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  1. Bolívia (Salar de Uyuni) + Chile (Atacama) + Peru (Cusco) Oi mochileiros podem me ajudar? Fiz um roteiro com objetivo de conhecer uyuni, atacama e cusco em 20 dias em julho/agosto deste ano. Podem criticar pra ver se não estou fazendo besteira no roteiro abaixo. É meu primeiro mochilão fora do Brasil. E se quiserem podem me indicar agência e hostel (já até reservei mas tenho cancelamento grátis daí dá p mudar..) Roteiro Dia 1 – São Paulo x Santa Cruz de La Sierra (avião) – chego de noite Dia 2 – Bolívia - Santa Cruz de La Sierra x Sucre (avião - manhã) + Sucre x Uyuni (ônibus) Dia 3 – Bolívia - Fechar passeio do salar, ver câmbio etc. (mais alguma coisa neste dia?) Dia 4, 5 e 6 – Bolívia - Passeio do salar de uyuni + chegada no atacama (negociar passeios e ver câmbio etc) Dia 7 – Atacama - Valle de la luna e valle de la muerte (manhã) + lagunas escondidas (tarde) Dia 8 – Atacama - Piedras rojas e Lagunas Altiplacas Dia 9 – Atacama - Vulcão lascar + tour astronômico Dia 10 – Atacama - Salar de tara (manhã) + Atacama X Arica (ônibus - tarde/noite) Dia 11 e 12 – Peru – Arica X Tacna (ônibus) + Tacna X Arequipa (ônibus) + Arequipa X Cusco (ônibus) Dia 13 – Cusco - city tour + câmbio + negociar passeios e talvez valle sagrado (Sacsayhuaman, Kenko, Pukapukara, Tambomachay, Pisaq) Dia 14 – Cusco - Chinchero, Salinas de Maras, Moray e Ollantaytambo Dia 15 – Cusco - ida p águas calientes de van + caminhada hidrelétrica Dia 16 – machu picchu (ingresso comprado, esse dia ñ dá p alterar) + volta para Cusco de van Dia 17 – Cusco - laguna humantay Dia 18 – Cusco – puno (dúvida, ñ sei o q fazer direito neste dia) Dia 19 – Cusco - montanha de 7 cores Dia 20 – Cusco x São Paulo (avião)
  2. Pessoal, estou programando um mochilão pra minha conclusão da graduação. To querendo ir no primeiro semestre do próximo ano. To tendo dificuldade pois não sei por onde começar e o que devo ter exatamente organizado já.... Até agora vi muito comentário aqui e vídeos de relatos. Minha ideia é ir via terrestre e voltar de avião. Alguém pode me ajudar sobre Passagens(compro antes ou lá? as terrestres), Câmbio (troco lá ou antes ?), Seguro Saúde, Segurança na viagem (é perigoso fazer caminho por terra ? no Brasil eu sei que é ), reservas em Hostel ( faço todas antes de ir ?? é perigoso fazer online ? )... Ah, e relatos se possível pois acho que vou sozinho já que não encontrei ninguém pra ir mas to um pouco receoso em ir só. Desde já, obrigado pessoal !
  3. Há cerca de um ano atrás, ao ver uma foto do Parque Nacional Torres del Paine, disse ao meu filho de 21 anos: “Meu Deus, precisamos conhecer este lugar!”. Desde então, passei a pesquisar tudo sobre o Parque e sobre a Patagônia Chilena e Argentina: principais locais a serem visitados, parques, cidades, atrações. Foi a partir daí que comecei a fazer o roteiro dessa que, sem dúvida alguma, foram as melhores férias da minha vida! Em primeiro lugar: para fazer nossa primeira viagem de mochilão, precisávamos de roupas e equipamentos que não tínhamos, então, bora pra Decatlon. Abaixo, nossas principais compras: - Duas Mochilas Quechua Scape 50 l e 70 l (Simplesmente maravilhosas e práticas! Cabe o mundo lá dentro!) - Duas jaquetas 3x1 da Quechua - Que já vem com uma jaqueta de fleece por baixo da jaqueta impermeável (Não sei o que seria de nós sem ela! Usamos direto e nos protegeu bem da chuva e do frio cortante.) - 1 calça de trekking pro filhote (eu usei sempre minhas duas leggings pretas) - 2 blusas segunda-pele para cada um de nós - 1 blusa fechada de fleece pra mim - 2 Camisetas dry-fit para cada um (Comprem! Fiz um dos trekkings com uma blusa básica de algodão por baixo e ela ficou encharcada de suor) - Pescoceira (Comprem! Comprei uma pro meu filho e tentei fazer trekking de cachecol mas é horrível. A pescoceira é bem mais prática, protege do frio e não sai voando com o vento patagônico) -Toucas básicas - Bastões de Trekking (um para para cada um e agradecemos a Deus todos os dias o fato de temos investido nisso. Não sei o que seria da minha vida sem os bastões para me dar apoio nos momentos mais difíceis. Eles foram meus melhores amigos nesta caminhada – depois do meu filho, claro! - Duas Garrafas de água de 1 l (Ótimas! Nunca bebi tanta água na vida quanto nos trekkings que fizemos! Detalhe, como elas eram de um material parecido com alumínio ou metal, mantinham a água que pegávamos nos riachos bem fresca!) - Botas de trekking impermeáveis da Quechua (Comprem!!! Não deixaram nossos pés molhados ao pisar nos riachos – e creiam, vocês pisarão em muitos - e nem suados e são bem confortáveis – mas usamos algumas vezes antes da viagem para ir se acomodando aos nossos pés.) - Meias de trekking (Parece um gasto desnecessário mas realmente, não deixam nossos pés suados, mesmo andando kms e kms de distância) - Luvas próprias para trekking (Confortáveis e práticas) A viagem: fomos dia 30 de dezembro de 2018 e retornamos a São Paulo dia 18 de janeiro de 2019. Roteiro: São Paulo – Ushuaia (de avião, com escala de 14h em Buenos Aires) ; de Ushuaia a Punta Arenas (10h de ônibus); de Punta Arenas a Puerto Natales (3h de ônibus); de Puerto Natales a El Calafate (3h de ônibus) e de El Calafate a El Chalten (2h de ônibus) – esse trajeto foi feito no mesmo dia com algumas horas de espera em El Calafate antes de pegar o ônibus para El Chalten); de El Chalten para El Calafate (2h de ônibus); de El Calafate para Buenos Aires (3h30 de avião); de Buenos Aires para São Paulo (2h30 de avião). Paguei R$ 3700,00 para duas pessoas em todos os trajetos de avião, pela Aerolíneas Argentinas. As passagens eu comprei pelo site Busbud antes de viajar, todas pelo cartão de crédito e a que paguei mais cara foi de Ushuaia para Punta Arenas, cerca de R$ 240,00 cada. Dia 30/12/2018 – domingo Saímos do Aeroporto Internacional de Guarulhos as 10h e chegamos a Buenos Aires por volta do meio dia. Como era domingo, tivemos que trocar reais por peso no Banco de La Nación do Aeroporto a 9,20 pesos por real. (Péssima cotação, embora em todas as cidades da Patagônia Argentina por onde passei, o peso estava apenas 9. Ou seja: se sua escala em Buenos Aires for longa e for dia de semana, vá até a Rua Sarmiento, no centro de Buenos Aires. Lá a cotação esta 10,20 por real. - Como nossa escala era longa, pegamos um táxi até o hotel onde ficaríamos hospedados no final da aventura patagônica e deixamos nossas mochilas guardadas lá, enquanto aproveitamos o dia para mostrarmos Buenos Aires para um rapaz do Brasil que também estava numa escala longa em B.A. Como já conhecemos a cidade, o levamos nos principais locais turísticos do centro pra ele conhecer. A noite, quase meia noite, seguimos de volta para o Aeroparque para pegar nosso avião, que só sairia para Ushuaia as 4h. Juro que tentei dormir no chão do aeroporto enquanto esperava mas não consegui...Já meu filho, dormiu e sonhou com os anjos enquanto eu ficava ali, cansada mas ansiosa demais com a viagem para conseguir sequer cochilar. 31/12/2018 – segunda-feira Ùltimo dia do ano e às 8h00 da manhã, desembarcamos em Ushuaia. Do aeroporto ao hotel, que foi um trajeto bem rápido, já deu para ficarmos de olhos arregalados com a beleza daquele lugar. Montanhas e mais montanhas com seus picos nevados, apesar do verão e um frio que...nossa! Deixamos nossas coisas no hotel e partimos para fazer compras de belisquetes, laches e bebidas para levarmos nos passeios e para nossa “ceia” de reveillon.Gastamos 100 reais no mercado de Ushuaia, que tinha longas filas e preços bem maiores do que os daqui. Depois de deixarmos nossas compras no hotel, partimos para marcarmos nossos passeios por Ushuaia. Agendamos o passeio pelo Canal de Beagle até a Pinguinera (mas sem passeio com os pinguins) por R$ 380,00, nós dois, para o dia seguinte às 16h. Tivemos um desconto por pagarmos em dinheiro. Como estávamos cansados da viagem, tiramos o dia para conhecermos a pequena e acolhedora cidade de Ushuaia. Neste mesmo dia, à tarde, visitamos o Museu do Presídio e Museu Marítimo. Para quem gosta de museus como eu e meu filho, é uma boa pedida. Á noite, abrimos nossa garrafa de vinho no quarto de hotel e ficamos olhando pela janela para ver se fariam festa no Reveillon. Doce ilusão! O máximo que ouvimos da “comemoração”, foram uma meia dúzia de buzinas de carro e uma buzina bem mais alta que cremos ser do navio que estava ancorado no porto. Meia noite e lá estávamos nós brindando e vendo as festas de reveillon pela internet. Estranho mas, ao mesmo tempo, um modo diferente de comemorarmos a chegada do novo ano. 01/01/2019 Começamos o dia indo ao Glaciar Martial. Pegamos um táxi por volta das 9h, até o começo da trilha e chegamos lá rapidamente. No caminho já nos encantamos com a beleza das montanhas com picos nevados. Grandes e lindas. Devido ao meu sedentarismo e kgs a mais, nos primeiros cem metros de trilha já fiquei ofegante mas segui em frente. Ainda bem! Depois de um tempo subindo, começou a nevar. Gente, pense numa mulher feliz, que ficou feito uma criança ao ganhar um baita presente. Fiquei eufórica! Era a primeira vez que víamos neve e fiquei encantada. Continuamos a subir o Glaciar e a neve ia aumentando. Eu até achei a subida um pouco difícil mas mal sabia eu o que me aguardava na minha viagem à Patagônia. rs. Valeu muito a pena! Foi lindo e o primeiro trekking da vida a gente nunca esquece. Voltamos para o hotel por volta das 13h. Almoçamos, demos uma descansada e partimos para nossa segunda aventura do dia. As 16h pegamos o barco para conhecermos o Canal de Beagle. Que passeio mais lindo! Cada paisagem linda! Vimos comoranes, leões marinhos e os encantadores pinguins...o Farol Les Eclairs, as montanhas ao redor...o frio nunca antes sentido da vida! rs. Realmente, um passeio imperdível e emocionante. Voltamos ao porto às 20h. 02/01/2019 No nosso último dia em Ushuaia, pegamos uma van no Porto, R$ 45,00 por pessoa (ida e volta) e fomos até a Laguna Esmeralda. Levamos duas horas pra chegar naquele cenário de sonho e quase o mesmo tempo pra voltar. O percurso é puxado em algumas partes mas é cada paisagem que vale a pena cada passo dado. Tem alguns lugares do caminho que são bem “encardidos”. Na volta, ao atravessar um dos lamaçais, o tronco onde eu estava passando virou e cai de costas, afundando minhas pernas no lamaçal. Bendidas roupas impermeáveis. Apesar da sujeira, foi bem fácil limpar o estrago depois. Muito cuidado e atenção nesses lugares. Terminei o trekking cansada, ferida em meu orgulho (quando caí, tinham vários gringos por perto vendo o meu tombo cinematográfico. rs) mas profundamente feliz por presenciar tanta beleza! Que lugar!!! No final da tarde voltamos ao hotel e preparamos nossas coisas para viajarmos no dia seguinte. 03/01/2019 Dia de pegar o bus rumo a Punta Arenas. O começo do percurso é lindo, repleto de belas paisagens. Depois de algumas horas, começamos a viajar no meio do nada e é um longo percurso no meio deste nada. Tirando as paradas nas fronteiras (saída da Argentina e entrada no Chile), o ônibus não para em lugar nenhum. Portanto, viagem preparados com lanches e bebidas. Eles servem um suco com bolachas mas não é suficiente para matar nossa fome. Na hora de atravessarmos o Estreito de Magalhães, somos obrigados a descer do ônibus e ficarmos na balsa. Fomos ao ar livre e quase congelamos a alma. Um frio cortante mas, o lado bom: conseguimos ver uma pequena baleia brincando na àgua e foi emocionante. Após a travessia, voltamos para o ônibus e seguimos nossa viagem no ônibus. Apesar da previsão de 12 horas de viagem, levamos umas 10h30 para chegarmos. Ficamos na pousada Tragaluz, que mais parecia uma casa de bonecas. Que lugarzinho lindo...e caro. Ao pagarmos com cartão, o calor aumenta consideravelmente. Dali pra frente, decidi pagar minhas estadias em dinheiro para fugir das taxas do cartão. Como era meu aniversário, saímos pra comer uma pizza no centro da cidade. Foi um dia cansativo pela longa viagem e, neste dia, dormimos cedo. 04/01/19 Saimos cedo para conhecermos a cidade. Fomos ao Museu Regional de Magallanes e no Museu Marítimo. Passeios interessantes para quem curte museus...mas o que eu gostei, mesmo, foi da orla. Dava pra ver vários pássaros, cenários interessantes,belos monumentos, praças…Fomos ao mirante da cidade onde tivemos uma linda vida de Punta Arenas. A cidade é graciosa mas em um dia, conseguimos conhecer absolutamente tudo de interessante que existe por lá. Vale a pena conhecer apenas se você não tiver outra coisa pra você. Se eu voltasse pra lá, agora, não me hospedaria em Punta Arenas. Achei muito caro pra pouca coisa, apesar da graciosidade do lugar. 05/01/19 Partimos para Puerto Natales logo cedo, Confesso que minha ansiedade estava a mil pois era exatamente lá perto que estava o motivo da minha ida à Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine. Ficamos hospedados no Hostel El Sendero. Lugar super simples, bacana, acolhedor e o Juan, responsável pelo lugar é super querido. Lá mesmo fechamos o full day a Torres del Paine no dia seguinte. Saímos para conhecer a cidade, trocar $ e almoçar. Lá tem uma pizzaria chamada Pizzaria de Napoli e eles servem a melhor pizza que comi na vida! Bem pertinho dela, tem um pequeno comércio que troca reais por pesos. Cotação 1500 pesos por real. Cotação ruim mas em toda a cidade estava este valor. Achamos a cidadezinha pequena, gelada e bem acolhedora. Fomos conhecer a orla e quase fomos carregados pelo vento patagônico. Estava frio...frio...extremamente frio...mas valeu a pena o passeio e as fotos que tiramos. Depois fomos ao mercado comprar as coisas para fazer nossos lanches para levarmos ao passeio do dia seguinte. 06/01/19 Full day ao Parque Nacional Torres del Paine. Gente, nada do que eu havia visto em fotos e vídeos me prepararam para a beleza absurda deste lugar! As montanhas, as lagoas, o céu azul, as nuvens em formatos diferentes, os guanacos, lebres, emas...Que maravilha é aquilo! Confesso que quase chorei ao ver tudo aquilo. Eu havia sonhado muito em estar ali e a realidade era ainda melhor...muito melhor. Quando fomos até o lago Grey, começou a chover e fizemos o trajeto embaixo de uma chuva bem gelada, mas valeu muito o passeio. Antes de voltarmos a Puerto Natales, fomos conhecer a Cueva do Milodon. A caverna é bacana mas o que mais gostei de lá foi o cenário do lado de fora. Simplesmente lindo! Tirei tantas fotos...mas tantas! rs. Dizem que o full day ao Parque Torres del Paine não vale à pena mas vale sim e muito. Principalmente, para quem quer levar crianças ou idosos ao Parque. É seguro e não é cansativo. Muito bom para quem não tem experiência em acampamentos e longos trekkings. 07/01/19 Eu e meu filho pegamos um ônibus na rodoviária e partimos para Torres del Paine novamente. Desta vez, faríamos o ataque ás Torres. Dica: no dia anterior, ao pagarmos a entrada do parque (cerca de R$ 120,00 reais, carimbamos o bilhete da entrada e o usamos para entrar no parque no dia seguinte sem pagar. Se você carimbar a entrada, parece que você tem mais dois dias pra voltar lá sem pagar uma nova entrada). Chegamos a portaria laguna Amarga, onde um outro ônibus nos levou para o começo da trilha, próximo ao Hotel Las Torres. Começamos o trajeto encantados com a vista e com os caminhos. Depois, quando começou a subida rumo ao Vale do Ascêncio, descobrimos que a subida era “a subida”. Rs. Eu parei muito no caminho e bebia muita água. Nunca deixem suas garrafas vazias. Creiam: vocês vão precisar. Achei o trajeto lindo até o Camping Chileno. Aliás, o local do camping é encantador. Me arrependi imensamente não ter reservado um pernoite lá. Aconselho imensamente que passem uma noite lá pra que a ida ás Torres não se torne uma doce tortura, como foi pra mim. O caminho é lindo, repleto de bosques, riachos...Um sonho...Mas eu já estava extremamente cansada e sofrendo com dores nas pernas durante o trajeto. Quando chegamos na famosa e temida subida às Torres, ao olhar para cima e ver pessoas lááá em cima como se fossem formiguinhas, ao ver o quanto faltava a té chegar às Torres, me desesperei e pensei em desistir, aí meu filho disse: “Vc sonhou tanto com isso e vai desistir taõ perto? Vamos que você consegue!” - Gente...subi. Consegui chegar lá e chorei de alegria por ter conseguido e por ver tamanha beleza. Ao chegar à base das Torres, valeu a pena as dores nas pernas, o caminho difícil, íngreme e perigoso.O lugar é simplesmente sensacional! Como tínhamos que pegar o ônibus às 19h perto do Hotel para irmos até a entrada da laguna Amarga e pegarmos o ônibus de volta a Puerto Natales e como eu levei 5h10 para chegar na base das Torres, ficamos lá por uns 15min e começamos a volta. Gente...não pensem que a descida é mais fácil que a subida. Pra descer é bem mais complicado, muitas vezes eu sentava nas pedras para conseguir descer. Minhas pernas já não se aguentavam e demoramos muito a voltar. Ao conseguimos chegar perto do Hotel Las Torres, só haviamos eu, meu filho, e um casal que havia subido a montanha com sua filhinha de 5 anos nas costas. Éramos os últimos a chegar lá e o ônibus que levava á portaria já havia partido. Estávamos mais de meia hora atrasados. Resumo da ópera: pagamos uma van do hotel par anos levar até a portaria da Laguna Amarga onde, graças a Deus, todos os ônibus estavam atrasados. Ufa! Conseguimos pegar nosso ônibus e voltarmos para Puerto Natales. Minhas pernas doíam infinitamente mas a sensação de superação por ter conseguido chegar lá e por ter presenciado tamanha beleza, fazia com que minha dor diminuísse e um misto de orgulho e sensação de sonho realizado tomou conta de mim. Que dia, meus amigos! Que dia! Jamais vou esquecer. Juro!!! 08/01/2019 Pegamos o ônibus logo cedo rumo a El Calafate. Passamos pela fronteira e ficamos cerca de uma hora numa fila que não andava, para darmos entrada na Argentina. Essas fronteiras são bem cansativas, principalmente em alta temporada quando a quantidade de turistas é grande. Chegamos lá perto da hora do almoço e compramos a passagem para o mesmo dia, às 18h, rumo a El Chalten. Fomos até uma casa de câmbio em El Calafate trocar pesos, almoçamos e fizemos hora até embarcarmos rumo á nossa próxima aventura. Chegamos em El Chalten por volta das 20h e fomos direto para nossa pousada Nunataks, que fica bem ao lado do início da Senda do Fitz Roy. Ôh pousadinha gostosa! As meninas super receptivas e atenciosas. Fizeram com que nos sentíssemos em casa! Recomendo demais este lugar e, com certeza, voltando pra El Chalten, me hospedarei lá novamente. Como ainda estávamos muito cansados da noite anterior, dormimos cedo. 09/01/2019 O dia amanheceu lindo, com céu azul apesar do vento gelado. Saímos para os Miradores Los Condores e Las Águilas, que ficam próximos a entrada da cidade e que não são trekkings tão puxados assim. Qualquer um pode fazer e vale a pena. As paisagens são de sonho e o lindo e mágico Fitz Roy pode ser visto em quase todo o trajeto. Se o Parque Torres del paine me deixou encantada, o Fitz Roy me fascinou. Já na estrada rumo a El Chalten, quando começamos a enxergar as montanhas, é de arrepiar! É tanta beleza, tanta grandiosidade que não dá pra explicar. Já a cidadezinha de El Chalten, é um encanto. Minúscula, linda e hospitaleira, com certeza, é um lugar onde eu queria viver. Ah, lá não pega 3g de jeito nenhum! Portanto, pegue um hostel ou hotel com wi-fi para poder postar as fotos incríveis que, com certeza , vocês vão querer compartilhar nas redes sociais. Ah, comer em El Chalten é bem carinho, viu?! Mas descobrimos um lugar, perto de nossa pousada com uma comida ótima e preço justo: o Rancho Grande. Foi lá que comemos o melhor chorizo da nossa viagem. 10/01/2019 O dia que escolhemos para fazer o trekking ao Fitz Roy amanheceu nublado, com um vento extremamente gelado e forte. Conforme havíamos nos informado, decidimos pegar um táxi até a Hosteria el Pilar para começarmos nossa caminhada. Creiam: vale muito a pena pagar um táxi ou van para iniciar o trekking ali. Você evita uma subida extremamente íngreme de dois kms, que é a forma de se chegar ao Fotz Roy pela cidade. Começamos nosso trajeto sozinhos. Demoramos muito a começar a encontrar com mochileiros que vinham no caminho contrário. Quando chegamos ao Mirador Piedras Blancas, ficamos encantados com o cenário. Parecia um quadro pintado à mão. Decidimos fazer o trajeto pelo mirador e voltar pela Laguna Capri. Andamos uns 8km até chegarmos no camping Poincinot. O Treking é puxado mas nada comparado a Torres del Paine. No camping só tem um banheiro e daqueles com um buraco no chão. Pensa no malabarismo para poder fazer um pipi ali. rs. Só por Deus! Haviam alguma ṕessoas ali que, como nós, queriam subir no Fitz Roy mas, devido ao mau tempo, chuva e um vento extremamente fortes, pessoas experientes que ali estavam alertavam do perigo de subir na Laguna de Los Três. Com dor no coração, decidimos não subir e partimos com a certeza de que voltaremos lá em breve para concluirmos nossa aventura. Mas o passeio valeu muito a pena. Cada cenário!!! Sempre com o Fitz Roy ali, majestoso, abençoando nossa caminhada. Ô coisa linda que são essas montanhas, meu povo!!!Voltamos á El Chalten pela Laguna Capri. Gente...a volta foi puxada, viu?! Foram mais oito kms até a cidade e a gordinha aqui sofreu. A descida até a cidade é longa e cansativa, apesar da linda vista do Rio de Las Vueltas. Vocês se lembram daquele vento forte que decidiu aparecer este dia? Pois é. Ele chegou a nos empurrar na descida. Definitivamente, este negócio de vento patagônico é bem perigoso. Não o subestime. Durante a descida, vi muitas pessoas subindo aqueles dois kms que eu falei no início do post deste dia. Muitas dessas pessoas com enormes mochilas nas costas. Decididamente, não sei como conseguiam. Achei uma loucura e extremamente puxado. Como disse, e repito: iniciem seu trekkling pela Hosteria El Pilar. Vocês vão agradecer. 11/01/2019 Dia de partirmos para El Calafate. Confesso que parti com uma baita dor no coração! Me apaixonei por El Chalten num grau que vocês não tem idéia. Queria ter ficado ali por muito mais tempo. De preferência, a vida toda. rs. Ah, um dia antes de ir para El Calafate, recebi um e-mail do Hostel Bla Guesthouse porque, segundo eles, havia tido um vazamento e precisavam consertá-lo, não sendo possível ficarmos hospedados lá. Pensem numa pessoa que ficou brava, pois tive que entrar no Booking,Com e resercar outro lugar aos 47min do segundo tempo. Obviamente não tinham mais hospedagens boas e baratas disponíveis e reservei estadia no Hotel Upsala. Ótima localização, café da manhã justo mas um hotel extremamente antiquado. Não que eu ligue para luxo mas não foi um lugar que me senti bem. Tinha banheira, chuveiro bacana (que só esquentava quando queria) e cama e cobertas bem antigas. Parecia que estávamos numa casa de fazenda bem antiga. Os muitos corredores me faziam sentir no filme O Iluminado do Stephan King. Apesar disso, os senhores que nos atenderam foram extremamente gentis. Saíamos para conhecer El Calafate e fecharmos nosso mini-trekking na Hielo y Aventura para o dia seguinte. Doce ilusão. Até o dia 14 não tinham mais vagas para o mini-trekking, ou seja: sempre reservem seus passeios antes de ir, principalmente, se vocês forem ficar poucos dias em El Calafate. Fomos à empresa de Turismo Criollo (a mesma com as quais fizemos nosso passeio em Ushuaia) e fechamos a navegação e passeio no Perito Moreno. O passeio ficou uns R$ 240 para nós dois. 12/01/19 Dia de Perito Moreno! A paisagem pelo caminho já é um espetáculo a parte. Quando a própria geleira, que grandiosidade! Que coisa linda!!! Impossível definir em palavras a beleza que nós vimos ali. O parque é lindo, aquelas passarelas intermináveis nos levam a diversos cenários para fotos divinas! Vale muito a pena conhecer o Parque Los Glaciares! A navegação de cerca de uma hora nos leva mais próximos às paredes de gelo, onde vez ou outra se desprendiam blocos que caiam no lago e faziam um barulho imenso. Era um oh pra cá...um oh pra lá...Todos encantados com a visão de algo tão incrível. Apenas vão! Vale á pena conhecer um dos maiores e mais belos glaciares do mundo! 13/01/19 a 18/01/19 Dia de darmos adeus a nossa aventura patagônica e partir para 5 dias em Buenos Aires, onde, além de descansarmos, conheceríamos lugares que não havíamos conhecido em nossa última viagem para lá. Ficamos em Buenos Aires de 13/01 a 18/01 de 2019, quando voltamos para Guarulhos e terminamos a viagem mais incrível de nossas vidas. Jamais esquecerei a magia da Patagônia, a beleza sem igual daquele lugar e toda minha superação em andar 16...18 km por dia, subindo e descendo montanhas, dando fim ao meu sedentarismo de longos anos. Voltei pra casa 4kg mais magra e com uma sensação maravilhosa de sonhos realizados. A única dor no peito, é a saudade que já sinto daquele lugar. Não deixem de conhecer a Patagônia. É um passeio caro, é, mas com jeitinho, uma boa pesquisa e força de vontade, vocês também podem sentir a alegria que senti em fazer esta viagem tão incrível! Desculpem o longo depoimento mas sempre li vários depoimentos super bacanas neste site e foram eles que me inspiraram e me deram dicas super úteis para que esta minha viagem fosse perfeita.
  4. Eu estou pesquisando e pretendendo começar um mochilão em fevereiro, sou de guiara no parana, divisa com o paraguaí pertinho do mato grosso do sul, pretendo ir ate Buenos Aires e la começar a ter uma noção se minha viagem vai dar certo ou não, pretendo fazer trabalhos em troca de hospedagem, mas mesmo assim pretendo levar uma barraca para não dormir no banco da praça, procurar um meio de trabalho vai ser fundamental pois o pouco dinheiro que vou levar vai ser para alimentação, de inicio pretendo ir descendo ate o extremo sul do pais, mas nada impede de seguir outro caminho, não tenho data de ida muito menos de volta, mas tenho a vontade de conhecer muitos lugares nesse mundo ainda, pretendo pegar carona para baratear a viagem, e não tenho presa de me mudar de um lugar quando chegar, quero ao mesmo conseguir o necessário para chegar no próximo local. SE ALGUÉM TIVER ALGUMA DICA, SUGESTÃO, EXPERIENCIAS E PUDER COMPARTILHAR SERIA INCRÍVEL. WHATSAPP 44 99172-6470
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