa e preço bom. Caminhamos um pouco pela praça Kennedy e fomos caminhando até Huacla Pucllana, um sítio arqueológico no bairro Miraflores, quase 1 hora caminhando. Fizemos uma visita em 50 minutos, 12 soles inteira. Na volta passamos num mercado para comprarmos nossa janta e café da manhã, chegamos no apt às 17:30h. Jantamos e fomos descansar. GASTOS: · TRANSFER – 5 DÓLARES POR PESSOA · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 39 SOLES POR PESSOA o MERCADO – 48 SOLES POR PESSOA · PASSEIOS o HUCLA PUCLLANA – 12 SOLES + 6 SOLES TOTAL : · 15 DÓLARES · 291 SOLES · TOTAL – 336,00 SOLES TROQUEI R$ 1.000,00 POR 900,00 SOLES - 1 POR 0,90 DIA 14/09/2017 – QUINTA FEIRA Tomamos café no apartamento e às 10h fomos em direção ao shopping Larcomar, passeamos pelo calçadão de Miraflores e Praça do Amor, local muito bonito e bem cuidado, com vista para o mar. Andamos um pouco no shopping Larcomar, bem bonito e com vária lojas de grife e vários restaurantes. Pegamos um taxi para o centro, 50 soles total, é um pouco longe. Chegamos ao centro e visitamos a Plaza das Armas, onde fica a Catedral de Lima, Palácio do Governo, estava havendo a troca da guarda. Ficamos “passeando” pelas lojas(comprando) por algum tempo e por volta das 14:00 fomos almoçar no Toque Crioulo, em frente ao Convento São Francisco, comida razoável, 14 soles o menu. Depois fomos visitar o convento São Francisco com as catacumbas, uma visita guiada de 01 hora, muito legal a visita, o guia era muito bom. Depois fomos andando por 01 hora até o Circuito das Águas, é um pouco cansativo ainda mais depois de andar o dia todo, estava frio e com uma garoa. Chegamos por volta das 18:30h. O circuito é muito bonito à noite, com várias fontes luminosas, mas como estava frio e estávamos cansados ficamos pouco tempo. Pegamos um taxi (30 soles) para o shopping Larcomar para jantar, o trânsito estava horrível. Jantamos no Mangos, um restaurante muito bom, comida muito boa, atendimento ótimo, porém bem caro. Pegamos um taxi para o apartamento (15 soles). GASTOS: · TRANSPORTES o TAXI LARCOMAR ATÉ O CENTRO – 10 SOLES POR PESSOA o TAXI CIRCUITO DAS ÁGUAS ATÉ LARCOMAR – 6 SOLES POR PESSOA o TAXI LARCOMAR ATÉ APT – 3 SOLES POR PESSOA · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 15 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 68 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 10 SOLES · PASSEIOS o CONVENTO – 10 SOLES POR PESSOA + 5 SOLES(MEIA) o CIRCUITO DAS AGUAS – 4 SOLES POR PESSOA · COMPRAS –150 SOLES TOTAL : · 503,00 SOLES DIA 15/09/2017 – SEXTA FEIRA Saímos do apt as 04:10 em direção ao aeroporto, chegamos às 04:40 sem trânsito, tem que chegar com 02 horas antes do voo. Transfer feito novamente por José Rebaza – 25 dolares. Voo de 01:20 até Cusco, na chegada já somos recebidos com folha de coca. O taxi de Carlos já estava nos esperando, muito simpático e já fechamos os passeios de sábado e domingo com ele e o transfer de volta. Chegamos no hostel as 09:40h, fizemos o check-in, mas só poderíamos entrar nos quartos as 13h, ficamos deitados nums pufs no hostel para aclimatar. O hostel é bem legal, o visual é bem colorido e com várias atrações programadas, almoçamos no próprio hostel, uma sopa por 10 soles, bem gostosa. No hostel há um bar com alimentação e bebidas. Depois de irmos ao quarto deixar as malas fomos passear pela cidade, muito bonita e interessante, mas estava bem frio. Fizemos umas compras e fomos tomar café numa padaria, Sabor Del Inca, com pães e salgado bem gostosos e um bom café. Andamos um pouco pela Plaza das Armas e voltamos para o hostel às 18:00. Fomos jantar numa pizzaria em frente ao hostel, La Divina Patrícia, pizza ruim e atendimento também ruim. GASTOS: · TRANSPORTES o TAXI AEROPORTO AO HOSTEL CUSCO – 8 SOLES POR PESSOA o TAXI APT LIMA AO AEROPORTO – 5 DOLARES POR PESSOA · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 10 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 12 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 37 SOLES · COMPRAS – 65 SOLES TOTAL : · 15 DOLARES · 192 SOLES · TOTAL – 236,00 SOLES TROQUEI R$ 1.000,00 POR 940,00 SOLES - 1 POR 0,94 DIA 16/09/2017 – SÁBADO Saímos para fazer o City tour por Cusco as 08:30 com nosso Guia particular Carlos. Conhecemos 4 sítios arqueológicos nas proximidades de Cusco, lugares bem interessantes e fundamental ir com um guia, Carlos é muito gente boa, tem muito conhecimento sobre a história Inca, fala Inglês e Espanhol. É necessário ter o Boleto Turístico para visitar as atrações O passeio foi de 08:30 até as 13h. Fomos de carro até as atrações, que ficam um pouco acima de Cusco. Almoçamos no The Point, perto da Plaza das Armas, menu de 25 soles, mas não é bom, comida ruim e atendimento médio. Voltamos para o hostel e fui descançar, pois estava passando mal, o pessoal foi fazer compras no mercado central. Acordei melhor e à noite fomos jantar no Fusion, comida boa e atendimento bom. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 29 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 35 SOLES POR PESSOA · PASSEIOS o CITY TOUR – 30 SOLES POR PESSOA o BOLETO TURÍSTICO – 130 SOLES POR PESSOA + 70 SOLES MEIA o TRILHA INCA – 145 DOLARES POR PESSOA(pagamento do restante) TOTAL : · 435 DOLARES · 605 SOLES TOTAL – 2.213,00 SOLES TROQUEI R$ 400,00 POR 372,00 SOLES - 1 POR 0,93 DIA 17/09/2017 – DOMINGO Saímos as 08:00 com Carlos para fazer o tour particular pelo Vale Sagrado. Fomos para Chinchero, a 3.800m de altitude, visitamos um lugar onde os artesões demonstram como são feitas as roupas e acessórios Incas, depois visitamos a parte arqueológica, muito bonita e interessante. Fomos depois para as salinas de Maras(10 soles), bem interessante tb. Seguimos para Moray, um lugar tb fantástico. Seguimos por uma estrada sinuosa para Olanntaytambo, passamos pelo hotel na via ferrata, são 3 cápsulas que ficam suspensas na encosta. Almoçamos em Olanntaytambo, num restaurante bom, com a comida boa. A cidade é belíssima, com vários restaurantes em volta da praça, valia um pernoite por lá. Após o almoço visitamos o sítio arqueológico por 45 minutos, bem grande e bonito. Depois seguimos para Pisac, chegamos bem tarde, as 17:07, o parque fecha as 17:00, mas Carlos deu um jeito de entrarmos, local tb interessante. Chegamos em Cusco as 19:00, tomamos um banho e fomos para o briffing no próprio hostel com o guia da trilha Inca Jungle, Leo. Após o briffing fomos jantar no Fusion, bom atendimento e comida, e voltamos para o hostel para arrumar as malas para a trilha. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 30 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 30 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 20 SOLES · PASSEIOS o VALE SAGRADO – 50 SOLES POR PESSOA o MARAS – 10 SOLES POR PESSOA · COMPRAS – 75 SOLES TOTAL –455 SOLES DIA 18/09/2017 – SEGUNDA FEIRA Saímos do hostel as 07:30 para iniciar nossa jornada para a trilha Inca Jungle, deixamos as malas guardadas no hostel de graça. Fomos de Van até Olanntaytambo para tomarmos um café, bem caro 70 soles para três. Após o café subimos em direção a Abra Málaga, uma serra a 4350 metros de altitude, chegamos no topo da serra e paramos para nos equipar, estava uma neblina forte e muito frio. Após o briffing, descemos, Eu e Caio, de bike por 50km em 02 horas , chegando a 1250 metros de altitude. O percurso é todo no asfalto, passando por alguns rios que cruzam a estrada com risco de molhar os pés, não precisa ter um preparo físico bom, pois é só descida, basta ter o controle da bike, as vans de apoio vão atrás dando suporte. No início estava muito frio e com muita neblina, depois de 40min a neblina acabou. O final da bike é logo após o término da descida, próximo a Santa Maria. Após a bike fomos de Van para almoçar, perto de 14h, o lugar do almoço era legal, comida razoável. Depois fomos para a hospedagem na cidade de Santa Maria, bem legal, apesar do banheiro compartilhado e só com um chuveiro com água quente e sem internet. Eu fui fazer o rafting, 100 soles por fora do pacote, fomos de Van até o rio e o rafting durou 45 minutos, por um rio tranquilo e sem perigo, água gelada, mas devido ao calor estava bem gostosa. Voltei para o hostel e fomos sair para jantar às 19:30, a pé, no mesmo lugar do almoço, comida tb razoável. A cidade é bem pequena e sem muitas opções. Nosso grupo é composto por 2 holandeses, 2 israelenses, 2 britânicos e 1 indiano, todos jovens e bem legais. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o CAFÉ – 23,30 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 20 SOLES · PASSEIOS o RAFTING – 100 SOLES TOTAL – 190 SOLES DIA 19/09/2017 – TERÇA FEIRA Acordamos às 05:45 e fomos para o café já com as mochilas, razoável. Deixamos duas mochilas para ir direto para o hostel onde iríamos dormir, por 17 soles, só levamos uma mochila para a trilha. Depois pegamos uma Van para ir até o início da trilha (3 soles), com isso economizamos 2h de caminhada. Às 08:30 iniciamos a trilha com uma subida de 30 minutos bem íngreme e paramos num lugar bem legal no meio da selva, onde havia um alojamento e lugar para comprar alimentação e vários animais silvestres. O guia ficou explicando a história Inca por quase 1 hora, muito interessante. Prosseguimos na trilha, um caminho bem sinuoso, por mais de 2 horas, a trilha é um pouco perigosa para quem tem medo de altura e pouco preparo físico, um amigo nosso passou mal e desmaiou, ficamos preocupados e ele fez o restante da trilha apoiado no guia. Paramos num outro lugar de apoio, nossos amigos ficaram e foram para a cidade de Santa Teresa de carro. Continuamos na trilha por mais 50 minutos até o local do almoço, um lugar bem legal, na beira do rio, com redário e comida boa, chegamos as 13:30, deu até tempo de relaxar um pouco nas redes. Às 15h prosseguimos na trilha, fomos beirando o rio, passando por paisagens lindas, cruzando o rio por pontes e por um carrinho numa tirolesa, atravessamos um túnel e chegamos às 17:40 no Hot Springs, um local com piscinas de águas termais (10 soles) e ficamos por 01:30 relaxando nas piscinas, nossos amigos já estavam lá esperando. No total foram quase 9 horas de atividades, com 22km e 06:30h de caminhada. Depois fomos para a hospedagem na cidade de Santa Teresa de van (5 soles), bem legal, quarto com banheiro quente e internet, às 20:00 fomos jantar num restaurante bem legal, comida boa e ambiente legal. Voltamos para a hospedagem e fomos dormir. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o EXTRAS – 60 SOLES · PASSEIOS o ÁGUAS TERMAIS – 10 SOLES POR PESSOA · TRANSPORTES – 8 SOLES POR PESSOA TOTAL – 114 SOLES DIA 20/09/2017 – QUARTA FEIRA Às 07:30 já estávamos no café com todas as mochilas, café muito bom. Após o café pegamos uma van e fomos até a tirolesa, são 5 tirolesas e uma ponte como desafios, local bem seguro, bastante adrenalina, todos fizemos. Depois pegamos uma Van e depois de 1 hora chegamos à Hidrelétrica, numa estrada bem perigosa, local de início da trilha, almoçamos num restaurante legal e com comida razoável. Nossos amigos decidiram não fazer a trilha e foram de trem até Águas Calientes. Fomos beirando a linha do trem por 02:50h, num percurso tranquilo, basicamente só plano, de vez em quanto passava o trem e todos saíam do trilho, este dia foi um pouco cansativo, devido ao cansaço acumulado e termos de levar todas as mochilas, paisagens lindas, muita gente fazendo o percurso, tanto indo quanto voltando. Chegamos à Águas Calientes as 16:00h e fomos para o hostel, bem fraco, o pior de todos. Compramos os tickets do trem para Machu Picchu (24 dólares ida e volta) e tentei trocar alguns dólares e comprarmos lanches para o dia seguinte. Às 19h fomos jantar, comida e lugar razoável, o guia nos deu um kit de alimentação para o café da manhã. Voltamos para o hostel para dormir. A cidade de Águas Calientes é bem legal, vários restaurantes, comércio bom, e tem até um local com águas termais, que não fomos. Não aceitam dólar com rasgos, num restaurante me passaram uma nota falsa de 20 soles. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o EXTRAS – 50 SOLES · TRANSPORTES o ÔNIBUS MACHU PICCHU –24 DOLARES POR PESSOA 50 SOLES 72 DOLARES TOTAL – 266 SOLES TROQUEI 60 DOLARES POR 189 SOLES – 1 DOLAR = 3,15 SOLES DIA 21/09/2017 – QUINTA FEIRA Acordamos às 03:15 e chegamos no ponto do ônibus às 03:50, já tinha mais de 200 pessoas e a fila só aumentando, a saída dos ônibus começa às 05:30, mais flui bem rápido. Na fila tem vários lugares para tomar café da manhã. Entramos em Machu Picchu às 06:10 e fizemos um tour guiado com nosso guia da trilha de 02h. Após o tour nos despedimos do nosso guia e dos nossos amigos de trilha, ficamos andando um pouco e pegamos a direção da saída para irmos ao banheiro, saímos às 09:30, fomos ao banheiro e entramos de novo, depois fomos caminhando até a porta do sol, uma subida de 50 minutos e com um visual incrível de Machu Picchu. Só pode sair uma vez. Pegamos o ônibus para retornar a Águas Calientes as 12:30, paramos para almoçar no Bijon, comida muito boa, mas o preço é bem caro, foi nos dado um desconto em alguns pratos, mas cobrou 19% do serviço, reclamamos e ele só cobrou 10%, mas estou desconfiado que no troco ele me passou uma nota falsa de 20 soles. Há outras opções mais em conta na rua de trás, mas não sabíamos, há vários restaurantes que parecem ser bons. Demos uma volta no comércio e fomos para o hostel pegar as mochilas, deixamos na recepção enquanto íamos para Machu Picchu, ficamos na recepção do hostel esperando a hora do trem 18:20), poderíamos ter ido nas águas termais para passar o tempo e conhecer. Foram 01:40 de trem até Ollanntaytambo, o trem é bem legal, confortável e com serviço de bordo, depois o transfer estava nos esperando e foram mais 01:50 até Cusco. Chegamos no hostel em Cusco às 22:30, saímos para comer uma pizza em frente ao hostel, até que a pizza era boa, não sei se era a fome. Voltamos para o hostel para dormirmos. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 40 SOLES POR PESSOA o JANTAR – 7 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 10 SOLES · COMPRAS – 50 SOLES TOTAL – 201 SOLES DIA 22/09/2017 – SEXTA FEIRA Acordamos às 08:00, tomamos café e aguardamos o taxi do Carlos para nos levar ao Aeroporto, nosso voo era às 12:50, tem que chegar com 02 horas de antecedência. GASTOS: · ALIMENTAÇÃO o ALMOÇO – 8 DÓLARES POR PESSOA o LANCHE AEROPORTO – 22 SOLES POR PESSOA o EXTRAS – 15 SOLES · TRANSPORTES o TAXI AEROPORTO –8 SOLES POR PESSOA · COMPRAS DUTY FREE – 26 DOLARES 105 SOLES 50 DOLARES TOTAL – 256 SOLES TROCA DE DINHEIRO TROQUEI R$ 1.000,00 POR 900,00 SOLES - 1 POR 0,90 – EM LIMA TROQUEI R$ 1.000,00 POR 940,00 SOLES - 1 POR 0,94 – EM CUSCO TROQUEI R$ 400,00 POR 372,00 SOLES - 1 POR 0,93 – EM CUSCO TROQUEI 60 DOLARES POR 189 SOLES – 1 DOLAR = 3,15 SOLES – EM ÁGUAS CALIENTES TOTAL SOLES: 2.401 SOLES RESUMO DAS DICAS LIMA · Cidade de Lima nesta época (SETEMBRO) é muito cinzenta, não tem sol e a neblina é constante, um frio de 15°, só faz sol durante 4 meses no ano · Vale 3 dias de visita, ficamos por 2 dias e faltou visitar algumas coisas · Cidade bem segura, não vimos nenhuma situação de perigo · NÃO alugar carro, o trânsito é caótico · Bairro Miraflores é bem bonito, seguro e perto de restaurantes, mercado, casas de câmbio e da praça do amor e shopping Larcomar · Transfer do aeroporto com José Rebaza - WhatsApp: +51955335089 E-mail: [email protected] – ficou 5 dólares por pessoa. Muito gente boa e pontual. · Chegar ao aeroporto com 2 horas de antecedência para voos local e 03 horas para voos internacionais · Apartamento alugado pelo AIRBNB, muito bom e bem localizado. Apt de Daniela, Calle Roma 441, apt 203, Miraflores · Almoço no Rústica, restaurante bom, preço justo comida boa e bem servida, média de 29 soles por pessoa · Sítio Huacla Pucllana, passeio legal para conhecer um pouco da história, são 50 minutos de visita guiada com preço de 12 soles inteira · Passeio a pé pelo bairro Miraflores até o Larcomar é muito bonito e seguro, um visual bem legal da praia, Praça do Amor, Farol. · Taxi Larcomar até o Centro – 10 soles por pessoa · Centro de Lima, Catedral, Plaza das Armas, Palácio do Governo, Convento São Franciso com as catacumbas e várias lojas. Ponto forte é o Passeio no Convento São Francisco com as catacumbas. É um pouco longe de Miraflores. · Dá pra ir andando do centro até o Circuito das Águas, 01h aproximadamente. · Restaurante Mangos no Larcomar é muito bom, mas é bem caro. CUSCO · Cusco é uma cidade muito interessante, bem fria nesta época, à noite chegando perto de 5 °. Está a 3.400 metros de altitude e é necessário a aclimatação, é aconselhável não consumir álcool. Há muitas lojas de artesanato local. Há vários restaurantes, de todos os tipos e preços, Cidade muito segura, apesar de ser pobre. · Guia Carlos Quispe é muito competente, pontual e responsável – zap – 051 940184277, fizemos o City tour particular(30 soles por pessoa) e o passeio do Vale Sagrado com Maras e Moray( 50 soles + 10 soles(Maras) por pessoa. Vale a pena fazer o passeio particular, pois vc faz seu tempo e com pouca gente, nós éramos 5. · Hostel Milhouse , local bem legal, bem localizado e com um bar e atrações diariamente, os quartos não são bons, com muito mofo. Perto da Plaza das armas e vários restaurantes. Bom custo benefício · O Câmbio em Cusco é melhor · City Tour é bem legal, um pouco cansativo, mas tem que ser feito com um Guia competente. Comprar o Boleto Turístico, 130 soles · Restaurante The Point não é bom · Restaurante Fusion é bom. · Passeio no Vale Sagrado é bem legal, todos os lugares são interessantes, mas demora o dia todo. Tem que ter o boleto turístico · Salinas de Maras e Moray não fazem parte do passeio no Vale Sagrado, nosso guia particular Carlos incluiu no pacote. Maras tem que pagar a parte, 10 soles. · Olanntaytambo é uma cidade muito bonita, há vários restaurantes em volta da praça, vale a pena um pernoite, podendo ser na volta de Machu Picchu. TRILHA INCA JUNGLE(empresa WILLKA TRAVEL) · 290 dólares por pessoa com direito a 03 almoços, 03 jantares e 03 cafés da manhã. 03 hospedagens, passagem de trem para Ollanntaytambo e ônibus para Cusco. · Percurso de bike é bem legal, curvas sinuosas, só asfalto, 50 km em 02 horas, descendo de 4350 metros para 1250 metros de altitude. Muito frio no início. · Rafting é bem legal, não é perigoso e equipe de guias competentes. · Almoço, jantar e café em Santa Maria, razoável · Hospedagem em Santa Maria boa, com quarto confortável e banheiro compartilhado, tem água quente em só um chuveiro · Cidade de Santa Maria é bem pequena e sem muitas opções. · Trilha total de 22km bem legal, alguns trechos perigosos, mas muito bonita a paisagem, NÃO RECOMENDADO PARA QUEM TEM MEDO DE ALTURA E SEM PREPARO FÍSICO · Almoço durante a trilha é bom, num lugar bem legal na beira do rio · Banho de águas termais muito bom, local organizado. 10 soles. No fim da trilha · Hospedagem em Santa Teresa bem legal, com água quente, banheiro no quarto e internet · Jantar e café bem legal, comida boa e ambiente agradável · Cidade de Santa Teresa é bem legal e tem várias opções de restaurantes. · A Tirolesa é muito legal, segura e com paisagem linda. · Almoço na Hidrelétrica é razoável · Trilha até Águas Calientes é tranquila, 12km em 02:50 com paisagens belas e pela linha do trem. ÁGUAS CALIENTES/MACHU PICCHU · Hostel em Águas Calientes bem fraco(fazia parte do pacote). Tem vários na cidade que são melhores · A cidade de Águas Calientes é bem legal, vários restaurantes e um bom comércio. · Não aceitam dólar com rasgos na cidade, em lugar nenhum. · Chegar cedo ao ponto de ônibus( antes das 04:00) para entrar entre os primeiros em Machu Picchu, os ônibus saem às 05:30, comprar passagem no dia anterior · Tem lugares que servem café da manhã na fila · Levar lanche e água para Machu Picchu · Só pode sair uma vez para ir ao banheiro · Cuidado ao andar em Machu Picchu para não pegar o caminho da saída, pois não tem como voltar · Há vários restaurantes na rua paralela a principal de Águas Calientes com preços bons. Não ir no restaurante BIJON, a comida é boa, mas o preço é bem salgado e desconfio que me passaram uma nota falsa de 20 soles · Caso não consiga o trem para à tarde, pode tentar ir passar o tempo nas águas termais em Águas Calientes · O trem é bem legal, 01:40 até Ollanntaytambo
  21. Olá! Em Maio de 2017, realizei um super desejo de conhecer Machu Picchu e para isso, dediquei horas e dias para pesquisar as diversas formas de se chegar até lá: indicações de agências, locais alternativos para conhecer, roteiros, câmbio, etc. E este site, os relatos de viajantes, me ajudaram MUITO e nada mais justo do que retribuir com o meu relato dessa experiência incrível que poderá ser útil para quem queira conhecer Machu Picchu de uma forma bem rústica, sentindo um pouco na pele, o que os Incas passaram em suas travessias até à contrução deste sítio arqueológico. Li vários relatos, mas um me chamou a atenção: o JUNGLE INKA TRAIL, por ser o meu estilo de viajar e gostar de aventuras. Curiosamente, não encontrei muitos relatos sobre o Jungle Inka, o que sugere que poucas pessoas aderem a este estilo de viagem... Então, vale a pena compartilhar esta trip e incentivá-los a se aventurar! Inclusive, nosso guia Guido comentou que são poucos os brasileiros que fazem o Jungle Inka e que sente falta de nós por lá! (No meu grupo de aproximadamente 18 pessoas, somente eu e meu amigo eram brasileiros, 01 casal de argentinos, 02 meninas do Canadá e o restante Europeus). Há diversas agências peruanas que fazem o Jungle Inka Trail (04 dias de aventura), pesquisei quase todas e fechei com a SOUTHERN PERU EXPLORERS http://www.southernperuexplorers.com/ Muito atenciosos, do início ao fim, gostei bastante do atendimento, da atenção dada e do nosso guia GUIDO que nos acompanhou desde o primeiro até o último dia. As atividades foram intensas, mas valeu cada esforço! Nosso grupo foi tranquilo, pessoas do bem, colaborativos e não tivemos quase problemas... Ninguém passou mal devido a altitude (pelo menos não vi...) e todos renderam muito bem! Cheguei em Cusco 02 dias antes da partida para Machu Picchu para conhecer a cidade e me aclimatar. Li muito sobre o "mal de altitude" e segui as recomendações de evitar esforço físico e fazer uma alimentação leve no primeiro dia. Por Cusco ser rico em grãos e alimentação saudável, não foi difícil encontrar algo light e bom. No centro histórico, há muitos restaurantes, hotéis e hostels por todo o lado! Mesmo assim, senti falta de ar ao caminhar pelas ruas frias noturnas, taquicardia e um pouco de dor de cabeça. Tomei Gingko Biloba por recomendação (cada um deve consultar seu médico para solicitar recomendações medicamentosas), mas normalmente os hostels disponibilizam chá de coca e oxigênio para quem necessitar. Mas nada de muito grave, foram sintomas leves e suportáveis. Fiquei hospedada no Hostel Hitchhikers Backpackers http://www.hhikersperu.com/cusco/ e recomendo. Quartos limpos, chuveiro quente, boa estrutura, funcionários atenciosos, mas café da manhã simples (leite com café, chá, pão, manteiga e geléia). Atendeu ao que eu precisava, um quarto cofortável para descansar e chuveio quente (rs) - Diária 115 soles – quarto privativo. Fechei o pacote ainda no Brasil, pois recomendam que feche com antecedência, devido a limitação de entrada de pessoas em Machu Pichcu e na escala das Montanhas Huayna Picchu ou Machupicchu (opcional). Queria escalar a Huayna Picchu por todos recomendarem muito, mas quando foi feita a confirmação da minha reserva, não havia mais vagas para fazê-la e então optei pela Montanha Machuppichu e não me arrependo! O valor do tour foi de US$ 320 (tudo incluso – translado, refeições, hospedagem, esportes radicais e entradas Machu Pichu e Montain Machupicchu – vide site - exceto cable line e entrada hot spring). A Southern Peru Explorers solicitou o pagamento de 50% para reserva e 50% restante a ser pago no dia. Acertamos tudo no dia anterior ao Tour e à noite, um guia da agência foi até o nosso Hostel para fazer um briefing e recomendações sobre nossa grande aventura. E de fato apareceu uma pessoa da agência, nos explicou como seria o nosso dia a dia, explicou cada atividade, fez recomendações do que levar na mochila e ficou à disposição para tirar nossas dúvidas. Achei super bacana, mas fiquei surpreendida ao ser informada que nos 02 primeiros dias não haveria chuveiro QUENTE! E estava MUITO FRIO em Cusco (o clima em Machu Picchu é mais quente do que em Cusco)... Pois bem, a aventura já havia começado....rs Recomendaram não levar muita coisa na mochila, pois teríamos que carregá-la o tempo todo. 02 blusas e 02 calças legg seriam suficiente (além de pertences pessoais, toalha...), já que não faz tanto frio e foi o que fiz... Mas faltou roupa pra mim, tive que repetir com roupas sujas e molhadas. Molhadas devido à chuva, rafting, biking e sujas devido à lama. Recomendo que levem roupas reserva, mas finas que não façam volume, pois levar uma mochila grande e pesada, judiará MUITO. PRIMEIRO DIA Conforme combinado, a agência foi nos pegar em nosso Hostel de manhã cedinho, porém com uns 30 minutos de atraso... já estava ficando preocupada, mas deu tudo certo. Subimos na van, já cheia com as demais pessoas do grupo e fomos abastecer a Van com as bikes para o nosso primeiro dia de aventura: DOWNHILL BIKING. Partimos de Cusco para Abra Malaga, com parada em Ollantaytambo (onde fica o Valle Sagrado). Lugar agradável para ir ao banheiro e tomar um cafézinho. Como tínhamos levado nosso "lanche", não consumimos nada no local. Aproximadamente duas horas e meia depois, chegamos em Abra Malaga, nos equipamos (eles forneceram todo o equipamento de segurança: colete, capacete, joelheira...) e nos preparamos para descer a estrada de bike. Estava MUITO FRIO, garoando forte e ventando absurdamente! (rs) E nem sabia se ainda sabia andar de bicicleta, mas encarei o desafio. Todos partiram juntos, um guia foi na frente e a van foi atrás para caso acontecesse algo, pudesse nos socorrer. Literalmente estávamos DESCENDO a estrada, com muitas curvas, chuva no rosto e eventualmente carros e caminhões passando por nós (frio na barriga...rs). Teve trechos de água formados por espécie de bicas naturais dando o gostinho de aventura na natureza. No meio do caminho, tivemos uma pausa num mirante para vislumbrarmos a paisagem maravilhosa e continuamos com downhill. Após umas 02 horas de descida, paramos num vilarejo para nos desfazer da bike e equipamentos, tomar água e ir ao banheiro. Subimos na van que nos levou até Santa Maria, onde almoçamos (recepção boa das pessoas locais – e todas as refeições tinham sopa como entrada e refeição principal – arroz, legumes, carne...foram muito deliciosas, mas simples). Após o almoço fomos até o hostel (na verdade, um fundo de quintal com vários quartos e um banheiro coletivo com chuveiro gelado (sem energia). Os casais poderiam escolher um quarto privativo e as demais pessoas foram distribuídas em quartos coletivos. Foi tempo de deixar as mochilas no quarto, ir ao banheiro e sair para o Rafting. Neste ponto, eu e meu amigo fomos separados do nosso grupo e fomos até o local do rafting sozinhos num carro com a operadora do rafting e nos juntamos a outro grupo. Recebemos todas as orientações e praticamos o rafting, com direito a parada e um momento discontraído de brincadeiras em grupo. Voltamos ao rio e encerramos o rafting já no anoitecer. Os guias foram muito divertidos e atenciosos. Vale lembrar que esta atividade é opcional. Voltamos para o “hostel”, não ia encarar o chuveiro gelado, mas como já estava ensopada do rafting, aproveitei o embalo e tomei o banho gelado do primeiro dia. Engraçado que todos que tomaram banho, abriram o chuveiro e esperaram um pouco com a esperança da água esquentar....rs Sem sucesso. Mas esta foi uma das partes mais divertidas e engraçadas da viagem. Sofrida, mas tinha a opção de me divertir com os perrengues ou estragar o dia com o mau humor, optei por me divertir! Depois fomos chamados para o jantar (no mesmo local que almoçamos e tomaríamos o café da manhã do dia seguite) e descansamos para o próximo dia. OBS: A parede do quarto parecia uma folha de papelão, dava para ouvir todos os sons do quarto do vizinho, inclusive qualquer movimento que fazia na cama. rs SEGUNDO DIA Dia de trekking pela Trilha Inca. Após o café da manhã, fomos orientados sobre a atividade do dia. Iríamos caminhar o dia todo, então tínhamos a opção de pagar para nossas mochilas serem transportadas até o próximo hostel de carro ou quem não quiser, teria que fazer o trekking com a mochila. Como a minha estava pesada, optei por pagar 15 soles (mochila grande) e caminhar livre, leve e solta (rs). E foi a melhor opção que fiz, senão, não sei se aguentaria os demais dias... Foi literalmente o dia todo de trekking - trilha ao meio da natureza com subidas, descidas, trilha estreita, caminho bem longo e cansativo, mas todo esforço foi compensado pelas paisagens incríveis e pelo conhecimento do Guia que nos contou sobre a história de cada lugar que passávamos, sobre a trajetória e cultura Inca, bem como pela vegetação local. Muito rico. Tivemos a primeira parada numa espécie de alojamento, onde descansamos um pouco, bebemos água e aproveitamos para ir ao banheiro. Caminhamos mais uns 30 minutos e chegamos na segunda parada, um viralejo onde experimentamos comidas locais e bebidas típicas como a tequila inca. Nosso Guia nos explicou sobre os alimentos que os Incas cultivavam e consumiam e nos explicou o modo original e correto de consumir a folha de coca. Fomos desafiados a experimentar o ritual, mastigando 5 minutos a folha de coca de um lado da boca e depois mais 5 minutos do outro lado da boca até iniciar a fermentação.... Só para os FORTES, pois é muito AMARGO! =( Após uma pausa de aproximadamente 01 hora neste vilarejo, onde pudemos nos mergulhar um pouquinho mais na cultura Inca, caminhamos mais um tanto para a parada do almoço. Foi bem delicioso, com direito a guacamole e 30 minutos de descanso nas redes espalhadas pelo local. Depois partimos para o segundo round de trekking ... ... até chegar na psicina termal (hot spring) de Santa Teresa. Pagamos 5 soles para entrar e relaxar nosso corpo nas águas termais que ajudaram bastante depois de um dia cansativo. Ficamos um bom tempo e conhecemos um grupo de brasileiros que vieram de outra agência a LOKI e falaram muito bem dela também. Como eu sabia que iríamos para a psicina termal, já fui preparada com biquini por debaixo da roupa e foi uma boa, pois não tinha levado a mochila. Mas tinha esquecido da toalha e tive que usar a toalha de uma das brasileiras que conhecemos lá, que gentilmente cedeu a sua. O local tem vestuários e chuveiro, e acredito que também aluguem toalhas, shampoo e sabonete, mas não fui atrás para saber direitinho. Depois me arrependi, pois no hostel não teríamos chuveiro quente novamente.... Da psicina para o hostel fomos de van e novamente, por não haver espaço numa van só, tivemos que voltar na van de outro grupo e fomos cobrados por isso, o que achei errado. Acho que foi cobrado 5 ou 10 soles a mais de nós... E o nosso guia lamentou pelo ocorrido e nos deu prioridade para ficarmos em quartos privativos nos hostels que passamos. Nos acomodamos no hostel, melhor que o do dia anterior, encarei novamente o banho gelado e descemos para o jantar. Jantamos num local parecido com um bar e como “sobremesa” ganhamos uma rodada de tequila inca. Depois o guia nos agitou para uma baladinha no ritmo latino peruano (ele acendeu as luzes de neon e apagou a luz do local...rs), salsa e ficamos até de madrugada, já nestas horas rolando Pisco Sour (caipirinha típica peruana) à vontade! TERCEIRO DIA Após o café da manhã, partimos para a tirolesa (opcional) e o grupo foi dividido em 2. Quem não optou pela tirolesa, fez uma caminhada até o local onde todos se encontrariam. Fizemos umas 5 tirolesas, incluindo a travessia de uma ponte suspensa (arvorismo), sempre muito bem recebidos e assistidos por instrutores atenciosos. Não consegui postar fotos, por serem pesadas demais, mas a vista é linda e "voar" sobre o rio e a natureza, trouxe uma sensação de liberdade incrível. Após a tirolesa, nos encontramos numa parada (Hidroeletrica) onde almoçamos e partimos para Aguas Calientes por trekking, pegando novamente a Trilha Inca. Atravessamos o rio principal por uma especie de cabine suspensa que é puxada manualmente por pessoas locais, na qual também tivemos que pagar separadamente (5 soles). Caminhamos praticamente a tarde tooooda, beirando a linha de trem, chegando a Aguas Calientes. Desta vez, optei por carregar a mochila, pois não estava afim de gastar mais para transportar a mochila e seria só algumas horinhas de caminhada (que para mim foi uma eternidade!!). Carregar peso nas costas faz uma grande diferença. Esforço e cansaço dobrado. AGUAS CALIENTES =D Foi uma longa e bela caminhada até nos acomodarmos no hostel, o melhor de todos e com chuveiro QUENTE! Me dei o direito de ficar quase 01 hora debaixo do chuveiro quentinho! rsrs (brincadeira, foram uns 20 minutos...) Acho essas trips legais, pois com os perrengues, passamos a valorizar muito mais a vida que levamos no dia a dia, na nossa casa, trabalho, relações... Tivemos tempo para conhecer a cidade até o horário do jantar que foi num restaurante local. Aguas Calientes é uma cidade maior, bem estruturada, pois recebe muitos turistas por ser o ponto de partida para Machu Picchu, inclusive para aqueles que vêm de trem de Cusco. Após o jantar, o nosso guia nos entregou a entrada para Machu Picchu (e o bilhete de trem da volta para Cusco) e nos orientou sobre como chegar a Machu Picchu, pois só encontraríamos com ele lá, já que ele subiria de ônibus e nós a pé. Foi um dos momentos emocionantes para mim, pois finalmente, depois de tanto esforço estava chegando no meu destino. Fora a gratidão pelo nosso guia, que esteve tão presente nestes últimos 03 dias, nos ensinando sobre a cultura Inca, nos informando sobre a história de cada lugar que passamos, nos recebendo tão bem. Parecia uma despedida. Mas na verdade, era um preparo emocional para o grande dia. Ele nos aconselhou chegar na portaria da entrada para subir Machu Picchu, bem cedo, às 04:30 no máximo (a portaria abre às 05hs), pois uma grande fila se formaria e nos atrasaria, pois combinamos de nos encontrar com ele lá em cima, ás 06hs, pois ele queria que víssemos o nascer do sol em Machu Picchu. Pelo rendimento do grupo, ele avaliou que conseguiríamos subir em 45 minutos, então daria tempo, caso ocorresse tudo bem. Neste momento, o grupo se uniu e combinamos de todos irmos juntos – Marcamos na frente do hostel às 04:00hs. QUARTO DIA - O GRANDE DIA Chegamos na “fronteira” umas 04:30hs e já tinha uma pequena fila (daquelas que subiriam a pé), mas não ficamos muito para trás. Estavam todos animados para subirmos os 1238 degraus até Machu Picchu em 45 minutos como nosso guia nos instruiu. A grande fila que já estava se formando depois de nós.... Não sei se foi devido à altitude, mas foi difícil subir os degraus, fazendo poucas pausas. Respiração ofegante, algumas paradas, mas continuei firme até chegar ao meu objetivo. A vista como sempre, espetacular! Quando estava bem cansada, comecei a sentir cheiro de croassant (rs) e presumi que estava perto, bem perto! Conseguimos subir Machu Picchu antes das 06hs (abre às 06hs), em 41 minutos! Fomos uns dos primeiros a chegar lá em cima... E depois foi ficando assim, também com a chegada crescente do pessoal que estava subindo de ônibus. Celebramos e esperamos até o restante do grupo chegar, todos muito felizes pela superação. Minutos depois, nosso Guia veio ao nosso encontro e parabenizou cada um, mais uma emoção! Ao abrir Machu Picchu, entramos observando cada detalhe para não perder nada. Guido nos conduziu para dentro e começou a nossa jornada ali dentro, tirando fotos, conhecendo a história, a construção, os mistérios, o povo Inca... uma descoberta e admiração atrá da outra. Pachacamac (Deus Inca) nos abençoou com o Sol lindo! (No dia anterior, tinha chovido em Machu Picchu). Depois de aproximadamente 02 horas nos guiando, Guido se despediu e nos deixou livre para conhecermos o sitio arqueologico com mais calma. Mas como eu tinha agendado a escalada da Montanha Machupicchu, tivemos que acelerar um pouco para dar tempo de chegar até lá! Isso porque, temos um horário para passar pela portaria e chegarmos lá em cima, pois há um controle de número de pessoas. Havia lido que escalar Montanha Machu Picchu é mais demorado que a Hyuana, pois ela é mais alta (3.061m de altitude), no entanto, mais segura. E depois de ter subido 1238 degraus, pensei por que raios fui comprar o bilhete para subir mais uma montanha...rsrs E começamos a escalada... bem mais íngreme, subidas mais agressivas e altitude elevada para ajudar. Quase MORRI. Tive que parar várias, estava com a respiração ofegante, minhas pernas tremiam, nunca chegava o CUME desta montanha... Para todas pessoas que desciam, eu perguntava se o cume estava perto e respondiam que não...rs Na foto abaixo, observem Machu Picchu lá em baixo, pequenininho.....=O Quando estava descansando um pouco já pensando na possibilidade de ficar por ali, um cara que estava descendo disse: “Só mais um pouqinho e estão prestes a vivenciar uma experiência única e a melhor vista da vida de vocês!!” E então me deu ânimo para continuar. Até que chegamos numa base, mas ainda não era o cume...Tínhamos que subir mais uns metros íngremes e então CHEGAMOS! Altitude: 3061,28m. 01h 20minutos de escalada puxada, íngreme e estava ali, entre as nuvens, numa paisagem MARAVILHOSA! Agradeci muito por ter conseguido chegar até ali e sentir na pele a brisa, o vento, visualizar as montanhas, a Huayna Pichu, Machu Picchu em miniatura, o rio principal, tudo muito lindo. Aproveitamos cada minuto ali em cima e só partimos porque fomos avisados que dentre 30 minutos, a visita estaria se encerrando. Foto abaixo: Vista de cima do sítio arqueológico e a Huayna Picchu logo atrás. Descemos, aproveitamos um pouco mais o sitio arqueologico e voltamos (a pé) para Aguas Calientes. Foi tempo de encontramos algum local para almoçarmos e pegarmos nossas mochilas no Hostel para partir de trem até Ollantaytambo e de lá, de ônibus até Cusco. DICA: Para quem escolheu voltar de trem para Cusco, pudemos deixar nossa mochila no Hostel e subir Machu Picchu sem peso. Quem optou por voltar para Cusco de ônibus, teve que levar seus pertences e fazer a subida (dobrando o cansaço, acredito eu), já que não voltariam mais para Aguas Calientes. Então, se quiser subir a pé Machu Picchu, sem o peso da mochila, opte por voltar de trem, na hora de fechar seu pacote. Voltamos de trem executivo, com direito a serviço de bordo. Foi bem rápido, porque capotei de sono e dormi o trajeto todo, então não sei quanto tempo fiquei dentro do trem...rs Descemos em Ollantaytambo e já havia uma pessoa para nos pegar e nos levar até Cusco – este serviço está incluso no pacote. Na estação é muito tumultuado, muitos taxistas oferecendo corrida, milhares de pessoas com placas na mão com nomes escritos. Guido já tinha nos avisado, que na volta haveria uma pessoa com uma placa com o nosso nome escrito. Encontramos o nosso facilmente, mas um casal que estava no nosso grupo, não estava conseguindo achar o seu translado e orientamos para que ligasse na agência onde fecharam o tour e não sei como ficaram, pois tivemos que partir. Chegamos em Cusco, quase às 23hs na praça central e caminhamos até o nosso Hostel, que era pertinho, super bem, cansados, mas satisfeitos e felizes com essa experiência inesquecível de pura aventura. Super recomendo! Beijos! Clá
  22. Estive no Peru no período de 27/08 até 08/09 para conhecer o Parque Nacional de Huascaran. No parque foram 10 dias - sem guias e carregadores. O último ônibus de Lima para Huaraz parte as 23:30h, servem lanche e é ótimo para passar as 8 horas de viagem dormindo. A estrada é boa, bem asfaltada. Optei por me aventurar em conhecer tudo por conta própria sem auxilio de Agência e guia. Foi bem tranquilo, não tem como se perder nas trilhas. É preciso saber as altitudes antes de entrar nas trilhas, pois o acesso da maioria dos lugares é bem alto e se não estiver aclimatado sentirá muito cansaço e terá muita dificuldade na caminhada. Então é preciso começar conhecendo os lugares mais baixos para que o corpo vá se acostumando aos poucos com a alta altitude. Planejei meu roteiro iniciando pela Laguna Churup. Há uma van que chega até o povoado de Pitek. Dalí se inicia a trilha de acesso. Foram 2,5h de subida pela trilha. Se estiver no pique continue o percurso após a lagoa que encontrará uma outra laguna menor, mas muito bonita com apenas mais 1 hora de caminhada. Só é preciso gerenciar a volta porque o último coletivo sai às 15h. adote isso como regra em todos os lugares. Dia 2 – acordei cedo e peguei um taxi até a entrada da laguna Llaca, pois o ponto final do coletivo é bastante distante. A caminhada é muito bonita, percorrendo um pequeno riacho no vale entre as montanhas. No final da trilha encontrará várias pequenas lagoas rodeado pelas montanhas nevadas. No final da tarde peguei uma van para a Cidade de Yungay e depois peguei um coletivo até o início da trilha da Laguna 69 onde pernoitei com a barraca Dia 3 – acordei cedo e fui em direção ao refúgio Peru, onde é o campo base para os alpinistas escalarem o Pisco. O visual é surpreendente, principalmente a travessia do refúgio até a Laguna 69 que é feita pela parte alta. A caminhada é bem longa, como sempre em todos os lugares tem muitas subidas. Na volta, apesar de ter chego antes das 15h na rodovia, o último coletivo passou antes. Estava decidido a pernoitar mais uma noite até que o motorista da Agência Mony Tours resolveu me dar uma carona até Yungay. Dia 4 – iniciei a travessia de Vaqueria a Santa Cruz. Minha mochila me incomodou bastante nesse primeiro dia da travessia. Iniciei por volta das 11h e cheguei no acampamento as 16h. A vantagem de começar por Vaqueria é que fica mais alto do que Santa Cruz. Dia 5 – foi um dos dias mais bonitos, pois cheguei em Punta Union, onde é a parte mais alta da travessia e o visual é espetacular, se avista várias lagunas e as montanhas nevadas. No final da tarde fui até o refúgio dos escaladores do Alpamayo Dia 6 – o tempo mudou, choveu a noite inteira. Resolvi passar mais um dia para aguardar o tempo melhorar, pois iria ser um grande desperdício percorrer tanta beleza num dia nublado e chuvoso. O clima nas montanhas muda muito rápido. A temporada ideal para conhecer o Parque Nacional de Huascarán é de Junho a Agosto, onde é quase certeza de pegar tempo bom, é o período mais seco da região. Neste dia ficou a maior parte do tempo nublado e garoando. Fui até a laguna na base do Alpamayo. O percurso dura 3 horas, ida e volta, num passo rápido. Vale a pena a visita, apesar de ter que sair do caminho principal, pois é um dos lagos muito bonito. Dia 7 – levantei o acampamento cedo, mas antes fui conferir novamente a laguna do Alpamayo já que amanheceu ensolarado. Cheguei no próximo acampamento às 14:30h Dia 8 – consegui chegar cedo na portaria da saída para Cashapampa, depois de umas 4 horas de caminhada. O bom que foi só descida. A sorte é que tinha um taxista que estava saindo de casa para trabalhar. Nessa parte as conduções são muito limitadas devido ao número bastante reduzido. Dia 9 – fui conhecer a Laguna Parón. Acabei indo e voltando de taxi, pois não há condução até a entrada do Parque. No final da tarde voltei a Huaraz. Dia 10 – fui conhecer as ruínas Wilcahuwain, laguna Wilcacocha e a laguna Aguak. O dia foi bastante puxado, tive que andar rápido nas subidas e depois descer correndo antes que a chuva me alcançasse. Pretendo voltar lá para fazer outras travessias e também escalar algumas das montanhas. O lugar é magnífico, vale a pena conhecer e se aventurar! Importante: - as últimas vans partem às 15h, portanto tem q se apressar nas trilhas; - nos acampamentos altos deixe as pilhas e baterias dentro do saco de dormir para não descarregarem; - no processo de aclimatação inicie as trilhas de menor altitude primeiro; - para entrar no Peru basta um Rg dentro do prazo de 10 anos de confecção. Nao precisa da vacinação da febre amarela - o que me ajudou muito foi ter baixado as trilhas que eu queria fazer do wikiloc para o meu aplicativo GPS Viewer do celular. Pois me deixava seguro de que estava no caminho certo durante a minha estadia nas montanhas. Custo total no Peru, incluindo 4 hospedagens, taxi, alimentação, etc: U$270 Passagem de ida e volta de SP para Lima pela Latam: R$ 1.300 Segue a edição da primeira parte da viagem à Cordilheira Blanca - Parque Nacional de Huascarán - PERU Abaixo segue a edição da última parte da minha viagem ao Parque Nacional de Huascarán. Nesta edição irá conhecer a continuação da travessia Vaqueria a Sta Cruz, Laguna Parón, Laguna Wilcacocha e Laguna Aguak.
  23. Peru setembro/2017

    Olá pessoal... Estaremos indo ao Peru em alguns dias e resolvi que nossa viagem merecia um relato hehehe. Estava bem afim de conhecer o Peru e eis que duas amigas toparam e começamos a programar. Montamos um grupo de whats para irmos trocando algumas idéias e fizemos alguns encontrinhos regados a jantinhas para organizar a viagem hehehe. Compramos as passagem antecipadamente em Dezembro/2017 e depois fomos aos poucos organizando as outras coisas. Eu já tinha um cronograma prévio que foi “ligeiramente alterado” nos encontrinhos hehehe. Primeiramente decidimos quantos dias poderíamos ficar. O primeiro roteiro tinha 17 dias de viagem e passava por umas 7 cidades e estava bem corrido. Optamos em manter os 17 dias mas diminuir o número de cidades. Curtir mais e correr menos. Depois selecionamos de todos os passeios quais mais tínhamos vontade de fazer. Optamos então em manter laguna 69 em Huaraz e fazer mais algum passeio lá. Em cusco optamos em fazer as Montanhas Coloridas, Vale Sagrado e a cereja do bolo seria a trilha Salkantay. Lemos vários relatos e blogs sobre os prós e contras entre a trilha inca clássica e a trilha salkantay e optamos pela segunda por ter menos pessoas e por a paisagem sem mais bonita. O valor e o tempo de antecedência para a reserva também contribuíram. Deixamos alguns dias em aberto no roteiro para curtir a cidade de Cusco que nos falaram que tem muitas opções, incluir algum passeio que apareça enquanto estivermos lá e também para poder descansar entre os passeios que pelo que lemos a respeito são bem cansativos. O roteiro ficou assim: Roteiro Peru Dia 12/09/2017 – Saída Brasil Saída de Curitiba 14:59 – chegada em Lima 22:40 Hospedagem Dia 13/09/2017– Lima – Saída de Lima no início da tarde para chegar a noite em Huaraz. Dia 14/09/2017 –Huaraz – fazer um trekking no primeiro dia . Dia 15/09/2017–Huaraz – Laguna 69. Retorno para Lima no final do dia 15/09. Dia 16/09/2017 – Lima Dia 17/09/2017 –Vôo de Lima para Cusco pela manhã Dia livre em Cusco. Dia 18/09/2017 – Cusco –Rainbow Mountain Dia 19/09/2017 – Cusco –Vale Sagrado Dia 20/09/2017 –Dia Livre Dia 21 a 24/09/2017 – Trilha Salkantay Dia 25/09/2017 – Machu Picchu Dia 26/09/2017 – Cusco – Dia livre Dia 27/09/2017 – Cusco Dia 28/09/2017 – Partida para Lima D 29– Volta para o Brasil Iríamos ficar um dia a mais em Huaraz, mas para isso teríamos que comprar voo para cusco num domingo e as passagens estavam muito caras ou teríamos que ficar um dia a mais em Lima. Optamos então em ficar apenas dois dias em Huaraz e ficar um dia a mais em Cusco. Quando planejamos viagens esquecemos que no lugar onde vamos visitar ainda existem dias da semana hehehehe e principalmente que valores e reservar de algumas coisas também pode varias de preço e disponibilidade. Pelos relatos que lemos sobre as empresas de ônibus buscamos passagens nas duas mais “famosas” só que em uma delas não sei porque, quando tentávamos comprar as passagens de ida e volta o site não permitia reservar a data de volta, só permitia se a volta fosse 3 ou mais dias depois da data de ida. Então reservamos na Oltursa. Pelo site parece que os ônibus são bons. Quando chegarmos lá mando o relato da experiência hehehe. Também lemos algumas sugestões de hostels e fizemos as reservas com antecedência. Principalmente porque vamos em 3 mulheres e gostaríamos de quartos sem muitas pessoas já que todas tem cabelo comprido hehehe Tem um hostel que escolhemos só porque todos os relatos elogiavam o chuveiro kkkkkk Sobre a trilha a maioria dos relatos falam que devemos deixar para contratar lá que é mais barato e tal. Mas tínhamos muitas dúvidas sobre como serias e o que levar. Então também optamos em correr o risco de pagar mais caro mas de ter uma “consultoria previa” da agência. Isto até o momento está parecendo bom porque recebemos e-mail da agência com todas as informações necessárias e tiraram todas as nossas dúvidas, além de se colocarem a disposição para responderem outras questões que possam surgir. A pergunta que não quer calar né... os custos... A Carol (cérebro do grupo) fez uma planilha dos custos anteriores a viagem, deixei nos anexos. gastos - previa.docx
  24. EPISÓDIO 1 - AQUELE DOS PREPARATIVOS E ai galera mochileira do Brasil, preparados para um novo relato dessa viagem FODA? Eu viajei no mês de julho de 2017, durante 26 dias pela Bolívia, Chile e Peru. Estava em dúvida se eu escrevia o relato, mas decidi que sim porque TUDO (sério, TUDO mesmo) que eu planejei da minha viagem foi com base nos relatos que li aqui, principalmente, da Mary Teles (@vidamochileira), rodrigovix, Bárbara Fabris, leticia.amorim e victorfimes. Então, espero que esse relato ajude as pessoas do mesmo modo que esses outros me ajudaram. (Vocês vão ver em algumas partes do relato que eu sou bem esquecido, entãoooo, eu não tenho o nome e foto de tudo tim tim por tim tim, mas to me esforçando ao máximo para lembrar.) Primeira grande coisa que eu queria falar é: viajei sozinho e foi perfeito! Desde sempre queria fazer esse mochilão com um amigo meu, mas ele não poderia agora em julho. Quase miei a viagem mas pensei: “Não vou deixar de realizar esse sonho por falta de companhia” . Claro que dá um medinho de viajar sozinho, mas juro você não vai ficar sozinho e vai ser a melhor experiência (PS: tem brasileiro em qualquer lugar do mundo. No Atacama tem brasileiro que chileno, hahahah). Além disso, quer companhia melhor do que você mesmo? Enfim, não deixem de viajar por estarem sozinhos !!!! Agora chego no segunda coisa importante que gostaria de falar: viajar sozinho foi a melhor coisa que fiz pois tive a oportunidade de conhecer pessoas que foram demais. Fica aqui meu agradecimento a Cindy, Tatiana, Ian, Janaína e Guilherme, Emily e Rafael, Katherine, Aline, Camila e Maju, Andreza e a um grupo de uns 15 brasileiros que encontrei em La Paz. E claro, um obrigado aos melhores companheiros de viagem: Du, Leo, Mis, Dani, Vini e Mat (eles aparecerão muito no relato). Roteiro Galera, o roteiro que fiz foi o clássico da américa do sul, mas acrescentei Huaraz, e foi a melhor coisa que poderia ter feito, o lugar é lindo. Optei por começar por Santa Cruz, Sucre e depois Uyuni para ir me aclimatando com a altitude. Além disso, é mais barato fazer o passeio do Salar saindo do Uyuni fo que saindo do Atacama. Eu vou colocar o roteiro que realmente aconteceu, porque durante a viagem, acabei fazendo umas mudanças em relação ao planejado (por exemplo, um dia a mais pra curtir melhor Arequipa, hahahha). 02/07 - SP - Santa Cruz - Sucre - Uyuni 03/07 - Uyuni - Salar de Uyuni 04/07 - Salar de Uyuni 05/07 - Salar de Uyuni - Atacama 06/07 - Atacama 07/07 - Atacama - Arica 08/07 - Arica - Tacna - Arequipa 09/07 - Arequipa 10/07 - Arequipa - Ica 11/07 - Ica - Huacachina 12/07 - Huacachina - Paracas - Lima 13/07 - Lima - Huaraz 14/07 - Huaraz 15/07 - Huaraz - Lima 16/07 - Lima - Cusco 17/07 - Cusco 18/07 - Cusco 19/07 - Águas Calientes - Machu Picchu 20/07 - Águas Calientes - Cusco 21/07 - Cusco - Copacabana 22/07 - Copacabana - Isla del Sol 23/07 - Isla del Sol - La Paz 24/07 - La Paz 25/07 - La Paz 26/07 - La Paz 27/07 - La Paz - Santa Cruz - SP PS1: No início de 2017, eu viajei para Arequipa por 6 semanas e depois 1 semana em Cusco e Puno. Então, acabei não fazendo alguns passeio tradicionais, mas explicarei como eles funcionam PS2: Cusco foi um lugar que passei uns dias mas não fiz NADA (sério, eu morguei demais) devido a vários motivos (explicarei no capítulo), mas, como eu já havia conhecido, vou explicar certinho todos os passeio que recomendo fazer lá. Coisas que levei Assim, esse foi meu primeiro mochilão e eu não tinha quase nada de roupas, sendo que precisei comprar tudo. A loja que me salvou (e me faliu) foi a Decathlon; sério, é demais a loja, tem tudo que você precisa e foi o local mais barato que encontrei. Quase tudo que comprei era Quechua (linha de produto da Decathlon) e gostei da qualidade. Sério, eu parecia um garoto propaganda da Quechua, só faltava usar as cuecas da marca (será que tem? hahaha). Mochilão - Forclaz 60L Quechua (https://goo.gl/B1vpzC) Olha, eu tava muito em dúvida de qual mochilão comprar, e acabei optando por esse de 60L. Eu, particularmente, achei ele um pouco grande para essa viagem e isso atrapalha, porque como tem espaço sobrando, você leva mais roupas que o necessário. Tipo, a Dani e a Mis estavam usando uma de 50L e deu tranquilo pra elas. Mas em geral gostei bastante do mochilão, é bem confortável. Mochila de ataque A minha mochila de ataque é uma que eu tenho há anos, uso ela pra ir pra universidade e qualquer viagem pequena. E sério, a mochila de ataque é MUITO importante: você vai estar o tempo todo com ela (juro, eu andava com ela sempre mesmo), carregar ela pra ir pra Aguas calientes, pra subir a laguna 69 e por ai vai. E dica: não leve uma muito grande, pois nela caberá mais coisas e, com isso, você vai ter que carregar mais peso nas trilhas. Bota - (https://goo.gl/fg3Pbm) Gente, uma botinha de trilha dessas é bem importante, mas não essencial. Tipo, daria pra fazer só de tênis, mas a botinha é mais segura, ainda mais pra pessoas como eu que tropeçam em quase tudo no caminho. Ah, e comprei uma semi-impermeável (a impermeável tava muito cara) e foi tranquila, mas não peguei muita parte molhada para testar até onde ela aguentava, hahaha. Câmera - SJCAM 5000X ELITE Eu queria muito uma câmera para tirar fotos diferentes e de aventura. A Gopro eu achei muito cara e acabei comprando essa SJCAM no Paraguai. Eu gostei bastante dessa câmera: ela tem quase todas as funcionalidades e qualidades da Gopro e é mais barata. Mas assim, é câmera de aventura, não é algo com muito zoom ou definição. E eu acabei usando bastante a câmera do celular também. Enfim, vou mostrar o que levei: No mochilão: 8 camisetas (achei muito, levaria 6) 2 camisetas de manga longa (poderia ser só 1) 2 camisetas de manga longa segunda pele 1 camiseta fleece 1 jaque corta ventos 1 calça segunda pele 1 calça fleece (EU não costumo sentir tanto frio e achei essa meio inútil. Mas isso vai de pessoa pra pessoa) 1 calça jeans CONFORTÁVEL (levaria 2) 1 calça-bermuda ( não gostei tanto) 1 calça moletom (usava muito em ônibus e pra dormir) 1 gorro 1 cachecol 9 cuecas (achei muito) 7 meias ( 6 de trilha + 1 normal) 3 bermudas (usei em arequipa, ica e para nadar) 1 toalha de microfibra 1 par de chinelos 1 par de tênis 1 sabonete líquido 1 shampoo 1 desodorante 1 capa de chuva para o mochilão Vários remédios, já que meus pais são farmacêuticos (mais importantes: dramin, advil e imosec) Na mochila de ataque: 1 moletom Cãmera e acessórios (pau de selfie, tripé e o de colocar na bike) Bloco de anotação e canetas 1 boné ( levei obrigado e não usei sequer um dia) Óculos de sol (importante) Fone de ouvido 1 protetor solar 1 escova e pasta de dente 1 fio dental 1 protetor labial (Bepantol salva vidas nessa viagem) 1 pente de cabelo 1 álcool em gel T para tomadas Powerbank Pasta para guardar papéis importantes ( Seguro viagem, passagens de avião e passagem de ônibus) Observações: O moletom eu levei na mochila de ataque pra já usar no avião e ter de precaução caso minha cargueira fosse extraviado. E recomendo levar, porque é mais confortável para usar nos hosteis, ônibus e afins. Olha, eu levei o tênis não sei o porquê, mas eu usei ele em cidades (Arequipa, Lima, Cusco) porque era um pouco mais confortável que a botinha, mas assim, ocupava bastante espaço, então não é nada essencial levar. Óculos de sol é essencial, principalmente, no Salar de Uyuni. Lenço umedecido é vida, ele serve para tudo. Levem 1 ou 2 pacotes Powerbank me salvou MUITO. Paguei 80 reais e ele durou dias e dias (umas 8 ou mais cargas do iphone), o que era ótimo, porque em geral, os hosteis não tem muitas tomadas. (Link do produto) Eu levei duas doleiras: uma maior em que eu colocava passaporte, cartão e um pouco do dinheiro do país; e uma outra menor, eu levava os dólares todos meus (levei tudo em espécie). Ouvi pessoas falando que existe uma palmilha que você esquenta e aquece seu pé por umas 6 horas. Não sei onde comprar, mas recomendo muito, pois quase perdi meu pé congelado, hahahhaha. Preparativos Eu sempre quis mochilar por algum lugar e nunca coloquei esse sonho pra frente até esse ano. Estava eu no início do ano em Arequipa, no Peru, fazendo um intercâmbio voluntário e comecei a pesquisar relatos de viagem para Cusco (já que eu ia pra lá depois). Então, achei os relatos de mochilão pela América do Sul e falei pra mim “vou fazer essa viagem o quanto antes” (eu tinha um dinheiro guardado para isso). Enfim, cheguei e comecei a planejar a viagem. Decidi por ir em julho por dois principais motivos: Eu só poderia ir em julho ou dezembro/janeiro, mas eu não estava afim de esperar até dezembro (hahahha, sim, eu estava surtando pra fazer essa viagem) Julho é inverno e época de seca, então a chance de eu pegar chuva era muito pequena, já a chance de pegar neve… (aguarde alguns parágrafos) Com a certeza de que ia viajar, comecei alguns preparativos para a viagem. Vou separar aqui alguns itens que julgo mais importantes: Passagem Aérea Eu comprei as passagens por milhas então saiu bem barato, mas com uns 3 meses de antecedência dá pra conseguir um preço bem barato. Eu comprei os seguintes trechos: GOL : Guarulhos (10:20) - Santa Cruz de la Sierra (11:15) - comprei por milhas Amaszonas: Santa Cruz de la Sierra (15:40) - Sucre (16:20) - R$ 96,06 Amaszonas: La Paz (08:30) - Santa Cruz de la Sierra (09:30) - R$ 200,79 GOL: Santa Cruz de la Sierra (12:05) - Guarulhos (16:55) - comprei por milhas Seguro Viagem Gente, esse tópico é muito importante!! Sei que pode parecer um pouco caro e desnecessário, mas é a melhor forma de se precaver. Conheci uma mãe e filha que estavam viajando e a filha passou mal em Machu Picchu, e o seguro pagou o trem para elas voltarem. Além disso, a Dani precisou ir para o hospital e o seguro cobriu tudo. Então, FAÇAM!! Eu paguei R$ 219,90 no seguro da Mondial (tive ótimas recomendações, mas felizmente não precisei usar) Carteirinha ISIC Então, eu sou estudante mas esqueci de fazer a carteirinha (hahahaha, como disse, sou esquecido). Mas tanto no início do ano quanto nesse mochilão, eu consegui comprar ingresso do Machu Pichu e o boleto turistico de Cusco pelo preço de meia entrada (só chorar um pouco que eles aceitam). Certificado Internacional de Vacina Teoricamente, para entrar na Bolívia é necessário apresentar o certificado de vacina da febre amarela, mas NUNCA ouvi uma pessoa dizendo que necessitou apresentar isso, inclusive não precisei. Então, não cancele sua viagem por esse motivo. Mas não custa nada fazer, só ir num posto autorizado da Anvisa que se pega o certificado, ainda mais que não é mais necessário tomar a segunda dose da vacina. Dinheiro (o que todos querem saber) Primeira coisa, eu levei praticamente só dólar e recomendo, porque é mais fácil de trocar e na maioria das vezes vale mais a pena que real, mas é claro que depende de cotação para cotação. Levei um pouco de reais por precaução também. Olha, eu gastei durante a viagem: 1470 dólares + 500 reais. No entanto, tive dois gastos grandes (trem voltando de Machu Picchu e um restaurante chique que fui) que foram exclusivos da minha viagem, então o normal seria: 1250 dólares + 500 reais. As melhores cotações que achei foram: 1 dólar - 6,94 boliviano 1 dólar - 660 pesos chilenos 1 dólar - 3,245 soles Uma outra coisa que não gostei foi levar dinheiro em cartão: eu levei 50 dólares em um cartão e só saquei no último dia para não perder. Cartão tem uma taxa muito alta para realizar saque, sem contar que a cotação de banco é sempre pior que a das ruas. Reservas As únicas coisas que comprei/reservei antes da viagem foram as passagens de avião que falei antes e a passagem de busão de Sucre para Uyuni ( recomendação da Mary Teles). Essa passagem de busão é essencial comprar antes, porque como julho era alta temporada, era muito provável que quando eu chegasse na rodoviária não teria passagem e eu perderia um dia no meu roteiro. Então eu comprei antes por esse site (11,68 dólares) e levei o comprovante impresso. Foi super tranquilo e recomendo fazer isso também. Fica aqui uma coisa importante, não reservem nada com tanta antecedência, porque isso pode engessar demais seu roteiro. O legal de viajar assim é poder mudar o roteiro de acordo com o que vai acontecendo, como foi meu caso em Arequipa, em que resolvi ficar um dia a mais para curtir com o pessoal que encontrei. Ou dos imprevisto que vão surgir, como foi o caso da greve louca que teve em Cusco. E relaxem, sempre vai ter hostel com vaga e agências fazendo os passeios. Tipo, é legal reservar hostels concorridos ou ingresso para o Machu Picchu durante a viagem mesmo, quando já tiver certeza do dia que chegará na cidade. Sério, ter essa flexibilidade na sua viagem e não se sentir preso ao seu planejamento é a melhor coisa de fazer um mochilão. Dias antes Galera, estava chegando o dia da viagem e eu estava morrendo de ansiedade, animação e, admito que um pouco de medo. Há umas duas semanas de eu embarcar, descobri pelo grupo dos Mochileiros que teve uma neve intensa e vários passeios e estradas no Uyuni e Atacama estavam fechados. Sério, me bateu uma bad isso, imagina perder as maravilhas que esses lugares oferecem?? Mas assim, liguei o foda-se para isso e finalmente PARTIUUUUU VIAGEM!!! PRÓXIMO EPISÓDIO COMEÇA O PRIMEIRO DIA DA VIAGEM
  25. [Peru - parte 1] Recebi várias dicas daqui e agora é a minha vez de passar as minhas. Fiquei 4 dias em Lima e 4 dias em Cusco, ou seja, 3 diárias em cada lugar. Este post dedico a Lima. Farei outro sobre Cusco. Em Lima chegamos cedo, umas 10h, deixamos a mala no hotel e fomos bater perna. Ficamos hospedados em Miraflores, no hotel Stefano's que fica perto da praça principal. O hotel é simples, com o café da manhã bom e atendeu muito pela localização. Em Lima optamos por fazer tudo por conta própria porque nosso dinheiro estava destinado aos passeios de Cusco. Fizemos ótimas escolhas e conhecemos bem por onde passamos. O que fizemos em Lima: no primeiro dia precisavamos resolver coisas de chip e a compra do trem para Águas Calientes, então fomos até o shopping Larcomar, à pé (20 min). Foi bom porque pudemos conhecer a cidade. Obs: a Peru Rail não vende os bilhetes de trem em espécie, somente no cartão de crédito. A única loja que vende em espécie é a que fica localizada na Plaza de Armas de Cusco. Vende tanto em dólares quanto em soles. Almoçamos e voltamos para o hotel para descansar. À noite fomos à uma rua cheia de barzinhos, a Calle Manuel Bonilla. Escolhemos o Rouge Bar porque estava rolando promoção de drink. Experimentamos o Chilcanos. Uma delícia! Experimentem. Depois fomos pra um que ficava praticamente em frente ao hotel, na Calle Esperanza, o Bar público. Estava lotado então fomos para um ao lado. No segundo dia acordamos cedo e fomos até o Parque do amor. Lindo! Reserve um tempo para visitá-lo com calma. Você se perde em meio a tantas frases de amor que foram formadas nos lindos mosaicos. A vista para o mar de Miraflores é linda. De lá pedimos um Uber para o centro. Uber é bem barato e funciona bem lá. Fomos a uma feirinha perto da Basílica de São Francisco. Dica: leve dinheiro e faça suas comprinhas de lembrancinhas lá. O lugar mais barato pra isso foi no centro. Nosso almoço custou 8 soles com entrada, prato principal e bebida. Após o Almoço visitamos a Basílica de São Francisco, Parque de la Muralla e depois partimos para a Plaza Mayor e Plaza San Martin (estava rolando um protesto). Tudo isso à pé...tranquilo. À noite fomos para um bairro pertinho de Miraflores, Barranco. Fomos ao Bar Picas (uma graça). Lá experimentei um mojito e meu namorado um pisco sour, adoramos. Barranco é bem vivo com apresentações de música Criolla ao ar livre, vários barzinhos e é lindinho! De lá voltamos para Miraflores para uma boate chamada Ankara. Estávamos com um amigo e tinha um aniversário de uma prima dele rolando nessa boate. No dia seguinte fomos até a praia e na volta repetimos o Parque do amor. Almoçamos, passamos num Cassino e fomos para o hotel descansar um pouco para a noite conhecer o Circuito Mágico de Águas que fica no Parque da Reserva, considerado o maior conjunto de fontes num parque público do mundo. Lindo passeio e super barato. 4 soles a entrada é a apresentação na fonte principal acontece de hora em hora a partir das 18h. Foi a nossa despedida, porque no dia seguinte já tínhamos vôo para Cusco. Não sentimos o mal da altitude em Lima. No último dia sentimos um cansaço a mais nas pernas, mas abusamos delas rsrs. Pode ter sido isso. Lima é excelente, bem estruturada, organizada e limpa! Fizemos todos os deslocamentos de Uber, exceto o do aeroporto para o hotel (60 soles de táxi oficial) porque ainda não tínhamos internet. Média de deslocamentos= 10 soles. Hotel/aeroporto pelo Uber= 40 soles.
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