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  1. Sintra é a vila portuguesa dos charmosos palácios com belíssimas paisagens e mais de 10 monumentos nacionais. Um dos bate-voltas favoritos a partir de Lisboa. 1 dia é suficiente? Pra mim não foi, mesmo conseguindo visitar vários lugares. Pensei que conseguiria visitar todos os palácios que queria, como o Palácio de Monserrate e o Palácio Nacional de Queluz, mas não consegui pois tudo era tão encantador que você passa horas dentro de cada um dos que visitei. Então, se você tem mais tempo em Portugal, opte por passar 1 noite em Sintra. Os atrativos fazem parte dos Parques de Sinta e no site oficial você consegue ver alguns desse lugares que citei, inclusive comprar o bilhete antecipado, caso tenha interesse. Centro Histórico e Palácio Nacional de Sintra Como chegar a Sintra: É muito simples. Você pega o comboio (trem) na Estação do Oriente, Rossio ou Entrecampos. No meu caso, fui pela Estação do Rossio . Por isso no post anterior, recomendei esta região como um ótimo lugar para se hospedar. Chegando em Sintra, bem perto da estação , você pegará o ônibus nº 434 – Circuito Pena. Trajetos Minha primeira parada foi o Castelo dos Mouros e lá mesmo comprei os ingressos para a visita ao Castelo e ao Palácio Nacional Pena. O valor atual da entrada do Castelo dos Mouros é €7,60 e do Palácio Nacional da Pena €13,30 (valores do site com 5% de desconto e para 1 adulto). Ambos ganham desconto apresentando o Lisboa Card, caso compre no local. Castelo dos Mouros Acho que esse era um dos lugares que estava mais ansiosa para conhecer por toda sua história. E foi incrível, andar pelas antigas muralhas beirando penhascos e com lindas vistas de outros monumentos como o Palácio da Pena e o Palácio de Sintra e a Quinta da Regaleira e da natureza. Essa fortificação foi construída no século X e classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade em 1995. Castelo dos Mouros Saindo do Castelo, peguei o mesmo 434 sentido Palácio da Pena, a atração que visitei na sequência. Parque e Palácio Nacional da Pena O Palácio da Pena fica em um dos pontos mais altos da Serra de Sintra . O Palácio é formado por duas partes: o antigo convento da Ordem de São Jerônimo, erguido em 1511 e a ala construída no século XIX. O antigo convento foi adquirido e reformado por D. Fernando II em 1838, que estava abandonado desde 1834. Além das obras no Palácio, que terminaram por volta de 1860, D. Fernando mandou plantar o Parque da Pena, composto por jardins românticos, árvores e plantas de vários lugares do mundo. Também foi classificado pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade em 1995. Palácio Nacional da Pena Peguei o 434 novamente e desci próximo ao Palácio Nacional de Sintra, no centro histórico, mas não tive tempo de visitá-lo E entrei na fila para pegar o 435 pois meu próximo destino era a…. Quinta da Regaleira A Quinta da Regaleira é um dos mais surpreendentes monumentos da Serra de Sintra. Situada na região do centro histórico da Vila, foi construída entre 1904 e 1910 por um dos homens mais ricos de Portugal na época. É uma mansão gótica extravagante com atrações como os luxuosos jardins, lagos, construções enigmáticas e grutas ligadas por um sistema de túneis. Por todas as partes da propriedade estão presentes símbolos ocultistas e misteriosos, que dizem serem pertencentes da Maçonaria, Templários e a Ordem Rosa Cruz. O mesmo forma parte integral da paisagem cultural de Sintra, classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1995. Um dos maiores atrativos , além do Palácio, é o Poço Iniciático que é uma galeria subterrânea com uma escadaria em espiral. Esta , remete à Divina Comédia de Dante, onde seus 9 patamares representariam os 9 círculos do Inferno, Purgatório ou Paraíso. Acredita-se que o Poço Iniciático era usado na iniciação à maçonaria Preços: 6 Euros (sem guia) e 12 Euros (com guia). (20% de desconto com o Lisboa Card) Quinta da Regaleira Está gostando? Inscreva-se no blog para receber avisos de novos posts, no Instagram @astrolabio.trip e em nossa Fanpage Astrolábio Trip . De volta a Estação de Sintra, Peguei um outro ônibus 403 e fui em direção ao ponto mais ocidental da Europa: o Cabo da Roca. O dia estava lindo, mas mesmo assim ventava bastante. A vista para o mar e das falésias é sensacional. Cabo da Roca E o dia acabou?? Ainda não! No verão o sol se põe quase às 21h, o que me deu bastante tempo para aproveitar o dia e a noite. Next stop: Cascais Boca do Inferno Reza a lenda que há muito, muito tempo atrás, vivia um feiticeiro cruel em um castelo na zona de Cascais que hoje é conhecida como a “Boca do Inferno”. Ele decidiu que queria se casar e foi escolhida a mulher mais bela das redondezas. Quando a viu pessoalmente, ficou encantado com sua beleza , e como era muito ciumento, resolveu trancá-la em uma torre alta e solitária , mas enviou para guardião o seu mais fiel cavaleiro. Resultado: O guardião e a moça se apaixonaram e resolveram fugir. Montaram no cavalo branco do cavaleiro e fugiram pelos rochedos junto ao mar. O feiticeiro logo descobriu a fuga dos dois e resolveu castigá-los mandando uma assustadora tempestade no caminho deles. A força da tempestade fez com que os rochedos por onde eles passavam se abrissem como uma grande boca infernal. O cavalo, o cavaleiro e a bela jovem caíram nesse grande buraco e desapareceram para sempre. A partir desse dia o buraco nunca mais se fechou e foi então que o povo começou a chamar-lhe “Boca do Inferno”. De lá peguei mais um ônibus para passear pela orla de Cascais e na Praia da Rainha. Passeio muito agradável e imperdível! Cascais E finalmente o dia chegou ao fim.Voltei de trem (comboio) de Cascais para Lisboa. Foi tudo muito corrido, mas amei cada segundo desse dia. Espero que tenha gostado do post. Qualquer dúvida ou sugestão, deixe aqui nos comentários que respondo. Até o próximo! XOXO Inscreva-se no blog para ser notificado sempre que houver posts novos por aqui, no Instagram @astrolabio.trip e no Facebook Astrolábio Trip .
  2. Quando regressámos da viagem pelas américas trouxemos connosco a mesma vontade de conhecer coisas novas e acabámos por transportar isso para as cidades portuguesas. Em outubro fomos viver para Lisboa e começou a caça às atividades giras, preferencialmente gratuitas. Foi dessa forma que a Raquel, pelo Facebook, encontrou as visitas guiadas ao aqueduto de águas livres que se realizam ao sábado de manhã. Nenhum de nós tinha visitado o museu da água e apenas conhecíamos o aqueduto visto da estrada, em trânsito. Quem leu em adolescente os livros da coleção Uma Aventura quase de certeza não falhou o que se passa no aqueduto – Uma Aventura em Lisboa. Se forem como nós, desde essa altura têm uma vontade de atravessar o aqueduto. Por ser algo garantido, não se valoriza devidamente o acesso a água canalizada, que está sempre ali, à espera que se abram as torneiras. Pelo contrário, quem, como nós, viveu alguns meses sem água canalizada, a ter de comprar cisternas de água para encher depósitos, sabe como este é um bem precioso. O museu da água (EPAL) tem a função de consciencializar a população para o racionamento desse bem precioso, uma coisa que tem sido muito falada. O caso mais mediático é o da Cidade do Cabo, na África do Sul, em que há vários meses se fala no Day Zero, o dia em que a água vai deixar de correr nas torneiras devido à seca extrema. Esse dia foi sucessivamente adiado por medidas de poupança cumpridos à risca, redução do horário de fornecimento, proibição de desperdício e atribuição de um rácio de água por habitante. Mesmo em Portugal, em 2017, houve dias assustadores, com diversas barragens abaixo do recomendado e duas pontes outrora completamente submersas a surgirem de novo na paisagem. Nós fomos à procura de uma delas e o cenário é realmente desolador. Muitos criticam os preços que a EPAL cobra pela água, acima da média europeia, mas nem tudo é mau nesta empresa. Estes sabem que têm um papel na vida lisboeta que vai além da tarefa diária de manter a água a correr nas torneiras, dando valor ao património histórico e cultural, sendo um dos exemplos o museu da água aberto ao público. Houve tentativa de criação de museu em 1919, mas só em 1987 foi instalada uma exposição permanente. O museu tem um preço acessível, recebendo também concertos grátis e pagos. É constituído por: aqueduto das águas livres; reservatório da mãe d’água; reservatório patriarcal; estação elevatória a vapor dos Barbadinhos; Galeria do Loreto; Aqueduto das águas livres Os arcos que o compõem são uma das imagens de marca de Lisboa, visíveis da Avenida de Ceuta, Monsanto, Campolide, e até para quem chega de avião. O aqueduto foi construído recorrendo a um imposto especial aplicado aos bens essenciais, como azeite, vinho e carne, por determinação real de D. João V, em 1731, plena época de império português, onde circula ouro, diamantes, especiarias, tecidos e madeiras finas. Tempo de esbanje e de mostrar aos países vizinhos que temos tudo em grande, então, por que não fazer um aqueduto à sua imagem? Estes 14 quilómetros de aqueduto resistiram ao terramoto de 1755, mantendo-se inabaláveis os 127 arcos, inclusive o maior arco de pedra do mundo. O sistema completo percorria quase 60 quilómetros, trazendo água de 58 nascentes, tendo sido utilizado até 1967. Voltando ao início, em 1744, diz a EPAL que ao som de avé-marias, circulou primeira vez água de Belas (Sintra) até às Amoreiras, onde fica a mãe d’água. Fornecia 1300m3 de água, reforçados em 1880 com a inauguração do aqueduto do Alviela. É monumento nacional desde 1910. Foi cenário de diversas histórias e lendas, como a do célebre ladrão Diogo Alves, que atirava do topo do aqueduto as vítimas que roubava. Foi muito pela agitação criada por estas mortes que se fechou o aqueduto. Diogo é célebre por ser o último condenado à morte em Portugal, enforcado a 19 de fevereiro de 1841. Há um filme, estreado em 1911, sobre a sua história, e a sua cabeça encontra-se na Faculdade de Medicina de Lisboa, tendo sido estudada para perceber de onde vinha tanta malvadez. Voltando ao aqueduto, tem 941 metros abertos ao público, sobre o Vale de Alcântara. É uma caminhada fácil, agradável, com uma boa vista sobre a cidade, e com pouca gente em simultâneo. Tem um bebedouro junto ao portão de entrada onde podem encher garrafas que levem vazias. Reservatório da Mãe D’água Dois dos seus arquitetos morreram antes da finalização do projecto, que foi sendo alterado com as sucessivas trocas de responsável. Começou a funcionar em 1746, sem que o projeto estivesse finalizado. Passaram mais 80 anos, 7 reis, invasões francesas e o terramoto até que durante o reinado de D.Maria II, com alteração da imagem inicial, este ficasse concluído. Tem um certo misticismo, sendo amplo e luminoso. Arquitetonicamente é muito mais do que uma cisterna de água. Tem um terraço com vista sobre a cidade, um tanque de 5500m3, quatro colunas e é utilizado para receber exposições, algo que já tínhamos visto na Argentina, em Mar del Plata, uma Torre de Água que também é museu. Tem uma pequena loja com produtos alusivos à EPAL, é um espaço bastante interessante, merece que se fique ali a olhar para a cascata que sai da boca dum golfinho e para o tanque. Reservatório da Patriarcal Em pleno Príncipe Real, por baixo da praça D. Pedro V, existe um reservatório que era abastecido pelo novo aqueduto da Alviela. É um espaço imponente, também misterioso, onde se fazem desfiles e concertos. Os dois tanques têm uma capacidade próxima de 900m3 e foi construído para reduzir a pressão da água entre as Amoreiras (Reservatório da Mãe D’água) e a baixa da cidade. Tem um 31 pilares e abóbadas que sustentam o lago que permite o arejar das águas. São visíveis as três galerias que partem dali. Uma vai até à Galeria do Loreto, outra até à Rua da Alegria e a última até à Rua de S. Marçal. Partem daqui as visitas pela Galeria do Loreto, podendo ver-se os capacetes de segurança dispostos no início do túnel. Todas as sextas-feiras, às 19h, recebe concertos de fado, em parceria com a Real Fado. Estação Elevatória a Vapor do Barbadinhos Chegou um momento na história em que era preciso mais água, o sistema existente não dava conta do recado, por isso foi preciso encontrar outra solução. Entre 1871 e 1880 construiu-se o Aqueduto da Alviela, que trazia água a 114 quilómetros de distância. O reservatório foi construído junto a um extinto convento, foi desativado a 1928, mas ainda conserva as máquinas a vapor e uma exposição permanente. Nota: A nossa viagem não incluiu os Barbadinhos. Galeria do Loreto O sistema tem várias galerias, como a das Necessidades, Campo Santana, Rato, Esperança e Loreto. Esta é a única visitável, com guia, em duas partes: 1) do Reservatório Patriarcal até ao miradouro de S. Pedro de Alcântara; e 2) do reservatório até à Rua do Século. Todo o sistema da galeria do Loreto tem 2835 metros. Dizem que vale a pena a visita, mas tem sido difícil enquadrar os nossos fins de semana em Lisboa com as visitas guiadas. Preços: Os reservatórios, a estação elevatória e o aqueduto são grátis todos os fins de semana de 2018. Nos restantes dias, os preços variam, de 1 a 10€, dependendo do que forem ver. As únicas visitas mais restritas são as da Galeria do Loreto, que exigem marcação prévia. Vale a pena: Aproveitando os bilhetes grátis ao fim de semana devem visitar o museu. Mesmo pagando, por 15€ conseguem ter acesso a tudo. O ideal é encontrar um dia não muito quente para ir ao aqueduto. Tanto faz sentido ir em visita guiada, para receber o contexto histórico, como sozinhos, para calmamente apreciar e passear nos aquedutos e os reservatórios. R. Alviela 12, 1170-012 Lisboa, Portugal https://365diasnomundo.com/2018/09/19/agua-lisboa/
  3. BERLENGAS, UMA ILHA ALI TÃO PERTO (PORTUGAL) Anos e anos passados em Portugal e nenhum de nós se lembra de ter ido às Berlengas. Já tínhamos reserva feita para as galegas Cíes e não quisemos deixar o arquipélago português para trás. Bem mais fácil e rápido de lá chegar e preparar a visita. Bastou procurar uma empresa que fizesse a travessia, escolher o dia e fazer a viagem de pouco mais de uma hora de Lisboa a Peniche. A viagem de barco foi feita pela Viamar, mas também se pode ir pela AOMT. O arquipélago é reserva da biosfera da UNESCO desde 2011. É habitat natural de diversas espécies de aves e répteis, que não devem ser incomodados. Fomos em Agosto, num fim de semana de calor horroroso em qualquer ponto de Portugal, o que se revelou uma decisão inteligente. Estava muito mais fresco na ilha! Como chegar: Chegar a Peniche, estacionar gratuitamente no parque junto aos bombeiro e caminhar até ao cais. Na marina, vão à empresa onde reservaram antecipadamente, pagam e levantam os bilhetes. Se gostarem de arriscar e não tenham reservado, podem sempre procurar empresas que ainda tenham bilhetes disponíveis. A viagem de barco demora 40 minutos. No nosso dia o mar estava calmo, mas a fama e os sacos para vómito distribuídos no início da viagem são um pronúncio de que não é sempre tão fácil fazer os cerca de quinze quilómetros que separam as ilhas do continente. O que fazer: Praia: logo ao sair do cais há uma praia com um tamanho inversamente proporcional à afluência, agravado em maré cheia; Trilhos: estão bem assinalados e são acessíveis, não muito extensos nem íngremes (as estimativas de duração dos percursos estão folgadas): Trilho da Berlenga: 3km e 3h, permite passar pelo farol e pelo forte. Até ao forte consegue-se ir, mas o farol não é acessível; Trilho da Ilha Velha: 1,5km e 1h30, parte do bairro de pescadores, passa por Buzinas e pelo Carreiro dos Cações; Forte S. João Baptista: à chegada, basta subir seguindo pela esquerda, em direcção farol, e continuar o percurso, até ver o magnífico forte. Para quem não puder ou não quiser caminhar, também pode ir de barco; Visitar as grutas: há um passeio de barco pelas principais grutas (6€), não muito longo (1h). Existem diversas opções de barcos, alguns até com fundo de vidro; Desportos aquáticos: paddle, pesca, snorkeling, tudo pode ser feito. Onde dormir: Parque de campismo: chamar-lhe parque de campismo é talvez demasiado, porque é bastante simples, mas tem uma vista! Forte S. João Baptista: o forte está renovado e é possível dormir lá. Não vimos as condições, mas estava quase cheio. Mais um sítio com uma vista fantástica, literalmente em cima do mar; Pavilhão Mar e Sol: com um restaurante com o mesmo nome, este espaço tem alguns quartos pequeninos junto ao restaurante. Onde comer: Levar alguma coisa para comer é sempre mais barato, mas há alguns espaços que servem refeições: Restaurante Mar e Sol: consta que é caro, mas os pratos (principalmente a caldeirada) têm bom aspecto; Micromercado Castelinho. Notas: Não há multibanco (alguns sítios aceitam cartão); Só recebe 350 visitas/dia; É preciso seguir nos caminhos assinalados; O gerador é desligado às 23h; Deve-se trazer o lixo de volta, ou pelo menos até aos contentores no bairro dos pescadores; As gaivotas são territoriais junto aos ninhos, não atacam, mas não gostam de visitas junto das crias. A nossa opinião: Ir em Agosto, financeiramente falando, não é a melhor altura (bilhetes 7€ mais caros). É uma escapadela cara, mas continua a valer a visita. Pelo menos uma vez na vida devem ir, ver o verde translúcido das águas, o forte digno de cenário da Guerra dos Tronos, o farol, os trilhos, apreciar a vista e o domínio selvático das gaivotas, enfim, sentir um paraíso natural aqui tão perto. A água é fria, mas suportável. Talvez a praia fique demasiado cheia. Enquanto dormitámos ficámos demasiado encostados a malta que se sentou depois. Mas podem aventurar-se “praias” rochosas junto ao forte. Para quem vai para conhecer não achamos vantajoso dormir na ilha, porque não é grande, vê-se toda num só dia (6h entre as duas viagens de barco). Para quem gosta de campismo ou vai mesmo de férias já é outra história. E deve ter um céu estrelado excelente. O nosso conselho é ir a um dia de semana, em junho ou julho, para poupar, mas escolham uma altura de muito calor e sem vento. 365 dias no mundo estiveram 1 dia nas Berlengas, a 5 de agosto de 2018
  4. Leia aqui o relato original com fotos! Porto Covo é uma pequena vila do litoral alentejano na linha da magnífica Costa Vicentina, a menos de 2h de carro de Lisboa, no conselho de Sines. Um combo de cidadezinha charmosa com paisagens naturais incríveis! A cidade em si é bem pequena, são basicamente umas três ruas principais e uma praça central. No verão, turistas e portugueses enchem as esplanadas dos cafés e restaurantes e as lojinhas praianas. As encantadoras casas típicas alentejanas, brancas com detalhes azuis, e a igrejinha no Largo Marquês de Pombal dão aquele ar aconchegante de interior. Ficamos acampados no Camping do Vizir, que é bem pertinho do centro e tem uma super infra estrutura! Pra quem não quiser ficar em barraca, há outras opções como os bungalows. Os valores para campismo são bem simpáticos e o lugar é pet friendly! Para comer indico o restaurante Taska do Xico, bem no centro. Ficamos na área externa por causa do Banoffe, mas há uma varanda interna com uma vista linda (e provavelmente bem disputada, talvez seja melhor reservar)! Provamos a feijoada de choco, deliciosa e bem temperada! Os preços são bem justos, especialmente se comparado à outros restaurantes da cidade. Para o cafézinho vale conhecer a Gelataria e Cafetaria Marquês, bem ao lado da igreja. A área externa é agradável pra ficar vendo a vida passar, mas a decoração do lugar também é um charme! A especialidade doce da casa é o pastel de laranja, amêndoa e gila (um tipo de abóbora). Muitas das praias são acessíveis a pé, entre elas a famosa Praia Grande. O nome talvez não seja o mais adequado, já que a extensão dela não é assim tão grande (o que eu particularmente prefiro), mas por ser uma das mais procuradas, é uma das praias que tem mais infra estrutura e consequentemente, que ficam mais cheias. As praias vizinhas, delineadas pela encosta de falésias, são mais vazias e poéticas. Para ir de uma a outra há um caminho simples e plano, com paisagens que vão ficando mais lindas a cada quilometro percorrido por entre campos de suculentas e flores exóticas. O acesso até as praias é feito através de escadinhas nas encostas. Só não se anime muito, apesar de lindas, o mar de azul profundo é gelado como a grande maioria das praias da costa portuguesa! Pode ser que a melhor pedida seja mesmo ficar pela areia. No fim do dia escolha um cantinho bem em frente ao mar pra admirar o pôr do sol perfeito! Estar de carro (ou bicicleta) facilita no acesso à outras praias mais distantes, como a Praia da Ilha do Pessegueiro. A estradinha de acesso já revela ao longe a ilha que dá nome à praia. Não cheguei a conhecê-la mas durante o verão há travessias de barco até lá. Achei a paisagem bem impactante! Meio Irlanda, meio Star Wars! Se tiver mais de um dia, vale a pena esticar mais meia hora até Vila Nova de Milfontes. O vilarejo é tão fofo quanto Porto Covo, mas as paisagens são um pouco diferentes. A cidade é banhada pelo Rio Mira, que proporciona um pedacinho de águas límpidas e calmas ao pé do Forte de São Clemente. Do outro lado do rio, a Praia das Furnas se estende até a abertura para o Oceano Atlântico. Um bom lugar para ver tudo isso do alto é a rotatória do Farol de Milfontes, onde também fica a estátua do Arcanjo. De lá se tem acesso a algumas praias mais voltadas para o lado do rio, mas fomos atraídos por um campo de flores no lado oposto, digno de fundo de tela do Windows, e acabamos descobrindo a Praia do Carreiro das Fazendas. Linda, enorme e vazia! Essa é uma sugestão de roteiro para 2 dias pelas praias alentejanas, mas se tiver mais tempo, certamente vale a pena percorrer com mais calma a Costa Vicentina! Leia aqui o relato original com fotos!
  5. Leia aqui o relato original com fotos e mapa! A curta viagem que fizemos para a Serra da Estrela e arredores foi uma das que mais gostei até agora aqui em Portugal! Foram 3 dias, partindo de Lisboa e conhecendo além da Serra, algumas das aldeias históricas de Portugal! Fomos de carro e sem dúvidas essa é a melhor opção. Não tivemos problemas quanto à neve na estrada, mas se for nos meses mais rígidos de inverno pode ser que seja preciso tomar algumas precauções, como colocar corrente nos pneus. Dia 1 – Aldeias de Piódão e Folgosinho Nossa primeira parada foi em Piódão, uma das mais famosas aldeias históricas de Portugal! É diferente de tudo que já tinha visto. Uma pitoresca vila, quase que inabitada, com casas de xisto (pedra que conhecemos no Brasil como ardósia) amontoadas morro acima e uma igrejinha branca contrastando com todo o resto! Há uns poucos cafés e restaurantes e algumas lojinhas de produtos artesanais como queijo, pães, artigos em lã e souvenirs. Os pastos, em camadas atravessando riacho, compõe a paisagem bucólica, onde, não fosse o burburinho de quem visita o vilarejo, só se ouviria o barulho da água e os sininhos das ovelhas. Piódão é conhecida como a “aldeia presépio”, e é fácil entender o motivo quando se olha a cidadezinha de longe. Não tive a oportunidade de conhecer esse lugar mágico à noite, mas posso imaginar como fica ainda mais encantador com luzes salpicadas por entre as casinhas. De lá seguimos para a aldeia de Folgosinho, já dentro da Serra da Estrela, onde alugamos o Airbnb mais fofo da vida (e pet friendly, o que agora faz toda a diferença pra nós)! A cidade é conhecida por ter sido, supostamente, onde nasceu o guerreiro Viriato, um dos líderes lusitanos nas guerras contra os romanos. Também é famosa por suas águas, já que há diversas fontes de água potável espalhadas pelas ruas e praças. Além disso, há vários versinhos com essa temática pela cidade, como esse: “As fontes são como nós: ás vezes cantam de magua. Que doce fio de voz… há dentro dum fio d’água”. Outro ponto de interesse em Folgosinho é o castelo, erguido sobre uma maravilhosa montanha de quartzo rosa! Hoje não é muito mais que um mirante, mas sua posição privilegiada revela uma vista 360º de paisagens bem típicas do campo. As opções para comer por lá são basicamente duas: “O Mocas” e “O Albertino”. Escolhemos a segunda e acabamos descobrindo que é um lugar super tradicional e parada certa de muita gente que vem para a Serra da Estrela. Fiquei mais de meia hora só pra conseguir fazer a reserva! O esquema do jantar é com preço fixo (15€ por pessoa) incluindo uma entrada com queijos e embutidos, 5 pratos principais (todos de carnes da região) um trio de sobremesas caseiras e a bebida. Eles fazem outras coisas além de carne mas tem que ser combinado na reserva. Eu não sabia disso e não comia absolutamente nenhum dos pratos servidos, mas eles foram super atenciosos e preparam um enorme e delicioso bacalhau! No fim, o café e licores são servidos no Hins Bar (provavelmente o único da cidade), alguns metros à frente, onde você pode continuar a noite se quiser. E já que estamos falando de comida, aqui vai um alerta: não volte dessa viagem sem provar um queijo da Serra da Estrela! Sério, é apenas divino!!! Talvez Folgosinho não seja tão atraente para uma visita se não for caminho para o destino final, mas ficar hospedada lá foi definitivamente uma experiência única! Por dois dias pude sentir o dia a dia simples e gostoso de um vilarejo que provavelmente tem menos habitantes do que tenho de amigos no Facebook (e olha que nem tenho muitos). Além disso, é um lugar estratégico pra quem quer conhecer a região pois fica mesmo dentro da Serra da Estrela. Daquele tipo de lugar que a gente cai meio que sem querer e fica apaixonado! Dia 2 – Manteigas, Vale Glaciar do Zêzere, neve no topo da Serra e Covão d´Ametade No dia seguinte, após uma voltinha pela cidade, começamos a explorar de fato a Serra da Estrela. Apesar de ter alguns pontos específicos a visitar, em viagens como essas o caminho em si já é o destino. Pode soar clichê, mas é verdade! A única coisa triste foi ver centenas de árvores queimadas, já que algumas partes daquela região foram atingidas pelos incêndios de verão (que são um problema todo ano por aqui). E logo nos primeiros quilômetros de estrada, já nos deparamos com um senhorzinho simpático e sorridente pastoreando suas ovelhas! Depois percebemos que essa cena fofa e quase cinematográfica pra nós, gente da “cidade grande”, é super comum por ali, os carros simplesmente param e esperam o rebanho passar como se fosse a coisa mais normal do mundo. Nossa primeira parada foi em Manteigas, cidadezinha que fica bem no meio da Serra e que diziam ser parada obrigatória, mas, apesar de fofinha, não achei assim tão imperdível. Pode ser uma boa opção para hospedagem, pela localização e por ser também um pouquinho maior do que as aldeias. Depois fomos até o Vale Glaciar do Zêzere, bem pertinho de Manteigas. Que lugar maravilhoso! É tanta natureza, tanto silêncio, que dá vontade de ficar lá o dia todo! E é assim que a gente vai aprendendo geografia, né? Não fazia ideia do que era um vale glaciar, mas aprendi que é um vale em formato de “U”, nesse caso cortado pelo Rio Zêzere, que foi moldado em meio à montanhas após o derretimento de geleiras nas eras glaciais. Ou seja, há milhares de anos atrás aquilo era uma paisagem totalmente diferente e coberta de gelo! E falando em gelo, já estava ansiosa pra chegar lá no topo da serra e afundar meus pézinhos na neve! No caminho, formações rochosas bem peculiares e uma imagem de Nossa Senhora da Boa Estrela cravada na pedra nos obrigaram a fazer algumas paradinhas. Na verdade não fomos literalmente até o ponto mais alto, onde fica a torre e o começo das pistas de esqui. Como estava muito cheio, preferimos ficar um pouco mais em baixo, sem tanta gente e ainda com bastante neve, formando paisagens fantásticas! Só fiquei decepcionada por achar que seria fácil fazer um boneco de neve… Não é, #fail! Se você é mais da aventura, pode alugar os equipamentos para descer nas pistas. Também vimos muitos portugueses escorregando com umas pás de plástico que depois até vimos pra vender ali perto. Então, se é um fanático da neve, pode investir em uma dessas e voltar lá todo inverno! Fomos em Fevereiro e mesmo já tendo passado um pouco da época ideal para ver neve, tinha bastante gente, então a parte final para chegar ao topo da serra estava bem congestionada. Estacionar também não é tarefa fácil, os carros ficam parados meio no improviso, dos dois lados da estrada. Tem que ter paciência! Já no caminho de volta para Folgosinho caímos meio que sem querer no Covão d´Ametade, outro lugar surpreendente de geografia glaciar! Pelo que entendemos é também uma área de camping gratuita e com alguma infra-estrutura como banheiros. Já planejo acampar lá da próxima vez! Dia 3 – Belmonte O último dia foi só mesmo a volta para Lisboa, com uma parada em Belmonte, aldeia onde nasceu Pedro Álvares Cabral (e por isso rola até uma bandeirinha do Brasil lá). A cidadezinha tem como atração principal o Castelo de Belmonte, e apesar de também ser uma graça, não me encantou tanto quanto as outras. Se curte cerveja artesanal dê uma passada na Cabralina! Apesar de não ser muito barata, a pequena loja é simpática e além da cerveja, de produção própria, tem também outros produtos artesanais. Ficamos só 3 dias, mas tem tanta coisa pra ver que acho que mais uns 2 ou 3 dias seria o ideal! Leia aqui o relato original com fotos e mapa!
  6. Ao longo do território português são muitas as matas nacionais capazes de proporcionar experiências únicas a quem as visita. No último fim de semana tive a oportunidade visitar a Mata Nacional do Buçaco (ou Bussaco), um local que já tinha na minha lista de intenções há algum tempo e que correspondeu totalmente às expectativas. https://realidadeextraordinaria.wordpress.com/2018/06/11/pelos-caminhos-de-portugal-1-mata-nacional-do-bucaco-along-the-paths-of-portugal-1-national-forest-of-bucaco/
  7. Pessoal, Vou para Portugal agora no final de Outubro/começo de Novembro e tenho 8 dias lá (fora dia de chegada/saída). Pensei em entrar por Lisboa e voltar por Porto para otimizar o tempo. Pelo que pesquisei, as cidades do caminho seriam: Lisboa, Sintra, Cascais, Óbidos, Fátima (obrigatório, é o sonho da minha mãe), Porto. Vou fazer tudo de trem ou ônibus. Pensei em organizar dessa forma: Lisboa - 3 dias (inclui bate e volta Sintra e Cascais, em dias diferentes), Óbidos - 2 dias (inclui bate e volta pra Fátima), Porto - 3 dias (não sei quais cidades nos arredores são legais, ou se só Porto em si basta). Aí tenho algumas dúvidas, se puderem me ajudar: 1 - Esse número de dias basta em cada cidade? Ou seria melhor reorganizar? 2 - Compensar dormir em Óbidos ou ficar em Lisboa e fazer bate e volta? 3 - Não encontro em nenhum lugar transporte público de Óbidos para Fátima. Vocês sabem qual seria? 4 - Nos arredores de Porto, o que valeria a pena? Ou a cidade por si só já tem bastante coisa? Se puderem me ajudar, agradeço. Obrigada!!
  8. dssDiogo

    More em Portugal

    Gente deixo aqui um link de um Guia de como morar em Portugal. Tudo que você precisa saber antes de ir mora em Portugal. bit.ly/guia_portugalbr
  9. raquelmorgado

    Douro (Portugal)

    Argentina, Chile, França, África do Sul e Portugal são considerados países com bom vinho. Em Portugal, há duas grandes regiões de vinho: o Alentejo e o Douro. Existem outras, como a região da Bairrada, zona da Raquel, onde um bom espumante acompanha o leitão assado à moda da região. O que torna especial a região do Douro para a produção de vinho é também o que a torna única e imperdível de ser visitada. A região pode ser visitada de carro, barco ou comboio. Pode-se fazer uma viagem apenas com o intuito de conhecer os vinhos da região, com a maioria das quintas de produção de vinho bem preparadas para receber visitantes, algumas até com alojamentos e restaurantes. Pode-se também fazer uma viagem com a ideia de visitar as praias fluviais, e são muitas, ou pode-se ir em busca de comida tradicional “da boa”. Nós somos fãs de tudo isto, portanto, nada como conciliar programas, ou visitar a região várias vezes. Já fomos de comboio (The Presidential), um projecto fascinante, onde se faz a viagem num antigo e ainda atual comboio presidencial, acompanhada de uma refeição com um chef de topo. No nosso caso, em 2016, com o chef Dieter Koschina do Villa Joya, de duas estrelas Michellin. Esta refeição, claro está, é servida com uma cuidada seleção de vinhos do douro, seguindo viagem com os participantes o enólogo responsável, explicando cada escolha. Há uma paragem na Quinta Vesúvio onde se faz uma prova de vinhos do porto. Este evento foi considerado em 2017 pela BeaWorld como o melhor evento público do mundo. Já fomos de carro, atravessando a Volta a Portugal, percorrendo praias fluviais, vendo quedas de meteoritos em aldeias remotas e comprando vinho em adegas. Também já fomos atrás das pinturas rupestres, em Foz Coa, e a provas de vinho em quintas de famílias tradicionais inglesas. Falta-nos subir o rio Douro de barco. Um dia… O que recomendamos fazer: Ir de comboio: sabemos que um evento como The Presidential não é uma escolha consensual. Nem todos gostamos de comida gourmet e nem todos valorizamos um evento deste tipo ao ponto de pagar o que custa. Para quem não quer perder a viagem de comboio junto ao rio douro há uma solução mais em conta, da CP, a MiraDouro, de São Bento à Régua, e da Régua ao Tua, com paragem no Pinhão, o Comboio Histórico do Douro. Ir de barco: não temos nenhuma experiência. Sabemos que se fala muito na Douro Azul, que há outras empresas, como a Douro. Também há várias opções, como fazer as 6 pontes ou subir e descer até à Régua, e durações variadas, normalmente em cruzeiros de 2 e 3 dias. Ir a uma quinta de produção de vinho: fazer uma prova de vinhos é obrigatório, mas podem também fazer visitas guiadas, picnics, passeios, etc.. Algumas sugestões: Quinta da Pacheca (Lamego); Quinta da Rôeda (Pinhão); Quinta de La Rosa (Pinhão); Quinta do Bonfim (Pinhão) da família Symington, os mesmos donos da Quinta do Vesúvio; Quinta da Pôpa (Tabuaço); Quinta do Panascal (Valença do Douro); Quinta do Seixo (Valença do Douro). As provas de vinho têm diversos preços dependendo do pretendido. Mas rondam os 10-20€. Museus Ir ao Côa ao museu e ver as pinturas rupestres. As visitas devem ser marcadas previamente no site. Podem ser feitas em três zonas e até há visitas noturnas, em que dizem que é mais fácil ver o traçado das pinturas. É preciso alguma criatividade para ver alguns desenhos, em algumas rochas, mas noutras vê-se bem. Para nós faz sentido fazer a visita guiada para compreender melhor como tudo se processou. Afinal ia ser construída uma barragem que inundaria as zonas de arte rupestre. Quanto ao museu é bastante interessante seja pelo conteúdo ou pelo edifício em si, mas como portugueses sente-se que a obra é demasiada grandiosa para o público alvo, disseram-nos o custo mensal em eletricidade e achámos um exagero. Custo entre os 6 e os 20€. Museu do Douro no Peso da Régua. Fica na reabilitada casa da Companhia e foi inaugurado em 2008. Pretende divulgar a região do Douro, tanto a sua história e tradição como os seus artistas. Tem vários tipos de programas e por isso o preço varia entre os 7,5 e os 30€ (com almoço). Visitar as praias fluviais: Praia Fluvial de Porto de Rei (Resende); Praia Fluvial da Lomba Praia Fluvial de Zebreiros (Gondomar); Praia da Congida (Freixo de Espada à Cinta); Praia Fluvial de Bitetos (Marco de Canaveses); Praia Fluvial do Peredo da Bemposta; Praia Fluvial de Pedorido e Praia Fluvial do Castelo (Castelo de Paiva). Ir aos Miradouros: Miradouro de São Leonardo da Galafura, onde encontram um poema de Miguel Torga; Miradouro Casal dos Loivos, uma vista já reconhecida como uma das mais bonitas do mundo; Miradouro de Alto de Vargelas; Miradouro São Salvador do Mundo; Achamos que todos são muito especiais e viajando de forma independente de carro faz sentido passar em todos. Comer: Restaurante Vindouro (Lamego): na nossa última visita ao Douro decidimos ir a este restaurante que nos aparecia no The Fork, uma App que usamos muito. O restaurante é sofisticado, até na forma como apresenta os pratos. A comida era de qualidade. Restaurante São Leonardo (miradouro com o mesmo nome): tentámos ir o verão passado, mas estava cheio (recomenda-se reserva). Restaurante DOC (Sabrosa): é um restaurante para quem aprecia uma culinária de autor. Do Chef Paula; Restaurante Ponte de Pedra: com uma vista fantástica para o rio Tâmega e a ponte de pedra onde passa a N108; Havia um casamento e chegámos tarde o que nos deixou limitados na ementa, mas fomos super bem servidos. Restaurante A Repentina (Peso da Régua): este é O restaurante onde devem ir se querem comer cabrito; Restaurante Dallas (Foz Côa): foi-nos recomendado, mas estava fechado; Restaurante Foz Caffé (Foz Côa): foi o que encontrámos aberto em alternativa ao Dallas, comemos uma ótima costeleta de novilho. Assistir às vindimas: a época principal começa agora. Nem todas as quintas abrem a atividade ao público, mas há umas que aproveitam para atrair os curiosos com programas que incluem a estadia, as refeições, participação ativa na apanha da uva e prova de vinhos. Algumas até permitem pisar as uvas. O Douro é sempre um bom destino e passar por lá é sempre uma boa ideia!!!
  10. Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, hotéis, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então preços muitas vezes vão ser estimativas e albergues, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Meu objetivo era fazer uma peregrinação. Por isso procurei ficar em albergues associados à peregrinação durante o caminho. Mas aproveitei também para conhecer Madrid e algumas cidades de Portugal. Obtive a credencial de peregrino e muitas informações na Associação de Confrades e Amigos do Caminho de Santiago (https://www.santiago.org.br). Não me preocupei com conforto nem com luxo. Minhas paradas foram mais ou menos as seguintes com as respectivas distâncias caminhadas, salvo algum esquecimento (não tenho mais a credencial para confirmar, doei-a para a Associação de Amigos do Caminho): 4.a 28/3: Saint-Jean-Pied-de-Port a Roncesvalles - 30 km 5.a 29/3: Roncesvalles a Villava - 30 km 6.a 30/3: Villava a Pamplona - 4 km Sáb 31/3: Pamplona a Cirauqui - 30 km Dom 01/4: Cirauqui a Los Arcos - 32 km 2.a 02/4: Los Arcos a Torres del Rio - 14 km 3.a 03/4: Torres del Rio a Logroño - 18 km 4.a 04/4: Logroño a Nájera - 27 km 5.a 05/4: Nájera a Redecilla del Camino - 30 km 6.a 06/4: Redecilla del Camino a San Juan de Ortega - 35 km Sáb 07/4: San Juan de Ortega a Burgos - 23 km Dom 08/4: Burgos a Tardajos - 11 km 2.a 09/4: Tardajos a Castrojeriz - 30 km 3.a 10/4: Castrojeriz a Carrion de los Condes - 45 km 4.a 11/4: Carrion de los Condes a Sahagun - 38 km 5.a 12/4: Sahagun a Mansilla de las Mulas - 36 km 6.a 13/4: Mansilla de las Mulas a Leon - 18 km Sáb 14/4: Leon a Villadangos del Páramo (?) - 20 km Dom 15/4: Villadangos del Páramo (?) a El Ganso - 39 km 2.a 16/4: El Ganso a Molinaseca - 32 km 3.a 17/4: Molinaseca a VillaFranca del Bierzo - 27 km 4.a 18/4: VillaFranca del Bierzo a Alto de Polo - 36 km 5.a 19/4: Alto de Polo a Sarria - 31 km 6.a 20/4: Sarria a Ligonde - 36 km Sáb 21/4: Ligonde a Arzúa - 37 km Dom 22/4: Arzúa a Monte do Gozo - 33 km 2.a 23/4: Monte do Gozo a Compostela - 5 km Eu não sou cristão. Meu objetivo não era a instituição Igreja, mas sim a vivência espiritual que transcende as instituições religiosas e remonta à Natureza mais profunda do Universo. A rota que escolhi foi o Caminho Francês, saindo de Saint-Jean-Pied-de-Port. São cerca de 800 Km. Foi muito fácil achar informações sobre esta peregrinação. Ela é muito conhecida e há muitos brasileiros que a fazem. Pode-se encontrar informações em https://www.santiago.org.br, https://www.eurodicas.com.br/caminho-de-santiago-de-compostela, http://www.caminhodesantiago.com.br e http://www.melhoresdestinos.com.br/caminho-de-santiago-roteiro-dicas.html. Para hospedagem veja: http://caminodesantiago.consumer.es/albergues/#camino-frances Em Madrid e Portugal obtive mapas e roteiros turísticos gratuitos das cidades . Durante o Caminho geralmente fui muito bem tratado e muita gente, incluindo agricultores, ofereceu gratuitamente ou a preços reduzidíssimos alimentos, como maças e outros produtos, que em geral recusei, procurando não ofender os ofertantes, para deixá-los para quem estivesse em dificuldades. Foram raras as pessoas rudes durante o Caminho. A sinalização pareceu-me muito boa. Em raríssimas ocasiões fiquei em dúvida devido à falta de sinalização. Além disso, quase todos conheciam o Caminho e estavam quase sempre dispostos a auxiliar . Houve alguns trechos em que a peregrinação seguia por rodovias, o que fez com que fosse necessário ficar bastante atento para evitar acidentes. Houve muitos atrativos naturais, culturais, históricos e religiosos ao longo do caminho, como rios, parques, bosques, montanhas, igrejas, santuários, construções antigas (da Idade Média e da Idade Moderna principalmente), centros culturais, itens da cultura local, etc. Achei que as igrejas, apesar de espetaculares, geralmente tinham um astral carregado, com muitas imagens com aspecto de sofrimento. Em conversa com um padre sobre o assunto, ele me disse que isso se devia a serem de uma época em que houve muitas dificuldades, pestes, doenças, guerras, etc, que as pessoas pensavam serem castigos de Deus. Havia muitas igrejas e santuários enormes, com muitos ornamentos, em localidades pequenas. Em muitas havia símbolos do poder do Estado, provavelmente das idades medieval e moderna. A maioria absoluta das minhas refeições foram feitas com compras de supermercado, padaria ou similares. Pizza, pão, queijo, vegetais, frutas e eventualmente algum doce (eu sou vegetariano). Raras vezes fui a restaurantes ou pedi o menu do peregrino. Achar água potável ao longo da peregrinação foi razoavelmente fácil em alguns poucos trechos. Havia fontes que as pessoas disseram ser confiáveis e de que bebi. Minha mochila estava razoavelmente leve. Cerca de 7 kg, mas às vezes ficava mais pesada devido a comida e água que eu carregava. Em algumas vezes houve chuva e nos primeiros dias houve neve . Estas estiverem entre as situações mais difíceis durante o trajeto. Havia muita gente fazendo o Caminho. Encontrar peregrinos era muito fácil e era possível estar em grupo todo o tempo se fosse desejado. Algo que me surpreendeu foi a quantidade de cruzes e respectivas dedicatórias devido a pessoas que aparentemente morreram fazendo o caminho. E algumas delas ficavam em locais tranquilos, em que era difícil imaginar algum acidente ou cataclisma. Mas nunca se sabe o que pode acontecer, ainda mais considerando as diferentes condições de saúde dos peregrinos e o imponderável. Achei as espanholas lindas. Várias vezes fiquei admirando sua beleza. Acho que é meu padrão favorito de beleza. A circulação entre Espanha, França e Portugal foi livre, sem nenhuma checagem de documentos. Não tive nenhum problema de segurança durante o Caminho nem em Madrid nem em Portugal. Porém a Cidade do Porto e Lisboa pareceram-me não ter a mesma tranquilidade de segurança do que as outras. A Viagem: Minha viagem foi de SP (Guarulhos) a Madrid em 18/3/2007. A volta foi de Madrid a SP (Guarulhos) em 4/5/2007. Na ida e na volta fiz conexão em Buenos Aires. Os voos foram pela Aerolíneas Argentinas (https://www.aerolineas.com.ar/pt-br) A passagem de ida e volta custou aproximadamente US$ 995.00, incluindo todas as taxas. Brasileiros não precisavam de visto para entrar na zona Schengen, que inclui a Espanha, a França e Portugal. Era necessário um seguro de saúde, mas a Associação dos Amigos do Caminho me disse que bastava um documento do Ministério da Saúde dizendo que eu era coberto pelo SUS, pois existia acordo de reciprocidade de atendimento entre Brasil e Espanha. E foi o que eu levei, obtido no escritório do Ministério em SP. Porém o agente da imigração não me pediu nada além do passaporte, perguntou o que eu iria fazer, e quando respondi que pretendia fazer o Caminho de Santiago, disse que não era perigoso, era divertido, prontamente carimbou meu passaporte e autorizou a entrada sem nenhum problema . Cheguei em Madrid na 2.a feira 19/3. Minha bagagem não havia chegado . Perguntei aos funcionários do aeroporto e disseram que talvez chegasse mais tarde, pois poderia estar havendo algum tipo de operação contra terrorismo islâmico. Disseram para que eu deixasse o endereço e telefone que levariam lá, caso chegasse. Mas eu não sabia em que hotel iria ficar e não tinha telefone. Então disseram-me para voltar mais tarde para ver se havia chegado, que foi o que eu fiz. Passei no escritório de turismo do metrô, que era integrado ao aeroporto e peguei mapa e roteiros turísticos a fazer na cidade, além de sugestões de hospedagens baratas. Depois de muito procurar opções, fiquei hospedado no albergue da juventude (provavelmente era o da Calle Mejia Lequerica, 21). Depois de tudo ajeitado, voltei ao aeroporto, já no fim da tarde, e a minha mochila estava lá. Fiquei num quarto coletivo com um dançarino argentino, um japonês, franceses e outros, que foram mudando ao longo da minha estadia. Gostei muito de Madrid . Para as atrações veja https://www.esmadrid.com/pt, https://www.tudosobremadrid.com, https://www.spain.info/pt_BR/que-quieres/ciudades-pueblos/grandes-ciudades/madrid.html e https://www.lonelyplanet.com/spain/madrid. Os pontos de que mais gostei foram os parques, praças, monumentos (eram muitos, mas as Cibeles agradaram-me especialmente), os palácios públicos, os museus (principalmente Reina Sofia e Prado, com destaque para a sequência de Guernica), as igrejas, as vias arborizadas (como Paseo de Recoletos e Paseo del Prado) e a Gran Via. Procurei conhecer todos os locais a pé. Segui vários dos roteiros que havia ganho no escritório de turismo. Eles me pareceram muito úteis e bem apropriados, pois tinham muitas atrações próximas, indicando ainda algumas opcionais, além das que eu descobri por mim mesmo. A população em geral foi muito gentil dando informações sobre os locais . Em uma ocasião um homem de uns 60 anos me falou para falar para o Ronaldo (jogador, acho que na época no Real) que eu tinha ido visitar o urso e o madronho. Fiquei quase um dia todo conhecendo a Gran Via. Os palácios e as igrejas pareceram-me grandiosos. Achei muito bela a estação de Atocha, onde haviam ocorrido os atentados. Gostei dos parques e praças, especialmente a Praça de Espanha e o Retiro, um dos poucos locais em que fiquei com alguma preocupação referente à segurança. Em cada um dos museus Prado e Reina Sofia também fiquei quase o dia todo. Fui no final de semana, em que eram gratuitos. As alamedas próximas a eles pareceram-me locais muito agradáveis para se caminhar. De um modo geral achei a cidade bonita, muito bem organizada e limpa. Os monumentos eram limpos, sem estarem pichados e bem conservados. No sábado à noite achei que havia esquecido meus chinelos no albergue da juventude e fui a pé até ele. Voltei mais de 11 horas da noite e a cidade parecia tranquila, sem a menor preocupação com segurança. No início estava frio , chegando até a nevar um pouco numa tarde. Como consequência, como eu não protegi adequadamente o rosto, minha face, e especialmente minha boca, ficaram queimadas de frio . Precisei trocar de hospedagem na 6.a feira ou sábado porque não renovei minha estadia a tempo e o hostel era muito concorrido. Fui para a Pousada Sudamericana, que uma atendente me informou num guichê. Lá conheci brasileiros e italianas. Paguei US$ 40.61 pelas duas diárias. Fui muito bem tratado no geral. Os únicos locais em que me lembro de ter sido mal tratado foram a Igreja de San Isidro e um mercado de chineses. No final de semana tive um pouco de dificuldade de encontrar locais abertos para fazer compras de alimentos. Tive que recorrer a mercados de chineses, que não gostaram de eu pegar os produtos para ler detalhes das embalagens. Fiz a maioria das refeições com compras de supermercados e comprei um garrafão de água que foi suficiente para uma semana. Procurei usar o supermercado Lidl (https://www.lidl.es), que o argentino me sugeriu como tendo melhores preços. Perto do fim conheci um restaurante vegetariano muito barato chamado Maoz, perto da Praça Maior (http://maoz.com.br), mas que acho que fechou. Conheci vários brasileiros, alguns lá legalmente e outros não. Um pintor, que estava lá como ilegal, falou-me que estava muito sofrido e não estava compensando. Ganhava 1.300 euros por mês e achava que não valia a pena a distância da família e o que estava conseguindo enviar ao Brasil. Outra ocasião em que andava pela rua encontrei um brasileiro que estava vindo de Portugal para tentar emprego. Nos albergues havia uma jogadora de futebol do Brasil e outra brasileira que riu de eu ter queimado o rosto de frio. Fiquei em Madrid uma semana. Na 2.a feira 26/3 de manhã peguei um ônibus para Pamplona da Continental Auto por US$ 33.31 e de lá outro para Roncesvalles por US$ 6.11 da Autobuses Arieda (http://www.autocaresartieda.com), ambos pagos com cartão de crédito. Na viagem conheci a mineira Patrícia que morava em Estella, namorava um espanhol e estava um pouco triste, pois não poderia ter sua profissão reconhecida legalmente lá e o namorado não poderia ter a profissão dele reconhecida no Brasil. Espero que tenham conseguido ficar juntos. Cheguei a Roncesvalles no fim da tarde. O chão estava coberto de neve e o clima era bem mais frio . Fiz os procedimentos para me hospedar no albergue e fui dar uma pequena volta nas redondezas e também conhecer a igreja. Fiquei um pouco assustado com a quantidade de neve e o clima. À noite jantei junto com outros peregrinos comendo o menu do peregrino, que era um prato de entrada, um principal (macarrão) e pães para acompanhar. Acho que tinha uma garrafa de vinho também. Já no quarto conversei com os peregrinos que estavam iniciando o caminho e um que já vinha de outras etapas. O espanhol que já vinha de outras estava de bicicleta e falou sobre caminhos que não eram pela estrada, mas não era o Caminho de Napoleão (que foi a rota usada pelo exército Francês para invadir a Espanha no início do século 19, contexto que provocou a vinda da família real para o Brasil). Todos comentaram que o Caminho de Napoleão poderia ser perigoso, devido à neve. O espanhol falou também de um albergue 24 h em León e que na França havia albergues privados. Eles me sugeriram não ir a Saint-Jean-Pied-de-Port porque o tempo estava ruim e não valeria à pena. Um outro espanhol, Nazco (ou um nome semelhante), estava indeciso sobre ir ou não. Eu estava convencido e decidi ir assim mesmo. Antes de dormir ainda tomei banho quente. No dia seguinte, 3.a feira 27/3, resolvi ir a pé para Saint Jean. Após o café da manhã, saí caminhando. Estava muito frio, com neblina, havia uma pequena garoa ou neve fina. Caminhei até o início da estrada e pensei comigo: "Esta empreitada é grande demais para mim. Vou desistir" . Eu não tinha experiência nem equipamento nem roupas adequadas para neve. Estava de fleece e anorak leves, mas com tênis de pano. Mas resolvi ir um pouco mais para ver melhor a situação e tentar um pouco mais. Subi um pouco pela estrada e avistei uma pequena casa, que parecia ser uma capela. Fui até lá, abri a porta com dificuldade, pois estava bloqueada pela neve, e vi que era muito simples, com uma imagem de Maria. Gostei muito da capela e resolvi ir um pouco mais. Logo a seguir a estrada começou a descer e a neve no caminho a diminuir. Aí definitivamente decidi ir. E fui, sem grandes problemas, apesar de alguns cachorros bravos (ou pelo menos que latiam bastante) no trajeto . Conforme descia o clima melhorava, a garoa passou e a neve no entorno da rodovia ia ficando cada vez menor. Encontrei Nazco no caminho subindo e ele parecia feliz por ter escolhido ir. Pegou carona até Saint Jean, disse que ficou olhando para ver se me via para oferecer carona, e agora já estava voltando para dormir novamente em Roncesvalles. Achei muito belas as vistas , cruzei a fronteira, procurei um posto de imigração para saber se precisava realizar algum procedimento, mas não encontrei. Cheguei a Saint-Jean-Pied-de-Port no meio da tarde. Fui para o albergue oficial da peregrinação, onde Jeanine, de 72 ou 81 anos, recebeu-me muito bem. Perguntei por Madame Debrill, citada no livro "Diário de Um Mago" de Paulo Coelho, mas ela disse que ela já havia morrido e comentou que muitos perguntavam por ela. Ela me tratou muito bem e até fez um bom jantar para mim por 2 euros. Enquanto isso eu fui dar uma volta para conhecer a cidade, que me pareceu interessante, apesar de pequena. O quarto estava cheio de peregrinos durante a noite, vindos de muitas partes diferentes do mundo, a maioria europeus. Na 4.a feira 28/3 comecei a peregrinação. Inicialmente fui com um francês (acho que se chamava Gregorian ou um nome semelhante). Juntos ficamos em dúvida num certo ponto e no meio da estrada fizemos sinal para uma mulher de carro na estrada, que imediatamente parou para nos dar informações . Pensei que seria uma cena altamente improvável em São Paulo. Seguimos e ele achou que eu estava muito lento, querendo ver muitas coisas, conversamos e ele decidiu ir na frente. Tentei ir pela rota fora da estrada e um pouco à frente havia a entrada do Caminho de Napoleão. Havia uma placa dizendo que era proibido seguir aquele caminho fora da temporada de verão, com dizeres alertando sobre o risco em caso contrário. Eu pretendia tentar ir por lá, mas após todas as conversas que havia tido no Brasil e lá sobre aquele trecho, resolvi aceitar o que a placa dizia e ir pela estrada. A subida era um pouco longa, mas aceitável, com as mesmas vistas espetaculares da descida. Os cachorros continuavam lá, latindo bravios. Lembrei-me dos cachorros narrados no livro do Paulo Coelho. Já perto de Roncesvalles encontrei Gregorian parado do lado da estrada. Estranhei e fui cumprimentá-lo. Ele me cumprimentou alegremente e disse que estava sentindo dores nas pernas e os outros peregrinos que ele havia encontrado já tinham ido. Falei para ele que esperaria ele se recuperar para irmos juntos. Ele me disse que não precisava, não queria me atrapalhar. Eu disse que não me atrapalharia em nada, ficamos conversando um pouco e depois ele começou a andar vagarosamente. Acompanhei seu ritmo. Ele me perguntou se eu achava que ele tinha ido muito rapidamente. Respondi que cada um tinha seu ritmo. Estávamos chegando perto da capela e lhe disse que iria visitá-la (novamente), o que daria tempo para ele descansar, mas que se quisesse seguir ficasse à vontade, pois já estávamos próximos da cidade. Fui e a porta estava ainda mais difícil de ser aberta devido à neve no chão e a mochila nas costas dificultava a minha entrada. Mas consegui entrar e apreciá-la de novo. Quando voltei ele já tinha ido. Fiquei feliz, pois significava que havia conseguido. Registrei-me no albergue e fui assistir a Missa do Peregrino, que não havia assistido no primeiro dia em que cheguei em Roncesvalles. Gregorian esperou-me para jantar e jantamos o menu do peregrino sozinhos perto de 20:30. Os outros peregrinos haviam jantado perto de 19 horas. Continuava frio em Roncesvalles, mas o albergue possuía aquecimento interno, o que proporcionou uma ótima noite de sono. Conhecemos vários outros peregrinos, muitos alemães, um americano e outros. Na 5.a feira 29/3 parti rumo a Pamplona. Continuava a chover. A impermeabilização do meu anorak já não estava muito boa, então eu acabava me molhando um pouco. Havia levado um plástico improvisado de casa para proteger a mala, que serviu na maioria das ocasiões. No caminho encontrei um casal de coreanos, que iria fazer o caminho devagar, estimando em 45 dias. A mulher viu que eu estava um pouco molhado e me ofereceu uma capa , que gentilmente eu recusei, pois achei que dava para ir com o que eu tinha. Como não sabia se os albergues estavam abertos em Pamplona, resolvi ficar em Villava, a poucos quilômetros de lá. Jantei com compras do supermercado Eroski City Villava (https://www.eroski.es/localizador-de-tiendas/supermercado/navarra/villava-atarrabia/eroskicity-villaba) por US$ 5.24 pagos com cartão de crédito. Foram cerca de 40 km entre as localidades. Na 6.a feira 30/3 parti e logo cedo cheguei à Pamplona. O albergue da igreja estava fechado naquele período. Só encontrei um albergue aberto dentre os que constavam no meu guia, porém ele só aceitava alemães. Mesmo assim fui até lá, toquei a campainha e, quando a dona, uma alemã típica, atendeu, peguntei-lhe se poderia ficar aquela noite lá. Ela disse que eles estavam abrindo justamente naquele dia e que me aceitava, mesmo eu não sendo alemão . Porém deveria voltar mais tarde, pois ainda iriam arrumar as instalações para os hóspedes. Então eu aproveitei para ir conhecer a cidade. Gostei muito de Pamplona . Para suas atrações veja https://www.enforex.com/espanhol/fazer-pamplona.html, http://www.turismo.navarra.es/esp/organice-viaje/recurso/Localidades/2513/Pamplona.htm, https://www.lonelyplanet.com/spain/aragon-basque-country-and-navarra/pamplona e http://www.euskoguide.com/places-basque-country/spain/pamplona-tourism. Os pontos de que mais gostei foram as construções antigas, os monumentos, os parques, a catedral, as igrejas, a muralha medieval e conhecer o jogo de Pelota Vasca. Como era uma cidade relativamente grande no caminho, programei-me para ficar mais tempo e poder conhecê-la com mais detalhes. Passeei bastante, ficando muito na área em que são feitas as corridas de touros, onde ficam as construções antigas e na muralha medieval. No fim do dia fui assistir jogos de pelota vasca de juvenis no ginásio da cidade . Assisti alguns, mas não pude ficar até o fim pois não quis chegar muito tarde no albergue. Vários outros peregrinos não alemães estavam no albergue e eu acabei ficando no quarto com os alemães. Talvez por ser de tão longe mostraram-se interessados em conversar e saber sobre o Brasil. Quando o assunto foi para a questão da violência, tentei explicar-lhes como funcionava o PCC. Ficaram surpresos, quase incrédulos. Comentaram rindo também que eu estava precisando trocar de tênis, pois o calcanhar estava começando a quebrar devido a tanta neve e chuva, mas eu disse que iria com ele até o fim. Ensinaram-me algumas expressões em alemão referentes ao caminho . No sábado 31/3 descobri que havia um peregrino (acho que americano) que já estava no albergue e iria ficar mais, pois havia tido algum tipo de problema de saúde, talvez nas pernas. Eu não ouvi, mas os alemães me contaram que durante a noite houve muito barulho, um casal (talvez alcoolizado) chegou pedindo para ficar, mas o dono do albergue não aceitou porque eles não tinham a credencial de peregrinos. Após bom café da manhã, parcialmente ofertado pelo albergue, agradeci por terem me recebido e parti. Ainda fiquei boa parte da manhã visitando a cidade. Depois fui rumo a Cirauqui. No caminho um casal de franceses falou-me do jeito incorreto pelo qual eu estava carregando a mochila nas costas. Achei que falaram e demonstraram de um jeito um pouco grosseiro, mas realmente a sugestão que deram melhorou a carga e diminuiu a dor nas costas que estava começando. No fim da tarde ainda encontrei em Puente de la Reina um americano que havia conhecido em Roncesvalles, que disse que eu era "a brave man" por continuar naquele horário e depois cheguei a Cirauqui. Pela minha aparência, acho que a dona do albergue pensou que eu era um peregrino típico e me deu um prato de macarrão . Não deu tempo nem de eu recusar. Como não tinha almoçado, comi o macarrão e depois comi o que havia levado (eu como muito ). Conheci uma francesa que pediu auxílio com o computador, pois estava com dificuldades de entender configurações em espanhol. Tentei ajudá-la um pouco. Ela me mostrou fotos da subida da serra (acho que era a Serra do Perdão) e comentou do cansaço para a subida. Conheci também um francês que tinha começado o caminho bem antes de Saint Jean (acho que de Le Puy). Ele comentou que na França havia muitos caminhos a percorrer e as igrejas ficavam abertas para visitar, fato que até aquele ponto na Espanha nem sempre era verdade. No domingo 01/04, meu aniversário, fui para Los Arcos. Foi um dos melhores dias da caminhada . O tempo estava bom, as dores nas costas haviam sumido, passei por uma fazenda que tinha um dispositivo que oferecia alguns goles vinho aos peregrinos (somente para experimentar). Pela manhã em Estella, reencontrei uma alemã de cerca de 60 anos que tinha conhecido em Roncesvalles. Ela estava sentada numa escada e quando fui cumprimentá-la começou a chorar nos meus ombros. Disse que seus joelhos não estavam aguentando e que não conseguia acompanhar os mais jovens . Eles tinham ido comprar algo e na volta iria decidir se continuaria com eles ou não. Procurei ouvi-la e fazer ponderações para acalmá-la, fiquei com ela algum tempo até que se animasse e quando uma de suas amigas estava voltando, prossegui viagem. Cheguei a Los Arcos no fim do dia. Não tinha alimentos para o jantar e tudo estava fechado. Falei sobre isso com os holandeses que estavam à mesa e eles muito aborrecidos ofereceram-me parte de seu jantar, que eu recusei. Depois de perguntar e procurar orientações descobri um local aberto e pude comprar comida. Durante a madrugada esfriou muito e, como não havia aquecimento interno, precisei levantar algumas vezes e colocar agasalhos. Na 2.a feira 02/04 pretendia ir a Logroño. Foi o dia mais difícil da peregrinação . Teria sido melhor eu ter ficado dormindo . Um peregrino que dormiu no mesmo quarto que eu comentou que durante toda a noite havia chovido. Estava chovendo quando fui tomar café. Após o café preparei-me, coloquei a capa na mala e o anorak em mim, peguei o guarda-chuva e fiquei esperando a chuva passar ou diminuir (era de média intensidade). O francês que havia partido de Le Puy falou-me sorrindo que eu iria esperar bastante. Depois de cerca de meia a uma hora, vendo a hospitalera belga limpar a frente do albergue com um rodo ou vassoura, decidi partir. O tempo estava bem hostil, chuva, frio, vento. Conforme foi avançando a hora esquentou um pouco e houve alguns momentos em que a chuva diminuiu e quase parou. Mas depois voltou forte . Quando fui cruzar um curso de água numa área rural, que parecia uma enorme enxurrada, não avaliei bem a força da correnteza nem a profundidade. Quando dei um passo no meio, afundei mais do que a cintura, perdi um pouco do equilíbrio e quase caí para trás na correnteza com o peso da mochila . Tive que fazer força na perna e no joelho, o que talvez tenha me custado caro para depois. Na hora não senti nada. Depois disso decidi parar em Torres del Rio. Achei que não valia a pena continuar naquelas condições. Estava ensopado, hipotérmico e cansado . Pouco antes de mim chegou um casal de Murcia. À noite, começou uma enorme dor na minha perna direita , a mesma que havia forçado no curso de água. Eram fisgadas, principalmente quando apoiava a perna no chão. Fui mancando comprar a comida para o jantar. Conheci uma alemã, que comentou que poderia ser porque eu tinha ficado com os pés molhados por muito tempo. Talvez fosse algum tipo de dor reumática. Ela estava com os pés machucados. Progredi bem menos do que eu pretendia. Cheguei a pensar que não conseguiria continuar ou pelo menos não conseguiria terminar no tempo necessário para ir a Portugal. Na 3.a feira 03/04 fui para Logroño. Fui devagar, pois havia momentos em que doía muito a perna. Com o tempo eu fui achando uma posição em que doía menos, mas periodicamente voltavam algumas fisgadas. Após chegar, mesmo com um pouco de dor, mas sem a mochila nas costas, fui dar uma volta na cidade. Gostei também . Embora menor do que Pamplona, pareceu-me bem interessante. Em alguma destas paradas conheci um espanhol, que iria parar temporariamente o Caminho para encontrar os pais e disse que gostaria de me reencontrar mais para frente, algumas alemãs, que fizeram uma disputa de Liga dos Campeões para ver quem cozinhava mais rápido e muitas francesas, que me ofereceram espaguete que haviam feito, que gentilmente eu recusei. Também havia conhecido um casal de holandeses, cuja mulher era enfermeira. Quando ela me reencontrou, perguntou o que havia ocorrido com minha perna. Eu contei e ela me sugeriu andar menos em cada dia e mais devagar. Num outro episódio, um homem falou-me "Bom Dia!" e eu respondi com a mesma expressão, achando que pudesse ser português ou que tivesse percebido que eu era brasileiro. Talvez ele fosse da Galícia, em que se usa uma expressão parecida no dialeto local. Ele me chamou para conversar e me ofereceu trabalhar na sua companhia, que era algo como um circo itinerante. Pensei no pintor que havia conhecido em Madrid e me interessei em saber detalhes. Disse que pagava 200 euros, mais hospedagem, alimentação e tabaco. Se soubesse dirigir pagava mais 100 euros. Pensei comigo que isso era trabalho escravo . Ri, agradeci, mas nem continuei na conversa, pois era um quarto do que o pintor brasileiro ganhava em Madrid. Na 4.a feira 04/04 estava melhor, mas ainda havia dor de vez em quando. Decidi ir para Nájera, mas se não desse, pararia antes. Mas consegui. Cheguei a Nájera no meio da tarde. Lá encontrei um homem de uns 70 anos que vendo que eu era peregrino, convidou-me a conhecer a igreja de sua família (acho que era do século 15). Achei-a espetacular e fiquei surpreso com uma igreja particular daquele tamanho. No Brasil só havia visto igrejas particulares (que não fossem da Instituição Igreja) dentro de fazendas e eram bem menores. Dei uma pequena volta pela cidade e fui descansar. Não fui conhecer as tumbas dos reis porque estava um pouco cansado e para não forçar a perna, que estava melhor. Na 5.a feira 05/04, sentindo a perna bem melhor, resolvi tentar ir um pouco além. Fui até Redecilla del Camino. No caminho passei por Santo Domingo de la Calzada, onde parei para conhecer alguns pontos, principalmente os históricos e religiosos, que havia visto nos guias. No caminho uma espanhola me ultrapassou e depois nos encontramos no albergue à noite, quando falou que o mais importante era não ter mais chuva. Num dos dias conheci um espanhol chamado Angel, a quem ofereci parte do meu jantar, mas ele disse que iriam comer muito bem, pois estavam cozinhando. Em outra ocasião, a alemã que estava com os pés doendo perguntou-me sorrindo se eu já havia comido algo diferente de pizza. Reencontrei o americano que tinha passado em Puente de la Reina, ele se surpreendeu e me disse que quando eu o passei na estrada, esperava não mais me encontrar. Falei para ele que tinha ocorrido um problema com minha perna. Em um dos locais voltei a comer o menu do peregrino (novamente foi macarrão o prato principal) por 7 euros. Na 6.a feira 06/04 fui para San Juan de Ortega, um lugar bem frio . No caminho, por querer seguir estritamente as setas, acabei entrando num bosque cheio de vegetação e espinhos. Quando cheguei na margem do rio, achei melhor não atravessar e voltar para a estradinha, pois aquela água fria na perna que ainda não estava 100% poderia ser desastrosa. Quando fui voltar, acabei tropeçando em algum cipó ou tronco e caí com a mão, o pulso e um pouco do braço em cima de espinhos (parecia ser do tipo Coroa de Cristo). Eles entraram na minha carne. Doeu . E não foi só na hora. O incômodo que eles causaram durou por quase uma semana. Por coincidência era sexta-feira santa. Eu que sempre achei que Jesus espiritualmente estava muito acima da violência que sofreu, pude sentir na carne um infinitésimo do que foi aquela violência. No fim da tarde cheguei a San Juan de Ortega e o padre, já um pouco idoso, estava recebendo os peregrinos e fornecia uma pequena sopa simbólica. Um suposto americano me disse que não havia nenhum local para se comprar comida lá, mas acho que ele tinha entendido errado e os locais estavam fechados somente naquele horário. De qualquer modo, com esta informação, como eu não tinha levado comida, comi a sopa do padre com prazer e pensando que seria meu jantar. Depois descobri que havia um restaurante, em que mais tarde fomos jantar. Reencontrei o casal de Múrcia, que riu quando perguntei ao dono do restaurante como era a salada e ele respondeu que era verde. Conversando com o americano, ele disse que era médico, era irlandês mas vivia há muito nos Estados Unidos. Conversamos sobre a busca espiritual e ele parecia estar descobrindo um novo mundo . À noite passei muito frio , pois só havia um cobertor muito fino e lá era frio e úmido. No sábado 07/04 fui para Burgos. Gostei muito de Burgos . Para suas atrações veja https://www.lonelyplanet.com/spain/castilla-y-leon/burgos, https://www.spain.info/pt_BR/que-quieres/ciudades-pueblos/otros-destinos/burgos.html, http://www.aytoburgos.es/turismo-en-burgos e https://www.inspirock.com/spain/burgos-trip-planner. Os pontos de que mais gostei de burgos foram a catedral, as áreas naturais, as construções históricas e religiosas, os monumentos e o rio. Fui recebido no albergue com uma azeitona no palito de cortesia. Programei-me para poder ficar razoável tempo e conhecer a cidade. No domingo 08/04, Páscoa, fiquei visitando Burgos quase o dia inteiro. Pela manhã reencontrei o casal de holandeses e a enfermeira me disse que minha perna parecia bem melhor ao observar meu caminhar, ao que eu respondi dizendo que sim, tinha melhorado muito. No fim da tarde reencontrei a alemã de cerca de 60 anos e ela parecia bem e feliz . Narrou-me que havia assistido bem de perto a celebração de Páscoa e ficado bem próxima ao bispo ou responsável pela celebração. Fiquei feliz. No fim do dia fui para Tardajos, um local bem próximo, pois saí tarde de Burgos. Eu jantei e após admirar o céu, fui dormir. A mesma alemã estava lá e ficamos no mesmo quarto com outros peregrinos. Não a vi mais depois disso. Na 2.a feira 09/04 fui para Castrojeriz. Encontrei à noite no albergue o casal de jovens alemães que havia se formado no primeiro dia da viagem em Roncesvalles, com uma garrafa de vinho. Sentei com eles e perguntaram se não me importava que fumassem (acho que era maconha), ao que respondi que não. Ofereci-lhes parte do jantar e aceitaram e no fim pediram uma parte do chocolate preto que eu tinha. Dei-lhes. Ofereceram-me um pouco de vinho e, para não gerar uma situação embaraçosa e também para experimentar, aceitei um pouquinho. O hospitaleiro zangou-se conosco (ou com eles), disse que não era adequado ficar bebendo e fumando maconha numa peregrinação. Este não era bem o tipo de caminhada que eu desejava, eu não pretendia ser um turista, mas sim um peregrino. Na 3.a feira 10/04 pedi desculpas ao hospitaleiro pelo dia anterior, mas ele disse que o problema não havia sido comigo. Saí com o propósito de andar bastante. Perto da hora do almoço encontrei o casal de alemães da noite anterior e a moça ofereceu-se para pagar algo para eu comer. Mas eu não costumo parar para almoçar durante as caminhadas, então agradeci e delicadamente recusei. Prossegui até Carrion de los Condes. Num pequeno empório da cidade comprei os pães que restavam e depois ouvi os fregueses reclamando que não havia pão. O próprio dono veio comentar comigo para aproveitar bem o pão, pois havia acabado com seu estoque. Pensei até em devolver alguns, mas eram poucas peças grandes e ficou inviável . Lá conheci um alemão (Matiah - não sei se é assim que se escreve) e um francês. Ficamos apenas nós 3 num albergue pequeno, jantamos juntos e compartilhamos parte do jantar . Conversamos sobre o caminho, atualidades europeias e várias outras coisas. O meu sono foi muito bom. Na 4.a feira 11/04 fui até Sahagun. Na 5.a feira 12/04 fui até Mansilla de las Mulas. Numa das paradas fiquei num albergue com alemãs, sendo uma luterana, que não se conformava com as regras que o padre do albergue tinha feito para os hóspedes. O padre irritou-se com ela e se desentenderam durante à noite, mas nada grave. Foi para ele que perguntei sobre o astral das imagens nas igrejas. No dia seguinte reencontrei a alemã parada descansando. Ela me disse que tinha algum problema na perna e tinha que andar devagar. Fiquei comovido pela expressão dela e lhe desejei boa sorte. Na outra parada reencontrei o francês e ele me disse rindo que havia encontrado Matiah perto de 20 h e este ainda iria para uma localidade à frente. Num dos albergues encontrei italianos de Verona, falei-lhes sobre o titulo italiano do início da década de 1980, com Briegel, algo que muito os surpreendeu que eu lembrasse. Numa ocasião conheci sulafricanos, comentei da minha passagem por Johanesburgo e concordaram comigo de que não havia um relacionamento amistoso entre negros e brancos. Quando eu disse que era do Brasil, a mãe deles citou Maradona, que seu filho rapidamente corrigiu. Em outra ocasião, um dos hospitaleiros me ofereceu uma bota , quando falei que minha perna não estava muito boa, mas eu delicadamente recusei. Certa vez, estava cantando e um alemão apareceu, perguntou de onde eu era, falou do Pelé, eu tirei o agasalho e mostrei a camisa do Santos, time do Pelé. Paradas à frente, ele comentou com outra peregrina que enquanto muitos caminhavam reclamando, ele me havia visto cantando . Como eu não seguia exatamente os horários dos europeus, começava mais tarde e parava mais tarde, em alguns albergues hospitaleiros pediram-me para acelerar. Em um deles, um nem me deixou tomar café. Acabei de usar o banheiro e ele me falou para partir . Em Carrion de los Condes as faxineiras municipais encontraram-me tomando café quando chegaram para limpar o albergue . No meio de um trajeto duas peregrinas espanholas pediram para tirar uma foto comigo, que aparentava um peregrino do caminho. Quando o clima esquentou e o sol começou a ficar mais forte, comecei a ficar queimado, principalmente nas orelhas . Meu protetor solar estava fora de validade e acho que não estava me protegendo adequadamente. Procurei colocar toalhas nos pescoço e nas orelhas e plásticos nos braços e mãos. A questão do pescoço e das orelhas foi resolvida, mas acho que os plásticos fizeram concentrar suor e me geraram alergia . Quando eu entrei numa pequena igreja, muito antiga, em que estava sendo feita limpeza por faxineiras, percebi que elas pararam surpresas com a minha aparência, com tudo aquilo, talvez achando que eu era um peregrino das antigas . Na 6.a feira 13/04 fui até Leon. Levei bastante tempo entre a chegada às bordas de Leon e a chegada ao albergue. Percebi como a cidade era grande, com um ampla zona comercial ou industrial. Fiquei hospedado no albergue das Irmãs Carbajalas. Nem procurei o albergue 24 h, pois imaginei que teria ambiente turístico, com pouco silêncio para dormir. Como cheguei no meio da tarde, saí para conhecer um pouco a cidade. Fiquei bastante tempo comendo, cerca de 1 hora (eu não tinha almoçado), do que uma hospitaleira fez piada . À noite fomos a uma pequena celebração na igreja das irmãs. No sábado 14/04 fui conhecer um pouco mais León. Gostei da cidade . Para as atrações veja http://www.turismoleon.org, http://www.turisleon.com/es e http://www.leon.es. Numa igreja, quando fui entrar numa sala para conhecer, o padre assustado me perguntou aonde eu ia. Quando lhe disse que iria somente ver o que havia, ele me disse que não havia problema e só tinha me chamado porque as pessoas vão entrando e não se sabe para onde vão. À tarde fui para alguma cidade próxima. Acho que era Villadangos del Páramo. No domingo 15/04 aproveitei para andar bastante e fui para El Ganso. Achei este lugar tranquilo e meio afastado, exatamente do tipo de que gosto. No caminho passei por Astorga (http://turismoastorga.es), em que fiquei algum tempo para conhecer as obras arquitetônicas e históricas. Achei-a uma localidade muito bela . Numa ocasião, vi um homem velho parado numa pequena povoação, era a única pessoa visível ali, cumprimentei-o, ele respondeu sério, e continuei. Acabei caindo em pensamentos e perdendo a atenção e iria errar o caminho, quando ouvi gritos ao longe. Era o homem alertando-me para o erro. Voltei um pouco e reencontrei as setas e o caminho correto. Isso foi providencial, pois estava ameaçando chuva e eu não queria correr o mínimo risco de voltar a dor na perna. Fiquei feliz e quando olhei de volta para agradecê-lo, ele havia sumido. Impressionante como ele foi rápido, pois havia uma larga extensão para ele andar até eu não poder mais vê-lo. A aparência frágil dele enganou-me . Em outra situação um hospitaleiro comentou que achava que alguns peregrinos eram bon vivant e aproveitadores e parecia aborrecido com isso, apesar de depois completar que havia alguns pelos quais valia a pena se sacrificar. Na 2.a feira 16/04 fui até Molinaseca. Entre El Ganso e Molinaseca passei por Foncebadón e pela Cruz de Ferro, um ponto bem alto com uma cruz em que os peregrinos deixam pedras das localidades de onde vêm. Achei Foncebadón muito interessante, medieval, com suas antigas construções de pedra. Entrei numa pequena igreja de pedra para conhecê-la. Estava havendo uma missa. Não havia ninguém assistindo. Dois padres estavam rezando, um em latim, que só olhava para baixo, e outro em espanhol, que olhava para a igreja vazia. Eu estava com toalha no pescoço e orelhas e plástico nas mãos. O padre que rezava em espanhol olhou para mim como quem estava vendo um extra-terrestre . Delicadamente eu comecei a admirar a igreja e conhecer suas partes, procurando atrapalhar o mínimo a celebração. Quando eu já ia indo, chegou a hora do Pai Nosso. O primeiro padre começou em latim, o segundo repetiu em espanhol e eu repeti em português. Acho que aí o primeiro padre teve certeza de que havia mais alguém na igreja e passou a esperar um tempo a cada frase para que eu pudesse repeti-la em português. A cara do padre que rezava em espanhol ficou ainda mais espantada . Quando acabou o Pai Nosso eu acenei com a cabeça cumprimentando-o e o agradecendo e me fui. No meio da tarde, após longa subida, cheguei à Cruz de Ferro. Cumprimentei dois peregrinos que lá estavam, sem perceber que um deles chorava, parecendo estar sob emoção profunda. Logo saí para conhecer os arredores para deixá-lo em paz em sua aparente homenagem a alguém. Após algum tempo olhando os arredores, quando ele se afastou um pouco da cruz, voltei para observá-la. Peguei uma pedra de lá que minha prima Bernadeth havia pedido. Depois me arrependi, pois poderia ter pego de muitos outros lugares, e peguei justamente de um local para onde as pessoas levam suas pedras para depositar por suas crenças. No fim do dia cheguei a Molinaseca, onde já na entrada vi uma propaganda da Casa do Elias, que dizia ser o amigo dos peregrinos. Fiquei meio desconfiado com a propaganda, mas fui lá e realmente ele atendeu muito bem . Em seu empório ele tinha muitas coisas, e comprei queijo de ovelha misturado com vaca e mais algumas coisas. À noite no hostel reencontrei Gregorian, que parecia bem e estava viajando com os alemães, um dos quais havia falado de Pelé. Reencontrei as francesas que me haviam oferecido espaguete e me haviam visto com a perna dolorida. Elas ficaram muito contentes, gritaram e me cumprimentaram efusivamente . Acho que pensaram que eu não conseguiria prosseguir na situação em que me viram. Gregorian convidou-me para uma cerveja, mas eu recusei, fui tomar banho e jantar. Como já era tarde, acabei ficando só na sala de jantar. Quando voltaram das cervejas, vários me cumprimentaram em voz alta e os que estavam dormindo pediram silêncio . Na 3.a feira 17/04 fui para VillaFranca del Bierzo. A alergia melhorou, mas ainda incomodava. Minhas mãos e braços ficavam muito inchados, provavelmente pelo calor dos plásticos. Passei por Ponferrada (https://www.ponferrada.org/turismo/en), em que achei o Castelo Templário espetacular . O albergue de VillaFranca era todo estilizado, preocupado com o meio ambiente e sustentabilidade e com inclinação esotérica. Numa das paradas, por um hospitaleiro que anteriormente tinha sido guerrilheiro (acho que do ETA ou alguma organização semelhante), fiquei sabendo que no dia em que eu havia tomado aquela chuva, que me custou aquela enorme dor na perna, um inglês (portanto provavelmente alguém acostumado à neve) havia optado por seguir o Caminho de Napoleão no início do caminho em Saint Jean, só que como lá era muito mais alto, ao invés de chuva ele pegou neve, provavelmente se perdeu, caiu num buraco, acabou tendo hipotermia e, mesmo sendo socorrido após algum tempo, não resistiu e morreu. Por alguns dias de diferença eu escapei desta nevasca . Em outra ocasião, ao ir comprar alimentos, a dona do estabelecimento ofereceu-me gratuitamente uma maça, mas quis pagar por ela, aí a mulher achou muito o que eu dei e colocou mais itens. Na 4.a feira 18/04 fui até Alto do Polo. No início da tarde, na base da subida para o Cebreiro, encontrei o alemão que me falou de Pelé, e ele já tinha parado num albergue e me falou que era melhor subir para o Cebreiro pela manhã, quando se está descansado. Seu amigo explicou-me o significado de herzlich willkommen, como vindo do coração. Logo a seguir, perto de 14 hs encontrei um brasileiro, dono de um albergue, que me falou que a subida até o Cebreiro levaria cerca de 5 ou mais horas, e que eu pegaria os albergues lá em cima lotados chegando tarde. Mas eu decidi ir assim mesmo, só que fui preocupado. Fui tão concentrado, que acabei subindo em 2:45 hs. Mesmo assim ainda parei algumas vezes para desfrutar da paisagem . No caminho encontrei outro peregrino conhecido (acho que era alemão ou do leste europeu) pegando água de uma fonte. Perguntei se era confiável, ele disse que sim, e resolvi experimentar também. Havia um cemitério logo no início daquele povoado de origem celta. Como ainda era cedo, agora sem a pressão do horário, resolvi seguir um pouco mais. A vista lá de cima era espetacular . Fui até Alto de Polo, onde fiquei num albergue que era também bar ou restaurante. Fiquei só. Quando a dona me disse que tratava bem os peregrinos, perguntei-lhe quanto era a contribuição padrão ou sugerida e ela me disse 5 euros. Em frente havia outro hotel ou restaurante, pedi para ver o menu, para ver se achava algo mais barato, mas não achei e resolvi jantar no local em que estava hospedado, até como forma de pagar algo mais a elas. Porém neste hotel em frente reencontrei o francês que havia conhecido junto com Matiah junto com uma amiga. Conversamos até o prato deles chegar e eu voltei para jantar no albergue em que estava. A moça (provavelmente filha da dona) fez o menu do peregrino para mim, incluindo um copo de vinho. Fiquei sozinho no albergue. A noite foi muito boa . Peguei alguns cobertores adicionais de outras camas, pois achei que estava um pouco frio. Na 5.a feira 19/04 fui até Sarria. O albergue em que eu tinha ficado não tinha pães ou similares, que eu pudesse ir comendo enquanto caminhava. Fui ao hotel restaurante em frente e o dono, aparentemente aborrecido, disse-me que eu o havia feito mostrar todo o menu no dia anterior e não tinha comprado nada. Falou-me para ir procurar em outro lugar, como o albergue em que havia ficado. Segui sem tomar café. No caminho eu o vi dirigindo um trator para trabalhar na terra. Seguindo, encontrei uma mulher aparentemente dando pequenos pães, mas quando perguntei disse-me que era 1 euro. Achei-o muito fino para pagar 1 euro. Ela disse que poderia levar de graça, mas agradeci e segui sem levar. Mais à frente uma mulher de aparentemente mais de 60 anos estava no meio do caminho com um carimbo perguntando aos peregrinos se desejavam que colocasse seu selo na credencial. Eu disse rapidamente que não e a reação dela pareceu-me ser de decepção . Talvez ela ficasse feliz em alegrar os peregrinos com seu carimbo. Poderia ter dito não de modo melhor, com um sorriso nos lábios e pondo a mão em seu ombro. Desci, achei um local para comprar o café almoço, mais à frente pedi para sentar numa mesa de uma lanchonete para comer, mas a dona me disse rispidamente que havia muitos locais públicos em que poderia sentar. Então mais à frente achei um e fiz minha refeição. No fim da tarde cheguei a Sarria. Numa determinada ocasião um velho perguntou-me sobre meus pais e quando lhe disse que meu pai havia morrido com 76 anos, disse-me que meu pai havia morrido cedo. Acho que ele tinha mais do que isso. Numa parte do caminho encontrei um francês com quem caminhei algum tempo. Ele falava de como tinha optado pelos ramos do caminho mais rurais, ao invés dos urbanos, e como tinha gostado da chuva que veio em um dos dias. Nesta chuva eu tinha me atrapalhado um pouco, mas nada grave, bem diferente daquelas no início do Caminho. Estava bem mais quente. Depois de algum tempo, falei-lhe que dali para frente continuaria um pouco sozinho, para poder entrar em contato mais profundo com o Caminho. Numa das noites, encontrei uma família de espanhóis num albergue, cujo filho adolescente estava em dúvida sobre que direção profissional tomar. Falei-lhe da minha experiência profissional, mas ele pareceu confuso com minhas explicações. Sua mãe estava na mesa conversando com outras mulheres. Os maridos estavam lavando louça, mas participavam da conversa também. No dia seguinte reencontrei-lhes e lhe desejei boa escolha do caminho a seguir. Eles só iriam até aquela cidade e continuariam a peregrinação em outra ocasião, fato comum entre os espanhóis. Na 6.a feira 20/04 fui até Ligonde. Antes de sair porém, fui procurar pelo local do Estádio de Sarriá, palco da derrota brasileira em 1982. Eu me lembrava que era numa cidade grande, que não era o caso de Sarria, mas estava meio confuso com o nome. Perguntei a um velho, que me disse que era em Barcelona. Aí eu me lembrei que realmente era e tinha sido demolido. No sábado 21/04 fui até Arzúa. Um dia encontrei um espanhol num albergue que ficou indignado pelo fato do albergue ser cobrado (6 euros). Disse que se conseguisse um carro iria pegá-lo para ir para outro que sabia ser gratuito. Em outra ocasião, quando falei para uma responsável por um albergue que a situação econômica do Brasil não estava muito boa, ela sensibilizou-se e disse que poderia retirar meu nome da lista de hóspedes e eu não precisaria pagar nada. Surpreendi-me, não concordei, disse que não havia problemas em pagar e que não seria justo eu não pagar e usufruir das doações sem estar em necessidade. Ela havia perdido a mãe há pouco e parecia num estado muito sensível. No domingo 22/4 cheguei a Monte do Gozo, última parada antes de Compostela. Poderia ir até o albergue de Santiago, mas decidi ficar ali e me hospedar em Compostela na manhã seguinte. O hospitaleiro ofereceu-me grão de bico, que experimentei um pouco , mas preferi deixar para quem não tivesse conseguido comprar comida e comi a minha. Fui dar uma volta nos arredores e vi um monumento aparentemente de peregrinos num gramado próximo. Fui lá apreciá-lo e vi que as estátuas olhavam para algum ponto. Então fiquei na posição delas e focalizei o ponto para que olhavam. Surpresa!!! Era a Catedral de Santiago de Compostela, o ponto final de chegada. Não pude conter uma enxurrada de lágrimas e me lembrar de tudo o que havia acontecido, desde o pensamento de desistir no início, da morte do inglês, de quase cair na enxurrada, da enorme dor na perna, de novo pensar em desistir, da queda nos espinhos, das queimaduras, da alergia, do frio, de todas as pessoas que havia conhecido, com um pouquinho de suas histórias e de tudo mais. Depois de vivenciar aquele momento, resolvi ir procurar o albergue em que ficaria em Compostela. Andei bastante, mas como era domingo, muito estava fechado. Não encontrei o albergue do Seminário Menor. Mas pude ter uma noção do que era a cidade. Não quis ir até a catedral. Deixei para o dia seguinte. Na 2.a feira 23/04, logo de manhã, hospedei-me no albergue, que permitia que se ficasse até 2 ou 3 noites. Nos outros albergues do Caminho, só se podia ficar uma. A atendente me disse que ainda estavam limpando e não tinham aberto, mas eu poderia deixar minha mochila e voltar depois. Pedi um cobertor a mais, ela foi pegar e disse "Esses brasileiros, sempre com frio!" . Depois fui até a Catedral e após contemplar sua frente um pouco, fui assistir a missa de encerramento da peregrinação. Nela havia um ritual diferente, o Botafumeiro, em que um incensário balançava pelo corredor central espalhando fumaça . Na missa avistei o francês que preferia os caminhos rurais. Terminando a missa fui novamente admirar a frente da catedral e passear um pouco pela cidade para conhecê-la. À tarde voltei para ver o local onde ficam os restos mortais de Tiago, atrás do altar, que muitas pessoas tocam, abraçam e beijam. Gostei de Compostela , mas a achei muito povoada por comércio turístico, bem diferente do clima da peregrinação que eu tinha feito. De qualquer modo, havia também várias atrações vinculadas à religiosidade e à espiritualidade. Para as atrações de Compostela veja https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/santiago-de-compostela e https://www.lonelyplanet.com/spain/cantabria-asturias-and-galicia/santiago-de-compostela Na 3.a feira 24/04 continuei passeando pela cidade, descobri que havia um ônibus para o Porto no meio da tarde e o peguei. Perguntei se era necessário algum procedimento para entrar em Portugal, mas me disseram que não. Antes de partir reencontrei o alemão que havia me explicado sobre herzlich willkommen e Gregorian, que parecia bem. Falei-lhes do Museu do Peregrino, que havia visitado, de que havia gostado e que era gratuito. Eles haviam falado de Finisterre, o fim da terra, que é uma continuação tradicional do Caminho, para deixar tudo que usou na peregrinação, e pretendiam ir até lá. Eu não fui com eles, pois se fosse não teria tempo de ir até Portugal. Passei também no local que dava certificado aos peregrinos, para registrar meu nome, mas não quis o certificado. Enquanto caminhava, parei numa casa para perguntar para uma velhinha onde era o Seminário Menor e ela voltou com um punhado de moedas e me deu. Devolvi e lhe disse que estava pedindo informações e não dinheiro. Cheguei ao Porto no fim da tarde (havia uma hora de fuso). Fiquei no albergue da juventude. Já na chegada percebi que a língua não era tão igual assim e os portugueses procuravam prestar muita atenção para entender o que eu falava e vice-versa. Fiquei lá até 6.a feira 27/4. Gostei muito do Porto . Para suas atrações veja http://www.visitporto.travel/Visitar/Paginas/default.aspx, https://www.tudosobreporto.com, https://www.feriasemportugal.com/porto e http://portoportugalguide.com/porto-portugal-pt.html. Os pontos de que mais gostei foram as pontes, o rio, o mar, as construções históricas, as igrejas, os equipamentos culturais, os parques, a arquitetura dos estádios e a visita com degustação de vinhos gratuita (naquela época) no alojamento Graham. Na 4.a feira 25/04, feriado nacional da Revolução dos Cravos, fui conhecer a parte central e histórica. A cidade estava bem deserta, cheguei até a ficar com um pouco de receio, mas conforme a hora foi avançando, as ruas foram ficando mais povoadas. Não tive problemas de segurança. Num beco as pessoas pareciam tensas quando me viram observando as construções. Quando me dirigi a elas falando que o pneu de um carro lá estacionado estava furado, um homem sorriu e seu semblante ficou mais leve. Quando estava conhecendo a parte histórica, inadvertidamente fiquei em cima da linha férrea olhando o mapa. Repentinamente ouvi um barulho de buzina. Olhei para a frente e vi o bonde lentamente vindo em minha direção. O condutor, de cerca de 60 anos buzinava nervoso, enquanto sua assistente bem jovem, ria . Saí imediatamente da frente e o bonde passou. No fim do dia comprei uma garrafa de vinho do Porto. Foi uma marca barata, mas me arrependi e deveria ter seguido a sugestão de uma portuguesa no supermercado e comprado uma marca tradicional. À noite encontrei alguns brasileiros que haviam chegado ao albergue, um deles morava em Lisboa e falou sobre a cidade, com sugestões de hospedagens e locais. Outro era ligado a Cinema e viajava pela Europa. Havia também um americano que viajava pela Europa e gostava muito de conversar. Num dos dias fui à praia e pedi para deixar minhas roupas sob a guarda de um bar lanchonete. Havia placas dizendo para se tomar cuidado com o choque térmico devido à diferença de temperatura entre a água do mar e o corpo. Quando entrei até a canela senti a água muito fria . Acabei desistindo de mergulhar. Não pude entrar em nenhum dos estádios, o Dragão estava fechado e o do Boa Vista estava tendo um treinamento que não se podia assistir. Tive dificuldade em achar banheiros públicos, assim como em Lisboa. Acabei usando o de igrejas, empresas de ônibus e até o rio e áreas verdes na sua margem. Na tarde do último dia, meu último programa foi ir a uma visita com degustação de vinhos no alojamento Graham, de que muito gostei. Quando cheguei, havia um casal de americanos ou ingleses na frente, então as explicações foram em inglês, devido à maioria. Chegaram duas portuguesas, mas aí já era tarde para mudar a língua. Depois de toda a visita e explicações, foi oferecida degustação de diversos tipos de vinho, incluindo um vintage, que achei maravilhoso . Saímos de lá um pouco trôpegos, pois eu (e acho que elas também) não estou acostumado a beber álcool. Mesmo assim fui a pé até o ponto de saída do ônibus para Fátima. Peguei o ônibus no fim da tarde e cheguei em Fátima no início da noite. Fui até o centro de peregrinos Pão da Vida. Havia um peregrino na minha frente que tinha subido a serra a pé (se bem me lembro estava descalço) e falava de dores nos pés. O responsável perguntou-me se eu tinha vindo a pé. Disse-lhe que não, porém que havia feito o Caminho de Santiago. Então ele me aceitou como hóspede. O albergue era gratuito, entretanto aceitava doações. Fiquei em Fátima até domingo 29/04. Gostei muito . Para as atrações de Fátima veja https://pt.wikipedia.org/wiki/Fátima, https://www.dicasdelisboa.com.br/2016/03/santuario-de-fatima-em-portugal.html# e https://www.feriasemportugal.com/fatima. Os pontos de que mais gostei foram o Santuário e a rota de peregrinação para conhecer a vida dos pastorinhos e as aparições. Nos diversos dias fui até o Santuário, que tinha uma cerimônia de velas à noite, que achei bastante interessante . Havia bastante gente, principalmente nas celebrações. Achei o clima bastante inspirador para espiritualidade e autoconhecimento. No início da tarde do domingo peguei um ônibus para Lisboa. O motorista, que acho que não conhecia bem Lisboa, não soube me indicar onde era o Parque das Nações, onde eu tinha informação de que era o albergue da juventude. Assim sendo, acabei ficando no ponto final, que depois descobri ser bem longe de lá. Voltei tudo andando a pé, mas não havia vagas. Fui então ao albergue que o brasileiro que tinha conhecido no Porto e morava em Lisboa tinha indicado, que era em Almada. Fui muito bem tratado e consegui vaga sem problemas. Achei espetacular a vista de Lisboa a partir dele , tanto diurna como noturna. Reencontrei o brasileiro ligado a Cinema que havia conhecido no Porto. Fiquei em Lisboa até 5.a feira 03/05. Gostei de Lisboa . Para as atrações veja https://pt.wikipedia.org/wiki/Lisboa, https://www.visitlisboa.com/pt-pt, https://www.dicasdelisboa.com.br/# e https://guia.melhoresdestinos.com.br/lisboa-157-c.html. Os pontos de que mais gostei foram a vistas do rio, as construções e monumentos históricos, especialmente o Padrão dos Descobrimentos e o mapa no chão com os locais até onde os portugueses foram, os bairros típicos locais, a arquitetura dos estádios de futebol, as áreas verdes, a ponte e a vista a partir de Almada. Na 3.a feira 01/05 tive dificuldade em conseguir ônibus para voltar, pois no feriado a quantidade e frequência dos ônibus era menor. Como começou a chover fraco, esfriou e a situação ficou ainda mais inóspita . Quando fui visitar a Praça do Comércio, veio um rapaz me perguntar se eu desejava haxixe . O brasileiro que morava em Lisboa havia previsto que isto iria acontecer quando nos encontramos no Porto anteriormente. Em certa ocasião cruzei com um carro de polícia, que estranhou o fato de eu estar indo em direção a um campo de futebol, que eu não sabia estar abandonado. Quando voltei do campo, o carro novamente cruzou comigo, pediu para que eu parasse e pediu meus documentos. Depois de verificar tudo e ver que estava regular, perguntou o que eu tinha ido fazer naquele campo. Talvez fosse local de consumo de drogas. Eu expliquei que gostava de futebol e não sabia que estava abandonado. Falei que pretendia ir conhecer a Faculdade de Arquitetura e me sugeriram almoçar lá. Num dos dias, chegou um português (aparentemente um filólogo) à noite no quarto do albergue em que eu estava e começou a querer conversar sobre filosofia, após eu lhe responder que tinha ido fazer o Caminho de Santiago. Mas como eu já estava dormindo, acabei não me envolvendo muito na conversa. Aí chegou o brasileiro ligado a Cinema, espantou-se em me ver acordado ainda, posto que sempre que chegava eu já estava dormindo, e conversou com ele por algum tempo, até a madrugada. Vi muitos motociclistas brasileiros (provavelmente que exerciam a profissão em São Paulo) trabalhando em Lisboa. Na 5.a feira 03/05 peguei um ônibus da ALSA (https://www.alsa.es) de manhã para Madrid e cheguei no fim da tarde. Durante o trajeto conheci um viajante do leste europeu, que falava fluentemente Português e comentou sobre as riquezas da Rússia. Em Madrid fiquei no albergue Los Amigos (Sol ou Ópera, não me lembro) na região central. Como era um dia só achei mais prático, posto que o preço não era tão maior do que a Pousada Sudamericana. No dia seguinte, 6.a feira 04/05, tive uma ligeira indisposição estomacal e deitei no chão da área de entrada do banheiro por um instante. Nisso entrou uma japonesa que levou um susto . Reencontrei no café da manhã novamente o brasileiro ligado a Cinema, que me disse sorrindo que eu o estava seguindo. Como ele só tinha um dia, sugeri-lhe os Paseo de Recoletos e Paseo del Prado. Ainda dei um passeio por Madrid e fui conhecer o Estádio Santiago Bernabéu por fora, que eu não tinha tido tempo. Interessante como sua localização era central. Perguntei numa empresa de recrutamento qual era o salário anual de um desenvolvedor ou engenheiro de software sênior, que era minha profissão, só por curiosidade, pois não pretendia me mudar. Achei que seria um pouco melhor. Descobri que poderia ser inferior ao do Brasil e confirmei que é muito inferior ao dos EUA. Passeei ainda por outras áreas de que havia gostado e algumas que não tinha podido conhecer. No fim do dia peguei o metrô para o aeroporto. No voo conheci um brasileiro de Goiás que trabalhava em obras gerais na Espanha como ilegal também e estava voltando ao Brasil para visitar a família. Passei novamente por Buenos Aires e cheguei em São Paulo no sábado 05/05 de manhã, após belo sobrevoo pelo litoral brasileiro , sendo que consegui reconhecer o fim do litoral paranaense e todo o trecho do litoral paulista.
  11. Blog Embarque40Mais

    11 paisagens imperdíveis em Portugal

    Você também prefere levar imagens em vez de coisas como recordação de uma viagem? Neste post, reuni 22 lindas recordações minhas de 11 lugares que visitei em Portugal! Com informações e dicas completas para incluir no seu roteiro de viagem, inspirar sonhos ou simplesmente apreciar. Confira AQUI
  12. Olá, mochileiros! Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts. DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. Mesmo assim, valeu muito. Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora. Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato! Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto. Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo! Há também lontras, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc. Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp. Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações. O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card. Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h. De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas. Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região. Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc. Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água. Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos). Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz. DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa. Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar. À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto. Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo. Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita... Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal. DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde) Um dia que eu não repetiria. Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro. - Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país. - Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali. A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas. Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa. Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco. Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe. Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol. Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo! Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. Veja mais abaixo: - Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita - Cascais e Cabo da Roca de trem e ônibus - Óbidos, Nazaré e Aldeia do Talasnal de carro alugado - Guimarães de trem - Porto e Douro de ônibus e bonde
  13. Amilton & Poly

    Dicas Úteis - Portugal

    Nossas dicas para aproveitar melhor sua experiência por terras lusas! Acompanhe tbm nossas viagens pelo Instagram/ Facebook @polymsousa. 1. Passeios 1.1: Horários - No inverno as atrações abrem tarde, por volta das 10h, e fecham por volta das 18h. Então acaba que vc não consegue fazer mta coisa na parte da manhã. Os sites de quase tds as atrações disponibilizam os horários de inverno e verão. 1.2: Clima - Leva guarda-chuva e/ou capa de chuva do Brasil pra não ter que gastar seus ricos eurinhos com isso. 1.3: Free Walking Tour - tem vários e de várias empresas em cada cidade. Conhece o conceito? É um tour a pé sem custo fixo. Ao final vc contribui com o guia com o valor que achar que deve dar. Indico: Lisboa: Lisbon Chill-Out Tours/ Sintra: Take Lisboa/ Porto: City Lovers. 1.4: Walking Tours - dificilmente vc encontrará um tour em português pois não há público suficiente (e olha que lá tinha brasileiro pra caramba heim, mas infelizmente essa modalidade de passeio ainda é pouco conhecido no nosso país). Os tours são então em inglês e espanhol. O espanhol é tranquilíssimo pq eles acabam falando um portunhol de boa pra entender. 1.5: Ingressos Benfica - tem uma loja do Benfica na rua Augusta. Se vc comprar a partir de €40 vc ganha 2 ingressos para visita no museu + estádio. O valor normal do ingresso é €17,50, logo gastaríamos €35. Compramos uma camiseta de €40 e ganhamos o ingresso, assim uma camiseta do Benfica saiu por €5. 1.6: Bilhetes combinados – vários monumentos tem bilhetes combinados com outros monumentos. Então, se este outro estiver no seu roteiro vale a pena. Por ex. compramos Museu do Azulejo + Panteão Nacional = 7 euros. Se fosse comprar separado seria daria 9 euros os dois. 2. Transporte 2.1: Comboios - Uma das formas de transporte entre as cidades é através dos Comboios (trens). Se comprar o bilhete com pelo menos 5 dias de antecedência vc consegue o promocional (e vale mto a pena, por ex. um trecho custou 10 euros a menos por passagem totalizando 80 reais de economia em apenas 1 trecho). Mas fica ligado que para destinos mais procurados como Porto os promocionais acabam mais rápido. Compramos tds os bilhetes já nos primeiros dias que chegamos. Isso dá uma amarrada no roteiro mas em termos econômicos vale a pena. 2.2: Comboios/ metros - Em Porto o uso de metrôs é diferente de Lisboa pois não tem catracas nem ninguém te supervisionando. Então contam com a sua honestidade. Nos comboios é a msm coisa, porém durante o caminho tem um fiscal que vai passando conferindo se vc pagou e caso não o tenha feito o pagamento é na hora para ele. 2.3: Comboios/ metro - As estações de metrô e comboio são diferentes (no início achávamos que td era no msm lugar). 2.4: Aluguel de carro - Pensamos em alugar um carro pq lá é super barato, porém para 2 ainda compensou mto mais descolamentos por comboio, ainda mais pegando bilhetes promocionais. Se vai em mais de 2 pessoas compensa carro. Mas fique atento que além do aluguel e gasolina ainda tem os estacionamentos pois na rua tbm é pago e daí sim pode sair mais caro o molho do que o peixe. 2.5: Aluguel de carro – não alugue carro para andar em Lisboa por ex, será um transtorno, é igual andar no centro de SP de carro, melhor não. Alugue para fazer trechos entre cidades. 2.6: Uber/Cabify – tem as duas empresas lá, faça comparação mas os trechos não são caros. Lá não aceitam dinheiro, só cartão através do aplicativo msm e daí vai ter q conviver com a espera de fechar a fatura, converter a moeda e pagar IOF kkkk . Usamos qdo tivemos que fazer um trecho curto com malas e não tinha metrô para o lugar e na volta para o aeroporto. Para ter uma idéia o trecho para o aeroporto de 15 min deu 6 euros. 3. Compras 3.1: Tax Free - comprando acima de 61 euros e alguma coisa numa msm loja (vale pra roupa, sapato etc) vc recebe parte do imposto de volta e são quase 15% de devolução, vale a pena. A devolução é no aeroporto depois q fizer o check in. 3.2: Lojas - Compensa comprar roupa e sapato em Portugal. Primark e Decathlon foram lojas que valeram a pena pra gente. 4. Alimentação 4.1: Economia - Peça pratos para 1 e divida, as porções costumam ser grandes. Assim é possível pedir entrada, prato principal e sobremesa e ter uma degustação total sem gastar tanto. Os valores são mto parecidos com o que vc gastaria no Brasil comendo arroz e feijão, porém lá vc come bacalhau kkkkk. 4.2: Compensações - Geralmente fazemos compensações, então se um dia esbanjamos um pouco mais com alimentação no outro seguramos a onda e seguimos o baile. 4.3: Cardápio+valores - Vc encontra os cardápios dos restaurantes com valores no site Zomato, é uma maravilha pra vc se planejar. Mas tbm é costume eles deixarem o cardápio do lado de fora do restaurante, assim vc já decide se vai entrar ou não rsrs. 4.4: Couvert - Se não quiser o couvert (pães e patês) é só não mexer que não será cobrado. 4.5: Queijo - Coma tudo o que tiver queijo da serra da Estrela, é bom demaissss! 4.6: Roteiro - Com tantas opções gastronômicos dá pra fazer uma viagem focada na gastronomia e vinhos. 4.7: Vinhos - Áh por falar em vinhos são baratíssimos no mercado. Peguei apenas o Vinho Verde Casal Garcia como base para comparar preços e no Brasil estava R$38,00 e em Lisboa (no mercado) estava R$12,00. E ainda existem vinhos mais baratos de 1 euro e pouco. 4.8: Reserva - Como os restaurantes são muito pequenos se faz questão de algum é bom fazer reserva. 4.9: Menu do dia - Praticamente td restaurante tem os pratos do dia que são preços bem acessíveis e mtas vezes são menu completo, por ex: sopa, prato principal, sobremesa e café por 7 euros. 5. Curiosidades 5.1: Politizados - Achamos o Português bem politizado e conhecedor da própria história. Qualquer conversa que tiver com eles vai ver que eles interligam fatos históricos e políticos. 5.2. Sócio - É mto comum em Portugal a cultura do Associativismo. Como eles acreditam nas instituições eles se associam a elas (voluntariamente). Pagam uma mensalidade e em contrapartida a instituição oferece um retorno ou algum tipo de vantagem. Eles falam com mto orgulho dessa cultura e se associam a diversas fontes: bombeiros, clubes de futebol etc. É por isso que o Benfica é um dos clubes com maior número de sócios no mundo. Isso é algo que pra nós brasileiros é inviável pq não confiamos nas instituições.
  14. Aqui estão reunidas nossas experiências cometíveis por terras Lusas . Acompanhe tbm nossas viagens pelo Instagram/ Facebook @polymsousa. Come-se mto bem e com preços mto bons em Portugal. A comida é deliciosa e barata em relação a SP. Por ex: sopa + prato de bacalhau sai em torno de 15 reais por pessoa. DICA 1: peça pratos para 1 e divida, as porções costumam ser grandes. Assim é possível pedir entrada, prato principal e sobremesa e ter uma degustação total sem gastar tanto. Os valores são mto parecidos com o que vc gastaria no Brasil comendo arroz e feijão, porém lá vc come bacalhau kkkkk. DICA 2: geralmente fazemos compensações, então se um dia esbanjamos um pouco mais com alimentação no outro seguramos a onda e seguimos o baile. DICA 3: Vc encontra os cardápios com valores de todos os restaurantes no site Zomato. DICA 4: se não quiser o couvert (pães e patês) é só não mexer que não será cobrado. Vamos lá: LISBOA -Restaurante Costa Vicentina: ambiente aconchegante, atendimento excelente feito por brasileiros rsrs. Nos receberam com um vinho do Porto! Eles são especializados em comida portuguesa então pedimos pratos com frutos do mar: Gamba Aguille (camarão alho e óleo) + Cataplana de Mariscos + sobremesa Sericaia (lembra um curau) + taça de vinho verde. Tudo delicioso e muito delicado. -Landeau: onde tem o famoso bolo de chocolate. Tipo um bolo-mousse realmente delicioso. Fomos na unidade da LX Factory mas tem tbm no Baixa-Chiado. -Restaurante Frade dos Mares: Um ritual gastronômico! Pedimos a sugestão do chef e fomos muito felizes kkkkk: folhado de leite de cabra com doce de frutas vermelhas (couvert) + mexilhões com manteiga de ervas (entrada) + Camarão alho e óleo (entrada) + Polvo a Lagareiro (principal) + Entrecôte maturado (principal) + Leite-creme folhado com abacaxi ao vinho do Porto e sorvete (sobremesa) e ainda um vinho branco delicioso. Meuuu Deus, pensa numa riqueza! Maravilhoso! Se não bastasse, o atendimento é primoroso e rápido e a música ambiente dá um clima. Super romântico. Recomendo muito! Áh lá precisa reservar pq são poucas mesas. Vá, sério. -Fábrica da Nata (no bairro Restauradores). Lindo ambiente com azulejos portugueses, preparação dos pastéis visível (o que é mto legal, pois se torna uma experiência), ótimo atendimento. No teto estão em movimento forma de pasteis de nata que parecem ter saído do forno, mas é só decorativo kkk. Comemos pão com queijo da serra da estrela e presunto Parma + bolinho de bacalhau + croquete de vitela + pastel de nata com vinho do Porto. Não sabia que faziam essa combinação de pastel e vinho, amamos!!!! Td delicioso mas o pastel de nata quentinho e cremoso foi demais! -Restaurante Nepalês Himchuli: nunca tínhamos visto comida do Nepal. Pedimos indicação de pratos típicos e veio de entrada ‘papada’ tipo uma torrada com 3 molhinhos. De prato principal um cozido de frango com especiarias e guioza. Tava muito gostoso, o ambiente é todo decorado, tem vela na mesa. O garçom não conseguia entender português e tivemos que fazer o pedido em inglês (hummmm phyna kkkk) e deu td certo kkkkk. -Alcoa (doces conventuais): São doces típicos portugueses em q a base é gema e açúcar. A história desses doces é interessante e data do séc. XV: as freiras usavam as claras para engomar roupas e como as gemas sobravam começaram a produzir doces com eles (por isso conventual). O Alcoa é especializado nesses doces desde 1957 e seguindo a tradição ainda o fazem em tachos de cobre. Vários doces deles são premiados. Pega essa: o Coroa de Baronesa feito por eles foi a sobremesa do Papa quando visitou Portugal, pira? Provamos 6 doces premiados, incluindo o do papa kkkk. São deliciosos e uma obra de arte. Se quer algo menos doce aposte no Ovos do Paraíso. Áhh sabe quem tbm estava lá? Willian Bonner e família! Chupa essa manga kkkkk -Restaurante Cantinho do Avillez: faz parte do grupo de restaurantes do chef José Avillez e este é de comida portuguesa com influência de viagens, achamos mto interessante o conceito. Pedimos Tartar de atum e Ovos à Professor do séc XXI, kkkk deliciosos. Depois Vieiras e Tagine de Cordeiro. Por fim, sobremesa de Avelã e Cheesecake de framboesa. Tudo é muito delicado e delicioso. O vinho é escolhido com um tablet que contém as informações do vinho e com que comida do restaurante combina, mto legal! Pedimos vinho verde e um vinho tinto q eles estão desenvolvendo. Jantar demais!!!! -Pastéis de Belém (o de Belém de fato rsrs): Esse é o clássico e original desde 1837. Sabia que só eles podem usar o termo “pastel de belém”? É marca registrada. Como a receita é secreta é um pouco diferente dos pastéis de nata dos outros lugares. São deliciosos tbm e não pode sair de Portugal sem provar! Tomamos tbm um galão (café com leite) e um chocolate quente que dá vontade de comer de colher! -Pop Cereal Café: estávamos mto curiosos pra experimentar por ser super novidade pra gente. O ambiente é td decorado com histórias em quadrinhos, colorido e mtas caixas de cereais. Tem mais de 100 tipos de cereais entre nacionais e importados. A graça é combinar os cereais, adicionar os toppings, escolher o leite e desfrutar. Como são mtas opções resolvemos pedir as preparações indicadas no cardápio. Pedimos o King Coco e o Heaven is made of chocolate e acrescentamos sorvete de nata kkkk. Cara, q massa!!! Uma delícia, super anos 90, nostalgia total mto legal. Atendimento primoroso! Tem que ir. SINTRA -Byron Bar: a entrada do bar fica embaixo e não é mto óbvia mas tenha fé que vai dar certo kkk, tem uma seta apontando para a entrada. O nome é em homenagem a um poeta que visitou a cidade no séc XIX e por ter gostado mto escreveu sobre Sintra. Começamos com um chocolate quente pra tirar a friagem kkk delícia. Experimentamos bolinho de bacalhau e as especialidades da casa: os travesseiros de Sintra e as queijadas. Tudo feito por eles, uma delícia e ainda olhando para a praça onde fica o Palácio Nacional. Finalizamos com o doce Dona Amélia que só tem na região dos Açores e tbm mto bom e experimentamos a Ginginha de Óbidos (bebida bem docinha feita com uma espécie de cereja). Dica: lá o valor das coisas são bem melhores que nos outros restaurantes. -Casa Piriquita: A casa existe desde 1862 e produz desde então os tradicionais Travesseiros de Sintra. Tem que provar! Experimentamos tbm outros doces especialidades deles como Cruz Alta, Joaninha, Queijada, Pastel de Sintra. Deliciosos. Separe um momento para essa experiência gastronômica em Sintra. Áhhh como a casa estava tranqüila pedimos para entrar na cozinha! Vimos a arte acontecendo e ainda conhecemos a família dos "Piriquitos", a Casa foi passando de geração em geração, mto legal! PORTO -Leitaria Quinta do Paço: famosa pelos seus Eclaires. O que que é isso Brasil? São mto delicados, equilibrados no doce e deliciosos! Pra conseguir provar vários sabores pedimos os miniaturas para compartilhar e depois os normais msm kkkk. Meu preferido foi o crocante!!! O chantily são eles que fazem tbm. Os cafés são de marca própria, tem um até com maçã! Experimente! -Amarelo Torradas: e suas maravilhosas torradas kkkkk. O local é mto charmoso e delicado. As torradas deram a fama ao lugar e não é pra menos: pedimos torrada com avelã e outra com cereais, vem quentinha, com manteiguinha derretida, crocante por fora, macia por dentro, ahhhhh tem que provar. Ainda acompanha geléia e nutella. Mas não se engane, não são só as torradas q são demais, o bolo-mousse de chocolate tbm é incrível. -Hungry Biker: Um restaurante com conceito mto jovem e decoração em torno das bikes. Fomos atendidos pela Maria que é russa e está aprendendo português. Mto simpática e divertida. Pedimos um brunch e um almoço. O brunch vem com ovos mexidos, presunto parma, pão, feijão (diferente né? Mas delicioso). O almoço vem mexilhões, salada, pão , sopa e acompanha vinho. Estava uma delícia e os ingredientes de qualidade. Amamos, vale mto a pena e ainda aproveite para uma troca cultural com a Maria. -Confeitaria Petúlia: Vimos vídeos sobre eles e a fama do bolo-rei (no fim do ano formam-se filas para comprar o famoso bolo). É uma confeitaria de 1972 com atendimento mto bom. Como ainda não tínhamos experimentado pedimos a Francesinha, prato típico do Porto. Existem várias formas de fazer francesinha, essa leva pão, queijo, embutidos, carne (de porco ou boi), queijo por cima derretendo e molho levemente picante. Ainda acompanha batata frita (passa a batata frita no molhinho pra vc ver). Tomamos uma cerveja Super Bock (eles disseram que era a combinação ideal kkk). O prato é bem servido viu!!! Pra finalizar pedimos o Bolo-Rei. É como se fosse um panetone mas com mais frutas cristalizadas (como laranja, cereja) e castanhas. Sensacional. Adoramos! -Padaria Ribeiro: existente desde 1878. Atendimento mto simpático. Como é uma padaria tradicional pedimos uma degustação das especialidades da casa. Começamos pelos salgados: bolinho de bacalhau, croquete, empada, pastel de chaves. Gente, os salgados de vitela e o bolinho de bacalhau são fabulosos. Depois pedimos a degustação dos doces kkkkk e vieram em miniatura (Thanks God, assim podemos comer mais opções kkkk). Mto bons, deliciosos, equilibrados no açúcar e com um cafezinho fecha com chave de ouro. -Café Piolho: Restaurante tradicional e popular entre os universitários da época da ditadura. Tds se conheciam e falavam de política, porém qdo alguém diferente entrava eles faziam sinal coçando a cabeça pra indicar q podia ser alguém da ditadura. E assim ficou conhecido como café Piolho kkkk. E lá comemos um Bacalhau com natas maravilhoso e uma sopa de legumes. -Petisqueira Voltaria: O local é bem pequeno, tem entre 4 e 5 mesas, mas o atendimento é tão caloroso e a comida é tão saborosa que te aconselho a ir sim!! Começamos com uma sangria... azul! Feita com espumante português azul e frutas vermelhas..uauu delícia. De entrada pedimos bolinho de alheira (alheira é um embutido português) super bem temperado, delicioso. De prato um bacalhau a Braz mto gostoso. Áh observe que lá por ser um local pequeno não fazem fritura, usam o forno nas preparações (e ainda fica saudável, olha só kkk). Pra fechar pedimos um Natas do Céu, creme com bolacha que vc vai pegando as camadas de colher...aprovadíssimo! E além de td tem a simpatia do Hugo e da Fátima... dê umas risadas com ele! -Restaurante Raiz: o restaurante é lindo e conta com 4 andares. Mto aconchegante e romântico à luz de velas. O atendimento é excelente e o Miguel, que nos atendeu, ao explicar os pratos correlacionava com a história de Porto e Portugal. Aliás, eles valorizam suas tradições e recriaram pratos utilizando ingredientes da culinária portuguesa, além de trazerem de volta pratos que haviam sido esquecidos. Pedimos alheiras (vem com ovo de codorna em cima que é a coisa mais linda), é uma explosão de sabores. Depois, Tiborna de Salmão com temperos intensos mas mais suaves que a alheira...pelo amor de Deus, é divino. O tiborna de salmão é um prato que era tradicional no sul do país e eles resgataram. E como principal Bacalhau com crosta de broa e mel...ahhh gente, é pra fechar com chave de ouro nossa experiência em Porto. De sobremesa um pudim de batata-doce com laranja em calda. Uau que combinação o cítrico da laranja com o doce da batata, bom demais! BRAGA -Nata Lisboa (em Braga kkk): local mto aconchegante e atendimento mto atencioso msm estando super cheio na hora que fomos. Pedimos uma Tábua Ibérica (uiiii rsrs) com frios e pães deliciosos. Não tem ainda no cardápio pois é novo e foi sugestão deles. Aprovado! Acompanhado de sangria com vinho do Porto rosê (pensa num povo que quer experimentar td nessa vida kkkkk). E pra adoçar nada de inovar: vamos no famoso pastel de nata kkkk... quentinho com café...áhhhh não tem coisa melhor. COIMBRA -Zé Manel dos Ossos: Local bem pequeno, com 5 mesas q forma fila na porta (dizem q a espera geralmente é de mais de 1h).A comida lá é fresca e caseira e o prato mais famoso é o tal dos ossos. Pois então vamos prová-lo. Pedimos os ossos com arroz e feijão pra acompanhar. Mas não subestime o arroz e feijão do Manel, é delicioso demaissssss e os ossos tbm... pedimos meia porção dos ossos e 1 de arroz e feijão e foi suficiente. O ambiente é cheio de guardanapos de clientes q deixaram recadinhos. Tem tbm varias decorações inusitadas. Tem que ir!
  15. José Carlos de Miranda

    Lugares por onde andei: Portugal

    Lugares por onde andei: Portugal Uma viagem que nos enche de orgulho. Não só pelo fato de ir frente, mas, sim, para podermos dar um mergulho nas narrativas de nossa ancestralidade. E assim, num fim de tarde brasiliense, embarcamos num voo da TAP para botarmos o pé no chão europeu ou na porta de entrada da civilização, tão falada nos livros de História. Bem, a viagem não foi lá estas confortalidades, pois viajamos nas poltronas centrais que nem mexiam e nem ofereciam possibilidades de contorcionismo num período de oito horas ininterruptas. Foi-nos servido um jantar digno de viajantes transnacionais e assim, sob, o Atlântico, seguimos nosso voo noturno. O chegar à Portugal, claro que nos sentimos a ultima cereja do bolo, afinal aterrissar em Lisboa é descer no portal da Europa. Uma viagem construída nos detalhes, em idealização, concentração e pesquisa. Pensamos onde ir, o que fazer, onde e o que comer, onde ir e o que visitar. Legal, porque foi arrebatador pensar, planejar e executar. E, em solo europeu, deu-se inicio a mais uma saga afetiva brasileira pela consanguinidade histórica portuguesa. E de BMW, pois queríamos locar um "Cinquecento", porem a locadora disse que, considerando o fato de que iriamos percorrer o país, melhor um veiculo de ponta. Surpresa! E pelo mesmo preço. Coisas da Europa! Lisboa Em Lisboa, graças a um plano hoteleiro nos hospedamos no Vila Galè Opera. Olha só a fachada do acolhimento, junto ao Rio Tejo, de onde partiram as grande navegações, de tantas historias e tradições e ao lado das docas, onde se come um arroz com tamboril, que é um luxo. Vejam a ponte que leva ao sul de Portugal e para as águas mornas do Mar Mediterrâneo e Marrocos que ainda nos espera. Este Hotel localiza-se junto a uma área animada e repleta de restaurantes e bares. Além das 4 estrelas e do firmamento estelar visto de suas janelas dispõe de piscina coberta e clube de saúde e bem-estar, além de WiFi gratuito, tão comum por lá. Todos os quartos e suítes dispõem de móveis confortáveis e incluem serviço de quarto. A equipe cordial do hotel está à sua disposição 24 horas por dia. O restaurante do Galé Ópera serve buffet de café da manhã farto, bem como buffet e menu à la carte para almoço e jantar. As refeições são acompanhadas por vinhos, tão comum pelas banda de lá. As opções de entretenimento incluem um salão de bilhar e música ao vivo em algumas noites. O Centro de Convenções de Lisboa está a 2 minutos a pé do hotel, e o Museu da Carris está a menos de 300 metros. Vila Galé Ópera tem um bonde e estação de trem na porta, e fica a menos de 10 minutos de carro do centro da cidade de Lisboa. É uma ótima escolha para viajantes interessados em monumentos, cultura e história. Lá se fala 4 idiomas, incluindo o seu! Brincadeirinha. Estamos de férias! E, por Fátima iniciamos nossas andanças. Fátima E de férias seguimos para a cidade de Fátima, ícone católico mundial. Lá participamos dos eventos diários, compras de lembranças religiosas e seguimos, com os olhos, o andor de N.S. por entre os fiéis que numa mistura de sotaques cantavam hinos à divindade. Bem, depois das preces e agradecimentos pela viagem até ali e pedidos de bonanças à frente nos direcionamos para a cidade de Coimbra, berço do conhecimento português. Coimbra Em Coimbra, nos hospedamos à margem do Rio Mondego em mais um hotel da rede Vila Galé e fomos percorrer alguns pontos centrais da cidade. Um desses pontos é a famosa Universidade, sonho de consumo de milhares de estudantes de lá estudarem. E foi uma visita fantástica - saber que pisamos onde grandes pesquisadores botaram os pés – e ficamos a par de muitas histórias, as quais os livros oficiais não nos contam, como, por exemplo, o fato deque aqueles que lá estudavam e cometiam deslizes eram aprisionados nos porões da biblioteca para que, aquilo que sabiam, não caísse em outras mãos, senão aquelas que dominavam a territorialidade acadêmica. Soubemos também do ouro ali depositado e da forma de repassar conhecimentos à época. É muito conhecimento acumulado durante séculos. Os livros contam ainda com mais um aliado neste combate diário pela conservação; com efeito, no interior da biblioteca, habita uma colónia de morcegos, que, durante a noite, se vai alimentando dos diversos insetos que por aqui aparecem, mantendo, portanto, todos estes volumes a salvo do seu ataque. E depois deste banho de cultura fomos nos deliciar com a gastronomia portuguesa regada a um bom vinho, descansar e empreender, para o dia seguinte, uma passagem na cidade onde nasceu o descobridor do Brasil, segundo livros oficiais, Pedro Alves Cabral, em 1467, de nome Belmonte. Belmonte E, ei-nos aqui, nos sentindo o próprio, em sua própria terra. Terra de Pedro Álvares Cabral, situada em plena Cova da Beira e com ampla vista sobre a encosta oriental da Serra da Estrela, a vila de Belmonte justifica plenamente as características que lhe terão dado o nome. Diz a tradição que o nome Belmonte provém do lugar onde a Vila se ergue (monte belo ou belo monte). Porém, há quem lhe atribua a origem de “belli monte” – monte de guerra. Terra solarenga, de boas gentes, paisagens sem fim e uma história de séculos. E continuando o descobrimento, agora em terras lusitanas, a nossa viagem seguia para Covilhã, onde participaríamos de um evento acadêmico, a convite de alunos brasileiros pós-graduando em Comunicação Social. E lá íamos nós, curiosos e ansiosos rumo á esta cidade e qual não foi nossa surpresa quando percebemos que, sem querer, estávamos subindo a Serra da Estrela. Serra da Estrela Bem, esta Serra, além dos famosos queijos e defumados possui sistema de captação de energia eólica como também forte plantio de pinheiros. Os pinheiros, além de aquecer a população no inverno, de vez em quando proporcionam incêndios de graves proporções. Para além destas observações mais conhecidas é conveniente acrescentar que a serra abrange, além disso, um vasto território - sendo mesmo uma grande área protegida de Portugal - abarcando um patrimônio natural e humanizado de extrema riqueza. Os habitantes e nós, agora conhecedores, consideramos mesmo que a Serra tem também uma beleza digna de nota. Existem mais atrativos nas demais encostas e picos da serra e nas suas povoações típicas. Para usufruir das mesmas precisaríamos despender de um pouco mais de tempo e de planificação prévia e possuir espírito de aventura. Por enquanto, ficaríamos somente com o espirito de aventura. Aventura que seguiria em Covilhã. Covilhã Este nome advém das ovelhas que forneciam matéria prima para os lanifícios. Com cerca de 37 mil habitantes, é uma cidade média, situada na encosta da Serra da Estrela, grande montanha continental, e abriga uma comunidade universitária com cerca de 7 mil estudantes. Outrora conhecida como a “Manchester Portuguesa” pela sua tradição têxtil, a cidade é ainda hoje um dos maiores centros de produção de tecidos, mas a esta indústria acrescentou agora a aposta no turismo e nas novas tecnologias, o que a torna uma referência nacional no campo das TIC. Com três superfícies comerciais de grandes dimensões e um comércio tradicional de relevo, a cidade dispõe de vários espaços de lazer, estruturas de saúde de grande qualidade e uma rede de transportes com diversas ligações diárias às grandes cidades portuguesas. Muito bem, e depois destes elogios à cidade apontamos o bico da BMW para Miranda do D’Ouro, sem antes, pernoitar por dois dias nesta acolhedora cidade, Miranda D’Ouro É uma cidade do distrito de Bragança, no Nordeste de Portugal, banhada pelos rios Fresno e Douro, onde acontece um cruzeiro internacional, pois do outro lado do Rio Douro é a Espanha. A região montanhosa e árida, mas com lindas paisagens e envolta pelo Parque Natural do Douro Internacional possui um linguajar próprio- o Mirandês, que tem sobrevivido à passagem do tempo. Mas há outras tradições que ainda hoje sobrevivem como em tempos atrás, dado o interesse que as gentes manifestam e o carinho com que são mantidas na região. É o caso do colorido folclore com a famosa dança dos Pauliteiros de Miranda - com o seu típico trajo de saias acompanhados pelo toque da gaita de foles. A proximidade com Espanha ajuda os numerosos comércios existentes de colchas feitas nos teares tradicionais, os bordados, as flautas, as gaitas de Foles, as rocas e as castanholas, são igualmente procuradas por quem se desloca à região. No que toca à gastronomia, na região transmontana de Miranda do Douro, é obrigatória a posta mirandesa, considerada a melhor carne do mundo, pois advém de uma raça autóctone e a afamada alheira, outra iguaria inigualável. Possui uma raça de burros como também uma raça de ovelhas, as churras, também autóctones. E depois de desfrutarmos todas estas especialidades rumamos para Viana do Castelo. Viana do Castelo Situada na foz do Rio Lima, entre o mar e a montanha, a atrativa cidade de Viana está imersa em tradição. Historicamente, a cidade foi um ponto de partida durante a época das grandes navegações, quando muitos exploradores embarcaram para descobrir o mundo. Atualmente, possui um próspero porto de pesca, reconhecido pela arquitetura renascentista e um inovador design contemporâneo. No sopé da colina de Santa Luzia, as estreitas ruelas são ladeadas por belos solares construídos ao longo dos séculos. A bela praia de Cabedelo, de águas gélidas, estende-se pelo estuário do Lima. Viana vale a pena ser visitada e para tal, nós ajudamos a sua viagem com algumas sugestões como: subir no elevador até a igreja de Santa Luzia - a vista é fantástica. Mas para a cereja no topo do bolo há de ir mais além - subir ao Zimbório. As vistas do Zimbório, em Santa Luzia, são magníficas. O santuário é grandioso, muito maior do que se está à espera e o seu interior faz lembrar as melhores catedrais modernas no mundo. Outra sugestão é visitar o navio Gil Eannes. E não se pode sair desta visita sem se sentir um tremendo orgulho no navio, nos seus tripulantes e nos estaleiros de Viana. A história do navio hospital está intimamente ligada à cidade. Hoje pode-se visitar as salas de operações, internamentos, os laboratórios de análises e todo um conjunto de divisões que nos permitem conhecer e perceber melhor a vida de embarcado. E depois de nos deliciarmos, por três dias, com solares e luminárias, zarpamos para Porto, de onde se diz que veio o vinho. Vamos conferir? Porto Bem, o vinho do Porto, na verdade, é o vinho transportado pelo Rio Douro, que nasce na Espanha e atravessa o norte de Portugal inda desaguar nas aguas do Atlântico. O vinho, então era armazenado em Porto e dai distribuído pelo mundo. Tudo bem? Quanto à cidade, ela é belíssima, com as fachadas das casas distribuídas em varias cores, o que a torna um cartão postal. E tem um passeio de teleférico. Apesar de bem curtinho, o passeio pelo teleférico é lindo! A vista de lá de cima é maravilhosa. Quem for ao Porto, não pode perder! Minha sugestão é: atravessar a Ponte Luís I a pé e de lá pegar o teleférico para descer para Vila Nova de Gaia e depois de provar algum vinho, voltar a pé em direção à ponte, aproveitando ainda mais a paisagem da Ribeira! Olha que lindo:
  16. Helen Pusch

    Portugal e Espanha - 22 dias

    Esse é o relato da viagem que eu e meu marido fizemos pela Península Ibérica, entre janeiro e fevereiro deste ano, durante 22 dias - 8 em Portugal e 14 na Espanha. Tínhamos bastante vontade de conhecer a Espanha, e Portugal era meio que um "já que é ali do ladinho mesmo"... Mas conforme fomos lendo a respeito para planejar a viagem, fomos nos encantando pelo país! Muitos lugares lindos, diferentes opções para todos os gostos: lugares históricos, castelos, praias, turismo religioso, serra com neve, e por aí vai. Foi realmente difícil escolher o que entraria no nosso roteiro, e com certeza muita coisa boa ficou de fora. Eu diria que os 22 dias que passamos lá poderiam tranquilamente ser passados somente em Portugal (assim como somente na Espanha). Voltamos encantados! E a Espanha correspondeu a todas expectativas, simplesmente demais! VISÃO GERAL DA VIAGEM ROTEIRO Dia 1 – Chegada em Lisboa Dia 2 – Lisboa Dia 3 – Bate-volta Sintra Dia 4 – Lisboa Dia 5 – Bate-volta Évora Dia 6 – Ida para Porto (trem) Dia 7 – Bate-volta Braga e Guimarães Dia 8 – Porto Dia 9 – Porto / Ida para Barcelona (avião) Dia 10 – Barcelona Dia 11 - Barcelona Dia 12 – Bate-volta Montserrat Dia 13 – Barcelona / Ida para Madri (trem) Dia 14 – Madri Dia 15 – Bate-volta Segóvia Dia 16 – Madri Dia 17 – Bate-volta Toledo Dia 18 – Ida para Granada (trem) Dia 19 – Granada Dia 20 – Ida para Sevilha (trem) Dia 21 – Bate-volta Pueblos Blancos Dia 22 – Sevilha Dia 23 – Retorno PASSAGEM AÉREA Vínhamos acompanhando o preço das passagens, e os trechos Porto Alegre / Lisboa + Porto / Barcelona + Sevilha / Porto Alegre estavam sempre na faixa dos R$3300 por pessoa. No final de julho teve uma promoção da TAP e compramos exatamente os voos que queríamos por R$2633. HOSPEDAGEM Lisboa: Hotel Turim Suisso €195 (5 diárias) – localização excelente, a um minuto da Praça Restauradores. Bom hotel, aparenta ter sido reformado, o quarto é todo novinho. Café-da-manhã, wi-fi, cofre inclusos. Porto: Hospedaria Almada €75 (3 diárias) – localização muito boa, fica pertinho de uma estação de metrô e da estação de trens São Bento. Bem simples. Quarto de bom tamanho, com móveis antigos porém bem conservados. Banheiro todo novo. Proprietária simpática e prestativa. Wi-fi incluso. Barcelona: Hostal Girona €140,60 (4 diárias) – bem localizado, a 5 minutos da Plaça Catalunya. Bom quarto. Recepcionistas prestativos. Wi-fi incluso. Madri: Hostal Buelta €136 (5 diárias) - Localização nota 10, a uma quadra da Estação Atocha. Bom quarto. Tipo uma companhia aérea low-cost, todo serviço extra era cobrado: café-da-manhã, cofre, guardar bagagens após check-out... O wi-fi era incluso. Granada: Hostal Mesones €60 (2 diárias) – bem localizado junto ao centro histórico, mas a uns 20 minutos de caminhada da estação de trens. Ótimo atendimento da proprietária. Café-da-manhã e wi-fi inclusos. O wi-fi em teoria seria somente na área comum (há uma sala de convivência junto à recepção), mas no nosso quarto havia sinal a maior parte do tempo (o quarto ficava logo acima da sala de convivência). O único dessa viagem com banheiro compartilhado. Sevilla: Hotel Zaida €96 (3 diárias) – necessário pegar um ônibus da estação de trens Santa Justa, mas próximo às atrações turísticas. Próximo do ponto final do Aerobus. Bom quarto, banheiro com banheira. Wi-fi incluso. Todos foram reservados pelo Booking, com exceção do Girona que tinha um preço melhor no próprio site (pagamento antecipado com cartão de crédito). GASTOS TOTAIS Após bastante leitura e planejamento, estabelecemos que queríamos fazer essa viagem gastando até 80 euros por dia por pessoa, incluindo tudo que não fosse a passagem aérea. Tudo mesmo: hospedagem, alimentação, trechos de trem e outros transportes, atrações turísticas, souvenirs... E conseguimos! Nossos gastos tiveram média de €79/pessoa/dia! Isso inclui alguns gastinhos maiores que tivemos, como uma diária de aluguel de carro, jogo do Real Madri e algumas garrafas de vinho que trouxemos na bagagem (cinco para ser mais exata). Só excluí desse cálculo algumas comprinhas de roupas que fizemos no Freeport de Lisboa e no El Corte Inglês de Barcelona. Janeiro e fevereiro é a época das liquidações de fim de inverno, vale a pena dar uma conferida!
  17. Salve galera! Passando pra deixar meu relato de viagem bem detalhado – em termos do planejamento e da alimentação- para ajudar aos demais colegas mochileiros e celíacos. Peguei várias dicas aqui e estou retribuindo. Eu e meu noivo já fizemos viagens distantes de carro (América do Sul), mas mochilão pro velho continente (eu sempre quis falar isso) foi o primeiro.. então estávamos receosos e com várias dúvidas. Algumas foram respondidas com os relatos dos colegas, outras somente percorrendo o caminho. Vou escrever sobre as dúvidas que tive e depois relato a viagem. Planejamento: Começamos a planejar a viagem em outubro/2016. A TAP lançou algumas promoções ida e volta de Portugal.. mas pensamos em voltar por outro país. A dúvida era.. qual país? Espanha tá no lado, então é tranquilo de ir.. Lemos vários relatos de pessoas afoitas querendo conhecer a Europa em poucos dias e vários conselhos dizendo que a Europa vai continuar lá.. pra fazer tudo com calma que se aproveita mais a viagem. Tínhamos 30 dias de férias, mas optamos por usar 22 (02/02 – 23/02/2017) e fazer uma viagem mais de boas.. nada de correria mudando dum país a outro. A opção mais lógica seria voltar pela França, que tá no lado da Espanha.. mas não estávamos com vontade alguma de ir pra lá.. então decidimos voltar por Roma. 3 países estava ótimo! No decorrer da viagem, chegamos à conclusão que se tivesse terminado na Espanha já estava bom, pois fomos cansando e não aproveitando tanto a viagem pra Itália.. Aproveitar aproveitamos sim.. mas não com aquele pique todo. Então a velha dica deste fórum vale.. “A Europa vai continuar lá”... mas em termos financeiros valeu a pena fazer os 3 países. Aplicativos: Usamos alguns aplicativos essenciais pra viagem. Peguei aqui no fórum a dica do My Maps. Eu ia lendo os relatos do pessoal e, o que me interessava, eu botava o ponto no mapa. Depois eu fui separando nossa rotina diária no excel com base na localização desses pontos.. Olhava no site das atrações os dias e horários de funcionamento.. poucas coisas abrem as 2ªs feiras, por exemplo. Baixamos um app de mapas, que permite navegar off-line, o Maps Me. Aqueles pontos que eu salvei foram abertos nesse outro app.. então podíamos ir pra onde quiséssemos tranquilamente.. aparecia, inclusive, os pontos de metrô, ônibus, os nomes dos pontos.. Podíamos sair caminhando sem rumo e ao final pedir pro app traçar o caminho a pé de volta pro hostel. Compartilho nosso roteiro em KML em anexo. Alimentação Gluten Free: Não vou explicar sobre a doença celíaca, haja vista não ser local para isso. Mas são muitos os cuidados na cozinha para um celíaco poder comer fora de casa.. não se pode comer em qualquer lugar.. O prejuízo pro corpo é gigante e pode até estragar a viagem. Dá para imprimir os cartões perguntando sobre os cuidados na cozinha no idioma do país ao qual se está indo: http://www.celiactravel.com/cards/ . Portugal: Em geral, o trigo não é a base da alimentação de Portugal (ou pelo menos Porto/Lisboa). A base é frutos do mar.. então é muito fácil achar opções sem glúten, mesmo que em lugares não específicos, e evitar a contaminação cruzada. Todos garçons que perguntei sabiam o que era glúten e sabiam os cuidados na cozinha. Na página https://www.facebook.com/vivasemglutenportugal/ e http://www.celiacos.org.pt/ tem várias dicas! No mercado tem muitas opções com o selo da APC (Associação Portuguesa de Celíacos). Espanha: Página da associação de celíacos da Espanha: https://www.facebook.com/faceceliacos/. Usei o app CELICIDAD (https://www.facebook.com/celicidadsinglu/ ), que tem mais de 2.000 restaurantes para celíacos. Foi muito útil! Itália: Ahhh... a Itália.. paraíso gluten free..onde existe até ‘bolsa celíacos’ e se compra alimentos na farmácia (afinal, o alimento é a nossa cura). O site da associação é http://www.celiachia.it, e eles tem o app. Aic Mobile, perfeito!! Tem também o site: http://www.pizzerieperceliaci.net/, basta colocar região, província e cidade que você pretende encontrar uma pizzaria que tenha pizza sem glúten. Na descrição das viagens falo um pouco sobre os apps. Gastos: Estimei gasto total da viagem, por pessoa, em R$ 8.269,12. Acabou ficando em R$ 7.682,42 (não considerando os extras, roupas, presentes, ímas de geladeiras, etc). Essa diferença deu porque desistimos de alguns passeios no decorrer da viagem.. além disso a cotação do euro baixou R$0,30 durante a viagem.. algumas coisas pagamos no cartão de crédito pra compensar. Fora isso, a estimativa foi ÓTIMA! Desta viagem não vou postar o detalhamento dos gastos.. Mas separei no excel gastos com: Atrações, Transporte, Alimentação, Hostel. Com o app eu via se havia necessidade ou não de utilizarmos transporte público, com base na distância, então fui estimando. Em geral, os gastos com transporte dentro da cidade são baixos, deve-se ter atenção com as passagens para atrações mais afastadas. Com alimentação fiz a estimativa de 20€ por dia, com base em relatos anteriores. Estimei gasto total de 840€ com alimentação, mas gastamos 950€ (Erro 1: Para pessoas sem restrições alimentares tá cheio de comida na rua, para celíacos não tem a opção de lanche/almoço fácil.. Então essa de comer qualquer coisa pra mim não dava e geralmente comíamos em restaurantes, boas refeições.. Se você é ‘normal’, creio que 20 euros está ok! Erro 2: Não somos de economizar em comida.. Ainda mais na Itália (paraíso gluten free). Então devíamos ter estimado um pouco mais.. 25€ ou 30€ por pessoa/dia). Quantidade de roupas: Escolhemos ir no final do inverno para não pegar o frio tão intenso, nem carregar tanta roupa. Mas paira a dúvida cruel.. para 22 dias, qual a quantidade ideal de roupa para levarmos? Encontramos algumas sugestões na internet. Em suma, levamos 2 calças cada um (uma vestindo e outra na mala), 1 casaco bem quente/pesado (pois queríamos comprar um mais leve no destino.. então se você não quer comprar casaco, sugiro levar 2.. um bem quente e um ameno). Quanto as camisas, meu noivo levou umas 15.. eu levei menos, li sobre usar a mesma camisa por 4 ou 5 dias.. Levei umas 6,7.. mas eu também queria comprar algumas.. acabei comprando 2. Roupa íntima: Levamos para todos os dias.. mas acho que dava de lavar no próprio quarto e deixar secando perto da calefação/aquecedores (nosso quarto era privativo, não compartilhado, mas minha tia ficou em compartilhado e conseguia lavar tranquilo, enquanto as colegas saíam do hostel, ela lavava e depois secava no aquecedor.. Diz ela que secava muito rápido). Sapatos: Levei uma bota impermeável para frio, uma alpargata e um chinelo.Usei a alpargata 1 dia (dispensável)..senti falta de ter levado 1 tênis. Meu noivo levou 1 bota mais fuleirinha (ele queria comprar uma bota melhor lá), 1 tênis e 1 chinelo.. Foi suficiente. Sugiro botas impermeáveis, pois o inverno é chuvoso. Em todos os países encontramos lavanderias próximas ao hostel (ou no próprio hostel), é uma opção também para levar menos roupas. Hostels: A escolha dos hostels foi bem detalhada e extensa. Pesquisávamos no Booking, hostelworld e TripAdvisor.. Com os pontos de interesse criados no My maps eu ia procurando hostels próximos.. e que também ficassem próximos às estações de metrô. Isso foi perfeito, pois podíamos ir a pé às atrações ou usar estações de metrô, que estavam sempre ao lado.. isso agregou ‘qualidade de vida’ e ganho de tempo pra nossa viagem. Dou preferência pra ficar em Hostels pois, além dos preços acessíveis, podemos cozinhar.. o que é essencial para celíacos. Passaporte: Outra dúvida que tivemos que não está tão bem esclarecida nos tópicos que pesquisei foi quanto ao passaporte vencido na hora da compra da passagem aérea. Vi várias dúvidas iguais à minha. Meu passaporte estava vencido e eu ainda não tinha número do novo. Pra não perder a promoção da TAP, comprei com o número velho.. quando saiu o novo simplesmente liguei e fiz a alteração por telefone.. foi bem tranquilo. Minha tia (que foi conosco) não tinha passaporte.. e botei tudo zero e depois fiz a alteração. viagem 2017.kmz
  18. raquelmorgado

    365 dias no mundo - blog de viagens

    Ela é técnica de radiologia, perfecionista, exigente, ansiosa com o desconhecido e o futuro, desconfia de surpresas, gosta de ligar aos amigos e espera que eles também lhe liguem. Tem mais de 30 e deixou de fazer fretes, de fazer sala aos que são só conhecidos e de trabalhar por dinheiro, se não lhe trouxer prazer. Ela tem colite ulcerosa e trouxe mais de dois quilos de medicamentos. Ele é engenheiro civil, perfecionista, exigente, focado, aventureiro, mão de vaca, gosta dos amigos mas não de lhes ligar. Caminha para os 30 ainda devagar e não se deixa levar pelos julgamentos e opiniões dos outros. Ele acha que não tem doenças mas passa a vida a espirrar. A ideia e o orçamento da viagem são dele. Discordam em muita coisa mas juntos formam a dupla do 365 dias no mundo. Um escreve, o outro corrige. Um fotografa e edita, o outro fixa as paisagens com o olhar e as texturas com os dedos. Um odeia mosquitos, o outro lembra que o mosquiteiro é essencial. São os dois boa boca e experimentam tudo. Quando ela não gosta do que experimenta, ele sacrifica-se e come o resto. Ela quase não come açúcar e ele está sempre pronto para a livrar desse fardo. Viajam de mãos dadas mas cada um carrega o peso que decidiu trazer. Viajámos durante 5 meses pela América do Sul e Central, e criámos este blog para contar a nossa experiência, as coisas boas e as menos boas, os gastos previstos e os inesperados e tudo o que vemos por esse mundo fora. Somos portugueses, mas pertencemos ao mundo e queremos conhecer mais. https://365diasnomundo.com/
  19. Boa tarde galera, caso eu vá pra Portugal ano que vem e tenha carta convite que uma moradora de lá me enviou, eu ainda preciso de quantidade mínima de Euros? Eu sei que os documentos necessário além do passaporte são: Comprovante de Seguro. Comprovante de Hospedagem (No caso de não ter carta convite) E quantidade mínima de Euro (40 £ por dia se não me engano). Obrigado e boas festas!
  20. UmOlharViajante

    Trilhas em Portugal

    Portugal é um país repleto de Trilhas perdestes e também de bicicleta, deixo como dica a dos Gerês, Rota Vicentina, Serra de Sintra, Serra do Buçaco, Serra da Estrelha, entre outras.. Deixo alguns links como dicas, mas existem muitos outros que pode facilmente encontrar numa rápida pesquisa web: http://www.ciclovia.pt/ http://www.eurovelo.org/ http://www.icnf.pt/portal/turnatur/visit-ap/pn http://www.fcmportugal.com/Percursos.aspx http://www.rotavicentina.com/ http://pedestrianismo.blogspot.pt/2006/01/percursos-pedestres-em-portugal.html https://sites.google.com/site/percurosportugal/ http://www.100atalhos.com/ Estou disponível também para dar dicas a quem precisar...
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