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Olá Jackson

 

Sai de Mendoza na segunda e não cambiei lá. Mas uma senhora me disse que cambiou real a 4,80 pesos e dólar vi de 15.50. Em Santiago na segunda o Peso argentino sairia 4,83 por Real e 15.90 por dólar. Assim o Real está um pouco melhor, quase nada. Eu preferi trocar reais e guardar os dólares que comprei a 3,30

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Boa noite Mochileiros

 

Estive em Mendoza de 9 a 14 de novembro de 2016. Fiz os passeios por conta com carro alugado e foi tudo bem, usei waze e consegui achar todos os pontos que busquei. O câmbio eu fiz na passagem por Santiago ficou 1 Real = 4,95 ARS, mas ouvi de um pessoal que trocaram lá por 4,80. A viagem de bus de Santiago a Mendoza fiz a noite e não recomendo, havia um monte muambeiros no ônibus e a Aduana Argentina fez um pente fino nos ônibus o que atrasou a viagem em 6 horas e acabei perdendo os passeios programados no dia.

 

Almoço em bodegas

Tierras Altas - muito bom

Lagarde - muito bom

La Azul - razoável

 

Passeio ao Aconcágua, fiz de carro alugado e recomendo.

 

Bodegas visitadas

CarinaE (sem reserva) - degustação apenas - boa

Benegas (sem reserva) - degustação apenas - muito boa, guia Ramiro muito simpático e fala português.

Tierras Altas (sem reserva) - almoço harmonizado (dica de Ramiro) - muito bom

Chandon - visita e degustação - visita interessante, pois não conhecia o processo de fabricação de espumantes, guia muito simpática e falava português.

Belasco de Baquedano - visita e degustação - Destaque para a sala de aromas. Guia simpática e degustação boa.

Lagarde - Almoço harmonizado - muito bom vale muito a pena

Carmelo Patti - visita e degustação - Muito bom, em especial o papo com Carmello, realmente um artesão dos vinhos.

O. Fournier - visita e degustação - Bodega muito bonita, vista belíssima, guia simpática, degustação boa.

La Azul - Almoço harmonizado - Vista bonita e almoço razoável.

 

Restaurantes

Francis Malman - É caro, mas os pratos são bem servidos, dá pra dividir.

Maria Antonieta - muito bom

Anna Bistrô - muito bom e preço bom

Azafran - muito bom

 

Locadora - Sixt - foi o melhor preço, o carro foi um Toyota Etios Sedan, estava OK, recomendo.

 

Hotel San Martin - De frente a Plaza Independência, muito bem localizado, café simples, mas satisfatório, quarto e banheiro limpos. Boa relação custo x benefício. Recomendo

 

Estou a disposição para ajudar no que for possível.

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Boa noite Mochileiros

 

Estive em Mendoza de 9 a 14 de novembro de 2016. Fiz os passeios por conta com carro alugado e foi tudo bem, usei waze e consegui achar todos os pontos que busquei. O câmbio eu fiz na passagem por Santiago ficou 1 Real = 4,95 ARS, mas ouvi de um pessoal que trocaram lá por 4,80. A viagem de bus de Santiago a Mendoza fiz a noite e não recomendo, havia um monte muambeiros no ônibus e a Aduana Argentina fez um pente fino nos ônibus o que atrasou a viagem em 6 horas e acabei perdendo os passeios programados no dia.

 

Paulo, aguardo seu relato ;)

 

Me diga uma coisa com relação ao cambio.

Nas casas de cambio lá na argentina tem IOF, taxas... essas coisas como aqui no Brasil?

Porque por ex eu entro nos sites para trocar real x peso argentino aqui no Brasil a média é R$1,00 para AR$3,30 mais ou menos.

Valeu

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Oi Jackson

 

Eu troquei real por pesos argentinos em Santiago, por incrível que pareça estava melhor, troquei na AFEX da R. Augustinas, 1 real = 4,95 ARS, em Mendoza uma senhora me disse que trocou no paralelo a 4,80. Que eu saiba não tem taxas não. O que você está pensando em conhecer em Mendoza?

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O que você está pensando em conhecer em Mendoza?

 

Então Paulo, pretendo visitar principalmente o Pq San Martin e o estádio Malvinas que fica dentro dele e se der certo assisto a um jogo do campeonato argentino do time local: Godoy Cruz que será no dia 17 ou 18 de dezembro.

Chego em Mendoza na sexta (16/12) a tardezinha (vindo de Rosário) e fico até domingo (18/12), pretendo sair de Mendoza cedo, pois quero ir ao Aconcágua (bem breve), ponte del Inca e Potrerillos que é tudo caminho para minha ida ao Chile, em Viña. Voltarei a Mendoza depois que passar por Santiago.

 

Como está o clima em Mendoza nessa época? Bem quente? Chove pouco? que roupas levar?

Qual lugar que eu tenho que ir sem falta para passear ou comer, em sua opinião?

Obrigado.

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Sim,bem quente,imperdível é o caminho a Chile, chamado de alta montanha.

Mendoza em si não tem grandes atrações.

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Oi João

 

Infelizmente não fiz planilha de custos não. Foi inclusive uma viagem meio desregrada, não economizamos não.

 

Oi Jackson

 

O clima está quente pela manhã e fresco a noite. A grande atração de Mendonça são as vinícolas, para almoçar eu recomendo o almoço na Bodega Lagarde (560 ARS o menu de 3 passos) e se estiver em casal, peça um up-grade dos vinhos do menu e assim poderão provar 6 vinhos diferentes. No passeio ao Aconcágua vai precisar de roupa de frio, mas nada muito pesado não. Pelo visto você vai de carro, aluguei carro lá em Mendoza e fiz todos os passeios por conta, usei o waze e google maps e funcionou muito bem. O Parque San Martin é bem legal, imenso e no Cerro de la Glória tem um monumento bem bonito. Uma visita imperdível pra mim é a Bodega Carmelo Patti, fica na mesma rua da Lagarde, é uma bodega pequena, os vinhos são maravilhosos, mas o melhor é o papocom o Sr. Carmelo, muito simpático. Dá pra almoçar na Lagarde e depois passar na Carmelo Patti. Lembre de fazer as reservas pois imagino que em dezembro seja bem movimentado. Precisando de mais alguma ajuda é só avisar.

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Galera, voltei há pouco de Mendoza, e gostaria de indicar algumas vinícolas legais de conhecer.

 

As melhores vinícolas em Mendoza que visitei foram:

 

Bodega Lagarde (pela recepção e boa degustação)

Bodega Carmelo Patti (pelos vinhos e o dono: seu Carmelo, que sabe muito de vinhos)

Bodega Cavas de Weinert (pelo lugar e história)

 

Nesse artigo fala de 16 ótimas opções de vinícolas para visitar em Mendoza, além de dicas para visita-las gastando pouco e quais os preços para degustar (algumas são de graça):

 

http://instintoviajante.com/melhores-vinicolas-em-mendoza/

 

Valeu, abraços!

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E como faz para trazer vinhos?

É possível comprar 12 litros apenas?

Poderiam colocar em valores claro (reais ou pesos) os valores dos almoços/jantas nos respectivos lugares?

O Parque San Martín é seguro para andar por ele? Ouvi dizer que era perigoso.

Obrigado

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Oi Jackson

 

Pode trazer 12 litros, ou seja, 16 garrafas, eu trago em caixa de papelão e enrolo nas roupas sujas, outra idéia boa é enrolar em fraudas descartáveis. O valor do almoço pode aumentar, é bom verificar nos sites das bodegas, na La Azul, não acho que vale a pena, custou 550 ARS ( +- 110 reais) na Lagarde menu de 3 passos custou 560 ARS (+- 112 REAIS) esse vale muito a pena. O parque eu fui de carro, mas não achei inseguro não, Mendoza em si achei bem tranquila, mas andei sempre nas áreas turísticas. Os restaurantes em Mendoza tem um custo parecido com os daqui de Salvador, em torno de 250 reais uma refeição para um casal, com vinho e sobremesa.

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Paulo, obrigado mais uma vez.

Mais algumas perguntas ::dãã2::ãã2::'>

Vi que a temperatura em dezembro gira em torno de 18 a 30 graus.... e mesmo em dezembro chove pouco...

Não preciso levar muitas roupas de frio então?

Os vinhos, vale a pena comprar nas bodegas ou em lojas especializadas?

Esses 12 litros é a quantidade por pessoa, correto? Como vamos em casal, podemos trazer 32 , ::ahhhh:: ?

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Oi Jackson

 

Sim, você e sua esposa juntos podem trazer 32 garrafas (24 litros), cuidado com o excesso de peso, você pode trazer algumas garrafas na bagagem de mão, em Santiago permitem 3, mas em Mendoza já ouvi dizer que permitem mais, traga o máximo que puder na bagagem de mão pra evitar pagar excesso de peso. Roupa de frio só vai precisar no passeio ao Aconcágua e mesmo assim levei um casaco leve e resolveu. Fui nas bodegas de carro alugado, mas a Carmelo Patti e Lagarde você consegue ir de bus (vejam nesse site http://www.ciudaddemendoza.gov.ar/mapa-buses) de uma dá pra ir andando até a outra.

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Não só Carmelo Patti e Lagarde, outras também se consegue ir de bus. Comprei os vinhos nas bodegas, na Carmelo Patti vale muito a pena comprar, pois os vinhos são excelentes e os preços muito bons. Comprei poucos vinhos em Mendoza porque ia voltar pra Santiago e fiquei com medo de ter problemas na aduana chilena, a legislação diz em apenas 3 garrafas, mas dizem que eles não são tão rigorosos, eu levei umas 08, eu e esposa, e eles não chiaram.

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Eu vou de carro, então, peso não será problema ::hãã2::

Você acha que vale a pena fazer o passeio citytour no busão aberto? Vi que é AR$170,00.

Você alugou carro lá em Mendoza, lembra qual era o valor da nafta?

Você não vai fazer relato de sua viagem?

Valeu.

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Oi Jackson

 

Não lembro o valor exato da gasolina em Mendoza, mas estava em torno de 17.65 ARS, com o câmbio a 4,80 fica em torno R$ 3,70. Em Santiago eu vi de 686 a 720 CLP. Se você vai de carro acredito que não valerá a pena pegar o Citytour. Vou tentar fazer o relato.

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O Peso argentino aqui em Foz está R$0,22 para AR$1,00.

Vale a pena trocar aqui?

Vou trocar aqui pelo menos para chegar até Mendoza, pois vou passar por Resistência, Reconquista (posar) e Rosário.

Talvez nesses lugares o real não esteja nessa cotação.

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Pessoal.. Alguém indica alguma coisa pra fazer no dia 01/01? Mandei email para várias vinicolas e todas que me responderam não vão abrir nesse dia. E o SPA Termas Cacheuta já não tem mais vaga. Vcs sugerem mais alguma coisa legal para fazer nesse dia?

=)

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      Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso.
       
      Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco.
       
      Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades).
      Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que?
      Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz.
       
      Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá.
       
      Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil.
       
      Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando.
       
      Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível.
      Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
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