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  1. Olá! Somos Diana, Polly e Naira. Depois de muitos planos, viagens adiadas e canceladas, em junho realizaremos um viagem curta on the road pelo sul do Brasil. Um sonho compartilhado. Vcs nos acompanham? Nos sigam no IG: @naja.trip "Nosso destino nunca é um lugar, mas uma nova maneira de olhar para as coisas." (Henry Miller)
  2. Um lugar de belas praias, águas limpas e com cores fantásticas, distante num voo de apenas 50 minutos da maior cidade do Brasil… Essa é a encantadora Florianópolis, capital de Santa Catarina, região sul do Brasil. É uma ilha, mas também tem uma partezinha no continente, que muita gente esquece, o chamado "Estreito", com uma bela orla que é mais bonita porque dá visão para a Ilha! A ilha de Santa Catarina, carinhosamente chamada de Floripa ou ainda de Ilha da Magia, é um dos destinos turísticos mais procurados no verão, não só pelas suas praias paradisíacas, mas também pelas muitas opções de lazer, gastronomia e cultura. Fundada em 1673, tem cerca de 508 mil habitantes, sendo a 2ª mais populosa do estado (a maior é Joinville, no norte do Estado). Em sua história, já foi chamada de Ilha de Santa Catarina, Nossa Senhora do Desterro, Desterro (que nome horrível!!!) e finalmente Florianópolis, uma triste homenagem ao maior algoz do povo Catarinense, o presidente Floriano Peixoto, que promoveu uma série de fuzilamentos na ilha e, como castigo, teve o seu nome perpetuado justamente nesse lugar. Possui um terreno bem acidentado, com praias espremidas entre o mar e os morros. As mais famosas são: Canasvieiras, principal reduto dos argentinos Jurerê, o point das baladas e festas noturnas Joaquina e Praia mole, o paraíso dos surfistas e Ribeirão da Ilha, guardiã da colonização açoriana. A ilha é ligada ao continente por 3 pontes. As duas de concreto são Pedro Ivo Campos e Colombo Sales. Mas a mais famosa é a terceira delas, a ponte pênsil Hercílio Luz, cartão postal de Santa Catarina. Essa velha senhora tem mais de 94 anos e esteve totalmente fechada por décadas (28 anos), até a sua total reabertura só em março de 2020. Agora pode ser visitada e, nos finais de semana, é totalmente voltada para ciclistas e pedestres, sendo um passeio gratuito e imperdível! Nos dias de maior ventania, a emoção é garantida, pois ela oscila bastante! Além de automóveis e motos, podemos chegar de ônibus, desembarcando no Terminal Rodoviário Rita Maria, logo na entrada da Cidade e bem próximo do terminal urbano. Recebe ônibus de todas as partes do Brasil e também da Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. Se você vier de ônibus, caminhando poucos metros, já estará no terminal de integração do Centro, o TICEN, de onde partem onibus para literalmente todos os cantos da Ilha e demais terminais. Dá para conferir as opções e horários no próprio google Maps ou no Moovit. Tem um aplicativo próprio também, o Floripa no Ponto, com todas as rotas e terminais. Vale a pena conferir! A outra maneira de chegar à Capital é através do Aeroporto internacional Hercílio Luz, um amplo, moderno e confortável Aeroporto, cujo novo terminal foi inaugurado em outubro de 2019. Na parte externa tem um pequeno mercado da rede Imperatiz com preços razoáveis, dando para comprar um lanchinho mais em conta. Se a fome for grande, dá para encontrar almoço por 30 reais. Não é barato, mas em se tratando de aeroporto, é uma opção a ser considerada. Nesta última vez, almocei e estava muito bom! O aeroporto conta com uma linha de ônibus urbano que facilita bastante a vida do mochileiro (direto para o TICEN ou TIRIO). Um Uber, por exemplo, sai pelo menos uns 30 reais para se chegar ao centro da cidade! E não se preocupe, o transporte público é bem eficiente e seguro. Qualquer que seja a maneira de andar por Floripa, esteja preparado para um dos seus maiores problemas… O trânsito! Ele se agrava ainda mais durante a temporada de verão. Os congestionamentos são frequentes e encontrar estacionamento público na região central e nas praias é uma verdadeira loteria. A maioria dos lugares tem estacionamentos particulares, e cobram na média 20 reais (ou pilas, como eles dizem... 🤭) pelo período. Por isso, sempre quando vou por lá, deixo o carro onde estou hospedado e procuro ir de ônibus para todos os lugares. Assim, não tenho stress com o trânsito infernal e nem perco tempo procurando lugar para estacionar ou correndo dos flanelinhas (sim, tem bastante e enchem o saco). Mas as praias e as paisagens compensam o esforço! São águas bem limpas, mas frias, em comparação ao Nordeste. Fora do verão então… Geladas! As mais quentinhas estão no Norte da Ilha. No quesito gastronomia, não deixe de saborear as ostras, além, é claro, da tradicional sequência de camarão, girando em torno de 100 a 150 reais para duas pessoas. É composta por camarões à milanesa, fritos e "ao bafo" (no vapor), acompanhados por filé de peixe, arroz, feijão, pirão de peixe, farofa, batatas fritas e vinagrete, muito bem servido para 2 até 3 pessoas. O melhor lugar para se provar é na Lagoa da Conceição ou na Costa da Lagoa e esses preços são de lá também. E qual a melhor época para ir à Florianópolis? Certamente é no verão, mas é justamente o período de maior movimento na Ilha… A alta temporada vai de 15 de dezembro ao final de fevereiro e é sinonimo de muita gente, preços altos tanto de hospedagem quanto de alimentação, além de filas e congestionamentos em todos os acessos às praias. De março até abrill, além de garantir uma temperatura agradável e menos chuvas, os preços em geral caem bastante, tornando-se uma ótima opção! Agora em dezembro, aluguei uma casa para 2 pessoas por 110 reais a diária, na Lagoa da Conceição. Qualquer que seja a época escolhida, tem sempre muita coisa legal para se fazer em Floripa! Deixo o vídeo abaixo para ilustrar melhor esse post. Se lhe for útil, peço que deixe os seus comentários e deixe um like para incentivar a postar mais materiais. Vou detalhando os passeios nos próximos! Grande abraço! 🤠👍 https://www.youtube.com/watch?v=JaERxlPHZ_k
  3. Fala pessoal, decidi compartilhar meu relato de viagem. Foi um pequeno mochilão, eu e meu marido, entre o RS e SC em dezembro/2020 de pandemia, bandeira vermelha e tudo mais. O relato vale muito a pena especialmente para quem quer fazer essa região sem carro (porque nem eu nem meu marido dirigimos). VIAJAR EM PANDEMIA? Não que eu deva satisfação para alguém aqui mas vamos lá. Eu comprei a passagem em Julho na certeza que em Dezembro as coisas iriam melhorar. Não foi o que ocorreu, na verdade, piorou. Eu cheguei muito perto de cancelar tudo mas... Eu não sei quando terei férias novamente e sinceramente não queria ter o prejuízo das coisas que não teriam reembolso. Daí, levei em consideração que tenho contato limitado com outras pessoas que não moram na mesma casa que eu. Moro apenas com o meu marido e não somos grupos de risco. Durante toda a viagem, nos esforçamos em nos cuidar, levamos um pacote de máscara descartável com 50 unidades (usamos duas por dia) e alcool gel. Para o voo, levamos a N-95. Evitamos aglomerações (embora no relato vou descrever os momentos de mais risco) e comemos basicamente nas hospedagens ou pedindo IFood. Também praticamente todas as atrações que visitamos foram ao ar livre. Na volta, decidi fazer um teste de covid por desencargo - que deu negativo. Sabendo disso, que cada um decida por si e tenha ciência do risco que corre, tanto de sua própria saúde quanto as das pessoas que ama (muito embora ainda sei que julgadores julgarão, neste caso, sugiro que perca mais tempo cuidando da sua vida e não lendo relatos como esse que você obviamente discorda). ROTEIRO: 17/Dez - Voo GRU > POA - Orla do Guaiba, Estádio Beira-Rio 18/Dez - Parque Moinhos de Vento, Parque da Redenção, Monumento Açorianos, Centro Histórico, Farol Santander, Passeio de Barco no Guaiba. 19/Dez - Ônibus POA > Gramado - Minimundo, Lago Negro, rápida volta pela cidade 20/Dez - Parque do Caracol, Catedral de Pedra, Le Jardin Parque de Lavanda 21/Dez - Carona Gramado > Cambará do Sul - Circuito das Águas (Cachoeira dos Venâncios, Passo do S e Passo da Ilha) 22/Dez - Cânion Fortaleza 23/Dez - Cânion Itambézinho - Táxi Itambézinho > Praia Grande 24/Dez - Trilha do Rio do Boi 25/Dez - Táxi Praia Grande > Torres - Parque da Guarita 26/Dez - Ônibus Torres > Itapema - Uber para Bombinhas 27/Dez - Bombinhas 28/Dez - Bombinhas 29/Dez - Morro do Macaco, Praia da Conceição e Mariscal - Uber Bombinhas > Itajaí 30/Dez - Beto Carrero 31/Dez - Voo NVT > GRU - Fim CUSTOS PARA 2 PESSOAS: Voo GRU > POA / NVT > GRU R$629,30 Hospedagens Porto Alegre - Booking - Master Grande Hotel R$254,10 Gramado - AirBNB - Suíte perto do Lago Negro R$380,85 Cambará - Booking - Economize $ Dona Ursula R$156,00 Praia Grande - AirBNB - Cabana Rio do Boi R$352,62 Torres - Booking - Apartamento perto da lagoa R$153,00 Bombinhas - AirBNB - DAX Bombinhas Hostel R$475,40 Itajaí - AirBNB - Bem Estar Loft R$408,54 Passeios Barco Guaiba - Peixe Urbano R$28,97 Minimundo R$96,00 Parque do Caracol R$40,00 Rota das Águas e Cânions R$530,00 Trilha Rio do Boi R$220,00 Beto Carrero R$360,00 Transportes ônibus POA > Gramado R$91,33 carona Gramado > Cambará R$50,00 táxi Cambará > Praia Grande R$100,00 táxi Praia Grande > Torres R$80,00 ônibus Torres > Itapema R$188,80 uber Itapema > Bombinhas R$72,00 uber Bombinhas > Itajaí R$125,00 Outros - Alimentação, Ubers e 99 diversos, presentes, compras, etc R$1.900,00 TOTAL: R$6.691,91 DIA 1 Estava esperando um aeroporto lotado com filas e filas de check-in mas a real é que o movimento estava 'ok'. Nem muito cheio nem muito vazio. Voei pela Gol - praticamente cheio. Chegando em Porto Alegre, ali sim, aeroporto deserto. Pedi um Uber até o Master Grande Hotel que deu coisa de R$10,00. Deixamos nossas mochilas lá e caminhamos até a Usina do Gasômetro. A cidade em si estava relativamente vazia e foi bem tranquilo andar até a Usina e depois pela Orla até o Estádio do Beira-Rio, que vimos apenas por fora. Do estádio voltamos de Uber pra Usina pra apreciar o pôr do sol que tava incrível. Voltamos pro Hotel e jantamos IFood. Estádio Beira-Rio DIA 2 Café da manhã do hotel limitado por causa da pandemia mas tudo com bastante segurança, itens embalados com plástico filme e bastante distância entre as poucas mesas. De Uber, fomos até o Parque Moinhos de Vento. Bem bonitinho, fiquei bem surpresa que tem tartarugas nos lagos. De lá, caminhamos até o Parque da Redenção. O sol estava beeem quente mas sobrevivemos. Visitamos também a ponte de pedras e o Monumento dos Açorianos. Voltamos de Uber pro Hotel pra um pequeno pit stop, depois fomos ao Centro Velho da cidade. O Centro Cultural Mário Quintana estava fechado, só tiramos fotos por fora. Visitamos a exposição do Farol Santander que estava absolutamente vazio - apenas eu e meu marido de visitantes. Pra encerrar o dia, fizemos o passeio de barco pelo Guaiba. A dica aqui é não comprar pelo Cisne Branco, tem um outro barco ali do lado da Usina que cobra R$25,00 por pessoa e nós ainda pagamos menos comprando pelo Peixe Urbano. O barco só sai com no mínimo 15 pessoas (mesmo tendo capacidade para 200) e aparentemente o único horário que tem esse tanto gente é o das 18h. O passeio foi muito bonito e foi o que mais gostei de fazer em Porto Alegre. Voltamos a pé para o hotel e jantamos mais um IFood. Parque Moinhos de Vento Parque da Redenção Tartarugas no Parque da Redenção Casa de Cultura Mário Quintana Monumento Açorianos Passeio de Barco no Guaiba DIA 3 Após o café da manhã, fomos a pé até a rodoviária. De lá, pegamos um ônibus semi-direto para Gramado. Da rodoviária de Gramado também decidimos ir a pé até nosso AirBNB próximo ao Lago Negro. Chovia fraco quando chegamos. Apenas deixamos as malas no quarto e saímos para ir direto ao Minimundo. Acho que queria mais visitar o lugar de ouvir falar, mas na prática não achei que valeu muito a pena pelo valor do ingresso. De lá, andamos até o centro. A cidade sim estava cheia e foi difícil manter a distância das pessoas o tempo todo, por isso, acabamos não parando em lugar nenhum. Procuramos algum mercado maior e mais distante do centro para comprar algumas comidas congeladas, pães e frios. Voltamos de Uber para a nossa hospedagem. A motorista que pegamos começou a falar sobre algumas atrações de Gramado - eu não tinha interesse em ir em quase nada que não fosse o Parque do Caracol. Daí ela citou o Jardim de Lavanda e fiquei com isso na cabeça. Como estavamos bem perto do Lago Negro, fomos até lá. Como já era quase noite, tinha poucas pessoas por ali e os pedalinhos não funcionavam mais. Apesar da enorme quantidade de mosquitos, foi agradável. Voltamos para o quarto para jantar uma lasanha congelada e fim de dia. Minimundo Centro de Gramado Lago Negro DIA 4 Chamamos um Uber para ir até o Paque do Caracol. Não pegamos o bondinho, entramos pela entrada principal mesmo. De lá, fomos no mirante da Cascata do Caracol - muito bonita. Depois pegamos a trilha para as corredeiras que precedem a queda principal - provavelmente mais bonitas que a própria cascata. Continuamos até a barragem e logo em seguida fomos ao Centro Histórico Ambiental, um pequeno museu com várias informações bem interessantes. Antes de ir embora, arrisquei pagar pra subir no Observatório. Até agora não sei se valeu a pena ter gasto esse dinheiro extra pra ver a cascata um pouco mais de cima. Saindo do parque, tivemos a sorte de ter um Uber logo na porta esperando uma corrida para a volta. Fomos até o centro de Canela para conhecer a Catedral. Sentamos em um banco qualquer para comer os lanches que tinha preparado para o almoço. Feito isto, tomamos outro Uber até o Jardim das Lavandas que a motorista do dia anterior indicou. É um jardim bem lagalzinho, acho que valeu a pena a visita. Ainda era cedo, voltamos para a hospedagem, trocamos de roupa e fomos conhecer outros lados da cidade a pé. Passamos novamente pelo Lago Negro - que desta vez estava sim cheio - depois fomos até o Pórtico da Avenida das Hortências apenas para foto, conhecemos a capela que faz casamentos ao estilo Las Vegas e fomos até a Cascata Véu de Noiva que de nada valeu a pena pois o cheiro é de esgoto mesmo. Como o centro da cidade estava cheio, não perdemos muito tempo por lá, passamos em uma loja de lembrancinhas para comprar alguns presentes e logo voltamos para nossa hospedagem. Mirante da Cascata do Caracol Corredeiras Jardim de Lavandas DIA 5 Conseguimos uma carona - aqui pelo Mochileiros! com o Fernando Lucio - de Gramado para Cambará do Sul. Isso nos ajudou demaaais já que não existe ônibus direto para este trajeto. Em Cambará tive uma pequena decepção com o AirBNB de lá mas como seria apenas 2 noites, não me preocupei muito com isso. Antes de chegar lá, estava em contato com a Agência Rota Aparados desde Agosto (Ederson - 54 9964-1033) por isso fui direto lá com eles. Eu só tinha intenção de conhecer os cânions mas como haviamos chegado mais cedo na cidade e o dia estava bonito com sol, decidi também fazer o Circuito das Águas. Negociei um valor a vista com eles, os 3 passeios - Circuito das Águas, Fortaleza e Itambezinho - por R$530,00 já com a entrada para a Cachoeira dos Venâncios. Sinceramente, não sei se encontraria um valor melhor que esse para tudo o que fizemos. Apenas nos trocamos e já saímos para fazer o Circuito das Águas num grupo de 6 pessoas mais o guia. As estradas são péssimas, o que justificou o valor pago. Passamos primeiro na Cachoeira dos Venâncios para banho e apreciar todas as demais quedas. De lá seguimos para o Passo do S com direito a vista da Cachoeira do S que é uma mini Catarata. O passeio termina no Passo da Ilha. Eu simplesmente AMEI esse passeio e fico muito feliz de ter chego mais cedo em Cambará e ter podido fazer ele. Este dia jantamos em um restaurante chamado Máquina do Tempo em Cambará, tinha apenas mais dois clientes além de nós, porções bem gostosas. Cachoeira dos Venâncios Cachoeira do S Passo da Ilha DIA 6 Tanto nesse dia quanto no dia seguinte, a gente deu MUITA SORTE do tempo estar aberto. O verão tem muito risco dos cânions encherem de neblina e ficar sem visibildiade mas pegamos o tempo bom, céu azul e sol. Enfim... Dia de conhecer o cânion Fortaleza. Foi um grupo de 4 pessoas mais o guia. Estrada bem ruim até a entrada do parque. Fizemos primeiro a trilha do Mirante e depois a trilha da Pedra do Segredo. Todas as trilhas, ida e volta, dão em torno de 7km. O Fortaleza é tão impressionante que fotos não conseguem dar a noção da altura e da beleza do lugar. Visto que não há nenhum tipo de estrutura turística ou de segurança por ali, precisa tomar cuidado com qualquer passo em falso. Nós saímos da cidade as 8h e voltamos as 13h. Depois do passeio descansamos bastante e demos um rápido passeio pela pequena cidade. Cambará, mesmo no verão, é bem geladinho a noite. Pegamos cerca de 10 graus em pleno dezembro, então precisa levar um casaco de frio. Cânion Fortaleza da pela trilha do Mirante Pedra do Segredo DIA 7 Dia de conhecer o cânion Itambézinho. Nesse dia aconteceu o seguinte: arrumamos nossas mochilas e saímos com todas elas já para o passeio. Neste passeio só estávamos nós dois e o guia. Fizemos a Trilha do Cotovelo e a Trilha do Vértice, também com certca de 7km as duas juntas. No Fortaleza, não é possível ver onde o cânion começa, já no Itambézinho é possível na Trilha do Vértice, como o próprio nome diz. O Itambézinho é impressionante também, tanto quanto o Fortaleza. Eu não saberia escolher qual dos dois é mais bonito, precisa conhecer os dois. Por volta das 12h, pegamos nossas bagagens no carro e dispensamos o guia. Um taxista de Praia Grande foi nos buscar ali (Sérgio - 48 9126-3642). Essa foi a solução que encontrei para economizar no transfer entre as duas cidades (Cambará X Praia Grande), já que o Itambézinho fica na metade do caminho, paguei metade do valor (R$100,00). Já em Praia Grande, apenas passamos no mercado para comprar nosso lanche de trilha e janta dos dias seguintes. Vistas da Trilha do Cotovelo Vistas da Trilha do Vértice DIA 8 Dia de fazer a Trilha do Rio do Boi. Fechamos o passeio com a agência Bixo do Mato (Bruna - 48 8865-7819) que também estava conversando há um bom tempo, desde Agosto provavelmente. Pagamos R$220,00 para fazer a trilha porque havia um outro casal conosco no mesmo dia, por isso barateou. A Bruna não me cobrou o transporte até o início da trilha (foi algo que não tinha ficado muito claro, eu pensei que tava incluso quando fechei mas ela não me cobrou porque o guia estava de carro e mais duas pessoas que iriam neste dia, desistiram, então pudemos ir no carro do guia). A trilha tem 14km de extensão entre ida e volta. Iniciamos ela por volta das 10h e voltamos por volta das 17h. Recebemos caneleiras para proteção tanto contra possíveis picadas de cobra quanto das pedras do rio. A primeira parte da trilha é em meio a mata e, depois, pelas pedras no rio, realizando diversas travessias. Molha tudo até a coxa. Fizemos duas paradas para banho de cachoeira, uma na ida e outra na volta. Fizemos outras paradas menores apenas para retomar o fôlego e uma parada maior no fim da trilha, antes de iniciar o retorno. É uma trilha pesadinha sim mas nada impossível para quem tem o mínimo de preparo físico. A grande dificuldade é pisar nas pedras nas travessias do rio. No entanto, como meu guia foi com calma e paciência, não foi nada de outro mundo. A trilha em si acaba pouco antes dos grandes paredões que a gente vê da Trilha do Cotovelo, lá em cima. E sempre bom lembrar que o fim da trilha é apenas a metade do caminho, precisa voltar tudo de novo. De qualquer forma, é tudo belíssimo, mais uma daquelas coisas que fotos não conseguem transmitir. Por causa da pandemia só pode entrar 75 pessoas por dia na trilha então a gente cruza com poucas pessoas durante o percurso e de forma muito breve. Início da trilha e o começo em meio a mata Parte da trilha no rio, em meio a pedras e realizando diversas travessias. Cachoeiras que paramos para banho - uma na ida e outra na volta O fim da trilha DIA 9 Eu resolvi meio em cima da hora que faríamos nesse dia 25 de Dezembro. Acabamos por chamar o Sérgio, o taxista, e pedimos para ele nos levar para Torres. Cobrou mais R$80,00. Era o que dava pra fazer já que não tinha ônibus no dia. Eu queria conhecer Torres principalmente por causa dos paredões, óbvio, mas a praia, que já não é lá tãããão bonita, tava meio cheia e acabou que não deu muita graça. Demos uma volta rápida ali pelo Parque da Guarita para tirar algumas fotos e voltamos para o nosso AirBNB local. Vistas do Parque da Guarita Oh No Oh No DIA 10 Pegamos um ônibus da rodoviária de Torres até Itapema, cerca de 6 horas de viagem. Da rodoviária de Itapema solicitei um 99 para nos levar a Bombinhas, nosso próximo destino. Eu nem sei porque escolhi a região de Bombinhas, ouvia muito falar mas pequisei bem pouco sobre o local. Decobri que existe apenas uma estrada de entrada na peninsula e esta vive com muito trânsito. O meu trajeto de Itapema até lá deu 42 reais mais o pedágio de 29. A nossa hospedagem em Bombinhas foi em um hostel e foi a primeira que reservei nesta viagem porque na época (em meados de Setembro quando estava pesquisando) boa parte das opções já estavam esgotadas e este hostel era a opção de melhor custo benefício com cancelamento gratuito. Obviamente, um hostel não é o melhor lugar para manter distância de outras pessoas mas no geral não foi ruim. Nosso quarto era privativo e todas as vezes que precisei usar o banheiro para tomar banho, estava vazio. O maior 'problema' era mais no uso da cozinha. Como chegamos já era fim de tarde lá só deu tempo de dar uma rápida andada na praia de Bombas. A região estava bem cheia e foi o lugar de mais risco que estivemos. Como não gostamos de ficar na areia, o que dava pra fazer pra minimizar os riscos é correr direto pro mar evitar ficar na areia com as pessoas. Primeira volta pela praia de Bombas DIA 11 CHOVEU O DIA INTEIRINHO. O TEMPO TODO. Foi um sinal de que jamais deveria ter ido pra praia. A gente só conseguiu sair do hostel já era umas 17h pra um rápido banho de mar na praia de Bombinhas mas no geral foi um dia perdido. Banho de mar em Bombinhas depois da chuva torrencial DIA 12 Embora tivesse chovido de madrugada, fomos presenteados com um pouco de sol pela manhã PORÉM... foi um dia decepcionante. Por causa da chuva, o mar ficou cinza/ verde escuro. Aquela água azul das fotos que a gente vê não tava rolando. Eu tinha levado meu snorkel para poder fazer uns mergulhos mas a visibilidade era zero. Aliás, abaixo de zero. Nesse dia, fomos andando até a famosa praia da Sepultura que estava APINHADA DE GENTE. Passei muito rápido pelas pessoas apenas pra tentar fazer o snorkel mas sem sucesso. Pulamos pra praia da lagoinha que ai dava pra ver alguns peixinhos mas do lado de fora da água porque mergulhando você trombava com as pedras. No fim, frustrados, voltamos pra praia de Bombinhas e ficamos por lá já que era o lugar mais vazio pra curtir o mar em si. Marzão cinza/ verde escuro 'que raios eu vim fazer aqui' DIA 13 Esse dia eu tinha conseguido uma carona pra Itajaí pelo BlaBlaCar mas o cara ia sair as 23h, então eu meio que tinha arrumado coisas pra fazer mesmo após o check out já que iríamos embora bem tarde. Visto que já tinha desistido de mar por causa das chuvas, fomos fazer a trilha do Morro do Macaco. Chamei um Uber pra nos levar até lá. Em Bombinhas, Uber é uma raridade, é sempre um risco contar com eles, nessa hora eu dei sorte. Fazia sol e muito calor este dia. A vista lá de cima é bem bonita mas não rolou de tirar foto na 'pedra principal' porque tava rolando uma fila pra ir ali. Buscamos locais alternativos para fotos e ficou bacana. Lá de cima notamos que as praia 'de fora', pro mar aberto, estavam com a água mais limpa, especialmente a praia da Conceição. Eu nem estava com roupa de banho por baixo mas resolvi que ia curtir aquela praia. Comprei o biquini mais barato da loja mais próxima só pra ia na praia da Conceição que esta sim estava com a água clara. Pena que não estava com snorkel, mas de qualquer forma, ali não parece muito adequado para a prática. Curtimos a praia ali por algum tempo e depois resolvemos ir embora caminhando até o hostel (cerca de 8km) mas como só iríamos embora as 23h tava tranquila de horário. SÓ QUE AI.... O cara do BlaBlaCar me manda uma mensagem 18h falando que não ia mais fazer o trajeto. Fiquei desolada, o cara me avisa em cima da hora que não vai poder fazer. Entrei em pânico, ia tomar um banho quando chegasse no hostel mas nem isso fiz. Cheguei a conclusão que teria que ir de Uber. A corrida ficou uma fortuna, mais especificamente R$125,00... e levou 1h30 por causa do trânsito mas no fim, deu certo. Chegamos em Itajaí até mais cedo do que esperávamos, era umas 20h30. Vista do Morro do Macaco - a esquerda o mar de dentro 'sujo' e a direita o mar aberto mais limpo (Praia do Mariscal) Quando a gente mirou na Praia da Conceição de cima do morro e viu que tava 'um filé' como me disseram kkkkkkkkk Curtindo a Praia da Conceição com o biquini comprado 30 minutos antes Chegando em Itajaí depois de ter levado o cano da carona do BlaBlaCar toda detonada DIA 14 Fomos para o parque do Beto Carrero. Aqui em São Paulo, desde que o Playcenter faliu e o Hopi Hari nunca mais foi o mesmo após o acidente na Torre, o Beto Carrero se tornou o parque de diversões mais próximo de mim. Comprei o ingresso um dia antes pelo site, R$280,00 o casal. Fomos pra lá de Uber também, a partir do centro de Itajaí. Demos MUITA SORTE de não pegar o parque muito cheio, conseguimos andar em todos os principais brinquedos e a maior fila que pegamos não gastou mais que 30 minutos. Confesso que me senti uma adolescente e chorei quando andei na primeira montanha russa depois de sei lá quantos anos. Gostei muito do parque, tem muitos atrativos e eles estão cuidando bastante da limpeza agora em pandemia. Eu me diverti demais e indico fortemente a todos (já quero voltar, inclusive). Para voltar pra Itajaí, tava dificil conseguir Uber ou 99... A BR tava com bastante trânsito e os motoristas não quiseram aceitar a corrida. Como alternativa, pedi uma corrida até a Balsa de Navegantes e ai conseguimos transporte. Custou 32 reais essa corrida e atravessamos a Balsa como pedestres. Depois, andamos mais cerca de 2km até o nosso AirBNB, encerrando o dia. Bem feliz num parque de diversões depois de sei lá quantos anos Travessia da balsa Navegantes X Itajaí DIA 15 Nosso voo saiu de Navegantes as 11h05 - fomos para lá de Uber também, encerrando o mochilão. CONCLUSÃO Achei que valeu muito a pena. Apesar de os dois dias em Bombinhas terem sido frustrantes, todo o resto da viagem foi muito bem aproveitado mesmo sem carro. Os cânions são absolutamente incríveis e demos a sorte de conseguir tempo aberto em todos os dias que estivemos por lá. Além disso, foi uma viagem completa - cidade, serra, praia, de um calor de 30 graus pra um frio de 10 graus - tudo numa mochila. Apesar de ter sido um ano lixo pra maioria de nós, me sinto muito privilegiada de ter tido essa oportunidade. Agora é torcer para dias melhores a frente e podermos viajar sem mais preocupações.
  4. Olá!! Hello! Hola!! Pra quem gosta de cerveja artesanal, tem que conhecer Blumenau e Pomerode! Lá tem diversas cervejarias e cervejas pra todos os gostos! Mas não é só isso. Conheci Blumenau em Outubro/17. Fiquei na pousada do Gaudino, que é muito bem estruturada, limpa e próximo do Parque onde tem o Morro do Spitzkopf (nome alemão). Na estrada pro Morro você passa por uma vila bem tradicional alemã, como é da cultura, muito bem cuidada. Chegando no parque você paga uma pequena taxa (acho que 10 pila) e pode fazer a trilha de subida ao morro e as trilhas das cachoeiras. Tem uma senhorinha que cuida lá, ela é da Polônia (ou algum lugar por lá). 1. Morro do Spitzkopf : pra subir leva cerca de 2:30 horas, em ritmo leve. Dá pra beber água da subida (pelo menos bebi e não acontece nada haha). Logo na primeira parte a trilha é uma estradinha, depois vira trilha mesmo. Dá pra ouvir muitos pássaros, alguns eu nunca tinha ouvido. Chegando no topo o visual é deslumbrante! Bom pegar um dia aberto. 2. Cachoeiras : descendo o morro, depois você pode fazer as trilhas das cachoeiras, eu fiz 3. Todas perto, cerca 15 min a 30. Em duas delas dá pra tomar banho. Uma delas é bem funda e perigosa. Passei umas 7 horas caminhando no parque, tem coisas pra fazer todo esse tempo. 3. Pomerode: saindo de Blumenau fui a Pomerode, é uma cidadezinha muito aconchegante. Fui fazer um pedal com o pessoal da Seledon, muito profissionais. Saimos da cidade, fazendo 30 k na estrada de chão. Até uma casa bem antiga e típica alemã, e conhecemos duas cachoeiras lindas no interior. Simples, fácil e muito massa. Dá pra fazer sozinha (como maior parte das viagens) Fotinhas logo ali.
  5. Costurando Nossa aventura começa ao acaso, não que nunca planejássemos percorrer a Serra Geral Catarinense, mas não estava nos planos de 2020. No entanto, uma tal de pandemia resolveu estancar nosso planejamento, e aos 45 do segundo tempo conversando com um amigo de Tubarão resolvemos seguir para essa região pouco frequentada. De início achei que não conseguiria, o primeiro contato com o pessoal da região assustou, uma agência enviou um orçamento de rei, junto de uma ameaça; argumentava ser a única a ter acesso à região, de outra forma eu nem deveria tentar ir. Passado o susto, conversei novamente com meu amigo que me disse ser possível fazer sem agência sim. Então comecei a garimpar. Acabei encontrando o relato aqui no mochileiros do Marlon procurei ele, que foi baita parceiro e me passou contatos dos donos da fazendas e dicas da região. Fim de agosto e lá fomos nós, eu e a Bruna. Como não consegui autorização com uma das propriedades (que fica em um ramal da travessia), e também não consegui mais companhia resolvemos inovar e fazer um circuito na região saindo do Cânion Espraiado indo até o Lageado e retornando ao ponto de partida. Pagamos pelas autorizações R$ 200,00 em duas pessoas para permanecer nas terras 3 dias. Negociamos no Espraiado estacionar lá durante a travessia, sem custo. Se hospedaríamos lá por 2 noites depois. O Tempo Fechou Saímos no dia 29/08 às 08:00 da manhã, dia limpo, coisa linda. Logo de início a subida é pesada, e para piorar a trilha é em meio a pedras de todos os tamanhos até a Montanha do Infinito. Lá de cima dava para avistar no horizonte os Campos reluzentes a alguma milhas de distância. Mal conseguíamos esperar ansiosos por caminhar naquelas banda sob um céu limpo e noite estrelada. Os primeiros 6 km foram tranquilos, em meio a mata de araucárias, por uma trilha (estrada antiga abandonada), basicamente um declive. Nesse trecho a única dificuldade são as pedras soltas e os vários canais de água e lagos onde os búfalos (existem muitos na região) tomam seus banhos. Avistamos duas cachoeiras distantes em meio a mata, até aí acreditamos que iríamos passar nelas. No entanto me contaram que algumas dessas provavelmente nunca ninguém foi até lá (eu filmei uma com o drone na volta, corre no youtube que tem lá). Depois do km 6 a coisa complica, subidas longas com pedras soltas, um descuido e o tornozelo já era. Em vários trechos a trilha some e se confunde com carreiros dos búfalos, fácil se perder e parar nos perais dos cânions. Depois dos 10 km a trilha bifurca para a Grande Cachoeira do Canoas e Casa Azul. Seguimos para a cachoeira. A trilha some em meio ao banhado e as vassouras (vegetação baixa e de muitos galhos). Adentramos um trecho de mata com muitas araucárias, trecho em que encontramos os proprietários das terras montados em cavalos e acompanhados por cães enormes. Eles ainda insistiram que passássemos no rancho para um café, porém nosso tempo não permitiu. A essa altura o tempo já fechara, a viração tomava conta. Tivemos dificuldade para achar a cachoeira, houve um incêndio recente ali, e a trilha havia desaparecido por completo, só restara as vassouras e com a viração não dava para ver o horizonte. Na primeira investida fomos surpreendidos por um perau de uns 400 m, ouvindo a queda tentamos progredir pela borda, mas a mata se fechou deixando a situação arriscada. De volta nas vassouras demos mais uma investida e poucos metros a frente se abriu um campo baixo e pudemos avistar a queda superior. A queda maior só avistamos de relance, como a hora já havia adiantado, e o tempo pegando escolhemos não se arriscar muito nas bordas do cânion. Retomamos a caminhada, consultando o mapa a cada 30 min. 2 km e saímos nos campos, a caminhada ficou mais fácil. Até a Casa Azul abandonada é possível identificar a estrada antiga. O lugar é mágico, cercas de taipa, o Canoas, a cabanha, o cemitério, e aquele cenário todo coberto pela névoa, de tirar o fôlego e insinuar miragens. Descemos e acampamos do lado do rio. Como o fogo passara por ali também, não foi difícil achar um descampado para dormir. Apagamos fácil depois dos 22 km, e a noite gelada e úmida num breu total envolvida pela neblina. No dia 2 começamos cedo, às 06:15 já estávamos encharcados em meio a vegetação rasteira. Com alguma dificuldade chegamos às bordas da Serra, a visibilidade variava entre 100 e 50 metros. Mesmo perante as condições climáticas que encontramos a imponência dos cânions impressiona e assusta, com uma visibilidade ruim dessas seria um terror acabar ladeira abaixo. Seguimos pelo vale da nascente do Canoas. Alguns quilômetros à frente estávamos novamente nas partes altas, contornamos o Morro do Campo dos Padres e descemos para a Cachoeira do Rio Campo Novo onde paramos. Devido as péssimas condições do clima (a visibilidade agora não chegava a 30 m) e o horário já adiantado, resolvemos esconder as cargueiras e seguir até o Morro da Bela Vista do Guizhoni (1804 m) o terceiro mais alto do Estado, retornando sem ir até o Lageado. Subir o Bela Vista não foi fácil, cerca de 2 km, parte em uma carrasqueira de pedras e a outra em meio ao charco dentro da mata nebular, sem trilha demarcada, foi um banho por completo, nem a roupa impermeável deu conta. Atingimos o pico, idos meio-dia. E o clima só piorava, uma pena, não conseguimos ver nada. Retornamos sob as mesmas condições, a única diferença foi que durante a descida houve um relapso no tempo e pudemos enxergar o horizonte, foi incrível. De volta nas cargueiras, retomamos a marcha para o Morro da Boa Vista (1824 m, o mais alto do Estado e o terceiro do Sul do Brasil). A volta até a Bifurcação perto do Morro do Campo dos Padres foi mais tranquilo, já conhecíamos o traçado, o que facilitou bastante. Afinal, nesse dia foi ainda pior a navegação. A trilha não é definida, existem muitos caminhos de vaca e muita variação do relevo, como não dava para ver na cortina de névoa seguimos o relevo, nas vezes que tentei seguir por trilhos quando consultava o mapa já havíamos saído consideravelmente da rota. De início tentei me referenciar durante as curtas aberturas entre as nuvens, mas logo percebi que aquela oscilação mudava a paisagem e nós acabávamos seguindo pontos de referência distintos (muito parecidos), o que nos levava a se perder. Depois de passar por um longo campo de turfas chegamos de volta à bifurcação. Largamos as mochilas e atacamos o Morro do Campo dos Padres, subimos rapidinho, e quando olho no mapa, puts, errei. Viro pro lado e com atenção percebo uma sombra medonha em meio ao branco da viração. Se jogamos, a subida é hard, um paredão 60º forrado de gramíneas, uma subida engatinhando, o mais incrível é que só víamos o paredão mal enxergamos um o outro. 30 minutos e uns 400 m percorridos com elevação de 300 m, chegamos no céu, kkkkkk. Mal víamos os arbustos do entorno, mas estávamos lá, o mapa confere dessa vez. Descemos ladeira abaixo, literalmente. E partimos para o Boa Vista, pela carta de navegação, caminhamos por uma crista (meio larga) cerca de 1 h e 30 min, sempre que chegávamos no pé de algum cume ficávamos animados por ter chego. Ao consultar o mapa, era falso. Foram 3 falsos cumes e meio a visibilidade negativa, isso acabou com a graça da chegada. Depois de subir o verdadeiro levamos uns minutos conferindo a carta para comemorar com certeza a chegada. Montamos acampamento no cume sob um vento de 60 km/h, parecia que a barraca iria decolar. Entocados na barraca, dormimos igual pedra (foram mais 21 km nesse dia). Passou a noite ventando forte e tomado pela neblina, esta amanheceu implacável (de novo, hshs) no dia 3. Levantamos acampamento e seguimos pelo sul do Morro para o vale do Canoas. Em meio dos charcos e turfas. Passamos por muitos córregos e em um dos vários cânions que se formam por ali encontramos três cachoeiras vizinhas. Saímos novamente na trilha dos índios, margeando a borda da Serra Geral. Mais uma vez não vimos nada. Cortamos o Campo dos Padres tomando a trilha por trás da casa azul. De início foi fácil segui-la. Mas não demorou muito até se perdermos e passar 40 min caminhando nos caminhos de búfalos das encostas até avistar lá embaixo um pedaço da antiga trilha. Descemos aliviados, os pés ardiam, A Bruna com bolhas arrastando-se. Paramos para almoçar e furar as bolhas, só assim para continuar. Estávamos novamente na trilha demarcada e o tempo abrira, víamos as araucárias imponentes ao nosso lado e no horizonte por vezes vimos a silhueta da montanha infinita. Seguimos, carrasqueira a frente. Eram já 18:00 quando pisamos na estrada que leva ao Rancho do Cânion Espraiado. Chegamos no rancho exaustos, molhados e com um vento de mudar cavalo de invernada. Não fosse a hospitalidade do pessoal do Espraiado, deixar acamparmos dentro do celeiro, teríamos uma noite conturbada. Durante a madrugada as rajadas davam a impressão de que o próprio celeiro iria tombar. Agora que estávamos de volta, no dia 4 amanheceu limpo e pudemos aproveitar as vistas do Cânion Espraiado (fica para o próximo relato).
  6. Travessia do Campo dos Padres – SC – julho de 2020 – 80 km em 5 dias – Do Cânion Espraiado, Morro da Boa Vista até o Morro das Pedras Brancas *INFORMAÇÃO*: Essa travessia é realizada em área particular é OBRIGATÓRIO solicitar AUTORIZAÇÃO para passar nas propriedades do Campo dos Padres. Vamos respeitar os proprietários e manter o local aberto para que possamos continuar com nossas travessias e trekking. Entrar em contato com a Fazenda Búfalo da Neve. Instagram: @fazendabufalodaneve via direct Fone: 48-99617 7552 Arno Philippi – 48-99152 1277 Lucas Philippi *IMPORTANTE* -NÃO FAÇA FOGO NUNCA – Use fogareiro -LEVE TODO O SEU LIXO EMBORA -TUBOSTÃO (Vamos todos começar a usar esse banheiro) nesta região estão muitas nascentes importantes de SC, é necessário mantermos o meio ambiente em equilíbrio e limpo. Temos outras áreas de montanha do Brasil como o Pico Paraná e Pedra da Mina que já estamos tendo problemas sérios de contaminação por conta das fezes, papel higiênico e dos lenços umedecidos deixados nos “banheiros” ao redor das áreas de acampamento. O TUBOSTÃO serve para vc levar tudo isso de volta para a sua casa e descartar no lixo. Vamos a Travessia Essa travessia eu tinha combinado com meu parceiro Bernhard que já havia ido comigo em Itatiaia, porém tive um imprevisto na empresa e acabamos não indo. Sorte nossa, pois foi bem na semana do tal ciclone bomba que destruiu muita coisa em Santa Catarina e no Campo dos Padres não foi diferente, tem áreas de mata lá que parece que passou um trator derrubando tudo. Neste interim entrou em contato comigo o Rafael @dinklerafa perguntando sobre a travessia solo que eu havia feito entre Urubici e Bom Jardim da Serra pelo PNSJ. E que ele estava programando vir para a serra catarinense fazer uma travessia, eu disse que ainda estava em aberto ir para lá e assim combinamos a parceria para a travessia. Marcamos então nos encontrar em Urubici na Pedra da Águia no vale do Rio Canoas no domingo a noite. O meu amigo Bernhard começou a trabalhar naquela semana infelizmente mas por sorte minha foi em Lages, e aproveitei a carona com ele saindo de Itajaí. 1° Dia – Pedra da Águia Este dia já começou de noite. Kkkkkkk cheguei no ponto de encontro quase as 20h, garoava um pouco naquele momento quando o Bernhard me deixou no Vale do Rio Canoas junto a propriedade Pedra da Águia que serve como base para camping e estacionamento para aqueles que vão para o Cânion Espraiado. Chamei na casa e ninguém atendeu apesar de as luzes estarem acesas e ter carro ali estacionado, tão pouco sinal do meu parceiro Rafa que a esse momento já deveria estar por ali, dei uma olhada ao redor para ver se já não estava acampado, mas não encontrei. Aproveitei o ultimo facho de luz do farol do carro e montei próximo ao rio minha barraca. Quando estava ajeitando minhas coisas o Rafa aparece do meio do nada! Ele disse que o taxista deixou ele uns 5 km adiante já em direção ao Cânion Espraiado e ele teve que voltar andando pela estrada na chuva. Ali nos conhecemos e fomos conversando, um cara muito bacana. Enquanto preparávamos nosso rango o papo fluía. Acertamos alguns detalhes referente a travessia como um todo e do próximo dia também, o qual ao invés de seguir o caminho tradicional pela estrada para alcançar o Cânion Espraiado, sugeri então contornar a Pedra da Águia e passar por trás dela e seguir até a borda da Serra Geral próximo ao Corvo Branco e então seguir sentido norte bordeando os peraus até chegar ao Cânion Espraiado. Logo em seguida fomos dormir para descansar. 2° Dia – Pedra da Águia até o Cânion Espraiado – 12km de trilha Acordamos cedo, ainda estava meio nublado mas entre as nuvens já víamos que iriamos ter um dia limpo pela frente. Enquanto a água ia fervendo para o café íamos desmontando o campo e arrumando a mochila. O vale do Rio Canoas nessa região é muito bonito com a vista da Pedra da Águia de fundo as araucárias na extensão do vale e o rio descendo suavemente entre as pedras. Após tudo pronto começamos nossa caminhada as 8h, os cachorros vieram nos seguindo uma parte da estrada e foram dispersando um a um, mas sobrou um pretinho que nos acompanhou toda a trilha. Logo quando contornamos a pedra da Águia passamos pela casa do Candimiro e ficamos ali um tempo de prosa com ele que nos autorizou passar pela propriedade e assim seguimos nosso rumo. Uma subida suave por uma antiga estrada que já não passa mais carro. Depois de uma hora e pouco de trilha chegamos a borda da Serra Geral ao sul estava a estrada da Serra do Corvo Branco na direção norte o Cânion Espraiado, paramos para curtir o visual e tirar fotos, naquele momento nos preocupamos um pouco com o cachorro pretinho que vinha nos seguindo. O caminho todo foi bordeando a serra seguindo a estradinha abandonada na margem direita do Espraiado. Em um certo ponto chegamos em uma depressão onde formava um pequeno Cânion afluente do rio Canoas em direção oposta a borda da serra geral ali tinha uma pequena faixa de mata para cruzar e adiante seguimos andando pelos campos, banhados e turfeiras que seriam uma constante em toda a travessia e também curtindo o visual do Cânion. Passado das 13h paramos de frente para a cachoeira do Adão para almoçar. Tinha sobrado um macarrão com linguiça Blumenau da noite anterior e já pus na panela, ainda fervi água para um bom chá de hortelã com gengibre e ali ficamos contemplando aquele visual. Quando retornamos a caminhada vimos logo acima do vértice do Cânion que havia um objeto retangular e ficamos imaginando o que poderia ser, o Rafa falou que poderia ser uma placa informativa eu já pensei que fosse tipo um deposito/armário de madeira para guardar o material do pendulo. Quando chegamos lá a nossa surpresa foi que era uma geladeira da Cervejaria Patagônia, eles estavam fazendo um comercial publicitário. Ali encontramos também a Carol proprietária da Fazenda Espraiado e ela nos indicou ir na cachoeira e avisou que a outra parte da borda do Cânion estava proibido passar por problemas de vizinhos e uso da área. Descemos até a cachoeira, que na realidade são 2 uma primeira menor que forma um baita poço para banho e a queda principal que desagua por 86m Cânion abaixo. Neste momento flagramos o pretinho abocanhando alguma coisa no mato e quando vimos era um tipo de roedor que em seguida ele soltou no chão. Logo fomos em direção a sede da fazenda onde é o camping e hostel do Cânion Espraiado. Ali conversamos com o Jacaré do Cânion que trabalha na fazenda, acertamos com ele o valor de R$ 40 pelo pernoite em camping, comemos um pastel muito bom e montamos nossa barraca, depois ficamos no galpão crioulo ao redor do fogo de chão proseando e tomando uma cerveja Patagônia com o Jacaré. Aproveitei para secar minhas meias, com os furos que minha bota tinha e os banhados no caminho esse seria um problema que eu enfrentaria todos os dias com os pés molhados. Também recarregamos o celular e aproveitamos para mandar as últimas mensagens pois a partir dali não teria mais sinal pelos próximos 4 dias. Preparei minha janta uma bela polenta com bacon e conversando com o pessoal, falaram que a partir dos 2 próximos dias viria uma frente fria muito forte. Pegamos umas dicas da trilha para o próximo dia cedo em direção ao Morro da Antena (agora montanha infinita) para ver o nascer do Sol e em seguida fomos dormir. 3° Dia – Cânion Espraiado – Campo dos Padres – parte alta do Rio Canoas - 18km de trilha Acordamos as 4h30 pois queríamos estar as 7h para o nascer do sol. Já fomos desmontando a barraca e o frio já era forte na escuridão da madrugada, havia um pouco de gelo no sobreteto da barraca. Após tudo desmontado tomamos um café passado pelo Jacaré dentro do galpão e comi meu pão sírio com polengui, queijo e salame, além do meu super brownie com malto e dextrose além de algumas castanhas (esse seria meu cardápio de café da manhã de todos os dias). As 6h horas seguimos pela trilha por entre a mata até o topo do morro da Antena e já no chapadão do cume presenciamos várias poças de água congeladas. As 7h05 foi o alvorada sobre um mar de nuvens aos nossos pés e um céu limpo sobre nossas cabeças, a vista do Cânion espraiado lá de cima é linda e ainda é possível ver toda a extensão da Serra Geral com destaque para as Pirâmides Sagradas e o Morro da Igreja. Estive nesse morro em 2001 subimos eu e o meu amigo BIG Daniel Casagrande de Toyota Bandeirante, na época ainda havia a Antena em pé, hoje ela foi derrubada, lembro que nós curtimos o visual por ali e quando decidimos ir embora atolamos a Toyota e quem disse que conseguimos tirar.... foi uma longa história e uma grande aventura. Voltando a 2020, nossa ideia original era seguir bordeando até chegar no rio canoas, pois pela carta teria somente 2 faixas de mata pra cruzar morro acima. Mas ai o Jacaré nos indicou seguir pela estrada e lá adiante passando a porteira entrar na antiga estradinha, eu sabia que havia essa trilha, mas tinha receio de seguir pois era uma mata grande, e imaginava ter vários caminhos por conta do gado. Mas enfim mudamos nosso plano inicial e seguimos então pelo caminho sugerido. Logo que passamos a porteira eu vi uma estradinha seguindo adiante e outra descendo, supus que essa seria a estrada, ledo engano..... descemos o morro e cortamos a estradinha para lá embaixo tentar encontrar ela de novo, havia um morro bem grande de mata a frente que se estendia a leste até a borda da serra e para o lado oposto a oeste entre esse morro havia uma encosta suave de mata e a borda do profundo Cânion do rio canoas, a trilha só podia ser nesta encosta suave e fomos descendo mas não encontrei a estrada. Seguimos adiante pela mata até chegar ao rio que já formava um pequeno desnível, pensei que já fosse o começo do Cânion afluente do Cânion principal do rio canoas. Demos uma volta enorme em círculo e voltamos para o mesmo lugar. Seguimos acompanhando a estrada e tentamos mais uma vez descer na direção daquela encosta, mas a mato tava muito fechado voltamos mais uma vez para a estrada e então decidimos seguir a estrada, logo adiante vimos uma casa e antes de chegar nela uma entrada a direita com cara de estrada abandonada. Só podia ser essa. Bingo! Já era 12h passado e então paramos ali na estradinha e fizemos nosso almoço o meu seguiu o mesmo cardápio do café da manhã sendo pão sírio, polengui, queijo e salame e chá de hortelã com gengibre, e assim foi todos os dias. Depois de 40min de pausa retornamos a trilha. A trilha é em uma antiga estrada abandonada que não é mais possível transitar de carro nem de 4x4, somente a pé ou a cavalo, uma descida suave por entre a mata de araucárias até chegar em um pequeno rio que corria sentido Cânion do rio canoas. Esse era o ponto mais baixo e após o rio a trilha começava a subir. “A algumas horas atrás chegamos bem perto deste rio porem a mata estava muito fechada e o rio afunilava em um brete e não conseguimos achar um caminho para passar e acabamos voltando”. Lá adiante na trilha encontramos um barraco destruído e depois cruzamos com um pequeno rio onde fomos seguindo ele rio acima até a trilhar sumir no mato, ali percebemos que em algum lugar lá atrás teríamos que ter contornado o morro. Resolvemos então subir aquela encosta de mata bem fechada com muitos xaxins, bambus e mata nebular. Foi um momento um pouco tenso pois já eram umas 17h sabíamos que estávamos no rumo certo, mas não na trilha e onde estávamos não tinha como acampar. Fomos mirando o topo tendo as copas das araucárias ainda iluminados pelo sol. Quando alcançamos então a parte mais alta abriu um pequeno descampado sujo com vassouras, porem plano e com condições de acampar. Decidimos seguir ainda um pouco mais adiante até as margens do Rio Canoas, mas de qualquer forma não fomos muito longe e acampamos por ali mesmo. Aquela noite prometia muito frio, tratamos de montar nossas barracas e a escuridão já tomou conta e o frio veio junto. Arrumei minhas coisas e tratei de ferver uma água para o chá e picar o bacon, quando comecei a fritar o Rafa já sentiu o cheiro maravilhoso do bacon, e ele com aquela comida liofilizada dele. Prometo que vou tentar de novo, nem que seja levar para uma noite a liofilizada, confesso que ainda venho tentando uma comida boa e leve sem abrir mão de certos luxos que conquistei nesses 30 anos de acampamentos, mas que agora com a idade e falta de tempo para treinar a boa forma já não posso mais carregar tanta coisa, sei que tenho que diminuir peso. Nesta travessia eu pesei item por item antes de sair de casa, desde celular, meia, cueca, itens de primeiros socorros, comida, enfim tudo grama por grama e encontrei que eu carregava no corpo 3kg contanto botas, roupas, bastão...; na mochila mais 24kg contando 4 litros de água que me dispus a levar mesmo com a fartura de água da região somente para testar meu consumo e uso em cozinha. É muito interessante pesar pois sempre imaginamos o quanto levamos, mas só anotando tudo e fazendo um verdadeiro checklist é que sabemos o quanto de peso realmente carregamos e não sabemos. Depois da janta ainda era cedo e não conseguiria dormir, então decidi sair da barraca para ver o céu estrelado, minha saída noturna não demorou mais que o suficiente para ir ao banheiro e voltar correndo para a barraca de tanto frio que fazia. Nessa noite os termômetros bateram negativos os - 8ºC dormi no limite do frio essa noite. 4° Dia – Parte alta do Rio Canoas – Cemitério – Borda da Trilha dos Índios – Morro do Campo dos Padres – Morro da Boa Vista - 15 km de trilha Acordamos pelas 6h mas o frio era tanto que não deu vontade de sair do saco de dormir, o sobreteto da barraca do Rafa congelou a condensação, neste quesito estava muito satisfeito com a minha Naturehike Cirrus pois o layout dela permite uma boa ventilação e evita o acumulo de condensação, mas vi que tinha que fazer alguns ajustes no sobreteto para incluir mais 2 pontos de cada lado para fixar mais espeques e poder abaixar mais a lona para o vento não entrar tanto em dias frios. Também tive minhas meias congeladas e a água nas garrafas estavam congeladas. Já pus a água para ferver e fazer meu café na Pressca e ao mesmo tempo já ir guardando minhas coisas. Mas foi difícil desmontar a barraca, os dedos doíam de tanto frio. Eram 7h30 e saímos, vimos que 1h30 era o tempo que precisávamos para começar o dia. Logo adiante avistamos uma cabana bem bonita de madeira que é a sede da Fazenda Búfalo da Neve, passamos ao lado e seguimos adiante descendo a encosta do vale do rio canoas até atingir suas margens, havia muita geada no pasto e as poças d´água no caminho estavam congeladas e também partes do rio onde a água estava parada. Aproveitamos para repor nossos cantis e tirar fotos com os pedaços de gelo. Essa parte é muito linda, o vale com os morros de mata de araucárias, o rio e suas curvas e os campos formavam uma bela paisagem. Fomos subindo o rio e logo alcançamos uma pequena cachoeira e uma taipa de pedra logo acima formando um caminho de tropeiros e por ali seguimos dando uma grande volta para desviar a várzea do rio que formava um banhado e suas turfeiras. Logo adiante vimos 1 casa azul e 1 galpão passamos por ela e logo a frente no vale havia um morro isolado, pelas minhas contas ali deveria ser o cemitério. Uma subida íngreme e logo no topo já vimos um quadrado de taipa e ali estava o cemitério, haviam 3 túmulos com cruz, uma lapide que não conseguimos ler e ao que parecia algumas covas abertas. Interessante imaginar um lugar inóspito daquele que outrora pessoas moravam ali em um passado não muito distante, mas longe da civilização. E tinham que ali mesmo enterrar seus entes queridos, escolheram um belo lugar para ser os Campos Elíseos destas pessoas. Logo descemos a encosta em direção ao rio canoas e dali iremos a leste para alcançar as bordas da Serra Geral. Naquela altura quando atravessamos o rio canoas ele era tão límpido e cheio de plantas aquáticas, uma pintura natural. Subimos uma pequena encosta e por acaso encontramos a trilha dos índios que liga a Anitápolis, dali subimos uma pequena mata e já no topo paramos para almoçar e contemplar a vista. O dia estava lindo e podia ver o horizonte bem longe, sendo possível ver a serra do tabuleiro e o contraste do mar mais a sudeste. Depois do almoço fomos bordeando os peraus tendo o Morro do Campo dos Padres na nossa direção e mais a noroeste o Morro da Boa Vista que é o ponto mais alto de Santa Catarina onde iriamos acampar. Para alcançar o morro do Campo dos Padres tivemos que dar uma volta para contornar a mata e depois seguir por uma subida bem íngreme. Bem ao longe no colo onde ligava esse morro com o morro da Boa Vista avistamos 2 capatazes campeando o gado. Alcançamos o topo do morro e ficamos um tempo ali contemplando uma das vistas mais bonitas da trilha. Depois seguimos em curva de nível até o colo e em seguida partimos para cima do Morro da Boa Vista, neste momento o Rafa começou a ficar sem água e chegou até a coletar um pouco nas turfas, eu ainda tinha água dentro do meu teste de consumo e cozinha, e ofereci para ele um pouco caso precisasse. Já no topo vibramos pois éramos as pessoas mais “altas” em solo catarinense, localizamos o marco geodésico e ali ao lado acampamos com a porta das barracas virada para o nascer do sol, porem naquele momento presenciamos um lindo pôr do sol, tiramos muitas fotos e vídeos e ficamos curtindo aquele momento. Já dentro da barraca tratei de fazer meu ritual de limpar e secar os pés úmidos dos charcos e passar vick vaporub, um santo remédio para o montanhista já que serve para muitas coisas. Pela primeira vez na vida levei lenço umedecido e tomei meu banho de gato, gostei do resultado melhor que toalha úmida. Tratei logo de me vestir pois fazia muito frio aos 1827m de altitude. Nesta noite cozinhei uma invenção que fiz com sopão+arroz+bacon, porem o arroz não cozinhou o suficiente e o sopão já começou a empelotar, não gostei nada. Ainda bem que sempre levo como emergência 2 pacotes de miojo e tive que atacar um com linguiça frita e queijo ralado. Durante a noite sai para ver o céu, estava menos frio que a noite anterior, mas ainda sim muito frio, consegui ficar um bom tempo ali observando as constelações e algumas estrelas cadentes, também vi ao longe a luminosidade das cidades como da grande Floripa que formava um grande clarão a leste e a oeste uma área menor porem mais luminosa a cidade de Lages. Me recolhi ao aconchego da minha barraca e dormi. Acordei com o vento batendo forte na barraca, chegando até a entortar as varetas, mas a barraca segurou bem. Não dormi muito bem pois volte e meia acordava com o vento. 5° Dia – Morro da Boa Vista – Arranha Céu – Morro da Bela Vista do Guizoni – Campos de Caratuva - 17km de trilha O vento batia forte na barraca, o céu estava bem nublado predizendo que o tempo estava mudando. Como montei a barraca a sotavento, pude deixar a porta aberta e curtir o nascer do sol no horizonte enquanto preparava meu café foi um alvorada fantástico mesmo com o céu nebuloso. Tomei meu delicioso café com brownie e pão sírio/queijo/salame a combinação perfeita e rápida para o desjejum. Logo em seguida desmontamos todo o acampamento. Nesse dia pude testar melhor uma pratica que encontrei para usar o banheiro de forma confortável e privativo (uma dica para as mulheres). A minha barraca Cirrus tem como desmontar o tapete e o mosquiteiro interno sem desmontar a lona do sobreteto e assim deixar o chão somente na grama. Desta forma com toda a mochila arrumada ficando somente o sobreteto e a armação por último, pude dentro da barraca mesmo pôr o meu jornal no chão com cal e dar uma cagada tranquila, depois só por mais cal em cima, embrulhar o jornal, por numa sacola plástica e aí dentro do tubostão. Usei um cano de pvc de 100mm com 2 caps nas extremidades e vedou muito bem, sem cheiro nenhum ou vazamento, tem na internet como fazer. Porem só achei um pouco pesado. Da próxima vez vou testar um pote de tampa larga e de rosca de 1l que tenho em casa, pois é bem mais leve e o volume é o suficiente para uns 4 dias de trilha. Saímos as 8h40 para a trilha o vento era muito forte e o sol já raiava, inclusive quando fui desmontar a lona ela quase sai voando. Nos protegemos bem e começamos a descida pelo colo do Boa Vista com o Morro do Campo dos Padres que é o divisor de águas do rio Canoas e do rio Itajaí, paramos numa pequena nascente e enchemos nossos cantis e seguimos bordeando a Serra Geral. Lá pelas 11h passamos pelo rio Campo Novo do Sul que corre aos pés do Morro Bela Vista do Ghizoni e demos uma parada para um banho rápido e gelado além de aproveitar que paramos fomos almoçar. Nesse momento o tempo voltou a nublar e esfriar. Depois deste descanso subimos até a rampa que dá acesso ao Ghizoni e deixamos nossas mochilas ali e demos uma esticada até o pico do Arranha Céu que estava na borda do Cânion que na outra ponta estava os Soldados do Sebold. Voltamos as mochilas e subimos mais uma rampa e deixamos a mochila novamente e caminhamos por 2h ida e volta no chapadão do Ghizoni por um grande charco de turfeira até subir os matacões do topo onde havia o marco geodésico, ali era o terceiro ponto mais alto de SC e o Morro da Igreja é o segundo. O tempo já estava piorando e voltamos até a mochila já passava das 16h e vimos que não alcançaríamos o objetivo do dia, pois quando olhamos ao longe vimos que iriamos cruzar a parte mais estreita do campo dos padres onde havia perau e Cânion para os dois lados, e tínhamos pelo menos 2 morros com mata para subir e cruzar. Conseguimos somente cruzar o primeiro que tinha uma trilha bem fechada com muitos caminhos de gado até chegar num ponto bem estreito com perau e uma antiga taipa utilizada para cercear o caminho do gado e não cair precipício abaixo. Chegamos em um campo que vimos lá do Ghizoni que tinha uma vegetação diferente, a princípio eu imaginava ser de vassourão, mas a tonalidade era outra, quando chegamos lá me surpreendi em constatar que eram o bambuzinho caratuva bem comum na região do Pico Paraná e que eu nunca tinha visto por essas bandas. Ali a cerração começou a fechar então decidimos já achar um lugar plano para acampar. Montamos nossa barraca bem ao lado da trilha que era bem demarcada e única. Não deu nem uma hora e caiu um temporal, era tanta chuva e vento que tínhamos que manter tudo bem fechado. Fizemos nossa janta nessa condição, uma das escolhas que fiz pela barraca cirrus foi o avanço um pouco maior para que me possibilitasse cozinhar em condições de chuva e vento e também espaço para 2 pessoas para que a cargueira ficasse dentro da barraca. Acabamos dormindo cedo nesse dia. Apesar que durante a noite levantei algumas vezes para conferir se estava tudo em ordem e seco na barraca, pois foi a primeira chuva torrencial que ela pegava, choveu a noite toda, e tudo se manteve seco. Passou no teste. 6° Dia – Campos de Caratuva - Morro das Pedras Brancas – Localidade das Pedras Brancas - BR 282 - 18km de trilha Lá pelas 7h a chuva parou, levantamos e já fomos tomando nosso café e desmontando as coisas. A trilha a nossa frente era um rio de tanta água, fomos secando o que dava na barraca para guardar na mochila e as 8h30 saímos e logo entramos na mata que estava muito molhada e fomos subindo o aclive em diagonal, era uma trilha bem batida na encosta que descia ao Cânion do Rio Campo Novo do Sul, havia muitas árvores caídas e quebradas por conta do ciclone bomba que havia atingido a região a uma semana atrás. Quando saímos no topo o sol já despontava meio tímido, mas a chuva já havia ido embora. Tinha uma bela vista do Morro do Ghizoni e do Cânion logo abaixo. E fomos seguindo pelos campos e cruzando algumas faixas de mata, banhados e turfeiras até chegar ao istmo como uma “ponte” de 5m de largura que ligava o campo dos padres até o Morro das Pedras Brancas, ultimo resquício de planalto ligado a Serra Geral. Já era 12h30 atrasamos meia hora pelas nossas contas, mas ainda sim estávamos muito longe do nosso destino final que era a BR 282 onde tínhamos combinado com nosso amigo Bernhard de o encontrar as 17h. Descemos a trilha íngreme aproximadamente 500m de desnível, nesse ponto o estrago do ciclone foi bem maior, a destruição era grande por toda a trilha. Alcançamos a estrada e fomos seguindo tendo o vale do rio Santa Barbara como caminho. Passamos pela comunidade das Pedras Brancas e precisávamos de sinal de celular e internet para avisar a todos que tudo estava bem e comunicar o Bernhard que estávamos ainda 1h atrasados. Aí passamos por uma propriedade que indicava “informações pousada do vô Chico” paramos ali e conhecemos o vô um senhor nascido ali e bem gente boa que nos emprestou a internet e nos deu uma carona até a estrada. Sorte nossa pois ainda havia uns 7 km a frente com subidas e descidas, mas uma estrada rural muito linda tendo sempre as Pedras Brancas ao fundo como destaque e o vale do Rio que vinha esculpindo um bonito Cânion. Chegamos a BR e encontramos nosso amigo e assim termina nossa pernada. Somamos 80 km de trilha no total
  7. Saudações meus queridos! É com muito prazer que começo esse relato. Afinal, relatar não é apenas descrever, mas é REVIVER! Bom. A história da travessia começou no Mirante da Serra do Rio do Rastro, onde eu, @darlyn e @Dionathan Biazus encontramos o senhor Miguel. Fizemos 6 horas de estrada desde Chapeco até o Mirante. O Miguel é o proprietário das terras onde a travessia acontece, então é com ele que tem que combinar as paradas. Cara super gente fina, de uma simplicidade enorme. O próprio mirante já é um ponto de partida (mas longe de ser o ápice da trip). Mirante da serra do rio do Rastro: o mirante tem um murinho onde as pessoas ficam contemplando o visu da estrada da serra, cercada por suas montanhas. E tem sempre visitas dos quatis... É bom pontuar que aqui é sempre cheio de pessoas, se você quer ficar em contato com a natureza, não apenas olhe a mata, mas entre nela. Não só olhe a montanha mas vá até o topo! Seguindo então, encontramos nossos outros dois parceiros dessa empreitada @dumelo39 e o Lucas, que vieram do Rio de Janeiro! Assim juntou toda a piazada haha. Fomos com o Miguel de 4x4 até a primeira fazenda. Ele cobra cerca de 150 pila o transfer (total) e 30 por dia pra acampar nas terras. Pra entrar nessa primeira fazenda mais 10 pilinha por cabeça. Começamos então a subida até o primeiro destino: canyon Laranjeiras, daí foi cerca de 2 horas. O caminho é relativamente tranquilo, apenas umas partes com barro (fichinha perto do que viria a frente). Canyon Laranjeiras: maravilhosamente lindo, o canyon tem 3 pontos principais pra parar. A parte mais do fundo é onde fomos pra descansar um pouco e comer. Estávamos nessa função quando do nada o tempo se armou e caiu um mundo de água. Ainda bem que deu tempo que fazer uma casinha com uma lona grande que o querido Dihonatan levou. Ficamos um tempo ali até que passou a chuva e seguimos. Nos tracklog tem uma parte que direciona pra fazer a borda do laranjeiras. Mas como estava muito úmido resolvemos seguir a dica de um guia que estava por ali, e cortamos reto saindo do laranjeiras. Nessa primeira parte já tivemos contato com nossos amigos que apareceram muito nessa travessia: OS CHARCOS! Isso mesmo, lemos tanto sobre eles nos relatos que já chegamos meio preparados. Mas quando começou de verdade, que o pé afundou no barro ou na água que nos demos conta do que eram esses caras. Foi só até acostumar. Chegamos então na entrada de uma floresta, onde começou uma trilha punk. Íngreme, floresta fechada, terreno encharcado (a mochila ficando presa nos galhos uhuuull) coisa linda! Depois de atravessar e subir pelo mato conseguimos ver uma abertura e chegamos a uma plantação de pinheirinhos americanos. Dali passamos uma cerca e entramos na pior parte de charcos. Apareceu outro desafio. A Viração, que é uma neblina densa que cobre tudo. Decidimos acampar ali na plantação mesmo. Arrumamos as coisas, fizemos nosso super miojo e descansamos o corpo pro outro dia, nesse primeiro dia fizemos uns 7 kms. O dia amanheceu com um sol tímido e seguimos viajem, andamos uns 10 kms nesse dia, passando por vários picos de tirar o fôlego. Chegamos ao canyon do Funil cedo, as 15:30, e resolvemos ficar por ali pra aproveitar a vista e continuar no outro dia. Armamos acampamento e logo veio a chuva. Mas já estávamos preparados, ali perto tem um córrego que da pra tomar um banho massa. Era umas 18 e a gente já estava dormindo, porque o corpo estava pedindo. Umas 2 da manhã olhamos pra fora esperando ver uma chuvarada, que o barulho lá fora tava de arrasar, mas era só o vento chegando. O céu estava limpando e lua deu seu espetáculo. Depois de um bom chá /café deu pra olhar as estrelas um tempo até o sono voltar. Aí dormimos até umas 5 e pouco, quando o vento aumentou e o sol começou a chegar. Demos muita sorte, porque o amanhecer foi coisa de outro mundo. Começamos a desmontar o acamps umas 8 e demoramos porque o vento tava do caramba. Caminhamos mais uns 8 kms pelas bordas dos canyons até o final da travessia onde chegamos na porteira final saindo no asfalto, perto da sub estação. Mais alguns kms no asfalto uns 3 e voltamos ao Mirante... Super cansados, mas já querendo voltar e começar tudo de novo. Tivemos um almoço dos deuses lá no Mirante. Depois de quase três dias a base de miojo, uma lasanha caiu super bem. É muito difícil traduzir em palavras o que é uma travessia ou trilha com montanha. Porque o sentimento só pode ser sentido, todo o desafio, desde o peso, o cansaço, o medo, até ficar deslumbrado olhando a imensidão e tendo um pouco de consciência de como somos pequenos nesse universo e como a natureza é perfeita, com respeito, prudência e amor pela natureza, concluímos com sucesso a travessia. Super recomendado. 🙏👏🌲🌲🌲
  8. No dia 10 de Setembro de 2020 minha esposa e eu, pretendemos fazer um mochilão programado saindo de Florianópolis percorrendo cidade a cidade até Barra Velha, serão cerca de 160 km percorrido ao todo e não sei quantos a mais depois que tudo acabar. A todos os mochileiros de plantão, de profissão ou esporádicos, aos esportivos ou mais clássicos, o que puderem ajudar de informação será muito util. A ideia é utilizarmos transporte publico (ônibus) e quando não for possível utilizarmos aplicativos (uber, 99taxi, blablacar etc). A maior dificuldade que estou encontrando em montar o roteiro (preciso disso pois eu já tenho experiência, mas, é o primeiro mochilão que minha esposa faz) é hospedagem e translado das cidades para as praias, e é ai que preciso de ajuda de todos. Caso alguém saiba ou conheça em uma das cidade especificadas dentro do trajeto, por favor nos informem, será de grande valia, qualquer informação é importante. Gostaria também de informação de bike mob (Yellow, Grin, Itau etc) sei que em Floripa; nesta data a empresa que gerencia as duas marcas yellow e grin encerrou os trabalhos mas que a prefeitura já abiu edital, então avisem por favor quem souber como está isso; e nas demais cidades também se tiver esse serviço ou algo similar. Nosso suposto roteiro seria o seguinte: Uberlândia/MG - Florianópolis/SC Florianópolis - Biguaçu Biguaçu - Tijucas Tijucas - Bombinhas Bombinhas - Porto Belo Porto Belo - Itapema Itapema - Balneário Camboriú Então em breve faremos postagens aqui e no Youtube para registrar nossa jornada e quem sabe ajudar aos próximos “andarilhos” do mochileiros. Abraços e até mais.
  9. Boa noite. Peço desculpa pelo textão se alguém puder ler e tiver algo a contribuir, fico agradecido. É que sou absolutamente novato nesse hobby, aliás, nunca fiz nada parecido. Faz um tempo que to procurando alguma forma de sair da rotina, e por acaso o grupo apareceu na minha TL. Eu tenho 10 dias de ferias para tirar até dezembro, e cogitei fazer um mochilinho (10 dias não da pra nada ne?). Eu tava procurando algo por SC (moro em Chapecó), que fosse um trajeto curto, porém não achei nada que parecesse interessante aqui perto da minha cidade. Então pensei em pegar ônibus até Florianópolis (cerca de 550km daqui), e subir pela praia de Floripa até Balneário Camburiú. O caminho mais curto, pela BR-101, daria 85km, pela praia aumentaria um pouco. As dúvidas iniciais, são: alguém um pouco acima do peso ideal, conseguiria fazer esse trajeto? Pensei em andar no mínimo uns 20km/dia. Quais seriam os itens básicos que eu deveria levar? Eu tenho uma barraca (nunca nem usei, nunca acampei, no máximo fiz trilha curta), pessoas que usam barracas para pernoitar, como fazem com relação a higiene básica? Qual a solução para banhos, roupas...? Um dos maiores medos é com relação a segurança, sobre onde acampar e tal, porque eu não teria grana pra pagar por hospedagens todos os dias. Espero que alguém leia, se tiver alguma dica, conselho, indicação, fico feliz em receber.
  10. Olá, sou novo aqui no fórum e vi um artigo interessante de uma travessia, porém fiquei na dúvida se essa travessia precisava de alguma autorização ou guia, então espero que alguém já mais experiente ou conheça essa travessia puderes me ajudar, artigo que eu olhei link.
  11. Olá! Tudo certo? Estou de voluntária do Worldpacker até dia 06/02, após isso vou à Praia do Rosa. Sabem como está a questão de caronas na BR-101/SC nesse trecho? Não há pedágios neste trajeto o que dificulta as paradas Estou em dúvida sobre para qual data tento um Coushsurf/Worldpacker nessa região de Imbituba-Garopaba, acho que vou deixar uns 4 dias para fazer esse trajeto. Algum experiência para contar?
  12. Vou para o Pierre Auger Observatory, quero ver um pedacinho da nossa Via Láctea desse lindo lugar. Vai ser meu primeiro mochilão, sonho em viver essas experiências da estrada de que tanto ouço falar. Quero aproveitar cada momento nessa jornada. ''Porque o primeiro mochilão tem que ser pra tão longe?'' Oras, tens de ir onde tiveres vontade, não importa a distância!!! Sei que os perrengues que me aguardam são muitos e não vão ser fáceis, mas se assim o fosse não teria graça alguma hihihi u.u... Ficarei muito feliz em ter alguém para me acompanhar, sou de Santa Catarina, mas podemos marcar um ponto de encontro na rota... Boraaa acender esse espírito nômade ancestral que jaz em nossa entranhas!!
  13. Hey, Sou natural de Manaus - Amazonas e atualmente moro no sul catarinense. Estou programando ir pra Bom Jardim da Serra no inicio da primavera pra fazer um camping (setembro). De forma bem roots. Sou uma pessoa simples e busco companhias agradaveis que por ventura tenham o mesmo destino em mente ou morem nas proximidades. Pontos a serem visitados: Serra do Rio do Rastro e Canion do Funil
  14. Bom, depois de muito andar, ter experiências incríveis, nossa ultima base antes de mergulhar terra a dentro: chegamos na Ponta de Santa Marta no final do dia 5. Havia sido o dia mais longo e cansativo até agora. Escolhemos uma pousada, pé na areia, para ficar as ultimas noites à beira mar. Afinal o retorno seriam quase 900 km dirigindo, era primordial descansar cada músculo. Logo que fizemos o grande contorno no sentido sul para pegar a estrada do Farol já me surpreendi: eu esperava uma costeleta de areia, como aquelas que me acompanhavam desde a Guarda, que nada, uma bela rodovia como um mar de azeite, até o carro parecia sussurrar aliviado. Como era noite, praticamente, só deu tempo de achar a pousada tomar um banho e descansar na rede, lá fora uma tempestade se desenhava. Ainda pude ver as luzes do Farol, incansáveis a embalar os corações dos navegadores. No dia 6 acordamos um pouco mais tarde do que tínhamos habituado, às 07:00. Um desjejum já esperava na recepção, foi o tempo de comer e reunir a tralha numa mochila. Estávamos nós pelo costão rumo a Praia Grande, numa trilha interminável. Foram 2 h caminhando; saímos da Prainha do Farol, passamos pelo Morro do Céu, paramos numa velha cabana de observação dos pescadores, até que chegamos. Aqui dá para entender a dimensão da Praia Grande, um mar de areia grossa e amarelada, bastante reta a ponto de não ser muito bem definido aos olhos os contornos da Praia da Galheta a 4 km dali. Ademais a praia fica toda cercada pelas dunas de areia, confundindo ainda mais nosso sentido. Quase deserta, com água limpa e calma é um bom refúgio para um banho mais reservado. Éramos sós ali. Atrás, se desenham o Morro do Ceú e alguns Sambaquis (montanhas formadas pela disposição de conchas, já extintas, que serviam de alimentação para povos primitivos que habitaram ali). De baixo eles são grandes, mas lá de cima da pra imaginar como os Sambaquianos tinham apetite. É possível ter uma visão 360º desde o Farol, passando pela Praia do Cardoso, da Cigana, Lagoa da Cigana, vilas de pescadores, rodovia, Dunas, Galheta, voltando para o Farol, tudo emoldurando um vale imenso e árido que mais parece solo marciano. Voltamos para a Ponta, queríamos conhecer o Farol (todo construído com óleo de baleia). O ponto continental mais a Leste da Região Sul. A área é militar então só ficam abertos os portões que dão proximidade à base durante o dia. Algumas trilhas no meio da vegetação rasteira, onde cobras trafegam faceiras, é bom tomar cuidado, levam o curioso para observar a grande torre que como um oásis no deserto, está para os barcos à noite. Não tínhamos autorização para entrar no Farol, logo tivemos de se contentar com imaginação de como é lá dentro. Depois de repor as energias, às 15:00 trocamos a tralha e partimos conhecer a Praia do Cardoso e Praia e Morro da Cigana. Não deu pra resistir e caímos na água já no Cardoso, uma água limpa e calma, onde as ondas mais parecem solavancos da estrada. Pelo menos 50 m dentro da água o mar não tem mais de 40 cm, a diversão da molecada. Se divertimos um tanto. Então, partimos pelos nada menos que 3 km de areia que separam as duas praias. Primeiramente subimos o Morro da Cigana de onde pudemos ter uma visão incrível das duas praias e de um pedaço da Lagoa mais continental. O Morro também parece marciano, pedras enormes quase cobertas pela areia que insiste em se deslocar pelo vento. Encontramos um casal de Tubarão que frequenta aquelas praias a 40 anos, e nos relataram as inúmeras mudanças que viram, assim como as surpresas que as dunas preparam a cada temporada. Ao descer do Morro um dejavu: o sonho noturno de um celular caindo nas pedras, como não sou supersticioso ignorei e coloquei-o exatamente no bolso que o senhor do sono tentou me avisar, e lá se foi como num filme desses que fazem por aí. Nosso plano era ver o Pôr do Sol ali no Morro depois de um banho naquela maravilha da Cigana, contudo até este foi abortado. No horizonte nuvens negras piscando raivosas fizeram nossas pernas ganharem vida rapidamente, chegamos na vila com a chuva. Deu trabalho mas achei um café em uma padaria, no apagar das luzes. De brinde ainda ganhei o carinho de um felino (gato) que andava ali. Foi mais uma noite observando a tempestade, o que deu ideia da importância do Farol. No dia 7, reunimos tudo logo cedo, e de mala e cuia partimos para as últimas paradas no litoral. Garopaba do Sul, Barra do Camacho e outros balneários se confundem numa vastidão de areia que parece não ter mais fim, até mesmo Poseidon dá a entender que está cansado de agredir o continente. As ondas se tornam longas dobras na água, a areia aparenta engolir o mar aos poucos. Retornamos à SC100, rumando para a Serra do Rio do Rastro. Conosco uma certeza: numa próxima temporada, de 4x4, vamos seguir por essa infinitude até o Arryo Chuy.
  15. Já era o quinto dia de acampamento e viagem. Acordei muito cedo, recomendação do Holandês do Mar, para procurar algumas conchas naquela imensidão deserta que é a Praia do Sol. Depois de uma hora de caminhada, Apolo (o deus do Sol) mostra-me o porquê do nome da Praia. Aos poucos as cores vão transitando por vários tons dourados, estarrecedores. Foi de esquecer até as conchas, hshs. Como não tenho espírito holandês, não tinha encontrado muitas mesmo. Retornando para o acampamento, e depois de uma pomposa refeição à base de frutas, o dono do camping apareceu, e lá fomos nós pelas areias. A primeira parada do dia foi na Ponta do Gi, uma graciosa elevação no meio da areia, coberta da cascalho e pedras, dá para imaginar um cenários daqueles que nos pintam da superfície de Marte - só que com plantas. Bem no ápice da elevação, fica a Pedra do Frade, uma beldade, completando o cenário extraterreno - parece que foi colocado minuciosamente uma rocha sobre a outra. Infelizmente um ponto negativo daqui fica por conta das pessoas sem juízo que sobem com seus carros e ficam perambulando sobre a paisagem, destruindo a graciosidade dos deuses. Na sequência fica a imensa Praia do Gi, deserta com 5 km até o início da Praia do Mar Grosso já na cidade de Laguna. Mar Grosso, não me pareceu muito interessante, sabe aquelas praias meio burguesinhas de São Paulo, tipo Maresias, então bem isso. Um resort à direita da rodovia com passarela e tudo até a praia. Ainda eram 10:00 e fomos direto para o Molhes da Barra onde, inocente, eu, com os vidros do carro baixados entrei feliz da vida. Poseidon me agraciou com suas agradáveis águas que rebentaram no molhes e entraram pelas janelas sem educação nenhuma, kkkkk. No molhes vimos muita gente pescando, era cada robalo; 😍. Muitos pescadores, de todos os lugares do sul. Na ponta um Farol, modesto mas simpático, contudo não ficamos muito à vontade, já que Poseidon insistia com suas graças. Fomos até o centro histórico, uma experiência indispensável. Visitamos o Marco de Tordesilhas, o museu de Anita Garibaldi, a Paróquia Santo Antônio do Anjos, A Fonte da Carioca, pena que a Casa de Anita estava fechada para reforma, e o Museu da cidade tinha sofrido um incêndio recente, então não tivemos acesso. Fomos depois ao Morro da Glória de onde podemos ver todo o molhes e boa parte da cidade. Antes de pegar a balsa, passamos na Fonte da Carioca reabastecer as águas e ver o a Casa Pinto D'ulysséia. Seguimos até a Balsa, esperamos 5 min e lá se fomos. Após a travessia, pegamos à esquerda e fomos procurar a Praia do Tamborete, uma teteia com se diz aqui no sul. Como Poseidon se desgasta no molhes, o Tamborete tem águas abrigadas e bem calmas, além de transparentes. A areia é limpinha e um morro rochoso faz a graça à direita. Um fato curioso é que em algumas rochas da lateral da praia emitem um 'eco' das ondas e um ruído das águas, acredito que possa ser o motivo do nome da praia. Outro detalhe curioso é uma espécie de oratório, parecendo aqueles dos Jesuítas que vemos nos livros, este fica um pouco antes da Praia do Tamborete. Na volta, pegamos mais à direita antes da rodovia, e fomos em busca da Praia do Gravatá. Depois de um bom trecho de vielas, subida acima, as casas acabam. Perguntei a um morador que me instruiu deixar o veículo no seu estacionamento e seguir a pé, não era recomendado deixar o carro no meio da mata, alguns roubos, segundo ele acontecem por ali. Pegamos a mochila e lá fomos nós, após 400 m na rua de paralelepípedos, entramos numa trilha pouco desgastada. Só a trilha já vale o esforço, por entre as colinas, algumas vacas e palmeiras retorcidas que lembram o nordeste do país. Nada mais que 30 min de caminhada, e a deserta Praia do Gravatá se descortina à nossa frente, indescritível, poderia dizer que é a mais incrível que encontrei nas minhas andanças. Na verdade são duas: a Praia do Gravatá e a do Maneloni, separadas apenas por uma elevação - mistura de areia e pedras coberta de grama. Com areias brancas e a água azul que se confunde com o céu. Ficamos um bom tempo por ali, antes de seguir. Nossa próxima parada foi a também isolada Praia da Tereza, uma vila com uma 10 casas. A praia não é muito bem conservada, mas conta até com um parquinho para as crianças. Logo em seguida fomos para a Praia do Ypuã, ao menos tentamos, kkkk. É uma extensão de areia enorme, e rapidamente encalhamos. Com algum trabalhos conseguimos desencalhar, e seguimos caminhando conhecer: a praia brevemente, só tinha gringo, e o nosso primeiro Sambaqui, o Sambaqui da Roseta. O final do dia já se aproximava, mas como o horário era verão, fomos conhecer a mais charmosa praia que já vi, a Praia da Galheta. Incrível, uma pequena vila, irregular. Casas de vários estilos culturais, sem muros ou cercas, emergindo da areia. Uma sinfonia perfeita com o grande Sambaqui que amortece as ondas. Ao norte do Sambaqui a Praia da Galheta, mas agitada, de areia branca e fina, com água azul carregada de 'carneirinhos' das ondas que quebram muito antes da margem; ao sul a Praia Grande, de areia mais grossa e água muito calma. Dá vontade de dormir ali, não fosse ter deixado o carro 1 km na estrada - depois do Ypuã preferi não me aventurar na areia - e estarmos de partida para o Farol de Santa Marta. Sigo com o final da trip no próximo post.
  16. Entre novembro e dezembro de 2018 tiramos 10 dias percorrendo o litoral catarinense, 3 foram em Bombinhas e Floripa; cartas marcadas. A parte mais interessante/surpreendente da viagem começa depois da Praia do Luz, mas é impossível não falar nada de Garopaba, Embaú e o Rosa. No total foram mais de 20 praias além Rosa Sul, da quais pelo menos 7 foram memoráveis surpresas. Como Garopaba e o Rosa já são nossos velhos conhecidos, se é que isso é possível, cada vez que volto lá descubro um cantinho novo. Dessa vez foi a Igreja Matriz de São Joaquim, e os sinais indígenas que consegui achar. GUARDA DO EMBAÚ O primeiro dia paramos às 8:00 na Guarda do Embaú, dia perfeito, lá tudo é perfeito. Conseguimos estacionar tranquilo na rua, e partimos a nado cruzei o Rio da Madre, estava uma temperatura agradável. Fomos à Prainha da Guarda e a Lagoinha, depois uma árdua subida até a Pedra do Urubu, a vista lá de cima é sensacional. Inclusive conhecemos um médico que subiu logo após, não acreditei quando ele começou a me contar que tinha medo de andar na trilha e ser atacado por um animal selvagem, rimos bastante. Afinal ele é um profissional que trabalha encarando a morte todos os dias. Descemos, esfomeados. Foi difícil encontrar um restaurante legal para almoçar, só haviam dois abertos: um na margem do Rio da Madre com comidas de turista e um mais no meio da vila com uma comida mais simples no estilo buffet, nossa escolha afinal. Pegamos a estrada, uma longa estrada para chegar a uma praia que fica só uns 4 km da Guarda, a Praia da Gamboa. PRAIA DA GAMBOA A primeira impressão não é muito impactante. Neste dia estava bem deserta, a areia é meio grossa, tem uma água que escorre dos pântanos do entorno, dá um certo nojinho. Mas é sim uma bela praia e que vale a parada, a areia apesar de grossa é bem limpa, e tem umas sombras mais pro meio da praia que me renderam boa hora de cochilo. Saímos de lá umas 16:00 para ir até o Siriú onde seria nosso acampamento. A estrada de terra que liga as duas é uma miragem, vale muito a pena, até porque se for dar a volta pelo asfalto são uns 30 km a mais. EXPLORANDO GAROPABA Chegamos no Siriú e fomos direto para a praia tomar um banho novamente, e procurar um SUP para o dia seguinte. Achei o Clodoaldo, um simpático senhor e fechamos por um precinho camarada na manhã seguinte duas pranchas. Acampamos, num camping muito aconchegante, e bem estruturado. No dia seguinte às 7:00 já estávamos rumando para a Lagoa do Siriú, onde fizemos um passeio longo até às 10:00 remando, tá certo que a última meia hora foi um caos, o vento nos castigou em contrário. Ainda fomos nas dunas fazer uma esfolação. Dessa vez fiz sandboard, cai tombos de todos os jeitos mas aprendi, kkkkk. O negócio difícil! no começo. Como se não bastasse fomos para o Rosa Sul e trilhamos pela Trilha do Luz sob os últimos raios do Sol. Um espetáculo. Para voltar pedimos informação e entramos num túnel de árvores que leva até o Rosa, o tal do Caminho do Rei. Não foi nada fácil, com pouca luz, o tamanho da subida, e o cansaço acumulado, precisamos fazer algumas pausas inclusive. Mas no final achamos uma viela que cortava, depois de terminar o caminho do rei, cerca de 1 km pela estrada comum. Um pouco de medo de entrar em local privativo? Tivemos, mas o cansaço era mais forte que o medo, kkk. No dia seguinte, fizemos 16 km entre Praia da Ferrugem e Praia do Rosa uma trilha sensacional, na verdade a junção de 3 trilhas (Trilha da Caranha, Trilha do Ouvidor, Trilha da Praia Vermelha). Pela areias e costões foi sensacional.Após uma bela anchova triturada na vila da Ferrugem e um cochilo para repor as energias, nada como um banho refrescante na Praia da Vigia, apesar dos ardido da areia esfolada, para relaxar. Antes da noite fomos ver o Sol se pôr do Morro das Antenas, conheci um morador muito simpático, ficamos conversando até a noite cair por completo. Durante uma passeio na Vila, que começou a chover, aproveitamos para visitar a Igreja de São Joaquim - obra prima, e a convite de um simpático capelão ficamos para acompanhar a missa. ALÉM DO COMUM No dia seguinte, saímos cedinho novamente. Conhecemos a Lagoa de Ibiraquera, e sua praia agradável. Curioso que a partir daqui a paisagem muda drasticamente, de montanhas cobertas de verde, passamos a uma vastidão de areia fina, coberta por pequena ilhas de arbustos e esparsar árvores características do litoral catarinense. Sempre a beira Mar, sejam as estrada pavimentadas ou extensas costeletas (estradas não pavimentadas de areia) que parecem desgrudar os órgãos internos de que se aventura por elas. Chegamos na Praia da Ribanceira, também muito bela, e já quase deserta, mas o que mais impressionou foram alguns metros de areia depois de um trilha de 500 m, numa ponta de Mar que já destruiu uma edificação de suporte aos pescadores fica a, de nome não menos apropriado, Praia dos Amores: fácil se apaixonar. Ademais conhecemos um morador, muito simpático que nos indicou outra preciosidade do lugar acessível apenas por trilha, a Praia da Água. Lá fomos nós cruzar a elevação. Por ela, vários mirantes colocados pelos pescadores que em junho esperam ansiosos os cardumes de tainhas e a Baleia Francas, e que a nós só mostraram tartarugas sofrendo contra a fúria de Poseidon que com as ondas lançava-as na encosta pedregosa. Depois ainda passamos pelas praias de Imbituba, fizemos a trilha do Farol de Imbituba, saindo da Praia da Vila pelo costão e retornando pela trilha comum. Poderia ser chamado de Praia dos Lagartos, tamanha era a quantidade desses répteis que vimos por lá. Ainda seríamos surpreendidos nesse dia pela paixão de um holandês que nos surpreendeu com seu acervo de conchas, inexplicável. Antes de nos escondermos na noite, fomos fazer mais uma trilha, curta, ao menos era o que esperávamos. Minha nossa, foram 2 h intermináveis de sobe e desce rochas, até que saímos na Praia de Itapirubá Sul. Bom, que valeu a pena o rochoso é a melhor experiência de Itapirubá, depois do Museu das Conchas. Cansados, e esfomeados partimos por mais algumas praias, poderíamos dizer mais uma, só não dizemos porque é uma longa extensão de areia com alguns balneários. Acabamos chegando quase à noite já na Ponta do Gi, mais especificamente na Praia do Sol, a tempo apenas de entrar para o camping. O dono logo saiu e ficamos só nos, naquele deserto. Confesso que passei algum medo, lá na Ribanceira o morador tinha falado de alguns saqueamentos que haviam ocorrido recentemente naquela região, simples assim o bando chegava e levava tudo, deixando os campista sem nada, o que me confortava um pouco era o fato de o pátio ao menos ter muro. Seguirei contando, daqui a pouco...
  17. Pico da Pedra - SC - março/2019 Este pico tem 680m e esta na região de Balneário Camboriú-SC. Do topo é possível avistar desde a praia de Gravata ao lado de Penha até a ponta norte da ilha de Florianópolis. Mas a vista privilegiada é da Balneário Camboriú e itapema que estão logo abaixo com todo aquele mar ao redor. Desta vez fiz a trilha com minha filha de 8 anos que foi super de boa levamos 1h45min, sozinho faço em 1h. De carro passe pela Av. Rio Amazonas em Camboriú-SC em direção a Itapema via estrada velha, mantenha-se sempre a direita nas bifurcações acompanhando o rio a direita também. Já fiz de bike algumas vezes, é um bom rolê. A estrada sobe uma serra e termina no sítio Brilho Verde. Uma casa rural com excelente estrutura, tendo banheiros, estacionamento, serve pastel e caldo de cana. Muito organizado e limpo. A trilha começa aí, no começo uma leve subida ainda em estrada, passa por uma pedreira de mármore e logo adiante se fecha em trilha dentro da mata. A primeira parte a subida é leve. Depois de uns 20min aparece uma bifurcação siga a esquerda pois a direita leva a uma area rural do outro lado do pico. Mais adiante vem uma parte plana passando num belo jardim de mata Atlântica. Agora começa a subida são 4 lances pelas raizes e erosões. Utiliza um pouco as mãos mas bem de boa. O último lance já é no topo uma rampa de pedra exposta resultado da erosão de tantas pessoas q ali passaram. No topo a vista é magnífica. Podendo avistar todo o litoral.
  18. Travessia Canyon do Funil x Canyon Laranjeiras - novembro/2018 Essa travessia foi feita com os meus parceiros Wagner e o filho dele o Pedro. Foi uma trilha bem tranquila, saímos de carro de Itajai-SC com destino a Bom Jardim da Serra-SC subindo a serra do Rio do Rastro, passando a cidade de Bom Jardim entrando na estrada de terra até o Canyon Laranjeiras, paramos o carro na propriedade do Didio, 3km antes da fazenda Laranjeiras e fizemos um belo de um almoço na casa dele. Combinamos de deixar o carro ali para ser o fim da nossa travessia e ele nos deu uma carona até a substação de energia proximo ao mirante da Serra do Rio do Rastro, local do inicio da trilha. O tempo estava querendo abaixar uma serração, na real na direção do canyon a viração já tinha tomado conta. Já passava das 16h e iniciamos nossa travessia. Já de cara uma pequena cobra nos deu as boas vindas. Os campos estavam repletos de flores colorindo o verde. Esse começo de trilha na realidade é uma estrada 4x4 plana e de fácil trajeto. Depois de 1h mais ou menos chegamos proximos ao arroio do funil aonde tem uma antena. Ali a serração estava muito densa dificultando a navegação visual, seguimos sentido norte até o arroio onde o cruzamos e fomos pela sua margem esquerda. Logo observamos o urtigão da serra uma planta com folhas gigantes bem caracteristicos dessa região. Logo após uma subida e o arroio começa a virar canyon, avistamos o curral da fazenda do Funil, andamos mais uns 5min e já avistamos as araucarias da borda do canyon, por conta da serração que já começava a molhar não conseguimos ver o canyon e fomos logo montando acampamento. Saímos para pegar água sentido norte margeando as bordas, 1min do acampamento da área onde tem as araucarias e arbustos, entra na mata nebular e já ve uma cascatinha, eu costumo seguir adiante pela trilha dos bois e andar mais um pouco proximo a borda tem outro fio dágua que prefiro pegar. Barracas montadas, hora de fazer a janta. Ainda bem que trouxemos uma lona para cozinha pois a serração foi ficando mais forte e estava molhando bem. Fizemos uma bela macarronada a carbonara, regada de vinho, e ficamos batendo um bom papo até que o sono pegou. No dia seguinte acordamos cedo, demos uma volta e o tempo parecia que ia abrir, tomamos café, desmontamos o campo e por volta das 8h30 saimos rumo norte, antes passamos para abastecer nossos cantis e varar a mata da encosta, desta vez encontrei uma trilha melhor e mais curta por dentro da mata, apesar que essas matas com araucarias são bem limpas em baixo, com grandes xaxins e arvores pequenas. Vencido a subida da encosta dentro da mata alcançamos um plato conhecido como morro dos anastacios, onde tem uma antena bem no topo e um marco geodesico junto de umas placas sinalizadoras do radar do cindacta que esta no morro na igreja distante ainda uns 30km, bem visivel deste ponto. Esse morro dos anastacios tem um temido charco, da primeira vez que passei ali eu não conhecia e cruzamos exatamente no meio dele, levamos quase 2 horas afundando os pés nas turfas. Desta vez fui bordeando o peral até proximo da antena e ali cruzamos o morro já no caminho para a trilha que descia para o próximo vale. Desta vez encontramos o capataz da fazenda Anastacio, era o Edson que era o irmão da Dona Zue da Fazenda Santa Candida, batemos um papo e depois a gente seguiu o caminho. Logo adiante começa a descida por um pequeno vale margeando o rio, passando por cerca de arame farpado (uma constante no percurso inclusive). Até chegar no vale, um vale muito bonito, eu particularmente acho essa passagem o ponto alto da travessia, cercado por morros com muita araucaria, o vale verde serpenteado pelo rio, e nesta epoca estava muito florido. Segue proximo as bordas até a subida do morro do outro lado. O topo é formado de esporões de pedra e logo abaixo é o canyon do Portal. Chegamos ai por volta das 13h e almoçamos a serração tomou conta do lugar. Esse vale é bem largo e com um grande charco no meio. Interessante que a grande maiorias destes vales com excessão talvez do canyon do Funil todos os rios correm sentido oeste. Aqui para evitar o charco tem que descer a encosta e ir sentido oeste passar ao lado de uma pequena mata e descer pelo piquete (cruzando alguns arames farpados) ao avistar o saleiro seguir em direção a ele, cruze e siga adiante em direção a rampa do morro do outro lado, vai cruzar o rio que se forma no charco. Uma boa parada para um banho. Depois é só subir a rampa parece uma antiga estrada de caminhão da epoca das madeireiras. No plano tem um grande charco de novo, tentar cruzar o quanto antes até a mata do outro lado e seguir pro norte, vai ser observado duas "ilhas" de mata no meio do charco. Ali uma pausa na borda é bem vindo pela vista e preparar o folego para a subida. A subida tem dois lances, e o ultimo chega no topo onde vai caminhar muito proximo da borda, mantenha esse caminho pois o campo com alguns pinus ellioti é um grande charco. Ai tem um marco geodesico e logo a seguir a mata que separa do Canyon Laranjeiras. É um vara mato de uns 800m em descida com muitas trilhas de boi, bem facil se perder, tem q manter sempre norte até sair no campo do outro lado. Neste campo caminha-se por um vale muito bonito rodeado de mata logo abaixo a esquerda vai seguindo o fluxo do rio que curiosamente 2 rios correm paralelos um de cada lado das matas e um corredor de campo no meio, fomos seguindo por ai já passado das 16h. no final deste corredor a esquerda esta o canyon, porem tem q tomar cuidado ao adentrar na mata pois é um labirinto de caminhos, muito facil se perder, mantenha-se entre a mata e o campo, apesar de ser dificil isso tambem, por conta da grande trilha que tem nessa mata. Neste momento demoramos bastante até alcançar as bordas do canyon, mas ali achamos um local excelente para acampar, perto de agua, quase na borda do canyon e com uma cachoeira para banhar-se a 5 min de caminhada. Essa cachoeira esta no pequeno canyon que forma a grande cascata do canyon Laranjeiras. Acampamos ali mesmo e montamos a barraca e nossa cozinha. Foi mais uma noite de muitas risadas e vinho. Tivemos a sorte de ver um espetaculo da natureza proporcionado pelos vagalumes. No dia seguinte amanheceu um dia de sol e exploramos bastante as redondezas, inclusive indo até o castelo, uma quase "ilha" de pedra rodeada por paredões de todos os lados tendo somente uma pequena passagem estreita na mata para cruzar. Caminhamos bastante pela mata atrás e por seu labirinto até o vale que viemos. Pela tarde fomos até a cachoeira e tomamos um belo banho gelado. Continuamos mais uma noite acampados ali. No dia seguinte saimos cedo uma pequena garoa que logo se foi, caminhamos até a outra borda do mirante principal do canyon e cerca de uma hora ate a fazenda Laranjeiras pela trilha principal, na fazenda fomos falar com o sr. Assis e Dna. Zuê. Ficamos um pouco por ali e depois tocamos pela estrada até a propriedade do Gigio. Desta vez não ficamos para o almoço, nos despedimos deles e agradecemos a receptividade de sempre. (RECOMENDO MUITO ALMOÇAR ALI) agora ele esta estruturando melhor para atender mais gente, construiu 2 chales que quero logo, logo levar minhas meninas lá para uma passeio a cavalo, comer pinhão, e curtir a vida do campo.
  19. Bom dia, estou planejando um mochilão sozinho para o Sul, e não pretendo gastar muito. Estou com a passagem de avião comprada para Porto Alegre (RS), e vou partir de Campinas (SP) dia 09/04. A ideia é subir passando pelas cidades de ônibus até chegar em Florianópolis (SC). Até o momento estou pesquisando o que fazer em Porto Alegre e depois em Gramado (RS). Mas depois de Gramado estou em dúvida de quais as melhores opções, até porque estarei a pé, e vi que tem muitos rolês legais, como Cambará do Sul (RS), que são melhores de carro _ e pegar carro não é uma opção. Quem puder me ajudar com dicas, seria muito grato =D
  20. Uma praia que faz você se sentir transportado para Hollywood… Sim, em Santa Catarina temos aquela que o próprio nome já diz: Jurerê “Internacional“. A tão famosa praia catarinense no bairro de mesmo nome, onde você vai se sentir em Hollywood, isso porque o bairro é rodeado por mansões dos mais altos padrões da região. Ao caminhar pelas ruas luxuosas … Leia mais… http://www.gotravel2live.com/brasil/jurere-florianopolis/
  21. olá, bem vindo Toresu !! ficar no centro, talvez, seja o local com melhores acessos para todos locais da ilha, mas isso depende muito dos meios que se dispõe (bike, onibus, pés, carro). sugiro ler os tópicos e verá as distintas opniões dos mochileiros, veja: dicas-de-florianopolis-t52210.html e hoteis-e-albergues-florianopolis-t49731.html?hilit=hospedagem eu sempre prefiro escolher alguma praia (do sul, de preferência, mas já fiquei em, pelo menos, umas 15 diferentes em toda ilha) ou, na lagoa q tb é um ótimo local pra conhecer este lado da ilha (até moçambique, barra, prainha!, mole, galheta!, joaca, tavares, campeche, incluir a costa e o canto)...... acho que em outubro estaremos em uma das melhores estações, a primavera!!! ñ chove muito e já começa a esquentar, sem contar na luminosidade, no brilho e colorido das plantas heheehe boas trips, estamos aí!!
  22. Escolhemos um dos últimos dias de 2018 para conhecer a Rota das Cachoeiras, no município de Corupá (SC), região da Rota dos Príncipes. Mais precisamente o dia 29 de dezembro, um sábado de sol e temperaturas bastante elevadas. A Reserva Particular do Patrimônio Natural – Emílio Fiorentino Battistella (RPPN) abriga 14 cachoeiras e uma natureza exuberante, com plantas e animais típicos da Mata Atlântica. Nós encaramos a trilha “Passa Águas”, com percurso de 2.900 metros, percorrendo as margens do Rio Novo. O nível de dificuldade é considerado moderado, mas tem alguns trechos de forte inclinação, que exige um pouco mais de disposição e vigor dos visitantes. Ponto de Partida Chegamos na entrada da trilha por volta do meio dia. No caminho até a Reserva fomos guiados pelo GPS e acabamos seguindo por uma rota alterativa, numa estrada rural bastante estreita, íngreme e, em alguns pontos, com espaço para apenas um veículo. Por conta disso, não passamos pelos pontos onde são vendidos os ingressos de acesso à Reserva e tivemos um certo transtorno ao chegar na entrada da trilha. Sem os bilhetes, precisamos ir de carro ao ponto de venda, distante alguns minutos dali. Como viemos por outro caminho, também sentimos a ausência de placas e sinalizações para os visitantes detalhando tais informações. O bilhete foi adquirido no Camping e Restaurante Rio Novo, que estava localizado na estrada principal. A informação foi repassada por um funcionário da reserva que estava à beira da estrada ajudando os motoristas a estacionarem os veículos. Conseguimos estacionar relativamente próximo da entrada do Parque, onde uma pessoa recebeu os ingressos, deu algumas instruções e entregou folders informativos. Este ponto é o único local com estrutura de banheiro e lanchonete. Usufruímos apenas o banheiro, no final do dia e, estava relativamente limpo. O local também possui duchas para os usuários e um espaço com churrasqueiras. No início da trilha até a primeira queda d’agua, existe mobilidade para cadeirantes. A partir dali o visitante segue imerso na mata, com um relevo mais acentuado e marcado por uma infinidade de degraus, passarelas e algumas pontes. Tempo de trilha Nós levamos quase quatro horas para chegar até o final da trilha, mas fizemos diversas paradas para descansar, lanchar e registrar várias fotos. Fizemos o percurso sem pressa, com tranquilidade para ir e voltar antes do fechamento do Parque. A volta foi bem mais rápida, sendo concluída em cerca de 1h30. As cachoeiras A Rota das Cachoeiras é formada pelas seguintes quedas d`água: Cachoeira do Suspiro Cachoeira da Banheira Cachoeira dos 3 Patamares Cachoeira da Pousada do Café Cachoeira do Repouso Cachoeira do Remanso Grande Cachoeira da Confluência I, Cachoeira da Confluência II Cachoeira das Corredeiras Cachoeira do Tombo Cachoeira do Palmito Cachoeira da Surpresa Cachoeira do Boqueirão (estava interditada) Cachoeira do Salto Grande A beleza e a particularidade de cada uma, você pode conferir no vídeo logo abaixo, que preparamos para compartilhar aqui no blog. Cada cachoeira é única e merece uma parada para contemplação. O banho é permitido somente na Cachoeira da Confluência, que fica praticamente na metade do percurso. Ela está mais para uma corredeira, portanto, não espere por um grande mergulho. As cachoeiras ficam bem próximas uma das outras, exceto o trajeto entre as duas últimas quedas d`água. Na época da nossa visita, a Cachoeira do Boqueirãoestava com o acesso interditado. Entre a Cachoeira da Surpresa e a do Salto Grande, percorremos a distância de 1100 metros numa trilha com bem menos estrutura e pontos com bastante inclinação. Tudo isso somado ao cansaço, tornou a caminhada ainda mais difícil. A última queda A medida que nos aproximávamos da Cachoeira do Salto Grande, o barulho das águas se intensificava anunciando a proximidade da queda. Um ruído que fazia crescer em nós o sentimento de alívio pela missão que se cumpria. Impossível não ficar impressionado com os 125 metros de queda, a visão espetacular dos paredões ou com a infinidade de plantas que o cercam. A umidade sendo arremessada no rosto através do vento, a água escorrendo forte corredeira abaixo, o barulho dos pássaros, a sombra das árvores, os diversos tons de verde que variam do musgo até as folhas mais escuras… Um cenário lindo para ser apreciado e registrado. O que levar A trilha é longa e com imersão total na Mata Atlântica. Portanto, antes de adentrar a Reserva esteja abastecido com bastante água, lanche para comer durante o percurso e repelente para espantar os insetos. Não esqueça de usar roupas leves e um calçado fechado e bem confortável (leve em consideração o solo úmido e, se possível, escolha algum com solado antiderrapante). A trilha é dentro de mata fechada, com algumas aberturas de sol, geralmente próximas às quedas de água. Os óculos de sol e filtro solar se tornam mais necessários nestes pontos. Se você é daqueles que gostam de registrar muitas fotos e vídeos, leve uma bateria extra. Atenção para crianças, idosos e pessoas com problemas de locomoção ou muito sedentárias. Elas podem ter dificuldades para concluir o trajeto, principalmente em dias de altas temperaturas, quando o cansaço é intensificado pelo calor. Para quem quiser mais detalhes sobre a Trilha, deixo aqui o link do blog. Lá tem informações, fotos e vídeo com imagens de todo o passeio: https://poenabagagem.travel.blog/2018/12/29/rotadascachoeiras/
  23. Resumo: Itinerário: Itajaí → Balneário Camboriú → Canelinha → Nova Trento → Santuário de Madre Paulina Período: 19/12/2018 a 26/12/2018 Gasto Total: R$ 582,96 Gasto sem Transporte de Viagem: R$ 389,96 Média Diária: R$ 55,71 Ida e Volta por Carona do BlaBlaCar (R$ 97,00 de ida e R$ 96,00 de volta) Considerações Gerais Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes. Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade. Informações Gerais: Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva pesada houve na 5.a feira (20/12) à noite, quando estava vendo o espetáculo de Natal em Itajaí e na 6.a feira (21/12) no meio da tarde, quando estava chegando em Balneário Camboriú, que durou cerca de 45 minutos. Chuva leve houve na ida à Canelinha no domingo (23/12) e na região de Nova Trento, na 2.a (24/12) e 3.a (25/12). As temperaturas também estiveram bem razoáveis (para um paulistano), chegando em média a 32 C ao longo do dia e caindo até 20 C à noite. A população de uma maneira geral foi cordial e gentil 👍. As paisagens das praias, da vegetação e do Santuário agradaram-me muito , principalmente as próprias praias, o mar, a vista a partir de pontos altos, a mata, o templo e os locais históricos e religiosos. Como era época natalina, pude aproveitar vários locais com iluminação e decoração de Natal 👍. A caminhada no geral foi tranquila. Mesmo quando precisei andar nas estradas, o acostamento na maior parte do percurso foi bem aceitável. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada) nas praias, nas estradas nem nas cidades. Não houve nenhum obstáculo relevante nas praias, pois como estavam em cidades, havia alternativas. Todos aceitaram cartão de crédito sem acréscimo. Só a carona de volta paguei em dinheiro. Gastei na viagem aproximadamente R$ 582,96, sendo aproximadamente R$ 20,46 com alimentação, R$ 369,50 com hospedagem, R$ 97,00 com a carona de ida e R$ 96,00 com a carona de volta para São Paulo. Sem contar o custo das caronas entre São Paulo e Itajaí e entre Tijucas e São Paulo, o gasto foi de R$ 389,96 (média de R$ 55,71 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico. A Viagem: Minha viagem foi de SP (Estação Consolação do Metrô) a Itajaí em 19/12/2018 pelo BlaBlaCar (https://www.blablacar.com.br). Saímos cerca de 9:30. O ofertante da carona era Élton Luís dos Santos, professor do CEFET, que tinha saído do Rio e estava indo para Porto Alegre. Fomos com o engenheiro mecânico Rogério e o jovem Eduardo, que queria ser político. Desceram em Curitiba, onde subiram Tiago, que foi até Joinville e Naimara, que iria até Florianópolis. Ao longo do trajeto conversamos muito sobre assuntos variados. Ele me deixou na estrada perto de 20:15, no ponto mais próximo para eu ir caminhando até o hostel em Itajaí. Paguei R$ 97,00 com cartão de crédito (paguei o abastecimento do carro num posto). Na estrada comi sanduíches que tinha trazido de casa 🥪. Fui andando por 3 km (cerca de 35 minutos) da estrada até o hostel em Itajaí. Fiquei no Fica, Vai Ter Bolo Hostel (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g1143387-d15263814-Reviews-Fica_Vai_Ter_Bolo_Hostel-Itajai_State_of_Santa_Catarina.html) por R$ 50,00 a diária, paga com cartão de crédito, com direito a café da manhã. Já havia reservado via Booking (https://www.booking.com). A dona era Francine, pedagoga, que o estava ampliando para a temporada de verão. Seu pai e amigos estavam trabalhando nisto quando cheguei. Sua mãe Jaqueline, diretora de escola, também estava lá. Francine tinha 2 filhos adotivos. Receberam-me muito bem 👍. Deram-me um quarto privativo, pois os coletivos estavam em obras para receber as pessoas na temporada depois do Natal. Conversei com eles sobre viagens e estilo de vida. Experimentaram comer pedacinhos de abóbora moranga crua, que eu havia levado para não estragar em SP. Ofereceram-me camarões cozidos como cortesia, mas recusei porque não como carne. Cozinhei arroz, feijão, soja e batata e juntei com abóbora e chicória para o jantar. Trouxe tudo de casa. Na 5.a feira 20/12 fui conhecer Itajaí. Tomei café da manhã com pães, requeijão, doce de leite, doce de banana e bolo de cenoura, durante o qual conversei com Francine sobre hostels, Itajaí e São Paulo. Depois a funcionária Elisa, que era do Mato Grosso e em breve iria para Parati, ensinou-me o caminho até o Bradesco, onde fui depositar o dinheiro que não precisei usar para as diárias. Inicialmente fui conhecer o centro histórico e todos os prédios e monumentos associados. Havia placas com informações e mapas das redondezas nos diversos pontos turísticos, o que facilitou tudo e ainda me deu sugestões de pontos a conhecer. Achei muito interessante a diversidade de peixes no Mercado do Peixe 🐟. Depois fui conhecer as praias, parques e montes. Não tinha ido de roupa de banho por baixo da calça, então não pude nadar . Gostei das praias. A foto abaixo mostra a Praia do Atalaia. Gostei também das vistas a partir dos molhes, das paisagens naturais e dos parques . Achei especialmente belas as vistas a partir do Molhe da Barra, a partir do mirante do Parque do Atalaia e a partir do morro de salto de parapente . A vista a partir do Morro da Cruz também foi boa, mas não contemplava tantas áreas naturais. No Parque do Atalaia aproveitei para tomar água, que estava disponível para o público. Não pude ir até o Farol das Cabeçudas porque estava fechado o acesso privativo da Marinha e não havia ninguém a quem perguntar. À noite vi a iluminação de Natal no calçadão principal, na Igreja, no museu e a apresentação de Natal, com desfile de Papai Noel e dançarinas que terminou no Museu Histórico, onde houve apresentações com várias músicas 👍. Pouco depois do desfile acabar e começarem as músicas, começou uma enorme tempestade ⛈️, com muitos e próximos raios, que durou toda a apresentação e mais um pouco e chegou a fazer a água subir até parte da calçada. Devido à tempestade, a projeção de luzes na catedral e no museu foi cancelada 😞. Após a chuva diminuir bastante voltei caminhando para o hostel por cerca de 30 minutos. Várias ruas estavam com muita água nas calçadas e nas laterais, o que fez com que precisasse andar em pontos com água até um pouco acima da canela. Jantei arroz, feijão, soja, batata, abóbora, chicória e mamão. Comi manga e pão com margarina de sobremesa. Na 6.a feira 21/12 fui para Balneário Camboriú. Tomei café da manhã, desta vez com bolo de maça, que achei bom. Despedi-me de todos, incluindo Pedro, filho adotivo da Francine. Um hóspede mineiro pediu para tirar uma foto minha vestido com a camiseta do guaraná Dolly, de que disse ser fã. Inicialmente passei pela Igreja Imaculada Conceição, que estava fechada na hora do almoço em que a visitei no dia anterior. Desta vez estava aberta e pude conhecê-la. Passei novamente pelas praias do Atalaia e Cabeçudas. Depois fui à Praia Brava e à Praia da Solidão, em que para chegar peguei uma trilha íngreme e não muito fácil e para voltar fui pelo mar, mesmo com maré já alta, tomando cuidado com as pedras. Na Praia da Solidão cortei o dedo do pé numa pedra . Quando voltei à Praia Brava, como já estava molhado, aproveitei para tomar um banho de mar. Havia deixado minha mochila com uma moça antes da trilha e ela a guardou até o fim do banho de mar. Achei a praia bela e boa para aproveitar 👍. Estava tranquila . Depois fui caminhando pela praia até seu fim e aí subi no Morro do Careca, já em Balneário Camboriú. No caminho havia um mirante que apresentava boa vista para a Praia do Buraco. A foto da Praia Brava a partir do alto do Morro do Careca está a seguir. Achei as diferentes vistas a partir do Morro do Careca espetaculares . Havia vários cadeirantes fazendo voos de parapentes. Todos os voos eram junto com profissionais. Num deles, devido às condições do vento, foram necessárias várias tentativas para o pouso, o que me pareceu trazer uma certa tensão para o público que acompanhava. Depois desci, fui à Praia do Buraco e tomei nela um delicioso banho de mar. Caminhei para o fim da praia e peguei o deck norte. Aí começou a garoar. Perto do fim do deck, a chuva começou a engrossar 🌧️ e eu arrumei um local para me abrigar, um local coberto do outro lado da avenida em que jogavam baralho, dominó e bocha. Após passar a chuva fui ao Hostel In BC Bar (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g680306-d15118480-Reviews-Hostel_In_BC-Balneario_Camboriu_State_of_Santa_Catarina.html), que havia reservado pelo Booking. Fiquei hospedado por R$ 52,25 a diária com cartão de crédito, com direito a café da manhã. O hostel era dirigido por Polaco e sua esposa Aline, que tinham uma filha chamada Natália. Havia bastante gente no hostel, incluindo uma família de 15 pessoas de Minas Gerais e interior de São Paulo, pessoas de Franca, Santo André, São Carlos, Caraguatatuba etc. Após instalar-me fui dar uma volta na orla e ver a iluminação natalina. Havia enfeites e uma árvore de Natal (neste dia apagados) na praça central e toda uma sequência de luzes no Molhe da Barra Sul, culminando com uma espécie de globo. Só achei estranho as placas de cuidado com a alta tensão ⚡, pois a chance de uma criança não ver e tocar me pareceu enorme. Devido à chuva, apareceram 2 arco-íris 🌈 no mar e nas montanhas, que fizeram uma imagem de que gostei 👍. Pude ver o pôr do sol 🌇 a partir do molhe e depois da praia, o que me agradou bastante, apesar dos prédios altos que tapavam um pouco a visão. Após escurecer foi possível ver a orla toda iluminada e perto do deck norte, já quando estava no fim da volta, ver outra árvore de natal, esta toda iluminada. Conversei com alguns hóspedes, jantei arroz feijão, soja, batata, abóbora, chicória, mamão, manga e 2 pães com margarina de sobremesa, tudo trazido de casa. No sábado 22/12 fui conhecer Balneário Camboriú. Já havia conhecido as praias da Rodovia Interpraias em uma viagem anterior, então estas ficaram de fora desta vez. Achei o café da manhã muito bom , com diferentes tipos de pães (Polaco disse que compraria um especialmente para mim, que estou evitando produtos que causem sofrimento a animais), frios, frutas, bolos, suco, café, leite etc. Valia por um almoço. Primeiramente fui andar um pouco pelo deck norte e as trilhas que ficavam perto, chegando até a Praia do Buraco, para apreciar a área com mais calma, posto que na chegada a chuva me fez passar por este trecho com rapidez. Depois fui conhecer os itens urbanos (igrejas, teatro, universidade, prefeitura, câmara e fórum), além do Cristo Luz, que estava fechado quando lá cheguei (às 12:15) e só abriria as 16 horas. Acabei ficando sem entrar nele. Mas não sei se pagaria os R$ 20,00 (até as 19 hs ou R$ 35,00 após este horário) depois de ter visto tantas paisagens espetaculares gratuitamente a partir de vários morros. Por fim fui ao Parque Ecológico, que também estava fechado 😞, embora tenha chegado no horário correto. Provavelmente era por causa da época do ano. Pouco antes de chegar a ele peguei algumas acerolas no chão, que estavam muito boas 👍. Este passeio valeu para conhecer parte de Balneário Camboriú que não é destinada a turistas 👍. Então decidi ir ao Morro do Boi, mas logo desisti, pois me disseram que o acesso era pela BR-101 e me desinteressei. Como era caminho, cruzei a ponte na estrada e fui até o outro lado do rio. Já havia passado por lá em viagem anterior, mas desta vez pude apreciar a vista com mais calma e ver detalhes do local. Passei pela Ponte Estaiada, apreciei demoradamente a vista 👍 e voltei para a Praia Central. Depois caminhei novamente pela praia, parei, fiquei lá apreciando o mar e a vista, tomei 3 banhos de mar e depois fui novamente ver a árvore e os enfeites da praça central, que desta vez parecia que iriam ser acesos. Porém ocorreu algum problema e a árvore apagou. Esperei um pouco e como não acendeu fui embora, voltando para o hostel, pois já estava anoitecendo. No meio do caminho a árvore acendeu e eu voltei para vê-la . Pude entrar nela e vê-la de dentro, o que foi interessante 👍. Ainda fui procurar um local para ver o Cristo Luz de longe, pois os prédios impediam a visão. Ele estava iluminado e alternando de cores, num espetáculo que achei muito bonito . Após apreciar novamente a orla, que achei bela de dia e de noite 👍, voltei para o hostel e jantei o mesmo que no dia anterior, sem os pães no final. O pessoal do quarto saiu para casas noturnas e eu dormi boa parte do tempo só e não quis ligar o ar condicionado. No domingo 23/12 fui para Canelinha. Após o novamente muito bom café da manhã, arrumei-me e parti. A caminhada prometia, pois pelo mapa eram 52 km. Saí perto de 9:30. Devido a algum problema no celular, não consegui enviar mensagem pelo celular para o hotel em Canelinha e fiquei meio preocupado devido à época do ano. Peguei um pouco de chuva leve no início do caminho, que apertou um pouco após eu pegar a BR-101, tanto que acabei usando a capa por cerca de 30 minutos a 1 hora. Depois parou e abriu o sol. Pude ver algumas belas paisagens de praias e mata a partir da BR. Cruzei o Morro do Boi, mas como não cheguei ao topo, não consegui grandes vistas a partir dele. Houve alguns trechos na mini serra em que o acostamento era bem estreito. No resto ele geralmente era bem amplo. Tive um pouco de dor nas costas, nada grave, e fiz bolhas nos pés, provavelmente por causa do modelo do chinelo, que tinha a fixação das alças saltadas que pressionavam partes do pé. Tomei 500 ml de água e comi dois pães de forma durante o caminho. Encontrei um passarinho morto (acho que era bem-te-vi) no acostamento. Após sair da BR havia muitos cachorros 🐕 de rua no trajeto e um animal morto na pista. Quando estava cruzando Tijucas, emocionou-me ver crianças de um bairro periférico gritando e correndo muito felizes ao verem o carro do Papai Noel 🎅 chegando , que aparentemente era de associações de comerciantes da região. A estrada de Tijucas a Canelinha apresentou paisagens rurais de que muito gostei. Logo no início vi esta paisagem. Antes desta foto, como a câmera estava apresentando erro, reiniciei o celular e aí as mensagens foram para o hotel, que me respondeu dizendo que estava tudo certo. Mais para frente, já chegando em Canelinha, houve esta paisagem. Cheguei perto de 19:30, ainda com dia claro. Cansei um pouco da caminhada. 50 km é mais do que a minha média regular. Havia uma família de cerca de 9 pessoas negociando a estadia e sendo atendida na recepção do hotel e eu os esperei. Creio que decidiram ir embora e aí fiz minha entrada. Era o Hotel Prime (https://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g2578183-d12716553-Reviews-Prime_Hotel-Canelinha_State_of_Santa_Catarina.html), em que paguei R$ 50,00 com cartão de crédito pela diária com direito a café da manhã, quarto privativo com banheiro, TV e ventilador. Cauã, um jovem adolescente, atendeu-me, sendo prestativo. O quarto tinha vista para rua, apesar de um pouco bloqueada pelo supermercado ao lado. Depois de me instalar fui fazer compras no Supermercado Macris (http://macris.com.br) por R$ 4,95 (goiabada, 2 bananas, 2 cenouras, 2 chuchus, 4 limões e 4 cebolas) com cartão de crédito e depois fui visitar a praça central, que tinha um prédio público iluminado e luzinhas natalinas em árvores 👍. Jantei sanduíches 🥪 de abóbora, mamão, limão, chuchu, cenoura e cebola, com banana e pão com goiabada de sobremesa. Na 2.a feira 24/12 fui para Nova Trento. O café da manhã foi muito bom , com alguns tipos de pão, manteiga, frios, frutas, bolos, sucos, café, leite etc, preparado por Patrícia. Primeiramente visitei a igreja em Canelinha, que no dia anterior estava fechada e depois saí perto de 10:45. Atrasei porque fiquei enviando as mensagens de Natal . Achei que a estrada de Canelinha a Nova Trento tinha paisagens naturais belas 👍. Foram aproximadamente 18 km. Cheguei perto de 14:15. Carlice, atendente da Pousada CEIC (https://ceicsc.com.br), recebeu-me lembrando-me da conversa que havíamos tido por e-mail para fazer a reserva. Paguei R$ 65,00 (já havia feito depósito de R$ 32,50 quando reservei e paguei os R$ 32,50 que restavam com cartão de crédito) por uma diária na ala da espiritualidade, num quarto privativo, com ar condicionado e banheiro, sem TV (porque era para retiros) e sem direito a café da manhã. Mas Carlice informou-me que me seria concedido o café da manhã como cortesia, como presente de Natal . Acomodei-me e fui visitar a igreja matriz e depois fui ao Supermercado Archer (https://www.archer.com.br), onde comprei R$ 5,71 (pepino, laranja, abobrinha e pão de aipim). Após chegar à cidade fiquei sabendo que a mãe de uma amiga espanhola havia morrido. Sua voz parecia um pouco fragilizada. Quando voltava do supermercado um beija-flor 🐦 parou na minha frente e ficou bicando uma flor em uma árvore. Achei muito interessante a coincidência da vida que flui e reflui, como um sinal, sincronicidade. Informei-me sobre um outro santuário que descobri que existia na cidade e saí para o Santuário de Madre Paulina (https://www.santuariosantapaulina.org.br), que ficava a cerca de 6 km. Achei bonitas as paisagens no caminho para o Santuário, incluindo cascatas, hortênsias, mata etc 👍. Uma foto da paisagem segue. O Santuário ⛪ pareceu-me enorme, com um templo bem alto e amplo, vários outros pontos de visitação (oratórios, cascatas, casebre histórico, capela, colina, velário e muitos outros) . Visitei quase todos os que constavam no mapa e depois fui assistir à Missa de Natal. Foi uma celebração especial com encenação de Maria e José, músicas específicas de Natal e a colocação de Jesus no presépio. Houve coral e pequena orquestra natalina. Gostei bastante da celebração 👍, que tinha bastante gente. Depois, ao sair, já à noite, pude ver o templo todo iluminado, conforme foto a seguir. Saí para voltar andando cerca de 21:30 e não tive nenhum problema. Quando cheguei à cidade passei pela praça para ver a iluminação de Natal 👍. Cheguei na pousada quando Carlice estava trocando de plantão, e ainda tive tempo de lhe desejar feliz Natal. Jantei sanduíches 🥪 de pão, manteiga, cenoura, limão, cebola, abobrinha, chuchu e abóbora, e banana e goiabada de sobremesa. Na 3.a feira 25/12 fui conhecer o outro santuário e voltei ao Santuário de Madre Paulina. Luís atendeu-me de manhã e me relembrou que o café era cortesia. Fui tomá-lo e o achei excelente . Era um enorme buffet, com vários tipos de pães, manteiga, margarina, queijos, frios, bolos, cuca, panetone, doces, iogurte, sucos, café, leite etc. Tomei o café sozinho. Havia mais 3 hóspedes, mas ainda não haviam descido. Após terminar, Luís explicou-me os pontos a visitar dentro da pousada e comecei indo conhecer uma exposição na casa em que Paulina havia recebido seus votos, contando como foi sua trajetória. Depois fui visitar um local chamado de calvário, que ficava no quintal da pousada e tinha as passagens da Via Crúcis. Visitei também a capela e o jardim. Luís deu-me um presente de Natal, que o CEIC estava ofertando aos seus hóspedes no Natal 👍. Depois aprontei-me, combinei com ele de deixar minha mochila na recepção e pegar à noite e fui conhecer os pontos da cidade. Fui primeiramente ao Santuário de Nossa Senhora do Bom Socorro ⛪. Começou uma garoa fina, mas nada que incomodasse. Achei a temperatura agradável (mais de 20 C). No caminho, que era uma enorme subida, havia um Museu Italiano de Pulgas, que olhei por fora e foi possível encontrar pontos com ampla vista. Pena que estava um pouco encoberto e não deu para ver tudo. Encontrei um rapaz que havia visitado o santuário e estava descendo. Ao chegar lá pude visitar o santuário por fora. A igreja estava fechada. A vista pareceu-me muito boa 👍. Não pude ver tudo porque havia muitas nuvens, mas deu para ver até uma parte do litoral. Após sair de lá fui para o Calvário, que ficava num morro afastado 1 ou 2 km do centro. Achei-o interessante, com as passagens da Via Crúcis. Havia uma capela anexa, mas estava fechada. A vista de lá também foi interessante, mas o morro era baixo. Reencontrei o rapaz do caminho do Bom Socorro indo para o Calvário quando eu já estava voltando. Saindo de lá voltei ao Santuário de Madre Paulina para conhecer os pontos que não havia tido tempo de ver no dia anterior e para rever o Santuário, de que havia gostado muito. A Colina estava fechada porque era Natal e os funcionários estavam de folga. O Caminho Mariano, outro ponto que tinha faltado, estava aberto. Além de tê-lo achado belo, a vista a partir dele agradou-me bastante 👍. Lá encontrei uma família de Chapecó, cujo pai e marido trabalhava com sistemas para o agronegócio. Novamente gostei muito do santuário e fiquei admirando o interior do templo e a vista de fora . Tentei conseguir carona sem sucesso. Voltei a pé até Nova Trento, desejei feliz Natal para o atendente Cláudio, que havia substituído Luís e rumei para Canelinha. No caminho ainda visitei a Capela de Santa Ágata, histórica. Novamente apreciei a paisagem. 6 km antes de Canelinha, repentinamente apareceu uma moça de motocicleta na minha frente e me perguntou se eu queria carona, dizendo que tinha capacete para o passageiro. Como eu estava andando no acostamento da contra mão, ela precisou fazer a volta para ir me perguntar. Disse que tinha me visto e achado que eu iria para Canelinha. Fiquei surpreso e disse que tinha um pouco de receio porque havia queimado a perna numa carona de moto. Ela falou que bastava tomar cuidado e eu aceitei. Levou-me até a porta do hotel e ainda me ofereceu um pacote de biscoitos que havia ganho, que eu recusei. Economizou-me quase 1 hora e me fez não andar no escuro completo na estrada . Agradeci muito e lhe disse que em São Paulo seria inimaginável uma mulher sozinha parar sua motocicleta na estrada, já escurecendo, para oferecer carona a um homem estranho com uma mochila nas costas . Após chegar ao Hotel Prime (o mesmo de antes, pagando o mesmo valor de diária – R$ 50,00 – e ficando no mesmo quarto, com as mesmas condições) e me instalar, fui jantar e chegou Márcia, uma amiga que eu havia conhecido numa viagem 2 anos antes, na caminhada da Enseada do Brito até Balneário Camboriú. Conversamos longamente durante o jantar (que foi de sanduíches 🥪, laranja e goiabada) sobre a vida, viagens, trabalho e Canelinha e ela me deu várias sugestões de passeios a fazer no dia seguinte. Na despedida ainda me deu uma caixa de bombons de presente 👍. Antes de dormir fui dar uma volta na praça e rever a iluminação natalina. Na 4.a feira 26/12 fui para Tijucas para pegar a carona do BlaBlaCar (https://www.blablacar.com.br) para São Paulo. Inicialmente tomei o café da manhã. Não havia mais pães, pois a padaria estava fechada e provavelmente os outros hóspedes haviam comido o que restou. Fui ver se o supermercado estava aberto e como estava, perguntei a Cauã se poderia comprá-los. Ele foi e trouxe pães integrais, conforme minha preferência 👍. Então saí para ir conhecer os pontos de que Márcia havia falado, a Igreja de Santana, o Casarão dos Santana e a pista de motocross. Achei a vista do morro onde ficava a igreja muito boa e bonitas as paisagens naturais nos caminhos 👍. Voltei ao hotel, peguei a mochila, despedi-me de Cauã e fui rumo a Tijucas. Novamente apreciei a paisagem. Num determinado trecho, um veículo (acho que era um pequeno caminhão) passou por mim rapidamente e meu boné voou. Quando fui pegá-lo uma aranha média (não era minúscula, mas também não era grande) entrou nele. Tirei-a e ela pulou de volta . Coloquei o boné no chão na vegetação e a estimulei a sair e ela se foi para o mato. Chegando em Tijucas visitei o local onde ficam os dinossauros, que estava com enfeites natalinos próximos. Andei pela margem do rio e visitei a igreja. Revisitei casarões que havia visitado na viagem anterior e fui para a Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, que estava fechada. Pensei em ir à praia, mas achei que ficaria tarde. Resolvi então passear pela margem do rio. Segue uma foto dele. Depois fui à padaria para comer 4 pães antes de ir esperar a viagem. Paguei R$ 1,40 com cartão de crédito por eles e os comi lá mesmo, junto com a margarina que eu tinha. Depois fui esperar a carona no local combinado, que era um posto Ipiranga na lateral da BR-101. A carona foi com Mateus, que devido ao trânsito em Florianópolis, chegou 2 horas depois do combinado. Mas como conversamos por whatsapp, esperei sem problemas. No carro já havia um casal que vinha de Florianópolis e foi até Curitiba. Lá outro casal subiu para vir até São Paulo. Mateus tinha saído de Porto Alegre e vinha até São Paulo. Saímos de Tijucas perto de 18:30 e Mateus deixou-me em casa como combinado perto de 4 horas da manhã de 5.a feira 27/12. Durante a viagem conversamos bastante sobre muitos assuntos, a partir de certo ponto eu já estava com bastante sono 😴, mas não dormi. Paguei R$ 96,00 em dinheiro.
  24. Olá mochileiros! Estou planejando uma empreitada para a região do Campos do Quiriri. Não conheço a região e gostaria de saber como é a trilha, se é bem demarcada e também se alguém tem o track log saindo da Pedra da tartaruga até o Marco da Divisa. Abraço;
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