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Acabo de retornar de uma trip com minha namorada por estes países, e vou descrever minha experiência, sempre colocando o máximo de dicas e informações pertinentes.

 

Preparação

Uma viagem deste tipo não se pode fazer sem o devido preparo. Há diversas coisas em que se pensar, vejamos:

 

Dinheiro

Meu plano era fazer saques em dinheiro na Bolívia e utilizar dólares para cambio e VTM no Peru. Como sou correntista do Banco do Brasil e este banco só permite saques de valores minúsculos no Peru, quando permite, optei por fazer desta forma. Porém acabei não calculando muito bem quanto dinheiro ia precisar e por isso fiz saques demais tanto no VTM quanto no Banco do Brasil, pagando tarifas desnecessárias. Este foi um dos erros nesta viagem: perdi dinheiro demais com taxas e cambio, e não os levei em conta no planejamento.

 

Conclusão que eu cheguei depois da viagem: o melhor mesmo nestes países é levar tudo em dinheiro e um VTM com uma pequena reserva (que pode ser carregado a distancia). Além claro de um cartão de crédito para usar em último caso (pois a maioria dos lugares cobra mais 6% de taxa e você ainda vai pagar os 6,38% de IOF na fatura, quase 12% a mais)

 

Roupas

Estes países já são frios em qualquer época do ano. Agora no inverno ficam muito mais frios. Eu peguei um conjunto de roupas da Trilhas e Rumos que um amigo me emprestou, mas não segurou o frio nem de longe. Porém consegui comprar tudo que precisava no Uyuni, e com menos de R$ 100 comprei tudo. Acredito que estes mesmos itens possam ser comprados em Potosi, mas não tenho certeza pois não passeiei por lá. Basicamente é o seguinte:

Casaco de fibra: BOB 160 (R$ 40)

Calça de lã (para usar junto com jeans ou outra calça grossa: BOB 40 (R$ 10)

Luva grossa: BOB 40 (R$ 10)

Meia de Alpaca: BOB 40 (R$ 10)

Gorro: BOB 20 (R$ 5)

Segunda pele de Nylon; R$ 16 (comprada na lojas americanas, no Brasil)

 

Os preços são aproximados, não anotei mas é mais ou menos isso.

 

Remédios

MaxiHidrate - para prever ressecamento do Nariz

Manteiga de Cacau

Protetor Labial

Protetor Solar

Aspirina

Neosaldina

Hidratante

 

Vacina

Apesar de constar na página da GOL que não é mais necessária a vacina de Febre Amarela, me foi solicitado quando fui entrar na BOlivia pela segunda vez. É necessário tomar a vacina do posto de saúde, e depois ir em um local de atendimento da ANVISA para fazer a carteirinha internacional. Ambos os procedimentos são gratuitos.

 

Documentos

Não tirei passaporte e fui com a identidade mesmo, não tendo problemas em nenhum dos países. Fiz duas cópias coloridas das identidades em papel de 90g, e comprei um plastico semelhante a aquele do original (vende em papelaria). Usava os originais somente nas fronteiras, assim que passava e eu tinha oportunidade, guardava as identidades originais e vistos no MoneyBelt. A única vez que precisei emprestar o visto sem ser na fronteira tirei uma foto dele antes de entregar. Pode parecer paranoico, mas extraviar estes documentos pode significar apurrinhação, perda de tempo na viagem e até mesmo impedimento de entrar em outro país que esteja em seu roteiro, assim acredito que todo cuidado é pouco.

 

Compras antecipadas e Reservas

Comprei a passagem de ida e Volta para Santa Cruz de la Sierra pela GOL. Comprei também passagem de Santa Cruz a Sucre pela Aerosur e passagem de La Paz a Santa Cruz pela Boliviana de Aviacion para a volta. Para comprar passagens destas duas empresas bolivianas foi necessário entrar em contato com o escritório de São Paulo (ambas tem representações lá) e passar dados do cartão ou fazer um depósito em conta.

 

Também comprei o trem de Machu Picchu (Peru Rail), já que estaria em Cusco durante o período do Inti Raymi, muito concorrido. Pelo mesmo motivo deixei reservado o Hostel em Cusco e Aguas Calientes, através do Hostels.com (paga-se 10% das diárias para reservar).

 

Finalmente, reservei também o primeiro Hostel da viagem, o Casa Verde em Sucre, por uma questão de comodidade mesmo.

 

Listos para el viaje? ::otemo:: Vamos lá então!

 

Dia 1: Santa Cruz de la Sierra

Peguei o vôo de 19:25 da GOL, que chega em Santa Cruz 1:15 da manhã (horário local com 1 hora a menos), depois de 1 conexão em São Paulo e 1 escala em Campo Grande. De lá mesmo eu já tinha o vôo para Sucre da Aerosur as 10h da manhã, então só restava esperar. Procuramos as famosas cadeirinhas do segundo andar (são confortáveis mesmo) e dormimos por lá. A luz e o barulho da TV atrapalham um pouco, mas basta colocar um protetor auricular e um pano nos olhos que estava tudo resolvido.

 

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Dia 2: Sucre

Lá pelas 7h da manhã fizemos o check-in da Aerosur, pagamos a taxa de embarque e o vôo saiu com um pequeno atraso. Chegando no Aeroporto de Sucre você já tem um choque visual: ele é minúsculo, caindo aos pedaços, com somente uma esteira onde misturam-se as bagagens de todos os vôos. Existe um local de informações turisticas dentro do aeroporto, lá fomos atendidos por uma senhora muito simpática que nos deu mapas e algumas orientações.

 

Pegamos um taxi e fomos para o hostel Casa Verde. Realmente muito bom! O quarto tinha 2 andares, cama embaixo e um sofázinho com teto transparente em cima. Cama muito confortável. Deixamos as mochilas lá e partimos para aproveitar o dia.

 

Pegamos outro taxi para o Mosteiro La Recoleta, mas ao chegar lá um menino estudante nos avisou que estava fechado, só funciona de segunda a sexta.Tiramos algumas fotos do mirante de lá e retornamos para o praça principal. Já estavamos com fome e decidimos ir no Restaurante La Posada (que fica dentro do Hotel de mesmo nome). Não é muito barato para os padrões bolivianos, mas é bem "chique", com ambiente bonito, garçons e tudo mais.

 

A tarde fomos no museu de Santa Clara. Incluído no valor de entrada está a visita guiada, que é muito interessante. As freiras ainda utilizam parte do museu, e em nossa estada pudemos ver uma com quase cem anos trabalhando ativamente no jardim!

No caminho passamos por alguns outros museus de Sucre, que estavam fechados. Então verificamos uma coisa chata: boa parte dos museus de Sucre fecham sábado e quase nenhum abre domingo. Não tinha essa informação em lugar nenhum na internet, só pude ter certeza quando peguei um folheto de atrações no albergue que tinha o horário de funcionamento dos museus. Fica a dica.

 

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Voltamos para o Hostel para tomar banho e por volta de 20:30 pegamos um taxi até o rodoviária para comprar passagens para o Uyuni para o dia seguinte. Mas ao chegar lá estava quase tudo fechado! Tivemos que deixar para comprar no dia da viagem. Pegamos outro taxi para retornar, e no caminho passamos por uma festa de rua típica, que paramos para ver e participar. Nos deram chá e pudemos ver uma apresentação típica. Sensacional! Obviamente o chá que tomamos estava sendo servido numa bandeja, para todo mundo que estava lá. Depois fomos na Pizzaria Napolitana (acho que era esse o nome), onde comemos uma pizza deliciosa e barata. Recomendo!

 

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Gastos:

Taxi do Aeroporto para o Hostel: BOB 15

Museu Santa Clara: BOB 15 por pessoa

Corridas de Taxi: BOB 40

Pizza Napolitana Média: BOB 30

Hospedagem Casa Verde: USD 25 (casal)

 

Dia 3: Sucre

O plano original era visitar o mercado de Tarabuco neste dia. Porém no dia anterior havíamos estado no Mercado Central de Sucre, e não curtimos muito, um monte de comida jogada, muita falta de higiene, assim desistimos de ir em Tarabuco.

 

Tomamos o café da manhã no Casa Verde (bom), e pegamos um táxi para o Castillo de la Glorieta, uma das poucas coisas abertas. O castelinho fica dentro de uma área militar. A visita também é guiada, e depois das explicações você pode passear livremente pelos cômodos. É um local muito bonito, gostamos muito.

 

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Para ir embora pegamos um dos ônibus que saem a todo momento, próximo ao Castillo e ainda dentro da área militar. Caindo aos pedaços, diga-se de passagem... Depois já de volta ao centro, pegamos um taxi para a rodoviária e compramos nossa passagem pela 6 de Octubre, aparentemente a única empresa que tinha saídas direto para Sucre. A idéia era comprar pela TodoTurismo, mas o escritório deles (que fica próximo mas não na rodoviária) não abre domingos.

 

Fomos almoçar no La Posada, mais por falta de opção mesmo. Ao chegar descobrimos que domingo era mais caro por ter um buffet de saladas, acabamos pagando porque queríamos almoçar logo e ver o Parque Cretacico. Posteriormente descobrimos que tem um restaurante dentro do Parque. Fica a dica para quem precisar. O Buffet de saladas até que foi legal, tinha bastante coisa diferente.

 

Depois pegamos um taxi para o parque Cretacico. Não vi tanta graça nas pegadas em si (que são a razão de existir do parque), mas as esculturas são muito legais, dão a impressão de movimento, e ainda colocam uns sons também. Há guias em Espanhol e Ingles incluso no ingresso, mas infelizmente o que pegamos falava espanhol muito enrolado, não deu para entender quase nada.

 

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Voltamos ao centro de ônibus novamente. O onibus passava por dentro do mercado Campesino, que ao contrário do que imaginávamos vendia de tudo, com uma pequena parte de artigos realmente agrícolas, parecendo mais um mega camelódromo. Mas não vi artigos de frio (como casacos de fibra ou luvas realmente grossas por lá). Deu para observar bem as barracas porque estava rolando um grande engarrafamento. Chegando no hostel, pegamos as mochilas e fomos para a Rodoviária, embarcar no Bus para Uyuni!

 

Até Potosi estava tranquilo a temperatura. Não estava nem com casaco. De repente foi esfriando, esfriando...

 

Gastos

Taxi para Glorieta: BOB 20

Entrada Glorieta: BOB 20 (por pessoa)

Direito de Tirar Fotos: BOB 10

Almoço La Posada: BOB 50 (por pessoa)

Taxi Parque Cretacico: BOB 25

Onibus: BOB 1 (por pessoa)

Parque Cretacico: BOB 30 (por pessoa)

Passagem Uyuni: BOB 50 (por pessoa)

Mantimentos para o Uyuni: BOB 70

 

Dia 4: Salar de Uyuni

Ainda de madrugada, não conseguiamos dormir de tanto frio que fazia. Com roupas inadequadas (algo que só descobrimos naquele momento), não sentiamos mais os dedos dos pés e das mãos. O onibus, embora estivesse em bom estado, não tinha vedação boa. Minha namorada evitava se mexer para sentir menos frio e eu ao contrário, dava umas mexidinhas com medo de ficar sem circulação nas pontas do corpo. Quando o onibus chegou em Uyuni, as 4:30m da manha, estávamos com tanto frio que minha namorada estava a ponto de abandonar as mochilas no compartimento de carga do onibus para pegar o primeiro taxi que desse. E para piorar as mochilas estavam no fundo, porque tinhamos sido uns dos primeiros a chegar. Eu não tinha visto as mochilas serem colocadas no onibus (entreguei-as no guiche da empresa) e não me preocupei porque me deram um comprovante, só que até tirarem tudo fiquei com medo de terem extraviado. Foi preciso bastante sangue frio naquele momento, pois o frio era muito intenso.

 

Eu também não tinha pesquisado nenhuma hospedagem no Uyuni (não esperava precisar) e assim tive que pedir pro taxista me levar em algum lugar barato. Ele nos deixou no Hotel Avenida, que me cobrou BOB 50 pela meia-diária. Eu estava tão perdido que na hora associei com R$ 50, achei caro (!) e fui perguntar aos outros locais proximos quanto era. Só quando o do lado cobrou BOB 60 que caiu a ficha, e voltamos no Avenida para ficar até o amanhecer.

 

Acordamos 8h com a ajuda do despertador, e fiquei meio preocupado porque continuava com os dedos dos pés dormentes e tremendo, apesar de ter dormido debaixo do cobertor. Lembrei que não tinha comido nada no onibus (e tinha "jantado" uns biscoitinhos), e resolvi comir uns 4 biscoitos. 15 minutos depois, passou tudo. Isso se repetiu em outros momentos da viagem, parece que com o frio a fome some, mas o corpo fica debilitado mesmo assim.

 

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Saímos para tomar café da manhã no Restaurante Port Alba, que eu tinha indicação. Realmente muito bom, além de que a decoração do lugar é sensacional e tem uma lareira para esquentar. Recomendo. Em seguida fomos em busca de uma agência para fazer o passeio do Salar, procurando em uma lista de agencias recomendadas aqui do forum. Acabamos sendo abordados por um senhor da Colque, que nos ofereceu o passeio por 600 Bolivianos ou USD 86. Como estava dentro do valor mínimo que o pessoal tem pago, fechamos com ele. Fomos comprar as roupas de frio que eu descrevi no inicio do relato. Você pode encontrá-las próximo ao mercado de Uyuni, e dá pra chegar lá caminhando.

 

Uyuni tem umas estátuas legais para tirar foto, recomendo tirar meia horinha pra isso:

 

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Finalmente fomos para a Colque esperar a saída do passeio. No mesmo jeep foram mais 3 francesas e 1 americana que optou por ir conosco de última hora. Eu estava um pouco receoso porque não havia visto o Jeep, mas quando chegou pudemos verificar que era relativamente novo e estava em bom estado. Nosso guia também foi muito simpático e tinha um excelente gosto musical, ligou um MP3 com um monte de músicas pop/rock dos anos 80 e 90!

 

A primeira parada do tour é o cemitério de trens. Ao contrário do que li em alguns relatos não vi lixo por lá, acredito que tenham removido.

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Em seguida visitamos o Hotel de Sal (tem que pagar alguma coisa para entrar, mas pode ser uma balinha) e um local de extração de Sal. Finalmente chegamos na Isla del Pescado, onde o guia arruma o almoço. A comida estava bem servido, deu para comer e repetir. Não era nada sofisticado, claro: se não me engano era batata, cenoura, macarrão e alguma carne, servido com coca-cola, água e bananas.

 

Em seguida temos um tempo para tirar aquelas fotos iradas em perspectiva, e fazer a trilha.

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A noite chegamos ao abrigo, que na verdade trata-se de uma hospedagem arrendada pela Colque. O banheiro é meio precário, sem tábua no vaso sanitário, mas tem banho quente. Cobram 10 BOB pelo banho quente e só avisam no dia seguinte. Foi servido um jantar farto, com sopa, "pollo com papas" (batata frita com frango) e chá. Dormimos com 4 cobertores (pegamos 2 de uma cama vazia) e não passamos frio.

 

Gastos:

Passeio do Salar: USD 86 (por pessoa)

Taxi até o Hotel: BOB 10

Hotel Avenida: BOB 50

Café da Manha: BOB 20 (por pessoa)

Entrada Laguna del Pescado: BOB 15 (por pessoa)

 

Dia 5: Lagunas antiplanicas e deserto

Embora este seja o segundo dia do chamado Tour do Salar, o salar propriamente dito já ficou para trás. Acordamos as 8h da manhã para tomar um bom café da manhã. Adquiri mais água próximo ao abrigo. (aqui vai uma dica: ao invés de levar um monte de água, compre pelo caminho, no inicio ou final de cada dia. É um pouquinho mais caro do que comprar antes, mas acho que a diferença de 3 ou 4 bolivianos conpensa não ficar carregando um monte de garrafas)

A primeira parada do Jeep é em um local com uma imensa quantidade de pedras com formatos variados:

 

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Em seguida, mais uma parada para tirar fotos em frente ao vulcão. E finalmente chegamos na laguna hedionda, congelada e com um visual alucinante:

 

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Neste dia o soroche pegou pesado mesmo, sentimos muita dor de cabeça. Tomamos uma aspirina, uma neosaldina e um chá de coca (é que não tava funcionando e fomos tentando outra coisa, rs). Alguma coisa deu certo, porque melhorou.

 

O tour segue por outras lagunas, pelo deserto do Siloli e passa pelo famoso arbol de piedra. Ao fim do dia, chegamos ao abrigo a margem da espetacular laguna colorada. São 4200 metros de altura e faz muito frio, mas a beleza do lugar compensa qualquer sacrifício.

 

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É necessário fazer a trilha o mais rápido possível e voltar pro abrigo, pois conforme o sol se põe a temperatura cai absurdamente e o vento fica mais forte. Foi servido as 19h um jantar de macarrão ao sugo (com sopa de entrada claro) e o guia ainda liberou um vinho boliviano pro pessoal. As francesas alugaram ou trouxeram um saco de dormir, mas eu e minha namorada dispensamos seguindo as dicas do fórum. Dormimos com 4 cobertores, vestidos com todos a roupa que estavamos usando no dia a dia (meia de alpaca, casaco de fibra etc). Não passamos frio, alias acho que deu pra sentir até um pouco de calor, apesar do frio de -15ºC fora do abrigo (segundo o guia). O problema mesmo foi respirar a noite, ambos sentimos uma dor nos pulmões muito desagradável que nos acordou de madrugada. Acho que o resto do pessoal também estava acordado, mas naquele frio ninguém queria sair debaixo do cobertor.

O banheiro neste abrigo era trash total. Sem chuveiro, sem tábuas, 1 só banheiro para vários grupos, sem água corrente (havia torneiras sem água e uns tonéis para "dar descarga manualmente").

 

Dia 6: Gêisers, mais lagunas e San Pedro de Atacama

Esse dia você acorda bem cedo, as 5h da manhã, e sai sem café da manhã rumo aos geisers. Aqui vai mais uma dica: as refeições grandes (almoço, jantar e café) foram bem fartas no tour, mas não tem lanche. Portanto, não deixe de comprar seus próprios biscoitos e coisas assim. Os geisers são espetaculares:

 

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A próxima parada são os banhos termais. Eu sabia que havia essa parada e tinha levado sunga no mochilão, mas com o frio danado do dia anterior nem me animei a colocar. Mas na hora resolvi entrar. Felizmente tem um banheiro logo em frente bem limpo, onde foi possivel colocar a sunga. Me vesti todo de novo e deixei para tirar a roupa em frente ao banho termal. Foi sofrido, mas consegui entrar. Valeu a pena, foi muito compensador entrar lá depois daquele frio todo. Minha namorada não quis encarar, ficou com medo de ficar doente. Mas conforme eu acabei descobrindo ao longo da viagem, apesar do frio dificilmente voce fica gripado, pois o clima é muito seco.

 

Finalmente o passeio chega a beira da laguna verde (que só ficaria verde dali a 2horas, infelizmente), onde é servido o café da manhã. Estavamos lá totalmente descontraídos, no maior papo com os outros membros do grupo, quando volta o guia desesperado dizendo que tinhamos que ir logo pra não perder o onibus. Entrou todo mundo no carro rapididinho, e num minuto estavamos na fronteira. Lá tivemos que pagar BOB 15 para a saída da Bolívia e em seguida entramos em uma van que nos levou até san pedro. Foi preciso apresentar o comprovante de pagamento do Tour. Eu tinha guardado meio jogado, mas se não tivesse mais poderia ter complicado nessa hora.

 

Chegando no Chile a diferença é visível. A estrada de terra de repente se torna asfaltada e totalmente sinalizada. Chegamos em torno de 11h, mas tivemos que esperar mais de meia hora para o pessoal da alfandega terminar o café da manhã. :)

 

A idéia era passar direto por San Pedro, então fomos na loja da Tur-Bus (recomendada no forum) comprar nossas passagens. Não tinha mais vagas no Bus direto para Arica, tivemos que fazer uma "conexão" em Calama (eles chamam assim mesmo). Feito isso, fomos procurar um local com meia hospedagem já que não tinha rolado banho na noite anterior e iamos passar a proxima noite e dia viajando. Fomos catar hospedagem de mochilão e tudo. Pegamos uma lista com endereços, telefones e preços na loja de informações turisticas (muito util). Só que o mochilão nas costas cansa, e acabamos ficando no primeiro que fomos, o HI Hostel de San Pedro, mais pelo cansaço mesmo. Pegamos o quarto compartilhado mesmo, e o cara fez o preço de alberguista para ficar meia diária, o que também não foi lá muito negócio. Quartos mistos, escuros e empoeirados, sem locker (só tem um locker coletivo), não sei como são os outros lugares em San Pedro mas não gostamos.

 

Saímos para comer e conhecer a cidade. Almoçamos em um restaurantezinho na rua da TurBus que não curtimos muito, a comida não era grande coisa e a moça falou que aceitava cartão mais cedo e na hora de pagar estava fora do ar. Só que ela não avisou quando chegamos. Eu não sabia que era possível trocar só frações de dinheiro, e como só tinha notas de 50 dólares, meu plano era pagar tudo com cartão na minha curta estada no Chile, já que lá eles não cobram a mais. Tive que correr atrás de um cambio enquanto minha namorada esperava no restaurante, e perdemos mais um tempo. Posteriormente descobrimos um "Pollo con Papas", quase ao lado da loja da TurBus, delicioso (o melhor da viagem) e muito barato, acho que 1200 Pesos 1/4 de Pollo. "Jantamos" lá.

 

Passeamos pela cidade, fomos no museu... Não curtimos muito o museu, aparentemente ele já teve umas múmias interessantes, mas retiraram em respeito ao povo atacamenho e ficou sem graça. O legal é que tem wifi grátis na praça, ficamos preocupados em pegar uma hospedagem com wifi para fazer ligações por VoIp e nem precisava... Sinceramente não curtimos muito San Pedro, não posso falar dos passeios porque não fiz nenhum, mas a cidade em si faz aquele estilo turístico-bonitinho-caro, como Caraíva na Bahia. Esses lugares assim eu prefiro conhecer e me mandar. Não me arrependi de ter ido embora no mesmo dia, e minha namorada idem.

 

O Bus saiu no horário certinho, descemos em Calama e pegamos a conexão. O melhor da viagem! Com cobertor, lanchinho, filme... Agora cuidado para não se preparar pro frio demais! Traumatizada com a experiência do busão do Uyuni, minha namorada colocou 3 ou 4 calças. Só que Arica é no nivel do mar e o Bus era hiper bem vedado. Resultado: ela mal dormiu de tanto calor. Eu senti um pouco também (estava com uma calça de lã por baixo) mas deu pra dormir embora fosse incomodo.

 

Gastos:

Passagem para Arica: CLP 11.600 (acho que um dos trechos estava na promoção)

Hospedagem: CLP 6500 (por pessoa)

Museu do Atacama: CLP 4000 (minha namorada pagou CLP 1000, pois tem desconto para estudante)

Almoço: CLP 3500 (por pessoa)

"Janta" : CLP 1200 o 1/4 de Pollo (deu para os 2, mas não estavamos com muita fome)

 

Dia 7: Arica-Tacna-Arequipa

Esse dia foi "dedicado" inteiramente ao deslocamento entre essas cidades. De Arica para tacna a melhor opção é utilizar os taxis compartidos. Custa um pouco mais caro que o onibus, mas é muito mais rápido, visto que de onibus voce tem que esperar todo mundo passar pelas duas aduanas. Uma dica interessante é que existem 2 terminais em arica, um nacional e outro internacional, e os taxis compartidos saem do Internacional, onde também você deve adquirir o bilhete de direito de uso do terminal. Li em alguns lugares que era necessário verificar se o taxi está quase cheio. Essa informação não procede mais, atualmente os taxis se organizam em filas de espera e dessa forma sempre "enche" primeiro aquele que está na frente da fila.

 

Fomos com um senhor chileno muito simpático, que nos indicou na chegada em Tacna uma empresa para Arequipa e evitou que caíssemos na conversa de um peruano que nos abordou. O onibus da empresa "Transportes Arequipa" era muito bom e confortável, porém cometemos o erro de sentar nas duas primeiras poltronas achando que teríamos uma bela visão panoramica. Não deixou de ser verdade, o problema é que essas janelas não abrem e ficamos morrendo de calor. A paisagem é bem monotona, quebrada apenas por inscrições nas montanhas como este anuncio da claro:

 

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Chegando em Arequipa já estavamos cansados após tanto deslocamento, e acabamos deixando que um taxista nos levasse a alguns hotéis, dois estavam na minha lista e outro foi sugestão dele, o que acabamos ficando. É claro que eu sei que ele levou um por fora, mas acredito que nem saiu caro, 65 soles após negociar, por um quarto de casal de bom padrão com café e wifi. A noite demos uma volta na plaza de Armas e comemos na "Jugueria Pura Fruta", que vende sanduíches e saladas deliciosas.

 

Gastos

Taxi de Arica a Tacna: CLP 3000 por pessoa

Passagem de Tacna a Arequipa: PEN 30 por pessoa

Hotel Casona Blanca (2 diárias de casal): PEN 130

Taxi para Hotel com "baldeações": PEN 10 (sem baldeação seria PEN 5)

Lanche no Pura Fruta: PEN 27

 

Dia 8: Arequipa

Neste dia fomos conhecer a cidade. Primeiramente tinhamos que colocar roupa para lavar, e felizmente tinha uma lavanderia na mesma rua. Ainda na rua do Hotel achamos uma agencia que nos fez o Canion del Colca 2 dias sem trekking por PEN 65, como o preço estava até abaixo do que eu esperava, fechei na hora.

 

Em seguida descobrimos um museu muito legal, com 4 múmias, e muito mais barato que o da Juanita O museu da UNSA é sensacional. Depois visitamos o monastério de Santa Catalina, que mais parece uma cidade. Tenho duas dicas sobre ele: 1) é possível pagar com VISA, e 2) o monastério tem visitas com iluminação noturna, que nesse momento estavam rolando de segunda a quinta.

 

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Almoçamos no "Golosa", um local que vende pizza e Lasanha, muito gostosa e barato, localizado bem na Plaza de Armas. A tarde, como já tinhamos visto quase tudo, resolvemos embarcar no City Tour, que conseguimos comprar com um bom desconto. Dica: chore sempre e deixe para comprar o City Tour na ultima hora, que o preço vai abaixando.

 

Conforme tinha lido alguns relatos, o City Tour começa bem, passando em volta da Plaza de Armas, depois indo para o Mundo Alpaca (muito interessante e didático), mirante da cidade...

 

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Mas depois fica meio chato, ele vai para a Casa do Fundador, mais afastado da cidade, e finalmente para um local onde se pode andar a cavalo ou pagar pra ver um moinho. Nenhuma das duas coisas nos interessaram, e ficamos no onibus esperando dar o tempo para o voltar. O problema é que ambas as atrações são longe do centro e pegar um taxi ou onibus para voltar poderia não ser possível. O melhor mesmo, acredito eu, seria descer logo depois do mirante.

 

A noite, resolvi correr atrás de conseguir mais dinheiro, já que pelas minhas contas o que eu tinha em dólar e VTM ficaria muito na conta para o que precisava pagar ainda no Peru. Ao invés de manter meu plano inicial, simplesmente ligar para a corretora e transferir dinheiro pro VTM pelo internet banking do Banco do Brasil, resolvi "testar" os caixas do Banco do Brasil, tentando sacar em todos que achei com os cartões das 2 bandeiras que possuo. Não deu certo em nenhum (tentei vários valores em vários bancos). Pior: foi descontado mais de R$ 800 da minha conta referente a quatro saques que não se concretizaram. 13 dias depois, quando já estava de volta ao Brasil, o dinheiro foi estornado. Agora claro que fiquei de cabeça quente com medo de ter perdido a grana e ter que correr atrás para estornarem. Pior ainda se tivesse usado cheque especial. Então, se você tem conta só no BB, jamais tente sacar no Peru. Li que era possível sacar PEN 100, mas nem isso funcionou. Por outro lado, cartão de crédito funciona normalmente.

 

Gastos

Almoço no Golosa: PEN 7,90 por pessoa

Museu UNSA: PEN 5 por pessoa

City Tour: PEN 25 por pessoa

Monastério Santa Catalina: PEN 35 por pessoa

Museu Juanita: PEN 20 por pessoa + PEN 10 do guia

Passeio Colca: PEN 65 por pessoa

 

Dia 9: Canion del Colca 1

Esse dia acordei 6h30m para efetuar a transferencia do VTM, pois já eram 8h30 no Brasil e já dava para ligar para a Casa de Cambio que eu uso e resolver tudo. Só que quando fui fazer a transferencia descobri o problema dos saques errados que relatei no paragrafo anterior, fiquei doido tentando resolver com a central de cartão do BB. Nesse meio chegou a van do Canion del Colca e eu precisei deixar pra ver isso depois.

 

O passeio do Colca é sensacional! Começa já no deslocamento para Chivay, onde são feitas várias paradas para ver paisagens, lhamas, alpacas, vicuñas, juntamente com explicações sobre estes animais:

 

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Paramos depois no ponto mais alto da estrada, o mirador dos Andes, onde existem milhares de oferendas a montanha, aquelas pedras empilhadinhas. Finalmente, por volta de meio-dia, chegamos a Chivay. É necessário pagar uma taxa para entrar no povoado, e depois o tour nos conduz ao restaurante que eles tem convenio, que cobra (caro) PEN 20 por pessoa. Logo atrás tem um de PEN 8, mas simples mas com ótima comida também, é claro que deixamos a turistada e fomos neste!

 

Depois deixamos a mochila no Hotel (simples mas ótimo) e fomos fazer um mini-trekking de 1h30m, incluído no passeio. Muito bom! Você passa por vários andenes, paisagens maravilhosas... Algumas pessoas do nosso grupo não fizeram esse trekking e sinceramente, sinto que perderam parte da experiencia.

 

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Depois existe a possibilidade de ir as águas termais. Fomos e gostamos muito! Paga-se por fora, PEN 10 por pessoa. Pode pagar também PEN 5 só para visitar sem mergulhar, embora eu não veja muito sentido em fazer isso. A noite existe um show de dança folclórica em um restaurante. Minha namorada estava muita cansada e não quis ir. O show foi muito legal, como os pratos eram meio caros, pedi só um chá de coca (o mais barato do menu, PEN 2, rs). Quase todo o pessoal do nosso grupo fez a mesma coisa, mas cada um com sua desculpa ("sabe como é, já comi muito no almoço","Estou meio indisposto"), achei muito engraçado!

 

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Gastos:

Almoço: PEN 8 (por pessoa)

Banhos termais: PEN 10 (por pessoa)

Entrada Chivay: PEN 35 (por pessoa)

 

Dia 10: Canion del Colca 2

 

Acordamos bem cedo para ir ao Canion. Durante o caminho são feitas várias paradas e numa delas eu tirei essa foto:

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110703223332.JPG 500 375 Legenda da Foto][/picturethis]

 

Finalmente chegamos ao Canion del Colca, o Canion mais profundo do planeta. Lá você tem duas horas para apreciar o Canion e tirar foto dos Condores. É necessário muitas tentativas para as fotos sairem boas, mas no final vale a pena. Dica: coloque sua máquina no modo "animais/esporte" e se for possível colocar o foco fixo no infinito, faça isso. A maior dificuldade é ter o foco certo na hora que eles passam voando em alta velocidade. Assim você consegue tirar fotos como essa:

 

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Depois de tantas emoções, só resta mesmo o retorno a Arequipa. Essa parte é meio chata pois a van volta direto sem paradas. Antes porém passamos em Chivay para o almoço. Não conseguimos nenhum lugar barato (o do dia anterior estava fechado) e acabamos comendo sanduíche. Depois descobri que os locais baratos para almoço ficam próximos a entrada da cidade, é só caminhar para lá que encontra-se alguns, próximo a praça estão os lugares caros.

Chegando a Arequipa fomos direto a Rodoviária onde já tinhamos passagens compradas para Cusco pela empresa Julsa.

Pegando o onibus, pude observar pela primeira vez uma coisa meio característica do povo de Cusco: quando estão com pressa eles começam a bater com o pé no chão pro ônibus sair. Hilário!

 

Gastos:

Almoço: PEN 7,5

Passagem Arequipa-Cusco pela Julsa: PEN 35

 

Dia 11: Cusco

As 4h da manhã, o onibus parou para entrar um monte de gente que ficou em pé mesmo. De repente um cara deu umas batidinhas e gritou "La Musica!!!" (antes de se comunicar com o motorista os caras dão uma batidinha no onibus). E as 4h da manhã, o motorista ligou a uma bela música Peruana em um volume razoável. Eu já tinha dormido bastante então não liguei, e minha namorada pelo contrário tinha passado a maior parte do caminho dormindo e tinha pego no sono fazia pouco, nem acordou.

 

As 6h30m aproximadamente chegamos em Cusco. Na rodoviária toda hora alguém te aborda, aliás isso é uma constante em Cusco. Pegamos o taxi e chegamos no Bright Hostel, que fica no calmo bairro Lucrepata, vizinho a Plaza de Armas. O pessoal desse Hostel é bem prestativo e além disso tem a vantagem de não ter horário mínimo de check-in. Mas por outro lado eles são muito enrolados: eu tinha uma reserva de quarto com banheiro privado, mas na hora que só poderia ficar nesse quarto no primeiro dia. Além disso sumiram com um boné caro na lavanderia que havia sido presente. A localização tem prós e contras: não é colado na plaza de armas (mas com 3 soles de taxi você chega rapidinho, ou caminhando 20 minutos), porém tem a vantagem de ser super silencioso a noite, ideal para quem quer descansar. Estando na semana do Inti Raymi onde eu sabia que barulho na Plaza de Armas seria uma constante, considerei isso uma vantagem.

 

Saímos para resolver tudo que só podia ser comprado na hora: boleto turistico, ingresso para Machu Picchu, bilhete do Onibus de Machu Picchu, tour do Vale sagrado para o dia seguinte e mais a bendita recarga do VTM. Cabe ressaltar que só precisei comprar o bus de MP e a entrada porque queria subir Wayna Picchu, o que acabei não fazendo e não me arrependo (mais detalhes a frente). O Vale Sagrado conseguimos por 23 soles (O preço original era 25 e caiu após uma chorada básica).

 

Isso tomou a manhã toda. Almoçamos em um restaurante na Av. Infancia, próximo a onde vende a entrada de Machu Picchu, por 5 soles. Depois utilizamos a tarde para visitar boa parte dos museus inclusos no Boleto Turistico. A noite, estava rolando um sensacional show de música, luzes e fogos na Plaza de Armas. Uma pena que não pudemos ficar por muito tempo, já que estávamos muito cansados.

 

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Gastos

Boleto Turistico: PEN 130 (por pessoa)

Entrada Machu Picchu: PEN 126 (por pessoa)

Bus Machu Picchu: USD 16 (por pessoa)

Tour Vale Sagrado: PEN 23 (por pessoa)

Almoço: PEN 5 (por pessoa)

Hospedagem Cusco: USD 10 (por pessoa)

 

Dia 12: Vale Sagrado com conexão Machu Picchu

Esse dia fizemos o tradicional tour do vale sagrado. A distribuição de tempo entre as atrações é péssima! Gasta-se um tempo enorme visitando mercados e feirinhas. Chegamos meio-dia na ruína de Pisac, onde só pudemos ficar até 13h. Depois fomos para Urubamba unicamente para almoçar, chegamos em Ollanta as 15h30 e só tivemos até as 16h30m para ver as coisas lá. Recomendo fortemente fazer esse passeio por conta! Para PISAC existem vans saindo a todo momento da Calle Poputi, são novas e confortáveis (mais detalhes a frente). De lá a Urubamba e Ollanta acredito que exista transporte também (Há informações que sim aqui no mochileiros mesmo) e mesmo um taxi não vai dar mais do que se pagaria pelo Tour do Vale Sagrado.

 

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Aconteceu uma coisa engraçada na parada para almoço em Urubamba. O Tour nos deixou no restaurante "recomendado" (=caro) e como de costume fomos saindo para ver opções mais baratas. Uma funcionária do restaurante, veio falar conosco e ofereceu o buffet por 15 soles (o preço original era 20), mas pedindo para "sermos discretos".

 

De Ollanta, pegamos o trem para Machu Picchu. Já tinha feito reserva no Pirwa de Aguas Calientes. O Hostel é ótimo, pessoal prestativo, aceitam cartão (com mais 6% a 8%, como de costume no Peru), chuveiro muito bom. E café da manhã a partir das 4h. O atendente nos informou que para Wayna Pichu teria que acordar as 4h e ir pra fila, esperando 1h30m pelo primeiro onibus. Porém havia a possibilidade de subir a montanha Machu Picchu, sem precisar de senha nem nada. Como já eram mais de 22h, achei que dormir pouco e ficar 1h30m em pé numa fila ia nos deixar cansados e íamos acabar não aproveitando MP adequadamente, optamos por descartar Wayna Picchu.

 

Gastos

Almoço: PEN 15

Hospedagem Pirwa Aguas Caliente: PEN 45 (por pessoa)

 

Dia 13: Machu Picchu

Acordamos as 6h, e 7h15m já estávamos na porta da Cidade Inca. Acordamos com uma senhora muito simpática para ser nossa guia, porém precisávamos de mais pessoas para dividir já que ela cobravam 120 soles pelo serviço. Depois de meia hora conseguimos mais 4 peruanos e ficou 20 soles para cada um. A cidade é fantástica, ver tudo ali, inteirinho, não tem preço.

 

 

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Existem 4 trilhas que podem ser feitas, gostaria de deixar isso bem explicado porque quando me planejei fiquei com a impressão de que a unica trilha disponível era Wayna Picchu, e isso não é verdade. Existe a Porta do Sol (leva cerca de 1h para ir e 1h pra voltar), Wayna Picchu (1h30m/1h para ir e mesmo tempo pra voltar, a única que precisa de senha), a Ponte do Inca (essa aparentemente é bem curta, não sei o tempo) e Machu Picchu (1h30m/2h para ir + mesmo tempo pra voltar). Depois de ter explorado bastante a cidade, resolvi subir Machu Picchu. Minha namorada não se animou e fui sozinho. Subi uns degraus, assinei o livro, mas já eram quase meio-dia, acabei voltando. Uma observação importante: deixe seu casaco no guarda-volumes da entrada e não use calça por baixo! Eu estava de calça jeans e blusa sem manga, mesmo assim fiquei morrendo de calor nesse horário.

 

Quando retornei para onde minha namorada tinha ficado me esperando, ela tinha feito amizade com uma família de peruanos que iam até a porta do Sol. Resolvi ir com eles já que a trilha é mais curta. Era um casal e mais um bebezinho. A mãe e o bebê só foram até a metade da trilha (onde o caminho é mais ou menos seguro). Continuei com o peruano até o final. Tem umas partes estreitas, umas escadas sem corrimão loucas, tenho que confessar que principalmente na volta estava morrendo de medo. Mas o peruano me deu uma dica que me acalmou: "Se você cair, não se debatam porque a vegetação segura, debatendo você vai rolar uns metros mais pra baixo".

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110704211542.JPG 500 375 Legenda da Foto]Porta do Sol.[/picturethis]

 

Cansados, fomos embora de Machu Picchu cerca de 14h. Conseguimos pagar 12 soles (ao invés de 15 que parece ser o preço "tabelado" da maioria dos menus por lá) pedindo desconto, na mesma base do "sejam discretos e não contem pra ninguém, ok?".

 

Nosso trem saía as 17h, nos deixando em Poroy onde pegamos um taxi por 25 soles. Aqui tem outra dica: se não houver onibus ou van (como foi o caso nesse dia), feche logo com um taxista e depois tente arrumar mais gente para dividir. No nosso caso não conseguimos, porém depois de um tempo todos os taxistas saíram com passageiros e se não tívessemos já acordado com um deles teria ficado uma situação meio ruim.

 

Se eu fosse fazer essa trip de novo, certamente não dormiria em Aguas Calientes: faria o Vale Sagrado por conta, dormiria em Ollanta e pegaria o trem de 5h da manha, que chega em AC as 7h. Acho que vale muito mais a pena, Ollanta é um lugar muito mais agradável e bonito que Aguas Calientes, que mais parece um favelão.

 

Gastos

Almoço: PEN 12 (por pessoa)

Guia MP: PEN 20 (por pessoa)

Taxi de Poroy a Cusco: PEN 25

Hospedagem Cusco 2 dias: USD 8x2=16 (por pessoa)

 

Dia 14: "City Tour" de Cusco

Assistimos a missa de Corpus Christi na Plaza de Armas. Muito legal como os peruanos vão em massa mas não prestam atenção em nada, tinha até gente bebendo cerveja no meio da missa. Neste dia almoçamos bem cedo em um restaurante próximo a Plaza de Armas por 5,5 soles (vou adicionar o endereço).

 

A tarde fizemos o City Tour por conta, e foi a melhor coisa. Pegamos inicialmente um Taxi para a Calle Popputi. O Taxista tentou nos passar uma história de que as vans para Pisac não passavam em Tambomochay (a ruína mais afastada). Porém eu lembrava que quando o onibus do tur do vale sagrado estava indo para Pisac tinha passado por lá, e me liguei que ele estava mentindo na cara dura. Descemos o taxi e pegamos a van que sai de um local parecido com um pequeno estacionamento (fica lá parada até encher).

 

Passeamos por Tambomochay, e depois visitamos Pukapukara onde havia um guia que cobrou 7 soles de nós dois para explicações, achei razoável. Em seguinda pegamos um ônibus até Qenko. Como minha namorada estava um pouco cansada, decidimos deixar Sacsayhuaman para ver junto com a encenação do Inti Raymi (o que foi um erro, como veremos adiante). Subi no Cristo Blanco onde é possível ter uma bela visão panorâmica de Cusco e retornamos para Cusco.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110704211816.JPG 500 375 Legenda da Foto]Tambomochay[/picturethis]

 

A noite a idéia era ver a apresentação inclusa no boleto, mas esbarramos com um problema: não havia ainda como chegar em Copacabana, a estrada de Puno continuava fechada. O que fazer? Desisti do espetáculo e fui pesquisar na internet por alternativas. Achei as seguintes:

 

1) Pegar um barco, pagando algo em torno de 100 soles por pessoa. Esses barcos poderiam não ter coletes suficientes ou mesmo combustível suficiente para a travessia.

2) Ir contornando a margem do Lago Titicaca, passando por cidadezinhas a margem do lago, e assim cruzar a fronteira. Teve uma pessoa que tinha chegado no Hostel naquele dia que tinha feito dessa forma.

3) Pegar um vôo de Cusco a La Paz, por 140 dólares.

4) Voltar pelo caminho que eu tinha vindo, e em Arica pegar um Bus para La Paz.

 

(3) era a melhor opção, só que não haviam mais vagas no vôo. (1) e (2) me pareceram muito perigosos, ainda mais com os jornais noticiando conflitos naquelas áreas, queria passar longe dali. Só sobrou mesmo o (4).

 

Gastos

Almoço: PEN 5,5 (por pessoa)

Van para PISAC: PEN 3 (por pessoa)

Onibus para voltar: PEN 1 (por pessoa)

 

Dia 15: Inti Raymi

Acordamos cedo para comprar a passagem para Arequipa na Rodoviária e não perder o Inti Raymi, que começa as 9h da manhã no Quoricancha. Na rodoviária eu estava sem Soles e cometi um erro fatal ao cambiar (com taxa ruim) por lá: aceitei notas de 1 dólar. Nunca faça isso. Posteriormente fui trocar essas notas e me pagaram míseros 2 soles por nota.

 

Resolvida a passagem, fomos ao Quoricancha. 10 minutos depois a apresentação acabou e as pessoas começaram a correr em direção a Plaza de Armas para ver a próxima parte. Não é figura de linguagem, as pessoas estavam realmente correndo pela rua, um monte de gente nos "ultrapassando", pois estávamos caminhando rápido. Assitimos uma boa parte da apresentação na Plaza de Armas, mas aquele aperto de gente, combinado com o falatório dos peruanos (a mesma coisa, parece que ninguém tá ali para ver a cerimônia) além do sol forte foram desanimando e acabamos desistindo de ficar até o final.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110704213541.JPG 500 375 Legenda da Foto][/picturethis]

 

Resolvi então sacar o último dinheiro do VTM para fazer as viagens até o Chile com tranquilidade. E aí que aconteceu uma coisa muito chata, o VTM descontou USD 45 sem que o dinheiro tivesse saído. Posteriormente liguei para lá e me informaram que eu tenho que solicitar a abertura de um processo que leva 60 dias, e caso não consigam comprovar que o dinheiro não saiu cobram a taxa adicional de USD 20. Um absurdo total a meu ver. Ficamos numa situação chata, eu tinha agora o dinheiro quase contado para chegar ao Chile, e mais 500 Bolivianos como último recurso.

 

Fomos até o restaurante barato do dia anterior mas estava fechado devido ao feriado. Só tinha restaurante "turistão-caro" aberto. Resolvemos por comprar uma lata de salsicha e uns biscoitos em um dos quatro mercados (um quase de frente pro outro, rs) próximos ao hostel. Pior que depois fomos descendo a rua para pegar o onibus para Sacsayhuaman e achamos um restaurante com boa aparência por 4 soles aberto, mais barato que o preço de nossa pseudo-refeição! :cry:

 

"Almoçados", pegamos o ônibus para Sacsayhuaman com o objetivo de ver "de grátis" a apresentação lá. No caminho já começamos a sentir que aquilo não ia dar certo, tudo engarrafado, o onibus lotado. Chegando lá vimos que seria impossível. É muita, muita gente. E eles não vão pra ver a apresentação: simplesmente acampam próximo a Sacsayhuaman, e ficam lá assando batatas, vendendo coisas, e tudo mais. Inclusive perguntamos a algumas pessoas, que nos disseram que o esquema é esse mesmo, é como se fosse uma festa popular. Então fica mais uma dica: se você quer realmente ver a apresentação, compre o ingresso para uma das cadeirinhas em Cusco por USD 35 (não compre antecipado porque cobram USD 100). Ou desista de ver em Sacsayhuaman, chegue cedo na Plaza de Armas e garanta um bom lugar.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110704213414.JPG 500 375 Legenda da Foto]Peruanos acampados em Sacsayhuaman.[/picturethis]

 

A noite, pegamos nosso onibus noturno para Arequipa para iniciar o longo caminho de volta.

 

Gastos:

Psedo-Almoço: PEN 12

Passagem Cusco-Arequipa: PEN 40 (por pessoa, não deram desconto)

Ônibus para Sacsayhuaman: PEN 2 ida, PEN 1 volta

 

Dia 16: Cusco-Arequipa-Tacna

O Onibus parou as 4h da manhã. Depois de um tempo descobri que o penu tinha furado e o motorista não tinha macaco. Muito chato ter que ficar parado no frio, esperando. Mas claro que a espera foi amenizada pelos hilários peruanos. Como uma mulher que disse: "Vamos protestar! Vamos descer todo mundo do onibus para protestar!". Lá pelas 6h da manhã o onibus voltou a andar, não sei dizer se outro ônibus ou veículo emprestou o macaco ou o que aconteceu.

 

Chegando em Arequipa compramos logo a passagem para Tacna pela empresa Flores, que tinha um ônibus saindo em meia hora. Além disso era a única que aceitava cartão e isso era importante naquele momento, visto que nosso dinheiro em espécie estava contado e assim nos daria uma folga maior. Fui com um pé atrás porque essa empresa sofreu críticas aqui no fórum, mas pude observar que se trata de uma empresa muito grande (eles tem um terminal própria em Arequipa, atrás do terminal geral). O Ônibus era bem novo e comfortável. O único senão foi o cobrador, que depois de ter verificado a passagem de todo mundo começou a vender um chá e depois um sabonete no Ônibus, não sem antes fazer uma looonga explanação de como seus produtos eram muito bons.

 

Optamos por dormir em Tacna, por saber que seria mais barato que Arica, e nosso objetivo era só passar a noite e seguir viagem. Perguntamos a um taxista que fazia o trajeto pra ARICA qual era o horario aproximado dos onibus para La Paz, e o infeliz chutou "meio-dia" e 2 da manhã. Deviamos ter desconfiado que estes horários estavam muito esquisitos, mas acabamos acreditando no cara. Eu havia pesquisado alguns locais para ficarmos em Tacna, então peguei um taxi e pedi que nos levassem até lá, após combinar o preço de 6 soles. O taxista disse que era uma área perigosa etc. Eu sabia que podia ser conversa, mas como havia pesquisado quase nada sobre Tacna e o local que ele estava me oferecendo era quase o mesmo preço (50 soles), resolvi aceitar ir para o Hotel de indicação dele (que aliás ficava a umas 3 quadras da rodoviária, nem precisava de táxi). Chegando lá, realmente era bem arrumadinho, mas a água caliente não funcionou, e a internet WiFi também não. A dona falou que o roteador tinha caído e ligou (ou fingiu que ligou) para um técnico. Resolvemos ver outro lugar, a mulher ficou brava mas aí que quisemos ir embora mesmo. Logo do lado achamos um de 35 Soles, mas sem internet. De cara a água caliente não funcionou, fui falar com o atendente e ele disse que se eu quisesse testar a agua caliente tinha que ficar. Já estávamos indo embora quando ele se prontificou a testar de outro quarto (malandro...), funcionou e ficamos por lá mesmo. Porém se você precisar ficar em Tacna, existem vários hotéis bem do lado da rodoviária, você pode ir andando mesmo.

 

Como estávamos morrendo de fome, combinamos com o atendente do Hotel de pedir um "1/2 Pollo com Papas". Foi 20 soles, mas muito bem servido, nem conseguimos comer tudo.

 

Gastos

Passagem Arequipa-Tacna: PEN 25

Hotel: PEN 35

1/2 Pollo com Papas: PEN 20

 

Dia 17: Arica

Acordamos tranquilamente (afinal os ônibus só saiam meio-dia, né?), atravessamos a fronteira e chegamos em Arica cerca de 9h30, para descobrir que ônibus para La Paz só no dia seguinte. Pois é, os ônibus saiam entre 8h e 9h30m, e agora não tinha mais nenhum (era domingo e a quantidade de onibus devia ser um pouco reduzida). Sem opção, compramos passagem para o dia seguinte.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110704215912.JPG 500 375 Legenda da Foto]Escreva seu texto aqui.[/picturethis]

 

Por um lado foi legal ter ficado um dia em Arica. A cidade, embora não seja nada absolutamente espetacular, é simpática e organizada, tem uma praça bonita, uma bela vista do Pacífico... E tivemos sorte de pegar o último dia de um festival de Jazz.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110704220000.JPG 500 375 Legenda da Foto][/picturethis]

 

Nos hospedamos em no Hotel Roca Luna, bem em frente a rodoviária. Almoçamos no restaurante da Tia Lurdes, também em frente a rodoviária, comida deliciosa e incrivelmente barata. Para comer a noite, basta se afastar um pouco da praça principal que existem boas opções por ótimos preços. Fomos na Pizzaria da Calle Maipu 419, excelente e muito barata.

 

A cidade conta com um bom sistema de transporte, composto por táxis coletivos que fazem a linha de ônibus e circulam a noite toda. Demoramos um pouco para entender que "colectivos" eram táxis coletivos, as pessoas nos diziam que haviam "coletivos" a noite toda e a gente não via passar nenhum (pois estavamos esperando onibus).

 

Gastos

Taxi Compartido Tacna-Arica: PEN 18 (por pessoa)

Passagem Arica-La Paz pela Nordic Bus: CLP 7000 (por pessoa)

Hospedagem Roca Luna: CLP 18000 (quarto duplo com banheiro)

Almoço na Tia Lurdes: CLP 1200 (por pessoa)

Ônibus: CLP 350 (por pessoa)

Taxi Coletivo: CLP 450 (por pessoa)

Pizza: CLP 1300 (por pessoa)

Café da manhã na Rodoviária: CLP 1000 (por pessoa)

 

Dia 18: Arica-La Paz

O onibus saiu 10h. E chegou a La Paz por volta das 18h30m. Muito confortável, e serviram até almoço (arroz com salsichas... Mas o arroz mais bem temperado da viagem). Só que claro que foi super cansativo.

 

Chegando em La Paz, tentamos inicialmente localizar a Polícia Turistica para nos indicar um Taxi confiável. Estava fechada. Sem saída, minha namorada conversou com uma pessoa local que também estava no nosso onibus e pediu dica. Ela nos disse para pegar os taxis com telefone em cima, de centrais, que estavam estacionados em um local próprio, em frente a rodoviária. Fomos para a Calle Sanargana, com a intenção de ficar no Hotel de mesmo nome. O taxista perguntou se tinhamos reserva, falei que sim porque estava de saco cheio desses taxistas ganhando por fora.

 

Chegando lá, o preço não estavam bem o esperado, tinha anotado BOB 70 e estava BOB 160 o quarto duplo (posso ter me confundido e anotado o preço por pessoa). Negociando, conseguimos pagar BOB 120 por um quarto "mais economico".

 

Como estávamos morrendo de fome, fomos na Pizzaria Martinni, onde comemos a melhor pizza da viagem (acho que uma das melhores da minha vida também). Os caras preparam a pizza na sua frente, muito legal.

 

Gastos:

Táxi: BOB 10

Pizza Média: BOB 37

Hotel: BOB 120

 

Dia 19: La Paz

Aproveitamos a manhã para comprar lembranças e outras coisas. A partir de 7h da manhã ficam várias pessoas vendendo roupas na Calle Lhampu, porém elas não ficam até mais tarde. O resto das coisas abre tarde em La Paz, por volta das 10h da manhã.

 

Depois disso fomos almoçar. Procurei duas sugestões que tinha anotado no fórum. Uma foi o buffet do Hotel Galeria, que parecia fechado (não tivemos coragem de subir o elevador ou as escadas). A outra foi o Restaurante El Lobo, que não tinha mais buffet a Kilo, só pratos por um preço meio caro (a partir de BOB 35). Resolvemos chutar o balde e comer uma haburguesa no Frito El Pollo, afinal era o último dia e não dava mais pra perder tempo caçando lugar.

 

Depois fomos andando em direção a Plaza Murilo e Calle Jaen. A região próxima a Sanargana, embora seja o melhor lugar para comprar coisas, é muito, muito feia. Você chega e vai para esses lugares e fica com uma impressão péssima da cidade. Já a Plaza Murilo e as ruas adjacentes, embora não sejam o supra-sumo da beleza, já são mais agradáveis. A Calle Jaen realmente é muito bonita.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110704222523.JPG 375 500 Legenda da Foto]Calle Jaen [/picturethis]

 

Nessa rua tem 4 museus municipais e o Museu de Instrumentos Musicais. Não curtimos muito os museus municipais, mas em compensação adoramos o de Instrumentos. Tem vários instrumentos exóticos que você pode tocar! Sensacional!

 

Finalmente, pegamos um taxi para o Aeroporto de La Paz, pois tínhamos um vôo pela Boliviana de Aviacion as 19:35, de La Paz a Santa Cruz. Saiu precisamente no horário, e tivemos que esperar até as 4:40 da manhã quando saía o vôo de Santa Cruz a São Paulo da GOL. Foi muito cansativo porque não deu pra dormir, o medo de perder o vôo era grande e só sosseguei quando entrei no avião. 9:30 da manhã chegamos em São Paulo, e tinhamos que esperar até as 14:30 da tarde para pegar a conexão pro Rio (que intervalo absurdo!). A conexão ainda atrasou e saiu 16h... Chegamos no Rio muito cansados.

 

Gastos:

Almoço no Frito El Pollo: BOB 15 (por pessoa)

Museus Municipais: BOB 7 (por pessoa)

Museu de Instrumentos Musicais: BOB 20 (por pessoa)

Taxi para o Aeroporto: BOB 50

Taxa de Embarque Nacional: BOB 15

Taxa de Embarque Internacional: BOB 175 (atenção, tem que pagar essa taxa no aeroporto, não está inclusa na passagem da GOL)

 

Conclusão

Foi a viagem mais diferente que eu já fiz. A cultura diferente, o frio intenso, os lugares, tudo fez desta experiência algo inesquecível. Uma pena que os bloqueios em Puno tenham deixado o final da viagem extremamente cansativo, mas infelizmente faz parte. Acredito que todos deveriam poder fazer essa viagem uma vez na vida, como forma de abrir a cabeça para novas culturas e ambientes!

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Aguardando os próximos capítulos.

 

Fazendo um pequeno comentário : entre o Mercado Central de Sucre e Tarabuco tem uma diferença enorme, então acho que você perdeu um grande passeios, mais essa é uma opinião pessoal, no mais, até hoje ainda não vi nenhum conentário negativo da feira.

 

As fotos estão muito boas. ::cool:::'>

 

Maria Emilia

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Fazendo um pequeno comentário : entre o Mercado Central de Sucre e Tarabuco tem uma diferença enorme, então acho que você perdeu um grande passeios, mais essa é uma opinião pessoal, no mais, até hoje ainda não vi nenhum conentário negativo da feira.

Puxa que pena então! Tenho vontade de voltar a Bolivia (estou já começando a pensar em uma trip Bolivia e Chile), talvez aí então eu visite Tarabuco...

As fotos estão muito boas. ::cool:::'>

Obrigado!

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