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Ever

Mendoza

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Oi Pessoal blz?

 

Estou indo para o Chile dia 9/05 e retorno ao Brasil dia 21/05, inclui Mendoza no meu roteiro que por enquanto está assim:

 

9/5 Santiago - Tour chego por volta das 8 da noite

10/5 Santiago - Tour

11/5 Santiago - Tour

12/5 Santiago - Mendoza - o dia todo praticamente na estrada e jantar em Mendoza

13/5 Mendoza - Viniculas de bike

14/5 Mendoza - Passeio alta montanha

15/5 Mendoza - Santiago - Estrada + jantar

16/5 Santiago - Treeking San Francisco

17/5 Santiago - Passeio em alguma estação de Ski

18/5 Vina e Valparaíso

19/5 Santiago - Em aberto

20/5 Santiago - Em aberto

21/5 Santiago - Brasil

 

Quem puder ajudar com o roteiro fico agradecida =)

Não tenho nenhum peso para levar vou ter que trocar alguma coisa aqui no Brasil alguem indica algum lugar na região de Campinas??

 

Já fechei Hostel Suites Mendoza em Mendoza claro e um apto em Santiago proximo ao metro Moneda.

 

Obrigada pessoal!!

 

 

Olá... qd eu fui a Santiago, fiz esses passeios q vc irá fazer e mais um lugar chamado Cajón del Maipo - Embalse del Yeso . Eh um trekking na montanha (qd eu fui estava com mta neve) e achei um ótimo passeio. Faça uma pesquisa sobre esse lugar e veja se te interessa. Há uma empresa de turismo chamada Sousa´s Tour q faz o passeio e nao tenho oq reclamar. Mto bom!

 

Agora eh contigo ;)

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Olá mochileiros,

Vou para Mendonza em março e estou fazendo as reservas para as bodegas. Farei a regiao de Lujan de Cuyo e gostaria de almoçar em uma bodega na qual o restaurante seja em ambiente aberto, com vista para as vinicolas. Alguem indica alguma? Tambem gostaria de indicação de uma olivicola nessa regiao.

Os hostels fazem os passeios por um valor menor? Pois os valores que tenho recebido dos remis estao por volta de 150,00 dolares, somente o carro. ::mmm:

No retorno deixarei meu post aqui com tds as dicas.

Bjos

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Olá mochileiros,

Vou para Mendonza em março e estou fazendo as reservas para as bodegas. Farei a regiao de Lujan de Cuyo e gostaria de almoçar em uma bodega na qual o restaurante seja em ambiente aberto, com vista para as vinicolas. Alguem indica alguma? Tambem gostaria de indicação de uma olivicola nessa regiao.

Os hostels fazem os passeios por um valor menor? Pois os valores que tenho recebido dos remis estao por volta de 150,00 dolares, somente o carro. ::mmm:

No retorno deixarei meu post aqui com tds as dicas.

Bjos

 

Márcia,

Estou indo para lá em março também, em que dias vc vai??

 

Em Luján me indicaram algumas para almoçar como a Chandon, Clos de Chacras e a Dolium, não sei te dizer se tem vista, mas disseram ser bem agradável! Uma das bodegas da região que também produz azeite que é a Pulenta Estate!

 

Quanto aos preços eu tb vi os serviços de remis e achei muito caro! Aí o pessoal do meu hostel indicou 2 opções: Ir de ônibus circular da cidade mesmo, que custa nem 3 reais e sai do centro, e contratar um táxi no distrito de Luján mesmo. Como as visitas que eu desejo fazer não são perto uma da outra e achei um pouco deserto o caminho do ônibus para andar sozinha até a vinícola, então desisti dessa opção. A outra é ir com o ônibus Vitivinícola que custa 200 pesos para um passeio de meio dia (sai 8h30 e volta às 14h15 ao centro) e 250 pesos para o passeio de dia inteiro (sai às 8h30 e volta quase 19h). No site tem todas as informações de onde comprar o ticket, onde pegar o ônibus, os horários que passa em cada vinícola (www.busvitivinicola.com). O esquema é hop-on e hop-off: você pega o ônibus no ponto que vc escolher, sai na vinícola que quiser e depois pega o ônibus de volta na hora que escolher também. A única desvantagem que eu vi é que o distrito de Luján, na visita com esse ônibus, fica dividido em dois (Luján Sur e El Sol), então se vc quiser visitar alguma do sul e depois outra do norte não tem como! Não sei se consegui explicar, mas fuçando no site tem todas essas info!

 

Se por acaso vc quiser dividir o remis para um passeio no Valle de Uco, me avise, pois já tenho um contratado para o dia 07/03!!

 

=)

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Olá mochileiros,

Vou para Mendonza em março e estou fazendo as reservas para as bodegas. Farei a regiao de Lujan de Cuyo e gostaria de almoçar em uma bodega na qual o restaurante seja em ambiente aberto, com vista para as vinicolas. Alguem indica alguma? Tambem gostaria de indicação de uma olivicola nessa regiao.

Os hostels fazem os passeios por um valor menor? Pois os valores que tenho recebido dos remis estao por volta de 150,00 dolares, somente o carro. ::mmm:

No retorno deixarei meu post aqui com tds as dicas.

Bjos

 

Márcia,

Estou indo para lá em março também, em que dias vc vai??

 

Em Luján me indicaram algumas para almoçar como a Chandon, Clos de Chacras e a Dolium, não sei te dizer se tem vista, mas disseram ser bem agradável! Uma das bodegas da região que também produz azeite que é a Pulenta Estate!

 

Quanto aos preços eu tb vi os serviços de remis e achei muito caro! Aí o pessoal do meu hostel indicou 2 opções: Ir de ônibus circular da cidade mesmo, que custa nem 3 reais e sai do centro, e contratar um táxi no distrito de Luján mesmo. Como as visitas que eu desejo fazer não são perto uma da outra e achei um pouco deserto o caminho do ônibus para andar sozinha até a vinícola, então desisti dessa opção. A outra é ir com o ônibus Vitivinícola que custa 200 pesos para um passeio de meio dia (sai 8h30 e volta às 14h15 ao centro) e 250 pesos para o passeio de dia inteiro (sai às 8h30 e volta quase 19h). No site tem todas as informações de onde comprar o ticket, onde pegar o ônibus, os horários que passa em cada vinícola (http://www.busvitivinicola.com). O esquema é hop-on e hop-off: você pega o ônibus no ponto que vc escolher, sai na vinícola que quiser e depois pega o ônibus de volta na hora que escolher também. A única desvantagem que eu vi é que o distrito de Luján, na visita com esse ônibus, fica dividido em dois (Luján Sur e El Sol), então se vc quiser visitar alguma do sul e depois outra do norte não tem como! Não sei se consegui explicar, mas fuçando no site tem todas essas info!

 

Se por acaso vc quiser dividir o remis para um passeio no Valle de Uco, me avise, pois já tenho um contratado para o dia 07/03!!

 

=)

.

 

 

 

=)[/

Olá Larissa, valeu pelos toques. Pesquisei aqui e em outros sites e sei que para Maipu é possível ir de bus, mas para Lujan não sabia. Valeu mesmo.

Vou pra lá em 13.03, mas não visitarei o Valle de Uco. q

Em qual hostel vc ficará?

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Olá,

Estou indo para Mendoza agora em abril, com essa loucura que tá a economia internacional e a inflação louca da argentina, pergunto: Quanto está custando em média um passeio básico pelas vinícolas e o tour do alta montanha?

Não encontro preços atualizados!

Gracias

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Oi Pessoal blz?

 

Estou indo para o Chile dia 9/05 e retorno ao Brasil dia 21/05, inclui Mendoza no meu roteiro que por enquanto está assim:

 

9/5 Santiago - Tour chego por volta das 8 da noite

10/5 Santiago - Tour

11/5 Santiago - Tour

12/5 Santiago - Mendoza - o dia todo praticamente na estrada e jantar em Mendoza

13/5 Mendoza - Viniculas de bike

14/5 Mendoza - Passeio alta montanha

15/5 Mendoza - Santiago - Estrada + jantar

16/5 Santiago - Treeking San Francisco

17/5 Santiago - Passeio em alguma estação de Ski

18/5 Vina e Valparaíso

19/5 Santiago - Em aberto

20/5 Santiago - Em aberto

21/5 Santiago - Brasil

 

Quem puder ajudar com o roteiro fico agradecida =)

Não tenho nenhum peso para levar vou ter que trocar alguma coisa aqui no Brasil alguem indica algum lugar na região de Campinas??

 

Já fechei Hostel Suites Mendoza em Mendoza claro e um apto em Santiago proximo ao metro Moneda.

 

Obrigada pessoal!!

 

Dai lpresotto

 

Existe um fórum sobre Chile em Maio, que a Camila criou para ver quem esta indo para lá e o que vai fazer, se quiser fazer parte, segue abaixo o link:

chile-maio-2015-t108552.html

 

Galera estarei em Mendonza em Maio também e gostaria de saber se alguém tem alguma agência ou lugar para indicar para fazer os itens abaixo:

 

- vinicolas de bicicleta

- Andes

 

Se tiverem os preços que pagaram quando foram, vai ajudar no planejamento.

 

Abração!

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Olá mochileiros,

Vou para Mendonza em março e estou fazendo as reservas para as bodegas. Farei a regiao de Lujan de Cuyo e gostaria de almoçar em uma bodega na qual o restaurante seja em ambiente aberto, com vista para as vinicolas. Alguem indica alguma? Tambem gostaria de indicação de uma olivicola nessa regiao.

Os hostels fazem os passeios por um valor menor? Pois os valores que tenho recebido dos remis estao por volta de 150,00 dolares, somente o carro. ::mmm:

No retorno deixarei meu post aqui com tds as dicas.

Bjos

 

Márcia,

Estou indo para lá em março também, em que dias vc vai??

 

Em Luján me indicaram algumas para almoçar como a Chandon, Clos de Chacras e a Dolium, não sei te dizer se tem vista, mas disseram ser bem agradável! Uma das bodegas da região que também produz azeite que é a Pulenta Estate!

 

Quanto aos preços eu tb vi os serviços de remis e achei muito caro! Aí o pessoal do meu hostel indicou 2 opções: Ir de ônibus circular da cidade mesmo, que custa nem 3 reais e sai do centro, e contratar um táxi no distrito de Luján mesmo. Como as visitas que eu desejo fazer não são perto uma da outra e achei um pouco deserto o caminho do ônibus para andar sozinha até a vinícola, então desisti dessa opção. A outra é ir com o ônibus Vitivinícola que custa 200 pesos para um passeio de meio dia (sai 8h30 e volta às 14h15 ao centro) e 250 pesos para o passeio de dia inteiro (sai às 8h30 e volta quase 19h). No site tem todas as informações de onde comprar o ticket, onde pegar o ônibus, os horários que passa em cada vinícola (http://www.busvitivinicola.com). O esquema é hop-on e hop-off: você pega o ônibus no ponto que vc escolher, sai na vinícola que quiser e depois pega o ônibus de volta na hora que escolher também. A única desvantagem que eu vi é que o distrito de Luján, na visita com esse ônibus, fica dividido em dois (Luján Sur e El Sol), então se vc quiser visitar alguma do sul e depois outra do norte não tem como! Não sei se consegui explicar, mas fuçando no site tem todas essas info!

 

Se por acaso vc quiser dividir o remis para um passeio no Valle de Uco, me avise, pois já tenho um contratado para o dia 07/03!!

 

=)

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Olá Larissa, valeu pelos toques. Pesquisei aqui e em outros sites e sei que para Maipu é possível ir de bus, mas para Lujan não sabia. Valeu mesmo.

Vou pra lá em 13.03, mas não visitarei o Valle de Uco. q

Em qual hostel vc ficará?

 

Oi, Márcia! Imagina! No site da cidade tem como ver os trajetos das linhas, pra Luján é o Grupo 1 - G01 linha 19! http://www.ciudaddemendoza.gov.ar/e-ciudad/recorrido-autobuses Não sei se dá pra visitar todas as vinícolas, principalmente as mais afastadas (chandon, etc), mas as mais próximas como a Clos de Chacras, Nieto Senetiner acho que dá pra fazer tranquilo de ônibus!

Ah, entendi, que pena, vou uma semana antes!! Vou ficar no Jaquemate! E vc? =)

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Olá,

Estou indo para Mendoza agora em abril, com essa loucura que tá a economia internacional e a inflação louca da argentina, pergunto: Quanto está custando em média um passeio básico pelas vinícolas e o tour do alta montanha?

Não encontro preços atualizados!

Gracias

 

Oi @kakazeth!

Vou agora em março e pelo que tenho pesquisado o preço das visitas nas vinícolas em si não são muito caros, o máximo que achei até agora é 100 pesos, não sei se foge muito disso. Só se você for almoçar junto! O que fica mais caro é o preço do remis mesmo, em algumas regiões mais afastadas da cidade não tem como ir de ônibus, então se quiser visitar acaba dependendo um pouco desse serviço. E eles cobram de acordo com a região e por carro! Mas em outras dá pra ir de ônibus circular da cidade e ir se virando por lá!

O tour da montanha que pesquisei tem custado de 470 a 490 pesos com o preço da entrada no Parque Aconcágua!

=)

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Olá,

Estou indo para Mendoza agora em abril, com essa loucura que tá a economia internacional e a inflação louca da argentina, pergunto: Quanto está custando em média um passeio básico pelas vinícolas e o tour do alta montanha?

Não encontro preços atualizados!

Gracias

 

Oi @kakazeth!

Vou agora em março e pelo que tenho pesquisado o preço das visitas nas vinícolas em si não são muito caros, o máximo que achei até agora é 100 pesos, não sei se foge muito disso. Só se você for almoçar junto! O que fica mais caro é o preço do remis mesmo, em algumas regiões mais afastadas da cidade não tem como ir de ônibus, então se quiser visitar acaba dependendo um pouco desse serviço. E eles cobram de acordo com a região e por carro! Mas em outras dá pra ir de ônibus circular da cidade e ir se virando por lá!

O tour da montanha que pesquisei tem custado de 470 a 490 pesos com o preço da entrada no Parque Aconcágua!

=)

 

Um passeio muito comum é ir de busão de Mendoza até Lujan e lá alugar uma bicicleta para fazer um tour próprio pelas Vinícolas. Ano passado eu fiz isso e saiu bem barato. Sobre as estradas serem meio desertas, sempre é possível conseguir companhia no próprio hostel. Fiquei 5 dias lá em Mendoza e todos os dias tinha gente saindo pra fazer exatamente isso. Estou longe das minhas anotações, mas acredito que o aluguel da bike tenha ficado nuns 40~60 pesos então não vou chutar o preço aqui porque posso simplesmente errar por muito. Normalmente o próprio hostel sabe indicar a loja para aluguel das bikes e em grupo pode se conseguir preços melhores.

 

Sobre o Alta Montanha, também não me lembro do preço, mas é importante ficar atento pq muitos dos passeios não entram no Parque Aconcágua. O meu mesmo, só foi até o portão e depois fomos até quase a divisa com o Chile, almoçamos e voltamos. É bom saber direitinho dos detalhes do passeio antes de contratar.

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Ao que sei alta momtanha não tem a ver com Aconcagua.

Para entrar lá tem que pagar taxa e fazer registro.

Nem dá tempo das agências fazerem isso.

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Tudo certo, fomos os últimos a embarcar no ônibus, mas ainda tínhamos 3 minutos sobrando.    Chegando pela manhã no lado oposto do Oiapoque (Chui - lado brasileiro), aproveitamos que era cedo e fomos em busca de um local para tomar um café. Eu lembrava que havia uma padaria muito boa na frente do centro de informações, local que eu estava acostumado a pedir tudo que é dica antes das minhas aventuras no Uruguai. A padaria devia estar sob nova direção, pois a preço subiu e a qualidade e limpeza estavam no chão. Quanto ao centro de informações estava em reforma, curioso que sou perguntei qual era a previsão para para concluírem, e a resposta não podia ser mais simples: "Quando acabarem as obras", parece que as coisas mudaram, mas como disse antes, mudança sempre é sempre para o bem, pois encontramos um hotel servindo um excelente café da manhã ao público.   De barriga cheia, fomos trocar nossos reais por pesos uruguaios e fazer algumas compras para a viagem.    Chegando na parada já no lado Uruguaio agora Chuy, já havia um ônibus saindo para nosso próximo destino: "Punta del Diablo". Para nossa surpresa. não fomos chamados para descer na Imigração, que por algum motivo não nos demos conta, mas em algum momento isso iria acontecer... (De acordo com a máxima: a cada ação ou nesse caso a falta dela uma reação).    Na rodoviária de Punta del Diablo, pegamos uma lotação até a praia, onde descemos no final da linha e de mochila fomos buscar onde dormir. Conhecemos o Pablo, que não era um Peruano que vivia na Bolívia e sim um Uruguaio que vivia ali mesmo. Ele tinha uns quartos arrumadinhos, bem simples, bem simples mesmo.    Agora, providos de um teto, saímos para aproveitar tudo de bom que a natureza de Punta tem para oferecer com sua costa litorânea, dunas, noite, comidas e tudo mais que se pode fazer quando estamos despreocupados com o tempo. Foram quase 4 dias neste ritmo, claro que nem tudo são flores, pois me deu uma dor de barriga no primeiro dia e o resultado foi literalmente catastrófico, se é que vocês me entendem. Na terça-feira dia 5, no início da manhã, pegamos a lotação de volta a rodoviária de Punta de Diablo e a partir dai partimos para Montevidéu no terminal Tres Cruzes, onde compramos uma outra passagem até Colônia del Sacramento.    Às 20 horas chegamos na nossa próxima estádia através do AirBnB em um hostel coordenado por Sebastian e sua mãe Roxana. Mal largamos as coisas e saímos para comer uma pizza Uruguaia em um restaurante local, o qual fomos surpreendidos pelo tamanho dos pratos.   Na manhã seguinte, após um café delicioso saímos para desbravar todos o cantos da cidade com uma bike alugada na própria casa. Essa cidade pitoresca fundada por Portugal e disputada por quase 100 anos entre espanhóis e lusitanos, provavelmente devido sua privilegiada localização geográfica no "Rio de la Plata" e suas ilhas. Outros pontos em destaque é a famosa "Calle de los Suspiros" construída em cunha de pedra, "Ruinas del Convento de San Francisco" destruído em 1704. "El Faro" de Colônia que começou a construção em 1845 e levou 12 anos para concluir, "Basílica del Santísimo Sacramento", construída em 1699. "Muelle de Colonia" construído em 1866, que foi o antigo porto da cidade e aeroporto, já que chegavam hidroaviões para conectar com outros destinos. Um pouco mais distante também conhecemos a "Plaza de Toros", hoje desmoronado, podia receber até 10.000 espectadores e também a "Capilla de San Benito", e por fim a costa, com destaque a qualidade das areias brancas, água morna e rasas.    A tarde já com as passagens à mão caminhamos até a estação de Ferry para imprimir os tickets, aguardamos em uma fila muito grande até a hora de mostrar os passaportes quando veio a pergunta da oficial da imigração que nos remeteu ao passado, lembram, quando disse que iriamos descobrir, pois aqui vai: "Por onde vocês entraram no Uruguai, pois aqui não encontro nada em seus passaportes?". Boa pergunta, pois como podemos sair de um lugar de não entramos, pelo menos é difícil de explicar nos tempos de hoje.  Como foi uma longa história de argumentações na sala da imigração, vou encurtar dizendo que o conserto para prosseguir ao próximo passo nos custou 2.778 pesos.   Concluído os tramites legais, embarcamos e percorremos o "Rio de la Plata" até "Puerto Madero" em Buenos Aires, caminhamos o suficiente para se arrepender, trocamos o dinheiro que não tínhamos e pagamos a taxa que não precisava para assim pegar um Uber até o "Terminal de Omnibus de Retiro", onde compramos as passagens até Córdoba.   Chegamos de manhã muito cedo, e ali mesmo na rodoviária foi feito a reserva pelo Booking para um hostel a 200 metros do terminal "Hostel Mediterranea". Nos acomodamos em um quarto compartilhado para 8 pessoas, que no dia haviam um americano, alguns argentinos e uma russa, o que mostra que esse tipo de acomodação é excelente para quem está em busca de socialização e esse também tinha um chuveiro muito bom, limpo, cozinha completa, bar no local e um amplo espaço com pessoas muito receptivas. No dia seguinte mudamos para um apartamento, um pouco mais afastado, mas com maior comodidade, conforto, privacidade e pelo mesmo preço.    É interessante perceber o resultado das nossas escolhas quando estamos abertos ao novo, pois neste caso, Córdoba não estava nos planos e talvez não tivéssemos uma outra oportunidade de conhecer esse local incrível o qual passaríamos os próximos 4 dias. Caminhamos muito por toda a cidade que possui uma lista cultural muito grande, sendo algum dos destaques a "Plaza San Martín", onde tudo começou, la "Iglesia de los Capuchinos" que é simplesmente incrível admirar o estilo Neogótico, o centro cultural "Paseo del Buen Pastor" que funcionou por quase 100 anos como asilo e presídio de mulheres, este lugar tem uma história triste, porém cheia de superações e inspiração, inciada em 1886 por monjas que perceberam a necessidade de recuperar mulheres, após diversos conflitos sociais, hoje neste mesmo espaço se encontra mostras de pintura, escultura,  fotografia, espetáculos de danças, shows de artistas, apresentações de teatros e por ai vai. O templo com planta em formato de cruz grega é o único em Córdoba. Dentro da capela havia um senhor com um conhecimento histórico incrível o qual poderíamos passar tranquilamente mais de um dia conversando. O local também possui uma diversidade muito grande de Igrejas, museus, todos como muitas história como o caso do antigo "Palacio Ferreyra" que é um símbolo da "Nueva Córdoba". Importante lembrar também do "Parque Sarmiento", que de tão grande que é, possui inclusive um Zoológico.   A noite desta cidade universitária chega a ser uma história a parte, saímos para conhecer o "Ganesha", que funciona como um bar para "happy hours" e jantares até a 1 da manhã e depois as mesas são recolhidas e o mesmo lugar é transformado em uma balada, o lugar fica lotado logo, se não for cedo melhor fazer reserva. Como havia dito esse é apenas uma das diversas opções, pois ao redor do "Paseo de las Artes" na rua Belgrano existe uma infinidade de opções. Veja o mapa com toda a lista.   Antes de se despedir para o próximo ponto, alguns fatos curiosos desta cidade é a quantidade de sorveterias "Grido", que não seria exagero dizer que tem uma a cada esquina, e tem um sorvete bom e barato, por exemplo a casquinha com três bolas sai 65 pesos. Outro fato interessante é saber que o mesmo local onde tem gente vivendo limpando para-brisas de carros na sinaleiras também tem restaurantes com mesas na rua onde as pessoas pagam as contas deixando o dinheiro na mesa o qual é recolhido pelo garçon somente quando for atender o próximo cliente nesta mesa para fazer o pedido.    Saímos de Córdoba pela empresa Chevalli por volta das 19:30 e chegamos em Mendoza às 6 da manhã seguinte o qual aguardamos a única cafeteria da rodoviária abrir, aproveitamos o tempo para uma leitura até as 9 e fomos para nossa próxima hospedagem. Pegamos uns folhetos e partimos para nossas próximas visitas turísticas: "Acuario Municipal", "Plaza Pedro de Castillos" e o "Museo del Área Fundacional" sendo esse último local, o que contém uma explicação cronológica de Mendoza desde a fundação em 1561 por Pedro Castillo, sua destruição em 1861 por um terremoto até os dias de hoje. Ao fim da tarde fomos comprar os ingredientes para o primeiro assado em parilla na Argentina. Nosso anfitrião Max, fez questão de nos acompanhar e sugerir 1kg de "Tapa de asado" e mais cebola e batatas para acompanhamento, além de uma boa cerveja. É impressionante que apesar da terrível situação econômica com a inflação nas alturas, é possível fazer um churrasco de boa qualidade para duas pessoas por R$ 60,00.    No dia seguintes saímos para um "City Tour" com conexão a vinícolas. A escolhida foi "Hacienda del Plata" uma vinícola familiar onde cada garrafa recebe o nome de um dos responsáveis do resultado da vinícola. Por 250 pesos conhecemos um pouco da história de 4 gerações através de muita hospitalidade, onde ainda conservavam a casa de um pouco mais de 100 anos, conhecemos vinhedo de uva Malbec 15 hectares, provamos a uva, visitamos a área de processamento do vinho, com generosas doses de degustação.      Continuamos nosso trajeto pelos 21 pontos, com uma parada na rua "Aristides Villanueva" para almoçar, foi difícil escolher uma diante tantas opções em uma única rua. Continuando o City Tour, é claro que as paradas dependem de gosto e tempo, mas eu diria que o "Cerro Gloria" vale a experiência. Terminamos o tour no final da tarde o qual o cansaço era tão grande que nossa única preocupação era comprar algo para o café, pois amanhã nosso próximo destino nos espera.    Saímos cedo para pegar o primeiro ônibus para "San Rafael", para aproximadamente 3.5 horas de viagem. Como estávamos sem internet na noite anterior, não conseguimos avisar nosso anfitrião, logo chegamos e batemos com a cara na porta. Nossas opções eram falar com os vizinhos e tentar contactar o anfitrião, primeira casa nada, a segunda não conseguimos muito além de assustar o bebê e uma ligação que não completava. Como ainda não estávamos desesperados de fome e o local parecia seguro, resolvemos aguardar, mas menos de cinco minutos depois, a vizinha do bebê vem nos dizer que conseguiu o contato e ele estava chegando.    Nosso anfitrião Gonzalo, chegou e já ofereceu uma carona até o mercado para nos prepararmos para o próximo assado. Comemos na companhia dos cachorros da casa, um coelho e o irmão mais novo, lavamos roupa, tomamos banho e saímos para conhecer a famosa avenida "Hipólito Yrigoyen". A rua possui alguns bares e sorveterias pelo lado Oeste da "Av. San Martin", ou lado direito caso sua referência de meridianos seja tão boa quanto a minha, ao lado esquerdo (Leste) já é avenida Mitre, onde ficam os estabelecimentos comerciais. Veja no mapa:   Além de um parque gostoso de ficar, o recém construído "Parque Hipólito Yrigoyen", também tem umas lojas de vinho, bares um centro de informações bem estruturado o qual recebemos diversas informações, incluído sobre nosso passeio no dia seguinte.    No dia seguinte antes da 7 da manhã já estávamos esperando o primeiro ônibus para "Valle Grande" que custou 436 pesos para duas pessoas, que era o lugar mais apropriado para visitar devido a infra-estrutura. Exploramos do Dique ao deserto, que aliás, diria para repensar sobre o conceito deserto, pois o mesmo pode oferecer experiências incríveis, foram muitas trocas de cenários (incluindo um submarino) e cada passo uma nova foto, lembrando que foram mais de 20.000 passos ~14km percorridos. Um aviso é para quem for em baixa temporada, levar o que comer, pois quase todos o local comerciais da suposta infraestrutura estavam fechados e os abertos não aceitavam cartão. Chegamos aproximadamente às 16 horas onde fomos almoçar e comprar os ingredientes para uma massa especial. E aqui uma outra dica para quem não costuma ler todas a regras da casa pelo aplicativo, é de perguntar para o anfitrião o que pode ou não pode fazer, pois descobrimos da pior forma que não podíamos utilizar a cozinha, logo guardamos os ingredientes e fomos comer fora. No final, tudo dá certo, pois encontramos o mesmo restaurante que comemos na capital Mendoza, o "Zitto", a franquia mantém o mesmo padrão de atendimento que preza a excelência e qualidade comprovados através do "Lomo" e uma "Salada de camarão".   No dia seguinte estávamos pronto para pegar o primeiro ônibus, mas não havia mais vaga, logo aproveitamos o tempo para atualizar a leitura e pegar o próximo às 9 horas. Para experienciar todo o tipo de hospedagem, passamos a noite em um hotel com café da manhã e na manhã seguinte deixamos as coisa no hotel a aproveitamos a manhã de domingo para conhecer um pouco mais da maravilhosa Mendoza, desde um trecho da missa, apresentação de Jazz na rua enquanto acontecia a meia maratona, Memorial da Bandeira e por ai vai.    Pronto para embarcar de volta para casa, serão dois dias de viagem pela frente, parece muito? Nahh, estou pronto para a próxima viagem. 🌎   E aqui segue os valores das passagens para duas pessoas para cada um dos destino que totalizaram R$ 2837
      1 Saída Porto Alegre para o Chui (R$ 344,20) 2 ~ 4 Chuí Uruguai para Punta del Diablo (R$ 26,00) 5 ~ 6 De Punta del Diablo para Montevideo (R$ 167,00) Montevideo para Colônia del Sacramento (R$ 98,00) 7 ~ 10 Colônia del Sacramento para Buenos Aires (R$ 373,00) Buenos Aires para Córdova (R$ 216,00) 11 ~13 Córdova para Mendoza (R$ 228,00) 14 ~15 Mendoza para San Rafael (R$ 49,00) 16 San Rafael para Mendoza (R$ 49,00) Mendoza para Buenos Aires (R$ 332) 17 ~18  Retorno Buenos Aires  para Porto Alegre (R$ 955,00) Na cotação do dia 2 de Abril de 2019 sendo: 1 Peso Uruguaio vale 0,12 Real Brasileiro 1 Peso Argentino vale 0,090 Real brasileiro
    • Por mcm
      Há tempos que eu maturava a ideia de conhecer Mendoza. Já estivemos em alguns cantos argentinos, Mendoza ainda não. Sabia que era terra do vinho e da alta montanha. E sabia também do espetáculo que é a estrada para Santiago do Chile. Daí comecei a bolar uma viagem que começasse por Mendoza e terminasse em Santiago, para justamente aproveitar o trajeto pela janela do ônibus. Tal roteiro cabia, portanto, no feriadão de 5 dias de Carnaval. Tentei isso no ano passado, mas não consegui promoção. Para este ano rolou. Viva!
      A Gol anda fazendo voos direto de São Paulo em alguns dias da semana, e, salvo engano, em temporadas específicas. Mas os horários não são muito convenientes, com voos no meio do dia. Pegamos uma ida de madrugada para Santiago, conectando para Mendoza pela manhã de sábado. E o voo de volta de Santiago de noite. Ideal para aproveitar ao máximo os dias. 
      Fechada a logística, reservei a 3ª-feira para a viagem de busum para Santiago. Comprei antecipadamente as passagens, fomos na frente. Mas... tinha um raio de uma propaganda bem no vidro da frente, o que atrapalhava a visão frontal. De todo modo, a visão lateral, de onde quer que seja, é espetacular.
      Com a 3ª-feira bloqueada para a viagem, restaram dois dias cheios para Mendoza, mais duas partes – na chegada e na partida. Até considerei de fazer o tradicional passeio à Alta Montanha, mas logo desisti: era muito tempo de estrada, e na mesma estrada que percorreríamos na ida a Santiago. E tenho pra mim que o Parque do Aconcágua merece maior dedicação. Um dia espero voltar.
      Decidi então que os dois dias cheios seriam dedicados aos vinhos. Estamos muito bem habituados a incursões pelo Vale dos Vinhedos (e arredores), onde já degustamos alguns dos melhores vinhos do Brasil. É um ritual que muito nos agrada, de modo que a ideia era repetir em Mendoza. Um tanto perto da viagem (faltava pouco mais de um mês), fui buscar esquemas de transporte e descobri que tinha de reservar os locais, e com horários. Meio chato isso, mas imaginei que a demanda fosse grande. Em termos de logística, havia a opção de bicicleta (tour ou por conta própria), que a galera que foi comigo não iria topar. Havia o esquema guerreiro total, de busum. E havia o esquema patrão, com motorista dedicado e disponível para o dia inteiro. O esquema patrão ainda incluía a reserva nas vinícolas. 
      Rapidamente achei o contato do Fernando Verá (+54 9 261 545 1540), recomendado por diversos outros brasileiros. Mandei msg para ele por whatsapp, e ele logo retornou me ligando, para saber melhor o que me interessava. Disse que preferia vinícolas menores, mais familiares, não famosas. Ele avisou que era alta temporada (juntava Carnaval, com brasileiros invadindo geral, com vindima). Pra dificultar ainda mais, nossos dias eram num domingo e numa 2ª-feira, dias em que algumas bodegas fechavam. Mas ele arrumou lugares ótimos para nós – nunca tinha ouvido falar de nenhum deles. E todos foram ótimos. Esquema-patrão é outra coisa!
      Em geral, os preços para esse esquema patrão são cerca de 130 USD por carro para as duas regiões mais próximas a Mendoza (Maipu, Lujan de Cuyo), e 160 USD se for para esticar para Valle de Uco, que fica mais afastada. São 3 degustações por dia, sendo a terceira já com almoço. Além do motorista, vc tem de pagar pelas degustações, diretamente às bodegas. Salvo engano, são ao menos 4 degustações. Dependendo do lugar, vc pode repetir, eventualmente recebe mais degustações do que o programa, etc. Escolados por diversas visitas ao Vale dos Vinhedos, eu bem que gostaria de redesenhar o formato, sobretudo cortando almoço e incluindo mais vinícolas. Mas aí eu teria que organizar logística e reservar bodegas, coisa que não fiz. Topei o esquema patrão completo. Depois de ajustar aceitar o roteiro proposto (pedi ao Fernando para retirar duas bodegas cujos vinhos eu já conhecia), recebi por whapp o roteiro com horários e preços. Muito bom!
      Nossa chegada a Mendoza já me proporcionou algo novo: viajar de dia. Estamos tão acostumados aos voos noturnos que até me esqueci de reservar assento na janela para observar os Andes no rápido trajeto aéreo entre Santiago e Mendoza. Mas pude ver o espetáculo ao longe, ao menos. O comandante sequer desliga o sinal de apertar os cintos, em função da permanente possibilidade de turbulência ao cruzar os Andes.
      Chegamos a Mendoza e logo pegamos um taxi (270 ARS, lembrando que esse valor rapidamente estará defasado em função da alta inflação argentina) para nosso albergue. Apenas deixamos as mochilas por lá e partimos para passear pela cidade. Ideia era andar um pouco e pegar o ônibus Vitivinícola, que percorre algumas vinícolas pela tarde. O céu estalava de azul. Fomos numa agência e não tinha mais ingresso para o Vitivinícola. Mas eles nos ofereceram um outro tour, de van, que tbm passaria por algumas vinícolas. Mais barato que o busão e já com o ingresso das degustações incluso. Pareceu ótimo negócio, e topamos. Sairia no começo da tarde. Fomos então fazer câmbio e forrar um pouco o estômago.
      Nosso tour começou pela vinícola Dante Robino. Lugar muito bonito. Mas achei os vinhos meio marromeno... Em seguida fomos na Don Arturo. Tbm achei tudo marromeno... Além de considerar que era pouco vinho para degustar. Fiquei com medo de aquele ser o padrão dos dias seguintes (mas na verdade era correspondente ao preço que estávamos pagando). Os vinhos tinham preços muito bons para quem quisesse comprar – não era nosso caso, queríamos apenas degustar mesmo.
      Dante Robino
      Um lugar muito bacana desse primeiro passeio foi a parada numa Olivícola, ou coisa parecida. Pasrai é o nome do lugar. Lugar de azeites. Uma bela e farta prova de sabores diversos. Galera saiu comprando azeites, que me pareceram muito bons (com a ressalva de que, se já mal conheço vinhos, imagine azeites). No fim ainda paramos numa vinícola especializada em vinhos doces, Florio. 
      Azeites na Pasrai
       
      Vinhos doces na Florio
       
      Encerrado o tour, voltamos para nossa base. Ficamos bem perto da Avenida bacana da cidade, a Arístides. Com acento no primeiro i. É onde estão os bares e restaurantes, é onde rola o agito noturno da turistada. Muitas cervejarias artesanais, talvez para compensar os dias de vinho. Rodamos pela área e ainda demos a sorte de ter um evento naqueles dias, a Megadegustación. Várias bodegas traziam seus vinhos para que a galera experimentasse. Evento de rua mesmo. Não era grátis, claro, vc comprava uma cartela que dava direito a meia dúzia de provas. E ganhava uma taça. Tinha a degustação normal e a premium. Compramos a normal. Vinhos em geral marromeno, valia pela diversão e pelo evento, que era bem bacana. Tinha uma bodega que servia de graça, não marcava na cartela, então bati ponto por lá, ahahahah. O preço era de 350 ARS por 6 provas de 50ml cada. Ou 500 ARS por 4 provas premium, que, salvo engano, eram mais do que os 50 ml cada.
      Tinha algumas áreas para a galera sentar e relaxar, e recostamos numa delas. Um casal local puxou conversa e ficamos de papo por um tempo. Bacana ver que o evento não era para turistas somente. Jantamos muito bem (carne!) e depois voltamos. Era meia noite e o evento estava cheio. A Av. Arístides também cheia. Era sábado à noite! Mas fomos dormir. Dia seguinte encararíamos nossa empreitada vinícola.
       
      Domingo. Nosso motorista foi nos buscar no horário previsto. Primeira bodega a visitar foi a Benegas. Em todas elas tem a parte de contar a história do local, e na Benegas foi bacana. Provamos um suco do vinho ainda em fermentação, o que foi interessante. No fim do tour vem o que (nos) interessa, que é provar os vinhos. Tudo é feito com cerimônia e parcimônia, mesmo que vc não entenda muito de vinhos – como nós, que geralmente avaliamos de forma simplória: gostei, não gostei. E então eu finalmente tive aquela sensação de conforto: os vinhos eram muito bons! Estava com receio de que fossem meio nhé, tal qual os do dia anterior. Não eram, eram muito melhores. Chamada gama alta. Amem.
      A primeira visita atrasou um pouco, então chegamos atrasados na seguinte, que era longe. Levamos uma horinha até lá. A bodega agora era a Solocontigo, que ficava no meio de uma região bem árida, repleta de parreiras. Era uma construção moderna meio que isolada naquela área. Havia outras bodegas por lá tbm. Eu sei o seguinte: o lugar é muito bonito. Um jardim daqueles que vc quer passar uma tarde (um dia? uma temporada?) inteira, ainda mais depois de bebericar umas taças, e ainda mais com o céu azul que estalava novamente naquele dia. Nessa bodega já fomos direto para degustação. Um vinho melhor que o outro, um sommelier (ou guia?) que engrena uma conversa muito bacana (e que ainda nos trouxe extras!), aquele cenário, enfim, um momento de felicidade. Não tenho dúvidas de que o (bom) vinho, o álcool, influencia nessa avaliação. Dividimos a mesa com uma família brasileira de São Paulo que também conhecia os vinhos do Vale dos Vinhedos, o que permitiu uma rápida conversa entre supostos conhecedores de vinhos. Uma coisa que me angustiava era o sommelier jogando fora (restos de) vinho. Um pecador.
       
      Felizes da vida pelos bons momentos, e pelo vinho na veia e na cabeça, partimos para a terceira e última do dia. Com almoço. Outro lugar de visual estonteante, na Monteviejo. Primeiro curtimos o visual, depois fomos almoçar. No processo do almoço somos apresentados aos vinhos para degustar. A experiência é toda muito boa, mas eu preferiria experimentar os vinhos sem almoço. Minhas papilas (de?)gustativas são limitadas e têm as atenções divididas. Enfim, comemos bem, bebemos bem (e muito), e voltamos. Chapei na viagem de volta.
      Nesse dia demos um relax no albergue e depois fomos passear pela Arístides. Era domingo, último dia da Megadegustación, e lá fomos nós encarar mais provas de vinho, usando o restante da nossa cartela do dia anterior. Fomos dormir tarde novamente.
       
       
      2af. Mesmo esquema do dia anterior, mas hoje em bodegas mais próximas. Primeira parada foi na RJ Viñedos. Desde que recebi o programa que fiquei na cabeça com essa coisa de RJ, que me remete imediatamente ao Rio de Janeiro. Mas no caso são as iniciais do patriarca da bodega, Raul Joffre. A bodega é pequena, familiar, bem do jeito que eu tinha pedido. Mesmo scrpit de outras, vc conhece a história e depois faz degustação. Nesse caso havia algumas opções de degustação, e todos escolhemos provar os malbecs. Foi ótimo.
      Nossa segunda bodega foi na Alandes, outra pequena e com um jardim muito aconchegante. Lá juntamos com um casal chileno com quem papeamos (eles passavam férias no Rio, mas desistiram nos últimos vários anos em função da perspectiva de guerra civil permanente que exportamos ao mundo). Novamente o script, agora com direito a prova do vinho ainda em ‘desenvolvimento’ no barril. E depois as provas, generosas eu diria. Um dos grandes baratos dessa coisa é deixar ser guiado pelo sommelier (guia?), em meio a conversas eventualmente de outros temas. Ótimo novamente, curtimos muito.
      A terceira do dia era a do almoço. Finca Agostino era o nome. Outro lugar belíssimo (um padrão da região). Salão de almoço estava mais cheio, e de alguma forma achei a experiência aqui melhor. O chef foi até nós se apresentar, comida muito saborosa, momento feliz (e consegui ao menos saborear os vinhos antes de comer!). A receita das degustações sucessivas e mais o almoço tem resultado direto: chapei na viagem de volta. Era coisa de meia hora, mas pareceu uma longa sesta para mim.
      Depois de um descanso no albergue, saímos novamente para passear pela Arístides. Fomos comer uma carne (sempre!) antes de dormir. Nesse dia não tinha mais a Megadegustación, fomos dormir mais cedo. Atividade na Arístides caiu bastante naquela 2ª-feira.
       
      3af. Choveu bastante de noite, o que nos disseram ser incomum. Mendoza é tipicamente um lugar seco, inclusive com antigo e ainda utilizado sistema de irrigação que aproveita água das montanhas. Sem isso seria complicado para as bodegas.
      Amanheceu nublado e nossa programação para a manhã era passear pelo Parque San Martin. E assim fomos. O parque é bonito e grande, tem inclusive um mirante. Rodamos por lá, chuvinha chegou a cair fininha novamente. Depois de uma pausa para um café bem transado, partimos para a Rodoviária.
       
      Como falei, comprei com antecedência os tíquetes desse ônibus. Queria que fosse de dia, e queria ir na frente. Ideia era mesmo curtir o visual. Na rodoviária foi necessário fazer meio que um check in, afinal cruzaríamos fronteira.
      A viagem é mesmo um espetáculo. Logo em Potrerillos já tem um lago que é de cair o queixo. Melhor ainda foi ver o sol abrindo conforme avançávamos para o Chile. Vimos raros lugares com neve pelo caminho, por conta da temporada. Ao longo de boa parte do trajeto, trilhos de trem vão acompanhando (e eventualmente cruzando) a estrada. Estão abandonados, tal qual diversas (ou todas) as estações que vimos pelo caminho. Passamos por diversos túneis também. Vimos estações de esqui sem uso, teleféricos esperando pela nova temporada de inverno. A famosa Puente Inca, que faz parte do passeio da Alta Montanha, fica do lado esquerdo, mas não dá pra ver. Vimos cicloturistas fazendo o percurso – isso deve ser sensacional.
      Sobre lados, eu diria que no começo o lado direito é mais privilegiado. Depois muda para o esquerdo, se não me engano após Uspallata. De maneira que qq lado é bom. Num determinado momento, logo após a entrada no Chile, há uma longa sequencia de curvas que proporciona democraticamente um visual sensacional para ambos os lados. Lembrou muito a descida da Serra do Rio do Rastro (SC), outra estrada de beleza ímpar. Trata-se da famosa estrada de Los Caracoles.
      O ônibus era confortável, semi-leito (mas eu mal reclinei a cadeira). Servem um sanduba, café, suco e biscoitos. Infelizmente tem TV com filme e som. Coloquei um headphone como antídoto e melhorou. Carregadores USB não funcionavam.
      A aduana chilena é um ponto sacal da viagem. Não tivemos registro de saída da Argentina (ao menos não tive carimbo de saída), e a parte de imigração no Chile é tranquila. Mas a parte de aduana, PQP, segue a mesma de sempre. Já cruzei fronteira para o Chile em outras ocasiões (Torres del Paine, e voltando de Uyuni), e foi sempre um processo demorado e chato. Continua assim. Levou cerca de uma hora para vencer essa etapa.
       
       
      Chegamos a Santiago de noite, quase 21hs. Tínhamos partido de Mendoza às 13hs. Pegamos o metrô para nosso albergue na Bellavista, largamos as mochilas e fomos curtir a noite na região.
      4af. Ficamos flanando pela cidade, revendo lugares onde já estivemos outras vezes, e conhecendo outros tantos. De tarde batemos ponto no sempre excelente Boulevard Lavaud antes de seguir para o aeroporto e encerrar a viagem.
      Mais um feriadão explorando algum canto do planeta!
       
      Dicas gerais de Mendoza:
      - Como em qq outro canto que conheço da Argentina, aproveite as happy hours! Os preços das cervejas caem bem, geralmente pela metade ou uns 40%.
      - Se eu voltar, ficarei novamente nos arredores da Av. Arístides, que é onde rola o agito noturno. Além de ser uma parte muito charmosa da cidade.
      - Em geral achei os preços mais baratos em Mendoza do que eu outros cantos argentinos, sobretudo Buenos Aires.  Mas pode ser a corrosão da inflação também.
      - Não se engane: vinhos de alta qualidade (alta gama) terão preços correspondentes. O tour baratinho que percorre x vinícolas e que tem preço das entradas incluso vai ter vinhos mais guerreiros.
      - As degustações de vinhos, acho que em qq canto do mundo, partem geralmente do mais leve para o mais forte.
      - Preços variam conforme bodega e conforme programa. Eventualmente vc tem degustação simples, degustação somente de malbecs, degustação premium, etc. E cada uma tem um valor; você escolhe. A do almoço é preço fixo, e nos dois casos foi meio que bebida liberada (mas vc não dá conta, vai por mim).
      - Li isso em vários lugares e duvidei, mas agora atesto: depois do almoço vc não quer mais saber de vinho.
      - Faça o que eu digo, não faça o que eu faço: vc não precisa beber tudo nas degustações. Mas eu bebia. Era bom demais.
      - Para todas as dicas ref vnhos acima, levem em consideração o seguinte: não somos enochatos, queremos apenas diversão e bons momentos, somos fáceis de se conquistar (mas se o padrão de Mendoza fosse as bodegas do primeiro dia, seria decepcionante pra mim).
       
    • Por Monni Duka
      Olá
      Farei uma viagem em julho/2019 por alguns lugares na América do Sul e gostaria de algumas dicas, sobre locais a visitar, transporte, estadia, etc. Viajarei de São Paulo no dia 30 de junho e chegarei em Buenos Aires as 2h do dia 1/7. Será uma viagem de 20 dias, sendo meu maior foco em Santiago, Chile. Passaremos também por Mendoza, Colônia do Sacramento e Montevidéu.
      O roteiro é mais ou menos o seguinte:
      1 a 4/7 - Buenos Aires (saindo para Mendoza pela manhã)
      4 e 5/7 - Mendoza (passagem e passeio local)
      5 a 12/7 - Santiago
      12/7 - saída de Santiago com destino a Colônia do Sacramento ou Montevidéu, porém, pensamos em ir até Mendoza e de Mendoza a Buenos Aires para então, ir ao Ururguai.
      13 a 16/7 - Colônia do Sacramento
      16 a 20/7 - Montevidéu
      20/7 - São Paulo (Qual seria a melhor opção de valor? Ir até Buenos Aires e depois São Paulo? ou direto de Montevideo para São Paulo?)
      Se puderem me ajudar, serei muito grata.
       
      Grande beijo a todos.
      Mônica
       


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