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  1. e ai galera vai mais um rolezinho num total de 3,4km! pedra vermelha situada em SFX a alguns 10 anos atras ja tinha subido a pedra , uma vez por completo e na outra tivemos que voltar pois subindo com facão abrindo a trilha um dog de um brother correndo no mato acabou sendo acertado com o facão bem no meio da cabeça , enrolamos com camiseta e descemos para levar para um veterinario ! agora sozinho resolvi subir novamente !! chegando em Sfx tomar rumo ao bairro st-a barbara , la tem uma placa pedra vermelha !! mais pra frente entra na porteira !! deixei o carro e começei a subir , a trilha esta bem fechada , apenas alguns trilhos de boi !! e toca pra cima tudo no vara mato , o tempo meio fechado me deixou com o pé a atras , mas continuei a subir a vamo subindo e no meio do mato vejo o DESTINO á pedra vermelha e toca para cima varando mato , e depois de quase 2 horas chego quase no cume !! agora sim no topo da pedra vermelha com 1841 mts la em cima existe um descampadinho que abriga umas 2 barracas comi um lanche tal e reparei que continuando a trilha pelo lado oposto de onde subi , esta bem limpa , parece ser sempre feita uma manutenção !! resolvi descer por ela descendo por esta trilha limpa sem problemas , num certo trecho a direita entrando numa trilha beem limpa tambem chega -se numa pequena mina dágua onde é possivel recarraregar os cantis !! pensei pow essa trilha limpa vai dar na fazenda que a mulher é bem sistematica e proibe o acesso nas terras dela !!, continuei descendo e a trilha sempre limpa começa a chegar num gramadão bem cuidado vichiiii fudeu !! , voltei mais um pouquinho e entrei no vara mato de novo , desviando assim da fazenda !! mais um role perto de casa !! chegando no final de encontro onde deixei o carro falow
  2. Boa tarde amigos,Pretendo fazer a travessia São Francisco Xavier / Monte Verde-MG e estou precisando do contato de alguém possa fazer nosso resgate em Monte Verde de Volta pra São Francisco. Como é a primeira travessia de alguns, não queria força muito voltando pela trilha. Desde já agradeço!
  3. Pico do Queixo D'anta - São Francisco Xavier - SP 30 / 31 de maio 2017 Da primeira vez que fui pra São Francisco Xavier, fiquei sabendo do Pico Queixo D'anta, que fica distante 10 km do centro, e vale lembrar que São Francisco é um distrito de São José dos Campos, interior de SP. O ponto culminante do Queixo D'anta tem em torno de 1700 metros de altitude. Lugar ideal pra um bate-volta com pernoite, ou até mesmo para acrescentar aos outros atrativos em SFX. Então fui eu pra mais uma caminhada em meio a natureza. ---*São Francisco Xavier é um pequeno distrito de São José dos Campos SP e está localizado entre as montanhas da Serra da Mantiqueira. Com o passar do tempo o turismo no local foi crescendo por seus encantos naturais como cachoeiras, rios, trilhas, montanhas, picos de altitude, fauna e flora preservadas.--- Pra voltar em SFX eu tinha me programado pra ir nesse pico e emendar com outros atrativos, mas como o tempo foi justamente pra um bate-volta decidi fazê-lo isolado. Aquela velha folga de Terça-feira não passou batida e sem nada pra fazer. Acordei de madrugada, ajeitei a mochila e recolhi as informações do local. Assim, logo cedo sai de casa, a previsão não falava de sol, mas do mesmo jeito não falava de chuva, então eu fui. No Terminal Rodoviário do Tietê, embarquei no ônibus sentido São José dos Campos (R$32,14), que partiu as 6:00 da manhã. Em menos de duas horas cheguei na rodoviária de São José, ainda tive tempo pra tomar um café reforçado e parti no ônibus das 8:00 horas sentido São Francisco Xavier (R$8,45) (link da linha aqui). A viagem durou em torno de uma hora e meia, desci no ponto que dá acesso à estrada até o pico. (aqui). A partir de então foi uma pernada legal. O tempo estava nublado, mas com um clima quente. Logo no inicio uma placa mostrou a direção seguindo a direita e foi só seguir subindo e subindo. Uma outra bifurcação veio, mas bem depois de quase uma hora caminhando (foto 2). Depois dessa bifurcação a estrada ficou mais fechada e não tinha subida, mas antes teve alguns trechos pesados e ingrimes. Se for de carro e tiver chovendo, tem o risco de não subir. Uma região montanhosa de um verde bem lindo, no caminho vários pés de limão e mexerica. A cada parada para respirar fundo via-se diversos pássaros. Os bois e as vacas, do outro lado da cerca, ficavam só de olho. Quando deu 11h15, cheguei no sítio onde eu iria acampar e onde se dá acesso ao pico. Eles cobram uma taxa de conservação de R$20,00 e o camping foi R$20,00 também. Não tem banho e nem refeição, é mais para acampar mesmo. Como eu tava sozinho e eles estavam com visitas, fechei de jantar com eles. Agora pensa numa comida boa? Pensa aí, pois aquela janta foi demais. Assim como a recepção muito boa da dona Ricardina e seu Janildo. Mas antes de jantar ainda tinha a subida, montei a barraca e levei na mochila só o necessário. Meio dia iniciei a subida. Eu tinha na minha cabeça que seria algo bem de boa porém me deparei com trechos difíceis, que exige um certo preparo e uma vontade a mais de subir. Foi subida demais, na primeira hora foi por uma trilha íngreme mas bem batida, passei por um ponto de água e na segunda hora foi o trecho de maior dificuldade, tendo diversas escalaminhadas que não acabavam mais. Fui me aliviar quando chegou um ponto de referência, uma pedra enorme indicava que o pico estava chegando. Ainda continuei... Eis que as 14h00 cheguei no topo do Queixo D'anta, ufa! Foi uma atividade e tanto. O visual tava fechado, aparecia possibilidade de abrir e de fato abriu um pouco, mas isso após um cochilo que tirei lá em cima. Foi um sono abençoado, que revigorou pra eu continuar a apreciar o local. Quando deu 15h50 era hora de voltar, encarei as descidas íngremes sempre com o apoio das mãos. De fato foi mais rápida a descida, apesar de ter feito bem na cautela pra evitar acidentes. Então as 17h00 já estava no camping de volta, deitei de cansado e veio um dos cachorros do sitio me dar boas vindas. Normalmente ele sobe com o pessoal, mas não quis ir comigo porque tinha visita lá, paciência! Só de pensar que eu tinha a intenção de subir 2 vezes, mas quando vi que exigia um certo esforço só subi uma mesmo. O dia seguinte fez um dia de céu limpo, o visual lá em cima deveria tá impecável, mas mesmo assim curti demais. Vale a pena!!! Péde natureza sempre! É nois! Primeira vez. Travessia São Francisco Xavier x Monte Verde http://pedenatureza.blogspot.com.br/2017/04/de-sao-xico-monte-verde-cachoeira-pedro.html Saiba mais: http://www.trilhadeiros.com.br/relatos/relatos/pico-do-queixo-da-anta http://www.mochileiros.com/viewtopic.php?f=765&t=77228 http://trailsandtravels.com.br/bate-volta-queixo-anta-sfx/ https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=13207551 *trecho de um folder Fotos:
  4. Partindo da Rodoviária Nova peguei o Ônibus SJCampos/São Francisco Xavier ás 8:00 horas num percurso de 2 horas . Sendo o horário semanal : 6:00 - 8:00-10:10- 12:00 - 14:00 - 17:00 - 19:00 - 21:00 . Sábado : 5:00- 6:00 - 8:00 - 10:00 - 12:00 - 14:00 - 17:00- 19:00 - 20:40 . Domingo e Feriados . 6:00 - 8:00 - 10:10 - 12:00 - 14:00 - 17:00 - 19:00 - 21:00 . Preço da passagem : R$ 8,80 Pagasse direto com o Motorista não tendo bilheteria , não precisando comprar bilhete antes . Indo sentido Monteiro Lobato pela SP-50 . Passa pela pousada vira morro continua sítio luz e vida , Bairro descoberto , cruzes á esquerda com um pequeno altar cheio de imagens de adoração católica , isto sempre indica que morreu gente naquele local. O ônibus continua o percurso Jardim Morada do Sol vemos a placa deste bairro . Agora vemos a entrada da cidade de monteiro lobato em letras de concreto bem grande e pintada de branca. Polícia Militar a esquerda e depois centro de monteiro lobato destaco o restaurante resgate caipira muito bem falado por várias pessoas . Em sequência chegamos a pequena rodoviária de monteiro lobato pintada de amarela.Cheguei em Monteiro Lobato as 9:13 minutos , alí uma pequena parada de uns 12 minutos alguns desce para usar o banheiro outros saem para comprar algo num treeler outros sobem porque vão a São Francisco outros descem pois tem seu destino final alí. Depois disso parti-se para São Francisco Xavier e agora são mais 45 minutos . Passando por Roncador de Baixo , Pantanal um Pesqueiro de Pesca e lazer . A direita temos placas indicativas de chalé do nego a esquerda temos o Camping e Pousada Canto dos Passáros e depois temos a Mantiqueira Aventura. As 10:30 cheguei a pousada cheiro de mato que fica a esquerda do conheço da trilha conversei com o caseiro guinho da pousada e pedi para deixar algumas coisas pois havia muita coisa na mochila o mesmo atendeu-me prontamente . Uma mochila tinha 4.200 gramas e outa 3.285 gramas num total de 7.485 gramas . Usei duas mochilas que não de montanhismo porém são muito fortes e aguentam peso e tem uma certa resistência a chuva uma marca risca escolar que sempre uso em minhas caminhadas com dois bolsos telados lateralmente outra tarja rock que embora bastante gasta ainda aguenta muito e também tem dois bolsos telados lateralmente. Começo da subida ás 10:30 chegando ás 14:00 horas ao topo num ritmo bem alternado com uma aceleração forte misturada com duas grandes pausas de 30 minutos inclusive para almoço . Começo da descida ás 14:15 chegada a porteira da fazenda e da pousada ás 16:15 . Portanto 3:30 minutos para subida com duas paradas de 30 minutos . 2 horas para descida com duas paradas de 10 minutos . Taxí R$ 25,00 até a porta da pousada cheiro de mato . Esta pousada tem várias opções de preço para quartos e camping passando pelo preço econômico , moderado e alto padrão . Acomodações exelentes quaisquer que seja a escolhida. O casal dono da pousada o Senhor Maurício e a Dona Silvana são excelentes anfitriões que gostam do que fazem, gostam da natureza e de pessoas . O caseiro da fazenda o guinho excelente profissional que nos atende muito bem . Denomino a trilha como trilha de dificuldade média e não como difícil como muitos a classificam. Trilha de mata fechada com várias pequenas dificuldades entre o meio do caminho. Fiquei atento por que por várias vezes temos que passar por debaixo de pequenas arvores e pequenas arvores lateralmente, como estava sozinho dobrei a minha atenção pois no meu entender poderia me deparar como cobra por baixo ou por cima . Usei botas, perneiras , luvas, camisa manga longa porém esquecí a minha toca arabe na pousada . Um facão ou uma foicinha ajudaria bem . A minha lição desta trilha é que fazer trilha sozinho é bom só que o grau de responsabilidade e cuidados devem serem redobrados pois se der alguma coisa errado estava eu lá a 2 mil metros sozinho em plena quinta-feira dificilmente encontraria alguém para me socorrer . Trilhar sozinho é trilha de autoconhecimento é ouvir o sei eu interior é refletir sobre tudo o que estamos fazendo de certo ou de errado . É momento do eu interior refletir sobre o que estamos fazendo com este Dom maravilhoso que Deus nos deu dom este chamado vida .
  5. Depois de caçar algumas dicas e baseado em um relato de 2012, então, meio que desatualizado, mas mesmo assim, SIMbora?! FOMOS. Convidamos alguns amigos que toparam fazer, mas na hora do SIMbora?! Me pergunto: CadêAmizade? kkk Com esse relato e um tracklog o celular (que também não estava lá essas coisas mas nos pontuou onde encontraríamos água) partimos, Lenon e eu. Enfim, vamos ao relato. Lenon estava em Pindamonhangaba e eu em São Paulo-Penha. Combinamos de nos encontrar na Rodoviária de São José dos Campos as 7:00. Dia 26-11-2016 - Sábado Fui até o Terminal Rodoviário Tietê e embarquei as 5:30 pela empresa Pássaro Marrom. Cheguei em SJC lá pelas 7:10 e Lenon chegou uns minutos após. Seguimos para ver os horários do ônibus que ia para São Francisco Xavier. Há uma placa na rodoviária que indicavam um bus as 9:30 e outro as 11:30. Que sairia dali do terminal urbano (colado com o terminal rodoviário). Como não tínhamos comprado nada de alimento passamos na feira e depois no supermercado Semar, uns 10 min da rodoviária. Alimentos comprados voltamos a rodoviária e aproveitamos pra fazer um lanche no Subway. Decidimos então esperar nos bancos em frente ao bus que iria para SFX e para nossa surpresa ele já estava de saída, eram 9:10 (logo a plaquinha já estava errada). Há 3 tarifas no bus, para quem vai descer por ali mesmo em SJC, quem vai para Monteiro Lobato (R$ 4,75) e quem vai descer em SFX (R$7,90), tu paga e recebe um ticket do seu destino. Por isso diga seu destino ao cobrador. Um rapaz que não disse ao chegar na catraca o cobrador só gritou: VAI PRA ONDE? kkk E se prepara porque a estrada é tortuosa, sinuosa e tudo de osa.. é um chega pra direita, pra esquerda, se segura e SIMbora....No caminho TODAS as pessoas que embarcavam diziam TÁ SÓ UM POUQUINHO ATRASADO HEIN, TIPO 1 HORA (viu, a plaquinha estava errada e muito errada na rodoviária). Chegamos em Monteiro Lobato lá pelas 10:30. O ônibus faz uma parada na mega hiper e super pequena rodoviária e o cobrador grita: QUEM FOR PARA SÃO FRANCISCO XAVIER, FAVOR EMBARCAR NO ÔNIBUS AO LADO. Vai nós procurar o ticket que ele nos deu pra poder entrar no outro ônibus. Precisou? Não, porque uma moça disse para entrarmos pela porta de trás. Daí embarcou as pessoas que iam de ML para SFX, praticamente lotou o ônibus, de acordo com a cidade claro, não é como estamos acostumados em São Paulo, lota que chega ter gente saindo pelo ladrão...kkk E dá-lhe mais estrada osa (sinuosa, tortuosa...) até que chegamos ao Portal BEM VINDO A SFX. Mas aqui não há rodoviária, o ônibus para ao lado de uma praça, todos desembarcam e depois ele retorna. #SimplesAssim Atravessamos a praça e eu tinha lido que havia um Centro de Informação ao Turista, mas na verdade era uma empresa de passeios CAT (centro de aventuras turísticas)...kkkk Não paramos lá mas pegamos informação à um casal de idosos que tinham uma barraca de doces e estavam montando na praça, estava rolando um evento lá. Lenon perguntou já sobre a travessia para a Senhora eu pensei PUTZ ELA NUNCA VAI SABER, mas dei de cara no chão, ela explicou e o marido dela ainda deu detalhe da ponte que tínhamos que passar.... vai tirar os tiozinhos...vai... Com o relato e o tracklog em mãos e a indicação do casal na memória seguimos. Depois do CAT dobramos a direita, seguimos e já demos com o cemitério a esquerda. Mais a frente ja encontramos outra placa que indicava o B. dos Ferreiras. Pelo relato tinamos que seguir a Estrada dos Ferreiras, mas confesso que durante todo o caminho não encontramos placa que indicava realmente qual era essa estrada, a gente suspeitava que estava nela porque víamos as travessas numeradas, 1a travessa dos ferreiras, 2a travessa dos ferreiras... pela lógica tínhamos que estar na Estrada dos Ferreiras. Daí só fomos seguindo, pedimos informação a um hippie que fez um AHNNnn antes de responder que preferimos nem registrar o que ele nos orientou..kkk Andamos por uns 15 minutos e encontramos uma placa de uma cachoeira seguindo para a esquerda, estava um puta sol, mas decidimos não ir, eram mais 4 km afinal, 2 de ida e 2 de volta. No relato dizia que a placa da Fazenda Monte Verde não existia mais, mas já recolocaram, há várias delas e da Pousada ITAKI (até enraçado esse nome porque tem muita placa desse ITAKI, mas nunca TÀ kkk, parece que nunca chega) Seguindo essas placas, encontramos a Fonte de Nossa Senhora, ali nos abastecemos de água, pedimos proteção e tomamos um banho de gato pra refrescar porque TAVAFODA Logo a frente havia uma bifurcação, mas a placa da Fazenda MV dizia para ir a esquerda, mas sabe quando bate ainda aquela dúvida? No relato que eu tinha dizia que não tinha muitos pontos de água, e tem. Dizia que as placas da Fazenda não existiam mais, mas estavam lá. Logo comecei a desconfiar do relato. kkk Ficamos parado eu tentando abrir o tracklog e passa 2 carros, cheio de mochilas com 2 grupos, e subiram a esquerda. Viu, pedir proteção a Nossa Senhora foi bom, ela nos mandou um sinal. Amém. Seguimos então no sol escaldante do meio dia, fazendo algumas várias paradas até que reencontramos o grupo, estavam em treinamento, deveriam ser guardas florestais. Ali perto o bicho pegou, fui conferir o relato e havia uma foto do cara entrando depois de uma placa de PROPRIEDADE PARTICULAR, essa placa estava a nossa esquerda. E vimos a Fazenda Monte Verde, que estava a nossa direita. Abri o tracklog e dizia para seguir em frente, o relato dizia outra coisa, mas como ele já perdeu moral seguimos, até dar com uma porteira FECHADA e cheio de mato, pronto, e agora? Havia uma casa ali e Lenon foi perguntar e a senhora disse que era pela porteira mesmo, que o trajeto levaria o mesmo tempo da cidade até ali....pensei... TOMANUCU né, nesse sol...kkkk Mas seguimos, passamos a porteira e demos de cara logo, atrás de um matagal a placa da TRILHA DOS MURIQUIS. Estávamos no caminho certo e o mato só estava ali, na entrada. Será proposital para quem ver já desistir? Vai saber... Seguimos e 2 minutos depois vimos uma porteira a direita como se fosse uma passagem e ouvíamos barulho de água. Como não dizia ser de propriedade particular fomos averiguar, e sim PONTO DE ÁGUA e mais um banho de gato. Daí é só trilha, só subida e SIMbora, algumas várias paradas. Tinhamos que encontrar a Bifurcação que a esquerda iria dar no Pico da Onça e a esquerda era Monte Verde. E parece que essa tal bifurcação tão aguardada nunca chegava. Enfim, ela. Comemoração. Dali para a Pedra da Onça seriam 20 minutos, segundo o relato. É, resolvi dar uma chance ao relato, ainda tenho fé nas pessoas e nos relatos..kkkk mas me decepcionei novamente, ele errou por 10 minutos... Pode não parecer muito mas do tanto que já andamos, subimos, 10 minutos é uma eternidade ainda mais quando umas nuvens iam se formando, daí a ansiedade se transformava em cagaço. Enfim, 30 minutos depois da bifurcação: PICO DA ONÇA. á deixamos as mochilas e fomos fazer o reconhecimento do local. Depois montar a barraca e depois apreciar as vistas. SHOW DE BOLA. Minutos depois aquele grupo de guardas, que achamos que eram porque não conseguimos ler o emblema deles apareceram por lá. Eles iriam para a Pedra Furada e nos orientou a não fazer essa trilha sem guia ou conhecimento porque ali passa gente, passa boi, passa cavalo, passa barata e sempre tem trilha nova aberta e fica fácil se perder. Na verdade acho que OU ele queria dar emprego pra algum guia OU não queria ter trabalho com 2 perdidos no meio da mata (tipo nós).kkk Bom, com as nuvens formando, com as aves indo e vindo, voando rápido, tipo apocalipse, parecia que vinha um temporal, resolvemos então... ficar na barraca, tirar um cochilo. Eu queria ver o céu estrelado mas com essa ameaça de chuva e uma tentativa frustada de fazer fogueira em meio a neblina das 22:00 nem saíamos da barraca. As 2:00 horas ouvimos vozes. Eu, corajoso que sou, já fiquei no cagaço, mas deu pra notar pelas vozes que eram um casal. Ouvi o rapaz dizer: OLHA ESSA PEDRA, PORQUE TEM NOME DE PEDRA DA ONÇA SE PARECE MAIS UM OVO. DEVERIA SER PEDRA DO OVO. Eu então fiquei imaginando as pedras que estavam lá, qual se parecia com um ovo, não fiz menção a nenhuma mas na manhã conversamos com ele e ele disse que tinha visto nossa barraca e confundido com uma pedra, nossa barraca era a "PEDRA DO OVO". Esse final de semana foi mesmo abençoado. Fez sol e afinal aquela noite não choveu, o casal nos disse que o céu estava bem estrelado de até ver estrela cadente. E nós o que estávamos fazendo na barraca que não vimos? Mas assistimos a um espetáculo que eles perderam, o nascer do sol, chupa casal.... Meu que maravilha isso, ver o sol surgindo, aquele pontinho laranja até virar aquela bola de fogo enorme, e como é rápido também. Se eu tivesse piscado tinha perdido. Seguindo uma trilha a esquerda, contornando a 2a Rocha há o livro de registros. Na verdade não havia mais LIVRO, eram pedaços de papel higiênico. Então, quem for lá, pufavô, leva um caderno? ahhhh e uma caneta. Aquela que estava lá já está no fim. Obrigado Depois do café da manhã, esperamos o casal Wesley GOTO e Daiana, para descermos, reencontramos a bifurcação e fazer a trilha para Monte Verde. Eles, como chegaram ao Pico da Onça as 2:00 nem repararam na bifurcação e ainda disseram que quase que acampam por ali mesmo. A trilha dali para Monte Verde é bem tranquila. Só complica um pouco quando chega ao Bosque dos Duendes. Porque né, é um bosque, mais aberto e te deixa muito na dúvida por onde seguir. Nós seguimos a terra batida e as marcas dos cavalos, porque no dia anterior havia um senhor e um garoto galopando e vimos que seguiram para Monte Verde. Bom, deixa eu finalizar que a coisa tá ficando grande.... Saímos do Pico da Onça lá pelas 9:30. Chegamos em Monte Verde, no fim da trilha, ao lado de uma lindíssima pousada as 11:30. Seguimos a estrada, perguntamos para uma senhora como pegar um ônibus para Camanducaia e ela disse que saía de frente do Posto de Gasolina Ipiranga. É, Monte Verde não tem rodoviária. Encontramos o tal posto, confirmamos a informação e disseram que além de ônibus há vans que fazem o trajeto MV x Camanducaia. Mas os horários são incertos. Ficamos na esquina do lado oposto ao Ipiranga, um lugar onde alugar quadriciclo. Nos disseram que o ônibus passaria ali as 12:30. Esperamos, esperamos, deu horário e cadê, nada. O próximo só iria passar as 15:00. Resolvemos pedir carona, mais por brincadeira, porque era cada olhar que recebíamos que virou um passatempo, uma senhora até foi engolida pelo banco quando viu a gente pedindo carona.. kk Daí resolvemos pegar um papelão com a mulher do quadriciclo e escrever CAMANDUCAIA. Wesleu ficou segurando uma escrito CAMANDUCA (não coube o IA na placa dele). Eu estava escrevendo outro, quando cheguei no CAMA parou uma S10 branca e não acreditamos, deu certo. O motorista perguntou onde seria nosso destino final, dissemos São Paulo, e ele disse EU DEIXO VOCÊS EM SÃO PAULO ENTÃO. E acreditamos? NÃO. Eram 4 pessoas incrédulas de boca aberta, sorriso no rosto e querendo que alguém nos beliscasse. Essa pessoa se chama Gustavo. Não darei muito detalhes mas ele foi contando histórias do lugar, de empresas, do ônibus incendiado na estrada, como conheceu sua esposa, falou dos seus bichos, de política e de sua mãe internada, ligou para sua esposa e sua mãe pelo viva voz, uma pessoa de bom coração, nos ofereceu bolinhos e água, era melhor que UBER e com uma trilha sonora fantástica das antigas. Ele é empresário e dono de hotel em Monte Verde. Disse que quando voltássemos que ligasse para sua secretária no Hotel que o café seria na faixa. E assim foi que terminou essa travessia fantástica, histórias que se cruzam, Wesley e Daiana que iriam começar a trilha por Monte Verde mas que perdeu o ônibus em SJC e resolveu ir para SFX e fez a trilha a noite e ainda mora aqui próximo de casa. Sobre essa trilha Foi fácil encontrá-la, os relatos que tínhamos que estavam lá sem muitas informações. Em SFX ela é feita toda na estrada de terra e um trecho que agora estão asfaltando. Depois que passar a fazenda Monte Verde siga o caminho, dará numa porteira, tem acesso pela direita, e só seguir, vai dar na bifurcação. Esquerda Pico da Onça, direta Monte Verde. Se for para Monte Verde, só seguir a terra batida e prestar atenção no Bosque dos Duentes, vai chegar num riacho, há um tronco fazendo uma mini barragem. A direita há outro tronco que você pode utilizar como ponte. E continuar seguindo. Vai sair nos fundos de uma pousada. Contorne a esquerda beirando a certa e saíra em Monte Verde, seguindo em frente vai dar uma Portaria. É a entrada do 'condomínio´. Monte Verde é em geral, restaurante e pousadas, você fica se perguntando se tem cliente pra tanto. Segundo Augusto, tem. Em temporada, lota a chegar fazer fila nos restaurantes. E no Hotel dele já tá lotado para o Carnaval. Disse que tínhamos que voltar na temporada, no frio. Disse que em MV faz sempre 1 grau a menos que Campos do Jordão. Pra quem gosta de frio #FicaDica
  6. Com uma vista privilegiada o Mirante da Pedra de São Francisco é um ótimo destino em São Francisco Xavier! Devido ao acesso de carro até o pé do mirante, é bem tranquilo para crianças e idosos! Não há custo para visitação! Ciclismo... O local também é uma “rota” dos aventureiros de bike, sendo um grande desafio conseguir chegar ao mirante pedalando, pois a estrada de acesso é praticamente toda em marcha de subida. Se pretende passear por lá de bike, o desafio é garantido! ***O acesso no entanto é bem antes de chegar a São Xico!*** Estive lá recentemente e fiz um mapa de acesso e algumas informações adicionais em: http://trailsandtravels.com.br/pedra-do-porquinho-sao-francisco-xavier/ É um passeio bonito, barato, que vale a pena conferir!!! Espero ter ajudado! Abraços!
  7. Alguns costumam falar que é uma travessia, mas achamos melhor chamar de Circuito pois a trilha vai por um lugar e volta por outro ao ponto de origem e uma travessia geralmente é quando você sai de um ponto por uma trilha e chega em outro, sem voltar ao ponto de origem. Saímos de São Francisco Xavier e fomos para Monte Verde pelos Picos de Monte Verde, ou conhecida como Serra dos Poncianos e retornamos a São Francisco Xavier pela Trilha do Jorge. Sexta Feira 02/05/2014 Iniciamos a trilha as 16:35 partindo da Fazenda Monte Verde em São Francisco Xavier pela trilha do Jorge. Começamos a subir e às 16:48 já encontramos o primeiro ponto de água. Após andar mais alguns minutos encontramos um pessoal descendo e paramos para conversar com um deles, o Marcelo. Um mineiro muito simpático que nos disse que ele e seu grupo vieram de Monte Verde pela mesma trilha que iriamos no dia seguinte, ou seja, pelas cristas dos picos da Serra dos Poncianos. Achamos muito legal, pois geralmente as pessoas fazem a travessia SFX x Monte Verde somente pela trilha do Jorge que é mais fácil e totalmente aberta e demarcada. ele nos disse que a trilha não estava muito fechada mas tinha alguns pontos de vara mato. Ficamos parados conversando uns 15 minutos e depois partimos e continuamos subindo. As 17:08 encontramos o 2º ponto de água. As 17:45 o 3º ponto de água e as 17:52 o 4º ponto de água. Neste momento resolvemos pegar as lanternas pois já estava escurecendo. As 18:30 e 18:40 encontramos os 2 últimos pontos de água (isso mesmo, até aqui são 6 pontos de água). IMPORTANTE: Aqui é necessário abastecer a água tanto para quem vai cozinhar a noite e na manhã do dia seguinte como para levar na continuação da trilha do dia seguinte. Após o mirante da onça só terá água horas depois, após a pedra redonda. As 18:54 chegamos em uma bifurcação. Aqui a trilha segue aberta e bem demarcada e sempre reto e subindo. Ao chegar neste ponto devemos seguir para a esquerda sentido mirante da onça. Para a direita a trilha vai para Monte Verde também, é a continuação da trilha do Jorge. Com mais 30 minutos de subida chegamos ao mirante da onça, nosso local de pernoite do 1º dia. Local amplo, reto e que cabe várias barracas e tem uma vista muito linda. Sábado 03/05/2014 Acordamos as 5:50 e levantamos para ver o sol nascer. Logo após contemplar essa beleza da natureza, tomamos nosso café (não qualquer café…rsrs Fizemos pão de queijo na frigideira.. hhuummm) As 9:00, já com as mochilas prontas, antes de partir, voltamos alguns metros na trilha que viemos e entramos a direita em um acesso que dá no cume onde tem uma vista privilegiada e um livro para assinar e deixar nosso registro de passagem por lá. Tiramos algumas fotos e as 9:15 saímos do mirante da onça sentido pedra partida, nossa primeira meta neste dia. As 10:00 paramos em um pequeno cume do lado esquerdo subindo onde ficamos sabendo que tinha caído um pequeno avião, porém nada avistamos além da bela paisagem. As 10:20 encontramos uma laje grande de pedra e enquanto o Gui e o Samuel procuravam a continuação da trilha, eu e a Pâmela aproveitamos para sentar e descansar por 10 minutinhos. As 10:30 achamos a continuação da trilha que na verdade tem umas setas marcadas nas árvores e seguem para o lado direito. Fomos ora varando mato, ora encontrando pedaços de trilha mais aberta e as 11:50 chegamos na pedra partida. O finalzinho para alcançar seu cume é uma pequena escalaminhada, mas nada difícil, apenas é bom ter um pouco de cuidado pois é exposto e tem algumas plantas com espinhos. Ficamos na Pedra Partida até 12:15 para tirar fotos, descansar e o Samuel levantar o Drone da Montanha para filmar (pena que o danado deu uma pequena pane e caiu, mas ainda bem que nada aconteceu, ele saiu inteiro). As 12:15 partimos sentido Pedra Redonda. Aqui a trilha é bem demarcada e cheia de pessoas, pois faz parte do turismo de Monte Verde. As 12:55 chegamos em uma bifurcação, onde para a esquerda vai para a Pedra Redonda e seguindo reto vai embora e sai no Starbar. Tomamos a saída a esquerda e subimos trilha e escadas feitas em madeira que dão acesso ao cume da Pedra Redonda, e lá chegamos as 13:05. Ah, lembram que citei a água? Então, desde o último ponto antes do mirante da onça até aqui nada de água. E nós fizemos a besteira de usar toda a nossa água no jantar e café da manhã e chegamos até sem água. Estávamos mortos de sede, até que encontramos uma garrafa de 500 ml pela metade em um canto da pedra e tomamos felizes da vida. Aproveitamos para levar a garrafa embora e jogá-la no lixo. As 13:40 partimos e as 14:05 chegamos no final desta trilha que chega em um pátio onde tem um estacionamento e o Starbar, famoso por ser o bar mais alto, porém ficamos decepcionados pois o tal bar na verdade é um quiosque que só vende sucos e água. Compramos um suco por R$ 6,00 e sentamos em uns banquinhos que tinha lá para tomar um lanche. IMPORTANTE: 5 minutos antes de acabar esta trilha e chegar no Starbar dá para reabastecer a água em uma bica que tem do lado esquerdo. Após esse descanso tomamos a próxima trilha que sai do outro lado do Starbar, do lado esquerdo de quem vem da Pedra Redonda sentido estacionamento. Começamos esta trilha as 14:50, subindo. Passamos por uma caixa d’água do lado esquerdo e continuamos. As 15:05 passamos pelo Chapéu do Bispo e as 15:20 chegamos no Platô. Paramos por 5 minutos para tomar água e prosseguimos na trilha sentido Pico do Selado onde chegamos as 16:40. O Selado tem um cume onde só é possível o acesso por uma escalaminhada difícil, porém há uma corda para auxiliar a subida. Subimos, assinamos o livro do cume, tiramos fotos e descemos. Armamos nossas barracas ao lado desta pedra do cume em uma pequena clareira. Jantamos e dormimos. Domingo 04/05/2014 Acordamos as 6:00 para ver o sol nascer. Subimos em uma pedra que tem ao lado da pedra do cume e é mais fácil de subir. Ficamos apreciando o espetáculo do astro rei e descemos para tomar café e arrumar nossas coisas. As 9:20 partimos. Nosso próximo destino era o centro de Monte Verde. Voltamos pela mesma trilha que viemos e as 10:10 chegamos no Platô onde indo para a esquerda encontramos a trilha que desce para Monte Verde. Descemos, encontramos um ponto d’água no caminho e as 10:45 chegamos no fim da trilha que dá no café Platô. Aqui teríamos que descer pela estrada por mais ou menos 1 hora e meia até o centro, porém avistamos uma caminhonete que estava saindo. O Samuel falou com o Sr. Jorge e o mesmo nos cedeu gentilmente uma carona. Subimos na carroceria e em apenas 10 minutos chegamos no Centro de Monte Verde as 10:55 e fomos comer um lanche no shopping celeiro. Comemos um hotdog (sem salschicha…rsrsrs) por R$ 7,00 e tomamos um suco de amora por R$ 5,00. Depois passamos em uma das lojas que vende doces e compramos doce de leite e doce de abóbora com coco para levar para casa. As 12:55 saímos do centro de Monte Verde com direção a Rua Taurus. Essa rua é a que sai do lado do Bradesco. É o acesso para quem vai para as Pedras Redonda e Partida, porém para ir para lá sobe-se a direita seguindo as placas e nós continuamos reto até o final da rua onde viramos a direita. Logo avistamos um balde de lixo grande azul que indica o começo da trilha à esquerda. Começamos a trilha as 13:30 (esta é a conhecida trilha do Jorge). Ela não tem segredo. Com 10 minutos cruzamos um pequeno rio onde dá para abastecer a água e seguimos em frente. Não tem bifurcações, é só ir sempre reto subindo. As 14:25 passamos por um ponto de água. Logo após tem bastante bambu e taquarinha na trilha que enche o saco e enrosca nas mochilas e nos pés…rsrs As 14:50 chegamos no Bosque dos Duendes, local cheio de árvores bosqueadas, muito bonito. descansamos por 10 minutos. as 15:00 partimos novamente e as 15:15 chegamos na bifurcação, onde seguindo para a direita leva para o mirante da onça. Descemos à esquerda pois nosso destino era o final da trilha em São Francisco Xavier. Aqui é a mesma trilha que subimos na sexta feira a tarde para o mirante da onça. Passa pela mesma trilha e os mesmos pontos de água. São 1 hora e 30 minutos de descida. Chegamos ao fim da trilha e ao carro as 16:45. Arrumamos as coisas no carro e fomos embora. Paramos no centro de SFX para comer pastel e tomar um açaí em um lugar chamado Biroska, muito bom. Pastel R$ 4,00 e Açaí 300 ml com 3 complementos R$ 7,00. Este lugar fica na avenida principal, sentido quem vai embora para São José dos Campos. Vejam e curtam as fotos dessa trilha na nossa Fanpage... Siga-nos e veja este e mais relatos de viagens, trilhas e travessias... http://juegui.com.br http://facebook.com/jueguiviajandoporai
  8. 2ºparte da trilha feita em 25/05/2013. Álbum com todas as fotos estão em: https://picasaweb.google.com/110430413978813571480/PicoDaOncaPedraBonitaEBosqueDosDuendes?authuser=0&feat=directlink Ainda estava escuro qdo lá estava eu, partindo de SP as 5:50h da manhã em uma madrugada fria, numa viagem que levaria cerca de 2 horas e meia até São Francisco Xavier, bucotica cidade paulista ao sopé da Serra da Mantiqueira. A céu estava livre de qualquer vestígio de nuvem e a Lua era bem visível. Após 20 minutos já estava na Dutra, passando por Guarulhos e vendo o dia clareando. Com o frio da madrugada, nuvens baixas e serração encobria as baixadas, formando belíssimas paisagens. Ao passar pela região de Santa Isabel, o céu limpo deu lugar a um mega nevoeiro, que me obrigou a reduzir a velocidade e trafegar com mais cautela, já que visão ficou totalmente prejudicada. Mas do mesmo jeito que a neblina veio, passou. Ao chegar no segundo pedágio, o céu se abrira totalmente e pude contemplar mais uma vez o surgimento do Astro-rei bem tímido.....As 7:10 cheguei a São José dos campos onde resolvi fazer uma parada num posto para abastecer e em seguida numa padoca para comprar lanches e tomar um café da manhã mais reforçado. Após o rápido desjejum, retornei minha viagem para SFX. Porém as 8:15, qdo estava na vicinal entre Monteiro Lobato e SFX, ao avistar uma pequena e simpática cachu no lado esquerdo da estrada, resolvo fazer uma rápida parada para ver a cachu mais de perto. Pequena queda d´agua as margens da vicinal entre Monteiro Lobato e SFX. Tirei algumas fotos e retornei o resto do percurso até SFX, onde cheguei as 8:38 no ponto de encontro no único posto da cidade, um posto BR. Com bastante tempo sobrando, es que resolvo dar um rolê até a estradinha de terra que dá acesso ao Pico queixo da Anta, adiada sua ida na última vez que estivera ali por conta do problema da relação da moto. Após coletar novas infos sobre o tal Pico e seu caminho até a fazenda particular onde se paga uma pequena taxa para ter acesso a trilha, logo retornei ao ponto de encontro e permaneci ali esperando o pessoal, que chegaram por volta das 9:30. Fizemos uma rápida parada numa padaria local para o pessoal comprar lanches e bebidas. Sem perder tempo, as 10:10 adentramos a estradinha de terra que leva até a Fazenda Monte Verde, local onde fica o inicio da trilha para o Pico da Onça. Deixamos o carro no estacionamento a 100 metros da trilha, onde havia outro grupo de pessoas que recém chegara e estava se preparando para subir na trilha tb, na qual acenamos e cumprimentamos cordialmente. Galera no inicio da trilha Alonga aqui, ali, es que finalmente as 10:30 pusemos pé na trilha que inicialmente começa discreta, como 2 sulcos e após alguns minutos, mergulha na floresta, onde fica mais larga e bem marcada. Porém, para nosso azar, havia algumas vacas pastando na entrada da trilha, que ao notarem nossa aproximação, fugiram trilha acima. Mas não antes de deixar suas marcas de m*** na mesma, onde por muito pouco, quase carimbei minha bota numa dessas "marcas". Inicialmente tentamos ultrapassa-las, sem sucesso. A medida que íamos avançando, as vacas, assustadas, insistiam em subir na dianteira. Após 15 minutos de subida e as mesmas ainda na frente, começamos a bolar um meio de ultrapassarmos elas e espantar trilha abaixo. Mas infelizmente as ditas cujas insistiram em querer nos "guiar", atrasando o ritmo da pernada. E assim, com a presença delas a nossa frente, carimbando a trilha a medida que iam avançando, o frescor e o ar puro da mata deu lugar ao odor e ao cheiro forte de cocôs e urinas expelidas pelas vacas, que não paravam de liberar seus "atos", emporcalhando a trilha e dificultando nosso avanço, para o desespero da galera. Dessa forma, para que pudéssemos avançar mais rapidamente, gritávamos alto constantemente para espanta-las, permitindo assim que ganhássemos altitude mais rapidamente (sem muito atraso),enquanto pensávamos numa maneira de ultrapassar as ditas cujas e se livrar do maldito cheiro das fezes. Com o passar do tempo, Augusto e Talita davam sinais que não estavam muito bem e não demorariam muito para começar a passar mal após tanto tempo inalando o cheiro desagradável das fezes das vacas. Então, teríamos que passar por elas na primeira oportunidade que surgir. Enquanto isso, a outra parte do pessoal (com menos pique), foram ficando para trás, enquanto eu, Léo, Augusto e Talita, mantínhamos um ritmo forte e concentrados em encontrar uma maneira de ultrapassar as ditas cujas em infinitas tentativas, por conta do forte cheiro que simplesmente colocaram nossas narinas e estômagos a prova máxima de resistência. A subida da trilha estava tranquila, porém o cheiro era uma tortura tanto qto um perrengue de vara-mato. Se parássemos, as ditas cujas empacavam mais acima. Se andássemos, elas andavam tb. As ditas cujas Com a falta de espaço nas laterais da trilha que possibilitasse um vara-mato rápido afim de ultrapassa-las sem muita demora (do lado direito era uma ribanceira, do esquerdo, um paredão erodito), não conseguíamos acreditar que após quase 40 minutos de trilha e inúmeras tentativas fracassadas em ganhar a dianteira, as mesmas continuavam ali, firmes e fortes na dianteira, irredutíveis a não nos deixar ultrapassa-las. ãã2::'> Será que não se cansaram de subir tudo aquilo sem parar? Qdo achávamos que teríamos a (in)desejável cia delas até o topo, es que noto um trecho a frente, qdo a picada faz uma curva a esquerda, ela se divide em 2. Es a oportunidade de passar a frente delas. Fiquei na manha e espantei as vacas para a picada da direita. Ao notar que todas foram para a trilha da direita (que dava uma volta maior), es que grito para o Leo, Augusto e Talita: Corre aqui pela bifurcação a esquerda que corta caminho e a gente conseguirá passar. Elas estão com dificuldades para subir o trecho mais esburacados....De fato, as vacas, assustadas, porém doidas para se manterem a dianteira por não terem para onde fugir, tentaram subir rapidamente a outra trilha com erosão. Mas a trilha estreita, esburacada e emlameada, impediu que as mesmas subissem rapidamente. Acabou a "mamata", comemorei! Assim, eu e o Léo rapidamente ultrapassamos o "mini rebanho", tomando a dianteira de quase todas, exceto pela líder que conseguiu subir rápido e ainda se mantinha a frente de nós. Mas seria por pouco tempo, pois agora com uma só, eu e o Léo decidimos que passaríamos a frente dela, nem que fosse preciso atropelar a dita cuja que estacionou logo a frente, qdo notou que as demais estavam tendo dificuldades para vencer o trecho erodito da trilha. Porém, nem todos conseguiram ultrapassar as vacas: Talita e Augusto foram vencidas pelas mesmas e tiveram que aguentar o odor por mais alguns minutos, para desespero da Talita qdo viu que eu e o Leo conseguimos ultrapassa-las. A vaca que ainda estava a nossa frente, ao notar que o resto do rebanho se encontrava mais abaixo, estacionou ali, permitindo que a ultrapassemos sem dificuldades alguma, para a alegria e alivio do Leo e desespero dos demais que ficaram para trás. Assim que ultrapassamos a líder, começamos a gritar e a jogar objetos no chão a fim de obriga-la a descer, enquanto o Augusto e Talita estavam decididos a varar-mato afim de passar o resto do rebanho a qualquer custo, já que ainda se encontravam atrás deles. Eu e o Leo gritamos e finalmente, a líder resolveu descer e levou as demais juntos, liberando a passagem a Talita e o Augusto, que vibraram o fim do sufoco do odor, obviamente. Deixamos as mesmas para trás (que depois estacionaram logo abaixo como se não soubessem o que fazer: descer ou subir) e rapidamente apertamos o passo trilha acima afim de nos afastarmos delas o mais rápido possível. E dessa forma, o odor e o mal cheiro finalmente deram lugar ao frescor e o ar puro da mata, para o alivio de nossos pulmões, narinas e principalmente de nossos estômagos. Que ninguém passe mal depois por causa da exposição prolongado a m*** de vaca. Estávamos livres delas, porém restou para a galera que estava vindo logo atrás, a dura tarefa de ultrapassa-las (inclusive a outra turma das vans). As 11:27 chegamos a uma bifurcação a direita que leva a uma pequena queda d´agua, onde resolvemos fazer um pequeno pit-stop afim de esperar o restante do pessoal, purificar os pulmões do "odor" e recuperarmos o folego. Aproveitei para mandar ver em uma bolacha afim de adoçar a lingua e sentir um aroma de wafer de chocolate, enquanto a Talita molhava a goela com um gatorade que trazia contigo. Porém, após alguns minutos no silêncio, a Talita exclamou: Estou ouvindo um som de algo se aproximando ...e não era o pessoal. Uma das vistas durante alguns trechos da subida De repente, surge como um pesadelo, as "vacas" que espantamos para baixo, subindo a trilha, por conta do restante do pessoal que vinham logo atras e estavam assustando as mesmas. Eu ainda estava detonando um pedaço de bolacha qdo tivemos que levantar as pressas e sair correndo. E da-lhe corrida trilha acima, descançados ou não, queríamos mesmo era distancia das vacas malditas a qualquer custo. Não podiam ultrapassar a gente de jeito algum. E tão pouco sermos "atropelados" pelo estouro da boiada... Leo e Augusto dispararam na frente igual o papa-léguas e ligeirinho, sumindo da minha vista, enquanto a Talita subiu rapidamente e eu tive que sair correndo sem ao menos ter tido tempo pra terminar de comer o pedaço de biscoito e de fechar a mochila direito. E foi assim por cerca de 5 minutos, até que paramos, ao notar que as bichin ficaram para trás. Deixa esse pepino para quem ficou para trás, brinquei. A dianteira é nossa e assim será. Paramos rapidamente para recuperar o fôlego e vendo que as vacas haviam ficado bem para trás e não estavam vindo mais, logo retornamos a pernada trilha acima. As 12:05, chegamos a uma bifurcação em uma área descampada, onde a trilha se dividia em 2. Para a esquerda seguia para o pico e para a direita, descia para o bosque dos duendes e Monte verde. Seguimos pela esquerda, onde a picada ficou um pouco mais íngreme. Passamos pelo marco divisor que marca a divisa dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, onde seguindo trilha acima ou a direita pelo bosque dos duendes, estava em Minas, para baixo, São Paulo. Marco divisor dos estados Mas não deu nem 10 minutos na mesma que as primeiras vistas em meio as frestas das arvores surgiram, permitindo as primeiras visões de monte verde e do vale do alto da Mantiqueira em geral. A picada fez uma curva a esquerda, passando próximo a uma enorme rocha. Uma discreta trilha dava acesso a tal rocha, onde pudemos contemplar uma preview do que nos aguardava logo a frente. Leo e eu adentramos a discreta picada até a rocha em meio a enormes voçorocas de bambus e pequenas árvores cheias de espinhos, que não tardaram a deixar suas marcas em nossos braços e pescoços, principalmente no Leo. Enormes rochas próximo do pico Retornamos a trilha principal e após mais alguns minutos de subida, es que as 12:25, com 1 hora e 20 minutos cravados de subida conometradas, (descontados as paradas pra cliques, descanço e outros), chegamos ao cume do Pico da Onça, a 1.960 metros de altitude segundo o gps do Myung. Finalmente pusemo-nos a descançar e comemorar a conquista, após mais de 1 hora de subida, sendo metade desse tempo aguentando o cheiro de bosta de vaca que nos foi enfiado narina abaixo a força, devido a necessidade de subir e as ditas cujas na nossa frente. Topo do Pico da Onça, mega clareira onde cabe várias barracas... Uma das vistas em uma das pedras, Monte Verde a esquerda e a cadeia de montanhas do alto da Mantiqueira Enquanto aguardávamos os demais do grupo chegarem, Leo e Augusto foram contemplar as 2 visões do topo, que permitia uma visão privilegiada, enquanto eu e a Talita aproveitamos pra forrar o estômago com os lanches, biscoitos, barra de cereais e sucos/agua para molhar nossas goelas secas, enquanto contemplávamos aquela visão magnifica do topo. De um lado lá embaixo (a 750 metros de altitude em média), a minúscula cidade de São Francisco Xavier (SFX). Do outro, a cidade mineira de Monte Verde e a cadeia de montanhas do alto da Serra da Mantiqueira, com o Pico do Queixo da Anta bem ao fundo a direita e os picos da Pedra Partida, Redonda e Selado a frente, envolvendo a cadeia dos imponentes picos da Mantiqueira daquela região. Pico da Pedra Bonita. O cume do Pico da Onça entre suas 2 pedras, possui um ampla clareira onde cabe várias barracas com folga, sem contar outras clareiras próximas. Tanto das pedras, qto do própria clareira, permitia diferentes pontos de vistas de tirar o fôlego, com o livro do cume em uma dessas pedras, através de uma picada que sai a esquerda por baixo de uma das grandes rochas. Clareiras do cume do Pico da Onça! Muitas nuvens cobriam o topo, comprometendo a visão. Mas estava abrindo e fechando constantemente, então ficamos aguardando uma das aberturas do tempo sopradas pelo vento forte lá no topo....Assim que abria, corremos para tirar fotos. Do lado esquerdo, a continuação da trilha seguia em direção a outro pico, mais alto, e mais para frente os picos da Pedra Partida, Redonda e o Selado bem ao fundo. Apesar do sol, o vento gelado se fez presente o dia todo, por conta da altitude elevadíssima. São Francisco Xavier lá embaixo (com zoom) A visão não estava aquelas maravilhas por conta da nebulosidade...mas já dá para ter uma ideia. É, o inverno chega bem mais cedo naquela região. Isso não impediu que o Léo e o Augusto tentasse (em vão) fazer um rapel em uma das enormes rochas, enquanto a Talita aproveitou o longo pit-stop para tirar um cochilo e recarregar as baterias, após o interpere das vacas e da subida de mais de 1 hora. 15 minutos depois chegou outra parte do pessoal (que ficaram presos por conta das vacas que espantamos para baixo), e quase 20 minutos depois, Myung Lee e sua esposa chegaram, atrasados pelo mesmo motivo. Sim, as vacas impediram a passagem e atrasou a vida de todos, inclusive do outro grande grupo que deixamos para trás. Malditas sejam! Com o grupo todo reunido novamente, nos fartamos com várias fotos e apreciarmos a vista. Permanecemos no cume por mais de 1 hora, qdo as 13:30h, com bastante tempo disponível ainda, decidimos esticar a trip até outro Pico próximo, cuja trilha de interligação estava logo ali, acessível. Myung Lee e sua esposa não quiseram ir devido ao nevoeiro que estava novamente tomando conta do topo e por achar que a trilha até o outro pico iria ser longa, embora eu dissera que estimava em cerca de 20 minutos para alcançarmos o outro pico, preferindo nos esperar ali. O Livro do cume, a qual fiz questão de deixar meu registro ali, claro Então, seguimos para o outro pico pela continuação da trilha, um pouco menor que a principal, porém bem marcada e visível. Por via das dúvidas marquei a direção da mesma na bússola, para fins de info e seguimos em frente. A Picada segue ziguezagueando as cristas, dividindo em 2 ramificações (que logo se encontravam a frente), em algumas partes, descendo suavelmente até um vale para logo subir a crista do outro pico. Após um pequeno trecho mais ingrime, emergimos da floresta em uma rocha enorme, onde escalaminhamos a mesma afim de ganhar altitude rapidamente. A picada continuava logo a frente, virando a esquerda e passando por entre 2 enormes rochas, nos obrigando a agachar afim de possibilitar a passagem por baixo das mesmas, onde a trilha seguia pela direita. A partir desse ponto, era possível a visão de uma grande rocha acima, que era praticamente o pico avistado do outro lado. As vezes a picada sumia, mas nada que um bom farejo de trilha e senso de direção não resolvesse. No meu caso, logo encontrava a continuação da mesma logo a frente. Após sairmos de um trecho mais estreito da trilha, as 13:55hs caímos em uma larga e extensa rocha, onde uma outra rocha maior cobria o topo dela. As bandas de nuvens cobriam totalmente o topo, impedindo qualquer visão que desejássemos ter. A rocha era bem extensa, onde para caminhar de uma ponta a outra, gastei cerca de 6 minutos. Da outra ponta, a picada continuava discreta e estreita, em direção a Pedra Partida. Sem visão alguma por conta do nevoeiro e o fato de estar com o grupo, cujo objetivo era apenas chegar até o Pico da Onça, encerramos a pernada ali, deixando qualquer exploração para o próxima vez que ali retornamos. Leo, frustrado por chegar até ali e não ter visão alguma, sugeriu que ficassemos até as 15:00hs afim de esperar para ver se o tempo abrisse e pudessemos desfrutar da belíssima visão que ali deve ter, a exemplo do que vimos no Pico da Onça. Porém, após ficarmos ali até 15:25h e nada do tempo abrir, com o horário avançado e a estimativa de levarmos 1 hora para chegarmos até a estrada de terra onde estão os carros, es que resolvemos retornar, deixando para voltar ali em uma outra oportunidade, dessa vez para acamparmos e podermos contemplar o nascer e o Pôr do sol lá do alto. Então as 15:30h, iniciamos o retorno, com uma breve passada no Bosque dos Duendes, acessível pela bifurcação a direita que leva até Monte Verde. As 15:45h estávamos de volta ao cume da Pico da Onça, onde o Myung e sua esposa já não se encontravam mais, pois disseram que iriam descer e nos esperar no estacionamento. Encontramos outras 3 pessoas que recém chegara com cargueira e iriam acampar ali, na qual cumprimentei cordialmente e troquei algumas infos bacanas com eles, sobre a trilha que interliga o Pico da Onça com os Picos da Pedra Redonda e Partida. Nos despedirmos deles e pusemos-nos a descer a trilha, afim de ter tempo para passar no Bosque dos Duendes para apreciar a floresta em um aspecto diferenciado e tirarmos fotos, claro. Ao chegarmos na bifurcação para decidirmos quem iria ir comigo e quem preferiria continuar descendo sem conhecer o bosque, es que a Talita foi a única que preferiu seguir sozinha, enquanto o restante do grupo me acompanhou pela bifurcação do vale dos duendes. O pitoresco bosque, cujo cenário lembra muito cenas do filme do Harry Potter, era um atrativo a parte que não poderíamos deixar de lado. Pelo menos eu não pretendia voltar sem antes dar uma passada lá e fazer meu registro. Tão logo adentramos a bifurcação, não deu nem 7 minutos e já chegávamos ao tal bosque as 16:15h, onde as árvores ficam mais espaçadas e o cenário de "mata atlântica" muda completamente, a ponto de parecer que estamos em alguma floresta de outro país, de clima mais temperado e frio.....As meninas do grupo ficaram deslumbradas em meio de um cenário como aquele, que de fato lembra muito as cenas dos filmes do Harry, faltando apenas os duendes para completar o cenário diferenciado e único. Até a trilha fica diferente ali, bem larga e batida, ficando em destaque em meio do bosque. Trecho do Bosque dos Duendes Permanecemos no bosque por cerca de 15 minutos e nos fartamos de fotos ali, inclusive com alguns raios de sol com dificuldades para penetrar a espaçada, porém densa vegetação do bosque. Augusto e Leo se deslumbraram com um tronco lotado de cogumelos. Nem preciso dizer que tiraram várias fotos, claro. As 16:30h demos as costas ao bosque e retornamos a bifurcação da trilha que desce até SFX. Sem perder tempo, iniciamos a descida e eu avisei a galera que pelo horário avançado, poderíamos terminar a trilha no escuro e ter que recorrer as lanternas. Então teríamos que apertar o passo afim de chegar no final ainda de dia. Fui na dianteira com o pessoal vindo logo atrás. Vendo que estavam um pouco lentos, tentei impor um ritmo mais forte a pernada afim de que o pessoal seguisse logo atrás. Com bastante pique, o corpo aquecido e o fato de estar frio, disparei na frente descendo quase que correndo a trilha. As vozes e as risadas da galera foram ficando para trás,dando lugar ao silêncio da floresta, onde optei por parar para aguardar, afim de esperar que me alcançassem. Enquanto aguardava, aproveitei para bater fotos dos paredões da imponente serra da Mantiqueira, através de um trecho de forte erosão e relaxar um pouco, embora não estivesse cansado. Assim que as vozes do pessoal se tornaram audíveis novamente, voltei a andar, parando mais umas 3 vezes abaixo pelo mesmo motivo. Após passar pela penúltima bifurcação que leva a um riachinho e bica d´agua (a segunda qdo se está subindo), apertei o passo e em 10 minutos já estava na saída da trilha com 46 minutos de descida conometrados desde a bifurcação, onde optei por esperar mais um pouco. Novamente, assim que ouvi as vozes ainda longe, retomei a pernada e tão logo cheguei na estrada de terra, encontrei a Talita sentada numa pedra e o Myung Lee com sua esposa em seu carro lendo um livro na area do estacionamento. O frio da montanha começara a apertar enquanto eu comentava com a Talita o que vimos no bosque dos duendes....conversa vai, conversa vem,o tempo foi passando e começou a escurecer. Talita e Myung ficaram preocupados porque o povo não chegava, então não tardou para eu pegar a minha lanterna e voltar a trilha, afim de encontra-los e auxiliar no restante da descida, imaginando que sem lanterna, andar no escuro sem visão alguma da trilha seria a mesma coisa que estar cego. Isso porque, no meio do mato a noite fica tudo preto e você não vê nada mesmo. Porém ao adentrar na trilha, logo encontrei todos terminando de descer a mesma e as 18:15 estávamos todos no estacionamento novamente, onde nos despedirmos e cada grupo seguiu em seus carros de volta a SP, onde no meu caso, cheguei somente as 22:00hs. A trilha do Pico da Onça, assim como a Serra da Mantiqueira possui inúmeros picos e possibilidades diversas de pernadas, seja pelas batidas e conhecidas trilhas da Pedra Redonda e Partida, seja pelo Chapéu do bispo. Para os mais audaciosos e que não se contentam a ir somente em locais batidos, a " Travessia dos Poncianos", famosa picada que interliga SFX a Monte Verde é uma possibilidade de pernada diferenciada, entrando por um ponto e saindo pelo outro, com direito a pernoite ou contemplação de visão diferenciada e mais privilegiada de SFX e Monte Verde a partir do Pico da Onça e o outro Pico vizinho, que tem formato de "ovo" por conta da enorme rocha bem extensa..... Outra possibilidade é a travessia entre os picos, começando pelo Pico da Onça, passando pela Pedra Partida, Chapéu do Bispo e estendendo-a até o Pico do Selado, com 2 opções de travessia rápida: Entrando pela trilha do vale dos duendes ou então pela fazenda Monte Verde, em SFX. Sem contar outras entradas como uma picada que sai a direita e que tb desce até Monte verde, caindo em alguma fazenda lá embaixo. O pico da Onça apenas reabriu novas possibilidades de retorno ao local, programado para ser o mais breve possível, com outra turma, a mesma ou então sozinho mesmo. E assim, só faz programas repetidos e batidos, quem quer. Na Semana seguinte retornei lá mais uma vez em uma 3º Parte para fazer a Travessia Pico da Onça x Pedra Partida com outra turma, es o link: Travessia Pico da Onça x Pedra Partida em Monte Verde - MG -------------------- Para chegar ao Pico da Onça, há 2 entradas: Por São Francisco Xavier, acesse a estrada dos Ferreiras e que leva a Fazenda Monte Verde. Ignore todas as bifurcações e siga até o final. Por Monte Verde, o acesso a trilha se dá pela Rua Taurus. Na duvida, pergunte a moradores locais pela trilha do Pico da Onça ou que vai até SFX, caindo na fazenda Monte Verde. Ao passar pelo bosque dos duendes, cairá na bifurcação em "T" onde a trilha da esquerda desce até SFX e a da direita sobe até o Pico da Onça. Não tem erro.
  9. Este relato será um pouco diferente dos que eu fazia, pois não discorrerei sobre bifurcações, ponto de referências e todas essas coisas que transformam o relato em um guia de trilha, contudo quem quiser o tracklog, basta entrar em contato. fotos: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.138019539617218.37906.100002275186328 Fazia mais de um mês que tínhamos programado a subida do Pico do Paraná para o ultimo final de semana, porém mais uma vez uma frente fria acabou com nossas expectativas e tivemos que alterar nosso roteiro. Dentre as muitas opções, escolhemos a travessia da Serra do Poncianos, que liga o distrito de São Francisco Xavier à Monte Verde pela crista da serra. Dos que estavam confirmados para o Pico do Paraná mais da metade não foi, então seguimos eu, a minha companheira para tudo Vivi, Leo, André, Carol, Diana e o Brunão, que já tinha realizado essa travessia a poucos finais de semana atrás. Eu e a Vivi despertamos no sábado às 05h30min e logo ligamos para o Leo para saber se alguma Carol, ops..., se alguém se atrasou. Como desta vez ninguém perdeu a hora, tomamos o nosso café da manhã e partimos para São José onde encontraríamos o Brunão. A viagem foi tranqüila e pouco depois das 07h30min já estávamos na casa do Brunão. Estacionei o meu carro e partimos para São Francisco no carro do nosso amigo joseense. Ao chegar a São Chico, fomos logo à padaria para um café da manhã mais reforçado, já alguns não tinham comido nada antes de sair de casa. Todos alimentados e seguimos para a fazenda Monte Verde de onde iniciava nossa pernada. Ao chegar ao ponto inicial, uma ultima ajustada em nossas cargueiras e “bora” caminhar. Eram 10h40. A trilha, na verdade a antiga estrada, que leva até a Pedra da Onça não tem erro basta atravessar a porteira e tocar para cima. Esse primeiro trecho é o mais chato. Estradinha longa e sem visual até o topo do Morro, ou seja, nosso maior desafio era vencer o considerável desnível de mais de 800 metros até a Pedra da Onça. A subida, apesar de chata, foi tranqüila. Devido ao grupo estar praticamente andando no mesmo ritmo, não demorou muito para chegar à bifurcação da trilha do Jorge. Fazia uma hora e quarenta minutos que tínhamos iniciado a caminhada. Ao olhar esse tempo, fiquei espantado como demoramos a chegar neste local da outra vez que estive por essas bandas. Mais meia hora de pernada e chegamos ao cume da Pedra da Onça. Lá encontramos um grupo de conhecidos que também pretendiam realizar essa travessia, porém fomos surpreendidos com a notícia que estavam desistindo. Como já passava do meio-dia resolvemos almoçar por aqui. Ficamos parados por uma hora e neste tempo além das trocas de informações com o outro grupo, tentamos sem sucesso convencê-los a seguir conosco. Todos de barriga cheia e chegou hora da parte divertida. Seguimos a picada nítida que sai a direita da clareira. Não tardou muito para ela se fechar, finalmente começou a ralação. Apesar de contarmos com o tracklog fornecido pelo nosso amigo Mamute, não sei o que eu e o Brunão fizemos de errado ao transformar o arquivo do trackmaker para o compatível com o Garmin, pois não constava a trilha, mas somente os pontos de referência. A fina garoa e a neblina não davam trégua. Não tínhamos visibilidade alguma e só contávamos com o GPS e nosso senso de direção. Dentre as muitas vezes que perdemos a trilha, resolvemos fazer o nosso próprio caminho. Até a pedra partida fizemos poucas paradas, mais para reagrupar do que para descansar. Finalmente depois de 3 horas de árduo vara-mato chegamos à Pedra Partida. Para chegar ao seu cume escalamos um pequeno trecho e lá estávamos no seu topo a 2000 metros de altura. O frio e a baixa visibilidade impediram que ficássemos mais tempo e logo procuramos um abrigo para descansar e seguir a caminhada até o StarBars. Após uma pequena parada, iniciamos a descida até o Starbars. Devido ao horário e o cansaço do grupo, decidimos que acamparíamos no platô ou em qualquer clareira que encontrássemos pelo caminho. Não demoramos meia hora e já estávamos sentados no bar. O Brunão pediu uma caipirinha e o Leo um suco de limão. A noite não demorou a cair e teríamos que andar a noite até o platô, porém o Brunão perguntou para a dona do starbars se ela não conhecia um lugar próximo que poderíamos armar nossas barracas. Sorte! Sorte e Sorte! Essa palavra estaria conosco a noite toda. A conversa com a dona do starbars rendeu muito mais que o esperado, pois ela tem uma área de camping, ou seja, era tudo o que queríamos. Preços e informações tratar diretamente através do email [email protected] ou procurar o perfil no facebook. Dormimos em um galpão que já tinha duas barracas montadas, porém decidimos esticar apenas nossos isolantes. Acampamento montado, quer dizer, isolantes esticados e era hora de fazer nossos respectivos jantares. O meu jantar e da Vivi foi capeletti de presunto e queijo (cozinha em 2 minutos) ao molho de tomate com ervas finas. Prato simples, barato e muito mais gostoso que miojo e aquela ração para cachorro chamada liofoods. O Brunão mandou um arroz com peito de frango desfiado da vapza temperado com cebola e, se não me falhe o paladar, orégano. As meninas foram de arroz, purê de batatas e lingüiça frita com cebola. Após o jantar tomamos nossos vinhos e aos poucos a roda foi diminuindo. Nem bem o dia clareou e já comecei a dar muita risada. O Brunão me contou que no meio da noite a Diana e a Carol o acordaram jurando que tinham dois homens altos rondando a casa com um facão na mão. Ele me disse que saiu e não tinha nada. Ao vê-las encolhidas em uma das barracas que já estavam montadas perguntei se era por isso que estavam dormindo ali. Elas responderam que sim. Como tirador de sarro que sou já logo falei: “vixe manuuu barraca a prova de balas, quero uma dessas” rs. Essas meninas só me dão alegria. Ao sair do galpão, tive uma ótima visão. O tempo tinha mudado completamente e fazia sol. Aproveitei para colocar minhas coisas molhadas para secar, já que sabia que cedo não sairíamos dali. Depois das maravilhosas tapiocas preparadas pela Carol, seguimos para o pico do Selado, eram pouco mais que 10 da manhã. A trilha, ou melhor, avenida, que leva ao Selado não trás maiores dificuldades sendo impossível de ser perder devido ao grande fluxo de turistas. Creio que em uma hora e meia estávamos no selado. O André foi o primeiro a dar um pulo do gato para alcançar o cume final do selado, o resto da galera ficou na pedra antes da fenda. Quando cheguei ali, fiquei analisando, olhando, olhando e me bateu uma insegurança de pular aquela fenda e decidi por bem não arriscar. Mas não pense que pular essa fenda seja uma coisa do outro mundo, mas como fiquei com medo, melhor não arriscar e agüentar as brincadeiras da galera. Nossa como fui aloprado, mas faz parte. Ficamos contemplando a paisagem por meia hora e voltamos em 40 minutos até o starbars. Fizemos um rápido almoço e seguimos pelas entediantes ruas de Monte Verde até o início da trilha do Jorge. Como estávamos com o tempo apertado tocamos direto até o carro, fazendo somente uma pausa no segundo ponto d’água. Saímos da trilha do Jorge exatamente às 17h e mais uma hora de descida estávamos em nossos carros. O trecho da descida foi um festival de tombos proporcionado pelo André e pela Diana.
  10. Olá a todos, Vou contar um pouco do meu carnaval em São Francisco Xavier. Como já havia conhecido a cidade em outra oportunidade e gostaria de fugir um pouco do tumulto do carnaval, resolvi ir para lá com a esposa para fazer algumas trilhas e relaxar a cabeça. Ficamos no camping Canto dos Pássaros, lugar se sensacional!!!!! O local tem um rio maravilhoso que passa próximo onde podemos fazer boiacross, organizado e com pessoas muito atenciosas sempre querendo ajudar. O proprietário é também o guia das trilhas, Estevan é muito bem preparado e curte o que faz, com isto as trilhas ficam divertidas e seguras. Chegamos no Sábado pela manha, montamos a barraca (no camping também tem alguns bangalôs para que não quer ficar nas barracas) demos uma leve descansada e partimos para a primeira trilha do carnaval. Como tinha pego estrada preferimos deixar para fazer coisas mais próximo da cidade, com isto fomos primeiro para a Cachoeira de São Francisco (Pedro David). A cachoeira é bem tranquila e bonita, mesmo sendo próximo a cidade não havia muitas pessoas e o local está bem preservado. Ficamos lá por cerca de 1 hora curtindo a paisagem e relaxando a cabeça com o barulho dos pássaros, de lá fomos fazer a rota dos ateliês de arte. Vale a pena pois tem vários artistas na região com trabalhos bem interessantes. No domingo acordamos cedo e nos preparamos para iniciar a caminhada para a trilha Queixo D’Anta. A trilha é considerada intermediária mas como estava chovendo muito na região a trilha estava muito cheia de lama e escorregando um pouco, isto acabou deixando a trilha bem pesada, mas nada que um pouco de paciência e determinação não resolvesse kkkkkkk. A vista lá em cima é maravilhosa e você tem uma paz incrível..... Ficamos pelo menos uma hora lá em cima contemplando a vista. Retornamos da trilha para o camping na parte da tarde, com isto tomamos um banho para relaxar e fomos para o centra da cidade comer alguma coisa. A cidade tem vários restaurantes deliciosos e bem aconchegantes. Na segunda feira decidimos ir ao Pouso do Rochedo passar o dia, o local é uma pousada ontem tem algumas trilhas e cachoeiras para curtir. As trilhas são bem tranquilas e com vista onde podemos ver a cidade de São José dos Campos. Para quem gosta de um pouco de agito, a noite na cidade estava tendo bandas de marchinhas de carnaval na praça da cidade e em alguns restaurantes podíamos ver algumas bandas de musica (Rock, MPB, etc). A cidade é muito bonita e próximo de São Paulo. Vale muito a pena conhecer o local e desfrutar da natureza. Obs: Depois vou colocar algumas fotos para ilustrar o post............
  11. Bom, esta trilha aconteceu em agosto, tinha feito o relato mais achei que ficou muito mal feito..rs Um de meus alunos da academia, participa de um grupo que costuma fazer trilhas na região, e nesta oportunidade eu fui como convidado. O Locar escolhido foi o Pico do Queixo da Anta, conhecido também como serra do queixo da anta ou serra do focinho da anta (não..eu nunca vi o queixo de uma anta..) O LOCAL: O pico do queixo da anta fica no distrito de São Francisco Xavier, em São José dos Campos, tem cerca de 1740 m , e uma vista privilegiada da serra da mantiqueira,é uma trilha de dificuldade média para alta. Saímos de SJC, aproximadamente 6 horas da manhã, saímos em 2 Jipes, éramos em 7 pessoas. A ida do centro de SJC até São Francisco leva em torno de uma hora e vinte.. Paramos na cidade de Monteiro Lobato para um pão de queijo e café com leite (recomendo), De lá foi direto e reto para São Francisco, chegamos lá em torno de 7:20 da manhã. Paramos os carros na primeira base, demos uma aquecida no corpo e iniciamos a subida da estrada, cerca de 5 km de uma estrada de terra que não sobe nem tatu de botas... Vista de satélite da area, marcamos o local da primeira base até o pico A estradinha mortal! A travessia da estrada a pé leva umas 2 horas e meia a 3 na Ida, Porém tem também a opção de parar os carros na sede da fazenda que fica ao pé da serra , ou seja, na porta da trilha... Porém só recomendo que pare seu carro lá, se ele realmente aguenta uma boa subida.. (a serra e a pedra, ficam em uma propriedade privada, os donos cobram uma taxa pequena pela entrada na trilha, coisa de 2 ou 3 reais se não me engano) Chegamos a sede da fazenda, era umas 11 horas da manhã, e fizemos uma pausa para recarregar as energias, em um rancho do proprietário, Bolinho, Barra de cereais, castanha e muita água...muito importante para quem vai fazer essa ou qualquer outra trilha mais pesada. O Inicio da travessia Iniciamos a travessia umas 11 da manhã, a trilha começa tranquilinha, um pouco ingrime e de vegetação rasteira, em algumas partes com espinhos, recomendo a todos o uso de calça e botas, não apenas pela vegetação mais também pelos insetos. Mais um integrante se juntou a nós na subida, um Cachorro do proprietário, e o bichinho era guerreiro demais da conta Sô... fez a trilha inteira, desceu de rapel e ainda voltou com a gente... Bom, a primeira parte da trilha levou em torno de 1 hora, 1 hora e 20, e foi tranquilinha, o que marca o fim da primeira parte é a única bica de água do percurso todo, a água era cristalina e saia direto da pedra, a pesar dos pesares não me arrisquei, coloquei Hipoclorito e deixei agir. Quem é o cachorro guerreiro do pai? quem? quem? Iniciamos a segunda parte da trilha, Esta sim guarda a dificuldade do local a vegetação rasteira da lugar a mata fechada, Troncos caídos , e lugares tão ingrimes que para avançar na trilha era necessário segurar em alguma arvore e fazer um “pendulo” para o outro lado, esse trecho durou cerca de 3 horas, não possui nenhum local para reabastecimento dos cantis e apenas um abrigo de pedra já no pé do pico. Temos alguns pés de limão escondinhos no meio da mata, e algumas plantas que podem ser consumidas em caso de emergência. O Pico Chegamos ao Pico, que local lindo! Uma pedra colossal, de onde a gente enxerga tudo a nossa volta, o Bairro dos remédios, Santa Bárbara, Morro do UHF, e muito do vale do paraíba. A pedra se divide em duas partes, a primeira é acessível sem equipamentos. A vista mais linda do mundo! A segunda só se acessa com cordas, existe porém a estrutura necessária para o uso da mesma. descemos para o segundo nível da pedra, o cachorro guerreiro foi com a gente, lá encontramos uma Cruz de madeira, com um emblema da missão de paz da ONU no haiti, ainda não imagino o porque dessa cruz. A Cruz... Montamos no rancho, a comida dominante foi a mais básica, Feijão enlatado, Salsichas Viena em lata, Miojo, e um outro camarada levou uma sardinha (que foi roubada pelo cachorro em momento de descuido rs) Quem nunca tirou uma foto como essa que atire a primeira pedra.. Descansamos um cadinho e voltamos a primeira fase da pedra, lá aproveitamos e fizemos um treino de rappel, estávamos equipados, e fizemos a descida da pedra, o local é bom, tem cerca de 60 Metros, com uma negativa de uns 5 ou 6 metros no meio, pra quem tiver oportunidade recomendo. Iniciamos a descida da trilha ao escurecer, usamos lanternas, refletores, enfim o que tínhamos a mão, não recomendo para quem não tiver esperiencia, descemos a trilha praticamente de lado para não despencarmos nos desníveis, e ainda com todo esse cuidado foi inevitável que ouvesse pelo menos uma queda por pessoa rs. Chegamos a estrada e lá se foi mais 1 hora e meia de descida até a Base 1. Quer Emagrecer? Pergunte me como! Herbalife?, Total Shape?, Shakes milagrosos? não! Quer emagrecer faça a trilha do queixo da anta... Iniciei a trilha com 93 Kg, terminei a mesma com 90 mais ou menos, Aaaaaaaah Davi você está de palhaçadinha, isso é desidratação... nããão meus amigos...me Hidratei a trilha toda, comi como um condenado, e mantive os 93 pelas próximas semanas, dali pra ca fui só emagrecendo e agora to com 88 Kg (quase um mister Universo). Bom galera esse foi o meu Relato, espero que tenham gostado e que ajude alguém! Abraços e boas Trips!
  12. ♫ Nem tão longe que eu não possa ver Nem tão perto que eu possa tocar Nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá.. ♪ - A montanha, Engenheiros do Hawaii Foi em Monte Verde que fiz minha primeira trilha com pernoite selvagem, a primeira vez que eu entendi no corpo a diferença entre uma cargueira e o mochilão de lona que eu costumava usar há muitos anos atrás. Foi lá também que eu aprendi o que era acampar em meio a ventania e chuva, descobrindo o que era uma noite mal dormida com medo de o vento levar o sobreteto, a barraca e - porque nao? - eu... Mas já fazia mais de um ano que eu nao voltava para aquelas bandas, fazia tempo que eu nao me jogava numa trip - alias, fazia tempo que eu não fazia era nada mesmo... Tempo parada o suficiente pra receber o carinhoso apelido de "Pantufão" pelos mui queridos amigos, devido as minhas constantes fugas a qualquer convite pra me "mover" ... e com direito a musiquinha até: [align=center]♫ Pantufa maldita, pantufa maldita, venha com a gente pantufar Odeio barro, odeio lama... não vou sair do sofá ♪ [/align] Só que esse fim de semana, movida pela viagem das férias (que ta chegando !!!) e pela vontade de estrear minha barraca nova (uma Marmot Earlylight) , eu resolvi guardar a "pantufa maldita" no armário. Xeretei entre os amigos o que rolava no findi... escalada pra alguns, pedalada pra outros, compromisso pra terceiros. Andar a pé ninguem queria kkk pra fazer alguma coisa esse findi, eu dependia simplesmente de... MIM. E se era pra sair por ai sozinha, precisava de um local conhecido, pra me sentir mais segura... E porque não, ir pra Monte Verde mais uma vez? Acho que a parte mais dificil da jornada foi me convencer a sair da cama no sábado de manha Depois de me auto-atrasar em mais de 1h, as 7h45 eu estava saindo da rodoviaria do tiete. Cheguei na rodô de São José dos Campos a tempo de perder o bus das 9h... o próximo bus pra São Francisco Xavier só as 10h... acabei chegando lá quase meio dia. Tempo de almoçar e arranjar transporte até o inicio da trilha. Paguei R$ 20,00 pro único taxista da cidade me levar até o inicio da "Trilha do Jorge" ... 13h30 e lá fui eu pelos 800m de desnivel serra a cima, embaixo de um sol que me torrarrava. Literalmente, era um anda - para na proxima sombra - anda....rs 2h30 depois, eu estava lá na bifurcação que marca a descida pra MV ou continua a subida até a Pedra da Onça (ou Mirante). Já eram quase 16h e eu tava bem cansadinha, morrendo de calor... nem subi até a Pedra da Onça, só fui até o marco da divisa SPxMG e voltei, descansei uns 15 minutos e toquei pela bifurcação a baixo, rumo a MV. Depois de muito pula tronco, desvia de galho, se enrosca em taquarinha, 18h10 eu cheguei no final da trilha, na rua Taurus. Como da primeira vez que tinha feito essa trilha, caminhei pela avenida toda até chegar ao Bradesco, na esquina da Av. Monte Verde com a Rua Mantiqueira, que dá acesso ao Platô (carona, nem pensar... nego passa e ainda joga poeira na sua cara rs). De lá, apela novamente pro taxi (R$ 15,00, tabelado) pra me levar os quase 3km de subida até o começo da trilha para o Platô de Monte Verde. Já eram quase 19h quando comecei a, literalmente, me arrastar trilha a cima... junto do ponto de água encontrei um casal que descia; enquanto eu enchia o camelbak e a garrafa conversamos um pouco ("Cê não tá preocupada em ficar lá em cima sozinha?"... "Nããããõ!" kkk ). Devo ter levado mais de uma hora até chegar lá em cima, cansada pra caramba. A previsão do tempo indicava que ia chover no domingo, mas a noite tinha poucas nuvens, sem vento, dava ate pra ver a lua ... entao eu escolhi ficar num cantinho mais plano ali no platô mesmo, pensando se deveria procurar uma clareira mais lá pra dentro entre as arvores... mas e a preguiça? kkk Fui caxias o suficiente pra achar um lugarzinho mais ou menos protegido, na borda da mata, que era plano o suficiente e dava pra especar e esticar a barraca direito. Antes das 21h, com a barriguinha cheia (hmmm capeletti de frango \o/ e tá la o corpo estendido na barraca.... As 23h30 eu acordei com o barulho da chuva. Uma chuvinha mesmo, passou na mesma velocidade que veio. Voltei a dormir, mas inquieta... sabe quando voce fica com aquela sensação de que aquilo foi só um aviso? Ainda dei risada lembrando dos filmes do Zé do Caixão..." À meia-noite, levarei a sua alma"... Pois é... eu nao devia zombar do destino: Meia-noite e pouco o tempo virou de vez. A tempestade chegou com tudo. O vento jogava a chuva contra a barraca parecendo uma metralhadora. E o pior: começou a trovejar. A earlylight tem duas janelinhas (superindiscretas ) no teto... parecia um show de flashes sobre a minha cabeça. Naquela hora eu fiquei com medo, por estar ali sozinha, a ponto de apelar pra infantil proteção de esconder a cabeça embaixo do travesseiro (ou melhor, dentro do saco de dormir kkk ). Passou um monte de coisa pela cabeça, principalmente a culpa por ter cedido a preguiça e nao ter ido montar a barraca lá no miolo da mata, entre as arvores. O principal medo era um possivel raio; mas eu não estava num local tão exposto assim, e (GRAZADEEEEEUS!!!) logo parou de trovejar. A outra preocupaçao era o vento: a chuva forte parou, mas as rajadas pegavam a barraca na lateral, ela envergava praticamente até quase tocar no meu rosto em algumas vezes. Demorou um pouco pra cair a ficha de que eu não estava com a barraquinha da Nautica de sempre. Da outra vez que tinha vindo a Monte Verde, acampei num platô proximo ao Pico do Selado e a ventania foi suficiente pra rachar de vez as varetas da kapta, mas mesmo assim ela sobreviveu. Agora eu estava numa barraca com vareta de alumínio, entao me obriguei a não me preocupar demais. Juntei todas as coisas espalhadas na barraca dentro da mochila e sai pra conferir os espeques: nem se abalaram com o vendaval... Sopra pra lá, pra cá, enverga de lá, enverga de cá... quando eu me dei conta (lá pelas 2h kkk) que, realmente, a barraca não sairia do lugar, virei pro lado e dormi! rs Pois é... eu tava doida pra saber como essa barraca se comportaria em meio ao vento patagônico... bom... agora eu já tenho uma idéia kkkk Tive coragem de levantar mesmo lá pelas 8h30. Tinha parado de chover, estava tudo nublado, mas o vento forte estava ajudando a abrir um pouco. Tomei café, arrumei as coisas, apanhando pra desmontar a barraca naquele vendaval, e fui pro Pico do Selado. Deixei a mochila escondidinha no mesmo plato onde acampei da outra vez e subi o restante da crista. Passei direito da pedra do cume... ao chegar na outra ponta do morro que me dei conta, tive que ir voltando pela trilha a sua caça, mas ainda não sabia por onde subir kkk Achei um caminho, subir escalaminhando por um lugar que achei dificil de passar, pensando que ia ter problemas na hora de descer... foi chegar em cima da primeira pedra, olhar pro outro lado e me sentir imbecil: outro lado, junto da fenda, era absurdamente mais fácil... Agora entre mim e o livro do cume tinha só a bendita da fenda pra pular. Olhava pra caixa do livro cume. Olhava pra fenda. Sentava. Me convencia. Levantava. Ameaçava. Olhava pra caixa de novo e começava o processo outra vez kkkk Sabia que nao era um troço impossivel, mas era alto o suficiente pra dar um cagaço real. O fato de a pedra ainda estar meio molhada só aumentava o medinho. Olhei de novo pra caixa e pensei "dane-se, vou voltar". Já tava me virando pra descer e pensei de novo "vou voltar o !!!" e num embalo só, pulei Adrenalina a mil... berrei um palavrão, chorei, assinei o livro, tirei umas fotos e fui "despular" a fenda. Provando que auto-confiança demais é uma merda, quase eu me ferrei: me desequilibrei na aterrissagem. Com medo de sair escorregando, usei a tecnica de bebado (" se é pra cair, então deita!") e pro meu azar, praticamente me joguei em cima do bolso onde estava minha camera... rachou o lcd... já era... =/ Descendo de volta para onde estava minha mochila, encontrei o mesmo casal com quem trombei na noite anterior. Os dois disseram que ficaram preocupados comigo a noite, porque lá embaixo, na cidade, o vento estava muito forte... Mas que estavam felizes por ver que eu estava bem e inteira rs... Fui seguindo em direcao ao Platô e peguei a trilha sentido Chapeu do Bispo. Já eram quase 13h quando sai na avenida no fim da trilha, e segui em direção ao inicio da trilha pras Pedras Redonda e Partida. Subi a Pedra Redonda, triste por ter detonado minha camera, porque achei a vista dali animal rs. Perguntei pra um grupo que estava lá quanto tempo ia até a Pedra Partida, me responderam cerca de 1h20... desisti - eu pretendia pegar o ônibus das 16h pra Camanducaia. Desci rapidinho... agora só faltava descer toooodos os 4km da avenida das Montanhas e refazer parte do caminho que fiz ontem, até o Bradesco. De lá, voltar até o posto de gasolina na entrada da cidade, onde passa o ônibus - era mais perto do que ir até a parada de ônibus lá no centrinho da cidade... Obvio que, uma vez que a mente assimilou que a missao estava cumprida, as forças se esvaíram no mesmo instante kkk, entao mesmo sendo descida, o passo era lentíssimo rs ... Cheguei no posto as 15h45... só pra descobrir que o bus das 16h00 nao passa de domingo; saiu um as 15h30 e agora só o das 19h ou um microonibus, que passava por volta das 18h15! Usei o banheiro do posto pra me trocar, deixei a mochila guardada lá e caminhei de volta até o bar mais proximo, pra tomar umas brejas "enquanto Seu onibus nao vem". Peguei o microônibus ali ao lado do posto as 18h (ele estava subindo até a parada de ônibus ainda, depois voltaria por aquele mesmo caminho) e depois de baldear em Camanducaia, desmaiei no bus ate em casa. Gastos Bus Sp x SJC ( Passaro Marrom) R$ 21,70 Bus SJC x São Francisco Xavier (Sai da mesma rodoviaria, na parte de Onibus Urbano) R$ 4,80 Almoço (Filé de truta grelhada + suco ) R$ 18,00 Taxi ate o inicio da trilha (Rithi, o unico taxista da cidade, tem o telefone dele afixado no posto da guarda municipal, junto do ponto final ) R$ 20,00 Taxi do Bradesco até o Café Plato (Monte verde, rua Mantiqueira, tem um ponto de taxi com o telefone) R$ 15,00 Microônibus Monte Verde x Camanducaia (o onibus, viação Cambuí, é o mesmo valor... a van passa cerca de meia hora antes do horario do Onibus) R$ 5,80 Bus Camanducaia x SP (viação Cambui, sai de Camanducaia as 20h30) R$ 19,15
  13. Já tinha ouvido falar bastante na travessia de São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos/SP) e Monte Verde (tb um distrito, mas da cidade mineira de Camanducaia) nesses dez anos de trekking que eu completo em 2009, mas por essas contigências da vida, nunca havia conseguido planejar essa trip anteriormente. Com dois dias de folga, finalmente tive a oportunidade de seguir em frente e fazer essa travessia famosa, talvez uma das mais clássicas da Mantiqueira. Acordei ás 5h da manhã, afim de poder fazer as conexões em SJC o mais cedo possível. A passagem custou $ 17,30 e eu embarquei no ônibus das 6h15, com sono, mas empolgado com a oportunidade. Desembarquei ás 7h45 na nova rodoviária de SJC, com o tempo fechado. Fiquei um pouco apreensivo quanto á possibilidade de belos visuais. O ônibus para S. Fco. Xavier sai da plataforma 16 da rodoviária; saímos ás 8h em ponto, um ônibus simples da viação Oito Irmãos. Paguei $4,60. São mais 1h40 de viagem subindo a serra da Mantiqueira, passando por Monteiro Lobato (SP), antes de chegar ao ponto inicial da travessia. Cheguei a S. Fco. Xavier ás 9h36. Fui até uma padaria, um café com leite e um pão na chapa, um papo rápido com um cara que quis me empurrar um guia, e depois passei no CAT, o centro de informação turística de São Francisco Xavier. Depois de um papo com a simpática Ana, peguei um mapa e segui em direção á fazenda Monte Verde, onde de fato se inicia a trilha para Monte Verde: eram 10h. Da cidade até o inicio da trilha tem cerca de cinco km, numa subida dura e sem trégua. O tempo abriu, e o sol pegou forte; junto com a subida impiedosa, causa no caminhante um desgaste muito forte. Um ponto de água, junto a uma espécie de altar para Nsa. Sra. Aparecida. E subida, subida...cheguei na porteira da fazenda Monte Verde por volta das 11h20, e cruzei com dois caras de SJC (Leonardo e Anderson) que tb estavam subindo, mas tinham como destino final o mirante (é como a galera da região chama o Pico da Onça). Como nossos ritmos estavam parecidos, fomos juntos papeando. Os caras já haviam feito a trilha algumas vezes, e passaram uns toques legais da região. Gente boa os dois. A subida não pára até chegar a uma bifurcação, exatamente a que separa a trilha que leva ao mirante (Pico da Onça...) e a continuidade da trilha até Monte Verde. Até chegar ali, passei por três pontos de água muito bons. Como eu havia me distanciado dos dois colegas num determinado momento, e chegado antes na bifurcação, esperei a chegada de ambos para me despedir, e assim aproveitei para descansar um pouco. Quinze minutos depois, Leonardo e Anderson chegaram. Me despedi dos dois, e segui para Monte Verde. Eram 14h07. A partir da bifurcação, o caminho aplaina e começa uma descida suave e constante. A trilha está em muitos pontos tomada pelos bambus que caíram com a recentes chuvas (afinal, é verão). Um momento interessante é quando se chega ao chamado Bosque dos Duendes, uma área dificil de descrever; parece mais com umas imagens que vi da Nova Zelândia. É bem interessante. Árvores que se espalham, o chão coberto de folhas, os raios de sol que vazam por entre a copa das árvores...paisagem agradável. Caminha-se sempre em suave declive, até chegarmos ao fim da trilha, junto a uma propriedade da Horizontes América Latina, uma missão católica. Dali tomamos á esquerda e seguinos por uma estradinha de terra, cheia de belas casas, até as proximidades do centro de Monte Verde (a rua termina ao lado do banco Bradesco). Seguindo as indicações do relato de uns colegas montanhistas (Ronald e Rafael), segui para a Vila Operária, em busca de hospedagem barata. Já bem cansado, entrei na primeira que eu vi...fiquei na Pousada Dona Ana (R.da Represa, 215 tel.: 35 3438 1142 / 3438 2007), $70, com lareira. Para ficar um dia, foi uma boa escolha...além do mais, estava bem feliz e com o objetivo cumprido: a travessia de S. Fco. Xavier a Monte Verde. A noite caiu, a chuva tb caiu forte, e depois de provar uma truta muito boa no restaurante Capricho (mais uma indicação do relato Ronald/Rafael), fui para a pousada dormir um pouco e descansar para fazer uma caminhada até alguns picos ao redor de Monte Verde. Infelizmente, o tempo na manhã seguinte não estava muito confiável, então resolvi voltar para São Paulo. Mas já fazendo planos de voltar e fazer os picos cercanos a Monte Verde. Dicas: Se vc for e ônibus, planeje-se para chegar o mais cedo possível a S. Fco. Xavier. Os horários dos ônibus que saem de SJC para SFX vc encontra no site http://www.guiamonteverde.com.br . No que se refere á trilha propriamente, prepare-se para os sete primeiros kms, que são os mais puxados da trip:vc começa a caminhar na cota 730m e chega á bifurcação na cota 1830m, ou seja, um desnível de 1100m!Acredite, é bem forte a subida...Água existe em bastante quantidade. Em Monte Verde, procure pela Vila Operária para conseguir hospedagem mais barata. E programe-se para conhecer os picos perto de Monte Verde, como a Pedra Partida, Pedra Redonda e o Chapéu do Bispo.
  14. Classificação: matando saudades.. Começamos a frequentar São Francisco em 1997, fomos algumas vezes pela proximidade com São Paulo, e voltamos agora, na Páscoa, depois de 10 anos. Foi o lugar da estréia da Júlia nas caminhadas. Continua ainda um lugar simpático e acolhedor. Fica a aproximadamente 150 km de São Paulo, passa dentro da cidade de São José dos Campos, onde existem placas indicativas até lá, passando por Monteiro Lobato. A cidade é daquelas típicas de interior, com uma avenida principal, uma praça central, com coreto e igreja, todos se encontram o tempo todo, nas lojinhas de artesanato (aproveitem as mantas e os tapetes, que são bonitos e têm preços bons) e nos restaurantes, cafés e depois nas cachoeiras. O que nos assustou desta vez foi que o custo de vida da cidade aumentou consideravelmente. O preço das pousadas, de maneira geral, ficou assustador. Parece que o público que passou a frequentar a cidade busca mais aquele clima meio "Campos do Jordão", aquela coisa mais chique e para nós, que gostamos mais daquela atmosfera alternativa, mais hipponga, perdeu um pouco o ar de "Visconde de Mauá". Como diz nossa amiga Tânia, e como toda nossa Ogroturminha sabe, nós procuramos lugares com um bom custo-benefício, considerando sempre, que vamos passar praticamente o dia inteiro passeando e voltar à tardezinha,quase à noite apenas para um bom banho quente e uma cama limpa numa pousada honesta. Ficamos novamente na Estalagem Alpina (12)39261180, da Cleusa, que fica bem na frente da praça, muito simples, mas que satisfaz as nossas poucas necessidades. Sinceramente, porque como conversávamos com o nosso velho e bom amigo Miragaia do CAT (onde ele começou o serviço, desde os idos de 97, quando nos conhecemos), para pagar R$ 800,00 o pacote de feriado (e por aí vai), você tem que chegar na pousada e não sair mais. (o que particularmente não é o nosso caso). Mas, as implementações que foram feitas na praça, no coreto, nas plaquinhas das ruas, ficou muito bonitinho. Muitas das atrações que visitávamos na época estão fechadas por estarem dentro de propriedades particulares e pelo fato dos proprietários terem sofrido alguns prejuízos por turistas não tão conscientes, digamos assim. Desta vez quem nos guiou foi a Sabrina, a filha do Mira,(ai gente, o tempo passa....) para a Toca do Muriqui, que acaba numa pequena cachoeira. Lembramos desta trilha só na volta, pois o começo da trilha é mesma trilha que fizemos há 13 anos atrás para a Travessia para Monte Verde. (essa trilha na época ficou na nossa história, porque não conseguíamos nem falar no final do passeio, de tão cansados. Pelo menos eu e o João.Estávamos ainda com o Renato e o Maurício). Existem outras trilhas, agende no CAT, mas acabamos fazendo só esta. No dia seguinte, fomos conhecer o Pouso do Rochedo, http://www.pousodorochedo.com.br/ que nos surpreendeu.Você paga o "day use", (pagamos se não me falha a memória R$ 10,00 por pessoa) recebe um mapinha das trilhas pela simpatia do proprietário, Sr. Antonio ,pode andar pelas trilhas dentro da pousada (que têm da mais levezinha até uma, de subir um pico, que desta vez não deu coragem), e visitar várias cachoeiras, terminando na última muito bonita,e de quebra ainda pode tomar um banho nas piscinas da Pousada. Existem várias opções de hospedagem, desde chalés até casas para famílias maiores. A casa ele cobra R$ 50,00 por pessoa, (é melhor vc checar antes, em todo caso) com direito a café da manhã. Combinamos nós e a Tânia e o Felipe de passar um final de semana nesta pousada e fazer o pico (quando não estiver chovendo, porque nós pegamos muita chuva desta vez). Não temos dicas gastronômicas uau!!, dessa vez, infelizmente. Tentamos comer num restaurante que servia trutas (que parece ser a especialidade da região), mas as crianças (ops, me esqueço que não posso chamá-los mais assim) não quiseram. Como caminhávamos e chegávamos tarde (por volta das 14:00 hs), e a fome apertava, almoçamos dois dias no restaurante da Pousada São Francisco, self-service. Comemos uma pizza muito ruim, que não lembramos o nome do restaurante, que se dizia feita na pedra, mas não era nada.Só valeu porque de lá vimos a procissão da cidade da Paixão.Coisas que você vê só no interior mesmo. Foi surreal, porque a Júlia não havia visto nunca e ela se aterrorizou com aquela gente vestindo branco, carregando uma pessoa morta (ela achou que a cruz com Jesus fosse um cadáver) acho que ela andou assistindo filmes demais...e entrou em estado de pânico. Até explicar o que era uma procissão e que não era gente morta... Como todo guia falava no Photozofia, fomos lá para conhecer o espaço. É muito diferente, deve ser muito legal, mas à noite, realmente, a gente estava só o pó, além de estarmos com as crianças (ops, de novo), então... quem sabe numa próxima.
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