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Patagônia Chilena e Argentina- Primavera 2010-via região dos lagos


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22 dias numa das viagens mais marcantes da minha vida

 

Roteiro:

Rio-Bariloche-Puerto Varas-Fiordes Chilenos-Puerto Natales-Torres del Paine-El Chalten-El Calafate-Ushuaia-Buenos Aires

 

Entre avião, ônibus, barco, fui descendo de Bariloche até o Fim do Mundo. Lugares que recomendo a todos os apaixonados por aventura, natureza e trekking.

 

Vou postar aos poucos e estou a disposição para responder a dúvidas e curiosidades.

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Cheguei a Bariloche já no fim da tarde, após fazer escala e troca de aeroportos em Buenos Aires. Valeu pra trocar Reais por Pesos no Banco de La Nacion no Ezeiza, muito boa cotação. Pra se ter uma ideia, na época, no ezeiza pagava 2,25 e o no aeroparque 1,85.

Em Bariloche só deu pra fazer um reconhecimento do centro pela Bartolmeu Mitre e Centro Cívico. Lojas muito turísticas(caras) e muito chocolate!

Fiquei no Hostel EL Gaucho, simples, café da manhã fraco, porém muito limpo e o dono é muito solícito.

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Acordei, voltei ao Centro Cívico e depois fui a rodoviária comprar passagem para Puerto Varas. De lá peguei o ônibus 20 para o Cerro Campanário. Subi de teleférico e ao chegar lá em cima me emocionei coma vista do lago Nahuel Huapi. O dia estava lindo e o lago numa cor azul incrível. Foi meu primeiro passeio, mas talvez entre as 5 melhores paisagens de toda a viagem.

De lá peguei o bus de novo e fui para o Llao Llao, de onde pude tirar mais fotos incríveis.

No fim do dia, voltei para o centro e ainda fiquei caminhando na orla.

Bariloche me surpreendeu com seu visual de interior alemão e paisagem suiça.

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Nesse dia fui conhecer o Cerro Catedral, estação de ski, que mesmo fora de temporada vale uma visita pelo visual. Pega-se um bus pro catedral na rua em frente ao centro cívico. Vem escrito no bus e tem horários específicos. Nos albergues e no centro cívico eles dão os horários das linhas. No cume ainda tinha muita neve e muito frio a quase 2000m. Sobe com o cable carril e depois de teleférico.

A tarde fiquei em dúvida do que fazer. Pensei em ir ao Cerro Otto, visitar a confeitaria giratória, mas estava meio cansado de pegar ônibus e teleférico. O que fazer? Recorri ao alemão do El Gaucho e ele disse: "Não gaste mais tempo em ônibus e funicular. Faça uma caminhada até o Cerro Otto ou pelo menos até Piedra Blanca. Ele me explicou o caminho, falou que do hostel era 1km até o início da trilha, 5km até Piedras Blancas e 3km até Cerro otto. Depois poderia descer de funicular . Me pareceu uma boa ideia apesar do resfriado que peguei logo no segundo dia e das dores que sentia nos pés por causa das botas ainda não tão amaciadas. Não caia nessa de botas pré amaciadas. Hoje eu amo minha botas nômade finisterre,excelentes, mas os pés precisam de um mínimo de reconhecimento das botas novas. Não faça como eu que comprei um dia antes de embarcar. paguei caro por isso, com muitos dores no calcanhar e tornozelo na linha do passador de cadarços. Tinha também decidido que não ia fazer trekking nessa primeira fase da viagem, mas tomado por um espírito estranho, lá fui eu. "Vou até Piedras Blancas", pensei, "e lá decido se volto ou continuo".

A trilha é bem bonita, ora por dentro de bosque, ora com vista para a cidade e o lago. Cheguei até Piedras Blancas, já bem cansado, por conta do meu estado gripal, mas pensei: "já cheguei aqui, tô mais perto do Otto do que do início da trilha. E lá fui eu.

Minha água estava acabando e quando começou o vento frio, avistei o destino final, no topo a confeitaria giratória. Me animei e apertei o passo. Finalmente ao chegar, estranhei duas coisa: não vi nenhum movimento de gente e muito menos da confeitaria que não girava. Foi aí que constatei a dura realidade...estava fechado!! Por que???

Só me restou voltar a trilha toda a pé, sem água e sem ter me preparado pra isso. Minhas dores e condição física foram se agravando e após 18km e 4 horas, cheguei me arrastando no hostel. Pensei, o que será de mim em Torres del Paine e El Chalten? Ok, só fui pego de surpreso e estava gripado. Tudo ia melhorar.

A noite , dei mais uma chance ao alemão que me indicou um restaurante conhecido como casa do Hobbit (Tarquino), que recomendo muito. É uma imitação da casa dos hobbits do senhor dos anéis! Muito manero e com comida boa.

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Peguei a estrada cedo para Puerto Varas, Chile. Empresa Bus Norte (Ar$85),saída 8h, bus confortável, viagem bonita. Dei sorte de sair nesse dia porque estava tudo fechado na Argentina em razão do censo nacional e começou a chover. Se bem que esse último ponto ia me acompanhar nos próximos dias. Mas em Bariloche só peguei bom tempo e a cidade me surpreendeu muito positivamente. Cheguei no terminal de buses em Puerto Varas, uma 6 quadras do centro e resolvi ir a pé. No caminho caiu um pé d`'agua absurdo e tive que entrar numa lanchonete pra comer e me abrigar.

Me hospedei no Ellen Hauss, uma espelunca, famoso por mochileiros (por ter bom preço talvez). É velho, mas é ajeitado, tem wi-fi, mas não funciona.

A cidade me decepcionou um pouco e só serve mesmo de base para os passeios que ficam um pouco afastados. Mas pelo menos é bem melhor que a maior Puerto Montt.

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Apesar do mal tempo, acordei e fui pra Ensenada, num daqueles micro ônibus padrão bolívia. Estava a caminho da lagoa de todos os santos a 60 km de Puerto varas. Perto de lá o motorista me chamou pra sentar na frente e foi explicando sobre a região como se fosse um guia. Quando soube que eu era brasileiro me apresentou pra outro passageiro que também era do Brasil , o Zé.

Chegando na Lagoa, eu e o Zé descemos a procura da lagoa de cor verde esmeralda e do vulcão osorno, mas só víamos nuvens e cinza. Resolvemos fazer uma trilha, mas não tinha mapa no local e nem demarcações nas trilhas. Depois de andar muito sem rumo na chuva resolvemos voltar. Não vimos nada que valesse a visita, mas sabíamos que era por causa do mal tempo. Tenho certeza que é um lugar muito bonito com sol.

Saímos de lá e fomos para os saltos do rio petruhue, perto dali. É no mesmo caminho. Quando se vai pra lagoa de todos os santos, passa em frente a entrada dos saltos. A lagoa é mais longe. Aí sim, em petruhue, um parque mais organizado com trilhas demarcadas. Os saltos são impressionantes, mesmo sem sol. Mas tínhamos esperança de que ia dar uma melhorada. Depois de andar um pouco, milagrosamente saiu um solzinho bem em cima de onde estávamos, apesar das nuvens continuarem a cobrir o vulcão. Aí tudo ficou mais bonito. Aquela água verde naquelas corredeiras e um vento que podia te derrubar no chão! Deu pra ver a base do vulcão que estava bem na nossa frente, gigantesco.

Saímos do parque e fomos pra estrada esperar o bus pra voltar. O tempo passou e nada, nenhum movimento. Foi aí que o Sandro Trujillo aparece com sua van oferencendo transporte pra Puerto Varas. Nós aceitamos e pagamos o mesmo preço do bus. Mais uma vez o motorista deu uma de guia e começou a falar sobre a região, o país, terremoto, futebol, Lula(eles adoram o Lula).

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Peguei um ônibus de linha e fui para Puerto Montt, pois tinha comprado uma viagem de ferry boat pelos Fiordes Chilenos até Puerto Natales, minha entrada para Patagônia. (3 dias de viagem).

Puerto Montt é uma cidade feia e comercial, nada pra fazer, apenas ponto de passagem e ainda por cima estava chovendo.

Fui até a empresa NAVIMAG para esperar a saída do barco. São U$300, em cabine mais simples, em baixa temporada. Você só consegue esse preço se comprar direto pelo site da navimag.

Resolvi começar minha viagem pela região dos lagos mais ao norte só pra poder fazer esse passeio e chegar na Patagônia pelo mar. Fiz muita expectativa sobre isso, e talvez por isso tenha me frustrado tanto, como vou contar...

O barco é um ferry que transporta também veículos e carga além dos passageiros. Diria que é uma balsa grande com estrutura para turistas.

A alimentaçâo em geral é muito boa e tem palestras todos os dias sobre a região, fauna, flora, glaciares, etc.

A cabine mais simples, onde fiquei é um corredor com 16 camas empilhadas, como se fossem gavetas. Se você tiver mais que 1,80m ou for claustrofóbico, se prepare. Mas dá pra dormir bem e tranquilo.

Farei um resumo do que aconteceu nos 3 dias de viagem aqui, na verdade, as razões pelas quais acho que joguei dinheiro e tempo fora:

O tempo não ajudou, ficou nublado todos os dias.

A paisagem se repetia e sem muita cor.

Dei azar em relação ao grupo de passageiros. Havia muitas pessoas bem mais velhas, muitos casais que não interagiam e muitos grupos de pessoas de fala alemã ou francesa que quando estavam juntos só falavam em seus idiomas nativos. Nem preciso dizer que não sei nada de alemão e francês, né?

Mas o pior de tudo foram as 12 horas em alto mar, quando o barco vai para o oceano pacífico. Não imaginava que ia passar tão mal. Não consegui sair da cama devido ao enjoo. Quando passou essa fase foi muito alívio, tanto que quando o barco parou na comunidade de Puerto Eden, eu paguei Ch$4000 para ir lá e andar numa vila feia e sem graça, pelo prazer de pisar em terra firme.

O lado bom foi parar em frente a um glaciar no caminho. Foi a primeira vez que avistei um!

 

Bom, sei que muitas pessoas gostaram do passeio e essa é apenas minha experiência. Pra mim não valeu, mas não posso dizer que pra outros não seria sensacional. Pra mim foi um conjunto de fatores e porque não aguento ficar parado quando viajo.

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Fiquei muito feliz ao avistar o cais de Puerto Natales. Ainda passei um dia com tudo rodando...

A cidade é bem simpática e a base pra se preparar pra Torres del Paine e passagem pra El Calafate (Argentina).

Fiquei no albergue Kawaskar, que recomendo muito devido a prestatividade do dono, Omar. Ele simplesmente ajeita tudo pra você em termos de transporte, compra de passagens, aluguel de equipo. Só não faz suas compras de supermercado.

Desisti de fazer o tour de 1 dia em TDP, devido a minha logística. Me preparei pra ficar 3 dias lá, mas me hospedando em um lugar só, ou seja, tinha que fazer bate volta todos os dias, o que é mais cansativo, mas funciona pra quem não tem tanto tempo ou não quer caminhar com a cargueira nas costas.

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Acordei cedo, tomei o bom desayno reforçado, que o Omar prepara dizendo que é para trekking, e peguei o ônibus as 7:30h em frente do hostel. Empresa JBA, Ch$10000 ida e volta. Vai catando corno em tudo quanto é hospedagem na cidade. A estrada é muito bonita. Em 2h se chega na guarderia laguna amarga, uma das muitas do parque. Lá você compra o ticket de entrada(Ch$15000) e pega um mapa. Dali já se avista as torres! Continuei no ônibus, pois meu destino era o Pudeto (30min), onde se embarca num catamarã pra atravessar o lago pehoe. O barco sai 12h desse lado do lago. Fiquei uma hora sentado em frente o lago, admirando a beleza indescritível do lugar e tirando fotos. O dia estava ensolarado finalmente.

A viagem de catamarã dura meia hora, chegando em pehoe e custou CH$19000, ida e volta. Você vê os cuernos del paine de perto no caminho.

Cheguei do outro lado, dei entrada no lodge paine grande, o de maior estrutura no parque, com excelente e farta comida pras necessidades da caminhada, porém muito CARO!

As 13h decidi sair em direção ao lago grey. Trilha moderada, porém difícil pra quem faz o bate e volta, como eu, e ainda tem que voltar antes do por do sol. Foram 15km em 6:40min.

Estava muito animado pois agora sim começava meu verdadeiro objetivo da viagem: os trekkings na patagônia. Nesse dia eu senti bastante o cansaço e dores, precisava me acostumar, pois meu treinamento foi baseado em trilhas curtas na floresta da tijuca no RJ. Mas tudo lá compensa cada esforço e dor. O lugar é bizarramente lindo e a trilha com muita diversidade de paisagens. Você passa por lago, bosque, pedra,mato, cachoeira, montanha e GLACIAR. No início estava com sol, mas no meio do caminho nublou, uma pena. Mas mesmo assim o glaciar grey é impressionante e de tirar o fôlego.

Chegando lá, conheci o Evandro, um baiano que já viajou o mundo todo e voltou comigo contando suas experiências pelo mundo. Me ajudou a esquecer as dores e o cansaço. (Tenho uns problemas no joelho, mas sou teimoso).

Cheguei morto, tomei um banho e comi que nem um estivador, depois capotei com o céu ainda claro.

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