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  1. Fala Mochileiros.. Procuro dicas para aperfeiçoar o meu roteiro e a quantidade de dias que se faz interessante para cada local. Planejo o roteiro entrando pela Argentina (buenos Aires), saindo pelo Chile (Santiago), em junho de 2020. Tenho 25 dias disponíveis. Vôo. Teresina & buenos Aires (buenos Aires 3 dias). Vôo. Buenos Aires & Bariloche (Bariloche + Villa la angostura 5 dias). Vôo. Bariloche & Buenos Aires e Buenos Aires Ushuaia. (Dia para viagem). Vôo. Ushuaia & El Calafate (4 dias El Calafate). Ônibus. El Calafate & Puerto Natales (5 dias Puerto Natales + Parque torres del paine). Ônibus. Puerto Natales & Puta Arena (2 dias Puta Arena). Vôo. Punta arenas & Santiago ( 4 dias Santiago) + VALLE NEVADO ou FARELLONES. Vôo. Santiago & Teresina. 1 dias para emprevisto. Quero aproveitar ao máximo o tempo em viagem. Desde já agradeço pela atenção. Bora Mochila..
  2. Gostaria de deixar o meu primeiro relato com a certeza de que ainda viram muitos outro! Como nos concentramos apenas em Ushuaia, por questão de logística, pois não tinha voos diretos de Ushuaia para Calafate nesse período específico, decidi deixar meu relato do ponto de vista de alguém que tentou aproveitar ao máximo o que Ushuaia tem a oferecer. Poderia ter economizado muito mais do que o fiz, mas como a maioria das viagens de ultima hora, paguei um preço a mais. O fato de ter ido em baixa temporada, amenizou um pouco a situação. Minha viagem foi no começo de maio/2019 e durou uma semana. Comprei pacote aéreo (aerolíneas) + hotel pela decolar. O voo saia de São Paulo para Ushuaia com escala de 6h em Buenos Aires e com troca de aeroporto, pois voos internos são operados no Aeroparque. A aerolíneas disponibiliza transfer gratuito, é só entrar no site deles ir em: serviço ao cliente -> serviço de transfer -> preencher seu sobrenome, o código de reserva e e-mail, dai você recebe os vouchers por e-mail tanto o de ida quanto já o da volta em QR code, é só apresentar na hora de pegar o transfer. No site tem os horários que, se não me engano, é a cada hora, o transfer é operado pela empresa Manuel Tienda León. Os passeios que cotei ainda estando no Brasil estavam muito caros e decidimos olhar os preços quando chegamos lá, uma vez que, sendo baixa temporada, não teríamos o risco de ficar sem vaga. Negociando diretamente com a agência, o preço é totalmente diferente, muito mais barato, fechamos todos os passeios com a Brasileiros em Ushuaia que montou um roteiro de passeios de acordo com nossa disponibilidade. Com exceção da Expedição Off Road 4x4 + caiaque (que é opcional, mas vale a pena), dos outros passeios que fiz, não era realmente necessário fazer por agência. Lembrando que, certos passeios, são feitos em determinada época do ano e outro são feito o ano todo. 1. Letreiro 1º Dia - Chagamos as 8h e pegamos o transfer, que já estava incluso, até o hotel, ficamos no Hostal de Bosque, nos instalamos e fomos ver os passeios, fechamos tudo já no primeiro dia, mas lembrando que durante a viagem foi possível rever a ordem dos passeios para a que melhor nos atendesse. Devido ao cansaço, ficamos pela cidade conhecendo alguns ponto turísticos com o letreiro, a avenida San Martín que é a principal e é onde fica tudo e aproveitamos para visitar o museu marítimo e presídio. Para fazer a visita no Museu, é preciso pagar a entrada, estando la dentro pudemos explorar as galerias onde tinha as exposições e mais a frete o presídio, seus anexo e as selas. Cada sela conta um pouco da história do lugar com fatos, representações dos presidiários que passaram lá. Dentre os anexo, há um que esta preservado como foi deixo a anos e a sensação de entrar lá é surreal, vale muito a pena a visita. A noite fomos relaxar no pub Dublin que é sempre cheio de gente e um dos melhores bem estilo Irlandês. 2. Placa Ushuaia FIn del Mundo 2º Dia - Trem do Fim do mundo + Parque Nacional Terra del Fuego - Da pra pegar um táxi e ir para a plataforma do trem, comprar o ticket e fazer o passeio tudo por conta, depois para o parque precisa outra condução. O trem em si é bem simples mesmo, mas o que vale a pena é a paisagem pelo caminho, realmente parece que se esta dentro de um filme. O trem faz uma parada e é possível descer tirar fotos e explorar um pedacinho do lugar. Na entrada ganhamos um fone de ouvido e durante todo o trajeto, é possível escutar sobre a história dele, em vários idiomas. No parque nacional, vemos alguns lagos, entramos na floresta e caminhamos até um café que tem um pouco mais acima onde a vista é incrível e é possível degustar um chocolate quente maravilhoso. Nesse mesmo passeio, foi ao correio do fim do mundo, tem que dar sorte de ele estar aberto, pois os horários de funcionamento são meio bagunçados. Demos sorte de achar aberto e pudemos carimbar o passaporte com o selo de lá, o lugar é em interessante, vende cartão postal e funciona como um correio normal. 3. Passeio no trem do fim do mundo 4. Parque Nacional Terra do Fogo 5. Correio do Fim do Mundo 3º Dia - Glaciar Martial + Bar de gelo - Para o glaciar é só pedir um táxi até a casa de chá que fica no pé do glaciar e de lá da pra subir tranquilo. Como era outono, a pista de esqui na estava aberta, por isso dava para subir o glaciar por ela. A caminhada até a parte de cima não é pesada e é tranquila de fazer e mais uma vez a vista surpreende em cada cantinho daquele lugar. O bar de gelo é tipo uma câmara fria a -20ºC quer server bebida durante 20 min, não achei muita graça, da pra passar sem, mas como fazia parte da experiência, la fomos nós. 6. Glaciar Martial 7. Bar de Gelo 4º Dia - Trekking Laguna Esmeralda - Para mim que nunca tinha feito trekking foi muito bom ter ido com a agência, mas pra quem já é acostumado, é o mesmo esquema, táxi ate a entrada e de la segue até a laguna. Esta sinalizado e sempre tem gente por conta fazendo o trajeto. É uma caminhada de 4h ida e volta, passamos perto de represa de castores, dentro do bosque, lugares com lama, riachos, até chegar na laguna é um pouco cansativo então é bom reservar um dia para esse passeio. 8. Laguna Esmeralda 5º Dia - Navegação Canal Beagle - No porto tem as empresas que vendem o ticket para a navegação, que se não me engano é de manhã e a tarde. Também tem que pagar uma taxa no porto na hora do embarque, não me lembro o valor mas não é nada absurdo. Vimos o O Farol Les Eclaireurs, conhecido com o farol do fim do mundo e ilhas com leões marinhos e aves, não era época dos pingues, então de 9. Farol Les Eclaireurs (Farol do Fim do Mundo) 10. Colonia de Aves no Canal Beagle 6º Dia - Expedição Off Road 4x4 + caiaque sunset - É uma passeio noturno, vale muito a pena, o caiaque como já disse, é opcional, mas é muito legal o passeio e vale a pena também. De dois em dois, entramos no caiaque e remamos no lago escondido seguindo o guia, o fundo do lago é cristalino e incrível, ficamos até o pôr do sol admirando a vista. Depois voltamos a rota adentrando a uma floresta já a noite e paramos perto do lago fagnano. O passeio termina com um churrasco numa clareira no meio do floresta, com direito a fogueira e marshmallow. É uma ótima maneira de fechar a viagem com chave de ouro. 11. Lago Escondido 12. Caiaque sunset, Lago Escondido 13. Lago Fagnano 14. Churrasco e Marshmallows 7º Dia - Foi o ultimo dia então tiramos para comprar algumas lembrancinhas, como tinha nevado nas montanhas, pegamos um táxi e voltamos ao glaciar para ver como estava e era outra paisagem tudo branquinho de neve. 8º Dia - Pegamos o transfer as 07h e fomos para o aeroporto pegar o voo de volta. Qualquer dúvida, estou as disposição! O Post ainda precisa ser melhorado, qualquer sugestão é bem vinda! 😃
  3. Olá pessoal, esta será a minha primeira viagem fora do país, meu inglês é bem fraco e espanhol é apenas o que eu aprendi assistindo a Usurpadora e Maria do Bairro kkk, da um pouco de medo, mas let it go! Vou ir deixando registrado aqui o que estou planejando para o meu mochilão, talvez sirva de ideia para algumas pessoas e super aceito dicas também. Muitas coisas do que eu estou planejando tem como referência depoimentos e dicas que li na internet. As passagem de avião pesquisei pelo app KAYAK, o app mostra os dias mais baratos para viajar e isso ajudou bastante. Também fazei viagem de ônibus, deixarei o link dos locais que comprarei as passagens. Trajetos: Avião Dia 24/02 - São Paulo (GRU) ---> Buenos Aires (EZE) chegada 09:55am Dia 27/02 - Buenos Aires (AEP) ---> Ushuaia (USH) chegada 08:10am Ônibus 29/02 - Ushuaia ---> Punta Arenas 55,37 DÓLARES Saída 9am Chegada 19:30 pm 29/02 - Punta Arenas ---> Puerto Natales 11,88 DÓLARES Saída 21pm Chegada 00:15 am 03/03 - Puerto Natales ---> El Calafate 23,72 DÓLARES Saída 7:30 am Chegada 13:30 pm 06/03 - El Calafate ---> El Chalten Saída 8 am Chegada 11am 10/03 - El Chalten ---> El Calafate 152,38 reais (ainda vou decidir o horário) Avião 10/03 - El Calafate (FTE) --> São Paulo (GRU) As passagem de avião ficaram em torno de 1860 reais incluindo uma bagagem de mão e uma mala. Hospedagem Eu escolhi hostels pelo booking, dando preferência para os que serviam café da manhã e eram próximos de rodoviárias. Agora só preciso me organizar para fazer um roteiro de passeios e trilhas.
  4. Bom dia/noite, fala aí pessoal. Então, após a leitura de vários relatos decidimos fazer nossa aventura de carro até Ushuaia e retorno por El Calafate, El Chaltein, carretera austral, Bariloche. Primeiramente, agradecemos a todos os relatos postados aqui no Mochileiros que contribuíram para a realização dessa missão, possibilitando relatar e retribuir um pouco dessa aventura, apresentando nossas impressões desses 13.000 kilometros rodados em 22 dias, agora em Novembro de 2017. Preparação: Como já dito em vários relatos, efetuamos a aquisição de um cambão, segundo triangulo, kit primeiros socorros, seguro carta verde, seguro saúde, e o principal: Doletas. Roteiro: Saída de São Jose dos Campos/SP, Curitiba/PR, Rio Grande/RS, Chui/RS, Montevidéo, Colonia Del Sacramento, Buenos Aires (via Buquebus), Tres Arroyos/ARG, Puerto Madryn/ARG, Puerto San Julian/ARG, Rio Galegos/ARG, Estreito de Magalhães, Rio Grande/ARG, Ushuaia/ARG. Retorno: Ushuaia/ARG, Rio Galegos/ARG, El Calafate/ARG, El chaltein/ARG, Perito Moreno/ARG, Chile Chico/CHI, Cohialque/CHI, Futaleufú/CHI, Esquel/ARG, Bariloche/ARG, Neoquen/ARG, General Acha/ARG, Santa Rosa/ARG, Rosário/ARG, Paso de los Libres/ARG, Uruguaiana/RS, Erechim/RS, Curitiba/PR, São José dos Campos/SP. Abastecimento: Na Argentina, tem duas opcões nos postos YPF, a Super de 95 octanas a qual utilizamos na viagem inteira sem problemas nenhum, e Infinia de 98 Octanas mais cara. Em portunhol é só solicitar: Bom dia, Super, Cheno (lleno), Tarjeta, que voce vai e volta tranquilo, e paga depois, rss. Com exceção de Buenos Aires (Shell), só abastecemos na rede de postos YPF Full (tem alguns YPF sem Full, kkk), que consiste em combustível de qualidade, banheiros limpos, WIFI, loja de coveniência para café da manha e almoço. pagamento com cartão de crédito, perfeito. Alimentação: É cara, não tem muita opção. Esqueça aquelas bancas de milho verde, caldo de cana, frutas, pastel, buffet, nessas estradas que passamos, não existem. Opção de supermercado somente para bebidas, salgadinhos, bolos, o resto não compensa. Em resumo, voce vai pagar de 160 a 210 pesos em media (R$32 a 42) por pessoa pelo prato principal 50 a 80 pesos pela guarnição (R$10 a R$15), 55 pesos pela latinha de refri (R$11), e 25 a 30 pesos de cobierto (R$6) aquela cestinha de pão com manteiga que voce não pediu, tudo isso, por cabeça, e tanto faz a cara do restaurante, se simples ou luxuoso, o preço não muda (nos pratos básicos), somente a variedade e qualidade, não tem taxa de serviço, voce que colabora se quiser, a maioria aceita cartão de credito. Nos postos YPF voce vai ter a opção para o café da manha, de 55 pesos (R$11) café com leite e duas medialunas (croissant), para o almoço 160 pesos (R$32) um combo de hamburguesa, papas fritas e gaseosa 600 ml, e não adianta querer inverter a ordem, café é de manhã, e hamburguesa é no almoço. Hospedagem: Optamos a maioria pelo Booking a fim de não perder tempo com procura e ter um destino para o GPS e Aduanas (eles precisam preencher no sistema o seu próximo destino,então nas fronteiras é bom ter uma tela com endereço do hotel de seu próximo destino, e não correr o risco de ser deportado, rss). O Desayuno consiste em um café com leite, torrada com manteiga, e nos top vem um suco tipo tang, rss, então não fique dando preferencia por hotel com Desayuno incluído, não vale a pena, já na hospedagem a maioria NÃO aceita cartão de credito, tem que pesquisar bem, aproveitávamos na hora das paradas nos postos YPF. Rodovias: Agora em Dezembro estará liberado a duplicação da serra do cafezal, então até Porto Alegre tudo pista dupla, de Porto Alegre até Pelotas pista simples, Pelotas a Rio Grande pista dupla, Rio Grande a acesso punta del leste/URU pista simples, e após pista dupla até pertinho de Colonia del Sacramento/URU, ruta 3/ARG pista simples sem buracos ate Comodoro Rivadávia, após duplicação em andamento em Caleta Olivia, e após pista simples até Ushuaia (remanescem 15 km para liberar de pista asfaltada (cimentada, padrão Chile),e 25 km a fazer, de estrada no rípio na parte chilena, ou seja, falta pouquinho para 100% até Ushuaia. As rodovias são planas, rendem bem a viagem, anoitece pelas 20:00 21:00 hs, as cidades sãõ distantes umas das outras, portanto nada de deixar baixar de meio tanque de combustível, os postos só existem nas cidades, não se recomenda viajar a noite, pelas distancias das cidades e falta de apoio na rodovia (de assalto não se ouve falar nada, mas cuidado sempre é bom). Inimigo: O VENTO. o vento é extremamente forte, cruel e desumano, rss. Para se ter uma idéia, o volante fica aproximadamente 1 dedo de diferença para o lado esquerdo ou direito da centralização, dependendo do trecho, e de repente diminui o vento e voce tem corrigir rapidamente, pensa nos sustos. Quando voce para, o vento não te deixa abrir a porta ou quase arranca ela fora se não segurar. Nas aduanas guarde bem os papeis, pois ele está lá fora para voar a kilometro de distancia, sua autorização de ficar no país, rss. Ingressos: Acabou o negócio de Mercosul, ou seja, Argentino e Chileno pagam a metade em seus parques nacionais, e estrangeiros pagam o DOBRO, em resumo R$100 pila por cabeça, por parque, dinheiro em espécie. Aduanas: Basicamente há tres etapas, primeiro voce faz a sua imigração e dos passageiros (passaporte, Rg, endereço destino), depois a importação provisória de seu veiculo (DUT, carta verde, Soapex) e por último aquela vistoria para verificar a bagagem (nada de frutas, queijo, presunto, rss, e se tem mercadorias indevidas). Nas aduanas integradas, tudo isso é feito nas aduanas de entrada do pais. Então após tudo isso, certifique-se que voce tem os carimbos de entrada e saída de cada pais, e uma autorização de transitar naquele país, porque sempre tem muita gente e pode ocorrer de faltar algum detalhe. Pessoas: Todas as pessoas que conversamos, pedimos informação, sejam nas aduanas, policia, hotéis, restaurantes, supermercados, postos, ruas, sempre foram muito cordiais, educadas, prestativas, e tudo isso com nosso portunhol. O que pode-se observar na cultura, é que eles prezam pelos bons hábitos (bom dia, com licença, por favor, obrigado, sinalização, ordem de fila). Na medida do possível devo ir relatando os dias individualmente, e respondendo as dúvidas e perguntas, OK. DIA 01 Saímos de São Jose dos Campos via Dutra, marginal tietê, rodoanel, regis Bitencourt (Br116), trecho já habitual até Curitiba, com pit stop em Registro (graal buenos aires) ,chegada a tarde, enchemos o tanque a R$3,79, hospedagem casa de familiares. DIA 02 Saída as 07:00 hs pela br 101, trecho também já conhecido, abastecemos na última cidade de Santa Catarina R$3,79, pois ao entrar no RS o combustível já fica caro R$4,20, não paramos para almoço, continuamos, pista dupla até Porto Alegre, após pista simples BR 116 sentido Pelotas, em seguida pista dupla até Rio Grande. Hospedagem hotel costa doce, muito bom, ótimo custo beneficio, a beira da lagoa, próximo ao shoping onde decidimos jantar e descansar após os 1000 km. DIA 03 Aproveitamos bem o café da manhã, pois o dia seria longo e demoraria um próximo café caprichado. Enchemos o tanque pela (bagatela) de R$4,52 o litro e fomos em busca da cidade de Chui BR 471, fronteira Uruguai. O trecho é muito bonito pois passa pela reserva do Taim com sua exuberante fauna e no meio das lagoas Mirim e Mangueira. Chegando em Chui, completamos o tanque, pois no uruguai é bem mais caro, procedemos a aduana Uruguaia, e seguimos em direção a Montevideo ruta 9, estradas boas, pedágios a R$11,00 (sim, pode pagar em reais, porém com trocado, se der R$50, pelo cambio, o pedagio sai por R$16,00, e o troco vem em Pesos Uruguaios). Chegada em Montevideo, transito de cidade grande, estacionamos e fomos fazer uns cliques. Porém sem demora, porque ainda faltava alguns kilometros até Ushuaia, Rodamos pelas Rambias beira mar e em seguida ruta 1 até Colonia del Sacramento, chegando as 20hs. Procuramos hospedagem e ficamos no Hostel Celestino, 18 de Julio, 70000 Col Del Sacramento,Departamento de Colonia, Uruguai, U$13, beliche quarto compartilhado. O carro pode ficar estacionado em frente (na rua mesmo, a cidade é tranquila).Fomos jantar próximo. Buquebus - Conforme relatos, o esquema é voce comprar antecipado (2 dias) pela internet, pelo site do Uruguay, www.buquebus.uy, tem quatro partidas diarias, sendo a primeira as 07hs (hora local) a qual é o melhor preço, saiu R$ 470, o carro e 3 passageiros, excelente custo benefício. DIA 04 Saímos 06hs do hostel e em 2 minutos já estavamos no terminal portuário. Voce estaciona o carro na area de embarque de veiculos e retorna para fazer o check in no balcao, fazer a imigração, e sobe no 1o andar aguardar o horário de embarque. Quando chamado, os passageiros vão para o embarque e o motorista vai pela escada ao lado pegar o carro e embarcá-lo no porão do navio, tudo organizado e tranquilo, após é subir as escadas e encontrar com os passageiros. Esse horário é excelente, poucos veículos, poucos passageiros, vai com metade da capacidade, navegação tranquila, possui cambio no barco, não muito vantajoso, para não chegar zerado em Buenos Aires. Após 2 hs chegamos no porto de Buenos Aires, todos podem ir ao veículo para sair juntos. Após sair do barco já tem o controle imigratorio, onde pedem passaporte, DUT, e carta verde, conferem o porta malas e, ADELANTE. Quando for sair do terminal tem duas saidas, não faça que nem eu de pegar a primeira, pois o sentido da pista é para direita, e para ir ao centro deve-se ir sentido a esquerda sendo que a primeira voce tem que esperar o transito deixar voce entrar, e na segunda tem um confortável sinaleiro que voce aguarda e entra tranquilo, além do mais voce desembarca bem no horário de rush, mas sem emoção não tem graça, rss. Buenos Aires é uma cidade muito legal, tem amplas avenidas, que de tão amplas se voce ficar nas pistas do meio não enxerga o sinaleiro, por isso fique nas pistas da direita para evitar de furar o sinal, kkk. Achamos um estacionamento na Av Passeo Colon, após a Casa Rosada, excelente localização, fomos caminhando passando pelos principais pontos turísticos do centro em direção a mais famosa rua de Buenos Aires para brasileiros, rss, Calle Florida, para efetuar o cambio e sentir-se de bolso cheio, pegamos a cotação de R$1 = 5 pesos na agencia Gavitur, mas não adianta comemorar muito pois o custo de vida lá é caro. Para efetuar o cambio basta apresentar o passaporte nas agencias de turismo, mas nos bancos tem que ter um comprovante de endereço de buenos aires então, novamente, deixe sempre um print de tela do hotel da cidade, cartão. Feito isso, fomos de tradicional mesmo, mc donald´s tomar aquele café já que estavamos ricos, mas como bom brasileiro pagamos com cartão, kkk, tem outras lanchonetes, cafés e kioskos, no calçadão, é só escolher. Próximo passo, no calçadão mesmo comprar chip na loja Movistar, 50 pesos, 4 horas para ativar, quando receber SMS é só recarregar, aonde? kioskos e nos postos YPF Adelante, comprar um mapa rodoviario da Argentina 75 pesos na banca de revista, e um mapa da cidade de buenos aires para poder achar ruta 3, kkk. Aqui no Brasil baixamos os mapas para o GPS, mas ele é bom para o local em que se está, nada como um bom velho mapa para ter uma visão completa dos trajetos e atualização dos tipos de rodovias. (considero imprescindível e custo insignificante). Devidamente equipados de bolso, estomago e papel, as 12 hs, bora ao estacionamento pegar o carro e ir direto para..., o posto shell abastecer é claro, 24,52 pesos o litro, ou quase R$5 o litro. Pegamos dica com o Sr do estacionamento, então não deu 10 minutos e já estavamos na avenida em direção ao aeroporto e sequencia a famosa ruta 3, transito pesado, pedágios 20 pesos, 30 pesos, e uma placa dizendo que Ushuaia a 3000 kilometros, moleza. A ruta 3 é de pista simples e nos primeiros 300 km transito pesado de caminhoes puxando a safra Argentina, e cheio de caminhões antigos, lentos, ou seja demorado esse trecho como já estava ficando tarde, optamos por pernoitar em Tres Arroyos distante 500km de Buenos Aires, cidade tranquila, hotel Plaza, histórico porém mais ou menos, e pizzaria excelente, La Tabla, H Yrigoyen 157,Tres Arroyos, Buenos Aires, Argentina. DIA 05 Acordamos pelas 07 hs, fomos tomar o cafe da manhã incluido, uma xícara de café e uma medialuna, o qual possibilitou energia para ir até o próximo YPF a 1km e comprar um kit café para viagem, tanques cheio, o nosso e o do carro, bora pegar a ruta 3 ate Bahia Blaca, ruta 22 até La Adela, ruta 251 ate Santo Antonio Este, ruta 3 ate Puerto Madryn, percurso 750 km. Importantíssimo, coloque no GPS a cidade de General Conesa, pois ela fica as margens do rio Colorado que faz divisa entre as provincias de Buenos Aires e Chubut, então passou o rio já tem um posto com Super a 17,50 e seu bolso ficará feliz. passando por Bahia Blanca e chegando em Puerto Madryn, cidade balneária média, mas top, claro que frio e muuuuito vento. Se hospedamos na La casa de Silvia, Nueva León 761, Puerto Madryn, Chubut, Argentina, ótima anfritiã, quarto confortável, wifi, passou varias dicas do lugar, recomendo. DIA 06 Programamos ir conhecer a cidade de Puerto Madryn e seus miradores, a Peninsula Valdez, e seguir viagem. Tirando a parte do seguir viagem conseguimos fazer quase tudo, kkk. Segundo informações de nossa anfitriã, a região rege pela tabela de marés, maré cheia aumenta as possibilidades de ver as baleias jubarte, e para peninsula Valdez o principal seria o passeio de barco, caríssimo, e os miradores ficam distantes. Entãoooo, neste dia a maré cheia era das 04 as 06 hs, ou seja, já era, mas como bons brasileiros e já estavamos alí, levantamos tarde e fomos conhecer assim mesmo. Segue-se por estrada de ripio contornando o porto e por 10 km tem alguns miradores, onde voce deixa o carro e faz caminhada para observação e fotos, nessa brincadeira foi umas 2 horas. Retornamos até a porto e segue-se a esquerda po estrada asfaltada até o parque nacional entrada a 415 pesos por cabeça, e após estrada de asfalto até porto piramides (lugar do barco), e um pouco antes entrada para Punta Delgada e Punta norte, estrada de rípio no começo 20 km trafegável e após intrafegável (ou quebravel, como queiram), costeletas de vaca ao extremo, power, turbo, ou seja sem condiçoes, retornamos a puerto piramides ao mirador de puerto piramides, estrada de ripio de 5 km, porém boa. Excelente, visão da peninsula, loberia, altas fotos. Retornamos a Puerto madryn e já eram 17hs, então decidimos pernoitar por ali mesmo. Recomendo assim, separar 1 dia inteiro pelo menos para a região; deixar o carro e pegar uma Van pelas agencias da cidade para ir a Península. DIA 07 levantamos cedo, tomamos café no apartamento mesmo, e vamos para mais 800 km. Saimos de Puerto Madryn, após 440 km, pit stop no YPF de Comodoro Rivadavia, cidade grande, movimentada, polo da petrolera YPF, de Comodoro até Caleta Olivia, pista ruim esburacada, porém estão duplicando esses 60 km com pistas novas, e vao abandonar a velha (já está, kkk). Também após Comodoro tem uma barreira policial da provincia de Chubut, ali tem que fazer procedimentos quase identicos a imigração, mas tudo bem cortês, de boa para esticar as pernas, rss. Logo em seguida vem a dica principal, lembram dos 415 pesos da entrada da peninsula Valdez, na beira da estrada, tem uma placa, loberia, estacione e vai tirar selfie com os 1000 lobos, leoes, elefantes, marinhos, que ficam "lagarteando" na praia, e o principal, 0800, gratis, a um metro das crianças, ou seja, por que fomos pagar 415 pesos. Voce saindo de Madryn na região de Trelew, tem a pinguinera paga, e no caminho tem lugares para voce entrar e ir ver nos mirantes, nao fomos pelo tempo, mas se tiver dias sobrando, a região é bacana, vale a pena. Assim dirigimos por 800 km e fomos pernoitar em puerto San Julian. Paramos no YPF e conversando com o frentista, informou que o esquema é procurar por Cabanas ao inves de hotel pousada, é mais economico. Dito isso entramos no acesso a cidade e já tinha uma na beira do lago, preço legal, equipada, fomos no mercado la Anonima e compramos suprimentos para o cafe da manha e viagem. Decidimos conhecer um pouco a cidade e jantar no centro, preço qualidade ok, padrao Argentina. DIA 08 Novamente cedo, seguimos viagem pela ruta 3 e após 360 km, Rio Galegos, cidade grande, movimentada, paramos no YPF, pit stop completo, rss, e próxima parada, aduana Chilena, sim, como é aduana integrada, voce passa reto na da Argentina, e faz os procedimentos na Chilena, (saída/entrada), já mais demorada pela quantidade de pessoas, busão, caminhão, carimbo e papel para tudo que lado, vistoria do veiculo, e após uns 40 minutos, adelante, voce entra no sul do Chile, rodamos até o estreito de magalhães, estrada ótima, e aí, parou, parou por que, tempestade, rsss. Ao chegar no estreito de magalhães 15 hs, uma fila enorme, no acostamento caminhões, na pista automóveis, tudo parado, fomos verificar e a notícia oficial era que teria uma janela para a travessia, lá pelas 19 hs, kkk. Voce olhando pela janela, tempo ruim, mar agitado, frio, vento estilo tsunami, bem vindo ao extremo sul das Américas. Passa uma hora, abre um solzinho, acho que agora vai, vai, vai chover tempestade, granizo aos quilos, todos carros se abrigando pelos baú dos caminhões ao lado, voando de tudo um pouco, mas passou, isso era la pelas 17 hs, abriu outro sol, agora acho que vai, fomos verificar e, informaram que está vindo outra, mas com esse sol, e daki a pouco..., REPLAY, nossa, emocionante, os amortecedores e molas dos carros acho que nunca trabalharam tanto, rss, mas como os profetas falaram, chegou 19 hs, passou a tempestade, vimos as barcas ligarem os motores, foram até o meio do canal vazias verificar o mar, kkk, voltaram e chamaram os carros para entrar que nem em dia de promoção, rápido, tinham que entrar voando nas balsa, chegou a primeira, entrou tudo rápido, e partiu estilo Shumacker, na cola, encostou a segunda, entramos no mesmo ritmo, travado o carro, voce desce e vai pagar no caixa, tudo isso nao deu 2 minutos, e olhando pela janelinha, já estavamos surfando o mar, os carros tomando um banho das ondas do mar, altas ondas, mar revoltoso, estilo discovery channel, rss, mas após uns rápidos 50 minutinhos com muita emoção, chegamos do outro lado, a fila do outro lado estava maior ainda, não ia caber todo mundo nas duas balsas. Agora em terra firme, 20 hs, Patagônia, a viagem não pode parar, kkk, bora então. No chile estrada ótima, (concreto), sinalizada, saimos de bahia azul e a próxima cidade é Cerro Sombreiro, tem hostel, posto Copec até 20 hs, kkk, mas como estavamos descansados, partiu froteira San Sebatian. Estrada concretada, perfeita, falta 20 km finais para terminar a pavimentação até a fronteira san Sebatian. Na fronteira, do lado chileno há hostel, e após 5km, fronteira Argentina, há hostel e abastecimento, então já eram 22:30, fazer novamente todos os procedimentos de imigração, para saida Chilena, anda 5 km, para entrada Argentina, isso já era 23 hs, e o agente pergunta, vai pra onde, respondo agora, só até Rio Grande, e outra pergunta, tem reserva hotel, está muito lotado por causa do encontro de motociclistas, hã, como assim, não, forneceu uns mapas, ligou para uns hoteis, tudo lotado, ligou nesse do lado da fonteira, o tonto aki achou que tava caro, ia ver o outro que tambem havia vaga no centro, ou seja, viajamos mais 80 km até o centro e, no hay vagas, full, lotado, pergunta aki, ali,e nada, decidimos, vamos ao YPF abastecer e comer e depois, de estomago cheio, decidimos. Entramos na fila do posto as 01 hs da manha, cidade grande, lotada, abastecemos, conveniencia cerrada, perguntei e o frentista indicou uma pizzaria (Mostaza Planet Rock) que funcionava aquela hora. Chegamos lá, excelente, estilo fast food, saboreamos ela, resolvido o problema do estomago, conseguimos reservar pelo booking uma cabana para Ushuaia para o dia seguinte, problema resolvido, e agora o negócio é onde ficar hoje, isso já pelas 02:30hs, kkk. Nas procura pelas ruas tinha visto uma com balada e cheios de carros estacionado nas ruas no entorno, é aki mesmo,achamos uma vaga boa, com movimentação,bora dormir, kkk. DIA 09 Acordamos pelas 04:30hs, maior solzão na cara, após o excelente pernoite no hotel, lá bancada del coche, kkk, pegamos a ruta 3 e bora Ushuaia. Rodamos 110 km até Tholuin, pit stop no YPF, e ..., tudo congelado, caiu a maior Nevasca, 50 cm de neve para todo lado, poucos carros vindo, cade as cadenas, kkk. Sem cadenas, bora dormir mais um pouco e esperar o gelo derreter ou aumentar a movimentação na rodovia. Reacordamos novamente, o fluxo na rodovia melhorou, carros, caminhoes, então dá para rodar, rss. Superdica: esse trecho de 110 km de Tholui até Ushuaia é o ápice da viagem começa contornando o lago Fagnano, as montanhas todas nevadas, altos picos, rodovia com 50 cm de neve no acostamento, já tinham passado máquina e jogado sal, kkk, alguns miradores e suas vistas padrão windows, rodovia sinuosa, mas tudo muito top, imperdível. Finalmente as 09:30hs após alguns dias e kilometrozinhos do Brasil, chegamos finalmente no portal de Ushuaia ( nada é tão fácil como gostaríamos que fosse, porém nada tão impossível como está escrito nos manuais, kkk), pausa para fotos com muita neve, e fomos caminhar na cidade do fim del mundo em busca do café da manhã,(sim, ela existe, kkk) porém era domimgo, poucos lugares abertos, estacionamos na orla, achamos um lugar aberto, já estava cheio, advinhem, estava tendo além do encontro de motociclistas uma etapa da maratona da Argentina, alguns cruzeiros no porto, enfim cidade abarrotada, mas pela manhã transito tranquilo. Após café, fizemos o passeio pela orla e seus pontos turisticos, a neve constantemente caía e parava alternando com chuva. Questionamos os passeios, mas pela quantidade de chuva e neve, ficou inviável, e aliado ao cansaço, fomos para a cabana recuperar o sono da noite anterior. pelas 20 hs acordamos e saímos até..., a porta, a neve estava a todo vapor, os carros que estavam na rua todos congelados, por sorte nossa cabana tinha garagem coberta, senão..., estava impraticavel sair assim, visibildade quase zero, frio também, então o negócio era ficar entocado mesmo observando tudo pela janela, imaginando aquilo no inverno, tem que ter um trenó para circular por la, kkk. DIA 10 Dia amanheceu, a nevasca deu uma trégua, tentamos pesquisar e achar outro lugar para ficar, mas, tudo lotado, a nossa cabana só tinha vaga para 1 dia, a previsão era que a nevasca seria forte por mais alguns dias, visibilidade baixa, e decidimos que a missão Ushuaia estava definidamente cumprida, com toda plenitude da neve, e com receio de ficar com a estrada fechada, e comprometermos a próxima missão, a lendária ruta 40. Um pouco tristes por não poder aproveitar uns dias a mais, porém com gostinho de poder voltar brevemente, partimos, rodamos até.... o portal da saída, e na barreira policial fomos informados que a rodovia estava com muita neve, seria de bom senso, não arriscar ficar atolado congelado na neve, gritando help, help, kkk, aguardar pelo menos até 11hs, pois iriam passar a máquina e jogar sal para melhorar a trafegabilidade. Assim sendo, retornamos para a cabana e aguardar o horário e pontualmente, partimos novamente, e realmente a quantidade de Neve era impressionante, mas tinha uma rodovia no meio da neve, rss, novamente muito top o trecho, paisagens, miradores, muitas fotos, chegamos em Rio grande, estava acabando uma greve e protesto na rodovia, mas contornamos pela cidade que já tinha decorado pela noite anterior, abastecemos e partiu fronteira para procedimentos de imigração, saída/entrada, rodovia chilena, e novamente quem, o estreito de magalhães, que desta vez estava calminho, calminho, devia estar revoltado com alguma coisa no dia anterior, kkk, aguardamos um pouco a balsa chegar, embarcamos, fomos na segunda novamente, e na outra margem, a fila estava maior ainda, pois tinha um comboio de uns 30 motor home da europa para atravessar também, realmente é um destino muito procurado nacional e internacionalmente, roda-se mais um pouco, chega-se ao trevo que leva ou para Punta Arenas/Porto Natales ou Rio Galegos, nesse ponto voce deve decidir se quer ir fazer o parque torres del paine, no mínimo dois dias úteis para compensar os 21.000 pesos, R$115 pila de ingresso por cabeça, hoteis, alimentação e a infinita beleza do lugar, kkk, maaas, não foi dessa vez, seguimos a direita e novamente os procedimentos na aduana integrada, agora passa reto na Chilena e para na Argentina, lotada, mais uma hora de procedimentos, e partiu Rio Galegos, chegamos 19 hs, destino final do dia, fomos almojantar, abastecer, rápido city tour, fazer as reservas do dia seguinte. DIA 11 Café caprichado, esse fora do padrao Argentina, e vamos inaugurar a RUTA 40, palco de todo piloto que se preza, o resto é só motorista, kkk. Inicia-se pela Ruta 5 que após a metade do trecho encontra a Ruta 40. Esse trecho de Rio Galegos até El Calafate 300 km, continua com as paisagens do pampa Argentino, retas e retas, um monte de Guanácos atravessando a pista, quase nenhuma árvore, pássaro, bem desértico, até chegar próximo ao Lago Argentino, aí volta ao nível, top, plus, ultra, power, kkk, da cordilheira dos andes, e chega-se ao nosso próximo destino, El Calafate, cidade TOP com vários hoteis, pousadas, restaurantes, mercado, maaas, somente dois postos de combustíveis, ou seja, chegou, já entra na fila e encha o tanque, neste YPF, a conveniencia também é 10, tem empanadas e gaseosas a bom preço, pode-se fazer um estoque para jornada da geleira. DICA: a partir daki sempre tanque cheio antes de sair para qualquer destino, primeiro pelas distancias, e segundo pela possibilidade de escassez, não dá tempo de voltar para trás, kkk. Feito isso partimos para o parque los glaciares e sua geleira, Perito Moreno, 90 km, estrada maravilhosa, entrada 500 pesos, R$100 pila por cabeça, mas esse sim é barato e vale a pena, vá o mais cedo possível e volte a hora que te tocarem de lá, kkk, da entrada do parque percorre-se a estrada contornando o lago e frente para a geleira, dois miradores providenciais, cliks e cliks, chega-se ao estacionamento, pega-se a Van, free, que leva ao topo das passarelas, e aí prepare-se para caminhar e tirar fotos a cada minuto, pois, a cada angulo, voce descobre outro detalhe. Ela é imponente em tamanho e beleza, embaixo blocos de gelo flutuando, simplesmente ignorante. Após 17 hs retornamos para El Calafate, completamos o tanque de novo, achamos nossa pousada, e fomos caminhar pela cidade, o comércio principal ´fica na avenida central e suas transversais. Tendo dias disponíveis, recomendo o primeiro dia para conhecer a cidade e seus arredores, lago argentino, e outro inteiro para o parque e sua geleira para aproveitar o máximo posível e descansar intervalos de caminhada, pois o parque é grande. DIA 12 Missão cumprida El Calafate, partimos para El Chaltein, 200 km, retorna-se para a RUTA 40, e segue direção esquerda, estrada, paisagem continua top, na reta da estrada saindo da RU 40 até El Chaltein, é uma suave descida com vista das geleiras e lago, na chegada a cidade possui um mirador e em seguida o único posto de combustível, que fica fora da cidade, funciona a energia ..., das 06 as 22hs, 1 atendente, ou seja, sempre vai ter fila e demorar. Na entrada da cidade tem o centro de visitantes, para ter um breve conhecimento e pegar seu fundamental mapa, pois aki há várias trilhas e direções, escolha a sua, para montar o seu roteiro, basicamente é uma por dia, pela distancia e direção. A cidade é pequena ainda com pouca variedade de opções, hoteis, restaurantes, lojas, etc, porém, percebe-se que irá ficar igual ou maior que El Calafate em curto prazo, portante é ótimo aproveitar enquanto é recente, e sem taxa de ingresso para as trilhas, pois com certeza isso mudará pelo volume do fluxo de visitantes e pela beleza de suas trilhas no meio da cordilheira dos andes. Devidamente instalados, preparar-se para o amanhã de muita caminhada. Dia 13 O ideal é partir o quanto mais cedo possível, e é recomendável, não indispensável, estar em forma, pois a trilha é longa e cansativa, fomos em busca do fritz Roy, 10 km, a lingua vai ficando pelo caminho, as pernas no meio da montanha, paradas para recuperar o folego, enfim, daquele jeito, mas alguma hora voce chega lá. Tem vários pontos de coleta de aguá pelo caminho, voce vai precisar e muito, e cruéis placas de km em km indicando o que terá pela frente, vários cenários perfeitos contemplando os pés das geleiras, enfim imperdível. O ideal é ir de Van para reduzir um pouco a bronca e retornar pela trilha completa, para descer todo santo ajuda, mas não é massagista e nem amortecedor se escorregar nas pedras, kkk. Mas enfim, as 17hs conseguimos chegar de volta na cidade e a primeira lanchonete para comer e repor as energias, se é que tinha sobrado alguma, para conseguir chegar até a pousada e recobrar os sentidos dos viventes, kkk. Outro detalhe, que no dia anterior haviamos deixado nossa roupas em uma lavanderia a kilo, boa e barata, fundamental para a sequencia da viagem, a qual coletamos a noite antes do jantar. Então, vamos fazer outra trilha no dia seguinte ?.... Aí bateu aquela vontade de continuar a viagem, kkk. Mas, realmente, se tiver despreparado, ou descansa um dia para energizar, ou é melhor fazer uma só, não tem taxi nem ambulância na montanha, e o frio é implacável, cada um sabe seus limites, e o do cartão de crédito, kkk. DIA 14 Levantamos com a missão de rodar os próximos 590 km, com destino a cidade de Perito Moreno na RUTA 40. Nesse trecho só há dois postos de combustíveis, saindo de El Chaltein o primeiro fica 1 km antes da cidade de Tres Lagos, muito pequena, e depois somente em Gobernador Gregores. Após Tres Lagos pega-se um trecho de XX km ainda sem pavimentação, mas em bom estado, depois retorna o asfalto de chega-se em Governador Grebores, cidade para abastecimento e alimentação, posto YPF, tendo pela frente 360 km até a cidade de Perito Moreno, estrada boa, região desertica, vento constante, muito frio, pouco movimento, chegamos pelas 18 hs, enchemos o tanque como sempre, se instalamos e fomos em busca novamente de nosso almojantar, cidade simples sem muitas opções, mas resolveu o problema. Aqui cabe um parentesis, haviamos optado por essa cidade em função do custo do hotel, mas o dia posterior apresentou a cidade de Los Antiguos, com mais 60 km pela frente, como a mais indicada, pois fica a beira do lago Buenos Aires, com casas de veraneio (ou inverneio, kkk) com mais opções de restaurantes, enfim tem mais cara de cidade, e já fica na fronteira com o Chile, com várias cabanas para locação. DIA 15 Aqui novamente é um ponto de controle onde voce deve decidir o rumo em função do tempo e cascalho, rss. Dentro da meta, vamos em rumo agora da CARRETERA AUSTRAL no Chile, seguimos em direção a Los Antiguos que faz fronteira com Chile Chico no Chile. Aqui a fronteira da Argentina é rápida, mas a Chilena é demorada, pois além da papelada normal, tem que descer toda a bagagem, pegar aquele carrinho de aeroporto, passar pelo raio X, fazer caber tudo de novo no bagageiro, porém, conversar com várias pessoas e contar sua viagem, aguentar ainda os 7 x 1 da Alemanha, kkk, mas voce sobrevive, só que demora. Feito isso, chega-se ao centro da cidade de Chile Chico e precisamos agora fazer câmbio para enfrentar a parte chilena, porém era Sábado, e segundo informações, somente a loja do Martin pescador operava com este produto, achamos, trocamos um pouco, cambio nada favorável, mas melhor do que ficar liso em terras estrangeiras, não se pode ganhar sempre. Partimos pela carretera austral que é de rípio e sinuosa, mas com mirantes espetaculares. Se voce já rodou por lugares lindos, daqui em diante, papai do céu tirou nota 10 em tudo. Pegamos esse dia ensolarado, fundamental para apreciar sem moderação nenhuma a Cordilheira dos Andes. Voce inicia contornando o lago General Carrera que após o Lago Titicaca no Peru, é o maior da América, com sua coloração azul intensa, verde brilhante, montanhas com seus picos nevados, rios caudalosos de degelo, aki o cenário é Bruto, inúmeras paradas em seus miradores para cliks, fomos em busca das CAPILLAS DEL MÁRMOL, saída localizada em baía Mansa, uns 15 km antes de Rio Tranquilo (180 km de rípio). Tem placa na entrada, voce tem que descer uns 1000 mt montanha abaixo numa estradinha que não passa dois, deixa o carro estacionado e pega um barco (voadeira), com duração de 1 h (com certeza, essa será uma das melhores hora da sua vida), navegando pelo lago General Carrera, aquele mesmo que a umas horas atrás voce estava admirando em vários pontos lá de cima, e chega-se nas esculturas naturais na rocha em cima e abaixo dágua, o lugar é Animal, voce entra com o barco em algumas, depende do vento, o contato com a natureza é ao extremo. Nessa tarde estava ventando muuuito, então pensa na emoção. O ideal ´sair bem cedo, pois a estrada não ajuda, voce tem que ir a 40km/h se quiser chegar com seu carro inteiro, e fazer pela manhã para aproveitar a luz solar completa. Feito o passeio, a missão agora é ..., subir aquela estradinha, meu, carro 1.0 acho que não sobe, pois está cheio de pedras soltas para tracionar, na hora da saída, tinha algumas vans e uma teve que ser puxada, pois não subiu, tivemos que embalar desde lá de baixo e não diminuir nem nas curvas e pedras para todo lado, mas o guerreiro venceu, chegamos ao topo, então fica a dica, deixe o carro confortavelmente estacionado na placa da entrada e vá caminhando, sei que a volta é subidão, mas conserva o carro e a viagem no lugar, kkk. Próxima parada depois em Rio Tranquilo, tem posto Copec, abasteça, aki a cidade tem opções de hospedagem e alimentação, altamente recomendável pernoitar nela, pois o próximo destino é Cohialque e voce pega 120 km de rípio, ou seja 3hs tranquilo, e mais 100 km de asfalto até Cohialque, porém atravessando a cordilheira, assim fomos chegar quase 22:00 hs, esgotados, não tinhamos reservado hotel, a cidade é grande, aquele perrengue até achar um no padrão BBB, mas nós é brasileiro, achamos uma cabana excelente, os proprietários mais ainda, indicaram e pedimos um disk pizza excelente, inclusive no cartão, também depois do dia inteiro sem comer naquela hora, até papelão no espeto era prato principal, kkk, em resumo, é um trecho grande pelas dificuldades, deve-se dividir em dois dias no mínimo. DIA 16 Pela primeira vez depois da neve, choveu muito a madrugada inteira, mas não vimos nada, kkk. Acordamos mais tarde, aquele vento da Patagônia, mas agora tinhamos que cumprir o roteiro pois senão comprometia a sequencia da viagem em termos de data. Vamos indo devagarinho, a chuva parou, agora esse trecho da estrada está asfaltado, bora lá. Já havia dito que a paisagem é nota 10, mas pode considerar agora um 11, pois até então imagina-se que a cordilheira dos andes é uma barreira montanhosa intransponível que divide o Chile e Argentina. Nããão. Ela é um complexo, de vales com muito verde no meio das montanhas, com fazendas, sítios, belíssimos rios, embaixo, e no alto aquele picos nevados, geleiras, vulcões, é um contraste impressionante. Com certeza a CARRETERA AUSTRAL CHILENA é uma das estradas mais belas do mundo, claro que fora do inverno, pois deve congelar tudo nessa época, e a dificuldade ser enorme. Rodamos pelo asfalto 200 km, aí tem o trecho de subida de 15 km e descida de 10 km do parque Nacional Queluat, o de subida já prepararam a brita para o futuro asfalto, mas a descida ainda não, estão vindo de Puyuapi para cá, por isso tem que pegar um balsa para chegar em Puyuapi num trecho de 3 km, mas as carretas vao pela estrada mesmo, então em curto prazo esse trecho também ficará pronto. Puyuapi também é uma cidade pequena mas bem ajeitada e depois de finalizado o asfalto deve crescer bem, detalhe alí que voce tem o acesso ao ventisqueiro Queulat, dá para ver da rodovia, mas como já tinhamos pego o começo dele em El Calafate e a demora da Balsa, optamos por seguir em frente, pois já haviamos reservado cabana em Futaleufú, fronteira com a Argentina, mas compensa se tiver tempo em pernoitar ai e curtir todo o visual. Após a saida de Puyuapi, novamente pegamos um trecho de 15 km de ripio preparado para asfalto, ou seja um poeirão e muita brita solta, a tecnica consiste pelo jeito, em deixar os veiculos compactarem bem a base para eles passarem o asfalto, afff, cruzamos com as máquinas asfaltando em pleno domingo, então, essa hora devem estar acabando mais esse trecho de asfalto ate Puyuapi, passamos por Vila Santa Lucia, abastecemos, e aí voce deixa a carretera austral e vira a direita na 235 que é toda de ripio mas em bom estado, vai contornando as montanhas dos Andes, beirando o lago Yelcho, tudo TOP também, e após percorrido 200 km, estamos em Futaleufú, fronteira com a Argentina, terra das corredeiras e raffting, para os amantes do esporte, aqui é o lugar, estilo radical. Cidade pequena mas tem hotel, restaurante, combustível, mercado, etc. Toda essa região tem muita coisa para ver e fazer, haja tempo e dinheiro para poder aproveitar tudo, porque para nós brasileiros, o custo é meio caro. Achamos nossa cabana, após instalados, fomos caminhar nas ruas da cidade em busca de nosso merecido jantar. DIA 17 Embora rápido, pudemos conhecer um pouco da Patagônia Chilena, seus contrastes, na certeza de retornar para apreciar com mais calma, a magnitude da região. Como não ganhamos na mega ainda, partiu Argentina novamente. Fizemos os tramites aduaneiros, esse Paso é bem mais tranquilo e menos movimentado, rapidamente já estávamos em solo Argentino ainda no rípio, em busca da cidade de Trevelin, agora já asfalto, Esquel a 90 km, e Ruta 40. Esquel também já é bem estruturada, movimentada, pausa para lanche, abastecimento, posto YPF, e retomamos a ruta 40 para percorremos mais 300 km até BARILOCHE, nosso próximo destino, aqui esse trajeto já é bastante movimentado, com a cordilheira ao fundo e seus vulcões. Também tem a cidade de El Bolson no caminho para Bariloche, que também é bom ponto de hospedagem para os viajantes como alternativa a horário e custos, embora Bariloche, fora de temporada é bem tranquilo de achar lugar e com inúmeras opções. Chegamos no meio da tarde e fomos se acomodar, optamos por fazer um mercado para a janta e café, mas o mercado argentino não tem muitas opções como os nossos, e os preços não compensam, único ponto forte é os vinhos, tem desde R$7,00 aqueles que a gente paga R$30 aki, os intermediarios de R$ 25, que é os caríssimos daki, até os top de tudo quanto é preço, então dá-lhe comprar vinho, para comparação Coca Cola 2lt estava R$22, fizemos pequeno reconhecimento da cidade, mas deixamos para o dia seguinte para fazer o circuito completo. DIA 18 Bariloche também é um ponto alto da viagem, a cidade margeando o lago Nahuel Huapi com a cordilheira dos Andes com seus picos nevados emoldurando ao fundo, temperatura agradável, o pessoal estava até curtindo um bronze a beira do lago, cidade super movimentada com inúmeros hotéis, pousadas, restaurantes, supermercados, enfim, estruturada. Como já estavamos estasiados de tanta neve e paisagem exuberantes da viagem inteira, resolvemos não fazer os miradores tradicionais, fomos fazer o circuito chico mas sem subir o campanário, catedral, e sim conhecendo os atrativos diversos das ruas em si, passando pelo famoso hotel Lao Lao, contornando o lago Nahuel, e de repente uma movuca em uma colina, com vendedores ambulantes, carros parados, opa, aqui é lugar, estacionamos, e tivemos a grata surpresa de ser um mirador 0800, com vista de todo o lago, o dia estava perfeito, ensolarado, aquele tom de azul do majestoso lago, as montanhas com seus picos nevados, show, imperdível. Retornamos, aproveitando cada paisagem em direção ao centro, onde após percorremos a pé suas ruas, setor histórico, calçadão, várias lojas, completando o curriculum de turista, kkk. Inicialmente o roteiro estava na expectativa de seguir na sequencia em direção a Pucón e Santiago no Chile, e retornar pelos famosos caracoles, Aconcágua, e passar em Mendoza e suas vinicolas, porém o prazo já estava no limite ( a grana também, kkk), assim iniciariamos no dia seguinte a viagem de retorno. DIA 19 Com muito arrependimento por não ter ganho na Mega sena ainda, rss, fomos batendo em retirada de Bariloche e da surpreendente Cordilheira dos Andes. Voce inicia a saida contornando o lago Nahuel Huapi pela RN 40 em direçao a Vila La Angustura e prossegue reto pela RN 237 sentido a cidade de Neuquén, após alguns quilometros voce vai contornando o Embalse Alicura do rio Limay, que é um dos maiores diques da Argentina: (La represa de Alicurá, está equipada con cuatro turbinas Francis de eje vertical con una potencia instalada unitaria de 262,5 MW lo que totaliza 1.050 MW. Se ubica en la estepa patagónica, sobre el cauce del río Limay, 130 km al norte de la ciudad de Bariloche, El embalse se usa primariamente para generar hidroelectricidad. El reservorio se emplea para la cría de salmones y de truchas de río. Alicurá almacena de una cuenca hidrográfica de 67,5 km², su prof. media es de 48 m (máximo 110 m) y 327.000 hm³, fonte: wikipédia), ou seja, é enorme e excelente cenário com a Cordilheira ao fundo, se tiver tempo lá vai mais um album de fotos, kkk. Após percorrer 450 km por 5 hs chegamos a cidade de Neuquen, cidade enorme, transito intenso, e tava difícil de fazer uma pausa para o rango, pois os postos ficam nas vias marginais da Ruta 22, que estavam mais intensas ainda, como dia seria longo, continuamos, voce tem duas opções, continuar pela ruta 22, ou seguir a esquerda pela RN 151, foi o que fizemos para pegar menos transito, mas não tem jeito, também com muito movimento, e fomos conseguir parar no YPF na cidade de Veintecinco de Mayo as 15:01 hs, abastecemos, e fomos nas tradionais Hamburguesas, porém, só atende até 15hs, kkk, vamos lembrar disso na próxima viagem, kkk. Enchemos o estomago de ...agua e vamos em frente percorrer, agora pela RN 20, mais 300 km até a cidade de General Acha, ponto de apoio perfeito, cidade pequena mas com vários hotéis BBB e varias opçoes de restaurantes, ou seja, voce não perde tempo procurando e enfrentando transito desconhecido, decisão super acertada, pois a idéia inical era pernoitar na cidade de Santa Rosa, porém teriamos mais 110 km e a cidade é grande. DIA 20 Devidamente descansados, abastecidos e alimentados, continuamos pela RN 152 após a esquerda pela RN 35 até a cidade de Santa Rosa, grande, movimentada, e segue a direita pela RN 5 sentido Buenos Aires, até a cidade Trenque Lauquen, abastecemos, e novamente duas opções, continuar pela RN 5, ou seguir a esquerda pela RN 33, a qual definimos em função de possiveis ponto de apoio, e nossa meta neste dia era a grande cidade de Rosário. A estrada vai beirando grandes plantações de Arroz, ou seja agua dos dois lados da pista, então em temporadas de chuvas, deve ter alagamento em alguns trechos, tem que ficar esperto. O trecho até Rosário tem 750 km pelo pampa Argentino, com um mix de estâncias de Arroz, Trigo, cidades pequenas e médias, muito transito de caminhoes, pista simples, motorista Argentino andando a 130 km/h, o dia vai passando, e finalmente e anoitecendo a cidade de Rosário, agora sim, cidade Top, enorme, transito intenso, mas a cidade é planejada e voce se acha bem, lá pelas 20 hs estavamos em nosso hotel, em seguida no resturante alí perto. Rosário é uma cidade universitária, polo da região, e o pouco que conhecemos, se tiver disponibilidade, vale a pena conhecer bem, fica a beira do enorme Rio Paraná, temperatura quente, bem vinda após os frios intensos da Patagonia. DIA 21 Esse era o dia de fazer o trecho pela temível província de Entre Rios, assim utilizamos uma engenharia de rota para amenizar possíveis surpresas. Então cruzamos o rio Paraná pela majestosa ponte com vistas incriveis, pela RN 174 passamos por Victoria até Nagoya, após a direita utilizamos a RN 12 até Governador Solá, viramos a esquerda pela RN 6 até Paso de La Laguna, a direita pela RN 18 até Calabacilas na autoestrada RN 14. Uma boa rota, somente uma vez a polícia parou, pediu documentos, mas agora o espanhol já é mais enrolado, tinha pedido uma tal de caderneta, mas a que eu conheço e somente da Poupança da Caixa, kkk, aí resmungou não sei o que e foi parar outro carro deixando falar sozinho, então também vamos embora, depois que fui saber que a tal de caderneta é a Identidade ou passaporte, que é apresentada junto com a habilitação, mas como nóis é brasileiro, o queko, fica para a próxima, kkk. De CAbacitas até Paso de Los LIbres é praticamente uma reta sentido Norte, estrada excelente, que funciona assim, velocidade permitida até 130 km/h e de 80 km/h nos retornos e entrada de cidades, com radar funcionando nuns furgões descaracterizados, ou seja, ficar ligado, pois existem muitos retornos e cidadezinhas pequenas, muitos postos de policia, porém só estavam parando no sentido para Buenos Aires, em nosso sentido não vimos nada, perfeito. Após 610 km chegamos ao anoitecer em Paso de Los Libres onde aproveitamos fara fazer as compras de estoque de Alfajor, paramos na fronteira para fazer a saida da imigração Na Argentina, cruzamos a ponte sobre o rio Uruguay e estamos finalmente em solo brasileiro em Uruguaiana, onde pernoitamos. DIA 22 Agora em ritmo brasileiro, bora retornar para casa, aqui voce tem a opção mais longa de ir pela BR 290 até Porto Alegre e pegar BR 101 pista dupla e plana até a fronteira com o Paraná e subir a serra e seguir até curitiba, ou ir pela BR 285 até Passo Fundo e BR 153 até União da vitória no Paraná, foi o que fizemos, porém até São Borja a estrada está ruim, leva-se um bom tempo, paramos para almoço na terra de Getulio Vargas em São Borja, e também depois para conhecer as ruínas de São Miguel das Missões (somente interessante), e nessa brincadeira acabamos demorando mais tempo do que o previsto, que ao chegar em Erechim decidimos pernoitar para evitar rodar de noite e pegar chuva até Curitiba e assim faríamos com tranquilidade no dia seguinte. CONCLUSÃO Uma enorme experiência para o curriculum, tres países, tivemos a liberdade de conhecer muita coisa sem depender de pacotes engessados, conhecer muitas pessoas, cidades, lugares inesquecíveis, outras formas de viver e conviver, enfim, com um bom planejamento, disponibilidade de tempo e grana, o resultado é Excelente, e bora preparar a próxima, rss.
  5. Olá, viajantes 😊 Depois de ler tantos relatos, receber tanta ajuda e dicas do pessoal aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia. E também fico a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance! Espero que gostem 😉 Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui: - O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza. - Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂 - A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. - Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio. - Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa. - Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças. - Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento. - Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir. - Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar). - Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online. - Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito. - Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados. - Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons. Meu cronograma foi o seguinte: 20/12 – Florianópolis – Buenos Aires 21/12 – Buenos Aires - Ushuaia 22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda 23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial 24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião) 25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike 26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking 27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus) 28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine 29/12 – Puerto Natales – Trekking até Base deTorres del Paine 30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chalten (ônibus) 31/12 – El Chalten – Cerro Torre 01/01 – El Chalten – Chorrilo Del Salto 02/01 – El Chalten – Fitz Roy 03/01 – El Chalten – Laguna Electrica 04/01 – El Chalten – Loma Del Pliegue Tumbabo 05/01 – El Chalten – El Calafate (ônibus) 06/01- Chegada em Florianópolis Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂 21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto. O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos. Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300. No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo. Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa. Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando. Vista do avião Foto clássica na placa "fin del mundo" Canal Beagle 22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta. A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes. Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para vê-la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta. Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk Trilha com as plaquinhas azuis nas árvores, indicando o caminho. Empacotada de casacos depois que cheguei na Laguna Esmeralda 23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179. No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos. Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço. Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos. Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele. Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas. Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados. Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia). Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover e quando olhando para trás o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas. Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO. Patagônia e suas surpresas 😍 Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!
  6. Bom pessoal, há muito tempo venho querendo realizar essa aventura, porém historia normal que se segue, trabalho, dinheiro e tempo, acredito que essas são os principais contra tempos para realizar viagens deste porte. Porém recentemente surgiu a oportunidade de tirar 20 dias de ferias, então realizarei o sonho de viajar até o Ushuaia de carro. (barraca, camping, roots), em 20 dias, sozinho. Venho aqui compartilhar e pedir a vocês dicas de roteiros, viagem, estrada... Como so fiquei sabendo agora que vou conseguir ir (motivo este também de eu ir sozinho), estou montando o roteiro agora, tenho praticamente menos de 2 meses para ver tudo oque preciso e conto com ajuda de vocês. A ideia é sair de Uruguaiana dia 20/12/2019 e chegar sem muitas estadias em 3 ou 4 dias até o Ushuaia (3.700km), de lá ficar alguns dias pela região (creio eu que uns 5 dias), após isso, ir viajando em direção a Santiago no Chile, fazendo estadias nas cidades mais interessantes, de Santiago volto a Uruguaiana. Que são 1700km. Conforme vou atualizando o roteiro e coisas da viagem vou postando aqui.. Agradeço..
  7. Patagônia - El Calafate, El Chaltén, Puerto Natales, Punta Arenas, Ushuaia - Fevereiro/2019 - 20 dias Planejamento para viagem Meu planejamento para a Patagônia aconteceu com uma antecedência de uns 6 meses, quando achei promoção de passagem pela Aerolíneas Argentinas. Comprei a chegada por El Calafate e a saída por Ushuaia, mas eu penso que o melhor itinerário para conhecer a região seja fazer o inverso, terminando por El Calafate. Acho interessante a viagem ir surpreendendo a gente cada vez mais de forma crescente, para a gente se encantar por cada lugar, sem achar que é mais do mesmo ou que o anterior tenha sido melhor. As hospedagens eu reservei pelo Booking, mas antes eu comparei com o Airbnb, mas não estavam assim tão vantajosos para compensar ficar em casa dos outros, tendo o trabalho de ter que combinar a chegada. De qualquer forma, achei essa parte de gastos um pouco alta, com diárias um pouco acima da média. E além disso, os lugares com melhor localização ou avaliação já não tinham mais vagas. Penso que a reserva para a região tenha que ser feita com maior antecedência. A melhor forma de se vestir na Patagônia, pelo menos para o período que fui, é usando umas 3 camadas. A primeira camada, com uma camiseta dry fit, porque ela absorve o suor e não fica encharcada, não deixando esfriar ainda mais em contato com a pele. A segunda camada, com uma blusa térmica (a minha preferida é um modelo que não seja tão aderente ao corpo, como a marca Wed’ze que encontrei na Decathlon). A terceira camada, um casaco que proteja por dentro e com material impermeável por fora, de preferência com capuz e que não seja tão volumoso, porque a gente tira em vários momentos e incomoda carregar na mão. Na parte de baixo, eu usava só a calça térmica primeiro e uma outra calça por cima. Não usei calça jeans nos passeios, levei essas com bolsos dos lados (achei uma que gostei demais numa loja de produtos para pesca). Levei também um par de luvas de couro fino, sem ser volumosas, gorro, cachecol, bota tipo tênis para trilha. Em alguns momentos eu pensei em comprar uma proteção para o rosto, estilo balaclava, mas eu fui adiando e depois já não compensava mais no final, mas eu tive muitas oportunidades para usar nos diversos passeios com vento gelado. Como eu faria conexão em Buenos Aires, a maior parte do dinheiro que levei foi o nosso real, para comprar pesos argentinos no banco do aeroporto. Algumas cédulas de reais que estavam com algum risco de caneta ou um leve rasgadinho eles não aceitaram e me devolveram. Eu também levei alguns dólares por precaução, para outros gastos que fossem necessários, que eu só usei para pagar algumas hospedagens (muitas cobravam 5% a mais se fosse pagar no cartão) e também para trocar por alguns pesos chilenos quando mudei de país. Para os passeios, é bom ter uma mochila para carregar lanche e água, além de ter as mãos livres quando a gente precisa se apoiar sempre durante as trilhas cotidianas. Óculos escuros também são essenciais para proteção do reflexo da neve. Quanto aos bastões para trilha, eu particularmente não tinha e não achei assim tão essenciais, mas muita gente que usa gosta, já que eles apoiam em caminhadas mais difíceis, além de diminuir um pouco o esforço dos joelhos. Na primeira cidade que cheguei, uma providência que tomei no primeiro dia foi comprar um chip para celular. Fiz um plano pré-pago para 20 dias na Claro, com 3gb por cerca de 30 reais. No entanto, não usei na viagem toda porque em El Chaltén não havia sinal (disseram que a Movistar poderia funcionar lá) e no Chile teria que pagar roaming. Para diminuir a quantidade de dinheiro que eu levaria, preferi reservar e pagar antecipadamente a maioria dos passeios que faria. Para um ou outro passeio, eu vi recomendação que era bom deixar reservado, podendo haver maior procura durante a alta temporada, correndo o risco de não ter vaga se comprado na véspera. Mas eu vi gente comprando lá mesmo, daí não sei se essa recomendação faz muito sentido. El Calafate Minitrekking Perito Moreno No primeiro dia, eu já havia deixado comprado o passeio do minitrekking ao Perito Moreno diretamente no site da Hielo & Aventura. Pelo que fiquei sabendo, somente esta empresa está autorizada a fazer o trekking no gelo. Quando outras empresas comercializam esse passeio, na verdade elas estão intermediando a venda, que terá a Hielo & Aventura como prestadora de serviços. Portanto, é bom comparar os preços para ver o melhor. No dia do passeio, a van da empresa passou no hotel no horário combinado e passou em alguns outros hotéis para pegar mais alguns turistas. Um tempinho depois, a van foi substituída por um ônibus com maior capacidade de pessoas e assim partimos para o Parque Nacional de Los Glaciares. Um funcionário do Parque entra no ônibus e faz a cobrança da taxa de visitação de todos os visitantes. Caso vá fazer outro passeio dentro do Parque outro dia, é concedido desconto, ficando mais barato comprar, por exemplo, para dois dias na mesma compra do que comprar separadamente a cada dia que for visitar. No dia em que fui no passeio, o grupo fez primeiramente o trekking na geleira e só depois que explorou as passarelas. No entanto, vi outras pessoas que fizeram o inverso, começando pelas passarelas e finalizando pelo trekking. Não sei dizer se é devido às condições climáticas, coisa que pode favorecer uma mudança na ordem das coisas, mas se trata do mesmo passeio e se vê a mesma coisa. Dentro do Parque, o ônibus estacionou e os turistas puderam usar o banheiro antes de pegar o barco para ir ao encontro do Perito Moreno. Enquanto o barco avança, a geleira vai se descortinando à frente e todo mundo quer ir para fora para fotografar de todos os ângulos porque realmente é lindo e não é todo dia que a gente vê esse cenário. Mas o vento gelado do lado de fora realmente é bem intenso. Chegando na outra margem, há uma edificação de madeira, com banheiro e área para se sentar, onde também podemos deixar nossos pertences enquanto dura a caminhada sobre o gelo. Depois de atravessar umas passarelas meio rústicas e andar um pouco nas margens do Lago Argentino, chegamos no lugar onde são colocados os crampones sob nosso calçado e começamos a caminhada na geleira, com algumas instruções do guia sobre a melhor forma de pisar. O circuito que fazemos no minitrekking não é difícil, não é cansativo, levando entre 1h30 e 2h. Todos andam em um ritmo parecido, em fila, com todos praticamente pisando um no rastro do outro. É necessário que todos usem luvas (de qualquer tipo serve) porque, se alguém escorrega e bate a mão no gelo, pode se cortar. Mais uma vez, a gente quer tirar foto de tudo quanto é jeito e a experiência é incrível. Ao final da trilha, os guias oferecem bombom e preparam uma bebida com gelo do glaciar para brindar àquele momento. Após retirar os crampones, retornamos ao local onde deixamos os pertences e ficamos um tempo livres para explorar o lugar e fazer um lanche. É importante frisar que na margem onde se encontra a geleira não são vendidos alimentos e o barco demora um pouco para retornar para o outro lado. Eu havia deixado guardado na geladeira da pousada desde o dia anterior um sanduíche para levar, além de bastante água. É bom levar também outras coisas para petiscar ao longo do dia, tipo barra de cereais, frutas ou biscoitos. No meio da tarde, o barco nos levou de volta para a outra margem para a continuação do passeio. Pegamos o mesmo ônibus do início e rumamos em direção às passarelas de contemplação do Perito Moreno. As passarelas são extensas e há bastante para andar por elas, num sobe e desce de escadas para tirar fotos em vários ângulos. Para quem já caminhou pelas passarelas das Cataratas do Iguaçu, vai ver certa semelhança. Nesses pontos também presenciamos momentos em que pedaços da geleira despencam na água, gerando um espetáculo bem estrondoso. Próximo das passarelas, existe estrutura com banheiro e venda de comida e bebida, mas o monopólio deixa sempre os preços um pouco salgados. No final, todos se reúnem no local e horário estipulados previamente e são levados aos respectivos hotéis ou ficam no centro, como preferirem. Navegação Rios de Gelo Para o segundo dia, eu havia comprado previamente o passeio pela empresa Patagónia Chic. A van passou na pousada e rumamos para o porto para fazer a navegação Rios de Gelo. Recomendo gravar bem a van e o motorista, porque quando a gente volta é uma confusão de vans que fica difícil saber qual é a nossa. Como eu já tinha a entrada do Parque Nacional, comprada no dia anterior para dois dias, não precisei pegar a fila para pagar e já fui direto para a embarcação. Pelo frio e chuva que estava lá fora, achei o interior do catamarã bem aconchegante, e no começo achei até meio monótono. Como é um passeio bem confortável, em que a gente não precisa andar ou se esforçar, achei bem numerosa a quantidade de pessoas idosas. Em alguns momentos, eu me senti numa espécie de cruzeiro da terceira idade, com velhinhos cochilando, enquanto a guia falava num ritmo que embalava feito canção de ninar. Um tempo depois de navegação, a gente começa a passar por icebergs e se aproxima de montanhas nevadas que deixam qualquer um extasiado. Já não havia mais chuva e muita gente já se arriscava a sair do conforto para tirar umas fotos do lado de fora. Como a embarcação diminui a velocidade em vários momentos, apesar do frio no exterior, dá para sair em alguns momentos e gastar espaço no cartão de memória. A navegação também se aproxima das grandes geleiras Upsala e Spegazzini, além de ir contando aspectos sobre a região, deixando o passeio bem informativo. É incrível a dimensão que essas geleiras alcançam e o espetáculo visual que produzem. A todo momento todos querem fotografar e tem hora que fica difícil achar um espaço sem ninguém para gente também levar recordações desse passeio incrível. O catamarã tem serviço de comida e bebida, mas muita gente leva o seu próprio lanche. Como é um passeio que dura a manhã toda e um pedaço da tarde, é bom estar preparado para isso. Glaciarium, Glaciobar, Laguna Nimez Saindo do estacionamento da Secretaria de Turismo Provincial, no Centro da cidade, há vans gratuitas de ida e volta ao Glaciarium com regularidade a cada meia hora a partir das 11h. Como a quantidade de assentos na van é limitada, é bom chegar um pouco antes para conseguir sentar, senão terá que esperar o próximo horário (aconteceu isso com os últimos da fila quando fui). O acesso é rápido e a visão do Lago Argentino pelo caminho é linda. O Glaciarium é um centro de interpretação com exposição de painéis, vídeos e outros recursos sobre as geleiras, com um arsenal de informações sobre o clima daquela região. De modo geral, a maioria das informações sobre o clima e as geleiras está distribuída em painéis e infográficos em espanhol e em inglês ao longo das paredes do lugar. Como vi muita gente falando bem das exposições, eu até achei que fosse gostar mais, mas a verdade é que achei meio monótono e de interesse para quem deseja conhecer de maneira mais a fundo do assunto. Como em alguns passeios a gente acaba ouvindo dos guias algumas informações sobre as geleiras, a ida ao Glaciarium acaba sendo repetitiva e, ouso dizer, até dispensável para quem não tem muito tempo na cidade. O Glaciobar fica no mesmo prédio do Glaciarium, com acesso na portaria do lado por uma pequena escada que leva ao subterrâneo. O ambiente é praticamente todo em gelo internamente, inclusive os copos em que as bebidas são servidas. A temperatura é perto de -10°C e na entrada são oferecidas roupas e luvas térmicas para suportar o frio intenso. O ingresso dá direito a consumir as bebidas disponíveis no local por 25 minutos. É uma experiência curiosa e talvez seja interessante só para fotos, mais do que pelas bebidas, já que eu procurei algumas vezes pelo garçom para repor a bebida e ele estava cuidando de outras coisas, demorando um pouco a reaparecer. Na volta da van do Glaciarium, fui a pé até a Laguna Nimez, que está próxima da região central. Trata-se de uma reserva natural, onde há uma trilha curta para percorrer ao redor da pequena lagoa. Lá se avistam pequenas aves e vegetação típica, com algumas placas informativas pelo caminho. Basicamente é isso e não achei interessante, já que nos outros passeios vi as mesmas coisas, mas em dimensões maiores. Para quem curte mais a contemplação de patos e algumas outras aves, talvez o passeio possa ser melhor proveitoso. El Chaltén Chegada na cidade Peguei o ônibus às 8h da manhã em El Calafate e cheguei a El Chaltén às 11h. Como eu havia feito a compra com antecedência pela internet no site da empresa Chaltén Travel (plim-plim! olha o merchandise), pude escolher a primeira poltrona na parte superior, de onde se tem uma bela e ampla visão. E o cenário quando está perto de chegar na cidade é mesmo de encher os olhos, já que El Chaltén fica cercada por montanhas nevadas. Já na entrada da cidade, antes do ônibus chegar no terminal, ele passa pelo Centro de Visitantes e todos descem para ouvir as instruções sobre as trilhas e a segurança dos visitantes. São separados dois grupos, cada um para um idioma (espanhol ou inglês), pega-se um mapa das trilhas ao final e daí todos estão liberados para voltar ao ônibus para finalmente chegar no terminal. El Chaltén é uma cidade pequena, onde se faz praticamente tudo a pé, então chegar nas hospedagens é rápido. Além disso, as trilhas são muito bem sinalizadas e não dependem de auxílio de guia, podendo qualquer pessoa fazê-las de forma independente. Como eu tinha uma tarde livre pela frente, resolvi fazer duas trilhas curtas, cujo ponto de partida é o Centro de Visitantes, na entrada da cidade. A caminhada mais curta é para o Mirador de los Cóndores, com 1 quilômetro para ser percorrido em cerca de 45 minutos (ida + volta = 2km, 1h30). O início da trilha é plano e fácil, mas depois vira uma subida em uma pequena montanha, que faz a gente se cansar um tantinho. No final, a gente é brindado com uma visão panorâmica da cidade, dos rios que passam por ela e das montanhas ao redor. Como no meio do caminho para o Mirador de los Cóndores havia uma bifurcação com uma placa indicativa para outra trilha, cheguei até esse ponto e daí parti para o Mirador de las Águilas. É uma trilha de 2 quilômetros a serem percorridos em cerca de 1 hora (ida + volta = 4km, 2h). Como sempre, a gente se cansa mais na última parte, subindo um pequeno morro. Lá de cima, a gente tem a visão dos montes mais famosos vizinhos da cidade, Cerro Torre e Fitz Roy, um pouco envolvidos nas nuvens, mas uma vista linda. Laguna Torre/Cerro Torre Para o segundo dia, minha intenção era pegar a van para a Hostería El Pilar e, a partir dali, fazer a trilha para a Laguna de los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Como não havia mais vaga na van, deixei comprado o bilhete para fazer essa trilha no dia seguinte. Então mudei os planos e parti para a trilha rumo à Laguna Torre, aos pés do Cerro Torre. São cerca de 9 quilômetros a serem percorridos em cerca de 3 horas (ida + volta = 18km, 6h). Munido de sanduíche, alguns bilisquetes e água na mochila, parti para o início da trilha no final da Av. Antonio Rojo, lado oposto à entrada da cidade. Depois de subir uma escadaria bem acessível, precisamos vencer uma subida bem íngreme num pequeno monte, de onde se inicia a sinalização para a Laguna Torre. Ao longo do caminho, vi mais turistas europeus do que latinos e muita gente simpática que sempre se cumprimenta quando se cruza. Perto do início da trilha, já precisamos dar a volta em algumas montanhas, passando por um caminho próximo ao despenhadeiro, onde vemos rios correndo lá embaixo. Os momentos mais difíceis são quando as subidas são insistentes, somadas com grande irregularidade do terreno, de forma que precisamos achar a pisada que nos impulsione cada vez mais para cima. Como em vários pontos das trilhas há riachos com água potável, é fácil repor a água que levamos. Quanto a banheiro, só em dois momentos: no Mirador del Torre e quando passamos pelo acampamento D’Agostini, que fica já bem próximo à Laguna Torre. O banheiro nada mais é que uma cabine fechada com um buraco no chão, bem nojentinho mesmo. Uns poucos minutinhos depois do acampamento, a gente já se depara com a Laguna Torre à nossa frente, emoldurada pela geleira que desce até a base das montanhas que a margeiam. Dentro da pequena lagoa, alguns blocos de gelo de vários tamanhos conferem uma maior beleza ao cenário. Ao redor da lagoa, pelo lado direito, a trilha sobre o monte leva ao Mirador Maestri, com mais 2 quilômetros a serem feitos em cerca de 1 hora. É uma caminhada puxada, com subida e bastante pedra de todo tamanho pelo caminho e a gente sua no frio para fazer. A vista nesse ponto é do fundo da lagoa, onde a gente consegue ter uma visão mais ampla da geleira tocando a água. Laguna de los Tres/Cerro Fitz Roy Com o transporte para a Hostería El Pilar já comprado, a van me pegou na pousada cerca de 8h da manhã e mais alguns turistas em outras hospedagens. Eram quase 9h quando desembarcamos no início da trilha, de onde começamos a caminhada rumo à Laguna de los Tres, aos pés do Cerro Fitz Roy, maior montanha de El Chaltén, um grande paredão de granito com inclinação vertical que desafia muitos escaladores. A trilha tradicional de El Chaltén até a Laguna de los Tres é de 10 quilômetros, com tempo estimado de 4 horas (ida + volta = 20km, 8h), sendo levemente abreviada quando partimos da Hostería El Pilar. Além disso, indo por um lugar e voltando pelo outro, o caminho proporciona duas visões diferentes para o passeio. Há mirantes distintos para o Fitz Roy em ambos os caminhos, então certamente haverá também lembranças fotográficas em maior quantidade de ângulos. Ambos os caminhos possuem subidas cansativas em alguns trechos que fazem a gente suar mesmo no frio. O ponto onde as duas trilhas se encontram é no acampamento Poincenot. Logo após o acampamento, identificamos uma placa no pé de uma subida, informando que a partir dali está o último quilômetro para a trilha em um nível difícil, com tempo estimado em 1 hora. À medida que caminhamos, a subida vai exigindo cada vez mais esforço, com degraus, pedras, inclinações variadas, neve, gelo, pequenos arbustos, água derretida da neve, enfim, precisamos tomar fôlego em vários momentos para continuar. Quando olhamos para trás, vemos que a inclinação do morro é bem íngreme, que dá certo medo. Mas ao mesmo tempo, a visão ao redor é linda e bem fotogênica, com toda a vegetação coberta por neve, cercada por montanhas também nevadas ali do lado. Depois de muito esforço e várias paradas, suando um tanto, a chegada ao topo proporciona uma das visões mais lindas que vi na viagem. Se eu fosse escolher apenas uma trilha para fazer, de todas as que fiz, essa é a que eu escolheria como preferida. A Laguna de los Tres tem uma cor linda e estava toda cercada pela neve. Do Mirador Maestri, que é o ponto onde chegamos após a cansativíssima subida, avistamos neve em todo o nosso redor. Adicionalmente, de todas as visões que tive do Fitz Roy dos diversos lugares na cidade, este foi onde consegui enxergá-lo inteiramente, sem o manto de neblina encobrindo parte dele. Após um tempo de deslumbramento, a descida do morro cansa um pouco, mas agora é mais rápido e a gente já sabe o que esperar no fim da caminhada de volta. Em certo ponto no caminho para El Chaltén, haverá uma bifurcação onde a gente pode escolher ir pelo mirador ou pela Laguna Capri. Escolhi a Laguna e achei linda a cor esmeralda de suas águas contrastando com o branco da neve das montanhas ao redor. Bem próximo da Laguna, está o acampamento Capri, onde também existe banheiro. Como não há ônibus saindo direto de El Chaltén para Puerto Natales, no dia seguinte voltei para El Calafate para ficar mais um dia na cidade e pegar o ônibus que saía para o meu próximo destino. Foi um dia perdido, que não quis fazer muito esforço, então me hospedei do lado do terminal para não ter muito trabalho. Puerto Natales Chegada na cidade Com passagem já comprada pela internet com antecedência na empresa Cootra, peguei o ônibus em El Calafate às 7h30 da manhã. Como a viagem atravessa a fronteira da Argentina para entrar no Chile, é necessário apresentar passaporte no guichê da empresa no terminal. A chegada em Puerto Natales estava prevista para às 13h, então levei também alguns belisquetes para não morrer de fome. Na fronteira do lado argentino, todos descem do ônibus para carimbar a saída do país na imigração. Como tem fila e nem todos cabem dentro do pequeno espaço de atendimento, a fila do lado de fora vai sofrendo com o vento gelado até terminar o processo. Com todos de volta ao ônibus, rapidamente chegamos no território chileno, em que todos descem novamente para carimbar o passaporte, mas desta vez a bagagem também é inspecionada. Após o atendimento no guichê, passamos malas e mochilas no raio-x e, se houver produtos in-natura de origem animal ou vegetal, não é autorizado levar. As pessoas têm que jogar fora inclusive frutas, mesmo que seja uma unidade para consumo imediato. Com todos devidamente autorizados, chegamos ao terminal de Puerto Natales no início da tarde. Após me instalar na pousada, saí com uns dólares em mão para trocar por pesos chilenos em alguma casa de câmbio no centro. Um fato que achei curioso na cidade foi que muitos estabelecimentos comerciais fecham para o almoço e só abrem às 15h, como foi o caso das casas de câmbio que me indicaram na hospedagem. E as refeições na cidade eu achei bastante caras, de modo que eu revezava entre pratos e comidas rápidas para ficar dentro do orçamento. Puerto Natales é uma cidade pequena, com um centro cujo ponto de referência é uma praça principal, a Plaza de Armas, e nos seus arredores estão algumas pequenas atrações turísticas, como a catedral, o museu histórico, a região portuária, uma ou outra escultura em pequenas praças ao longo da costa, o mercado de artesanato, que achei minúsculo e com muita pouca opção de produtos. É uma cidade tranquila, basta essa parte da tarde para conhecê-la, não mais que isso. Na verdade, o que me levou até ali foi ter a cidade como base para conhecer o Parque Nacional Torres del Paine, onde estão as famosas montanhas de mesmo nome. Full day Torres del Paine Para o primeiro dia, eu havia reservado pela internet com a empresa Patagonia Adventure o passeio Full day Torres del Paine. A van passou na pousada às 7h30 da manhã, pegou mais alguns turistas e iniciou o passeio com visita ao Monumento Natural Cueva del Milodón. Trata-se de uma grande caverna onde foram encontrados vestígios de um animal pré-histórico de cerca de 3 metros de altura, semelhante a uma preguiça gigante. É um passeio curto, onde recebemos informações sobre a fauna extinta da região, além de entrar na caverna e ver a estátua que reproduz o milodón. Logo após, a van ruma para o parque nacional, onde pagamos entrada e iniciamos a exploração aos principais atrativos naturais. Tivemos a sorte de encontrar um grupo de guanacos (parentes da lhama) e avestruzes na beira da estrada. O passeio passa por alguns mirantes com rios e lagoas emoldurados por belíssimas montanhas nevadas, faz uma parada numa área com mais estrutura, próximo ao Lago Grey, onde há restaurante, em que podemos comprar alimentos e bebidas, claro que um pouco mais caros do que na cidade, então muita gente leva o seu sanduíche. Nessa área do Lago Grey, ficamos livres durante um tempo para ir até a praia de areia grossa ou cascalho, passando por uma ponte de madeira e cordas, que balança um pouco, mas é bem segura e resistente, e podemos avistar o Glaciar Grey um pouco ao longe. Apesar de no dia eu não ter visto, podem aparecer blocos de gelo flutuando na água. Durante essa caminhada na praia de cascalhos, em vários momentos o vento era tão forte que muitas pessoas precisavam firmar os pés no chão para não ser derrubadas. As montanhas principais, que são as torres, com os três “cornos” verticais, a gente vê a uma certa distância, a partir de diversos pontos e mirantes, que eu achei melhor fazer um passeio no dia seguinte para complementar a visão mais de perto, com uma trilha exaustiva de um dia. Trekking mirador base das Torres del Paine No segundo dia na cidade, eu havia reservado com a mesma empresa do dia anterior (Patagonia Adventure) o tour guiado até a base das Torres del Paine. É um passeio de dia inteiro e com muita exigência de vigor para seguir o ritmo dos dois guias que lideram o grupo. Como não há lugar para comprar comida ou bebida pelo caminho, já deixei comprado meu sanduíche desde o dia anterior e guardei na geladeira da hospedagem. Água é bom levar bastante também, além de lanchinhos para aguentar o dia inteiro quase sem parar. Achei ótimo levar frutas secas e castanhas que encontrei no centro da cidade. A van passou na pousada às 6h30, pegou outros passageiros e rumou para o Parque Nacional. O ingresso que pagamos no dia anterior vale para esse dia também, mas é necessário colocar nome e número de documento quando fazemos a compra no primeiro dia, além de solicitar o carimbo na recepção do parque. Algumas pessoas que esqueceram de pegar o carimbo no dia anterior conseguiram mostrar que estiveram lá no dia mostrando fotos, mas é bom não correr o risco de se prejudicar tendo que pagar duas vezes. A van para no estacionamento do parque, onde há banheiros, e os guias oferecem bastões de trekking para quem quiser usar e daí iniciamos a caminhada de cerca de 11 quilômetros (ida + volta = 22km). Para não correr o risco de demorar demais a ir e voltar, eles impõem um ritmo moderado à trilha, indo um na frente e outro atrás do grupo. Em pouco tempo já estamos subindo ladeiras cansativas e praticamente sem parar durante um longo tempo. Ao longo do caminho, paramos no acampamento El Chileno, onde é possível usar o banheiro mediante pagamento (1 dólar/500 pesos chilenos). A caminhada tem momentos de terreno plano, ficando mais fácil seguir o mesmo ritmo da maioria, mas tem também momentos que a subida vai diminuindo nosso ritmo e a gente precisa recuperar o fôlego muitas vezes. A última parte da trilha é mais pesada, onde a gente vai serpenteando montanha acima, passando por muitas pedras de diversas alturas, servindo de degraus pra gente impulsionar a próxima pisada pra vencer os obstáculos. A dificuldade é alta nessa última parte, mas não é tão longa quanto o trekking para a Laguna de los Tres, na base do Fitz Roy. O visual das três torres de perto é muito lindo, e lá na sua base a gente encontra muitos mochileiros que se sacrificaram por dias em acampamentos para fazer os circuitos por todo o seu entorno. Esta é outra opção para conhecer o lugar e vivenciar por mais tempo aquela experiência, mas é bom estar muito bem equipado, porque as condições climáticas não são das mais fáceis de encarar. Em relação ao trekking guiado, comparando com as trilhas que a gente faz por conta própria em El Chaltén, eu achei um pouco mais pesado a que fiz em Torres del Paine, já que eu não ditava o meu ritmo e, por isso, permanecia cansado por mais tempo. Mas como o Parque Nacional fica distante de Puerto Natales, cerca de 2 horas de carro, a gente acaba precisando do transporte muito cedo para chegar até ali. Só por isso que eu achei vantajoso contratar o passeio, mas para quem está em grupo e aluga carro, pode ser interessante fazer a caminhada até a base das torres por conta própria, já que o caminho é sinalizado e a gente encontra muita gente fazendo o trajeto. Punta Arenas Atrações na cidade Peguei o ônibus de 8h30 saindo de Puerto Natales a Punta Arenas, com passagem comprada antecipadamente pela internet na empresa Bus-Sur. São 3 horas de viagem. O terminal da empresa fica no centro da cidade, bem próximo à Plaza de Armas, a principal praça da cidade. Então é fácil ir a pé até a hospedagem se estiver perto dessa região. Punta Arenas é uma cidade bem charmosinha, com um centro muito bem organizado e bonito, com algumas atrações interessantes para visitar. A Plaza de Armas tem uma enorme escultura do português Fernão de Magalhães, responsável pela primeira navegação ao estreito de Magalhães, onde está localizada a cidade. O índio que compõe a escultura no centro da praça é a maior atração entre os turistas, já que se acredita que tocar o seu pé traz sorte. Ao redor da praça, as edificações são muito bonitas, e dentre elas está o Museu Regional de Magalhães, um lugar suntuoso em que o piso original, para ser conservado, precisa que usemos sobre ele protetores de tecidos nos pés, oferecidos na entrada. O que achei muito ruim foi o horário de funcionamento do museu, somente até às 14h, quando tive que sair rapidamente de lá, quase expulso pelos funcionários impacientes em encerrar as atividades do dia. Próximo dali, está o Museu Maggiorino Borgatello, com uma grande quantidade de informações sobre a região e que vale a visita. Um pouco mais adiante, próximo ao cemitério da cidade, há o Monumento al Ovejero, uma obra em tamanho natural a céu aberto, representando um trabalhador rural com suas ovelhas, cavalo e cachorro. Algumas quadras acima da Plaza de Armas, está localizado o Cerro de la Cruz, um ponto mais alto que serve como mirante, acessível por uma grande escadaria. De lá, é possível ter uma vista panorâmica da cidade e do Estreito de Magalhães. Outra atração, mas um pouco mais distante, já na saída da cidade, é o Museo Nao Victoria, a réplica da embarcação usada por Fernão de Magalhães no século 16 para a primeira viagem de circunavegação feita pelo português no Estreito que recebeu seu nome. Achei a chegada ao lugar meio complicada porque a motorista do Uber se perdeu e teve que dar uma volta grande para finalmente conseguir localizar. É possível subir e explorar a embarcação por dentro, assim como outra réplica que está do lado, usada no século 19 para a tomada do Estreito de Magalhães. O vento lá em cima é forte e gelado. Em Punta Arenas, há uma região comercial com zona franca, livre de impostos, com shopping e alguns grandes mercados multidepartamentais. O shopping eu não achei grande coisa, apesar de livre de impostos, os produtos encarecem para chegar à cidade pelo transporte. Achei até interessante um grande mercado que entrei, onde há de tudo um pouco, inclusive souvenirs, mas comprei só umas poucas coisinhas pequenas e baratas para não sofrer com o peso na mala e no orçamento. Islas Marta e Magdalena O principal passeio que me levou à cidade foi a navegação até as ilhas Marta e Magdalena. Reservei o passeio pela internet na empresa Solo Expediciones, mas esse foi o único que o pagamento ficou para ser feito no próprio dia. Às 6h30 da manhã me apresentei no escritório da empresa, bem próximo à Plaza de Armas, fiz o pagamento e entrei no ônibus que levava ao porto, que fica próximo. Todos desembarcamos do ônibus e entramos no catamarã em um dia chuvoso, mas a chuva só estava na cidade e não durante a navegação. Ao longo da navegação pelo Estreito de Magalhães, o guia em espanhol e inglês dá algumas informações, enquanto podemos avistar o espetáculo das barbatanas das baleias subindo até a superfície da água para respirar. Como a água é mais escura, não dá para vê-las abaixo da superfície, então não dava para saber onde elas apareceriam para registrar o momento. Um tempo depois, chegamos próximo da margem da Isla Marta, que é bem pequena, um rochedo com uma enorme quantidade de leões marinhos. Nessa ilha, contemplamos somente à distância, não é autorizado desembarcar nela por razões de proteção do ambiente dos animais. Como a embarcação fica parada por um tempo em frente à ilha, é possível ir para fora, sem o incômodo do vento muito forte, para registrar os leões marinhos em seu descanso matinal. Na ilha os animais estão protegidos das baleias, seus predadores, e podem nadar no seu entorno, protegidos por uma camada de algas que envolve o ambiente. Em seguida, fomos para a ilha Magdalena, onde todos desembarcamos para uma caminhada de cerca de 1 quilômetro no ambiente dos pinguins. O caminho é delimitado por um corredor de cordas, para não ultrapassarmos, que leva até um farol mais adiante na ilha. Como temos 1 hora para explorar o lugar, é bem tranquilo, sobra tempo, além de ser uma caminhada bem leve e sem dificuldades. Há uma grande colônia de pinguins na ilha Magdalena, que passam cerca de 6 meses por ali, durante primavera e verão, a temporada mais quente para troca de penas. Uma ressalva: só é quente no ponto de vista deles. Uma grande quantidade de buracos no chão, usados como ninho pelos pinguins, está espalhada pelo caminho onde andamos. Além de se protegerem do frio com a troca da plumagem, os ninhos também deixam filhotes a salvo dos predadores que rondam a todo momento, pássaros oportunistas, esperando algum descuido de um pai desatento. O passeio termina cerca de 12h e o ônibus nos leva de volta ao ponto de partida, no centro da cidade. Achei muito agradável, além de leve e não durar um dia inteiro, não precisando sacrificar o almoço. Ushuaia Chegada na cidade A saída de Punta Arenas foi às 8h15 da manhã pela Bus-Sur, com bilhete comprado pela internet. Como iria sair da Argentina para entrar no Chile, necessário apresentar passaporte no guichê antes de embarcar no ônibus. A previsão de chegada em Ushuaia era às 20h15, mas chegou cerca de18h30, mesmo assim foi uma viagem muito cansativa. Como não há paradas em lugares onde há comida, é bom levar o arsenal porque é praticamente um dia inteiro na estrada. Cerca de 2 horas depois de sair de Punta Arenas, o ônibus chega na travessia de balsa no Estreito de Magalhães, todos descem e embarcam na balsa, assim como todos os veículos que estão em fila aguardando. A travessia foi tranquila e rápida, menos de 30 minutos, mas já ouvi falar que pode ser mais demorada, dependendo da agitação das águas. Ao embarcar novamente no ônibus, como pode haver vários outros parecidos, é bom saber diferenciar qual o nosso. Eu mesmo quase entrei em outro, imagina onde iria parar. Um bom tempo de viagem depois, chegamos na fronteira, onde recebemos o carimbo de saída do Chile. Um pouco mais adiante, pegamos mais uma vez o carimbo de entrada na Argentina. Diferentemente da imigração no Chile uns dias atrás, na Argentina não pediram para fiscalizar a bagagem, foi um processo burocrático mais rápido. Depois de um longo tempo, finalmente chegando próximo a Ushuaia, o ônibus vai passando por uma região de montanhas, com curvas fechadas, mas com um cenário lindo. Achei que o assento do lado direito é beneficiado com a melhor vista. A melhor localização para se hospedar em Ushuaia é o mais próximo possível da Av. San Martí, que é a rua principal, longa e plana. As ruas que cruzam a San Martí em direção contrária à costa ficam em subidas bem cansativas. Os passeios partem dessas proximidades, onde está a zona portuária, as agências de turismos, pontos de vans e táxis, alguns museus, a placa do “fim do mundo”, a Secretaria de Turismo, onde tem internet gratuita e informações diversas aos turistas, bem útil. Na Secretaria também podemos carimbar o passaporte com dois modelos de estampa, é grátis. Pinguinera e Navegação pelo Canal Beagle Deixei reservado com antecedência pela internet no site da empresa Piratour o passeio desse dia. A Piratour é a única empresa que tem autorização para desembarcar na Isla Martillo, então qualquer outra empresa que também ofereça a caminhada com os pinguins na ilha apenas intermedeia a venda, tendo como responsável pela prestação do serviço a Piratour. O passeio iniciava com os turistas se apresentando no quiosque da empresa às 7h30 no píer. Como dura até o meio da tarde, é bom levar um lanche reforçado. Pegamos o ônibus com guia em inglês e espanhol e tivemos uma parada junto à floresta de árvores que sofrem a ação do vento muito forte e crescem para um lado, por isso sendo chamadas de “árvores bandeiras”. Logo após, chegamos na Estancia Harberton, onde há um pequeno museu de ossos de baleias e outros animais marinhos. O grupo de turistas é dividido em duas partes, enquanto uns vão direto para a Pinguinera, os demais ficam na Estancia na visita guiada; logo depois, revezam os grupos. O bote para a Isla Martillo leva um grupo reduzido de cerca de 20 pessoas, não podendo haver grande quantidade de gente por vez na ilha. É uma travessia curta, logo desembarcamos na Isla Martillo. Como visto na Isla Magdalena, ali também é um lugar onde há grande quantidade de buracos que servem de ninhos para os pinguins e o caminho para os turistas percorrerem é delimitado. Mas diferentemente da Isla Magdalena, na Isla Martillo não há um caminho para seguir por conta própria até o final da visita. Durante todo o tempo, a guia estava com o grupo e sempre chamava atenção quando havia muita proximidade com os animais. Na Isla Martillo, eu vi uma quantidade maior de pinguins concentrados em grupos, seja descansando próximos aos ninhos, seja na beira da água para pescar peixes. Dá para ver mais de uma espécie de pinguins, todos muito simpáticos. O frio era intenso por causa do vento insistente, então depois de uma quantidade de fotos, acho que muita gente já estava pronta para voltar até mesmo antes da 1 hora disponível na ilha. No meu caso, como eu já havia feito a visita na Isla Magdalena anteriormente, comparando com a Isla Martillo, eu preferi a primeira porque tinha maior liberdade para explorar a área maior e usar o tempo andando e vendo um pouco além do que a guia mostrava. Logo que voltamos à Estancia Harberton, os dois pequenos grupos que revezaram na Isla Martillo se juntaram de novo em um só e todos embarcaram num catamarã para a navegação no Canal Beagle. Em alguns pontos do Canal, navegamos em águas que dividem Argentina e Chile, sendo possível enxergar inclusive o povoado mais austral do mundo, Porto Williams, no Chile, o último do hemisfério sul. O passeio guiado é bem informativo, passando por lugares de destaque, como a Isla de los Lobos, um rochedo em forma de ilha com enorme quantidade de lobos marinhos estirados ao sol. Passamos também pelo Farol les Eclaireurs, o “farol do fim do mundo”, em uma pequena ilha com muitos pássaros aquáticos. Nesses pontos, o catamarã fica parado por uns minutos para ser possível ir até o lado de fora sem um vento tão hostil. Parque Nacional Tierra del Fuego Contratei esse passeio em uma agência aleatória que entrei no dia anterior na Av. San Martí. Não me lembro do nome, mas o passeio é bem padrão entre todas as agências que vemos pela cidade. A duração é de apenas meio dia. A van passou na minha pousada às 8h da manhã e levou todos para a estação do “Trem do Fim do Mundo”. Para aqueles que iriam fazer o passeio de trem, esses pagaram algo como 120 reais para um trajeto de cerca 1 hora a uma velocidade de uns 20 km/h. Como eu achei bem desinteressante, segui com os demais que preferiram fazer o trajeto na van, conhecendo alguns recantos do Parque Nacional enquanto o trem não chegava. No passeio do Parque Nacional, fazemos algumas trilhas rápidas e fáceis com um guia com vistas para vários lugares, como lagos, bosques, montanhas, mar. Muitas das vezes, o guia deixa o grupo explorar por um tempo o lugar, até a van nos levar para o próximo. Há lugares bem bonitos, com mirantes para as belezas naturais da região, mas eu acho que eu apreciaria ainda mais se já não tivesse visto tantos outros lugares ainda mais lindos, daí a gente acaba comparando um pouco. É no Parque Nacional onde está o “Correio do Fim do Mundo”, uma casinha charmosa de madeira sobre estacas no Canal Beagle que funciona durante o verão. Lá são vendidos cartões postais, selos e outros souvenirs, sendo possível ao viajante enviar correspondência do correio mais austral do mundo. Pena que os itens vendidos no correio são sempre bem mais caros do que na cidade. Também no correio é possível ser atendido pelo “carteiro do fim do mundo” para levar estampado no passaporte o selo e o carimbo do lugar por 3 dólares. A foto contida no selo é do próprio carteiro que atende ali, mas a gente percebe que já se passaram muitos anos desde quando ele passou a figurar no souvenir que levamos com sua cara no fim do mundo. Trekking Laguna Esmeralda Nesse dia pela manhã, fui até a Secretaria de Turismo me informar sobre as formas de chegar até o início da trilha para a Laguna Esmeralda. Procurei também uma loja de aluguel de roupas e acessórios para os passeios no frio. Escolhi uma bota impermeável cano alto. Depois de ver o estado da trilha, cheia de lama por todos os lados, sem opção de desviar da sujeira, achei um ótimo investimento que salvou meu calçado. Os meios de transporte que considerei para chegar no início da trilha foram táxi ou van. O táxi cobrava um valor equivalente a uns 110 reais (somente ida), enquanto a van cobrava cerca de 45 reais (ida e volta), então fui para o ponto em que as vans saem e esperei por cerca de uma hora, já que o serviço funciona com no mínimo 3 passageiros. O trajeto até o início da trilha é na estrada, cerca de 18 km. Encontrei alguém anteriormente na cidade que havia falado que fez esse percurso inteiro saindo da cidade a pé, mas eu preferi poupar um pouco o esforço. O lugar onde chegamos para iniciar a trilha fica num ponto mais alto e nesse dia fui surpreendido pela neve caindo nesse lugar, um cenário lindo, com uma cobertura branca pelo chão e vegetação, numa temperatura de 2°C. A trilha tem cerca de 4 quilômetros, com tempo estimado de 2 horas (fiz em 1,5 hora). Grande parte da caminhada é feita dentro de um bosque, com marcações em azul nos troncos das árvores, indicando o caminho para que a gente não se perca. Ao longo do caminho, como havia chovido durante a noite anterior, era impossível fugir da lama. Há também alguns pontos de subidas que cansam um pouco, mas não são tão extensos, dá para andar em uma toada bem constante. Quando a gente sai do meio do bosque e começa a andar por um descampado, a marcação do caminho passa a ser por estacas amarelas. Nesse trajeto, a lama e a terra mais fofa estão por todo lado e não dá para contornar o caminho. Em alguns pontos, até afunda um pouco, daí é bom ter cuidado onde se pisa, sendo útil procurar troncos e pedras para dar maior segurança. Mas depois que a gente se livra, segue ao longo de um riacho e já está pertinho da lagoa. A Laguna Esmeralda fica bem no pé de montanhas nevadas e é muito bonita. A cor das águas no dia que fiz o passeio não estavam na cor esmeralda porque o sol não saiu hora nenhuma, mas com sorte de um pouco de sol no dia do passeio, o passeio será ainda mais fotogênico. Saí com a bota muito enlameada, aliviado por não precisar permanecer com ela pelo resto da viagem. Peguei o transporte de volta e fui devolver o calçado na loja e restituir o meu, que havia ficado por lá. Atrações para um dia tranquilo na cidade No último dia em Ushuaia, eu só partiria à noite, então deixei a mala pronta na pousada, fiz check-out e aproveitei para fazer passeios mais leves, que não precisavam de deslocamentos por carro. Fui ao museu do presídio, onde também funciona galeria de arte e museu marítimo, no final da Av. San Martí. O lugar funcionou como prisão, quando os presos argentinos eram enviados para trabalhar e construir a cidade, onde os cidadãos comuns não tinham interesse em morar, dado o seu isolamento e frio constante. Achei meio cara a entrada para o museu, em torno de 60 reais, acaba não sendo um estímulo para todos visitarem. A primeira parte do museu traz uma grande quantidade de maquetes de embarcações de países diversos, muito bem feitas e detalhadas, com suas histórias que as fizeram importantes para a navegação. A segunda ala é maior e lá constam a história do presídio, seus presos mais famosos e uma variedade de artigos que fazia parte daquela realidade. Existe visita guiada, mas não coincidiu com o horário que eu estava lá. Mais adiante, há também o museu de arte, mas essa ala só abriria às 16h, então não visitei. Perto dali, visitei a Galeria Temática de História Fueguina, um prédio bonitinho, onde funciona um bar, a galeria mesmo fica nos andares de cima. É um museu de visita rápida, com reprodução de cenários e pessoas em tamanho natural, numa sequência fácil de percorrer, ao mesmo tempo em que a gente vai ouvindo o audioguia (idioma a escolha, inclusive português). São histórias que envolvem os elementos que estamos visualizando, e sua relação com o mundo da época que o cenário retrata. Acaba sendo um bom resumo de muita coisa que a gente viu nos diversos passeios na região.
  8. Olá pessoal! Vim dar uma pequena contribuição com uma trilha super recomendada. Muito se ouve falar em Ushuaia, Patagônia, etc. Acabei de voltar de uma viagem à Ushuaia/El Calafate/Torres del Paine com minha namorada, e acabou que descobri muita coisa legal, e o que eu achei que seria uma viagem de passeio, se tornou uma das aventuras mais difíceis que já fiz. Como tem muita coisa na net sobre os pontos mais turísticos, resolvi relatar sobre uma trilha que não li muito: o Vinciguerra. O Vinciguerra, se não me engano, é um glaciar, uma das montanhas ali em Ushuaia. Vc sobe desde a base, o chão, o nível da cidade mesmo, e chega até quase o topo de uma das montanhas, aquelas que vc vê branquinha lá da cidade. São cerca de 850m de desnível, subida que exige muita perna e fôlego. Nós compramos o passeio pela agência Brasileiros em Ushuaia, que fica na av. San Martin, com um pessoal super prestativo (brasileiros). No dia da trilha, uma van te leva até o início da trilha, numa estradinha de terra. Lá vc recebe um lanche e um stick (um daqueles apoios de metal usado para esquiar), é uma santa ajuda. Como fomos no final de abril, quando o inverno está quase chegando, é preciso ir de bota de trekking impermeável, calça de trilha, se possível impermeável, e jaqueta impermeável. Além do mais, é bom levar gorro, óculos de proteção (pode ser de sol mesmo) e luva. Além do mais, eu recomendo que apenas vista uma camiseta manga comprida leve, transpirável, e uma jaqueta quente por cima, pois apesar do frio e vento, a subida cansa e esquenta o corpo, e fará vc transpirar tanto que vai ter de tirar a jaqueta. Portanto, vá com pouca bagagem na mochila, pois terá de carregar a jaqueta. Mas se vc não é como eu, que sente bastante calor, então vai ter de levar algo a mais para se manter aquecido. A trilha começa com cerca de uns 45min de caminhada no plano sobre a terra e uma vegetação fofa e encharcada, pois naquela região fria, o solo não absorve bem a água, então, em muitos lugares, há várias pocinhas de água, e mesmo onde não há poça e vc pisar na grama, ela afunda e a água sobe. Ao começar a subir a montanha, vc estará cercado de árvores altas, então não venta, e aí é que vc começa a sentir calor. A subida é interminável, tem que andar devagarinho, passinho de pinguim, numa inclinação que se bobear nem jipe sobe. O bom é que a trilha às vezes caminha de lado, então não é sempre subida. Uma coisa legal de se presenciar, é que, chegando mais acima, a neva começa a aparecer, a vegetação fica coberta de branco e vc percebe que está num lugar alto e frio, onde o gelo não derrete. Os sticks são muito úteis, pois se sobe com o apoio deles,e não somente com as pernas. São úteis também na descida, pois os escorregões são frequentes, pois como eu já comentei, o terreno está quase sempre molhado. Chegando mais acima, começa uma nova subida tão forte quanto a primeira, só que agora ao ar livre, sem árvores, somente pedra, e uma queda que faz vc pensar que, um escorregão, te leva ladeira abaixo em poucos segundos, ajudado pelas pedras soltas. Nessa época, há bastante gelo e vento, portanto, não se esqueçam do gorro ou capuz. Depois de algumas horas subindo, chega-se ao lago Los Tempanos. É um lago verde muito bonito, em que a borda estava congelada. Toma-se um tempo para comer o lanche que o guia te dá, mas lembre que, ao parar, o corpo vai começar a esfriar, e por isso a caminhada começará logo. Dali para frente é só neve e pedra. Subimos mais um pouco e vamos margeando este lago, onde a trilha é tão perigosa quanto, pois novamente, qualquer escorregão, vc cai direto para o lago. Dali para frente, a trilha fica mais difícil, pois vc pisará somente sobre pedras soltas e neve. A neve não atrapalha, e sim o gelo sobre a neve, que escorrega, além das pedras que se mexem. Porém o que vc encontrará é ainda mais compensador que o lago. Há cavernas com um monte de neve dentro, há inclusive uma caverna feita de puro gelo! Vc vê as bolhinhas de água congeladas, dá até para lamber a parte da caverna. É muito interessante! Há também lagos congelados onde pode-se brincar de pinguim, escorregando de barriga (é claro que ninguém teve coragem). Posso dizer que, nesse trekking, há algumas coisas muito interessantes, bonitas, até impressionantes, mas nada que vc possa dizer que é maravilhoso. O legal dessa trilha é o final, o que se encontra lá (lagos verdes congelados, cavernas de gelo e de neve, geleiras), e ela em si, ou seja, vc saber que subiu a pé uma das montanhas da Cordilheira dos Andes. Para efeito de comparação, para quem já fez a trilha para Las Torres, em Torres del Paine, eu diria que é mais difícil que TdP, e mais perigoso também, pois em vários momentos eu sentia que, um escorregão maior, poderia me obrigar a voltar de lá só de helicóptero (se não estivesse congelado). Eu escorreguei uma vez na margem do lago los Tempanos, e só vi as pedras rolando ladeira abaixo e caindo no lago congelado (e quebrando sua fina camada de gelo). Por outro lado, achei TdP mais bonito, per ser um parque nacional, por toda a paisagem que se vê e muda a cada hora, etc. Como não estou totalmente a par das regras do forum, quem quiser algumas fotos e mais dicas, mandem MP que mando o link das fotos. Abs
  9. Olá, amigos do fórum. Entre os dias 22 e 29 de abril, fiz uma viagem de uma semana em Ushuaia, na Tierra del Fuego. Obtive muitas dicas importantes na internet sobre esta viagem e muitas delas eu consegui aqui, no mochileiros.com Por tanto, quero deixar uma pequena contribuição, que na verdade são apenas mais dicas e um relatinho sem vergonha, mas com algumas informações que eu não consegui encontrar sobre “Campings”. Sim, talvez, estas pequenas dicas sejam mais úteis para quem quer fazer uma trip mais “roots”, onde possa otimizar o maximo de custos possíveis. As fotos ainda não foram editadas. Estão totalmente "crus", então não se importem com a exposição, enquadramento e etc. Bom, vamos lá. Mas antes: É possível acampar em Ushuaia e fazer uma viagem com pouca grana? Sim. Explico na última dica, então se vc só está interessado nessa informação, pule tudo e vá direto até o último tópico. ________________________//___________________________ 1° Dica: Câmbio Leve sua grana em Dollar. A cotação do dólar para Pesos está mais atrativa do que a do Real, e em todos os relatos que li, mesmo nos mais antigos, diziam a mesma coisa. Eu paguei R$2,39 no dólar, em São Paulo, antes da Viagem. Onde fiz câmbio: Em um Cassino chamado Cassino Status. Ele fica em uma rua chamada Cômod. Augusto Lassere. Não me lembro o número, mas é uma travessa da San Martín (como quase todas as ruas da cidade), subindo. Você deve entrar no hall do cassino e dizer que quer fazer câmbio. Eles vão pedir para você entrar dentro do salao e seguir até o final, onde você encontrará dois caixas, e será acompanhado de uma mulher com cara coronel e de poucos amigos. Real: 4 Pesos para cada 1 real. Dólar: 10, 50 Pesos para cada 1 dólar. (*_*) Maravilhoso! Não achei nenhum lugar com estes valores. A maioria, inclusive o taxista cobravam 8 Pesos para 1 dólar. ___________________//______________________ 2° Dica: Hospedagem Na minha pesquisa, eu queria muito saber sobre campings. Não apenas porque é mais barato, mas porque eu realmente queria ficar acampado em Ushuaia, pelo menos metade dos dias em que estive lá. 1° para testar minha barraca. 2° para passar um friozinho e testar minhas roupas e meu saco de dormir. 3° porque me parecia ser animal acampar no fim do mundo. No final das contas, desisti, porque minha mochila estava pesada e eu estava levando quase 4 kg de equipamento, sem ter a certeza se na cidade eu conseguira um lugar para ficar acampado. Optei por um hostel. É a segunda opção mais barata. Escolhi o Antártica Hostel, depois de descobrir que este era o que mais parecia ser adepto a ideia de colocar as pessoas para se falarem dentro do Hostel. Lá existe uma área comum, com sofás onde você troca ideia com outras pessoas que estão hospedadas e acaba descolando alguns amigos, ou um romance, se esta for sua intenção. Onde fiquei: http://www.antarticahostel.com Diária: 140 Pesos (Café da manhã incluso – Ovos, Pães, Geléia, Doce de Leite, Manteiga, Suco, Café, Leite, Cereais), Toalhas para banho inclusas. Internet em um PC e Wi-Fi incluso. *Se você considerar que a diária está saindo por R$35,00 na nossa cotação, vale realmente a pena pensar se você quer mesmo acampar. Isto porque este café da manhã (se você for monstro como eu), elimina a necessidade do almoço, que pode ser simplesmente trocado por um lanche simples e alguma outra bobeira. *Além do café comum, eu incluía nessa refeição 3 ovos mexidos, fritos na manteiga, o que tornava meu café-da-manhã literalmente um “pequeno-almoço”. Isso me dava sustento para fazer os meus passeios durante todo o dia, comendo alguma coisa pra enganar até que eu chegasse no Hostel novamente no fim da tarde e preparasse meu jantar. Observações sobre o Hostel: Na minha opinião, vale muito a pena, mas considere o seguinte: - Não espere uma cozinha com utensílios novos e totalmente livres de gordura, mas no geral é limpo. - Você compartilhará duas geladeiras com outras pessoas. Apenas deixe suas coisas em um saco plástico em um cantinho e ninguém vai mexer. - Os banheiros são como um vestiário. Os chuveiros são quentes. As vezes BEM quentes. Você controla a saída de água fria e quente ao mesmo tempo, mas as vezes ele tem uns surtos e ferve mais do que deveria. Então, quando tiver conseguido o “ponto”, relaxe e goze (mas não literalmente, porque existe o pequeno problema de que sua cabine será inundada alguns minutos após o início do seu banho (acho que os ralos devem ter pouca vazão ou serem entupidos de cabelo) e você ficará com os pés cobertos de água. (Só de pensar nessa possibilidade, eu tenho vontade de por meus pés de molho em um balde com cândida) - Você precisará passar por uma área aberta, ao sair do chuveiro ou se quiser levantar a noite para fazer um Pip`s feroz. Isso porque os banheiros ficam na parte de baixo e os quartos na parte de cima. A cozinha dá acesso a uma porta que dá em uma varanda que é aberta e te leva aos três ou quatro quartos que há no andar de cima. Isso realmente não foi um problema pra mim, já que fiquei no primeiro quarto e o tempo de exposição ao frio eram só 3 segundos - As camas são beliches (3 em cada quarto) e não fazem nenhum barulho quando você se mexe. - Os quartos possuem calefação e você não passa o mínimo frio lá dentro. Dá até pra dormir de cueca. Mas eu estava indeciso se a Argentina que estava na cama da frente iria gostar disso, então resolvi não arriscar. - Acho que o preço de R$35 Dilmas e todos os pontos positivos desse Hostel, incluindo a atenção bacana que o pessoal, inclusive o Gabriel, o dono, realmente compensam todos os pontos negativos. ___________________//______________________ 3° Dica: Comida Acho que não contei que comprei minhas passagens com milhas acumuladas no meu cartão de crédito e que estava sem grana e que planejei uma viagem qualquer muito rápido, apenas porque meus pontos iriam vencer e eu perderia 3 anos de acúmulo. Então, eu sinceramente não estava preparado para essa viagem e não tinha dinheiro suficiente para fazê-la. Por tanto, a possibilidade de comer todos os dias fora estava totalmente fora de cogitação. Por isso, eu fui com uma missão: sobreviver uma semana de miojo, já que eu nunca tinha cozinhado na minha vida e tão pouco criado interesse de aprender nos dias antecedentes à viagem. Eu pensei, de verdade, que eu poderia me garantir no Miojão maroto e naquele arroz semi-pronto e temperado, que você só precisa botar para cozinhar (tipo Arroz-Tio-João) ou qualquer coisa assim que eu já tinha visto por aqui. O problema foi chegar lá e descobrir que não havia nem miojo, nem arroz semi-pronto no supermercado. Maluco do céu, bateu um desespero e por um segundo e eu me arrependi amargamente de nunca ter visto minha mãe cozinhar um macarrão. Mas eu não sou tão idiota quanto pensei, e numa mescla de coragem e determinação, comprei algumas coisas pra tentar cozinhar uma gororoba qualquer pra não morrer de inanição em Ushuaia, confiando no querido Google para me ensinar a preparar os alimentos. Onde comprei: Supermercado La Anonima *Fica no quarteirão de cima da rua do Antártica. 4 minutos de caminhada. O que comprei (Que eu me lembre / em duas visitas ao supermercado) 1 kg de arroz 1 pacote de macarrão 3 bifes de carne de vaca (não sei dizer que parte do boi era aquela carne, mas era bem saborosa.) 1 caixa com 4 ou 6 ovos (dispense, tem no hostel – basta esconder alguns no seu canto da geladeira, após o café da manhã) Uns 8 litros de Água entre garrafa grande e pequenas 2 caixas de suco 1 Água tônica 2 Cervejas de 500 ml 1 tempero para carne 1 tempero para arroz 1 Sal (dispense, obviamente tem no hostel, assim como óleo e etc) 1 Desodorante e um sabonete (Fui só com um mochilão dentro do avião, então jogaram meu sabonete líquido e meu aerossol fora, porque o imbecil aqui se esqueceu de que isso não podia embarcar, sem ser despachado) Preço: Não tenho certeza, mas tudo custou mais ou menos uns 200 Pesos (R$50) Bom, eu sou totalmente sem noção de cozinha, então minha comida ficou horrível. O arroz duro e o macarrão sem sal. Haha Mas eu sou bem despreendido e não me importei em seguir as receitas ou tentar incrementar minhas refeições com coisas tipo salada, ou temperos diferentes e blá blá blá. Eu chegava morto no hostel, jogava o arroz na panela, tacava sal, o temperinho que comprei, fritava um bife e mandava ver. Ficou tudo “engolível”, por assim dizer e eu não passei fome, pelo menos. Reservei 2 dias para comer fora. Queria experimentar dois pratos típicos da região. O cordeiro patagônico e a Centolla (o famoso Caranguejo gigante). Acabei provando apenas o cordeiro. Muito gostoso, mas a carne de boi estava melhor (eu dividi com uma mexicana que conheci e decidimos pedir cada um, um prato e comer metade do outro). Acho que custou uns 140 Pesos, o meu prato, em uma das dezenas de opções na San Martín ou na Maipú. A Centolla, acabei não comendo. A mexicana foi embora e eu pensei que ir sozinho ao restaurante seria chato, então resolvi comer no hostel mesmo, já que era meu último dia. Este prato custava mais ou menos uns 200 Pesos na maioria dos lugares onde olhei. Observação: *Não deixe de experimentar as empanadas. Não achei o tal do dieguito (sim, você vai ouvir o pessoal falando sobre a tal empanada do Dieguito), mas sendo bem sincero, eu nem procurei direito. Comprei as minhas no El Vagon ($9 e $11, dependendo do sabor), um restaurante que parece um vagão do trem que levava os prisioneiros da cidade para trabalhar no parque nacional. Peça a de presunto e queijo (não me lembro como se chama, mas no final está escrito “queso”) Elas explodem um sabor delicioso na boca. Uhmmm, delícia! ___________________//______________________ 4° Dica: Transporte e Passeios. Sobre o taxi, do aeroporto até o centro, você vai gastar mais ou menos $60 Pesos, ou $5 Dólares. Não aconselho a ir a pé, mochileiro selvagem. Isso vai te custar tempo e pernas. Sobre os passeios, eu resolvi que faria os seguinte: 1° Dia Conhecer a Cidade Tirei esse dia para conhecer a cidade, decidi o que eu ia fazer, ir ao mercado, e dar uma andada a pé. /// 2° Dia Canal de Beagle. Onde comprei o tícket: Ushuaia Extreme Travel (http://www.ushuaiaextremotravel.com) Fica na San Martín. Preço: $450 (ui) Pesos (Valor praticamente tabelado para todas as agências) Duração: 2,5 h mais ou menos Você vai falar com a Janaína. Ela, o marido e um cachorro se mudaram para a cidade a três meses e têm uma página no Facebook chamada “Brasileiros em Ushuaia” (https://www.facebook.com/BrasileirosemUshuaia?fref=ts) Pode fazer perguntas a vontade pra eles, que são super gentis, te respondem e te auxiliam em tudo. Quando você realmente estiver pronto para ir, eles poderão te recepcionar, te buscar no aeroporto, fechar passeios e etc. Trabalham em parceria com essa agência Extreme. Recomendo que você feche tudo com eles, até para dar uma força porque eles realmente merecem só pela simpatia. Não conheci o Mario pessoalmente, mas a Jana é super gente boa e trocamos uma boa ideia durante um bom tempo. Foi engraçado, quando cheguei no aeroporto e vi um cara pegando dois brasileiros e conversando com eles, no caminho até o carro. Eu imaginei que fosse o Mário, mas só descobri que realmente era depois, ao perguntar para sua esposa. Por tanto, vale a pena você trocar ideia com eles, se quer ter um auxílio no seu planejamento e chegada na cidade. Observação sobre o passeio: O passeio para andar com os pinguins não estava disponível, porque em abril eles já se foram fugindo do frio, então eu decidi ir no tal do barco Catamarã e paguei. Poxa, cara, foi legal, mas não sei se faria de novo. Eu estava sozinho, então acho que isso influencia um pouco porque você vê um monte de velhinhos e de casais e talvez não curta vibe do rolê realmente. Eles te levam bem perto de uma ilha com lobos marinhos, e outra com comorones, que são pássaros que se parecem com pinguins. Além, é claro, do farol Les Eclaireurs, que não, não é o último farol do continente, ou o farol do fim do mundo, ou farol do livro do Júlio Verne e etc. e tal., como você descobrirá em suas pesquisas. As paradas são bem rápidas, por tanto, a maior parte do tempo você passa navegando. Ah, você também desce em uma ilha, para caminhar durante uns 10 minutos. O ponto mais positivo foi que lá, eu conheci a Mexicana, que também estava sozinha . Nota: *Agasalhe-se bem. Faz frio pra caramba, na parte de fora do catamarã. *A ilha dos lobos e dos comorones tem um cheiro horrível de coco. *Você ganhará uma cópia bem infantil de um certificado de que navegou pelo canal de Beagle. (ooooohhhh) e ganhará um vale brinde para ir em uma loja de artigos para presentes pegar um mapa da Terra do Fogo. Isso é realmente legal. /// 3° Dia Glaciar Martial Tome um taxi e peça para ele te levar até o Glaciar. Custa em torno de $60 Pesos. Também sugiro que você não suba a pé, porque a subida é bruta. Leve um lanche e um suco. Observações sobre o passeio. *Show de Bola. A visão lá de cima é animal! * Os teleféricos não estavam funcionando. *A subida é puxadinha, mas mesmo que você seja gordo ou velho, você conseguirá chegar até o final, devagarzinho. * Esqueci de tomar o chá que todo mundo fala pra você tomar, na hora que você desce (nem ligo), porque desci discutindo a política do brasil com um casal muito gente boa de argentinos, e como eram professores e estavam na pindaíba que nem eu, decidimos rachar o taxi para descermos juntos até o centro novamente. Por isso, nem tive tempo de lembrar do tal chá. * Não quis me arriscar pela neve lá no topo. Dizem que você pode subir durante mais 1 hora, eu acho. Não foi por falta de coragem, foi por preguiça mesmo. Estava cansado. Mas se tiver disposto e se sentir seguro, vá! /// 4° Dia Laguna Esmeralda - A entrada fica na única estrada que liga Ushuaia ao resto do mundo. - Você pode ir de Taxi, o que te custará bem caro (O preço oficial da cooperativa dos taxistas é tabelado $300 Pesos, e você poderá negociar), ou pegar um transfer por $110 ida e volta (com direito a uma rosca recheada e um copo de chá bem quentinho). Você pode solicitar no seu hostel, ou ir até a av. Maipú, não me lembro ao certo onde, mas você com certeza verá o ponto dos Transfers, andando por esta avenida. Eles ficam todos no mesmo lugar. A Laguna está localizada ao final de um trilha que começa no Vale do Lobos. Existe a possibilidade de você começar uns 200 mts antes do parque, por uma trilha em que você não precisará pagar os $20 Pesos, que é a taxa para passar pela propriedade, que também conta com um lugarzinho aconchegante para você comer e tomar um chocolate. Você receberá um pequeno mapa e algumas dicas sobre a trilha. Verá também os cães que no inverno puxam o trenó naquele mesmo vale. Coitados. Ficam presos. Observações sobre o passeio. *Indispensável. Obrigatório para todos que vão a Ushuaia. *O caminho não é fácil. Sugiro um pouco de preparo ou pelo menos força de vontade. O terreno, em alguns lugares, é um charco de terra molhada, onde você com certeza, em algum momento, afundará seus pés e talvez canelas. Por isso, sugiro uma bota ipermeável para não sofrer tanto. Contudo, acrescento que vi pessoas fazendo com tênis comum. É claro que não estavam se importando com a maneira como terminariam aquele passeio, com relação a sujeira e pés molhados. *Dê a volta do lago e veja a vista do outro lado. É lindo! /// 5° Dia Aluguei uma Bike. Nesse dia, eu acabei acordando mais tarde do que planejei e estava em dúvida se iria para o Parque Nacional e dormiria no abrigo que tem lá, ou se apenas iria e voltaria para retornar no dia seguinte. Fiquei procurando na cidade barraca para camping e saco de dormir para alugar. O saco de dormir eu encontrei, mas a barraca não encontrei, então resolvi pegar uma bike e ir até lá para ver como era. Aluguei a bike na mesma agência em que fechei o Canal de Beagle, a Extreme Travel Ushuaia. $140 Pesos meio dia ou $200 Pesos 24 horas. Acabei conseguindo negociar para ficar mais horas do que metade do dia. Fui até a entrada do Parque Nacional Terra do Fogo, para ver as paisagens até lá. O caminho é basicamente por uma estrada em sua maior parte de terra. Então localize-se, pergunte o caminho e depois é só seguir em frente. Você verá coisas incríveis e poderá fazer um desvio para ir até a estação do fim do mundo, de onde fazem o passeio pelo parque de trem. Tomei um chocolate por lá. Bem caro! Mochileiros, não invente de fazer o passeio de trem. Totalmente fora de cogitação pra quem quer economizar. Sem contar, que não faz sentido você ir a um parque daqueles pra andar de trem. Na volta, dei uma andada nos arredores da cidade, passando por lagos, praças e etc. /// 6° Parque Nacional Terra do Fogo No domingo, fui conhecer o Parque Nacional. Acordei bem cedo e pedi para Staff solicitar que o Transfer me pegasse antes das 9h, porque queria ir na primeira partida (Eles partem, de onde saem os Transfers na av. Maipú de 1 em 1h). Paguei meu ticket em aproximadamente 30 minutos estávamos na entrada do parque. Para minha deliciosa surpresa, o primeiro transfer aos domingos entra de graça. Então, essa é mais uma dica pra você economizar $100 Pesos, organizando este passeio para esse dia. Você receberá um mapa com as trilhas que pode fazer dentro do parque. Eu não fiz todas (não é possível fazer muitas em um só dia, porque os transfers estão voltando com a última van as 17h, então se você ficar lá depois desse horário, vai ter que dar uma boa caminhada de volta, ou pedir uma carona. Escolhi fazer a Senda Costeira, que é a maior trilha do parque, com duração aproximada de 4h. Você andará boa parte da trilha margeando o Canal Beagle. Observações sobre o passeio: *Trilha bem demarcada. Você poderá se perder, mas nada grave. É só retornar um pouco e reencontrar seu caminho, seguindo as estacas amarelas. A dificuldade é média. A paisagem é show! *Leve Água É no início desta trilha que você pega o tão famoso carimbo do fim do mundo no seu passaporte (você lerá todo mundo mandando você não esquecer disso). Por tanto, não faça como eu, que levou o passaporte e esqueceu de passar na pequena agência de correios da argentina e pedir o tal do carimbo. Para quem se esquecer, existe uma agência de correios na av. San Martín que também dão o maldito carimbo de graça (uffa!! Quase vim sem meu carimbo.) Quando terminar esta trilha, você sairá na estrada por onde circulam os carros, transfers, bicicletas, motos e etc. É a única estrada que corta todo o parque. Na verdade, esta é o final da rota 3. A famosa estrada que corta a Argentina e liga o fim do mundo à Rota Panamericana, aquela que vai até o Alaska por toda a América. Por isso, você verá vários cicloturistas nessa estrada em sua peregrinação até o fim do mundo, já que o fim da rota 3 em Ushuaia é onde está a Baía Lapataia, onde fica aquela placa Marrom que todo mundo tira foto (inclusive eu, veja aí embaixo). - Ao sair da trilha Costeira, continue pela estrada ou siga seu mapinha de trilhas para continuar parte do caminho por outras trilhas menores que desviam o caminho da estrada principal e passam por mais um pouco de mato (achei desnecessário. Não havia nada demais, e em dado momento precisei escalar um pequeno paredão de rocha para voltar para trilha. Então talvez, os mais preguiçosos não curtam. - Não deixe de fazer o pequeno desvio para ver a Laguna Negra. É realmente show de bola! Foi ao continuar na estrada que conheci a pessoa que mudou todo meu conceito sobre viagem roots (não que eu tinha um). Conheci a Marion, uma francesa maluca que está viajando por toda a América do Sul de carona e andando. Ela estava vindo desde São Francisco nos EUA, assim. Ela viaja com duas mochilas pesadas e acampa todo tempo. Foi assim que eu descobri que poderia ter acampado facilmente no parque. Existem pontos para camping independente (encontrei a Marion em um desses) e outros organizados, onde você provavelmente paga uma taxa para ter acesso a luxos como chuveiro, pia e etc. Não cheguei a ver, mas com certeza é barato. Um funcionário me disse que para dormir em um abrigo, custava cerca de $100 Pesos, então imaginei que o camping fosse bem mais barato. A Marion estava desarmando suas coisas por volta das 13h, quando eu acenei para ela e ela acenou de volta. Fui até ela e começamos a conversar (eu me amarro em mochileiros! Imagina em MOCHILEIRAS!!! ). Ela me contou sobre sua viagem. Eu dei meu últimos 200 ml de água para ela e ela me agradeceu com um abraço apertado e muito sincero. Assim, ficamos amigos, ajudei ela a montar seu acampamento e continuamos juntos até a Baía Lapataia. Eu levei sua mochila (Não sei como uma menina daquele tamanho leva um chumbo daqueles por tanto tempo.) Ela me deu várias dicas de como fazer uma viagem assim, sem gastar muito ou quase nada, já que eu tenho um desejo reprimido de viajar pela América de mochilão nas costas, pouca grana no bolso e muito pé na estrada. Fomos até a Baia Lapataia e ficamos de bobeira trocando ideia e dando muitas risadas. Conversamos sobre várias coisas lindas. Eram umas 16h e eu teria que esperar meu transfer até as 17h, pois lá seria um dos pontos onde ele passaria para pegar quem quisesse voltar para a cidade. A Marion cogitou a possibilidade de pular a cerca que delimitava o fim da área onde se podia ir e continuar por uma trilha que ia baía a dentro. Um motorista disse que era possível, mas que aquela trilha, mesmo estando no mapa, estava fechada e que se algo acontecesse com ela por lá, ninguém a iria encontrar. (Uouuuuu!!!) Mas para a surpresa do motorista, a francesa abriu um sorriso e disse que mesmo assim iria, porque seria uma aventura e tanto (*_* Que menina legal!!!) O motorista do outro transfer deu 2 litros de água fechados para ela. Vocês não imaginam a festa que a garota fez. Eu me cocei para ir com ela. Queria muito ter tido mais tempo para conversar com a Marion e fazer uma bela amizade com ela, mas infelizmente eu enão teria como voltar a tempo para o transfer. Ela disse que eu poderia dividir a barraca, mas ela temia porque não caberíamos os dois em um só saco de dormir e que o frio era terrível a noite... (Que figura, aquela garota!!!) Eu sabia disso obviamente e desde o início sabia que não daria pra mim. Ajudei ela a colocar o protetor de chuva nas duas mochilas (começou a chuviscar), coloquei o Mochilão em suas costas. Tirei meu alfajor e um chocolate (minhas últimas comidas) e dei pra ela (mais um longo abraço de agradecimento) e antes de nos despedirmos, me lembrei que não havia pago os $100 Pesos de entrada no parque e quis retribuir aquela benção, abençoando a garota com uma graninha para ajudar na viagem. Ela quis recusar, porque insistiu que era muito dinheiro e etc. Hahaha Eu insisti que ela deveria pegar, porque eu tinha planejado gastar aquela grana então pra mim não faria diferença alguma. Ela finalmente aceitou. Nos despedimos com um longo abraço e trocamos nossos contatos. Fiquei observando aquela garota incrível ir sumindo da minha vista e entrando na natureza, com toda aquela força e coragem exibida em duas mochilas. Ela olhava para trás de quando em quando para acenar mais uma vez e gritar: “Adeus Thiago!”. E assim, ela sumiu das minhas vistas, e eu me virei, com uma mistura de nostalgia e alegria por ter conhecido uma pessoa tão incrível com ideias tão incríveis sobre a vida, para caminhar até o transfer que já tinha chegado. Por todo o restante da viagem eu lembraria da garota e pensaria seriamente em chegar em Sampa, vender meu carro, e partir para talvez me tornar alguém tão interessante quanto a Marion. Voltei para meu Hostel e fui descansar. O outro dia era livre e eu pretendia ir aos Museus. Acabei desistindo, e só fui até a entrada olhar como era a Base Naval, já que ficava do lado do Antártica hostel. Acabei me arrependendo depois. Apesar de não ser um mega passeio, eu gostaria de ter visto alguma história de cidade e visto informações interessantes no Museu do Presídio, principalmente. Bom este dia foi meio perdido. Fiquei mofando o dia todo no sofá do hostel conversando com alguns amigos que conheci lá, depois só saí para dar uma volta, comprar umas empanadas e passar na loja de lembrancinhas. Prepare-se. São bem caras, as coisinhas. No outro dia bem cedo, pedi um taxi para o Staff, paguei minha conta, tomei um café e fui para o Aeroporto esperar o horário do meu voo que era as 9h. ___________________//______________________ 5° Dica: Reconsidere seus passeios Existem muitas coisas para se fazer em Ushuaia, que você não vê todo mundo falando. Geralmente, todos te indicam o mesmo passeio. Se você, ao contrário de mim, está com uma grana sobrando para esta viagem, considere pesquisar sobre outros glaciares, sobre ir de ônibus até a cidadezinha de Tolhuin, outra cidade da província, e passar uma noite lá, sobrevor de avião a cidade (isso com certeza, custará mais de $2000 Pesos) e até mesmo de mergulhar em Ushuaia (http://www.ushuaiadivers.com.ar). Também não é barato, mas deve ser massa! ___________________//______________________ 6° Dica: Como gastar menos e fazer uma viagem realmente “Roots”, no estilo Marion, a francesa (entenda, lendo o tópico 4) Bom, baseado nas minhas próprias percepções e no que a Marion me contou, aí vão algumas dicas. Acampe: (Isto, claro, considerando que você não viaje no inverno) • Você pode ficar acampado no Camping Andino. O único camping com estrutura na cidade, que eu consegui achar. O dono é um cara chamado Fernando. O problema é que esse cara não responde email e nem sei nada sobre o lugar, já que fica um pouco afastado do centro e eu estava sem coragem de ir lá perguntar. • Fique acampado quando for até a Laguna Esmeralda. Eu teria ficado. Teria sido muito bom! O lugar é simplesmente incrível! Arme sua barraca um pouco mais a dentro da floresta e seja feliz. • Acampe no Parque Nacional. Sobre tudo, porque você vai economizar a segunda ida ao lugar. Aliás, fique pelo menos dois dias no parque para aproveitá-lo bem. • Acampe em qualquer lugar. Sério. Se você se afastar um pouco mais da cidade, você poderá acampar em qualquer lugar. O mundo lá fora, não é todo como o Brasil. Ninguém vai te fazer nenhum mal, mesmo porque a percepção do pessoal sobre esse tipo de coisa é totalmente diferente da nossa. Na área mais rural, eu vi realmente vários lugares onde eu poderia chegar e montar minha barraca, se eu quisesse, sem que ninguém me incomodasse por isso. É claro que em seu planejamento, você precisa considerar em seu roteiro, alternativas para intercalar entre campings com estrutura e campings sem, se não você vai se dar mal. Você também pode intercalar com alguns dias no hostel. É realmente barato e considerando isso, acampar só é necessidade para quem quer curtir uma trip com essa vibe, especificamente. Economize: • Não use taxi de jeito nenhum. Para a maioria do lugares dá pra ir de Transfer (vãs com itinerários fixos), então não caia na bobeira de pegar um taxi e ser estuprado pelo taxista. Para o parque e para a Laguna Esmeralda, eu enxerguei a possibilidade de ir de carona. Carona em países como Argentina, Chile e Uruguai são bem mais comuns do que por aqui. Pelo menos é isso que tenho ouvido de pessoas que andam de carona por lá. Além disso, a estrada que liga Ushuaia ao Parque Nacional, é uma só. O mesmo acontece com a Laguna, então, todos que passarem por você, a partir do momento que você estiver na estrada, passarão pelo seu lugar de destino. Isso aumenta significativamente sua chance de conseguir uma carona. • No trajeto do aeroporto até o centro, tente dividir o taxi com alguém que esteja indo para lá. Eu fiz isso e economizei uma merreca. Se você estiver realmente disposto, vá andando, mas dá uns 4 km. • Não leve fogareiro. Você corre o risco de não encontrar o combustível correto para seu modelo por lá, já que você não vai poder levar daqui, se for apenas com uma mochila e não estiver a fim de despachar no avião e correr o risco de perder suas coisas no meio da viagem e chegar lá sem nada. Esse foi meu medo. Aprenda a fazer um fogareiro, utilizando apenas álcool, na internet. A Marion fazia seu rango e fervia água com um desses. • Programe-se para entrar no Parque Nacional no domingo, no primeiro Transfer. Você vai economizar $100 Pesos. • Não faça passeios como o Bus Tour, por exemplo. Você não precisa pagar para conhecer os principais pontos de Ushuaia. Uma busca no google e algumas pernadas vão te garantir isso, sem gastar um tostão. • Considere se realmente quer fazer o passeio pelo Canal Beagle. Acho um pouco caro demais pelo que é, para quem não está a fim de gastar tanta grana. Existem outros passeios que eu acho que seriam mais interessante, pelo menos pra mim, e custariam bem menos ou quase nada. A Marion, por exemplo, chegou em Ushuaia sem roteiro algum. Ela não planeja seus destinos. Simplesmente chega, e decide o que conhecerá. Ela gostou muito da ideia de navegar pelo Beagle. Mas quando ouviu o preço, na hora descartou a possibilidade. Já sobre a Laguna Esmeralda, adorou saber que era grátis e que podia chegar até a trilha andando ou de carona. Então, invoque esse espírito Marion e se desprenda dos custos. • Não coma fora. Isso é de lei. Se você quer economizar, não tenha esse luxo. Não é tão necessário assim. Você vai economizar uma boa grana fazendo teu próprio rango. Bom amigos, acho que é isto. Acabou ficando mais extenso do que eu imaginei. É que você começa a escrever e aí, acaba perdendo a noção do tamanho do texto.. Espero que sirva para alguém. No que eu puder ajudar, me coloco a disposição de todos. Um grande abraço e boas trips!!!
  10. Alguém pretende ir para Ushuaia + el calafaste em Setembro desde ano? Alguém que já foi pode me passar dicas, de passeios, do que levar, como economizar, quanto dinheiro devo levar, etc. Obrigada
  11. Olá pessoal, farei um breve relato da viagem. Resumo da viagem: 30 dias, entre janeiro e fevereiro de 2019 13 mil quilômetros Combustivel: 13 mil km 1400 litros gasolina, R$ 5700 reais para CARRO (Jeep - Grand cherokee 3.6) 520 litros gasolina, R$ 2000 reais para MOTO (Honda - CB 500x) Partimos de Florianópolis em direção a Bariloche nosso principal destino inicial, onde ficamos 2 dias inteiros fazendo alguns passeios na cidade. Depois disso continuamos para Sul descendo Ruta 40 ate Esquel para então entrar no chile por Futaleufu e descer Carretera Austral ate Puerto Rio Tranquilo onde fizemos passeio nas Capilas de Marmol (catedral marmore). Neste trecho pegamos Aproximadamente 300 km de Rípio que para carro tava tranquilo porem pra moto tava um pouco sofrido devido a "brita" solta nova que colocaram pois estão pavimentando a Carretera e essa rípio solto fica complicado para pilotar. Bom, para quem conhece Carretera sabe muito bem que vale cada quilometro percorrido nela, porem voltamos para ruta 40 para chegar a El chaiten, El calafate e no decorrer dos dias ir descendo ate torres del paine, e neste porto da viagem, por motivos de Doença na família minha madrasta teve que voltar ao Brasil de Avião e junto meu irmão por parte de pai também voltou, onde infelizmente mãe dela, avo dele veio a falecer infelizmente. Detalhe, meu pai estava com Moto em nome de minha madrasta e estava sem procuração dando os devidos direitos dele poder passar aduana com moto em nome dela, ai então em Puerto Natales fomos ate NOTARIA (tipo nosso Cartório no brasil) e la fizemos o documento. Outra observação, é que passamos as aduanas por varias vezes durante o restante da viagem e não entregávamos o documento para ver se iriam questionar algo, e nada pediam, passávamos tudo ok. Bom, Continuando então descemos ate Ushuaia onde ficamos 3 dias inteiros e depois fomos subindo ruta 3 com destino ate Puerto Madryn e la fazer passeio ate pinguinheira e também para conhecer Península Valdes. Apos isso tínhamos ainda tempo suficiente para passar em Buenos Aires, mas decidimos voltar para casa e dar apoio psicológico a família que voltara antes. Não tivemos nenhum contra tempo, nem com carro nem com moto, temperatura era na maioria das vezes boa para andar de moto, exceto em algumas regiões pela parte da manha quando cedo, porem no trexo da ruta 40 entre Gobernador Gregores e Tres Lagos, o ripio muito solto pior que na carretera e o FORTISSIMO VENTO LATERAL fez com que meu pai chegasse a chorar ao conseguir passar, neste dia 3 motos que la estavam passando pela mesma situacao desistiram e um reboque grande levou 3 motos e seus respectivos pilotos para trecho onde asfalta começava novamente. meu pai foi guerreiro antava pela antiga rodovia paralela a atual que esta para ser pavimentada por isso ripio (brita) solta. Bom meus amigos tenho videos curtos no youtube vou deixar link abaixo, esta dividido em 5 videos curtinhos! Grande abraços a Todos e em Março Abril de 2020 pretendo ir ao Atacama, BORA!?!?!?!
  12. "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.” Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?" De pernas pro ar, Eduardo Galeano O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão. Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minhas histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível. Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras! Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta: Buenos Aires, São Miguel das Missões, Curitiba e Prainha Branca Parte 16 - Reflexões
  13. Já pensou em ir pra Ushuaia sem gastar 1 centavo com hospedagem e viajando a maior parte do tempo de carona? link do vídeo 1 da viagem no youtube: https://youtu.be/GpeOd9NBSKE Foi o que eu e minha namorada fizemos. Saímos do interior de SP com o único objetivo de chegar a Ushuaia aproveitando ao máximo o caminho. Sem muito dinheiro, precisávamos economizar de todas formas disponíveis. Os maiores gastos geralmente são: A hospedagem, o transporte e a alimentação. Para a hospedagem levamos uma barraca e usamos o couchsurfing. Para o transporte pedimos carona ao longo de toda Ruta 3, o que nos rendeu experiências incríveis e amizades inesquecíveis. E para a alimentação simplesmente cozinhavamos sempre que possível e muitas vezes nossos anfitriões faziam comidas incríveis para a gente. Também pedimos frutas em hortifrutis (detalhes no texto). Nosso primeiro destino foi Foz do Iguaçu. Optamos por ir de avião para lá, pois no fim das contas sairia muito mais barato do que ônibus, além de mais rápido. Chegando lá a gente se hospedeu pelo couchsurfing com a María e seu gato Naru. Que foram muito receptivos. O couchsurfing é uma plataforma para pessoas apaixonadas por viajar que gostam de compartilhar suas experiências e ajudar o próximo. Se ainda não usa, procure para sua próxima viagem. Conhecer as pessoas locais dessa forma deixa tudo na viagem mais orgânica e imersiva. Ficamos uns cinco dias em Foz e depois partimos. <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/GpeOd9NBSKE" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe> Em Buenos aires novamente utilizamos o couchsurfing. Foi bem fácil encontrar hospedagem por lá. Quem nos hospedou foi a Eliana e sua família. Foi tudo tão bom que em poucos dias já nos sentíamos parte da família. Ela tinha aquele jeito mãezona, que nos deixa aconchegado e bem a vontade. Entre as conversas com eles, nos falaram e ressaltaram do frio que iria fazer em Ushuaia, pois o inverno estava chegando. E do quão mal equipados estávamos. Aliás, se fôssemos comprar tudo que aconselhavam para o frio intenso de lá, não nos sobraria um tostão para viajar. E além de uma bota de cem reais que achei na decatlhon, fomos apenas com o que já tínhamos. Na ignorância de dois Sorocabanos que mal conhecem o frio e que o mais perto de neve que já tinham visto era o gelo que acumula no congelador. Mal sabíamos que além de toda a beleza da neve, ela também pode doer. Aqui vale ressaltar uma recomendação muito importante: Jamais, mas jamais vá de jaqueta de couro para Ushuaia ou para qualquer lugar frio. É simplesmente estúpido. Você vai sofrer. E no caminho tem cidades piores que Ushuaia. É frio, e venta muito no caminho. Então seja sensato, e gaste um pouco mais com uma boa blusa impermeável, térmica e sei lá mais o que. Se proteja do frio. Ele dói e a neve machuca! A gente precisou comprar lá em Ushuaia. Voltando a Buenos Aires, demos uma volta por lá e a Eliana nos mostrou um pouco da cidade. Depois fomos a Puerto Madero, a Casa Rosada e outras partes turísticas da cidade que todo mundo já conhece. Aqui vale dar outra dica importante também para alimentação. Em tempos de crise, ou como eles chamam na Argentina, Macrise, desperdício de alimento é de partir o coração. Então deixei a vergonha de lado, e como lá são muitos os hortifrutis e suas frutas estragam quando não são vendidas, amadurecem e vão direto para o lixo, e entre essas frutas têm muitas partes boas e comestíveis, resolvi tentar pedir, como diria em castellano, se eles não poderiam ajudar um casal de viajantes sem muitos recursos, mas com grandes sonhos, a nos darem “unas frutas más maduras”, e todas as vezes as respostas foram positivas. E na maioria das vezes conseguiamos umas frutas boas. Além da economia, a parte mais bacana disso e das caronas é sair da mesmice, da sua zona de conforto. Se abrir para novas possibilidades, sem julgamentos e confiar no simples altruísmo das pessoas. Isso nos dá certa motivação, sabe. Que o mundo pode ser um lugar bom. Então se você tem uma vontade de viajar, mas não tem muita grana, não tem problema, é importante, antes de mais nada, querer. E simplesmente ir. Depois relato mais. Mas basicamente fomos depois para Bahia Blanca, Viedma, Puerto Madryn, Trelew, Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos e Ushuaia. Infelizmente peguei um vírus que encriptou todos os vídeos da viagem e tô bem bolado com isso. Então será só esse vídeo mesmo. Mas logo faço de outros lugares. Estamos fazendo um canal, e tô querendo ir subindo bastante conteúdo de viagem Tô fazendo uma página no insta também junto com minha namorada que me acompanha nas loucuras. Ver se consigo produzir vídeos e quem sabe viajar de graça futuramente haha https://www.instagram.com/viajandomais_/
  14. Depois de ter feito relatos das duas últimas viagens nossas, essa me senti na obrigação de fazer, simplesmente porque é muito bom voltar pra relembrar esses momentos tão especiais que é conhecer esses lugares incríveis. O sonho de conhecer a Paragônia começou logo após a viagem para San Andres, em 2015, quando um amigo sugeriu esse destino para uma próxima viagem juntos. Eu não conhecia nada sobre a Patagônia, mas a partir daquele momento comecei a pesquisar e ver as possibilidades. Em 2016, agendamos a viagem, reservamos os hotéis, onde incluía a visita a Ushuaia, El Calafate e El Chalten, no inverno. Mas antes de comprar as passagens recebemos a maravilhosa notícia da nossa gravidez. Cancelamos tudo. Mesmo assim, continuei sonhando e esperando o momento em meu filho pudesse crescer e chegar em uma idade em que fosse possível ir para lá. Nao aguentamos muito... ao 1 ano e 8 meses nos encorajamos e fomos para Ushuaia com nossa malinha 😂 As passagens aéreas compramos pelo Ao Mundo em uma promoção dos Melhores Destinos, ficou R$ 1.800,00 com as taxas - Todos os trechos Aerolineas, não tivemos nenhum problema com a Aerolineas, confesso que estava um pouco preocupada. O único alimento que oferecem a bordo é um alfajor e pacotinho de castanhas ou frutas secas, e algo para beber. Escolhemos a Aerolineas também por causa dos horários dos voos, que tinha que ser o mais confortável possível por causa do nosso filho. 02/12 - Ctba à BA 03/12 à 08/12 - Ushuaia (Pior horário de voo, saímos de BA as 4:35Am) 08/12 à 12/12 - BA O primeiro dia em BA foi uma conexão de 12 horas, onde pegamos um hotel, saímos do hotel as 3:00 Am. Chamamos táxi pelo Aysi. Um detalhe sobre os táxis de BA, sempre optem pelos que cobram pelo taxímetro, a diferença é gritante! Tentamos tirar dinheiro em vários caixas eletrônicos, tanto no aeroporto quanto na cidade, e nenhum tinha dinheiro! Tivemos que trocar um pouco no aeroporto mesmo numa cotação de 1 real a $ 8,70, péssimo. Ficamos em um apartamento na Recoleta, mas não vou indicar aqui pois não recomendo. Todas as hospedagens ficamos em apartamentos, pois com bebê temos que evitar ao máximo sair para comer, ter espaço para ele brincar, e poder fazer as comidinhas dele... isso salvou muito nossa viagem, pois ele não ficou stressado nem cansado, e assim conseguimos fazer todos os passeios que tínhamos planejado. Por isso essa viagem foi planejada com o máximo de conforto, alugamos carro para todos os dias que estaríamos em Ushuaia, pegamos pelo Rent a Car e recomendo, pagamos um pouco mais de R$ 100,00 por dia para um xxx novinho. Quando chegamos no aeroporto eles estavam nos esperando já. Em Ushuaia ficamos em uma Cabana que sinceramente, tornou nossa estada na cidade mais especial, com uma vista incrível do canal de beagle, foi muito bom ficar as noites ali assistindo o anoitecer, que só acontecida depois das 23:00. Pegamos pelo Airbnb. Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/19675985?location=Ushuaia%2C Terra do Fogo%2C Argentina&adults=1&guests=1&s=zF7bGwaU No primeiro dia, chegamos, fomos na cabana deixar nossas bagagens e já fomos ao mercado fazer compras, procuramos algum restaurante pra almoçar e não achamos quase nada... comemos em casa mesmo. A tarde descansanos um pouco, pois tínhamos acordado as 2:00 am. E de tardinha saímos para comprar chip e conhecer um pouco a cidade. Depois fomos no Hard Rock Café, bem legal, mas a comida deixou a desejar. Fomos pra casa e esperamos ver o canal de beagle de noite, mas não aguentamos 😂 Percebenos o quanto nós e nossas prioridades mudaram ❤️
  15. Olá pessoal, tudo bem? Em outubro estou indo para Ushuaia (02/10 até 12/10), gostaria de saber se vai ter alguém daqui por lá. Para podemos marca uma cerveja ou sair comer e conversar. Abraços
  16. Alguém indo pro Ushuaia em agosto? Vou sozinha e gostaria de dicas de passeios que realmente valem a pena. Ficarei 7 dias
  17. Olá! me nome é Dominique (insta @domizila) e gostaria de compartilhar como foi nossa expedição ao Ushuaia! Uma vez que se faz uma expedição de carro, viagens de avião sempre deixam um gosto de quero mais! Essa é uma experiência que desejo a todos a oportunidade de vive-la um dia. Abrir um mapa, fazer as malas, entrar no carro e sentir uma emoção diferente a cada dia. Planejamento é preciso, porém nesse tipo de viagem o que mais temos são imprevistos, precisamos ficar atentos a eles, prever os acontecimentos. A partir do momento em que você decide fazer uma expedição, é preciso estudar muito os destinos, as regras, ter alternativas de caminho, ter um plano B, não contar com a sorte (por mais que usamos dela por muitas vezes nessa viagem) e sempre manter as pessoas informadas de onde você está. Aqui você vai encontrar dicas preciosas, com base em nossa experiência de uma expedição de carro de São Paulo para o Ushuaia – Tierra del Fuego. Porque fazer uma expedição de carro? Gostaria de começar por essa pergunta frequente! Já escutei muito... - “Mas, de avião você chega muito mais rápido” - “Você não tem medo de sofrer um acidente?” - “Da para chegar de carro tão longe?” - “Nossa, deve ser muito desconfortável” Pois é, nenhuma dessas perguntas é absurda! Acredito que a partir do momento em que você decide passar dias e mais dias dentro de um carro indo para lugares tão tão distantes, você tenha que ter a consciência de que essas perguntas tem fundamento. De todas as viagens que já fiz na vida, nenhuma bate a expedição, mas nem tudo são flores! Tivemos momentos de dificuldades, um pequeno acidente, enfrentamos alguns momentos de desconforto. Então, se você está querendo fazer essa viagem, acredito que essas são algumas das perguntas fundamentais para engatar a primeira e cair na estrada: - Eu sei que haverão dias desconfortáveis, estou disposta a passar por eles com positividade? - Barreiras da língua! Estou disposta a aprender um pouco mais sobre os lugares que estou indo? - Ao menos que você esteja disposto a investir muito dinheiro, não terei luxo, talvez não possa ir naquele restaurante, naquele bar, naquela balada, comprar aquela lembrancinha. Estou disposta a abrir mão de certas facilidades para viver a viagem em si? - Sei que será estressante, se for acompanhada, farei o máximo para não despejar as inseguranças no meu parceiro(a)? - Estou pronto para a aventura dos meus sonhos? *-* Claro que existem muitas outras perguntas, mas eu sou uma pessoa racional até demais rsrsr quero deixar claro que a viagem é MARAVILHOSAMENTE INACREDITÁVEL, mas mais uma vez, nem tudo são flores, saiba que dificuldades irão acontecer e você tem que estar de coração aberto para enfrenta-las. Quanto tempo levo para chegar até o destino e voltar? Nós concluímos a viagem em 42 dias, mas sabemos que é possível fazer em menos tempo. De acordo com alguns relatos, vi pessoas que fizeram o trajeto com uma média de 25 dias. Como foi um ano que tínhamos disponibilidade, acabamos estendendo. Ida e Volta aproximadamente 16.000 km (considerando tudo o que fizemos, não apenas o caminho de ir e voltar) Onde dormir? Nós decidimos ir no Outono, como foi nossa primeira experiência desse tipo preferimos não acampar. Tanto por medo do frio como falta de experiência. Pelo o que leio dos relatos a grande maioria viaja com as barracas da Camping World, param em acampamentos pelo caminho ou vão de motor home. É muito fácil encontrar acampamentos pela viagem toda. Em nosso caso, todo dia na noite anterior fazíamos uma reserva em algum hostel bem baratinho para a próxima noite. Não tivemos nenhum problema fazendo isso. Utilizamos sempre o booking... mas, em tempos atuais temos a trivago tb rs Quando ir? Nossa viagem aconteceu em Junho para Julho, pois era o período que tínhamos disponibilidade. Tivemos que tomar alguns cuidados a mais por conta de neve e vento. Acredito que a melhor época para essa viagem seja o verão. Preciso de um GPS? Nós fomos com um GPS Garmin, todo atualizado nos paranaue, mas mesmo assim precisamos usar o mapa. Aquele de papel rs. Inclusive, foi bem legal se guiar pelo mapa. Aconteceu que em alguns pontos, principalmente na Carreteira Austral, o GPS nos deixou na mão. Como passar nas fronteiras com o carro? O procedimento é simples e até que rápido. Somente nas fronteiras entre grandes cidades que demorou um pouco mais. Para você não ter problemas para entrar no país: - O carro precisa ter o seguro “Carta Verde” – É o seguro obrigatório para carros andarem pelo Mercosul - Documento do carro em dia - Caso seu carro esteja financiado ou em nome de terceiros, precisa de uma autorização para tráfego do veículo fora do território nacional (O pessoal que aluga tem que estudar um pouco como fazer tudo certinho) - Carteira de motorista + RG ou passaporte - Toda vez que você entra no Chile/Argentina a própria aduana faz um documento de entrada de veículo, ao sair você PRECISA apresentar esse documento e refazer o processo para a próxima fronteira - Não pode cruzar fronteira com comidas perecíveis, grãos e frutas O que preciso saber para não levar multas nas estradas? Nós fomos de caminhonete... lemos muito sobre as possíveis chances de sermos parados por policiais corruptos e tudo mais... não tivemos esse problema, talvez por ser inverno e o fluxo ser menos intenso... De qualquer forma, as principais regras para evitar multas e ser parado pela polícia são: - Respeitar sempre o limite de velocidade e regras básicas do transito - Cambão ou cabo de aço: Como parte da legislação da Argentina, o motorista precisa ter disponível esses itens para caso necessite um reboque - Triângulo adicional: Não basta um triângulo, precisa de dois - Kit de primeiros socorros: Sim, precisa - Adesivo de velocidade máxima: Para veículos de grande porte como caminhonete, motor home, trailers... - Faróis baixos acesos sempre - Colete refletor - Lençol branco: Diz a lenda que pedem um lençol branco para caso ocorra algum acidente fatal, poder cobrir o corpo...algo assim. Não há nada oficial, mas os boatos dizem que policiais já fizeram a requisição e se o motorista não tinha, cobraram uma multa... levamos por desencargo Onde comer? Nós levamos todo o equipo de cozinha, para economizar. Bujãozinho de gás, panelas, talheres, tuppware. Claro que tentávamos ao máximo economizar, mas também fomos para curtir férias... as vezes comíamos em restaurantes, bares, tomavamos um vinho, uma cerveja... isso aumentou um pouco os gastos nesse quesito. É importante projetar bem o quanto de comida você precisa dentro do período em que você está no mesmo país. Como disse a cima, existe uma série de alimentos que não se pode levar de um país ao outro. Como é necessário cruzar muitas vezes a fronteira Chile/Argentina, se você fizer muitas compras em um país e em poucos dias tiver que entrar no outro, vai ter que jogar fora. Carretera Austral, como é? Muitas pessoas que decidem por fazer a expedição, querem e vão passar pela Carretera Austral! Vale muito a pena, a estrada é linda, as cidades próximas a Carretera são lindas. Mas, não é uma das mais seguras. Foi na Carretera que tivemos um pequeno acidente e por muita sorte resolvemos rápido. Acontece que toda a estrada é de Rípio, são aquelas pedrinhas em solo batido de terra que acaba tirando um pouco da estabilidade do carro. A Carretera tem elevação e muitas curvas sem Guard Rail, em nosso caso, muita neve também. Mesmo com as correntes nas rodas derrapamos, batemos e atolamos. O nosso problema foi que no Outono/Inverno a estrada não é muito utilizada, havíamos visto somente 2 carros em quase 6 horas de direção. No ponto em que batemos estávamos a 80km da cidade mais próxima e já estava escurecendo. Tínhamos comida e água para alguns dias, mas bateu o desepero kkk. Por um milagre do destino, 10 minutos depois de atolarmos, um caminhão do exército Chileno passou e nos rebocou. Amem rs Videozinho que fizemos da Carretera (TGI era o nome antigo do blog) Dicas Gerais Viaje sempre com pelo menos água e comida para 2/3 dias Se houver espaço em seu carro, leve um galão a mais de gasolina Ande com papel moeda na carteira Cheque sempre os pneus Programe sempre o dia seguinte, o que vai comer, qual o caminho vai pegar Avise seus amigos e parentes onde você esta Tente ir o mais leve o possível, pois isso reflete em quanto seu carro vai fazer por km Nunca esqueça de abastecer. Roteiro Bem, aqui segue o roteiro que fizemos! Optamos por descer pela Carretera Austral e subir pela Ruta 3 Vou colocar a rota, porém houveram várias cidades que passamos mais de 2 dias para conhecer e passear Ida São Paulo – Foz do Iguaçu Foz do Iguaçu – Resistencia Resistencia – San Carlos Paz San Carlos Paz – Mendoza Mendoza – Santiago Santiago – Pucon Pucon – Bariloche Bariloche – Coinhaque Coinhaque – Puerto Tranquilo Puerto Tranquilo – Calafate Calafate – Puerto Natales Puerto Natales – Rio Gallegos Travessia de Ferry pelo Magalhães Ushuaia Volta Na volta nós decidimos subir rápido, então houveram trechos que dirigimos muito tempo sem parar, foi relativamente rápido Ushuaia – Comodoro Rivadavia Comodoro Rivadavia – Puerto Madryn Puerto Madryn – Buenos Aires (Foram quase 20horas no carro, um dormia e o outro tocava) Buenos Aires – Entramos no Brasil pelo o Rio grande do Sul e seguimos até onde aguentamos Não me lembro o nome da cidade em que paramos, foi uma bem pequena e dela voltamos para SP Valor Muito bem, chegamos na parte que interessa a muitos rs Com base em nossa viagem: - Fomos com nosso próprio carro (Gasolina) - Não acampamos, ficamos em hostels - Comemos fora em alguns dias Nosso foco foi ir econômico, mas com certas regalias. Sim, tem como gastar menos do que gastamos, principalmente no quesito acomodação e tempo de viagem. Nossa intenção era uma viagem de aventura, mas queríamos curtir como uma viagem a passeio também e isso custou um pouco mais. Carro e Gasolina São aproximadamente 16.0000 km ida e volta. Leve em conta que existem coisas que você faz durante a viagem que aumentam essa km, como visitar pontos turísticos e tudo mais. Durante a viagem também é necessário trocar o óleo do carro, dependendo o estado que o seu pneu começa a viagem, pode ser necessário trocá-lo durante o trajeto. Em nosso caso tivemos que comprar as correntes e os itens obrigatórios mencionados. Rodamos um total de 16.000 km levando em consideração a média de R$ 4,50 o litro da gasolina em nossa caminhonete que fazia 8km por litro = R$ 9.560,00 Itens obrigatórios, troca de óleo: Média de R$ 300,00 Comida Íamos ao mercado com a lista pronta, tentávamos evitar ao máximo entrar nas conveniências dos postos de gasolina e definimos as principais cidades que gostaríamos de curtir um jantarzinho fora como Pucon, Bariloche, Santiago, Mendoza e Ushuaia. Somando tudo, o que gastamos no dia a dia mais essas saídas pontuais, vinhos, cerveja... deu uma média de 55 reais por dia = R$ 2.310,00 (2 pessoas, 42 dias) Acomodação Nossa meta era se hospedar em locais que não passavam de 110,00 por noite, dentro disso o gasto geral ficou em torno de R$ 4.620,00 (2 pessoas, 42 dias) Total: R$ 16.790,00 para duas pessoas em 42 dias de viagem Ficarei feliz em tirar dúvidas que alguém possa ter, dar dicas e falar mais um pouco da viagem, vou deixar aqui algumas fotos da expedição! SMLXL SMLXL SMLXL SMLXL
  18. Introdução Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia. Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos. A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas. O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá. Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem). Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal). O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal). Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum. No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores. Obs: - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada. - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos. - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super. Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
  19. Olá pessoal, tudo bem? Em outubro estou indo para Ushuaia (02/10 até 12/10), gostaria de saber se vai ter alguém daqui por lá. Para podemos marca uma cerveja ou sair comer e conversar. Abraços.
  20. Bom dia, Estou indo para Ushuaia em Maio e gostaria de saber os passeios que são possíveis de fazer nessa época, dicas de lugares, clima. O que é indispensável levar na mala, pretendo levar o menor números de coisas. Mais alguém indo em Maio, chego dia 6?
  21. Oi pessoal, tudo bem? Acho que uma das melhores partes de viajar é poder escrever um relato depois e tentar ajudar esse fórum maravilhoso que tanto me ajuda. Essa foi minha segunda viagem internacional, sendo que a primeira foi um mochilão no Peru e esta uma viagem confortável com o meu namorado para a Patagônia argentina em plena primavera. Como esse fórum é voltado para mochileiros, não vou entrar em detalhes com questão de quanto gastei com alimentação, transporte e outras comodidades, pois me planejei bastante para GASTAR, principalmente com comida e vinhos, coisas que amo. Caso tenham alguma dúvida específica nessa questão, ficarei feliz em responder os comentários. INTRODUÇÃO: PASSAGENS: Dividimos a viagem nas seguintes datas: 16/10 – 18/10: BUENOS AIRES 18/10 – 22/10: EL CALAFATE 22/10 – 26/10: USHUAIA 26/10 – 27/10: EL CALAFATE Todos os voos foram Aerolíneas e não tivemos problema com atraso. Compramos a passagem múltiplo destino BSAS – CALAFATE – BRASIL em uma promoção do Melhores Destinos no Viajanet por R$ 1.600,00 incluindo as taxas e deixamos para comprar a de Ushuaia mais para a frente, imaginando que seria a mesma coisa que comprar LIMA – CUSCO. Não achei muitas informações sobre isso, um voo nacional, de apenas 1h não seria tão caro, certo? pensei. ERRADO. Ao colocar o rastreador na passagem, fomos surpreendidos por valores acima dos mil reais e bateu aquele desespero. Ir de ônibus não era uma opção por causa do nosso tempo limitado e cancelar Ushuaia também não. Depois de alguns meses conseguimos comprar a passagem CALAFATE – USHUAIA por R$ 772,40, o que é considerado ótimo para esse trecho. Simulando o mesmo roteiro com uma passagem múltiplos destinos incluindo Ushuaia, daria em torno de dois mil, então acabou que não fez tanta diferença. Transfer em Buenos Aires, Ezeiza – Palermo com a Class Receptivo: R$ 100,00 Transfer Aeroparque – Ezeiza: GRÁTIS se seu voo for conexão da Aerolíneas. Se não for, o ônibus da Tienda Leon custa uns ARS 1.000 e o táxi tem corrida fechada por ARS 780. HOSPEDAGENS: Todas as hospedagens foram em apartamentos. Buenos Aires, 3 noites: https://www.airbnb.com.br/rooms/12705538 R$ 428,05 Muito bom apartamento, próximo do centro de Palermo, com ótimos restaurantes ao redor, há poucas quadras do Rosedal e perto do metrô. El Calafate, 4 noites: https://goo.gl/uLQPxo US$: 153,24 Foi a melhor hospedagem da viagem, chalé fofo, confortável, quentinho e próximo do centro. A dona da hospedagem, Paola, e sua cachorrinha fazem o lugar ainda melhor. Ushuaia, 4 noites: https://goo.gl/Cn41vx US$ 159,32 Apartamento muito bom, moderno, equipado com a ressalva que além de um pouco longe da Av. San Martin (cerca de 2km) fica no alto de umas ladeiras. Para descer é fácil mas a subida era impraticável. CÂMBIO: Levei: RS 1.000,00 EUR 250,00 USD 200,00 Cotação do real em Buenos Aires na agência Mais Brazucas (Florida 656 PB 1, Buenos Aires, em frente a Zara) foi de ARS 9,45. Melhor cotação que achamos. Cotação Dólar em Ushuaia foi de ARS 35 Cotação Euro em Ushuaia foi de ARS 39 O real estava entre ARS 8,50 tanto em El Calafate e em Ushuaia. DICA: PRESTEM ATENÇÃO NO HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DAS CASAS DE CÂMBIO!! Principalmente em El Calafate. Quando fomos, fechava as 18hrs e não abria no domingo. Em Ushuaia as lojas fecham no almoço e voltam só as 16hrs. Existe uma casa de câmbio em cada cidade, não olhamos o paralelo. Voltei com 50 dólares e alguns pesos. Não usei cartão de crédito, esse dinheiro que levei foi para praticamente tudo: passeios, comida, transporte, compras... salvo passagens, minitrekking, pinguinera terrestre e as hospedagens de BSAS e Ushuaia, tudo foi pago na Argentina. O total aproximado da viagem foi de R$ 5.000,00, lembrando que as únicas coisas que não foram divididas por 2 foram os passeios, compras pessoais e passagens. Se você for uma pessoa econômica, vai conseguir fazer essa viagem por uns 4 mil e dependendo dos passeios, por 3 mil, fácil. O mais caro que achei foi comida em restaurante, em torno de ARS300-500 os pratos mas indo de 2, considerando o tamanho gigante das refeições, tem como dividir tranquilamente. Você também acha empanadas beeem recheadas, pizzas por poucos pesos e os mercados sempre são uma boa opção. CLIMA: Não achei sobre o clima da Patagônia em outubro/primavera em nenhum lugar, o que foi a principal motivação de escrever esse relato. Em Buenos Aires, dos 3 dias que ficamos, fez sol e calor insuportáveis e no último dia choveu de manhã, mas logo o céu abriu. Dos 4 dias que ficamos em El Calafate, a maioria foi de céu limpo e solzão e o último dia foi de chuva torrencial e céu fechadíssimo. A temperatura média era de uns 8° de dia, 2° a noite e no dia da chuva foi de 2° o dia inteiro (com direito a neve nas montanhas). Quando voltamos para pernoitar na cidade 1 semana depois, ainda estava chovendo. Foi onde passei mais frio, as roupas "térmicas" que comprei no Brasil não deram conta. Chegando em Ushuaia tive que comprar uma calça urgente. Dos 4 dias que ficamos em Ushuaia, todos foram de céu limpo e sol com temperatura média de 10°, o degelo nas montanhas era visível. Não sofremos com os ventos patagônicos, acredito que por causa do fim do inverno, mas senti que estavam começando a voltar. Dito isso, vamos ao relato.
  22. A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA. Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada. Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite: - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora? Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche. Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou. Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente! 1º e 2º Dia Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente. No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita! Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina. 3º Dia Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú. Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem. Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso. Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem. Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado. 4º Dia Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos. Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso! Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca. Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas? Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?! Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas. Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável! Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência. Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível. Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas Nas lentes de Romulo Nery. 5º Dia Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez. Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos. Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF. 6º Dia Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem. No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível. Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo. 7º Dia – 31/12/2018 Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km. Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente. Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho. Chegada ao Estreito de Magalhães Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações. Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados. Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente. Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem. Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon. A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos. Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?! Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico. Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla! Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais! Centolla 8º Dia No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego. A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque. Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia. Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície. Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão! Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking. Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha Rio Ovando 9º Dia Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá. O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também. Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco. Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida. A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá. Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível! Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking. Continua...
  23. E aí, tudo bem Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas... Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro. Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus...  Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira: BUENOS AIRES: 3-5 dias BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm) EL BOLSON: 4 dias EL CALAFATE: 3 dias EL CHALTEN: 5 dias PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias USHUAIA: 5-7 dias. *Outras duvidas: 1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá. 2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre?? 3. posterior ao Parque Torres del Paine, tenho que voltar para el Calafate pra descer até Ushuaia, trajeto que pretendo fazer de ônibus, vi que tenho que ir primeiro para Rio Gallegos... seria interessante reservar 1-2 dias para conhecer está cidade? ou melhor sigo direto para Ushuaia? 4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice? 5. el Chaltén, pode fazer camping no Fitz Roy?? 6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb...  Desde já muito obrigado galera
  24. Amigos mochileiros, olá! Viajo neste fim de semana e aceito todas as sugestões de bons HOSTELS e AGÊNCIAS DE TURISMO em El Calafate, Ushuaia e El Chalten. Queria saber se alguém já partiu de algum desses três locais para PUERTO MADRYN e como foi o trajeto, eu gostaria muito de tentar, mas não faço ideia de por onde começar... Se alguém tiver feito o passeio "bate volta" para TORRES DEL PAINE, que sai de El Calafate, por favor, compartilhe a experiência!!! Valeu.. 😊
  25. E aí, tudo bem Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas... Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro. Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus... Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira: BUENOS AIRES: 3-5 dias BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm) EL BOLSON: 4 dias EL CALAFATE: 3 dias EL CHALTEN: 5 dias PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias USHUAIA: 5-7 dias. *Outras duvidas: 1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá. 2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre?? 3. posterior ao Parque Torres del Paine, tenho que voltar para el Calafate pra descer até Ushuaia, trajeto que pretendo fazer de ônibus, vi que tenho que ir primeiro para Rio Gallegos... seria interessante reservar 1-2 dias para conhecer está cidade? ou melhor sigo direto para Ushuaia? 4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice? 5. el Chaltén, pode fazer camping no Fitz Roy?? 6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb... Desde já muito obrigado galera
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