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  1. Peguei um voo em Goiânia às 5:20 da matina com destino a São Paulo, onde às 14:00 saí rumo a Santiago, às 18:30 estava num coletivo com destino à estação de ônibus. Assim que comprei a passagem para Lonquimay, saí pra comprar umas coisinhas que ainda faltavam, pão e queijo encontrei numa padaria dentro da estação e o gás encontrei no Home Center Sodmac, a umas 6 quadras da estação, indicado pela vendedora da padaria. Há mais de 24 horas havia saído de casa, no interior de Goiás, e a falta de sono já estava incomodando. Embarquei no ônibus das 22:00 e dormi pouco durante as 9 horas e meia de deslocamento. Cheguei emMalalcahuello antes das sete, ainda escuro e bastante frio. Malalcahuello é a vila onde se inicia o Circuito Lonquimay, fica a uns 35km antes da cidade de Lonquimay e o ônibus te deixa na beira da estrada. Estava colocando a barrigueira na mochila pra jogá-la nas costas quando o homem que desceu junto comigo na vila me perguntou o que eu faria e respondi que era senderismo. Ele me disse que achava que a reserva estava fechada devido a um incêndio, mas que era pra eu me informar na CONAF e me indicou que caminhasse mais um pouco que veria a placa do lado esquerdo da rodovia. Menos de 1km a frente entrei Na guarderia, já grilando com essa história de incêndio, havia mandado um email pra reserva perguntando sobre as trilhas há uns 10 dias e não me responderam. Na guarderia havia um informativo que indicava que a oficina funciona das 08:30 às 18:00. Pensei bem e já que estava ali e não havia ninguém, resolvi fazer a trilha sem autorização. Peguei um pouco de água e fui pra trás da guarderia, onde o guia Lonely Planet indica o início do trekking, estava um pouco escuro, mas há uma placa e cerca de madeira no início da trilha. A trilha entra num bosque logo após essa cerquinha e começa a subir, pouco depois ela encontra com uma estrada e o caminho continua por essa estrada. Cheguei numa roleta de madeira e parei para tirar o anorak e a blusa de pluma, pois estava suando. O dia tinha clareado e não sei se pelas duas noites mal dormidas, ou pelo meu péssimo condicionamento físico, já estava cansado. A trilha é muito bem sinalizada e vai numa subida contínua por lindos bosques. Cheguei num mirador, onde construíram uma plataforma de madeira e de onde se tem a primeira visão do Vulcão Lonquimay, mais à frente outra plataforma voltada para o sul, com impressionante visão da Sierra Nevada e do Vulcão Llaima, no Parque Nacional Conguillio. Meu ritmo estava lento, mas devagar ia vencendo a longa subida. Assim que a trilha sai da linha das árvores há a sinalização de que é o fim do Sendero Piedra Santa e início do Sendero Laguna Blanca. À minha frente o Lonquimay e ao fundo Llaima e Sierra Nevada, sinceramente não sei pra que lado era a melhor vista. O terreno fica árido e a trilha arenosa, meio ruim de caminhar, a subida continua. Uma ave de rapina tirou uns rasantes da minha cabeça e em certo momento ficou paradinha uns três metros acima de mim, parecendo que queria me intimidar. Foi tão demorado que me permitiu fotografá-la ali logo acima de mim. Alguns minutos adiante, antes do entroncamento com o Sendero Coloradito há uma boa área de camping à esquerda, com água uns 50m abaixo, o ideal no primeiro dia é acampar aqui. Como estava receoso com os guarda parques e não tinha lugar pra esconder a barraca, resolvi continuar apesar do cansaço já pesar um pouco. No entroncamento com o Sendero Coloradito resolvi esconder parte das minhas coisas, pois carregando todo aquele peso eu estava sofrendo pra percorrer a trilha. Desci o Sendero Coloradito até o bosque ficar mais denso e escondi a bolsa que uso para transportar a mochila numa moita de bambuzinho com o que pude tirar da mochila. Deixei na mochila a barraca, o isolante, o saco de dormir, um anorak, a blusa de pluma, um short e uma camiseta, 5 porções de comida, um pouco de pão e queijo, as coisas de cozinhar e barras de cereal e proteína. Voltei pra trilha bem mais leve e um pouco mais animado. Assim que cruza o Sendero Coloradito, o Sendero Laguna Blanca passa por um bosque de baixas araucárias e entra no que considero a pior parte do trekking, uma sobe e desce sem fim, forte, por um terremoto arenoso e estéril, que vez ou outra faz a gente deslizar um pouco pra baixo. Primeiro a trilha sobe seguindo à esquerda, contornando o PortezueloHuamachuco, e após passar pelo PortezueloPancutra, desce e depois segue à direita, subindo em direção ao Paso Lonquimay. Novamente a trilha encontra com uma estrada, que tinha vários sinais de rastros de motos. E o caminho é seguindo essa estrada. Essa parte do circuito é um longo trecho sem fontes de água. Eu já estava desanimado e com os pés doendo, resmungando em pensamento, não estava nem curtindo a trilha. Sinceramente, estava pensando que merda que eu estava fazendo ali. Ter feito um percurso tão longo e duro no primeiro dia foi muita burrice. Do passo pude ver o primeiro sinal do incêndio, havia fumaça no Vale de Nalcas, mas nada de chamas. Nessa hora pensei se deveria voltar ou continuar em direção ao incêndio, resolvi continuar e se mais a frente houvesse perigo eu retornaria.Dali tinha um bom visual dos campos de lavas do Lonquimay e de algumasmontanhas ao norte. Segui trilha abaixo, agora descendo, até a área de acampamento no Estero Laguna Verde, armei a tenda no local mais escondido no qual cabia a danada. Cheguei tão cansado que após armar a barraca e inflar o isolante, deitei pra descansar um pouco e acordei quase meia noite, com um frio danado e varado de fome. O céu estava espetacular. Devorei umas barras, vesti o agasalho, entrei no saco de dormir e peguei no sono muito rápido. Acordei antes das 5:00 e resolvi cair na trilha. Enfiei tudo na mochila e comecei a caminhar ainda no escuro, com um frio de rachar. Mesmo com todo o frio, resolvi continuar de short, pois tinha uma pequena assadura na virilha. Também apareceram umas bolhas nos dedos dos pés.Em compensação, estava de agasalho de pluma, anorak, gorro e luvas. A trilha continua pela estrada, com o Cajón La Holandesa à direita. Uma hora e meia depois do acampamento chequei no local indicado no guia onde o caminho abandona a estrada e continua por uma trilha. A estrada faz uma curva à esquerda e a trilha segue reto. Nessa parte há bastante pontos de água, toda hora cruzamos córregos e outras aguinhas. Por volta das 11:00 horas da manhã ouvi barulho de caminhões e de helicóptero e entrei no bosque pra me esconder. Não vi nem os caminhões nem o helicóptero, mas a partir daí fiquem bastante tenso, pois havia sim a possibilidade de ser pego e não fazia nem ideia do que a CONAF poderia fazer comigo, como seria a punição num caso desses. Comecei a caminhar com muita cautela, entrando na vegetação sempre que dava e parando pra ver se escutava algo. Isso atrasou bastante minha pernada. Antes de chegar à confluência do Rio Lolco com o Estero Lancu, a trilha passa muito próximo à uma casa, o que me deixou ainda mais tenso. Cheguei ao Rio Lolco quase 14:00 horas e como há casas nas proximidades e é uma área aberta, decidi ir até a área de camping no Salto Holandesa. Segui a estrada que vai pela margem direita (verdadeira) do Rio Lolco, uns 20 minutos depois ouvi o barulho de um carro, olhei pra trás e vi um carro se aproximando. Levantei o dedo e o carro parou. Era um casal e seu filho e se prontificaram a me dar carona na hora. A mulher desceu e abriu o porta malas pra eu colocar a mochila e depois sentou no banco traseiro. Eram o Jaime, sua esposa e seu filho Augustin. Sentei na frente e tratei de abrir o vidro pra não intoxica-los com meu cheiro de três dias sem banho. Uns 4 ou 5 km a frente vi o caminho para o Salto Holandesa, depois passamos por umas lagunas menores e mais à frente paramos nas margens da Laguna Escorial, achei feia. O casal era um poço de simpatia. Seguimos adiante e paramos num mirador, onde fizeram uma plataforma de madeira, pra eu tirar algumas fotos. Pra mim, esse local oferece as melhores vistas do trekking. Continuamos pela estrada e o Jaime me perguntou o que eu estava fazendo e onde estava hospedado. Menti dizendo que estava num camping fora da reserva e que tinha seguido a estrada até o outro lado da reserva e agora estava voltando. Entramos numa estrada de asfalto que leva à estação de esqui e passamos pela guarderia, onde acho que não precisa parar, pois não há nenhuma cancela. O Jaime me perguntou onde era o camping e apontei pra uma porteira mais ou menos 1km depois da guarderia. Ele parou, peguei a mochila e fui no caminho da porteira. Assim que o carro seguiu, continuei pelo asfalto e pouco abaixo vi uma propriedade que parecia abandonada do lado direito no sentido de quem vai a Malalcahuello. Na ânsia de fugir das perguntas do Jaime, esqueci meu chapéu no carro. Pulei a porteira e uns metros à frente tinha uma casa que acredito estar abandonada, pelo estado que se encontra, no fundo passa um pequeno riacho. Ali preparei minha refeição, conferi o estado deplorável dos meus pés e descansei até pouco depois das 18:00 horas, quando fui sem a mochila até a guarderia e conferi que já não tinha ninguém lá. Não encontrei o HostelLonquimay Extremo, descrito no Lonely Planet como local de acampamento. Busquei a mochila e adentrei na trilha, que segue em direção ao Lonquimay por um bosque até quando começa a subir o Portezuelo Colorado, a partir daí a trilha segue pelo terreno seco, arenoso e sem árvores que circunda o vulcão. Esse trecho é fácil e com pouquíssima subida. Cheguei ao entroncamento do Sendero Laguna Branca já bem escuro e pouco abaixo fui procurar minhas coisas. Demorei pra encontrar, já estava pensando que alguém tinha achado e levado embora. Já tardão da noite, descendo pelo Sendero Coloradito o fato mais hilário do trekking, minha lanterna iluminou dois olhos brilhantes no meio do caminho, uns 20 a 30 metros adiante, levantei os bastões e gritei e o animal ao invés de se afastar, veio na minha direção, fiquei paralisado imaginando que poderia ser um puma, meu coração foi a mil, mas pra minha sorte, quando a luz revelou o bicho, era um cachorro. Santo cachorro! Ou seria maldito?Ele me acompanhou um pouco e depois sumiu. Acampei numa grande área aberta ali perto e, pela manhã, depois de tomar meu desaiuno, segui abaixo pelo vale do Rio Coloradito. Bem perto de onde dormi, havia uma placa e a porteira marcando o limite da reserva. Pulei a porteira e o alívio tomou conta de mim, já não havia mais problema se alguém me encontrasse, estava fora da reserva. Segui pela estrada que vai passando por várias casas, cruzei com uma senhora que vinha subindo em sentido contrário e mais abaixo haviam umas pessoas descarnando uma vaca. Uns minutos depois, antes das 10:00 horas, alcancei o asfalto que liga Malalcahuello a Curacautin. Ainda consegui uma carona com um caminhoneiro chamado Marcos, que me vendo com a cabeça ao sol, me deu um boné. Ele me deixou em frente à CONAF e me aproximei fingindo nunca ter estado lá. Apresentei-me e conheci as pessoas que estavam na oficina, o Manoel, a Andrea e outras duas pessoas e perguntei sobre o Circuito Lonquimay. O Manoel me informou que devido um incêndio, o circuito estava cerrado, mas que algumas trilhas estavam abertas. O Sendero Tolhuaca estava fechado, os demais estavam abertos, mas que por segurança estava proibido acampar dentro da reserva. Ele disse que eu poderia acampar ali no fundo. À tarde conversamos bastante, perguntei sobre a subida ao Lonquimay e ele me disse que estava aberta, mas que eu deveria ir até a outra entrada da reserva, onde se inicia a subida. Disse também que é bastante puxado e que se leva o dia todo, que o ideal é começar por volta das 4 ou 5 da manhã por causa da incidência do sol. Sugeriu que se eu quisesse tentar, poderia ir com o pessoal da reserva que leva o guarda parque até a guarderia às 08:30 e que se eu terminasse até às 17:00 horas também poderia voltar com eles. Analisei a possibilidade, lembrei-me o quanto aquela face era íngreme,e devido ao estado dos meus pés, ao horário inapropriado e ao risco de ter que voltar os 12km desde a guarderia caminhando, resolvi não tentar a subida. Tomei um banho de panela na torneira atrás da casa do administrador da reserva, à noite fui dar uma volta na vila pra tentar comer uma pizza num local indicado pelos funcionários, mas infelizmente o lugar estava fechado. Voltei à CONAF, preparei um miojo e caí na tenda para uma noite maravilhosa de sono. No outro dia fui numa pequena trilha o Sendero TresArroyos, que começa atrás da casa do administrador da CONAF. Trilha curta e com um visual mais ou menos. Voltei, arrumei minhas coisas, despedi-me do pessoal e fui até o ponto de ônibus esperar o transporte pra Curacautin. Acho que o pessoal ficou pensando que eu era louco, ir até lá e não tentar percorrer os senderos. Eles nem imaginam que percorri aquelas trilhas num frenesi maluco.
  2. Pretendo fazer esse trekking em março de 2015 e como encontrei pouquíssimas informações sobre esse circuito, decidi criar esse tópico para troca de informações. O circuito Lonquimay consiste na circunavegação do Vulcão Lonquimay, num percurso de 95,5km, com acúmulo de 3.050m de aclive, abrangendo a Reserva Nacional Malalcahuello e a Reserva Nacional Nalcas, na Região de Araucanía, norte da Patagônia Chilena. O trekking passa por florestas de araucárias, lengas e raulí, por campos de altitude e por campos de lava, cruza dois passes de montanha, o Paso Lonquimay de 1762m, entre os vulcões Tolhuaca e Lonquimay e o Paso Lolco de 1813m. Durante o trekking, há possibilidade de escalar o Vulcão Tolhuaca (escalada técnica) e o Vulcão Lonquimay (escalada não técnica), sendo necessário um dia para cada escalada. O trekking tem como pontos inicial e final a Vila de Malalcahuello, entre as cidades de Curacautín e Lonquimay. Minha maior fonte de informações é o Guia Lonely Planet - Trekking in The Patagonian Andes, que diz se tratar de um trekking por uma paisagem pós-erupção fascinante.
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