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DEZENOVE dias no Peru!!! Lima, Trujillo, Huaraz, Arequipa, Puno, Cusco e Machu Picchu

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[align=justify]Relato de viagem de um mochilão pelo Peru. Foi minha terceira viagem para fora do Brasil e, como nas outras anteriores, fui sozinho. Passei 19 dias em território peruano e, pela primeira vez, não alterei o tempo de viagem! Valeu muito a pena, mas só não voltei alguns dias antes porque a TAM complicou um pouco para trocar as passagens.

 

Para a viagem, fui com tudo planejado. Planejei quais atrações e locais que iria visitar na viagem, quantos dias passar em cada um, onde me hospedar, quanto gastar com alimentação, passeios e transporte e uma pequena margem para alterar uma coisas ou outra durante a viagem. Isso teria funcionado melhor se tivesse começado a viagem por Machu Picchu, mas devido a falta de vagas pra fazer a trilha alguns dias antes, não foi possível.

 

Todos os valores estão expressos em nuevos soles, salvo quando houver o R, de reais, na frente do cifrão ou US, significando dólares norte-americanos. Na época da viagem, UM real equivalia a cerca de 1,62 nuevos soles e cerca de 0,59 dólares norte-americanos.

 

Agradeço aos amigos e conhecidos que ajudaram, principalmente à galera aqui do Mochileiros![/align]

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Roteiro

Rio de Janeiro – Lima – Trujillo – Huaraz – Lima – Paracas – Nasca – Arequipa – Puno – Cusco – Machu Picchu – Cusco – Lima – Rio de Janeiro

 

Duração

19 dias

 

Gastos

Gasto total de R$ 2.100,00

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[align=justify]Lima

(dois dias – 19 e 20/08)

 

Minha primeira parada do meu mochilão pelo Peru foi em sua capital Lima. A cidade tem de tudo um pouco. É considerada uma das 50 cidades mais importantes economicamente do mundo, a frente de Brasília, por exemplo. Apesar de sua economia estar crescendo, o que significa investimentos sérios na cidade (seu centro está tomado por obras), é uma capital antagônica - em uma esquina mostra riqueza e na seguinte pobreza. Uma cidade de eternos contrastes.

 

Cheguei do Rio em Lima pela TAM por volta de meio-dia, depois de 5h30 de viagem. A passagem que tinha achado mais barata na época tinha sido por R$ 722 pela Copa, mas voei de milhas com a TAM. Voei em poltrona de janela e pude apreciar mais uma vez a bela Cordilheira dos Andes, mas dessa vez a paisagem era bem diferente, pois a neve nesta região é mais escassa e os lagos, como o Titicaca tomam conta da vista. Renderam algumas boas fotos...

 

Para ir do aeroporto Jorge Chávez até a cidade de Lima, a melhor opção é pegar um táxi. Como minha amiga peruana Lourdes havia agendado com um taxista conhecido para me buscar, não me esquentei muito com a chegada na cidade. Acontece que esperei vinte e cinco minutos e o cara não apareceu! Acabei pegando um táxi do aeroporto por s/ 35 até Miraflores, mais barato até do que iria pagar para o outro taxista.

 

Catedral de Miraflores - Leonardo Caetano[picturethis=http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/66478_448503951483_541286483_5187533_4515444_n.jpg 240 320 Catedral de Miraflores]Fiquei hospedado no albergue Red Psycho Llama, que fica em Miraflores, próximo ao Parque Central e a diária custa s/ 29. Foi o único lugar que reservei pagando com antecedência, o que, aliás, aconselho fazer em Lima, pois foi difícil achar um com vaga em cima da hora. Ele é muito bem localizado, próximo à área central de Miraflores. Porém, achei de cara o albergue um pouco sujo (o que não se comprovou), mas com um staff muito bom! O café da manhã é fraquíssimo e a conexão com a internet não era tão boa (como em todos os albergues e hotéis que passei pelo Peru). Outra coisa bacana é que eles possuem um taxista à disposição, então numa emergência ou pra fazer trajetos com o mochilão é muito bem-vindo, apesar do preço mais elevado. E o cara é gente boa pra caramba, se amarra em brasileiros! Tem vários CDs da nossa terrinha.

 

Como cheguei no meio do dia, deu para passear por Miraflores. Andei pelo Parque Central, conheci a Catedral de Miraflores, passeei pelas ruas para me ambientar e fui na excelente Huaca Pucllana. Se trata de ruínas que estão constantemente em recuperação de um antigo centro cerimonial da cultura lima, pré-incaica, que viveu na região até por volta do ano 700. Fica a algumas quadras da área central do bairro. Lá conheci três brasileiros – Paul, Deusaiane e Lícia – que me acompanharam numa pequena refeição no restaurante Huaca Pucllana. Experimentamos calzas, lomo saltado, pastel de choclo peruano e a yuca, acompanhados de uma boa Cusqueña, cerveja de Cusco. Saiu por s/ 28 para cada um, ou seja, não muito barato, mas a comida estava excelente![/picturethis][/align]

[align=center]20110531235502.jpg

Huaca Pucllana - Leonardo Caetano[/align]

[align=justify]Depois fomos no Mercado Inka ver artesanato peruano. Tem muita coisa legal e com preços muito melhores que em Cusco. Não comprei nada, mas foi bom para ter uma base. Depois dessa tarde gostosa, nos separamos e voltei para o albergue. Logo mais à noite, fui com Lourdes e seus pais ao restaurante Pardo’s Chiken, localizado no Shopping Larcomar. Foi ótimo o jantar e uma bela recepção! Me falaram muito da cultura e da cozinha peruana, aprendi muito. Fizeram eu provar quase todo o cardápio do restaurante. Entre outras coisas que não lembro, comi muito aticucho de corazón, brochetas de pollo, chicharrón de pollo, mollejitas, palta e choclo, além de pedaços de tortas como almendrado de lúcuma e tres leches – doces tradicionais da região. E claro, acompanhados de uma boa Inca Kola, algumas deliciosas pisco sour – achei melhor que a chilena – e chicha morada, da qual não virei um fã. Depois de todo o banquete, ainda rolou uma aula de como negociar com os taxistas. Porém, é difícil para nós turistas... Podemos conseguir um preço melhor, mas um peruano sempre conseguirá mais![/align]

[align=right]Larcomar - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/44269_448506296483_541286483_5187632_5428355_n.jpg 320 240 Larcomar]Dia seguinte fui ao centro da cidade. Fui andando a partir de Miraflores, mas desisti depois de andar por quase meia hora. Realmente é muito longe! Peguei um ônibus e fiz o restante do caminho em pelo menos mais 45 minutos, contando com o trânsito pesado. As principais vias do centro são muito movimentadas e aparenta um caos total! Parece uma feira gigantesca de gente gritando e tentando vender de tudo, todo mundo com pressa, pouco espaço na calçada etc. Saindo um pouco destas avenidas em direção à Plaza de Armas, a aparência muda completamente, mostrando ruas tranquilas, bem cuidadas e seguras. A praça é linda! Ali estão o Palacio de Gobierno, onde todos os dias às 11h45 rola a troca da guarda, e a Catedral de Lima. Passeei um pouco por ali, conhecendo a Casa Aliaga, as igrejas La Merced, San Francisco e Santo Domingo, juntamente com seu convento, e o Parque La Muralla, onde almocei no restaurante de mesmo nome um delicioso arroz chaufa!

 

À tarde, depois de descansar um pouco, conheci o Palacio de Torre Tagle, a Iglesia de San Pedro e o pequeno Museo del Banco Central de Reserva del Perú. Tudo muito normal. Finalizei meu tour pelo Centro Histórico percorrendo o clássico Museo de La Inquisición, que tem um clima pesado devido à veracidade com que mostra o que acontecia em um processo da Inquisição, mas vale a visita. Depois de uma longa jornada de volta até Miraflores, voltei novamente ao Larcomar para fazer alguns registros fotográficos. Vale ressaltar que existe um metrô de superfície (leia-se ônibus por vias expressas) em Lima que está em expansão que passa por Miraflores e promete ser bem mais rápido o deslocamento. Descobri isso um pouco tarde. Quando estive lá, ainda estavam adaptando as ruas do centro da cidade para a passagem dele. Acredito que quem for pra lá em meados de 2011 já vai conseguir andar na boa com ele.

 

Relaxei um pouco, arrumei minhas coisas e parti para pegar meu ônibus com destino a meu próximo destino – Trujillo![/picturethis2][/align]

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Oltursa), Lima - Trujillo: s/ 85

Táxi, Aeroporto - Miraflores: s/ 35

Táxi, Miraflores - Rodoviária Oltursa: s/ 15

 

Passeios:

Museus e outros: s/ 35

 

Hospedagem:

Red Psycho Llama: s/ 29

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[align=justify]Trujillo

(dois dias – 21 e 22/08)

 

Depois de dois dias em Lima, parti para Trujillo, cidade no litoral norte do Peru e que foi uma importante região da civilização chimu. Cheguei na rodoviária da cidade por volta de 8h e, pouco depois, já estava no Hostal Colonial. Gostei do lugar, que está mais para um hotel do que hostal – wi-fi liberado, bom quarto com bom banheiro e uma agência que faz descontos para quem está hospedado por lá.

 

Huaca del Sol - Leonardo Caetano[picturethis=http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/63433_488964906483_541286483_5799810_2822138_n.jpg 320 240 Huaca del Sol]Deixei acertado logo meu passeio para Chan Chan e para as Huacas del Sol y de La Luna, e caminhei um pouco pela cidade enquanto esperava a hora de saída. Conheci um pouco da Plaza de Armas e visitei a Casa de La Emancipación, onde estava rolando uma exposição sobre algumas primeiras-damas peruanas. Bacaninha. Voltei para o hostal, onde me esperavam para partir.

 

Visitamos pela manhã a Huaca de La Luna que é um imenso templo, originalmente em forma piramidal, muito importante para a cultura chimu (também chamada de moche ou mochica). Ainda está em restauração, mas atualmente podem ser encontradas várias paredes pintadas com iconografias originais de rituais, divindades e do deus ao qual foi construído – Ayapec, o deus decapitador. As partes visitadas que estão quase totalmente recuperadas são a praça cerimonial, o altar principal e o pátio cerimonial.

 

A Huaca de La Luna fica em frente à Huaca del Sol que ainda não começou a ser recuperada, mas de onde se pode avistá-la. Entre as duas ficava localizada a cidade, da qual apenas há pequenas marcas no chão. De lá, seguimos para o Museo Huacas de Moche, onde há estátuas representativas desta antiga civilização, assim como objetos achados durante a escavação da huaca.[/picturethis]

Esse passeio da manhã poderia ter sido feito sem dificuldades de ônibus, mas como meu tempo era curto pela cidade, achei melhor fazer o tour e não arriscar não chegar a tempo em Chan Chan à tarde. Apenas o museu, que não acrescenta tanto, seria mais difícil de chegar.[/align]

[align=right]Marinara - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/165019_488965991483_541286483_5799843_6769985_n.jpg 320 240 Marinara]Almoçamos no restaurante turístico El Sombrero para ver danças típicas, pois Trujillo é muito famosa no país por abrigar seus melhores dançarinos – a cidade constantemente é campeã em concursos culturais de dança no país e na América Latina. Assistimos a apresentações de marinara e cumbia. Na hora da cumbia, a dançarina me escolheu para dançar com ela. Fiquei muito sem graça, ainda mais quando o apresentador descobriu que eu era brasileiro e gritou um “samba”. A dança consiste em o homem tentar acender com uma vela um papel que fica preso na saia da mulher. Ficam os dois dançando e determinado momento da dança, o homem tenta colocar fogo no papel. Foi engraçado, ainda mais que não conseguia de jeito nenhum colocar fogo no papel! Até que a menina me ajudou, acendi, ganhei aplausos e um brinde e voltei a comer meu ceviche. Na hora de ir embora, todo mundo queria me cumprimentar. Foi engraçado...

 

A tarde foi mais proveitosa. Fomos à Huaca Arco Iris que é um templo no distrito pobre de La Esperanza onde toda sua iconografia é dedicada ao arco-íris, símbolo da fertilidade e da chuva. Aqui eram feitos vários sacrifícios, facilmente imaginados com as 14 tumbas que circundam o altar. Depois fomos ao Museo de Chan Chan, bem fraco, e, finalmente, a maior atração da cidade - Chan Chan.[/picturethis2]

Chan Chan - Leonardo Caetano[picturethis=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/165313_488968551483_541286483_5799902_1548025_n.jpg 320 240 Chan Chan]Chan Chan era a capital político-administrativa de toda a civilização chimu, onde viviam cerca de 50 mil habitantes. Atualmente é a maior cidade do mundo feita inteiramente de barro. Muito legal o trabalho de restauração do espaço, que pode ser visto facilmente a qualquer hora. Ainda não está todo recuperado, de modo que se alguém visita o local agora e volta daqui a 5 anos, nada mais estará igual. Detalhe também para a forma como cresciam o templo, construindo um novo patamar da estrutura por cima da estrutura antiga então há paredes que consegue-se ver os cinco patamares construídos em épocas diferentes.

 

Após o templo, fomos à praia de Huanchaco conferir o pôr do sol, que quase não apareceu, e os caballitos de totora, que são uma espécie caiaque de palha, onde seus condutores vão em pé remando levando a rede vazia e trazendo cheia de peixes. Às vezes até aproveitam para pegar uma onda com eles. O caballito é feito de junco e é considerada uma das primeiras pranchas do mundo. Vi o esquema para alugar uma destas no dia seguinte e praticar um surfe com a Mama (o nome da senhora é Mama alguma coisa, é uma das últimas descentes dos antigos chimus vivas) – s/ 10 por um dia inteiro ou s/ 20 com professor por 1 ou 2 horas.[/picturethis][/align]

[align=right]Catedral - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/166558_488971981483_541286483_5799992_417538_n.jpg 320 240 Catedral]Voltamos à cidade, tomei uma ducha e saí para comer algo com Sophie, uma francesa que conheci neste dia e encontrei no salão do hostal. Procurando onde comer, conhecemos Gustavo, um peruano gente finíssima que nos acompanhou num drinque e, logo depois, em uma pizza no Pizza a la Piedra ou algo do gênero – uma excelente pizzaria um pouco distante do centrinho (cerca de 6 quarteirões), pertinho do El Sombrero, mas só conhecida por locais mesmo.

 

O dia seguinte amanheceu nublado – segundo Gustavo isso atualmente é super comum – e com uma festa no meio da Plaza de Armas. Era o tradicional desfile de Trujillo, onde se apresentam diversos grupos vencedores de concursos culturais de dança, música e teatro. Nada demais, mas interessante! Rodei pela cidade e visitei a bela Catedral, a Casa Urquiaga que estava fechada para obras, a Casa Orbegoso que foi casa do único presidente da república nascido em Trujillo, o Palacio Ituregui que já foi considerada a mais bela casa da América do Sul, o fraco Museo del Juguete e a Casa del Mayorazgo de Facala. Todas as casas do centro da cidade são muito bem conservadas e de estilo arquitetônico neocolonial muito belo. É fácil se encantar pelas imensas janelas e pelas cores vibrantes das mesmas.[/picturethis2]

Como o tempo não melhorou para poder ir à praia como planejava, fiz reserva para ir a El Brujo que fui logo após almoçar no restaurante Santo Domingo. É um pouco escondido, não é turístico, mas comi bem uma boa carne de carneiro e paguei só s/ 5,50.

 

El Brujo[picturethis=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/166173_488974161483_541286483_5800051_5466014_n.jpg 320 240 El Brujo]O caminho para El Brujo é longo, acho que não há como ir para lá sem ser de agência ou táxi. Fica a 60km da cidade, em Magdalena de Cao. A parte visitada é a Huaca Cao Viejo, mas há outras duas próximas que ainda estão em fase de estudo que são a Huaca Cortada e a Huaca Prieta. As três juntas formam o complexo El Brujo. A Huaca Cao era a principal área cerimonial do complexo e foi utilizado pela cultura moche por 450 anos. Foi abandonado e teve continuidade com a cultura lambayeque que usou o local como um cemitério. Quando foi dominado pelos espanhóis, estes tentaram construir uma igreja no local, mas um grande terremoto impediu isto e a população foi deslocada para a área onde é hoje o “centrinho” de Magdalena de Cao.

 

A huaca é muito bacana, com grandes áreas já recuperadas, mas ainda bem inferior a Chan Chan. Há muitos muros recuperados onde pode-se ver as iconografias da época – muita coisa ligada ao mar, que fica em frente – e o deus decapitador faz presença na praça principal para os sacrifícios. É um passeio interessante, mas o destaque da huaca está onde foi sepultada a Señora de Cao. Ali se encontram outros sepulcros, tanto de uma criança – que era sacrificada para acompanhar a governante no vale dos mortos – quanto soldados, que deveriam protegê-la nessa caminhada entre os mortos. Ao que indicam os estudos, foi a mulher mais importante desta cultura, sendo a única pessoa a ser mumificada pelos chimu. Foi também a única mulher na história do Peru a governar o país – ou parte, considerando o governo só da região dominada pelos chimu, que era todo o norte do país.

 

O Museo de Cao, que está na entrada para a huaca, conta a história desse templo e de sua senhora, exibindo diversos artefatos achados em sua tumba como sua coroa e seus bastões de ouro, inclusive seu corpo mumificado. O melhor museu de Trujillo, sem dúvidas.

 

Voltei para a cidade, tomei um banho, peguei minhas coisas e continuei minha aventura pelo Peru. O destino agora seria o que meus amigos peruanos mais me indicavam conhecer – Huaraz![/picturethis]

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Línea), Trujillo - Huaraz: s/ 35

Táxi, Rodoviária - Centro: s/ 5

 

Passeios:

Museus e outros: s/ 20

Huaca del Sol, de La Luna e Arco Iris + Chan Chan e Huanchaco (Colonial): s/ 25

Huaca El Brujo (Colonial): s/ 25

 

Hospedagem:

Hostal Colonial: s/ 50[/align]

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[align=justify]Huaraz

(três dias – 23 a 25/08)

 

Cheguei em Huaraz por volta de 8h. A uma primeira vista, a cidade é feia e não parece muito segura – impressão essa que passou depois de quase dois dias na cidade. Essa cara da cidade é fruto do rápido crescimento desenfreado que ocorreu após terremotos destruírem cidades na região como a outrora maior delas Yungay. Dando os primeiros passos na cidade já se sente o corpo combatendo a altitude, andar os seis quarteirões da rodoviária até o albergue causou uma leve dor de cabeça e pausa para pegar fôlego a cada quarteirão.

 

Huaraz é a capital da região de Ancash e é a principal base para conhecer as cordilheiras branca e negra. Fiquei hospedado no Benckawasi, um albergue bonzinho. Esperei um bom tempo junto com uma paulista para conseguir entrar no albergue e, depois de mais cerca de 20 minutos, finalmente alguém veio nos atender. Tirando esse contratempo, o maior problema de lá é que só dá para ter um banho quente de cada vez em cada “setor” do albergue. Tive até que tomar banho em um banheiro em outro quarto. Porém, por outro lado, cada quarto tem seu banheiro e o Bencko, dono do albergue, é gente boa e tem um bar animado para o qual está sempre convidando todos.

 

Plaza de Armas de Caraz - Leonardo Caetano[picturethis=http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/149007_464933546483_541286483_5469231_8384129_n.jpg 240 320 Plaza de Armas de Caraz]Com essa demora toda, acabei chegando tarde para pegar o passeio a Chavín de Huántar ou ao Glaciar Pastoruri. Peguei informações sobre as trilhas por lá, mas também já estava tarde para fazer qualquer uma delas. Só restou a opção de fazer o passeio à Lagoa Llanganuco e esquecer o trekking que tinha programado por lá... O passeio até é bacana, passa-se pelas cidades da Cordilheira Negra e do Callejón de Huaylas, que não é um cânion por definição porque não tem um rio cortando o vale, mas parece! Passamos em Carhuaz, Caraz e Yungay. A agência que fiz os passeios em Huaraz foi a QuechuAndes. Tive um bom atendimento e os guias eram grandes conhecedores de todos os locais onde passamos e não passamos.

 

Carhuaz é conhecida pelos seus excelentes sorvetes de frutas da região e de sua praça principal se tem uma bela vista da Cordilheira Branca, onde pode ser visto o Cerro Hualcán. É conhecida também por suas tradicionais festas bem regadas a álcool, por isso recebeu o apelido de “Carhuaz Borrachera”.

 

Já em Caraz, uma pequena e bonita cidade andina, apreciamos a gostosa Plaza de Armas e um belo pôr-do-sol na cordilheira. Provamos também o manjar blanco, tradicional doce da região. Desses deliciosos doces surgiu seu apelido de “Caraz Dulzura”. Caraz é ainda usada como cidade base para fazer o famoso trekking de Santa Cruz.[/picturethis][/align]

[align=right]Cerro Huascarán - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/149947_464934751483_541286483_5469243_4821943_n.jpg 320 240 Cerro Huascarán]Yungay foi a cidade que com certeza mais me marcou neste passeio. A cidade, apelidada de “Yungay Hermosura”, foi destruída por três tragédias naturais simultâneas. No meio de uma tempestade que já começava a alagar a cidade, ocorreu um terremoto que ocasionou o desmoronamento de 1/3 de uma das faces do Cerro Huascarán. O acontecimento gerou uma terrível avalanche com muita terra, água, plantas e neve juntas, soterrando uma cidade inteira com cerca de 25.000 habitantes. Poucos foram os que sobreviveram, alguns destes porque estavam no cemitério, que era o ponto da cidade mais alto distante da montanha. A tragédia foi toda filmada por alguns escaladores que lá estavam e haviam acabado de desistir de subir a montanha. Seus companheiros que continuaram a jornada estão até hoje soterrados, juntos com a imensa maioria dos falecidos. Onde era a cidade agora é conhecido como Campo Santo de Yungay e caminhar sobre ela é triste demais. A filmagem virou um documentário recentemente e foi exibido em Cannes.[/picturethis2]

[align=justify]Laguna de Llanganuco - Leonardo Caetano[picturethis=http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/149785_464932611483_541286483_5469211_2630330_n.jpg 320 240 Laguna de Llanganuco]O ponto alto e mais aguardado do dia, com certeza, foi a Laguna de Llanganuco, dentro do Parque Huascarán. Minha ideia era ter ido até lá de ônibus para fazer o trekking que sai da lagoa, mas infelizmente não deu. Para quem vai fazer o trekking de Santa Cruz, ele termina na lagoa. A lagoa é linda, cercada por picos negros e nevados, com a cor da água de um azul esverdeado lindo, formada pelo derretimento da neve nos picos. Fiz um pequeno passeio pela lagoa de barquinho a remo, andei um pouco pelas trilhas e só. Um pouco frustrante, mas pelo menos consegui ir até ali. Na volta da lagoa, paramos para almoçar numa casa de uma família que habita o parque e provei o cuy, espécie de preá ou porquinho da Índia. O gosto até é bom, mas o bichinho aberto inteiro no prato não é das visões mais agradáveis...

 

Dia seguinte foi dia de pegar o passeio a Chavín de Huántar, a cidade sagrada para o povo chavín. No caminho até lá, parada na Laguna Querococha para apreciar a paisagem fria com um té de coca com mel. O chá de coca não é tão gostoso, mas com mel fica delicioso! O caminho até Chavín passa por altitude de até 4.700 metros, por isso a parada estratégica para o chá, para evitar o mal de altitude. Cerca de 2 horas depois, estávamos em Chavín.[/picturethis][/align]

[align=right]Chavín de Huántar - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/148756_464937871483_541286483_5469289_3026785_n.jpg 320 240 Chavín de Huántar]A antiga cidade foi capital religiosa da cultura chavín por alguns séculos. É diferente das construções de Trujillo, com muros pintados, mas mesmo sem cores possui uma arquitetura mais bonita e complexa. É feita por imensos blocos de pedra e em seu entorno era populada por cabezas clavas, cabeças de pedra com traços felinos para espantar o mal e não deixá-lo entrar no templo. Hoje só há uma em seu local original. Caminhando por Chavín é possível ver instrumentos para medição de tempo, acompanhamento astrológico, pedras circulares, labirintos e um ídolo, entre outras coisas. Depois de explorarmos Chavín, fomos almoçar próximo ao local e seguimos para o Museo Nacional de Chavín, onde apreciamos objetos encontrados no lugar, inclusive outras 7 ou 8 cabezas clavas.

 

Na noite deste dia, conheci alguns norte-americanos que estavam no albergue também. Estavam em Huaraz para fazer um projeto social com as tribos mapuches da região. Trocamos uma ideia boa e, como partiriam no dia seguinte para ficar 4 meses consecutivos sem conforto algum, fizeram um grande banquete de café da manhã no dia seguinte para o qual fui convidado e comi com muito prazer. Pena que saí correndo para poder ir ao Glaciar Pastoruri... Prometeram entrar em contato lá pela Páscoa quando viriam visitar o Brasil.[/picturethis2]

O Pastoruri fica a cerca de duas horas e meia da cidade, novamente dentro do Parque Huascarán, só que em outro setor. No caminho se vê a puya raimondi ou titanca, espécie de bromélia gigante que vive cerca de 40 anos. Se bebe também as águas sulfurosas e gaseificadas de uma fonte natural, em frente a Laguna de Siete Colores. É um caminho muito bonito.

 

Trilha para o Pastoruri[picturethis=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/74041_464940406483_541286483_5469306_4696814_n.jpg 320 240 Trilha para o Pastoruri]Depois dessas paradas, seguimos finalmente para o glaciar. A caminhada começa mais ou menos em uma altitude de 3.400 metros e vai até 5.220 metros, trecho que pode ser percorrido em cerca de 40 minutos a pé, ou um pouco mais rápido com a ajuda de burros que sobem até um pouco além da metade do caminho. A caminhada é bem cansativa devido à altitude. Não dei nem 10 passos e já estava bufando. Mais outros 10 e comecei a sofrer um pouco do mal de altitude... Chupei bala de coca, masquei da folha também, mas nada deu muito jeito. Fui no sofrimento até lá em cima, parando várias vezes para beber água e curtir a linda paisagem cercada de montanhas negras e nevadas, mas tocar na neve mesmo só quando se chega na base do glaciar. Da base, é uma bela vista, mas devido à enorme diminuição do glaciar nos últimos anos (cerca de 1km em 5 anos), não se pode mais caminhar ou esquiar sobre o glaciar.

 

Voltando para o local onde pegaríamos novamente a van para voltar a Huaraz, conheci um casal peruano muito bacana – Roberto Carlos (seu pai era fã do nosso rei) e Maria. Eles voltariam para Lima neste mesmo dia. Eu tinha pelo menos mais um dia em Huaraz, mas como meu mal estar só piorava, desisti e resolvi voltar com eles. A Cruz del Sur não tinha vaga para o mesmo dia, então segui seus conselhos e fui com eles na mais barata Cial. Que furada! Foi uma aventura só!!! Primeiro, não por culpa da companhia, mas um ônibus tinha acabado de explodir na saída da cidade. Já estava uma confusão terrível, com o trânsito parado por mais de uma hora, quando começaram a surgir boatos da origem do incêndio – assalto a ônibus, início de greve e até atentado do Sendero Luminoso. Enfim, depois de um tempo liberaram a estrada e não vi nada sobre o assunto no jornal do dia seguinte. Deve ter sido algum incidente de menores proporções...[/picturethis]

A segunda furada foi o ônibus ter enguiçado a cerca de uma hora e meia de Lima. Paramos na estrada, no meio de uma paisagem semidesértica, entre duas grandes favelas e não fomos avisados de nada. O ar desligou e, de repente, depois de quase 15 minutos parados, entra a “rodomoça”, pega sua sacola e vai embora! Todo mundo começou a descer do ônibus preocupado. Discutimos com o motorista que nos avisou que logo passaria outro ônibus para nos levar. 30 minutos e passa um ônibus, mas apenas com 9 lugares! Os peruanos mais malandros e acostumados com isso logo pegaram essas vagas. Havia quatro israelenses revoltados que quase agrediram o motorista, tivemos que apartar a confusão. Mais 20 minutos e passou um ônibus com 3 lugares! Foi essa novela por quase uma hora e meia quando consegui entrar em outro ônibus com o casal peruano e mais alguns. Fiquei aliviado, pois dava um certo medo ainda mais com o motorista assustado e querendo se mandar também. Enfim, estávamos de volta a Lima!

 

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Cial), Huaraz - Lima: s/ 40

 

Passeios:

Chavín de Huántar (QuechuAndes): s/ 45

Laguna de Llanganuco (QuechuAndes): s/ 30

Glaciar de Pastoruri (QuechuAndes): s/ 35

 

Hospedagem:

Benckawasi: s/ 40[/align]

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[align=justify]Lima

(dois dias – 26 e 27/08)

 

Após uma viagem confusa, estava novamente em Lima. Seguindo o casal peruano, descemos no meio do caminho para a rodoviária, em San Isidro. Fomos tomar alguns sucos peruanos. Experimentei lúcuma con leche e surtido. Alguns dos sucos são bem pesados e misturam ovos, doces e carnes, entre outros. É como se fosse um café da manhã líquido.

 

Roberto parou um táxi e negociou o preço para mim. Nunca conseguiria o mesmo preço que ele – dos s /12 iniciais saiu por s /7! Logo estava em Miraflores no Red Psycho Llama novamente. Toda essa confusão do ônibus acabou atrapalhando essa nova estadia em Lima, pois ainda tinha que procurar a TAM para tentar trocar a data da minha volta. Tinha planejado ir a Barranco e ao Parque das Águas, que não tinha conseguido ir na minha primeira passagem na cidade. Ainda tinha que resolver minha passagem para Nasca e comprar coisas no Mercado Inka... Acabou que não deu tempo de fazer tudo e fiquei passeando só em Miraflores mesmo.

 

À noite, havia combinado de encontrar meus amigos peruanos Lourdes, Cecília e Jorge. Me apresentaram o litoral de Miraflores a Barranco, bebemos uns tragos no restaurante La Rosa Náutica e passeamos nas ruas de Barranco, atravessando a famosa Puente de Los Suspiros, onde, diz a tradição, deve-se prender a respiração na primeira vez que passar por ela, fazer um pedido e só dar o primeiro suspiro quando chegar do outro lado, assim seu desejo irá se realizar.

 

Barranco é um bairro boêmio, similar à região da Lapa no Rio de Janeiro, com a presença de muitos artistas de rua e escritores nos bares menos agitados. Para quem curte uma boa noitada, de quinta a sábado as casas noturnas por aqui ficam lotadas, onde também podem ser encontradas as melhores peñas, onde rolam as músicas locais para dançar bem! Como meu negócio não era esse, jantamos algumas entradas peruanas no El Tío Mario para fechar a noite. Já estava tarde e já era hora de tirar um pequeno descanso, pois iria para Paracas logo mais às 3h30 da madrugada...

 

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Cruz del Sur), Lima - Paracas: s/ 17

Táxi, Rodoviária Cial - Miraflores: s/ 7

Táxi, Miraflores - Rodoviária Cruz del Sur: s/ 12

 

Hospedagem:

Red Psycho Llama: s/ 29[/align]

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[align=justify]Paracas e Nasca

(1 dia – 27/08)

 

Meu roteiro planejado no Peru não incluía passar em Paracas, mas, conversando com um operador de uma agência em Lima, me convenci de que era possível conhecer Paracas e Nasca em um mesmo dia, mesmo de forma corrida. Saí de Lima às 3h30 e cheguei em Paracas quatro horas depois. Paguei s/ 25 pelo tour pelas Islas Ballestas na agência da Cruz del Sur, na própria “rodoviária” de Paracas. O bom de fazer tudo com eles – ônibus e passeio – é a facilidade de não ter que se preocupar com o horário, pois eles anotam o nome de quem está no passeio e garantem que o ônibus vai esperar os que possuem passagem voltar para seguir viagem.

 

Islas Ballestas - Leonardo Caetano[picturethis=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/164607_488895626483_541286483_5798767_777864_n.jpg 320 240 Islas Ballestas]Pegamos a lancha para cerca de 30 pessoas e seguimos pelo mar em direção ao candelabro. O candelabro é um grande ícone feito pela civilização paracas em uma duna. Foi meu primeiro encontro com algo do tipo na viagem. Eles faziam os desenhos cavando a areia e envolvendo-a de pedras da região, de forma a impedir o desgaste do desenho por chuvas e ventos. A sombra do sol dá o relevo e contorno necessário para sua aparência mágica. Uma bela técnica. Neste local já é possível ver um pouco da fauna marinha local – pássaros e pinguins. Depois partimos em direção ao alto mar para finalmente chegar à Reserva Nacional de Paracas.

 

No trajeto até a reserva, fomos algumas vezes acompanhados por pássaros, pinguins e lobos marinhos. A jornada dura em torno de 25 minutos. A reserva é composta por algumas ilhas que se circunda de lancha. Por lá podem ser vistos milhares de pássaros, entre eles o pelicano, muitos pinguins e muitíssimos encantadores lobos marinhos, que já havia visto em outra ocasião, mas aqui eles são especiais – fica-se muito perto deles! Podemos vê-los dormindo, namorando, brincando, pulando, nadando... Enfim, muito bom! Voltamos para terra firme e segui meu rumo para Nasca.

 

A viagem até Nasca durou cerca de 3 horas e meia. Já eram 14h45 quando cheguei na rodoviária da cidade. Vários guias e taxistas, muitos sem licença, ficam urubuzando todo mundo que chega. Bateu um desespero, mas aí vi uma van da Aeroparacas e corri ao seu encontro. Só assim cheguei tranquilo ao aeroporto.[/picturethis][/align]

[align=right]Geóglifo do Astronauta[/align][align=justify][picturethis2=http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/164565_488954616483_541286483_5799643_333344_n.jpg 320 240 Geóglifo do Astronauta]O aeroporto de Nasca é bem pequeno, mas é bacana, pois tem uma decoração bem explorer, no estilo dos filmes do Indiana Jones. Os preços do sobrevoo variam pouco entre as empresas, mas com certeza a Aeroparacas é uma das mais bem preparadas. Os peruanos que conheci até então, me indicaram ir nas maiores, pois as pequenas têm muito histórico de acidente. De qualquer forma, mesmo fechando com uma dessas pequenas, você corre o risco de voar em uma das maiores por não fechar as 4 pessoas necessárias em um avião e aí vai se dar bem se conseguiu pagar menos. Enquanto se espera, pode-se assistir vídeos com a história de Nasca. Estava morrendo de fome, mas a única coisa que me atrevi a comer foi uma barra de cereal. Não coma muito nem nada pesado quando for fazer esse passeio, de preferência, faça como eu fiz. Já vou explicar o porquê... Paguei US$ 55 pelo sobrevoo – ganhei um desconto porque era sul-americano!

 

Enfim decolamos em um teco-teco da Aeroparacas, eu, um alemão fedorento (o cara estava fazendo a América do Sul de moto) e um casal equatoriano. Começamos a ver alguns dos geóglifos, mas para vê-los, o piloto vira o avião de um lado e depois para o outro, assim ambos os lados do avião podem apreciar as figuras. No começo é tranquilo. Vi a baleia e os desenhos geométricos na boa, mas depois do astronauta (ou xamã), bateu uma tontura muito forte, um enjoo terrível e senti o calor dentro do avião piorar essa sensação. O alemão, cheio de lentes para sua linda câmera, registrando todos os momentos, apagou! Não viu mais nada! Eu consegui ver, meio mal, o macaco, o cachorro (ou raposa) e o beija-flor. O piloto começou a abrir a janela quando o avião estava plano, mas o cara estava mal, tinha comido muito! Minha sensação melhorou um pouco até ver a aranha, foi quando aprendi que o melhor é olhar para o horizonte do piloto quando o avião está plano e só olhar as figuras quando o avião estiver de lado. Isso passou meu mal estar e me permitiu curtir, na medida do possível, o resto do passeio – o condor, o flamingo, o papagaio, a mão, a árvore e o lagarto. Valeu pela experiência, mas não a repetirei![/picturethis2]

 

Aqueduto de Cantallo - Leonardo Caetano[picturethis=http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/67144_488956031483_541286483_5799678_3620122_n.jpg 240 320 Aqueduto de Cantallo]Saindo do voo, fiquei aguardando por cerca de 15 minutos um italiano voltar de seu voo pois iríamos fazer um passeio pela região. Nessa espera, conheci um peruano funcionário do aeroporto que era apaixonado pelas músicas do Roberto Carlos. Sabendo que eu era brasileiro, colocou um CD para tocar no aeroporto só de músicas brasileiras em versão espanhola do Roberto Carlos, Xitãozinho e Xororó, entre outras. Foi engraçado ver o cara cantando todas as músicas e comentando... Giovanni chegou e fomos fazer o tour com um guia taxista que o motorista da van arrumou para gente. Pelo horário não poderíamos mais fazer o que gostaríamos, então fomos em um pequeno mirante onde pudemos ver de perto como eram construídas as linhas. Depois fomos conhecer os Aquedutos de Cantallo – projeto elaborado da civilização nasca para distribuir água por toda a região. Um projeto incrível, prevendo pouca ou muita água, inundações, poços, entupimento, filtragem da água e até desnível do solo. Para finalizar, conhecemos uma oficina de produção de ouro e outra de cerâmicas, onde produzem novas peças, réplicas e restauram antigas cerâmicas.

 

Após esse passeio, jantei um merecido lomo saltado e ainda consegui dar umas voltas pela cidade. Exausto, já era hora de partir para meu próximo destino...[/picturethis]

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Cruz del Sur), Paracas - Nasca: s/ 18

Ônibus (Cruz del Sur), Nasca - Arequipa: s/ 82

 

Passeios:

Islas Ballestas (Cruz del Sur): s/ 25

Líneas de Nasca (Aeroparacas): US$ 55

Aquedutos de Cantallo: s/ 20[/align]

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[align=justify]Arequipa e Cañón del Colca

(3 dias – 28 a 30/08)

 

Cheguei em Arequipa de manhã cedo, um pouco antes das 7h. Meia hora depois já estava tomando café da manhã no albergue Home Sweet Home.

 

Catedral e as montanhas ao fundo - Leonardo Caetano[picturethis=http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/167511_10150096525186484_541286483_6138405_7754391_n.jpg 240 320 Catedral e as montanhas ao fundo]O albergue é bom, foi o melhor que fiquei no Peru e foi o melhor café da manhã que já tive em albergue, considerando qualquer viagem que já tenha feito! De resto, é tudo organizado, limpo, com uma área de lazer onde o barulho não incomoda quem quer dormir e uma equipe atenciosa – quebraram vários galhos para mim. Além de tudo isso, o albergue ainda possui uma agência, permitindo comprar passagens e contratar passeios. Foi com eles que fechei o trekking de dois dias pelo Cañón del Colca. A diária custou s/ 20.

 

Parti para as ruas conhecer a cidade que me surpreendeu bastante, pois é linda demais! Justifica seu apelido de “Cidade Branca”, pois possui uma arquitetura colonial a base de uma pedra branca típica da região, lembrando muito a Andaluzia espanhola. Sua Plaza de Armas é linda que se completa com uma imensa Catedral que ocupa um quarteirão inteiro. Atrás de cada uma de suas duas torres principais se vê um vulcão – oras o El Misti, oras o Chachani. Visual mágico e às vezes até assustador!

 

Segui para os principais pontos da cidade – a Iglesia de San Francisco e o gigantesco Monasterio de Santa Catalina. A igreja é um complexo que está numa bela praça que me encantou profundamente. Dentro dela se visita algumas salas do convento, claustros e a igreja.[/picturethis][/align]

[align=right]Monastério de Santa Catalina - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/179855_10150096530216484_541286483_6138514_2397290_n.jpg 240 320 Monastério de Santa Catalina]Santa Catalina é quase uma cidade de tão grande! Lá se tem acesso a diversas salas, quartos e capelas, onde se pode ver como funcionava o convento. Tudo está montado fielmente a como era nos tempos áureos do lugar, em uma época em que era o principal convento da América do Sul espanhola. Do convento também de tem boas vistas da cidade e das montanhas ao seu redor. É cansativo, mas imperdível!

 

Almocei e depois fui conhecer: as igrejas La Compañía, La Merced, Tercera Orden, San Agustín e Santo Domingo; e os museus e casas históricas La Casa del Moral, Casa Tristan del Pozo, Casa Goyeneche e o Museo Histórico. Há bons museus arqueológicos na cidade, mas todos eles fecham sábados à tarde e domingos. Acabei não conseguindo ir a nenhum destes. Fui ainda ao Mercado Central onde paguei muito barato por frutas para a viagem do dia seguinte pelo Cañón del Colca...

 

Dia seguinte, acordei às 3h da manhã, tomei meu banho, guardei o mochilão e me juntei aos outros que iriam ao Cañón del Colca. São três os passeios mais comuns ao Colca, com duração de um dia ou dois sem trekking e dois ou três dias com trekking. Optei pela opção de dois dias de trekking, pois passa pelos mesmos lugares do de três dias, porém sem muito tempo para descanso. Paguei s/ 125 com a agência do Home Sweet Home.[/picturethis2]

Condor - Leonardo Caetano[picturethis=http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/179219_10150096538336484_541286483_6138694_7813143_n.jpg 320 240 Condor]A van que nos buscaria se atrasou um pouco, passando no albergue cerca de 3h50, mas não prejudicou o passeio. A estrada que leva e circula o cânion é tão fria que apresenta neve em alguns trechos. Tomamos um belo café da manhã por volta das 6h15 em uma cidadezinha e seguimos para a a Cruz del Cóndor, sendo uma das primeiras vans a chegar por lá. No belo local, se observam os condores dos Andes voando, pousando e até namorando! São tantos que se perde a conta de quantos são vistos! É para começar a visita ao cânion bem! Após isso, seguimos de van novamente para um ponto na estrada onde os grupos foram separados – o pessoal do trekking de dois dias desse primeiro aqui, que é uma área de controle onde se pode iniciar a trilha. O resto do grupo segue para Chivay, onde só iríamos chegar no dia seguinte.

 

A trilha começa em um ponto que possui uma bela paisagem do Cañón del Colca, a mais ou menos 3.700 metros de altitude. Leva-se entre 2h30 e 4h para se percorrer a primeira parte da trilha. 1/4 do caminho é plano e a outra parte é só descida. A cada curva uma nova paisagem fantástica! É possível inclusive ver o Cerro Mismi, onde nasce o Rio Amazonas. Quanto à descida, foi a pior que já fiz – são muitas pedrinhas em uma terra muito seca, ou seja, as pedras rolam o tempo inteiro! Cansa bastante, tem que estar com a coxa e os joelhos preparados.[/picturethis][/align]

[align=right]Cañón del Colca - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/179355_10150096541441484_541286483_6138765_7130759_n.jpg 320 240 Cañón del Colca]A descida termina no fundo do cânion, no Río Colca, onde a água não é potável. Pausa para um descanso e mais 30min a 1h de subida até uma pequena vila onde almoçamos uma gostosa comida caseira na casa de um local. Uma garrafa d'água que custava menos de s/ 2, aqui já custa s/ 5. Mesmo assim é melhor reabastecer aqui do que depois. Quem faz o trekking de 3 dias passa uma noite aqui.

 

Após o almoço, começa a pior parte do dia em uma caminhada que leva cerca de 3h a 4h30, onde boa parte do caminho é subida. É cansativo porque logo bate o cansaço do primeiro trecho. No caminho encontramos três grupos perdidos, sem guia. Um deles já estava perdido havia duas horas! Apesar da trilha parecer fácil em sua maior parte, não aconselho fazer sozinho.[/picturethis2]

Oásis - Leonardo Caetano[picturethis=http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/180191_10150096542571484_541286483_6138787_849287_n.jpg 240 320 Oásis]Depois de quase 3h, avistamos nosso destino final – o Oásis! É uma confortante vista após toda essa caminhada – um vale verde, cheio de águas fluviais, cachoeiras e piscinas com pequenas cabanas. Mais quase 40 minutos de caminhada e lá estávamos! O lugar é lindo, pena que a esta hora o clima estava mais frio e o sol já estava nas suas últimas horas de brilho... Essa foi minha decepção – não curtir o lugar como deveria. Quem faz o trekking de 3 dias, dorme a primeira noite aqui e tem bem mais tempo para aproveitar o lugar. Acho que vale a pena só por isso. Detalhe – o lugar não tem luz, é tudo a base de vela! E a garrafa d'água custa s/ 10!

 

Sem eletricidade, o jantar é servido cedo e não há muito o que fazer depois a não ser dormir. O bom é que isso força todo mundo a dormir cedo, o que é importante, pois às 5h começa a caminhada de volta ao alto do cânion. A subida dura entre 3h30 e 4h30 e pode ser auxiliada por burros, seja para carregar a mochila ou você mesmo! Me recusei a isso, não fazia sentido não andar do começo ao fim do trekking. Essa subida é a pior parte de caminhada – andei bem até a hora em que o sol começou a esquentar, cerca de 1h30 depois do início, então o cansaço do dia anterior começou a bater. Foi necessário muita força de vontade...

 

Lá em cima, mais uma linda visão do cânion! A água aqui já é novamente menos cara, s/ 5. A partir deste ponto, são mais 20 minutos até a cidade de Chivay, onde tomamos um farto café da manhã.[/picturethis][/align]

[align=right]Ponto mais baixo do Cañón del Colca - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash1/180247_10150096545951484_541286483_6138848_2049899_n.jpg 320 240 Ponto mais baixo do Cañón del Colca]Passeei um pouco pela cidade, mas logo embarcamos para outros pontos do cânion. Passamos pela pequena cidade de Cabanaconde onde provei um suco salgado, feito a partir de uma fruta de um cacto da região – a tuna. A fruta parece um limão e é boa! Aqui pode-se tirar foto com falcões, lhamas e cholas.

 

Depois da cidade, visitamos pelo alto a parte mais baixa e larga do cânion, bem no seu início. É um belo vale! Continuando a jornada, relaxamos um pouco nas águas termais de Lahuar. Daqui parti de volta para a Arequipa com a certeza de ter feito um passeio mágico, apesar de cansativo. Recomendo!

 

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Julsa), Arequipa - Puno: s/ 30

Táxi, Rodoviária - Centro: s/ 5

Táxi, Centro - Rodoviária: s/ 6

 

Passeios:

Museus e outros: s/ 40

Trekking no Cañón del Colca (Home Sweet Home): s/ 125

 

Hospedagem:

Home Sweet Home: s/ 20[/picturethis2][/align]

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[align=justify]Puno

(1 dia – 31/08)

 

Sair de Arequipa e chegar em Puno foi complicado. Primeiro que era um dos trechos rodoviários que não tinha certeza nenhuma sobre horários. Segundo porque era feriadão em Arequipa e as passagens já estavam escassas. Consegui comprar passagem para um ônibus extra às 23h pela Julsa, porém perdi s/ 50 na brincadeira. Paguei a passagem e, em vez da funcionária devolver na minha mão o troco, disse que deixou em cima do balcão. Peguei a passagem, mas simplesmente esqueci do dinheiro. Não sei se a mulher realmente me deu o dinheiro, mas quando voltei para reclamar meu troco, foi o que ela me disse. Ninguém no balcão se ofereceu a devolver o dinheiro, então deixei para lá...

 

Depois da confusão, parti para Puno. Puno é a maior cidade peruana que dá acesso ao Lago Titicaca, o lago navegável (por navios, claro) mais alto do mundo. O lago está na fronteira com a Bolívia e é vital para esta região da Cordilheira dos Andes. Quando se chega a Lima vindo de São Paulo de avião, é possível se maravilhar com o imenso lago azul no meio de uma paisagem seca e amarelada, cercada por picos, alguns até nevados. Realmente é gigantesco!

 

Islas Flotantes de Uros - Leonardo Caetano[picturethis=http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/182736_10150104011316484_541286483_6242047_1333005_n.jpg 320 240 Islas Flotantes de Uros]Mofei por quase 4 horas na rodoviária de Puno esperando amanhecer para pegar meu passeio às Islas Flotantes de Uros e Taquile. Fechei o passeio com a agência Inka Tours por s/ 40 na própria rodoviária. Achei melhor do que contratar no porto, pois assim consegui deixar minha mochila na rodoviária, na própria agência. Estava cansado do trekking ao Colca ainda, pois ainda não tinha conseguido dormir direito, e carregar a mochila pesada como estava não seria muito agradável. Quando deu 7h, uma van me buscou e me deixou no porto. O ziguezague buscando as pessoas foi meu primeiro contato com a cidade a luz do dia. A impressão que tive foi de que é muito desorganizada, mas isso parece ser comum na maioria das cidades peruanas que passei. Esperava muito pior pelo que tinha lido a respeito de Puno.

 

Navegamos por cerca de 20 minutos até ver as primeiras ilhas flutuantes. À distância, as ilhas parecem um aglomerado de mato, mas ao se aproximar consegue-se ver as casas e as típicas pessoas com roupas de várias cores. Descemos em uma das ilhas para passear e aprender um pouco da cultura local. Cada família mora em uma ilha e seu líder é o chefe da família. Quando a família cresce muito, uma nova ilha deve ser construída pelo futuro chefe desta nova família, atividade que dura cerca de 2 meses. As ilhas são construídas de totora, uma planta típica da região, amarradas em blocos de um tipo de terra que parece barro. Essa é uma tradição pré-colombiana que eles mantêm até hoje.[/picturethis][/align]

[align=right]Isla Taquile - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash1/181561_10150104013191484_541286483_6242058_1844081_n.jpg 320 240 Isla Taquile]Assistimos uma palestra do chefe onde explicou como viviam, como moravam, sua cultura e sua organização social. Conhecemos a casa de um de seus filhos, com um cômodo apenas, e assistimos ao show das mulheres da família, que cantaram e dançaram. Não fui no passeio de barco de totora típico de Uros com duração de meia hora pelo lago, mas quem foi gostou. Na verdade, estava incomodado com tanta oportunidade de nos tirar dinheiro, porém é um mal necessário já que o auxílio do governo não é suficiente para viverem. Eles sobrevivem do turismo, da pesca e de uma bolsa-auxílio do governo por família.

 

Saímos da pequena ilha e seguimos em direção a Taquile. Depois de viajar pelo lago que em alguns momentos parece não ter fim, com a cor da água se juntando com a cor do céu e escondendo a linha do horizonte, chegamos à bela ilha de terra. A população daqui parece que parou no tempo, usando seus trajes padrão, fazendo seus tecidos, cuidando da lavoura e dos animais, uma calmaria só. Cansa um pouco andar pela ilha devido à altitude de cerca de 4.000m. Aqui conheci um casal capixaba gente finíssima que estava um pouco mal com a altitude e que a partir de então encontraria outras três vezes no resto da viagem. Taquile é um lugar diferente e bonito. Andamos um pouco pela ilha, vimos artesanato local, apreciamos a vista e o microcentro, almoçamos na casa de um local e embarcamos de volta a Puno.[/picturethis2]

Mototáxi - Leonardo Caetano[picturethis=http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/184399_10150104014506484_541286483_6242071_1169047_n.jpg 320 240 Mototáxi]De volta à cidade, fui passear um pouco no centro da cidade. Fui ao Museo Carlos Dreyer, à Catedral e passeei por algumas ruas debaixo de chuva. Foi o primeiro dia que peguei chuva forte. Isso me preocupou – “vai chover logo agora que estou indo para Cusco?”. A pergunta martelou mais um pouco durante o trajeto na estrada para Cusco debaixo de chuva...[/picturethis]

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Tour Peru), Puno - Cusco: s/ 35

 

Passeios:

Museus e outros: s/ 5

Islas de Uros e Taquile (Inka Tours): s/ 40[/align]

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[align=justify]Cusco e Machu Picchu

(6 dias – 1 a 6/09)

 

Depois da tensa noite no ônibus, cheguei na rodoviária de Cusco por volta de 3h30 da manhã. A rodoviária estava deserta, nenhuma alma viva além das pessoas que desembarcavam do mesmo ônibus que estava. Na porta, desesperadas pessoas gritavam oferecendo onde dormir e táxi ou carona até o local. Passei na única venda que estava aberta para tentar comer alguma coisa, mas não havia muitas opções. Pedi para a senhora para usar uma de suas tomadas para dar uma pequena carga no telefone e pegar o endereço do albergue e, enquanto esperava, conversamos um pouco. A senhora tentou me amedrontar, falando que era perigoso ficar ali e para eu me mandar em um táxi da rodoviária assim que ela fechasse a tenda, o que aconteceria em 15 minutos. Mais tenso do que já estava, terminei meu café logo, peguei o endereço e fui atrás de um dos táxis. O taxista malandro me cobrou o dobro do preço por ser madrugada, um roubo, mas não discuti e fui logo ao Marlon's House, albergue que havia reservado por e-mail.

 

Chegando ao Marlon's, depois de bater bastante na porta, fui atendido por um funcionário que me disse que não havia vaga e não me deixou entrar. Argumentei que tinha reserva, mas me respondeu que só valeria depois das 10h e mesmo assim não deveria haver vaga, mesmo com reserva. Fiquei revoltado pela hora que era e por não me deixarem nem esperar até as 10h na área de espera! Me recomendou tentar em outro albergue que havia no mesmo quarteirão.

 

Algumas portas depois, bati na porta do albergue que não recordo o nome. O atendente foi bem mais atencioso, tentou dar um jeito, mas não tinha vagas também. Sugeriu que tentasse o próximo albergue no mesmo quarteirão. Fui até ele e voltei quando vi uma bandeira, que para mim, era a do movimento gay. Bati na porta de novo e perguntei se era para o público gay e tal por causa da bandeira e, acreditando nele, tentei o albergue.

 

O albergue, que também não sei o nome mas era um nome israelense, inicialmente me pareceu razoável. Paguei s/ 15 e fiquei em um quarto privativo. Estava muito necessitado de um banho, apesar do relógio marcar mais de 4h da manhã. Fui ao banheiro e... surpresa! Não tinha água quente. A atendente me deu uma desculpa e pediu para ir ao outro banheiro onde a água demorava a esquentar, mas alguma hora estaria morna. Neste banheiro, reparei que o vaso sanitário não tinha tampa, o que me assustou. Ao ligar o chuveiro, além da água nunca esquentar, ela caía metade dentro do vaso! Com nojo, comecei a reparar em volta e vi que tudo estava um pouco sujo e, pior, alguns cogumelos habitavam o banheiro, numa quantidade possível de dar uma bela refeição para uma pequena família. Era bizarro demais, acabei desistindo de tomar banho e com a ideia fixa na cabeça que dia seguinte não estaria mais ali.

 

Não dormi nem 3 horas no quarto mofado, comi algumas coisas que tinha na mochila e parti para a rua procurar onde ficar nas próximas noites, ali não haveria como! Na Calle Suecia achei boas opções por um bom preço, mas acabei ficando em um hotel econômico, o Incawasi, onde paguei s/ 45 a diária com direito ao melhor café da manhã que tive no Peru e TV a cabo, além da limpeza e dos serviços que qualquer hotel razoável oferece. Excelente! Fica na Plaza de Armas, ou seja, melhor localização não há! Não é um preço de albergue, mas é um ótimo custo benefício.

 

Catedral - Leonardo Caetano[picturethis=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/217673_10150168944066484_541286483_6706948_199952_n.jpg 320 240 Catedral]Assim que me instalei, fui conhecer as atrações em volta da praça – a Catedral, Compañía de Jesús e Museo de Historia Natural. A Catedral estava fechada, tive que voltar outro dia, mas a igreja da Compañía de Jesús é bem bacana. Passei no escritório de turismo ali perto e foram super atenciosos, me explicaram direitinho como conhecer as ruínas próximas de Cusco de ônibus e a melhor forma de comprar o boleto turístico de Cusco. Peguei o mapa do escritório e fui conhecendo mais alguns pontos nesta região.

 

Cusco é linda! Uma cidade encantadora, totalmente diferente do que havia imaginado. As pessoas são simpáticas, os restaurantes são excelentes e a arquitetura colonial hispânica é belíssima! A única coisa ruim é o preço, pois tudo aqui é mais caro que em todo o Peru. Quem quer comprar tecidos típicos da região, melhor comprar em Lima – vai ter a mesma qualidade, porém por quase a metade do preço.[/picturethis][/align]

[align=right]Iglesia de Santo Domingo e Qorikancha[/align][align=justify][picturethis2=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/205758_10150168943881484_541286483_6706942_1935310_n.jpg 320 240 Iglesia de Santo Domingo e Qorikancha]Com o mapa em mãos, primeiramente fui a Qorikancha, onde está a Iglesia de Santo Domingo e seu sítio arqueológico. Aqui funcionaram quatro templos incas que foram parcialmente destruídos pelos espanhóis e sobre suas bases foi construída a igreja. O sítio na verdade é apenas um jardim, mas simboliza a ambição, arrogância, exploração e destruição da colonização espanhola. Neste sítio, na época inca, se localizavam diversas estátuas e objetos de ouro construindo o que deveria ser um lindo sítio dourado, assim como os quatro templos que eram rodeados de ouro. Depois de Qorikancha, segui para o Monasterio de Santa Catalina que possui várias obras de arte do estilo cusquenho, o melhor museu sobre o assunto no mundo! Além desses, visitei a Pedra dos 12 Ângulos, o Museo Inka e o excelente Museo de Arte Precolombino, que mostra de forma cronológica artefatos desde a época pré-inca até os primeiros anos de colonização espanhola. Muito interessante!

 

Passei na agência com a qual havia reservado conhecer Machu Picchu e acertei tudo que faltava para fazer a trilha dois dias depois. Almocei no Bembo's, excelente hamburgueria em Cusco, sabores bem originais do país! Pela hora, esse almoço foi quase um jantar, então acabei comendo somente um sanduíche depois.[/picturethis2]

Pisac - Leonardo Caetano[picturethis=http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/206475_10150168926966484_541286483_6706585_1766616_n.jpg 320 240 Pisac]No dia seguinte fui ao Valle Sagrado de Los Incas com a Puma's Trek pelo valor de s/ 30. É um passeio bonito pelo vale do Río Urubamba, a 2.800 metros de altitude, que conta com interessantes ruínas. O passeio é circular e tem início em Pisac, pequena cidade onde acontece uma popular feira indígena. Destaque para os pães de uma cantina da senhora que fica na parada do ônibus. A feira tem muita coisa interessante onde tudo é passível de negociação, como em todo o Peru, mas é uma parada que agrada mais os turistas ansiosos por compras. Não era o meu caso.

 

A segunda parada foi no Parque Arqueológico de Pisac. Nesta região dividida em quatro setores, estão presentes ruínas de edificações do período inca onde a principal é Intihuatana. No local também está presente o maior cemitério pré-colonização espanhola. Após essas excursões, parada para almoçar em Urubamba, cidade que funciona como uma espécie de capital do Valle Sagrado. Paramos em um restaurante onde queriam nos cobrar s/ 25 para almoçar em um buffet self-service. Eu e uma trupe brasileira logo reclamamos do preço e vieram com uma história de que irmãos sul-americanos pagavam s/ 20. Era um absurdo ainda e, ao pensarmos em dar meia volta, ofereceram por s/ 10, menos da metade do preço inicial! Aceitamos na hora![/picturethis][/align]

[align=right]Ollantaytambo - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/207194_10150168927916484_541286483_6706597_5495011_n.jpg 320 240 Ollantaytambo]Após o almoço, seguimos para Ollantaytambo, onde muita gente fica para pegar o último trem do dia a Machu Picchu. A cidade foi um importante complexo militar, religioso, administrativo e agrícola do período inca onde atualmente antigas casas se misturam com novas casas, muitas construídas sobre a base de antigas. Na região mais alta, está um antigo templo inca, o Templo Principal, que é a principal atração, de onde esse tem uma vista privilegiada de todo o complexo. Algumas das construções são quase que mágicas pela sua forma e localização, às vezes em locais de difícil acesso.

 

A última parada do dia foi em Chinchero, uma cidade de aparência pobre, mas rodeada de uma belíssima paisagem montanhosa e nevada. É habitada por 10 comunidades indígenas. O principal ponto de visitação é a Iglesia de Nuestra Señora de Monserrat de Chinchero, de estilo colonial e repleta de obras de arte do estilo cusquenho. É uma igreja bem diferente! Em frente à igreja, está a Plaza Mayor onde acontece o Mercado de Chinchero constituído por índios locais que ali vendem seus produtos típicos. Logo retornamos a Cusco e me preparei para o grande dia seguinte...[/picturethis2]

Vista do trem - Leonardo Caetano[picturethis=http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/222034_10150168929256484_541286483_6706614_3749063_n.jpg 320 240 Vista do trem]Machu Picchu era um sonho a ser realizado e, depois de tantos dias no Peru, finalmente chegaria a meu último destino... Acordei bem cedo e arrumei a mochila de ataque. Estava tão ansioso que mal havia dormido. Deixei as coisas no hotel em Cusco e me encontrei com a guia que me levaria até local de onde sairia o ônibus até a estação de trem. O ônibus demorou bastante a sair de Cusco, esperando os retardatários. O atraso acabou afetando a mim e mais três gringos, pois fomos os únicos a descer na primeira estação de trem que leva a Machu Picchu – Poroy. A outra estação é Ollantaytambo que vale mais a pena quando se quer sair no final do dia para dormir em Aguas Calientes. Fui o último a entrar no meu vagão e só não o perdi por 3 minutos! Fiquei bem chateado com isso.

 

O trem da Peru Rail é o maior barato! Foi construído de forma que seus passageiros pudessem admirar a bela paisagem verde cercada de montanhas também verdes, porém algumas nevadas. Fui na categoria Backpacker que não é a das mais confortáveis, mas a mais barata. A viagem seguiu por cerca de 1h30 por belos campos e cortando a cada vez mais densa mata até chegar no quilômetro 104, onde começa o Camino Inca de dois dias. Um pouco antes de descer, me solicitaram um papel com a autorização devida para descer neste local e foi o maior desespero porque a agência não tinha me entregue tal papel. No fim, acabaram me deixando descer, mas ficaram de notificar a agência do ocorrido para não acontecer novamente.

 

A trilha de 2 dias vale a pena para quem não tem o pique de enfrentar os 4 dias da trilha tradicional ou para quem não está com muito tempo para a viagem, mas faz questão em fazer a trilha – esse foi o meu caso e não me arrependi! O preço é só um pouco menor, mas acho que se tira muito mais proveito do passeio do que apenas chegar em Aguas Calientes de trem, ver Machu Picchu e voltar para Cusco. Fiz a trilha também com a Puma's Trek que só me deu o susto com a autorização para descer do trem. Foi o melhor preço entre todas as agências, US$ 250 – as refeições foram boas e o guia foi muito bom![/picturethis][/align]

[align=right]Chachabamba - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/215963_10150168929596484_541286483_6706619_1690403_n.jpg 320 240 Chachabamba]Saindo do trem, ao descer no meio dos trilhos, logo avistei Roger, o guia que me conduziria pela trilha até Machu Picchu. Roger se revelou um excelente guia que tem prazer no que faz e conhece tudo na região. Poucos metros da descida do trem se encontra um posto de controle que checa se está tudo OK para ingressar na trilha. Percebi que há um posto desses em cada uma das entradas para a trilha e em locais próximos a onde são realizados os pernoites da trilha de 4 dias. Aproveitei a infraestrutura do local para trocar de roupa, pois já começava a esquentar depois de um dia anterior chuvoso.

 

Passamos pelo posto e seguimos por alguns metros até Chachabamba, ruínas do local onde se hospedava a família inca, na última parada antes de Machu Picchu. Acredita-se que funcionava como posto de guarda, mas já pode ter sido usado como templo. Deste ponto, se iniciava a caminhada de purificação espiritual do inca e sacerdotes até a cidade sagrada. São ruínas interessantes. Diz-se que foi o local mais próximo que os colonizadores espanhóis chegaram da cidade sagrada. Este é o único ponto da trilha de dois dias que não é acessado por quem faz a trilha maior de três ou quatro dias.[/picturethis2]

Wiñaywayna - Leonardo Caetano[picturethis=http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/215253_10150168932186484_541286483_6706659_5424683_n.jpg 320 240 Wiñaywayna]Finalmente começou a caminhada de verdade. Havia apenas mais dois grupos na trilha, um deles passei neste primeiro trecho. Era um grupo de idosos, achei muito bacana eles fazerem a trilha. Depois os encontraria em Aguas Calientes, cheios de gás ainda. A vista do caminho fica cada vez mais maravilhosa proporcionalmente ao quanto se afasta dos trilhos do trem. É um belo vale verde e a caminhada parece ter algo mágico. Cerca de duas horas depois, passando por cachoeiras e mais algumas bonitas paisagens, chegamos à segunda parada, Wiñaywayna. Wiñaywayna significa “para sempre jovem” em quéchua e foi um centro urbano com templos religiosos e um grande centro agrícola que abastecia a região. A vista desse ponto é linda demais! Sentei por alguns minutos admirando aquele cenário de mata, o Urubamba, as ruínas de Wiñaywayna e as costas de Machu Picchu. Neste local encontramos o outro grupo de espanholas que estava na frente com quem pude trocar e viver essa experiência.

 

Daqui seguimos novamente sozinhos por mais cerca de 30 minutos até o abrigo e restaurante que existe antes de chegar a Machu Picchu, onde fizemos nossa pausa para o almoço. Não sabia que o saco da agência que estava carregando há tempos era meu almoço! Comi com vontade uma empanada, um sanduíche, uma banana, um suco e alguns chocolates! O resto guardei ou dei para o Roger, era muita coisa! Não havia prestado atenção nesse detalhe da agência “dar” o almoço. O grupo das espanholas que havíamos ultrapassado chegou no abrigo e não havia comida à venda. Segundo Roger, não é sempre que possuem alimentos disponíveis. Só havia uma sopa, mas não havia cozinheira no momento. Preste atenção nisso quando for fazer essa trilha!

 

Seguimos em frente pela trilha por mais duas horas até chegar à subida final até a Puerta del Sol que é o ponto onde finalmente se vê a cidade de Machu Picchu. A vista é magnífica e emocionante, finalmente havia chegado! Fiquei por ali bastante tempo apreciando aquela vista e tentando gravar na memória todos os ângulos e sentimentos. Todo mundo que chegava ali tinha o mesmo olhar embasbacado e, depois de uns minutos, puxava um papo elogiando aquele belo cenário enquanto o sol se escondia aos poucos atrás das montanhas. A Puerta del Sol pode ser alcançada também a partir de Machu Picchu, em quase meia hora de caminhada. Vale a pena![/picturethis][/align]

[align=right]Machu Picchu - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/207280_10150168934741484_541286483_6706721_1242672_n.jpg 320 240 Machu Picchu]Descemos até o entorno da cidadela e tirei diversas fotos, muitas delas sem ninguém no fundo! É uma das melhores horas para tirar fotos onde parece que apenas você estava em Machu Picchu. Não entramos nas construções da cidade sagrada, pois o dia seguinte seria destinado a isso. Finalmente bateu a sensação de “missão cumprida, agora é aproveitar o dia seguinte”.

 

Descemos por cerca de 40 minutos as escadas que levam até Machu Picchu Pueblo ou mais conhecida como Aguas Calientes. Já estava tão escuro que tivemos que usar lanternas no trecho final até o povoado. Tomei aquele banho e jantei em um restaurante que estava incluído nos serviços da agência. A comida estava maravilhosa! Andei um pouco pela cidade, mas logo voltei para o hotel Inti Punku, que como todo hotel econômico de Aguas Calientes é fraquíssimo. Dormi logo porque dia seguinte seria dia de madrugar novamente...

 

Acordei às 3h e logo já estava na rua. Roger demorou um pouco, mas comprovou que já havia quase 200 pessoas na fila do ônibus, então o jeito seria realmente vencer o cansaço e subir as escadas até Machu Picchu. Andar até as escadas e depois subi-las parece alguma forma de peregrinação, saem alguns bocados no escuro e aos poucos vão se juntando outros que foram ficando para trás no caminho. Há também um certo ar de competição, pois cada pessoa ultrapassada é uma pessoa a menos em sua frente na fila para pegar a senha para subir Huayna Picchu, então o ritmo é forte.

 

A subida pelas escadas, normalmente em um bom ritmo, dura aproximadamente 50 minutos. Acabei demorando pouco mais de 1h devido ao alemão que havia conhecido no trem e tinha reencontrado no hotel, pois o convenci a ir de escada quando Roger falou da fila do ônibus. O ritmo dele era um pouco mais lento e só decidi seguir na frente deixando ele um pouco para trás nos últimos 10 minutos, hora em que o primeiro ônibus já tinha nos ultrapassado na estrada e já se ouvia o barulho do segundo. Por sorte cheguei junto com este e garanti a senha 262, sendo 200 por horário (8h e 10h). Ir às 10h há mais chances de se pegar o céu limpo de cerração.[/picturethis2][/align]

[align=center]20110601021909.jpg

Machu Picchu ao amanhecer - Leonardo Caetano[/align]

 

[align=justify]Machu Picchu é mágica! Com um guia ao seu lado então, nem se fala. Entende-se o que era a cidade sagrada inca, as construções, cada um dos quatro templos e muito mais. Apesar de parecer pequena, leva-se um bom tempo para percorrer a cidade de um canto ao outro. Chegar cedo possibilita também a vantagem de pegar o lugar vazio ainda, mais uma oportunidade que tive de tirar fotos exclusivas!

 

Templo Principal - Leonardo Caetano[picturethis=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/206231_10150168935746484_541286483_6706741_6136271_n.jpg 240 320 Templo Principal]Machu Picchu também é conhecida como a cidade perdida dos incas por ser bem conservada. Na verdade, apenas 30% do local é original ainda, o restante vem de reformas para conservação do local. A cidade servia como refúgio ao Inca e sua família, principalmente em caso de ataque, e como centro administrativo da região. A cidade passou a ser conhecida pelos povos colonizadores só em 1911 quando o Peru não era nem mais colônia espanhola. O local era conhecido apenas pelos habitantes das regiões próximas e era frequentado raramente por ladrões de tesouros. O americano Hiram Binghanm, que foi oficialmente o primeiro explorador a comprovar ter chegado em Mavhu Picchu, chegou à cidade após conversar com pastores locais que o guiaram até o local. Diz a lenda local que ele foi o primeiro a perguntar como se chegar lá.

 

A cidade é formada basicamente por duas grandes áreas – uma agrícola e outra urbana. A parte agrícola é percorrida entre o posto de controle e as escadas de acesso a Machu Picchu. Já a parte urbana é a que todos querem frequentar. O passeio por lá consiste em visitar o Templo del Sol, a Tumba e o Palacio Real, onde pode ter havido múmias e jóias, mas parece ter sido saqueado e destruído em um grande incêndio. Próximo, se encontram o Templo Principal, Templo das Tres Ventanas e a Casa del Sacerdote, que foram as construções que achei mais interessantes mesmo estando incompletas. No local também se encontra a Intihuatana, a pedra do sol que ligava os astros às montanhas locais. Outras partes interessantes mais dispersas também são visitadas, como a Roca Sagrada e Las Tres Portadas. As construções são imponentes e ricas de detalhes. É impressionante também a forma como faziam circular a água na cidade utilizando o relevo do local como força motriz.[/picturethis][/align]

[align=right]No topo do Huayna Picchu - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/207414_10150168938136484_541286483_6706796_4332537_n.jpg 320 240 No topo do Huayna Picchu]Depois de rodar toda a cidadela, descansei um pouco curtindo aquele visual magico até o relógio bater 10h, hora que comecei a subir o Huayna Picchu, mas não sem antes pegar mais uma fila... Para quem está de passaporte, é nesse posto de controle que se ganha o carimbo simbólico de Machu Picchu. A subida para o Huayna é um pouco cansativa, se leva quase 50 minutos para chegar ao topo, a 2.700 metros de altitude. No topo, há várias pedras que formavam a casa do sumo sacerdote que todo dia ia ao Templo de La Luna, na mesma montanha. Já no topo, deve-se ter cuidado, pois um passo em falso ou uma trombada em alguém e se rola Huayna Picchu a baixo. Recebi essa dica aqui no Mochileiros e de meus amigos peruanos, que afirmam ser perigosíssimo. Quando estava no topo, teve um argentino que foi segurado e por muito pouco ele não caiu! É impressionante ver as construções nesta montanha, voltadas para a agricultura e postos de vigilância. São feitos em espaços muito pequenos e de difícil acesso – loucura imaginar como transportaram essas imensas pedras até ali!

 

A vista de cima do Huayna estava totalmente dominada pela serração. Mais de cinquenta pessoas estavam na espera por abrir o tempo, entre eles cerca de 7 brasileiros. Depois de quase 40 minutos, o tempo começou a abrir e pudemos ver aquela imagem maravilhosa de Machu Picchu vista de cima! Depois de um tempo, desci a trilha pelos degraus que só cabem um pé de lado por vez, surreal! Descendo e apreciando a vista da cidade, cheguei a Machu Picchu novamente, de onde, depois de mais uma volta pela cidade, peguei o ônibus de volta a Aguas Calientes.[/picturethis2]

Em Aguas Calientes, almocei um bom menu del día. Só assim para comer a um preço um pouco mais justo por lá! Só dão essa opção se perguntar e se o restaurante estiver um pouco vazio. Afastado das ruas principais também se come um pouco mais barato. Parti para os Baños Termales, onde paguei s/ 10 para entrar e relaxar um pouco nas águas quentes. Esperava bem mais do lugar, achei um pouco fraco. Logo mais, parti de trem de volta a Cusco, satisfeito com um belo dia de viagem!

 

Tambomachay - Leonardo Caetano[picturethis=http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/207095_10150168939191484_541286483_6706822_8268028_n.jpg 320 240 Tambomachay]Descansei bem depois das noites mal dormidas nos dias que fui a Machu Picchu. Acordaria cedo, mas a preguiça me deixou na cama mais um pouco. Depois de duas tentativas frustradas, finalmente neste dia consegui conhecer o interior da imensa e bela Catedral de Cusco. Depois parti para o local de onde saem os ônibus para Pisac por s/ 2,40 e desci em Tambomachay, último dos quatro sítios arqueológicos próximos a Cusco, a cerca de 7 km. Como a estrada é uma subida, o melhor para conhecer esses sítios é descer aqui e depois percorrer a estrada no sentido para Cusco que é uma descida.

 

Tambomachay se encontra a 3.700 metros de altitude e foi um importante templo de adoração à agua. É um local muito bonito formado por muros, janelas e diversos canais de água. Talvez sejam as ruínas incas mais conservadas na região. Aqui conheci um casal de médicos brasileiros que estavam viajando por todo o Peru de carro e estavam empolgadíssimos com a abertura da estrada transamazônica que permitiriam-lhes futuramente retornar ao Peru de carro, porém desde sua casa, em Roraima. Pena que essa estrada, agora inaugurada, está permitindo saquearem muito mais árvores amazônicas do que antes...[/picturethis][/align]

[align=right]Saqsayhuaman - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/216177_10150168940556484_541286483_6706857_3229037_n.jpg 320 240 Saqsayhuaman]O segundo sítio, Puka Pukara, fica a pouquíssimos metros do primeiro. Possui uma bela vista do vale, com uma vegetação rica em cores de verde e terra. O local funcionou como posto de vigilância da cidade de Cusco, de onde se conseguia avistar as principais entradas no vale. Um guia do local explicou rapidamente sua história, mas para continua-la queria um dinheiro. Como já estava satisfeito com o que tinha falado e o que tinha lido, agradeci e deixei para uma próxima vez.

 

A próxima parada é Q'Enqo que é alcançada depois de uma caminhada de quase 4 km. O sítio era um labirinto subterrâneo onde havia um centro cerimonial e anfiteatro. Na verdade, passei ao largo destas construções, pois o local estava em manutenção. Um pouco depois está a ultima ruína inca no caminho, essa a mais próxima de Cusco – Saqsayhuaman. É o maior de todos estes sítios, formado por muitas grandes pedras e por grandes praças. Era chamado de Casa del Sol, um local onde invocavam Inti Raymi (festa do sol). Aos domingos, dia em que estive lá, uma parte do sítio arqueológico vira uma grande área de lazer, com pessoas jogando bola e fazendo churrasco ou piquenique. Há um bom mirante de Cusco no local.[/picturethis2]

Cusco vista do Cristo Blanco - Leonardo Caetano[picturethis=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/208713_10150168942161484_541286483_6706900_7321003_n.jpg 320 240 Cusco vista do Cristo Blanco]De lá se pode seguir ao Cristo, que não é igual ao do meu Rio de Janeiro, mas é bacana. De lá se tem também uma bonita vista da cidade de Cusco, que vista de cima é toda vermelha. A partir do Cristo, é só descer um pouco pela estrada novamente que logo irá surgir uma pequena passagem que desce através de ruas e escadas de volta ao centro da cidade. A entrada é difícil de se ver, passei por ela duas vezes até encontrá-la.

 

Nesse caminho de volta está o grande Templo de San Cristóbal, que é o patrono de Cusco. A área da igreja é um gostoso local para descansar e tomar um café. Depois, fui à Iglesia de Santa Teresa e voltei ao hotel, onde descansei um pouco. Mais tarde, jantei um delicioso lomo saltado com uma gostosa Cusqueña para me despedir bem da cidade. Dia seguinte estaria de volta ao Rio de Janeiro...[/picturethis]

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Avião (LAN), Cusco - Lima: R$ 379

Táxi, Rodoviária - Centro: s/ 10

Táxi, Centro - Aeroporto: s/ 7

 

Passeios:

Museus e outros: s/ 65

Valle Sagrado (Puma’s Trek): s/ 30

Boleto Turístico: s/ 130

Camino Inca (Puma’s Trek): US$ 250

 

Hospedagem:

Incawasi: s/ 135[/align]

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[align=justify]A viagem foi muito boa. As cidades que mais gostei de visitar, sem dúvidas, foram Cusco, com suas construções e uma das sete maravilhas do mundo, Machu Picchu, e Arequipa, que me surpreendeu bastante com a beleza de suas construções brancas e o Cañón del Colca. Paracas também foi uma surpresa, tanto que nem em meu roteiro estava, assim como Nasca, que gostaria de ter ficado mais tempo. Lima, que não faz parte da maioria dos roteiros pelo Peru, é uma cidade que conquista aos poucos. Huaraz é feia, mas as paisagens fora dela são espetaculares! Trujillo é linda! Puno realmente foi o patinho feio da viagem, mas o Titicaca é atração imperdível!

 

Encontrei gente de tudo quanto é canto do mundo, mas brasileiros só em Cusco mesmo e em muito menor escala em Lima, Arequipa e Puno. Treinei muito meu inglês e, principalmente, meu espanhol. Até meu italiano deu para treinar um pouco! Conheci argentinos, ingleses, franceses, norte-americanos, italianos, belgas, alemães, sul-africanos, chilenos, australianos, japoneses, espanhóis e brasileiros (paulistas, mineiros, cariocas, gaúchos, roraimenses, capixabas e cearenses) na viagem. E sempre, claro, conhecendo diversos peruanos.

 

Montei meu roteiro e uma estimativa de gastos baseado em dicas coletadas nos sites Mochileiros e O Viajante, e nos guias de viagem Guia Criativo para O Viajante Independente na América do Sul e Rough Guide: Peru. Vários relatos de viagens, álbuns de fotos on-line e blogs também ajudaram. Já postei e vou continuar postando as dicas que coletei para essa mochilada no fórum do Peru e no meu blog que iniciei agora: www.viagemdebolso.com.br. Obrigado a todos que me enviaram dezenas de respostas aqui no fórum!

 

Para quem quiser conferir algumas fotos:

• Lima, Paracas e Nasca – www.facebook.com/media/set/?set=a.448503771483.250837.541286483&l=37797d7676

• Trujillo e Huaraz – www.facebook.com/media/set/?set=a.488943631483.274231.541286483&l=4a6ce067ab

• Arequipa, Cañón del Colca e Puno – www.facebook.com/media/set/?set=a.10150104009706484.292869.541286483&l=839bfdad34

• Cusco e Machu Picchu – www.facebook.com/media/set/?set=a.10150168923561484.312062.541286483&l=ce83f0459c

 

Abraços,

Leonardo Caetano[/align]

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Muito bom o relato, você descreveu tudo tão bem.. ainda colocou informações importantes como custo e companhias de onibus que você utilizou.

Esse roteiro que você fez é basicamente o q eu quero fazer, só que quero adicionar San Pedro de Atacama, por isso muito obrigada. Vou usar muitas das suas dicas para fazer minha viagem.

 

Depois de ler, a minha vontade de viajar cresceu ainda mais.

Abraços

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Muito legal o relato Leo!

 

De Puka Pukara até Q'Enqo seria possível pegar um taxi ou neste local não fica nenhum? Ou de repente a linha que você usou para ir, ela passa no sentido contrario (voltando a cusco) com uma frequencia razoável?

 

Meu roteiro atualmente está:

20/jun - City tour a tarde (chego de manha na cidade)

21/jun - Tour Vale Sagrado ficando em Ollantaytambo pegar o trem

22/jun - MP

23/jun - Qorikancha, Pedra dos 12 angulos, etc

24/jun - Inti Raymi

 

Ficaria muito melhor trocar o roteiro do dia 20 com o do 23 (além de que daria pra fazer esse esquema a pé, com calma). Só que fico com receio de achar sem graça devido a já ter visto Machu Picchu, algumas pessoas recomendaram não fazer isso... Pode me dar uma opinião?

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Parabéns pelo relato, ficou ótimo, uns dos melhores lidos até o momento.

Retrata o necessario e bem ilustrado com fotos....

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Talita e Miroel,

 

Valeu pelo incentivo!

 

 

VMesquita,

 

Não entendi o porquê de trocar. Imagino que no dia 23 esteja querendo conhecer a cidade de Cusco, certo? Dia 24 são as ruínas perto de Cusco como Puka Pukara, Q'Enqo e Saqsayhuaman? Se for isso tudo, acho que é por aí mesmo. Não vejo como desanimar em ver as ruínas depois de ter conhecido Machu Picchu, são do mesmo estilo arquitetônico, mas são diferentes.

 

Quanto ao trecho entre Puka Pukara a Q'Enqo, há táxi sim, mas pode demorar um pouco. Há ônibus também, mas a frequência não é das melhores.

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Valeu pelo retorno Leo! Dia 24 eu reservei só para o Inti Raymi (a festa anual de Cusco). Planejei originalmente conhecer as ruínas dia 23 e visitar as atrações da cidade dia 21, ou mas posso inverter a programação desses dias. Só que eu chego na cidade vindo de Arequipa dia 21. Então se optasse por conhecer as ruínas neste dia acho que não daria para fazer "por conta" como você fez, porque tem uma conjunto de coisas que tenho que resolver logo depois de chegar: ir no hostel, comprar ingresso de Machu Pichu, comprar ingresso do bus de MP, comprar o boleto turistico. Teria que encarar o "City Tour" das agencias mesmo, que só começa 14h da tarde.

 

Acho que vou deixar pra resolver quando chegar, dependendo do tempo que leve pra terminar de resolver essas coisas faço uma coisa ou outra.

 

O Boleto eu posso comprar diretamente em qualquer atração da qual ele faz parte? Li essa informação em algum lugar, vc saberia confirmar se ela procede?

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parabens, sem dúvida um grande relato. estou com a viagem marcada pro dia 03/07. eu e minha namorada queriamos fazer o passeio as ruinas proximas a cuzco da maneira como vc fez. quanto tempo voce demorou? os onibus pra pisac são frequentes? voce se lembra onde pega esse onibus? obrigado desde já.

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Maria Emília,

Que bom que gostou do relato! Valeu pelo feedback!!

 

 

VMesquita,

Sim, você pode comprar o boleto em alguma das atrações do qual ele faz parte.

 

 

Aletucs,

Que bom que gostou do relato! Os ônibus para Pisac são frequentes sim. Eles saem de Cusco, de um terminal rodoviário exclusivo. Sai toda vez que enche o ônibus, normalmente demora de 15 a 20 minutos pra sair e chegar lá em menos de meia hora. Ele sai da Av. Tullumayo um pouco depois do Sitio de Qorikancha. É fácil achar, está sinalizado no mapa oficial da cidade que te dão no escritório de turismo perto da Plaza de Armas e em várias das atrações. Não tem erro!

 

 

Abs,

Leo

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    • Por Lielto
      Sebuí é o nome dado a uma Reserva Ecológica que fica proximo a Guaraqueçaba-PR. Sendo exato fica ha 50 minutos de barco.
      http://rppnsebui.blogspot.com.br/
       
      Trata-se de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) com 400 hect. de Mata Atlântica e ecossistemas asociados, litoral norte do Paraná.
      Ha cerca de 6 cachoeiras dentro dessa pequena ilha, ha algumas cavernas também e o que mais impressiona é a fauna, as belas aves e animais que voce -com sorte e atenção- vera pelo caminho.
       
      São mais de 91 espécies de aves, cerca de 20 de anfíbios, além de peixes, répteis e várias de mamíferos convivem na reserva.
       
      A visita começa por Guaraqueçaba (em tupi: Pousada do Pássaro Guará).
       

       
      Ou melhor voce pode colocar Paranaguá no roteiro se tiver um tempinho a mais, pois é um bom lugar pra se tirar fotos e ver o sol nascer na baía, dar uma volta no centro histórico de Paranaguá, almoçar.



       
      Tambem em Paranaguá (cidade tombada pelo patrimônio histórico) sera inaugurado (em fev/ 14 ?) o Aquário Marinho.

       
      Além de ser a melhor opção para ir até Guaraqueçaba, são 2:30 de barco (40 reais ida e volta)
      Mas se atente aos horários de barco.

       
      Pois de carro se percorre um longo caminho de estrada de chão, 76km. Quase 3 horas de percurso.
      A empresa Viação Graciosa http://www.viacaograciosa.com.br/ faz esse percurso, mas de ônibus demora-se quase o dobro de tempo. (42,77 ida 39,77 volta)

       
      (com essa estrada de chão, somente o eco-turista que realmente preserva o meio ambiente vai para lá, se fizerem o asfalto... Os comerciantes lucrarão mas a cidade perdera o encanto em si pois pessoas imundas irão para lá com suas caixas de cerveja e som alto)

       
      Se for passar a noite em Paranaguá tem um hostel http://www.hostelcontinente.com.br/ que ta sempre tocando um bom e velho rock n roll.
      obs. talvez voce considere passar a noite lá por causa do horario do barco para Guaraqueçaba.
      http://www.paranagua.pr.gov.br/conteudo/guia-turistico/horarios-de-barcos
      Saída as 09:00 e 14:00 horas.
       
      Guaraqueçaba é encantadora, tem seus artesanatos, suas lojinhas, sua igrejinha, seus barcos coloridos, suas histórias... No ultimo dia por exemplo, ficamos sabendo da história do Copo Sujo.
      Chico Mula era um índio/ poeta dono de um bar, morador querido e conhecido por todos, ícone da cidade, casado com uma das mais belas mulheres da Baía de Guaraqueçaba
      Em seu bar havia um copo do qual ele sempre servia uma dose de graça pra quem quisesse beber algo, porem o copo 'como tradição' nunca era lavado, logo ficou conhecido e desejado (?) pelos viajantes, como Copo Sujo.




       
      Voltando a falar de Sebuí. Ha duas opções de se conhecer o lugar. Uma sai meio caro... Mas as chances de ver animais, pássaros exóticos é maior! Uma vez que você pousaria dentro de uma cabana na ilha. (lembrando que não se pode acampar lá e nem tem como).
      Entre em contato com eles e conheça o pacote e suas tarifas http://www.cormorano.com.br/ (média de 500 reais/ pessoa por um pacote com tudo incluso, hospedagem 2 noites e 3 dias, 4 refeições, passeios e uma serie de atividades)
      Outra foi como fizemos, entrar em contato direto com um dos barqueiro de Guaraqueçaba solicitando o passeio até a Reserva de Sebuí.
      Por sorte, conhecemos um dos melhores e mais simpático barqueiro da região, Senhor Valdir. Que nos cobrou 60 reais por pessoa.

       
      Claro que foi um passeio mais simples mas pudemos conhecer uma parte de Sebuí, 3 cachoeiras, o mangue, os pássaros guaras, infelizmente devido a maré no vimos os papagaios de cara roxa.






       
      Senhor Valdir também nos fez companhia no barzinho a noite contanto suas histórias e curiosidades do município. Uma figura ele!
      Tambem nos fizeram cia um casal muito gente boa, foi uma noite bem bacana de muita história, pois estávamos todos nos conhecendo naquele dia/ viagem.


       
       
      ha... ao contrario do que eu pensava, a melhor lua é a minguante, pensei que fosse a cheia, mas na minguante o mar fica mais velejável.
      Pois na cheia, ha duas mares: uma muito rasa (por isso demoramos pra sair de barco) e outra muito cheia. Por essa demora não pudemos conhecer outras cachoeiras que existem na ilha.

       

       
      Na minguante ha 4 tipos de marés, todas quase no mesmo nível, o que facilita a navegação nesse caso.
      Se puder escolher... Pois isso facilitará, mas se ficar em Sebuí, a Lua Cheia e sua luminosidade sera melhor para observação das espécies.
       
      Em Paranaguá deixamos o carro no Estacionamento Bom Abrigo; Rua Correa de Freitas, nº89. Centro.
      Pagamos 20 reais por dia. Estacionamento coberto.
      Fone: 41-3422-6789
      Lembrando que também tem ônibus Ctba-Paranaguá. Mas o horário não bate com o de saída do barco!
       
      Em Guaraqueçaba nos ficamos na Pousada Chauá: http://pousadachaua.blogspot.com.br/
      35 reais com café da manha incluso.

       
      Então, por mais que como mochileiro, eu fuja dessas agencias de turismo, nesse caso, ha de se considerar um pouco a idéia. Pra ser exato não é uma agencia e sim o próprio dono de Sebuí que planeja esses pacotes contanto com uma equipe de guias de apoio. E é o único tambem.
      Todavia, dependendo dos dias que voce tenha, da pra explorar bem nos bate-volta até Sebuí.
       
      Bom, como faz tempinho que fomos (feriado de novembro/13) as coisas já não estão tao frescas na memória mas qualquer dúvida só perguntarem que tentamos ajudar!
       
      Dedico esse relato a nova mochileira Andressa, que deu a idéia de irmos para lá abrindo o tópico: reserva-ecologica-do-sebui-pr-setembro-t84825.html
      Agradeço as queridas meninas Carina e Daila, que me deram o prazer da companhia sendo eu o bendito fruto entre as mulheres.


       
      Bom e também a todos que aqui prestam seus relatos de viagem os quais tanto nos ajuda e inspira a por o pé na estrada.
    • Por Vanilsa Potira
      Olá,  galera da mochila!!!
      Estou de volta ao Mochileiros para descrever em um breve relato a viagem que fiz com amigos ao Chile entre os dias 05 a 19 de janeiro passado. O Chile é bastante visitado e os lugares que conhecemos dispensam relatos com muitos detalhes. Por isso me atentarei nos valores que pagamos nos passeios, nos hostels e nos registros fotográficos dessa aventura linda que fizemos da Rota do Deserto à Rota do Fim do Mundo.
      Primeiramente, como sempre, a viagem de avião começou em Manaus porque passagens com saída de Boa Vista custam simplesmente “os olhos da cara”! Conseguimos passagens com um preço bom de 1700,00 reais ida e volta, mas, já vi passagens com tarifas bem mais baixas, mas para outro período, fora da alta estação.
      Ao chegarmos em Santiago, seguimos direto para o Atacama, onde ficamos cinco dias por lá e aproveitamos bem os passeios naquele incrível deserto. Mas, antes, conferimos a cotação do dólar que estava 1 dólar para 600,00 pesos e 1 real corresponde a 165 pesos, mais ou menos.
      Pegamos o voo da Sky, cuja tarifa foi de 50,00 dólares. Já tínhamos reservado antes pela internet. Voo tranquilo com duração de 1h40min mais ou menos. Do aeroporto seguimos de van da empresa Lincancabur, que também tínhamos reservado antecipadamente pela net. O translado custou 12 mil pesos. A van nos deixou no Hostel Ayny com a primeira diária já reservada pelo Booking. Esse hostel oferece quarto compartilhado com banheiro e cozinha também compartilhados. Também tem opção para casais e quarto com banheiro e cozinha privativo. Ou seja, tem para todas as preferências e bolsos.
      No dia seguinte, depois de pesquisarmos os preços em várias agências, decidimos pela Lithium Adventures. Dos dez passeios que a agência oferece fechamos um pacote com sete tours, por 172 mil pesos ou 287 dólares por pessoa, que foi mais ou menos uns mil reais sem as tarifas de entradas. Abaixo, um resumo do roteiro que realizamos:
      1º dia:  Laguna Cejar (entrada: 17 mil pesos);
      2º dia: Piedras Rojas e lagunas altiplanicas - Full Day (Entrada: 5500,00 pesos);
      3º dia: Valle del Arcoiris e Petrogrifos (entrada no Petrogrifos: 3000 pesos e no Valle de la Luna:  3000 pesos).
      4º dia: Gêiser del Tatio, Termas del Puritama e Tour Astronômico (entrada nos gêiseres: 10 mil pesos para estrangeiros e nas Termas del Puritama foram 9 mil pesos)
      5º dia: Salar de Tara e Monges de la Pakana - Full Day.
      Todos os passeios são feitos de vans e guias bilíngues. No dia do passeio a Piedras Rojas, houve um protesto dos indígenas contra o impacto ecológico e ambiental causado pelo turismo e, portanto, não pudemos visitar a região.
      Assim, foram nossos dias no Atacama, um lugar belíssimo, maravilhoso, que é quente durante o dia e muito frio a noite. San Pedro do Atacama é uma cidade pequena com cerca de 10 mil habitantes e uns 200 turistas para cada um! Rss. Muito legal encontrar gente de várias partes do mundo e sempre com alguém se inicia uma grande amizade.
      Quero destacar a atenção dos guias. Todos maravilhosos. Mas o Nicolás Yaru foi o mais incrível de todos. Detentor de um vasto conhecimento da área, explicou com segurança como é a vida das pessoas que vivem no Atacama, seus costumes e suas necessidades básicas de sobrevivência no deserto. É bastante comunicativo e interativo com as pessoas e além do mais não se importa em tirar fotos para os turistas, pois sabe o melhor ângulo para uma excelente fotografia!! É o melhor guia do Atacama!!
      Depois desses cinco dias intensivos no Atacama, segui de ônibus para Santiago, pela Rota do Deserto.  Foi uma opção minha para conhecer a realidade daquela região. O deserto chega a ser hostil em certos trechos e ao mesmo tempo imponente e lindo. A passagem do ônibus pela TurBus custou 49 mil pesos
      Depois de um dia e uma noite viajando, cheguei em Santiago e segui direto ao aeroporto, onde encontrei minha amiga para irmos a Punta Arenas, o outro extremo do Chile. De Punta Arenas seguimos para Puerto Natales, com transfer em ônibus da empresa Busur. Que também foi agendado e pago pela internet por 30 dólares ida e volta.
      Depois de mais ou menos três horas de viagem, pela chamada Rota do Fim do Mundo, chegamos na rodoviária da gelada Puerto Natales. Tomamos um táxi até o Hostel Chamango, onde ficamos hospedadas em um quarto com banheiro privativo, por 24 mil pesos a diária.
      No dia seguinte, fechamos com a agência o único passeio que fizemos no lugar: Parque Nacional Torres Del Paine que custou 35 mil pesos por pessoa, sem almoço e a entrada no parque que custa 21 mil pesos. Uma dica que dou é de as pessoas levarem seu próprio almoço ou almoçar nos caríssimos restaurantes localizados dentro do parque.
      O passeio no Parque Nacional Torres Del Paine é lindo, com muitas paisagens belíssimas, é um local ideal para trekking, de fato. Nesse passeio, avistamos as Torres Del Paine por diversos miradores espetaculares, conhecemos o Lago Grey e visitamos a Cueva do MIlodón.
      Agendamos um passeio de barco pelo Glaciar Balmaceda y Serrano, mas, chuva e vento nos impediram de sair do hostel. Foi uma pena, pois ficamos na pequena cidade de Puerto Natales praticamente sem fazer muita coisa alternativa nesse dia chuvoso.
      E, após três dias curtindo o frio e o vento da patagônia chilena, retornamos a Santiago para encontrar um casal de amigos que fizeram passeios alternativos pelas vinícolas chilenas, pois estavam com uma bebê de colo e depois visitamos uma amiga chilena que morou em Roraima um tempo.
      Assim passamos as férias no Chile. Presenciamos tantas belezas que foram uma recompensa à distância que percorremos, ao calor e frio que sentimos, e claro, ao investimento $$$$$$$$$$$$ necessário. Afinal de contas a Patagônia, principalmente, não é um dos destinos mais baratos para viajar na América Latina. A média de preços de hospedagem e alimentação pode assustar os viajantes mais econômicos. Um simples café com leite e pão com manteiga podem custar uns 36,00 reais! um almoço simples, uns 42 reais... Já no Atacama, como já citei, tem para todos os gostos e bolsos. 
      Mas, valeu a pena. Elegi o Atacama como meus destinos preferidos. Mas, também fiquei muito encantada com a beleza da Patagônia. Valeu tanto a pena que eu vou voltar para conhecer outros destinos do fim do mundo. Já pensando na Argentina... rss
      Abaixo segue algumas fotos do maravilhoso passeio ao Chile.
       





































    • Por crysthyna
      Oiee genteee!
      Olha eu aqui de novo! Então... tô aqui pra fazer mais um relato, dessa vez sobre a Colômbia, mais especificamente, San Andrés!!! Um lugar incrível que eu sempre tive muita vontade de conhecer e quando vi uma oportunidade no valor de passagens super em conta e que batia com meu período de férias, não pensei duas vezes!!! Masssss, eu já havia comprado passagens para ir novamente a Fernando de Noronha e achei que ficaria super caro ir para esses dois lugares em uma única férias, mas pesquisei bastante, fiz meus cálculos e quem já acompanhou algum relato meu aqui sabe como sou de economizar muitooooo...rsrs! Enfim, comprei logos as passagens e depois ia me virar e foi o que fiz! Vi que San Andrés não era um lugar muito caro q comecei a investigar tudo sobre o lugar...hehehe! Já fechei a minha meta de gastos e o passeios que desejaria fazer, infelizmente as vezes é preciso abrir de algumas coisas para realizar uma viagem assim, mas eu nunca me arrependo, pois quero mais é curtir o local e pensar em coisas supérfluas depois... Bom, as passagens custaram pela Copa Airlines a bagatela de R$1.083,00 (incluindo as taxas) saindo do Rio de Janeiro, e já que o preço real foi de R$689,00 e o restante foram taxas, então vc vê que foi super em conta! Mas só depois que comprei é que vi as pessoas comentando que setembro é um mês mega chuvoso em San Andrés e já me desanimei bastante, poxa vida... será que eu ia me dar mal? Mas já estava feito e agora era rezar pro tempo ajudar....rsrs... fui na fé mesmo, minha gente!
       
      Não sou muito exigente com hospedagem, mas para mim uma boa localização é o ideal e como vi também que a ilha era muito quente, eu optei para ao menos o lugar ter ar condicionado e não precisava ser de frente para o mar ou um super hotel nem nada, eu fui pra curtir as praias e não os quartos e a estrutura do hotel, mas como eu sempre disse, existem vários perfis de viajantes, o meu é esse! Eu ficaria no El Viajero, o hostel mais famoso e procurado de lá, cheguei a fazer a reserva pelo booking e tudo, mas uns 10 dias antes eu estava olhando novamente e encontrei uma pousada por uma diferença pouca em quarto privativo com banheiro compartilhado que ficava na rua ao lado do El Viajero, uma localização boa e não pensei 2x!!! Cancelei a reserva anterior e fechei com essa pousada e não me arrependi, pelo contrário, gostei muito! Na verdade, não era uma pousada e sim uma casa de morador que alugava alguns quartos, assim como acontece em Noronha e como já tinha passado por essa experiência não achei problema algum.
       
      O lugar se chama Jackson House Inn e tem até página no face, paguei em 5 diárias a bagatela total de Cop 292.500!!! Muitoooo baratooo! Até fiquei meio receosa...rsrs... mas olha o quarto é arrumadinho, possui ar condicionado, frigobar, tv a cabo, cama de casal e a limpeza é feita todos os dias... Eles deixam vc usar a cozinha da casa que possui todos os utensílios necessários e era lá que eu fazia meu jantar de cada dia....rsrs... o banheiro, apesar de ser compartilhado não vi ninguém usando, parecia até que só eu usava, estava sempre muito limpo! Eu pagaria no El Viajero o valor de Cop 270.000 então vc vê como a diferença é pouca, apesar que no hostel eu teria café da manhã e lá não possui, mas isso não é problema pra mim! Fica perto do comércio e possui mercados próximos e foi lá que fiz uma comprinhas para passar os dias... Ah, não precisei comprar água pois o pessoal de lá também deixa vc utilizar a água potável para beber, eu enchia minhas garrafinhas todos os dias e deixava no frigobar e também levava para as praias, que beleza né?! Hehehe.... Eles lhe dão as chaves, uma do quarto e a outra da porta da casa e assim vc fica a vontade para entrar e sair a hora que quiser e a casa estava sempre vazia, foi bem tranquilo. De onde eu estava para a praia principal eram uns 5min caminhando, bem pertinho! Então, dá pra ver que bela economia eu tive com a hospedagem né?!
       
      Eu sempre coloco uma meta de gastos e dessa vez não foi diferente, acreditem se quiser, eu gastei U$200,00 com tudo, quando digo tudooo, eu digo tudo mesmo! Passeios, hospedagem, alimentação e taxa de entrada na Ilha! Mas ainda voltei com U$10 então na verdade gastei U$190!!! Hahahaha!
      Mas Cris, como vc consegue? Gente, mantenha o foco e controle seus gastos, ainda mais eu que tinha acabado de voltar de Fernando de Noronha e juntei uma viagem na outra, ou era assim ou não ia....rsrs! Bom, como economizar? Em tudo que vc vê que dá pra fazer sem gastar seu dinheirinho suado, eu por exemplo não gastei com táxi do aeroporto para a pousada e vice-versa, pois vi pelo google maps que dava pra ir andando e deu mesmo, eram 10 min apenas do aeroporto e foi super simples, eu gastaria no táxi Cop 15.000 ida e Cop 15.000 volta! Ah, mas isso é bobagem, pra mim não é não... pois de bobagem em bobagem vc nem vê seu dinheiro indo embora! Eu levei dólares para trocar na ilha e o cambio estava péssimo nas casas, fiquei xoxa mas lembrei q tinha o contato de um rapaz que consegui nas minhas pesquisas e procurei por ele... na mesma hora ele levou o dinheiro na pousada e fez a troca pra mim, estava bem melhor do que nas casas de cambio neste dia e ele é super de confiança, todos o conhecem e foi tudo certinho. Eu tive que pagar a taxa de entrada na ilha em Bogotá, onde foi minha escala e lá já troquei U$35,00 para pagar a taxa que era de Cop 99.000 e só aceitava em pesos, então tive que trocar no aeroporto mesmo, mas a taxa não estava tão ruim. Sendo assim cheguei em San Andrés apenas com U$165,00 e consegui me virar com isso.... hauahauhah!!!!
       
      A fila é imensa para fazer a imigração, mas anda bem rápido e olhaaaa, a ilha é bem quente mesmo, parece até o Rio no verão...rsrs! O aeroporto é muito pequeno, mas dá pra atender a todos e já achei o pessoal bem simpático! Eles pedem o comprovante de pagamento da taxa e vc guarda o outro com vc, pois vai precisar mostrar para sair da ilha, ou pagará novamente, então guarde-o muito bem!!!
       
      1º Dia: Fui andando para a pousada, arranhei um portunhol e consegui encontrar a dita cuja, foi fácil até! Olha gente, eu em momento algum tive receio de andar na ilha, nem mesmo a noite, achei tudo super tranquilo, é bem policiado e por isso tive total segurança em andar sozinha, mesmo com uma mochila gigante nas costas...hahahaha! Guardei as coisas, e fui conhecer a praia principal, chama Peatanol e já fiquei bestaaaaa!!! Que coisa lindaaaaaa! Vê se não tenho razão?
       

       
      Estava sol, a praia não estava muito cheia, era baixa temporada e um dia de semana né, então já viu...rsrs
       
      Pesquisei os valores dos passeios e vi que é tudo a mesma coisa, nem adianta pechincar, é tudo tabelado! Passei no mercadinho, abasteci o frigobar, comprei pães, biscoitos, presunto, ovos, sorvete (amooooo) e etc... e fui dormir cedo, pois estava cansada!
       
       
      2º Dia: Acordei cedo e já fui direto para o cais comprar algum passeio, compre direto lá no cais mesmo, pois é mais fácil e vc já saí logo no primeiro barco! Não precisa reservar, comprei o meu na hora e foi ok! Escolhi fazer o Aquário e Johnny Cay que custa Cop 15.000 + 5.000 de taxa em Johnny Cay e foi só pra ter uma idéia de como era, gostei muito dos dois, mas achei pouco tempo no Aquário e já resolvi fazer novamente em outro dia, porém Johnny eu achei suficiente e não gostei muito da muvuca na hora de ir embora e por isso não fiz de novo. O lugar é realmente muito lindo!
       

       

       

       

       

       

       

       

       

       
      3º Dia: Neste dia resolvi Ir para West View, peguei o ônibus no centro que deixa bem em frente e na volta vc pega no mesmo lugar para voltar ao centro. A entrada custa Cop 4.000 e vc ganha um pedaço de pão para os peixes, eles possuem estrutura como restaurante e um trampolim onde o pessoal fica o tempo todo saltando...rsrs! Neste dia desabou uma chuva daquelas e me desanimou totalmente, tinha muita gente chegando na hora que fui embora, não sei se foi por causa da chuva, mas não curti muito o lugar, achei as praias bem melhores! Mas vale a pena conhecer!
       

       
      4º Dia: Acordei cedo, mais uma vez peguei o ônibus e segui para a Playa de San Luis, fica próximo e é muito bonita, o tempo não estava muito legal, sol com muitas nuvens e achei que ia chover novamente, mas depois abriu maior solzão e o dia ficou perfeito! Fiquei alí curtindo aquela praia que estava praticamente deserta ainda e era praticamente toda minha.
       

       

       
      Depois fui esperar o ônibus, pois queria seguir para Rocky Cay, mas ele estava demorando tanto que resolvi ir andando mesmo e foi uma caminhada boa, já que estava muito quente, mas quando cheguei no lugar valeu a pena!!!! Adorei simplesmente maravilhosa! Vc pode usar a estrutura ou só ficar na praia mesmo e eu apenas aluguei um locker na praia para guardar as coisas, eles cobram Cop 5.000 e vc pode utilizar o dia todo. Atravessei a praia até a ilhota que fica um pouco longe, mas vale a pena, é bem legal... Depois fiquei curtindo a praia na sombra, fiz meu lanchinho e aproveitei o resto do dia por alí!
       

       

       
      Atravessei a praia até a ilhota que fica um pouco longe, mas vale a pena, é bem legal... Depois fiquei curtindo a praia na sombra, fiz meu lanchinho e aproveitei o resto do dia por alí!
       

       
      5º Dia: Mais uma vez acordei cedo e neste dia resolvi ir novamente ao Aquário, custou Cop 10.000 e cheguei lá por volta das 08:30 e só saí as 13:00h, foi muito bom!! Estava bem cheio, mas deu pra encontrar alguns lugares mais desertos e aproveitar bastante!
       

       

       
      Algumas pessoas não queriam atravessar para o outro lado, na ilha de Haynes Cay, que é maior e mais bonita (na minha opinião), passei a maior parte do tempo lá e estava muito melhor, no Aquário é muita muvuca!! Dá pra atravessar de boa, pois a água chega somente até a cintura!
       

       
      Não guardei as coisas nos armarios, mas eles tem pra alugar e custa Cop 5.000, também tem mascaras e sapatilhas, mas eu já tinha tudo isso e não comprei na Ilha, levei as minhas mesmo, aqui do Brasil!
       

       

       

       

       
      Na volta fiquei pela praia do Peatanol, ela é uma delícia e eu adorei, super tranquila! Eu deixava minhas coisas na areia e ficava de boa na água... Passei o resto do dia nessa praia e depois curti o pôr do sol, foi ótimo!
       

       

       
      6º Dia: Era meu último dia e meu voo era a tarde, então fui comprar uma lembrancinhas pelo centro e depois arrumei minhas coisas pra ir embora.
       
      Deu pra aproveitar tudo muito bem e com calma, economizei, pois não comi em restaurantes (não faço questão) e sempre procurando priorizar o que estava dentro do meu orçamento. Andei de ônibus, não aluguei mula, pois estava sozinha e sairia bem caro pra mim, mas indico, pois vc deve ver mais coisas e pode dar a volta na ilha. O ônibus custa Cop 2.000 e apesar de serem bem velhos e alguns até quebrados, te leva onde vc quiser...rsrs!
       
      Amei a ilha e a energia que vc sente é incrível! As pessoas são maravilhosas e muito gentis, apesar de não falar espanhol, vc conseguirá se virar muito bem! Voltaria de olhos fechados pra lá e aconselho a quem deseja conhecer o mar do caribe, vistá-la, pois é barata e muito mais acessível! espero que meu relato tenha ajudado vcs! Até a próxima, pessoal!
    • Por brayan.linhares
      Olá Mochileiros e Mochileiras,
       
      Recentemente voltei de uma viagem de 10 dias com minha noiva para Cidade do México, uma viagem sem igual.
      Acompanho o mochileiros.com a alguns anos, sempre lendo os mais variados roteiros de viagem, já montei alguns roteiros através do site que ainda não realizei, e nesta vigem par o México não poderia ser diferente, pesquisei algumas coisas aqui que me ajudaram muito. Através deste relato pretendo ajudar com o máximo de informações quem pretende ir futuramente para este país incrível.
      Vou começar fazendo algumas considerações gerais da viagem, e logo depois um relato dia a dia de tudo que aconteceu.
       
      Por que o México? Na verdade tanto eu como minha noiva pouco conhecíamos sobre o país, a vontade veio depois de ver uma promoção de passagem e surgir a oportunidade de realizar um trabalho fotográfico lá, juntamos isso com uma pesquisa mais a fundo do país e decidimos ir para ver e viver tudo que havíamos pesquisado, alem disso tem o fato da Sara ser estudante de moda e nós dois termos uma marca de roupas, e o México se mostrou um ótimo campo de pesquisa.
       
      Passagens Aéreas: A decisão de viajar já vinha a tempos, mas quando vimos as passagens para o México acabamos definindo nossos destino. A muito tempo que acompanho o http://www.passagensimperdiveis.com.br e um belo dia eles postaram a promoção de passagens para CDMX (Cidade do México), promoções não são novidades mas geralmente os melhores preços são saindo das grandes cidades, e nesta pesquisa encontrei as passagens por R$ 1.070,00 (cada) com todas as taxas incluídas, saindo de Navegantes-SC (NVT), cidade vizinha a minha, o valor normal desse voo NVT-MEX é entre R$ 2.500 e R$ 3.100. Comprei uma passagem pela Decolar.com e outra pela Submarino Viagens, preferi o serviço da decolar.com. Resumindo as duas passagens custaram R$ 2,140,00.
       
      Vôo: No Final meu vôo ficou assim NVT(Navegantes)> GRU(Guarulhos)> BOG(Bogota) > MEX (Cidade do México), Foram 24h de ida e 21h de volta, o vôo de ida de NVT a GRU foi operado pela Gol em parceria com a Avianca, e o de volta CGH a NVT novamente operado pela Gol, na volta tive mudança de aeroporto, pousamos em GRU e sairíamos para o ultimo vôo de CGH, o translado foi feito gratuitamente com ônibus da Gol apresentando o ticket de embarque, se não me engano o ônibus sai de hora em hora, é bom chegar cedo no local de embarque pois os lugares são contados, fomos os últimos a conseguir embarcar no ônibus. Voltando a ordem dos fatos, a partir de GRU os vôos passaram a ser operados pela Avianca, já tinha voado antes de Avianca e recomendo sem duvidas!! Neste caso o vôo era operado pela Avianca Colombiana, ótimo serviço de bordo. entretenimento, atendimento da equipe de bordo e aviões em ótimo estado!
       
      Hospedagem: Na hora de montar o roteiro acabamos decidindo ficar os 10 dias de viagem na Cidade do México para explorar de ponta a ponta a cidade, alem do que perderíamos 1 dia em função do trabalho fotográfico. Então optamos pelo Airbnb, o que se mostrou uma ótima escolha, nós hospedamos no centro histórico, em um apartamento muito bom, perto de restaurantes, farmácias, a 50 Metros do Metro, loja de conveniências e afins. Além de tudo o apartamento era super seguro, estávamos com todo dinheiro em especie e os equipamentos fotográficos, ficaria meio preocupado de deixar tudo isso em um quarto de hostel! Alem de todas as vantagens do apartamento tem a comodidade de pagar tudo pelo cartão ainda no Brasil e parcelar em até 3X, nos hospedamos neste apartamento: https://www.airbnb.com.br/rooms/7651362 Ana nossa anfitriã sempre muito prestativa e atenciosa, dando dica de lugares, restaurantes, lojas e sempre tirava um tempo para conversar com nós sobre os mais variados assuntos, recomendo! Para quem não é cadastrado ainda pode se cadastrar por este link: http://www.airbnb.com.br/c/brayanl3?s=8 assim você ganha um bônus para a próxima viagem e eu também!
       
      Moeda: A moeda corrente no México é o peso mexicano $MXN, preferi levar todo o valor em moeda local, separei cerca de $1.000MXN para gastar por dia, logo level $10.500MXN em especie, não levei travel money e levei apenas um cartão de credito internacional para emergencias, já que o limite do mesmo era baixo, no final acabei usando só para uber (através do app, não necessita ter o cartão em mãos), e também para comprar uma lembrancinha no aeroporto. O câmbio eu fiz ainda no Brasil através da Confidence Câmbio, casa de câmbio presente em todo país, apenas necessário reservar com uns 4 dias de antecedencia. Quando fiz a troca na segunda semana de fevereiro consegui quase o valor de R$1,00 X $4,00MXN, se não me engano R$1,00 comprou $3,87MXN. Uma dica é que pagando mais R$19,90 na hora do câmbio com a confidence você garante que eles comprem a moeda de volta pelo mesmo valor que você pagou, acabei não pagando e gastei até o ultimo peso no México
      Outra coisa que vi é que muita gente leva em dólares e no destino final faz a troca para a moeda local, fiz essa simulação e no meu caso não foi vantagem iria perder cerca de R$200,00. Caso você opte por fazer assim, na cidade do México o melhor lugar para fazer a troca dos dólares é na bolsa de valores (https://goo.gl/IQgW5E) fica na Avenida Paseo de la Reforma, uma das mais importantes da cidade, no link tem a localização certinho, é na salinha com a placa CI Banco.
      Para a configuração de viagem que fizemos, $1.000MXN por dia é suficiente é possível fazer até com menos. Todos as atrações que fomos fizemos por conta propria, em agencia sairia pelo menos 5X mais, ao longo dos relatos vou colocando a questão de valores e como chegar em determinados lugares. Na questão de transporte sempre utilizamos transporte público, e nos alimentamos bem, hora na rua, hora em restaurantes típicos, e poucas vezes em 'bons' restaurantes.
       
      Transporte: Durante os 10 dias tudo que fizemos na Cidade do México foi 95% através do transporte público e caminhando. Nosso meio de transporte mais utilizado foi sem duvida o metro, chegamos a utilizar mais de 6 vezes por dia, em termos de cobertura o sistema é ótima, são mais de 200KM distribuidos em 12 linhas e 195 estações, você consegue ir para quase todos os cantos da cidade de metro é ótimo, aqui tem algumas informações interessantes (http://goo.gl/mWd1t6), mas num geral o sistema é muito bom, tem uma ampla cobertura é barato $5MXN o bilhete, e é seguro em cada estação ha vários policiais. Todo sistema é muito antigo, foi inaugurado em 1969 e desde então não passou por grandes melhorias, os trens são antigos e tudo mais, porem tudo funciona muito bem. Mais de 5 milhões de pessoas utilizam por dia o sistema, de todas as vezes que utilizamos apenas uma ou duas vezes conseguimos pegar o trem vazio a ponto de conseguir sentar, 80% das vezes estava cheio, você conseguia entrar numa boa e ficava em pé apertadinho, e duas vezes foi um parto para conseguir entrar, depois de deixar passar mais de 3 trens e muito empurra empurra conseguimos entrar, depois é só risadas, essas duas situações ocorreram entre 17:30 e 20h fora esses horarios é tranquilo. Quanto a segurança mochila sempre na frente com pertences pessoais, passaporte e dinheiro na doleira por baixo da roupa, tudo tranquilo sempre esperto sem dar bobeira. Nos horários de pico o primeiro vagão da composição é exclusivo para mulheres, apenas uma vez eu e minha noiva nos separamos pois era mais seguro para ela por conta do empurra empurra dos homens, todas as outras vezes fomos juntos no vagão geral e nunca tivemos problemas por conta de outros homens, com vagões cheios se via muitas mulheres em meio aos homens, mas nessas situações de empurra empurra não vi nenhuma, e o vagão de mulheres ia igualmente cheio. Minha opinião geral sobre o sistema, é que é super tranquilo de usar, muitos brasileiros evitam porem achei super tranquilo, é seguro, limpo e barato, fomos em todos lugares que queríamos apenas com o metro, recomendo.
      Alem do metro por 3 vezes utilizamos os famosos e temidos táxis de ruas, utilizamos em trajetos de no máximo 2km por pura preguiça de caminhar. O fato é que existe uma lenda urbana (verídica) que principalmente a noite taxistas sequestram e extorquem turistas, conversando com um amigo mexicano ele me confirmou essas historias e contou que inclusive um hospede seu de nacionalidade suíça sofreu um sequestro que durou 2 dias, os sequestradores o doparam dentro do táxi então faziam saques do seu cartão de credito, depois de 2 dias ele foi liberado. Mas conversando com os mexicanos a orientação para fugir desse tipo de risco é: Se sair a noite para um restaurante ou balada, ao voltar para o hotel peça que alguém do local que você está chame um táxi de confiança, evite pegar táxi nas ruas. Se possível utilize o UBER ou aplicativos como Easy Taxi. Se for pegar táxi na rua durante o dia, tente pegar nos pontos, que são os TAXIS de Sitio, se não encontrar nenhum escolhas os táxis branco e rosa e de preferencia para carros mais novos, segundo um taxistas executiva que fez nosso transfer do aeroporto os táxis branco e rosa seguem a ultima regulamentação. No nosso caso pegamos 3 táxis na rua durante o dia, desses 2 eram carros muito velhos, o que era melhor também era registrado no Easy Taxi, motorista muito simpático e atencioso.
      Utilizamos o Uber por 2 vezes, serviço muito bom. Para o transfer do ultimo dia para o aeroporto foi a melhor opção, muito mais barato que um táxi velho de rua.
      Se você ainda não se cadastrou no Uber, use esse link aqui e tenha desconto na primeira viagem: https://www.uber.com/invite/9sdkheezue
      Ônibus coletivos não utilizamos nenhum, tem também os peseros que são micro-ônibus e não é muito aconselhável por ser um sistema confuso e sem linhas fixas.
      Outra boa opção é o Metrobus, semelhante ao sistema de Curitiba, com linhas fixas estações fechadas e bons ônibus, o valor é o mesmo do metro, nas estações de metrobus você só entra através de cartão, na entrada da estação é possível comprar um cartão recarregável por $10MXN esse mesmo cartão pode ser utilizado no metro.
       
      Alimentação: Uma coisa você pode ter certeza, a comida mexicana que comemos nos restaurantes do Brasil nada tem haver com a verdadeira comida mexicana, tanto pelo sabor quanto pelo preço. Comer no México, mais precisamente na região central é barato comparado ao Brasil. Sabe aquela dica que todo mundo dá, não coma comida de rua? Esqueça, como na rua, nas barraquinhas, nos mercadões, no metro, é muito tranquilo pelo menos uma vez por dia comíamos em barraquinhas na rua, assim como no Brasil é claro que você deve prezar pela higiene do local, e quanto a isso todos os locais que comemos eram muito limpo e organizados, então COMA COMIDA DE RUA! Só assim da pra aproveitar bem a tipica comida mexicana na sua essência.
      Para quem sem preocupa com a comida apimentada relaxa, nem tudo é pimenta no México, a maioria dos pratos vem sem pimenta, a pimenta vem em um recipiente separado e você coloca ao seu gosto, mas para prevenir peça sempre: Sin Chile, por favor. Assim os atendentes sempre te indicam um prato menos apimentado, e no final você acaba se acostumando e sentindo falta da pimenta.
      Quanto ao valor por exemplo um bom café da manhã (Desayuno Completo) Custa cerca de $36MXN por pessoa, vem com Café ou Chá + Suco de Laranja + Cesta de Pães + prato escolhido ou seja muito barato. Na rua se compra 5 Tacos por $30MXN e por ai vai, nossa refeição mais cara foi $320,00MXN o casal, mas foi um verdadeiro banquete em um bom restaurante. Nos bairros como Condesa e Polanco existem restaurantes bem chiques ali a conta pode passar dos $1.000MXN Facilmente. No mais outra boa maneira de economizar são as conveniências, são duas grandes redes e tem em todo lugar OXXO e 7eleven, praticamente uma em cada esquina.
       
      Segurança: Bom a CDMX se mostrou muito mais seguro do que esperávamos, quando se pesquisa sobre se acha muitas comparações entre CDMX e SP. Gosto muito de SP e até moraria lá sem problemas nenhum, mas CDMX se mostrou uma cidade muito mais limpa e seguro para mim, andamos os 4 cantos da cidade desde bairros ricos a periferia e tudo de transporte publico e a pé, o que vimos foi uma cidade limpa, sem moradores de rua, sem ocupações, sem pontos de droga a céu aberto, enfim se existe nós não vimos.
      Os cuidados para andar na rua são os mesmos que tomo em minha cidade, sem ostentar objetos de valor, sempre de olho quando se esta no meio de muita gente, no metro objetos de valor sempre na mochila e a mochila na frente do corpo, ou em bolsos com ziper. Em nenhum momento nos sentimos ameaçados na rua e tal, li recentemente uma matéria que falava que o índice de furtos no metro da CDMX era inferior ao do metro de Londres .
      Também há muito policiamento nas ruas, muito mesmo principalmente na região central, é so andar com o mesmo cuidado que você anda aqui que não há problema algum.
      Bom essas são minhas primeiras dicas e impressões gerais, em seguida vou relatando dia a dia a viagem, com dicas especificas de lugares e tudo mais.
      Deixo aqui um vídeo com um resumo de tudo que vimos e vivemos, em breve continuo as postagens.

      Antes de ver nosso vídeo da uma passadinha e nos segue lá no Instagram: https://www.instagram.com/mundodequintal/
      Se você gostou do nosso vídeo, entra lá no canal e se inscreve, sempre tem coisa legal saindo
      Segue Planilha com os custos, lembrando que da para ser BEM mais econômico que isto, por exemplo só de presentes e coisas pessoais foram 20% do orçamento total.
      Todos os valores são para duas pessoas:
      Custos Cidade Do México.pdf
    • Por Amilton & Poly
      Aqui estão reunidas nossas experiências cometíveis por terras Lusas .
      Acompanhe tbm nossas viagens pelo Instagram/ Facebook @polymsousa.
       
      Come-se mto bem e com preços mto bons em Portugal. A comida é deliciosa e barata em relação a SP. Por ex: sopa + prato de bacalhau sai em torno de 15 reais por pessoa.
      DICA 1: peça pratos para 1 e divida, as porções costumam ser grandes. Assim é possível pedir entrada, prato principal e sobremesa e ter uma degustação total sem gastar tanto. Os valores são mto parecidos com o que vc gastaria no Brasil comendo arroz e feijão, porém lá vc come bacalhau kkkkk.
      DICA 2: geralmente fazemos compensações, então se um dia esbanjamos um pouco mais com alimentação no outro seguramos a onda e seguimos o baile.
      DICA 3:  Vc encontra os cardápios com valores de todos os restaurantes no site Zomato.
      DICA 4: se não quiser o couvert (pães e patês) é só não mexer que não será cobrado.
       
      Vamos lá:
       
      LISBOA
      -Restaurante Costa Vicentina: ambiente aconchegante, atendimento excelente feito por brasileiros rsrs. Nos receberam com um vinho do Porto! Eles são especializados em comida portuguesa então pedimos pratos com frutos do mar: Gamba Aguille (camarão alho e óleo) + Cataplana de Mariscos + sobremesa Sericaia (lembra um curau) + taça de vinho verde. Tudo delicioso e muito delicado.

       
      -Landeau: onde tem o famoso bolo de chocolate. Tipo um bolo-mousse realmente delicioso. Fomos na unidade da LX Factory mas tem tbm no Baixa-Chiado.

       
      -Restaurante Frade dos Mares: Um ritual gastronômico! Pedimos a sugestão do chef e fomos muito felizes kkkkk: folhado de leite de cabra com doce de frutas vermelhas (couvert) + mexilhões com manteiga de ervas (entrada) + Camarão alho e óleo (entrada) + Polvo a Lagareiro (principal) + Entrecôte maturado (principal) + Leite-creme folhado com abacaxi ao vinho do Porto e sorvete (sobremesa) e ainda um vinho branco delicioso. Meuuu Deus, pensa numa riqueza! Maravilhoso! Se não bastasse, o atendimento é primoroso e rápido e a música ambiente dá um clima. Super romântico. Recomendo muito! Áh lá precisa reservar pq são poucas mesas. Vá, sério.
       

      -Fábrica da Nata (no bairro Restauradores). Lindo ambiente com azulejos portugueses, preparação dos pastéis visível (o que é mto legal, pois se torna uma experiência), ótimo atendimento. No teto estão em movimento forma de pasteis de nata que parecem ter saído do forno, mas é só decorativo kkk. Comemos pão com queijo da serra da estrela e presunto Parma + bolinho de bacalhau + croquete de vitela + pastel de nata com vinho do Porto. Não sabia que faziam essa combinação de pastel e vinho, amamos!!!! Td delicioso mas o pastel de nata quentinho e cremoso foi demais!

       
      -Restaurante Nepalês Himchuli: nunca tínhamos visto comida do Nepal. Pedimos indicação de pratos típicos e veio de entrada ‘papada’ tipo uma torrada com 3 molhinhos. De prato principal um cozido de frango com especiarias e guioza. Tava muito gostoso, o ambiente é todo decorado, tem vela na mesa. O garçom não conseguia entender português e tivemos que fazer o pedido em inglês (hummmm phyna kkkk) e deu td certo kkkkk.

       
      -Alcoa (doces conventuais): São doces típicos portugueses em q a base é gema e açúcar. A história desses doces é interessante e data do séc. XV: as freiras usavam as claras para engomar roupas e como as gemas sobravam começaram a produzir doces com eles (por isso conventual).  O Alcoa é especializado nesses doces desde 1957 e seguindo a tradição ainda o fazem em tachos de cobre. Vários doces deles são premiados. Pega essa: o Coroa de Baronesa feito por eles foi a sobremesa do Papa quando visitou Portugal, pira? Provamos 6 doces premiados, incluindo o do papa kkkk. São deliciosos e uma obra de arte. Se quer algo menos doce aposte no Ovos do Paraíso. Áhh sabe quem tbm estava lá? Willian Bonner e família! Chupa essa manga kkkkk

       
      -Restaurante Cantinho do Avillez: faz parte do grupo de restaurantes do chef José Avillez e este é de comida portuguesa com influência de viagens, achamos mto interessante o conceito. Pedimos Tartar de atum e Ovos à Professor do séc XXI,  kkkk deliciosos. Depois Vieiras e Tagine de Cordeiro. Por fim, sobremesa de Avelã e Cheesecake de framboesa. Tudo é muito delicado e delicioso. O vinho é escolhido com um tablet que contém as informações do vinho e com que comida do restaurante combina, mto legal! Pedimos vinho verde e um vinho tinto q eles estão desenvolvendo. Jantar demais!!!!
       
       
      -Pastéis de Belém (o de Belém de fato rsrs): Esse é o clássico e original desde 1837. Sabia que só eles podem usar o termo “pastel de belém”? É marca registrada. Como a receita é secreta é um pouco diferente dos pastéis de nata dos outros lugares. São deliciosos tbm e não pode sair de Portugal sem provar! Tomamos tbm um galão (café com leite) e um chocolate quente que dá vontade de comer de colher!

       
      -Pop Cereal Café: estávamos mto curiosos pra experimentar por ser super novidade pra gente. O ambiente é td decorado com histórias em quadrinhos, colorido e mtas caixas de cereais. Tem mais de 100 tipos de cereais entre nacionais e importados. A graça é combinar os cereais, adicionar os toppings, escolher o leite e desfrutar.  Como são mtas opções resolvemos pedir as preparações indicadas no cardápio. Pedimos o King Coco e o Heaven is made of chocolate e acrescentamos sorvete de nata kkkk. Cara, q massa!!! Uma delícia, super anos 90, nostalgia total mto legal. Atendimento primoroso! Tem que ir.
       
       
      SINTRA
      -Byron Bar: a entrada do bar fica embaixo e não é mto óbvia mas tenha fé que vai dar certo kkk, tem uma seta apontando para a entrada. O nome é em homenagem a um poeta que visitou a cidade no séc XIX e por ter gostado mto escreveu sobre Sintra. Começamos com um chocolate quente pra tirar a friagem kkk delícia. Experimentamos bolinho de bacalhau e as especialidades da casa: os travesseiros de Sintra e as queijadas. Tudo feito por eles, uma delícia e ainda olhando para a praça onde fica o Palácio Nacional. Finalizamos com o doce Dona Amélia que só tem na região dos Açores e tbm mto bom e experimentamos a Ginginha de Óbidos (bebida bem docinha feita com uma espécie de cereja). Dica: lá o valor das coisas são bem melhores que nos outros restaurantes.
       
       
      -Casa Piriquita: A casa existe desde 1862 e produz desde então os tradicionais Travesseiros de Sintra. Tem que provar! Experimentamos tbm outros doces especialidades deles como Cruz Alta, Joaninha, Queijada, Pastel de Sintra. Deliciosos. Separe um momento para essa experiência gastronômica em Sintra. Áhhh como a casa estava tranqüila pedimos para entrar na cozinha! Vimos a arte acontecendo e ainda conhecemos a família dos "Piriquitos", a Casa foi passando de geração em geração, mto legal!

       
      PORTO
      -Leitaria Quinta do Paço: famosa pelos seus Eclaires. O que que é isso Brasil? São mto delicados, equilibrados no doce e deliciosos! Pra conseguir provar vários sabores pedimos os miniaturas para compartilhar e depois os normais msm kkkk. Meu preferido foi o crocante!!! O chantily são eles que fazem tbm. Os cafés são de marca própria, tem um até com maçã! Experimente!

       
      -Amarelo Torradas: e suas maravilhosas torradas kkkkk. O local é mto charmoso e delicado. As torradas deram a fama ao lugar e não é pra menos: pedimos torrada com avelã e outra com cereais, vem quentinha, com manteiguinha derretida, crocante por fora, macia por dentro, ahhhhh tem que provar. Ainda acompanha geléia e nutella. Mas não se engane, não são só as torradas q são demais, o bolo-mousse de chocolate tbm é incrível.

       
      -Hungry Biker: Um restaurante com conceito mto jovem e decoração em torno das bikes. Fomos atendidos pela Maria que é russa e está aprendendo português. Mto simpática e divertida. Pedimos um brunch e um almoço. O brunch vem com ovos mexidos, presunto parma, pão, feijão (diferente né? Mas delicioso). O almoço vem mexilhões, salada, pão , sopa e acompanha vinho.  Estava uma delícia e os ingredientes de qualidade. Amamos, vale mto  a pena e ainda aproveite para uma troca cultural com a Maria.

       
      -Confeitaria Petúlia: Vimos vídeos sobre eles e a fama do bolo-rei (no fim do ano formam-se filas para comprar o famoso bolo). É uma confeitaria de 1972 com atendimento mto bom. Como ainda não tínhamos experimentado pedimos a Francesinha, prato típico do Porto. Existem várias formas de fazer francesinha, essa leva pão, queijo, embutidos, carne (de porco ou boi), queijo por cima derretendo e molho levemente picante. Ainda acompanha batata frita (passa a batata frita no molhinho pra vc ver). Tomamos uma  cerveja Super Bock (eles disseram que era a combinação ideal kkk). O prato é bem servido viu!!! Pra finalizar pedimos o Bolo-Rei. É como se fosse um panetone mas com mais frutas cristalizadas (como laranja, cereja) e castanhas. Sensacional. Adoramos!
       

       
      -Padaria Ribeiro: existente desde 1878. Atendimento mto simpático. Como é uma padaria tradicional pedimos uma degustação das especialidades da casa. Começamos pelos salgados: bolinho de bacalhau, croquete, empada, pastel de chaves.  Gente, os salgados de vitela e o bolinho de bacalhau são fabulosos. Depois pedimos a degustação dos doces kkkkk e vieram em miniatura (Thanks God, assim podemos comer mais opções kkkk). Mto bons, deliciosos, equilibrados no açúcar e com um cafezinho fecha com chave de ouro.

       
      -Café Piolho:  Restaurante tradicional e popular entre os universitários da época da ditadura. Tds se conheciam e falavam de política, porém qdo alguém diferente entrava eles faziam sinal coçando a cabeça pra indicar q podia ser alguém da ditadura. E assim ficou conhecido como café Piolho kkkk. E lá comemos um Bacalhau com natas maravilhoso e uma sopa de legumes.

       
      -Petisqueira Voltaria: O local é bem pequeno, tem entre 4 e 5 mesas, mas o atendimento é tão caloroso e a comida é tão saborosa que te aconselho a ir sim!! Começamos com uma sangria... azul! Feita com espumante português azul e frutas vermelhas..uauu delícia. De entrada pedimos bolinho de alheira (alheira é um embutido português) super bem temperado, delicioso. De prato um bacalhau a Braz mto gostoso. Áh observe que lá por ser um local pequeno não fazem fritura, usam o forno nas preparações (e ainda fica saudável, olha só kkk). Pra fechar pedimos um Natas do Céu, creme com bolacha que vc vai pegando as camadas de colher...aprovadíssimo! E além de td tem a simpatia do Hugo e da Fátima... dê umas risadas com ele!

       
      -Restaurante Raiz: o restaurante é lindo e conta com 4 andares. Mto aconchegante e romântico à luz de velas. O atendimento é excelente e o Miguel, que nos atendeu, ao explicar os pratos correlacionava com a história de Porto e Portugal. Aliás, eles valorizam suas tradições e recriaram pratos utilizando ingredientes da culinária portuguesa, além de trazerem de volta pratos que haviam sido esquecidos. Pedimos alheiras (vem com ovo de codorna em cima que é a coisa mais linda), é uma explosão de sabores. Depois, Tiborna de Salmão com temperos intensos mas mais suaves que a alheira...pelo amor de Deus, é divino. O tiborna de salmão é um prato que era tradicional no sul do país e eles resgataram.  E como principal Bacalhau com crosta de broa e mel...ahhh gente, é pra fechar com chave de ouro nossa experiência em Porto. De sobremesa um pudim de batata-doce com laranja em calda. Uau que combinação o cítrico da laranja com o doce da batata, bom demais!

       
      BRAGA
      -Nata Lisboa (em Braga kkk):  local mto aconchegante e atendimento mto atencioso msm estando super cheio na hora que fomos. Pedimos uma Tábua Ibérica (uiiii rsrs) com frios e pães deliciosos. Não tem ainda no cardápio pois é novo e foi sugestão deles. Aprovado! Acompanhado de sangria com vinho do Porto rosê (pensa num povo que quer experimentar td nessa vida kkkkk).  E pra adoçar nada de inovar: vamos no famoso pastel de nata kkkk... quentinho com café...áhhhh não tem coisa melhor.

       
      COIMBRA
      -Zé  Manel dos Ossos: Local bem pequeno, com 5 mesas q forma fila na porta (dizem q a espera geralmente é de mais de 1h).A comida lá é fresca e caseira e o prato mais famoso é o tal dos ossos. Pois então vamos prová-lo. Pedimos os ossos com arroz e feijão pra acompanhar. Mas não subestime o arroz e feijão do Manel, é delicioso demaissssss e os ossos tbm... pedimos meia porção dos ossos e 1 de arroz e feijão e foi suficiente. O ambiente é cheio de guardanapos de clientes q deixaram recadinhos. Tem tbm varias decorações inusitadas. Tem que ir!



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