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  1. Resumo: Itinerário: Buenos Aires (Argentina) → Puerto Madryn (Argentina)→ Rio Gallegos (Argentina) → Punta Arenas (Chile) → Ushuaia (Argentina) → Puerto Natales (Chile) → El Calafate (Argentina) → Comodoro Rivadavia (Argentina) → San Carlos de Bariloche (Argentina). Período: 10/03/2001 a 01/04/2001 10-12: Buenos Aires 13-15: Puerto Madryn 16: Rio Gallegos 16-18: Punta Arenas 18-21: Ushuaia 21-23: Puerto Natales 23-25: El Calafate 26: Comodoro Rivadavia 27-29: Bariloche 30: Buenos Aires 01/04: SP-Rodoviária do Tietê Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM. Volta: Ônibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a São Paulo (Rodoviária do Tietê), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodoviária de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 dólares na época) pelo trecho de Buenos Aires a São Paulo, Considerações Gerais: Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia. A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Disseram-me que poderia não ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma única exceção numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido. Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional. As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros . Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc. Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo. Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍. A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança. Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco . Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes. A Viagem: Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta. Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo. Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html). Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite. No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc . Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍. Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia. A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol. Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo. Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde. Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu. Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete. Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍. Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar. Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶. Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar. No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte. Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas. No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos . Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar. Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel. Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas. Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla. Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol. Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais. Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar. Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno. Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais. No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕. Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte. No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto. À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia. Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano. Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc. Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos . Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍. Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico). Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem. Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante. Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido. Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
  2. Olá pessoal, começando aqui mais um relato da minha segunda viagem pela América do Sul, rodamos 30 dias, saímos de casa dia 22/12 e chegamos dia 21/01, somos eu, minha esposa e minha filha de 13 anos, vou tentar detalhar o que for mais relevante para os viajantes. Em relação a preços, por onde passamos tem hotéis, hostels e campings para todos os gostos e preços, então esta parte aconselho uma boa pesquisa para adequar melhor o orçamento ao estilo da viagem, o que foi bom e barato pra mim talvez não seja para outra pessoa e vice-e-versa, todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking e pelo AirBnB, e outros não reservei, cheguei na hora e procurei ou pesquisei antes pela internet e já fui como uma referência. Vale lembrar que viajo com criança, então todo meu planejamento tento considerar no máximo 2 dias seguidos de estrada, senão fica desgastante demais, na parte final da viagem tocamos 6 dias direto, mas não tivemos muita alternativa e vou contar no decorrer do relato. Todos os valores que eu colocar serão em reais, abaixo algumas informações: Equipamentos: cambão, extintor, kit primeiros socorros, 2 triângulos, carta verde(Argentina e Uruguai, fiz com a Sul América, 156,00 para 30 dias), Soapex(Chile, faz no site da HDI, super tranquilo a 11 dólares) e colete reflexivo, levem todos, fui roubado em 100,00 por causa do colete, situação que vou narrar abaixo. Gasolina: Na minha região o preço estava 4,79 o litro, abasteci em São Paulo a 3,83, em Gramado o preço chegou a 5,00, então não abasteci lá, voltei a abastecer novamente a 4,69 depois de descer a serra. Na Argentina região de Federación 4,59 e descendo rumo a patagônia por volta de 3,35, na patagônia o governo dá um subsídio para a gasolina, então é mais barata. Nossa rota principal foi : Gramado/Canela, Federación, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Chaltén e El Calafate, mas ao longo de toda a rota tivemos diversos lugares interessantes. 1º dia 22/12 – Cons. Lafaiete – MG X Curitiba – 1000km – Apenas deslocamento, sem nada de atrativo na estrada, ficamos preocupados em passar por São Paulo sendo véspera de feriado, mas correu bem, sem congestionamento que era o meu medo. Basicamente saindo da minha cidade pego a Fernão Dias em Carmópolis de Minas e depois de São Paulo a Régis até Curitiba. 2º dia 23/12 – Curitiba X Canela – 734 km – Dia também para deslocamento, sem muita coisa, apenas estrada. 3º dia 24/12 – Canela – Coloquei no planejamento ficar em Canela e passear em Gramado que estava espetacular por causa do Natal Luz, conseguimos uma apartamento montado por 710,00 as 2 diárias, pela época o preço foi razoável, e o lugar muito bom. Subimos a serra que é muito bonita e pouco antes de Canela a estrada começa e ficar florida com belas plantações de hortênsias. Apart em canela https://booki.ng/2G1d7yq
  3. De carro pela Patagônia Norte, Argentina: Buenos Aires, Sierra de la Ventana, Puerto Madryn, Península Valdes, Esquel e Bariloche - 16 dias Fotos: https://www.flickr.com/photos/31126798@N03/ Quando De 20/12/14 a 05/01/2015 Quilômetros rodados: 5.400 km Os viajantes Eu (Luis), minha esposa (Elisa) e meus filhos Felipe (12 anos) e Rafael (10 anos). A ideia da viagem Em 2011 fizemos uma viagem de carro de Campinas até San Pedro de Atacama, visitando vários lugares do norte da Argentina (relato aqui http://www.mochileiros.com/deserto-de-atacama-de-carro-e-com-criancas-t51654.html). Ficamos muito impressionados com a beleza das paisagens, organização, preços (custo-benefício muito superior ao brasileiro), etc. Nos deu uma vontade de querer visitar outros lugares da Argentina. Os candidatos seriam Cordoba, Catamarca, Península Valdes, Bariloche e a parte sul da Patagônia. Queríamos fazer outra viagem de carro por lá. Visitar todos estes lugares, saindo do Brasil, demandaria muito tempo e muita quilometragem. Tiramos a parte de Catamarca, por ser parecida com as regiões que visitamos no norte (Salta e Jujuy). Roteiro Veio a ideia de tomar um avião para Buenos Aires e de lá alugar um carro para a viagem. Ganharíamos tempo, eliminaríamos um longo trecho de locomoção e teríamos um carro com placa argentina, o que nos deixaria quase como locais e despertaria pouca atenção. Resolvemos fazer um triângulo, com início e fim em Buenos Aires, cobrindo o norte da Patagônia. Iríamos para a Puerto Madryn, como base para a Península Valdes e região. Depois cruzaríamos a estepe patagônica em direção aos Andes, fazendo uma parada em Esquel para visitar o Parque Nacional los Alerces. De lá seguiríamos para Bariloche, onde encontraríamos um casal de amigos, passaríamos o ano novo e exploraríamos a região. Depois era pegar a estrada e voltar até Buenos Aires, 1.600 km sem nenhuma atração realmente interessante. As cidades seriam: Buenos Aires, um dia Bahia Blanca, somente pernoite (depois trocado por Sierra de la Ventana) Puerto Madry, quatro dias Esquel, dois dias Bariloche, cinco dias Quehue, pernoite Buenos Aires, dois dias Fechamos um roteiro de 16 dias de viagem e fizemos as reservas de todos os hotéis pela internet (booking.com, etc) ou diretamente com os sites dos hotéis. Duas semanas antes da viagem conhecemos um viajante argentino aqui no Brasil e ele nos deu algumas dicas bem legais. Entre outras, disse que Bahia Blanca era uma cidade grande, sem atrativos, e que havia opções mais interessantes para pararmos (Las Grutas, Carmen de Patagones, Monte Hermoso). Depois de pesquisar na internet, encontramos Sierra de la Ventana, uma charmosa cidadezinha com um parque provincial próximo. Se chegássemos cedo poderíamos fazer uma trilha no parque. Mudamos a reserva de Bahia Blanca para lá. A viagem Sábado, 20 de dezembro de 2014. Pegamos um voo da Gol, que saiu atrasado de Guarulhos. Chegamos em Ezeiza, onde atrasamos ainda mais com a fila para trocar pesos no Banco de La Nacion Argentina e para pegar o carro na Europcar. Imaginava chegar no hotel umas 15:00, mas chegamos lá pelas 18:00. Ficamos no Hotel Two, que é bem central, perto da Av. Mayo. Demos uma descansada e saímos para um rápido tour pelo microcentro de Buenos Aires. Buenos Aires A primeira parada foi tomar um belo sorvete argentino para animar. Depois fomos visitar a Casa Rosada, Café Tortoni, Av. Mayo, Congresso, Corrientes, Obelisco, 9 de Julio, etc. A primeira impressão foi de que os preços estavam bem mais altos do que nas últimas vezes que estivemos na Argentina. No domingo (21/12), acordamos cedo, tomamos café e rumamos para Sierra de la Ventana. Tinha pouco movimento na cidade e foi bem tranquilo dirigir. Eu estava com um GPS Garmin, com um mapa da Argentina que baixei gratuitamente no site do Proyecto Mapear (http://www.proyectomapear.com.ar/). Tem vários arquivos POI que vale instalar no GPS. Sierra de la Ventana Pegamos a ruta 205 até Azul, onde pegamos a 76. As estradas são muito boas e com pouco movimento. Passamos por paisagens rurais muito bonitas, que ora lembravam a Europa, ora o interior dos Estados Unidos. Tudo muito plano. Quando apareceram as primeiras montanhas, era sinal que estávamos chegando em Sierra de la Ventana. Antes de ir para a pousada, fomos visitar o Parque Provincial Ernesto Tornquist (http://www.tornquist.gov.ar/index.php/turismo/donde-ir/parque-provincial-ernesto-tornquist.html). Fizemos a trilha da Garganta Olvidada, que é bem tranquila e leva pouco mais de uma hora para ir e voltar. Não é nada excepcional, mas valeu para fechar um dia de viagem com quase 600 km. Tem algumas trilhas bem mais longas e bonitas lá, mas não teríamos tempo para faze-las. A cidade de Sierra de la Ventana é pequena e bem bonita, com muito verde, cortada por um rio (Sauce Grande) e com um ar rústico de vila de montanha. Deu vontade de ficar lá mais tempo. Depois descobrimos que tem um trem que vai de Buenos Aires (ou de La Plata) até lá. Quem sabe numa próxima... Puerto Madryn No dia seguinte (segunda, 22/12) foi o de sempre: acordar cedo e pé na estrada para chegarmos em Puerto Madryn. Pegaríamos a ruta 3, que é a principal ligação de Buenos Aires com a Patagônia, por isto, tem bastante movimento e muitos caminhões. Cruzamos com vários brasileiros que iam de carro ou moto para Ushuaia. Longas retas até Puerto Madryn com a paisagem da estepe patagônica. Chegamos em Puerto Madryn com o sol ainda alto, achamos o hotel e fomos conhecer a orla da cidade. No dia seguinte (terça, 23/12), fomos até o Museu Paleontológico de Trelew e na pinguineira de Punta Tombo. Ambos valem a visita. No museu está o fêmur do maior dinossauro já encontrado e várias coisas interessantes. Punta Tombo A viagem de Puerto Madryn até Punta Tombo é longa, 180 km, com a parte final em rípio, mas chegando lá, você nem se lembra disto. O parque é muito bem organizado (ARP$ 90 por pessoa), com caminhos para visitar a área. Estes caminhos passam pelos lugares que os pinguins fazem ninho e criam os filhotes. É um espetáculo ver a quantidade e a festa dos pinguins. Além deles, tem guanacos (parentes das lhamas), emas, cuyzes (um pequeno roedor) e muitas outras aves. É um lugar privilegiado pela natureza. Dizem ter 500 mil pinguins lá. Para fechar com chave de ouro, quando estávamos próximos da praia apareceu uma baleia com um filhote, bem próximo, a uns 100 metros da costa. Península Valdes Na quarta (24/12), fomos visitar a península Valdes, http://www.peninsulavaldes.org.ar (ARP$ 180 por pessoa). Como já sabíamos, seria um dia com muita distância (uns 400 km, na maior parte em rípio) e sem muita infraestrutura. Então, leve o que você precisará e saia com o tanque cheio. Na entrada do parque nos informaram que a Punta Delgada estava fechada. Fomos para a Caleta Valdes. Na chegada já avistamos um grupo de orcas procurando lobos marinhos para o almoço. Fomos para a pinguineira da Punta Cantor, com pinguins, lobos e elefantes marinhos. O dia estava ensolarado, com a cor azul do mar dava uns visuais muito bonitos. Fomos em vários pontos de observação perto da Punta Cantor e depois seguimos para a Punta Norte. São vários quilômetros de rípio beirando a caleta, com paisagens bonitas e guanacos selvagens. Punta Norte é mais do mesmo (da Punta Cantor). Se você tiver pouco tempo, explore somente a área da Punta Cantor e volte. Não perderá nada especial. Depois da Punta Norte fomos até Puerto Piramides para conhecer e comer. O lugar foi mais bonito do que esperávamos. Vale a visita. No dia de Natal, diminuímos o ritmo. Visitamos a loberia de Punta Loma (16 km de Puerto Madryn, rípio), almoçamos em Puerto Madryn e tiramos o dia para descansar. Um passeio que queria ter feito era mergulhar (snorkel) com leões marinhos (ARP$ 1.100). Procurei para fazer no dia de natal mas as operadoras estavam fechadas. Fica para uma próxima. Dia 26/12 era para pegar a ruta 25 e cruzar a Patagônia rumo a oeste, chegando em Esquel. A ruta 25 tem trechos muito bonitos, seguindo o Rio Chubut. Parece muito o meio-oeste americano (Arizona), com cânions, mesas e montanhas avermelhadas. Paramos para comer e abastecer no pequeno vilarejo de Los Altares. Além de lá, alguns outros vilarejos têm postos de gasolina. Antes de Esquel pegaríamos a mítica ruta 40, que vai de La Quiaca a Ushuaia. Neste trecho ela está asfaltada e presenteia o viajante com belas vistas. Esquel Esquel é uma pequena e simpática cidade, onde funciona uma estação de esqui durante o inverno. No verão, os atrativos são a maria-fumaça La Trochita (http://www.patagoniaexpress.com/el_trochita.htm) e o Parque Nacional Los Alerces. Fizemos o passeio de trem no sábado (ARP$ 300 por pessoa) e o safári lacustre pelo PN Los Alerces no domingo (ARP$ 450 por pessoa). Ambos são altamente recomendados e precisam de reserva, que fizemos pela Diucon Viajes (http://www.diucon.com/). Leve lanche para o safári lacustre no parque. Do Parque de Los Alerces passamos por El Bolson rumo a Bariloche. A estrada é de uma beleza indescritível. É um atrativo por si só. Bariloche Em Bariloche dividimos nossa estada em dois lugares: um chalé de montanha e um hotel no centro. Foi bem legal fazer isto. O chalé foi um ponto alto, pelo visual e conforto. Lá encontramos um casal de amigos do Brasil e fizemos um memorável churrasco com carne argentina. A carne é outra coisa comparada ao que tomos aqui. Bariloche nos impressionou muito. Tínhamos por ela até um certo preconceito, mas tivemos que rever os conceitos. Fomos no Cerro Campanário (visual impressionante, segundo a National Geographic, um dos 10 mais bonitos do mundo), Cerro Catedral (muito frio e neve mesmo no verão), Circuito Chico (mais ou menos), Circuito Grande (espetacular!) e passeios no centro. Retorno a Buenos Aires De Bariloche a Buenos Aires tínhamos longos 1.600 km, quebrados em 2 dias e sem nenhum atrativo. Na saída de Bariloche, a estrada vai acompanhando o leito do Rio Limay, com visuais impressionantes, mas logo isto acaba e encaramos a estepe patagônica e a pampa, paisagens bem monótonas. Paramos para dormir no minúsculo vilarejo de Quehue após longos 900 km de direção. Neste dia pegamos a única estrada ruim na viagem, um trecho de 20 km na ruta 152, perto do Parque Nacional Lihue Calel. No último dia de viagem de carro, teríamos mais 700 km até Buenos Aires, cruzando a pampa cultivada. Chegamos com tranquilidade, mas o trânsito da cidade estava todo bagunçado, pois era a largada do Rally Dakar. Devolvemos o carro na Europcar em Puerto Madero e fomos ver a saída do rally. Depois fomos até Palermo, onde ficava o nosso flat. Palermo é o meu bairro preferido em Buenos Aires. Um misto de antigo e novo, com ruas arborizadas e com os parques. Aproveitamos um domingo de sol e na segunda pegamos o voo de volta ao Brasil. Mais uma vez, ficamos com um excelente impressão da Argentina e dos argentinos. E olha que eles estão em crise há décadas! Imagino como deveria ser nos tempos áureos. Dicas Aluguel de carro, estradas, gasolina, pedágio, etc Aluguei o carro diretamente pela Europcar (http://www.europcar.com/). Escolhi um carro da categoria de um Fiat Siena ou Renault Logan (me deram este). Optei por não fazer os seguros CDW e TDW, o que barateou bastante o preço. O meu cartão de crédito oferecia cobertura para isto. O aluguel ficou por US$ 40/dia, sem imposto. O carro tinha ar-condicionado e som com USB, mais nada. Apesar de já estar com 59.000 km quando pegamos, o Logan se portou bem. A média de consumo foi de 12 km/litro. O preço da gasolina na Argentina varia bastante de província para província. Em Buenos Aires saía por ARP$ 13 e em Chubut saía por ARP$ 8,7. Sempre colocamos a Super, na maioria das vezes nos postos YPF. Encontramos pedágios na grande Buenos Aires e na província de Buenos Aires. Preços variando de ARP$ 6 a 16. Nos demais lugares não havia pedágio. As estradas argentinas são normalmente de pista simples, com duas mãos. Isto não é um problema, pois a condição do pavimento é normalmente muito boa e a geografia ajuda muito (plano e sem curvas). Dá para andar a 120 km/h tranquilamente em quase todos os lugares. Não fomos parados pela polícia em nenhum lugar - talvez por estar com placa argentina. Em nossa viagem anterior para San Pedro de Atacama fomos parados muitas vezes na Argentina, mas não tivemos problemas com policiais pedindo dinheiro. Preços e Câmbio A sensação que tivemos é que os preços argentinos estão bem altos se calculados pelo câmbio oficial, mesmo os preços de supermercados. Fazendo o câmbio pelo paralelo, fica mais barato do que o Brasil. O preço de hotéis é bem mais barato do que no Brasil, por qualquer câmbio. O que pagávamos lá dificilmente conseguiríamos algo semelhante no Brasil. Se fizer a conta pelo paralelo, fica mais barato ainda. Como referência, uma refeição com bife de chorizo e acompanhamentos saía em média por ARP$ 150. O remis de Palermo a Ezeiza nos custou ARP$ 320. Hospedagem Todas as hospedagens aqui listadas são para quartos quádruplos. Buenos Aires, centro, Two Hotel (http://www.twohotelbuenosaires.com.ar/), a US$ 120 com café da manhã e estacionamento. Sierra de La Ventana. Ficamos no excelente Las Retamas (http://www.lasretamasapart.com.ar/), são habitações com quarto, banheiro, sala, cozinha e varanda, além de uma linda área comum com piscina. Foram ARP$ 800, café da manhã bem básico. O dono é o simpático Guillermo. Puerto Madryn. Hostel El Gualicho (http://www.elgualicho.com.ar/), quarto privativo com banheiro, além de café da manhã e estacionamento. Preço ARP$ 750. Já tinha lido muitos relatos positivos sobre o El Gualicho, mas fiquei positivamente surpreso. Muito bem organizado, limpo, uma energia bacana, pessoal atencioso e viajantes de todos os lugares. Tem uma cozinha compartilhada e ótimo espaço interno. Recomendo. Esquel: Esquel Apart (http://www.esquelapart.com.ar/). Apartamento mobiliado, bem cuidado, sem café da manhã, ARP$ 628. Bariloche, Cabañas Tierra Sureña (http://www.tierrasurena.com.ar/). Chalé alpino, espaçoso e bem mobiliado, numa paisagem sensacional, ao pé das montanhas. Tem área de churrasqueira (usamos e aprovamos!). Sem café da manhã. Diária: ARP$ 1.200. Bariloche, centro. Hotel Edelweiss (http://www.edelweiss.com.ar/). Hotel 4 estrelas com ares de classudão velha-guarda, mas com quartos modernos e espaçosos. Excelente atendimento e ótimo café da manhã, piscina aquecida no terraço panorâmico. Diária: ARP$ 1.750. Quehue, Hotel Quehue (http://www.ruta0.com/general-acha/hotel-hotel-quehue.htm). Hotel novo, num ponto intermediário entre Bariloche e Buenos Aires. Café da manhã básico (padrão argentino), por AR$ 700. Buenos Aires, Palermo. Flat Color Botanico (http://colorbotanico.com/). Flat novo, bem mobiliado, numa rua de paralelepípedos e coberta por árvores em Palermo Viejo. Excelente localização para Palermo, parques e estação de metrô (Plaza Italia). Sem café da manhã. Diária: ARP$ 1.100. Câmbio Referência – de 20 de dezembro de 2014 a 5 de janeiro de 2015 R$ 1,00 = 3,35 pesos (oficial no Banco La Nacion Argentina - Ezeiza) Oficial: US$ 1,00 = ARP$ 8,55 Blue (paralelo): US$ 1,00 = em média ARP$ 13 (variando de ARP$ 12 a 13.5) Acompanhar a cotação do oficial e do blue pelo site do jornal La Nacion: http://www.lanacion.com.ar/dolar-hoy-t1369 Como fazer câmbio no blue? Fora de Buenos Aires eu troquei dólares em lojas, postos de gasolina e cambistas. Nem todo lugar tem interesse em trocar e alguns oferecem taxas bem baixa. Em Buenos Aires, os cambistas da Calle Florida são a melhor opção. Tem a famosa Boston Cambio lá, além de muitas outras. Não tivemos problemas com notas falsas, mas já ouvi relatos de quem teve. Dólar ou real? Dá para levar qualquer um dos dois. Dólar é amplamente aceito, em qualquer lugar. Para reais é mais fácil trocar em cidades maiores, como Buenos Aires e Bariloche. Cartão de crédito? Levei e paguei algumas coisas com cartão de crédito, mas além do câmbio oficial ser desfavorável, o IOF piora ainda mais a conta. Vale levar como segurança. Sites úteis Ruta0, http://www.ruta0.com. Várias informações úteis sobre estradas, hotéis e conteúdo gerado pelos usuários. Muitos hotéis que não estão em outros sites podem ser encontrados lá.
  4. "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.” Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?" De pernas pro ar, Eduardo Galeano O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão. Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minhas histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível. Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras! Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta: Buenos Aires, São Miguel das Missões, Curitiba e Prainha Branca Parte 16 - Reflexões
  5. Introdução Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia. Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos. A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas. O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá. Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem). Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal). O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal). Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum. No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores. Obs: - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada. - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos. - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super. Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
  6. Amigos mochileiros, olá! Viajo neste fim de semana e aceito todas as sugestões de bons HOSTELS e AGÊNCIAS DE TURISMO em El Calafate, Ushuaia e El Chalten. Queria saber se alguém já partiu de algum desses três locais para PUERTO MADRYN e como foi o trajeto, eu gostaria muito de tentar, mas não faço ideia de por onde começar... Se alguém tiver feito o passeio "bate volta" para TORRES DEL PAINE, que sai de El Calafate, por favor, compartilhe a experiência!!! Valeu.. 😊
  7. Alguém conhece? Vale a pena? Como estou indo de onibus até Ushuaia, creio que Puerto Madryn é uma parada estratégica. Se alguém conhecer e tiver sugestões, eu agradeceria. Abraços
  8. Relato de viagem de um mochilão pela Argentina. Foi a primeira vez que saí do Brasil e, pior, sozinho! Isso tornou a viagem especialmente única! A idéia inicial era passar 21 dias em território hermano, mas em cima da hora reduzi para apenas 15 dias. Com esses seis dias, saíram do roteiro as estadias em El Calafate e El Chaltén. Fui com tudo planejado, ou seja, quais atrações e locais que iria visitar na viagem. Porém, alterei bastante o planejamento durante a própria viagem. Por sorte, com a diminuição da viagem, sobraram três dias que acrescentei na estadia em determinadas cidades quando preciso. Poderia ter mantido o planejamento e conhecido El Calafate, mas preferi uma viagem um pouquinho menos corrida, porém mais proveitosa. Calafate e Chaltén já estão agendadas para a próxima! Ah, os valores são em pesos argentinos, salvo quando houver o “R”, de reais, na frente do cifrão ou US, significando dólares norte-americanos. Na época da viagem, UM real equivalia a cerca de 1,42 pesos argentinos e cerca de 0,53 dólares norte-americanos. Obrigado a todos que ajudaram!
  9. De carro pela Patagônia Norte, Argentina: Buenos Aires, Sierra de la Ventana, Puerto Madryn, Península Valdes, Esquel e Bariloche - 16 dias Fotos: https://www.flickr.com/photos/31126798@N03/ Quando De 20/12/14 a 05/01/2015 Quilômetros rodados: 5.400 km Os viajantes Eu (Luis), minha esposa (Elisa) e meus filhos Felipe (12 anos) e Rafael (10 anos). A ideia da viagem Em 2011 fizemos uma viagem de carro de Campinas até San Pedro de Atacama, visitando vários lugares do norte da Argentina (relato aqui http://www.mochileiros.com/deserto-de-atacama-de-carro-e-com-criancas-t51654.html). Ficamos muito impressionados com a beleza das paisagens, organização, preços (custo-benefício muito superior ao brasileiro), etc. Nos deu uma vontade de querer visitar outros lugares da Argentina. Os candidatos seriam Cordoba, Catamarca, Península Valdes, Bariloche e a parte sul da Patagônia. Queríamos fazer outra viagem de carro por lá. Visitar todos estes lugares, saindo do Brasil, demandaria muito tempo e muita quilometragem. Tiramos a parte de Catamarca, por ser parecida com as regiões que visitamos no norte (Salta e Jujuy). Roteiro Veio a ideia de tomar um avião para Buenos Aires e de lá alugar um carro para a viagem. Ganharíamos tempo, eliminaríamos um longo trecho de locomoção e teríamos um carro com placa argentina, o que nos deixaria quase como locais e despertaria pouca atenção. Resolvemos fazer um triângulo, com início e fim em Buenos Aires, cobrindo o norte da Patagônia. Iríamos para a Puerto Madryn, como base para a Península Valdes e região. Depois cruzaríamos a estepe patagônica em direção aos Andes, fazendo uma parada em Esquel para visitar o Parque Nacional los Alerces. De lá seguiríamos para Bariloche, onde encontraríamos um casal de amigos, passaríamos o ano novo e exploraríamos a região. Depois era pegar a estrada e voltar até Buenos Aires, 1.600 km sem nenhuma atração realmente interessante. As cidades seriam: Buenos Aires, um dia Bahia Blanca, somente pernoite (depois trocado por Sierra de la Ventana) Puerto Madry, quatro dias Esquel, dois dias Bariloche, cinco dias Quehue, pernoite Buenos Aires, dois dias Fechamos um roteiro de 16 dias de viagem e fizemos as reservas de todos os hotéis pela internet (booking.com, etc) ou diretamente com os sites dos hotéis. Duas semanas antes da viagem conhecemos um viajante argentino aqui no Brasil e ele nos deu algumas dicas bem legais. Entre outras, disse que Bahia Blanca era uma cidade grande, sem atrativos, e que havia opções mais interessantes para pararmos (Las Grutas, Carmen de Patagones, Monte Hermoso). Depois de pesquisar na internet, encontramos Sierra de la Ventana, uma charmosa cidadezinha com um parque provincial próximo. Se chegássemos cedo poderíamos fazer uma trilha no parque. Mudamos a reserva de Bahia Blanca para lá. A viagem Sábado, 20 de dezembro de 2014. Pegamos um voo da Gol, que saiu atrasado de Guarulhos. Chegamos em Ezeiza, onde atrasamos ainda mais com a fila para trocar pesos no Banco de La Nacion Argentina e para pegar o carro na Europcar. Imaginava chegar no hotel umas 15:00, mas chegamos lá pelas 18:00. Ficamos no Hotel Two, que é bem central, perto da Av. Mayo. Demos uma descansada e saímos para um rápido tour pelo microcentro de Buenos Aires. Buenos Aires A primeira parada foi tomar um belo sorvete argentino para animar. Depois fomos visitar a Casa Rosada, Café Tortoni, Av. Mayo, Congresso, Corrientes, Obelisco, 9 de Julio, etc. A primeira impressão foi de que os preços estavam bem mais altos do que nas últimas vezes que estivemos na Argentina. No domingo (21/12), acordamos cedo, tomamos café e rumamos para Sierra de la Ventana. Tinha pouco movimento na cidade e foi bem tranquilo dirigir. Eu estava com um GPS Garmin, com um mapa da Argentina que baixei gratuitamente no site do Proyecto Mapear (http://www.proyectomapear.com.ar/). Tem vários arquivos POI que vale instalar no GPS. Sierra de la Ventana Pegamos a ruta 205 até Azul, onde pegamos a 76. As estradas são muito boas e com pouco movimento. Passamos por paisagens rurais muito bonitas, que ora lembravam a Europa, ora o interior dos Estados Unidos. Tudo muito plano. Quando apareceram as primeiras montanhas, era sinal que estávamos chegando em Sierra de la Ventana. Antes de ir para a pousada, fomos visitar o Parque Provincial Tornquist (http://www.tornquist.gov.ar/index.php/turismo/donde-ir/parque-provincial-ernesto-tornquist.html). Fizemos a trilha da Garganta Olvidada, que é bem tranquila e leva pouco mais de uma hora para ir e voltar. Não é nada excepcional, mas valeu para fechar um dia de viagem com quase 600 km. Tem algumas trilhas bem mais longas e bonitas lá, mas não teríamos tempo para faze-las. A cidade de Sierra de la Ventana é pequena e bem bonita, com muito verde, cortada por um rio (Sauce Grande) e com um ar rústico de vila de montanha. Deu vontade de ficar lá mais tempo. Depois descobrimos que tem um trem que vai de Buenos Aires (ou La Plata) até lá. Quem sabe numa próxima... Puerto Madryn No dia seguinte (segunda, 22/12) foi o de sempre: acordar cedo e pé na estrada para chegarmos em Puerto Madryn. Pegaríamos a ruta 3, que é a principal ligação de Buenos Aires com a Patagônia, por isto, tem bastante movimento e muitos caminhões. Cruzamos com vários brasileiros que iam de carro ou moto para Ushuaia. Longas retas até Puerto Madryn com a paisagem da estepe patagônica. Chegamos em Puerto Madryn com o sol ainda alto, achamos o hotel e fomos conhecer a orla da cidade. No dia seguinte (terça, 23/12), fomos até o Museu Paleontológico de Trelew e na pinguineira de Punta Tombo. Ambos valem a visita. No museu está o fêmur do maior dinossauro já encontrado e várias coisas interessantes. Punta Tombo A viagem de Puerto Madryn até Punta Tombo é longa, 180 km, com a parte final em rípio, mas chegando lá, você nem se lembra disto. O parque é muito bem organizado (ARP$ 90 por pessoa), com caminhos para visitar a área. Estes caminhos passam pelos lugares que os pinguins fazem ninho e criam os filhotes. É um espetáculo ver a quantidade e a festa dos pinguins. Além deles, tem guanacos (parentes das lhamas), emas, cuyzes (um pequeno roedor) e muitas outras aves. É um lugar privilegiado pela natureza. Dizem ter 500 mil pinguins lá. Para fechar com chave de ouro, quando estávamos próximos da praia apareceu uma baleia com um filhote, bem próximo, a uns 100 metros da costa. Península Valdes Na quarta (24/12), fomos visitar a península Valdes, http://www.peninsulavaldes.org.ar (ARP$ 180 por pessoa). Como já sabíamos, seria um dia com muita distância (uns 400 km, na maior parte em rípio) e sem muita infraestrutura. Então, leve o que você precisará e saia com o tanque cheio. Na entrada do parque nos informaram que a Punta Delgada estava fechada. Fomos para a Caleta Valdes. Na chegada já avistamos um grupo de orcas procurando lobos marinhos para o almoço. Fomos para a pinguineira da Punta Cantor, com pinguins, lobos e elefantes marinhos. O dia estava ensolarado, com a cor azul do mar dava uns visuais muito bonitos. Fomos em vários pontos de observação perto da Punta Cantor e depois seguimos para a Punta Norte. São vários quilômetros de rípio beirando a caleta, com paisagens bonitas e guanacos selvagens. Punta Norte é mais do mesmo (da Punta Cantor). Se você tiver pouco tempo, explore somente a área da Punta Cantor e volte. Não perderá nada especial. Depois da Punta Norte fomos até Puerto Piramides para conhecer e comer. O lugar foi mais bonito do que esperávamos. Vale a visita. No dia de Natal, diminuímos o ritmo. Visitamos a loberia de Punta Loma (16 km de Puerto Madryn, rípio), almoçamos em Puerto Madryn e tiramos o dia para descansar. Um passeio que queria ter feito era mergulhar (snorkel) com leões marinhos (ARP$ 1.100). Procurei para fazer no dia de natal mas as operadoras estavam fechadas. Fica para uma próxima. Dia 26/12 era para pegar a ruta 25 e cruzar a Patagônia rumo a oeste, chegando em Esquel. A ruta 25 tem trechos muito bonitos, seguindo o Rio Chubut. Parece muito o meio-oeste americano (Arizona), com cânions, mesas e montanhas avermelhadas. Paramos para comer e abastecer no pequeno vilarejo de Los Altares. Além de lá, alguns outros vilarejos têm postos de gasolina. Antes de Esquel pegaríamos a mítica ruta 40, que vai de La Quiaca a Ushuaia. Neste trecho ela está asfaltada e presenteia o viajante com belas vistas. Esquel Esquel é uma pequena e simpática cidade, onde funciona uma estação de esqui durante o inverno. No verão, os atrativos são a maria-fumaça La Trochita (http://www.patagoniaexpress.com/el_trochita.htm) e o Parque Nacional Los Alerces. Fizemos o passeio de trem no sábado (ARP$ 300 por pessoa) e o safári lacustre pelo PN Los Alerces no domingo (ARP$ 450 por pessoa). Ambos são altamente recomendados e precisam de reserva, que fizemos pela Diucon Viajes (http://www.diucon.com/). Leve lanche para o safári lacustre no parque. Do Parque de Los Alerces passamos por El Bolson rumo a Bariloche. A estrada é de uma beleza indescritível. É um atrativo por si só. Bariloche Em Bariloche dividimos nossa estada em dois lugares: um chalé de montanha e um hotel no centro. Foi bem legal fazer isto. O chalé foi um ponto alto, pelo visual e conforto. Lá encontramos um casal de amigos do Brasil e fizemos um memorável churrasco com carne argentina. A carne é outra coisa comparada ao que tomos aqui. Bariloche nos impressionou muito. Tínhamos por ela até um certo preconceito, mas tivemos que rever os conceitos. Fomos no Cerro Campanário (visual impressionante, segundo a National Geographic, um dos 10 mais bonitos do mundo), Cerro Catedral (muito frio e neve mesmo no verão), Circuito Chico (mais ou menos), Circuito Grande (espetacular!) e passeios no centro. Retorno a Buenos Aires De Bariloche a Buenos Aires tínhamos longos 1.600 km, quebrados em 2 dias e sem nenhum atrativo. Na saída de Bariloche, a estrada vai acompanhando o leito do Rio Limay, com visuais impressionantes, mas logo isto acaba e encaramos a estepe patagônica e a pampa, paisagens bem monótonas. Paramos para dormir no minúsculo vilarejo de Quehue após longos 900 km de direção. Neste dia pegamos a única estrada ruim na viagem, um trecho de 20 km na ruta 152, perto do Parque Nacional Lihue Calel. No último dia de viagem de carro, teríamos mais 700 km até Buenos Aires, cruzando a pampa cultivada. Chegamos com tranquilidade, mas o trânsito da cidade estava todo bagunçado, pois era a largada do Rally Dakar. Devolvemos o carro na Europcar em Puerto Madero e fomos ver a saída do rally. Depois fomos até Palermo, onde ficava o nosso flat. Palermo é o meu bairro preferido em Buenos Aires. Um misto de antigo e novo, com ruas arborizadas e com os parques. Aproveitamos um domingo de sol e na segunda pegamos o voo de volta ao Brasil. Mais uma vez, ficamos com um excelente impressão da Argentina e dos argentinos. E olha que eles estão em crise há décadas! Imagino como deveria ser nos tempos áureos. Dicas Aluguel de carro, estradas, gasolina, pedágio, etc Aluguei o carro diretamente pela Europcar (http://www.europcar.com/). Escolhi um carro da categoria de um Fiat Siena ou Renault Logan (me deram este). Optei por não fazer os seguros CDW e TDW, o que barateou bastante o preço. O meu cartão de crédito oferecia cobertura para isto. O aluguel ficou por US$ 40/dia, sem imposto. O carro tinha ar-condicionado e som com USB, mais nada. Apesar de já estar com 59.000 km quando pegamos, o Logan se portou bem. A média de consumo foi de 12 km/litro. O preço da gasolina na Argentina varia bastante de província para província. Em Buenos Aires saía por ARP$ 13 e em Chubut saía por ARP$ 8,7. Sempre colocamos a Super, na maioria das vezes nos postos YPF. Encontramos pedágios na grande Buenos Aires e na província de Buenos Aires. Preços variando de ARP$ 6 a 16. Nos demais lugares não havia pedágio. As estradas argentinas são normalmente de pista simples, com duas mãos. Isto não é um problema, pois a condição do pavimento é normalmente muito boa e a geografia ajuda muito (plano e sem curvas). Dá para andar a 120 km/h tranquilamente em quase todos os lugares. Não fomos parados pela polícia em nenhum lugar - talvez por estar com placa argentina. Em nossa viagem anterior para San Pedro de Atacama fomos parados muitas vezes na Argentina, mas não tivemos problemas com policiais pedindo dinheiro. Preços A sensação que tivemos é que os preços argentinos estão bem altos se calculados pelo câmbio oficial, mesmo os preços de supermercados. Fazendo o câmbio pelo paralelo, fica mais barato do que o Brasil. O preço de hotéis é bem mais barato do que no Brasil, por qualquer câmbio. O que pagávamos lá dificilmente conseguiríamos algo semelhante no Brasil. Se fizer a conta pelo paralelo, fica mais barato ainda. Como referência, uma refeição com bife de chorizo e acompanhamentos saía em média por ARP$ 150. O remis de Palermo a Ezeiza nos custou ARP$ 320. Hospedagem Todas as hospedagens aqui listadas são para quartos quádruplos. Buenos Aires, centro, Two Hotel (http://www.twohotelbuenosaires.com.ar/), a US$ 120 com café da manhã e estacionamento. Sierra de La Ventana. Ficamos no excelente Las Retamas (http://www.lasretamasapart.com.ar/), são habitações com quarto, banheiro, sala, cozinha e varanda, além de uma linda área comum com piscina. Foram ARP$ 800, café da manhã bem básico. O dono é o simpático Guillermo. Puerto Madryn. Hostel El Gualicho (http://www.elgualicho.com.ar/), quarto privativo com banheiro, além de café da manhã e estacionamento. Preço ARP$ 750. Já tinha lido muitos relatos positivos sobre o El Gualicho, mas fiquei positivamente surpreso. Muito bem organizado, limpo, uma energia bacana, pessoal atencioso e viajantes de todos os lugares. Tem uma cozinha compartilhada e ótimo espaço interno. Recomendo. Esquel: Esquel Apart (http://www.esquelapart.com.ar/). Apartamento mobiliado, bem cuidado, sem café da manhã, ARP$ 628. Bariloche, Cabañas Tierra Sureña (http://www.tierrasurena.com.ar/). Chalé alpino, espaçoso e bem mobiliado, numa paisagem sensacional, ao pé das montanhas. Tem área de churrasqueira (usamos e aprovamos!). Sem café da manhã. Diária: ARP$ 1.200. Bariloche, centro. Hotel Edelweiss (http://www.edelweiss.com.ar/). Hotel 4 estrelas com ares de classudão velha-guarda, mas com quartos modernos e espaçosos. Excelente atendimento e ótimo café da manhã, piscina aquecida no terraço panorâmico. Diária: ARP$ 1.750. Quehue, Hotel Quehue (http://www.ruta0.com/general-acha/hotel-hotel-quehue.htm). Hotel novo, num ponto intermediário entre Bariloche e Buenos Aires. Café da manhã básico (padrão argentino), por AR$ 700. Buenos Aires, Palermo. Flat Color Botanico (http://colorbotanico.com/). Flat novo, bem mobiliado, numa rua de paralelepípedos e coberta por árvores em Palermo Viejo. Excelente localização para Palermo, parques e estação de metrô (Plaza Italia). Sem café da manhã. Diária: ARP$ 1.100. Câmbio Referência – de 20 de dezembro de 2014 a 5 de janeiro de 2015 R$ 1,00 = 3,35 pesos (oficial no Banco La Nacion Argentina - Ezeiza) Oficial: US$ 1,00 = ARP$ 8,55 Blue (paralelo): US$ 1,00 = em média ARP$ 13 (variando de ARP$ 12 a 13.5) Acompanhar a cotação do oficial e do blue pelo site do jornal La Nacion: http://www.lanacion.com.ar/dolar-hoy-t1369 Como fazer câmbio no blue? Fora de Buenos Aires eu troquei dólares em lojas, postos de gasolina e cambistas. Nem todo lugar tem interesse em trocar e alguns oferecem taxas bem baixa. Em Buenos Aires, os cambistas da Calle Florida são a melhor opção. Tem a famosa Boston Cambio lá, além de muitas outras. Não tivemos problemas com notas falsas, mas já ouvi relatos de quem teve. Dólar ou real? Dá para levar qualquer um dos dois. Dólar é amplamente aceito, em qualquer lugar. Para reais é mais fácil trocar em cidades maiores, como Buenos Aires e Bariloche. Cartão de crédito? Levei e paguei algumas coisas com cartão de crédito, mas além do câmbio oficial ser desfavorável, o IOF piora ainda mais a conta. Vale levar como segurança. Sites úteis Ruta0, http://www.ruta0.com. Várias informações úteis sobre estradas, hotéis e conteúdo gerado pelos usuários. Muitos hotéis que não estão em outros sites podem ser encontrados lá.
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