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Um fim de semana em São Paulo

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Estivemos em SP no último fim de semana para passear. Havia uma série de coisas que queria conhecer/fazer e consegui fazer quase tudo.

 

Já estivemos lá anos atrás a lazer tb, e tb num fim de semana. Na época conhecemos a região da Paulista-Liberdade-Sé, Ipirapuera, Paraiso e Moema. Agora queria tirar um dia para conhecer o centro e outro para outras coisas pré-selecionadas. Vou colocar meu roteiro, talvez sirva de inspiração para quem for lá.

 

Chegamos na sexta-feira por Guarulhos e pegamos o primeiro ônibus executivo que parasse num metrô. Não pegamos trânsito, mas o engarrafamento na Marginal para sair de SP era enorme. E me parece que é normal. Aterrador!

 

Ficamos no Mercure Pinheiros (promoção grotesca de 100 pratas à noite, mas tivemos de aturar um quarto para fumantes). É bom pq fica perto do metrô e pq fomos andando para a Vila Madalena, no entorno da Aspicuelta. Escolhemos o bar Melograno, com suas diversas cervejas, pra fechar a noite. Uma coisa que reparei é que os estacionamentos (apenas reparei, estávamos a pé mesmo) na Aspicuelta custam R$ 20 pratas. Se virar em qq rua transversal, o preço já cai pra R$ 18. Se nessas mesmas ruas, vc avançar um pouco, R$ 15. E os de R$ 20 é que estavam lotados!

 

No sábado, acordamos cedo e fomos para o centro. Pegamos o metrô até São Bento, descemos para a 25 de março e fomos para o Mercado Municipal. Passeamos pelo local -- muito organizado e interessante -- e fomos cumprir a tradição de comer sanduíche de mortadela e pastel de bacalhau, nosso café da manhã do dia.

 

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Mercado Municipal

 

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O famoso sanduíchão de mortadela

 

Dali, voltamos para a 25, subimos de volta para São Bento e entramos no belíssimo Mosteiro de São Bento.

 

De lá, seguimos na direção sul por ruas de pedestres, passando pelo Edifício Martinelli, para admirar a arquitetura do prédio. É possível entrar e conhecer, mas tem de reservar antes -- o que não fizemos, logo não entramos.

 

Fomos para o Pateo Collegio, onde a cidade foi fundada. Tem coisas bacanas por lá, um museu, Solar da Marquesa, etc. Vale passar pra conhecer. Fica bem perto da , onde tb entramos na famosa igreja -- não tão bela quanto o Mosteiro, mas é monumental.

 

Da Sé desviamos um pouco para a Liberdade, apenas pra passear por aquela rua famosa do bairro. Àquela hora as lojas de comidinhas locais já estavam um tanto cheias demais para o nosso gosto. Se vc faz esse roteiro, aproveite para passar pelo Sebo do Messias, no Largo da Sé.

 

De lá voltamos para o norte, para cruzar o Viaduto do Chá, talvez o grande marco da cidade de São Paulo (pelo menos na minha cabeça), com o vale do Anhangabaú embaixo.

 

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Anhangabaú

 

Logo depois vc chega ao Teatro Municipal, onde pode admirar a bela arquitetura. Acredito que há visitas, mas em horários determinados. Na hora em que estivamos lá, estava fechado.

 

Descemos um pouco para ver a Ladeira da Memória, local do primeiro monumento da cidade, e voltamos em direção à Galeria do Rock.

 

Para quem gosta, a galeria é um barato, achei muito bacana. Pelo conteúdo, pelas lojas, pelas pessoas, pelas figuras, por tudo. Tinha ouvido falar que o local tinha sido invadido por emos, mas vi poucos.

 

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A galera da Galeria do Rock

 

De lá seguimos para a Praça da República em direção ao Edifício Copan, para admirar essa obra arquitetônica do Niemayer. Aliás, em toda a região da República vc pode admirar algumas belas peças arquitetônicas, como o Itália, o Esther e etc.

 

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Fachada do Edifício Copan

 

Voltamos em direção ao norte para ver cruzar a Ipiranga com a São João. Nada aconteceu em nosso coração, mas ele (o coração) estava pedindo por chopes no famoso Bar Brahama, exatamente ali. Depois de alguns, seguimos para o bar seguinte, o tb famoso Bar Leo, já pelos limiares (limiares, não é a propriamente dita) da cracolândia -- mas de dia me pareceu tranquilo. Marquei com um amigo de nos encontrarmos por lá e, depois de alguns vários outros chopes, seguimos em frente.

 

Fomos até a Estação Julio Prestes - queria dar uma olhada na Sala São Paulo, mas não havia como entrar --, depois voltamos em direção à Estação da Luz, outra bela construção do centro da cidade.

 

Ali, aproveitamos que era sábado (sábado = grátis) e encerramos o tour entrando no Museu da Língua Portuguesa e depois na Pinacoteca do Estado.

 

Queria ter passado na feira da Benedito Calixto, que fica perto do hotel, mas saímos antes de ela começar (9hs) e voltamos depois (19hs)! Ficou para a próxima.

 

 

No domingo, decidimos passear um pouco pelo bairro dos bacanas, pela Oscar Freire e adjacências. Subimos em direção ao Masp (já tínhamos entrado da outra vez), passando pelo Trianon e dando uma olhada na feirinha de antiguidades que rola no vão do museu. As atuais concorrentes a Miss Brasil estavam fechando o trânsito na área (literalmente, mas era para que fossem fotografadas), justamente qdo estávamos atravessando a rua.

 

Depois da feirinha, caminhamos pela Paulista. No meio do caminho fizemos nossa parada tradicional para recarga (chopes). Caminhamos até o Paraiso, queria ver a Catedral Ortodoxa -- fica do lado do F1 que ficamos da outra vez (e nem tinha reparado naquela beleza ao lado). Muito bonita, mas infelizmente estava fechada. Aproveitei uma dica da galera daqui e fui no Jaber comer uma tradicional esfiha (o Catedral estava fechado, ou me parece que fechou, não sei).

 

Pegamos o metrô para conhecer o Memorial da América Latina, um lugar muito legal e, me parece, pouco visitado. Tb assinado pelo Niemayer, muito amplo, na cara do metrô da Barra Funda. O Memorial é um conjunto arquitetônico bem interessante, com destaque para o Pavilhão da Criatividade, que é onde estava a exposição englobando os países latino-americanos. Depois de passar um bom tempo por lá, pegamos o ônibus de volta para o Aeroporto e fim de festa.

 

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Memorial da América Latina

 

Queria ter conhecido tb o Museu do Futebol, do Ipiranga (faltou tempo para ambos) e o Memorial do Imigrante (consta que está em obras). Ficou para a próxima.

 

Mais um fim de semana viajante para guardar na memória.

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Muito bom!

 

Adorei o "recarga" de choppes !!! rsrsrsrs

 

Bem parecida com uma viagem q fiz á São Paulo em novembro do ano passado, e também não deu tempo conhecer o museu do futebol!!

 

abraços!

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Só para completar o post do mcm..

 

pra quem vir aqui pra Sampa.. o Teatro Municipal tem visita monitorada gratuita, mas em que reservar com 3 dias de antecedência no link: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/theatromunicipal/projetos_gratuitos/index.php?p=3363

 

e quem passar aqui no meio da semana, o Masp tem entrada grátis às terças-feiras

 

;P

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Caramba, mas voces andaram kkkk

 

Sintam-se orgulhosos: a maioria dos paulistanos nao conhece metade do que voces conheceram em um unico fim de semana!

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MCM,

realmente vocês andaram bastante, como disse a Cris.

Passaram por lugares muito legais e interessantes.

Quando puder, sugiro conhecer o museu de Arte Sacra, perto da Pinacoteca; o Museu do Imigrante, entre Brás e Mooca é ótimo. assistir a uma missa no mosteiro de São Bento com canto gregoriano (tem todos os domingos, às 10 horas, é muito legal!!!).

O obelisco em frente ao parque do Ibirapuera também é interessante.

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Galera, obrigado pelas dicas. Se tudo der certo, no próximo inverno vamos novamente à cidade para conhecer parte do que faltou. Deverá ser uma visita mais, digamos, "fechada", mais concentrada em museus. Tem alguns que eu realmente quero conhecer -- além de querer retornar ao da Língua Portuguesa.

 

São muitos: Museu do Futebol, do Ipiranga, Palácio Bandeirantes (esse eu acho que não abre no fim de semana...), Afro Brasil, Arte Sacra e o Lasar Segall.

 

Além disso, visitar o Memorial do Imigrante e dar uma passada na feira da Praça Benedito Calixto. O canto gregoriano tb é ótima ideia, faz anos que eu assisti a um aqui no Rio.

 

Provavelmente vou precisar de mais uns dois finais de semana. :)

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A Cris falou td...

Alguns lugares q vcs foram eu nunca fui...ou vou bastante, mas sempre na correria e nem presto mta atenção (q coisa feia pra mim e pra um monte de gente! vou pegar fds livres pra turistar onde eu moro...me inspirei por vc)

Se tiver um tempinho da próxima vez q vier aqui sugiro mais alguns lugares (se é q vc ja não conheceu na outra vez q veio): Parque do Ibirapuera , Parque Villa Lobos (onde eu andei de skate pela primeira vez!) e Zoológico.

A Vila Madalena é um dos points q ferve...por isso os estacionamentos lotam!

Vi q gosta de cerva neh...aqui tem um bar (cervejaria nacional) que adorei...chega la e pede o "Sample"...5 tipos de cervejas diferentes (algumas bem diferentes!), que eles mesmos fabricam...não é caro e é bom! :)

Venha na época do Natal...é quando faço meu passeio de carro pela cidade...fica td iluminado e acho lindo...a na Paulista vários lugares são bem enfeitados e as pessoas entram para ver a decoração mesmo...adoro! :)

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Bacana o relato.

Senti falta de fotos...rs

Passa no meu blog que falo de alguns lugares de SP que vocês querem conhecer.

Bjs

Eliane Nogueira

elianenogueira.blogspot.com

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Galera,

Adicionei algumas fotos da viagem de fim de semana que está na postagem inicial.

 

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Vale lembrar também que descobriram que o famoso Bar Léo misturava cerveja de menor qualidade no chope. Parece (não fui conferir) que o bar está tentando retomar a freguesia.

 

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Mas o motivo de ter reativado o tópico é que passei outro fim de semana em SP. Dessa vez foi durante o feriado agora de outubro.

 

O motivo era um casamento de família que rolaria no sábado, então aproveitamos para passar o feriado todo na cidade. Dessa vez tem poucas fotos mesmo.

 

Sexta

Chegamos na sexta manhã e, assim que nos livramos dos conformes tradicionais (chegada-taxi-hotel), embiquei para o Morumbi. Katia ficaria o dia com amigas e eu tinha combinado com um amigo – saopaulino – de fazermos a visita ao estádio. Eu queria ter ido antes ao Palácio Bandeirantes para fazer a visita guiada e conhecer o famoso acervo, mas descobri que era de hora em hora e que colidiria com o horário do lance do Morumbi. Ficou para uma outra vez.

 

A visita ao Morumbi tem saídas diárias pré-determinadas (veja na página do SPFC), dura cerca de 90 minutos e custa a facada de R$ 30. Eu queria conhecer o estádio e achei que deveria ser uma experiência interessante. E foi. Você visita o estádio todo, entra no campo (não no gramado, mas nos arredores), conhece vestiário, sala de imprensa, sala de troféus, etc. Tudo sempre com bastante tempo para cada saopaulino tirar sua foto.

 

Entendo que existem duas formas de você encarar esse passeio:

1 - Se você for saopaulino, é imperdível. Esqueça o preço e curta.

2 - Se você *não* for saopaulino – eu! --, é uma experiência interessante, ainda que muito cara.

 

Achei uma grande ideia do SPFC, o que nos reforça a minha visão de como os clubes cariocas, ainda engatinhando em termos de gestão profissional, deixam de ganhar dinheiro com boas (e simples) ideias.

 

De lá, seguimos para o Estádio do Pacaembu, para conhecer o Museu do Futebol (R$ 6). Muito legal, sobretudo (evidentemente) para quem curte futebol. Cheio de referências aos times, torcidas, interatividade, bastante foco no audiovisual, curiosidades, tem de tudo. Inclusive para quem quer brincar (crianças ou não). Entretanto, importante saber que trata-se de um museu do futebol *brasileiro*. Não pode fotografar lá dentro.

 

Durante nossa visita, caiu uma chuvinha – nada perto do que se esperava, felizmente. De qualquer forma, o tempo ficou frio e fechado durante todo o feriado.

 

De lá, seguimos para comer um bom hambúrguer no Rock’n Roll Burguer, na Augusta, um dos endereços que havíamos pesquisado numa reportagem da revista da Gol. De fato, o lugar tem um hambúrguer muito bom e só toca rock. Que bom!

 

Cheguei no hotel apenas pra sair novamente e curtir uma noite rockabilly, no The Clock. Muito bacana o lugar! Pouco antes de efetivamente começar a noite, com direito a banda e tudo o mais, a galera do local dá uma aulinha para que todos aprendam (ou tentem aprender) a dançar no estilo rockabilly. Depois disso a festa começa e todos se divertem, independentemente de saber dançar ou não.

 

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Aulinha de rockabilly

 

Sábado

Se na sexta-feira meu amigo me guiou de carro pela cidade, no sábado nós andamos bastante, além de usar metrô e CPTM. As atrações que eu havia listado eram um tanto distantes das estações de metrô/trem, então seguíamos andando. Saímos cedo de trem/metrô para conhecer a Feira da Praça Benedito Calixto (tem ainda de andar alguma coisa do metrô até lá). Bem interessante, talvez até mais que a do MASP, que havíamos conhecido no ano passado.

 

De lá, seguimos até o Museu da Casa Brasileira (R$ 4), onde pudemos ver um pouco da evolução do design das peças que compõem nossos lares, além de outras exposições interessantes. O museu é pequeno. Da Benedito Calixto até o museu é uma boa caminhada, aproveitamos para andar por ruas calmas repletas de mansões.

 

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Museu da Casa Brasileira

 

Seguimos então de metrô para a Av. Paulista, talvez o único lugar onde estivemos em todas as vezes em que visitamos a cidade. Dessa vez fomos conhecer a famosa e enorme Livraria Cultura. Depois de uma pausa para recarga (chopes, e na mesma rua do ano passado, Alameda Joaquim Eugênio de Lima), descemos até o Ibirapuera, onde passeamos um pouco – estava bem frio naquele fim de tarde -- e ainda deu tempo de entrarmos para conhecer o Museu Afro Brasil (grátis).

 

O museu é muito interessante e enorme, o que demanda bastante tempo para se conhecê-lo. Infelizmente já era fim de expediente -- e tínhamos de voltar mais cedo, já que era dia do casamento que foi o motivo/pretexto da viagem -- então tivemos de acelerar.

 

Domingo

No domingo pela manhã havia um tempinho entre eventos (acordar tarde, almoçar), então aproveitei para conhecer o pequeno e interessante Museu Lasar Segall. Além do acervo, tinha uma mostra interessante de obras (quadros, gravuras) que retratam pessoas de costas para quem vê.

 

Depois de longo um almoço de família, descemos novamente a Paulista e retornamos ao Ibirapuera, dessa vez -- além de passear mais um pouco -- para ir na 30ª Bienal de Artes de SP (grátis), que estava rolando no MAM. Enorme, muita coisa louca (como em qualquer canto de arte moderna) pra mim, mas também muita coisa interessante. Ficamos por lá umas duas horas e faltou MUITA coisa pra ver. Acho que requer o dia inteiro, ou mais – mas isso dependerá muito do interesse de cada um, claro.

 

Na saída ainda passamos pela Oca, onde havia uma exposição de imagens do Vaticano, mas o preço (R$ 44!) e o pouco tempo disponível nos afastou. Já era fim de tarde, era hora de pegar as mochilas e ir para o aeroporto e voltar para casa!

 

E ainda faltam coisas para ver, o que enseja novas visitas à cidade!

 

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Observações:

- Interessante ver que o sistema de metrô/trem de lá está tentando educar a galera em dois pontos que, do meu ponto de vista, ainda temos (nós, brasileiros) muito o que caminhar: deixar o espaço esquerdo da escada rolante livre e esperar que a galera saia do vagão antes de entrar. Claro que fazer campanha não quer dizer tanto assim, pelo que vi ela é amplamente ignorada. Mas ao menos estão tentando. Aqui no Rio o metrô, além de mais caro e incomparavelmente menor, ainda não se entendeu sobre a melhor forma de tentar educar. Pelo contrário, segue incentivando um modo parecido com futebol americano.

 

- Passeamos algumas vezes por ruas residenciais bem tranquilas (Jardins, geralmente) e repletas de belas casas e mansões. O padrão – que, evidentemente não difere tanto assim de outras regiões semelhantes em grandes capitais pelo Brasil – é o trinômio muro alto + cerca elétrica + sistema de segurança. Raras são as caras que não contam com ao menos um desses itens.

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Ola, tudo bem?

Você poderia ir em algum bar da rua Augusta de dia. Você também poderia ir no Comedians Club. Ele é um bar que tem shows de comédia

Rua Augusta, 1129

Consolação

São Paulo/SP

CEP 01305-001

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    • Por Júlia Saleh
      Quando ir: o clima é sempre ameno em São Paulo e todas as épocas podem ser boas, mas eu aconselho a primavera, quando não faz muito frio nem calor e a cidade fica linda toda florida.
      Quantos dias ficar: uma semana completa para visitar os principais atrativos turísticos. Mas como em qualquer cidade grande vai ficar faltando muita coisa, em uma vida inteira morando aqui ainda não conheci tudo.
      Como chegar: de ônibus ou avião, quase todos os destinos tem ligação direta com São Paulo. São várias rodoviárias na cidade, então é importante se atentar em qual delas você vai chegar ou sair. Os aeroportos são dois e ambos têm conexão com o transporte público. Guarulhos fica mais afastado, mas tem estação de trem e ônibus com ligação ao metrô Tatuapé. Congonhas está dentro da cidade, de lá também dá para pegar ônibus para o metrô ou qualquer outro lugar.  
      O que fazer: São Paulo oferece atrativos para todos os gostos, mas o essencial da cidade é conhecer seu centro antigo, Avenida Paulista e Parque Ibirapuera.
      Onde ficar: o ideal é se hospedar bem próximo de alguma estação de metrô. As regiões mais indicadas são a da Avenida Paulista, que está sempre movimentada e se conecta com toda a cidade. Ou a Vila Madalena, bairro simpático cheio de restaurantes e bares.
      Transporte: o metrô não chega a todos os lugares, mas é o meio mais fácil de locomoção. Não atrasa e está sempre limpo. Os ônibus também funcionam, mas são mais imprevisíveis. Evite a hora do rush, entre 7 e 9 horas da manhã muita gente vai em direção ao centro, e das 17 as 19 horas as pessoas estão voltando da região central para suas casas. O bilhete único pode ser comprado e carregado em estações de metrô ou lotéricas e facilita o pagamento de passagens além de dar descontos nas integrações.
      Eventos: pode ser interessante se programar para vir à cidade e aproveitar alguns de seus principais eventos, como o carnaval, o festival de música Lollapalooza em abril, a virada cultural em maio, as quermesses e festas juninas, a época de floração das cerejeiras no parque do Carmo em agosto, a corrida São silvestre e a virada do ano na Paulista.
      Cultura: São Paulo recebe muitos shows de artistas internacionais, mas também concentra inúmeros shows nacionais acontecendo sempre. Vale conferir o circuito de shows, peças e exposições do Sesc: https://m.sescsp.org.br . O MIS, Museu da Imagem e do Som e o instituto Tomie Ohtake costumam fazer boas exposições que atraem grandes públicos. E vale pesquisar se o Teatro Oficina está com alguma peça em cartaz, além do incrível teatro de estrutura completamente inusitada, o grupo tem atuação marcante.  
                     
      São Paulo é aquela cidade que a gente ama odiar. Todo mundo vive falando mal, mas não trocaria por nenhum outro lugar. É claro que o trânsito e a poluição incomodam, além de tudo estar sempre lotado e cheio de filas, mas muita coisa boa só acontece na maior cidade do Brasil.
                      Eu não considero São Paulo uma cidade perigosa e não acho que turistas devem se preocupar, apenas tomar alguns cuidados. Como em qualquer cidade grande, é necessário estar sempre atento aos seus pertences, principalmente em ônibus, metrô e grandes aglomerações. Batedores de carteira existem em todo lugar, mas assaltos violentos são raros, principalmente nas áreas mais turísticas. Só evite andar por lugares muito desertos à noite.
      São Paulo dia a dia:
      Dia 1 (segunda) – 25 de Março e Mercadão
                       A rua 25 de Março é famosa por reunir muitas lojas com preços baixos, para chegar lá dessa no metrô São Bento, saída pela Ladeira Porto Geral. Vá andando até o Mercado Municipal para experimentar muitas frutas e famosas comidas típicas.
      Dia 2 (terça) – Centro Antigo
      Um passeio a pé é a melhor maneira de conhecer o centro de São Paulo e sua arquitetura antiga.
      Comece pela estação de metrô São Bento. Conheça o Mosteiro de São Bento e o Viaduto Santa Ifigênia. Volte ao largo, siga a rua Boa Vista e vire à direita na rua João Brícola, onde fica o Farol Santander e você pode observar a vista de São Paulo do alto do prédio (ingresso pago: https://www.farolsantander.com.br). Volte à rua Boa vista e siga passando pelo Pátio do Colégio e outras construções históricas até a Praça da Sé. Contemple a bela catedral e o marco zero da cidade. Depois siga pela rua Benjamin Constant até a Faculdade de Direito da USP. Cruze a praça Ouvidor Pacheco e Silva, siga pela rua São Bento e vire à esquerda na rua Direita, até a Praça do Patriarca. Atravesse o Viaduto do Chá, passando pela prefeitura de São Paulo e uma bela vista do Vale do Anhangabaú. Chegando ao Teatro Municipal entre para uma das visitas guiadas que acontecem de hora em hora (https://theatromunicipal.org.br/espaco/theatro-municipal/#visita-guiada). Siga pela rua Conselheiro Crispiniano até a avenida São João, onde fica a Galeria do Rock e a famosa esquina com a Ipiranga. Vire à esquerda na avenida Ipiranga, passe pela Praça da República e o edifício Copan até a Praça Roosevelt. Siga pela rua da Consolação até a estação de metrô Higienópolis Mackenzie. Aproveite para comer em algum dos inúmeros restaurantes pelo caminho, como a Tradicional Casa do Mate (Av. São João, 544) ou o Toya Vegan (R da Consolação, 331 loja 6).  
      Entre no mapa aqui:
      https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=1dLusBxkIU51XySIqNhONpAwAns7GAm9o&ll=-23.546748055339236%2C-46.64285051009523&z=16
       
       
      Dia 3 (quarta) – Pacaembu e Pompéia
                        Para chegar ao Pacaembu, dessa na estação de metrô Higienópolis Mackenzie e vá andando pelo bairro Higienópolis e o Parque Buenos Aires. Conheça o estádio e o Museu do Futebol. Volte ao metrô ou pegue um ônibus em direção à estação Barra Funda. De lá, vá conhecer o bucólico Parque da Água Branca. Siga para o Sesc Pompeia e sua programação cultural e aproveite para almoçar no Lar Vegetariano (rua Clélia, 278). Depois Faça uma visita ou acompanhe um jogo no Allianz Parque, estádio do Palmeiras.
      Dia 4 (quinta) - Luz
                      Comece o dia com um concerto da OSESP na Sala São Paulo (http://www.salasaopaulo.art.br/concertoseingressos/programacao.aspx), estação Júlio Prestes do trem. Siga de trem para a estação da Luz, essa área não é tão indicada para andar a pé. Conheça o Museu da Língua Portuguesa e depois atravesse para o Parque da Luz e a Pinacoteca.
      Dia 5 (sexta) – Ibirapuera
                      Para chegar ao Parque Ibirapuera, a estação de metrô mais próxima é a AACD Servidor. Aproveite para passar um dia inteiro no parque e fazer um picnic. Você pode visitar o auditório, a Oca, o planetário e os museus que ficam lá dentro. Em frente ao parque, na Avenida Pedro Álvares Cabral, está o famoso Monumento às Bandeiras e o obelisco. E no fim do ano há um show de luzes nas fontes do lago à noite.
      Dia 6 (sábado) - Pinheiros e Vila Madalena
                     Conheça o Parque Villa Lobos, à beira da Marginal Pinheiros, chegando de trem pela estação Villa Lobos Jaguaré. Pegue uma daquelas bicicletas ou patinetes compartilhados para passear pela ciclovia até a Faria Lima. Depois siga em direção ao Beco do Batman e seus grafites e passeie pela Vila Madalena. Curta um delicioso sorvete na Veganeria Stuzzi (Rua Harmonia, 506) antes de seguir para a praça Benedito Calixto e sua feirinha de antiguidades. Depois curta o fim do dia nas agitadas Rua dos Pinheiros ou Oscar Freire.
      Dia 7 – (domingo) – Avenida Paulista
                      A Avenida Paulista aberta para pedestres no domingo é uma síntese de São Paulo, reunindo todo tipo de manifestações culturais, artísticas e políticas. Além de músicos, dançarinos e vendedores de artesanato, a avenida também reúne uma série de atrações. O MASP, o Parque Trianon, a Casa das Rosas, o Mirante 9 de Julho, o Sesc Paulista, o Instituto Moreira Sales, a Japan House e o Itaú Cultural. Aproveite para conhecer a Rua Augusta, seus cinemas, lojinhas, restaurantes e casas de festa. Nesse dia também acontece a tradicional feirinha oriental bem na saída do metrô Liberdade.
       
                   Alguns destinos mais distantes também merecem ser contemplados se houver tempo. O parque da Cantareira oferece trilhas e mirantes em meio à Mata Atlântica, cada núcleo tem sua entrada e atrativos diferentes. O Pico do Jaraguá pode ser subido de carro ou a pé, pela estrada ou por trilha, e tem uma vista incrível da cidade. O Parque da Independência, que abriga belíssimos jardins inspirados em Versailles, tem sua importância histórica cantada em nosso hino, ali fica o Rio Ipiranga em cujas margens foi proclamada a independência do Brasil.
      Esse e outros destinos em aventureira.com.br

    • Por Jefferson Zanandréa
      Introdução.
       
      A trilha que tem início em Parelheiro e termina em Itanhaém é de extrema beleza. Trata-se de uma trilha proibida ao público em geral e as visitas ao parque somente com autorização da administração do Parque Estadual da Serra do Mar (sede Itanhaém – núcleo Curucutu que abrange 26 mil hectares), acompanhado de um guia credenciado. Porém, não para essa trilha em específico, pois ela é proibida pela administração do parque mesmo com guias. De todo modo, são muitos os que entram na mata com guias clandestinos e até mesmo por conta própria (meu caso), a fim de desafiar a sorte.
      A Trilha Proibida está localizada em uma área de preservação ambiental, as suas terras pertencem aos índios, de responsabilidade da FUNAI, protegida e fiscalizada pela Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (fiscalização irrelevante já que não há como controlar uma área de 315 mil hectares, devido aos poucos guardas existentes). Palmiteiros, caçadores e mochileiros entram na mata frequentemente.
      Local com mata atlântica primária e rios importantes como: Rio Branquinho e Capivari Monos, além de um número incalculável de nascentes que deságuam nestes dois rios, existe uma grande biodiversidade. Animais como onças, jaguatiricas, macacos, porcos do mato e muitos pássaros, enfim, um paraíso que devemos lutar para preservá-lo.
      Pelas informações que obtive, um guia indígena pode ser localizado nas aldeias da região (Parelheiros/ Barragem) ‘’Krukutus’’ ou na ‘’Tonondé Porã’’ eles normalmente costumam cobrar de 15 a 25 reais por pessoa, dependendo do tamanho do grupo. A saída é por volta das 07h com previsão de chegada à aldeia em Itanhaém às 14h, em um trajeto de 28 km. Soube que pagando 8 reais a mais o índio pode guiar a trilha até as aldeias de ‘’Iguapéu’’ e ‘’Itaoca’’ em Mongaguá. Caso contrário, o grupo poderá realizar uma caminhada de 14 km pela estrada de terra até o trevo de Itanhaém no km 324 da rodovia Pedro Taxi - Bairro Mambu, (esta opção não é muito aconselhável, pois a caminhada é INFINITA... quem não curte caminhar muito vai desejar a própria morte, além de desgastante essa estrada não acaba nunca!!!).
       
      Trilhas permitidas pela administração do Parque Estadual Serra do Mar (Curucutu) com acompanhamento de um guia credenciado:
       
      1- Bica – Trilha fácil com caminhada leve na mata e que termina em uma bica d água, trecho de 1,4 km.
       
      2- Mirante – Trilha moderada para pessoas inexperientes, no cume da serra é possível apreciar uma paisagem de tirar o fôlego sobre as praias do litoral sul, trecho de 1,6 km.
       
      3- Telégrafo – Trilha pesadas para pessoas inexperientes, esta é uma travessia histórico cultural, por onde passava a linha de telégrafo que fazia a ligação Entre São Paulo e o sul do pai, trecho de 15 km (duração 8 horas).
       
      Como chegar ao inicio da trilha?
      Descendo no terminal Parelheiros (Zona Sul de São Paulo) é só pegar o ônibus “Terminal Barragem” e descer no ponto final. Já no ponto final basta seguir reto na estrada de terra que leva até a antiga Estação de trem Evangelista de Souza (nome dado em homenagem ao Barão de Mauá). Para chegar ao início da trilha é só descer a linha do trem na Ferrovia Ferro-Norte (1935) com 27 túneis que cortam a serra do mar, a qual hoje passa somente trens de cargas, ligando Sul, Sudeste e Centro Oeste do País ao Porto de Santos e a cidade de Cubatão. A caminhada vai até o túnel 24 e até lá são aproximadamente 8 km sobre os trilhos e pedras. A trilha estará a uns 200 metros após o término do túnel 24, uma bananeira e a placa de “área indígena” são os pontos de referência.
       
      O relato.
      Após dias planejando a viagem, lendo relatos e estudando a respeito do assunto, chegará o tão esperado dia (16/09/2011), finalmente me arriscaria em uma área proibida (o que estimulou mais ainda a vontade) e tentaria realizar a trilha que tanto li a respeito - A FAMOSA TRILHA PROIBIDA. Na quinta à noite a mochila já estava prontinha (ansiedade do séc XXI).
      Na sexta-feira o trampo rendeu muito e logo chegou o fim do expediente. Fui embora bem animado já projetando as infinitas experiências que teria naquele lugar tão inóspito. Cheguei à minha casa por volta das 19hs. Chamei dois amigos que resolveram encarar a aventura ao meu lado (Patrik e Vinicius), amigos só até aquele final de semana HAHA... Fomos ao mercado e começamos a comprar bolachas, bisnaguinha, pão de forma etc (hoje - editando este relato em 12/05/2019 - com alguns anos a mais de experiência, dou risada da inexperiência e de como a inocência é incrível, sensível e mágica, ao passo que caminha lado a lado com o perigo).
      Mochilas abastecidas e lá fomos nós sentido a Parelheiros, nosso primeiro objetivo. Pegamos o busão até o terminal Sacomã, metrô até a Ana Rosa (linha verde), baldeação para linha azul, desembarcando na Vila Mariana. De lá fomos até o ponto de ônibus que demorou cerca de 20 minutos, embarcamos no danado e 2hs depois, ISSO MESMO 2 horas, finalmente chegamos ao Terminal Parelheiro (um fato curioso que deve rolar com muitas pessoas que andam com cargueiras em São Paulo, ou qualquer outra grande cidade no Brasil, é que por onde passávamos o pessoal ficava olhando com certa curiosidade. Apesar de estar se tornando cada vez mas comum pessoas viajarem com grandes mochilas, as pessoas que não fazem isso, lançam olhares curiosos a nós. Talvez seja uma vontade reprimida de fazer o mesmo. Largar as amarras da vida e experienciar o novo, o agora, o infinito... aquilo que é único).
      Lá no Terminal Parelheiros pegamos outro ônibus, este com destino Terminal Barragem (extremo sul da Zona Sul de São Paulo. Enfim, chegamos ao terminal Barragem aproximadamente às 00hs, pegamos algumas informações com uns caras que estavam por lá e nos orientaram o sentido correto até a Estação Evangelista de Souza. Fica a dica, vá sempre em grupo, JAMAIS sozinho, o lugar é bem sinistro e no meu ponto de vista, um assalto por lá é quase que certo (hoje, em 2019, após alguns anos eu não sei se a situação permanece a mesma).
      Começamos a andar pela estrada de terra, no começo havia iluminação, mas depois de uns 15 minutos de caminhada as lâmpadas não estavam mais acesas, e 5 minutos depois era só rio, mato e a lua - e que lua cheia! O terreno era complicado, cheio de buracos e pedras, não estávamos vendo nadinha, tive que apelar para a lanterninha que minha mãe havia me dado um dia antes, alegando que a lanterninha iria me proteger e me ajudar já que não estávamos levando nenhuma lanterna (depois dessa eu aprendi que conselho sempre tem que seguir, sempre MESMO!) - O que aprendi tempos depois, é que equipamentos básicos são ESSENCIAIS em qualquer aventura outdoor (lanterna, primeiros socorros, fogareiro, saco de dormir, isolante, barraca, faca tática).
      Liguei a lanterninha de 5 reais que tinha até led, e seguimos em uma boa caminha ligando e apagando a dita cuja devido ao medo de acabar a pilha hahahaha... confesso que a lanterna nos livrou de muitas torções nos buracos da estradinha de terra. Era por volta de 02:30hs da matina e nada da estação chegar, comecei a pensar que havíamos pegado o caminho errado. Chegamos a um local em que estradinha fazia uma curva brusca e havia um sítio bem à frente com uma área descampada ao lado de um riacho, não tivemos dúvidas, montamos acampamento e ali foi o nosso descanso.
      Após uma noite terrível e gelada, pois, não havíamos levado saco de dormir e nem isolante térmico, acordamos às 05:30hs. Aproveitei para encher nossas garrafinhas de água no riacho, foi quando vi um senhor muito simpático que nos informou que havíamos pego um caminho mais demorado, mas que sairíamos bem atrás da Estação Evangelista de Souza, fiquei bem contente em saber que faltavam aproximadamente 2 km até a estação.
      Desmontamos acampamento e seguimos na caminhada, chegamos à estação por volta das 07:30hs. O sol estava tímido e ameaçava sair de vez, no nosso segundo objetivo fora alcançado (Evangelista de Souza), paramos para as fotos, entramos nos trens abandonados e realmente foi muito bacana.
      Decidimos partir, começamos a descer sentido litoral, quando de repente escutamos um barulho muito alto vindo em nossa direção, aguardamos onde estávamos e era um trem subindo, foi algo sensacional, já que nós "ubarnóides" (que termo escroto que utilizei em 2011 - resolvi deixar nessa edição para rir sempre ao ver este relato)" não estamos acostumados com esses trens de carga. O trem passou por nós e nem deu uma buzinadinha (maquinista sem graça), mas apenas a gravação e fotos já foram o suficiente. Continuamos a descer, andamos sobre pontilhões e chegamos ao túnel 27 (próximo a cachoeira da usina), logo na seqüência vieram os outros túneis e pontilhões que, por sinal, tem vistas magníficas. Já ao final do túnel 26 encontramos um índio que estava vindo de Itanhaém, ele nos informou que existe outra trilha pouco antes do túnel 25, só que era bem íngreme, nem tentei arriscar, nos despedimos e partimos. Chegamos ao famoso túnel 25, confesso que foi um sufoco atravessá-lo devido à sua extensão e ao receio de trombarmos de frente com um trem. O túnel estava cheio de buracos entre os trilhos, além de ser bem úmido. Após a passagem do túnel 24 e 8 km percorridos sobre a linha férrea paramos para um lanchinho, foi quando encontramos um palmiteiro que nos orientou sobre a trilha.
      Começamos a descer a trilha que fica atrás da placa (área indígena). A trilha começa bem íngreme e logo no início existe uma bifurcação, continuamos no caminho reto, depois outra bifurcação, ainda continuamos reto, mais alguns minutos e outro bifurcação, deveríamos pegar a esquerda, porém fomos reto e acabamos saindo em uma cabana totalmente destruída. Voltamos e retornamos a última bifurcação agora à esquerda (nosso único mapa era o relado do Raffa, membro dos mochileiros e que já havia realizado a trip, imprimimos e fomos seguindo o relato, rs...).
      Descíamos e descíamos e a descida não acabava nunca, já estávamos escutando barulho de água, quando chegamos a um poço, não tive dúvida, fiquei só de cueca e tomei um banho nas águas gélidas do rio branquinho (uma de suas nascentes na verdade). Após o banho seguimos viagem, foi quando chegamos a outro poço, havia uma trilha que continuava na mata e outra que era após o poço, seguimos pela trilha que atravessava o poço e nos demos mal e muito mal. Depois de algum tempo a trilha acabou, começamos a beirar o rio procurando outra entrada e não achamos nada, ao invés de voltar na última bifurcação os “burros” (hoje, em 2019, eu encaro como inexperientes) continuaram atravessando a mata fechada. Nem nos demos conta, mas lentamente começava a escurecer, já era tarde, estávamos perdidos. Restava-nos seguir o rio, o desânimo estava estampado na cara de cada um, mesmo assim eu não perdia o bom humor e tentava alegrar o pessoal.
      Atravessamos o rio branquinho umas 30 vezes desviando dos poços e seguindo pelas pedras procurando alguma picada (entrada), mas era tudo em vão. Tentamos mais uma vez atravessar  o rio, quando de repente ouço “Jefinho (meu apelido) olha a cobra aiiiiii”, era uma cobra de cor vermelho com preto, me parecia uma Coral (não sei informar se era a verdadeira ou não). Eu havia pisado na cobra e passado bem rápido, quase... mas quase mesmo ela me picou! Depois disso ninguém queria mais atravessar rio nenhum, eu de um lado da margem e meus amigos do outro se borrando de medo. Lá fui eu, retornei a margem oposta atravessando o rio mais a frente onde as cobras estavam, é cobras, pois eram 3!
      Depois disso qualquer galho de árvore para meus amigos era uma cobra, subimos barrancos, escalamos pedras e nada da trilha. Estávamos frustrados, exaustos e desanimados, o medo aumentará e o pensamento na família era constante (quanto drama haha). Chegamos a um antigo acampamento e eu disse "estamos no caminho certo", eu vi essa foto no relato do Raffa, tinha alguns lixos por lá, recolhemos e procuramos a trilha que deveria estar do outro lado do rio, não achamos!
      Continuávamos atravessando o rio desesperadamente, foi aí que eu vi um local com uma trilha, e logo disse “essa trilha leva para algum lugar”. Seguimos pela trilha e já eram 17:30hs, na mata escurece cedo, notei um barulho mais forte de água e uma parte da trilha seguia para a margem do rio, quando pude observar o rio por inteiro notei que havíamos chego à junção do rio Capivari com o rio Branquinho, fiquei contente e devido ao horário resolvemos não prosseguir pela trilha que adentrava pela mata novamente e resolvemos montar acampamento às margens da confluência dos rios.
      Barraca montada e fomos ainda desanimados para a beira do rio comer e apreciar o céu que já apresentava algumas estrelas (essa foi a minha primeira experiência em um local praticamente intocado pelo homem, o rio correndo em um ritmo suave, o som das cigarras que se misturavam ao das águas, o reflexo das árvores na águas, fraco já pois já estava ficando escuro... foi ali naquele momento que eu descobri que queria fazer esse tipo de coisa pelo resto da minha vida).
      Após a refeição (bolachas, bisnaguinhas etc.) ficamos apreciando a paisagem, quando de repente... "- um flash na margem oposta, o que será?" Eu logo perguntei!
      Ninguém se arriscava a afirmar algo, e novamente mais luzes em nossa direção. Rapidamente peguei a lanterninha e comecei a sinalizar também, afim o que poderia ser? E que bom que não era nenhum alienígena, mas apenas um rapaz que corria pelas pedras. O sujeito corria por cima das pedras, confesso que achei que era um ET ou coisa do tipo, mas não era nada além do Cláudio, um biólogo que estava catalogando aves pela região. Não era possível atravessar o rio aquele horário devido à forte correnteza (não dava para ver os locais ideais para travessia), porém, podemos conversar mesmo distantes, informei que estávamos perdidos e de prontidão ele perguntou se havia alguém machucado e se estávamos com fome, disse que não e até o momento estava tudo ok!
      O Cláudio disse que eles estavam acampados na curva do rio, e que fossemos lá pela manhã, eu concordei. A noite foi difícil, na beira do rio o termômetro apontava 7 Cº (não tínhamos uma lanterna decente mas tínhamos um termômetro, vai entender). A ansiedade era grande, não podia de forma alguma passar mais uma noite na mata, pensamento constante na família, dormimos as 19hs. Eu acordava toda hora devido ao frio. Quando foi 02:30hs a barraca estava iluminada, acordei meus amigos e fomos dar uma olhada naquele clarão, a lua cheia estava maravilhosa, clareando tudo ao nosso redor. Voltamos a dormir, eu acordei primeiro às 06hs, fiz uma filmagem, algumas fotos, tomamos café escovamos os dentes e desmontamos acampamento.
      O domingão começava agitado com a travessia dos rios bem na junção, demorou uns 5 minutos pelas pedras. A correnteza estava forte e nós sem cordas, ufa! Atravessamos! Já na curva do rio fomos recebidos pelos biólogos Fábio e Claudio, pessoas fantásticas e simples. Nos informaram que trabalhavam com pesquisas no parque e que partiriam para Itanhaém às 15hs, nos guiaram boa parte a trilha e nos despedimos. Os biólogos nos passaram informações sobre a travessia nas aldeias, não olhar para as índias, doar algo se possível (bolachas, mantimentos etc.) e falar o estritamente necessário com os índios.
      Após uma hora de caminhada chegamos à primeira aldeia, perguntamos a um índio por onde devíamos seguir, eles nos informaram com muita educação e seguimos caminho. Atravessamos o rio branco que estava com o seu nível até os joelhos, rio cristalino, certeza que tiramos várias fotos!
      Após a travessia tranquila, chegamos à aldeia principal, um índio carregava um celular no pescoço, usava bermuda da bilabong, e fumava seu cachimbo (inacreditável kkk...).
      Perguntamos como chegar até a estrada de asfalto e ele nos disse que teríamos que caminhar umas 3 horas na estrada de terra, agradecemos e seguimos nosso rumo, na saída da aldeia demos vários pacotes de bolachas às crianças que nem sabiam falar português (apenas tupi guarani), foi demais!
      Seguimos na estrada de terra, que mais parecia “um caminho ao inferno”, aquilo não acabava nunca!
      Passamos por um verdadeiro “MAR” de bananeiras, a estrada beira o rio Branco, que por sua vez serpenteia a serra do mar, após 2 horas e 30 minutos de caminhada, eu já estava assado, com sede e não via à hora de chegar ao famoso bar do “Zé Pretinho”, confesso que quando cheguei por pouco eu não o abracei kkk...
      Chagamos ao bar do “Zé Pretinho” às 13hs, bebemos umas 10 tubaínas e fomos informados de que o busão aos domingos só passa três vezes ao dia (12hs, 17hs e 19hs), teríamos que esperar até as 17hs. Tudo bem, já nem ligava mais, o importante era chegar a casa.
      No tempo em que ficamos no bar, fizemos amizade com um caçador chamado Carlos, que passou seu telefone e disse que quando fossemos à Itanhaém, poderíamos passar o tempo que quiséssemos na chácara dele, um senhor muito gente boa.
      Era por volta das 17hs, escutamos um barulho de jipe vindo pela estrada de terra, já havíamos fracassado em inúmeras tentativas de arrumar uma carona. Todas tentativas em vão, mas não desta vez.
      Quem estava dentro do jipe? Nossos novos amigos biólogos Cláudio e Fábio, que nos ofereceram uma carona até São Paulo já que eles moravam em Interlagos. Disseram apenas que tomariam um banho na sede do Parque Estadual Serra do Mar (Curucutu).
      Enquanto eles ajeitavam os seus equipamentos, eu, Patrik e Vinicius fomos dar uma olhada no pôr do sol ao término do rio Branco (que sensação incrível).
      Entramos no jipe e seguimos para São Paulo, antes é claro paramos no rancho da Pamonha, enchemos a pança. Quando foi 19hs estávamos nos despedindo dos biólogos que nos deixaram na frente do metrô Jabaquara.
      Pegamos o metrô e às 21hs estávamos são e salvos em casa!
      Realmente não existem palavras para expressar a felicidade em completar essa travessia, nunca havia acampado, e nem feito percursos que demorassem mais de dois dias, tive experiências fantásticas, como o valor da amizade, humildade, simplicidade, amor ao próximo e esperança sempre! Aprendi também a jamais esquecer um mapa, uma bússola, fogareiro, isolante térmico e um saco de dormir, outra coisa importante foi o aprendizado sobre os calçados, no meu caso eu usei uma bota bico de aço do meu trampo hehe, achei que seria ótimo, na verdade foi um desastre, essa bota come o dedinho, aprendi também a JAMAIS molhar o calçado, o ideal é levar uma bota própria p/ treeking e nas travessias de rios uma sandália.
      Levar muito repelente, achava que os borrachudos não seriam problema, engano o meu, levei aproximadamente 82 duas picadas somente nas pernas, acredite eu contei!
      Está tudo inchado ainda, é difícil até caminhar kkk...
      Mas no geral não há valor no mundo que pague o que eu vivenciei.
      Desculpem-me o texto longo, os erros gramaticais de concordância, gírias etc. Quis apenas passar em detalhes a experiência, mesmo assim muita coisa ainda ficou de fora, mas acredito que o mais importante eu mencionei.
       
      Abraços amigos, até a próxima, que será em breve se Deus quiser!
       

       
      Segue alguma fotinhos;
       

      Após pegar água no riacho, desmontamos acampamento e seguimos para a Evangelista de Souza.
       
       

      Estação Evangelista de Souza
       
       

      Foto tirada no interior de um vagão principal, que estava abandonado.
       
       



      Locomotivas abandonadas.
       
       


      Seguindo nos trilhos.
       

      Túnel 27 o primeiro deles.
       

      Final da travessia pelo túnel 25 se não me engando são 200 mt de túnel com escuridão total
       

      O último túnel antes do início da trilha
       

      Pontilhão show de bola, ideal para rapel.
       

      Patrik e Vinicius curtindo o visual em um dos pontilhões
       

      Início da trilha.
       

      Anoitecer na confluência dos rios Capivari e Branquinho, nosso 2º acampamento.
       

      6 da matina, lua e sol dividem espaço no céu, em terra firme tomávamos coragem para atravessar o rio.
       

      Curva do rio, continuação da trilha na outra margem.
       
       


      Aldeia Guarani em Itanhaém
       

      Travessia do rio Branco de uma aldeia para outra, água calma até o joelho.
       

      Pose para a foto, certeza!!!
       

      Fim da área de proteção aos índios.
       

      Começa a caminhada de 14 km na estrada de terra, sol na cabeça e um mar de bananas ao lado.
       

      Mar de bananeiras.
       


      O famoso bar do "Zé Pretinho, jagunço nato kkk"
       


      Ponte sobre o rio Branco, aqui os borrachudos acabaram comigo, 82 picadas só nas pernas!
       

      Sede do Paque Estadual Serra do Mar núcleo Curucutu em Itanhaém.
       


      Por do Sol lindo no final do rio Branco.
       

      Eu, Patrik e Vinicius.
       

      Nosso transporte até o metrô Jabaquara!
       

      Já na linha verde do metrô, restavam lembranças e as fotos.
    • Por rafaelbsantos
      Olá, boa tarde
      venho através desse relato, contar um pouco sobre um passeio de 3 dias que fiz para São Paulo e o Hopi Hari.
       
       
    • Por samanthamlopes
      Olá,Mochileiros !
       
      Irei narrar aqui minha primeira viagem sozinha (nem tão sozinha assim).Desde já deixo meu obrigado para todas pessoas que informaram relatos,dicas e curiosidades de São Paulo .Nem tudo saiu como o planejado,questão de valores rs. Estipulei o valor de R$1.000,00 gastei tudo rs mas não lembro muito os detalhes de gastos. Antes que se perguntem R$1000,00 em 6 dias por SP (RYCA ! #SQN).Queria aproveitar com folga minha estadia por lá,no final do relato explico o motivo.
       
      Vamos ao que interessa :
      Chegada dia 12/07
      Partida dia 19/07
      Passagem pela Tam comprada em Fevereiro (pra não ter desistência minha ) R$114,00
      1º dia - Rio de Janeiro -> São Paulo
      No dia estava com muito medo afinal Santos Dumont com chuva e sendo meu primeiro voo fiquei aflita mas deu tudo certo.
       
      Hospedagem : De graça . Fiquei na casa de amigos em Diadema ( Sueli,Vó e toda família Said) no grande ABCD ,mas do Aeroporto de Congonhas pra lá o táxi deu R$100,00 não iria gastar isso se fosse de ônibus mas como não estava ainda situada sobre metrô optei pelo certo neste caso o táxi.
      No primeiro dia fomos ao cinema.Assistimos Transformers - Recomendo.
       
      Dia 2 - Liberdade/ São Bento/ 25 de março / Shopping
       
      Recomendo não tomar café no domingo se você tem intenção de ir na feira tradicional no domingo na Liberdade.Comi um doce tradicional de feijão e me arrependi mas como diria meu pai : pra saber de é ruim ou bom tem que provar. Ainda bem que custou só R$3,00. Provei uma Fogazza do Igor e um espetinho de camarão empanado do André,mas eu estava louca pelo Pastel.E NADA. Então fomos em uma pastelaria na descida (não lembro o nome,mas pelo que lembro estava cheia de prêmios pela Veja nas paredes) ,comi pastel de queijo.Gostoso demais,valeu os R$5,00 .
      Voltamos a andar na feira mas agora pela parte do artesanato.Ande com calma,olhe os detalhes e se for levar de lembrança peça pra embalar bem.
      De lá fomos de metrô para São Bento (dá pra ir a pé mas eles não quiseram),passei na Igreja e tirei foto não estava muito curiosa pra entrar.Fomos para a 25 de março .Apesar de ser domingo havia umas 5 lojas abertas (muito,levando em consideração que era final de Copa). Mas não comprei nada dessa vez.Andamos rumo a Praça da Sé. Depois de fotos e mais fotos decidimos ir para Shopping Ibirapuera (que shopping !)almoçar.
       
       
      Igor (verde),André e Eu !
       



      3º dia - Mercado Municipal + 25 de Março (Parte I)
       
      Chegamos na 25 de Março (Eu e Sueli) por volta de 12 hrs. Descemos na estação São Bento e de lá é só descer a ladeira.Como andamos ! Via na TV como era mas estar ali ao vivo é muito diferente,afinal era segunda-feira dia 14 e mesmo assim cheio . O mais legal que eu achei foram os vendedores com blusa no cabide dando amostra das "roupas" para todos que passassem (era um tal de gritar Dudaliiiina),tênis e o MELHOR os camelos fizeram massagem em mim de graça como ? Eu andava e eles para vender um aparelhinho de massagem eles "testavam" em você. Não comprei ,dei mole rs.
      Já eram 15 horas quando percebemos que o mercado iria fechar e que não daria tempo que comer o famoso sanduíche de mortadela.
      Fomos no Hocca Bar,ela pediu o de mortadela e eu o famoso pastel de bacalhau .Devia ter uns 300 gramas de recheio no meu pastel.
      Voltamos para 25 e terminamos as compras.
       
      4º dia - Museu da Língua Portuguesa / Pinacoteca / Brás
       
      Acordei cedo e pela primeira vez iria andar sozinha de Trolebus e metrô e digo : quem tem boca não se perde em SP em dia útil.
      Trolebus o que seria ? É um ônibus elétrico,sua energia para a condução é fornecida através de um cabo ligado a uma rede elétrica .
      Trolebus

       
      Peguei o Trolebus no Terminal de Diadema para Jabaquara ,desembarquei e fui para a Estação do Metro Jabaquara(linha azul) rumo a Estação Luz (linha vermelha). O Museu da Língua Portuguesa é fantástico afinal é interativo o que não te deixa ficar desanimada logo de manhã,há uma sessão com vídeo sobre as línguas. Os instrutores foram prestativos e atenciosos com todos. Recomendo para todas faixas etárias . Ah terça feira eu entrei de graça.Tem coisa melhor que nada pagar e sair mais rica ? Afinal querendo ou não você sai bem mais rica em conhecimento de qualquer museu.
      Em frente ao da Língua Portuguesa está a Pinacoteca.
      Pinacoteca é grandiosa pela riqueza que está dentro e pela beleza da arquitetura. Paguei R$6,00 pela entrada (meia). Estar ali pra mim foi como retornar as aulas de história no ensino fundamental .Pra mim foi maravilhoso.Não visitei todos os cantos (nesse dia sai de casa sem tomar café e digo : alimente-se bem antes de sair ou então coloque biscoito na mochila) .
      Cansada de ir em Museus fui para o Brás.
      Embarquei na Estação Luz (senão me engano a entrada serve para o metro e para o trem) eu peguei o trem rumo ao Brás. Lá na plataforma me senti em uma cena de novela da Globo,afinal ali foi locação para diversas cenas.Ela por si só é linda.
      Chegando ao Brás vi o porque o pessoal chega de madrugada para comprar,a diversidade é tanta que requer paciência pra não torrar a grana logo na primeira loja.Foi no Brás que provei o famoso churrasco grego.Custa em média R$3,00 e o suco é liberado. Mas passei em uma lojinha de doces e me abasteci com uma Coca-Cola antes.No Brás vi várias barraquinhas que vendem suco natural. Comprei uma garrafa de 500 ml por R$3,00 de suco de laranja (nunca que iria achar isso no RJ,se há isso no RJ me informe pfv ). De lá segui para Diadema -> trem -> metro -> trolebus -> ônibus.
       

       
      5º dia - Masp / Igreja da Sé / 25 de Março (Parte II)
       
      Acordei cedo rumo ao Masp.Ganhei carona da Sueli até a Estação Santa Cruz ( fiquei bem chocada com o fato de ter uma estação de metro no shopping) de lá desembarquei na Estação Paraíso pra fazer a baldeação pra linha verde rumo a Estação Masp. A Av. Paulista tem artistas de rua,lá eu vi baterista,ouvi tecladista, vi skatista aproveitando os degraus do Masp pra circular .
      Masp pra mim foi maravilhoso,deve ter sido por me fazer retornar a história do Brasil e do mundo.Ler a História é bom mas ver e poder analisar com calma os traços da pintura.A Arte é incrível ! Estava tendo exposição do Portinari. Fiquei muito animada com a grata surpresa.Andei um pouco pela Paulista até a Estação Vergueiro e rumo a Sé. Acho que qualquer Igreja é linda porque é uma paz infinita estar lá. Na Sé tem a Cripta para visitar você pode marcar ou tentar a sorte .Para a visita guiada você tem que pagar R$5,00 (acho que é para a Igreja,ajudar a manter). Como li aqui no site recomendações da Padaria Santa Tereza segui para lá.Estava com vontade de almoçar e assim o fiz. O preço do almoço foi R$28 reias só o almoço.Lá tem a tradicional coxinha com osso (me corrijam depois se eu estiver errada ),a coxinha custa R$6,00.Levei pra dona Hortência que informou que estava uma delícia.Ao lado dela está o Sebo do Messias que pelo que está na internet é "O maior sebo da América Latina".Na lateral dela está o Museu da Imigração,que eu por preguiça não visitei (na próxima eu irei).
      Almoçar me deixou muito pesada ãã2::'> segui para a 25 de Março,tinha coisas que vi para comprar que no primeiro dia lá não trouxe e além do mais seus amigos se fazem quando você informa que está lá.É um tal de trás isso,aquilo e tira fotos rs.
      De noite fomos passear ali nas proximidades de Diadema afinal ainda não tinha comido o famoso cachorro quente prensado.O cachorro quente era com cheddar,purê achei bem simples ao julgar o modelo de cachorro quente do RJ com milho,ervilha,bacon e muito mais.
       
      Selfie no Masp

      6º Dia - Diadema
       
      Neste dia estava cansada e não havia parado pra conhecer a cidade que ali estava Diadema. Finalmente provei Pastel de feira paulista. Que pastel ! Comi de frango com catupiry depois de minutos pensando qual iria comer afinal a variedade de sabores era grande(uns 10 sabores :4 queijos,carne,queijo,carne seca,banana e etc). Minha surpresa foi o caldo de cana,no princípio pensei que era o copo que estava sujo afinal estava sentindo gosto de limão após comentar com a Sueli ela informou que há caldo com limão e o tradicional. Na próxima vez já estarei ciente rs.Passeamos muito pelo Centro da Cidade e nem sentimos a hora passar...
       
       
      19/07- Despedida
       
      Neste dia acordei cedo pra ir no Tiete comprar a passagem de ônibus pra volta.Neste dia peguei o Trolebus no meio do caminho estava sem o bilhete e um senhor MUITO gentil passou o cartão para mim.Ofereci o valor da passagem pra ele que não aceitou. Estava bem desanimada mas o gesto dele me animou .E optei por ficar aproveitando os últimos momentos com a família e com arrumar a mala. Nosso fim de noite foi a base de pizza. Se a melhor pizza é de outra cidade eu tenho duvidas .Trouxe pra casa e até minha mãe concordou. A pizza era da Ártico que é lá de Diadema .
      Informações e dicas
      O Metrô é o melhor transporte da cidade,rápido,ágil e barato custando só R$3,00
      No trolebus tem tomada,um adianto na viagem e sobrevida pro celular.
      No aeroporto o taxista que me recebeu foi Sr Jaime um nordestino maravilhoso que há 40 anos estava em SP e como eu ri com ele durante todo o caminho.Pena que eu perdi o número dele,queria agradecer ele por toda gentileza comigo e informar que eu amei a cidade.
      Churrasco Grego era pra eu ter me fartado mais em comer rs.
      Comprei muitas lembrancinhas ,presentes para mim e muitas outras coisas por isso não contabilizei a finança de toda a viagem.
      Voltei com R$175,00 ainda.
      Passagem de volta R$ 78,00 pela Itapemirim. Excelente a empresa,o ônibus .
      Faltou eu conhecer o Aquário,assistir peça de Teatro,conhecer Vila Mariana,ir no Museu do Futebol e da Ciência.
      Aproveite a estadia pra aproveitar as pessoas e conhecer o lugar .
      Faça e refaça as contas antes de ir,meu planejamento foi cumprido não como gostaria (tinha mais duas opções de passeios que não fiz,teatro e museu ) mas foi ótimo porque não voltei com dívidas.
      Cartão de crédito só em necessidade .Necessidade. Use dinheiro sempre.Caso não tenha desconto use o débito.
      Pechinchar eu aprendi em São Paulo.Tudo que você vai comprar pode ter desconto então pergunte.
       
      Agradeço imensamente a família Said que recebeu uma carioca no seu lar.Família que apesar de me conhecer há 5 anos, virtualmente e através do André, me amou do início ao fim nessa viagem.E digo : metade do meu coração ficou aí ainda bem que já tenho data pra voltar .E existe amizade verdadeira virtual que vira real.
      Me desculpe Criolo mas " Existe amor em Essepê ".. Eu sei porque recebi ou provei
    • Por GUILHERME TOSETTO
      Meus amigos, o relato que faço a seguir não é exatamente o de uma viagem de uma cidade para outra, muito menos de um país para outro. Foi um passeio de trilheiros iniciantes, de média e longa experiência, dentro da própria cidade de São Paulo, num de seus pontos turísticos mais famosos, mas ainda desconhecido por muitos de nós, inclusive por este que aqui escreve.
      A idéia do passeio foi da Bruna Fernandez e acabei por abraçar a idéia, aproveitar pra conhecer esse local e suas trilhas, que já ouvira falar e ler, mas até então nunca fizera.
      Por que chamar este relato de "O início de uma longa Viagem?"
      Porque a idéia principal é a de formar um grupo de trilheiros, de todos os níveis de conhecimento e de vivência em trilhas, iniciando com trilhas mais leves e partindo para outras de maior nível de dificuldade, em outras cidades, sejam de São Paulo ou de outros estados. E nisso está incluído o Projeto Trilhas de São Paulo, pois todos pegamos o passaporte. Para maiores informações, vejam o link anexo (http://www.ambiente.sp.gov.br/wp/trilhasdesaopaulo/).
       
      O grupo começou a crescer, e combinamos o dia 25 de fevereiro como a data pra esse passeio, tendo o metrô barra Funda como "ponto de encontro", e de lá seguiríamos para a estação Vila Clarice, da CPTM, e, de lá, para o parque.
      Bom, no total acabaram comparecendo vinte e seis pessoas, a grande maioria sem se conhecer, todos na maior boa vontade, bom humor e alto astral.
       
      Ao todo, fizemos 3 trilhas no parque: Trilha do pai Zé , que leva ao mirante, de onde se vê quase toda a cidade de São Paulo. Abaixo , algumas fotos dessa trilha e a vista do mirante.
       

       

       

       
       

       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120226221320.jpg 500 375 Legenda da Foto]Escadaria pra chegar no mirante do Parque. Mais de 240 degraus!!!!. [ ].[/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120226221456.jpg 500 375 Legenda da Foto]Hora de descer a trilha e voltar ao ponto de partida. [ ].[/picturethis]
       
      Na sequência, fizemos a Trilha do Silêncio, em torno de 850 metros, ida e volta e, por fim, a Trilha da Bica, um pouco maior que a do Silêncio.
      Segue abaixo mais algumas fotos.
       

       

       

       

       
      O grupo se deu muito bem, certamente este é o início de uma série de trilhas e de aventuras que faremos futuramente e, pra você que estiver lendo este relato, se quiser se juntar a nós, venha que será recebido de braços abertos!!!
       
      Um abraço, galera!!!!!


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