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  1. Salve Salve Mochileiros! Segue o relato do mochilão realizado na Bolívia no final de 2018, se liga na vibe do nossos visinhos bolivianos... 1º Dia: Partida - 26/12/2018 - 15h00 - São Paulo x Porto Quijarro - Empresa La Preferida R$315,00 Partimos de São Paulo dia 26 de Dezembro de 2018 as 15:00pm da tarde do Terminal Rodoviário da Barra Funda. O ônibus teve um atraso de 30 minutos para que todos os passageiros guardassem suas bagagens no ônibus. A viagem é tranquila e o ônibus muito bom com banheiro e água da empresa La Preferida. Este primeiro trecho da viagem foi entre São Paulo à Porto Quijarro já na Bolívia. A viagem foi tranquila com duração de quase 23 horas e com paradas de 3 em 3 horas. 2º Dia: Partida - 27/12/2018 - 13h00 - Porto Quijarro x Santa Cruz de la Sierra - Empresa 2 de Mayo Bs$100,00 - Moto Táxi Bs$6,00 - Taxa terminal Bs$3,00 Depois de horas na estrada estávamos próximos ao serviço aduaneiro de fonteira terrestre - ADUANA - na fronteira com a Bolívia. Pensamos que o ônibus iria parar para que fizéssemos a saída do Brasil e depois a entrada na Bolívia, mas o ônibus passou direto na fronteira e só parou no Terminal Rodoviário de Porto Quijarro, já em território Boliviano. No terminal rodoviário trocamos um pouco de real em pesos bolivianos e guardamos nossas mochilas na sala vip da empresa La Preferida que foi gentilmente cedida aos passageiros, logo depois pegamos um moto táxi por Bs$3,00 bolivianos para retornar à fronteira para darmos a saída do Brasil na ADUANA Brasileira e firmar a entrada na ADUANA Boliviana. O trecho do terminal rodoviário até a fronteira leva menos de dez minutos. Chegamos na fronteira e atravessamos para o lado brasileiro novamente para fazer a saída do Brasil. A fila estava grande para quem fosse dar entrada no país mas para quem era brasileiro e estava dando a saída do país, no caso do Brasil, estava sendo atendido mais rápido. Fomos atendidos depois de uns 40 minutos e corremos para a fila da ADUANA Boliviana que esta um pouco menor. Carimbamos nossos passaportes e firmamos a entrada na Bolívia. Agora estávamos em dia com o controle de imigração rsss. Após todo trâmite da fronteira retornamos para o terminal rodoviário para almoçar e comprar nossa passagem para a nossa próxima parada, a cidade de Santa Cruz de la Sierra. Compramos em um dos diversos guichês na rodoviário pela empresa 2 de Mayo por Bs$100,00 bolivianos mais a taxa do terminal de Bs$3,00 bolivianos para as 13:00pm com aproximadamente 16 horas de duração. Poderíamos pegar o famoso Trem da Morte pelo mesmo valor e que também sai de Porto Quijarro mas leva um pouco mais de tempo para chegar em Santa Cruz e como estávamos com pouco tempo preferimos ir de ônibus mesmo. A viagem foi tranquila passando por diversas florestas e rios nos mostrando paisagens lindas do território boliviano. Fizemos algumas paradas durante o caminho para comer e ir ao banheiro pois no banheiro deste ônibus só podia mijar. Logo no começo da viagem o cobrador pediu para que quem precisasse cagar era pra pedir pra ele que eles paravam o ônibus para a pessoa fazer na estrada, pois como a viagem seria longa, se fosse fazer no ônibus mesmo ninguém aguentaria o cheiro. Mas ninguém precisou rsss. 3º Dia: Partida - 28/12/2018 - 11h30 - Santa Cruz de la Sierra x La Paz - Empresa Concórdia Bs$220,00 - Banheiro Bs$4,00 - Taxa Terminal Bs$5,00 Chegamos em Santa Cruz por volta das 4:00am da madrugada. Ficamos aguardando o Terminal Bimodal de Santa Cruz abrir as 6:00am para poder fazer o cambio da moeda e comprar nossas passagens para nosso próximo destino, La Paz. Ficamos aguardando em alguns bancos que tem do lado de fora do terminal, quando um policial da INTERPOL abordou um de nós pedindo o documento de entrada na Bolívia. Documentos conferidos e fomos liberados rapidamente. Se não tivéssemos feito a entrada no país seríamos multados por estarmos ilegais no país pagando uma multa por este delito. O terminal começou a abrir e logo vimos uma mulher vendendo as passagens para La Paz pela empresa chamada Concórdia pelo valor de Bs220,00 bolivianos, já adiantamos e compramos. Depois entramos no terminal para aguardar nossa partida que seria somente às 11:30am, então tínhamos um bom tempo para comer, trocar dinheiro, tomar banho e dar uma volta pelos arredores do Terminal Bimodal de ônibus de Santa Cruz de la Sierra. Pagamos Bs1,00 boliviano para banheiro e Bs3,00 bolivianos para banho no terminal, isso acontece em toda a Bolívia, todo banheiro será cobrado, seja para necessidades ou seja para banho. Então separem suas moedinhas, pois elas serão muito úteis para isso. Outra utilidade para as moedas, são as taxas de embarque que todo terminal de ônibus cobra. Depois que compramos nossa passagem tivemos que ir em outro guichê para pagar a taxa de embarque do terminal que nos custou Bs$5,00 bolivianos. Dentro do ônibus antes de sair do terminal, um fiscal entra conferindo pessoa por pessoa o pagamento da taxa. Andamos nas ruas ao redor do terminal e encontramos diversas barracas com comidas de rua. Tinha bastante comida típica, muitas sopas e caldos, sucos e escolhemos para começar as famosas salteñas e empanadas boliviana. São maravilhosamente deliciosas e valeu muito a pena experimentar. Comemos também o famoso cuñapé, que seria o pão de queijo boliviano. Outra delicia boliviana mas confesso que os pães de queijo da minha avó são infinitamente melhores que os cuñapé boliviano ahuahuahuahu. Desculpa aew Bolívia rs. Retornamos ao terminal e embarcamos rumo a La Paz em uma viagem aparentemente tranquila mas assim que íamos distanciando de Santa Cruz o trajeto começou a ficar um pouco tenso. O trecho que passamos estava em obras e tivemos que passar por diversos desvios ao lado de desfiladeiros e enormes rios que cruzávamos a todo momento. Mais a noite o tempo mudou e começou a chover forte e o trânsito ficou bastante lento em alguns lugares. Com a noite chegando, a escuridão dominava e não tínhamos noção de onde estávamos passando, mas quando um relâmpago clareava tudo r nos dava a visão do quão perigoso estava o trecho que estávamos passando. Após o transtorno do trecho em obras fizemos mais uma parada para esticar as pernas, ir ao banheiro, comer alguma coisa, comprar água pois seria a ultima parada até La Paz. Como estava um calor de quase 30º graus desde Porto Quijarro, não nos importamos em colocar roupas de frio e seguimos em frente. Assim que o ônibus começou a chegar próximo da cidade de El Alto por volta das 5:00am da manhã sentimos o verdadeiro frio da Bolívia. 4º Dia: Partida - 29/12/2018 - La Paz - Banheiro Bs$1,00 - Hostel Bs$153,00 - Van Bs$5,00 - Teleférico Bs$3,00 - Empresa Diana Tour Bs$40,00 Pela janela do ônibus só se via um descampado sem árvores, sem vegetação, coberto somente por uma grama curta e alguns arbustos e muito frio. Tinham diversas casas feitas de barro no meio do nada. Meu coração começou a bater mais forte e a falta de ar também começou levemente. Estava com os esfeitos da altitude, o soroche. Notei que estávamos próximos de El Alto, a última cidade antes de La Paz. O ônibus fez uma parada e mais da metade dos passageiros ficaram por ali mesmo. Perguntamos se ali seria o ponto final do ônibus. Algumas pessoas e o cobrador responderam que sim. Que teríamos que descer ali e pegar o teleférico até La Paz. Quando pegamos nossas mochilas do bagageiro do ônibus, perguntei para o motorista se ali seria o ponto final. Ele respondeu que não, que ali era ponto final pra quem era de El Alto. Subimos novamente no ônibus e ai sim seguimos rumo ao Terminal de Buses de La Paz. Chegamos por volta das 7:00am da manhã no terminal e bem na hora do rush. Havia muito congestionamento e resolvemos saltar do ônibus antes de chegar no terminal e continuarmos a pé o trajeto. No terminal de buses de La Paz usamos o banheiro por Bs$1,00 boliviano, compramos nossas passagens para Copacabana por Bs$40,00 bolivianos pela Diana Tour e usamos o wi-fi gratuitamente para podermos acessar o mapa no telefone para poder seguir a pé para a Rua Sagarnaga. Esta rua esta concentrado a maioria das agências de câmbio, das agências de turismo, hotéis, pousadas e hostel. Fica bem próximo do Mercado Lanza, do famoso Mercado de las Brujas, da Igreja e Convento São Francisco, da Av. Illampu que contém diversas agências de turismo também. Ficamos hospedados no Hostel York B&B na rua Sagarnaga mesmo por Bs$153,00 bolivianos a diária por um quarto duplo, café da manhã e com banheiro privado. Como chegamos muito cedo no hostel e o check-in seria um pouco mais tarde, guardamos nossas mochilas na recepção do hostel e tomamos algumas xícaras de chá de coca para amenizar os efeitos da altitude que já estavam dando seus sinais. Ficamos por alguns bons minutos na cozinha do hostel tentando acostumar com aqueles sintomas e assim que o chá de coca fez efeito resolvemos sair pra rua para encontrar agências de câmbio para trocar nosso dinheiro e aproveitamos para dar uma volta na rua do Mercado de las Bruxas que estava começando a abrir. Retornamos para o hostel para fazer o check-in, pois já estava no horário, nos acomodamos no quarto que reservamos, tomamos um belo e merecido banho, arrumamos as mochilas menores e bora pra rua novamente almoçar e aproveitar o dia que por incrível que pareça estava fazendo sol com todo aquele frio. Então não podíamos perder tempo e saímos logo em direção à Praça Murillo, um dos cartões postais de La Paz. Ficamos um tempo nesta praça até que resolvemos perguntar para um guarda como se chega no Mirador Kili Kili. Ele nos orientou a pegar um tipo de van por ali mesmo em uma esquina da Praça Murillo pagando Bs$5,00 bolivianos que conseguiríamos chegar na entrada do mirador. Achamos a van e aguardamos por alguns minutos até que lotasse a van de passageiros. O percurso até o mirador durou apenas 10 minutos. A van percorre alguns lugares da cidade parando em alguns e seguiu rápido em direção ao mirador. Transporte barato, rápido e eficaz. O Mirador Kili Kili nos da a visão da grandeza de La Paz. Tem uma vista impressionante da cidade. Ficamos por horas neste local, até que o tempo que estava aberto se fechou de uma hora pra outra e começou a chover até granizo. Ficamos por quase uma hora em um abrigo no mirador aguardando a chuva passar. Foi impressionante ver aquela tempestade do mirador com seus raios cortando toda a cidade de La Paz. Assim que a chuva deu uma trégua conseguimos ir até o ponto e pegamos a van que nos deixou na Praça Murillo novamente. De lá fomos ao mercado Camacho comer uma típica comida boliviana. Estava frio e chuvoso e nossos estômagos estavam roncando de fome. Andamos por cerca de 10 minutos e já estávamos no Mercado Camacho. Pedimos dois pratos tipicamente bolivianos porem esquecemos de perguntar quantas pessoas eles serviam ahuauhaua. Vieram dois pratos enormes, um chamado Picana Navideña e outro chamado Planchitas que juntos serviam 4 pessoas facilmente ahuahuhauhau. Fiquei pensando depois que o garçom poderia ter nos avisado rsss mas tudo bem, comemos até o cu fazer bico! kkkkkkkkkk Barriga cheia, pé na areia! Saímos do Mercado Camacho e fomos nos aventurar nos famosos teleféricos da cidade. Foi sensacional andar por cima da cidade naquelas cabines. Parecia que estávamos flutuando sobre La Paz. O sistema teleférico em La Paz foi inaugurado no ano de 2014 ligando as cidades de El Alto e La Paz. Hoje em dia La Paz contém 9 linhas integradas levando 18.000 pessoas por hora, facilitando o trânsito caótico gerado pela geografia caprichosa do lugar. As linhas são interligadas, porém cada uma delas será cobrado uma tarifa de Bs$3,00 bolivianos caso tenha que trocar de linha. Retornamos ao hostel para descansar um pouco e aclimatar pois o soroche estava acabando com nosso fôlego e o coração disparava a toda hora. Como íamos subir mais ainda resolvemos ficar de booooa no hostel pois logo de manhã iriamos sair em direção ao Terminal de Buses de La Paz para tomar o ônibus para o nosso próximo destino, a cidade de Copacabana às margens do lago mais alto do mundo, o Lago Titicaca. 5º Dia: Isla Del Sol - 30/12/2018 - La Paz x Copacabana x Isla Del Sol (((((Continua no próximo post)))) Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/ (...)
  2. Olá pessoal, fui para Bolívia mês passado (março 2019), país que me muito me surpreendeu e me encantou, não vou relatar o dia a dia da viagem, dos passeios, essas coisas, pois acaba ficando muito parecido com os relatos que já temos na web, e que nos motivam a ir a esse país tão espetacular, agradeço muito a quem o faz! Por causa de relatos detalhados como estes que acabei indo e me apaixonando pela Bolívia e pelos bolivianos. Trago algumas dicas que acho importante compartilhar com quem pretende ir à Bolívia. Eu fiz a viagem com um pouco mais de “frescurinhas” (por ex. tour privado no Uyuni, hospedagem em hotéis, fui com a hermana e a mamys, que já não é tão moça assim... (66anos), tem saúde e disposição ótimas, e artrose nos joelhos =/ ... ela não merece passar aperto né?!... por isso tour privado e hotéis, então, vejam, tiozões e tiazonas de plantão, podem ir tranquilis que não passarão perrengue! Eu garanto! Ou então vcs, que assim como eu e minha irmã, nos propusemos a uma vez por ano (as vzs duas qdo dá), garantir boas recordações e aventuras junto com a pessoa mais importante da vida e que tanto se dedicou a nós, podem levar sua mãe, seu pai, tios ou até avós para a Bolívia, garanto que vão adorar! Bom, vamos lá! Ficamos 15 dias na Bolívia = La Paz-Copacabana-Isla del Sol-Uyuni. Vôo: Fomos com a Boliviana de Aviación - BoA, estatal boliviana e maior companhia aérea do país, site esquisito, não funciona direito, não consegui comprar pelo site com cartão de crédito, acabei comprando por telefone/email e depósito em conta, enviam no corpo do email o que seria o cartão de embarque todo mal formatado. Estranho?!... Muito!... Mas funciona bem. Pelas minhas pesquisas foi o melhor preço, e principalmente, menor tempo para chegar a La Paz, pois com as outras companhias aéreas que partem do Brasil teríamos de fazer longas conexões no Chile ou Peru e um tempo ridículo para chegar até LP (14h...18h). Não tem entretenimento a bordo, nem o app funciona. Tem lanchinho (pão com presunto e queijo, refris, suco, etc. snacks de frutas secas). Equipe atenciosa e muito rigorosa com relação à segurança, se vc se sentar na saída de emergência, será alertado de como agir em caso de acidente, não deixam que coloque nada nos assentos e chão nessa parte do avião, se vc tirar a blusa, imediatamente a equipe de bordo guardam no compartimento de mala de mão. Ou então, eles te convidam a se retirar desse assento. No meu vôo de volta havia chineses que não entendiam espanhol, a equipe retirou os chineses da saída de emergência, realocaram em outro assento, eu nunca tinha visto isso em outros voos. Achei muito prudente. Aeronave antiga, com espaço maior do que as comuns do Brasil. Pontual. E praticamente só tinha boliviano voando. Preço: Pagamos em torno de R$1300 por pessoa. São Paulo – Cochabamba- La Paz (El Alto). Tempo: São Paulo – Cochabamba: voo aprox.3horas, é o aeroporto internacional onde vc faz a imigração.(imigr.+espera = +-1h) Cochabamba – La Paz (aeroporto em El Alto, distrito de LP): voo 1hora. Táxi do aeroporto até centro de LP = 75 bolivianos (+ - R$35). Peguem os táxis oficiais na saída do aeroporto (táxi “Aeropuerto”). Câmbio: Havia lido que as casas de câmbio do centro de LP (região da Sagarnaga, Plaza San Francisco) eram melhores, sóquenão. Estavam com mesmo preço ou piores do que do aeroporto de El Alto. Casa de cambio do aeroporto R$ 1 : Bs 1,70, centro R$ 1 : Bs 1,60. Moeda: Fácil trocar Real, no aeroporto e no centro de LP. Levei Real para “viver”, e dólares para pagar o tour Uyuni (previamente contratado) e hotéis. Altitude: tema é sério. Não sou médica, não posso prescrever nada e nem me responsabilizo =]... Mas li e fiz o que li por conta e risco (já tínhamos tomado qdo fomos a Cusco e deu certo, então tomamos de novo). Tomamos Diamox, meio comprimido (250mg/2 = 125mg) a cada 8horas 2 dias antes de embarcar e por 3 dias depois que chegamos. É baratinho, +-R$15. Comprei pela net, mas qqr farmácia vende. Tem efeitos colaterais estranhos, formigamento na boca, dedos, pés... Sensação de borbulhamento...mutcho loko! Reitero que não me responsabilizo, nem estou recomendando. Só estou relatando o que fiz e deu certo. E deu certo mesmo, nenhuma de nós teve problemas sérios com a altitude, só uma leve falta de ar, leve dor de cabeça, leve cagan.., mas só após algum esforço maior, comer demais ou tipo carregar mochila pesada na subida correndo pra pegar buso, e lá tem subida hein! A altitude é foids mesmo! E sentimos essas coisas leves mesmo depois de estar um tempo “aclimatadas já” (8.. 10 dias..) E confesso que me preocupei com altitude, pois moramos no litoral na altitude zero, e de repente chegar no aeroporto de El Alto 4010m, LP 3640m e no tour do Uyuni 4900m!!dá medo de dar ruim né! Muita água, chá de coca (todo dia) e folhas de coca para mascar, ow plantinha milagrosa essa! Ficamos de boa! Nada atrapalhou a viagem, deu tudo certo! (ah minha mãe tem hipertensão, controlada com remédios e ficou bem! Até melhor que eu! Ela faz exercício regularmente, está com a saúde em dia). Hospedagem em La Paz: Ficamos no hotel Glória, no centro, bem pertinho da zona turística, tudo acessível a pé, de início a região pode assustar pq parece o Parque Dom Pedro/25 de março em sampa, mas muito mais seguro. Bom pq tem tudo perto. Hotel muito antigo, mas tudo funciona. Tem casa de câmbio no próprio hotel, que funciona horário comercial, mas não estavam aceitando real. Comida: Choripán da doña Elvira, Mercado Lanza,+ - Bs 8 = R$ +-4,00 popularzão, vc senta num banquinho baixinho no corredor ou nas mesinhas comunitárias grudando cotovelo com vizinho. O lanche é delicioso! E a experiência única!kakakaka Pollo Copacabana, frango frito delicioso, não lembro preço, mas sai barato. Levei uma caneca, jarra, leiteira, não sei como vc chama, e um “rabo quente”, que é aqueles ferros elétricos de ferver água, quebrou o galho pra fazer uns cupnoodles, chá de coca e ovo cozido. Nos salvou várias noites geladas! Ah, se for levar tb, não esqueça de levar uns 2 pregadores de madeira pra qdo vc tirar o troço quente da água, vc prender os pregadores de forma que o ferro quente não queime/rache a pia, mesa. Voltagem e tomadas: Bolívia é 220V e as tomadas são parecidas com as daqui, não tive problemas para carregar celular nem ligar o rabo quente. Elas são um pouco frouxas, mas com jeitinho funciona. Não usei os adaptadores que levei. Copacabana/Isla del Sol Ônibus La Paz – Copacabana: Li algumas pessoas indicarem comprar o buso para Copacabana com a Diana Tours na Calle Sagarnaga, pois ele passa pelos hotéis do centro e economizaríamos com taxi até rodoviária. Então fui até a agência ver (é uma subidinha essa Sagarnaga hein) e uma mulher muito chata nos atendeu, disse que seria Bs45 por pessoa. Como eu queria ver o buso para Oruro (já falarei sobre), fomos até a rodoviária (terminal de autobuses, calle Peru). Na rodoviária existe guichê Diana tours tb, e custa mais barato Bs30 e passa nos hotéis do centro tb! Só que Bs15 a menos que da mulher chata (pensa aí 15 x 3pessoas = 45, já mais do que uma passagem!). E a mulher era bem mais legal! Comprei, claro! Pode comprar antecipado. E deu tudo certo, foram nos buscar por volta das 7h30 em nosso hotel. Hospedagem em Copacabana: Ficamos no Hotel Las Olas (frescurinha hehehe mas já explico) lindo, arquitetura inovadora, não tem café da manhã, mas tem cozinha equipada, café, chá, sal, azeite, vinagre. É ótimo! E lindo! Eu sabia que minha mãe não conseguiria subir o Cerro Calvário, pois vi no streetview e é terrível, calvário mesmo!kk... Então um hotel legalzão com vista espetacular para o Titicaca, pra véia ficar lá curtindo enquanto eu e minha irmã subíamos. Eles dizem que a subida é uns 40min. Mas levamos umas 2horas kakaka... Pq tem que ficar parando pra descansar, por causa da altitude. Cheio de pedra, caminho irregular, escorrega um pouco dependendo do calçado. Mas é linda a vista! vale a pena! Se vc quiser ficar lá em cima até por do sol/escurecer, leve lanterna, lanterna de vdd, não do celular, pq na hora de descer, pra cair e meter o cel nas pedras é bem fácil. Isla del Sol Compramos os boletos para pegar o barco para Isla del Sol na hora mesmo, não precisa comprar antecipado. Mas claro, chegamos um pouco mais cedo. Os barcos saem 8h ou 8h30, não me lembro exatamente a hora... Ficamos hospedados logo aonde chegam os barcos, no Hostal Phaxsi. A maioria fala que vale a pena ficar hospedado em hotéis no topo da Isla para ver o por do sol e talz....mas achei mais negócio ficar embaixo na chegada/saída dos barcos, pq a gente podia deixar a mochila e subir leve até o topo, e no dia seguinte os barcos saem as 10h/10h30 para Copacabana, e o buso de Copacabana a LP sai as 13h30, e daí não teríamos que tomar café da manhã correndo e descer correndo para não perder o barco. A subida é tensa. Com a altitude cansa muito, tivemos de parar várias vezes para descansar. O caminho é de pedras, e de manhã ficam molhadas por causa da umidade, orvalho. E um detalhe, o transporte de mercadorias para os hotéis do topo é feito no final da tarde por burros, eles sobem e descem várias vezes com água, comida, etc para abastecer os hotéis e a comunidade. E aí que fica cheio de cocô de burro, meio escorregadio sabe? vendo isso, tive certeza que foi uma boa ideia ficar hospedado embaixo, pois minha mãe tem artrose nos joelhos e poderia levar uma eternidade para descer, e gente poderia não chegar a tempo de pegar o barco. Bom, então passamos o dia explorando a Isla, subimos tranquilamente leves, e descemos no nosso tempo para dormir no Hostal. A vista lá de cima é espetacularmente maravilhosa!! Detalhe, a intenção era almoçar no restaurante mto bem recomendado “Las Velas”, é difícil de achar, fica no meio da floresta qse no topo, puta sacrifício para chegar lá, e tava fechado. Era domingo. =/, no Google dizia estar aberto... Não almoçamos neste dia. Acabamos jantando no Hostal Phaxsi mesmo, mto boa comida! Lembrem-se que quase tudo na Isla del Sol, é gerido pela própria comunidade, então não seja chato e exigente demais! o hostal que fiquei, é de uma família e cada um exerce uma função lá, a mãe cozinha, a filha limpa, a neta serve, etc. Gostei muito! Uyuni – Bus até Oruro + trem até Uyuni Aqui foi a maior economia que fizemos e com esplendor! LP até Uyuni Vc já deve ter lido que tem voo desde LP até Uyuni, é caro mas chega em 1hora. Bus noturno desde LP a Uyuni, barateza, dizem que chacoalha demais, a estrada é horrível e parece que vai morrer kkk. E sai de LP de noite e chega 4h da manhã em Uyuni, frio da pêga! E bus+trem. Fui. Recomendo fortemente! Bus de LP até Oruro: Tinha lido recomendação da Trans Naser, então fomos nela. Sai da rodoviária de LP (terminal de autobuses), não vende antecipado, chega na hora e compra, tem saídas desde cedo, tirei uma fotinho. No terminal de autobuses, tem que pagar uma taxa de uso do terminal, acho que Bs1,50, existe guichê mas vem uma pessoa cobrar no ônibus o ticket de uso, qqr coisa dá pra pagar pra essa pessoa tb. O bus de LP a Oruro custa Bs20, R$+-10. Leva umas 4h. Pegamos das 7h30 chegamos em Oruro por volta das 11h30. Daí pegamos taxi até a estação de trens de Oruro. Trem Expreso del Sur -Ferroviaria Andina, de Oruro a Uyuni Existem 2 trens que vão e voltam de Oruro até Uyuni em dias distintos, Wara Wara e Expreso del Sur. Li recomendações boas do Expreso del Sur, então fomos com ele. Expreso del Sur: sai de Oruro de terça feira, às 14h30, chega em Uyuni 21h20/Sai de Uyuni de sábado 23h52, chega em Oruro 7h00. Preço: Fui na classe executiva, Bs120 (+- R$60), (ida Bs120 + Bs120 volta). Comprei as passagens do Brasil através do site TicketsBolivia, funciona, deu tudo certo, respondem as dúvidas pelo whatsapp, mto simpáticos, um pouco antes da viagem solicitei, que os assentos fossem juntos e do lado esquerdo do trem, pois não bate sol na cara e vc pode desfrutar a paisagem sem ter de fechar janela. Fomos na classe executiva, que é a “chic”, tem classe mais barata que isso, mas acho que não vale a pena, pq a classe “chic” sai barato tb. Tem acesso ao vagão restaurante (almoçamos a preço bem justo, não me lembro, mas é barato), é climatizado, assento reclina bastante, ganha lanchinho, banheiro limpo, tv com filmes piratas rsrsrsrs...sério!.. de noite na volta, cobertor e travesseiro. Muito confortável! As paisagens ao longo da viagem, que é longa, são lindas! Vale muito a pena, vc vê todo o altiplano boliviano, plantações de quinoa de todas as cores, casas típicas dos agricultores bolivianos. Valeu muito a pena! Ainda mais pra nós brasileiros que não temos ferrovias para poder viajar! Muitos falam que as paisagens do trem que leva até Machu Picchu são lindas e talz, mas eu achei parecido com Brasil, florestas verdes e talz, além de ser o olho da cara né! Essa viagem de trem até Uyuni dá de 100 x 0! É muito bonita, barata, confortável, diferente! Já fica sendo um passeio, valeu a pena! Na volta, como o trem parte a noite, eles perguntam se queremos luz acesa ou descansar, todos quiseram dormir, nos deram cobertor, travesseiro e lanchinho, tem aquecimento. Dormi bem. Engraçado que SÓ tinha orientais, na maioria japoneses, temos descendência japa tb, então nos camuflamos com a galera kakakkaka...Mas fico pensando, tive dificuldade em achar informação aqui no Brasil nos blogs, sites de viagem sobre essa viagem de bus+ trem, mas vi que na Ásia parece ser bem difundido...ou será que asiáticos e descendentes que gostam desse tipo de viagem? Por isso eu tava lá tb? Rsrsrssrs... =D Tour Privado Uyuni Pesquisei muito sobre tour do Uyuni. Li vários relatos de perrengues em tours compartilhados, hospedagens desconfortáveis, sem água quente, 1 banheiro para 20 pessoas, camas sujas, 1 tomada só, roubo de celular enquanto recarregava bateria, motoristas bêbados, etc. Por ser um lugar de extremos e inóspito, descansar bem é fundamental para não passar mal, e o guia ser bacana faz a diferença, pq se passam 3 dias inteiros com ele né...Então decidi fazer o tour privado com conforto. Mandei email pra todas as agências que achei no Google. Dica, mande em espanhol, mesmo que seja do Google translate, eles respondem. Em português, sem sucesso. Poucas agências fazem o tour privado com hospedagens em hotéis bons, Luna Salada (hotel feito de sal Maravilhosohhhh) e Tayka del Desierto (hotel no meio do nada, a 4900m de alt., excelente!). Bom, contratei Jukil de los Andes, Hector é o dono, solicitei que ele mesmo fosse nosso guia, ele aceitou, aí não teria como dar ruim né! Troquei mtos e-mails, whatsapp com ele, até fechar, ele responde prontamente, mto atencioso! Meu sonho era ver o salar espelhado, então teria de ir no verão, época de chuvas. Mas vi que janeiro e fevereiro chovem demais, e as vzs não dá pra fazer o tour todo. Pedi para o Héctor dica da melhor época de ver o salar espelhado, e ele me indicou mês de março, do meio pro final, pq as chuvas são menos intensas e ainda tem uma quantidade legal de água para formar o espelho, mas como é natureza, corre o risco de não ser como o planejado. Meu sonho tb era ver o céu todo estrelado, que nem nas fotos do Google, mas, tive de escolher, no final de março seria lua cheia, o que ofusca as estrelas, mas era época de menos chuva, e tinha chance de ver o salar espelhado e poder fazer o tour completo de 3 dias e 2 noites. Então já sabia que não veria as estrelas todas, mas poderia ver uma lua gigante. AH!! detalhe, que eu quis fazer o tour astronômico tb, poucas agências fazem. As que faziam, quiseram me cobrar a parte. Jukil de los Andes, não acrescentou nenhum dólar a mais. Sobre o tour astronômico, Hector mandou outro guia para nos buscar no hotel Luna Salada (primeira noite) as 03h30 da manhã, para vermos o céu estrelado e nascer do sol. Ele iria dormir até mais tarde, e nos pegar as 9h da manhã para dar continuidade ao tour de 3D2N, precisava estar descansado para dirigir com atenção. Achei bastante cauteloso! Não vimos estrelas como nas fotos do Google, já sabia que ia ser assim =/, mas vimos o nascer do sol mais espetacular e inesquecível da vida! Com o salar espelhado, lindamente perfeito! Valeu mto a pena passar o friozasso de -5°C, -7°C, isso memo! Abaixo de zero, no verão! Foi lindo! Inesquecível!!! Banheiro durante o tour de 3D: acredito que por ter sido privado, o almoço era feito em comedores mantidos por alguma família como modo de subsistência, são casinhas no meio do deserto com mesa, cadeiras, banheiros pagos (Bs1, Bs 2), bem bonzinhos até! Já li relatos que as pessoas tinham de fazer as necessidades no modo natural... Não passamos aperto em nenhum momento. Bom e quanto custou? Tour privado, 3D2N, Hospedagens nos melhores hotéis da região (Luna Salada+Tayka), tour astronômico, todas as refeições inclusas, = U$1200 para as 3 pessoas. Achei bom o valor, foi o melhor que achei de todas as agências que faziam privado com hotéis de boa categoria. Reservei o tour com 3 meses de antecedência, pois os hotéis são bem concorridos, para isso tive de depositar 40% do valor total do tour. Fiz a transferência pelo app da Western Union para o Hector, a taxa era muuuuito mais barata do que se eu fosse em uma agência e bem fácil de fazer. E quanto gastamos no total da viagem? Bom foram 15 dias no total. (La Paz+Copacabana+Isla del Sol+Uyuni) Voo + Hospedagem em hotéis/hostal + Seguro viagem + tour privado Uyuni + dinheiro pra viver (alimentação, transporte, lembrancinhas mil) = R$5823 por pessoa. *Obs* R$5823 mas compramos mtas bobeirinhas, mtas mesmo, bolsas, mochilas, caderninhos, carteiras, chocolates...o artesanato é mto barato em La Paz, e dá vontade de comprar tudo, e de comprar para ajudar também, pq tem mtas senhorinhas idosas vendendo. Então se vc não for “das compras” dá pra ser bem menos o valor gasto. Isso aí pessoal! Se quiserem perguntar alguma coisa, deixo aqui meu ctto: (aproveitem enquanto eu ainda lembro kakakaka) [email protected] Abraço!e boa viagem!
  3. PARTE 1: UM NADA BREVE ENSAIO SOBRE UMA VIAGEM. Passado quase 1 mês de meu retorno ao Brasil meu coração se acostuma com a saudade e anseia pelo próximo destino... Afinal, viajar é isso: se tornar um pouco do lugar visitado e deixar um pouco de você lá, não é mesmo? Começo falando bem rapidamente de mim: até pouco tempo atrás, viagem não era algo que eu considerava nem tangível nem desejável (acho que faltava peças em meu cérebro) mas desde que encontrei minha metade da laranja, sinto um enorme desejo de desfrutar desse mundão de meu Deus com ela. Começamos em Campos do Jordão, fomos para Salvador, Arraial do Cabo, voltamos para Salvador (é bom demais lá <3) e outras viagens "pequenas" aqui e ali, mas sem nunca deixar as terras tupiniquins. Dito isso, apresento aqui os 3 personagens principais dessa história: este que voz fala, Marcos (ja previamente apresentado). Mozão, Juliana. E nosso primeiro destino internacional: Bolívia. Essa viagem era para ter saído em 2017, mas alguns problema$ a adiaram para 2018, ou seja, tivemos ai quase 2 anos de pesquisas, planejamentos e preparação. A primeira coisa foi definir onde ir: fazer o clássico, Chile - Bolívia - Peru? Escolher apenas um desses países? Escolher outro país? O que levamos em conta foi que, para nós, 30 dias (inicialmente eram 30 dias) era pouco tempo para mais de um país, para dizermos que de fato conhecemos um país, assim optamos por apenas um por viagem. A equação Barato x Uyuni x Huayna Potosi (já adianto que este não rolou, mais a frente direi o porquê) teve como resultado: vamos para a Bolívia \o/. Nosso roteiro foi esse: SANTA CRUZ DE LA SIERRA X SUCRE SUCRE X POTOSÍ POTOSÍ X UYUNI UYUNI X LA PAZ LA PAZ X COPACABANA (ISLA DEL SOL) COPACABANA X LA PAZ X COCHABAMBA COCHABAMBA X TORO TORO TORO TORO X COCHABAMBA X SANTA CRUZ DE LA SIERRA Deixamos o solo tupiniquim no dia 14/12/2018, em voo da Gol. Dentro da Bolívia todo o trajeto entre cidades foi feito de ônibus. Neste relato tentarei ser o mais detalhista possível em relação a agencias, como chegar, preços, etc.e sintam-se a vontade para me perguntar qualquer coisa, diversos relatos me ajudaram muito e se eu puder minimamente retribuir esta ajuda, já ficarei muito feliz. Dicas iniciais (para antes da Bolívia): Ir de ônibus, trem da morte ou qualquer outro meio terrestre tende a ser muito mais barato, com certeza é uma experiencia unica, mas é muito mais demorado. Motivo esse que nos fez optar por ir pelo ar. Ainda sim, ressalto que durante os meses que procurei passagens áreas, encontrei preços que ficavam mais em conta que ônibus, porém eram datas bem fora do que teríamos disponíveis. Só para terem uma noção da diferença: como moro em Jundiaí - SP, minha partida é da cidade de São Paulo, de lá eu pagaria R$350,00 o trecho (ou seja R$700,00 total) de ônibus saindo do tietê, numa viagem de 36 horas que se findaria em Santa Cruz de la Sierra. De avião, paguei R$1053,00 ida e volta em um voo de aproximadamente 3 horas de duração. Percebi também que o processo de entrada na Bolívia é muito mais rápido pelo aeroporto. Acredito ser sabido por todos (menos por Jon Snow, esse não sabe nada) que não é necessário Passaporte para visitar países da América do Sul, somente um RG em boas condições e dentro de um prazo aceitável (que agora me fugiu a mente se é 5 ou 10 anos da data de expedição) já é o suficiente, porém ouçam o tio aqui: se tiver passaporte, leva, se não tiver, faça. è muito menos burocrático o uso do passaporte, se for abordado por um policial só o carimbinho de entrada nele já resolve. Não que você vá ter problemas se for só com RG, mas o passaporte facilita a vida lá. Se você não tem ainda, pense que é melhor fazer agora do que esperar a taxa subir (e ela sempre sobe), ou não ter tempo para tirar (já pensou precisar do passaporte para viajar e encarar uma greve ou tempo de emissão de 3, 4 meses? Isso pode ser possível, então é melhor prevenir que remediar. Ah, CNH não conta como documento, é RG ou passaporte). A Bolívia exige a carteira internacional de vacinação de febre amarela, facilmente obtida caso você seja vacinado (se precisar de ajuda é só chamar) mas em nenhum momento alguem lá dentro pediu para ver a minha. Ainda sim, é melhor ter e não precisar do que precisar e ter que cry over spilt milk (escola de idiomas Mamonas Assasinas). Seguro viagem não é obrigatório, mas se você precisar de médico lá e não ter seguro, prepara o bolso. Vi relatos de pessoas que deixaram 10 mil trumps lá só com medico. Não feche passeios e/ou hostels aqui, não compensa. Lá as ofertas são muito maiores e consequentemente há maior margem para tentar barganhar um desconto, fora que há hostels que você não vai achar nos aplicativos e sites. Se quiser, de uma olhada (usei muito o booking, hostelworld e airbnb) para ter uma ideia de quais hostels procurar ou onde procurar por eles. A lingua não é um problema: Falo inglês e tenho um espanhol nivel duolingo (iniciado 2 meses antes da viagem). Levei também um livro de bolso de conversação em espanhol mas usei 2 vezes no máximo. Acontece que o povo Boliviano é solícito, seja educado e fale devagar, com mimica se necessário, que você se fará entender. Em ultimo caso tem o Google tradutor que pode ser usado até off, então não se preocupe com isso. Ah, entender eles é bem tranquilo até, é mais difícil para eles nos entenderem, mas como eu disse, é possível. Dicas iniciais (inside Bolivia): Não coma nada da rua: talvez pareça ríspido, eu li e ouvi muito isso, e ainda sim me arrisquei, porém só não como duas coisas: pedra quando esta sem sal e urubu quando voa. Ou seja, saiba seus limites. Se seu estomago for nível rambo e quiser encarar, só vai. Mas não é aconselhável. Não beba água da torneira: pelo motivo já citado, a água da torneira pode ser prejudicial. Conhecemos um casal brasileiro que se mudou para Cochabamba e tomaram a agua da torneira. Ganharam uma semana de cama severamente doentes. Uma saída barata é a água de saquinho, custa 0,50 BOBs um saquinho de 500ml. A altitude pode ser um grande problema, então não a subestime. Se aclimatar corretamente, um cházinho de coca, soroche pills, folha de coca mascada, tudo isso ajuda, mas não extrapole seus limites pois nada disso é milagroso. O que levar? Isso é relativo, então posso dizer o que eu levei: 3 calças (duas seriam o suficiente, porém acabei me sujando bastante no Uyuni). 7 camisas (um baita exagero). 1 calça de pijama (ok). 2 camisas e um shorts de pijama (ok). 4 camisas de manga comprida (exagero) 1 Segunda pele (ok). 1 blusa de moleton (não usei, mas mozão usou). 1 casaco que não sei nem como chamar, mas é daqueles que é quase um iglu, protege mais do frio que meu quarto (o tamanho dele na mala foi algo triste, mas lá eu usei bastante) 9 cuecas e 1 sunga (usei todas mas acho que dava para levar menos) 5 pares de meia (exagero) 2 pares de tenis e 1 par de chinelo (ok) 1 toalha fast dry comprada na Decatlhon (quem sabe rola um patrocínio??) Escova de dentes Creme dental Creme de pentear cabelo Alguns rolos de papel higienico (não lembro quantidade, mas como descumpri a regra de não comer nada da rua, todos os rolos foram muito úteis) 6 pacotes de leninhos umedecidos (3 comigo e 3 com mozão, mas foi exagero também) Kit de primeiros socorros (remédio para dor muscular, remédio para estomago, diamox, sal de fruta, ibrupofeno, dipirona, band-aid) Celular, carregador e carregador portátil. Doleira Mochila de ataque de 10L (não chegou nenhuma proposta de patrocínio então não haverá divulgação dessa vez u.u) Cartão de crédito para emergências (não usei) Desodorante Sabonete Jogos (A quem interessar possa: Coup, The resistance e baralho). Touca 1 par de Luva 1 óculos de Sol Manteiga de Cacau Cadeados Acredito que só, mas posso ter esquecido de alguma coisa. Tudo foi dentro de uma mochila de carga de 42L (que é maior que muitas de 50L), e de uma mochila de 35L. Ambas foram comigo dentro do avião, não houve despacho. E assim encerro a introdução. Na próxima vez que voltar a escrever já falarei sobre o inicio da viagem, e para você que ma acompanhou até aqui, deixo algumas fotos de aperitivo \o/ Até logo (espero)
  4. Fala ai galera Em jun/19 vou seguir pelo meu primeiro mochilão e ainda estou em busca de dicas. Fiz um roteiro inicial mas gostaria de receber algumas orientações de quantidade de dias ficar, pontos para conhecer, o que não vale a pena a visita... O roteiro é basicamente o seguinte: - Inicio do mochilão com chegada à noite em Santiago, 2 noites e 1 dia; - Atacama, 3 dias e 3 noites; - Tour de 3 dias e 2 noites pelo Salar de Uyuni; - 1 noite de deslocamento entre Uyuni e La Paz (ônibus); - La Paz, 2 dias e 2 noites (DownHill e Chacaltaya); - Copacabana (Isla del Sol) em 2 dias e 1 noite; - 1 noite de deslocamento entre Copacabana e Cusco (ônibus); - 1 dia e 1 noite pelo centro de Cusco; - Passeio de 1 dia pelo Vale Sagrado até Ollantaytombo e ida para Água Callientes à noite; - 1 dia em Machu Picchu e WaynaPicchu e retorno para Cusco à noite; - Ida para Lima (avião) e tour por Lima; - Paracas 1 dia; - Huacachina e retorno para Lima; - Volta ao BR. E ai, onde dá para melhorar ou otimizar essa Trip? Algum Hostel para indicar nessas cidades? Valeu, obrigado!
  5. Olá mochileiros *_* Eu e o Dan passamos 8 dias - janeiro de 2017 - em terras bolivianas como parte do nosso pequeno mas sensacional mochilão de 20 dias pela América do Sul, onde passamos pelo Chile, Bolívia (no qual dedico esse relato) e o sul do Peru. Relato Chile: o-fantastico-chile-santiago-embalse-el-yeso-valpaiso-vina-e-san-pedro-de-atacama-com-fotos-roteiro-e-gastos-2017-t140000.html Relato sobre Puno/Peru: https://www.mochileiros.com/o-lindo-sul-do-peru-puno-lago-titicaca-e-ilhas-uros-e-taquile-janeiro-2017-com-roteiro-e-fotos-t142889.html Viemos direto do Chile, onde contratamos o tour de 3 dias pelo deserto saindo de San Pedro de Atacama(custou 100 mil pesos chilenos por pessoa - 500 reais - e inclui todo o transporte, alimentação e hospedagem ),nessa que foi a experiência mais exótica e inesquecível de nossas vidas , onde vimos inúmeros vulcões, lagoas, geysers e até neve Além de passarmos pelo deserto da Reserva Eduardo Avaroa e pelo salar de Uyuni (incluído nesse tour) visitamos também as cidades de Uyuni, La Paz e Copacabana, o lago Titicaca e a linda Isla del Sol Apesar da maior parte dos relatos sobre a Bolívia falarem de eventuais perrengues (principalmente no salar) não tivemos nenhum tipo de contratempo, UFFA Ao todo gastamos cerca de 5.500 reais por pessoa no mochilão, já incluindo as passagens (parte mais cara da viagem, 2 mil reais ida e volta ), sendo que na Bolívia gastamos um pouco mais de 500 reais (tirando o passeio pelo deserto, pago no Chile) um valor relativamente baixo, o que comprova que o país é um dos mais baratos para se viajar Para ver mais fotos, acesse meu insta: https://www.instagram.com/rafah.meireles/?hl=pt-br ou face: https://www.facebook.com/rafael.henriquecarter A Bolívia é um país de contrastes, com uma pobreza explicita e que tem uma cultura forte e unica, completamente diferente da nossa. E é justamente essa diferença cultural que nos encanta e que nos faz ficar impressionados com esse pequeno país de pouco mais de 10 milhões de habitantes. Pelas ruas das cidades e vilarejos que visitei percebi coisas como o modo de vida simples, a influência do campo em boa parte da população e a forte presença até hoje de elementos das culturas originárias, como o uso da língua quechua, por exemplo. As cholas, mulheres que usam roupas típicas, são o mais claro exemplo da resistência boliviana contra a cultura ocidental. Interessante também são as diferenças nos costumes entre os bolivianos de diferentes regiões, principalmente em La Paz, a mais 'americanizada' cidade do país. Os bolivianos são, no geral, bem tímidos e não gostam de se comunicar tanto, principalmente as cholas, que só falam o básico do que é perguntado a elas. São bem acolhedores e prestativos, principalmente em La Paz, porém também tivemos atendimentos bem duvidosos, diria até grosseiros, em vários lugares. Alimentação: Um dos pontos que mais me impressionou no país foi a alimentação, tanto em sabor quanto em variedade de pratos - na maioria dos restaurantes que fui as entradas custavam entre 15 e 20 bolivianos e as sopas são as entradas mais populares (destaque para a sopa de tomate ), já o prato principal fica entre 40 e 60 bolivianos e o suco natural 8 bolivianos. Bolos e doces no geral saem entre 5 e 15 bolivianos e são bem gostosos, melhores que os doces chilenos Porém, como a higiene não é um dos fortes do país, é preciso escolher bem o lugar onde você irá comer. Dê preferência a cafés e restaurantes que já foram indicados por outros viajantes e tente evitar a tradicional comida de rua, já que a comida fica exposta sem nenhuma proteção e é quase sempre servida com a mão, com isso as chances de você ter um piriri são grandes Ande sempre com um alcool em gel, pois na maior parte dos banheiros, além de não haver limpeza, não há agua para lavar as mãos Em Uyuni, a avenida Potosí e a Plaza Arce são repletas de pubs e pizzarias com ambientes bem legais. Em La Paz, eu super indico o Café del Mundo (Calle Sagarnaga, 324), que apesar de ser um pouco caro se comparado com outros cafés da região, tem uma ótima localização e um dos melhores e mais gostosos cardápios da cidade - foi aqui que tomei o chocolate quente mais gostoso da minha vida . Em Copacabana eu comi em um restaurante muito gostoso e barato na Calle Baptista, porém não lembro o nome dele Altitude e temperaturas: Sinceramente nós não tivemos nenhum problema com a altitude em toda a Bolívia - e olha que chegamos a 5 mil metros de altitude . O máximo que senti foi um pouco de falta de ar em algumas subidas, mas ao longo da viagem vi muitos relatos de pessoas que vomitaram e até desmaiaram devido ao mal de atitude, então é sempre bom andar com algum remédinho e claro, mascar muitas, mas muitas folhas de coca Outra coisa importante: apesar de janeiro ser verão no país, não se engane, faz muitooooo frio - Durante o dia as temperaturas até sobem e faz um calor gostoso, nada excessivo, porém a noite venta muito e as temperaturas despencam, principalmente no deserto e no salar (chegamos a pegar 0 grau na primeira noite ). Leve segunda pele, casaco corta vento, luvas e toca. Dê preferência também a tênis de escalada ou algum outro sapato de sola alta e que não escorregue com facilidade, pois o chão do deserto é bem escorregadio em alguns pontos e se o salar tiver alagado, vc evita de molhar os pés Câmbio: Em basicamente toda a Bolívia a cotacão estava em 1 real = 2 bolivianos, mas sempre vale dar uma pesquisada. Em Uyuni, as casas de cambio ficam na Avenida Potosí, na região da Plaza Arce. Em La Paz, elas ficam espalhadas pela região da avenida 16 de Julio. Já em Copacabana, você consegue encontrar na região da avenida Costanera. Trocamos o equivalente a 1.200 bolivianos e foi mais que sificiente para passarmos 8 confortáveis dias no país. Hospedagem: Como fizemos o passeio de 3 dias pelo deserto saindo do Chile, as duas primeiras noites ficamos em alojamentos conveniados com a agência - porém no hotel que ficamos hospedados em Uyuni, a diária saia 100 bolivianos por pessoa, por quarto privativo ou casal e ducha quente (que não estava nem um pouco quente, mas o hotel é bem confortável). Em La Paz ficamos no The Adventure Brew, um gigantesco mix de hostel e hotel na avenida Ismael Montes, bem pertinho da Rodoviária - o quarto compartilhado com 12 pessoas saiu por 63 bol. e a estrutura do hotel me surpreendeu positivamente. Em Copacabana ficamos no Mirador, um dos maiores hoteis da cidade e que fica de frente ao Lago Titicaca - saiu 50 bol. a diária por pessoa por um quarto com vista para o lago No geral, as acomodações são bem simples mas confortáveis e o melhor, super baratas Fique atento se o hotel oferece ducha quente, pois você vai ver a diferença! Transporte: Infelizmente a Bolívia ainda carece de infraestrutura em muitas coisas e tanto as rodovias quanto as companhias de ônibus do país deixam muito a desejar. As estradas do país em sua maioria não tem asfalto e as ruas dos centros urbanos não tem eletricidade e o esgoto corre a céu aberto. Felizmente a rodovia que liga Uyuni a La Paz foi recentemente asfaltada, o que deixou a viagem de 8 hrs de ônibus entre as duas cidades bem mais confortável (120 bol. por pessoa). Já as viações (com exceção da Todo Turismo, que faz a rota anteriormente citada) contam uma frota de ônibus extremamente antigo, com assentos apertados (alguns estão quebrados e não tem sinto de segurança) e o atendimento é bem desorganizado (muitas empresas não tem sistema computadorizado e os assentos comprados são marcados em papéis). Inclusive, quando estávamos indo para Copacabana, a empresa Titicaca vendeu os mesmos assentos que compramos para outras duas pessoas, olha só a confusão Segurança: Não é porque um lugar é pobre que necessariamente é violento e a Bolívia é um claro exemplo disso, já que em nenhum momento me senti inseguro, mesmo com alguns moradores locais nos contando que a violência urbana é bem comum nas grandes cidades. Então é bom sempre pesquisar sobre as regiões que você vai visitar, evitar grandes aglomerações, não ostentar objetos caros e ficar sempre de olho no celular e na carteira no bolso Dia 1: Como disse anteriormente, compramos nosso passeio pela Reserva Ecológica Eduardo Avaroa em San Pedro de Aatacama, no Chile, por 100 mil pesos chilenos (algo em torno de 500 reais) na Colque Tours (localizada na Calle Caracoles). Essa agência tem unidades tanto em San Pedro quanto em Uyuni e tem um atendimento bem legal, apesar de ter vendido algumas informações erradas - no folheto dizia que passaríamos a segunda noite hospedados no Hotel de Sal, o que não ocorreu e os nossos companheiros de viagem compraram o pacote com um guia bilingue, o que também não aconteceu O guia nos pegou no hostel na manhã de terça e nos levou até um restaurante para tomar café da manhã. lá conhecemos nossos companheiros de viagem: A Anja e a Cindy, ambas da Suíça e o Cédrick do Canadá - demos muita sorte já que o pessoa eral super legal, pq passar 3 dias com gente chata não dá Depois de uma hora e meia (o guia estava atrasado) fomos de van até a imensa fila da imigração chilena. Tudo certo seguimos até divisa com a Bolívia, onde fica a imigração - é uma pequena casinha no meio do nada cercada por várias montanhas - foi aqui que trocamos de carro e seguimos viagem em um 4 X 4 com o guia Victor, um boliviano muito simpático e gente boa , que adora musica brasileira e que morre de vontade de conhecer o Brasil Os destinos do dia foram: Laguna Blanca Laguna Verde Águas Termais Geysers Sol de Mañana Laguna Colorada Um lugar mais lindo que o outro. Todos eles ficam dentro da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa - é necessário pagar uma taxa de 150 bolívianos para entrar no parque. Eles lhe entregam um bilhete que é necessário devolve-lo no dia seguinte, na saída do parque, então tome cuidado para não perde-lo :'> É bom também levar uns bolivares a mais para pagar banheiro ou comprar alguma coisa nas paradas. Na volta da laguna Colorada começou a nevar do nada . Claro que foi uma neve bem fina e rápida, mas que pra quem nunca viu isso, foi demais Seguimos então para o nosso refúgio da noite, uma pequena hospedaria no meio das montanhas, a quase 5 mil metros de altitude - sem água quente, sem eletricidade e com um jantar delicioso (foi nosso primeiro dia sem tomar banho haha, já que a ninguém tem coragem de nefrentar um banho gelado a quase 0 grau). Dia 2: Acordamos cedo, tomamos café da manhã e seguimos para o dia mais longo do tour, onde visitamos: Deserto Siloli Arbol de Piedra Deserto Salvador Dalí Lagunas Altiplânicas Vilarejo de Alota Cidade de San Cristóbal Cemitério de trens - arbol - terma Depois seguimos por conta da agencia até um hotel no centro da cidade de Uyuni. Apesar da ótima localização, de ter quartos individuais, ter Wi-fi e ser bem confortável, não tinha água quente novamente Para quem se interessar, o hotel se chama Kutimuy e as diárias custam 100 bol. por pessoa (achei caro para o padrão da cidade). Dia 3: Acordamos antes as 4 da manhã e seguimos até o ponto alto de todo o passeio, o incrível Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo. Por ser temporada de chuvas, parte do deserto estava alagado o que me proporcionou a paisagem mais linda que vi na vida . É FANTÁSTICO, SENSACIONAL, MARAVILHOSO ver o nascer do sol refletido no salar alagado, algo que não tem explicação, fiquei arrepiado e até emocionado. Sério, é demais !!!! Depois seguimos até o famoso hotel de sal que fica no meio do salar para tomar café da manhã e depois fomos tirar várias fotos no Monumento Dakar Rali, no Monumento das Bandeiras e claro, tirar as engraçadas fotos de ilusão de ótica na parte seca do salar Com isso chegava ao fim nosso tour pelo deserto e nosso grupinho iria se separar O Cédrick iria voltar para San Pedro, a Cindy iria para Sucre e a Anja seguiria conosco até La Paz naquela mesma noite - compramos as passagens na noite anterior por 120 bol. em um bus super confortável, com tv, jantar e café da manhã incluso. Mas antes demos uma volta na cidade de Uyuni para conhecer melhor a cultura boliviana. A cidade em si é bem bagunçada, mas a região da Plaza Arce é bem interessante (cheia de pubs e restaurantes que ficam repletos de turistas). Dia 4: Depois de 8 hrs de viagem finalmente chegamos em La Paz, uma das cidades mais altas do mundo e o principal centro financeiro e comercial da Bolívia e onde estava muito frio Fomos para nosso hostel, tomamos banho quente (uffa), dormimos e depois fomos bater perna na cidade. Visitamos nesse dia: Plaza Mayor Museu San Francisco Igreja de San Francisco Mirador Killi Killi Plaza Murillo Palácio do Congresso Palácio do Governo Catedral Metropolitana Teatro Municipal A início pretendiamos ficar 3 dias na cidade, porém como a cidade não tem muitos atrativos fora o Chacaltaya, decidimos pular a escalada a essa montanha e irmos para o Peru, algo que não estava nos nosso planos haha. Puno, cidade base para visitar o lado peruano do Lago Titicaca, fica a apenas 7 horas de La Paz e a passagem custa apenas 80 bolivianos. Ficamos 3 dias incriveis na cidade. Para ver meu relato sobre Puno: https://www.mochileiros.com/o-lindo-sul-do-peru-puno-lago-titicaca-e-ilhas-uros-e-taquile-janeiro-2017-com-roteiro-e-fotos-t142889.html Dia 5: Depois que saímos de Puno, no Peru, finalmente chegamos em Copacabana, a turística cidade as margens do Titicaca. No primeiro dia na cidade visitamos o Cerro do Calvário, uma grandiosa montanha no centro da cidade e que oferece uma vista espetacular de toda a região . mas prepara-se, porque a subida é ingrime e a altitude também não colabora muito, quase morremos !!! haha Hj brincamos que a parte mais dificil da viagem foi chegar no calvário Dia 6: Nesse dia acordamos cedo para irmos até a famosa Isla del Sol , que fica no Lago Titicaca. Qualquer agência na cidade realiza esse que é o passeio mais famoso da região - compramos em uma das cabines que ficam localizadas na avenida Costanera, com os caras que ficam gritando ''isla del sol, isla del sol'' . Existem várias opções de passeio: a que leva vc até apenas a parte sul da ilha, a que leva vc apenas até a parte norte, o passeio que inclui isla del Sol e isla de la Luna, e tem passeio apenas de ida ou apenas de volta, fica a sua escolha. Compramos os bilhetes para conhecer a parte norte da ilha (30 bol. cada um) que é a parte mais bonita da ilha e onde ficam as antigas ruínas incas O passeio até a ilha é feito em um barquinho bem velho, sem cinto, sem coletes salva-vidas, sem nada!!! O dia estava bem nublado e chovia um pouco na hora, ou seja, as águas do Lago Titicaca estavam super agitadas e o barco balançava demais . Foram momento de muito medo haha, mas sobrevivemos Por sorte, assim que chegamos na ilha, o sol saiu e pudemos apreciar as fantásticas paisagens da ilha emoldurada pelas águas azuis do lago Lindo demais!!! Dia 7: Nosso último dia em Copacabana e também o dia mais chuvoso e frio de toda a viagem haha. Como nosso bbus para La Paz saía apenas as 18 hrs (Fomos com a empresa Titicaca, 30 bolivares, 4 hrs de viagem) fomos dar uma volta pelo centro antigo de Copa. Conhecemos a grandiosa e bela Basílica da Virgem de Copacabana, um dos lugares mais sagrados do país e depois fomos visitar o cemitério da cidade (sim, adoro arte tumular ). Como a chuva não parava de jeito nenhum, ficamos enrolando no hostel e depois enrolando mais ainda no restaurante onde almoçamos (aproveitamos o wifi tbm haha). Depois embarcamos no bus - fizemos uma viagem super tranquila - chegamos na rodoviária de La Paz. Pegamos um táxi até o pequeno, mas moderno aeroporto El Alto (60 bolivianos) e passamos a noite lá. Dia 8: As 5 da manhã embarcamos em nosso voo Latam com destino a Lima, onde faríamos uma escala de 6 horas. As 12 hrs embarcamos novamente e as 20 hrs chegamos em terras brasucas, no aeroporto de Guarulhos. Chegava ao fim nosso sensacional mochilão . Espero que tenham gostado do relato
  6. Galera, não sei qual passeio vcs fizeram Mas a Ilha do Sol é um lugar paradisíaco. Nós pagamos Bs20 e pagarei 100 se voltar pra lá em dezembro e poder ficar lá uns dias. O lugar é realmente fora de série. Pessoalmente para mim foi uma surpresa igualda somente por Machu Picchu. não sei o q houve, mas por favor descrevam seus passeios. Tudo bem q na Ilha da Lua vale somente a Pedra da Lua, mas a Ilha do Sol é um lugar acima do normal. Vale a pena sim!!!
  7. Fala galera mochileira , tudo belezinha? Vou contar um pouco da minha ida à Copacabana e Ilha do Sol na Bolivia, e como é para cruzar a fronteira Peru- Bolivia. Eu estava em Cusco, todos os dias tem saída para Bolivia, o melhor horário é a saída das 22horas, pois para chegar até Copacabana são feitas 2 paradas, e aproximadamente 12 horas até lá, e você vai dormindo e ainda economiza com hotel/hostel. Contratei com a agencia http://www.chaskiperutrek.com os tours e o bus para chegar em Copacabana, paguei S./90,00 (Soles) na passagem muito bem gastos. A empresa de ônibus se chama Transzela, para quem curte ir confortável e tranquilo, o ônibus tem wi-fi, serviço de bordo com bebidas calientes, cobertor, filme e o banco que vira cama! 7 horas de viagem assistindo filme e dormindo confortável, paramos em Puno no terminal terrestre para a troca de ônibus. Só algumas empresas circulam por lá, e a baldeação é inclusa, normalmente feita pela agencia Titicaca. Depois de mais ou menos 2horas chegamos na imigração do Peru, dando a saída do País . No ônibus eles entregam os papeis de imigração para serem preenchidos, o de saída do Peru e o de entrada para Bolivia. O ônibus para na frente da Imigraçāo do Peru, eles carimbam a saída e você caminha 2 minutos cruzando a fronteira e pega a fila para Imigração Boliviana, dando entrada no país. Depois que o último integrante do ônibus pega o carimbo, o ônibus sai na frente da parte Boliviana , chegando em Copacabana entre ás 11:30 am. Para hostel, você encontra de todos os preços com água quente ou fria, você decide… kkkk O sol é forte, mas quanto mais vai passando o dia,vai caindo a temperatura, e faz FRIO! Nos hospedamos no Hostel Central, ele fica na rua principal onde tem os restaurantes, um quarteirão acima. Recomendo pois todos os quartos sāo privados com banheiro agua quente,perto de tudo, tem terraço e bem limpo, 30 Bolivianos por pessoa (R$15,00). Depois de descansar um pouco, fomos almoçar. Todos os restaurantes contam com a opçāo de MENU, com sopas ou cremes de entrada, prato principal: peixe, carne ou frango com acompanhamento de arroz batata frita e saladinha, bebida e sobremesa inclusas nos 25 Bolivianos. Fomos em um restaurante na frente do lago, e pedimos a tradicional Trucha a la plancha pescada no lago Titicaca. Recomendo experimentarem! Ah… E Happy Hour funciona o dia todo em quase todos os restaurantes, nāo podia esquecer de falar da cerveja deles, a tradicional Paceña de La Paz, muito muito boa! Depois de comer, vimos o maravilhoso pôr do sol de Copacabana. Um cenário incrível, com cores maravilhosas. Bom, para se visitar em Copacabana temos a maravilhosa Catedral construída pelos Espanhois, e o cemitério que fica em cima da montanha tendo toda a vista da orla. Nas margens do rio também se pode alugar pedalinhos, lanchas, barcos ou jetsky cobrados por hora. -------------------------------------------------------------------------------------------------- ISLA DEL SOL A ilha do sol é um roteiro obrigatório para quem passar por Copacabana. O tour se compra nas agencias da rua principal , saem todos os dias ás 8:30 am, 2 horas de barco até a ilha, chegando na parte Norte com 4 horas de caminhada até a parte sul, guia particular e parada para almoço. O almoço está incluso, tudo sai na base de 80Bolivianos (R$40,00) por pessoa, e o ingresso das ruínas é cobrado a parte, 10Bolivianos (R$5,00).
  8. Olá pessoal! Continuando minha viagem.... Em cochabamba, depois de pesquizar muito no site booking, reservei em La Paz o hostal Ananay, muito elogiado, pessoal super simpático, e não foi tão caro: 75,00 dólares por 5 noites. Ele fica na rua mais charmosa e tranquila de La paz, e tem uns 3 museus só nessa rua, onde se encontra também a casa de Murillo, que é tipo um herói libertador pros bolivianos. Também fica bem perto da rodoviária 6 ou 7min a pé, pontos turísticos, plaza murillo, mercado lanza, onde se pode comer uma truta do lago, plaza mayor, etc. Quando eu fui na rua das bruchas, sagarnaga, illampu, eu vi que acertei no hostal, ali tem muito barulho, carro, buzina, rua suja, etc... unica vantagem é que tem ali agencias turismo, e artezanato. Me esqueci de falar da viagem, de cocha a la paz, é super tranquilo, são 8hs viajem, ônibus para na metade caminho em Caracollo, por 30min para banheiro, lanche, almoço, e a passagem é incrivelmente barata varia de 30 a 50 bol e tem saídas de 30 em 30min para la paz, e vice-versa. Fui pela empresa Bolivar. Depois o bus pega um pouco de transito en el alto, cidade vizinha de la paz, e para ali para desembarque. Para por fim na rodoviária La paz. Ali tem na entrada informações turisticas onde se pode pegar mapas, etc.. fui a pé pro meu hostal. Lá mesmo se oferece agencias turismo, e fechei pra ir chacaltaya e valle de la luna, por 90 bol + 15+ 15 das entradas dos parques respectivamente, que se paga quando chega lá. É importante tomar a sorochepill, antes desse passeio, pois vai subir a 5.410mts altitude. Eu tomei de manha cedo, essa pírula tem efeito por umas 8hs. Paguei 3,85bol cada. Também levei folhas de coca e mel em sachêsinhos, que trouxe do brasil, para dar energia instantânea. Foi super tranquilo, embora a estrada até a montanha é sinuosa e da aquela adrenalina boa, hehe Leve algo para comer, pois esse paseio dura o dia todo e nao param pra almoçar. Eu comi algo no caminho pro valle la luna. Nessa noite, madrugada voltou problemas intestinais, pois já estava debilitado desde cbba, mas depois melhorei., aproveitei pra conhecer cidade andando bem de boa, devagar olhando tudo com carinho, aproveitei pra ir no banco do brasil, pois o money tava acabando. Fica na rua 20 octubre, edifício torre azul, enorme todo espelhado. Sim, o prédio mais mais modernos de la paz é nosso! Nem no brasil eu vi um banco brasil tao grande! Dica, quando a van do passeio volta do vale luna, ela passa na rua paralela a do banco, pode pedir pra descer ali, ok? :'> Dai, fui a copacabana, comprei passagem ida e volta empresa titicaca 65,00 bol. A viagem dura 4hs, determinado momento vc desce do bus, e passa o lago num barco, bus tambem vai numa balsa, dai voce espera o bus do outro lado. CUIDADO PRA NÃO ERRAR DE BUS! Fique atento ao seu motorista, memorize ele e seu bus. Fique perto da galera do seu bus, detalhe tem que se pagar essa travessia que é 2 bol creio. Chegando em copacabana (não tem terminal), o bus para numa rua em frente agencias, comprei ainda dentro do bus, bilhete barco para a ilha 30 bol ida e volta. Antes de ir procurei lugar pra almoçar, algo barato, me indicaram que na praça se serve almoço, fui lá e comi um prato de sopa deliciosa com papas, pollo, verduras, macarrão por 5 bol, o bom é que, como é fervido, nao tem perigo contaminação. Até parte sul, a viagem dura 1h e meia quase, e ao desembarxar tem taxa pra ingresar na ilha 5 bol pra extrangeiros. Eu voltei no mesmo dia, pois a grana tava acabando,ae ja tava economizando pra volta. Deu pra ficar na ilha umas 2 horas, foi uma pena, o certo seria dormir uma noite lá e no dia seguinte sair pros passeios na ilha, ir até parte norte, etc. Bom fica pra próxima. (eu vou voltar heim!) Resumindo sai de la paz fui ilha do sol e voltei pra la paz tudo no mesmo dai, ufa! Cansativo Voltando a la paz, o ultimo dia tirei pros museus, vale a pena, os da rua jaen, que é onde fica o hostal ananay, e o etnográfico. Tambem fiz um tour nas tres linhas do teleférico, muito legal! O teleférico é bem barato, 3 bol, eu fui e voltei nas 3 linhas por 12 bol creio, e é bem moderno as estações, me disseram que foi uma empresa suíça que construiu. Bom, de volta a cbba, fui no médico, fiz exames, me tratei, me fortaleci pra voltar pra Florianópolis, volta que ia ser de busão e ia durar 3 dias. No ínterim, houve um deslizamento na estrada principal pra santa cruz de la sierra, e a estrada ficou bloqueada por alguns dias, depois só meia pista. tinha a rota alternativa, pela estrada velha, mas a viagem que era de 10hs, tava durando de 16 á 20 hs! Esperei alguns dias e nada mudou. Dai, tive que comprar de aviáo esse trajeto, de cbba á santa cruz, pela BOA aviaçáo, por 215,00 reais. Valeu a pena, até porque tinha que voltar pros meus compromissos no brasil. No aeroporto de santa cruz, viru viru, o taxi era 60 á 70 bol até rodoviária bimodal, como eu tinha lido algo dos mo hileiros que dava de ir de bus, fui me informar, e , Ai vai a dica: saindo do saguão do aeroporto, voce pega um micro bus, 6,00 bol, cor branco e verde (linha 135 aeroporto), só tem esse. Dai pede pra descer no 3°anillo, atravesa a avenida do anillo (anel viário) e do outro lado voce pega outro micro, linha74 "VUELTERO", por 2 bol, que te deixa em frenta a rodoviária bimodal. Tudo por 8 bolivianos! Comprei pasagem o mais tarde possível pra viajar na madruga, 21:30, por 90 bol, empresa pantanal, recomendadíssima, onibus novo , leito, 3 filas, ar condicionado, tv, outra dica: procure os assentos mais na frente, pois eles costumam vender passagens pra familias com crianças que logo saem dos colos dos pais e se deitam pelo corredor, fazem um mini camping dentro do ónibus, tambem quando fui pra la paz, o motora parava no meio do caminho e pegava passageiros, sendo que o ónibus ja tava lotado, dai eles armam um verdadeiro acampamento no fundão do bus. Eu sinceramente, não me incomodo com isso, procuro entender a cultura deles, também a pobreza, tudo dificulta, e se via que os pais tentavam de tudo pra nao incomodar os demais passageiros, mas tinha hora que era impossível, quer ver qd tinha que trocar a fralda! O cheiro infectava tudo! Mas eu penso que viajem sem algum perrengue nao tem graça, certo? Chegando em puerto quijarro, bem cedo manha, fui procurar um lugar pra desayunar, e um homem se ofereceu pra ajudar com as malas, eu disse que nao precisava, mas perguntei sobre um lugar pra comer algo,daí, ele insistiu em me levar até lá, que era como uns 30mts do ónibus. E eu fui levando as malas. Dai ao chegar, ele me mostrou a lanchonete e um wc, e me pediu 5 bol. Eu entendi que era pela gentileza de me acompanhar 30 mts a pé, (como se eu precisasse disso), e pelo,uso do wc, pois ele falou com o guardinha do wc. Ao sair do wc, o guardinha me cobrou o uso, 2 bol. Você entendeu? Nem eu entendi direito, mas tudo bem, segui pra fronteira, dei saida da bolivia, umas 2hs na fila, pois tive de esperar 45 min fronteira abrir, fui pra pf no brasil, outra fila, mais 1 h esperando. Daí quando tinha umas 3 pessoas na minha frente, todos bolivianos, saiu uma mulher da pf perguntando se tinha brasileiros na fila e pediu nosso rg ou passaporte e passamos na frente. A partir dali, ela mandou fazer uma fila ao lado. Bom, eu ja tinha lido algo sobre isso nos relatos, mas é que simplesmente nao tem nada, mas nada dizendo isso, nem placa, orientacao, nem onde começa as filas, bastava ter um folha A4 colado na parede: "fila brasileiros" e"fila extrangeiros" ou qualquer pintura no chão indicando onde começa as filas. é só usar a cabeça um pouquinho que facilita pros turistas e também pros policiais. Já no lado boliviano só tem uma fila pra todos. Saí da pf e uns taxistas me ofereceram levar rodoviária por 50,00 reais, dai eu disse que paguei 30 na vinda, e que nao ia pagar mais que isso. Após 5 min, enquanto eu esperava alguém sair pra rachar o taxi, ele me ofereceu por 40,00. Eu insisti por 30, daí fomos. Nmo caminho ele me ofereceu ir de van para campo grande, pois a companhia deles de taxi tinha uma van que ia alguns dias para campo grande regularmente.ele disse que nao tinha mais vagas nos buses da andorinha. Paramos no escritório da companhia deles, fica em frente rodoviária, casinha madeira, ao lado ponto de bus, se chama indiana tours. Isso já era 11:30hs, Fui confirmar na rodoviária e só tinha vaga pra noite. Dai voltei e paguei o transfer pra campo gr. Por 115,00 reais, saiu 10 reais a mais, porem, vai mais rápido que o bus, saimos 12hs, numa sprinter grande e nova, com ar cond. Pois tava muito quente, era 12 janeiro. No caminho paramos pra almoçar num bom restaurante. Me deixando na rodoviária era umas 19hs, fui atras de uma passagem, uma linha Porto Velho até criciuma SC, e que passa por florianópolis. Essa viajem dura 24hs. Pela Unesul estavam todos lotados, vaga só no outro dia e á noite! Comprei pela Eucatur, uma ultima vaga, ufa! 251,50 reais. Saída para ás 00:10hs, atrasou e saímos 3 e meia da madruga. A partir de agora vou resumir, mas, acredite!, o onibus quebrou 3x! , e trocamos de bus 2x. Era pra chegar em floripa meia noite, chegou 11hs da manhã. Ufa, cheguei na minha linda floripa! Bom, pra finalizar, foi uma experiéncia incrível conhecer a Bolivia, recomendo com certeza. Pais pobre, é verdade, mas riquíssimo em cultura, folklore, história, pessoas humildes, simples, e amigáveis. E como ficou alguns passeios pra tráz, como descer de bike estrada da morte, tiwanaku, sucre, salar uyuni entre outros.... quero voltar pra lá. É evidente que teria mais 'causos' pra falar, mas acho que já falei demais Abraço pessoal...
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