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La Paz - Onde ficar?

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E ai pessoal

 

Estou no hotel Sagarnaga e achei o hotel muito bom, mas me atrapalhei e acabei não negociando o preço, me cobraram 120 bolivianos a diaria, bom como eu estava penando com o soroche decidi ficar aqui mesmo e descansar da viagem.

 

Aqui o quarto é confortavel, boas camas com edredon, colcha, lençol e cobertor, Tem wi-fi no quarto, e como eu trouxe tablet, é uma mão na roda...tem tv a cabo, que é bom pra ver algo antes de dormir rsrsrs, café da manha simples, elevador etc...resumo, otimo pra descansar!

 

O taxista que me trouxe disse que na região onde esta o Torino, que o LeoRJ adora, rs tem tido manifestaçoes por isso não ia pra lá, mas mais tarde vou nos mais recomendados aqui no topico e faço algumas comparações, como estou de molho e esperando uma amiga para seguirmos ate o salar, e ela só chega no FDS queria pelo menos algum lugar um pouco mais movimentado.

 

Pra quem quiser/precisar:

 

Hotel Sagarnaga

 

Calle Sagarnaga 326

Tels: 235-0252 - 231-0893 (desculpem não sei o código de area)

[email protected]

www.hotel-sagarnaga.com

 

Ah mais um detalhe, aqui na rua do hotel esta cheio de agencias para passeios de todo tipo, inclusive achei ter visto a tão controversa Extreme q faz downhill pra Coroico...

 

É isso abraços

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Olha eu de novo aqui galera,

 

Passei a tarde rodando o centro de La Paz procurando os hoteis e hostals que a galera indicou aqui, alguns lugares apresentam BASTANTE diferença dos preços, segue uma lista atualizada.

 

Torino

Quarto com banheiro compatilhado B$45

Quarto com banheiro privativo B$80

 

Não cheguei a ver o quarto com banheiro pois não tinham nenhum vago para mostrar, mas tem tv a cabo.

Quarto pequeno, parece um daqueles mosteiros dos filmes, igual já comentaram aqui, janela pequena mas cama parece ser confortavel. Os banheiros o pessoal ja comentou aqui no tópico.

Não me lembro se tem wi-fi, mas custa B$4

 

Copacana

Fica na calle Illampu, 734

Quarto com banheiro privado B$80

Quarto com banheiro compartilhado B$60

 

Tem internet e wi-fi em todo o hotel, mas as vezes o sinal fica fraco.

Tem café incluso

Não cheguei a ver os quartos

 

Wild Rover

Penei pra achar esse pois não tem placas na fachada como o Torino ou o Loki, só uma bandeira da Irlanda mas que nem notei nas três vezes que passei por la rsrsrs. Ah sim, a porta de madeira esta constantemente fechada, tem uma plaquinha pequena e camera pra monitorar quem esta à porta. Tem que tocar o interfone pra abrirem.

 

Fica na Calle Mercado 1476 alguns quarteirões da Plaza Murillo

 

Quarto com 16 camas B$45

Quarto com 10 camas B$50

Quarto com 8 camas B$55

Quarto com 6 camas B$60

Quarto com 4 camas B$65

 

Todos com café da manha incluso e wi-fi em todo hotel, ainda tem um bar que não cheguei a ver, mas parecia estar movimentado. Também esqueci de olhar os banheiros.

Tem armarios para deixar celulares e outros gadgets carregando. Cadeado é por sua conta.

 

Loki

Fica Calle Looyza, entre a calle Comercio e a calle O. Cárdenas, bem no meio do quarteirão, quase de frente à uma delegacia de policia.

Quarto pequeno compartilhado com banheiro privativo B$60

Quarto pequeno compartilhado com banheiro compartilhado B$60

Quarto grande compartilhado com banheiro privativo B$54

Quarto grande compartilhado com banheiro compartilhado B$50

 

Não sei se tem café da manhã incluso, tem wi-fi no hotel todo, tem uma area com puffs pareceu sem bem tranquilo, um bar com mesa de bilhar varias mesas cheio de gente conversando, pareceu ser demais. Tem uns armarinhos com tomadas pra gente deixar os celulares trancados carregando e tem area pra guardar mochilas caso vc não se hospede. Estava lotado quando eu fui, por isso tinha q reservar. Também não cheguei a ver os quartos nem os banheiros.

 

Republica

Fica em frente ao Wild Rover, na calle Comercio, altura do número 1400

 

Quarto individual com banheiro privativo B$175

Quarto individual com banheiro compartilhado B$140

 

Tem wi-fi nas areas comuns e tel café da manha, o quarto é limpo e aconchegante, tem tv...nao sei se é a cabo. Chega a ser bonito e tranquilo o lugar, mas achei mto caro.

 

Bom, foram só esses que eu achei, o El Viajero e o Cruz de los Andes não encontrei, talvez amanha eu vá dar uma olhada, mas provavel q eu vá ficar mesmo no Wild Rover.

De todos, acho que o Torino fica melhor localizado, bem ao lado da Plaza Murillo, e o Hotel Sagarnaga que fica na rua das agencias de turismo e do lado da Calle Illampu que tem um moooonte de lojas de equipamentos, isso pesa. Desculpem se eu escrevi demais rsrsrs ::mmm: Qualquer duvida podem perguntar.

 

Abraços à todos

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Em La Paz fiquei no Los Balcones Blancos. Não tem site. Paguei 56 bols em um quarto privado com bano compartido.

Fica na Calle Nicolas Acosta, 477. Bem localizado. 4 quadras da Illampu, 16 de Julio (prado) e outras ruas principais.

Um pouco antigo, mas limpo. Tanto quarto como banheiro. Outro ponto de destaque é a tranquilidade (para quem procura).

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Pra quem já ficou no Loki...

 

1) É possível dormir em algum momento? rs

2) Tem quarto privado com banheiro privado?

 

Tks!

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Para contribuir ao tópico, há 4 anos, fiquei 7 dias em La Paz, fiquei em um hostel na calle santa cruz, lá embaixo perto da praça, tava muito cheio, os banheiros não funcionavam direito, e acabamos saindo, estavamos em grupo de 8, e 2 quadras acima a esquerda, tinha um hotel chamado MAJESTIC. Acabamos ficando os outros dias por lá. Bom,limpo e barato. O atendente simpático, e bem localizado, proximo a cambios, a bares e a agencias,onde acabamos fechando o passeio de bike na estrada da morte!

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Pra quem já ficou no Loki...

 

1) É possível dormir em algum momento? rs

2) Tem quarto privado com banheiro privado?

 

Tks!

 

 

Fiquei no Loki em jan/2011 e foi super tranquilo. Nao tinha barulho nem bagunça, o povo se concentrava no bar do hostel q fica embaixo. Nao sei se tem quarto privado (para dois) pois estavamos em um grupo de 4 e pegamos um quarto só para gente e nesse quarto tinha banheiro com um chuveiro bem satisfatorio, papel higienico (na bolivia isso nao é tãaaao comum), sabonete liquido para lavar a mão e tudo :wink:

 

Eu gostei bastante de la.

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           Partimos de São Paulo dia 26 de Dezembro de 2018 as 15:00pm da tarde do Terminal Rodoviário da Barra Funda. O ônibus teve um atraso de 30 minutos para que todos os passageiros guardassem suas bagagens no ônibus. A viagem é tranquila e o ônibus muito bom com banheiro e água da empresa La Preferida. Este primeiro trecho da viagem foi entre São Paulo à Porto Quijarro já na Bolívia. A viagem foi tranquila com duração de quase 23 horas e com paradas de 3 em 3 horas. 

       
      2º Dia: Partida - 27/12/2018 - 13h00 - Porto Quijarro x Santa Cruz de la Sierra - Empresa 2 de Mayo Bs$100,00 - Moto Táxi Bs$6,00 - Taxa terminal Bs$3,00 
           Depois de horas na estrada estávamos próximos ao serviço aduaneiro de fonteira terrestre - ADUANA - na fronteira com a Bolívia. Pensamos que o ônibus iria parar para que fizéssemos a saída do Brasil e depois a entrada na Bolívia, mas o ônibus passou direto na fronteira e só parou no Terminal Rodoviário de Porto Quijarro, já em território Boliviano. No terminal rodoviário trocamos um pouco de real em pesos bolivianos e guardamos nossas mochilas na sala vip da empresa La Preferida que foi gentilmente cedida aos passageiros, logo depois pegamos um moto táxi por Bs$3,00 bolivianos para retornar à fronteira para darmos a saída do Brasil na ADUANA Brasileira e firmar a entrada na ADUANA Boliviana. O trecho do terminal rodoviário até a fronteira leva menos de dez minutos. Chegamos na fronteira e atravessamos para o lado brasileiro novamente para fazer a saída do Brasil. A fila estava grande para quem fosse dar entrada no país mas para quem era brasileiro e estava dando a saída do país, no caso do Brasil, estava sendo atendido mais rápido. Fomos atendidos depois de uns 40 minutos e corremos para a fila da ADUANA Boliviana que esta um pouco menor. Carimbamos nossos passaportes e firmamos a entrada na Bolívia. Agora estávamos em dia com o controle de imigração rsss. Após todo trâmite da fronteira retornamos para o terminal rodoviário para almoçar e comprar nossa passagem para a nossa próxima parada, a cidade de Santa Cruz de la Sierra. Compramos em um dos diversos guichês na rodoviário pela empresa 2 de Mayo por Bs$100,00 bolivianos mais a taxa do terminal de Bs$3,00 bolivianos para as 13:00pm com aproximadamente 16 horas de duração. Poderíamos pegar o famoso Trem da Morte pelo mesmo valor e que também sai de Porto Quijarro mas leva um pouco mais de tempo para chegar em Santa Cruz e como estávamos com pouco tempo preferimos ir de ônibus mesmo. 
                       
           A viagem foi tranquila passando por diversas florestas e rios nos mostrando paisagens lindas do território boliviano. Fizemos algumas paradas durante o caminho para comer e ir ao banheiro pois no banheiro deste ônibus só podia mijar. Logo no começo da viagem o cobrador pediu para que quem precisasse cagar era pra pedir pra ele que eles paravam o ônibus para a pessoa fazer na estrada, pois como a viagem seria longa, se fosse fazer no ônibus mesmo ninguém aguentaria o cheiro. Mas ninguém precisou rsss. 
       
      3º Dia: Partida - 28/12/2018 - 11h30 - Santa Cruz de la Sierra x La Paz - Empresa Concórdia Bs$220,00 - Banheiro Bs$4,00 - Taxa Terminal Bs$5,00
           Chegamos em Santa Cruz por volta das 4:00am da madrugada. Ficamos aguardando o Terminal Bimodal de Santa Cruz abrir as 6:00am para poder fazer o cambio da moeda e comprar nossas passagens para nosso próximo destino, La Paz. Ficamos aguardando em alguns bancos que tem do lado de fora do terminal, quando um policial da INTERPOL abordou um de nós pedindo o documento de entrada na Bolívia. Documentos conferidos e fomos liberados rapidamente. Se não tivéssemos feito a entrada no país seríamos multados por estarmos ilegais no país pagando uma multa por este delito. 
           O terminal começou a abrir e logo vimos uma mulher vendendo as passagens para La Paz pela empresa chamada Concórdia pelo valor de Bs220,00 bolivianos, já adiantamos e compramos.  Depois entramos no terminal para aguardar nossa partida que seria somente às 11:30am, então tínhamos um bom tempo para comer, trocar dinheiro, tomar banho e dar uma volta pelos arredores do Terminal Bimodal de ônibus de Santa Cruz de la Sierra. Pagamos Bs1,00 boliviano para banheiro e Bs3,00 bolivianos para banho no terminal, isso acontece em toda a Bolívia, todo banheiro será cobrado, seja para necessidades ou seja para banho. Então separem suas moedinhas, pois elas serão muito úteis para isso. Outra utilidade para as moedas, são as taxas de embarque que todo terminal de ônibus cobra. Depois que compramos nossa passagem tivemos que ir em outro guichê para pagar a taxa de embarque do terminal que nos custou Bs$5,00 bolivianos. Dentro do ônibus antes de sair do terminal, um fiscal entra conferindo pessoa por pessoa o pagamento da taxa. 
        
        
           Andamos nas ruas ao redor do terminal e encontramos diversas barracas com comidas de rua. Tinha bastante comida típica, muitas sopas e caldos, sucos e escolhemos para começar as famosas salteñas e empanadas boliviana. São maravilhosamente deliciosas e valeu muito a pena experimentar. Comemos também o famoso cuñapé, que seria o pão de queijo boliviano. Outra delicia boliviana mas confesso que os pães de queijo da minha avó são infinitamente melhores que os cuñapé boliviano ahuahuahuahu. Desculpa aew Bolívia rs. 
           Retornamos ao terminal e embarcamos rumo a La Paz em uma viagem aparentemente tranquila mas assim que íamos distanciando de Santa Cruz o trajeto começou a ficar um pouco tenso. O trecho que passamos estava em obras e tivemos que passar por diversos desvios ao lado de desfiladeiros e enormes rios que cruzávamos a todo momento. Mais a noite o tempo mudou e começou a chover forte e o trânsito ficou bastante lento em alguns lugares. Com a noite chegando, a escuridão dominava e não tínhamos noção de onde estávamos passando, mas quando um relâmpago clareava tudo r nos dava a visão  do quão perigoso estava o trecho que estávamos passando. 
           Após o transtorno do trecho em obras fizemos mais uma parada para esticar as pernas, ir ao banheiro, comer alguma coisa, comprar água pois seria a ultima parada até La Paz. Como estava um calor de quase 30º graus desde Porto Quijarro, não nos importamos em colocar roupas de frio e seguimos em frente. Assim que o ônibus começou a chegar próximo da cidade de El Alto por volta das 5:00am da manhã sentimos o verdadeiro frio da Bolívia.

       
      4º Dia: Partida - 29/12/2018 - La Paz - Banheiro Bs$1,00 - Hostel Bs$153,00 - Van Bs$5,00 - Teleférico Bs$3,00 - Empresa Diana Tour Bs$40,00    
           Pela janela do ônibus só se via um descampado sem árvores, sem vegetação, coberto somente por uma grama curta e alguns arbustos e muito frio. Tinham diversas casas feitas de barro no meio do nada. Meu coração começou a bater mais forte e a falta de ar também começou levemente. Estava com os esfeitos da altitude, o soroche. Notei que estávamos próximos de El Alto, a última cidade antes de La Paz. O ônibus fez uma parada e mais da metade dos passageiros ficaram por ali mesmo. Perguntamos se ali seria o ponto final do ônibus. Algumas pessoas e o cobrador responderam que sim. Que teríamos que descer ali e pegar o teleférico até La Paz. Quando pegamos nossas mochilas do bagageiro do ônibus, perguntei para o motorista se ali seria o ponto final. Ele respondeu que não, que ali era ponto final pra quem era de El Alto. Subimos novamente no ônibus e ai sim seguimos rumo ao Terminal de Buses de La Paz.
           Chegamos por volta das 7:00am da manhã no terminal e bem na hora do rush. Havia muito congestionamento e resolvemos saltar do ônibus antes de chegar no terminal e continuarmos a pé o trajeto. No terminal de buses de La Paz usamos o banheiro por Bs$1,00 boliviano, compramos nossas passagens para Copacabana por Bs$40,00 bolivianos pela Diana Tour e usamos o wi-fi gratuitamente para podermos acessar o mapa no telefone para  poder seguir a pé para a Rua Sagarnaga. Esta rua esta concentrado a maioria das agências de câmbio, das agências de turismo, hotéis, pousadas e hostel. Fica bem próximo do Mercado Lanza, do famoso Mercado de las Brujas, da Igreja e Convento São Francisco, da Av. Illampu que contém diversas agências de turismo também. Ficamos hospedados no Hostel York B&B na rua Sagarnaga mesmo por Bs$153,00 bolivianos a diária por um quarto duplo, café da manhã e com banheiro privado. Como chegamos muito cedo no hostel e o check-in seria um pouco mais tarde, guardamos nossas mochilas na recepção do hostel e tomamos algumas xícaras de chá de coca para amenizar os efeitos da altitude que já estavam dando seus sinais. Ficamos por alguns bons minutos na cozinha do hostel tentando acostumar com aqueles sintomas e assim que o chá de coca fez efeito resolvemos sair pra rua para encontrar agências de câmbio para trocar nosso dinheiro e aproveitamos para dar uma volta na rua do Mercado de las Bruxas que estava começando a abrir.   
        


         


           Retornamos para o hostel para fazer o check-in, pois já estava no horário, nos acomodamos no quarto que reservamos, tomamos um belo e merecido banho, arrumamos as mochilas menores e bora pra rua novamente almoçar e aproveitar o dia que por incrível que pareça estava fazendo sol com todo aquele frio. Então não podíamos perder tempo e saímos logo em direção à Praça Murillo, um dos cartões postais de La Paz. 
       
       

           Ficamos um tempo nesta praça até que resolvemos perguntar para um guarda como se chega no Mirador Kili Kili. Ele nos orientou a pegar um tipo de van por ali mesmo em uma esquina da Praça Murillo pagando Bs$5,00 bolivianos que conseguiríamos chegar na entrada do mirador. Achamos a van e aguardamos por alguns minutos até que lotasse a van de passageiros. O percurso até o mirador durou apenas 10 minutos. A van percorre alguns lugares da cidade parando em alguns e seguiu rápido em direção ao mirador. Transporte barato, rápido e eficaz.  










           O Mirador Kili Kili nos da a visão da grandeza de La Paz. Tem uma vista impressionante da cidade. Ficamos por horas neste local, até que o tempo que estava aberto se fechou de uma hora pra outra e começou a chover até granizo. Ficamos por quase uma hora em um abrigo no mirador aguardando a chuva passar. Foi impressionante ver aquela tempestade do mirador com seus raios cortando toda a cidade de La Paz.
           Assim que a chuva deu uma trégua conseguimos ir até o ponto e pegamos a van que nos deixou na Praça Murillo novamente. De lá fomos ao mercado Camacho comer uma típica comida boliviana. Estava frio e chuvoso e nossos estômagos estavam roncando de fome. Andamos por cerca de 10 minutos e já estávamos no Mercado Camacho. Pedimos dois pratos tipicamente bolivianos porem esquecemos de perguntar quantas pessoas eles serviam ahuauhaua. Vieram dois pratos enormes, um chamado Picana Navideña e outro chamado Planchitas que juntos serviam 4 pessoas facilmente ahuahuhauhau. Fiquei pensando depois que o garçom poderia ter nos avisado rsss mas tudo bem, comemos até o cu fazer bico! kkkkkkkkkk 

       
           Barriga cheia, pé na areia! Saímos do Mercado Camacho e fomos nos aventurar nos famosos teleféricos da cidade. Foi sensacional andar por cima da cidade naquelas cabines. Parecia que estávamos flutuando sobre La Paz. O sistema teleférico em La Paz foi inaugurado no ano de 2014 ligando as cidades de El Alto e La Paz. Hoje em dia La Paz contém 9 linhas integradas levando 18.000 pessoas por hora, facilitando o trânsito caótico gerado pela geografia caprichosa do lugar. As linhas são interligadas, porém cada uma delas será cobrado uma tarifa de Bs$3,00 bolivianos caso tenha que trocar de linha. 
         


       
       

            Retornamos ao hostel para descansar um pouco e aclimatar pois o soroche estava acabando com nosso fôlego e o coração disparava a toda hora. Como íamos subir mais ainda resolvemos ficar de booooa no hostel pois logo de manhã iriamos sair em direção ao Terminal de Buses de La Paz para tomar o ônibus para o nosso próximo destino, a cidade de  Copacabana às margens do lago mais alto do mundo, o Lago Titicaca.
       
      5º Dia: Isla Del Sol - 30/12/2018 - La Paz x Copacabana x Isla Del Sol
       
      (((((Continua no próximo post))))
       
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       (...)
    • Por GuilhermeMN
      RELATO OBJETIVO SOBRE A BOLIVIA E PARQUE SAJAMA EM MARÇO 2020.
      Roteiro:  Belo Horizonte>> La Paz >> Parque Sajama>>La Paz >> BH
      Sai de  BH dia 05\03 18 hs de voo com conexão em SP e Chile.
      Havia reservado o hostel Wild Rover- hostel agitado, muitos gringos ( só eu de brasileiro)com bar bem movimentado, muito bom para curtir a noite. Restaurante bom, banho quente, No entanto se pretende descansar não é um a boa escolha.
      LA PAZ
      Em LA PAZ  não há muito o que fazer. Dei uma volta na cidade. Muito comercio de rua. Mais do que lojas oficiais. Fui lá nas ruas de equipamentos esportivos, realmente o preco é melhor que no brasil, além das marcas que não temos. Por eemplo uma bota merrel 800 bolivianos. Preço melhor que na amazon com a taxa de importação, mas ainda assim caro.
      Muita roupa falsa de marcas de montanha.
      Melhores coisas de LA PAZ. comida de rua e o teleferico, as tia gorda vende de tudo na rua, Pasteis, bolos, empanadas muito melhores que nos restaurante. Sanduiches de pernil, frutas e vários tipos e formas de milho, comi de tudo. não tive um desarranjo intestinal.
      Teleférico, melhor atração de LA PAZ, porque nele você verá toda a cidade e os majestosos nevados no entorno.  São várias as linhas, tem a linha celeste que fica no centro prto do mercado camacho. No final dele tem conexão com os outros, tem um que chama mirador, é o mais alto da cidade.. 
       
                                            No dia 08\3 partir para Parque Sajama.
      Peguei ônibus no terminal de Buses de La Paz, com destino a Arica no Chile.  Ônibus de viagem bem confortável.  Passagem 75 bolivianos.
      Pedir para descer no Parque Sajama, umas 3 hs de viagem.  Desci na entrada do parque. Minutos depois apareceu um van, que deixou 2 mochileiros da rodovia.
      Esta mesma van me levou a Vila.( 10 bolivianos). Estas Vans fazem este serviço de forma regular. Então não esquenta em descer e não ter carona para a vila. Além dos diversos  carros que passam e oferecem carona. 
      Hospedagem na Vila Sajama foi um suplicio. Fiquei no Hostel Sajama, péssimo, caro, sem agua quente, sem refeições, inclusive para comprar. 100 bolivianos a diária em quarto individual e 60 em quarto compartilhado.
      Andando pela mini Vila para encontrar um lugar para jantar,  encontrei o Hostel Parinacota, bem organizado. Lá eles servem jantar e café da manha,( para não hospedes), O jantar estava  ótimo com chá e sobremesa.
                 
      Lá fiz contato com um dos donos o Gregorio , que também é 'guia' de montanha.  Combinei com ele em ir ao Acotango. Apenas o transporte sem Guia. 1000 bolivianos. Ele me buscou na pousada as 04 hs e chegamos na base do Acotango antes das 06 hs.
                   09\03
      Vestir os equipamentos e partir sozinho. ( ele ficou em baixo dentro do carro esperando).  
      Tem uma subida pesada logo após o primeiro Vale. Esta é a única subida mais difícil. Depois e caminhar na neve até o cume. A descida realizou por outro lado. Como se voce continuasse a caminhar após o cume. Bem tranquilo so neve fofa. Fiz alguns trecho de esqui bunda. - LEMBRENTE : 6000 metros mexe muito com a fisiologia, tive dor de cabeça, mas foi auto limitada. O sol amplificado pela neve queima demais. enato muito cuidado. Sempre de óculos bem escuros preferencialmente balacrava ou duas bandanas.
      Agora começa a loucura...
      Após a ascensão do Acotango, resolvi subir ficar no campo base do Parinacota. Por lá, aos 5200 metros de altitude fiquei 4 noites. Sozinho.
      Novamente paguei 1000 bolivianos. Para o Gregorio me deixar no campo base. Ele me deixou com 6 litros de agua da torneira do hostel.
      No campo base tem um abrigo grande de pedras, com  5 beliches, com  colchoes novos, cobertas grossas boas.
      NÃO TEM AGUA!! como o solo é de por de rocha vulcânica, não tem agua escorrendo do topo do vulcão. O nível da neve é bem alto 1 hora de caminhada. 
      Neste primeiro dia optei por dormir na barraca. Pois minha barrca nunca tinha enfrentado frio verdadeiro.  A minha Naturehike  cloud up 2, passou bem pelo teste. Nevou a noite toda. O vento não incomodou.
      Acordei com neve até o 1\4 inferior da barraca. A noite ouvia o excesso de neve escorrer pela barraca. 
      No entorno havia 30 cm de neve em todo lugar. Logo fiquei feliz, acabou meu problema com água !! Só que não é tão simples derreter neve. Exige-se um volume grande de neve e muito FOGO.  Como eu levei apenas um botijão pequeno para o fogareiro. Optei por não derreter a neve no fogo.
      Enchi um saco plástico transparente e deixei a radiação solar fazer sua parte, depois de 2 dias eu tinha 4 litros de neve derretida e com processo de produção mantido. Resolvido o problema de agua. Agora era apenas torna-la potável.  Já havia gasto 8 pastilhas de clorin na agua que o guia me deu. Joguei no galão 2 litros de neve derretida, e minha ultimas 2 pastilhas de clorin, deu certo so tiver um episodio de diarreia no primeiro dia e não tive mais.
      Comida não era um problema, havia levado 4 refeições liofilizadas, muita castanha do Pará,  frutas secas e barras de proteína e chocolate. Levei uns saches de chá e alguns de leite em pó. Tinha também  soro de reidratação e tomava um litro por dia. Resumindo não passei fome nem sede.
      Banho! apenas paninho com álcool nas partes e creme antibacteriano que eu levei.
      Nevou dia e noite sem parar. Minha barraca ficou enterrada na neve.
          A  segunda noite ... 
      Seria a noite de ataque ao cume. Optei por dormir no abrigo, pois iria acordar de madrugada e vestir a roupa de alta montanha no abrigo.
      Seria....
      Acordei as 23 horas com uma dor de cabeça, falta de ar pior da vida. Tomei ibuprofeno e paracetamol. So melhorou pela manha. Quando conseguir dormir um pouco.
      Tomei ibuprofeno 8\8 hs e melhorou durante o dia. Dei umas voltas pelo entorno, neve fofa e alta pra todo lado. Almocei, tomei cha e leite. Li meu livro( Transpatagonia, pulmas não comem ciclistas, Guilherme cavallari). Algo indispensável nestes momentos de solidão. Tinha até medo de terminar de ler rápido.
      DIA DE CUME!!! 10\03\2020
      Dormir no abrigo,  jantei um frango liofilizado. Tomei um chá e mais copo de leite. Fui dormir. 
      Não conseguir acordar as 01 horas como previsto. Acordei as 04 hs!! muito tarde.
      Resolvi ir assim mesmo. Tempo bom. Tomei café, comi um biscoito, castanhas e barra de proteína. tomei um leite e preparei um chá para levar. Aqueci agua e enchi a garrafa.
      04:30 partir do abrigo.
                 Lua cheia escondida por nuvens, mas deixava  passar claridade. Não precisava de lanterna.  Estava quente, fui com a jaqueta de plumas e um fleece. Logo logo, retirei a pluma e fiquei só com o fleece.
      Como nevou muito não vi os famosos penitentes. Peguei um subida a direita neve fofa entre algumas grandes pedras negras. Subida íngreme. Pesada. 
      Continuei subindo em direção a direita. Coloquei os crampons logo após a ultima pedra negra.  Logo estava em uma parede de 50graus de neve fofa -+30 cm.
      Para minha infelicidade o sol já havia nascido e estava em brilho total, céu de poucas nuvens. Pouco vento e muito calor.
      Em uma rajada de vento, foi-se meu boné...
      As 10 horas parei,  fiz um lanche e  tomei um chá.  Sol a pino, neve refletindo o sol direto no rosto!
      Continuei em um diagonal para a direita, alternando com alguns períodos de subida reta. 
      11 horas e agora e um paredão de gelo e neve 20 cm 60graus de inclinação a menos de 300 metros do cume. Continuo na subida, com muito sol que ficava ainda pior refletido na neve. Tinha dois sois a me fritar. 
      A insolação minou minhas forças, comia neve para hidratar, a boca estava seca e quente.  Tomei toda minha água. 
      continou por mais uma hora. olhei do GPS 12:17 horas, altitude 6210 metros , 480 millibar. cansado, desidratado, sozinho faltando MISEROS 170 METROS ATÉ O CUME. 
      Desisto!

      Iniciei uma descida rápida. com alguns tombos.

      Neve fofa devido ao sol. Atolando ate o joelho. Descia quase paralelo ao paredão de gelo e neve. Comendo neve com muita frequência, já estava desidratado. Sentia um calor, um vapor sair do rosto, nem imaginava que eram as queimaduras solares. Bati algumas vezes os crampons na minha bota, perigo total. Assim que além de estragar a bota, ocorrem os ferimentos na perna.

      Finalmente cheguei a a região onde iniciava as pedras pretas. Retirei os crampons, não foi uma boa ideia. Estava muito escorregadio, o pe afundava na neve e iniciava escorregão, como um patins.  Em um desses  tiver que utilizar o piolet para minha retenção.

      Finalmente cheguei a base da montanha, agora era  apenas uma caminhada na neve ate o abrigo. Andava muito rápido, devido ao calor insuportável que sentia no rosto. Esfregava neve e comi sem parar.

      Cheguei ao abrigo em menos de 2 horas !!

      Joguei muita agua gelada no rosto. Bebi um litro de agua de uma vez.  Tirei a roupa, esquentei agua, fiz um chá e comi uma  canja de galinha liofilizada.

      Fui cuidar do estrago das queimaduras no rosto. Passei um camada generosa de bepantol e protetor solar. Morto, destruído fui dormir. Devia ser umas  14 horas.

      Acordei poucas vezes para tomar agua e  fiquei feliz, quando deu vontade de urinar, sinal de boa hidratação e perfusão. Dormir a noite toda. Senti um pouco de frio, talvez pela falta de calorias.
      12\ 3 Dia do resgate 
      Acordei, tomei um leite, comi umas barras de chocolate e castanhas. Desmontei a barraca , juntei meu lixo guardei a agua e agora era so esperar o resgate.
      Fui deitar ainda estava muito cansado. 
      Algumas horas depois, entra o motorista, falando que o 4x4 não conseguiu subir ate o abrigo. Descemos caminhando 30 minutos e pegamos o carro. Rumamos para Vila Sajama. 
         VILA SAJAMA>>LA PAZ
       Ele disse que me deixaria em Tambo Quemado, porque lá possui mais opções de transporte a La Paz. Tambo Quemado é uma cidade fronteiriça com o chile. 
      Fiquei encostado no controle alfandegário, um portico azul. Ao lado tem um patio grande onde tem vários caminhões parados e  vans.  O motorista disse que eu posso pegar uma van para Patacamaya ou Oruro e de lá outra para La Paz. Havia muitas vans inclusive uma que iria sair em 30 minutos para Patacamaya.
      Como eu fui de ônibus da Nordic que vai ate Arica na costa Chilena e sabia que ele retornava e passava ali entre 15:30 e 17 horas.
      Este lugar lembra uma parada de caminhoneiros, com vários restaurantes e pequenos comércios em volta. Optei por comer algo descente e aguardar o ônibus direto para La Paz.
      Pra variar comi pollo(frango) com arroz.  Foi o melhor frango frito da viagem. Também dias comendo só liofilizados.
      Logo passou o ônibus, antes das 17 horas. Várias pessoas o pegaram. Mas ele ainda estava vazio, passagem 40 bolivianos. Fui tranquilo, com espaço e segurança até  La Paz umas 4 horas de viagem. 
      No terminal de Bus estavam medindo temperatura de todos que desciam dos ônibus.
      Peguei um taxi, 40 bolivianos, ate o meu hostel, o mesmo Wild Rover, no  centro de La Paz. No hostel fiquei em um quarto com 6 beliches, que fica onde era o sotão da casa, chama quarto D. Péssimo sem ventilação. como peguei um resfriado na montanha estava tossindo muito, piorou ainda mais naquele quarto abafado.
      Eu tinha a pretensão de ir ao Huyana Potosi no dia 13. Mas todo queimado e com resfriado abortei a ideia.  Fiquei um dia besuntando a cara de bepantol e protetor solar, curti um pouco a noite no bar do Hostel. No outro dia fui ao LAGO TITICACA .
       
      LA PAZ >> COPACABANA ( LAGO TITICACA) 
      Resolvi fazer um bate e volta a Copacabana, local mais conhecido a beira do lago. No próprio hostel tem uma agencia de viagens. Perguntei sobre o ônibus Bolívia HOP. Fui informado que era 40 DOLARES  ate Copacabana, voce pode descer onde quiser e pegar o ônibus quando quiser também. Caro demais 200 reais. 
      O barman do hostel me falou  que havia vários ônibus de saiam de Cementerio com destino a Copabana. Peguei uma van perto do mercado camacho 2 bolivianos. Pedi para descer no cementerio que iria pegar o ônibus para Copacabana.
      Este Cementerio é um bairro na parte alta de La Paz.  A van para perto de uma praça com vários ônibus e vans paradas. Tipo um rodoviária informal. Lá havia varias pessoas oferecendo passagens para Copacabana. 
      Comprei em um ônibus grande de viagem, 20 bolivianos.  São umas 3 horas de viagem.
      Quando chega no lago tem que passar de balsa. Todos descem o ônibus vai vazio. Voce descer vai a bilheteria compra a passagem do barco de passageiros 2 bolivianos. Atravessa e espera o ônibus nom outro lado na praça da cidade. -decora o nome e placa de seu ônibus!
      Chegando a Copacabana é um vila pequena, bem bonita, com mirantes no entorno, uma linda igreja logo no inicio da vila. Vários restaurantes que servem o prato principal da cidade- trucha do lago Titicaca.
      Descia rua principal, com sol forte vindo do lago, eu igual um tuareg com o rosto protegido com bandanas. Fui a beira do lago de aguas cristalinas e geladas, tirei umas fotos.
      No entorno do lago tem vários quiosques, que vendem passeios para as ilhas do lago. Como cheguei tarde não havia mais passeios. Existem muitos hostels a beira do algo e a maioria possui um restaurante com um térreo, com cadeiras e guarda sol. Lugar perfeito para curtir a vista do lago, comer uma trucha tomar uma pacena gelada. Fui no ultimo restaurante ao lado esquerdo da rua principal tem uns  sofas no terraço, muito confortável.
      Sobre Copacabana, é um vila que vale pena ficar alguns dias. La os hostel é mais barato, percebi muita gente mais alternativa. Pode-se inclusive partir de lá para o Peru. tem vários ônibus que fazem este trajeto.  È mais perto que LA PAZ. 
        COPACABANA>> LA PAZ
        Teem vários horários de ônibus de volta a LA PAZ , eu peguei o de 18:30 hs , mas vi que o ultimo sai 22 horas. A volta é o mesmo esquema de balsa e barco em Tiquina.
      o ônibus te deixa no terminal de BUS de LA PAZ, no centro. 
      DICA: banheiro só na hora de pegar o barco, 1 boliviano. levar uma blusa de frio.
       
      LA PAZ >>> BH 
      Meu voo seria dia 15 as 8:45  hs. Sai do hostel as 7 horas. Estava chovendo e não conseguir chegar a tempo-perdi o voo! 
      Tentei sem êxito ao menos chegar a Santiago que era minha conexão de 14 hs para Guarulhos. Não tinha um voo para o chile neste dia.
      Então tentei um para Guarulhos para pegar minha conexão para Confins , nada não tinha um voo também.
      Conseguir um voo para Guarulhos pela BOA , Saindo as 6:30 chegando em Guarulhos as 12:30 horas . Com troca de aeronave em Santa cruz de la Sierra. 1600 REAIS, com bagagem.
      De Guarulhos para confins comprei voo da gol 360 reais com bagagem. 
      CORONAVIRUS
      Em LA PAZ alguma pessoas com mascaras, a maioria com mascaras de panos estilizadas. No hostel aquela muvuca de 15 pessoas em um quarto, tossindo e espirando( provavelmente resfriado), claro que sem mascaras. 
      Nos aeroportos principalmente em Santiago e Guarulhos a grande maioria de mascara.  Varios tipos, alguns usando no queixo, outros com uso intermitente. Casais um com mascra outro sem. 
      Na volta em gaurulhos e Confins, haviam mais pessoas usando mascaras. Pouco depois que cheguem vi as  noticias de fechamento de fronteiras na Bolivia e grande parte da America latina.
      Como cheguei resfriado e passei por aeroportos e principalmente por Sao Paulo onde há transmissao comunitaria. Institui auto quarentena domiciliar de 7 dias. Como profissional de saúde nao posso trabalhar com sintomas gripais.
       
      DICAS GERAIS:
      TRANPORTE PUBLICO TELEFERICO E VANS, SÃO BARATOS E EFICIENTES. NAO TEM UBER. TAXI NÃO É MUITO CARO. EXEMPLO PARA O AERORPORTE, QUE LONGE OUTRA CIDADE 70 BOLIVIANOS. 
      COMIDA COMPRA NOS MERCADOS OU NA BANCAS DE RUA, NOS HOSTELS SÃO MUITO CAROS. COMPRA MUITA AGUA BEBA 4 LITROS POR DIA.
      O SOL É MUITO FORTE, DEVIDO A ALTITUDE , USE MUITO PROTETOR SOLAR, BONE  E OCULOS ESCUROS E BANDANA (BUFF).
      FAZ FRIO TODO DIA, SEMPRE SAIA COM UM CORTA VENTO UM ANORAK TODO DIA.
      DA UMA VONTADE DANADA DE URINAR TODA HORA. TEM MUITOS BANHEIROS PUBLICOS, 1 BOLIVIANOS. OS BANHEIROS SÃO USAVEIS.
      SEGURANÇA, NÃO VI UM FURTO OU ROUBO, NÃO FUI ABORDADO POR NINGUEM. TEM MUITA POLICIA NA RUA.
      PASSEIOS:
       LAGO TITICACA -COPACABANA VALE UMA PERNOITE
      ALTA MONTANHA; PRA  MIM FOI O MOTIVO PRINCIPAL DA VIAGEM. TEM MUITAS AGENCIAS PROXIMO A IGREJA SAO FRANSCISCO RUA MURILO, ILAMPU. ISAAC TAMAYO, SARNAGA. MEDIA DE PREÇO PARA HUAYANA POTOSI 800 BOLIVIANOS COM EQUIPAMENTOS DELES. EU LEVEI MEUS EQUIPAMENTOS, MAS O ALUGUEL NAO E CARO. UMA BOTA 30 BOLIVIANOS POR DIA . OS OUTROS PASSEIOS , DE BIKE, TREKKING ETC... NÃO FIZ MAS VALE MUITO A PENA FAZER.
      GASTOS: PASSAGEM 1600 REAIS BELO HORIZONTE -LA PAZ.
      HOSTEL 40 BOLIVIANOS\DIA
      CERVEJA 24 BOLIVIANOS
      AGUA 2 LITROS 8 BOLIVIANOS
      PASTEL DA TIA GORDA 4 BOLIVIANOS.
       
       































    • Por fahypolito
      Olá pessoal,
      O fórum sempre me ajudou demais em todas as viagens que havia feito e nunca fiz um relato, peço desculpas, mas dessa vez vou tentar contribuir como posso no roteiro que voltei recentemente.
      LOGÍSTICA
      GOL e Latam todas conhecem, sem muitas novidades.
      A BOL (Boliviana de Aviacion) foi novidade para mim, achei OK, pontual, aviões igual a todos só que um pouco mais antigos, preço justo, só o check in que não consegui fazer online mas os guichês tinham vários funcionários e foram super rápidos.

      DICA: Perdi o voo de La paz - Uyuni (subestimei o trânsito de La Paz) a opção era remarcar (acho que 60 BOL de taxa, que é super barato) mas só tinha opção para o outro dia e iria atrapalhar meu planejamento. Fui conversando com várias pessoas no aeroporto e cheguei até um local onde saem os BUS (mas só tinha opção de tarde, e isso era 08 - 09 h da manhã) ou pegar as VANS (fica na mesma rua em quadras diferentes, não tem como não ovir pq os cara ficam gritando o destino). Então peguei uma VAN de La Paz -> Oruro (50 BOL - 2h trajeto) e Oruro - Uyuni (60 BOL - 3:30h tajeto), as VANS são dignas e bem novas mas super apertado e o trajeto tranquilo basicamente uma reta com estrada bem conservada. Esse local fica bem na saída do aeroporto, caminhadinha considerável mas peguei uma VAN de transporte oficial por 1,50 BOL que me deixou na rua de trás.
      Foto da Van
       
       
      HOSPEDAGEM
      Pesquiso e fecho tudo pelo BOOKING tem outras opções mas eu já acostumei e eles me dão alguns descontos esporádicos. Já fechei tudo antes, apenas Uyuni que desenrolei na hora e foi tranquilo.
      La Paz - Selina Hostel ( encurtador.com.br/chCGW ) - Localização boa com mercado, restaurante e farmácia bem próximo, possuem um restaurante/lanchonete que é bem bom e bem caro. Pegada deles é mais para galera que curte uma festa inclusive uma mini baladinha dentro do hostel, quartos e banheiros tudo ok.
      O centro é uma caminhada considerável visto que estará na altitude mas isso depende de cada um, eu particularmente fui até o mercado das bruxas e mirador kili kili a pé pq curto andar para explorar a cidade. Custo x benefício eu recomendo.
      Uyuni - Como era apenas uma noite fiquei num hotel bem barato (50BOL) que é bem zuadinho (não lembro nome e nem tem site), tem várias opções por todo canto, dá para chegar e procurar ou olhar no booking também.
      San Pedro Atacama - Aji Verde Hostel ( encurtador.com.br/ejlop ) - Hostel bem diferente, gostei muito da estrutura e do ambiente único problema é que ficava longe do centro, nada impossível de caminhar mas no fim do dia após os passeios eu deixei de ir no centro à noite por cansaço. Se pudesse ficaria em algum local mais próximo da rua Caracoles que é onde tem tudo. Tem mercado próximo do hostel e um restaurante de bairro.
      Santiago - Pariwana Hostel Santiago ( encurtador.com.br/rAHKY ) - Um dos hostels mais top que já fiquei, tudo nota 10 MAS se vc não gosta de farra/bagunça não vai gostar. Fica bem na região como se fosse a  Vila Madalena em SP, a Lapa no RJ, o Batel em Curitiba e assim por diante então a noite tem bastante barulho, se estiver indo para descansar, que não era meu caso, não vai conseguir. Mas tem TUDO perto, todos principais pontos turísticos da cidade estão próximos, mercado, restaurante tudo tudo próximo. 
       
      CÂMBIO
      Fiz um tópico exclusivo sobre o tema porque vejo que sempre tem muita dúvida e discussão sobre isso. A ideia foi tirar as fotos das cotações para tentar ajudar.
      Sempre levo DOLAR, acho que no fim das contas vai ser sempre a melhor opção na maior parte das vezes. É aceito em qualquer lugar do mundo e terá menos dor de cabeça MAS poder variar dependendo do destino, dependendo da cotação entre outras situações.
      Em Santa Cruz não sai do aeroporto então peguei só um pouco, no aeroporto de La Paz a cotação é melhor mas tem a pegadinha dos 20BOL de taxa, e na Calle Sagargana acredito que será a melhor opção, como eu estava no carnaval só tinha uma casa de câmbio aberta então com certeza não estava com a melhor cotação. Uyuni não tirei foto, não lembro o cotação mas em La Paz era melhor.

       
      Em San Pedro do Atacama o câmbio era 810 dollar, 176 reais mas pergunta em todas pq tem uma do lado da outra que dá bastante diferença.
       

       
      Simulações 

       
       
      DESTINOS 
      Não vou postar as fotos dos passeios para não deixar muito longo o post, mas tem bastante coisa no meu insta ( @fahypolito ) caso queira ver. Vou focar em postar imagens úteis que da trip que não estão no insta.
      DICA: Pode ser óbvio mas talvez alguém não tenha pensado nisso, pesquisa por hashtag no insta (caso não saiba segue foto abaixo) assim poderá ter ideias dos locais que irá visitar. Isso me ajudou bastante quando pesquisar o salar de uyuni para ter umas ideias para as fotos.
       

       
       
       
    • Por Albatti
      Nossa viagem teve início em julho de 2019 e terminou 41 dias depois, em agosto de 2019.
      Viajamos, eu e minha esposa, de forma relativamente barata, ficando em hostels, AirBnB e pequenos hotéis. A maior parte dos trajetos fizemos de ônibus, mas alguns trechos optamos por voos baratos, o que ajudou a cumprir o extenso roteiro que fizemos. Inclusive a ida de São Paulo a Jujuy compramos as passagens de ida e volta com milhas aéreas numa promoção da Gol com a aerolineas argentinas. O lado ruim do passeio foi que acabou "rápido". Apesar de ser nossas mais longas férias, por incrível que pareça ficou a sensação de que "passou rápido".
      Vou sintetizar o que fizemos de forma a dar uma ideia de cada local. Se alguém quiser alguma informação que possa ajudar no planejamento de viagem, é só entrar em contato.
      . São Paulo - Jujuy - o voo foi tranquilo e, inclusive, pudemos ver o eclipse parcial do sol. Fizemos escala em Buenos Aires, assistimos ao jogo entre Brasil e Argentina no porto Madero e, no dia seguinte logo cedo, partimos para Jujuy;
      . Jujuy - Quebrada de Humahuaca - chegamos no aeroporto e dividimos um taxi até o terminal de ônibus. De lá tomamos um ônibus pra Purmamarca, onde ficamos hospedados por duas noites no excelente La Valentina Hostal (R$ 125 o casal). Conhecemos o Cerro de los Siete Colores, caminhamos pelo paseo de los colorados, ficamos à toa no pequeno, belo e tranquilo vilarejo. Também fomos a cidade de Tilcara e as ruínas de Pucará de Tilcara (recomendo muito fazer o passeio com o guia local incluído no valor da entrada). Por fim, conhecemos Humahuaca e as Serranias del Hornocal. O NOA (Noroeste Argentino) tem paisagens maravilhosas e grandiosas. Aliás, o que não faltou nessa viagem foram grandes paisagens, daquelas onde o horizonte parece bem distante. Nossa intenção era conhecer Salta e Cafayate na volta, pois, em 38 dias nosso voo sairia da mesma Jujuy. No fim das contas, Salta e Cafayate ficaram para outra viagem, pois ficamos mais tempo em alguns lugares e voltamos a Jujuy no mesmo dia em que nosso voo retornaria ao Brasil.

      . Purmamarca - San Pedro de Atacama - tomamos o ônibus da empresa Andesmar as 03:40 hs da madrugada, na entrada de Purmamarca (atrasou meia hora, o que fez a gente pensar que seríamos deixados pra trás,,, mas não hehe, ainda bem). A viagem foi tranquila e cruzamos a fronteira com o Chile no Paso de Jama. O ônibus chegou antes e ficamos cerca de 1 hora esperando para fazer os trâmites de entrada. Mas foi bem tranquilo e logo estávamos descendo em direção a San Pedro. Esse trecho da viagem é fantástico. Chegamos as 11hs da manhã. Ficamos 4 noites nessa pequena cidade de adobe, num AirBnB que não recomendo (La Estancia - R$ 150 o casal), pois era um pouco afastado do centro e faltou água quente. Na verdade, nos receberam na chegada e depois nunca mais apareceram (no último dia deixamos as chaves com um bilhete e fomos embora).

      . San Pedro de Atacama - já havia estado na cidade algumas vezes. Local bem legal, com aquele clima gostoso de aventura. Fizemos vários passeios maravilhosos: Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Geisers del Tatio, Valle de la Luna, Tour astronômico, mas o que mais gostamos foi o passeio de bike pela Garganta del Diablo. Fizemos uma breve pesquisa e contratamos tudo lá mesmo,,, Alugamos duas bikes, compramos águas e empanadas e partimos em direção a Pukará de Quitor. Pagamos a entrada na estradinha que leva a garganta del diablo, ouvimos as explicações do que havia no local e fizemos a volta completa pela garganta até a igreja de San Isidro. Passeio gostoso e bem divertido. Depois voltamos pela estradinha até Pukara de Quitor. Subimos até o ponto mais alto com uma vista incrível do pôr do sol. O tour astronômico também foi sensacional. Valeu a pena. Uma dica é comprar empanadas, pois são gigantes e muito gostosas (e baratas). O melhor de San Pedro foi ter conhecido uma bonita família da Alemanha na gélida laguna Cejar,,, as amizades improváveis que surgem nessas viagens são um verdadeiro tesouro. 


       



      . San Pedro - Arica - Tacna - Lima - esse foi um dia lonnnngo, mas, ao mesmo tempo, tranquilo. Saímos as 22 horas de San Pedro e chegamos as 06:00 hs da manhã em Arica. Queríamos conhecer as cuevas de Anzota, mas o receio de demorar na imigração e perder o voo fez com que deixássemos pra outra vez. De lá, tomamos um taxi compartilhado de uma espécie de empresa que fica ao lado do terminal de ônibus e cruzamos a fronteira com o Peru (desde que tomamos o taxi em Arica, mais os trâmites de fronteira e a chegada na rodoviária de Tacna levamos cerca de 1 hora no total). Tinha uma baita fila na imigração, mas andou rápido. Era nossa terceira fronteira. Chegamos em Tacna, tomamos um café da manhã próximo ao terminal de ônibus, trocamos algum dinheiro e fomos pro aeroporto. Lá ficamos algumas horas esperando até a partida para Lima. O voo foi pela Viva Air Peru, custou 65 dólares por pessoa (com as bagagens incluídas). Pela distância enorme entre as duas cidades achamos o valor bastante bom. Saímos pontualmente as 14:45 hs e chegamos as 16:30hs no aeroporto de Lima. De lá fomos pro bairro Miraflores, onde havíamos reservado o AirBnB da Diana. Vou comentar aqui porque foi o melhor AirBnB da viagem: um quarto enorme, com banheiro, tv a cabo, wifi e etc. A localização é excelente (Calle Porta 264 en Miraflores - R$ 98 o casal) e a Diana gente finíssima. Muito amável e prestativa. Acabei deixando pra avaliar ela depois da viagem e descobri que não podia porque o AirBnB dá o prazo de 15 dias pra avaliações. Daí resolvemos deixar a dica aqui, pra quem for a Lima.
      . Lima - foram 2 noites em Lima, adoramos o bairro de Miraflores. A cidade está sobre uma espécie de falésia, sendo que se vê a praia lá do alto. É uma região bem bonita com área pra caminhada, recreação e belos jardins, acompanhados da vista do mar, que fica uns 65 metros abaixo. Essa região é conhecida como Malecón. Fizemos diversas vezes a caminhada desde o shopping Larcomar até o farol e também nas imediações da Praça Kennedy. Em um dos dias acordamos cedo e saímos em direção ao centro histórico e catacumbas do convento de São Francisco, as quais recomendo como um passeio "diferente". A noite fomos até o Parque la Reserva (também conhecido como parque das águas - uma curiosidade é que choveu um pouco neste dia, coisa rara em Lima). Um passeio bem legal e que gostamos bastante. O parque é meio afastado e tomamos um taxi. Na volta tivemos que pechinchar porque os valores variavam muito e já era tarde. Queríamos muito conhecer o museu de arqueologia, mas estava em reforma por 2 anos. Desta forma, fomos ao Museu Larco. Pra quem curte arqueologia esse é um museu imperdível, pois além de estar em uma propriedade linda, o acervo é incrível. Vale a pena o passeio guiado, pois é barato e nos deu informações bem legais. O restaurante do museu também vale a pena (não é barato, mas também não é um valor abusivo). Além deste museu conhecemos o Museu de Arte de Lima, o sítio arqueológico de Huaca Pucllana e o bairro Barranco. Lima foi uma grata surpresa, em especial o museu Larco, a comida muito boa (lomo saltado, papa a la huacachina, frutos do mar, etc...), e a beleza do Malecón. Depois de dias muitos bons partimos em direção ao terminal de ônibus da empresa Oltursa, em direção a Huaraz.



      . Huaraz - a cidade mudou bastante desde a última vez (em 2003) que estive lá. Ficou um pouco mais feia e bem maior do que era. Chegamos e fomos pra um AirBnB que havíamos reservado (El Alamo Amuk - R$ 55 o casal). O local era razoável, um quarto enorme com banheiro dentro, porém um pouco inferior as fotos que vimos. O problema foi que ficamos 2 (dos 4 dias) sem água, devido a manutenção da prefeitura naquela rua (baita azar,,,, não foi culpa do local, mas mesmo assim não foi nada agradável... ). Havia combinado os possíveis passeios uns meses antes com a agência Scheler (whatsapp +51 943 397 706 - site: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/) e nos demos bem. O cara (o Scheler) foi totalmente solícito, gente finíssima (ajudou em tudo), e os passeios ocorreram de forma excelente. Nos arrependemos de não ter ficado na pousada dele. Fizemos os seguintes passeios: Llanganuco (imperdível,, no caminho conhecemos outras cidadezinhas da região, inclusive a histórica cidade de Yungay - soterrada em segundos, por uma avalanche em 1970 - tomamos sorvetes típicos, doces de leite tradicionais da região e queijos), Glaciar Pastoruri (chega-se a cerca de 5050 metros de altitude - cansativo mas gostamos bastante), Sítio Arqueológico Chavín (quem gosta de arqueologia esse é o lugar - na pirâmide principal é possível entrar nas galerias subterrâneas,,, um local incrível). Tínhamos a intenção de ir até a laguna 69 e laguna Parón, mas o tempo não ajudou e ficará para uma próxima viagem. Uma dica é conhecer o excelente museu arqueológico de Ancash e tomar um suco de limão com ervas na creperia do Patrick (na avenida principal). Na noite do último dia fomos ao terminal da empresa Linea Bus, onde viajamos para a cidade de Trujillo.

           



      . Trujillo - chegamos na cidade umas 06:30hs da manhã. Tomamos um taxi até o hotel Strenua Las Quintanas (R$ 81 o casal). Excelente local (banheiro, frigobar, microondas, cafeteira, tv a cabo, café da manhã excelente no quarto e muita simpatia). Não fica tão próximo ao centro mas fizemos a pé o trajeto numa boa. O próprio hotel ofereceu o tour que fizemos. Visitamos as Huacas Esmeralda e Arco Íris, depois fomos a cidade de barro de Chan Chan (centro da cultura Chimú). O tour nos levou para almoçar na praia em Huanchaco. Poderíamos comer em qualquer restaurante. Escolhemos um com vista. Provamos o famoso ceviche da região. Tivemos ainda tempo de dar uma voltinha pela praia e caminhar até o pier. Depois o passeio seguiu em direção a Huaca de la Luna (cultura moche,,,, local imperdível). A noite curtimos a belíssima praça central de Trujillo. Uma cidade com um centro histórico bem preservado e multicolorido. No dia seguinte tomamos um tour para conhecer o complexo El Brujo. Depois de cerca de 1 hora chegamos ao complexo. Visitamos o sítio arqueológico e depois o museu. Pela forma como foram encontrados seus restos mortais, a Dama de Cao foi alguém muito importante,,, provavelmente uma governante. A huaca (como eles chamam os templos) é impressionante. O interessante é observar que se pode ver dezenas dessas huacas pelas redondezas. Há centenas delas na região. Foram culturas muito organizadas e poderosas, que persistiram por séculos. A quantidade de objetos de arte, inclusive feitos de ouro, é muito grande. Uma curiosidade é que em quase todos os sítios arqueológicos da região é possível ver o Viringo (o cachorro sem pelos que era comum na época das antigas culturas da região). Após visitar o museu voltamos pra Trujillo, descansamos e tomamos um ônibus para Chiclayo (3:30 hs de viagem). Nos sentimos os "indianas jones" nessa viagem.






      . Chiclayo e Lambayeque - Chiclayo é uma cidade enorme,,, achamos Trujillo bem mais bonita. Nos alojamos no Hostal Satélite (55 reais o casal). É um alojamento bemmmm simples e fica numa avenida afastada do centro. A dona é muito simpática e o "coronel" (o cachorrinho super amável) deu as boas vindas. Mas o local é muito simples mesmo. Contratamos um tour que nos levou para Huaca Rajada, onde visitamos o sítio arqueológico (onde foi encontrada a tumba do Sr. de Sipán), bem como o pequeno mas interessante museu local. Foi um passeio que valeu a pena. Logo depois o tour seguiu para a vizinha Lambayeque. Primeiro paramos para um almoço e compra de um doce típico local (o alfajor King Kong,,,, não curtimos o doce não hehe). Fomos para o museu arqueológico Bruning e, logo depois, a cereja do bolo, o museu Tumbas Reales de Sipán. Sensacional !!! (pena que não permite fotos internas). Faltou conhecer o "estranho" parque Yortuque, um local com estátuas bem loucas,,, e a cidade praiana vizinha de Pimentel (precisaria ficar cerca de 3 dias para conhecer com calma o local). Uma dica pra comer são os cafés/restaurantes que ficam na praça da catedral de Santa Maria (praça chamada parque principal). Bom preço e comida excelente. A noite tomamos um mega super ultra confortável ônibus da empresa Movil em direção a cidade de Chachapoyas.




      . Chachapoyas - está aí uma região com muito a oferecer. Chegamos logo cedo na pequena e bela cidade,,, um ar de interior com um centro bem preservado e com casas em tom marrom e bege. Nossa hospedagem foi em um AirBnB na Jirón Junin, n° 731 (R$ 89 reais o casal) . Gostamos do local, um quarto separado (com banheiro e tv) na casa da Sra. Ritha. Muito simpática e receptiva. Há poucas quadras do centro e de frente para uma pizzaria familiar muito boa. Ficamos 4 dias na região e contratamos alguns passeios na praça principal. Conhecemos os seguintes lugares:
       -> Kuélap - imperdível,,, partimos na van em direção ao povoado de Nuevo Tingo. Pra chegar na cidade murada dos Chachapoyas, a mais de 3.000 metros de altitude, tomamos um teleférico que por si só é uma atração (são 4 km percorridos em cerca de 20 minutos). A cidade é toda murada, possui apenas três entradas e tem construções circulares. Foi um passeio excelente, apenas o guia era meia boca,,, um cara muito ruinzinho (no passeio seguinte trocamos de agência e o outro guia foi muito bom). Neste local também fizemos amizade com um casal de viajantes da Austrália. No caminho para Kuélap estão as ruínas de Macro, as quais é possível acessar passando por uma espécie de gôndola com cabos de aço para cruzar o rio. Não conseguimos ir pela falta de tempo, mas pareceu interessante.




        -> Catarata Gocta - fizemos por conta própria. Tomamos uma van - transporte público - até um ponto na estrada onde há tuc-tucs. Um deles nos levou 5 km acima até Cocachimba, o vilarejo onde tem início a trilha para a parte baixa da catarata. Ficamos fãs dos tuc-tucs,,, são baratos e estão por todos os lados. Compramos as entradas e partimos pela trilha (6 km em cerca de 2:45hs). A trilha é tranquila, bem marcada e não necessita guia. É mais tranquilo (fisicamente) ir do que voltar . Chegamos na frente da catarata (na verdade são duas quedas somando 771 metros). É claro que entrei na água gelada,,,, nadei até o outro lado do laguinho e fiquei curtindo a paisagem por um tempo (não vimos ninguém mais se aventurar a nadar ali). Uma sensação incrível de leveza. É um passeio muito bonito e agradável. Na volta, quase no final da trilha, havia uma casinha onde o morador local vendia café (que ele mesmo cultivava), variedades de cachaça (produzidas por ele) e a bebida chamada "arapa" (ou algo assim,,, derivada do bagaço de cana e muito apreciada localmente por ser barata e ter algo de álcool). Pra adoçar eles usam a "panela", um adoçante que acho que é rapadura moída. Ainda almoçamos em Cocachimba e voltamos a Chachapoyas via tuc-tuc + van na estrada.



       -> Pueblo de los muertos - caminhamos até a rodoviária da cidade e tomamos uma van em direção a cidade de Lamud. Passamos por Luya e poucos quilômetros depois descemos na praça principal de Lamud (creio que 1:30hs de viagem). Perguntando aqui e ali nos indicaram um local próximo (1 quadra e meia descendo a praça). Trata-se um pequeno galpão com algumas múmias e artefatos arqueológicos repleto de botas de plástico (estilo galochas) e roupas para quem vai explorar a Caverna Quiocta. Uma moça nos recebeu e deu informações sobre o "pueblo de los muertos", disse que era domingo e que estava sem as chaves do sítio arqueológico. Pediu para esperarmos um pouco e se foi. Ficamos ali observando os folders colocados nas paredes e vimos que há muitos lugares para explorar a partir de Lamud. Havia opções para a Caverna Quiocta, para os Sarcófagos Karajia e para outros locais com sarcófagos menos conhecidos. Depois de um tempo ela nos cobrou dois tíquetes (um valor simbólico) e deu as chaves pra gente. Perguntamos como podíamos fazer para chegar lá. Ela ficou surpresa e perguntou se não estávamos de carro. Dissemos que não,,,,, daí ela indicou os tuc-tucs da esquina. Combinamos o preço com o motorista e ele nos levou. São cerca de 9 km até o início da trilha. Haja bunda,,,,  Começamos a descer até a encosta onde fica o local onde ficavam depositadas as urnas funerárias. A trilha é uma descidona boa,,, mas em uns 40 minutos estávamos no portão de entrada. Abrimos com as chaves que a moça nos deu e ficamos ali por cerca de 1 hora. No caminho é possível ver, bem ao longe, a catarata Gocta. O local é impressionante, com vistas alucinantes do penhasco e um tanto quanto perigoso quanto à quedas. Tem que ir com muito cuidado e não abusar. Ainda há alguns sarcófagos inacessíveis que se vê na encosta, mas as "casinhas" onde ficavam a maioria deles estavam vazias e semi destruídas. Com certeza caçadores de tesouros retiraram quase tudo dali. O fato de estarmos sós neste lugar foi algo diferente. Fechamos o portão com as chaves e retornamos pela trilha morro acima. O tuc-tuc estava lá esperando e nos levou de volta a Lamud. O local onde pagamos os tickets estava fechado, assim que (conforme combinado), deixamos as chaves na farmácia chamada "Botica Sanchez". Almoçamos e retornamos de van para Chachapoyas, felizes e cansados.
       






        -> Revash e Museu de Leymebamba - saímos num tour em direção a pequena vila de San Bartolo. Depois de umas 2 horas chegamos na pracinha de onde sai a tranquila caminhada (uma meia hora) até os mausoléus de Revash. Impressionante as casinhas pintadas de vermelho e branco. Muito bem conservadas. Na região há diversas delas, mas essas são as mais acessíveis. Dá pra chegar bem pertinho mesmo. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem e retornamos à van. Logo em seguida seguimos para a cidadezinha de Leymebamba, onde almoçamos e fomos ao interessantíssimo museu (que fica meio afastado do povoado). Um museu muito bem organizado com um acervo único: mais de 200 múmias e objetos encontrados nas encostas da laguna de los condores (3 dias o passeio até o local - não fizemos), além de explicação da cultura Chachapoyas, maquetes, animais mumificados, instrumento feito de concha marinha chamado "pututu" (inclusive se pode soprar para escutar o som), etc. O bom é que se pode tirar fotos sem restrições. Logo após a rica visita guiada regressamos para Chachapoyas. Foi um grande dia !




      O potencial turístico da região é muito grande,,, não conhecemos vários lugares: cânion de Sonche, ruínas de Macro, sarcófagos de Karajía, caverna Quiocta, trekking gran Vilaya, etc). Além disso, cada ano se descobrem novos sítios arqueológicos. Há passeios mais "nervosos" como o trekking até a laguna de los condores (3 dias no total) e o "nervosíssimo" e absolutamente incrível Gran Pajatén. Recomendamos muito o norte do Peru, repleto de belezas naturais, sítios arqueológicos, museus, boa comida, etc. Os preços são mais baratos que a região de Cusco e há poucos turistas e muito o que ver. Como curiosidade, não encontramos brasileiros em Huaraz, Trujillo, Chiclayo e Chachapoyas. Também não deu pra conhecer a região de Cajamarca e as praias do norte do país... quem sabe um dia...
      Na madrugada, seguimos viagem numa van turística em direção ao aeroporto da cidade de Jaén, a 220 km (umas 4 horas), onde saiu nosso voo para Cusco (com escala em Lima).
      Pequeno aeroporto em Jaen:

      De dentro do Tuc-Tuc próximo ao aeroporto de Lima (demos uma voltinha até chegar a hora do voo para Cusco):
      . Cusco - chegamos mais uma vez na espetacular cidade de Cusco. Vendo as pedras que formam a base das construções não há como não tentar imaginar como era a cidade no auge do império Inca. Chegamos no aeroporto e já negociamos um taxi até o lúdico e pitoresco Hostal Royal Frankenstein (R$ 75 o casal), do alemão Ludwig, uma cara gente boa e muito bem humorado que dá todas as dicas que precisar. O hostal é simples, limpo e com excelente localização (em cada canto tem algo inusitado). Recomendamos ! Como em outras viagens já havíamos conhecido Machu Picchu, o Vale Sagrado dos Incas e uma boa parte de lugares da região, nos concentramos onde ainda não havíamos estado. Curtimos a cidade em si,,, caminhamos sem rumo pelas ruas, almoçamos um almoço bem fraquinho no mercado municipal, assistimos a uma apresentação de dança folclórica e deitamos no gramado em frente a Qoricancha (centro religioso Inca). No dia seguinte tomamos um tour para o sítio arqueológico de Moray (enormes círculos em terraços, com vários níveis, que devem ter servido de adaptação para cultivo de milho e batatas). Um local muito bonito! Fizemos paradas em alguns lugares onde há apresentações de como os antigos tingiam os tecidos para fazer roupas e de como era a produção de cerâmica; venda de chocolates com sal de Maras; e etc. Finalizamos o dia nas salinas de Maras,,, outro local bastante peculiar. Valeu a pena conhecer. No dia seguinte fizemos uma caminhada da plaza de armas em direção a Saqsaywaman. Visitamos o sítio arqueológico e fomos ao nosso objetivo principal: brincar no escorregador natural de pedra, chamado "suchuna" (garantimos que a descida é veloz ). Depois caminhamos até o sítio arqueológico de Qenqo e regressamos a pé até Cusco. Fomos dormir cedo porque, conforme havíamos combinado com a guia Suzana, as 3 hs da madrugada sairíamos em direção a Waqrapukara, uma joia da região.
      Hostal Royal Frankenstein - Cusco:

      A tinta na mão da moça vem de um bichinho que fica num cactus da região:









      . Waqrapukara ("waqra": chifres; "pukara": fortaleza) - esse é um daqueles lugares únicos,,, uma rocha gigante na beira do cânion do rio Apurímac, com duas saliências (como se fossem orelhas ou chifres), com um platô plano no alto. Acredita-se que o local foi construído pela cultura Kana e que era usado como local cerimonial, posteriormente foi dominado pelos Incas que agregaram construções ao local e agregaram a função de fortaleza ao local. É como se fosse uma pequena Machu Picchu. As 4 hs da manhã a Suzana apareceu com o motorista (um primo dela) e saímos em direção a rota que passa por Sangarará. Paramos para tomar café da manhã em um vilarejo a beira da estrada. Depois, cruzamos uma lagoa muito grande e teve início uma estradinha de terra bem estreita e cheia de curva pela encosta (uns 9 km), até que a única forma de seguir era a pé. O carro nos deixou ao lado de uma pequena lagoa de águas escuras onde havia uma casinha de um criador de ovelhas e alpacas. De lá subimos pela trilha na lateral direita da lagoa e logo tomamos uma parte mais plana e alta. A trilha é super bem marcada e tranquila, mas a falta de fôlego nos fez lembrar que estávamos a 4.500 metros de altitude. Depois de um tempo começamos a descer suavemente e, umas 2 hs depois, chegamos a Waqrapukara (cerca de 8 km de trilha). O céu estava muito azul,,, um dia maravilhoso. O local é impressionante, repleto de escadarias de pedra e construções. Não pagamos nada para entrar, apenas anotamos os nomes no livro do guarda parque. Ficamos um tempo por lá e a Suzana realizou uma espécie de agradecimento a Pacha Mama. Havia apenas alguns gatos pingados por lá. Pouquíssima gente. Depois de um tempo começamos a regressar. A volta é uma subida suave, mas que cobra seu preço. Levamos um pouco mais de 3 horas para chegar ao carro, com direito a várias paradas para beber água. Regressamos a Cusco cansados e muito felizes. Obs.: há outras rotas para conhecer Waqrapukara: pelo vilarejo de Huayqui (penso que essa deva ser a rota mais bonita, pois segue a encosta do cânion - também acredito que deva ser a mais fácil de se fazer por conta própria, pois há transporte de Cusco até Acomayo, e de lá até Huayqui), e por Santa Lucía.




      . Yauri/Espinar - saímos cedo do hostal Frankenstein e um taxi nos deixou num terminal de ônibus na rua Huayruru Pata (terminal Sicuani - empresa Coliseo), de onde saem coletivos para Sicuani. Depois de uns 140 km e 2 horas e pouco de viagem, fomos deixados na garagem da empresa (Av. Cesar Alvarez). Perguntamos e, próximo dali, saíam os ônibus para Yauri. Mais 70 km e quase 2 horinhas e chegamos na cidade (que é bem grandinha). Tomamos nosso tradicional tuc-tuc e descemos na praça principal, onde lemos que haviam vários pequenos hotéis. Ficamos no excelente e frio Real Apart Hotel (R$ 60 reais o casal). Foi uma positiva surpresa, por isso recomendamos. Na manhã seguinte um tuc-tuc nos deixou onde saíam os ônibus para os Três Cañones de Suykutambo. É preciso chegar antes das 8 hs, pois só há um único ônibus no dia, saindo cedo e regressando de tardezinha. Quase não conseguimos um lugar. Em pouco tempo havia muita gente do campo (com muitas crianças pequenas) e ônibus saiu mega lotado, com gente em cima uns dos outros (literalmente). Depois de uns 30 km descemos numa parada que fica bem no encontro dos três cânions. O motorista advertiu para não perdermos o horário da volta, que seria as 15:30hs. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Cruzamos o rio Apurímac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. A subida é boa (vale lembrar toda a região está acima dos 4.000 metros,,, ufaaa!). Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por um caminho que tem inicio próximo da parada do ônibus e que nos levou até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica (essas subidas são de cerca de 100 metros de desnível). Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos as indicações até outras ruínas fantásticas (de onde já se pode observar a presença da arquitetura Inca). Depois retornamos a estrada e fomos caminhando (7 km) até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa (de Arequipa) estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três cânions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo local. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, onde dormimos uma noite e depois seguimos viagem até La Paz, via desaguadero. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). São necessários pelo menos 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local.










      . La Paz - chegamos em La Paz pela manhã, a viagem e a passagem pela fronteira foram tranquilas pra gente, porém não podemos deixar de registrar que algumas pessoas levavam chocolates (comprados em Cusco) e (absurdamente a nosso ver) ficaram retidos. Bem,,, da rodoviária seguimos a pé em direção ao Loki Boutique La Paz (R$ 112 o quarto de casal - um pouco acima do que vínhamos pagando em hospedagem até então). O quarto e o banheiro são excelentes. O único probleminha é que, durante a noite, ouvíamos ratos dentro das paredes do antigo casarão (mais especificamente numa das tomadas do quarto). Gravei e mostrei para a administração do hostal, mas não tinham outro quarto,,, assim que ficamos ali mesmo. Muito estranho dormir com os ratos fazendo ruídos a noite toda. Já estivemos muitas vezes em La Paz, uma cidade única,,, ainda mais agora, com o sistema de teleféricos cruzando a cidade de cima a baixo. É uma mescla de caos urbano com um ar de aventura. Muitos mochileiros de todo o mundo cruzando as ruas agitadas e, ao fundo, a paisagem maravilhosa do nevado Illimani. Nosso objetivo inicial era descansar na cidade e fazer alguma trekking/montanhismo. Desistimos do Sajama pelo alto custo que implicaria e acabamos não indo desta vez ao Parque Condoriri, onde pretendíamos conseguir algum transporte até a trilha que leva ao Pico Áustria (um mirante maravilhoso). Acabou que aproveitamos pra curtir a cidade em si e descansar uns dias. Andamos muito a pé e de teleférico. Visitamos: Calle Jaén (artesanatos), Mirador Killi Killi, Parque Urbano Central, Mirador Laikakota (o escorregador de cimento liso vale muito a pena), Zona Sul da cidade, inclusive fomos ao Valle de la Luna. Na volta paramos em outro escorregador (altíssimo) de cimento. Ficamos ali brincando por um tempo até retornar ao centro da cidade de teleférico. Um lugar bem legal é o café chamado Kuchen Stube (rua Rosendo Gutierrez - próximo a praça Eduardo Avaroa). Nos dias em que ficamos em La Paz houve desfiles por toda a cidade. Foi muito legal ver o pessoal ensaiando nas praças à noite e desfilando nos dias seguintes. Teve até uma espécie de desfile de carnaval (um megaevento da cidade). Fomos convidados pelo Juan, pela Miroslávia e por seu filho Nils (amigos de longa data e donos da agência de turismo http://hikingbolivia.com/ - aproveito para indicar a agência pela competência e honestidade deles) para um jantar e depois para participar de uma cerimônia tradicional local para pedir um ano bom a Pacha Mama. A cerimônia foi bastante diferente de tudo que havia participado. Um momento interessantíssimo da viagem e expressão da cultura local. Na noite seguinte viajaríamos de ônibus até Cochabamba, entretanto, conseguimos um voo pela BOA (https://www.boa.bo/) por incríveis 99 reais. Partimos logo cedo para Cochabamba.









      . Torotoro - chegando no aeroporto de Cochabamba tomamos um taxi até a Av. República, onde saem as vans para Torotoro. Esperamos uns 40 minutos até lotar e saímos. Foram 137 km em cerca de 3:40hs (35 bolivianos por pessoa - uns 19 reais). Estão construindo uma rodovia nova entre Sucre e Cochabamba, mas quando fomos a estrada estava bem judiada. Antes de chegar, há vários zigue zags na estrada. Torotoro é mais uma pequena vila que uma cidade,,, tem muitos hostals, duas pizzarias e poucos restaurantes. Está a 2.700 metros de altitude. Ficamos no Hostal Torotoro (R$ 75 o casal), onde há uma entrada imitando caverna e quartos razoáveis, entretanto é bem mal administrado por duas adolescentes. Para ter água quente era necessário pedir e esperar. A pequena vila é base para passeios incríveis. Tem uma pracinha e vários edifícios com réplicas de dinossauros. Para fazer os passeios é necessário contratar um guia da cooperativa de moradores da região. Pessoas super bem treinadas e educadas. Gostamos muito da organização. O primeiro a fazer é passar no escritório de registro do Parque Nacional Tororo. A entrada custa 100 bolivianos (uns 60 reais) e vale por 4 dias. Cada tour tem um custo adicional e pode ser dividido em até 6 pessoas. Chegamos no local onde saem os guias e já montamos um grupo com 6 pessoas para conhecer o El Verguel + Cânion de Torotoro. O valor foi cerca de 160 bolivianos, que dividimos em 6. Fizemos o trajeto a pé mesmo, pois achamos mais interessante (cerca de 10 km ida e volta, contando a entrada no cânion). O guia era muito gente boa. Logo na saída da cidade há uma encosta com incríveis pegadas de dinossauros de vários tipos. Depois seguimos por uma estradinha de pedras até chegar a uma trilha que segue por uma espécie de leito seco de um rio. Neste caminho há formações rochosas bem legais e pegadas de vários períodos (Triássico, Jurássico e Cretácio) de 4 famílias de dinossauros (Anquilossáurios - quadrúpedes herbívoros; Terópodos - carnívoros; Ornitópodos - herbívoros de quatro patas que também caminham em duas; Saurópodos - os de pescoços longos). Algumas são do tamanho de uma pessoa. Chegamos num mirante de metal, de onde se vê o cânion de cima. Um lugar único! Depois de um tempo ali iniciamos a descida até o rio Verguel,,, cerca de 850 degraus de pedra. Seguimos por dentro do cânion até chegar num laguinho de água bem fria. Do outro lado uma cachoeira que o guia jurava que era de água morna. Fomos os únicos que arriscamos ir. E não é que o guia não mentiu. Uma água cristalina e morninha. O duro foi voltar pela água gelada do laguinho hehe. Regressamos lentamente, subindo os degraus e fazendo a trilha de volta até a cidade. Um dia espetacular!  Na manhã seguinte formamos um grupo com dois casais de espanhóis e o mesmo guia do dia anterior. Pagamos cerca de 600 bolivianos (100 para cada pessoa) e saímos num carro em direção a Ciudad de Itas + Caverna Umajalanta. O primeiro destino foi a Ciudad de Itas (uns 20 km de Torotoro e 1.000 metros mais alto). É uma trilha bem tranquila, passando por formações rochosas que lembram vários animais. Há inúmeras grutas e passagens entre as rochas, formadas pela erosão das chuvas. Algumas formam galerias enormes. Uma curiosidade é que foram encontrados artefatos da cultura Guarani na região ("Ita" = pedra em Guarani). Disseram que é o local mais alto (cerca de 3.700 metros) com registro dos Guaranis. Também passamos por pinturas rupestres. Foram cerca de 4 km (ida e volta). A próxima parada foi o almoço num local com uma vista sensacional. O almoço (pago a parte do passeio) foi excelente. Seguimos para o local onde fica a caverna de Umajalanta. O carro nos deixou a 1 km da boca da caverna e seguimos por uma trilha bem gostosa de se fazer e com pegadas de dinossauros pelo caminho. Antes de entrar há uma parada para colocar os capacetes com lanternas e deixar as mochilas. A caverna é magnífica e um tanto quanto "aventureira". Descemos diversas vezes em cordas com nós,,, cruzamos passagens muito estreitas e nos arrastamos entre o teto e o chão. No final há um laguinho com peixinhos sem olhos (típicos de cavernas). Outro dia incrível para não esquecer...      Regressamos a Torotoro e saímos pra comer uma pizza. Uma dica: Torotoro está entre Cochabamba e Sucre e há possibilidade de "transfer" de Torotoro para Sucre. São 6 horas de viagem de carro e só não usamos porque já havíamos comprado as passagens aéreas. Os espanhóis conseguiram fechar um carro e partiram até Sucre. No dia seguinte nós tivemos que regressar, numa épica e muito empoeirada viagem de van, a Cochabamba, pois de lá tomamos um desses voos econômicos para Sucre. Por conta de um tiozinho (muito sem noção) que atrasou a van em quase 1 hora, chegamos no aeroporto cerca de 20 minutos antes da saída do voo. Foi um desespero, pois despachamos as bagagens e embarcamos de forma imediata, mas deu tudo certo.




















      Torotoro vista no voo Cochabamba a Sucre:

      . Sucre - chegamos ao aeroporto e achamos tudo muito organizado. Pegamos uma van até o centro de Sucre por um valor muito bom (se fôssemos de táxi sairia umas 8 vezes mais). Caminhamos até o hostal La Casa Verde (R$ 150 reais o casal - foi a hospedagem mais cara de toda a viagem), bem localizado (poucas quadras da praça central) e com um excelente café da manhã. A cidade foi uma grata surpresa. O centro histórico é muito bonito, todo em estilo colonial e muito bem preservado, com muitas opções de restaurantes, cafés e lojas de chocolate e artesanato. Na praça, em frente a Catedral Metropolitana de Sucre, pegamos o ônibus do "Parque Cretácico" (horários: 9:30, 11:00, 12:00, 14:00 y 15:00 hs - de terça a domingo), uns 5 km de distância (15 minutinhos). A área pertence a fábrica de cimento "Fancesa" e, além do parque (que é interessantíssimo, muito educativo, com réplicas de dinossauros, museu e muita informação), também tem o sítio paleontológico chamado "Cal Orcko", um dos mais importantes já descobertos. Trata-se de um paredão (cerca de 110 metros de altura x 1500 metros de comprimento, inclinado em 73º), em camadas, onde estão expostas 5055 pegadas individuais de dinossauros de, pelo menos, 8 espécies. Há 462 trilhas de caminhada contínuas. Dá pra ver o paredão desde o parque (uns 300 metros de distância), mas fizemos o tour guiado (ocorre apenas das 12 as 13hs - horário de almoço da empresa de cimento), caminhando ao longo da parede. Foi sensacional ficar ali ao lado das pegadas,,, vale muito a pena!
      Planejamos conhecer Maragua, um local creca de 25 km de Sucre, com trekkings, pegadas de dinos (uma das maiores pegadas de carnívoros do mundo pode ser vista aí) e pinturas rupestres, mas pela falta de tempo deixamos para uma outra oportunidade.
      De noite, tomamos um ônibus da empresa "6 de octubre" na rodoviária de Sucre em direção à Villazón (cidade na fronteira Bolívia/Argentina), uns 420 Km de distância. Estávamos um pouquinho preocupados porque, na noite do dia seguinte, tínhamos um voo de Jujuy para Buenos Aires, e depois para o Brasil. Tinha muito chão ainda até chegar em Jujuy.









      . Villazón/La Quiaca - Jujuy - Brasil - depois de uma longa, porém tranquila viagem (cerca de 9 horas), chegamos na gélida rodoviária de Villazón (3.450 metros de altitude e -8ºC de temperatura). De lá tomamos um taxi até a fronteira (2,6 km dali) onde havia uma pequena fila,,, mas andou rápido. Ninguém revistou nada! Pegamos as mochilas e fomos caminhando 1km até a rodoviária de La Quiaca (já na Argentina). Esperamos um pouco até que achamos um ônibus para Jujuy (260 km em cerca de 5 horas). Acabou que deu tudo certo, pois tínhamos toda a tarde em Jujuy até a hora de nosso voo as 21:40hs. Deixamos as malas no novo terminal de ônibus de Jujuy e fomos até o centro pro tempo passar. Aproveitamos para almoçar, tomar um café num shopping, caminhar um pouco pelas ruas próximas e o principal: comprar algumas garrafas de vinho no supermercado! Voltamos para o terminal e esperamos passar um ônibus que nos deixaria no aeroporto.
      O mais engraçado é que, depois de fazer o check-in do voo, ouvi nossos nomes sendo anunciados no aeroporto. Fomos até o balcão da empresa e, para nossa grata surpresa, o voo estava lotado e nos mudaram para a 1ª classe. Hahaha,,, tá certo que era um avião pequeno e a 1ª classe não era algo assim fantástico, mas minhas pernas agradeceram o espaço cômodo até Buenos Aires. De lá pegamos o ônibus da empresa Tienda León (que faz o transfer gratuito de quem compra passagens da aerolineas argentinas) e fomos do aeroparque até o aeroporto de Ezeiza. Tomamos mais um chá de cadeira (umas 4 horas) e embarcamos as 06:40hs da manhã pro Brasil.


      Foi uma viagem épica , que na verdade foram muitas viagens em uma. Focamos em lugares menos conhecidos como Waqrapukara, Suykutambo, Parque Torotoro, Chachapoyas e o norte do Peru. Mas também vivenciamos grandes cidades como Cusco, Lima, La Paz, Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Puno, Sucre e Jujuy. E ainda as pequenas e únicas Purmamarca, Tilcara, San Pedro de Atacama, Huanchaco, Lamud, Leymebamba, Yauri e Torotoro. Visitamos museus, sítios arqueológicos dos mais variados, desertos, cidades de antigas civilizações, montanhas, geleiras, mar e neve, águas termais, geisers, lagos de cor turquesa e cachoeiras,,, andamos de avião, ônibus, bicicleta, teleférico, carro, tuc-tuc,,, caminhamos trocentos quilômetros (ainda vamos fazer esta conta) entre cidades e trekkings em lugares maravilhosos e repletos de história e aventura,,, fomos do mar até 5.050 metros,,, comemos comidas típicas e deliciosas (viva o Peru),,, dormimos cinco noites dentro de ônibus, uma num aeroporto, muitas em pequenos e simples hotéis e até mesmo uma num hospital. Conhecemos muitas pessoas legais de muitas nacionalidades (chilenos, bolivianos, peruanos, argentinos, brasileiros, espanhóis, ingleses, alemães, australianos, e muitos outros),,, sendo que algumas boas amizades tiveram início. Celebramos a amizade com Juan, Miroslávia e Nils, participamos da cerimônia da Pacha Mama em La Paz e em Waqrapukara e desfrutamos da hospitalidade do maluco do Ludwig em Cusco. Por fim, brincamos muito, como deve ser, deslizamos em escorregadores de Saqsaywaman e em La Paz, nos perdemos de bicicleta na Garganta del Diablo, nadamos em lagoas geladas e, principalmente, compartilhamos um com o outro, juntos, pequenos e grandes momentos que ficarão eternizados em nossos corações. Infindáveis pequenos fragmentos de coisas boas,,, de cumplicidade,,, de entender um ao outro. O maior tesouro da viagem foi estar na melhor companhia.
    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
      Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz

       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
      Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus.
      Foto: Chaga em Santa Cruz

       
      Foto: Coincidência, boliviana com a tatoo com meu nome.  

       
       
      La Paz
      Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade.
      Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro.
       
      Foto: Teleférico La Paz

      Foto: sopa de Fidel com Maní

      Copacabana
      O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas.
      Foto: São Pedro de Tiquina

       
      Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim)

      Cusco
      Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos.
      Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca.
      Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite.
      Foto: Plaza de Armas

       
      Fotos: Mercado Artesanal

       
       
      Foto: Olaytaitambo


       
      Lima
      Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade.
      Fiz muitos amigos no Hostal.
      Foto: Barranco

      Mancora
      Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima.
      Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei.




      Cuenca
      O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito.

      Medellín
      Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio.


      Cartagena
      Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores.




       
      Santa Marta
      Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa.
       
      Bogotá
      Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco.

      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34 9 9944 2608
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk
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