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Vareja

Copacabana,Ilha do Sol e Ilha da Lua

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Olá Vareja, beleza ?!!

 

Então, onde fiquei era meio que um hotelzinho familiar. A família morava nos fundos e tinha um restaurante e alguns quartos para 1 pessoa. Tenho o nome em casa, vou verificar...

 

Era bem simples mesmo, mas foi só pra dormir mesmo. O pessoal ficou até tarde da noite bebendo e jogando conversa fora no restaurante,,,

 

Havia um hotel que fui ver antes desse mas o cara só tinha quarto pra 2 pessoas e queria me cobrar 30 bolivianos (15 por pessoa). Daí achei este mais em conta (8 bolivianos).

 

Té +

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Fala Vitor, beleza ?!!

 

Então, conheci um argentino que acampou no lado norte da ilha. Acho que se for acampar é bom ter um saco de dormir bem quente porque na Ilha é bastante frio, ainda mais se estiver ventando.

 

Mas qdo fui não cheguei a ver ninguém acampado.

 

Eu estava com minha barraca mas preferi deixar no depósito do hotel em Copacabana mesmo.

 

Valeu.

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Dodo

 

Antes de mais nada, bem vindo ao fórum, tenho certeza que aqui vc vai encontrar muitas infos pra fazer essa sua trip ser inesquecível.

 

Sim, dá pra encontrar pousadas facilmente na Ilha, de todos os preços e estilos....eu lembro que quando cheguei na vilinha, umas crianças vieram até mim oferecendo "habitaciones, habitaciones...". Tem vários lugares pra jantar tb, tudo na casa dos moradores.

 

Celso

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Galera estive em Dezembro na ilha do Sol.Há dois horarios dos barcos que saem de Copacabana pra levar até a ilha,o primeiro as 8,30 e o segundo as 13,30.Fui nesse ultimo.Só que o barco da tarde vai somente até a parte sul.Bom cheguei depois que locamos um barco na parte Norte.A ideia era fazer o caminho norte-sul a pé(de 2 a 4 horas de caminhda).Então descobri essa pousada,onde dormi e sai no dia seguinte bem cedo numa boa.O barco parte do lado sul as 10,30

Pousada Manco Kapac

Povoado de Challapampa

quando descer no pequeno cais pegue a esquerda ,a pousada fica na frente do Titicaca(super visual)Os preços estão na faixa de US$ 2,00 e o Lucio que é o dono e mora no mesmo terreno da pousada pode servir de guia tambem.Ah,tem agua quente e pode ter cafe da manha tambem.Vale muito apena conhecer as ruinas da parte Norte e ir andando sobre as montanhas e vendo e sentindo o Titicaca,não tem preço.

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eu cheguei no Sul com o barco da tarde e fiz o trekking até o Norte, lá tem um povoado com várias pousadas. O que tem de bom à noite ? bom, o céu, a energia, o por do sol...é muito louco... esse trekking pra atravessar a ilha demora umas 3 horas.

 

Mike, só tem esses dois horários, a menos que vc pague um barqueiro pra te levar.

 

Celso

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Opa... blz Celso.

Vc sabe me dizer se pagar um barqueiro para levar é mto caro?

 

 

É bem caro. Agora em dezembro me pediram 220 Bs. (cerca de US$ 27,50), sendo que o passeio normal não sai por mais de 20 Bs.

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Oi, Renata....

 

Obrigado pela resposta.

 

Deixe-me aproveitar a oportunidade e fazer mais uma pergunta: como pretende fazer esse trecho pelo lago Titikaka??

 

Pelo que percebi, vc sairá de La Paz para Copacabana à noite do dia 15/10 e realizará o tour pela Ilha do Sol na manhã do dia seguinte. à noite de 16/10, vc irá para Puno, visitando a Ilha de Uros. Em 17/10, vc pegará o trem de Puno para Cuzco.

 

Pretendo fazer esse trecho de forma semelhante, mas cumprindo o sentindo inverso. Quero sair de Cuzco no dia X à noite, chegando a Puno no dia X+1 pela manhã (pretendo fazer esse percurso de ônibus). Em X+1, pretendo conhecer a Ilha de Uros e já partir para Copacabana, para em X+2, conhecer a Ilha do Sol. Em X+3, eu partiria de Copa para La Paz.

 

É possível?? Vc acha esse roteiro muito apertado?? Muito cansativo??

 

Mais uma vez agradeço a atenção.

 

Abraço

 

Vtito

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Oi Vtito!!!

 

Então, eu programei +/- assim:

 

Dia 15/10 sair bem cedo de La Paz e chegar em Copacabana na hora do almoço.

Tarde livre pra subir o Cerro del Calvario e dar uma olhada na cidade.

 

O Tonelato me recomendou dormir na Ilha do Sol. (preciso descobrir qual o último horário de saída dos barcos pra lá)!!

 

Vejo o por-do-sol na ilha, durmo e no dia seguinte (16/10) faço a caminhada norte-sul pela ilha e vou embora.

 

Tenho que conseguir pegar último onibus pra Puno, que sai por volta das 13:00 hrs!!

 

Somente dia 18/10 irei pra Cusco, pq o trem da Oriente Express só sai 03 x por semana e não quero perder essa viagem!!! Dizem que é linda!!!

 

Eu acho que seu plano dá certo!!! Em termos de tempo!!!

Só não sei como são os horários de partida de Puno p/ Copacabana...

Pq como falei acima, no sentido inverso o último sai às 13:00... Tomara que alguém te dê essa dica!!

 

Acho que cansados nós vamos estar de qualquer forma!!! :lol:

Mas é um cansaço bom!! rss

 

Quando vc está pretendendo ir??

 

Até mais!!! :wink:

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Em Puno tem ônibus saindo para Copocabana por volta das 8:00 da manhã.

 

Renata, mesmo se você perder o ônibus que sai para Puno às 13:00, tem uma opção, que foi a que eu fiz. Peguei um taxi até uma vila que fica do lado peruano, depois um ônibus local, era um micro ônibus até a cidade de Puno, paramos em uma rodoviária e uma " taxi-bike" nos levou até a rodoviária para pegar o ônibus para Cuzco.

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    • Por Markos Santos
      PARTE 1: UM NADA BREVE ENSAIO SOBRE UMA VIAGEM.
      Passado quase 1 mês de meu retorno ao Brasil meu coração se acostuma com a saudade e anseia pelo próximo destino... Afinal, viajar é isso: se tornar um pouco do lugar visitado e deixar um pouco de você lá, não é mesmo?
       
      Começo falando bem rapidamente de mim: até pouco tempo atrás, viagem não era algo que eu considerava nem tangível nem desejável (acho que faltava peças em meu cérebro) mas desde que encontrei minha metade da laranja, sinto um enorme desejo de desfrutar desse mundão de meu Deus com ela. Começamos em Campos do Jordão, fomos para Salvador, Arraial do Cabo, voltamos para Salvador (é bom demais lá <3) e outras viagens "pequenas" aqui e ali, mas sem nunca deixar as terras tupiniquins.
      Dito isso, apresento aqui os 3 personagens principais dessa história: este que voz fala, Marcos (ja previamente apresentado). Mozão, Juliana. E nosso primeiro destino internacional: Bolívia.
      Essa viagem era para ter saído em 2017, mas alguns problema$ a adiaram para 2018, ou seja, tivemos ai quase 2 anos de pesquisas, planejamentos e preparação. A primeira coisa foi definir onde ir: fazer o clássico, Chile - Bolívia - Peru? Escolher apenas um desses países? Escolher outro país? O que levamos em conta foi que, para nós, 30 dias (inicialmente eram 30 dias) era pouco tempo para mais de um país, para dizermos que de fato conhecemos um país, assim optamos por apenas um por viagem. A equação Barato x Uyuni x Huayna Potosi (já adianto que este não rolou, mais a frente direi o porquê) teve como resultado: vamos para a Bolívia \o/. Nosso roteiro foi esse:
       
      SANTA CRUZ DE LA SIERRA X SUCRE
      SUCRE X POTOSÍ
      POTOSÍ X UYUNI
      UYUNI X LA PAZ
      LA PAZ X COPACABANA (ISLA DEL SOL)
      COPACABANA X LA PAZ X COCHABAMBA
      COCHABAMBA X TORO TORO
      TORO TORO X COCHABAMBA X SANTA CRUZ DE LA SIERRA
       
      Deixamos o solo tupiniquim no dia 14/12/2018, em voo da Gol. Dentro da Bolívia todo o trajeto entre cidades foi feito de ônibus. 
      Neste relato tentarei ser o mais detalhista possível em relação a agencias, como chegar, preços, etc.e sintam-se a vontade para me perguntar qualquer coisa, diversos relatos me ajudaram muito e se eu puder minimamente retribuir esta ajuda, já ficarei muito feliz.
       
      Dicas iniciais (para antes da Bolívia):
      Ir de ônibus, trem da morte ou qualquer outro meio terrestre tende a ser muito mais barato, com certeza é uma experiencia unica, mas é muito mais demorado. Motivo esse que nos fez optar por ir pelo ar. Ainda sim, ressalto que durante os meses que procurei passagens áreas, encontrei preços que ficavam mais em conta que ônibus, porém eram datas bem fora do que teríamos disponíveis. Só para terem uma noção da diferença: como moro em Jundiaí - SP, minha partida é da cidade de São Paulo, de lá eu pagaria R$350,00 o trecho (ou seja R$700,00 total) de ônibus saindo do tietê, numa viagem de 36 horas que se findaria em Santa Cruz de la Sierra. De avião, paguei R$1053,00 ida e volta em um voo de aproximadamente 3 horas de duração. Percebi também que o processo de entrada na Bolívia é muito mais rápido pelo aeroporto. Acredito ser sabido por todos (menos por Jon Snow, esse não sabe nada) que não é necessário Passaporte para visitar países da América do Sul, somente um RG em boas condições e dentro de um prazo aceitável (que agora me fugiu a mente se é 5 ou 10 anos da data de expedição) já é o suficiente, porém ouçam o tio aqui: se tiver passaporte, leva, se não tiver, faça. è muito menos burocrático o uso do passaporte, se for abordado por um policial só o carimbinho de entrada nele já resolve. Não que você vá ter problemas se for só com RG, mas o passaporte facilita a vida lá. Se você não tem ainda, pense que é melhor fazer agora do que esperar a taxa subir (e ela sempre sobe), ou não ter tempo para tirar (já pensou precisar do passaporte para viajar e encarar uma greve ou tempo de emissão de 3, 4 meses? Isso pode ser possível, então é melhor prevenir que remediar. Ah, CNH não conta como documento, é RG ou passaporte). A Bolívia exige a carteira internacional de vacinação de febre amarela, facilmente obtida caso você seja vacinado (se precisar de ajuda é só chamar) mas em nenhum momento alguem lá dentro pediu para ver a minha. Ainda sim, é melhor ter e não precisar do que precisar e ter que cry over spilt milk (escola de idiomas Mamonas Assasinas). Seguro viagem não é obrigatório, mas se você precisar de médico lá e não ter seguro, prepara o bolso. Vi relatos de pessoas que deixaram 10 mil trumps lá só com medico. Não feche passeios e/ou hostels aqui, não compensa. Lá as ofertas são muito maiores e consequentemente há maior margem para tentar barganhar um desconto, fora que há hostels que você não vai achar nos aplicativos e sites. Se quiser, de uma olhada (usei muito o booking, hostelworld e airbnb) para ter uma ideia de quais hostels procurar ou onde procurar por eles. A lingua não é um problema: Falo inglês e tenho um espanhol nivel duolingo (iniciado 2 meses antes da viagem). Levei também um livro de bolso de conversação em espanhol mas usei 2 vezes no máximo. Acontece que o povo Boliviano é solícito, seja educado e fale devagar, com mimica se necessário, que você se fará entender. Em ultimo caso tem o Google tradutor que pode ser usado até off, então não se preocupe com isso. Ah, entender eles é bem tranquilo até, é mais difícil para eles nos entenderem, mas como eu disse, é possível. Dicas iniciais (inside Bolivia):
      Não coma nada da rua: talvez pareça ríspido, eu li e ouvi muito isso, e ainda sim me arrisquei, porém só não como duas coisas: pedra quando esta sem sal e urubu quando voa. Ou seja, saiba seus limites. Se seu estomago for nível rambo e quiser encarar, só vai. Mas não é aconselhável. Não beba água da torneira: pelo motivo já citado, a água da torneira pode ser prejudicial. Conhecemos um casal brasileiro que se mudou para Cochabamba e tomaram a agua da torneira. Ganharam uma semana de cama severamente doentes. Uma saída barata é a água de saquinho, custa 0,50 BOBs um saquinho de 500ml. A altitude pode ser um grande problema, então não a subestime. Se aclimatar corretamente, um cházinho de coca, soroche pills, folha de coca mascada, tudo isso ajuda, mas não extrapole seus limites pois nada disso é milagroso.  
      O que levar?
      Isso é relativo, então posso dizer o que eu levei:
      3 calças (duas seriam o suficiente, porém acabei me sujando bastante no Uyuni).
      7 camisas (um baita exagero).
      1 calça de pijama (ok).
      2 camisas e um shorts de pijama (ok).
      4 camisas de manga comprida (exagero)
      1 Segunda pele (ok).
      1 blusa de moleton (não usei, mas mozão usou).
      1 casaco que não sei nem como chamar, mas é daqueles que é quase um iglu, protege mais do frio que meu quarto (o tamanho dele na mala foi algo triste, mas lá eu usei bastante)
      9 cuecas e 1 sunga (usei todas mas acho que dava para levar menos)
      5 pares de meia (exagero)
      2 pares de tenis e 1 par de chinelo (ok)
      1 toalha fast dry comprada na Decatlhon (quem sabe rola um patrocínio??)
      Escova de dentes
      Creme dental
      Creme de pentear cabelo
      Alguns rolos de papel higienico (não lembro quantidade, mas como descumpri a regra de não comer nada da rua, todos os rolos foram muito úteis)
      6 pacotes de leninhos umedecidos (3 comigo e 3 com mozão, mas foi exagero também) 
      Kit de primeiros socorros (remédio para dor muscular, remédio para estomago, diamox, sal de fruta, ibrupofeno, dipirona, band-aid)
      Celular, carregador e carregador portátil.
      Doleira
      Mochila de ataque de 10L (não chegou nenhuma proposta de patrocínio então não haverá divulgação dessa vez u.u)
      Cartão de crédito para emergências (não usei)
      Desodorante
      Sabonete
      Jogos (A quem interessar possa: Coup, The resistance e baralho).
      Touca
      1 par de Luva
      1 óculos de Sol
      Manteiga de Cacau
      Cadeados
       
      Acredito que só, mas posso ter esquecido de alguma coisa. Tudo foi dentro de uma mochila de carga de 42L (que é maior que muitas de 50L), e de uma mochila de 35L. Ambas foram comigo dentro do avião, não houve despacho.
       
      E assim encerro a introdução. Na próxima vez que voltar a escrever já falarei sobre o inicio da viagem, e para você que ma acompanhou até aqui, deixo algumas fotos de aperitivo \o/
      Até logo (espero)
       
       






    • Por jadebento
      Fala galera, vim aqui compartilhar como foi minha experiência de 9 dias na cidade do rio de janeiro, indo e voltando de onibus (partindo de sp), com pouco dinheiro, ficando 5 dias em um hostel em copacabana e 5 dias na casa de uma conhecida. 
      Estava combinado de irmos embora dia 10 às 11 a.m, entretanto meu amigo pegou uma intoxicação alimentar na sexta feira (dia 8 ) e passou a madrugada inteira no hospital muito mal, então resolvemos vir embora no dia 9 de madrugada, o que não fez muita diferença também. 
      Recomendo muito viajar de madrugada, para mochileiros é bom porque não perdemos o dia no ônibus. É cansativo dormir sentado, mas fazendo um esforço o corpo aguenta o primeiro dia de boa (logicamente se não for uma atividade muito hard). 
      Como disse, eu e meu melhor amigo somos estudantes e gostamos de conhecer os lugares com a maior veracidade que conseguimos, por isso sempre optamos por acampar (prefiro mais do que hostel), mas como muita gente nos assustou com a violência do rio, resolvemos ficar no hostel. No final das contas a violência não é como dizem, só não pode vacilar... Eu preferiria ter ficado em um camping mesmo... 
      Gastamos 300$ no hostel (5 dias); 200$ no ônibus ida/volta SP-RJ; e eu gastei cerca de 600 reais nos 10 dias incluindo alimentação, passeios e presentinhos. Achei uma quantia aceitável para a quantidade de dias, fiquei feliz porque finalmente consegui "controlar" meu orçamento. (geralmente eu sou daquelas que gasta tudo nos 3 primeiros dias). 
      Tivemos que filtrar o que realmente queriamos fazer, então deixamos de fora alguns lugares que também queriamos ir mas que eram mais tranquilos: morro da urca, cachoeira dos primatas, trilha para o cristo redentor, jardim botânico. 
      Não queriamos gastar 44 reais para subir o pão de açucar tampouco 77 para ir para o cristo de bondinho. O intuito da nossa viagem era outro, fica pra próxima. 
      ================================================================================================================================
      Dia 1
      Saimos de SP às 23h30 e chegamos na rodoviária novo rio em torno das 6h. Pagamos 107 reais na passagem, pela expresso do sul.  A rodoviária fica no centro da cidade, então ir para qualquer zona, de uber, não da mais de 30 reais. Vale muito a pena, pois encarar o transporte público carioca, de primeira, com malas, eu não recomendo. 
      A cada da nossa conhecida ficava na zona norte do rio, perto da estação de metro "engenho da rainha" e após nos arrumarmos lá, já fomos em busca de conhecer o local. 
      Nosso primeiro destino foi "A pedra bonita", em são conrado. Para chegar até lá, pegamos o metrô até a estação São Conrado, depois um ônibus "maracai" que sobe o morro e nos deixa na entrada da trilha. 
      Primeiramente, para quem vai utilizar o transporte público, dou a dica de ir atras do "rio card" que é um bilhete único que vale para ônibus, metrôs, trens e brt (um tipo de ônibus que tem uma faixa exclusiva para ele, logo, nao pega trânsito.). Minha namorada tinha me dado o rio card dela, então eu sai na frente; já meu amigo, adquiriu o "giro", cartão que só funciona para o metrô, a acabou colocando dinheiro no meu cartão para os outros meios de transporte. 
      No rio, não existe a possibilidade de comprar um passe de metro que nem em são paulo, ou pagar e simplesmente entrar. Tudo lá funciona com esses cartões que eu citei e mal tem funcionário trabalhando nas bilheterias, pois estão substituindo tudo por máquinas. Salvo o ônibus, que é o unico local no qual o motorista aceita o pagamento em dinheiro. 
      Pois bem, fizemos a trilha para a pedra bonita e foi lindo! (Queria postar as fotos aqui, mas dessa vez ficarei devendo). 
      Se vocês curtirem essa vibe de trilheiros, vai aí algumas dicas também: tentem sempre chegar no começo da trilha antes das 10 a.m, para sofrerem menos com o sol carioca e aproveitarem mais a vista, o mais cedo possivel, melhor. E também tentem sempre ir de dia de semana, pois se não algumas trilhas lotam e o que era pra ser lindo fica levemente estressante. Levem frutas, barrinhas de cereal e sempre no mínimo 2L de água. 
      Lá existe a possibilidade para saltar de asa delta, o que custa 500 reais, então não fizemos infelizmente. 
      Depois descemos de carona o morro e passamos o resto do dia na praia de São Conrado. É linda, vazia, mas um pouco cara e o mar é bem de tombo, então é perigoso. 
      Dia 2 
      Fomos passar o dia na praia do Leblon (a minha favorita). 
      Descendo na estação "Arquero de Quental", a praia fica a 5 min caminhando. 
      Lá é ótimo porque: o mar é tranquilo, é uma praia mais cheia então não é preciso tanta preocupação com a violência, o aluguel de cadeiras e guarda sol foi o mais barato que eu encontrei no rio e tem uma vista linda para o morro dois irmãos.
      Pagamos 10 reais no guarda sol e 5 reais em cada cadeira de praia. 
      Dia 3 
      Fomos fazer um freewalking tour pelo centro histórico (praça mauá, pier restaurado, pedra do sal, etc). 
      Esse tour foi muito bacana, pois eles não tem um preço fixo, então você contribui com o que pode. E além disso eles fazem essa tour que fala sobre a versão africana da história, o que foi algo que muito nos interessava. 
      http://www.riofreewalkingtour.com/?gclid=Cj0KCQiAvqDiBRDAARIsADWh5Telz6uSiMN5Ozwrk42PwL_XYiSesO_NW3FFA8vyUSS_sYuKGNMnVlgaAvUmEALw_wcB
      Depois almoçamos em um bar sujo por 15 reais (incluindo dois latões de antartica). É só perguntar para um taxista ou para alguém na rua aonde tem um restaurante bom e barato que a galera indica com prazer. 
      Dia 4
      Nesse dia, pegamos o metro ate o Arquero de Quental e fomos andando até a entrada do morro do vidigal (cerca de 1,2km; deu uns 30 min). Foi escolha nossa ir andando, da pra pegar um busão tranquilamente. 
      Fomos fazer a famosa trilha do Morro Dois Irmãos.
      Chegando na entrada do vidigal, pagamos 5 reais/cada no mototáxi para eles nos deixarem na entrada da trilha. Fomos no domingo pra essa trilha, e começamos a subir a trilha em torno das 10h, o que foi um erro rude por 2 motivos: por ser mata fechada, o sol não bate direto, mas mesmo assim fica muito abafado o que diminui muito o nosso rendimento na trilha. Foram uns 40 min de subida, o que pra mim foi bem cansativo e ao chegar no pico, tinha mais de 15 pessoas tirando foto etc e tal o que foi um pouco decepcionante, porque perde a paz da vista.  
      Depois aproveitamos o resto do dia no Leblon. 
       
      Dia 5
      Nesse dia tinhamos combinado de ir para a pedra do pontal. É bom deixar bem claro, se for pedir informações, que vc quer ir pra PEDRA DO PONTAL e nao para o PONTAL apenas, pois aparentemente são dois lugares diferentes e o segurança nos disse (quando chegamos no pontal errado) que quase todo mundo comete esse erro. 
      A pedra do pontal fica no recreio, que é mais ou menos depois da barra da tijuca, então é bem longe pra quem está hospedado na zona norte. Pegamos o metro até o jardim oceanico (estação final) e depois começou a saga para chegarmos até lá... Do jardim oceânico há a integração para os onibus do BRT. Entretanto, a galera que trabalha lá é meio confusa ao passar informações, erramos o caminho diversas vezes e como estavamos com celular só para tirar foto, não tinhamos como olhar em aplicativo. 
      O que eu indico é: baixem o aplicativo Moovit e sigam o que ele diz, por mais que as vezes demore mais que o esperado, da certo. 
      De qualquer jeito, pegando qualquer BRT que vá até a alvorada (um dos pontos finais), é só pegar outro BRT e descer na estação gláucio gil (e não estação "pontal"). Aí depois é só andar uns 20 min e a pedra do pontal estará a sua frente. Como erramos o caminho, ficamos na praia da macumba, na qual pagamos cerca de 35 reais em duas cadeiras e guarda sol. Por ser uma praia mais vazia, não passam muitos ambulantes vendendo matte gelado, sacolé, esfiha, empada etc (que são a diversão da praia). 
      Ah, esqueci de falar que quase sempre almoçavamos uma famosa "quentinha" por 10 reais: era o melhor negócio! comida gostosa, barata e em boa quantidade. 
      Dia 6
      Foi dia de irmos mais uma vez com o free walking tour, mas dessa vez para conhecer o centro, os arcos da lapa, o disco voador, a escadaria selarón etc
      Depois almoçamos em um pfzao por 8 reais com os gringos que conhecemos! 
      No final do dia fomos para o hostel, em copacabana. "Hostel solar 4u" que alias é bem mediano, não recomendo, pois o preço para 5 diárias foi 300$. Com certeza devem haver hosteis melhores, por mais que esse fosse bem localizado. Não valeu a pena, pois o lugar tinha bastante pó (sei porque tenho alergia), o cheiro não era agradável, o café da manhã incluso foi bem meia boca e as pessoas nem foram acolhedoras, parecia que não estavamos lá. 
      Como no verão o sol se põe às 20h, conseguimos assistir ao espetáculo que é o Pôr-do-sol na pedra do Arpoador, na praia de Ipanema. 
      É um por do sol em coletivo, ou seja, a pedra fica LOTADA de pessoas, mas é tudo bem sinalizado e zero dificuldades para subi-la. Tem escadinha e tudo. Vale muito a pena. Depois ficamos assistindo uma roda de capoeira, porém decidimos ir embora porque já tinha ficado escuro e iamos andando até o posto 4 em copacabana. O que da mais ou menos uns 30 min de caminhada. 
      Dia 7
      DdDe manhã, resolvemos pegar um uber e ir até o "Museu do Inconsciente", no engenho velho. Somos muito fãs da Nise da Silveira e foi lindo ver todo o trabalho dela de perto e também os frutos que ela deixou. O museu é vivo, ou seja, os artistas pintam lá dentro e conversam, interagem conosco. É bem incrível e impressionante. 
      Depois almoçamos em uma pensão lá do lado, que o segurança nos indicou por 15 reais e pegamos um ônibus para o centro para depois pegarmos o metrô. 
      Passamos a tarde em Copacabana, que ficava a uns 5 min do hostel a pé. 
      A praia é normal, comparada com as outras praias maravilhosas do rio. Na verdade chega até a ser um pouco suja, tem muitas pombas (o que eu odeio), mas todas as barracas aceitam credito, mesmo que seja mais caro para alugar guarda sol e cadeira. Lá cada cadeira é 10 e o guarda sol é 20. Conseguimos pechincha das cadeiras a 7 reais. 
      Depois jantamos em um PF ótimo que encontramos lá e fomos andar na orla, é muito agradável pois tem muitos vendedores vendendo desde caipirinha até passeios turísticos e ao fundo temos as músicas ao vivo dos quiosques que vão desde samba a rock. 
      Paramos em um quiosque, bebemos duas caipirinhas por 20 reais e depois voltamos para o hostel porque o dia seguinte seria o mais puxado. 
       
      Dia 8
      Acordamos cedo, compramos um cacho de banana, dois litros de água e pegamos o metrô até o jardim oceânico. Nossa próxima parada seria a barra de guaratiba, mais especificamente a pedra do telégrafo. 
      Finalmente pegamos a condução certa, qualquer BRT até o terminal alvorada e depois o ônibus 12 "pingo d`agua" o ponto "ilha de guaratiba" (fica ainda depois da praia do pontal e do recreio).
      Descemos e eu, como já estava farta de pegar ônibus e demorar para chegar nos lugares, sugeri que fossemos de mototáxi até a entrada da trilha (ficou 30 reais para os dois). Foi uma pequena viagem de uns 25 min bem agradável e nada estressante, mesmo quando chegamos na parte de morro em que o motoqueiro falou para eu segurar nele ou a moto cairia hahaha no final deu tudo certo...
      Em guaratiba, além das praias selvagens (do perigoso, do meio e outra que eu não lembro agora), temos a pedra do telégrafo e a pedra da tartaruga. A pedra do telégrafo é famosa pelas fotos com ilusões óticas e a da tartaruga é conhecida porque a galera faz rapel lá. 
      A trilha é tranquila e sinalizada até a bifurcação que tem para a esquerda as praias selvagens (3km) e para a direita a pedra do telégrafo (1km). Como queriamos ir primeiro para a pedra, fomos pela direita. Fizemos a escolha infeliz, todavia, de desviar para a próxima bifurcação a direita, que dizia "pedra da tartaruga", pois não queriamos uma trilha engarrafada como estava a do telégrafo. Aí o bagulho ficou sério, a trilha ficou imensa, cansativa, traiçoeira e muito mas muuuuuuuuito longa. Chegamos na pedra da tartaruga quase meio dia, mortos de fome e de cansaço (foi quando descobrimos que deveriamos ter trazido mais comida). Tiramos fotos, ficamos um pouco por lá e resolvemos voltar cerca de 1/3 da trilha para pegar a bifurcação para a praia do meio. Entretanto, a trilha era só de subida, algumas escaladinhas em pedras e eu simplesmente não aguentava mais, estava entrando em fadiga muscular, sol a pino no rosto, perdendo eletrólitos desde o começo da trilha... Conversamos com uns trilheiros que estavam voltando e eles disseram que ainda tinha cerca de 30 min de SUBIDA para chegar na praia do meio, para depois pegarmos outra trilha para ir pra pedra do telégrafo. Não aguentei e nem o meu amigo, resolvemos ativar o modo retirada e voltamos a trilha toooooooooooooda, exaustos. Finalmente chegamos na entrada da trilha, depois de quase 2h de subidas frenéticas, e ai descemos o morro e voltamos de ônibus até o BRT. 
      O nosso erro foi não ter levado mais frutas, gatorade, barrinha de cereal etc e também não ter conversado com os nativos para entender como funcionavam as trilhas. Lá não tem nenhum mapa ou coisa do tipo e depois que você entrou na trilha, basicamente está por conta de deus, pois dificilmente há uma alma viva também. Fizemos o trajeto que geralmente as pessoas fazem para voltar, que é passar por todas as praias e depois pela pedra da tartaruga. Aí a galera vai pela trilha do telégrafo que é mais tranquila. 
      Enfim, aceitamos o ocorrido e voltamos satisfeitos por ter aguentado e visto as praias de cima, lá na pedra da tartaruga.
      Depois desse dia desistimos de ir para a pedra da gávea, achamos melhor voltar em outro momento com a grana para alugar um guia (+/- 200/pessoa) e ir pela P4. E eu, sinceramente, não queria encarar a carrasqueira com a minha musculatura cansada de final de viagem. 
      Dia 9
      Acordamos tarde, almoçamos lá para as 15h no mesmo lugar de sempre e depois ficamos de boa, passeamos na orla e compramos algumas coisas.
      Nosso ônibus saiu as 23h da rodoviária novo rio. 
       
       
       
    • Por João Pedro Carvalho
      INTRODUÇÃO E PREPARATIVOS
      para quem quiser, tem a versão mais bonitinha em PDF aqui -> RELATO TRIP - @der_wanderlust .pdf

      PROMESSA FEITA, PROMESSA CUMPRIDA...
       
      Fala galera mochileira e não-mochileira,
       
      Depois de ter colocado o pézinho pra fora desse Brasilzão pela primeira vez na vida na minha primeira trip internacional, me sinto na obrigação moral de retribuir a toda ajuda que eu recebi de outros mochileiros que já tinham feito esse rolê antes, e que compartilharam suas experiências de viagem, para que pessoas como eu, que nunca tinham comprado sequer uma passagem aérea antes, pudessem viver uma das experiências mais incríveis da vida: mochilar!!!
      Então, cumprindo a promessa que fiz antes de viajar, cá estou eu, escrevendo este relato, que também espero que inspire muitas outras pessoas a pegarem sua mochila e partirem pro mundo, porque viajar é preciso!!!
       
      RESUMÃO
       
      O clássico mochilão pelos três países, 40 dias, desembarcando em Lima, indo pra Ica, Arequipa, acampando com escoteiros do mundo todo em Cusco, depois indo pra Puno, passando por Copacabana, La Paz, fazendo a travessia do Salar do Uyuni e chegando no Atacama e descendo até a capital chilena para pegar o voo de volta para casa.
      Tudo realizado entre julho e agosto de 2018, rodando mais de 5.000 km, só andando de bus entre cidades (porque pobre tem que fazer o dinheiro render kkkk).
      E por falar de dinheiro, vamos a parte interessante. João, quanto custou essa brincadeira toda? Pois bem, vamos por partes:
       
      Comida, transportes, hospedagens e passeios fora do acampamento (30 dias)
      R$ 4743 (1000 euros)
      Lembrancinhas e bugigangas pra família toda
      R$ 667 (parte em dólar, parte em reais)
      Passagens Áereas
      (Londrina-Lima/Santiago-Londrina)
      R$ 1476 (em reais mesmo)
      Acampamento em Cusco (10 dias, tudo incluso)
      R$ 1409 (exclua isso da sua planilha)
      Chip Internacional EasySIM4U
      R$ 120 (e ganha 6 revistas super tops)
      Seguro Viagem (40 dias)
      R$ 110 (economizei 500 dólares com ele)
       
      Excluindo o monte de blusa, chaveiro, cobertor, poncho que eu comprei lá (tudo é muito barato no Peru e na Bolívia), foram R$ 7850 tudinho mesmo. O que mais me pesou foram as passagens aéreas, por eu ter que sair do meu país Londrina-PR (pequena Londres com preços de Suíça), que só tem um aeroporto regional, as passagens saíram uns 300 reais mais caras do que se saísse de Guarulhos, só que ai gastaria com ônibus até São Paulo e no fim das contas daria na mesma.
      Então, considerando os 30 dias que eu estava na viagem “regular”, ou seja, que eu não estava acampado, minha média foi de R$ 163 por dia (alimentação, passeios, ingressos, hospedagem e transporte). Saiu um pouco caro, mas muito mais barato do que se eu tivesse ido de pacote de agência de viagem que se vende aqui no Brasil.
               
      O ROTEIRO
       
      O roteiro eu mostro detalhado aí embaixo com o mapa do My Maps (usem o My Maps, é muito bom pra quando você está planejando que lugares quer conhecer, ver quais cidades são próximas, quanto tempo de deslocamento e coisas assim).

       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
      O roteiro por cidades ficou desse jeito:
       
      20 jun – Londrina/Lima
      21 jun – Lima - (City Tour)
      22 jun – Lima/Ica - (Miraflores)
      23 jun – Paracas/Huacachina - (Reserva Nacional e Islas Ballestas)
      24 jun – Arequipa - (City Tour)
      25 jun – Arequipa - (Trekking Canion del Colca)
      26 jun – Arequipa/Cusco - (Trekking Canion del Colca)
      27 jun/05 ago - Acampamento Vale Sagrado
      06 ago – Cusco - (Maras e Moray)
      07 ago – Cusco - (Dia no Hospital)
      08 ago – Cusco/Águas Calientes - (Trilha hidrelétrica)
      09 ago – Machu Picchu - (Huayna Picchu)
      10 ago – Águas Calientes/Cusco - (Trilha de volta)
      11 ago – Cusco - (Montanha Colorida)
      12 ago – Cusco - (Laguna Humantay)
      13 ago – Cusco/Puno - (Mercado San Pedro)
      14 ago – Puno/Copacabana - (Islas Flotantes de Uros)
      15 ago – Copacabana/La Paz - (Isla del Sol e Isla de la Luna)
      16 ago – La Paz - (City Tour)
      17 ago – La Paz - (Downhill Estrada da Morte)
      18 ago – La Paz/Uyuni - (Chacaltaya e Vale de la Luna)
      19 ago – Uyuni -(Salar 3 dias)
      20 ago – Uyuni - (Salar 3 dias)
      21 ago – Uyuni/San Pedro de Atacama - (Salar e Vale de la Luna)
      22 ago – San Pedro de Atacama - (Lagunas Escondidas e Tour Astronomico)
      23 ago – San Pedro de Atacama/Santiago - (Geyseres del Tatio)
      24 ago – Santiago - (1700 km rodados pelo Chile)
      25 ago – Santiago - (City Tour)
      26 ago – Viña del Mar/Valparaíso - (Bate e volta)
      27 ago – Santiago - (Cajón del Maipo)
      28 ago – Santiago/Londrina
       
      Quando eu sai do Brasil, planejava ficar mais dias em Huacachina e menos em Arequipa, planejava fazer o tour do Vale Sagrado Sul em Cusco, assim como outros passeios em San Pedro de Atacama, mas como não viajei com o roteiro amarrado, ou seja, não tinha comprado passagem de bus nenhuma, nem reservado passeios ou hostels (exceto por Machu Picchu), pude muda-lo na hora, seja por amizades que fiz no caminho, ou por perrengues como o dia 07/08 que eu passei no hospital (isso eu conto depois). Por isso eu não recomendo comprar nada daqui do Brasil, nem reservar passeios, nem passagens de ônibus, nem hospedagem, tudo você consegue lá na hora, pechinchando e barganhando, assim você consegue preços melhores e não fica com o roteiro amarrado, você tem mais flexibilidade caso mude de ideia ou aconteça alguma coisa.
       

      Não tem segredo, tem que pesquisar, na internet, em blogs de viagens, no Mochileiros.com, em relatos de quem já foi, no meu caso, peguei um roteiro de 20 dias num blog, e fui adaptando, adicionando cidades e passeios, vendo os ônibus e hostels que eu poderia usar. Para os passeios, eu procurava nos relatos do Mochileiros.com e via as agências que a galera recomendava e já ia anotando o nome e o preço que pagaram pelos passeios.
       
      Para a hospedagem, eu procurava no Booking.com o nome da cidade, ordenava pelo menor preço, e ia vendo as avaliações da galera, se tinham curtido o lugar, mas sem reservar nada, só anotava o nome, o preço da diária, e quando chegava na cidade, ia direto nele (muitas vezes reservava o hostel pelo Booking quando chegava na cidade, pra não ter que pagar em caso de cancelamento).
      Para os transportes entre cidades, procurava no Rome2Rio as empresas que faziam o trajeto, o preço médio das passagens e já deixava anotado, mas também comprava só quando chegava na cidade, teve alguns que deixei pra comprar no dia da viagem mesmo.
      Para a alimentação, era na raça mesmo, perguntava para os locais mesmo onde tinha lugar bom e barato para comer, mas para planejamento, calculava R$ 40,00 por dia com comida. Tinha vez que gastava R$ 10,00, tinha dia que gastava R$ 50,00, mas fome não passava kkk.
       
      QUANTO LEVAR?
       
      Depois de definir o roteiro, ia anotando numa planilha no Excel mesmo, o roteiro por dia, os preços médios dos passeios, dos ônibus, das hospedagens, mais uns R$ 40,00 por dia pra comer, somei tudo e levei uns 20% a mais, só pra garantir. Funcionou bem, pelas minhas contas, eu precisava levar 1400 euros, trouxe 400 de volta, que já estão guardados para a próxima trip.
      Mas ainda levei meu cartão de crédito internacional, já desbloqueado para operações no exterior, só para uma possível emergência. Felizmente não precisei usá-lo.
       
      PREPARATIVOS
       
      Passagens Aéreas
       
      As duas piores partes da viagem são: comprar passagens aéreas e comprar moeda estrangeira, porque independentemente do quanto você pesquisa, parece que sempre você tá perdendo dinheiro.
      As passagens eu recomendo comprar uns 4 ou 5 meses antes da viagem. As minhas, comecei a procurar em janeiro, comprei em março, pra uma viagem para julho.
      Como eu tinha definido o roteiro primeiro, sabia que queria chegar por Lima e sair por Santiago, então procurava em todos os sites de busca possível na vida. Usei a opção “Múltiplos Destinos” ou “Várias Cidades”, passagens Londrina-Lima (20/07) e Santiago-Londrina (27/08), o Skyscanner tinha os melhores preços, mas ainda assim estava meio caro (R$1600). No site da Latam, Avianca, tudo acima de R$1800.
      Aí por acaso eu fui andar no centro da cidade um dia e passei em frente a agência da CVC, estava com sede, aí pensei, vou entrar, fingir que quero um orçamento e tomar uma água né? Tinha certeza que na agência de turismo seria o lugar mais caro. A atendente fez a busca no sistema dela, aí me disse: “R$ 1500 e pouco com bagagem despachada”, e eu: “como assim???? Mais barato que no site da Latam”. Acabei comprando lá, e como paguei a vista, teve um descontinho lá e saiu por R$1476 (comprei a passagem em março, minha viagem era em julho).
      Depois, de vez em quando eu olhava nos sites de busca e o preço não abaixava mais, então acredito que peguei a passagem com o preço mais barato possível kkk. A única coisa, é que em junho, a Latam trocou as escalas do meu voo de volta, ai a CVC me ligou para avisar que se eu voltasse no dia 27/08, teria uma escala noturna gigante no Rio de Janeiro, e acabaria chegando no dia 28/08, então ela me propôs voltar dia 28/08 num voo que eu pegaria escalas menores e chegaria no mesmo dia. Aceitei, o que foi a melhor coisa, porque ganhei um dia extra no fim da viagem.
       
      Chip Internacional
       
      Vou ser bem sincero, eu queria muito não ter comprado, mas como estava com tudo sem reservar, não conhecia nada, e queria dar um up no meu Instagram, fazer uns stories legais e postar tudo (pobre quando viaja tem que mostrar pra meio mundo, né?), e ainda por cima apareceu uma promoção da Revista Aprendiz de Viajante, que na compra de 6 revistas por R$ 120,00, de brinde ganhava um chip da EasySIM4U, com 4G ilimitado por 30 dias em todos os países, acabei comprando, não me arrependo, a internet funcionou muito bem mesmo, nas cidades, em alguns passeios, até em Machu Picchu funcionava, só no Salar do Uyuni que não tinha sinal nenhum. Também é possível comprar os chips nos países, não custa caro, mas tem que por crédito, troca o número, e tem franquia limitada, além de trocar o chip sempre que troca de país. Esse chip internacional funcionou nos 3 países, mas não servia pra ligações, apenas dados móveis.
      Além disso, como viagem era de 39 dias, e o chip só funcionaria por 30 dias, coloquei sua data de ativação para a partir do 9° dia, assim teria internet nos últimos 30 dias. Nos primeiros dias teria que me virar pedindo “la contraseña del wifi”. Usar chip brasileiro no exterior é pedir para pagar absurdos no fim do mês.
       
      Moeda Estrangeira
       
      Essa parte é com certeza a mais complicada, como levar dinheiro para a viagem? Reais, dólar, euro, cartão internacional, tele sena? Primeiramente, o cartão, mesmo sendo mais seguro, cobrava muitas taxas, fora os impostos que eram altíssimos para uso no exterior, além disso, muitos lugares não aceitam, então já risquei da minha lista.
      Bem, a moeda do Peru é o Novo Sol (S/)(PEN), da Bolívia é o Boliviano (Bs.)(BOB), e do Chile é o Peso Chileno ($)(CLP), por serem moedas “fracas”, suas cotações para compra no Brasil são as piores, então, ou compre dólar/euro no Brasil para trocar lá, ou leve real e troque lá. No meu caso, depois de muitas contas, cheguei à conclusão de que compensaria levar dólar ou euro, ao invés de reais. Para saber se compensa é só usar a formulinha que eu desenvolvi kkk
       
      (Quanto consigo em Soles levando Dólares) / (Quanto consigo em Soles levando Reais * Preço do Dólar em Reais)
       
       
      Se essa conta for maior do que 1, leve dólar, caso contrário, leve reais. Essa fórmula serve para todas as outras moedas, substituindo Soles por Bolivianos, Pesos, ou qualquer outra moeda fraca. Também pode ser substituído o Dólar por Euro, ou Libra, ou outra moeda forte.
       
      País
      Peru
      Bolívia
      Chile
      Real
      0,77 PEN
      1,65 BOB
      152 CLP
      Euro
      3,80 PEN
      8,00 BOB
      753 CLP
      Dólar
      3,25 PEN
      6,90 BOB
      650 CLP
       
      As cotações estavam assim, então preferi comprar euros. No Banco do Brasil a cotação estava melhor que nas casas de câmbio, e para funcionários, não é cobrada a taxa de operação, então se você tem algum parente ou conhecido que trabalhe lá...#ficaadica.
      Enfim, comprei 1400 euros por R$4,72 para levar, depois comprei mais 250 dólares por R$4,04, e na véspera, minha tia ainda me deu mais R$300 para comprar um poncho de lhama kkk.
      Toda essa grana devidamente guardada num saquinho de plástico com um papelão no meio para não amassar, dentro de uma doleira que eu usava amarrada na coxa (na cintura é muito manjada) por baixo da calça, com medo de alguém roubar aquilo assim que eu saísse do aeroporto. Importante, não dobrar as notas de dólar ou euro, lá eles são bem chatos com isso.
      Voltei para casa com R$200,00, 400 euros e 20 dólares.
       
      Seguro Viagem
       
      Aproveitei a Black Friday de 2017 e comprei o seguro viagem da Allianz Mondial, por R$109, plano América do Sul Standart, para 30 dias, estava com 50% OFF. Aí, em março, quando comprei a passagem para mais de 30 dias, liguei lá, expliquei a situação, aí cancelaram minha apólice, devolveram todo meu dinheiro, e fizeram uma nova apólice de 40 dias por R$110, pasmem. E pelo menos no meu caso, não foi um gasto, foi um investimento muito bem usado.
       
      Certificado Internacional de Vacinação
       
      Essa porc%#** desse certificado, teoricamente é obrigatório para entrar na Bolívia ou Amazônia Peruana, aí todo mundo se mata pra conseguir, tendo que ir em algum posto da ANVISA para tirar (é de graça), aí chega na hora da viagem e ninguém nem pede (ninguém me pediu). Mas é a famosa Lei de Murphy, se você viajar sem, tenha certeza de que te pedirão, então não arrisque, procure onde é o posto da ANVISA mais próximo da sua casa e faça esse certificado.
       
      Ingresso para Machu Picchu
       
      O famoso ingresso, como eu ia na alta temporada (junho a agosto) e queria subir a Huayna Picchu (aquela montanha que aparece no fundo de MP), tive que comprar o ingresso em abril para poder subir em agosto. Caso você não queira subir nenhuma montanha ou vá na baixa temporada, não precisa de tanta antecipação. O acesso ao parque é limitado a 2000 pessoas por dia. Pedi para um guia turístico que mora em Cusco que conheci num grupo de viagens do Whatsapp, para que ele comprasse para mim, para que eu conseguisse o desconto de estudante. Mandei foto da minha carteirinha (ISIC e normal) e ele conseguiu comprar com desconto, de 200 soles, paguei 125. Mas caso você não tenha carteirinha, pode comprar pelo site oficial http://www.machupicchu.gob.pe/, ou pode deixar para comprar lá em Cusco mesmo.
       
      Mochilas
       
      De bagagem de mão, eu levei uma mochila de ataque de 30 L daquelas da Decathlon (comprem essas coisas na Decathlon que é top e barato), com uma pastinha com o passaporte, certificado de vacinação, passagens aéreas e minha caderneta de anotações.
      Já pra despachar foram: uma cargueira de 85 L da Conquista que eu já tinha há anos, com praticamente tudo dentro, além de um saco de dormir para -15° (emprestado de um amigo), um isolante térmico inflável (também da Decathlon e também emprestado de um amigo) e minha barraca Azteq Katmandu 2/3. Para não despachar esse monte de coisa amarrado e correr o risco de perder tudo ou alguém enfiar drogas na minha mochila cheia de zíperes (minha mãe assiste aquelas séries de aeroportos no NetGeo e ficou morrendo de medo kkk), eu pedi pra um amigo que trabalha com tapeçaria e ele costurou um saco para colocar tudo dentro e com um zíper só para poder passar um cadeado e deixar a mãe tranquila (ficou parecido com uma bolsa de academia).
       
      O que levar?
       
      Para detalhar melhor, tá aí uma lista completinha de tudo que eu levei:
      ·                 1 bota impermeável (Yellow Boot Timberland), 1 tênis (All Star velho), 1 par de chinelos e 1 par de alpargatas.
      ·                 2 toalhas de banho (1 normal e 1 daquelas da Decathlon que seca rápido) e 1 toalha de rosto, Kit banho (shampoo, condicionador, sabonete e bucha).
      ·                 1 estojo (pasta, escova, fio dental, desodorante, perfume, repelente).
      ·                 Hidratante e protetor labial (levem, senão a boca e o rosto de vocês esfarelam no deserto).
      ·                 4 calças (2 jeans, 1 de sarja com elástico e 1 de moletom) e 2 bermudas (1 jeans e 1 de praia).
      ·                 8 camisetas.
      ·                 12 cuecas e 7 pares de meia.
      ·                 2 camisetas segunda pele.
      ·                 3 blusas (2 de lã e 1 de moletom).
      ·                 1 casaco impermeável corta-vento (R$199 na Decathlon, melhor investimento).
      ·                 Pacote de lenços umedecidos.
      ·                 Remédios usuais (antialérgico, sal de fruta, band-aid, para dor de garganta, Dramin)
      ·                 Pasta com os documentos.
      ·                 Doleira com a grana (dólar e euro).
      ·                 Carteira com a grana trocada, cartão de crédito internacional para emergências, carteirinha de estudante.
      ·                 Celular, carregador, fones de ouvido, bateria extra, adaptador.
      ·                 2 cadeados e algumas sacolinhas plásticas.
      ·                 Caderneta e caneta.
      ·                 1 óculos de sol e relógio de pulso.
      ·                 1 rolo de papel higiênico.
      ·                 1 pacote de paçoca rolha e 1 saco de bala de banana (pra fazer a alegria da gringaiada).
       
      Me arrependi de levar tantas blusas porque lá acabei comprando mais (Mercado São Pedro em Cusco é sucesso), luvas, toucas e cachecóis não compensa levar daqui, porque lá tem mais bonitos e mais baratos.
      Devia ter levado e acabei me esquecendo, protetor solar, lá é caríssimo, aí tinha que ficar pedindo emprestado pros outros, e não esqueçam que nos Andes o Sol é mais forte, fora o vento e a secura do ar, então levem creme, hidratante para o rosto e lábios porque vão usar e muito!
               
      DIÁRIO DE BORDO
       
      Nos capítulos seguintes, vou contar como que foram os passeios, dia por dia, tentei lembrar e ser o mais fiel possível com todos os fatos passados, contando os perrengues, minhas impressões, também tentei contar tudo do modo mais descontraído que eu consigo ser (uiii ele é superdescontraído ele hehe).
      Coloquei algumas fotos para tentar ilustrar o que eu vivi, os lugares por onde passei, a grande maioria delas foi tirada do meu celular mesmo, como não tenho câmeras profissionais, nem GoPro, tive que me virar nos trinta com meu Galaxy S7 Edge, mas felizmente, a câmera dele é bem razoável, algumas poucas fotos, lá na parte do Atacama, foram tiradas com um iPhone X de um desconhecido que eu pedi para tirar do celular dele, porque o meu estava sem bateria e ele me mandou pelo Whatsapp depois.
      O relato em si acabou ficando mais longo do que o planejado, então, caso você não esteja com muita paciência para ler tudo, ou queira só um resumo, no final de cada dia eu coloquei um quadrado cinza com todos meus gastos diários, nome das empresas de bus, de algumas agências, dos hostels onde fiquei hospedado. Além disso, coloquei também algumas caixas coloridas com informações importantes em destaque, deem uma olhada nelas.
      Do mais, é isso, espero que curtam, e qualquer coisa, pergunta, dúvida, me chamem no Instagram @der_wanderlust que eu respondo com o maior prazer.
      Bora lá!!!
       
       


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