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  1. Resolvi escrever este relato pois não vi muitos parecidos. A minha viagem foi sozinho, sem alugar carro (mas alugando bicicleta e pegando caronas) e sem fechar nada com agências antes de ir, em abril de 2019. Essa parte é importante: não precisa fechar nada com agência antes. Pois bem, antes de ir, pedi orçamentos para várias agências que achara na internet e o que eles me mandaram me espantou, era tudo extremamente caro! Coisas como: Circuito das Cachoeiras por R$220 + R$180 do transporte; R$320 o trecho Cuiabá-Chapada (sendo que o ônibus urbano custa R$18), queriam cobrar até por passeio no parque que é de graça! Não tive coragem de reservar nada antes, até viajei desanimado para resolver tudo na cidade. Felizmente, tudo deu certo e saiu bem mais barato do que se tivesse fechado com agência. Chegando ao aeroporto, que fica em Várzea Grande, peguei Uber até a rodoviária de Cuiabá, R$25. Na rodo, peguei um bus urbano da CMT (tem da Rubi tbm) por R$18 até a Chapada dos Guimarães (este é o nome do município, não é só do parque ou da região). Os ônibus saem a cada 1:30h. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães fica antes da cidade com mesmo nome e desci lá, onde conheci três cachoeiras sem precisar de guia e sem pagar: Véu da Noiva (só mirante), dos Namorados e Cachoeirinha. A água estava barrenta, mas o poço era bom para banho e as quedas eram altas. Anda-se bem pouco para cada uma delas. Minha intenção era ir para cachoeira da Salgadeira, dali são 6km, mas achei arriscado andar pela estrada sem acostamento. Fiquei esperando o ônibus, pedi algumas caronas e quem acabou parando foi uma família que parou sem eu pedir, eles também estavam saindo do parque e haviam me visto lá. Pelo que percebi, pedir carona é comum lá, pois o parque fica a 12km da cidade. Fui pro hostel, onde me indicaram a guia Camila (65-996110587), entrei em contato com ela e com outras dos sites: http://www.chapadamt.com.br/guiasdeturismo.asp http://www.ecobooking.com.br/Relacao_guias_autorizados.php?XXtrE=v3vbnqw03mgj17ydlzef Isso foi bom, os preços direto com os guias eram MUITO mais baratos, inclusive se precisasse de transporte. Fiquei no Hostel Chapada, R$50 por noite, bem localizado, perto da praça. No dia seguinte, resolvi alugar uma bike na Bike e Cia, por R$30 o dia, para ir a cachoeira do Marimbondo e da Geladeira, que ficam próximas uma da outra e cerca de 15km, ida e volta, do centro. Pra ir foi tranquilo. Na cachoeira do Marimbondo, paga-se R$10 para entrar e anda bem pouco, uns 300 metros. Cachoeira larga, com um poço raso, mas gostosa. Fiquei 1h e fui pra da Geladeira, 1km dali, paga-se mais R$10 e anda uns 600m. É a cachoeira mais bonita que fui na chapada: água verde, queda gostosa, poço bom para banho. Fiquei um tempo. Pensei em ir até a Cachoeira Rica, mas descobri que, apesar do nome, não tem cachoeira! É só um vilarejo! Ainda bem que não fui, são uns 30km de lá. A volta foi um pouco cansativa mesmo nos pontos que não pareciam subida íngreme. Depois, ainda fui ao mirante Morro dos Ventos, tem uma bonita vista de campos e até uma cachoeira na lateral, entrada R$5. Rodei cerca de 20km de bike no total. Comi massa no Pomodori, muito boa (um pouco caro)! No 3º dia, peguei carona com um cara do hostel que havia alugado carro, aí baixou quinze reais no preço do passeio Circuito das Cachoeiras, no final, paguei R$85. Tinha agência cobrando R$220 pelo passeio mais R$180 pelo transporte! Transporte que era de apenas 12km! Este passeio, Circuito das Cachoeiras, ocorre no Parque Nacional (cuja entrada não é paga), mas só pode ser feita com guia. Consiste em 8km passando por várias cachoeiras (eles falam 7, mas acho que não...). A melhor é a última: das Andorinhas, super alta e bom poço pra banho. Vale a pena! Depois, ainda deu tempo de ir até a Salgadeira (R$15 por carro) de carona, esse lugar passou por uma demorada reforma e manipularam até a cachoeira concretando a parede dela. Comi pizza na Marguerita, muito boa, mas um pouco cara. Dia 4: no dia do Circuito das Cachoeiras, conheci um cara gente boa que também tinha alugado carro em Cuiabá. Aproveitei e fui junto com ele para a cachoeira da Martinha (R$10 o estacionamento). Neste caso, se não tivesse ido de carona, teria ido de ônibus urbano (o mesmo que sai de Cuiabá em direção a Campo Verde). Disseram que essa cachoeira é tipo um "piscinão de Ramos", farofada e tal, no dia que eu fui, sábado de manhã, estava bem vazio, mas parece quem muita gente faz churrasco lá, até porque é de graça. Cachoeira muito boa, grande, larga e super forte! Correnteza boa para boia-cross e para nadar. De lá, fomos para a cachoeira Jamacá (R$20 por pessoa), que no Glooglemaps aparece como Quilombo do Alemão. Esse alemão é o Mário, um naturalista que lutou pela demarcação do parque. A cachoeira é alta e forte com poço muito raso para nadar. Lugar bacana. Almoçamos, por volta das 14h, no restaurante Maná, comida bem simples, parece que o local nem abriu oficialmente. Esse dia terminou cedo. Jantei sozinho no Cavii, comi um ótimo hambúrguer com coalhada seca e pesto, entre outros. Domingo, último dia, fui até a bicicletaria e estava fechada. Resolvi ir a pé até a cachoeira gratuita do Nonhô (acho que é isso, se não, é Nhonhô), 5km, localizada próxima ao supermercado Pelé e a pastelaria Lhufas, entre a placa azul de "Bem-vindo" e um outdoor, a cerca está caída e tem uma trilha. Fui perguntando, perguntando e cheguei a trilha, desci até a cachoeira. É pequena e não muito alta, mas gostosa para se refrescar. Fiquei pouco tempo, pois queria ir até a cachoeira da Tartaruga. Na estrada, pedi carona e o segundo carro que passou parou prontamente. Ele passou pela bicicletaria, estava aberta (no domingo, ele abre quando liga pra ele), então resolvi descer. Mais R$30 pelo aluguel, andei 3,5km até a porteira do sítio (tem no Googlemaps), tive que passar a bike por cima e andar mais uns 3km. Obs: muitos guias me falaram que tem cachoeira em propriedade particular, mas pode pular a porteira, a cerca e ir tranquilamente, esta era uma delas. A cachoeira da Tartaruga fica quase no final da estrada de terra, quando começa o gramado, à direita. A cachoeira é alta, com pouco volume de água, poço bom para banho. Ainda deu tempo de comer no Trapiche Regionalíssimo, por kg, cerca de R$54, comida muito gostosa. Peguei bus para Cuiabá. De lá, peguei Uber para o aeroporto. A região tem muitas cachoeiras e muitas nem podem ser visitadas. Acredito também que algumas sejam pequenas e simples. Algumas que não precisam de guia e fiquei sem conhecer: do Segredo, da Bailarina, do Índio, Águas do Cerrados (trekking). Outros passeios que precisam de guia (mas não feche com agências antes, fale direto com os guias): São Jerônimo, Vale do Rio Claro, Cidade de Pedras, Águas do Cerrado, caverna Aroe-Jari. Se quiser ir para Nobres (bate e volta), aí tem que fechar com alguma agência, parece que custa R$250, ou se informar com guias.
  2. Olá galera mochileira, Volto aqui para tentar retribuir de alguma forma toda a informação que aqui consegui. Este foi meu 1º mochilão e graças a esta plataforma me senti segura para montar todo o meu roteiro e ir de forma (quase) completamente independente. Vocês fazem parecer tão fácil!!! E foi! E foi uma delícia também! *já faz um tempo que comecei a escrever esse relato e tinha abandonado por causa de correrias da vida, mas quero terminar antes que o facebook pare de me lembrar que eu fiz essa viagem foda há 1 ano! PARTE 0 - Planejamento e preparativos Viajar ao continente africano sempre foi um de meus maiores sonhos e ele começou a se tornar verdade há 4 anos, quando ouvindo uma discussão sobre quanto se gastaria para assistir a 1ª fase da copa do mundo na Rússia eu pensei “com esse dinheiro vou conhecer a África”. E eu tinha a companhia perfeita: minha grande amiga (e na época roommate) Camila estava disposta a encarar a aventura comigo, se eu provasse a ela que viajaríamos por 1 mês com relativo conforto e não gastaríamos mais de R$10mil... E eu provei! *imprevisto: a viagem ficou mais cara (não dá pra comparar dólar de 2014 com de 2018!), durou 39 dias e incluiu aventuras que até agora não acreditamos que vivenciamos! (Parênteses: certeza que é possível fazer este roteiro gastando menos, mas tínhamos algumas premissas que não queríamos abrir mão. Estas seriam as primeiras férias em algum tempo para nós 2 e já estávamos em ritmo de corta-tudo-e-tira-leite-de-pedra para economizarmos para A viagem, então queríamos ter algum conforto e, muito importante: queríamos tomar cerveja todo final de tarde! :D) Logo no início das pesquisas a África do Sul se mostrou o país que melhor se encaixava nos nossos planos, seja pelo custo benefício ou mesmo pela facilidade de encontrar informações. Nem sempre nossa ideia foi de planejar tudo e ir sozinhas, até mesmo pelo fato de que nenhuma de nós 2 dirige, e lendo (milhares de) blogs, cheguei ao site Pangea Trails, de um cara que tem um roteiro de van por todo o país que dura 21 dias. Esse era o plano inicial. Chegada a época que íamos realmente afinar tudo e colocar o plano em prática, os custo deste pacote já estava tomando quase todo o nosso orçamento e começamos a pesquisar a coisa toda independentemente, mas ainda assim com o roteiro dele como base, pois já sonhávamos com muitos locais por onde a Pangea Trails passava. Tínhamos então os locais que queríamos passar e mais ou menos definidos quantos dias ficar em cada um, quando a história começou a tomar outro rumo: um perfil de turismo da África do Sul que eu seguia no instagram, publicou por 5 dias seguidos fotos da Otter Trail, uma travessia de 5 dias e 4 noites que acompanha a costa selvagem do Tsitsikamma National Park através de paisagens cênicas e eu fiquei completamente obcecada. Pronto! A paisagem era tão espetacular que eu tinha que presenciar aquilo! E eu devo ser muito mais persuasiva do que imagino, pois eu, que de travessia tinha apenas feito a Salcantay para Macchu Picchu, mas que contava com uma equipe que levava a bagagem mais pesada e provia comida e acampamento (foi um esquema meio princesa mesmo), queria levar comigo nesta trilha totalmente independente a minha amiga Camila, que nunca tinha feito trilha na vida. Bom, nem sei bem como, mas a convenci! Foi a primeira reserva que fizemos. E quase choramos de emoção quando recebemos a confirmação! A questão é que esta é uma trilha bem exclusiva e as reservas se esgotam com cerca de 1 ano de antecedência, pois apenas 12 pessoas por dia podem percorrê-la. Comecei a monitorar o site do parque e checar todas as condições de tempo e maré (o caminho inclui algumas travessias de rio que podem ser bem perigosas a depender da maré do dia) para conseguir a data ideal para as nossas férias. Feito isso, o resto da viagem começou a se desenhar melhor em torno da trilha. Alguns destinos que queríamos tiveram que ser cortados, pois a logística para a Otter Trail precisava de 6 dias da nossa viagem. Numa destas decisões, cortamos Drakensberg, pois esta parada era principalmente para fazermos algumas trilhas e este assunto já estaria muito bem garantido! Na sequência compramos as passagens, fechamos o overland tour para o trecho que passaria pelo Kruger Park e a Suazilândia e compramos nosso ticket de ônibus Baz Bus. A Baz Bus oferece um serviço de vans que funcionam no estilo hop-on hop-off com foco em mochileiros que atravessam o país, recolhendo os passageiros na porta do hostel e deixando no seu próximo destino. A logística é bem bacana e a rota vai desde Joanesburgo até Cape Town, com paradas obrigatórias em Durban e Port Elizabeth, pois as vans só circulam de dia. Eles têm uma lista de hostels que são atendidos pelo roteiro e diversas opções de tickets, a depender da quantidade de dias que se quer viajar, se viaja apenas em uma direção, etc... O valor dos tickets não é muito barato, mas pela comodidade e segurança achamos que valeu a pena. Quando já estávamos lá ficamos sabendo de outra empresa que presta o mesmo tipo de serviço, tem uma rota semelhante e parece ser um pouco mais barata, a Mzansi. O roteiro então ficou mais ou menos assim: 10.03 a 15.03.18 Chegada por Joanesburgo e estadia em Maboneng; 16.03 a 22.03.18 Overland pela região do Kruger Park, Rota Panorâmica, Suazilândia, Greater St Lucia, chegando a Durban; 23.03 a 01.04.18 Seguimos de Baz Buz pela costa passando por Coffee Bay, Chintsa, Port Elizabeth e Jeffreys Bay até Storms River; 02.04 a 06.04.18 Estabelecemos base em Storms River para percorrer a Otter Trail; 07.04 a 10.04.18 Seguimos novamente de Baz Buz pela Garden Route passando por Wilderness e Mossel Bay; 11.04 a 16.04.18 Exploramos Cape Town, de onde voltamos para São Paulo. mapinha das nossas andanças.... MEDICINA DO VIAJANTE Já tinha lido algumas vezes sobre este serviço público (e totalmente gratuito) de avaliação e orientação de acordo com o local de destino e áreas de risco para doenças, mas nunca tinha utilizado. Resolvi testar e não me arrependi! O atendimento em São Paulo é no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o agendamento é feito por e-mail. No dia da consulta é necessário levar documento com foto e carteira de vacinação. Então começa uma entrevista na qual você conta qual o destino e as características da viagem, com a maior quantidade de detalhes possível. Daí eles te dão todas as orientações em relação à sua saúde durante a viagem e atualização de vacinas. Aproveite para tirar todas as dúvidas! Saindo da consulta já te encaminham para as vacinas e pronto. Quem precisa do Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela (CIVP) deverá antecipadamente acessar o site da Anvisa para realizar seu pré-cadastro, necessário para a emissão da CIVP. A preocupação principal da maioria das pessoas que viaja à África do Sul, em especial à região do Kruger, é em relação à malária. Não existe vacina e a melhor profilaxia é evitar o contato com o mosquito através de barreiras físicas (roupas protegendo a maior parte do corpo, tela mosquiteira sobre a cama, etc..). Existe também um repelente (exposis) que foi recomendado e também os comprimidos, embora não tenham garantia total. A orientação que recebi foi: usar o repelente para a pele e para a roupa (existe um spray específico para passar na roupa e dura algumas lavagens) e tomar os comprimidos (aqui vale uma observação que o médico só indicou os comprimidos pois passaríamos pelas regiões de incidência no início da viagem e depois ainda teríamos um período longo antes de retornar ao Brasil, passando por áreas remotas e o receio era termos qualquer sintoma e não conseguirmos atendimento imediato.. se fossemos apenas ao Kruger e voltássemos em seguida, o médico não indicaria o remédio porque em qualquer emergência conseguiríamos atendimento fácil em SP). O que de fato aconteceu: levamos o exposis, mas não comprei o spray para roupa e tomamos os comprimidos que compramos em uma farmácia em Joanesburgo (parece que o melhor é comprar no próprio aeroporto, mas esquecemos e enfrentamos uma pequena burocracia para conseguirmos o remédio, que é controlado e não é barato). No início do overland, o guia fez um terrorismo de que nenhum repelente trazido de países que não tem malária é eficaz e sugeriu comprar outro, o peaceful sleep, que acabamos comprando também. Não sei se foi o remédio ou a mistura disso tudo com sol e suor, mas tive uma alergia forte na pele (rosto, pescoço e costas) que só foi sumir mesmo em Cape Town. Camila ficou enjoada nos primeiros dias do overland, o que logo relacionamos com o remédio também. Para mais informações sobre a Medicina do Viajante: http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/ MOCHILA, O DRAMA... A principal dificuldade neste tema foi: precisaríamos de uma mochila que aguentasse o tranco e boa o suficiente para utilizar na trilha (tenho problema na cervical e essa era minha maior preocupação) e isso costuma ser bem caro! No final das contas: uma amiga que estava de mudança para a Austrália tinha uma mochila usada Trilhas & Rumos Crampon 72L e deu pra gente. Camila acabou ficando com esta, pois eu não queria uma mochila tão grande. Outra amiga ofereceu a mochila dela emprestada, uma Deuter Futura Vario 45 + 10, que eu me neguei a pegar até quase a véspera da viagem. Mas de tanto ela insistir e de tanto faltar dinheiro, aceitei.. Resultado: olha, quando estava pesquisando pra comprar uma cargueira pra esta viagem, li muita coisa positiva sobre a T&R, então simplesmente não sei dizer o que aconteceu, mas a mochila praticamente se desfez durante a viagem. Na arrumação ela já rasgou um teco (o que levou Camila ao desespero antes mesmo da gente ir pro aeroporto) e no restante da viagem ela se rasgou inteira! Tentamos remendar com um bocado de fita e nada adiantou... enfim, outro ponto fraco que percebi é que ela ficava visivelmente desestruturada nas costas. Quanto à que eu levei, ela foi perfeita. Nas 1ªs horas da trilha precisei fazer alguns ajustes, mas ela segurou bem! O que levei: Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois) Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc.. 7 calcinhas 2 pares de meia para trilha 3 pares de meia de algodão 2 sutiãs 2 tops 2 biquinis 2 calças legging 1 calça-bermuda 1 calça jeans 2 camisetas dryfit 7 camisetas 1 blusa térmica (fleece) 1 jaqueta impermeável 2 blusinhas manga longa 1 shorts de corrida 2 shorts 1 saia jeans 2 vestidos 1 pijama 1 canga de praia 2 lenços 1 toalha microfibra 1 capa de chuva 1 chinelo 1 sandália kit de higiene / cuidados pessoais maquiagem básica kit primeiros socorros (com umas coisas bem específicas pra trilha, mas que não precisamos usar.. ufa!) saco de dormir lanterna de cabeça + pilhas 2 cantil + tabletes para purificação da água 1 canivete 1 bastão de trilha 1 capa protetora mochilão (comprei uma Arienti www.territorioonline.com.br/bolsa-para-transporte-arienti-m para despachar a cargueira, que até por ser emprestada merecia um cuidado mais especial e também porque precisávamos de uma bolsa pra deixar nossas coisas no hostel durante a trilha) 1 binóculo Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois) Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc.. leite em pó (levei em saquinho zip lock apenas o necessário pra preparar 5 canecas de manhã) *confesso que quando estava separando o leite em pó no saquinho pra levar na mochila me bateu uma sensação mega ruim de que aquilo podia dar muito errado no aeroporto, mas deu em nada não... toddy (2 colheres de sopa / dia - levei em saquinho zip lock) geléia (aquelas individuais de cestas de café da manhã) castanhas semente de girassol cuscuz marroquino (em zip lock) quinoa (em zip lock) arroz + lentilha (em zip lock) temperos: sal (aqueles saquinhos de restaurante), pimenta do reino (não vivo sem!), azeite barras de cereais e proteínas 2 pratos plásticos rígidos, 1 caneca alumínio + kit talher de plástico Esta lista era basicamente para o meu café da manhã (com alguns itens complementares que compraria fresco na véspera da trilha) e jantar para nós 2! A Camila levou com ela o que iria precisar para o café da manhã dela e levaria o kit de panela. Além disso levei uma pequena mochila de ataque (aquelas dobráveis da decathlon, que viram uma bolinha compacta) com pasta completa de documentos e comprovantes de reservas impressas, bloco de anotação, travesseiro de viagem (meio dispensável pra mim, mas até que garantiu um conforto quando acampamos), carregador de celular, 2 power banks, câmera (uma véia digital que tenho, levei mais como garantia se a memória do celular faltasse). Acho que foi isso. A maioria das coisas que não tiveram utilidade durante a viagem foi levada por alguma indicação específica para a trilha e não acho que deixaríamos de levar (mesmo sabendo agora que não usamos), pois poderiam ter sido necessárias.. mas confesso que daria pra ter cortado umas peças de roupa e a sandália.... No final deu isso aí.. mochila pronta... O relato diário irei postando em partes para não ficar tãããão comprido... Até!
  3. Salve salve mochileiros! Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha de nível médio onde irão encontrar duas grandes cachoeiras, uma bela floresta, uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo.  Partida - 18/02/19 - Partida 08:00am - São Paulo x Mogi das Cruzes x Biritiba Mirim (Serra do Mar) - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$4,10 Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Vermelha) sentido Itaquera e descendo na estação Brás (linha Vermelha) onde encontrei mais duas amigos para pegarmos o trem da CPTM sentido Guaianases (Linha Coral) e finalmente após a troca de trem pegamos para o sentido final e para nossa primeira parada, a Estação Estudantes (Linha Coral). Na Estação Estudantes existem 3 formas de você chegar nesta trilha: A 1ª é de lotação de carros ou vans. Logo que você cruza as catracas da estação de trem você já irá ser abordado por alguém te perguntando se precisa descer para o litoral pela estrada Mogi x Bertioga. Essas pessoas lotam um carro ou uma van e descem até as cidades de Bertioga e do Guarujá cobrando o valor de R$25,00 a R$30,00 por pessoa. O único problema desta opção seria o valor que é mais alto e as vezes ter que ficar esperando lotar o carro ou van e isso levaria mais tempo para iniciar a trilha. Já a 2ª forma de chegar ao início desta trilha seria de ônibus. Saindo da estação de trem pelo lado esquerdo você encontrará um terminal de ônibus onde realizam também a descida pela rodovia Mogi x Bertioga feita pela empresa de ônibus Breda. O valor é aproximadamente R$29,00 e é só pedir para o motorista parar no KM81 para iniciar a trilha. A ª3 forma de chegar no início da trilha e foi a que nós escolhemos e é também de ônibus, porém de ônibus circulares. Saindo da estação você encontra uma passarela que te leva para o lado direito da estação Estudantes. Chegamos em uma rua e caminhamos para a esquerda por alguns metros e já de frente vimos um terminal de ônibus onde pegamos um ônibus circular de transporte público intermunicipal até o ponto final que fica no KM77. O ônibus é o NºE392 (Manoel Ferreira) que nos levou em 30 minutos até o KM77 seu ponto final. No ponto final do ônibus existe uma balança, um pequeno bar e uma feirinha com várias frutas, uma ótima opção pra levar pra trilha como bananas, mangas, uvas etc. Compramos água e algumas frutas e caminhamos pela rodovia até o KM81 para iniciar a trilha. Neste trecho de aproximadamente 4 quilômetros andamos pelo acostamento da rodovia até o KM81 onde fica a entrada da trilha. O inicio da trilha fica antes de uma placa amarela e preta escrito "DESCIDA DA SERRA DESÇA ENGRENADO". Quando ver esta placa após caminhar até o KM81 terá uma entrada à direita, e é ali que se inicia a trilha para cachoeira do elefante. Andamos por aproximadamente 10 minutos e encontramos uma ponte destruída pela erosão onde demos a volta pelo lado e continuamos em frente até chegarmos na travessia do rio. A travessia é tranquila pois o rio é bem raso neste ponto, então conseguimos atravessar sem precisar molhar nada além dos nossos pés. Do outro lado do rio tem um bom local onde algumas pessoas acampam pois o local é como uma praia de água doce. Tem areia, pedras e um ótimo local pra um mergulho. Após a travessia do rio deve se seguir e se manter na trilha pela esquerda. Não façam a trilha pelos locais do camping pois você poderá se perder neste ponto como aconteceu com a gente. Ao invés de seguirmos a trilha pela beira do rio, seguimos pela trilha que tem atrás dos locais para camping e fomos parar em uma trilha que deu nas torres de energia. Então neste ponto da trilha e preciso seguir para a esquerda rente ao rio e continuar a trilha até a primeira bifurcação onde se seguirá também para esquerda pois pela direita se chega nas torres de energia elétrica que também tem uma vista fantástica de Cubatão, Santos e São Vicente mas o esforço nesta trilha é de nível alto pois as ladeiras são muito ingrimes e isso nos desgastou bastante. Entrar pela direita foi um erro que nos mostrou uma paisagem fantástica de cima da montanha mas aconselho a chegarem somente na primeira torre, as outras não são tão interessantes. A trilha de modo geral é bem demarcada e contém alguma fitinhas amarradas nas arvores de cor azul e amarela informando a direção da trilha, então é só ficar ligado nelas para seguir a trilha corretamente. Após este erro na trilha retornamos e fizemos a trilha corretamente pela esquerda onde a trilha segue do lado do rio e de algumas cachoeiras. Uma delas é a cachoeira do Limo que fica virando a esquerda logo depois da bifurcação que entramos a esquerda também. É uma cachoeira pequena mas muito legal de conhecer, ficamos por alguns minutos contemplando e retornamos pela mesma trilha que viemos e logo seguimos em frente. Andando por mais alguns minutos do lado da trilha começamos a ouvir o som de uma enorme queda d'água. Seria a primeira queda da cachoeira que se chama Véu da Noiva. Resolvemos descer e contemplar também esta cachoeira. Ficamos pouco tempo pois o volume d'água estava muito grande neste dia impossibilitando de entrar na águas do véu da noiva. Mas vale a pena ir pois é uma queda muito bonita para contemplar. Voltamos para a trilha principal e caminhamos por mais alguns bons minutos até que encontramos uma placa pequena escrito "Recicle Leve seu Lixo" de cor branca e verde e neste ponto da trilha caminha sentido a esta placa à esquerda. Após mais 1 hora de caminhada chegamos em um bifurcação do rio Rio Itapanhaú, para a direita a trilha segue junto da margem do rio e leva a um local conhecido como Casarão e para a esquerda a trilha segue para o nosso destino, a base da Cachoeira do Elefante. Neste ponto a trilha depois de alguns minutos a trilha ira atravessar o rio novamente e continuar do outro lado. A travessia no dia foi tranquilo sem precisar entrar na água, atravessamos por pedras e continuamos do outro lado. Neste ponto da trilha passamos por diversos locais para camping e algumas pedras que conseguem até abrigar algumas pessoas por causa de seus formatos. Um lugar muito bacana para acampar. Andamos por alguns minutos e logo ouvimos o som ensurdecedor das gigantescas quedas da cachoeira e quando mais nós caminhávamos o som ia ficando mais alto. La estava ela, após aproximadamente quase três horas de trilha e duas tentativas sem sucesso em dias anteriores nós finalmente conseguimos encontrar a famosa Cachoeira do Elefante. A forte queda faz com que tudo fique molhado pelas gotículas d'água que ficam no forte vento que provem das fortes quedas. A cachoeira realmente é uma imponente obra da natureza com milhares de litros d'água descendo pelas pedras criando um cenário fantástico da natureza. A cachoeira oferece diversos locais para um bom banho. Do seu lado direito onde a correnteza é mais forte estava mais perigoso de se banhar mas mesmo assim conseguimos ficar debaixo de uma enorme pedra onde em um fenda se tem uma ótima cachoeira. Mas é do lado esquerda da cachoeira que aproveitamos melhor. Existem diversas quedas ótimas para banho e descendo mais um pouco contém um poço bom para mergulho. Ficamos por diversas horas contemplando o lugar, fizemos um lanche para recarregar as energias pois ainda teríamos a volta que já no começo nos aguardava a subida mais foda de toda a trilha ahahahha. Mas depois de lavar a alma, tirar as urucas, banhar os piolhos dos dreads rs e recarregar todas nossas energias nas águas da cachoeira do elefante nós estávamos dispostos a subir até na lua se for preciso hahahaha. Volta - 18/02/19 - Volta 18:00am - Biritiba Mirim (Serra do Mar) x Mogi das Cruzes x São Paulo - Ônibus R$4,10 - Metrô e Trem R$4,00 Arrumamos nossas mochilas e começamos o caminho de volta, andamos por aproximadamente duas horas e meia e retornamos toda trilha até o início que fica na rodovia no KM 81, dali caminhamos pela rodovia até o bar no KM 77 onde aguardamos por alguns minutos o ônibus R$4,10 para retornar ao terminal urbano de Mogi das Cruzes e para a Estação Estudantes da CPTM R$4,00 onde finalizamos mais uma fantástica trilha. Vlw mundão! Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  4. Olás! Segue abaixo um breve relato sobre a subida do Pico Agudo, norte do Paraná, no Vale do Rio Tibagi. Já tem algumas informações aqui no site sobre este destino, mas são mais antigas, e este é um ótimo lugar pra quem quer começar a se aventurar em trilhas e montanhas. Fomos pra lá dia 23 de dezembro de 2018. DADOS SOBRE O LOCAL O Pico Agudo é a segunda elevação mais alta do norte do Paraná, perdendo de Pedra Branca, na Serra do Cadeado. Tem cerca de 1100 metros de altura. Seu acesso é pela cidade de Sapopema, Fazenda Zamarian, e por enquanto o funcionamento é das 7h às 19h aos sábados, domingos e feriados. Contato com a administração: 43 98462-5977 O Pico Agudo fica em uma propriedade particular (RPPN: reserva particular do patrimônio natural) e como o passar do tempo tem trazido cada vez mais gente ao local, o impacto ambiental já é visível. As trilhas estão alargadas, tem lixo espalhado e babaca escrevendo nome em pedra e árvore. Por estas razões ouvi dizer que acampar no local não será mais possível a partir de 2019, terá cobrança de entrada e estão construindo um pequeno centro de visitantes na entrada da Fazenda, pois hoje não há nenhuma estrutura. QUEM FOI O Antônio, amigo e guia de alta montanha, seu irmão e amigo (de 18 anos cada, sem experiência em trilhas), eu (enferrujada), marido (acostumado a correr), meu filho de 10 anos (iniciado em trilhas na mata) e nosso primo, de tb 10 anos, que nunca tinha feito trilha. A ESTRADA Quando se deixa a estrada de asfalto tem uns 20km de estrada de chão até chegar na entrada da Fazenda. Fomos de carro sedan (o Antonio de Jipe), mas apesar da estrada estar boa, em época de chuva não se recomenda nem a montanha* nem a estrada. Nessa estrada tem duas pequenas vilas, aproveite pra ir ao banheiro em alguma lanchonete do caminho, pois como já relatado, na Fazenda não tem banheiro (ainda). Tem kilos de dicas sobre o caminho exato na internet! *Geologicamente não é montanha, mas vamos chamar assim pra ficar mais fácil! Pois bem, como moramos relativamente perto do local (140km), saímos de Londrina às 5h30 e chegamos ao local cerca de 7h30. Paramos pra ir ao banheiro e comer lanches que tínhamos trazido de casa. Tb trouxemos água e suco. É muito importante começar a subir a montanha com pelo menos 1,5L de água por pessoa pq faz MUITO calor, a subida é íngreme e nem sempre uma bica que tem na trilha tem água, e as vezes está barrenta. A TRILHA A subida começa por mata aberta, depois fecha e no fim abre novamente. A subida de fato é de uns 350m (altura) por uns 2km. Tem um caminho que vai direto ao cume, mas é só pros montanistas mais experientes, pois é difícil. Os demais seguem pela trilha que contorna a subida. Mesmo assim há trechos bastante íngremes e 3 locais que a subida tem auxílio de cordas. Eu tinha bastante prática em trilha na mata quando era mais nova, mas faz algum tempo que estou enferrujada e fora de forma. E a inclinação do terreno ajuda a cansar, e muito. Pelo fato de ter conseguido subir mesmo estando fora de forma e com tênis de corrida (nem um pouco indicado), digo que a trilha é fácil, acessível, e dependendo do ritmo de quem sobe o tempo de caminhada pode variar de 30 minutos à 1h30. Mas não é um passeio no shopping! Na volta tinha uma senhora de mais idade e acima do peso esperando uma maca buscá-la no meio do morro pq tinha torcido o pé. Um tênis de trilha e fôlego suficiente são fundamentais! As crianças e o Antônio, que trabalha guiando em alta montanha, subiram sem nenhum esforço. O resto cansou bastante, hahaha! PRECISA IR COM GUIA? Não. A maioria vai por conta, o Antônio tava com a gente na amizade! Mas tem que prestar atenção na descida pq tem algumas “pseudo-entradas” na trilha que não dão em lugar nenhum, e é MUITO comum gente se perder por lá. Inclusive tem um local pra pouso de helicóptero no cume para possíveis resgates. Então mais uma vez: não é difícil mas não é super fácil tb! Estar com o Antônio foi ótimo, pq ele obviamente tem muito conhecimento do local, da melhor forma de subir pelas cordas, da trilha e tudo o mais. Como ele trabalha com isso super indico o site dele pra quem quiser se aventurar pelas montanhas da Argentina, Brasil e Bolívia principalmente: http://www.gaiamontanhismo.com.br/ E A VISTA? As fotos falam por si! Chegando na Fazenda Zamarian, café da manhã com vista! Começo da trilha, os bastões ajudam bem na descida! Os bastões ajudam na descida! Começo da trilha aberta... Depois mata adentro! Trilha na mata! O caminho vai subindo e a vista vai ficando linda! Paradinha pra descanso! Começa o trecho com cordas... São 3 trechos com cordas na parte final... E subindo... Mais e mais cordas... E a recompensa! Antonio solitário! Gui estilo Karate Kid! Escrevendo o nome do livro da montanha que é pra continuar sempre subindo! Os meninos e contemplação. Descanso com vista, ventava bastante. Tudo meu! Tibagi ao fundo, vista linda! A família! Descemos o Pico cerca de 15hs pq o tempo começou a fechar e é bem perigoso pegar chuva na montanha. Trocamos de roupa pq as nossas estavam molhadas e seguimos viagem de volta, chegando em Londrina 17h30. Na própria estrada que dá acesso à Fazenda do Pico Agudo tem acesso a várias cachoeiras (pelo menos duas) e a região de Sapopema tá recheada delas... Lageado Liso ou Salto das Orquídeas é das mais famosas. Então fica a dica de uma aventurina de fim de semana pra quem estiver por perto. Nós não fomos em cachoeiras pq tínhamos compromissos a noite e precisávamos estar vivos! Eles sobem correndo mas depois desmontam, hahahaha! Que o ano novo (2019) daqui uns dias nos traga desertos, cachoeiras, trilhas e montanhas! Abraços!
  5. Boa noite galera, tudo bem? Dia 18 de Maio estarei indo para Pedra da Mina, pela fazenda serra fina! Li alguns relatos por aqui mas alguém te mais alguma dica algo pra agregar? Alguém estará indo pra lá também nessa mesma data? Abraços!!
  6. TORRES DEL PAINE 15 A 24 DE NOVEMBRO 2018 Vou fazer meu relato sobre o Circuito O de Torres Del Paine, na Patagônia Chilena. Foram 9 dias de trilha, sendo 8 de caminhada. Um total de 97 km, porque não fiz algumas partes, como o Mirador Britânico ou a ascensão a Base das Torres em si, por dois motivos, que vou explicar mais pra frente no relato. Eu não tinha nenhuma experiência com trilha, ou acampamento, ou viajar sozinha. Sempre fui sedentária, não sou de praticar esportes ou exercícios físicos. Então esse é um relato de uma pessoa que foi fazer o Circuito O, sem nenhuma experiência, com praticamente nenhum treino, só com a força de vontade. Se você sonha em fazer, mas tem medo ou não tem preparação, esse relato é pra você mesmo. DIA 1 HOSTEL – TORRES DEL PAINE GUARDERIA/CAMPAMENTO CENTRAL – CAMPAMENTO SERÓN Dificuldade: Média (considerada fácil para a maioria das pessoas) Distância: 13 km Saí do Hostel em que eu estava às 6h40 da manhã, com muita pressa e quase correndo, porque teria que andar 500m de pura subida (até com escadas na calçada), com minha mochila de 12.720kg e o ônibus saía da Rodoviária às 7h! Cheguei até com tempo de sobra, acho que acabei me desesperando tanto que fui mais rápido do que precisava, peguei o ônibus. Paguei 15.000 pesos chilenos, passagem de ida e volta, eu comprei as passagem dois dias antes, assim que cheguei em Puerto Natales, justamente porque sabia que o tempo seria curto, porém comprei pela Bus Sur que tem horário fixo de volta, ou seja, se eu comprei para o ônibus das 13h, não posso embarcar no ônibus das 19h e mais tarde acabei descobrindo que outras companhias dão a possibilidade de embarcar em qualquer ônibus desde que seja no mesmo dia da passagem compra, o que é uma idéia melhor, visto que imprevistos podem (E VÃO) acontecer. Embarcada no ônibus, a caminho de Torres Del Paine, a ansiedade estava a mil, no pensamento só o medo de não conseguir completar o circuito. A paisagem é maravilhosa, muito linda, com montanhas e pastos verdes, com ovelhas e guanacos que são tão fofos quanto parecem ser pelas fotos. Chegando ao Parque desci na portaria que ia começar a trilha, a Laguna Amarga. Eu já tinha compro o ingresso do Parque online, então fiquei em uma fila para fazer meu registro, apresentar o ingresso e meu documento, e pegar minha autorização e mapa para entrar. Com essa autorização, pude pegar um transfer que paguei 3.000 pesos até a entrada da trilha (é possível já ir andando desde a portaria laguna amarga, muita gente faz isso, mas eu queria evitar a fadiga) onde tem uma recepção. Tive que mostrar as reservas de acampamentos, e preencher uma ficha com alguns dados, incluindo numero de contato de emergência, só assim pude começar na trilha. Uma informação útil: é possível se conectar ao wifi nessa recepção, desde que você tenha uma conta PayPal ou cartão de crédito, você paga por hora ou minuto. Depois de todo esse processo, as 10h30min comecei oficialmente a trilha. Nos primeiros 15 minutos caminhando, já tinha uma subida (que eu considerei terrível), não deu tempo nem de esquentar o corpo e essa subida logo de cara. Comecei a subir pensando “o que eu to fazendo? Eu deveria voltar antes que seja tarde demais! Eu não vou conseguir, isso é loucura” com esses pensamentos negativos já vem as lagrimas, dois anos de planejamento, 2 anos sonhando com isso e eu já pensando em desistir antes do primeiro quilometro. Mas continuei andando, um passo na frente do outro, sempre pensando “mais um passo, só mais um passo” e parando a cada 10 minutos. Chegou a um ponto, que a subida não acabava eu parei e pensei “chega, vou voltar”, mas então olhei para trás, e p*ta merda, já tinha andando demais. Então eu continuei, o caminho é bonito, não é lindo de tirar seu fôlego, mas é bonito, tem muitas arvores, tem SIM um sobe e desce sem fim, e o dia estava meio chuvoso como era de se esperar para essa época do ano. Andei pra caramba, e quando eu pensava “to chegando” via uma placa de localização, falando que estava na metade, eu queria morrer quando isso acontecia. Então andei e andei, passei por uns vales, por subidas e descidas, todo mundo da trilha passou por mim, passei por algumas pessoas também, que passaram por mim novamente. Tem muitos rios pelo caminho, então não precisa se preocupar com carregar peso de água. Por fim, fica plaino e você começa a caminhar em um bosque, cheio de arvores e um caminho que parece acessível de carro. AH! Também vi cavalos selvagens nesse dia, eles ficam andando no caminho, tranquilamente, como se as pessoas sequer estivessem ali, simplesmente maravilhoso. Depois de andar muito, com nada maravilhosamente especial no dia (a não ser os cavalos, e o vento patagônico que te desafia), cheguei ao acampamento, as 16h30m. Gastei 6 horas para caminhar o que no mapa e na maioria dos relatos que li, são 4 horas. Mas cheguei, que alivio. O psicológico pesa muito, depois de montar minha barraca, entrei e chorei. Me senti isolada, sem saída, pensava “para eu ir embora e desistir, tenho que andar isso tudo de novo, o que eu vou fazer?” seguindo em frente, no segundo dia seriam 18km, se eu sofri pra 13, imagina pra 18! No Serón, tem banho quente, o que pulei porque estava exausta até pra isso (risos), tem um lugar para cozinhar, e não é permitido cozinhar fora dos lugares indicados. A salvação pro psicológico é encontrar pessoas para conversar quando se está no acampamento. E nesse quesito tive sorte, encontrei um grupo de brasileiros maravilhosos, que me incentivaram, e me deram uma força gigantesca psicologicamente, falando “relaxa, você vai conseguir, é só ir com calma”. Aquilo foi ouro de se ouvir, fiquei mais tranqüila e fui dormir, porque estava extremamente cansada e o dia seguinte seria longo, literalmente, já que na patagônia nessa época amanhece as 05h30min e escurece depois das 22h! Informação útil: no acampamento Serón também tem internet wifi, mesmo esquema do da recepção, pago por hora ou minutos; você faz check in, e eles meio que sabem que você vai passar lá, isso da uma sensação de segurança maravilhosa e segue por todo o percurso; eu montei minha barraca perto de uma lixeira, no outro dia vi que tinha um ratinho lá, por sorte ele não tentou invadir minha casa rsrs mas vale a atenção; a vista do Séron já é maravilhosa e SÓ FICA MELHOR A CADA DIA, SÉRIO! Vou continuar os relatos dos outros dias nos comentários. Pode demorar um tempo. Esse é meu primeiro relato, então não deve ser muito maravilhoso, mas eu quero mesmo é ajudar com informações que eu não encontrei quando estava me planejando. Qualquer dúvida que tiverem, informações que precisarem, sintam-se a vontade para me perguntar, será um prazer ajudar com o que eu puder.
  7. Salve salve mochileiros! Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar duas maravilhosas cachoeiras, uma bela floresta e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. Ida - 22/10/18 - 8h00min - São Paulo x Mogi das Cruzes x Biritiba Mirim (Serra do Mar) - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$4,10 Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Vermelha) sentido Itaquera e descendo na estação Brás (linha Vermelha) onde encontrei mais dois amigos para pegarmos o trem da CPTM sentido Guaianases (Linha Coral) e finalmente após a troca de trens pegar para o sentido final e para nossa primeira parada, a Estação Estudantes (Linha Coral). Na Estação Estudantes existem 3 formas de você chegar nesta trilha: A 1ª é de lotação de carros ou vans. Logo que você cruza as catracas da estação de trem você já irá ser abordado por alguém te perguntando se precisa descer para o litoral pela estrada Mogi x Bertioga. Essas pessoas lotam um carro ou uma van e descem até as cidades de Bertioga e do Guarujá cobrando o valor de R$25,00 a R$30,00 por pessoa. O único problema desta opção é ter que ficar esperando lotar o carro ou van e isso levaria mais tempo para iniciar a trilha. Já a 2ª forma de chegar ao início desta trilha seria de ônibus. Saindo da estação de trem pelo lado esquerdo você encontrará um terminal de ônibus onde realizam também a descida pela rodovia Mogi x Bertioga feita pela empresa de ônibus Breda. O valor é aproximadamente R$29,00 e é só pedir para o motorista parar no KM81 para iniciar a trilha. A ª3 forma de chegar no início da trilha e foi a que nós escolhemos e é também de ônibus, porém de ônibus circulares. Saindo da estação você encontra uma passarela que te leva para o lado direito da estação Estudantes. Chegamos em uma rua e caminhamos para a esquerda por alguns metros e já de frente vimos um terminal de ônibus onde pegamos um ônibus circular de transporte público intermunicipal até o ponto final que fica no KM77. O ônibus é o NºE392 (Manoel Ferreira) que nos levou em 30 minutos até o KM77 seu ponto final, onde tem uma balança, um bar e uma feirinha com várias frutas, uma ótima opção pra levar pra trilha como bananas, mangas, uvas etc. Compramos água e algumas frutas e caminhamos pela rodovia até o KM81 para iniciar a trilha. Neste trecho de aproximadamente 4 quilômetros ocorreu uma tensão pelo fato de não haver acostamento na rodovia e os carros passarem bem próximos de nós, então é bom ter um pouco mais de cuidado nesta parte do trajeto. Caminhando por alguns bons 25 minutos pela rodovia chegamos ao KM81, foi quando avistamos uma placa vermelha e amarela dizendo "Atenção - Descida da Serra - Verifique os freis - Desça engrenado". Atravessamos a rodovia para o lado esquerdo e bem no começo do guard rail se encontra o começo da trilha da cachoeira da Pedra Furada e da Light. A trilha começa bem tranquila e tem uma extensão de uns 3 Km e pode ser feita em menos de 1 hora desde a Rodovia até a cachoeira. A caminhada é sempre em meio à mata atlântica com muitas bromélias pelo caminho, algumas áreas de brejo e cruzando alguns pequenos riachos. Ao longo da caminhada surgem algumas bifurcações na trilha principal, uma delas existe um tronco de árvore caído quase que atravessado na trilha. Para o lado direito onde a trilha é mais ingrime leva a parte de baixo da Cachoeira da Pedra Furada e já pelo lado esquerdo onde a trilha é um pouco mais fechada leva para a cachoeira da Light e para a parte de cima da cachoeira da Pedra Furada. A cachoeira vista do lado de cima não mostra a real beleza e peculiaridade que tem as suas águas ao passarem por uma pequena fenda na rocha e sair pelo meio dela do outro lado. Como chegamos pelo lado de cima da cachoeira não tínhamos noção de como seria vê - la de frente e pela parte de baixo. Encontramos 2 formas de ir para a parte de baixo da cachoeira. A primeira é uma trilha que desce bem rente a cachoeira com auxilio de uma corda. Já a segunda forma é também uma trilha pelo lado direito do topo da cachoeira porém um pouco mais para dentro da mata. Subimos por uma trilha onde uma enorme árvore esta caída e descemos até a base da cachoeira. De frente com a cachu se vê o quanto ela é bonita. Este dia ela estava dividida em duas cachoeiras, pois a água estava passando por cima e também saia pelo meio das suas fendas, onde se deu o nome de Pedra Furada. Ficamos por alguns minutos contemplando aquele paraíso, fizemos nosso lanche, recolhemos nosso lixo, descansamos um pouco e partimos para conhecer a outra cachoeira, a da Light. Voltamos para a trilha principal e seguimos ela a diante. Caminhamos pouco mais de uns 25 minutos e já começamos a ouvir o som de queda d'água novamente. Chegamos em uma barragem onde o rio Sertãozinho passa por cima formando uma mini cachoeira. Neste local encontramos muito lixo, muitas lonas velhas, roupas, barracas improvisadas que acreditamos que sejam de caçadores e pescadores, restos de acampamentos deixados pelas pessoas. Este cenário foi um pouco ruim de se ver, pois há muito descaso das pessoas com a natureza. Leve sempre todo seu lixo com você e descarte em um local adequado, não deixando na natureza ou na rodovia. Volta - 22/10/18 - 18h:00min - Biritiba Mirim (Serra do Mar) - São Paulo - Mogi das Cruzes x- Ônibus R$4,10 - Trem e Metrô R$4,00 Na volta da trilha em um cruzamento, resolvemos entrar em uma trilha que não tínhamos ido ainda. Andamos por mais ou menos uma hora e não achamos nada além de mato. Não encontramos e nem ouvimos mais nenhuma queda de água. Foi quando demos de encontro com o Rio Sertãozinho novamente e foi ai que demos conta que estávamos perdidos pois toda demarcação, pegadas, as fitinhas que estavam amarradas nas árvores desapareceram. Fudeu! Parecia até mesmo um filme ahahahaha. Nós estávamos perdidos! Ficamos por alguns minutos procurando as demarcações que estávamos seguindo e nada. Não achamos nada. Então resolvemos descer o Rio Sertãozinho até a cachoeira que vimos por último, a da Light. Andamos por mais ou menos 1 hora mata a dentro mas sempre seguindo o rio. E depois de alguns arranhões,, depois de um pouco de tensão andando na mata fechada, depois de quase bater o desespero, chegamos na cachoeira da Light novamente. Um alívio pois estava ficando escuro muito rápido e ainda tinha a nossa volta. Só tivemos tempo para descansar por alguns minutos. Iniciamos a trilha de volta e logo tivemos que ligar nossas lanternas pois dentro da mata por volta das 18:00 já estava muito escuro. Andamos por uma hora e meia até chegarmos na rodovia novamente. Caminhamos pela rodovia novamente até o bar e a balança no KM77 por mais uns 30 minutos para poder pegar o ônibus circular para retornarmos ao Terminal Estudantes e fazer nosso retorno pra São Paulo. Chegamos exaustos na Estação. Comemos alguma coisa e pegamos o trem sentido Guaianases para retornamos para nossas casas e finalizarmos essa fantástica trilha bate e volta bem pertinho da cidade de São Paulo. Gratidão... Vlwwwww!!! Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/ Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp
  8. Olá pessoal, sou nova aqui, espero estar postando isso no lugar certo! Estamos fazendo um projeto para a faculdade a respeito de alimentação em esportes de aventura (camping, trilha, mochilão, trekking, montanhismo, escalada e etc). Por esse motivo criamos este formulário sobre o tema: https://goo.gl/forms/gIugs0iCSDBWheAt2 Ficamos muito gratos se puderem responder e compartilhar um pouco dessa experiência de vocês! As perguntas são bem simples e vão nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas. Se sintam livres para compartilhar o link com pessoas que também praticam esportes de aventura. Além disso, se alguém estiver disposto para uma conversa ou quiser compartilhar alguma experiência relacionado ao tema (seja ela boa ou ruim) não deixem de comentar aqui ou mandar uma mensagem para o meu e-mail: [email protected] Muito obrigada pessoal!
  9. Olá mochileiros! Comprei há um tempo a mochila Deuter Kid Comfort 3 para carregar meu filho, fizemos algumas trilhas e a mochila é excelente e posso atestar a qualidade da mesma, conforto para mim e para ele! Ultimamente não tenho tido a oportunidade de utilizá-la (e também ele cresceu e está bem mais pesado 😅), a última vez foi no Réveillon do ano passado, onde carregá-lo nessa mochila provou ser uma vantagem imensa em Copacabana, ele aproveitou bastante a queima de fogos em segurança e "de camarote". Abaixo seguem algumas images. Para alugar por um dia ou fim de semana é só entrar em contato comigo que conversamos: 21 99780-5858 (whatsapp)
  10. Estava pesquisando por aventuras na internete para fazer no carnaval , mas todas as que achei o seguro cobre, e não queria algo tão complicado, porém emocionante. Eu pensei se poderiam me indicar trilhas, montanhas, morros etc, para fazer com a família e só, sem enrolação.
  11. https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1176451686-bota-columbia-titanium-outdry-_JM?quantity=1&variation=32787908866 PARCELADO NO MERCADO LIVRE Pouco uso!!! Nunca pegou trilha!!! Fotos recentes!!! Ainda está na garantia de fábrica até abril/2019. Vem com as melhores tecnologias para manter o seus pés secos e protegidos. A membrana Outdry Extreme garante selamento total contra entrada de água, porém permite sair o vapor do suor dos pés. Pode atolar o pé na água, a quase 15 cm de profundidade e seus pés continuarão secos. O solado é o XS TREK, da reconhecida Vibram, adere em todo terreno e foi concebido para máxima estabilidade e conforto. Ele também foi desenvolvido para manter as mesmas características de suporte mesmo em clima muito frio, temperaturas congelantes, não se preocupe com gelo! A entresola de PU é feita para longa duração, amortece impacto e devolve energia, sem comprometer a estabilidade do calcanhar. Passadores superiores em polímero ultra resistente. Cadarço tipo paracord. Palmilha Techlite Confort, faz toda a diferença em longas caminhadas. Biqueira muito reforçada, perfeita para escalaminhadas, não se preocupe com pedras! Calcanhar estruturado garante a sustentabilidade e estabilidade tão desejadas em uma bota de montanhismo de verdade. Essa é a bota para qualquer aventura! Seja um Hiking ou Trekking Leve, seja para uma viagem ao Alaska. Site da marca https://www.columbiasportswear.com.br/bota-daska-passt-ii-titanium-odx-eco-170/p Finalmente apresentamos a nossa bota para Hiking com uma membrana de impermeabilidade sustentável OutDRY™ Extreme ECO, Impermeável e respirável para condições extremas. CABEDAL Cabedal sem costura com uma combinação de tecido sintético e membrana Impermeável (sem adição de PFC’s). Materiais feitos com menos água devido ao processo de fabricação. Cadarço feito com material reciclado. ENTRESSOLA Entressola com composto de PU para conforto prolongado, componente TPU na parte do calcanhar para estabilidade de torção. SOLADO Solado VIBRAM™ composto com material reciclado.
  12. Olá a todos! Já faz uns dois anos desde a última vez que publiquei algo do tipo, mas aqui estou novamente com outro relato/documentário em vídeo. Eu aproveitei os dois últimos dias de 2018 para tentar a Travessia do Rio Branquinho, que é uma trilha através das terras indígenas que ligam a Zona Sul de São Paulo à cidade litorânea de Itanhaém. Eu estou sem computador, então o vídeo saiu bem amador e com uma marca d'água, mas acredito que consegui gravar todas as partes mais importantes da trilha (por exemplo, bifurcações, eu cantando e imitando vozes, trechos em que a travessia é feita através do rio, eu falando sozinho, eu tropeçando, eu nadando e eu xingando moscas e reclamando da ausência de cobras e onças). O vídeo foi gravado com uma GoPro Hero+, mas o YouTube infelizmente não liberou a resolução HD. Mas a imagem está boa.
  13. Eai Galeeeeera :p Estarei passando a virada do ano em Floripa, porém ainda não tenho roteiro nem cia!! Minha ideia inicial é chegar em algum lual, você tem indicações? Quem vai - me leva junto! hahah Aceito sugestões para outras trips também... Em fim, chego no sábado dia 29/12 - caso tenha alguém afim de fazer alguma coisa massa antes da virada, trilha, passeio, pegar um sol e tomar uma cerveja seila me dê um grito.
  14. EXPEDIÇÃO VALE DO ITINGUÇU Foi numa tarde quente e chuvosa de verão que eles surgiram. Nove homens desembocam de supetão na extraordinária e turística CACHOEIRA DO PARAÍSO, nos domínios da JURÉIA. Toda a ação é assistida por uma multidão que fica perplexa, sem se darem conta do que está acontecendo. Um burburinho toma conta do lugar, homens, mulheres, crianças e velhos tentam entender de onde surgiram aqueles extraterrestres de coletes, perneiras, capacetes e mochilas estanques com equipamentos de escalada a tira colo. Os salva-vidas do parque ficam paralisados, sem ação, só fazem acompanhar com os olhos um a um dos exploradores descerem a escadinha de madeira e depositarem suas mochilas ás margens do grande POÇO VERDE e se atirarem na água, nadando para o outro lado até se posicionarem embaixo da queda da cachoeira. Nada disso havia sido combinado e o grupo foi tomado por um sentimento avassalador de satisfação e conquista e ao se juntarem, se abraçaram e comemoraram juntos, como jamais haviam comemorado antes e o aniversariante do dia não se conteve e escondidamente deixou escapar umas lagrimas em meio àquela enxurrada de emoções e agradeceu por estar vivo para apreciar aquele momento único. (Uma das Grandes Quedas do Itinguçu, no centro da Mata Atlântica, quase 2 dias da civilização) Já fazia muito tempo que eu deslumbrei a possibilidade de explorar às nascentes do Rio Itinguçu, o rio conhecido por abrigar a fenomenal CACHOEIRA DO PARAÍSO, uma das maiores atrações do entorno da Reserva Ecológica Juréia-Itatins nos domínios de Peruíbe, mas foi procurando um caminho para chegar ao cume da serra que descobri uma possível passagem que poderia nos levar a montar uma expedição que pudesse descer aquele vale selvagem e desconhecido. Por incrível que pareça, esse projeto foi parar em um canto esquecido do meu computador após tomarmos ciência de um pico selvagem e deslumbrante que servia como guardião das nascentes do rio, então deixamos de lado a aventura aquática e nos embrenhamos no meio da floresta até alcançarmos o cume perdido do Morro das Três Pontas. A expedição ao cume do pico Careca foi um sucesso e a partir daquela conquista, estabelecemos também um caminho viável para um dia tirarmos o Vale do Itinguçu do anonimato. (Cume Motchaka-Morro das Três Pontas) Eu já estava propenso a me enfiar em outros vales, quando parte do nosso grupo insistiu que a gente deveria pôr fim à novela do Vale do Paraíso, que era como vínhamos chamando aquele vale perdido até então,no feriado do Carnaval. Num primeiro momento dei uma titubeada por achar a logística partindo da cidade de Itariri muito complicada por ser um município perdido no Vale do Ribeira e sem transportes regulares partindo do interior Paulista ou mesmo da capital e quando os caras botaram os planos sobre a mesa , foi aí que me dei conta que a logística era mesmo uma grande merda: Teríamos que dirigir com nossos carros até lá na véspera do grande feriado e depois de tentarmos atravessar o vale, ainda teríamos que retornar para resgatar os veículos que ficariam aonde o Judas cagou nas botas. Bom, como não sou explorador de arregar pra coisa nenhuma e sabedor de que se não fosse agora perderia a chance de escrever também meu nome na história, dei uma garibada no velho NIVA 4X4 , apanhei o Vinícius e o Alexandre no centro de Sumaré e rumamos para a cidadezinha de Itariri que fica a uns 300 km de casa, mas antes paramos no meio do caminho para dar uma carona para o Gersinho, que era um dos que estavam na expedição ao Morro das Três pontas. A outra metade do grupo, todos da região metropolitana de São Paulo decidiram sair só na manhã do sábado e nos encontrar na cidadezinha antes do meio dia. Ao chegarmos à primeira entrada de Itariri, viramos para a direita e fomos rumo ao bairro da Igrejinha, sempre seguindo paralelos ao Rio Azeite e, ao atravessarmos a grande ponte, nos mantivemos a esquerda e ao chegarmos a um ponto de ônibus, alguns metros depois, deveríamos também continuar nos mantendo a esquerda, mas nosso navegador bobeou e fez com que pegássemos o caminho errado e fossemos nos perder no meio do nada, numa estrada sem saída em meio a escuridão daquela madrugada quente. Já passava das 4 da manhã, eu estava tombando de tanto sono e não houve nada que fizesse com que a gente voltasse para o nosso rumo, então encontramos um motoqueiro fantasma e ele nos guiou para fora do labirinto e nos deixou novamente depois da grande ponte do Rio Azeite e logo à frente um boteco abandonado, com uma grande cobertura, nos serviu de hotel pelo resto da noite e o tal QUIOSQUE DO BURRO acabou por se tornar uma escolha bem inteligente. Quando o dia clareou, o Vinícius já fez logo um pampeiro para que a gente levantasse. Me levantei, mas não deixei de protestar porque pensava em dormir até um pouco mais tarde e mesmo ainda com muito sono, dar de cara logo cedo com aquele rio espetacular, já faz com que o nosso humor se eleve rapidamente. A parte paulistana do grupo já nos sinalizou que só chegaria perto das 11 da manhã, então aproveitamos o tempo ocioso e voltamos até o centro de Itariri para um café reforçado e quando o bucho encheu, voltamos para perto do Quiosque do Burro, junto à uma ponte pênsil e lá ficamos até que que o resto do grupo se juntasse a nós. Antes do meio dia os meninos paulistanos aparecerem e é sempre um grande prazer rever esse bando de malucos vindos de todos os cantos da cidade e de outros municípios vizinhos. Silvester Natan, Daniel Trovo, VGN Vagner, Paulo Potenza e Rafael Soares, todos com uma alegria irradiante e felizes por estarem ali prestes a darem início a mais uma Expedição Selvagem, sem a certeza do rumo que aquela brincadeira tomaria, sem saber se aquela loucura chegaria bem ao seu final, mas todo mundo consciente de que cada um estaria por conta e risco, sabedores dos perigos que tal empreita envolveria. Com o dia claro, não tivemos problemas para encontrarmos a fazenda de bananas que procurávamos e seria nosso ponto de partida, a mesma propriedade do qual havíamos conquistado o cume do Morro das Três Pontas no ano passado, que por sorte, acabamos virando amigos do administrador que já havia nos dado o aval, deixando a gente estacionar nossos veículos na casa dele. Essa expedição tinha uma característica diferente das outras, desta vez teríamos que subir uma montanha com um desnível enorme para depois tentarmos navegar varando mato no peito até encontrarmos a nascente do RIO ITINGUÇU. Já conhecíamos o caminho até o topo da montanha, mas ainda discutíamos se era melhor varar mato em linha reta e ganhar precioso terreno ou tentar seguir por uma antiga trilha de caçadores e palmiteiros, que bordejaria o rio da Usina dos Ingleses, uma ruina perdida no meio da selva. Lá pelas 13 horas jogamos às mochilas às costas e partimos, mas me chamou a atenção o excesso de equipamentos que alguns carregavam, claro que eu já sabia qual era a intenção deles, mas me mantive sereno, já que essa foi uma discussão que eu havia perdido. Abandonando a casa do administrador, seguimos enfrente pela estradinha que ia ganhando altura aos poucos. O grupo se dividiu em dois e a pernada inicial foi servindo para botar os papos em dia, até que vinte minutos depois somos obrigados a abandonar a estrada em uma curva e adentrar para a esquerda, numa antiga estrada que hoje não passa de uma trilha erodida e interditada pelo matagal. Esse caminho servia para dar acesso ao bananal nas cabeceiras da fazenda, mas pela dificuldade de acesso, toda a plantação foi abandonada. Quinze minutos de caminhada, talvez menos, ouvimos um grito do grupo que vinha logo atrás. O Rafael estava passando mal e precisava descansar um pouco. Também pudera, a temperatura beira os 38 graus e até os mais magrelos já ameaçavam sucumbir diante daquele calor dos infernos. Logo o Rafael retomou seu caminho, mas não foi muito longe, caiu novamente prostrado, botando os bofes para fora. O Potenza deu-lhe um remédio e fomos caminhando lentamente, tentando fazer com que ele chegasse vivo até o casebre abandonado onde pensávamos que conseguiríamos um pouco de água. A chegada ao barraco caindo aos pedaços nos remete às boas lembranças de expedições antigas, mas água mesmo somente em uma garrafa grande deixada por algum caçador que logo foi despejada sem dó sobre a moringa do Rafael, que tinha anunciado a sua desistência da Travessia Expedicionária. Ficamos na choupana velha, vendo se seria necessário alguém acompanhar o nosso amigo de volta para a civilização, mas de repente o Rafa sacou lá do fundo da sua alma um último suspiro de vida e desistiu da sua desistência, preferia morrer na subida da serra do que se ver fora daquela expedição e correr o risco de nunca mais ter outra oportunidade e se a frase é mais do que batida, também seria mais do que oportuna: O SOFRIMENTO É PASSAGENRO, MAS DESISTIR É PARA SEMPRE! Com o Rafa aparentemente recuperado, largamos aquela habitação decrépita e partimos para o pé da montanha, atravessamos o bananal no peito, nos guiando pelo faro e pelo nosso GPS, até vermos que havia chegado a hora de deixarmos o conforto das bananas docinhas e nos enfiarmos de vez no meio da floresta espinhuda. O rio era audível do nosso lado direito, mas a vegetação não nos deixava avançar e o Rafael já começava a querer tombar de novo, aliás, todo o grupo cozinhava os miolos naquele calor escaldante. Todo mundo parecia implorar para que o rio chegasse logo, mas ao invés de água, toma barranco na fuça. A paciência acabou, mandamos o traklog para PQP e seguimos nosso instinto de sobrevivência até água e quando lá chegamos, não teve um que não tenha se atirado de cabeça nos poços de águas translucidas e alguns quase morreram de tanto beber e o moribundo do Rafael se atirou no leito do rio e lá ficou até que seu corpo absorvesse metade da água do córrego na tentativa de se restabelecer novamente. A tarde já ia lá pela sua metade e aquela dúvida inicial se seria melhor seguir pelo mato ou bordejando o rio, acabara de ser desfeita. Com o Rafa ainda meia boca, seria muito mais seguro ir tocando por dentro da água ou pela margem do rio, sempre subindo as pirambeiras que iam surgindo. Portanto, pela água começamos a pular pedras e atravessar pequenos poços e cachoeirinhas bucólicas e isso deixava todo mundo feliz por termos nos livrado do calor intenso. Sabíamos que aquele rio nos levaria direto para a grande cachoeira dos Ingleses e consequentemente para o alto da serra, mas ao chegarmos a uma bifurcação de rio, os caras que estavam seguindo o caminho pelo GPS, comeram bola, e ao invés de pegarmos o rio da direita, pegamos o da esquerda, talvez hipnotizados pela bela cachoeira que se apresentou à frente. Como subir a cachoeira era tarefa árdua e vendo que o caminho não era aquele e que estávamos no rio errado, aferimos nosso azimute e tentamos voltar para o vale correto, mas a gente começou a subir barranco atrás de barranco e cada vez mais parecíamos estarmos fora da rota, até que os navegadores decidiram pegar uma linha reta até o outro rio e ao invés de subirmos, começamos a descer. Perder altitude foi uma péssima ideia, foi um tempo perdido e eu morrendo de sono por ter dirigido a noite toda e não ter dormido, achei aquela navegação um furo n’água. Quando cansamos de andar para o lado errado, finalmente encontramos terreno aberto, mas longe de ser um caminho mais tranquilo porque aí começou a tocar de vez para o rio e ao chegar no seu leito tocamos para cima até interceptarmos a antiga CACHOIRA DA USINA DOS INGLESES, uma ruina do século passado que foi engolida pela floresta. A chegada à essa cachoeira é uma grande festa e as mochilas foram largadas ao chão e todo mundo se atirou para debaixo da queda no intuito de baixar de vez a temperatura do corpo, mas como não é possível ser feliz para sempre, logo já estávamos de volta a nossa labuta de tentar conquistar aquela montanha ainda hoje. ( Cachoeira Usina Velha dos Inglêses) A continuação do caminho é escalando ao lado da cachoeira, adentrando embaixo de uma espécie de gruta cavada na rocha e já saindo para esquerda e logo interceptando uma antiga trilha de caçadores.. A subida estava dura, o Rafael parava a cada 15 minutos e pelo andar da carruagem eu já estava vendo que daria o último suspiro e pediria para ser enterrado ali mesmo. A cada parada do Rafa, o grupo também era obrigado a cessar a caminhada e eu já procurava uma árvore para dormir por alguns míseros minutos, mas foi em um momento específico que todo mundo acordou de vez: ao passar por um buraco no chão, o grupo mais à frente despertou a ira de um vespeiro e não deu nem tempo para mais nada quando alguém gritou a palavra mágica: “CORRE, ABELHA “. O Rafael que já era uma múmia a vagar pela floresta, deu meia volta junto com o Vagner e despinguelou barranco à baixo na trilha e eu peguei carona no vácuo deles. O resto do grupo correu para cima e mesmo assim o Vinícius foi alvejado duas vezes. Quando tudo parecia se acalmar, o grupo que correu para baixo tentou se juntar ao grupo do alto e foi nessa que também fui atingido. Uma ferroada certeira bem na mão esquerda, que imediatamente ameaçou cair do meu braço de tanta dor. A dor é tão grande que nem a picada de jararaca que tomei anos atrás se compara. Por sorte o Vagner, já esperto de outros carnavais, me deu logo um antialérgico para acalmar minha ansiedade. A tarde já quase que agonizava e nada da gente encontrar água e nem um lugar descente para acampar. Nos enfiamos por dentro de uma parede rochosa, denunciando que estávamos muito perto da saída do vale. Eu estava com tanto sono que nem sabia mais que rumo tomar, só deixava minhas pernas me levar aonde meu cérebro achava que estava seguro. O Rafa insistia em continuar em pé e a todo momento alguém tentava persuadi-lo a não desistir de vez, até que sem termos outra opção, apontamos nosso nariz de volta para o grande rio e nos escorregamos na sua parede íngreme até novamente chegar as suas águas, aonde um poço esverdeado, junto a uma cachoeira Afunilada nos deu as boas-vindas. O lugar era lindo, mas imprestável para acampar por ser um vale rochoso e sem árvores aonde pudéssemos montar nossas redes. Eu já estava com vontade de sentar e dormir encostado em qualquer lugar, até que alguém deu a ideia de apanharmos água e voltarmos a subir até um selado onde havíamos passado na descida para o rio e sem perder tempo nos dirigimos para lá e cada qual escolheu sua árvore favorita para montar sua casa de mato. Diz a lenda que alguns ainda voltaram ao rio para tomar um belo banho no poção esverdeado, eu particularmente, caguei e andei para o banho, montei minha rede e me joguei para dentro aonde morri por umas 2 horas e só acordei porque o Alexandre teve dó da minha pessoa e me trouxe um prato de comida, porque se dependesse de mim, não iria nem jantar. (Cahoeira AFunilada) Doze horas de sono tem o poder de transformar um moribundo em outra pessoa. Acordei renovado, com energia suficiente para arrastar toda uma floresta no peito até o litoral e mesmo o Rafael que no dia anterior agonizou, já estava um touro bravo. Vagarosamente, desmontamos nosso acampamento e partimos. Retornamos ao alto da serra junto a parede rochosa e localizamos novamente o rabo da trilha que nos tiraria de dentro do “VALE V” e nos jogaria num mundo novo, de descobertas e encantamento, um mundo talvez trilhado por ninguém, apertem os cintos, a AVENTURA SELVAGEM vai começar. Logo cedo é hora de subir montanha e quando o terreno começou a se estabilizar, passamos por um córrego, esse ainda, afluente do rio da Usina dos Ingleses. Estamos num grande planalto e teremos que atravessá-lo por dois ou três quilômetros até que interceptemos de vez o grande Rio Itinguçu, bem na sua nascente, mas até lá chegarmos vamos comer o pão que o diabo amassou. Para aquela expedição, havíamos traçado um caminho usando as curvas de nível no mapa, mesmo porque é um mundo de florestas fechadas onde é impossível saber a real localização da nascente do Itinguçu apenas pelas imagens de satélite. Andaríamos por mais de 2 km até termos certeza absoluta que estávamos mesmo descendo o leito do rio. É , tudo isso parece obviu , mas na verdade não passa de uma grande ilusão e uma vez ali, parece que o mundo gira de tal forma que ninguém mais sabe para que lugar seguir, por isso a importância do GPS para nos dar um rumo, uma direção. (início do Rio Itinguçu) O terreno estabilizou de vez e é impressionante o numero de pequenos córregos que vão correndo para todas as direções, portanto seria quase impossível se apegar a um deles na tentativa que eles desaguassem no rio que procurávamos. Nessa condição os nossos navegadores tiveram que não desgrudar mais os olhos do GPS. O avanço é lento, emperrado por uma vegetação fechada e com terreno encharcado. Outros tantos pequenos córregos são cruzados, mas nenhum seguia para o nosso destino e muito provavelmente seriam abastecedores de algum afluente do Itinguçu que possivelmente ira interceptá-lo mais a baixo, Passado mais de hora, a gente se deparou com uma grande nascente, um grande buraco de onde a água brotava e tomava a direção exata do grande Vale do Itinguçu e foi aí que a gente começou a desconfiar que por uma grande sorte, havíamos finalmente achado a verdadeira nascente do rio. Aquela nascente foi ganhando outras vertentes de água e foi crescendo e quando ficou com mais ou menos um metro de largura, tivemos a certeza de que nossa navegação havia sido um grande sucesso, então não perdemos mais tempo com o GPS e tratamos logo de nos jogarmos de corpo e alma naquele corpo d’água. O rio foi crescendo, se alargando e quando pensávamos que nossas vidas seriam facilitadas, os homens que iam à frente foram surpreendidos por um Lamaçal de respeito, inclusive Daniel Troco e Vagner quase foram sugados para a entranha da terra, atolando seus corpos até na linha da cintura e outros que vinham atrás também tiveram o mesmo destino. As águas do córrego a cada curva ficavam mais cristalinas e o seu leito, antes barrento, começava a ganhar uma camada de pedregulho. Alargou-se de tal maneira que poços profundos já eram cruzados com a água acima da linha da cintura e quando chegamos a uma prainha formada por pedrinhas, paramos para um descanso e para morder alguma coisa. Sentados ali, naquele lugar lindo, em meio a uma das florestas mais espetaculares do mundo, há quase dois dias longe da civilização mais próxima, logo nos chama a atenção uma frutinha muito familiar, na verdade o chão estava qualhado delas: Quando alguém balbuciou dizendo que se tratava de JABUTICABAS, dei uma desdenhada antes de cair a ficha totalmente. Aquilo era realmente incrível porque se existe uma fruta que é símbolo do Estado e até do Brasil, essa seria a jabuticaba, mas eu em quase 25 anos de andanças pela Mata Atlântica jamais havia visto um pé selvagem desta fruta, já me deparei até com onças, mas jabuticaba era a primeira vez. Bom, a fruta estava ali, espalhada por toda a prainha, mas onde estaria o pé? Procurei pelo pequeno arbusto em meio às grandes e frondosas árvores e nada encontrei, até que do outro lado do rio, uma árvore de tronco esbranquiçado e de uns 15 metros de altura se curvava sobre nossas cabeças. Encontrar aquela raridade no Vale do Itinguçu foi mesmo uma grande honra e essa travessia iria nos mostrar que é igual a jabuticaba selvagem, só existe na Mata Atlântica e destinada a poucos. (Jabuticabas Selvagens) Retomamos a travessia, mas agora já sabedores de que os grandes desníveis não tardariam em se apresentar e logo quando o rio de pedrinhas se transformou em um rio de leito de rochas gigantes, as primeiras quedas já surgiram pelo caminho e para felicidade geral do grupo, uma delas nos chamou a atenção pelo tamanho do poço de águas esverdeadas e essa foi a deixa para todo mundo se jogar de vez e lavar a alma naquele dia ensolarado de verão. O poço fez a alegria da galera, o banho renovou os ânimos, lavou a lama e já nos mostrou um pouco do que nos esperava pela frente. O rio afunilou por um momento e logo apareceu uma cachoeira de tamanho considerado e aí foi hora de pararmos para estudar o terreno. Antes de expedição começar houve um embate sobre levar ou não cordas para fazer a descida das grandes cachoeiras. Eu e outra parte do grupo achávamos totalmente desnecessário carregar um material pesado para esse tipo de travessia selvagem, ainda sabendo que a possibilidade de pegarmos lugares intransponíveis seria praticamente nenhum, mas uma outra parte do grupo achou que seria viável e muito bem vindo para um treinamento específico, então parte da equipe acabou por carregar esse peso extra. Pois bem, ao nos depararmos com essa cachoeira, parte do grupo se preparou para montar as cordas e a outra parte se enfiou no vara-mato e ficou combinado de todos nos encontrarmos no patamar mais abaixo, no pé da cachoeira. Como imaginávamos, a passagem pela floresta, perdendo altura, foi rápida e tranquila, mesmo a gente tendo que nos pendurarmos numa parede coberta por vegetação solta e depois tendo que descer escorregando por outro barranco até ganharmos o leito do rio.Descemos e ficamos apreciar a galera fazer um bonito rapel ao lado da queda e quando todos estavam unidos novamente, partimos novamente por dentro do rio. (Primeira Grande queda do Itinguçu) Por dentro da corredeira o avanço é lento, mas muito prazeroso já que o calor estava de matar. O rio vai perdendo altura até que se joga novamente num abismo em forma de garganta e novamente o Vinícius, o Alexandre, o Gersinho e o Natan abrem mão do equipo para o rapel, enquanto os outros já encontram uma passagem pelo lado direito entre as árvores e em poucos minutos estávamos todos na entrada da garganta de pedras pretas e que logo ganhou o nome de CACHOEIRA DO CÂNION DO ÉBANO. Mais uma vez a gente assistiu de camarote a galera se pendurar nas cordas e ir baixando vagarosamente até caírem no leito do rio. Apesar desse procedimento tomar um tempo , a gente não estava muito preocupado com isso não, já que chegamos a uma conclusão que poderíamos estar com um tempo de sobra e poderíamos nos dar ao luxo de curtir cada parada. (Cachoeira do Cânyons do Ébano) Enrolada a corda e guardado os equipamentos, a descida continuou, mas não deu nem tempo da corda escorrer a água e já foi novamente retirada da mochila para fazer a descida de mais uma cachoeira aonde um grande poço na sua base convidava todo mundo para outro mergulho. Mais uma vez parte do grupo se aventurou pela descida sem corda, na verdade, somente eu, o Troco e o Vagner atravessamos a correnteza à beira da queda para tentar descer. O Vagner desceu um barranco pulando de uns três metros, se valendo de um patamar mais abaixo, mas eu não tive confiança de ariscar o salto porque se o tal patamar escondido na vegetação não parasse meu corpo, com certeza eu iria despencar no vazio e achei melhor tomar outro rumo. O Trovo passou pendurado numa rampa igualmente perigosa e foi se junta ao Vagner na base do poço. Retornei para junto do resto da galera e quando estava tentando procurar uma passagem mais segura pela direita, os caras me convenceram a descer pela corda. Nunca tive problemas com rapéis à beira de cachoeiras, pelo contrário, o fato de eu ter passado anos da minha vida me dedicando a descida de dezenas de quedas, fez com que esse tipo de atividade perdesse a graça e se tornasse uma coisa comum, mas confesso que até foi interessante me jogar novamente corda à baixo e deixar meu corpo cair dentro daquele poço incrível e sair nadando até sua margem. Quando todo mundo se juntou ao pé da cachoeira, partimos novamente, agora nos enfiando em mais um vale estreito e cada um vai desescalando como pode e logo mais a baixo, alguém chama atenção para uma cachoeira que despenca de afluente do lado direito do rio e para lá nos dirigimos, escalando alguns pequenos matacões até nos depararmos com uma parede negra de onde uma água limpíssima despencava de num véu incrível e a coloração da rocha já fez alguém batiza-la de CACHOEIRA NEGRA. Aproveitamos a parada para comer alguma coisa e para nos refrescarmos, mas foi uma parada rápida porque ainda sabíamos que teríamos que vencer mais uma grande queda até a hora de acamparmos (Cachoeira Negra) Outras pequenas quedas são cruzadas, alguns poços atravessados, barrancos desescalados até chegarmos às bordas da maior cachoeira da travessia. Não era uma cachoeira gigante, nos moldes das que estávamos acostumados a encontrar nessas expedições, muito porque já sabíamos que esse rio não seria um rio com desníveis abruptos e abismos colossais, mas era uma cachoeira muito cênica e os meninos que carregavam as cordas e vinham aprimorando suas técnicas, não perderam tempo e já instalaram o rapel do seu lado direito, enquanto o grupo sertanista, como o Trovo chamou em tom de brincadeira, se enfiou mato à dento do lado direito e em poucos minutos já estavam apreciando a movimentação dos canyonistas, sentados confortavelmente sobre uma grande rocha e ali ficaram, comendo “pipoca com manteiga” e assistindo a ação bem sucedida do grupo radical e para marcar esse ponto importante dessa EXPEDIÇÃO SELVAGEM, vou me dar ao direito de batizar essa cachoeira e o nome acho que não poderia ser outro, uma homenagem a esse rio incrível , que nasce no meio do nada e vai crescendo, ganhando corpo até se transformar nessa espetacular CACHOEIRA DO ITINGUÇU. ( Cachoeira do Itinguçu) O dia quase que já havia findado e o sol já se preparava pra se deitar ao oeste e então decidimos que já era chegada a hora da gente achar um lugar para acampar. Conseguir localizar um lugar descente e que possa abrigar nove exploradores não é tarefa das mais fáceis quando se está imerso dentro de uma vale com paredes rochosas dos dois lados e é preciso achar algo antes de escurecer. Todos estão cansados e loucos para descansar o esqueleto porque foi um dia de aventuras intensas, mas a cada passo dado e sem encontrar nada, a preocupação vai aumentando e até a euforia vai diminuindo consideravelmente. Um afluente quase seco faz com que a gente opte por um desvio e foi aí que o batedor que ia à frente vislumbrou um patamar acima, quase plano, com árvores grossas e espaçadas e não tivemos mais dúvidas, jogamos nossas mochilas ao chão e demos por encerrado mais um dia de explorações. ( Segundo Camping) Cada qual foi cuidar de montar seu abrigo e quem for mais esperto vai conseguir ficar com as melhores árvores, uns se dão bem, outros como eu, são obrigados a dormir pendurados a um passo da ribanceira. Montada minha rede, instalado o meu toldo, me livro das roupas molhadas e vou cuidar da janta, porque apesar de ter sido um dia duro e intenso, me sinto muito bem disposto. A janta não vai ser um banquete porque optei em vir o mais leve possível e apenas cozinho um pouco de arroz, frito umas fatias de bacon, pico um pedaço de pimenta dedo de moça, abro uma lata de sardinha, jogo um queijo ralado no arroz, dissolvo um suco de laranja numa garrafa pet e isso é o bastante para deixar a minha alma alegre pelo resto da noite. Antes das oito já me atiro para dentro da minha cama de mato, fecho o mosquiteiro e apago completamente. Acordo lá pelas cinco da manhã descansado e bem disposto e como ainda está escuro, fico envolto nos meus pensamentos e logo me lembro de que hoje acordei um ano mais velho e me sinto feliz de, aos 48 anos ainda estar ativo, podendo desfrutar de uma vida de aventuras. Lentamente vamos desmontando nosso acampamento e enquanto a água não ferve para preparar um café, resolvo instalar a capsula de registro das travessias selvagens, mas ao invés de uma capsula bem elaborada, desta vez apenas improvisei com uma garrafinha de suco de uva porque não queria me dar ao trabalho de carregar peso algum que não fosse o essencial para minha sobrevivência naquela expedição. A galera realmente acordou diferente nessa manhã de 12 de fevereiro, estavam parecendo mais leve, todo mundo mais animados, acho que já prevendo que seria um dia tranquilo, um dia dedicado ao divertimento e ao laser, já que a pior parte parecia ter ficado para trás. ( Capsula do tempo) A nossa travessia é retomada voltando de novo ao rio, mas por ainda ser muito sedo, vamos evitando entrar na água, só que o esforço de ficar quebrando mato no peito já faz com que parte do grupo proteste com os batedores que logo são obrigados a tomarem outro rumo e voltarem para o rio, fazendo com que o grupo seja obrigado a se pendurar num barranco alto, tendo que se jogar encima de um arbusto e fazer uma queda controlada até mais abaixo. O dia já começa quente e o melhor caminho é mesmo por dentro da água, deslizando entre suas correntezas, saltando nas suas piscinas naturais. O rio vai sendo cruzado de um lado para o outro, grandes pedras são escaladas ou apenas desescaladas. Quando os obstáculos parecerem intransponíveis é hora de avançar pelo mato e quando era preciso, um pedaço de corda era jogado e nele nos pendurávamos como dava e descíamos de volta para o rio. Algumas ilhas vão surgindo no nosso caminho, fazendo com que o rio se divida em vários, mas logo voltava a virar um só quando os rios se juntavam mais abaixo. Quando apareciam aqueles poços incríveis era hora de parar e desfrutar das suas águas incrivelmente cristalinas, era hora de se jogar, era a hora do divertimento, do lazer. Os mais eufóricos se jogavam de cima de grandes pedras em saltos espetaculares, outros só faziam passar vergonha com seus saltos pífios. Pelo caminho uma infinidade de pequenas cachoeirinhas é transposta, vales, corredeiras vão ficando para trás e antes do meio dia, como havíamos previsto, chegamos a um grande poço de onde uma CACHOEIRA se espalhava de um lado a outro do rio, formando um grande tobogã natural, hora de jogar as mochilas ao chão para um descanso mais demorado e comer algo porque o lugar é mesmo especial. Aquele lugar era mesmo incrível, de uma transparência única. Sentei-me sobre uma grande rocha para poder me aquecer um pouco, já que eu mesmo havia me atirado de cabeça naquele grande poço. Fiquei ali parado, inerte, assistindo parte do grupo despencar cachoeira abaixo, escorregando na grande rampa. Estávamos ali, imersos em um lugar onde, muito provavelmente, nunca ninguém esteve antes e aqueles homens, alguns com a metade da minha idade, mais pareciam crianças descendo no escorregador do parquinho, felizes da vida e imersos num mundo só deles, sem se preocuparem com coisa nenhuma, apenas a desfrutar de uma vida simples e de desapego. A galera parecia não querer ir mais embora, mas depois de descerem de trenzinho mais uma vez, tomaram ciência de que aquela expedição teria que terminar ainda hoje e para guardar uma boa lembrança daquele lugar, nos reunimos para uma foto histórica no coração selvagem da Serra do Mar Paulista, como a fazer um brinde pela vida e pela oportunidade de estarmos mais uma vez juntos em mais uma travessia memorável. Depois da cachoeira do grande escorregador, pegamos uma sequencia onde o rio afunilavam nos obrigando a descermos por dentro das corredeiras e sempre tendo que cuidar para não sermos levados ao desescalarmos por dentro da água e assim foi o ritmo por mais de uma hora até tropeçarmos em outro grande poço com uma pequena cachoeirinha que despencava num refluxo de águas azuis, onde mais uma vez fizemos uma parada para recreação, regados a muitos pulos e mergulhos. Na sequencia ainda passamos por incontáveis outros poços aonde nos jogávamos de cima das pedras e nadávamos para o outro lado, sempre nos divertindo muito até que chegamos a uma grande rampa d’água, uma cachoeira inclinada, que desaguava em outro poço fenomenal e ali paramos para mais uma descanso, para apreciar uns petiscos e esperar que a galera das cordas se divertisse tentando descer mais esse corpo d’água. Verdade mesmo que somente o Vinícius e o Natan acabaram por se envolver nesse rapel, porque o Alexandre e o Gersinho preferiram ficar à beira do poço degustando uma calabresa com limão e depois tiveram que ouvir poucas e boas porque o Vinícius teria quase se lascado na torrente de água e eles não estavam lá pra ajudar, mas não demorou muito e logo as coisas se acertaram. Lá pelas 14 horas começou a chover e estávamos sempre atentos para não sermos pegos por alguma possível cabeça d’água. A chuva veio, mas o tempo continuava quente e agradável e o rio continuava com a mesma transparência de sempre. A travessia continuava muito animada e tranquila e o terreno só se complicou um pouco quando chegamos a um grande desnível de onde despencava uma pequena cachoeira em um afluente do lado esquerdo do rio. Descemos por um desnível considerável e logo nos jogamos de cima de mais uma cachoeirinha e passado esse trecho enfrentamos uma sequencia de corredeiras mais violentas onde íamos nos jogando por dentro delas e deixando a força da água nos adiantar o caminho. No nosso localizador por satélite observamos logo que o final da travessia não estava muito longe, mas ao transpor mais um imenso poço de águas cristalinas nos deparamos com um amontoado de rochas e alguns que esperavam moleza no final, fizeram uma cara de desanimo. Foi aí que demos um pulo certeiro. Ao tentarmos varar mato pela esquerda nos deparamos surpreendentemente com uma trilha larga, aberta e bem consolidada. A trilha corria perpendicular ao rio e logo achei que ela poderia se perder em alguma localidade rural, mas o Rafael insistiu que deveríamos ir por ela, já que ele mesmo era exímio conhecedor ali daquela região. Seguimos então por ela e logo passamos por um afluente, onde o atravessamos e subimos o barranco do outro lado e em mais uns 10 minutos tropeçamos numa bifurcação e o Rafael reconheceu o lugar e nos indicou que deveríamos pegar para a direita que logo chegaríamos à Cachoeira do Paraíso. Bastou alguns minutos mais de caminhada e já avistamos a placa que indicava que deveríamos virar à direita e ao fazermos isso, já demos de cara com a cachoeira e seu grande poço de águas esverdeadas. Já fazia maios de 20 anos que eu não botava meus pés nessa CACHOEIRA DO PARAÍSO e sinceramente, nem me lembrava de que o poço era tão grandioso. Quando adentramos naquele lugar, que estava lotado de turistas, fomos recebidos com um enorme espanto pela multidão que se aglomerava naquela grande atração . Não sei o que houve naquela tarde de segunda-feira feira de carnaval porque surpreendentemente nosso grupo pareceu estar tão extasiado com o final daquela travessia que ninguém disse nada e como um zumbi, um a um foi caindo no poço e nadando para o patamar aos pés da cachoeira. Pior ainda foi a cara dos guarda-vidas do Parque Estadual, que só nos olhavam sem entender o que estava acontecendo. Quando todo o grupo se juntou, fomos tomados por uma sensação inigualável de sucesso, de dever cumprido. Havíamos proposto realizar uma travessia inédita, desbravar um grande rio a partir da sua nascente e agora estávamos todos ali, havíamos cumprido o planejado. Estávamos eufóricos, extasiados, inebriados pela conquista, nos abraçamos e celebramos o sucesso da empreitada. ( Cachoeira do Paraíso) Depois daquela cena memorável, varias pessoas ficaram nos perguntando o que estava acontecendo e de onde vínhamos com aqueles trajes de astronautas. Desconversamos, muito porque já percebemos que os salva-vidas ganharam a nossa movimentação e avisaram a portaria pelo rádio que algo estranho estava acontecendo. Juntamos-nos para uma ultima foto do grupo enfrente a cachoeira, apanhamos nossas mochilas e saímos vazados de lá. Bom, agora havia chegado a hora de enfrentarmos a fiscalização do Parque Estadual do Itinguçu, parque esse que foi meio que desmembrado da reserva Ecológica da Jureia, justamente para poder permitir que o cidadão pudesse frequentá-lo, mas que jamais entenderiam se falássemos que vínhamos da nascente do rio, três dias atrás, mesmo assim teríamos que enfrentar esse problema. Quando o grupo chegou à portaria não demorou muito para um dos controladores de acesso encurralar o Natan na parede. Perguntou que horas havíamos entrado, se estávamos nos aventurando mais acima da cachoeira do Paraíso e o Natan já deu um “migué” dizendo que havíamos chegado bem cedo e já foi picando a mula sem dar maiores satisfações e assim foi seguido pelo resto do grupo, que mal olhou na cara dos guardinhas e ganhamos rapidamente a rua e sem nem olhar para trás, continuamos caminhado até sair das vistas de quem quer que seja. Ficamos sabendo que o único ônibus que poderia nos levar de volta à civilização só partiria depois das oito da noite, então resolvemos caminhar uns 3 ou 4 km até uma bifurcação de onde tentaríamos outro ônibus ou uma carona para nos levar até Peruíbe, mas quando lá chegamos, descobrimos que talvez não houvesse ônibus algum, já que o rio que corta a estrada estava cheio. Mesmo chovendo, não Havia alternativa, senão tentarmos chegar ao vilarejo do Guaraú caminhando por umas três horas ou mais. Sem termos o que fazer, lá fomos nós, um pé à frente do outro até que logo à frente nos deparamos com a cheia do rio que inundou uns 200 metros de estrada e chegamos bem a tempo de presenciarmos um caiçara que incorporou a mãe d’água e foi morar com sua motoca no fundo da inundação. Depois desse trecho passamos por um camping e por sorte, uma conhecida do Potenza estava por lá “excursionando” e não demorou nadinha para o menino passar um óleo de peroba na cara e ir lá descolar uma carona numa Van, mediante a um pagamento simbólico. O veículo nos deixou numa pracinha do Guaraú, que fica bem ao pé do morro de mesmo nome e o que nos restava agora era termos paciência até que o ônibus que partiria para Peruíbe chegasse. A chuva não dava trégua e mesmo assim a festa de carnaval corria solta no vilarejo, onde um trio elétrico fazia a alegria da multidão de foliões que, possivelmente com a cara cheio de pinga, não estavam nem aí com a “molhasseira” dos infernos. A noite já ia caindo e nada do tal ônibus chegar. Estávamos todos molhados e com frio e ficamos ali, numa marquise de uma lanchonete, assistindo ao show de horrores dos “cú de pinga” dançando carnaval e quando um dos nossos (Alexandre), depois de tomar uma latinha de cerveja, resolveu descer na boquinha da garrafa, decidimos que era hora de fazermos algo pela gente e que nos tirasse daquele antro de perdição. Quando uma Kombi encostou enfrente a lanchonete do outro lado da avenida, vislumbramos a possibilidade de conseguirmos um transporte para Peruíbe e para isso destacamos para essa missão, nosso enviado especial para assuntos logístico, o xavecador mor, VGN Vagner e esse foi o maior erro que cometemos nessa expedição. O Vagner voltou dizendo que havia conseguido um carreto para Peruíbe por meros “cinco conto”, mas que o nosso motorista parecia estar um pouco alterado. Quando lá chegamos com nossas cargueiras, nos deparamos com uma Kombi toda zuada, sem bancos e com um “rippie maconheiro” , com o rabo cheio de fumo. Bom, é aquele negócio, já que está no inferno abraça logo o capeta, mas essa frase talvez não fosse muito adequada para o que ia se seguir. A chuva havia aumentado ainda mais e rapidamente nos jogamos com mochila e tudo para dentro da Kombosa e cada um se ajeitou como pode e como deu. O motorista e seu ajudante ainda tiveram tempo de dar um sorriso amarelo, quando viram nove homens e suas cargueiras adentrarem no veículo. Deu a partida no bagulho e logo que se livrou dos foliões que desfilavam atrás de nós, ganhou a estradinha escura que leva ao alto do Morro do Guaraú. O barulho era ensurdecedor, parecia que o carburador iria explodir a qualquer momento, mas mesmo assim estávamos contentes porque finalmente parecia que sairíamos daquela travessia, porque já tinha gente comparando aquela expedição com a Caverna do dragão. O rippie acelerou, esgoelou, a Kombi tremeu, balançou e foi subindo aos trancos e barrancos e nós tentávamos ajudar com a força do pensamento, mas quando faltava menos de 1 km para chegar ao alto da serra, o trambolho morreu de vez e ficou atravessada na diagonal, no meio da pista e não houve nada que o rip pudesse fazer para que ela voltasse a pegar, inclusive nem o freio ele conseguia acionar direito, fazendo com que a gente quase caísse na ribanceira. Ficamos todos ali, sem saber o que fazer e só esperando a hora que um carro viria para estraçalhar a Kombi com a gente dentro e a cada freada dos veículos na escuridão, nossos corações pareciam que saltaria pela boca. Ninguém disse uma palavra, eu olhava para os caras e só via olhos arregalados e o safado do rippie também não dizia coisa com coisa e quando alguém resolveu tomar uma atitude dizendo que iria sair para sinalizar e abriu a porta da perua, uma avalanche de mochilas e caras cagados, se jogaram para fora da Kombi naquela noite escura e chuvosa e essa foi a ultima vez que ouvimos falar do o tal rippie porque não quisemos nem saber o que houve com ele e com aquele veículo do satanás. Tendo nos livrado do rippie para salvar nossas vidas, caminhamos até o alto da serrinha e lá nos amontoamos embaixo de um ponto de ônibus mequetrefe e esperamos até que um ônibus nos apanhasse e evitasse que morrêssemos de frio e nos levasse direto para a rodoviária de Peruíbe e chegando lá, embarcamos imediatamente para Itariri. Já passava das dez da noite e ali na minúscula cidade, nos despedimos da galera paulistana, que conseguiram um taxi para poder resgatar o carro na fazenda de bananas, enquanto eu, o Alexandre, o Vinícius e o Gersinho resolvemos dormir num hotelzinho e voltar para casa somente na terça feira, já que não queríamos dirigir a noite por quase 300 km até a região de Campinas. E essa foi mais uma EXPEDIÇÃO, até então inédita na Serra do Mar Paulista, uma aventura que marca mais um pioneirismo em um dos mais exuberantes lugares do mundo, uma travessia de descobrimento, encantamento, regada a amizade, companheirismo e determinação, uma aventura em busca de conhecimento, de aprendizado, mas antes de tudo, um brinde a vida e ao desapego porque a simplicidade sempre nos bastou. Fomos em busca do novo, do diferente, de um mundo selvagem, nos embrenhamos na selva para escaparmos das mesmices de sempre e voltamos de lá extasiados pela descoberta, porque em matéria de AVENTURA, essa SERRA nunca decepciona . Divanei Goes de Paula - Fevereiro/2018
  15. Somos um casal de Noivos de 22 anos, e estamos largando tudo aqui no Rio de Janeiro para fazer um mochilão pelo Brasil. Nosso primeiro destino é MG. Queremos ficar mais tempo acampados (de preferencia em lugares que não pague) Alguém tem algumas dicas de segurança, lugares.. etc? Queremos percorrer a maior parte do caminho de carona, alguém consegue me dizer em que trecho do Rj seria legal pra pegar carona para chegar ao meu destino? Estamos com pouca grana, vocês sabem se pelo brasil conseguiriamos alguns bicos em restaurantes , hostel ou até vender alguma coisa na rua para ajudar a custear nossa viagem? Podem nos ajudar a economizar? Que dicas vocês tem para não gastar muito (quase nada) Estamos cansados dessa monotonia. Estamos com medo, mas muito curiosos e ansiosos para começar já a nossa expedição! Nosso email pra contato e dicas > [email protected]
  16. Bom dia pessoal. Sou de Caxias do Sul (RS) e queria saber se há algum grupo de trilhas e passeios ecológicos que eu poderia participar. Vamos interagir. Forte abraço
  17. Salve salve mochileiros! Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico! A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado. Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos. Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs. Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90 - Metrô e Trem R$4,00 Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/ Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp
  18. Com o feriado de 7 de Setembro se aproximando, eu e mais 3 amigos começamos a nos preparar para fazer a subida à Pedra da Mina via Fazenda Serra Fina, não fazendo ideia do que nos esperava. Moramos em Barbacena, e a viagem de carro até o pacato município de Passa Quatro (MG) demora em torno de 4 horas, mas o acesso à fazenda é por uma estrada de terra que nos toma mais 1h15min...enfim, saímos de Barbacena por voltas das 3h50 minutos, enfrentamos as precárias estradas do sul de MG, paramos em Pouso Alegre para tomar um café da manhã reforçado e seguimos para enfrentar a mais precária ainda estrada de terra que dava acesso à Fazenda Serra Fina. A estrada é bem sinalizada, então não houve grandes dificuldades para chegar até a fazenda, principalmente usando o GPS. Chegando lá por volta das 9h30, pagamos R$20,00 à senhorinha que mora na fazenda, assinamos um livro que é para controle de quem entra e sai da trilha, nos arrumamos e iniciamos a trilha por volta das 10h. A placa que marca o início do caminho passa uma ilusão gigantesca de que a subida até o pico leva 5h, o que nós realmente acreditamos veementemente e achamos inclusive que dava para abaixar esse tempo (iludidos 😓). A primeira parte da trilha é muito tranquila, basicamente um caminho por mata fechada (bem fechada, alguns pontos é até difícil ver a trilha), com alguns pontos de lamaçal e riachos, mas todos com algumas pedras que auxiliam na passagem. Após 30 min de caminhada tranquila, chegamos à cascata, com uma água cristalina e um visual sensacional. Após atravessar pelas pedras, bem escondido no canto esquerdo da outra margem do rio, tem um acesso à uma cachoeirinha que nos brinda com esse visual SENSACIONAL. Perdemos uns 20 minutos ali descansando, tirando fotos, hidratando e checando a trilha no WikiLoc (app que recomendo muito, inclusive, baixamos a trilha antes de sairmos de casa e nos ajudou muito). Na cascata também existem muitas abelhas pretas, que não têm ferrão, mas grudam no cabelo e tem uma mordida muito doída. A trilha a partir daí começa a exigir muito mais do físico, já que começa uma subida já com traços de escalaminhada, muito íngreme e muito longa (realmente parece que nunca mais acabar). É válido lembrar para levar um calçado adequado, pois a terra e o capim tornam a trilha muito escorregadia. Após esse primeiro "susto" com a necessidade física da trilha, chegamos num primeiro local de acampamento, onde paramos para almoçar e abastecer nossos recipientes de água numa bica que tem por lá (a água é geladinha e tem um gosto sensacional, a vontade era encher algumas garrafas para levar para casa), já que segundo o WikiLoc e alguns relatos, ali é o último ponto de água antes do cume (e a informação realmente procede, a travessia toda se destaca pela escassez de pontos de água). Ali tinham alguns grupos de trilheiros que almoçavam e conversavam, e todos eles nos disseram que a pior parte da trilha estava logo a frente (o que muitos relatos também confirmavam). Após uma parada de mais ou menos 1h para almoço, descanso e abastecimento de água, seguimos viagem já preparando o psicológico para enfrentar o temido "Paredão do Deus Que Me Livre", e o paredão faz jus ao nome ! Estávamos animados com o horário, já que segundo o WikiLoc, fizemos praticamente metade da trilha em questão de distância em 2 horas, mas ao observar o que nos esperava, vimos que a trilha mal havia começado. O subidão é praticamente do começo ao fim uma escalaminhada muito pesada, em alguns momentos exigindo inclusive uma certa experiência com escalada. É bom sempre ficar atento aos totens e às marcações reflexivas, pois alguns pontos da subida possuem várias bifurcações e é realmente muito fácil se perder. Sempre que possível, parávamos em algum lugar para descansar e hidratar, mas o cansaço bateu forte do começo ao fim, pensamos em desistir algumas (muitas) vezes. Terminando o subidão da Deus Que Me Livre, demos de cara com o Morro da Misericórdia, que era igual ou pior ao anterior. A essa altura, o psicológico bate forte, muitas pessoas montam equipamento ali mesmo, ou um pouco mais a frente, dentro da mata no vale, aonde tem uma área de acampamento em uma área de mata fechada; mas resolvemos continuar. Após chegar ao fim do Morro da Misericórdia, com as pernas e os ombros pedindo arrego, nos deparamos com mais uma caminhada considerável até chegar no pé do morro da Pedra da Mina, aonde montaríamos acampamento. Andamos devagar, ainda nos recuperando das duas subidas absurdas que havíamos acabado de vencer, mas chegamos à área de acampamento por volta das 17:10, montamos acampamento rapidamente e subimos ao morro sem mochila para acompanhar o por do sol, o que com certeza valeu muito a pena. Lá de cima é possível ver claramente o belo Vale do Rhua, o Pico das Agulhas Negras e alguns vários municípios da região, a vista é DESLUMBRANTE, por um instante até se esquece o esforço feito para chegar até ali. Após ver o por do sol, descemos para nos alimentar e ir dormir. Colocamos algumas roupas secas, já que as da trilha estavam encharcadas de suor e o frio já estava começando a dar as boas-vindas, fizemos um macarrão com frango desfiado usando o fogareiro a álcool, apreciamos o belíssimo céu estrelado com direito até a chuva de meteoros e fomos dormir. Nosso "rango", que deu uma sustância muito boa e ficou pronto rápido Acordamos por volta das 5:30, desmontamos acampamento e andamos um pouco até o pico do Morro da Misericórdia, para afastar-nos um pouco do frio. Lá no pico, tomamos café com uma vista deslumbrante do vale, e por volta das 7:00 começamos a descida da trilha, que é tão doída quanto a subida. O joelho dói muito na descida, já que boa parte da trilha é escalaminhada e descidas muitos íngremes, um bastão de caminhada é ESSENCIAL para a volta. Chegamos até a área em que almoçamos na subida, descansamos por mais ou menos 1h e repusemos a água na bica para continuar a descida. Chegamos à fazenda exaustos por volta das 11:30 e embarcamos no carro para a volta para casa e o merecido descanso. Nossa vista do vale durante o café da manhã A trilha exige MUITO preparo físico, equipamento bom (principalmente calçado, bastão de caminhada,barraca, isolante térmico e saco de dormir para -10ºC) e exige também muito preparo psicológico, mas com certeza valeu muito a pena. A vista durante toda a trilha é sensacional, o céu noturno no alto do pico é inexplicável e a experiência como um todo é sensacional. Da próxima vez, pretendemos fazer a travessia de 4 dia da Serra Fina, começando pela Toca dos Lobos, mas até lá ainda vamos nos recuperar por um bom tempo 😅😅😅. O frio castigou durante a noite ! ❄️❄️
  19. Salve moçada, Tô dando uma pesquisada em mochilas de 30 litros para usar no dia a dia (carregando notebook, livros, roupas... a porra toda) e usar em trilhas de 1 ou 2 dias sem levar barracas, só a roupa da caminhada, uma limpinha pra noite (frio ou calor), utensílios básicos (inclui um saco de dormir) e aquela comida necessária só para o desembolar do dia (pode ter certeza que cabe tudo). Dei uma listada em algumas marcas que tem essa litragem e queria saber se alguém por aqui tem alguma delas ou sabe a respeito. Se serve bem para o uso cotidiano e se segura bem na trilha também, ou seja, qual é a balança delas entre o urbano x mato. Quechua - NH500 30 Lt Trilhas e Rumos - Crampon 31 Lt Alto Estilo - Santiago 32 Lt NAUTIKA - TUPAC GT 30L Osprey - Comet 28 Lt Curtlo - OUTSIDER 30 Lt Curtlo - EXTREME 35 Lt Deuter - Gigant 32 Lt Se tiverem outras além dessas, diz ai Forte abraço a todos
  20. Já faz um tempinho que voltei dessa viagem, mas só agora me concentrei pra fazer um relato. Acho que tem umas dicas interessantes. Fiz essa viagem com meu namorado e alugamos um carro por todo o período da viagem, entre 01 de abril e 30 de abril. Obs: Fazemos as trilhas sempre nos guiando pelo aplicativo Wikiloc. Não nos hospedamos em nenhum lugar que tivesse café da manhã incluso (me pareceu que não é comum lá). Como ficamos de carro durante toda a viagem não tenho informações de uber ou de transporte público. Tomamos vinho em praticamente todos os dias, comprávamos sempre no mercado e eram realmente baratos e gostosos. Dia 31 de abril – Saímos do aeroporto de Guarulhos em vôo da TAAG às 18h25, com escala em Luanda. Chegamos a Johanesburgo no dia seguinte às 13h50 Dia 01 de abril – Domingo de Páscoa. Chegamos em Johanesburgo às 13h50 e assim que chegamos no aeroporto fomos trocar os dólares e comprar um chip de celular. As casas de cambio lá na África do Sul cobram uma taxa que não lembro mais o nome e eu me senti roubada. Em todas as casas de câmbio em que fui tinha essa mesma taxa, eu já sabia disso quando saí do Brasil, mas ainda assim ficou o sentimento do roubo. Acredito que o aeroporto não seja o melhor lugar para trocar dinheiro lá, mas nós chegamos num domingo no meio de um feriado prolongado (a segunda-feira depois da Páscoa é feriado na África do Sul, dia da família), por isso preferimos trocar lá. Em seguida fomos atrás de um chip pra usar internet e compramos numa loja no térreo do aeroporto perto da onde ficam as casas de câmbio. Tem duas lojas uma ao lado da outra, uma vermelha e outra amarela, na amarela achei que o preço estava mais interessante. Depois disso fomos pegar o carro que alugamos, o lugar fica dentro do aeroporto mesmo e o processo de pega-lo foi rápido. Já saímos de lá dirigindo o carro, um Clio. Alugamos através da RentalCars. Havíamos reservado hospedagem para duas noites em Johanesburgo pelo Expedia, num hostel no centro da cidade. Quando chegamos lá descobrimos que não era exatamente um hostel, era mais uma kitnet num prédio de moradores, bem estranho na verdade, Brownstone Backpackers. Havia um mercado perto, o Shoprite, e fizemos as compras para os próximos dias. A nossa intenção era acampar o máximo possível e cozinhar nossa própria comida e a África do Sul é um ótimo país para isso. Dia 02 de abril – Acordamos cedo e fomos atrás do funcionário para falar sobre o café da manhã e no final não tinha café, apesar de estar escrito no Expedia que havia a refeição estava inclusa. Pra evitar desgaste fomos lá ao mercado e compramos as coisas para fazer nosso café da manhã. Enfim. A programação era ir ao museu do Apartheid e achei muito legal começar a viagem por lá. Achei importante para começar a entender o país. Passamos muito tempo no museu o que nos impediu de ir a uma casa de escalada que tem na cidade e que gostaríamos de ir. Mas por conta de ser feriado ela não funcionava a noite. O lugar se chama City Rock, interessante para quem gosta do esporte. Depois do museu fomos a um shopping, Nelson Mandela Square, para comprar coisas para camping que estavam faltando. E aproveitamos para tirar foto na estátua do Mandela que tem lá. Dia 03 de abril – Saímos de Johanesburgo às 5h da manhã com destino ao Kruger National Park. É uma viagem longa, 420 km, e nosso destino era o camping Skukuza. Fizemos a dos campings com quase dois meses de antecedência, mas o fato de estarmos indo num feriado fez com que tudo estivesse lotado com tamanha antecedência (era “semana do saco cheio” nas escolas e faculdades). Tomamos café da manhã na estrada mesmo, lá nas estradas há sempre uma estrutura mínima de parada para lanches, com mesas e cadeiras. Por volta das 10h chegamos ao portão do Kruger, mostramos nossas reservas, fizemos os trâmites necessários e já começamos nosso safári! Não entregam mapa na entrada, mas as estradas estão no Google Maps. Vimos muitos animais assim que começamos inclusive um leopardo. Às 14h chegamos ao Skukuza e como estávamos muito cansados resolvemos ficar por lá. Almoçamos no restaurante no local e depois ficamos de boa na piscina. Ficamos acampados com nossa própria barraca, ao lado dos motor homes, e eles adoram motor home lá! A estrutura é boa com cozinha, fogão, lavanderia e tal. Li que tinha geladeira, mas não achei. Dia 04 de abril – Acordamos bem cedo novamente e às 6h30 já estávamos saindo do camping Skukuza em direção ao camping Berg-en-dal. Nossa idéia era fazer o safári esse dia no caminho entre os dois campings, pegando caminhos bem longos. Vimos muitos animais esse dia: elefantes, hienas, girafas, hipopótamos, leões, cachorros do mato, zebras. Chegamos no camping Berg-en-dal às 18h, com o portão já fechando. Assim que chegamos no camping reservamos uma saída para safári no dia seguinte de manhã, às 5h. E compramos na loja do camping um pedaço de carne de kudu para preparar para o jantar. Em todos os campings há um pequeno mercado com algumas coisas para comer e também lembrancinhas. Dia 05 de abril – Acordamos super cedo e já nos dirigimos para encontrar o jipe para fazer o safári ao nascer do sol. O carro saiu às 5h00, acho, mas o horário varia conforme a estação do ano. No início, enquanto ainda estava escuro, algumas pessoas levavam uma lanterna que ilumina bem para tentar encontrar animais escondidos na mata. O passeio dura quase 3 horas, mas infelizmente não vimos animais diferentes do que já havíamos visto. Gostaríamos de ter visto mais felinos, mas ok. Ao acabar o safári e voltar para o camping, tomamos café, arrumamos nossas coisas e antes de sair do Kruger mergulhamos na piscina do Berg-en-dal. A piscina é bem legal e tem um vestiário bem grande ao lado. Recomendo um mergulho lá J A idéia esse dia era sair do parque e começar a fazer o passeio pelos pontos turísticos do Blyde River Canyon. Por volta das 10h30 saímos do Berg-en-dal e nos dirigimos a saída de Pretoriuskop. No caminho ainda conseguimos ver alguns animais. Fomos rumo à cidade de Graskop, que é um bom ponto pra começar o passeio pelo Blyde Canyon. Saímos efetivamente do parque por volta do meio-dia e às 14h chegamos a Graskop. Almoçamos em um restaurante do centro da cidade, a cidade é pequena e há alguns restaurantes nas ruas principais. Como o tempo estava fechando decidimos fazer todo o percurso do Blyde Canyon no dia seguinte. Por indicação do dono restaurante fomos a Pilgrimsrest, que é um lugar histórico de lá, no qual havia um vilarejo em que ainda se conservam algumas casas e comércios como eram na época. Mas não gostei do lugar não, é quase uma encenação, acho que ninguém mora lá, é apenas para turista ir e ver como era o lugar e comprar coisas. Não gostei da abordagem dos vendedores lá, mas há coisas interessantes de artesanato, principalmente em madeira. Deixamos o carro estacionado na rua, longe de onde ficavam os outros carros. Dois caras lavaram nosso carro, sem nossa autorização e cobraram 70 rands, mas negociamos e pagamos 20 rands. Dormimos no Panorama Chalets & Rest Camp, que é super bem localizado, bem na borda de um desfiladeiro com uma piscina de borda infinita. Lá tem chalés e local para camping, cozinha coletiva e banheira, além de um restaurante. Como em quase todos os campings que ficamos tem também uma churrasqueira para cada espaço de camping. Andando dentro da propriedade, indo até uma borda do desfiladeiro é possível ver a cachoeira a Panorama Falls. Dia 06 de abril – Saímos cedo de Graskop e pegamos a estrada R532 e depois a R534. Na R534 primeiramente fomos visitar “The Pinnacle Rock”. É cobrada entrada, uns 15 rands, e é interessante não ir apenas ao Pinnacle, mas também dar uma caminhada para ver a cachoeira de frente, tem uma trilhinha. Seguindo na mesma rodovia está o God’s Window. Ao contrário do Pinnacle, que estava vazio, o God’s Window estava lotado, havia uns ônibus de excursão lá. Lá você também paga para entrar e há um caminho para seguir andando e tendo as vistas do local. É um local bonito, com uma visão ampla. Depois de God’s Window seguimos em frente na R534 e voltamos para a R532 e seguimos para a próxima parada: Lisbon Falls. Lá você também paga para entrar. Tem uma pequena lanchonete e várias pessoas vendendo artesanato e também um mirante, de onde é possível ter uma visão bonita das cachoeiras. Do mirante é possível ver uma trilha até um pequeno mirante, se você seguir essa trilha até lá embaixo, uns 15 minutos de caminhada, estará na cachoeira! Fomos os únicos que desceram enquanto estávamos lá. E foi uma delicia! O poço é grande e bom para nadar e a visão das cachoeiras é deslumbrante J Depois das Lisbon Falls nos dirigimos à Berlin Falls. As atrações estão marcadas no waze e há também placas ao longo da estrada. Na Berlin Falls a estrutura é parecida com a Lisbon Falls: paga-se para entrar e tem um mirante para a cachoeira. Nessa cachoeira não sei se tem trilha para descer para o poço, pois não descemos nela. Perto da Berlin Falls há dois restaurantes e decidimos almoçar em um deles, o Garden Shed Restaurant. Frango no forno a lenha, bem gostoso. Pelo avançar da hora fomos direto para o Three Rondavels, que é da onde se tem a vista panorâmica do Blyde River Canyon. A entrada é permitida até as 17h, chegamos lá por volta das 16h e passamos um tempão lá, porque a vista é realmente deslumbrante. Li que é possível fazer passeio de barco no rio que corta o canyon, mas não sei como é o esquema. Deve ser um passeio bem legal. Depois de terminar o trajeto pelas atrações do Blyde River Canyon ainda tínhamos um longo caminho: 180 km até Tranquilitas Adventure Farm, que é uma hospedagem com camping e chalés em um vale em que há centenas de vias de escalada. O trajeto foi longo e pegamos estradas péssimas, um trecho da R36 estava em obras, com muitos, muitos buracos. No caminho ainda passamos no mercado para comprar comida para os próximos dias. Por volta das 9h chegamos à Tranquillitas e lá estava lotado de pessoas acampando. Dia 07 de abril – Depois do café da manhã fomos com os equipamentos de escalada procurar as vias. E são centenas! Passamos o dia em apenas um setor. Lá há vias de vários graus de dificuldade. Pra quem curte escalada é um paraíso. No final da tarde ficamos na piscina, em que há um bolder para escalada em cima da piscina, bem legal! Dia 08 de abril – Saímos cedo para descobrir como chegar à Cachoeira Emgwenya, que é uma grande cachoeira que tem na cidade e na qual há várias vias de escalada em volta dela. A cachoeira é no meio da cidade, próxima a um bairro dito perigoso. Deixamos o carro numa loja de escalada/hostel, a Roc’n Rope Adventures, e de lá fomos no carro do dono do hostel até a entrada da cachoeira. O caminho para o mirante da cachoeira é diferente do caminho para as vias de escalada, fomos apenas nas vias. No caminho até as vias passamos por dentro do túnel em que passa o trem e depois pegamos um caminhozinho que desce até onde de fato começam as vias de escaladas. E lá também há centenas de vias, espalhadas em alguns setores, com diferentes graus de dificuldade. Eu não escalo, apenas faço segurança para meu namorado. Após ele subir uma via, decidimos ir atrás da cachoeira. Há uma trilha com correntes que te leva para trás da cachoeira. É uma trilha escorregadia e você irá se molhar inteiro, mas achei muito legal! Não havia ninguém lá perto da cachoeira, há não sermos nós dois. E quando voltávamos encontramos uns caras que pareciam estar pescando. Depois de ir pra cachoeira voltamos andando para pegar o carro que estava estacionado. Voltamos à Tranquillitas Farm debaixo de uma leve chuva para tomar um banho e partir viagem. Estávamos famintos e tivemos dificuldade de encontrar um lugar para almoçar, já passava das 16h. E acabamos entrando no Fortis Hotel Malaga, que ficava na N4, no sentido oposto em que tínhamos que ir. O hotel é bem bonito, chique, e a comida é deliciosa. Foi o melhor em que comemos durante toda a viagem. Depois de almoçar lá partimos rumo à cidade de Newcastle, enquanto estávamos almoçando no hotel reservamos um hotel para passar a noite em Newcastle pelo Booking.com. A cidade ficava no caminho para o parque Drakensberg, que era nosso próximo destino. Dia 09 de abril – Nesse dia decidimos aproveitar uma cama de verdade depois de quase uma semana dormindo na nossa barraca. Aproveitamos para arrumar o carro, que estava um pequeno caos e fazer compras em um mercado da cidade. O trajeto até o parque Royal-Natal era de 210 km, tínhamos que chegar lá até as 17h para poder acampar, o que era nossa intenção. Porém não conseguimos e acabamos ficando no Hostel Amphitheatre. Recomendo muito a hospedagem lá, o lugar é grande, é bonito e tem várias facilidades: piscina, jacuzzi no meio do bar, um bar, restaurante, lugar para churrasco, uma área de camping enorme, quartos coletivos e chalés. Além de ser parada do Baz Bus e ter uma agência que organiza trilhas nos parques em volta e até em Lesoto. Ficamos mais uma vez acampados. Dia 10 de abril – Depois de um café da manhã reforçado fomos de carro para o parque Royal-Natal fazer a trilha Tugella Gorge. Pagamos a entrada e nos dirigimos de carro até o estacionamento mais próximo do início da trilha. No local onde começa o caminho há um voluntário do parque que explica um pouco do caminho e pega seus dados e faz umas perguntas sobre seus equipamentos (quantidade de água que se esta levando, agasalhos que se esta levando, lanterna, comida, etc). Na volta deve-se assinar no formulário assegurando que já voltou da caminhada. A caminhada é leve, sem grandes subidas, percorrendo em volta do desfiladeiro. Em um determinado momento a trilha percorre por dentro do desfiladeiro e devem-se subir umas escadas de madeira para ir até um ponto em que se vê a Tugella Falls meio de frente. Essa cachoeira é a segunda maior do mundo. Infelizmente o dia estava muito nublado e não conseguimos vê-la de perto, apenas quando estávamos longe. Ainda assim valeu muito a pena a caminhada. O lugar é muito bonito e diferente do que temos no Brasil. E vale a visita para ter a visão do anfiteatro, que é como se chama a forma em que as montanhas estão no parque, e também para ver os macacos que estão aos montes lá. Depois da trilha voltamos ao camping para descansar e nos preparar para o dia seguinte. Ainda tentamos fazer um churrasco ao estilo sul-africano, mas tivemos algumas dificuldades, hehe. Dia 11 de abril - Saímos do camping às 4h para um dos momentos mais aguardados por mim da viagem: a trilha para a parte de cima da Tugella Falls. O lugar de início da trilha é bem longe do Amphiteatre Backpackers e a estrada é péssima, mesmo. É possível ir de excursão até lá, com guia para acompanhar durante a trilha. É indicado pra quem não tem uma boa experiência em trilha, por que a trilha é bem marcada no início, mas tem pontos ruins, principalmente quando se chega ao topo. Chegamos ao local onde começa a trilha por volta das 7h e o tempo estava horrível. Chovendo e com uma neblina medonha. O lugar é abandonado, tem uma construção não terminada e uns barraquinhos de madeira, que achávamos que estavam abandonados. Depois de um tempo apareceu um senhor perguntando se íamos fazer a trilha e dizendo pra esperarmos até umas 8h que o tempo iria abrir. Esperamos até as 9h e nada do tempo melhorar e depois de muita indecisão resolvemos fazer a trilha, com a esperança de termos uma boa visão ao final da trilha. E isso não ocorreu. Demoramos cerca de 2 horas pra chegar a parte de cima da cachoeira e não vimos absolutamente nada, só nuvens. O caminho é perrengue com uma subida bem íngreme com pedras soltas e água escorrendo pelo caminho. Há uma alternativa pra subir via umas escadas de ferro, mas havia placas em que estava escrito que as escadas estavam fechadas. Por volta das 14h30 estávamos de volta no carro e ainda sob uma chuva fina fomos embora. Quando chegamos à cidade mais próxima o dia estava lindíssimo, mas era possível ver que nas montanhas havia muitas nuvens. Na estrada conseguimos ver algumas montanhas do parque Golden Gate Highlands que ficava no caminho. Voltamos para o hostel e fomos descansar da caminhada na jacuzzi do hostel. Dia 12 de abril – Acordamos tarde depois do desgastante dia anterior e aproveitamos a manhã para secar as roupas que estavam molhadas da trilha e também organizar o carro. Resolvemos então ir para outro parque na região, lá há vários parques, com muitas opções de trilhas pra fazer! Depois de pesquisar um pouco nos mapas que tínhamos pegado no parque Royal-Natal e também de pesquisar na internet decidimos ir ao Monks Cowl. Antes passamos na cidade de Winterton para almoçar e passar no mercado. Hospedamos-nos no Inkosana Lodge, que fica na rodovia R600, caminho para o parque. Ficamos acampados, mas o local tem quartos coletivos e chalés também. Fomos ao parque para verificar o preço do acampamento, mas era o mesmo que no Inkosana, porém sem energia elétrica. Dia 13 de abril – Fomos cedo ao parque para fazer a trilha chamada Blindman’s Corner. É uma trilha de tamanho médio e que dá uma visão panorâmica das montanhas, é realmente muito bonito. No parque há trilhas menores que levam há algumas cachoeiras, mas não tivemos tempo de fazê-las. Depois da trilha voltamos ao Lodge para cozinhar e descansar. Dia 14 de abril – Saímos meio sem rumo esse dia, as previsões para aquela área eram de chuva e queríamos fugir disso. Então resolvemos partir rumo ao litoral. Desviamos nosso caminho para passar em outro núcleo do parque, o Injisuthi. A estrada chegando ao parque era horrível e como o tempo estava bem feio não chegamos até o estacionamento do parque, paramos num rio no caminho e ficamos um tempo lá. Alguns moradores estavam pescando no rio. Seguimos viagem rumo à Underberg, na parte sul do parque. Paramos em uma cidade no meio do caminho para almoçar e depois seguimos viagem, chegamos a Underberg no final da tarde, sob chuva. Dormimos no The Shed, que tem camping e também chalés. Dia 15 de abril – Depois do café da manhã pegamos o carro e fomos rumo Coffee Bay. O caminho é longo, 383 km, e a estrada é boa até chegar em Mthata. Depois daí o caminho é através de uma estrada com muitos buracos e muitos animais no caminho. Por volta das 16h chegamos a Coffee Bay e almoçamos no Sugarloaf Backpackers, que fica na entrada da cidade. O local é um hostel com restaurante e alguns espaços para acampar, mas já não havia mais espaço para barracas. Então fomos andar pelos acampamentos da cidade e decidimos ficar no Friends Wild Coast, que era mais vazio que os outros. Éramos de fato os únicos lá. No lugar também funciona um restaurante/pizzaria. Dia 16 de abril – Saímos cedo para ir até o Hole in the Wall, que é a principal atração do lugar. É possível chegar lá de carro, mas decidimos ir a pé. Não sei como é a condição da estrada. O caminho não é difícil, mas é longo, 18 km no total, ida e volta. Mas vale muito a caminhada, o caminho é muito bonito, margeando o mar o tempo todo. Chegamos ao camping no final da tarde. Coffee Bay é bem pequeno, não tem mercado ou muitos restaurantes. É um lugar simples e bem bonito. Com muitas vacas na praia. Dia 17 de abril - Queríamos ir a Mapuzi nesse dia, mas não encontramos o caminho no wikiloc ou explicação na internet. Por sorte um funcionário do camping nos acompanhou até lá. E foi um passeio bem legal, ele foi contanto sobre as impressões dele do próprio país e tal e nos mostrando o lugar. Mapuzi é um rio que desemboca na praia e há alguns pontos para se pular no rio, é uma caminhada de cerca de uma hora e perto há uma praia praticamente deserta. Ao lado dessa praia há uma caverna em que o Mandela ficou escondido quando estava sendo perseguido antes de ser preso. Chegamos ao camping por volta das 14h e já partimos de carro rumo ao nosso próximo destino Kenton-on-sea, 445 km de distância. Chegamos lá apenas às 21h e nos hospedamos em um lugar chamado Stanley Cottage. Encontramos esse lugar procurando na internet e foi um achado, pagamos cerca de 20 reais para dormir num mini chalé, foi ótimo por que estávamos cansados da longa jornada de carro. Dia 18 de abril – Em Kenton-on-sea acontece uma coisa legal, quando a maré fica bem baixa é possível ver várias formações rochosas na praia, e há algumas realmente grandes e interessantes. A algumas dunas também e as crianças ficam descendo de ski-bunda. Andamos pelas dunas e encontramos uma praia meio escondida, que não sei o nome. Ficamos lá um tempo, mergulhando naquela água congelante e de repente entrou um nevoeiro fortíssimo, não era possível ver mais nada. Essa era nossa deixa para voltar ao carro e procurar onde almoçar. Almoçamos na cidade e já partimos para Stormriver. No caminho paramos em Porto Elizabeth para trocar dólares por rands e também paramos em Jeffreys Bay para ver o pôr-do-sol, passar no mercado e jantar. No caminho para Stormriver enfrentamos uma chuva bem forte o que nos fez decidir por ficar num quarto coletivo no hostel Dijembe. Dia 19 de abril - O hostel era bem cheio e meio caótico, com um bar e uma cozinha em que podíamos fazer panquecas à vontade no café da manhã. Depois do café da manhã nos dirigimos até o Parque Tsitsikama e demos carona para um casal canadense que também ia ao parque. Cerca de 50 reais por pessoa é cobrado para entrar no parque. Fizemos primeiro a trilha para as pontes suspensas, uma trilha curta e fácil e bem bonita. Ótima para fotos. Ao terminar a trilha almoçamos no restaurante que há no parque e depois seguimos para a trilha da cachoeira. Acredito que teria sido melhor inverter a ordem das trilhas, já que acredito que durante a manhã a cachoeira é iluminada pelo sol. Essa caminhada é mais longa (não as 4 horas que o folheto do parque diz) e o caminho é muitas vezes por cima de umas pedras enormes. A visão de toda a trilha também é muito bonita. Como não havíamos gostado do hostel em que estávamos, decidimos acampar essa noite no parque. Fomos à entrada principal e pagamos o valor para acampar. O bom de acampar lá é que no dia seguinte não precisávamos pagar de novo para entrar no parque. Dia 20 de abril – Dia de fazer kayaking e também de lavar as roupas! Como na maioria dos parques em que fomos na África do Sul havia uma lavanderia próximo ao camping. Pagamos cerca de 5 reais para usar a máquina de lavar e mais 5 reais para usar a secadora. Fizemos isso enquanto tomávamos café da manhã e desarmávamos nossa barraca. Depois nos dirigimos até o local da onde saem o pessoal para fazer kayaking. Há apenas uma empresa que tem esse passeio e é possível agendar pela internet ou pagar lá na hora, e foi isso que fizemos. O passeio todo dura umas 2 horas e foi muito legal. De kayak fomos por dentro do canyon, o lugar é muito bonito. O passeio normalmente sai perto do mar, mas como o mar estava bravo tivemos que fazer uma parte andando. Depois do kayaking fomos novamente almoçar no restaurante do parque. Depois do almoço partimos rumo a Ponte Bloukrans, que é de onde se pula de bungee jumping. Depois de muito pensar meu namorado decidiu pular, eu já sabia que não pularia nem que me pagassem, hehe! A ponte é muito bonita e acho que vale uma parada só para ver a ponte sobre o vale. Depois do pulo de bungee jumping, continuamos nossa viagem com destino a Plettenberg Bay, que fica a cerca de 40 km de distancia. Lá ficamos hospedados no hostel Albergo, mais uma vez acampados. E comemos uma ótima pizza num lugar chamado Plett Market on Main, que é tipo uma praça de alimentações com alguns restaurantes. Dia 21 de abril – Quando estávamos saindo do hostel conhecemos um argentino que morava em São Paulo e ele nos acompanhou para fazer os passeios do dia. Primeiro fomos ao centro de reabilitação de felinos Tenikwa. Fomos acompanhados de um guia, que explicava várias coisas sobre os felinos que víamos, era muito interessante e o funcionário parecia muito apaixonado pela causa. Os animais ficam em espaços grandes com grades que nos separam deles, o passeio durou quase 2 horas. Depois fomos ao Robberg Nature Reserve, que é um reserva em que há algumas trilhas para fazer em volta do lugar, que é uma península. Fizemos a maior trilha, que percorre todo o lugar e foi deslumbrante. Vimos muitas focas, praias lindíssimas e um visual incrível do pôr-do-sol. Quando terminamos a trilha o sol estava se pondo, estava um visual lindíssimo e o estacionamento estava cheio de famílias curtindo o visual enquanto tomavam vinho e comiam. Depois da trilha seguimos para Knysna onde dormimos num local perto da praia Buffels Bay, mas não encontrei o nome do lugar. Era um lugar simples no qual acampamos, lá tinha um restaurante e também chalés. Dia 22 de abril – De manhã fomos conhecer a cidade de Knysna, que é muito bonita. Fomos de carro até um Mirante, East Head View Point, e de lá é possível ter uma visão geral da cidade, que é muito bonita. Há vários bancos nesse mirante em que é possível passar um tempão só admirando a vista, e há placas falando que de lá é possível avistar baleias na época certa. Depois seguimos de carro rumo a Hermanus, 420 km de distancia. Paramos em Wilderness para almoçar num restaurante a beira da praia. E chegamos a Hermanus por volta das 20h e nos hospedamos no Onrus Caravan Park. O local é um estacionamento para motor homes e não tinha cozinha, mas foi o suficiente para a noite. Dia 23 de abril - Hermanus parece ser um bom lugar para avistar baleias na época certa. Fora isso é uma cidade a beira mar com muito vento. Há uma caminhada chamada Hermanus Cliff Path, que beira o mar, percorremos um pedaço dela. Almoçamos num restaurante do centro e continuamos nossa viagem rumo a Stellenbosch, que está a 90 km de distância. Chegamos a Stellenbosch embaixo de chuva e acampamos no Hostel Stumble Inn. Aproveitamos o final do dia para andar um pouco pela cidade e fazer compras no mercado. Dia 24 de abril – Dia de conhecer vinícolas! Pegamos um mapa no hostel e pedimos algumas indicações ao funcionário. Primeiramente fomos à vinícola Tokara, que é muito bonita e moderna. Gostamos do vinho, mas não muito do atendimento, que foi muito impessoal. Pagamos apenas uma degustação e dividimos as taças, fizemos isso em todas as vinícolas que fomos. Em seguida fomos à vinícola Thelema e fomos super bem atendidos. A visão das montanhas que se tem do bar é muito bonita e os vinhos são bem gostosos. Almoçamos no restaurante da vinícola Le Pommier, mas não fizemos degustação lá. O almoço estava gostoso. Descansamos um pouco lá e depois fomos degustar na vinícola Camberley. Lá foi ok, mas nada demais. Depois fomos até a cidade de Pniel visitar a vinícola Boschendal, que é lindíssima. Fica numa grande fazenda, com um jardim lindo e uma visão privilegiada das montanhas. Fizemos degustação de vinhos especiais, com direito a champagne. Fechamos o dia com chave de ouro! Dia 25 de abril - A cidade de Stellenbosch é rodeada de montanhas e como bons trilheiros que somos pesquisamos como subir em alguma daquelas montanhas e aí encontramos na internet informação sobre a Reserva Natural Jonkershoek. Fomos de carro até lá, a reserva está a uns 25 min da cidade seguindo uma rodovia que termina na entrada do parque. Lemos algumas coisas sobre o parque estar um pouco abandonado e perigoso, felizmente não presenciamos nada. Pagamos a entrada e nos entregaram um mapa, a moça da portaria nos explicou sobre as trilhas disponíveis e o tempo que demandariam. Como o dia estava feio, com cara de chuva, decidimos fazer uma trilha que vai a uma cachoeira. Essa trilha é bem rápida, uns 20 minutos, e a cachoeira é pequena. Com a esperança de um tempo melhor decidimos continuar a trilha, fazendo o começo inverso de uma trilha grande que havia lá. Essa trilha ia até o fundo do vale e depois subia. Passamos por uma cachoeira maior que a primeira e depois continuamos o mais pra cima que conseguimos. Subimos por umas pedras e chegamos a um cume. O maior vento da vida, hehe! Mas a visão era muito legal e o tempo abriu um pouco pra gente, além de ser um ótimo lugar para ver flores, há muitas e são bem diferentes. Acredito que dava até pra ver a Cidade do Cabo do ponto em que estávamos. Depois de sairmos do parque sob uma fina chuva decidimos ir atrás de algo para comer. Decidimos ir até Franschhoek para jantar e conhecer um pouco a cidade. Quando chegamos na cidade a chuva estava muito forte e acabamos indo num pub, Franschhoek Station Pub and Grill. O lugar estava bem cheio e as pessoas estavam assistindo uma partida de críquete. Comemos algumas porções e experimentamos umas cervejas. Depois voltamos para o hostel para descansar do dia cansativo. Dia 26 de abril – A chuva não parou durante toda a madrugada e acabamos demorando pra desmontar nossa barraca, pois estávamos esperando que ela parasse. Esse era nosso último dia com o carro alugado, tínhamos marcado de devolvê-lo na Cidade do Cabo no final da tarde. Fizemos umas contas e decidimos que valia a pena ficar até o final da viagem com o carro. Fomos numa loja Hertz ali mesmo em Stellenbosch e fizemos todo o trâmite. Depois seguimos viagem rumo a Cidade do Cabo, nossa última parada. A Cidade do Cabo está a menos de 60 km de Stellenbosch, mas decidimos fazer uma serie de paradas e desvios no caminho. A primeira foi na praia de Muizenberg, aquela das casas coloridas. Depois fomos ao Museu Naval da África do Sul, que é gratuito e fica no meio do caminho. Foi uma parada interessante. Em seguida fomos a praia Boulders, a dos pingüins. Primeiro fomos a uma praia gratuita em que havia alguns pingüins e depois nos dirigimos à praia que é paga e que faz parte do parque. Achei uma experiência incrível! São tantos pingüins, tem algumas placas com informações sobre eles, interessante lê-las. Depois fomos direto ao Cabo da Boa Esperança, que é um parque e cobra entrada. O parque é muito grande e além do Cabo em si, há outros lugares para conhecer, como praias e trilhas. Infelizmente não sabíamos disso antes de ir, se soubéssemos teríamos dedicado mais tempo às trilhas do parque. Fomos direto ao farol do Cabo da boa esperança, o subimos a pé e aproveitamos pra andar um pouco lá por cima. Há vista é muito bonita, há uma praia próxima que dá pra observar. Essa parte dá pra subir de teleférico também. Ao sair dessa parte do farol fomos de carro até o Cabo da Boa esperança propriamente dito. Lá há uma placa em madeira em que todos tiram fotos e há caminho sobre as pedras em que é possível andar e ter uma visão mais ampla do local. O dia já estava acabando e não havia tantas pessoas. No caminho para sair do parque encontramos vários avestruzes! Ficamos um bom tempo observando-os e tentando tirar fotos. Na Cidade do Cabo ficamos hospedados num Airbnb, nossa primeira experiência nesse tipo de hospedagem. E ocorreu tudo muito bem! Jantamos numa pizzaria perto da casa em que estávamos hospedados. Dia 27 de abril – Depois do café aproveitamos o sol e fomos limpar nossa barraca e colocá-la para secar. Nossas coisas ainda estavam úmidas da chuva de Stellenbosch. Depois fomos de carro conhecer a estrada Chapmans Peak, infelizmente o tempo estava muito fechado quando chegamos lá. O tempo na Cidade do Cabo é instável, e as proximidades da Table Mountain facilmente ficam envoltas em nuvem. Percorremos a estrada inteira e paramos pra almoçar num restaurante no final. Enquanto almoçávamos o tempo foi abrindo e decidimos percorrer a estrada novamente. Paga-se um pedágio para percorrer a estrada inteira, e o pagamos duas vezes. Mas valeu a pena, na segunda tentativa o tempo estava bem aberto e lindíssimo. Resolvemos ir conhecer o Waterfront e sinceramente, não achei nada demais. É um complexo de lojas e restaurantes a beira-mar, com uma roda gigante e a Table Mountain ao fundo. O tempo estava muito feio, com garoa de vez em quando. Fomos a um bar fazer degustação de cerveja e não gostamos também. Decidimos então voltar para casa e cozinhar nossa janta. Dia 28 de abril – Na parte da manhã fomos conhecer as praias de Camps Bay e Clifton. Fomos apenas a Camps Bay, porque achamos que já era bonito o suficiente, hehe. Ficamos um tempão andando e fotografando a praia e as montanhas. Venta demais lá e estava muito frio, então não deu pra entrar no mar. Depois fomos novamente ao Waterfront porque queríamos ir ao Aquário da cidade, o Two Oceans. Almoçamos numa espécie de praça de alimentações que havia no Waterfront, o V&A Food Market. E depois já fomos direto ao Aquário. E adoramos! Muitos peixes e animais marinhos diferentes, num ambiente não muito grande, mas bem organizado. Achei a experiência bem válida. Em seguida fomos à Lion’s Head para ver o sol se por. Deixamos o carro estacionado próximo ao começo da trilha e em pouco mais de uma hora já estávamos no topo. Encontramos um lugar muito agradável para ver o sol se por, com uma visão bem legal da praia Camps Bay. Conforme ia se aproximando o momento do pôr-do-sol, mais foi ficando cheio lá em cima. A visão é espetacular! Importante levar lanterna para a volta da trilha. Dia 29 de abril – De manhã fomos ao mercado comprar coisas para cozinharmos a noite, pois sabíamos que voltaríamos tarde e o mercado (assim como quase tudo) fechado cedo na África do Sul. Depois fomos ao centro da Cidade do Cabo para comprar algumas lembrancinhas, com preços melhores do que os encontrados no Waterfront. A dona da casa em que estávamos nos indicou ir ao Greenmarket (entre as ruas Longmarket e Shortmarket). É uma praça com varias barraquinhas de vendedores, há muita oferta de pinturas, arte em madeira, roupas, etc. É um local para pechinchar e andar bastante. Não é muito grande, mas gostei das compras que fizemos. Arrependi-me de não ter comprado mais coisas de madeira L Almoçamos em um fast food ali próximo e depois fomos a Table Mountain. Nossa intenção era subi-la pela trilha India Venster, que é a trilha mais exposta e uma das mais demoradas. Apesar de estarmos com wikiloc nos perdemos um pouco no começo, mas a dica é: essa trilha é bem íngreme, então se o caminho estiver reto está errado. Gostei muito da trilha e das vistas que se tem pelo caminho. Mas não é recomendável ir sozinho ou caso não tenha hábito de fazer caminhadas, porque ela é mais exposta e tem um nível de dificuldade médio. Há trilhas mais fáceis para se chegar lá em cima. Demoramos um pouco mais de 2 horas para fazer todo o percurso e chegamos ao topo no maior vendaval. Faz muito frio lá em cima, congelante. Abrigamos-nos do vento frio no café que há em cima do teleférico. Nesse café há uma varandinha mais abrigada do vento e de lá acompanhamos o por do sol. Assim que ele se pôs já começamos a nossa volta via Platteklip Gorge, que é uma trilha mais fácil. No caminho para o começo da descida ainda vimos a lua lindamente nascer cheia! No caminho de volta encontramos um grupo de 3 pessoas que estavam tendo dificuldades para descer: uma menina estava machucada e eles não tinham nem água e nem lanterna. Acompanhamos o grupo ajudando como podíamos, dando nossa água e uma lanterna. Mas como eles estavam indo muito devagar resolvemos continuar descendo no nosso ritmo, depois de um tempo. Ao chegarmos em casa fizemos nossa janta e descansamos. Dia 30 de abril – Dia de ir embora da África do Sul. Limpamos o carro de manhã, fomos ao mercado comprar algumas bebidas que queríamos trazer, almoçar e devolver o carro no aeroporto. O vôo de volta foi pela TAAG também e foi tranqüilo! Espero que o relato ajude a quem está indo visitar a África do Sul. Estou disponível para qualquer dúvida
  21. Salve salve mochileiros! Segue o relato com as dicas para fazer trilhas, cachoeira e conhecer três praias em um bate e volta de 2 dias bem perto da cidade de São Paulo. Este relato será baseado na minha última visita a Prainha Branca porém contém dicas e fotos de todas as vezes que fui neste paraíso! 1º Dia: Ida - 29/04/18 - 11h00min - São Paulo x Bertioga x Guarujá - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Camping Tabajara R$30,00 Partindo de São Paulo do bairro de Perdizes, peguei o METRÔ de SP na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Azul) para baldear até a estação Sé (linha Vermelha) e depois até a estação Brás (linha Vermelha). Aguarda por alguns minutos pelo trem da CPTM com sentido a estação Guaianazes (linha Coral) onde acontece a troca de trens (se dirija ao primeiro vagão do trem, pois no desembarque você poderá ter problemas por causa do fluxo contrário). Feito a troca é só pegar sentido estação Estudantes (linha Coral) com tempo de aproximadamente 1h10min este primeiro trecho. Na estação Estudantes existe um terminal de ônibus com passagens para Bertioga por R$26,00 e com tempo estimado em 1h30min. A linha é a Mogi x Bertioga e o tempo de descida depende de como está o fluxo do trânsito no dia. Em feriados prolongados e datas festivas acontece muito fluxo por essas estradas e o tempo de descida pode demorar um pouco mais para chegar até Bertioga, então fiquem ligados. No mesmo terminal assim que você sai das catracas da estação Estudantes de trem, algumas pessoas vão te oferecer o mesmo caminho feito por carros ou vans pelo valor de R$25,00 por pessoa. É só aguardar por alguns minutos até fechar a quantidade de um carro (4 pessoas) ou van (10 pessoas) que acontece a descida (nos feriados, reveillon e carnaval a espera é bem rápida pois muitas pessoas fazem este percurso, então vale a pena esperar). Chegando em Bertioga fomos até a balsa para fazer a travessia até o lado do Guarujá, onde fica a trilha para a Prainha Branca. A travessia de balsa dura aproximadamente uns 15 minutos e chegando é só seguir poucos metros para o começo da trilha para Prainha Branca pois fica bem perto da balsa. A trilha de nível fácil hoje está calçada até a vila ficando de fácil acesso inclusive em dias de chuva, dando um tempo de aproximadamente 10 a 20 minutos. Pronto, chegando na vila da Prainha Branca onde tem toda infraestrutura da praia com padaria, mercadinhos, camping, pousadas e alguns restaurantes, tudo bem simples mas bem receptivos. Chegando na praia seguimos para o lado esquerdo e caminhamos por uns 10 minutos até o Camping Tabajara que fica quase no final da praia. Fechei o valor de R$30,00 por pessoa com banheiros, chuveiro quente, cozinha compartilhada (fogão, geladeira, mesa, cadeiras e alguns utensílios de cozinha), com Wi-fi e uma bela área para acampar. O camping fica a poucos metros da praia então você dorme com o som das ondas a noite quando o silêncio do lugar prevalece. www.campingtabajara.com/ Acampamento montado, mochila guardada bora curtir o dia na Praia Branca. Como era um feriado prolongado e muitos iriam trabalhar na segunda-feira, a praia não estava nem muito cheia e nem muito vazia, estava meio a meio. Ficamos o resto do dia nesta praia com um por do sol nas montanhas fantástico com cores muito fortes e assim que o sol se foi uma Lua digna de uma pintura se levantou no céu ainda azulado. Ela parecia que nascia de dentro do mar iluminando cada vez mais enquanto se erguia no céu. Horas de contemplação para esse momento pois era de uma beleza única! Fui informado que aconteceria um Luau na praia mais a noite, então fomos para o camping para pegar alguns drinks e bora pro luau que aconteceu no meio da Prainha Branca e foi sensacional, a lua iluminando toda praia ao som de uma banda que só tocava os sons que você mais gosta, foi muito boa a vide e o clima do pessoal. Na praia mesmo existem algumas barracas com porções de peixe, batata frita, calabresa, cervejas e drinks mas seus preços são um pouco salgados por estarem localizados na areia da praia, então vale a pena dar uma pesquisada antes. Após comer um belo peixe frito e tomar uma bela garrafa de vinho fomos para o camping descansar pois o dia seguinte teria que acordar cedo para fazer as trilhas para conhecer as outras duas praias e a cachoeira. 2º Dia: Volta: 30/04/18 - 21h30min - Guaruja x Bertioga x São Paulo - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Almoço Restaurante Lipe Point R$15,00 a R$20,00 Por volta das 6h00 da manhã com nascer do sol maravilhoso na Prainha Branca tomamos nosso café da manhã, aprontamos nossas mochilas com alimentos e água e bora trilhar. Andamos a Prainha Branca até o final e como ainda a maré estava baixa, teve a possibilidade de conhecer a ilha que fica bem pertinho da praia a pé mesmo atravessando pelo mar. Tem um trilha que corta a ilha atravessando do outro lado tendo uma vista muito linda. Voltamos e fomos em direção a entrada da trilha para a Praia Preta que fica no canto do último restaurante da praia. Ou se não encontrar é só perguntar pro pessoal do restaurante que te informarão onde fica. A trilha é de nível fácil também e leva aproximadamente uns 15 a 20 minutos até a Praia Preta. Quando estiver quase chegando, quando você conseguir ver e ouvir o mar, vai ser quando aparecerá uma bifurcação, vá para o lado esquerdo descendo a trilha, pois se continuar reto irá chegar na cachoeira que fica uns 20 minutos a frente. A cachoeira não é muito grande, mas da pra tomar um belo banho na sua queda para renovar as energias. Descemos a trilha e ficamos contemplando a Praia Preta que geralmente fica vazia pois não tem nenhuma infraestrutura na praia e nem se pode acampar por lei, mas algumas pessoas ainda sim acampam. Eu mesmo já acampei uma única vez na Praia Preta em uma outra vez e fui surpreendido pelo helicóptero da Polícia Ambiental que desceram na praia e mandaram desmontar a barraca imediatamente ou seria multado pelo crime previsto na lei ambiental. Ficamos algumas horas na praia preta e de lá fomos para mais uma trilha, agora para a Praia do Camburi. A entrada da trilha fica no final da Praia Preta, é de nível fácil e leva uns 25 minutos até a Praia do Camburi. A praia é cortada por um rio de água doce que faz um contraste lindo com o mar. A praia também não tem infraestrutura nenhuma porém existe uma casa de um senhor que dependendo do seu humor ele pode te arrumar um lugar para acampar, tudo bem barato. Mas lembre - se, isso só acontece se o humor do senhorzinho que reside lá estiver bom rsss. Contemplamos por horas esse pedacinho de paraíso, como chegamos de manhã na praia, ficamos com ela somente para nós. Esta sensação de estar sozinho em uma praia é maravilhosa, te dá a sensação de liberdade! Ficamos horas nesta praia contemplando cada pedacinho de paraíso ali. Pra voltar para a Prainha Branca onde estava o camping é só fazer o mesmo caminho, não tem erro. Chegando na prainha branca almoçamos em um restaurante que fica nas pequenas ruas da vila chamado Restaurante e Pousada Lipe Point, pedi um tipo de prato feito que vem em um bandejão por R$15,00 a R$20,00. Barriga cheia e pé na areia! Fomos direto para a praia, dormi algumas horas de frente para aquele mar fantástico, com um céu azul, um sol lindo ai foi só encontrar uma boa sombra debaixo das árvores para algumas horas de sono. Corpo descansado ficamos por alguns estantes na praia até o anoitecer, quando recebemos de presente o nascer da lua ainda mais linda que na noite anterior. Ela estava fantástica iluminando mais uma vez toda a praia e a vila da Prainha Branca. Foi emocionante! Após este presente da natureza retornamos ao camping para levantar acampamento e fazer a trilha de volta para a balsa para poder voltar a São Paulo. Assim que você sai do camping ao invés de retornar até a vila para fazer a trilha de volta, dentro do próprio camping já tem uma outra trilha que se encontra com a principal e corta um bom caminho, fazendo com que não tenha necessidade de andar nas areias com mochila nas costas, o que é muito cansativo. Então quando for sair do Camping Tabajara se informe com o proprietário do camping, o Marcelo, onde fazer a trilha para a balsa. A trilha é de fácil acesso e te leva até a trilha principal para retornar a balsa. Chegando na balsa é só aguardar alguns minutos para que a balsa possa ter o número de carros e pessoas para a travessia até Bertioga. Chegando em Bertioga é só caminhar até as feirinhas e perguntar onde fica os guichês da empresa de ônibus Viação Breda que sai de Bertioga até a Estação Estudantes pela Mogi-Bertioga. O valor da passagem é de R$26,00 e tem a duração de 1h30min dependendo do trânsito no dia. Sugiro que comprem as passagens de volta antecipadamente em feriados ou datas festivas pois corre o risco de acabar. Chegando na estação/terminal Estudantes (linha Coral) é só pegar o trem sentido Guaianazes (linha Coral), trocar de trem e pegar sentido estação da Luz, ai faz a baldeação para a Estação Paraíso (linha Azul) e de lá para a Estação Vila Madalena (linha Verde). Pronto nosso bate e volta de dois dias ao litoral saindo de São Paulo esta feito! Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
  22. Feridão de Carnaval/2018, visitando parentes em Santa Maria da Boca do Monte/RS, e que destinos optar? Por minha mente corriam vários destinos inexploradas, como: Visitar a cidade das Pedras Preciosas (Ametista do Sul/RS), ou a Maior Queda D'Água longitudinal do Mundo (Derrubadas/RS), mas como o passeio não dependia exclusivamente de minha vontade, e esses destinos demandavam mais de 500 km de estrada, minhas opções ficaram restritas a região centro do estado. Então o jeito foi negociar com a patroa, e dei as seguintes opções a ela. 1) Poço Azul em Ivorá/RS; 2) Pedra do Segredo em Caçapava do Sul/RS; 3) Usina do Quebra Dente em Quevedos/RS ou 4) Balneário da Toca da Tigra em Santana da Boa Vista. E a escolhida foi... Pedra do Segredo - um conjunto de cerros formado por conglomerados e arenitos ferruginosos, com aproximadamente 100 metros de altura-. E "Sefomos"! Eu minha esposa, e minha cunhada, fazer trilha em Caçapava do Sul, a mais ou menos 1 hora de Santa Maria. Caçapava é realmente um destino esplendido no centro do Rio Grande, possuindo lugares incríveis como as Guaritas, Minas do Camaquã (destino já conhecido), e o Parque da Pedra do Segredo; além do patrimônio histórico, pelo fato de ter sido umas das capitais Farroupilhas. A viagem foi tranquila, e no centro da cidade paramos para umas fotos em frente a Casa VX, uma residência em estilo exótico, com colunas gregas; e em frente existe uma estatua bem divertida, conhecida como o Burrico do Nóca. Depois foi seguir para o interior sentido Lavras do Sul. Andamos uns 5 km pelo asfalto, depois há uma placa e mais alguns km por estrada de chão, razoável, existem placas até indicar 2 km para a Pedra, depois não mais. E óbvio nos perdemos um pouco, até pelo fato de ir acompanhando as formações rochosas do lado esquerdo da estrada, após andar uns 10 km e nada. Fui forçado a pedir informações, e me indicaram que teria que voltar, e chegar em uma casa do lado direito da estrada, com troncos de arvores caídos na frente. Foi o que fizemos, e chegamos na casa, onde fomos recepcionados por alguns escaladores. E atrás da casinha, as incríveis formações rochosas, que para muitos se assemelham ao rosto de dois gorilas, algo bem surreal. O local tem esse nome, pois reza a lenda que é na Pedra, que teria sido enterrado em segredo o líder indígena Sepé Tiarajú, ao lado do tesouro dos padres jesuítas. Lendas a parte. O parque é uma concessão pública, mas esta em vias de troca de administração, então não ha guias no momento. Mas fomos orientados a seguir as trilhas, que são auto-guiadas, e teríamos que ir costeando a rocha, por uns 2 km de subida, chegando ao topo da pedra, e depois descer pelo campo mais 5 km de caminhada. O início da trilha é tranquilo, indicado por placas, fomos subindo algumas escadarias feita na pedra outras na terra. Até chegar a primeira caverna: Caverna da Escuridão: A caverna é legal, e tem que usar lanterna para explora-la. Entramos um pouco, mas por falta de informação não fomos até o fim da caverna, que segundo o site turismocacapavadosul.com.br, possui um túnel com extensão de 60 metros que atravessa a pedra e chega a sua parte mais elevada. Assim, continuamos subindo pela trilha, até a 2ª caverna: O Salão das Estalactities: É bem maior que a primeira, possuindo um grande afloramento, e sendo um bom lugar para descanso, e fotos. Segue o baile, e continuamos subindo até a 3ª caverna, que e para mim é a mais legal de todas a: Percival Antunes: Que recebeu esse nome em homenagem a seu descobridor. Localizada a uns 35 metros de altura, proporcionando uma visão incrível da região. Ficamos por ali um tempo curtindo a paisagem. Depois tentamos subir seguindo a trilha e fazer a volta na pedra como indicado, mas não conseguimos, pois as trilhas estão um pouco sujas, e faltam placas a partir desse ponto, talvez pela falta de manutenção. Enfim... tivemos que voltar, e como o tempo estava para chuva, nos demos por satisfeitos. E essa foi nossa exploração da Pedra do Segredo, um excelente destino para quem gosta de fazer uma trilha, contato com a natureza, e conhecer pontos exóticos de nosso Rio Grande. Mais fotos: Rota: Blog:http://rotasetrips.blogspot.com.br
  23. Veja como foi nosso segundo dia em Ilhabela! Muita trilha, mosquitos e alguns arranhões até chegar tanto na Cachoeira dos três tombos quanto na cachoeira do Veloso e um gran finale: almoço no DPNY Ilhabela! Espero que gostem, qualquer dúvida me respondam aqui que eu tiro e se gostarem, não se esqueçam de se inscrever no canal pq tem muita coisa boa por lá kkkk
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