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  1. O voo saiu de Guarulhos – São Paulo no dia 29/02/2020 às 7h15, com chegada em Assunção aproximadamente às 09h00. No Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi o processo de migração foi bem tranquilo, até por conta de ser uma simples escala (aproximadamente 8 horas). De lá pegamos um táxi (100.000 guaranis, em torno de R$77) que nos deixou exatamente no Panteão Nacional dos Heróis, de onde iniciamos a visitação na cidade. Além do Panteão, visitamos o Palácio de Los Lopez (apenas a vista externa), Museu Casa da Independência e a Catedral Metropolitana de Assunção (apenas a vista externa). Nota-se a existência de muitas praças nas redondezas. Casas de cambio no local são bem comuns e fáceis de achar. A cerveja Pilsen é a característica da região, a base de Mandioca, muito boa para dar uma degustada. Além dela, tomamos também uma Budweiser 66, mas não chegou nem aos pés da cerveja característica da região. Fato interessante no Panteão é acompanhar a troca de turno dos guardas do local, pois é uma cerimônia muito bonita de ser vista. Após rodar pelas principais praças, ruas (comercio eletrônico é o forte do local) e feiras, decidimos almoçar; encontramos o Carlito's Way Bar & Restó, assemelha-se a um pub, local muito confortável, preço justo e comida boa. Após o almoço pegamos um Uber até o Shopping Del Sol (32.400 guaranis, em torno de R$25) onde demos uma volta, tomamos um bom café e pegamos outro Uber de volta para o Aeroporto (30.000 guaranis, em torno de R$23). Nosso voo partiu rumo à Buenos Aires às 18h25, chegando na capital argentina às 20h15. Após chegar no Aeroporto Internacional Ministro Pistarini (Ezeiza) pegamos um Uber diretamente para o Siga La Vaca (719 pesos, em torno de R$57) que fica nas dependências do Puerto Madero. Jantamos no local e, sinceramente, despensa comentários. O valor do rodízio por pessoa sai por volta de R$100, com diversos cortes de carne, além de um buffet excepcional, uma bebida inclusa e também a sobremesa. Após o jantar caminhamos pelo calçadão do Puerto tomando algumas latas de Quilmes, até então pegarmos um táxi para o Aeroparque Internacional Jorge Newbery, onde passamos a noite aguardando o voo para Salta. Nosso voo partiu rumo à Salta às 05h15, chegando na capital da província às 07h20. A primeira vista ao sair do Aeroporto Internacional Martín Miguel de Guemes é deslumbrante, com toda a cadeia montanhosa cercando sua vista, realmente de deixar abismado. Havíamos realizado uma reserva de um carro através do site Rentcars, mas em específico da locadora Rentar Low Cost, a qual a princípio aponta ter um local nas dependências do aeroporto, mas não tem. Apesar disso o carro foi entregue na hora marcada pelo site (08h), mas graças ao auxílio de um outro profissional que entrou em contato com nossa locadora. Na reserva solicitamos um Renault Logan equipado com GPS (inclusive pagamos as diárias do mesmo), porém na entrega foi nos dado um Ford EcoSport sem a presença do navegador GPS, mas por questões de manter o planejamento decidimos seguir desta maneira. Um vacilo foi termos feito a pré-reserva no Brasil e deixar o pagamento para o local, pois com a subida considerável do valor do dólar acabamos gastando mais no aluguel do carro, mas segue como aprendizado para próximas expedições. Em todo caso, indico que analisem outras locadoras que já tenham guichê no próprio aeroporto. Saímos de lá por volta das 09h e partimos sentido San Miguel da Tucumán, o trajeto todo foi feito pela famosa Ruta 9, em uma totalidade de 311km, levando cerca de 5 horas para chegar. O tempo foi devido algumas paradas em pontos de interesse, postos de combustíveis, mercado e blitz. Neste trajeto paramos em um posto YPF exclusivamente para comprarmos um mapa que abrangesse toda a região do NOA. Isso nos ajudou a tirar algumas dúvidas no trajeto, mas o ponto guia foi o Google Maps, mas somente após Tucumán, onde explicarei mais à frente. Neste trajeto o único incomodo foi durante uma parada em um posto de controle da Gendarmeria Nacional, onde tivemos problema para abrir o porta mala do carro, além de todos os questionamento dos policiais, conferencia de todos os documentos pessoais e do carro e também revista de todas as malas. Mas ao final deu tudo certo. Observa-se que é muito comum a presença destes postos de controle ao longo das estradas, além dos postos fixos (geralmente nas entradas e saídas de algumas cidades maiores) também existem vários postos pontuais ao longo das rotas nacionais. Ao chegarmos em Tucumán, o primeiro passo foi achar um Hotel, escolhemos o Hotel del Jardin, pagamos um preço justo, contando com seu café da manhã, estacionamento e também com uma localização muito boa. Fomos então comer algo, onde achamos um Mostaza a duas quadras do hotel, pedi um Mega Doble Cuarto, e, sinceramente, que lanche! Era um domingo, durante a tarde a região central de Tucumán estava muito vazia, então ao voltarmos ao hotel aproveitamos para tomar banho e descansar, pois a noite no Aeroparque tinha sido bem puxada. Após um bom descanso, resolvemos sair para tomar alguma coisa. Em frente ao Burguer King (também a duas quadras) achamos uma Drugstore, foi onde ficamos por algumas horas, aproveitamos a promoção de Quilmes, Brahma e Stella que ali estava rolando. Após algumas cervejas derrubadas, voltamos para o hotel para descansar para a jornada do dia seguinte. Curiosidade simples, mas interessante, é observar os rótulos da cerveja Quilmes e Brahma, onde a primeira exalta o nacionalismo, a pátria e sua excelência na produção, já a segunda exalta a importância de padrões internacionais de produção, dando um contraste interessante para as mesas de bar. No dia seguinte (02/03/2020) partimos por volta da 09h do Hotel para visitarmos o Museo Casa Histórica de la Independencia, local repleto de aprendizados e que vale a pena visitar. Neste dia estava havendo uma manifestação na região central de Tucuman, devido a isso o transito estava complicado, então paramos em um local proibido para podermos ir ao mercado comprar algumas coisas para comer na estrada, os preços do Carrefour estavam em uma boa média. É legal observar nos mercados algumas etiquetas escritas Precios Cuidados em alguns produtos, isso é uma medida aplicada pelo governo para congelar alguns preços a fim de combater a inflação no bolso do consumidor final. Voltando para o carro foi quando veio a surpresa, uma multa por estacionamento irregular, acontece... Seguindo então o planejado, abastecemos no YPF (média de 60 pesos por litro – Gasolina Super), vale ressaltar que lá a gasolina é chamada de Daft, aprendi isso na prática ao abastecer pela primeira vez. Após encher o tanque partimos sentido Cafayate. A estrada em si é bem tranquila de dirigir, apenas com alguns trechos de serra que exigem maior atenção, ainda mais quando existem caminhões próximos a ti. Neste trecho realizamos uma parada no Mirador del Rio, um ponto estratégico para umas boas fotos nas correntezas do Rio la Angostura. Pouco tempo depois, chegamos em um ponto chamado El Indio, onde há uma escultura muito notória, ponto alta dessa serrania, além disso, há também uma interessante feira de artesanatos e artefatos locais, vale a pena uma parada. Esse ponto faz parte da cidade de Tafí del Valle, por isso encontra muitos artesanatos que referem ao local em questão. O trajeto é muito bonito, interessante notar a diferença existente, onde observa-se trechos uma mata muito densa, e pouco a pouco o clima do deserto vai mostrando sua cara. A mudança ocorre profundamente ao passar pelo Dique la Angostura, um enorme lago que situa-se um pouco antes do centro de Tafí. Mais adiante encontra-se uma bela vista panorâmica da região, situada à 3.042m de altitude, ponto bom para algumas fotos e compra de artesanatos (local onde vimos a primeira Lhama). Dali continuamos pela Ruta Provincial 307 até seu final, que encontra-se diretamente com a Ruta Nacional 40, no chamado Colalao del Valle. Um pouco a frente deste ponto encontra-se a divisa provincial Tucuman – Salta. É certeira a presença de postos de controle policial na saída/entrada de fronteiras das províncias, portanto a parada nestes postos acaba virando rotina. Na entrada da província de Salta fomos parados, mas perguntaram questões de praxe, como solicitação dos passaportes/RGs, questões de destinos e afins. Seguimos pela Ruta 40 até Cafayate, local onde passamos de forma rápida, acessando então a Ruta Nacional 68, palco de locais fantásticos para paradas ao longo do caminho até Salta. O primeiro ponto é a Quebrada de las Conchas. Deixamos o carro na beira da estrada (junto à algumas vans de turismo) e adentramos o local de acesso. Essa parada vale muito a pena, tem uma vista incrível, a caminhada até a beira do rio que cerca essa quebrada é bem tranquila e rápida. Em épocas de seca é possível atravessar o rio sem maiores dificuldades, podendo então adentrar a quebrada e ter uma boa sensação e ponto para fotos. Nessa época de seca observa-se que a maioria dos rios da região encontram-se quase ou totalmente secos, é um cenário espantoso. A próxima parada nessa mesma Ruta 68 foi o Mirador Tres Cruces, com uma notória parada à beira da estrada. O local é um ótimo ponto para boas fotos, pois a vista realmente é de tirar o folego. No dia em questão estava com pouco movimento de pessoas, sendo ainda melhor para captar boas fotos. Mas como um todo é um local muito movimentado na região. Mais adiante chegamos no ponto mais comentado da região, El Anfiteatro; após o mirante comentado anteriormente deve-se ficar atento às placas, pois o Anfiteatro não tem uma boa sinalização de parada, com isso, torna-se fácil passar batido por ele. O local tem uma beleza indescritível, suas formações rochosas geram uma acústica incrível. Ao chegarmos lá tinham dois homens tocando e cantando no local, um com um violão e o outro com o violino, foi uma situação incrível de ser presenciada. Para melhorar ainda mais, chegou um casal e, conversa vai conversa vem, eles acertaram com os dois homens que iriam dançar ao som deles. Novamente, que situação incrível de ter presenciado, tornou-se um espetáculo lindo e emocionante. Após o belo espetáculo, seguimos para o próximo ponto de parada, a Garganta del Diablo, a qual fica à aproximadamente 1km do Anfiteatro. Esse local também tem uma incrível vista, sua formação rochosa gera um ponto afunilado com uma altura estrondosa, muito bela de ser vista e fotografada, daí surgindo seu nome. Ficamos alguns minutos no local observando sua beleza. Seguimos adiante pela Ruta 68, o caminho é super tranquilo, mas deve-se ficar atento à alguns deslizamentos rochosos que ocorrem nestas estradas, existem várias placas que advertem o condutor. Ao longo do trajeto passamos por mais algumas cidades, mas sempre se mantendo na mesma estrada até chegarmos em Salta. Chegando na capital da província por volta das 19h30, decidimos nos hospedar no Hotel Posada del Sol, localizado em uma boa região do centro e a apenas uma quadra da Plaza 9 de Julio. Após um belo banho decidimos sair para jantar, aproximadamente duas quadras da Plaza 9 de Julio fomos em um restaurante chamado La Higuerilla, e sem dúvidas foi um dos melhores de toda a viagem, atendimento excelente, comida e bebida em um ótimo preço, realmente muito bom. A diária neste hotel estava saindo por volta de R$200, vale a pena analisando que são para duas pessoas, com banheira, ar, café da manhã e ótima localização. Partimos do hotel por volta das 09h, completamos o tanque no YPF (estava com ¼, saiu o mesmo valor que antes, por volta de R$177). Seguimos então sentido San Salvador de Jujuy, existem duas rotas principais para chegar até lá, a primeira dela e mais utilizada é a Ruta Nacional 34 juntamente com a Ruta Nacional 66, a segunda é através da Ruta Nacional 9, e foi essa que escolhemos. Ela é mais curta e sem pedágios, porém seu trajeto é muito complicado. O trecho é feito em grande parte por região montanhosa, onde mesmo sendo pavimentada a estrada é muito estreita, com diversas curvas sem visibilidade, deve-se rodar com cautela nesta estrada, que apesar da dificuldade é muito gratificante completar este trecho. Assim que saímos do trecho montanhoso da Ruta 9 (próximo de El Carmen) fomos parados em um posto de controle policial, seguindo o mesmo padrão comentado anteriormente. Pouco tempo depois chegamos na capital da província de Jujuy. Na capital visitamos o Museo Histórico Provincial, existiam outros pontos no roteiro, mas devido horário e reformas não foi possível. Com isso, demos uma volta para registrar fotos de algumas catedrais (em especial a Basílica de Jujuy) e fomos almoçar no Welt, um restobar que fica bem ao lado da basílica, estava com uma boa promoção, por volta de 200 pesos à milanesa + um suco de limao incrível. Após o almoço tiramos mais algumas fotos na Plaza Belgrano, então voltamos ao estacionamento para pegar o carro e partir para a próxima aventura. De Jujuy nos encaminhamos para a Ruta Nacional 9, de onde seguimos passando por todas as cidades até Humahuaca, decidimos parar em alguns pontos na volta. Durante a rota paramos em um mirante muito bonito (Mirador El Monolito), onde há um retrato de Jesus Cristo no alto do palanque, local bonito para algumas fotos. Vale ressaltar que um pouco antes de Huacalera passa o Trópico de Capricórnio, então no local há um Relógio Solar, caso esteja com tempo vale a pena a parada para registro fotográfico. Chegamos então em Humahuaca por volta da 16h50. Fomos diretamente em busca de um Hotel, onde achamos o Hosteria Camino del Inca; um local super agradável, com um belo jardim, quarto aconchegante. Pagamos cerca de R$160 na diária, com café da manhã incluso, estacionamento privativo (muitos não contam com estacionamento) e escolhemos esse lado da ponte em especial, pois já é o lado da estrada que leva ao Hornocal, então por facilidade pegamos um Hotel ao lado da estrada. Após nos acomodarmos no Hotel, saímos para conhecer a cidade. O primeiro ponto que vimos foi o Monumento a los Héroes de la Independencia que fica bem na região central da cidade. É um monumento magnífico, inclusive pode ser visto de diversos pontos da cidade. Ao lado dele existe a Torre de Santa Bárbara, um ponto bonito também. Ao lado destes pontos existe um museu novo, pagamos cerca de 10 pesos para entrar, mas ainda está bem vazio em questão de obras e afins. Na escadaria e na praça são ótimos pontos para comprar de inúmeros tipos de artesanatos. Depois disso resolvemos encostar em uma lanchonete na Plaza Dr. Ernesto Padilla, onde pedimos algumas Empanadas e uma cerveja, foi quando veio a surpresa, nos foi notificado que na província de Jujuy não era permitido beber nas ruas, que se a guarda e/ou polícia turística identificasse nós poderíamos ser autuados. Decidimos então comer algumas empanadas e levar algumas latas para a viagem. Ao lado da lanchonete, com uma senhora que aparentava ter uma idade bem avançada, compramos um saco de folha de coca, pagamos cerca de 10 pesos. Com tudo em mãos partimos rumo ao Hotel. Chegando no quarto arrumamos algumas coisas para beliscar junto com as cervejas. Lá tomamos as cervejas Salta e Norte. O tempo estava frio, por volta de 10ºC, mas a sensação térmica garantia menos devido as rajadas de vento. Ligamos o aquecedor do quarto e resolvemos sair pela cidade. A cidade a noite é uma mescla, existem locais pouco movimentados, mas também existem diversos que tem um movimento constante. Fomos até o terminal, de onde então encontramos uma feira local. Lá observa-se que a situação é muito precária, com alguns locais de alimentação no início e depois repleto de tendas de venda de roupas e acessórios. Bem no meio do caminho passa um pequeno fluxo de esgoto. Foi notório que várias famílias que vendem ali também fazem do local a sua morada, pois praticamente todas as tendas maiores tinham um local atrás com camas e afins. É um local impressionante! Na volta decidimos parar para comer uma Parmegiana de Lhama no Restaurante Tejerina, já bem próximo da ponte. O local estava bem movimentado, ainda mais por ser dia de jogo, foi um bom jantar, bem caprichado, ficou em torno de 500 pesos para cada. Chegando no hotel decidimos descansar para poder seguir tranquilos dia seguinte, foi quando a situação mais complicada da viagem começou. Devido à altitude e também com o aquecedor ligado a horas o ar dentro do quarto acabou ficando muito seco, então realmente foi uma noite complicada para dormir. Além disso, durante a madrugada acordamos com um barulho intermitente de sirene, onde prevaleceu em intervalor por mais de 30 minutos, ouvimos algumas conversas sobre estarem atrás de uma pessoa na região, e nisso acordaram a todos. Apesar das dificuldades o conforto do quarto proporcional uma noite sem frio. Acordamos na manhã seguinte, tomamos um café muito bom e partimos por volta das 08h40 para El Hornocal. Rodamos aproximadamente 24km (40 minutos) para chegar no mirante, fomos os primeiros no local. Lá é cobrada uma taxa por veículo, em nosso caso pagamos 80 pesos para adentrar ao local. Realmente é uma vista deslumbrante, foi o ponto mais alto da viagem (4.350 metros de altitude). O carro fica bem no mirante, mas dá para descer o terreno até uma ponta da montanha, vale a pena para ter uma vista ainda mais privilegiada. Pelo local estar bem vazio pudemos passar próximos de alguns Guanacos. Este ponto também é conhecido por Cerro de 14 Colores, devido coloração da serrania, porém ela pode ser melhor observada em determinadas horas do dia, pois a posição do Sol influencia diretamente a existência de sombras em alguns trechos. Fizemos um mate, tiramos incontáveis fotos e então partimos para o próximo local. Saímos de lá por volta das 11h, sendo que enquanto descíamos a serra diversos carros e vans estavam subindo para visitar o local, observando que realmente é muito movimentado. Partimos para a cidade de La Quiaca, a famosa fronteira com a Bolívia. Chegamos lá entorno das 14h. Decidimos nos hospedar no Hotel Refugio del Sol, um local que já havíamos visto anteriormente, realmente vale a pena, o quarto é muito aconchegante, os donos são bem receptivos, ao lado do hotel tem um restaurante do mesmo dono. Nele nós pagamos R$200 na diária, apesar do valor ser um pouco elevado realmente compensa. O Hotel tem um estacionamento, mas decidimos deixar o carro na frente mesmo, a região aparentava ser bem tranquila. Após um belo banho e alguns minutos de descanso, decidimos ir para Villazón, foi quando nos encaminhamos andando para a Puente Internacional La Quiaca; a passagem para a Bolívia foi bem tranquila, apenas carimbaram a saída sem questionamento, a entrava na Bolívia também, após falarmos que apenas daríamos um volta na cidade e depois voltaríamos para a Argentina eles nem carimbaram a entrada. Lá achamos uma casa de câmbio, então demos uma volta pela região. Realmente é uma cidade totalmente comercial, os preços das malhas, tecidos, roupas e afins é muito atrativo, quem vai no intuito de realizar algumas compras vai se dar bem. Observa-se muitos ônibus vindos de outras regiões da Argentina para realizarem compras. Lá encontramos uma senhora que fazia um Pollo & Papa Cone, pagamos cerca de 15 bolivianos nos dois cones. Uma dica importante para essa região é a questão de fotografia, eles tem a crença de que uma foto pode roubar a alma de uma pessoa, portanto apenas tire fotos específicas de pessoas com devida autorização, caso contrário com certeza será advertido. Demos umas uma volta, compramos algumas coisa básicas e resolvemos voltar. Compramos uma Empanada na ponte, mas apesar do preço atrativo não recomendo. Para passar na migração argentina foi meio chato, nos fizeram diversos questionamentos, mas após comentarmos sobre o Hotel que estávamos hospedados a entrada foi concedida. No raio X passamos sem a verificação, pois o nível de compra que estávamos em mãos era totalmente pequena comparada ao que passa comumente por lá. Demos mais uma volta na cidade, passando pela Cartel La Quiaca – Ushuaia, a famosa placa que indica a distância até Ushuaia, o outro extremo do país. Chegando no hotel demos uma enrolada e decidimos ir jantar no restaurante de lá mesmo. Pedi uma Milanesa com Papas Fritas, interessante de provar o mesmo prato em diferentes lugares é observar a diferença de sabor. Para for lá é legal provar o Lomo a la Frontera, um prato típico dessa região fronteiriça. Tomamos algumas Norte e fomos então dormir. Na manhã seguinte tomamos um bom café da manhã no Hotel e saímos às 09h rumo à Tilcara, descemos então diretamente pela Ruta Nacional 9 até chegarmos na cidade de Tilcara. Neste caminho há um enorme posto de controle da Guendarmería Nacional, por conta de ser a rota de saída da Bolívia. Passamos por ele sem ser parados, mas notou-se que o controle é muito rígido, principalmente para quem está com grandes volumes de carga, onde os policiais verificam todas as malas, mochilas e ônibus. Lá em Tilcara é bem tranquilo de achar um local para estacionar, mas sempre há uma taxa equivalente ao nosso Zona Azul. Visitamos o Museo Arqueológico Eduardo Casanova, depois o Jardín Botánico de Altura e, por fim, o famoso Pucará de Tilcara. O interessante de deixar o Pucará por último é que os outros complementam de alguma forma a experiência que vai viver lá. O Pucará realmente é um local bom para passar um tempo razoável, fazer os dois caminhos, tirar muitas fotos, e na saída há também um local de venda de artesanatos. Saímos de Tilcara pela Ruta Nacional 9 e fomos até seu encontro com a Ruta Nacional 52. Deste ponto chegamos então em Purmamarca¸ uma pequena cidade da província de Jujuy que conta com aproximadamente 2.000 habitantes. Chegamos lá e já pegamos um Hotel, escolhemos o Hosteria El Viejo Algarrobo, quarto bem pequeno mas com tudo que é necessário para passar uma boa noite. Pagamos a diária R$130, preço justo, incluindo o café da manhã. O carro deixamos na frente, na rua mesmo, sem maiores problemas. Bom comentar que o Wi-Fi do local não funcionava, mas na praça ao lado tem Wi-Fi livre, portanto caso ocorra dá para se virar em urgência. Aproveitamos o dia e fomos visitar o Cerro de los 7 Colores, pagamos um valor simbólico para acessar o local. A vista frontal da montanha é realmente linda. Junto a isso saímos e fomos direto ao Paseo de Los Colorados, porém fizemos um caminho alternativo, na caminhada, ou seja, cortamos caminho em alguns momentos do circuito. Caso queira ir de carro é possível pelo caminho convencional. Finalizando o passei no final da tarde, decidimos então ir tomar umas cervejas e, mesmo sendo na província de Jujuy, deu pra tomar umas brejas nas mesas do Café El Algarrobo que estavam na praça. A Plaza 9 de Julio de Purmamarca concentra muitos comerciantes de artesanatos, assim como as ruas que a cercam. Foi o local onde mais comprei, tanto devido às variedades como em relação aos preços, os quais estavam melhores que em outras cidades da região. Fomos então procurar um local para jantar, onde achamos o Sabores del Norte, um restaurante próximo da praça, muito gostoso, com um preço justo, música ao vivo, foi um bom momento, a interação com o público foi bem interessante. Após uma bela milanesa fomos então para o Hostel. Acordamos por volta das 08h para mais uma jornada. Saímos do Hostel às 09h, pegamos a Ruta Nacional 52 e partimos rumo Salinas Grandes (67km). A estrada é bem tranquilo, com muitos Caracoles, com vistas de tirar o folego. Em um ponto da estrada chegamos no Monolito Cuesta de Lipan, um mirante à 4.170 metro de altitude, onde tem algumas bancas de artesanato com materiais muito interessantes, ótimo local para compra de lembranças. Seguimos mais adiante até a Salinas, onde para no segundo acesso (após passarmos por todo o trecho da Ruta cortando o local). Lá encontramos a guia Fabi, a qual nos acompanhou Salinas adentro. O preço do tour foi 400 pesos por pessoa. Durante o passeio ela contou muitos detalhe sobre a Salina e sobre a região como um todo, tirando várias fotos espelhadas, de perspectiva e afins. É um passeio que para quem vai ao local deve ser feito com certeza, vale a pena. Recomendo fortemente usar óculos de sol, pois o branco do sal reflete fortemente a luz solar, parecido com o que ocorre na neve. Após o passeio na Salinas pegamos as Rutas e dirigimos diretamente até Salta, onde seria nossa reta final. Em Salta nos hospedamos no mesmo Hotel que da última vez, o Posada del Sol. Chegamos e fomos diretamente ao Mostaza comer aquele lanche no capricho, depois pegamos algumas cervejas Iguana e Quilmes para tomar no Hotel. Nesse dia estava havendo uma manifestação religiosa contra o aborto, então a Plaza 9 de Julio estava bem cheia de católicos devido à realização da missa. Nesse meio tempo fomos jantar no Resto Bar Madero, ao lado da Plaza, o prato não vale tanto a pena, a cerveja é muito cara, mas como na província de Salta também é proibido beber nas ruas a cerveja acaba sendo encontrada mais em restaurantes mesmo. O jantar saiu por volta de 500 pesos para cada. No dia seguinte acordamos bem cedo e fomos para o passeio do Tren a Las Nubes. A van sai da estação de Salta, no local há algumas vagas na rua, bem na frente da estação, o flanelinha cobra 150 pesos e dá uma autorização válida até às 20h, fiquem ligeiros, pois na volta haverá outro flanelinha querendo cobrar o mesmo valor novamente. A van saiu às 07h, o trajeto até San Antonio de los Cobres é bem cansativo, existem algumas paradas no caminho, onde ocorre um café da manhã e bons pontos para fotos. É um passeio bem histórico, onde os guias contas muitos fatos interessantes ao longo do trajeto. Chegando lá por volta das 11h, onde fomos diretamente ao trem. O passeio do trem dura aproximadamente 1h entre ida e volta. A única parada para descida é no famoso Viaducto La Polvorilla (4.200 metros de altitude), onde ocorre uma cerimônia de canto do hino nacional argentino e hasteamento da bandeira, local onde também há uma série de comerciantes que vendem alguns tipos de artesanatos. Após uma parada de 15 minutos o trem começa a retornar para San Antonio de los Cobres. Na volta almoçamos no Restobar El Malevo, onde comemos e tomamos algumas cervejas para nos preparar para a volta. A parte mais cansativa foi a volta para Salta, o trajeto realmente é muito cansativo. Nesse dia chegamos no Hotel e capotamos. Dia seguinte foi de turismo na região de Salta mesmo, fomos ao Museo Histórico del Norte, Cabildo, algumas catedrais por Salta, e o principal, o Museu de Arqueologia de Alta Montanha, que sem sombra de dúvidas foi o melhor museu visitado em toda a viagem, conhecer a história por trás do Vulcán Llullaillaco, realmente é imprescindível visita-lo. O jantar desse dia foi uma parrila no Terraza Grill, com um custo de 400 pesos por pessoa, bem caprichado, vale a pena. Nesse dia o Boca ganhou a Super Liga Argentina em uma disputa indireta com o River, dessa maneira as ruas de Salta e a Plaza ficaram totalmente lotadas de torcedores, o clima na capital da província ficou incrível (perdi a conta de quantas pessoas estavam tomando cerveja em garrafas de refrigerante vazias). Na volta para o Hotel entramos em uma cassino para dar uma olhada, mas não foi muito atrativo. No último dia em Salta ficamos mais tranquilos, fomos ao Cerro San Bernardo, subimos com o famoso bondinho da região, um passeio bem tranquilo que vale a pena ser feito. Lá no alto tem uma feira de artesanatos muito boa. Demos uma volta em feiras de rua, comemos um belo Dog na feira próxima ao bondinho e aproveitamos para arrumar as coisas para o retorno. A noite jantamos na Unión Sírio-Libanesa, um jantar muito bom e regado a muitas cervejas. Dia seguinte estávamos de pé bem cedo, entregamos o carro no Aeroporto de Salta às 07h10, nosso voo saiu 09h15, chegando em Buenos Aires aproximadamente às 11h10. Lá perdemos muito tempo tentando pedir um Uber nas redondezas do aeroporto, sendo que no final acabamos utilizando o corriqueiro sistema de táxi do aeroporto. Neste ponto almoçamos, demos uma volta, fizemos algumas compras simples. Visitamos ainda a Casa Rosada, Cabildo e o Obelisco. Fomos ao Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, pegamos o voo às 19h10, chegando em Guarulhos às 22h do dia 10/03/2020. Ao todo foram 1837,2 quilômetros rodados ao longo destes dias. É uma região que com certeza voltarei mais vezes para mais explorações.
  2. Pessoal, irei no começo de Abril para Córdoba... de lá pretendo visitar alguns pontos turísticos na região dos Andes Argentinos.. coisas de 3 noites e depois descer para Mendoza... Vocês tem alguma sugestão? Só achei informações do sul da Argentina.... Obrigado!
  3. Olá viajantes! gostaria de saber se alguém tem dicas do norte da Argentina... estou querendo ir em maio de 2018.
  4. Este não é um roteiro pronto, mas acho que aqui ainda é o melhor lugar para postar. Por favor, me avisem se me enganei. Vamos de carro próprio (Ecosport 4x2) e pretendo evitar tours quando possível. Teremos 8-9 dias na região em outubro, antes de descer até Santiago onde ficaremos uns 4 dias antes de retornar. Nesta região o objetivo é fazer os passeios de SPA e Uyuni, porém um tour de 3 noites até Uyuni talvez complique o roteiro. Por isso pensei em roteiro alternativos: Uyuni de carro próprio: Entrar na Bolívia pela Argentina por la Quiaca?! Conhecer um pouco do Salar e no dia seguinte descer SPA passando por Laguna Colorada, Sol de la Mañana, etc. Como é a estrada (701) de Uyuni até SPA? E da fronteira até Uyuni? É preciso/possível reservar hospedagens neste trajeto? Partindo da vila de Uyuni, é possível fazer um tour de um dia apenas até a Isla del Pescado? Não pretendo colocar meu carro lá devido ao que que li. Ou curtir só o que der pra entrar a pé no salar? Acho que com este trajeto teremos mais folga nos passeios. Mas só acho… O que tenho que me preocupar nestes trajetos? Horários, imigração? É viável fazer este caminho? Bem roots! Se formos à Uyuni partindo de SPA com um tour fechado, então abre outras possibilidades: Entrar no Chile pela Argentina por Paso Jama e visitar Monjes de la Pacana (sem ir até Salar de Tara) ou em SPA pegar um tour incluindo Tara? Entrar via Paso Sico e visitar neste trecho Piedras Rojas, as lagunas altiplanicas e o salar Este trajeto fica mais flexível porém talvez fique apertado. É o que vejo o pessoal mais comentando (Paso Jama) Definindo por onde começar a viagem, o resto já vai ficando mais fácil Depois volto com outras dúvidas sobre os destinos/passeios também! Obrigado a todos que puderem contribuir.
  5. Oi galera! Deixo aqui o relato da viagem que fiz em janeiro desse ano ao norte da Argentina, do dia 9 até o dia 30. Não lembro muito bem a ordem dos dias em cada local, mas vou tentar organizar. Fui sozinha, me hospedei em hostels e usei o couchsurfing. Posso dizer que foi a melhor coisa que fiz na vida até agora! Foi incrível, tudo! A região é muuito segura, mas claro, todo o cuidado é pouco rs. -> Rota: Iniciei na cidade de Bernardo de Irigoyen, na Argentina, faz divisa com o estado de SC. Ficou assim: Bernardo de Irigoyen até > Posadas > Corrientes > Salta > San Salvador de Jujuy. -> Empresas de ônibus: Crucero del Norte de Bernardo de Irigoyen até Posadas; Rio Uruguay de Posadas até Corrientes (há várias, escolhi esta pelo horário); Flecha Bus de Corrientes até Salta (também há outras opções, a maioria com o mesmo preço). No site dessas empresas podem encontrar preços e horários. No total gastei 500 reais (ida para a Argentina e volta para o Brasil). Não comprei nada antecipado, tudo na hora. 1º/2º dia: Corrientes -> Hospedagem: por couchsurf, casa de um argentino muito querido, me recebeu super bem com seus amigos e família. - > O que visitei: O amigo que me hospedou me levou de moto para conhecer os principais lugares de Corrientes, como o Teatro oficial de Vera; a"praia" do rio Paraná; alguns parques, centro da cidade e igrejas antigas. Uma das coisas que mais achei massa da cidade foi que em uma casinha de turismo em uma das pracinhas é possível pegar uma bicicleta emprestada, é só deixar um documento -> No dia seguinte me despedi dos amigos e parti para San Salvador de Jujuy. Conheci um senhor no busão que me avisou que parar ir a San S. eu deveria descer em uma cidade antes de Salta, e aí trocar de ônibus, já que não iria parar em Salta direto. Então, para quem decidir ir para San Salvador e não a Salta, compre uma passagem de Corrientes até General Guemes, e de lá até San S (não há direto Corrientes > S. Salvador). 3/4º dia: San Salvador de Jujuy -> Hospedagem: por couchsurf, dessa vez na casa de uma argentina. Muito bem recebida novamente, me deixou bem a vontade, um anjo de pessoa! -> Em San Salvador não há muito para ver... não é uma cidade bonita, mas gostei mesmo assim. Comi o melhor sorvete da minha vida (SIM, VOCÊS PRECISAM IR AO PINGUINO, é tipo obrigação pra quem ama sorvete); conheci alguns parques com a amiga que me hospedou e dei algumas andadas por lá. O plano era seguir viagem para a Quebrada de Humahuaca nos próximos dias. 5º dia: Quebrada de Humahuaca (Tilcara) Na Quebrada de Humahuaca, uma estratégia boa se está viajando de ônibus é escolher uma cidade "base" para ficar, e fazer bate-volta para as outras. A escolhida foi Tilcara, A amiga que me hospedou descobriu que um amigo iria para Tilcara de carro, e este amigo tem uma casa lá. Consegui uma carona e uma hospedagem grátis : DD porém, como boa pessoa que sou, já tinha reservado hostel, e resolvi ficar uns dias lá também. -> Hospedagem: La Albahaca Hostel. Suuuper indico! É bem limpinho, tem um café da manhã simples, mas bom e incluso. Foi o mais barato que encontrei na época, R$ 25 (em baixa temporada é mais barato). 6º dia: Bate e volta a Purmamarca O primeiro dia dormi na casa do amigo da amiga (rs). Aí com os amigos dele fomos a Purmamarca. -> O que visitei: Salinas Grandes (excursão, acho que foram uns 120 pesos); camino de los colorados (caminhada leve, entre várias montanhas com cores incríveis, tem que fazer!); cerro de las siete colores, no meio da cidade. Purmamarca é uma cidade bem charmosinha e pequena, tinha viajantes por todos os lados. A passagem de busão desde Tilcara custou 2 pesos. 7º dia: Tilcara No hostel conheci um pessoal muito gente boa, a maioria argentinos. -> Visitei com essa galera o Pucará de Tilcara ( ruínas de um antigo povoado da região), passeio bem interessante, tem um guia que vai explicando como funcionavam as coisas. Há também no Pucará um jardim de cactos, e uma das coisas que mais achei legal foi a pedra campana (não deixem de procurá-la no jardim). A tarde, fizemos um trekking para as Cuevas de Waira (leve, com guia, chega até duas cavernas, uns 100 pesos), valeu muuuito a pena, tudo é incrível, o caminho, as cavernas, e o guia é super querido (Javier, quem quiser tenho o contato), conta várias histórias sobre a pachamama -> A cidade de Tilcara roubou meu ! Parada obrigatória, achei a melhor cidade da Quebrada para ficar, sem dúvidas. 8º dia: Bate e volta a Humahuaca -> No dia seguinte fomos a cidade de Humahuaca, com destino ao cerro de los catorce colores.Tilcara foi a cidade do coração, mas o lugar mais especia que já estive foi esse cerro, é inexplicável o que é esse lugar. Ou vai, ou vai, sem opção de não ir. Parece um quadro colocado no meio da natureza, me senti em outro universo. Para chegar nesse lugar necessário ir de carro, e tem algumas excursões que ficam na ponte de humahuaca (só perguntar que vão saber te explicar aonde é a ponte) e se não me engano paguei uns 100 pesos. Depois que voltamos, rolê básico pela cidade, visita ao monumento da liberdade, feirinhas e várias lojas de produtos bolivianos. 9º dia: Bate e volta Lagunas de Yala e Maimará - Passeio com os amigos da amiga. Fomos as lagunas de Yala. É um lugar legal , mas é necessário ter carro, creio que não há excursões para lá, e também não é nada de "mais", são algumas lagoas (as mais bonitas privadas, não é permitido a entrada) e o visual é bem parecido com as montanhas do Brasil. A tarde paramos em Maimará, para ver a Paleta del Pintor. 10º dia: Tilcara Pela manhã fiz um trekking com uma mulher que conheci no hostel até a Garganta del Diablo (caminhada de 4 km). É muito bonito, e no final há uma cachoeira. Cobram 10 pesos para a entrada. Depois parti do hostel e me hospedei na casa do amigo da amiga e passei o final de semana aproveitando o "asado" argentino e a belíssima Tilcara [ Continua ]
  6. Norte da Argentina e Atacama Olá Amigos, estou iniciando este topico para trazer à vocês informações sobre a minha viagem com minha esposa à América do Sul durante o carnaval de 2013. Esta viagem passa por Argentina e Chile. O roteiro básico passa pelas cidades de Córdoba - Cafayate - Salta - Purmamarca - San Pedro de Atacama (Chile) - Salta - Córdoba. Cerca de 3.000Km. Fomos de carro alugado. Sei que muitos adeptos do mochilão torcem o nariz para esse tipo de viagem. Mas tem vários fatores que contam a favor: 1) Fiz e refiz as contas e o valor das passagens de onibus entre as cidades + taxis + custos dos passeios cobrado pelas operadoras estaria muito próximo do preço do aluguel do veículo + combustível. 2) com o carro poderíamos conhecer muito mais lugares, fizemos em 10 dias um roteiro que demoraríamos 20 dias sem carro; 3) conforto e liberdade de ir e vir a hora que quizer; 4) a possibilidade de ver paisagens belíssimas (que muitas vezes perdemos por estar viajando de ônibus à noite). Um exemplo claro, para um casal, em São Pedro do Atacama sai mais barato alugar um carro para conhecer as lagunas altiplanicas e o Salar de Tara do que pagar o preço do tour para estes lugares... Se vc estiver em um grupo de 4 ou 5 então... fica muito mais barato... Então, vamos aos relatos: Informações detalhadas no meu BLOG http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/ Córdoba, ponto de partida da viagem, acabou sendo uma escolha obrigatória, isso porque era o único destino da Argentina que consegui passagens com 10.000 milhas. Culpa foi da minha total falta de planejamento, já que o esperto aqui decidiu fazer esta viagem de "sai carnaval!" de última hora. Mas até que a escolha acabou sendo ótima, e a partir de Córdoba iniciei o plano da viagem. O roteiro foi montado para uma viagem de carro, mas provavelmente se enquadraria à uma viagem de ônibus entre as cidades escolhidas. Mas, voltemos ao roteiro. Córdoba está próxima de algumas regiões muito visitadas no norte e oeste da Argentina, como Mendoza, Catamarca, Salta e Jujuy. Região ainda desconhecida por muitos brasileiros. A nossa decisão foi seguir ao norte, para Salta e depois atravessar ao Chile para conhecer o Deserto do Atacama a partir de San Pedro de Atacama. Cafayate é uma pequena cidade, o segundo pólo produtor de vinho da Argentina. Nosso desejo de conhecer Cafayate surgiu das dezenas de relatos na internet e de reportagens sobre a hospitalidade e beleza da cidade, além da reconhecida qualidade de seus vinhos. Além dos vinhedos, bodegas e restaurantes, bem próximo à cidade, existem atrativos naturais espetaculares como a Quebrada de Las Flexas e Quebrada del Rio de Las Conchas. Salta é o ponto de partida para quem quer conhecer o norte da Argentina. Como o nosso destino final é o Atacama, tivemos que deixar pouco tempo para esta belíssima região. Um dia para Salta e outro para Purmamarca e Tilcara (estas duas últimas distantes 25Km uma da outra). Em Purmamarca está localizado o Cerro de Las Siete Colores, são montes com cores espetaculares. É um daqueles lugares que você tem que ir conferir de perto... Em Tilcara fizemos a caravanas de lhamas e as ruínas Pulcara de Tilcara (antigas ruínas de uma civilização pré-colombiana). também fomos à cidadezinha de Iruya, encrutada nas montanhas a quase 4.000 metros. TILCARA PURMAMARCA IRUYA A partir de Purmamarca o plano foi seguir viagem ao Chile passando pelo Andes através do Paso Jama (4.800m). Passando por paissagens espetaculares da Cuesta del Lipan e do Salar Salinas Grande. A dica mais comum para "aturar" esta altitude é hidratação (bastante água) e o chá de folha de coca. Mascar as folhas e tomar o seu chá é uma tradição desta região altiplanica. Ah, outra dica, pode-se atravesser a fronteira com carro alugado. A reserva tem que ser feita com pelo menos 10 dias de antecedência (para a papelada) e paga-se uma taxa de US$100 a US$ 200, dependendo da locadara. A nossa locadora foi a Hertz, a reserva foi pela internet e foi onde conseguimos as melhores condições de preço e veículo. CUESTA DEL LIPAN SALAR SALINAS GRANDES PASO JAMA - COM NEVE EM FEVEREIRO San Pedro de Atacama é o point para conhecer os encantos do Deserto do Atacama. A maioria dos passeios e serviços turísticos estão nesta cidade. Os preços das hospedagens é salgado e foi difícil achar vaga nesta época, já que carnaval também é feriado para los hermanos chilenos e argentinos. As atrações mais conhecidas são o Salar de Tara, Vale de La Luna, Vale de La Muerte, Gesers del Tatio e as Lagunas Altiplanicas. Tinhamos apenas dois dias e com nosso carro conhecemos as lagunas altiplanicas e o Salar de Atacama, contratamos um tour para o Salar de Tara que não seria possível ir com nosso carrinho alugado. ADUANA EM SPA LAGUNAS ALTIPLANICAS SALAR DO ATACAMA E SUAS LAGUNAS De San Pedro de Atacama a viagem de volta á Córdoba foi longa... O primeiro trecho será até Salta. No outro dia, de Salta a Córdoba, mais 800Km. E fim da viagem. É isso, Informações detalhadas no meu Blog http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/
  7. Norte da Argentina e Atacama Olá Amigos, estou iniciando este topico para trazer à vocês informações sobre a minha viagem com minha esposa à América do Sul durante o carnaval de 2013. Esta viagem passa por Argentina e Chile. O roteiro básico passa pelas cidades de Córdoba - Cafayate - Salta - Purmamarca - San Pedro de Atacama (Chile) - Salta - Córdoba. Cerca de 3.000Km. Informações detalhadas da viagem no meu BLOG http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/ Córdoba, ponto de partida da viagem, acabou sendo uma escolha obrigatória, isso porque era o único destino da Argentina que consegui passagens com 10.000 milhas. Culpa foi da minha total falta de planejamento, já que o esperto aqui decidiu fazer esta viagem de "sai carnaval!" de última hora. Mas até que a escolha acabou sendo ótima, e a partir de Córdoba iniciei o plano da viagem. O roteiro foi montado para uma viagem de carro, mas provavelmente se enquadraria à uma viagem de ônibus entre as cidades escolhidas. Particularmente eu gosto de ter liberdade de ir e vir e, para isso, alugar um carro torna-se fundamental. Mas, voltemos ao roteiro. Córdoba está próxima de algumas regiões muito visitadas no norte e oeste da Argentina, como Mendoza, Catamarca, Salta e Jujuy. Região ainda desconhecida por muitos brasileiros. A nossa decisão foi seguir ao norte, para Salta e depois atravessar ao Chile para conhecer o Deserto do Atacama a partir de San Pedro de Atacama. Cafayate é uma pequena cidade, o segundo pólo produtor de vinho da Argentina. Nosso desejo de conhecer Cafayate surgiu das dezenas de relatos na internet e de reportagens sobre a hospitalidade e beleza da cidade, além da reconhecida qualidade de seus vinhos. Além dos vinhedos, bodegas e restaurantes, bem próximo à cidade, existem atrativos naturais espetaculares como a Quebrada de Las Flexas e Quebrada del Rio de Las Conchas. Salta é o ponto de partida para quem quer conhecer o norte da Argentina. Como o nosso destino final é o Atacama, tivemos que deixar pouco tempo para esta belíssima região. Um dia para Salta e outro para Purmamarca e Tilcara (estas duas últimas distantes 25Km uma da outra). Em Purmamarca está localizado o Cerro de Las Siete Colores, são montes com cores espetaculares. É um daqueles lugares que você tem que ir conferir de perto... Em Tilcara fizemos a caravanas de lhamas e as ruínas Pulcara de Tilcara (antigas ruínas de uma civilização pré-colombiana). também fomos à cidadezinha de Iruya, encrutada nas montanhas a quase 4.000 metros. TILCARA PURMAMARCA IRUYA A partir de Purmamarca o plano foi seguir viagem ao Chile passando pelo Andes através do Paso Jama (4.800m). Passando por paissagens espetaculares da Cuesta del Lipan e do Salar Salinas Grande. A dica mais comum para "aturar" esta altitude é hidratação (bastante água) e o chá de folha de coca. Mascar as folhas e tomar o seu chá é uma tradição desta região altiplanica. Ah, outra dica, pode-se atravesser a fronteira com carro alugado. A reserva tem que ser feita com pelo menos 10 dias de antecedência (para a papelada) e paga-se uma taxa de US$100 a US$ 200, dependendo da locadara. A nossa locadora foi a Hertz, a reserva foi pela internet e foi onde conseguimos as melhores condições de preço e veículo. CUESTA DEL LIPAN SALAR SALINAS GRANDES PASO JAMA - COM NEVE EM FEVEREIRO San Pedro de Atacama é o point para conhecer os encantos do Deserto do Atacama. A maioria dos passeios e serviços turísticos estão nesta cidade. Os preços das hospedagens é salgado e foi difícil achar vaga nesta época, já que carnaval também é feriado para los hermanos chilenos e argentinos. As atrações mais conhecidas são o Salar de Tara, Vale de La Luna, Vale de La Muerte, Gesers del Tatio e as Lagunas Altiplanicas. Tinhamos apenas dois dias e com nosso carro conhecemos as lagunas altiplanicas e o Salar de Atacama, contratamos um tour para o Salar de Tara que não seria possível ir com nosso carrinho alugado. ADUANA EM SPA LAGUNAS ALTIPLANICAS SALAR DO ATACAMA E SUAS LAGUNAS De San Pedro de Atacama a viagem de volta á Córdoba foi longa... O primeiro trecho será até Salta. No outro dia, de Salta a Córdoba, mais 800Km. E fim da viagem. É isso, Informações detalhadas no meu Blog http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/
  8. O Norte da Argentina é uma região maravilhosa e ainda pouco conhecida de nós brasileiros e de outros visitantes estrangeiros. Resolvi fazer este relato com algumas dicas de viagem a esta região maravilhosa. As principais cidades turísticas da região são Salta, Cafayate, Purmamarca, Susques, Tilcara, Cachi, Tolar Grande e Iruya. Mais informações no meu blog http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/ Aluguel de Carro - Alugar um carro é uma excelente forma de conhecer a região, as principais cidades estão bem próximas umas das outras, e viajando de carro e com um bom GPS você terá grande liberdade para conhecer vários destinos e atrações. A empresa de locação com melhor estrutura na região é a Hertz com lojas (oficinas) em Salta e Jujuy. Os passeios de carro imperdíveis são entre o circuito Salta - Cachi - Cafayate, e a viagens Salta - Tilcara - Iruya, e Salta - Purmamarca - Salar Salinas Grandes - Susques. É possível cruzar a fronteira com o carro até o Chile, indo até San Pedro de Atacama pelo Paso Jama (estrada em excelente estado de conservação). Para isso a locadora providencia uma autorização para cruzar a fronteira (custo de US$ 100 aproximadamente). Outra dica, leve dinheiro em espécie ou "en efectivo" (cash) porque os postos de combustível das estradas (estacion de servicio) não aceitam cartões de crédito. Sempre que possível mantenha o tanque cheio. Vinhos de Cafayate - Fique pelo menos um dia em Cafayate para conhecer suas excelentes vinículas e provar seus espetaculares vinhos de uva Torrontés. A cidade é pequeninha e as vinícolas estão muito próximas umas das outras, sendo possível conhecer 3 ou 4 em um único dia. Algumas vinícolas tem hospedagens bastante charmosas. Dinheiro e Câmbio - A melhor opção é levar dólares para a Argentina e trocar o dinheiro com os "doleiros" ou "cambistas" de rua e pagar tudo à vista. Em Salta na praça 9 de Julio tem muitos "doleiros". O cambio oficial é de 1 Peso = 4,5 Dólares, no paralelo você consegue quase o dobro, de 7 a 8 pesos por dólar. Andar com dinheiro "en efectivo" é fundamental pois muitos lugares não aceitam cartão de crédito, inclusive alguns hotéis, restaurantes e postos de combustível. Comida Local - Prove a comida local, é bem diferenciada. Os Tamales que são massas de milho salgadas cozidas na folha do milho com recheio de carne. As Humita são parecidas mas o recheio é diferente com queijo, tomate e condimentos. Empanadas são parecidas com esfirras, são feita no forno, as melhores são de charque (carne bovina) e de queijo de cabra. Carne de Llama tem um gosto peculiar e saboroso. As carnes em geral são maravilhosas, principalmente o "chorizo" e o "lomo". Para os mais corajosos vale pedir uma parillada completa (churrasco ou barbecue argentino) quem vem com vários cortes de carne e alguns miudos. Em Salta recomendo os restaurantes DONA SALTA e LA MONUMENTAL, Em Cafayate o TERRUNO GOURMET e a CARRETA DE DON OLEGARIO, Em Susques o LA VICUÑITA, Em Iruya o COMEDOR DE TINA. Hospedagem - Em Salta, principal cidade turística do Norte da Argentina, tem hotéis para todos os gostos de luxuosos 5 estrelas, pousadas charmosas e albergues para um público jovem. Todas as cidades são bem servidas de hotéis e restaurantes. Os preços são baratos em relação ao Brasil. Nossa hospedagem na região girou em torno dos 60 US$ por noite (quarto de casal e banheiro privativo com café da manhã). Escolhemos nossas hospedagem com base nos depoimentos daqui do site Mochileiros e também do site Tripadvisor. Como chegar - Os principais aeroportos ficam em Salta e San Sanvador de Jujuy. São aeroportos regionais, os vôos internacionais chegam em Buenos Aires de de lá é feita a conexão para estas cidades (cerca de 1 hora de vôo). As principais empresas de onibus são Flecha Bus (http://www.flechabus.com.ar), La Veloz del Norte (http://www.lavelozcallcenter.com.ar), Balut (http://www.balutsrl.com.ar). Também existes viagens de onibus de Salta para San Pedro de Atacama no Chile pela empresa Andesmar (http://www.andesmar.com). Quanto tempo ficar - O ideal para conhecer a região são 7 dias. Na minha viagem eu fiquei apenas 4 dias na região, foi suficiente para conhecer muita coisa, mas foi muito corrido. O que conhecer? - Tudo é razoavelmente perto e, fazendo um bom roteiro, é possível conhecer 2 ou 3 lugares por dia. Os 10 atrativos que considero imperdíveis na região são: 1 - Cierro de Las Siete Colores (Purmamarca) 2 - Teleférico de Salta (Salta) 3 - Salar Salinas Grandes (Purmamarca) 4 - Cuesta de Lipan (Purmamarca) 5 - Vinhedos de Cafayate (Cafayate) 6 - Quebrada de Las Flechas (Caminho entre Cafayate e Cachi) 7 - Quebrada del Rio de Las Conchas (Caminho entre Cafayate e Salta) 8 - Caravana de Llamas (Tilcara) 9 - Caminho para Iruya e Iruya (Iruya) 10 - Ojos del Mar (Tolar Grande) - Acesso somente por veículos altos, offroad ou com tração 4x4 Fonte da foto de Ojos del Mar: http://costumbresargentinas-fotografias.blogspot.com.br/2010/04/ojos-de-mar-salar-de-tolar-grande.html
  9. Eu e meu namorado Manoel Comar fizemos essa viagem em dez/13 e jan/14, tínhamos apenas 12 dias, mas como férias são luxo, resolvemos conhecer um pouco mais da Argentina. Dessa vez fomos para o Noroeste. Foram cerca de 5650 km, gastamos R$ 3.600,00. A média de gasto com combustível foi de R$ 2,87 por L. E fizemos média de 11,85 km/L. Nosso principal objetivo nesta viagem era subir o Vulcão Tuzgle e apreciar a paisagem desta região da Argentina, que por sinal, é belíssima. Melhor do que as fotos que vimos anteriormente. Dia 1 – 25/12/13 - São José do Rio Preto- SP a Foz do Iguaçu - PR Saímos de São José do rio Preto às 7:20 rumo a Foz do Iguaçu. Para garantir que acordaríamos cedo não participamos da ceia com a família rs. No dia anterior arrumamos as coisas, colocamos tudo no carro para ficar tudo desenrolado dia 25/12. Para nossa alegria as estradas estavam bem vazias e a viagem rendeu bem, difícil foi achar um lugar pra parar pra comer, pois a maioria das conveniências e restaurantes estavam fechados. Depois de muito procurar, encontramos uma, fizemos um lanche e continuamos viagem. Chegamos em Foz do Iguaçu às 18:10. Tínhamos reserva num hotel chamado San Rafael, que creio eu, só coube no nosso orçamento por ser dia de natal. Era um hotel com estrutura muito boa, excelente café, com estacionamento e a diária custou R$ 130,00. Chegamos, fizemos o check in, descansamos um pouco e fomos visitar amigos que moram em Foz (que nos ofereceram o jantar do dia rs). Voltamos ao hotel e dormimos o sono dos justos. Dia 2 – 26/12/13 -Foz do Iguaçu – PR a Presidência Roque Saenz Peña-AR Acordamos as 7 horas e fomos tomar o café da manhã, que era incrivelmente perfeito, era nossa despedida do maravilhoso café brasileiro rs. Tomamos café e fomos até uma casa de câmbio que tinha em frente ao hotel trocar reais por pesos. Na viagem que fizemos pela América do sul, em março/13, cometemos o erro de trocar a maioria dos pesos argentinos na própria Argentina, e claro, pagamos o preço da cotação oficial. Desta vez pesquisamos antes, e como passaríamos por Foz compramos lá por R$ 0,29. A cotação oficial está em torno de R$ 0,36 e nas casas de câmbio aqui da região de Rio Preto R$ 0,41. Então pra quem vai viajar pra esses lugares e vai passar por essas regiões de fronteira é bom dar uma pesquisada. Compramos os pesos, fizemos o check out, abastecemos e às 9:06 saímos de Foz. Passamos pela migração, foi bem tranquila, e ao entrar na Argentina ganhamos uma hora, pois lá não tem horário de verão. O começo da viagem foi tranquilo, já conhecíamos este trecho, é um trecho bonito, muitas árvores, pinheiros, restaurantes e hotéis por todo lado. Mas infelizmente logo isso muda, continuamos pela RN 12 e a paisagem muda, tudo fica feio, muiiiita pastagem, árvores que lembram aquelas da savana africana. O que deu uma colorida nesse trecho foi uma plantação de girassóis, super bonitos. Seguimos pela RN 12 até Corrientes, fizemos nosso primeiro almoço de cup noodles ao pé de uma árvore, com temperatura de deserto rs. Depois disso continuamos a viagem. Quase fomos para o país errado em Posadas, pois pegamos o caminho para Encarnacion no Paraguai. . Equívoco constado. Fizemos a volta e retornamos para o caminho correto. Alguns km depois de Posadas, paramos para abastecer num posto perto de Ituizango, mas fomos informados que não tinha nafta, e que dentro da cidade de Ituizango poderia ter, fomos aos dois postos da cidade e nenhum tinha, eram 14h e a previsão era pra chegar em torno de 18h. O tanque estava quase na reserva, e nova possibilidade era a próxima cidade, cerca de 72 km depois. Pensamos, Manoel analisou e decidimos arriscar. Fomos até Ita Ibaté e pra nosso alívio ali havia nafta. Aproveitamos para abastecer o galão eu levávamos (já conhecíamos sobre a escassez e as distâncias entre s postos nessa região). Quando estávamos saindo de Corrientes fomos parados na primeira blitz do dia (as demais nos mandaram seguir). O guarda assim que nos viu, mandou encostar, pediu os documentos para o Manoel, e já pediu que ele o seguisse. E claro, a sessão de corrupção da polícia, já anunciada nos guias de viagem sobre o norte da Argentina, começou a acontecer. O carro estava equipado com um quebra mato, e esse foi o motivo da extorsão, 100 pesos a menos, tempo perdido, conversa fiada e seguimos até uma oficina retirar o quebra mato. (Detalhe que minutos depois dessa parada, contei 4 ecosports, só ecos, com quebra mato passando na rua), mas enfim, a lei só vale para os brasileiros. O Manoel mesmo tirou o quebra mato, seguimos por alguns poucos km e em Resistência fomos parados em nova blitz, dessa vez o guarda já pediu pra parar e correu para a traseira do carro, e começou a dizer que o galão de gasolina que carregávamos era ilegal, assim, como o engate e até o uso do GPS (hahaha, vontade dar uma voadora na cara do guarda). Manoel já escolado, falou que o guarda da blitz anterior falou que não tinha problema, e que já tinha tirado a defensa, que se ele quisesse multar, podia multar. O guarda vendo que não tiraria mais nada dele, nos liberou, felizmente. Atravessamos uma longa ponte e paramos para o Manoel tirar o suporte do galão de combustível, esse ele nem quiser levar no carro, deixamos na sarjeta e colocamos o galão cheio de gasolina dentro do porta malas. Mais uns km, nova blitz, que nos mandou seguir, ufa!! Depois desse susto, ficamos traumatizados, assim como ficamos com a polícia Paraguaia em março, é desesperador. O restante do caminho foi tenso, mas a estrada e o tráfego foi bem tranquilo e finalmente chegamos à Presidência Roque Saenz Penã, uma cidade no caminho em que passaríamos a noite. Paramos num posto pra abastecer e pedir informações sobre um hotel e muito felizmente o moço nos indicou um bom hotel, com preço acessível, chamado Hotel Aconcágua (nós amamos o Aconcágua rs). Fomos até lá pra ver se tinha vaga, acertamos o valor de PA 315 a diária, deixamos nossas coisas e fomos jantar. Comemos um lanche numa praça ali pertinho, e que lanche delicioso (não tem melhor tempero que a fome rs). Voltamos ao hotel, depois desse dia tão estressante e chato, agora alimentados, tomamos um banho delicioso e fomos dormir. Dia 03- 27/12/13 -Presidencia Roque Saenz Penã a San Antonio de Los Cobres Acordamos cedo, arrumamos nossas coisas e fomos tomar o café da manhã, que por sinal era bom (para os padrões argentinos rs). Comemos, juntamos nossas coisas e seguimos viagem às 7:42. Esse dia rendeu bem, só o calor que era insuportável. Abastecemos em Monte Quemado (havia mais brasileiros na fila do abastecimento) e depois seguimos, fomos procurar um árvore pra chamar de nossa e fazer nosso almoço cup noodles. Encontramos e lá não era menos quente, suávamos enquanto preparávamos a refeição, o vento era quente, muito ruim. Comemos e corremos para o conforto do carro e seu ar condicionado rs. Paramos em uma cidade pra abastecer e encontramos um casal de brasileiros de moto (aliás, o Brasil inteiro estava na Argentina) a moça estava de shorts e blusa e tãooo vermelha do sol que era assustador, o destino era San Pedro do Atacama, boa sorte pra eles. Abastecemos e seguimos em frente. Esses 03 dias de viagens são muito entediantes, a paisagem é chata, sem atrativos, retas sem fim e sol, muiito sol. No final do dia começamos a ver as placas indicando Salta, abastecemos num entroncamento e logo começamos a avistar as montanhas de Salta, Só passamos por sua periferia e tomamos a Ruta 51 rumo à San Antonio de Los Cobres que é deslumbrante e perigoso, parte de rípio (nosso amigo por muitos dias) e cheia de curvas é uma atração por si só, mas montanhas que a margeiam, que deixam de ser verdes e passam a ser cobertas de gramínea e depois de nada. Só suas cores naturais e exuberantes se exibindo pra gente! Chegamos em SALC por volta das 20:30 e começava anoitecer. A cidade é muito pequena, parece que parou no tempo (e depois olhando fotos de 70 anos atrás da cidade, constata-se que ela parou no tempo mesmo rs). Encontramos no começo da cidade um local de informações turísticas, fomos até lá e perguntamos sobre a localização da nossa hospedagem, fomos prontamente atendidos e seguimos direto pra lá. Encontrar hospedagem em SALC foi um desafio nos sites de pesquisas só encontrávamos um hotel, o Las Nubes, um pouco caro para os nossos padrões. Procurei no face e na página da cidade encontrei outros e mandei mensagem, mas só o Sérgio da Hosteria La Speranza nos respondeu. Bendita a hora que isso aconteceu, o Sérgio e sua hosteria foi um achado, tudo simples, mas tudo muito aconchegante, acolhedor, com preço bom e com simpatia e gentileza do Sérgio. Chegamos, estacionamos, conhecemos nosso quarto, tomamos um banho e fomos procurar algo pra jantar. Pra nossa alegria (again), a hosteria também conta com restaurante, e o Sérgio que também é o cozinheiro, nos serviu uma comida muito gostosa, com direito à empanadas de entrada rs. Dia 04 – 28/12/13 – SALC- Tuzgle San Antonio de Los Cobres, está situada a 160 km de Salta, pela ruta 51, sua elevação em relação ao nível do mar é de 3775 m, tem cerca de 5000 habitantes e foi escolhida pra ser nossa base por conta da proximidade com a montanha que pretendíamos subir. Além da proximidade, sua altitude foi determinante na escolha, afinal, precisávamos nos aclimatar, com o pouco tempo que dispúnhamos decidimos sair dos 500m médios da viagem e tentar a sorte aclimatando ali. Felizmente a primeira noite foi tranquila, o Manoel estava muito bem, eu senti um pouco de dor de cabeça durante a noite, mas logo passou. Nesse dia a programação era visitar os arredores de SALC, fazer umas caminhadas para ajudar na aclimatação, acordamos, ajeitamos nossas coisas, tomamos o café gostosinho que o Sérgio nos serviu e saímos para dar uma volta nos arredores da cidade. O Sérgio nos falou que pertinho do hostel havia um lugar onde poderíamos ver o Nevado Del Acay, uma montanha que estávamos de olho pra subirmos. Fomos até o final da rua e avistamos uma pequena montanha dentro da cidade, onde estavam instaladas umas antenas. Subimos até lá em cima e já começamos a sentir os efeitos da altitude. Mesmo não sendo muito alto já ficávamos ofegantes a cada passo. Mas chegamos lá em cima, tiramos fotos e voltamos ao hostel. Quando contamos o Sérgio que havíamos subido ele se surpreendeu rs. Pegamos nossas coisas e seguimos para conhecer o Viaduto La Polvorilla, por onde passa o trem de Las Nubes, o viaduto está a 4200 m acima do nível do mar, é super charmoso e subi-lo é ótimo para a aclimatação rs. Subimos, apreciamos a vista, tiramos algumas fotos e descemos para fazer nosso almoço cup noodles ali embaixo do viaduto rs. Enquanto preparávamos o almoço passou por nós um motoqueiro do Brasil e outro carro de brasileiros parou uns minutos pra tirar foto do viaduto e logo sumiram. Terminamos nosso almoço e o tempo virou, esfriou bastante. Juntamos tudo e seguimos à procura do Tuzgle. O Manoel havia tomado umas informações de como chegar ao lugar de acampamento do Tuzgle com o Sérgio da hosteria, ele informou que depois da placa da divisa de Salta/Jujuy haveria uma estrada à direita que iria até o acampamento. Avistamos a placa e depois avistamos a estrada e resolvemos seguir. Demos a volta em praticamente todo o vulcão (ou seja, andamos muitos e o carro sofreu muito rs) e finalmente encontramos uma cerca e um menino depois da cerca em um quadriciclo, pedimos informações e ele só disse que as terras eram da vó dele. Se as terras eram da vó dele então estávamos no lugar errado rsrs. Fizemos a volta e lá fomos nós de volta. Tínhamos no GPS o ponto onde deveria estar o acampamento, na minha ignorância achei que apesar de estar nos afastando do ponto, em algum momento iríamos encontra-lo. Ledo engano rs. Voltamos pelo mesmo caminho, e quando estávamos chegando perto da RN 40 novamente o Manoel pediu pra eu verificar no GPS se estávamos voltando pelo mesmo caminho, eu achei que sim, mas depois ele verificou que não, e acabamos numa estrada sem saída para a RN 40. Ele desceu, procurou um lugar pra voltamos à RN e voltamos a andar. Logo voltamos à RN 40 e continuamos a procurar uma entrada à direita, não demorou muito e a encontramos, e agora sim o GPS “dizia” que estávamos indo em direção ao acampamento rs. Ficamos muito contentes quando chegamos lá, por volta das 16:30, subimos um pouco mais além do local de acampar, mas logo voltamos e escolhemos um lugar pra armar a barraca, não onde queríamos, pois estava ocupado por um casal no mínimo estranho, que estavam dentro do carro sabe-se lá fazendo o que (mas isso foi um capítulo à parte rs). Montamos nossa barraca e fomos fazer uma caminhada no início da estrada de ascensão ao Tuzgle, mas uma chuva que não estava longe logo chegou até nós e voltamos pra barraca. E ela parou de novo e resolvemos ficar por ali apreciando aquela vista majestosa. Enquanto apreciava a vista, eu lançava olhares pra aquele estranho casal que estava lá, eles não armaram barraca, e ficavam os dois mais o cachorro dentro do carro. Era um casal de cerca de 60 anos e aparentemente não iam subir a montanha. Fizemos um lanche e logo a chuva chegou. Nos recolhemos para a barraca e a chuva de novo parava, mas resolvi não sair mais da barraca, enquanto estava lá ouvi o carro muito suspeito saindo, mas não foram embora, continuaram montanha acima. Mais tarde os ouvi voltando. A chuva continuou noite adentro, nem nos animamos a fazer jantar, havia muito vento, raios e trovões. Tinha a impressão de que as montanhas estavam se movendo de tão alto que eram os trovões. Dia 05 – 29/12/13 - Tuzgle – Tuzgle – San Antonio de Los Cobres Dormimos relativamente bem, e acordamos às 5 horas para começar a subida. Como o Manoel previu, o céu estava incrivelmente limpo e com todas as estrelas do universo brilhando pra nós rs. Adivinhem quem estava ali em seu carrinho?? Sim o casal mega estranho! Mal tive coragem de olhar para a direção deles, à noite fiquei pensando no sorriso sinistro da veinha e qual seria a intenção deles por ali, tive arrepios kk. Estava muito frio, ventava bastante e a temperatura estava negativa. Tomamos um chá, comemos um fruta e começamos a subir às 5:46. Começamos a subir e o dia começou a amanhecer, foi magnifico, um espetáculo! Depois de cerca de uma hora subindo, olhei o cume do Tuzgle e tive uma surpresa maravilhosa, havia neve, muita neve. Valeu a pena a tempestade da noite anterior rs. O acampamento do Tuzgle fica a 4500m acima do nível do mar, a noite que passamos em SALC valeu muito pra não sofrermos tanto nesta noite no acampamento. No inicio da subida o frio era muito intenso, mal paramos pra tirar fotos, íamos subindo com calma, num bom ritmo. Depois de umas 03 horas caminhando a gente encontrou a neve, como foi gostoso deitar, rolar e brincar com ela. Depois da pausa seguimos a caminhada, parando às vezes pra hidratar e comer alguma coisa. Ao contrário do que aconteceu no trekking no Aconcágua, me senti bem melhor, apesar da altitude ser muito maior. Talvez por conta do frio ser menor e por estar mais úmido, o fato é que nem de longe imaginei que estaria tão bem naquela altitude. Por volta dos 5000 m o Manoel parou e falou que estava exausto, estranhei porque ele está sempre melhor que eu. Ele estava carregando a mochila com água e o alimento e isso faz uma diferença enorme, acho que esse peso o desgastou demais. Continuamos a subir num ritmo mais lento e pra nossa surpresa, em torno de 5300m a via acabou. Simplesmente terminou em um desmoronamento, com uma parede muito íngreme que levava à crista do cume. Era por volta de meio dia. Eu me sentia bem ainda, mas não poderia garantir minha volta depois de escalaminhar aquela parede, muitas pedras soltas, misturada com areia e mais um bom trecho até o cume. Ficamos por ali meio desanimados, pois tudo caminhava para alcançarmos o tão sonhado cume. Por outro lado, estava feliz por ter chegado tão bem naquela altitude, 5300m , de longe o mais alto que estive em minha vida rs. Cogitamos tentar outro caminho, mas olhamos para o céu e o tempo começava a fechar, não gostaríamos de correr o risco de pegar uma tempestade como aquela da noite anterior lá em cima, e mesmo sendo muito difícil, decidimos voltar. Começamos a descer perto das 13h, o tempo fechando cada vez mais. Dessa vez vim com a mochila, apesar da recusa do Manoel, afinal, tinha que contribuir também, somos um casal, mas na montanha somos parceiros também. Descemos bem devagar, durante a descida vimos que tomamos a decisão certa, as forças foram se esvaindo e a volta pareceu eterna, nunca avistávamos o acampamento, eram curvas e mais curvas. Simplesmente não conseguia entender como dei conta de chegar aos 5300, milagre de Deus mesmo. Ainda na metade do caminho o joelho do Manoel começou a doer, e isso era um problema, pois é um problema que o incomoda há algum tempo e essas caminhadas intensas causam muita dor. Fiquei muito preocupada, pois estávamos muito longe da barraca ainda. Parecia que já tínhamos caminhado uns 20 km e na verdade não tinha caminhado nem 5km. Finalmente, por volta das 16:30 chegamos à barraca, mortos, com uma chuva prestes a desabar. Juntamos tudo de qualquer jeito, colocamos no carro e seguimos rumo à SALC. Não veio o cume, mas veio uma sensação maravilhosa de missão cumprida, a tentativa foi feita e demos o melhor de nós. Pra mim foi sublime, uma experiência realmente muito intensa pra uma pessoa que está só começando a conhecer o reino encantado das montanhas! Ah sabe aquele casal estranho do carro?? Não estava mais lá, mas havia um cheiro forte de coisa queimada, que fiquei com medo de ter um corpo “desovado” por ali kkk. Sim, puro preconceito e neurose da minha parte, no máximo foram até lá fazer algum ritual, mas confesso que fiquei assustada rs. Voltamos para SALC, paramos para tirar nossas últimas fotos com o Tuzgle e seguimos para não pegar aquela chuva toda, pegamos um chuvisco no caminho mas na cidade não estava chovendo. Voltamos para o aconchego de La Esperanza, o Sergio sempre sorridente e solícito, nos indicou um quarto, tomamos nosso banho e “jantamos” empanadas feitas na hora por volta das 16h. Depois disso não saímos mais do quarto, já emendamos nosso sono da beleza. Dia 06 - 30/12/13 – San Antonio de Los Cobres - AR No dia seguinte tínhamos outra missão, tentar cancelar uma reserva no hotel Las Nubes ali mesmo em Salc. Fiz essa reserva por segurança para o dia 27/12/13 pelo booking.com, mas quando encontrei a pousada La Esperanza e tentei cancelar a primeira já não podia mais fazer sem ter que pagar toda a diária, então entrei em contato com o hotel e pedi para adiar para o dia 31/12/13 o que foi aceito, mas nossos planos mudaram, não tínhamos mais condições de escalar montanhas, eu cansada demais e o Manoel com o joelho muito comprometido. Fomos até lá, mas não teve negócio, o máximo que conseguimos foi adiantar para aquele dia 30/12. O hotel é grande, bonito, mas os quartos não têm nada demais, o café era basicamente o mesmo que havia no Sergio. Enfim, ficamos o dia de bobeira, passeamos pela cidade e fomos jantar no Sergio rs. O melhor restaurante da cidade, contamos pra ele do ocorrido e perguntamos se ele atenderia ex hóspedes, e claro, ele nos atendeu prontamente. Jantamos e voltamos para o hotel, estava muiiito frio. No outro dia, com a nova programação seguiríamos para Purmamarca, onde originalmente não pernoitaríamos, mas com os novos planos tentamos arriscar ir lá procurar um hotel e passar o réveillon. Dia 07 - 31/12/13 – SALC – SALINAS GRANDES – CUESTA DEL LIPAN – PURMAMARCA - AR No roteiro original visitaríamos as Salinas e faríamos o caminho pela Cuesta del Lipán, o Sergio nos deu dicas pra fazer um caminho, digamos, mais direto. E que caminho, desde o começo do planejamento sabíamos que o auge dessa viagem seria o caminho. Eu amo a paisagem árida da argentina, e encontramos muitas lhamas, guanacos e mais cardones gigantes. Saímos do hotel às 10h e seguimos pela ex RN 40, um caminho de rípio, cruzamos a 38 e depois a 75 até avistarmos a 52. Antes de avistar a RN 52 que é asfaltada, víamos de longe as Salinas, mas o melhor caminho não era por ali. Chegando à RN 52, seguimos à direita, e por volta do KM 63 vimos as Salinas Grandes. A salina é muito bonita, tinha partes que tinha água, muito legal a experiência. Ficamos por lá, tiramos fotos e seguimos para a tão esperada Cuesta del Lipán. Gente, é maravilhoso, é um caminho lindíssimo, pegamos chuva no caminho, e apesar de ser bastante perigoso, vale a viagem, e aqueles 03 primeiros dias entediantes. Com formações rochosas inusitadas, derrumbres, cactos, nevados ao longe, lindo demais! Gostei mais do que Los Caracoles, dá até vontade de fazer a pé pra apreciar mais. Por volta das 15:00 h chegamos a Purmamarca e fomos procurar hotéis, eu já havia pesquisados hotéis nessa cidade, mas pelo elevado preço das hospedagens resolvi que seria melhor passar o réveillon em Tilcara, porém, agora lá estávamos nós. A cidade é muito pequnena, mas de entrarmos na cidade já víamos hotéis bastante atraentes, ao chegarmos na cidade, vimos muito mais. E também vimos muitos turistas passeando pelas ruas ou com suas mochilas indo a algum lugar. Paramos em dois hotéis pra perguntar por favor, um tinha, outro não, mas vi uma placa de um hotel que pensei em reservar, mas desisti pelo preço, fomos até lá dar uma olhada pra ver se não havia alguma promoção de ano novo. Chegando lá fui até a recepção e o hotel não devia nada para as fotos que havia visto na internet. O hotel é o Marques Del Toro, é lindíssimo, e o preço, não era dos mais acessíveis, cerca de R$ 220,00, sendo uma da especial, resolvemos nos dar esse presente rs, ainda tínhamos vista da sacada do Cerro Siete Colores, principal atração da cidade. Deixamos nossas coisas, guardamos o carro e fomo procurar algo pra comer, logo encontramos um restaurante, o La Chiqueria, charmosinho e quente, fazia muito calor em Purmamarca, eram 16h e o sol brilhava. Manoel foi de milanesa e eu de empanadas, deliciosas por sinal e com preço justo. Depois de almoçados, fomos passear pela cidade, visitar lojas e a feira d e artesanatos, as ruas estavam bastante movimentadas, e perto da “rodoviária” estava bem mais. Depois de conhecer a cidade, que é bem pequena, mas bem gostosa, bem mais turística que SALC, repleta de bares, restaurantes e hotéis voltamos para o hotel para descansar e aproveitar um pouco daquele quarto enorme rs. Havia uma piscina no hotel, mas logo o sol que estalava lá fora deu lugar à uma brisa fria rs. Por volta das 21h saímos pra jantar, no hotel haveria ceia, mas o preço era caro demais para nós. Resolvemos procurar um lugar fora pra jantar. Havia alguns bares abertos e optamos por um em que o menu era pizza. Entramos, escolhemos nossa pizza e reparamos que havia um pequeno palco montado e pra nossa surpresa haveria um show mais tarde. Por volta das 22h começou um pequeno show, um cantor, um violão e um outro instrumento que não lembro o que era rs. Mas foi delicioso, havia pessoas de várias lugares da Argentina e também do mundo, alemães, Noruegueses, colombianos, e no momento da virada todo mundo confraternizou, brindamos com sprite e fomos todos pra fora do bar ver os poucos fogos que havia. Ao todo gastamos cerca de R$ 60,00 por uma noite deliciosa e aconchegante. Por volta de 1h voltamos ao hotel, afinal o show havia acabado. Dia 08 - 01 /01/14 – Purmamarca a Tilcara-AR No dia primeiro do ano acordamos e fomos tomar nosso café da manhã, muito gostoso por sinal, mas apesar de ser um hotel bem luxuoso, não era tão farto como os servidos normalmente no Brasil (e viva o café da manhã maravilhoso do Brasil rs). Saímos do hotel por volta das 10 horas e subimos num morro no centro da cidade pra vermos o Cerro Siete Colores, mas não consegui ver as sete cores, e a luz daquele horário não o favoreceu, apesar do que havia lido a respeito. Tiramos umas fotos e seguimos para o próximo destino, Tilcara. Tilcara fica muito perto de Purmamarca, cerca de 26 km seguindo pela RN 9. No caminho paramos na cidade de Maimará, pois tinha lido que ali eles produziam vinho. Até procuramos por uma bodega, mas depois ficamos sabendo que ficariam fechados até março. Depois chegamos em Tilcara e resolvemos continuar até Iruya, passeio que prometia uma visão fantástica do caminho, a cidade fica cerca de 115m de Tilcara, pela RN 9, pela RP 13 e depois por uma estrada de terra. Passamos pelo trópico de Capricórnio, pela Quebrada de Humauaca, Humauca, tivemos problemas com combustível de novo, abastecemos, vimos mais paisagem bonita e finalmente vimos a placa à direita que indicava a entrada para Iruya, passamos essa e entramos na segunda placa, era por volta de 13h e havia uma formação de chuva não muito longe. Ao lermos relatos de pessoas que estiveram lá, vimos que a estrada era digamos, especial, se não chovesse, você enfrentaria uma estrada ruim, mas se chovesse você iria ficar ali por um bom tempo por conta do rio que atravessa a estrada por várias vezes. No entanto, pra nós, que estávamos num carro sem tração, havia outro problema, as subidas, se chovesse o carro, carregado como estava, não subiria. Andamos uns 10km e encontramos um cidadezinha e dali mesmo resolvemos voltar, tinha muita vontade de conhecer Iruya, mas arriscar ficar por lá não estava em nossos planos. Voltamos pra Tilcara e fomos procurar nosso hostel, o Pueblo Del Indio, ao encontrarmos nos deparamos com um recadinho na porta fechada que deveríamos procurar a recepção do Viento Norte, um hotel de luxo da cidade, pois eles compartilhavam funcionários. Eu já sabia disso, pois no booking.com eles avisavam a respeito. Resolvemos dar uma volta pela cidade e procurar almoço. Tilcara é maior que Purmamarca, mais estruturada, achei também muito charmosa e agradável, comemos uma pizza perto da praça, tomamos sorvete e fomos procurar o Viento Norte, que era perto de onde estávamos, falamos com a recepcionista e ela enviou outra funcionária para fazer nosso check in. O Pueblo Del Indio é muito bom para os padrões de um hostel, tinha um quarto bastante confortável, um banheiro excelente e é uma construção de pedra muito bonita. O inconveniente é que não tem ninguém na recepção, se precisar de algo tem que se virar. Há um bar que divide o pátio com o hostel, e lá que era servido o café da manhã. Desde SALC estávamos tendo problemas com a internet, ou melhor, com a falta dele, todos sofriam da falta de sinal, e o irônico é que todos os hotéis ofereciam wi fi, como diria o Manoel #SQN rs. Nos instalamos no quarto, testamos o wi fi, que também não estava funcionando, e fomos passear um pouco mais pela cidade e também cancelar uma reserva que havia feito, mas como adiantamos nosso itinerário, precisávamos cancelar. Procuramos pela rua onde ficava a pousada, e fomos procurar pelo número que estava indicado no endereço, chegamos ao fim da rua e nada da pousada. Voltamos pelo mesmo caminho e abordamos uma senhora que nos disse não conhecer a pousada e disse também que os números não seguiam sequencia rs. Ahhhhhhhh bom, agora sim fazia sentido, bem que notamos que os números iam do 200 para o 700 sem ordem nenhuma rs. O que nos restava era subir uma ladeira pra ver se a tal pousada estava em cima do morro, e estava! A cidade de Tilcara assim como as anteriores, é cercada de montanhas o que as tornam mais charmosas. Chegamos na Posadita Yacoraite e falamos com a moça que veio até nós, explicamos a situação, ela a principio negou, disse que pela falta de internet não conseguiria cancelar, nos oferecemos pra pagar a comissão para o booking e ai ela acabou dizendo que tentaria cancelar quando a internet voltasse. Pelo jeito ela conseguiu, pois não veio a cobrança no cartão. Ainda precisávamos de internet pra adiantar a reserva de Salta e Foz do Iguaçu. Por sorte uma das lan houses da cidade usava um provedor diferente e consegui enviar email para os hostels das próximas reservas e os dois prontamente adiantaram as reservas. Depois de tudo resolvido tomamos um café em uma cafeteria super fofa, passamos no mercadinho pra comprar o jantar e voltamos para o hostel. Dia 09 - 02/01/14 – Tilcara a Salta Acordamos por volta das 8h da manhã e fomos tomar o café da manhã no bar, café bem simples e gostosinho, tinha doce de leite e requeijão, e isso pra mim é ótimo rs. Depois do café ajeitamos as coisas, pagamos cerca de R$ 150,00 e fomos para Salta. Até Salta são cerca de 180 km, nesse caminho passamos passamos pela capital de Jujuy, San Salvador de Jujuy, não muito depois da capital pegamos uma um trecho estranho da RN 9, este trecho começou estreito, e terminou também rs. É uma estrada linda, montanha de um lado, barrancos de outro, com todas as curvas do mundo, repletas de árvores sombreando lindamente o caminho, mas com apenas QUATRO metros de largura, em alguns trechos, TRÊS metros. Ou seja, pra dois carros passarem ao mesmo tempo, um tinha que parar grudado no barranco ou na montanha rs. Como carona eu me diverti muito, já o Manoel como motorista, nem tanto. Por uns 5km tivemos estrada normal, no mais, chegamos em Salta com aquela largura toda kk. Chegamos em Salta por um lugar totalmente diferente do lugar por onde havíamos passado na ida, quando fomos pela RN 51 para SALC. Chegando pela RN 9 encontramos uma cidade movimentada, grande, bem diferente da parte da periferia que vimos anteriormente. O GPS nos ajudou a encontrar o hostel, muito bem localizado por sinal, o El Argentino. Já que fiquei em muitos hostels na minha vida, mas gente, esse era bem derrubadinho rs. O nosso quarto dava para a área comum, tinha uma porta e uma mini janela que também dava para a área comum e era só uma telinha, lembrei na hora do hostel big brother que quase ficamos em Mendoza ano passado rs. Mas era só uma noite, resolvemos encarar a telinha e o ventilador no calor infernal de Salta. Lá não tinha janela, não tinha estacionamento, não tinha café da manhã, às vezes não tinha recepcionista, mal tinha lençol e sobravam goteiras como pudemos constatar mais tarde. Salta é capital da província, então era bem diferente de todas as outras cidades que ficamos. Nossa intenção por lá (principalmente minha rs) era comprar vinhos. Fomos até um Carrefour perto do hostel. Combinamos que deixaríamos o carro em um estacionamento ao lado, ao preço de 50 pesos pela noite e fomos até o mercado. Compramos os vinhos, umas coisas para o café da manhã do dia seguinte, fizemos toda uma nova organização no carro para acomodarmos os vinhos comprados, acho que vamos até patentear a técnica kkk.... fizemos camadas com os sacos de dormir, colocamos malas e milhões de coisas em cima e eles vieram até o Brasil sem dar um pio e sem chamar atenção rs. Na saída o Manoel notou um pneu meio murcho e resolvemos procurar uma borracharia, deu trabalho pra achar, abastecemos nesse meio tempo e depois encontramos uma borracharia, o pneu estava realmente furado e felizmente não deixamos para o dia seguinte, pois isso nos atrasaria muito. Deixamos o carro no estacionamento e fomos passear pela cidade, queríamos muito visitar o Museu de Alta Montanha, mas pra nossa tristeza havia fechado fazia meia hora. A surpresa boa foi termos encontrado uma praça muito linda, e animada, com banda tocando ao vivo e com a cara de Santiago no Chile , gente, se me dissessem que estava em Santiago eu acreditaria, parecida demais a praça. Passeamos, por lá, tiramos foto, ouvimos a banda cantando de tudo, Beatles, Maroon 5 entre outros, o Manoel comprou até o CD. Saímos da Plaza 9 de Julho e fomos procurar um lugar pra jantar, entramos em uma pizzaria que estava com a temperatura em torno 55 graus, de tão quente. Sentamos perto de um ventilador gigante e fizemos nosso pedido. Depois de uma meia hora eles ligaram o ar condicionado e não muito tempo depois começou a chover bastante, e nós estávamos a pé. A volta foi bem gostosa, teve banho de chuva, outra surpresa rs... chegamos no hostel para o quartinho big brother, eu tomei banho frio, pois achei que a opção quente não existia rs. Fui até a recepção avisar que sairíamos cedo no dia seguinte e estava tudo inundado, muitos baldes pelo chão para tentar aparar água que caia , mas não dava conta, um funcionário puxava com o rodo o excesso rs. Eu consegui dormir, o Manoel passou a noite quase toda acordado, por conta da cama ruim, calor, ventilador barulhento. Era o hotel mais barato do booking.com, não podia pedir muito, a noite custou cerca de R$ 45,00 mais R$ 15,00 do estacionamento. Dia 10 - 03/01/14 - Salta a Presidência Roque Saenz Peña -AR Às 6:50 estávamos na porta do estacionamento e o Sr. Raul dono do estacionamento que estava preocupado em acordar tãoo cedo para abrir a garagem e nós não aparecermos ficou surpreso com a nossa presença ali antes das 7 h. Muitas surpresas kk. Pegamos o carro e o GPS nos levou para uma estrada de terra nada a ver, perdermos uma hora nessa conversa, voltamos e seguimos para PSRP pela estrada correta, 640 km com muita chuva nos aguardavam. O caminho, como na ida, foi entediante e a chuva não nos dava trégua, comemos nosso café da manhã no carro mesmo, e por volta de 13h paramos num ponto de ônibus pra fazer nosso almoço cup noodles, o Manoel não se sentia muito bem, comeu apenas para me acompanhar, grande erro. Chegamos em Saenz Roque por volta de 15 h com o Manoel passando muito mal, fomos direto ao Hotel Aconcágua pra ver se tinha vaga, e já ficamos por lá. Fizemos check in e fomos para o quarto e ele não saiu mais de lá, ficou realmente mal do estômago, que já estava ruim, depois do cup noodles só piorou, eu também fiquei indisposta mas nem tanto como ele. Saí pra procurar uma farmácia aberta, missão difícil em pleno horário da siesta deles. Felizmente encontrei uma aberta e apesar de o farmacêutico não me entender direito, trouxe uns remédios que fizeram bem par a o Manoel. Dia 11 - 04/01/14 – Saenz Roque a Foz do Iguaçu- PR Depois da noite tenebrosa o Manoel estava bem debilitado, mas nem conseguiu comer direito no café. E claro, sendo ele um teimoso, seguimos viagem mesmo assim, saímos do hotel, abastecemos e saímos pra Foz por volta de 10h. Esse caminho era o mesmo que tivemos todos os problemas com polícia na ida, se a outra opção de caminho não fosse o Paraguai, teríamos feito outro roteiro. Mas enfim, continuamos, paramos na beira da estrada e compramos uma mini adega de madeira que estava baratíssima e alguns km depois começou nosso tormento. Policia Caminera, carro brasileiro = carro parado pra uma tentativa de extorsão. Nesse dia também estava me sentindo mal, depois do café só consegui jantar, assim como o Manoel. Estava sem o menor saco pra policia safada. Paramos, pediram documentos, falaram de cara que não podíamos levar a adega, eu tirei o cinto pra alcançar a carta verde que pediram e o guarda já disse que estava sem o cinto, que tinha multa Chamaram o Manoel para a guarita e lá começou outra sessão de corrupção escancarada, queriam 1000 pesos pra não multa-lo por conta da adega, disseram que a multa era muito cara, 40.000 pesos. Ele alegou que não tinha mais pesos, pediram dólares, pediram reais, falaram novamente da multa exorbitante, mas o Manoel continuou dizendo que não tinha mais dinheiro nenhum, que eles podiam fazer a multa, que eu estava passando mal e ele queria embora. No final, depois de uns 25 minutos, vendo que não tirariam nada dele com aquela conversa fiada, o liberaram. Fomos parados por policiais da Gendarmeria Nacional, mas não houve tentativas de extorsão dessa vez e podemos seguir viagem. Chegamos em Foz do Iguaçu por volta de 20:30 e fomos procurar nosso hostel Paudimar, mais conhecido como Albergue da Juventude, recomendadíssimo, estrutura excelente, tem cozinha, restaurante, lanchonete (com preços muito acessíveis), piscina, wi fi, café da manhã farto, estacionamento, realmente excelente. Neste horário nosso apetite já havia voltado, e aproveitamos para jantar no restaurante lá mesmo. Depois cama porque o dia seguinte também seria longo. Dia 12 - 05/01/14 – Foz do Iguaçu –Ciudad Del Este – São José do Rio Preto SP Neste dia acordamos cedo, tomamos nosso café e fomos comprar umas bugigangas no Paraguai, o que seria rápido nos tomou algumas horas e só pegamos estrada por volta do meio dia, paramos para almoçar numa cidade vizinha, com comida boa e barata. Chegamos em Rio Preto por volta das 21:30. Tudo certinho com a graça de Deus. Voltar pra casa em segurança é viagem com sucesso! [http://viajarpravivermais.blogspot.com.br]
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