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  1. Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor. Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice. Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada. Mas vamos aos relatos. 1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO. De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais. Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto. A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa. Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre. Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil. Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
  2. CARRETERA AUSTRAL 2017 EXPEDIÇÃO DOIS IRMÃOS COYHAIQUE a VILLA O’HIGGINS – 20 a 31 OUT 2017 1. ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO DA VIAGEM - PASSAGENS AÉREAS IDA Guarulhos – Santiago – 20 Out 17 às 19 hr Santiago – Balmaceda – 21 Out 17 às 07 hr VOLTA Balmaceda – Santiago – 30 Out 17 às 17:18 hr Santiago – Guarulhos – 31 Out 17 às 04 hr Valor por pessoa R$ 1.345,00 com as taxas - ALUGUEL DE VEÍCULO Camionete S-10 DMAX pela Europcar (cabine dupla – Gas) 21 Out 10:30 hr até 30 Out 10:30 hr Valor do aluguel R$ 1.680,00 - CÂMBIO DE MOEDA (OUT/2017) Peso chileno em espécie 400.000 (equivalente a R$ 2.200,00) Dólar americano U$ 500 (equivalente a R$ 1.655,00) - RESERVA DE HOSPEDAGENS Não fizemos - BAGAGEM Uma mala de viagem com roupa de frio para suportar até -10C, dois calçados tipo tênis, uma calça impermeável, artigos pessoais, 2 blusas de lã, gorro, luvas...uma bagagem de mão tipo mochila. 2. RELATO DA VIAGEM Eu e Rogério, meu irmão, decidimos dar continuidade a viagem pela Carretera Austral que fizemos em 2014 e que está relatada no endereço https://www.tripadvisor.com.br/ShowTopic-g294291-i1357-k7953189-Viagem_de_carro_alugado_pela_carretera_austral_no_sul_do_chi-Chile.html. Só que desta vez iríamos ser só nós dois, já que os demais não poderiam ir. A ideia era terminar o percurso de 2014 chegando até Villa O’Higgins, onde termina a Carretera 7, chamada de Carretera Austral, no sul do Chile. 20 OUT 17 - SEXTA Nos encontramos em SP no dia 20 Out 17, já que moro em Brasília e ele em Mogi Guaçu-SP, pegamos o vôo até Santiago regado a cerveja, vinho e whisky, acompanhado de um pequeno mas suficiente jantar, já sabíamos que a escala na capital chilena seria demorada, e pior, sem chance de sair do aeroporto por ser de noite e não valer a pena, já que tivemos de retirar as bagagens por conta da imigração, aliada à falta de transporte rápido e de massa naquele terminal, à semelhança de Guarulhos, Brasília e nossas principais capitais. Sendo assim, jantamos num dos restaurantes do aeroporto mesmo, após o jantar e terminada a primeira das muitas garrafas de vinho que tomaríamos, nos deitamos nos bancos acolchoados de uma área fechada do próprio restaurante e cochilamos até as 2 da manhã, pois a LAN só permite despachar as bagagens 3 horas antes do vôo. 21 OUT 17 - SÁBADO Despachamos as malas e continuamos a cochilar próximo ao portão de embarque. Vôo tranquilo e bonito até Balmaceda, aconselho a sentar na janela porque a paisagem é desbundante e não tem nada pra fazer. Há, o serviço de bordo é pago. Desembarque feito, passamos para o processo de pegar o carro no totem da Europcar dentro do terminal, onde o atendimento do Marcos foi simples, rápido e eficiente. É sempre bom tirar fotos do carro na hora do recebimento, principalmente da pintura, pneus, para brisas e lentes dos faróis e luzes traseiras, já que iríamos percorrer estrada de rípio, um tipo de cascalho, na maior parte do trajeto. COYHAIQUE Se você olhar no mapa, de Balmaceda já dá pra seguir direto rumo ao sul sem passar por Coyhaique, porém, como em Balmaceda não tem nada além do aeroporto e de um restaurante, fomos à capital da XI Região Chilena – Región de Aysén – para abastecer de víveres (cerveja e vinho) e completar o tanque de diesel, pois alugamos a S-10 a gasolina mas nos deram uma a diesel, são adoráveis esses chilenos. Coyhaique é a Capital da Região, mas nada parecida com nenhuma Capital brasileira, pequena, arrumada, limpa e organizada, tem um grande supermercado e vários outros bem menores, parecidos com as nossas mercearias de bairro; opera o único hospital de toda a XI Região (que abriga cerca de 150.000 almas, 1/5 desses habitantes residindo em Coyhaique) e uns 03 postos de combustível que competem mais ou menos nesses preços: Gasolina 93 octanagem – 767 pesos chilenos (R$ 4,22) Gasolina 95 octanagem – 800 pesos chilenos (R$ 4,40) Gasolina 97 octanagem – 833 pesos chilenos (R$ 4,58) Diesel – 541 pesos chilenos (R$ 2,97) Por volta das 13 hr seguimos rumo sul em direção à Villa Cerro Castillo, distante 93 km, numa Carretera asfaltada que passa pela Reserva Nacional de Cerro Castillo; esse percurso é lindo por conta das montanhas nevadas que a estrada cruza tão próxima que dá pra por a cerveja no gelo que se acumula perto do acostamento; pela possibilidade de avistar os tais Huemul, animais parecidos com cervos só que bem maiores e ameaçados de extinção; além de durar somente cerca de uma hora. VILLA CERRO CASTILLO Cerro Castillo é um vilarejo onde residem umas 500 pessoas, mas tem uns 4 ou 5 restaurantes, várias cabanas pra alugar e algumas mercearias ou mini mercados, como eles chamam. Estivemos lá na viagem de 2014, onde nos hospedamos nas cabanas do Tropero, do seu Eduardo e dona Eliana, mas dessa vez pretendíamos chegar logo a Villa O’Higgins e deixamos Cerro Castillo após um bom almoço de carne com batatas. Pra você que é fã de comida e bebida como nós, no sul do Chile se come sempre uma proteína (carne de gado, frango, porco ou peixe, menos oferecido e quase sempre salmão) e um carbohidrato (quase sempre batata), mas que em alguns lugares dá pra substituir por salada (alface e tomate). VILLA PUERTO RIO TRANQUILO Saímos de Cerro por volta das 14:30 hr e seguimos para Villa Puerto Rio Tranquilo, a 120 km de estrada de rípio, na sua maior parte larga e lisa que percorremos em cerca de 2 horas, vislumbrando montanhas congeladas, rios bravios e lagos serenos de águas límpidas e cristalinas, principalmente o Lago General Carrera, um dos maiores da América do Sul. Em Puerto Rio Tranquilo procuramos por cabanas (chalés aqui no Brasil) e alugamos uma por 30.000 pesos chilenos (R$ 150,00) a diária pra duas pessoas. Clima frio, perto de 0C, fogo na lareira, saca rolhas na mão e paisagem do lago General Carrera na frente de casa. Mais tarde comemos uma pizza num trailer com o sugestivo nome de “Truco e Mate” que seduziu esses dois mineiros, onde a anfitriã Helena demonstrou toda a simpatia e bom acolhimento dos chilenos a nós brasileiros (a pizza custou 9.000 pesos chilenos – cerca de R$ 45,00 – e é você que escolhe os ingredientes). 22 OUT 17 - DOMINGO Cordamos cedo, após um pernoite quentinho dentro da cabana aquecida pela lareira a lenha, ouvindo o forte vento que soprou noite adentro e alguns locais borrachos batendo papo até tarde na bodega ao lado, porém só levantamos por volta das 8 horas; café tomado, abasteci novamente a S-10, por 621 pesos chilenos o litro de diesel, pagamos pela hospedagem e pé na estrada com destino a Caleta Tortel, distante 238 km em estrada totalmente de rípio. PASSANDO POR COCHRANE Percorremos uns 115 km e chegamos a Cochrane, Capital da Província de Capitán Pratt, pertencente também à Região de Aisén, ondem residem mais ou menos 3.000 habitantes, conta com posto de combustível (onde completamos o tanque a 618 pesos chilenos o litro) alguns mini mercados, um mercado um pouco maior, bonita e grande escola, banco, padaria, açougue, etc. Mas decidimos não ficar por ainda ser 10:30 hr e para adiantarmos a viagem, na volta exploraríamos a cidade com calma. CALETA TORTEL – CIDADE SEM RUAS De Cochrane a Caleta Tortel foram 130 km, chegamos às 13 hr debaixo de uma chuva fina e inconstante e um frio de 3C. Nessa pequena vila, onde moram cerca de 600 pessoas, não circula carro, pois as ruas são feitas de passarelas de uma madeira. No início, o Ciprés (Cipreste Chileno) ou Alerce da Patagônia, era abundante e foi um dos motivos da ocupação humana do local, pela sua extração, sendo também muito utilizado como material para a construção de Tortel; agora, já bastante explorado, as casas e passarelas estão bastante desgastadas e são reformadas e construídas com madeira menos nobre. Deixamos a S-10 no estacionamento central e público e fomos percorrer a vila em busca de paisagens, comida, bebida e local para pernoitar. Sobe e desce danado percorrendo as várias escadarias de madeira que nos deixaram de boca aberta e suando, apesar do frio, mas as fotos valeram o esforço. Acabamos por encontrar um pitoresco e agradável restaurante com vista para a baía, onde pedimos cerveja das mais baratas, já que as artesanais à venda eram caras demais; ficamos bebericando e nada do cara voltar a nos atender, vimos duas mesas cheias com uns oficiais da Armada chilena que aguardavam o almoço solicitado momentos antes da gente chegar, eles eram do navio que víramos na chegada a Tortel. Acontece que o garçom também era o cozinheiro e o dono do lugar, percebemos que ele estava na merda, bebemos as bandidas e fomos atrás de lugar pra ficar. Depois de percorrer a vila toda, literalmente, optamos pela hospedaria da Marcella Cruces, que só tem duas suítes, mais sala de jantar e sala de TV integradas. Alugamos uma suíte por 35.000 pesos chilenos (R$ 192,00), buscamos a bagagem, nos alojamos e voltamos pro El Mirador, o restaurante pitoresco que nos agradou. Agora já mais calmo e sem as autoridades pra servir, o Diego nos atendeu pedindo desculpas e apresentando a esposa Sílvia que tinha chegado pra dar uma mão. Eles tinham arrendado o lugar fazia 03 dias e ainda estavam se adaptando ao serviço. Comemos carne com batatas e salada, que nos foi oferecida como cortesia, vinho chileno que o Diego nos ensinou o modo certo de ser servido, bom bate papo com o dono bebendo conosco, calor da lareira, afago no estômago e na alma. Depois disso, sobe e desce nas escadas, chegada na hospedaria, cuja porta fica destrancada dia e noite, e bons sonhos. 23 OUT – SEGUNDA Dormimos até tarde, pois estava chovendo e fazia frio, além do mais, para chegar no nosso próximo destino, Villa O’Higgins, teríamos que atravessar uma balsa que só sai 02 vezes por dia na baixa estação, ao meio dia e às 15 hr, retornando às 13 e às 16 hr. Tomamos nosso café da manhã, nada mais que pão, manteiga, presunto, queijo, café e leite, juntamos as coisas e partimos. PUERTO YUNGAI A estrada nessa parte da Carretera fica muito mais estreita, sinuosa e perigosa, se bem que a probabilidade de encontrar um veículo em sentido contrário é baixa, pois não tem cidades antes da balsa, mesmo assim demos de cara duas vezes com carros no sentido contrário, deviam ser moradores das poucas e pequenas propriedades existentes. De Caleta a Puerto Yungai, de onde sai a tal balsa, são 43 km, mas reserve de 60 a 90 minutos por causa da estrada. Chegamos às 10:40 hr e ficamos aguardando o embarque que só seria próximo ao meio dia. Travessia tranquila, 40 minutos de navegação de graça, serviço subsidiado pelo Governo. Mas atenção, a balsa embora limpa, conservada e super arrumada, só atende 14 carros por travessia, no máximo. Melhor chegar cedo e esperar, senão somente na viagem das 15 hr e concorrendo com os caminhões. Há, na alta estação, que vai de Dez a Mar, tem mais uma saída às 10 hr com retorno às 11 hr. O desembarque é feito em Puerto Rio Bravo, que também não oferece nenhum serviço, só tem um casa de madeira, sem banheiro. Em Puerto Yungai tem um bar/restaurante que só deve abrir na alta estação. VILLA O’HIGGINS Percorremos mais 110 km e, por volta das 14 hr, chegamos na cidade mais ao sul da viagem – Villa O’Higgins. Entramos no restaurante San Gabriel, pedimos o prato de sempre e um bom tinto. O preço praticado foi o normal pra toda a viagem, entre 6 a 10.000 pesos chilenos por pessoa (R$ 33 a 55) e os vinhos desde 2.300 pesos nos mercados (R$ 12,00), até 12.000 pesos nos restaurantes (R$ 66,00), sendo que o normal era pagarmos 30.000 pesos chilenos (R$ 165,00) por refeição para dois, incluindo o vinho e a gorjeta. No entanto existem opções mais baratas como pizza, lanches, cozinhar nas cabanas que são completas e até mesmo economizar nas bebidas. Depois do lauto almoço, fomos atrás de lugar pra ficar e achamos as Cabanas San Gabriel a 40.000 pesos chilenos a diária (R$ 200,00). Como iríamos permanecer 02 dias, decidimos ficar à toa no resto da tarde, passeando de carro até o embarcadouro 3 km ao sul da cidade, onde realmente termina a Carretera Austral. Dali em diante nada de estrada no sul do Chile, somente ruas e estradas vicinais em Punta Arenas, nosso objetivo havia sido alcançado e estávamos felizes e gratos por isso. Voltamos à cidade e passamos no mercado San Gabriel (sic), parece que muita coisa pertence ao mesmo dono...vinho na cabana já aquecida pela lareira, futebol americano na TV e cama. 24 OUT – TERÇA Amanheceu frio, mas com tempo bom e só um pouquinho nublado, bom para uma caminhada, já que ir ao Glaciar O’Higgins estava fora de cogitação pelo preço cobrado (U$ 250 por pessoa) e por somente ter saída aos sábados. Optamos por ir a pé, e de graça, até o sendero Mirador Del Vale, cuja entrada fica dentro do Parque Nacional, bem atrás da Plaza de Armas da cidade, tudo pertinho, fácil de encontrar e trilha muito bem sinalizada. Não se assuste ao ver as placas dizendo que o percurso dura de 1 ½ hora a 2 ½ horas, eu e Rogério subimos em 40 minutos e estamos bem fora de forma. A vista lá de cima é magnífica, vê-se toda a cidade (o que não é tão difícil assim), os lagos, o rio e o canal de degelo que ele faz, as montanhas próximas...até neve caiu enquanto tomávamos uma Escudo, cerveja chilena de boa aceitação e custo. Dá ainda pra seguir adiante e ir até o Glaciar Mosco, que dizem ser imperdível, mas a placa nos assustou informando o percurso de 21 km e 1 ½ dia de caminhada, desistimos porque só tínhamos levado Escudo suficientes pra chegar até ali. Descemos e conjecturamos entre subir ao Mirador La Bandera (mais uma hora de subida e meia hora pra descer), ou ir ao restaurante San Gabriel, que nos aguardava com comida e bebida, essa segunda opção ganhou sem resistência. Passamos antes na biblioteca pra tentar contato com a família, pois somente lá tem wi-fi público e de graça. Contatos feitos, biblioteca aquecida, limpa, arrumada, com atendentes agradáveis e atenciosos, o Chile é adorável e o modo de vida da sua gente também. Almoçamos e tiramos um belo cochilo no calor da cabana. O resto do dia e à noite também permanecemos curtindo a cabana e o lugar que almejáramos estar desde tanto tempo...melhor só se as mulheres tivessem ido. 25 OUT – QUARTA Como a balsa só sairia às 13 hr, acordamos preguiçosamente, botei mais lenha na lareira, tomamos café e ficamos de bate papo. Pagamos a Cabana San Gabriel no restaurante de mesmo nome e às 10:30 hr saímos rumo norte. TRAVESSIA PUERTO RIO BRAVO – PUERTO YUNGAI Às 11:50 hr e aguardamos a balsa chegar junto com mais 03 camionetes e 01 caminhão pequeno. Meia hora depois foram chegando mais 03 carros, uma Van e por último um caminhão caçamba enorme. Comento com Rogério que se chegar mais alguém pode dar rolo. A balsa chega lotada, os diversos veículos desembarcam e começa o embarque das 13 hr por ordem de chegada, todos respeitando quem chegou primeiro numa civilidade de dar inveja. Na nossa vez o funcionário da balsa pede pra esperarmos e darmos a vez pra uma Van de passageiros, eu como brasileiro já achando que iria ser passado pra trás, sabe como é, o cara da Van é conhecido e deve ter algum arranjo com os da balsa. Fico esperto e posiciono a S-10 pra não dar chance a mais ninguém ser embarcado logo depois da Van a não ser nós. Bobagem minha, era só por questão de balanceamento da carga, no final couberam todos, até mesmo o caminhão enorme que lotou o carregamento. Ainda fico imaginando se aparecessem mais veículos o que ocorreria. E se alguém resolve furar a fila? Pensamentos típicos de um brasileiro acostumado a viver num país sem respeito dos seres humanos aos seus próprio pares, deixa pra lá. Mais 40 minutos de travessia e desembarcamos em Puerto Yungai, dali até Cochrane, nosso destino naquele dia, seriam mais 120 km. COCHRANE Chegamos por volta das 15 hr e fomos logo abastecer a S-10 e buscar cabana pra alugar. Escolhemos as Cabanas Rogeri, pelo sugestivo nome, pelo preço de 40.000 pesos chilenos a diária e por ficar bem no centro dessa pequena comuna. Comemos umas empanadas na padaria, um tipo de pastel, trocamos U$ 200 no banco só pra garantir, fomos ao mercado, e ficamos bebericando e lendo na cabana, já que o ritmo deles é diferente do nosso. Normalmente o povo acorda tarde (acho que por causa do frio), o comércio só abre às 10 hr, almoço a partir das 13 hr, no meio da tarde tem o excelente costume da siesta, vida noturna a partir das 21 hr. Pelo que vi, é assim que funciona por lá. Depois das 21 hr fomos ao Pub em frente à cabana – um dos motivos de termos escolhido o pernoite ali – jantamos boa comida regada a vinho, embora eles produzam a sua própria cerveja. Local agradável, ambiente interno decorado com madeira, como é em todo restaurante que fomos, aquecimento à lenha, serviço bem feito e preço justo, pagamos 33.000 pesos chilenos. 26 OUT – QUINTA Rumo norte, mas sem destino pré-definido, na ida tínhamos passado por um vilarejo chamado Puerto Bertrand, 48 km a norte de Cochrane, onde vimos algumas opções de hospedagem bem atraentes margeando o rio Baker e queríamos dar uma olhada nos tais Lodges. CONFLUÊNCIA RIOS BAKER E NEFF Uns 30 km entre Cochrane e Puerto Bertrand tem uma pequena entrada, sinalizada com uma placa, que indica a confluência dos rios Baker e Neff. Aproveitamos o tempo disponível e paramos na porteira ao lado do acostamento. Caminhada de 15 minutos por entre uma larga e plana trilha e demos de cara com um rio engolindo outro. O rio Baker, muito maior, com águas de degelo e corredeiras nervosas, recebe e assimila sem esforço o rio Neff, de águas marrons e mais tranquilas. Lindo lugar pra tirar fotos e sentir a exuberância da natureza na Patagônia. LODGES EM PUERTO BERTRAND Seguimos adiante e, bem próximo a Puerto Bertrand entramos nos tais Lodges pra sondar o preço, U$ 138 a diária pra dois em uma cabana bem bonita e elegante. Fomos em outro Lodge, 90.000 pesos chilenos a diária pra dois, mas a cabana era simples. Tudo bem, ainda nem era meio dia, fomos no vilarejo e vimos que não tinha movimento algum, que tal irmos a Puerto Guadal? PUERTO GUADAL Seguimos rumo norte uns 35 km de Bertrand, passando a entrada pra Guadal e Chile Chico, pra darmos uma olhada em outros Lodges à beira de um bonito lago chamado Lago Negro. A Hacienda Tres Lagos é uma propriedade linda e charmosa, com preço nada elegante, 100.000 pesos chilenos a diária de uma cabana. Voltamos e entramos pra Guadal, vilarejo um pouco maior que Bertrand à beira do Lago General Carrera, lugar bonito, mas com infra estrutura ainda a desejar; até paramos num Lodge chamado El Mirador de Guadal pra sondar o preço e, como não apareceu ninguém pra nos atender, decidimos ir embora, passando no mercado local pra abastecer dos víveres que já nos faltavam. PATAGÔNIA BAKER LODGE – PUERTO BERTRAND Como é bom sair sem destino marcado, optamos por voltar no Patagônia Baker Lodge, perto de Bertrand. Tínhamos U$ 400 cada um pra torrar e um presente pra carcaça sempre é bem vindo. Decisão pra lá de acertada, o Lodge vale o preço por conta da estrutura montada naqueles locais tão isolados. Nos alojamos, tiramos várias fotos do lugar, aquela mão no rio Baker pra sentir a temperatura da água, rafting nem pensar, canoagem fora de cogitação, tirolesa pra quê? Esquece! Essa viagem foi bolada pra dois irmãos passarem um tempo juntos, sozinhos, apreciando a comida e a bebida e conhecendo os lugares sem stress. O preço do jantar no Lodge era salgado demais, U$ 25 por pessoa com bebidas à parte, daí que vamos ao vilarejo e paramos num dos 03 restaurantes abertos de Bertrand, a dona/garçonete/cozinheira nos diz que só abre às 20 hr, ainda eram umas 18:30 hr, dissemos que iríamos querer comer uma carne de vacuno (boi) e cerdo (porco) mas que voltaríamos às 20 hr, assim despretensiosamente. Descemos a ladeira em direção ao rio Baker, compramos um vinho no mercadinho e fomos sentar num banco perto do rio. A dona do mercado disse que não poderíamos ficar degustando nosso tinto na frente do estabelecimento porque era considerado local público e, se os carabineiros passassem nos levaríamos presos, só que a 20 metros dali, debaixo da árvore naquele banco pode...vai entender, né! O vinho estava delicioso. Voltamos ao tal restaurante às 20:15 hr e, pra nossa surpresa, os pratos que havíamos sugeridos comer já estavam no final do preparo!!! Olhamos um pro outro, risadas contidas, garfo e faca na mão e bora comer. 27 OUT – SEXTA Feriado no Chile, perguntamos de quê era e ninguém sabia, rs. Depois de uma olhada na folhinha no escritório do Lodge vimos que era dia de São Gustavo, o nome do filho do Rogério e meu sobrinho, legal, vamos aproveitar o dia. VALE DOS EXPLORADORES – PUERTO TRANQUILO Saímos do Lodge já perto das 11 hr, depois do café da manhã que estava incluso na diária, seguimos rumo norte direto pra Puerto rio Tranquilo. De Bertrand a Tranquilo são uns 60 km, bem pertinho, e é lá que fica a entrada para o Vale dos Exploradores, local onde tem um Glaciar que queríamos dar uma olhada. Em Rio Tranquilo tomamos uma sinuosa e estreita estradinha de terra/rípio por exatos 52 km para poder chegar ao Parque Nacional dos Exploradores; nossa ideia era observar o Glaciar dos Exploradores e tirar fotos, talvez caminhar sobre ele. Dirigindo nessa estradinha por cerca de 01 hora, vislumbrando paisagens de lagos semi congelados, línguas de gelo descendo das montanhas, cachoeiras de águas cristalinas, pinheiros e ciprestes, margeando sempre um rio bravio pelo degelo, chegamos, sendo muito bem recebidos pelo guarda parque que nos explicou o funcionamento. Para caminhar sobre o gelo do glaciar, as saídas ocorrem das 09 às 11 hr e o retorno tem que ser até as 17 horas, com a presença obrigatória de guias cadastrados que podem ser contratados em Rio Tranquilo. São 02 horas de caminhada até o glaciar, 02 hr caminhando sobre o gelo e 02 horas pro retorno. Já eram 13 hr, como nós nem queríamos mesmo andar em cima de gelo, nos contentamos em seguir por 20 minutos em uma picada na mata densa e úmida e chegar num mirante que, pra nós foi suficiente. Pra mim passeios de graça me deixam sempre mais contente; o cara ainda disponibilizou um estagiário pra nos levar até o mirante, tratamento VIP. VILLA CERRO CASTILLO Fotos tiradas, retorno sossegado até Tranquilo, pizza na Helena de novo e pé na estrada pra Cerro Castillo, onde chegamos por volta das 17 hr. Era festa de aniversário de 50 anos do vilarejo e o lugar estava lotado (pros padrões patagônicos), iria até haver uma festa no ginásio novinho. Demoramos um tempão pra conseguir uma cabana, o Sr Amim nos alugou uma ainda por terminar por 40.000 pesos chilenos. Deixamos as coisas na cabana e fomos ver a tal festa que começou às 20 hr e tinha danças típicas chamadas de rancheiras, todos dançarinos vestidos à caráter, bonito de se ver e de se ouvir. Ficamos uma meia hora e, com sede, fomos jantar e tomar aquele tinto, já que no ginásio não se vendia bebidas alcoólicas, só que pela quantidade de jovens meio borrachos eu desconfio que eles camuflam o goró em algum lugar...essas leis só servem pra proibir o que é bom! 28 OUT – SÁBADO Choveu e nevou a noite inteira, mas como dormimos no quentinho da cabana e sua lareira a todo vapor, nem sentimos o frio que fazia lá fora. Café da manhã tomado e partimos rumo a Coyhaique, eram 10 hr. COYHAIQUE A S-10 atravessou de novo o Parque Nacional de Cerro Castillo, só que dessa vez a paisagem era bem mais congelada e bonita, fazendo com que essa dupla de mineiros do sul de MG descesse do carro e desse uma boa caminhada sobre o gelo e neve que se acumulou ali bem ao lado da estrada. Sensação boa essa de andar sobre a neve fofa, nem precisa dos tais grampões de que ouvimos falar, na verdade nossos calcanhares afundavam o tempo todo e, quando o pé começou gelar e a brincadeira ficar sem graça voltamos pro carro, deixa isso pra quem estiver mais bem preparado. Chegamos a Coyhaique ao meio dia. Depois de uma hora percorrendo a cidade, seguimos em direção ao aeródromo da cidade e encontramos um argentino de Santa Cruz que tem uma propriedade chamada Cabañas Don Joaquin. Alugamos uma a 45.000 pesos chilenos a diária pra dois e foi a melhor opção que encontramos, pois está na beira do rio Simpson, é arrumada, limpa, completa e o atendimento super afável mesmo pra um argentino. Já alojados, seguimos a indicação do Sr Joaquim e fomos almoçar ali perto mesmo, e foi a melhor carne que comemos em toda a viagem, costela de gado muito bem cozida e temperada por um casal de idosos donos de um restaurante que esqueci o nome, mas que fica ao lado do restaurante El Conejo, a verdadeira indicação do Joaquim, não tem errada. À noite fomos no El Tropero, uma cervejaria que fabrica suas próprias birras e serve umas hamburguesas muito boas, embora o preço seja um tanto salgado. 29 OUT – DOMINGO Mais um dia pra ficar à toa, fomos ao mercado, compramos carne (que não é muito boa, acho que por causa da raça do gado) e arriscamos um churrasco na varanda da cabana pra mostrar pro argentino como é que se faz isso direito, hehe. Embora mineiro, morei no sul do Brasil por algum tempo e acho que aprendi a queimar uma carne! Passamos o dia entre a comida, bebida e os causos do Joaquim. À noite fomos de pizza na cabana mesmo. Dia de descanso total pra enfrentar a maratona que seria a viagem de volta. 30 OUT – SEGUNDA Saímos às 9 hr da cabana deixando o pagamento e as chaves debaixo da porta do Joaquim, que devia estar dormindo ainda. Teríamos que devolver o carro até as 10:30 hr no aeroporto de Balmaceda, distante 01 hr. Ao chegar no aeroporto, não havia ninguém no totem da Europcar, os caras só aparecem mais perto dos vôos que chegam o que, naquela manhã, só aconteceria às 12:30 hr. Tudo bem, nosso vôo só seria às 17:18 hr mesmo. Matamos o tempo ficando no hall do aeroporto conversando com estrangeiros, até tentamos comer e beber algo, mas os preço eram abusivos. Entregamos o carro sem problemas e sem muita burocracia, de mão, conseguimos adiantar o vôo para as 15:00 hr, chegando em Santiago às 18 hr, onde comemos bem e degustamos a derradeira garrafa de tinto no Chile, pelo menos nessa viagem. Ficamos no mesmo restaurante da ida e também descansamos um pouco no mesmo banco acolchoado. Às 4 da manhã embarcamos de volta pro Brasil. Esse relato objetiva encorajar principalmente brasileiros a sair do turismo tradicional e de massa que as operadoras divulgam o tempo todo. Evitar as grandes metrópoles que nos roubam o tempo no trânsito sempre caótico, o movimento estressado da enorme população residente e os mesmos locais que já estão por demais batidos na mídia. Inspirar as pessoas para visitar lugares de gente acolhedora, simples e honesta. As paisagens que presenciamos e o convívio com esse povo agradável valeram cada centavo gasto. No final, utilizei R$ 6.000,00 por 10 dias no sul do Chile, com um excelente carro alugado, vivendo em cabanas mobiliadas e completas, comendo e bebendo sem ter que olhar muito no lado direito do cardápio, mas também sem ser imprudente. Percorremos exatos 1.594,3 km numa das regiões mais inóspitas e interessantes do nosso continente e, o melhor de tudo, acompanhado dessa figura que amo tanto, meu irmão Rogério ao qual agradeço pela iniciativa e os ótimos momentos passados. Gratidão a todos vocês que tiveram paciência pra ler. Deixo meu e-mail pra contato e mais alguma informação que queiram: [email protected]
  3. Bom dia/noite, fala aí pessoal. Então, após a leitura de vários relatos decidimos fazer nossa aventura de carro até Ushuaia e retorno por El Calafate, El Chaltein, carretera austral, Bariloche. Primeiramente, agradecemos a todos os relatos postados aqui no Mochileiros que contribuíram para a realização dessa missão, possibilitando relatar e retribuir um pouco dessa aventura, apresentando nossas impressões desses 13.000 kilometros rodados em 22 dias, agora em Novembro de 2017. Preparação: Como já dito em vários relatos, efetuamos a aquisição de um cambão, segundo triangulo, kit primeiros socorros, seguro carta verde, seguro saúde, e o principal: Doletas. Roteiro: Saída de São Jose dos Campos/SP, Curitiba/PR, Rio Grande/RS, Chui/RS, Montevidéo, Colonia Del Sacramento, Buenos Aires (via Buquebus), Tres Arroyos/ARG, Puerto Madryn/ARG, Puerto San Julian/ARG, Rio Galegos/ARG, Estreito de Magalhães, Rio Grande/ARG, Ushuaia/ARG. Retorno: Ushuaia/ARG, Rio Galegos/ARG, El Calafate/ARG, El chaltein/ARG, Perito Moreno/ARG, Chile Chico/CHI, Cohialque/CHI, Futaleufú/CHI, Esquel/ARG, Bariloche/ARG, Neoquen/ARG, General Acha/ARG, Santa Rosa/ARG, Rosário/ARG, Paso de los Libres/ARG, Uruguaiana/RS, Erechim/RS, Curitiba/PR, São José dos Campos/SP. Abastecimento: Na Argentina, tem duas opcões nos postos YPF, a Super de 95 octanas a qual utilizamos na viagem inteira sem problemas nenhum, e Infinia de 98 Octanas mais cara. Em portunhol é só solicitar: Bom dia, Super, Cheno (lleno), Tarjeta, que voce vai e volta tranquilo, e paga depois, rss. Com exceção de Buenos Aires (Shell), só abastecemos na rede de postos YPF Full (tem alguns YPF sem Full, kkk), que consiste em combustível de qualidade, banheiros limpos, WIFI, loja de coveniência para café da manha e almoço. pagamento com cartão de crédito, perfeito. Alimentação: É cara, não tem muita opção. Esqueça aquelas bancas de milho verde, caldo de cana, frutas, pastel, buffet, nessas estradas que passamos, não existem. Opção de supermercado somente para bebidas, salgadinhos, bolos, o resto não compensa. Em resumo, voce vai pagar de 160 a 210 pesos em media (R$32 a 42) por pessoa pelo prato principal 50 a 80 pesos pela guarnição (R$10 a R$15), 55 pesos pela latinha de refri (R$11), e 25 a 30 pesos de cobierto (R$6) aquela cestinha de pão com manteiga que voce não pediu, tudo isso, por cabeça, e tanto faz a cara do restaurante, se simples ou luxuoso, o preço não muda (nos pratos básicos), somente a variedade e qualidade, não tem taxa de serviço, voce que colabora se quiser, a maioria aceita cartão de credito. Nos postos YPF voce vai ter a opção para o café da manha, de 55 pesos (R$11) café com leite e duas medialunas (croissant), para o almoço 160 pesos (R$32) um combo de hamburguesa, papas fritas e gaseosa 600 ml, e não adianta querer inverter a ordem, café é de manhã, e hamburguesa é no almoço. Hospedagem: Optamos a maioria pelo Booking a fim de não perder tempo com procura e ter um destino para o GPS e Aduanas (eles precisam preencher no sistema o seu próximo destino,então nas fronteiras é bom ter uma tela com endereço do hotel de seu próximo destino, e não correr o risco de ser deportado, rss). O Desayuno consiste em um café com leite, torrada com manteiga, e nos top vem um suco tipo tang, rss, então não fique dando preferencia por hotel com Desayuno incluído, não vale a pena, já na hospedagem a maioria NÃO aceita cartão de credito, tem que pesquisar bem, aproveitávamos na hora das paradas nos postos YPF. Rodovias: Agora em Dezembro estará liberado a duplicação da serra do cafezal, então até Porto Alegre tudo pista dupla, de Porto Alegre até Pelotas pista simples, Pelotas a Rio Grande pista dupla, Rio Grande a acesso punta del leste/URU pista simples, e após pista dupla até pertinho de Colonia del Sacramento/URU, ruta 3/ARG pista simples sem buracos ate Comodoro Rivadávia, após duplicação em andamento em Caleta Olivia, e após pista simples até Ushuaia (remanescem 15 km para liberar de pista asfaltada (cimentada, padrão Chile),e 25 km a fazer, de estrada no rípio na parte chilena, ou seja, falta pouquinho para 100% até Ushuaia. As rodovias são planas, rendem bem a viagem, anoitece pelas 20:00 21:00 hs, as cidades sãõ distantes umas das outras, portanto nada de deixar baixar de meio tanque de combustível, os postos só existem nas cidades, não se recomenda viajar a noite, pelas distancias das cidades e falta de apoio na rodovia (de assalto não se ouve falar nada, mas cuidado sempre é bom). Inimigo: O VENTO. o vento é extremamente forte, cruel e desumano, rss. Para se ter uma idéia, o volante fica aproximadamente 1 dedo de diferença para o lado esquerdo ou direito da centralização, dependendo do trecho, e de repente diminui o vento e voce tem corrigir rapidamente, pensa nos sustos. Quando voce para, o vento não te deixa abrir a porta ou quase arranca ela fora se não segurar. Nas aduanas guarde bem os papeis, pois ele está lá fora para voar a kilometro de distancia, sua autorização de ficar no país, rss. Ingressos: Acabou o negócio de Mercosul, ou seja, Argentino e Chileno pagam a metade em seus parques nacionais, e estrangeiros pagam o DOBRO, em resumo R$100 pila por cabeça, por parque, dinheiro em espécie. Aduanas: Basicamente há tres etapas, primeiro voce faz a sua imigração e dos passageiros (passaporte, Rg, endereço destino), depois a importação provisória de seu veiculo (DUT, carta verde, Soapex) e por último aquela vistoria para verificar a bagagem (nada de frutas, queijo, presunto, rss, e se tem mercadorias indevidas). Nas aduanas integradas, tudo isso é feito nas aduanas de entrada do pais. Então após tudo isso, certifique-se que voce tem os carimbos de entrada e saída de cada pais, e uma autorização de transitar naquele país, porque sempre tem muita gente e pode ocorrer de faltar algum detalhe. Pessoas: Todas as pessoas que conversamos, pedimos informação, sejam nas aduanas, policia, hotéis, restaurantes, supermercados, postos, ruas, sempre foram muito cordiais, educadas, prestativas, e tudo isso com nosso portunhol. O que pode-se observar na cultura, é que eles prezam pelos bons hábitos (bom dia, com licença, por favor, obrigado, sinalização, ordem de fila). Na medida do possível devo ir relatando os dias individualmente, e respondendo as dúvidas e perguntas, OK. DIA 01 Saímos de São Jose dos Campos via Dutra, marginal tietê, rodoanel, regis Bitencourt (Br116), trecho já habitual até Curitiba, com pit stop em Registro (graal buenos aires) ,chegada a tarde, enchemos o tanque a R$3,79, hospedagem casa de familiares. DIA 02 Saída as 07:00 hs pela br 101, trecho também já conhecido, abastecemos na última cidade de Santa Catarina R$3,79, pois ao entrar no RS o combustível já fica caro R$4,20, não paramos para almoço, continuamos, pista dupla até Porto Alegre, após pista simples BR 116 sentido Pelotas, em seguida pista dupla até Rio Grande. Hospedagem hotel costa doce, muito bom, ótimo custo beneficio, a beira da lagoa, próximo ao shoping onde decidimos jantar e descansar após os 1000 km. DIA 03 Aproveitamos bem o café da manhã, pois o dia seria longo e demoraria um próximo café caprichado. Enchemos o tanque pela (bagatela) de R$4,52 o litro e fomos em busca da cidade de Chui BR 471, fronteira Uruguai. O trecho é muito bonito pois passa pela reserva do Taim com sua exuberante fauna e no meio das lagoas Mirim e Mangueira. Chegando em Chui, completamos o tanque, pois no uruguai é bem mais caro, procedemos a aduana Uruguaia, e seguimos em direção a Montevideo ruta 9, estradas boas, pedágios a R$11,00 (sim, pode pagar em reais, porém com trocado, se der R$50, pelo cambio, o pedagio sai por R$16,00, e o troco vem em Pesos Uruguaios). Chegada em Montevideo, transito de cidade grande, estacionamos e fomos fazer uns cliques. Porém sem demora, porque ainda faltava alguns kilometros até Ushuaia, Rodamos pelas Rambias beira mar e em seguida ruta 1 até Colonia del Sacramento, chegando as 20hs. Procuramos hospedagem e ficamos no Hostel Celestino, 18 de Julio, 70000 Col Del Sacramento,Departamento de Colonia, Uruguai, U$13, beliche quarto compartilhado. O carro pode ficar estacionado em frente (na rua mesmo, a cidade é tranquila).Fomos jantar próximo. Buquebus - Conforme relatos, o esquema é voce comprar antecipado (2 dias) pela internet, pelo site do Uruguay, www.buquebus.uy, tem quatro partidas diarias, sendo a primeira as 07hs (hora local) a qual é o melhor preço, saiu R$ 470, o carro e 3 passageiros, excelente custo benefício. DIA 04 Saímos 06hs do hostel e em 2 minutos já estavamos no terminal portuário. Voce estaciona o carro na area de embarque de veiculos e retorna para fazer o check in no balcao, fazer a imigração, e sobe no 1o andar aguardar o horário de embarque. Quando chamado, os passageiros vão para o embarque e o motorista vai pela escada ao lado pegar o carro e embarcá-lo no porão do navio, tudo organizado e tranquilo, após é subir as escadas e encontrar com os passageiros. Esse horário é excelente, poucos veículos, poucos passageiros, vai com metade da capacidade, navegação tranquila, possui cambio no barco, não muito vantajoso, para não chegar zerado em Buenos Aires. Após 2 hs chegamos no porto de Buenos Aires, todos podem ir ao veículo para sair juntos. Após sair do barco já tem o controle imigratorio, onde pedem passaporte, DUT, e carta verde, conferem o porta malas e, ADELANTE. Quando for sair do terminal tem duas saidas, não faça que nem eu de pegar a primeira, pois o sentido da pista é para direita, e para ir ao centro deve-se ir sentido a esquerda sendo que a primeira voce tem que esperar o transito deixar voce entrar, e na segunda tem um confortável sinaleiro que voce aguarda e entra tranquilo, além do mais voce desembarca bem no horário de rush, mas sem emoção não tem graça, rss. Buenos Aires é uma cidade muito legal, tem amplas avenidas, que de tão amplas se voce ficar nas pistas do meio não enxerga o sinaleiro, por isso fique nas pistas da direita para evitar de furar o sinal, kkk. Achamos um estacionamento na Av Passeo Colon, após a Casa Rosada, excelente localização, fomos caminhando passando pelos principais pontos turísticos do centro em direção a mais famosa rua de Buenos Aires para brasileiros, rss, Calle Florida, para efetuar o cambio e sentir-se de bolso cheio, pegamos a cotação de R$1 = 5 pesos na agencia Gavitur, mas não adianta comemorar muito pois o custo de vida lá é caro. Para efetuar o cambio basta apresentar o passaporte nas agencias de turismo, mas nos bancos tem que ter um comprovante de endereço de buenos aires então, novamente, deixe sempre um print de tela do hotel da cidade, cartão. Feito isso, fomos de tradicional mesmo, mc donald´s tomar aquele café já que estavamos ricos, mas como bom brasileiro pagamos com cartão, kkk, tem outras lanchonetes, cafés e kioskos, no calçadão, é só escolher. Próximo passo, no calçadão mesmo comprar chip na loja Movistar, 50 pesos, 4 horas para ativar, quando receber SMS é só recarregar, aonde? kioskos e nos postos YPF Adelante, comprar um mapa rodoviario da Argentina 75 pesos na banca de revista, e um mapa da cidade de buenos aires para poder achar ruta 3, kkk. Aqui no Brasil baixamos os mapas para o GPS, mas ele é bom para o local em que se está, nada como um bom velho mapa para ter uma visão completa dos trajetos e atualização dos tipos de rodovias. (considero imprescindível e custo insignificante). Devidamente equipados de bolso, estomago e papel, as 12 hs, bora ao estacionamento pegar o carro e ir direto para..., o posto shell abastecer é claro, 24,52 pesos o litro, ou quase R$5 o litro. Pegamos dica com o Sr do estacionamento, então não deu 10 minutos e já estavamos na avenida em direção ao aeroporto e sequencia a famosa ruta 3, transito pesado, pedágios 20 pesos, 30 pesos, e uma placa dizendo que Ushuaia a 3000 kilometros, moleza. A ruta 3 é de pista simples e nos primeiros 300 km transito pesado de caminhoes puxando a safra Argentina, e cheio de caminhões antigos, lentos, ou seja demorado esse trecho como já estava ficando tarde, optamos por pernoitar em Tres Arroyos distante 500km de Buenos Aires, cidade tranquila, hotel Plaza, histórico porém mais ou menos, e pizzaria excelente, La Tabla, H Yrigoyen 157,Tres Arroyos, Buenos Aires, Argentina. DIA 05 Acordamos pelas 07 hs, fomos tomar o cafe da manhã incluido, uma xícara de café e uma medialuna, o qual possibilitou energia para ir até o próximo YPF a 1km e comprar um kit café para viagem, tanques cheio, o nosso e o do carro, bora pegar a ruta 3 ate Bahia Blaca, ruta 22 até La Adela, ruta 251 ate Santo Antonio Este, ruta 3 ate Puerto Madryn, percurso 750 km. Importantíssimo, coloque no GPS a cidade de General Conesa, pois ela fica as margens do rio Colorado que faz divisa entre as provincias de Buenos Aires e Chubut, então passou o rio já tem um posto com Super a 17,50 e seu bolso ficará feliz. passando por Bahia Blanca e chegando em Puerto Madryn, cidade balneária média, mas top, claro que frio e muuuuito vento. Se hospedamos na La casa de Silvia, Nueva León 761, Puerto Madryn, Chubut, Argentina, ótima anfritiã, quarto confortável, wifi, passou varias dicas do lugar, recomendo. DIA 06 Programamos ir conhecer a cidade de Puerto Madryn e seus miradores, a Peninsula Valdez, e seguir viagem. Tirando a parte do seguir viagem conseguimos fazer quase tudo, kkk. Segundo informações de nossa anfitriã, a região rege pela tabela de marés, maré cheia aumenta as possibilidades de ver as baleias jubarte, e para peninsula Valdez o principal seria o passeio de barco, caríssimo, e os miradores ficam distantes. Entãoooo, neste dia a maré cheia era das 04 as 06 hs, ou seja, já era, mas como bons brasileiros e já estavamos alí, levantamos tarde e fomos conhecer assim mesmo. Segue-se por estrada de ripio contornando o porto e por 10 km tem alguns miradores, onde voce deixa o carro e faz caminhada para observação e fotos, nessa brincadeira foi umas 2 horas. Retornamos até a porto e segue-se a esquerda po estrada asfaltada até o parque nacional entrada a 415 pesos por cabeça, e após estrada de asfalto até porto piramides (lugar do barco), e um pouco antes entrada para Punta Delgada e Punta norte, estrada de rípio no começo 20 km trafegável e após intrafegável (ou quebravel, como queiram), costeletas de vaca ao extremo, power, turbo, ou seja sem condiçoes, retornamos a puerto piramides ao mirador de puerto piramides, estrada de ripio de 5 km, porém boa. Excelente, visão da peninsula, loberia, altas fotos. Retornamos a Puerto madryn e já eram 17hs, então decidimos pernoitar por ali mesmo. Recomendo assim, separar 1 dia inteiro pelo menos para a região; deixar o carro e pegar uma Van pelas agencias da cidade para ir a Península. DIA 07 levantamos cedo, tomamos café no apartamento mesmo, e vamos para mais 800 km. Saimos de Puerto Madryn, após 440 km, pit stop no YPF de Comodoro Rivadavia, cidade grande, movimentada, polo da petrolera YPF, de Comodoro até Caleta Olivia, pista ruim esburacada, porém estão duplicando esses 60 km com pistas novas, e vao abandonar a velha (já está, kkk). Também após Comodoro tem uma barreira policial da provincia de Chubut, ali tem que fazer procedimentos quase identicos a imigração, mas tudo bem cortês, de boa para esticar as pernas, rss. Logo em seguida vem a dica principal, lembram dos 415 pesos da entrada da peninsula Valdez, na beira da estrada, tem uma placa, loberia, estacione e vai tirar selfie com os 1000 lobos, leoes, elefantes, marinhos, que ficam "lagarteando" na praia, e o principal, 0800, gratis, a um metro das crianças, ou seja, por que fomos pagar 415 pesos. Voce saindo de Madryn na região de Trelew, tem a pinguinera paga, e no caminho tem lugares para voce entrar e ir ver nos mirantes, nao fomos pelo tempo, mas se tiver dias sobrando, a região é bacana, vale a pena. Assim dirigimos por 800 km e fomos pernoitar em puerto San Julian. Paramos no YPF e conversando com o frentista, informou que o esquema é procurar por Cabanas ao inves de hotel pousada, é mais economico. Dito isso entramos no acesso a cidade e já tinha uma na beira do lago, preço legal, equipada, fomos no mercado la Anonima e compramos suprimentos para o cafe da manha e viagem. Decidimos conhecer um pouco a cidade e jantar no centro, preço qualidade ok, padrao Argentina. DIA 08 Novamente cedo, seguimos viagem pela ruta 3 e após 360 km, Rio Galegos, cidade grande, movimentada, paramos no YPF, pit stop completo, rss, e próxima parada, aduana Chilena, sim, como é aduana integrada, voce passa reto na da Argentina, e faz os procedimentos na Chilena, (saída/entrada), já mais demorada pela quantidade de pessoas, busão, caminhão, carimbo e papel para tudo que lado, vistoria do veiculo, e após uns 40 minutos, adelante, voce entra no sul do Chile, rodamos até o estreito de magalhães, estrada ótima, e aí, parou, parou por que, tempestade, rsss. Ao chegar no estreito de magalhães 15 hs, uma fila enorme, no acostamento caminhões, na pista automóveis, tudo parado, fomos verificar e a notícia oficial era que teria uma janela para a travessia, lá pelas 19 hs, kkk. Voce olhando pela janela, tempo ruim, mar agitado, frio, vento estilo tsunami, bem vindo ao extremo sul das Américas. Passa uma hora, abre um solzinho, acho que agora vai, vai, vai chover tempestade, granizo aos quilos, todos carros se abrigando pelos baú dos caminhões ao lado, voando de tudo um pouco, mas passou, isso era la pelas 17 hs, abriu outro sol, agora acho que vai, fomos verificar e, informaram que está vindo outra, mas com esse sol, e daki a pouco..., REPLAY, nossa, emocionante, os amortecedores e molas dos carros acho que nunca trabalharam tanto, rss, mas como os profetas falaram, chegou 19 hs, passou a tempestade, vimos as barcas ligarem os motores, foram até o meio do canal vazias verificar o mar, kkk, voltaram e chamaram os carros para entrar que nem em dia de promoção, rápido, tinham que entrar voando nas balsa, chegou a primeira, entrou tudo rápido, e partiu estilo Shumacker, na cola, encostou a segunda, entramos no mesmo ritmo, travado o carro, voce desce e vai pagar no caixa, tudo isso nao deu 2 minutos, e olhando pela janelinha, já estavamos surfando o mar, os carros tomando um banho das ondas do mar, altas ondas, mar revoltoso, estilo discovery channel, rss, mas após uns rápidos 50 minutinhos com muita emoção, chegamos do outro lado, a fila do outro lado estava maior ainda, não ia caber todo mundo nas duas balsas. Agora em terra firme, 20 hs, Patagônia, a viagem não pode parar, kkk, bora então. No chile estrada ótima, (concreto), sinalizada, saimos de bahia azul e a próxima cidade é Cerro Sombreiro, tem hostel, posto Copec até 20 hs, kkk, mas como estavamos descansados, partiu froteira San Sebatian. Estrada concretada, perfeita, falta 20 km finais para terminar a pavimentação até a fronteira san Sebatian. Na fronteira, do lado chileno há hostel, e após 5km, fronteira Argentina, há hostel e abastecimento, então já eram 22:30, fazer novamente todos os procedimentos de imigração, para saida Chilena, anda 5 km, para entrada Argentina, isso já era 23 hs, e o agente pergunta, vai pra onde, respondo agora, só até Rio Grande, e outra pergunta, tem reserva hotel, está muito lotado por causa do encontro de motociclistas, hã, como assim, não, forneceu uns mapas, ligou para uns hoteis, tudo lotado, ligou nesse do lado da fonteira, o tonto aki achou que tava caro, ia ver o outro que tambem havia vaga no centro, ou seja, viajamos mais 80 km até o centro e, no hay vagas, full, lotado, pergunta aki, ali,e nada, decidimos, vamos ao YPF abastecer e comer e depois, de estomago cheio, decidimos. Entramos na fila do posto as 01 hs da manha, cidade grande, lotada, abastecemos, conveniencia cerrada, perguntei e o frentista indicou uma pizzaria (Mostaza Planet Rock) que funcionava aquela hora. Chegamos lá, excelente, estilo fast food, saboreamos ela, resolvido o problema do estomago, conseguimos reservar pelo booking uma cabana para Ushuaia para o dia seguinte, problema resolvido, e agora o negócio é onde ficar hoje, isso já pelas 02:30hs, kkk. Nas procura pelas ruas tinha visto uma com balada e cheios de carros estacionado nas ruas no entorno, é aki mesmo,achamos uma vaga boa, com movimentação,bora dormir, kkk. DIA 09 Acordamos pelas 04:30hs, maior solzão na cara, após o excelente pernoite no hotel, lá bancada del coche, kkk, pegamos a ruta 3 e bora Ushuaia. Rodamos 110 km até Tholuin, pit stop no YPF, e ..., tudo congelado, caiu a maior Nevasca, 50 cm de neve para todo lado, poucos carros vindo, cade as cadenas, kkk. Sem cadenas, bora dormir mais um pouco e esperar o gelo derreter ou aumentar a movimentação na rodovia. Reacordamos novamente, o fluxo na rodovia melhorou, carros, caminhoes, então dá para rodar, rss. Superdica: esse trecho de 110 km de Tholui até Ushuaia é o ápice da viagem começa contornando o lago Fagnano, as montanhas todas nevadas, altos picos, rodovia com 50 cm de neve no acostamento, já tinham passado máquina e jogado sal, kkk, alguns miradores e suas vistas padrão windows, rodovia sinuosa, mas tudo muito top, imperdível. Finalmente as 09:30hs após alguns dias e kilometrozinhos do Brasil, chegamos finalmente no portal de Ushuaia ( nada é tão fácil como gostaríamos que fosse, porém nada tão impossível como está escrito nos manuais, kkk), pausa para fotos com muita neve, e fomos caminhar na cidade do fim del mundo em busca do café da manhã,(sim, ela existe, kkk) porém era domimgo, poucos lugares abertos, estacionamos na orla, achamos um lugar aberto, já estava cheio, advinhem, estava tendo além do encontro de motociclistas uma etapa da maratona da Argentina, alguns cruzeiros no porto, enfim cidade abarrotada, mas pela manhã transito tranquilo. Após café, fizemos o passeio pela orla e seus pontos turisticos, a neve constantemente caía e parava alternando com chuva. Questionamos os passeios, mas pela quantidade de chuva e neve, ficou inviável, e aliado ao cansaço, fomos para a cabana recuperar o sono da noite anterior. pelas 20 hs acordamos e saímos até..., a porta, a neve estava a todo vapor, os carros que estavam na rua todos congelados, por sorte nossa cabana tinha garagem coberta, senão..., estava impraticavel sair assim, visibildade quase zero, frio também, então o negócio era ficar entocado mesmo observando tudo pela janela, imaginando aquilo no inverno, tem que ter um trenó para circular por la, kkk. DIA 10 Dia amanheceu, a nevasca deu uma trégua, tentamos pesquisar e achar outro lugar para ficar, mas, tudo lotado, a nossa cabana só tinha vaga para 1 dia, a previsão era que a nevasca seria forte por mais alguns dias, visibilidade baixa, e decidimos que a missão Ushuaia estava definidamente cumprida, com toda plenitude da neve, e com receio de ficar com a estrada fechada, e comprometermos a próxima missão, a lendária ruta 40. Um pouco tristes por não poder aproveitar uns dias a mais, porém com gostinho de poder voltar brevemente, partimos, rodamos até.... o portal da saída, e na barreira policial fomos informados que a rodovia estava com muita neve, seria de bom senso, não arriscar ficar atolado congelado na neve, gritando help, help, kkk, aguardar pelo menos até 11hs, pois iriam passar a máquina e jogar sal para melhorar a trafegabilidade. Assim sendo, retornamos para a cabana e aguardar o horário e pontualmente, partimos novamente, e realmente a quantidade de Neve era impressionante, mas tinha uma rodovia no meio da neve, rss, novamente muito top o trecho, paisagens, miradores, muitas fotos, chegamos em Rio grande, estava acabando uma greve e protesto na rodovia, mas contornamos pela cidade que já tinha decorado pela noite anterior, abastecemos e partiu fronteira para procedimentos de imigração, saída/entrada, rodovia chilena, e novamente quem, o estreito de magalhães, que desta vez estava calminho, calminho, devia estar revoltado com alguma coisa no dia anterior, kkk, aguardamos um pouco a balsa chegar, embarcamos, fomos na segunda novamente, e na outra margem, a fila estava maior ainda, pois tinha um comboio de uns 30 motor home da europa para atravessar também, realmente é um destino muito procurado nacional e internacionalmente, roda-se mais um pouco, chega-se ao trevo que leva ou para Punta Arenas/Porto Natales ou Rio Galegos, nesse ponto voce deve decidir se quer ir fazer o parque torres del paine, no mínimo dois dias úteis para compensar os 21.000 pesos, R$115 pila de ingresso por cabeça, hoteis, alimentação e a infinita beleza do lugar, kkk, maaas, não foi dessa vez, seguimos a direita e novamente os procedimentos na aduana integrada, agora passa reto na Chilena e para na Argentina, lotada, mais uma hora de procedimentos, e partiu Rio Galegos, chegamos 19 hs, destino final do dia, fomos almojantar, abastecer, rápido city tour, fazer as reservas do dia seguinte. DIA 11 Café caprichado, esse fora do padrao Argentina, e vamos inaugurar a RUTA 40, palco de todo piloto que se preza, o resto é só motorista, kkk. Inicia-se pela Ruta 5 que após a metade do trecho encontra a Ruta 40. Esse trecho de Rio Galegos até El Calafate 300 km, continua com as paisagens do pampa Argentino, retas e retas, um monte de Guanácos atravessando a pista, quase nenhuma árvore, pássaro, bem desértico, até chegar próximo ao Lago Argentino, aí volta ao nível, top, plus, ultra, power, kkk, da cordilheira dos andes, e chega-se ao nosso próximo destino, El Calafate, cidade TOP com vários hoteis, pousadas, restaurantes, mercado, maaas, somente dois postos de combustíveis, ou seja, chegou, já entra na fila e encha o tanque, neste YPF, a conveniencia também é 10, tem empanadas e gaseosas a bom preço, pode-se fazer um estoque para jornada da geleira. DICA: a partir daki sempre tanque cheio antes de sair para qualquer destino, primeiro pelas distancias, e segundo pela possibilidade de escassez, não dá tempo de voltar para trás, kkk. Feito isso partimos para o parque los glaciares e sua geleira, Perito Moreno, 90 km, estrada maravilhosa, entrada 500 pesos, R$100 pila por cabeça, mas esse sim é barato e vale a pena, vá o mais cedo possível e volte a hora que te tocarem de lá, kkk, da entrada do parque percorre-se a estrada contornando o lago e frente para a geleira, dois miradores providenciais, cliks e cliks, chega-se ao estacionamento, pega-se a Van, free, que leva ao topo das passarelas, e aí prepare-se para caminhar e tirar fotos a cada minuto, pois, a cada angulo, voce descobre outro detalhe. Ela é imponente em tamanho e beleza, embaixo blocos de gelo flutuando, simplesmente ignorante. Após 17 hs retornamos para El Calafate, completamos o tanque de novo, achamos nossa pousada, e fomos caminhar pela cidade, o comércio principal ´fica na avenida central e suas transversais. Tendo dias disponíveis, recomendo o primeiro dia para conhecer a cidade e seus arredores, lago argentino, e outro inteiro para o parque e sua geleira para aproveitar o máximo posível e descansar intervalos de caminhada, pois o parque é grande. DIA 12 Missão cumprida El Calafate, partimos para El Chaltein, 200 km, retorna-se para a RUTA 40, e segue direção esquerda, estrada, paisagem continua top, na reta da estrada saindo da RU 40 até El Chaltein, é uma suave descida com vista das geleiras e lago, na chegada a cidade possui um mirador e em seguida o único posto de combustível, que fica fora da cidade, funciona a energia ..., das 06 as 22hs, 1 atendente, ou seja, sempre vai ter fila e demorar. Na entrada da cidade tem o centro de visitantes, para ter um breve conhecimento e pegar seu fundamental mapa, pois aki há várias trilhas e direções, escolha a sua, para montar o seu roteiro, basicamente é uma por dia, pela distancia e direção. A cidade é pequena ainda com pouca variedade de opções, hoteis, restaurantes, lojas, etc, porém, percebe-se que irá ficar igual ou maior que El Calafate em curto prazo, portante é ótimo aproveitar enquanto é recente, e sem taxa de ingresso para as trilhas, pois com certeza isso mudará pelo volume do fluxo de visitantes e pela beleza de suas trilhas no meio da cordilheira dos andes. Devidamente instalados, preparar-se para o amanhã de muita caminhada. Dia 13 O ideal é partir o quanto mais cedo possível, e é recomendável, não indispensável, estar em forma, pois a trilha é longa e cansativa, fomos em busca do fritz Roy, 10 km, a lingua vai ficando pelo caminho, as pernas no meio da montanha, paradas para recuperar o folego, enfim, daquele jeito, mas alguma hora voce chega lá. Tem vários pontos de coleta de aguá pelo caminho, voce vai precisar e muito, e cruéis placas de km em km indicando o que terá pela frente, vários cenários perfeitos contemplando os pés das geleiras, enfim imperdível. O ideal é ir de Van para reduzir um pouco a bronca e retornar pela trilha completa, para descer todo santo ajuda, mas não é massagista e nem amortecedor se escorregar nas pedras, kkk. Mas enfim, as 17hs conseguimos chegar de volta na cidade e a primeira lanchonete para comer e repor as energias, se é que tinha sobrado alguma, para conseguir chegar até a pousada e recobrar os sentidos dos viventes, kkk. Outro detalhe, que no dia anterior haviamos deixado nossa roupas em uma lavanderia a kilo, boa e barata, fundamental para a sequencia da viagem, a qual coletamos a noite antes do jantar. Então, vamos fazer outra trilha no dia seguinte ?.... Aí bateu aquela vontade de continuar a viagem, kkk. Mas, realmente, se tiver despreparado, ou descansa um dia para energizar, ou é melhor fazer uma só, não tem taxi nem ambulância na montanha, e o frio é implacável, cada um sabe seus limites, e o do cartão de crédito, kkk. DIA 14 Levantamos com a missão de rodar os próximos 590 km, com destino a cidade de Perito Moreno na RUTA 40. Nesse trecho só há dois postos de combustíveis, saindo de El Chaltein o primeiro fica 1 km antes da cidade de Tres Lagos, muito pequena, e depois somente em Gobernador Gregores. Após Tres Lagos pega-se um trecho de XX km ainda sem pavimentação, mas em bom estado, depois retorna o asfalto de chega-se em Governador Grebores, cidade para abastecimento e alimentação, posto YPF, tendo pela frente 360 km até a cidade de Perito Moreno, estrada boa, região desertica, vento constante, muito frio, pouco movimento, chegamos pelas 18 hs, enchemos o tanque como sempre, se instalamos e fomos em busca novamente de nosso almojantar, cidade simples sem muitas opções, mas resolveu o problema. Aqui cabe um parentesis, haviamos optado por essa cidade em função do custo do hotel, mas o dia posterior apresentou a cidade de Los Antiguos, com mais 60 km pela frente, como a mais indicada, pois fica a beira do lago Buenos Aires, com casas de veraneio (ou inverneio, kkk) com mais opções de restaurantes, enfim tem mais cara de cidade, e já fica na fronteira com o Chile, com várias cabanas para locação. DIA 15 Aqui novamente é um ponto de controle onde voce deve decidir o rumo em função do tempo e cascalho, rss. Dentro da meta, vamos em rumo agora da CARRETERA AUSTRAL no Chile, seguimos em direção a Los Antiguos que faz fronteira com Chile Chico no Chile. Aqui a fronteira da Argentina é rápida, mas a Chilena é demorada, pois além da papelada normal, tem que descer toda a bagagem, pegar aquele carrinho de aeroporto, passar pelo raio X, fazer caber tudo de novo no bagageiro, porém, conversar com várias pessoas e contar sua viagem, aguentar ainda os 7 x 1 da Alemanha, kkk, mas voce sobrevive, só que demora. Feito isso, chega-se ao centro da cidade de Chile Chico e precisamos agora fazer câmbio para enfrentar a parte chilena, porém era Sábado, e segundo informações, somente a loja do Martin pescador operava com este produto, achamos, trocamos um pouco, cambio nada favorável, mas melhor do que ficar liso em terras estrangeiras, não se pode ganhar sempre. Partimos pela carretera austral que é de rípio e sinuosa, mas com mirantes espetaculares. Se voce já rodou por lugares lindos, daqui em diante, papai do céu tirou nota 10 em tudo. Pegamos esse dia ensolarado, fundamental para apreciar sem moderação nenhuma a Cordilheira dos Andes. Voce inicia contornando o lago General Carrera que após o Lago Titicaca no Peru, é o maior da América, com sua coloração azul intensa, verde brilhante, montanhas com seus picos nevados, rios caudalosos de degelo, aki o cenário é Bruto, inúmeras paradas em seus miradores para cliks, fomos em busca das CAPILLAS DEL MÁRMOL, saída localizada em baía Mansa, uns 15 km antes de Rio Tranquilo (180 km de rípio). Tem placa na entrada, voce tem que descer uns 1000 mt montanha abaixo numa estradinha que não passa dois, deixa o carro estacionado e pega um barco (voadeira), com duração de 1 h (com certeza, essa será uma das melhores hora da sua vida), navegando pelo lago General Carrera, aquele mesmo que a umas horas atrás voce estava admirando em vários pontos lá de cima, e chega-se nas esculturas naturais na rocha em cima e abaixo dágua, o lugar é Animal, voce entra com o barco em algumas, depende do vento, o contato com a natureza é ao extremo. Nessa tarde estava ventando muuuito, então pensa na emoção. O ideal ´sair bem cedo, pois a estrada não ajuda, voce tem que ir a 40km/h se quiser chegar com seu carro inteiro, e fazer pela manhã para aproveitar a luz solar completa. Feito o passeio, a missão agora é ..., subir aquela estradinha, meu, carro 1.0 acho que não sobe, pois está cheio de pedras soltas para tracionar, na hora da saída, tinha algumas vans e uma teve que ser puxada, pois não subiu, tivemos que embalar desde lá de baixo e não diminuir nem nas curvas e pedras para todo lado, mas o guerreiro venceu, chegamos ao topo, então fica a dica, deixe o carro confortavelmente estacionado na placa da entrada e vá caminhando, sei que a volta é subidão, mas conserva o carro e a viagem no lugar, kkk. Próxima parada depois em Rio Tranquilo, tem posto Copec, abasteça, aki a cidade tem opções de hospedagem e alimentação, altamente recomendável pernoitar nela, pois o próximo destino é Cohialque e voce pega 120 km de rípio, ou seja 3hs tranquilo, e mais 100 km de asfalto até Cohialque, porém atravessando a cordilheira, assim fomos chegar quase 22:00 hs, esgotados, não tinhamos reservado hotel, a cidade é grande, aquele perrengue até achar um no padrão BBB, mas nós é brasileiro, achamos uma cabana excelente, os proprietários mais ainda, indicaram e pedimos um disk pizza excelente, inclusive no cartão, também depois do dia inteiro sem comer naquela hora, até papelão no espeto era prato principal, kkk, em resumo, é um trecho grande pelas dificuldades, deve-se dividir em dois dias no mínimo. DIA 16 Pela primeira vez depois da neve, choveu muito a madrugada inteira, mas não vimos nada, kkk. Acordamos mais tarde, aquele vento da Patagônia, mas agora tinhamos que cumprir o roteiro pois senão comprometia a sequencia da viagem em termos de data. Vamos indo devagarinho, a chuva parou, agora esse trecho da estrada está asfaltado, bora lá. Já havia dito que a paisagem é nota 10, mas pode considerar agora um 11, pois até então imagina-se que a cordilheira dos andes é uma barreira montanhosa intransponível que divide o Chile e Argentina. Nããão. Ela é um complexo, de vales com muito verde no meio das montanhas, com fazendas, sítios, belíssimos rios, embaixo, e no alto aquele picos nevados, geleiras, vulcões, é um contraste impressionante. Com certeza a CARRETERA AUSTRAL CHILENA é uma das estradas mais belas do mundo, claro que fora do inverno, pois deve congelar tudo nessa época, e a dificuldade ser enorme. Rodamos pelo asfalto 200 km, aí tem o trecho de subida de 15 km e descida de 10 km do parque Nacional Queluat, o de subida já prepararam a brita para o futuro asfalto, mas a descida ainda não, estão vindo de Puyuapi para cá, por isso tem que pegar um balsa para chegar em Puyuapi num trecho de 3 km, mas as carretas vao pela estrada mesmo, então em curto prazo esse trecho também ficará pronto. Puyuapi também é uma cidade pequena mas bem ajeitada e depois de finalizado o asfalto deve crescer bem, detalhe alí que voce tem o acesso ao ventisqueiro Queulat, dá para ver da rodovia, mas como já tinhamos pego o começo dele em El Calafate e a demora da Balsa, optamos por seguir em frente, pois já haviamos reservado cabana em Futaleufú, fronteira com a Argentina, mas compensa se tiver tempo em pernoitar ai e curtir todo o visual. Após a saida de Puyuapi, novamente pegamos um trecho de 15 km de ripio preparado para asfalto, ou seja um poeirão e muita brita solta, a tecnica consiste pelo jeito, em deixar os veiculos compactarem bem a base para eles passarem o asfalto, afff, cruzamos com as máquinas asfaltando em pleno domingo, então, essa hora devem estar acabando mais esse trecho de asfalto ate Puyuapi, passamos por Vila Santa Lucia, abastecemos, e aí voce deixa a carretera austral e vira a direita na 235 que é toda de ripio mas em bom estado, vai contornando as montanhas dos Andes, beirando o lago Yelcho, tudo TOP também, e após percorrido 200 km, estamos em Futaleufú, fronteira com a Argentina, terra das corredeiras e raffting, para os amantes do esporte, aqui é o lugar, estilo radical. Cidade pequena mas tem hotel, restaurante, combustível, mercado, etc. Toda essa região tem muita coisa para ver e fazer, haja tempo e dinheiro para poder aproveitar tudo, porque para nós brasileiros, o custo é meio caro. Achamos nossa cabana, após instalados, fomos caminhar nas ruas da cidade em busca de nosso merecido jantar. DIA 17 Embora rápido, pudemos conhecer um pouco da Patagônia Chilena, seus contrastes, na certeza de retornar para apreciar com mais calma, a magnitude da região. Como não ganhamos na mega ainda, partiu Argentina novamente. Fizemos os tramites aduaneiros, esse Paso é bem mais tranquilo e menos movimentado, rapidamente já estávamos em solo Argentino ainda no rípio, em busca da cidade de Trevelin, agora já asfalto, Esquel a 90 km, e Ruta 40. Esquel também já é bem estruturada, movimentada, pausa para lanche, abastecimento, posto YPF, e retomamos a ruta 40 para percorremos mais 300 km até BARILOCHE, nosso próximo destino, aqui esse trajeto já é bastante movimentado, com a cordilheira ao fundo e seus vulcões. Também tem a cidade de El Bolson no caminho para Bariloche, que também é bom ponto de hospedagem para os viajantes como alternativa a horário e custos, embora Bariloche, fora de temporada é bem tranquilo de achar lugar e com inúmeras opções. Chegamos no meio da tarde e fomos se acomodar, optamos por fazer um mercado para a janta e café, mas o mercado argentino não tem muitas opções como os nossos, e os preços não compensam, único ponto forte é os vinhos, tem desde R$7,00 aqueles que a gente paga R$30 aki, os intermediarios de R$ 25, que é os caríssimos daki, até os top de tudo quanto é preço, então dá-lhe comprar vinho, para comparação Coca Cola 2lt estava R$22, fizemos pequeno reconhecimento da cidade, mas deixamos para o dia seguinte para fazer o circuito completo. DIA 18 Bariloche também é um ponto alto da viagem, a cidade margeando o lago Nahuel Huapi com a cordilheira dos Andes com seus picos nevados emoldurando ao fundo, temperatura agradável, o pessoal estava até curtindo um bronze a beira do lago, cidade super movimentada com inúmeros hotéis, pousadas, restaurantes, supermercados, enfim, estruturada. Como já estavamos estasiados de tanta neve e paisagem exuberantes da viagem inteira, resolvemos não fazer os miradores tradicionais, fomos fazer o circuito chico mas sem subir o campanário, catedral, e sim conhecendo os atrativos diversos das ruas em si, passando pelo famoso hotel Lao Lao, contornando o lago Nahuel, e de repente uma movuca em uma colina, com vendedores ambulantes, carros parados, opa, aqui é lugar, estacionamos, e tivemos a grata surpresa de ser um mirador 0800, com vista de todo o lago, o dia estava perfeito, ensolarado, aquele tom de azul do majestoso lago, as montanhas com seus picos nevados, show, imperdível. Retornamos, aproveitando cada paisagem em direção ao centro, onde após percorremos a pé suas ruas, setor histórico, calçadão, várias lojas, completando o curriculum de turista, kkk. Inicialmente o roteiro estava na expectativa de seguir na sequencia em direção a Pucón e Santiago no Chile, e retornar pelos famosos caracoles, Aconcágua, e passar em Mendoza e suas vinicolas, porém o prazo já estava no limite ( a grana também, kkk), assim iniciariamos no dia seguinte a viagem de retorno. DIA 19 Com muito arrependimento por não ter ganho na Mega sena ainda, rss, fomos batendo em retirada de Bariloche e da surpreendente Cordilheira dos Andes. Voce inicia a saida contornando o lago Nahuel Huapi pela RN 40 em direçao a Vila La Angustura e prossegue reto pela RN 237 sentido a cidade de Neuquén, após alguns quilometros voce vai contornando o Embalse Alicura do rio Limay, que é um dos maiores diques da Argentina: (La represa de Alicurá, está equipada con cuatro turbinas Francis de eje vertical con una potencia instalada unitaria de 262,5 MW lo que totaliza 1.050 MW. Se ubica en la estepa patagónica, sobre el cauce del río Limay, 130 km al norte de la ciudad de Bariloche, El embalse se usa primariamente para generar hidroelectricidad. El reservorio se emplea para la cría de salmones y de truchas de río. Alicurá almacena de una cuenca hidrográfica de 67,5 km², su prof. media es de 48 m (máximo 110 m) y 327.000 hm³, fonte: wikipédia), ou seja, é enorme e excelente cenário com a Cordilheira ao fundo, se tiver tempo lá vai mais um album de fotos, kkk. Após percorrer 450 km por 5 hs chegamos a cidade de Neuquen, cidade enorme, transito intenso, e tava difícil de fazer uma pausa para o rango, pois os postos ficam nas vias marginais da Ruta 22, que estavam mais intensas ainda, como dia seria longo, continuamos, voce tem duas opções, continuar pela ruta 22, ou seguir a esquerda pela RN 151, foi o que fizemos para pegar menos transito, mas não tem jeito, também com muito movimento, e fomos conseguir parar no YPF na cidade de Veintecinco de Mayo as 15:01 hs, abastecemos, e fomos nas tradionais Hamburguesas, porém, só atende até 15hs, kkk, vamos lembrar disso na próxima viagem, kkk. Enchemos o estomago de ...agua e vamos em frente percorrer, agora pela RN 20, mais 300 km até a cidade de General Acha, ponto de apoio perfeito, cidade pequena mas com vários hotéis BBB e varias opçoes de restaurantes, ou seja, voce não perde tempo procurando e enfrentando transito desconhecido, decisão super acertada, pois a idéia inical era pernoitar na cidade de Santa Rosa, porém teriamos mais 110 km e a cidade é grande. DIA 20 Devidamente descansados, abastecidos e alimentados, continuamos pela RN 152 após a esquerda pela RN 35 até a cidade de Santa Rosa, grande, movimentada, e segue a direita pela RN 5 sentido Buenos Aires, até a cidade Trenque Lauquen, abastecemos, e novamente duas opções, continuar pela RN 5, ou seguir a esquerda pela RN 33, a qual definimos em função de possiveis ponto de apoio, e nossa meta neste dia era a grande cidade de Rosário. A estrada vai beirando grandes plantações de Arroz, ou seja agua dos dois lados da pista, então em temporadas de chuvas, deve ter alagamento em alguns trechos, tem que ficar esperto. O trecho até Rosário tem 750 km pelo pampa Argentino, com um mix de estâncias de Arroz, Trigo, cidades pequenas e médias, muito transito de caminhoes, pista simples, motorista Argentino andando a 130 km/h, o dia vai passando, e finalmente e anoitecendo a cidade de Rosário, agora sim, cidade Top, enorme, transito intenso, mas a cidade é planejada e voce se acha bem, lá pelas 20 hs estavamos em nosso hotel, em seguida no resturante alí perto. Rosário é uma cidade universitária, polo da região, e o pouco que conhecemos, se tiver disponibilidade, vale a pena conhecer bem, fica a beira do enorme Rio Paraná, temperatura quente, bem vinda após os frios intensos da Patagonia. DIA 21 Esse era o dia de fazer o trecho pela temível província de Entre Rios, assim utilizamos uma engenharia de rota para amenizar possíveis surpresas. Então cruzamos o rio Paraná pela majestosa ponte com vistas incriveis, pela RN 174 passamos por Victoria até Nagoya, após a direita utilizamos a RN 12 até Governador Solá, viramos a esquerda pela RN 6 até Paso de La Laguna, a direita pela RN 18 até Calabacilas na autoestrada RN 14. Uma boa rota, somente uma vez a polícia parou, pediu documentos, mas agora o espanhol já é mais enrolado, tinha pedido uma tal de caderneta, mas a que eu conheço e somente da Poupança da Caixa, kkk, aí resmungou não sei o que e foi parar outro carro deixando falar sozinho, então também vamos embora, depois que fui saber que a tal de caderneta é a Identidade ou passaporte, que é apresentada junto com a habilitação, mas como nóis é brasileiro, o queko, fica para a próxima, kkk. De CAbacitas até Paso de Los LIbres é praticamente uma reta sentido Norte, estrada excelente, que funciona assim, velocidade permitida até 130 km/h e de 80 km/h nos retornos e entrada de cidades, com radar funcionando nuns furgões descaracterizados, ou seja, ficar ligado, pois existem muitos retornos e cidadezinhas pequenas, muitos postos de policia, porém só estavam parando no sentido para Buenos Aires, em nosso sentido não vimos nada, perfeito. Após 610 km chegamos ao anoitecer em Paso de Los Libres onde aproveitamos fara fazer as compras de estoque de Alfajor, paramos na fronteira para fazer a saida da imigração Na Argentina, cruzamos a ponte sobre o rio Uruguay e estamos finalmente em solo brasileiro em Uruguaiana, onde pernoitamos. DIA 22 Agora em ritmo brasileiro, bora retornar para casa, aqui voce tem a opção mais longa de ir pela BR 290 até Porto Alegre e pegar BR 101 pista dupla e plana até a fronteira com o Paraná e subir a serra e seguir até curitiba, ou ir pela BR 285 até Passo Fundo e BR 153 até União da vitória no Paraná, foi o que fizemos, porém até São Borja a estrada está ruim, leva-se um bom tempo, paramos para almoço na terra de Getulio Vargas em São Borja, e também depois para conhecer as ruínas de São Miguel das Missões (somente interessante), e nessa brincadeira acabamos demorando mais tempo do que o previsto, que ao chegar em Erechim decidimos pernoitar para evitar rodar de noite e pegar chuva até Curitiba e assim faríamos com tranquilidade no dia seguinte. CONCLUSÃO Uma enorme experiência para o curriculum, tres países, tivemos a liberdade de conhecer muita coisa sem depender de pacotes engessados, conhecer muitas pessoas, cidades, lugares inesquecíveis, outras formas de viver e conviver, enfim, com um bom planejamento, disponibilidade de tempo e grana, o resultado é Excelente, e bora preparar a próxima, rss.
  4. Olá! Após todo período de preparo da viagem e de muita ajuda encontrada aqui no site finalmente a viagem saiu e foi maravilhosa Resolvi então como forma de agradecimento relata-la aqui. Farei o relato aos poucos Todo o preparo do roteiro e mudanças nos planos já foram descritos - carretera-austral-em-novembro-algumas-duvidas-t127618.html Fomos em 5 pessoas sendo 3 idosos. 13/10 – Saída pela manhã (infelizmente não temos voo direto para o Chile) parada em São Paulo com troca de aeroporto de Congonhas para Guarulhos. Chegamos à noite em Santiago. Tivemos problema com a mala da minha irmã – não estava na esteira, porém ao procurarmos à funcionária da empresa a mala estava lá no cantinho próximo a ela (não entendemos o que aconteceu, mas dos males o menor – não foi aberta e não estava estragada) Pegamos o Transvip para o transfer do aeroporto – ótimo custo benefício - Recomendo Fomos direto para o Apart Hotel que fica no Centro da Cidade para dormir (Apart Hotel Augustinas Plaza Santiago - recomendo, pois fica muito próximo a vários pontos turísticos e metro e o custo-beneficio é excelente. Ruim apenas o fato de ficar próximo a boates de stripers (comuns no centro), mas isso não gerou problema algum – não vimos nada e o ambiente do apart é familiar). Compramos coisas para o café da manhã do outro dia na padaria/mercadinho que fica na esquina. As padarias não abrem cedo (eles acordam tarde – rsss. .. acho que é o frio) 14/10 – Pegamos o metro para assistir a troca da guarda. Super pontual e bem bacana (ocorre em dias alternados na Casa da Moeda). Depois saímos a pé pelo centro da cidade olhando as lojinhas e os arredores em direção a Plaza de Armas, prédio dos correios e a Catedral (linda, vale apena) :'> ; em seguida Mercado Municipal aonde vimos os peixes, lulas, mexilhões, caranguejos a venda. Almoçamos lá (existem restaurantes beeem caros e outros em conta. Nossa opção foi: Flor do Pacífico – uma delicia) . No mercado também tem algumas barracas com artesanatos e bugingangas para lembranças. Fechamos o passeio para o litoral e o Bali hai ali no mercado mesmo. Eu já tinha visto pelo centro várias pessoas oferecendo os passeios e peguei os panfletos para avaliar depois, porém no mercado tem um posto de uma agencia turística e ao mostrar os outros panfletos consegui um desconto bom. Pegamos um taxi e fomos para o bairro Patronato. Demos uma voltinha a pé por lá – local com muitas lojas com preços bem baratos. Existem alguns carrinhos e bares que vendem pela rua o Mote con Huesillos :'> (bebida típica do Chile - chá bem doce feito com grãos de trigo cozidos e pêssegos desidratados servido bem gelado e com uma colher para pescar os grãos de trigo e o pêssego). Pegamos um taxi e fomos ao Cerro Santa Lúcia – por onde caminhamos até o topo descobrindo cada cantinho: cheio de flores, árvores, plantinhas e estátuas . A vista é maravilhosa e vale muito apena . O Cerro Santa Lúcia fica beeem próximo do apart hotel que estávamos então voltamos a pé. Optamos por jantar em um restaurante ao lado da padaria mesmo e descansar depois.
  5. Buscando o sonho da Carretera Austral estilo Thelma & Louise num Ford Ka 1.0 Em 24 dias de andança, 03 países, 13 cidades distintas com pernoite, 9603 km percorridos, 576 litros de gasolina, 01 objeto perdido, 100 dólares "roubados", 01 pneu furado, 02 consertos no carro, inúmeras cidades, comidas/pessoas das mais distintas possíveis e paisagens com clima, vegetação e relevo diversificados e fascinantes. Hoje escrevo esse relato para guardar, além das lembranças, as histórias para contar. O início A proposta de fazer uma viagem de tal magnitude nem me lembro como surgiu, só sei que aconteceu e o destino sempre foi percorrer a Carretera Austral. Planejei a viagem por dois anos para a Carretera, uma das estradas mais belas do mundo, o caminho para chegar até lá foi só uma consequência. Com o destino traçado, só restava juntar dinheiro e arrumar uma companhia, no caso, minha mãe. A princípio o planejamento foi feito com intuito de se chegar ao ponto inicial de avião, mas conforme as idéias surgem, os loucos abraçam e o tempo passa oficializou-se que o trajeto seria feito de carro e o pior, com o meu carro, hahahaha. Só para atualizar um Ford Ka, 1.0, ano/modelo 2010. A ideia de se fazer um relato da história sempre existiu, aliás, diariamente escrevia sobre os acontecidos, mas virou uma certeza no dia (25/12/16) quando atravessamos a fronteira entre Argentina e Chile onde recebemos a noticia de um forte terremoto no nosso destino, a ilha de Chiloé, que registrou um tremor de 7,6˚ na escala Richter. Com a preocupação de familiares comecei a dar cara para esse relato e compartilho aqui as informações que podem ser úteis para mais alguém. 21/12/2016 Saída de Jaboticabal com destino a Foz do Iguaçu. Saímos da monocultura canavieira, perpassando brevemente sobre a pecuária extensiva e atingimos uma monótona produção de soja no Paraná. Tais culturas são praticadas nos planaltos Ocidental Paulista e de Guarapuava (bacia do Paraná), que são quebrados com os braços dos grandes rios, como o Tietê, Paranapanema, Ivaí e Iguaçu e marcados pelo solo de origem vulcânica (basáltica), a famosa “Terra Roxa”. O inicio do caminho estava chuvoso e escuro mas ao longo do dia o tempo se abriu e nos contemplou no final do dia com um belo pôr-do-sol no solstício de verão. A paisagem do interior de SP é sempre a mesma, cana, laranja, boi, e só muda chegando em Assis onde já chamava a atenção as plantações de soja que foram proeminentes até Foz do Iguaçu. Chegamos em Foz por volta das 17:00, erramos um acesso e seguimos via ponte da Amizade (fila enorme de caminhões), acabamos entrando na avenida JK, onde se encontrava o hostel (Che Lagarto Hostel - hostel com cara de hotel). Chegamos, abastecemos, estacionamos o carro e trocamos dinheiro (0,21 reais - 1 peso argentino). No momento que estava escrevendo já era 20:47 e ainda não havia escurecido, mas vale ressaltar que era solstício de verão. Piores trechos: próximo a Marília, divisas dos estados SP e PR e anel viário Maringá. Gasto diário: R$ 452,94 Distância: 921 Km 22/12/2016 Saída de Foz do Iguaçu com destino a Concordia (Entre Ríos) Hoje era dia de embrenharmos na Argentina e foi super tranquilo a passagem na Aduana, mas já percebemos que o espanhol seria uma dificuldadizinha que iríamos enfrentar adelante. Pra começar minha mãe perdeu a carteira de motorista ainda dentro do parque Iguazu, hahahaha. Depois de um pequeno momento de desespero descobrimos que estava embaixo do porta treco, por sorte tínhamos uma chave de fenda no carro. Passamos pelas províncias de Missiones, área com indígenas, pinheiros, a grande empresa arauco e plantações de mate; a de Corrientes marcada por planície, boi, muita erva mate e com altitude em torno de 80 metros. O solo de terra roxa também existe na Argentina, onde é conhecida como tierra colorada(terra vermelha). Está bastante presente nas províncias de Misiones e Corrientes. Na província de Entre Rios até a de Buenos Aires, a paisagem se torna única com vastas planícies, ora com gramíneas e ora com arbustos, ora inundada e ora seca. A polícia nos parou depois de 700 Km em solo hermano e foi super tranquila conosco, álias em toda a viagem não tivemos nenhum problema com propina. Chegamos no fim da tarde ao posto YPF Km 248 de qualidade excelente. Gasto diário: R$ 424,14 Distância: 890 Km 23/12/2016 Saída de Concordia (Entre Ríos) com destino a Trenque Lauquen (Buenos Aires) Acordamos cedo e no próprio posto comemos medialunas e café oferecidos pelo hotel. Calibramos o pneu e acredite, essa não é uma informação desnecessária. Durante o caminho que percorremos pela Argentina e Chile era difícil encontrarmos calibradores nos postos, a maioria dos que encontrávamos não funcionavam ou tínhamos que pagar pelo uso. Quanto a produção agrícola começam a surgir cilos, arroz, milho, grãos, presença de gás nas propriedades rurais, granjas e muito gado. Próximo a foz do rio Paraná a área é conhecida como Mesopotâmia, com altitude em torno dos 20 metros. No fim do dia chegamos ao nosso destino Trenque Lauquen, cidade linda. Indescritível. Todas as ruas são avenidas arborizadas. E a gastronomia? Simplesmente maravilhosa, o melhor chorizo da viagem. Outro fato que nos chamou a atenção é que a cidade, com metade da população da nossa, possuía muitas livrarias de qualidade. Hospedagem no hotel Pailla Hue, modesto mas bom. Gasto diário: R$ 564,95 Distância: 786 Km
  6. Olá amigos! Inicio agora mais um relato no fórum. Dessa vez a viagem foi para o extremo sul do mundo. Os destinos eram a Ruta dos Siete Lagos na Argentina, a Carretera Austral no Chile, a tentativa de travessia do Paso Rio Mayer, trekkings em El Chaltén, El Calafate e Torres del Paine, e a chegada até o fim da estrada mais austral do mundo, a Ruta 3. A viagem foi planejada em 15650km, para ser realizada em 28 dias, com 2 reservas. Devido alguns imprevistos e alterações no trajeto, foi realizado 17445km em 33 dias. O custo total foi de R$ 9.082,63, contando com combustível, alimentação, balsas, pedágios, hospedagem, campings, passeios, dinheiro levado em espécie, saques, compras no crédito, IOF.. Ao longo do relato vou detalhar os principais gastos. O trajeto, simplificado, foi: Sair de Vitória-ES e ir até Junin de Los Andes; Percorrer a Ruta dos Siete Lagos; Atravessar pro Chile e subir o Vulcão Osorno; Percorrer toda a Carretera Austral, parando em diversos pontos para realizar trekking; Atravessar a fronteira pelo Paso Rio Mayer; Fazer trilhas em El Chaltén; Realizar o Ice Trekking em El Calafate; Fazer trilhas em Torres del Paine; Seguir até Ushuaia, no fim da ruta 3; Retornar ao Brasil pela ruta 3. O 'carro', mais uma vez, foi minha Band curta 94. Minha band é original de motor, 14B aspirado, e completa de fábrica, com 5 marchas, ar quente e frio, direção e contagiros. As únicas mudanças são os jumelos dianteiros, que são invertidos, e o eixo traseiro, que é flutuante. Não possui bloqueios e tem relação 9x37. Utilizo pneus 31" BFGoodrich AT. Para essa viagem, comprei uma barraca de teto da Camping's World, o modelo de entrada, mais barato. Levei fogareiro, gás e comidas fáceis de serem preparadas. Algumas peças de reposição pro carro, como correias, fusíveis, tampa do radiador, mangueiras, fitas, abraçadeiras, parafusos e porcas diversas, cabo de chupeta, fluido de radiador, fluido de direção, fluido de freio, militec, filtros de óleo, diesel e ar, lâmpadas de seta e faróis. Além de chaves e ferramentas diversas para manutenção. Itens offroad como cinta de reboque, manilhas, pá, picareta, além do guincho instalado na Band. Durante toda a viagem eu usei o rastreador SPOT Gen3, que marca a sua localização a cada 10min e mostra em um mapa do google maps, em um link público ou privado. Além disso tem funções de mensagens pré programadas para serem enviadas para emails e celulares, e um botão com pedido de SOS que chega em uma central mundial de resgates. Questão de dinheiro. Levei certa quantia em espécie, real. O resto fiz saques internacionais e alguma coisa no crédito. Dei sorte que o dólar caiu absurdamente durante esse último mês e me ajudou nesses quesitos. Então é isso. Vou começar nos próximos posts a relatar e mostrar as fotos e experiências de cada lugar. Abraços
  7. Esta foi nossa 2ª viagem para a patagônia. Não repetimos nada. Visitamos apenas lugares diferentes. O relato da 1ª viagem pode ser acessado no link na assinatura. Desta vez viajamos de carro. Saímos de Floripa em direção a Mendoza. De lá atravessamos a cordilheira para o Chile, descendo até os lagos chilenos. Cruzamos novamente a fronteira para conhecer o lado argentino da região dos lagos e continuamos para o sul pela Carretera Austral. Retornamos para a Argentina e descemos até El Chalten. De lá iniciamos o retorno pela patagônia atlântica. Partimos no final de dezembro de 2013 e retornamos a Floripa 30 dias depois. Eu, minha esposa e meus 2 filhos adolescentes (na época com 15 anos) fizemos a viagem completa. Minha filha viajou conosco até Bariloche de onde seguiu para seu mochilão com amigas pelo Uruguay. A viagem foi feita em uma Grand Vitara 2011. Foi uma grande vantagem fazer a viagem em um carro bem preparado para estrada de chão, mas em nenhum momento precisamos usar o 4x4. Fizemos reservas prévias apenas para o Reveillon em Uspallata (aconcagua) e El Chalten. Este último, pois ficaríamos mais dias e li sobre a dificuldade de hospedagem por lá na alta temporada. Ao chegar em cada cidade / vila procurávamos hospedagem. Isto nos rendeu ótimas escolhas. Tivemos dificuldade de hospedagem apenas na região dos lagos argentinos (Bariloche e San Martin). Em Bajo Caracoles, na ruta 40, existe apenas uma hospedagem funcionando e pegamos o último quarto. Ufa! E não existe sinal de civilização por dezenas de kms. Levamos um galão de 20 litros para gasolina extra, mas não precisamos enchê-lo em nenhum momento. Não faltou gasolina em nenhum local. Nos lagos argentinos as filas eram muito grandes. No dia em que estávamos saindo de El Chalten tinha combustível, mas as bombas estavam com problema, mas abastecemos em 3 Lagos sem dificuldade. A viagem foi fantástica! A patagônia realmente merece várias visitas. Não dá para conhecer tudo em uma única viagem. Nem mesmo em duas. Para facilitar a leitura de quem fará apenas parte do roteiro parecida, estou dividindo o relato por regiões, da seguinte forma: - viagem de ida - Aconcagua (Uspallata / Mendoza) - Lagos Chilenos (região de Puerto Varas) - Lagos Argentinos (San Martin de los Andes e Bariloche) - Carretera Austral - Ruta 40 e El Chalten - Patagônia Atlântica e viagem de volta Espero que seja útil.
  8. Estas são algumas páginas do Guia da Provincia de Aysén sobre a Carretera Austral. Excelente para se planejar e especialmente para encontrar hospedagem. Ao contrário do que li aqui no site, há pouquíssimos pontos de Informação nas cidades da Carretera, em especial nas menores (pode ser pq fui fora de alta temporada também, sei lá). O site oficial da Carretera Austral (site da Província de Aysén) é http://www.recorreaysen.cl/carretera-austral/. Se alguém desejar, tenho o guia escaneado e reduzido e posso enviar por email ([email protected]). Postos de Combustível na Carretera (tranquilamente não faltará): O preço varia conforme a cidade, raciocine que quanto mais ao Sul, mais caro vai ser. Paguei entre Ch$ 799 e Ch$ 917 (gasolina 93, a mais barata, a qual é infinitamente superior à nossa). Se alguém se interessar por uma planilha de gastos, para ter uma idéia de gastos com hospedagem, alimentação, etc... tbm tenho e posso enviar. Pontos relevantes: 1) Dirija com MUITO cuidado, pois em muitos trechos é a largura de um carro mais 1,5m para cada lado, passando dois carros apertado. 2) Tenha MUITA paciência, pois há MUITA obra no caminho, muitos desvios, etc... Há trechos que se desenvolve tranquilamente 70 Km/h e outros que não dá p passar de 40Km/h. Planeje-se com a velocidade de 40 Km/h como média (já descontadas aí as paradas p foto, etc...). Acho inviável andar mais de 250 Km em um dia, pois é cansativo dirigir naquele rípio, pois requer atenção a todo tempo. 3) Se vier um caminhão encoste o máximo no canto que puder e PARE! Se vier outros carros, diminua bem e chegue para o canto. Quase sofri um acidente pq ao ver um caminhão eu apenas reduzi, como se faz para os carros. Um senhor me falou que é uma "regra" informal que o caminhão tem TOTAL PREFERÊNCIA ao ponto deles considerarem o maior abuso do mundo vc não parar qdo eles vêm, até mesmo te jogando para fora da estrada ou batendo na sua lateral sem a menor cerimônia. Vai reclamar pra quem? 4) Cuidado nas curvas muito fechadas... vá beeeem devagar e coladinho na sua mão de direção. Alguns habitantes locais creem fielmente que não vem ninguém e dirigem à toda. 5) As cidades da Carretera não têm PN para fazer e não são bonitas. A estrada é show! O passeio das Capillas de Mármol e o Ventisquero Colgante são imperdíveis realmente. Os rios são inacreditavelmente azuis! 6)Tudo na Carretera é em cash, nada de cartões de crédito. 7) Nas cidades o preço da hospedagem varia absurdamente, pergunte em umas 3 ou 4 antes de fechar. Não há muitas opções para comer ao longo da Carretera. Sugestão: leve um sanduíche e um suco e se encontrar algo para comer, coma e deixe o sanduíche para o jantar. 9) Dá para fazer com carro de passeio sim, o meu é um Corolla. Mas.... judia do carro um pouco. Com todo o respeito, mas um carrinho do tipo Celtinha, Uno Mile, Golzinho, Corsa 1.0, Pegeout 207, etc... vai voltar batendo tudo. Além disto o pneu 13 absorve muito pouco a trepidação (antes que digam: putz, nada a ver, o pneu é responsável pela maioria da absorção de impactos do veículo, depois vem as molas e o amortecedor é apenas um "estabilizador", qdo o carro trepida, trazendo-o de volta à estabilidade; a grosso modo). (OBS: Já tive Celta e Gol rsrsrs). 10) Acho que o mais relevante é isto. Caso tenham alguma dúvida, sintam-se à vontade para perguntar. Eu não sou muito de ficar fazendo poesia, em meus relatos eu procuro escrever o que alguém pode ter dúvida ou o que eu fui sem saber e que gostaria de ter tido a informação antes. Um abraço à todos e se decidirem ir, meus parabéns por não serem convencionais! OBS: Passei pela Carretera Austral na 1a quinzena de novembro e não cuzei com 1 carro brasileiro sequer, acredite ou não. Seguem algumas fotos: Paso Internacional Futaleufu Casas destruídas em Chaitén, após a erupção do vulcão Puyehue há 5 anos. La Junta A emblemática placa da Carretera Austral em La Junta Obras e mais obras... Ventisquero Colgante Chegada em Puerto Tranquilo (de onde saem os tours para as Capillas de Marmol). OBS: A foto não tem qualquer edição.... Capillas de Marmol Paisagens, por vezes, intrigantes Caleta Tortel. Sendo beeeeeem sincero, interessante são as passarelas e tal, mas a infraestrutura da cidade é abaixo de zero... todos os lugares (4) que faziam alguma refeição fechados, ou atenderam de má vontade dizendo que ia demorar, etc... O esgoto das casas vai direto para o lago e coisas assim... Indo em direção ao paso Chile Chico, ao fundo o lago General Carrera Laguna Azul, poucos quilômetros antes de Chile Chico Outra coisa... li que na Carretera Austral chove 364 dias por ano... só se for em oura época, pois peguei 8 dias de puro tempo bom e céu azul...É isso aí !!!
  9. Esse relato é dividido em cinco partes: .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro; .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro. .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010. .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011. .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
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