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    Fim de semana em Porto Velho

    Em algum momento de 2013 eu vi uma promoção absurda para Porto Velho. Era coisa abaixo de 200 reais por perna. Em paralelo, a Avianca estava com passagens para o Recife por inacreditáveis 90 reais (tudo isso desde o Rio de Janeiro, e para setembro daquele ano). Dava vontade de comprar para tudo quanto era fim de semana possível, e para tudo quanto era canto. Mas acabou que Recife venceu (90 reais era barato demais!) e fomos duas vezes naquele mês. Foi quando conhecemos dois lugares espetaculares, dos mais belos do país: Maragogi e Tamandaré/Carneiros. Valeu muito a pena, mas sacrificamos aquela rara promoção para Porto Velho. Desde então que Porto Velho está no meu radar. Melhor dizendo, outras capitais brasileiras onde ainda não coloquei os pés (Rio Branco, Boa Vista, Macapá) estão há tempos no radar, mas Porto Velho vinha um pouco à frente por conta daquela incrível promoção não aproveitada. Eis que, 4 anos depois (!), a Tam fez uma daquelas ofertas de fim de semana e topamos. Não pelos preços inacreditáveis de 2013 (aquilo não existe mais!), mas por 300 cada perna. Não é tão barato para os padrões a que estávamos habituados, mas é um ótimo preço para uma distância de praticamente 3.500 milhas (considerando a conexão em Brasília) e sobretudo para os preços de hoje em dia. Enfim, compramos e lá fomos nós desbravar mais uma capital brasileira meses depois. O fim de semana era o primeiro de junho. Chegada e partida de madrugada. Ou seja, dois dias inteiros em Porto Velho. De cara, vendo as atrações, identifiquei que haveria muito tempo ocioso para os nossos interesses e nosso estilo irrequieto de explorar os lugares. Mas não consegui identificar muito mais o que fazer nos arredores. Balneários, clubes.... nada disso me atraía. Semanas antes escrevi para a Usina Santo Antônio para saber sobre eventuais visitas no fim de semana (estilo Xingó ou Itaipu), mas não obtive resposta. Em geral há muito pouca informação na inet sobre atrações em Porto Velho e arredores, e isso não foi diferente em relação a alguns balneários cujos nomes andei pescando pela rede. De modo que decidimos fazer um fim de semana de slow travel em Porto Velho somente. E assim fizemos. A rigor, mal saímos da região central da cidade. Chegamos em Porto Velho num sábado de madrugada, às 2 da manhã, hora local. 3 am no horário de Brasília. Direto para o hotel dormir o restante da noite. Ao longo do caminho, de taxi, vimos alguns bares e boates com o agito da noite local. Como qualquer outra capital, a cidade tem seus pontos de agito da madrugada. E o taxi aeroporto-centro cobra a facada fixa de 40 reais, mesmo levando meros 15 minutos. Ficamos no Hotel Samir, bem central para quem vai turistar. Fica na cara da Praça das Três Caixas d’Água, um dos mais significativos símbolos da cidade. Nosso quarto dava de cara para elas! Sábado, conforme esperado, acordamos não muito cedo. Mas, como já dito, era uma viagem relax, slow travel. Eu sabia que nosso ritmo inquieto visitaria tudo de nosso maior interesse na cidade em um dia. Mas tínhamos dois. Era junho, então haveria São João. Melhor ainda, o Primeiro Arraial Municipal da cidade! Saímos e demos logo de cara com um dos mais emblemáticos pontos históricos da cidade, a Praça das Três Caixas D’Água. São enormes (200 mil litros), vieram dos EUA e abasteceram Porto Velho da década de 10 até a de 50. É o símbolo da cidade, consta até da bandeira. E a Praça é muito bem cuidada, registre-se. A Praça das Três Caixas D'Água Fomos em direção ao Rio Madeira. A cidade tem alguns mirantes para o rio (no TripAdvisor constava que eram 3, acho que estivemos em alguns deles, talvez todos), e logo paramos em um. Ficava num parque que me parecia dentro de um restaurante, que estava fechado. Sei que dava uma boa vista para o rio e para a Praça Madeira Mamoré. Descemos e fomos primeiro no Mercado Central, que fica em frente à Praça. O Mercado é simples, mas interessante para quem quer comprar algum produto local. Tem diferentes tipos de farinha, acabamos comprando um pouco de farinha de castanha. Atravessamos a rua e fomos conhecer o que, para mim, era o principal de Porto Velho. A Praça Madeira Mamoré, com o Museu Ferroviário. É de lá também que saem os passeios de barco pelo rio. Os antigos trens, ou composições do(s) trem(ns) estão lá expostos ao ar livre. Muito degradados. Chega a ser perigoso até chegar perto, eventualmente, por conta de pontas de ferro enferrujadas. Não sei se o Museu é exatamente isso, mas foi o que me pareceu: apenas um cemitério de trens. De altíssimo valor histórico – vale a pena dar uma lida/pesquisada na epopeia que foi fazer a ferrovia. De qualquer forma, curtimos muito o visual, o barato de estar ali, e os trens! Estrada de Ferro Madeira Mamoré Ali também tem uma feirinha nos fins de semana, bem pequena. Fica num dos galpões, que fica aberto ao público. Há um outro, totalmente abandonado, logo ao lado. E mais um, que pareceu fechado. Há ainda uma área onde estão alguns trens, esses mais protegidos da chuva e do sol. Pareceu ser uma antiga garagem de trens. Mas não é visitável, somente por fora. Ainda que tenhamos visto moradores de rua lá dentro. Aqui é o embarque para o passeio pelo Rio Na parte à beira-rio é onde saem os barcos para o passeio pelo Rio Madeira. Ali também tinha um deck de madeira, ao menos foi o que vi em algumas fotos. Salvo engano, foi a mega enchente em 2014 destruiu o deck. E nunca mais foi reposto. Aliás, destruiu o deck e provavelmente peças históricas da ferrovia, incluindo os trens que ainda lá estão (ficaram provavelmente parcialmente submersos). Quando estive em Manaus pela primeira vez constatei que duas ou três das maiores enchentes da história (registrada) da cidade ocorreram nos últimos anos. Não deve ter sido muito diferente com o Madeira e Porto Velho. Como a área ficou com a enchente de 2014 Créditos: http://impactosnaefmm.blogspot.com.br/2015/03/fotos-da-enchente-de-2014.html?_sm_au_=iWVWQqjs5TSQJrfM Foto: Diógenes Ribas Depois de muito curtir o local, voltamos andando para explorar alguns lugares que eu havia mapeado na região. Primeiro lugar foi o Palácio Getúlio Vargas. Do que eu pude entender, antigamente havia um Museu do Estado de Rondônia na cidade. Havia também um Museu Geológico. Ambos se aglutinaram no que se tornou Museu Palácio da Memória Rondoniense, que é o que ocupa o Palácio hoje. Isso foi pesquisando na Inet, no local não tem qualquer informação. Mas tinha exposição de arte (deve ser a parte do antigo Museu do Estado) e uma sala com pedras expostas improvisadamente (presumo ser a parte herdada do que era Museu de Geologia). Faltou alguma coisa (qualquer coisa!) falando da história da cidade e/ou do Estado. De qualquer forma, o palácio é bacana. E tem, logo ao lado, o prédio da Universidade Federal de Rondônia, antigo Porto Velho Hotel, também uma construção bonita. Palácio Getulio Vargas UFRO Em frente tem o Mercado Cultural, local que era o antigo Mercado Público e que hoje é palco de apresentações culturais, contando ainda com um barzinho (acho que se chama Zizi) providencial. Naquela hora a galera estava fazendo os preparativos para o Arraial que ocorreria de noite. Aproveitamos para uma pausa e ficamos conversando com um cara que era do museu (do Palácio Getúlio Vargas) que tinha nos visto por lá. Rapaz trançando folhas para decorar a festa junina do Mercado Cultural Ainda rodamos mais pelos arredores, esticando até a Praça Aluisio Ferreira, em que de noite fica cheio no fds (naquela hora tava vazio, com algumas barracas ainda sendo montadas) e, mais para o outro lado, a Praça Marechal Rondon, que não tem nada de mais. Pausa para o almoço, escolhemos a Casa do Tambaqui. Adoro Tambaqui e constava que era um lugar com preços honestos. De fato, muito honestos, excelente custo-benefício. Prato farto e saboroso. O restaurante fica na rua do Mercado Municipal, ou seja, em frente à área da Praça Madeira Mamoré. Ali tem uma calçada urbanizada com quiosques que parece bacana (ainda que sem conservação), mas estava tudo fechado naquela hora. Casa do Tambaqui Nos demos ao luxo de curtir um relax de tarde pós almoço (e escapar do sol pesado da região norte nessa hora!), sob pretexto de ver a final da Champions. No caminho, vimos que a Casa da Cultura Ivan Marrocos, que estava aberta de manhã e que deveria seguir aberta até umas 20hs, estava fechada. Havia um segurança que fez sinal de que só abriria depois, mas um “depois” que não nos pareceu ser mais tarde ou amanhã. Mau sinal, menos uma atração. E era a mais perto do nosso hotel. Depois da final, fomos direto para o Rio Madeira curtir o pôr do sol. De fato, com o céu ajudando, é um lindo pôr do sol. Pôr do sol no Madeira Depois do pôr do sol fizemos o passeio de barco. Acabamos pegando o anoitecer. É interessante, já sabia que não era nada de mais, mas curto muito fazer passeios de barco pelo rio. Já de noite, ficamos curtindo o Arraial Municipal. Ainda esticamos até a Praça Aluisio Ferreira, pra conferir como a movimentação por lá é intensa nos fds. Muita gente, muitas barraquinhas, vários restaurantes populares ao ar livre logo ao lado, muitas opções para a criançada. Voltamos para o Arraial, onde ficamos até tarde. Festa Junina Primeiro Arraial Municipal de Porto Velho Domingo acordamos tarde. Saímos para ver se o CC Ivan Marrocos estava aberto. Não estava. Chamamos o segurança pra saber se abriria mais tarde e eis que um cara lá de dentro nos identifica. Ele havia deixado um folheto conosco no dia anterior sobre uma exposição que começaria na 2ª feira, e conversamos brevemente. Não deve ser tão comum ter turistas do Rio de Janeiro na cidade, ehehehe. Então, assim que ele nos viu, avisou ao segurança que nós éramos turistas do Rio de Janeiro, e pediu para deixar entrar. Acabamos vendo, em primeira mão, a exposição do folheto que ele nos havia dado. Melhor ainda: ele era o artista! Amaury Dantas, exatamente o que nos reconheceu. Um barato. O tema (“Trilhos do Tempo”) é o Madeira Mamoré, ou seja, bem Porto Velho, o que me fez gostar mais ainda do trabalho. Ficamos um bom tempo por lá, e depois fomos passear pela cidade. Seguimos então pela região, em direção à Catedral. No caminho tinha uma praça em frente a uma área militar, com uma pequena réplica do Real Forte Príncipe da Beira. Esse forte é um lugar que eu gostaria muito de ir, mas fica a mais de 700 km de Porto Velho. Não há como. Ficamos com a réplica mesmo. Réplica do Real Forte Príncipe da Beira A Catedral estava fechada. Assim como o museu da Catedral (ou Museu Dom João Batista Costa, pelo que pesquisei). Domingo de manhã, tudo fechado. Talvez tenha aberto mais cedo para missa, sei lá. Chegamos lá no fim da manhã. Um lugar que estava na lista para visitar e que não achei é o Memorial Governador Jorge Texeira de Oliveira. As informações sobre se estava em funcionamento e horários de abertura são bem desencontradas na inet e, para piorar, sequer consegui encontrar. Achei um endereço (Rua José do Patrocínio), mas não achei nada na rua. Nem aberto, nem sinalizado. Panorama do Madeira Então ficamos passeando pela cidade, em áreas mais afastadas. Tentamos margear o rio e, sempre que havia algo parecido com vista do rio, entrávamos para conferir. Conhecemos também o que nos pareceu ser uma área administrativa da cidade, que tem o Teatro Palácio das Artes. Tudo fechado no domingo. Teatro Palácio das Artes Ficamos observando as casas e o clima geral da cidade. Aquela região central é bem pequena, dá para andar tudo a pé. Em diversos lugares me parecia estar numa pacata cidade interior, mas com avenidas largas. Sobretudo num domingo. Quando o sol abria dava pra sentir todo aquele peso do sol do norte do Brasil. É inclemente. Por isso que (eu acho) que se vê pouca gente nas ruas durante o dia. Havia previsão de chuva para os dois dias, mas sábado não choveu. No domingo ela veio no meio da tarde, pesada, como geralmente é na região. Chega, bate e passa. Chuva chegando à esquerda Quando choveu, estávamos curtindo uma cerveja num bar-barco que fica na beira do rio, na região do Madeira-Mamoré mesmo. Foi lá que conhecemos a Cerveja Suja, coisa que nós ignorantemente ainda não conhecíamos. Cerveja, sal, limão e gelo num copão. E de canudinho. Bar flutuante no Rio Madeira Um dos lugares que eu queria ir era o Memorial Rondon. No entanto, li relatos dizendo que estava fechado, ou que era tiro no escuro encontrar aberto. Conversei com algumas pessoas, inclusive um centro improvisado de informações turísticas no Mercado Cultural, mas ninguém garantiu que estaria aberto. Tentei ligar N vezes para lá, para o único telefone que consegui descobrir, mas ninguém atendia. Então desisti. Era longe, e seria conjugado com uma visita à Capela de Santo Antônio de Pádua, mas não rolou. Pena. Isso reforça, aliás, como o Brasil tem, em geral, atuação pré-amadora em termos de turismo. Já vi atrações que fecham nos fins de semana; ou que estão fechadas nos horários que as informações do próprio local dizem que deveriam estar abertas; ou que estão fechadas para almoço às 15hs; ou que não tem site ou qualquer outra forma de verificação prévia de dias e horários de abertura, etc. Outro lugar que poderíamos ter ido era o Parque Municipal, que fica um pouquinho mais afastado (para ir a pé). Mas acabamos ficando restritos àquela região mesmo. Nesse dia almoçamos no Caravelas do Madeira. Foi bom, mas curti mais o Tambaqui de sábado. Curtimos o fim de tarde, depois da cerva a beira rio, na própria praça Madeira-Mamoré. Rolou um evento musical por lá com a galera estirada na grama curtindo. Bem bacana. Não tinha mais Arraial Municipal no domingo, então ainda fomos na Praça Aluisio Ferreira ver o movimento (cheia de novo!) antes de voltar para o hotel e dormir um pouco. Nosso voo de volta era na madrugada e dia seguinte era de batente novamente. Mais um pôr do sol no Madeira O colorido da torre de algodão doce nas margens do Rio Madeira Showzinho na praça ao anoitecer Mais um fim de semana desbravando algum canto do Brasil!
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