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Relato de quem cai da moto no meio de uma uma viagem ao Ushuaia


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[t1]"Terra da Maçã "General Roca -Rio Negro[/t1]

Na verdade meus planos para hoje era acordar cedo e acelerar rumo a Bariloche 960 km. acordei cedo,estava descansado, barriga cheia, mas imprevistos acontecem e foi o que aconteceu como relatei no post anterior, nada de stress tudo faz parte da viagem, E já que não deu para sair cedo como o planejado vou saindo agora quase 11:00 da manha de Santa Rosa e vou descendo devagar até onde puder ir hoje, talvez em Neuquem pensei comigo, mas em todo caso como já estava atrasado resolvi que iria aproveitar ao maximo aqueles caminhos de hoje, e foi o que fiz. E é Daqui dessa região que começa o grande deserto Argentino que apesar de ser cortado por grandes rios como o Limay, Colorado que juntos formam o Grande rio negro, que da o nome a província. A região é muito seca e a estrada corta o deserto por kilometros e kilometros.Nesse trecho da estrada. o interessante é ficar esperto com combustíveis e com alimentação pois os postos são raros e nem sempre há combustível nos postos, e é melhor levar o lanche porque comida por aqui não é algo fácil de se encontrar mesmo nas paradas. A paisagem como já falei é quase sempre a mesma deserto e deserto, mas como eu sou curioso e entro em qualquer lugar. e também já não estou mais com tanta pressa, procuro alternativas de paisagens, por ex. entrei por uma estrada que dava acesso ao projeto não me lembro se atómico ou nuclear mas logo no inicio da estrada de ripio li placas de proibido continuar, proibido sacar fotos, resolvi não continuar, Já que quem toma conta por lá é o exercito. Sem contar que nessa semana eu vi pela TV argentina o que aconteceu com turistas que tiravam fotos de uma usina nuclear lá na Venezuela, Hugo chaves mandou prende-los e a acusação era de espionagem. Já pensou?. Mais para frente também entrei numa estrada que dava no" Parque Nacional Lihue Calel" adentrei pelas serras do parque porem não era bem o que eu esperava encontrar, resolvi voltar para a "Ruta do deserto" como é conhecida a Ruta 152 e continuar meu caminho para a terra da "Maçã" que faltava 300km e já era mais de três da tarde, eu tinha pela frente muitos kilometros e muito sol. Foi numa parada para abastecer entre Chipay e chelforo, que como obra do destino encontrei um casal de Moto viajantes ele Argentino ela Russa, estavam a caminho de casa em Buenos Aires, depois de uma semana de ferias em Villa de La Angustura e o que era para ser um encontro casual se tornou numa amizade e até hoje trocamos email sobre viagens de Moto, ali naqueles instantes trocamos dicas das Rutas, eles me deram dicas de onde me hospedar em General Roca, e também em ,villa de la angustura,caso eu passasse por la. Anotamos nossos telefones e email e seguimos nossos caminhos. Mal sabia eu que iríamos nos encontrar talvez por obra do destino muito em breve novamente , mas isso eu conto depois.Tiramos algumas fotos nos despedimos e foi cada um para seu lado, Oscar Milantoni e a esposa Lena com sua BMW GS 800 para o norte e eu seguia para o sul com minha XT 660R.

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[t1]General Roca[/t1]

Resolvi seguir a dica do Oscar e passar a noite em general Roca no hotel que eles ficaram na noite anterior, porem ainda faltava uns 250 km. para chegar e o sol apesar de ser mais 4:00 h.parecia meio dia e o calor era insuportável, enrolei o cabo e autonomia da Moto era suficiente para chegar até a cidade sem precisar parar e foi o que fiz, sem descer da Moto até chegar. Cheguei em general Roca por volta das sete da noite, porem o sol ainda batia forte no céu, fui direto ao hotel na rua principal da cidade, bem próximo do centro. Deixei a Moto no estacionamento e subi correndo para o apartamento para tomar um banho bem gelado, eu havia percorrido cerca de 650 km por estradas escaldantes, minha camiseta por baixo da jaqueta estava encharcada de suor. Tente imaginar o perfume que a jaqueta vai ficando ao longo do caminho...depois do banho me sentia muito descansado e apesar do sol que ainda pairava naquele horário, mais de 830h.,sai para conhecer a cidade que fiquei sabendo ali que se tratava da capital da Maçã.

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[t1]São Carlos de Bariloche, logo ali.[/t1]

Dormi bem, tanto é que acordei bem cedo, e minha intenção era sair bem de madrugada porem o pessoal do hotel sumiu, não tinha ninguém na recepção para abrir o portão do estacionamento. Então deixei tudo pronto na Moto, fiz a revisão diária, atei as mochilas e depois disso aproveitei o "WI-FI" da recepção liguei meu notebook e enquanto esperava fiz uma pré reserva no hostel Marcopolo inn de Bariloche, cidade que eu pretendia ficar pelo menos dois dias.

Já era mais de 5:30h. e nada de chegar o pessoal do hotel, resolvi não me stressar e sai para fazer uma caminhada pela cidade e valeu a pena ver aquela pequena cidade porem muito rica, acordar. Fiquei imaginando na imensidão no nosso planeta terra, as vezes a gente viaja kilometros e kilometros sem se quer ver uma viva alma e derrepente aparecem essas cidades praticamente no meio do nada, e com uma vida tão normal e agitada como a nossa "guardado as proporções é claro". é assim no Brasil, nos confins da Argentina também, e deve ser assim no Planeta todo.Outra coisa que me deixou encasquetado e se for como estou pensando, não sei porque ainda não copiamos, É o modelo de agricultura daqui, veja bem que sou um leigo em agricultura e posso estar falando besteira. Por ex. Essa cidade é um oases no meio do deserto e mesmo sendo no centro do deserto é considerada a capital da maçã e da pêra e imagino que essas frutas nessecitam de agua e como é que essa agua chega até as plantações? só pode ser por irrigação imagino, por se tratar de estar no centro do deserto apesar de saber que essa região desértica é cortada por grandes rios, tais como o Limay, Colorado, e Rio Negro que inclusive da o nome aqui ao estado. Comparando com o nosso nordeste que temos as bacias do rio Parnaiba e a do rio São Francisco a riqueza da agricultura do nosso nordeste ainda é pequena comparada ao que tenho visto aqui no meio desse deserto.

Voltando ao que interessa quando cheguei no hotel o café já estava sendo servido, café simples puro como eu gosto e duas media luna. Paguei minha diária, liguei a moto e pé na estrada.Nesses cinquenta kilometros que separa Grl. Roca de Neuquen, são as plantações de maçã, pêra, pêssego que dão o ar da paisagem, Logo que passo pela cidade de Cipollete entro numa avenida que eu poderia compara la a marginal Tiete a diferença é que la não há um rio a margem da avenida e a outra diferença é que na marginal não tem farol e aqui pude contar mais de quarenta faróis nessa avenida e peguei o horário do rush, transito infernal no meio da Patagónia, coisa que não imaginava nem em sonho, apesar de saber que iria passar por grandes centros tais a esse de Neuquen, mesmo assim fiquei surpreso.Depois que passei por Neuquem comecei a perceber as mudanças geográficas da região a viagem começou a ficar emocionante as curvas da pré cordilheira parece que vinham me receber de braços e almas abertas uma curva mais linda que outra o dia estava lindo o vento me acompanhava porem nada que tirasse o encanto de pilotar novamente pela aquelas Rutas ao pé da Cordilheira dos Andes.Senti ali naquele momento que a minha verdadeira viagem estava começando e uma felicidade invadiu a solidão de dentro do meu capacete, uma sensação de liberdade, é como se a natureza o homem a maquina e a Ruta se fundissem num só sentimento.E é nesse momento que justifica tantos meses de preparação, tantas noites mal dormidas e de sonhos acordado. Uma pena não poder expressar esse sentimento para meus familiares, meus amigos e todos aqueles que ficaram torcendo por mim, porque se eu pudesse assim fazer eles entenderiam com outros olhos o porque dessas viagens, que nós motociclistas fazemos, tão só, dentro dos nossos capacetes.

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Uma sexta feira magica, um dia perfeito, o asfalto da Ruta impecável e a Moto cada dia mais companheira. Era assim que eu estava me sentindo naquela tarde, faltava poucos kilometros para chegar em Bariroche acabei de passar pela confluência traful e um pouco emocionado por seguir por esse pequeno trecho da Lendária Ruta 40 e já na minha cabeça fazendo planos para que num futuro próximo na volta do Ushuaia eu subiria por toda a Ruta 40 e imaginando o que diz a lenda a respeito dessa Ruta " Diz a lenda que quem sobe por toda a Ruta 40, vive um ano a mais" e naqueles instantes que eu pilotava minha Moto por ali, já até computava em minha vida um ano a mais, pois estava planejado que o meu retorno seria por toda a Ruta 40.

 

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[t1]San Carlos de Bariloche[/t1]

 

O lago Nahuel Huapi veio me dar boas vindas, me acompanhou dali da Ruta, até o centro da cidade, e apesar das boas vindas do lago,e não sei se pela época do ano, não me simpatizei com a cidade de Bariloche, fui até o hostel marcopolo inn, que eu havia feito uma consulta de reserva durante a madrugada la ainda em General Roca, preenchi minha ficha, fui conhecer o quarto comunitário e todo o hostel, porem não havia estacionamento para a Moto, pensei bem, pedi desculpas a Verónica recepcionista do hostal mas resolvi não ficar. Eu até poderia dormir na praça, mas minha companheira, a moto, tinha que ficar guardada.

Foi então que me lembrei da dica do Oscar Milantoni e esposa, que me falaram para hospedar me em Villa de la Angostura, inclusive eles me deram o endereço e o nome da pousada , E como não gostei de Bariloche não pensei duas vezes e rumei para villa de la Angostura a 80 km. dali, no outro lado do lago Nahuel Huapi, Bariloche, monte Tronador os chocolates, iriam ficar para uma outra ocasião e se possivel no inverno pois era assim que eu imaginava Bariloche, inverno e muita neve.

Percebe-se o tanto que gostei de Barilche, que se quer tirei uma foto da cidade.

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[t1]Villa La Angostura[/t1]

Como ainda não era muito tarde fiz o retorno até a Ruta 231, caminho sinuoso e muito bonito, afrouxei o cabo e fui apreciando a paisagem o máximo que eu pude, só fiquei com a pulga atraz da orelha quando acendeu a luz de reserva do combustível e ainda faltava 60 km, para chegar na Villa, Sai tão decepcionado de Bariloche que me esqueci de abastecer a Moto, Não era ainda cinco da tarde quando cheguei, e antes de procurar a pousada fui logo no único posto de combustíveis da Villa. A minha primeira impressão do lugar foi ótima, era exatamente como imaginei que fosse. A pousada Las Rocas que o Oscar me indicou era bem na entrada da cidade tudo muito proximo ao pequeno centro.A pousada é linda, aconchegante, um chalé todo de madeira , um cheirinho maravilhoso que vinha do fogão a lenha do restaurante da pousada, na hora já imaginei e reservei uma truta rosa pescada ali num lago próximo e feita especialmente para comemorar no jantar daquela noite, o final da primeira metade daquela viagem que até ali foi excepcional.Não poderia deixar de falar que o frio veio dar o ar da graça, creio que aquele foi o dia mais frio de toda a minha vida, guardei a Moto nos fundos da pousada e subi para um banho merecido e quente, na tipica banheira Argentina.Tomei meu banho,coloquei todas as blusas que eu levei e sai para conhecer a Villa, talvez por causa do frio e também por ser sexta feira as ruas do centro que na verdade a rua principal é uma só, estava muito movimentada, os cafés, las panaderias que são um requinte a parte, as sorveterias e por inclivel que pareça, um frio de congelar os dedos e as sorveterias todas lotadas, pelo menos quem toma sorvete por ali pode tomar com calma que ele não derrete e por falar em sorvete não poderia voltar da Argentina e não falar dos sorvetes em todo o pais os sorvetes são muito bons, mas os daqui da Villa são especialmente melhores principalmente o de "dulce de leche" e um maravilhoso, sabor zabaione a base de vinho branco, sem palavras para descrever o sabor e cremosidade dos sorvetes daqui, vários restaurantes na rua principal e nos arredores, interessante que mesmo os restaurantes mais modesto as mesas são muito bem postas, toalhas brancas, copos de agua, vinho branco, vinho tinto, talheres muito bem escolhidos, porem quanto ao cardápio posso falar muito pouco pois foram raras as vezes que almocei ou jantei em restaurantes nessa viagem, meu primeiro jantar seria naquele noite no restaurante da pousada Las Rocas, que eu já tinha deixado reservado uma truta rosa pescada recentemente num lago próximo dali, pelo menos assim foi o que garantiu o chef proprietario do restaurante.

 

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