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DEZENOVE dias no Peru!!! Lima, Trujillo, Huaraz, Arequipa, Puno, Cusco e Machu Picchu

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[align=justify]Relato de viagem de um mochilão pelo Peru. Foi minha terceira viagem para fora do Brasil e, como nas outras anteriores, fui sozinho. Passei 19 dias em território peruano e, pela primeira vez, não alterei o tempo de viagem! Valeu muito a pena, mas só não voltei alguns dias antes porque a TAM complicou um pouco para trocar as passagens.

 

Para a viagem, fui com tudo planejado. Planejei quais atrações e locais que iria visitar na viagem, quantos dias passar em cada um, onde me hospedar, quanto gastar com alimentação, passeios e transporte e uma pequena margem para alterar uma coisas ou outra durante a viagem. Isso teria funcionado melhor se tivesse começado a viagem por Machu Picchu, mas devido a falta de vagas pra fazer a trilha alguns dias antes, não foi possível.

 

Todos os valores estão expressos em nuevos soles, salvo quando houver o R, de reais, na frente do cifrão ou US, significando dólares norte-americanos. Na época da viagem, UM real equivalia a cerca de 1,62 nuevos soles e cerca de 0,59 dólares norte-americanos.

 

Agradeço aos amigos e conhecidos que ajudaram, principalmente à galera aqui do Mochileiros![/align]

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Roteiro

Rio de Janeiro – Lima – Trujillo – Huaraz – Lima – Paracas – Nasca – Arequipa – Puno – Cusco – Machu Picchu – Cusco – Lima – Rio de Janeiro

 

Duração

19 dias

 

Gastos

Gasto total de R$ 2.100,00

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[align=justify]Lima

(dois dias – 19 e 20/08)

 

Minha primeira parada do meu mochilão pelo Peru foi em sua capital Lima. A cidade tem de tudo um pouco. É considerada uma das 50 cidades mais importantes economicamente do mundo, a frente de Brasília, por exemplo. Apesar de sua economia estar crescendo, o que significa investimentos sérios na cidade (seu centro está tomado por obras), é uma capital antagônica - em uma esquina mostra riqueza e na seguinte pobreza. Uma cidade de eternos contrastes.

 

Cheguei do Rio em Lima pela TAM por volta de meio-dia, depois de 5h30 de viagem. A passagem que tinha achado mais barata na época tinha sido por R$ 722 pela Copa, mas voei de milhas com a TAM. Voei em poltrona de janela e pude apreciar mais uma vez a bela Cordilheira dos Andes, mas dessa vez a paisagem era bem diferente, pois a neve nesta região é mais escassa e os lagos, como o Titicaca tomam conta da vista. Renderam algumas boas fotos...

 

Para ir do aeroporto Jorge Chávez até a cidade de Lima, a melhor opção é pegar um táxi. Como minha amiga peruana Lourdes havia agendado com um taxista conhecido para me buscar, não me esquentei muito com a chegada na cidade. Acontece que esperei vinte e cinco minutos e o cara não apareceu! Acabei pegando um táxi do aeroporto por s/ 35 até Miraflores, mais barato até do que iria pagar para o outro taxista.

 

Catedral de Miraflores - Leonardo Caetano[picturethis=http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/66478_448503951483_541286483_5187533_4515444_n.jpg 240 320 Catedral de Miraflores]Fiquei hospedado no albergue Red Psycho Llama, que fica em Miraflores, próximo ao Parque Central e a diária custa s/ 29. Foi o único lugar que reservei pagando com antecedência, o que, aliás, aconselho fazer em Lima, pois foi difícil achar um com vaga em cima da hora. Ele é muito bem localizado, próximo à área central de Miraflores. Porém, achei de cara o albergue um pouco sujo (o que não se comprovou), mas com um staff muito bom! O café da manhã é fraquíssimo e a conexão com a internet não era tão boa (como em todos os albergues e hotéis que passei pelo Peru). Outra coisa bacana é que eles possuem um taxista à disposição, então numa emergência ou pra fazer trajetos com o mochilão é muito bem-vindo, apesar do preço mais elevado. E o cara é gente boa pra caramba, se amarra em brasileiros! Tem vários CDs da nossa terrinha.

 

Como cheguei no meio do dia, deu para passear por Miraflores. Andei pelo Parque Central, conheci a Catedral de Miraflores, passeei pelas ruas para me ambientar e fui na excelente Huaca Pucllana. Se trata de ruínas que estão constantemente em recuperação de um antigo centro cerimonial da cultura lima, pré-incaica, que viveu na região até por volta do ano 700. Fica a algumas quadras da área central do bairro. Lá conheci três brasileiros – Paul, Deusaiane e Lícia – que me acompanharam numa pequena refeição no restaurante Huaca Pucllana. Experimentamos calzas, lomo saltado, pastel de choclo peruano e a yuca, acompanhados de uma boa Cusqueña, cerveja de Cusco. Saiu por s/ 28 para cada um, ou seja, não muito barato, mas a comida estava excelente![/picturethis][/align]

[align=center]20110531235502.jpg

Huaca Pucllana - Leonardo Caetano[/align]

[align=justify]Depois fomos no Mercado Inka ver artesanato peruano. Tem muita coisa legal e com preços muito melhores que em Cusco. Não comprei nada, mas foi bom para ter uma base. Depois dessa tarde gostosa, nos separamos e voltei para o albergue. Logo mais à noite, fui com Lourdes e seus pais ao restaurante Pardo’s Chiken, localizado no Shopping Larcomar. Foi ótimo o jantar e uma bela recepção! Me falaram muito da cultura e da cozinha peruana, aprendi muito. Fizeram eu provar quase todo o cardápio do restaurante. Entre outras coisas que não lembro, comi muito aticucho de corazón, brochetas de pollo, chicharrón de pollo, mollejitas, palta e choclo, além de pedaços de tortas como almendrado de lúcuma e tres leches – doces tradicionais da região. E claro, acompanhados de uma boa Inca Kola, algumas deliciosas pisco sour – achei melhor que a chilena – e chicha morada, da qual não virei um fã. Depois de todo o banquete, ainda rolou uma aula de como negociar com os taxistas. Porém, é difícil para nós turistas... Podemos conseguir um preço melhor, mas um peruano sempre conseguirá mais![/align]

[align=right]Larcomar - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/44269_448506296483_541286483_5187632_5428355_n.jpg 320 240 Larcomar]Dia seguinte fui ao centro da cidade. Fui andando a partir de Miraflores, mas desisti depois de andar por quase meia hora. Realmente é muito longe! Peguei um ônibus e fiz o restante do caminho em pelo menos mais 45 minutos, contando com o trânsito pesado. As principais vias do centro são muito movimentadas e aparenta um caos total! Parece uma feira gigantesca de gente gritando e tentando vender de tudo, todo mundo com pressa, pouco espaço na calçada etc. Saindo um pouco destas avenidas em direção à Plaza de Armas, a aparência muda completamente, mostrando ruas tranquilas, bem cuidadas e seguras. A praça é linda! Ali estão o Palacio de Gobierno, onde todos os dias às 11h45 rola a troca da guarda, e a Catedral de Lima. Passeei um pouco por ali, conhecendo a Casa Aliaga, as igrejas La Merced, San Francisco e Santo Domingo, juntamente com seu convento, e o Parque La Muralla, onde almocei no restaurante de mesmo nome um delicioso arroz chaufa!

 

À tarde, depois de descansar um pouco, conheci o Palacio de Torre Tagle, a Iglesia de San Pedro e o pequeno Museo del Banco Central de Reserva del Perú. Tudo muito normal. Finalizei meu tour pelo Centro Histórico percorrendo o clássico Museo de La Inquisición, que tem um clima pesado devido à veracidade com que mostra o que acontecia em um processo da Inquisição, mas vale a visita. Depois de uma longa jornada de volta até Miraflores, voltei novamente ao Larcomar para fazer alguns registros fotográficos. Vale ressaltar que existe um metrô de superfície (leia-se ônibus por vias expressas) em Lima que está em expansão que passa por Miraflores e promete ser bem mais rápido o deslocamento. Descobri isso um pouco tarde. Quando estive lá, ainda estavam adaptando as ruas do centro da cidade para a passagem dele. Acredito que quem for pra lá em meados de 2011 já vai conseguir andar na boa com ele.

 

Relaxei um pouco, arrumei minhas coisas e parti para pegar meu ônibus com destino a meu próximo destino – Trujillo![/picturethis2][/align]

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Oltursa), Lima - Trujillo: s/ 85

Táxi, Aeroporto - Miraflores: s/ 35

Táxi, Miraflores - Rodoviária Oltursa: s/ 15

 

Passeios:

Museus e outros: s/ 35

 

Hospedagem:

Red Psycho Llama: s/ 29

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[align=justify]Trujillo

(dois dias – 21 e 22/08)

 

Depois de dois dias em Lima, parti para Trujillo, cidade no litoral norte do Peru e que foi uma importante região da civilização chimu. Cheguei na rodoviária da cidade por volta de 8h e, pouco depois, já estava no Hostal Colonial. Gostei do lugar, que está mais para um hotel do que hostal – wi-fi liberado, bom quarto com bom banheiro e uma agência que faz descontos para quem está hospedado por lá.

 

Huaca del Sol - Leonardo Caetano[picturethis=http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/63433_488964906483_541286483_5799810_2822138_n.jpg 320 240 Huaca del Sol]Deixei acertado logo meu passeio para Chan Chan e para as Huacas del Sol y de La Luna, e caminhei um pouco pela cidade enquanto esperava a hora de saída. Conheci um pouco da Plaza de Armas e visitei a Casa de La Emancipación, onde estava rolando uma exposição sobre algumas primeiras-damas peruanas. Bacaninha. Voltei para o hostal, onde me esperavam para partir.

 

Visitamos pela manhã a Huaca de La Luna que é um imenso templo, originalmente em forma piramidal, muito importante para a cultura chimu (também chamada de moche ou mochica). Ainda está em restauração, mas atualmente podem ser encontradas várias paredes pintadas com iconografias originais de rituais, divindades e do deus ao qual foi construído – Ayapec, o deus decapitador. As partes visitadas que estão quase totalmente recuperadas são a praça cerimonial, o altar principal e o pátio cerimonial.

 

A Huaca de La Luna fica em frente à Huaca del Sol que ainda não começou a ser recuperada, mas de onde se pode avistá-la. Entre as duas ficava localizada a cidade, da qual apenas há pequenas marcas no chão. De lá, seguimos para o Museo Huacas de Moche, onde há estátuas representativas desta antiga civilização, assim como objetos achados durante a escavação da huaca.[/picturethis]

Esse passeio da manhã poderia ter sido feito sem dificuldades de ônibus, mas como meu tempo era curto pela cidade, achei melhor fazer o tour e não arriscar não chegar a tempo em Chan Chan à tarde. Apenas o museu, que não acrescenta tanto, seria mais difícil de chegar.[/align]

[align=right]Marinara - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/165019_488965991483_541286483_5799843_6769985_n.jpg 320 240 Marinara]Almoçamos no restaurante turístico El Sombrero para ver danças típicas, pois Trujillo é muito famosa no país por abrigar seus melhores dançarinos – a cidade constantemente é campeã em concursos culturais de dança no país e na América Latina. Assistimos a apresentações de marinara e cumbia. Na hora da cumbia, a dançarina me escolheu para dançar com ela. Fiquei muito sem graça, ainda mais quando o apresentador descobriu que eu era brasileiro e gritou um “samba”. A dança consiste em o homem tentar acender com uma vela um papel que fica preso na saia da mulher. Ficam os dois dançando e determinado momento da dança, o homem tenta colocar fogo no papel. Foi engraçado, ainda mais que não conseguia de jeito nenhum colocar fogo no papel! Até que a menina me ajudou, acendi, ganhei aplausos e um brinde e voltei a comer meu ceviche. Na hora de ir embora, todo mundo queria me cumprimentar. Foi engraçado...

 

A tarde foi mais proveitosa. Fomos à Huaca Arco Iris que é um templo no distrito pobre de La Esperanza onde toda sua iconografia é dedicada ao arco-íris, símbolo da fertilidade e da chuva. Aqui eram feitos vários sacrifícios, facilmente imaginados com as 14 tumbas que circundam o altar. Depois fomos ao Museo de Chan Chan, bem fraco, e, finalmente, a maior atração da cidade - Chan Chan.[/picturethis2]

Chan Chan - Leonardo Caetano[picturethis=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/165313_488968551483_541286483_5799902_1548025_n.jpg 320 240 Chan Chan]Chan Chan era a capital político-administrativa de toda a civilização chimu, onde viviam cerca de 50 mil habitantes. Atualmente é a maior cidade do mundo feita inteiramente de barro. Muito legal o trabalho de restauração do espaço, que pode ser visto facilmente a qualquer hora. Ainda não está todo recuperado, de modo que se alguém visita o local agora e volta daqui a 5 anos, nada mais estará igual. Detalhe também para a forma como cresciam o templo, construindo um novo patamar da estrutura por cima da estrutura antiga então há paredes que consegue-se ver os cinco patamares construídos em épocas diferentes.

 

Após o templo, fomos à praia de Huanchaco conferir o pôr do sol, que quase não apareceu, e os caballitos de totora, que são uma espécie caiaque de palha, onde seus condutores vão em pé remando levando a rede vazia e trazendo cheia de peixes. Às vezes até aproveitam para pegar uma onda com eles. O caballito é feito de junco e é considerada uma das primeiras pranchas do mundo. Vi o esquema para alugar uma destas no dia seguinte e praticar um surfe com a Mama (o nome da senhora é Mama alguma coisa, é uma das últimas descentes dos antigos chimus vivas) – s/ 10 por um dia inteiro ou s/ 20 com professor por 1 ou 2 horas.[/picturethis][/align]

[align=right]Catedral - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/166558_488971981483_541286483_5799992_417538_n.jpg 320 240 Catedral]Voltamos à cidade, tomei uma ducha e saí para comer algo com Sophie, uma francesa que conheci neste dia e encontrei no salão do hostal. Procurando onde comer, conhecemos Gustavo, um peruano gente finíssima que nos acompanhou num drinque e, logo depois, em uma pizza no Pizza a la Piedra ou algo do gênero – uma excelente pizzaria um pouco distante do centrinho (cerca de 6 quarteirões), pertinho do El Sombrero, mas só conhecida por locais mesmo.

 

O dia seguinte amanheceu nublado – segundo Gustavo isso atualmente é super comum – e com uma festa no meio da Plaza de Armas. Era o tradicional desfile de Trujillo, onde se apresentam diversos grupos vencedores de concursos culturais de dança, música e teatro. Nada demais, mas interessante! Rodei pela cidade e visitei a bela Catedral, a Casa Urquiaga que estava fechada para obras, a Casa Orbegoso que foi casa do único presidente da república nascido em Trujillo, o Palacio Ituregui que já foi considerada a mais bela casa da América do Sul, o fraco Museo del Juguete e a Casa del Mayorazgo de Facala. Todas as casas do centro da cidade são muito bem conservadas e de estilo arquitetônico neocolonial muito belo. É fácil se encantar pelas imensas janelas e pelas cores vibrantes das mesmas.[/picturethis2]

Como o tempo não melhorou para poder ir à praia como planejava, fiz reserva para ir a El Brujo que fui logo após almoçar no restaurante Santo Domingo. É um pouco escondido, não é turístico, mas comi bem uma boa carne de carneiro e paguei só s/ 5,50.

 

El Brujo[picturethis=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/166173_488974161483_541286483_5800051_5466014_n.jpg 320 240 El Brujo]O caminho para El Brujo é longo, acho que não há como ir para lá sem ser de agência ou táxi. Fica a 60km da cidade, em Magdalena de Cao. A parte visitada é a Huaca Cao Viejo, mas há outras duas próximas que ainda estão em fase de estudo que são a Huaca Cortada e a Huaca Prieta. As três juntas formam o complexo El Brujo. A Huaca Cao era a principal área cerimonial do complexo e foi utilizado pela cultura moche por 450 anos. Foi abandonado e teve continuidade com a cultura lambayeque que usou o local como um cemitério. Quando foi dominado pelos espanhóis, estes tentaram construir uma igreja no local, mas um grande terremoto impediu isto e a população foi deslocada para a área onde é hoje o “centrinho” de Magdalena de Cao.

 

A huaca é muito bacana, com grandes áreas já recuperadas, mas ainda bem inferior a Chan Chan. Há muitos muros recuperados onde pode-se ver as iconografias da época – muita coisa ligada ao mar, que fica em frente – e o deus decapitador faz presença na praça principal para os sacrifícios. É um passeio interessante, mas o destaque da huaca está onde foi sepultada a Señora de Cao. Ali se encontram outros sepulcros, tanto de uma criança – que era sacrificada para acompanhar a governante no vale dos mortos – quanto soldados, que deveriam protegê-la nessa caminhada entre os mortos. Ao que indicam os estudos, foi a mulher mais importante desta cultura, sendo a única pessoa a ser mumificada pelos chimu. Foi também a única mulher na história do Peru a governar o país – ou parte, considerando o governo só da região dominada pelos chimu, que era todo o norte do país.

 

O Museo de Cao, que está na entrada para a huaca, conta a história desse templo e de sua senhora, exibindo diversos artefatos achados em sua tumba como sua coroa e seus bastões de ouro, inclusive seu corpo mumificado. O melhor museu de Trujillo, sem dúvidas.

 

Voltei para a cidade, tomei um banho, peguei minhas coisas e continuei minha aventura pelo Peru. O destino agora seria o que meus amigos peruanos mais me indicavam conhecer – Huaraz![/picturethis]

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Línea), Trujillo - Huaraz: s/ 35

Táxi, Rodoviária - Centro: s/ 5

 

Passeios:

Museus e outros: s/ 20

Huaca del Sol, de La Luna e Arco Iris + Chan Chan e Huanchaco (Colonial): s/ 25

Huaca El Brujo (Colonial): s/ 25

 

Hospedagem:

Hostal Colonial: s/ 50[/align]

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[align=justify]Huaraz

(três dias – 23 a 25/08)

 

Cheguei em Huaraz por volta de 8h. A uma primeira vista, a cidade é feia e não parece muito segura – impressão essa que passou depois de quase dois dias na cidade. Essa cara da cidade é fruto do rápido crescimento desenfreado que ocorreu após terremotos destruírem cidades na região como a outrora maior delas Yungay. Dando os primeiros passos na cidade já se sente o corpo combatendo a altitude, andar os seis quarteirões da rodoviária até o albergue causou uma leve dor de cabeça e pausa para pegar fôlego a cada quarteirão.

 

Huaraz é a capital da região de Ancash e é a principal base para conhecer as cordilheiras branca e negra. Fiquei hospedado no Benckawasi, um albergue bonzinho. Esperei um bom tempo junto com uma paulista para conseguir entrar no albergue e, depois de mais cerca de 20 minutos, finalmente alguém veio nos atender. Tirando esse contratempo, o maior problema de lá é que só dá para ter um banho quente de cada vez em cada “setor” do albergue. Tive até que tomar banho em um banheiro em outro quarto. Porém, por outro lado, cada quarto tem seu banheiro e o Bencko, dono do albergue, é gente boa e tem um bar animado para o qual está sempre convidando todos.

 

Plaza de Armas de Caraz - Leonardo Caetano[picturethis=http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/149007_464933546483_541286483_5469231_8384129_n.jpg 240 320 Plaza de Armas de Caraz]Com essa demora toda, acabei chegando tarde para pegar o passeio a Chavín de Huántar ou ao Glaciar Pastoruri. Peguei informações sobre as trilhas por lá, mas também já estava tarde para fazer qualquer uma delas. Só restou a opção de fazer o passeio à Lagoa Llanganuco e esquecer o trekking que tinha programado por lá... O passeio até é bacana, passa-se pelas cidades da Cordilheira Negra e do Callejón de Huaylas, que não é um cânion por definição porque não tem um rio cortando o vale, mas parece! Passamos em Carhuaz, Caraz e Yungay. A agência que fiz os passeios em Huaraz foi a QuechuAndes. Tive um bom atendimento e os guias eram grandes conhecedores de todos os locais onde passamos e não passamos.

 

Carhuaz é conhecida pelos seus excelentes sorvetes de frutas da região e de sua praça principal se tem uma bela vista da Cordilheira Branca, onde pode ser visto o Cerro Hualcán. É conhecida também por suas tradicionais festas bem regadas a álcool, por isso recebeu o apelido de “Carhuaz Borrachera”.

 

Já em Caraz, uma pequena e bonita cidade andina, apreciamos a gostosa Plaza de Armas e um belo pôr-do-sol na cordilheira. Provamos também o manjar blanco, tradicional doce da região. Desses deliciosos doces surgiu seu apelido de “Caraz Dulzura”. Caraz é ainda usada como cidade base para fazer o famoso trekking de Santa Cruz.[/picturethis][/align]

[align=right]Cerro Huascarán - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/149947_464934751483_541286483_5469243_4821943_n.jpg 320 240 Cerro Huascarán]Yungay foi a cidade que com certeza mais me marcou neste passeio. A cidade, apelidada de “Yungay Hermosura”, foi destruída por três tragédias naturais simultâneas. No meio de uma tempestade que já começava a alagar a cidade, ocorreu um terremoto que ocasionou o desmoronamento de 1/3 de uma das faces do Cerro Huascarán. O acontecimento gerou uma terrível avalanche com muita terra, água, plantas e neve juntas, soterrando uma cidade inteira com cerca de 25.000 habitantes. Poucos foram os que sobreviveram, alguns destes porque estavam no cemitério, que era o ponto da cidade mais alto distante da montanha. A tragédia foi toda filmada por alguns escaladores que lá estavam e haviam acabado de desistir de subir a montanha. Seus companheiros que continuaram a jornada estão até hoje soterrados, juntos com a imensa maioria dos falecidos. Onde era a cidade agora é conhecido como Campo Santo de Yungay e caminhar sobre ela é triste demais. A filmagem virou um documentário recentemente e foi exibido em Cannes.[/picturethis2]

[align=justify]Laguna de Llanganuco - Leonardo Caetano[picturethis=http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/149785_464932611483_541286483_5469211_2630330_n.jpg 320 240 Laguna de Llanganuco]O ponto alto e mais aguardado do dia, com certeza, foi a Laguna de Llanganuco, dentro do Parque Huascarán. Minha ideia era ter ido até lá de ônibus para fazer o trekking que sai da lagoa, mas infelizmente não deu. Para quem vai fazer o trekking de Santa Cruz, ele termina na lagoa. A lagoa é linda, cercada por picos negros e nevados, com a cor da água de um azul esverdeado lindo, formada pelo derretimento da neve nos picos. Fiz um pequeno passeio pela lagoa de barquinho a remo, andei um pouco pelas trilhas e só. Um pouco frustrante, mas pelo menos consegui ir até ali. Na volta da lagoa, paramos para almoçar numa casa de uma família que habita o parque e provei o cuy, espécie de preá ou porquinho da Índia. O gosto até é bom, mas o bichinho aberto inteiro no prato não é das visões mais agradáveis...

 

Dia seguinte foi dia de pegar o passeio a Chavín de Huántar, a cidade sagrada para o povo chavín. No caminho até lá, parada na Laguna Querococha para apreciar a paisagem fria com um té de coca com mel. O chá de coca não é tão gostoso, mas com mel fica delicioso! O caminho até Chavín passa por altitude de até 4.700 metros, por isso a parada estratégica para o chá, para evitar o mal de altitude. Cerca de 2 horas depois, estávamos em Chavín.[/picturethis][/align]

[align=right]Chavín de Huántar - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/148756_464937871483_541286483_5469289_3026785_n.jpg 320 240 Chavín de Huántar]A antiga cidade foi capital religiosa da cultura chavín por alguns séculos. É diferente das construções de Trujillo, com muros pintados, mas mesmo sem cores possui uma arquitetura mais bonita e complexa. É feita por imensos blocos de pedra e em seu entorno era populada por cabezas clavas, cabeças de pedra com traços felinos para espantar o mal e não deixá-lo entrar no templo. Hoje só há uma em seu local original. Caminhando por Chavín é possível ver instrumentos para medição de tempo, acompanhamento astrológico, pedras circulares, labirintos e um ídolo, entre outras coisas. Depois de explorarmos Chavín, fomos almoçar próximo ao local e seguimos para o Museo Nacional de Chavín, onde apreciamos objetos encontrados no lugar, inclusive outras 7 ou 8 cabezas clavas.

 

Na noite deste dia, conheci alguns norte-americanos que estavam no albergue também. Estavam em Huaraz para fazer um projeto social com as tribos mapuches da região. Trocamos uma ideia boa e, como partiriam no dia seguinte para ficar 4 meses consecutivos sem conforto algum, fizeram um grande banquete de café da manhã no dia seguinte para o qual fui convidado e comi com muito prazer. Pena que saí correndo para poder ir ao Glaciar Pastoruri... Prometeram entrar em contato lá pela Páscoa quando viriam visitar o Brasil.[/picturethis2]

O Pastoruri fica a cerca de duas horas e meia da cidade, novamente dentro do Parque Huascarán, só que em outro setor. No caminho se vê a puya raimondi ou titanca, espécie de bromélia gigante que vive cerca de 40 anos. Se bebe também as águas sulfurosas e gaseificadas de uma fonte natural, em frente a Laguna de Siete Colores. É um caminho muito bonito.

 

Trilha para o Pastoruri[picturethis=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/74041_464940406483_541286483_5469306_4696814_n.jpg 320 240 Trilha para o Pastoruri]Depois dessas paradas, seguimos finalmente para o glaciar. A caminhada começa mais ou menos em uma altitude de 3.400 metros e vai até 5.220 metros, trecho que pode ser percorrido em cerca de 40 minutos a pé, ou um pouco mais rápido com a ajuda de burros que sobem até um pouco além da metade do caminho. A caminhada é bem cansativa devido à altitude. Não dei nem 10 passos e já estava bufando. Mais outros 10 e comecei a sofrer um pouco do mal de altitude... Chupei bala de coca, masquei da folha também, mas nada deu muito jeito. Fui no sofrimento até lá em cima, parando várias vezes para beber água e curtir a linda paisagem cercada de montanhas negras e nevadas, mas tocar na neve mesmo só quando se chega na base do glaciar. Da base, é uma bela vista, mas devido à enorme diminuição do glaciar nos últimos anos (cerca de 1km em 5 anos), não se pode mais caminhar ou esquiar sobre o glaciar.

 

Voltando para o local onde pegaríamos novamente a van para voltar a Huaraz, conheci um casal peruano muito bacana – Roberto Carlos (seu pai era fã do nosso rei) e Maria. Eles voltariam para Lima neste mesmo dia. Eu tinha pelo menos mais um dia em Huaraz, mas como meu mal estar só piorava, desisti e resolvi voltar com eles. A Cruz del Sur não tinha vaga para o mesmo dia, então segui seus conselhos e fui com eles na mais barata Cial. Que furada! Foi uma aventura só!!! Primeiro, não por culpa da companhia, mas um ônibus tinha acabado de explodir na saída da cidade. Já estava uma confusão terrível, com o trânsito parado por mais de uma hora, quando começaram a surgir boatos da origem do incêndio – assalto a ônibus, início de greve e até atentado do Sendero Luminoso. Enfim, depois de um tempo liberaram a estrada e não vi nada sobre o assunto no jornal do dia seguinte. Deve ter sido algum incidente de menores proporções...[/picturethis]

A segunda furada foi o ônibus ter enguiçado a cerca de uma hora e meia de Lima. Paramos na estrada, no meio de uma paisagem semidesértica, entre duas grandes favelas e não fomos avisados de nada. O ar desligou e, de repente, depois de quase 15 minutos parados, entra a “rodomoça”, pega sua sacola e vai embora! Todo mundo começou a descer do ônibus preocupado. Discutimos com o motorista que nos avisou que logo passaria outro ônibus para nos levar. 30 minutos e passa um ônibus, mas apenas com 9 lugares! Os peruanos mais malandros e acostumados com isso logo pegaram essas vagas. Havia quatro israelenses revoltados que quase agrediram o motorista, tivemos que apartar a confusão. Mais 20 minutos e passou um ônibus com 3 lugares! Foi essa novela por quase uma hora e meia quando consegui entrar em outro ônibus com o casal peruano e mais alguns. Fiquei aliviado, pois dava um certo medo ainda mais com o motorista assustado e querendo se mandar também. Enfim, estávamos de volta a Lima!

 

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Cial), Huaraz - Lima: s/ 40

 

Passeios:

Chavín de Huántar (QuechuAndes): s/ 45

Laguna de Llanganuco (QuechuAndes): s/ 30

Glaciar de Pastoruri (QuechuAndes): s/ 35

 

Hospedagem:

Benckawasi: s/ 40[/align]

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[align=justify]Lima

(dois dias – 26 e 27/08)

 

Após uma viagem confusa, estava novamente em Lima. Seguindo o casal peruano, descemos no meio do caminho para a rodoviária, em San Isidro. Fomos tomar alguns sucos peruanos. Experimentei lúcuma con leche e surtido. Alguns dos sucos são bem pesados e misturam ovos, doces e carnes, entre outros. É como se fosse um café da manhã líquido.

 

Roberto parou um táxi e negociou o preço para mim. Nunca conseguiria o mesmo preço que ele – dos s /12 iniciais saiu por s /7! Logo estava em Miraflores no Red Psycho Llama novamente. Toda essa confusão do ônibus acabou atrapalhando essa nova estadia em Lima, pois ainda tinha que procurar a TAM para tentar trocar a data da minha volta. Tinha planejado ir a Barranco e ao Parque das Águas, que não tinha conseguido ir na minha primeira passagem na cidade. Ainda tinha que resolver minha passagem para Nasca e comprar coisas no Mercado Inka... Acabou que não deu tempo de fazer tudo e fiquei passeando só em Miraflores mesmo.

 

À noite, havia combinado de encontrar meus amigos peruanos Lourdes, Cecília e Jorge. Me apresentaram o litoral de Miraflores a Barranco, bebemos uns tragos no restaurante La Rosa Náutica e passeamos nas ruas de Barranco, atravessando a famosa Puente de Los Suspiros, onde, diz a tradição, deve-se prender a respiração na primeira vez que passar por ela, fazer um pedido e só dar o primeiro suspiro quando chegar do outro lado, assim seu desejo irá se realizar.

 

Barranco é um bairro boêmio, similar à região da Lapa no Rio de Janeiro, com a presença de muitos artistas de rua e escritores nos bares menos agitados. Para quem curte uma boa noitada, de quinta a sábado as casas noturnas por aqui ficam lotadas, onde também podem ser encontradas as melhores peñas, onde rolam as músicas locais para dançar bem! Como meu negócio não era esse, jantamos algumas entradas peruanas no El Tío Mario para fechar a noite. Já estava tarde e já era hora de tirar um pequeno descanso, pois iria para Paracas logo mais às 3h30 da madrugada...

 

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Cruz del Sur), Lima - Paracas: s/ 17

Táxi, Rodoviária Cial - Miraflores: s/ 7

Táxi, Miraflores - Rodoviária Cruz del Sur: s/ 12

 

Hospedagem:

Red Psycho Llama: s/ 29[/align]

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[align=justify]Paracas e Nasca

(1 dia – 27/08)

 

Meu roteiro planejado no Peru não incluía passar em Paracas, mas, conversando com um operador de uma agência em Lima, me convenci de que era possível conhecer Paracas e Nasca em um mesmo dia, mesmo de forma corrida. Saí de Lima às 3h30 e cheguei em Paracas quatro horas depois. Paguei s/ 25 pelo tour pelas Islas Ballestas na agência da Cruz del Sur, na própria “rodoviária” de Paracas. O bom de fazer tudo com eles – ônibus e passeio – é a facilidade de não ter que se preocupar com o horário, pois eles anotam o nome de quem está no passeio e garantem que o ônibus vai esperar os que possuem passagem voltar para seguir viagem.

 

Islas Ballestas - Leonardo Caetano[picturethis=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/164607_488895626483_541286483_5798767_777864_n.jpg 320 240 Islas Ballestas]Pegamos a lancha para cerca de 30 pessoas e seguimos pelo mar em direção ao candelabro. O candelabro é um grande ícone feito pela civilização paracas em uma duna. Foi meu primeiro encontro com algo do tipo na viagem. Eles faziam os desenhos cavando a areia e envolvendo-a de pedras da região, de forma a impedir o desgaste do desenho por chuvas e ventos. A sombra do sol dá o relevo e contorno necessário para sua aparência mágica. Uma bela técnica. Neste local já é possível ver um pouco da fauna marinha local – pássaros e pinguins. Depois partimos em direção ao alto mar para finalmente chegar à Reserva Nacional de Paracas.

 

No trajeto até a reserva, fomos algumas vezes acompanhados por pássaros, pinguins e lobos marinhos. A jornada dura em torno de 25 minutos. A reserva é composta por algumas ilhas que se circunda de lancha. Por lá podem ser vistos milhares de pássaros, entre eles o pelicano, muitos pinguins e muitíssimos encantadores lobos marinhos, que já havia visto em outra ocasião, mas aqui eles são especiais – fica-se muito perto deles! Podemos vê-los dormindo, namorando, brincando, pulando, nadando... Enfim, muito bom! Voltamos para terra firme e segui meu rumo para Nasca.

 

A viagem até Nasca durou cerca de 3 horas e meia. Já eram 14h45 quando cheguei na rodoviária da cidade. Vários guias e taxistas, muitos sem licença, ficam urubuzando todo mundo que chega. Bateu um desespero, mas aí vi uma van da Aeroparacas e corri ao seu encontro. Só assim cheguei tranquilo ao aeroporto.[/picturethis][/align]

[align=right]Geóglifo do Astronauta[/align][align=justify][picturethis2=http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/164565_488954616483_541286483_5799643_333344_n.jpg 320 240 Geóglifo do Astronauta]O aeroporto de Nasca é bem pequeno, mas é bacana, pois tem uma decoração bem explorer, no estilo dos filmes do Indiana Jones. Os preços do sobrevoo variam pouco entre as empresas, mas com certeza a Aeroparacas é uma das mais bem preparadas. Os peruanos que conheci até então, me indicaram ir nas maiores, pois as pequenas têm muito histórico de acidente. De qualquer forma, mesmo fechando com uma dessas pequenas, você corre o risco de voar em uma das maiores por não fechar as 4 pessoas necessárias em um avião e aí vai se dar bem se conseguiu pagar menos. Enquanto se espera, pode-se assistir vídeos com a história de Nasca. Estava morrendo de fome, mas a única coisa que me atrevi a comer foi uma barra de cereal. Não coma muito nem nada pesado quando for fazer esse passeio, de preferência, faça como eu fiz. Já vou explicar o porquê... Paguei US$ 55 pelo sobrevoo – ganhei um desconto porque era sul-americano!

 

Enfim decolamos em um teco-teco da Aeroparacas, eu, um alemão fedorento (o cara estava fazendo a América do Sul de moto) e um casal equatoriano. Começamos a ver alguns dos geóglifos, mas para vê-los, o piloto vira o avião de um lado e depois para o outro, assim ambos os lados do avião podem apreciar as figuras. No começo é tranquilo. Vi a baleia e os desenhos geométricos na boa, mas depois do astronauta (ou xamã), bateu uma tontura muito forte, um enjoo terrível e senti o calor dentro do avião piorar essa sensação. O alemão, cheio de lentes para sua linda câmera, registrando todos os momentos, apagou! Não viu mais nada! Eu consegui ver, meio mal, o macaco, o cachorro (ou raposa) e o beija-flor. O piloto começou a abrir a janela quando o avião estava plano, mas o cara estava mal, tinha comido muito! Minha sensação melhorou um pouco até ver a aranha, foi quando aprendi que o melhor é olhar para o horizonte do piloto quando o avião está plano e só olhar as figuras quando o avião estiver de lado. Isso passou meu mal estar e me permitiu curtir, na medida do possível, o resto do passeio – o condor, o flamingo, o papagaio, a mão, a árvore e o lagarto. Valeu pela experiência, mas não a repetirei![/picturethis2]

 

Aqueduto de Cantallo - Leonardo Caetano[picturethis=http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/67144_488956031483_541286483_5799678_3620122_n.jpg 240 320 Aqueduto de Cantallo]Saindo do voo, fiquei aguardando por cerca de 15 minutos um italiano voltar de seu voo pois iríamos fazer um passeio pela região. Nessa espera, conheci um peruano funcionário do aeroporto que era apaixonado pelas músicas do Roberto Carlos. Sabendo que eu era brasileiro, colocou um CD para tocar no aeroporto só de músicas brasileiras em versão espanhola do Roberto Carlos, Xitãozinho e Xororó, entre outras. Foi engraçado ver o cara cantando todas as músicas e comentando... Giovanni chegou e fomos fazer o tour com um guia taxista que o motorista da van arrumou para gente. Pelo horário não poderíamos mais fazer o que gostaríamos, então fomos em um pequeno mirante onde pudemos ver de perto como eram construídas as linhas. Depois fomos conhecer os Aquedutos de Cantallo – projeto elaborado da civilização nasca para distribuir água por toda a região. Um projeto incrível, prevendo pouca ou muita água, inundações, poços, entupimento, filtragem da água e até desnível do solo. Para finalizar, conhecemos uma oficina de produção de ouro e outra de cerâmicas, onde produzem novas peças, réplicas e restauram antigas cerâmicas.

 

Após esse passeio, jantei um merecido lomo saltado e ainda consegui dar umas voltas pela cidade. Exausto, já era hora de partir para meu próximo destino...[/picturethis]

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Cruz del Sur), Paracas - Nasca: s/ 18

Ônibus (Cruz del Sur), Nasca - Arequipa: s/ 82

 

Passeios:

Islas Ballestas (Cruz del Sur): s/ 25

Líneas de Nasca (Aeroparacas): US$ 55

Aquedutos de Cantallo: s/ 20[/align]

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[align=justify]Arequipa e Cañón del Colca

(3 dias – 28 a 30/08)

 

Cheguei em Arequipa de manhã cedo, um pouco antes das 7h. Meia hora depois já estava tomando café da manhã no albergue Home Sweet Home.

 

Catedral e as montanhas ao fundo - Leonardo Caetano[picturethis=http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/167511_10150096525186484_541286483_6138405_7754391_n.jpg 240 320 Catedral e as montanhas ao fundo]O albergue é bom, foi o melhor que fiquei no Peru e foi o melhor café da manhã que já tive em albergue, considerando qualquer viagem que já tenha feito! De resto, é tudo organizado, limpo, com uma área de lazer onde o barulho não incomoda quem quer dormir e uma equipe atenciosa – quebraram vários galhos para mim. Além de tudo isso, o albergue ainda possui uma agência, permitindo comprar passagens e contratar passeios. Foi com eles que fechei o trekking de dois dias pelo Cañón del Colca. A diária custou s/ 20.

 

Parti para as ruas conhecer a cidade que me surpreendeu bastante, pois é linda demais! Justifica seu apelido de “Cidade Branca”, pois possui uma arquitetura colonial a base de uma pedra branca típica da região, lembrando muito a Andaluzia espanhola. Sua Plaza de Armas é linda que se completa com uma imensa Catedral que ocupa um quarteirão inteiro. Atrás de cada uma de suas duas torres principais se vê um vulcão – oras o El Misti, oras o Chachani. Visual mágico e às vezes até assustador!

 

Segui para os principais pontos da cidade – a Iglesia de San Francisco e o gigantesco Monasterio de Santa Catalina. A igreja é um complexo que está numa bela praça que me encantou profundamente. Dentro dela se visita algumas salas do convento, claustros e a igreja.[/picturethis][/align]

[align=right]Monastério de Santa Catalina - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/179855_10150096530216484_541286483_6138514_2397290_n.jpg 240 320 Monastério de Santa Catalina]Santa Catalina é quase uma cidade de tão grande! Lá se tem acesso a diversas salas, quartos e capelas, onde se pode ver como funcionava o convento. Tudo está montado fielmente a como era nos tempos áureos do lugar, em uma época em que era o principal convento da América do Sul espanhola. Do convento também de tem boas vistas da cidade e das montanhas ao seu redor. É cansativo, mas imperdível!

 

Almocei e depois fui conhecer: as igrejas La Compañía, La Merced, Tercera Orden, San Agustín e Santo Domingo; e os museus e casas históricas La Casa del Moral, Casa Tristan del Pozo, Casa Goyeneche e o Museo Histórico. Há bons museus arqueológicos na cidade, mas todos eles fecham sábados à tarde e domingos. Acabei não conseguindo ir a nenhum destes. Fui ainda ao Mercado Central onde paguei muito barato por frutas para a viagem do dia seguinte pelo Cañón del Colca...

 

Dia seguinte, acordei às 3h da manhã, tomei meu banho, guardei o mochilão e me juntei aos outros que iriam ao Cañón del Colca. São três os passeios mais comuns ao Colca, com duração de um dia ou dois sem trekking e dois ou três dias com trekking. Optei pela opção de dois dias de trekking, pois passa pelos mesmos lugares do de três dias, porém sem muito tempo para descanso. Paguei s/ 125 com a agência do Home Sweet Home.[/picturethis2]

Condor - Leonardo Caetano[picturethis=http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/179219_10150096538336484_541286483_6138694_7813143_n.jpg 320 240 Condor]A van que nos buscaria se atrasou um pouco, passando no albergue cerca de 3h50, mas não prejudicou o passeio. A estrada que leva e circula o cânion é tão fria que apresenta neve em alguns trechos. Tomamos um belo café da manhã por volta das 6h15 em uma cidadezinha e seguimos para a a Cruz del Cóndor, sendo uma das primeiras vans a chegar por lá. No belo local, se observam os condores dos Andes voando, pousando e até namorando! São tantos que se perde a conta de quantos são vistos! É para começar a visita ao cânion bem! Após isso, seguimos de van novamente para um ponto na estrada onde os grupos foram separados – o pessoal do trekking de dois dias desse primeiro aqui, que é uma área de controle onde se pode iniciar a trilha. O resto do grupo segue para Chivay, onde só iríamos chegar no dia seguinte.

 

A trilha começa em um ponto que possui uma bela paisagem do Cañón del Colca, a mais ou menos 3.700 metros de altitude. Leva-se entre 2h30 e 4h para se percorrer a primeira parte da trilha. 1/4 do caminho é plano e a outra parte é só descida. A cada curva uma nova paisagem fantástica! É possível inclusive ver o Cerro Mismi, onde nasce o Rio Amazonas. Quanto à descida, foi a pior que já fiz – são muitas pedrinhas em uma terra muito seca, ou seja, as pedras rolam o tempo inteiro! Cansa bastante, tem que estar com a coxa e os joelhos preparados.[/picturethis][/align]

[align=right]Cañón del Colca - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/179355_10150096541441484_541286483_6138765_7130759_n.jpg 320 240 Cañón del Colca]A descida termina no fundo do cânion, no Río Colca, onde a água não é potável. Pausa para um descanso e mais 30min a 1h de subida até uma pequena vila onde almoçamos uma gostosa comida caseira na casa de um local. Uma garrafa d'água que custava menos de s/ 2, aqui já custa s/ 5. Mesmo assim é melhor reabastecer aqui do que depois. Quem faz o trekking de 3 dias passa uma noite aqui.

 

Após o almoço, começa a pior parte do dia em uma caminhada que leva cerca de 3h a 4h30, onde boa parte do caminho é subida. É cansativo porque logo bate o cansaço do primeiro trecho. No caminho encontramos três grupos perdidos, sem guia. Um deles já estava perdido havia duas horas! Apesar da trilha parecer fácil em sua maior parte, não aconselho fazer sozinho.[/picturethis2]

Oásis - Leonardo Caetano[picturethis=http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/180191_10150096542571484_541286483_6138787_849287_n.jpg 240 320 Oásis]Depois de quase 3h, avistamos nosso destino final – o Oásis! É uma confortante vista após toda essa caminhada – um vale verde, cheio de águas fluviais, cachoeiras e piscinas com pequenas cabanas. Mais quase 40 minutos de caminhada e lá estávamos! O lugar é lindo, pena que a esta hora o clima estava mais frio e o sol já estava nas suas últimas horas de brilho... Essa foi minha decepção – não curtir o lugar como deveria. Quem faz o trekking de 3 dias, dorme a primeira noite aqui e tem bem mais tempo para aproveitar o lugar. Acho que vale a pena só por isso. Detalhe – o lugar não tem luz, é tudo a base de vela! E a garrafa d'água custa s/ 10!

 

Sem eletricidade, o jantar é servido cedo e não há muito o que fazer depois a não ser dormir. O bom é que isso força todo mundo a dormir cedo, o que é importante, pois às 5h começa a caminhada de volta ao alto do cânion. A subida dura entre 3h30 e 4h30 e pode ser auxiliada por burros, seja para carregar a mochila ou você mesmo! Me recusei a isso, não fazia sentido não andar do começo ao fim do trekking. Essa subida é a pior parte de caminhada – andei bem até a hora em que o sol começou a esquentar, cerca de 1h30 depois do início, então o cansaço do dia anterior começou a bater. Foi necessário muita força de vontade...

 

Lá em cima, mais uma linda visão do cânion! A água aqui já é novamente menos cara, s/ 5. A partir deste ponto, são mais 20 minutos até a cidade de Chivay, onde tomamos um farto café da manhã.[/picturethis][/align]

[align=right]Ponto mais baixo do Cañón del Colca - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash1/180247_10150096545951484_541286483_6138848_2049899_n.jpg 320 240 Ponto mais baixo do Cañón del Colca]Passeei um pouco pela cidade, mas logo embarcamos para outros pontos do cânion. Passamos pela pequena cidade de Cabanaconde onde provei um suco salgado, feito a partir de uma fruta de um cacto da região – a tuna. A fruta parece um limão e é boa! Aqui pode-se tirar foto com falcões, lhamas e cholas.

 

Depois da cidade, visitamos pelo alto a parte mais baixa e larga do cânion, bem no seu início. É um belo vale! Continuando a jornada, relaxamos um pouco nas águas termais de Lahuar. Daqui parti de volta para a Arequipa com a certeza de ter feito um passeio mágico, apesar de cansativo. Recomendo!

 

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Julsa), Arequipa - Puno: s/ 30

Táxi, Rodoviária - Centro: s/ 5

Táxi, Centro - Rodoviária: s/ 6

 

Passeios:

Museus e outros: s/ 40

Trekking no Cañón del Colca (Home Sweet Home): s/ 125

 

Hospedagem:

Home Sweet Home: s/ 20[/picturethis2][/align]

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[align=justify]Puno

(1 dia – 31/08)

 

Sair de Arequipa e chegar em Puno foi complicado. Primeiro que era um dos trechos rodoviários que não tinha certeza nenhuma sobre horários. Segundo porque era feriadão em Arequipa e as passagens já estavam escassas. Consegui comprar passagem para um ônibus extra às 23h pela Julsa, porém perdi s/ 50 na brincadeira. Paguei a passagem e, em vez da funcionária devolver na minha mão o troco, disse que deixou em cima do balcão. Peguei a passagem, mas simplesmente esqueci do dinheiro. Não sei se a mulher realmente me deu o dinheiro, mas quando voltei para reclamar meu troco, foi o que ela me disse. Ninguém no balcão se ofereceu a devolver o dinheiro, então deixei para lá...

 

Depois da confusão, parti para Puno. Puno é a maior cidade peruana que dá acesso ao Lago Titicaca, o lago navegável (por navios, claro) mais alto do mundo. O lago está na fronteira com a Bolívia e é vital para esta região da Cordilheira dos Andes. Quando se chega a Lima vindo de São Paulo de avião, é possível se maravilhar com o imenso lago azul no meio de uma paisagem seca e amarelada, cercada por picos, alguns até nevados. Realmente é gigantesco!

 

Islas Flotantes de Uros - Leonardo Caetano[picturethis=http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/182736_10150104011316484_541286483_6242047_1333005_n.jpg 320 240 Islas Flotantes de Uros]Mofei por quase 4 horas na rodoviária de Puno esperando amanhecer para pegar meu passeio às Islas Flotantes de Uros e Taquile. Fechei o passeio com a agência Inka Tours por s/ 40 na própria rodoviária. Achei melhor do que contratar no porto, pois assim consegui deixar minha mochila na rodoviária, na própria agência. Estava cansado do trekking ao Colca ainda, pois ainda não tinha conseguido dormir direito, e carregar a mochila pesada como estava não seria muito agradável. Quando deu 7h, uma van me buscou e me deixou no porto. O ziguezague buscando as pessoas foi meu primeiro contato com a cidade a luz do dia. A impressão que tive foi de que é muito desorganizada, mas isso parece ser comum na maioria das cidades peruanas que passei. Esperava muito pior pelo que tinha lido a respeito de Puno.

 

Navegamos por cerca de 20 minutos até ver as primeiras ilhas flutuantes. À distância, as ilhas parecem um aglomerado de mato, mas ao se aproximar consegue-se ver as casas e as típicas pessoas com roupas de várias cores. Descemos em uma das ilhas para passear e aprender um pouco da cultura local. Cada família mora em uma ilha e seu líder é o chefe da família. Quando a família cresce muito, uma nova ilha deve ser construída pelo futuro chefe desta nova família, atividade que dura cerca de 2 meses. As ilhas são construídas de totora, uma planta típica da região, amarradas em blocos de um tipo de terra que parece barro. Essa é uma tradição pré-colombiana que eles mantêm até hoje.[/picturethis][/align]

[align=right]Isla Taquile - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash1/181561_10150104013191484_541286483_6242058_1844081_n.jpg 320 240 Isla Taquile]Assistimos uma palestra do chefe onde explicou como viviam, como moravam, sua cultura e sua organização social. Conhecemos a casa de um de seus filhos, com um cômodo apenas, e assistimos ao show das mulheres da família, que cantaram e dançaram. Não fui no passeio de barco de totora típico de Uros com duração de meia hora pelo lago, mas quem foi gostou. Na verdade, estava incomodado com tanta oportunidade de nos tirar dinheiro, porém é um mal necessário já que o auxílio do governo não é suficiente para viverem. Eles sobrevivem do turismo, da pesca e de uma bolsa-auxílio do governo por família.

 

Saímos da pequena ilha e seguimos em direção a Taquile. Depois de viajar pelo lago que em alguns momentos parece não ter fim, com a cor da água se juntando com a cor do céu e escondendo a linha do horizonte, chegamos à bela ilha de terra. A população daqui parece que parou no tempo, usando seus trajes padrão, fazendo seus tecidos, cuidando da lavoura e dos animais, uma calmaria só. Cansa um pouco andar pela ilha devido à altitude de cerca de 4.000m. Aqui conheci um casal capixaba gente finíssima que estava um pouco mal com a altitude e que a partir de então encontraria outras três vezes no resto da viagem. Taquile é um lugar diferente e bonito. Andamos um pouco pela ilha, vimos artesanato local, apreciamos a vista e o microcentro, almoçamos na casa de um local e embarcamos de volta a Puno.[/picturethis2]

Mototáxi - Leonardo Caetano[picturethis=http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/184399_10150104014506484_541286483_6242071_1169047_n.jpg 320 240 Mototáxi]De volta à cidade, fui passear um pouco no centro da cidade. Fui ao Museo Carlos Dreyer, à Catedral e passeei por algumas ruas debaixo de chuva. Foi o primeiro dia que peguei chuva forte. Isso me preocupou – “vai chover logo agora que estou indo para Cusco?”. A pergunta martelou mais um pouco durante o trajeto na estrada para Cusco debaixo de chuva...[/picturethis]

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Ônibus (Tour Peru), Puno - Cusco: s/ 35

 

Passeios:

Museus e outros: s/ 5

Islas de Uros e Taquile (Inka Tours): s/ 40[/align]

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[align=justify]Cusco e Machu Picchu

(6 dias – 1 a 6/09)

 

Depois da tensa noite no ônibus, cheguei na rodoviária de Cusco por volta de 3h30 da manhã. A rodoviária estava deserta, nenhuma alma viva além das pessoas que desembarcavam do mesmo ônibus que estava. Na porta, desesperadas pessoas gritavam oferecendo onde dormir e táxi ou carona até o local. Passei na única venda que estava aberta para tentar comer alguma coisa, mas não havia muitas opções. Pedi para a senhora para usar uma de suas tomadas para dar uma pequena carga no telefone e pegar o endereço do albergue e, enquanto esperava, conversamos um pouco. A senhora tentou me amedrontar, falando que era perigoso ficar ali e para eu me mandar em um táxi da rodoviária assim que ela fechasse a tenda, o que aconteceria em 15 minutos. Mais tenso do que já estava, terminei meu café logo, peguei o endereço e fui atrás de um dos táxis. O taxista malandro me cobrou o dobro do preço por ser madrugada, um roubo, mas não discuti e fui logo ao Marlon's House, albergue que havia reservado por e-mail.

 

Chegando ao Marlon's, depois de bater bastante na porta, fui atendido por um funcionário que me disse que não havia vaga e não me deixou entrar. Argumentei que tinha reserva, mas me respondeu que só valeria depois das 10h e mesmo assim não deveria haver vaga, mesmo com reserva. Fiquei revoltado pela hora que era e por não me deixarem nem esperar até as 10h na área de espera! Me recomendou tentar em outro albergue que havia no mesmo quarteirão.

 

Algumas portas depois, bati na porta do albergue que não recordo o nome. O atendente foi bem mais atencioso, tentou dar um jeito, mas não tinha vagas também. Sugeriu que tentasse o próximo albergue no mesmo quarteirão. Fui até ele e voltei quando vi uma bandeira, que para mim, era a do movimento gay. Bati na porta de novo e perguntei se era para o público gay e tal por causa da bandeira e, acreditando nele, tentei o albergue.

 

O albergue, que também não sei o nome mas era um nome israelense, inicialmente me pareceu razoável. Paguei s/ 15 e fiquei em um quarto privativo. Estava muito necessitado de um banho, apesar do relógio marcar mais de 4h da manhã. Fui ao banheiro e... surpresa! Não tinha água quente. A atendente me deu uma desculpa e pediu para ir ao outro banheiro onde a água demorava a esquentar, mas alguma hora estaria morna. Neste banheiro, reparei que o vaso sanitário não tinha tampa, o que me assustou. Ao ligar o chuveiro, além da água nunca esquentar, ela caía metade dentro do vaso! Com nojo, comecei a reparar em volta e vi que tudo estava um pouco sujo e, pior, alguns cogumelos habitavam o banheiro, numa quantidade possível de dar uma bela refeição para uma pequena família. Era bizarro demais, acabei desistindo de tomar banho e com a ideia fixa na cabeça que dia seguinte não estaria mais ali.

 

Não dormi nem 3 horas no quarto mofado, comi algumas coisas que tinha na mochila e parti para a rua procurar onde ficar nas próximas noites, ali não haveria como! Na Calle Suecia achei boas opções por um bom preço, mas acabei ficando em um hotel econômico, o Incawasi, onde paguei s/ 45 a diária com direito ao melhor café da manhã que tive no Peru e TV a cabo, além da limpeza e dos serviços que qualquer hotel razoável oferece. Excelente! Fica na Plaza de Armas, ou seja, melhor localização não há! Não é um preço de albergue, mas é um ótimo custo benefício.

 

Catedral - Leonardo Caetano[picturethis=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/217673_10150168944066484_541286483_6706948_199952_n.jpg 320 240 Catedral]Assim que me instalei, fui conhecer as atrações em volta da praça – a Catedral, Compañía de Jesús e Museo de Historia Natural. A Catedral estava fechada, tive que voltar outro dia, mas a igreja da Compañía de Jesús é bem bacana. Passei no escritório de turismo ali perto e foram super atenciosos, me explicaram direitinho como conhecer as ruínas próximas de Cusco de ônibus e a melhor forma de comprar o boleto turístico de Cusco. Peguei o mapa do escritório e fui conhecendo mais alguns pontos nesta região.

 

Cusco é linda! Uma cidade encantadora, totalmente diferente do que havia imaginado. As pessoas são simpáticas, os restaurantes são excelentes e a arquitetura colonial hispânica é belíssima! A única coisa ruim é o preço, pois tudo aqui é mais caro que em todo o Peru. Quem quer comprar tecidos típicos da região, melhor comprar em Lima – vai ter a mesma qualidade, porém por quase a metade do preço.[/picturethis][/align]

[align=right]Iglesia de Santo Domingo e Qorikancha[/align][align=justify][picturethis2=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/205758_10150168943881484_541286483_6706942_1935310_n.jpg 320 240 Iglesia de Santo Domingo e Qorikancha]Com o mapa em mãos, primeiramente fui a Qorikancha, onde está a Iglesia de Santo Domingo e seu sítio arqueológico. Aqui funcionaram quatro templos incas que foram parcialmente destruídos pelos espanhóis e sobre suas bases foi construída a igreja. O sítio na verdade é apenas um jardim, mas simboliza a ambição, arrogância, exploração e destruição da colonização espanhola. Neste sítio, na época inca, se localizavam diversas estátuas e objetos de ouro construindo o que deveria ser um lindo sítio dourado, assim como os quatro templos que eram rodeados de ouro. Depois de Qorikancha, segui para o Monasterio de Santa Catalina que possui várias obras de arte do estilo cusquenho, o melhor museu sobre o assunto no mundo! Além desses, visitei a Pedra dos 12 Ângulos, o Museo Inka e o excelente Museo de Arte Precolombino, que mostra de forma cronológica artefatos desde a época pré-inca até os primeiros anos de colonização espanhola. Muito interessante!

 

Passei na agência com a qual havia reservado conhecer Machu Picchu e acertei tudo que faltava para fazer a trilha dois dias depois. Almocei no Bembo's, excelente hamburgueria em Cusco, sabores bem originais do país! Pela hora, esse almoço foi quase um jantar, então acabei comendo somente um sanduíche depois.[/picturethis2]

Pisac - Leonardo Caetano[picturethis=http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/206475_10150168926966484_541286483_6706585_1766616_n.jpg 320 240 Pisac]No dia seguinte fui ao Valle Sagrado de Los Incas com a Puma's Trek pelo valor de s/ 30. É um passeio bonito pelo vale do Río Urubamba, a 2.800 metros de altitude, que conta com interessantes ruínas. O passeio é circular e tem início em Pisac, pequena cidade onde acontece uma popular feira indígena. Destaque para os pães de uma cantina da senhora que fica na parada do ônibus. A feira tem muita coisa interessante onde tudo é passível de negociação, como em todo o Peru, mas é uma parada que agrada mais os turistas ansiosos por compras. Não era o meu caso.

 

A segunda parada foi no Parque Arqueológico de Pisac. Nesta região dividida em quatro setores, estão presentes ruínas de edificações do período inca onde a principal é Intihuatana. No local também está presente o maior cemitério pré-colonização espanhola. Após essas excursões, parada para almoçar em Urubamba, cidade que funciona como uma espécie de capital do Valle Sagrado. Paramos em um restaurante onde queriam nos cobrar s/ 25 para almoçar em um buffet self-service. Eu e uma trupe brasileira logo reclamamos do preço e vieram com uma história de que irmãos sul-americanos pagavam s/ 20. Era um absurdo ainda e, ao pensarmos em dar meia volta, ofereceram por s/ 10, menos da metade do preço inicial! Aceitamos na hora![/picturethis][/align]

[align=right]Ollantaytambo - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/207194_10150168927916484_541286483_6706597_5495011_n.jpg 320 240 Ollantaytambo]Após o almoço, seguimos para Ollantaytambo, onde muita gente fica para pegar o último trem do dia a Machu Picchu. A cidade foi um importante complexo militar, religioso, administrativo e agrícola do período inca onde atualmente antigas casas se misturam com novas casas, muitas construídas sobre a base de antigas. Na região mais alta, está um antigo templo inca, o Templo Principal, que é a principal atração, de onde esse tem uma vista privilegiada de todo o complexo. Algumas das construções são quase que mágicas pela sua forma e localização, às vezes em locais de difícil acesso.

 

A última parada do dia foi em Chinchero, uma cidade de aparência pobre, mas rodeada de uma belíssima paisagem montanhosa e nevada. É habitada por 10 comunidades indígenas. O principal ponto de visitação é a Iglesia de Nuestra Señora de Monserrat de Chinchero, de estilo colonial e repleta de obras de arte do estilo cusquenho. É uma igreja bem diferente! Em frente à igreja, está a Plaza Mayor onde acontece o Mercado de Chinchero constituído por índios locais que ali vendem seus produtos típicos. Logo retornamos a Cusco e me preparei para o grande dia seguinte...[/picturethis2]

Vista do trem - Leonardo Caetano[picturethis=http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/222034_10150168929256484_541286483_6706614_3749063_n.jpg 320 240 Vista do trem]Machu Picchu era um sonho a ser realizado e, depois de tantos dias no Peru, finalmente chegaria a meu último destino... Acordei bem cedo e arrumei a mochila de ataque. Estava tão ansioso que mal havia dormido. Deixei as coisas no hotel em Cusco e me encontrei com a guia que me levaria até local de onde sairia o ônibus até a estação de trem. O ônibus demorou bastante a sair de Cusco, esperando os retardatários. O atraso acabou afetando a mim e mais três gringos, pois fomos os únicos a descer na primeira estação de trem que leva a Machu Picchu – Poroy. A outra estação é Ollantaytambo que vale mais a pena quando se quer sair no final do dia para dormir em Aguas Calientes. Fui o último a entrar no meu vagão e só não o perdi por 3 minutos! Fiquei bem chateado com isso.

 

O trem da Peru Rail é o maior barato! Foi construído de forma que seus passageiros pudessem admirar a bela paisagem verde cercada de montanhas também verdes, porém algumas nevadas. Fui na categoria Backpacker que não é a das mais confortáveis, mas a mais barata. A viagem seguiu por cerca de 1h30 por belos campos e cortando a cada vez mais densa mata até chegar no quilômetro 104, onde começa o Camino Inca de dois dias. Um pouco antes de descer, me solicitaram um papel com a autorização devida para descer neste local e foi o maior desespero porque a agência não tinha me entregue tal papel. No fim, acabaram me deixando descer, mas ficaram de notificar a agência do ocorrido para não acontecer novamente.

 

A trilha de 2 dias vale a pena para quem não tem o pique de enfrentar os 4 dias da trilha tradicional ou para quem não está com muito tempo para a viagem, mas faz questão em fazer a trilha – esse foi o meu caso e não me arrependi! O preço é só um pouco menor, mas acho que se tira muito mais proveito do passeio do que apenas chegar em Aguas Calientes de trem, ver Machu Picchu e voltar para Cusco. Fiz a trilha também com a Puma's Trek que só me deu o susto com a autorização para descer do trem. Foi o melhor preço entre todas as agências, US$ 250 – as refeições foram boas e o guia foi muito bom![/picturethis][/align]

[align=right]Chachabamba - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/215963_10150168929596484_541286483_6706619_1690403_n.jpg 320 240 Chachabamba]Saindo do trem, ao descer no meio dos trilhos, logo avistei Roger, o guia que me conduziria pela trilha até Machu Picchu. Roger se revelou um excelente guia que tem prazer no que faz e conhece tudo na região. Poucos metros da descida do trem se encontra um posto de controle que checa se está tudo OK para ingressar na trilha. Percebi que há um posto desses em cada uma das entradas para a trilha e em locais próximos a onde são realizados os pernoites da trilha de 4 dias. Aproveitei a infraestrutura do local para trocar de roupa, pois já começava a esquentar depois de um dia anterior chuvoso.

 

Passamos pelo posto e seguimos por alguns metros até Chachabamba, ruínas do local onde se hospedava a família inca, na última parada antes de Machu Picchu. Acredita-se que funcionava como posto de guarda, mas já pode ter sido usado como templo. Deste ponto, se iniciava a caminhada de purificação espiritual do inca e sacerdotes até a cidade sagrada. São ruínas interessantes. Diz-se que foi o local mais próximo que os colonizadores espanhóis chegaram da cidade sagrada. Este é o único ponto da trilha de dois dias que não é acessado por quem faz a trilha maior de três ou quatro dias.[/picturethis2]

Wiñaywayna - Leonardo Caetano[picturethis=http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/215253_10150168932186484_541286483_6706659_5424683_n.jpg 320 240 Wiñaywayna]Finalmente começou a caminhada de verdade. Havia apenas mais dois grupos na trilha, um deles passei neste primeiro trecho. Era um grupo de idosos, achei muito bacana eles fazerem a trilha. Depois os encontraria em Aguas Calientes, cheios de gás ainda. A vista do caminho fica cada vez mais maravilhosa proporcionalmente ao quanto se afasta dos trilhos do trem. É um belo vale verde e a caminhada parece ter algo mágico. Cerca de duas horas depois, passando por cachoeiras e mais algumas bonitas paisagens, chegamos à segunda parada, Wiñaywayna. Wiñaywayna significa “para sempre jovem” em quéchua e foi um centro urbano com templos religiosos e um grande centro agrícola que abastecia a região. A vista desse ponto é linda demais! Sentei por alguns minutos admirando aquele cenário de mata, o Urubamba, as ruínas de Wiñaywayna e as costas de Machu Picchu. Neste local encontramos o outro grupo de espanholas que estava na frente com quem pude trocar e viver essa experiência.

 

Daqui seguimos novamente sozinhos por mais cerca de 30 minutos até o abrigo e restaurante que existe antes de chegar a Machu Picchu, onde fizemos nossa pausa para o almoço. Não sabia que o saco da agência que estava carregando há tempos era meu almoço! Comi com vontade uma empanada, um sanduíche, uma banana, um suco e alguns chocolates! O resto guardei ou dei para o Roger, era muita coisa! Não havia prestado atenção nesse detalhe da agência “dar” o almoço. O grupo das espanholas que havíamos ultrapassado chegou no abrigo e não havia comida à venda. Segundo Roger, não é sempre que possuem alimentos disponíveis. Só havia uma sopa, mas não havia cozinheira no momento. Preste atenção nisso quando for fazer essa trilha!

 

Seguimos em frente pela trilha por mais duas horas até chegar à subida final até a Puerta del Sol que é o ponto onde finalmente se vê a cidade de Machu Picchu. A vista é magnífica e emocionante, finalmente havia chegado! Fiquei por ali bastante tempo apreciando aquela vista e tentando gravar na memória todos os ângulos e sentimentos. Todo mundo que chegava ali tinha o mesmo olhar embasbacado e, depois de uns minutos, puxava um papo elogiando aquele belo cenário enquanto o sol se escondia aos poucos atrás das montanhas. A Puerta del Sol pode ser alcançada também a partir de Machu Picchu, em quase meia hora de caminhada. Vale a pena![/picturethis][/align]

[align=right]Machu Picchu - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/207280_10150168934741484_541286483_6706721_1242672_n.jpg 320 240 Machu Picchu]Descemos até o entorno da cidadela e tirei diversas fotos, muitas delas sem ninguém no fundo! É uma das melhores horas para tirar fotos onde parece que apenas você estava em Machu Picchu. Não entramos nas construções da cidade sagrada, pois o dia seguinte seria destinado a isso. Finalmente bateu a sensação de “missão cumprida, agora é aproveitar o dia seguinte”.

 

Descemos por cerca de 40 minutos as escadas que levam até Machu Picchu Pueblo ou mais conhecida como Aguas Calientes. Já estava tão escuro que tivemos que usar lanternas no trecho final até o povoado. Tomei aquele banho e jantei em um restaurante que estava incluído nos serviços da agência. A comida estava maravilhosa! Andei um pouco pela cidade, mas logo voltei para o hotel Inti Punku, que como todo hotel econômico de Aguas Calientes é fraquíssimo. Dormi logo porque dia seguinte seria dia de madrugar novamente...

 

Acordei às 3h e logo já estava na rua. Roger demorou um pouco, mas comprovou que já havia quase 200 pessoas na fila do ônibus, então o jeito seria realmente vencer o cansaço e subir as escadas até Machu Picchu. Andar até as escadas e depois subi-las parece alguma forma de peregrinação, saem alguns bocados no escuro e aos poucos vão se juntando outros que foram ficando para trás no caminho. Há também um certo ar de competição, pois cada pessoa ultrapassada é uma pessoa a menos em sua frente na fila para pegar a senha para subir Huayna Picchu, então o ritmo é forte.

 

A subida pelas escadas, normalmente em um bom ritmo, dura aproximadamente 50 minutos. Acabei demorando pouco mais de 1h devido ao alemão que havia conhecido no trem e tinha reencontrado no hotel, pois o convenci a ir de escada quando Roger falou da fila do ônibus. O ritmo dele era um pouco mais lento e só decidi seguir na frente deixando ele um pouco para trás nos últimos 10 minutos, hora em que o primeiro ônibus já tinha nos ultrapassado na estrada e já se ouvia o barulho do segundo. Por sorte cheguei junto com este e garanti a senha 262, sendo 200 por horário (8h e 10h). Ir às 10h há mais chances de se pegar o céu limpo de cerração.[/picturethis2][/align]

[align=center]20110601021909.jpg

Machu Picchu ao amanhecer - Leonardo Caetano[/align]

 

[align=justify]Machu Picchu é mágica! Com um guia ao seu lado então, nem se fala. Entende-se o que era a cidade sagrada inca, as construções, cada um dos quatro templos e muito mais. Apesar de parecer pequena, leva-se um bom tempo para percorrer a cidade de um canto ao outro. Chegar cedo possibilita também a vantagem de pegar o lugar vazio ainda, mais uma oportunidade que tive de tirar fotos exclusivas!

 

Templo Principal - Leonardo Caetano[picturethis=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/206231_10150168935746484_541286483_6706741_6136271_n.jpg 240 320 Templo Principal]Machu Picchu também é conhecida como a cidade perdida dos incas por ser bem conservada. Na verdade, apenas 30% do local é original ainda, o restante vem de reformas para conservação do local. A cidade servia como refúgio ao Inca e sua família, principalmente em caso de ataque, e como centro administrativo da região. A cidade passou a ser conhecida pelos povos colonizadores só em 1911 quando o Peru não era nem mais colônia espanhola. O local era conhecido apenas pelos habitantes das regiões próximas e era frequentado raramente por ladrões de tesouros. O americano Hiram Binghanm, que foi oficialmente o primeiro explorador a comprovar ter chegado em Mavhu Picchu, chegou à cidade após conversar com pastores locais que o guiaram até o local. Diz a lenda local que ele foi o primeiro a perguntar como se chegar lá.

 

A cidade é formada basicamente por duas grandes áreas – uma agrícola e outra urbana. A parte agrícola é percorrida entre o posto de controle e as escadas de acesso a Machu Picchu. Já a parte urbana é a que todos querem frequentar. O passeio por lá consiste em visitar o Templo del Sol, a Tumba e o Palacio Real, onde pode ter havido múmias e jóias, mas parece ter sido saqueado e destruído em um grande incêndio. Próximo, se encontram o Templo Principal, Templo das Tres Ventanas e a Casa del Sacerdote, que foram as construções que achei mais interessantes mesmo estando incompletas. No local também se encontra a Intihuatana, a pedra do sol que ligava os astros às montanhas locais. Outras partes interessantes mais dispersas também são visitadas, como a Roca Sagrada e Las Tres Portadas. As construções são imponentes e ricas de detalhes. É impressionante também a forma como faziam circular a água na cidade utilizando o relevo do local como força motriz.[/picturethis][/align]

[align=right]No topo do Huayna Picchu - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/207414_10150168938136484_541286483_6706796_4332537_n.jpg 320 240 No topo do Huayna Picchu]Depois de rodar toda a cidadela, descansei um pouco curtindo aquele visual magico até o relógio bater 10h, hora que comecei a subir o Huayna Picchu, mas não sem antes pegar mais uma fila... Para quem está de passaporte, é nesse posto de controle que se ganha o carimbo simbólico de Machu Picchu. A subida para o Huayna é um pouco cansativa, se leva quase 50 minutos para chegar ao topo, a 2.700 metros de altitude. No topo, há várias pedras que formavam a casa do sumo sacerdote que todo dia ia ao Templo de La Luna, na mesma montanha. Já no topo, deve-se ter cuidado, pois um passo em falso ou uma trombada em alguém e se rola Huayna Picchu a baixo. Recebi essa dica aqui no Mochileiros e de meus amigos peruanos, que afirmam ser perigosíssimo. Quando estava no topo, teve um argentino que foi segurado e por muito pouco ele não caiu! É impressionante ver as construções nesta montanha, voltadas para a agricultura e postos de vigilância. São feitos em espaços muito pequenos e de difícil acesso – loucura imaginar como transportaram essas imensas pedras até ali!

 

A vista de cima do Huayna estava totalmente dominada pela serração. Mais de cinquenta pessoas estavam na espera por abrir o tempo, entre eles cerca de 7 brasileiros. Depois de quase 40 minutos, o tempo começou a abrir e pudemos ver aquela imagem maravilhosa de Machu Picchu vista de cima! Depois de um tempo, desci a trilha pelos degraus que só cabem um pé de lado por vez, surreal! Descendo e apreciando a vista da cidade, cheguei a Machu Picchu novamente, de onde, depois de mais uma volta pela cidade, peguei o ônibus de volta a Aguas Calientes.[/picturethis2]

Em Aguas Calientes, almocei um bom menu del día. Só assim para comer a um preço um pouco mais justo por lá! Só dão essa opção se perguntar e se o restaurante estiver um pouco vazio. Afastado das ruas principais também se come um pouco mais barato. Parti para os Baños Termales, onde paguei s/ 10 para entrar e relaxar um pouco nas águas quentes. Esperava bem mais do lugar, achei um pouco fraco. Logo mais, parti de trem de volta a Cusco, satisfeito com um belo dia de viagem!

 

Tambomachay - Leonardo Caetano[picturethis=http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/207095_10150168939191484_541286483_6706822_8268028_n.jpg 320 240 Tambomachay]Descansei bem depois das noites mal dormidas nos dias que fui a Machu Picchu. Acordaria cedo, mas a preguiça me deixou na cama mais um pouco. Depois de duas tentativas frustradas, finalmente neste dia consegui conhecer o interior da imensa e bela Catedral de Cusco. Depois parti para o local de onde saem os ônibus para Pisac por s/ 2,40 e desci em Tambomachay, último dos quatro sítios arqueológicos próximos a Cusco, a cerca de 7 km. Como a estrada é uma subida, o melhor para conhecer esses sítios é descer aqui e depois percorrer a estrada no sentido para Cusco que é uma descida.

 

Tambomachay se encontra a 3.700 metros de altitude e foi um importante templo de adoração à agua. É um local muito bonito formado por muros, janelas e diversos canais de água. Talvez sejam as ruínas incas mais conservadas na região. Aqui conheci um casal de médicos brasileiros que estavam viajando por todo o Peru de carro e estavam empolgadíssimos com a abertura da estrada transamazônica que permitiriam-lhes futuramente retornar ao Peru de carro, porém desde sua casa, em Roraima. Pena que essa estrada, agora inaugurada, está permitindo saquearem muito mais árvores amazônicas do que antes...[/picturethis][/align]

[align=right]Saqsayhuaman - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/216177_10150168940556484_541286483_6706857_3229037_n.jpg 320 240 Saqsayhuaman]O segundo sítio, Puka Pukara, fica a pouquíssimos metros do primeiro. Possui uma bela vista do vale, com uma vegetação rica em cores de verde e terra. O local funcionou como posto de vigilância da cidade de Cusco, de onde se conseguia avistar as principais entradas no vale. Um guia do local explicou rapidamente sua história, mas para continua-la queria um dinheiro. Como já estava satisfeito com o que tinha falado e o que tinha lido, agradeci e deixei para uma próxima vez.

 

A próxima parada é Q'Enqo que é alcançada depois de uma caminhada de quase 4 km. O sítio era um labirinto subterrâneo onde havia um centro cerimonial e anfiteatro. Na verdade, passei ao largo destas construções, pois o local estava em manutenção. Um pouco depois está a ultima ruína inca no caminho, essa a mais próxima de Cusco – Saqsayhuaman. É o maior de todos estes sítios, formado por muitas grandes pedras e por grandes praças. Era chamado de Casa del Sol, um local onde invocavam Inti Raymi (festa do sol). Aos domingos, dia em que estive lá, uma parte do sítio arqueológico vira uma grande área de lazer, com pessoas jogando bola e fazendo churrasco ou piquenique. Há um bom mirante de Cusco no local.[/picturethis2]

Cusco vista do Cristo Blanco - Leonardo Caetano[picturethis=http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/208713_10150168942161484_541286483_6706900_7321003_n.jpg 320 240 Cusco vista do Cristo Blanco]De lá se pode seguir ao Cristo, que não é igual ao do meu Rio de Janeiro, mas é bacana. De lá se tem também uma bonita vista da cidade de Cusco, que vista de cima é toda vermelha. A partir do Cristo, é só descer um pouco pela estrada novamente que logo irá surgir uma pequena passagem que desce através de ruas e escadas de volta ao centro da cidade. A entrada é difícil de se ver, passei por ela duas vezes até encontrá-la.

 

Nesse caminho de volta está o grande Templo de San Cristóbal, que é o patrono de Cusco. A área da igreja é um gostoso local para descansar e tomar um café. Depois, fui à Iglesia de Santa Teresa e voltei ao hotel, onde descansei um pouco. Mais tarde, jantei um delicioso lomo saltado com uma gostosa Cusqueña para me despedir bem da cidade. Dia seguinte estaria de volta ao Rio de Janeiro...[/picturethis]

 

GASTOS PRINCIPAIS:

 

Transporte:

Avião (LAN), Cusco - Lima: R$ 379

Táxi, Rodoviária - Centro: s/ 10

Táxi, Centro - Aeroporto: s/ 7

 

Passeios:

Museus e outros: s/ 65

Valle Sagrado (Puma’s Trek): s/ 30

Boleto Turístico: s/ 130

Camino Inca (Puma’s Trek): US$ 250

 

Hospedagem:

Incawasi: s/ 135[/align]

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[align=justify]A viagem foi muito boa. As cidades que mais gostei de visitar, sem dúvidas, foram Cusco, com suas construções e uma das sete maravilhas do mundo, Machu Picchu, e Arequipa, que me surpreendeu bastante com a beleza de suas construções brancas e o Cañón del Colca. Paracas também foi uma surpresa, tanto que nem em meu roteiro estava, assim como Nasca, que gostaria de ter ficado mais tempo. Lima, que não faz parte da maioria dos roteiros pelo Peru, é uma cidade que conquista aos poucos. Huaraz é feia, mas as paisagens fora dela são espetaculares! Trujillo é linda! Puno realmente foi o patinho feio da viagem, mas o Titicaca é atração imperdível!

 

Encontrei gente de tudo quanto é canto do mundo, mas brasileiros só em Cusco mesmo e em muito menor escala em Lima, Arequipa e Puno. Treinei muito meu inglês e, principalmente, meu espanhol. Até meu italiano deu para treinar um pouco! Conheci argentinos, ingleses, franceses, norte-americanos, italianos, belgas, alemães, sul-africanos, chilenos, australianos, japoneses, espanhóis e brasileiros (paulistas, mineiros, cariocas, gaúchos, roraimenses, capixabas e cearenses) na viagem. E sempre, claro, conhecendo diversos peruanos.

 

Montei meu roteiro e uma estimativa de gastos baseado em dicas coletadas nos sites Mochileiros e O Viajante, e nos guias de viagem Guia Criativo para O Viajante Independente na América do Sul e Rough Guide: Peru. Vários relatos de viagens, álbuns de fotos on-line e blogs também ajudaram. Já postei e vou continuar postando as dicas que coletei para essa mochilada no fórum do Peru e no meu blog que iniciei agora: www.viagemdebolso.com.br. Obrigado a todos que me enviaram dezenas de respostas aqui no fórum!

 

Para quem quiser conferir algumas fotos:

• Lima, Paracas e Nasca – www.facebook.com/media/set/?set=a.448503771483.250837.541286483&l=37797d7676

• Trujillo e Huaraz – www.facebook.com/media/set/?set=a.488943631483.274231.541286483&l=4a6ce067ab

• Arequipa, Cañón del Colca e Puno – www.facebook.com/media/set/?set=a.10150104009706484.292869.541286483&l=839bfdad34

• Cusco e Machu Picchu – www.facebook.com/media/set/?set=a.10150168923561484.312062.541286483&l=ce83f0459c

 

Abraços,

Leonardo Caetano[/align]

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Muito bom o relato, você descreveu tudo tão bem.. ainda colocou informações importantes como custo e companhias de onibus que você utilizou.

Esse roteiro que você fez é basicamente o q eu quero fazer, só que quero adicionar San Pedro de Atacama, por isso muito obrigada. Vou usar muitas das suas dicas para fazer minha viagem.

 

Depois de ler, a minha vontade de viajar cresceu ainda mais.

Abraços

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Muito legal o relato Leo!

 

De Puka Pukara até Q'Enqo seria possível pegar um taxi ou neste local não fica nenhum? Ou de repente a linha que você usou para ir, ela passa no sentido contrario (voltando a cusco) com uma frequencia razoável?

 

Meu roteiro atualmente está:

20/jun - City tour a tarde (chego de manha na cidade)

21/jun - Tour Vale Sagrado ficando em Ollantaytambo pegar o trem

22/jun - MP

23/jun - Qorikancha, Pedra dos 12 angulos, etc

24/jun - Inti Raymi

 

Ficaria muito melhor trocar o roteiro do dia 20 com o do 23 (além de que daria pra fazer esse esquema a pé, com calma). Só que fico com receio de achar sem graça devido a já ter visto Machu Picchu, algumas pessoas recomendaram não fazer isso... Pode me dar uma opinião?

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Parabéns pelo relato, ficou ótimo, uns dos melhores lidos até o momento.

Retrata o necessario e bem ilustrado com fotos....

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Talita e Miroel,

 

Valeu pelo incentivo!

 

 

VMesquita,

 

Não entendi o porquê de trocar. Imagino que no dia 23 esteja querendo conhecer a cidade de Cusco, certo? Dia 24 são as ruínas perto de Cusco como Puka Pukara, Q'Enqo e Saqsayhuaman? Se for isso tudo, acho que é por aí mesmo. Não vejo como desanimar em ver as ruínas depois de ter conhecido Machu Picchu, são do mesmo estilo arquitetônico, mas são diferentes.

 

Quanto ao trecho entre Puka Pukara a Q'Enqo, há táxi sim, mas pode demorar um pouco. Há ônibus também, mas a frequência não é das melhores.

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Valeu pelo retorno Leo! Dia 24 eu reservei só para o Inti Raymi (a festa anual de Cusco). Planejei originalmente conhecer as ruínas dia 23 e visitar as atrações da cidade dia 21, ou mas posso inverter a programação desses dias. Só que eu chego na cidade vindo de Arequipa dia 21. Então se optasse por conhecer as ruínas neste dia acho que não daria para fazer "por conta" como você fez, porque tem uma conjunto de coisas que tenho que resolver logo depois de chegar: ir no hostel, comprar ingresso de Machu Pichu, comprar ingresso do bus de MP, comprar o boleto turistico. Teria que encarar o "City Tour" das agencias mesmo, que só começa 14h da tarde.

 

Acho que vou deixar pra resolver quando chegar, dependendo do tempo que leve pra terminar de resolver essas coisas faço uma coisa ou outra.

 

O Boleto eu posso comprar diretamente em qualquer atração da qual ele faz parte? Li essa informação em algum lugar, vc saberia confirmar se ela procede?

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parabens, sem dúvida um grande relato. estou com a viagem marcada pro dia 03/07. eu e minha namorada queriamos fazer o passeio as ruinas proximas a cuzco da maneira como vc fez. quanto tempo voce demorou? os onibus pra pisac são frequentes? voce se lembra onde pega esse onibus? obrigado desde já.

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Maria Emília,

Que bom que gostou do relato! Valeu pelo feedback!!

 

 

VMesquita,

Sim, você pode comprar o boleto em alguma das atrações do qual ele faz parte.

 

 

Aletucs,

Que bom que gostou do relato! Os ônibus para Pisac são frequentes sim. Eles saem de Cusco, de um terminal rodoviário exclusivo. Sai toda vez que enche o ônibus, normalmente demora de 15 a 20 minutos pra sair e chegar lá em menos de meia hora. Ele sai da Av. Tullumayo um pouco depois do Sitio de Qorikancha. É fácil achar, está sinalizado no mapa oficial da cidade que te dão no escritório de turismo perto da Plaza de Armas e em várias das atrações. Não tem erro!

 

 

Abs,

Leo

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    • Por paulorolan
      Gente antes de começar a ler o Post minhas resenhas, dicas, alegrias, melhores viagens e dicas, "Eu não terminei o Post"; Então não fiquem chateados, mas deixei várias, várias dicas do que fazer, e como fazer, dicas do que não fazer!!!! Valeu grande abraço e Viva as Férias, Viva Felicidade, Viva o Amor e Viva a Vida e Obrigado a Deus pela minha experiência!!!!
      Viagem Janeiro e Fevereiro 2017
      Olá amigos mochileiros, estarei escrevendo minhas opiniões, frustrações, dicas e maravilhosas férias que tive neste ano. Quero agradecer primeiramente a Deus por proporcionar estas férias, depois ao site e diversas dicas e sugestões proporcionando a nós mochileiros eternos a várias dicas e lugares desconhecidos para desbravar advindo de nossos sonhos.
      Quero agradecer também a duas pessoas incríveis (Naomi e Pedro Pedri) que prestaram seus dias e tempos preciosos em dividir suas experiências e vivências para nos proporcionar melhor conforto e segurança em lugares desconhecidos por mim, agora faço a minha parte dividindo sonhos e alegrias, pois férias não são só descanso e sim aventuras, descobrimentos, redescobrimentos, novos conhecimentos, algumas frustrações, mais muito mais, são as alegrias, paisagens, natureza, belíssimos lugares, lugares pintados por Deus, investidos de seu preciso tempo para nós reles mortais, desfrutar de seus desígnios.
      Neste post não colocarei fotos, pois nada melhor, imaginar um lugar dos seus sonhos e você ter impacto da realidade, nada é melhor você ver com seus próprios olhos a natureza e suas exuberâncias, colocarei aqui minhas observações, meus roteiros e minhas dicas.
      Podem ocorrer discordâncias de opiniões, mas o que seria do “Amarelo se não houvesse o Azul”, e é esta a beleza do ser humano suas discordâncias e seus acordos, suas idéias e opiniões, seus olhares clínicos para cada lugar visitado, este nosso Brasil como lindo é, como lindo está, tantos lugares a se conhecer, quantas portas e janelas e serem abertas ou reabertas, quantos horizontes a serem descobertos ou visitados, Viagem, Viagem sozinhos ou acompanhados, com amigos ou desconhecidos, Viagem livres como pássaros, leves como as matas e esperançosos como um olhar de sua filha, Viagem com o coração aberto, aberto a novas diferenças, a novos conquistas, a novos amigos, deixe o celular de lado e suas loucuras de apps, contas, jogos e distrações tente esquece-lo, compre uma câmera digital subaquática se possível, desliguem seus aplicativos e mídia social, invistam em boas conversas, em sua própria língua ou estrangeira, se comuniquem através de mímicas, arranhe seu inglês, francês qualquer outra língua, desenhe se for preciso, viva o momento como se fosse o único, e quando estiver em um lugar maravilhoso foque bem na paisagem, grave em sua memória na sessão “Paisagens Maravilhosas” “Awesome” lembre-se dos sonhos, momentos alegres e felizes enquanto você estava lá, abasteça seu coração e alma com as belezas presentes, purifique-se com o ar da mata, recarregue suas energias com a alvorada e pôr do sol, fale com o vento e consigo próprio, escute os anseios do corpo e purifique sua alma com presença de Deus, junte tudo para o seu retorno e rotina. Obrigado Deus por esta experiência e momentos que vivi.
      Bem meus roteiros para esta viagem Janeiro e Fevereiro 2017 foram Bertioga, Natal, Recife e Maceió, estarei dividindo em tópicos para aqueles que não querem ler o post todo, saliento que não gosto de falar de dinheiro ou custos, mesmo porque férias não é custo e sim Investimento.
      Sesc Bertioga – 25 Janeiro a 31 Janeiro 2017
      Bem Bertioga para mim foi uma grata surpresa e experiência, pois minhas férias começaria no Sesc Bertioga. Resolvemos conhecer por estar perto do litoral Norte e de tantas boas ressalvas positivas sobre, alguns sabem ou descobrirão que é extremamente difícil pernoitar em seu recinto, mas fomos agraciados pelo sorteio, lembrando que começamos e entramos no sorteio em Agosto/2016 (Site Sesc Bertioga) fomos sorteados em setembro/2016 para irmos em Janeiro de 2017, cinco meses antes da viagem planejada e lá descobri o porque!!!
      Pegamos a estrada no dia 25/01/2017 Feriado de São Paulo - Origem Osasco Destino Bertioga cerca de 2 horas de viagem, pela imigrantes sentido Cubatão, muito tranquila a viagem e bem sinalizada pedágio R$ 25,20 reais descida e subida cerca de R$ 10,00 reais, (este valor já não me recordo).
      Pois bem saímos daqui as 07:00 hrs e chegamos as 09:00 hrs, o primeiro check-in começava as 10:00 hrs, no site informava que começava as 12:00 hrs, mas resolvi arriscar e nos demos bem!!! Chegando seu check-in  consiste pegar primeiro as pulseiras dos hospedes, chave da casa, o cartão para suas despesas caso queira (recarregável) limite de R$ 50,00 reais diários e pagar o estacionamento R$ 13,00 reais para a estadia inteira. Nesta viagem resolvemos pegar a maior estadia que são 6 dias e meio, não existe mais, porém existe menos, logo colocarei os valores. Não é permitido você andar com o carro dentro do Sesc, seu percurso é restrito descarregar as malas em frente a casa e deixar o carro no estacionamento, você ganhará uma identificação para as suas saídas fora do Sesc. Fiquem de olhos nas atrações do Sesc pois elas costumam começar as 07:30 hrs e vão até as 23:00 hrs.
      Passeio:
      Bem ficamos na casa nº 8 muito aconchegante cabiam confortavelmente 12 pessoas em beliches de alvenaria, quartos espaçosos, ventilador, dois banheiros, cozinha confortável com frigobar, sem televisão (obrigado Sesc), sem telefone (obrigado Sesc). Nossa casa ficava bem próximo ao parque infantil aonde até os adultos podem desfruta-lo, lógico com limitações (não podem descer no Toboáqua ou escorregadores) mas pode desfrutar das fontes e canos d’águas muito gostosos por sinal, a piscina realmente é para crianças e somente crianças de até 12 anos podem desfruta-lo integralmente, a profundidade é cerca de 30 cm dá em nossa canela não oferece risco algum para os pequenos, mesmo porque ainda existe um guarda-vidas no local para mais segurança e conforto. Caminhando dentro do complexo, fomos conhecer o rendário longos cochilos após o almoço - Ahh o almoço o almoço e jantar– Nicho da Baleia, Salão de jogos, Caminho das pedras (relaxante) para mim não foi nada relaxante, mas fui fazer mesmo assim e voltaria a fazer. O Sesc possui uma mega estrutura para mim chega a ser comparado a um Resort, devido a sua estrutura, acomodações, espaço, lazer, comida e divertimento, não chega a ser um exagero não!!!!
      Alugamos bicicleta R$ 20,00 reais grande e R$ 8,00 reais duas pequenas por uma hora, mas existe a diária a R$ 25,00 reais comum e ainda pode sair do complexo. O salão de jogos é muito espaçoso e aconchegante, vocês pais e filhos que não conseguem ter interação com a prole, a proposta do Sesc é justamente esta, existe ping pong, dama, xadrez, centenas de jogos que podem jogar todos os membros da família, Caiaque para andar sobre o Rio, Xadrez Gigante (não brinquei, me arrependo), então aquele pimpolho que não larga o celular, só quer ficar nos apps e jogos eletrônicos, façam eles descobrirem os horizontes levantando um pouco suas cabeças, agora abaixadas e fixadas em seus celulares e jogos eletrônicos, forcem a barra um pouco se necessário, interagem com eles com Detetive, jogos de Macacos, Varetas, bolas de gude, jogos de cubos de madeiras,  rio para pesca (isca de graça), brinquem redescubram os sorrisos em seus rostos e o brilho em seus olhares, o Sesc proporciona isto em suas centenas de diversões, as atrações são para o dia inteirinho, sem descanso.
      Café da manhã, Almoço e Jantar, dependendo da sua estadia você terá um horário fixo devido a cor da sua pulseira, mais ainda é flexível pois existem “horários livres”, fiquem atentos.
      Dica: Levantem bem cedo tomem um café da manhã reforçado, e como já diziam, tomem um café como um Rei, almoce como um príncipe e jantem como um plebeu, mas não foi o meu caso, lá eu virei boi de engorda. Em todos os Sesc’s que já frequentei este é o melhor em termos de comida, por enquanto e até agora, o café da manhã é divino, ovos mexidos maravilhosos, frios muito frescos, pãezinhos, iogurte, mel, frutas, sucos, cereal, só para ter uma noção eu comia tudo isto somado a três pães com frios e etc rs rs rs. O almoço também com 2 tipos de carnes diferentes, frango, peixes, massas, saladas, arroz, feijão, sopas, caldos tudo muito bem preparado com muita higiene e limpeza, muito saborosos o jantar a mesma coisa. Existe a condição de você levar o refrigerante ou comprar lá, o refrigerante e suco cerca de R$ 3,00 reais.
      A piscina dos adultos na imagem parece imensa, mas fica apenas na imagem, é muito gostosa quando não cheia de gente, existem diversas atrações, hidroginástica em horários distintos, mais uma piscina para os pequeninos cerca de 30 cm profundidade, na piscina adulto que felicidade, podemos saltar e mergulhar da borda, em outros Sesc’s é proibido, existe um bar próximo a piscina onde porção camarão R$ 20,00 reais, batata cerca de R$ 10,00 reais, achei a música, muita alto para a piscina, minha namorada não então vai de cada um. No geral muito gostoso e agradável mesmo porque você tem logo ali o acesso a praia, “enjoou da piscina vá para a praia”, “enjoou da praia vá para a piscina”, vida chata hein rs rs rs. O acesso a todas as dependências do Sesc são através da identificação da pulseira, inclusive acesso a praia através do Sesc, houve até aula de surf para as crianças tinha até para adulto, mas deste eu não participei. A tarde noite mais atrações e diversões mesmo porque a piscina encerra as 18:30 hrs, participamos de um grupo de circo muito legal e divertido chamado “Corsários Inversos” uma atração a parte, ótima interação e diversão para todas idades, fiquei muito feliz, eles me chamarem para fazer parte de 30 min do espetáculo amei em tê-los conhecidos e indico aonde estiver se apresentando, muita diversão mesmo.
      O famoso mirante onde li alguns relatos que estava fechado e realmente está, o que é uma pena, pois a visão de lá é espetacular, segundo vídeos internet, pelas minhas contas já está fechado a cerca de 5 meses, gostaria de saber quando vão abri-lo novamente, quero muito conhece-lo.
      Passeio:
      Nesta semana estava, em meu roteiro, conhecermos a praia de “Itaguaré”, “Barra do Uma” e “Boiçucanga”, como estávamos bem próximos e não conhecíamos nenhuma destas, resolvi incluir e sair um pouco do roteiro do Sesc, outra feliz escolha.
      Boiçucanga (feliz escolha) 60 Km, cerca de 01:30 hrs a partir do Sesc, é muito bonito areia amarela e mar de ondas fortes (não aconselho para crianças) no meio da praia como em qualquer praia litoral norte e tranquila na parte perto das pedras (aconselho para as crianças), tomamos uma deliciosa caipirinha de Maracujá, bem próximo a entrada que escolhemos, tomamos muita água refrigerante para as crianças, voltaria com certeza!!!! Logo depois de 4 horas fomos para Barra do Una (outra feliz escolha) 21 km cerca de 30 min a partir Boiçucanga, encontro do mar com rio, muito bonito e gostoso, lá descobrimos um redutos de umas pessoas que não gostam de desfrutar dos prazeres da vida, muitas lanchas, barcos, jets, carros conversíveis, etc rs rs, mas o que eu queria mesmo era pegar ondas de body board, minha meta era pegas umas 20 ondas, peguei mais de 100, eu e o Kaique (12 anos), filho da minha namorada nos divertimos muito, ondas fortes mas não perigosas perfeita para o que queríamos. Tomamos outra caipirinha de maracujá, muito doce e não gostamos, as crianças brincaram até da caiaque na parte do rio, tudo com muita segurança e tranquilidade R$ 50,00 reais 01:00 hrs.
      Dica: Acho muito importante encontrar praias com rios próximos para podemos tirar o Sal do corpo, principalmente das crianças que possui pele muita sensível a altas temperaturas que estávamos sujeitos ali, ficamos por lá umas 04:00 hrs também, chegamos ao Sesc umas 20:30 hrs esbodegados mais felizes dos nosso passeios, voltaria com certeza!!!!.
      No dia seguinte não tínhamos que acordar tão cedo para conhecer;
      Frustração: Itaguaré (infeliz escolha) 16Km a partir Sesc 25 min, as vezes desejamos coisas que não conhecemos mas termos que conhecer e presenciar, para não retornarmos ou aconselhar nossos amigos, minha opinião!!!!  Pois bem, toda a alegria e satisfação do dia anterior foi trocado por frustração e brigas deste dia, saímos já tomados café da manhã, com o Sol já a pino e chegamos até a praia, a entrada é muito bonita no meio da mata, porém descobrimos que a praia é de surfistas, onda muito fortes e mar nervoso, não possui nenhuma infra, descuido nosso não levar guarda sol ou nos resguardar pelos improvisos, logo na entrada minha namorada pisa na “merda”, as crianças odiaram a praia, consequentemente tiram meu sossego e Vibe. Apesar de não ser a praia que queria conhecer aquela da foto, próximo ao rio etc, descobrimos 01:00 hrs depois que teríamos que andar mais 4 km a diante, a praia da foto fica na entrada do Rio Itaguaré, logo na entrada recebemos informações de como funciona e cuidados na reserva ecológica, havia um pessoal armado da guarda florestal, salva vidas falando que já houveram pessoas que se afogaram, ou seja um tormento de dia. Pois bem, ficamos lá umas 04:00 hrs com o mar revolto (impróprio para crianças) água do rio parecendo fervida para o chá da tarde, pessoas gritando, fazendo churrasco de domingo, as crianças de mal humor e irritadas e o meu sossego indo cada vez embora. Ou seja não foi legal ou proveitoso o dia, e também não volto mais lá, sem falar que rolou um tremendo stress entre todos (eu e minha namorada) (entre as crianças) em nossa chegada tanto é que nem fui jantar com eles neste dia. No dia seguinte, cabeça mais tranquila, estabilidade emocional recuperada houve uma bela “Conversa”, mas tínhamos mais 2 dias e meio de divertimento então brigas e discussões no passado, bora seguir em frente.
      Retornamos a nossa rotina de interação com as crianças, de jogos, risadas, brincadeiras e “Boi de engorda”, depois fui parar na balança mais 4 Kg a serem gastos durante minha viagem ao Nordeste que contarei logo a seguir.
       
      Minhas considerações finais:
      Retornamos para São Paulo dia 31/01/2017 as 12:00 hrs, voltaria com certeza para o Sesc Bertioga, em vista do que me proporcionou as alegrias e aprendizados e aconselho a todos irem, tomara que não na mesma época, pois a concorrência vai ser maior rs rs.
      Excelente comida, estadia, acomodações, diversões e tranquilidade .
      Valor gasto, para 2 adultos e 4 crianças (3, 8, 10 e 12) Frustração: minha filha de 3 anos não foi, porém não paga também, café da manhã, almoço e jantar.
      R$ 2.210,00 reais para 6 dias e meio;
      R$ 1.000,00 reais Namorada (pedágio, combustível, gasto Sesc, visitação as praias, bebidas diversas e outros);
      R$ 500,00 reais Eu (pedágio, combustível, gasto Sesc, visitação as praias, bebidas diversas e outros);
      Total Sesc Bertioga R$ 3.710,00 reais
      Nota: 9.5
       
      Natal – 02 Fevereiro a 06 Fevereiro 2017
      Bem de volta a São Paulo, parada estratégica de 1 dia e meio, lavar as roupas, encher a mala de mais bermudas e cuecas e vamos que vamos, depois de um ano e meio trabalhando, ouvindo chefe na orelha, problemas e problemas sérios, quero voltar renovado, pilha recarregada, renovar corpo e alma. Certooo vou voar de avião, adoro, todo o trajeto São Paulo X Natal X Recife X Maceio X São Paulo (planejei 6 meses para todo o translado de avião) ahh eu merecia, trabalho para que? Não é mesmo.....
       Minha namorada morre de medo, vou contar mais adiante, pensa numa pessoa “Cagona” mandei ela para Recife sozinha de avião, com conexão ainda..., nunca tinha voado kkkkkkkkkkkk.....depois eu conto mais!!!!
      Natal é a segunda vez que visito, a cidade está em meu coração, quero torna-la minha segunda casa um dia, pretendo um dia morar lá, gosto muito da Infraestrutura, Comodidade, Lazer, Diversão, Entretenimento, Praias paradisíacas, estratégico ao meu ver, para o Nordeste  etc etc etc, sou apaixonado por Natal, abaixo segue meu roteiro e vou falar em cima dele.
      Gosto muito de experimentar coisas novas, comidas, passeios e hospedagens e neste não foi diferente, da última vez que fui a Natal “2015”, fiquei hospedado em um Hostel chamado “Fun Hostel” era de um publicitário do Rio de Janeiro o Fabio, gente boa por sinal, ele tem outro em Buzios do irmão ou parente, o de Natal muito bem localizado, muito bem cuidado, extremamente limpo, moveis, mobília novas adorei ficar lá, mas resolvi me hospedar em outro, mesmo porque foi orientação do próprio Fabio e busquei informações aqui no site. Enfim encontrei e fui orientado a ficar no
      Frustração: “Albergue da Costa”, uma das piores escolhas que fiz na minha vida, você leu certo, piores escolhas que fiz na minha vida.
      Ressalvas:
      Historicamente existe uma rixa ou uma “P....a” que eu não sei quem inventou isto ou quando surgiu, o infeliz que plantou a sementinha da discórdia entre Paulistas X Cariocas, gente estou de férias, quero ficar zem, buscar paz, sossego e tranquilidade, quero fazer novas amizades, conhecer novos lugares, passar boas dicas, nadar com peixinhos, ficar horas e horas no mar contemplando a natureza etc etc, mas infelizmente presenciei o fato!!! Quando cheguei em Natal desembarquei com o calor maravilhoso, clima agradável, tudo que eu queria...
      Dica: Transfer Aeroporto a Ponta Negra “Natal Transfer” R$ 35,00 reais, vale muito a pena, já havia solicitado no próprio hostel, me levaram certinho show.
      Quando cheguei no hostel já vi a sua cara e cuidados, nada a ver com “Fun Hostel”, sou adepto a albergue, quando  me hospedo, estou em busca de uma boa cama, chuveiro e um bom café da manhã, depois fazer amizades, conversas, o dia rende para mim, 06:00 hrs já estou levantando.
      Pois bem, fui recepcionado por duas atendentes extremamente mal educadas, bocudas Luciana “A Carioca”, Evellyne “A internauta” e Marcelo ou Henrique “O Atleta”, este último não sei o nome direito dele, enfim o dono do Hostel; continuando, para começar toda aquela fotos dos quartos, área de lazer, bar, piscina, história do albergue passou por várias reformas, sonhos e trabalhos na Argentina para construir um sonho tudo blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá acredito muito na premissa Esforço X Trabalho X Realização, mas não se aplica a eles, para começar as atendentes; primeiros contatos:
      - Fala bicho blz? Quem é você?
      - Sou o Paulo tenho uma reserva aqui....
      - Vai falando mais que a minha memória está sequelada....
      (se vocês adivinharem quem me recebeu assim, pago uma gelada para cada um que me cobrar.... escrevendo agora rs rs rs estou rachando de dar risadas, mas foi exatamente assim o primeiro contato... Eu sou bicho? Me pareço com um? minha mãe será que é uma ursa e não estou sabendo, ahhh meu Deus crise de identidade! Memória sequelada, isto quer dizer esquecimento????
      Normal levei na esportiva, mesmo porque estou de férias tranquilo, novos contatos, terras distantes, saber lidar com as diferenças etc etc.
      - Ahhh então é você que é o cara teimoso, que quer, porque quer ficar no quarto misto.... (A internauta)
      - Eu tinha reservado este, mas o quarto está com algum problema?
      - Sei lá, quem vai dormir lá é você!!!
      Nesta hora já havia subido, a paciência um pouco esgotada, fui parar em um quarto lotado, camas horríveis, banheiro minúsculo, beliche mole parecida saída de um tufão, moveis antigos, largados e sujos, piscina água verde, mata sem cortar e aparar, a campainha é igual a usada em fazenda, para chamar o gado, e a localização do Albergue horrível, detestei, depois de outras conversas elas próprias me disseram, que o Hostel iria fechar, porque o dono queria ter estilo de vida das “Kardashian” rs, será que tem motivo??? Mais tarde fui pedir outra ajuda:
      - Meninas depois preciso de uma ajuda.... (Paulo)
      - Vai falando, vai falando, vai falando.... (a Carioca)
      - Vocês podem me ajudar com a tábua da maré e ver os passeios que dependem dela? (Paulo)
      - Vê você, usa o seu celular... (a Carioca)
      - Tem algum micro ou internet que posso ver? (Paulo)
      - Só existe um e está quebrado (A internauta)
      Penso eu: Meu Deus aonde eu vim parar, sai logo daqui, vai procurar seus passeios, ver o mar azul turquesa, com mistura de verde, vá respirar ar puro, ver o morro do Careca, passear na areia, foi o que fiz.
      Dica: Programe seus passeios as piscinas naturais Maracajaú e Perobas, de acordo com a Tábua da Maré, depois te explico melhor como funciona, todos os passeios, as piscinas naturais, dependem dela, eu já sabia disto e fui atrás para me programar.
      1 Dia – Maracajaú + Punaú (Preferência ficar somente nestes locais)
       
      03/02/2017 – Perobas (Passeio lancha para Parrachos)
       
      Maracajaú (perfeito o lugar, maravilhoso o passeio, “Awesome”), mas infelizmente o mar só estava bom um único dia, na semana da minha estadia, então resolvi Perobas ***(antes de continuar lendo, vá até os asteriscos logo abaixo, leia minhas resenhas e depois retorne aqui...)
      R$ 120,00 reais, mais R$ 30,00 reais do almoço lá, nunca tinha feito, comprei o passeio através da “Buggy Brazil”, não conhecia, procure as agentes Patricia ou Paula (ela é meio doidinha mas gente boa), deixo o contato e telefone depois, existe também o “Mar Azul” guia e agente “Caio” um paulista da Zona Leste gente fina de mais, depois deixo o contato, aprendi muito com ele, existe a “Lizzandra” agente “Laura” uma Argentina que não trabalha mais lá mas deixo o contato também, agora em seu lugar está um agente Uruguaio, esqueci o seu nome, muito gente boa e feliz da vida, me ajudou muito em momento de desespero, depois eu conto!!! Comprei também o passeio pela Buggy do quadricículo para lagoa Carcará.
      Ressalvas:
      *** No dia marcado ao passeio, acordo 06:00 hrs da manhã, café da manhã está longe de ser servido, começa as 07:30 hrs, me arrumo, passo protetor, pego meu Kit mergulho bugigangas e celular perto para caso aconteça alguma coisa, pois aconteceu.....
      (cont ***) Ai ai, não sei por onde começar tantas coisas ocorreram neste viagem, que vou voltar a viajar de novo, de novo e de novo. Fui orientado pela agente Paula para eu estar as 06:30 hrs em frente ao hostel porque ninguém conhecia-o, segunda ela, com celular perto, deu 06:40 hrs, 06:50 hrs, 07:00 hrs, 07:30 hrs e nada da Van, meu Deus esqueceram eu aqui, tentei ligar na agência e telefone não existe, comecei muito bem aqui em Natal hein, minhas férias estão indo por água a baixo, está sendo destruída, Paulo não desista, enfrente a parada, você não voou mais de 2.240 km para isto, e aí que aparece o Atleta.
      (cont ***) Olho para o lado e vejo um cara de sunga vermelha se exercendo logo nas primeiras horas do dia, penso que é um hospede, dou bom dia me responde bom dia e tudo certo, lembre-se eu esperando a van e já desesperado! Ele termina seus exercícios e me pergunta?
      - Vai para passeio? (O atleta)
      - Vou sim, vou para Perobas, mas a Van ainda não passou, acho que me esqueceram aqui. (Paulo)
      - Que horas são? (O atleta)
      - 07:40 hrs... (Paulo)
      - Perobas a Van passa 07:15 hrs no máximo (O atleta)
      - Aonde você contratou o passeio? (O atleta)
      - Na Buggy Brazil... (Paulo)
      - Não trabalhamos com eles... (O atleta)
      (cont ***) Neste momento tinha descoberto o dono do Hostel ele foi muito solicito comigo nos primeiros instantes, até a página 2, ele tentou ligar para a Buggy tb não conseguiu, tentou me vender um outro passeio para Maracajaú, que eu sabia que a maré estava horrível aquele dia, e ainda fez um comentário desnecessário com a agente de turismo, deixa para lá... Nesta hora entrei em desespero total, buggy total no sistema, colapso financeiro, queda mundial da bolsa. Peguei minhas coisas e fui correndo mais de 30 min pela orla para chegar a agência, errei o local fiquei rodando como um peru para achar, quando eu encontro, bem na frente existem outros turistas que a agência havia esquecido, pronto!!!! Mundo abaixo, terremoto, maremoto, tsunami e tempestade em um único lugar. Olho para o lado a Paula (Doidinha) tentando ligar para Deus e o mundo, detalhe 08:15 hrs da manhã. Enfim depois de toda esta catástrofe no primeiro dia em Natal, cidade comedor de camarão, sou potiguar de coração, a Van me aparece, pega os turistas perdidos e encontro o motorista da Van (Esqueci o nome), parece Senhor dos Aneis II aonde a sociedade do Anel Frodo e Aragorn estão encurralados no castelo e quando derrepente soa a trombeta do exercito Elfos Armados e blindados para salva-los, ufa foi exatamente assim que me senti. Mais um adendo, o motorista havia me falado que havia passado 5 min depois da minha saída e detalhe eu vi ele passando ao meu lado, mas como não tinha emblema da buggy não reconheci, e ainda o atleta tinha informado que eu tinha desistido do passeio, tentou vender outro para mim e informado ao motorista que tinha saída a mais de 30 min daquele instante.
      Passeio:
      Maravilhoso o passeio amei muito, primeiramente fui para Punaú, este passeio antes era feito junto com Maracajaú, agora eles desmembraram, Punaú é uma fazenda que este sim, está eternamente em reforma maravilhoso o lugar, excelente para estar com crianças e tudo mais, água rio altura da canela, mar incrível foi meu batismo em Natal, existe uma tirolesa no local R$ 5,00 reais por descida (legal), o almoço não sei mas creio ser bem salgado pois uma água      R$ 5,00 reais, mas levarei e levo minha filha de 3 anos com certeza lá, mas vou alugar um carro da próxima vez - falando em alugar carro depois conta mais!!!! - Depois de cerca de 02:30 hrs em Punaú fomos para a tão sonhada Perobas, uma lancha pequena para um grupo de 6 a 8 pessoas, já foi emoção do inicio, lanchinha enfrentado as ondas que mais parecem de pedra
      Dica: não aconselho este passei “Perobas + lancha” para as piscinas naturais com crianças!!! Talvez de catamarã, talvez para não ainda!!!! Mas finalmente, estava em Natal e suas belezas naturais, nadando com os peixinhos coloridos, no meio do oceano, tirando e filmando fotos submersas, minha câmera digital é subaquática uma das melhores aquisições que fiz na vida, junto com o meu Kit mergulho (Extremamente essencial estes dois itens), estava tudo lindo maravilho, diversão total, quando derrepente no retorno a costa me aconteçe a “M...a” anunciada.
      Ressalvas:
      Quando você planeja umas férias destas, pelo menos para mim, tento me blindar de todos os problemas possíveis e inimagináveis, a final de contas eu trabalho com TI, meu chefe me exige isto, minha rotina me exige isto, meu trabalho exige isto, mas como dizem “M...as” acontecem, problemas aparecem e soluções são necessárias... como se não tivesse passado por problemas dias antes, por enquanto e até agora. Mas vamos a frente e enfrente, aqui em São Paulo eu tinha percebido que minha câmera estava meio embaçada quando tirava fotos subaquáticas mas eu nem liguei muito, mas me resguardando fui atrás de assistência tentei trocar o Kit de vedação, sabia que iria utiliza-la e muito aqui, só que o técnico da autorizada me cobrou R$ 400,00 reais na época para trocar, fui na Santa Efigênia, ninguém fazia o serviço, na Itália ela me custou R$ 600,00 reais, meu irmão que trouxe-a, já tinha 5 anos de uso comigo e ainda aguentando, acreditei que ela ainda aguentava, pois bem, não aguentou!!!! Detalhe segundo dia dos 22 total no Nordeste das férias, piscinas naturais, mergulhos, paisagens etc etc etc. E agora aonde eu vou arrumar está câmera aqui, se nem em Sampa consegui, nesta hora não conseguia pensar em mais nada, nenhuma alternativa a não ser arruma-la, imagina quanto custaria ela aqui mais de R$ 1.000,00 reais e agora e agora??? Eu não tenho esse dinheiro!!!! Levei mais de 12 sabonetes, 2 tubos de pasta dental, 2 tipos de protetor solar (pois sou alérgico), 2 pares de chinelos, bermudas diversas, cuecas diversas, dinheiro a mais para emergências para os passeios, mas nunca pensei em levar, 2 máquinas digitais, e ainda meu celular é só aquele que faz e recebe ligação. Estava muito receoso em comprar um novo celular (outra história mais adiante), minha namorada disse que vivo na era das cavernas pois nem Whatsup tenho, agora eu pergunto, trabalho com tecnologia o dia inteiro, trabalho em um ambiente aonde se eu colocar todos os servidores que tomamos conta, enche um apartamento de 100 metros quadrados e ainda falta, você acha que quero isto para mim, eu não, mesmo porque, proposta de férias é desligar total, derrubar os disjuntores, investir em conversas, deixar os celulares Mega Blaster Poderosos, com processadores e aplicativos capaz de controlar a sua própria casa a km de distâncias, alguns deles controlam até a vida dos próprios donos!!! Sai fora, deixe-o de lado, quero contemplar o corpo, alimentar o espírito e alma de coisas boas. Você acha que um advogado quer saber de quantos processos e audiências com o juiz ele vai enfrentar nas férias???? Você acha que um médico quer saber de quantos pacientes ele terá que operar nas férias??? Você acha que engenheiro quer saber dos cálculos que tem que fazer nas férias???? Lógico que não...então cada um...cada um.....!!!!
      Volto a Buggy Brazil para suspender meu passeio de quadricículo que seria no dia seguinte para eu ir atrás da câmera, até que encontrei o abençoado Uruguaio feliz da vida que me deu uma enorme dica, no momento de desespero. Fale com aquele cara ali que ele pode te ajudar, depois coloco o nome, pediu para eu procurar uma loja chamada “Samurai Assistência Técnica” especializada em consertos de máquinas digitais, detalhe era sábado, acordei bem cedo peguei o ônibus para o Centro de Natal, esta loja fica em frente ao Shopping Cidade Jardim, eles até arrumariam R$ 175,00 reais com muito esforço e dedicação porém destroem a capacidade de fotos aquáticas, então parti para comprar um kit de proteção para câmera, não encontrei em parte alguma, quando derrepente encontrei a salvação da minha vida
      Frustração: Alecrim presentes, aonde o vendedor me ofereceu aos 47 min do segundo tempo uma parecida com a Go Pro, (câmera Sports HD) resolução boa, gravação subaquática por R$ 400,00 reais. Pensei pronto estou de volta a vida com minhas fotos e filmagens. Comprei cartão de crédito parcelado em várias vezes, todo feliz e deixei a outra lá na assistência. Chegando em casa comecei a testa-la e fazer filmagens e logo percebi alguma coisa errada, resolução das fotos e filmagem, lembrando estava véspera do passeio quadricículo, um dia inteiro perdido em Natal a procura da câmera, vou testa-la amanhã!!!
      Batata fotos com baixíssima qualidade e filmagem horrível. Voltei a loja na segunda feira, pois domingo não abria, consegui troca-la por outra, detalhe parecida e agora estava pouco feliz, pois perdi um dia de filmagem e fotos, mas pensei o que é um dia em vista dos cerca 19 que tenho adiante, pois é, só pensei, Lembrem-se nada que está ruim não possa piorar!!!! A câmera também está com defeito só que estou agora véspera de embarcar para Recife e sem ânimo para ir atrás de novo!!!! (Até hoje 02/03/2017 não resolvi o problema), ou seja preciso comprar outra para as próximas férias.
      04/02/2017 – Depois de passar todo o perrengue, beirando as 14:00 hrs fui para o meu lugar preferido de Natal, um cantinho muito especial para mim, tomar um banho de mar, relaxar, reenergizar-se e pronto, mas este, não dividirei com vocês.
      Passeio:
      05/02/2017 – Lagoas Arituba, Carcará, Alcaçuz, Juventude (passeio quadricículo 4x4)
       
      Com a câmera com defeito mesmo, fui ao passeio, desta vez ocorreu tudo bem, a Van me pegou no horário no hostel e chegamos no horário estipulado, passeio R$ 220,00 reais, fora o almoço cerca de R$ 30,00 reais. Eu queria conhecer as lagoas de um modo diferente, então resolvi comprar este, queria conhecer Arituba, Carcara, Alcaçuz e Juventude, já a emoção tomou conta no início do passeio, porque é muito, muito louco pilotar o quadricículo, fizemos um teste rápido na mini pista deles, aquele troço é forte de mais, fiquei com vontade de comprar um para mim, nunca tinha andado de moto e além do que pilotar nas dunas, falésias e o bicho é 4x4 show!!! O passeio consiste em passear no meio da floresta, subir e descer uns declives a aclives e passear nas dunas. A agência fica na praia Pirangi do Norte, Panamirim, bem próximo ao maior Cajueiro do mundo.
       
      Dica: você pode até ir de ônibus a Pirangi e contratar o passeio lá, a agência “Terra Molhada”, pode ser a mesmo coisa, talvez mais barato, aí já não sei.
       
      As paradas são nas lagoas Amarela está seca seca, lagoa Alcaçuz (mais ou menos, esperava mais) e a tão famosa Carcará pelas fotos lindo lugar só na foto, tempo média de parada para conhecer e banhos 40 min, Carcará neste dia como era final de semana tinha um evento lá da Bandeirantes, SBT e Record imagina o furdunço que estava aquele lugar, mas fui muito bom conhecer e tirar fotos, virei até celebridade pois os moradores queriam tirar fotos em cima do meu quadricículo, foi legal!!!
       
      Dica: Não vá a estes passeios das lagoas de final de semana, já tinha lido a respeito, mas fui do mesmo jeito, não voltaria “De final de semana”; Carcará existe um passeio de pedalinhos para mim dispensável, na lagoa, se não tivesse tanta gente seria mais legal, mesmo porque descobri que dá para ir de carro lá, mas não voltaria sozinho de carro não, não tem nada para fazer lá, a não ser encher a cara (mas não era o meu foco) e nadar na lagoa. Mas o passeio foi salvo e foi muito legal andar de quadricículo do que propriamente conhecer as lagoas, voltaria a fazer, pelo quadricículo. Os guias até me filmaram a toda velocidade pilotando-o, muito show amei!!!!
       
      Frustração: Soube pelas pesquisas e conversas que tive lá, a Lagoa Arituba fede a urina (mais de 4 pessoas, inclusive morador me confirmou isto), era bonito no passado e agora de longe e só para tirar fotos então atentem-se. Lagoa da Juventude secou, morreu. Em Natal eles estão com problemas muito sérios de falta de chuva o que temos aqui em abundância eles perecem com o recurso, tanto é que no passeio da lagoa de Jacumã, eles a represaram para também não morrer. Outro passeio que tinha feito no passado foi a lagoa da Coca Cola, também morreu, secou! Triste estas informações mais atuais e reais.
       
      Passeio:
      06/02/2017 – Lagoas Jacumã Aerobunda, Tirolesa e Kamikaze, Pitangui) (Possibilidade Aluguel Carro, atravessa a balsa).
       
      Bugueiros recomendados - Marcilio (84) 99960-8334/99927-1103, Moal (Informações Albergue da Costa)
       
      Preferir passeio de buggy o dia inteiro
       
      Desta vez decidi voltar a Natal, pois da última fiquei 19 dias, praticamente todos os dias um passeio diferente e não conheci todo Natal, este retorno o foco e objetivo era “Lagoa de Jacumã”. Muito eu li e busquei informações sobre o tão falado “Moal” ou “Marcílio”, o quanto eu li a respeito destes caras deveriam ser os príncipes de Natal, gente boa, bons passeios, ótimas aventuras, etc etc etc. Lenda, Lenda, tudo lenda, sabe aquela coisa não acredite em tudo que lê, passei na pele o sufoco. Meus cinco dias em Natal, todos, afirmo todos os dias tentei contatar o Príncipe Moal para o passeio em Jacumã, pedi ajuda até para Carioca e a Internauta, para o passeio na Lagoa Jacumã; não consegue ir sem Buggy, todas as agências, não quiseram me incluir para fechar um grupo, repito 5 dias praticamente tentando fechar o passeio, não me aceitaram pois eu estava sozinho e quem tinha não queria um forasteiro!!! Pensei o príncipe Moal vai me salvar, a Carioca até conseguir falar com Príncipe Moal e Príncipe Marcílio, mas ambos informaram, “Não faço este passeio exclusivo”, “Não tenho como encaixa-lo em nenhum de meus passeios”, “Só faço se ele pagar o buggy inteiro R$ 400,00 reais e ainda talvez”, pois este não é o meu foco..... Imagina um cara frustrado, agora some uma 10 caras frustrados, agora multiplique por 100, este era eu!!!!! Meu retorno a Natal foi quase que exclusiva motivo Jacumã, queria descer no Kamikaze, na tirolesa, adoro sports radicais, pois bem, mais um problema para coleção.
       
      Quer saber a frente e enfrente, vou neste lugar mesmo que seja voando!!! Mal sabia da minha peregrinação... este era minha única alternativa no momento, uma das loucuras da viagem. Começando peguei um ônibus até o Shopping Cidade Jardim 30 min, depois peguei o Nº 77 até (esqueci a cidade) 01:30 hrs e depois peguei um táxi comunitário até a Lagoa 40 min, total de trajeto cerca de 02:30 hrs. É muito longe de condução, fora que neste vilarejo o descaso do governo é tão grande, tão grande que - Se uma mãe estiver com filho doente as 19:30 hrs da noite, esquece que nem taxi vai te pegar, além do mais hospital que não existe, uma vergonha este descaso. Pois bem, cheguei a Lagoa todo preocupado, aonde eu estava, que lugar é este, totalmente desnorteado, imagina aqueles taxis que carrega cachorro, periquito, galinhos e nós... Na lagoa tinha uma casa/restaurante que serve comida para os turistas (XXXX) eu desnorteado com as minhas coisas, fui atrás de informação, cada descida kamikaze R$ 13,00 reais, descida tirolesa    R$ 13,00 reais, comprei 2 Kamikaze e 1 tirolesa, melhor coisa que fiz!!!! O lugar é fantástico, primeiro fui tomar um banho de lagoa para relaxar e me reequilibrar, depois fui tirar uma fotos do lugar com quem? Minha super câmera Sports HD “F.....a” quebrada!!! Voltei e dei mais um mergulho, que delícia de lagoa, até então não tinha tantos Buggys das agências, quando resolvi... vai ser agora, vou descer de tirolesa primeiro, que sensação, show, já tinha valido por 01:00 hrs de viagem, agora vou dar outro mergulho na lagoa, porque aquele escorregador é insano, antigamente as pessoas desciam de costas e blz, agora eles descem de cabeça ... em cima de uma prancha a cerca de 60Km por hora, a uns 40 mtrs de altura, eu também tinha que descer. Depois de 15 min tomando coragem, pedi para um cara lá embaixo, me filmar. Pegando aquele carrinho, movido a motor de fusca que te puxa a uma velocidade – O Carrinho descarrila comigo em cima – Puts cagou....quase me machuquei não é um bom presságio.... vou me arrebentar todo, vou quebrar o pescoço...como o águia da PM vai me resgatar aqui....Minha filha vai ficar sem Pai....um monte de “M....a” passou pela minha cabeça.....respira...respira a frente e em frente. Lá de cima acreditem não são só seus pensamentos que travam, quando você coloca a prancha embaixo de você e começam a jogar água na lona....O instrutor segura a prancha firme, levanta a sua cabeça e a ponta dela e vaiii..... Ai meu Deus... Ai meu Deus.... Nãooooooooooo........ Nãooooooooooo..... e despenco a 60 km por hora.... – Nossaaaaaaaaaaaaaaa, que delícia, dá uma impressão que você vai ser arremessado para fora da lona e decolar da lagoa - Pronto viagem perfeita, valeu todo o sacrifício, muito show... finalmente fiz o que vim fazer, deslizei uns 20 mtrs na lagoa, “Awesome”!!!! “Awesome”!!!! Vamos a segunda vez??? Calma respira, analisa, dá um mergulho antes, relaxa!!!!! Tinha até umas crianças descendo quase de pé com a prancha.
       
      Dica: Quando você for, segure bem firme a prancha em sua cabeceira, junto os cotovelos bem próximos ao peito e unidos erga a cabeceira dela e permaneça até você parar na lagoa, existem uns barquinhos de apoio próximo, muitos perdiam o controle e imaginam, “Vídeo Cassetada”. Umas duas vezes que descer, já pega o jeito, e fiquem tranquilo, não possui “Perigo”, lógico por sua conta e risco!
       
      Minha permanência na lagoa girou em torno de 3 horas, o que eu via de Buggys chegando e partindo com 40 min de permanência, é muito pouco tempo, fora as filas imensas para descer na Tirolesa e Kamikaze. Meu medo maior foi estar no meio do nada e ficar sem apoio para voltar, coisa da minha cabeça, dava para eu permanecer mais umas 02:00 hrs que o taxi comunitário iria me buscar, margem de segurança é até as 17:00 hrs, depois disso eu não aconselho. Como eu havia pegado o telefone do ponto de táxi mais próximo de Jacumã, foi tudo tranquilo!!! Mas eu voltaria de carro.
       
      07/02/2017 – Neste dia, acordei cedo tomei café da manhã, fui fazer minha respeitável despida de Natal, agradece-la novamente pela minha estadia e principalmente de continuar linda do jeito que está.
      Minhas considerações finais:
      * Não volto mais ao Albergue da Costa e não indico, mesmo por que é bem capaz que não existe mais, as meninas me falaram que provavelmente vão fechar, e com certeza existe motivos para tal.
      * Restaurantes para comer os tão famosos (Tábua de Carne, Camarões, Barraca do Caranguejo e Coral), não fui em nenhum deles, pois não me importo em comer em lugares “sofisticados”, comendo o básico e ficar bem alimentado Show, almocei/jantei a maioria dos dias no Praia Shopping Girafas pois ficava bem próximo ao Hostel, preferi investir em excelentes passeios, em excelentes paisagens, é nisto que invisto minhas viagens.
      * Na época Natal, estourou o problema no Presídio Alcaçuz, não me senti em nenhum momento constrangido ou cerceado pelas minhas caminhadas, existia um Jipe dos Fuzileiros Navais e policiais fazendo patrulha, andava com $$$ no bolso e tranquilo.
      * Fiquei extremamente decepcionado com os príncipes Moal e Marcílio o que se tornou para mim Lenda Urbana.
      * Para compras o Vilarte Ponta Negra, muitas variedades e principalmente preço mais em conta do que os famosos Centro de Artesanato e Feirinha do Artesanato, inclusive aonde consegui fazer degustação de cachaça e licores para presentes nos outros não tinha. Castanha inteira a boa achei por R$ 20,00 reais 400 g.
      * Apesar dos pesares Natal está em meu coração e voltarei com certeza.
      Investimento:
      Passagem área ida e volta Natal cerca de R$ 800,00 reais;
      Hostel quarto compartilhado R$ 120,00 reais;
      Passeios, alimentação, lembrancinhas e câmera com defeito cerca de R$ 1.300,00 reais.
      Nota: 8
       
       
      Voando para Recife....
      Recife – 07 Fevereiro a 11 Fevereiro 2017
      Nossa como é gostoso voar de avião, dois anos e meio sem voar, sentir aquele friozinho na Barriga, olhar para os painéis do aeroporto e dizer “Estou indo embora, lógico que não estou continuando minhas tão sonhadas férias, eu era potiguar agora vou virar Recifense”, ô delícia de pensamento e sensação. Saí de Natal rumo a Recife um calor de 38˚ no aeroporto, lembrando:
      Dica: Paguei novamente o transfer para o aeroporto R$ 40,00 reais, agora ficou um pouco mais caro pois o motorista não tinha troco – penso eu que me deu um calote de R$ 5,00 reais – mas de boa fica de caixinha eles foram super pontuais...
      Tirando fotos no aeroporto, indo para lá e para cá, meu que viagem maravilhosa estou tendo, apesar dos problemas passados, vou chegar em Recife vou pegar o carro alugado, vou conhecer uma nova cidade, nadas com os peixinhos nas piscinas naturais, obrigado Deus....
      Quando reservei o carro fiquei muito preocupado, pois não a conhecia e estava muito receoso em alugar, nunca tinha feito, encontrei a locadora Budget, nunca havia falado mas quando cheguei em Natal ainda estava receoso com a locadora, será que existe, será que vai dar certo, mas olho para o lado e me tranquilizo pois até em Natal tinha um guichê deles, 0800 então Recife fichinha, como o carro era para Recife tranquilo. Paguei muito barato cerca de R$ 280,00 reais com seguro todo o período em Recife. Desembarquei no aeroporto, um sol, um clima uma temperatura maravilhosa, fui tomar uma água e fui ao banheiro, fui fazer o nº dois, fiquei por lá um tempo, consequentemente fiquei preso na área de desembarque, rs rs rs...de boa chamei uns funcionários para ligar para a administração e logo abrirão o portão para mim. Fui atrás do guichê da Budget muito rápido o atendimento e tranquilo, eu só não esperava o “Caução”, não sabia que tinha isto e mesmo porque tinha deixado o cartão de crédito para comprar outra coisas, mas sem choro R$ 800,00 reais de caução, uiiii doeu na alma um pouco. Quando o senhor retornar com o carro estornamos o caução. Vamos até lá pegar o carro eu tinha reservado um Nissam March, pois me atendia super bem preço e custo e iria andar mito em Recife queria dar comodidade para mim e a minha namorada, afinal era a primeira vez que estávamos viajando para tão longe e sozinhos, e ainda para um paraíso. Não tinha o carro ele me deram, um Ford Ka, novinho, vidro, trava, direção, porta trecos diversos e entradas USB, limpinho show.
      Dica: Carro com estes itens parecem banais mas de extrema importância, logo irei contar o porque, não pego mais carro sem estes itens básicos e principalmente você precisa ter GPS.
      Perguntei ao funcionário da locadora como faço para ir para Porto de Galinhas, lembrando não tinha GPS (pois  iriamos usar o da minha namorada), é bem tranquilo é uma reta só ele me deu as orientações certinho e fui se embora. Ainda meio receoso, afinal de contas 1º vez a cerca de 2000 km de distância da minha cidade e sem GPS....rs rs doidera nehhh....mas saindo do aeroporto, peguei a reta e fui, logo começam a aparecer as placas de identificação e sentido, mas mesmo assim parei em um posto e perguntei novamente, o rapaz me aconselhou e eu aconselho vocês a pegar a via pedagiada R$ 7,00 reais, porém muito melhor e muito mais fácil, lembrando Recife apesar de ter metrô e transporte público, sofre por problemas de grandes capitais, trânsito. Chegando próximo a entrada de Porto de Galinhas, ô que brisa maravilhosa, temperatura agradável, parei em uma pousada para pedir informação aonde ficaria a minha. Gente eu já sabia, tinha conhecido um Recifense, mas agora encho minha boca para falar “O povo hospitaleiro e gentil hein....” Nossa todos os recifenses que conversei ou encontrava são extremamente gentis.... O atendente da pousada ligou até para a minha pediu mais informações e me orientou certinho, cara muito obrigado, não vou lembrar da pousada. Chegando em frente a pousada, igualzinha a Foto em frente a uma pracinha agradável e tranquila,
      Dica: Pousada Liras da Poesia ou Pousada Branca, é a mesmo lugar, mas muito, muito boa a pousada/hostel, totalmente ao contrario da minha estadia em Natal, não vou nem citar mais o nome. Excelente atendimento, custo X benefício excelentes, excelente café da manhã e Rabanada!!!!!!!. Nossa não sou muito fã de doces, mas aquele Rabanada com leite condensado, são dos Deuses!!!!
      Estava com saudades da minha “pretinha” que na verdade é morena, mas sabia que aquele Sol iria deixa-la Jambo e queria saber acima de tudo sua experiência em voar de avião, sozinha com conexão, Kkkkkkkkkkkkkk que gostoso sacanear os outros, saudavelmente é claro, o que rende vários momentos de descontração e risadas.
      Em São Paulo, levei-a para o aeroporto de Congonhas expliquei detalhadamente aonde ela iria fazer check in, desembarque com o carro do pai dela, direção dos portões, expliquei voo de conexão pega suas bagagens do destino e não conexão, blá blá blá, blá blá blá. Saindo do aeroporto 15 dias antes do seu embarque e aí decorou está tudo bem?
      - “Lógico, agora está tudo bem, quero ver na hora do meu voo, fica com o celular ligado hein, pelo amor de Deus...” (Letícia)
      Três dias antes do embarque meu a Natal:
      - Você quer perguntar alguma coisa sobre o voo? Anotou todas as dicas e principalmente se der alguma “m....a” fixe seus olhos nos comissários eles tem treinamento para salvamento e resgate, posição fetal para impacto da aeronave,   (falei de sacanagem o final só para dar uma pilhada kkkkkkkkkkkkkkk)... (Paulo)
      - O que salvamento e resgate.... (Leticia)
      - Lógico, acidentes acontecem kkkk... (Paulo)
      Recentemente tinha acontecido aquela tragédia com o time as Chapecoense e outros passageiros, que Deus os tenha e confortem suas famílias....
      Adentrei ao portão da pousada e logo vi, uma pessoa bronzeada e brilhante, era ela, subimos até o quarto e sem explicações agora!!!!
      Sua chegada em Porto de Galinhas foi dia 05/02 eu já estava em Natal, resolvi deixa-la 2 dias sozinha só para saber como é viajar sozinha, longe de tudo e de todos, é uma sensação “Maravilhosa”, conhecer novos ares, novas pessoas, novas oportunidades, novas culturas e línguas. Uma coisa que aprendi a dar valor quando comecei a viajar sozinho é:
      - Pensamos que o mundo só está ao nosso redor, nossa cidade, bairro e emprego, devemos sair desta redoma e ampliar e conquistar novos horizontes e visões, quantas e quantas coisas temos a conhecer e a descobrir, basta querer, quantas oportunidades e conquistas teríamos se ficássemos em nosso “Mundinho”!!!! Viva com amor e intensamente, afinal nossa vida é hoje e o agora, desfrute destes prazeres, que Deus nos deu, se permita alçar novos sonhos e conquistas, o mundo é tão grande e muito além de nossas fronteiras imaginárias, devemos ultrapassa-las sim com consciência e serenidade, deguste de novos sabores e odores, descubra as belezas e riquezas de Porto por exemplo e como tem riquezas...
      O voo:
      Este é um breve relato dela.... Pernas bambas na entrada do aeroporto, sudorese no embarque. Qual é a sensação de alguém viajar sozinha de avião pela primeira vez e sozinha, terrível é lógico, o estômago vai parar na boca, a decolagem é o pior momento, avião sacudindo e um barulho quase ensurdecedor, sensação claustrofóbica se sentindo dentro de uma lata de sardinha com asas, náuseas diversas, cabeça explodindo e quando o avião pousa nossaaaaaa, que doidera, e depois avião subindo novamente quase vomitei, não tinha as tv  das poltronas, peguei a internet do avião e baixei o aplicativo da TAM, enfim ela passou muito mal!!! Precisou comer um boi para se restabelecer. Seus relatos com detalhes e dinamismo foram que renderam as risadas!!! Mas disse que não voa mais sozinha, kkkk, agora eu mando ela para o Egito!!!! kkkkkkkkk
      Sensações que não percebo mais e acredito que passageiros assíduos também. Uma grande novidade para os marinheiros de primeira viagem, segundo ela e minha opinião, valeu tudo a pena, quando vi este mar verde esmeralda transparente, já tinha passado todas as náuseas.
      Estava meio cansado da viagem, mas mesmo assim fomos dar uma volta em Porto, lembrando que já eram quase 17:00 hrs e anoitece muito rápido no Nordeste inteiro, então quase não deu para ver as praias, fomos caminhar no centrinho de Porto, que gostoso, novos ares, novo lugar para ambos, novos sonhos, novos horizontes!!!!
      Em porto, é muito bem estruturado, tem lavanderia, restaurantes, lojas de conveniência, lojinhas diversas, um pouco salgado os preços, em relação a Natal e Maceió. A pousada é muito bem localizada 10 min agradáveis de caminhada, perto do centrinho. Restaurante Gauchão para comer a vontade R$ 29,00 reais, (mais ou menos a comida) lavanderia R$ 15,90 o Kg roupa, água R$ 4,00 reais; mas lembre-se, nada disto é custo e sim investimento para você e sua vida, com planejamento e organização você não passará problemas. 
      Meu roteiro vou deixar abaixo, me planejei mal, no quesito dias, Recife/Porto de Galinhas é lindo de mais, tanto é no meu Ranking Porto ficou em segundo lugar, desta viagem, pouquíssimos dias para aproveitar suas belezas, voltarei com certeza agora com no mínimo 10 dias, e não chega a ser exagero!!!
      Minha previsão para o roteiro em Recife:
      07/02/2017 – Porto de Galinhas, Maracaípe e Ponta de Serrambi;
      08/02/2017 – Coroa do Avião, Forte Orange e Marinha Farinha (Parque aquático);
      09/02/2017 – Gaibu, Calhetas e Cabo de Santo Agostinho;
      10/02/2017 – Praia dos Carneiros e Tamandaré;
      11/02/2017 – Recife Olinda;
      Passeio:
      08/02/2017 – Coroa do Avião
      Coroa do avião foi um achado na internet, busquei as melhores praias de Recife e logo veio esta, cerca de 100Km de Porto de Galinhas, 01:40 hrs de viagem, gente acordem cedo, como falei, o dia rende para mim!!!!  Colocamos no GPS e ele nos levou até a Praia de Gavoa, em frente a um resort, aparentemente abandonado, não sei se funciona mais, pois só havia um guardinha na guarita, pedi informações e pude deixar o carro em frente a portaria, tranquilo e sossegado. Chequem no google maps, Coroa fica no meio do oceano, como a maré estava muito baixa conseguimos atravessar de “Gavoa” até “Coroa do Avião” a pé com a água no tornozelo mas subindo bem devagar. A distância cerca de uns 500 mtrs de caminhada, que sensação deliciosa caminhar em pleno oceano, sabendo que ali logo vai estar inundado, avistamos uns moradores pegando sururu, um deles me disse que existe umas piscinas naturais que é muito bonito, porém só de barco e maré baixa, outra nova janela a ser explorada!!! Pois bem chegando a coroa não parece aquela foto linda do post, mas em cima da ilha aí sim, vemos a imensidão e sua energia, que delícia, fomos recepcionados pelo garçom Leandro (não me lembro), logo nos instalou em seu mini restaurante, muito simpático e atencioso, quando derrepente  meus olhos saltaram  - Redes de descaço dentro do mar - Nosaaaa o que eu mais queria tirar uma bela foto (agora no celular da Leticia), desfrutar um sol 40° relaxamento total e tomando uma água de coco e com o plano de fundo o Forte Orange.
      Eitaaaaaaa vida mais ou menos, até ali já valeu as quase 02:00 hrs de estrada. Água deliciosa, mar um pouco revolto, mas porque a maré aquele dia estava cheia, comemos até duas lagostas por R$ 130,00 reais, nossaaaa..., vida de rei. O gosto não é dos melhores, para o meu paladar, mas estava muito bem feito, é a segunda vez que como e vai ser a última, prefiro ainda outros peixes, frutos do mar etc. Ficamos ali até o último cliente, de vez em quando chegavam umas lanchas enormes para nos visitar e tomar uma cervejinha, não foram muitas ainda bem, resolvemos caminhar em toda a sua extensão, acredito que deva ter 1,5 km, em toda parte tirava foto e banho de mar, lá não existe banheiro, estamos no meio do mar. Resolvemos conhecer o Forte Orange contratamos uma barquinho R$ 15,00 reais a travessia do canal por cabeça, passeio dispensável ao meu ver, pois está em reforma e acredito que no futuro se torne igual ao Forte do Reis Magos - Natal, muito louco o lugar; voltaria lá uma segunda vez sim. Como adoro lanchas, nadar, mar verde etc, pedi para o piloto da lancha se podia dar um mergulho no meio do canal!!!! Adivinha o que ele respondeu, lógicooooooooooooo!!!! Nossa estava a mil, mergulhei no meio do oceano, entre Coroa e Forte,  que delícia, tirei umas fotos e filmei, pronto, fechou o passeio em grande categoria, sucesso, piloto muito gente boa, fechamos com ele até nosso retorno a Gavoa R$ 30,00 cabeça.
      Gente lindo o lugar, volto com certeza, dependendo da maré dá para levar crianças, maravilhoso o lugar!!!! Amei. Gastamos o total com água de coco, água, lagosta, cerveja R$ 280,00 reais os dois. Retornamos a Porto felizes da vida.
      Neste mesmo dia, arriscamos ir para Olinda, quem vai a Recife a não conhece Olinda, não foi para Recife, mas chegamos muita tarde já a noite e cansados, eu queria conhecer o circuito do carnaval, achei a tão famoso Rua do Bom Fim, onde “Iveti” canta para todos. Tiramos várias fotos com os poucos bonecos gigantes que encontramos, fomos conhecer a Igreja da Sé, não sabia mas existem somente três no Brasil, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro, e para subir aquela ladeira, parece mais um precipício, só 4x4, pois subimos a pé, lá de cima o mirante é uma vista única, pena que não deu muito para apreciar pois a noite encobria tudo. Compramos alguns suvenirs, passamos umas 03:00 hrs em Olinda, eu sei que fomos chegar em Porto de Galinhas 22:30 hrs exaustos!!!! Mas cheios de alegria e emoção!!!
      Dica: Coroa do Avião muito protetor solar, beber muita água de coco, verificar tábua da maré (sem muita preocupação), chegar cedo!!! Chore para os garçons nos preços eles são gente boa, as duas lagostas eram R$ 250,00 reais. Não ande com muito dinheiro em Olinda ruas pouco iluminadas e escuras, mas foi tudo tranquilo, sem sustos ou maiores preocupações.
      Passeio:
      09/02/2017 – Porto de Galinhas, Maracaípe e Ponta de Serrambi
      Eu ainda não tinha conhecido até o momento as piscinas naturais de Porto - Oxxxxi como assim, pois é, me planejei mal com relação aos dias para a minha estadia - Mas enfrente e a frente, acordamos cedo tomamos um delicioso café da manhã, que por sinal, Excelente Pousada/Hostel Liras da Poesia, comi a famosa Rabanada com Leite condensado, nosaaaaa que delícia, lembro que comi mais de 15, nem aí para aumento de peso, estou de férias!!!!
      Chegamos as piscinas 08:00 hsr da manhã. Descobrimos lá que; para você frequentar as famosas piscinas com o formato do mapa do Brasil e outras mais adiante, você tem que pegar uma pulseira de acesso/controle, pois a fiscalização dentro mar é forte e existe, sem pulseira, sem fotos!!!! E bem na nossa vez, acabaram as pulseiras e só tinha para o dia seguinte, existe um limite de pessoas para frequentar as piscinas, concordo com a fiscalização e está certíssimo, mas não desanimamos, pegamos nossos kits mergulhos e fomos em outras piscinas mais perto e maravilhosas do mesmo  jeito, vimos a Dory, Peixe palhaço, peixinhos mais variados e coloridos possíveis, tiramos excelentes fotos da vida marinha, que delícia de mar, nossa como é lindo Porto de Galinhas, ficamos de queixo caído, ficamos no mar mais de 04:00 hsr filmando, nadando e relaxando. Depois de muita alegria e satisfação, olhos cheios de entusiasmos e apaixonados cada vez mais pelo lugar, fomos até a praia de Maracaípe, vizinha de porto, 10 min andando sentido lado direito, nadamos, tomamos uma água de coco maravilhosa, geladérrima!!! Maravilhoso mar. Depois fomos para Serrambi, bem próximos de carro, entramos em restaurante (não me lembro o nome) que um manobrista tinha falado R$ 15,00 reais prato feito e água de coco R$  2,00 reais, que nada preços altíssimos, pouco variedade, não gostamos o mar revolto e maré alta, não gostei da praia faixa de areia estreita e mal entramos no mar. Descobrimos um rio com encontro com o mar, lá tinha até cavalo marinho, mas através de passeio, não fizemos ficamos na praia/rio mesmo, não gostei, muito perigoso, não levem as crianças lá, correnteza forte e perigosa, rio traiçoeiro, muito melhor ficar na praia de Maracaípe estava muito mais gostoso, mas valeu a pena para conhecer, tirar fotos e relatar.
      Passeio:
      10/02/2017 - Calhetas, Gaibu e Cabo de Santo Agostinho
      Neste dia estava previsto, no meu roteiro, conhecer estas praias, porém mudamos de planos, por que?
      Estávamos as vésperas da despedida de Porto, e eu queria que a Letícia fechasse com chave de Ouro Porto de Galinhas, então sacrifiquei este dia para nós conhecermos Maragogi, o supro sumo das praias de Maceio, “Awesome”, a Galinha dos Ovos de Ouro de Alagoas, o tão famoso Passeio das Galés!!!!!!!!!! Agora muita atenção neste post e relatos extremamente importantes!!!!!!!
      Respiro para grandes emoções....
      10/02/2017 – Maragogi (Intenção passeio para as Galés)
      Este foi a minha pesquisa para as minhas férias em Maceió, logo abaixo deixarei exatamente minha pesquisa, minhas considerações, dicas etc.
      “___/___ / 17/02 – Maragogi - Passeio deve ir nas Galés – Galés é diferente ≠ de Barra Grande que é diferente ≠ de Taocas (Quero ir especificamente para as Galés) – Maré abaixo de 0,5. Maragogi Dreams no bar Burgalhau na praia de Burgalhau (ao lado de Maragogi). La tem passeios para outras galés inexploradas, tem banana boat e um montão de outras coisas. Telefone (xx)xxxx-xxxx Email [email protected] - Burga Nautica / [email protected] – Restaurante Frutos do Mar. Corre o risco de chegar num horário que a maré já está subindo, ou seja, não propício para o passeio das piscinas naturais de Maragogi, Os passeios das agências normalmente saem por volta das 8h, fazem o "hotel tour" pegando os outros turistas e vão para a praia. Retornam por volta das 15h e tem quem reclame que é muito cedo. Analisar se houver no mesmo dia maré baixa em dois momentos distintos, vale a pena ficar, perguntar sobre passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa, passeio na orla, pensar em levar Bike para conhecer Praia Barra Grande, Praia de Antunes, Praia Xaréu,  caminhar até a barreira de corais, também para entrar nas piscinas naturais, avaliar conhecer Rio Maragogi, as praias de Maragogi são: Praia de São Bento, Praia do Camacho, Praia de Maragogi, Praia de Burgalhau, Praia de Barra Grande, Praia do Antunes, Praia do Dourado Praia de Xaréu, Praia de Ponta Mangue e Praia de Peroba, se gostar de caminhar, da Praia do centro de Maragogi siga em direção sul até o Rio Maragogi, é bem legal, paisagem bonita e rende um bom banho de mar ou rio. Acho dá tempo de fazer no dia do passeio as Gales 135 Km”
      Seguindo este roteiro, já impresso desde São Paulo, analisando todo santo dia para nada dar errado, perguntando mais, pesquisando mais e no final das contas, quer dizer no meio das contas “Deu ruim!!!”.
      Saímos de Porto de Galinhas 06:00 hrs da manhã, pois as pesquisas mostravam que a mare excelente para Maragogi 0.3 as 10:30 hrs seria no dia 10/02. Chegando lá, encontramos o Bar Burgalhau conforme pesquisa, fomos logo abordados pelos agenciadores de passeios, cobrando “Para o passeio as Galés R$ 100,00 por cabeça”, estamos no horário para a maré baixa até então estava tudo bem, insiste várias vezes, mais de 4 X... este passeio vai para as Galés? Sim é para as piscinas. Este passeio é a do foto principal dos catamarãs, sim é para este lugar que vou leva-los. Desconfiei, desconfiei, mas mesmo assim ok fechamos. Aqui a gente não passa cartão, detalhe eu esqueci o $$$ no Hostel, blz ele deu um jeito e pagamos no cartão. O (fulano) me disse que existem os três passeios Galés / Barra Grande e Taocas, mas que todos são iguais e a vida Marinha são as mesmas. Não acreditei muito, mas vamos lá.
      Dica: Levem dinheiro em espécie.
      Esperamos no Burgalhau, bar até que gostoso, vista muito gostosa, mar azul, aconchegante até, preços de pratos razoáveis. Ele havia me pedido um tempo pois iriamos com a lancha cheia, esperamos mais de 01:00 hsr e já tinha batido o horário da maré, um casal, chegou em cima da hora e atrasou a todos, primeira constatação que tínhamos comprado gato por lebre, pontualidade. Quando subimos na lancha, já atrasados inclusive pelo horário da tábua, o piloteiro Mal encarado, Bocudo, Ignorante, só sabia reclamar, não falou nada sobre o lugar e atrativos, segundo ponto de desconfiança (subiu as anteninhas e pensei, fizemos “Cagada”!!!). Perguntei para o piloto, aonde fica as Galés, fica a direita do Bar Burgalhau, lá para baixo, mais próximo a praia de Maragogi, mas “ninguém faz mais este passeio”, terceiro ponto, pronto constatação total “fizemos sim cagada”.
      Eles nos levaram as piscinas naturais de Barra Grande, para um turista desavisado nosso tudo lindo e maravilhoso, mas como sou macaco veio, e meu nível de exigência é extremamente alto para passeios, o lugar mais parecia um estacionamento de lanchas, águas turvas, vida marinha quase zero, peixes minúsculos mal dava para ver e a minha cara de desgosto, de frustração e a cara da Letícia de quero embora, “f....eu” o passeio inteiro!!!!
      Não nos divertimos como o esperado, muito ruim o passeio, fomos enganados duas vezes, águas turvas, o lugar era o estacionamento do Carrefour de Sábado, lancha quase passou por cima de mim, o piloto da lancha ameaçou de deixar-nos lá mesmo, “TOTALMENTE HORRÍVEL O PASSEIO”. Nunca mais volto lá, frustração total, meu Deus, isto aqui são as Galés, a tão famosa praia de Maragogi, mentira, não acredito!!!
      Dica Importante: Anota aí um telefone e um restaurante. Restaurante “Taocas”, telefone do Grande Mergulhador Alisson o salvador (82) 9 8224 8001, pode falar que fui eu que indiquei, ele vai lembrar do Paulo do São Paulo que estava bravo porque ele foi para Barra Grande, o Alisson foi o meu salvador de Maragogi.
      Dica Importante: Restaurante=Taocas ; Galés=Alisson
      Depois do passeio, 40 min intermináveis, de pura frustração e arrependimentos, voltamos a praia e ainda outro agenciador me perguntou:
      - E aí gostou do passeio? (Agenciador)
      - Muito abaixo da minha expectativa. (Paulo)
      A Letícia de mal humor eu com cara de tacho, fomos procurar alguma agência que fazia o passeio, eu descobri, mas não vou passar o nome, lembre-se “Galés=Alisson; Alisson=Galés ”, até que encontramos o restaurante Taocas aonde foi minha consagração, paramos para comer um peixe frito Delicioso, atendente super simpática e sorridente, não vou lembrar seu nome, minha salvadora, depois conto mais. Pedimos o prato R$ 65,00 reais para dois e com muita fartura, suco; vamos tentar nos acalmar e relaxar. Rolou um stress grande entre nós dois, olha que dia hein!!! Antes do prato chegar achei esta agência, que não vou falar, fica em frente ao restaurante Taocas, bem de esquina. O passeio para as galés fica R$ 75,00 reais por cabeça e nós fazemos aqui, porém só vai ter até o dia 17/02, pois depois disto as piscinas fecharão, eu iria embora de Maceió somente dia 21/02, então dava tempo para encarar o passeio de novo. Blz fechou volto outro dia.
      Depois de conseguir o passeio que eu queria, mais barato que paguei, discutir com a Leticia, queríamos tomar um banho de mar, na hora de pagar a conta, esqueci de pegar minha carteira no carro em Burgalhau, detalhe havíamos andado cerca de 2 Km em plena praia, sol rachando. Voltei correndo pela praia, passei de novo no rio Maragogi, atrás do Pontal Maragogi, uma espécie de hotel, mas é ponto de apoio das agências CVC e outras. Não queria nem encontrar o (fulano) na minha frente, tirei o carro rapidamente e fui até o Taocas, a Le já estava mais tranquila e paciente e eu também, fizemos as pazes lá mesmo.
      Dica Importante: Então quando forem a Maragogi, nem passem em frente do Burgalhau, roubada total, fujam de lá, nunca mais volto. Vá direto ao Restaurante Taocas, tentem ligar ou mesmo procurem o Alisson alí perto mesmo, ele fica bem ao lado do restaurante, em uma associação de Jangadeiros Tur, lá tem uma equipe de mergulhadores profissionais, todos muito gente boas, vão poder te ajudar caso não o encontrem; ou contratem o passeio ali, tem um Negrão gente boa, simpático e sorridente, como todo Baiano, dono de uma lancha laranja, da associação de Jangadeiros Tur, pode contratar com ele também. Me recordo de um post que li sobre as opiniões e dicas sobre Maragogi junto com o Post da “Naomi”, existe um cara, vou tentar pesquisar, que ele fala exatamente as diferenças de Barra Grande, Galés e Taocas muito interessante o Post e tudo que ele fala alí é verdade.
      Dica Importante: Quando for até Maragogi, para você ter certeza aonde eles vão te levar faça a seguinte pergunta para o agenciador:
      - Qual é o sentido das Galés?
      - Se ele te responder seguindo em frente ao Restaurante Taocas, são cerca de 30 min mar a dentro, você vai para as Galés...
      - Se ele te responder, sentido em frente ao Restaurante Burgalhau, são cerca de 15 min mar adentro, você vai para Barra Grande....
      - Se ele te responder, sentido a direita Restaurante Taocas, cerca de 15 min mar adentro você vai para Taocas....
      Minha experiência falando o que é realmente o passeio as Galés. (Este eu conto em Maceió), sou Recifense por enquanto lembra? Então até mais.... vá lá e me encontre.
      Retornamos a Porto, depois de um dia turbulento, arriscamos ir para Muro alto, mas já estava muito tarde, a maré em Porto é muito alta a partir das 16:00 hrs, e não aproveitamos nada, mas voltarei com certeza. Chegamos a tarde/noite,  tomamos duas caipirinhas Seriguela e Abacaxi com pinga Pitú, em frente as piscinas naturais, sentados na areia, vendo o entardecer do sol, que imagem linda.
      Passeio:
      11/02/2017 – Porto de Galinhas
      Ai ai, aqui me despeço desta terra maravilhosa, de povo solidário e gentil, de visões e experiências incríveis, ai que saudade está me batendo, mas não menos antes da dar um último mergulho nas Piscinas Naturais, ai que saudade, que delícia.
      Como era nosso último dia, eu iria continuar minhas férias mas a Le retornaria para São Paulo, então resolvemos acordar cedo para o último mergulho, levantamos 05:00 hrs da manhã, que delícia, caminhamos até a praia com o céu claro e mar um pouco turvo nada para se preocupar. Neste dia, como está no meu face, está a foto mais incrível que conseguimos capitar, está bem na capa do meu perfil, Porto de Galinhas as 06:30 hrs da manhã. A Le estava com receio de entrar no mar, então eu entrei primeiro e falei daqui a pouco eu volto e falo se o mar está bom ou ruim kkkkk – fiquei mais de 50 min analisando se o mar estava bom – kkkkk é lógico que estava, eu que não queria deixa-lo, e depois veio “brigar comigo” porque esqueci ela lá kkkkkkk – mas estávamos muito felizes em ter conhecido Porto, os ambulantes arrumando as barracas, o Sol cada vez mais quente, a água um pouco turva, mas mesmo assim consegui ver “meus” peixinhos coloridos. Quando você está no mar sozinho, você consegue esq                uecer de todos os problemas, mas é lógico que bate uns pensamentos loucos....Quando estava sozinho eu e o Mar me lembrei que estava em Recife e justamente no horário em que os tubarões se alimentam, água turva, nossa saio ou não saio, está muito gostoso aqui, água quentinha, ai ai....Calma respira, os tubarões não se alimentam em arrecifes e você está sobre um, lembra??? Que pensamentos doidos nehhhh, mas saibam que esta informação é importante, se estivesse em qualquer outra praia Recife saiba que existe a possibilidade, depois te conto um relato. Mas felizmente não aconteceu nada, até aí estamos nadando tranquilamente nas piscinas, curtindo nossas férias, um ao outro, e de olho no relógio. Saimos do mar depois de 02:30 hrs nadando, fomos rapidamente a Pousada/Hostel tomar nosso último banho e nos despedir do pessoal.
      Dica: Aconselho muito Liras da Poesia vale muito, muito a pena, e como eu falei peçam a rabanada com leite condensado, doce dos Deuses.
      Malas dentro do carro, coisas arrumadas, GPS sentido Aeroporto Recife e bye bye Recife, obrigado por tudo, por nos receber, por nos acolher e voltaremos com certeza. Já dentro do Aeroporto minha despedia da Le e meu sonho continuando, umas atrapalhadas é claro, devido minha ansiedade de devolver o carro, fazer cheque in, voo no horário mas cabeça nas nuvens e a Leticia pegando voo novamente sozinha para Sampa, eita que aventura kkkkkkkkkkkkk, imagina o que aconteceu kkkkkkkkkkkkkkk passou mal de novo, as vezes é gostoso dar risada das desgraças dos outros.....só para sacanear......mas foi mais tranquilo!!!
      Porto realmente foi um excelente descoberta, voltarei com certeza.
      Passeio:
      05/02/2017 - Praia do Carneiros
      Relatos da Letícia – Ela gostou muito, vale a pena  conhecer, lugar lindo, excelentes fotos pois eu vi, igrejinha famosa, faixa de areia um pouco curta, mas valeu a pena R$ 60,00 reais. Não vou entrar em detalhes, pois minhas visões e expectativas são outras, então fica aqui o relato.
      Investimento:
      Passagem área ida Natal para Recife 1 adulto R$ 200,00 reais;
      Passagem área SP para Recife ida e volta 1 Adulto R$ 700,00 reais;
      Hostel quarto feminino (ar condicionado) 2 diárias R$ 150,00 reais, com carteirinha HI Hostel;
      Hostel quarto casal para dois (ar condicionado) R$ 700,00 reais, com carteirinha HI Hostel;
      Aluguel do carro para todo o período R$ 285,00 reais;
      Passeios, Alimentação, lembrancinhas e gastos diversos R$ 1.800,00 para os dois;
      Nota: 9.70
      Voando para Maceió....
      Maceió – 11 Fevereiro a 21 Fevereiro 2017
      Minha última fase de minhas férias, está acabando, que nada, tenho mais dez dias de puras emoções e descanso ainda, então mergulhe em suas férias. Chegando no aeroporto cerca de 40 min de voo bem tranquilo Recife a Maceió, a mala já com algumas lembrancinhas, havia despachado alguma pela Le, e agora sozinho em Maceió.  Em toda a minha estadia em Maceió senti o clima e os ares não foram os mesmos do que os outros lugares em que estava, Bertioga, Natal e Recife, talvez por estar chegando ao final de minha viagem, não sei, mas em toda a minha permanência em Maceió, não em Maragogi que para mim é outra Maceió, o clima é meio pesado!!!
      No aeroporto fui atrás de um transfer para o albergue, pensei que era o mesmo preço de Natal, “mas só que não”, todos os transfer R$ 75,00 reais para o destino, deixa quieto; logo os taxistas começam e te abordar e oferecer o serviço, taxistas clandestinos, ai aí “Clandestino”, esta palavra me fez ficar com calafrios nos primeiros dias, logo logo te conto!!!
      Fechamos o preço a R$ 50,00 reais, lembre-se taxista clandestino, calça jeans igual a borracheiro, atravessava sinal vermelho e na calçada, falando das mulheres como se fossem objetos de prazer e algo a mais, não podia ver uma na rua que logo começavam os assédios, palito de dente na boca igual a caminhoneiro e por aí vai. Bem ele falou que meu trajeto era de 38 km, mas consultei no google maps foram 24 km, ele conhecia o albergue e me levou certinho cerca de 50 min de carro, no trânsito. Meu Deus o que é este trânsito um dos piores do mundo ao meu ver, para mim chega a ser pior do que de São Paulo, mais um problema de todas as grandes capitais, horrível, principalmente em horário de pico, transporte público precário, existe o metrô para tentar aliviar o trânsito, mas sem investimentos em transporte público, população desesperada ou já acostumada com o descaso, detestei esta parte, mas estou de férias.
      Enfim chegamos ao Albergue, nesta viagem depois de pesquisa, fechei com o “Brazuka Hostel, Ponta Verde – Unid Maceio”, eles possuem duas unidades uma em Maceió e outra em Maragogi. Só conheci a de Maceió e ouvi várias coisas e opinião de Maragogi, vou falar mais a frente. O albergue é de um Argentino chamado Facundo, muito solicito no que eu precisei, possui até que uma proposta boa, mas para mim não funciona muito bem, de ter voluntários em troca de hospedagem, para ajudar na manutenção e hospedagens dos hospedes, e um “Bar Man Argentino” exclusivo no hostel, depois falarei mais, o porque das aspas!!!
      Pois bem, como já tenho experiência em outros Hostels, pois já me hospedei em mais de 10 diferentes, posso falar com propriedade, a proposta é muito boa e de extrema necessidade os voluntários, porém você tem que ter empregado fixo no Albergue, pois imaginem uma situação:
      Você possui um carro e infelizmente bateu, leva para o funileiro ele arruma ficou em sua opinião bom, só que na semana seguinte você bate novamente o carro no mesmo lugar, leva novamente ao funileiro, só que desta vez é outro profissional que vai arrumar, vai ficar do mesmo jeito e igual ao anterior? Não nehhhh.... Aí na semana seguinte você bate de novo no mesmo lugar e outro funileiro arruma, vai ficar igual ao anterior, lógico que não!!!!!
      O que eu quero dizer com esta analogia? Um albergue ou qualquer estabelecimento em que recebem pessoas, precisam de cuidados e rotinas iguais todos os dias, para receber bem seus hospedes, ter um bom café da manhã igual todas as manhãs, serviço de limpeza, cuidados no quarto, banheiros, piscina, arrumar coisas quebradas igual a chuveiro, micro-ondas,  simplesmente ter um padrão, mas infelizmente não é isto que acontece no “Brazuka Hostel”. O clima do Hostel é bem agradável sim, muito gostoso várias pessoas do mundo inteiro, nunca fiquei em um só lugar Brasil, EUA, Alemanha, Argentina, Chile, França e Espanha, é muito legal esta miscigenação, muito interessante. Porém o Hostel em sí, é muito largado, muito judiado. Uma casa enorme, confortável, cheio de banheiros, quintal enorme, piscina, infelizmente judiado e largado. Não chega ao clima e estadia do albergue de Natal “Albergue da Costa”, mas está próximo, o de Natal é muito ruim, muito pior, nunca mais volto!!!!
      Primeiramente fui recepcionado por uma voluntária a “Jenny” uma graça de pessoa, muito educada, gentil uma Chilena que mora na Espanha, de 20 e poucos anos desbravando o mundo e o Brasil. Com certeza ela não recebeu as orientações corretas do proprietário, Facundo, acredito que, quando você tem um negócio você tem que respira-lo 24 hrs por dia, você tem que estar atento a problemas, a dificuldades a coisas quebradas, a dicas, opiniões tudo que possa agregar ao seu negócio, mas infelizmente não acontece em seu caso.
      Chegando ao Hostel a Jenny me encaminhou para um quarto coletivo masculino, eu tinha reservado o coletivo feminino, desfiz toda a minha mala, minhas coisas e fui dormir um pouco, pois estava exausto. O Facundo não se encontrava. Cheguei no Hostel por volta das 14:30 hrs a dormi até as 16:00 hrs, felizmente consegui descansar, uma coisa que não gosto é dormir na cama de cima beliche, mas não tinha escolha. Como eu falei e repito, quando me hospedo em um, procuro uma boa cama, chuveiro e um bom café da manhã, o resto é consequências....
      Tomei um banho e fui conhecer novos ares e fui direto a praia fazer uma caminhada, a partir de agora vou colocar meu roteiro, minha pesquisa em cima deles falo minhas considerações. Coloquei as legendas (desenhos) na frente, ajuda a bater o olho e identificar o que é o que.
      A orla de Maceió é muito extensa e muito bonita, muito gostoso caminhar, correr logo nas primeiras horas da manhã, a tarde muita gente de bicicleta, adultos, poucas crianças mas muita a se fazer e conhecer. Não entrei, neste dia, na praia, pois como ficaria muitos dias em Maceió, precisava alugar um carro, que nesta viagem também indispensável, e fui atrás de locadoras, precisava sacar dinheiro e comer, fui fazer tudo neste dia. Como qualquer outro lugar novo e desconhecido, me perdi para voltar ao Hostel, e como me perdi desta vez para encontrar o Hostel, só para se ter uma idéia me acostumei com o lugar, no quinto-dia, de tão perdido, tão perdido que fiquei, mesmo porque o anúncio do Hostel informava que ficava a 20 min a pé, que nada, 15 min no máximo você, está na praia eu que não sabia andar mesmo. Até que para mim bem localizado, houve história de outras pessoas que não gostaram, outras gostaram, com relação a localização ficou meio a meio.
      Dica: Existe o mercado Compre Bem faz parte da rede “Walmart” igual a de São Paulo, muito barato as coisas, excelente dica que obtive no site, próximo ao Hostel, bem próximo a praia, em frente ao ponto de Taxi.
      Passeio:
      12/02/2017 - Garça Torta e Riacho Doce
      “Previsão 12/02/17 / Efetivo 12/02/17 - Garça Torta e Riacho Doce pra mim os melhores lugares na terra, água é muito boa, praia tranquila, praticamente deserta. ² Peça auxílio ao cobrador para descer no restaurante Lua Cheia, descendo você entra na ruazinha atrás do restaurante dá acesso a esses dois bares, ambos na beira da praia (Milky é na beira da praia e tem acesso pra ela e você pode escolher ficar na areia ou na parte mais abrigada, na do Seu Manoel você fica na areia) Garça Torta 13 km, Riacho Doce 16 km.
       
      u - Ipioca
      ² - Bar do Seu Manoel (conhece como bar do Carlinhos), Milky Bar: Público é LGBT e friends, barman é formada em coquetelaria em Londres
      ä - Restaurante do Zezé, no centrinho de (Riacho Doce)”
       
      Acordei de manhã, agora já instalado em outro quarto nos fundos do Hostel, aonde ao final da noite, finalmente conheci o Facundo o proprietário, me hospedaram em um quarto com 12 camas balançantes, dois ventiladores que mais pareciam uma turbina de avião, teto baixo e buracos no teto, tanto é que levantava a mão e o alcançava; armários muito receio de encostar neles com medo de pegar tétano, de tão podre e corroído estavam. Mas de qualquer forma foi o melhor local, naquelas condições, pois peguei a cama de baixo, perto da janela e no fundo da casa, dormi todos os dias tranquilamente, com muito calor é lógico.
      Praticamente todos os dias, eu era o primeiro acordar, queria aproveitar o máximo, meu relógio despertava 06:30 hrs da manhã quase todos os dias, e quando o passeio era longe acordava mais cedo ainda. O café da manhã são preparados pelos voluntários, agora voltem a analogia funileiro!
      Café da manhã do Hostel, razoável, até o de Natal era melhor, gente me desculpa, mas é impossível nesta altura do campeonato, não fazer comparações, estava na estrada a cerca de 20 dias, mas tentava me alimentar bem, para um dia corrido.
      Fui a praça próximo ao Hostel, peguei o ônibus de acordo com a pesquisa, “Ipioca” demorou mais de uma hora para passar, pois era Domingo e cerca de 01:00 hrs para chegar ao destino. Pedi ajuda ao cobrador para descer em Riacho Doce e assim começa minha aventura em terras alagoanas, de agora em diante sou Alagoano de coração!!!!
      De bermuda, protetor, câmera digital “f....a”, camiseta e dinheiro, fui conhecer Riacho Doce, praia realmente tranquila, mas muita aquém de “Melhores lugares da terra”. Gente não quero criar confusão ou muito menos discórdias, neste post, estou dando minha opinião, minhas ressalvas e minhas dicas, mesmo porque agradeço e muito ao Pedro e Naomi,  porque se não fossem eles, não teria direção e norte para conhecer o que eu conheci, muito obrigado do fundo do coração aos dois pelas suas valiosas dicas.
      Fui caminhar na praia tirei algumas fotos entrei no mar um pouco, mas não gostei muito, a praia estava cheia de algas marinhas, dá aquela impressão de água suja, não curto, mar pouco revolto, areia amarelinha bonita até, mas permaneci lá somente umas 02:00 hrs. Tomei uma água gelada e uma água de coco em um barzinho/pousada bem próximo ao rio Riacho Doce.
      Caminhando voltando sentido Garça Torta, muito melhor que Riacho Doce, primeiramente fui ao “Milk”, bar realmente agradável, boas instalações e clima gostoso. Fui perguntar ao garçom se era aqui, que se preparavam os famosos Drinks de Londres, se a dona tinha formação no exterior, etc, não soube me responder!!! Foi aí que conheci o atual dono do Barzinho “Zeus” era o seu nome, um coroa de cabelos grisalhos com os seus 1.90 mts de altura, paulista que comprou o bar a cerca de 5 anos da antiga dona - a formada em Londres - muito gente boa, extremamente simpático e gentil com seus cliente, me disse que o bar tinha entrado para a Revista Veja como um dos melhores drinks de Maceió, fiz várias perguntas a ele qual era a proposta do bar, seu publico etc, etc ficamos conversando cerca de uns 25 min, muito simpático por sinal. Realmente o clima é muito gostoso, bem em frente as águas mornas de Maceió, público eclético, grande parte familiares frequentavam neste dia, mesas debaixo de coqueiros enormes, com sombras deliciosas para cada sol de Maceió.
      Resolvi experimentar uma caipirinha de maracujá, o básico primeiro para saber como é, depois poderia pedir algo mais requintado, preparado por seus garçons, nada de mais!!! Não achei melhor nem pior das que havia tomado, estava gostoso, muito gelo, mas bem preparada, nada de sul real. A caipirinha de maracujá que tomei na entrada da praia Boiçucanga SP estava muito melhor, Pedi uma porção de petiscos da casa “Bolinhos de peixe” se não me engano, era o diferente da casa, pouquíssima quantidade, gostoso até, pelo preço estava razoável e tomei uma água de coco no copo, queria ter tomado no próprio cocô, na hora estavam uns Djs tocando funk, odeio funk, para mim música lasciva, promiscua, nada a acrescentar a ninguém, só traz destruição e terror as famílias. Ele disse que entraria outro tipo de músicas, não esperei para ver, fiquei cerca de 01:30 hrs, voltaria e aconselho irem com seus amigos e familiares, sem este estilo de música, final das contas cerca de R$ 50,00 reais mais couver, ele não me deixou pagar agradeci muito e me fui embora.
      Bem ao lado, está o Bar do Carlinhos, seu pai chamava-se Manoel, estava fechado um tempo, o filho Carlinhos resolveu abri-lo novamente e gente.... Lotado de gente, clima extremamente agradável, muitos homens e mulheres pais e mães de família estavam ali para descansar e curtir o que? Um poderoso som de gaita e uma banda afinando seus acordes, começaria ali um mega Blues, alguém imaginaria um Blues em frente a praia, em plena Maceió terra do forró, cerveja extremamente gelada, ahhh é aqui eu vou me instalar. Pois bem fiquei.
      Estava de pé, bem em frente ao barzinho, lugar simples porém aconchegante e vi um Homem cabelos compridos e brancos, estilo metal, dando atenção a todo mundo, logo percebi que era o Carlinhos fazendo a social. Pedi ao garçom uma mesa, mas era impossível no momento estava lotado de gente, então pedi uma cadeira mesmo, os garçons estavam a mil com os atendimentos, chamei o Carlinhos e pedi novamente, 1 min depois chegou. Deixei minhas coisas em cima e bora para um mergulho, que delícia de água, que delícia de lugar, que delícia de esfera, voltei preocupado com as minhas coisas, que nada, mania de Paulista que vai ser roubado. Quando voltei chamei o Carlinhos para umas perguntas, fiz as mesmas perguntas a ele sobre o bar, e foi muito simples direto, “O Bar é isto aqui que você está vendo, Rock and Roll, famílias tranquilas e diversão”, ficamos conversando cerca de 10 min desta vez, ele estava muito ocupado!!! Peguei minha cerveja gelada, tomei uns golinhos e de novo para o mar, agora com trilha sonora do Blues, que delícia de lugar, mais tarde pedi um prato executivo porção de arroz, batata e frango cerca R$ 20,00 reais quantidade muito pouca pelo preço razoável, para enganar a fome, cerveja cerca de R$ 8,00 reais eu sei que fiquei lá umas 04:00 hrs realmente muito gostoso o lugar, voltarei com certeza e indico também,  minha conta cerca de R$ 70,00 reais, agora tive que pagar, me despedi do Carlinhos agradeci a hospedagem e conversa, de volta a ponta verde, ônibus lotado, cachorro, periquito, galinha todos a bordo e vamos que vamos, programa de família privilegiadas por  morarem perto das belezas de Maceió!!! Final da tarde cheguei em Ponta verde cerca das 18:30 hrs. Primeira coisa tomar um belo de um banho, hidratar o corpo e lavar minhas coisas, pois a câmera continua “f.....a”.
      Dica: Quando vamos a praia, sabemos que Sol e Mar combinam para descanso, paz e tranquilidade, mas existem as consequências, nossa pele, os dois juntos castigam e muito, pesquisando descobri o “Johnson’s Óleo Baby com Amêndoas”, hidrata e amacia a pele, este é um dos itens indispensáveis em minhas viagens, quase nunca descasco, minha pele não arde pós sol e principalmente tenho alergia a protetor solar então, depois do banho, tomo outro com ele, depois disto minha idas a praias nunca mais passei perrengues, fico bronzeado mais uns 15 dias.
      Neste mesmo dia, fui até o Compre Bem, comprar alguns mantimentos, comprei várias Águas de garrafinha, comida congelada Lazanha, Escondidinho muito prático, fácil e barato para mochileiros, Coca-Cola e uma caixinha de cerveja Stella Artois. Quero fazer um adendo aqui, ultimamente e faz alguns anos em minha fase da vida, diminui e muito a bebida, por questão de escolhas, porque agora sou Pai e também não faço a menor questão em beber nas minhas viagens, não quero meu cérebro entorpecido de álcool diante das belas e exuberantes paisagens que encontro em minhas empreitadas, quero que as imagens permaneçam muito tempo em minhas memórias e lembranças. Só para ter uma ideia para comparação, se eu tomei 10 latinhas de cerveja nestes 28 dias viajando, estou exagerando e muito! Mas resolvi comprar a Stella, gosto muito dela e queria comemorar comigo mesmo minhas tão sonhadas férias. Chegando ao Hostel, deixei na geladeira e freezer, com o meu nome identificado, e mais tarde fui dormir..... (continua)!
      Passeio:
      13/02/2017 – Previsão Francês
      No dia 13 já estava previsto eu ir para a tão famosa Praia do Francês e também alugar um carro, porque no dia seguinte 14/03/2017 era o último dia para eu voltar a Maragogi, e também da Tábua da Maré, as piscinas seriam fechadas a passeio por causa da ressaca. Então resolvi suspender este passeio.
      Demorei dois dias para encontrar o carro através do Ipad do “Bar Man Argentino”. Reservei através do site Expedia o na locadora Budget, a primeira vez muito barato, tinha dado tudo certo em Recife, carro excelente para o meu uso, tudo acertado, reserva feita preço estipulado em R$ 500,00 reais para todo o período em Maceió, só faltava pegar o carro no aeroporto e pagar!!!! Só que não, tudo errado!!! Outro Desespero com frustração em minhas férias.
      Logo de manhã aguardando contato com outra locadora, precisava de um carro com GPS, pois como sou extremamente perdido e andaria muito para as praias, acessório indispensável, só que o agente queria me alugar o carro sem GPS e falei que não, isto me atrasou horrores para a minha reserva do aeroporto. Pedi a Leticia em SP, enviar um Uber para mim, o cara chegou rapidinho e foi bem tranquilo, detalhe viagem Hostel até aeroporto R$ 34,00 reais, “Mesmo preço do taxista borracheiro!!!”  Uber em Maceió funciona e muito bem. Chegando ao aeroporto quase aos 40 do segundo tempo, fui até a Budgte, quando para o meu desespero:
      - O senhor alugou o carro através do site expedia? (Atendente)
      - Sim... (Paulo)
      - O senhor vai querer contratar o seguro e GPS? (Atendente)
      - Não, porque pelo site, já fiz isto... (Paulo)
      - Não fez não... pelo site o senhor só alugou o carro, pelo sistema só está reservado o carro, este site Expedia engana as pessoas mesmo... (Atendente)
      - E quanto ficaria mais estes itens? (Paulo)
      - R$ 990,00 reais, R$ 400,00 reais a mais do orçamento.... (Atendente)
      Naquele momento meu mundo desabou, e agora, não tenho dinheiro, não tenho o calção necessário, já dispensei as outras locadoras e agora e agora???? Detalhe que se tivesse agido com mais calma e tranquilidade, eu já tinha encontrado uma locadora na Orla, logo após o posto Policial, quase ao lado banco itau com valor de R$ 660,00 reais sem GPS, mas acredito eu que ele poderia dar um jeito.
      Sem chão, desolado no aeroporto e com o último dia para ir a Maragogi na cabeça, (lembrando da minha frustração já passada em Maragogi), não havia mais tempo de fechar passeio para Maragogi, nem para as Galés, tenho que fazer alguma coisa, “Situações extremas, requer medidas extremas”....
      O que eu vou falar aqui, eu não indico e não sei se faria novamente, mas infelizmente era meu último recurso, já cansado e extremamente exausto, aluguei um Carro clandestino no próprio Aeroporto, aquele com contrato de papel de pão e pagamento adiantado em dinheiro. Consegui um Logan 2015, sem vidro, sem trava, sem GPS e só com ar condicionado, por R$ 600,00 reais. Depois deste instante, estava parecendo uma vadia se prostituindo, para valer a pena minhas férias, passando um monte de “m....a” na minha cabeça. Esses caras vão vir atrás de mim, vai me roubar o carro, vai me assaltar, vou para delegacia, vai cagar toda as minhas férias, olha o que estou fazendo????
      Saindo do aeroporto, fui atrás de GPS para comprar, encontrei uma Loja do Extra que estou com problemas até hoje com eles, aqui em SP já acionei até o Procon e Reclame Aqui. Procurando e procurando e o dia indo embora, não encontro GPS em nenhum lugar de Maceió, até que bateu uma ideia, ainda preocupado com o possível assalto dos agenciadores do aluguel do Carro.
      Não tenho celular, minha namorada vive me enchendo o saco para eu comprar um e na verdade preciso de um, vou atrás de um baratinho. Entrei em uma das centenas lojas do Extra e começo a pesquisar um máximo de R$ 400,00 reais que não tinha e não estavam nos meus planos e que tenha GPS e 4G, parcelei a compra no cartão de crédito. Rapidamente o vendedor me mostrou um que aparentemente me atendia, não vou explicar o problema aqui que estou tendo, mas ele me garantiu que funcionava GPS e 4G. Agora tenho que comprar um plano de Internet, para uso do GPS. Mais R$ 40,00 reais de plano, não estavam nos meus planos.
      Dica: Quando estiver em viagem, é muito mais barato vocês comprarem um plano de voz e dados do estado local,  seja DDD 82, 84 etc para uso de internet e voz, do que você usar seu plano de qualquer cidade que more, depois é só cancelar e tudo certo. Sei disto o porque minha namorada com o plano dela de SP em Recife gastou mais R$ 150,00 reais de voz/dados para uso pessoal e nosso GPS. Sendo que lá tinha um plano de R$ 40,00 reais, a claro funciona muito bem no Nordeste, igual a Vivo aqui em Sampa.
      Celular GPS configurado, carro em mãos e tanque cheio, com os olhos atentos a motoqueiros e ladrões, procurando algum rastreador dentro do carro, eles poderiam roubar o carro de madrugada no Hostel, olha o tamanho das besteiras que passavam na minha cabeça. Agora tenho que comprar um suporte para celular, mais R$ 25,00 reais que não estavam previstos, eu sei que depois de toda esta correria das 08:00 hsr da manhã até as 15:00 hrs da tarde resolvendo problemas, pois não consegui visualiza-los antes, precisa urgentemente de um banho de mar, terapia de relaxamento instantâneo. Ou seja, mais de R$ 1.000,00 reais gastos em menos de 4 horas; levo dinheiro para emergências, mas não imaginaria que isto seria uma..... Havia uma galera do Hostel que estavam me aguardando para irmos ao Francês desde a manhã, iriamos todo juntos. Resolvi então ir para praia Pajuçara.
      Passeio:
      13/02/2017 - Pajuçara
      “Previsão 11/02/17 / Efetivo 13/02/17– Pajuçara: É a praia mais bonita da parte "central" de Maceió, águas claras e calmas, aqui ocorrem os passeios de Maceió. À tardezinha/noite, as vans dos passeios ficam paradas perto da feirinha de Pajuçara, (Verificar se tem passeio para Guaxuma, Garça Torta e Riacho Doce juntos) oferecendo os passeios. Trabalham geralmente com vans e praticam preços menores do que as agências mais conhecidas, preços são praticamente tabelados, aos domingos, a Av. Silvio Carlos Viana (trecho Pajuçara / Ponta Verde) fica interditada para carros e, além do calçadão e da ciclovia, as pessoas podem circular pelas pistas que ficam bem movimentadas, agradável área de lazer, ao longo da orla aluguel de bicicletas, na praia de Pajuçara fica uma fileira de jangadas, que fazem o passeio pelas piscinas naturais de Pajuçara. É um passeio tradicional da cidade, mas disseram que as águas estão turvas e vale pelo passeio de jangada em si e não pelas piscinas 700 Mtrs”.
       
      b - Aluguel Bikes
      - Piscinas naturais (Caio Mar)
      - Feirinha da Pajuçara / Pavilhão do Artesanato (Av. Sílvio Carlos Viana, 1447, Ponta Verde) / Mercado Municipal
      u - Circular 2
      ² - Bar/Balada Soró Sereno/Maikai (eclética), cerveja gelada e barata / Barraca do Pirata / Botequim Paulista (Rock)
      ä - Parmegianno, Av. Dr. Antônio Gouveia, 1259, 3313-9555, 9331-7032”
       
      Bem realmente as águas são calmas e turvas, não consegui ir as piscinas naturais imaginei que seriam “turvas” e não seria tão legal quanto Porto de Galinhas, já era final da tarde, para este passeio, quando fui pesquisar, R$ 30,00 reais por cabeça mas tem que chegar cedo 07:00 hrs para reservar na Orla, não me arrependo de não ter feito, mesmo porque agora tenho uma impressão e opinião formada sobre Maceió, mas só vou contar no final. Realmente todas as agências ficam na Orla aguardando os turistas, os passeio em si, são muito mais baratos do que  Natal ou Porto de Galinhas.
       
      Se existisse um passeio igual nestas três cidades que conheci, ficaria mais ou menos assim o investimento, em Natal  R$ 120,00 reais, Porto R$ 150,00 reais e Maceió R$ 80,00 reais e tenham ciência que, todos ficam restritos aos horários das agência, vou dar exemplos a frente. O aluguel de bicicletas são aquelas de duplas, cadeira uma do lado da outra, meio pesado ao meu ver.
       
      Dica : Feirinha da Pajuçara e Pavilhão do Artesanato são bem legais, o Pavilhão muito mais, mais variedades e preços melhores, não fui em nenhum bar acima, tentei ir no Barraca do Pirata mas estava fechado já as 21:00 hrs.
       
       
       
       
       
       
       
      Dica ²: Se você estiver com a pretensão de curtir a noite de Maceió, “Esquece”, “Ouviu esquece!!!!!”, “Ouviu de novo Esqueceeeeeee!!!!” Toda a orla, bares e da cidade dormem cedo, só para ter uma ideia, os tão Famosos, Mega Blaster “Barraca Lopana” e “Barraca kanoa” 22:00 hrs nem música tem direito, passei mais de 5 vezes na frente e a noite, nem de final de semana, pré carnaval dá ânimos aos Alagoanos, vida noturna aos Baladeiros é horrível, vários alberguistas reclamaram disto, eu nem me importei, porque não era o meu foco, mas se estivesse na pele ficaria muito decepcionado. Diferente de Pipa em Natal, não frequentei, mas 02:00 da matina é cedo!!!! Então pensem bem quais são os propósitos!!!! Em Natal existe o “Calangos” em Pipa das 02:00 hsr da matina até 08:00 hrs vendo o sol raiar.
       
      Dica ä: Para comer realmente o Parmegiano é muito bom é bem servido, eu que como igual a um Dinassauro, o prato pequeno o básico fiquei muito satisfeito, filé a “Parmegiano” R$ 26,00 reais é uma delícia, muito saboroso e muito bem feito, detalhe chopp uma delícia também. Existe outro lugar bem próximo ao Pavilhão do Artesanato o “Comida de Mainha” R$ 29,00 reais come até morrer, comida achei mais ou menos, mas come até morrer, muita variedade.
       
      Passeio:
      14/02/2017 - Maragogi
      “Previsão 17/02/2017 / Efetivo 14/02/2017 – Passeio deve ir nas Galés – Galés é diferente ≠ de Barra Grande que é diferente ≠ de Taocas (Quero ir especificamente para as Galés) – Maré abaixo de 0,5. Maragogi Dreams no bar Burgalhau na praia de Burgalhau (ao lado de Maragogi). La tem passeios para outras galés inexploradas, tem banana boat e um montão de outras coisas. Telefone (xx)xxxx-xxxx Email [email protected] - Burga Nautica / [email protected] – Restaurante Frutos do Mar. Corre o risco de chegar num horário que a maré já está subindo, ou seja, não propício para o passeio das piscinas naturais de Maragogi, Os passeios das agências normalmente saem por volta das 8h, fazem o "hotel tour" pegando os outros turistas e vão para a praia. Retornam por volta das 15h e tem quem reclame que é muito cedo. Analisar se houver no mesmo dia maré baixa em dois momentos distintos, vale a pena ficar, perguntar sobre passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa, passeio na orla, pensar em levar Bike para conhecer Praia Barra Grande, Praia de Antunes, Praia Xaréu,  caminhar até a barreira de corais, também para entrar nas piscinas naturais, avaliar conhecer Rio Maragogi, as praias de Maragogi são: Praia de São Bento, Praia do Camacho, Praia de Maragogi, Praia de Burgalhau, Praia de Barra Grande, Praia do Antunes, Praia do Dourado Praia de Xaréu, Praia de Ponta Mangue e Praia de Peroba, se gostar de caminhar, da Praia do centro de Maragogi siga em direção sul até o Rio Maragogi, é bem legal, paisagem bonita e rende um bom banho de mar ou rio. Acho dá tempo de fazer no dia do passeio as Gales 135 Km”
       
      b - Possibilidade aluguel de Bicicleta em Pajuçara e levar ou aluguel de Buggy/Triciclo Bugalhau
      - Passeio deve ir nas Galés / Tábua da Maré / Piscinas Naturais
      ä - Bar Burgalhau / Restaurante Corais do Maragogi (Compra passeios)
       
      Último dia para ir a Maragogi, presenciar um dos lugares mais maravilhosos da terra, em minha singela opinião, pois não acredito que minha primeira experiência “daquilo” seja “Maragogi”, a tão famoso foto dos parrachos, dos arrecifes, dos catamarãs atracados junto um ao outro é Photpshop!!!
      Acordo 04:30 hrs, já tinha conversado com o agente da agência de passeios, como eu falei não vou falar o nome, dias antes sobre o passeio e ele tinha sido bem claro:
      - “Nós fazemos o passeio para as Galés, fica R$ 75,00 por cabeça, mas você tem que dar um sinal para reservar, ou caso não queira, tente chegar cedo, talvez ainda consiga....
      Pois bem, não reservei, resolvi apostar, as vezes eu gosto de viver fortes emoções... Saio do Hostel 05:00 hrs da manhã, o céu claro e o sol já esquentando os motores, sei que de Maceió até Maragogi são 140 km, cerca de duas horas, calculei 07:00 hrs estaria lá tranquilamente. Já na estrada, GPS posicionado, bateria Ok celular, levei cabo USB e carregador, mas pensei que não “usaria” engano meu, com o coração aberto e receptivo, 06:40 hrs chego novamente a Maragogi, ai ai, que delícia de lugar e férias, estou com tempo de sobra resolvo parar no “Posto Ipiranga – Auto Café”, já bate uma fome, e cérebro meio lento da viagem, estaciono o carro o Sol já a Pino.
      Eu não tenho o costume de tomar café preto ou suas variações, mas neste dia tomei, quero deixar o cérebro atento e focado no passeio. Olho o cardápio e vejo “Ovos mexido a moda do chefe”, nossa lembrei na hora de Bertioga, que delícia de ovos mexidos, resolvi pegar e um café médio com leite – Nunca tomei um café da manhã no meio da estrada, podemos dizer industrial, tão gostoso na minha vida, o que era aquele “Ovos mexido a moda do chefe” aquilo é maravilhoso, se tivesse mais tempo, comeria mais umas duas porções fácil, falei até para caixa atendente da minha satisfação e prazer de ter provado e comido, maravilhoso, agora o de Bertioga ficou em segundo plano. Fazendo um Jabá, realmente o Posto Ipiranga cumpre o que fala, volto com certeza, café com leite muito bem feito, nem parece de maquina expressa. “Awesome”.
      Chegando ao Restaurante “Taocas”, encontro novamente a garçonete simpática e batemos um papo rapidamente, ela pergunta da Leticia falo que está tudo bem mas agora retorno a ficar sozinho nas minhas férias, peço um favo de carregar meu celular pois bateria tinha ido já para o espaço, ainda bem que levei o carregador, não sabia que estes celulares consumem um bateria que só....
      Vou até a agência e ainda estava fechada, era 07:15 hrs, resolvo tomar uma água de coco gelada para esperar, em paralelo resolvo ir a outra agência para ver se tinha o passeio o rapaz falou que tinha sim, ótimo se der errada em um o outro vai dar certo. Tomo toda minha água e vou até a agência de esquina, o agenciador me recebe:
      - Bom dia, dias atrás vim aqui falar sobre o passeio das Galés e hoje resolvi fazer...
      - Você reservou?
      - Não, mas você tinha falado que poderia ter a chance de chegar mais cedo e ainda dar tempo...
      - É mas infelizmente não dá mais, todos os lugares estão lotados, o catamarã está lotado...
      - Não tem outra agência ou um encaixe?
      - Não este passeio como é o último dia, é muito concorrido...
      Já sabia destas informações, corri o risco e paguei o preço, neste meio tempo vem outro agenciado de camisa preta me oferecendo o passeio para as Galés, não fechei o passeio pois estava esperando a informação da outra agência, quanto é R$ 75,00 reais, nós vamos naquela lancha laranja, deixa eu saber alí primeiro que depois te procuro, Ok então qualquer coisa estarei aqui meu nome é “Alisson”.
      Já beirando as 08:00 hrs outro agenciado ligando para um para outro, tentando lugar e alí liguei minhas anteninhas, vai dar “m....a” de novo, o porque eu não reservei antes isto, as vezes sou muito teimoso, para certas coisas... 08:15 hrs o agenciador me fala que também não tem mais lugar, os catamarãs já estavam lotados....ai ai ai ai!!!! Não creio que está acontecendo de novo comigo!!!! Ai meu Deus hoje é o último dia para ir as Galés....não vou embora sem ir ao passeio, me recuso, não aceito isto novamente, minhas estadia em Maceió este era o único propósito!!!!
      Vou atrás do cara de camisa preta e não encontro mais, adentro ao restaurante e encontro ele já fechando o passeio com um casal de Carioca.
      - “Alisson ainda tem o passeio?” (Paulo)
      - Sim... (Alisson)
      - Aceita cartão? (Paulo)
      - Não, só em espécie... (Alisson)
      - Tudo bem, tinha levado dinheiro mesmo.... (Paulo)
      - Pergunto novamente, este passeio é para as Galés?  (Paulo)
      - Sim, nós só vamos para as Galés... (Alisson)
      - Qual é o sentido das Galés? (Paulo)
      - Em frente ao “Restaurante Taocas”, cerca de 30 min mar adentro. (Alisson)
      Valores fechado, horário estipulado por ele para nós aguardamos em frente ao restaurante cerca de 09:30 hrs partimos, resolvo tomar outra água de coco e passar mais protetor solar.
      Eu ainda desconfiado, cabreiro, sentado tomando minha água de coco, minutos mais tarde ele retorna, oferendo outro passeio no mesmo, agora para fazer mergulho, bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla aqui começa minha história com o meu “Salvador Alisson”...
      - Alisson, cara vou te contar uma história, vou ser sincero e direto com você!!!!
      - Cara dias atrás vim até Maragogi esperando ir as Galés, eu e minha namorada, só que eles me levaram para outro lugar que mais parecia um estacionamento de Shopping, águas turvas, vida marinha escassa cara horrível, minha namorada super estressada, queria ter dado a ela uma surpresa para ela fechar com chave de ouro do Nordeste, o piloteiro quase nos abandonou em alto mar, cara estou aqui como turista, você acha que sou idiota? Em São Paulo fiz milhões de pesquisas, eu sei o que eu quero, eu sei o que vim fazer aqui, eu sei para onde eu quero ir, mas agora você me querendo vender outro passeio, sem eu fazer este??? Cara deixa eu fazer o básico e depois conversamos, e eu vomitando mais e mais minhas frustrações de minha experiência agoniante anterior - Alisson só ouvindo - até o casal de Cariocas parou o que estava fazendo para ouvir meu desabafo.... ele calmamente me respondeu....
      Aqui começa uma aula do passeio e cultura.
      - Paulo para onde você foi chama-se “Barra Grande”, se você que saber para onde é a galés vou te dar uma dica....
      Faça a seguinte pergunta para o agenciador:
      - Qual é o sentido das Galés?
      - Se ele te responder seguindo em frente ao Restaurante Taocas, são cerca de 30 min mar a dentro, você vai para as Galés...
      - Se ele te responder, sentido em frente ao Restaurante Burgalhau, são cerca de 15 min mar adentro, você vai para Barra Grande....
      - Se ele te responder, sentido a direita Restaurante Taocas, cerca de 15 min mar adentro você vai para Taocas....
      Nós somos uma equipe de mergulhadores profissionais, você vai embarcar em nossa lancha somente com mergulhadores credenciados, eu não sou agenciador de passeios eu sou mergulhador, eu até vendo passeio mas este não é meu foco, mas tudo bem, entendo sua frustração e depois do passeio você me fala a sua opinião, fique tranquilo que 09:30 hrs saíremos....
      Alí percebi, que ele era um cara diferenciado, nós ficamos quase 25 min conversando antes do passeio...
      09:32 hrs ele aparece novamente, vamos embora? Estão prontos? Uma atenção, uma cordialidade, uma pontualidade sem precedentes, a barco tinha cerca de 10 mergulhadores um negrão parece um armário Baiano, se apresenta como comandante e responsável pela sua equipe de mergulhadores, gente boa com sorriso cativante e extremamente simpático como todo Baiano.
      O Alisson se acomoda ao meu lado e os 30 min de mar adentro, mais outra aula sobre o que é Maragogi e o que faríamos lá...
      Antigamente Maragogi recebia cerca de 3000 turistas diários, mas a fauna começou a sentir o impacto então a Marinha resolveu baixar isto para cerca de 800 diários, e este número vai diminuir mais, nós como somos embarcação de mergulhadores, temos uma licença especial com tempos especiais, toda embarcação só pode ficar no máximo entre 01:30 a 02:00 hrs nas galés nós vamos ficar mais de 02:30 hrs em alto mar, muito cuidado com os corais e ouriços são perigos e cortam como se fossem navalhas, existe um cordão de proteção e isolamento nas Galés aonde nenhuma embarcação pode ultrapassar somente a fiscalização e o socorro, nós vamos deixa-los perto desta proteção, vamos descer e te levaremos cerca de 00:05 min a nado até as galés, qualquer problema ou ajuda me procure estaremos a disposição....
      Nesta hora meu queixo já estava no fundo do mar, junto com as belezas submersas e extremas, exuberante “Awesome” do lugar, agora sim eu estava na tão famosa foto “Cartão Postal de Maragogi, as Galés”. Descemos da embarcação, coloquei meu snorkel, os mergulhadores já com os seus aparatos, o Alisson junto, pediu para nós segurarmos no colete e não precisa ajudar a nadar pois ele estava com as nadadeiras, e ainda me diz:
      - “Paulo relaxa, e aprecie a vida marinha....” (Alisson)
      Neste instante, me corto nos arrecifes, ele logo fica apavorado e me ajuda, milésimos de segundos depois, quando abaixo a cabeça e vejo a transparência das águas, uma Dory, quase do tamanho de uma Pizza, peixes mais coloridos e graciosos do mundo, esqueço meu joelho sangrando, somente tinha um pensamento, agradecer muito a Deus pelo o que me ocorreu e o que passei - Maragogi nas Galés, definitivamente foi o lugar mais Maravilhoso, Belo, Incrível, “Awesome”, de toda as minhas férias – estava definitivamente mergulhando em um aquário natural gigante, nadando com os mais belos peixes ao meu lado, as Galés é gigante, para cada braçada e respiro, um peixe colorido e diferente apareciam, realmente a Leticia perdeu!!!!!!!!!!!!!!!
      Eu sei que fomos os primeiros a chegar e os últimos a sair, ficamos em alto mar quase 03:00 hrs nadando e me divertindo, mergulhei até uns 5 mtrs para pegar umas sujeiras de turistas como “Amarradinhos de cabelo”, “plásticos” que estavam no fundo, perigoso aos peixes, fazendo a minha parte, o Alisson fez uma filmagem com a minha excelente câmera sobre os corais, nadando com os peixes, apesar do pesar ficou legal, nunca mais esquecerei esta experiência.
      Eu sei que na volta não tinha palavras e nem pensamentos, estava imerso em pura satisfação e paz de espírito e no fundo uma voz....
      -“Paulo.....Paulo....Paulo e aí gostou?” (Alisson)
      - “Quase pulei para cima dele, para dar um forte abraço e agradece-lo pela imensa experiência que acabara de ter” (Paulo).
      Dica Importante: Restaurante=Taocas ; Galés=Alisson, Agência=Jangadeiros Tur
      Dica Importante: Vão direto ao restaurante “Taocas”, telefone do Grande Mergulhador Alisson O Salvador (82) 9 8224 8001, pode falar que fui eu que indiquei, ele vai lembrar do Paulo do São Paulo que estava bravo porque ele foi para Barra Grande. Tentem ligar ou mesmo procurem ele alí perto do restaurante, na  associação de Jangadeiros Tur, lá está a equipe de mergulhadores profissionais que lhe falei, todos muito gente boas, ou o Baiano Negrão gente boa, simpático e sorridente, como todo Baiano, dono da lancha laranja, da associação de Jangadeiros Tur.
      Feliz da vida curtindo mais um pouco a praia, dando mais uns mergulhos naquele Azul Turquesa, depois fui tirar sal do corpo, muito importante em terras aonde o Sol é muito quente e a água muito salina, me refresquei mais ainda e de volta ao Hostel, meus 280 km viajados mais felizes até agora.
      Já no terceiro dia nem me lembrava mais de minhas loucuras e devaneios sobre o carro, estava tudo muito bem e tranquilo, carro grande, econômico porém básico.....
       Em algumas das minhas vindas de Maragogi senti esta dificuldade, acessórios básicos como vidro, travas e USB são indispensáveis em um carro, e você só da conta quando você não os tem, parei algumas vezes para pedir informação e lá vai o desconforto de baixar os vidros manualmente,  travar os pinos dentro do carro e USB que não tinha. Chegou uma hora que meu novo celular estava dando uns “paus” reinicializando e desligando sozinho, devido ao calor extremo, e principalmente não aguentava a carga que havia dado no dia anterior, logo requisitei o USB do rádio que mal funcionava, consequentemente o GPS e celular me deixou na mão umas 4 vezes, uma foi a pior, aonde estava voltando de Maraga e o celular não carregava mais, não ligava simplesmente travou e detalhe estava no meio do nada e a escuridão bem próximo eram cerca de 17:50 hrs as 18:30 já está um breu que só, mantive a calma, já tinha passado por ali antes, mas não consegui por muito tempo, me perdi no meio da escuridão e no meio do nada, em uma estrada que só tinha passado duas vezes e detalhe não sabia voltar para o Hostel sem GPS, as ruas muito confusas e o condutor que aqui lhes falam também, passeio um perrengue, viagem de retorno prevista para duas horas terminou em mais de 04:30 hrs para o hostel, então:
      Dica: Quando forem alugar um carro, não esqueçam de ver estes itens indispensáveis Vidro, Trava, Direção, Ar condicionado, carro econômico e principalmente USB, vários, para carregar o celular, no carro em Recife tinha tudo isto, não senti problemas e não sabia de sua importância. Alguns carros possuem suporte para smarthphones no console outros você precisa de suporte para celular grudados no vidro, tentem deixar na saída de ar, pois ajudam a refrigera-lo, evitando assim os “paus” de não ligar.
      Com relação a passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa e levar Bike, não senti falta, mesmo porque o lugar é belo de qualquer ângulo e bike é dispensável, areia em muitos lugares muito fofa e você não vai querer estar debaixo de um Sol de 40° com um trambolho para se preocupar.
      Maragogi para mim é outra Maceió...logo mais explico melhor.
      Passeio:
      15/02/2017 – Praia do Paripueira
      “Previsão 14/02/2017 / Efetivo 15/02/2017 – Praia do Paripueira – Se você vai por conta própria, peça uma pulseirinha de cliente avulso aos atendentes que estão na área do estacionamento; ela será necessária para reservar o passeio, ao entrar, vá direto à fila da bilheteria para comprar o passeio, a permanência na área dos corais é de até 2h30, Paripueira, nade sobre o coral e alcance a área deserta das piscinas, aproveitar melhor o passeio, não fique junto com todo mundo coladinho ao muro de corais, vá nadando com cuidado até a piscina do outro lado dos corais, ali a densidade demográfica é mínima 31 Km.
       
      - Piscinas naturais (Rest Mar & Cia) 4 km depois passar pelo clube Hibiscus em Ipioca / Passeio catamarã, 3293-2031
      u - Circular 2
      ² - Soró Sereno/Maikai (eclética), cerveja gelada e barata
      ä - Quiosque da Jaraguá (mais sossegado) / Restaurante Mar e Cia
       
      Ahhh, aonde estou? Quem sou eu? O que estou fazendo aqui? Viagem, viagem e viagem, que delícia, perder a noção do tempo, não saber que dia é da semana, não ter compromissos marcados, reuniões estressantes, agendas cheias, nada mais é que Férias, única e exclusiva descanso, revitalizar corpo e alma.
      Acordei as 06:30 hrs da manhã, tomei meu banho como Paripueira era próximo, não precisava acordar tão cedo rs, mas sinceramente nem ligaria, um café da manhã razoável, mas está tudo bem, os voluntários faziam o que podiam, indispensável sua ajuda ao Hostel João e a Jenny, amigos que quero levar para o resto da vida. Conversei com o pessoal um pouco, dei uma relaxada no Hostel, passei protetor, escovei os dentes e bora para a estrada. Meu GPS não apaguei os destinos até hoje 11/04/2017, faço inveja a mim mesmo, quando o olho.
      Paripueira de fato é bem tranquilo de se chegar, mesmo porque sentido Maragogi, você passa em frente, então estava memorizado o caminho, mas coloquei no GPS mesmo assim. Chegando ao Restaurante Mar & CIA, uma frota de micro ônibus e vans de agências, estacionei o carro e você paga R$ 5,00 reais para entrar. Logo fui atrás do passeio as piscinas naturais, cerca de R$ 60,00 reais o mais barato logo na portaria do restaurante, peguei minha pulseira e fui caminhar procurar outros agentes, mesmo porque o folder dos passeio já estavam me cobrando isto, só que a partir do Hostel com translado, então pensei que seria mais barato alugar ele lá!!!! Engano meu...
      O lugar é muito bem estruturado e enorme, porém comida e bebida não são baratos não, um prato individual cerca de R$ 65,00 reais, o básico ainda hein, arroz, feijão, batata frita, salada, carne ou peixe. Caminhando pela praia em busca do passeio, existem mais dois restaurantes a esquerda do Mar & CIA que vendem os passeios, mas também R$ 50,00 reais por cabeça, logo pensei existe alguma coisa errada....estou aqui, não paguei o translado, vim por conta própria e os passeio estão com o mesmo valor das agências??? Algo está errado. No horizonte encontro um dos agentes clandestinos de moto correndo pela praia oferecendo os passeio, o que que eu fui fazer???????
      Frustração: Seu nome “Camarão”, apelido na verdade, decorem bem este nome “Camarão”!!!! Crustáceo abdome longo podem ser água doce ou salgada, aquele que você arranca a cabeça e come o resto, fruto do mar que é gostoso frito, marinado, na paella etc. Mas não desceu na garganta desta vez, entalou, quase engasguei e morri na praia. Um cara cheio de protetor labial branco, moto biz vermelha correndo de um lado para outro. Me ofereceu o passeio as piscinas naturais a R$ 50,00 reais, também recusei, logo ele percebeu que perderia o cliente abaixou para R$ 40,00 reais, não deveria ter pago, seria melhor ter comprado o passeio na portaria conforme dica que eu mesmo ignorei!!!!
      Passeio comprado depois de 01:30 hrs a procura e horário programado, este cara me coloca em sua garupa a sai a procura de vagas em algum catamarã, olha a presepada!!!!! Vamos em um, vamos em outro, vamos em outro e vamos em um e nada de me encaixarem, porque ninguém aceitava o ticket clandestino e o forasteiro aqui que lhes fala. Mas o motivo foi que a fiscalização estava forte aquele dia, e eles não colocam ninguém a mais nos catamarãs quando chega ao limite está corretíssimo, afinal de contas quem quer correr o risco de um acidente??? Eu sei que este cara já sabendo da impossibilidade de arrumar uma vaga para mim, já impossível uma vaga, aos 00:43 hrs do segundo tempo, os barcos não sairiam mais, vende mais um passeio agora para uma família inteira, vai vendo a “prese....” da “presepada”, eu sei que tinha um total de 8 para o passeio. Os catamarãs começaram a ficar lotados de gente, e nós ficando para trás, o sujeito me vira depois de 02:30 hrs aguardando, e me diz:
      - “Olha seu eu não conseguir encaixa-lo, devolvo o seu dinheiro....” (Camarão)
      - “Mas eu não quero o dinheiro, quero fazer o passeio...” (Paulo)
      -“A fiscalização está forte hoje, muita gente e está perigoso embarcar todo mundo...” (Camarão)
      - “Cara quero ir ao passeio... ” (Paulo)
      As 11:30 hrs da manhã, último catamarã disponível para o passeio acham vagas para todo mundo inclusive para a família, nos reunimos para embarcar próximo ao Catamarã e os fiscais pedindo os bilhetes de embarque, não temos bilhetes, estamos com o “Camarão”, então aguardem aqui....ai ai ai...o stress começou e retornar!!!!
      Conversando com os agentes autorizados do Mar & Cia, me explicaram que era bem provável que ninguém do Camarão embarcaria, pois todos os catamarãs estavam lotados, tentando descontrair um deles me disse:
      - “Mas fique tranquilo, você pode voltar amanhã, pena que você vai perder o melhor passeio de Maceió.... ” (Agente)
      - “rs rs Melhor passeio comparado a Maragogi, nas Galés???” (Paulo)
      - “Este aí fica no chinelo....” (Agente)
      Olha a besteira que ouço com a minha cabeça cheia, então fui a desforra, vamos fazer uma aposta...
      - “Seu achar que realmente este passeio é melhor que as Galés, eu pago novamente o passeio agora para você, se você perder você paga para mim OK?” (Paulo)
      - “Aquela lábia alagoana, sendo simpático, tentando me convencer com história e boto marinho, que derrepente ele avistou no fundo do mar.....”
      - “Me espere aqui que eu volto e digo minha opinião...”, pergunta se ele estava lá quando retornei....
      Os catamarãs já em deslocamento, lotados 11:45 hrs o piloteiro assinalando para todo mundo que estava cheio, não cabia mais ninguém, aí o desespero tomou conta....
      Me aproximei do “Camarão” agora já dentro do mar a 5 metros para embarcar; uma alma salvadora, por dó e piedade de mim, conversou com o piloteiro e permitiu meu embarque, agora perguntem e a família que havia comprado??? Se “f......am” lógico!!!
      Agora o agente autorizado, mais uma em “Camarão”, se não fosse por mim ele iria ficar aí, é logico que eu agradeci enormemente depois....
      Ufa passado o desespero, agora dentro do Catamarã, lotado de pessoas e crianças, grande maioria Argentinos, o barco não liga.....Pronto não deveria ter vindo, esta “b....a” vai afundar, olha a tragédia anunciada!!!! Depois de 00:30 hrs o barco liga e vamos ao destino....
      Passeio bem tranquilo, Catamarã bem lento e seguro, muitas crianças com coletes e os tripulantes ajudando todo mundo, passeio seguro para ir com crianças, lógico que não os desdentados, acima de 6 anos Ok???
      Chegando as piscinas naturais, um viagem cerca de 25 min mar adentro, uma multidão aglomerada, bem diferente das galés e a estrutura, mais uma vez e última Alysson meu Salvador!!! Águas turvas, vida marinha bem escassa, mar um pouco revolto, mas tranquilo, para relaxar muito parecido com Barra Grande em Maragogi. Depois das Galés passeio insuperável de Maceió, Paripueira se tornou dispensável, voltaria novamente as piscinas de Paripueira??? Não, obrigado já conheço!!!!
      Cerca de 01:30 hrs nas piscinas naturais, já retornando a praia, bem tranquilo novamente, um turista me perguntou porque queria comprar, mas agora só para o dia seguinte.
      -“E aí gostou?” (Turista)
      -“Olha vou ser sincero, nota 5, quer fazer para conhecer Ok, mas para mim dispensável...” (Paulo)
      Agora tento almoçar no restaurante, quando descubro os preços, logo desisti, como quando retornar.  Começo a caminhar sentido a direita do restaurante, havia me esquecido que havia um rio lá, você atravessa por ele inclusive, investindo mais uns 20 minutos de caminhada, você se depara com a praia deliciosa e areias cantantes, o rio está logo atrás, mergulhei nos dois é lógico, melhor que o passeio das piscinas, mas foi bom ter conhecido, ter a experiência para contar a vocês, agora sei o que quero fazer quando voltar, por lá permaneci mais umas 02:00 hrs longe da badalação e forró do restaurante. Hora água salgada, hora água doce, adorei esta praia, principalmente fazendo um spa com as areias, muito gostoso e relaxante.
      Por volta das 16:00 hrs retorno ao restaurante para fechar minha conta, paguei a entrada, retorno a Maceió já anoitecendo.
      O restaurante em si é legal e estruturado, existem estrutura e brinquedos para os pequeninos brincarem e os pais ficarem tranquilos e relaxados, levaria minha filha para lá sim, mas só por causa do restaurante, da praia e rio a direita, bem próximo ao Mar & Cia.
      Com relação ao Soró Sereno/Maikai (eclética), não fui e não me arrependo, estava tranquilo e sossegado. Conforme o folder o passeio a Paripueira consiste, “nas entre linhas”, R$ 60,00 reais somente o translado e o passeio a praia, não o as piscinas naturais, mais R$ 50,00 reais, então fiquem atentos, o carro te possibilita fazer o seu roteiro e horário. Mas, somente neste em específico, Paripueira o carro é dispensável, poderia ter ido de Agência, que não me arrependeria, me divertiria igual.
       
       
    • Por nayhara
      Esqueça tudo que você viu e viveu até hoje. Posso te garantir: sua vida só começa depois de conhecer o Egito. É simplesmente uma experiência avassaladora para quem ama vivenciar novas culturas.
      O Egito é barato mas também é caro. Pode ser muito barato. Mas também pode te levar à falência em um dia.
      Para início de conversa: fui sozinha. E estava morrendo de medo de como isso seria. Não li um relato agradável na internet. Inclusive aqui no site, tem relato de gente que até apanhou de leve na rua rs... É sério, procurem que vocês vão encontrar as coisas mais bizarras.
      Mas vamos ao que interessa. Durante o relato vou fazendo as considerações para vocês.
      Dia 01
      Cheguei no aeroporto do Cairo, exatamente às 16h55 min. No meu voo tinha apenas eu de brasileira e um grupo de senhorinhas que estavam fazendo turismo religioso. De resto, todos eram árabes. Por esse motivo, a alimentação era especial, já que muçulmanos só podem comer comida Halal.

      Chegando no aeroporto fui (para varias) barrada pelo cara da "polícia federal" deles. Mas não se assustem. Ninguém no meu avião foi barrado. O problema é sempre pessoal. Isso já aconteceu em diversos países que eu visitei. Talvez por eu ser mulher, solteira, sem filhos... enfim, o que eles consideram uma pessoa perfeita para entrar em qualquer país e nunca mais sair. Passei um belíssimo sufoco e acho que foram mais de 40 minutos tentando convencer o cara que eu não era uma salafrária. Ele me questionou várias vezes porquê uma mulher sozinha, sem amigos ou família tinha escolhido o Egito para passar as férias,, se eu realmente não conhecia ninguém lá. Mesmo mostrando documentos do hotel, passagem, passaporte, visto, dolares, euros... o fdp resolveu que ia me Cristo (ou para qualquer outro profeta) naqueles dia. Depois de até revistar meu celular e eu dar um ataque que já estava misturando inglês, português, italiano e espanhol, o escroto do cara resolveu me liberar às gargalhadas. Ali tive certeza que ele só estava mesmo zombando da minha cara!
      Nesse primeiro instante fiquei bem apavorada e com medo do que viria dali para frete. Pensei que aquilo ali poderia ser apenas o início de uma viagem trágica ao Egito mas graças a Deus não. Foi só um susto e depois foi tudo lindo e maravilhoso.
      Na saída do aeroporto comprei meu chip da VodaFone que me custou 35 libras egípcias com um pacote de dados de internet e SMS. Ah, e tem banco onde você pode trocar algum dinheiro. Não troque tudo porque a cotação é péssima. Na rua você encontra preços bem melhores. Quando saí do aeroporto tinham uns taxistas, mas resolvi seguir as dicas da internet e usar o UBER que já estava previamente instalado no meu celular. Deu super certo e foi o que eu usei a viagem toda. Barato e seguro (eu via as rotas pelo google mapas e ninguém me enrolava não).
      Saí do aeroporto em direção ao meu Hostel (super bem localizado por sinal), depois de 3 dias viajando (fiz várias conexões - passagem promocional ne gente?), morta e arrasada de cansaço mas com um pôr do sol único e com a sensação de felicidade imensa. Ah e eu nem me importei com o trânsito naquele momento (não tenha dúvidas, você vai pegar trânsito por todos os lugares).

      Meu hostel era o Freedom Hostel, extremamente bem localizado, eu entrei em contato com eles antes de ir para o Cairo e um dos responsáveis, o Eslam, sem muito simpático, respondia todos os emails rapidamente e detalhadamente. O hostel fica bem pertinho da Praça Tahir e do Museum e tem estação de metrô próximo (mas eu não usei). Tem restaurante, ruas cheias de lojas de roupas, eletrônicos, turismo, câmbio, tudo pertinho.
      O UBER do aeroporto para o hostel deu 40 EGP (libras egípcias)
      Me assustei chegando no hostel, o prédio é velho e caindo aos pedaços. Mas logo você se acostuma e percebe que tudo no Egito é assim. O hostel fica no último andar do prédio e sofri um bocado para subir com minha mala (e olha que só pesava 14kg). Sempre digo que vou de mochilão, nunca vou e sempre me arrependo, claro! Fui muito bem recebida pelo próprio Eslam. Meu quarto era logo o primeiro, dividia com 6 pessoas, cada uma de uma nacionalidade diferente. O Wi-fi é liberado. Depois de me acomodar eu só precisava de um banhinho quentinho e sair para comer porque a fome era maior que o cansaço.
      À essa altura do campeonato já estava me achando  rica milionária. Pedi indicação ao Eslam do restaurante mais top e com comidas típicas do Cairo e ele me indicou o Sequoia. Pedi um UBER (valor da corrida ida e volta 40EGP) e fui. Ele fica às margens do Rio Nilo, todo aberto para você comer e admirar as belezas daquele lugar. Só indo pra vê gente. Pedi todas as comidas típicas que eu ahcei no cardápio (em inglês) naquele dia. Sério, comi como se não houvesse amanhã. Comida maravilhosa, cheia de gordura e fritura, do jeito que meu tecido adiposo gosta. Depois de comer como um trator, no final pedi um café egípcio e um karkadec (chá de hibiscus), então por aí vocês tiram o quanto eu comi e bebi nesse dia. A conta deu míseros 200 EGP (aprox 40 reais). Eu comi como se não houvesse amanhã, mas tinha amanhã e ele era nebuloso... Cheguei no hostel passando muito mal, claro. Eu não to acostumada com esse tipo de comida, estava sofrendo com o fuso horário (pela primeira vez tive jetleg), não dormia bem há dias... resultado: o fígado reclamou e eu passei a madrugada em claro (sem sono pelo jetleg) e chamando o Hulk no banheiro do hostel. Os meninos da recepção do horário da noite me fizeram chá preto e me deram um biscoito muito parecido com cream craker (apra vocês verem que amor). E às 5h da manhã (meia-noite ainda no Brasil). Eu estava acordada feito um zumbi. Devo ter pego no sono depois de 3 dramins, 2 xantinons e 4 epoclers.



      Hostel:
      Freedom Hostel: 6 Bank Misr Street Off Sherif St.Front of the Central Bank of Egypt., Cairo, Egito (Peçam para falar com o Eslam)  -
      Restaurante:
      Sequoia: 53 Abou El Feda, Zamalek, Cairo, 11211
      Cotações do dia:
      No aeroporto: 1 dolar = 15 EGP
      Na casa de câmbio perto do hostel: 1 dólar = 19.50EGP
      OBS:. não se troca reais por EGP no Cairo, mas eles te dão a cotação para você ter uma ideia e sempre fica em torno de 1 real - 5 EGP
      Gastos do dia:
      Chip Vodafone: 35 EGP
      UBER aeroporto - hostel: 40EGP
      UBER hostel -sequoia: 40 EGP (20 ida e 20 volta)
      Sequoia: 200 EGP
      Total: 315 EGP (aprox 63 reais ou 16 dólares)
      Dia 02
      Depois de dormir pouquinho devido a madrugada dos horrores já mencionada acima rs, acordei às 8h, tomei um café preto com um pão apenas. O Hostel tem um café da manhã modesto mas bem bonzinho e que dá pro gasto. E o melhor, sem fritura. Preferência nacional de qualquer prato no Egito. Conversei com o Eslan e ele conseguiu um UBER para mim. Acabou que no final fechei todos os dias com esse rapaz do UBER, um senhor muito distinto, educado e simpático, mas que infelizmente não tirei foto nem decorei o nome dele. Mas acredito que, se você pedir no seu hostel, com certeza você consegue um guia ou UBER bem em conta como eu.
      Mas vamos ao que interessa, quem vai ao Cairo quer ver o que? Pirâmide. Então vamos de Pirâmides no primeiro dia e não quero nem saber se é a cereja do bolo rs... A programação do dia era Pirâmides de Queops, Pirâmide de Djoser e Sacara. Mas vai por mim, você não vai conseguir fazer isso tudo por alguns motivos: 1) A logística é impossível, 2) o transito não deixará, 3) Queops é imenso e você vai ficar tão absudamente boquiaberto com tudo que vai querer passar o dia inteiro lá. E foi o que eu fiz...
      O UBER me cobrou 60 EGP para me levar e buscar (tava com o whatsapp dele). No caminho além do trânsito caótico que não me deixava esquecer que estava no Egito, de longe eu conseguia avistar a pontinha das pirâmides, e claro, comecei a chorar (se você for manteiga que nem eu vai chorar mesmo, é uma energia, uma emoção sem tamanho...)
      O carro me deixou na entrada e fui para a fila comprar meu ingresso. Eu tenho uma carteirinha internacional de estudante. Se você tem uma a dica é: leve-a. Eu paguei meio na maioria dos locais que eu fui no Egito. eles super valorizam a carteirinha. Comprei o ingresso que dava direito a entrar nas pirâmides e custou 100 EGP (lembrando que era meia, tá?).

      Entrei... e quase morri! Só indo para ver. Não vou ficar detalhando a beleza e imensidão. Não tem como. Vamos nos atear a logística da coisa. Depois de passar uns 10 min abraçada nas pedras da pirâmide, fui procurar um guia e um camelo. Acredite, você vai precisar de um. Ah, e antes que alguém venha falar dos direito dos animais eu já aviso: eu sou vegana e luto diariamente para isso, mas você não vai resistir a andar de camelo nas pirâmides, por mais que esteja com o coração partido e morrendo porque está colaborando com a exploração dos animais. Então, aceite! Fechei com um guia um passeio completo pelas pirâmides e até o ponto mais alto por 500 EGP (aprox 100 reais). Não achei caro, já tinham me oferecido por 1000, 800 e depois de chorar consegui o desconto. Aliáaaaasss, chore muitoooooooo no Egito, provavelmente você consiga descontos do tipo 80% (e não to brincando não).
      É muitooo emocionante andar de camelo, naquela paisagem. Gente, não tem explicação. O guia foi muito bacana e tirou várias fotos show (depois rolou 50 EGP por fora, claro). Outra observação: no Cairo, no egito em geral, tudo tudooo é comissionado. Se eles te derem uma informação, vão te pedir comissão. Acostume-se e separe uma grana pra isso. Não é de bom tom não dar e você será xingado em árabe por umas 15 gerações.
      O guia dá a volta inteira nas Pirâmides. Esse passeio dura umas 3 horas e no final ele te leva num lugar para comprar essências e perfumes egípcios. Alias, quase todo passeio terminam nessas perfumarias, tapeçarias ou "papirarias" (onde vendem os papiros). Dentro de Guizé é beeemmm caro  e não recomendo comprar nada por lá. Depois ele voltou comigo para dentro da área das pirâmides. Acho que já eram por volta das 17h e estava quase escurecendo. O pôr-do-sol naquelas bandas é de babar.


      Apreciei mais um pouco cada pedacinho daquele lugar, tirei mais 600 fotos, beijei a esfinge, segurei a pirâmide e virei artista por 15 min. Vocês podem imaginar o que uma ocidental loira com os cabelos expostos pode causar nas crianças egípcias? Eles adoram. Pedem para tirar foto a cada passo que você dá. Você é assediado como se fosse um artista hollywoodiano. O guia teve que pedir pelo amor de deus para eu não ser tão simpática porque ele não aguentava mais parar para tirar foto com as mulheres de burca e as crianças rs... E acredite, você adora no início, mas no final da viagem tava fechando a cara já, porque enche o saco e daí entendi porque os artistas também ficam de saco cheio rsrs...

      Ah, durante o dia nas pirâmides eu não comi absolutamente NADA! Você não vai lembrar de ter fome, acredite. Quando cheguei no hostel pedi um pão e chá preto e eles me forneceram, e não me cobraram por nada. Voltei para o hostel e combinei com o UBER dele me buscar para ir a Khan El Khalili. Estava muitoooo ansiosa e deixei para comprar algumas lembrancinhas lá. Ele me buscou por volta das 19h30.
      Explore o máximo que você puder de Khan. Eu sinto não ter podido ir lá de manhã. Deve ser lindamente colorido. Porque à noite já era. As luzes e cores são tão fortes por lá que quando você sentir esse cheiro novamente, com certeza, lembrar das ruas de El Khalili (aconteceu comigo em Sharm). Eu comprei muitas lembrancinhas lá e por um preço muitooo em conta. Cada papiro comprei a 10 EGP e mais miniaturas de piramides e gatos, esfinge, deuses (cada um a 10 EGP). Mas chore muito que o preço cai. Eles custavam 80 EGP hahaha. Depois achei um café que havia sido recomendado pelo guia do UBER e parei lá para jantar, chamado Naguib. É bem carinho perto dos preços do Cairo, mas quem liga né? Lá é proibido tirar fotos mas tirei da entrada pra vocês verem. Mas é bem divertido, tem música ao vivo e as pessoas cantam alegremente. Aliás, cantar alegremente é uma coisa que os egípcios adoram fazer.






      Gastos do dia:
      UBER até as pirâmides: 60 EGP (ida e volta)
      Entrada das Pirâmides: 100 EGP
      Passeio de Camelo + fotos: 550 EGP
      UBER para o jantar: 50 EGP (ida e volta)
      Jantar: 250 EGP
      Dia 03
      Tinha combinado com o motorista do UBER bem cedinho nesse dia. Nesse dia fomos a Saqqara, Dsjor, um passeio pelo deserto do Saara e Memphis. Acordei cedo, tomei café no hostel e saí por volta de 8h30.
      Todas as entradas eu paguei meia com o cartão de estudante.



      O guia ia me explicando tudo e dei muita sorte. Nenhum dos lugares estava cheio. Nesse dia, apesar do frio extremo no Cairo, fez um pouco de calor e como eu estava com roupa térmica, mais blusa segunda pele, casaco, cachecol passei mal. E ainda juntou que passava muitas horas sem me alimentar. O guia parou num feirante e compramos um cacho de banana rsrs... o mais vegan que eu achei por aquelas bandas. Para o guia o cacho custava 5 EGP mas quando ele viu que era eu quem queria comprar ele se recusou a vender por esse preço e fui obrigada a pagar 7 EGP. Isso é bem comum no Egito, bem mesmo. Se um nativo pergunta o preço, para ele com certeza, ser[a mais barato. Nada tem preço tabelado ou exposto. Justamente para isso.
      Todas as pirâmides ficam no mesmo completo e quando você compra o ingresso já compra tudo junto. O templo fica bem afastado e na entrada já encontramos aquelas clássicas pilastras que vemos em várias fotos. É enormemente impressionante. 



      Existe um sítio arqueológico aí dentro e o ingresso dá direito a entrar. Quando você entra, encontra o complexo funerário de Djoser. Tem uma tumba lá dentro com uma múmia. Não lembro qual rei é. Mas se procurar no Google acha. Aliás, se você não tem boa memória que nem eu, é bom levar um caderninho para anotar o nome das múmias, porque você verá muitaaaassss delas, por todos os lugares. Dentro do complexo fica um Beduíno. Ele te explica tudo mesmo sem você querer e vai pedir gorjeta. Prepare-se. Cogitei em não pagar e o guia me disse que não era de bom tom e nem seguro (quando ele uso essa palavra saquei 20 EGP e dei ao cara). Mas valeu a pena!
      Se você não fala bem inglês pode se enrolar no Egito. Eles são muito simpáticos e solícitos mas o inglês e o árabe são o idioma. É bom procurar por um guia que domine o idioma que você também domina. Mas tirando o seu guia que pode falar diversos idiomas (inclusive o russo - eles amam russo), tudo será em inglês.
       Nesse dia o guia do UBER me acompanhou o tempo todo. Então não paguei apenas a ida e volta. Mas valeu cada centavo. Ele me explicou sobre tudo e me senti muito segura com ele próximo além de tê-lo como fotógrafo e não precisar ficar pagando gorjeta para cada árabe que pedia pra tirar foto. Se você pegar um guia maneiro, ele ainda vai te ajudar em fotos maneiras essa daí embaixo. Você só paga sua entrada. Os guias sempre entram de graça.

      Quando saímos dessa pirâmides fomos para o Complexo que fica no meio do deserto do Saara. Dá pra entender porque eu passei mal né? Devia estar uns 35 graus e era inverno (à noite caía abaixo de zero) e eu entupida de roupa. Prepara-se para comer muitaaaa areia porque o vento é alucinante. Não há cabelo que resista rsrs. Mas vai valer a pena.


      Pegamos o carro e fomos para a Pirâmide de Dashur também conhecida como Pirâmide Curvada e eu gostei demais dessa. Beeemm diferente mesmo.

      Logo depois pegamos o carro de novo e percorremos o deserto para chegar na Pirâmide Vermelha. Nada especial nessa. Essas pirâmides ficam no meio de uma área militar então não é dificil ver carros do Exercito rodeando o carro do guia e soldados olhando pra você como cara de poucos amigos. A Pirâmide Vermelha só serviu para o meu guia me ajudar a fazer as maiores estripulias e tirar as fotos mais doidas. Como eu disse, nesse dia, só estavamos eu e o guia nas pirâmides. É bem diferente das grandes de Guizé, que são lotadas e dificilmente você conseguirá uma foto sem um intruso.

      Saimos de lá  fomos para Memphis ver a Estatua de Ramsés II

      Voltei pro Hostel. Estava exausta, tinha comido toda a areia do deserto, estava imunda mas terrivelmente feliz. Combinei com o UBER que ligaria para ele me buscar para jantar.
      Ele passou no hostel por volta das 21h e fui jantar num restaurante no Nile City. É um restaurante na beira do Nilo em formato de navio. Comi uma salada e tomei um suco. Sentei numa mesa que dava para o Rio Nilo e pensando no quanto Deus é bom conosco porque nos permite realizar sonhos como esse.

      UBER me pegou e voltamos para o Hostel.
      Gastos do dia:
      Entradas: 20 + 20 + 40: 80 EGP
      Guia = UBER: 500 EGP
      Cacho de banana: 7 EGP
      Gorjetas: 20 EGP
      Uber para o jantar: 50 EGP (ida e volta)
      Jantar: 150 EGP
      [Em Construção]
       
       
    • Por catiavicente
      Olá comunidade!

       
      Em jeito de retribuição pela enorme quantidade de informações que ao longo dos anos tenho vindo recolher neste site, venho aqui deixar o meu contributo: relato da viagem de três semanas pela Tanzânia em Fevereiro de 2017.
      Antes de mais penso que é importante perceberem que somos um casal, ambos com 38 anos, oriundos de Portugal, habituados a acampar, que poupam muito na habitação durante a viagem para puder gastar em experiências, bebida e comida! Que valorizam mais a simpatia do dono da GuestHouse do que o facto de esta ter AC. Que valorizam mais a entrega e disponibilidade de um guia do que um parque de campismo 5 estrelas! Isto só para contextualizar as opiniões que iremos dar!
       
      Costumamos viajar sozinhos, no entanto desta vez, fomos acompanhados de um casal, o que se revelou uma escolha acertada, apesar de termos de abdicar de algumas escolhas mais económicas em termos de habitação ou transportes. Como vão perceber mais à frente, a rede de transportes em África não é comparável aquela que encontramos na Ásia por exemplo! Muito mais deficiente e muitooooooo mais cara! Não existem transportes durante a noite e viajar longas distâncias significa perder dias de viagem! Assim viajar com outro casal, permitiu optar por táxis em vez de dala-dala, uma vez que o valor é pelo carro e não pelo numero de pessoas, “obrigou-nos” a optar por viajar de avião dentro do pais, ganhando assim 2 dias de viagem, permitiu dividir quartos com WC em vez de optar por dormitórios, etc.
       
      A primeira dica de todas é: se é a tua primeira vez em África vai acompanhado ou junta-te a outros que vás encontrando ao longo da viagem, facilita e muito!
       
      Feita esta ressalva, ai vai o relato:
      Saímos de Faro, Portugal no dia 28 de Janeiro em direcção a Londres onde ficamos praticamente dois dias e uma noite. Sobre Londres não tenho nada de novo a acrescentar, a quantidade de informação que se encontra é mais do que suficiente para que qualquer um possa organizar um pit stop por lá.
      No dia 29 de Janeiro apanhamos um voo da Etihad Airlines, com escala curta em Abu Dhabi, e chegámos a Dar Es Salem no dia 30 de Janeiro (o voo custou cerca de 510 euros por pessoa). Logo à chegada ao aeroporto fomos confrontados com a maior verdade do país: tudo funciona “pole pole”, ou seja, devagar! Não tínhamos bagagem de porão e demorámos 1 hora a conseguir sair do aeroporto! O visto para Portugueses custa 50 dólares, tens de entregar o teu passaporte e aguardar que te voltem a chamar… pole pole…
       
      No dia seguinte iriamos apanhar um voo doméstico para o norte do país, por isso não compensava estar a pagar táxi para ir até à cidade (preço fixo 35 dólares). Para apanhar transporte público do aeroporto para a cidade tens de sair do aeroporto e caminhar cerca de 500 metros até encontrares um dala dala na direcção correcta (o melhor é ir perguntando), custa cerca de 3 dólares e demora até 2 horas! Os dala-dala, são viaturas que deveriam transportar 15/18 pessoas e por norma transportam o dobro + mercadorias e fazem paragens de 5 em 5 minutos .
       
      Assim saímos de Portugal já com GuestHouse reservada para essa noite, muito próxima do aeroporto, com transfer gratuito: Airport Transit Lodges – foi um dos mais caros da viagem: 40 dólares, com pequeno-almoço e transfer do aeroporto incluído. Os quartos são óptimos (especialmente para nós que estamos muito habituados ao básico), espaçosos, com casa de banho e água quente (olha o luxo!!!). O pessoal foi do mais simpático! Foram connosco comprar cerveja, e no final da tarde, quisemos ir conhecer as redondezas e um dos funcionários do hotel, o Thomas, acompanhou-nos por questões de segurança e ficou connosco na rua até à meia noite!!! Metemos conversa com gente que vivia perto do hotel e acabamos a fazer a festa com eles! Logo ali ficamos com uma certeza: é diferente da ásia? Sim e muito. Tens que ter cuidado? Sim claro que tens, mas que isto não te impeça de interagir e conviver com as suas gentes! Eles ficam felizes de puderem conversar connosco e adoram partilhar o que têm, nós pagámos umas cervejinhas e recebemos em troca cabra assada, salada (que não deveríamos ter comido mas estávamos tão felizes que esquecemos todas as recomendações) e musica a noite toda! Trocamos contactos, tiramos mil e uma fotos, dançamos e rimos! Bastaram algumas horas para que esta terra e estas gentes me entrassem coração adentro!!!
       
      31-Janeiro
      Acordámos cedo e tomamos o pequeno-almoço que considerando o preço do quarto tinha obrigação de ser melhor! Muito fraco. Pedimos para nos levar ao aeroporto o que nos custou 5 dólares por casal. Dá para ir caminhando (cerca de 15 a 20 minutos).
      Apanhámos um voo da FastJet e 55 minutos depois estávamos a aterrar no aeroporto de Kilimanjaro. O voo custou cerca de 75 dólares por pessoa, ida e volta.
      (A alternativa seria apanhar um autocarro na estação de Ubungo, fica nos arredores de DAR, o bilhete para Arusha custava cerca 15000 TZ. Para chegar à estação desde o centro de DAR precisávamos de apanhar um Dalla Dalla na paragem do New Posta ou Old Posta +- 300 TZS. De salientar que existem vários horários a partir das 06:00/07:00 da manha e demoram cerca de 12 horas a fazer o caminho até Arusha.)
       
      Em Kilimanjaro tínhamos à nossa espera, aquele que viria a ser a peça chave dos próximos dias: O Heaven, o nosso guia do Safari! O Heaven trabalha para a empresa It Started in África, empresa essa que se revelou a melhor escolha de toda a viagem!
      Durante mais de um ano pesquisei e enviei pedidos de orçamento para imensas empresas de Safari, ao mesmo tempo que ia lendo depoimentos contraditórios: “compra o safari em Arusha quando chegares porque sai muito mais barato”, “escolhe e reserva o safari com antecedência para não estares sujeita á pressão dos caça-clientes em Arusha e estares sujeita a escolher uma empresa que não seja de confiança”, etc, etc. Eu sou um bocado freack-control e a diferença de preços não justificava arriscar escolher o safari in loco. Inicialmente como eramos só dois, escolhemos apenas 4 dias porque o orçamento não permitia mais. Mas quando os nossos amigos se juntaram a nós, e dividimos o jipe, pudemos alargar o safari para 5 dias com um dia mais alternativo “out of the beaten track” com visita à tribo Hadzabe. Resumindo, o Safari ficou no total (com todas as visitas, dormida, comida + guia e cozinheiro só para nós) por 200 doláres por pessoa por dia. É caro?! Sem dúvida! Mas era o sonho de uma vida para o meu namorado, que cresceu a ouvir as histórias do David Attenborough, nas planícies do Serengueti! E com os sonhos não se arrisca 
      Foram muitos sacrifícios ao longo do ano, muita roupa que não compramos, muitos jantares em casa em vez de ir para fora, levar todos os dias comida para o trabalho, correr em vez de ir ao ginásio, os 4 canais da TV em vez de um pacote pago, muitas opções deste género! Mas valeu cada esforço!!!
       
      Pelo que fui pesquisando, encontras safaris significativamente mais baratos em jipes entre 6 a 10 pessoas – cerca de 100 a 120 dólares por dia. Mas como é evidente há coisas que perdes, como ajustares (dentro daquilo que é possível) o itinerário com o guia, o ficares mais tempo num local que estás a adorar, o risco de apanhares um jipe velho que quebra durante a viagem e obriga te a perder horas do safari etc. A dica é: mesmo que optes por reservar em Arusha, pesquisa muitoooooooo! Li relatos de pessoas que saíram muito frustradas desta experiência e gastaram uma pipa de massa! Existem empresas que não têm o minino de condições de segurança no jipe, cujos guias passam a correr nos locais sem se importar se avistas os animais ou não, que oferecem comida em fracas condições de higiene, etc.
       
      Fazer por conta própria, no meu ponto de vista não compensa, porque o valor do aluguer do jipe (sim tem de ser obrigatoriamente um jipe considerando os caminhos)+ a entrada nos Parques e reservas + a pernoita nos parques de campismo + alimentação vai ultrapassar os 200 dólares que nós pagamos!
       
      Mas voltando ao relato (desculpem me mas eu perco-me, escrevo como falo: muitooooo!), acertamos o transfer com a empresa do safari e ficou 25 dólares por casal para fazer os 45 minutos que separam o aeroporto da cidade de Arusha. Pesquisamos por transporte alternativo mas não encontramos nada a não ser o shuttle da FastJet que ficava por volta de 7 dólares por pessoa. As decisões eram tomadas em grupo e considerando as diferenças de preço por vezes optou-se pela comodidade.
       
      Não ficamos no centro de Arusha porque já levávamos o safari reservado e não queríamos estar constantemente a ser alvo dos caça-clientes, ficamos no Settlers Executive Lodge, por 25 doláres, quarto duplo com WC. Recomendo vivamente, o quarto é bom, limpo, o staff é simpático, os arredores são muito seguros para passear e visitar mercados de rua, com comida a preços acessíveis, prato de frango com arroz ou batatas por 4000tz, cerveja a 2500 tz, um campo de futebol mesmo ao lado do hotel que nos valeu umas grandes risadas. A uma distância a pé de 5 minutos há um grande supermercado, com ATM e loja de cambio, bebidas e comida. Enquanto caminhamos encontramos várias placas de Guesthouse, que presumo a preços mais baixos (não confirmei).
      Tivemos uma boa noite de descanso para nos prepararmos para os próximos dias 
       
      01 a 5 de Fevereiro - Safari
      No 1º dia foram nos apanhar ao hotel, fizemos as ultimas diligências contratuais no escritório (pagamento ) e seguimos com o Heaven para abastecer o jipe… de cerveja!!! É verdade o Heaven foi o máximo, percebeu que o nosso orçamento era curto e que a compra de bebidas nos parques de campismo (quando havia) eram muito caras, foi conncosco a um supermercado onde pudemos comprar cerveja, trocar xelins, etc. Cerveja colocada na arca do Jipe (sim tinha uma arca para manter as águas e cervejas bem geladinhas), partimos em direcção ao Lake Manyara. No caminho paramos para fazer a primeira visita: tribo Masai. Bom, na minha opinião, não vale a pena. É puro negócio! É giro para tirar fotos daquelas que impressionam os amigos, mas eu não voltava a pagar os 50 dólares (este valor já está incluído nos valores do safari que referi em cima). Sobretudo porque mais à frente, a caminho do Serengueti e Ngorongoro tens oportunidade de ver imensas aldeias Masai e cruzas-te com os seus habitantes em contexto real, e mesmo que não visites as suas casas, na minha opinião acaba por ser muito mais real do que esta primeira visita.
       



       
      Apesar do Heaven nos avisar que não deveríamos pagar nada, a verdade é que és pressionada para dar algum dinheiro ao dono da casa que visitas ou pelo menos comprar um artesanato a preços que são um autentico ROUBO!
      Não tiveram muita sorte com este grupo ãã2::'>  apesar disso fizemos a festa! Trocamos de sapatos com eles, rimos, dançamos e quando demos por nós tínhamos a tribo toda ao nosso redor. O guia dizia que os Masai é que tinham vindo visitar os portugueses .
       
      De volta à estrada entrámos duas horas depois no Parque Nacional do Lake Manyara. À distância, de todos os parques que visitamos, é sem dúvida o menos impactante. Mas na altura, não sabíamos disso e queríamos parar a cada segundo para tirar fotos aos babuínos, girafas, elefantes, búfalos, zebras e aves que íamos encontrando pelo caminho, alguns estavam a metros do jipe!
       


       
      Por volta das 16h, terminamos a visita e fomos em direcção ao Haven Nature Camp. Foi um dos melhores de toda a viagem, as tendas são permanentes e tem camas no interior. O campo tem água quente. É muito bonito e arranjadinho. A zona de jantar e pequeno-almoço é muito agradável. Conhecemos o Fadile, o nosso cozinheiro que nos acompanhou durante toda a viagem e que preparou um autêntico manjar dos deuses (pelo menos era o que parecia): uma sopa com leite de coco, caril e coentros, seguida de um curry de frango acompanhado de arroz, batatas fritas e legumes salteados!
       



       
      Para não me estar a repetir posso já dizer que a comida dos dias seguintes, ao jantar, foi sempre muito saborosa, com direito a sopas sempre diferentes, quiches, bolonhesa e currys diversos. O pequeno-almoço era suficiente para nos manter muito bem durante horas, quanto ao almoço, vinha embalado em caixas individuais e continha por norma uma peça de carne (frango assado), ou tortilha, ovos cozidos, sumo, fruta, etc.
      Nessa noite bebemos umas cervejinhas, trocamos as primeiras impressões até tarde e… cama!
       
      No dia seguinte bem cedo o Heaven e o Fadile prepararam o jipe, a logística é impressionante mas eles já fazem aquilo como se nada fosse.

       
      Carregadas as tendas, mesas, cadeiras e comida para os próximos dias, seguimos em direcção ao Serengueti. As distâncias são grandes, e as estradas proporcionam aquilo que eles chamam de “África Massage”, mas se tiveres um bom guia, depressa se faz o caminho! Um Guia que anime a viagem com musica, faça paragens regulares, para um cigarrinho, para dois dedos de conversa, para tirarmos umas fotos com os masais que vamos encontrando no caminho a guardar gado, para um xixi (em relação ao xixi, era uma coisa que me intrigava antes da viagem, mas nós fazemos paragens em parques/entradas de parques nacionais etc, de 3 em 3 horas +- e em caso de aflição há sempre uma arvore ou a roda do jipe!).
       

       
      O próprio caminho é um game drive tal é a quantidade de animais que vais vendo pelo caminho! Nós estávamos tão espantados! É tão difícil colocar em palavras! Foi numa destas alturas, ainda antes de entrarmos no Serengueti, que o nosso guia teve uma saída memorável:
       
      “Do not spend the memory of the machine, If this was a movie, this part is just the trailer”
       
      E ele tinha razão!!! A quantidade de animais é inexplicável! A imensidão das planícies é inolvidável! São aos milhares! Especialmente os Gnus e as Zebras!!! Só de falar/escrever o meu coração fica apertado de emoção. A sério.


       
      Por norma, nesse dia todos os jipes param na entrada do Serengueti para o almoço, fica uma dica: nesse parque, existe uma pequena subida para uma rocha enorme que vale a pena espreitar! A vista é de tirar o folego!
      O Serengueti não nos podia ter recebido melhor: dois minutos depois de entrarmos no parque avistamos duas Chitas que estavam escondidas numa barreira Á BEIRA DA ESTRADA! Tivemos a sorte de se levantarem na altura e de ficarmos a menos de dois metros delas! Tive vários colapsos durante a viagem e este foi um deles! São lindas! E são selvagens! E não tem grades á volta delas! E… e… e é isso!
       

       
      Se tivéssemos acabado por ai já tinha valido a pena, mas não acabámos! Ainda tivemos direito aos omnipresentes gnus, elefantes, Leões, hienas, chacais e todo o tipo de antílopes! Não vale a pena tentar descrever estas partes porque não tenho o dom da palavra que faça justiça áquilo que vimos.
       




       
      Antes de entardecer, fomos procurar o parque para passar a noite e surpresa da surpresa: era bem no meio do Serengueti! Tínhamos acabado de avistar leões, hienas, chacais, búfalos, etc á cerca de 10 minutos quando o Heaven passou por um parque de campismo que julgamos estar abandonado! Não estava minha gente! Era o nosso Parque !!! O Heaven explicou que tinha recebido a informação que o campo onde deveríamos ficar estava demasiado cheio e resolveu trazer-nos para este. É nestas alturas, que caso ele não tivesse já ganho a nossa confiança e se não tivesse feito de tudo para nos ver felizes, nós teríamos levantado problemas! Mas não. Eu tinha pesquisado na net e o campo era muito semelhante a este, ou seja, muito… muito… básico!
       


       
      Água quente não havia mas também não era necessário, tinha duche e casas de banho, tinha um local fechado para o jantar e depressa os funcionários acenderam uma fogueira. Ajudámos o Heaven a montar as tendas (não tínhamos obrigação só mesmo vontade), banho tomado, barriguinha cheia, fogueira com a gente. Foi uma das melhores noites de toda a minha vida! Sentia-me tão feliz, rodeada de amigos, no meio do SERENGUETI, á fogueira, a beber umas kilimanjaros, não precisava de mais nada. Estava completamente preenchida! Fomos avisados para não irmos à casa de banho sozinhos e antes de irmos para a tenda dormir percebemos porquê como meninos bem comportados fomos os quatro á casa de banho antes de irmos para a tenda quando o Luis avista dois olhinhos brilhantes a uns 5 metros de nós era uma hiena!!! A ida à casa de banho foi praticamente desnecessária porque ia fazendo xixi mesmo ali!!! A coitada teve medo de nós claro! Íamos em “manada”! Fugiu em segundos! Mas voltaram… durante a noite ouvimos os sons delas e dos leões como pano de fundo  foi uma noite surreal, pouco dormimos devido à excitação! Mas não trocava aquela noite por uma noite bem dormida num Lodge 5 estrelas!
       
      (continua...)
    • Por zervelis

      Uma Imagem vale mais que mil palavras né?!
      Deixa eu começar então com a Imagem
       

      E agora com as milhares de palavras
       
      Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone)
       
      Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo...
       
      [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos]
       
      Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha.
      Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato.
       
      Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!!
       
      Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!!
       
      Observações Gerais:
       
      - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ?
       
      - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'>
       
       
      Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!
       
      Mas antes,..GOSTARIA DE PEDIR UM FAVOR A VOCÊS,...
      POR FAVOR, ENCARECIDAMENTE, responda essa pesquisa
      A finalidade é conhecer o hábito de consumo dos viajantes ... É muito importante para mim e para um amigo que está fazendo um trabalho
      A pesquisa vai consumir segundos da sua vida, por isso peço de coração que nos deem essa força...
      Obrigado
      https://lfr.typeform.com/to/uInQnc
    • Por camila_fr
      Olá galera,
      Fizemos um mochilão-safari no estilo self drive (sem guia, dirigindo e acampando por conta própria) na Namíbia e Botswana em outubro e, como tivemos muitas dificuldades em encontrar informações para planejar o roteiro da Botswana, queremos compartilhar um pouco das informações da nossa viagem com quem precise de dicas. Segue abaixo o relato resumido, para mais dicas vejam os tópicos relacionados em https://umcasaleumamochila.wordpress.com
       
      Antes de mais nada, a Botswana (Bots, para facilitar) é provavelmente o país mais exótico que já visitamos e, com certeza o país mais desafiador em termos de planejamento e de viagem na prática. Mas vale muuuito a pena!!! A proximidade com os animais que os parques do país propiciam é surreal, mágico!
      Como planejamos nossa viagem com quase nenhuma informação? Descobrimos um fórum de pessoas que fazem self-drive na África que foi nossa salvação: http://www.4x4community.co.za/forum/forumdisplay.php/169-Botswana
       
      Falando sobre nossa experiência, entramos de carro pela fronteira Mamuno (próximo à Gobabis) e no mesmo dia seguimos para Ghanzi (onde trocamos dinheiro e almoçamos no Halahari Arms Hotel). Visitamos o craft center da cidade, mas a visita durou 5 min, já que o local é composto por uma única e minúscula lojinha.
      Dica: para atravessar a fronteira de carro é necessário uma permissão da sua locadora de carro por escrito, seu passaporte, o pagamento de uma taxa de 30USD/pessoa + 230 BWP/carro e um formulário que preencherá quando chegar na fronteira. Reserve cerca de 40min para atravessar e guarde os papeis que receber, pois eles serão necessários para deixar o país!
      Seguimos de lá para Maun e, no caminho, fizemos uma para rápida para ver o lago Ngami (descoberto em 1849, sumiu e reapareceu em 2000! Mas ou não achamos o lugar certo ou é só um laguinho regular mesmo…). Maun, é o ponto de entrada do Okavango e parada fundamental para abastecer o carro com comida e combustível. Tal como todas as cidades que visitamos na Bots, ela é minúscula e com poucas opções de comida e hospedagem. A partir deste ponto, não será possível encontrar mais nenhum mercado ou posto até Kazane, na outra ponta do delta! Planeje-se para não ter que racionar comida no meio do caminho (true history! Comemos uma fatia de pão com geleia cada um por 3 dias) ou ficar sem combustível no meio do nada.
      Resumidamente (detalhes abaixo), de Maun, passamos dois dias explorando a região mais abundante de água da Botswana: o Moremi. Seguimos no terceiro dia para o selvagem Khwai e, de lá, para o Chobe, passando o dia na famosa região árida do Savuti e dormindo no vilarejo de Muchenje. De lá passamos os próximos dois dias explorando o coração do parque nacional Chobe e seus lindos Baobabs. Nota: o nome e localização das regiões dá um nó na cabeça ao longo do planejamento, visto que algumas são sub-regiões dentro de outra.
      Cinco dias foi um tempo ideal? Definitivamente não, gostaríamos de passar mais tempo no Savuti e no Moremi, programe ao menos dois dias em cada! Também gostaríamos muito de termos passamos pelo famoso salar Nxai, o coração do Kalahari! E, se o orçamento permitisse, visitarmos a ilha dos leões nadadores (Duba plains) na qual só se chega alugando um avião.
      Abaixo vamos detalhar e descrever nossa passagem por cada uma das macro regiões citadas acima (para a distinção do que foi feito dia-a-dia, acesse este post).
      MOREMI, a região mais exuberante do Delta do Okavango
      Entrando pelo portão sul do Moremi, explore toda a região das Black Pools. Nesta região, cheia de poças de água (daí o nome), vimos uma família muito grande de elefantes atravessando o rio e brincando na lama, além de muitos hipopótamos, girafas e zebras. Também visite a região da Xinii lagoon, onde vimos algumas girafas, búfalos (pela primeira vez na viagem, não havíamos visto na Namíbia!), zebras, guinus e antílopes. A região também é conhecida como um território de leões, mas não demos sorte.

      Seguindo em direção ao norte do Moremi (idealmente dormindo no 3rd Bridge Campsite ou no Xakanaka Campsite – coisa que não conseguimos), passe pelas pontes do parque. São elas a 1st Bridge, 2nd Bridge e, a mais famosa, a 3rd Bridge. A região desta última é rica em vida animal e a passagem por esta ponte, que na verdade é inundada, é icônica e divertida (pode ser funda demais para um carro sem snorkel, pare na entrada do parque que há na ponte e pergunte como estão as condições). Deu uma emoçãozinha atravessar a ponte e ver a água chegando no capô, meio desesperador…


      Um pouco mais próximo da  3rd Bridge, há o Bodumatau Loop, que também é muito recomendado devido a uma vasta vida animal, mas enfrentamos algumas dificuldades de travessias e acabamos desistindo (deu medo de ter que pagar um carro novo)  e o Lion Pan.
      Ainda no Moremi, também tivemos a oportunidade de andar nas pequenas canoas de madeira tradicionais, conhecidas como Mokoro, ao longo dos canais apertados do delta do Okavango. A beleza dos canais é fantástica, cheio de vitórias-regia e flores submersas, além de um silêncio penetrante e, em parte, de uma tensão constante pelo medo de batermos em um hipopótamo. De fato, tivemos um grande susto com um hipopótamo, que surgiu a poucos metros de nós bem no momento que nosso guia nos falava que não havia hipopótamos em canais tão apertado como aqueles. Resultado: 20 minutos aguardando o animal mais letal para humanos da África se afastar. Para nossa decepção foi nosso único hipopótamos das 2 horas de passeio… demos muito azar! Nosso guia ficou até meio chateado e fez um colar de Vitória Régia me animar rsrs.

      Seguindo para o norte do Moremi, passamos pelas Hippo Dombo Pools. O local tem uma plataforma de madeira que foi construída na beira de uma enorme represa para observação dos hipopótamos. Acredito que havia uns 30-40 amontoados no lago, além de outros espalhados. É um lugar interessante para relaxar e ver os hipos que não havíamos visto no nosso Mokoro. Mas cuidado: encontramos um leopardo bem ao lado dessa área "segura" para descer do carro!!!
      Highlight da região: sem dúvida foram os elefantes e o seu (não tão agradável) hábito de permanecer no meio das estreitas estradas de terra. O resultado disto foram duas perseguições na tentativa de passar ao lado deles na estrada!  Foi lá que descobrimos que elefantes podem chegar a 40km/h e passamos um assustador momento de “F****, o elefante vai passar em cima do carro”.


      KHWAI, uma região que requer coragem
      O Khwai é uma região ao norte do Moremi, pertencente à uma pequena comunidade de mesmo nome. Tal comunidade foi autorizada a administrar um camping, o Magotho Khwai Development Trust Camp . O camping em si é muito rústico, não há absolutamente nenhuma estrutura, sem banheiro e sem recepção, você apenas chega lá, para seu carro no camping pré-agendado e dorme em meio aos animais sem nenhuma cerca ou proteção. Pela proximidade do rio, recebemos a visita de muitos hippos urrando a noite e springboks na região. A região é bem bonita, com muita vida ao longo do rio, mas tivemos muitas dificuldade de achar referencias sobre o que fazer na área e, por isso, após ~3 horas de safari, decidimos seguir para o Savuti, no Chobe.

      SAVUTI, o GOT da vida animal
      O Savuti é a região mais árida que visitamos na Botswana, se parecendo muito com a imagem de savana que povoa nossas mentes. Não é para menos: diversos programas sobre a vida animal foram gravados aqui. Atualmente, a NetGeo está gravando aqui o programa Savage Kingdom, que conta a história dos bandos de leões, leopardos, wild dogs e hienas, fazendo uma analogia com a série Game of Thrones (GOT).
      O território é lar de um dos mais icônicos pride de leões do mundo, o Savuti Lion Marsh Pride. Eles são uma família incrível, que desenvolveu a habilidade única de caçar elefantes!
      Nesta área, optamos por entrar pela rota seca (a Marsh route, muito mais legal, estava alagada e ninguém estava recomendando ir por lá). Passamos pela “Leopard Rock”, antigo lar de uma família de leopardos expulso de seu território de maneira brutal pelos leões.  Seguimos para Marabou Pan e Rhinovlei waterhole.  Lá vimos diversos Ghinus, gigantes elefantes, algumas girafas e famílias de zebras.
      Próximo ao Leopard Rock, na região da Motsibi Island, eis que encontramos o que estávamos tão avidamente procurando: uma grande leoa.  Qual não foi nossa surpresa quando notamos que ela não era uma leoa comum, mas sim a RAINHA do Savuti, conhecida como Matsumi, estrela da série da NetGeo (https://www.youtube.com/watch?v=77u5-l5p7Y8)!!!


      O Savuti é uma região especial, muito selvagem e inóspita, que valeria a pena ficar mais tempo para explorar os caminhos da Marsch Road. Atenção especial aqui à estrada, que exige 100% do tempo o uso do 4×4, não dê bobeira ou ficará atolado nas areias fundas do Savuti (e isso estamos falando sobre a rota seca!).

      CHOBE, o aguardado encontro com os Baobabs e os leões
      O caminho do Savuti até o Chobe não é nada agradável, muita areia e muito buraco. O interessante é que ao nos aproximarmos das vilas de Kavimba e Muchenje, começaram a aparecer os majestosos Baobabs! Este era um must have da viagem à África, mas estávamos começando a ficar preocupados em não ver nenhum. Na Namíbia, cruzamos o país de norte à sul e de leste à oeste e nada! Mas no Chobe são centenas, lindos, majestosos!

      Ficamos no camping da vila Muchenje, que fica a 10 minutos de uma das entradas da reserva (Ngoma Gate) e recomendamos muito o camping. Além de ter um Baobab, há um píer sobre o rio que forneceu uma das mais belas vistas do por do sol na África (que sim, é espetacular).
      Sobre o Chobe, as estradas principais, com mais vida animal, circundam um grande rio. Especialmente próximo ao Ihaha Camp, Serondela e na entrada próxima à Kazane a vida faz seu show. Vimos muitos animais nessa área, incluindo a maior horda de búfalos na viagem (200?300?), vários filhotes de chacais brincando, hippos pastando, 3 crocodilos, um bando simplesmente gigantesco de elefantes (100? 200?) e … (tandam) um bando de 14 leões!
      Ufa, no último dia de safari, quando já estávamos considerando nem sequer entrar novamente no parque, resolvemos dar uma passadinha e fomos agraciados com o fantástico bando a menos de 3 metros do nosso carro! Ficamos das 8:00-9:30 só lá, parados, extasiados, assistindo o bando composto por 3 leoas adultas e enormes e seus 11 filhotes adolescentes. Um verdadeiro presente!
       

      Do Chobe, após finalizamos nossa viagem com chave de ouro (o bando de leões sem dúvida foi o ápice da Botswana), saimos de volta para a Namíbia a partir do Ngoma Border em rumo ao Caprivi (onde não paramos para fazer safari, apenas passamos).
      EM RESUMO, foram dias de muita aventura (perseguição dos elefantes), muita tensão (travessias de rios fundos), muita excitação (Matsumi em posição de caça e o bando de 14 leões), um pouco de medo (wild dogs e hipopótamos fazendo barulho a noite no Khwai), um pouco de fome (não aguentamos mais macarrão e pão com geleia) e muita satisfação de termos conhecido este país tão selvagem. Sem dúvida recomendamos esta visita para os mais aventureiros que queiram realmente uma imersão no mundo selvagem!

       

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