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  1. Mochilão Mochilão La Paz, Uyuni (BOL) – Salta, Córdoba (ARG) – San Pedro do Atacama, Santiago (CHL) - Arequipa, Cusco (PER) “Não tenha medo de morrer feliz, tenha medo de viver triste”. – (Jeison Morais) Porque mochilão? Quando disse para minha família e amigos que iria fazer uma viagem com uma mochila cargueira nas costas ao invés de malas, sozinho, pelo Peru, Bolívia e Chile, e sem data pra voltar, a grande maioria duvidou que eu realmente a faria, essa maioria também questionou os destinos escolhidos e o restante embarcou na ideia dizendo o quanto isso era incrível e como gostariam de fazê-lo, quando retornei alguns quilos mais magro e moreno de sol, mas com aquele brilho nos olhos que só quem viveu um mochilão conhece, o que ouvi de todos foi o quanto era corajoso, louco e como devia ter sido incrível toda a experiência. Acho que pra embarcar em um mochilão nós temos que estar em um modo diferente de ver o mundo e creio que todos os mochileiros, independente do nível de experiência, irão fazer uma mesma constatação, essa forma de viajar única vai te colocar em situações frequentemente mais desafiadoras que outras, em contato com pessoas reais em seus ambientes reais, e se você não estiver minimamente conectado e inclinado psicologicamente para isso, toda a experiência será muito frustrante. Penso que qualquer pessoa pode ser colocada em uma viagem de luxo em um cruzeiro internacional e com um mínimo de disposição será maravilhosa essa experiência, mas nem todo mundo pode fazer um mochilão se não estiver realmente disposto a experimentar o que isso significa. Definitivamente mochilão não é pra gente fresca. O meu primeiro mochilão, mesmo que ainda não tivesse noção que o era, aconteceu por um acaso no começo de 2017 em um relato que já postei aqui no site e vocês podem conferir no clicando no link Conhecendo Manaus, através dele creio que também terão uma noção melhor de quem sou e como essa viagem foi importante pra adquirir uma nova visão de mundo que desembocou nessa aventura pela América do Sul. Antes de prosseguirem devo avisar que na época, agosto de 2018, tinha montado um roteiro saindo de Rondônia ondo moro, e seguiria até Cusco no Peru pelo Acre, depois faria Ayacucho, Ica, Arequipa e Puno – Peru, em território boliviano tinha pretensão de fazer Cobacabana, La Paz, Potosi e Uyuni onde atravessaria o salar até chegar ao Chile para fazer o Atacama e terminaria em Santiago onde já havia me aplicado como worldpackers para o começo de outubro durante um mês, até então não tinha ideia de como voltaria para o Brasil, mas para iniciar a viagem marquei a data quase para o fim de agosto, tinha a intensão de ficar dois meses viajando, mas na verdade não tinha data certa pra voltar, ela seria quando o dinheiro, R$ 7.000,00, chegasse ao fim, mas o que ocorreu foi bem diferente do que “planejei” inicialmente, a viajem durou 45 dias e o roteiro foi bem mais enxuto, quanto ao dinheiro, esse não teve salvação, foi todo e a viagem não poderia ter sido melhor, pode parecer loucura mas além de acreditar em algo como “o destino” haha, as coisas estaticamente planejadas nunca funcionaram muito bem pra mim, hoje depois de três meses findados o mochilão, não alteraria em nada do que fiz, mas não recomendo a ninguém que saia sem um norte bem definido pra países onde não dominam a língua e costumes, tenha em mente um bom e detalhado planejamento, obvio que as coisas podem sair do rumo esperado, faz parte, mas se seguir as dicas de todos os mochileiros decentes que conheço e conheci, as chances de dar errado são mínimas, quanto a mim só posso agradecer ao universo, Deus, aos deuses, a sorte e o que mais acredite por ter colocado pessoas tão incríveis no meu caminho e por tudo ter dado tão certo, desde antes da viagem, quanto durante ela. Durante o relato vou tentar descrever os passeios, locais de visitação, meios de transporte, custos e sempre que necessário, em separado, as dicas e macetes que achei úteis. Também pretendo publicar um livro, a parte, com detalhes do mochilão mais voltados para as experiências e pessoas que conheci durante essa viagem, quando tiver concluído, pra quem tiver interesse, aviso com mais detalhes, nele deverão estar presentes todas as informações que vou passar neste relato pro Mochileiros, mas como o que nos interessa aqui são informações mais voltadas para custos e dicas do que sensações em si, lá vamos nós. GRATIDÃO E PLANEJAMENTO Com o acesso a internet e a vários sites e grupos online de mochileiros que compartilham seus relatos e experiências de viagens, ficou muito mais fácil planejar um mochilão para qualquer destino já percorrido por alguém neste planeta. Quando estava na fase de me maravilhar com os relatos, a ideia inicial era ir de ônibus percorrendo toda a costa oeste do Brasil até o sul, e prosseguir pelo Uruguai, cruzar a Argentina e por fim subir o Chile até o Atacama, neste primeiro momento o Chile seria o único destino de parada, tendo apenas as paisagens dos outros dois países sul americanos como complemento da viagem – aqui início os meus agradecimentos, primeiramente ao @Gedielson quem fez esse percurso e depois um relato repleto de detalhes além da disponibilidade de outras informações nos comentários, gratidão a ti mano, a diferença é que ele saiu do sul do Brasil – depois de adiar o mochilão já no começo do ano acabei por encontrar outro mochileiro aqui no site, o @Diego Moier, um parceiro muito solicito que iniciou suas postagens sobre um famigerado roteiro pela Bolívia, Chile e Peru, no começo de junho, nesse momento já havia adiado duas das três vezes minha viagem remarcando tudo para agosto, de maneira que pude acompanhar ansioso cada postagem que o Diego fazia sobre sua jornada, a partir de então meus planos se alteraram completamente, e um novo roteiro começava se desenhar na minha mente, meu mochilão estava apenas começando. Devo dizer que o relato do Diego é muito completo e detalhado, tu é fera mano, e ele teve outras duas inspirações principais por assim dizer, uma delas, o @rodrigovix, também serviu para inspirar a minha viagem com um relato muito top, detalhado e engraçado – Rodrigo não te conheço cara, mas lendo sua história era como se estivesse vendo tudo na minha frente com os olhos brilhando – devo dizer muito, mais muito obrigado mesmo pela disponibilidade de vocês Diego e Rodrigo por postarem seus relatos, isso inspirou, guiou e foi a base do meu mochilão, mesmo que no fim tenha percorrido outros destinos que alteraram em parte o roteiro inicial, mas isso é assunto pra depois, por hora, gratidão a vocês e a todos que compartilham suas aventuras aqui, espero poder contribuir e inspirar alguém também em fazer algo incrível como mochilar haha, e antes de prosseguir peço desculpas pelo atraso em começar a postagem, mas depois que a gente larga tudo pra viajar, ainda tem uma vida repleta de boletos nos esperando, mas prometo fazer as postagens o mais rápido possível a partir de agora. Durante semanas parte do meu tempo livre se resumia em ler e buscar informações dos destinos que pretendia percorrer pela viagem, as informações que não tinha no relato dos meninos eu ia buscando em outros relatos, e acredite, relatos super detalhados e repletos de dicas é o que não faltam na rede, agradeço mais uma vez todos que desbravaram não só novos territórios físicos e geográficos como também compartilharam suas experiências na internet, sem vocês tudo teria sido muito mais difícil e talvez nem ocorrido teria, então muito obrigado. Voltando do momento gratidão, a síntese pra quem se dispõe a cair na estrada é ter uma boa operadora de internet para poder navegar e encontrar muita informação e conselhos detalhados de gente que já fez esses percursos, eles são uma base segura para montar sua viagem e planejar os roteiros, passeios, gastos com alimentação, costumes, dicas de lugares para comer, dormir, se divertir, o que levar, o que não levar, cuidados que se deve ter e muito mais, e mesmo que tenha preguiça de ler tudo, lhe garanto que a fase de se maravilhar vai te impedir de fazer outra coisa que não ler e ler e reler todos os relatos e dicas que possa achar. Viajar por países andinos, em qualquer época do ano, vai lhe exigir o mínimo de roupas de frio, como moro na Amazônia brasileira, roupas de frio é item em falta em meu guarda roupas, então, se esse também for seu caso, comece por uma lista de roupas que irão te livrar de virar um picolé brasileiro em terras estrangeiras, o segredo para isso é se vestir em camadas, no mínimo um conjunto segunda pele térmica, depois uma blusa de frio fleece e por ultimo uma jaqueta corta vento, três camadas devem ser suficientes para enfrentar até menos dez graus que foi a temperatura mais baixa que enfrentei durante a viagem e estou aqui com todos os dedos para contar a história, no entanto é possível que enfrente temperaturas ainda mais baixas dependendo da estação do ano, no mais a sensação de frio varia de pessoa pra pessoa, então nesse caso menos não é mais. Por outro lado um mochilão, apesar do nome no aumentativo, não é uma mala nem um mini guarda roupas, poucas coisas cabem dentro dele, ainda mais se tratando de roupas de frio que tendem ser mais volumosas, assim sendo, é importante que tenha bom senso na hora de montar sua lista e mais bom senso ainda na hora de montar seu mochilão e não se preocupe, ao final da viagem você vai ver que não precisava ter levado tudo que colocou nele, não porque irá adotar o habito de algumas nações de não tomar banho todos os dias – e não estou falando dos sul americanos –, e sim porque há serviços de lavanderia em boa parte dos hostéis ou cidades por onde vai passar, então não compensa carregar metade de seu guarda roupas nas costas. Leve roupa pra passar de uma a uma semana e meia, isso deverá ser o suficiente para se virar, até porque repetir roupas é algo mais que comum nestas viagens o importante será passar pelo teste do olfato, se aprovado, é o que tem até o próximo banho. Por isso é importante ter noção de para onde se está indo, em qual época, os passeios que pretende fazer, é nesta base que poderá montar sua mochila, de forma eclética, talvez não tenha pretensão de ir para um lugar frio, mas vai que durante a sua passagem o tempo mude e a temperatura caia para menos vinte célsius, é bom ter aquele agasalho que sua mãe tanto fala, tudo bem que você vai morrer de qualquer jeito, mas vai morrer mais quentinho pelo menos. Como tinha pretensão de fazer alguns trekkings, e pelo menos um ao certo, investi em um coturno impermeável, não façam isso, pelo menos não de última hora, hoje ele está muito confortável, mas durante a viagem eu amaldiçoei cada segundo do momento que tive a ideia de compra-lo, além do que, mesmo que não impermeáveis, existem calçados mais apropriados para trilhas que um coturno – a menos que você seja um militar e assim como eles muito mal pagos pra sofrer – aconselho que invista até mesmo em um bom tênis de corrida e caminhada que será mais confortável e inteligente, uma vez que o outro calçado que levei foi um tênis já bem gasto com o qual fazia minhas caminhadas pela cidade e foi ele quem me salvou de ter um ataque do coração, acabou que só usava o coturno quando estava me deslocando em algum transporte entre as cidades porque se coloca-se no mochilão teria que me livrar de três quartos das minhas roupas, risos de raiva. Mas antes das roupas e calçados, antes de pensar em viajar, tenha sempre em dias seus documentos atualizados e prontos, já havia tirado meu passaporte um ano antes e foi este documento que usei para sair do Brasil – mesmo que atualmente a maioria dos países sul americanos exijam apenas a carteira de identidade com menos de dez anos de expedição, o passaporte é o melhor documento para viagens – também é importante ter conhecimento das condições necessárias para entrada e/ou permanência nos destinos escolhidos, para tanto o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, disponibiliza na web uma pagina onde constam os documentos e procedimentos necessários, como documentos exigidos, necessidade de visto e moeda, vacinação, alertas para turistas, entre outros, esse tipo de planejamento é muito importante porque a retirada de documentos geralmente ocorre de forma lenta em determinadas regiões do país, como a minha por exemplo e pode atrasar sua viagem em meses. No mais é importante ter em mente que as atualizações referentes a procedimentos de entrada em outros países se alteram com frequência, por isso é importante estar sempre de olho em possíveis mudanças como a necessidade de vacinação para entrar em outras nações, quando exigido, a comprovação só é feita através do Certificado Nacional de Vacinação, documento expedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em seus escritórios regionais e locais, mas é possível que nem todo município disponha do serviço, o mesmo vale para a confecção de passaportes e vistos. Tendo os documentos prontos é importante também pensar em ter uma cobertura mínima em caso de possíveis problemas, ter seguros de toda espécie é uma boa opção, mas um fundamental é o seguro saúde uma vez que em terras estrangeiras qualquer procedimento que exija atendimento hospitalar vai lhe custar muito dinheiro fora a medicação e outros possíveis gastos, então invista em uma cobertura deste tipo tendo em vista os lugares em que vai se aventurar e passeios que pretenda fazer. Hoje existem diversas opções de bons planos que fornecem uma ótima cobertura com valores bem acessíveis a todos os bolsos e gostos, e lembre-se, ninguém pensa em morrer – bate na madeira – mas se ficar doente no exterior já é ruim, partir pra outra é ainda pior, o custo e burocracia são infernais, claro que não estará aqui para ver isso, mas em muitos planos um auxilio translado também está incluso no preço final, por isso olhe bem tudo que está incluso e compare, tem planos com mais opções e preços mais baixos, basta pesquisar. Pra terminar seu planejamento, você irá necessitar de uma mochila de ataque, certamente você a carregará na frente enquanto estiver com seu mochilão e é nela que estarão seus itens de higiene pessoal, acessórios e eletrônicos, remédios, tipo uma farmácia mesmo e umas roupas básicas pra sobreviver, e comida, e água, e lenços umedecidos, e acho que é só, então segue uma lista do que eu levei pro meu mochilão, aqui não vou passar os valores porque nesse quesito o que conta é a pesquisa e disponibilidade de produtos e serviços que terão, já falei que moro no norte, então só de frete pra cá se vai metade dos custos dos produtos, quando não mais. Haaaa, acaba que minha lista ficou mais enxuta que a lista em que me baseei, @Diego Moier pra variar, então vale muito ler o relato dele e de quem inspirou ele também, porque se fores alguém mais detalhista, a lista deles é bem mais completa, no mais eles tem boas dicas referentes a moeda, dindin, dinheiro mesmo, uma vez que eles levaram dólar para aumentar o poder de negociação, já eu levei apenas nossa desvalorizadíssima moeda nacional na época (no auge da campanha eleitoral), e apenas reais, nada de cartão de credito internacional, cartão pré-pago ou qualquer outra forma de dinheiro, unicamente porque as taxas pra sacar ou usar essas formas de pagamento no exterior são muito ruins para nós, então preferi tentar a sorte e trocar moeda nas casas de cambio de lá mesmo, pra quem puder trocar reais por dólares antes da viagem, a depender da cotação, é sempre bom, pois é a moeda forte em qualquer lugar, assim como o euro, quanto as outras formas de pagamento/dinheiro, é recomendável ter uma outra opção em caso de furto ou roubo, mas nesse quesito ao menos os países que visitei são muito mais tranquilos e seguros que o Brasil, no mais se tu não for assaltado aqui não é lá que será, apesar da infinidade de golpes que aplicam contra turistas, tem que ficar de olhos bem abertos todo o tempo. DOCUMENTOS: Passaporte, Carteira de Identidade, Certificado Internacional de Vacinação e vou incluir aqui o Seguro Viagem. Dica: Caso tenha feito reservas de hospedagem e outros serviços como seguro saúde, leve os comprovantes impresso e também tenha registros dos documentos e comprovantes em formato digital no celular e e-mail. OBJETOS: 01 Mochila Náutica 60 l (recomendo, é muito boa e saiu por uns R$ 350,00 no Mercado Livre). 01 Mochila (para notebook, com três compartimentos, ela serviu como mochila de ataque); 01 Celular, cartão de memória, carregador e fone de ouvido (que também serviu como câmera, mas se puder invista em uma câmera profissional, a menos que o seu telefone seja o top das galáxias fotográficas); 01 Money Belt (também conhecida como doleira, para guardar seus trocados e documentos junto ao corpo e não largar nunca); 01 Cadeado (pelo menos um); 01 Lanterna (não usei, mas é útil a depender do roteiro, como subir as escadarias para Machu Picchu ainda de madrugada ou trekkings noturnos); 01 Pasta (para guardar todos os papéis possíveis e impossíveis que estou encontrando agora); 01 Caderno e caneta (gosto de escrever e desenhar). CALÇADOS: 01 Coturno Impermeável (já falei sobre isso); 01 Tênis (também já falei); 01 Chinelo de dedo Rider (depois quero receber pelo merchandising). ROUPAS: 01 Toalha de banho (se puder invista em uma de secagem rápida, microfibras); 01 Toalha de rosto; 07 Pares de meias; 01 Sunga; 12 Cuecas; 02 Calças jeans; 01 Bermuda jeans; 01 Bermuda moletom; 06 Camisetas (03 foram suficientes); 02 Camisetas de manga longa; 01 Conjunto segunda pele térmica; 02 Blusas fleece; 01 Jaqueta corta vento; 02 Calças moletom (se puder invista em uma corta vento); 01 Capa de chuva; 01 Óculos de sol (invista em um bom); 01 Par de luvas de frio, 01 gorro e 01 boné; 01 Cachecol e 01 Meia de lã grande (comprei durante a viagem para travessia do salar); ITENS DE HIGIENE PESSOAL OBRIGATÓRIOS E ESSENCIAIS: Escova, pasta de dentes e fio dental; Lenços umedecidos (não sei como vivi sem saber da existência deles até esse mochilão, e sim eles irão salvar sua vida, ou a vida dos seus companheiros pelo menos); Sabonete e shampoo; Hidrante corporal e hidratante labial; Protetor solar; Desodorante e perfume; Pente e creme para pentear (a menos que seja careca); Papel higiênico. Dica: não é necessário entupir sua mochila de ataque com muitos e grandes itens, você poderá compra-los nas cidades que passar, mas em geral esses itens são muito mais caros principalmente no Chile e Argentina, se comparados aqui com o Brasil, leve apenas o básico e se for necessário compre algo por lá. REMÉDIOS: Algo para diarreia (tendo em vista a quantidade de reclamações, principalmente na Bolívia); Algo para o fígado (caso houvesse uma infecção intestinal e necessitasse dar uma ajuda ao nosso órgão responsável por eliminar toxinas); Algo para azia e má digestão (já percebeu que o medo com as comidas internacionais foi grande); Algo para febre, dor de cabeça e gripe (três em um mesmo); Algo para dor muscular (além de comprimidos, também comprei na forma de emplasto); Curativos (curativo adesivo, esparadrapo e gaze); E algo para amenizar o mal da altitude, o famoso soroche. Dica: De todos os itens da minha farmácia particular, não usei nenhum dos relacionados para o estomago, no entanto eles serviram para uma companheira de viagem no Atacama, ela passou muito mal e os remédios ajudaram a aliviar os sintomas, os restantes foram todos usados, adicionados uma aspirina (ácido acetilsalicílico - ASS) que comprei no Chile em virtude de uma inflamação nas amidalas, e deu pra quebrar o galho até chegar ao Brasil. Quanto ao usado para o mal de altitude, o escolhido foi o Diamox, seguindo algumas dicas de outros mochileiros, no meu caso tive que parar de usa-lo no terceiro dia, pois estava me fazendo muito mal, talvez seja mais aconselhável o uso de pastilhas que são vendidas no Peru chamadas Sorojchi Pills e que prometem resolver o problema, como são indicadas especificamente para essa finalidade, é melhor que o Diamox que pode ajudar a combater o soroche, mas não foi feito para essa finalidade. Por fim, automedicação não é algo a ser recomendado ou encorajado, fármacos podem gerar efeitos colaterais adversos, por isso passe em um médico ou no mínimo converse com um farmacêutico sobre alguns remédios para melhorar a imunidade e ajudar em possíveis casos de adversidade na viagem. APLICATIVOS: Com poderosos smartphones temos a mão uma infinidade de aplicativos que podem potencializar as experiências de viagem, no meu caso, o Windows Phone não mantem uma boa e atualizada base dos mesmos, mas se você possui sistemas mais comprometidos com seus usuários vai encontrar bons apps para facilitar sua vida no mochilão. Booking / HostelWorld (para descobrir hostéis e hotéis com preços bons e avaliações de usuários); Maps Me / Mapas da Microsoft (com eles você baixa mapas que poderão ser usados off-line, possuem boa precisão e riqueza de detalhes e informações como pontos turísticos, acomodações, restaurantes, avaliações de usuários, etc.); Google Tradutor (dispensa apresentações, o app possui uma série de funcionalidades muito uteis pra quem ainda não domina completamente outros idiomas); TripAdvisor (pra quem procura detalhes de pontos turísticos a partir da interação dos usuários, considero o app mais confiável); Dropbox / Google Drive / One Drive (apps para backups, e sim, você pode acidentalmente entrar com celular em um lago salgado no meio do Atacama e perder tudo, mas se tiver salvado na nuvem, pelo menos suas fotos estarão preservadas); Skyscanner / Google Flights / Rome2Rio (esses apps são para quem busca passagens aéreas principalmente, o Rome2Rio também indica passagens de ônibus, trem e barcas e vem cheio de informações como horários, itinerários e preços); Oanda / XE Currency (apps gratuitos para conversão de moedas); Movit / Citymapper (te mostra às linhas e itinerários de trens, metrô e ônibus e qual é o caminho mais rápido pra chegar ao seu destino, tendo aplicação em mais de 1.000 cidades deste mundão velho de meu Deus); Mochileiros (app aqui do Mochileiros.com que disponibiliza os relatos e o fórum pra conversa com outros viajantes). Ainda existem outras infinidades de apps, como os de hospedagem nas mais variadas formas, Airbnb, Gamping, Couchsurfing; para encontrar companhias de viagem, no caso o Tourlina é apenas para as meninas que estão na estrada, já o Tongr é para uma maior interação com os locais, enfim apps não faltam, pena nem sempre estarem disponíveis em todos os sistemas operacionais. Com tudo pronto, partiu mochilão.
  2. Bom galera, aqui vai mais um relato nosso, mas desta vez é o primeiro mochilão mesmo (mochila nas costas, nada de malas), mas ainda preferindo uns hotéis com um pouco de conforto. Esse relato é principalmente sobre o sul do Peru, de ônibus, tendo culturas pré-Inca, Inca e Coloniais, então aqui vocês encontrarão dicas sobre: Cusco (Tipon, Pikillaqta e Andahuaylillas), Rota do Sol Cusco-Puno (Andahuaylillas, Raqchi, Juliaca, Sicuani, La Raya e Pukara), Puno (Lago Titicaca e Ilha Uros), Arequipa (Museu Andino – Juanita, Canion del Colca em 01 dia, Convento de Santa Catalina e casa colonial de Moral), Nasca ou Nazca (aquedutos, los Paredones, El Telar, cemitério Chauchilla e voo sobre as linhas de Nazca), retorno a Cusco; tudo de ônibus. DICA: fizemos essa viagem graças a mais uma megapromo da TAM anunciada no site Melhores Destinos. Fechamos todos os trechos de ônibus comum pela CRUZ DEL SUR pelo site deles. Esta companhia é uma das melhores do Peru. Eles possuem dois tipos de ônibus (Cruzeiro e Cruzeiro Suite). Nos trechos Puno-Arequipa e Arequipa-Nazca fomos no ônibus Cruzeiro, este você pode comprar por dois valores: piso inferior (mais caro) ou segundo piso (mais barato). Em todos os pisos ha serviço de bordo (comida e entretenimento). O trecho Nazca-Cusco só possui Cruzeiro Suite (mais caro, mas com poltronas maiores e serviço de comida melhor). Sempre despachamos as mochilas, com meu netbook dentro e não aconteceu nada. Claro que, se for algo que quebre com facilidade, é bom levar na mão. A rota do sol Cusco-Puno fizemos com a companhia Inka Express, fechamos antes por e-mail e pagamos no dia anterior a viagem. Detalhe importantíssimo: os banheiros são apenas para urinar, não se pode fazer o número 2, independente do preço e tipo de ônibus, então é bom ter cuidado com o que se come hehehehehe. FOTO da ROTA Quase de véspera a dona TAM liga avisando que o voo FOR-REC-RJ tinha sido cancelado , então fomos remanejados ao voo FOR-RJ pela madrugada, ou seja, 10h no aeroporto do RJ para embarcar a Cusco. Chegando em Cusco na manhã do dia seguinte, por volta das 07h, fomos direto ao Sumac Wasi (fechamos pelo Decolar, como já conhecíamos na nossa primeira vez no Peru, gostamos do local, principalmente por ser a poucos metros na Praça de Armas, contudo estava mais caro, U$ 40). Já tentamos fechar o passeio de ônibus para Tipon, Pikillaqta e Andahuaylillas, que o funcionário viu se tinha vaga e confirmou saída as 09:30h (35 soles por pessoa mais 10 soles para entrar em cada local). Antes de sair do hotel um funcionário do Inca Express veio pegar o pagamento da Rota do Sol (U$60 por pessoa). Ônibus lotado de turistas partimos para Tipon. Não bastasse a altitude de Cusco, Tipon fica encima de uma montanha. Local lindo, de agricultura e caminhos d'água. Como tínhamos acabado de chegar, no primeiro lance de escada quase morremos hehehehehe . Ione passou mal e tivemos que parar várias vezes, em uma dessas, lá se vai a máquina pequena cair dentro de um dos caminhos de água. Minutos depois de eu ter que tirar tudo das costas e tentar pegar a máquina... pescamos a máquina novamente mas acreditávamos que “já era” . Tipon é um sítio arqueológico muito bonito e era praticamente para agricultura. FOTOS De lá fomos a um vilarejo conhecer a igreja colonial de Andahuaylillas. Belíssima igreja, com árvores de mais de 300 anos na praça. Aqui não se pode tirar fotos, mas achei uma pelo Google. No caminho passamos por Lucre. FOTOS De lá partimos para Pikillaqta (Cidade das Pulgas), local pré-inca do povo Wari. Já estávamos mortos pela altitude logo no primeiro dia. Interessante ver como eles já dominavam o gesso. Bem próximo a este sítio existe um paredão (portão) de controle de entrada e saída a época que merece umas fotos. FOTOS Retornamos a Cusco no comecinho da tarde. Almoçamos por Cusco, dormimos um pouco e curtimos a noite pela Praça de Armas. Manhã do dia seguinte tínhamos que estar as 07h no ponto de saída do ônibus turístico com destino a Puno. Primeira parada: Andahuaylillas (isso mesmo, paramos aqui novamente heheheheh ). Só que desta vez com a entrada já paga e ida ao museu (que fica ao lado da igreja e que o guia do ônibus simples, que pegamos no dia anterior, nem citou ). Esse museu é legal, tem um esqueleto que uma criança com o crânio alongado onde este crânio representa mais de 25% do corpo da criança. Aqui conhecemos nosso amigo e companheiro mochileiro Fabrício. Gente muito boa. Muita conversa boa pra passar o tempo. Adivinhem quem estava funcionando como se nada tivesse acontecido? Isso mesmo, a máquina batizada em Tipon funcionava normalmente heheheheheh . Geralmente ha vendedores durante a rota. Compramos um guia com fotos e explicações da rota por 10 soles. FOTOS Próxima parada: Raqchi. Simplesmente sensacional!!!. Templo ao deus Wiracocha que merece ser visto com calma. Novamente as entradas já estavam incluídas. O paredão continua em pé (com reformas) e aqui é o único sítio que tem torres redondas (uma única ainda está em pé). DICA: se for comprar artesanatos de barro compre aqui, Raqchi era conhecida pelas suas peças de barro e argila, considerado as melhores pelos Incas. FOTOS Nova parada: Sicuani para almoçar. Ótima música, comida divina, com sobremesa, quase tudo já pago (somente as bebidas geladas não estão incluídas). FOTO Parada seguinte: La Raya, o ponto mais alto (4335 metros de altitude). Pense na sorte, assim que chegamos começou a cair NEVE!!!! Isso pra quem mora em Fortaleza é simplesmente sensacional kkkkkkkkk . FOTO De lá passamos pela “famosa” Juliaca e, sinceramente, nada vale a pena aqui. O próprio guia avisa que tudo na cidade é informal, perigoso, muitos crimes, etc etc. Aqui vale uma DICA: no Peru, quando se conclui uma obra você paga impostos, sobre a obra acabada e sobre todo o material usado, então qual foi o jeitinho brasileiro, digo, peruano?! Não concluir a obra e informar ao governo que a obra ainda não está concluída. Você verá praticamente todas as casas e prédios com vigas de ferro sobrando pra cima e as laterais e fundos no tijolo ainda. Até hotéis, com a frente bonita e acabada, mas as laterais no tijolo. Sinceramente fica feio e não leva o governo a lugar nenhum. Deveriam rever essa lei. O problema maior é que, em Juliaca, tudo esta em “construção” (ruas e praças destruídas, parece um guerra). Próxima parada: Pukara, novamente uma cultura pré-inca. O nome veio da cor avermelhada da montanha e ainda da maioria das casas. Aqui os espanhóis “fizeram, goela abaixo,” a mudança da cultura da lhama pelo touro (é comum no Peru você cer um casal de touros nos telhados). O museu é simples mas vale a pena ver as peças. A igreja estava fria devido as paredes de pedras. FOTOS Chegamos em Puno a noite. Nos perdemos do Fabrício. Tínhamos que fazer um pagamento até as 18h no banco BCP (pois tínhamos feito a reserva do Cañion del Colca com a empresa Colcadina Tour pelo site mas eles informam que o pagamento tem que ser feito até o dia anterior). A Ione passou muito mal. Estava frio e a altitude ainda nos afetava . A praça de Armas é bem simples. Comi uma pizza na Pizzaria Andina, na rua ao lado da praça de Armas, onde fica os restaurantes (pizza boa por 20 soles). FOTOS Fechamos na mesma noite um passeio para as ilhas flutuantes de Uros na manhã seguinte (40 soles por pessoa). DICA: fechando com antecedência dá pra fechar por 30 soles ou até 20 soles. As 09h do dia seguinte foram nos pegar e levar ao passeio de barco. O Lago Titicaca impressiona. Totoras por todos os lados. Chegando nas ilhas flutuantes há toda uma explicação de como elas surgem. Aqui é tudo muito turístico e eles praticamente pedem pra você ajudar (comprando artesanatos, lembranças, passeios de barco, etc). Como não há agricultura na ilha e turistas não vão o ano todo eles precisam se manter. Passeamos por um barco de Totora e conhecemos Katerina, italiana que esta no Peru para trabalho voluntário com crianças. Chegamos na ilha de Utama onde se pode carimbar o passaporte (adoramos isso!). Esse passeio dura em media 3h a 3h e meia. FOTOS Fomos a rodoviária de Puno pela tarde rumo a Arequipa, onde chegaríamos por voltas das 20:30h. Viagem tranquila. Chegando em Arequipa logo notamos a diferença: Arequipa é enorme, cidade grande mesmo, muito bonita mas de transito um pouco caótico. Estávamos tensos pois não tínhamos recebido a confirmação do pagamento para o Canion, que chegou por volta das 22h por e-mail, informando que nos pegariam entre 2h e 3h da manhã, ou seja, pouquíssimas horas para dormir. Nos pegaram as 2h em ponto hehehehehe (muito sono) . A Topic saiu pegando turistas em vários hotéis e hostels (turistas de todo canto do mundo, inclusive Rodrigo, carioca que mora em São Paulo e Soimer, peruano, aos quais fizemos amizades). La pelas 3h estávamos pegando estrada, tão frio que a janela congelou pelo lado de dentro kkkkk . Entramos em Chivay (cidade que começou a ficar aberta para turismo por volta dos anos 70) e tomamos café por aqui (muito frio, devia esta uns 03 graus negativos ). Seguimos para a mirador Cruz del Condor mas fazendo várias paradas (paramos em Maca com sua igreja de espelhos; vários miradores com vista belíssimas do Canion; Yanque com sua igreja enorme; a passagem pelo túnel é bem divertida, etc etc). Quando chegamos ao mirador pense na alegria, era dia de voos. Demorou um pouco mas depois os condores começaram a voar, dando rasantes nas cabeças dos turistas; foi lindo. Tem gente que vai e não ver nada, tivemos a sorte de ver inúmeros voando. FOTOS, MUITAS FOTOS Almoçamos no Urinsaya e voltamos pelos Pampas Cañahuas até Arequipa. A Praça de Armas é uma das mais linda que já vimos. As vistas dos vulcões é algo sensacional. Arequipa tem tanta coisa pra se ver que o tempo se torna pouco. Sugiro uma olhada neste link para se programar http://www.minube.com/que_ver/peru/arequipa?page=1 FOTOS No dia seguinte tínhamos que aproveitar bem o tempo. Começamos pelo Museo Andino (Casa de la Cultura de la Universidad Católica de Santa Maria, não procure pelo nome Museo Andino nas paredes que você não vai achar, procure por Casa de la Cultura) e Juanita estava presente. Sensacional !!!! (pena não poder bater fotos). O documentário que passa antes é muito bom. As entradas são agendadas pela língua do documentário. De lá fomos para o Monastério de Santa Catalina (35 soles por pessoa). Muito interessante ver como as freiras dedicavam suas vidas enclausuradas aqui. Depois almoçamos em um restaurante argentino. Infelizmente não deu para conhecer as Picanterias (restaurantes típicos de Arequipa). Andamos pelos mercados e igrejas próximo a Praça de Armas. Fomos também a Casa del Moral (Casa Colonial, 05 soles por pessoa). De noite fomos a rodoviária para pegarmos o ônibus para Nasca. Noite inteira viajando, chegando em Nasca próximo as 07h. Como não tínhamos fechado nada aqui, saberíamos que os preços não seriam convidativos e tínhamos que fazer tudo no dia, pois a noite retornaríamos a Cusco. Existe alguns vendedores de passeios na rodoviária onde fechamos um passeio pelos Aquedutos de Cantalloc, El Telar, Los Paredones, Cemitério de Chauchilla, oficina de barro e ouro. Começou com um preço absurdo e foi caindo até menos da metade. Fechamos também um monomotor para 04 pessoas por U$95 (cada pessoa, mais 25 soles da taxa do aeroporto). FOTOS Passei muito mal no voo, enjoos e uma vontade de desmaiar, mas no fim deu tudo certo e foi inesquecível (apesar de nós imaginarmos outra coisa quando falávamos das famosas linhas de Nasca). A noite novamente na rodoviária para passar mais uma noite no ônibus, agora regressando a Cusco. A viagem estava quase perfeita mas faltava algo, quando, no meio do nada, o ônibus para em um local devido a obras, abre a porta e ouvimos: “papas rellenas y choclo com queso”... acordamos na hora e nos olhamos: “Choclo!!!” kkkkkkkkkkkkk ir no Peru e não comer Choclo é um crime. Compramos e comemos, ai sim, viajem perfeita kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk No aeroporto fomos informados que o voo de volta foi cancelado mas nos colocaram em outro mais cedo. Em Lima um atraso inesperado e nos colocaram em outro voo. Parece ruim mais no final foi até melhor, chegamos em Fortaleza 1h30min antes do esperado. Amamos o Peru, falta ainda mais duas mochilada por aqui: uma pelo norte e uma pra fazer a trilha Inca. Qualquer dúvida ficamos a disposição e lembrem-se: Mochilar é viver, então vá viver rapaz, não perca mais tempo! A&I
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