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  1. Mas como assim, Cuba com menos de 10 dólares por dia? 🤨 É isso mesmo pessoal, e para sermos mais exatos, gastamos exatamente $8,70 dólares cada um por dia, mas como o nome do post diz, foi um mochilão raiz e por isso eu advirto vocês que NÃO FOI FÁCIL, mas é possível.😎 Então, antes de começarmos, preciso dizer duas coisas: - PRIMEIRO: Eu e meu namorado estamos fazendo um ano sabático e tivemos a oportunidade de encontrar bons preços nas passagens a cuba, saindo de Bogotá- Colômbia e depois seguindo a Miami/NY-Estados Unidos. Então lá vamos nós com pouca grana e sem ter pesquisado muito.🤦‍♀️🙆‍♀️🤷‍♀️ -SEGUNDO: Falaremos a verdade, é bem difícil ser mochileiro em Cuba! Mas, porquê Maria? Porque é um país pobre, em que a maioria das pessoas pensam que “turistas tem dinheiro, cubanos que não tem dinheiro”, segundo que por ter duas moedas os preços são absurdamente diferentes para cubanos e estrangeiros e terceiro que sempre vão tentar tirar um pouco do seu suado dinheirinho. Além disso, seu mochilão pode se complicar pelo fato de ser ILEGAL fazer Couchsurfing, trabalhos voluntários, acampar selvagem, difícil pegar carona e até mesmo comprar comida em um supermercado para cozinhar, pode ser muito mais caro que comer na rua. 🤑😮 Mas se você é brasileiro e não desiste nunca, assim como nós, vamos te dar dicas e esmiuçar como fazer um mochilão raiz em Cuba. Mas antes de começar, queria falar rapidinho sobre o DICIONÁRIO CUBANO, ou seja, palavras próprias que vão te ajudar e muito a se "disfarçar" de Cubano: CORRER LAGUAGUA = pegar um ônibus 🚍 CORRER CAMIONES = pegar um caminhão que é adaptado como se fosse uma lotação 🚚 CORRER BOTELLA = pegar carona PUNTO AMARILLO = lugar aonde fica uma pessoa vestida de amarelo, que para transportes do governo para você, mediante a uma proprina. MONEDA NACIONAL = peso cubano/ CUP * DÓLAR = peso convertível / CUC (se fala CU ou Ce-u-ce) Lembrando que Cuba tem duas moedas, o peso cubano (CUP) e o peso cubano convercível (CUC), ISSO É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA, porque? 1 DÓLAR = 0.96 CUC (-10% ... não compensa levar dólar) 1 EURO = 1,08 CUC 1 CUC = 25 CUP OU SEJA, 1 CUC = 4,07 reais 1 CUP = 0,15 centavos. obs: é fácil diferenciar as moedas, porque o CUP sempre ter os ROSTOS DOS PERSONAGENS FAMOSOS e o CUC vai ter sempre a imagem dos monumentos nacionais aos mesmos personagens. Lembrem sempre disso quando comentarmos os valores nos posts. E não esqueça, é balela o assunto que não é possível trocar CUP, acontece que na casa de cambio primeiro vão trocar TODO seu dinheiro por CUC e se você quer uma parte em CUP só pedir que a pessoa troca tranquilamente. *Lembrando que essa viagem aconteceu em maio de 2019, então eu estou usando a cotação dos valores comerciais, para ficar mais fácil. _________________________________________________________________________________________________________ OUTRAS DICAS RÁPIDAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA – O gasto com água pode se tornar absurdo se você comprar todos os dias, mesmo se comprar aqueles galões de 6l. Normalmente uma água de 500ml e 1,5l em qualquer lugar custa entre 1 CUC e 1,5CUC respetivamente, em alguns mercados você até encontra por menos, mas se você fizer essa conta pela quantia de dias que você vai ficar, vai ser um gasto bem grande só com água. Nós tomamos água da torneira e não morremos por causa disso. Quando possíve, fervíamos e depois descobrimos um truque de comprar uma solução de hipoclorito por 1 CUP e colocar 3 gotas por litro de água. Pronto problema resolvido. 🥳 CASAS DE FAMÍLIA – A opção mais econômica de hospedagem são as casas de particulares. Minha dica é reservar por AIRBNB porque normalmente sai mais em conta ou também você pode chorar as pitangas. Assim você pode conseguir casas entre 10 e 12 CUC, na temporada baixa. Hoje em dia, Cuba tem pontos de Wi-Fi (ETECSA), no qual você compra um cartão, que varia de 1h e 5hs (Preço: 1 e 5 CUC respectivamente) e procurar hospedagens com reserva instantânea (sem a necessidade de confirmação com o anfitrião). Pronto, não precisa engessar o roteiro reservando tudo de casa e pode procurar o preço mais acessível na hora. COMIDA – Sempre vai ter algum lugar que vende comida por CUP ou estatais. Geralmente são estabelecimentos simples, e as vezes (poucas vezes) você até vai ter que comer em pé, mas a diferença é absurda de preço e a comida em si, é a mesma.
  2. 1º e 2º dias – chegada 31/12 e 01/01 Após uma conexão no Panamá – o aeroporto de lá é uma balbúrdia, a Copa Airlines faz praticamente todas as conexões e escalas dos voos entre as Américas e o Caribe lá (mas pra quem curte umas “comprinhas”, tem um baita free shop) – chegamos ao Aeroporto de Havana: Aeroporto Internacional José Marti, cujo nome homenageia o grande patrono da Independência cubana. Arme-se de paciência ao desembarcar: o despacho de malas é lento, e se você trouxe alimentos na bagagem de mão provavelmente vão te mandar pra inspeção sanitária (a inspeção é rápida - eu custei mais a descobrir onde é a inspeção do que o exame em si). Pra quem acha que Cuba é um país atrasado, a primeira surpresa é a possibilidade de fazer câmbio de moedas no ATM. Sim, é isso mesmo: no aeroporto há vários “cajeros automáticos” nos quais você coloca até E400 e o terminal te informa a cotação de conversão em CUCs, conta as suas notas e te disponibiliza o valor equivalente em CUCs – tudo isso após escanear seu passaporte. O sistema dos ATMs só permite no máximo duas trocas de E400, E800 no total (só fui descobrir isso após tentar inutilmente por várias vezes em vários terminais trocar E2000 e ler a mensagem “não foi possível efetuar sua transação”); além desse limite o câmbio é feito numa pequena casa de câmbio logo na saída do aeroporto. 1 CUC é em média um pouco mais do que um dólar estadunidense e um pouco menos que 1 euro. Por 30 CUCs o táxi do aeroporto te leva até Habana Vieja. A melhor coisa que fizemos foi optarmos por ficar em casa de cubanos. Fomos calorosamente recebidos por um simpaticíssimo casal de aposentados; os cubanos são muito acolhedores, falantes e bem humorados (e gozadores também). Já há algum tempo o governo cubano abriu essa possibilidade de renda extra aos locais, mas é tudo superregulado: o preço da hospedagem é fixado em 30 CUCs por dia e o café da manhã (ou desayuno em espanhol) é de 5 CUCs por pessoa. Vale a pena: o desayuno é farto e saudável, dá perfeitamente pra adiar o almoço pro fim da tarde. Como chegamos na virada do ano, sabíamos que estaria tudo fechado. Passamos o réveillon na casa de outro casal de cubanos que chamou vários brasileiros turistas para rompermos o ano juntos – também em Habana Vieja. Aí tomamos conhecimento de uma “divertida” tradição cubana (que explica porque não há festas na rua na virada do ano): o costume de jogar água pela janela das casas à meia noite de 1º de janeiro (para descarregar a “sujeira” do ano que finda). Da varanda da casa onde passamos o réveillon assistimos vários transeuntes ficarem encharcados com essa brincadeira (me lembrou as histórias que escutei e li sobre o antigo entrudo). Como 1º de janeiro também estaria tudo fechado, resolvemos passar o dia na praia. Pegamos o ônibus de turismo na Praça Central (ônibus supermoderno e confortável) até a Praia de Santa Maria – belíssima: água cristalina, morna e sem onda. Por 6 CUCs aluga-se duas espreguiçadeiras e um guarda-sol muito bons. Na volta da praia, paramos para uma “almojanta” às 5 da tarde; depois de andar pela Calle Obispo (um dos pontos mais badalados de Habana Vieja, com muitos bares e lojas) encontramos o restaurante La Caribenha com preços ótimos: lá se pode almoçar um prato bem servido de espaguete por 2 CUCs e saborear um enorme copo de suco de manga natural por 1,5 CUC. Ah, detalhe importante: o padrão em Cuba é que a gorjeta (“propina”, em castelhano) não é cobrada na conta; o cliente dá (se quiser) diretamente ao garçom ou garçonete. 3º dia – 02/01 Na quarta-feira 03/01, já com tudo aberto, iniciamos nosso circuito cultural. Começamos pelo icônico Museu da Revolução (situado no antigo palácio presidencial). Há uma quantidade não muito grande de objetos históricos, mas extremamente significativos (como a boina de Che Guevara e o chapéu de Camilo Cienfuegos em Sierra Maestra, o cachimbo de Che, alguns equipamentos de radiocomunicação da guerrilha e a maca na qual foram transladados os restos mortais de Che da Bolívia para Cuba) e muitas fotos e reproduções de jornais da época. O Museu faz uma cuidadosa reconstituição histórica desde as guerras de independência até a Cuba de hoje; com grande destaque (um andar inteiro) para a Revolução de 1959, mas abordando também as agressões imperialistas (é especialmente tocante o mural sobre o criminoso atentado perpetrado pro agentes a serviço da CIA contra o avião civil da Cubana de Aviacion que resultou na morte de todos os passageiros e tripulantes) e as realizações e conquistas da Revolução: o fim do analfabetismo, a reforma agrária, o fim da privatização das praias e a sua liberação para o lazer do povo, a nacionalização das empresas de energia e telecomunicações, a universalização da saúde e educação públicas, entre tantas outras. Do Museu da Revolução se passa por dentro para o Memorial Granma – com um impressionante material bélico preservado da época. Dois itens em especial me chamaram a atenção: o PRÓPRIO IATE GRANMA acondicionado num esquife climatizado de metal e vidro (não se pode tocá-lo, mas se pode ver) e um destroço do avião espião estadunidense U2 derrubado por um míssil terra-ar (com um exemplar idêntico do míssil ao lado). Pra quem não conhece a História, o Granma foi o iate que os revolucionários do Movimento 26 de Julho liderados por Fidel Castro compraram no México para retornar a Cuba – 80 guerrilheiros num iate projetado para 20 pessoas; hoje, Granma é o nome do jornal diário editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano. Do Museu da Revolução e Memorial Granma, saímos e fomos ao Museu de Arte Cubana ao lado (aliás, é absolutamente impressionante a quantidade de museus que existe neste país: se bobear, há mais museus em Havana do que no Brasil inteiro - são 63 apenas em Ciudad de La Habana). Quando estivemos lá, estava montada uma exposição temática da arte moderna cubana e sua evolução, desde o período anterior às guerras de independência até os dias de hoje. O ingresso ao Museu de Arte Cubana dá direito de entrada também no Museu de Arte Internacional – este fica ao lado do Parque Central. No Museu Internacional estavam montadas exposições de vários artistas, inclusive um pop art kosovar. Saindo do Museu Internacional demos mais uma caminhada pela Calle Obispo – o point mais agitado de Habana Vieja, lotado de turistas e também de cubanos – e encontramos mais um museu: o Museu dos CDR (Comitês de Defesa da Revolução), organismos do poder popular de bairro. Os CDR foram criados apenas 3 anos após a derrubada de Fulgêncio Batista (são muito anteriores à Assembleia Nacional); quando criados, incorporavam cerca de 50 mil membros: hoje são mais de 8 milhões. 4º dia – 03/01 Hoje nossos dois principais objetivos eram: comprar a passagem para Trinidad e ir à Praça da Revolução. A melhor opção para adquirir passagens de Havana para Trinidad e Cienfuegos é na Interhotéis: uma parceria entre a viação estatal e os hotéis privados, assim se pode comprar o bilhete em qualquer hotel. O problema é que tem que ser com uma certa antecedência: hoje já não tinha passagem para dia 07 pela manhã, segundo a atendente do Hotel Plaza, que conseguiu um táxi coletivo privado – privado, mas regulado pelo Estado e pago antecipadamente no hotel – pelo mesmo preço da viação: 35 CUCs por pessoa (depois soubemos que em outros hotéis havia passagem disponível). Pegamos então o ônibus de tour turístico – uma “jardineira” igualzinha a que circula no Rio, em Madrid ou em Paris: dois andares com superior coberto ou aberto, que se paga 10 CUCs por pessoa e se pode saltar em qualquer das paradas e subir novamente em outro da mesma linha com o mesmo ticket. Descemos na Praça da Revolução – enorme, com os dois painéis em homenagem a Che Guevara e Camilo Cienfuegos nos prédios como que delimitando os limites da praça. Além do visual esplendoroso, o grande “tchan” é o Memorial José Marti, o “Pai da Pátria Cubana”. Marti aqui é tão ou mais reverenciado do que Fidel e Che, até pelo fato de que Marti foi um herói mártir na luta pela independência de Cuba. O Memorial é belíssimo, com dezenas de documentos originais da produção política de Marti (incluindo muitos manuscritos) e num esquife de vidro expostos um revólver e o fuzil utilizados por Marti na guerra. Por 4,50 CUCs se visita o Memorial com direito à subida no Mirante (“mirador” em castelhano) com uma vista ABSOLUTAMENTE ESPETACULAR não só da Praça da Revolução mas de praticamente toda a Havana, e com direito a urubus voando ao seu lado na janela. Dali voltamos ao tour bus e continuamos até a parada do Cemitério , o maior da América Latina e 3º maior do mundo. Parece estranho colocar um cemitério como ponto turístico, mas nos sete quarteirões de área do cemitério há muitas sepulturas que são verdadeiras obras de arte, além de um lindo monumento aos bombeiros. Do Cemitério, pegamos um coletivo cubano - baratíssimo (0,50 cents de peso cubano CUP - que vale 1/25 de CUC), velho e lotadérrimo igualzinho aos ônibus de subúrbio carioca – e fomos à Copélia. A Copélia é uma sorveteria afamada e uma “instituição habanera”: filas enormes para os cubanos que pagam em CUPs e sem fila para os turistas que pagam em CUCs – mas o turista não pode subir ao charmoso salão. Ao lado da Copélia fica o famoso edifício Habana Livre, hoje um hotel da rede Meliá, e no 22º andar (pedindo com jeitinho à recepção eles liberam a subida) há um lounge no meio do andar com janelas panorâmicas para os dois lados. Como Havana tem pouquíssimos prédios altos e o Habana Livre fica no alto de La Rampa, a mais famosa ladeira de Havana, das duas janelas deste lounge se vê praticamente toda a cidade. Em La Rampa, pertinho do Habana Libre está o famoso jazz club cubano La Zorra e El Cuervo. Descendo até o Malecón fica o Hotel Nacional – antigo, histórico e cheio de significados. Um aspecto muito interessante deste bustour é que não se limita às “áreas turísticas” da cidade: como percorre vários bairros, passa por muitas áreas residenciais. Assim, pudemos ver o tipo de moradia predominante no bairro de Vedado: nada muito diferente do subúrbio carioca. 5º dia – 04/01 Hoje foi um dia muito especial: saímos com um grupo de brasileiros ciceroneado pelo camarada Luís Caballero, velho militante revolucionário e uma enciclopédia ambulante de história cubana. Já de cara passamos na Casa del Habano, uma espécie de museu (mais um!) do tabaco no edifício onde funcionou anteriormente a Fábrica de Tabacos Partagás. Fundada em 1845, a Partagás é uma instituição nacional cubana; estatizada desde a Revolução, continua fabricando os melhores charutos do mundo das afamadas marcas Cohiba (a preferida de Fidel Castro), Montecristo, Romeu e Julieta, Robaina e da própria Partagás. Dali passamos pela Praça da Amizade Latino Americana, uma praça cercada por uma grade de metal circular com uma frase de José Marti sobre a amizade dos povos gravada na borda superior. Nesta praça, cada representante de um país da América trouxe uma semente e um pouco de terra para simbolizar a “terra de Latino América” e também foi erguido um bronze de um herói da independência nacional. No caso do Brasil, uma polêmica: o primeiro busto colocado foi o de Tiradentes, mas posteriormente nos anos 1990 o então Prefeito de Santos, o saudoso companheiro Davi Capistrano Filho, trouxe o busto de José Bonifácio: para Davizinho (como era carinhosamente chamado) Tiradentes havia sido um “herói fabricado pelos militares que deram um golpe militar ao proclamarem a República”, e o Patriarca da Independência seria mais efetivamente importante para a Independência do Brasil. Seguindo rumo ao Museu da Revolução, passamos na frente da Associação Cultural Yorubá de Cuba. Cuba, como o Brasil, tem uma enorme população de origem africana em função da escravidão; das religiões de matriz africana, a mais influente em Cuba é a yorubá. Em seguida, circundamos o Teatro Marti, local onde foi escrita a primeira constituição republicana de Cuba. Como já disse, Marti é quase onipresente em Cuba: Luís Caballero nos para na Praça Central em frente à estátua de Marti e nos conta a história do massacre dos estudantes em Cuba pela Coroa Espanhola, os eventos no Hotel com as perseguições lá ocorridas que ficaram conhecidas como as “batalhas café com leite” e o significado de haver 8 jardineiras e 28 palmeiras na Praça Central: as jardineiras homenageiam os 8 estudantes assassinados pela Coroa Espanhola e as 28 palmeiras referem-se ao dia 28, dia de nascimento de José Marti. Circundamos ainda a Escola Nacional de Balé de Cuba antes de retornarmos ao Museu da Revolução e ao Memorial Granma; já havíamos estado lá anteriormente, mas com este guia a visita cresce enormemente de qualidade e de conteúdo. À noite, fomos visitar a Sinagoga de Cuba, a Beit Shalom no bairro de Vedado em Havana. A comunidade judaica em La Isla é bem pequena (cerca de 1.000 pessoas) mas mantém suas tradições culturais e religiosas; a Beit Shalom é da linha não ortodoxa. Além da bela instalação da sinagoga, um mural de fotos me chamou a atenção: nele estavam Fidel e Raul participando de atividades no local. Por este mural de fotos, ficamos sabendo que em 1990 houve o primeiro encontro de Fidel com líderes religiosos (lembremos que, até o início dos anos 80, a Revolução tinha a política de definir o Estado cubano como ateu). Ao lado da sinagoga funciona o Centro Cultural Bertold Bretch. Terminamos a noite tomando mojitos em La Bodeguita Del Medio, um pequeno charmoso e afamado bar em Habana Vieja frequentado por Hemingway (que dizia ser o mojito de La Bodeguita o seu favorito, bem como o dayquiri da Floridita). 6º dia – 05/01 Hoje pela manhã fizemos duas visitas guiadas: O Capitólio e ao Gran Teatro Nacional Alicia Alonso. Os dois prédios são antigos, suntuosos e belíssimos: valem o preço do ingresso (10 CUCs para o Capitólio e 5 CUCs para o Teatro). O Capitólio foi construído no final dos anos 20 do século passado e inspira-se no Capitólio estadunidense, mas a torre é mais alta e é o único Capitólio do mundo que tem jardins internos (um deles com uma estátua instigante representando Lúcifer não como um demônio, mas como um anjo negro rebelde de asas caídas). O Teatro Alicia Alonso é uma das três exceções em Cuba, que tem como política não homenagear pessoas vivas; como Alicia foi a grande responsável pelo enorme desenvolvimento do balé cubano e por anos dirigiu tanto o Balé Nacional de Cuba quanto a Escola de Balé, a Assembleia Nacional de Cuba lhe prestou essa homenagem, não apenas dando-lhe o nome do Teatro mas também colocando em seu interior uma estátua de Alicia dançando. Terminamos o dia assistindo um espetacular show de jazz cubano no La Zorra e El Cuervo (imperdível), com direito a um endiabrado baixista que tocava ao mesmo tempo um baixo de 6 cordas (nunca tinha visto antes), bongô e tumbadora. A entrada custa 10 CUCs de couvert artístico, mas que dá direito a 2 drinques. Uma única observação: vá de calça comprida e casaco, pois o ar condicionado da casa é congelante. 7º dia – 06/01 Nosso grande programa de domingo foi assistir O Lago dos Cisnes no Gran Teatro Nacional Alicia Alonso com o Ballet Nacional de Cuba! Foi uma tremenda sorte nossa: ao irmos ao Teatro na visita guiada percebemos que O Lago dos Cisnes estava em temporada. Perguntamos na bilheteria e havia ingressos para a sessão de domingo! Quem vier a Havana não pode perder esse espetáculo se estiver em cartaz. É “apenas” um dos melhores grupos de balé do mundo dançando a PRIMEIRA COREOGRAFIA ESTRELADA POR ALICIA ALONSO – um primor de técnica e interpretação num teatro belíssimo. Na saída do Teatro, resolvemos jantar num bom restaurante para comemorar o feito. Nossa feliz escolha foi o La Viña de Plata, ao lado da badalada Floridita: ótimo camarão grelhado (o melhor que comemos até agora em Havana) e uma taça de um ótimo vinho Carmenere chileno por um preço absolutamente justo. 8º dia – 07/01 Despedimo-nos de Havana e iniciamos nosso tour pelo interior. Primeira cidade: Cienfuegos. Depois de 3 horas no táxi coletivo – um Peugeot com mais de 15 anos de fabricação em que o velocímetro e o medidor de combustível não funcionavam e não tinha manivela nos vidros traseiros - nós dois e um casal de vietnamitas chegamos a Cienfuegos. O lado positivo é que o Peugeot velho, além de encarar valentemente as 3 horas de estrada, ainda nos deixou na porta de nosso destino: o Hostel De Las Marias. Nos hospedamos num ótimo quarto na casa de Rosa Maria, que mora com sua família, incluindo os pais idosos e uma gracinha de filha pequena. O desayuno segue o padrão de fartura que se anuncia nas casas de cubanos. Saímos para conhecer a pé a cidade – uma graça, com uma arquitetura muito diferente, com um certo estilo de colunas gregas em vários prédios. Procurando um local para almoçar, encontramos um à beira mar tão bonito e charmoso quanto caro e vazio; na segunda paralela já encontramos uma ótima opção por um preço justo no Punta Gorda Grill. Terminamos a tarde com um programa imperdível: música cubana ao vivo no por do sol no castelinho na ponta final de Punta Gorda. Os músicos, além de muito talentosos, são extremamente simpáticos e adoram música brasileira – e se você é músico eles sempre dão a chance de uma canja. Um parênteses: além de conhecerem música brasileira, eles também demonstraram acompanhar a política do Brasil e sabem o que significa a vitória eleitoral de Bolsonaro. O registro que faço agora entre parênteses é que caminhando pela cidade fomos abordados no meio da rua por um rapaz de bicicleta que, muito educadamente, nos perguntou se éramos brasileiros. Ao confirmarmos, ele desatou a falar sobre a eleição do capitão fascista e da retirada dos médicos cubanos do Brasil, mostrando-se indignado com o fim da assistência médica aos brasileiros mais pobres; nos despedimos com ele desejando “que Deus se apiede dos brasileiros”. Nossa percepção é que este entendimento de que Bolsonaro é um fascista aliado de Trump e inimigo de Cuba e dos trabalhadores brasileiros está generalizada em La Isla. 9º dia – 08/01 Nosso segundo e último dia em Cienfuegos serviu para confirmar que 2 dias aqui é suficiente: a cidade é muito bonitinha, mas não tem uma grande quantidade de locais importantes para visitar. Logo pela manhã, andando pelo Centro Histórico deparamo-nos com a sede local do ICAP – Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Fui recebido pelo camarada Reinaldo Suárez responsável pelo espaço, que nos indicou conhecer um trabalho comunitário artístico ali perto de arte e tradições africanas, com uma exposição de belíssimos trabalhos de artistas locais. Dali fomos ao cais e tomamos a barca – uma versão anos 60 e menor da Barca Rio-Niterói (até os salva-vidas de cor laranja dispostos em estrados de madeira presos ao teto são iguais) por 40 minutos até chegar ao Castillo de Aguas, onde fica a Fortaleza, que hoje é um museu da época da dominação espanhola. Além da construção em si e das peças em exibição serem muito interessantes, a vista de cima da fortaleza é um espetáculo à parte. Almoçamos por aqui mesmo no restaurante El Pescado: ambiente rústico com uma linda vista para o mar (lembra os restaurantes à beira dágua de Pedra de Guaratiba) e ótima comida por um preço justo. Ainda pudemos pagar neste restaurante o “táxi barco” deles para voltar direto ao cais de Cienfuegos – 25 CUCs o casal: um pouco salgado mas muito mais agradável. Voltando ao centro histórico de Cienfuegos, ainda encontramos uma simpática feirinha de artesanato com lindas peças. Além de saborear o sorvete da Copélia local, ainda adquirimos um belo retrato de Che Guevara pintado a nanquim pelo talentoso jovem artista Luis Alvarez. Luis viu nosso interesse por um retrato de Fidel do mesmo tipo e nos disse: “termino em uma hora”. Como estávamos já indo pra “casa”, combinamos que ele nos levaria no dia seguinte de manhã para o hostel antes de nossa partida para Trinidad e pagaríamos lá. Acabamos jantando no mesmo Punta Gorda Grill de ontem – nossa intenção inicial era apenas lanchar sanduíches, mas não encontramos nada que nos agradasse por ali. Os pratos são bem servidos e os preços são bons: jantamos uma bela peça de carneiro e uma enorme salada por 20 CUCs, incluindo os sucos de abacaxi (aliás, o abacaxi em Cuba é pequeno e deliciosamente doce). 10º dia – 09/01 Enquanto esperávamos o táxi coletivo que nos levaria a Trinidad, chega o emissário do Luis Alvarez com o retrato de Fidel pronto. Chega o táxi: um Ford Studebaker 1956! O jovem que o dirige faz este percurso todos os dias de segunda a sexta, é o seu trabalho. Pergunto se o carro é original e ele responde sorrindo “não, é um Frankenstein”. Eu já tinha percebido que não era original por que o carro tem banco único na frente mas a alavanca do câmbio não é na direção como nos carros da época. Aí ele me conta que o motor é da Mitsubish e que os freios não são os velhos de lona, e sim modernos de pastilha; o companheiro Luis Caballero já havia nos contado que a maioria dos carrões americanos antigos de Cuba foi sendo mexido e trocado, porque com o bloqueio não havia como conseguir peças de reposição. Também já tínhamos notado que há uma certa quantidade de carros mais novos em Cuba, NENHUM AMERICANO: são basicamente Mitsubish, Huyndai e Peugeot – além de uma boa quantidade de velhos Lada. Fomos no táxi coletivo com mais um casal de italianos e um rapaz espanhol, todos de esquerda: o único que não era um defensor do socialismo era o motorista cubano (o primeiro crítico do regime que encontramos). Mesmo assim, ele reconhece que Cuba é um país muito seguro (ao contrário do restante da América Latina) e que não há uma gritante desigualdade porque “em Cuba não se permite ricos”; mas reclama da moeda nacional (“dinheiro cubano, isso não vale nada”), do alto preço das peças de reposição de automóvel, diz que os habitantes de Havana são mal vistos pelo resto do país e que “os funcionários do Estado em Cuba trabalham mal porque os salários são baixos” (palavras dele – para registrar, até agora não fomos mal atendidos em nenhum serviço estatal). Chegando em Trinidad, tivemos a surpresa de descobrir que pela primeira vez não ficaríamos em uma casa de cubanos, e sim em um hostel propriamente dito, charmosíssimo por sinal. Sobre o centro histórico de Trinidad, só uma frase a dizer: QUE CIDADE LINDA! Tanto pela arquitetura quanto pelo tipo de calçamento, Trinidad lembra demais Paraty do RJ – ganhou com muita justiça o título de Patrimônio da Humanidade. Passamos o dia flanando em Trinidad e terminamos a tarde na Casa de Música, que na verdade é um grupo de bares instalado em uma escadaria. O detalhe charmoso é que o sol se põe exatamente de frente para essa escadaria, que também está num point badalado de outros bares (além de ter o hot spot da internet pública), então no fim da tarde fica cheio. Tomar um mojito assistindo a um bel por do sol e ouvindo música cubana é muito bom. Em nossa caminhada pelo centro histórico de Trinidad, nos deparamos com um cartaz na porta da Igreja Batista contra a constitucionalização do casamento igualitário. É um pouco chocante constatar na prática que numa democracia popular o atraso fundamentalista tenha ainda forte presença política. À noite, fomos à Canchamcharra, um bar com música cubana ao vivo. O bar tem um ambiente supercharmoso, você pode sentar em poltronas ou sofás e o grupo é muito bom. O único alerta é: coma alguma coisa antes de ir, porque lá não tem petiscos, só bebida. O que não foi legal foi o fim da história: como não tinha opção de comida na Canchamcharra procuramos um local para lanchar e optamos por um bar de tapas e lanches. O aspecto do bar é charmoso, mas o serviço foi ruim: o hambúrguer veio em pão de forma; o suco de manga não era natural e o gosto mais parecia de pêssego; pra “fechar com chave de framboesa”, a conta veio com um “opcional” de 2 CUCs (mais de 10%) que nos recusamos a pagar e o troco ainda veio errado. Mas... “faz parte”: até agora, o único pequeno senão da viagem. Uma dica: na mesma rua ficam a Canchamcharra, a filial da Bodeguita Del Medio em Trinidad e a Zelatto – esta é uma sorveteria artesanal com o melhor sorvete que tomei em Cuba (aqui entre nós e assumindo o risco de “cometer uma heresia”, muito melhor do que o da Copelia). 11º dia – 10/01 De manhã o tempo em Trinidad estava nublado, mas acabamos decidindo ir à praia assim mesmo pegando o bustour das 11:00h. O ônibus turístico de dois andares custa 5 CUCs por pessoa ida e volta. Foi ótimo: chegando na belíssima Praia Ancón, o tempo estava aberto. Lá também se aluga boas espreguiçadeiras por 2 CUCs cada. Nosso plano inicial era ficar até o último horário de volta do bustour, 18:00h. Assim, por volta de 13:30h pedimos ao bar da praia 2 sanduíches e dois sucos de manga. O custo acabou ficando salgado: 3 CUCs por um sanduíche misto quente com pepino e tomate até vai, mas 3 CUCs por um copinho de suco de manga (gostoso) mas que tem mais gelo do que suco já é abusivo. Como o sol estava bem forte, decidimos retornar no bustour das 15:30h (depois desse, só às 18:00). 12º dia – 11/01 Na volta de Praia Ancón no dia de ontem já adquirimos na Cubatur o passeio para Cayo Blanco. Os cayos são ilhas pequenas nas proximidades da grande ilha de Cuba. Para chegar à marina de onde sai a escuna é necessário pegar um táxi. Tratamos um taxista para a ida e volta por 16 CUCs (os táxis em Cuba não têm taxímetro, o valor da corrida é negociado antes com o motorista). O carro era outra relíquia: um Citröen 1956 “Chocolate and Pepper” (vermelho e preto)! Obviamente, também era um “Frankenstein”: o motor é de Lada (mas pelo menos nesse o velocímetro funcionava). O passeio custa 50 CUCs por pessoa, incluídos: bebida a bordo da escuna – mais moderna do que as que usamos na Bahia – almoço na ilha (“paella cubana”: arroz misturado com camarão, pedaços de lagosta e de frango, muito saboroso) e snorkel para mergulhar e ver o recife de coral próximo a Cayo Blanco (muito bonito). Um detalhe interessante é que a energia elétrica do restaurante de Cayo Blanco é fornecida por baterias solares. A ilha é bem pequena, dá pra circulá-la toda a pé em menos de meia hora; do lado oposto ao cais e restaurante na ilha está um belo cemitério de corais. Uma nota peculiar: decidimos por Cayo Blanco ao invés de Cayo Iguana porque o tempo de deslocamento é bem menor: são menos de 2 horas de barco para Cayo Blanco e quase 3 horas para Cayo Iguana – mas Cayo Iguana tem o charme especial de ser uma reserva ecológica com muitas iguanas, enquanto a presença deste réptil em Cayo Blanco é mais rara. Já estava sentindo uma pontinha de frustração por não termos encontrado nenhuma iguana... e eis que aparece tranquila e majestosa: foi a festa da criançada e dos turistas. Terminamos a noite em Trinidad num local inusitado para a imagem tradicional de Cuba: um bar temático de Beatles chamado Yesterday, com um show ao vivo de Beatles e rock . A banda é muito boa, toca Beatles com uma pegada mais roqueira, além de várias músicas de outros grupos de rock como Led Zeppelin, Pink Floyd, Roxette e Deep Purple. O guitarrista mais jovem – com uma vestimenta tipicamente grunge – deu um show especial à parte: antes da apresentação começar (com o grupo já no palco) o som ambiente tocava Led Zeppelin e o garoto reproduziu o solo de Jimmy Page em Starway to Heaven nota por nota! 13º dia – 12/01 Decidimos ficar apenas em Trinidad, dando a última volta a pé pelo Centro Histórico. Após andar bastante, paramos para almoçar e decidimos pelo restaurante Plaza Mayor, próximo à praça de mesmo nome: por 10,5 CUCs come-se quanto quiser de um ótimo e sortido bufê, com sobremesa incluída. À noite foi a festa de aniversário da cidade, com um show de apresentações em frente à escadaria. No dia seguinte pela manhã, realizou-se uma cerimônia na praça. Como estávamos já bastante cansados e o show ia começar às 22:00h, nos recolhemos cedo, pois no dia seguinte já iríamos para Santa Clara. 14º dia – 13/01 De manhã pegamos o táxi coletivo para Santa Clara – mais uma “relíquia Frankstein”: um Bel Air 1956 com motor Huynday. O carro pagou para pegar mais um casal de holandeses, sendo que ele falava português e ela inglês. Como o taxista também falava inglês, a viagem foi uma verdadeira babel de conversas em inglês, castelhano, português e holandês. No meio do trajeto demos uma parada num “tienda” de beira de estrada em frente a um belíssimo painel de Che Guevara. Chegamos em Santa Clara e nos instalamos em mais uma acolhedora casa de cubanos. Dali fomos a pé até o Monumento Trem Blindado: o trem que transportava uma guarnição do exército de Fulgêncio Batista e que a coluna de Che descarrilhou e forçou a rendição da tropa batistiana. O detalhe épico é que a coluna de Che contava com apenas 18 homens e guarnição batistiana com mais de 300, mas no fim de dezembro de 58 a moral das tropas do exército de Batista era tão baixa que eles se renderam a Che. Por 1 CUC pode-se visitar a instalação e entrar nos vagões – essa que é a parte legal, pois dentro de cada vagão há uma exposição contando parte da história. Perto dali fica a sede provincial do Partido Comunista Cubano; em frente à sede está a icônica e belíssima estátua de Che Guevara caminhando com um menino no colo. A sede é bem ampla, mas só o saguão é aberto à visitação. Caminhamos para o Parque Vidal, onde está o Hotel Santa Clara Libre, outro ponto cuja tomada foi crucial para a vitória da coluna do Exército Rebelde liderada por Che. No caminho, encontramos uma farmácia como aquela dos velhos tempos, com enormes estantes e balcão de madeira: só faltava estar escrito “Pharmacia” no letreiro. Almoçamos no restaurante Casa do Governador, que apesar do nome pomposo e do aspecto chique tem preços bem razoáveis e ótima comida. No Parque Vidal, pegamos um táxi para visitar a Loma Del Capiro: o ponto mais alto da cidade e cuja tomada representou uma vitória militar muito significativa para o Exército Rebelde. A vista daqui de cima é linda, vê-se toda a Santa Clara. Há um monumento em homenagem ao Comandante Guevara e duas bandeiras, a de Cuba e do M 26/07 – mas na hora que chegamos (fim da tarde) as bandeiras já haviam sido recolhidas. Terminamos a noite assistindo ao Encontro de Trovadores no espaço cultural El Mejunje, idealizado por Miguel Diaz-Canel quando era Secretário do Partido na região de Santa Clara e que é um ponto de encontro da comunidade LGBT. 15º dia – 14/01 Hoje passamos o dia em Cayo Santa Maria; para lá se vai de carro. Não é um programa barato: o táxi cobra 60 CUCs pra levar e trazer; e, como a praia é de um resort, tem que pagar 5 CUCs por pessoa para entrar – o que dá direito a um drink no bar da praia. Apesar de caro, é imperdível: a praia é lindíssima, um típico mar do Caribe de água absolutamente cristalina e calma, e com uma grande quantidade de gaivotas que não se importam em nada com a presença de humanos. Pra variar, o táxi era mais um carrão antigo modificado: um Pontiac 1956 com motor Nissan. Um espetáculo à parte é a explicação de porque se chega lá de carro. É uma impressionante obra da engenharia civil cubana: aqui e em vários cayos da região de Varadero eles construíram estradas por cima do mar, ASSENTADAS EM PEDRAS JOGADAS AO MAR! Para Cayo Santa Maria, são 37 km de estrada COM MAR DOS DOIS LADOS! A história dessas estradas chega a ser lendária. Fidel era apaixonado por caça submarina, e por questões de segurança pessoal ele a praticava quase que clandestinamente nos cayos. Quando Cuba começou a investir no turismo, Fidel teve a ideia visionária de ligar os cayos por estrada sobre o mar. Na época, os ecologistas e ambientalistas criticaram o projeto original, argumentando – e com toda a razão – que um “paredão” de pedra cortando o mar iria interferir no regime das correntes marinhas e prejudicar a circulação dos peixes. O que fizeram então? Fotografaram a região do alto, estudaram as rotas dos cardumes e das correntes marinhas e o “paredão” de pedras tem 37 pontos de interrupção, sobre os quais foram construídas pontes – a maior delas inclusive permite a passagem por baixo de barcos pesqueiros. Almoçamos no restaurante do resort, que também não pratica preços extorsivos. À noite jantamos no restaurante Sabor e Arte em Santa Clara, um ótimo e simpático local frequentado por cubanos com preços no cardápio expressos em CUPs – mas a conversão é muito fácil: é só dividir por 25. Por 10 CUCs se come uma ótima lagosta. 16º dia – 15/01 Nossa despedida de Santa Clara foi uma bela caminhada do Parque Vidal até o Memorial de Che Guevara – são mais de 20 quarteirões. O monumento é encimado por uma enorme e belíssima estátua do Comandante, e tem as partes externa e interna. Do lado de fora, frases de Che e mapas de suas expedições guerrilheiras da coluna que liderou no Movimento 26 de Julho. A parte interna não pode ser fotografada: numa sala tem o Memorial propriamente dito, com uma excelente exposição de fotos, documentos e objetos de Che; na outra sala estão guardados os restos mortais do Comandante – repatriados da Bolívia após décadas – e de seus companheiros mortos das guerrilhas da Bolívia . Além disso, atrás há um outro pequeno cemitério dos guerrilheiros de Sierra Maestra da coluna liderada por Che, ainda com várias lápides sem nome (aguardando pelos companheiros ainda vivos). 17º dia – 16/01 Saímos cedo para pegar o ônibus da Via Azul no terminal de Santa Clara rumo ao nosso penúltimo destino: Varadero. Confesso que o aspecto externo do busão era bem cacarecado e dava uma certa preocupação, mas internamente o ônibus era bem razoável e chegamos em Varadero com tranquilidade, após 2 horas e meia de estrada. Também em Varadero optamos por ficar em casa de cubanos, e novamente fomos super bem atendidos e alojados por uma família simpaticíssima. Se Havana Velha parece a Lapa/Santa Teresa, Trinidad lembra demais Paraty e Cuba em geral parece o subúrbio carioca, Varadero é o Recreio dos Bandeirantes do Rio: um balneário supermoderno com praias lindíssimas, mas extremamente americanizado e formatado para turistas. Varadero na verdade é uma compridíssima e estreita restinga: uma faixa de terra que avança pelo mar por mais de 30 km, mas que só tem 300m de largura – então tem “mar dos dois lados”. Do lado “direito” de quem entra em Varadero por Matanzas é litoral de pedras; as praias – e os resorts – estão todas do lado “esquerdo”. Em Varadero praticamente a única (e ótima) coisa a fazer é curtir praia: linda, com água azulada e cristalina – só que nestes dias não está a “piscina” tradicional, em função dos ventos mais fortes e do tempo mais instável (chegou a ter bandeira vermelha antes de nós chegarmos). Uma observação: neste período de janeiro (que é inverno no Hemisfério Norte) se o sol se esconde atrás das nuvens sente-se frio na praia, porque o vento é constante. Outra coisa: nos restaurantes, nem sempre boa apresentação visual significa boa comida. Almoçamos num restaurante simpático da 1ª Avenida, mas o camarão estava “burocrático”. À noite, entretanto, a coisa foi diferente – para melhor. Marcamos de jantar com um grupo de amigos brasileiros no restaurante Casa de Al, que é a antiga casa de Al Capone em Cuba (na qual ele guardava a bebida que comercializava ilegalmente durante a Lei Seca). O restaurante é um charme, a comida é muito boa, tem uma ótima carta de vinhos e os preços não são extorsivos. No verão, o charme adicional é almoçar no terraço de vista para a praia, mas no inverno à noite fica impossível: aí é no ambiente interno mesmo. 18º dia – 17/01 Por volta das 07:00h da manhã fomos acordados pelo barulho da chuva. Pensamos de cara: “e agora? Balneário com chuva é um baita tédio”... voltamos a dormir e, grata surpresa: às 10:00h já estava um lindo dia de sol. A dona da casa nos explicou que por aqui é assim mesmo: quando chove é chuva rápida e logo o tempo abre. Após o ótimo desayuno padrão casa de cubanos, fomos novamente à praia, mas desta vez mais longe de “casa”: no resort Be Live Experience. Em Varadero os resorts estão à beira das praias mas o acesso à areia é livre e franqueado: a única diferença é que, se você não está hospedado no hotel, paga pelo uso das espreguiçadeiras e pela bebida que consumir. Como havia chovido pela manhã o mar estava mais mexido e com muitas algas, mas a praia continua sendo belíssima. Desta vez demos sorte no almoço: um pequeno e charmoso restaurante na Calle 47 com um ótimo camarão empanado e um serviço muito atencioso. Detalhe curioso é que, pela primeira vez em Cuba, encontramos um local que vendesse Coca Cola (ainda que embalada no México). 18º dia – 19/01 Varadero é realmente o “Recreio dos Bandeirantes” de Cuba: sofisticado e americanizado, mas também tem seu lado bucólico – várias casas por aqui criam galinhas, e de madrugada escutamos o galo cantar (nem me lembro mais quando foi a última vez que escutei galo cantar no Rio). Após o desayuno, saímos para ir à Cueva del Saturno, uma gruta com água doce e formações rochosas submersas. Combinamos com o taxista de pagar 40 CUCs e ele nos aguardar lá para a volta, pois a gruta fica praticamente fora de Varadero, na divisa com Matanzas a cerca de 20 km do centro de Varadero. O lugar é lindíssimo: a gruta fica 20m abaixo do nível do mar e tem profundidade embaixo da água doce (absolutamente cristalina) que varia de 1m a 22m. A entrada para a Cueva del Saturno custa 5 CUCs, e por mais 1 CUC aluga colete salva-vidas opcional – pra quem não é exímio nadador (como nós) é absolutamente recomendável. O local não tem snorkel para alugar; quem curte mergulhar vale a pena levar pelo menos os óculos de mergulho. Eu não senti falta: a água é tão cristalina e transparente que flutuando no meio da gruta dá perfeitamente pra ver o fundo 22m abaixo – a sensação é que está voando por sobre um abismo rochoso. Dali voltamos à praia e decidimos fazer o passeio de catamaran pelas águas de Varadero: 30 CUCs por 1 hora para duas pessoas. Hoje o sol estava totalmente aberto e o mar bastante calmo, então pudemos aproveitar ao máximo o passeio. Mergulhar nas águas azuis do Caribe a alguns quilômetros da praia foi especial, e o passeio todo é muito bonito. Na hora que bateu a fome, fomos ao restaurante mais próximo de onde estávamos: La Bodeguita Del Medio de Varadero. Um camarão ao ajillo muito bom, ótimos sucos naturais de abacaxi e melancia e, pra fechar, um delicioso mojito. Agora que já tomei mojito por todos os lugares onde estive em Cuba, posso garantir que Hemingway tinha toda a razão: o melhor mojito de Cuba é em La Bodeguita Del Medio. Mais praia até quase o fim da tarde, um descanso e o lanche da noite: ótimos e enormes hambuguers (“hamburguesas” em espanhol) no simpático snack bar Vernissage, ao lado de “casa”. Aqui também encontramos Coca Cola mexicana; cubanos mais ortodoxos costumam dizer que “Varadero no es Cuba” – pelo jeito não deve ser mesmo, pois “l’áqua nera del imperialismo ianque” não se acha em nenhum outro lugar de La Isla. 19º dia – 20/01 Nosso dia de despedida de Varadero: desayuno cubano, deixar as malas arrumadas na casa, liberar o quarto para os próximos hóspedes – e passear até o horário do ônibus de volta para Havana. Resolvemos pegar o bustour e fazer o passeio turístico por Varadero. Definitivamente, “Varadero nos es Cuba”: a parte em que nos hospedamos (os primeiros quilômetros mais ao sul da restinga) são o Recreio dos Bandeirantes carioca; já a parte dos maiores resorts, mais ao norte até a ponta, é uma Cancun. As praias são belíssimas e os resorts superluxuosos, nada a ver com a Isla que conhecemos e passamos a amar tanto. Fizemos algumas compras no centro comercial mais badalado da área dos resorts e, na volta, decidimos almoçar no Casa de Al: estava um belo dia de sol, daria para almoçar na varanda com vista para o mar. O único pequeno contratempo foi que saltamos do bustour e, pela indicação que nos deram, seriam 5 quadras mais à frente – mas eram mais de 10 quadras, foi uma caminhada grande. Mas compensadora: o camarão continuava delicioso, agora curtimos a vista para o mar deslumbrante e ainda tivemos música ao vivo com um ótimo grupo musical que ainda atendeu a nossos pedidos de tocar “Hasta Siempre, Comandante”, “Guantanamera” e “Iolanda”. Dali foi pegar um táxi, descansar um pouco e pegar o ônibus da Via Azul pra Havana – desta ver um carro bem melhor, mais moderno e confortável. Em 3 horas estávamos em La Habana, de volta à casa da mesma maravilhosa família que nos acolheu no início da viagem. 20º dia – 21/01 No primeiro dia de manhã de volta à Havana, fomos visitar nossos novos amigos cubanos Luis Caballero e Isabel Suarez e encontramos com a companheira Maria Leite, brasileira velha amiga do casal e grande amiga de Cuba. Queríamos ir ao Museu da Alfabetização mas descobrimos que estava fechado porque funciona dentro de uma instituição escolar. Por uma daquelas ótimas coincidências do destino, Maria já tinha agendado de ir ao Museu da Alfabetização no dia seguinte – combinamos de ir juntos. Dali fomos a pé até o Mercado San José, grande concentração de lojas de artesanato e lembranças – mais uma dica errada de distância: nos disseram que ficava na Avenida do Porto 5 quarteirões depois da esquina com Obispo, mas na verdade são mais de 10 quadras de distância. Fizemos algumas compras e voltamos para almoçar. À noite combinamos com os amigos Maria, Isabel e Luís de jantar no restaurante Deliriu’s: MARAVILHOSO! Lindíssimo, ambiente chique, ótima comida e preços não extorsivos – e ainda fomos brindados com uma espetacular apresentação de jovens cantores líricos. Esse restaurante eu recomendo MUITO. 21º dia – 22/01 Encontramos com a companheira Maria Isabel e fomos visitar o Museu da Alfabetização. Nos recebe na porta do museu uma senhorinha meio aborrecida porque estava faltando luz, vestida de jeito super simples: camiseta, calça tipo leggin e sandália de dedo – era a Diretora do Museu, Doutora em Educação. Conseguimos convencê-la a nos mostrar o Museu mesmo sem luz, só com a iluminação natural das janelas, pois íamos viajar no dia seguinte – e foi a visita mais emocionante que fizemos. O relato de um país pobre que mobilizou dezenas de milhares de voluntários e em um ano de campanha erradicou o analfabetismo é uma coisa impressionante - especialmente quando ficamos sabendo que 40 voluntários de alfabetização morreram durante a campanha, 11 ASSASSINADOS PELOS CONTRARREVOLUCIONÁRIOS ORGANIZADOS E FINANCIADOS PELA CIA (o primeiro “mártir” da alfabetização deu nome às Brigadas do Exército de Alfabetizadores: Brigadas Conrado Benitez). Não dá pra reproduzir aqui mais de 1 hora de palestra da Dra Luisa, mas dá pra comentar um pouco sobre três coisas: 1) no ato de comemoração do fim da campanha e da declaração da erradicação do analfabetismo em Cuba, os destacamentos dos “exércitos de alfabetizadores” (todos voluntários) exibiam faixas dizendo : Fidel, diga-nos agora o que fazer” (pois AQUELA “missão dada” já era “missão cumprida”). Fidel respondeu no ato: ESTUDEM! O programa de alfabetização passou a charmar-se “Sim, nós podemos” e foi “exportado” para vários países e regiões ( Dra Luísa nos relatou a experiência dela como monitora do repasse do programa em um Estado do México); a continuação dos estudos passou a ser chamada “Sim, nós podemos prosseguir”; 2) a “exportação” do programa “Sim, Nós Podemos” sempre respeitou as peculiaridades locais de cada país; por exemplo, no Haiti a alfabetização foi em criollo e não em francês; na Bolívia, além do espanhol, também em quíchua e almanara (as duas maiores línguas indígenas de lá); 3) o Museu da Alfabetização é situado em uma enorme área que na ditadura de Batista era o maior quartel militar, o Quartel Colônia – e tinha inclusive uma residência oficial do tirano. Na revolução o quartel foi transformado em escola: as residências dos soldados e oficiais foram transformadas em escolas, e hoje lá existe desde escola primária até a Faculdade de Pedagogia. À tarde demos mais uma descansada e arrumamos as malas, porque na manhã do dia seguinte já era hora de embarcar de volta ao Brasil. Mas não pudemos deixar de retribuir toda a hospitalidade e carinho da maravilhosa família que nos acolheu em Havana: convidamo-nos para jantar conosco novamente no Deliriu’s – e novamente a qualidade da comida, o requinte e beleza do local e o preço justo tornaram a noite muito agradável. O dia seguinte foi de dizer “Até breve, Cuba”: amamos esta Ilha e voltaremos muitas vezes, com toda a certeza!
  3. Dois dias antes de chegar em Cochamó, nunca tínhamos ouvido falar nesta cidade chilena litorânea. Vimos um planfeto no Hostal em Pucón, e nos interessamos em uma travessia que começa no Chile e termina na Argentina, passando pelo vale de Cochamó. Fomos ver pessoalmente e não nos arrependemos. Cochamó é uma pequena cidade localizada na região dos Lagos, onde fica um lindo vale, com montanhas e grandes paredes de pedra, bordeando o claro rio Cochamó. Faz parte da Patagônia chilena, e as temperaturas oscilam entre 0 e 20°C. Resumo do trekking País: Chile Distância entre cidades: Santiago (1160 km), Puerto Montt (116 km) Área: Valle de Cochamó Distância percorrida: 46 km Duração: 5 dias Subida acumulada: 2113 metros Descida acumulada: 2044 metros Altitude máxima: 1121 metros Previsão do tempo: Windguru Sinal de celular: sem sinal de celular Período do trekking: início de novembro de 2017 Dificuldade: Moderada. Não indicada para iniciantes. Necessário bom condicionamento físico. Como chegamos Nossa última localização era Pucón. Saímos de Pucón e após uma viagem de 5 horas de ônibus chegamos em Puerto Montt. No terminal de Puerto Montt há duas empresas, que disponibilizam ônibus diariamente, passando por Cochamó. Segue a grade de horários, saindo de Puerto Montt: 2a feira a sábado: 7h45 / 11h30 / 12h15 / 14h00 / 15h30 / 16h00 domingos e feriados: 7h45 / 12h00 / 16h30 Quando entrar no ônibus, importante pedir para te deixarem em Valle de Cochamó. São 2h50min de viagem. O ônibus te deixa em uma ponte, que dá acesso a uma estrada de terra. Esta estrada termina no início da trilha. Campings No total foram 5 noites acampando: 1 noite no camping Campo Aventura, perto da ponte, na parada de ônibus 4 noites no camping La Junta, no vale Camping Campo Aventura Chegamos no final da tarde em Cochamó e optamos por dormir em algum camping perto da ponte. O motorista do ônibus nos indicou o camping Campo Aventura. No camping fomos recebidos por Miguel, um americano que vive 17 anos no Chile. Ele nos recomendou não tentarmos a travessia que estávamos planejando para Argentina. Nos deu dois motivos: havia muita neve dificultando a visualização da trilha e o nível de água dos rios pode subir, tornando-os perigosos ao tentar atravessá-los. O ideal é fazer essa travessia entre janeiro e fevereiro, que são meses mais secos e os rios estão mais baixos. O camping é simples e como o chuveiro não estava funcionando, nos deram $CLP 1000,00 de desconto por pessoa. O banheiro parecia ser novo e era bem limpinho. O Campo Aventura fica ao lado do rio Cochamó, no lado oposto à estrada de terra que leva à La Junta. Do camping à ponte são 15 minutos andando. Camping La Junta O camping La Junta fica bem no meio do vale. É um lugar muito lindo e vale a pena ser conhecido. Para chegar ao camping deve-se percorrer uma trilha de 5 horas. Também é possível chegar em cavalos. Foi o primeiro camping que passamos e o único aberto em novembro. Em novembro ainda é baixa temporada. No verão, na alta temporada, é necessário reservar com antecedência. O camping é bem espaçoso e conta com uma boa infraestrutura, levando em consideração que não há eletricidade e saneamento básico. Os banheiros são bem limpos e quase inodoros. Há um esquema para separar a urina das fezes, mantendo o ambiente sempre seco. Há chuveiro frio, pia para lavar roupa e local comunitário para refeições. O gramado está sempre aparado pelos cavalos. Se precisar de comida, são vendidas algumas verduras. Outro ponto positivo é que não é muito alto e as noites não são tão frias. Em La Junta, além do caminho que cruza a Argentina, também há algumas trilhas de 1 dia, para trekkers e escaladores. Trilhas [googlemaps https://www.google.com/maps/d/embed?mid=1ZvZzklNcc8y8Ga1y2sUSDdcY25hC0UFE&w=640&h=480] Ponte de Cochamó a La Junta Para chegar a La Junta há duas etapas para seguir: 1. Estrada de terra até início da trilha Resumo estrada terra Total percorrido Tempo Subida Descida Altitude máxima Dificuldade 6 km 1:30 47 metros 6 metros 50 metros Leve São 6 km de estrada de terra sempre subindo. Dessa vez não conseguimos carona e tivemos que encará-la caminhando. Foram 1,5 hora de subida. Na estrada há algumas opções de hospedagens e pelo que me informaram cada ano que passa, há cada vez mais construções. Em 2010 haviam somente 2 casas nesses 6 km que separam a ponte ao início da trilha. Mas o volume de turistas está crescendo rapidamente. 2. Trilha até La Junta Resumo La Junta Total percorrido Tempo Subida Descida Altitude máxima Dificuldade 12 km 5:30 377 metros 111 metros 328 metros Moderada A estrada de terra termina no início da trilha que vai até La Junta. A trilha percorre um bosque sempre ao lado esquerdo do rio e é bem protegida do Sol. Não é necessário carregar muita água, pois há vários lugares para coletar a água do rio. Até Las Juntas todos os grandes cruzamentos de rios há pontes. Também há alguns riachos para cruzar, mas com a ajuda de algumas pedras não se molha os pés. A trilha tem muita lama, que com um pouco de ginástica, sobrevive-se sem muitos estragos. Após 2h30 de trilha, há uma placa para nos lembrar que devemos descansar. Essa placa indica praticamente a metade do caminho. No total foram 5h30min de trilha para ir até La Junta. Para voltar fomos mais rápidos e fizemos o mesmo percurso em 4h15min. O caminho é bem demarcado e não tem como errar. Na dúvida é só seguir as pegadas de homens e cavalos. Ao chegar em La Junta há 4 opções de campings: La Junta, Trewe, outra unidade do Campo Aventura e Vista Hermosa. Para esses dois últimos é necessário cruzar o rio com um carrinho-tiroleza. Sendero Cerro Arco Íris Resumo Arco Íris Total percorrido Tempo Subida Descida Altitude máxima Dificuldade 5 km 2:30 555 metros 549 metros 853 metros Moderada Leve O objetivo do dia era chegar no mirante do cerro Arco Íris. A trilha começa atrás do camping e é totalmente dentro do bosque, protegido do Sol. Em alguns pontos era possível ver uma linda paisagem e o camping abaixo. Subimos 1h10 até chegarmos em uma parede com corda. A partir deste ponto achamos muito perigoso continuarmos e voltamos. Na volta passamos por uma cachoeira. Havia outra trilha saindo pela cachoeira, mas a ponte que atravessava o rio, caiu. Ida e volta resultou em 2h30min de caminhada. Tobogã A 10 minutos do camping fica uma queda d'água chamada Tobogã, onde o pessoal escorrega. O único problema é ter que atravessar o rio com água gelada pelas canelas, para chegar lá. Mas quem tiver o objetivo de se refrescar no tobogã, isso não será um problema. base cerro Trinidad Resumo Trinidad Total percorrido Tempo Subida Descida Altitude máxima Dificuldade 12 km 6:00 1023 metros 1001 metros 1121 metros Moderada Pesada Saindo do acampamento La Junta há um tipo de tiroleza com um carrinho pendurado para as pessoas atravessarem o rio. Do outro lado do rio há o camping Vista Hermosa e as trilhas que levam para os cerros Trinidad, Anfiteatro e cachoeiras. Fomos até a base do cerro Trinidad. É uma trilha no meio do bosque, sempre subindo. Fitas rosas e amarelas marcam o caminho. Mas mesmo assim, na primeira hora ficamos 45 minutos perdidos. Até que decidimos ignorar algumas fitas e seguir o GPS. E conseguimos encontrar o caminho novamente. Não é necessário carregar muita água, pois tem pontos de água no caminho. Após 3h00 de caminhada, saímos do bosque e um lindo paredão de rocha aparece. É a base do cerro Trinidad. Parecia que a trilha terminava por ali. Mas seguindo o vale à direita, encontramos a continuação do caminho. Subimos por um rio, passamos por uma placa, passamos ao lado de outro rio e a trilha não acabava. Andamos mais 50 minutos e como estava ficando tarde, voltamos sem chegar até o fim. No total foram 6 horas de caminhada. Outros atrativos Além da travessia para Argentina vimos outras placas indicando trilhas para outras montanhas e cachoeiras próximos. Poderíamos ficar mais 2 dias acampando para conhecer mais os arredores. Mas tivemos que ir embora por causa da chuva e estoque de comida. Custos Custos em pesos chilenos para 1 pessoa: Ônibus Puerto Montt a Cochamó, ida: $ 3500,00 Camping Campo Aventura, diária individual: $ 4000,00 Camping La Junta, diária individual: $ 4000,00 Cotação em 12/10/2017: US$ 1,00 = R$ 3,17 = $ chilenos 623,88 Dicas Em Cochamó não há caixas eletrônicos e são pouco os lugares que aceitam cartão de crédito. Leve dinheiro suficiente para sua viagem. Se for em alta temporada, entre janeiro e fevereiro, reserve sua estadia nos campings com antecedência. Para o trecho na estrada de terra, é possível pagar para te levarem de carro até o início da trilha. Se informe em Cochamó. Janeiro e fevereiro são os meses propícios para a travessia à Argentina, pelo paso El León. Dados sabáticos 560 km trilhados 54 noites acampando 22 cidades 14 áreas naturais 5 meses 2 países Quer mais? Nós, Paula Yamamura e Ramon Quevedo, estamos curtindo uma vida sabática, focando no que mais gostamos de fazer: viajar trilhando. Nos acompanhe também em: www.mochilaosabatico.com Facebook Instagram YouTube
  4. Olá pessoal! Fui com duas amigas para mais um mochilão e o destino escolhido dessa vez foi a incrível Cuba. Ficamos quase 18 dias lá e só posso dizer que Cuba é uma país único e valeu muito a pena conhecê-la. Fui para Cuba com 3 amigas e ficamos do dia 15/12 a 03/01, no caso só eu e a Camila, pois a Ana chegou dia 16/12 e foi embora dia 02/01. Nosso roteiro ficou da seguinte forma: 15/dez Havana 16/dez Havana 17/dez Havana - Playa Giron 18/dez Playa Giron-Cienfuegos 19/dez Cienfuegos 20/dez Cienfuegos-Trinidad 21/dez Trinidad 22/dez Trinidad 23/dez Trinidad - Santa Clara - Remédios 24/dez Remédios - Cayo las Brujas 25/dez Remédios - Cayo Sta Maria 26/dez Remédios - Varadeiro 27/dez Varadeiro 28/dez Cayo Largo 29/dez Cayo Largo - Havana 30/dez Havana 31/dez Havana 01/jan Havana 02/jan Havana 03/jan Havana - Lima 04/jan Lima - São Paulo Pagamos na passagem da LATAM R$2500 com taxas e com escala em Lima. Na ida foram apenas 2 horas e na volta quase 15 horas, então optamos em pegar um hostel próximo ao aeroporto para dormir. Alguma dicas importantes: - Leve sempre papel higiênico para onde for. Há nas casas/hotéis, mas em restaurantes e bares é bem difícil; - Levamos 1200EUR e pelo que pesquisamos era a melhor opção, mas chegando em Havana vimos que o dólar canadense estava melhor cotado até que a libra; - Cuba é um país extremamente seguro, apesar do grande assédio dos cubanos principalmente com mulheres; - A comida é bem parecida com a nossa, com arroz, feijão, salada, sucos naturais e frutas. Não tive nenhum problema quanto a isso; - Tente sempre viajar de uma cidade a outra por meio de táxis. Compensa bem mais que ir de ônibus. 15/12 - SP - Havana Nosso voo chegou em Havana por volta das 18:30. O aeroporto é uma loucura de desorganizado e quente. Tem tanta gente transportando "muambas"de um lado para o outro que o ar condicionado não deve fazer efeito. Esperamos nossas mochilas por quase uma hora. Trocamos 60EUR e a cotação não estava muito boa 1EUR x 1,015CUC. Pegamos um taxi até a casa do Oscar, que estava nos esperando em frente. Super recomendo essa casa, pois é bem localizada, com ótimo café da manhã, preço justo e pela atenção do Oscar e da senhora que trabalha lá. Fomos jantar no restaurante Nardos, que é maravilhoso, e depois voltamos para casa para descansar. Taxi aeroporto ao Centro Havana - 30CUC (dividido em 2) Restaurante Los Nardos (entrada, camarão e uma jarra de piña colada) 15CUC 2 diárias - 22,50CUC 2 café da manhã - 6CUC 16/12 - Havana Nesse dia tínhamos que esperar nossa amiga Ana chegar. Fomos a casa de câmbio lá perto e tinha uma fila enorme. A cotação ainda estava ruim 1,007CUC e depois pegamos um taxi coletivo até a Via Azul para tentar comprar a passagem até a Playa Giron. Ficamos uma hora na fila e naquele caos e não havia mais passagem disponível para os próximos dois dias. Em frente ao terminal, ficam vários taxistas e combinamos com ele de nos levar até lá! Foi a melhor coisa que fizemos, pois ele nos buscou em casa e nos deixou na outra casa. Taxi coletivo idade e volta - 1CUC Almoço na cafeteria ao lado do terminal (agua, cerveja e spaghetti)- 7CUC 1 cerveja Presidente (recomendo) enquanto esperávamos a Ana - 2CUC Jantar (pizza e refrigerante) - 7CUC 17/12 - Playa Giron O motorista estava em frente a casa uns 15 minutos antes do horário combinado e foi a nossa primeira experiência em um carro antigo. Adoramos! A viagem foi tranquila e levou umas 2 horas. A casa escolhida foi da Ivette & Ronel e super recomendo. O pessoal que trabalha lá é super prestativo e a Ivette uma fofa! Fomos ao museu Giron, onde é possível conhecer a história da batalha contra os mercenários e o importante papel de Che em Cuba. Aproveitamos e fechamos um taxi a Cienfuegos para o dia seguinte. Taxi a Playa Giron - 90CUC (dividido em 3) Almoço (frango e suco) - 8CUC Entrada museu Giron - 2CUC 1 diaria na casa + janta (lagosta) + café da manhã + 2 cervejas + 1 agua - 35CUC 18/12 - Playa Giron- Cienfuegos Tomamos café na casa e pegamos o transporte gratuito que passa na frente da casa rumo a Punta Perdiz. Conseguimos esse transporte porque o Ronel é instrutor de mergulho e trabalha em Punta. Ficamos até meio dia na praia, que e maravilhosa e depois voltamos para casa, pois iríamos a Cienfuegos ainda. O taxi chegou uns 20 minutos antes do horário combinado e era mais um carrão antigo! A viagem até Cienfuegos durou umas 2 horas. Chegando lá fomos conhecer a cidade e andamos até Punta Gorda. Cerveja - 1CUC Ônibus volta Punta Perdiz a casa - 1CUC Taxi Giron a Cienfuegos - 40CUC (dividido em 3) 2 diárias + 2 café da manhã + 1 cerveja - 28CUC 1 cerveja + 1 piña colada - 6CUC 19/12 - Cienfuegos Há muitas coisas para fazer ao redor da cidade e optamos por conhecer a praia Rancho Luna. Pegamos o guagua (transporte local deles) e parecíamos sardinhas enlatadas de tão cheio. Valeu a experiência! hehe Almoçamos num restaurante que tem ali na praia mesmo e depois pegamos um taxi até o ferry boat que nos deixou próximo a casa onde estávamos. É legal pegar esse ferry para admirar toda a baía. A noite andamos mais pela cidade, que é uma gracinha! Guagua ao Rancho Luna - 1CUC Agua - 1CUC Almoço (peixe e suco) - 9CUC Ferry boat - 1CUC 20/12 - Trinidad O taxi passou na casa na hora combinada e partimos a Trinidad. A cidade e muito parecida com Paraty, com as ruas de paralelepípedo e muito turista. Ficamos na casa Sur e não recomendo. Chegamos lá o quarto ainda não estava pronto café da manhã bem fraquinho e a dona nunca estava lá, mas pelo menos era bem localizada. Nesse dia aproveitamos para andar pela cidade e conectar a internet. As praças que possuem o ponto de wi-fi sempre são super lotadas e a conexão fica bem lenta. Descobrimos um ótimo lugar que vendia mini pizza e que era frequentado pelos cubanos. Fomos lá todos os dias! Jantamos no restaurante La Taberna e super recomendo. Há ótimas opções de pratos, lanches, pizzas a um preço muito bom e tudo delicioso. Taxi Cienfuegos a Trinidad - 35CUC (dividido em 3) Mini Pizza - 0,30CUC Agua + cerveja + sorvete - 3,10CUC Jantar (spaghetti + refri) - 6CUC Cartão de internet 5 horas - 7,50CUC 3 diárias Casa Sur - 30CUC 1 café da manhã - 5CUC 21/12 - Trinidad Hoje foi dia de praia. Pegamos um taxi conversível até a Playa Ancon e passamos o dia lá. A praia é uma delícia e a mais próxima da cidade, então todos vão para lá, mas mesmo assim não estava tão cheia. Alugamos espreguiçadeiras e ficamos de boa curtindo a praia. A noite fomos conhecer a tal balada na caverna. Fomos caminhando até lá e na verdade apenas o teto era de caverna. Foi divertido, pois bebemos cuba libre e tava cheio de turistas e alguns nativos, que queriam nos puxar para dançar. Taxi ida e volta a Playa Ancon - 16CUC (divido em 3) Espreguiçadeira - 2CUC Cerveja - 2CUC Sorvete - 1,75CUC Entrada balada - 5CUC Bebidas - 12CUC 22/12 - Trinidad Optamos em fazer os passeios ao redor da cidade pois estávamos economizando para Cayo Largo e não nos interessamos por nenhum. Fomos novamente a Playa Ancon só relaxando e depois ficamos pela cidade mesmo. A noite fomos em um restaurante horrível, onde o atendimento era demorado e a comida sem graça. Ele se chama Sabor Tropical. Café da manhã (baguete com queijo, suco e agua) - 5,65CUC Mini pizza + refrigerante - 0,85CUC Sorvete + agua + salgadinho - 4,65CUC Jantar (spaguethi) - 8CUC 23/12 - Santa Clara - Remédios Incluímos Remédios no roteiro por conta da festa típica que acontece na cidade no dia 24/12 chamada Parrandas. Devido a morte de Fidel em novembro de 2016, a festa foi adiada para o dia 07/01/17, porém fui avisada quando já estava em Cuba e não tinha mais tempo para remanejar o roteiro o optamos por deixá-la. Saíamos de Trinidad de manhã e no caminho paramos em Santa Clara, cidade onde há o monumento de Che e o museu. A entrada é gratuita e e necessário guardar as coisa no guarda-volumes. Vale a pena essa parada lá! Seguimos a Remédios e nos hospedamos na casa da Dona Ada. Ela é incrível e mantínhamos contato desde quando estava no Brasil. Na verdade não encontrei a casa dela cadastrada nos sites e foi recomendação de uma outra senhora que já estava com a casa cheia. Nesse dia caminhamos pela cidade e almoçamos num restaurante/cafeteria horrível chamado Louvre. Minhas amigas comeram hambúrguer em que a carne estava cheia de nervos, fora a demora! Café da manhã (pão com queijo e suco de manga) - 2,50CUC Taxi de Trinidad a Santa Clara e Remédios - 25CUC (por pessoa) Água museu - 1CUC 3 diárias casa Ada - 30CUC Almoço (espaguete + refri) - 3,50CUC Lembrancinhas - 11CUC Janta (frango, suco e refri) - 7CUC 24/12 - Cayo las Brujas (Remédios) Fechamos o taxi com o marido da D. Ada e ele nos levou até Cayo Las Brujas em seu lindo Ford 1928. O trajeto leva mais ou menos uma hora e precisa pagar para entrar, pois ficamos nas dependências de um hotel e é possível consumir parte da entrada no restaurante. A praia é bonita, mas o mar estava muito agitado e ventava bastante. Almoçamos no restaurante e infelizmente vinha pouca comida! Estávamos acostumadas com a fartura dos outros restaurantes! hehehe o marido da D. Ada nos buscou lá no fim da tarde e jantamos na casa deles nessa noite. Café da manhã na casa - 4CUC Taxi ida e volta Cayo las Brujas - 30CUC (dividido em 3) Entrada praia - 15CUC (consuma 12CUC) Jantar na casa (uma fartura com frano, porco, salada, bolinho e pudim) - 10CUC 25/12 - Playa La Terraza (Remédios) Choveu a madrugada inteira e amanheceu chovendo muito. Ficamos na duvida se iríamos a praia ou não, pois era distante de lá e resolvemos arriscar. Dessa vez fomos em outra praia. O marido da D. Ada explicou que era um empreendimento novo e que ainda não havia nome e todos chamavam de La Terraza. Pagamos 5CUC por pessoa para entrar o que nos dava direito a um drink e as espreguiçadeiras. As dependências de lá eram ótimas com restaurante, cafeteria, lojinhas e uma slão de jogos com pista de boliche e mesa de bilhar. Gostamos bastante dessa praia! Passamos o dia lá e depois o marido da D. Ada foi nos buscar. Jantamos na cidade e depois ficamos sentadas na praça onde tudo acontece! Taxi ida e volta a Playa la Terraza - 30CUC (dividido em 3) Entrada praia - 5CUC Almoço (frango, fritas, banana frita e refri) - 10CUC Água - 1CUC 1 hora de bilhar - 5CUC (dividido em 3) Jantar (camarão e refri) - 8,50CUC 26/12 - Varadero Dia de se despedir da família maravilhosa da Ada e partir para Varadero. A viagem até lá durou cerca de 4 horas, onde o taxista supostamente levou a amante e a filha dela! hahaha a menina foi o caminho inteiro brincando com a Camis e a Ana no banco de trás enquanto fui na frente com o "casal". Ficamos na casa Mercy e super recomendo, pois é uma casa só para nós com cozinha e sala. A dona é muito gente boa (não lembro o nome dela) só a localização não era muito boa e ficava um pouco longe do "centro". Varadero não tem a cara de Cuba! Pelo menos foi o que achamos, pois é tudo tão moderninho lá que acaba perdendo o pouco do charme, mas gostamos bastante da praia. Achei que a água seria ok, mas estava mais bonita que muitas outras que fomos. Procuramos um lugar para almoçar e encontramos um restaurante simples. Eu pedi o meu frango de sempre e as meninas uma carne de porco recheada com presunto e queijo, que diga-se de passagem não estava com uma cara muito boa. Fomos na Cubatur e fechamos um pacote para Cayo Largo com uma diária, que era nossa vontade desde o Brasil mas estava difícil conseguir informações. Passamos no mercado e compramos coisas para o café da manhã e janta, já que estávamos pobres por conta de Cayo Largo. A cena engraçada ficou por conta do cara que vendia pão e passava de bicicleta apitando. Estava no banheiro e minhas amigam entendem pouco de espanhol e a dona da casa começou a falar rápido com elas e óbvio que não entenderam nada. Fui lá pra fora e cada uma tava numa ponta da rua esperando o moço do pão. De repente ele apareceu do outro lado e saímos correndo. Ele pegou 6 pães (parecia de hambúrguer) e nos entregou nas nossas mãos. heheh Taxi Remédios a Varadero - 30CUC (por pessoa) Almoço (frango frito)- 4CUC Mercado (queijo, macarrão, molho, atum e refri) - 14CUC (dividido em 3) 6 pães - 1CUC Pacote Cayo Largo 1 diária (all inclusive) - 280CUC 27/12 - Varadero Estava previsto para ficar mais dois dias em Varadero, mas devido a Cayo Largo alteramos com a dona da casa e foi sem problemas. Aproveitamos o dia para curtir a ótima praia ali pertinho. Aí começou o pesadelo da Ana e começou a passar mal, vomitando e com diarreia, bem na véspera de Cayo Largo. Temos quase certeza que foi aquela carne de porco estranha que não caiu bem. Elas também não se adaptaram a água de garrafa de lá e mal bebiam. A noite a Ana tinha melhorado um pouco e fomos caminhando (uns 35 minutos) até o ponto de wi-fi e ficamos um tempo por lá, mas a Ana começou a se sentir mal e voltamos para casa até porque o voo para Cayo Largo era super cedo. 2 águas e 1 refri - 2,55CUC 4 pães - 0,50CUC Cartão internet (1 hora) - 2CUC Taxi volta ponto de wi-fi (calle 54) - 5CUC (dividido em 3) 28/12 - Cayo Largo Saímos cedinho ao ponto de encontro onde o ônibus nos encontraria e nos deixaria no aeroporto. O voo saiu por volta das 9:00 e leva uns 45 minutos até Cayo Largo. Ficamos hospedadas no Hotel Iberostar Playa Blanca e não gostei muito. A comida era ruim, o pessoal da recepção bem perdidos e a piscina parecia que tava descolando do chão. Chegamos lá e conseguimos aproveitar o café da manhã e depois fomos a tão famosa Playa Sirena. Confesso que a minha expectativa x realidade estava altíssima e acabei me decepcionando um pouco. As fotos ficaram lindas, mas dentro do mar não era nada demais. Acho que é porque conheço San Blás e San Andrés e meu nível de exigência aumenta um pouco, mas para quem nunca foi nesses lugares vai adorar. Ficamos lá até umas 15:00 e voltamos para o hotel de ônibus. A noite eu e Camis assistimos algumas apresentações que estavam acontecendo no hotel e a Ana um pouco melhor, foi dormir. Gorjeta ao carregador do hotel - 2CUC Cartão internet (1 hora) - 1CUC 29/12 - Cayo Largo - Havana Aproveitamos esse dia para desfrutar das dependências do hotel, já que não achamos a Playa Sirena tão espetacular assim. Ficamos na piscina e tomamos muita piña colada e almoçamos por lá. Para almoçar no restaurante mais legalzinho somente com reserva no dia anterior e almoçamos no self-service em que a comida era bem ruinzinha. Fizemos o check-out por volta do meio dia e deixamos nossos mochilões na recepção e continuamos aproveitando o hotel e depois eles nos cederam um quarto para tomar banho. Esperamos o ônibus nos buscar por quase uma hora e o rapaz da recepção ligou para eles e simplesmente esqueceram de nos buscar. Que beleza! Eles passaram em menos de 10 minutos e nos deixaram no aeroporto. O voo de volto teve muito mais turbulência do que na ida. Chegamos em Varadero por volta das 18:30 e havíamos combinado com um taxista para nos buscar as 19:30 pelo preço de 80CUC. Esperamos até o horário e nada dele aparecer! Tentamos pegar um táxi, mas estavam todos cheios e fui negociar uma van que estava indo a Havana. O motorista disse que cobraria 30CUC por pessoa e achei caro. Nisso a Ana estava negociando com outro cara e ele cobrou 20CUC por pessoa, mas era com a mesma van que negociei. Achei estranho, mas fomos! Havia umas 11 pessoas desconfortáveis na van e a viagem deve ter durado quase 3 horas (não me lembro). Na hora de deixar as pessoas, percebi que estava acontecendo algo em relação ao pagamento e tinha certeza que o cara estava cobrando 30CUC e não 20CUC. Agora vem a confusão! Ele nos deixou na casa do Oscar e pagamos 60CUC pelas 3 e ele disse que era 90CUC e que ele havia me falado esse preço. Ele me falou e eu não concordei e outro cara falou para Ana que era 20CUC e por isso fui com ele. O motorista e a Ana começaram a discutir e ele ameaçou chamar a polícia e ela disse que ele poderia chamar. A viatura chegou em menos de 10 minutos e ele contou a sua versão a eles e nós contamos a nossa. O engraçado é que havia um casal de poloneses e ele cobrou 20CUC de cada. Por que?? Só Deus e o motorista que sabem! Ficamos ali discutindo por pelo menos 20 minutos e fomos a atração da rua do centro de Havana! Após muita discussão, chegamos a um acordo! Eu e a Camis pagaríamos 30CUC e a Ana 20CUC. Que confusão! E ainda perdemos a oportunidade de ir a delegacia de Havana! hahaha Cartão internet (1 hora) - 2CUC Van zoada de Varadero a Havana - 30CUC 30/12 - Havana Agora sim teríamos tempo para conhecer Havana! Como estávamos no centro dela, conhecemos grande parte da cidade caminhando. Fomos até o Museu da Revolução e ficamos um bom tempinho conhecendo mais sobre sua história e a importância dela aos cubanos. Depois caminhamos pela Havana Vieja e achamos um restaurante legalzinho pra almoçar e para alegria da Ana, havia água importada e ela conseguiu beber! 5 diárias - 50CUC Café da manhã na casa - 3CUC Museu da Revolução - 8CUC Almoço - 10CUC Mini pizza - 0,50CUC Sorvete - 0,30CUC Jantar - 10CUC 31/12 - Havana Nosso objetivo era conhecer o museu do rum, mas ele estava fechado devido ao ano novo e ficamos no Havana Club ao lado assistindo as apresentações. Depois caminhamos mais um pouco e descobrimos um bar/restaurante que servia torre de chopp. Óbvio que paramos e tomamos uma, pois fazia muito calor nesse dia. Andamos bastante pela Orla de Havana (Vedado) e fomos até a famosa sorveteria Copélia, que ao meu ver, não é nada demais. Descobrimos um lugar ali próximo que vendia cachorro quente a 0,50CUC e foi o nosso almoço do dia. Antes de voltar para casa, decidimos jantar, pois a maioria dos restaurantes fechariam para a "ceia" e era preço fechado por no mínimo 50CUC. Comemos um camarão e depois voltamos para casa. Por volta das 23:00 saímos para procurar algum bar para passar a virada mas a maioria estava cobrando o preço fechado. Encontramos um que não cobrava e havia lugares ainda. Pedimos uma garrafa de vinho e não comemos nada. Quando o relógio marcou meia-noite, todos se levantaram para os cumprimentos e aguardávamos alguns fogos, quando de repente ouvimos um grande estrondo ecoando e eram tiros de canhão!!!! OMG! Uma moça que trabalhava no aeroporto em Varadero havia me falado que diariamente as 21:00 aconteciam esses tais tiros e queríamos muito ver. Eis que fomos surpreendida com essa agradável surpresa! Não poderia ter sido melhor! Para comemorar mais, pedimos mais uma garrafa de vinho e na volta paramos para comprar uma pizza baratinha. Café da manhã na casa - 3CUC Chocolate para beber - 1,15CUC Torre de chopp Plaza Vieja - 12CUC (dividido em 3) Sorvete Copélia - 2,70CUC Jantar (camarão) - 11CUC 2 garrafas de vinho chileno - 57CUC (dividido em 3) Pizza + refri - 2,50CUC 01/01 - Havana Por ser feriado, muitas atrações estavam fechadas e optamos por pegar um táxi coletivo ate a Plaza de la Revolución. Vimos essa praça quando estávamos indo do aeroporto ao centro. Lá há uma imagem do Che e Fidel. Chegando lá um guarda nos informou que no dia seguinte ocorreria um desfile em comemoração a revolução, em que milhares de cubanos costumavam participar. Na volta optamos por ir andando e conhecer mais um pouco desse pedaço da cidade. Foi uma caminhada e tanto! Cafe da manha na casa - 3CUC Táxi coletivo - 1CUC 2 cachorros-quentes + 1 refrigerante - 1,50CUC 1 agua 500ml - 1CUC 1 agua 1500ml + 1 cerveja - 2,65CUC 1 pizza + 1 refrigerante - 2,50CUC 3 charutos - 13CUC 02/01 - Havana Acordamos bem cedo e fomos caminhando até a Plaza. Foi quase uma hora de caminhada, mas o guarda nos informou o horário errado e chegamos quase no final. Vimos muitas pessoas fardadas e muitas carregando a bandeira de Cuba ou com o rosto de Fidel. Quase fomos atropeladas por uma, já que entramos no meio da multidão. Voltamos para casa andando e a Ana terminou de arrumar as coisas dela, pois ela voltaria ao Brasil antes de nós. Não estava me sentindo muito bem, com dores no corpo e uma moleza, mas nada que me impedisse de fazer as coisas. O táxi pegou a Ana e fomos almoçar. Depois descansamos, pois me sentia muito cansada! Andamos mais um pouco por Havana Vieja e comemos algo a noite. Café da manhã na casa - 3CUC Chocolate para beber - 1,60CUC Almoço (frango, refrigerante e sorvete) - 5CUC Agua 1500ml - 2CUC Garrafa rum pequena - 2CUC 03/01 - Havana - Lima Acordei muito mais muito mal. Estava com febre e certeza que era gripe. A senhora que trabalhava na casa me deu uns remédios e disse que iria expelir a febre. Fui com a Camis comprar mais algumas lembrancinhas e comecei a transpirar demais a ponto da minha blusinha ficar toda molhada! Bendito remédio milagroso! hehehe cheguei na casa e corri pro banho e melhorei 80% do que estava. Terminamos de arrumar as coisas, almoçamos e o taxista nos buscou no horário combinado. No aeroporto filas como sempre! Fila na LATAM, no raio x e na imigração. O nosso voo saiu no horário certinho! Adios Cuba! Chegamos em Lima quase as 22:00 e não precisamos pegar nossos mochilões. Fiz a burrada de trocar dólares por sol, pois o taxi e o hostel aceitam dólar. O hostel era tão perto do aeroporto que era possível ir andando. Ficamos no B&B Cusing Wasi e pegamos um quarto duplo e era super confortável, com uma cama boa, chuveiro bom e internet rápida! Capotamos! Café da manhã na casa - 3CUC Táxi Casa Oscar ao aeroporto - 25CUC (dividido em 2) Táxi Aeroporto Lima ao Hostel - 12USD 1 diária quarto duplo - 30USD 04/01 - Lima - São Paulo Tomamos café da manhã com pão, manteiga, queijo, ovos, suco de laranja natural, café e leite. Caminhamos cerca de 15 minutos até o aeroporto e aguardamos o nosso voo. O serviço de bordo estava ótimo com canelone de ricota e um bolo gostoso com recheio de doce de leite. Creio que os aviões da TAM sejam melhores que da LAN, pois havia monitor individual e a Ana que voo de LAN não tinha e serviram um sanduíche zoado. Fizemos um voo tranquilo e chegamos em GRU no horário previsto! FIM de mais uma trip e até a próxima!
  5. Mochileiras e mochileiros, estive em Cuba por 16 dias em outubro/novembro de 2017 e retorno aqui com algumas informações e dicas dos locais por onde passei. Meu objetivo inicial era passar uns 20 dias e ir até Baracoa, mas veio o furacão Irma, alguns cayos foram fechados, surgiu a insegurança de como estaria Cuba.. E resolvi diminuir meus dias e também o roteiro. No final o roteiro realizado (e que foi sendo feito durante a própria viagem) foi: 19/10 – Rio – Havana 20/10 – Havana 21/10 – Havana 22/10 – Havana 23/10 – Havana – Vinãles 24/10 – Vinãles 25/10 – Vinãles – Trinidad 26/10 – Trinidad 27/10 – Trinidad 28/10 – Trinidad 29/10 – Trinidad – Varadero 30/10 – Varadero 31/10 – Varadero 01/11 – Varadero – Havana 02/11 – Havana 03/11 – Havana – Rio Transporte Fui para Cuba pela Copa, com parada no Panamá, tanto na ida quanto na volta. Escolhi a Copa, pois eram as escalas mais curtas, 1h e meia na ida, 47 minutos na volta. Paguei aproximadamente R$2.380,00. Para me deslocar pelas cidades usei tanto a Via Azul quanto taxi coletivo. Dentro de Havana utilizei o ônibus comum e as “maquinas”. Explico melhor no relato como, onde e o valor dos transportes utilizados em Cuba. Tarjeta Turística (visto) Comprei no aeroporto, na hora do check in. Antes eu já tinha feito contato com a Cia aérea e me informaram que era só comprar, por 20 dólares, no próprio aeroporto aqui no Rio de Janeiro. Moeda Levei euro e nos 16 dias gastei um total de 780 euros. Realizei a troca de moeda no aeroporto, em Trinidad e, no fim da viagem, em Havana, diferença mínima de valores. Não entendo miuto de cambio, vou colocar aqui a informação que consta no comprovante de cambio do valor da troca Euro – CUC. Valor no aeroporto, na casa de cambio na área externa do aeroporto – 1,138 Valor em Trinidad, casa de cambio perto da praça onde tem a câmara de vereadores – 1,126 Valor em Havana, na calle Obispo – 1,130 Irei falar sobre os gastos durante o relato. Seguro saúde e vacina contra febre amarela O seguro eu não fiz e não foi pedido em nenhum momento. Acabei tendo um problema odontológico durante a viagem e fui a uma policlínica em Vinãles, onde fui atendida muito bem e paguei em CUC os custos da consulta e do procedimento realizado, além de apresentar o passaporte para preenchimento de alguns papéis. A carteira de vacina internacional com comprovante da febre amarela foi solicitada no aeroporto. Façam! Segurança Realmente Cuba é um país muito seguro, andei sozinha pelas ruas em diferente horários e me senti segura a todo momento. A única parte bem ruim é que os cubanos são extremamente machistas e nos cantam a todo o momento Hospedagem Eu fiquei em casa particular, o que acho a melhor opção, além do valor ser menor, vc convive com os cubanos. Tive uma dificuldade em me comunicar por e-mail com as casas, tive o auxílio de uma cubana, Irina, que fez contato comigo aqui no mochileiros. Quem quiser maiores informações só me chamar no privado que explico melhor como foi essa questão da hospedagem. Política e Revolução Não vou comentar muito sobre, pois não é o objetivo do site. Mas os cubanos são muito abertos a conversar sobre política e opinar sobre o regime cubano. A segurança, saúde e educação são o grande orgulho do país, com toda razão. Há também algumas críticas, mas isso acho que vale a pena ir, conversar e tirar sua própria conclusão. Cuba foi uma grata surpresa. Visitem!
  6. Em maio de 2017, eu e uma amiga viajamos 22 dias pela Ilha. Fomos para Havana (03 noites), Varadero (04 noites), Santa Clara (02 noites), Santiago (02 noites), Trinidad (02 noites), Ciefuegos (02 noites), Viñales (02 noites) e, por fim, voltamos para Havana (04 noites). Fotos: https://www.instagram.com/despacito_en_cuba/?hl=pt-br Curso de Espanhol: da próxima vez que for à Cuba, quero fazer duas semanas de aula na Universidade de Havana. Eles tem cursos de espanhol e de cultura cubana para estrangeiros: http://www.uh.cu/cursos-de-espanol Hospedagem: Ficamos em casas de família (+- 20 CUC/noite/quarto). Saímos do Brasil com quase tudo reservado. Grande erro. Em baixa temporada, é possível encontrar boas casas sem reservar antecipadamente e negociar o preço. https://www.mycasaparticular.com https://www.airbnb.com.br/ Alimento: Na maior parte da viagem, comemos em restaurantes populares, pagando em moeda nacional (+- 2CUC/noite/prato). Seguro viagem: Fizemos um aqui no Brasil e não nos foi solicitado em momento algum, porém, uma amiga precisou se internar no hospital por uma crise de bronquite e foi necessário para cobrir os gastos (sim, os hospitais, para os cubanos, não é pago, mas nós não contribuímos com o sistema e precisamos pagar pelos serviços). 1. HAVANA Em trinta de abril, chegamos à Havana para participar, no dia seguinte, do 01º de mayo. Milhares de cubanos nas ruas. Caminhamos em paz, sem a polícia nos amedrontando com seus carros e cavalos a empurrar os manifestantes e sem suas armas em punho apontadas para a multidão. Trabalhadores, crianças e estrangeiros com cartazes repletos de mensagens pedindo o fim do bloqueio, exaltando seus líderes e suas conquistas revolucionárias. Ficamos em casas de família e isso nos indaga até hoje. Como conviver com o fato de pagarmos 20 CUCs por noite quando o salário médio é de 18CUCs? Ouvimos que o governo pretende regulamentar a hospedagem particular para evitar que se crie uma grande disparidade social, o que tem ocorrido muito com as atividades ligadas ao turismo. Os cubanos são especiais. Todos querem conversar, sem pressa, sem o tempo do capital que nos isola e nos escraviza. São abertos, curiosos, adoram ouvir, falar sobre suas vidas e sobre a história de seu país. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. Saudade das cores, da vida pulsante nas ruas, da música que se ouve em cada esquina.... Em todos os prédios há placas em homenagem aos mortos que lutaram pela Independência e pela Revolução e até as notas de CUPs são estampadas com seus heróis. Todos sabem dizer quem são e o que fizeram pelo país. PASSEIOS Caminhar sem destino por Havana Vieja é viajar no tempo e sentir o paradoxo que Cuba nos traz o tempo todo. MUSEUS Visite os museus todos (o de Bellas Artes, o da Revolução, da África...) e converse, pergunte, questione. Os cubanos adoram conversar, contar sobre suas vidas, suas histórias. Conversar é uma ótima chance de entender o que foi a Revolução e como é o dia-a-dia das pessoas. Em geral, quem tem contato direto com o turista tende a apresentar uma realidade diferente das pessoas que estão fora deste circuito. MÚSICA Infelizmente, em maio a FAC (fábrica de arte cubana) estava fechada. Verifiquem se estará aberta quando forem, dizem que é maravilhosa!!!!! Vá ao Bodeguita del Medio e, se puder, conheça o músico Alessandro. Pessoa doce e inteligente. Diga que brasileiras nipônicas mandaram abraços. Dance e ouça son pelas vielas de Havana Vieja. Num bar pequeno (se não me engano, o The Tavern), descobrimos a banda "Andy´s son". Simpáticos e talentosos. Ouça jazz no La Zorra y El Cuervo e, por sorte, também, descobrimos em um restaurante bem pequeno, no meio de Havana Vieja um trio de mulheres tocando jazz. Lindo! No primeiro dia de viagem, acabamos caindo na conversa de uma cubana que nos disse que haveria um show com alguns integrantes do Buena Vista em comemoração ao Primeiro de Maio. Fomos e o show, apesar de muito bom mesmo sem os integrantes do grupo, foi bem turistão, num prédio antigo super bonito: Sociedad Cultural Rosalia de Castro. FREE WALKING TOUR No último dia do retorno à Havana, fizemos o walking tour pro fechamento da viagem. Recomendo. Os meninos são bem preparados e é muito interessante acompanhar os europeus e americanos descobrindo o que foi a Revolução. LIVRARIAS Havana tem muitas livrarias e uma feirinha incrível de livros, discos e bottoms históricos perto da Plaza de Armas. Dicas: livros de fotografias são bem mais baratos que no Brasil. VARADERO Fomos para Varadero. Reservamos um apartamento, bem longe dos resorts, num bairro residencial, sem a loucura do turismo. Foi uma das nossas melhores escolhas. Lá, pensei que havia perdido meu passaporte, o que me fez passar um dia na delegacia e conhecer seu funcionamento. A cidade toda se pôs a nos ajudar, os vizinhos abriam suas casas para conversarmos e tomarmos café, saíam pelas ruas a procurar o documento e, quando passávamos, queriam saber se já o havia encontrado. DANÇA Em Varadero, saíamos para dançar. Fomos as três noites à Calle 62. Um palco ao ar livre em que uma banda toca ao vivo. Turistas e cubanos se misturam e dançam a noite toda! Não fomos à Casa de La Música, pois é uma casa fechada, estilo balada. COMO CHEGAR Fomos de táxi compartido de Havana (20 CUCs por pessoa). SANTA CLARA Visitamos, na cidade, a Federação de Mulheres Cubanas. Lá, conhecemos o trabalho da Vilma Espín, esposa de Raul, que lutou na Sierra e coordenou a implementação dos direitos das mulheres durante a Revolução. Hoje, seu trabalho é continuado por sua filha Mariela, que milita junto à comunidade LGBT de Cuba. Aprendemos sobre as creches e escolas cubanas, sobre a licença maternidade, que, também, pode ser estendida aos avós ou ao pai. MARAVILHOSAS! Conhecemos uma farmacêutica que havia participado de uma missão na Venezuela e nos contou suas impressões e o quão importante é conhecer os rincões de miséria do mundo para que as gerações atuais vejam Cuba e entendam seu sistema. Isso nos foi falado por mais de uma pessoa e, perplexas, ouvimos caladas sobre como foi a recepção brasileira aos médicos cubanos. Há uma escola em Santa Clara em que são ensinados idiomas para os trabalhadores. Conhecemos o Professor Mário, que dá aulas de português. Simpático e curioso. Se puderem, vão até lá e assistam uma aula. HOSPEDAGEM Reservamos uma casa pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/15561338 Os proprietários desta casa são um engenheiro e uma médica. O casal tem uma visão diferente sobre o socialismo. Ele, engenheiro, e quem cuida do turista, é contra o regime. Ela, médica e professora, a favor. COMO CHEGAR Fomos de ônibus, Via Azul, de Varadero (+- 200km - 3 horas de viagem). PASSEIOS - Memorial e Museu do Che: imperdíveis. Há uma livraria na entrada, com muitos livros sobre a revolução. Quando fomos, tive uma conversa de longa e imprescindível com o vendedor, que me falou sobre seu dia-a-dia, sobre o funcionamento dos CDRs e da Federação de Mulheres Cubanas, contou-me sobre as eleições e seu cotidiano. (http://www.parlamentocubano.cu/index.php/x-cuba-aplicacion-movil-para-android/) Nossa lógica de candidaturas políticas pelo marketing é completamente absurda para eles, que tem representantes de bairros, zonais, distritais... - Monumento à Tomada do Trem Blindado - Estátua do Che y el niño e Loma del Capiro Vale a pena ir à Loma del Capiro e estudar sobre o monumento. Quando fomos, o pintor Michael estava por lá e nos contou a história da tomada da Loma, seu significado e batemos um papo sobre Brasil, Rússia, Cuba... SANTIAGO DE CUBA HOSPEDAGEM Reservamos uma pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/8591172 Casa grande, arejada e localização boa. COMO CHEGAR Fomos de ônibus, Via Azul. A viagem de Santa Clara a Santiago é longuíssima. Quase 12 horas!!!! Se puderem, façam uma parada em alguma cidade intermediária. ONDE COMER Em todas as cidades procuramos comer nos locais mais populares e frequentados por cubanos, gastando, no máximo, 2 CUCs. Aqui em Santiago, decidimos almoçar em um restaurante de frutos do mar e não nos arrependemos! Recomendo o Thoms Yadira Restaurant. MARAVILHOSO e o preço não é caro! https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g147273-d12507816-Reviews-Thoms_Yadira_Restaurant-Santiago_de_Cuba_Santiago_de_Cuba_Province_Cuba.html PASSEIOS - Cemitério Santa Ifigênia: onde estão enterrados Fidel, José Martí e os combatentes do Quartel Moncada. - Centro Histórico de Santiago - Plaza del Céspedes - Museu Bacardi - Casa Diego Velazquez - Catedral Nossa Senhora da Assunção - Museus Fomos ao museu do Carnaval, ao Museu Bacardi e ao Museu da Luta Clandestina. Valem a peNa a visita e solicitem sempre um guia! Se tiverem sorte, haverá músicos no museu do Carnaval fazendo um som! - Cuartel Moncada y Hospital Militar Em Santiago, não se pode deixar de visitar o Hospital Militar e, ao seu lado, o Cuartel Moncada, cuja tomada deu início à Revolução de 1959. - Livrarias e Galerias de Arte Infelizmente, a livraria Escalera estava fechada nos dos dias em que estivemos em Santiago. Dizem que é linda, com as paredes repletas de livros e cheia de raridades. Nas nossas andanças pela cidade, conhecemos uma galeria de arte, bem próxima ao Museu do Carnaval. As obras de "Ache" estão lá expostas e contam as histórias de Alejo Carpentier. Vale a pena a visita e a conversa! Em todas as cidades que visitamos fizemos as visitas nos museus com guias, que são preparadíssimos. Antropólogos, historiadores e profundos conhecedores do seu país e da sua arte, cujo trabalho é valorizado pelo Estado e pela sociedade. Voltamos com muitas cartas para escrever e com a vontade de voltar. TRINIDAD COMO IR Santiago a Trinidad, fomos de Via Azul, durante a madrugada. Viagem longa. 10 horas, aproximadamente. PASSEIOS Trinidad é um charme! Ruas de pedra e construções coloridas, bem conservadas. Galerias de arte por todo canto e muita música. Se derem sorte, poderão ver os artistas pintando em seus ateliês. MUSEUS Na Plaza Mayor estão localizados diversos museus: - Museu Romântico: Antigo palacete, onde é possível ver afrescos originais e móveis da época. - Museu de Arqueologia: Objetos de pedra, cerâmica e ferro narram a história de Cuba. Vale a pena bater um papo com a diretora do local sobre a Revolução e o que esta modificou na estrutura social de Cuba, principalmente, em relação aos negros! - Casa de Rafael Ortiz Exposição de artes e uma vista maravilhosa da cidade. - Torre da Igreja de San Francisco Bela vista da cidade. - Museu da Lucha contra Bandidos Um pouco mais sobre a história de Cuba e as inúmeras tentativas americanas de colonizar a Ilha. MÚSICA Por todo lugar, ouve-se música. Afrocuban jazz, rumba, son, salsa. Fomos a um restaurante pequeno, numa rua qualquer, e lá ouvimos bossa nova! Há, também, o Palenque de los Congos Reales, que, no dia, assistimos a uma apresentação de música tradicional cubana. E, à noite, dançamos salsa e ouvimos uma banda ao vivo nas escadarias da Casa de la Musica. Trinidad é uma delícia de cidade. Gostaríamos de ter ficado mais tempo! CIENFUEGOS Em Cienfuegos, visitamos o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Tivemos uma sorte enorme de conhecermos Miriam, uma mulher incrível, poeta e que leu um poema escrito por ela em homenagem a Che Guevara para Chávez. Cienfuegos foi a cidade dos encontros. Nos hospedamos na casa de duas professoras aposentadas fofíssimas! Milhares de livros sobre a Revolução e móveis que pertenceram aos seus bisavós! Entusiastas e conscientes das mudanças sofridas em Cuba. Em sua casa, diversas homenagens pela participação ativa na formação de crianças e na atuação nos CDRs em prol da construção de uma sociedade melhor. ONDE FICAR RECOMENDADÍSSIMAS: https://www.airbnb.com.br/rooms/16749933 Esta é a casa de Gladys e Miriam: COMO CHEGAR Fomos de táxi compartilhado. A viagem de Trinidad a Cienfuegos é curta, porém, se decidirem ir de ônibus, comprem os tickets assim que chegarem!!!! As passagens esgotam rapidamente. PASSEIOS Fomos para a cidade no feriado do dia das mães, logo, pegamos a cidade vazia e tudo estava fechado. Caminhamos pelo centro, visitamos os prédios e os museus, que nos decepcionaram bastante. As guias quase nada explicavam e, muitas vezes, fingiam que não havia visitantes. - Teatro Tomás Terry Infelizmente, o teatro não está bem conservado, porém, vale a visita. - Sorveteria Coppelia Tradicional sorveteria cubana e com ótimo preço (pago em CUP). - Caminhe pelo Malecón de Cienfuegos. Quase ao final, visite o Palácio do Valle, cuja arquitetura tem forte influência árabe e, de lá, assista ao pôr-do-sol. Belíssimo! Ao lado, há o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Se tiverem sorte, serão recepcionados por Miriam, uma mulher incrível, poeta e que te contará como foi a recepção da comitiva venezuelana. - Punta Gorda A vista e o caminho até lá são bem bonitos, porém, nos decepcionamos com o lugar. Muito cheio e não nos pareceu que a água seja limpa. VIÑALES Dormimos duas noites em Viñales. Cidade com muito verde, casas coloridas, cavalos e céu espetacular. As fazendas, antes pertencentes a poucas famílias, com a Revolução, passaram a pertencer a pequenos agricultores após a Reforma Agrária. Vá até o mirante e, de lá, observe o sol se pondo atrás dos mongotes ouvindo os passarinhos. Infelizmente, não tivemos mais tempo para outros passeios. Porém, se tiverem, dizem que os Cayos são lindos, assim como alugar uma bike e ir para as cavernas! MÚSICA Pague dois CUCs e vá dançar na Casa de La Música. Cuba nos deixou com o sonho de que, sim, podemos viver em um país em que o tempo de vida é determinado por aquilo que nos dá prazer, pelo conhecimento do outro, pelo tempo do estar junto e de se formar como ser humano, pensante, musical, culto e altruísta. O povo cubano é consciente do que vive. Nos davam aulas de história sobre seu povo, sobre o orgulho de terem sempre lutado, por sua independência, pela Revolução e pela manutenção desta. Logo que chegamos, havia em todas as ruas papéis convocando a população para a Assembléia de Prestação de Contas dos CDRs. A questão do regime é controversa. A impressão que tivemos foi a de que muitos dos que vivem em contato com o turista já não são mais a favor do socialismo, talvez, por pensar que, caso implementado o capitalismo, seriam como essa porcentagem mínima que consegue ter a grana necessária para viajar e ter acesso a bens de consumo, já que a miséria do capital não chega até eles. A maior parte das pessoas que conversamos fora do roteiro turístico é a favor do regime e consciente das conquistas deste. Cuba nos mostrou o quão desumano é ser criado sob o capitalismo. Vivenciamos e nos percebemos formadas sob a cultura do medo em oposição à beleza e à liberdade da vida cubana, que não tem medo do outro, que ocupa suas ruas e cria suas crianças livres. Que as escolhas profissionais podem e devem ser feitas por prazer, por aptidão. Hoje, voltamos (e vivenciamos) com a certeza de que a formação do homem sob o socialismo o torna mais humano, mais solidário e empático. Viva Cuba! Dicas finais: - Cuba toda é muito segura! - CONVERSEM! Conversem com todas as pessoas que puderem. Desde os proprietários das casas, os garçons, os guias dos museus, as pessoas que sentam ao seu lado nas praças, com os taxistas. Os cubanos, em geral, são abertos, curiosos e adoram ouvir e falar sobre suas vidas. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. - alugamos uma bicicleta pra nos locomover de Havana Vieja a Miraflores. Conhecemos muitas ruas e bairros diferentes. Foi intenso, diferente, porém, os habaneros não estão acostumados com ciclistas. - negocie tudo! - ande com CUCs (pesos convertibles) e CUPs (moneda nacional). - se possível, leia todo os dias que estiver em Cuba os jornais. - procurem a Casa de la Musica da cidade. Em geral, a programação é ótima e os prédios, históricos e bem conservados.
  7. Olá, Compartilhamos o relato da viagem que eu e Pedrada fizemos a Cuba, com breve parada na Cidade do Panamá. Viajar para Cuba era um sonho antigo e a concretização desse sonho superou todas as expectativas! Procuramos conhecer os cubanos e saber como vivem e o que pensam da vida em Cuba. Fizemos um exercício diário e constante de “relativização”, diante dos paradoxos, surpresas e, claro, do questionamento de conceitos tidos como “óbvios” para a maioria de nós: "liberdade", "ser livre", "qualidade de vida", "direitos humanos, "democracia"...Saímos de lá com a certeza de que qualidade de vida é bem diferente de poder aquisitivo ou possibilidade de consumir supérfluos...Saúde e educação públicas e de qualidade, segurança, casa própria, são coisas muito caras na nossa “democracia capitalista”. Enfim, eis apenas algumas impressões, mas o nosso intuito não é debater política aqui e, sim, ajudar a quem também deseja conhecer Cuba, esse país incrível! Em anexo está um roteiro com dicas de lugares para conhecer, endereços, horários, valores e outras informações úteis. Ao final de cada dia estão os gastos – todos os valores são para duas pessoas. Qualquer dúvida, estamos à disposição. Roteiro-Dicas Cuba - Consolidado.doc *Gastos prévios: - Passagens Brasília – Havana – Brasília (Copa Airlines): R$ 3.984,34 - Táxi casa – aeroporto: R$ 35,00 - Tarjetas turista: R$ 70,00 (U$ 40,00) *Câmbio: Euro 1,00 = R$ 2,39 (incluindo as taxas do BB) US$ 1,00 = R$ 2,17 (incluindo as taxas) HAVANA (21 a 25/02) Dia 1 – 21/02 (terça): - Vôo da Copa Airlines: saída de Brasília, às 6hs40min, com breve conexão na Cidade do Panamá e chegada em Havana, às 14hs27min. - No aeroporto de Havana foi tudo tranquilo: alguns cães farejavam as bagagens que passavam pela esteira, passamos rapidamente pela imigração e nos cobraram somente os passaportes e as “tarjetas turista”. Há uma casa de câmbio no saguão e aproveitamos para trocar uma quantia de Euros por Pesos Convertíveis – CUC. Tomamos o táxi previamente contratado pela agência Cuba Accommodation. - Hospedagem: Casa Los Balcones de Isabel – Calle Consulado, 152 entre Colón y Trocadero, Centro. Pagamos CUC 30,00 pelo quarto com banheiro privado. O café-da-manhã custava CUC 4,00 e a janta custou entre CUC 10,00 e 12,00 (por pessoa). O apartamento fica no segundo andar de um prédio recém restaurado, é muito bonito e confortável, muito limpo, tem ótima localização (a duas quadras do Paseo del Prado, próximo ao Capitólio, Malecon e Museu da Revolução; está no Centro, mas a dois passos de Havana Velha), o café-da-manhã e a janta são muito bons, e a proprietária é muito gentil. O barulho da rua pode incomodar um pouco e, para quem tem sono leve, recomendamos levar um tampão de ouvido. Tem dois quartos disponíveis para alugar. Contatos - Tel.: (+53) 7860-1843 e e-mail: [email protected] (para reservas direto com Isabel). - Primeiros passos em Havana: Paseo del Prado, Capitólio (está fechado para restauração), Parque Central, Calle Obispo, Plaza de Armas, Malecon... - Jantar no restaurante Lluvia de Oro, na Obispo: arroz, pescado, camarão ao molho, mojito e cerveja Bucanero. Comida razoável. *Dicas importantes: - Para entrar em Cuba é preciso apresentar a “tarjeta turista”, que pode ser comprada no guichê da empresa aérea e custa U$20,00. Compramos as nossas no momento de despachar as bagagens e pagamos em Reais. - O Seguro Saúde, a quem interessar ou se cobrarem na imigração, pode ser adquirido no aeroporto de Havana, por um custo de 2,50 CUC/dia. - Leve Euros para Cuba. Lá há duas moedas correntes: o CUC (peso convertível – equivalente ao valor do dólar) e o CUP (peso cubano) – 1 CUC equivale a 24 CUP. - A grande pedida é a hospedagem nas chamadas “casas particulares”: são casas de cubanos com licença para alugar quartos para turistas. Uma ótima maneira de conviver com os cubanos e conhecer um pouco da sua cultura - Fizemos a maioria das reservas nas casas particulares por meio da agência Cuba Accommodation. No site é possível ver fotos e descrições de casas em várias cidades de Cuba. Nosso contato era Alain Tamaio, sempre muito solícito: enviou voucher com as datas, valores, endereços e telefones das casas, e nos ajudou com outras dicas – http://www.cubaccommodation.com. E-mail do Alain: [email protected] - No http://www.tripadvisor.com.br também tem fotos e comentários sobre as casas particulares em Cuba. - Vale a pena comprar um mapa da cidade no Centro de Informações Turísticas, no início da Calle Obispo. - A melhor maneira de conhecer Havana é caminhando, então caminhe bastante! Havana, assim como as outras cidades que conhecemos em Cuba, é muito segura (aliás, o fato de não ser uma sociedade armada faz toda a diferença) :'> *Câmbio: 200,00 Euros = 254,35 CUC (ou 1,00 Euro = 1,27 CUC) *Gastos: - Táxi aeroporto – centro: CUC 30,00 - Mapa: CUC 2,00 - Água 5 l: CUC 2,90 - Janta + 1 mojito + 1 cerveja + gorjeta: CUC 17,00 Total do dia: CUC 51,90 Dia 2 – 22/02 (quarta): - Desayuno na Casa de Isabel: frutas, suco, café, leite, bolachas, manteiga e ovos mexidos (nos outros dias, também teve pão e iogurte). - Caminhada pela Paseo del Prado, bastante arborizada e rodeada de edifícios antigos, até o Malecon, ponto de encontro de cubanos, músicos, pescadores, turistas e os famosos “jineteros”. - Visita ao Museu da Revolução e Memorial Granma (Calle Refugio, 1 entre Monserrate y Zulueta): excelente dica para quem deseja conhecer a história da Revolução Cubana, da construção e consolidação do socialismo em Cuba. - Perto do museu está o Edifício Bacardi, com um mirante e belíssima vista para a cidade. - Tarde caminhando pelas ruas de Havana Velha: Obispo, O'Reilly, Mercaderes, Amargura, Brasil. - Visita à Casa del Água Tinaja, em frente à Plaza de Armas: o proprietário, Sr. Pedro Pablo, recebe a todos com um sorriso no rosto e um copo de água fresca (ou vários copos!). A água é armazenada em jarros de cerâmica e o Sr. Pedro Pablo mata a sede dos visitantes gratuitamente, fica a critério de cada um deixar sua contribuição. - Recorrida pelas belas praças de Havana Velha: Plaza de Armas, da Catedral, de São Francisco de Assis e Plaza Vieja. - De volta ao Malecón: o cenário é ainda mais bonito ao entardecer, excelente para caminhar e fotografar. - Jantar na casa de Isabel (combinado previamente): salada, arroz com feijão, abóbora cozida, frango e arroz doce para a sobremesa. *Dicas importantes: - Existem alguns pequenos “golpes”comuns em Havana, aplicados pelos famosos “jineteros” (ou “caça-turistas”), por exemplo: 1) três jovens e simpáticos cubanos perguntam de onde somos, falam coisas super bacanas sobre o Brasil, perguntam se gostamos de charutos ou se gostaríamos de levar charutos para presentear os amigos e nos convidam para conhecer uma “cooperativa” de produtores de tabaco, que supostamente vende o mais puro e autêntico tabaco cubano, pelo melhor preço...nos levam até uma espelunca qualquer e vendem qualquer coisa, menos tabaco puro...quase caímos! 2) no Malecon, dois jovens simpáticos se aproximam, puxam assunto, dizem que gostariam de saber mais sobre a cultura do seu país e falar um pouco sobre a vida em Cuba; depois dizem que o melhor mojito de Havana, o “autêntico”, é preparado logo ali, em frente ao prédio aonde a Omara Portuondo passou a infância...te convidam para apreciar o mojito e pedem para pagar mojitos para eles...nesse caímos... na verdade, não chega a ser um “golpe”, já que foram bastante honestos ao dizerem que iriamos ao local para tomar o mojito e também pagar um mojito para cada um deles...tudo bem, sem problemas...mas não precisava inventar esse papo de prédio da Omara Portuondo e melhor mojito de Havana... *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - 2 jantas: CUC 20,00 - Museu da Revolução + permissão para fotografar: CUC 14,00 - Mirante do Ed. Bacardi: CUC 2,00 - Casa del Agua Tinaja: CUC 2,00 - Mojitos: CUC 6,00 - Outros: CUC 7,20 Total do dia: CUC 89,20 Dia 3 – 23/02 (quinta): - Desayuno regado a um bom papo com dois simpáticos franceses que também estavam hospedados na casa de Isabel. - Caminhada até a Plaza de La Revolución, no Bairro Vedado (percurso longo). - No caminho, nos deparamos com o Paladar San Cristobal (Calle San Rafael, 469), resolvemos entrar e conhecemos os simpáticos Carlos, cozinheiro e proprietário, que morou muitos anos no Brasil, e Sílvio, o recepcionista. Gostamos do ambiente, das pessoas e reservamos a janta. - Plaza de La Revolución: interessante para contemplar os rostos de Che Guevara e Camilo Cienfugos estampados em dois grandes edifícios. Em frente à praça está o Memorial Jose Martí, mas não entramos. - Mais uma caminhada até Nuevo Vedado, onde está a agência e terminal de ônibus turístico Via Azul. A idéia era comprar passagens para Santa Clara, mas a atendente nos informou que todos os ônibus estavam lotados até o dia 26/02. - Fomos até a Calle 23, a principal avenida de Vedado. Ali está o Centro Cultural Fresa y Chocolate e o Instituto Cubano del Arte y la Industria Cinematográficos – ICAIC, além da famosa sorveteria Copélia. Logo adiante está o Hotel Habana Libre, edifício emblemático, pois funcionou como quartel general da Revolução, em janeiro de 1959, quando as tropas rebeldes entraram em Havana. - Visita ao Hotel Nacional de Cuba: belíssimo prédio, incrível vista para o Malecon, belo pátio, com confortáveis sofás, ideal para recarregar um pouco da energia gasta após a longa caminhada. - Táxi até o Castillo del Morro, do outro lado da baía, com belíssima vista para Havana. Ali funciona um museu, mas não entramos. E também acontece o “canhonaço”, todos os dias, às 21hs. - Jantar no Paladar San Cristobal: imperdível! Tudo perfeito: o atendimento, o lugar (ambientes decorados com móveis e objetos antigos, parece um antiquário), a comida, a atenção do dono. De cara, Carlos já nos ofereceu o “cubierto” (pães e manteiga) de cortesia. Depois, ainda mandou uma pequena porção de croquetes, baião de dois e, para finalizar, uma dose de run: tudo por conta da casa! Carlos nos convidou para conhecer a sua cozinha, que é impecável: limpa, organizada e muito bonita. Ficamos realmente encantados com o lugar e com o tratamento dado pelo dono e funcionários, recomendamos! *Dicas importantes: - Para quem pretende ir a Santa Clara pela Via Azul: compre as passagens com antecedência ou reserve para o dia e horário desejado (o melhor é pedir para os donos da casa ligarem e fazerem a reserva). Outra possibilidade é dividir um táxi com outros turistas, pode sair por um preço vantajoso (na frente da Via Azul há vários taxistas oferendo seus serviços e outros turistas estarão por lá à procura de passagens). Optamos por pedir ajuda a Isabel, dona da casa, que conseguiu um transfer particular até Santa Clara. - O San Cristóbal serve almoço e janta. Não perca a oportunidade de trocar uma idéia com Carlos e Sílvio, são gente finíssima! Para a janta é bom reservar: 860-1705 *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - Sorvetes Copélia: CUC 3,00 - Água 500 ml: CUC 0,60 - Entradas Castillo del Morro: CUC 2,00 - Táxi Hotel Nacional – Castillo del Morro – casa: CUC 15,00 - Jantar no San Cristóbal (dois pratos + 1 guarnição + 2 cervejas + 1 mojito + gorjeta): CUC 31,00 Total do dia: CUC 89,60 Dia 4 – 24/02 (sexta): - Fomos ate a Real Fábrica de Tabacos Patargas, que fica logo atrás do Capitólio, e descobrimos que ficará fechada para restauração por três anos, somente a lojinha está funcionando. A produção de charutos foi transferida para outro local e quem deseja fazer uma visita guiada precisa pegar um táxi até lá (informações disponíveis na fábrica). - Logo atrás da Patargas está o Bairro Chino. - Passeio pelo Parque da Fraternidade, onde estão os bustos de vários libertadores de países das Américas. Em frente ficam vários carros antigos, charretes, coco-táxis e bici-táxis que circulam por ali. Para quem gosta de carros antigos, aí está um verdadeiro museu “a céu aberto”. - Caminhamos até a Estação Ferro-Carril e descobrimos que é possível ir de trem até Santa Clara, mas os trens não saem todos os dias. - Visita à Casa Natal de José Martí, bem próxima da estação (Calle Leonor Pérez, 314 entre Egido y Picota): muito simples, mas interessante, pois pudemos conhecer a história de José Martí. - Continuamos nossa caminhada por Havana Velha: na Calle Compostela com Jesus Maria está o Arco de Belém; na Calle Cuba está a entrada para o antigo Convento de Santa Clara; mais adiante está o Museu do Run, que também tem uma loja; de um lado do museu está o bar Havana Club e, do outro, o Dos Hermanos; em frente está a Capitania dos Portos e logo depois do Dos Hermanos está a Igreja Ortodoxa Russa. - Fomos até a Plaza San Francisco de Assis e encontramos uma cadeca para trocar alguns CUC por CUP – Pesos Cubanos. Com a moeda nacional aproveitamos para comprar pastéis recheados com goiabada (há muitos ambulantes vendendo pastéis, churros, croquetes, dentre outras coisas, tudo em Pesos Cubanos). - Na Plaza de Armas tem uma feira de livros e antiguidades que funciona diariamente: além de encontrar algumas relíquias, é ótimo para trocar idéias com os vendedores e aprender um pouco mais sobre a história de Cuba. - Chopp e “rumbia” no bar La Dichosa, na Calle Obispo. - Jantar na casa de Isabel, acompanhados dos amigos franceses: salada, arroz, feijão, inhame e lagosta! *Dicas importantes: - As casas de câmbio dos grandes hotéis trabalham apenas com Pesos Convertíveis – CUC. Para comprar Pesos Cubanos recomendamos a cadeca da Plaza San Francisco de Assis, pois as filas eram menores. - Vale muito a pena ter uma quantia de Pesos Cubanos e economizar bastante com alimentação: compramos pastéis, croquetes e deliciosas pizzas vendidas nas ruas ou em pequenos “quiosques” - Na Obispo, o que não falta são opções de bares com música ao vivo, muita rumbia e salsa da melhor qualidade *Câmbio: 500,00 Euros = 640,10 CUC (ou 1,00 Euro = 1,28 CUC) 5,00 CUC = 120,00 CUP (ou 1,00 CUC = 24,00 CUP) *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - 2 jantas: CUC 24,00 - Casa Natal de José Martí: CUC 3,00 - Visita ao vagão de trem presidencial: CUC 1,00 - Pastéis de goiabada: CUP 10,00 - Pizza: CUP 12,00 - Amendoins: CUP 20,00 - 2 Chopps: CUC 3,00 - CD: CUC 10,00 - Revista sobre Camilo Cienfuegos + broche + chaveiro: CUC 22,00 Total do dia: CUP 42,00 + CUC 101,00 Dia 5 – 25/02 (sábado): - Caminhada pela Paseo del Prado, visita ao belíssimo Gran Teatro de Havana (entrada livre) e parada no Parque Central para observar o movimento. - Transfer para Santa Clara (saída às 13hs30min). SANTA CLARA (25 a 26/02) - Chegada em Santa Clara, às 16hs30min. - Tínhamos uma reserva na casa particular La Autentica Pergola, de Carlos e Carmen, mas quando chegamos fomos informados de que não havia vaga e que iríamos para outra casa. Essa foi a única casa que não cumpriu com a reserva, foi realmente uma exceção e, por isso, não a recomendamos. - Hospedagem: Casa Família Gomez, de Maikel e Haydeé – Calle Independência, 112 entre Luis Estevez e Plácido. Pagamos CUC 25,00 pelo quarto com banheiro privado. O café-da-manhã custava CUC 4,00 e a janta custou CUC 8,00 (por pessoa). Casa gerenciada por um jovem e simpático casal, muito limpa e aconchegante, ótima localização, café-da-manhã e janta muito bons. Tem apenas um quarto disponível para alugar. Contatos - Tel.: (+53) 4220-7788 e e-mail: [email protected] (para reservas direto com os donos). Descobrimos que Maikel é irmão de Rafael, dono da casa reservada em Remedios, e foi uma ótima pedida ficar em casas de uma mesma família. - Caminhada por Santa Clara: Boulevard (rua somente para pedestres, exatamente onde está a casa particular); Parque Central Leôncio Vidal, local muito agradável, por ali também há alguns bares e restaurantes. - Próximo ao terminal de ônibus há um grande muro reservado às expressões de artistas locais. Local de manifestações políticas, como esta: - Jantar na casa particular: salada, carne de porco, arroz, feijão, inhame, banana frita e gelatina para sobremesa. - Show de jazz no Museu de Arte Decorativo: estávamos passando em frente ao Museu e um simpático senhor nos convidou para entrar e assistir o show. A banda era excelente, valeu a pena! :'> *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - Tranfer de Havana p/ Santa Clara: CUC 90,00 - Outros: CUC 8,45 - 2 jantas: CUC 16,00 Total do dia: CUC 152,45 Dia 6 – 26/02 (domingo): - Desayuno na casa particular: café, leite, suco de mamão, frutas, pão, manteiga e ovos mexidos. - Pegamos um moto-táxi (uma moto com uma pequena carroceria atrás) e combinamos com Hélio, o motorista, de fazer um tour pelas principais atrações de Santa Clara: Monumento e Museu Che Guevara, Loma del Capiro, estátua do Che com 'el niño' e Monumento ao Trem Blindado. - Primeira parada: Monumento ao Che, Museu e Memorial com os restos mortais de combatentes na Revolução Cubana. Vale muito a pena! A grande estátua, os escritos, as armas, as roupas, as fotos, a memória do que Che representou para a Revolução Cubana, sua relação com Fidel, Raul e Cienfuegos, seu ideal de ser útil à libertação de outros países latino-americanos, o sentimento de pertencer à América Latina, o início e o fim...tudo muito emocionante. - Segunda parada: La Loma del Capiro, local aonde se estabeleceu o acampamento da tropa comandada por Che. Ali tivemos uma verdadeira aula de história com Hélio: nos contou sobre a história da Revolução, sobre Santa Clara e sobre a vida em Cuba atualmente :'> . - Terceira parada: Monumento ao Trem Blindado (antes, uma breve parada em frente à estátua do Che com uma criança no colo, apenas para uma fotografia). Os vagões para visitação não abrem aos domingos, mas deu para tirar algumas fotos externas. - Nos despedimos de Helio e seguimos a pé. No caminho encontramos Reiner, um jovem cubano que conhecemos na noite anterior, e passamos as horas seguintes com ele, conversando, caminhando pelas ruas e praças de Santa Clara :'> . Passamos pela Estacão de Trens; pela praça com a estátua do Vaquerito, um dos mais importantes combatentes do grupo de Che Guevara; pela filial da sorveteria Copélia; pelo Parque Central; e paramos para tomar uma cerveja na lanchonete El Rapido. Por fim, comemos uma pizza na rua e nos despedimos de Reiner. - Saímos de Santa Clara umas 15hs e chegamos em Remedios cerca de 45 minutos depois. No caminho trocamos muitas idéias com o taxista, Juan. Ele nos contou que Santa Clara é uma importante cidade universitária, com uma população de aproximadamente 35 mil estudantes, distribuídos em cinco unidades universitárias; sugeriu alguns livros de escritores cubanos; e falou sobre os baixos salários em Cuba, o que considera ser o maior problema enfrentado pelos cubanos. REMEDIOS (26 a 29/02) - Hospedagem: Casa Colonial La Paloma, de Rafael e Iraida – Calle Balmaseda, 4 (em frente à praça central). Pagamos CUC 25,00 pelo quarto com banheiro privado. O café-da-manhã custava entre CUC 3,00 e 4,00 e a janta custava entre CUC 10,00 e 12,00 (por pessoa). Belíssima casa colonial, com a melhor localização (em frente à praça principal de Remedios), muito limpa, bons café-da-manhã e janta, donos muito amáveis, sempre com um sorriso acolhedor no rosto. Tem três quartos disponíveis para alugar. Contatos - Tel.: (+53) 4239-5490 e e-mail: [email protected] (para reservas direto com o casal). - Janta na casa particular: salada, sopa de legumes, arroz, lagosta, camarão, banana frita e goiabada para sobremesa. *Dicas importantes: - Conversar com os cubanos, especialmente nas cidades menores, é uma excelente oportunidade de compreender melhor o regime, a história e a cultura do país. Aprendemos muito com eles! - Para ir de Santa Clara para Remedios, além dos táxis particulares, há também a opção de ir até o terminal de ônibus municipal e tentar pegar um táxi coletivo, sai bem mais barato. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 Desayunos: CUC 8,00 - Tour por Santa Clara: CUC 10,00 - 2 cervejas + 1 refresco + 1 água: CUC 4,65 - 3 pizzas: CUP 26,00 - Táxi de Santa Clara p/ Remedios: CUC 25,00 - 2 jantas: CUC 24,00 Total do dia: CUP 26,00 + CUC 96,65 Dia 7 – 27/02 (segunda): - Desayuno na casa particular: café, leite, suco, pão, manteiga, queijo branco e bolacha caseira. - Praça de Remedios – foi nessa praça que passamos a maior parte do tempo, lá observávamos o tranquilo cotidiano dos moradores da cidade: os velhinhos fazendo a ginástica matinal, crianças brincando, mães com os filhos pequenos, rodas de conversas dos mais velhos, jovens conversando no coreto, o bêbado da praça...e o melhor, nada de turistas! Remedios é o ponto de passagem para quem vai para os Cayos Las Brujas e Santa Maria, normalmente os turistas não ficam na cidade por muito tempo ou, se ficam, passam o dia na praia. No nosso caso, optamos por fazer exatamente o contrário: passar o dia em Remedios, conversar com as pessoas na praça e nos bares, sem pressa e sem roteiro. E assim conhecemos pessoas incríveis, como Jorge, o simpático treinador de basquete, e Júlio Cesar, um senhor de 91 anos de idade, cheio de histórias para contar, defensor da Revolução, amante de um bom tabaco e o primeiro que nos revelou o sentido de ser “livre” em Cuba: o que mais pode desejar, se tem sua casa, saúde, se alimenta bem, todos os seus filhos estudaram e tem segurança a qualquer hora do dia e da noite, sem que ninguém o moleste? - Visita ao Museu Casa de La Musica Alejandro Garcia Caturla: não abre às segundas, mas o diretor, chamado Isnel, fez questão de nos receber e nos deu uma bela aula sobre a história de Remedios e sobre a vida de Caturla, um músico e advogado vanguardista. Ao fim da visita, Isnel ainda colocou algumas músicas de Caturla para escutarmos e nos presenteou com um livro. - Cerveja e mojito, no bar El Louvre; cerveja e “canchanchara” (bebida local, a base de aguardente, mel e limão), no bar Parrandero. *Dicas importantes: - A Semana de Cultura de Remedios acontece entre 01 e 07 de março. - Em 24/12 acontece a tradicional festa das Parrandas, o carnaval de Remedios, um importante evento popular. - Museu das Parrandas (não entramos). *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 6,00 - Entradas no museu: CUC 2,00 - 1 mojito + 3 cervejas + 1 canchanchara + gorjeta: CUC 8,00 - 2 pizzas: CUP 20,00 - Bananas: CUP 5,00 - Outros: CUC 6,40 Total do dia: CUP 25,00 + CUC 47,40 Dia 8 – 28/02 (terça): - Ida para o Cayo Las Brujas, em táxi agendado pela dona da casa. Saímos às 09hs30min e passamos em outra casa para buscar duas italianas com quem dividimos o passeio. O motorista era Rolando e dirigia um Chevrolet 58. Após uma hora chegamos à Playa Salinas, no Cayo Las Brujas, e lá passamos todo o dia. - Jantar no restaurante Portales de La Plaza: comida boa, farta e muito barata (valores em pesos cubanos), excelente pedida! Lá conhecemos o simpático Daniel, que nos convidou para conhecer o local onde são produzidos os trajes e alegorias das Parrandas. - Apresentação cultural afro-cubana no Hotel Mascote. - Cerveja com as italianas, no café e bar El Louvre. *Dicas importantes: - Para ir aos Cayos: alugar um carro; alugar uma moto (CUC 24,00/dia + combustível); contratar um táxi (CUC 45,00/dia) e dividir com outras pessoas. - No Cayo Las Brujas há uma pousada com restaurante, o Vila Las Brujas. São bangalôs de frente para o mar, parece interessante. Quem não é hóspede pode consumir no restaurante. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 6,00 - Táxi para Cayo Las Brujas: CUC 23,00 - 1 cerveja no restaurante Vila Las Brujas: CUC 1,50 - Jantar no Portales de La Plaza (cerveja + porção de petisco + dois pratos com arroz, feijão, carne, banana frita e salada + gorjeta): CUC 5,00 - Apresentação cultural: CUC 1,00 - 3 cervejas: CUC 3,00 Total do dia: CUC 63,50 Dia 9 – 29/02 (quarta): - Como combinado na noite anterior, encontramos com Daniel na praça e fomos com ele até o local onde os artesãos produzem os trajes e alegorias das Parrandas. Conversamos com eles, tiramos fotos e ganhamos alguns Cds de presente. - Almoço no El Louvre. - Despedida de Remedios, vilarejo de gente sincera e acolhedora. Em cada conversa, com cada uma das pessoas que encontramos pelo caminho, percebemos o orgulho que sentem pela cidade e o amor pelo que fazem: Iraida e Rafael, que recebem os turistas em sua linda casa, sempre com um sorriso amável no rosto; Isnel, o jovem diretor do Museu Caturla, que fez questão de nos receber, mesmo que o museu estivesse fechado para visitação naquele dia, nos apresentou a vida e a música de Caturla, nos presenteou com um livro e passaria, se pudesse, mais algumas horas falando sobre a história da sua cidade; Daniel, “el loco,” e o pessoal das Parrandas, todos apaixonados pelo carnaval, desejam que o mundo todo conheça as “parrandas remedianas”; Jorge, o simpático treinador de basquete e amante dos esportes; Sr. Júlio Cesar, revolucionário, defensor do regime cubano, cheio de histórias e causos para contar... :'> :'> :: - Partimos às 16hs45min, em ônibus da Via Azul. Chegamos ao terminal de ônibus com antecedência e compramos as passagens na hora. TRINIDAD (29/02 a 05/03) - O ônibus pára em Santa Clara e em Cienfuegos. Chegamos em Trinidad às 20hs45min. - Passamos a primeira noite na casa de Carlos e Yami, pois nossa reserva na outra casa iniciava no dia seguinte. *Câmbio: 300 Euros = 389,30 CUC (ou 1,00 Euro = 1,29 CUC) 5,00 CUC = 120,00 CUP (ou 1,00 CUC = 24,00 CUP) *Dicas importantes: - As linhas Mojón – Remedios – Trinidad e Trinidad – Remedios são novas e ainda não estavam no site da Via Azul. A outra opção para ir de Remedios a Trinidad seria tomar um táxi particular ou coletivo até Santa Clara e, de lá, tomar um ônibus da Via Azul para Trinidad. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 6,00 - Almoço + 2 cervejas: CUC 5,85 - Outros: CUC 3,25 - Ônibus Remedios – Trinidad: CUC 28,00 Total do dia: CUC 68,10 Dia 10 – 01/03 (quinta): - Hospedagem: Casa Smith, de Odalis – Calle Smith, 3 entre Antonio Maceo e Jesus Menendez. Pagamos CUC 25,00 pelo quarto com banheiro privado. O café-da-manhã custava CUC 5,00 e a janta custava CUC 10,00 (por pessoa). Boa localização, pátio agradável, excelente café-da-manhã (o mais farto da viagem), dona muito solícita e seu pai, Sr. Jorge, é uma ótima figura, com quem vale a pena trocar idéias sobre Cuba. Tem dois quartos disponíveis para alugar. Recomendamos confirmar a reserva antes de chegar (caso contrário, Odalis poderá cancelar a reserva e encaminhar os hóspedes para a casa de sua cunhada, Yami). Contatos - Tel.: (+53) 4199-4060 e e-mail: [email protected] (para reservas direto com a dona). Site: http://casasmith.trinidadhostales.com/inicio.html - Comemos pizza, tomamos cerveja, acessamos a internet (pela primeira vez na viagem), paramos um pouco no Parque Céspedes, fomos até a Plaza Mayor e caminhamos pelas ruas históricas de Trinidad, tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. - Jantar na casa particular: frutas, pão, manteiga, salada, sopa de macarrão com legumes, arroz, lagosta, camarão e sorvete de chocolate. - Depois fomos à Escadaria da Casa de la Musica: música cubana de excelente qualidade, todos as noites, entrada livre. Muito bom! *Dicas importantes: - Em Trinidad há várias opções de excursão: passeio pelo Vale dos Engenhos; cavalgada pela Serra de Escambray; ou passeio para os Cayos (escuna + open bar + almoço sai por CUC 45,00 por pessoa), dentre outras. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - Presentes: CUC 8,00 - Água + cervejas + bolacha + barra de amendoim + bananas: CUC 14,65 - Internet (30 min.): CUC 3,00 - 2 jantas: CUC 20,00 Total do dia: CUC 78,65 Dia 11 – 02/03 (sexta): - Desayuno na casa particular: café, leite, achocolatado, frutas, suco, pão, torradas, manteiga, mel, geléia, sanduíche de queijo com presunto defumado, ovos mexidos, bolachinhas e bolo. - Caminhada até o Hotel Las Cuevas, de onde se tem uma bela vista da cidade. - Visita ao Museu de História da Cidade, com mirante e belíssima vista. - Ônibus para a Playa Ancon, aproximadamente 45 minutos de viagem. - Playa Ancon: é bonita, mas não chega a impressionar. Bom para fugir do calor de Trinidad durante algumas horas. É possível usar os sombreiros do Hotel Ancon sem pagar nada, é cobrado apenas o consumo de bebidas e comidas. Lá conhecemos Juan Carlos, um simpático cubano que vive na Alemanha, e um casal de brasileiros. - De volta a Trinidad. Comemos um petisco no restaurante Esquerra, em frente à Casa de La Musica: música ao vivo, ambiente agradável e atendimento simpático. - Rápida passada pela Casa de La Trova e, em seguida, fomos para a Casa de La Musica. Lá encontramos Juan e o casal de brasileiros, com quem dividimos a mesa e trocamos boas idéias. *Dicas importantes: - Para ir a Playa Ancon: alugar bicicletas, pegar um coco-táxi (CUC 5,00) ou ir de ônibus (CUC 2,00 ida e volta – guardar o comprovante para a volta). Horários dos ônibus – Trinidad – Ancon: 09hs, 11hs, 14hs, 17 hs; Ancon – Trinidad: 10hs, 12hs30min, 15hs30min, 18hs. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 10,00 - Entradas Museu de História: CUC 4,00 - Ônibus Praia Ancon: CUC 4,00 - 2 cervejas + gorjeta: CUC 4,50 - Restaurante Esquerra: CUC 9,00 - CD: CUC 10,00 - Gorjeta músicos: CUC 1,00 Total do dia: CUC 71,50 Dia 12 – 03/03 (sábado): - Assistimos a uma apresentação cultural afro-cubana no Palenque de Los Congos Reales e caminhamos entre as barracas da feira de artesanato (acontece aos sábados e domingos). - Na Plaza Mayor reencontramos, por acaso, os franceses que conhecemos em Havana, grata surpresa! Combinamos de nos encontrar no dia seguinte, na mesma hora e local. - Encontramos o casal de brasileiros, saímos caminhando com eles e, de repente, encontramos mais dois brasileiros pelo caminho. Fomos todos juntos celebrar o encontro com um chopp na Bodeguita Trinitária, por nada mais que 6 pesos cubanos! - Jantar na casa particular: frutas, pão, manteiga, salada, sopa, arroz, carne de porco, banana e mandioca fritas, sorvete para sobremesa. - Mais uma noite na Casa de La Musica. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 10,00 - Presentes: CUC 15,00 - 8 cervejas + gorjeta: CUC 11,50 - Cerveja tirada: CUP 6,00 - 2 jantas: CUC 20,00 Total do dia: CUP 6,00 + CUC 81,50 Dia 13 – 04/03 (domingo): - Visita ao Museu da Luta Contra os Bandidos: conta a história daqueles que lutaram na Revolução Cubana; dos acampamentos na Serra de Escambray; dos contra-revolucionários (os chamados “bandidos”, financiados pelos EUA), que torturaram e assassinaram barbaramente campesinos, estudantes, revolucionários. No museu há um terraço com bela vista para a Plaza Mayor. - Aulas de percussão e salsa na Casa de La Cultura. - Encontro com os franceses, passadinha no bar Canchanchara, depois ida ao restaurante Esquerra e, por fim, fomos para o lugar aonde todos se encontram: a escadaria da Casa de La Musica. - Noite de despedida de Trinidad e dos amigos que encontramos pelo caminho, franceses, cubanos e brasileiros: vibrações muito positivas! *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 10,00 - Entradas Museu: CUC 4,00 - Aulas: CUC 20,00 - 3 pizzas: CUP 20,00 - Artesanato: CUC 2,00 - Canchanchara: CUC 3,00 - Frango grelhado: CUC 3,00 - Refri + água + cervejas + run + gorjetas: CUC 15,00 Total do dia: CUP 20,00 + CUC 82,00 Dia 14 – 05/03 (segunda): - Tomamos o café-da-manhã e, às 09hs30min, a van reservada por Odalis chegou. Partimos para Havana. HAVANA (05 a 08/03) - Chegamos em Havana às 13hs30min. - Hospedagem: Casa La Ventilada, de Carmen e Ariel – Calle Amargura, 360 entre Aguacate e Villegas, Havana Velha. Pagamos CUC 30,00 pelo quarto com banheiro privado. O café-da-manhã custava CUC 4,00 e a janta custava entre CUC 6,00 e 8,00 (janta bem mais barata do que em outras casas). O apartamento fica no segundo andar do prédio, é muito bonito, confortável e acolhedor, muito limpo, tem excelente localização (em plena Havana Velha), ótimos café-da-manhã e janta, e a melhor ducha da viagem: quente e farta! Mas o grande diferencial dessa casa foi o tratamento dado pelos donos: Carmen e Ariel são pessoas maravilhosas, muito gentis, carinhosos e adoram receber brasileiros (fomos os primeiros!). Tem dois quartos disponíveis para alugar. Contatos - Tel.: (+53) 7863-5566 ou 5334-8286 e e-mail: [email protected] (para reservas direto com os donos). Site: http://www.laventilada.com - Quem nos recebeu na casa foi Carmen e a nossa empatia foi imediata! Ela nos contou que estavam ansiosos pela nossa chegada, pois seria a primeira vez que receberiam brasileiros em sua casa. Carmen nos apresentou toda a casa, que é uma graça e, de fato, muito ventilada! Mais tarde, conversando com Carmen e Ariel, descobrimos que são de Camaguey e estão há pouco tempo em Havana. Foi o próprio Ariel quem restaurou a casa, com muito esforço. Ariel também é quem prepara os deliciosos jantares, enquanto Carmen faz a limpeza da casa e prepara o café-da-manhã. Na casa, não há empregados e tudo é feito carinhosamente pelos donos. Ariel e Carmen são pessoas muito simples e generosas. Estar com eles foi como ter uma família em Havana. - Caminhada por Havana Velha: pizza na rua; feira de livros da Plaza de Armas; Palacio de Artesanias; Café Casa de Las Infusiones, que era frequentado por Eça de Queiroz e onde conhecemos Roberto, um pianista muito talentoso. - Janta na casa particular: salada, arroz com feijão, banana frita e filé de frango, sorvete e pudim de pão para a sobremesa. Ariel e Carmen foram os únicos donos de casas particulares que aceitaram o convite para sentarem conosco à mesa e compartilhar a janta, tomando uma cervejinha gelada! *Dicas Importantes: - A Via Azul faz o trecho Trinidad – Havana, mas vale a pena contratar uma van particular, que oferece o serviço pelo mesmo preço da Via Azul, com a vantagem de buscar e deixar em casa. Odalis, dona da casa, tinha os contatos de transfer para Havana e Viñales. - A reserva na Casa La Ventilada foi feita diretamente pelo e-mail informado no site. Para quem for a Havana, quer se hospedar em Havana Velha e deseja compartilhar alguns momentos do dia com pessoas muito especiais, esse é o lugar! É bom fazer contato com alguma antecedência e garantir a reserva. :'> :'> :: *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos; CUC 10,00 - Transporte Trinidad – Havana: CUC 60,00 - Pizza: CUC 1,00 - CD: CUC 12,50 - 3 cervejas + gorjeta: CUC 6,10 - 2 jantas: CUC 12,00 Total do dia: CUC 126,60 Dia 15 – 06/03 (terça): - Desayuno na casa particular: café, leite, chá, suco, frutas, pão, manteiga, queijo e deliciosos croquetes preparados por Carmen e Ariel. - Visita ao espaço cultural Callejón de Hamel, na Calle Aramburu, esquina com San Lazaro. - Visita à Universidade de Havana, muito bonita. - Na volta para Havana Velha, passamos no San Cristobal para cumprimentar Carlos e Silvio. Conversamos um pouco e deixamos a janta do dia seguinte reservada. - Acessamos a internet, comemos pizzas e paramos na Factoria Plaza Vieja, na praça de mesmo nome: vale a pena provar as cervejas artesanais produzidas ali! - Voltamos para a casa e ficamos conversando com Carmen. Tivemos a idéia de convidá-los para jantar conosco no San Cristóbal e, para a nossa alegria, eles aceitaram. - Janta na casa particular: salada, arroz, feijão, mandioca cozida, carne de porco e sorvete para a sobremesa. Jantamos todos juntos: os novos hóspedes (uma brasileira e um sueco), Carmen, Ariel, Pedro (sobrinho) e nós dois. - Saímos para dar uma volta e fazer a digestão. Apesar de ter pouca iluminação nas ruas, Havana Velha é muito segura à noite. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - Cartão internet (1 hora): CUC 8,00 - 2 pizzas: CUP 20,00 - Água + cervejas + banheiro: CUC 5,75 - 2 canecas de chopp artesanal: CUC 4,00 - 2 jantas: CUC 12,00 Total do dia: CUP 20,00 + CUC 67,75 Dia 16 – 07/03 (quarta): - Fomos para a Plaza Vieja e subimos na Câmara Oscura: vale a pena, pela vista panorâmica da cidade, em 360 graus. - Fomos na Habana 1791, uma perfumaria onde se produz essências florais artesanalmente (Calle Mercaderes), e compramos sachês. - Depois fomos à feira de livros e antiguidades da Plaza de Armas e compramos uma revista e um livro sobre Camilo Cienfuegos. - Compramos alguns presentes: pôster de cinema cubano, run, charutos, café, camiseta e CD da Omara Portuondo. - Almoçamos pizza e croquetes comprados com pesos cubanos. - Tomamos uma cerveja na Bodeguita del Medio, acompanhados da brasileira e do sueco. - Nos despedimos do belo Malecon... - Tomamos um delicioso chocolate frio do Museu do Chocolate. - Jantar de despedida, no Paladar San Cristóbal, na companhia de Ariel, Carmen e Pedro, nossa família cubana, além do outro casal de hóspedes. Fomos surpreendidos por uma incrível cortesia, logo na entrada: um rodízio de “picadas”, com presunto crú, ceviche, croquetes, queijo, salmão, berinjela, dentre outras delícias gentilmente oferecidas por Carlos. Cada um de nós pediu um prato, tomamos cerveja e, para finalizar, comemos saborosas sobremesas (também cortesia da casa!). *Dicas: - Vale a pena entrar para conhecer a Bodeguita del Medio, o bar aonde Ernest Hemingway tomava seus mojitos prediletos, mas não se iluda: o mojito servido aos turistas, além de mais caro, é bem aguado . A cerveja lá também foi a mais cara que tomamos em Cuba *Câmbio: 250,00 Euros = 317,50 CUC (ou 1,00 Euro = 1,26 CUC) *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - Câmara Oscura: CUC 4,00 - Presentes: CUC 51,00 - Tabacos: CUC 20,30 - Charuto Romeu e Julieta: CUC 3,50 - 2 garrafas de run Havana Club (7 anos e añejo especial): CUC 17,80 - 2 Cafés Cubita (175g): CUC 3,50 - Pizza + 6 croquetes: CUP 10,00 - Cerveja: CUC 3,00 - Chocolate frio: CUC 1,00 - Jantar e bebidas no San Cristobal (p/ 5 pessoas): CUC 70,00 - Gorjeta p/ tecladista: CUP 60,00 Total do dia: CUP 70,00 + CUC 212,10 Dia 17 – 08/03 (quinta): - Acordamos de madrugada, tomamos um café, nos despedimos e seguimos para o aeroporto com o táxi reservado por Ariel. - Fizemos o check-in, pagamos as taxas para deixar o país e, com o que sobrou, compramos os últimos “regalos”. *Dica: - Na sala de embarque tem computadores para acessar a internet. *Gastos: - Diária casa particular: CUC 30,00 - Táxi p/ aeroporto (dividido c/ outro casal): CUC 10,00 - Cohiba: CUC 10,40 - Chaveiro + bandeira de Cuba: CUC 5,65 - Taxas para deixar o país: CUC 50,00 Total parcial: CUC 106,05 CIDADE DO PANAMÁ - Fizemos conexão na Cidade do Panamá. Pegamos um táxi até o Centro Histórico e combinamos uma hora para voltarmos ao aeroporto. A saídinha saiu muito cara, mas foi melhor do que ficar dentro do aeroporto ou de um shopping duty free cheio de gente procurando insanamente pelo que consumir... Nas poucas horas que passamos no Panamá sentimos o choque cultural, depois de passados aqueles dias em Cuba: economia dolarizada, edifícios modernos e gigantescos, desenvolvimento econômico às custas do meio ambiente e da população local, que está cada vez mais às margens da grande cidade, enfim, capitalismo na veia ! - Valeria a pena conhecer San Blás, território governado pelos Kuna, mas não foi dessa vez. - De volta ao aeroporto, atraso da Copa, embarque...fim! *Gastos: - Táxi aeroporto – centro histórico – aeroporto: US$ 60,00 - 2 cervejas + aperitivo: US$ 15,00 Total: US$ 75,00 - Táxi aeroporto – casa: R$ 35,00 GASTO TOTAL DA VIAGEM: R$3.290,25 + 3.984,34 (passagens) = R$ 7.274,59 Assim concluímos o relato da nossa viagem para Cuba, esse país que tanto nos encantou! VIVA CUBA Y LOS CUBANOS!
  8. INTRODUÇÃO Há alguns meses, a Copa Airlines estava com uma promoção de passagens a Cuba. Como eu não tinha ainda um destino escolhido de férias, eu não pensei duas vezes e comprei por R$ 1.800 saindo do Rio. Resolvi ficar por duas semanas viajando pela ilha. Cuba nunca esteve nas minhas prioridades mas com o estreitamento das relações com os EUA, eu senti uma urgência em conhecer um pouco do país antes que abrisse um Mac Donald's ou um Starbucks em Havana (depois de ter lido o livro "A ilha", achei tolice minha ter pensado deste modo). Acho que o que eu sei de Cuba é o que a maioria das pessoas sabem um pouco: Revolução, Fidel Castro, Che Guevara, bloqueio econômico, carros antigos, La Bodeguita, etc. Eu precisava saber mais sobre a história do país. Um amigo emprestou-me dois livros: (1)Moraes, Fernando; A Ilha, Companhia das Letras. (2) Furiati, Claudia; Fidel Castro, uma biografia consentida. Editora Revan. O usuário Pedrada sugeriu-me algumas leituras. De tudo o que me foi recomendado, confesso apenas ter lido (e adorado) o livro "A Ilha". Agradeço a todos a ajuda. Eu posso dizer que já tenho uma certa experiência em planejamento de viagens por conta própria. Algumas vezes, eu já arrisquei ir a um país só sabendo do basicão. Por conta de emendar uma viagem após outra, acabei deixando para planejar minha viagem para Cuba em cima da hora, algo como "viajar-e-ver-no-que-dá". Agora que eu já voltei de viagem, se tivesse que dar uma única dica seria: planeje bem sua viagem a Cuba, informe-se bastante. Por quê? Não é fácil obter informações sobre o país pela internet estando lá, já que a internet em Cuba é lenta e cara. Além disso, não viajei nem com um bom guia de viagem. Apenas li relatos de viagem, procurei alguns blogs e sites interessantes sobre viagem a Cuba e salvei-os no celular (Aplicativo Evernote). Não dá para visitar Cuba como se fosse um simples destino turístico. Mesmo que queira se afastar do assunto política, está lá nas ruas, no dia-a-dia dos cubanos e no modo como viajamos no país. É uma verdadeira incursão social, para quem quiser. Deixa eu explicar como foi a minha viagem: eu viajei sozinha e tive poucos dias no país (10 dias. Deveriam ser quinze mas tive que antecipar a minha volta). Não viajei no estilo mochileiro mas foi o mais econômico possível. Durante o período em que estive em Havana, houve dois eventos importantes: a visita do presidente dos EUA, Barack Obama e o show dos Rolling Stones. Mesmo com tudo isso, acho que o fato mais curioso que aconteceu durante a viagem e eu até esperava mas aconteceu de forma muito mais frequente foi que por eu ser negra, todos, turistas e cubanos, ao me ver achavam que eu era uma cubana legítima e isso me rendeu vários causos. Então, escreverei o relato e sobre o que eu aprendi do modus operandi de viajar em Cuba.
  9. Olá, gente, Queria agradecer a todos os relatos daqui pois me ajudaram muito, especialmente o da Pat Alves, que segui quase à risca e está completíssimo (cuba-na-pratica-havana-cienfuegos-trinidad-vinales-e-varadero-sozinha-10-dias-marco-16-t126795.html). Faltava menos de 1 mês para minha viagem e quando o encontrei fiz quase um ctrl+c ctrl+v, pois não tinha resolvido nada além da passagem. Sorte minha que D. Augustina tinha quarto disponível. Vou escrever só alguns detalhes, e mais por ter prometido a Augustina que falaria bem da sua hospedagem. Eu já tinha programado essa viagem em maio de 2015, com meu marido, mas no dia anterior tivemos que cancelar nossa ida: ele é consultor e devido a um de seus projetos, não pôde mais ficar 10 dias praticamente incomunicável. 1 ano depois ele percebeu que não poderia ficar incomunicável nunca kkkkk. Como eu estaria em El Salvador, aproveitei a chance e fui sozinha mesmo. Por falar bem o espanhol, não tive problemas de comunicação. Quando estavam dois cubanos conversando, às vezes eu não entendia pois eles realmente falam rápido, mas no geral a conversa fluía bem. Engraçado era o espanto deles quando eu começava a falar; acho que muita gente tem dificuldades com o idioma. Peguei o voo saindo de San Salvador. Existe um voo direto pela Avianca-TACA mas não encontrei as datas que eu queria, então fui de COPA, via Panamá. Em El Salvador mesmo eu paguei a taxa de 20,00 dólares pelo visto. Fazia muito calor em Havana e mais ainda em Trinidad. Protetor solar e roupas leves são bem importantes. Um chapéu ajuda bastante, e água o tempo todo. O sol nascia umas 6h e ia embora entre 20h30 e 21h. NO AEROPORTO Havia chegado um voo da KLM e as filas na imigração estavam enormes. Depois as filas para passar no raio-x, mega desorganizadas. Levei quase 2h para sair, e isso estando apenas com bagagem de mão. D. Augustina tinha combinado de mandar um taxi para me buscar, por 25,00 CUCs, e quando eu vi o meu nome na plaquinha quase pulo de emoção! A fila da CADECA do aeroporto estava enorme, então o taxista (não lembro o nome dele) me levou em uma em Vedado. Foi a melhor coisa que ele fez, pois não perdi quase tempo e troquei logo um bom dinheiro. Nesse local a cotação foi de 1,11 CUCs por Euro. Foi bom ter agendado o taxi, pois ele já foi direto para o endereço sem se perder. Depois ela me disse que ela poderia ter pago o taxi para mim, para que eu não ficasse na fila da CADECA do aeroporto, mas que esqueceu de me avisar. Fica a dica! ROTEIRO Cheguei dia 05/05 à tarde e passei mais 7 dias inteiros. Como tive pouco tempo, visitei apenas Havana e Trinidad (decidi quando já estava lá). 05/05 à tarde – chegada em Havana 06/05 – Havana 07/05 - Havana 08/05 à tarde – ida para Trinidad 09/05 - Trinidad 10/05 pela manhã – volta para Havana (queria muito ter voltado no último ônibus da Via Azul, mas quando fui comprar não consegui mais passagem; havia uma fila de espera, mas eu não quis arriscar ter que dormir mais uma noite por lá) 10/05 (à tarde), 11 e 12 – Havana 13/05 – saída de Havana no voo das 6h. EM HAVANA Como falei, fiquei na casa de D. Augustina e adorei. Muito bem localizada, limpa, silenciosa e o melhor: ela é uma fofa e parece uma mãe. Era um alívio voltar todas as noites para lá. Ela tem acesso a internet, então quando mandei o e-mail ela respondeu imediatamente. Ela não gosta de quem pede fotos do quarto e nem de quem muda as datas da hospedagem kkkkk disse que nem responde mais os e-mails de quem faz isso. Agustina Pérez Calle Indústria, 305 apt 402 entre Neptuno y San Miguel. E-mail: [email protected] Telefones: (53) 7864-6580 (fixo) e (53) 5281-4326 (celular). PagueI 25,00 CUCs por dia e mais 5,00 pelo café-da-manhã. Ela não oferece jantar. Valeu muito a pena tomar o café na casa dela, pois era bem farto e eu ganhava tempo. Se eu não comesse tudo ela vinha com uma marmitinha e me entregava, para que eu comesse mais tarde. Um dia ela não pode preparar o café, pois foi fazer um exame, e paguei bem mais caro na rua, além de ter que esperar bastante para ser atendida. Um detalhe: ela reclamou de um hábito que muitos turistas têm de reservar as casas e não aparecer. Como existe uma certa dificuldade de comunicação, as pessoas nem sequer avisam que não vão mais. Disse que isso é um prejuízo para eles, pois perdem de hospedar outras pessoas e de ganhar dinheiro. Havana é linda e há muuuuito o que se ver. Fui no Museo de la Revolución e fiquei mais de 2h lendo tudo (8,00 CUCs). Fui também ao Museo de Bellas Artes e adorei (5,00 CUCs). O resto é caminhar e caminhar... Cada canto é uma descoberta maravilhosa e rende muitas fotos!! Muitas vezes eu parava para uma cervejinha e ficava admirada com tudo aquilo, sério! Para conhecer o forte que fica do outro lado do Malecón, eu andei pela orla e peguei a “lancha para Casablanca” por 0,10 CUCs). É uma caminhada boa até o local de partida do ferry, mas tranquila. Você sai do outro lado, quase aos pés do Cristo. Depois basta seguir caminhando e conhecendo as muralhas e tudo mais. Para voltar, se for depois das 18h, só taxi mesmo (paguei 3,00 CUCs mas acho que o normal são 5,00). E lá eu tomei o coco mais caro da minha vida: 4,00 CUCs!!! Não fiz excursões, mas fui a Las Playas del Este que ficam a 20min de lá. Peguei o ônibus na praça em frente ao Hotel Inglaterra e paguei 5,00 CUCs pelo bilhete de ida e volta. Desci no último ponto e caminhei. É uma praia mais do pessoal local, mas cheia de barracas e muito boa! Passei o dia todo lá. Como o sol estava se pondo tarde, eu esquecia da hora e quando pensava em entrar em algum museu ou visitar algum monumento, já estavam fechados. Em um dos dias fui procurar um bicitaxi para me levar à praça dos ministérios e um deles me ofereceu um tour de quase 4h pela cidade, por 20,00 CUCs. Paguei porque nesse dia meus pés estavam cheios de bolhas e bem queimados da praia, então caminhar estava sendo uma tortura. Foi muito bom, conversamos muito e ele ainda fez as vezes de fotógrafo para mim kkkk Eu sou bem cervejeira e achei essa viagem extremamente convidativa para beber. O calor é muito grande, então água e cerveja eram itens básicos durante minhas caminhadas. Tomei mojitos só para não dizer que estava em Cuba e não tomei, mas não curto muito. As cervejas variavam entre 1,00 e 2,00 CUCs (nas pizzarias da Calle Obispo custavam 1,00). Para quem quer comprar bebida, o Museu do Havana Club e as lojas Habaguanex da Calle Obispo têm preços bons e runs que eu nunca tinha visto. Voltei carregada e gastei uns 50,00 CUCs no total  Marquei com o taxista às 3h30 da manhã e me disseram que nesse horário, todos cobram 30,00 CUCs. D. Augustina estava acordada e preparou um lanchinho para mim. Morri de amores!! Achei que estaria sozinha no aeroporto, mas que nada. Fui uma das últimas da fila e havia voos de outras companhias também. Comecei a me preocupar, pois o check in só começou quase às 5h! Mas a Copa foi bem ágil e ainda tive tempo de passar no Duty Free e gastar os CUCs que sobraram (a bebida custava o mesmo que nas lojas da Calle Obispo) EM TRINIDAD Cheguei em Cuba sem saber para onde ia, e decidi na hora que iria para Trinidad. D. Augustina reservou a casa de Elvira e também um taxi para me levar. Passei a manhã na Playa Ancon e a tarde no centro histórico. Não deu tempo de mais visitas pois não teria como voltar para Havana no dia que eu queria. No final do dia eu ia para a Casa de La Musica e adorava!! Ah, eu ouvia dizer que a galera escorregava quando voltava da Casa de La Musica depois de ter tomado uns drinks. É verdade, experiência própria! As pedras da rua são muito lisas e você, já meio tonta, escorrega fácil, fácil naquela descida Eu realmente não recomendo a casa de Elvira. Totalmente diferente de D. Augustina. A casa tem vários quartos e fiquei em um no térreo, com 2 camas de casal e 1 de solteiro. Apesar de grande, está tudo muito velho: do chuveiro saem apenas 3 jatos de água e você precisa ser ninja para tomar banho, o assento está sanitário quebrado, o ar condicionado quase não funciona (e faz muito, muito calor) e as persianas quebradas não fecham. Eu teria passado por tudo isso sem reclamar, mas detestei 2 coisas: fiquei com a sensação de que ela queria levar vantagem o tempo todo, querendo cobrar mais caro, vendendo coisas e oferecendo passeios. E a outra foi o barulho! Não dos hóspedes, mas da gritaria dela com o filho (depois D. Augustina deixou escapar que ele é problemático). O filho mora no primeiro andar e ela acorda e vai dormir gritando por ele; grita para ele trabalhar, grita para ele ajudar, grita para isso e para aquilo... pense numa garganta potente! Ela oferece jantar, mas fiquei com raiva de mim mesma por ter aceitado um dia. Serviu uma lagosta que estava visivelmente congelada há dias e cobrou 15,00 CUCs. Comi muito melhor e mais barato nos restaurantes do centro histórico nos outros dias. Paguei 25,00 CUCs pelas diárias, mas ela queria cobrar 30,00, até eu dizer que não tinha sido esse o preço combinado e ela aceitar. E paguei mais 5,00 por um colar de sementes que a ajudante da casa faz, que terminei comprando depois do drama que ela fez falando de sua vida sofrida. Ela e D. Augustina se recomendam há anos, mas nunca se conheceram pessoalmente. Falei para Augustina que a casa de Elvira precisava de manutenção e que eu não tinha gostado. TRANSPORTE Fui e voltei de taxi compartilhado. Paguei 30,00 CUCs por cada trecho e achei que valeu a pena, pois eu sou bem preguiçosa e assim não estava a fim de chegar antes na Via Azul e tudo mais. Porém pode ser desconfortável, já que você nunca sabe com quem vai dividir o carro. Fiquei com pena de 2 franceses que foram atrás comigo, na ida, pois eles eram muito altos e suas pernas mal cabiam no Lada. Na volta dei a sorte de irem 3 amigas atrás e deixarem o banco da frente para mim. São quase 4h de deslocamento. ASSÉDIO Ah, achei o assédio pesadíssimo!! Já fui sozinha para outros lugares, mas nunca tinha me sentido assim. Ninguém deixa você em paz e achei uma falta de respeito tremenda. Pode ser cultural como for, mas é agressiva aquela quantidade de beijos, de eis e de assovios para as mulheres desacompanhadas. E fazem isso em todo lugar, todos eles: os garçons, os taxistas, os bicitaxistas, os vendedores, os mundanos... Precisei colocar os fones de ouvido e uma música nas alturas, para não escutar mais nada. Sei que a maioria não se incomoda, mas eu detesto. No penúltimo dia eu estava esperando o por do sol no Malecón, junto com outros turistas, e praticamente fui expulsa de lá por um grupo de cubanos com os quais eu não quis conversa. Uns 3 se aproximaram, um de cada vez, e apenas pedi para que me deixassem sozinha pois não estava a fim de conversar. Começaram a gritar coisas grosseiras comigo e que era melhor eu sair dali. Fui contar o episódio na Cubatur e a atendente me disse que um grupo barra pesada anda tomando conta daquele local. Uma pena, pois fiquei com medo de voltar lá e fiquei sem fotos do sol se pondo. SEGURANÇA No geral achei bem tranquilo, deixando de lado o episódio do Malecón. Todos os turistas andam com suas câmeras e bolsas sem problemas. Claro que eu sempre estava atenta pois já somos expert nisso, mas não senti medo nem quando me perdia por uns becos menos movimentados. Não saí à noite, pois voltava pra casa umas 21h (pouco antes de escurecer) implorando por um banho e minha cama, então não sei dizer como é a noite cubana. CUSTOS Gastei exatos 600,00 Euros. Troquei 500,00 da primeira vez e depois mais 100,00, mas apenas para comprar bebidas e outros presentes. Não sei se foi muito ou pouco, só sei que não deixei de fazer nada do que eu quis nem de comer (e principalmente de beber) o que eu queria. Levei tudo em espécie e nem tentei usar cartão por lá, então não sei se em algum lugar ele é aceito. Eu deixava o dinheiro trancado na mala, no meu quarto (a porta do quarto tem chave, mas eu sempre deixei aberta). Troquei uns poucos CUCs por CUPs, pois vai e volta eu parava na pizza da Calle Obispo e comprava pizza (10,00 CUPs) e sorvete (3,00 CUPs). Não dá para resistir ao ver a galera passando e comendo pra lá e pra cá!! RESUMO Viagem maravilhosa e que deixou saudades imediatamente!!! Foi um choque no primeiro dia, pois por mais que você leia sobre Cuba a realidade é bem diferente. Depois meu apaixonei e agora quero voltar com mais tempo!!! Foi um sonho realizado e uma das viagens mais espetaculares que já fiz!!
  10. Chegou a tão esperada viagem à Cuba. Me baseei em muitos relatos daqui, também do mulambo (cuba-mochilao-mulambo-2015-ponta-ponta-havana-cienfuegos-trinidad-baracoa-santiago-cayo-guilhermo-vinales-t117960.html) que foi bem útil para os preços mínimos das coisas. Hehehe Sou do RJ, mas quando comprei a passagem estava 3500 ida e volta por aqui... De Brasília estava 1900 reais já incluindo a passagem e taxas da tam de ida e volta por lá... Então, mais uma perna e passagem por aeroporto pra economizar essa budega aí. Hehehehe Vôo saindo sexta, após trabalho, 20h35 pra Brasília, de lá pra Havana às 2h25. CUIDADO NA ORA DE COMPRAR trechos na madrugada, quase errei o dia. Hehehe Cotações da viagem: 1 dólar = 3.37 reais 1 euro = 3.79 reais 1 euro = 1.09 CUCs 1 CUC = 24 pesos cubanos Dia 1 - 27/08 - sábado - Habana Chegamos à La Havana e fomos pra casa da Sra. Augustina, muito comentada aqui nos fóruns. Ao tocarmos a campainha, descobrimos que ela tinha falecido dia 11/08 e a casa não mais hospedaria ninguém. Antes que pensássemos em procurar outro lugar, a sra . que nos atendeu informou que seu vizinho debaixo também recepcionava turistas. Felizmente tinha disponibilidade e ficamos lá, pelos 25 CUCs pra 2 pessoas + 5 CUCS por pessoa de café da manhã. Pegamos um bus até Miranmar e Rodamos pelos pontos turísticos lá. O bus é bem barato 1 peso. Demos sorte pra ir, mas não a tivemos para voltar... veio lotado e ficamos distante do centro. Rsrs Jantamos numa pizzaria perto da casa por 5 CUCS/pessoa. Chuva fim de tarde forte e depois parou. Dia 2 - 28/08 - domingo - Havana Fomos conhecer a praça revolucionário de táxi por 6 CUCs. A praça é imensa e por todo canto tem sinais "gloriosos" da revolução. Depois voltamos a pé até o centro e caminhamos até a plaza vieja e agregados que são increíblemente preciosos! Almoçamos no La Narco por 10 CUCs/pessoa com limonada. La é muito bem servido. E voltamos para descansar um pouco. À noite jantamos no Mango por 3 CUC/pessoa que era perto da casa e caminhamos um pouco. Chuva fim de tarde forte e depois parou. À noite choveu direto até de manhã... Dia 3 - 29/08 - segunda - Havana x Varadero Despertamos temprano, desayunamos y fuimos tomar la famosa guagua hasta Varadero. No meio do caminho mudamos de idéia porque chovia e a guagua é meio aberta... Fomos à via azul de táxi por 7 CUCs . De la Fechamos um táxi por 40 CUCs porque o ônibus tinha acabado de sair às 9h. O próximo somente seria às 13h... ai, já era o dia em Varadero. O próprio taxista buscou uma hospedagem para gente em uma casa particular. Tivemos um pouco de dificuldade em encontrá-la. Quando o taxista achou uma, reparamos que Varadero era mais cara que Havana... 30 CUCs o quarto sem café da manhã. Ficamos em um espaço legal, mas a senhora não é muito cordial, então não recomendamos. O dia estava fechado e foi abrindo, mostrando a beleza da praia caribenha. Almoçamos "risoto" em um restaurante que tem cardápio em russo na calle 62 e não gostamos, porque parecia um miojo de arozz, pelo menos foi 5 CUCS/pessoa. Depois fomos à praia e ficamos até umas 19h, pois escurece umas 20h. Tem uns passeios saindo de Varadero, mas são bem caros, então não pegamos informações adicionais. Por ser mais estruturado, é mais fácil encontrar informações na internet. Decidimos ir para Trinidad no dia seguinte. Jantamos no restaurante Victoria perto da calle 36 que tem um bife duro de comer por 3 CUCs/pessoa. Rsrsrs Dia 4 - 30/8 - terça - Varadero x Trinidad Chegamos à Via Azul às 6h50 para pegar o bus às 7h30, pois segundo o atendente, já não tinha passagens disponíveis para comprar no dia anterior. Pagamos 20 CUCs/pessoa e deixamos uma chuva leve em Varadero. Ao chegarmos a Trindad, umas 14h20, encontramos o céu caindo e mini rios pela rua... Doideira total hehehehe fomos almoçar e depois pra hospedagem. Ficamos numa casa das diversas que nos ofereceriam na própria rodoviária, custou 10 CUCs/pessoa com café da manhã amigável. Endereço na rua Antonio Maceo, 652. A habitação é pequena e humilde, diferente das outras que ficamos, mas, pelo preço, tá excelente! Não fizemos nada além de rodar na cidade e tomar a primeira facada pra usar a internet no cel por 3 CUCs/hora. A noite rodamos pela cidade na chuva mesmo. Pelo menos, estava mais fraca e dando sinais de melhora. Dia 5 - 31/08 - quarta - Trinidad Sol!! Acordamos com o tempo abrindo e fechamos um táxi por 8 CUCs pra ir até a playa ancon, porque perdemos o (ou o último) ônibus que saia às (ou até) às 9h30. Achei a praia sem graça, quando comparada com Varadero, ainda mais porque tem umas plantas aquáticas na areia que ficam passando no pé. Talvez com a chuva dos dias anteriores alterou a agua, porque não estava tão clara também como vimos em fotos... Ficamos numa espreguiçadeira lá por 2 CUCs cada. Ofereciam coisas na praia, mas não comemos e o biscoito Bono chocolate serviu para enganar a fome. Hahaha Na volta, umas 16h, esperamos mais 2 pessoas para dividir o táxi 8 CUCs e fugimos da chuvarada que começou a cair enquanto entrávamos no carro. Segundo o taxista falou, tem uma piscina natural que é possível fazer snorkeling um pouco antes de chegar à entrada da praia de Ancon. Pra quem der sorte de não pegar chuva. Em Trinidad também é base de um passeio a cachoeiras Praticamente, levamos sol à região. Hehehehe Há também a possibilidade de fazer mergulho de cilindro em Trinidad na praia Ancon (algum ponto de mergulho) e também em Cayó Blanco. O mergulho seria 35 CUCs e o passeio não pegamos informações. Íamos descer pra Morron, mas a Via Azul estava fechada quando chegamos umas 17h30. Ela vai até cierro de Ávila e depois pegaríamos outro transporte. Almoço/jantar no restaurante Bella Trinidad, pizza (cansamos de comida com tempero mais ou menos hahahaha), que tem música ao vivo e um ambiente bem maneiro por 5 CUCS. A pizza não estava boa. Rsrs Disco Ayala é a discoteca que fica numa caverna, que parece maneira, mas não abriu porque tinha chovido muito e estava com água. Rsrs o pessoal fica na praça perto da plaza mayor, onde tem garçons servindo bebida (3 CUCs) ou outros lugares vendendo a 1.50 CUCs (de qualidade inferior, mas com uma relação custo x benefício melhor hehehe). Fica ao pé da casa de la música que é em céu aberto. Dia 6 - 1/09 - quinta - Trinidad Resolvemos fazer o passeio de cavalo com o Pollo (Tel 52901549) que é um cara bem tranquilo e divertido. Esse passeio custou 10 CUCs que achei bem razoável A cachoeira tem uma boa queda e um poço de 6m de profundidade que da pra dar uns saltos. ela me lembrou a cachoeira de Santa Bárbara, na chapada dos veadeiros, porém com um tom de azul menos aflorado, mesmo no sol. A entrada no "parque" é meio salgada 9 CUCs, mas valeu a pena. O passeio dura o dia todo, saímos umas 9h40 e retornamos umas 16h. Vale a pena sair mais cedo para fugir do sol. Até tentamos, mas uns franceses que iam no passeio atrasaram porque o cara da casa de onde eles ficaram queriam dar uma volta neles, alegando que nosso guia era ilegal. A propósito, eles tem que ter uma permissão para serem guias, como em todo lugar, mas nem ligamos pra isso. Hahaha Como vivemos no Brasil, país do jeitinho, acho que temos um "felling" de quando as pessoas querem dar uma volta... hehehehe Foi tudo tranquilo e recomendo o Pollo (apelido do cara na cidade). Almoçamos massa num "mexicano" que estava comível. Rsrs a noite, fomos para para a plaza mayor de novo e depois pra discoteca Ayala. As músicas lá são variadas. Detalhe: a discoteca tem umas goteiras mesmo. Então, cuidado na hora de andar porque vi geral caindo. ?? 5 CUCs pra entrar e ganha 1 mojito. Dia 7 - 2/09 - sexta - Trindad x Morrón Decidimos partir de Trindad para Cayó Guilhermo inicialmente, mas ouvimos histórias que lá só tinha resort, hospedagem que ultrapassaria nosso orçamento. No meio do caminho, decidimos ficar em Morrón mesmo, cidade mais próximas do Cayó Coco e Cayó Guilhermo. Fechamos um táxi mesmo de Trindad a Morrón por 25 CUCs/pessoa de porta a porta. O taxista era irmão do Pollo e em tese o carro era bom e tinha ar condicionado, porém, no meio do caminho o carro (Peugeot 405 de uns 20 anos) esquentava e tinha q botar água. Paramos umas 5 vezes na estrada pra isso... Mesmo assim, chegamos em 3h, saindo de Trindad por volta das 9h40. Quando saímos, ele queria nos cobrar 30 CUCs/pessoa, mas como já tínhamos fechado com o Pollo pelos 25 CUCs, permaneceu este valor após insistência e pedido pra ele ligar para o Pollo. Apesar de não ser tão barato, a idéia era ganhar tempo e rodar o menos possível de mochila na cidade (tava um sol digno de verão carioca). Como não tínhamos reserva, o taxista iria nos levar a uma casa. Ele descobriu uma que achamos SENSACIONAL, tanto pela receptividade da Dona Aleida, quanto pela estrutura, que era excelente, com banheiro no quarto, geladeira e TV (impressionante!!), fora ar condicionado, ventilador, serviço de lanche e água, suco e cerveja na geladeira a preços justos. Ah, a cama era extremamente confortável, era um colchão!! (Ficamos surpresos, porque só tínhamos encontrado camas que afundavam até então, fora que TV no quarto é item de MUITO luxo, pelo que vimos também). Ela queria 30 CUCs, mas negociamos por 25 CUCs/dia o quarto e o café da manhã era 5 CUCs/pessoa para ser completo. Contato: Dra Aleida Castillo - Calle Salomé Machado, #187 - A , Morrón / Tel fixo: 502-473 / celular : 5294-1219 / email: [email protected] / [email protected] Depois, almoçamos na Calle Martí num restaurante do governo por 4 CUCs/pessoa e tomamos o famoso sorvete cubano Coppelia. O sorvete é bom e o preço é ainda melhor. Pagamos em moeda nacional que seria 26 pesos!! Surreal!! Foram 3 sorvetes, 2 latas de refrigerante cubano de limão, fora a água que já dão. Para ter uma idéia, cada lata dessa no mercado custa 0,50 CUCs (24 pesos cubanos) no mercado. Rsrs A Dona Aleida fez nosso jantar com entrada, prato principal (forte), e sobremesa (arroz doce com salada de fruta) por 8 CUCs (frango) e 10 CUCs (peixe). Pode parecer caro, mas não reclamamos, porque o tempero estava bem saboroso. Fomos à Havana Club daqui e parecia uma festa estranha com gente esquisita. Rsrs resolvemos dormir. Dia 8 - 03/09 - sábado – Morrón - cayó Guilhermo - playa pilar Playa Pilar é a praia mais popular e famosa de Cuba. Fechamos o táxi por 55 CUCs para nos buscar às 8h30, levando 1h15 para chegar e retornar de lá. Como não encontramos outros turistas, não conseguimos reduzir o custo. Realmente, praticamente não vimos turistas nas ruas de Morrón, o que dificultou lotar o táxi. Rsrs A volta era até às 18h, mas saímos umas 16h porque o sol estava castigando. Hehehe A praia é bonita, mas não achei nada de mais mesmo. O mar é verde e não azul como em outras partes do Caribe. Temperatura excelente. Alugamos a espreguiçadeira por 2 CUCs/pessoa. Na volta, almoçamos no mesmo restaurante do dia anterior, La Fuente. Sobremesa na Coppelia de novo. Yessss! O snorkeling é feito numa ilha em frente da praia por 25 CUCs/pessoa e dura 1h30. Ficamos só na praia mesmo. Rsrsrs Dia 9 - 04/09 - domingo - Morrón x Santa Clara x Viñales Nossa idéia era chegar agora em Viñales no menor tempo possível de Morrón. Cómo pra pegar o via azul teria que sair de cierro de Ávila e assim ir pra outro canto, preferimos ir pra Santa Clara porque, pelo que ouvimos, teriam mais opções para ir pra Havana/Viñales. Fechamos com o taxista que nos levou ao Cayó por 80 CUCs. Apesar de alto, fica ainda mais barato que no Brasil. Rsrsrs Saimos de Morrón umas 8h40 e chegamos à Santa clara umas 11h40. Lá já tinham uns caras oferecendo transporte até Havana por 20 CUCs/pessoa. A via azul era 18 CUCs/pessoa e somente sairia às 17h. Não tivemos dúvida e partimos até Havana. Almoçamos na parada no posto de gasolina por 2 CUCs/pessoa (pizza e refrigerante) e o taxista nos deixou em um ponto lá onde tem outros taxistas coletivos por volta das 15h. Lá já tinha um casal esperando gente pra fechar um grupo pra Pinar del Río. Com isso, chegamos e já trocamos de táxi. O transporte custou 15 CUCs/pessoa até Viñales e ele já nos deixou na pousada por volta das 17h30. Negociamos por 25 CUCs/dia com café da manhã. Dia 10 - 05/09 - segunda - Viñales Resolvemos fazer o passeio a cavalo. Negociamos na pousada mesmo que ficamos. Descobrimos que "tínhamos que pegar um táxi até o início do passeio" quando a senhora da casa disse que o carro (?!?!) tinha chegado. Pra ir até o início da fazenda, gastamos 3 CUCs. O passeio consistia em passar pelas plantações da região, ir na gruta que tem a piscina e finalizar na fábrica de tabaco. Saímos da pousada umas 8h40 e o passeio durou umas 2h30. O preço meio tabelado era de 3 CUCs/hora/pessoa, então gastamos 7,50 CUCs para o passeio. O visual é muito bonito e vale a pena, ainda mais que pegamos uns cavalos meio malucos que corriam do nada. Hahaha Dia 11 - 06/09 - terça - Maria la Gorda De Viñales e Pinar del Río tem saídas com frequencia para Maria la Gorda. La é um centro internacional de mergulho, muito conhecido pela visibilidade e pela parede imensa que tem. Foi a 1ª vez que vimos água azul na viagem, apesar de que uns espanhóis deram sorte de ter visto algo assim em Playa Pilar. As agências de Viñales vendem o transporte de ida e volta pra La Gorda. Quando se chega a Maria la gorda, lá tem uns horários de mergulho já pré-definidos. A empresa que opera lá é a Transgaviota e também oferece serviço de hospedagem, refeições e etc, tudo bem caro. Vou colar as fotos que tirei para se programarem. O grande "bizu" que posso dar de lá é, pra quem quer mergulhar mais vezes e também ir lá pela noite é ficar na vila chamada La Bajada porque ali tem hospedagens a preços excelentes (10 CUCs/pessoa) e fica a uns 15km da base, que o pessoal costuma ir e voltar de carona dessa vila. O mergulho foi sensacional! Não imaginava que seria tão impressionante. Visibilidade excelente também. Valeu a pena. Gastos deste dia: Taxi ida e volta Maria la Gorda - 35 CUCs/pessoa Mergulho: 35 CUCs/pessoa com certificação open water + 14 CUCs aluguel dos equipamentos Entrada de 5 CUCs/pessoa no "complexo" dos quais 3,50 CUCs são revertidos em consumação. Neste valor já está incluída a "entrada", acesso a banheiros (sem chuveiros) e espreguiçadeira na praia com eventual sombra. Rsrsrs Na volta, jantamos na despedida de Viñales num "ristorante italliano" de um cubano que morou na Itália por 11 anos. Jantar meio caro para o padrão de Cuba e massa boa. Fomos à casa da música de novo por não ter o que fazer mesmo, mas lá é meio bizarro... cantores lá com qualidade estilo "karaoke". Hehehehe Dia 12 - 07/09 - quarta - Viñales x Havana x Cancun Um pessoal que encontramos no mergulho falou que tinha uns preços bons pra ir de Havana pra Cancun pela aeromexico direto e, pensei... por que não? Então, com a informação, dei uma pesquisada na cara internet e consegui comprar pro mesmo dia a passagem aérea ida e volta Havana x Cancun x Havana por 120 euros. O táxi de Viñales ao aeroporto foi 15 CUCs/pessoa e me deixou lá. Uma coisa excelente em Cuba são esses táxis coletivos. Hehehe Ao chegar à Cancun, não tinha hospedagem e não indiquei nenhum lugar pra ficar... Se não fosse o carimbo dos EUA no meu passaporte, acho que pensaram que eu ia ficar lá e não voltar mais hahahaha após isso, foi a vez dos charutos... Comprei 50 charutos (máximo pra sair de cuba) e os trouxe pro México. Mas, querendo dar uma entubada nos desavisados, o limite pra entrar no país é 25. Como não li o formulário de imigração direito, tive que pagar o excesso de charutos. O ônibus do aeroporto a playa del carmen custou 168 pesos mexicanos. Cotações 1 euro = 20,25 pesos mexicanos 1 CUC = 14,40 pesos mexicanos 1 dólar = 17,35 pesos mexicanos Chegando ao terminal de playa del carmen, fui procurar hospedagem e achei uma de argentinos (!?!?!). Paguei 12 dólares/dia pra dividir o quarto, no hostal Buena Vibra. O pessoal lá é legal, mas a limpeza não é tanta assim... Comi uns tacos numa praça ali perto por 15 pesos cada um. Dia 13 - 08/09 - quinta - Cozumel Fechei um snorkeling em Cozumel por 30 dóóares no dia anterior. Foi o menor preço que encontrei em Playa del carmen. Os mergulhos estavam variando entre 75 e 120 dólares (???). JAMAIS FAÇA SNORKELING PAGO EM COZUMEL! Eu me senti enganado. Eles te levam pra ver uns "corais artificiais" com umas cabeças de pedra e falam que cada um desses pontos são "diferentes". Na hora de vender o passeio, dizem que são 3 CAÍDAS na água... enfim. Além disso, em Playaéé mais caro que fechar em cozumel... paguei 5 dólares a mais... Sobre o snorkeling, o guia era engraçado e fazia umas graças na água, mas não vale em hipótese alguma os 30 dólares que cobram. Almocei por volta das 17h na indicação dos guias por 170 pesos (peixe, taco, mini arroz e mini feijão + 1 margarita incluída do passeio). Razoável. O transfer pra Cozumel de Playa del Carmen custa 135 pesos cada trecho. Paguei 270 ida e volta. O grande lance de ter ido a Cozumel foi achar uma empresa que fazia mergulho lá por 59 dólares! Pelo que vi, foi o melhor preço da ilha!! Então, com preço assim, tive que voltar no dia seguinte. Hehehehe Dia 14 - 09/09 - sexta - Cozumel Paguei o mesmo transfer ida e volta de 270 pesos mexicanos. E sai 8h. Quando cheguei na empresa, uma das saídas já tinha ido, para o principal ponto da ilha (Palancar e Colômbia). Como ficava muito longe pra ir sozinho, mergulhei em outros pontos que também eram bem interessantes e cheios de caverna (1o ponto) e vida marinha (2o ponto). Valeu a pena! Depois, descobri um restaurante por 70 pesos com entrada na rua a..... EXCELENTE custo x benefício! Além disso, o hostel hostelito tem preços bons também! Vale a indicação pra dormir na ilha e se planejar melhor. Se eu tivesse me planejado, teria economizado 270 de transferir adicional... rsrsrs A noite comi uns tacos na praça com suquinho por 50 pesos. Dia 15 - 10/09 - sábado - Cenote 2 ojos A atendente do hostel 3B falou muito bem desse local. Custou 500 pesos e inclui serviços no cenote. Cenote é uma espécie de poço formado por estalactites e estalagmites com água. É impressionante porque não parece que tem água efetivamente do "outro lado". No Brasil, tem vários lugares assim que não são a fortuna que é aqui na região... rsrs Mas, queria saber sobre o que falam tão bem aqui... Então, consiste num snorkeling dentro de uma "gruta" ou um mergulho com cilindro (95 dólares o mais barato que vi com 1 cilindro). O local é bonito e pra quem nunca foi ao abismo de anhumas, ou chapada Diamantina, vai gostar bastante (o que não é o meu caso) Rsrsrs Almocei no restaurante que tem logo na entrada. Burrito de carne de porco 75 pesos com um refrigerante de 15 pesos. Muito bem feito. Hehehe À noite, lanche na praça e arrumar malas pra viajar dia seguinte e voltar pra Cuba. Bati perna pela calle 12 e realmente ali é o point pra sair à noite. Dia 16 - 11/09 - domingo - Playa del Carmen x Havana Peguei o bus de Playa até o aeroporto às 7h30 por 168 pesos mexicanos. Esqueci que tinha que pagar de novo a entrada em Cuba... arghhh 20 dolares novamente (tenho que sentar e planejar uma viagem direito... rsrsrs). Ao chegar à Havana, parece que vários voos (uns 4 ou 5) chegaram ao mesmo tempo. Moral da história: 2 horas para pegar a bagagem e sair do aeroporto depois do avião pousar... Minha idéia era ir pro oriente e conhecer mais lugares em Cuba. Peguei um táxi que me levou por 15 CUCs (após negociação) até a Via Azul. Lá, como já não dava para pegar o bus das 15h pra Santiago (pousei 12h27, horário de Havana e fui sair do saguão do aeroporto 14h20, fora uma chuva surreal intensa no aeroporto), comprei o bus das 00h30 que chegou lá 16h. Bom que não precisei pagar uma diária de hospedagem. Detalhe do dia: o carro que me pegou, deixou que eu guardasse a mala na casa dele, que fica do lado do centro de Havana. Perfeito! Não ia ter condição de rodar de mochilão pela cidade... Julio Cel +53 5481-5348 Depois de deixar as coisas lá, parti pro farol e depois Coppelia a pé mesmo. 2h de fila e sorvete comido. Dia 17 - 12/09 - segunda - Santiago de Cuba Peguei o bus da via azul saindo de Havana às 00h30 por 51 CUCs. O bus chegou às 16h30. O bus faz um roteiro padrão e passa em várias cidades... numa delas "tomei café" às 12h e comi pizza com caldo de cana (garapa) por 1.60 CUCs. No terminal, fechei com um taxista pra ir ao castelo castillo e depois ao cetro (cespede) por 10 CUCs (antes era 20 CUCs). O castelo tem um visual legal, mas não a ponto de valer entrar por 4 CUCs pra mim. Hehehe o taxista foi ex-combatente na Revolução e tecia ótimos comentários, apesar de os jovens já verem diferente as coisas. Fiquei rodando pelas praças e comi onde parecia um preço bom (até 4 CUCs). Hehehe Fiz hora numa casa simples que ia tocar música variada (campesina, bolero e salsa). Acho que foi mais na sorte, porque a casa é simples também. Pra finalizar antes de ir pra Baracoa, mais uma pizza perto da praça cespede. O táxi desta praça até o terminal foi 5 CUCs. Dia 18 - 13/09 - terça - Santiago x Baracoa O bus saiu de Santiago às 1h50 por 15 CUCs. Lado bom, não gastei com hospedagem. Lado ruim, cheguei destruído. ?? Não tinha hospedagem, mas isso não é um problema... sempre tem gente oferendo lá na hora. Boa chance de fazer um bom negócio. Rsrs eu fechei com Sr. Arturo y Yamira. O quarto é bom e o café da manhã também, mas ficava a uns 8 quarteirões da praça principal que se chama Parque Central. Depois do banho, fui de táxi coletivo 15 MN até o rio Yamuri, onde tem um pessoal te oferecendo lá Trekking e almoço. Como já estava meio tarde, não pesquisei muito e fechei a trilha por 8 CUCs e o almoço com suco e sobremesa (doce que não comi) por 5 CUCS. Hehehe o Trekking foi bem interessante, não pelo visual em si, mas pelas frutas de diversos pés que íamos comendo pelo caminho (maracujá doce, conde, coco, mamilo, etc) e também pela aproximação que ele proporcionou com a vida de um autêntico campesino cubano e a casa onde moram também. Achei que valeu a pena. Fiz o passeio com Justo Manuel (algo parecido com isso) e ele foi contando histórias das dificuldades que passam, não de comida, mas de bermudas e calçados. Negociei com ele de me fazer o passeio a 4 CUCs e ele ficar com minha máscara de mergulho. Ele ficou contente porque poderia pescar e poder melhorar sua condição. Pra ele foi um ótimo negócio, tá? A máscara custa mais de 100 reais. Hehehehe Na volta, peguei pela primeira vez uma guagua. Na moral, não sei como o mulambo se empolgou tanto com essa guagua. O percurso de 22km que fiz indo com o carro coletivo foi de 30min. Com a guagua foi de 1h porque ela vai parando direto e ao longo da rodovia, fora o banco que, da guagua que andei, achei melhor ir em pé, porque já tava maltratando minha coluna. ?????? A guagua custou 2 MN, ou seja, ridículo de barato. Hehehe decidi preservar minha coluna pro resto da viagem e tentar não andar mais de guagua. O valor atrai mesmo, mas não tenho o fortalecimento natural dos cubanos e nem mais vinte e pouco anos de idade pra isso. Hahahaha Dica de refeição barata em Baracoa é o restaurante 1511. Não comi, mas acho que custa 1 CUC... com esse preço.... parece uma delícia já. ?? Dia 19 - 14/09 - quarta - Baracoa x Holguin x Camaguey Acordei cedo pra fazer o passeio ao Parque Nacional Alexandro Humboldt, mas ao chegar na agência (Cubatur), eles ligaram para o parque e informaram que estava chovendo... ai, pensei: ir a praia aqui ou ir a qualquer praia (já que praticamente todas são belíssimas) em uma cidade mais próxima de Havana? Rsrsrs Arranjei um táxi coletivo a Holguin por 20 CUCs e parti pra Holguin. Na hospedagem em Baracoa gastei 10 CUCs na diária e tomei 2 cafés da manhã a 3 CUCs/dia, que era muito bom por sinal. Fechei um transfer pra Holguin que pensei que era um táxi, mas era uma guagua (carro) por 20 CUCs. A estrada de Baracoa a Holguin tem um início horrível e foi sofrido. Rsrsrs Depois de Moa fica menos pior ir nesse carro na parte de trás. Saímos perto das 11h e chegamos a Holguin por volta das 16h. Que dureza ir de guagua. Hahahaha agora entendi porque a via azul não vai de Holguin pra Baracoa... a via azul passa por Santiago pra ir pra lá porque a estrada é menos horrível. Chegando a Holguin, tive que pegar um táxi por 3 CUCs até o terminal de ônibus, que ficava do outro lado de onde cheguei. No terminal, falei com o "líder dos gestores de passagem" que me mandou pra Camaguey (porque inicialmente eu iria pra Playa Santa Lucia), sob o pretexto de que era mais fácil de Camaguey que de Las Tunas. Ele "arrumou um carro" por 20 CUCs que, a principio, eu iria sozinho, mas depois surgiram outros 2. Moral da história: paguei mais caro (seria entre 12 e 15 CUCs normalmente) para chegar antes e já numa casa, porque pela a via azul só sairia 21h15 de Holguin. Em Camaguey fiquei numa casa que o pessoal do carro indicou que são bem receptivos por 18 CUCs/dia com café da manhã. Dia 20 - 15/09 - quinta - Playa Santa Lucía (Camaguey) Fui a playa santa lucía atrás do mergulho com os tubarões touro. Aqui eles alimentam os tubarões e você mergulha próximo a eles. Seria perfeito, se não tivesse pão-durado no carro. Rsrs a Sra da casa onde fiquei disse que os camiones (guagua) demoravam cerca de 2h para chegar, porém demora quase 3h. Além disso, o Sr. que ela me indicou não estava na praia, pois a mãe dele passou mal e ele teve que ir a Camaguey... Moral da história: nao mergulhei com os tubarões. Rsrsrs Minha rotina em vão foi: acordei 5h30, cheguei ao "terminal de camiones" às 6h, ela saiu às 7h (normalmente sai às 6h), cheguei às 10h, consegui contato com o Sr. Gemso às 10h20, peguei um "taxi" que na verdade era uma carrossa puxada a cavalo às 10h35, encontrei o "pescador-instrutor" às 10h50 e começamos o mergulho umas 11h15. Água mexida e visibilidade fora do padrão Cuba (no Brasil seria algo muito bom hahaha). Apesar dos pesares, o Gemso foi extremamente atencioso e esforçado em "me ajudar" diante do cenário adverso. Hehehe apesar de ele não ter certificado de mergulho, tenho certeza que tem mais experiência de mar e de possíveis problemas que um mergulhador certificado. Então, fui tranquilo. Seu equipamento era bom, melhor que em muitas agências que fui. O melhor de tudo foi a amizade que fizemos e o almoço de robalo fresco que me ofereceu e eu, gentilmente, paguei 7 CUCs. Deixo o contato para quem se interessar em mergulhar com ele. O mergulho em si, foi até mais divertido que se fosse com a empresa, pois ele "brincava" com os peixes. Hehehe Fiz contato inicial com Sr. Macau - que mora na Playa La Boca casa 20 A - Mobil - 5274-1173. Ele me repassou para o Gemso Mobil 53711704 - la chusmita. O contato precisa ser feito por telefone mesmo. Os preços deles (30 CUCs sem tubarões e 50 com tubarões) são mais econômicos que a agência daqui também (40 CUCs sem tubarões e 69 CUCs com). RECOMENDO pagar mais caro pra chegar a tempo de mergulhar com os tubarões e água limpa, porque mais tarde ela fica mexida com a movimentação marinha no canal que ocorrem os mergulhos. A volta foi melhor que a ida, pois utilizei o mesmo ônibus dos trabalhadores que vão e voltam todos os dias da playa a Camaguey, pelo menos foi a história que ouvi. Hehehe Esse bus custa 12 MN, mas, como estava num dia de mão aberta, paguei os mesmos 20 MN da ida na volta. Hehehehe Dia 21 - 16/09 - sexta - Camaguey x La Havana A Sra da casa onde fiquei arranjou um transporte pra Havana por 40 CUCs. O preço da via azul era de 33 CUCS, mas até o terminal, contando que o custo de deslocamento em Camaguey e Havana dos terminais seria maior, escolhi o táxi mesmo. A viagem é longa e chata. Rsrsrs Saimos às 9h40 e chegamos a Havana 16h 20. Fiquei hospedado no mesmo local de quando chegamos a Havana, no Fran(k) por 20 CUCs sem café da manhã e almocei no Lo Narco por 6 CUCs porque precisava comer bem e lá é muito bem servido. ?? Bati perna pra cansar e esperar o dia de retornar. Hehehe Dia 22 - 17/09 - sábado - Havana x Rio de Janeiro Chegou o dia de retornar e voltar a comer bem. Hehehe Meu retorno foi alterado direto pro Rio, porque o vôo para Brasília foi modificado. Bom que não precisei ficar em Brasília, ruim que não deu tempo de passar no freeshop porque só tinha 1h de conexão entre as aeronaves. Depois uber do galeão pra casa. OBSERVAÇÕES: 1. Demos sorte porque somos morenos e passávamos por Cubanos. Hehehe mas, o pessoal fica empurrando serviços diversos quando percebiam que éramos estrangeiros. 2. A internet custa 3 CUCs/hora (ou 2 CUCs se conseguir comprar diretamente na loja) e não é lá grandes coisas. Você não consegue fazer chamada pelo whatsup e o Apple store não funcionam. Não testei o play store. Instale todos os programas necessários antes de chegar aqui. Recomendo MUITO o "Map of Cuba offline" que você consegue usar em todo país com localização e também o "Cuba" que mostra os principais pontos turísticos de cada cidade. Com eles, já dá pra montar uma boa programação. Parece que o Viber não é bloqueado para conversar com vídeo. 3. Em Havana, recomendo usar o ônibus pra turista do City tour, pois ele roda bem a cidade. Como andamos pra cacete, fizemos quase tudo que ele faz. Com o bus ganharíamos tempo, fora que o transporte em Havana é bem ruim. Poucos ônibus e os táxis não circulam pela cidade... ficam só na área turística. Para sair de Miramar foi um sufoco e demoramos umas 2h pra chegar ao centro onde ficamos. 4. Demos azar, porque, como somos morenos, acho que a polícia não tem tanta certeza se éramos Cubanos ou não. Em Trinidad e em toda Cuba, o nativo não é bem visto quando está abordando um turista (basicamente europeus). Fomos abordados pela polícia em Trinidad, nos perguntando se éramos cubanos num tom suspeito, digamos assim. Caso se enquadrem na descrição, fica a dica. Hehehe 5. Não pensava que os cubanos fossem tão viciados em novelas brasileiras. Hahaha Como não as acompanho, não sabia falar sobre nada delas. Rsrsrs além disso, vale trazer umas revistas sobre isso e uns doces e chicles pras crianças... ai, elas ficam mais amigáveis e sempre rolam uns descontos. 6. A via azul tem um serviço de venda horroroso! Se tiver como, use o táxi coletivo. Não são tão confortáveis como o ônibus, mas chegam mais rápido e os "gestores de passagem" são mais atenciosos e esforçados que a via azul. Hehehe fora que o preço.... Praticamente iguais a via azul. Rsrsrs 7. O snorkeling em Cozumel é fraco demais e caríssimo pelo serviço que oferecem!! Detalhe, eles tem o hábito de pedir "propina" (gorjeta) pra tudo! 8. Cancun tem vários atrativos interessantes, porém caríssimos. Vale ter facilidade de deslocamento ou tempo pra isso pra procurar fechar passeio no local. Sempre será mais barato que por agência. Fica a dica pro snorkeling ou mergulho com o tubarão baleia, que não tive a chance de ir porque saia de umas ilhas (holbox ou isla mujeres) que não consegui uma boa logística pra ir... 9. Se pensa em mergulhar com os tubarões na Playa Santa Lucía em Camaguey, va de máquina (táxi antigo) ou outro meio de transporte mais ágil. Perdi essa chance porque os tubarões já tinham ido do ponto onde "esperam" os mergulhadores darem comida. Vou ter que mergulhar com eles em outra viagem. Hehehe 10. Se for alugar um carro, muita atenção na estrada. Toda hora tem carrossa, alguém andando de bicicleta, pessoas atravessando a estrada... Confesso se tivesse alugado um, teria sofrido. Hehehehe
  11. Gerais Cuba Impressões: - O país é extremamente belo e o povo, incrivelmente acolhedor. É como voltar no tempo! - Estive na ilha durante a passagem do furacão Matthew na costa oriental e foi uma lição de vida... é impressionante como o povo é solidário e o país dispõe de um ótimo esquema de segurança. O furacão não deixou nenhum morto em Cuba, enquanto no Haiti foram centenas e nos EUA, algumas dezenas, demonstrando o valor dado a vida humana em Cuba. Os estragos materiais foram muitos, mas a população e governo estavam fortemente mobilizados para reconstituir tudo rapidamente. - Não espere encontrar grandes redes de mercados ou lojas. Não há. - Depois de alguns dias em Cuba, talvez vc descubra que as notícias que chegam ao Brasil, sobre ilha, não são tão verídicas assim ou, que sabe, são um pouco tendenciosas; - Os cubanos são extremamente informados; - O povo cubano valoriza o convívio e a utilização do espaço público. Mesmo para utilizar a internet, há convívio público. A maioria dos sinais de wi-fi é nas praças ou em regiões próximas de hotéis, nesses locais vc verá sempre muitas pessoas acessando a rede e... socializando. - O país é extremamente seguro. Mesmo à noite e em regiões pouco iluminadas (que vc jamais passaria no Brasil), vc se sentirá seguro. - É normal você chegar a bares e restaurantes e já ter acabado algumas comidas ou bebidas (até as coisas mais tradicionais). - Nos banheiros em bares e restaurantes, há sempre uma senhora, que cuida da limpeza, e vai pedir uma contribuição pelo papel higiênico. Lá, diferentemente daqui, o papel (assim como outros recursos) não é esbanjado, até nos restaurantes vc vai notar que há restrição com guardanapos. Gastos * Passagem aérea: Compramos em uma promoção da Submarino Viagens com a Copa, cerca de uns 06 meses antes da viagem, num total de R $ 1.700,00 por pessoa. * Gastos Gerais: Levamos Euros, pois tem melhor taxa de conversão. Eles cobram um adicional de 10% para troca de dólares, tanto na compra quanto na venda. Gastamos, em média, 700 euros em 14 dias (50 euros por dia). Câmbio: As casas de câmbio (cadecas) são administradas pelo Governo. Assim, não há uma grande variação de preços entre elas. Só trocamos moeda em Havana, mas umas amigas que foram uns dias antes de nós e trocaram em outras cidades, comentaram que a melhor cotação no foi aeroporto. No nosso caso, trocamos na cadeca do aeroporto a cotação 1,0676 (CUC X Euro em 24.09.2016) e na cadeca da Calle Obispo a 1,08882 (CUC X Euro em 27.09.2016). Hospedagem: Ficamos em casa de família em Havana e Trinidad. Em Varadero ficamos em um resort. As dicas de cada hospedagem estão mais abaixo, aonde falo das cidades cronologicamente. Transporte: Não utilizamos a Viazul, empresa governamental que atende aos turistas (os nacionais utilizam os Ónmbus Nacionales ou guaguas, espécie de caminhão que transporta precariamente pessoas. Obs.1: em alguns locais notei que os cubanos chamam de guagua qualquer ônibus/transporte. Obs.2: você pode consultar os horários, tempo de viagem e preço das passagens diretamente no site da empresa antes de sair do Brasil. É uma opção interessante para não ficar refém do que os taxistas te oferecem (sem ter parâmetro). Acabamos utilizando táxi compartilhado, pois o preço era um pouquinho superior, mas o tempo para chegar ao destino consideravelmente menor. Se for a sua opção, peça para ver o carro antes de fechar e, se te falarem que tem ar condicionado, peça para testar antes de sair, pois nem sempre vão te oferecer o que prometeram. Em Trinidad, conhecemos os famosos ‘jineteros’, que são pessoas que ficam no terminal da Viazul oferecendo taxi compartilhado ao ‘mesmo’ preço do bus, são eles que agenciam os taxistas e esses pagam um percentual ao jinetero para poder atuar. No nosso caso, negociamos uma coisa com o jinetero, mas acabamos tendo que trocar de carro três vezes até ele cumprir o que prometeu. Em Havana e Trinidad utilizamos ônibus turístico para ir as praias de Santa Marta e Ancón/Maria Aguilar, respectivamente. São ônibus com ar condicionado, que cobram bilhete de ida e retorno no ingresso ao transporte. Em Havana tentamos utilizar o ônibus comum (urbano), mas foi uma aventura e não compreendemos bem o sistema... o preço foi irrisório, nos cobraram menos de 0,10 CUC. Guia: Como o acesso a internet é reduzido em Cuba, o ideal é ter as informações a mão, como em um guia, por exemplo. Procurei bastante no Brasil um bom guia de Cuba, mas acabei não encontrando. Somente encontre o da PubliFolha, que não gosto muito, os demais, como Lonely Planet, estavam com edição esgotada no país. Acabei indo para a viagem apenas com informações impressas coletadas de relatos de outros brasileiro. No entanto, dei sorte... na casa de família que ficamos em Havana havia vários guias que outros turistas deixaram. Aí peguei emprestado e acabei utilizando durante toda a viagem! Ingressos para atrações turísticas em Cuba e hospedagem em resort: são comprados na Cubatur ou Habanatur, ambas agências de turismo do governo. Os preços são tabelados. Depois de algum tempo descobrimos que não se pode comprar direto no local/atração, só na agência. Havana Impressões: a cidade é incrível! É como voltar no tempo... os carros antigos, a arquitetura monumental e impressionante, as pessoas convivendo pelas ruas e ocupando os espaços públicos, a ausência de internet infestando todos os restaurantes e bares, a alegria, disponibilidade e solidariedade dos cubanos, sem aquela 'pressa' inerente às grandes cidades... Ah, e não menos importante, a música em todos os cantos e a história ‘viva’ em todos os locais da cidade! Tome cuidado com algumas abordagens próximo ao Capitolio. Os cubanos vão te oferecer um 'puro' da cooperativa de trabalhadores que só é vendido 'naquele' dia com 50% de desconto ou um show do Buena Vista. E uma espécie de ‘golpe’. Geralmente chegam te perguntando de que país é e falam que amam as novelas brasileiras. Não que há assalto ou nada do gênero (até porque a legislação é bem rígida para os cubanos que cometem infrações com turistas), mas vão ficar te pressionando muito para comprar deles. Hospedagem: ficamos em casa de família, na casa de Cândida e Pedro ([email protected]), na San Rafael, 403, Centro Habana. Fomos por indicação de um amigo, que já havia se hospedado lá. Fizemos a reserva pelo mycasaparticular, mas a Sra. Cândida nos informou que a reserva pode ser feita por e-mail, não precisando pagar as taxas do site (no nosso caso foram 32 euros de taxas que poderiam ter sido economizados). A diária em quarto triplo foi 35 cuc e o café da manhã, pago a parte, 5 cuc por pessoa. A Sra. Cândida e o seu esposo são pessoas excelentes, aprendemos muito sobre Cuba com eles e, acredite, a maioria das informações daquele país que chegam ao Brasil poderão não ser tão verdadeiras assim, segundo nos falaram... Além disso, ela está sempre disposta a auxiliar com informações de pontos turísticos, ônibus, etc. Além de organizar casa de família e táxi para ir a outras cidades. Restaurantes e Bares: * La Juliana (Calle Zanja com San Nicolas, Centro Habana): Várias opções a preços acessíveis, com pratos bem servidos entre 5 a 10 cuc (algum tipo de carne, acompanhada de arroz, banana e salada). Ao lado do restaurante, eles dispõem uma lanchonete, de mesmo nome, com sanduíches, pizzas e massas. * Museo del Chocolate (Calle Mercaderes): espécie de lanchonete especializada em chocolate e com produção própria. O copo de chocolate gelado está 1 cuc e o quente, 55 cuc. Ambos Maravilhosos! Há outras opções de lanches, inclusive de chocolate em barra. * Antiguo Almacen da Madera y Tabaco (na orla, próximo ao mercado de artesanías San Jose): contam com restaurante e cervejaria dentro de um armazém do Porto. Belo visual. * Restaurante Lluvia de Oro (Calle Obispo): não provamos a comida, mas é um bom ponto para assistir uma banda de música cubana, tomando um cerveja gelada. * Restaurante Europa (Calle Obispo): Comida boa e barata. Sempre rola alguma banda de música cubana. * Bodeguita del Médio (Calle Empedrado, entre calle Cuba e San Ignacio): Ótimo! A decoração do bar é linda e o mojito, famoso por ser o preferido de Hemingway, é ótimo (custa 5 cuc, meio caro, mas vale pelo lugar). À noite, há banda de música cubana. * La Caribeña (Calle Obispo, em frente ao centro de artesanato): boa comida a bom preço. Sucos deliciosos a 1 cuc. Não vende bebidas alcóolicas. * La vitrola (Plaza Vieja): decoração linda. Oferece petiscos. Sempre há uma banda tocando. * Factoria Plaza Vieja (Plaza Vieja): trata-se de uma cervejaria com produção própria. 2 cuc o caneco de 500ml. Há opções de comida, mas no dia que fomos, o cardápio se resumia a uma opção de espetinho, pois as demais opções havia acabado. Trinidad Impressões: a cidade é linda! Os prédios, na maioria bem conservados, são maravilhosos! A cidade é o ponto de hospedagem mais próximo das praias de Ancon e Maria Aguilar. Possui vida noturna intensa. Pontos não tão positivos: é muuuiito quente e turística (a maioria das coisas são mais caras do que nas outras cidades). Hospedagem: ficamos na casa da Doña Ramonita, uma senhorinha de uns 80 anos, muito simpática. A Sra. Cândida (de Havana) reservou para nós e já tínhamos visto boa indicação no mycasaparticular. Pagamos 30 cuc pelo quarto triplo e 5 cuc, por pessoa, o café da manhã. Pontos que desabonam: esta localizada fora do centro histórico. Tivemos dificuldade em obter informações sobre a cidade ou ajuda para organizar a nossa ida a próxima cidade. Bares e restaurantes: Todos os restaurante que fomos serviram uma espécie de entrada com pães e patê, sem custo adicional. * Casa de la música: Bar interessante, fica em uma escadaria, na Plaza Central. Há sempre apresentações de bandas cubanas e dançarinos. Servem coquetéis e cerveja galada. 1 cuc para entrar. * La taberna (a umas 2 quadras Plaza Central): o restaurante funciona 24 horas e oferece várias opções a preços honestos. Porções bem servidas. Varadero Impressões: a praia belíssima! A cidade gira em torno dos resorts e seus turistas. Hospedagem: ficamos no Club Kawama. Na verdade, Varadero não estava nos nossos planos, a intenção era ir aos Cayos. No entanto, o transporte a Remédios, cidade mais indicada para hospedar-se e ir aos Cayos, é bem limitado. Só há um ônibus por dia de Trinidad, que parte às 7:30 da manhã e leva umas 7h de viagem (esse mesmo bus vai até o cayo Santa Marta). Acabamos percebendo que iríamos perder muito tempo em deslocamento, além disso, havia a possibilidade do furacão Matthew, que estava se aproximando da parte oriental de Cuba quando estávamos lá, interferir nas condições climáticas e do mar. Então, optamos por Varadero, que estava mais distante do furacão e conseguimos organizar melhor transporte. Para reservar foi uma lenda, mas no final deu certo! Havia perguntado os preços de resort na Cubatur em Trinidad e fui informada que os mais econômicos estavam em 68 cuc por pessoa. Na internet (http://www.cuba-junky.com, para reserva de hotéis e resorts), custava 143 euros o quarto triplo. Tentamos fechar pelo site, mas precisava confirmar com um código recebido do Banco via celular (que não estava funcionando em Cuba). Como ficamos na dúvida se havia ou não debitado o cartão de crédito nessa tentativa de reserva via internet, fomos até o hotel. Não localizaram a nossa reserva, como imaginávamos, mas conseguimos fechar com a Cubatur, que mantém guichês dentro dos resorts, por 40 cuc por pessoa/dia (quase o mesmo preço da internet e bem abaixo do preço ofertado em Trinidad). O recepcionista do hotel que nos orientou a comprar com a Cubatur (localizada dentro do hotel), muito engraçado! O sistema é de 'todo incluso': alimentação, bebidas, inclusive alcoólicas durante todo o dia, e algumas atividades de lazer. O hotel tem acesso direto à praia com estrutura. Estávamos em dúvida quanto à localização e se a praia onde o hotel estava localizado seria boa. Foi excelente! Aliás, a praia parecer ser igual em toda Varadero. Relato Dia 1 – Sábado Saímos de Brasília as 2:15 da manhã e chegamos em Havana às 11:30, com escala de 1h no Panamá. Voamos Copa e a nossa viagem não foi lá estas coisas, pois nossos assentos foram em frente a uma saída de emergência (poltrona 10), que não permite declinar a poltrona. Péssimo! Uma informação valiosa: você pode comprar o visto de entrada em Cuba com a Copa no Panamá. Normalmente, o visto é vendido num guichê próximo ao portão 21, mas nesse dia, ficam os esperando um tempo nesse guichê e ninguém apareceu. Daí fomos informados que estavam vendendo o visto no nosso guichê do embarque. Custa US$ 20. Leve trocado, pois eles não trocam dinheiro. Queríamos até pagar a mais para a atendente trocar a grana, mas ela não aceitou. Aí, depois de algumas tentativas frustradas, consegui trocar o dinheiro comprando uma besteirinha do freeshop. Foi um pouco tenso, pois tínhamos pouco tempo de conexão. Então, leve trocado. Chegando em Havana, a imigração foi tranquila, só entregar o visto preenchido (que vc comprou na Copa) e já pegar a mala... que demorou uns 30 min até aparecer! Trocamos dinheiro na casa de câmbio (fica do lado de fora do aeroporto). A cotação estava em 1,066 CUC para cada euro. Atenção: Leve euros, pois há deságio na troca de dólar (nesse daí estavam pagando 0,86 pelo dólar). Havíamos lido que no aeroporto só se poderia pegar os táxis oficiais (amarelos), que cobravam 25 CUC a corrida até o centro. No entanto, enquanto esperávamos na casa de câmbio vimos alguns outros carros passando que pareciam táxi coletivo, fomos para próximo da pista (um pouco afastado dos amarelos) e conseguimos por 15 cuc até a casa de família que ficamos. Almoçamos e fomos caminhar em Habana Vieja. Seguimos pela San Rafael, passamos pelo Capitolio (fechado para reformas), ruas adjacentes, Paseo de Prado, Plaza Central (onde há carros antigos conversíveis, coloridos, incríveis!), La Floridita e um pedaço da Calle Obispo. A noite fomos no Mallecon. Impressionante como os cubanos, diferentemente do Brasil, utilizam efetivamente o espaço público. Eram centenas de pessoas sentadas ao longo do Mallecon conversando, bebendo, dançando. Depois pegamos um táxi (5 cuc) para o Vedado. Se já achamos que havia muita gente no Mallecon, imagine nas ruas do Vedado, realmente impressionante, nunca vi nada igual! Ao contrario do Mallecon, no Vedado, o publico que estava na ruas era essencialmente jovem. Fomos no Bar Sofia, bebemos mojitos e assistimos apresentação de música cubana. Para voltar, pagamos 4 cuc no táxi. Dia 2 – Domingo Pela manhã, precisamos passar em num farmácia perto do hotel Sevilla. Depois, aproveitamos para conhecê-lo, os azulejos azuis são incríveis! Aproveitamos que estávamos perto e fomos ao Museu da Revolução (8 cuc). Demos sorte, porque era início da manhã e havia poucas pessoas. Conseguimos conhecer todo o museu com tranquilidade. O Museu, bem organizado e em um prédio lindo, apresenta a história da Revolução cubana. Alguns espaços estavam em reforma como o Memorial Granma e a sala dos espelhos. Vá durante a manhã que faz menos calor, então sugiro ir nesse horário (não há ar condicionado). Depois fomos ao Calleron de Hamel, que é um espaço de Cultura afrocubana. Fantástico! Pagamos 3 cuc em táxi compartilhado. Depois almoçamos na Calle Obispo e fomos caminhando até a Plaza de Armas. No caminho paramos para admirar as farmácias Taquechel e Johnson (farmácias museu final do século XIX, totalmente restauradas, que atualmente são uma espécie de museu) e subimos até o último andar do Hotel Ambos os mundos que tem um bar com uma vista incrível! Vc não paga nada para subir, pois há um bar onde vc pode ficar apreciando a vista da cidade. Além disso, no apto 511 do hotel, morou o escritor Hemingway. No local, atualmente há uma espécie de Museu. Fomos a Plaza de Armas, bom lugar para descansar e apreciar os prédios ao redor. Depois seguimos pela Calle Mercaderes. Paramos para comer no Museo del Chocolate. Os prédios dessa rua estão praticamente todos restaurados. Lindíssimos! Eu diria que o ponto alto é a Plaza Vieja. As casa no seu entorno são incríveis. No local, há boas opções de bares a preços razoáveis. Dia 3 - Segunda O plano era fazer o walking tour, porém não saiu do local e horário indicados na internet. Assim, decidimos fazer o passeio num dos inúmeros carros conversíveis que ficam no Parque Central. Esses carros são super conservados e incrivelmente coloridos (rosa, vermelho, lilás, etc). Negociamos preço e pagamos 20 cuc (inicialmente nos cobraram 40 cuc). Não é um mega passeio, mas dá para ter uma noção dos pontos principais da cidade. Além disso, andar num carro antigo daqueles é especial. Depois, seguimos pela Calle Obispo em direção à orla, passamos pelo Museu do Rum, mas não fizemos o passeio. No local, há uma loja e um bar do Club Havana. Continuamos caminhando até um centro de artesanatos que fica num antigo armazém do Porto, chamado mercado de artesanías San Jose. É enorme e há opções de artesanato a preços mais acessíveis de que o centro da cidade. Depois passamos novamente ao Museo del chocolate para mais delicioso chocolate gelado. À noite fomos ao Restaurante Lluvia de Oro na Calle Obispo, onde estava tendo uma banda de música cubana. Jantamos no La Vitrola. Dia 4 - Terça Fomos a Rádio Havana, pois meu amigo iria dar uma entrevista na emissora. Foi interessante, além do ambiente, conhecemos a história das pessoas e como a revolução marcou suas vidas. Depois fomos a praia Santa Maria, conhecida como a Praia do Hotel Tropicoco. Optamos por pegar o ônibus local, que foi uma aventura! Para conseguir entrar na condução, já foi uma desafio... não que estivesse lotado, mas sim porque vc não entende bem como funciona. A passagem era muito barata, dei uns 0,20 cuc e paguei para 3 pessoas. Descemos na pista e caminhamos uns 15min para chegar até a Praia. A Praia é razoável e a água uma delícia! Há um restaurante simples com comida gostosa na entrada da Praia. Voltamos de taxi (5 cuc). À noite jantamos no Restaurante europa, na Calle Obispo. Na volta para a casa, ficamos observando a comemoração dos CDR – Comitê de Defesa da Revolução (a comemoração sempre ocorre dia 26/setembro). Cada quadra tem o seu comitê, que é uma forma de organização da comunidade para alcançar seus direitos, tomar conta dos que não cumprindo seus deveres ou usufruindo os direitos, assim como, é uma forma de manter a segurança do local. Nesse dia, eles decoram as ruas com bandeiras de Cuba e do movimento 26-Julho e preparam uma espécie de sopa (com todos os tipos de carnes, verduras e a cabeça de um animal, como cerdo). Cada quadra coloca a sua panela de sopa (enorme!) a cozinhar na rua (fazem uma fogueirinha na rua mesmo) e os vizinhos ficam festejando, comendo e bebendo. Os comitês são organizados por quadra, assim cada comitê faz uma comemoração como essa. Muito louco! É como se estivesse voltando no tempo. Uma capital com ares de interior. Dia 5 - Quarta Para irmos à Trinidad pegamos uma espécie de passeio, que iria passar por alguns pontos turísticos antes de chegar a cidade. Pagamos 50 cuc por pessoa, 20 cuc a mais do que o táxi coletivo, que nos levaria diretamente a Trinidad. Obs.: o táxi sairia as 13:30, pois são os carros vem de Trinidad trazer passageiros à Havana e retornam com outros turistas. O ônibus da Via Azul custa 25 cuc, há horários mais limitados e leva umas 6h de viagem. No caminho paramos em um hotel (não lembro o nome) que oferece passeio de barco por um rio de águas escuras até uns flutuantes que reconstituem uma aldeia indígena. Bem turístico, apresar do cenário bonito, não valeu os 12 cuc que pagamos. Depois paramos no Museu Giron, que conta a história das tentativas de ataque americano aquela região (pós revolução). Havíamos entendido que o motorista iria parar na Praia de Giron, mas na verdade parou no museu. Dica: ao contratar táxis e passeios, pergunte bem e confirme a informação diversas vezes antes de fechar. Almoçamos em Giron, em um restaurante caseiro que oferecia carne de tartaruga. Passamos pelo centro e Malecon de Cienfuegos (a cidade é extremamente limpa, mas não chamou muito atenção) e rumamos a Trinidad. Parte do caminho da viagem foi via costa, que é bem linda. Obs.: saímos as 8:30 da manhã e chegamos perto das 16h em Trinidade. O passeio só valeu para conhecer outras cidades e porque fizemos um caminho mais interessante do que seria feito de táxi. À noite, fomos na Casa de la música. Jantamos em Restaurante próximo a Plaza (não recordo o nome, fica no segundo andar). Dia 6 - Quinta Pegamos o ônibus para a Playa Ancon, que sai do terminal da empresa, próximo ao Floridita Trinidad. Custa 4 cuc (preço único de ida e volta) e possui horários de 2 em 2 horas, a partir das 9h da manhã. A Praia Ancón é bem bonita e sossegada (pelo menos no dia que fomos, que era meio de semana). Se vc caminhar pela praia, à direita de onde o bus te deixa, para vai encontrar várias árvores. Sombra perfeita para descansar. Na praia, há um passeio de barco que te leva à uma barreira de corais. Mergulho com snorkel. O peixes e formações no fundo do mar são incríveis. O passeio é de 1h, custa 10 cuc e oferecem todo o material de mergulho. Na volta, fizemos um almojanta no La taberna. Dia 7 - Sexta Fomos à Playa Maria Aguillar, que fica próxima a Praia Ancón. Pega-se o mesmo ônibus e só pedir ao motorista para avisar o ponto de descida. Esta praia é incrível... enfim as cores do Caribe! Não há muita infraestrutura, mas a beleza do lugar compensa e muito. Há algumas pedras na água e outras partes com areia. Há muitos locais para fazer snorkel, uma beleza. O ideal, para aproveitar mais e não se machucar nas pedras, é levar os sapatinhos de borracha. Não levamos, mas por indicação de uns cubanos que estavam na praia, conseguimos mergulhar num local ótimo. À noite, repetimos o La taberna. Dia 8 – Sábado Fomos para o terminal da Via azul antes das 7h da manhã. Lá descobrimos que o bus que saía as 7:30 chegaria às 14h em Varadeiro (20 cuc). Acabamos negociando um táxi, 80 cuc até Varadero, com ar condicionado. Como estávamos em três pessoas, valeu a pena! Chegamos em Varadero perto das 11h da manhã. No hotel foram 3 dias de descanso. Tanto no início quanto no final da estadia, apesar de já termos desocupado o quarto, pudemos continuar aproveitando a estrutura do hotel, ou seja, comendo, bebendo, utilizando a estrutura, etc. Só tiraram as nossas pulseirinhas quando entramos no táxi, muitas horas depois do check-out. Dia 9 – Domingo Dia de descanso em Varadeiro. Dia 10 - Segunda Saímos do hotel perto sãs 15h, pois iríamos para pegar o bus para Havana as 16h (10 cuc). Pagamos 5 cuc no táxi do hotel ao terminal da Via azul. Ao chegar no local, um taxista nos abordou querendo 50 cuc para levar a Havana. Depois de algumas tentativas e ele viu que não pagaríamos, então, ofereceu-nos a viagem por 15 cuc por pessoa. Como tinha ar condicionado e desceríamos no Centro de Havana, acabamos indo de táxi. Levamos 1:30 até Havana. Ficamos hospedado na mesma casa de família. À noite, fomos conhecer o Bodeguita del Médio e depois jantamos no restaurante Europa. Dia 11 – Terça Mais um dia de Praia em Santa Maria. Há um bus que sai do Parque Central, a partir das 9h. Custa 5 cuc ida e volta. Se informe quanto aos horários, pois da primeira vez que peguei era de hora em hora, mas no outro dia, saia de 40 em 40 min. Parada próxima ao Hotel Tropicoco. Jantamos no La Caribeña. Dia 12 – Quarta A proposta era ir na Fábrica de Tabacos Partagás, próxima ao Capitolio. Chegando lá, nos informaram que o tour ali não estava funcionando e somente a loja estava aberta. Então fomos para a fábrica, onde há o tour, próximo do Vedado. Fomos andando. O passeio é interessante, explica toda a fabricação do charuto, que é manual, e as diferenças entre as marcas, tipos e produções de fumo. Ah, apesar de existirem marcas diferentes, todas são fabricadas no mesmo local. Cada dia é feito um tipo de charato, de cada marca. No dia que fomos lá, estavam fabricando o Cohiba robusto. A tarde, fomos dar mais umas voltas pela Mercaderes. Fomos na Perfumaria 1791, fabrica de perfumes artesanais. O espaço é lindo e os perfumes são interessantes, com essências de Caribe (10 cuc o frasco pequeno). Dia 13 - Quinta Fomos novamente à praia de Santa Marta. Na volta passamos na livraria Fayad Jamis (Calle Obispo), que vende livros em moeda nacional. Os livros são incrivelmente baratos. Passamos no Mercado de Artesanías San Jose e no centro de artesanato da Calle Obispo. Bebemos algumas cervejas no Factoria Plaza Vieja e jantamos no La vitrola. Dia 14 - Sexta Acordamos cedo e fomos tirar fotos no Malecon. No caminho, vimos algo que marcou a viagem: crianças de uma escola primário cantando ‘Hasta siempre’ em comemoração ao dia da liberação dos escravos. Emocionante! Ficamos algum tempo no Malecon, apreciando a beleza e tirando fotos. Depois, hora de voltar ao Brasil... Qualquer dúvida, estou à disposição!
  12. Olá!! Resolvi relatar aqui minha viagem a Cuba porque o Mochileiros nos ajudou muito. Vou postar mais um complemento do que não foi dito pelos demais. Eu e uma amiga estivemos em Cuba de 16 de maio a 26 de maio de 2016. Gastamos, no total, R$ 3.600,00, incluindo passagem, hospedagem e gastos em geral. Nossa viagem foi um pouco atípica, pois ficamos hospedadas em Havana na casa de um amigo brasileiro que trabalha na embaixada do Brasil lá, portanto, não gastamos com hospedagem em Havana, tomamos café da manhã em casa, tivemos dicas muito boas (porque muitos cubanos dão dicas para ganharem algo, então pode ser furada, cuidado!! Não acreditem se disserem que algo está fechado ou não existe, porque podem estar mentindo pra levar vocês a outro lugar) e ficamos num bairro mais afastado. Tivemos que pegar táxi coletivo até o centro de Havana todos os dias. Dicas importantes: a) negocie preços nos táxis entre as cidades. Eles sempre fazem por menos. Sempre. Mesmo que demore um pouco mais para baixarem o preço. b)Nos taxis coletivos de Havana, o preço médio é de 1 CUC, e seja claro que você quer táxi coletivo. c)Leve álcool em gel, pois muitos banheiros não têm sabonete (muito menos papel higiênico). d) Em Cuba o Wi-Fi é muito difícil, leve um bom guia (como o do Lonely Planet). e) Para ir de uma cidade a outra você pode usar os táxis coletivos ou ônibus da Viazul, fica mais barato vc ir de táxi se conseguir companhia (mais fácil perto da hora de saída do ônibus). f) 4 é o número ideal para viajar. Fácil de dividir táxi. g) Eles adoram novelas brasileiras. Saibam o final. hehehe h) Reggaeton o tempo todo nos táxis, bicitáxis, bares... i) a gorjeta é de 10%, mas damos depois que recebemos o troco. Os lugares mais turísticos incluem na conta e fazem questão de cada centavo. j) Acostume-se às ofertas de serviços (e até de "novios") e aos pedidos (pedem qualquer coisa, pediram até um colar meu). Um "no gracias" muitas vezes é suficiente. Havana Havana é uma cidade que pode ser muito barata ou muito cara. Fica mais barata quando você come em restaurantes das casas das pessoas e compra coisas na rua. E é caríssima nas partes mais turísticas. Tente não seguir todas as indicações dos cubanos nas ruas. Eles muitas vezes te levam para lugares caros e com comida ruim. Não se engane pela aparência! Um restaurante com aparência de caro pode ser mais barato que outro mais feio. Tivemos sorte que foi "dia do museu" e não pagamos nenhuma entrada, mas normalmente os museus custam uns 5CUC. Fecham às segundas e abrem de 9h às 17h (como quase tudo em Cuba). Recomendo a visita ao Gran Teatro de Havana, é lindo por dentro e por fora. Não entramos no Capitólio porque estava em reparação, mas é lindo. Havana é uma cidade incrível, com diversas baladas (vá à Fábrica, funciona de quinta a domingo), jazz, bares. ônibus até tarde. Os táxis coletivos já não passam e os táxis comuns são mais caros, mas negocie!! Recomendo a Pizzaria Bella Ciao (em Miramar) e o restaurante La Catedral (preço ótimo, ambiente muito agradável e comida excelente). A Bodeguita del Medio y El Floridita estavam sempre lotados de turistas e o preço era bem maior que os demais bares, então só tiramos foto e bebemos em outros lugares. Perto da Bodeguita del Medio tem o Museu de Arte Colonial e a catedral! Valem muito a visita. Não fomos ao Cañoazo, pois disseram que era meio dispensável, mas visite os fortes da cidade, são muito legais. Também não deixe de ir à Universidade de Havana. Olha só: Não fomos à Copélia, porque a fila estava gigante e a parte pra turista estava fechada. Então só olhamos de fora. Recomendo o Callejón de Jamel, mas não compre nada (um amigo comprou um cd e ele estava virgem). No Memorial José Martí se paga até pra visitar a parte de fora e não se pode subir até a torre. Também não entramos no Cemitério, porque estava fechado (já depois das 17H), mas de fora parecia valer a pena. O Café Fresa y Chocolate não é um café, mas sim um bar e você pode comprar cartazes de cinema lá. Há uns lindos! Compramos Charuto de forma legal, mas você pode conseguir um esquema muito facilmente. Vá ao Paladar Vistamar durante o dia, pois durante a noite não se vê o mar. Foi isso em Havana.
  13. Depois de tanto protelar, venci a preguiça e vim postar o relato da viagem que fiz à Cuba em fevereiro de 2016 com minha irmã e dois amigos, sendo que um deles conhecemos apenas no aeroporto de Havana. Como estão brotando relatos sobre Cuba, vou tentar apenas acrescentar informações, pro relato não ficar muito grande. Acho que de um modo geral, esse relato valerá mais pras pessoas que vão em grupo de três ou quatro pessoas, porque nossos deslocamentos foram feitos somente com o uso de táxis, já que o valor dividido era bem mais em conta que se cada um pagasse passagens de ônibus. Nosso roteiro foi o seguinte: - 10/fev: saída do RJ às 13h30. Conexão de 2h no Panamá. Chegada no aeroporto de Havana, por volta das 21h30; - 11, 12 e 13/fev: Havana; - 14/fev: viagem e chegada em Viñales; - 15/fev: viagem e chegada em Trinidad; - 16/fev: Playa Ancon; - 17/fev: viagem a Remedios, com parada em Santa Clara; - 18/fev: Cayo Santa Maria; - 19/fev: Varadero e retorno à Havana; - 20, 21 e 22/fev: Havana; - 23/fev: Saída de Havana às 5h, conexão de 12h no Panamá; - 24: chegada às 7h30 no RJ. PASSAGENS -Pagamos R$ 1.100,00 ida e volta com saída do RJ, em uma promoção da Copa Airlines. -Aconselho a cadastrarem o seu e-mail no site deles, pois foi assim que fiquei sabendo da promoção. VISTO -Compramos no portão do nosso embarque com o pessoal da Copa. Custou U$20. -Eu não tenho certeza, mas disseram que eles não dão troco, então preferimos comprar alguma coisa no duty free pra levar o dinheiro já trocadinho. -Acho que é meio evidente, mas guarde a metade da sua Tarjeta. Você precisará apresentá-la em sua saída do país. ATESTADO DE VACINA INTERNACIONAL E SEGURO SAÚDE -Não nos pediram isso em nenhum momento da viagem. DINHEIRO E CÂMBIO -Levei $750 euros , o que deu por volta de $812 CUC e foi o suficiente pra minha viagem e ainda sobrou uma quantia considerável. -Quando você chegar em Havana, existem Cadecas do lado de fora do aeroporto. Fui informada que elas funcionam até a 1h e voltam a abrir às 3h. -Aconselho a pedir para as atendentes recontarem a quantia quantas vezes você achar necessário, porque eu acho, frise-se, ACHO, que me voltaram quantia a menos. De qualquer forma, é bom ter atenção. -Na volta, você só poderá trocar os seus CUC's depois que você passar pela imigração. A Cadeca fica no mesmo local da lanchonete e próximo aos portões de embarque. -Procure ficar apenas com notas de CUC, pois a atendente da Cadeca se negou a trocar as minhas moedas. Resultado: mesmo comprando café, água e um monte de coisa na lanchonete, voltei com $2 CUC de recordação. -Dentro da cidade de Havana é fácil encontrar Cadecas pelas ruas. Já nas outras cidades eu não tenho conhecimento, porque troquei todo meu dinheiro no primeiro dia, só usando as Cadecas pra trocar CUC por CUP. -Troquei uns $15 CUC por CUP pra comprar comida de rua. -Não usei CUP pra dar as famosas propinas, para isso, usei centavos de CUC. Fiz isso porque as pessoas ficavam me olhando com cara de reprovação quando dava CUP e eu me sentia mal AEROPORTO -Sim, é bem diferente. Na chegada você vai enfrentar uma fila bem estranha pra passar pela imigração. -Procure os guichês da esquerda. Parece que os da direita são para pessoas que participam de cruzeiro, ou algo do tipo. -Depois da imigração terão médicas da vigilância sanitária que poderão, ou não, te abordar. Se elas te abordarem, você precisará preencher um formulário comunicando o seu estado de saúde e o local em que você se hospedará. Ou seja, você deverá ter o endereço certinho de onde você ficará (obs: todos os endereços de lá são dados com o nome da calle, nº e entre quais calles o local fica). - Você poderá esperar horas para pegar a sua mala na esteira. Nós demoramos cerca de 2h pra pegar as malas de todo mundo. - Na volta você perceberá mais claramente a diferença do aeroporto de Havana pra qualquer outro do mundo. As lojas de marcas desejadas são substituídas por lojas de souvenir que você encontra em qualquer esquina de Havana e eu não encontrei um lugar pra tomar café enquanto aguardava liberar o check in VESTUÁRIO -É surpreendente, mas leve umas duas calças e dois casaquinhos ou blusa pra Cuba. Quando fomos, uma massa de ar fria estava sobre a ilha, então passamos um pouco de frio quando chegamos. Graças a Deus não durou muito, mas percebi que independente dessas viradas de tempo, a noite em Cuba pode ser bem fresquinha. COMIDA A alimentação deles é bem parecida com a nossa, mas com algumas diferenças. O feijão deles, por exemplo, é preto e já vem junto com o arroz, sem aquele caldinho grossinho de que tanto gosto Eles também são apaixonados por inhame e banana verde fritos. Me apaixonei também <3 Durante toda a viagem, preferimos tomar café em cada uma das casas, pular o almoço, fazer um lanchinho a tarde e depois jantar. Não sofri nada com essa estratégia e economizei bastante!! Escolhemos restaurantes na calle obispo ou então os próximos à Catedral. Só jantamos um dia em uma casa recomendada pelo Oscar, nosso anfitrião em Havana e confesso que foi o melhor jantar da viagem... chegamos e já nos ofereceram um drink, teve entrada que parecia o jantar, com berinjela recheada com pescado, inhame frito e mais uma coisa que eu não me lembro embebido em mel. Prato principal com carneiro, arroz, feijão com caldinho (delícia) e uma saladona!! Depois veio a sobremesa, com flan, sorvetes e geléias caseiras. Quando achamos que tinha terminado, ela veio com um café delicioso (cuba tem uma grande plantação de café arábico) pra despertar. Aí, pra arrematar, deu um licor maravilhoso pra mim e pra minha irmã e rum pro nosso amigo e pro Oscar, com direito a charutos pra quem quisesse relaxar mais um pouco. Isso tudo por uma bagatela de $8 CUC por pessoa... gostamos tanto que resolvemos dar um pouco mais pra ela, porque o jantar foi mesmo espetacular. Se ficar no Oscar, peça pra ele te recomendar onde comer, o café em Vedado também foi muito bom. A entrada no local é de $10 CUC. Entretanto, seu consumo tá dentro desse valor. Ou seja, se você consumir até $10 CUC, não paga nada a mais. Minha conta deu isso e eu comi um Hambúrguer tamanho, gostosura e estilo Madero, bebi um Mojito e pedi sobremesa. Afora esse jantar na casa recomendada pelo Oscar, o segundo melhor jantar em linha sucessória foi o que comemos na estrada entre Remedios e Santa Marta (sim, comemos em restaurante de beira de estrada em Cuba e não passamos mal). O melhor camarão da viagem!! Depois vem o que comemos em Viñales, mas acho que na memória ele não ficou tão bom por conta a cobrança dos sucos e sobremesas por fora -Não tenha medo de comer na rua, mas não seja inconsequente. Comemos frango frito com banana verde, biscoitinhos, sanduíche e suco, todos vendidos na boulevard que fica na rua de cima da casa do Oscar e não passamos mal. Mas se você ver algo meio suspeito, não coma. Mas acho que isso vale pra qualquer comida de rua em qualquer lugar no mundo. SOUVENIR Não compre na calle obispo e muito menos em outras cidades, o melhor local que encontramos pra comprar lembrancinhas foi no Mercado de San José. É um barracão enorme, que fica bem longe do Parque Central, em Havana Vieja (dica: pegue o Paseo del Prado até o Malecón, lá você vai encontrar uma placa com a localização de vários pontos turísticos, entre eles, esse Mercado). Ele tem grande quantidade de artesanato, desde pinturas, até figuras entalhadas em madeira, chaveiros, caixinhas pra guardar o puro camisetas e tudo o mais. Chegamos a comprar 33 chaveiros por $10 CUC, 12 carrinhos/aviões/taxi coco por $12 CUC, entre outras coisas. Acho que ali você só não encontra charutos e rum, de resto, pode comprar todas as lembrancinhas por ali mesmo. CHARUTOS E BEBIDAS Para charutos, falem com o Oscar, ele saberá o que recomendar :3 Já para as bebidas, vá até uma loja que fica em uma portinha ao lado da Floridita, compramos 4 garrafas de rum por menos de $25 CUC. HOSPEDAGEM -Prefira sempre se hospedar em casa de particulares. Essa é uma dica que eu não me canso de repetir. A experiência é outra!! Dadas as dicas, vou contar um pouco de casa cidade e sobre as casas em que ficamos. HAVANA Não fizemos muita coisa. Na verdade, foi uma vergonha, não visitamos quase nada de museus, mas sabe aquela impressão de que você aproveitou bem?? Apesar de não ter ido em muitos lugares, recomendo os que fui... - Palacio de Los Capitanes Generales: irá te tomar umas 2h, sendo um museu bem bonito e tendo vários itens em exposição. Não sei se isso é frequente, mas duas das guias nos explicaram algumas coisas, mesmo que não tenhamos pago pelo trabalho delas. - Plaza de La Revolución: na verdade, eles chamam de outro nome essa praça. Andamos muito até descobrir que estávamos perguntando de um lugar, achando que era outro. Infelizmente não lembro o nome pelo qual chamam essa praça, mas é só dizer que é onde tem o monumento a José Martí e os murais do Che e do Fidel que eles saberão qual é. Vão durante o dia nessa praça, sério! Fomos a noite e ela não tem nenhum atrativo. De verdade, o mural não fica tão legal a noite. Ficamos cerca de 30 min. lá e foi muito. Parece que durante o dia dá pra subir no monumento do José Martí. Infelizmente não pudemos comprovar. - Teatro Alicia Alonso: não confunda o Teatro Nacional de Cuba (próximo à praça com os murais e o monumento) com o Teatro Alicia Alonso, que fica do lado do Capitólio. Esse teatro tem uma arquitetura maravilhosa e a sala de espetáculos é linda. Fiz o passeio guiado durante o dia, parece que tem valores diferentes pra ser acompanhado por uma guia, mas eu paguei a entrada normal e ganhei a visita guiada da mesma forma. Pra mim valeu a pena. Pelo que eu entendi, na sala principal só tem espetáculo de dança. Quando fui, estava tendo uma série de apresentações com o ballet nacional, só que custava $30 CUC e eu não estava em condições. Então descobri que também estava tendo um concerto. Apesar da sala apertada, foi maravilhoso!! Era homenagem de uma maestra e teve apresentação de vários tenores. Aconselho a procurarem esses programas alternativos do teatro, pois também valem a pena. - Museu da Revolução: se você não gosta de ler, nem perca seu tempo, o museu é cheio de notícias e tendo um item ou outro ligado a Revolução. Acho que dá pra reservar umas 3h pra poder ver o museu com cuidado, mas sem se demorar muito. Uma coisa que eu gostei bastante, além de todo aquele nacionalismo revolucionário, é claro, foram das salas e salões vazios, recriando o estilo europeu e tudo com um ar meio bucólico. Fiquei imaginando quais eventos eram sediados ali. Enfim, como uma interessada em história, recomendo muito esse museu!! - Museu Nacional de Belas Artes: só vimos o de arte cubana, porque o de arte universal estava fechado. Uma pena. Esse museu com certeza é daqueles que eu recomendo para qualquer um. De verdade, acho que foi o museu que eu mais gostei!! Você vê os variados estilos, alguns com clara influência européia, mas alguns bem diferenciados. Também havia exposição de fotos e algumas mostras bem interessantes. Uma dica importante é que você comece pelo terceiro andar, pois é nesse andar que você ficará mais tempo. Eu comecei pelo segundo e não deu tempo de ver o terceiro com a tranquilidade que eu queria. Além disso, quando estava indo embora, descobri que deixei de ver uma galeria inteira Por causa disso, eu digo pra você reservar umas 5h pra ver o museu de cabo a rabo. E não é exagero!! Ahhh... o museu só abre às 10h. - Casa do Che: na verdade eles conhecem esse museu como o quartel general do Che e fica do outro lado da Baía. Não tem muita coisa pra ver, mas é imperdível pra quem se interessa pela Revolução. É meio louco você pensar que tá no mesmo lugar em que o Che estava, onde ele traçava estratégias para auxiliar na revolta na Bolívia. Cara, é uma outra atmosfera... além de ter a maior compilação de fotos sorridentes do Che!! Além disso, fica perto do Cristo de Havana, onde tem a melhor vista da cidade. Nem do Castillo era tão boa!! Por lá ficam alguns outros museus e exposições, mas não entrei nesses. - Fortaleza de San Carlos de la Cabaña: fica próximo à Casa do Che, mas nem tanto. Em geral, eu gostei. Uma vista muito bonita, vários canhões e alguns cômodos bem estranhos e até claustrofóbicos. Pra mim valeu a pena, já minha irmã não gostou muito. - Plaza de la Catedral: uma praça bem lindinha, com uma igreja maravilhosa e restaurantes por perto. Tivemos sorte de pegar a celebração de uma missa, com todos os rituais inclusos. Uma coisa sem igual!! Vale uma passadinha e talvez até um jantar em um dos restaurantes que tem por ali. - Plaza Vieja: gostei mais dessa praça do que a da Catedral, principalmente por conta do café Escorial, adorava ir lá, tomar um café, comer alguma coisa e ficar olhando aquela escultura de uma mulher nua, sentada nas costas de um galo, com um garfo na mão... wtf(?) sério, aguém sabe porque a França deu aquela escultura de presente pra Cuba? De qualquer forma, era um lugar que virava e mexia eu tava passando, se tornou um dos meus lugares favoritos na cidade, junto com o Malecón. Tanto o é que nem perdia tempo tirando fotos, não tenho foto nem do monumento do galo hahahahahaha - Calle Obispo: grande concentração de turistas, restaurantes, lojas de souvenir, livrarias e sebos. Recomendo que passe boas horas ali, andando pra cima e pra baixo até encontrar um restaurante ou café agradável, que tenha boa música, ou então que que vá aos sebos ou nas bancas dos ambulantes, onde você encontrará jornais históricos, broches e todo o tipo de lembrança. Só não recomendo que compre souvenir por ali, porque são mais caros que na feira de que eu falei. Se você é igual eu e gosta de comprar livros em cada lugar que visita, a dica é que compre nas livraria do Estado. Tem duas delas no início da Obispo, perto da Floridita. O preço não é tão convidativo quanto eu pensava, mas eu preferi comprar lá do que dos ambulantes. - Paseo del Prado: ruazinha charmosa, que liga o parque central ao malecón. Adorei caminhar por ali, com os piá andando de skate ou jogando bola, ambulantes mais tranquilos e pessoas simplesmente caminhando despreocupadas. - Malecón: ponto obrigatório pra apreciar um pôr do sol. É a orla maravilhosa de Havana, onde carros antigos, músicos e um farol fazem você desacreditar que está em Havana e vendo tudo aquilo. Uma coisa meio chata é que se você for mulher e estiver desacompanhada, não terá muito tempo de paz pra apreciar aquilo. Parece que é o ponto principal de "paquera" hahahahahha Passamos por outros lugares, mas esses são os mais pontuais. Todo o tempo que ficamos em Havana, nos hospedamos na casa do Oscar, que é engenheiro elétrico e já trabalhou para o governo. Oscar é muito gente boa e nossa viagem não teria sido tão boa sem ele. Foi o Oscar quem nos ajudou a montar o roteiro da viagem, quem reservou as casas em cada cidade e também os táxis de cada trecho. Ele viajou com a gente pro Cayo Santa Maria; nos ensinou a andar de taxi coletivo; nos levou pra assistir um dos melhores espetáculos de jazz que já vi, num café bem estranho no Vedado; e por fim, recomendou e foi jantar com a gente no que foi o melhor jantar de toda a viagem!!! Além disso tudo, o Oscar é um cara super politizado, meio que alugamos ele pra perguntar sobre a realidade de Cuba, tanto na política, quanto na cultura. Enfim... recomendo e com certeza, se voltasse pra Havana, ficaria na casa dele. Ahhh... quem for ficar na casa dele, fala comigo depois. O Oscar disse que lá eles tem um grande problema pra encontrar resistência pra chuveiro, como ele é engenheiro elétrico, até consegue dar jeito. Daí eu tirei algumas fotos pra quem for, levar pra ele, que ele paga!! A localização da casa é muito boa. Próximo ao Capitólio, Teatro, Paseo del Prado, Calle Obispo,... email: [email protected] Valor da diária por quarto: $25 CUC para duas pessoas e $30 CUC para três. Café da manhã: $3 CUC. No total, foram esses os gastos que tivemos em Havana: Táxi do aeroporto de aeroporto para a casa do Oscar: $25 CUC dividido em 3; Diária: $25 CUC quarto para duas, $30 CUC quarto para 3; Café da manhã: $3CUC; Entrada para o Palacio dos Capitanes Generales: $3 CUC; Táxi para a Praça da Revolução: $14 CUC, dividido em 3, ida e volta; Visita teatro: $5 CUC; Concerto: $10 CUC; Táxi para o Museu da Revolução: $14 CUC, dividido em 3, ida e volta; Entrada para o Museu da Revolução: $8 CUC; Entrada para Museu de Belas Artes: $5 CUC; Livro Alejo Carpentier: $10 CUC Livro Leonardo Padura: $25 CUC; Jantares: não passaram dos $15 CUC; Lembrancinhas: $50 CUC. Aqui vou colocar mais algumas fotos de lá. Pra não ficar muito grande, vou postar separado cada uma das cidades!!
  14. Olá! Esse é o relato da viagem que eu e mais duas amigas fizemos em Agosto e Setembro de 2013 para Cuba. Como nossa viagem começou aqui no mochileiros, nada mais justo que termine aqui mesmo. Qualquer ajuda, podem falar comigo! Botei o relato aqui em .doc com algumas imagens, etc, mas vou colocar aqui o texto corrido também. Alguns posts à frente aqui no tópico, tem fotos de Baracoa. Revisado em 25/11/2016. 25 DIAS EM CUBA: DE PONTA À PONTA Havana – Matanzas – Cienfuegos – Trinidad – Santa Clara – Baracoa – Santiago - Viñales PRÉ VIAGEM Passagens Comprei pela Copa Airlines com 3 meses de antecedência em promoção! Rio – Havana, com escala em Panamá, ida e volta, saiu a R$1486,00 por pessoa. Pelo que vi, o preço normal varia de R$2000 a R$2200(melhor ter esse preço em mente ao fazer o orçamento). O serviço foi bem satisfatório! Na ida, houve atraso no embarque, mas o piloto compensou no trajeto e conseguimos pegar a conexão no Panamá. Seguro de saúde Obrigatório para entrada em Cuba desde 2010. Fiz pelo Sul-América(serviço da Mondial Assistance) e custou R$180,00 um plano simples(América Latina Compacto) com validade de 25 dias. Pesquisei bastante antes de comprar e, dos mais conhecidos, foi o mais barato que consegui. Na imigração, não pediram esse documento! Mas vou dar a primeira dica: comida em Cuba é um pouco complicado e a chance de você passar mal em algum momento da viagem é grande. Eu fui atendida em uma clínica internacional em Trinidad(tem em outras cidades também), e o atendimento foi excelente. Visto Apesar de já ter lido na internet sobre visto para Cuba, pode acreditar que não precisa! No próprio balcão da companhia aérea, já na hora do check-in, você compra a tarjeta de turista(válida por 45 dias, prorrogáveis por mais 45) por 20 dólares. Você mesmo preenche e apresenta na imigração. Eles carimbam(a tarjeta, não o passaporte) e, pronto, bem-vindo à Cuba! Câmbio LEVAR EUROS! A cada transação de câmbio com dólar, é cobrada uma taxa adicional de 10%. A taxa de conversão para CUCs foi de aproximadamente 1,30 enquanto estive lá, com pequenas variações de um dia para o outro. Aliás, essa é uma vantagem da economia socialista. Os preços são estáveis e, via de regra, tabelados! Eu levei 800 euros para tudo e voltei com 100. Hospedagem Cara, um conselho: não fique em hotéis. Em Cuba tem uma grande oferta de casas particulares, que são baratas, confortáveis e a melhor forma de entrar em contato com a cultura local. Minha dica é: reserve apenas a primeira estadia. A partir daí, os donos das casas particulares indicam e até fazem a reserva por telefone para você para as próximas casas. Nas rodoviárias é muito comum, e irritante, terem muitas pessoas esperando a saída dos ônibus cheios de turistas com ofertas de casas. Mas eu acho melhor ter sempre alguma indicação. Transporte Entre as cidades, fomos de ônibus (Viazul o nome da empresa). Eles não tem um sistema de venda de passagens e, como os ônibus normalmente fazem grandes trajetos e você compra apenas um pedaço dele, fica tudo meio caótico. Eles costumam ter um pequeno número de passagens que eles podem vender antecipado e o restante apenas quando o ônibus chega, para ver quantos lugares vazios ainda tem. Teve um dia que eu consegui comprar o meu, mas as meninas já não conseguiram. Falei com a mulher que de nada adiantava comprar só o meu, porque estávamos juntas. Depois de pentelhá-la um pouco, ela acabou cedendo. Então, a dica é: seja um pouco chato! Outra coisa importante é que não faz muita diferença chegar 3h antes ou 1h antes, porque não tem uma fila direito e eles só começam a vender 1h antes. Se não conseguir e não quiser comprometer seu roteiro, tente negociar um táxi dividindo com outros viajantes. Eles sempre estão de prontidão nas rodoviárias. Já para fazer os programas, combinávamos táxis não por frescura, mas porque na maioria das vezes é a “única”* forma de chegar nesses locais, já que o transporte público em Cuba é um grande problema. E o bom dos táxis é que eles ficam o dia inteiro à sua disposição, então dá pra combinar mais de um programa no mesmo dia e economizar tempo e dinheiro. Além disso, eles são como guias também, porque conhecem tudo e acabaram virando nossos amigos! OBS: por táxi, entenda qualquer carro particular que vira táxi pra eles ganharem um dinheirinho extra. Os cubanos são muito visionários, já faziam Airbnb e Uber MUITO antes do resto do mundo, hahaha. *Entre aspas porque já li alguns relatos de mochileiros que pegaram carona e outros meios mais alternativos pra chegar nos lugares, mas curiosamente eram todos de homens. Cuba é um país muito seguro, mas mal ou bem somos 3 meninas e não quisemos “arriscar”. VIAGEM Chegamos à parte boa! Farei o relato por cidade e não por dias, para ficar menos maçante. Caso falte alguma informação ou queira perguntar qualquer coisa, sinta-se à vontade. Até Santa Clara, fizemos a viagem em 3, então os preços citados normalmente são pra 3, e a partir dali fomos só 2. Vale lembrar também que gosto é uma coisa muito particular e várias circunstâncias fazem a diferença numa viagem, mas apenas para situar... Somos 3 meninas de 19 anos que fomos pra lá sozinhas e não queríamos conhecer apenas a parte óbvia de Cuba e passamos longe de resorts. Nos hospedamos apenas em casas particulares, usávamos o critério preço para muitas coisas e esse é o nosso estilo de viagem, espero que combine com o seu! HAVANA Chegamos em Havana de dia, perto da hora do almoço, e tinha um táxi nos aguardando. Reservamos com a dona da casa particular por e-mail, para nos dar uma segurança extra no momento da chegada. O táxi nos custou 25 CUC para nós 3 e o preço não varia muito, especialmente para a chegada. Trocamos algum dinheiro na casa de câmbio no aeroporto, mas apenas o suficiente para o táxi e os gastos do primeiro dia, pois a cotação não estava boa! No táxi, já deu para sentir o clima da capital cubana! Abrimos a janela (muito muito calor) e nos divertimos ao som da salsa que vinha das caixas de som do simpático taxista. Chegamos à Casa de Ania(Calle 27 de noviembre, 160, aptos 8 e 9), um dos únicos hostels de Cuba(10 CUC por cama), ótimo lugar pra conhecer outros viajantes! Fomos muito bem recebidas. A Ania nos informou que houve um problema com a reserva e que para a primeira noite só havia 2 camas disponíveis e não 3. Uma das camas era bem grande e decidimos dividir, e acabamos fazendo isso nas outras noites também, nos garantindo uma economia de 10 CUC por noite. Já na chegada fizemos dois amigos que já estavam viajando por Cuba há um tempo e nos deram dicas valiosas, inclusive de hospedagem em outras cidades! De noite, saímos todos para beber em um lugar frequentado por cubanos chamado Casa Balear e que se pagava tudo em moedas nacionais(!), ou seja, quase de graça. Ótimo para uma pré-night! O mojito era 10 pesos, que equivalia mais ou menos a 0,50 CUC, enquanto em qualquer lugar turístico um mojito custa 3. Endereço: Calle 23 esquina com Calle G(uma casa branca grande). Ali perto tem também um restaurante mexicano que vendia em MN(!), o El Burrito(Calle 23, 504). É bom para variar o cardápio e além disso é muito barato, tipo 40 ou no máximo 50 MN, que equivale a 2 CUC. O atendimento é bem simpático também. O hostel - Feira de artesanato na Calle 23: várias peças interessantes! Porém, não é tão barato assim. Como a moeda do turista é muito valorizada e há muitos vendedores vendendo quase a mesma coisa, a melhor dica é: BARGANHE! Nunca aceite o primeiro preço e se não conseguir um valor satisfatório, diga que não quer. - Sorveteria Coppelia: clássica rede de sorveterias de Cuba, a de Havana é a filial mais badalada! Era bem perto do nosso hostel. O sorvete em si é gostoso, mas nada demais, o interessante é observar por exemplo que há filas gigantescas para os cubanos, que pagam em moeda nacional, ou seja, 25 vezes menos, e NENHUMA fila para os turistas. Tem um policial que fica ali à paisana pronto para retirar turistas que tentem comprar em MN. - Museu da Revolução: em nossa opinião, bem frustrante! Os murais parecem trabalho de escola tipo Paint, hahaha, há várias salas interditadas quebrando a cronologia dos eventos e só alguns escritos foram traduzidos para inglês. MAAS... é o museu da Revolução e é uma boa maneira de iniciar a viagem adquirindo mais conhecimento sobre um tema que será tão recorrente na viagem. O prédio é bem bonito também! A entrada é 6 CUC e tem uma taxa para entrar com câmera(acho que 1 CUC). - Almoço no Paladar La Familia: terraço agradável e música ao vivo! Fomos parar lá depois de nos deixarmos cair no papo de um casal de cubanos, sempre muito simpáticos, que dizem que vão nos levar para o melhor restaurante da área, blá blá. Vão nos acompanhando e acabam sentando na mesa com você e esperando que você pague coisas para eles. Pagamos um mojito para cada, mas não gostamos da sensação de termos sido enganados, pois era um restaurante bem caro(entre 15 e 20 CUC). Ou seja, se não quer ter esse tipo de aborrecimento, corte o papo e nem responda à pergunta ''where are you from”. Por outro lado, sabendo disso e e mesmo assim querendo ter um papo com um cubano, não se reprima! Eles não irão te assaltar, pode ter certeza. - Show do Amaranto do Buena Vista Social Club de graça num bar em Havana! Esse tipo de acaso acontece muito em Havana e é uma sensação deliciosa. Tomamos uns bons drink e nos refrescamos do calor brutal. - Daiquiri no Floridita: Eu já li alguns livros do Hemingway e fiz questão de ir em um de seus bares preferidos (acabei não conseguindo ir no Bodeguita del Médio). Tem uma estátua dele e o ambiente remonta os cabarés dos anos 50, com decoração e música de bom gosto. Daiquiri custava 6 CUC, caro para os padrões cubanos, mas delicioso! - Capitólio e Gran Teatro La Habana: dois prédios lindos. - Noite no La Cuerva y lo Zorro Jazz: bem perto do hostel também. A entrada era 10 CUC com 2 drinks de brinde, mas conseguimos negociar(hahaha) e pagamos 5 CUC com 1 drink. Eu recomendo MUITO, o ambiente é muito agradável e a música de altíssimo nível. - Havana Bus Tour: 5 CUC pelo dia inteiro, quantas vezes quiser. Normalmente, eu odeio essas coisas mas em Havana vale a pena. O ônibus tem uma rota com pontos determinados e a ideia é que você salte e fique o tempo que quiser em cada atração, esperando o próximo, e não um tour que você vê cada coisa em 2 minutos só para tirar foto. Vale a pena, pois acabamos não precisando de táxi para ir pra Havana Velha e acabamos economizando dinheiro. - Plaza Vieja: parte de Havana que foi completamente reformada. É toda lindinha, de cima parece até uma maquete! Vários restaurantes e barzinhos agradáveis, ruas estreitas e prédios históricos. Bem gostoso de passear, mas é muito turístico e por isso era tudo caro! Pedimos informação na rua de onde comer barato e acabamos parando dentro da casa de uma pessoa, que nos serviu comida caseira a um preço bem honesto! - Câmara Oscura: um artefato ótico que permite ver em zoom Havana Velha em tempo real. O guia da atividade era uma simpatia, falava inglês e português fluentemente. Lá de cima, antes da atividade, pode-se apreciar a vista do alto da Plaza Vieja. - Calle Mercaderes e Calle Obispo: ruas para passear sem rumo, cheias de lojinhas de artesanato legais! - Plaza de Armas: um grande sebo a céu aberto! Imperdível. - Plaza de La Revolución: vários prédios oficiais que não se podia nem chegar na porta. Tava um calor absurdo e não tinha uma sombra pra se refrescar! Todas as sombras eram nas áreas oficiais e os guardinhas ficavam brigando com a gente, hahaha. Tiramos foto com os prédios com o rosto do Che e do Camilo, mas acabamos não entrando no Memorial a José Martí por causa do sol escaldante e de um vento esquisito. Estávamos exaustas e pegamos o ônibus no sentido errado, mas foi bom que deu pra dormir! - Internet no prédio Fucsa(o maior de Havana). Custou 4,50 CUC a hora (promocional, porque é 6 CUC) e, apesar das filas desorganizadas, não é lento como eu imaginava, quase uma velocidade normal! Edit: como fui em 2013, internet só assim... Mas hoje em dia a oferta de wi-fi é bem mais comum, só fica uma dica: aproveite para desconectar e viver uma viagem no tempo pros anos 50! - Almoço no restaurante estatal, chamado La Roca. Comemos um “combo”, que era prato principal + refrigerante + sorvete por só 3 CUCs: muito barato e muito bom. Não anotei o endereço! - US Interests Section: um prédio enorme dos EUA em pleno Malecón. No Lonely Planet, dizia que em torno do prédio havia um muro de grafites de provocação aos EUA, mas não vimos nada, apenas um grande “PÁTRIA O MUERTE” que parecia ter sido escrito pelo próprio governo. Nessa área não se pode andar na calçada deles e por isso não conseguimos pedir informações aos guardas. MATANZAS/VARADERO - Fomos de táxi(6 CUC) para a rodoviária, pois é longe para ir a pé! Foi nossa primeira experiência com a Viazul e vou dedicar algumas linhas para explicar pra vocês, já que não tem como fugir dela... Eles não tem um sistema de venda de passagens e, como os ônibus normalmente fazem grandes trajetos e você compra apenas um pedaço dele, fica tudo meio caótico. Eles costumam ter um pequeno número de passagens que eles podem vender antecipado e o restante apenas quando o ônibus chega, para ver quantos lugares vazios ainda tem. Nesse dia, eu consegui comprar o meu, mas as meninas já não conseguiram. Falei com a mulher que de nada adiantava comprar só o meu, porque estávamos juntas. Depois de pentelhá-la um pouco, ela acabou cedendo. Então, a dica é: seja um pouco chato! Outra coisa é que não faz muita diferença chegar 3h antes ou 1h antes, porque não tem uma fila direito e eles só começam a vender 1h antes. Se não conseguir e não quiser comprometer seu roteiro, tente negociar um táxi. Eles sempre estão de prontidão nas rodoviárias e dá pra compartilhar com outros viajantes. - Hospedagem em Matanzas: Hostal Alma – junto com o hostal Azul, é um dos mais recomendados pelo LP, ficam na mesma rua. Fomos no Azul mas tava muito caro e aí fomos pro Alma (25 CUC para três, o mais caro da viagem). A dona, Mayra, é uma grossa! Ela separa o espaço da casa dela e do quarto dos hóspedes, aí de noite ela fecha a porta que une os dois e você fica sem acesso à cozinha e à sala. Ela também não te dá uma chave da casa, tem que ficar tocando interfone e ela ainda pergunta a que horas você vai sair ou vai chegar. Muito desconfortável! Teve um dia que saímos 7h pra ir fazer um passeio de barco e a porta tava fechada. Ficamos batendo desesperadamente para ela abrir por uns 10 minutos até que ela acorda, super mal-humorada, falando que deveríamos ter dito para ela no dia anterior que sairíamos cedo. Quase perdemos o passeio e ainda ouvimos bronca! - Playa Coral de táxi(15 CUC o dia inteiro). A praia é lindaaa, tem aluguel de snorkel(não usamos) e dá para curtir bastante o mar caribenho. Porém, dou duas dicas: levar fone de ouvido, pois o restaurante usa uma caixa de som alta que irrita bastante e levar um lanche de casa, pois esse restaurante (só tem um) serve uma comida ruim e cara. - Passeio para as Cuevas de Bellamar: fomos de ônibus local(1 MN = nada), por indicação da Mayra. Menos 1 ponto para ela, porque foi mó programa de índio. Só tinha famílias com crianças, a entrada para as cavernas era dentro de um museu(?) e tinha até escadas e lâmpadas no caminho. Zero aventura e também nem era bonito! O preço de entrada era 5 CUC por pessoa. - Passeio para Cayo Blanco, com parada para nado com golfinhos. Compramos na Cubatur por 100 CUC por pessoa(aceita cartão de crédito), com translado de Varadero (tivemos que pegar um táxi pra lá), barco open-bar(!!!), 40 minutos de interação com os golfinhos, dia na praia e almoço incluído com bebidas. Como era o sonho meu e da Giulia, aceitamos a facada e fomos! Foi incrível, mas admito que é triste ver os golfinhos treinados. Eu me recusei a ir num delfinário perto de Cienfuegos por causa disso e fui pra Matanzas só para poder fazer esse passeio, acreditando que era uma parada para nadar com golfinhos livres. Talvez eu tenha sido bem ingênua, mas fica o registro... Fora esse passeio, Matanzas não tem nada de especial! Achamos a cidade meio feia e com uma vibe meio pesada, sei lá. CIENFUEGOS - A cidade: bem limpa, organizada e tranquila! Depois da efervescência de Havana e o clima meio down de Matanzas, Cienfuegos foi um poço de tranquilidade. - Hospedagem na casa de Arelys e Jesús: Calle 41, #5418, entre Calles 54 y 56. (20 CUC para 3) Opinião: os dois são muito simpáticos, o quarto e o banheiro são bons, tem frigobar para guardar as suas coisas e o café da manhã foi o melhor da viagem(3 CUC)! Eles são muito prestativos para dar dicas de turismo na região e agendar táxis. - Parque El Nicho (entrada 9 CUC e táxi 40 CUC). Apesar de termos gastado bastante, foi um dos melhores dias da viagem para mim! O parque é lindíssimo e tem 3 cachoeiras, sendo que uma delas é simplesmente incrível! Para chegar nas 3, tem que pegar uma trilha tranquila e bem rápida. TRINIDAD - Chegamos e já levamos um susto com a abordagem das pessoas na rodoviária. É difícil até ouvir os próprios pensamentos, com tanta gente oferecendo suas casas quase que aos berros! Mesmo com ofertas mais baratas, preferimos ir na indicação da Ania, o “La Juliana”. Fomos indo a pé, mas descobrimos que era muito longe e acabamos conseguindo uma carona de charrete, hahaha. - Opinião sobre a casa: a Marylin e a sua mãe, já bem velhinha, são duas pessoas muito gentis! Foi lá que eu passei muito mal e precisei ser atendida na clínica. Fiquei um dia de repouso enquanto as meninas foram à praia e a Marylin ficou sempre verificando se eu precisava de alguma coisa! O quarto ficava no terraço, em um andar superior, o que nos garantiu bastante privacidade. O preço foi o mesmo que vínhamos pagando, 20 CUC para as três, e o café da manhã 3 CUC. O café era bom também! O único lado negativo é que é relativamente longe do burburinho da cidade, que é o centro histórico. Endereço: Frank País, #41, entre Manuel Fajardo y Eliope Paz. - Playa Ancón: essa eu não fui, mas as meninas disseram que é linda! Dá pra ir de ônibus (1 CUC) ou alugar uma bicicleta (3 CUC pelo dia, na Cubatur) e ir pelo caminho de aproximadamente 15 km, com outras praias no caminho. Elas foram de bicicleta e acabaram levando bastante tempo por causa das paradas e do cansaço com um sol escaldante na cabeça, mas elas disseram que vale a pena. - Parque El Cubano: fechamos um táxi(sempre peça ajuda para a dona da casa), não anotei quanto foi, mas diria que foi uns 20 CUC. A entrada no parque custa 9 CUC e após uma trilha de 45 min a 1 hora, você chega a uma cachoeira! Ela é bem grande e forte, difícil de chegar na queda, mas com um bom poço para mergulhar. - Centro Histórico: as ruas são todas de pedra, com um ar colonial. As cores das casas são lindas e a temperatura mais agradável que no resto de Cuba. Tem a Plaza Mayor como ponto de referência. Não tem muito o que ver, mas simplesmente caminhar pelas ruas de Trinidad é um bom passeio! O problema é que é uma cidade muito turística e com poucas alternativas aos restaurantes para “gringo” e por isso são caros! Gastamos por refeição lá uma média de 8 a 10 CUC(caro para o que vínhamos pagando). - Casa de La Musica: restaurante no meio de uma escadaria com música ao vivo! O ambiente é uma delícia, mas é caro e as por Bem turistão mesmo. O atendimento foi ruim também... Mas, depois de um almo-janta, tomamos drinks e ficamos lá até o início da noite, quando eles começam a cobrar 1 CUC para entrada no show. A minha dica é ir lá para o show ou então para um drink depois de almoçar em outro lugar, pois o ambiente vale a pena, mas não a comida. SANTA CLARA - O horário do ônibus de Trinidad para Santa Clara era diferente do que anotamos para o planejamento dos dias. Era pra ter um pela manhã, mas quando fomos só tinha uma saída diária, sempre às 15h. Chegamos por volta de 18h30 embaixo de chuva e perdemos o último dia da Giulia com a gente na viagem por culpa da Viazul. - Hospedagem na casa da Soledad (Calle Alemán, 83). Opinião sobre a casa: ela e o filho são duas pessoas muito simpáticas e que estão sempre dispostos a ajudar com indicação de restaurantes e o que fazer na cidade. Ele, cavalheiro que era, inclusive nos acompanhou à noite até o restaurante, o La Casona Guevara(http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g671534-d2232473-Reviews-La_Casona_Guevara-Santa_Clara_Villa_Clara_Province_Cuba.html). A comida é ótima, conseguimos desconto e dividimos 2 pratos por 3, então saiu super em conta. O destaque, porém, é a música ao vivo e a banda que era super interativa. No final do jantar, ganhamos aula de salsa de graça com os músicos da banda. Teoricamente iríamos ensiná-los a dançar samba também, mas não deu muito certo, hahaha! - A casa fica pertinho do centro e a noite em Santa Clara é animada, pois é conhecida por ser uma cidade universitária e tem realmente muitos jovens na cidade. De noite, eles se reúnem na praça central da cidade para beber e conversar. Ao redor da praça tem bares e “boates”, mas tudo fecha mais ou menos cedo, mesmo aos sábados. De qualquer maneira, o clima é bem tranquilo, nós gostamos! Foi a última noite de nós 3 juntas :'( - O Mausoléu do Che é a grande atração da cidade. Se o tempo estiver curto e você fizer questão de conhecer, deixe apenas um dia para Santa Clara sem peso na consciência. Fomos a pé da casa e aproveitamos para conhecer a cidade, mas era um pouco longe(obs: é perto da rodoviária, então tem gente que deixa as coisas no guarda-malas do terminal, vai no memorial, volta e já parte para outra cidade!). Lá tem a estátua do Che, com vários escritos bonitos e o memorial para os outros combatentes resgatados na Bolívia em 1967. Mas o que eu mais gostei foi um pequeno museu que conta a história do Che. Além do ar-condicionado(<3), tinha um acervo bem interessante de fotos e artigos pessoais. - Como nosso ônibus para Baracoa só saía de noite e não compramos assim que chegamos(dica: compre), além desse dia ainda tivemos outro inteiro e realmente não tem muito o que fazer lá. Fomos na estátua Che y Niño e no Monumento do trem descarrilado, mas estava fechado.. BARACOA (fotos de Baracoa alguns posts abaixo) - Antes de tudo, quero dizer que esse lugar está em pouquíssimos roteiros de viagem para Cuba. Sim, é longe. Sim, é meio fora de mão. Mas é um lugar MÁGICO! Para chegar, pegamos um ônibus de Santa Clara até Santiago(33 CUC) e depois de Santiago para Baracoa(10 CUCs, 5 horas). Já adianto que todas as horas de viagem mal-dormidas e os CUCs gastos valeram MUITO a pena, pois esse foi o nosso lugar preferido da viagem(sorry, Giulia!). - Hospedagem: Edda & Alexis. Endereço: Flor Crombet, 115, entre Frank País e Maravi. Opinião sobre a casa: o quarto é em cima e tem bastante privacidade, um terraço agradável, frigobar, cama de casal e de solteiro, banheiro, ar, etc... O café da manhã era bom e as refeições também(negociamos preço e ainda dividimos prato). O dono da casa nos ajudou bastante a organizar nossos dias em Baracoa e a casa era perto de tudo. Tudo bem que a cidade é muito pequenininha, então realmente é difícil ficar numa casa mal-localizada. - Playa Caribe: é a praia principal, que pega quase a cidade inteira. Tem uma parte que a areia é bem suja, mas fomos andando até mais ou menos a altura do estádio. Sim, tem um estádio de futebol meio abandonado no meio da praia, hahaha, coisas de Cuba. - Parque Natural Majayara: mais ou menos na altura do estádio, começa o caminho para chegar no Parque. Eu não sei explicar muito bem como chegar, porque contamos com a ajuda do Josué, um vendedor de artesanato que trabalha no parque e também tava indo pra lá, mas tem as explicações no guia do Lonely Planet. Lá dentro, tem a Playa Blanca, pequenininha e deserta, ótima pra nadar e boiar tranquilamente. Na entrada, pergunte sobre o tour pelo Balcão Arqueológico e Cuevas de Agua. Você vai passar por plantações de cacau, um balcão arqueológico que tem uma vista absurda e parar pra se refrescar com um banho num lago subterrâneo de águas cristalinas! -Playa Maguana: mais uma praia caribenha de areias brancas. Fomos de táxi (25 CUC o dia todo) e passamos um dia de mordomia. A praia é bem tranquila, almoçamos lá mesmo. Não tem nada de especial nessa praia, mas na região de Baracoa é uma das que mais nos recomendaram. - Parque El Yunque: fechamos um táxi de novo(20 CUC pelo dia) e mais 8 CUC pela entrada com guia. Enfim, lá no Yunque tem duas trilhas, a mais pesada, que dura mais de 5h até o topo da montanha e uma mais leve, que deve ter 1h, até os rios e cachoeiras. Escolhemos a segunda porque já estávamos mortas de cansaço e queríamos relaxar. Lá é muito lindo, ficamos um bom tempo nadando e relaxando nas pedras. - Passeio de bote no Rio Tôa: aproveitamos o táxi e paramos no Tôa, que é tipo um rancho. Tem plantações e eu vi também uns quartos que eles alugam para turistas(para quem gosta de hospedagem em lugares inusitados, acho válida uma pesquisa). O passeio de bote custa 3 CUC por pessoa ao longo de todo o rio. Não estávamos levando muita fé no passeio, mas acabou sendo um dos melhores da viagem. Marina que o diga, que dispensou o bote e fez quase todo o caminho nadando, hahaha. - Centro de Cultura Yorubá: fica bem no centrinho e é um centro todo mantido pelo Estado, ou seja, é de graça. Como Baracoa está no extremo oriente de Cuba, acaba recebendo maiores influências do Haiti e da Jamaica, então a cultura negra lá é bem forte. Assistimos uma apresentação a convite do nosso amigo que fez um dread na Marina, hahaha. Não tem relação com religião, é música e dança. Eu achei a apresentação muito bonita e emocionante, vale a pena. - Mirante do Hotel El Castillo: dá pra ver a cidade inteira. Lindo! SANTIAGO - Voltamos de Baracoa e passamos 1 dia e meio em Santiago, até para descansar da viagem. Nada do que lemos nos deixou muito animada, mas era a rota. Não achei o endereço da casa que a gente ficou, mas era bem ruim de qualquer jeito, haha. Santiago é outra grande cidade, como Havana, mas não tem o mesmo clima pitoresco. Nós nos sentimos um pouco inseguras lá, até porque a iluminação é ruim e tem um clima de gangue hahaha. Mas logo vimos que não tinha motivo pra preocupação, aliás, em lugar nenhum de Cuba. - Restaurante La Juliana, endereço: calle Padre Pico, 359, entre São Basílio e Santa Lucia. A comida tava uma delícia e, novidade, negociamos o preço! Dois meninos nos levaram lá e eles ganham comissão por isso. Isso é comum e normalmente são honestos e falam como é o esquema, então se você quiser comer no restaurante indicado, ótimo, se não eles podem te levar em outro que te agrade e também vão ganhar algo por isso. Não vemos nada de ruim nisso, pelo contrário. - Livraria La Escalera: Calle Heredia, 265. A pérola de Santiago! Entramos despretensiosamente nesse pequeno sebo e só saímos de lá quase 3 horas depois, com muitas histórias do senhor Conrado, que viveu antes da revolução e é extremamente culto e politizado, além de muito simpático. No alto da escada, músicos se reúnem à noite e as pessoas se amontoam na escada para ouvi-los. Infelizmente não tivemos a oportunidade de assistir uma apresentação, mas o sebo é imperdível pelo acervo mas principalmente pelo sr Conrado. - Museu Quartel Moncada(2 CUC) O alvo do primeiro ataque da Revolução Cubana é hoje um museu que conta a história da primeira fase da Revolução e ainda conserva os buracos das balas na entrada(Batista cobriu e o Fidel mandou tirar a cobertura depois que assumiu o poder). Nós gostamos! É mais organizado que o museu da Revolução de Havana, haha. VIÑALES Voltamos de Santiago para Havana no ônibus noturno(51 CUC, facada!) e da rodoviária mesmo fomos pra Viñales, a outra ponta, por mais 12 CUC. Ficamos hospedadas na casa da Tita, endereço: Calle Salvador Cisnero Interior, 9. Desde que ficamos em 2, estávamos pagando 15 CUC pelo quarto, mas em Viñales conseguimos por 10 CUC. A casa é boa e todos são simpáticos. O quarto é enorme! Só tínhamos um dia e escolhemos ir numa cachoeira, mas demos azar e como tinha chovido nos últimos dias tava tudo marrom. Já estávamos bem cansadas da viagem e a Marina tava passando mal, então Viñales acabou sendo um pouco dispensável pra gente. A paisagem da cidade é linda e todo mundo fala bem, mas realmente não tivemos sorte. A VOLTA Voltamos para Havana e passamos mais uma noite na Casa da Ania. Conhecemos pessoas que estavam começando a viagem e passamos todas essas dicas para eles, assim como nos foram passadas muitas. Esse é o espírito, e por isso fiz questão de escrever esse relato, já que foram os relatos daqui que nos inspiraram e ajudaram a tornar tudo isso realidade. <3 Qualquer dúvida adicional, pode falar comigo por e-mail [email protected] (mais rápido) ou comentando aqui no post. Também vou adorar saber como foi a sua viagem e se o meu relato foi útil pra você de alguma forma! Meu relato Cuba.doc
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